ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO NO SITIO: www.geneaminas.com.br

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

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7. IN INGLISH

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8. IMIGRACAO

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Framingham, 31 de marco de 2010

INDICE

01. INTRODUCAO
02. PECO PERDAO AOS OUTROS GENEALOGISTAS DA FAMILIA.
03. COMO NAVEGAR NA ARVORE.
04. OS MOTIVOS QUE ME LEVAM A INCENTIVAR E AJUDAR A MANTER UMA ARVORE GENEALOGICA.
05. RELEMBRANDO A HISTORIA PARA COMPREENDER A GENEALOGIA.
06. A HISTORIA E GENEALOGIA MEDIEVAIS EM PORTUGAL.
07. HISTORIA E GENEALOGIA BRASILEIRAS E MINEIRAS.
08. PERSONALIDADES E REFERENCIAS NA FAMILIA.
09. DA NECESSIDADE DA INCLUSAO DE PARENTES DOS PARENTES NA ARVORE.
10. EFEITO DAS ESTRADAS NA CONFECCAO GENEALOGICA E CONCEPCAO GEOGRAFICA.
11. PEQUENO EXERCICIO DE FUTUROLOGIA.
12. A RELATIVIDADE DO TEMPO E A RECONSTITUICAO DOS ANOS DE 1960 EM VIRGINOPOLIS.
13. EPILOGO.
14. POST SCRIPTUM.

01. INTRODUCAO.

Um grande e afetuoso abraco a toda essa nossa familia maravilhosa, incluindo os parentes dos parentes.

Vou diretamente ao assunto para nao incomodar aos que nao se interessarem por ele.

Acabei de passar os dados, que tenho em maos, da nossa Arvore Genealogica, aos administradores do sitio: http://www.geneaminas.com.br e eles ja os estao publicando. O grosso das informacoes sao os contidos no livro: ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO, da Ivania. Complementando este, mandei tambem os dados contidos no livro: ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA DE JOSE BAPTISTA COELHO, da tia Ruth e da Mariza (Preta).

Em menor proporcao, acoplei os dados citados no livro: A MATA DO PECANHA, do prof. Demerval Jose Pimenta. O livro dele eh mais um registro das familias que se estabeleceram no Centro-Nordeste de Minas Gerais durante e logo apos ao “CICLO DO OURO”.

Estas publicacoes sao complementares entre si em relacao aa nossa familia porque o livro do prof. Demerval Pimenta mostra os registros de varios sobrenomes vindos de Portugal e o caminho que fizeram ate chegar a alguns dos nossos antepassados, que estao presentes nas primeiras geracoes citadas pela Ivania. (Ressalva-se que ele cita Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho como mae da avo Eugenia Rodrigues da Rocha (vulgo Eugenia Maria da Cruz I) mas acreditamos que o sobrenome correto possa ser Rodrigues Coelho). Ja o livrinho da tia Ruth e da Preta eh mais especifico e atualiza a familia do “padrim” Ze Coelho ate o ano de 1996.

Embora o livro mais recente seja especifico e limitado aa descendencia do bisavo Ze Coelho, ele atualiza um pouco da descendencia de outros ramos da nossa familia, na medida em que primos casaram-se entre si. Este eh o caso do seo Dimas, do ramo dos tios-bisavos: Daniel R. Coelho/Marina – Tia Nenen que se casou com a d. Cidinha, filha da tia Ceci. Os casos sao inumeros.

Geralmente, quando a gente visita os sitios de genealogia, um dos primeiros avisos expostos eh o de que genealogia alguma eh completa. Isso eh verdade, principalmente quando a gente busca as geracoes mais distantes da nossa. A dificuldade esta em as pessoas nem sempre ligarem para o assunto, atribuindo isso a uma “frescura” de algumas pessoas excentricas. Mas a verdade eh bem outra e a manutencao de Arvores Genealogicas com o maior numero de informacoes corretas e possiveis tem grande importancia em assuntos de historia, medicina, politica e ate geografica. No decorrer desta carta eu procurarei informa-los melhor a esse respeito.

Neste caso, voces que forem estudar a propria genealogia, observarao que partes dos dados de nossa familia, mesmo em ramos com grande proximidade, estao vazias. Em alguns casos a gente encontra o nome do casal de algumas geracoe anteriores aa nossa. Sao pessoas que conhecemos de fato ou de ouvir falar mas cuja descendencia nao esta registrada.

Bom, um dos motivos para isso ter acontecido, e me lembro bem quando a Ivania estava em vias de publicar o livro dela, eh que muita gente simplesmente nao enviou os dados ou estava “enrolando”. Outras vezes trata-se de pessoas que estavam espalhadas ja pelo mundo e nao puderam ser contatadas. Lembrem-se ainda que a edicao a que estou me referindo data de 1979. 31 anos atras nao existia Internet, o celular era um projeto de ficcao cientifica e so existia no filme: “Jornada nas Estrelas”.

Sabendo de toda a dificuldade que era naquela epoca fazer algo mais completo, a Ivania tomou a decisao correta de publicar o que possuia em maos, sob pena de nunca publicar nada se insistisse em publicar algo mais completo.

Alem do que ja citei, eu passei dados que eu proprio venho recolhendo. E durante o pouco tempo que tenho pesquisado, ja experimetei uma boa dose da dificuldade que eh realizar um projeto desses. Nem todo mundo compreende a necessidade, outros desconfiam de alguma intencao nao revelada. Isso se da principalmente com pessoas que conviveram menos ou nem conviveram com a gente, mas fazem parte da imensa familia que eh a nossa.

O que eu tenho procurado fazer eh recolher dados novos e dar continuidade a aqueles ramos que muitas vezes estao limitados ao nome do casal. Mas claro, tenho feito isso gracas aas circunstancias. Uma delas eh a minha idade atual que caminha, aceleradamente, mais que o Rubinho Barrichelo, para os 52 anos. Outra eh ter morado em Virginopolis toda a minha juventude, o que me permitiu conhecer pessoalmente, ou de ouvir falar, um numero razoavel dos componentes da nossa Arvore Genealogica.

Um exemplo pratico da ajuda que esta circunstancias me dao. No livro da Ivania esta apenas citado que o seo Fernando, filho dos tios-bisavos: Anna Honoria e Candido de Oliveira Freire, casou-se com a sa Luiza. Quando eu comecei meus estudos nao tinha a menor ideia de onde vinha a sa Luiza, porem, eu conheci quase todos os filhos deles. Um deles eh o tio Miguel, marido da tia Lia.

E foi essa proximidade com a familia eh que levou-me a descobrir que a sa Luiza eh filha de outro casal de tios-bisavos, que sao: Emygdia Honoria/Amaro de Souza Silva. No livro da Ivania esta registrado apenas o seo Joao de Souza Coelho como filho do casal. Depois que descobri os nomes dos outros, ampliou-se muito o pouco entendimento que eu tinha de nossas relacoes familiares porque era muita gente que conheci, sabia que tinha algum vinculo familiar mas nao sabia explicar porque.

Assim, para recompor, em parte, a familia dos seo Fernando/sa Luiza foi so recorrer ao proprio livro e aa minha memoria. Primeiro, no livro encontravam-se os dados do tio Miguel, dona Chiquinha (segunda esposa do seo Elifas) e o seo Gabriel. Eles voltaram aas paginas do livro por terem se casado com primos. Depois foi so ir lembrando, com a ajuda da Edna do tio Miguel, os nomes dos outros. Claro que: Virginia, Vita, Rafael e Juvenal fizeram de uma forma ou outra parte da minha infancia ou juventude por morarem em Virginopolis e, no caso do seo Rafael, ser pai de meus colegas. Outros como o Secundo e Ana ficaram mais na lembranca pela descendencia que conheci. Eu so me dei conta que existiu o Jose porque estava em Virginopolis no dia em que o tio Miguel foi ao enterro dele em Gonzaga. Claro, nao se pode esquecer da Cira Guimaraes. Ela tem dois motivos para entrar na familia. Um por ser adotiva e outro por ser, de fato, sobrinha-neta da sa Luiza.

Outra familia que se pode reconstituir, em parte, eh a do Ostino (Washington) e d. Lili. O casal esta sem os filhos no livro da Ivania. Mas nele proprio voltam o Jaime, que casou com a Cirinha da d. Diva; o Amilar, que se casou com a Darcilia do tio Darcy e a Amilza, casou com o Ze do seo Octavio Coelho. Na genealogia do Ze Coelho temos a Amira que casou com o Walter do tio Bernardino. Dai vem o Joao Bosco, cuja idade eh semelhante aa dos mais velhos da casa de meus pais; o apelidado de Fio que acabou de brotar em minha memoria e, pelo menos, mais uma que fugiu pelo ladrao da mesma memoria.

Fora o recurso de usar os proprios livros para recompor os ramos nao registrados, eu tenho buscado informacoes de pessoas mais antigas. Em julho de 2009 eu passei ferias em Virginopolis e Santa Efigenia. Na medida do possivel eu colhi varias informacoes. Por coincidencia, foi entre Virginopolis e Santa Efigenia, abrangendo Divinolandia e Gonzaga que a familia dos tios-bisavos: Emygdia Honoria/Amaro de Souza se multiplicou, antes de ganhar o mundo. Assim, atraves de um contato ou outro, acabei localizando oito nomes dos outros filhos, alem dos dois que ja estavam no livro, a saber: sa Luiza e seo Joao de Souza.

E os meus contatos por la acabaram rendendo frutos. Um tempo apos retornar, recebi um e-mail da Socorro de Souza, a quem conheci quando crianca por ela ter morada na casa dos seo Dimas/d. Cidinha em Virginopolis. No e-mail ela enviou-me uma boa colecao de nomes de parte da descendencia da familia Souza Coelho. Embora a relacao enviada contivesse basicamente apenas os primeiros nomes de cada pessoa, eu resolvi publicar assim mesmo. Acredito que esta citacao sera suficiente para aumentar a empatia das pessoas que se virem nos dados e, assim, se animem a ajudar a completar as informacoes.

Enfim. Este eh o objetivo da publicacao. Eh facilitar o reencontro das pessoas com suas raizes, seus amigos, suas memorias, suas historias. Quando a gente se inclui em uma Arvore Genealogica, a gente esta, automaticamente, entrando para um livro de Historia porque somos a consequencia do passado e a causa do futuro.

02. PECO PERDAO AOS OUTROS GENEALOGISTAS DA FAMILIA.

Antes de continuar estas notas, preciso enderecar as minhas desculpas mais sinceras aos outros genealogistas da familia. Foi que eu agi um pouco por impulso ao enviar nossos dados ao geneaminas.com antes de qualquer consulta previa. (Lembrando-me do tio Murillo Coelho que faleceu recentemente, eu corri como um Zatopeck – sobrenome de um famoso corredor de maratonas dos anos 40/50 que acabou dando origem aa giria usada pelo tio).

Tudo aconteceu meio aas pressas. Em contatos com a Ivania e a Preta (Mariza da tia Ruth) por exemplo, eu ja sabia da intencao delas em publicar os trabalhos delas. Porem, qualquer atividade extra aa rotina leva sempre as pessoas humanas a duvidarem de si mesmas. E esse trabalho demanda muito tempo disponivel, conhecimento e paciencia, portanto, eu compreendo o adiamento da concretizacao da vontade delas.

Paralelo a isso, eu estava buscando na Internet fontes que me pudessem fornecer dados de nossos ancestrais anteriores aos que eu ja tinha acesso. Joguei varias palavras chaves mas nao encontrei o que estava buscando. Pelos sobrenomes, por exemplo, encontrei alguns de nossos parentes. Um exemplo que me lembro eh o Tacinho da tia Biloca. Lembro-me que encontrei varios outros Rodrigues Coelho com extensao a ele mas nao era nada completo. Tinha que ir montando como se fosse um quebra-cabecas.

Depois eu encontrei o Familiaridades. Quando acessei, ja estava la uma parte pequena da nossa Arvore. Ate me animei com o visual e as possibilidades.

Ja estavam nela o Antonio Augusto (Braga e Graciola – filha dos tios-bisavos: Benjamin/Nnhazinha – pag. 121 do livro da Ivania) e a Aline Perim (Salome do Joao Batista Neto/Lucinda Xavier – pag. 142 do livro da Ivania).

O visual do sitio eh bonito porque a gente pode acoplar as fotografias das pessoas aos nomes. Reconheci logo o tio Benjamin porque ja vi fotografia dele na biblioteca em Virginopolis. Foi bom conhecer por foto a simpatia que era a tia Nnhazinha. Ate entao eu conhecia somente de nome. A foto do Braga revelou-me a mesma imagem dele que conheci quando crianca.

Porem, veio o lado pratico da coisa. Quando comecei a colocar os dados, percebi que existiam elementos complicadores. Quando voce coloca o seu nome, o sistema te instala e aparece uma pagina que da varias opcoes como: nome de pais, irmaos, conjuges, filhos etc.

Quando voce da qualquer sequencia, por exemplo, o nome do seu pai, o sistema ate oferece a comodidade de voce poder lancar o nome da pessoa desejada numa linha de consulta para que ele verifique se o nome ja esta registrado como parente de outra pessoa. Se a resposta for positiva, eh so mandar o sistema copiar que as duas descendencias se acoplam.

Porem, toda vez que voce registra uma pessoa, o sistema te transfere automaticamente para a pagina daquela pessoa. Assim, se eu registrar o meu pai, aparece o nome dele como central. Ai a gente pode se enganar e registrar o nome de nossa mae no espaco que esta pedindo mae. Quando voce registra eh que percebe que voce registrou sua mae no lugar da mae do seu pai.

Navegando a parte da Arvore que esta naquele sitio eu percebi um engano. Eh que uma de nossas trisavos, pelo lado Magalhaes Barbalho, se chama Eugenia Maria da Cruz. Ela esta registrada no local exato onde deveria estar. Contudo, a avo dela se chamava: Eugenia Rodrigues Rocha mas tinha o apelido de Eugenia Maria da Cruz.

O fato complicador nisso ai eh que, se voce ja registrou o nome de uma pessoa e tiver outra com o mesmo nome, o sistema te indica isso. Se for a mesma pessoa eh so copiar. A Aline deve ter pedido para copiar o nome e, talvez, nao tenha percebido que todos os dados foram copiados. Com isso, a nossa trisavo virou nossa pentavo tambem. Eu tentei consertar mas o sistema nao me permitiu. Deve ser porque nao fui eu quem fez o primeiro registro. Assim temos la: duas Eugenia Maria da Cruz, com as mesmas datas de nascimento, mesmas de falecimento etc. O problema eh que, na verdade, uma eh avo da outra.

Voltei novamente aa Internet e mandei buscar o nome genealogia. Entre as respostas eu encontrei o http://www.geneaminas.com.br.

Ele eh um sitio pequeno ainda mas agradou pela simplicidade e organizacao. Eram poucas as colecoes mas acessiveis por estarem organizadas pelos nomes das cidades que as originaram.

Eu logo acessei a porcao de Itabira porque nossa tradicao afirma que a Dindinha Ercila eh prima dos Carlos Drummond de Andrade, porem, ate hoje nao encontramos o vinculo que mostrasse em qual grau. Para a minha decepcao, encontrei a familia do poeta mas os dados eram, em parte, os que eu ja conhecia porque estao publicados no GeneAll.net. Essas colecoes nao trazem as descendencias de todos os tios-avos e tios-bisavos do Carlos Drummond, o que nos impede de identificar o vinculo da Dindinha com ele.

Porem, em contrapartida, encontrei la o Fabio dos tios-bisavos: Benjamin/Nnhazinha e o ex-deputado Rafael Caio Nunes Coelho. Ambos, claro, constam nos nossos livros por serem de nossa familia tambem.

Por eu ter dados mais antigos que mostram o Serro como sendo berco de parte de nossos ancestrais, xeretei la tambem. Nas raizes da familia serrana encontrei o casal Joao de Souza Azevedo e Doroteia Barbosa Fiuza. Eles sao trisavos da Maria Marcolina Borges Monteiro. Na colecao do Serro esta a descendencia de uma de nossas tias-hexavos por parte do heptavo: Joao de Souza Azevedo. Alem disso, enriquece o nosso conhecimento indicando que os nomes de nossos octavos por esse lado se chamam: Ana Coelho e Manuel de Souza Azevedo.

Outra informacao util eh que esse Coelho Souza Azevedo veio direto de Portugal. Mais precisamente de Vila Nova do Norte que pesquisei e, provavelmente, se refira a Vila Nova de Gaia ou Vila Nova do Familicao. Ambas no entorno da cidade do Porto.

Esses dados me animaram a optar pelo geneaminas, embora eu tivesse duas duvidas. A primeira se dava porque eu nao sabia se seria possivel fazer-se as coneccoes de primos casados com primos. Por exemplo, o bisavo Joao Rodrigues Coelho casou-se com a Dindinha: Olimpia Coelho do Amaral e eles sao primos em segundo grau. Se eu registrasse a descendencia na pagina da Dindinha, para navegar ate aa casa dos pais do avo Joao Rodrigues, ter-se-ia que dar a volta, ou seja, clicar no Joao Baptista Coelho Junior, Joao Baptista Coelho, Cap. Jose Coelho da Rocha, ai voltar nos filhos: Antonio Rodrigues Coelho e Joao Rodrigues? Ou seria feita a ponte direta e o Joao Rodrigues seria ligado diretamente aos pais dele?

Outra comodidade que favoreceu ao geneaminas foi que bastou um e-mail e a questao foi esclarecida de modo pessoal e positiva. Ate ao momento em que estou escrevendo essas notas, as coneccoes nao foram feitas mas a promessa eh de que serao. A garantia veio de um dos administradores, o Jose Eduardo, com o qual tenho tido contato.

A outra duvida que eu tinha era a de que: se a minha iniciativa de disponibilizar nossos dados para o geneaminas iria desagradar ou nao aos outros genealogistas da familia, em particular a Ivania e a Preta. Bom, essa duvida eu devo ficar com ela ate o dia em que voces receberem esse e-mail.

Dai o motivo pelo qual, de antemao, ja estou pedindo desculpas. No momento que comecei eu imaginei que a surpresa fosse causar apenas sentimentos agradaveis mas nunca se sabe. Mas reconheco que a atitude unilateral tambem eh uma intrusao. Com todo direito e razao as pessoas podem ter o sentimento contrario ao que era o nosso primeiro pensamento.

03. COMO NAVEGAR NA ARVORE.

Certamente, quando todas as coneccoes ficarem prontas isso ficara muito facil. Mas por enquanto a navegacao segue uma disposicao semelhante ao que esta no livro da Ivania. A imensa diferenca foi ela ter dado preferencia ao ramo Antonio Rodrigues Coelho/Maria Marcolina e eu aos trisavos Joao Baptista Coelho/Maria Honoria.

Quem tiver o livro em maos, basta pegar o mapinha que o acompanha para ficar mais facil de entender. No cabecalho estao os ancestrais Jose Coelho de Magalhaes/Eugenia Rodrigues Rocha. Eles tiveram cinco filhos. Clara Maria, Felix e Antonio que ficaram solteiros. Joao e Jose tiveram a terceira geracao de descendentes representada nele.

Na realidade, o livro nao abrange propriamente toda a descendencia dos avos Jose e Eugenia. Ele eh dedicado a tres dos filhos do Jose Filho. Este casou-se com a avo Luiza Maria do Espirito Santo e foram pais de oito filhos: Jose Neto; Maria Luiza (Nha Moca); Francisca Eufrasia; Ana Maria (Nha Ninha); Joao Baptista; Eugenia Maria; Antonina (que faleceu crianca) e Antonio Rodrigues.

Apos apresentar essa familia, o livro abre apenas a pagina 11 para apresentar os primeiros descendentes do primeiro neto que foi o Jose Coelho da Rocha Neto. A dificuldade esta em que a familia dele deve ter permanecido em Conceicao do Mato Dentro e, com o passar das geracoes, perdeu-se o cantato com ela.

A tia Francisca Eufrasia de Assis (tia Francisquinha segundo o recente falecido Joao Coelho), a segunda da familia que se casou, tem a familia representada em apenas duas paginas. A 12, onde estao ela, o tio Joaquim e os filhos. E a 13, que apresenta um pouquinho da descendencia do Joaquim Filho (Quinsoh). Mas ai ja eh uma descendencia compartilhada porque o Quinsoh casou-se com a tia Sebastiana Honoria Coelho, prima em primeiro grau dele e filha dos trisavos: Joao Baptista/Maria Honoria.

Da pagina 14 aa 20, o livro muda da descendencia dos avos Jose/Luiza para a do irmao dele: Joao Coelho de Magalhaes/Bebiana Lourenca de Araujo. Esta parte eh apenas uma pincelada rapida. Creio que tenha tido o objetivo de demonstrar o nosso relacionamento com o ex-deputado e prestigiado autor: Nelson Coelho de Senna e a familia da neta do capitao Joao: Agueda (Gueda). Esta, com o major Innocente de Leao Freire, deu inicio aos Coelho Leao e alguns deles acabaram se casando na familia dos avos Jose/Luiza.

Somente a partir da pagina 20 eh que o livro demonstra ao que veio. Nela estao explicadas as relacoes amorosas do trisavo Antonio Rodrigues Coelho. Na pagina 21 vem o enlistamento dos 16 filhos e filhas do trisavo Antonio, sendo os 14 primeiros, na lista, com a avo Maria Marcolina Borges do Amaral e as outras duas filhas com duas amantes diferentes. Exceto por um Benjamin que faleceu por volta dos 3 ou 4 anos de idade, todos se casaram.

Dai o livro segue a sequencia dos filhos do trisavo Antonio com a trisavo Maria Marcolina. Primeiro os 13, depois a Julia Salles, filha dele com a amante Anna Girou Bonefoi. O livro nao apresenta nada da tia Emidia Justiniana de Aguiar que foi filha da outra amante: Getulia Justiniana de Aguiar, alem do marido: Joaquim Leandro Pereira.

Somente na pagina 136 eh colocado o trisavo Joao Baptista Coelho com a trisavo Maria Honoria Nunes Coelho e a relacao dos 12 filhos e filhas. Dai comeca novamente, familia por familia, do mais velho para o mais novo. A diferenca eh que nao precisou colocar a descendencia de varios descendentes do casal por causa dos casamentos intrafamiliares. Seis dos descendentes dos trisavos Joao Baptista/Maria Honoria casaram-se com sete filhos e filhas do trisavo Antonio Rodrigues Coelho. Isso, somente nas duas primeiras geracoes depois deles.

Entre as paginas 163 e 164 ha uma extra que apresenta a familia Magalhaes Barbalho. Ela foi iniciada pelo pe. Policarpo Barbalho e a avo Genoveva (Vita) de Magalhaes. O nome da avo Vita nao eh citado no livro mas o Odinho o encontrou numa biografia do bispo d. Manoel Nunes Coelho, que eh bisneto do casal. (O sitio eh: http://www.sfreinobreza.com/eclesiasticobispos02.htm – O nome do D. Manoel esta grafado como Manuel e existe alguns erros la como indicar que a trisavo Eugenia seria filha do tio-tetravo Joao). O sobrenome perdura ate aas geracoes atuais gracas ao trisavo Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho. Ele conservou o sobrenome em todos os filhos.

Mas, apesar do sobrenome, a familia nao eh menos Coelho que o restante. A trisavo Eugenia Maria da Cruz e a filha dos tetravos: Cap. Jose Coelho de Magalhaes Filho, mais conhecido pelo apelido de Jose Coelho da Rocha Filho e Luiza Maria do Espirito Santo. O sobrenome Magalhaes Barbalho deve ser o menos numeroso mas o mesmo nao posso afirmar do sangue. Eh que os trisavos Francisco Marcal/Eugenia Maria da Cruz tiveram apenas oito filhos e filhas. Seis mulheres e dois homens. Uma delas nao se casou, a tia Julia. As outras cinco deram origem a filhos Nunes Coelho, Magalhaes Pacheco e Magalhaes. Nenhum Barbalho. Somente o Ti Pedro e o bisavo Marcal mantiveram a alcunha.

E a ordem no livro segue o mesmo esquema dos anteriores. Mas o numero aparente poderia ate ter ficado menor do que o que esta anotado no livro porque os familiares do Ti Pedro, Raul da tia Vita, tio Marcial, tia Biloca e outros poderiam ter sido transferidos para as descendencias postas em paginas previas por descenderem simultaneamente dos Rodrigues Coelho e/ou Baptista Coelho.

Da pagina 218 a 230, temos um rescaldo de quem havia ficado de fora. Temos um pouco da descendencia dos tetravos: Daniel Pereira do Amaral/Maria Francelina Borges Monteiro, pais da trisavo: Maria Marcolina Borges do Amaral. Um tanto menos dos pentavos: Eusebio Nunes Coelho/Ana Pinto de Jesus (que no sitio dos bispos esta como Ana Honorata), que sao os avos da Maria Honoria Nunes Coelho, a esposa do trisavo: Joao Baptista Coelho. Um resumo da descendencia dos tetravos: Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhais, que sao os pais da trisavo: Quiteria Rosa do Amaral – Titi, que foi a esposa do trisavo: Joao Baptista Coelho Junior. E, para finalizar, a descendencia do Joaquim Bento Filho que havia ficado de fora da ordem natural do livro. Ele eh filho dos tios-bisavos: Quim Bento/tia Cunuta.

No livro, varias familias nao estao na ordem sequencial. Mas nao eh motivo de nenhum alarme porque sao poucos os casos. Um desses casos eh o Antonio Ferreira da Silva (pag.88), filho dos tios-bisavos: Angelina Marcolina/Janjao (pag. 96). O tio Anisio esta na pagina 99 e o Guido e o Justino na 87. Sao casos em que os filhos, aparentemente, nasceram primeiro que os pais.

Como eu disse antes, a organizacao da familia no sitio: http://www.geneaminas.com.br eh semelhante aa do livro. O fato eh que eu estava em duvida se as coneccoes seriam possiveis ou nao. Dai eu preferi centralizar primeiro a descendencia dos trisavos: Joao Baptista/Maria Honoria. Assim, enquanto as coneccoes nao forem feitas, todo mundo que descende deles deve procurar saber as vias que descende porque eh la que se encontrarao.

Isso eh valido para os sete filhos e filhas do trisavo: Antonio Rodrigues Coelho. Assim, a descendencia da tia Julia Salles esta na casa do tio Antonio Paulino Coelho. As da bisavo Maria Marcolina (sa Quinha) e tia Virginia estao na pagina do bisavo: Ze Coelho. O mesmo se da com o bisavo Joao Rodrigues e os tios Benjamin e Maria Carmelita. A descendencia deles esta na pagina da Dindinha Olimpia, tia Julia (Nnhazinha) e tio Simao, respectivamente. Eles sao filhos do trisavo Joao Baptista Coelho Junior e Titi.

Em alguns casos eu estava em duvida onde postar algumas familias. Este eh o caso da do Henrique da tia Elgita com a Ester (Teca) dos tios-avos: Sinval/Maricas. A principio eu pensei em nao posta-los e deixar que os membros da familia decidissem em qual casa eles preferiam. Mas na certeza de que depois serao feitas as coneccoes e ai nao fara diferenca porque a familia ira aparecer tanto em uma casa como na outra, eu decidi posta-los na pagina dos tios-avos: Sinval/Maricas. Em principio eu havia pensado em nao postar as geracoes com menos de 50 anos de idade para facilitar o meu trabalho porque depois as proprias pessoas iriam preencher os seus dados. Resolvi aumentar a minha carga por causa dos que nao ligam para essas coisas e nao iriam completar, ou que ainda nao tem acesso aa Internet.

No caso do tio Daniel Rodrigues Coelho, a descendencia dele sera encontrada na pagina da tia Nenen (Marina Coelho de Oliveira). Ela eh filha dos tios-bisavos: Anna Honoria Coelho e Candido de Oliveira Freire.

A familia dos tios-bisavos: Altivo Rodrigues Coelho/Vitalina foi quase toda absorvida pelos Batista Coelho tambem. Maria Magdalena e Palmira casaram-se com o seo Dimas Batista Coelho, que eh filho do Antonio Paulino e da transferida Julia Salles. O Cecil casou-se com a Ephigenia Guimaraes que eh neta tambem dos tios Antonio Paulino/Julia Salles. O Zinho (Hercy) casou-se com a tia Odette (Dindinha Zulmira/vovo Cista). E a dona Adalgisa com o tio Anisio (Dindinha Olimpia/Joao Rodrigues).

O mesmo acontece com o lado Magalhaes Barbalho. O Ti Pedro foi com toda a descendencia para a casa da tia Antonia Honoria. O vovo Cista continuou na pagina da Dindinha Zulmira como esta no livro. O tio Marcial voou para a casa do sogro: Ze Coelho. A Carmelita Pacheco – Sianita – permaneceu tambem como nora da tia Anna Honoria e a descendencia esta na casa do Bernardino – Dino. O Ze Claro e a Julia da tia Quiteria voltaram para a casa do Ti Xico, pai dele. Tia Dulce continuou na casa do ti so Ti (Ze Coelho/Sa Quinha).

A casa dos bisavos: Candida (Sa Candinha)/tio Joaozinho ficou vazia. O Joao Magalhaes foi pra casa da Alda (Ti Pedro/tia Antonia). A tia Emidia (Miluca) esta na pagina do tio Evencio (Joao Jr/Titi). A avo Davina, claro, mudou-se para… Nao, depois eu conto. A tia Maricas esta na pagina do tio Sinval (Dindinha Olimpia/Joao Rodrigues). A tia Candida eh do Jose(tia Antonia/Ti Pedro). O tio Gastao voou para o espaco da Julita (tios-bisavos: Nnhazinha – Julia/Benjamin).

Os unicos que sobraram foram: o tio Sao (Wilson); o so Li e o tio Getulio que, apesar de o livro nao registrar, deixaram descendencia. O tio so Li foi pai do Jose. E o tio Getulio eh o pai biologico da dona Aracy que se casou com o Zezito do Zeze Lucio.

Aqui eh bom que se abra uma nota explicativa. A informacao foi indiretamente passada pela propria dona Aracy. A gente sabe que legalmente ela eh filha do Sinclair. Porem, sempre foi notorio que a esposa do Sinclair dava os pulos de cerca dela. Tanto que o Sinclair acabou sendo assassinado por uma fatalidade. Ele surpreendeu um dos amantes dela com a esposa. No desespero, o amante matou o marido por medo de ser morto.

Mas eu vim a conhecer que a dona Aracy eh prima em primeiro grau da mamae porque a propria, um dia, aproximou-se da mamae e perguntou: “Oh Judith, voce sabia que nos somos primas?” A mamae foi pega totalmente de surpresa porque esse era um assunto que o puritanismo ja ate fizera esquecer. Mas, diante da surpresa, mamae nao teve alternativa senao de reconhecer o conhecimento do fato. Mas parece que a dona Aracy queria apenas confirmar que o fato era conhecido e nao um segredo guardado a sete chaves. Assim, isso ficou conhecido entre a nossa geracao. Nos tinhamos sido colegas dos filhos da dona Aracy sem imaginar que se tratasse de outros primos tao proximos. A Ione chegou a ser estagiaria em minha sala que ja tinha a Maria Carmelita como aluna.

Para asseguarar que ninguem se perca, quando voces estiverem navegando numa familia e ali voces encontrarem apenas o conjuge do filho da casa e sentirem falta da descendencia, verifiquem, entao, nas informacoes pessoais dessa pessoa. Se a descendencia tiver sido posta na pagina do marido ou da esposa que entrou na familia, eu deixei la escrito de quem eles sao filhos e netos. A intencao eh facilitar a localizacao da descendencia, enquanto as coneccoes nao forem feitas.

Nalguns casos eu deixei escrito que deixaria aa escolha da familia se incluir na pagina do pai ou da mae. Depois eu acabei mudando de ideia. Assim, seguindo ao meu raciocinio de concentrar toda a descendencia dos avos: Joao Baptista/Maria Honoria no tronco iniciado por eles, eu transferi a familia do Raul da tia Vita para a casa da Maria Helena. Ela eh filha do Cesario de Souza Coelho, filho dos tios-bisavos: Emygdia Honoria/Amaro de Souza Silva. Eu mudei de ideia porque, ja que as coneccoes sao possiveis de ser feitas, quando essa ponte estiver pronta, todos os transferidos compartilharao as casas dos pais. Assim, ao chegar aa casa da Maria Helena, por exemplo, o Raul estara la e, automaticamente, os pais e ancestrais dele.

Agora, voltando ao caso das preferencias, eu acabei concentrando toda a descendencia do bisavo Jose Baptista Coelho – Ze Coelho – no ramo produzido por ele. Isso se deu porque, quando comecei a estudar a nossa genealogia, era o unico ramo que eu tinha atualizacao em maos. Nesse caso, eu preferi os que os dados mais completos ficassem num so bloco porque isso facilitaria a navegacao e postagem dos dados.

A consequencia disso eh que, por exemplo, os descendentes da Vandinha e do Harold dos tios: Odette/Zinho devem buscar-se nas paginas do Oldemar e da Maria Natalia, respectivamente. O mesmo se da com a Ionia da tia Oneida e outros. Toda descendencia do Ze Coelho esta ligada a ele, por enquanto.

A unica excecao, ao que me lembre, eh a do vovo Juca. Quando eu comecei a instalar a Arvore no sitio, o sistema exigia que eu comecasse de mim mesmo. Assim, eu postei a mim mesmo, meus pais e meus avos. Depois, eu postei meu lado paterno, indo ate ao pe. Policarpo/Vita. Ja raciocinando que as coneccoes seriam feitas, acabei seguindo tambem a linhagem da Dindinha Zulmira, ou seja, Dindinha Olimpia, Joao Baptista Coelho Junior, Joao Baptista Coelho, Cap. Jose Coelho de Magalhaes Filho (ou Coelho da Rocha), alferes Jose Coelho de Magalhaes e Bernardo Antonio Pinto de Mesquita. (Se quizerem constatar o que vem depois a partir dai, visitem o sitio GeneAll.net, na divisao pessoas).

Dai para frente, eu fui preenchendo da raiz para os galhos.

So que as coneccoes nao vieram tao rapido quanto eu esperava. Assim, eu puz a descendencia toda do vovo Juca no inicio da minha Postagem. Quando puz a relacao de filhos dos trisavos: Joao Baptista Coelho/Maria Honoria Nunes Coelho, eu tive que catalogar la o Ze Coelho. Eh por isso que o nome do vovo Juca esta colocado quatro vezes. Uma como meu avo, outra como filho do Ze Coelho, a terceira como genro dos bisavos: sa Candinha/tio Joaozinho e, a quarta, como genro da Sinha Gininha/Gabi Pereira. Porem, a descendencia esta apenas na parte em que ele aparece como meu avo. Ali estao tanto a descendencia da vovo Davina quanto da vovo Petrina.

Tomem cuidado com um detalhe de navegacao. Quando voces entrarem nessa parte, e forem visitar a descendencia da vovo Petrina, voces terao que olhar na ficha do vovo Juca. La esta escrito: “casou-se com” e o nome dela estara la. Depois que entrarem e quizerem voltar, poderao ter a sensacao de que estao presos porque nao aparecerao nem os pais do vovo Juca nem da vovo Petrina. Para voltar eh preciso ir novamente na ficha do vovo Juca e clicar o nome da vovo Davina. Isso pode acontecer com todas as pessoas que tiveram mais de um conjuge. Isso acontece na casa do trisavo: Antonio Rodrigues Coelho tambem. Portanto, eh preciso estar sempre atento.

Enfim, enquanto as coneccoes nao ficarem prontas, o tronco Magalhaes Barbalho estara separado dos outros Coelho. E o caminho eh em forma de U. Se voce ja estiver no lado Barbalho, eh preciso ir ate ao casal Eugenia Maria da Cruz/Francisco Marcal. Dai se vai em direcao aos filhos e clica sobre o nome do bisavo Marcal e depois o nome do vovo Cista (Trajano). Neste caso ja aparecem os nomes da Dindinha Olimpia e do Joao Rodrigues. Ai se vai em direcao aos pais e clica-se sobre o da Dindinha, depois do pai dela e, por fim, do avo. Basta inverter essa ordem se o caminho contrario for o desejado.

Para visitar-se os outros troncos tem-se que clicar o nome do Cap. Jose Coelho. Ai eh so escolher qual tronco dos filhos dele deseja visitar. O restante, facam como mandar a intuicao. Para facilitar, tomem uma folha de papel e vao anotando a sequencia dos nomes que estiverem clicando. Se quizerem retornar ao que ja viram antes, o mapa estara em suas maos.

Se nao souberem por onde comecar ou desejarem localizar uma pessoa que nao saibam sua relacao familiar com ela, joguem o nome dela no espaco de busca. Se souberem apenas o sobrenome, eh so joga-lo na busca e depois verificar na lista que aparecera. Clique sobre o nome desejado e o sistema os transportara para a pagina da pessoa.

Enfim, divirtam-se e atualizem seus dados. O sitio geneaminas.com eh publico e gratuito. E a comunicacao com os administradores eh relativamente facil.

04. OS MOTIVOS QUE ME LEVAM A INCENTIVAR E A AJUDAR NA MANUTENCAO DE UMA
ARVORE GENEALOGICA

Existem muitos motivos praticos que favorecem a argumentacao de manter-se uma Arvore Genealogica organizada. Embora nem todas sejam do conhecimento da maioria das pessoas. Os motivos vao desde os mais simples aos mais elaborados.

Um dos simples eh o aprendizado e entendimento da Historia Humana. Quando a gente estuda as disciplinas de Historia, na forma que elas sao lecionadas ate hoje, a gente adquire certos vicios decorrentes da ma informacao. Isso se da porque, desde quando os primeiros historiadores comecaram a escrever, eles usavam o escrito como material de propaganda a favor de algumas pessoas, geralmente, as que estavam pagando o salario dos historiadores, ou de algum pensamento dominante.

A prova disso eh que a Historia oficial versa sobre a vida de alguns personagens dela que, ao contrario do que se pensa, nao sao o personagem principal mas sim os que colheram os melhores frutos dos fatos. O personagem principal da Historia deveria sempre ser o povo.

E a realizacao dos fatos historicos somente eh possivel com a participacao do povo. Nenhum farao do Egito corregou sequer uma pedra para construir as grandes piramides. Portanto, eh enganoso dizer-se que certo farao construiu essa ou aquela piramide. Mesmo os projetos foram feitos por engenheiros. (Alias, o grande elaborador da forma final das piramides foi um certo Imhotep, que tinha grandes conhecimentos de diversas areas mas ele ainda eh um enigma ate para os egiptologistas porque nao encontraram a tumba dele, onde deveriam encontrar descritas as realizacoes da vida dele). E a construcao das piramides so se tornou possivel porque, nos seculos anteriores, houve uma evolucao do conhecimento, atraves do processo: erro X acerto, ate que o acumulo de conhecimentos levou aa quase perfeicao.

Atraves da genealogia pode-se identificar as pessoas que viviam aa epoca dos acontecimetnos. Assim, cada pessoa pode ver a passagem dos fatos historicos por meio dos olhos dos proprios ancestrais que os promoveram.

Geralmente, as pessoas nao param para pensar com cuidado a respeito das nuances da propria propaganda oficial. Conta-se que d. Pedro I (do Brasil) disse a celebre frase: “Se eh para o bem do povo, e felicidade geral da nacao, diga ao povo que fico.” O dia ficou conhecido como o ” Dia do Fico.” E o imperador permaneceu no Brasil, contrariando o mando das cortes portuguesas.

Porem, a propria frase revela o fato de que o povo eh quem demandava a permanencia do imperador. E ele sabia de antemao que a saida dele do pais levaria aa proclamacao da republica como outros paises da America ja haviam feito. Tanto o “Fico” quanto o “Grito do Ipiranga” eram formas do imperador garantir seus proprios privilegios. Fazendo a vontade do povo ele neutralizava a forca das oposicoes que ja queriam tanto a Independencia quanto a Republica.

Ele so voltou para Portugal apos deixar a figura do filho, que era simbolica, porque estava com apenas 5 anos. O simbolismo contudo nao era sem forca. Varias revoltas aconteceram ate o imperador Pedro II ser coroado aos 14 anos de idade. Com certeza, sem a presenca do infante Pedro no Brasil, as revoltas teriam a adesao dos brasileiros do norte ao sul e a Historia seria outra.

Neste ponto o conhecimento da nossa genealogia nao apenas facilitaria a compreensao da Historia como tambem mostraria a participacao de nossos parentes nela. Se voces procurarem na Historia de Guanhaes, verificarao que o decreto de fundacao dela se deu em 1821. O nosso tetravo: Capitao Jose Coelho da Rocha Filho (Cap. Jose Coelho de Magalhaes Filho) havia sido designado pelo imperador D. Joao VI para essa missao. Esse foi um periodo de transicao onde: D. Joao voltou para Portugal; D. Pedro I assumiu como regente e logo em seguida declarou a Independencia do Brasil. Depois, com a morte de D. Joao VI, em Portugal, o imperador Pedro I acabou renunciando aa coroa brasileira em favor do filho, para voltar a Portugal porque o irmao dele havia usurpado o trono.

A propria familia imperial era nossa aparentada, descendia dos Coelho em Portugal e um dos colaboradores mais proximos do imperador D. Pedro II, o Dr. Candido Borges Monteiro, era sobrinho-neto do nosso ancestral: Antonio Borges Monteiro. As biografias do Dr. Candido estao na Internet e ele teve o titulo de primeiro barao e visconde de Itauna.

Mais na frente eu explico melhor a nossa genealogia, em razao dos fatos. Porem, uma coisa eh certa, se o Cap. Jose nao fosse da confianca dos imperadores, com certeza, ele nao teria sido escolhido para chefiar missao alguma. Ao mesmo tempo, se nao fosse o apoio dele e da maioria da populacao brasileira que tinha voz, a monarquia nao teria se mantido por mais sete decadas como os fatos revelam.

Outro motivo para se manter uma Arvore Genealogica escrita eh de ordem pratica dos relacionamentos familiares mais simples. Recentemente aconteceram dois fatos que ajudam a justificativa.

Apos eu iniciar as minhas aventuras pela Internet o assunto genealogia acabou facilitando o contato com gente que ha decadas nao tinha noticias. Entre estes contatados estao membros da familia da tia-avo Vita. E eu passei esse reencontro para outras pessoas da familia, incluindo a Magda, minha irma. Passados alguns dias recebi um e-mail dela perguntando se eu sabia quem estava vivo ou nao dos filhos da tia Vita porque ela estava constrangida em perguntar diretamente.

Eu proprio passei pelo constrangimento de perguntar para a Rogerita do tio Lucio em qual dimensao estava a tia Dayse. Menos mal pois esta viva e com boa saude.

Mais recentemente eu recebi um e-mail do Ubirajara do tio Odilon anunciando que a Lolo do tio-avo Sinval tinha falecido. Como o recebi, reenviei. Mais tarde recebi uma replica com a pergunta: “Eh a Lolo da tia Maricas?” Ao que eu respondi: “Da tia Maricas e do tio Sinval, irmao da Dindinha Zulmira.” A pessoa que questionara havia se esquecido que era sobrinha-neta do tio Sinval por vias consanguineas e da tia Maricas por afinidade.

Esse tipo de esquecimento eh muito normal. Eu proprio teria dificuldade de lembrar disso, nao fossem os meus estudos de nossa Arvore Genealogica. O fato eh que o tio Sinval faleceu em 1952, pouco antes do nascimento da maioria dos sobrinhos-netos como nos. La em casa, quando o papai mencionava o tio, ele se referia a ele como: o Sinval. Enquanto que sabiamos que a tia Maricas era irma da vovo Davina. Conhecimento decorrente de termos tido a felicidade de conviver com ela e a familia. Foi quase um choque para o Fernando la de casa quando descobriu que “o Sinval” tambem era tio do papai. Isso, ha umas boas tres decadas ou mais.

A manutencao da Arvore Genealogica por todos poderia evitar tais constrangimentos porque as pessoas poderiam sempre atualizar os dados novos. Qualquer duvida poderiamos ter este mecanismo de consulta rapida. A vantagem de manter-se os dados na Internet eh a de faciltar conhecermos as atualizacoes que podem ser postadas por qualquer de nos. Bastando inscrever-se no sitio que eh publico e gratuito.

Outro motivo super importante constitui-se da finalidade medico-preventiva. Quem conhece nossa Arvore sabe o quanto muitos de nos somos consanguineos. Ou melhor, quem tem uma ideia disso, porque faltam muitos dados para considerarmos a nossa Arvore Genealogica completa, portanto, nao sabemos qual o grau de consanguinidade que muitos de nossos ancestrais ja poderiam ter entre si.

E os casamentos intra-familiares continuam acontecendo e, pelas minhas previsoes, nao vao parar. Mais tarde, quando eu apresentar um historico da formacao da nossa familia, isso ficara mais claro. Porem, desde ja, aconselho a todos os primos que se casarem entre si e tiverem filhos deles proprios, leva-los ao geriatra o mais cedo possivel. Nao eh confusao nao! Eh ao geriatra mesmo, nao apenas ao pediatra.

Isto se explica pelo fato de estarmos vivendo cada vez mais. Contudo, de que valera vivermos mais se isso acontecer com uma consequente perda de qualidade de vida, que sabemos, que a consanguinidade excessiva provoca? A gente precisa lembrar que o nosso envelhecimento comeca desde o momento em que nascemos. Entre as pessoas muito consanguineas as dores do envelhecimento costumam chegar primeiro. Com a prevencao pode-se ameniza-las.

05. RELEMBRANDO A HISTORIA PARA COMPREENDER A GENEALOGIA.

Vou fazer um resuminho da Historia de Portugal e do Brasil porque isso facilita o entendimento da genealogia e vice-versa. Os que vem recebendo os meus e-mails ha mais tempo terao a impressao que estou repetindo as coisas mas isso eh necessario porque temos gente nova na lista de meus contatos que nao acompanharam a evolucao do pensamento. Contudo eh sempre util recordar, porque a cada vez que se recorda a Historia sempre enxergamos novos angulos que nao haviam sido observados anteriormente.

Claro, a formacao genealogica europeia comecou desde quando a especie humana saiu da Africa e acabou se dando bem por la. Porem, ha uma fase importante induzida pela ultima Era Glacial. Foi um periodo de glaciacao da Terra que aconteceu entre 75.000 a 10.000 anos atras, mais ou menos. Por volta de 40.000 anos atras formou-se tanto gelo no norte do hemisferio que a vida humana tornou-se impossivel nas regioes polares e em quase toda area temperada.

A familia humana que dominava a paisagem europeia era o homem de Neandertal. Ao contrario do que foi divulgado nos seculos logo apos a descoberta de fosseis dele, era uma familia com inteligencia semelhante a nossa e tinha um comportamento normal, longe de ser o brucutu que pintaram.

Outro grupo humano se formou na regiao do Caucaso, ou seja, entre os mares Caspio e Negro. Por causa dessa origem ele eh chamado de caucasiano. Essa familia acabou se espalhando desde a Europa ate a America do Norte. Na America do Norte e na Asia ela foi substituida pela familia asiatica que surgiu a partir de 25.000 anos atras. O Japao foi o unico lugar que conservou remanescente puro dessa populacao ate o inicio do seculo XX.

Porem, o que nos interessa para o nosso proposito no momento eh o grupo que domina desde a India ate a Europa. Essa populacao eh chamada de caucasiana e deu a origem aas linguagens classificadas como indu-europeias. Nossa familia, na maioria, guarda caracteristicas fisicas e/ou linguisticas desse grupo. Apesar de sermos uma mistura de tudo o que ha na Terra.

Um grupo caucasiano que foi classificado como cro-magno foi tangido pelas geleiras, do Caucaso ate aa Peninsula Iberica. Portugal e Espanha tornaram-se o ultimo refugio habitavel da Europa por nao terem sido cobertos por geleiras. La tambem se deu a extincao da familia de Neandertal. Ainda nao se tem certeza da via que isso aconteceu. Pode ter havido a simples extincao por qualquer motivo ou a absorcao do Neandertalensis pelo Cro-magno. Se isso aconteceu, o europeu eh um semi-hibrido.

Assim, entre 35.000 e 10.000 anos atras, toda a populacao do ramo europeu estava limitada a viver na Peninsula Iberica e no norte da Africa, adjacente aa Europa. Por causa da glaciacao, os oceanos estavam a, pelo menos, uns 80 metros abaixo do nivel atual, assim, eh provavel que o Canal de Gibraltar fosse navegavel ate por troncos isolados, quanto mais canoas simples. O ser humano nesse periodo ja se aventurava em algum tipo de navegacao costeira.

De qualquer forma, pode-se imaginar que a consanguinidade ja corria solta nessa populacao reduzida em quantidade e espaco limitado para viver. Somando Portugal e Espanha juntos nao da o estado de Minas Gerais hoje-em-dia. A Peninsula Iberica era maior do que eh hoje por causa das aguas baixas dos oceanos.

13.000 anos atras comeca o aquecimento global e se inicia o derretimento das grandes geleiras. 3.000 anos depois partes da Europa ja comecam a tornar-se habitaveis novamente e a populacao comeca a crescer em direcao ao norte. 7.000 anos atras ja se forma uma avenida de comercio maritimo desde o norte africano ate o Baltico.

Neste periodo tambem ha a interiorizacao da populacao e comecam a aparecer os sinais do desenvolvimento da Cultura Celta. As construcoes do tipo megalitica, ou seja, usando-se pedras enormes, surgem. Provavelmente elas servissem para cultos religiosos e/ou marcacao do calendario mas nao para habitacao.

Resumindo-se aa Peninsula Iberica, Portugal eh habitado por um remanescente da populacao que buscou abrigo la durante o periodo mais duro da Era Glacial. Essa tribo se autodenominava Luzitani e conservava a Cultura Celta que dominava toda a Europa.

A partir do Oriente Medio, outras civilizacoes se desenvolvem e elas comecam a difundir culturas e colonias no entorno do Mediterraneo. Primeiro foram os fenicios, depois os gregos e, por fim, os cartagineses. Todos tiveram alguma influencia cultural na Peninsula Iberica mas nada que mudasse a caracteristica genetica da populacao local.

Ate mesmo a Cultura Celta que evoluiu de um sistema mais inicial para o druidismo, no restante da Europa, permaneceu preservado por nossos ancestrais luzitanos. O druidismo era um sistema cultural religioso onde os sacerdotes chamados de druidas tinham o completo dominio da sociedade. Inclusive os reis tinham que aconselhar-se com eles antes de qualquer decisao, sob o risco de serem destronados e executados. O luzitano permaneceu na era pre-druidismo.

Com a destruicao de Cartago pelos romanos as coisas modificaram um pouco. Por dois seculos os luzitanos resistiram ao dominio romano. Somente em 19 a.C., Julio Cesar conseguiu vencer a resistencia, com a ajuda de traidores. Portugal foi anexado ao Imperio Romano. No inicio, sob o nome de provincia de Hispania-Luzitania. Mas as rivalidades desde entao separaram as provincias ibericas em Hispania e Luzitania.

O grande impacto do dominio romano foi a imposicao da cultura e lingua. Mais tarde, nos anos 300 d.C., Constantino I, o imperador romano, converte-se ao catolicismo e o decreta como religiao oficial do imperio. O povo luzitano se converte.

Geneticamente porem, nao ha alteracao do povo portugues, em razao das caracteristicas do dominio romano. Eles conquistavam uma colonia e alistavam os jovens em seus exercitos. Estes eram levados a servir em outras conquistas e sobretudo na guarda das fronteiras do imperio. Depois de totalmente aculturados, eram destacados para as proprias provincias de origem. Acostumados a usufruir das benesses do imperio, acabavam impondo o dominio cultural dele sobre o proprio povo.

Apos a conversao ao catolicismo o Imperio Romano logo desfacelou. Existem varias causas para a queda do imperio. A provavel inapetencia dos imperadores que seguiram a Constantino I pode ser uma. Mas pode ter acontecido uma alteracao climatica que levou aa perda consecutiva de producoes agricolas. Tambem o surgimento de uma epidemia da peste bubonica pode ter enfraquecido o imperio. Enfim, a combinacao dos fatores nao eh descartada.

Certo eh que, o resultado final foi um so. Os povos germanicos, chefiados pelos godos, tomaram conta do pedaco. Os Visigodos tomaram conta de quase toda a Peninsula Iberica e a parte central e leste da Franca. Os Ostrogodos tomaram conta da Italia e as adjacencias. O Imperio Romano do Oriente, que abrangia Grecia, Turquia e outros ainda permaneceu sob a capital Constantinopla.

Entre os povos germanicos invasores, liderados por Odorico, o Grande, estava o Suevo. Ele tomou conta da area que hoje corresponde ao noroeste da Espanha e o norte de Portugal. A invasao se deu em 411 d.C. Os suevos criaram o primeiro reinado com caracteristicas tipicamente medievais. O reino permanceu por 200 anos mais ou menos. Recebeu o nome de Gaelecia. Porem, os suevos acabaram convertendo-se aa religiao local, ou seja, ao catolicismo e foram geneticamente absorvidos atraves dos casamentos com os luzitanos.

Essa pode ter sido a unica alteracao genetica que os luzitanos poderiam ter sofrido ate entao. Mas essa alteracao teria que ser minima em todos casos, porque basta lembrar que a populacao europeia do norte eh originaria do mesmo grupo remanescente que habitou a Peninsula Iberica por 20.000 anos antes de espalhar-se.

No final dos anos 500 d.C. os Visigodos conquistaram a Gaelecia e a anexaram ao grande reino da Hispania. Nao muito tempo depois, o movimento muculmano, que havia se iniciado com Mohammed na Arabia Saudita, aproveitou-se das disputas internas entre os Visigodos e invadiu a Europa, comecando pela Peninsula Iberica. Em 711 d.C. toda a Peninsula Iberica e grande parte da Franca haviam sido anexadas.

Do norte da Franca porem, comeca a surgir uma dinastia formada para vencer. Ela eh procedente de outra populacao germanica. Eram os Francos que haviam se instalado desde o tempo do Imperio Romano, porem, com a permissao oficial do imperio para viver sob o dominio dele. Sob a ameaca do invasor muculmano, Carlos Martelo organiza a resistencia e, em seguida, vence e expulsa os invasores da Franca.

Carlos Martelo eh o pai do Pepino, o Breve e avo do Carlos Magno que, no rastro do avo, unifica grande parte da Europa, incluindo Franca, Italia, Alemanha e varios outros territorios dos paises nos quais a Europa se divide atualmente. Carlos Magno foi coroado imperador e o reino dele passou a ser chamado de Sacro Imperio Romano. Mas nem ele conseguiu retomar dos arabes o dominio da Iberia.

A “Reconquista”, como eh chamada a retomada crista da Peninsula Iberica, comeca desde os dias da Conquisa. Os muculmanos entravam nos territorios ocupados e sequestravam as pessoas influentes. Eles as mantinham em suas capitais para que as populacoes subalternas a elas nao se revoltassem. Porem, eles deixaram o nobre das Asturias: Pelagio, fugir. Ao mesmo tempo em que nao haviam conseguido sequestrar Pedro, duque da Cantabria. Cantabria e Asturias sao duas provincias do norte da Espanha cujos relevos sao bastante acidentados. O terreno favorecia aa instalacao da guerrilha.

Com o casamento do Alfonso I, filho do duque da Cantabria com Ermesinda, filha do heroi Pelagio, inicia-se a dinastia que originou a nobreza hispano-luzitana, da qual todos somos descendentes.

No principio, fundiu-se os dois reinos sob o nome comum de Asturias. Assim, o Reino das Asturias permaneceu como a unica resistencia crista. Por cerca de 200 anos esse nome permaneceu. Posteriormente, com a reconquista da antiga capital, a cidade de Leao, passou a ser chamado de Reino de Leao (Leon).

Enquanto as reconquistas iam se acumulando e o territorio e a populacao sendo recuperados, foram surgindo outros reinos e condados. Por causa da linha de castelos que formavam a linha de defesa do territorio conquistado, surgiu o nome do Reino de Castilla. O condado de Porto Cale surgiu quando o heroi: Vimara Peres tomou o territorio entre o Douro e o Minho, sob o comissionamento do rei Alfonso III, de Leao. Vimara fundou a cidade de Vimaranes, hoje-em-dia eh Guimaraes, como primeira linha de defesa do territorio. Isso, girando em torno dos anos 940 mais ou menos. O nome Porto Cale acabou sendo modificado para Portugal mais aa frente na Historia.

Mesmo a invasao muculmana nao produziu alteracao significativa da composicao genetica da populacao iberica. A verdade eh que entre o surgimento e a expansao do movimento iniciado por Mohammed, o tempo foi curtissimo. Em menos de um seculo o Imperio Muculmano ja era maior que qualquer outro que surgira antes dele. Ele tinha pouco mais de cem anos desde o inicio quando houve a tomada da Peninsula Iberica.

O esquema usado era semelhante ao romano. Eles invadiam e convertiam a populacao. A populacao convertida era usada para a invasao seguinte. Apenas o comando e os imediatos eram arabes. Com isso, os invasores da Pennsula Iberica eram da populacao chamada Berbere de procedencia do norte da Africa, ou seja, geneticamente semelhante aa populacao iberica desde os tempos da Era Glacial.

Alem do mais, o crescimento da populacao muculmana se deu por meio da conversao nativa da propria familia iberica. Portanto, quando se ler em algum livro de Historia que o dominio se deu por meio da populacao berbere ou moura, entenda-se que, geneticamente, nada havia mudado.

Apenas para enriquecimento de nossos conhecimentos geneticos. Houve um tempo em que um contingente da populacao da antiga Gaelecia saiu de la e colonizou o que hoje eh a Irlanda e o oeste da Gran Bretanha. E aquelas sao as populacoes geneticamente mais semelhantes aos povos ibericos hoje-em-dia. So nao tenho a data do periodo historico quando isso aconteceu.

Outra particularidade da formacao genetico-cultural da populacao iberica foi a introducao de um pequeno contingente de origem judia. Ela se deu na epoca em que os romanos promoveram a Diaspora nos anos 60 e 70 da Era Crista. Desde entao foi permitido que essa populacao mantivesse suas tradicoes culturais. Assim, ela se multiplicou convertendo parte da populacao nativa. Dessa forma eh enganoso esperar encontrar-se grandes sinais geneticos dessa populacao em nosso sangue. Principalmente porque, alem da miscigenacao, grande parte da populacao judaica (de culto) que existiu na Peninsula Iberica preferiu evadir-se de la quando das perseguicoes da Inquisicao. (Iniciada pelos reis catolicos Fernando e Isabel no inicio dos anos 1.500 e so revogada nos 1.700). Essa populacao escapou da perseguicao inquisitoria e a sua descendencia foi sofrer o holocausto perpetrado pelos nazistas.

Possivelmente, toda e qualquer pessoa de origem luzitana tenha algum ascendente de origem judia (genetica) mas pode nao se encontrar nenhum registro genetico disso em um exame de DNA. O fato de poder ser descendente porem em geracoes alternadas paternas e maternas, pode mascarar parte dos resultados do exame.

06. A HISTORIA E A GENEALOGIA MEDIEVAIS EM PORTUGAL.

Como eu ja havia dito antes, a Reconquista do territorio da Peninsula Iberica pelos cristaos iniciou-se em seguida aa invasao muculmana. Pelagio das Asturias e Pedro, duque da Cantabria foram os responsaveis por esse inicio. Em seguida, com o casamento de Alfonso I, rei das Asturias (filho do Pedro) e Ermesinda de Asturias, (filha do Pelagio) reiniciou-se a dinastia crista que iria governar todos os reinos cristaos que foram criados na Peninsula Iberica e desse casal tambem descendem todas as familias com titulo de nobreza e sem titulo tambem. O Alfonso vem de uma linhagem conhecida de nobreza de seculos anteriores a ele. Sabe-se apenas que Pelagio, pai da Ermesinda, era um nobre das Asturias e que possivelmente vinha da mesma linhagem, porem, nao encontraram a ascendencia dele.

Portugal, nessa fase atual de sua Historia, iniciou-se a partir do momento em que o pentaneto de Alfonso e Ermesinda: Alfonso II, rei das Asturias, comissionou o Vimara Peres para retomar e proteger o territorio entre o Douro e o Minho. Vimara tornou-se o primeiro conde de Portugal que, em outras divisoes politicas europeias equivalia ao ducado. Seguiram-se varias geracoes dinasticas descendentes do Vimara. Porem, a dinastia governante acabou sendo deposta porque um dos descendentes: Nuno III, desejou emancipar o condado mas foi morto pelo rei Garcia, da Galicia.

Apesar de destituida do governo, a descendencia do Vimara Peres ja estava infiltrada na nobreza, assim, ela faz parte do componente genetico de toda a populacao iberica.

Alfonso III eh o avo do Ramiro II, que reconquista a cidade de Leon e passa a governar a partir dela. Ele se torna um entroncamento importante na formacao genetica das familias portuguesas. Em primeiro lugar, ele da sequencia aa dinastia reinante por meio de Ordonho III que eh o pai do Alfonso IV. O Alfonso IV eh o pai da Sancha, que se casou com o Fernando I, o Magno, rei de Castela, entao, ja existente como mais um reino cristao formado na Peninsula Iberica. Fernando I nasceu em 1.016 e Sancha em 1.015.

Sancha e Fernando I se tornam os pais do Alfonso VI, rei de Castela. O Alfonso VI pede ajuda aas outras familias nobres da Europa para combater os mouros. Como premio ele da a mao da filha: Teresa, ao Henri, que vinha da casa de Bourgogne. Teresa e Henri ganham como dote o Condado de Portugal. Deles nasce o Afonso Henriques, a Sancha Henriques e outros.

Voltando ao Ramiro II, ele foi tambem pai do Lovesendo Ramires. Nesta epoca, por volta da metade para o final dos anos 900, quem mandava mesmo na maior parte da Peninsula Iberica eram os muculmanos. Abd-ar-Raman III era o manda-chuva, porem, ele teve ao mesmo tempo que combater a oposicao crista e outros grupos que disputavam o poder islamico com ele. Ele concordou em casar a prima em segundo grau dele: Zayra-ibn-Zayda com o Lovesendo. A elite muculmana, inclusive os dois citados acima, descendiam do profeta Mohammed.

Dos filhos que o casal teve (Lovesendo e Zayra), um foi o Aboazar Lovesendes. Este eh o pai do Ermigio Aboazar, pai da Toda Ermiges. A Toda Ermiges casou-se com Egas Moniz de Ribadouro. Ribadouro eh um nome que se confunde com a Historia de Portugal. Eh provincia e ao mesmo tempo designa um dos apelidos das familias mais nobres. Do casal Egas e Toda nasceram os senhores (lordes) do Ribadouro: Ermigio, pai do Monio, pai do Egas Moniz, o Aio.

Aqui nos temos um reencontro de familia. O nosso ancestral Egas Moniz, recebeu o apelido de Aio porque o Henri de Bourgogne confiou a ele a educacao do filho: Afonso Henriques. Depois o Afonso Henriques tornou-se o primeiro rei de Portugal.

O avo Aboazar Lovesendes foi tambem pai do Trastamiro Aboazar. O Trastamiro se torna o 1o. sr. da Maia. Uma trineta do Trastamiro, a Moninha Goncalves da Maia casa-se com o Rodrigo Forjaz de Trastamarra. Essa ja era outra linhagem nobre da Peninsula.

Aa epoca, antes dos anos de 1.100 e ate depois, nao se havia ainda adotado nomes de familia. Assim, as pessoas geralmente recebiam o nome proprio e um derivado do nome paterno para indicar de quem era filho. Assim, o Moninho Viegas foi o Pai do Egas Moniz de Ribadouro. Este foi pai do Ermigio Viegas, o pai do Monio Ermiges. Ai o Monio foi pai do Egas Moniz, o Aio.

Assim, da familia de Trastamarra, ja em 1170, nasceu o D. Goncalo Rodrigues da Palmeira. Este deu nome ao filho de Rui Goncalves Pereira. Isso faz surgir a familia com a assinatura Pereira e mais na frente eu vou explicar a influencia dessa linhagem na Historia de Portugal.

Segundo alguns historiadores considera-se apenas cinco nomes de familias como verdadeiramente nobres em Portugal. Sao elas: a Ribadouro e a Maia que ja citei. D. Sancha Henriques, irma do Afonso, primeiro rei de Portugal, casou-se om D. Sancho Nunes de Barbosa. Eles foram pais de D. Fruilhe Sanches de Barbosa que se casou com D. Pero Fernandes. Desse segundo casal nasceram muitos filhos. Todos receberam o sobrenome: de Braganca. O D. Sancho Barbosa tambem era descendente do Fernando I, o Magno. So que por vias tortas, com uma das amantes dele.

A quarta familia eh o Sousa. Literalmente. Porem, vi varias origens para o sobrenome. Geralmente comecaram tambem como descendentes dos reis de Portugal. Os filhos do casamento oficial do rei com a rainha eram o principe e infantes e infantas de Portugal, ou seja, nao necessitavam sobrenomes. Porem, os filhos dos reis por fora do casamento oficial costumavam receber o sobrenome Sousa. Isso nao quer dizer que fossem considerados menos nobres.

O quinto sobrenome considerado nobre por certos autores eh o Baiao. O sobrenome deve designar local de nascimento porque ha um Arnaldo de Baiao desde o ano 950, quando ainda nao havia sido adotado sobrenomes na Europa. Porem ele nao passa o apelido aos filhos. Contudo, uma filha do casal: D. Pero Fernandes/D. Fruilhe Sanches de Barbosa, a D. Teresa Peres de Braganca, casou-se com o Afonso Hermiges de Baiao. Nao tenho acesso aos nomes dos ancestrais dele mas todos os filhos, inclusive da segunda esposa, recebem a assinatura Baiao e eles seguem a dinastia.

Porem, o apontar nomes de familias como nobres em detrimento de outras eh fantasioso e nao reflete a realidade genetica. Talvez, essa tendencia de alguns autores se deva a eles considerarem as cinco como as primeiras. A maioria dos outros sobrenomes derivaram delas. Trata-se de pessoas de uma certa origem nobre que, ao mudarem-se para outros locais, ao assumirem algum cargo, adotavam o nome do local como seu sobrenome. Eu ja mostrei como surgiu o sobrenome Pereira. Ja o sobrenome Coelho eh uma sequencia da familia Ribadouro. O Egas Moniz, o Aio foi pai do Lourenco Viegas; que foi pai do Egas Lourenco; que foi pai do Soeiro Viegas.

Alguns dizem que o Egas Lourenco ja havia adotado o sobrenome Coelho porque era dono da Quinta da Coelha. Mas isso nao se comprova porque o unico filho dele que continuou Coelho foi o Soeiro. Contudo, o Coelho do Soeiro foi conquistado. Segundo se conta, na Guerra da Reconquista, ele tinha a habilidade de infiltrar-se na retaguarda das forcas inimigas sem que elas dessem conta disso. Dai, o apelido Coelho teria surgido pela comparacao de que ele fizesse essa manobra como se estivesse passando por tocas de Coelho.

Basicamente, estes sao exemplos de familias que levaram aa formacao genetica do povo portugues. E claro que houve muita gente mais na formacao do componente genetico portugues, porem, com o passar dos seculos, todo mundo que eh descendente das outras pessoas descendem tambem dessas. E os principais fatos da Historia de Portugal estao ligados aos descendentes dessas pessoas. Embora nem de todos os descendentes de portugueses se tenha uma Arvore Genealogica para se comprovar isso.

O sobrenome Magalhaes eh um exemplo de como as alcunhas foram surgindo ao longo da Historia. Era um lugar onde construiu-se a Torre de Magalhaes. Em 1312 estabeleceu-se la D. Afonso Rodrigues que tinha ascendencia em Novais. Passando a chamar-se Afonso Rodrigues de Magalhaes, por causa da Torre, tornou-se a raiz dessa familia. Aa essa semelhanca estao os que assinam Valadares, os que assinam Vasconcelos, Guimaraes e outros.

Entre os fatos mais importantes da Historia Portuguesa esta a criacao do estado portugues que se deu com o Afonso Henriques assumindo a coroa, gracas ao apoio dos nobres, cujas origens se encontravam com a dele proprio.

Outro ponto crucial se deu na crise de 1.383/85. Naquela epoca a dinastia hereditaria do Afonso Henriques nao produziu herdeiro masculino oficial. Os espanhois quizeram assumir a coroa portuguesa ja que a herdeira havia se casado com o rei de Castela. Neste ponto aparece a figura do D. Nunes Alvares Pereira. Ele foi o segundo Condestavel de Portugal. Condestavel era mais ou menos o ministro que fazia as coisas funcionarem enquanto o rei tomava conta das aparencias. D. Nuno Alvares descende daquela linhagem Pereira iniciada dos Trastamarra.

Com a participacao de todos os portugueses, liderados por D. Nuno, fez-se a guerra contra os espanhois. A batalha de Aljubarrota foi fundamental. Nela as forcas espanholas e aliadas a ela foram quase aniquiladas. Os portugueses tiveram auxilio de 2.000 besteiros enviados pela Inglaterra e, desde entao, ha um tratado de amizade e defesa mutua entre os dois paises. (Besta, era o nome daquela arma, meio arco e flexa disparada por gatilho). Nessa batalha estavam os Coelho e todos os sobrenomes ja existentes das familias portuguesas.

Eu estava me esquecendo. Antes disso, a Reconquista de Portugal havia sido concluida nos anos 1.200 ainda, com o rei D. Afonso III. A ultima cidade a ser tomada foi o Faro. Os espanhois so concluiram a Reconsquista deles com o casamento entre Isabel de Leao e Fernando de Castilla. Eles foram conhecidos como os reis catolicos e venceram os mouros em 1.492.

Apos a crise de 1.383/85 assumiu o trono de Portugal D. Joao I que era filho do rei: D. Pedro I (de Portugal) com uma nobre, nao a rainha. Ele casou-se com a Philippa de Lancaster, princesa da Inglaterra. Por nao ser filho da rainha, D. Joao era considerado bastardo e foi eternamente agradecido ao D. Nuno crendo que nao fosse a atuacao dele ele jamais teria assumido o trono.

Nos estudos que eu fiz, tomando como base os pais do portugues: Jose Coelho de Magalhaes, que sao: Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e Ana Josefa de Magalhaes Pinto, eu encontrei que descendemos de todas as familias ditas nobres de Portugal e Espanha alem das nobrezas de toda a Europa e alem. Alem do Coelho, por esta via, descendemos dos reis de Portugal que vai desde o Afonso Henriques ate ao D. Diniz. Isso, repetidas vezes.

Neste intervalo da Historia portuguesa tambem acontece outro fato genetico importante. O D. Nuno Alvares Pereira casou-se com D. Leonor Alvim. Aqui a gente pode olhar tanto em direcao aos ancestrais quanto da descendencia. D. Leonor Alvim era filha de Joao Pires Alvim e Branca Pires Coelho. Ela descende do Soeiro Viegas Coelho, consequentemente, dos outros ancestrais ja comentados.

Joao Pires Alvim e a esposa ja tinham raizes comuns. Eles descendiam de um Pero Fernandes de Fromarigues. A diferenca eh que ele vinha de linhagem paterna. Contudo os ancestrais dele foram trocando de sobrenome, passando de Guimaraes para Riba de Vizela antes de adotarem o Alvim. Ela tinha ascendencia materna que se uniu ao Coelho.

Ja a filha de D. Nuno e Leonor Alvim foi a D. Beatriz Pereira de Alvim. Ela se casou com o D. Afonso, o primeiro duque de Braganca. D. Afonso nao assinava Braganca. Ele era filho do D. Joao I com a amante Ines Pires. Assim, era um filho fora do casamento oficial, filho de outro filho fora do casamento oficial. Mas isso nao vem ao caso.

A nova dinastia estabelecida em 1.385 tambem nao durou eternamente. Dessa vez, o mesmo problema se repetiu. Os reis portugueses, D. Manoel, o Venturoso em particular, foi pai de muitas princesas nao deixando varoes. Embora houvessem candidatos a assumir o trono, o Felipe II da Espanha achou que seria muito desaforo levarem os espanhois duas vezes na mesma conversa e ele era o marido da primogenita. Dai, Portugal virou um reino cujo rei era o espanhol, embora houvesse alguma autonomia administrativa portuguesa.

A dinastia filipina, como ficou conhecida a serie de tres Felipes que governou os dois imperios, durou de 1.560 ate 1.640. Tambem os portugueses decidiram que era hora de dar um basta naquela historia. Mandaram o Felipe aas favas e elegeram o oitavo duque de Braganca como rei: D. Joao IV de Portugal. Ai seguiu a sequencia: D. Afonso VI, que nao deixou descendencia, dai assumiu o irmao dele: D. Pedro II. A seguir: D. Joao V, D. Jose I, D. Maria I (a louca), D. Joao VI e D. Pedro III. (IV)

D. Pedro III eh o mesmo Pedro I do imperio brasileiro. O Brasil foi governado apenas por ele, D. Pedro II e, parcialmente, pela princesa Isabel.

Muitos fatos historicos estao ligados a essa genealogia. Por exemplo, a rainha Isabel da Espanha descende do D. Nuno e Leonor Alvim. Ela eh a mae da Catarina de Aragao que se casou com o Henrique VIII, da Inglaterra. Foi a primeira esposa e depois foi rejeitada por nao dar a ele um descendente varao que sobrevivesse. Eles tiveram uma filha, a Maria I, que governou a Inglaterra e recebeu o apelido de Maria Sanguinaria. O apelido se deve a ela ter mandado sufocar uma revolta onde morreram 300 pessoas que resitiram aa tentativa dela de fazer a Inglaterra voltar ao catolicismo ja que o pai dela tinha criado a Igreja Anglicana.

Maria I casou com Felipe II da Espanha e foi mae do Felipe III mas nao deu herdeiros aa Inglaterra. Quem assumiu o trono apos ela foi uma meio-irma dela.

07. HISTORIAS E GENEALOGIAS MINEIRAS E BRASILEIRAS.

Claro que nao vou entrar em detalhes de fatos historicos nesse capitulo mas pretendo fazer dele um resumo simples e facil de entender. A Historia que nos contam nas escolas sao sempre limitadas e, aas vezes, perdem o sentido mais obvio das questoes.

Imaginem que estamos em 1.500. Para compreender melhor o que se passou naquela epoca devemos deixar-nos pensar semelhantemente ao povo da epoca.

As grandes navegacoes nao eram propriamente um cruzeiro maritimo que qualquer pessoa que quizesse pudesse fazer. Cada expedicao era semelhante ao que seria uma viagem aa Lua nos dias de hoje. Tudo era feito, em parte, com sigilo. Quem viajava nao sabia se iria voltar. O servico era uma grande oportunidade para os aventureiros e vedado aas mulheres.

Mesmo assim, algumas pessoas de origem nobre, como Pedro Alvares Cabral, que eh primo dos Coelho, criavam coragem para correr os riscos. Apos a descoberta, o Brasil ficou algum tempo jogado aas tracas. A cultura indigena nao produzia nada de grande interesse para o mercado europeu. A tentativa de explorar as pessoas como escravas deu com os burros n’agua. Criou-se ate o conceito errado de que o indigena fosse indolente, preguicoso. Mas a verdade era que nosso indigena nao era besta de servir como escravo em cima de uma propriedade que era dele proprio.

A segunda tentativa foi trazer os condenados pela justica portuguesa. Eram pessoas degredadas da sociedade portuguesa mas nem por isso eram criminosas como era ensinado nas escolas. Qualquer desavenca com as elites tornava-se motivo para condenacao. Ai a pessoa era condenada a ir para o Brasil e passava a produzir algo como passar a tecnologia para algum indigena ou outro de derrubar as arvores de madeira nobre e transporta-las para algum entreposto, onde seriam periodicamente recolhidas.

Foi ai que os degredados comecaram a produzir o melhor de todos os produtos que a coroa jamais imaginara. Eles estavam ali e a tentacao morava ao lado. Comecaram a juntar com as indigenas e produzir brasileirinhos com dupla nacionalidade. Gostaram tanto da ideia que aboliram a imposicao da cultura europeia onde o casamento se dava apenas entre um homem e uma mulher. Tornaram-se verdadeiros califas com harens. Ao saber disso, muitos dos frangotes portugueses devem ter aprontado la na matriz para ser degredados. Os puritanos estavam pensando em dar a eles o inferno e eles estavam recebendo o paraiso.

Uma referencia a este fato esta na musica do Chico Buarque que diz mais ou menos assim: “Nao existe pecado do lado de baixo do Equador. Vamos fazer um pecado, rasgado e suado, a todo vapor…” Claro, a Igreja Catolica pretendeu agir contra isso mas ninguem nunca foi punido.

No inicio das grandes navegacoes as viagens ate aas Indias Orientais eram mais lucrativas porque o nivel de civilizacao encontrado por la era semelhante ao europeu. De la podia-se trazer as sedas, as porcelanas chinesas, os produtos agricolas da India, enfim, toda uma gama de especiarias que o Brasil nao produzia.

O achado importante foi descobrir que a viagem ao Brasil era mais curta, que o clima do Brasil permitia produzir certas especiarias. Dai a cana de acucar passou a ser o nosso principal produto. Segundo o que ouvi dizer, um quilo de acucar no passado chegou a valer o equivalente a R$ 200,00 no mercado europeu. Mas com a producao de cana veio tambem a necessidade de mao-de-obra e forca. Foi onde os coitados dos africanos viraram mercadoria de alto consumo.

Claro, no inicio, podemos imaginar que a absoluta maioria era do sexo masculino. As primeiras levas de africanos que chegaram ao Brasil nao devem ter deixado descendencia. Por serem escravos nao serviam para as mulheres, fossem indigenas ou mesticas, porque elas eram livres. Mas com o crescimento da economia exploratoria, algumas mulheres europeias comecaram a vir com os maridos. Eram as esposas dos burocratas e dos senhores de engenhos. Neste ponto, a demanda por africanas tambem aumentou porque comecaram a exigir as mucamas para o servico grosso das casas grandes.

Muito senhor de escravo deve ter percebido, entao, que seria melhor trazer africanos de ambos os sexos porque uma populacao completa de escravos produziria as geracoes seguintes de escravos, sem necessidade de importar um “produto” que era carissimo. Cada escravo na epoca chegava a valer ao equivalente ao preco de um carro atualmente.

Com isso, reuniram-se num mesmo ambiente os tres elementos que, numericamente, se tornaram o material genetico na formacao do povo brasileiro. Claro, nos devemos imaginar tambem que, basicamente, o que era chamado de brasileiro eram as pessoas com caracteristicas raciais mistas, ou seja, principalmente do elemento indigena e o de aparencia tipica nordestina. Lembremos que o Brasil correspondia praticamente ao que esta no Nordeste atualmente. Do sul da Bahia ate Sao Paulo, o Tratado de Tordesilhas limitava o nosso territorio aas imediacoes do litoral. Os primeiros 150 anos de Brasil estao limitados a esse territorio. Nao imaginem a populacao do sudeste brasileiro na aparencia que ela eh atualmente porque a colonizacao europeia era minima ate entao. E a lingua que o brasileiro falava era mais semelhante ao tupi-guarani que qualquer outra.

Agora eh preciso que peguem um mapa fisico brasileiro onde se mostre apenas os detalhes do relevo. Transportem suas mentes para o seculo XVII e se lembrem que nao existem estradas ou cidades em Minas Gerais. O mapa poderia ser pintado em verde para lembrar que o que existia por la era o desconhecido, ate entao, Inferno Verde. As almas que viviam eram indigenas agrupados em pequenos grupos familiares, em vilarejos distantes uns dos outros e sem nenhum mapa que indicasse sua existencia.

As primeiras tentativas exploratorias, como a do bandeirante Pecanha, nada revelaram de interessante alem de ser de alto risco, por causa das febres tropicais contra as quais nao se conhecia nenhum tratamento. Alem do mais, o territorio era, oficialmente, espanhol. Mas, por a coroa portuguesa ter sido assimilada pela espanhola no periodo de 1.560 a 1.640 nao era crime invadi-lo. Some-se a tudo isso o fato de que os espanhois haviam encontrado duas civilizacoes que ja conheciam a metalurgia e produziam ouro e prata com abundancia. O sonho dos bandeirantes era encontrar um “El Dourado” em terras brasileiras.

Quando eu vi o tracado da Estrada Real a primeira vez, o que logo chamou-me a atencao foi o tracado torto. Era estranho porque ela sai do Rio de Janeiro em direcao a Sao Paulo, depois retorna para Minas Gerais, passa pelo sul, zona da Mata e vai ate ao Serro e Diamantina, num tracado quase alienigena para os dias de hoje.

A razao para isso eh simples. Rio de Janeiro e Sao Paulo eram uns dos poucos nucleos de habitacao europeia no Brasil. E as verdadeiras estradas eram os rios. A exploracao do territorio se dava via fluvial. Posteriormente, aproveitava-se as baixadas que margeavam os leitos para construir-se os caminhos. O Rio Paraiba era a ligacao natural entre Sao Paulo e o Rio de Janeiro. Pelo menos na maior parte dela.

Pelo mapa fisico de Minas Gerais pode-se observar que a porta de entrada de Minas, via litoral, poderia ser o Rio Doce. Mas dele a Historia atestava ser um caminho proibitivo. E isso esta ligado a um dos sobrenomes presentes na nossa familia.

O nome Luis Barbalho Bezerra consta em nossos livros como heroi em dois continentes. Ele liderou uma confederacao da familia Barbalho contra a invasao holandesa no Nordeste. Foi preso e chegou a ser deportado para a Holanda. Conseguiu escapar e ir para Portugal. A chegada dele em Portugal coincidiu com a revolta da nobreza portuguesa contra o dominio espanhol. Lutando ao lado dos portugueses ele ajudou a restaurar a coroa portuguesa e a coroar o rei D. Joao IV de Braganca. Ele usou a fortuna que possuia na luta contra os holandeses.

Retornando ao Brasil, continuou a luta. Construiu o Forte do Barbalho na periferia de Salvador. Ai se deu a origem do bairro de mesmo nome na capital bahiana. Ele foi governador da Bahia.

Outro heroi da expulsao dos holandeses foi o filho do Luis, o Agostinho Barbalho Bezerra. Apos a vitoria chegou a governar o Rio de Janeiro.

Como o equivalente a ministro das minas, representando a coroa portuguesa no Brasil, o Agostinho organizou uma bandeira que desejava exatamente conquistar o territorio de Minas, usando o Rio Doce como porta de entrada. Nao chegou a sair da parte que hoje eh o Espirito Santo. Contraiu uma das molestias tropicais que o matou. Contudo, nos nao temos a menor ideia do grau de parentesco que existe entre o nosso ancestral: pe. Policarpo Barbalho e estes herois. Em 1.660 eles estavam em plena atividade mas o pe. Policarpo deve ter nascido no final dos anos 1.790 ate aos primeiros de 1.800.

Os livros de Historia do Brasil citam frequentemente apenas os donos de engenho: Andre Vidal de Negreiros e Joao Fernandes Vieira; alem do afro-brasileiro: Henrique Dias e o indigena: Felipe Camarao como lideres no combate aos holandeses. Mas essa preferencia tem o fundo ideologico de salientar a formacao genetica brasileira ja que a revolta tinha um componente popular e expontaneo. Nao girava em torno de alguns lideres mas todos os que nao queriam a permanencia dos holandeses tinham a liberdade de tirar uma casquinha como quizessem ja que a tatica adotada foi a da guerrilha.

Voltando aa conquista de Minas Gerais propriamente dita, devemos nos lembrar que as terras eram um imenso desconhecido e que Minas fazia parte da Provincia de Sao Paulo. Ou seja, nunca fomos os bahianos cansados como fala a piada. Antes de sermos mineiros eramos paulistas.

A Historia so comeca a mudar a partir do final do seculo XVII quando comecaram a aparecer as descobertas do ouro e pedras preciosas. Ai a gente pode compreender porque a Estrada Real, que foi o verdadeiro berco de Minas Gerais, pouco tem de identidade com o mapa rodoviario mineiro atual. Os minerais preciosos foram descobertos nao aas margens dos grandes rios mas ao longo da Serra do Espinhaco, que pode ser comparada a uma coluna vertebral que corta todo o estado.

Dai, nao eh de se admirar que as cidades mais antigas de Minas Gerais estejam nessa linha do Espinhaco. Assim, a primeira cidade eh Mariana que data de 1.712. Em 1.714 ja eram pelo menos quatro porque na outra ponta do Espinhaco esta o Serro que eh daquele ano, e foi a quarta cidade de Minas Gerais. Para a sorte dos portugueses e brasileiros da epoca, as riquezas que buscavam estavam nas montanhas, onde o clima era mais ameno e menos tropical, menos favoravel aas febres tropicais. Outras cidades como Ouro Preto, Sabara, Santa Barbara, Caete, Pitangui, Congonhas e Sao Joao d’El Rei foram surgindo. Entre elas foram surgindo os entrepostos que serviam de apoio, por causa das grandes distancias (para a epoca em que se andava a pe), que depois viraram cidades como: Itabira, Morro do Pilar e Conceicao do Mato Dentro.

Lembremo-nos que, ate entao, nao existia nem sinal das atuais maiores cidades de Minas Gerais. A propria Belo Horizonte foi planejada e nasceu quase dois seculos depois. Entao, devemos entender que as mentes de nossos antepassados, que iniciaram o povoamento europeu em Minas Gerais, tinham uma concepcao de Minas Completamente diferente da atual.

A concepcao do estado e a formacao genealogica mineiras comecam a ser modificadas com o final do Ciclo do Ouro. A Inconfidencia Mineira pode ser tratada como um marco dessa evolucao. As cidades do garimpo estavam sem mais opcao de trabalho para a populacao. Lembre-se que um pouco antes havia acontecido o grande terremoto de Lisboa. Isso destruiu a economia na Metropole (Portugal) que buscou na elevacao de impostos a forma de se recapitalizar. O terremoto se deu em 1.755.

Atraves do pouco que ja temos de nossa Arvore Genealogica nos podemos sentir o grande fluxo de imigrantes de Portugal que foi para Minas Gerais. Sao mais ou menos da mesma epoca de nascimento os avos: Jose Coelho de Magalhaes que veio do Entre Douro e Minho; Miguel Pereira do Amaral que veio da Ilha de Sao Miguel nos Acores; Antonio Borges Monteiro que veio de cidade da Seia, centro de Portugal. Estes nasceram por volta de 1.750. Temos o Antonio Coelho de Almeida na mesma epoca mas os dados que possuo indicam apenas que ele ja estava em Congonhas, sem datacao.

Anterior a estes tem o Francisco Jose Barboza Fruao que veio de Barcelos e que foi o sogro do Miguel Pereira. Tambem o Giuseppe Nicatsi da Rocha que nao se tem certeza de onde veio e era o sogro do avo Jose Coelho de Magalhaes. Mas a avo Eugenia Rodrigues Rocha, filha dele, presumivelmente nasceu em Morro do Pilar. Nessa faixa de idade, que a data de nascimento deve girar em torno de 1730, esta tambem o Joao de Souza Azevedo (que era filho de Manuel de Souza Azevedo e Anna Coelho) que tem como referencia de local de nascimento a Vila Nova do Norte. Mais certo eh que essa seja atualmente: Vila Nova de Gaia ou a Vila Nova do Familicao, que ficam no entorno da cidade do Porto, na antiga provincia de nome: Entre Douro e Minho.

Temos que observar aqui que, como nao temos as paternidades de algumas avos que se casaram com estes antepassados nossos, eh bem provavel que venham de familias ja estabelecidas anteriormente no Brasil e que tenham ascendencia portuguesa e indigena simultaneamente, quica tambem africana.

Bom, esgotado o ouro, essa populacao tinha que procurar o que fazer para se manter. Dai o povoamento se deu em forma de radiacao. Aqui ja estamos entrando no seculo XIX. Um exemplo disso foi o Serro. O Serro foi a grande capital do Norte de Minas Gerais. Desde Conceicao do Mato Dentro ate aa divisa com a Bahia e Goias. Montes Claros, Diamantina, Guanhaes, Pecanha e outras emanciparam diretamente do Serro. Praticamente todas as familias do Norte e Nordeste mineiros tem pelo menos uma geracao de ancestrais nascida no Serro. Nos temos mais de uma. Em nosso caso, nao apenas no Serro mas em Mariana, Itabira, Conceicao etc. O grosso da populacao atual de Minas tem origem nos nucleos habitacionais do tempo do Ciclo do Ouro e eh possivel que todos tenhamos vinculos familiares relativamente proximos com todos.

Vamos tomar a formacao da nossa familia como exemplo para explicar isso melhor. Como sabemos, Guanhaes foi fundada pelo Cap. Jose Coelho da Rocha (Jose Coelho de Magalhaes Filho) e outros. Isso quer dizer que um pequeno grupo de familias se juntou para construir o nucleo inicial. Mas alguns dos primeiros moradores ja eram parentes entre si. O Cap. Jose era irmao do Cap. Joao Coelho de Magalhaes e segundo citacao, sem especificar como, o Cap. Joao foi casado com uma prima deles: Bebiana Lourenca de Araujo. Certo eh que, a descendencia dos mesmos fundadores de Guanhaes fundou Virginopolis. A descendencia dai expandiu para Divinolandia, Gonzaga, Santa Efigenia, uma menor quantidade em Sardoa e Sao Geraldo da Piedade e grande parte em Governador Valadares. Estou mencionando apenas um sentido da radiacao mas a familia espalhou por todas as direcoes.

Contudo, os dados que temos anotados sao restritos apenas aa descendencia de alguns de nossos ancestrais, porem, eles nao abrangem a descendencia dos irmaos deles. Um exemplo pratico disso eh o de que o avo Antonio Borges Monteiro teve nove filhos, dos quais pouco sabemos da vida. Dele nasceu o Antonio Jr que teve oito filhos.

Dos oito filhos do avo Antonio Jr. nos temos dados parciais apenas da descendencia da Maria Francelina Borges Monteiro, por ela ser a mae da Maria Marcolina Borges do Amaral, a nossa trisavo junto com o Antonio Rodrigues Coelho. Somente desse ultimo casal nos sabemos que somos milhares de descendentes. Mesmo que os outros irmaos nao tenham se multiplicado na mesma proporcao, nos podemos esperar termos ai, pelo menos, algumas dezenas de milhares de primos que nao conhecemos o destino. Isso, considerando apenas uma das linhagens das quais descendemos.

Existe ainda a possibilidade de alguma vila ter sido fundada por descendentes dos mesmos nossos ancestrais e que, ressalvando uma ou outra introducao genetica diferente, essa populacao pode ter se multiplicado da mesma forma que nossos antepassados, ou seja, casando-se primo com primo em diversas geracoes. Se isso aconteceu, a atual cidade que essa vila originou eh tao nossa parente quanto as pessoas que nasceram em nossa propria cidade.

Em sintese, o resumo eh este: Gracas a Deus, por uma felicidade ou outra, sempre entra um sangue diferente ou outro nas grandes familias pois que senao: casar seria um pecado por incesto.

Tomara Deus que em pouco tempo se reunam os dados geneticos da maioria das cidades mineiras em um unico sitio de genealogia, principalmente os que registram a chegada dos primeiros habitantes europeus de Minas Gerais. Infelizmente a gente sabe que os dados dos nativos e africanos foram neglegenciados, portanto, nunca saberemos ao certo de onde vieram muitos de nossos familiares. Com essas informacoes disponiveis, muita prevencao podera ser feita em favor de se dar uma vida mais saudavel aa nossa descendencia.

Essa minha ressalva tem o senso de que, como a vida da gente corresponde a um periodo muito curto, a gente, aas vezes, nao percebe essas coisas. Mas quando a gente estuda os dados de muitas geracoes eh que se ve quao grande eh a nossa capacidade reprodutiva. Parece ate magica. Baseado no que sei, eu posso dizer que em algumas geracoes a minha descendencia estara se casando com a descendencia de voces.

Eu nao estou querendo aqui desafiar nenhuma Lei de Deus. Ao contrario, eu quero reafirma-la com conhecimento. Eu sei que meus filhos podem vir a nao ter filhos. Que o mundo pode acabar antes de a minha previsao se concretizar. Eu estou apenas dizendo que se tudo andar normalmente como sempre andou, por pelo menos mais uns mil anos, cada um de nos tera tantos descendentes que sera impossivel que os meus nao se casem com os seus.

Dai eh que se pode dizer que a descendencia do Bush ira se casar com a do Bin Laden e nao se tem como escapar disso. Isso ja aconteceu antes e continuara acontecendo. Refiro-me aas descendencias de outros inimigos famosos no passado. Nos somos descendentes tanto dos cruzados catolicos quanto dos muculmanos, inclusive do proprio profeta Mohammed.

E isso nao eh nenhum segredo. Eu ja demonstrei antes isso. Eh so a gente imaginar-se tendo dois filhos. Estes eu ja tenho. E os filhos tendo dois filhos cada um. Assim, o esperado eh que no final de 33 geracoes se tenha mais de 8,5 bilhoes de descendentes, somente nessa 33a. geracao. Ou seja, isso so nao acontece se a nossa descendencia casar-se entre ela mesma antes das 33 geracoes. Os nossos ancestrais nunca tiveram limites reprodutivos e eh por isso tambem que somos descendentes repetidas vezes das mesmas pessoas. 33 geracoes equivalem mais ou menos a 1.000 anos.

Como cantou o John Lenon. “Faca amor, nao faca a guerra.” Nao adianta voce odiar. A sua descendencia acabara indo para a cama com a descendencia de seus inimigos. Quando os escritores biblicos disseram que Deus prometeu a Abraao que a descendencia dele iria ser tao numerosa quanto os graos de areia eles nao imaginavam a verdade que estavam dizendo. O que eles nao sabiam eh que a descendencia dos inimigos de Abraao iriam multiplicar-se junto, ou seja, Gracas a Deus nao descendemos apenas de Abraao senao a especie humana ja teria se extinguido ha muito tempo.

08. PERSONALIDADES E REFERENCIAS NA FAMILIA.

Geralmente, as pessoas buscam as proprias genealogias para verificarem os graus de parentesco que possuem com as personalidades com alguma fama. Por isso eu escolhi alguns nomes em nossa Arvore Genealogica que podem causar algum atrativo nesse sentido, para que voces saibam como navegar ate elas.

Tomarei como referencia o pentavo Jose Coelho de Magalhaes. Eu postei apenas os pais dele que sao: Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e Ana Josefa de Magalhaes Pinto. Eu nao postei ancestrais anteriores a eles porque ficaria um pouco complicado copiar alguns milhares de nomes que estao ja postados no sitio: GeneAll.net. Quem desejar saber como eles descendem de personalidades historicas mundiais como o imperador Carlos Magno, o rei Fernando I, o Magno, rei de Leao e Castela etc, basta seguir o caminho das bolinhas coloridas que aquele sitio oferece, colocadas abaixo dos nomes das pessoas que descendem deles. Se desejarem, vao anotando em um papel os nomes das pessoas que forem clicando para terem um lembrete por onde ja passaram.

Quanto aa referencia de que o nosso ancestral: Jose Coelho de Magalhaes “procede” do portugues: Manuel Rodrigues Coelho, como esta na pagina 06 do livro da Ivania, nao encontramos nada que sustente tal hipotese. O Manuel Rodrigues Coelho referido no livro da Ivania (referencia alias que nao eh dela propria mas de autores anteriores aos quais ela consultou) ja estava no Brasil desde antes dos anos de 1.720 e, naquela epoca, ja era adulto porque foi eleito tesoureiro da Camara Municipal de Vila Rica em 1.719. Portanto, seria muito improvavel que ele tivesse voltado para Portugal por volta dos anos 1.750 para tornar-se pai do nosso pai Jose. O mais provavel eh que o autor original do texto resumido pela Ivania tenha usado a palavra “procede” para indicar que suspeitava de algum relacionamento entre os dois que nao fosse pai e filho. Se o Jose fosse filho do Manuel aquele autor nao usaria a palavra “procede”, usaria: eh filho de. Uma possibilidade eh a de ele ter sido pai ou avo da Maria Rodrigues, a mae da Eugenia Rodrigues Rocha e que eh nossa pentavo junto com o Jose.

Esse detalhe, porem, eh passivo de debates e pesquisas. Quem puder ajudar na confirmacao ou negacao das minhas afirmacoes pode tentar encontrar dados mais precisos junto ao Arquivo Arquidiocesano em Belo Horizonte (Nao encontrando la, pode ser que os originais dos documentos estejam nos arquivos da diocese de Nova Lima aa qual Morro do Pilar pertence). Em Belo Horizonte eles so aceitam interessados que forem la pessoalmente e que facam a pesquisa eles proprios porque nao tem pessoal para fazer isso. Como nao estou vivendo no Brasil, sera muito dificil eu ter oportunidade de fazer isso. Eh possivel que tenham os registros do casamento do avo Jose com a avo Eugenia. Ele deve ter acontecido em 07 de julho de 1779, no Morro do Pilar. O que tambem pode ajudar eh encontrar a certidao de batismo ou nascimento do irmao do avo Jose Filho, o Cap. Joao Coelho de Magalhaes. Dele nos temos a data completa de nascimento que eh: 19 de marco de 1785. Do avo Jose temos apenas o ano que eh: 1782, ambos no Morro do Pilar.

Na versao anterior desse texto eu  havia me esquecido completamente de uma grande personalidade em nossa familia e que ate seria uma tremenda ingratidao nao corrigir esse fato. Trata-se de um descendente do nosso tio-tetravo: Joao Coelho de Magalhaes.

Eu ja havia percebido o erro mas ajudou-me tambem um fato que ocorreu logo apos aa primeira publicacao. A verdade eh que mantenho aqui nos Estados Unidos outra Arvore Genealogica de nossa familia. No site Ancestry.com. Eu a montei porque penso que ficara mais facil para a descendencia de nossos ancestrais que nasceram e nascerao aqui encontrarem-se com suas raizes no futuro.

Porem, os assinantes do site tem acesso a alguns dados das Arvores dos outros. E uma pessoa de Ohio comunicou-se comigo, buscando informacoes a respeito da familia Senna que estava em minha postagem. A pessoa disse que tambem era Senna e sabia que parte da familia dela tinha migrado para o Vermont, estado que faz divisa aqui com Massachusetts e estava pedindo noticias dela.

Eu nao pensei muito para responder e acabei apenas dando uma olhada no livro da Ivania. Respondi apenas que nao eramos Senna, que alguns de nossos primos eram mas, no momento, tinhamos perdido contato com eles. Mais tarde veio-me a dor de consciencia por nao ter pesquisado e informado melhor.

Assim, busquei no site GeneAll.net o sobrenome Senna. Por sorte, haviam apenas duas paginas de pessoas com assinatura Senna por la. Comecei a verificar nome por nome e esbarrei no Mucio Emilio e Sylvia Emilia. Eles sao pai e filha. Gracas aa minha rapida pesquisa para a pessoa de Ohio anteriormente, eu acabei me lembrando de ter visto os nomes recetemente. Busquei no livro e la estavam eles. No site GeneAll.net o Mucio entra como um associado que se casou com a Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco (a grafia esta como encontrada em nosso livro, no site esta Silvia Amelia de Melo Franco). Na nossa genealogia eh o inverso. Ela eh a associada.

Pelo site descobri que o nome completo da filha eh: Sylvia Emilia de Melo Franco Senna e que ela havia se casado com: Paulo Argemiro Hungria da Silva Machado. Alem disso, eles sao os pais de: Silvia Amelia Hungria Silva Machado que se casou com: D. Afonso Duarte, principe de Orleans e Braganca; e do Theodoro Hungria da Silva Machado, que se casou com: D. Maria Gabriela de Orleans e Braganca, que possui o titulo de: princesa do Brasil.

Claro, vantagem alguma iremos tirar disso. Principalmente porque tais titulos na Republica Federativa do Brasil ja perderam a validade desde 1.889, quando proclamamos a nossa republica. Porem, fica ai registrada a curiosidade porque a descendencia dos dois casais acima devera ter acesso a familias reais das monarquias espalhadas pelo mundo como: Inglaterra, Suecia, Holanda, Espanha etc. Numa dessas, um de nossos primos pode vir a tornar-se co-governantes de tais monarquias e algum gabiru que resolver contar vantagem do fato podera nao apenas menciona-lo como tambem podera “mostrar a cobra”, ou seja, dizer: sou primo sim e aqui esta a genealogia que prova isso.

Como eu ja postei no www.geneaminas.com.br essa parte da nossa genealogia, agora posso contar como fazerem para chegar aos nossos primos, principes do Brasil. A partir dos tios-tetravos: Joao e Bebiana eh so clicar sobre a filha deles: Emilia Brasiliana Coelho da Rocha, que se casou com: Jose Coelho da Rocha Ribeiro (Ten. Jose Querino). Depois sobre a filha deles: Maria Brasiliana Coelho (Mariquinhas) de Senna que se casou com o coronel: Candido Jose de Senna.

Este segundo casal eh o pai do prof. Nelson Coelho de Senna que tambem foi deputado e escritor de certo renome. O prof. Nelson casou-se com: Emilia Gentil de Senna e eles sao os pais do Mucio Emilio.

No sitio GeneAll.net, por enquanto, ainda nao existe essa ligacao de fatos. A nossa Arvore esta quebrada nele. De um lado esta apenas a mencao do nome do tio-tetravo: Joao Coelho de Magalhes e do outro o do Mucio. Com o tempo eles deverao corrigir isso porque ja passei as informacoes para eles e, se nao fosse o caso, eles teriam como descobrir por outros meios.

Estou incluindo essa secao de famosos agora neste arquivo porque preciso mencionar outro fato importante em nossa familia, relacionado com a pessoa do prof. Nelson Coelho de Senna. No site: http://www.freewebs.com/certos-barbalhos-de-virginopolis, eu contei o milagre mas nao disse o nome do santo. Porem, foi ele quem emprestou dinheiro ao vovo Cista para quitar a Fazenda Jardim no prazo combinado com o tio Benjamin e os irmaos dele. Se o dinheiro nao tivesse aparecido, o vovo Cista perderia tudo o que ja tinha investido, alem de perder a honra da palavra dada. (Algo que era fundamental entre os homens daquela epoca).

Caso queiram navegar para terem uma ideia do nosso parentesco com alguns famosos eh so sairem a partir do pai Jose, passar pelo Jose Filho e ir ao Antonio Rodrigues Coelho para comecar. Aqui se pode passar para a avo Maria Marcolina. Seguindo os ancestrais Borges Monteiro dela, podemos ir ate ao avo Caettano Borges. Ai, seguir o caminho do Manoel Borges Monteiro, irmao do Antonio Borges Monteiro. Sao netos do Manoel: o dr. Candido Borges Monteiro, o 1o. barao e visconde de Itauna e a irma deste: Illydia, baronesa da Lagoa. O dr. Candido foi o medico particular da familia imperial brasileira e quem deu os famosos tapinhas na budinha da prima princesa Isabel. Consultem aa Internet para saberem mais.

Voltando aa descendencia do avo Antonio Borges Monteiro, pode-se seguir a descendencia do filho dele, meio-irmao do nosso avo Antonio Jr.: Isidro Borges Monteiro. Eu postei apenas a linhagem que leva ao Eduardo Pellew Wilson, 2o. conde de Wilson. Acredito que essa personalidade seja herdeira da marca Wilson, dai o titulo. Embora, se voces tiverem mais curiosidade para verificar o nome dele no sitio GeneAll.net, verao que ele descende por outro lado da familia dele das mesmas personalidades historicas que nos.

Agora, podemos voltar ate ao casal Maria Marcolina/Antonio Rodrigues Coelho. Dentre os filhos, podem visitar o Antonio Jr. Ele proprio e os filhos dele drs. Euler e Alyrio sao considerados personalidades serranas importantes. Foram deputados e exerceram funcoes importantes dos governos brasileiros. Busquem na Internet e terao melhores informacoes.

Voltando aos avos Antonio e Maria Marcolina, clicar sobre a tia Luiza, filha deles. Ai eh so seguir a sequencia: Corina, Gilberto, Maria Lucia e Alexandre Cafe Birman. Eles estao nas paginas 96 e 97 do livro da Ivania. Quem quizer muita informacao a respeito do Alexandre eh so buscar o nome dele na Internet. Ele eh designer de calcados, muito famoso. Alem de aparecer em muitas colunas de fofocas.

Agora eh preciso retornar ao Cap. Jose e aa avo Maria Luiza. Pode-se acessar a filha deles: Francisca Eufrasia de Assis e passar para o marido dela, o ten. Joaquim Nunes Coelho. Indo aos pais dele: Euzebio e Ana, acessar outro filho que eh o Francisco e, em seguida, o Francisco Filho. Na lista de filhos deste esta o ex-deputado: dr. Rafael Caio Nunes Coelho. O proprio Francisco Filho havia sido deputado antes e eh personalidade serrana importante.

Aqui devera haver um acesso, quando as coneccoes ficarem prontas, aa familia do avo: Antonio Borges Monteiro Junior. A Maria Augusta Cesarina de Carvalho, esposa do primeiro Francisco, eh neta dele.

Voltando ao avo Euzebio, deveremos ter outra coneccao importante porque o filho dele: Clemente Nunes Coelho eh o pai da Maria Honoria Nunes Coelho. Mas, por enquanto, temos que voltar aa tia Francisca Eufrasia, ao pai dela e ir ao avo Joao Baptista Coelho, o marido da Maria Honoria.

Outra coneccao importante a ser feita sera a do filho dos tios-trisavos: Francisca/Joaquim: Miguel Nunes Coelho. Ele se casou com a tia-bisavo: Ambrosina de Magalhaes Barbalho – tia Sinha – e sao os pais do bispo D. Manoel Nunes Coelho, o 1o. bispo de Aterrado e tambem de Luz.

Tenho duvida mas eh quase certo que o Jose que se casou com a tia-bisavo Emidia de Magalhaes Barbalho e o Joao que se casou com o tia-bisavo: Petronilha de Magalhaes Barbalho – tia Pitu, irmas da tia Sinha, sejam filhos dos mesmos tios-trisavos: Francisca e Joaquim. Se alguem tiver qualquer informacao a este respeito, comunique-se comigo para eu solicitar que tambem essas coneccoes sejam feitas para facilitar ainda mais a navegacao. Enquanto as coneccoes nao ficarem prontas, esse caminho so dara acesso aa familia do Dr. Rafael Caio. Os outros estao no tronco Magalhaes Barbalho.

Para retornar-se ao tronco Joao Baptista/Maria Honoria, temos que voltar ao Cap. Jose e a tetravo Luiza Maria e ai clicar sobre o nome do filho deles: Joao Baptista. Por enquanto, vou saltar a familia do trisavo Joao Jr. Ai podemos ir ao terceiro filho que eh o tio-bisavo: Antonio Paulino. Ele eh o pai do seo Dimas Baptista Coelho que, com a primeira esposa: Maria Magdalena, filha dos tios-bisavos: Altivo Rodrigues Coelho/Vitalina Nunes Coelho, sao os pais da Ondina. Ela eh a esposa do ex-deputado: Vicente Fernandes Guabiroba. A Ondina eh irma da tia Zeze do tio Otacilio.

Voltando-se aos avos Joao Baptista/Maria Honoria, pode-se acessar a familia da tia-bisavo: Anna Honoria. Neste caso, basta seguir a sequencia: Bernardino (Dino), Maria Efigenia, Luisa (d. Lulu), Laureano e Barbara Soalheiro. A Barbara , com o apelido de Babita, inspirou o nome de confeccao e loja de Belo Horizonte quando crianca. Atualmente eh autora de livro e foi entrevistada no programa do Jo.

Na casa do Bernardino (Dino) temos tambem a Ina que se casou com o primo em primeiro grau dela: Gabriel Coelho de Oliveira, filho do seo Fernando, irmao do Dino. Seo Gabriel eh o recordista de longevidade conhecida na familia por ter vivido 103 anos. Ele faleceu em setembro de 2008, em Virginopolis.

Da casa da tia Anna podemos destacar a tia Nenen (Marina). Ela eh a recordista feminina em longevidade com 101 anos. Alem disso, eh a mae da d. Helena que eh mae da d. Bernardete Campos. D. Bernardete eh a representante virginopolitana na Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Eh irma de outra poetisa, a Maria Helena.

Voltando aos avos Joao Baptista/Maria Honoria pode-se acessar agora o Joao Jr. Ele eh pai, dentre onze, do tio Chiquinho. Ha ai uma faceta que fiquei sabendo ha poucos dias. Encontrei com o Adriano, filho do Cilico (Hercilio dos tios-avos: Marcial/Ceci). Eu estava com um pouco de pressa porque deveria buscar minha filha no ponto do onibus escolar mas conversamos o suficiente.

O Adriano perguntou-me se eu havia assistido ao seriado da Globo a respeito do Juscelino Kubitschek. Eu nao assiti pela simples razao de que eu me imponho o horario de dormir ate no maximo 11 horas. Exporadicamente nao vejo mal em quebrar essa rotina mas nunca se essa quebra demandar mais de dois dias. Assim, deixei de assistir muita coisa interessante, inclusive o Programa do Jo, por causa da inconveniencia da programacao passar aqui muito tarde.

O fato que fez o Adriano mencionar o assunto foi que uma sobrinha dele esta(va) em vias de casar-se com um descendente do tio Chiquinho. Mas ele contou-me que no seriado deixou-se entender que houve um encontro entre o tio Chiquinho, reporter na epoca, e o Juscelino, no sul de Minas e que este encontro teria determinado o apoio da Familia Coelho ao, entao, candidato.

Se a Globo passou essa ideia ao publico, faltou aos autores pesquisar melhor o assunto. Eh que a intimidade que nossos parentes tinham com o Juscelino vai muito alem de um encontro casual. Apesar de relativamente muito mais dificeis, as viagens entre Virginopolis ou Guanhaes e Diamantina eram frequentes e mais necessarias no passado. Eh que no final do seculo XIX e inicio do XX, Diamantina tornou-se um centro de educacao por excelencia. Assim, muitos que seguiriam a carreita estudantil tinham la como opcao mais viavel. Virginopolis so veio a ter um grupo escolar em 1910. O ensino ginasial, que correspondia da quinta aa oitava series, somente se iniciou nos anos 1.950.

Alem disso, houveram casamentos entre nossos ancestrais e nativos de Diamantina. Um exemplo foi o segundo casamento oficial do trisavo Antonio Rodrigues Coelho com Virginia de Campos Nelson. Membros de nossa Arvore Genealogica tambem se transferiram para Diamantina.

Outro detalhe eh o de que a avo materna do Juscelino se chamava Maria Joaquina Coelho. Na Arvore Genealogica dele nao se encontram dados da origem do Coelho que ela assinava. Porem, pode ser que na epoca dos nossos ancestrais eles tivessem alguma ideia porque sao varios nucleos de assinatura Coelho que se juntaram para formar a nossa familia. Mesmo que nao houvesse vinculo com estes, na epoca, o sobrenome igual ja definia alguma simpatia, somente pela possibilidade de se ser parente.

Agora, a informacao mais marcante eh a de que a mae do Juscelino: d. Julia Kubitschek, dava pensao para mocas que iam estudar em Diamantina. Uma dessas pensionistas foi a tia Edith que, por ser filha da Dindinha Olimpia, era sobrinha do tio Chiquinho.

Quando a tia Edith dividiu o mesmo teto com a familia do Juscelino, ela, naturalmente, era uma adolescente e ele devia estar na fase de pirralho. Ela eh quatro anos mais velha que ele. As mocas da pensao da d. Julia devem te-lo usado como menino de recados e ele deve ter feito muitos favores a elas. Ninguem poderia imaginar na epoca que estava diante do futuro presidente do Brasil.

A intimdade era tanta que a tia Edith nunca deixou de chama-lo pelo apelido de infancia: Nono.

Posteriormente, ja em campanhas anteriores aa da presidencia, o Juscelino ia a Virginopolis e era recebido com bailes e famfarras. A gente tem fotografia da tia Oneida (sobrinha da tia Edith e sobrinha-neta do tio Chiquinho), ainda muito mocinha, dancando com o pe-de-valsa, em Virginopolis. A tia Oneida, que completou os oitenta em outubro de 2009, deve ter boas lembrancas dessa fase porque esta bastante lucida e jovial.

Porem, o apoio da familia Coelho nunca foi unanime. O vovo Cista, pai da tia Oneida, respeitava cavalherescamente ao Juscelino mas lhe era adversario programatico e partidario. Quem quizer ver mais detalhes, acesse o endereco: http://www.freewebs.com/certos-barbalhos-de-virginopolis.

Ja que falamos a respeito do tio Chiquinho, podem visitar o filho dele, o Jorge Campos. Ele foi um grande brasileiro na area de educacao. Foi um dos idealistas do CNEG (Campanha Nacional de Escolas Gratuitas) que passou depois a CNEC (Escolas da Comunidade). Foi gracas aa atuacao dele e de outros abnegados da cidade de Virginopolis que levou-se para la o ginasio e, posteriormente, o segundo grau, numa epoca em que isso ainda era considerado luxo pelos governos incompetentes do Brasil. A foto do Jorge Campos na biblioteca do ginasio nao era uma homenagem, era uma obrigacao que a cidade devia a ele.

Agora, voltemos ao avo Joao Jr. Acessando o nome da Dindinha Olimpia, pode-se visitar a familia da tia Elgita. Ela casou-se com o primo em primeiro grau dela: Cantidio Ferreira da Silva. Ele eh filho da tia Angelina Marcolina Coelho, irma do bisavo Joao Rodrigues. Falta tambem ai a coneccao.

Na casa da Dindinha Olimpia tem tambem o tio Antonio Rodrigues Coelho (neto) que foi dono de farmacia famosa em Governador Valadares. Ele tambem eh o pai do Toninho Coelho que nao muito tempo atras foi vice-prefeito em Valadares. Enfim, visitando-se essa parte da familia pode-se encontrar varias personalidades locais para os Valadarenses e mesmo para a regiao do entorno dela.

Da casa da Dindinha Olimpia ha que se acessar a Dindinha Zulmira. Enquanto as coneccoes nao forem feitas, ela e o vovo Cista estao sendo a ponte entre os outros ramos Coelho e o que assina Magalhaes Barbalho. Acessando a linhagem paterna do vovo Cista (Trajano) pode-se ir ate ao pe. Policarpo Barbalho, que foi quem introduziu o sobrenome na familia. O filho dele: Francisco Marcal, casou-e com a trisavo: Eugenia Maria da Cruz. Quando as coneccoes ficarem prontas, dela poderemos ir diretamente aos pais dela: Cap. Jose Coelho de Magalhaes/Luiza Maria do Espirito Santo.

Aa familia Magalhaes Barbalho falta muita atualizacao mas quando as coneccoes ficarem prontas deixarao aa vista o quanto consanguinea eh a nossa familia. Neste caso, poderemos verificar que o seo Gabriel, o centenario, ao casar-se com a Ina, misturou sangue Barbalho ao dele. A mae da Ina: Maria Carmelita (Sianita) eh filha da tia Quiteria de Magalhaes Barbalho e do Joaquim Pacheco Moreira. Filho deles eh tambem o seo Gil Pacheco, outra personalidade que ficou muito conhecida na regiao de Governador Valadares.

Como ja foi dito, a tia Ambrosina – tia Sinha – eh a mae do bispo d. Manoel.

Bom, o objetivo deste capitulo nao era mencionar todas as personalidades porque senao eu teria que citar prefeitos e vereadores de varias cidades, medicos, advogados, professores e outros titulares. O que eu fiz foi resumir o texto do volume de uma Biblia em apenas um capitulo. Nisso, seria bom que os descendentes escrevessem pequenas biografias associadas aos nomes de seus ancestrais. Assim, teriamos uma Historia mais completa porque eh muito dificil para eu sozinho homenagear a tantas pessoas que merecem.

09. A INCLUSAO DOS PARENTES DOS PARENTES NA ARVORE.

A ideia de democratizar o espaco da Arvore Genealogica tem varias finalidades. O que eu denomino de democratizacao, na verdade, pode ser chamada de extensao da familia. Ate hoje, nos tivemos o privilegio de guardar os dados genealogicos das pessoas com uma certa consanguinidade conosco, do passado e do presente. Porem, depois de estudar a nossa heranca genetica por algum tempo, percebi que deveriamos guardar simultaneamente a Historia. Isso porque, se guardarmos apenas a genealogia, daqui ha uns 200 anos ou mais, a maioria da nossa descendencia ira olhar para a propria genealogia dela e enxergara apenas um quadro, repleto de nomes, que pouco ou nada significara para ela.

Para que nossa Historia faca sentido, eh desejavel que os nomes das pessoas que conhecemos e convivemos tambem sejam lembrados. Uma forma de isso ser feito eh fazer a combinacao dos dados da nossa Arvore Genealogica com os dados genealogicos dos parentes de nossos parentes.

Eh importante salientar que isso em nada prejudica a manutencao da nossa Arvore Genealogica. Pelo menos no que se trata do espaco na Internet. Isso se da porque a estrutura nao sera alterada. Se quizermos navegar ou anotar apenas a descendencia de determinado casal ou determinados casais, eh facil seguir somente a descendencia deles sem se perder nos galhos laterais que serao povoados.

Isso sera de suma importancia para as geracoes futuras de nossa familia. Como eu disse antes, eh inevitavel que haja casamentos entre a nossa descendencia com a descendencia dos contemporaneos que conhecemos e dos que nao conhecemos. Assim, a presenca de muitas pessoas que sao apenas parentes de nossos parentes nos dias de hoje pode nada significar para nos, mas fara diferenca para a nossa descendencia mais distante porque ela ira ser descendente, simultaneamente, de nos e deles.

Exemplo pratico disso eh a familia Lucio de Oliveira. Somente recentemente eh que, em contato com o Claudinho do Ze Passos, ele revelou-me o parentesco que ele tem com os nossos parentes. Por termos vivido em Virginopolis na mesma epoca, eu conheci toda a familia dele, fui colega de escola da Neusa, da Lala e do Webinha, e companheiro de esportes do Webinha e do Newton.

O Ze Passos, pai do Claudinho, fez parte da vida de todos os contemporaneos em Virginopolis porque foi agente dos correios. Eh possivel que a d. Das Dores tenha feito igualmente, por causa da expansividade que ela tinha e, claro, Virginopolis era muito pequena para que as pessoas que sempre moraram la nao se conhecessem mutuamente.

Eu mencionei ao Claudinho que me lembrava da amizade que eu via entre a d. Das Dores e a tia Iva e a mulherada ali das imediacoes da rua Francisco Dias, incluindo ai a d. Enoi. Ca pra nos, e em segredo, era uma tagarelice agradavel de se ver. Estou mencionando fatos que remontam ha mais de 40 anos, quando os tios Iva e Otto (Sinhou) ainda moravam em Virginopolis, e em frente aa casa do Ze Passos.

Foi entao que o Claudinho explicou-me que a d. Das Dores era tia da tia Iva e irma da d. Enoi. Isso se dava porque a mae da tia Iva: Maria Angelina Lucio de Oliveira era irma das outras duas. Assim, a familia ficou toda incrustrada na familia Coelho. Somam-se a elas o seo Antonio Lucio e o seo Jose (Zeze) Lucio que tambem entram na irmandade.

Ai a coisa ficou assim, ate onde eu ja sei: a Maria Angelina casou-se com o seo Sylvio Rodrigues Coelho (filho dos tios-bisavos: Benjamin/Julia – Nnhazinha); o seo Antonio Lucio casou-se duas vezes: a primeira com a d. Cira e a segunda com a d. Diva, ambas filhas dos tios-bisavos: Simao/Maria Carmelita. A d. Enoi, casou com o De (Euler) que eh filho dos tios-avos: Onesimo e Marietta. (Obs.: A tia Marietta nao era da familia proxima mas era irma da d. Blandina, que tambem se casou na familia, com o Gabriel Nunes Coelho, filho da tia Petronilha de Magalhaes Barbalho – tia Pitu).

Nao sei afirmar se eles, incluindo o seo Zeze Lucio e/ou Sa Ritinha, tinham ja algum vinculo conosco mas uma parte dos filhos casou-se na familia. Ao que me recordo, sao os casos da d. Lourdinha que casou com o Cilico (Hercilio dos tios-avos: Marcial/Ceci); a Terezinha que casou com o tio Oldack (Avos Trajano – Cista/Zulmira); a Cira Lucio que se casou com o Alipio (Julia da tia Quiteria/Ze Claro do Ti Xico) e o Zezito que se casou com a d. Aracy. Para os que ainda nao sabem, ela eh filha biologica do tio-avo Getulio Magalhaes (bisavos: Sa Candinha/tio Joaozinho).

Um dos filhos do seo Zeze Lucio que, acredito, escapou de casar-se na familia foi o Henrique. Pelo menos penso isso enquanto nao tenho conhecimento algum dos dados genealogicos da d. Mirna, esposa dele. Mas dos tres filhos deles: a Kedina casou-se com o Odilonzinho (Dil), filho do Odilon, filho da Gininha, filha do Durval, filho da tia-bisavo Emidia de Magalhaes Barbalho; a Atila casou-se com o Ivan Generoso que conheco a familia mas ignoro se ha algum vinculo conosco. Ja o Lucinho, casou-se com uma pessoa que, aa epoca, ouvi apenas dizer que era prima dele. Se for prima pelo lado paterno, grandes chances existe que seja da nossa familia tambem.

So nao posso dizer nada a respeito da familia da d. Das Dores. Sei apenas que o pai do Ze Passos se chamava Emidio e, por isso, ele era conhecido pelo apelido de Ze do Midinho. A familia do seo Emidio se multiplicou a partir do Santo Antonio do Correntinho, tambem apelidado por Santo Antonio da Linguica. (Antigamente saia ate revolver se se mencionasse o apelido que era uma referencia zombeteira aa disposicao daquele distrito de Guanhaes por ter se iniciado a partir de uma unica rua comprida.) Porem, a nossa familia andou por la tambem e a mamae nasceu naquele distrito.

Apesar do impacto da familia Lucio de Oliveira na formacao da familia Coelho, eu nao tenho a menor ideia do casal que a originou nem sua origem geografica. Eh obvio que se os familiares encaixassem as pecas e compuzessem a Arvore deles em conjunto com a nossa, poderiam contribuir muito com o esclarecimento dos eventos historicos. Mesmo porque eh inseparavel da nossa Historia o fato de que, em um pequeno espaco de tempo, nos tivemos tres prefeitos dessa familia em Virginopolis. Eles foram o seo Zeze Lucio; o Henrique, filho dele; e o Lincoln, sobrinho do seo Zeze e filho do seo Antonio Lucio com a d. Diva (tios-bisavos: Simao/Carmelita).

Para citar-se apenas mais um exemplo da utilidade de as familias associadas aa nossa Arvore tambem serem registradas, vejam o exemplo da do seo Longino Pereira. Ele foi o eterno prefeito em Braunas mas residia em Virginopolis e era conhecido pelo apelido de Bezinho. Dela nos temos a Maria de Fatima que se casou com o Geraldo – Pagavela (tios-avos: Bernardino/Geralda); a Maria do Carmo casou-se com o William (seo Juvenal do seo Fernando/d. Nair); a Marilu casou-se com o Adriano (Cilico/d. Lourdinha) e a Alice casou-se com o Geraldo Jose Coelho – Ge (Seo Oswaldo Coelho Perpetuo/Socorro Soares). Aqui faltou o nome aa memoria porque a esposa do seo Bezinho era irma do seo Alipio Teixeira. O seo Alipio eh o avo da Stella Maris, esposa do Rui da tia Odette (vovo Cista/Dindinha Zulmira). Todo esse intrincado genealogico torna-se digno de anotacao.

E assim, sao muitos os exemplos de familias que precisavam ser recuperadas (no sentido de acolher os dados delas junto aos nossos) para que se aperfeicoasse o expressar de nossas Historia e Genealogia. Seria fundamental, por exemplo, associar nossa Arvore Genealogica ao que falta da Arvore da familia Nunes Coelho. Mais de oitenta por cento da nossa familia eh, simultaneamente, Coelho de Magalhaes e Nunes Coelho.

Isso se da porque tanto o tronco da tia-trisavo Francisca quanto do trisavo Joao Baptista Coelho foram formadas por casamentos com os Nunes Coelho. A familia do trisavo Antonio Rodrigues Coelho nao tinha a heranca Nunes Coelho mas sete dos filhos dele se casaram com seis da descendencia dos trisavos Joao Baptista/Maria Honoria Nunes Coelho. Alem disso, os tios-bisavos: Lindolpho, Altivo e Josephina casaram-se na familia Nunes Coelho. E as descendencias dos tios-bisavos: Jose (ti Juca), Luiza e Angelina tambem ja foram, em parte, absorvidas no lado que contem heranca Nunes Coelho.

So nao posso dizer nada a respeito dos tios-bisavos: Emidia Justiniana e Antonio Jr. A familia do tio Antonio foi formada no Serro e de la foi para Belo Horizonte e Rio de Janeiro, devido aos compromissos parlamentares dele. Quanto aa tia Emidia, falta-nos informacoes da descendencia.

No lado Magalhaes Barbalho nos temos as tias-bisavos Emidia, Pitu e Sinha que se casaram com tres Nunes Coelho. O ti Pedro se casou com a tia Antonia que eh filha da Maria Honoria. Boa parte da descendencia da bisavo sa Candinha, bisavo Marcal e ti Quitirinha acabou se casando com a descendencia da Maria Honoria tambem.

Por falta de dados da familia Nunes Coelho, existem varios casos deles se casando com os identificados mas faltam informacoes dos ancestrais. Um bom exemplo desses eh o caso do Ulisses Nunes Coelho. Ele casou-se com a Alzira Nunes Coelho (tios-bisavos: Josephina e Pio Nunes Coelho). Ele eh um dos recordistas porque somou 22 filhos com tres esposas. Provavelmente, ele tambem eh descendente dos ancestrais: Euzebio Nunes Coelho e Ana Pinto de Jesus. Mas as vias como isso aconteceu nao temos informacoes.

Outras familias que, em caso de associarmos as Arvores Genealogicas, ajudariam a explicar a nossa Historia, ja de imediato, seriam: Ferreira da Silva, Salles, Pereira do Amaral, Xavier, Campos, Pereira, Oliveira, Pacheco Moreira, Souza, Andrade, Lacerda, isso, somente para lembrar algumas.

Espero que com a publicacao da nossa Arvore Genealogica na Internet isso se torne possivel e encontremos um numero maior de pessoas, de cada e todas as familias, com as mesmas curiosidades e interesses que nos e que postem os dados delas em associacao com os nossos. Assim poderemos ter uma melhor ideia da nossa propria Historia.

10. EFEITO DAS ESTRADAS NA CONFECCAO GENEALOGICA E CONCEPCAO GEOGRAFICA.

Eu ja comecei esse assunto anteriormente. Agora nos devemos exercitar nossas imaginacoes para concebermos como a populacao mineira enxergava a geografia do estado. Como dito anteriormente, Minas Gerais nao passava de uma rua compridona com inicio em Sao Paulo, passando pelo sul do Rio de Janeiro e limitada aos contornos da espinha dorsal que eh a Serra Espinhaco. Minas Gerais so foi emancipada de Sao Paulo em 1.720. A capital do Brasil era Salvador e o caminho mais rapido de chegar-se la, do Centro e Norte de Minas, era pelo sertao, via Rio Sao Francisco.

Nao se sabe o quanto de indigena habitava o estado mas, pelo estagio que se encontrava do desenvolvimento cultural, deveria ser uma populacao mais rarefeita que aquela que os portugueses encontraram no litoral. Essa populacao nao deve ter representado nenhum impedimento para a invasao europeia.

Junto com a populacao europeia veio a de origem africana tambem, em proporcao, deve ter vindo em quantidade relativamente modesta no inicio. Ao contrario da agricultura em que o produtor tem um negocio estabelecido com uma certa previsao do quanto ira produzir, a mineracao aa epoca era mais uma pratica exercida por aventureiros. Envolvia alto risco de nao encontrar-se um veio lucrativo. Assim, o envolvimento de um contingente maior de escravos deve ter se dado quando algum veio ja havia se mostrado produtivo, ja existia uma populacao estabelecida e os cargos burocraticos haviam sido criados. Contudo, o numero de veios pouco ou nada lucrativos era imensamente maior.

Numa segunda fase, quando o Ciclo do Ouro havia se esgotado e a agricultura passou a ser a principal atividade economica, principalmente com o plantio do cafe, deve ter havido um fluxo maior de escravos.

Como eu nao tenho numeros estatisticos, so posso imaginar, mas nao podemos esperar um formigueiro de gente semelhante aquele da epoca da Serra Pelada no Estado do Para nos anos 1.970s. Por volta dos 1.714 houve um recolhimento e destruicao de um livro com o titulo longo que falava da Opulencia e dava a localizacao dos veios de ouro em Minas Gerais. A censura se deu por questoes de seguranca e monopolio do imperio portugues justamente para evitar uma invasao indesejada.

O fluxo inicial deve ter sido modesto em se comparando os dois movimentos (Ciclo do Ouro e Serra dos Carajas – Serra Pelada) por causa da capacidade limitada que os meios de transporte ofereciam. Tudo era controlado pelo governo portugues; a travessia do Atlantico durava meses, e mais outro a pe, as pequenas embarcacoes comportavam numero limitado de passageiros, principalmente porque eram embarcacoes de carga. Qualquer navio de cruzeiro atualmente deve carregar mais pessoas que um ano inteiro de transporte na primeira metade os anos 1.700s. Mesmo assim, boa parte da populacao loura (Gaia ou gaelica – antigos germanicos) que habitava o norte de Portugal deslocou-se para o Brasil. Mas, para isso acontecer, um seculo deve ter se passado.

Findo o Ciclo do Ouro, que se deu antes dos anos 1.800s chegar, a atividade principal do estado mudou para a atividade agricola. Claro, antes disso ja havia atividade agricola porque os garimpeiros nao poderiam fazer seus trabalhos se nao tivessem quem lhes fornecesse os alimentos. Mas nos devemos imaginar isso em escala bastante inferior ao que existe atualmente. Ressalve-se que sem nenhuma mecanizacao, o trabalho agricola era todo feito aas custas de bracos humanos e patas animais. Tambem, com o fim da producao de ouro, ou uma producao reduzidissima, o que tinhamos era um contingente grande de pessoas com coragem e muita terra considerada sem dono. (Coitados dos indigenas!… Consideravam a terra sagrada e nao tinham a cultura de registra-las em documentos).

Dai podemos concluir que o povoamento europeu de Minas Gerais se deu por radiacao, ou seja, a partir dos antigos centros mineradores a populacao saiu em todas as direcoes em busca de terras novas para explorar. Nao podemos dizer que a mao-de-obra escrava tenha sido pequena nessa segunda fase mas temos que resguarda-la com certo limite porque a maioria dos novos exploradores estavam comecando do nada e nao teriam condicoes de comecar a vida pagando o alto valor de um escravo. Assim, levavam vantagem aqueles que tinham a capacidade de produzir um maior numero de filhos e filhas. De preferencia os primeiros que se tornavam mao-de-obra desde cedo enquanto as filhas precisavam crescer para proporcionar genros.

Assim, nos chegamos aos nossos tetravos. A concepcao que eles deveriam ter de Minas Gerais era diferente da que temos hoje. Estrada mesmo, ou caminho, era a Estrada Real. Dela partiam ramificacoes que serviam para ir e voltar mas nao para se ir a outro lugar. Os grandes rios ainda serviam como vias de transporte tambem. Assim, o Rio Sao Francisco, que foi chamado de “Rio da Integracao Nacional” trazia e levava gente do Nordeste, especialmente da Bahia para o Norte de Minas. Dai se explica o sotaque abaianado do norte-mineiro. O Rio Grande ajudava os paulistas a colonizarem o sul e o oeste mineiros. Dai se explica o sotaque. A maior proximidade com o Rio de Janeiro deu o sotaque ao pessoal da Zona da Mata mineira.

O Centro de Minas eh uma mistura de tudo isso com uma identidade propria. A regiao do Vale do Rio Doce foi a ultima porcao de Minas a ser povoada pela populacao europeia. E ai comeca a Historia da Familia, que comumente chamamos de Coelho.

Em 1.779, depois de chegar ao Brasil, o pentavo Jose Coelho de Magalhaes casou-se e instalou-se como fazendeiro aas margens do riacho Axupe, em Morro do Pilar. A pentavo Eugenia Rodrigues da Rocha nao lhe deu mais que cinco filhos. Dai o Jose e o Joao acabaram se tornando militares. Os outros tres nao se casaram.

Em 1.821 os Capitaes Jose e Joao sao enviados em missao de povoamento e fundam o arraial de Sao Miguel e Almas que se tornaria Guanhaes depois. Com certeza, varias outros pioneiros estavam com eles. A historiografia registra Francisco de Souza Ferreira, Antonio de Oliveira Braga, Faustino Xavier Caldeira e Jose de Oliveira Rosa. Observem que os sobrenomes sao prenuncio dos que frequentam a nossa genealogia. A historiografia oficial eh sempre falha porque apresenta apenas os nomes dos senhores. Nao menciona as senhoras, nem os indigenas, nem os afro-brasileiros.

Ja anteriormente, existia movimento de colonizacao no arraial de Sao Jose dos Correntes, atual Sabinopolis. Oriundo da Vila do Principe – Serro – o Antonio Borges Monteiro Junior se instala com outros pioneiros, incluindo o Malaquias Pereira do Amaral.

Tambem o pentavo Euzebio Nunes Coelho sai de Dom Joaquim e se muda para Guanhaes. Mais tarde, do Nordeste, sai o tetravo Policarpo Barbalho e casa-se com a tetravo Genoveva (Vita) de Magalhaes em Mariana, criam a familia em Itabira do Mato Dentro. Ai esta o caldo de cultura inicial da familia.

A descendencia dessas e outras pessoas se espalha pela regiao mas eu vou acompanhar a que seguiu em direcao a Virginopolis. O primeiro nucleo de moradores da antiga Patrocinio de Guanhaes deve ter se reunido por volta de 1.858 na praca que se tornaria Virginopolis. As familias ja moravam nas fazendas nos arredores mas a construcao da primeira igreja, onde hoje eh a praca da rodoviaria, a instalacao do cemiterio e a construcao das primeiras casas eh que marcam o evento.

Na escola eles ensinam que os primeiros moradoes foram: Felix Gomes de Brito, quem doou o terreno para as construcoes sacras; Joao Baptista Coelho; ten. Joaquim Nunes Coelho e um quarto nome que me fugiu aa memoria, mas penso que assinava Ferreira. Nada eh dito a respeito das mulheres que os acompanhavam. Assim, faca-se justica a, pelo menos, Maria Honoria Nunes Coelho, esposa do Joao Coelho e sobrinha do ten. Joaquim e aa tia Francisca Eufrasia de Assis, esposa do ten. Joaquim e irma do trisavo Joao Coelho.

Diziam antigamente que o nucleo residencial que deu origem a Divinolandia teria sido anterior ao de Virginopolis mas nao tenho informacoes que possam confirmar ou desmentir isso.

Certo eh que, os caminhos que foram sendo construidos eram as veias do estado. Alias, desde o tempo dos romanos conhecia-se a importancia das estradas. Eles pavimentaram, com pedras, milhares de quilometros de estradas por todo o imperio e sabiam da importancia do deslocamento rapido de mercadorias e tropas, para combater qualquer tipo de desgoverno ou invasao. Em retribuicao aa sabedoria deles, o Imperio Romano perdurou por 1.000 anos.

Nossos caminhos nao permitiam mobilidade rapida. Nosso comercio era transportado em tropas de animais. Dos que eu sei que exerceram a atividade de tropeiro na familia estao o tio-bisavo Benjamin, o avo Cista (Trajano – havia sido cozinheiro da tropa do tio Benjamin e comecou aos 10 anos de idade) e o tio Juca (Jose Coelho Sobrinho, filho do Joao Jr/Quiteria Rosa – Titi).

As tropas que saiam de Virginopolis iam ate ao Rio de Janeiro. Deixavam la os produtos agricolas e levavam de volta os materiais que nao eram prudizidos nos interiores como: vidros, tecidos, produtos metalicos, querosene, e o sal que eh um produto tipico do litoral. A viagem da tropa era em compasso de lentidao. Cada viagem demorava mais de um mes. Isso para transportar menos que o equivalente a um caminhao de mercadoria nos dias de hoje.

Nisso, as mercadorias tinham que valer o preco de especiarias porque nao poderia ficar barato as despezas dos homens das tropas, dos animais e da producao delas. Portanto, em termos de alimentos e a maior parte dos utensilios que se usava na epoca, eram produzidos nas proprias cidades que tinham que ser praticamente autosuficientes. E eram.

Havia a tecnologia para produzir-se alguns dos produtos importados desde entao. O problema estava em que, na epoca da colonia, a administracao portuguesa nao permitia essa producao para reter o monopolio de certos produtos e garantir a lucratividade da sua balanca comercial. E isso eh, em parte, razao para o atraso em que o interior brasileiro se encontra ate hoje.

Uma vez o papai contou-nos uma justificativa para o vovo Cista ter obtido posses na vida enquanto um contemporaneo dele nao teve a mesma sorte. Nao me lembro quem era o outro. Certo eh que eles tinham levado meses criando porcos para vender o toucinho (gordura do porco que era o carro chefe nas cozinhas antes da substituicao pelo oleo vegetal). Quando se preparavam para ir para o Rio de Janeiro, ouviram pelo radio que o preco la estava muito baixo. Ao mesmo tempo, receberm a informacao de que o preco em Curvelo estava bom.

Viajaram para Curvelo e muita gente tinha chegado primeiro e o preco tinha despencado. Tiveram que vender pelo preco que nao dava para carregar as tropas com mercadorias para o retorno. Por coincidencia, estava sendo aberta uma estrada que passava por Curvelo. Os dois tropeiros se alistaram para transportar os materiais que os trabalhadores precisariam na estrada, para recuperar o prejuizo.

Um mes apos iniciado o servico, o outro tropeiro resolveu voltar porque nao aguentava mais ficar longe da familia. O vovo trabalhou seis meses, ate recuperar o que havia perdido, carregou a tropa e voltou.

No centro da ultima regiao mineira que foi conquistada, Governador Valadares, ou Figueira como era chamada, tornou-se o ponto de encontro de varios ramos da familia. Haviam duas formas, mais curtas, como ate hoje existem, de sair de Guanhaes e Virginopolis para se chegar la. Virginopolis eh o entroncamento das duas. A primeira e mais usada antigamente eh a que parte em direcao a Sapucaia de Guanhaes, Acucena e Naque.

A outra eh a que passa por Divinolandia, Gonzaga, Santa Efigenia e Sardoa.

Lembremo-nos que Valadares pertencia a Pecanha e que ha outra estrada entre as duas cidades, passando-se por Coroaci.

A Historia de Minas, construcao das estradas e a evolucao do mundo fez mudar completamente o mapa e os destinos do estado. Em primeiro lugar veio a construcao da nova capital em Curral d’El Rei que se tornou Belo Horizonte, no finalzinho do seculo XIX. Isso desviou completamente o centro das atencoes de Ouro Preto e Mariana.

Como as oportunidades se abrem em ocasioes de grandes construcoes, Belo Horizonte passou a receber migrantes de todas as regioes do estado, inclusive nossos familiares. O principio centralizador da politica e economia leva aa construcao das estradas de ferro que ligam Belo Horizonte ao Rio de Janeiro e Sao Paulo. A EFVM (Estrada de Ferro Vitoria Minas) que acompanha em sua maior parte o leito do Rio Doce torna Governador Valadares um centro de futuro promissor. Outro ramo de via ferrea sai de Belo Horizonte em direcao ao Norte de Minas para conectar a nova capital ao leito do Rio Sao Francisco que era importante via de comercio com o Nordeste brasileiro. Pirapora eh o destino desse braco mas eh feito uma extensao que passa por Montes Claros levando a Salvador, a antiga capital do Brasil.

No desenhar dessas estradas decretou-se o isolamento das areas de colonizacao mais antiga e a prosperidade de novas. A cidade do Serro, que fora a capital de todos nos, desde o Centro ate o Norte de Minas, ficou ate esquecida pela maioria de nos de minha geracao. A vantagem nisso foi a cidade preservar o patrimonio historico e hoje ser menos poluida com aquilo que se chama de “moderno”.

Voltando aos antigos caminhos, lembro-me de a mamae contar que ia de Virginopolis a Governador Valadares numa viagem de tres dias a cavalo quando moca. Ela nasceu em 1.925, no ano seguinte aa emancipacao de Virginopolis, que se separara de Guanhaes que, por sua vez, desmembrara-se, no final do seculo XIX, do Serro. A via preferida pela populacao na epoca era passando por Sapucaia, indo-se ate ao Porto de Pedra, Naque, para ainda ter que tomar o trem.

Neste ponto, eh preciso ressalvar-se a grande importancia das pensoes, anteriores aos hoteis, que serviam de apoio aos viajantes para o descando noturno e a alimentacao. Nao eh sem motivo que as cidades ou vilas guardassem mais ou menos a distancia de 30 km entre uma e outra. Era mais ou menos a distancia de um dia de viagem.

A gente pode observar a importancia que esse caminho tinha pelo movimento que ha em nossa Arvore Genealogica. Varios grupos familiares acorrem para Sapucaia e os nascimentos registram isso. Para la vao familiares do Ti Quim Bento, tio Daniel e os ramos Nunes Leite (tanto da sa America/Francisco Furtado Leite quanto da d. Isaura/Waldemar Leite). Infelizmente, nossa coleta de dados em relacao aos Coelho Leite e Silva Coelho eh ainda muito deficitaria. Outros como os tios-avos: Gastao/Julita chegam a morar em Acucena antes de mudarem-se para Valadares.

Contudo, o grande salto que Valadares deu foi gracas aa II Guerra Mundial e a intervencao dos Estados Unidos. Durante a guerra, os aliados precisaram de muitos materiais como o ferro, a mica e a madeira. A nossa regiao tinha o grande potencial de fornecer isso. Porem, o transporte desses materiais via oceanica estava sob a ameaca dos submarinos germanicos. Entao, resolveram construir a Rio/Bahia ou Br 116. A estrada foi construida em tempo record e Governador virou o entroncamento da rodovia com a ferrovia. A Br 116 escancarou as portas para invadirmos a nossa ultima reserva nativa no estado.

Mais tarde asfaltou-se a rodovia entre Valadares e Belo Horizonte que deveria ser parte da rodovia completa de ligacao ate Vitoria. Capital a capital.

Enquanto isso, estavamos numa duvida. Qual seria a melhor via para fazer a ligacao entre Governador Valadares e Guanhaes!? Dizem que o que determinou a abertura da rodovia passando por Divinolandia e as outras foi um censo que teria indicado haver mais moradores nos, entao, quatro distritos de Virginopolis que na outra direcao. Mas eh obvio que era de grande interesse de Virginopolis ter a estrada passando pelos distritos de Divinolandia, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoa, ainda com acesso para Sao Geraldo da Piedade. Tudo era Virginopolis. Enquanto a via que passava por Sapucaia favoreceria esse distrito de Guanhaes e outras cidades.

Nos anos sessenta nos sentimos o impacto negativo, para a parte da nossa familia que optara dirigir-se para Sapucaia, em relacao a essa decisao. Enquanto dezenas de familias estavam mudando inteiras para Valadares, as de Sapucaia fizeram o caminho inverso e voltaram para Virginopolis. Muitos dos nossos amigos e colegas de escola procedem de la.

Em contrapartida, boa parte da populacao de Divinolandia e das outras que tem ligacoes familiares conosco se viram beneficiadas. Destacam-se ai as familias dos tios-bisavos: Emygdia Honoria/Amaro de Souza Silva e Jose Coelho Sobrinho – tio Juca/Maria Marcolina do Amaral – tia Culina. A tia Emygdia eh tia do tio Juca que eh filho do Joao Baptista Coelho Jr.

As propriedades onde estes ultimos moravam ficam entre Divinolandia e Gonzaga, mais proximas da segunda, e boa parte da populacao da regiao descende deles. Mas os dados que temos nessa area ainda estao muito incompletos. Destaca-se, porem, o Julinho de Souza que descende da tia Emygdia, via seo Joao de Souza, que se casou com a Eduarda, filha da Marta do tio Juca. O Julinho foi prefeito de Gonzaga nas duas legislaturas anteriores aa atual e mudou o visual da cidade. Nenhum outro prefeito da regiao fez algo semelhante. Nem os que tambem sao parte da familia Coelho.

Por volta dos anos 1.900 eh preciso destacar que Rio de Janeiro e Sao Paulo ja eram as grandes cidades do Brasil. So que a primeira tinha 140.000 habitantes e a segunda apenas 70.000. As coisas comecaram a mudar rapidamente apos a I Guerra Mundial com o inicio da industrializacao das duas capitais e o fluxo de refugiados europeus e do mundo.

Na decada de 1.920, ou seja, no decurso de apenas uma geracao, Sao Paulo saltou para 500.000 habitantes. E o crescimento desenfreado continuou nas duas capitais. Nessa fase, Minas Gerais era o estado mais populoso da federacao. Mas como nao oferecia as mesmas oportunidades, comecou a perder contingente humano rapidamente para elas. Mesmo Belo Horizonte sendo ainda jovem e com muito a crescer tambem.

Pode-se observar por nossa genealogia que nossa familia nao contribuiu tanto para o crescimento do Rio e Sao Paulo. Enquanto as pessoas das outras regioes usavam esse canal, a familia preferiu a nova capital: Belo Horizonte e as terras novas: regiao de Governador Valadares.

Posteriormente, na decada de sessenta, outra oportunidade se abriu com a construcao de Brasilia. Muitos de nossos familiares preferiram a capital novissima.

Tambem vem da decada de 60 a instalacao das usinas siderurgicas em Ipatinga e a aceleracao da industrializacao em torno de Belo Horizonte. Tudo isso esta refletido em nossa genealogia, bastando verificar-se os nascimentos mais recentes.

Claro, nao podemos deixar de mencionar as duas decadas de desenvolvimento perdido que aconteceram entre os anos 1.980 e inicio dos 2.000. Para amenizar essa paralisia brasileira a familia, outra vez, recusou-se a seguir os passos da massa brasileira e uma parte emigrou para o exterior, basicamente para os Estados Unidos e Europa. As atualizacoes dos nascimentos tem demonstrado esse movimento, embora com dados ainda muito incompletos.

Eh importante destacar-se tambem que, com a construcao de Brasilia, mudou-se novamente a concepcao do transporte no estado. Ja nos planos daquela construcao incluia-se o das estradas radiais, ou seja, as codificadas pelo zero. Com isso surgiu a 040 que liga Brasilia ao Rio de Janeiro, passando por Belo Horizonte. A estrada Brasilia/Sao Paulo deu um grande impulso ao Triangulo Mineiro.

A estrada Brasilia/Salvador ja deve estar dando um impulso razoavel ao Norte de Minas. Porem, a nossa regiao sempre foi preterida e a rodovia Brasilia/Vitoria, que deveria aumentar o nosso poder de barganha, vai a passos de tartaruga. Ela ja quase existe e devera dar um salto em pouco tempo. Mas esse eh assunto para um capitulo de futurologia.

11. PEQUENO EXERCICIO DE FUTUROLOGIA.

Em primeiro lugar eh bom que saibam que Deu nao concede saber o futuro. Portanto, tudo o que eu disser esta sujeito ao condicional.

Nos sabemos que o lema escrito na bandeira brasileira eh “ORDEM E PROGRESSO” mas quando comparamos isso com a nossa Historia pouco vinculo encontramos entre os tres. Ou melhor dizendo nao no sentido intencionado pelos idealizadores da bandeira. O que a gente sempre viu na Historia eh que a ORDEM eh: “Manda quem pode e obedece quem tem juizo.”

Quanto ao PROGRESSO eh preciso definir melhor a palavra. Se nos estamos em um curso da Historia e em frente estiver um pantanal, se continuarmos seguindo o mesmo curso nos estaremos, de alguma forma, progredindo em nossa caminhada, mesmo que nao seja o progresso desejavel. Desenvolver eh passar pelo pantanal sem se correr o risco de um dia se vir atolado nele. Voce pode dar a volta ou construir uma ponte suspensa. Eh preciso aprender a explorar o pantanal sem destrui-lo.

Quando a gente pega o mapa de Minas Gerais e observa o tracado da estrada que vai de Belo Horizonte aa nossa regiao a gente se intriga com a volta que se da. Antigamente dizia-se que o tracado original era para seguir de Santa Maria de Itabira para Ferros, Braunas e Virginopolis. E ai haveria a distribuicao. E o mapa transmite exatamente a ideia de que essa seria o trajeto mais racional.

Ja cheguei a ouvir a explicacao de que a volta se deu porque um deputado por nossa regiao tinha uma fazenda no outro caminho e queria se beneficiar com a estrada. Nao estou aqui para fazer acusacoes anonimas, acredito mais que o tracado se deva ao fato de que o trajeto da Estrada Real dava uma volta muito maior por ir ate Conceicao do Mato Dentro, dai a tendencia da segunda estrada nao distanciar-se tanto desta. Nao sei se a lorota tem fundamento nem sei o nome do suposto deputado. O meu objetivo eh apenas revelar o que foi dito. Se eu soubesse os nomes eu os citaria porque, para mim, a verdade vem em primeiro lugar. Se a ideia era intriga de alguma oposicao, nao endosso e nem sou testemunha.

Ja nos anos 1.970s houve a instalacao da fabrica da Itambe em Guanhaes. Novamente, circulou a conversa de que o Fernando do seo Elifas trabalhava na companhia e tinha sido dado a ele o poder de escolha se a fabrica seria instalada em Guanhaes ou Virginopolis. Ele teria preferido Guanhaes e justificado que gostava muito de Virginopolis e que nao gostaria que a cidade perdesse a caracteristica de cidade calma a acolhedora. Ele cria que a fabrica levaria a essa perda. Ja ouvi outras opinioes que concordam com esse parecer. (Fofoca eh dizer, entao, que ele deteste Guanhaes. Brincadeira!…)

Indo mais aa frente, nos sabemos que o asfaltamento chegou muito mais rapido a Virginopolis vindo pelo lado menos esperado. Tambem nos anos setenta foi formada a empresa nipo-brasileira CENIBRA. Sob o nome de FLORESTAS RIO DOCE, a subsidiaria dela comprou milhares de alqueires de terra e os infestou de eucalipto. A fabrica de celulose foi instalada em Belo Horiente. Mas como o transporte da madeira ficava prejudicado na epoca das chuvas, acabaram asfaltando a estrada que liga Belo Horiente a Virginopolis, passando por Sapucaia e Acucena.

Segundo o que me foi dito, o asfaltamento foi pago pelas empresas que iriam fazer uso da estrada, gracas aa troca de favores com o governador Newton Cardoso. Ele teria dado isencao de impostos equivalentes ao custo da obra. Nunca antes fora considerado o beneficio aa populacao da regiao. As estradas requisitadas pela populacao por decadas foram adiadas enquanto quizeram. Mas para o beneficio de empresas o empreendimento “saiu na lata”. Prova de que nunca houve respeito aa populacao eh a de que, inicialmente, a estrada passava por dentro dos nucleos de habitacoes. Somente depois de anos de protestos em funcao da trepidacao que estava dando prejuizos aas residencias das povoacoes foi que se fizeram os contornos.

Mas, outra vez, se se quizesse pensar na regiao, no sentido das pessoas humanas que vivem la, ja se teria construido uma estrada, de qualidade, ligando Virginopolis, Braunas, Joanesia, Mesquita a Ipatinga. A estrada que ligasse Ferros a Virginopolis, passando por Braunas traria outro beneficio aa populacao geral. A viagem ate Ipatinga ou Belo Horizonte ficaria diminuida em dezenas de quilomentros. Seria uma mao-na-roda para o povo de Pecanha e do Norte de Minas se se fizesse a bobagem de ligar Pecanha a Virginopolis com estrada direta e de qualidade.

Bom, por que eu estou falando isso? Porque nos anos setenta, quando ainda adolescente, era o meu projeto. Agora estou enxergando que ele ira se concretizar, nao por ser meu projeto ou porque ira facilitar o transporte dos doentes para as cidades de melhor recurso no estado, mas porque existe logica nele e agora ele ira representar interesses das grandes companhias. Alias, elas deverao querer nao apenas a ligacao rodoviaria mas tambem a ferrea.

Os fatos sao esses. Segundo o que ouvi em minha viagem ao Brasil em julho de 2009. Ja existe muita gente excitada porque, finalmente, irao construir a usina hidreletrica da Cachoeira da Fumaca, entre o territorio de Guanhaes e Virginopolis, mas no caminho para Braunas. E esse eh o menor dos projetos.

Outro fato conhecido eh que a jazida de minerio de ferro em Itabira, apos decadas ininterruptas de exploracao, esta se esgotando. A propria Cia. Vale do Rio Doce ja anunciou isso, como forma de preparar psicologicamente a populacao para o fim anunciado. Todo mundo sabe que jazidas nao sao renovaveis.

Outra informacao privilegiada que tenho, nem eh que Virginopolis tem deposito de minerio de ferro, eu sei ate onde existe um veio. Conhecer isso se deu porque o meu melhor passatempo na infancia era passear nas fazendas dos tios e ficava ate mais de uma semana por ferias nas casas deles. A fazenda que eu mais frequentei foi a do tio Miguel (seo Fernando/sa Luiza). La eu tinha o Ze Maria, o Severino e o Angelo como companhia.

Numa dessas passagens, o Ze e eu estavamos perambulando pelas estradas da fazenda quando localizamos uns homens fazendo prospeccao no local. Anos depois eu tentei ver se encontrava o buraco mas era obvio que eles o taparam para evitar acidentes com animais no pasto. A prospeccao que eles estavam fazendo consistia em fazer o que a cavadeira de boca foi elaborada para fazer. Cavaram apenas um buraco estreito no solo, em sentido vertical. A partir de uns dois metros de profundidade comecaram a retirar uma areia de cor cinza. O que mais chamava a atencao era que as maos em concha cheias, das nossas ainda meninos, devia pesar entre cinco e dez quilos.

Como eu pude avaliar o peso? Simples, ha mais de quarenta anos atras nao existiam balancas metricas ou digitais. So existiam a de dois pratos onde se punha a quantidade de quilos em pesos aferidos de ferro de um lado e a mercadoria a ser pesada do outro. Eu podia dizer que tinha as maos ja calibradas tantas vezes carreguei os quilos de arroz, feijao, acucar, batatas e todos os tipos de mercadorias pesaveis das vendas para casa. Alem disso, a minha curiosidade sempre leva-me a pegar os pesos de ferro para sentir-lhes o peso. O que me era facilitado porque quase todos os donos de venda e vendeiros na cidade eram parentes proximos e amigaveis.

Portanto, o papo que ouvi em julho, de que tambem iriam comecar a explorar minerio de ferro em Virginopolis tem fundo de verdade. Se Virginopolis virara uma segunda Itabira, ou nao, nao posso afirmar nada. Fato eh que, se isso acontecer, as estradas que imaginei antes acabarao virando realidade porque cada quilometro a menos entre o produto e a fabrica e a comunicacao com a capital representara economia de milhoes, no tempo em que o minerio for explorado.

Ai fica a dica para os familiares, ou outros, de onde investir, pensando num futuro. Muitas oportunidades de negocios se abrirao nesse novo mapa da nossa regiao. Nao quero com isso criar ilusoes. Como a prospeccao foi feita ha tantos anos atras, nao se sabe a que hora a exploracao ira comecar. Tambem ha que se levar em conta o periodo relativamente curto de tempo que o minerio durara.

Caberia aas autoridades do municipio ja pedirem a implantacao de um centro de ensino e aplicacao tecnologico. Assim, quando o minerio acabar nao deixar a cidade com aspecto de cidade fantasma como foi, em parte, nos anos 1.960s. Nao penso aqui em niveis de segundo grau e sim do mais elevado possivel.

Ai eh o caso. Se alguem desviou a estrada antigamente nao prejudicou Virginopolis mas sim o estado e o pais por tornar o transporte menos eficiente. Se o Fernando do seo Elifas desejou preservar a tranquilidade da cidade, apenas adiou a vocacao que ela tem para crescer.

Falando a respeito de preservacao, confesso que fiquei bem decepcionado com a visita que fiz a Virginopolis dessa ultima vez. O crescimento vertical no centro, com paredes sem revestimento de alguns predios; a simples eliminacao da caracteristica da cidade que eram os grandes quintais e as construcoes nos barrancos convidando aos desastres; alem da destruicao das referencias historicas, demonstraram para mim que os virginopolitanos viraram tipicos novos-ricos. Ficaram encantados com o poder de compra que o dinheiro lhes deu mas se esquecem das consequencias dos gastos mal planejados. Claro, nao faco disso uma acusacao. Espero que sirva de alerta para que se use a razao e nao a ganancia.

Outro detalhe, caso se concretize a previsao de que Virginopolis ira tornar-se sede temporaria da exploracao de ferro em Minas Gerais, isso vai implicar num grande afluxo de pessoas para ela. Dentre estas, certamente, se encontrarao descendentes de pessoas que antes sairam de Virginopolis imaginando que de forma alguma iriam voltar. E a descendencia acabara voltando a repetir os casamentos intra-familiares. Espero que com o crescimento do numero populacional evite-se repetir o erro dos casamentos entre consanguineos muito proximos, para o bem da saude da descendencia.

12. A RELATIVIDADE DO TEMPO E A RECONSTITUICAO DOS ANOS 1.960s EM VIRGINOPOLIS.

Tempo em termos das ciencias fisicas eh uma constante quase invariavel. Pelo menos era o que se supunha no passado. Se voce pegar um relogio e for medir cientificamente a passagem do tempo, ficara irritado com a mesmice de cada segundo, minuto e hora.

Contudo, quando a gente comeca a pensar no tempo de nossas vidas a gente tem diferentes concepcoes da passagem, dependendo de nossas idades. Quando criancas eh dificil suportar os meses na escola. Nossa vontade eh que cheguem logo as ferias e que completemos logo os dezoito anos para se ver livre das proibicoes que os menores estao sujeitos. Eh como se a gente estivesse querendo empurrar um carro, morro acima, que nao liga na ignicao.

Para as criancas novas, os avos parecem ter vivido desde o inicio dos tempos. Aquele capitulo da “Guerra dos Emboabas” (pintos de botas) parece que aconteceu num passado tao distante que nos eh inconcebivel. Ela se deu entre 1.707 a 1.710. Nao passou de escaramucas entre os primeiros garimpeiros das Minas Gerais.

Na fase dos trinta e quarenta anos as pessoas comecam a se questionar se a vida nao esta passando rapido demais. Tem saudades daquele anos que pareciam dificeis na infancia. E comecam a desejar que tivessem o poder de segurar o carro que pegou no tranco, e agora nao tem freio. As preocupacoes da vida nao nos deixa refletir a respeito da extensao do tempo. Comecamos a ficar mais parecidos com nossos pais na epoca em que a gente tinha comecado a tomar consciencia do mundo, onde eles nos pareciam ser tao velhos. Ate ao inicio dos quarenta nos sentimos que nao somos velhos como pensavamos que eram nossos pais; sentimos que dentro de nos vive o mesmo jovem de vinte anos atras e comecamos a temer a idade porque comecamos a nos conscientizar de que estamos mais proximos do eterno que do nascer.

Estou na fase dos cinquenta. Considero-a uma fase otima. Perdi a ansiedade das criancas. Nao quero nem saber se estou mais perto do eterno ou se vou viver outros cinquenta. Bom eh lembrarmos que ainda temos tempo. Ate talvez uns quarenta ou mais com saude toleravel. Essas decadas que podem nos restar podem ser bem mais que o tempo que vivemos antes. Porque, quando criancas, tinhamos coisas demais para aprender ainda e, na fase de jovem adulto, a gente nao sabia aplicar direito o que havia aprendido.

Quem atinge um pouco de sabedoria, reconhece que a gente precisa continuar aprendendo coisas novas. Contudo nao precisa ter a avidez do passado. Aos 52 anos pode-se observar que essa idade corresponde exatamente a um cesto do tempo em que Minas Gerais comecou a ser colonizada pela populacao europeia. Com a particularidade de que, dos 312 anos atras, quando as primeiras minas foram descobertas, voce viveu 52 junto, portanto, nao foi ha tanto tempo quanto lhe parecia. Espera-se que o mesmo possa ser dito daqui a outros 312 anos, ou seja, os seus descendentes poderao lembrar-se de voce como se fosse um avo que passou para a eternidade pouco antes de eles nascerem.

Como eu ja estudei a nossa ascendencia que vem desde os faraos do Egito, de forma escrita, mais a ascendencia atraves dos milhares de anos da formacao dos povos, vejo que a nossa coneccao com os ancestrais mais longinquos trata-se mais de uma questao de conhecimento do que eles fizeram e nao propriamente do tempo. Uma coisa eh voce estudar que o farao Ramises II transformou o imperio em sua dinastia. Muito mais completo se torna o seu interesse e conhecimento quando descobre que ele eh seu ancestral, tendo ainda em maos os nomes das pessoas que o ligam a ele. Essa coneccao fica muito melhor a partir do momento em que a experiencia nos ensina que o tempo que existe entre as nossas geracoes nao passa de miragem.

Essa relatividade pode ser extendida aos numeros de imigrantes que foram para Minas Gerais, durante o seculo XVIII, ou seja, anos dos 1.700s. Eu calculo que, dificilmente, tenha sido mais que 200.000 pessoas. Ha ai um desequilibrio grande em favor do numero de homens. Mas nem todos ficaram sem mulheres. Lembremos que os que estavam chegando somavam o pleno vigor da juventude aa esperanca de ganharem na loteria do garimpo. Muitas indigenas foram sequestradas de suas tribos. O uso das escravas era comum. As casas de prostituicao faziam parte da paisagem de qualquer vilarejo. E nem todos homens se reproduziram.

Claro, os que foram chegando primeiro geraram filhos e filhas. As filhas foram servindo como senhoras esposas de muitos recem-chegados. O falecimento de mulheres em razao de parto era uma das maiores causas de morte feminina em anos anteriores ao seculo XX. Dai a fertilidade das mulheres, como media, nao ser tao alta como chegou a ser naquele seculo.

As praticas desumanas com as indigenas e as afro-brasileiras nao estavam restritas a determinado tipo de classe. Um exemplo famoso de concepcao entre escrava e senhor foi o do Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. O pai era um arquiteto portugues com o nome de Manoel Francisco Lisboa e a mae era uma escrava da qual so se sabe que se chamava Isabel. Mas isso era visto ate como oportunidade de as escravas conseguirem alforria por se tornarem maes de filhos dos senhores.

Certo eh que, se partirmos de uma populacao de 200.000 pessoas, esperando que dobre de geracao em geracao a cada 25 anos, a partir de 1.775, encontraremos perto de 100.000.000 de descendentes, por volta do ano 2.000 e somente da ultima geracao. Embora o calculo possa parecer irreal, ele pode estar correto. Ele leva em conta uma media de fertilidade de 4 filhos por casal que se reproduziu. Nos devemos nos lembrar que entre as geracoes de 1.950 e 2.000, o indice de natalidade caiu para menos de quatro filhos. E parte da populacao de Minas vem migrando para outras partes do mundo desde a decada de 1.920, dai a possibilidade de os numeros se ajustarem aa realidade.

Por ai pode-se dizer que, talvez, mais da metade da populacao brasileira eh mineira ou tem ascendencia em Minas Gerais. Tambem que essa populacao eh proveniente de um numero reduzido de ancestrais, oriundos sobretudo: da populacao mestica que habitava o litoral brasileiro, principalmente, Bahia, Rio de Janeiro e Sao Paulo; da populacao nativo-brasileira; da populacao afro-brasileira e com o aditivo significante da migracao portuguesa e menos representativa de espanhois, ingleses, italianos e de outras partes da Europa e do mundo. Toda essa populacao tem que, por obrigacao do destino, ter algum grau de aparentamento entre si e com o restante da populacao brasileira.

Nos, aas vezes, nao enxergamos isso porque nos falta o conhecimento ou nao paramos para pensar a respeito do assunto. Mas faz parte daquilo que eu apelidei de magica genealogica. Um exemplo eh que a maioria das pessoas da familia nao sabe ou esquece que a Maria Honoria Nunes Coelho, nossa trisavo junto com o Joao Coelho, era mulata. Dai, os milhares de descendentes dela serem afro-brasileiros, apesar do loiro de muitas cabecas e o branco da pele. O mesmo se pode dizer dos descendentes da avo Sinh’Anna que tambem era mulata. Ela eh a mae do bisavo Joaozinho (tio Joaozinho) que se casou com a bisavo sa Candinha. Por esse lado ai devemos salientar a nossa provavel ascendencia indigena do Nordeste do Brasil que deve ter vindo com o pe. Policarpo Barbalho. Assim, todo Magalhaes Barbalho e descendencia tem a marca pouco conhecida de nativo descendente.

Alias, eh mesmo como os cientistas atualmente estao concluindo. O conceito de racas eh totalmente falso e baseado em preconceitos. Geneticamente a populacao humana eh tao sem variabilidade que nao se justifica o termo raca. Taxar de raca as pessoas que tenham as consideradas peles brancas, negras e amarelas eh semelhante a separar como raca as pessoas em funcao do tamanho dos narizes, cor dos cabelos ou estatura. Todas sao variacoes que ocorrem no mesmo grupo familiar mais completo.

Quando eu estudei a nossa ascendencia em Portugal, eu pude bem verificar o quao reduzido eh o numero de ancestrais que formaram a populacao portuguesa. Conhecendo a formacao da nossa familia podemos transportar os nossos conhecimentos imediatamente para a formacao das familias portuguesas nos tempos medievais. Todo mundo descende das mesmas pessoas, porem, o que deixou isso um pouco mascarado foi a necessidade de usar-se sobrenomes. No principio, ninguem se apegava a sobrenome algum. Alguem podia nascer de uma familia e escolher um novo nome para si mesmo ou para os filhos. Dai, muitas familias originarem dos mesmos ancestrais.

Nao foi propriamente essa a Historia que aprendi na escola e penso que seja por isso que a disciplina nao passava de decoreba para mim. E, como tal, por eu detestar decoreba desde a mais tenra infancia, eu tinha perdido toda a afinidade com o assunto.

Porem, eu me lembro bem o quanto era agradavel sentarmo-nos na varanda ou sala da casa do vovo Juca para ouvir os papos das tias. Tudo ganhava um colorido mais forte quando as “meninas” da tia Maricas estavam presentes. O assunto eram as recordacoes do passado e os personagens eram as proprias pessoas da familia, ou seja, gente que a gente conhecia de fato ou de ouvir falar.

Nao tive o privilegio de conhecer nenhum bisavo. Pela epoca que eles nasceram, entre 1.854 e 1.876, esperava-se que vivessem ate por volta da decada de 1.940. Dois faleceram mais cedo: Marcal (1.909) e a Maria Marcolina (1.902). Os outros: Ze Coelho (1.944); Dindinha Olimpia (1.936); Joao Rodrigues (1.948); tio Joaozinho (1.942) e Dindinha Ercila (1.937) corresponderam a essa espectativa. Ja a sa Candinha excedeu, indo falecer no final da decada de 1.950. Nao tenho a data mas foi pouco antes do meu nascimento. Ela quase virou centenaria.

Dos avos, so nao conheci a Davina que faleceu prematuramente, em 1.940, com 44 anos. Convivi com a vovo Petrina que a substituiu. Tambem conheci tres bisavos substitutas. A tia Virginia, que era irma da bisavo Maria Marcolina – sa Quinha – e casou-se com o viuvo dela: Ze Coelho; a sinha Gininha, que era prima em primeiro grau da avo Davina e mae da substituta dela: avo Petrina e, vagamente, a Melita, que se casou com o Joao Rodrigues.

Portanto, nao era de se admirar que a memoria dos antepassados permanecesse tao nitida no seio da familia. As tias eram netas de alguns bisavos e ouviram deles os causos dos nossos tetravos e pentavos. Essa eh uma parte da formacao da minha memoria em relacao aa familia. Mas esta tambem se deve ao fato de parte da familia ter ficado quase 100 anos restrita aas cidades vizinhas e, particularmente, em Virginopolis. Isso me transporta para os anos sessenta. Eu nasci em 1.958 e desde o inicio dos sessenta tenho gravado nitido em minha memoria as cenas de nossa Historia.

Tambem papai, que nao era de socializar-se muito com ninguem, gostava de contar alguns casos de modo mais particular. Mas quando se tratava de dizer quem era filho de quem etc, ele era mais expansivo.

Antes de entrar no assunto da reconstituicao de Virginopolis nos anos 1.960s quero expor um pensamento que me ocorreu agora: O tamanho do mundo eh relativo aa porcentagem dele que voce conhece. Se voce conhece apenas a cidade onde vive, o mundo te parecera imenso. Se conhece 1% dele, os 99% restantes sao imensos mas ha de ser muito menor que para aqueles que conhecam apenas as proprias cidades. A partir do momento em que se conhecer 10% do mundo, as outras nove partes lhe parecerao algo bem menor.

O mesmo se pode dizer da familia. Se voce conhece apenas os pais, avos, irmaos e descendentes, voce quase nao conhece a si mesmo. Se voce conhece todos da sua cidade e os ancestrais que os geraram, voce tem um conhecimento inapropriado do mundo. Mas se voce conhece a sua genealogia e faz ideia do seu parentesco como o mundo, os mais de seis bilhoes de habitantes da Terra irao lhe parecer uma quantidade ate modesta perante ao numero que ainda ira nascer.

Quanto menor for o conhecimento desses fatos, maior eh o possibilidade de as pessoas desenvolverem preconceitos contra as pessoas que so lhes parecem diferentes por causa da propria ignorancia de mundo que elas possuem.

Refletindo agora a respeito da reconstituicao de Virginopolis nos anos 1.960s, tempo em que eu vivi a minha mais tenra infancia, resolvi relembrar os nomes dos moradores da regiao central da cidade, apenas para que se tenha a ideia do quanto a familia dominava a paisagem e para que se torne um registro historico.

Basicamente, o centro de Virginopolis era composto de seis pequenos quarteiroes, sendo que a praca central eh um deles. Entre as primeiras lembrancas que tenho, havia um predio antigo entre a praca central e o monumento dedicado ao Jaime da Cunha Menezes. Lembro-me mais das escadas que levavam ao segundo andar porque ele estava sendo demolido quando eu tentei subi-las. Minhas pernas ainda eram tao curtas que eu o fiz com dificuldades. Nao tenho lembranca da faxada enterna dele. Parece-me que funcionava la os antigos forum e prefeitura.

A praca tinha o desenho semelhante ao que tem hoje. A diferenca eh que as arvores eram grandes demais. os passeios eram de cimento grosseiro e com muitas partes levantadas pelas raizes. O ajardinado estava mal cuidado no inicio da decada, sendo reformado pela administracao do Serafim Coelho no final dela, e um repuxo antigo estava desativado. (Lembro-me dizerem que uma crianca do sr. Jose Perpetuo havia se afogado nele. Na entrada da decada o prefeito era o proprio)(Fui lembrado pela prima Roxane Barbalho que a crianca que faleceu no repuxo era de outro ex-prefeito, anterior ao primo Jose Perpetuo, era filha do sr. Antonio Meireles e d. Nelci Lara). No lado da rua Felix Gomes, em frente aa casa da d. Lili, havia uma castanheira enorme, cujos galhos quase atravessavam a rua. Uma vez alguem soltou uma preguica por la.

O quarteirao adjacente eh aquele que divisa de um lado com a praca principal, do outro com a praca da igreja matriz e a terceira a outra praca. No lado da praca principal havia uma venda por um breve periodo de tempo da minha infancia, nao me recordo de quem. Era uma construcao muito antiga e ao nivel da rua Felix Gomes. Por baixo deveria ter um vao mas nao me recordo se era utilizado para qualquer finalidade.

Os animais de carga dos compradores que vinham da roca ficavam amarrados do lado de fora. Na ladeirinha ao lado da praca central. Foi ali que uma certa vez eu estava com os meninos do seo Adalto Leite, ajudando-os a catar esterco para utilizarem na horta. Uma jumentinha tinha acabado de soltar o produto e eu aproximei-me para puxa-lo com a enxadinha. O coice acertou-me na testa de raspao. O suficiente para eu cair sentado. Mas a minha unica preocupacao fora se a minha roupa tivesse sujado porque nao tinhamos fartura de nada em casa. Ainda poderia sofrer alguma punicao drastica pelo descuido.

Colado aa venda anterior ficava o Clube Recreativo que, ao modelo dela, era construido abrangendo desde a frente virada para a rua Felix Gomes ate os fundos para a rua do meio. Devido ao desnivel entre a rua Felix Gomes e a rua de baixo, havia um espaco aproveitado nessa segunda, como se fosse um primeiro andar, que servia de escritorio. Nao tenho mais certeza se funcionava o cartorio do Jaime da tia Biloca que posteriormente deve ter passado para o Renato, irmao dele.

O terceiro endereco, voltado para a Felix Gomes, era uma construcao comercial bem pequena que servia aa Caixa Economica do Estado de Minas Gerais. Os funcionarios eram: papai como gerente; Adams Serra como subgerente; Tinah e Arizinho. A agencia era monopolizada por familiares, exceto pela presenca da funcionaria Salome esposa do Abelar Almeida, e irma do Taozinho marido da tia Ju (Angela do avos Davina/Juca).

Entre o clube a a Minascaixa havia um portao que dava para os fundos da casa da d. Maria Clara. A frente da casa dava para a rua de baixo. Parece que a construcao que servia aa Minascaixa era propriedade alugada aos donos da casa. Moravam com d. Maria Clara as filhas solteiras: Maria de Jesus e Maria Jose.

Seguindo a rua Felix Gomes vinham o buteco do Fafa, a loja de tecidos do seo Octavio Coelho, o buteco do seo Ze Feliciano e as Casas Sao Pedro. Nos primeiros anos o proprio Pedro da sa Marta gerenciava. Apos a morte dele o Dirceu, irmao dele, assumiu. Os atendentes eram, geralmente, o Fino, o Bene, e o proprio Dirceu. O Gil do Pedro tambem atendia.

Virando a esquina das Casa Sao Pedro passava-se pelo Hotel da cidade. O dono era o seo Antonio Macuco. Houve um tempo em que um sargento que chefiava o destacamento policial morou nele com a familia. Um dos filhos desse sargento, o Venilton, foi meu colega. Eles devem ter permanecido somente uns dois ou tres anos na cidade.

Na esquina oposta tinhamos a casa dita do vovo Juca. A casa era uma heranca das filhas e ele morava na Fazenda dos Ambrosios, que tambem era heranca vinda da bisavo sa Candinha para os filhos da vovo Davina, porem, era usufruto do vovo Juca. Moravam na casa as filhas solteiras: Merces, Marta e Lucinda. Da segunda familia do vovo so me lembro vagamente de ver a Matilde ainda morando em Virginopolis e frequentemente estava na casa. Davina e Maria Eugenia (Maro) devem ter mudado no inicio da decada para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte mas nao tenho recordacao delas morando la. As ferias eh que ficavam cheias de vida com a presenca delas tambem. A casa era frequentadissima pela parentalha mesmo que fosse apenas para os comprimentos dos que passavam na rua porque era a via de acesso a varias comercios, tanto para os que moravam de um lado quanto do outro da cidade.

O terreno oposto aa loja do seo Octavio era vago na rua de baixo.

Outro quarteirao pequeno eh a praca que da de frente para a praca da igreja matriz. Na verdade, era um terreno praticamente baldio que nem mesmo mato tinha de tao pisado por pessoas e animais. O Serafim Coelho cuidou de melhorar esse visual tambem.

O quarto quarteirao eh aquele que faz frente para o anterior. Circulando-o a partir da esquina exatamente oposta aa casa do vovo Juca, tinhamos uma construcao antiga de dois andares que era a casa do seo Jose Soares e d. Efigenia. Moravam o casal e filhos solteiros. Num anexo a esta casa funcionava a agencia dos correios. Na metade da decada a reparticao foi transferida para o predio da esquina do beco com a rua Sao Jose. O anexo virou moradia para a familia do seo Tarcisio Lima e d. Helena. Eu era companheiro de bola do Ronaldo (Veio), amigo da Nilce e do Cizinho. Havia uma moca mais velha que nao me lembro o nome e o menor de todos: Romercy – Mercy. D. Helena eh filha do “Luiz da sa Ritinha”.

A seguir vinha a casa do seo Osvaldo Marcatti e d. Nana. A principio era, como as outras, uma construco antiga que foi uma das primeiras a ser derrubada para dar lugar aa nova. No inicio, os filhos eram todos solteiros. Ao lado da casa, ja na esquina do quarteirao, vinha a garagem para o caminhao que, somente depois do final da decada, virou ponto de comercio. O terreno do seo Osvaldo ia ate o outro lado do quarteirao e servia de quintal, sem construcoes. Havia um portao de acesso no muro que o separava da rua Sao Jose.

Ja de frente para a rua pe. Felix ficava a casa do seo Zeze Lucio e d. Ritinha (nao a mesma mae do Luiz citado acima). O terreno dele contornava todo o restante do quarteirao ate aa rua Sao Jose. Tinha a forma de um L. O beco que hoje fica do lado da rodoviaria era mais estreito e em lugar da rodoviaria tinhamos a igrejinha velha. Ela ocupava sozinha o quarteirao, aa semelhanca da rodoviaria atualmente. O pequeno triangulo ajardinado do lado oposto aa propriedade do seo Zeze Lucio ja existia.

A propriedade do seo Zeze Lucio tinha uma entrada pelo beco que coincidia com os fundos da igrejinha. Ali ele tinha uma especie de garagem para a charrete que o levava e trazia da fazenda. A charrete foi anterior aa camionete. Na esquina oposta, que esta na rua Sao Jose, porem voltada para os fundos da igrejinha, o Henrique Lucio, filho do seo Zeze, construiu a primeira moradia propria dele.

Para terminar esse quarteirao, falta apenas lembrar que havia um terreno baldio que ocupava a esquina da rua Sao Jose com o beco. Nele existia a fundacao de uma construcao que nao cheguei a conhecer. Nos anos sessenta a meninada do centro se organizou para limpar esse terreno e transforma-lo num campinho de peladas. Contudo, a nossa alegria nao durou muito. Amontoaram neles as pedras (pes-de-moleque doadas pelo vovo Cista) para calcar o centro da cidade. O prefeito era o seo Zeze Lucio. Posteriormente, o Serafim Coelho o desapropriou (era propriedade do tio Murillo Coelho) para construir o predio novo da prefeitura, com dois apartamentos em cima: um para o promotor e o outro para o juiz de direito da comarca. Recentemente o tio Murillo subiu para o andar de cima e ja deve estar sanando as diferencas que tinha com o Serafim, que era tio da tia Adir, esposa do tio Murillo.

O ultimo quarteirao, e o mais central, era ocupado, em parte, pelo terreno do tio Anisio e tia Adalgisa e ia da esquina oposta aa prefeitura ate ao beco central. A casa dos tios ficava na esquina de frente para a casa do vovo Juca e a do seo Jose Soares na esquina oposta. (Justamente no espaco da rua que separava as casas do tio Anisio e seo Ze Soares punha-se o conhecido morador de rua. Era conhecido por todos como Tunico doido. Tinha problemas mentais e vivia da caridade das matriarcas das duas casas. Era menos violenta que a violencia que sofria da populacao que, por falta de compreensao e caridade, gritava de lonte: “Oh Tunico doido!” somente pelo gosto de ve-lo irritado, e ameacando jogar pedras nos agressores. Quando eu era menino, Tunico doido, foi um dos meus apelidos, e a minha reacao a ele era semelhante aa do original). Na parte que fazia frente para a rua Sao Jose, o Guido do tio Anisio construiu a casa dele onde morou ate os anos setenta, antes de mudar-se para Valadares. Anexo aa casa dos tios, abrindo-se para o lado da casa do vovo Juca, a Carminha do tio Anisio tinha uma especie de escritorio. Nao me lembro a finalidade, parece-me um cartorio. Na casa ainda moravam os filhos solteiros como: Carminha, Nilza, Helio, Joaozinho, Miguel e Itala.

Vizinho deles era o Luiz da sa Ritinha. A propriedade deste era totalmente voltada para o beco em frente aa casa do vovo Juca. Tinha um pequeno galpao que assemelhava a um paiol e costumava servir de local para a jogatina local, mais a casa propria. Na esquina oposta aa casa do tio Anisio e ja de frente para a praca principal, tinha a alfaiataria dos irmaos Barreto: Geraldo e Zezinho. O Nilson do seo Geraldo e o Ze Geraldo do Nilo eram os colaboradores. O vao das portas da alfataria virava abrigo noturno para os casais de namorados.

Ocupando o centro dessa parte lateral do quarteirao ficava o mesmo predio que hoje eh ocupado pela biblioteca publica atualmente. Ai funcionava a venda do seo Amavel. Em 1.970 o espaco estava desocupado e puzeram la uma televisao para o publico assistir aos jogos da copa do mundo. Nessa epoca nos ja tinhamos a nossa propria televisao. Um luxo para poucos, embora, mais pessoas tivessem carros.

Na esquina da praca com a rua Sao Jose funcionava a loja do seo Antonio Lucio. No segundo andar tinha a residencia que, a principio foi ocupada pelo Braga e a Graciola (tios-bisavos: Benjamin/Julia – Nnhazinha). Quando eles se mudaram para Governador Valadares a casa foi ocupada pelo Dr. Batista, o eterno promotor de justica, e d. Marilda. Ai nasceram os tres filhos do casal: Cristina, Carla e Mayran. Nao tenho certeza de todos mas creio que sejam casados na familia. O prof. Abelar Terezinha de Almeida deve ter passado a morar na casa no finalzinho da decada ja como marido da Jacira (d. Helena/seo Chiquinho Campos).

Para fecharmos o quarteirao faltam duas casas de frente para a rua Sao Jose e espremidas entre a propriedade do seo Antonio Lucio e aa casa do Guido do tio Anisio. Meus pais moravam do outro lado da rua, de frente para elas. Na da esquerda que divisava com um quintalzinho adjacente aa loja do seu Antonio Lucio e a casa sobre esta, moraram os tios-bisavos: Francisco Coelho Sobrinho – seo Chiquinho/Salome Campos – d. Memeh. Tambem moraram a tia Virginia, entao, viuva do bisavo: padrim Ze Coelho junto com: o enteado dela tio-avo Gama, e os filhos dela: tios-avos, Tarcisio, Ines e Joao. O sargento ao qual me referi antes tambem teve uma rapida presenca na casa.

Na ultima casa, entre esta e aa do Guido, moraram a viuva d. Isaura e familiares, no principio. Neste ponto tenho que me recordar que o Gil do Pedro-da-sa-Marta ia todas as tardinhas namorar a secretaria da d. Isaura. Eu era uma das pestinhas que ficava de la enchendo a paciencia: “Ai Gil, ta namorando heim!” O Gil se abria naquele sorriso largo e prazeiroso, mais que mostrar-se chateado. Hoje o namoro esta na fase de muitos netos.

Nessa casa, por um breve momento, morou a familia do seo Salvador Lacerda. Quando o Henrique Lucio de casou ele morou tambem nessa casa. Quando este se mudou para a casa que construira no lote do pai dele levou as meninas e o Lucinho no colo.

Moraram na mesma decada nessa casa a tambem viuva e tia-avo Olga e os filhos: Cezar Paraguassu e Augusto, comecando as respectivas familias e a Ilce.

Existia um anexo a esta ultima casa, que parecia quase ter sido planejado para funcionar como uma garagem, espremido entre as duas ultimas residencias. Nesse compartimento funcionou a barbearia do sr. Manasses do Dodou. Ele me puxou algum cabelo ao corta-lo com tesoura meio cega.

Voltando ao ponto-de-partida, na esquina da rua Sao Jose com a Felix Gomes, na entrada da praca central, comecamos com uma casa antiga cuja parede quase nao dava espaco para o passeio na rua, tinha o madeirame exposto pintado de verde e as paredes de adobe em amarelo. Ali moraram o Jaime da tia Biloca e a Zeze com os filhos. Posteriormente, apos a mudanca deles para Valadares moraram a Luiza e o Dirceu. Os filhos nasceram ali.

A proxima casa era do seo Amavel e d. Odette. O Bene, irmao do seo Amavel, trabalhava na venda deste antes de ela fechar e ele transferir-se para o Dirceu.

A terceira casa fora a moradia dos bisavos: sa Candinha/tio Joaozinho. Nela moravam a d. Lourdinha, o seo Walter Lopes com a familia. Depois que eles se mudaram para a rua do ginasio a casa ficou vazia. (Muito depois o Fino a derrubou e construiu casa nova no lugar).

Estava me esquecendo que entre as duas casas anteriores existe um compartimento pequeno de comercio. Ele era a barbearia dos imaos Crioulo e Edson (Tica) do Marinho. Era o ponto da resenha futebolistica na cidade porque o Crioulo torcia para o Cruzeiro e o Tica para o Atletico. O Tica casou-se com a Ondina (d. Helena/seo Chiquinho Campos).

A quarta casa, voltada para o centro da praca central, era do tio-avo so Li (Eliezer). No inicio da decada ele morava sozinho. Num quarto de fora da casa se escondia o seo Guilherme. Era um alemao com neurose de guerra e que vivia de pequenos consertos de eletrodomesticos. Ele faleceu, possivelmente, de ataque cardiaco mas o povo atribuiu a algum choque daquela corrente quase morrendo que tinhamos. Depois do inicio da decada, a Marlene da tia Maria e o Humberto – Guelo – vieram morar com o tio para assisti-lo na caduquice. (Eles haviam morado antes na entrada da rua da Varzea e noutra casa na rua do Paqueta).

O seo Serafim Coelho e d. Julia moravam ao lado. Primeiro em uma casa antiga. Quase nao me recordo desta porque a derrubaram para construir a que ainda existe.

Ja, no final da praca central, moravam o seo Yeyeh com a segunda esposa e a segunda familia. O Toco, que ja era casado com a Nazinha, morava numa casa anexa. A casa do seo Yeyeh era em forma de L e esta anexa ficava escondida atras da letra. Tinha um beco de acesso onde o Toco estacionava o caminhao e, nos fundos, uns dois quartos, tipo quartos de despejo.

Ao lado deles vinham o Ze Padeiro (Jose Gomes Lessa), d. Petrina Carvalho e toda a familia. Entre o casarao antigo em que moravamos e a casa destes havia a padaria, porem, era nos fundos, ainda sem comercio na frente. Foi nas engrenagens do cilindro de fazer pao que eu perdi a falange do dedao da minha mao direita quando estava ainda com nove anos. Trofeu que tornou-se inseparavel do meu corpo.

Nossa casa era um composto geminado. Moravamos de um lado. Do outro lado funcionava, na frente, o gabinete dentario do papai. O casarao havia abrigado a primeira agencia dos correios de Virginopolis. Na janela de um quarto na esquina oposta da entrada para nossa casa tinha uma fresta feita por carpinteiro, onde as cartas poderiam ser depositadas a qualquer hora. A Dindinha Ercila tinha exercido o cargo de agente. Mais para dentro moravam a tia-avo solteira: Philoteia (Teteh), a (improvavel) ex-escrava Filomena (Filoh) e a “doida” Vitoria. Num quarto da casa residiam o desquitado Hugo (tios-avos: Marcial/Ceci) com os dois filhos mais velhos: Eustaquio e Ricardo.

Como era do costume na epoca, residiam conosco colaboradoras do lar. Na minha mais tenra infancia convivemos com a Dos Anjos. A Ninica deve ser da mesma fase. Lembro-me de sentar-me para almocar, e pedir a ela a colher, ao que ela respondeu-me: “A colher ai na sua mao menino!…” . Era verdade, sentei-me ao mesmo tempo que segurei a colher, quando olhei para o banco com assento e mesa (tipo uma escada), onde a colher deveria estar, nao a vi. Foi uma gargalhada geral. Ate hoje, quando encontro-me com ela, ela se impressiona por ter-me carregado no colo. Isso por causa das nossas diferencas de altura que deve estar por volta de uns 30cm.

Desde entao, o papai impunha, a todas as colaboradoras que residissem na casa e ainda estivessem em idade escolar, a condicao de estudar. Nessa condicao entraram Altina, Fatima, Fizinha (irma da Palmira que era colaboradora na casa da tia Odette) e Celina do seo Ze Durao, irma da Ninica. A Altina era rebelde e detestava essa condicao. Os pais dela mudaram-se para o Mato Grosso e, tempos depois, ela escreveu uma carta agradecendo muito a meus pais. No lugar em que estavam morando ela era a unica precariamente alfabetizada, porem, foi o suficiente para ser encarregada de tomar conta da contabilidade da fazenda em que passaram a morar, o que havia garantido uma melhor condicao de vida a eles. A Celina acabou dando sorte na vida. Casou-se com o tio Cirano e agora eh minha tia. (Brincadeirinha Celina). Creio que tambem nessa epoca tivemos uma Cirinha que nao sei de onde veio.

Continuando o resgate da rua Sao Jose, o nosso vizinho do lado oposto ao Ze Padeiro eh o seo Dimas e d. Cidinha. (Primos em varios graus, tanto do papai quanto da mamae). No inicio da decada moravam com todos os filhos que logo comecaram a sair. Eles alternavam a tia-avo Ceci com a d. Heloisa. Ora a tia morava com uma, outra hora com a outra filha. Moraram nessa casa como estudantes tambem: a Socorro Souza (neta do seo Joao de Souza Coelho) e o Newton que nao sei dizer nada da genealogia.

A casa do seu Dimas ja esta na esquina do beco da prefeitura. O unico outro vizinho que eles tinham, ja no fundo do beco, eram as instalacoes da Sociedade Casa de Sao Vicente. O seo Dimas tinha um quintal que equivale a um pequeno lote entre a casa dele e a Casa de Sao Vicente e esta o impedia de possuir um quintal grande como as outras casas da rua tinham, indo divisar com o ribeirao nos fundos.

Do lado oposto aa Casa de Sao Vicente no beco, a casa mais ao fundo era ocupada pelo sr. Adalto Leite, no inicio da decada. O tio Ze (Jose Fabiano Coelho) ocupou a casa no final da decada. Vizinhas desta eram d. Iolanda com os filhos e a irma dela: Odila. Elas sao netas do Ti Quim Bento e irmas da d. Lourdinha do Valter Lopes.

Na metade do beco moravam seo Gil Batista Coelho (Ti Xico/Maria) e toda a familia.

Na esquina da rua Sao Jose com o beco, no lado oposto aa casa do seo Dimas, moravam no segundo andar o Jose, filho dos tios bisavos: Daniel/Marina – Nenen – e a esposa d. Ida.

No comodo de baixo funcionou, com a porta voltada para o beco, a agencia dos Correios (segunda localizacao). Nos correios o agente era o Ze Passos mas tinham os colaboradores. Nao me lembro a ordem mas o dr. Silvestre (Menininho, apelido da epoca) e o Socrates do Pedro do Dodou ocuparam o cargo. Quase todos os filhos do Ze Passos ajudaram, de acordo com a epoca e as idades. Os mais novos somente o fizeram posteriormente ao final da decada.

Fazendo meia-parede com a agencia e com as portas voltadas para rua Sao Jose, funcionou a prefeitura (antes da construcao mais nova). Lembro-me de ver tres funcionarios da area administrativa. Eram eles: o tio-avo: Darcy Baptista Coelho; a tia Te (Terezinha Aguiar (tios-avos: Armando/Nazinha) e o seo Dimas.

No mesmo predio, fazendo meia-parede com a prefeitura, ficava a coletoria. Nela trabalhavam a tia Maria Helena (vovo Juca/vovo Davina); o Geraldo Pereira Pinto (marido da dona Bernardete Campos) e o Rubinho, casado com a Ilza do seo Octavio Coelho.

A casa seguinte era do seo Eliphas e d. Chiquinha. Com eles moravam os solteiros do primeiro casamento do seo Eliphas e com a d. Chiquinha. Tambem, como filho adotivo, o Robinho. Sobrinho da d. Chiquinha, mas nasceu com um problema de saude. Pensaram na epoca que ele nao fosse durar muito mas acabou chegando aos 36 anos de idade e deixou descendencia.

A seguir, vinha a casa que foi primeiro ocupada pelos tios: Longino/Lucia Coelho. Logo eles se mudaram para Guanhaes e deram o lugar para o seo Joao Lucio (Zeze Lucio/sa Ritinha). Na proxima casa moravam d. Heloisa e Geraldo (Lalado) e todos os filhos, inclusive o Joao que era filho do primeiro casamento da d. Heloisa com o Felix Aguiar.

A casa seguinte havia pertencido ao bisavo Joao Rodrigues e da segunda esposa: Melita. Nela moraram o seo Ze Simao, d. Regina e alguns netos. Com eles moravam outro Ze, o Bento, que era o mestre em fabricar rodas perfeitas para os nossos carros de direcao. Sem ele faltaria muita alegria aa criancada. Fabricava raias e papagaios tambem.

Vizinho deles eram o Geraldo (tios-bisavos Daniel/Nenen) e Ligia (tios-avos: Biloca/Sady). Quando eles se mudaram para Governador Valadares a tia Biloca passou a morar nela. Tia Biloca foi uma das primeiras a ter televisao na cidade e a varanda dela ficava repleta de pessoas para ver pela janela de vidro aquela imagem pouco nitida, preto e branca, mas que tanto hipnotizou as pessoas da epoca. (Esqueci-me de mencionar na versao anterior mas morava na casa da tia Biloca, alem dos filhos solteiros, o David, conhecido por todos pelo apelido de Quati. Ele era afro-brasileiro, nao sei a origem genetica dele mas foi criado como se fosse filho pela tia-avo. Foi um dos grandes companheiros de futebol que tivemos. Um craque em nosso meio).

No terreno seguinte foi construido o comercio para a Cooperativa dos Produtores Rurais de Virginopolis. O atendente da epoca era o Lucas (Luquinha).

Em seguida vinha a propriedade da d. Mariinha Leite, com tres moradias. Duas antigas ladeando uma moderna. Na primeira casa velha moravam as donas Mariinha e Culica. Na moderna, tia Maria Helena e Carlucio moraram por uns tempos. Depois ela serviu de escritorio para a Emater mas creio que ja foi nos setenta. A casa antiga, que ficava no final da rua Sao Jose estava abandonada. Foi demolida para a construcao da Central Telefonica local. No comeco eram apenas cinquenta telefones. O numero da casa de meus pais era o 57. A numeracao ia de 10 a 60.

A esquina da rua Sao Jose com a pe. Felix, que eh um dos angulos do triangulo central da cidade, tem uma casa que nao me recordo quem morou antes do sr. Salvio Rodrigues Coelho. Nao sei dizer a epoca que seu Salvio mudou-se para ela porque ele morava na chacara do pai dele, o Ze do tio Daniel. Tambem nao recordo se foi ainda durante a decada de 60 que a tia Virginia e os filhos se mudaram para esta mesma casa.

Seguindo o lado direito da rua pe. Felix, em direcao aa praca da matriz, tinhamos a casa da tia Nenen, entao, viuva do tio Daniel. Com ela moravam as solteiras: Geralda, Olga e Elsa. A “tia” Geralda era professora de catecismo. E eu ia aas aulas para comer o queijo americano que ofereciam, no antigo posto de puericultura. Sabe-se la hoje-em-dia o que eh isso!…

A proxima casa era a dos tios-avos Levy e Fina. A seguir, outra antiga, ao que me lembre, foi a segunda morada da tia Olga e familia. No ultimo lote, antes do beco que levava aas chacaras do David e do Jose dos tios Daniel/Nenen o prof. Celso, filho do seo Eliphas, construiu a casa dele, possivelmente, no final da decada.

Passando o beco, vinha a casa de dois pavimentos onde moravam o Zezito e d. Aracy, com toda a familia. A vizinha era uma casa que, no principio da decada fora ocupada por um juiz, procedente de Pecanha, cujo filho: Sergio, foi meu colega de grupo. No finalzinho da decada o Everardes, filho do Mario do tio Daniel, passou a ocupar a casa com a primeira esposa: Madalena, filha do seo Ze Simao.

Em seguida vinha uma construcao muito antiga e com um quintal enorme. Era usado como “casa das velhas”. Era o asilo na versao anos 1.960 e nela moravam as residentes: sa sinhana, “Maria-fura-bolo” e uma terceira idosa: Sebastianinha, com mais juizo. Ela tinha apenas uma perna mas ainda assim era capaz de capinar o quintal.

Em seguida vinha a residencia do Ioio e Naide do tio Tavico. Eles eram vizinhos tambem da Farmacia Boa Esperanca que o Ioio dividia propriedade com o seo Elifas.

Apos aa farmacia havia uma casa que nao tenho lembranca exata de moradores. Creio que fosse uma senhora de idade, tinha o respeito de todos e o nome que estourou em minha memoria eh Rosalia. Nao tenho certeza.

A casa anterior era o preambulo do conjunto geminado formado por uma casa menor, um comodo de comercio no meio e o solar que fora do bisavo Joao Rodrigues e Dindinha Olimpia. Na casa menor moravam os tios Ovidio/Gilda. O comercio era ocupado pela loja de tecidos do tio Anisio. O sobrado ja era morada para tia Edith mas a Dindinha Zulmira convalesceu ali os tres ultimos anos de vida dela. Ela faleceu em 1.963 e eu nunca presenciara um cortejo funebre com tamanha multidao. Eu o acompanhei do alto de um pe de jabuticabas do nosso quintal. Nao pudera ir porque cortara o pe, de lado-a-lado, pisando em um caco de vidro.

Quando o tio Ovidio se mudou para Governador Valadares, morou na casa menor um casal que me fugiu os nomes. Creio que o marido se chamava Jose Maria. Eram os pais dos meus colegas de bola: Geraldo (Dinho) e Leleco. As relacoes extraconjugais da esposa com o nosso primo Carlos Knipp foi o motivo da separacao. E desse relacionamento nasceram primo ou primos nossos que nao foram ainda computados em nossa Arvore Genealogica. O caso era tao aberto que nao causou propriamente um escandalo na sociedade.

Ja na parte superior da praca, adiante deste ultimo conjunto, ficava o Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio. No local onde hoje funciona o forum da comarca.

Agora, ao inves de subir em direcao aa igreja, vou seguir em direcao aa rua Felix Gomes. Como eu ja narrei o lado esquerdo, agora descreverei o direito. Passa-se toda a extensao da praca da matriz para chegar-se aa esquina seguinte. Nela tinhamos um casarao de dois pavimentos que fora construido pelo vovo Cista. Mas nos anos sessenta nao me lembro de moradores na casa que ficava no segundo pavimento. Lembro-me que o seo Antonio Macuco transferiu para la por um tempo mas nao sei dizer qual decada era. O primeiro piso era ocupado por comercio. Era a venda que passou nas maos dos tres irmaos: Dede (Ademar), Alonso e Aramis, filhos do sr. Jose Martinho. Os dois primeiros na decada de sessenta. O Jose Virgilio, filho dos tio Murillo Coelho eh sobrinho dos donos e foi um dos atendentes. Nao me recordo se Dante e Catito (dr. Demostenes) tiveram a mesma sorte.

Havia um quarto anexo aa venda que creio, nos sessenta, servia de deposito mas pode ter sido boteco tambem. Em tempos mais recentes foi a loja de consertos do Joao do Getulio mas nao me lembro se o proprio Getulio ja nao o utilizasse antes.

Encostado aa construcao anterior havia outro galpao pequeno que serviu de boteco para o seo Ze do Feliciano. Mas nao sei precisar a data, se ele iniciou ali antes do final dos anos sessenta. Ele tambem morou no andar de cima da construcao anterior mas creio que essa seja parte dos setenta, quando a Lenira foi minha colega. Um tempo depois o boteco virou o bar do tio Murillo Coelho.

Na sequencia vinha a casa do seo Ze Randolfo. Nao tenho lembrancas dele alem do fato de que o Angelo Figueiredo (Angelo da d. Geni) morava na casa por ser sobrinho. Falta-nos reconstituir parte da familia Figueiredo na regiao. Segundo informacoes que tive, ela descende da Carlota de Magalhaes Pacheco, filha dos tios-bisavos: Quiteria de Magalhaes Barbalho e Joaquim Pacheco Moreira. Porem, o livro da Ivania registra apenas que a Carlota se casou com o Jeronymo Jose de Figueiredo, de Divinolandia. Em julho estive com a Emidia (94), Vita (91), Xisto (80) e Diva (76), filhos do seo Joao de Souza Coelho e eles informaram que o casal era ancestral dos Figueiredo da regiao e a d. Genoveva, esposa do seo Joao e mae deles, era sobrinha.

No nosso caminho esta a casa do seo Antonio Lucio e o cartorio do Jaime da Cunha Menezes. Depois do assassinato do Jaime a Cirinha teve que assumir o negocio da familia.

Apos a propriedade do seo Antonio Lucio vinha o complexo da d. Lili. Era uma construcao em forma de L, apenas que, aos olhos de quem passasse pela rua, de cabeca para baixo. No vao do L havia um ajardinado com um repuxo. A perna do L era uma construcao independente. O corpo do L era a casa da propria dona, no segundo piso, e o bar no primeiro. O bar era ocupado por terceiros. Lembro-me que foi o primeiro ponto explorado pelo tio Murillo Coelho mas nao sei precisar as datas.

Adiante vinha o Cine Lili. Tinhamos cinema em Virginopolis naquela epoca e ate hoje tenho na mente as musicas que eram difundidas pelo mega-auto-falante. O disco devia ser um so, a decada inteira e alem. Os namorados e os pretendentes ficavam fazendo “footing” na pracinha a espera do horario da secao comecar. Dado a musica que anunciava o inicio, corria-se para a sala de exibicao. Dai so se ouvia os barulhos do filme e os latidos de algum cachorro. Em cinco minutos apos encerrada a secao todos ja haviam se dirigido para as casas. Entao, imperava o silencio da noite na cidade do interior. As exibicoes so aconteciam nos finais de semana. Periodicamente havia Matines para a meninada. (Matine eh de origem francesa e pode ser traduzido como manha (matin em frances) literalmente, ou secao da tarde (para nosso objetivo).

No predio do cinema existiam duas salinhas laterais aa entrada para a sala de exibicao. A da direita de quem estava entrando servia como ponto de venda dos ingressos. Ali tambem funcionou como grafica, onde era produzido o jornal: “A Peneira”. O proprietario da grafica era o Amilar da Cunha Menezes e o operador da impressora era o Bastiaozinho Galo. Na sala oposta o Domingao puxava os cabelos dos clientes. Era mais uma barbearia na cidade.

Os dois pavimentos da construcao do seo Moises Coelho Perpetuo ja funcionava no vizinho seguinte. No segundo piso ele residia, no primeiro era o comercio e numa extensao acompanhando a rua funcionava um posto de recebimento de queijo dos fazendeiros da regiao. Dizem que o “Ostramiro” ficou rico intermediando a vendagem desse queijo em BH.

A construcao seguinte que existia era o bar do Beijo. (Benjamin do Ti Xico/Maria). Haviam ali dois produtos que so existiam em Virginopolis. Eram o picole e o doce cremoso de leite que era fabricacao caseira. Dizia-se, entao, que se se fosse a Virginopolis e nao se chupasse o picole do Beijo, nao se tinha ido la. O atrativo para os mais velhos eram os sinucoes, unicos na praca.

Deve ser nessa epoca que se contruiu o predio para o Forum antigo, que era vizinho do bar. Depois deste vinha uma casa que nao me lembro de moradores. Para encerrar esse lado da rua, vinha o armazem. Este pertencia aa familia do vovo Cista. Quando o tio Ovidio se mudou para Valadares, vendeu-o para o seo Osvaldo Marcatti. Os eternos atendentes eram o Nico, o Luiz e o Parana. No ano passado o Glauco do tio Bernardino enviou-me fotos da comemoracao dos 90 anos do Nico que era filho adotivo da Sinha Gininha, a avo do Glauco.

Como nesse ponto dessa descricao ja chegamos aa Praca d. Augusta Campos, eh preciso retornar um pouco na rua, aa entrada da rua Sao Jose, onde comecei a descrever pela casa do Jaime da tia Biloca. Logo apos ao Jaime, ja na rua Felix Gomes e em frente ao bar do Beijo, vinha a casa do seo Titito (Francisco) que eh neto do Ti Quim Bento. Na sequencia vinha um meio lote vago que ja fazia parte da propriedade onde ficava a loja de tecidos e calcados do “tio” Antonio Coelho, filho do Ti Xico/Maria (irmao do Beijo).

O proximo vizinho eram os tios Otacilio/Zeze que, entao, tinha uma vendinha de comercio diversificado, particularmente, material escolar. A loja era anexa aa residencia dele e tia Zeze com as nove filhas e tres filhos.

A proxima porta dava entrada para a casa da Vita e da Cira, filhas dos seo Fernando/sa Luiza. Eu frequentava a casa nos finais de semana quando os tios Miguel/Lia chegavam com os meninos da fazenda e pernoitavam la.

Lembro-me, entao, de um lote vago antes das casas geminadas que abrigavam as filhas solteiras do Ti Xico: Maria e Lucinda e a casa do irmao delas: “tio” Antonio, o dono da loja, que habitava com a “tia” Laurinha e os filhos. Pelo menos no inicio da decada ninguem havia saido. Dai para frente, de moradia, somente a casa da sinha Gininha que ja ficava no Paqueta.

Assim, ja estamos no final da Praca d. Augusta Campos e seguindo em direcao aa saida para Divinolandia tinhamos o restaurante da cidade e a casa de pecas e posto de gasolina dos irmaos Cesar e Salvio Rodrigues Coelho.

Esta me faltando aa memoria se na saida para Divinolandia havia uma ou duas casas. Mas creio que seja a mesma. Nela moraram os tios Otto (Sinhou)/Iva com a familia. A mesma casa deve ter sido ocupada posteriormente pelo Joao Cancio (Ti Quim Bento/tia Cunuta).

Dando uma rapida tournee pela rua prof. Francisco Dias, porque ela era curta, tinhamos no lado de baixo as casas: do Fino; do Abelar/Salome (primeira esposa); do Mauricio/Euridice; do De (Euler)/d. Enoi; do seo Alipio Teixeira; do Zande/d. Leta e a rua terminava na casa do Binha (Nao tenho certeza se o nome dele eh Rubens Dias de Andrade). Dele para frente era estrada. Voltando pelo lado de cima da rua, a entrada era um pasto que os meninos dela aproveitaram para fazer um campinho de futebol. Na epoca eles tinham dois bons jogadores, os irmaos Rene e Romero do Binha. Essa area foi incorporada pelo UAI Campestre Clube ja na decada de 70. O capinho corresponde aa quadra do clube.

O proximo vizinho era o seo Antonio Sapateiro que tinha como filhos e ajudantes o Zinho e o Jacy. Depois vinha uma casa grande e geminada onde o Tinho (Ernesto Pereira do Amaral Filho, filho do tio Ernesto) vivia nos fundos, enquanto o seo Ary Dias e a Tinah moravam na porcao anterior. Moravam com eles os filhos, alguns simultaneamente enteados e sobrinhos da Tinah.

Ja na esquina que dava inicio aa rua da Gloria e abrindo-se para a Praca d. Augusta Campos moravam o Ze Passos e d. Das Dores. Ali eh que a algazarra se dava. So de meninos existiam mais de cinquenta nesse pequeno trecho da cidade.

Na rua da Gloria existia apenas uma unica casa do lado de baixo. Porem, no outro extremo dela. Seguindo o lado de cima vinha a casa do seo Minervino Nunes Leite e d. Zina. Creio que havia uma casa entre eles e a do dr. Rabelinho/d. Maria Aguiar (tios-avos: Armando/Nazinha). Porem nao sei dizer se havia morador nela.

Apos a casa do dr. Rabelinho vinha uma serie de casas que nao sei indicar com absoluta certeza a ordem dos moradores. Mas eram a Gloria (neta do Ti Xico); a “tia” Te (Terezinha Aguiar); uma casa que era alugada e onde moraram a tia Maria Helena e o Carlucio (tiveram dois enderecos na cidade antes de mudarem para Brasilia) e o seo Ze Campinho e d. Eliza. Numa das casas anteriores, nao me recordo se na que a Maria Helena ou a tia Te moraram, residiu tambem o seo Adalto Leite.

Entre essas casas haviam lotes vagos e a proxima construcao era a entrada do cemiterio. E de frente para ela, a unica casa do outro lado da rua. Nesta moravam a Rachel dos tios-avos: Darcy/Biluca, o Wilton e os filhos. Voltando ao lado de cima, logo apos aa entrada do cemiterio, vinha a casa mais ao alto, onde moravam a Darcilia, irma da Rachel, com o Amilar (Ostino/d. Lili) com a familia. Nessa mesma direcao ficava a casa paroquial antiga, que abrigava o conego Francisco, o irmao dele: Luiz (vulgo chapeu mas que arrancava o canivete para qualquer que o chamasse pelo apelido) e a mae de ambos. Ai ja estamos no alto da praca da matriz. E diziam que o Chapeu e o conego Francisco, as vezes, se pegavam na briga a ponto de rolarem no chao. Nunca fui testemunha de tal suposicao.

Para o bom funcionamento dos servicos na paroquia, o padre tinha a assistencia do sr. Efigenio Batista; Joao, o sinaleiro e o Juquinha do ti Caco (que depois tornou-se o pe. Juca). Penso que antes de o pe. Bernardo assumir a paroquia, o Miguel do Fino ja ajudava tambem. Alem disso haviam muitas senhoras que colaboravam e existia inclusive um coral bem afinado que incluia as vozes de varios senhores ja maduros como o tio So Li, Abelar de Almeida, penso que os Barreto e outros.

Na praca, ladeando os contornos laterais da Matriz, tinhamos tres casas. Nao me lembro quem morava na primeira. A do meio era habitada pelo Lincoln Lucio/Margarida e filhos pequenos. A ultima era a moradia da d. Cira Lucio/Jaime, tambem com os filhos pequenos.

Para finalizar o centro da cidade, somente nos resta a lateral oposta da praca da Matriz. Comecando do fundo do beco tinha-se a casa da d. Franca. Logo vinha a dos tios Oswaldo/Lourdes Campos, seguida da do Pedro de sa Marta/sa Virginia e, por ultimo e na beira da ladeira a, imponente na epoca, casa do dr. Helio/d. Cremilda.

Enfim, os anos dos sessenta do seculo XX foram anos de divisao de aguas em que se substituiu o mundo antigo pelo tecnologico no Brasil. Claro, o atraso continuou mas a decada demarca o inicio de alguma mudanca.

Alguns fatos foram marcantes em Virginopolis e no mundo. Foi um tempo em que as paixoes foram vividas com maior intensidade. Dessa epoca trago a marca do bicampeonato de futebol do Brasil no Chile. Ele aconteceu em 1962 e a unica coisa que me lembro foi o papai ter-se permitido ao luxo de soltar dois foguetes no quintal de nossa casa.

No ano seguinte a Dindinha Zulmira faleceu. E as tragedias envolvendo pessoas da intimidade daquele nosso centro quase me desviaram o juizo. Primeiramente veio o assassinato do Jaime da Cunha Menezes e logo em seguida do Lulu, filho do seo Jose Soares. Um surto esquizofrenico levou a sa Virginia a matar o proprio marido: Pedro da sa Marta, enquanto ele dormia. Creio que ainda estavamos na decada quanto tanto a Salome do Abelar quanto a Madalena do Everardes faleceram nos partos. No fim da decada, em 1969, perdemos o vovo Cista. (Que completaria 120 anos neste 20 de abril se estivesse vivo).

O falecimento dos avos era o esperado para a epoca ja que a media de vida das pessoas nao ultrapassava os 70 anos. Contudo eu ainda nao tinha maturidade alguma para compreender isso. Estavamos na fase do tempo em que a geracao dos avos iria ser gradativamente substituida. A geracao de nossos pais estava assumindo as responsabilidades de chefes de familias numerosas e os netos mais velhos ja tinham comecado a dar bisnetos aos avos.

A decada ja havia sido balancada pelos assassinatos dos Kennedy aqui nos Estados Unidos. E a morte do dois teve mais repercussao no Brasil que a do reverendo Martin Luther King. E o mais provavel eh que assim aconteceu por os Kennedy serem catolicos como era a absoluta maioria do povo brasileiro. Ca, o reverendo foi a unica pessoa do seculo que ganhou como homenagem um dia de feriado dedicado a ele.

Encerrando a decada os americanos pisaram a lua pela primeira vez na Historia. No dia estava sendo anunciado na tv que passariam ao vivo. Demoraram tanto que eu desisti de esperar e fui dormir. Acordei com uma exclamacao do tio Murillo Coelho na sala com papai e os meus irmaos assistindo ao fato. Lembro-me de ter virado para o lado pensando: “amanha tem reprise e eu vou ver do mesmo jeito!…”

E para a total alegria do povo, o Brasil consagrou-se tricampeao na copa mundial de futebol em 1.970 no Mexico. Embora a copa tenha sido ganha nos setenta, as “feras do Saldanha” forma preparadas na vespera. Isso marcou o inicio das transmissoes do sinal de televisao ao vivo e a cores no Brasil.

Virginopolis ja comecara a receber o sinal de televisao desde a metade da decada. O canal era unico, a Itacolomi, canal 4 de Belo Horizonte que era afiliada da Rede Tupi. As primeiras novelas de que me lembro foram: “O Direito de nascer” “Xeique de Agadir” e “Antonio Maria” (d’Alencastro Figueiroa). Nessa ocasiao a Zenolia do tio Onesimo tentou ser a guardia da moralidade comunitaria espalhando que as novelas eram improprias porque os atores se beijavam na boca. Tia Biloca, com toda aquela sabedoria e paciencia, refutou tal intimidacao afimando que nao via mal algum naquilo. O Valtir do Ze Passos chegou a ser exibido no show dos sabados aa tarde, sob o codinome de: Tony Passos. Se todos tivessem televisao como atualmente, provavelmente a cidade pararia para ver o conterraneo.

Bem, a reconstituicao que fiz nao eh justa porque Virginopolis nao era somente o centro. Porem, eh dele que eu tenho memoria mais nitida. Tambem, se eu fosse reconstituir as outras partes eu faria um capitulo que nao acabaria mais alem de cometer mais injusticas contra os moradores dos quais nao me recordo. A ideia que eu queria passar aqui era o quanto a cidade era habitada por familiares nossos. Somente uns dez por cento ou menos dos moradores do centro nao eram da familia. Nas outras areas tinhamos uma proporcao menor de parentes morando mas em toda a extensao das ruas tinhamos primos, tios etc residindo em meio aa populacao geral. Acredito que hoje-em-dia, embora a populacao seja mais mista, nos temos um relacionamento mais democratizado com os que nao sao da familia porque praticamente todas as familias da epoca tem descendentes casados na familia.

Mesmo que alguem venha a considerar essa reconstituicao tendenciosa agora, por ser centrada em uma das familias de Virginopolis, espero que no futuro ela se torne do interesse de um numero cada vez maior de pessoas, a cada geracao que passar. Isso se revela assim porque a cada geracao havera um numero maior de descendentes das pessoas que foram lembradas aqui e, certamente, acabarao se tornando ascendentes de milhares e milhoes de pessoas, quica, de toda Virginopolis do futuro tambem.

Ideal seria que qualquer que nao se sinta satisfeito com essa reconstituicao faca a sua propria versao para que somemos forca. Eu nao sou perfeito e a minha memoria eh muito falha. Para completar, bom seria que todos ajudassem a preencher os espacos vagos na Arvore Genealogica postada no http://www.geneaminas.com.br. Acrescentando-se os dados dos parentes dos parentes, talvez a gente consiga fazer justica a todos os que ainda nao entraram.

13. EPILOGO

Eu gostaria de encerrar essa minha carta aos familiares do presente e do futuro relembrando a relatividade do tempo e a velocidade da sucessao de geracoes, alem de outros pontos de conclusao.

Em 1.979 a Ivania publicou o livro: ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO. Naquele tempo eu era pouco mais que um menino, tinha acabado de completar 21 anos. Devido ao grande numero de filhos que os casais tinham antigamente as geracoes se encontravam muito frequentemente. Por exemplo, a Dindinha Zulmira e o vovo Cista comecaram a ter netos em 1.933 com o nascimento da Vandinha da tia Odette. Em 1.938 nascia a Marlene, filha da tia Maria Marcolina, filha dos avos Juca/Davina.

Eu nasci em 1.958, respectivamente, 25 e 20 anos mais novo que Vandinha e Marlene. Sou mais ou menos um dos netos do meio da safra total porque o Trajano do Ozanan eh exatos 20 anos mais novo que eu (jul/78) e o Lucas do Cirano (filho mais novo do vovo Juca) quase 30 (jul/87). Nao me esquecendo que o Eduardo (segundo mais novo do vovo Juca) teve um temporao agora na estrada dos 2.000. (Nao tenho os dados do evento ainda).

O certo eh que os bisnetos comecaram a nascer justamente nos anos 1.950. A Tania, primeira bisneta dos avos Cista/Zulmira, eh quatro anos mais velha que eu e o Humbertinho, primeiro bisneto dos avos Davina/Juca, eh seis meses mais novo. Alguns vao com mais pressa e outros mais devagar mas acaba todo mundo chegando ao mesmo lugar.

Voltando a 1.979, o Gladison, ou Coquinha, o quinto do casal Marlene/Humberto, cinco anos mais novo que eu, era um adolescente de 16 anos. Pois ele comecou a ter filhos em 1.987, sete anos antes do meu primeiro nascer. Mas o fato que eu desejava recordar eh que eu estava andando pelo Mall da cidade de Natick e encontrei a Marlene, o neto (filho do Coquinha) ja com a esposa e a proxima geracao recem-nascida. Ai eu pensei: por tabela ja sou bisavo. Infelizmente nao coletei os dados mas o rebento eh de 2.009. Antes que eu me esqueca, a Maria da Conceicao da tia Odette tornou-se bisavo desde 1.997 com o nascimento do Pedro Henrique da Michele que, por sua vez, eh filha da Tania.

O que tambem de interessante na velocidade da sucessao de geracoes eh quando as pessoas tem oportunidade de ficar em contato com as pessoas mais velhas da familia, quando novas, e das novas, quando de idade. O tio Joao Coelho faleceu agora em dez/2.009 e, sendo irmao do vovo Juca, era tio-tetravo do bisneto da Marlene. Caso o tio Joao tivesse vivido mais 10 anos ate atingir os 104 e convivido com a crianca, poderia ter-lhe passado experiencias de convivencia do pentavo dela: o “padrinho” Ze Coelho. O tio Joao era o ultimo filho vivo do bisavo Ze Coelho.

Assim, como nem sempre temos vida longa o suficiente para estes contatos, melhor eh que escrevamos as nossas Historias. Essa eh a unica forma de nao sermos apagados das memorias, ate mesmo das nossas descendencias. Eh a oportunidade de passarmos as nossas experiencias e deixarmos os nossos conselhos para que as futuras geracoes nao incorram nos mesmos erros que nos e que copiem as nossas boas praticas.

Talvez eu va ter a oportunidade de falar a essa crianca a respeito das lembrancas que tenho do tetravo dela, o vovo Juca, do qual tenho muita recordacao por ter convivido por mais de vinte ano com ele. Eu fui “da cozinha” da casa do vovo, desde quando nasci ate os dias em que ele faleceu. Continuo agora “da cozinha” da tia Merces que ira completar 90 anos no 23 de setembro de 2.010. Contudo, deixando por escrito o mesmo que eu falaria para a crianca, poderei passar informacoes para essa e todas as geracoes que seguirao, independentemente do tempo que isso levar.

Mas deixando de lado as divagacoes, nao era sem frequencia que aconteciam os encontros de geracoes. A Marlene da tia Maria Marcolina e o Humberto dos tios-avos Ceci/Marcial sao exemplos. Ela eh bisneta dos avos Ze Coelho/Maria Marcolina – sa Quinha. O Humberto, pelo lado da tia Ceci, eh neto. Dai os filhos serem bisnetos e trinetos do mesmo casal, simultaneamente.

Isso ja havia acontecido conosco la na casa de meus pais porque o papai eh bisneto do trisavo Joao Baptista Coelho Jr, que eh irmao do Ze Coelho. O Ze Coelho eh avo da mamae, assim, nos somos, simultaneamente, trinetos e tetranetos do casal: Joao Baptista Coelho/Maria Honoria Nunes Coelho, os pais do Joao Jr e do Ze Coelho.

Encontro de geracoes mais proximas sao os casos da tia Odila, neta do Joao Rodrigues Coelho, com o tio Eurico, sobrinho do mesmo Joao Rodrigues e primo em primeiro grau da Dindinha Zulmira, a mae da tia Odila. O tio Eurico eh filho da tia-bisavo Maria Carmelita, irma do Joao Rodrigues, alem de ser do tio Simao, irmao da Dindinha Olimpia e mae da Dindinha Zulmira. Coisa semelhante aconteceu com o Ze do Cantidio filho da tia-avo Elgita que se casou com a Alaide do tio Benjamim. A tia Elgita eh filha do bisavo Joao Rodrigues, irmao do tio Benjamin, portanto, prima em primeiro grau da Alaide. Vou ate parar por aqui para nao dar noh no tico e no teco.

Mas nao se imagine que isso seja coisa do passado. O Trajano do Ozanan saiu de Virginopolis para casar-se com a Ursula em Brasilia. Ela eh filha da Silvia, filha da Naide, que eh filha do tio Tavico, que eh irmao da Dindinha Zulmira, a mae do Ozanan.

Que ninguem se espante com essas coisas. Como eu ja mencionei, nos estamos entrando na geracao dos tetranetos de nossos avos sendo que a safra de bisnetos ainda nao terminou. Como a familia eh mais complexa que a recordada numa Arvore Genealogica da descendencia de apenas um casal, esses encontros tambem acontecem em relacao a outros casais. Pela quantidade de pessoas que compoem a familia, contando-se com os parentes dos parentes, esses reencontros tornar-se-ao cada vez mais frequentes, embora, com menor probabilidade de causar danos aa saude da descendencia, por causa dos casamentos extrafamiliares tambem estarem sendo cada vez mais frequentes. Contudo, a melhor solucao eh mesmo manter uma Arvore Genealogica cada vez mais completa para, ja que o inevitavel acontecera, se atue na area preventiva da saude de nossa descendencia.

A necessidade de anotar-se as genealogias dos parentes dos parentes se mostra em todos os casos em geral mas tambem nos particulares. Um exemplo pratico eh a familia do sr. Jose Pedro (Ze do Pedro). So me lembro do apelido mas ele eh conhecido em Virginopolis pela boa cachaca que produzia na comunidade do Corrego do Samora. Por a familia ser Figueiredo, eles ja tem uma grande chance de serem incluidos como descendentes da Carlota Magalhaes Pacheco (tios-bisavos: Quiteria/Joaquim Pacheco)/Jeronymo Jose Figueiredo. Mas o Ze Pedro tem varios filhos, sendo que a Ana casou-se com o Mauricio (d. Dalva/Joaozinho Lacerda); a Adriana como o Laercio – Lecinho (Justino do tio Anisio/Socorro do De); a Cleidiana com o Andre (Cilico dos tios Marcial/Ceci/d. Lourdinha Lucio) e a Miriam com o Newton (Osvaldo Coelho Perpetuo/Socorro Soares). Dos filhos que eu sei que ja casaram, somente a Leila casou-se fora da familia Coelho, por ter casado com o Denis, filho do seo Efigenio Henrique. Porem, o Denis eh irmao da Terezinha que casou-se com o Ilo (d. Heloisa (dos tios Marcial/Ceci)/Geraldo – Lalado).

De antemao, podemos afirmar que: Laura e Livia, filhas do Lecinho; Felipe e Bruna, filhos do Andre – Tideco; Erick e Mariana, do Newtinho; Lissa Carolina, do Ilo e mais os do Mauricio que ainda nao tenho os nomes, sao Coelho comprovados. Fica obvio ser do interesse particular dessa geracao ter uma Arvore que inclua todos os parentes, pelo menos os mais proximos. Contudo, sera tao obvio quanto isso que futuras geracoes terao interesse em saber o maior numero de ancestrais possiveis e a descendencia dos que ainda nao sao, ou nao sabemos se sao ou nao Coelho, ira casar-se com a descendencia de nos que ja somos. Por isso, a anotacao dos parentes dos parentes eh do interesse de nossa descendencia, mesmo que a tenhamos pequena por enquanto, entao, por conseguinte, eh interesse nosso tambem.

Extensivamente, podemos afirmar que eh do nosso interesse, ja de imediato, conhecer e completar a nossa propria Arvore Genealogica. Nao precisamos nem mencionar que cidades como Guanhaes, Virginopolis, Governador Valadares, Belo Horizonte e Brasilia estao tomadas de Coelho porque cada um de nos deve lembrar-se de parentes proximos que residem nelas. Mas eu particularmente gostaria que os primos em outras cidades levantassem os dados e puzessem as pecas na Arvore Frondosa. Algumas cidades em particular nos ja temos anotacoes das raizes que nos facilitariam conectar uns com os outros. Vejamos entao:

1. Divinolandia de Minas. Apenas suponho que a descendencia dos tios-trisavos: Lucinda de Magalhaes Barbalho/Manoel Geraldo Fernandes Madeira esteja por la. Ja a descendencia dos trisavos: Joaquim Coeho de Andrade – o Joaquim Honorio/Joaquina Umbelina da Fonseca, pais da Dindinha Ercila, multiplicou-se a partir da comunidade do Corrego do Honorio por la. Entra tambem a descendencia da tia Biquita, que so conhecemos pelo apelido mas que foi a esposa do, por demais conhecido, seo Eloi Perpetuo. (A tia Biquita era irma da Titi, nossa trisavo junto com o Joao Baptista Coelho Jr).

Outro casal de importancia na formacao da familia em Divinolandia eh a Sebastiana, filha dos tios-bisavos: Jose Coelho Sobrinho – seo Juca/Maria Marcolina – Culina, com o sr. Heitor de Aquino. Os ja citados Carlota Pacheco/Jeronymo Figueiredo fazem parte. Tambem os tios-bisavos: Pedro de M. B./Antonia Honoria Coelho deram sua contribuicao atraves da filha Maria Marcolina. Outros casais como: Efigenia – Gininha/Gabriel Soares – seo Gabi tambem contribuiram. Estes sao os que ainda nao temos anotacoes da descendencia em nossa Arvore.

2. Gonzaga e Santa Efigenia. Basicamente as populacoes dessas duas cidades tem dois vinculos conosco. Elas descendem dos tios-bisavos: Emygdia Honoria Coelho/Amaro de Souza Silva e Jose Coelho Sobrino – seo Juca/Maria Marcolina do Amaral – Culina. Em Santa Efigenia eu encontrei as descendencia dos Joao Perpetuo/Lia Soares; Zilda Coelho Perpetuo/Paulo Almeida; Ze Miguel/d. Teresa (ambos Coelho da tia Emygdia); Eliezer Nunes Coelho/Dica; Alzira Coelho Perpetuo/Anisio Martins da Silva e apenas noticias de outros. Parece-me que la os sobrenomes mais comuns sao Almeida, Lino e Pinto. E a descendencia dos nossos parentes esta entremeada nestas familias.

Em Gonzaga, o Coelho e o Souza se juntaram para formar uma familia numerosa. Eu ainda nao consegui configurar direito o espaco que a familia ocupa por la porque os dados que me foram remetidos contem apenas o primeiro nome da maioria das pessoas. Nao ha indicacao de onde nasceram nem as datas. A gente so pode imaginar que muitos ainda residam por la. Mas tambem eh certo que as ultimas geracoes tem se espalhado pelo mundo.

Tambem constatei que alguns dos filhos dos tios-bisavos citados acima ajudaram a povoar Divinolandia. Esse eh o caso do Cesario, Emidio e parte da descendencia de outros.

3. Sardoa. So encontrei informacoes de que existe descendencia dos tios Emygdia/Amaro na zona rural da cidade. Ha por la a descendencia de outro Juca Coelho mas nao sei dizer se ha vinculo conosco.

4. Coroaci. Temos la a descendencia dos tios-bisavos: Joao Batista Coelho Neto/Lucinda Xavier Andrade. Ha tambem a possibilidade de ainda residir por la alguns descendentes dos tios-bisavos: Ambrosina de Magalhaes Barbalho – tia Sinhah/Miguel Nunes Coelho. As proprias pessoas de la podem nao se lembrar destes, porem, devem conhecer quem eh parente do bispo d. Manoel Nunes Coelho, que era filho do casal.

5. Conceicao do Mato Dentro. So existe a indicacao da possibilidade de nosso tio-trisavo: Jose Coelho da Rocha Neto ter permanecido por la. Ele teve duas esposas: Candida Jovina Pereira e Maria de Deus Villa Real. Infelizmente nos falta os dados mais precisos da descendencia.

6. Dom Joaquim. Sabemos que o ancestral Euzebio Nunes Coelho mudou-se desta cidade para Guanhaes. Tambem que o pai dele chamava-se Manuel Nunes Coelho. Eh possivel que tenha tido irmaos que tenham permanecido por la.

7. Serro. Os nossos vinculos com o Serro sao tambem vinculos de ascendencia. Foi la que o nosso ancestral: Antonio Borges Monteiro fixou residencia e de la a familia se multiplicou. Contudo, foi la que ele encontrou os sogros: Joao de Souza Azevedo e Doroteia (Norotea) Barbosa Fiuza. Como os sogros devem ter nascido por volta de 1.725 e tiveram mais filhos, alem da nossa ancestral: Maria de Souza Fiuza, eh bem provavel que tenhamos vinculos com toda a regiao por este caminho. A familia do tio-bisavo: Antonio Rodrigues Coelho Jr. foi formada no Serro mas nao sei dizer se ficou descendencia por la. A familia da esposa dele: Rita Ferreira Salles (Peixao) deve ser melhor representativa.

8. Sabinopolis. Sabinopolis deve ser um antro de familiares nossos, nao necessariamente Coelho. Os nossos pentavos: Antonio Borges Monteiro Jr, o Borginha e Maria Magdalena de Santana deixaram apenas oito filhos por la mas entre nos e eles existem mais de 150 anos de distancia. A filha deles, Maria Francelina Borges Monteiro casou-se por la com o nosso tetravo: Daniel Pereira do Amaral. E como a Ivania fala no livro dela: “Eles tiveram diversos filhos mas somente de 3 tenho informacoes.” Um desses tres eh a trisavo: Maria Marcolina Borges do Amaral, a esposa do Antonio Rodrigues Coelho. Se os outros tiveram descendencia do tamanho que ela tem, precisaremos de mais de uma Sabinopolis para comportar tanta gente.

9. Itambe. Apenas para informacao que interessara a pessoas da nossa familia. Informaram-me que a familia Coelho Lacerda eh oriunda de Itambe. Essa familia esta entremeada na nossa e eh representada pelo seo Jose Coelho Lacerda (Yeyeh)/Maria de Lourdes de Souza Coelho; Maria Salome Coelho Lacerda – sa Lica/Cesario de Souza Coelho e tambem o seo Joaozinho Lacerda/Dalva Soares. Ha outros mas agora eu nao sei especificar como se ligam aa familia. Pode ser que eles sejam provenientes de algum dos outros ramos Coelho que ja compoe a nossa heranca genetica e eh possivel que em Itambe tenha ficado remanescentes Coelho Lacerda, e todos tenham vinculos com essa parte de nossa familia.

10. Outras cidades. Nos apenas ouvimos dizer que temos vinculos familiares com as populacoes de cidades como Sao Joao Evangelista, Pecanha, Santa Maria do Suacui. Com os dados que ja temos em maos isso nao se mostra visivel. Temos dados que mostram familiares que se casaram com pessoas nascidas nessas cidades mas nao uma linha divisoria como: nosso ancestral tal teve certo filho que eh nosso ancestral e outro que ajudou a povoar as outras cidades. O nao termos a informacao nao impede que tenha acontecido mas esperamos que, aa medida que a Arvore for crescendo, isso seja comprovado. Um exemplo de familiar nosso casado com pessoa de Pecanha eh o ex-deputado: Rafael Caio Nunes Coelho. Nosso problema tambem eh nao termos dados completos de todos os nossos ancestrais.

Em minhas pesquisas, acabei encontrando dados a respeito do conego Lafayette da Costa Coelho. Ele nasceu em 1.886 no Serro e faleceu em Santa Maria do Suacui em 1.961. Esta em processo de canonizacao. Entrei em contato com o pe. Ismar, que eh um dos defensores da causa, autor de livro a respeito da vida do conego. Ele gentilmente mandou-me alguns dados genealogicos do conego que eh Costa Coelho ate onde foi possivel verificar, duas ou tres geracoes anteriores a ele. Nao pude descobrir vinculo conosco mas ha que se duvidar de que nao tenha. Os devotos do catolicismo que acaso visitarem Santa Maria do Suacui podem visitar o tumulo do beatificado e conhecer melhor a obra dele, ou comprarem o livro que deve ser oferecido via Internet. Santa Maria do Suacui pertence aa Diocese de Guanhaes. Eh so acessar o sitio: Diocese de Guanhaes.

11. Cidades como Congonhas e Mariana contribuiram para a formacao da nossa genetica. Da primeira nos temos uma: Ana Maria de Jesus na familia que se casou com o Malaquias Pereira do Amaral e sao pais do tetravo: Daniel Pereira do Amaral. Eh possivel que irmaos da avo Ana Maria tenham deixado ascendencia que ate agora habite em Congonhas.

Mariana contribuiu com a avo Genoveva (Vita) de Magalhaes. Como nao temos dado algum da familia dela nos podemos muito bem ser aparentados de toda Mariana, Ouro Preto e adjacencias, sem o sabermos. Ela se casou com o, entao, futuro padre: Policarpo Barbalho.

12. Ceara ou Rio Grande do Norte. O que sabemos do Policarpo Barbalho eh que procede de um desses dois estados. Como ele foi jovem para Minas, e nunca mais voltou, eh provavel que tenhamos uma cidade irma, repleta de parentes que nao conhecemos. E como o nordestino tem mais experiencia migratoria que nos, pode ser que nos tenhamos muito mais parentes relativamente proximos do que jamais imaginamos em todo o Brasil. Alias, pode ser nao. Eh.

13. Itabira. Nos sabemos que os trisavos: Joaquim Coelho de Andrade e Joaquina Umbelina da Fonseca procedem de la. Mas ai termina o nosso conhecimento, por enquanto. Embora ha na familia a lenda de que a Dindinha Ercila seja prima do poeta Carlos Drummond de Andrade. Quando encontrarmos o vinculo, seremos.

14. Nao temos informacao alguma de imigracao chinesa no Brasil antes dos tempos atuais. No entanto, Portugal fez contato maritimo com India, China e Japao. Da India eu ja encontrei informacoes que ficou la o sobrenome Fonseka (versao do Fonseca em portugues). A familia Fonseca originou-se de um ramo da descendencia do ancestral Egas Moniz, o Aio. O nosso Coelho descende dos Fonseca desde o inicio quando adotaram o sobrenome.

Macau foi uma colonia portuguesa na China. Se houve a imigracao de uma unica pessoa chinesa para o Brasil, por volta dos anos 1.500s e essa pessoa tiver deixado descendencia fertil, eh provavel que a grande maioria dos brasileiros tenha um vinculo rescente com a populacao chinesa e nos estaremos conectados com toda a populacao chinesa, por meio dos ancestrais daquela pessoa. Eles trazem milhares de anos de linhagens chinesas. O oposto eh tambem verdadeiro em relacao aos portugueses que tiverem deixado descendencia nos paises do Oriente. Isso nao eh magica, eh a pura verdade.

Por falar em possibilidades, tive noticias de que a familia Barbalho possa ter tido origem no Oriente e veio para o Brasil sob a alcunha de “Barb All”. Eh facil imaginar que depois o nome evoluiu para a forma atual. Segundo me contaram, essa informacao foi colocada em um livro de autoria de um juiz mineiro, cujo sobrenome tambem eh Coelho. Infelizmente eu perdi os dados e nao tenho mais nem o nome do livro nem do autor que, parece-me, faleceu em um acidente recentemente.

Nao sei se no livro o tal juiz estava passando uma informacao concreta ou levantando alguma hipotese. Em se tratando de hipotese eu tenho uma segunda. Eh que em Portugal existe a familia cujo sobrenome eh Barba. Dai, baseado no espirito humoristico e na tradicao da origem de alguns sobrenomes podemos tambem supor que houve a combinacao das palavras Barba e alho. O fato eh que, quando adolescente, a minha barba lembrava bem as raizes do alho. Era pouca, grossa e contorcida. Como devemos ter ascendencia indigena em nosso lado Barbalho, eh facil imaginar que os primeiros Barbalho tivessem essa configuracao na barba, dai o sobrenome ter permanecido. Mas tudo nao passa de hipotese por enquanto. Eh que em minhas pesquisas ate o momento nao encontrei Barbalho antigo em nenhum outro local do mundo senao no Brasil.

15. Rio de Janeiro. Um dos filhos do Antonio Borges Monteiro: o tio-pentavo: Isidro Borges Monteiro mudou-se para o Rio de Janeiro, isso, por volta dos 1.800s. Parte da descendencia do tio-bisavo: Antonio Rodrigues Coelho Jr tambem radicou-se por la. Estes sao os que temos noticias. Somando um pingadinho aqui e outro acola, o Rio tambem tem um pouco do nosso sangue, que esperamos nao estar sendo inultimente derramado.

Em resumo, genealogia eh isso ai. Se as pessoas tivessem prestado mais atencao aa genealogia no passado, eh possivel que tambem tivessem decifrado a estrutura do DNA muito mais cedo que foi (1.953). O DNA eh isso ai, uma linha reta de dois fios com ligacoes que se assemelham a uma escada de cordas. Depois a escada vai sendo enovelada e, pelo contato, novas ligacoes vao se formando ate o novelo parecer uma peca unica e aparentemente impossivel, para o leigo, desenovelar. Assim como os geneticistas podem agora desenrolar o novelo, o geneologo pode decifrar a formacao dos componentes da familia. Mas, no fundo, no fundo, o novelo que representa a especie humana e tao bem feito que as diferencas nao passam de aparencias e nunca uma realidade.

14. POST SCRIPTUM

Eu havia elaborado esta parte como um anexo para o capitulo de reconstituicao dos anos 1.960s mas somente agora lembrei-me de que o havia planejado antes.

Como parte dos anos 60, eu gostaria de lembrar da minha turma dos primeiros anos do primeiro grau. Ela serve como exemplo da quantidade de possoas da familia que compunham a populacao geral. Eu nao posso afirmar que a proporcao de familiares em minha turma refletisse a proporcao da familia em relacao aa populacao geral da cidade. A minha falta desse conhecimento eh um reflexo de aa epoca o numero de criancas ser tamanho que criara-se uma nova unidade escolar que foi o Grupo Escolar Professor Francisco Dias. E a CNEC tambem comecou uma terceira unidade que era chamada de Escolinha. Assim, os meus numeros refletem apenas a turma do Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio.

Tambem nao sei informar se haviam ou onde ficavam as escolas rurais. Naquela epoca, grande parte das criancas que morava na area rural tinha que conduzir-se a pe para estudar. Era comum ter-se de andar mais de uma legua. Nao havia transporte escolar de forma alguma. A educacao nao era prioridade para muitos pais. Alguns nao faziam o menor esforco para que os filhos estudassem. Virginopolis ainda era uma especie de oasis nesse sentido. O Brasil como um todo tinha um indice de analfabetismo girando em torno dos 70%.

A nossa geracao pagou-o-pato pela incompetencia das administracoes anteriores. A educacao foi universalizada, o que era bom, porem, sem medidas preparatorias para isso, o que foi pessimo. Assim, o normal era existirem classes como a nossa, com uma unica professora e 35 alunos. Para tentar controlar tamanha inconsistencia as professoras tinham que ser severas.

Lembro-me de algumas delas como: Elzira, Neuza e Neide (filhas do seo Gabriel/Ina) e salvo engano meu, a d. Ina, meio-irma das outras. Penso que a d. Celeste Campos tambem foi professora. Tinha algumas que tinham verdadeira fama de bravas como por exemplo: Sebastiana e Solange (seo Elifas/Sebastiana). Ate a Ana Coelho (tios: Fina/Levy) entrava nesse time. Nao sei dizer ao certo de Didica e Ilca Perpetuo jogavam nesse time. Mas a d. Terezinha Baracho era meia-esquerda dele. Lembro-me da d. Socorro, esposa do Daniel Pereira Pinto, que diziam ser uma fera. O problema eh que eu posso estar misturando professores de unidades escolares diferentes. Acredito que o time antigo do Nossa Senhora do Patrocinio tenha sido dividido para formar o do Francisco Dias. Eu nao fui aluno dessas professoras. E como as aulas eram divididas em dois turnos nem sequer via algumas delas dentro da escola.

Acredito que tenha tido tres diretoras em minha epoca. Quando comecei, fugiu-me o nome, a esposa do Ze Folhao estava saindo. Depois veio a d. Maria Aguiar (tios-avos: Armando/Nazinha). Por fim veio a d. Bernardete Campos.

Na biblioteca eramos assistidos pela Maria Helena (d. Helena/seo Chiquinho Campos que tambem sao os pais de d. Celeste e d. Bernardete). D. Nize era a professora de artes. O eterno sinaleiro e eximio apontador de lapis usando um canivete era o seo Orlando. As cozinheiras eram a Dezica e as “tias” Eponina e Ana (nao eram nossas tias de fato, eram uns doces de pessoas e junto com a “tia” Luiza formavam o que se acostumara a dizer: “as meninas do seo Ze Lino”. Meninas de cabecas alvas).

Nao esqueci. Apenas deixei por ultimo. A Marli do seo Quincas e d. Dos Reis foi a unica professora que tive durante os quatro primeiros anos. Foi uma experiencia nos tendo como cobaias. A experiencia nao foi adiante, portanto, deve ter sido falha. Parece que desejavam saber se o fato de mudar-se a professora em cada ano refletia negativamente no aprendizado dos alunos. Esperava-se que a intimidade conquistada durante os anos pudesse melhorar o desenpenho academico das criancas. Com a Marli, nos os meninos nos distraiamos muito porque ela era marinheira de primeira viagem, era nova e tinha otima aparencia. Todos gostavamos dela em mais de um sentido.

No primeiro ano estudamos no turno da tarde que ia do meio-dia ate quatro horas. Sempre estudamos nas salas da porcao superior do grupo escolar. A nossa primeira sala de aula tinha a janela e a porta voltadas para o sobrado que fora do bisavo Joao Rodrigues e, entao, era a casa da tia Edith. De dentro a minha mente acompanhava tanto a aula que a professora se propunha quanto os voos das andorinhas que se alojavam naquelas construcoes de madeira e adobe. O corpo perdia a nocao de onde se encontrava.

Aa medida que mudamos de ano, a partir do segundo, passamos para o turno da manha, e mudavamos tambem de sala. A cada ano aproximavamos mais da sala da diretoria. Talvez fosse para causar algum efeito psicologico. Mas eramos todos de bom comportamento. Talvez dispersos, talvez inconscientes de nossa algazarra, porem, sem nenhuma maldade.

Nos patios havia a separacao no horario do recreio. Meninos ficavam no de cima, entre a diretoria e a visao da igreja matriz. Meninas na parte de baixo, perto da Cantina e com visao do jardim lateral da casa da tia Edith.

Entramos para a escola no inicio de 1.966. Alguns de nos, como eu, ja estavamos com quase oito anos de idade. Era o castigo por ter nascido em julho. Parece que somente os que completassem sete anos ate maio poderiam entrar com pouco menos de sete anos. Por trinta e poucos dias acabei caindo naquela turma. Mas nao imagino o que seria de mim se fosse diferente!

Como as criancas eram concebidas no limite da capacidade humana de reproducao (quase um por ano) era frequente haver uma certa sincronizacao entre as familias, ou seja, a cada ano uma crianca era colega das criancas de certas casas. No ano seguinte, os irmaos das mesmas casas formavam a proxima turma de colegas.

Devo agora passar aa chamada, ou seja, escrever os nomes e os nomes dos pais em seguida, quando os souber. Que me perdoem os que eu esquecer, afinal, estamos perto de completar 45 anos desde entao. Segue assim:

01. Adailson Borges Perpetuo (Otavio Perpetuo/?). Nao sei se tem vinculo conosco mas tem irmaos casados na familia.
02. Adriano de Magalhaes Barbalho (Cilico/d. Lourdinha)
03. Antonio Carlos da Cunha Menezes – Paozinho (Eder – Betinho/Cenira Campos).
04. Breno de Oliveira Figueiredo (seo Rafael do seo Fernando/d. Geralda Figueiredo). Logo apos nos formarmos no segundo grau, ja em 1.977, o Breno foi para Belo Horizonte e em seguida eu tambem fui. Fomos buscar emprego e meios de continuar os estudos. Por volta de julho de 1.978 ele desapareceu e ate hoje nao fez mais contato com a familia.
05. Carlucio da Silva Coelho (Carlos/d. Iria – os dois sao netos do Ti Quim Bento).
06. Cassio Nunes Coelho Filho – Cassinho (Cassio/d. Lulu).
07. Celio Antonio Moreira – Celinho. Morava na comunidade conhecida como Cooperativa e andava ate a cidade. Era um dos melhores alunos. Nao me lembro dos pais dele. Tem irma casada na familia.
08. Claudia Rodrigues Coelho (Claudio – Tata da tia Biloca/Leonisia – Ninise).
09. Dalila Coelho do Amaral (Josefino – Fino do Dirceu/faltou o nome da mae que tambem eh parente).
10. Daniel Pereira Pinto Filho- Danielzinho. Quando recordei-me dele baixou a duvida se eh mesmo ou nao porque penso que a d. Socorro era diretora do Prof. Francisco Dias. Acho que a coisa andou por ai mesmo. Ela preferiu manter o filho na escola antiga, embora a outra ficasse a possos da nossa.
11. Dilma Lucio de Oliveira – Dilminha (Orlando Lucio de Oliveira/?)
12. Fernando Vidal (seo Rubens Vidal, tecnico do posto agricola/?)
13. Franklin Otavio de Mendonca (Ilza do seo Otavio/Rubinho Mendonca que trabalhava na coletoria).
14. Hayde Celestina de Andrade – Dede (d. Heloisa/Geraldo – Lalado)
15. Herminia Coelho do Amaral (seo Titito – Francisco/d. Nize) duas vezes prima.
16. Herminio Coelho Pereira (Geraldo Pereira/Zita Coelho) duplo primo tambem.
17. Joao Gualberto Leite (Adalto Leite/?) Tambem eh Coelho mas nao sei dizer como.
18. Jose Geraldo M. Coelho – Joao (tios Murillo/Adir Coelho). No dia em que foi feita a primeira chamada houve um ar de interrogacao em toda a classe. Somente o proprio, a professora e eu sabiamos que o verdadeiro nome do Joao era Jose Geraldo.
Anos depois o xara dele, Geraldo Jose Coelho (Ge), ingressou na escola de tecnicos agricolas em Campos – RJ e la ja estava o veterano que todos conheciam pelo apenlido de Joao. Intrigado, ele questionou os colegas porque eles chamavam o Jose Geraldo de Joao ja que ele sabia de toda a historia por ser aparentado e ter sido vizinho na rua do Buraco. Entao ouviu a explicacao logica: “Ele se parece com o Joao Saldanha”, o famoso jonalista esportivo. Eh! Quem nasceu para ser Joao jamais chegara a Jose Geraldo!
19. Julio Flavio Coelho Menezes – Julinho (Maria Rachel do tio Darcy/Wilton Menezes).
20. Leda Soares (Joao dos Gabi e Gininha/?)
21. Marta Maria Coelho – Martinho do Gil (seo Gil Batista Coelho/d. Cici)
22. Maria Carmelita Lucio – Miita (d. Aracy/Zezito Lucio)
23. Maria da Conceicao. Nao tenho nenhuma lembranca genealogica dela. Ela nao devia ter parentesco conosco mas residia na casa dos tios Oswaldo Barbalho/Lourdes. Deve ter saido da turma no segundo ano.
24. Maria de Lourdes Siman – Duquinha, Duca. Neta do seo Alipio Teixeira, tambem nao recordo mais dados genealogicos dela e eh irma da Stela Maris, que se casou com o Rui dos tios Odette/Zinho.
25. Natalia Campos (Afonso Campos/?)
26. Neuza Passos – Neuzinha (Ze Passos/d. Das Dores).
27. Nicassio. Nao tenho lembranca alguma dos pais. Era primo do Carlucio, por isso, tem uma boa possibilidade de ser nosso tambem. Desde o tempo de nossa infancia eu nao o vi mais ate um brevissimo encontro aqui nos Estados Unidos.
28. Otacilio de Magalhaes Barbalho Filho – Tilim (tios Otacilio Barbalho/Zeze).
29. Otto Soares? (Eh neto da Gininha/Gabi). Nao sei dizer se foi pela afinidade que tinhamos que me lembrei dele, nem tenho certeza absoluta que tenha feito parte do grupo. A familia dele nao morava em Virginopolis e ele ficava na casa dos tios: d. Conceicao/Jose Lino de Souza – o famoso Ti Caco.
30. Paulo Vidal – Doutor (seo Rubens Vidal) eh irmao do Fernando.
31. Sebastiana Maria Campos Coelho (Nelson do seo Elifas/d. Iris). Ela juntou-se aa turma quando estavamos no terceiro ano. Os pais haviam se mudado da Sapucaia para Virginopolis.
32. Seleme. (Generoso/?). Era o pararraio da turma, coitado! Filho do seo Generoso e moravam no alto do morro da Culina. Nao era mal educado mas tinha mal rendimento. Chegava a ser timido mas era traquina. Nao importava o que, ele era o culpado e, as vezes, era humilhado pela professora em frente aos colegas. Atitude considerada normal na epoca. Era um bom amigo.
Apos certas ferias o Seleme voltou aa escola com um dos lados do rosto queimado. Nao tinha sombrancelha e por pouco nao perdera o olho. A professora revelou o segredo para toda a turma. Ele tinha pegado um vidro com polvora, colocou uma brasa dentro e jogou longe para ver a explosao. Nada aconteceu. Entao, o aprendiz de cientista localizou o vidro e o abriu. Dai deu um sopro para avivar a brasa. Imediatamente tomou o sopro de volta na metade do rosto.
33. Sergio I. Este Sergio eh filho do juiz em Virginopolis na epoca. Parece que a familia era de Pecanha e no segundo ano o pai dele foi transferido para la. Quando adolescentes ele jogava bola em um dos times de Pecanha. O Joao (Jose Geraldo) o viu comentando na beira do campo em Virginopolis que deveria ter sido colega dos nossos jogadores mas nao se lembrava mais de quem. Carlucio, Adriano e eu deveriamos ser os tais aos quais ele se referia. Mas o Joao somente comentou o caso depois de tudo ter se passado.
34. Sergio II Pereira Amaral – Serginho. (Levy Pereira do Amaral Filho – Vivi/Maria das Dores Rosa). Embora sejamos aparentados nao tenho absoluta certeza do caminho e do grau mais proximo desse parentesco. Como parece, eh neto do seo Levi Pereira. Neste caso, entao, eh bisneto do Ti Quim Bento pelo lado paterno-materno e do tio Ernesto pelo lado paterno-paterno.
Passou-se algum tempo sem nos encontrarmos apos concluido o primeiro grau. Nao fosse ele proprio ter tocado no assunto ha uns vinte e cinco anos atras eu nao me recordaria dele como nosso colega. Mas ele fazia parte dos ultra timidos. Na hora do recreio, juntava-se com o Herminio (Visconde) e o irmao do Herminio, o Jose do Patrocinio – Patrou – num cantinho do patio e ficavam somente observando o restante dos meninos brincar. Eu ficava incomodado com isso e tentava puxa-los mas nunca aceitavam o convite.
35. Taize Barreto (Geraldo Barreto/?)
36. Tarcilia de Magalhaes Barbalho – Tate (tios Otacilio Barbalho/Zeze). Irma do Tilim.
37. Valquiria Maria Coelho Lopes (d. Lourdinha/Walter Lopes).
38. Valquirio de Magalhaes Barbalho. Gostava da algazarra na sala de aula. Um dia estava com as maos sobre carteira enquanto conversava em hora inapropriada. A professora deu a volta vindo por tras. Aproveitando a distracao, desceu a regua. Institivamente puxou os bracos e a reguada bateu na carteira. Antes que desconsertados, ambos, professora e aluno tiveram uma crise de gargalhada que toda a turma acompanhou e a coisa ficou por isso mesmo.
39. Venilton. O filho do sargento que chefiou temporariamente o destacamento policial da cidade. Eles devem ter morado uns dois ou tres anos em Virginopolis mas nao sei dizer quais.
40. Yole Coelho Menezes (Rachel do tio Darcy/Wilton). Irma do Julinho.
41. Washington? Tenho que registrar que encontrei essa pessoa, por volta de 1.992, la no Cachimbo (comunidade rural do municipio de Guanhaes mas com o eleitorado registrado em Virginopolis), salvo engano Washington eh mesmo o nome dele. Afirmou que fora meu colega nessa fase de nossas vidas. A bem da verdade, eu nao tenho sequer um minimo de lembranca dele junto conosco. Mas nao posso deixar de cita-lo porque lapso de memoria semelhante se deu com o Serginho tambem. O que eu me lembrava era que, geralmente, a chamada terminava comigo e a Yole. Para ele ter sido nosso colega haveria uma terceira pessoa alem do Venilton, que deve ter estudado no maximo dois anos conosco. Desculpe-me se eu estiver enganado.

Essa turma toda nao foi colega ao mesmo tempo. Maria da Conceicao, Franklin, Sergio I e Venilton mudaram-se de Virginopolis ou de turma antes da formatura.

Nos formamos em 1.969. Foi a ultima turma que teve o privilegio de receber o diploma numa cerimonia religiosa unica realizada na igrejinha velha. Depois disso ela ficou fechada ate ser demolida. Nossa paraninfa foi a tia Edith. Ao abraca-la, eu dei uns tapoes nas costas dela tal era o meu entusiasmo.

Dias depois, fizemos uma prova para a Admissao. Era uma especie de vestibular obrigatorio para se ter acesso ao ginasio, que correspondia de quinta a oitava series atualmente. Quem nao fosse aprovado nessa prova seria obrigado a fazer um curso preparatorio durante dois meses das ferias no final do qual era dado uma segunda chance. Caso se perdesse essa chance era-se obrigado a fazer o curso de admissao que durava o ano seguinte inteiro. A avaliacao rigorosa naquela epoca era um dos motivos que levavam as criancas a repetirem os anos e muitos deixavam a escola definitivamente.

Foram poucos de nos que nao precisamos de fazer a Admissao. Eu fui um deles. Gracas aa ajuda da professora Marli. Uma das perguntas da prova de Historia era: “O que comemoramos no dia 21 de abril?” Lembrar datas e associa-las aos fatos era justamente a razao que me fazia detestar a disciplina. Entao, ela pos as maos em meu pescoco e falou, de forma a que toda a turma captasse: “Se voce nao souber essa, eu te enforco!…” Passei pela aprovacao minima de pontos que era de 50%.

So me resta dizer aqui que posso estar cometendo alguma injustica por falta de memoria. Eh possivel que eu esteja me esquecendo de pelo menos mais um colega, e talvez tenha incluido algum que nao foi. Mas, a partir da quinta serie, por muitos motivos, eu tive um numero exagerado de colegas que fica quase impossivel determinar a epoca exata em que cada um foi. Espero que publicando esses dados os colegas me refresquem a memoria. Nao quero “colar” dos registros, se eh que os conservam, porque senao perde a graca de se usar a memoria. A menos que se decida depois fazer dessas recordacoes um livro de memorias de fato. Nesse caso seria melhor usar-se a exatidao dos registros porque eles sao a Historia mais perfeita de nossas memorias.

Ontem foi dia 15 de abril de 2010. De estalo me veio uma daquelas ideias que costumo ter. Seria a criacao do dia internacional da Arvore Genealogica. Penso que essa nova data deveria ser criada coincidindo-a com o mesmo dia em que os orientais comemoram o dia dos ancestrais. O motivo para isso eh o de que sinto que a linha imaginaria que divide o Oriente do Ocidente acaba induzindo aa concepcao erronea de que realmente exista uma diferenca real entre as pessoas humanas. Nesse caso, termos uma data comum talvez ajude a desfazer as falsas impressoes e possamos buscar mais as afinidades que impor barreiras ao nosso convivio mutuo.

Penso que o dia internacional da Arvore Genealogica deva ter um lema que sugiro que seja: “SE NAO HONRARMOS OS NOSSOS ANCESTRAIS NAO DEVEMOS ESPERAR HONRA ALGUMA DE NOSSA DESCENDENCIA.”

Essa eh uma reflexao que tenho a respeito do assunto. Muita gente pensa ser inutil dar atencao aa nossa ancestralidade mas muita coisa nova se pode aprender dela. Uma das mais simples eh funcionarmos como espelho do passado e imagem para o futuro. Ou seja, o que o nosso pentavo eh para nos hoje, nos seremos para a geracao dos nossos pentanetos.

Nao eh comum as pessoas pensarem em geracoes que lhes parecam tao distantes. Isso se da porque nos nos concentramos mais naquilo que a gente ve ou percebe, ou seja, nos somos como Sao Tome e os outros apostolos que sem ver nao acreditaram. Contudo, sao as pessoas que conhecem as regras do passado, as estudam e medem suas consequencias no futuro (que elas precisam usar a imaginacao para conceber) eh que proporcionam os grandes avancos aa humanidade. Se os nossos antepassados portugueses nao tivessem tido a imaginacao que tiveram, eles nao estariam nos livros de Historia em razao dos grandes descobrimentos. Mas como a Historia contada eh sempre tendenciosa e favoravel a poucos participantes dela, os registros genealogicos sao a unica via de reconhecer a importancia de todos e de cada um como individuo. Pensem nisso.

Finalmente. Ja falei antes na criacao de um Instituto de Genealogia da familia. Eh claro que isso nao depende de mim que nao tenho nenhuma influencia economica ou politica. E estas foram razoes para que eu decidisse dispor de nossos dados no sitio: http://www.geneaminas.com.br Este nao substitui o Instituto Genealogico mas um pode complementar o outro.

O ideal do Instituto Genealogico seria que cada municipio ou comunidade tivesse uma unidade. Mesmo que fosse uma pequena sala no canto de uma biblioteca. Ali deveria atender uma pessoa que se especializasse em genealogia para anotar e estudar os dados de cada comunidade. Assim, teriamos o geral na Internet que permitisse vincular as pessoas historicas aos ancestrais de cada comunidade. Depois, o genealogista local poderia mostrar a cada pessoa interessada da comunidade os caminhos que as torna descendentes das figuras mundiais.

Isso seria a oportunidade de, desde mais cedo, mostrar esses vinculos para as criancas que estivessem comecando nas escolas. Alem de despertar nelas a satisfacao de ser gente de verdade, tambem despertaria nelas o interesse pelas disciplinas associadas. Isso porque a Historia eh nossa e eh de nos que ela nasce.

Enviem essas notas aos seus contatos para que tenham conhecimento da existencia do sitio com a nossa Arvore Genealogica e para que atualizem os dados deles e acrescentem os dados que possuirem dos parentes que nao sejam Coelho. Quanto a isso eu ja contribui com uma parte da familia de minha esposa. A familia dela ja esta entremeada na nossa, com varios representantes casados com Coelho. Infelizmente, do lado materno se conhece o nome do avo mas a mae dela nao sabe quem foi o avo dela. Minha sogra perdeu o pai quando ainda crianca e foi criada pelo padrasto. Mas o pai dela chamava-se: Francisco Martins de Sousa. Tudo o que ver com parte de nossa familia.

Obrigado pela paciencia de todos que chegarem a ler isso ate a esse final.

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36 Responses to “ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO NO SITIO: www.geneaminas.com.br”

  1. Tarcilia Says:

    Parabéns pelo seu blog! Admiro muito o seu trabalho e da profundidade do assunto. Acompanhando seus e-mails aprendi a apreciar e a entender a importância da pesquisa. Muito obrigada! Boa sorte!
    Para Você e família, muitas benção!
    Paz, Alegria e Abundância.

    “Um idealista é uma pessoa que ajuda os outros a prosperar.”
    – Henry Ford

  2. Renato Carlos Azevedo Moraes Says:

    Prezado Barbalho,
    Recentemente descobri a ligação que tenho com os Barboza Fiuza do Serro e lendo as pesquisas de Rubens Fiuza em conjunto com as presentes neste site cheguei a encontrar o asento de Batismo do Josph Fiuza em Portugal,fotografei bem como anotei os dizeres que estão em Caligrafia da melhor qualidade,estou bem feliz de vc ter colocado a disposição essas informações e caso vc ainda não tenha o referido assento vamos manter contato para compartilharmos informações.Eu descendo de Lourenço Barboza Fiuza e Maria Correa de Sam Joze(referente a Cidade) e em outro assento aparece com Maria Correia Barbosa Silva(seria erro,esse Silva?)se em suas pesquisas conseguir ver se Albino Francisco D’Azevedo aprece na lista de filhos de João de Souza Azevedo ou em sua descendencia por favor me informe pois tenho exaustivamente procurado o Casamento dele com A Barbara Maria da Conceição filha de Antonio Barboza Fiuza e Ricarda Maria da Conceição,sem sucesso. Seria possível vc me fornecer o Link para os arquivos do Serro. Um grande Abraço aqui de um primo distante que ai nos EUA também já esteve de 2002 a 2005.

  3. MARCO ANTONIO GOMES Says:

    PREZADOS SRS, A DIRETORIA DO ARQUIVO DO CONHECIMENTO CLAUDIO MANUEL DA COSTA DA CIDADE DE PIRANGA-MG, PARABENIZA O VOSSO TRABALHO, E PESQUISANDO O SITE, SUGERIMOS V SAS PESQUISAREM SOBRE A FAMILIA COELHO EM PIRANGA – MG E REGIAO, POIS, LOCALIZAMOS UM TEMPLO SECRETO DOS INCONIDENTES, BASEADO EM CINCO FAZENDAS, COM UMA CAPELA, DE NOME BOA ESPERANÇA, FAZENDO UM PENTAGONO BASE PARA FORMAÇAO DE UMA ESTRELA PENTAGONAL, SIMILAR AOS CINCO COELHOS DO BRASAO DA FAMILIA, QUE JULGAMOS QUE ERAM DO COHECIMENTO DOS INCONFIDENTES, TENDO A PRESENÇA DELES NA REGIAO E A PRESENÇA DO MESTRE ALEIJADINHO , EXILADO NUMAS DELAS NO PERIODO PÓS INCONFIDENCIA MINEIRA, GOSTARIA DE V E MAIL OU ENDEREÇO PARA ENVIA-LOS NOSSO TRABALHO Á RESPEITO. OBRIGADO.

  4. MARCO ANTONIO GOMES Says:

    …E CONTINUANDO O ASSUNTO, SUGERIMOS V SAS PESQUISAREM SIMILAR ROTEIRO FORMADO NO SUL DA FRANÇA, COM CINCO CASTELOS FORMANDO TAMBEM UMA ESTRELA PENTAGONAL, DE NOME BOA ESPERANÇA, CUJO CODINOME BOA ESPERANÇA É SANTA MARIA MADALENA, E A CAPELA DE RENNE – LA – CHATEUA, É SIMILAR AO VERTICE OESTE DA ESTRELA SITO EM CATAS ALTAS DA NORUEGA, DEDICADA Á N SRA DA CONCEIÇAO. ESTAS ANTIGAS FAZENDAS PERTENCIAM Á FAMILIA COELHO EM NOSSA REGIAO.UM ABRAÇO.

  5. Adenor F.Santos Rodrigues Says:

    Eu tenho bastantes informações a respeito das origens, da familias legitimas dos Coelhos, da regiões de Itapétinga, Vitoria da Conquista, Cachoeira do Gavião, Anagé, e Salvador est/Bahia, todas as irformãções sérão verdadeiras, quase todos mais antigos usavan o sobre nome dos Coelhos, á nossa origem o nosso avô tenho fontos de quase toda afamilia dele, tenho em uma cidade do intérior do est/ da Bahia,ainda casa que ele residiu por muitos anos, esta em ruina, a prefeitura estava querendo comprar para fazer o tonbamento em mémoria á familia do meu avô, mais quem possué a escritura ate hojé é uma bisnéta dele ela disse que da a escritura para ninguem, é nem vende, eu estvi proximo á cidade mais não cheguei lá, estou com vontade de ir lá até março para fazer contato com alguns vereadores para que eles vote otombamento do imovel é a prefeitura providençié em recupérala, é criar alguma coisa para as crianças, acasa fica localizada no centro da cidade esta em ruinas eu vi atraves das fotos, é um casarão dos tempos antigos, estarei sempre ligado adorei achar voçé com esta disposição de lembrar daqueles que ja partiram de corpo é alma, mais ja passaram por aqui assim como nós,

  6. Adenor Says:

    Valquirio Magalhães Barbalho, estou retornando a voçé com muita satisfação, é alegria de saber que voçé faz parte de Brasileiros, que estão em outro Pais tentando buscar dias mélhores para voçé é seus familiares, eu tenho 02 sobrinhos que reside nos Estados Unidos, um é famoso trapesista do circo de solé, apelido déle alé outro é Edu, estão ai por varios anos, ja radicados, agora voltando ao seu Estado dé Minas Gerais, voçé cita que os désséndentes das Familia dos Coélhos do Est/ da Bahia, não ténham ligações com os seus désséndentes, eu não posso no moménto dizer que sin ou não, pois omeu canal de informações éra o meu irmão mais velho quando éle estéve aqui mé visitando em Brasilia, é Caldas Novas Est/Goias, nas aguas termais, tivemos tempo sufiçiente para que éle mé fornésse alguns dados dos nossos antésestrais, a nossa origem, pois para min o assunto era muito importanté, eu foi criado por outra Familia completamente diferente das minhas origens, foi conhécer, o meu pai aos 14 anos de idade, foi apriméira véz que avi depois nunca mais soubé de noticias dele é de mais dois ou ´trés irmãos que apareceu la na fazenda da minha mãe de criação em 1955 com éle é outra espôsa vindo de Brumado, foi nésta data que fiquei sabendo das minhas origéns, foi á Vitoria da Conquista, conhéçi é tios é tias, os méus parentes de lá de Vitoria da Conquista, foram uma Familia de grandes pódéres politicamente, é grandes émprsarios, grandes lojas de técidos, fabrica de vinhos, detinha ou detem ainda o cartório de registro civil, muitos militáres na nossa Familia,Coronel Ludugério, Coronel, Quelé, Général Djalma Polli Coélho o homen escolhido para participar da comissão de mudança da Capital da Republica, hoje Brasilia DF, depois de conhecer todos estes parentes foi á Salvador conhecer este meu irmão mais velho, ja era militar aposentado da Fab/ o ano passado éle véio a falecer com 80 époucos anos, hojé estamos reduzidos sómente, á trés eu com 73 anos, é as outras 02 irmas mais velha, é alguns irmãos desaparecidos, pelo o tempo, irei voltar assunto com relação aos coélhos parentes meus no estado de Minas Gérais, na Cidade de pedra Azul tem coélhos déssénte de dois tios méus, agora voltando a histório do Brasil,voçé quando estudou a nossa historio de descoberto do Brasil,opovo dizia que foi Pedro Alves Cabral, eu hoje descordo, o verdadeiro descubridor do nosso pais, foi o seu conterranio, Jussélino Kubcheque de Oliveira, voçé não deve saber onsso pais hoje esta entrando para alinha de um pais de priméiro mundo, é pena que eu estou passando dos setenta, mais é com muitas satisfação que vamos deixar para os nossos nétas esta beleza de pais, agora vamos ter a copa do mundo, vamos ter as olipiadas, témos aqui muito dessenvolvimento em cidades turisticas todos estados do sul ao norte é nordeste, Caldas Novas Goias,veja através do meu Youtube O Melhor Imovel de Caldas Novas Go Avenda, eu faço parte dos Brasileiros, que sau formados na escola da vida, assim como nosso ex/Presidente, mé desculpe por tomar o seu presioso tempo ai nós Esteité obrg/

  7. Adenor Says:

    Valquirio, vou soliçitar permissão a voçé para que eu possa fazer a divulgação de um irmão de sangue de pai é mãe dessaparecido á mais de 50 anos, é tamben dos iutros irmãos filho do meu pai, todos desconheçidos meus, deixe resposta no Email.

    Carissimos leitores do meu Blog:

    O sr. Adenor recorreu a mim pela possibilidade de reencontrar o irmao que nao ve ha mais de 50 anos, senao, a descendencia. Eles sao da familia Coelho na Bahia, da regiao de Vitoria da Conquista. Como se separaram ha tanto tempo ele nao sabe dizer com certeza o nome do irmao. Mas vamos aas informacoes:
    Nome: Manoel (apelido Neo)
    Sobrenome: Ferreira dos Santos Coelho ou so Rodrigues.
    Pais: Heitor Rodrigues e Anesia Ferreira dos Santos Rodrigues.
    Avos: Teodorico Ferreira Coelho e Maria Rita Ferreira Coelho.
    Irma gemea do Neo: Dalva.
    outra irma: Maria Ferreira dos Santos Reis.
    Irmaos por parte de mae: Valdin, Sifredo, Jose e Geroncio (Falecidos).
    Alem de reencontrar-se com o Neo e/ou a descendencia dele, ele gostaria de entrar em contato com a segunda familia que o pai deixou. Contou-me que nos anos 50 ele revoltou-se com o pai por ter tido a segunda familia mas gostaria de conhecer os parentes que agora, reconhece, sao da familia igualmente. Quem souber de alguma informacao, pode mandar o recado atraves de mim. Obrigado.

  8. Luiz Otávio Coelho Corrêa Pinto Says:

    Boa noite, não sei seu nome, portanto vai anônimo.Sou da família Coelho e gostaria de receber e trocar informações atualizadas do meu ramo.Atenciosamente,Luiz Otávio

  9. Lorena Coelho Says:

    O Joao Rodrigues Coelho nao esta listado como filho de Antonio Rodrigues Coelho quando clicamos no seu casamento com Maria Marcolina Borges Do Amaral. Ele simplesmente aparece apenas como marido de Olimpia Coelho do Amaral, ou seja, seus ascendentes nao sao localizaveis!

    • val51mabar Says:

      Prezada Lorena,
      voce tem razao. Nao sei porque os bisavos Joao Rodrigues e Dindinha Olimpia foram apagados da lista de descendentes dos trisavos Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral. Resolvi responde-la aqui mesmo, mesmo tendo dito nao haver necessidade, porque outros poderao aproveitar a deixa.
      Eu coloquei a lista completa dos filhos e conjuges dos trisavos Antonio e Maria Marcolina. Porem nao coloquei nessa pagina as descendencias daqueles que se casaram com a descendencia do Joao Batista Coelho, o irmao do avo Antonio.
      Transferi toda a descendencia em comum deles (e tambem da avo Eugenia Maria da Cruz e tia Francisca Eufrasia de Assis) para as paginas das pessoas com quem se casaram, na descendencia do avo Joao Batista Coelho.
      Fiz isso para facilitar o meu trabalho porque o programa do geneaminas.com eh um pouco ultrapassado. Como nao faz o link automatico, eu teria que repetir toda a descendencia daqueles que se casaram dentro da familia, ou seja, casamento de primo com primo etc. Se fosse fazer isso, teria que repetir os da casa de meus pais seis vezes. Iria ficar muito dificil.
      Ja repostei os bisavos na pagina dos trisavos Antonio e Maria Marcolina com notas de rodape avisando onde encontra-los. Espero que publiquem.
      E muito obrigado por chamar-me a atencao para o fato. Grande abraco.

  10. Lorena Coelho Says:

    nao precisa postar o meu comentario anterior… so coloquei pra avisar, pra vc poder incluir, porque custei pra descobrir se ele era mesmo filho de Antonio Rodrigues Coelho ou nao…rsrs
    adorei o site, parabens!!

  11. Ari Wagner Coelho Says:

    Olá companheiro. Também assino COELHO, minha família é de São Sebastião do Paraíso, porém somente meu pai e um ou outro irmão dele tinha esse sobrenome, os pais dele não, foi lhe dado o sobrenome de alguns de seus tios. Meu avô era senhor de engenhenho da Região de Morro do Ferro – Itaguaba – que ficava no Município de Pratápolis. Será que temos ancestrais em comum? Meu e-mail arwacol@uol.com.br abçs.

    • val51mabar Says:

      Prezado Ari,
      Considero dificil nao termos ancestrais recentes comuns mesmo que nao assinem Coelho. Nao digo com respeito aos ancestrais comuns mais recentes, porem, a partir do emaranhado genealogico que se formou no Estado de Minas Gerais de 300 anos para ca tudo passa a ser possivel. Em 1.700, o Estado nao existia e o numero de moradores europeus podia ser contado em poucos milhares, nao mais que uma cidade pequena, embora espalhada por muitos rincoes.
      E estes moradores foram procedentes de outros lugares pequenos, de Portugal e do Brasil, onde todo mundo ja era parente. Assim, um irmao se estabeleceu em um local e outros nas vizinhancas ou nao. Em 300 anos pessoas que nao limitam o numero de filhos adquirem a capacidade de ter milhoes e milhoes de descendentes. Dai a possibilidade de termos ancestrais recentes comuns torna-se absolutamente inevitavel.
      O nosso problema eh localizar os nossos vinculos. Infelizmente ninguem tem os registros completos de sua genealogia. Sempre temos um tataravo, um pentavo e outros que nao encontramos os registros de onde e de quem procede. No Brasil as pessoas descuidaram muito de sua memoria genealogica.
      Por isso, de imediato, nao posso te afirmar onde estao os nossos vinculos. Nos procedemos de lados opostos no Estado de Minas Gerais. Voce esta proximo `a divisa de Sao Paulo e nos a meio caminho do Espirito Santo. Mas a certeza eh uma so, todos descendemos daqueles primeiros moradores que habitaram Minas Gerais ha 300 anos atras.
      A resposta `a sua pergunta eh afirmativa. Sim, temos ancestrais comuns. O que nos falta e localizar os nossos vinculos. Apenas pelo sobrenome Coelho nao da para afirmar porque este sobrenome ja existe desde os anos 1.180. Dai podemos esperar que dessa data para ca houve um irmao que deu origem `a linhagem que levou o sobrenome `a sua familia e outro `a minha. E os pais desses irmaos podem ter vivido em qualquer geracao no intervalo de 1.180 ate 1.700 e, ate mesmo, um pouco mais. Grande abraco.

  12. Lucas Coelho Says:

    Oi amigo,
    Meu pai Lucas de Souza Coelho, nasceu e foi criado em Guanhães nos anos 30, era filho de Ricardino Tobias Coelho e de Perciliana de Souza Reis, estudou em um seminário na cidade de Cláudio, mas antes de se ordenar retornou para casa de sua tia Palmira em BH, que morou por muitos anos na rua Frutal no bairro de Santa Efigênia, chequei a conhece-la e a sua filha Oracinda, mas não ao filho Didi, que trabalhava na Vale do Rio Doce, pena que ainda era muito pequeno e não consigo lembrar das suas aparências, também lembro que meu pai tinha muitos irmãos, entre eles João, Maria, Margarida e Luiz, conheci Margarida que passava algumas férias em nossa casa no RJ e Maria, que nos anos 90 nos visitou no em Jacarepaguá no Rio de Janeiro com sua filha Paula, funcionária da Embratel, porém, depois desta fase perdemos completamente o contato, que venho tentando retomar sem sucesso, inclusive com algumas visitas a BH, por favor caso tenha ou consiga alguma ligação entre em contato.
    Meu pai migrou para o Rio de Janeiro e atualmente resido em Salvador, meus contatos são lucacoelho@gmail.com e lucas@e-bpm.com.br
    Obrigado.
    Lucas Coelho

    • val51mabar Says:

      Prezado Lucas,
      Obrigado por sua participacao no blog. Desculpe-me por nao te-lo respondido antes. Estava aguardando alguns contatos de Guanhaes confirmarem ter conhecido seu avo mas nao o fizeram ainda. Como a familia eh muito grande e existem mais Coelhos na regiao, nao posso confirmar ainda nossa ligacao parental, caso seja recente. Tambem existem varios ramos das Familias Coelho que conhecemos que nao possuimos os dados completos. Voce pode pertencer a algum desses ramos.
      Quanto a procurar reatar contato com seus familiares guanhanenses eu sugeriria procurar os sites como o Orkut e o Facebook. No Orkut sei que existem comunidades especificas de quase todas as cidades do Brasil. Em relacao a Guanhaes eu proprio estou inscrito nela. Essas comunidades podem servir melhor ao seu proposito porque incluem nao apenas as pessoas dos locais, geralmente temos mais pessoas que se mudaram ou que sao descendentes de pessoas que se mudaram, como eh o seu caso. Como o numero de pessoas eh grande havera chance maior de encontrar maiores informacoes com elas.
      Caso encontre alguma informacao posteriormente procuarei comunica-la. Abracos do amigo,
      Valquirio.

  13. dione aparecida bueno Says:

    Porque não procuram as certidões de nascimentos, casamento ou óbitos. Melhor seria a certidão de nascimento, é o nome correto, nome que nasceu, quando casamos os sobrenomes têm alterações.

    • val51mabar Says:

      O correto eh buscar tais registros. Porem, quando se tratam de dados mais antigos existe certa dificuldade de encontra-los no Brasil. Ha tambem o fato de as pessoas terem se mudado durante suas vidas sem que se saiba qual foi o paradeiro delas. Infelizmente o Brasil nao tem ainda um centro organizador de arquivos. Com a tecnologia que exite atualmente, seria facil jogar apenas o nome da pessoa desejada e todos os documentos que existem e suas localizacoes apareceriam. Mas isso eh um passo dos sonhos de qualquer genealogista nao ainda uma realidade.

  14. A HISTORIA DA FAMILIA COELHO DO CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. « Val51mabar's Blog Says:

    [...] Blog Just another WordPress.com weblog « ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO NO SITIO: www.geneaminas.com.br POLITICA, FUTEBOL, MUSAS E PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA; OBAMA, GRANDES CORPORACOES [...]

  15. CARTA DE LIBERTACAO « Val51mabar's Blog Says:

    [...] Blog Just another WordPress.com weblog « About The Third and Last Testament ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO NO SITIO: www.geneaminas.com.br [...]

  16. ISRAEL, AS DIVERSAS VERDADES E O PADECECER DA PALESTINA E OUTROS TEXTOS « Val51mabar's Blog Says:

    [...] https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneami… [...]

  17. Fernanda Says:

    Boa tarde, meu nome é Fernanda e desejo saber como obter informações complementares sobre Rômulo Fernandes Raldway, pois, verifiquei que o pai dele tem os mesmos dados genealógicos e civis do meu avô materno, Sr. José Paulo Fernandes Raldway. Minha mãe ,Maria da Penha Oliveira Firmino é filha de Dolores Coelho Oliveira nascida em Virginópolis- MG e morou por mais de cinquenta anos em Governador Valadares – MG, hoje moramos em Vilhena Rondônia e deseja saber ha muito tempo noticias de Rômulo e se possível conhecê-lo.
    Se possível entrar em contato pelo Fome 69 – 3322- 7462 ou 69 84316338.

    Grata, Fernanda

    • val51mabar Says:

      Prezada Fernanda,

      Nao tenho como fornecer detalhes particulares do Romulo porque nao o conheco pessoalmente. Conheco muita gente em Governador Valadares exatamente por ter relacao parental com os que se mudaram para la sendo oriundos de Virginopolis e Guanhaes. Porem existem muitos que sao nossos parentes e que nao temos “contato imediato”.

      Algo que pode facilitar o contato seria voce procurar os dados genealogicos de sua avo, d. Dolores Coelho de Oliveira. Existem ramos Coelho de Oliveira em nossa familia que estao muito defasados em nossa Arvore e o nao encontrei a conexao que ela tem conosco. Talvez, se tivessemos os nomes dos pais e no maximo dos avos dela, descobririamos onde ela se encaixa na Arvore. Com isso poderiamos completa-la e fazer a conexao de voces com o sr. Jose Paulo. Mais tarde o proprio Romulo ou algum parente dele mais proximo podera ver e resolver entrar em contato. Essa eh a unica forma que poderiamos ajudar por agora.

      Temos outros parentes ai em Rondonia. Entre eles a familia de Alessandra Coelho Moreira Moura, residente em Mirante da Serra. Contudo, ela nao sabera dar-lhe informacoes no que esta procurando. Embora ela seja minha prima muito proxima, ja tem quatro geracoes que o ramo da familia dela se mudou para Belo Horizonte e Uberlandia.

  18. A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL « Val51mabar's Blog Says:

    [...] https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneami… [...]

  19. abrigos de porteo Says:

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  20. Marcia Bernardes Says:

    Entre meus ancestrais aparece Manoel Martins Coelho casado com Maria Bernardes de Lara, moradores de Tamanduá (hoje Itapecerica), proximo de Araxá, MG. Você teria alguma informação sobre ele?

    • val51mabar Says:

      Prezada Marcia,

      Nao tenho no momento a informacao que procuras. Sao diversos ramos da Familia Coelho em MG e Brasil afora. Nao saberia te informar uma pessoa exata a quem procurar. Ha um genealogista com grande conhecimento das genealogias deste outro lado do Estado e que, talvez, podera te ajudar. O nome dele eh Deusdedit Campos que tem diversos trabalhos no ramo, inclusive a respeito de d. Joaquina do Pompeu. A genealogia dela, por ser muito extensa, deve estar presente em todas as cidades do Oeste Mineiro. Talvez coincida de alguns de seus familiares ter algum vinculo. Grande abraco,

  21. BARBALHO, COELHO E PIMENTA NO SITE WWW.ANCESTRY.COM | Val51mabar's Blog Says:

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  22. NESTE MUNDO, SO NAO EH GAY QUEM NAO QUIZER | Val51mabar's Blog Says:

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  23. HISTORICO DO POVOAMENTO MINEIRO, GENEALOGIA COELHO, CIDADE POR CIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  24. BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS | Val51mabar's Blog Says:

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  25. Adilson Andrade Says:

    fermino coelho da silva da cidade caratinga mg e adilson andrade da silva de volta redonda rj parabems

    • val51mabar Says:

      Obrigado por sua participacao Adilson. O Brasil inteiro eh mesmo um verdadeiro “coelharal”! Voce pode visitar tambem o endereco: http://www.ajorb.com.br/ecs_forum_da_familia_04.htm. Trata-se de um ramo especifico da Familia Coelho da Silva. Visite o Forum do site. Talvez nao sejam seus parentes imediatos mas, no fundo, todo Coelho saiu da mesma toca.

  26. Adilson Andrade Says:

    achei muito bom saber algo sobre a familia coelho silva pois sou decendete desta familia por parte de pai e dos pires de andrade por parte de mae ainda tenho primos em belo horizonte en sao domingo do prata tenho imao salomao coelho da silva em jampruca mg
    .

  27. TRILOGIA DE VARIEDADES | Val51mabar's Blog Says:

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  28. GENEALOGIAS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS | Val51mabar's Blog Says:

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  29. GENEALIDADE E GENEALOGIA DE ARY BARROSO | Val51mabar's Blog Says:

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