BARBALHO, COELHO E PIMENTA NO SITE WWW.ANCESTRY.COM

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0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

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7. IN INGLISH

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https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

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https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

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INDICE

1. INTRODUCAO
2. UMA BOA RAZAO PARA ESTUDARMOS GENEALOGIA
3. AS NOSSAS RELACOES PARENTAIS MAIS PROXIMAS
4. VENDO A GENEALOGIA ATRAVES DOS OLHOS DOS NOSSOS ANCESTRAIS
5. ANTIGAS NOVIDADES
6. QUE FAMILIA EH ESTA!?
7. AO QUE VIMOS.
8. COMO FICOU A ARVORE GENEALOGICA NO SITE ANCESTRY.COM
9. UM PASSEIO POR SAO JOAO EVANGELISTA
10. DE VOLTA PRO MEU VIRGINOPOLIS!

1. INTRODUCAO

Contrariando todas as minhas crencas, comecarei este texto lancando uma praga. Ela sera lancada em homenagem `aqueles que pensam que genealogia eh a maior bobagem do mundo e que isso nao tem nada haver com vida deles. Principalmente para aqueles que: nao gostam, nao participam e torcem para que quebremos a perna.

Atencao voce que esta me lendo, somente por uma curiosidade sem compromisso e deixou a carapuca acima cair sobre sua cabeca. Voce vai viver longamente. Tao longamente que vera seus familiares passarem e assistir `as novas geracoes chegando. Vai ficar tao idoso que quando procurar aquele barzinho que estava acostumado a encontrar com os amigos so ira encontrar no lugar um playground de sucos e vitaminas, para idosos.

Voce vai procurar pelos velhos conhecidos e somente ira encontrar uns jovenzinhos de 80 anos para baixo que nao irao querer saber nada do que voce estara falando. Eles vao estar ligados nos videogames de um passado que quando voce nasceu era futuro.

Ao voltar para casa, empurrando seu voador, vera que a casa nao sera sua. Sera de um filho ou uma filha que conversa com voce como se estivesse somente esperando as suas ultimas despedidas. Seus netos ja serao pais e estarao tao ocupados com seus afazeres que mal o irao visitar. Quando muito, eles terao tempo somente para te falar: “Bencao vo!” e “Tchau vo.”

Os bisnetos, quando no muito, de vez em quando trarao um coleguinho e, apontando para voce como se fosse uma peca de museu, dirao: “Pode me pagar a aposta, tai o meu bisa, vivinho como te falei. Ou, pelo menos, nao eh zumbi igual voce falou que nao tinha ninguem com uma idade dessa ainda vivo!”

Dai voce ira procurar um consolo. Buscar nos seus guardados e nao ira encontrar as lembrancas de seu passado. Querera ver aquela fotografia antiga de papel e ninguem sabera te dizer onde a colocaram. Alguem dira: “Aquela lixaiada foi para o aterro sanitario. La eh que eh lugar de coisa velha. O senhor tem que procurar no website que alguem tomou o tempo de scanea-lo e botar la. Cade a anotacao do endereco que te deram?”

E ai voce vai cair na real! Nunca deu importancia ao passado, entao, tambem nao tera guardado o endereco! E ai, como eh mesmo que se chamavam aqueles primos e amigos que voce desfrutava do convivio ha dezenas de anos atras!? Tinha aquele cara super engracado, quais eram mesma as piadas que ele contava?

So assim voce ira lembrar. “Ah bom, eu tenho recurso. Pelo menos lembro-me do chato do Valquirio que me importunava para recolher dados genealogicos da familia. Vou pedir ao Junito do Juninho do Junior para encontrar a postagem dele. Agora eu vou ajuda-lo a construir a nossa Arvore Genealogica.” “Encontrei vo. – fala-lhe o Junito. So tem um problema! Nao sei onde a gente se encaixa aqui porque tem gente que nao enviou dados que faltavam.

Dai voce ira puxar pela memoria. “Oh desgraca. Nao sei para que que foi fazer amizade com aquele *#*@* do Alzheimer. Porem, o Junito sera um Geek daqueles de descobrir coisas ate no fundo dos oceanos e encontrara tudo para voce. “Tudo facil vo. No proximo vencimento da aposentadoria tem apenas um descontito.” Pelo menos voce ira pagar mas voltara a ter um pouco da companhia daqueles que ha tanto tempo se passaram.

2. UMA BOA RAZAO PARA ESTUDARMOS GENEALOGIA

Muita gente pensa que genealogia eh coisa de excentricos, quando nao coisa muito pior. Meu irmao que eh arquiteto, por exemplo, fala que la na UNB, onde ele estudou, a gozacao era a de que “Arquitetura eh uma coisa – vamos dizer assim – de… viagem!” Essas coisas cheias de detalhes acabam desestimulando muitos a procurarem entender. Embora, que faz um menor esforco nao so entendem como se apaixonam pela dificuldades aparentes.

Os obstaculos na vida nao deveriam valer como desestimulo para ninguem. Deveriam sim ser incentivo e muito grande porque quem os supera sente o maior prazer. Chega a ser quase um orgasmo, para ambos os sexos.

Alem disso, ao contrario do que muitos pensam, existe alguma seriedade no estudo da genealogia. Todo mundo quer construir um futuro melhor, para si mesmo e para sua descendencia. Contudo, as pessoas querem, mas nao fazem por onde. Digo isso porque elas nao buscam conhecer a Historia. E muita gente pensa que a Historia eh coisa de velho, do passado, e que nao faz diferenca alguma no futuro.

Tem gente que pensa que basta saber manobrar um supercomputador, que hoje parece futuristico, que o futuro estara sob seu controle. Nao tenham vergonha de pensar assim errado. Os governantes do mundo inteiro tem tido o mesmo pensamento.

Quando a gente conhece a Historia, de repente, a gente comeca a saber previsao de futuro. Previsoes com porcentagem muito maior de acertos do que qualquer leitor de maos, de lancadores do Tarot e outros adivinhadores. Nao se trata de adivinhacao. Trata-se de colocar as pecas do quebra-cabecas em seus devidos lugares, dai, pelos espacos que sobram, pelas curvas que as pecas que ainda estao em nossas maos, a gente ve exatamente onde elas se encaixam. Nao eh adivinhacao, eh ciencia.

E a Historia se repete com uma frequencia assustadora. Isso porque as pessoas que nao conhecem o passado caem frequentemente nos mesmos erros que seus ancestrais.

Nao existe forma mais interessante de se conhecer a Historia que nao a de associa-la `a genealogia. Eh comum as pessoas saberem quem foram os seus avos. Mas a partir dos bisavos o assunto se torna um pouco mais delicado.

Quando menino, eu morria de raiva de ter que decorar nomes e datas para “fazer prova para passar”. Era uma merda decorar os nomes dos fundadores de minha cidade. Somente depois de “velho” eh que vim a descobrir que o Joao Batista Coelho era meu trisavo. E o Joaquim Nunes Coelho era meu tio-quartavo e tio-trisavo tambem.

Eh que os dois fizeram uma “troca”. Tio Joaquim casou-se com a irma do do avo Joao e o avo Joao casou-se com uma sobrinha daquele. E parte dos meus primos e amigos de infancia descendiam dos outros fundadores. Penso que se as criancas da minha epoca soubessem disso teriam tido prazer em estudar a Historia do municipio e nao teriam o trauma de ter que decorar coisas que, aparentemente, nao tinham vinculo algum com elas.

Mas, sem parar ai, com os dados que ja encontrei, tenho descoberto que `a medida que as geracoes vao sendo aprofundadas em nossa genealogia, venho descobrindo a participacao de nossos ancestrais ou de aparentados deles em todos os fatos historicos da nacao brasileira e do mundo. Para mim, de repente a Terra virou uma unica aldeia, e toda a Historia passou a correr em minhas veias.

Agora, nao me perguntem por qual razao eu sei que em 1584 nasceu um garoto la em Pernambuco e este mesmo garoto veio a falecer no Rio de Janeiro, ocupando o cargo de governador, em 1644. Em 1660-61 foi a vez de o filho dele se tornar o chefe de um movimento conhecido como “A Revolta da Cachaca” e assim se tornar o martir da primeira tentativa de implantacao de uma democracia no Brasil.

Estas sao apenas umas poucas datas que guardo na mente atualmente. Parece que elas grudam na memoria da gente, mesmo sem a gente fazer o esforco de guarda-las. Qualquer leitura de um capitulo de Historia Brasileira para mim era massante no passado. Hoje se tornou interessante.

Antes eu era incapaz de guardar sequer o que as datas mais importantes significavam na Historia, a ponto de em uma prova, a professora pegar em meu pescoco e dizer, para que toda a turma escutasse: “Se voce nao souber responder essa eu te enforco!” Era o dia da Inconfidencia Mineira! E eu sou mineirinho do coracao do Estado!

Acredito que o que tem facilitado em muito a aplicacao mais adequada de minha memoria esteja ligada ao fato simples de que existem muitos dos meus aparentados ligados aos fatos historicos. O interesse da gente acaba sendo melhor dispertado.

Ah! Os personagens aos quais me referi antes se chamam Luiz Barbalho Bezerra e Jeronimo Barbalho Bezerra. E tivemos um Jose Joaquim Maia e Barbalho que representou os inconfidentes junto `a embaixada americana, em Paris. Usava o codenome de Vandek. E negociou com o embaixador entao e futuro presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson. Por acaso, este era descendente de ancestrais comuns a nos. Nao somente ele como tambem outros 33 presidentes passados e o atual.

Isso nos da a perfeita ideia de quanto aldeia eh o Planeta Terra. Ja que tenho acompanhamento genealogico de apenas uns poucos de nossos ancestrais imaginem, entao, se houvesse algum meio de ter todos!

Outra funcao que valida em muito o estudo da genealogia eh a razao medica. Infelizmente, essa ainda eh muito pouca aplicada. Qual foi a ultima vez que voce foi ao seu medico e ele lhe perguntou se voce conhece a sua genealogia? Nunca, nao eh mesmo?!

O maximo que eles fazem eh perguntar: “Voce tem algum parente proximo (geralmente pai, irmaos, ou avos) que sofreram de algum problema de saude?” Eles nao perguntam: “Sua mae tem algum parentesco com seu pai?” E se tem: “Por quantas vias?” No entanto, eh conhecido ha seculos que casamentos de parentes mais proximos favorecem `a manifestacao de doencas.

Mas estas perguntas somente sao feitas quando o seu problema tem manifestacoes visiveis ligadas `a genetica. E as manifestacoes que podem estar dormentes em voce, vindo a manisfestar somente mais tarde, nunca sao detectadas para se fazer prevencao. Quando ha a manifestacao ja pode ser caso de morte, muitas vezes, evitavel com a prevencao.

Sao coisas da vida! Nao eh mesmo? Ate a morte faz parte da vida! Mas desde que seja evitavel morrer-se prematuramente e certas consequencias de nossos problemas geneticos pudessem ser amenizadas, creio que a vida poderia ser bem melhor. Claro, o geneticista tera meios mais precisos para sanar nossos problemas mas, antes de chegar-se ao especialista, os clinicos gerais ja poderiam ir adiantando muito o servico, atraves da genealogia que, nao eh nenhum horoscopo, mas pode fazer muita previsao e, quem sabe, ajudar na prevencao.

3. AS NOSSAS RELACOES PARENTAIS MAIS PROXIMAS

Muitas vezes a gente tem a falsa impressao de que parentes sao apenas aqueles que nos sao proximos. Mas a relacao parental pode ser algo bem mais ampla do que se imagina. Hoje-em-dia, o Brasil tem quase 200 milhoes de habitantes, e alguns milhares de sobrenomes diferentes. Entao, as pessoas pensam que existam muito mais que uma familia.

Esta constatacao acima depende do ponto-de-vista que se toma. Existem muito mais nomes de familia do que existem diferentes familias. Vamos nos deter apenas nos ultimos 500 anos de Historia. Contudo, deixando claro que existem contingentes de pessoas que migraram relativamente recente para o Brasil e que nao fazem parte, ainda, da familia da qual pretendo descrever. Mas sera apenas uma questao de tempo para que todos entrem na mesma mistura.

Especificamente falando, temos o contingente de japoneses, certos alemaes e outros como exemplos que migraram para o Brasil em um maior volume de pessoas e num periodo relativamente curto de tempo. Alguns se aglomeraram em guetos e tiveram alguma dificuldade de adaptacao cultural, preferindo manter os casamentos dentro da propria comunidade. Mas `a medida que estes grupos tem envelhecido e as novas geracoes os vao substituindo, elas se sentem menos constrangidas pela separaracao do padrao monocultural. Tornando-se brasileiras natas e abracando a multicultura vem aos poucos se misturando e virando duplo, triplo ou mais familias geneticoculturais.

Eh possivel que venha a chegar um dia em que no passado os poetas sonharam. Eles chegaram a pensar que a miscigenacao brasileira iria fazer desaparecer os tracos das diversas familias que se encontraram no Brasil, formando uma familia unica com a mistura de todas. Idealizaram uma figura aproximando ao mulato, com a pele morena e os tracos balanceados, formando praticamente o Homus Brasilienses. Na idealizacao poetica, seria uma familia composta apenas de pessoas bonitas.

Mas essa idealizacao era baseada naquela situacao que estava ocorrendo naquele momento em que o Brasil estava perdendo rapidamente os tracos europeus, porque os contingentes indigena e africano somados eram varias vezes o numero da populacao europeia pura. Desde entao, por medo de se tornar fraca em numero, a elite branca procurou incentivar a migracao de outros contingentes populacionais do planeta. A ideia era a de branquear a pele da populacao.

O plano deu certo por um momento. Atrasou-se o tempero homogeinizado e a Historia atropelou quaisquer planos em qualquer sentido ja que, com as guerras e as grandes migracoes do seculo XX e que continuam, outros contingentes populacionais vem se juntando ao caldo cultural que, num futuro ira formar um homogeinizado que sera chamado de brasileiro. Note-se que nao se sabe qual sera a feicao final do povo, mas espera-se que a pele fique mesmo morena.

Mas isso nao tem maior importancia. O que gostaria de abordar nesse capitulo eh um pouco da evolucao demografica brasileira. Um bom auxiliar para termos uma ideia sera a sinopse de populacao brasileira mostrada no quadro preparado do IBGE e encontrado no endereco: http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php?dados=4&uf=00

Observe-se que a partir de 1872 a populacao brasileira vinha dobrando de tamanho num espaco aproximado de a cada 30 anos. Ou seja, de geracao em geracao. Mesmo com o aumento da longevidade das pessoas e com a queda do indice de fertilidade da populacao, melhor dizendo, com o controle da natalidade, a populacao dobrou de tamanho nos 40 anos que vao de 1970 ate 2010.

Nao ha como dizer que sera correto reduzir `a metade cada 30 anos anteriores a 1872 para calcularmos a populacao brasileira proxima aos anos 1500. O que ha que se notar eh que, em 1872 a populacao calculada girava em aproximadamente 10 milhoes de pessoas. E Minas Gerais sozinha possuia cerca de 2 milhoes, 20% do total e, mesmo assim, o pais e o estado,  por isso mesmo, eram um imenso vazio demografico.

Na decada de 30 dos anos 1500 foi decidida a criacao das Capitanias Hereditarias. O que se sabe eh que, por mais pessoas que tivessem saido de Portugal para aventurar-se no desconhecido, nas primeiras decadas a populacao de origem europeia e africana nao passou de alguns milhares. A populacao indigena era muito maior mas apenas um pouco dela foi contatada e a maioria era desconhecida.

Ora, se nao fosse pelas distancias, toda a populacao brasileira de origem europeia junta, mesmo a ja miscigenada, nao daria uma cidade de porte medio na atualidade. Se ela toda fosse reunida em uma so cidade, seria possivel as pessoas se conhecerem pessoalmente e saber o nome de cada uma. Eh possivel que alguem teve a oportunidade de conhecer a todo mundo. Alguem que fizesse o patrulhamento das costas brasileiras deveria visitar a todas as comunidades que, entao, localizavam-se apenas `as margens do Atlantico.

Estes primeiros chegados para ficar devem ser hoje ancestrais da maioria dos 200 milhoes de brasileiros atuais. E nao se trata de um grupo ser ascendente de 1 milhao de pessoas, outro grupo de outros e assim por diante. Trata-se de todos da epoca terem se tornado, simultaneamente, ancestrais dos atuais. Ressalve-se ai, como eu disse antes, os que seus ancestrais migraram para o pais recentemente e nao tiveram tempo ainda de se miscigenar com o restante da populacao quinhentona.

Normalmente, a gente ve uma expressao que nada tem de verdadeira em genealogia. Esta eh tao comum que passa despercebida mesmo aos proprios genealogistas. Trata-se da: “Arvore Genealogica da Familia ….” Este final pode ser qualquer uma assinatura `a qual estamos acostumados. Em nosso caso particular, temos o livro: “Arvore Genealogica da Familia Coelho”. Na regiao onde nasci, Familia Coelho eh uma expressao que muitas vezes eh usada duplamente errado.

Muita gente na regiao pensa que dizer: “Eu sou da Familia Coelho, tudo ja esta explicado.” Mas isso eh uma irrealidade muito grande. Alguns usam a expressao: “Os Coelho costumam se casar muito entre eles mesmo. Sao orgulhosos.” Ou eram, porque na atualidade muito daquele elistismo de alguns desapareceu por dois motivos: ou porque os niveis economicos da populacao se igualaram por baixo, ou porque o sangue dos chamados Coelho se tornou parte do sangue da maioria da populacao.

Nao quero dizer que a prima Ivania Batista Coelho fez algo de errado ao dar aquele nome para o livro dela. Do ponto de vista da tradicao, ela esta absolutamente correta. No tempo em que ela escreveu ninguem pensava em discutir o que mandasse uma tradicao. Nao sou critico e sim um revisionista. E daqueles bem chatos que deseja nao apenas acertar as horas do relogio mas ir ate aos minutos, segundos, milissegundos etc.

A expressao mais correta para titulo daquele livro deveria ser: “Arvore Genealogica de Descendencia do Casal Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues Rocha.” O que fez a expressao Familia Coelho tornar-se mais usada eh o fato de herdarmos mais comumente os sobrenomes paternos. Embora haja indicacoes de que os filhos do casal tenham assinado Coelho da Rocha, a maioria dos netos e descendencia que foram tratados no livro herdaram dos avos o Coelho apenas. Exceto o Antonio Rodrigues Coelho.

E entao, sao eles Coelho mesmo? Mesmo que o ancestral Jose Coelho de Magalhaes fosse 100% Coelho, ele se casou com a ancestral Eugenia, que assinava Rodrigues Rocha. Portanto, os filhos, geneticamente falando, seriam 50% Coelho. Continuando o exemplo, o filho do casal: capitao Jose Coelho de Magalhaes Filho, mais conhecido como Jose Coelho da Rocha, casou-se com Luiza Maria do Espirito Santo.

Muito comum `a epoca, as mulheres nao receberem o sobrenome dos pais. Muitas vezes recebiam um nome com evocacao religiosa. Temos que ela era filha de Manuela do Espirito Santo e Antonio Jose Moniz. Mas nao temos os nomes dos ancestrais deste casal. Nao sabemos se a evocacao religiosa passou da mae para a filha ou se tinham ascendencia na Familia Espirito Santo mesmo. Nos dias de hoje seria possivel que nossa quartavo receberia o nome de registro como Luiza Maria Moniz.

O certo eh que, os filhos dela teriam componente genetico de apenas 25% Coelho. Dos quatro filhos dos quais temos algum seguimento genealogico: Francisca Eufrasia, Eugenia Maria, Joao Batista e Antonio, dois: Francisca e Joao Batista se casaram com membros da Familia Nunes Coelho, que era de outra ramagem Coelho, nao descendendo dos pentavos Jose Coelho e Eugenia Rodrigues.

Neste caso, os filhos tiveram apenas 12.5% de sangue Coelho de Magalhaes. Dai para frente eh que as coisas comecam a se complicar um pouco. Isso porque, filhos do Antonio casaram-se na descendencia do Joao; filha do Joao se casou com filho da Francisca; filhos da Francisca se casaram com filhas da Eugenia e um filho da Eugenia se casou com filha do Joao. Portanto, os filhos destes casamentos continuaram com os mesmos 12.5% de sangue Coelho que os pais possuiam. Ja os filhos que se casaram com pessoas que nao eram da mesma linhagem, tiveram a sua consanguinidade reduzida para 6,25%.

Desta geracao para frente, os casamentos entre primos se deram em diversas proporcoes. Para uns houve a reducao do indice de cansanguinidade e outros a elevacao. O que importa dizer aqui eh que, mesmo as geracoes seguintes reduzindo a consanguinidade para 3,125%, ou 1,5625%, e assim por diante, essa descendencia podera continuar assinando o sobrenome Coelho, dependendo apenas de descender por linhagem paterna dos mesmos ancestrais que nos.

Eh absolutamente claro que continua-se parente, tanto dos que assinam por ter ascendencia masculina quanto dos que nao assinam, porque tem ascendencia materna. Existem descendentes que nao assinam mas que possuem uma consanguinidade Coelho maior do que outros que assinam. Mas essa eh uma premissa que vale para toda e qualquer familia. Devemos nos lembrar que o nosso regime sempre foi o patriarcalismo. E, na verdade, nunca somos membros de uma so familia de sobrenome e sim a combinacao de milhares destes ao mesmo tempo.

Para comprovar isso bastaria termos uma Arvore Genealogica mais completa de nossos ancestrais. Manter uma Arvore Genealogica eh a unica forma de conhecermos realmente quem somos e de onde viemos. E tentar saber para onde vamos.

Geneticamente falando, esta matematica nao esta exatamente correta porque o Jose Coelho de Magalhaes, alferes portugues, teve muitas geracoes anteriores a ele, assim, ele nao pode ser 100% Coelho, porque os ancestrais dele nao o eram. Antes dele o processo se repete. A parte Magalhaes que ele trazia no sobrenome ja eh um indicativo de que ele provinha de dois ramos familiares, portanto, o maximo que ele poderia ser era 50% Magalhaes e 50% Coelho. Mas afirmo que nem isso era, mesmo sem a certeza de quem eram os ancestrais dele.

Contudo, nao se pode dizer que nao seja. O problema eh o seguinte, `a medida que vamos retornando no tempo a populacao mundial vai diminuindo. A Historia da Peninsula Iberica e da propria Europa nos mostra que a populacao de la comecou com um grupo relativamente reduzido de pessoas. Este grupo invadiu o territorio e se multiplicou. E quanto mais multiplicava precisou de mais espaco territorial para residir.

`A medida que os grupos de pessoas foram ficando mais afastados uns dos outros, formaram tribos diferentes porque se esqueceram que, no principio, os ancestrais foram as mesmas pessoas para todos. A Historia tambem nos mostra que sempre houve uma movimentacao populacional, devido a conflitos e necessidades. Alem de reducoes drasticas a populacao em consequencia a epidemias e a recuperacao da dela a partir do remanescente.

Com o tempo, formaram-se familias maiores que foram chamados de povos. Entre eles cita-se bretoes dos dois lados do Canal da Mancha, os viquingues, os normandos, os gregos, os etruscos, os romanos, os luzitanos, os gauleses, os varios grupos germanicos como os godos, francos e outros mais. Na verdade, todos foram uma mesma familia que por permanecerem separados por algum tempo acabaram geneticamente homogeinizados por causa dos frequentes entrecruzamentos entre parentes. Estas repeticoes acabaram fixando algumas caracteristicas externas que mais antigamente, em estado mais puro, podia-se dizer quem era godo ou gaules, sem medo de errar. Da mesma forma que se pode observar nos filhos detalhes fisionomicos que herdaram dos pais.

Durante o passar da Historia, estes grupos, vez por outra, invadiam o territorio dos outros. Os invadidos recebiam a introducao de algum contingente de pessoas que acabavam se misturando com a populacao local. Mas como as populacoes locais eram em numero muito maior do que os recem-chegados os casamentos entre familias diferentes acabavam absorvendo os recem-chegados e poucas geracoes depois ja nao mais se ve muita diferenca entre os que descendiam da populacao introduzida e a populacao nao miscigenada. A diferenca so poderia ser feita se houvesse exame de DNA na epoca.

Os Luzitanos sempre residiram naquela area ocupada por Portugal e Galicia. Tiveram contato com os gregos antigos. Foram aliados dos cartagineses. Foram conquistados pelos romanos, pelos visigodos e muculmanos. (Estes eram uma alianca formada entre arabes e berberes. Os berberes eram formados pela populacao do Norte da Africa. E o conjunto muculmano foi conhecido como mouro).

Os muculmanos tomaram a Peninsula Iberica em 711 d.C. Um pequeno grupo de familias cristas resistiu no que foi chamado de Asturias (uniao da Asturias e Cantabria). Um pequeno territorio no Norte da Espanha. Com o tempo e com a ajuda dos outros reinos europeus que tambem eram cristaos a Reconquista pode ser feita. Pouco a pouco eles expandiram as conquistas e formaram outros reinos cristaos. Entre eles estao: Galicia, Castela, Leao, e Navarra. Aragao foi uma implantacao dos francos, descendentes do Carlos Magno.

O Norte de Portugal foi reconquistado pelos reis de Leao, com o empenho do heroi nacional portugues Vimara Peres, em 868. Ai se instalou o Condado de Portucale, que aos poucos foi adquirindo mais territorio ao sul. Em 1128 instalou-se o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que obteve a Independencia lutando contra o exercito de sua propria mae, D. Teresa.

Em 1250 a Reconquista de Portugal eh consolidada pelo bisneto de Afonso Hennriques, o rei D. Afonso III. O restante da Peninsula, que acabou sendo anexado `a Espanha teve os ultimos territorios Reconquistados em 1494. Dai para frente eh Historia.

O que interessa aqui eh sabermos que os sobrenomes comecam a ser adotados por volta de 1100. Antes disso, as pessoas usavam apenas nomes. O Afonso, o Joao, o Joaquim eram o que eram e ficava por isso mesmo. Mas como existiam pessoas diferentes com o mesmo nome, chamavam o Afonso filho do Henrique de Afonso Henriques. O Joaquim, filho do Joao virava Joaquim Anes. Uma abreveatura de Johannes, como o nome Joao era escrito antigamente. Assim, existiam os Nunes que eram filhos de Nuno. Os Peres que eram filhos de Pedro e assim por diante.

Sao muitos nomes com origem patrinomica. Exemplos: Alvaro/Alvares; Fernando/Fernandes; Mendo/Mendes etc. Do lado Espanhol, o sufixo era formado com a letra z. Alvarez, Fernandez etc. Porem estes diferenciativos nao eram passados para frente. O filho de algum Pedro Alvares seria chamado de Antonio Peres e nao Antonio Alvares. Somente com o tempo alguns patronimicos foram fixados.

`A medida que a populacao se avolumou mais e que haviam muitos Pedros Peres ao mesmo tempo a Igreja incentivou o uso de outros nomes. Os nobres principalmente passaram a adotar os nomes daquilo que os distinguiam. Por exemplo, o senhor da Torre de Vasconcelos passou a receber o sobrenome: “de Vasconcelos”. O da Torre de Valadares passou assinar: “de Valadares”. Alguns adotaram o nome das cidades de procedencia, como: Guimaraes, Toledo, Coimbra etc. Guimaraes era chamada de Vimaraes, em homenagem ao fundador Vimara Peres.

Outros ainda resolveram adotar, ou eram nomeados, em razao de profissoes ou caracteristicas fisicas. Sao os casos de Machado, Navegante, Alvim e muitos mais.

Mas o que a maioria tinha em comum era simplesmente ter os mesmos ancestrais como ascendentes. E no principio, enquanto a ideia do sobrenome nao consolidava, os filhos de um mesmo casal adotavam sobrenomes diferentes. O Joaquim Navegante por exemplo poderia ser irmao do Manoel Machado. Dependendo da profissao que adotaram. Os descendentes da mesma casa real poderiam tornar-se de Magalhaes, de Valadares, Chassin, nao interessa. A funcao do sobrenome nao era a de marcar a descendencia de algumas pessoas e sim a de determinar de quem se tratava aquela pessoa. O importante era nao confundir as pessoas por causa dos nomes iguais.

Ja nos seculos posteriores os sobrenomes faziam mais confusao que esclareciam. Isso porque os filhos dos mesmos pais recebiam sobrenomes diferentes. Um para homenagear o bisavo, outro o trisavo, outro um parente proximo, talvez um padrinho. Tudo era permitido. As mulheres muitas vezes recebiam nomes ligados `a propria devocao religiosa.

Com o tempo a ideia de sobrenome e familia se juntaram. Mas, como ja mencionei antes, essa tambem eh uma ideia errada porque pode-se fixar o sobrenome enquanto que, geneticamente, os descendentes poderao ficar cada vez mais diferentes do fundador daquela nomenclatura.

Mas o que se observa tambem eh algo muito peculiar. Eu mostrei como as pessoas em minha familia continuam assinando Coelho mesmo que tenham uma porcentagem minima do sangue Coelho original. Porem ha o outro lado da moeda.

Como tambem mencionei, temos outro Coelho, melhor dizendo, Nunes Coelho, na raiz da familia. Nos que somos Barbalho de Virginopolis temos o particular de sermos Coelho de Magalhaes por parte da trisavo Eugenia Maria da Cruz, esposa do Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho. Ela era filha do casal Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo, e irma dos outros patriarcas na cidade.

No caso particular do filho dela, o bisavo Marcal de Magalhaes Barbalho, casou-se com a Dindinha Ercila Coelho de Andrade, que era um Coelho, ate onde sabemos, diferente dos ja citados.

Ja a trisavo Maria Marcolina Borges do Amaral, que foi a esposa do Antonio Rodrigues Coelho, tambem irmao e patriarca em Virginopolis, tinha uma ancestral com o sobrenome Anna Coelho. Nao sabemos de onde ela vem em Portugal mas o filho dela, Joao de Sousa Azevedo, levou escondido no sobrenome a genetica da Familia Coelho. Registra-se que este Coelho vinha de Vila Nova do Norte, mas nao se explica, Norte do que. E nao existe no mapa um lugar com este nome exato.

A mesma trisavo descendia por via Amaral do ancestral Antonio Coelho de Almeida. Assim, muitos de nos somos mais Coelho do que podemos imaginar. E o mais provavel eh que se tivessemos a nossa Genealogia completa iriamos encontrar muitas vezes mais a assinatura Coelho em nossos outros ancestrais. E o suposto eh que todos estes Coelho se reunam la atras, nas primeiras pessoas que ostentaram o sobrenome. Alem do mais, estes mesmos ancestrais sao ascendentes de outras pessoas que nao ostentaram o sobrenome Coelho, porem, tornaram-se nossos ancestrais atraves de outras assinaturas.

Outras assinaturas Coelho como o Coelho Lacerda, Coelho de Moura, Coelho da Silveira, Pinto Coelho da Cunha e outros mais ajudam a formar a ancestralidade de parte de nossos primos. Nao conheco ainda os dados que me levem a concluir que temos primos que reunam todos estes Coelho, contudo, nao duvido que existam!

Desde ha algum tempo atras, venho percebendo que a familia objeto de meus estudos alem de Coelho como esta reafirmado acima eh igualmente Barbalho, Andrade, Bezerra, Carvalho, Pimenta, Gomes, Furtado, Mendonca, Magalhaes e muito mais. Essa eh a grande verdade.

Quando em 1953 os pesquisadores revelaram a teoria de que o DNA era formado por uma fita helicoidal, parecendo uma escada de cordas muito longa, e que dobrava sobre si mesma num enovelado que era conhecido como cromossoma, eles nao deviam conhecer genealogia. Se outros antes deles a soubessem, talvez, teriam chegado `a mesma conclusao e levantado primeiro essa analogia. Genealogia eh isso mesmo! Eh um eterno encontro e desencontro, com reencontros e novas partidas. Mais se parece com uma imensa rede fina de pescaria onde todos os peixes sao arrastados por ela.

Mas estou divagando demais neste capitulo. A principio o que pensei colocar sob o titulo dele era diferente do que escrevi. O que eu mais gostaria de chamar a atencao era para a facilidade como as pessoas tinham para tornar-se ancestrais de muita gente num espaco curtissimo de tempo. Segundo aquele quadro do IBGE mencionado acima, em 1872 o Brasil nao tinha sequer 10 milhoes de habitantes ainda. Algo que as pessoas podem pensar que seja muito, porem, a Cidade de Sao Paulo possui mais que isso.

Minas Gerais tinha apenas 2.039.735 habitantes. Nao mais que um terco da populacao da Regiao Metropolitana de Belo Horizonte, a capital. O Estado de Minas nos dias atuais possui 853 municipios. Com certeza, alem das sedes municipais, estas cidades deverao somar mais de 2.039 distritos. Dividindo pela populacao de 1872, temos que toda a populacao mineira daquela epoca poderia ser facilmente distribuida em grupos de 1.000 pessoas no imenso vazio que foi o Estado.

Ora, se tomarmos como exemplo extremo de uma familia que tenha migrado para o Estado na epoca das descobertas das minas de ouro e que possuisse 10 ou mais filhos, essa familia poderia ter, por volta de 1740, 100 netos ou mais. Em 1780 os netos ja poderiam ter dados aos avos 1.000 bisnetos. em 1820, somente a geracao dos trinetos ja poderiam ser 10.000 pessoas. Em 1860 ja poderiam contar 100.000 pessoas somente da sexta geracao e ja estariamos entrando na setima, em 1872.

Claro, mesmo em casos extremos como este, nao eh de todo impossivel, nao se exclui a existencia de pessoas diferentes da familia. Alias, seria preciso mesmo contar com a presenca dos outros para que os primos se casassem o minimo entre primos para que a multiplicacao seja pudesse acontecer dessa maneira. Este numero se tornaria mais possivel porque alguns familiares do casal ja nao estariam entrando apenas na setima geracao.

Imagine-se, as mulheres tinham autorizacao para casar-se ate por volta dos 12 anos de idade. Raramente ultrapassavam os 30 para faze-lo. Mesmo que tomemos 20 como idade media de casamentos naquela epoca poderiamos ter uma condicao em que, se a primogenita tivesse casado com 20 anos e de vinte em vinte anos alguem iniciasse uma nova geracao, o casal inicial, em 1860, ja poderia se tornar nonavo. Ou seja, entrar-se-ia na 11a. geracao. Entao, as possibilidades seriam quase inimaginaveis.

Pois, geralmente, o mais comum sao as pessoas da minha idade saberem no maximo qual eram os nomes dos bisavos delas. E eles nasceram em torno destas datas. Mas, geralmente tambem, as pessoas se lembram destes bisavos porque eles foram imigrantes que chegaram “dos estrangeiros” (principalmente Portugal) e ai estabeleceram a familia tal ou tal. O que se ignora eh que aquele “estrangeiro” que aportou no pais casou-se com alguem que ja tinha uma Arvore Genealogica plantada no Estado ha mais de 100 anos. E muitas vezes, era descendente de alguem que chegou por causa do Ciclo do Ouro.

Como se ve, bastariam ter chegado ao Estado cerca de 20 casais com as mesmas qualidades reprodutivas, no ano de 1700 para que, em 1872 se pudesse dizer que todos os habitantes de Minas Gerais `a epoca seriam descendentes de 20 casais. Claro, seriam descendentes de muitos mais, porem, teriam ascendencia nestes 20 casais tambem.

Mesmo que em 1700 houvessem se formado 2.000 casais, com uma capacidade reprodutiva bastante reduzida, nao seria tao grandes coisas assim. Os casais poderiam ser diferentes mas certamente seriam formados por pessoas que ja haviam algum grau de parentesco entre si. Embora, essa sugestao seja mais proxima da realidade que o exemplos dos 20 casais.

Em resumo, as pessoas que atualmente nasceram em Minas Gerais tem muitas chances de ter parentescos com quase toda a populacao do Estado. Se virarmos e mexermos um pouquinho mais e conseguir todos os dados genealogicos em uma Arvore unica, porque mesmo os que nao forem meus parentes terao parentes que serao meus consanguineos, observaremos que as ascendencias de todas as pessoas tenderao a se encontrar em algum casal ou outro, ao mesmo tempo que em muitos casais.

Nao apenas os que nasceram em Minas Gerais. Ora, em 1872 Minas Gerais possuia um pouco mais do que 20% do total da populacao brasileira. Entao, eh presumivel que pelo menos 20% da populacao brasileira seja descendente daqueles 2.039.735 mineiros. 20% da populacao brasileira atual somam 40 milhoes de pessoas. Dai, como Minas Gerais possui apenas 20 milhoes devera ser porque os que migraram desde aquele passado ate agora somam 20 milhoes da descendencia atual. Nos que moramos no exterior bem podemos dizer calcular o quanto o mineiro esta no mundo. A populacao de Brasilia que tambem o diga!

4. VENDO A GENEALOGIA ATRAVES DOS OLHOS DOS NOSSOS ANCESTRAIS

Uma questao que se nos apresenta eh quando alguem nos diz: “Ah, esse grau de parentesco eh distante demais. Estes dai nao sao mais meus parentes nao!” Uma coisa posso afirmar. Existem pessoas que consideram e existem pessoas que nao consideram. Mas nao ha como duvidar do fato de que mesmo as pessoas que nao se consideram parentes, partilham ancestrais comuns, e estes, muitas vezes, sao mais recentes do que se possa imaginar.

Tentarei aqui fazer uma analogia tomando como base de meu estudo o bisavo Joao Rodrigues Coelho. Ele vem a calhar porque nasceu em 27.jan.1872. Como as noticias naquele tempo ainda viajavam no lombo de cavalo, pode ser e pode nao ser que ele foi contado entre os 9.930.478 pessoas naquele primeiro senso feito no Brasil. O mundo em que ele nasceu foi muito menos numeroso que o nosso.

Nasceu 3 anos antes do decreto de emancipacao de sua cidade natal que foi Guanhaes. E 7 anos antes da efetivacao da emancipacao em 1879. Nesta epoca haviam duas grandes municipalidades na regiao. Serro, cuja criacao se deu em 1712 e foi a quinta Vila do Estado de Minas Gerais e a jovem Conceicao do Mato Dentro, ou Conceicao do Serro, que havia sido separada do Serro em 1840.

Naquela epoca, Serro era o grande nucleo urbano do Norte de Minas. Tudo pertencera ao territorio dela. Mesmo perdendo territorios para as recem-criadas municipalidades, continuou por mais algum tempo como sendo sede da unica Comarca da regiao. Sendo assim, de uma forma ou de outra, todos os nascidos na regiao precisavam fazer romaria ao Serro, vez por outra, para resolver algum detalhe em suas vidas.

O Serro tambem foi o principal olho d’agua que alimentou o rio de todas as genealogias norte mineiras. Nao tenho um estudo completo da genealogia serrana e muito menos de toda a regiao nortemineira. Contudo o presumivel atraves das evidencias eh que, a partir de 1702, houve um grande fluxo migratorio de portugueses e brasileiros de outras regioes, abatidos pela febre do ouro. Alguns dados especulativos fazem parecer que os numeros sao maiores do que devem ter sido na realidade.

O padre Antonil fala em 30.000 nas Minas Gerais por volta da “Guerra dos Emboabas (1708-9). Pode ate ser um pouco mais mas tambem pode ser menos porque nao houve uma contagem. O certo eh que, a partir de entao a coroa portuguesa fez de tudo para regular a entrada de novos moradores indesejados por ela. Nao era possivel ter controle absoluto mas, por outro lado, como em toda corrida do ouro, a maioria nao teve sucesso, fazendo com que uma parte retornasse a suas terras de origem mais pobres do que entraram; outra parte se conformou em permanecer e comecar uma vida agropecuaria, e uma terceira parte simplesmente morreu naquelas condicoes insalubres `as quais estava submetida.

Um certo contingente de “vicentinos”, derrotados no entrevero dos emboabas, tambem foi expulso, dirigindo-se para Goias, onde encontrou novas minas de ouro e colonizou aquela regiao. Ali foi fundada Pirenopolis, que possui as mesmas tradicoes ligadas ao Ciclo do Ouro como existem em Minas Gerais.

Os que permaneceram e foram descobridores e tomaram posse de minas devem ter usufruido nao apenas dos privilegios da riqueza como tambem da oportunidade de se tornarem os velhos troncos genealogicos mineiros. Estes, se ja nao eram casados, eram os que poderiam ter buscado esposas e com elas formar as primeiras geracoes de mineiros. O fluxo de migrantes continuou, contudo nao de uma forma tao desgovernada como em outros fluxos mineradores posteriores.

Do pouco que conheco nao me parece que muitas familias ja chegaram formadas a Minas Gerais nessa epoca. O que parece eh que os rapazes aventureiros chegavam e ai encontravam o favor de alguem ja estabelecido que auspiciosamente se tornava sogro do recem-chegado. Era comum o recem-chegado vir do mesmo nucleo familiar em Portugal que seu hospedeiro.

Claro, muitos desses aventureiros devem ter se embrenhado nas matas e/ou comprado dos preiadores as suas esposas de origem indigena. Alguns devem te-las encontrado ja devidamente “amancadas” e cristianizadas pelos jesuitas.

Por fim, existiram aqueles que se contentaram com as escravas, multiplicando a populacao dos mulatos. E sao raros os casos de pessoas no Brasil considerados indigenas e africanas que o realmente o sao alem da pele. No amago de suas geneticas existem la os gens que afirmam terem ancestrais europeus tambem. E nao existe o brasileiro de fisionomia europeia, cujos ancestrais aportaram no Brasil desde os tempos coloniais, que nao tenham em sua genetica um pouco de indigeno e outro tanto de africano.

A minha afirmacao em relacao aos jovens portugueses chegarem e se casarem com as mulheres da terra encontra fundamento em diversos exemplos dos ancestrais do bisavo Joao Rodrigues. Um trisavo dele: Antonio Borges Monteiro, era oriundo da municipalidade da Seia, em Portugal, migrou para o Serro e ali encontrou duas esposas entre as nativas da terra.

Uma delas, Maria de Sousa Fiuza, ja era filha de outro portugues, Joao de Sousa Azevedo, natural de “Vila Nova do Norte” e casado com a brasileira (D)Noroteia Barbosa Fiuza. Por sua vez, Noroteia ja era filha de mais um portugues: o sargento-mor, Domingos Barbosa Moreira, de origem desconhecida que se casou com a brasileira Thereza de Jesus, natural de Itabaiana, atualmente em Sergipe.

Do lado Pereira do Amaral, do avo Daniel do Joao Rodrigues Coelho, relata-se que Joao Rodrigues era trineto de Miguel Pereira do Amaral que ao migrar da Ilha de Sao Miguel, nos Acores, para Minas Gerais, encontrou a cara metade dele entre as nascidas na terra, mais precisamente em Congonhas do Campo. O nome dela era Francisca Angelica da Encarnacao, filha do portugues Francisco Jose Barbosa Fruao, natural de Barvcelos, e outra prata da casa: Ana Maria de Jesus.

E foi esta linhagem que produziu os rebentos Antonio Borges Monteiro Junior e Malaquias Pereira do Amaral. Estes dois nomes constam de entre os fundadores do Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes, entao futura Sabinopolis. Eles sao os pais, respectivamente, dos avos Maria Francelina Borges Monteiro e Daniel Pereira do Amaral.

Alias, pelo que tenho visto, acredito que falta algum complemento `a Historia de Sabinopolis, por causa de os pesquisadores talvez nao terem atentado para um fato ainda. Normalmente fala-se que ela comecou a partir dos primeiros moradores que se reuniram em torno da Igreja de Sao Sebastiao. Mas essa criacao se da em torno de 1820 e refere-se ao distrito sede do municipio o que, talvez, nao seja o mais antigo da cidade como um todo.

Faco essa observacao porque o atual Distrito do Quilombo consta ter surgido por volta de 1800 e podera tratar-se de algum arraiado quilombola. E como sabemos, a tradicao preconceituosa do passado pode ter impedido a admissao de que os escravos fugidos ou alforriados tivessem sido os primeiros moradores legitimos do municipio. Nao necessariamente legais.

Uma segunda possibilidade mais antiga pode tratar-se da comunidade Corrente Canoa e/ou Almeidas. Por enquanto tenho apenas evidencia mas nao prova disso. Via internet nao tenho como verificar maiores detalhes mas no site do Arquivo Publico Mineiro/Casa dos Contos (APM) afirma existir um documento ali custodiado. Este documento faz referencia a: “Requerimento de Antonio Coelho de Almeida sobre a concessao de provisao para o oficio de escrivao e guardamoria de Ribeirao do Corrente de Santo Antonio de Meia Canoa”.

Ja busquei esta referencia e nao encontrei o nome como origem de cidade alguma de Minas Gerais. O que posso pensar eh que a nomenclatura se perdeu na poeira do passado. Mas alem do Ribeirao Corrente fazer parte do mapa hidrografico de Sabinopolis, esta ai presente a palavra Canoa. Ajunte-se a isso o nome Antonio Coelho de Almeida. Encontramos entao uma boa salada.

Isso porque Antonio Coelho de Almeida foi tambem o nome do pai de outra Ana Maria de Jesus que era filha deste Antonio e mais uma Ana Maria de Jesus mais antiga. A Ana filha tornou-se a esposa do Malaquias Pereira do Amaral, que era filho do Miguel e pai do Daniel, portanto, era bisavo do Joao Rodrigues Coelho, alem de estar entre os fundadores de Sabinopolis. E para juntar-se mais evidencias a isso, ha entre os outros fundadores de Sabinopolis uma pessoa com o nome de Manoel Coelho de Almeida. O mais provavel eh que este tambem fosse filho do Antonio de mesmo sobrenome e irmao da Ana Maria de Jesus filha.

A familia Coelho de Almeida procedia de Congonhas do Campo e tenho minhas duvidas quanto a ela nao ter como patriarca o portugues Manoel Rodrigues Coelho. Este tambem tem documentos em seu nome arquivados no APM. Um deles o da como tesoureiro da Camara Municipal de Vila Rica, atual Ouro Preto, em 1719.

Penso que pela importancia que esta figura historica teve na formacao do Estado de Minas Gerais, a genealogia dele deve estar no livro: “Velhos Troncos Ouropretanos”, da maior autoridade genealogica mineira ate agora, o conego Raimundo Otavio da Trindade. Falta-me conhecer o conteudo dessa preciosidade para sanar muitas duvidas em nossa genealogia.

Ha uma suposicao de que do mesmo Manoel Rodrigues Coelho provenha o tambem portugues Jose Coelho de Magalhaes, que seria o patriarca da nossa Familia Coelho do Centro Nordeste de Minas Gerais. Mas falta-nos evidencias comprobatorias para confirmar o negar a afirmacao. Se for o caso, teremos uma drastica reducao de troncos formadores das familias que iremos descrever. Para o bem da nossa saude, que seja origem de apenas um dos dois Coelho.

Mas importa que os documentos referentes a Antonio Coelho de Almeida datam de 1803. Se se provar que se trata da mesma pessoa e lugares, entao, existira ai o comprovante de que houve uma comunidade organizada no atual territorio de Sabinopolis datado anterior `a atual sede. Como o requerimento se deu em 1803, entao, a comunidade teria sido implantada em data anterior a isso.

O que pode ter acontecido eh a comunidade Corrente Canoa nao ter sido plantada em um local estrategicamente localizado nas vias de comunicacao usadas por colonizadores que estavam chegando `a terra ou, muito provavel, os outros fundadores decidiram transferir  a localizacao do arraial para as proximidades de suas fazendas. E os Coelho de Almeida nao apenas apoiaram a ideia como tambem se juntaram a eles.

Guanhaes surge `a mesma epoca que Sabinopolis. Os fundadores sao diferentes. Entre eles, como ja disse, encontrava-se o Jose Coelho da Rocha (ou de Magalhaes Filho), o pai do Antonio Rodrigues Coelho e avo do Joao Rodrigues e filho do Jose Coelho de Magalhaes acima mencionado. Estes municipios surgiram ja na fase em que a abundancia do ouro tinha se esgotado.

Alias, desde 1750 o encontro dele ja havia dificultado. A fase entao era a de domar a terra para a exploracao da agropecuaria. Apesar do que, nao deixaram de surgir alguns surtos auriferos. Nas decadas de 1830 e 40 os guanhanenses tiveram o seu sonho dourado. Algumas minas surgiram e rapidamente se esgotaram. Desde entao a vida se traduzia pela realidade do trabalho duro na roca para todos. Em 1875 o municipio conquista sua emancipacao.

Junto com Guanhaes foi tambem criada a municipalidade de Rio Doce, que mais tarde consolidou-se com o nome de Pecanha. Eram dois municipios enormes, que no futuro cederam lugar para umas duas dezenas de municipios, incluindo Governador Valarades que se desmembrou de Pecanha.

Os avos do bisavo Joao Rodrigues nasceram em Morro do Pilar (Jose Coelho da Rocha), Conceicao do Mato Dentro (Luiza Maria do Espirito Santo), Serro (Maria Francelina Borges Monteiro) e, possivelmente, Conceicao do Mato Dentro (Daniel Pereira do Amaral). A mae dele, Maria Marcolina Borges do Amaral era da segunda geracao de nascidos no Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes, atual Sabinopolis. E o pai, Antonio Rodrigues Coelho, fez parte da primeira geracao de nascidos no Arraial de Sao Miguel e Almas, atual Guanhaes.

Por volta de 1838 parece que a colonizacao ja havia extendido seu braco `as terras onde mais tarde se daria a criacao do Arraial de Nossa Senhora do Patrocinio de Guanhaes, atual Virginopolis. Em 1958 foi implantada a primeira capela no local. E da lista de primeiros moradores retiram-se os nomes de dois tios do Joao Rodrigues. Um eh o tenente Joao Batista Coelho. E, por afinidade, o tenente Joaquim Nunes Coelho, este, casado com a tia Francisca Eufrasia de Assis. Estes foram avos paternos do bispo D. Manoel Nunes Coelho.

Em 1875 tambem se deu a criacao do Arraial de Sao Joao. Sua localidade era estrategica por estar dentro do triangulo formado pelas sedes municipais vizinhas mais antigas: Guanhaes, Sabinopolis e Pecanha, embora ainda pertencendo a esta ultima. Era entao natural que a populacao excedente destes tres lugares buscasse melhores oportunidades.

Guanhaes contribuiu com uma menor parte. E o provavel que assim tenha sido porque depois de Virginopolis surgiram novos arraiais por volta da mesma epoca, no territorio que pertencia a Guanhaes. Foram as atuais Divinolandia de Minas, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoa e Sao Geraldo da Piedade, todos emancipados de Virginopolis nos anos 1960. Portanto, estes se tornaram atrativos tambem.

O que se pode observar dos dados que ja encontrei ate hoje eh que as familias mineiras comecaram a partir daquela populacao imigrada durante o Ciclo do Ouro. Ela fundou as chamadas Cidades Historicas do Estado. Dela nasceram os primeiros mineiros. Os primeiros mineiros se multiplicaram e colonizaram novas terras de forma radial em relacao aos antigos nucleos mineradores.

Assim, enquanto houve territorio virgem, a cada geracao produziu-se nova leva de migrantes para colonizar mais `a frente. O Vale do Rio Doce, nas partes mais proximas ao proprio curso natural que leva esse nome, foi o ultimo espaco a ser domado para a agricultura e a pecuaria.

Joao Rodrigues Coelho e seus familiares, nos mais diversos graus de parentesco, viveram e fizeram parte dessa Historia. Nascido no ainda Sao Miguel e Almas de Guanhaes, territorio conquistado com a ajuda de seu avo Jose Coelho da Rocha e onde ja havia nascido e vivia seu pai Antonio Rodrigues Coelho. Nao conheceu o avo nem a avo paternos porque estes faleceram respectivamente em 1844 e 1861. O mesmo se dando com todos os seus irmaos completos que nasceram apos tais datas.

Isto tambem se deu por causa de Antonio Rodrigues Coelho, o pai, ter sido o ultimo filho do casal e nascido em 1829 e somente se casado em 1863. Isso nao impede que ja tivesse pelo menos uma filha reconhecida, nascida 5 anos antes, em 1858. Esta foi Julia Salles Coelho. Nao tenho a data do nascimento de outra filha extraconjugal, Emidia Justiniana de Aguiar.

Em 1863 nasce o irmao completo, Antonio Rodrigues Coelho Junior, que durante a vida adulta tornou-se mais conhecido como dr. Coelho. Este teve uma trajetoria diferente do restante dos irmaos, pois, entrou para a carreira de advocacia, tornou-se juiz de direito e projetou-se na politica. Um fato ligado `a vida dele foi que quando ainda juiz “desrespeitou” um senhor governador do Estado de Minas, ao nao aceitar o pedido do dignatario que desejava que um seu correligionario fosse absolvido em certa causa onde, por lei, somente caberia o veredito de culpado.

Dr. Coelho foi removido da comodidade de uma comarca maior para outra de menor importancia. Nao se deu por vencido e continuou seu trabalho com dignidade. Apostou na carreira politica e tornou-se deputado federal, indo defender os direitos dos mineiros na entao capital do Brasil, Rio de Janeiro. Pequenos detalhes da vida dele podem ser vistos no endereco: http://www.flogao.com.br/serromg/106258133, onde tambem se encontra seu filho: Allyrio de Salles Coelho. Outro filho do Dr. Coelho que ficou famoso foi do Dr. Dion de Salles Coelho. Mais tarde ele sera lembrado.

Se observarem o detalhe verao que no site flogao eles sao retratados como serranos. Os filhos do Dr. Coelho sim nasceram no Serro e foram filhos com a serrana, Rita Ferreira de Salles, tambem conhecida pelo apelido de Peixao. A familia do primogenito migrou para Belo Horizonte e Rio de Janeiro e a descendencia misturou-se com outras linhagens geneticas.

O restante dos irmaos do Joao Rodrigues: Lindolpho, Altivo, Josephina, Luiza e Angelina ficaram em Guanhaes ou seguiram para Virginopolis. Os que foram para esta ultima eram: Maria Marcolina, Jose, Daniel, Virginia, Benjamin e Maria Carmelita. Um total de 7 em se contando com o proprio Joao Rodrigues. Essa divisao da familia entre os guanhanenses e os virginopolitanos deve ter-se dado por uma questao de proximidade da residencia da familia.

Nos primeiros anos de casamento dos pais do Joao Rodrigues, Antonio seu pai trabalhava com serraria e residia em uma fazenda mais proxima de Guanhaes. Quando o casal ja estava amadurecido e os filhos mais novos em crescimento, eles se mudaram para a Fazenda Sao Pedro. Esta fica a uns 10 km distante do distrito sede de Virginopolis e cerca de 20 km distante de Guanhaes.

Em Virginopolis ja residiam as familias de Francisca Eufrasia, casada com o tenente Joaquim Nunes Coelho; Eugenia Maria, casada com o capitao Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho e Joao Batista Coelho, casado com Maria Honoria Nunes Coelho, esta, sobrinha do tenente Joaquim e filha de seu irmao Clemente. A proximidade e o fato de a populacao ser reduzida, facilitou o casamento da descendencia mais jovem do Antonio com as de seus outros tres irmaos ja residentes no local.

Foram 6 os irmaos do Joao Rodrigues que se casaram com primos em primeiro e segundo graus. Todos da familia de Joao Batista Coelho. Contando-se com ele proprio foram 7 irmaos. Sao eles: Maria Marcolina e Virginia se casaram com Jose Batista Coelho. Julia Salles casou-se com Antonio Paulino Coelho. Maria Carmelita casou-se com Simao Batista Coelho. Benjamin casou-se com Julia Coelho do Amaral. Daniel casou-se com Marina Coelho de Oliveira.

O proprio Joao Rodrigues casou-se com Olimpia Rosa Coelho do Amaral, irma de Julia e Simao. Jose Batista e Antonio Paulino Coelho eram irmaos entre si e irmaos de Joao Batista Coelho Junior, o pai de Olimpia, Julia e Simao. E Marina (Nenen) era prima, filha de outra irma dos Batista Coelho, a Anna Honoria Coelho.

Nascendo em 1958, sou bisneto ou sobrinho-bisneto de todos estes personagens. Ou seja, eram 100 anos de implantacao da Paroquia de Nossa Senhora do Patrocinio. Alguns de meus outros bisavos nasceram por volta de 1858. e uma faleceu 2 ou 3 anos antes do meu nascimento. A visao que eu tinha da populacao da cidade era a de que os nomes de nossos bisavos eram frequentemente lembrados nos seroes em torno dos fogoes de lenha.

Os avos e/ou os irmaos deles estavam ja idosos mas ainda vivos, exceto a avo materna Davina. Varios dos irmaos dos meus pais eram nossos vizinhos ou viviam nas proximidades. Existiam casos extremos em que haviam irmaos de meus pais que ainda nao eram casados e pelo menos uma irma do meu pai, tia Odette, que era avo.

O proprio Joao Rodrigues foi criador de um desses extremos porque aos 69 anos de idade e viuvo resolveu casar-se novamente com uma “menina” de 18 anos. A bisavo Melita era mais nova que alguns netos e mais velha que outros netos do proprio marido. Tiveram tempo de ainda ter mais 4 filhos. Mas nem conto estes como meus tio-avos. Pela idade, eles deveriam ser considerados apenas tios e tenho vagas lembrancas de tias Josefina e Luiza ainda residindo na cidade. Elas se mudaram quando eu ainda era muito crianca.

Em relacao `a populacao da cidade, uma boa porcentagem fazia parte da familia. Nao importa se do centro urbano ou das fazendas. Boa parte tinha um grau de parentesco conhecido. Era tanto parente que alguns ate escapavam da nossa observacao. O caso extremo foi do seo Chiquinho. Este morou por alguns anos de minha infancia numa casa de frente para a casa de meus pais. Somente agora na idade adulta e ja com os meus primeiros estudos de nossa genealogia descobri que se chamava Francisco Coelho Sobrinho.

Sobrinho nao apenas do ti Xico, mas tambem do bisavo Ze Coelho e filho do trisavo paterno Joao Batista Coelho Junior. Nisso o povo antigo falhava, por exigir menos respeito por aqueles que eram os mais novos na familia. Muitas vezes, os filhos mais velhos eram mais de 20 anos mais velhos que os mais novos. Os filhos dos mais velhos eram da mesma idade dos tios mais novos e eram criados juntos. Dai eles nao os chamavam de tios e nem ensinavam os filhos a pedir-lhes as bencaos.

O caso do tio Chiquinho era mais extremo porque ele era tio-avo do meu pai e tambem era mais velho que ele. Mas era um dos mais novos na familia dos pais dele. Era irmao da bisavo Dindinha Olimpia a esposa do Joao Rodrigues.

A visao da familia que tinhamos `aquela epoca eh que ela estava sendo dividida. Sabiamos que uma parte vivia em Guanhaes mas pouco os conheciamos. Uma parte estava com a familia encaminhada em Virginopolis mas mudou-se para Governador Valadares, Belo Horizonte ou Brasilia, principalmente. Um ou outro saia desse circuito. Com sua visao de geneologo amador, vez por outra meu pai nos chegava com a noticia de que algum parente, que somente ele sabia decifrar por quais vias, havia falecido nalgum ponto ou outro do Brasil.

Na maioria das vezes, nao perdiamos o rastro do parentesco somente daqueles que eram mais proximos ou que, morando distante, nao perdiam oportunidade de passar umas ferias ou outras na cidade. Como eramos pobres e so tinhamos as regalias das viagens em ocasioes exporadicas, nao podiamos dar este mesmo prazer aos parentes que residiam distante.

Ha que se fazer esta observacao de que, mesmo conhecido e convivendo com grande parte dos moradores da pequena cidade, que contava com pouco mais de 10.000 pessoas no municipio como um todo, vez por outra eramos surpreendidos, e ate hoje isso acontece, com a descoberta de grau de parentesco com pessoas que nunca imaginavamos ser nossas parentes.

O numero de pessoas que conhecemos ja eh tao grande que o espirito da gente nao foi devidamente preparado para abrir as portas para a entrada de alguns outros milhares. Ora, se eu que gosto de genealogia e de descobrir parentesco com todo mundo ainda consigo sentir alguma surpresa quando isso acontece, imagine-se aqueles que “odeiam” parentes!

Baseado nesta visao de familia que me era concedido ter, penso que posso projetar em nossos ancestrais a provavel visao que eles devem ter tido no ano de 1900 por exemplo. Em 1900, Joao Rodrigues Coelho ja era casado com a Dindinha Olimpia Rosa Coelho do Amaral. Haviam se casado em 20.8.1892.

Creio que ele residisse ainda na Fazenda Sao Pedro, junto com o pai Antonio Rodrigues Coelho. Penso assim porque a mae havia falecido em 1887. O pai estava com 71 anos de idade e faleceria 10 anos depois. Embora houvesse se casado novamente com: Virginia de Campos Nelson, nao tiveram filhos e a idade poderia nao permitir tomar as devidas contas de todos os negocios. Os irmaos mais velhos ja ha muito haviam se casado. Mulheres eram preteridas em relacao a tomar contas dos negocios. Os menores, Virginia com 20 anos, Benjamin com 19 e Maria Carmelita com 14 ainda eram solteiros.

Embora, essa minha teoria possa estar errada porque o proximo irmao depois do Joao Rodrigues foi o Ti Juca (Jose Rodrigues Coelho) e ate hoje a Fazenda Sao Pedro pertence `a descendencia dele. Mas creio que a passagem pode ter acontecido depois, quando o Joao Rodrigues assumiu o Cartorio de Registros Civis em Virginopolis. Creio que para ele assumir o cartorio, `a epoca teria que se eleger para o cargo de Juiz de Paz da Paroquia. Este cargo deve ter sido ocupado pelo seu primo em primeiro grau Marcal de Magalhaes Barbalho, que representava a Paroquia junto `a Camara Municipal de Guanhaes, vindo a falecer em 1909.

Joao Rodrigues e Olimpia Rosa eram primos em segundo grau. Pelo menos do lado paterno porque ela era filha do Joao Batista Coelho Junior e Quiteria Rosa do Amaral. O Joao Junior era filho do Joao velho, que era irmao do Antonio Rodrigues Coelho.

Contudo, a Quiteria Rosa era filha da Maria Rosa dos Santos Carvalhais e Joaquim Pereira do Amaral. Existe um Joaquim de mesmo sobrenome e que era filho do Malaquias Pereira do Amaral e Ana Maria de Jesus os bisavos materno-paternos do Joao Rodrigues. Este “outro” Joaquim eh dito casado, porem, sem filhos, segundo o que esta exposto no livro do professor Dermeval Jose Pimenta: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente.”

Tenho duas possiveis explicacoes para o fato. O prof. Dermeval pode ter se enganado e o Joaquim, filho do Malaquias, pode ter tido uma primeira esposa com filhos e, em 1875 onde ele eh citado como dono de engenho de roda d’agua para serrar madeira (pagina 251), em Guanhaes, pode ser que fosse casado sem filhos em um possivel segundo casamento.

Mas existe a possibilidade de o avo da Olimpia Rosa ter ascendencia no patriarca acoriano na familia: Miguel Pereira do Amaral, sem ser por via o avo Malaquias. Malaquias teve outros irmaos que o professor Dermeval nao rastreou a descendencia, porem, nao cita nenhum outro com o nome Joaquim e com idade que se encaixe na idade presumivel do Joaquim, avo da Olimpia.

Em 1900 a cidade de Virginopolis era repleta de casas de primos do Joao Rodrigues. Seus tios Francisca Eufrasia, Eugenia Maria e Joao Batista haviam comecado familia bem mais cedo que seu pai Antonio. Aqueles ja estavam tendo netos enquanto este estava ainda tendo filhos em 1872 quando Joao Rodrigues havia nascido. Eram 9 filhos vivos da Francisca; 8 da Eugenia e somente uma solteira; mais os 12 do Joao Batista. Somente Francisca, que nascera em 1818, alem do Antonio seu pai, era viva, indo ela falecer em 1901.

Em 1900 era possivel ele passar pelo Manoel, filho da Ambrosina (Sinha), filha da Eugenia e filho do Miguel, filho da Francisca Eufrasia e receber o pedido, e passar-lhe um: “Deus te abencoe”. Eram primos em segundo grau em dose dupla e o rapaz Manoel, com 16 anos, ja residia com os pais em Coroacy. Poderia estar de visita aos parentes que deixou em seu torrao natal, Virginopolis. 21 anos depois o mesmo Joao Rodrigues deve ter beijado a mao do bispo D. Manoel Nunes Coelho e lhe pedido as bencaos.

Em 1900, Joao Rodrigues ja era pai de 5 filhos. Zulmira, a primogenita, Elgita, Sinval, Edith e Otaviano, o Tavico. Edith posteriormente veio a se tornar professora e grande filantropa na cidade. Nunca se casou. Os outros se casaram com primos: Zulmira com Trajano Barbalho; Elgita com Cantidio Ferreira; Sinval com Maria Magalhaes (Maricas) e Tavico com Petrina. Esta ultima, prima em primeiro grau do marido, por ser filha do Daniel Rodrigues Coelho. Sinval receberia o titulo de Pioneiro em Governador Valadares.

Quase todos os outros filhos que vieram depois e que nao ficaram solteiros ou faleceram crianca se casaram com primos da mesma familia virginopolitana. E a maior parte dos casamentos na familia que se deram ate 1948, data de falecimento do Joao Rodrigues, foram entre primeos.

Joao Rodrigues e Olimpia nao fugiram `a regra dos casais da epoca e tiveram filhos enquanto a fonte nao secou. Sao 16 dela ao todo. Faleceram 3: Aracy, Maria da Conceicao 1a. e Geraldo. Alem dos ja citados temos Nize, Anisio, Omar, Maria da Conceicao 2a., Antonio, Joao, Olimpinha e Maria Jose (Zeze). Os homens tinham a assinatura Rodrigues Coelho e as mulheres eram Coelho do Amaral.

Em 1900 ha que tambem se buscar a visao que ele tinha das outras cidades. Guanhaes havia sido o torrao natal dele. Nao deveria encontrar muitos parentes por parte de sua mae, Maria Marcolina Borges do Amaral. Mas os parentes paternos devem ser muito mais que aqueles que nossos livros genealogicos registram. Isso porque os avos do Joao Rodrigues, Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo, certamente levaram consigo alguma parentalha de Conceicao do Mato Dentro para Guanhaes.

Os nossos livros registram que o irmao do Jose, o tio-avo Joao Coelho de Magalhaes, casou-se com Bebiana Lourenca de Araujo. Existe um detalhe que completa, a noiva era prima do noivo. Talvez, o livro: “Algumas Notas Genealogicas” do professor Nelson Coelho de Senna complete as lacunas. O prof. era bisneto do tio Joao, dai o bisneto deve ter dado mais enfase ao braco familiar do qual ele era diretamente descendente. O livro foi publicado em 1939 mas nao tive acesso a ele.

Alem disso, devera existir mais pessoas da familia da avo Luiza Maria cuja origem como ja disse era o Moniz. Se ninguem passou para Guanhaes, devem todos entao ter contribuido para a formacao da populacao de Conceicao do Mato Dentro e estao espalhados pelo resto do mundo. Mas nao creio que ninguem tenha ido para Guanhaes.

Outro detalhe aqui eh que a bisavo paterna-paterna do Joao Rodrigues era a Eugenia Rodrigues Rocha que houvera se casado com o alferes de milicia, Jose Coelho de Magalhaes. Era portugues e a genealogia que penso ser a dele ainda nao foi comprovada, portanto, nao quero fixar-me no reino da especulacao pura. Contudo, o professor Dermeval chegou `a conclusao que Eugenia Rodrigues era filha de Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho e do luzo-italiano: Giuseppe Nicatsi da Rocha.

Ora, estes devem ter tido outros filhos alem da bisavo Eugenia, portanto, uma parte da descendencia tambem devera ter ido para Guanhaes. E eh dificil saber se o Joao Rodrigues fosse ou nao capaz de reconhecer o grau de parentesco que tinha com essa parte.

O que chama a atencao sao os sobrenomes Barbalho e Rocha presentes naqueles ancestrais. Eh possivel entao, que todas as familias das quais temos estudado tenham os mesmos troncos familiares. Isso porque em todas as construcoes genealogicas sempre existem os Rocha misturados. E, pelo que tenho visto, as familias nortemineiras sao tambem todas Barbalho.

Voltando ao ano de 1900, eh dificil que o Joao Rodrigues tenha feito uma viagem com a familia `a Cidade de Sabinopolis. Em abril de 1900 havia lhe nascido o Otaviano. Assim, a esposa ficaria com os mais novos e Joao Rodrigues levaria apenas a mais velha Zulmira que estava completando 7 anos. Naquela viagem ele nao perderia a oportunidade de passar pela Fazenda Penitencia.

Esta seria a referencia de sua infancia. Ai os bisavos Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana haviam plantado suas raizes no Arraial nascente. Tiveram 8 filhos: Antonio Filho, Maria Balbina, Senhorinha Rosa, Leonel Tolentino, Blandina Flora, Jose Polidoro, Manoel (solteiro) e Maria Francelina. Nos temos um pouco do acompanhamento parcial apenas das descendencias de Maria Balbina, Senhorinha Rosa e Maria Francelina. O que ja nao eh pouco! Dificil eh imaginar se tivessemos tudo completo!

Como ja repeti, a Maria Francelina Borges Monteiro casou-se com o Daniel Pereira do Amaral e foram os avos do Joao Rodrigues. Portanto, ele deveria reconhecer uma parte da populacao da cidade como seus primos e ate alguns tios. Nao por parte do casal Antonio e Maria. Mas por parte do casal Maria Francelina e Daniel.

Daniel deve ter sido um negociante habil porque casou-se com a filha mais nova e comprou dos mais velhos as partes que lhes couberam da propriedade. Nao temos as datas de nascimento e falecimento da avo Maria Francelina. Sabe-se que ela faleceu antes de 1880 porque o avo Daniel havia se casado uma segunda vez e teve tres filhos com uma pessoa bastante jovem. Os tres se chamaram Georgina, Lilia e Elpidio.

Elpidio Pereira do Amaral nascera em14.2.1883 e o pai faleceu no intervalo dos nove anos que ele viveu em Sabinopolis. Diz-nos o prof. Pimenta, pagina 141, que aos nove anos Elpidio Amaral foi residir em Sao Joao Evangelista com a mae e as irmas. Ou seja, em 1892.

Informa-nos tambem que em uma situacao um pouco melindrosa para a epoca, a viuva tornou-se mae de mais duas criancas: Maria Carolina e Antonio Augusto. Foram filhos tidos com o tio, por afinidade, do Joao Rodrigues: Olimpio Jose Pimenta, que era primo, casou-se com e ficou viuvo da filha do avo Daniel, e teve estes dois filhos extraconjugais com a viuva dele. O tio Olimpio eh um caso `a parte a ser decifrado em outra secao. Olimpio era filho de Ermelinda Querubina, irma do avo Daniel, e casou-se com Ludugeria, filha do proprio Daniel, no primeiro dos 3 casamentos do Olimpio, nao se contando ai as relacoes com a viuva, Sebastiana Amaral.

Um acompanhamento mais detalhado de como a familia era formada em Sabinopolis deve ser encontrado no livro: “Genealogias e Biografias de Serranos e Diamantinenses”, editado em 1952, no Rio de Janeiro, pelo nosso primo Dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourao. Eh provavel que nele fiquem melhor explicadas as ligacoes que existem entre as familias Tavares, Mourao, Pimenta, Almeida, Pinho, Amaral, Monteiro, Tolentino, Barroso, Magalhaes, Queiroz, Queiroga, Taveira e muitas outras mais. Embora, pela data de 1952 do livro, so se possa esperar um entendimento melhor das raizes, nao apropriadamente o reflexo disso nos dias de hoje.

Outros bisavos do Joao Rodrigues: Malaquias Pereira do Amaral e Ana Maria de Jesus tambem deixaram muita Historia Genealogica na Cidade de Sabinopolis. Alem do avo Daniel, deixaram os tios: Leonor (casada na Familia Taveira), Ana, Miguel, Ermelinda (acima mencionada), Francisca Angelica (casada na Familia Araujo), Querubina (casada na Familia Aurelio), Maria (casada com Joao Paschoal de Andrade), Joaquim (ja mencionado entre os de Guanhaes), Lourenco, Narciso e Ernesto.

Outra propriedade agricola que Joao Rodrigues tinha como referencia em Sabinopolis foi a Fazenda Jose Caetano. Esta pertenceu a Modesto Jose Pimenta que fora o marido de sua tia-bisavo Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. E eh a respeito dos 12 filhos deste casal que trata em sua maior parte genealogica o livro do professor Dermeval Jose Pimenta.

Modesto Jose Pimenta era filho de Maria Balbina de Santana, tia-avo do Joao Rodrigues e irma de sua avo: Maria Francelina Borges Monteiro; e de Boaventura Jose Pimenta, um dos netos do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, que devem estar na raiz de boa parte das familias nortemineiras. Pelo menos dos Barbalho, Coelho e Pimenta estao.

O certo eh que, em Sabinopolis, haviam tantos lugares e pessoas de referencia para o Joao Rodrigues que ficaria um pouco dificil para ele transitar nas poucas ruas, entao existentes, sem ficar horas recordando-se dos velhos tempos onde ali ele passeara ainda crianca em companhia de sua mae. Seriam tantas as pessoas a comprimentar que a filha Zulmira teria a dificuldade de depois lembrar-se das fisionomias e liga-las aos nomes exatos. Alguns ela ja deveria conhecer pelo dizer dos “causos”, assim, ficaria facilitado associar os nomes `as fisionomias.

Ao invez de voltar de Sabinopolis direto para Guanhaes, Joao Rodrigues poderia resolver tomar outro rumo e seguir para Sao Joao Evangelista. E la ele iria deparar-se com um emaranhado de parentesco que somente ele proprio poderia compreender. A casa do coronel Cornelio Jose Pimenta, um dos fundadores do Arraial e pai do professor Dermeval Jose Pimenta faria visita obrigatoria. O coronel foi outro que nao teve “educacao” quanto `as questoes reprodutivas.

Estou aqui parafraseando minha mae que quando relembra os habitos reprodutivos dos ancestrais sempre comeca com a frase: “Oh gente sem “educacao” para fazer menino”. E olhe que minha mae casou-se coroona (26 anos de idade, em 1952!) e teve 9 filhos! O coronel teve apenas 18, entre os que sobreviveram `a infancia e os que nao. Digo somente porque o pai da mamae, Juca Coelho e o tio Olimpio Jose Pimenta passaram dos 20.

O motivo de o Joao Rodrigues fazer a visita nao se devia apenas ao coronel ser primo em primeiro grau de sua mae. Tambem porque a mae do coronel, tia-bisavo Ermelinda Querubina ainda era viva e residia na casa dele. Ela viveu ate 1906. Eh provavel que a noticia da visita de alguem de fora, acompanhado de uma filha pequena, se espalhasse como rastilho de polvora pela ja quase cidade. Ainda mais que a visita tinha muitas conexoes.

Alem do coronel, residiam na mesma cidade varios irmaos e primos. 1. Modesto e Ermelinda foram pais de: Modesto, que permaneceu em Sabinopolis; 2. Olimpio, que `a epoca vivia em Sao Joao; 3. Aureliano, que viveu em Sao Pedro do Suacui e voltou para Sabinopolis; 4. Honorina Augusta que casou-se com o seu primo Antonio de Padua Pimenta, que em 1900 era falecido, mas ela vivia em Sao Joao; 5. Maria Balbina, que residia em Sao Pedro do Suacui; 6. Ana Pimenta que faleceu em Sabinopolis; 7. Leolino que residia em Sao Joao; 8. Augusta que chegou a residir no Distrito Nelson de Senna, pertencente a Sao Joao e foi casada com seu primo, Daniel Pereira do Amaral (filho de pais nao especificados); 9. Agostinha que residiu por um tempo nao especificado em Sao Joao; 10. Lermino que residiu nos distritos de Sao Joao e de Nelson de Senna; 11. Julio Borges Pimenta, que viveu em Sabinopolis; num total de 12 contando-se com o coronel Cornelio.

Alem deste lado familiar, residiam `a epoca em Sao Joao diversos tios do Joao Rodrigues, filhos do avo Daniel Pereira do Amaral e suas esposas, Maria Francelina e Sebastiana (D. Inha). Entre eles estao os ja citados Georgina, Lilia e Elpidio, filhos de D. Inha e Artur Borges do Amaral, Antonio Borges do Amaral, Ana Bessa, filhos de Maria Francelina. Eh preciso lembrar-se que eram raras as familias pequenas, como a da tia Ana Bessa que teve apenas uma filha. O marido, Americo Bessa havia falecido em Guanhaes. Antonio teve 20 filhos, 10 do primeiro e outros 10 do segundo casamento. Artur teve ao todo 7 filhos em 4 casamentos.

Alem destes haviam outros aparentados  o professor Candido Jose de Senna, pai do prof. Nelson Coelho de Senna e o professor Manoel Coelho de Moura Guimaraes que era casado com Maria Francelina Pimenta, neta da tia-bisavo Maria Balbina de Santana.

A respeito de Francisco Pereira Afonso, em sua descricao dos primeiros moradores do Arraial de Sao Joao, na pagina 92, o professor Dermeval assim escreveu: “Em primeiras nupcias casou-se com Salvina de Carvalho, filha dos fazendeiros Jose Carvalho e Senhorinha Rosa de Jesus, residentes na Fazenda das Araras, proxima a Sao Pedro do Suacui. Desse casamento nasceu uma filha – MARIA ROSA DE OLIVEIRA (D. Sinha), casada com Zeferino Monteiro de Carvalho, seu tio, irmao que era de Salvina de Carvalho. D. Sinha, ficando viuva em 1895, continuou residindo em Sao Joao, onde era muito estimada. Ela criou, como sua filha, Ocarlina Amaral, filha de Antonio Borges do Amaral, a qual casou-se em Sao Joao com o advogado Dr. Manoel Gomes Pereira. Dona Sinha faleceu, em Belo Horizonte, com a idade de 85 anos.”

D. Sinha seria mais uma pessoa a quem visitar pelo bisavo Joao Rodrigues, em 1900. E Ocarlina Amaral era prima em primeiro grau do Joao Rodrigues, nona filha tambem da primeira esposa do tio Antonio: Ernestina Alves de Carvalho. Esta era filha de Senhorinha Candida de Carvalho e Raimundo Jose Alves, outros residentes de Sao Joao. Senhorinha Candida era filha de Jose Carvalho da Fonseca e Senhorinha Rosa de Jesus, tia-avo do Joao Rodrigues, por ser irma da avo: Maria Francelina Borges do Amaral. Ocarlina Amaral havia nascido em 1895 e poderiam ter sido, junto com sua irma Ondina, nascida em 1893, otimas companhias para Zulmira.

O certo eh que alem destas 4 cidades onde temos um melhor acompanhamento genealogico da familia do Joao Rodrigues, nao eh dificil afirmar-se que ele teria muitas referencias genealogicas em muitas outras no Estado de Minas Gerais e fora dele. Em 1900 por exemplo, seu irmao Antonio Junior residia no Serro. Ali ja lhe nascera os 4 primeiros filhos do total de 10. Em Conceicao do Mato Dentro ele poderia encontrar descendencia de seu tio paterno Jose Coelho da Rocha Neto, cuja descendencia nao temos acompanhamento.

Em Sao Pedro do Suacui teria nao apenas a Fazenda das Araras que fora fundada pelos tios-avos Jose Carvalho da Fonseca e Senhorinha Rosa de Jesus, eles tambem estavam inscritos entre os fundadores do proprio Arraial. E parte da descendencia deles ali residia.

Diamantina tambem era um verdadeiro antro para os Coelho, os Borges Monteiro e outros sobrenomes que estavam nas raizes genealogicas do Joao Rodrigues. Para esta cidade haviam migrado alguns filhos do tio-avo Joao Coelho de Magalhaes. Entre eles estao Joao, Joaquim e Cassiano Coelho de Araujo. Os tres tambem se casaram na cidade com, respectivamente: Ana Rocha, Maria Coelho de Souza e Joaquina Simpliciana. Como os tios avos Joao e Bebiana Lourenca de Araujo haviam se casado em 1804 e estes foram seus primeiros filhos, Diamantina deveria ter vasta parentalha Coelho.

O mesmo se dava em relacao ao ramo Pimenta e Barbalho da familia. Em Diamantina os tios-avos Maria Balbina de Santana e Boaventura Jose Pimenta haviam fixado residencia. E nela permaneceram os filhos: Francisco de Assis e Antonio de Padua. A filha Maria Josefina nasceu e casou-se em Diamantina com o farmaceutico Josefino Rodrigues da Costa. Mas eles se transferiram para Sao Jose do Jacuri onde, juntamente com outros parentes do Joao Rodrigues, multiplicaram a populacao local.

Em Pecanha temos poucas referencias familiares anotadas em nossos livros. No livro dele o professor Pimenta faz um apanhado curto de algumas familias que forneceram agregados `a nossa familia como um todo. O irmao dele, Dr Heitor Jose Pimenta casou-se com Maria da Cunha Pereira, filha do senador Dr Simao da Cunha Pereira e d. Eufrasia de Vasconcelos, entao residentes em Pecanha. Porem o casamento se deu em 1926.

Entre as familias de Pecanha citadas pelo professor Pimenta, as Familias Queiroz, Braga, Electo de Souza, Vieira da Silva fizeram algumas ligacoes com a parentalha do Joao Rodrigues posteriores `a data de 1900. Exemplos: Helena Electo de Queiroz casou-se com o Dr. Agenor de Senna, meio-irmao do professor Nelson Coelho de Senna. Alice Braga foi esposa de Raimundo Coelho de Moura, neto da prima Maria Francelina Pimenta e do professor Manoel Coelho de Moura Guimaraes. O professor Joaquim Electo de Souza foi marido das irmas Olimpia e Ondina Pimenta, netas dos tios Ludugeria Francelina do Amaral e Olimpio Jose Pimenta ja mencionados. E o tabeliao Washington Jose Vieira da Silva teve como segunda esposa a Oferlina Pimenta, filha do coronel Cornelio Jose Pimenta.

Ha que se suspeitar tambem que Pecanha seja um antro genealogico da Familia Barbalho. Ali temos a mencao do nome de Cirino Jose Barbalho, eleito primeiro Juiz de Paz em 1875. Dele nos parece ter nascido Rita Cirino Barbalho, esposa de Sebastiao da Costa Rocha, que foi Juiz de Paz em Sao Joao por 30 anos, a partir de 1887.

Recentemente tambem pedi `a tia Maria Josefina Rodrigues Coelho (tia Fininha) os dados genealogicos da mae dela. A avo Melita que foi a segunda esposa que o Joao Rodrigues teve na velhice. Em nosso livro de genealogia ela constava como nascida em Folha Larga, atual Jose Raydan. Tia Fininha corrigiu isso e apontou Santa Teresa do Bonito. Este eh um distrito de Pecanha que faz divisa com Virginopolis, mais proximo ao Distrito da Boa Vista.

O que ja da para supor eh que encontraremos nova ponte genealogica entre os ramos familiares que nem sequer imaginavamos que houvesse. Entre os ancestrais dela existe um Miguel Amaral, o que pode ser da mesma origem acoriana que o Amaral do Joao Rodrigues e da primeira esposa Olimpia. Alem do mais, ao repassar os dados para uma amiga em Pecanha, tambem pesquisadora, Marina Raimunda Braga Leao, ela avisou-nos ser bisneta do Miguel Amaral, ou do Juca Miguel, irmao do avo da tia Fininha. E assim eh a genealogia, quando se encontra uma novidade eh porque eh tudo igual!

No livro o professor Pimenta apenas menciona que o primo do Washington acima citado, Virgilio Gomes da Silva, foi casado com Rita Barbalho. Recentemente, em contato com amigos de Pecanha obtive um registro que corrige os dados no livro. Os nomes eram Virgilio Jose Gomes e Rita Eliza Barbalho. Tambem foi localizado um inventario em nome de Virgilio Jose Barbalho, que era outra pessoa, datado de 1894. Este Virgilio fora casado com Maria Elzira da Rocha e filho do alferes Modesto Jose Barbalho. Os parentes tem suspeitas de que estes sejam os pais e o avo de d. Rita Eliza Barbalho.

O que nos faz mencionar estas evidencias aqui eh tambem a presenca do Jose entre os nomes dos homens. Segundo o professor Pimenta, os netos de d. Josepha Pimenta de Souza, a ancestral dos Pimenta e Barbalho juntamente com Manoel Vaz Barbalho, receberam este Jose em homenagem `a avo e alguns o repassaram `a descendencia. No nosso ramo Barbalho encontramos os irmaos: Policarpo, Firmiano e Gervasio Jose Barbalho, filhos de Jose Vaz Barbalho, provavel filho do casal Manoel e Josepha.

O professor Pimenta `a epoca da edicao do seu livro nao tinha conhecimento da existencia de Policarpo Joseph Barbalho entre os filhos do casal Manoel e Josepha. No livro ele reporta apenas a trisavo dele: Isidora Maria da Encarnacao, a matriarca dos Jose Pimenta, juntamente com o capitao Antonio Francisco de Carvalho. Eh possivel que todos sejam originarios do tronco Pimenta Vaz Barbalho. Mas a resposta a esta questao demanda um pouco mais de pesquisa.

Bom alem dos locais ja citados podemos mencioar pelo menos dois locais com referencias parentais para o Joao Rodrigues em 1900. Entre os fundadores de Coroacy existe um Demetrio Coelho de Oliveira. A fundacao se deu em 1887. Este eh o mesmo nome do marido de Marcolina Honoria Coelho, a decima primeira filha do casal Joao Batista e Maria Honoria Coelho, os avos da esposa Olimpia.

Outra tia da Olimpia, e prima em primeiro grau do Joao Rodrigues, foi a Emygdia Honoria Coelho. Esta foi a esposa do sr. Amaro de Souza Silva. Nao tenho os registros dos nascimentos dos filhos mas pelas evidencias de encontrarmos a maioria da descendencia recente nas cidades de Divinolandia de Minas, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoa e Sao Geraldo da Piedade, presume-se que tenham tido ai sua base de multiplicacao. Todas seriam referencias porque estavam sendo desbravadas e domadas e foram povoadas em parte por familiares, incluindo-se o cunhado do Joao Rodrigues: Jose Coelho Sobrinho e sua esposa Maria Marcolina Amaral, irmao e prima em primeiro grau da esposa Olimpia.

Algumas destas e outras coisas nos eram passadas atraves de nossos seroes em torno do fogao de lenha ou varandas e salas das casas. Existiram outras pessoas que se tornaram referencias para nos. Entre as quais estao a tia Virginia. Ela foi a unica filha do casal Antonio Rodrigues e Maria Marcolina que conheci e convivi de forma ate bem proxima. Sendo irma do Joao Rodrigues, casou-se com o “padrinho” Ze Coelho, nosso bisavo, que ja era viuvo da irma dela, Maria Marcolina Coelho, nossa bisavo materna. Tudo o que se disse a respeito do Joao Rodrigues pode relacionar-se com ela tambem que era mais velha e faleceu em 1904.

Tia Virginia nasceu em 1880 e faleceu em 1972, aos 92 anos de idade. Foi-nos dito que tinha uma memoria fantastica e passava tudo aos filhos. O sexto filho dela, Joao Coelho, nasceu em 1915, vindo a falecer no final de 2009. Ainda em agosto de 2009 tive a oportunidade de conversar com ele. Ele dizia nao ter mais a memoria que tivera antes mas foi capaz de lembrar de datas de nascimento e casamento de diversas pessoas da familia e eu so podia confirma-lo porque estava com o livro da genealogia na mao.

A outra referencia foi a tia Nenen (Marina Coelho de Oliveira). Prima segunda do Joao Rodrigues e ao mesmo tempo sua cunhada por ter se casado com o tio-bisavo Daniel. Nasceu em 1882 mas estabeleceu o record de pessoa mais longeva da familia em 1983, quando faleceu aos 101 anos. Record este ja batido. Ela tambem tinha boa memoria enquanto pode e repassou muito do que sabia `a descendencia.

Existem outras referencias nao exatamente ligadas `a genealogia. Nos anos de 1900 em diante as cidades de Caete, Conceicao do Mato Dentro, Diamantina, Pecanha e Serro, alem do Colegio do Caraca, se tornaram as alternativas educacionais para as pessoas da familia.

Os estudos primarios eram dados por professores particulares. Em Virginopolis, somente a partir de 1910 iniciou-se o ensino no Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio, tendo o professor Francisco Dias de Andrade como seu primeiro professor. Todos que podiam seguir alem dos 4 primeiros anos de ensino basico tinham que dirigir-se a outras cidades.

Ouro Preto e Belo Horizonte eram as referencias para aqueles que seguiriam alguma carreira a nivel superior. O que foram muito poucos antes de 1900. Naquele tempo as carreiras mais acessiveis e frequentadas pelos membros da familia do Joao Rodrigues eram a advocacia e o seminario. Medicos, farmaceuticos e engenheiros foram raros na familia so aparecendo apos 1900.

Ao contrario de padres e irmas de caridade que viraram verdadeira febre logo depois da data de 1900. Embora, isso ja nao fosse novidade na familia Barbalho porque o padre Emigdio havia se ordenado em 1845 e o pai dele, o quartavo Policarpo Jose Barbalho, ordenou depois, apos enviuvar-se e entregar os cuidados da familia aos filhos mais velhos.

Quanto `as nossas referencias em Pecanha, ha que se mencionar a presenca do monsenhor Jose Pereira do Amaral. Nasceu em 1904 e era primo em primeiro grau da Dindinha Olimpia. Por longo tempo o Monsenhor Amaral foi o vigario de Pecanha.

Deste ponto em diante o restante do seculo culminou com a multiplicacao e o constante movimento migratorio dos familiares do Joao Rodrigues. O Excesso populacional das pequenas cidades transbordou para outras de menor porte em territorios que ainda eram a ser conquistados. O minusculo povoado da Figueira virou a cidade de porte medio Governador Valadares. Ipatinga que nao existia veio para rivalizar-se com aquela. Belo Horizonte, a entao recem-construida capital nova de Minas Gerais ja eh uma senhora de idade e cheia de problemas por excesso de populacao numa infraestrutura ultrapassada.

Em 1872 o nosso bisavo Joao Rodrigues nasceu num pais de apenas 10 milhoes de pessoas. Ora se pensarmos sem raciocinar direito, veremos que bastaria cada uma daquelas pessoas deixar 20 descendentes vivos na atualidade para o Brasil somar os 200 milhoes de habitantes que possui. Mas a coisa nao eh assim tao simples.

Uns 10% daquela populacao era de idosos que nao iriam mais se reproduzir. Uns 60% eram de menores que entre 20 a 40% nao chegariam a ver a vida adulta. Centenas de milhares de mulheres faleceriam no parto de um de seus filhos. Muita gente permaneceria solteira. E eh preciso pelo menos dois para formar o casal que gerara a proxima geracao. Ou seja, o que restou devera ser dividido por dois, para encontrar-se o numero de casais.

Mesmo com a chegada de milhoes de pessoas migradas do exterior para o Brasil nao ha como negar-se que a maioria absoluta da populacao atual descende de parte daquelas 10 milhoes de pessoas viventes em 1872. O que foi feito de la para ca foi multiplicar. Mas as bases continuam as mesmas. Nada alterou. Como fala a musica, ja nao me recordo se o autor foi o Gonzaguinha ou o Belchior e belissimamente cantada pela Elis Regina: “Apesar de termos feito tudo o que fizemos; ainda somos os mesmos e vivemos; ainda somos os mesmos e vivemos; como os nossos pais.”

Entao, por que cargas d’agua eu iria dizer que as descendencias daqueles que o Joao Rodrigues considerava seus parentes nao seriam meus parentes? Somente porque eles nasceram, cresceram e se multiplicaram e eu nao estava presente? Ora o Joao Rodrigues nasceu, viveu e morreu. Somente vim a nascer 10 anos depois do falecimento dele. E ele continua meu parente do mesmo jeito que se o tivesse conhecido.

Outro detalhe que relembrarei aos leitores. Eh provavel que todo mundo sinta um certo repudio ate mesmo de imaginar que um avo venha a casar-se com uma neta. Nao sem motivos a nossa sociedade criou leis e ate mesmo um certo preconceito quanto a isso. Eh verdade! Isso seria moral  e eticamente errado.

Mas ponhamos os pingos nos ii. Um avo, em condicoes normais, deveria ter uma consanguinidade de apenas 25% com seus netos. Claro, isso partindo da suposicao de que sao 4 avos, portanto, cada um ira ter 25% do seu material genetico embutido na formacao de um neto. Porem, isso sera verdadeiro apenas se ja nao houver um parentesco proximo entre os avos. Caso contrario a consanguinidade sera maior que 25%.

E o que se pode observar muitas vezes eh o acontecimento de os fundadores geneticos dos municipios recentes serem descendentes do fruto migratorio das cidades mais antigas. E as populacoes sao como um todo descendentes dos mesmos ancestrais, salvando-se pequenas variacoes.

O que eu tenho observado em meus estudos genealogicos eh isso: algumas vezes as pessoas vem de uma linhagem genealogica com varias repeticoes de mesmos ancestrais, portanto, elas nao tem como fugir de serem como os seus pais, geneticamente falando. As vezes, os mesmos ancestrais de 100 anos ou mais atras deram origem a populacoes de cidades diferentes. E quando os descendentes dos mesmos ancestrais, oriundos das cidades diferentes, se encontram, nao se reconhecem como parentes proximos, casam-se e poem o filhos em uma roleta russa.

Pelo que vejo deve haver nascidos da populacao que se estabeleceu em Sao Joao Evangelista com grau de consanguinidade superior a 25% em relacao a outros nascidos em Virginopolis. E isso deve ser algo comum em todas as cidades do Brasil. Dai uma boa razao para popularizar-se o conhecimento genealogico da populacao como um todo. Alguma consanguinidade excessiva poderia ser evitada. E a que nao fosse poderia ser feita prevencoes para evitar-se a manifestacao de problemas futuros nas criancas.

5. ANTIGAS NOVIDADES

Quando mencionei que na maioria dos casos os rapazes aventureiros chegavam solteiros ao Brasil e ai arranjavam uma cara metade, nao exclui a possibilidade de as pessoas chegarem em grupos familiares. Isso deve ter sido o que aconteceu, por exemplo, por volta de 1750 quando nos primordios da colonizacao dos estados brasileiros da Regiao Sul.

Relata-se que os ilheus, oriundos principalmente do Arquipelago da Madeira, passavam por extrema dificuldade e por aquela ocasiao o governo portugues incentivou a migracao para o Brasil. `A epoca, cerca de 5.000 pessoas foram estabelecidas, somente na Ilha de Santa Catarina. Eh possivel que, 260 anos depois dessa chegada, ainda existam algumas pessoas atuais sendo brasileiras e descendentes apenas de ancestrais da linhagem portuguesa pura. Mas a maioria absoluta tera vindo da mesclagem daqueles, entao, recem-chegados com as linhagens ja mais antigas.

O professor Dermeval Pimenta relata no livro dele um outro caso. E acredito que ele deixou para os pesquisadores da atualidade uma boa oportunidade de elucidar um quebra-cabecas historico. Trata-se da chegada de um certo numero de portugueses, segundo o depoimento do professor no livro, e ocupacao das terras que dariam futuramente origem `a cidade de Sao Joao Evangelista.

Consta que o capitao Ildefonso da Rocha Freitas e sua esposa Maria Coelho da Silveira nao estavam sos. Possivelmente estavam acompanhados dos irmaos do capitao: Martinho da Rocha Freitas e Antonio da Rocha Freitas. O primeiro deles era casado com Angelica Coelho da Silveira, certamente seria irma da d. Maria. E alem destes, outros sao mencionados. No local ja encontraram indigenas e outros brasileiros residindo. Alguns filhos ja haviam nascido, nao se apontando datas para a chegada, porem, o calculo feito eh de que tenha sido em torno de 1830.

O grande quebra-cabecas aqui eh serem ditos portugueses mas nao se mencionar procedencia alguma. O que faz especular-se algumas coisas. Primeiro, ha que se entender que este foi um dos periodos mais convulsionados das Historias Porguesa e Brasileira. No final dos anos 1700 e inicio dos anos 1800 a Europa passou pelo periodo dificil das Guerras Napoleonicas.

Em 1808 as cortes portuguesas fugiram para o Brasil. Portugal foi tomado e existem relatos de toda sorte de abusos cometidos pelas tropas invasoras. Napoleao foi derrotado por volta de 1818. E as cortes portuguesas comecaram a exigir o retorno do rei D. Joao VI. Portugal estava em convulsao porque os liberais queriam terminar com o absolutismo e implantar a Monarquia Constitucional. D. Joao VI cedeu `as imposicoes e retornou a Portugal em 1821.

O principe D. Pedro permaneceu no Brasil e enfrentou convulsoes pelos mesmos motivos. E as cargas impostas pelas cortes portuguesas em relacao ao Brasil acabaram culminando na revolta que levou a Independencia do pais em 1822. Houveram algumas escaramucas entre portugueses residentes e brasileiros mas o assunto foi logo encerrado com a derrota das pequenas forcas portuguesas e a promessa dos brasileiros de pagar alguma indenizacao a Portugal, mediado pela Inglaterra.

Alem de Portugal ja estar empobrecido, em consequencia de outros problemas, alem da Invasao Napoleonica, faleceu o rei D. Joao VI. Um dos possiveis herdeiros era o Imperador do Brasil, sua Majestade o Imperador D. Pedro I. Isso, em 1831, faz Portugal ficar dividido entre ele e o principe D. Miguel. Neste ponto surge um movimento revolucionario e a guerra afeta novamente a vida dos portugueses. As tropas de D. Pedro vencem o embate e ele eh coroado D. Pedro IV, de Portugal. Em 1836 D. Pedro morre mas ja com o poder consolidado.

O Brasil, por essa epoca esta mergulhado numa crise que demora a se acabar. O principe D. Pedro, foi largado no Brasil com 9 anos de idade. A tentativa de solucao se da com as Regencias. Mas nada foi satisfatorio enquanto a maior idade nao foi abreviada para os 14 anos. Assim o Brasil ganhou o seu segundo imperador, D. Pedro II. Mas o periodo inicial foi repleto de revoltas por todo o pais. O Duque de Caxias foi quem foi o escudeiro do imperio na parte militar. Jose Bonifacio o foi na parte politica.

Poderiamos pensar que o capitao Ildefonso e familiares tivessem saido de Portugal para fugir das agruras em que o pais passava. O problema eh que fica dificil imaginar que levasse toda a sua gente para um lugar tao ermo e que tambem estava em pe-de-guerra.

`A epoca a regiao sofria com muitas tensoes entre colonos e indigenas catequizados de um lado contra um grupo que era coletivamente chamado de botocudos do outro. Eram indigenas ainda livres e defendiam sua heranca territorial. O que foi entendido pelo governo imperial portugues como rebeldia e, por isso, passou contra eles um decreto de luta de exterminio. Assim, as vidas de colonizadores na regiao estavam tao inseguras quanto em Portugal.

Por isso penso que ha a possibilidade de que as tradicoes transcritas pelo professor Pimenta, de que era um grupo formado por portugueses, podem nao ser exatas. Muitas vezes, as tradicoes levam um fundo de realidade mas falham muito em relacao a datas. Pode ser que os familiares portugueses daquelas pessoas tivessem ido para o Brasil por volta de 1808, quando do desembarque das cortes. Assim, os adultos teriam chegado ao Brasil em epoca que ainda eram criancas.

Possivel tambem seria que o capitao Ildefonso, d. Maria e a parentalha ja estivessem familiarizados com tudo o que ocorria no Brasil e tivessem visitado antes a regiao e escolhido a area que pretendiam colonizar. `A epoca, talvez nem fosse seguro se declararem portugueses. Ao contrario disso, quando o capitao Ildefonso e d. Maria fizeram seu testamento e foi registrado em 1871 e 1872 respectivamente, nao haveria impecilho para que se declarassem portugueses, porem, isso nao foi registrado na documentacao.

Portanto, ai ha um tema interessante para pesquisadores. De onde realmente tais pessoas procedem? O que as motivou a se retirarem para uma area tao distante dos centros mais evoluidos de Portugal e Brasil? Tinham ou nao alguma preferencia politica entre os partidos de D. Pedro e o irmao D. Miguel? Enfim, eh um tema tao curioso que poderia ate virar enredo para um livro.

Mudando de conversa, tenho recebido o pedido de ajuda de algumas pessoas para decifrar as genealogias delas e, por mais boa vontade que tenho, sempre penso que sirvo menos a elas do que me servem. Um destes casos foi do conceicionense (natural de Conceicao do Mato Dentro), Bento Luis Silva. Ele pediu-me orientacoes para buscar os dados da familia dele. Entre suas raizes esta a tradicional familia dos Pires de Oliveira.

De quebra passou-me as dicas. Honorio Pires que se encontrava no livro do professor Dermeval como marido de nossa prima Modestina Pimenta Pires era tio-avo dele. Assim, pude completar o nome do sr. Honorio, acrescentando-lhe o de Oliveira Junior, e tambem uns poucos ancestrais dele. Tambem informou-me que a filha do casal, Maria Balbina Pires estaria viva, em Pecanha, aos 103 para 104 anos.

Alias, faca-se aqui a observacao. Recentemente outro membro da familia havia atingido esse record de 103 anos mas tambem faleceu antes de completar os 104. Foi o sr. Gabriel Coelho de Oliveira. E olha que ele havia prometido com antecedencia que bateria o record anterior, que pertencia `a nossa tia, com 2 anos de vantagem. A recordista anterior, ate onde sabemos, era a tia Nenen (Marina Coelho de Oliveira), que vivera ate aos 101. Tai o recado, vamos entao fazer uma competicao para ver quem batera este record!

Em contato com os amigos Marina Braga Leao e o Dr. Jose Geraldo Braga (juiz aposentado na Comarca de Virginopolis), busquei maiores informacoes a respeito de d. Maria. A principio ele nao sabia de quem se tratava mas ela lembrou-se de d. Maria Pires. Por alguns momentos tive duvida quanto a tratar-se da mesma pessoa porque a Marina disse que pensava que ela havia falecido ha pouco tempo, nao chegando a completar os 104 anos, o que se daria em 26 de julho. Alem disso, o nome da mae de d. Maria Pires seria Ana Maria Franca.

Eliminando alguns detalhes que se passaram nos dias em que a duvida pairou, observei que Modestina havia falecido em 1914, quando dona Maria estava com 5 anos apenas. Logo imaginei que o pai teria se casado uma segunda vez e corri a socorrer-me nos conhecimentos do amigo Bento. Ele imediatamente retornou-me dizendo que havia se casado sim, e o nome da senhora era Ana Maria Franca.

Dai pudemos concluir que a mae que d. Maria Pires conheceu melhor foi d. Ana Maria. A informacao parcial havia ficado na memoria dos que conheceram as personagens em vida se deveu ao fato de que o pai do Dr. Jose Geraldo havia sido prefeito da cidade de Sao Pedro do Suacui, onde a familia Pires morou, alem de ter sido aluno da professora Ana Maria. Durante o governo dele o aluno homenageou-a com o nome da rua na qual havia ela residido. Verificando a Historia de Sao Pedro, no site da prefeitura, observei que esta se localiza na Rua Professora Ana Maria.

Movido pela curiosidade, busquei mais informacoes no site do geneaminas.com.br. Ali estao separadas as Arvores que o Bento e a que eu plantamos. Na porcao que me coube encontrei um acrescimo feito pelo Dr. Marco Antonio do Amaral Pires. Este, filho do Dr. Joao Pires Franca e d. Zilda do Amaral Franca. O Dr. Joao tinha por pais ao sr. Honorio Junior e d. Ana Maria. E d. Zilda era filha do Benedicto Amaral, filho do nosso tio Antonio Borges do Amaral, irmao da trisavo Maria Marcolina Borges do Amaral.

Assim, parece que o mundo apequenou-se de vez. E acredito que essas coisas deverao mesmo se repetir quantas vezes mais aumentarmos o nosso banco de dados. Tem certos momentos que penso ate ser bom nao investigar demais porque quanto mais se investigar mais a nossa genealogia ficara entrelacada com a de todo o mundo do mundo!

Outra pessoa que procurou-me ha mais tempo foi uma prima nascida em Divinolandia cujo nome eh Graca Magalhaes. Ela era contato de minha irma Magda e sabia ser da Familia Barbalho, porem, nao tinha os detalhes. Dizia ser neta de Maria de Magalhaes Barbalho e sobrinha do sr. Ze Barbalho. Este, pessoa muito conhecida em Virginopolis. O fato eh que nao temos nenhuma Maria de Magalhaes Barbalho inscrita em nossos livros mais antigos.

Eu proprio nao tinha a menor ideia de como o sr. Ze Barbalho se encaixava em nossa Arvore embora soubesse que algum grau de parentesco haveriamos que ter. O fato eh que fui colega de Aloisio e Alicio, filhos do sr. Ze Barbalho e eles reinvindicavam para si o titulo de meus primos. Como eu era crianca, nao sabia o que dizer porque nao sabia como nossa Arvore havia sido formada e eles nao se encaixavam naquilo que eu sabia.

Nestes ultimos dias porem, a Graca buscou-me um tanto aflita. Queria saber se eu sabia de alguem que tivesse uma fotografia de d. Maria Barbalho. Chorosa, dizia que a avo vivera apenas 29 anos, morara na comunidade de Virginopolis denominada de Jacu, e o pedido se devia ao fato de ela nao te-la conhecido e nao ter sequer uma pequena imagem de como se parecia. Mas o problema eh que eu proprio estava mais perdido que agulha no palheiro, porque nao tinha informacao alguma a prestar.

Mas pedi a ela que investigasse um pouco mais, pois, ela se referia como Pedro o ancestral mais antigo que as tradicoes diziam ela descender. Pelas indicacoes, pensei que so poderia tratar-se do tio-bisavo Pedro de Magalhaes Barbalho. Entao, pensei que Maria Barbalho pudesse ser a Maria Marcolina, filha dele. Mas nao tinhamos registro de que esta houvesse se casado.

Foi a propria Graca que acabou colocando uma luz no dilema todo. Buscou os conselhos da Moema, tambem filha do sr. Ze Barbalho e ela contou o que sabia. O Pedro Marcal havia tido um caso com uma moca que trabalhava na casa. Ela engravidou e ele reconheceu o filho. Deram o nome de Pedro de Magalhaes Barbalho. Nao se sabe o nome da mae desse segundo Pedro.

Mas sabe-se que se casou com Joaquina Gonsalves Pimenta (o s no sobrenome vem da grafia que ela me passou e sei que a maioria das vezes se escreve com c cedilha). Deste casal nasceram: Aristides, Virginia, Gabriel, Americo, Levi, Joaquim, Minervino, Jose e Maria. Dos que a Moema pode relacionar e todos com a assinatura “de Magalhaes Barbalho”.

Jose era o sr. Ze Barbalho e Maria a avo da Graca. Dai restaram algumas duvidas. Mas ela conversou com a Maria, tambem filha do sr. Ze Barbalho, que esta agora com 84 anos. Esta nao soube dar nenhuma outra informacao mas a idade a “condena”! Pelo que calculei, o sr. Ze Barbalho deve ter nascido entre 20 e 30 anos antes dela. E o pai Pedro seria, possivelmente, 30 anos ou um pouco mais velho que o sr. Ze. Este regresso nos leva por volta de 1876.

Esta foi a data que o tio Pedro, filho que era do Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho e Eugenia Maria da Cruz, se casou com a tia Antonia Honoria Coelho. Portanto, o Pedro Marcal ao qual ela se refere eh mesmo o tio Pedro, filho de um Marcal, o Francisco. Eu imaginei que o filho Pedro poderia ser filho de algum dos filhos do tio Pedro. Algo comum acontecer naquele tempo de os filhos fazerem e o pai assumir a paternidade. Assim os netos ficavam melhor protegidos porque os pais biologicos muitas vezes nao passavam de adolescentes.

O que posso pensar eh que o Pedro, filho do tio Pedro, nasceu antes de 1876, na casa dos avos. Enquanto tio Pedro era ainda adolescente. Isso explicaria o fato de os tios-bisavos Pedro e Antonia terem tido 14 filhos ao todo, entre os quais 8 do sexo masculino e nenhum chamar-se Pedro tambem.

Algo que agora especulo eh que pode ser que a moca com quem o tio Pedro teve o filho Pedro fosse de origem africana. Eh apenas uma das possibilidades. Esta porem esta dentro da logica do passado de que a maioria absoluta das pessoas que faziam os servicos caseiros eram africanas. E pode ser que ela tenha adotado o sobrenome Barbalho e dela tambem descenderem os Barbalho que residem nas proximidades da Cidade do Gonzaga, Minas Gerais.

Essa eh uma teoria que se casa com o que era dito `as escondidas e que os Barbalhos antigos da familia nao gostavam de ouvir. De que a matriarca dos Barbalho de Gonzaga era africana e o Barbalho dela era o mesmo da familia. Mas, estas sao apenas especulacoes. Se nao pudermos confirmar ou negar isso por meio de papeis, talvez o consigamos algum dia por meio de exame de DNA.

Graca, a Graca nao achou nenhuma quando sob que recebeu a heranca genetica dela por via “bastarda”. Isso mesmo, entre aspas porque essa eh mais uma nocao errada que existe em nossa sociedade. Essa sociedade velha, rabugenta, enganosa e hipocrita.

Ate por volta dos anos 1950 aqui nos Estados Unidos ainda se usava escrever nas certidoes de nascimento das criancas que nasciam de ligacoes extra-conjugais as palavras “filho ilegitimo de”. Uma defensora dos direitos delas se revoltou e falou a verdade: “Ilegitimos sao os pais e nao as criancas”.

Para entendermos melhor essa questao podemos fazer uma comparacao do mundo legal. Ilegitimo ou ilegal sao os atos ilicitos cometidos por criminosos. Quando o resultado de uma relacao sem a devida realizacao do matrimonio eh uma crianca, os pais sao os “criminosos” e nao a crianca. Isso eh logico por todos os angulos que se analisar a questao. Em primeiro lugar a crianca nem sequer existe quando o ato eh cometido. Para que o ovo se forme, pode demorar horas e ate uns dois dias apos a relacao. E o mais importante, as criancas nessa idade sao inimputaveis perante as leis dos homens e de Deus. Portanto, nenhuma crianca eh ilegitima nao importa a forma como for concebida.

Na realidade, o preconceito que se criou em torno da questao vem de longe. Trata-se das pessoas na sociedade desejarem se organizar, porem, por serem humanas cometem la seus erros. Ora, era ate de certa forma frequente acontecer de as pessoas chamadas “da sociedade” terem filhos fora de seus casamentos, enquanto estavam legalmente casadas com alguem. Entao, segundo a visao distorcida que se criou em torno disso, resolveu-se punir as criancas, para que o “crime” nao compensasse. “A corda sempre arrebenta do lado mais fraco”, nao eh mesmo?!

Geralmente, a intencao do legislador era a de proteger a mulher e os filhos “legitimos” das acoes dos maridos saltadores de cerca. Como nao havia exame de DNA, ficava a criterio do saltador reconhecer ou nao o filho. Se nao o fizesse, todas as desgracas poderiam cair sobre o filho ja que poderia nao encontrar um pai postico que o sustentasse enquanto nao virasse homem ou mulher. Jesus que o diga!…

Fiz uma pequena discertacao para a Graca e contei a ela como o meu bisavo Joaozinho foi concebido. Na verdade, nao sabemos os detalhes, mas sabe-se que a mae dele Sinh’Anna Magalhaes, filha legitima de Jose de Magalhaes Barbalho, o velho, teve relacoes com um homem. Nao se sabe se consentida ou nao. O certo era que ela era quase uma crianca. E o homem, mais velho, deve ter pensado que poderia fazer isso porque ela era mulata.

Deixando de lado outros detalhes, nao sabemos se o pai fora um musico que acompanhava um circo do Rio de Janeiro e foi parar em Itabira ou, segundo outra versao, era um homem casado da sociedade itabirana na epoca. Nao importa a versao, o resultado foi que o pai Jose mandou-a para o entao Arraial de Sao Miguel e Almas (Guanhaes) para esconder as vergonhas dele e proteger a “reputacao” do infrator.

Apesar de tudo, parece, havia algum contato entre o pai e o filho que nasceu em 15.10.1862. Mas, infelizmente, os que sabiam da Historia com detalhes faleceram sem passar recibo do que sabiam, e nos nao sabemos quem foi o pai do nosso bisavo.

Tio Joaozinho, como ele proprio exigia ser chamado pelos netos, foi uma pessoa bastante espirituosa e deu muita alegria `aqueles que partilharam com ele os seus 80 anos de vida. Dele nascemos e nao sinto a menor vergonha disso. E ele nao eh o unico na familia. Sao diversos casos, embora, seja o unico que sabemos do qual somos descendentes na Historia mais recente. Tio Joaozinho era primo segundo do Ti Pedro e casou-se com a irma deste: Candida (Sa Candinha) de Magalhaes Barbalho.

Na Historia mais antiga temos um caso bem mais assombroso para quem nao a conhece. Esta eh a Historia do sobrenome Furtado. Ele surgiu devido o nascimento “a furto” de um filho da rainha Urraca. Ela entao deu o sobrenome Hurtado, mas `a epoca nao se tinha tanto preconceito contra essas coisas. Ela foi a Rainha de Castela. Depois parte da descendencia passou para Portugal e traduziu o sobrenome para o Furtado.

O que eh interessante eh isso. Os Furtado estao no Brasil desde o inicio da colonizacao europeia. Um dos primeiros chegados ao Brasil, se ja nao nasceu, foi o sr. Aires Furtado de Mendonca. Ele foi o pai de dona Maria Furtado de Mendonca, a esposa do Luiz Barbalho Bezerra. Estes sao a nossa referencia familiar na Historia do Brasil. A poderosa familia Furtado de Mendonca, mais conhecida como tal no Estado de Sao Paulo, faz parte dessa descendencia ate mesmo no sobrenome.

Agora, pelos meus calculos, como o Aires Furtado de Mendonca nao deve ter levado sozinho o Furtado para o Brasil e d. Maria deve ter tido outros irmaos e irmas la pelo final dos anos 1500, entao, todos os brasileiros devem esperar encontrar em suas genealogias alguem com a assinatura Furtado no nome. Duvido muito que alguem mais ira sentir-se diminuido depois de saber que todos nos somos Furtado.

Outra realidade triste de se saber eh que os brasileiros foram formados com a participacao de muitas indigenas que tiveram seus familiares mortos, foram rapitadas e violentadas e viveram em cativeiros para fornecer filhos aos seus senhores. O mesmo se diga das africanas. E nos ainda iriamos ter alguma reserva quanto a sermos rebentos de relacoes extra-conjugais?

Nos nao podemos ignorar o passado. Tambem nao podemos deixar que ele se repita. Como dizem os americanos: “Precisamos virar as costas para o passado”, e acrescento: Nao se pode deixar que o passado nos impeca de seguir em frente e vencermos na vida.

O importante eh sabermos que so seremos ilegitimos por causa dos nossos proprios atos e nao por causa dos atos de nossos ancestrais.

E deixo estas notas aqui com dois objetivos. Se nao conseguir confirmar os dados passados pela Moema, pelo menos outros terao onde recomecar a pesquisa. E se alguem da familia tiver a foto de d. Maria de Magalhaes Barbalho que a Graca busca, favor enviar-me ou a ela propria.

Tambem busquei o contato com uma “prima” cujo nome eh Neide Coelho de Andrade. Ela deixou uma mensagem nas paginas do nosso amigo Luiz Claudio Passos dizendo que o pai se encontra em uma idade avancada e que gostaria de leva-lo a Virginopolis para rever o lugar onde ele nasceu e cresceu. Bom, eu somente farejei mas precisava ter a certeza e talvez direciona-la melhor para procurar algo mais exato.

Pela foto dela no Facebook imaginei logo ser gente da familia da bisavo Ercila Coelho de Andrade. Loira dos olhos claros e muitas semelhancas na feicao. Me apresentei mandando alguns dados da familia porque ela mostrou nao ser familiar aos locais por ser de Belo Horizonte. Nao tivemos tempo ainda de fazer todas as confirmacoes mas ela ja confirmou coisas que levam a concluir que somos mesmo parentes.

O nome do avo dela era Salvio Coelho de Andrade. Contou-me que foi criado com os Barbalho mas nao especificou nomes. Como ela nao conheceu ninguem, ja ficou satisfeita em saber que o pai sabia do que estava falando ao dizer que a familia Coelho era grande e outros detalhes particulares dos parentes. Nao consegui ainda uma ajuda de parentes mais velhos que tenham conhecido o sr. Salvio e que saibam coloca-lo no lugar certo em nossa Arvore.

Alias, esse tem sido o meu problema em relacao `a parentalha da Dindinha Ercila. Temos os dados apenas da descendencia dela por ela ter sido esposa do bisavo Marcal de Magalhaes Barbalho. Alem disso, conheco pessoalmente algumas pessoas soltas, e tambem por ouvir dizer, sem saber como explicar o nosso grau de parentesco.

Mas o que mais ou menos me fez fechar as contas em torno de decidir se somos ou nao parentes foi o que disse a Neide. O avo Salvio era usuario de rape e colocava no nariz dela quando crianca. No minimo para rir-se da reacao. Quem conheceu a tia Tete sabe do que estou falando.

O mais interessante eh ela ter falado que a chamavam de Clarice e Salica quando crianca. Estas mencoes eram a pessoas que, julga ela, terem sido irmas do avo Salvio. Quanto a Salica tive duvidas porque este foi o apelido tambem de Maria Salome Coelho Lacerda. Ela foi a esposa do Cesario de Souza Coelho, filho dos tios-bisavos: Emygdia Honoria Coelho e Amaro de Souza Silva.

D. Salica deve ter sido muito querida em Divinolandia de Minas e ali todos a deveriam tratar como se fosse uma tia, mesmo dos que nao era. Mas ha a possibilidade de a Neide ter parentesco tanto com os Coelho de Andrade quanto com os Coelho Lacerda, por via materna.

Mas Clarice ou Clarissa, a Historia eh outra. Este eh nome da irma da Dindinha Ercila. Sandra, filha do Geraldo do tio Daniel e filha da d. Ligia, filha da tia Biloca contou-me algo a respeito da Clarice. A descricao bate exatamente com o ser bem clara, olhos claros e parecer-se assim como se ve nas fotografias da Dindinha Ercila.

Por outro lado, a Julia Ilce, filha da tia Olga contou-me que a Clarice quando ia visitar a sobrinha, indo aquela a Virginopolis, sempre almocava. E mal pegava o prato de comida ia logo dizendo: “Oh Olga minha filha, de ca a sua pimenta ai porque essa sua comida so desce com muita pimenta!” Tia Clarice era de uma franqueza incrivel e `as vezes petulante.

O segundo adagio me foi contado pela prima Roxane Barbalho, tambem bisneta dos bisavos Ercila/Marcal. Segundo ela, a tia Clarice saia de Divinolandia a pe para ir a Virginopolis. Nao mandava avisar com antecedencia. Alguem passava por ela, e outra irma que a acompanhava, e logo dava o recado ao vovo Cista de que a tia dele estava na estrada.

O vovo Cista mandava colocar logo o cavalo na charrete e saia rapido para encontrar-se com ela na estrada. Seja qual for o ponto em que eles se encontravam, dai para frente ela passava um sabao nele, porque ele nao tinha chegado mais cedo! Esta era a nossa tia Clarice. Uma joia rara. Mas parece que nao se casou.

Nestes dias em que estou escrevendo, a Neide e eu temos encontrado os sinais de que temos mesmo alguns ancestrais comuns recentes. Ela esta verificando um monte de informacoes que passei mas tem que esperar a oportunidade em que o pai dela, sr. Delmiro (Didi) Coelho de Andrade possa ajudar. As oportunidades sao poucas. Antes que ela pudesse verificar todas as minhas mensagens ele havia passado a informacao de que o nome do pai dele era Salvio Coelho de Andrade e o pai dele seria o Juca Jose Honorio.

Assim, ficamos num pequeno impasse. O Apelido do trisavo Joaquim Coelho de Andrade era Joaquim Honorio. Supoe-se que o Honorio fosse o nome do pai dele. Por outro lado, o apelido Juca, normalmente esta vinculado aos homens que se chamam Jose. Existem outras razoes, como o falecido Gerson, filho do tio-avo Bernardido, que tinha o apelido de Juquinha. Outro Juca na familia se chama Italo. Em ambos os casos os apelidos vem da gozacao de terem algo de parecido com o velho Juca, o Jose Batista Coelho Junior, o vovo Juca, tio de ambos.

Portanto ha ali a possibilidade de ser o Jose, filho do Jose do Honorio. A principio estavamos pensando somente na possibilidade de o trisavo Joaquim Honorio ser o nosso ancestral comum. As tradicoes de familia somente recordam a presenca do Joaquim Honorio em Divinolandia. Mas ai pode haver um pequeno direcionamento errado porque ele deve ter ido para la quando estavam desbravando a regiao. Seria natural que estivesse associado com filhos mais velhos, irmaos, primos, parentes dos parentes e genros. Ou alguem da familia ja estivesse posto la o pe primeiro.

Nossas tradicoes dizem que o bisavo Marcal de Magalhaes Barbalho encontrou a familia do Joaquim Honorio morando numa fazenda entre Guanhaes e Itabira. E ao ver os olhos verdes da Dindinha Ercila, propoz logo o casamento, requerendo antes que ela estudasse. Era ela muito mocinha. Ele proprio teria pago os estudos dela em Diamantina. Quando se casaram ela estava com apenas 17 anos. Entao, presumia-se que ele teria sido quem deu apoio aos sogros Joaquim e Joaquina para conquistarem seu quinhao de terra em Divinolandia de Minas, a proxima cidade depois de Virginopolis.

Mas, mesmo assim, pode ser que o Joaquim Honorio nao tenha ido sozinho e tenha levado a parentalha. Haveria mesmo a possibilidade de que a avo Joaquina Umbelina da Fonseca ja fosse aparentada com um dos fundadores de Virginopolis, o Jose Antonio da Fonseca. Ele tambem ja poderia estar la para dar apoio aos parentes. Afinal, o local onde eles habitaram, dizem chamar: Corrego dos Honorios, e nao do Honorio. E Honorio pode ser o nome do ancestral comum de todos.

Outra informacao que a Neide apenas mencionou foi a de que uma das tias dela continua vivendo em Gonzada. Continua?! Isso situa parte da Familia Andrade do avo Joaquim na mesma cidade de onde procede a parentalha da minha esposa. (Ou ex como ela ja se tem colocado ultimamente). A mae dela, d. Geralda, mostrou-me a certidao de nascimento do marido onde os avos paternos sao: Joaquim Soares de Andrade e Ana de Araujo e Silva e os maternos sao: Manoel dos Reis de Carvalho e Maria Vieira de Araujo.

Julgo estes terem nascido mais ou menos na epoca que a bisavo Ercila Coelho de Andrade. Alem disso, dona Geralda ainda contou-me que o avo materno dela se chamava Pedro Basilio da Fonseca. O que pode significar que tanto o lado paterno quanto o materno da filha da minha sogra contem tracos geneticos dos quais eu tambem usufruo. So mesmo uma revirada na poeira do passado nos dira a verdade. Gostaria que nao tivessemos mais essa consanquinidade na familia! Mas conhecendo o passado como conheco,  este desejo se assemelha a remar contra a correnteza!

Nao sei se ja escrevi neste texto esta nota. Ja esta ficando tao grande que esqueci alguns detalhes. Havia feito uma nota em papel separado e nao a joguei fora, por isso penso que nao. Mas o dr. Jose Geraldo Braga informou-me os Gomes da familia dele praticamente ja nao existem mais em Pecanha. Primeiro eles haviam se mudado para Sao Pedro do Suacui e de la para os locais mais obvios como Governador Valadares e Belo Horizonte. So Deus sabe para onde mais. Se nos basearmos no que sabemos de outras familias, a resposta sera o mundo inteiro.

A Familia Vieira da Silva esta no mesmo barco. Os Vieira da Silva foram os descendentes do sr. Washington Jose Vieira da Silva, irmao de dona Carolina Candida de Sao Jose que, com seu falecido marido: Jose Francisco Gomes da Silva, deu origem aos Gomes da familia do dr. Jose Geraldo. O sr. Washington teve o filho com o mesmo nome que ganhou o apelido de Ostinho. Dos filhos deste, parece que so restou em Pecanha a familia do Dr. Juarez Vieira da Silva.

O Ostinho teve duas esposas. A primeira foi dona Julia da Cunha Pereira, filha do senador Simaozinho. E a segunda foi dona Orfelina (Nazinha) Pimenta, filha do coronel Cornelio Jose Pimenta e dona Josefina Carvalho de Souza, fundadores de Sao Joao Evangelista.

6. QUE FAMILIA EH ESTA!?

Ate ha algum tempo atras tinhamos como referencias o que chamavamos de Familia Coelho. Na verdade, era a descendencia do casal Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues Rocha. Ate o momento temos que ele era alferes de milicia e portugues. Mas existe a tradicao de ligar a filiacao dele ao tambem portugues, Manuel Rodrigues Coelho.

Num extrato do livro do professor Nelson Coelho de Senna, “Notas Genealogicas” de 1939, a prima Ivania, no livro dela, “Arvore Genealogica da Familia Coelho”, transcreve: “Dele procede o Alferes de milicias, Jose Coelho de Magalhaes, portugues, natural da Provincia do Minho, mais conhecido por Jose Coelho da Rocha, fazendeiro residente na freguesia do Morro do Pilar, nas margens do Ribeirao Axupe, casou-se com EUGENIA MARIA DA CRUZ, no dia 7/7/1799. E deste casal nasceram os cinco filhos: …”

O nome Eugenia Maria da Cruz varia para Eugenia Rodrigues Rocha no livro do professor Dermeval Jose Pimenta: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. O primeiro nome eh repetido depois na neta, filha do Jose Coelho da Rocha Filho e Luiza Maria do Espirito Santo. O que faz suspeitar que este fora mesmo o nome de batismo dela. Acredito que a data tambem seja de 1779, porque as datas de nascimento dos filhos sao iniciadas em 1782.

Para que a data de 1779 fosse verdadeira, desde que nao temos uma documentacao comprobatoria, haveria que admitir-se a possibilidade de a Eugenia Maria da Cruz ter sido uma segunda esposa e nao ter sido mae dos cinco filhos do Jose Coelho de Magalhaes, ou seja: Jose, Joao, Antonio, Felix e Clara Maria de Jesus.

O importante aqui eh lembrarmo-nos que posteriormente `a publicacao do livro dele, em 1965, o professor Dermeval reviu seus dados e atribuiu a paternidade de Eugenia Rodrigues Rocha ao luzo-italiano Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Isso faria com que a Familia Coelho tambem seja Barbalho, alem de outros sobrenomes e origens etnicas.

Nos estudos dele, o professor Dermeval tambem parte de um tronco da Familia Barbalho. Ate entao, ele extendeu sua pesquisa ate ao mestre-de-campo, Luiz Barbalho Bezerra, governador provisorio do Brasil e efetivo do Rio de Janeiro. O segundo cargo foi ocupado nos anos de 1643 e 1644. Contava-nos ele que o filho: Jeronimo Barbalho Bezerra seria avo de dona Paschoa Barbalho. Engano que pude reparar porque foi filha, nascida em 1650.

De dona Paschoa, esposa de Pedro da Costa Ramiro, nasceu dona Maria da Costa Barbalho, esposa do viuvo de dona Ana Pereira de Araujo: senhor Manoel Aguiar. Talvez estejam nessa passagem os vinculos familiares que mais tarde sao lembrados, porem, sem a devida explicacao. Foi dito que o capitao Joao Coelho de Magalhaes casou-se com sua prima, Bebiana Lourenca de Araujo. Mas nao se sabe prima como.

D. Maria Barbalho e Manoel Aguiar teriam sido os pais de Manoel Vaz Barbalho. Desde o mestre-de-campo Luiz Barbalho ate aqui, a familia era de origem pernambucana introduzida no Rio de Janeiro. O professor Dermeval tambem encontrou que o Manoel Vaz Barbalho havia se casado com Josepha Pimenta de Souza em 1732, ja no Distrito de Milho Verde, ate hoje pertencente ao Serro. Tambem ela era carioca. Mais tarde o casal teria se mudado para o Arraial de Tapanhoacanga, riquissimo na producao aurifera, e atualmente pertencente `a Cidade de Alvorada de Minas, com o nome de Itapanhoacanga.

Dona Josepha, segundo o professor Pimenta, era filha de Belchior Pimenta de Carvalho. Ele nao revela o nome da mae, porem, registra dois casamentos posteriores ao nascimento dela e afirma que ela foi criada com os irmaos na mesma casa.

Ele tambem faz um rastreamento da genealogia do pai Belchior, porem, este eh contestado por dados encontrados pelo confrade Lenio Richa. Dai nao tenho como afirmar nada alem por enquanto. A unica coisa que posso afirmar eh que a Familia Pimenta de Carvalho eh repleta de conexoes com as familias mais antigas e tradicionais do Rio de Janeiro e Sao Paulo. Isso constatei nos cadernos da obra: “Genealogia Paulistana” de Silva Leme.

O que intriga aqui eh o casamento ter se realizado em 1732, nos dominios do Serro, e Josepha ter apenas 16 anos de idade. Nao que nao tivesse idade para casar `a epoca! A questao a responder seria: o que uma menina estaria fazendo sozinha, a mais de 1.000 km distante de casa, naquela epoca, numa “Terra de Marlboro”? Alias, nome de umas das cidades vizinhas aqui de Framingham, onde resido!

Pelo sobrenome Aguiar do pai do Manoel Vaz Barbalho e pelo proprio sobrenome Barbalho, alem do Pimenta de Carvalho, so posso imaginar que as familias pertenciam ao rol daquelas infiltradas no servico publico da colonia. Em 1720, as capitanias do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Sao Paulo foram separadas para que a coroa portuguesa tivesse um maior controle tanto da producao do ouro como dos caminhos pelos quais se fazia contrabando desta riqueza.

Imagine-se que os “barnabes” da epoca ficaram super agradecidos `a coroa portuguesa pela criacao de novas oportunidades, principalmente para aqueles que trabalhavam no Rio de Janeiro. Logo no inicio do Ciclo do Ouro, as outras capitanias e Portugal se esvaziaram de pessoas jovens que se aventuraram em busca da cata do ouro. O que ocasionou certa recessao economica, levando inclusive ao abandono de algumas propriedades. Naturalmente, o setor de servicos publicos foi atingido. E a criacao das novas Capitanias favoreceria a aqueles que tambem queriam “enricar-se” mas que nao tinham as habilidades para isso atraves da mineracao.

Coincidentemente, nos arquivos da Igreja Mormon, encontram-se diversos registros de nascimentos e matrimonios em cidades como Ouro Preto, Mariana e Santa Barbara, datando a partir destes mesmos anos, de pessoas que usaram o sobrenome Barbalho. Mesmo alguns homens que ainda nao pudemos identificar como sendo da mesma origem familiar ha a presenca do “Jose” Barbalho. Como ja vimos, comum em nossa familia.

Ha tambem um casal: Manoel Vas e Anna Pereira de Araujo, isso mesmo, Vas com s, com filhos chamados Joao e Juliano, Vas e Vaz Barbalho, respectivamente. Os registros sao de batismos em 1722 e 1723. Seriam residentes de Mariana, mas no Distrito de Diogo de Vasconcelos.

Outros nomes de interesse sao os de Victoriano Joze Barbalho, marido de Maria do Carmo de Macedo. Como os dados do quartavo Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhaes, os deles estao vinculados a “Santo Antonio, Santa Barbara, Minas Gerais, Brazil”. Pelos dados encontrados no “Documento De Genere” do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho, sabemos que trata-se de Itabira, que antes pertencera a Santa Barbara.

O mais provavel eh que Victoriano tambem seja irmao do quartavo Policarpo e dos dois outros irmaos ali encontrados: Gervazio e Firmiano. Victoriano deve ter-se se casado na area coberta pela Diocese de Diamantina antigamente e por isso o arquivo da Igreja Mormon so tenha os batismos de Anna e Maria, filhas dele, datando de 10 de agosto de 1823 e 31 de dezembro de 1818, respectivamente.

As evidencias indicam que sem aparecer no sobrenome da descendencia, numa grande parte dos mineiros, o sobrenome Barbalho tornou-se uma de suas principais matrizes. Eh evidente que, pela capacidade reprodutiva inerente `as pessoas humanas, e pelo fato de as pessoas naquele passado usarem ao maximo essa capacidade, qualquer familia que tivesse aportado em Minas Gerais naqueles primordios de sua colonizacao poderia tornar-se ancestral de boa parte dos mineiros e descendentes atuais.

O evidente eh que os Barbalho nao terao isso como privilegio exclusivo. Ele sera compartilhado com muitos outros de outros sobrenomes. Porem, como eh impossivel os sobrenomes reproduzirem isoladamente, nota-se que os mineiros atuais terao no amago de seu ser a deliciosa mistura genetica que eh o povo brasileiro. Mesmo naqueles que, como nos, temos repetidamente os mesmos ancestrais.

As poucas paginas no site da Igreja Mormon com o sobrenome Barbalho demonstram isso atraves dos sobrenomes apresentados pelos conjuges. Sao diversos outros sobrenomes que se associam aos Barbalho, portanto, o mesmo que for dito a respeito destes sera extensivo `aqueles. Observe-se que muitas mulheres da epoca escondiam os sobrenomes de suas familias por debaixo de seu nomes vocativos religiosos como: Anna Joaquina Maria de Sao Jose, esposa do Jose Vaz Barbalho, estes, pais do padre Policarpo e seus irmaos.

Bom, mas somente apos uma cuidadosa investigacao nos livros eclesiasticos e cartoriais da regiao abrangida pela antiga Vila do Principe, atual Serro, e talvez do Rio de Janeiro, poderemos descobrir os ramos saidos dos troncos que unirao toda a folhagem que temos em nossas maos. Folhagem esta que tera sua vida restabelecida ao fazer-se a correta conexao ao tronco.

Na primeira edicao do livro dele, o professor Dermeval conhecia apenas a dona Isidora Maria da Encarnacao como filha do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Nos mesmos arquivos mormons encontra-se o senhor Policarpo Joseph Barbalho. Este migrou para Gravatai no Rio Grande do Sul e dele tem a noticia de teve varios filhos por la. Como nasceram ainda entre 1780 e 1794, deve existir larga descendencia Barbalho gaucha. Suponho que Jose Vaz Barbalho, seja um dos outros possiveis filhos.

Mesmo se casando com o capitao Francisco de Carvalho, natural da Vila de Colares em Portugal, dos nove filhos de dona Isidora, o professor Pimenta identificou apenas o sobrenome do bisavo dele: Boaventura Jose Pimenta. Nao ha acompanhamento da descendencias dos outros irmaos alem de dona Vitoriana Florinda de Ataide. Portanto, ha a possibilidade de os outros terem propagado varios dos outros sobrenomes que corriam entre seus ancestrais, inclusive o Carvalho do capitao e o Leal, que fora do pai dele.

Boaventura se casa na Familia Borges Monteiro, com Maria Balbina de Santana, como ja descrevi. O filho Modesto se casa com Ermelinda Querubina, introduzindo o Pereira do Amaral no lado familiar conhecido como Familia Pimenta, como tambem ja o falei. Pelas descricoes, o tronco Barbalho Vaz Pimenta, em sua porcao Barbalho, eh o tronco quinhentao que hospeda os recem chegados em todas as epocas anteriores e os agrega em uma so Arvore Genealogica.

Observe-se que a raiz Pereira do Amaral era acoriano ate por volta dos 1750 quando Miguel Pereira do Amaral se transfere para Minas Gerais. A raiz Borges Monteiro era natural da Cidade da Seia, no centro de Portugal, enquanto o patriarca Antonio Borges Monteiro nao se transferiu para o Serro, em torno de 1770. Os tres ramos se encontram em Sabinopolis e dali passam para Guanhaes, onde se fundem com o Coelho, atraves de Maria Marcolina Borges do Amaral e Antonio Rodrigues Coelho, os pais do bisavo Joao Rodrigues Coelho.

Contudo, o Coelho do antepassado Antonio nao esta so em Guanhaes. Seus familiares estao ligados aos Nunes Coelho que dao a maioria de suas descendencias o direito de assinar Coelho e Coelho, embora, ninguem tenha tido tal ideia boba! Mesmo porque, se peneirar direito, havera que se somar diversas outras raizes Coelho na familia como um todo.

Alem das raizes todas ja citadas, temos um Carvalho a ser ainda melhor descrito, porem com numerosa folhagem na Arvore. Trata-se da raiz formada pelo senhor Jose Carvalho da Fonseca, que se casou com Senhorinha Rosa de Jesus, oriunda da raiz Borges Monteiro. Estes constam da lista de fundadores de Sao Pedro do Suacui, embora, a descendencia seja pouco acompanhada. Salvam-se aqueles que se casaram com a parentalha de Sao Joao Evangelista e Guanhaes.

Por fim, temos o ramo Carvalho participante da fundacao de Sao Jose do Jacuri. O tronco mestre sao os senhores Manoel de Carvalho e dona Maria Rosa. Alem de ajudarem a desbravar o territorio, forneceram a neta dona Josefina Carvalho de Souza para o casamento com o coronel Cornelio Jose Pimenta. Estes, como sabido, sao os pais do professor Dermeval Jose Pimenta.

O professor Dermeval deixou presumido em seu livro que os tio Jose Carvalho e Manoel Carvalho seriam irmaos. Eram oriundos da Cidade de Gouveia, que fica proxima a Diamantina e Serro. Nao me admiraria se algum dia viessemos a descobrir que estes e outros Carvalho da regiao descendam do tronco Pimenta Vaz Barbalho. Afinal, os dois personagens surgem na Arvore por volta dos anos 1800 e o tronco ja se encontrava plantado, pelo menos, desde 1732. Qualquer descendente que tenha recebido a alcunha Carvalho `aquela epoca poderia muito bem ter gerado um carvalhal inteiro.

7. AO QUE VIMOS

Tenho sido chamado de louco e de trouxa porque venho fazendo este trabalho genealogico sem nenhum interesse economico, apesar do trabalho arduo. Ta certo! Devo ser mesmo!

Mas fico tambem pensando! A maioria de nos corre a vida toda atras de dinheiro. Mas a proposta do mundo eh a de que somente uma parte menor de nos ira usufruir das riquezas. Tambem nao sera loucura e “trouxismo” correr atras de dinheiro para a maioria de nos?

Entao, vou buscar meus momentos de felicidade fazendo o que gosto de fazer.

Os meus estudos genealogicos talvez jamais me darao riqueza alguma. Nem nunca imaginei buscar riqueza neles alem do conhecimento de nossos ancestrais, o que eh uma riqueza maior. Ficaria satisfeito se conseguisse transformar este trabalho em sustento para mim e minha familia. Seria “combinar o ultil ao agradavel”. Mas nem isso enxergo no final do tunel!

Desistir entao? So quando os aborrecimentos superarem o prazer.

As pessoas constroem coisas com suas riquezas. Mas o tempo e as intemperies destroem tudo o que a gente constroi mesmo que seja de pedra.

Nao pensei nisso quando comecei. Mas agora acordei para o fato. A genealogia que deixo hoje sera considerada pela minha descendencia daqui a 100 anos e ela lembrar-se-a do que fiz. Outra parte a consultara daqui a 200 anos e nossos nomes estarao la para serem vistos, quem sabe, tambem nossas biografias. Serei consultado daqui a 1.000 anos. E a populacao inteira da Terra sabera os nomes e feitos de todos que deram origem a ela.

A populacao do mundo vera os nomes dos que me apoiaram e dos que nao o fizeram. Nao quero nem saber. Nao sou vingativo. O povo daquele futuro descendera simultaneamente de todos nos. Como a maioria podera ser minha descendente tambem, entao, seria egoismo de minha parte esconder dela que ela tera parte do DNA de todos nos. Nao eh uma questao do meu direito de esconder algo. Eh uma questao do direito de todos no futuro conhecerem a todos os seus ancestrais.

Por falar em DNA, muita gente pensa que o exame dele substituira a genealogia. Ele sera importante todo tempo daqui para frente. O exame de DNA pode ajudar a dizer por onde seus ancestrais andaram pela Terra. Mas somente a genealogia te dira mais que o endereco de seus ancestrais, pois, podera dar nome e biografia a cada um deles e, por tras dos nomes, a verdadeira Historia.

Se me perguntarem: O que eh mais importante, deixar uma fortuna ou uma genealogia? Eu respondo: as duas, com preferencia pela genealogia.

Uma genealogia nao sera tao cara que gaste toda uma fortuna. Porem responda: Qual delas durara mais tempo? E qual valera mais o sacrificio dispensado?

Vejam bem, o Bill Gates pode deixar ate 70 bilhoes de dolares para seus descendentes se quizer. Ou pode, se desejar, distribuir um milhao para 70.000 pessoas. Faria 70.000 pessoas milionarias. Mas se ele usar uma parte dos 70 bilhoes para construir a genealogia de todas as pessoas da Terra sobrara dinheiro suficiente para fazer muita gente milionaria. Contudo, deixara algo que mais de 70 bilhoes de pessoas poderao usufruir nos seculos imediatos ao atual.

Se o Bill Gates distribuisse o dinheiro dele aleatoriamente sem olhar quem serao os beneficiarios, das 70.000 pessoas que receberem sua parte, no ano seguinte, uma porcentagem podera ja nao ter sequer um centavo no bolso. Ao contrario da genealogia que so tem como enriquece-la mas nao como perde-la.

Apesar do que o Bill Gates tem feito com a riqueza dele, eh provavel que o nome dele sera lembrado por um numero muito reduzido de pessoas nos proximos seculos. Porem, se ele vincular o nome dele aos estudos da genealogia podera ser lembrado por um numero absolutamente inimaginavel.

Depois dessa secao filosofica, voltemos ao trabalho. Ha algum tempo hospedei a Arvore Genealogica que tinhamos em nossos livros aos quais tive acesso e adicionei algo mais com informacoes de membros da familia e um pouco da minha propria memoria no site www.ancestry.com. Fiz o mesmo posteriormente quando descobri o site www.geneaminas.com.br.

Alem da genealogia, o que havia em comum nestas postagens era o fato de elas terem sido postadas em estrutura semelhante a que eram encontradas nos livros. Tomando o livro da prima Ivania Batista Coelho: “Arvore Genealogica da Familia Coelho”, como exemplo, ela basicamente nos da muito pouco da genealogia do tio-tetravo Joao Coelho de Magalhaes. A maior enfase eh dada em relacao `a heranca genetica do tetravo Jose Coelho da Rocha Filho e Luiza Maria do Espirito Santo.

Adiante, ela aborda em particular as descendencias dos 4 irmaos: Francisca Eufrasia, Antonio Rodrigues Coelho, Joao Batista Coelho e Eugenia Maria da Cruz. O quinto irmao que se casou: Jose Coelho da Rocha Neto, tem poucos dados anotados.

Porem a enfase eh assentuada em relacao `a descendencia do trisavo Antonio. Claro, nao se trata de uma preferencia em relacao a um ou outro. Ela descende de tres deles: Eugenia, Joao e Antonio. A verdade eh que quando ela decidiu publicar o livro, em 1879, muita gente nao tinha enviado os dados por ela solicitados e nao podia deixar o livro no prelo eternamente.

Assim, a maioria dos dados que ela tinha em maos eram os da descendencia do Antonio Rodrigues Coelho. Neste caso optou por dar enfase a ela. Dai para frente, a organizacao foi a de colocar numa pagina os dados do casal Antonio e Maria Marcolina e seus filhos. Na sequencia das paginas, colocou cada um dos filhos, por ordem do mais velho para os mais novos. Sendo que a descendencia de cada filho era esgotada ate os ultimos dados encontrados.

Quando chegou a vez dos proximos irmaos, Joao e Eugenia, a ordem era a mesma, mas com o detalhe de que: aqueles que haviam sido casados com primos na familia Rodrigues Coelho nao precisavam ser repetidos. Isso resultou no fato de que, quando chegou nas paginas reservadas para a Familia Barbalho, cujo tronco foram a Eugenia e o Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho, ja nao havia muita gente que colocar sem repetir. Ate mesmo alguns que ela deixou para depois poderiam ter sido colocados nas relacoes anteriores e a Familia Barbalho ocuparia bem menos paginas.

Um defeito do livro foi o fato de nao ter colocado a referencia das paginas onde as descendencias dos ultimos “sem familias” estavam. A verdade eh que o livro foi publicado para o circulo familiar e objetivava atender `as necessidades das pessoas de nossa geracao de ter estas referencias. Como a gente tinha de memoria quem era aparentado com quem, nao era mesmo imprescindivel ter essa referencia.

Outro detalhe eh o de que, os recursos para publicar um livro naquela epoca eram meio primitivos. Nao se compara com os dias de hoje que podemos escreve-lo no computador, desmanchar ou acrescentar paginas, fazer revisoes, alterar dados e acrescentar pareceres, antes da publicacao. Alem de se poder fazer uma revisao continua. As reedicoes com atualizacoes podem ser feitas de um dia para o outro.

O certo eh que, as atuais geracoes e os pesquisadores terao algum trabalho para descobrir onde encontrar a descendencia de determinada pessoa que soubessem descender dela. Um caso especifico desse contorcionismo que se precisava fazer eh o do casal: Julia Coelho Magalhaes e Jose Claro Coelho. Eles se encontram na pagina 203. Ela era filha dos tios-bisavos Quiteria de Magalhaes Barbalho e Joaquim Pacheco Moreira.

O casal poderia ter sido colocado na pagina 140 ou 141. Na 140 ja se encontravam os pais do Jose Claro, os tios-bisavos: Maria Rosa (Mariquinhas) Coelho do Amaral e Francisco (Ti Xico) Batista Coelho. Alem disso, os filhos da Julia e Ze Claro estao espalhados por diversas outras paginas do livro.

O Abel Coelho por exemplo esta na pagina 123, por ter se casado com a Maria do Socorro Coelho do Amaral, filha dos tios-bisavos: Benjamin Rodrigues Coelho e Julia (Nhazinha) Coelho do Amaral. Tudo facilimo de entender, para mim e poucas outras pessoas que estudaram o livro “de cabo a rabo!” Os outros irmaos estao espalhados por diversas outras paginas da obra. O mesmo acontece com varias familias.

O site http://www.geneaminas.com.br oferece a mesma oportunidade. Porem, por razoes tecnicas, nao consigo fazer o conserto daqui onde estou. Mas alguns meses atras descobri que o www.ancestry.com oferece o recurso de deixar a gente fazer as ligacoes dos pais com os filhos, nao importa onde eles estejam nas paginas dos livros. Assim, apos a ligacao feita, cada pessoa tera em sua propria pagina os nomes dos casais, avos e filhos. E, por eles, se pode navegar em qualquer direcao que se queira. Seria como pegar-se um atalho da pagina 203 para a 140 e dela para a 123, sem precisar perder tempo procurando.

Esta ja eh uma novidade que digamos, vale a pena. Neste caso, toda a descendencia da Familia Barbalho pode ser acessada via seus progenitores mais antigos e vice-versa. O mesmo se da com os ramos Rodrigues Coelho, Nunes Coelho e Batista Coelho. Ficou tudo num so. E muito mais facil para entender-se os graus de parentesco que existem com todo mundo. Eh uma verdadeira teia-de-aranha sem necessidade de dar voltas para alcancar-se o proximo fio.

Sao mais de 17.000 nomes na postagem. E olha que ja eliminei centenas de nomes que se repetiam como nos livros. Mas ai esta a soma principalmente dos livros da prima Ivania e do professor Dermeval. E, o mais importante, na medida que se apresentaram, as pontes entre estes dois ramos da mesma familia foram feitas.

Aproveitando dessa facilidade, tenho procurado acrescentar os ancestrais dos agregados na familia. Um caso bem notorio na familia em Virginopolis eh o da Familia Lucio de Oliveira. Ate onde sei, ela conta com Maria Angelina, dona Enoi, dona Das Dores, seo Antonio e seo Zeze Lucio. As duas primeiras e o seo Antonio Lucio ja eram casados na familia. O seo Zeze tem varios filhos casados nela. Cada agregado estava ligado a seu conjuge, porem, separados entre si. Dai tornava-se dificil organiza-los numa linhagem familiar propria.

O que fiz foi descobrir os nomes dos pais deles. Com isso pude reuni-los todos na mesma casa e agora pode-se seguir o que temos das descendencias podendo definir o grupo separado como um coletivo consanguineo. Acrescentei a dona Das Dores, mesmo sem que ela tenha filhos casados na familia. O bom eh termos uma visao do conjunto. Pode ser que a Familia Lucio de Oliveira ja tenha vinculos por meio dos ancestrais dela. Caso nao, no futuro havera o encontro das descendencias de qualquer forma. O mesmo tenho tentado fazer com outros sobrenomes como os exemplos das Familias Furtado Leite e Borges Perpetuo.

Independente disso, tenho buscado encontrar os ancestrais das pessoas agregadas `a Familia mesmo sem saber se tem ou nao vinculos anteriores. Um caso interessante neste sentido ocorreu por eu ter repassado os dados do livro do professor Dermeval. Nele existe um Jose Pompilio Trindade, casado com Nadja Pimenta. Imaginei logo, este deve ser parente relativamente proximo do conego Raimundo Otavio Trindade, o maior geneologo mineiro ate a presente data.

Busquei assim o livro: “Genealogias da Zona do Carmo”. Nao encontrei o Jose Pompilio, porem, tropecei no nome do Dr. Dion de Salles Coelho, casado com dona Maria Silvia Gomes de Salles Coelho. O Dr. Dion foi um dos filhos do tio-bisavo Antonio R. Coelho Junior. Foi figura importante desde a epoca do “Estado Novo” e prestou servicos ao governdo do presidente Juscelino tambem.

No mesmo livro eu ja houvera encontrado, ha um bom tempo, ao professor Nelson Coelho de Senna que foi o marido de dona Emilia Gentil Horta Gomes Candido de Senna. Assim, pude acrescentar o esqueleto de ancestrais delas que se encontram naquele livro. Interessante eh que, por meio destes personagens ja se poderia fundir as nossas Arvores Genealogicas.

E este era mesmo um bom objetivo, ou seja, descobrir vinculos. Se todos os genealogistas resolvessem somar forcas neste sentido logo-logo poderiamos montar uma Arvore unica porque os vinculos sao muitos. Observem que os dados que tenho sao, em sua maioria, considerados antigos. E como a Grande Familia esta espalhada pelo pais inteiro, e os casamentos nao param de acontecer, entao, as descendencias de todos os troncos brasileiros estao se reencontrando. Eh como uma sanfona, vai-e-volta.

A uniao facilitaria o trabalho de todos e aumentaria em muito o conhecimento que podemos ter da genealogia brasileira como um todo. Penso que chegaria o momento em que todo mundo poderia ser encaixado ate com certa facilidade porque as possibilidades sao muitas. Cada pessoa teria o seu lugar e ficaria facilitado o contato de todos os descendentes das pessoas individualmente.

E, claro, aqueles objetivos em relacao `a conhecer-se melhor a Historia e usar a genealogia com finalidade de medicina preventiva tornar-se-iam muito mais facilitados.

Pelos dados que encontrei na obra do Conego Trindade, pude formar tambem um vinculo com ele proprio, pois, ele dividia ancestrais com a dona Maria Silvia. E dona Silvia possuia um certo grau de parentesco com dona Emilia.

Alem disso, por enquanto eh especulacao, mas a Familia Gomes formada em Pecanha e descrita no livro do professor Dermeval procede de Ponte Nova. O mais provavel eh que haja vinculos familiares com os Gomes e/ou os Gomes Candido descritos pelo Conego Trindade.

Descobri certos detalhes disso ao investigar os nomes do casal Virgilio Jose Gomes e Rita Eliza Barbalho. Com a ajuda do Dr. Jose Geraldo e da Marina Braga, mais este vinculo podera vir `a tona. O Dr. Jose Geraldo eh bisneto do casal.

Bom sao estas coisas antigas e novas ao mesmo tempo que motivam este novo texto em meu blog. Passarei entao `a parte pratica a seguir. Farei uma navegacao nos dados que postei no site para demonstrar como ficou melhor o entendimento a genealogia. Aproveitarei para ir mencionando alguns dados biograficos breves de alguns personagens que forem visitados. Passemos ao capitulo seguinte entao.

8. COMO FICOU A ARVORE GENEALOGICA NO SITE ANCESTRY.COM

Primeiramente ha que se visitar a pagina do www.ancestry.com. Aviso aos navegantes que o site nao eh gratuito. Eu somente entrei porque peguei uma promocao ha muito tempo. Mas eles sempre oferecem uma ou duas semanas gratuitas para ganharem mais usuarios. Assim, os navegantes tem a liberdade de verificar, gostar e pegar, ou nao gostar e largar. Portanto, tem-se essa oportunidade de primeiro ver como funciona o produto.

Nao sei dizer se ha uma versao em portugues para os navegantes “monotonos”. Essa eh boa! A versao que eu uso eh em ingles mas nao precisa necessariamente saber ingles para fazer a navegacao ou postagem de dados. Se alguem for familiar com algum outro site em portugues, observara que as coisas funcionam quase da mesma forma, porem, ha mais sofisticacao no ancestry.

Quando entro e assino a minha pagina o sistema leva-me ao “Home Page”. Neste caso, basta apontar a seta para o botao onde esta escrito “Family Tree” que ali aparecem opcoes. A minha opcao eh a “Barbalho Family Tree”. Trata-se da Arvore Genealogica do Barbalho, ou seja, a arvore que plantei la e como meu ultimo sobrenome eh o Barbalho, o sistema ingles nomeou-a automaticamente. O sistema funciona assim mesmo.

Pressionando o espaco que se abre com o nome da familia, vai-se direto a um quadro que contem o meu “pedigree view”. Na verdade, ele apresenta a mim com o peduricalho da minha esposa e filhos. A linha que sai de mim leva a meus pais, cujas linhas levam aos pais deles, meus avos… O quadro mostra ate meus trisavos, dos quais faltam-nos apenas um. Aquele que teve relacoes com a trisavo Sinh”Anna e que a familia nao deixou escrito quem era.

Na parte superior do quadro ha um portal de busca onde se le: “find a person in this tree” (encontre uma pessoa nesta arvore). Este portal estara disponivel nas outras versoes tambem. Caso se queira ver quadro semelhante, relativo a cada pessoa visivel neste quadro, bastara apontar a seta sobre o nome da pessoa de interesse, esperar um segundo para aparecer o fichario dela e clicar sobre o nome.

Clicando-se ai vai-se diretamente para a pagina individual da pessoa. Ai existem os espacos que mostram fotos que se tenham adicionado `a pagina, espaco para biografia e detalhes genealogicos. Esta pagina apresenta apenas a pessoa, seus pais, conjuges e filhos. Abaixo dos nomes dos filhos ha um outro portal com os dizeres: “View Family Group Sheet” (Veja a pagina do grupo familiar). Eh a versao que considero mais apropriada para a navegacao.

A pagina apresenta os avos, o casal e os filhos. A partir dai podemos iniciar a navegacao. Em meu caso particular, posso escolher meus pais ou meus sogros. Para este exemplo clicarei sobre minha sogra. Dona Geralda, filha dos senhores Francisco e Maria Florinda. Aparentemente, sem nenhum vinculo com a minha familia. Porem, essa impressao pode ser enganosa porque ela informou-me muito pouco a respeito dos ancestrais dela.

Ela inclusive nao sabia os nomes dos avos paternos, por uma questao de o pai ter morrido assassinado quando ela era ainda crianca. Isso somado a problemas que se deram no cartorio de Gonzaga, onde viviam, em que nao encontrei registros e nao tive tempo de investigar em outros lugares.

Mas por vias maternas era neta de Pedro Basilio da Fonseca e Olivia Florinda de Jesus. Imagino que estes “da Fonseca” descendam de Jose Antonio da Fonseca, um dos fundadores do Arraial de Nossa Senhora do Patrocinio de Guanhaes, atual Virginopolis. Porem nao foi possivel investigar mais a fundo.

Clicando sobre o nome do sr. Pedro ou dona Olivia podemos observar que tiveram pelo menos mais dois filhos: Vicente e Sebastiao. Ambos se casaram com descendencia Coelho. Clicando sobre o Vicente, veremos que se casou com Emidia Coelho. Esta, filha do sr. Prudencio de Souza Coelho e dona Rita, conhecida pelo apelido de Cota.

Este Prudencia era filho dos tios-bisavos: Amaro de Souza Silva e Emygdia Honoria Coelho. Em todos os casos, podemos navegar tanto em direcao aos filhos quanto aos pais. Se navegar em direcao `a familia da tia Emygdia, encontrarei a passagem por Virginopolis. Acredito, tios Emygdia e Amaro se multiplicaram a partir da propriedade que hoje tem o nome do filho deles: Fazenda Joao de Souza. Esta se localiza proxima a Gonzaga. Infelizmente, nao temos acompanhamento dos ancestrais do tio Amaro.

Tia Emygdia era filha dos trisavos Joao Batista Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho. O livro da prima Ivania nao apresentava acompanhamento genealogico da familia da tia Emygdia. O que acrescentei se deveu a informacoes soltas que recolhi. Somente continha os filhos do seo Joao de Souza. Esta area da familia que se multiplicou nos municipios de Divinolandia de Minas, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoa e Sao Geraldo da Piedade esta pouco coberto por seus dados.

Mesmo assim, existe algumas ligacoes ja feitas de casamentos entre as descendencias da matriarca e das descendencias dos parentes que permaneceram em Virginopolis. Os casos mais abundantes sao os das filhas Maria de Lourdes, esposa do sr. Jose Coelho de Lacerda, o seo Yeye, e Luiza Coelho de Souza, sa Luiza, que se casou com Fernando Coelho de Oliveira, seo Fernando. Existem vinculos retroalimentados tambem com familiares dos filhos Cesario e Emidio de Souza Coelho.

Se resolver seguir a descendencia deste ultimo podemos sugerir a descendencia dele com dona Zica Soares. Ele foi marido tambem de dona Elisa e tinha uma irma tambem chamada Elisa. Dos filhos com dona Zica, que deve ser apelido e o sobrenome tambem deve ter algum vinculo ainda nao identificado com os Soares do avo de minha esposa, sr. Sebastiao Luis Soares, o Tao Soares, ou talvez ou tambem com o tio-avo Joaquim Soares, Quinquim Soares.

Soares eh um sobrenome que esta presente no inicio da colonizacao mineira, particularmente do Serro Frio. Em 1701 foi descoberto ouro em Morro do Pilar que, entao se chamou Morro do Gaspar Soares. Este Gaspar, em 1702, estava tambem no grupo bandeirante que tambem descobriu ouro na futura Cidade do Serro. Ha ai a possibilidade de ser ancestral dos Soares da regiao mas entre nossos aparentados e este pioneiro existe quase dois seculos de genealogia a ser desvendada.

Dona Conceicao Coelho ha pouco tempo atras tornou-se viuva do sr. Eneias Lacerda, em Virginopolis. Familia otimamente conceituada na cidade que tem entre os filhos a Maria Madalena Coelho, tia Leca, que se casou com Severino de Oliveira. Este, meu primo em primeiro grau. Filho da tia materna Lia Coelho e do tio Miguel Coelho de Oliveira.

Tio Miguel eh filho do seo Fernando e sa Luiza, a ja mencionada filha de tios Amaro e Emygdia. Portanto, Severino e Leca tem ja um grau de parentesco entre si.

Dentro das tradicoes interioranas, uma eh a caracterizacao dos ramos familiares. Brincava-se antigamente dizendo que os Coelho de Oliveira eram pirracentos. A brincadeira se extende ate aos dias de hoje. E a pirraca do tio Miguel foi a de nao dar o sobrenome Coelho aos filhos. Embora fosse filho de Coelho com Coelho e casado com Coelho, filha de Coelho com Coelho. Na verdade pirraca eh o que nao falta entre os virginopolitanos antigos, e nao eh caracteristica apenas dos Coelho de Oliveira.

Na mesma linha de brincadeiras foi dito que os Barbalho eram faladores. Nao no sentido de fofoqueiros mas no sentido de falar e nao dar a palavra ao interlocutor. Desde os meus tempos de crianca era dificil constatar isso porque ja nao haviam Barbalho que nao fossem Coelho e outros sobrenomes adicionados. Mas esta era caracteristica de alguns com assinatura ou ascendencia Barbalho mesmo. O que boa parte da populacao da cidade o era!

Neste sentido haviam duas modalidades de pessoas. Aqueles que gostavam de ser ouvidas mas pouco ouviam. E aquelas que muito ouviam e pouco falavam. O certo eh que, quando estes falavam, costumavam ser de uma franqueza tao crua ou bem humorada que ate os faladores perdiam o pique da conversa!

Tio Miguel continua vivendo em Virginopolis com suas excentricidades que sempre o pautaram. O passatempo dele eh o carteado com os amigos e eh uma das otimas companhias para todos que convivem com ele. E para seguirmos nossa navegacao podemos visitar a casa dos pais dele. A maioria dos 12 filhos do seo Fernando e sa Luiza nasceram, cresceram e viveram em Virginopolis. A maior parte tambem se casou com primos, portanto, a navegacao via paginas deles ira retornar a ancestrais comuns.

Caso optemos por navegar pela janela dos pais do seo Fernando, bateremos na casa dos tios-bisavos Anna Honoria Coelho e Candido de Oliveira Freire. Ai teremos a opcao de vasculhar as origens e ligacoes dos Oliveira na regiao de Guanhaes e Virginopolis. Nao antes de verificarmos que seo Fernando teve por irmaos a tia-bisavo Marina (por ter se casado com o tio Daniel Rodrigues Coelho) Bernardino, seo Otavio Coelho, Celina e Jose Candido. Todos se casaram pelo menos uma vez com primos.

Entre os irmaos do tio Candido de Oliveira encontra-se o Joao Candido. Este teve duas esposas. Uma delas foi a dona Estefania Cafe. Dona Estefania tem muitos irmaos. Uma delas foi dona Candida Cafe, esposa do Dr. Emidio Ferreira da Silva Junior. Este foi engenheiro civil e de minas e professor na Universidade de Ouro Preto. Os pais dele eram os tios-bisavos Luiza Marcolina Coelho e, naturalmente, Emidio pai.

Mas ha algo mais de interessante ai na Familia Cafe. Nestas alturas era uma familia de Guanhaes. Dona Candida era irma do Antenor Cafe. Este casou-se com a Corina Ferreira da Silva, tambem filha dos tios Emidio e Luiza. Por esta via, estes sao trisavos do Alexandre Cafe Birman, pessoa de projecao brasileira.

Os pais da Candida, do Antenor Cafe e irmaos se chamavam Bernardo Ribeiro de Aguiar Cafe e Angelina Generosa. Ele era filho de dona Dina Flora de Macedo Bastos. Nao temos o nome do pai. Porem, algo incomum naquela epoca era a mulher tornar-se a matriarca de dois ramos familiares. Dona Dina Flora casou-se depois com Firmiano Ribeiro de Carvalho e tornou-se a matriarca, em Guanhaes, da familia deste nome. Ela era natural de Conceicao do Mato Dentro.

Um dos filhos deste segundo casamento foi o senhor Getulio Ribeiro de Carvalho, casado com Maria Moreira Pinto. Sr. Getulio foi mencionado na abertura do livro da tia-avo Ruth como estando entre os primeiros de Guanhaes a dar educacao escolar completa aos filhos, juntamente com o avo dela, Antonio Rodrigues Coelho.

Aqui ha que se mencionar que no lado Cafe da familia, dona Dina Flora foi mae tambem do padre Venancio Ribeiro de Aguiar Cafe. Pessoa que muito fez pela educacao dos guanhanenses e cuja influencia levou `a formacao de uma das aliancas politicas que perdurou por decadas. Ele proprio foi eleito deputado na Assembleia provincial, no periodo de 1883/86.

Ja no lado Carvalho, o senhor Getulio foi pai de 8 filhos. Entre estes cita-se dona Sarah de Carvalho. Esta foi a esposa do senhor Venancio Machado, e sao os pais do deputado federal dr. Jose Machado Sobrinho. Este exercia o cargo `a epoca da minha adolescencia. Faleceu em 2010, em Belo Horizonte. Temos os registros fotograficos de visita que fez ao avo materno: Juca Coelho. Entre nos havia a inconveniencia de ele ter optado pelo apoio ao governo da ditadura militar, a mesma posicao deste avo, porem, contraria `a opiniao da maioria dos netos.

Outra filha do senhor Getulio, Inah de Carvalho, aproximou-se mais da nossa genetica. Casou-se com dr. Francisco Augusto Nunes Coelho. O dr. Chiquitinho, como era conhecido, chegou a ser eleito senador quando as camaras estaduais eram tambem divididos em duas. Eles se tornaram pais de muitos filhos. Entre eles esta o dr. Rafael Caio Nunes Coelho. Este, por longo tempo, ocupou os cargos de deputado estadual e federal pela regiao de Guanhaes.

Aqui temos varios encontros familiares interessantes. A esposa do dr. Rafael foi a Maria de Lourdes Pereira. Esta, filha da Esther da Cunha Pereira, filha do dr. Simao da Cunha Pereira, que tambem foi senador e foi um dos lideres politicos da Cidade de Pecanha. Este eh um dos vinculos com Pecanha que surgiram apos 1900.

Em sua ascendencia, porem, o dr. Rafael era neto do capitao Francisco Nunes Coelho e dona Maria Augusta Cesarina de Carvalho. O capitao Francisco havia sido vereador, representante de Guanhaes junto `a Camara Municipal do Serro. Foi ele quem articulou os movimentos que resultaram na emancipacao dos municipios de Guanhaes e Pecanha, em 1875.

O capitao Francisco era filho do fazendeiro Euzebio Nunes Coelho e Ana Pinto de Jesus. Estes, os patriarcas desta familia na regiao. Dona Maria Augusta era filha dos patriarca Jose Carvalho da Fonseca e Senhorinha Rosa de Jesus, que estavam na fundacao do arraial que deu origem a Sao Pedro do Suacui. Ela, descendente da Familia Borges Monteiro que ajudou a fundar Sabinopolis. Neta dos pentavos Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana.

Os ancestrais Eusebio e Ana, alem do capitao Francisco, foram pais de: Antonio, Bento, Clemente e Joaquim. Antonio surge como nascido em 1829 e participou da emancipacao de Pecanha. Bento e Clemente aparecem na ata de criacao do municipio de Guanhaes. As fazendas deles tornaram-se referencia como divisa entre Guanhaes e Sabinopolis. Joaquim eh o tenente que esta na lista de primeiros moradores de Virginopolis. Deve ter havido mais filhos, mas os nossos registros nao os mencionam.

O Clemente Nunes Coelho tambem eh pai da Maria Honoria Nunes Coelho, esposa do tenente Joao Batista Coelho, outro da lista de primeiros moradores de Virginopolis. Voltemos entao ao dr. Chiquitinho. Ele foi pai tambem da Maria do Rosario Nunes Coelho Ferreira.

Ela casou-se com o Paulo Ferreira da Silva. Entre os varios filhos que tiveram encontra-se o Marcos, meu contato na familia. E o Nelson tornou-se referencia tambem. O Nelson casou-se com Diana Lemos, no Rio de Janeiro, e tornou-se pai da Samantha e do dr. Bernardo. Este, mesmo sendo relativamente jovem, eh doutor e chefia um dos laboratorios de pesquisa aqui da Universidade de Harvard.

Retornando-se ao Paulo Ferreira, ele foi filho dos tios-avos Cantidio Ferreira e Elgica Coelho do Amaral. Esta, filha dos bisavos Joao Rodrigues Coelho e Olimpia Rosa. O Cantidio Ferreira foi uma referencia em sua epoca na Cidade de Governador Valadares. Tios Elgita e Cantidio foram pais tambem do Ze Cantidio, outra referencia na mesma cidade.

Aqui temos uma das enroladas na familia que o sistema do http://www.ancestry.com nao teve o menor problema em absorver. O Ze Cantidio casou-se com a Alaide Coelho do Amaral. Ela era filha dos tios-bisavos Benjamin e Julia (Nhazinha). Ele proprio era filho da tia-avo Elgita que, por sua vez, era filha do Joao Rodrigues. Ja o tio Cantidio era filho dos tios-bisavos Angelina Marcolina Coelho e Joao Ferreira da Silva.

Angelina, Joao Rodrigues e Benjamin eram irmaos. Todos filhos dos trisavos Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral. Para complicar um pouquinho mais, Dindinha Olimpia, esposa do Joao Rodrigues, era irma da tia Nhazinha. Recorramos depois ao dr. Bernardo para estudar essa consanquinidade porque a area dele eh a genetica.

Aqui, por tres vias podemos visitar a casa dos trisavos Antonio e Maria Marcolina. Assim, teremos a oportunidade de navegar nas pontes formadas pelos casamentos dos filhos deles com os filhos e descendentes dos outros irmaos dele. Como mencionado anteriormente, Antonio Rodrigues Coelho era filho dos fundadores de Guanhaes, os tetravos: Jose Coelho da Rocha e Maria Luiza do Espirito Santo.

Filhos deles, alem do Antonio, foram, por ordem de nascimento: Jose Neto, Maria Luiza (Nha Moca, solteira), Francisca Eufrasia, Ana Maria (Nha Ninha, solteira), Joao Batista, Eugenia Maria, Antonina (falecida crianca) e o proprio Antonio. A maioria dos filhos do Antonio, Eugenia, Joao Batista e Francisca deixaram descendencia em Virginopolis. Sete dos filhos do trisavo Antonio casaram na familia do trisavo Joao Batista. Sao eles:

Tres filhas do Antonio casaram-se com filhos do Joao. Julia Salles, a mais velha, casou-se com Antonio Paulino Coelho. Maria Marcolina (Sa Quinha) e Virginia foram esposas do mesmo Jose Batista Coelho, o Ze Coelho. Outros tres se casaram na casa do Joao Batista Junior. Estes sao: Joao Rodrigues casou-se com Olimpia Rosa; Benjamin 2o. casou-se com Julia (Nhazinha) e Maria Carmelita casou-se com Simao Batista Coelho. O setimo foi o tio Daniel que se casou com a tia Nenen (Marina Coelho de Oliveira), filha dos tios Anna Honoria e Candido de Oliveira Freire.

Portanto, pode-se brincar de navegar da casa de um irmao para a casa do outro. Imagine-se que isto seja semelhante ao que os netos faziam `a epoca que estavam vivos. Uma das filhas do Joao Batista, tia-bisavo Antonia Honoria Coelho, casou-se com o tio-bisavo Pedro de Magalhaes Barbalho, filho da Eugenia.

A trisavo Eugenia, cujo marido era o Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho, tambem forneceu filhas para o casamento dos filhos da tia Francisca Eufrasia. Assim, a filha Ambrosina (Sinha) casou-se com o Miguel e foi a mae do bispo D. Manoel e avo do monsenhor Omar Nunes Coelho, filho do Notel e da professora Maria Isabel Rodrigues. A filha Petronilha, tia Pitu, casou-se com o Joao Nunes Coelho. Tia Pitu foi mae de, entre outros, da Francisca Nunes Coelho, primeira esposa do seo Octavio Coelho de Oliveira, irmao do seo Fernando e tia Nenen, entre outros.

Abre-se um parenteses aqui porque tenho a suspeita que a filha, Emigdia de Magalhaes Barbalho, que casou-se com Jose Coelho Nunes, segundo a grafia no livro da prima Ivania mas os filhos assinaram Nunes Coelho, tenha se casado com filho a tia Francisquinha tambem. Indaguei `a Ivania se este Jose nao seria tambem o filho dela mas ela nao soube responder. Nao tive como solucionar esta questao ainda, mas creio que este sera mais um exemplo de 3 irmas casadas com 3 irmaos. Mas o que temos ja eh o suficiente para visitar as quatro casas via filhos.

Boa parte da descendencia dos trisavos Antonio e Maria Marcolina foi absorvida, e vice-versa, pela do Joao Batista. Alem dos ja citados, o Jose Rodrigues Coelho (Ti Juca) nao se casou na familia mas foi morador das proximidades de Virginopolis, possivelmente, na Fazenda Sao Pedro. Inclusive foi prefeito da cidade. Todos os filhos do Ti Juca que se casaram o fizeram com virginopolitanos.

Somente o Hely casou-se com pessoa que nao encontrei vinculos ainda com a Grande Familia. Ele casou-se com dona Maria Augusta Campos do Amaral, ou seja, dona Augustinha Campos que muito a conhecemos pessoalmente. No final, os filhos foram para Brasilia e o Carlucio teve o privilegio de casar-se com a Maria Helena, irma de minha mae.

Na familia do tio Lindolpho Rodrigues Coelho existem conexoes recentes com os de Guanhaes e os de Virginopolis. Ele foi pai do Ennio, pai do Sebastiao Eneias que se casou com a Marcilia. Esta, filha do Hercilio (Cilico), filho dos tios-avos Marcial de Magalhaes Barbalho e Ceci Marcolina Coelho. Marcial era meu tio-avo paterno e Ceci, minha tia-avo materna. Ela, irma completa do avo Juca, pai de minha mae e da Maria Helena acima mencionada. Juca e Ceci eram filhos da Maria Marcolina, irma do tio Lindolpho.

Voltando `a casa dos trisavos Antonio e Maria Marcolina, temos tambem o tio Altivo. A familia dele tambem foi praticamente toda absorvida pelo ramo virginopolitano. Ha que se destacar aqui os filhos Adalgisa Coelho, que se casou com o tio-avo Anisio Rodrigues Coelho que foi filho do Joao Rodrigues Coelho; e Hercy Rodrigues Coelho. Este tornou-se o marido da tia Odette, irma do meu pai que eram filhos da Dindinha Zulmira, tambem filha do Joao Rodrigues.

Duas das filhas, Maria Magdalena e Palmira foram esposas do seo Dimas Batista Coelho. Este ja era neto do trisavo Antonio Rodrigues Coelho que era o pai extraconjugal da Julia Salles Coelho, esposa do tio-bisavo Antonio Paulino Coelho. Seu Dimas e Maria Magdalena tiveram apenas tres filhos: Antonio, Ondina e Maria Jose (Zeze). A Ondina foi a esposa do deputado Vicente Fernandes Guabiroba, falecido em 14.08.2011.

Sem despresar ninguem, a tia Zeze eh uma das pessoas na familia que guardamos o maior carinho e saudades. Foi a esposa do saudoso tio Otacilio, irmao de meu pai.

Ha que se mencionar aqui o fato de o tio Lindolpho, filho dos trisavos Antonio e Maria Marcolina ter tido um filho extraconjugal com uma pessoa de origem africana. Este relacionamento nao se encontra em nossos livros ainda. Sabe-se que a familia prosperou na regiao do Distrito da Boa Vista, em Virginopolis. Um dos descendentes eh o Joaquim Candido da Silva, idealizador do sitio “Contra a Violencia”, que mereceu a atencao inclusive do falecido papa Joao Paulo II.

Alias, ser contra a violencia sempre foi um ideal da familia virginopolitana como um todo. Sempre que havia algum sinal de estranhamento entre as pessoas na cidade e havia tempo habil para os conterraneos agirem, dizia-se que “a turma do deixa-disso” entrava em acao. Existia o aconselhamento desde antes disso ser uma norma da psicologia.

8. UM PASSEIO POR SAO JOAO EVANGELISTA

Ha que se mencionar aqui que a familia dos trisavos Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina foi igualmente absorvida e vice-versa pela familia Nunes Coelho. O fato eh que toda a familia do trisavo Joao Batista Coelho era tambem Nunes Coelho por causa de ele ter se casado com a Maria Honoria, filha do Clemente Nunes Coelho.

Clemente Nunes Coelho era tambem o nome do pai dos tios bisavos Pio, Marcolina e Vitalina. Nao tenho a relacao que existe entre este Clemente e os patriarcas Eusebio e Anna Pinto de Jesus. Poderia ser o proprio pai da Maria Honoria com uma segunda esposa, ja que a Maria Honoria nasceu no maximo no inicio da decada de 1830, pois, em 1845 tornou-se mae do Joao Batista Coelho Junior.

Seria dificil ela ter irmaos completos nascidos em 64, 67 e 65, respectivamente. A outra opcao seria que este Clemente fosse neto e eh possivel que seja o nome dele que esteja na ata de criacao da Cidade de Guanhaes. Podera ser um Clemente segundo, filho do primeiro.

Tios-bisavos Marcolina, Vitalina e Pio foram os conjuges de Lindolpho, Altivo e Josephina, respectivamente. Entre os filhos da tia Josephina, o Jair Nunes Coelho casou-se com uma das Maria Jose Pimenta, nome muito comum no ramo Pimenta da familia. Eles estao na pagina 44 do livro da Ivania e na 362 do livro do professor Dermeval.

Maria Jose Pimenta nasceu no antigo Distrito de Sao Sebastiao dos Pintos, atual Nelson de Senna, pertencente a Sao Joao Evangelista. O professor Dermeval registra muitos nascimentos da familia no mesmos distrito. Maria Jose foi irma do Rui Pimenta. Este casou-se com dona Reduzinda Braga, da Familia Braga de Pecanha. Rui e Reduzinda foram pais do dr. Rui Pimenta Filho, medico muito conceituado em Governador Valadares e Belo Horizonte.

Este casou-se com Mary Magalhaes Rondas e formaram o sobrenome Rondas Pimenta, que se encontra no nome da filha Agda. Agda casou-se com Emilio Carlos Pinheiro, filho da Nair, filha dos tios-avos Nize Coelho do Amaral e Jose Cabral Pires. Tia Nize era filha dos bisavos Joao Rodrigues e Dindinha Olimpia.

Entre os filhos do Rui Pimenta e Reduzinda Braga esta tambem o dr. Aluisio Pimenta, dr. em farmacia pela Universidade Estadual de Minas Gerais e politico conhecido. Chegou a candidatar-se ao governo do Estado em 1989. Epoca em que estavamos em partidos adversarios no primeiro turno e unidos no segundo turno. E tambem foi o momento em que melhor nos conhecemos. Este contato foi facilitado pela amizade que ele e meu pai desenvolveram na juventude, na Cidade de Pecanha, onde ele nasceu e meu pai estudou.

O Rui Pimenta foi autor do livro “Um Pai Realizado”. Este era filho do major da Guarda Nacional Lermino Jose Pimenta. Lermino casou-se, em Sao Joao Evangelista, com dona Perciliana Nunes Rabelo que talvez tera parentesco com tia Marieta Nunes Rabelo, esposa do tio-avo Onesimo de Magalhaes Barbalho; e a irma dela, dona Blandina Nunes Rabelo, se casou com o Gabriel Nunes Coelho, filho dos tios-bisavos Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho e Joao Nunes Coelho.

O major Lermino era filho dos tios-quartavos: Ermelinda Querubina Pereira do Amaral e Modesto Jose Pimenta. Ela, irma do Daniel Pereira do Amaral, pai da Maria Marcolina, esposa do Antonio Rodrigues Coelho e filha dos pentavos Malaquias Pereira do Amaral e Ana Maria de Jesus.

Como ja dito, o tetravo Daniel teve como primeira esposa a Maria Francelina Borges do Amaral, que era filha dos pentavos Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana. Estes pentavos eram tambem pais de Maria Balbina de Santana, esposa do sr. Boaventura Jose Pimenta, e que sao os pais do Modesto Jose Pimenta, marido da tia Ermelinda Querubina.

Neste abreviario fizemos visitas virtuais a alguns municipios da regiao porque tios Balbina e Boaventura tiveram os filhos em Diamantina. Ela nascida no Serro e ele no Distrito de Itapanhoacanga, em Alvorada de Minas. Os pentavos Antonio Junior e Maria Magdalena sao do Serro e fundadores de Sabinopolis. Malaquias parece ter nascido em Conceicao do Mato Dentro. A esposa Ana Maria em Congonhas do Campo e tambem sao fundadores de Sabinopolis. Modesto e Ermelinda nasceram em Sabinopolis.

Este ultimo casal teve 12 filhos, por ordem de nascimento: Modesto Jose, Olimpio Jose, Aureliano Borges, Cornelio Jose, Honorina, Maria Balbina, Ana, Leolino, Augusta, Agostinha, Lermino Jose e Julio Borges. Todos assinantes Pimenta. Nascidos em Sabinopolis. Apenas Maria Balbina, casando-se com Emidio Fernandes Madeira, mudou-se e permaneceu em Sao Pedro do Suacui. E imagino que haja relacao parental entre o marido dela e Manoel Geraldo Fernandes Madeira, marido da tia-trisavo Lucinda de Magalhaes Barbalho. Nao temos outras informacoes mais alem de que eles se casaram.

Os 11 restantes continuaram em Sabinopolis ou tiveram pelo menos uma passagem de suas vidas em Sao Joao Evangelista. Destaca-se o coronel Cornelio Jose Pimenta que esta entre os fundadores do Municipio de Sao Joao Evangelista. O tio Olimpio Jose Pimenta passou por Sabinopolis e Sao Joao Evangelista, antes de se casar pela terceira vez e ter tido caso com a Sebastiana Pereira do Amaral.

A quarta mulher que ele teve foi dona Rita Augusta Lacerda, meio-irma do padre Joaquim Antonio dos Santos Lacerda Junior, primeiro vigario de Sao Joao Evangelista. Apos este terceiro casamento oficial dele, eles se mudaram para Correntinho de Guanhaes onde tiveram seus 9 filhos e faleceram.

Aqui ha uma coincidencia razoavel. A ultima filha dos tios Olimpio e Rita, dona Ermelinda Pimenta, nasceu em 23 de dezembro de 1925, naquele Distrito de Guanhaes, e igualmente proximo a Virginopolis. Ao mesmo tempo, os avos Juca Coelho e Davina Magalhaes residiam no Correntinho e moravam na Fazenda Perereca. E a 15 de outubro de 1925 havia nascido no local, dona Judith Coelho Barbalho, a mae dos meninos da casa do meu pai. Pois que, certamente, o tio-avo Olimpio do avo Juca e ele proprio devem ter trocado charutos para comemorar!

Depois do tio Olimpio, acredito que o coronel Cornelio e sua esposa Josefina Carvalho de Souza devem ter sido o casal mais prolifico dos 12 irmaos. Deles eh filha a primogenita Etelvina Pimenta que se casou com o sr. Pedro Ferreira de Andrade Brant.  Estes sao os pais do juiz de direito, o sr. Moacir Pimenta Brant. Este foi o marido de dona Iolanda Raimunda Rocha, e sao os pais do politico atual: Roberto Lucio Rocha Brant. Mas a coroa dos genios deve ser dada ao irmao do Roberto, Fernando Rocha Brant, o parceiro musical do Milton Nascimento em lindas poesias como: Maria Maria, Cancao da America, Raca, Travessia e outras.

Da area de Sabinopolis temos outra personalidade na familia. Ele descende do Aureliano Borges Pimenta que se casou com a Maria Jovita Goncalves. Esta, natural de Sao Joao Evangelista, filha de Antonio Pedro Goncalves e Delfina Coelho da Rocha. Dona Delfina era filha dos portugueses capitao Ildefonso da Rocha Freitas e Maria Coelho da Silveira, que doaram as terras onde o Arraial de Sao Joao seria construido.

Aureliano e Maria Jovita foram pais de Corina Pimenta, que se casou com Gencerico de Figueiredo Barroso. Estes sao os pai do ex-prefeito de Governador Valadares e atual deputado federal: Jose Bonifacio Barroso Mourao.

Se quizermos brincar um pouco mais de navegar essa genealogia, podemos voltar ao coronel Cornelio Pimenta e clicar sobre a filha Apoliria Pimenta. Ela casou-se com o farmaceutico Francisco Carpoforo da Rocha que foi fazendeiro e ex-prefeito de Sao Joao Evangelista. Deles nasceu Iolanda Pimenta da Rocha que se casou com o dr. juiz de direito, Arthur Borges Neto.

O dr. Arthur Neto foi um dos nascidos das maiores consanguinidades na familia. Era filho do Antonio Borges do Amaral Junior e Alzira Pimenta do Amaral. O avo paterno era, naturalmente, o Antonio velho, marido da Ermenestina Alves de Carvalho. Os pais do avo paterno eram Daniel e Maria Francelina. Ermenestina era neta da Senhorinha Rosa de Jesus e Jose Carvalho da Fonseca. Senhorinha e Maria Francelina eram irmas, pelo lado Borges Monteiro.

A mae do dr. Arthur Neto foi a dona Alzira Pimenta do Amaral. Esta, filha dos tios Arthur Borges do Amaral, irmao do tio Antonio velho, que tambem foi prefeito de Sao Joao Evangelista, e Gabriela Pimenta do Amaral. Esta Gabriela foi filha de Francisco de Assis Pimenta e Francisca Augusta Pires. Francisco de Assis foi um dos filhos do casal Maria Balbina de Santana e Boaventura Jose Pimenta, que eram avos do coronel Cornelio, sendo Maria Balbina irma de Maria Francelina e de Senhorinha Rosa.

A sorte dos filhos do dr. Arthur Neto foi eles terem por avo o Francisco Carpoforo da Rocha e bisavo `a dona Josefina Carvalho de Souza. Pelo menos, houve ai uma certa quebra de consanguinidade. Pelo menos, nao temos o acompanhamento genealogico do Francisco Carpoforo para afirmar o contrario.

Contudo os casamentos entre primos nao param por ai. Violeta Pimenta da Rocha, irma da dona Iolanda, casou-se com dr. Geraldo Borges do Amaral, irmao completo do dr. Arthur Borges do Amaral Neto.  E o irmao das donas Violeta e Iolanda, Alvaro Pimenta da Rocha, casou-se com dona Jacira Pimenta Brant, filha da dona Etelvina Pimenta Brant e sr. Pedro Ferreira de Andrade Brant, os avos do Fernando e Roberto Brant.

Todas estas “pontes” de consanguinidade foram bem absorvidas pelo sistema da www.ancestry.com. E por elas podemos navegar melhor na Arvore Genealogica sem precisar ficar buscando no portal de buscas do site ou retornar aos ancestrais comuns como acontece no livro. Existem mais ligacoes.

Como a viuva do tetravo Daniel Pereira do Amaral, a segunda esposa Sebastiana, ou dona Inha como era mais conhecida, mudou-se para Sao Joao Evangelista, a descendencia misturou-se com as outras familias, entao, tambem recem-chegadas ao arraial recem-criado. O filho mais velho dos tios Modesto Pimenta e Ermelinda se chamava tambem Modesto Jose Pimenta. Ele e a esposa Amelia Margarida Pimenta foram pais da Maria Augusta (Quinha) Pimenta.

Quinha casou-se com seu primo Jose Antonio (Ze Botija) da Silva Filho. Ele era filho da Georgina Amaral, primeira filha do quartavo Daniel e d. Inha. Georgina foi esposa do Jose Antonio pai, que tinha o apelido de Joao Botija.

Outros filhos da tia Georgina tambem se casaram com primos. A Corina casou-se com o Carnot Jose Alves, filho de Clarimundo Jose Alves que, por sua vez, foi filho dos moradores iniciais do Arraial de Sao Joao, Raimundo Jose Alves e Senhorinha Candida de Carvalho. Senhorinha era filho da tia Senhorinha Rosa de Jesus e Jose Carvalho da Fonseca, patriarcas em Sao Pedro do Suacui. A mae do Carnot foi Cesarina (Nhazinha) de Carvalho Alves. Esta, filha de Manoel Carvalho de Souza e da indigena Francisca Catarina de Souza.

Cesarina era tambem, irma de dona Josefina Carvalho de Souza, a esposa do coronel Cornelio Jose Pimenta. Da parte paterna elas eram netas do Manoel Carvalho e Maria Rosa, que estao entre os patriarcas da Cidade de Sao Jose do Jacuri.

Neste ponto, coloquei pais ficticios para o Manoel Carvalho porque o professor Dermeval deixou que acreditava ser ele irmao do Jose Carvalho da Fonseca, o marido da tia Senhorinha Rosa e residentes que foram das proximidades de Sao Pedro do Suacui. Assim, pode-se tambem pular de um ramo Carvalho para o outro facilmente pelo inicio da genealogia dos dois ramos Carvalho e nao apenas via descendencias que se misturaram.

Voltando-se `a tia Georgina, temos que a filha Raimunda (Dica) Alves casou-se com o Olegario Jose Pimenta. Este foi filho do Leolino Jose Pimenta, tambem filho dos tios Modesto e Ermelinda, e de dona Carolina Aurelia Pimenta.

Ja a filha Zenolia da Conceicao Silva foi a segunda esposa do Duval Jose Pimenta, filho do coronel Cornelio e dona Josefina Carvalho. A primeira esposa do Duval tinha sido a Maria Dolores Amaral, filha do tio Arthur Borges do Amaral com uma de suas esposas, a Maria de Assis Pimenta que, por sua vez, era filha da Maria Francelina Pimenta e do professor Manoel Coelho de Moura Guimaraes. Maria de Assis era filha do capitao Francisco de Assis Pimenta, portanto, neta dos tios-quartavos Maria Balbina de Santana e Boaventura Jose Pimenta.

Retornando-se ao tetravo Daniel Pereira do Amaral e d. Inha, temos deles o filho Elpidio Pereira do Amaral. Este se casou em primeiras nupcias com a Dalila Pimenta Guimaraes, irma da Maria de Assis Pimenta.

Como se pode observar, estes casamentos intrafamiliares se deram num passado nao muito recente. O tio Elpido nasceu em 1883, o tio Antonio em 1854 e o tio Arthur em 1855. Com duas esposas, o tio Antonio teve 20 filhos; com 4 esposas o tio Arthur teve pelo menos 7 filhos e, tambem com 2 esposas, o tio Elpidio somou 18 filhos. O coronel Cornelio somou, entre falecidos e os que se multiplicaram, outros 18 filhos. Tio Olimpio Jose Pimenta atingiu a marca de 21 rebentos.

Houveram parentes nossos que nao tiveram filhos naquela epoca mas a soma dos que sabemos nao eh pequena. Dos que nao sabemos eh, certamente, muito maior ainda. Tambem existe a realidade de que muitos deles buscaram outros lugares e neles se misturaram com as familias locais. Quando o tempo chegou, este povo replicado e multiplicado reuniu-se nas grandes cidades. E so Deus sabe o quanto somos. Mas, pelo fato de sermos muitos, so podemos concluir que, tem muita gente se casando com pessoas que apenas pensa nao ter grau algum de parentesco consigo mesmo!

Nao pretendo prosseguir neste escrutinio para nao deixar o texto massante demais para quem nao esta deveras interessado. Tenho para mim que os mais interessados irao buscar a genealogia e os textos dos livros que pesquisei. No www.ancestry.com postei apenas a genealogia e nada mencionei a respeito das biografias da maioria. Porem, no www.geneaminas.com.br copiei algo das biografias.

Ressalte-se que ali ainda nao foram feitas todas as ligacoes. Portanto, enquanto nao forem feitas, havera que se quebrar um pouco mais a cabeca, em caso de pesquisar-se somente nele. A navegacao da genealogia permite-nos visitar a maioria das familias de Sao Joao Evangelista que estao no livro do professor Dermeval. E delas tambem para outras cidades da regiao, embora, somente Sao Joao e Virginopolis estejam melhor representadas, mesmo que nao completamente.

10. DE VOLTA PRO MEU VIRGINOPOLIS

Nos temos varias formas de passarmos de Sao Joao Evangelista para Virginopolis. Uma delas eh aquela que passa pelo entroncamento dos Pereira do Amaral e Borges Monteiro, atraves dos tetravos Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro. Como ja esta mais que expressado, eles foram os pais da Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa de Antonio Rodrigues Coelho. Claro, ai se tem tambem uma passagem pela genealogia de Guanhaes, embora, menos completa.

Outra maneira interessante eh que se faz por via a familia do coronel Cornelio e dona Josefina. O filho deles, o medico veterinario Heitor Jose Pimenta casou-se com dona Maria da Cunha Pereira, filha do senador Simao (Simaozinho) da Cunha Pereira e dona Eufrasia Carlota de Vasconcelos. Possivel eh que futuramente possamos ligar a Familia Cunha Pereira/Vasconcelos, que tem origem no Serro, a Virginopolis por meio de dona Maria do Rosario (Zarinha) Vasconcelos Rabello Campos. Ela eh a viuva de nosso primo, dr. Jose Lupciano Rabello Campos.

Mas o interessante neste caminho eh que podemos fazer uma visitinha ai `as familias de Pecanha que ja estao postadas na Arvore, por causa de algumas ligacoes entao identificadas pelo professor Dermeval. Quem desejar verificar tais ligacoes, basta tentar ver com quem os outros filhos do senador Simaozinho se casaram. Uma delas ja abordamos aqui. Trata-se da Esther da Cunha Pereira que se casou com o farmaceutico Jose (Zeca) Carlos Pereira. O dr. Simaozinho teve um primeiro casamento na casa do barao do Serro, talvez, ancestral de uma parte de nossos primos.

Simaozinho e Eufrasia Carlota foram os pais de dona Maria de Lourdes, esposa do primo Dr. Rafael Caio Nunes Coelho. Dai pode-se verificar a Familia Nunes Coelho que esta bastante entrelacada com os Coelho de Magalhaes e com as outras familias agregadas. Sao elas as familias que se multiplicaram em Virginopolis e/ou Guanhaes.

Mas aqui convido-os a visitar os pais do dr. Chiquitinho, pai do dr. Rafael Caio, o capitao Francisco e dona Maria Augusta Cesarina de Carvalho. Estes foram pais tambem do Claudionor Augusto que se casou com d. Maria Augusta Campos Nunes, sendo ela sua sobrinha e filha do irmao dele, Salathiel. Claudionor e Maria Augusta foram pais da dona Ida Nunes Coelho, nascida em Guanhaes, e tornada a segunda esposa do Jose Rodrigues Coelho Sobrinho.

Seo Ze e dona Ida eram vizinhos da casa da minha familia em Virginopolis. Recordo-me bem deles, entre outras coisas porque eu era o entregador de leite, e todos os dias tinha que ir visita-los. Ja de idade, dona Ida parecia muitas vezes estar confusa e sem saber em qual vasilha colocar o leite novo. Ao que o seo Ze logo, com paciencia, vinha em socorro dela.

Ao lado da casa deles, entremeado com a casa do seo Gil Batista Coelho, existia um barracaozinho onde dona Maria Felipe passou seus ultimos anos. Foi uma pessoa de origem africana e muito querida pela amabilidade dela. Eu fazia a entrega do leite nas duas casas. Dona Maria Felipe havia sido a amasseca das filhas do presidente Juscelino Kubstichek e dona Sarah.

O seo Jose era o primogenito dos tios bisavos Daniel Rodrigues Coelho e Marina (tia Nenen) Coelho de Oliveira.

Outra forma de navegar-se de Sao Joao para Virginopolis e vice-versa eh voltarmos `a casa do coronel Cornelio novamente. Esta eh tambem a casa de nascimento do professor Dermeval Jose Pimenta. Este se casou na casa do Dr. Joao Pinheiro da Silva, o dignissimo governador do Estado de Minas Gerais. A esposa dele foi dona Lucia Pinheiro da Silva. A mae de dona Lucia foi dona Helena de Barros Leite. Leite este que tambem existe em Virginopolis, porem, ainda nao encontrei o fio da meada que liga os dois.

Dentre os filhos do governador Joao Pinheiro encontra-se o outro governador, o Israel Pinheiro da Silva. Este fora engenheiro e quem pos maos-a-obra na construcao da nova capital brasileira, Brasilia. Alias, Novacap era o nome da companhia de construcao criada para a tarefa. Israel a presidia.

Quem nos da caminho para retornarmos a Virginopolis eh dona Amanda Pinheiro Senna. Ela foi a esposa do Caio Nelson de Senna, um dos filhos do professor Nelson Coelho de Senna e dona Emilia (Milota) Gentil Horta Gomes Candido. Dona Milota era filha de desembargador.

Se desejarmos aproveitar, podemos visitar a casa do Mucio Emilio, filho do professor Nelson. Ele casou-se na casa de outro governador mineiro, os de Melo Franco de Paracatu. A descendencia da filha Sylvia Emilia se casou na casa dos Orleans e Braganca, que foi a familia real brasileira. Na casa do Caio Nelson tem a serie Raul Bernardo. O neto foi campeao olimpico de hipismo. Tenho noticias de outros membros dessa familia em Brasilia, mas nao tenho os dados.

Mas para voltarmos `a Arvore em Virginopolis, precisamos retornar aos ancestrais do professor Nelson. Foi filho da Maria Brasiliana, neto da Emilia Brasiliana, bisneto do capitao Joao Coelho de Magalhaes e trineto, entao, do alferes de milicias Jose Coelho de Magalhaes, o patriarca da Familia Coelho de Virginopolis. Atraves do irmao do tio Joao, o capitao Jose Coelho da Rocha, chegamos aos 4 patriarcas de Virginopolis: Francisca, Eufrasia, Joao e Antonio.

Retornando-se `a casa do professor Nelson, somente por curiosidade, podemos dar um passeio pelo esqueleto da genealogia que se encontra no livro: “Genealogias da Zona do Carmo” do conego Raimundo Otavio da Trindade. Dona Milota era filha do coronel Antonio Gentil, filho do dr. Antonio Gomes Candido, filho do capitao de mesmo nome, filho do alferes Francisco Gomes, filho de Antonio Gomes Candido e Andreza Maria.

Os tres ultimos eram naturais de Olivais, Lisboa, Portugal. Seo Antonio e Andreza foram pais tambem do lisboeta Gaspar Gomes Candido. Este, sem indicacao de esposa foi o pai do Luis Gomes Candido, pai do Antonio Gomes Candido, que foi casado com dona Valeriana Constancia da Rocha. Dona Valeriana foi esposa tambem de Jose Nunes Ribeiro.

Eles foram os pais de dona Henriqueta Constancia da Rocha que se casou com Antonio Gomes Candido e foram pais de outro Antonio de Mesmo sobrenome. Casado com Maria Inacia Ribeiro, foram pais de Jose Ribeiro Gomes. Este casou-se com Silvia Vieira Martins e foram os pais de dona Maria Silvia Vieira Gomes de Salles Coelho, a esposa do dr. Dion de Salles Coelho, filho do tio-bisavo Antonio Rodrigues Coelho Junior.

Para completar esse esqueleto, de interessante temos que dona Silvia Vieira Martins foi filha do dr. Manuel Vieira de Sousa; filho do Joaquim Vieira de Sousa Rabelo; filho do Furriel Angelo Vieira de Sousa e Maria Feliciana da Purificacao Rabelo. O casal Furriel e Maria guardam a honra de terem sido os fundadores da Cidade de Rio Casca. Cidade da qual tive algumas colegas quando fiz um cursinho pre-vestibular na Cidade de Vicosa, em 1980. Na universidade conheci outras pessoas de Rio Casca. Dona Maria Silvia eh duplo descendente do fundador de Rio Casca.

Pode-se, entao, voltar-se a Sao Joao Evangelista por via de qualquer dos caminhos ja citados. Chegando-se `a residencia do coronel Cornelio, por exemplo, pode-se buscar seus pais, os tios Ermelinda Querubina e Modesto Jose Pimenta. Buscando-se o filho Leolino Jose Pimenta novamente, podemos acessar sua filha, dona Asteria Pimenta.

Dona Asteria foi esposa do sr. Jose Celestino Ribeiro, filho de primeiros moradores de Sao Joao: o capitao Santos Jose Ribeiro e dona Augusta Celestino de Albuquerque. Por curiosidade, temos ai mais dois prefeitos de Sao Joao Evangelista, sao os filhos Santos e Euler Ribeiro.

Euler Ribeiro foi o esposo de dona Iracema Leao, outra descendente de primeiros moradores da cidade. Entre os filhos deste casal encontra-se o Jose Adolfo Ribeiro, que primeiro tornou-se prefeito de Virginopolis e depois deu a oportunidade a sua esposa, dona Cida, de tambem o se-lo. Foram 12 anos de governo do casal, 4 dele e 8 dela.

Mas a passagem para Virginopolis se da atraves de outro filho da dona Asteria. eh o Moacir Ribeiro. Este se casou com Maria Jose Coelho, filha dos tios-bisavos: Salathiel Batista Coelho e Iracema Campos Goncalves. A tia Iracema descendia de primeiros moradores do municipio, inclusive do casal: capitao Ildefonso da Rocha Freitas e dona Maria Coelho da Silveira. E a familia esta toda conectada com as demais familias do municipio.

O tio Salathiel era filho dos trisavos Joao Batista Coelho Junior e Quiteria Rosa Pereira do Amaral. Estes foram tambem os pais da Dindinha Olimpia, esposa do Joao Rodrigues Coelho, meus bisavos pelo lado paterno.

Temos ainda pelo menos mais duas formas de sairmos de Sao Joao Evangelista para encontrarmos com a genealogia virginopolistana. De qualquer ponto que estivermos nas Familias Pimenta, Pereira Amaral ou Borges Monteiro, podemos buscar os tios Modesto Jose Pimenta e Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. Dai pode se passar para o pai dele: Boaventura Jose Pimenta.

Os pais do Boaventura serao o Antonio Francisco de Carvalho e Isidora Maria da Encarnacao. Estes foram os pais de dona Vitoriana Florinda de Ataide. Ela se casou com Jose Damasio Rouco e tiveram o filho Hermenegildo (Hermenegildao) Jose Pimenta. Este casado com dona Mariquinhas (Maria), foram os pais da dona Amelia Candida Pimenta.

Dona Amelia Candida Pimenta que se casou com Pedro Delfino dos Reis. Entre os 11 filhos deste ultimo casal esta a dona Alice Reis. Ela foi a esposa do sr. Alipio Teixeira, pessoas que conhecemos e convivemos com elas em Virginopolis. Cresci junto com os netos deles dos quais fui colega e continuamos amigos.

Sao varios os casamentos entre os membros da Familia dos Reis Teixeira e os Coelho. Mas existe um em particular que gostaria de mostrar agora. Trata-se de dona Isabel Teixeira que se casou com o prefeito da Cidade de Braunas, o senhor Longino (Bezinho) Pereira. As filhas sim se casaram com Coelho e, entre elas, esta a Alice. Casou-se com o nosso companheiro de infancia Geraldo Jose Coelho.

Estes tiveram dois filhos em Virginopolis: Icaro Brener e Iside (Di) Coelho, e um terceiro, Yan, aqui em Framingham. Os dois primeiros ja puzeram o pe na estrada e o Icaro ja se casou. Tornou-se o marido da Camila Figueiredo Coelho, que tem um site na internet: “Super Vaidosa”. O assunto do site eh moda e maquiagem femininas. Tem conseguido arrastar uma multidao de internautas para assistir `as aulas da arte dela.

O Geraldo Coelho, pai do Icaro, eh bisneto dos tios-bisavos Emygdia e Amaro, passando pelo seo Osvaldo e dona Maria de Lourdes. Retornando-se pelo caminho inverso vamos clicando: Alice, Isabel, Alice, Amelia, Hermenegildo, Vitoriana, Isidora e Manoel Vaz Barbalho.

Ou, antes disso, `a altura do Hermenegildo pode-se fazer uma visita ao filho Hermenegildo Junior. Com a esposa Ursula Carvalhais tornou-se pai de dona Julia Pimenta. Esta casou-se com Oscar Falcao Metzker em Sao Joao Evangelista. Embora no livro do professor Pimenta a relacao de filhos e conjuges esteja agrupada em um so paragrafo, e dificil de se guardar na memoria o que ali se encontra, no site tudo fica melhor organizado.

Ao todo sao 10 filhos. Infelizmente nao ha uma continuidade para todos. Mas o Alvaro casou-se com a Mercedes Pimenta, filha do Duval Pimenta, filho do coronel Cornelio. Eles tem a sequencia de filhos. O Hermenegildo Metzker casou com a Diva Herminia Coelho de Moura, cuja ascendencia retorna aos Pimenta e aos Pereira do Amaral. O mesmo se da com a Maria de Lourdes Falcao Metzker. E o Oscar Junior se mistura com os mesmos Campos Goncalves da familia do tio Salathiel. O Sady Metzker casou-se com a Acy Amaral, cujos progenitores nao entraram na descricao do professor Dermeval.

Voltando-se ao Manoel Vaz Barbalho, onde parei, lembramos que devera ser o patriarca de muitas familias do norte-nordeste mineiros, juntamente com sua esposa, Josepha Pimenta de Souza. Dele para tras, pode-se navegar algumas geracoes, apenas clicando sobre os ancestrais que assinaram Barbalho. Este retorno vai ate ao patriarca Braz Barbalho Feyo, que parece ser o primeiro Barbalho a pisar no Brasil e teria chegado por intermedio do primeiro donatario de Pernambuco, dom Duarte Coelho Pereira.

A filha dele, Camila Barbalho, foi a esposa do Antonio Bezerra Felpa de Barbuda. E eh seguindo o sobrenome Bezerra que podemos retornar, com umas pequenas mudancas para a genealogia materna, ate aos condes de Portugal, Teresa e Henri de Bourgogne. Ate ai nao tem como errar porque nao coloquei nenhuma linhagem paralela. Dai para tras visita-se algumas monarquias europeias.

Lembrando-nos que os condes de Portugal foram tambem os pais do Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. E, por ele, sao comprovadamente ascendentes de 75% dos presidentes americanos, diversos brasileiros e a maioria dos nomes na Historia do Ocidente dos ultimos 8 seculos.

Mas o objetivo nao esta ai. Retornando-se pelo mesmo caminho que se foi, voltamos `a Camila Barbalho que, com o Antonio Bezerra, foi a mae do Luiz Barbalho Bezerra. Este pai do Jeronimo Barbalho Bezerra. Estao entre os maiores nomes da Historia do Brasil, juntamente com o Agostinho, irmao do Jeronimo. Os filhos do Luiz e sua esposa Maria Furtado de Mendonca sao nove e cada um tem muita Historia para contar. Postei apenas um inicio das genealogias deles, particularmente da dona Antonia, que leva `a origem de alguns baronatos na Bahia.

Dos filhos do Jeronimo so tenho um pouco da genealogia da dona Micaela e da nossa ancestral Paschoa. Da primeira temos um ramo que vai para Santa Catarina e de la para o Rio Grande do Sul. Neste ultimo estado ha a ligacao da Familia Barbalho Bezerra com o barao de Cacequi. E, dai, a dois herois gauchos da Proclamacao da Republica no Brasil.

Dona Paschoa Barbalho passa o sobrenome para a filha: dona Maria da Costa Barbalho. Ela eh a mae do Manoel Vaz Barbalho. Com dona Josepha este se torna pai do Policarpo Joseph Barbalho, que tambem migra para o Rio Grande do Sul, mais precisamente para a Cidade de Gravatai. Dai para frente temos apenas os registros dos filhos dele. Eh Historia que nos aguarda.

Alem deste e de dona Isidora, acrescentei o filho Jose Vaz Barbalho por minha conta e risco. Nem tanto risco assim. Estou me baseando no fato do sobrenome, da epoca provavel de nascimento, o local ser o Serro, nao se especificando a Freguesia, e o numero limitado da populacao naquela epoca. Tudo se encaixa como uma luva para que os pais, quando no muito os avos dele, sejam mesmo Manoel e Josepha.

Caso sejam avos, nao sera dificil reorganizar a postagem e colocar em ordem correta. Caso eu esteja de todo enganado, nao sera dificil apagar a ligacao. Mas, no final, deveremos encontrar mesmo um vinculo com esta mesma linhagem Barbalho neste caso.

O Jose Vaz Barbalho, marido da dona Anna Joaquina Maria de Sao Jose, eh o pai de Gervasio, Firmiano e Policarpo Jose Barbalho. Este ultimo teve muitos filhos com sua esposa, Isidora Francisca de Magalhaes. Entre os quais, o capitao Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho, o marido da Eugenia Maria da Cruz. Da uniao deste casal nascem as pessoas que assinam o sobrenome Barbalho em Virginopolis. E esta eh a outra forma de se passar da genealogia de Sao Joao Evangelista para a genealogia virginopolitana.

Nossa familia pode ser um dos rarissimos casos em que se pode acompanhar toda a Historia do Brasil por meio de um mesmo sobrenome. O Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho nasceu em 1824, em Itabira e dele ate hoje sao seis geracoes ate meus filhos assinando “de Magalhaes Barbalho”. Outra familia que deve ter exemplo semelhante ao nosso eh a Bezerra. Deve existir gente assinando Bezerra desde a chegada dos nossos ancestrais Maria Martins e Antonio Martins Bezerra. Ambos tambem chegados com o Duarte Coelho.

A maioria das pessoas que descendem das primeiras familias que aportaram no Brasil nao conservaram os sobrenomes iniciais. Isso porque, muitos dos primeiros chegados faziam parte da baixa nobreza e, por isso, substimavam a si mesmos.

No Brasil se estabeleceram e muitos adquiriram fortunas mas se passaram para a chamada “nobreza da terra”. Ou seja, qualquer grau de nobreza vinda direta de Portugal teria mais privilegios na Terra Brasilis que as gentes consideradas da terra. Dai, quando qualquer portugues se casava com brasileiros, muitas vezes, os filhos preferiram adotar o sobrenome recem-chegado, numa tentativa de tornar-se mais nobres que a parentalha que nao teve o mesmo privilegio. Mas, como diz o ditado, nos somos mesmo eh “farinha do mesmo saco”, portugues ou brasileiro!

Partamos entao deste casamento, Eugenia Maria da Cruz Coelho, filha dos fundadores de Guanhaes, e do capitao Francisco Marcal. Foram pais de 8 filhos: Emigdia, Petronilha (Pitu), Pedro, Marcal, Quiteria, Candida (Sa Candinha), Julia (foi solteira) e Ambrosina (tia Sinha). Como falei antes, a Ivania fez ate uma “certa caridade” em postar parte da descendencia deste ramo no capitulo reservado a ele. Isso porque, cedo a descendencia se casou nos outros ramos da familia, e isso poderia transporta-los para paginas anteriores, deixando os avos Eugenia e Francisco quase que com a casa pelada.

Eh provavel que as tias Emigdia (em duvida), Pitu e Sinha (com certeza) fossem transportadas para a casa dos tios-trisavos Francisca e Joaquim, por terem se casado com filhos deles. O tio Pedro buscou sua cara metade na casa dos trisavos Joao Batista e Maria Honoria. Portanto, o que o livro nao mostra de imediato, no site a gente tem a visao automatica desta realidade. Exceto no caso da tia Emigdia em que ha ainda a duvida.

Dagora para frente, a brincadeira de entrar e sair de uma casa para outra sera bem mais interessante para as pessoas que nasceram e cresceram em Virginopolis e conviveram com as pessoas e com as casas. As casas nem sempre sao as mesmas porque quase todas as antigas foram derrubadas para dar lugar a construcoes novas. Mas os locais continuarao em nossa memoria, ate que ela nao mais exista.

Comecando pela casa da tia Emigdia, podemos escolher logo o filho Pedro, que era conhecido como surdo. Este casou-se com a Sa Toninha (Antonia Nunes Lage) que creio ter vindo de Itabira, por causa do sobrenome. Entre muitos, eles foram os pais da Maria, que adotou o habito de freira. Administrou o hospital para deficientes mentais em Barbacena. Substituiu os tratamentos de choque por carinho, antes mesmo de qualquer condenacao dos metodos mais antigos pela comunidade de psicologia. Fez verdadeiros milagres, e agora eh candidata a seu merecido lugar nos altares catolicos.

Sem desprezar os outros, irmao da irma Helena foi o tio Horacio. Este foi um caso `aparte. Os adversarios politicos o apelidaram de “cavalo do Juscelino”. Isso porque, entusiasmado com a visita do candidato e primo Juscelino Kubstichek, carregou-o nos ombros. Nessa epoca, Virginopolis era mesmo uma farra!

Tio Horacio, assim o chamo porque se casou com a tia-avo Noemi, nas segundas nupcias dele. A primeira foi com a Maria Marcolina, filha dos tios bisavos Jose Rodrigues e Mariquinhas. Ai ha um encontro meio complicado. Maria Marcolina ja era viuva do Jose Candido de Oliveira. Este, filho dos tios-bisavos Anna Honoria e Candido Oliveira. Jose Candido foi pai apenas da Zeze (Maria Jose), que se casou com o Adail Batista Coelho, filho dos tios-bisavos paternos e maternos: Simao e Maria Carmelita.

Voltando ao tio Horacio e Maria Marcolina, filhos que sobreviveram, foram pais do Nelson, Jose Maria, tio Jorge, Natalia e Pedro. Exceto o Nelson, que se casou com Iracy (Nunuca), os outros casaram-se na familia. Nao tenho os dados completos dela, dai nao saber se eh ou nao da familia. Ze Maria casou-se com a Irene, filha dos tios-avos: Josephina e Levy. Tio Jorge foi `a casa do Juca Coelho, buscar a tia Camila. Natalia quase casou-se dentro de casa, pois, foi a esposa do Ladico (Geraldo), filho do tio dela Sady, irmao da Maria Marcolina, e da tia-avo Biloca (Abila). O Pedro foi buscar a Zelia na casa dos tios-avos Bernardino e Geralda.

Ficando viuvo, tio Horacio casou-se com a tia Noemi. Era filha do bisavo Ze Coelho e da segunda esposa, tia Virginia. E eh por isso que a Zeze sempre disse: “Essa familia eh tao complicada que eu tenho irmaos que nem mesmo sao meus irmaos!” Verdade, ela eh irma dos da segunda familia mas nao dos da terceira. Os filhos foram: Antonio (duas vezes) Maria Terezinha, Maria Helena, Maria Celia e Maria das Gracas (Gagaca). Somente a ultima voltou a se casar na familia, penso eu. Eh a esposa do Juscelino, filho do Mario, filho dos tios-bisavos Daniel e Nenen.

Retornando ao tio Juca, pai da Maria Marcolina, caso eu queira retornar `a Familia Barbalho por caminho diferente do que fui, basta irmos `a casa do Sady, pai do Ladico. Ele foi o marido da tia Biloca, que foi filha dos bisavos: Marcal e Dindinha Ercila. Mas posso complicar um pouquinho. Escolher o Ely. Este foi o marido da dona Augustinha. Dos filhos, o chara Walkyrio foi referencia entre advogados em Brasilia. Os outros Paulinho (solteiro), Hernani e Humberto tambem estao em Brasilia. O Carlucio, falecido, como ja mencionei, foi o marido da tia Maria Helena, irma da minha mae.

Visitando pois esta casa, temos que o filho Carlucio Campos segue os passos do tio Walkyrio. Mas aqui ha que se visitar a casa do Juca Coelho e Davina Magalhaes. Ele, filho dos bisavos Ze Coelho e da primeira esposa: Maria Marcolina Coelho, tambem com conexoes nos Rodrigues Coelho. Ela, filha dos bisavos: Sa Candinha e tio Joaozinho. Clicando em qualquer um dos dois estaremos de volta ao ramo Barbalho. Sa Candinha eh a filha do Francisco Marcal e Eugenia. E tio Joaozinho era neto do Jose de Magalhaes Barbalho, tambem filho do Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhaes.

Voltando aos trisavos, Francisco e Eugenia, pode-se retornar `a casa da tia Emigdia. Ai podemos visitar a casa da Eva (Evangelina) que foi esposa do seo Joao da Cunha Menezes. Foram pais de apenas 5 filhos mas com muitas conexoes. Afonso, Isaura, Jose, Jaime e Washington (Ostino). O Ostino casou-se com dona Aly (Lili) Vieira. O livro da Ivania nao tinha a relacao de filhos, mas alguns estavam casados com primos. Fiz varias unioes ai, como os casos do Jaime, casado com a Cirinha do Antonio Lucio; do dr. Amilar, casado com a Darcilha dos tios avos Darcy e “Biluca” e da Amira, viuva do Walter dos tios-avos Bernardino e Geralda.

Antes de prosseguir, menciono que o seu Joao da Cunha casou-se em segundas nupcias com a sobrinha da primeira esposa. A sa Emidia era irma do tio Horacio e tiveram mais 10 filhos. Entre os que voltaram a se casar com primos estao: tia Ilca, foi esposa do tio Omar, filho dos bisavos Joao Rodrigues e Dindinha Olimpia; Adail teve segundas nupcias com Salva Coelho de Magalhaes e dona Julia casou-se com o Serafim. Foi o casamento de irmaos trocados. O Savio (Fadico), casou-se com a Cidi, Hercy, dos tios avos Marcial e Cecy; a Maria Jose (outra Zeze) se casou com o Jaime dos tios-avos Biloca e Sady e o Joao Sergio (Serginho), casou-se com a Nely, filha dos tios-avos Armando e Nazinha.

O Eder, Betinho, casou-se com dona Cenira Campos e forneceu a Nancy para o casamento do dr. Jose Fabiano, irmao de minha mae.

Vou resumir a familia da tia Emigdia para nao ficar extenso demais. Ela foi tambem a mae da Eugenia Nunes Coelho (Sinha Gininha) que se casou com o sr. Gabriel (Gabi) Pereira. Foi pessoa muito querida na cidade e por suas maos as geracoes dos nossos avos e pais nasceram. Era a parteira da cidade. Viveu o suficiente para ser conhecida por nos. Passou dos 90 anos. Faleceu em 1968, quando eu fazia o terceiro ano de grupo. Sei disso porque as turmas de terceiro e quarto anos do Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio foram designadas para acompanhar o enterro.

Sinha Gininha foi mae apenas da Maria (Irma Eugenia); Cecilia, que foi a esposa do Friedrick Knipp; da tia Geralda, esposa do tio-avo Bernardino; da vovo Petrina, segunda esposa do vovo Juca e da Margarida (tia Nen) que foi esposa do Zeca Ferreira Nunes e tiveram o unico filho, o frei Roberto, ja falecido.

Gente! Nem eu mesmo estou aguentando tanta mesma coisa! Vou dar uma resumida beleza daqui para a frente. Voltando ao Francisco Marcal e Eugenia, temos dois filhos que se tornaram meus bisavos. A Sa Candinha e o Marcal. Este se casou com a Dindinha Ercila e quando nao os filhos, os netos mergulharam nos outros ramos da familia. Um exemplo desses eh o da tia Vita. Casou-se fora da familia. Com o Joaquim (Quinquim Soares) Soares Oliveira. Entre as coisas dignas de nota, uma eh a que a filha Maria das Merces Soares ainda vive e completou 101 anos 8-2-2013. Parece que a tia Vita chegou aos 99.

A outra eh que o Raul Soares, primeiro prefeito apontado para Sao Geraldo da Piedade, casou-se com a Maria Helena Coelho Perpetuo. Ambos de lembrancas agradaveis em nossa infancia. A parte tragica foi que a Maria Helena faleceu ainda nova. Porem, eh outra ponte de familia. Era filha do Cesario de Souza Coelho e Maria Salome (Salica) Coelho Lacerda. O Cesario era filho dos tios-bisavos Emygdia Honoria e Amaro de Souza Silva. Tia Vita virou nome de biblioteca na Cidade de Gonzaga, onde lecionou.

Outro filho do bisavo Marcal foi o tio Marcial, que se casou com a tia Cecy, filha dos bisavos: Ze Coelho e Maria Marcolina. Tia Biloca, como dito, casou-se com o Sady e quase todos os filhos se casaram com primos. As ligacoes estarao la para provar isso. Tio Onesimo casou-se fora da familia. A descendencia fala que a esposa, tia Marietta Nunes Rabelo era descendente do barao do Serro. Nada ainda constatado por enquanto.

Tia Olga, outra que atingiu a idade dos 99 anos de vida, casou-se com o Francisco (Chico) Catao. Por ele se da a conexao com os Catao de Guanhaes. Alias, sao da mesma familia da esposa do ex-governador Jose de Magalhaes Pinto. Mais conhecido apenas pelo sobrenome Magalhaes Pinto.

Por fim, o Trajano. Vovo Cista, como era conhecido, casou-se com a Dindinha Zulmira. A primogenita dos bisavos Joao Rodrigues Coelho e Dindinha Olimpia. Selecionando um pouco os filhos, somente 6 se casaram na familia de volta. Tia Olimpia faleceu crianca. Os casados na familia foram Odette, Otacilio, dr. Odon (meu pai), Odila, Otto e Ovidio.

Aproveitando o retorno `a casa do bisavo Joao Rodrigues, temos que ele e Dindinha Olimpia foram pais tambem do tio Sinval. Este casou-se com a Maria (Maricas), filha da Sa Candinha e tio Joaozinho. Nao vou entrar nos detalhes da casa dos tios-avos, em mao dupla, Maricas e Sinval. Mas o detalhe da familia dos bisavos Sa Candinha e tio Joaozinho sao pitorescos. Tia Maricas foi uma das pessoas mais doces que conheci na vida e ela mereceu todos os 99 anos que viveu.

Dizia-se de Virginopolis que: “Se construir um muro em volta eh um manicomio, se jogar uma lona em cima vira um circo”. Tai, a casa dos bisavos tio Joaozinho e Sa Candinha deve ter sido a gerencia! O povo tinha muitas habilidades. Junto com o proprio tio Joaozinho todos sabiam tocar algum instrumento musical. Mas a casa era tao engracada que ate hoje basta citar os nomes: Joao, Sao (Wilson), Gastao e So Li (Eliezer) para a gente comecar a rir. Tia Candida, a filha, tambem nao ficava atras.

Nao temos muitas lembrancas do tio Getulio. Ele faleceu cedo mas fez la suas traquinagens. Foi o pai extraconjugal da dona Aracy. A avo Davina tambem faleceu cedo, aos 44 anos. Mas deixou uma descendencia enorme. Gente que se casou de novo na familia, inclusive mamae. Tia Emydia, cujo apelido era Miluca, foi casar-se com o tio-bisavo Evencio Batista Coelho, irmao da Dindinha Olimpia, e quizeram sozinhos povoar a cidade. Foram 17 filhos.

Destaque ai para as filhas Maria e Honoratha (Tinah), que se casaram com o mesmo sr. Ary Dias de Andrade. Maria e Ary foram os pais do padre Arnaldo e mais 15 pessoas. Entre estes esta o dr. Silvestre que continua clinicando em Virginopolis.

Nao vou esmiucar mais os detalhes. Quero encerrar apenas falando um pouco da familia da tia Quiteria de Magalhaes Barbalho. Foi a esposa do Joaquim Pacheco Moreira. A familia dela foi quase toda absorvida pelos outros ramos. Salve-se apenas a Carlota, que se casou com o Jeronymo Jose de Figueiredo e foram para Divinolandia de Minas, nao nos deixando conhecer a descendencia. Ja o seo Gil Pacheco casou-se com dona Maria Vieira, natural de Borba Gato, salvo engano, Distrito de Ferros, e se tornou referencia em Governador Valadares, sendo ali um dos pioneiros.

Entao, a absorcao se deu assim: Jose Pacheco, foi o marido da Celina, filha dos tios-bisavos: Anna e Candido de Oliveira Freire. A Carmelita (Sianita), foi a esposa do Bernardino (Dino), irmao da Celina. Estes sao os pais de dona Efigenia, que se casou com o sr. Jose Martinho, pais da tia Adir, esposa do tio materno Murillo. A familia da Sianita e Dino quase toda se casou na familia.

A Maria Julia foi a esposa do tio Sao (Wilson Magalhaes), ja mencionado. A tia Dulce foi uma pessoa que se tornou o ponto de referencia para a familia de Virginopolis em Belo Horizonte. Teve la uma pensao onde todos se hospedavam. Foi a esposa do tio-avo Aquiles Batista Coelho, o So Ti. Ja a mais nova, Julia Coelho de Magalhaes, foi a esposa do Jose Claro Coelho. Ja os mencionei como consanguinidade complicada. Sao, entre muitos, os pais da Lucia Coelho, esposa do tio materno Longino Coelho. Este foi meu padrinho de batismo, junto com a tia paterna Oneida.

Tia Ambrosina casou-se com o primo Miguel. Tiveram uma parte dos filhos em Virginopolis. Entre os quais esta aquele que se tornou o bispo D. Manoel. A familia parece ter permanecido em Coroacy, para onde se mudaram e o tio Miguel faleceu em 1903. Nao temos o devido acompanhamento da familia dela.

Para encerrar, gostaria de voltar `a familia da tia Emigdia de Magalhaes Barbalho. Como ja disse, a Eva, filha dela, casou-se com o sr. Joao da Cunha Menezes. Nao temos os ancestrais dele. Mas entre os filhos temos a dona Isaura. Pessoa que nos primeiros anos de minha infancia residiu numa casa em frente `a casa de meus pais, ja viuva. Ela foi esposa do sr. Waldemar Leite.

Dona Isaura e seo Waldemar sao os pais de uma familia enorme e muito querida dentro e fora de Virginopolis. Mas tambem existem coisas que ultimamente venho descobrindo `a medida que estudamos. Um descendente passou-me a informacao que o sobrenome Leite tem ascendencia no barao de Cocais. Ainda nao o pudemos confirmar. Outras pessoas ja confirmaram haver a tradicao antiga.

A novidade eh que aos poucos estamos montando um pouco das relacoes familiares que temos com os Furtado Leite, sobrenome com o qual eles chegaram. Ate onde pude analisar, foram os irmaos Luiz, Francisco e Modesto Furtado Leite para Virginopolis. O Luiz casou-se com a Luiza Nunes Coelho, filha (ate sengunda ordem) dos tios trisavos Francisca Eufrasia e Joaquim Nunes Coelho. Eles sao os pais do sr. Waldemar.

O Francisco foi o marido da Sa America, filha do irmao da Luiza, o Joaquim (Quinsoh) e da tia-bisavo Sebastiana Honoria Coelho. A familia da Sa America e Francisco Furtado Leite eh bem caracterizada na cidade e conta alem da bem conhecida e falecida dona Mariinha Leite, com o seo Minervino Nunes Leite.

Seo Minervino se casou com a prima Zina Nunes Coelho, irma do tio Horacio. Tiveram muitos filhos. Entre eles esta a Maria das Dores (dona Durica), que foi diretora do Grupo Escolar em minha epoca de primeiros estudos, e se casou com seu primo Jose Maria (Ze Folhao) Leite Silva. Este, filho do sr. Jose Randolfo e de dona Juventina Furtado Leite. Dona Juventina, por sua vez, foi filha do Modesto Furtado Leite e Valeriana Maria de Jesus. Este era o Modesto, irmao do Francisco e do Luiz.

Fato eh que o sr. Ze Folhao e dona Durica sao os pais do Carlos Magno Leite Silva, mais conhecido em nossa infancia como Theo ou Tereu. Este casou-se, nao mais em Virginopolis, com Marly. E juntos sao os pais do jogador de futebol Leandro Almeida.

Entre os varios filhos, o sr. Modesto e dona Valeriana foram pais tambem de d. Geni Furtado Leite. Esta dona Geni enviuvou-se do sr. Antonio (Tunico) Figueiredo, dando continuidade `a assistencia da familia com o cargo de servente escolar. Entre outros, foi mae do dr. Angelo Figueiredo Leite, advogado, marido da professora Diana, filha do sr. Gil Batista Coelho e neta dos tios-bisavos Francisco (Ti Xico) e Maria. Ja a filha dona Geralda eh a esposa do sr. Rafael. Este, filho dos ja mencionados: seo Fernando e sa Luiza.

Para encerrar por aqui este meu lenga-lenga, havemos que retornar de qualquer forma aos ancestrais para buscarmos a Familia Rodrigues Coelho ou Batista Coelho. Do casamento dos tios-bisavos Maria Carmelita e Simao Batista Coelho temos a filha Cira Coelho. Ela foi a primeira esposa do sr. Antonio Lucio de Oliveira, eternizado na cidade por causa da loja “Casa Antonio Lucio”. Eles tiveram apenas uma filha.

A filha Luci Coelho Lucio foi a esposa do Fanor de Campos Gloria que, entre muitos filhos, foram pais da Rosemai. Ela foi a primeira esposa (divorciados) do conhecido Chico do Correio, em Sardoa. Este eh ex-prefeito da cidade. Rosemai, eh uma pessoa delicada e que conhecemos bem, pelo fato de ela ter sido contemporanea de minha irma Celeste, nos estudos de segundo grau em Virginopolis. As informacoes sao de ela ser uma excelente professora. Ela e o ex-marido sao os pais da atriz Marcela Coelho.

Voltando ao sr. Antonio Lucio, bisavo da Marcela, temos que a segunda esposa dele foi a dona Diva, irma da dona Cira. Dona Diva foi a pessoa que conhecemos e convivemos. Eh pessoa que ninguem poe defeito. Esta numa idade muito avancada e, consenquentemente, tem uma saude delicada. Nasceu em 29 de julho de 1913. Eh candidata a completar os 100 anos em exatos dois meses. Tai, contei a data de hoje. Aniversario de um ano do cachorrinho (Rudy) de minha filha.

Hoje em dia a familia caiu no mundo mesmo! Literalmente. As colonias de virginopolitanos estao presentes em diversos lugares nos Estados Unidos, Europa, Australia e nao sei mais onde. Tenho noticias de primos que conheco em: Rondonia, Maranhao, Sergipe, Espirito Santo, Sao Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia e por ai vai. Nao seria nem dificil montar uma Arvore Genealogica desta parte toda do mundo se tivessemos os dados em maos. Seria um trabalho de Hercules, mas “nos estamos aqui neste mundo para trabalhar ou conversar?”

Observacao: Estou aos poucos montando tambem as Familias Lucio de Oliveira e Borges Perpetuo. Ja adicionei pouca coisa da Moreira. Queria ter tempo e condicoes para pesquisar todas as outras familias de Virginopolis porque sao todas uma misturada so. Ha sempre alguem que casou com nossos parentes e ai da para juntar todo mundo no mesmo balaio de gatos. Com as conexoes que ja fiz ja da para ter uma ideia diferente de como a familia se compoe em Virginopolis e fora. Isto esta mostrado no site.

Ora, nao ha mesmo a necessidade de apontar as outras centenas de casamentos entre primos que ja se deram em nossa familia. Os que ja citei dao o tom da realidade. Nao creio que as pessoas iriam interessar-se por tantos outras minucias. Creio que, mesmo nao fazendo homenagens a todas as pessoas que desejava lembrar-me delas neste texto, o pouco que escrevi devera ser o suficiente para que as familias das pessoas nao mencionadas as localizem pelo grau de parentesco mais proximo com as poucas que foram citadas.

Pronto. Tambem ja chega nao eh mesmo pessoal!? Quem desejar mais, nao custa nada entrar no site e navegar por conta propria. Sera dificil alguem mais explicar tantos encontros e desencontros. E olha que nos falta muita coisa. Se tivessemos um pouco mais da genealogia de nossos ancestrais e se nossos dados fossem mais atualizados, eh possivel que o tico e o teco ja teriam entrado em curto circuito ha muito tempo! Abracos.

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One Response to “BARBALHO, COELHO E PIMENTA NO SITE WWW.ANCESTRY.COM”

  1. Maria Aparecida de Morais Ribeiro, José Adolfo Ribeiro Says:

    Incrível! Belo trabalho de pesquisa genealógica! Como previsto no texto, estamos às vésperas das comemorações do centenário de Dona Diva Coelho, em 27 de Julho próximo, em Virginópolis. E na mesma data, em São João Evangelista, casam-se Maria Carolina de M. Ribeiro e José Rabello Campos Neto. Ela, filha de José Adolfo, neta de Euler, bisneta de Astéria Pimenta, filha de Leolino Pimenta. Ele, filho de José Lupciano Rabello Campos. Parabéns Walquírio, prossiga em seu garimpo!

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