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A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL

January 17, 2013

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

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7. IN INGLISH

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8. IMIGRACAO

http://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/

 

Esta eh uma pequena discussao motivada por comentarios anteriores que eu havia feito no Forum do site geneall.net. Aqui pretendo esclarecer melhor os meandros genealogicos em que as assinaturas Furtado de Mendonca e Barbalho Bezerra estao envolvidas com o casamento de d. Maria Furtado de Mendonca e o heroi brasileiro, mestre-de-campo Luis Barbalho Bezerra. Facam, pois, boa leitura.

A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL (Publicado no endereco: http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=320963)

Meus prezados,

repassei anteriormente informacoes imprecisas a respeito do ramo Furtado de Mendonca/Barbalho Bezerra do qual sou descendente. O problema eh encontrar-se muitas informacoes em multiplas fontes literarias que nem sempre sao verdadeiras. Porei uma sequencia genealogica abaixo para sanar alguns fatos. Segue entao:

1494 Antonio Martins Bezerra – Maria Martins Bezerra
1524 Antonio Bezerra Felpa de Barbuda – Maria Araujo
1554 Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda – Camila Barbalho
1584 Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca
1616 Jeronimo Barbalho Bezerra – Isabel Pedroso
1650 Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramiro
1680 Maria da Costa Barbalho – Manoel Aguiar
1702 Manoel Vaz Barbalho – 1716 Josepha Pimenta de Souza
1738 Isidora Maria da Encarnacao – Antonio Francisco Carvalho

Algumas datas aqui sao hipoteticas, apenas para dar-se uma sequencia logica ao texto. Sao as tres primeiras e as de 1680 e 1702. Elas se baseiam em fatos historicos registrados na familia.

A reconstrucao dessa sequencia genealogica tornou-se possivel gracas a diversas fontes literarias diferentes. Mas, basicamente, poderao confirma-la comecando-se por: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf. Essa tese do professor Antonio Filipe: “Entre a Sombra e o Sol, A Revolta da Cachaca, A Freguesia de Sao Goncalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense (Rio de Janeiro, 1640-1667)”, nos fornece alguns dados, entre os quais, exclui a geracao 1524 Antonio Bezerra Felpa de Barbuda – Maria Araujo. Os dados genealogicos se encontram entre as paginas 187 a 194, no capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho.”

Porem, acredito que ela exista e por ser indicada no endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios. Trata-se de um trabalho postado no site da editora Usina de Letras, de autoria de Pedro Wilson Carrano Albuquerque. O trabalho tem o titulo de “Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda”, o conhecido compositor brasileiro Chico Buarque. O Chico descende de Brasia Monteiro, irma do Luis Barbalho Bezerra.

No trabalho do Pedro Wilson a geracao 1524 aparece na decima segunda geracao de ascendentes, sob as numeracoes: 9692 e 9693. Nas numeracoes 9694 e 9695 podemos ver os nomes: Bras Barbalho Feio (Feyo) e Maria Guardes, que sao os pais da Camila Barbalho. Ha mencoes em outras literaturas ao nome dela ter sido Catarina Tavares de Guardes. Talvez tenha sido Maria Catarina. Ela era filha de Francisco Carvalho de Andrade, sob o numero 19.391 e de sua esposa Maria Tavares de Guardes, numero 19.392.

Estas primeiras familias foram levadas para Pernambuco por seu primeiro donatario: Duarte Coelho Pereira a partir de 1532. Foram pessoas que receberam a distincao de fidalguia. Francisco Carvalho de Andrade era armeiro real. E tambem foi sogro de Joao Paes Velho Barreto, casado com Ines Tavares de Guardes, que se tornou o senhor de engenho com o maior numero de instalacoes em seu poder.

Bras Barbalho foi senhor do Engenho Barbalho, no Cabo de Santo Agostinho, e do de Sao Paulo, na Varzea do Capiberibe. Isso pode ser verificado nos enderecos: http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html & http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra-s.html. Estes trazem uma relacao de Engenhos de Pernambuco e na descricao fornecem alguns dados genealogicos importantes. O Engenho Barbalho esta descrito no primeiro endereco e o de Sao Paulo no segundo.

Importante eh salientar que a genealogia explorada pelo autor Antonio Filipe Pereira Caetano esta descrita na bibliografia citada por ele: “Carlos G. Rheingantz. Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Seculos XVI e XVII), Rio de Janeiro: Livraria Editora Brasileira, Volume 1, 1965, p. 188.188″; “Bernardino Jose Souza “Luis Barbalho” In: Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro. Rio de Janeiro: Instituto Historico e Geografico Brasileiro, Volume 13, 1964″ & “Afonso Henriques da Cunha Bueno & Carlos Eduardo de Almeida Barata. Dicionario das Familias Brasileiras. Sao Paulo: Iberoamerica, Volume 1, 2000, p. 368 (Barbalho Bezerra)”. Antonio Filipe eh um dos que menciona o nome Catarina Tavares de Guardes como o da mae de Camila Barbalho, na tese dele.

Aqui nos temos um entroncamento de informacoes. Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra sao mencionados em outro trabalho que esta no endereco: http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html. No final do trabalho, pagina 11, mostra-se a sequencia genealogica resumida de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Brasia Monteiro, filha do casal: Pantaleao Monteiro e Brasia Araujo. Domingos, tambem era filho de Antonio e Maria Martins Bezerra. A genealogia foi preservada nas notas do livro “Genealogia Pernambucana” do frei Jaboatao. O autor preservou o conteudo de uma carta de fidalguia passada a um descendente do Domingos.

Domingos e Antonio, entao, foram irmaos e tambem concunhados, pois, Maria Araujo, esposa do segundo, era filha do mesmo Pantaleao Monteiro, que foi senhor do Engenho de Sao Pantaleao, e mais tarde passou a ser conhecido como Engenho Monteiro. O Engenho Monteiro esta descrito nas notas do Engenhos de Pernambuco, porem, ali nao consta ter pertencido a Pantaleao. Esta na pagina reservada `as letras M, N, O.

Nao temos data para o nascimento de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, porem, a data para o Domingos foi dita ser 1526. Este nasceu em Viana da Foz do Lima. E eu presumo que o Antonio tenha sido mais velho, porque teria nascido em Ponte de Lima. Como Ponte de Lima esta um pouco afastada da costa e o inicio dos anos de 1500 foram mais prosperos para Viana, por causa do porto que passou a comercializar com o mundo inteiro ja no inicio das Grandes Descobrimentos, penso que a familia mudou-se primeiro para la, onde o Domingos nasceu, seguindo depois para Pernambuco.

E aqui passamos ao ramo Furtado de Mendonca/Barbalho Bezerra que se formou com o casamento entre Luis Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonca. O autor Antonio Filipe menciona apenas que ela foi: “filha de um dos descendentes das mais ilustres familias fluminenses, os Furtado de Mendonca.” Presume-se, entao, que a bibliografia consultada por ele traga algo mais a respeito da familia Furtado de Mendonca, especificamente, ao ramo do qual d. Maria pertencia.

Contudo penso ser engano a informacao de que d. Maria Furtado de Mendenca tenha origem carioca. Isso porque, ate o momento, tenho como data de nascimento para ela o ano de 1595. O que obriga o pai dela ter nascido 20 anos, ou mais, anteriores a ela. O que nos da a data minima de 1575. Exatamente 10 anos apos `a fundacao da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro, por Estacio de Sa. Salvando-se mais uns 3 anos de luta para a conquista das terras aos franceses e tamoios, teriamos 7 anos, o que praticamente impede que o pai de Maria Furtado de Mendonca tenha nascido ali.

Fiz algumas pesquisas em torno da vida de Heitor Furtado de Mendonca, pois julguei poder ter sido um aparentado. Ele foi o primeiro visitador da Inquisicao em territorio brasileiro e passou por Pernambuco em 1595, onde o Domingos Bezerra Felpa de Barbuda foi interrogado. Vejam no link familybezerrainternational acima. Entre outros detalhes, tambem tentei encontrar informacoes a respeito dos sobrenomes Furtado e Mendonca.

No endereco:http://www.piracuruca.com/sobrenome_texto.asp?codigo=286, ha uma explicacao para o surgimento do sobrenome Hurtado (Furtado). Conta-se que surgiu com D. Fernao Peres de Lara, “o Hurtado”. O apelido teria sido dado pela rainha Urraca de Castela, esposa de Raimundo da Borgonha, porem, que manteve um caso amoroso com D. Pedro Goncalves de Lara. Assim, o sobrenome Hurtado na Espanha, traduzido para Furtado em Portugal, se propagou. Contudo ha que se fazer a reserva de que: da mesma forma que D. Fernao Peres de Lara nasceu, outros tambem nasceram e nao se pode garantir que todos sejam Furtado da mesma origem. Algum outro podera ter “roubado” a ideia de colocar o sobrenome Furtado.

A rainha de Leao e Castela, D. Urraca, era meio-irma da Condessa Teresa de Portugal. Ambas eram filhas do rei Alfonso VI, e netas de Fernando I, o Magno, rei de Leao e Castela e de sua esposa oficial: Sancha, infanta herdeira de Leao. Ja os maridos delas, respectivamente, Raimundo e Henri de Borgonha eram primos. Como os Barbalho Bezerra descendem de Teresa e Henri, o mais provavel eh que nos descendamos tambem da Urraca e Pedro Goncalves de Lara. Os Lara sao outra familia dominante espanhola.

No endereco:http://ajaneladobraz.blogspot.com/2011/02/origem-da-familia-mendonca.html temos um resuminho da origem do sobrenome Mendonca ou Mendoca, cuja origem esta no senhorio da cidade de Mendoza, na Provincia da Biscaia. Eles teriam passado a Portugal por primeiro na epoca do rei D. Afonso III, que foi o responsavel pela reconquista das ultimas partes de Portugal aos mouros, aproximadamente em 1250.

Ja, segundo o que encontrei em minhas investigacoes a respeito de Heitor Furtado de Mendonca, estas familias estavam presentes no Algarves, de onde tambem se passaram para Lisboa. Elas estavam ligadas aos Arraes que, por coincidencia ou nao, eh sobrenome presente tambem em Pernambuco. Cite-se inclusive o nome da figura historica brasileira recente e ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes.

Em funcao destes dados, penso que os Furtado de Mendonca ingressaram por primeiro no Brasil em Pernambuco. E ha a possibilidade de a familia, por estar associada por lacos matrimoniais com os Barbalho Bezerra, poder ter acompanhado o governador Luis Barbalho Bezerra quando este foi nomeado para exercer o posto em 1643. Luis Barbalho foi governador em 1643 e 1644, nao concluindo o mandato de 3 anos porque faleceu no cargo. Se esta explicacao for verdadeira, os Furtado de Mendonca do Rio eh que seriam filhos de ilustre familia Pernambucana em primeiro lugar. E o mais provavel eh que os ilustres Furtado de Mendonca do Rio de Janeiro tenham origem em Aires Furtado de Mendonca, e nao o contrario.

O Catalogo Genealogico, dos Estatutos do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, cita outros Furtado de Mendonca na Bahia, porem, sem definir alguma relacao parental entre estes e o Furtado de Mendonca de d. Maria.

No site do http://www.googlelivros.com.br temos acesso `a leitura dos Estatutos do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, parte 1- Catalogo Genealogico, editado em 1889, que nos traz dados a respeito das familias: Negreiros de Sergipe do Conde (a partir da pagina 308, e trata-se da atual municipalidade de Sao Francisco do Conde, mais conhecida por sua producao de petroleo, no Reconcavo Baiano), Os Barbalhos (p. 310) e os Ferreiras e Souzas (313). Ja na pagina 310 temos: “Cazou com D. Maria Furtado de Mendonca, filha de Aires Furtado de Mendonca e de sua mulher Cecilia de Andrade Carneiro e teve filhos:”

O interessante aqui eh que na lista constam 6 filhos: Agostinho, Guilherme, Fernao, Antonia, Cosma e Francisco Monteiro. A lista citada pelo pesquisador Antonio Filipe tambem contem 6, porem, seriam eles: Antonio, Guilherme, Francisco Monteiro, Cecilia, Jeronimo e Agostinho. Presumo que a primeira lista tenha sido retirada de documentos presentes no Estado da Bahia e de conhecimentos gerais, ja a segunda vem de documentos encontrados no Rio de Janeiro. Isso porque a familia foi composta de 9 filhos e filhas.

Embora, extra-documentos, foi dito que houve uma filha de Luis Barbalho com o nome de Celia Carreiro, nao citada em nenhuma das duas listas. Pode ser que o pai seja outro Luis Barbalho.

A verdade eh que se registra: 1. Antonio Barbalho Bezerra. Dito ser o mais novo, deve ter sido o mais velho dos filhos por haver a mencao de que teria sido casado, em 1633, com Joana Gomes da Silveira. “Neta do ilustre Duarte Gomes da Silveira, fundador do morgado de Sao Salvador do Mundo.” (da Paraiba). Duarte Gomes foi um dos conquistadores da Paraiba, e existem mencoes de que teria sido o pai de Joana Gomes e nao avo. Ela seria filha fora do casamento porque o unico filho de sua esposa teria falecido sem filhos quando da Invasao Holandesa.

Antonio Barbalho Bezerra tornou-se o segundo senhor do Morgado de Sao Salvador da Paraiba. E sua descendencia acabou ficando registrada no processo de inquisicao sofrido por sua neta: Mariana Pascoa Bezerra, arquivado no Arquivo Nacional Torre do Tombo. O processo esta resumido na pagina da internet que se segue:http://utinga.wordpress.com/2010/09/21/marianna-paschoa-bezerra-o-santo-oficio-e-os-rocha-bezerra/.

2. Fernando (Fernao) Barbalho Bezerra. Nos Estatutos consta que serviu ao infante D. Pedro (reino de Afonso VI, de Portugal) e que faleceu “Vedor da India”. Vedor era um cargo semelhante a ministro das financas e nao se trata de toda a India mas da provincia portuguesa de Goa. Informa-se tambem que foi capitao do Forte de Nossa Senhora do Populo, cargo que exerceu ate 1667, quando o passou a seu irmao, Francisco Monteiro. Nao ha registro de descendencia dele.

3. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra. Parece ter sido o filho mais novo. Aos 8 anos de idade ja assentou praca de soldado, em companhia de seu irmao Agostinho e sob as ordens de D. Felipe de Moura. Tinha um salario de 6 cruzados por mes. Foi instalado como capitao do Forte de Sao Marcelo (o mesmo com o nome de Nossa Senhora do Populo) em 17 de marco de 1667, onde serviu ate 1704.

4. Guilherme Barbalho Bezerra. Fidalgo da casa real, como seus irmaos, coronel respeitado na Bahia, foi tambem cavaleiro da Ordem de Cristo. Casou-se com d. Anna de Negreiros, filha de Domingos de Negreiros e sua esposa Maria Pereira, esta, filha de Martim Lopes Soeiro e Anna Pereira. Gracas aos seus servicos, prestados na luta contra os holandeses, requereu e conseguiu do rei D. Afonso VI o cargo de alcaide-mor da historica Sao Cristovao, antiga capital do Sergipe.

Guilherme e d. Anna tiveram dois filhos: Mariana Barbalho que se casou com Manoel Alves da Silva e nao tiveram filhos. O filho Domingos Barbalho Bezerra herdou as comendas e a alcaideria de seu pai, viveu na Patativa e ficou solteiro. Nao ha mencao de filhos.

5. Antonia Barbalho Bezerra. Casou-se com Antonio Ferreira de Souza, filho de Euzebio Francisco e de D. Catarina de Souza. Casaram-se em 11 de setembro de 1642, sendo ministro e padrinho o bispo D. Pedro da Silva e padrinhos o mestre de campo Luis Barbalho Bezerra e o governador Lourenco Correa de Brito. Casaram-se na Igreja de Sao Bento, na Bahia.

D. Antonia e Antonio foram pais de, entre outros, D. Ines Teresa Barbalho Bezerra (Ines Barbalho), que se casou com o coronel Egas Moniz Barreto e se tornaram ancestrais de diversas casas nobres do Imperio Brasileiro, entre as quais estao: baronato de Itapororoca, baronato de Rio das Contas, baronato de Alenquer e baronato de Sao Francisco, a partir do casamento do terceiro barao no caso dessa ultima casa.

6. Cosma Barbalho Bezerra. Casou-se com Francisco de Negreiros Sueiro, irmao de sua cunhada, Anna de Negreiros. Deixaram extensa descendencia cujas primeiras geracoes sao relatadas no catalogo genealogico dos Estatutos.

7. Cecilia Barbalho Bezerra. Mais conhecida apenas como Cecilia Barbalho. Em sua propria biografia, que esta escrita no “Pantheon Fluminense: Esbocos Biographicos” de Presalindo de Lery Santos, ha o engano de atribuir-lhe ser a esposa do Agostinho Barbalho Bezerra, seu irmao. O mesmo erro eh cometido pelos autores pernambucanos da biografia de Agostinho, que a renomeiam de Cecilia Barbosa e a dao por carioca.

A duvida quanto a ela ser filha, parente proxima, ou nora de mestre de campo Luis Barbalho Bezerra foi divulgada em diversas literaturas. O diagnostico definitivo e mais logico esta no trabalho do professor Antonio Filipe, onde ela aparece com o marido capitao (coronel posteriormente) Antonio Barbosa Calheiros. Tiveram os filhos Antonio e Isabel. Embora as mencoes a ela afirmem que internou-se no abrigo, por ela propria construido, ao lado da Capela de Nossa Senhora da Ajuda, com duas filhas e outras mocas da sociedade carioca.

Ela tem uma grande importancia historica no Rio de Janeiro como a idealizadora e fundadora do primeiro convento feminino, que foi o de Nossa Senhora da Conceicao, localizado na antiga Rua da Ajuda. O convento acabou ficando conhecido como Nossa Senhora da Ajuda. Na verdade ela abracou a ideia e levantou um abrigo transformado no convento nos anos de 1750.

Creio que donas Antonia, Cosma e Cecilia sejam as unicas tres filhas de d. Maria Furtado de Mendonca. Isso porque podemos verificar no endereco na internet: http://historiapostal.blogspot.com/2008/02/o-ofcio-de-correio-mor-de-mar-e-terra.html, que entre muitas alegacoes, Agostinho teria usado o argumento: “e ele Agostinho Barbalho, com o encargo de três irmãs e uma mãe que está obrigado a amparar.” Estas sao as ultimas palavras no 12o. paragrafo. O trabalho de Luiz Guilherme Machado tem o titulo de: “O Oficio de Correio-Mor de Mar e Terra do Estado do Brasil.” Faz-se essa observacao para salientar a ausencia de Celia Carreiro como filha.

Indico a leitura completa do artigo para que obtenham mais informacoes biograficas dos personagens Luis e Agostinho Barbalho Bezerra.

8. Agostinho Barbalho Bezerra. Segundo seus biografos foi o filho que mais se parecia com o pai, nas virtudes. Foi um homem e militar de tantas acoes que terei que resumir ao minimo. Combateu os holandeses desde os primeiros anos da invasao em Pernambuco, 1630, ate `a expulsao, 1654. Salve-se dois anos que permaneceu preso por eles. Foi lobo do mar, combateu a pirataria que gracava nas costas brasileiras. Participou dos combates que houveram para assegurar-se a independencia da coroa portuguesa, destacando-se ai os que se deram na praca de Elvas. Estando em pelo menos duas datas diferentes em Portugal para a expulsao do espanhol invasor, arcou com as despesas dos agregados, cavalos e escravos, sem nada cobrar ao monarca. Alias, exemplo este dado por seu pai, durante a luta contra os invasores holandeses no Brasil.

No plano politico foi nomeado governador do Rio de Janeiro durante a crise que se deu durante a “Revolta da Cachaca”. Mostrou-se habilidoso como gestor e ao mesmo tempo sendo fiel `a coroa portuguesa. Acabou sendo destituido pelos revoltosos que desconfiaram que estivesse tramando para o retorno do destituido governador, Salvador Correia de Sa e Benevides.

Casou-se com d. Brites ou Beatriz de Lemos, filha de Joao Alvares Pereira e Isabel de Montarroios. Joao Alvares foi genro de um dos primeiros moradores do Rio de Janeiro e ele proprio fundou a Fazenda de Sao Mateus, que mais tarde daria inicio a diversos municipios da Baixada Fluminense, particularmente Nilopolis. No livro: Memorial Nilopolitano, Tomo I, existe o engano de identificar o Agostinho como sendo filho do Jeronimo. Isso fez-me perder um tempo longo imaginando as muitas possibilidades que isso resultaria.

Agostinho obteve a doacao perpetua da Ilha de Santa Catarina, no Estado de Santa Catarina, para si e sua descendencia. Nos mesmos termos das Capitanias Hereditarias. Isso se deu em 1662 e nessa epoca ele tambem foi nomeado para o cargo de “cacador das esmeraldas” no Brasil. Na verdade seria: pesquisador de minas de metais e pedras preciosas. Acabou falecendo de febre desconhecida numa Entrada que liderou ao Rio Doce, `a altura do Estado do Espirito Santo. A morte se deu em 1667 e isso o impediu de tornar efetiva a doacao que recebera.

Nao eh exagero dizer-se que o Brasil permaneceu como colonia portuguesa, assim unido sob uma unica bandeira, gracas `as batalhas travadas por Luis, Agostinho, seus parentes e outras familias ja instaladas na epoca no Brasil. Sem o sacrificio deles, o mais provavel eh que hoje o Brasil seria um retalho de dominios europeus, incluindo Portugal, Espanha, Belgica, Franca, Holanda e ate Inglaterra. E assim tendo o territorio dividido em diversas nacionalidades diferentes, nao apenas brasileira como atualmente eh.

Juntando-se as biografias das pessoas acima citadas e outras que virao, imagino ate que se alguma empresa de televisao ou cinema se interessasse por fazer um seriado documentario-novelesco ao estilo do seriado “Roots” (Raizes), realizado pela industria americana nos anos de 1970, teria em maos um material com a possibilidade de se tornar inclusive de maior sucesso que seu exemplo. Omiti-me inclusive de detalhar a vida de Luis Barbalho Bezerra, para nao alongar demais essa narrativa, que porem, tem um conteudo de saga maravilhoso.

Uma diferenca fundamental em relacao ao documentario Raizes eh que aquela narrativa se restringe a um nucleo familiar. Ja a narrativa destas personalidades historicas envolve uma consideravel porcentagem da populacao brasileira, por ela ser diretamente descendente delas. Na sequencia devo mostrar como isso se torna possivel.

Com certeza, se uma serie de filmagem como essa for produzida, os sites de genealogia no Brasil e no restante do mundo, gracas `a heranca portuguesa e iberica espalhada neste, terao grande dificuldade de atender aos novos fregueses, interessados em iniciar suas Arvores Genealogicas.

Ha que se mencionar aqui o detalhe de alguns levantarem a hipotese de que os Barbalho nao fossem tao catolicos quanto o restante a populacao de descendencia portuguesa. E realmente ha um indicio disso presente na lista de nomes dos filhos dele.

Os catolicos mais apegados, quando tinham familias maiores, davam nomes a seus filhos com a preferencia por: Anna, Maria, Joaquim, Jose e Manoel. Este seria o nucleo mais intimo de Jesus que sao, respectivamente, avo, mae, avo, pai e Jesus (a expressao Emanuel tem o significado de “Deus conosco”, atribuido `a pessoa de Jesus).

Em seguida viriam os nomes dos Apostolos, como Joao e Bartolomeu; nomes de personalidades biblicas como David e Salomao e os santos do dia. Contudo, a lista de nomes dos filhos de Luis Barbalho, primeiramente, ignora o nucleo intimo. Em seguida tem mencoes outras que nao a tradicao catolica.

A principal motivacao para as denominacoes eh a hereditariedade. Parece que Luis Barbalho fez questao de fazer sua descendencia lembrar-se dos ancestrais. Assim, os nomes: Antonia, Antonio e Guilherme lembram, inversamente, pai, avo e bisavo dele proprio. Alguns autores tem que o nome do pai do Luis seria tambem Antonio e nao Guilherme, contudo, parece que ele proprio deixou a verdade escrita na descendencia.

O nome Cecilia esta relacionado `a sogra dele. Francisco Monteiro faria homenagem tanto ao bisavo Francisco Carvalho de Andrade quanto a Pantaleao Monteiro. Embora Francisco tenha outro significado importante na vida dele, e este, indiretamente relacionado com o santo.

Durante a luta contra os holandeses, brasileiros, portugueses e espanhois embarcaram numa esquadra com a pretensao de retomar Pernambuco. Porem a esquadra nao teve sucesso, ficando quase `a deriva. Margeando as costas do Rio Grande do Norte, avistaram uma ameaca de tempestade. Ai perceberam que o mais seguro seria desembarcar a soldadesca, no Porto de Touro, para que os navios fossem para o alto mar, numa tentativa de evitar que o mar bravio os lancasse contra as pedras e os afundasse.

Luis Barbalho Bezerra se viu `a frente de 1.000 homens, sem mantimentos e cercado de inimigos. Usando taticas de guerrilha, enfrentou os holandeses e arriscou a sofrer ataques dos indios nas matas. Em combates heroicos venceu e aprisionou alguns holandeses. Usou a tatica de “terra arrasada”, ou seja, atacou e queimou as propriedades de todos os que se passaram para o lado dos holandeses, tomando-lhes os mantimentos.

Apos muitas leguas de desespero, chegou `as margens do Rio Sao Francisco com seus homens, prisioneiros e familias que quizeram acompanha-lo. Atras vinha uma forca bem mais forte que a dele. Mas a comitiva conseguiu atravessar o Rio Sao Francisco antes do confronto e os holandeses perceberam que seria arriscado demais continuar a perseguicao em territorio baiano. Por isso, eh provavel que ali Luis Barbalho Bezerra tenha concluido que nascera uma segunda vez, pois, se o capturassem a morte seria certa.

Outro fato que engrandece a biografia dele eh que, instalando-se na Bahia construiu o Forte de Nossa Senhora da Conceicao. Este foi uma grande ajuda para repelir a tentativa de invasao `a Bahia que o conde Mauricio de Nassau planejou logo em seguida. O forte acabou sendo apelidado de Forte do Barbalho e futuramente serviu de nome de bairro na Cidade de Salvador.

Mesmo o nome Agostinho pode nao ter relacao direta com o santo. O nome pode ter sido dado porque o engenho da familia, Engenho Barbalho, ficava no Cabo de Santo Agostinho. O nome Fernando, ou Fernao, parece ter origem mais na homenagem a algum rei da epoca. Contudo, nao se descarta a possibilidade de ser algum ancestral de d. Maria Furtado de Mendonca.

O unico nome que tem evocao clara ao santo eh o de d. Cosma. Possivelmente ela nasceu no dia dos santos Cosme e Damiao. Ja o de Jeronimo se confunde com o nome do santo, porem, ha que se lembrar que Jeronimo de Albuquerque, irmao de d. Brites de Albuquerque, a esposa de Duarte Coelho Pereira, fora de fato o mandatario da Capitania de Pernambuco. Ele deve ter sido uma referencia para as geracoes da epoca. E eh conhecido como o “Adao de Pernambuco” por ter se tornado pai de mais de 30 filhos e filhas.

9. Jeronimo Barbalho Bezerra. Deixei-o por ultimo nao sem razao. Talvez tenha sido o mais obscuro dos filhos do casal Luis Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca. Ele nao eh mencionado nos relatorios que se encontram na internet a respeito da luta para a expulsao dos holandeses no Brasil. Embora haja a mencao de que fora heroi em tal luta.

Torna-se conhecido apos parte da familia mudar-se para o Rio de Janeiro. Como seu irmao Agostinho, tornou-se dono de engenho de cana de acucar no atual municipio de Sao Goncalo. A fazenda dele ficava na Ponta do Bravo e nela se deram as reunioes para o planejamento do que consumou-se com o apelido de “A Revolta da Cachaca”. Essa comecou em 1660 e findou cinco meses depois em 1661.

Era o lider principal, com outros mais de 120 produtores de acucar e cachaca da Vila de Niteroi. Isso, no tempo em que Sao Goncalo do Amarante ainda era uma das Freguesias desta Vila. Logo apos a deposicao de Agostinho, irmao dele, foi eleito governador em seu lugar por seus camaradas. Adotou medidas tipicas de defesa dos interesses dos fazendeiros, inclusive a perseguicao aos jesuitas que defendiam o direito dos indigenas de nao serem escravizados.

Talvez essa atitude tambem tenha nascido de algum rancor que tivesse contra o clero, pois, o pai dele houvera sido envolvido em uma trama ainda na Bahia, onde o governador geral do Brasil foi deposto e aquele fez parte do governo provisorio que o substituiu. Logo em seguida Luis Barbalho foi preso e enviado a Lisboa para responder por conspiracao. Sendo entao o caso esclarecido que o mensageiro da ordem real, um padre, havia adulterado o documento, incluindo a deposicao do governador.

Enquanto os revoltosos esperavam uma resposta da coroa portuguesa, os quais tinham o objetivo tao somente de livrar-se do excesso de carga tributaria e do nepotismo instituido pelo longevo governador Salvador Correia de Sa e Benevides e de sua familia e agregados, Salvador Correia organizou um contragolpe e deteve os revoltosos. Em julgamento sumario mandou executar Jeronimo que foi enforcado, esquartejado e teve o corpo exposto em publico.

Os outros revoltosos, inclusive Agostinho que fora obrigado a participar do projeto por causa da grande veneracao que o povo tinha por ele, sofreram julgamentos. Enviado Agostinho a Portugal, foi absolvido.

Salvador Correia de Sa tornou-se reu das acusacoes que os revoltosos lhe tinham feito como: roubar o erario publico, obrigar os fazendeiros a emprestar-lhes gratuitamente a mao de obra escrava, delapidar as florestas nativas de fazenda alheias para construcao de um navio proprio, roubar, assassinar, impor monopolios, bancar jogatinas que tomavam o dinheiro de muitos, alem de executar um dos herois da expulsao dos holandeses.

Correia de Sa nao apenas foi condenado como o objetivo de que sua familia nao mais exercesse cargos de sua magestade no Brasil foi alcancado pelos revoltosos. Assim, a grande vitima da “Revolta da Cachaca” foi mesmo seu lider, Jeronimo Barbalho Bezerra e sua familia ainda muito jovem.

Os dados genealogicos da linhagem exposta acima, a partir de Jeronimo, foram por primeiro levantados pelo genealogista, professor Demerval Jose Pimenta, em seu livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. O livro ja nos era de interesse por tratar da genealogia Borges Monteiro e Pereira do Amaral, familias que se tornaram numerosas e que tiveram grande participacao no povoamento do Centro-Nordeste de Minas Gerais, a partir dos dominios da antiga Vila do Principe, atual Serro.

A bisavo do professor Demerval, Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro) e a avo: Ermelinda Querubina Pereira do Amaral foram tias-avos de Maria Marcolina Coelho, bisavo materna, e de Joao Rodrigues Coelho, bisavo paterno na familia de meus pais. O que nao imaginavamos eh que tinhamos com ele um terceiro vinculo, o Barbalho. O ramo Borges Monteiro eh oriundo da Municipalidade de Seia, no Distrito de Guarda. E o Pereira do Amaral da Ilha de Sao Miguel, nos Acores.

O professor Demerval publicou o livro dele em 1965 e talvez nao tenha tido o prazer de saber quem eram os ancestrais de Luis Barbalho nem de sua esposa, Maria Furtado de Mendonca, a qual nem sequer cita no livro por, provavelmente, nao o saber. Tambem pensou que d. Paschoa Barbalho fosse neta e nao filha do Jeronimo. O trabalho do professor Antonio Filipe corrige o engano dele e ainda fornece maiores dados da familia.

Jeronimo Barbalho Bezerra casou-se com Isabel Pedroso, filha de Joao do Couto Carnide e Cordula Gomes. O primeiro casal teve 6 filhos: Jeronimo, nascido em 1645; Felipe, 1647; Paschoa, 1650; Luis, 1651 (falecido crianca), Micaela, 1653 e Luis, 1660.

Alem de Paschoa, pode-se encontrar na internet informacoes de casamento e descendencia apenas de Michaela Barbalho Bezerra Pedroso. Ela casou-se com o portugues Joao Batista de Matos, natural de Lisboa, e os instrumentos eletronicos informam que deixou “um ramo Barbalho Bezerra em Santa Catarina”, verifique, entre outros:http://www.geni.com/people/Micaela-Barbalho-Bezerra-Pedroso/6000000011624035097.

Paschoa Barbalho casou-se com Pedro da Costa Ramiro, cujas informacoes genealogicas se limitam `a propria pessoa, via internet. Contudo abrindo-se o endereco: http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-218-32.htm, pode-se observar que ela e o marido tambem estiveram no negocio de Engenhos de Acucar. No quadro 2, do trabalho do professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ, mostra-se que foram donos do Engenho de Sao Bento, cito no local chamado de Mutua, na atual cidade de Sao Goncalo. Eles aparecem como donos desde 1686 ate 1702.

Nao encontrei uma segunda mencao literaria de d. Maria da Costa Barbalho e seu marido, Manoel Aguiar por enquanto. Eles ainda sao os unicos que nao temos a confirmacao. Ja a geracao seguinte, Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza aparecem nos arquivos do Family Search, que eh o braco genealogico da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias, ou simplesmente Mormons.

Ali encontram-se dados relativos `a familia de Policarpo Joseph Barbalho, nascido em 1735 e falecido na Villa de Porto Alegre, RS, em 20.06.1801, segundo atestado de obito dele. Era filho de Manoel e Josepha e casado com Bernarda Maria de Azevedo. Eles tiveram 7 filhos registrados em Gravatai, RS. Umbelino, Anna, Pocidonio, Julio, Candida, Eugenia e Manoel. O primeiro nascido em 1782 e o ultimo em 1793.

Contudo, ja tinham uma filha mais velha, com o mesmo nome da avo, Josefa Pimenta de Souza. Ela casou-se em Gravatai, em 05.07.1794, com Jose Peixoto de Miranda, filho de Jose Peixoto Cabral e Eufrazia Maria Caetana. E aqui observo que podera haver uma familia enorme no Rio Grande do Sul e cercanias, conhecida como Familia Peixoto, e que nao necessariamente sabe de suas origens Mendonca Furtado/Barbalho Bezerra.

Gravatai fica na Regiao Metropolitana de Porto Alegre, tem por volta de 250.000 habitantes, e um de seus ex-prefeitos teve a assinatura Peixoto. Vide Historia no site da prefeitura.

Como nao se sabe os sobrenomes que os irmaos usaram e se se casaram ou nao, podemos ter uma descendencia volumosa que, certamente, tambem tera, em parte, a assinatura Barbalho.

No trabalho do professor Demerval Jose Pimenta encontramos apenas um resumo da descendencia da filha do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza: d. Isidora Maria da Encarnacao, nascida em 1738 e casada, em 1759, com o portugues, capitao Antonio Francisco de Carvalho. O capitao foi por muitos anos o sindico-geral dos Santos Lugares da Comarca de Serro Frio. A Comarca do Serro, apos a explosao demografica em Minas Gerais, provocada pelo inicio do Ciclo do Ouro a partir de 1700, foi criada em 1720 e abrangia todo o Norte de Minas e estados interioranos, entao, muito pouco povoados.

Pimenta descreve parcialmente a genealogia da filha Vitoriana Florinda de Ataide e um pouco mais detalhado do filho Boaventura Jose Pimenta. Explica tambem que o “Jose Pimenta” seria uma homenagem `a avo Josepha Pimenta. Boaventura casou-se com Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro), ja mencionada, e foram pais de Modesto Jose Pimenta. Modesto casou-se com Ermelinda Querubina Pereira do Amaral, ja mencionada, e tiveram 12 filhos, entre os quais, o coronel Cornelio Jose Pimenta, pai do professor Demerval, sendo o professor nascido em 6 de fevereiro de 1893.

Ele nao conseguiu informacoes a respeito dos outros 6 filhos dos trisavos dele e que foram Joao, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco e Bernardo. E os dados estao restritos `a data da publicacao do livro que eh a de 1965. Ou seja, duas geracoes atras. E, claro, muitas sao as pessoas com outras assinaturas que descendem dos Pimenta, porem, a familia tornou-se conhecida por este sobrenome e nao Barbalho Bezerra ou Furtado de Mendonca.

Nao muito tempo atras, tinhamos o conhecimento que o nosso tetravo (quartavo) se chamava Policarpo Barbalho. E as tradicoes o creditavam como oriundo do Nordeste Brasileiro. Esse mito caiu com a descoberta dos Altos de Genere do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho, filho dele, que ordenou-se em Mariana, em 1845.

Somente entao pudemos constatar que o nome completo era Policarpo Jose Barbalho, que se casou em 1808 com Isidora Francisca de Magalhaes. Ele nascido no Distrito de Santa Rita Durao, pertencente `a municipalidade de Mariana, MG; e ela em Itabira, no mesmo estado. Policarpo era filho do capitao Jose Vaz Barbalho e de sua esposa Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Teve por irmaos, pelo menos, a Gervasio e Firmiano Jose Barbalho. Jose Vaz Barbalho nasceu na Cidade do Serro e o filho Gervasio em Conceicao do Mato Dentro.

Por todas as informacoes ja reunidas, a unica conclusao `a qual podemos chegar eh a de que: Jose Vaz Barbalho sera outro filho do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Este ultimo casal casou-se em 1732, no Distrito de Milho Verde, pertencente ao Serro.

Com o casamento de Policarpo Jose Barbalho em 1808 devemos esperar que tenha nascido por volta de 1780. Tambem esperamos que o pai dele deva ter nascido pelo menos 25 anos antes dele. O que nos da a data de 1755. Possivel por Josepha Pimenta de Souza ter nascido em 1716. E o mais provavel eh que tenha sido mae do Jose em ano anterior a 1755.

Ha, porem, a remota possibilidade de o Policarpo Joseph Barbalho, ou outro irmao, ter sido pai do Jose Vaz Barbalho. O tempo eh curto mas muitas vezes acontece de geracoes masculinas ficarem comprimidas nele, como eh mais comum acontecer com as linhagens femininas. O primeiro Policarpo poderia ter tido uma primeira familia e sido pai do Jose entre os anos de 1755 e 1760. E este teria espaco de tempo para ser pai do Policarpo Jose Barbalho em torno de 1785. Tempo habil para que ele se casasse em 1808. A familia de Gravatai seria a segunda porque nao era comum os homens se casarem a primeira vez com idade acima dos 40 anos.

Apos alguns anos o casal Manoel e Josepha mudou-se para o Arraial de Sao Jose de Tapanhoacanga, que mais tarde foi integrado `a municipalidade de Conceicao do Mato Dentro. (Atualmente chama-se Itapanhoacanga e faz parte da municipalidade de Alvorada de Minas). `A epoca em que o casal residiu no arraial, este era um dos veios mais produtivos de materiais preciosos do Ciclo do Ouro, tendo inclusive morador relacionado na lista de os mais ricos da Provincia de Minas Gerais.

Isso implica dizer que, as diversas familias que descendem do ramo Barbalho do Centro Nordeste de Minas Gerais tambem possuem sangue Furtado de Mendonca nas veias. E ai pode-se afirmar que a maioria da descendencia nao assina nem um nem o outro sobrenome, porque ha uma predominancia de nascimentos femininos na familia, cujos filhos herdam os sobrenomes dos pais obedecendo `as tradicoes.

No Centro-Nordeste de Minas Gerais tambem existe um ramo da familia Coelho. Este iniciado com esse sobrenome pelo portugues alferes de milicia Jose Coelho de Magalhaes. Este Jose casou-se com Eugenia Rodrigues da Rocha e viveram na Cidade de Morro do Pilar, mais precisamente, numa fazenda chamada de Axupe. O detalhe interessante na Arvore Genealogica da Familia Coelho eh que o professor Pimenta indicou posteriormente que a progenitora Eugenia teria tido como pais a Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho.

Estando ele correto, entao, ha a possibilidade de Maria Rodrigues tambem ter sido filha do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta da Rocha. As datas, embora apertadas, possibilitam essa ocorrencia porque Maria podera ter nascido no inicio da decada de 1740 ou ate um pouco antes.

Eugenia podera ter nascido em torno do ano de 1760 para que o primeiro filho dela: Jose Coelho de Magalhaes Filho (conhecido como Jose Coelho da Rocha, fundador do arraial que deu origem `a municipalidade de Guanhaes), nascer em 1782, data esta que temos como real e relatada no livro de genealogia da familia.

Novamente, sao muitas familias agregadas ao sobrenome Coelho, porem, somente uma parte do ramo conhecido como “de Magalhaes Barbalho” que descende tambem de Jose Vaz Barbalho, guarda em si a lembranca do seu passado Barbalho Bezerra/Furtado de Mendonca.

Ha a possibilidade de a ancestral Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho vir de ramo diferente, do nucleo Barbalho que se concentrou no Rio de Janeiro, descendente de d. Maria Furtado de Mendonca e Luis Barbalho. Como se pode verificar no site do Family Search, desde os primeiros anos de sua colonizacao, a partir de 1700, Minas Gerais ja recebeu varios membros da Familia Barbalho, particularmente, em Ouro Preto, Mariana, Congonhas do Campo e outras.

Aqui preciso retornar ao que prometi antes. Ou seja, demonstrar como sera possivel milhoes de pessoas atuais serem descendentes do casal: Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca. Para isso tenho que tomar emprestado as informacoes do genealogista Deusdedit Campos. Dando sequencia ao trabalho que fora do pai dele, estuda a genealogia da ancestral deles: d. Joaquina do Pompeu.

D. Joaquina, a quem os livros de Historia nao prestam as devidas homenagens, tornou-se riquissima. Eh uma verdadeira lenda no Centro-Sul de Minas. Em 1808, quando a familia real portuguesa aportou no Rio de Janeiro em fuga da Invasao Napoleonica a Portugal, com seus calculados 15.000 componentes, ela enviou mantimentos que socorreram a cidade de passar fome porque nao haviam estoques para alimentar a populacao extra.

Ela tem um nome enorme em ambos os sentidos, contudo o apelido eh o mais usado. Foi filha de portugueses imigrados em Minas Gerais durante o Ciclo do Ouro. Nasceu em Mariana, em 1752. Nao um caso raro `a epoca, casou-se aos 12 anos de idade. Teve 8 filhos. E deles procedem uma descendencia que o pesquisador calcula por volta dos 70.000 catalogados, ou mais. Como o numero se refere a todas as geracoes passadas, eu calculo que 60% estejam vivos atualmente. O que nos da mais de 40.000 pessoas.

Nao se pode dizer que bastava ter nascido naquela epoca para se ter tantos descendentes, porem, os calculos que brotam disso eh o que interessa. D. Joaquina teve irmaos. Assim, tendo ela tamanha descendencia, os pais dela terao a descendencia que ela tem mais a dos irmaos. Imagine-se quantos seriam entao! Ora, os avos maternos deles igualmente multiplicam a descendencia porque deverao ser progenitores de outros filhos alem da mae dela.

Assim, nao precisamos esperar que os ancestrais tenham tido muitos filhos em todas as geracoes para que essa multiplicacao se torne exponencial. Neste caso, se os pais de d. Joaquina tivessem tido apenas a ela e outro filho e ambos tem o mesmo numero de descendentes atualmente, entao, seus pais teriam 80.000 descendentes vivos.

O mesmo poderia acontecer se os avos tivessem tido apenas 2 filhos. Eles poderiam ter 160.000 descendentes agora. O mesmo acontecendo aos bisavos, eles poderiam ter 320.000 descendentes atualmente. Assim, a cada geracao anterior, o numero de descendentes dobra.

Na pratica, temos outros fatores que interferem. Por exemplo, alguns filhos podem nao gerar descendentes por qualquer razao que seja. Outro fator eh o de que se primos se casarem com primos a multiplicacao nao sera exponencial. Porem, estudando a vida dos nossos ancestrais, observamos que raramente eles foram pais de apenas 2 filhos. Meus ancestrais mais recentes tiveram um minimo de 5 filhos e um maximo de 19 que chegaram `a vida adulta.

Se contarmos como intervalo entre geracoes o espaco de 30 anos, o que nao eh pouco para o comportamento no passado, temos que: se d. Joaquina fosse descendente de d. Maria Furtado de Mendonca e seu marido Luis Barbalho Bezerra ela seria tetraneta (quartoneta).

Levando o calculo em relacao ao exemplo anterior, de apenas 2 filhos a cada geracao, teremos que Maria e Luis seriam ancestrais de 1.280.000 pessoas vivas. Portanto, podemos esperar, numa visao mais otimista, muito mais que isso, por causa do numero de filhos de d. Maria Furtado de Mendonca ter sido, para comeco de conversa, 9. E numa visao pessimista, teriamos pelo menos uma metade disso.

Lembremos, entao, que o pai e mae dela: Aires Furtado de Mendonca e Cecilia de Andrade Carneiro deverao ter, no minimo, o dobro do numero acima. Embora nao temos noticias de pessoas assinando o sobrenome Furtado de Mendonca em nossos parentes proximos, nao se descarta a possibilidade de Aires ter tido outros filhos, que perpetuaram a assinatura. E a parte desconhecida de nossos familiares pode ter se casado com parte da descendencia deles, e estes sim terao herdado o sobrenome como alcunha.

Aqui, estou demonstrando apenas a possibilidade da descendencia do Aires Furtado de Mendonca estar na casa dos milhoes. Heranca esta que, certamente, sera muito multiplicado por causa dos outros Furtado de Mendonca que imigraram para o Brasil na mesma epoca e depois. Eh possivel que o Brasil inteiro seja Furtado de Mendonca sem o saber.

O que nao podemos esquecer eh que serao Tavares, Andrade, Barbalho, Bezerra, Guardes, Monteiro, Barbuda, Carvalho, Lins, Cavalcante, Albuquerque, Coelho e todos os outros sobrenomes que povoaram o Brasil desde o inicio.

Observo que Josepha Pimenta de Souza, como seu marido, teve origens na Cidade do Rio de Janeiro. Conta-nos o professor Pimenta que fora filha de Belchior Pimenta de Carvalho. Este, filho de outro Belchior de mesmo sobrenome e neto de Manoel Pimenta de Carvalho, portugues, natural de Vila Vicosa e casado com Maria Cardoso, que descobri no “Genealogia Paulistana” tambem ter Souto-Maior no sobrenome.

Maria Cardoso de Souto-Maior era irma inteira de Helena de Souto-Maior, conhecida como a “viuva de pedra” e que tornou-se consorte na “Casa de Jericino” (que contava com 7 engenhos), uma das mais ricas da epoca colonial no Rio de Janeiro. Elas eram filhas de Belchior da Ponte Maciel e Maria Fernandes. Estes eram nobres da Ilha Terceira, Acores, e eram parte da Familia dos Pontes Cardoso. Descendiam do rei D. Afonso III, o que terminou a reconquista e que introduziu a familia Furtado de Mendonca em Portugal.

Recentemente, o genealogista Lenia Richa informou-me que o pesquisador Carlos Rheingantz tinha levantado dados diferentes para o avo de Josepha Pimenta. Para ele, este se chamaria Joao Pimenta de Carvalho, e a mae se chamaria Maria Machado. Porem nao informou quem seria o pai do Joao. No “Genealogia Paulistana” temos que Manoel e Maria haviam sido pais tambem de Maria e Joao Pimenta de Carvalho. Este ultimo tornou-se Deao da Se do Rio de Janeiro. Isso nao impede que tenha se tornado pai do Belchior, pai da Josepha.

Um pouco mais velho que Manoel Pimenta de Carvalho, residiu no Rio de Janeiro outro Joao Pimenta de Carvalho, que deve ter ajudado a multiplicar o sobrenome por la. Este foi capitao-mor da Capitania de Sao Vicente. E loco-tenente da condessa de Vimieiro, que era bisneta de Martim Afonso de Sousa, o primeiro governador-geral do Brasil, fundador e primeiro donatario de Sao Vicente. O Joao Pimenta de Carvalho, do qual estou agora falando, casou-se na nobre familia dos Oliveira Gagos.

Em funcao disso nao ha porque nos preocuparmos em relacao a termos ou nao origem nobre, tambem do lado Pimenta de Carvalho. O Capitao-Mor Joao nasceu em Portel, por volta de 1590. Portel fazia parte do Ducado de Braganca, cujo capital era Vila Vicosa, onde Manoel Pimenta de Carvalho nasceu. As duas cidades nao sao tao distantes uma da outra. E como os sobrenomes sao iguais, ha a possibilidade de terem sido parentes proximos.

Os Pimenta de Carvalho podem mesmo ter algum vinculo familiar com os duques de Braganca. Talvez este seja um dos motivos que permitiu a eles se projetarem na escala social no Rio de Janeiro. O Joao Pimenta de Carvalho foi fidalgo da casa real, porem, nao se pode confundir com a pessoa de mesmo nome dada como pai do Belchior, pai da ancestral Josepha, pelo genealogista Carlos Rheingantz. Belchior nasceu em 1791, e o capitao-mor faleceu em 1660 aos 70 anos de idade. Portanto, ha a possibilidade do Joao ter sido bisavo do Belchior.

Nao pensem que estou mencionando as nossas origens nobres porque considere isso algum privilegio. A verdade eh que, com a capacidade reprodutiva que Deus Concedeu ao ser humano, o provavel eh que todos tenhamos muitos ramos ascendentes, descendentes da nobreza. E se alertarmos para o fato de que tem os indigenas e os africanos tinham suas nobrezas, nos somos triplo-nobre-descendentes. Isso eh um privilegio que compartilhamos com todos.

Mas este nao eh um assunto que devera excitar os neuronios dos Furtado de Mendonca, por agora. A menos que tambem descubram que sao Pimenta de Carvalho.


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