GENEALIDADE E GENEALOGIA DE ARY BARROSO

CONTEUDO DESTE BLOG – ALL CONTENTS

0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

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7. IN INGLISH

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8. IMIGRACAO

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GENEALIDADE E GENEALOGIA DE ARY BARROSO

INDICE

01. INTRODUCAO
02. GENEALOGIA BARROSO
03. PROGNOSTICOS E CONCLUSOES
04. MOACIR NUNES BARROSO, O SUPER BARROSO TURBINADO COELHO
05. EXTENSAO
06. VIA DOLOROSA
07. GENEALOGIA COMPRIMIDA DAS FAMILIAS DOS VIDALONGAS
08. MISCELANIA

01. INTRODUCAO

O projeto de estudarmos as genealogias dos parentes de nossos parentes esta dando bons frutos. Dedicarei este capitulo mais aos Barroso, porem, pelo que nos foi disponibilizado, ja posso prever que: a Familia Barroso que multiplicou-se a partir do Serro e Sabinopolis devera ser uma das mais numerosas da regiao, portanto, estara entre as mais misturadas com as outras. Particularmente, com nossos parentes.

Nasci e cresci ouvindo, vez por outra, que o sobrrenome Barroso estava presente em Virginopolis. Porem, talvez por causa do longo tempo entre a minha infancia e a atualidade, fugia-me `a persepcao quem poderia porta-lo ou se-lo sem te-lo.

Essa situacao comecou a modificar-se a partir de dialogos que tenho mantido com o juiz aposentado da Comarca de Virginopolis, o Dr. Jose Geraldo Braga da Rocha. A gente ja tem encontrado vinculos familiares entre pessoas de Pecanha e Virginopolis. Inclusive ele proprio tem como ancestrais pessoas que usaram o sobrenome Barbalho. Embora ainda nao foi possivel estabelecermos os vinculos por esta via entre nos.

Tem participado de nossos dialogos a prima dele, Marina Raimunda Braga Leao. Alem de escrever e estar em vias de publicar um livro, ela eh a genealogista “oficial” das familias de Pecanha, as quais estao bastante entrelacadas com outras: de Sao Pedro do Suacui, Cantagalo, do distrito de Santa Tereza do Bonito e cercanias. Igualmente, como sao familias que estao na regiao ha quase 2 seculos, havera que se imaginar que estao enraizadas nao apenas na circunvizinhanca mas tambem em todas as urbes que atrairam migrantes mineiros como: Governador Valadares, Ipatinga, Belo Horizonte, Brasilia, Rio de Janeiro, Sao Paulo, Nova Iorque, Lisboa, Boston e por ai vai.

Mas do dialogo com do Dr. Jose Geraldo ele revelou-me que a esposa, dona Maria das Gracas, alem de prima dele proprio, tambem era sobrinha da dona Dinah Barroso Moreira, esposa do senhor Antonio Moreira (ambos falecidos). Claro, o casal desperta logo a simpatia de virginopolitanos com idade semelhante a minha ou mesmo mais novos. Desde a minha mais tenra idade os conheci residindo entre meus parentes e amigos destes. Alem disso, as filhas Railda e Margarida tornaram-se esposas dos tio Ozanan de Magalhaes Barbalho e primo Lincoln Antonio Lucio, respectivamente. O que eu nao recordava foi que dona Dinah assinava Barroso antes do Moreira via casamento.

Em nossas conversas foi antecipado o parentesco que ha entre o Barroso local e aquele que procede do famoso estadista Sabino Alves Barroso Junior e tambem da super estrela da musica popular brasileira (melhor dizendo: mundial) Ary de Resende Barroso. Observo que a vida toda o Ary foi conhecido pelo nome por extenso como Ary Evangelista Barroso. Encontrei a mudanca nas ultimas linhas da biografia do Ary, no endereco: http://www.dicionariompb.com.br/ary-barroso/biografia. Por logica penso que o de Resende Barroso seria mesmo o mais apropriado.

Mas o assunto que nos levou a este ponto foi o potencial parentesco que existia entre nossos familiares. Dona Maria das Gracas teve como pai a Enio Nunes Barroso, irmao da dona Dinah. E os avos se chamavam Benicio Alves Barroso e dona Knesvita Nunes Coelho. De imediato ja poderiamos afirmar que algum grau de parentesco existe entre nos, mas falta-nos descobrir qual, porque nao sabemos ainda como dona Knesvita entra na Arvore Genealogica do ramo Nunes Coelho. Por enquanto, a unica coisa inegavel eh o parentesco, a duvida paira sobre o grau.

Dr. Jose Geraldo mencionou-me um livro que possui onde haviam dados genealogicos da Familia Barroso. Mas como ele nao o encontrou, o assunto nao iria para frente. Contudo resolvi pedir uma ajudazinha `a amiga Joselia Barroso Queiroz Lima. A lista de nomes de primeiro moradores de Sabinopolis que deu origem ao capitulo 08 do texto: https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/, havia sido extraida de um trabalho dela. Tese esta que pode ser lida no endereco: http://www.pucminas.br/documentos/dissertacoes_joselia_barroso.pdf.

Confesso que nao havia lido o trabalho na integra. Somente agora pude associar os nomes na dissertacao `a genealogia. O que corresponde em boa parte aos parentes e ancestrais dela. Posteriormente procurei-a no Facebook e ela tem paciente e graciosamente tolerado a minha vontade irriquieta de saber de tudo. E foi essa uma mensagem que lhe enviei:

Oi Joselia,

Desculpe incomodar de novo. Mas estou tentando descobrir uns detalhes da genealogia em Virginopolis que se liga a Sabinopolis.

Alias, a coisa toda deve passar por sua casa tambem. Eh que temos um casal que por enquanto esta sem os pais. Sao eles Benicio Alves Barroso e dona Knesvita Nunes Coelho.

Ele nasceu em Sabinopolis. E segundo o Dr. Jose Geraldo (juiz aposentado de Virginopolis), era parente do Ary Barroso. Imagina que seja do deputado Sabino Barroso tambem. Encontrei umas informacoes soltas no site do Santuario do Caraca, porque alguem estudou la. [ESTUDARAM NO CARACA OS IRMAOS IGNACIO E SABINO JUNIOR. TAMBEM ENCONTREI A MENCAO AO JOAO EVANGELISTA MAS ESTE NAO SE ENCONTRA NA LISTA DE EX-ALUNOS DO SANTUARIO]

Quem desejar fazer visita `a lista para encontrar parentes, pode acessar: http://www.santuariodocaraca.com.br/ex-alunos/.

Os Barroso em Virginopolis incluem a Familia do tio Ozanan de Magalhaes Barbalho. Os filhos dele sao bisnetos do sr. Benicio. Ja a esposa do Dr. Ze Geraldo eh neta.

Estou sendo ajudado pela Marina Raimunda Braga Leao nos dados de Pecanha. Ela eh prima do Dr. Ze Geraldo. E os dois podem ser seus primos tambem, pois, sao Queiroz, mesmo sem assinar.

Eh justamente o que venho prevendo. No fundo, todos nos teremos alguma ligacao uns com os outros. Gostaria de chegar ao ponto de saber como se forma o nucleo Barroso em Sabinopolis, pois, penso que as chances de eles terem parte de Pereira do Amaral ou Borges Monteiro eh muito grande. E ai serao meus parentes consanguineos, nao apenas afins.

Obrigado, e grande abraco.

Valquirio.

Polidamente minha interlocutora mencionou que anda super atarefada por razoes de trabalho, dai nao havia respondido a questoes anteriores. Alem disso, revelou ser descendente do Ary Barroso. Fiquei entre o queixo quebrado e a expressao: deve estar brincando comigo! Somente depois foi que pude desembolar meus neuronios e raciocinar que nao havia motivo para brincadeira. Alias ate onde ja sei, o descendente alegado nao se trata do sentido biologico e sim geracional, ou seja, a avo dela era irma do pai do Ary. Este era de geracao ascendente `a dela, pois, era primo em primeiro grau de sua mae. E o pai acrescenta mais parentesco.

E a surpresa faz parte da nossa ignorancia. A gente pensa no Ary como o idolo e logo o coloca em um pedestal. Dai, por ele ser uma pessoa do passado ja quase o tem como deus, que esta nas alturas, e se torna intocavel. Muitas vezes a gente esquece que, por maior que seja, as personalidades nao deixam de ser pessoas. Se o Ary fosse crianca em nosso tempo e frequentasse escola conosco, a gente o teria como pessoa absolutamente comum, nunca enxergariamos o que ele seria quando crescesse.

No caso do Ary, pela biografia de infancia e pelo tempo em que viveu, devera ter ouvido algumas vezes a expressao: “Este moleque nao vai dar nada na vida!”. O tempo sempre mostra como eh va a prognosticacao humana! Alias, todos nos somos especiais como ele. Vamos supor que ao inves de musico ele tivesse se tornado um eximio seleiro, profissao muito comum `aquela epoca.

Poderia ter feito trabalhos maravilhosos, equiparaveis `as musicas que compos. A diferenca seria que o Ary artista das selas nao teria a mesma expressao que o Ary compositor, simplesmente porque nossa sociedade eh defectiva, valoriza alguns trabalhos e menospreza outros, mesmo que todos sejam imprescindiveis a seu tempo. O Ary seleiro nao seria menos importante que o Ary compositor. Assim como nos deveriamos ser melhor valorizados pelo que somos, nao importa o que seja, pois, somos todos imprescindiveis.

Depois da fama, as pessoas continuam essencialmente humanas. Tem familias como as nossas. Tem os parentes aos quais sao mais ligadas. E, com certeza, tem milhoes de pessoas com graus de parentesco maiores e menores. E `as vezes os que sao mais proximos das figuras historicas nao tem o orgulho antipatico de o serem. Refiro-me a antipatico aqueles que por serem proximos das figuras se acharem melhor que os outros.

Mas a verdade eh que todos temos familiares que se destacaram por alguma razao ou outra na sociedade passada. Claro, a gente que tem a curiosidade genealogica acaba descobrindo como isso se da. Mas a maioria das pessoas nao despertou para essa verdade. As maiores personalidades da Historia de algum passado pouca coisa mais remoto nao sao alienigenas, sao nossos ancestrais tambem. O certo eh que a maioria absoluta dos brasileiros descende do imperador Carlos Magno, do rei Fernando I Magno de Castela e Leao e muitos outros, porem, ignora isso.

Por estar comentando algo a respeito do Ary das composicoes maravilhosas recordei-me de meu pai. Ele ficava ate mesmo irritado quando eu punha o velho gravador para tocar musicas da minha adolescencia. Observe-se que incluia-se nomes sagrados como Chico Buarque, Gilberto Gil, Fagner, Caetano Veloso, Gonzaguinha, Alceu Valenca, Elomar, os meninos do Vale do Jequitinhonha, Milton Nascimento e outros mineiros, enfim, somente o time A da MPB.

Compreendo que a epoca em que papai era jovem o jeito de fazer-se musica era diferente. A comercializacao tambem era radicalmente diferente. Embora considerado gente dos grotoes, o pessoal do interior era versado em musica. Como nao existiam gravacoes, a musica tinha que ser apresentada ao vivo. Mesmo naquele tempo em que o radio chegava a todos os rincoes, nao se poderia ter um baile, principal diversao da juventude, se bons musicos nao botassem maos `a obra. Nao haveria uma festa comemorativa nas igrejas se as “furiosas” nao estivessem afinadas.

Assim, ate mesmo por necessidade, todo mundo aprendia um pouco de musica e muitos sabiam tocar um instrumento. Ou seja, o comercio da musica era feito de musico para musico. Somente se os musicos se interessassem pela obra eh que o autor poderia almejar fama.

A musica brasileira nasceu dos classicos. Do aprendido nos seminarios e fundos de sacristias. Misturou-se ao profano dos caboclinhos e dos quintais de capoeira. Saiu dos sertoes e veredas para conquistar os grandes aglomerados de povoacao. Guardou de cada uma de suas origens o melhor. Refinou-se. Tornou-se mundialmente conhecida por causa de sua alta qualidade. Transformou-se num produto de exportacao muito desejado pelo mundo fora do Brasil. Pessoas como Ary Barroso e Dorival Caimmy estavam por tras do sucesso de Carmem Miranda. Que defendia mais as cores verde e amarelo que a selecao canarinha.

Penso que a cada geracao a musica brasileira ganhou degraus de qualidade. Os compositores de uma geracao posterior tinham como mestres os da geracao anterior. E os discipulos logravam superar seus mestres, porem, quando perguntados quais teriam sido suas influencias, recitavam orgulhosos os nomes das geracoes anteriores `as quais haviam crescido ouvindo.

Creio que este ciclo se quebrou no passar da ditadura militar. Foram mais de 20 anos de bombardeamento dos nossos ouvidos. Embora a minha geracao tenha assistido o passar do apice da musica popular brasileira, esta foi quase que banida do grande publico. Sucesso passou a ser o arremedo do ieieie, do rock e de tudo que vinha de fora. Os melhores musicos do Brasil nao puderam fazer muitos discipulos no pais porque estavam sempre em viagens sem volta determinada para o exterior. Aqui nos Estados Unidos, na Franca ou Alemanha eles podiam cantar. No Brasil, so depois de censurados.

O pior de tudo foi que em nosso tempo de juventude raramente tinhamos acesso ao melhor da musica brasileira na midia que trafega via ondas. E mesmo a musica estrangeira que tocava sem cessar nao era o que o mundo teria a nos oferecer de melhor. Cantores como Joan Baez e Bob Dilan, somente aos acasos. John Lenon era tocado porque a genealidade ultrapassava ate cortinas de ferro. O que chegava a nos era mais um supusitorio de estupidificacao para os ouvidos. Boa coisa so quase via clandestinidade mesmo!…

Assim, compreendo o fato de meu pai nao ter gostado da musica da minha geracao. Era bem diferente da que ele estava acostumado a ouvir. Da epoca dele era mais classica, mais sinfonia. Na minha geracao os autores comecaram ousar a cantar suas proprias cancoes. Nao importava se tinham o timbre do cantor classico. Podia ter ate a voz chinfrim, neh mesmo Chico Buarque?!

Penso que eu era um dos poucos que nao importava com a falta do padrao classico das vozes de diversos cantores brasileiros. Preocupava-me com a entonacao de cada um. Se a entonacao refletia o que a letra dizia, para mim era o que importava. Tambem, a letra precisava falar alguma coisa. Nao apenas ter rima. Rima por rima eu mesmo poderia fazer as minhas. Nao para encantar mas ate para desafiar como no refrao do Carlos Drummond: “Mundo, mundo… Vasto mundo… Se eu me chamasse Raimundo!… Seria rima, nao seria solucao.”

Compreendo porque meu pai nao gostava das musicas que eu gostava. E compreendo porque a mocada de hoje gosta do lixo que lhes eh oferecido. Desde a minha geracao o Brasil deixou de exportar valores para importar lixo. Os jovens de hoje nao aprenderam musica, assim como eu tambem nao aprendi. Mas eles tem a desvantagem de nao terem crescido ouvindo bons exemplos. Portanto, para eles, ate o lixo eh musica. Quem nao conhece o que eh bom aceita qualquer coisa.

Nao podemos culpar a quem nao tem escolha. Para os divulgadores o que vale eh o faturamento. No meu tempo, se nao fosse clandestino, dificilmente se ouvia boa musica porque a televisao nao tocava. As radios so tocavam musica internacional. Depois de 20 anos residindo aqui nos Estados Unidos, somente nas radios publicas ouco uma cancao brasileira por mes. Nao importando o que todos estariamos perdendo, dever-se-ia aplicar a lei da reciprocidade em territorio brasileiro.

Observacao. Existem aqui emissoras de radios que alugam espacos para locutores brasileiros. Confesso que nunca sintonizo meu radio nelas. Vez por outra entro no carro que minha esposa deixou sintonizado nas faixas que ela gosta. A maioria dos espacos sao ocupados por pastores evangelicos e adoradores da musica sertenaja ou de generos pouco apropriados para os meus ouvidos. Nao sinto prazer em ouvir ja que discordo da forma da interpretacao biblica dos religiosos e aos cantores falta o refino musical.

Nao desmereco nenhum genero musical. Nao creio que haja um melhor ou pior. Qualquer genero eh valido, desde que os produtores da musica saibam associar letra, poesia, melodia, conteudo e um toque de genio que nos faca parar com outros raciocinios para decifrar a sonoridade que invade os nossos ouvidos.

Quando eu era crianca eu detestava ouvir sambas apresentados nas televisoes. Apresentavam sempre uma roda, cheia de pandeiros e malabarismos. Virava circo ruim. Era quase um carnaval marcial. Tinha tudo de charanga e nada de musica. Com o tempo e as licoes dos mestres do passado chegou-se a produzir boa coisa. Dai para frente parei de associar o genero com a palavra ruim. E descobri que dentro de todo genero existem bons e maus trabalhos.

Ary foi homem de sambas. Mas em meu tempo so se ouvia dele os outros generos nos quais compos. Em todos o registro da mesma genealidade. A genealidade do compositor esta no fato de que, nao importa que suas composicoes tenham sido feitas no passado. Na atualidade, qualquer cantor mediocre poderia tomar de emprestimo as composicoes dele, gravar discos de menor qualidade e, com a facilidade que os meios de comunicacao atuais tem para divulgar o trabalho, este teria o sucesso garantido. Quem nao se dobra a composicoes como “Rancho Fundo” e “Aquarela do Brasil”?!… Por exemplo.

O baixo nivel da educacao no Brasil talvez seja uma consequencia do abandono da dedicacao `a musica e da simples exploracao comercial dela. Ora, houveram civilizacoes antigas que atingiram avancos que ainda nao sao compreendidos por cientistas. E quando tratamos de civilizacoes antigas devemos nos lembrar que educacao e leitura eram restritas a uma pequena elite de sabios. Entao, como explicar os avancos se os sabios da civilizacao atual acreditam que so se pode desenvolver avancos atraves de educacao escolar?

Pelo que recordo do meu tempo de crianca e de ouvir falar de tempos anteriores, a musica era um dos veiculos de educacao que ajudavam muito no ensino mesmo a pessoas analfabetas. Claro, havia dedicacao dos letrados `a poesia, com declamacoes para todo o povo. Juntando-se isso aos proverbios populares conseguia-se uma populacao sem educacao formal, porem, com conhecimentos elevados de cultura. Claro, pelo componente ritmico e sonoro, a musica apresenta vantagens como meio didatico de ensinar.

Com o abandono da qualidade musical e mesmo com a massificacao da escolaridade formal, isso nao trouxe os beneficios alardeados. Pelo contrario. Atualmente usa-se a musica apenas para fazer milionarios e Jose ricos, porem, sem o devido talento para educar a populacao, como se fazia em tempos anteriores. Musica deveria ser oferecida em doses de altissima qualidade. Como as pessoas humanas tem a tendencia musical, sejam elas quem for, acabariam fazendo esforco para entender e com isso se educando melhor. Distribuindo lixo como se faz atualmente, ninguem precisa fazer esforco. Em contrapartida se perde em educacao.

Bom, seguindo o meu relato, a Joselia acrescentou `a resposta que iria enviar-me as paginas do livro: “SABINO BARROSO, UM ESTADISTA DAS GERAIS”, de autoria do Sebastiao Pimenta Barroso, paginas de 237 a 247, que continham um apanhado da genealogia da Familia Barroso e Araujo Abreu. Enviado o material ele se encontra em minhas maos. Ja na autoria do livro observa-se parentesco.

Os que desejarem ja poderao visitar o http://www.geneaminas.com.br, pois, ali encontrarao um Sebastiao Pimenta Barroso, que creio ser o mesmo. No livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE, do professor Dermeval Jose Pimenta, ele esta na pagina 294. Trata-se de um trineto de Boaventura Jose Pimenta e tia Maria Balbina de Santana. Os pais dele foram o 5.5.1.6 Gencerico de Figueiredo Barroso e Corina Pimenta Barroso. Sebastiao eh tio do Dr. Gilvan de Pinho Tavares, o atual presidente do Cruzeiro Esporte Clube de Belo Horizonte. Este esta na mesma pagina.

O livro aborda primariamente a descendencia do casal: Boaventura Jose Pimenta e tia Maria Balbina de Santana e seus 5 filhos. Particularmente a do filho Modesto Jose Pimenta com a tia Ermelinda Querubina Pereira do Amaral e seus 12 filhos. O melhor eh correrem ao livro ou ao site para melhor acompanharem. E o “tio” Boaventura era tambem Barbalho. Podem conferir.

Entrei tambem em contato com a Katia Barroso, para os virginopolitanos, filha do soldado Cica com a nossa prima Maria de Lourdes (dona Lourdinha). Infelizmente ela nao pode ajudar-me ainda na descoberta de como o Barroso entrou na familia dela. Sei que nao eh do lado da dona Lourdinha. Este tem Pereira do Amaral, Coelho e Valadares em geracoes mais recentes.

Ha um relacionamento de irmaos entre o Cica (ja falecido) e o senhor Valdomiro ou dona Maria do Amparo, esposa deste. As duas familias sao Barroso e quica Coelho pelo lado Barroso. Mas somente depois que obtiver mais informacoes poderemos constatar a informacao exata. Lembro-me da mencao a outros Barroso no municipio mas nao recordo tratar-se de quem no momento.

Para abreviar essa conversa, penso ser melhor copiar aqui as paginas enviadas. Nao creio que havera problemas quanto a isso porque ha ate mesmo uma autorizacao para isso ser feito, nelas. E o meu objetivo aqui sera divulgar o que tenho em maos para, em caso de alguem reconhecer seus ancestrais, nos ajudar a atualizar o que estiver faltando.

Reproduzirei as paginas do livro com pequenas alteracoes. Com a colocacao de numeracoes que facilitam depois as localizacoes. As poucas informacoes extra que ja posso acrescentar estarao em letras todas maisculas. Algo mais indicarei onde encontrar. Segue entao:

02. GENEALOGIA BARROSO

” APENDICE

A seguir, encontrara o leitor uma incompleta Arvore genealogica da familia Barroso e Araujo Abreu, ate a quarta geracao brasileira. Os cultores deste genero de pesquisa poderao no futuro, desenvolve-la e completa-la.

Manoel Barroso Alvares casa-se no Concelho de Montalegre em Portugal com Aguida Araujo, pais de Joaquim Barroso Alvares.

Joaquim casa-se no Serro com Maria Fernandes, pais de:

1. Carlota
2. Carolina
3. Mariana
4. Eduardo
5. Joaquim
6. Marciliana
7. Afonso

1. Carlota mae de:

1. Modesto
2. Galdino
3. Gabriel
4. Rodolfo
5. Flavia
6. Rita

1.1 Modesto, pai de:

1. Americo casado com Reduzinda 4.1.3
2. Benicio
3. Pedro
4. Adelaide
5. Mariana

1.1.1 Americo casado com Reduzinda [4.1.3], pais de:

1. Jose de Araujo Barroso – ZELITA BARROSO QUEIROZ, PAIS DE:

1.1.1.1 CARLOS QUEIROZ BARROSO CASADO COM AYDE BARROSO DE QUEIROZ 5.5.6.7.1

1.1.2 Benicio ALVES BARROSO CASADO COM KNESVITA NUNES COELHO, pais de:

01. Jose
02. Elvira – DINO BIBIANO, RESIDIAM EM PECANHA
03. Lourdes
04. Celia
05. Modesto – RESIDIU EM GOVERNADOR VALADARES E ERA MUITO RICO
06. Vitorino
07. Jupira – RESIDIA EM SAO PEDRO DO SUACUI
08. Lourival
09. Dina BARROSO MOREIRA CASADA COM ANTONIO MOREIRA, PAIS DE:
1.1.2.9.1 RAILDA MOREIRA – OZANAN DE MAGALHAES BARBALHO
1.1.2.9.2 MARGARIDA MOREIRA – LINCOLN ANTONIO LUCIO
1.1.2.9.3 LAURA MOREIRA
1.1.2.9.4 MUCIO MOREIRA – “BAIANA”
10. Enio NUNES BARROSO CASADO COM MARIA DA CONCEICAO DA ROCHA, PAIS DE:
1.1.2.10.1 ELIZA DO SOCORRO BARROSO ROCHA
1.1.2.10.2 AFONSO BARROSO DA ROCHA
1.1.2.10.3 MARIA DAS GRACAS BARROSO ROCHA – DR. JOSE GERALDO BRAGA DA ROCHA
1.1.2.10.4 FATIMA DA CONSOLACAO BARROSO (GONCALVES)
1.1.2.10.5 JOSE BARROSO DA ROCHA
11. Gastao – MORAVA EM GOVERNADOR VALADARES
12. Izabel – RESIDIA EM SANTA MARIA DO SUACUI
13. Benicio (BENICINHO) – MORAVA EM GOVERNADOR VALADARES
14. Maria de Jesus
15. Pedro

3. Mariana, mae de:

1. Josefino

4. Eduardo casado com Reduzinda 4.1.3, pais de

1. Maria Santiago

4.1 Maria Santiago (Mariquinha) casada com Antonio Candido de Araujo Abreu, pais de:

1. Balbino, casado com Izabel de Pinho Tavares
2. Antonio Victorino
3. Reduzinda casada com Americo Alves Barroso 1.1.1
4. Antonia Emilia (Ninica) casada com Jose Candido de Pinho Tavares
5. Anfiloquia Victorino casada com Genaro de Pinho Tavares
6. Aurora Felizarda casada com Elpidio de Pinho Tavares
7. Maria Stela casada com Heitor de Pinho Tavares
8. Eduarda Eulina (Dadinha) casada com Artur de Pinho
9. Maria (Mariquinha) casada com Clarindo Ferreira Campos

4.1.9 MARIA (MARIQUINHA) CASADA COM CLARINDO FERREIRA CAMPOS, PAIS DE:

1. ATANAGILDO DE ARAUJO CAMPOS
2. GERALDO DE ARAUJO CAMPOS
3. MARIA DE ARAUJO CAMPOS

INFORMACAO DESTE ACRESCIMO ENCONTRADO NA PAGINA 131 DO LIVRO “A MATA DO PECANHA”. CLARINDO ERA FILHO DE DONA INHA (CAROLINA GABRIELA DA FONSECA) E JOAQUIM FERREIRA CAMPOS. ERAM ORIUNDOS DO SERRO. D. INHA JA VIUVA MUDOU-SE PARA SAO JOAO EVANGELISTA. FOI TAMBEM MAE DE LUIZ, RITA E BATISTINA. A FILHA, RITA CAMPOS, FOI ESPOSA DE JOAO GUALBERTO GONCALVES E MAE DE IRACEMA GONCALVES CAMPOS. POR ULTIMO, ESTA CASOU-SE COM O VIRGINOPOLITANO SALATHIEL BATISTA COELHO. TIO SALATHIEL ERA FILHO DOS TRISAVOS JOAO BATISTA COELHO JUNIOR E QUITERIA (TITI) ROSA PEREIRA DO AMARAL.

5. Joaquim, casado com Senhorinha, pais de:

1. Davi
2. Firmo casado com Elisa
3. Joaquim (Quina) casado com Maria Jose
4. Elisa, casada com Bernardino Pacheco

5.1 Davi, pai de:

01. Mauricio
02. Joao
03. DaviD BARROSO – MARIA FRANCELINA *(O CASAL APARECE NA PAGINA 246 DO LIVRO “A MATA DO PECANHA”. MARIA FRANCELINA ERA IRMA DA TRISAVO MARIA MARCOLINA, AMBAS FILHAS DOS QUARTAVOS: DANIEL PEREIRA DO AMARAL E MARIA FRANCELINA BORGES MONTEIRO. O LIVRO TRAS SOMENTE OS NOMES DO CASAL, POREM, O QUE ME LEVA A CRER SEREM ELES SAO AS POSSIVEIS IDADES SEREM SEMELHANTES, POIS, O PAI DAVI TERA NASCIDO ANTES DE 1825, DATA DE NASCIMENTO DA MARIA FRANCELINA BORGES MONTEIRO E DANIEL NASCEU EM 1818, PORTANTO, A POSSIBILIDADE ERA A DE QUE OS FILHOS SE CASASSEM).
04. Sebastiao
05. Benfica
06. Ader (5.4.5 ?)
07. Arminda *(`A PAGINA 276 DO LIVRO “A MATA DO PECANHA” INICIA-SE A DESCRICAO DA FAMILIA DE JOSE (JUCA) AUGUSTO PIMENTA, CASADO COM ARMINDA ALVES BARROSO. TUDO INDICA SER A MESMA ARMINDA, POREM, O PROFESSOR DERMEVAL PIMENTA NADA MENCIONOU A RESPEITO DA FAMILIA DA QUAL ELA PROCEDIA)
08. Olinda
09. Quita
10. Etelvina

* AMBOS OS CASOS AQUI APONTADOS CARECEM DE VERIFICACAO, POIS, NAO EXISTE NO LIVRO O QUE POSSA DESAMBIGUAR ESTAS LIGACOES.

5.2 Firmo casado com Elisa, pais de:

1.Galvao casado com Anita
2. Maria do Amparo
3. Sinaval
4. Baltazar casado com Maria da Penha

5.3 Joaquim (Quina) casado com Maria Jose, pais de:

1. Floripes
2. Pedro (Pedrinho)
3. Maria Jose
4. Joaquim
5. Judith
6. Claudesina
7. Olindina

5.4 Elisa casada com Bernardino Pacheco, pais de:

1. Levina casada com Jose Rocha Pinto
2. Jose Alvim
3. Petrina
4. Levino (Du) casado com Corina
5. Berenice casada com Ader (5.1.6 ?)

5. Joaquim casa em segunda nupcias, no Serro em 1825, com Jacinta Moreira da Costa, pais de:

5. Sabino (nascido em 1826)
6. Maria
7. Cesario
8. Aguida
9. Marinha

5.5 Sabino, casado com Maria Josefina de Araujo Abreu, pais de:

1. Jose Clemente casado com Ernestina Lopes de Figueiredo
2. Jacinta casada com Joaquim Tomas de Carvalhaes
3. Sabino ALVES BARROSO JUNIOR (solteiro)
4. Ignacio casado com Maria Lopes de Figueiredo
5. Ubaldina casada com Joaquim Tomas de Carvalhais
6. Maria Josefina [FININHA] casada com Honorio Lopes de Figueiredo
7. Joao casado com Angelina

5.7 Cesario, pai de:

1. Jacinta
2. Elvira
3. Querubina
4. Maria

5.5.1 Jose Clemente casado com Ernestina pais de:

1. Jose (Juquinha) casado com Sebastiana Rabelo
2. Vicente casado com Josefina Soares
3. Sabino (Binu) casado com Carlota
4. Nelson casado com Iracema 5.5.4.4
5. Euclides casado com Regina Carvalhaes
6. Gencerico casado com Corina Pimenta (M.P. 293)
GENCERICO DE FIGUEIREDO BARROSO E CORINA PIMENTA FORAM OS PAIS DE DONA MARIA FLOR DE MAIO PIMENTA BARROSO QUE SE CASOU COM AGENOR DE PINHO TAVARES E SAO OS PAIS DE GILVAN DE PINHO TAVARES, ATUAL PRESIDENTE DO CRUZEIRO ESPORTE CLUBE DE BELO HORIZONTE.
7. Amintas casado com Semirames 5.5.6.7
8. Tomires casada com Pedro Rabelo do Amaral

5.5.2 Jacinta casada com Joaquim Tomas Carvalhaes, pais de:

5.5.2.1 Jacinta casada com Mario Cafe (ESTE CASAMENTO ESTA TAMBEM REGISTRADO NA PAGINA 71 DO LIVRO “A MATA DO PECANHA”, ONDE MARIO EH O FILHO NUMERO 11, SEM APRESENTAR DESCENDENCIA).

5.5.3 Sabino (Solteiro) – NASCEU EM SABINOPOLIS, 27.04.1859 E FALECEU EM BELO HORIZONTE, 15.06.1919
http://www.fazenda.gov.br/institucional/galeria-dos-ministros/republica/rep011
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabino_Barroso
http://www.santuariodocaraca.com.br/livro-de-matricula-1856-1910/, ANO 1877, MATRICULA 1122

5.5.4 Ignacio casado com Maria Lopes de Figueiredo pais de:
http://www.santuariodocaraca.com.br/livro-de-matricula-1856-1910/ (ANO DE 1878, MATRICULA 1237)

01. Alarico casado com Anita Machado
02. Larmartine
03. Ceci casada com Boecio Cafe (TALVEZ HAJA AQUI UM ENGANO POIS NA PAGINA 71 DO “A MATA DO PECANHA” APARECE O BOECIO PEREIRA DA SILVA, FILHO DE DONA ESTEFANIA CAFE E SEU PRIMEIRO MARIDO, DR. GIL PEREIRA DA SILVA. PODENDO TAMBEM O MARIDO DE DONA CECI TER SIDO UM PRIMO DA FAMILIA DESCRITA PELO PROFESSOR PIMENTA).
04. Iracema casada com Nelson 5.5.1.4
05. Tardieu casado com Maria de Araujo Abreu
06. Josue
07. Ismael casado com Judith Mourao
08. Ignacio casado com Sema
09. Maria casada com Osvaldo de Pinho Tavares
10. Ofelia casada com Paulo de Magalhaes e Castro
11. Ortiz casado com Geny Mourao
12. Djanira casada com Silvio de Magalhaes e Castro

5.5.5 Ubaldina casada com Toaquim Tomas Carvalhaes pais de:

01. Eucalina
02. Bolivar
03. Milton
04. Laponesia
05. Galba
06. Maria Josefina
07. Azila
08. Ruy
09. Jupira
10. Jarbas

5.5.6 Maria Josefina casada com Honorio Lopes de Figueiredo pais de

1. Maria josefina casada com Santos Carvalhais (Santinho) (NA PAGINA 72 DO LIVRO “A MATA DO PECANHA” A FAMILIA CATAO EH DESCRITA. ALI MENCIONA-SE OS SENHORES SANTOS CARVALHAIS E LIVIA JUSTINA DE GOUVEIA, PAIS DE DONA JULIA AUGUSTA (CATAO), ESPOSA DO AUGUSTO CESAR ALVES CATAO. OS SENHORES AUGUSTO CESAR E JULIA FORAM PAIS DO FRANCISCO DE OLIVEIRA CATAO, MARIDO DA TIAVO OLGA DE MAGALHAES BARBALHO. POSSIVEL SERA QUE DONA JULIA TENHA SIDO IRMA DO SANTINHO.
2. Waldemar casado com Maria das Dores Dayrel
3. Sebastiao casado com Maria de Lourdes Carvalhais
4. Vicente casado com Maria do Rosario Leonardo
5. Gerolisa casada com Teotonio Leonardo
6. Erotides (viuva)
7. Semirames casada com Amintas Figueiredo Barroso 5.5.1.7

5.5.6.7 SEMIRAMES CASADA COM AMINTAS FIGUEIREDO BARROSO 5.5.1.7, PAIS DE:

1. AYDE BARROSO DE QUEIROZ CASADA COM CARLOS QUEIROZ BARROSO 1.1.1.1, PAIS DE:

5.5.6.7.1.1. JOSELIA BARROSO QUEIROZ LIMA

5.5.7 Joao EVANGELISTA BARROSO casado com Angelina DE RESENDE, pais de:

5.5.7.1 Ary DE RESENDE Barroso casado com Ivone” BELFORT DE ARANTES, PAIS DE:

1. FLAVIO RUBENS BARROSO
2. MARIUZA BARROSO
http://aochiadobrasileiro.webs.com/Biografias/BiografiaAryBarroso.htm

AS PAGINAS AQUI ESTAVAM INCOMPLETAS. JOSELIA ENVIOU-ME O COMPLEMENTO ONDE CONSTA:

Arvore Genealogica da Familia Araujo Abreu:

Alferes Antonio de Araujo Abreu casado com Salvina Emilia de Queiroz, pais de:

1. Antonio Candido de Araujo Abreu CASADO COM 4.1 MARIA SANTIAGO (MARIQUINHA)
2. Maria Josephina de Araujo Abreu CASADA COM 5.5 SABINO ALVES BARROSO

FAZ-SE NECESSARIA AQUI A INFORMACAO DE QUE OS VARIOS CARVALHAIS PRESENTES NESTA GENEALOGIA DEVERAO SER TODOS PARENTES. ALEM DISSO, DEVERAO SER PARENTES DE TODA A DESCENDENCIA DO CASAL: MARIA ROSA DOS SANTOS CARVALHAIS E JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL. ESTE CASAL PROCEDIA DE SABINOPOLIS E SE ENCONTRA NA LISTA DE PRIMEIROS MORADORES DE VIRGINOPOLIS. ENTRE OS DESCENDENTES DELE INCLUI-SE O AUTOR DESTAS OBSERVACOES.

Agora postarei abaixo os nomes de familiares que entraram em nossa Arvore Genealogica, que assinam Barroso ou que sejam suspeitos de pertencerem `a mesma familia mas cujos ancestrais ainda nao foram identificados. Gostaria que se alguem, principalmente os descendentes deles, souberem os nomes de pais, avos etc, entrem em contato para que possa fazer as ligacoes na Arvore. Segue entao, por ordem alfabetica.

Americo Barroso – Aurelia Pimenta Barroso
Antonio Barroso de Oliveira – Maria Jose de Pinho
Ari Wander Barroso – Eveline Coelho Barroso
Arminda Alves Barroso – Jose (Juca) Augusto Pimenta
(Cica) Barroso – Maria Lourdes (dona Lourdinha) Coelho Valadares
Francisco Barroso da Silva – Lucilia da Silva Coelho
Graciema Nunes Barroso – Lauro Nunes Coelho (ja identificado)
Ilda Barroso – Ulisses Nunes Coelho Filho
Maria Lucia Barroso Magalhaes – Gensemar Barroso Mourao
Moacir Nunes Barroso – Jandira Nunes Coelho (ja identificado)
Nair Barroso Guimaraes – Aristides Nunes Coelho (ja identificada)
Zilah Nunes Barroso – Darcy Nunes Coelho (ja identificada)

O que nao precisamos eh informar que o sobrenome Barroso vem de tempos que remontam `a Idade Media. Quem desejar mais informacoes a este respeito pode buscar informacoes na internet em enderecos como este: http://brasaodefamilia.blogspot.com/2011/04/brasao-da-familia-barroso-e-brasao-da.html. Alem disso, posso adiantar que o primeiro do nome Barroso, D. Egas Gomes Barroso tera vivido em torno dos anos 1100.

Numa sequencia posterior, ele foi pai do Goncalo Viegas Barroso, avo do Goncalo Goncalves Barroso e bisavo da Constanca Goncalves Barroso. Ela casou-se com Martim Machado. Dai para frente a linhagem segue e se encontra com a genealogia Coelho que, possivelmente, dara raiz aos diversos Coelho que povoam o interior brasileiro, particularmente o Municipio de Virginopolis.

Uma observacao que faco aqui sera a de nao termos um acompanhamento melhor a partir da primeira geracao brasileira da Familia Barroso. Seria interessante sabermos nomes completos dos conjuges, pois, isso ja nos daria indicativo de quem mais podera ser descendente desta mesma raiz.

Encontra-se mais alguns detalhes genealogicos no capitulo 04, abaixo.

 

 

03. PROGNOSTICOS E CONCLUSOES.

O meu esforco primario aqui era o de identificar as ligacoes familiares que existem entre a Familia Barroso e as outras que formam o conjunto de nossos parentes. O fato de eu ainda nao poder apontar mais ligacoes se deve a nao ter um banco melhor de dados relativos `a nossa parentalha na cidade de Sabinopolis. Contudo, pelo que se pode deduzir a partir da pequena genealogia nos apresentada pelo senhor Sebastiao Pimenta Barroso eh que muita coisa ainda esta por ser encontrada.

Saliento, nao especificamente no caso do senhor Sebastiao, pois, nao se propunha a fazer um trabalho genealogico, que os genealogistas antigos pecaram em suas descricoes. Isso notei desde que passei rapidos olhares sobre obras como a de Silva Leme e mesmo do conego Raimundo Otavio Trindade. Claro, por nao conhecer a obra completa deles e muito menos te-las estudado a fundo, nao posso afirmar que meu parecer esteja perfeitamente correto.

Mas o erro que penso que cometeram foi considerar as familias formadas do ponto de vista de vassalos. Embora, acredito, eles nao pudessem pensar diferente ja que o pensamento era dominante na cultura brasileira. Parece que a eles nao importava muito como o conjunto da sociedade era formado. As ligacoes familiares entre as pessoas do povo nao lhes parecia ser necessariamente importante.

Assim, os estudos deles tinham como base o propagar de uma assinatura, ou seja, tomavam como referencia a chegada de um europeu, na maioria das vezes portugues, que se casava e tinha filhos. Em algumas oportunidades os ancestrais dos estrangeiros eram descritos, dependendo da importancia pela qual a familia ja era conhecida no velho continente. Ja o lado materno, quando brasileiro, era esquecido. Mesmo porque eles se propunham a estudar o sobrenome e nao as pessoas que contribuiram para sua formacao. Contudo, esse tipo de estudo peca por ser verdade pela metade.

Lembro que este tipo de pensamento estava infiltrado no pacote da imposicao colonialista. Para que o colonizado aceitasse a colonizacao haveria que acreditar que o colonizador, de alguma forma, lhe era superior. Incrivel eh que as pessoas se acostumavam tanto com as regras que as aceitavam passivamente, sem pensar na realidade dos fatos. O brasileiro mais antigo tinha ancestrais portugueses que, para a mentalidade colonialista, valia menos que o imigrante recem-chegado.

Embora sem a mesma conotacao, o trabalho do senhor Sebastiao serve como exemplo de como a coisa funcionava. Observem que os dados apresentados concentram-se no sobrenome Barroso. Apesar de este ter uma contribuicao unica, enquanto que os agregados sao inumeros.

O que quero dizer com isso eh que, o senhor Joaquim Barroso Alvares aportou no Brasil e casou-se com Maria Fernandes. Deles nasceram os sete filhos que se tornam meio portugues e meio brasileiros. Infelizmente, ele nao apresenta algo mais especifico que nos ajude a identificar a origem da primeira esposa do filho Joaquim, chamada apenas de Senhorinha.

O segundo casamento ja nos abre bem a janela para interpretacoes, pois, o nome da esposa foi Jacinta Moreira da Costa. Janelas tambem se abrem atraves da revelacao de que o neto Sabino Alves Barroso casou-se com dona Maria Josefina de Araujo Abreu, filha do Alferes Antonio de Araujo Abreu e Salvina Emilia de Queiroz. Digo que as janelas se abrem ai porque eh provavel que estas esposas e seus pais serao brasileiros de linhagens antigas e envolvidas tambem com a Historia do Brasil, anterior aos tempos da chegada do primeiro Barroso ai descrito.

Para que compreendam melhor essa minha discertacao, pelo menos os academicos devem faze-lo, sugiro que deem uma passada d’olhos nas teses e trabalhos abaixo relacionados:

01. http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf. A tese eh longa. Alias, teses nem sempre sao prazeirosas de serem lidas, principalmente em telas de computador, por causa dos vicios impostos `a metodologia cientifica. Ou seja, para nos que somos leigos, ler teses tem a inconveniencia de parecer que o autor esta se expressando em um dialeto diferente do nosso. Dai nao ser agradavel para todos.

Seria importante ler-se toda para verificar o conteudo e assim observar os paralelos entre a vida brasileira no passado e a atual. Vao observar que politicamente falando ha muita semelhanca. Mas para quem desejar uma leitura mais rapida e abreviada, pule para os subtitulos: “Os Honoratiores Goncalenses: a familia Barbalho”, pagina 187, e “Os “Descontentes” de Sao Goncalo”, pagina 194.

02. http://www.ifcs.ufrj.br/~ppghis/pdf/joao_nobreza_bandos.pdf. Essa tese faz uma analise bem politizada da situacao do Rio de Janeiro desde a fundacao ate 1700.

03. http://www.pucminas.br/documentos/dissertacoes_joselia_barroso.pdf. A tese da Joselia parece destoar um pouco das outras duas. Mas observem que encontrei as 3 por causa de um mesmo motivo, ou seja, os meus estudos genealogicos. Elas tem em comum o assunto familia. A minha familia. A nossa familia. A diferenca eh que ela aborda assuntos semelhantes, porem, com a perspectiva da religiosidade. A religiosidade antigamente era inseparavel da politica e da familia.

04. http://familybezerrainternational.blogspot.com/. Este eh apenas um artigo para esclarecimento. Eu afirmei antes que a maioria da populacao brasileira descende do imperador Carlos Magno e muitos outros reis. Nao precisa ler o artigo todo porque eh muito grande. Mas indo `a parte de baixo pode-se comecar a partir do subtitulo: “Page 11 – Fontes Sobre a Familia Bezerra em Pernambuco, Portugal e Galicia.” Eh somente um pouquinho ja no finalzinho do texto.

Ele complementa os dados genealogicos apresentados no “Os Honoratiores Goncalenses: a familia Barbalho”. Aqui os dados iniciam a partir dos chegados `a Capitania de Pernambuco, quando da chegada de Duarte Pereira Coelho, seu primeiro donatario. Aquele leva uma linhagem desde os primeiros residentes europeus de Pernambuco ate ao casal: D. Teresa, condessa soberana de Portugal, e Henri de Bourgogne. Estes sao os pais do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. E tambem de dona Urraca Henriques, que transfere o sangue real aos Bezerra, que no Brasil os passam aos Barbalho Bezerra.

Dai para tras pode-se ir pesquisando os ascendentes destes personagens em fontes como a Wikipedia ou algum sitio de genealogia mais completo. Como ja pesquisei, sei que o Carlos Magno era ancestral dos personagens. Alem dele, muitos outros reis, tanto da Peninsula Iberica quanto do restante da Europa. Chegando-se inclusive aos ultimos imperadores romanos, que ja haviam se convertido ao cristianismo. No mais, eh Historia.

05. Por fim, indico o livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e Sua Gente”, de autoria do professor Dermeval Jose Pimenta. Particularmente o pequeno capitulo: “Tronco Pimenta-Vaz Barbalho”, que esta nas paginas de 252 a 254. Ali encontramos a sequencia genealogica, acrescida de outras informacoes por mim:

Braz Barbalho Feyo – Catarina (ou Maria) Tavares de Guardes
Camila Barbalho – Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda
Luiz Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca
Jeronimo Barbalho Bezerra – Izabel Pedrosa
Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramiro
Maria da Costa Barbalho – Manoel Aguiar
Manoel Vaz Barbalho – Josepha Pimenta de Souza.

Observo que ha um engano no livro do professor Pimenta por ele dizer que dona Paschoa Barbalho fosse neta de Jeronimo quando era filha na realidade. Essa breve genealogia eh de nosso interesse porque ela faz uma ponte genealogica entre as duas primeiras teses e a terceira. O que quero afirmar aqui eh que a nobreza que andava em bandos no Rio de Janeiro era a mesma que dominou o antigo territorio administrado a partir da antiga Vila do Principe, a atual Cidade do Serro.

Vi um paralelo perfeito entre as 3 teses, pois, elas descrevem bem como, no meu entender, formou-se a genealogia da populacao brasileira, sobretudo em relacao `as familias chamadas de dominantes. Claro, as consideradas sem dominio, na verdade, sao descendentes das mesmas em passados mais remotos. Na explicacao de A Nobreza anda em Bandos, nota-se que as familias dominantes do passado buscavam aliancas com os chegados de Portugal, sobretudo por meio de casamentos.

O que geralmente acontecia era que os portugueses ao chegarem ao Brasil eram privilegiados com o que de mais valor havia na epoca que eram as sesmarias de terras imensas. Talvez nem mesmo fosse por uma busca consciente, pois, o natural seria mesmo que os recem-chegados se casassem com os da terra. E como o preconceito separava as classes sociais, “normal” era que os pares de mesmo nivel social se entrelacassem. Em grande parte, estas unioes acabavam sacrificando os sobrenomes mais antigos locais porque cediam lugar ao novo, pois, a maioria dos chegados da Europa em tempos coloniais e inicio do Imperio era do sexo masculino.

Isso se explicaria, entao, porque os sobrenomes dos filhos de dona Maria Josephina de Araujo Abreu e Sabino Alves Barroso nao homenageavam a origem materna. O mesmo se deu em relacao ao casamento Joaquim Barroso Alvares e Jacinta Moreira da Costa. Mesmo que, no caso dos filhos de dona Maria Josephia e Sabino, o sangue que corria em suas veias fosse 75% Araujo Abreu Queiroz Moreira Costa e 25% Fernandes Barroso Alvares. A predominancia do sobrenome paterno nao corresponde `a composicao real do sangue.

Nao tenho como comprovar, por enquanto, a tese que levanto mas a minha desconfianca eh a de que tanto o Araujo Abreu quanto o Moreira Costa procedem do “Bando do Barbalho”. Quem ler o capitulo “Os “Descontentes” de Sao Goncalo” da primeira tese, observara que os sobrenomes Costa e Araujo aparecem entre os camaradas dos Barbalho e seu bando. Ha que se fazer a ressalva de que o sobrenome da Costa aparece entre os fundadores do Rio de Janeiro. Na Historia da cidade ha um escrivao e um capitao de navio que tinham este sobrenome.

Quanto ao Araujo, pode ser uma parceria que ja existia ainda na chegada dos colonizadores portugueses `a Capitania de Pernambuco. A avo paterna do Luiz Barbalho Bezerra vinha da Familia Araujo. Nao se pode afirmar sem os dados genealogicos em maos que tanto o Araujo quanto o da Costa sejam os mesmos porque ha tambem a possibilidade de que os Araujo Abreu e os da Costa Moreira tenham chegado por via diferente das linhagens que estavam associadas ao “Bando dos Barbalho”. Mas eh dificil crer que tudo passe de uma mera coincidencia.

Observe-se que o sobrenome Barbalho estava realmente ligado ao da Costa, no Rio de Janeiro. Na descricao do professor Dermeval ele coloca o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza como nascidos no Rio de Janeiro e casados, em 1732, no Distrito de Milho Verde pertencente ao Serro. Recentemente, encontrei o registro de casamento entre Theodozia de Aguiar Barbalho e Joseph Carneiro da ?, ocorrido em 17.12.1717, na Cidade de Mariana. Dona Theodozia era filha dos mesmos pais que o Manoel Vaz Barbalho. Porem, nao encontrei nenhum acompanhamento da descendencia dos nubentes.

O que faz supor eh que o Bando do Barbalho continuava forte e influente, desde os primeiros anos do Ciclo do Ouro, em Minas Gerais. O que implica em dizer que a nobreza da terra fosse composta por nossos familiares e deles descendem boa parte dos mineiros, pois, desde o tempo em que os Barbalho chegaram ao Rio de Janeiro, 1643, ate os primeiros anos do Ciclo do Ouro, foi possivel aos Barbalho e seus associados terem produzido alguns milhares de casais. Uma parte consideravel destes deve ter se transferido para Minas e, calculando por baixo a reproducao deles, podemos dizer que tem hoje milhoes de descendentes.

Porem, atendo-nos apenas `a genealogia Barroso apresentada pelo senhor Sebastiao Pimenta Barroso, muito provavel sera que haverao vinculos consanguineos entre os Barroso e os Barbalho alem de outras familias associadas ja nas primeiras geracoes da formacao da Familia Barroso.

Na descricao do “Tronco Borges Monteiro”, em um resuminho apresentado `a pagina 248, o professor Dermeval tambem descreve a formacao do inicio do nucleo Borges Monteiro, onde se inclui a passagem do casamento do portugues, Sargento-Mor, Domingos Barbosa Moreira com Teresa de Jesus, esta, natural de Itabaiana, no Sergipe. A seguir relata que a filha Norotea Barbosa Fiuza nasceu em Sao Goncalo. Nao diz qual deles.

Tudo indica que seja Sao Goncalo, no Rio de Janeiro, pois, Sao Goncalo do Rio das Pedras, no Municipio do Serro, seria fundado depois do nascimento dela, pela descendencia do proprio pai. O que pode, ou nao, ser mais um indicio de associacao entre o Bando do Barbalho e a assinatura Barroso, pois, ha a possibilidade de o Moreira de dona Jacinta Moreira da Costa ser o mesmo do Domingos Barbosa Moreira. Tudo eh especulativo por enquanto, porem, obviamente dentro de possibilidades possiveis.

As possibilidades de que os sobrenomes que aparecem nessa curta genealogia da Familia Barroso serem os mesmos que acompanham o sobrenome Barbalho sao muito boas. A primeira esposa de Antonio Borges Monteiro, Maria de Souza Fiuza, era filha da Norotea. Na mesma descricao do Tronco Borges Monteiro ha a informacao de que a segunda esposa do Antonio Monteiro chamou-se Margarida Maria do Rosario, filha de Domingos Lourenco Seixas e Maria Caetana de Pinho e Oliveira.

Antonio e Margarida casaram-se em 1785, o que implica em dizer que a mae dela devera ter nascido pelo menos uns 35 anos antes. Aqui nao da para visualizar alguma participacao dos Barbalho nem se pode afirmar que a Familia de Pinho Tavares tenha adotado o sobrenome a esta epoca. Mas registra-se que os Barbalho, os Pinho, os da Costa, pelo menos, encontravam-se no Serro `a mesma epoca

Como nao temos o acompanhamento dos familiares “de Pinho Tavares” nao sei dizer quando os dois sobrenomes se uniram e formaram a tao conhecida Familia “de Pinho Tavares” de Sabinopolis. Contudo, ja em Pernambuco, o patriarca dos Barbalho, Braz Barbalho Feyo casou-se com Catarina (ou Maria) Tavares de Guardes. Estes foram os avos maternos do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Embora nao tenha encontrado a mencao do sobrenome Queiroz entre os formadores do Bando do Barbalho, a possibilidade de ele fazer parte eh boa. Isso porque este sobrenome eh muito frequente nos Estados do Nordeste Brasileiro. Queiroz e Barbalho devem estar entre os sobrenomes mais frequentes naquela regiao.

Mas de concreto a respeito do sobrenome Queiroz, alem da raiz comum que deve haver na familia da dona Salvina Emilia de Queiroz que esta no cabecalho da Familia Barroso e da familia do capitao Joao Batista Queiroz, patriarca destes em Pecanha, espero encontrar amarrado a ela o ramo ao qual pertence dona Rita Queiroz. Esta nasceu no Serro. Porem, foi conhecida por nos como Sa Ritinha, esposa do ex-prefeito de Virginopolis o senhor Jose (Zeze) Lucio de Oliveira e mae de outro ex-prefeito: Henrique Lucio.

Sa Ritinha deve ter nascido proximo ao ano de 1900. E alguns dos filhos se casaram na Familia Coelho de Virginopolis, dos quais o sobrenome Barbalho tornou-se um dos agregados.

Alem destes sobrenomes que poderao pertencer ao Bando do Barbalho surge diversas vezes o Mourao. O sobrenome aparece em genealogias ligadas `as familias procedentes do Serro. Entre nossos parentes encontramos, por exemplo, a Josefina Ermelinda Pimenta que se casou, em 1878, com Joao Raimundo Mourao Junior. Ja a Josefina Coelho da Rocha casou-se com o Alfredo Vaz Mourao, por volta da mesma epoca. Precisavamos tambem de um arrazoado desta e outras familias para inserirmos e verificarmos os vinculos familiares existentes antes disso.

Desejo inspirar nos academicos que lerem estas minhas conjecturas o desejo de fazerem o casamento entre as teses acima mencionadas atraves de um estudo genealogico minucioso da genealogia mineira que ocorreu no periodo do Ciclo do Ouro. Acredito que podera comprovar-se que as familias mineiras, apesar dos diferentes sobrenomes, tem ancestrais comuns. O que difere nelas eh sempre a chegada de imigrantes que, em razao das tradicoes patriarcais, passavam seus sobrenomes aos filhos, abandonando a maior contribuicao sanguinea dos nossos lados maternos.

Temos diversas genealogias de familias da regiao que encontram seus ancestrais mais antigos entre o final do seculo XVIII e o inicio do seculo XIX. Isso porque elas comecam a partir de algum imigrante recem chegado, geralmente, de Portugal. Devemos nos lembrar da Historia de Portugal onde houveram confluencias que empurraram a migracao portuguesa para o Brasil. Na sequencia se deu o Ciclo do Ouro, o esgotamento do ouro a partir de 1750, o grande terremoto de Lisboa acontecido em 1755 e as Guerras Napoleonicas. Que provocou ate a transferencia das cortes para o Brasil, em 1808.

O que nos falta realmente eh construir a ponte dos 100 anos, desde 1700 ate 1800, das genealogias das familias nativo mineiras que receberam os imigrantes de fora do pais e lhes ofereceram suas filhas e filhos para se casarem com seus respectivos filhos e filhas. E isso, a meu ver, eh o que falta para amarrarmos os muitos ramos aos troncos comuns a todos. Assim poderemos constatar que somos uma mesma familia, com maior ou menor consanguinidade, nao importando o sobrenome que usamos.

Acrescento aqui uma lista de pessoas que portam os sobrenomes presentes nesta curta genealogia dos Barroso e que entram em nosso banco de dados, porem, sem sabermos quem sao seus pais. Assim, os parentes que os localizarem poderao facilitar as identificacoes para que possamos fazer as ligacoes e completar a Arvore Genealogica de nossa Grande Familia. Sengue entao:

Abreu

Jose Fernando de Abreu – Sebastiana (Nhazinha) Pimenta do Amaral
Diaulas Abreu – Edith Teixeira de Abreu
Elza Siqueira de Abreu – Constante Falcao Metzker
Geraldo Sette de Abreu – Angelina Coelho Leao
Itamar Abreu – Petronilha (Nini) Nunes Abreu
Jaime de Abreu – Dolores Falcao Metzker
Maria de Araujo Abreu – Tardieu Barroso
Aquilies Abreu Vieira – Helena Penha Soares Vieira Abreu

Araujo

Aguida de Araujo – Manoel Barroso Alvares
Ana Ferreira de Araujo – Jose Pinto de Souza
Augusto Antonio (Nhonho) de Araujo – Amazilis Francelina Pimenta
Auta de Araujo – Antonio Paschoal de Andrade
Bebiana Lourenca de Araujo – cap. Joao Coelho de Magalhaes
Cecilia Araujo Neto – Jaci Rodrigues da Rocha
Dr. Modesto Carvalho de Araujo – Giselda Pimenta Brant
Elcy Oliveira Araujo – Maria do Socorro (Tainha) Coelho Araujo
Eliane Mirian Araujo Coelho – Weber Alves Coelho
Francisco dos Santos Araujo – Luci Campos Chaves
Helci Pereira de Araujo – Ondina Maria da Silva
Ilidia Correa de Araujo – Henrique Borges Monteiro
Joao Anatolio Araujo – Maria Jose Coelho
Jose de Araujo Sobrinho – Anna Coelho
Jose Araujo – Zenaide Andrade
Jose Maria de Araujo – Ana
Maria Francisca (Francisquinha) de Araujo – Matosinhos de Souza Figueiredo
Maria Lucia Eugenia de Araujo – Leres Nunes Coelho
Maria Vieira de Araujo – Manoel dos Reis de Carvalho
Marilene Medeiros de Araujo – Geraldo Pimenta da Silva

Carvalha(i)es

Dr. Genesco Lopes Carvalhaes – Maria de Lourdes Noronha
Maria do Carmo Carvalhaes – Eneias Batista Perpetuo
Eugenio Carvalhais – Alice Coelho
Jose Havas Carvalhais – Elda Coelho
Josefina Carvalhais – Colombo Catao
Maria de Lourdes Carvalhais – Sebastiao Lopes de Figueiredo
Maria Rosa do E. S. Carvalhais – Joaquim Pereira do Amaral
Minervina Carvalhais – Hermenegildo Jose Pimenta Junior
Regina Carvalhais – Euclides de Figueiredo Barroso
Roberto Carvalhais – Neiva Nunes
Santos Carvalhais – Livia Justina de Gouveia
Ursula Carvalhais – Hermenegildo Jose Pimenta Junior

Moreira

Americo Dias Moreira – Geralda Coelho de Moura
Antonio Moreira – Dinah Barroso
Delphina Moreira – Ennio Rodrigues Coelho
Edivaldo Fraga Moreira – Virginia (Gina) Coelho Fraga Moreira
Gilmar Soares Moreira – Mercia Coelho Perpetuo Moreira
Joaquim Pacheco Moreira – Quiteria de Magalhaes Barbalho
Joaquim Moreira – Maria Ferreira Campos
Jose Pacheco Moreira – Georgina (Sa Georgina) Nunes Magalhaes
Maria Augusta (Gutita) Moreira – Olegario de Magalhaes Barbalho
Mercedes Pinto Moreira – Fabio Nelson de Senna
Romar Moreira – Marilu Aguiar Moreira
Silvia (Silvinha) Maria Moreira – Marcos (Pinduka) Lucio Menezes
Vladimir Senra Moreira – Denise Martins da Costa Coelho Lott
Esther Moreira – Cel. Candido Jose de Senna

Mourao

Agenor Vaz Mourao – Antonia Pimenta
Alfredo Vaz Mourao – Josefina Coelho Mourao
Dr. Julio Mourao – Nicia Rabello Mourao
Dr. Silvio Vaz Mourao – Geralda Ilma Barroso
Geny Mourao – Ortiz Barroso
Gilberto Barroso Mourao – Edmeia Magalhaes Mourao
Joao Raimundo Mourao
Julio (Julinho) de Pinho Mourao – Ondina
Judith Mourao – Ismael Barroso
Maria da Conceicao Rodrigues Mourao – Joel da Silva Coelho
Maria Jose Caldeira Mourao – Jose Geraldino Amaral
Oswaldo Majela Mourao – Leodita Pimenta Barroso
Sebastiao Ferreira Mourao – Isaura Barroso
Maria Nilma Mourao Coelho – Emilio Coelho

Pinho

Arthur de Pinho – Eduarda Eulina de Araujo Abreu
Gutemberg Abeali de Pinho – Jupira Augusta de Carvalho
Joao de Pinho
Joao Mauricio Wanderley do Pinho – Maria Alice de Salles Coelho
Jose (Ze Anastacio) de Pinho – ? Magalhaes
Jose Derno de Pinho – Jeannette Maria Coelho de Pinho
Jose Nazarino de Pinho – Geralda Pimenta Mourao
Maria Caetana de Pinho – Domingos Lourenco Seixas
Percy Maria de Pinho – Graciema Pimenta de Pinho
Aracoeli de Pinho Coelho – Fernando Rodrigues Coelho de Oliveira

Queiros(z)

Maria Queiros – Ulisses Nunes Coelho
Maria da Conceicao Queiros – Saulo Nunes Coelho
Acacio Jose Queiroz – Francisca Silva
Alexandre Reis Queiroz – Maria de Lourdes Coelho Queiroz
capitao, Joao Batista de Queiroz – Edwiges Soares da Encarnacao
Joao Americo de Queiroz – Zulmira Pimenta
Jose Queiroz – Euphasia Coelho de Araujo
Maria Batista de Queiroz – Cassiano Nunes Coelho
Maria Jose de Queiroz – Pedro Luiz Braga
Onofre Gomes dos Santos Queiroz – Helena Leao Queiroz
Salvina Emilia de Queiroz – Alferes, Antonio de Araujo Abreu
Ana Queiroz Braga – Antonio Luiz Braga
Teresinha de Queiroz Ribeiro – Vicente Ribeiro

Tavares e de Pinho Tavares

Agenor de Pinho Tavares – Maria Flor de Maio Pimenta Barroso
Antonio de Pinho Tavares – Olinda Pimenta Guimaraes de Pinho
Eliane de Pinho Tavares – Lucidio de Pinho Tavares
Elpidio de Pinho Tavares – Aurora Felizarda de Araujo Abreu
Fortunato de Pinho Tavares – Leda de Pinho Tavares
Genaro de Pinho Tavares – Anfiloquia Vitoriana de Araujo Abreu
Heitor de Pinho Tavares – Maria Stela de Araujo Abreu
Izabel de Pinho Tavares – Balbino de Araujo Abreu
Jose Candido de Pinho Tavares – Antonia Emilia (Ninica) de Araujo Abreu
Lauro de Pinho Tavares – Luiza Nunes Coelho
Osvaldo de Pinho Tavares – Maria Barroso
Renato Ribeiro Tavares – Clara Maria (Cacau) Coelho Tavares
Ulysses de Pinho Tavares – Teresa Pimenta Guimaraes Tavares
Muciola Tavares Coelho – Dr. Adail de Salles Coelho

 

 

04. MOACIR NUNES BARROSO, O SUPER BARROSO TURBINADO COELHO

O Dr. Jose Geraldo havia soprado que tem um Barroso em Guanhaes que estava com 105 anos. E com o nosso desconhecimento a respeito da paternidade de dona Knesvita Nunes Coelho, pareceu-nos que ele poderia tornar-se uma confiavel boa fonte de informacoes fora dos cartorios. A lenda corria que estava lucido e ativo.

Num primeiro contato chegou a informacao de que dona Knesvita seria filha do Pio Nunes Coelho, ex-prefeito de Guanhaes e quem havia se tornado o viuvo da tiabisavo Josephina Marcolina Coelho, em 1919, antes de ele proprio falecer em 1932. Entao, resolvi abrir o livro “Arvore Genealogica da Familia Coelho”, na pagina 44, para certificar-me, pois, jamais houvera ouvido falar neste nome em nossa genealogia. Foram 13 filhos ao todo. Nenhuma das filhas chamada Knesvita.

Observei, entao, que havia um espaco de 4 anos entre o primeiro e o segundo nascimentos. Poderia ser que a prima Ivania Batista Coelho houvesse se enganado e nao ter computado 14. Encontrei que foram 4 casamentos de assinantes Barroso com os filhos dos tios Josephina e Pio. Na verdade sao 5, pois, a nora que esta na pagina 44 Zulmira Nunes Coelho, esposa do Ciro, chamava-se Zulmira Barroso Coelho. E o viuvo da Jandira Nunes Coelho chama-se Moacir Nunes Barroso. Realmente! Nao podia ser outro e ser apenas pura coincidencia, pois, a data de nascimento dele foi 31.3.1909.

Mas nada podia fazer senao esperar para ouvir outras noticias do Brasil. Dr. Jose Geraldo havia dito que o amigo dele, que tinha contato com o senhor Moacir, iria reve-lo ontem, (02.04.14) e que solicitaria mais esclarecimentos. Passei as informacoes que tinha do livro para facilitar os acrescimos que faltavam.

E para a surpresa geral, o dedicado amigo Flaviano de Pinho Nascimento levou o Super Barroso `a casa do meu interlocutor para conhecer a prima, dona Maria das Gracas. E o encontro foi anunciado com estas palavras: “O velho Moacir Nunes Barroso esteve na minha casa, agora à tarde, acompanhado do Flaviano de Pinho Nascimento, amigo de Peçanha, que há muito reside em Guanhães. O velho ainda está forte e lúcido, Apesar dos 105 anos completados em 31.3. p. p.”

Realmente, ha um Q ate mesmo de sagrado em pessoas que alcancam tamanha idade. Nem que sejam as Bencaos de Deus. Lucido e falante, dona Maria das Gracas nao conseguiu inclusive anotar todas a informacoes que ele passou. Mas ja foi o suficiente para colocar o personagem tanto na Arvore Genealogica dos Barroso quanto dos Coelho. Consanguineo dos Nunes Coelho mais precisamente.

Nao muito tempo atras eu anunciei que havia a possibilidade de reconstituirmos pelo menos uns duzentos anos de genealogia por vias de tradicoes. Embora nao podemos deixar a tradicao falar mais alto do que os documentos, quando os encontramos. E digo isso exatamente por causa de pessoas que vivem tanto. Ou, pelo menos, chegam `a idade semelhante `a do sr. Moacir.

Nascido em 1909, ele nao tera como lembrar-se do avo da esposa dele, o Antonio Rodrigues Coelho, pois, este havia nascido em 1829 e falecido em 1910. O Antonio sim devera ter conhecido o sr. Moacir e ate lhe posto a bencao na molera. Mas o senhor Moacir conviveu com muita gente, alem dos proprios sogros e pais, que deverao ter contado a ele muita coisa a respeito dos ancestrais. Assunto que era dominante nas rodas de conversa dos familiares `a epoca em que ele era um senhor de certa idade ou estava em fase de crescimento.

Ja o Antonio Rodrigues Coelho havia convivido com a geracao do proprio pai, pois, o pai havia falecido quando ele estava com 15 anos, porem, o tio, Joao Coelho de Magalhaes, havia nascido em 1785 e foi falecer no dia que estava completando 94 anos de idade, em 1879. Ou seja, alguns filhos do Antonio chegaram a conhecer este tiavo deles e estes conviveram por decadas com o Moacir que deve ter ouvido deles suas estorias em torno do fogao a lenha.

Portanto, a recordacao de fatos e mitos familiares, neste caso particular, ja remonta a aproximadamente 230 anos em nossa familia. O que talvez seja um dos motivos que nos incentiva a tentar reconstruir o nosso passado atraves dessas notas. Quando tio Joao viveu, a media de vida do brasileiro nao passava muito dos 30 anos. Ou seja, ele logrou viver 3 vezes mais. Seria como se alguem alcancasse o recorde de aproximadamente 150 anos hoje em dia.

Digo que seriam apenas 150 anos por causa da fantasia governamental de afirmar que a media atual de vida do brasileiro ultrapassa a 70 anos. Se eu puzesse toda a fe nisso, entao, o equivalente seria viver 210 anos. E as medias de vida dos outros paises tambem nao estao corretas. Ou, por outro lado, “o enunciado do problema” eh que esta incorreto. Talvez eles queiram dizer que a media de vida das pessoas que chegam a aposentar-se seja aquela que eles dizem ser de toda a populacao.

Qual a base que tenho para afirmar isso? Basta olhar nossos livros de genealogia. Boa parte da populacao da regiao tem parentesco e sabemos que as familias que fazem parte das que entrecruzaram entre si sao das mais longevas que se tem acompanhamentos. Temos pessoas na familia que ja alcancaram um seculo de idade. Mas sao poucas. Tambem tivemos um bom numero que alcancou o recorde dos 90. Os de 80 anos sao em maior numero. Os de 70 formam uma turma respeitavel.

O problema eh o seguinte. Para cada crianca que falece antes de completar 1 ano de vida, sera necessario que umas 3 vivam 100 anos para que a media nao caia. Para cada jovem que falece entre os 30 e 40 anos, havera que ter-se uns dois que atinjam 90. Nao serao poucos os que terao que atingir pelo menos 80 anos de vida para cobrir o deficit dos que falecem entre 50 e 70 anos.

Para comprovar-se que isso nao acontece, basta acompanhar-se os obtuarios dos jornais por um bom periodo. Geralmente, os jornais so mostram obtuarios de pessoas que, de uma forma ou de outra, sao influentes. Raramente se ve obtuarios dando noticia de criancas e jovens que falecem. Mesmo assim, a media dos obtuarios eh menor do que os orgaos oficiais admitem para o conjunto da populacao.

Ja, ao se fazer o computo apenas para as pessoas que se aposentam, ai sim as cifras fazem sentido, pois, nao serao muitos que aposentarao e continuarao vivendo varias decadas depois. Quando as pessoas chegam a aposentar, ai terao mesmo uma oportunidade de chegar pelo menos aos 70 anos, pois, ja estao proximas a esta idade. Mas nao sao poucos os que tambem aposentam por invalidez, por causa de doencas que acabam matando-os precocemente. Portanto, estes devem calibrar a media para as proximidades dos 70.

Por esta razao, somente alguem com algo de super em sua natureza chega a atingir uma idade de 105 anos ou mais. Tanto eh que, se alguem perguntar a qualquer leitor destas linhas: Voce eh capaz de dizer quantos nomes de pessoas suas conhecidas chegaram aos 105 anos? Quase ninguem respondera uma. A maioria absoluta tera de responder, nenhuma!

Nao muito tempo atras o nosso amigo Luiz Claudio Passos postou na pagina que ele tem no Facebook uma fotografia do Antonio Rodrigues Coelho e filhos que estavam vivos. As filhas, Julia Salles e a bisavo Maria Marcolina ja haviam falecido em 1904, portanto, estavam ausentes. A fotografia, necessariamente, foi tirada depois desta data e antes de 1910, data do falecimento do avo Antonio.

A admiracao foi completa de todos os que visualizaram e deixaram seus comentarios. A gente sabe que fotografias da epoca nao eram comuns no Brasil. Eh uma sensacao ao mesmo tempo intrigante e agradavel ver alinhados junto ao trisavo os bisavos da minha geracao. E ja existem os quintavos das atuais geracoes. Ora, se uma fotografia destas fala tanto ao nosso intimo, o que se dira de uma pessoa que poderia quase que ter sido fotografada junto com aqueles personagens todos? Melhor que a fotografia, a pessoa pode falar-nos a respeito deles!

Imaginem! Fatos como as I e II Guerras Mundiais, a quebra da Bolsa de Nova Yorque em 1927, a Revolucao de 1930, a Ditadura Vargas e outros mais sao coisas que podemos ter nocoes porque temos os livros e os documentarios para descreve-los para nos. O velho Moacir deve lembrar deles de ter visto coisas acontecerem, lido em jornais dos dias ou ouvido pelo radio. A pessoa da idade dele pode tornar-se uma verdadeira enciclopedia ambulante.

http://vidanovafm.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=10613:vereadores-homenageiam-moacir-nunes-barroso&catid=117:noticias-da-regiao&Itemid=22. Neste endereco encontrei a fotografia onde o senhor Moacir aparece. Observem, porem, que a foto foi feita em 2013, quando ele havia completado 104 anos, ou seja, ha 1 anos atras.

Nao tenho noticias de supercentenarios na familia. Os supercentenarios sao aqueles que alcancam acima de 110 anos. Devido aos arquivos nao muito confiaveis de certos registros, alguns, possiveis, supercentenarios nao conseguem comprovar a idade convincentemente. Dai nao entram para as listas oficiais.

Mesmo assim, no Brasil nao devem existir mais que uma dezena de pessoas vivas clamando tal idade ou superior. Nao muitas ultrapassam os 105. Abaixo posto uma lista de pessoas na familia que ultrapassaram os 90 anos. Fato que por si so ja eh tao enusitado que permanece em nossa lembranca. Claro, somente relacionarei os que estao em minha memoria. Haverao muitos que nao aparecem, por falta do conhecimento ou nao encontra-los no arquivo de minhas lembrancas. Segue entao, por ordem dos de idade alcancada:

105 Moacir Nunes Barroso (esta vivo)
104 Maria Balbina Pires
103 Gabriel Coelho de Oliveira
102 Maria das Merces Soares
101 Marina (Nenen) Coelho de Oliveira
100 Diva Coelho (esta viva)
099 Emidia de Souza Figueiredo (esta viva)
099 Vita de Magalhaes Barbalho
099 Maria (Maricas) Magalhaes
099 Olga de Magalhaes Barbalho
098 Edith Coelho do Amaral
096 Vita de Souza Figueiredo (esta viva)
096 Graciola Coelho Braga (esta viva)
096 Marilia de Magalhaes Barbalho
095 Otavio Coelho de Magalhaes (esta vivo)
095 Candida (Sa Candinha) de Magalhaes Barbalho
095 Olga Coelho de Oliveira (esta viva)
094 Joao Coelho
094 Elsa Coelho de Oliveira (esta viva)
094 Joao Coelho de Magalhaes
093 Mons. Omar Nunes Coelho
093 Murillo Coelho
093 Hugo de Magalhaes Barbalho (esta vivo)
092 Maria da Gloria Soares Pontes (esta viva)
092 Maria das Merces Coelho
092 Eurico Batista Coelho
091 Cremilda Coelho
090 Jose (Juca) Coelho Junior
090 Dimas Rodrigues Coelho (esta vivo)

Em torno dos 90 anos para cima sao diversas outras pessoas que nao estou ousando citar os nomes porque nao tenho datas e que agora me fogem `a memoria a idade que possam ja ter alcancado.

No inicio deste capitulo mencionei que estavamos procurando o nome dos pais de dona Knesvita Nunes Coelho. O senhor Moacir acabou nos informando a respeito da familia toda. Ou, pelo menos, da parte que nao sabiamos. O que temos agora eh um combinado de tres fontes diferentes. Precisamos juntar o que ja se encontrava no livro: Arvore Genealogica da Familia Coelho; o que nossa prima Marinez Torres informou-me ha algum tempo e, agora, o complemento vindo do senhor Moacir.

Para facilitar, colocarei aqui o diagrama da familia de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira. Estes patriarcas devem ter tido o privilegio da heranca da historica Fazenda do Grama.

Esta propriedade pertenceu a Euzebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus. Segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, estes residiam na Fazenda Folheta, outra fazenda historica que fica no atual Municipio de Dom Joaquim. Entao, compraram a Fazenda do Grama, que fica entre os atuais municipios de Guanhaes e Sabinopolis, bem no inicio da povoacao de Guanhaes. O melhor eh ate colocar o diagrama primeiro da familia deles. Foram pais de:

01. Clemente Nunes Coelho – ?
02. Manoel Nunes Colho
03. ten. Joaquim Nunes Coelho – Francisca Eufrasia de Assis Coelho
04. cap. Francisco Nunes Coelho – Maria Augusta Cesarina de Carvalho
05. Antonio Nunes Coelho – Maria Araujo Ferreira
06. Bento Nunes Coelho
07. Altivo Nunes Coelho (possivel)
08. Ana Nunes Coelho (possivel)
09. Joana Nunes Coelho (possivel)
10. Maria Nunes Coelho (possivel)

Estes possiveis sao nomes encontrados em documentos no Municipio de Pecanha mas sem as devidas identificacoes paternas. Ja o nome de Antonio Nunes Coelho eh relacionado entre os filhos de Euzebio e Anna Pinto e tambem na documentacao encontrada em Pecanha pela pesquisadora Marina Raimunda Braga Leao. Nao temos referencias de que Manoel e Bento tenham se casado.

Clemente teve filhos no primeiro terco do seculo XIX. Mas nao se tem o nome da mae deles. Eles foram Maria Honoria, Antonio e Prudencio. Temos o acompanhamento genealogico da familia deixada por Maria Honoria porque ela foi a esposa de ten. Joao Batista Coelho, o velho, um dos fundadores de Virginopolis. O ten. Joaquim era cunhado do ten. Joao Batista e eh tambem fundador de Virginopolis. Francisca Eufrasia e Joao Batista eram filhos de fundadores de Guanhaes: cap. Jose Coelho da Rocha e Maria Luiza do Espirito Santo. Nossos quartavos por um lado.

O cap. Francisco Nunes Coelho foi um dos politicos mais ativos em sua epoca. Foi vereador do Serro quando toda a area pertencia a este, e foi o principal articulador das emancipacoes de Guanhaes e Pecanha. A esposa, Maria Augusta, era filha de primeiros moradores de Sao Pedro do Suacui: Jose Carvalho da Fonseca e Senhorinha Rosa de Jesus. Senhorinha Rosa era filha de fundadores de Sabinopolis: Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana. Nossos pentavos por outro lado.

Em conversa por telefone hoje, 04.04.14, com o senhor Moacir Nunes Barroso, nao pudemos decifrar quem foram os pais do Clemente casado com Anna Maria Pereira. O senhor Moacir informou que conheceu bem a avo Anna Maria, porem, nao se lembrava do avo Clemente. A descricao que tinha para este foi a de que era um homem muito forte e de tez moreno escuro. O escuro da pele combina com a descricao da Maria Honoria.

E aqui as lembrancas do senhor Moacir nos poe em ambiguidade no decidir quem era o Clemente, avo dele. Isso porque o filho mais velho deste, cuja data de nascimento temos em maos, foi o Pio Nunes Coelho. Nascido em 1864. Por esta epoca, ou seja, em 1872, a Maria Honoria ja estava se tornando avo. Ela deve ter tido o primeiro filho, Joao Batista Coelho Junior, muito nova, pois, era filha do Clemente nascido por volta de 1806, portanto, havia espaco suficiente para que um possivel irmao ou primo dela se tornassem pais.

Contudo, o fato de o senhor Moacir nao ter convivido com o avo Clemente dele faz-me suspeitar que este tambem poderia ser alguem mais velho casado com alguem bem mais novo. Assim se explicaria o neto ter boas lembrancas da avo, enquanto as do avo sao apenas recordacoes nas brumas do passado.

Uma evidencia que podemos levar em conta eh tambem o que encontramos no livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. Nas paginas de 63 a 65, o autor Dermeval Jose Pimenta reproduz parte do que encontrou no livro numero 1 do Cartorio de II Oficio, em Guanhaes. Na abertura do livro as explicacoes do uso daquele livro e a assinatura do presidente da Camara, capitao Francisco Nunes Coelho.

O professor Dermeval tambem reproduz o “Auto da instalacao da Vila de Sao Miguel de Guanhaes”, datado de 9 de dezembro de 1879. Descrevendo os limites que teria o municipio entao criado esta escrito no Auto: “Declarou mais o prezidente que as divizas do novo municipio erao as seguintes, Principia pelo lado da freguezia de Sao Sebastiao na Fazenda de Bento Nunes Coelho, e Clemente Nunes Coelho,…” Eh razoavel pensar que fossem tres os irmaos mencionados no livro do cartorio. E entre 1863 ate 1879 houve espaco para os nascimentos dos filhos abaixo relacionados, podendo o Clemente ter vivido por mais alguns anos.

Pelos dados anteriores ja estava esperando que o Clemente, filho de Euzebio e Anna, fosse pai deste Clemente marido da Anna Maria Pereira. Contudo, com as informacoes do senhor Moacir torna-se mais forte a hipotese de que houve apenas um Clemente, o proprio. Calcula-se que este tenha nascido por volta de 1806. Caso tenha vivido 80 anos, podera ter tido uma segunda familia no segundo terco do seculo, com uma esposa bem mais jovem. Isso explicaria o senhor Moacir nao ter conhecido o avo e ter convivido com a avo.

Um fato comum `a epoca era homens de certas posses conviverem com mulheres sem casamento. Delas tinham filhos que reconheciam indo casar-se com outra um pouco mais velho. Um exemplo desse comportamento foi o do trisavo Antonio Rodrigues Coelho. Nascido em 1829 foi pai da Julia Salles Coelho em 1858. Indo casar-se de fato em 1863. Somente entao teve a sequencia de 14 filhos com a trisavo Maria Marcolina Borges do Amaral. Esta sequencia de filhos veio quando os irmaos dele ja estavam tendo netos. O que possibilitou o casamento de 4 filhos dele se casarem com 4 netos de seus irmaos.

Em contrapartida, para desanbiguar a informacao, indaguei a respeito do parentesco que deveria haver entre o Clemente da Anna Maria e o capitao Francisco. Imediatamente o senhor Moacir completou que o capitao Francisco havia sido o pai do dr. Chiquitinho, que era o pai do dr. Rafael Caio. Informacoes estas que tambem eu guardo de memoria. E comprova que o que ele disser sem duvida tera valor de verdade.

Mas ele nem sequer especulou a respeito do grau de parentesco, simplesmente disse: “nao sei dizer mesmo!” Nao da para decidir, pois, tanto ele poderia nao saber porque nao conheceu seu avo Clemente quanto porque se este fosse um segundo, filho do primeiro, teria dificuldades em guardar de memoria, depois de tanto tempo, quem foram seus bisavos. Tentei ver se ele se lembrava dos nomes de algum outro bisavo e ele nao se referiu a nenhum.

Mas o pendulo agora pende mesmo para o lado da hipotese de ter havido 1 Clemente. Nas anotacoes que fiz durante nossa conversa, escrevi que “Odon Nunes Coelho foi criado com Clemente”. O unico Odon Nunes Coelho que temos em nossas anotacoes era filho do Salatiel e neto do capitao Francisco Nunes Coelho. Entao, justificar-se-ia este Odon ter sido criado “pelo” tiavo Clemente que poderia estar fazendo as vezes de avo.

Seria impossivel o Odon ter sido criado com o Clemente, pois, aquele, por ter sido neto do capitao Francisco, tera que ter nascido depois de 1860, `a epoca em que o Clemente estava tendo uma segunda remessa de filhos. Apesar das muitas informacoes que tenho, nao sinto seguro em dar um veredito final sem buscar mais dados que colaborem com uma ou outra hipotese.

Era muito comum naquele tempo os padrinhos adotarem seus afilhados. Nao precisava nem mesmo que os pais tivessem passando por dificuldades maiores. As familias eram tao grandes que os pais nem se importavam em deixar por conta dos parentes um ou outro de seus filhos. Era uma forma de demonstracao de carinho e respeito por aqueles que admiravam.

Importante nesta informacao eh constatar que o Clemente da Anna Maria so poderia ser algum parente proximo. A Familia Nunes Coelho ja era muito grande e com muita gente com posses, como o proprio Clemente. Assim, alem dos sobrenomes serem os mesmos, nao seria caracteristico da epoca entregar-se um filho a pessoa estranha, a menos que houvesse uma relacao de agregado para patrao, o que aqui nao eh obviamente o caso.

Sao estes os filhos do Clemente e Anna Maria que sabemos.

01. Knesvita Nunes Coelho – Benicio Alves Barroso
02. Aneglia Nunes Coelho – Pedro Barroso Alves
03. Amavel Nunes Coelho
04. Altivo Nunes Coelho
05. Dermeval Nunes Coelho
06. Ulisses Nunes Coelho – Alzira Nunes Coelho/Maria Soares/Maria Queiros
07. Marcolina (Marca) Nunes Coelho – Lindolpho Rodrigues Coelho
08. Vitalina (Nhanha) Nunes Coelho – Altivo Rodrigues Coelho
09. prefeito, Pio Nunes Coelho – Josephina Marcolina Coelho

Os conjuges, Benicio e Pedro eram irmaos. Alzira Nunes Coelho, a primeira esposa de Ulisses era filha do casal Pio e Josephina, portanto, o casamento foi entre tio e sobrinha. Dona Maria Queiros procedia da familia sabinopolitana. Josephina, Altivo e lindolpho eram irmaos, filhos dos trisavos Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral.

Filhos do casal: Pedro Barroso Alves – Aneglia Nunes Coelho

01. Zulmira Barroso Coelho – Ciro Nunes Coelho
02. Zilah Nunes Barroso – Darcy Nunes Coelho
03. Graciema Nunes Barroso – Lauro Nunes Coelho
04. Moacir Nunes Barroso – Jandira Nunes Coelho
05. Altamiro Nunes Barroso
06. Iracema Nunes Barroso
07. Zeli (Tinoco) Nunes Barroso

Os quatro casais acima formados eram primos em primeiro grau, pois, os quatro conjuges eram filhos do casal Pio e Josephina. Um outro filho deste casal, Aristides Nunes Coelho, casou-se com Nair Barroso Guimaraes. Esta era filha de Severiano Guimaraes e Adelaide Alves Barroso. Adelaide era uma das irmas de Pedro e Benicio.

No final do telefonema procurei despertar a memoria do senhor Moacir para outras questoes em nossa Genealogia. Sabendo do parentesco ainda a decidir, porem, com aquele ja assegurado pelo casamento dele, animei-me a indagar se sabia dizer-me se o Emidio e o Joao Ferreira da Silva eram irmaos. Acabei decidindo por inferencia que sim, pois, ele respondeu-me que o Emidio era casado com a Luisa Marcolina, irma da sogra dele.

Porem, lembrava-se apenas que o Joao era casado com uma Angelina, filha de quem ele nao recordava mais os nomes. Alem disso, informou-me que os pais deles se chamavam Pio Ferreira da Silva e Candida Pereira. Eu ja sabia que estes eram os nomes dos pais do Emidio, pois, encontrei a biografia dele no livro: “Notas Historicas Sobre Guanhaes”, de autoria do nosso aparentado, Innocente Soares Leao, pelo lado Coelho Leao. O livro foi editado em 1967. E meu irmao Ney Barbalho o havia remetido para mim ha poucos dias.

Acrescentou ele que Pio Ferreira da Silva foi senhor de muitas terras, sendo muito rico por isso. Tambem houvera outro irmao do qual nao recordou o nome. E aqui esta o risco de o Pereira da dona Candida ser o mesmo do da Anna Maria, esposa do Clemente, e do da esposa do Modesto Alves Barroso, avo paterno do senhor Moacir. Assunto que comento mais abaixo. Se estas suspeitas se concretizarem, existem possiveis preocupacoes pelas consaguinidades que devemos considerar na formacao das atuais geracoes.

Infelizmente, ele nao soube esclarecer quem foram os pais da Sia Toninha (Antonia Nunes Coelho), esposa do senhor Sebastiao Ferreira Rabello de Magalhaes. Disse que ela era conhecida como Sia Toninha Rabello. Nao se recordava que tivesse o sobrenome Nunes Coelho. Recorda-se que ja a conheceu como uma pessoa idosa. O que faz supor que tenha nascido em torno de 1860, devendo ela ser neta dos ancestrais: Euzebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus.

Informacoes que poderao ser usadas posteriormente sao as de que: varios membros da familia residiram na heranca deixada por Pio Nunes Coelho, que foi a Fazenda do Maya, que ficava mais proxima ao atual Municipio de Senhora do Porto. Esta cidade forma triplice divisa com Sabinopolis e Guanhaes. Fazendo supor que a Fazenda do Maya tenha sido um desmembramento da historica Fazenda do Grama.

Para os descendentes, mencionou que o “padrinho” Ze Coelho era moreno. Expontaneamente lembrou-se que este fora o marido da tia Virginia Marcolina Coelho. O Jose Batista Coelho fora filho do ten. Joao Batista e Maria Honoria Nunes Coelho. Comprova-se o moreno proveniente dos Nunes Coelho. Falecido em 1944, aos 80 anos de idade, deixou boas impressoes de memoria. Claro, muitos netos que estao vivos tambem o conheceram pessoalmente. Eu proprio convivi com o tio Darcy, filho do Ze Coelho e tia Virginia, que tinha uma tonalidade morena de pele.

Nao se recordou, ou nao mencionou, que o mesmo Ze Coelho havia sido marido em primeiro matrimonio da Maria Marcolina Coelho, irma da tia Virginia. Comentou que os Rodrigues Coelho eh que eram os loiros. Maria Marcolina havia falecido em 1904, antes do nascimento do senhor Moacir. Isso da razao ao nao se lembrar. Maria Marcolina eh uma de minhas bisavos maternas via o Jose Coelho Junior, ou Juca Coelho para todo mundo.

Contudo ha um assunto que ficou no ar. Isso porque eu estava tao interessado nas respostas a respeito das familias Nunes Coelho e Barroso que nao fiz a ligacao imediata entre a avo paterna dele e nossos familiares. Quando lhe perguntei quem havia sido avo dele junto com o senhor Modesto Alves Barroso, ele titubeou um pouco. Nao sabia o nome mas nao teve duvida quanto ao apelido. “Todo mundo a conhecia como Sa Cutinha”. Depois acrescentou que a Sa Cutinha era da Familia Pereira, a mesma da avo materna.

Somente depois do fato consumado e o telefone desligado foi que recordei de ja ter ouvido o apelido antes. Alem do mais, num ramo da Familia Pereira do Amaral. Esta na pagina 225 do livro da Ivania Batista Coelho uma filha dos nossos quartavos Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhais identificada apenas por este apelido.

Terei que telefonar novamente para perguntar se o senhor Moacir se lembra do nome de algum irmao dela. Acredito que existe a chance de ele lembrar-se que a Titi (Quiteria Rosa), foi a esposa do Joao Batista Coelho Junior (Joaozinho). E com ele tornou-se a sogra dos Maria Carmelita, Joao e Benjamin Rodrigues Coelho. Estes foram irmaos da sogra dele, tia Josephina Marcolina.

Assim, havia proximidade suficiente para lembrar-se que seria primo dos conjuges dos tios da propria esposa. Os possiveis tios dele, Joaozinho e Titi, faleceram, respectivamente, em 1920 e 1927. Quando ele tinha completado 11 e estava por completar 18 anos de idade. Sao memorias que dificilmente se apagam! Os Rodrigues Coelho tornaram-se netos do Daniel Pereira do Amaral, atraves do casamento da filha deste, Maria Marcolina, com o Antonio Rodrigues Coelho. Mas ainda nos falta saber que grau de parentesco havia entre o avo Daniel e o avo Joaquim Pereira do Amaral, pai da Titi.

Ao que sabemos, todos os Pereira do Amaral mais proximos na familia comecaram sua multiplicacao em Sabinopolis, onde alguns dos descendentes do acoriano Miguel Pereira do Amaral e da brasileira Anna Maria de Jesus estavam instalados desde a fundacao do Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes. Menciona-se que Joaquim Pereira do Amaral iniciou familia la. Tambem o sobrenome Carvalhais da esposa Maria Rosa ajuda a vincular a familia com a cidade. Porem, ja residiam em Virginopolis nos primeiros anos de existencia deste Arraial de Nossa Senhora do Patrocinio de Guanhaes.

Postarei aqui um abreviado da familia dos pentavos Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhais. Talvez algum outro parente nosso, descendente dos que nao conhecemos, possa nos informar quem foram os pais destes dois personagens e nos fornecer dados que nao temos das descendencias dos filhos. Segundo o que esta na pagina 225 do livro: “Arvore Genealogica da Familia Coelho” eles foram pais de:

01. Quiteria Rosa (Titi) do Amaral – Joao (Joaozinho) Batista Coelho Junior
02. Ernesto Pereira do Amaral – Ilidia (tia Nhanha) da Silva Neto
03. Maria Rosa (tia Biquita) Pereira do Amaral – Eloy Perpetuo
04. tia Cutinha
05. Antonio Pereira do Amaral
06. Joao Pereira do Amaral
07. Ilidio Pereira do Amaral
08. Sebastiana Rosa do Amaral – Jose Soares Filho

Destes temos um pequeno acompanhamento dos trisavos Quiteria/Joao Batista e tios Ernesto/Ilidia e Sebastiana/Jose. Nao temos informacoes dos outros alem do que eh mostrado ai.

Por fim, ele insistiu em uma informacao que contrasta com aquela passada pelo senhor Sebastiao Pimenta Barroso no livro “Sabino Barroso, um Estadista das Gerais.” Pela descricao no livro infere-se que a Familia Barroso descrita tornou-se brasileira desde o antigo Joaquim Barroso Alvares. O senhor Moacir afirma que o avo Modesto Alves Barroso era portugues.

Pode ser apenas um engano de impressao, pois, antigamente as pessoas sentiam-se mais confortaveis em descenderem de estrangeiros ao pais. E alguns continuavam sendo conhecidos pelo apelido de “portugues”, mesmo sendo a diversas geracoes brasileiros. Talvez tenha sido algo que o senhor Moacir ouviu dizer em sua juventude, porem, nunca tenha se informado melhor a respeito disso.

Porem, ha uma chance menor de que a filha do Joaquim Barroso, Carlota, tenha se casado com algum portugues e realmente ter tido a familia em Portugal. Depois o filho Modesto ter-se repatriado. E pode ser que tenha sido o unico, pois, dos 6 filhos atribuidos `a Carlota, o senhor Sebastiao apresentou descendencia apenas do proprio Modesto.

Telefonei novamente para o Brasil mas nao tive a oportunidade de conversar novamente com o senhor Moacir. Houve um acidente em Belo Horizonte que deixou uma pessoa da familia machucada. Ele viajou. Tive o privilegio de obter o telefone da casa em que ele estava em BH e pude conversar com a filha dele, dona Helena. Pudemos trocar nossas informacoes e ela ficou de levantar para ele a questao e responder-me via e-mail. Estou aguardando.

Interessante eh que quando a gente conversa com qualquer pessoa da regiao, logo no primeiro contato vem a pergunta: “O seu Barbalho eh o mesmo de tais e tais pessoas?!” Neste caso ja nos identificavamos pelo nosso proprio parentesco. Mas mesmo pessoas que nao tenham ligacoes familiares conhecidas logo mencionam um de nossos parentes para estavebelecer uma conversacao mais solida.

No caso das filhas do senhor Moacir, com as quais conversei, elas logo indagaram se eu era parente da Sonia, filha do tio Murilo Barbalho. Isso porque elas haviam sido colegas de faculdade dela, portanto, tem a ela como referencia mais obvia. Tai uma utilidade da genealogia. Aproximar as pessoas. Tive menos convivencia que elas com a familia do tio Murilo. Embora nos conhecamos por encontros casuais. Nao tive outro contato com as filhas do senhor Moacir senao estes telefonemas. Mas a gente fica confortavel em saber que alem de primos ha essa triangulacao de conhecimentos. Ja consegui mandar recado que podera faze-las reatar as velhas amizades.

Enquanto estou escrevendo tenho me lembrado. A forma mais segura de obtermos resposta se existiram ou nao 2 Clementes. Se houve apenas o Clemente filho do Euzebio e Anna Pinto de Jesus. Quais foram realmente os nomes de todos os filhos etc, poderia ser facilmente resolvida se fosse feito um levantamento dos inventarios da historica Fazenda do Grama.

Ao que parece, ela passou do ancestral Euzebio para o Clemente e o Bento. Segundo a Marinez Torres, passou para o avo dela, Amavel. Assim, sao pelo menos quatro geracoes que podem ser devidamente decifradas por este meio. Outras vias normais de buscas genealogicas seria procurar nos cartorios se existem os Testamentos dos personagens, registrados neles. Os dos avos Euzebio e Anna poderiam ser muito interessantes. Em alguns casos, as pessoas faziam um breve relato genealogico de suas origens, o que incluia a mencao de nomes de pais, avos e procedencia geografica. E deles nos falta quase tudo.

Os registros de casamento do Clemente com a Anna Maria Pereira poderia fornecer bons dados. Contudo, este podera ter sido feito eclesiasticamente, pois ainda nao havia registro civil durante o Imperio. Pode tanto ter ocorrido em Guanhaes quanto em Sabinopolis. E, dependendo da epoca, pode estar nos arquivos do Serro ou de Conceicao do Mato Dentro. Isso porque Guanhaes mudou de maos naquela epoca, porem, Sabinopolis sempre pertenceu ao Serro antes de emancipar-se. `As vezes penso que faltam-me asas para fazer estas buscas!…

Entre os associados `a familia houveram duas pessoas bem conhecidas em Virginopolis que se tornaram centenarias nas ultimas decadas. Foram eles os senhores: Jose de Pinho, que foi mais conhecido pelo apelido de Ze Anastacio, e Gabriel Sebastiao Soares, tambem conhecido como Gabi Gilberto. O senhor Gabi casou-se com representante de familias tradicionais de Virginopolis, sendo ele proprio egresso de uma delas, a Coelho da Silva. A esposa foi a dona Efigenia (Gininha) da Cunha Menezes. Ja o seu Ze Anastacio teve varios filhos casados no familhao. Infelizmente nao tenho o acompanhamento genealogico anterior a este e sua esposa.

 

 

05. EXTENSAO

Estudando por alto a tese “A Nobreza Anda em Bandos”, nao surpreendeu-me a afirmacao do autor que fala a respeito de as elites no antigo processo colonial terem que estar sempre expandindo seus dominios para conter as tensoes em seus meios sociais.

O fato eh que, vindo desde a epoca Medieval, o metodo de dominacao adotado pelos europeus no mundo tinha o vies particularmente agrario. O metodo muito atrasado de agricultura limitava muito o numero de pessoas que poderiam tirar seu sustento da terra. Assim, ou o excedente de populacao se mudava em busca de terrenos virgens ou a superpopulacao levava ao conflito, pois, nao havia como produzir-se mantimentos em quantidade suficiente nos territorios limitados. As unicas outras formas capazes de controlar a ocorrencia de superpopulacao era a baixa longevidade ou as guerras. Dai se explica o porque de tanto se guerrear na Idade Media.

A descoberta do Novo Mundo foi, de certa forma, o grande azar dos portugueses e espanhois. Portugal e Espanha abocanharam muito mais terras do que poderiam colonizar. Ao contrario dos paises mais ao norte que encontraram uma filosofia de vida mais apropriada que foi a industrializacao. E aqui podemos desmistificar algumas hipoteses a respeito do porque Portugal e Espanha continuaram pobres, arrastando junto suas colonias.

Os paises ao norte adotaram a filosofia de que tudo era um desafio, enquanto os dois a de que tudo era problema.

A diferenca entre um e outro pode ser explicada mais ou menos assim. Como os outros nao tinham tanto para onde expandir e suas populacoes continuavam crescendo, surgiram as aglomeracoes urbanas. Imaginem, para que as aglomeracoes nao se tornassem problemas, o desafio era encontrar solucoes. Assim, construir predios para abrigar mais pessoas em um espaco menor foi uma resposta.

Lembrem-se que quanto maior o aglomerado, maior tem que ser a imaginacao e criatividade para superar os desafios. Construir um predio de 3 andares eh um pequeno desafio. O de 50 andares eh desafio maior. Desafios estes que exigem tecnologias novas em relacao `aquela que existia antes de se comecar a construir os predios. Com isso, quanto mais se supera desafios, mais tecnogia eh criada. Dai, eh facil compreender porque a tecnologia tornou-se fruto do encarar-se os desafios e porque os paises se tornaram mais criativos.

Para fazer uma cidade multimilionaria funcionar eh preciso uma engenharia que envolva todo tipo de inovacoes que deem solucoes aos desafios. Alguns deles sao: levar agua potavel a cada residencia (isso ja solucionado pelos romanos ha mais de 2.000 anos atras); construir sistema de esgoto (o que os ramanos tambem ja tinham); distribuir energia eletrica; transportar alimentos pereciveis rapidamente; pavimentar suas vias; oferecer servicos da mais variada natureza, enfim, criar toda uma infraestrutura que responda `as necessidades sem deixar que isso transforme-se em problema.

Enquanto isso, Espanha e Portugal permaneceram em seu sistema medieval. Se a populacao comecava a multiplicar-se, a constituicao de grandes cidades era encarada como problema, pois, dava trabalho e haviam terras disponiveis para que a populacao se dispersar, o que eh usar a lei do menor esforco como solucao facil para os desfios atraves da criacao de um problema.

A descoberta das riquezas naturais faceis, como o ouro, acabaram tornando-se um problema para o desenvolvimento tecnologico destas nacoes. Pois, quando encontravam um desafio, nao se sentiam pressionadas a raciocinar para supera-lo, bastava correr atras de um pouco mais de ouro e comprar a solucao imediata.

Ou seja, ao inves de construir-se navios com a propria tecnologia, recorria-se aos outros paises para compra-los. Criava-se com isso um problema, pois, nao se aprendia a fazer e, com o tempo, havia o desgaste natural do navio cuja solucao era o de comprar outro mais `a frente. Portugal e Espanha foram criativos no inicio da corrida para as Grandes Descobertas, sendo os primeiros a alcancar o Novo Mundo naquela epoca. Depois que encontraram as riquezas, regrediram.

Seguindo o exemplo materno, as elites brasileiras nunca haviam sido pressionadas a crescer. O Brasil eh tao grande que ate hoje, se a populacao for espalhada em todo o territorio nacional, proporcionalmente, dara a impressao de morar-se em um vazio demografico. Se dividirmos os 200 milhoes de habitantes do pais pelos seus 8.5 milhoes de quilometros quadrados, teremos pouco mais de 20 pessoas por quilometro quadrado. Muita gente ja afeicoada `a vida urbana morreria de tedio se isso fosse feito!

Esse foi o grande contratempo que resultou no atraso no qual, ate hoje, o Brasil se encontra mergulhado. Os da minha idade bem se recordarao que ate aos anos 70 a solucao adotada pela ditadura militar para o “problema” economico do pais foi a de invadir territorios ainda nao ocupados como a Amazonia. Ou seja, ainda nao se havia criado a mentalidade de expandir a tecnologia, encarando-se de frente os desafios. Pelo contrario, optou-se mais uma vez por dar as costas aos desafios, transformando-os em problemas.

Nos sabemos que territorios novos ocupados sempre tem algo a oferecer. A derrubada da floresta amazonica, por exemplo, deve ter feito muita gente rica. Porem, esta nao eh uma forma sustentavel de desenvolvimento porque o que vem da natureza tem um limite de sustentabilidade. Se a derrubada da Amozonia tivesse continuado no passo que comecou, ja nao teriamos a floresta mais, pois, a natureza nao teria capacidade de recompor-se. Assim, a riqueza facil ja teria sido consumida e o que sobraria seria a pobreza ainda maior para a atual geracao.

Portanto, quando alguem perguntar como e porque o rico Brasil tem uma populacao tao pobre, pode-se responder sem medo de errar. Porque os brasileiros tiveram uma heranca natural grande demais e as elites do passado fizeram opcao por nao construir televisoes, computadores, carros, navios, programas com tecnologia propria e sim comprar e deixar que outros “mais inteligentes” explorassem seu mercado.

Por causa disso os brasileiros estao presos ao ciclo vicioso de sempre estarem usando uma tecnologia que compraram no passado e que, por vencer o prazo de validade, sempre terao que comprar tecnologias mais avancadas de outros. Em poucas palavras, o Brasil eh pobre porque eh dependente dos outros. Gracas ao baixo indice de sabedoria que herdou.

Alguns poderao dizer que se o meu raciocinio estivesse correto, os Estados Unidos tambem seriam pobres. Mas eu digo que nao necessariamente. Cada pais tem a sua propria Historia. No seculo XIX as discrepancias nao eram tao enormes. Os Estados Unidos nao eram tao ricos. E com a proximidade dele em relacao `a Europa, atraiu muito mais populacao. O Brasil entrou no seculo XX com 17 milhoes de habitantes enquanto que os Estados Unidos ja tinham 70 milhoes. O territorio util americano eh bem menor do que o do Brasil.

Os americanos ja haviam cometido todos os erros que os brasileiros ainda iriam repetir durante aquele seculo. Porem, encararam isso como desafio e retificaram seus caminhos. Ao contrario dos que ignoram a Historia e repetem os mesmos erros do passado!

Dai, enquanto o Brasil estava estacionado os Estados Unidos nao pararam. Duas coisas que observo aqui eh que, nos ultimos anos os saudosistas americanos tem provocado algum atraso no pais, o que esta permitindo que paises antes atrasados estejam competindo com eles agora. Pode ser que os Estados Unidos tenham entrado num ciclo semelhante ao que aconteceu com Portugal, Espanha, posteriormente com a Inglaterra e atualmente com o Japao, ou seja, pararam para descansar e outros que estavam correndo atras os superaram.

Que de agora para frente talvez as proximas geracoes brasileiras possam refletir a respeito deste assunto e passar a encarar as dificuldades apenas como desafios que pedem reflexoes e solucoes e nao problemas que nunca serao resolvidos.

 

 

06. VIA DOLOROSA

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

Indico o endereco acima, principalmente no que pode ser lido no inicio do capitulo 06 do texto ali postado. Nele relato a suspeita de as Familias Coelho da regiao poderem ter-se tornado portadoras de gens que podem estar levando a muitos membros delas a sofrer a situacao conhecida medicamente como ELA – 8. Trata-se da Esclerose Lateral Amiotrofica.

Nao temos ainda o comprovante que este seja o mal que provoca o conhecido na familia como: “andar claudicante dos Coelho”. Nao se trata de algo contagioso. Nem por isso deixa de ser grave para os portadores. Geralmente manifesta-se a partir dos 50 anos de idade. Pode ser muito antes ou nao se manifestar. De qualquer forma, pode levar a diversos graus de gravidade, causando paralisia (entrevamento como antigamente se dizia) dos membros inferiores e tambem de outras partes do corpo, podendo tornar-se a causa da morte de muitos pacientes.

Sabe-se que os gens estao disseminados em toda a populacao mundial. Em populacoes pouco consanguineas a situacao aparece esporadicamente. Mas surge como em uma epidemia em populacoes consanguineas portadoras. Essa situacao se da porque se um parente eh portador, a probalidade de outros tambem o serem eh grande. Quando os parentes se casam a manifestacao na descendencia torna-se mais frequente.

Como enfrentar a situacao? Devemos encara-la como um desafio, nao como problema. Para nos que somos suspeitos ou ja manifestamos sinais, o melhor sera procurar os especialistas e seguir-lhes as determinacoes. Aos jovens cabe procurar evitar casar-se, ou ter filhos, com consanguineos para evitar que passe-se a condicao para os filhos. Mesmo que nao seja facil essa precaucao, aparentemente tao simples e logica, podera evitar centenas de outras condicoes geneticas que podem tornar a nossa descendencia vulneravel.

Eu sou portador de dores intensas em minhas costas. Em um exame nao especifico de ultrassonografia revelou-se que o interior da minha coluna vertebral esta se fechando gradativamente, o que resulta em compressao da medula cervical. Dai, vez por outra, fico atacado por dores do tipo lombares, cervicais e tambem na cabeca. Coisas que podem ou nao ser consequencia de ser fruto de diversos matrimonios consanguineos. Somente um estudo muito especializado poderia determinar isso.

Nao sei o quanto as pessoas se lembram das coisas que aconteciam ha 50 anos atras, ou nem tanto, em relacao aos portadores de algumas deficiencias. Um caso bem especifico que me lembro era a dos portadores da Sindrome de Down. As pessoas afetadas por ela eram quase que automaticamente descartadas como indesejaveis. Um estorvo nos ombros dos familiares. Faltava respeito humano e sensibilidade. Ninguem acreditava no potencial dessas pessoas.

Claro, os pais que conviviam com a situacao muitas vezes percebiam que os individuos tinham sim algum potencial. Contudo, massacrados pela opiniao publica, tinham vergonha de expor os individuos com a condicao. Automaticamente nao se investia em escolas, nao existia uma didatica especifica para enfrentar a situacao.

Mas o amor transforma! Maes e pessoas ligadas `a assistencia social comecaram a formar associacoes de apoio e suporte aos portadores e seus familiares. Atualmente os portadores sao integrados `a sociedade e podem desenvolver seus potenciais. Mas nao foi facil superar todos os preconceitos e, claro, ainda nao foi possivel erradica-los. Sempre haverao pessoas que por desinformacao ou maldade sempre irao olhar apenas para o que falta, o que eh a menor parte, do que para o ser humano.

O grande merito da questao ai foi reconhecer que a condicao nao era o problema que se apregoava. Era apenas um desafio que poderia ser conquistado.

Atitude semelhante se revela com a criacao das Associacoes de Alcoolicos Anonimos. Reconhecia-se a situacao apenas como um problema. Era como se os alcolatras tivessem nascido para nao possuir nenhum controle sobre seu vicio. Mas o importante foi encontrar uma chave da questao, ou seja, as pessoas nao conseguem deixar a condicao sem uma ajuda externa. Muita gente pode e esta sendo recuperada, gracas ao trabalho voluntario de pessoas que encararam a situacao como um desafio e nao como um problema.

Gostaria de dizer em primeira mao que nao sou especialista em nenhum desses assuntos. Tenho conhecimentos soltos de alguma coisa e outra. Portanto, o que eu disser nao deve ser tomado como opiniao academica. O que vou procurar eh usar o senso, um certo nono sentido, que tenho para determinadas coisas. Mesmo assim, tudo o que eu disser carecera da bencao de pessoas ligadas `a situacao.

Durante meus contatos para decifrar os meandros da genealogia da Familia Barroso da nossa regiao ouvi duas mencoes a que um de seus ramos “eh dada a suicidios”. Nao sei dizer se ha algum estudo afirmando que haja alguma correlacao genetica e este tipo de desafio. Afinal, suicidios acontecem em todas as familias. O que preocupa mais sera a incidencia mais elevada.

Ao meu ponto de vista existem condicoes circunstanciais que levam ao suicidio. Neste caso, nao havera necessariamente um vinculo genetico. Aqui nos Estados Unidos por exemplo estamos passando por uma verdadeira epidemia de suicidios. Quando os casos acontecem compassados, numa frequencia que chamamos de “normal”, isso eh classificado como endemico. Mas quando a frequencia acontece duas, tres ou mais vezes acima dessa “normalidade” chamamos de epidemia.

E a epidemia aqui esta visivelmente relacionada `as guerras que os reservistas tem sido submetidos. O pais esteve envolvido ultimamente nas guerras: do Golfo Persico, do Iraque, do Afeganistao e contra o terrorismo. Milhoes de pessoas foram enviadas, lutaram por algum tempo e retornaram. O total de mortes nao ultrapassou a 20.000 soldados e associados. O numero de feridos foi muitissimo maior.

Contudo existe um terceiro grupo que parece ser o maior. Trata-se das pessoas acometidas pelo P.T.S. D. A sigla em ingles traduz Post-Traumatic Sindrome Disorder, ou, uma sindrome que causa desordem de comportamento em pessoas que sofreram algum trauma. Esse problema ja foi detectado em outros tempos e foi chamado de “neurose de guerra”. As pessoas se ausentam do campo de batalha, porem, a guerra nao sai de dentro delas.

Mesmo em locais calmos elas permanecem alertas como se algo estivesse lhes dizendo que estao sendo vigiadas. Se uma pessoa tiver em um local muito frequentado como uma grande loja e um servente da limpeza deixar um balde rolar nas escadas, produzindo barulho, a pessoa ira pensar que esta havendo um ataque e agira conforme foi treinada, buscando protecao, porem, com todos os prejuizos que o stress pode causar. As pessoas se tornam de relacionamento dificil, frequentemente parecem estranhas a seus familiares.

E isso ocasiona todo um transtorno em suas vidas. Frequentemente se divorciam. Na falta de empregos tem tendencias a buscar o alcoolismo e o uso de drogas como refugio.

Muitas pessoas nesta situacao procuram esconde-la, pois, se procurarem ajuda poderao ser preteridas na ascensao em suas carreiras. Ate ha pouco tempo atras a P.T.S.D. nao era reconhecida nos meios militares. Era tratada como se a pessoa fosse louca. Nao se reconhecia a causa e nem que houvesse tratamento que revertesse a situacao. Com isso a frustracao levando a muitos suicidios e algumas vezes a ataques de loucura, como a que aconteceu ha poucos dias no Fort Hood. Alias, este Fort eh repetente neste tipo de casos.

Claro eh que esta havendo ai uma condicao circunstancial. Acredito que ninguem fez um estudo para procurar descobrir se as pessoas atacadas possuem gens que favorecam `a condicao. Pode ser que as pessoas enviadas `as guerras e que sao afetadas ja possuiam a precondicao, e a condicao de stress apenas acelerou a manifestacao. Acredito que estudos precisam ser feitos.

De propria experiencia posso afirmar apenas que o suicidio eh por si mesmo um desafio monumental pelo tanto que fere as pessoas ligadas aos suicidas. Digo isso porque um primo suicidou na epoca em que eu era crianca. A sensacao foi terrivel para mim. Imagino que para os pais e familiares a situacao foi tremendamente dificil de superar, se eh que isso foi possivel. Os pais devem ficar eternamente com o sentimento de culpa, embora nao haja culpa identificavel de ninguem. O mesmo devera se dar com os parentes mais proximos. Os conhecidos certamente ficam traumatizados.

Nao creio que ai cabe culpa a ninguem. Principalmente se o suicidio tiver algum componente genetico. Porem, mesmo que haja o componente genetico, havera que se verificar quanto possivel eh evitar a sua manifestacao. No caso da condicao circunstancial parece que eh possivel evitar-se. O problema da epidemia aqui foi que o pais tem experdicado tanto dinheiro em guerras e mas administracoes economicas que faltou dinheiro para prestar assistencia aos veteranos de guerra.

Eh sempre assim! A corda arrebenta mesmo nas maos dos mais fragilizados. E olha que as pessoas vao `a guerra pensando que estao prestando o maior servico `a sua nacao, jamais pensam que a nacao nao lhes sera grata pelos riscos corridos.

Quanto `a condicao poder ter algum componente fortemente circunstancial podemos tomar a informacao de que os suicidios sao mais frequentes em populacoes que sofrem grau maior de pressao competitiva. Muita gente pode pensar que os paises ricos sao paraisos. Mas a verdade eh que nestes a filosofia do ter torna-se mais impositiva que a do ser. Principalmente os jovens sao lancados uns contra os outros no intuito de tornarem-se mais competitivos e vencedores.

O problema eh que a economia funciona em forma de piramide. Somente uns poucos alcancarao o topo. Muita gente sera submetida a condicao inferior sem a correspondente conformacao com isso. O resultado eh a frustracao e uma das formas de fugir ao desafio torna-se o suicidio. Apesar do sucesso de certas economias como a do Japao e da Coreia, estes paises estao entre os recordistas em suicidios.

Em relacao ao caso dos familiares Barroso, sei que nao eh o unico. Alguns membros da Familia Figueiredo da area de Virginopolis e Divinolandia tambem foram acometidos pela condicao. Entre os Figueiredo lembro-me de pelo menos tres casos relatados. O que eh mais do que o numero de casos que ouvi falar entre os que nao assinavam Figueiredo.

Quando qualquer condicao esta ligada a algum sobrenome, a tendencia eh realmente haver algum vinculo genetico. Ha aqui que se lembrar que a maioria das condicoes geneticas podem estar presentes em populacoes consideradas normais. Porem eh preciso que haja algum estimulo ambiental para que ela se manifeste.

Nisso posso citar um exemplo bem pratico que tenho noticia. Um pesquisador aqui dos Estados Unidos estuda a condicao da psicopatia. Psicopatas sao pessoas que desenvolvem um quadro que sao incapazes de se vincular emocionalmente a seus semelhantes, o que acaba permitindo que cometam os piores crimes possiveis. Como nao ha como afirmar que uma pessoa eh ou nao psicopata com antecipacao, o pesquisador recorreu ao estudo dos cerebros daqueles que ja haviam manifestado a situacao, haviam sido presos, condenados e, depois de mortos, recolheram-lhes os cerebros para os estudos.

Foi encontrado em todos os cerebros uma deformacao. Uma parte do cerebro nao era funcional. Entao, ficou estabelecido que quem tivesse a mesma deformacao seria candidato a manifestar a condicao. Mas para confirmar a condicao era preciso analisar-se cerebros de pessoas normais, para saber se havia a presenca da deformacao em pessoas que nao manifestam o quadro. O cientista fez diversas ultrassonografias em outras pessoas, inclusive da propria familia.

Quando chegaram os resultados, descobriram que apenas um dos cerebros analisados continha a mesma deformacao. Neste caso, para fins cientificos, o cerebro estava identificado apenas por um numero, para nao sofrer interferencias de fundo emocional dos analistas. Identificada a deseformacao e seu numero, foram identificar a pessoa. Nao era outra senao o proprio pesquisador. E, entao, como ele nao desenvolveu a situacao e por outro lado transformou-se num pesquisador?!

Baseado no historico dos psicopatas condenados ele verificou que todos haviam sofrido abusos durante seu desenvolvimento. Entao ele desenvolveu a teoria baseada em sua propria experiencia de vida. Ou seja, nasceu numa familia com poucos filhos onde houve um primeiro nascimento e uma sequencia de abortamentos. Quando ele nasceu havia uma distancia entre ele e o primeiro nascido. Houve outra sequencia de abortamentos antes de nascer o proximo irmao.

Devido aquela condicao de ter sido a esperanca e a concretizacao dos sonhos da familia, todos dedicavam a ele muita atencao e amor. Era o queridinho da familia por assim dizer. Levantou entao a teoria de que a condicao pode existir e nao se manifestar por causa do ambiente amoroso. Ja a situacao de abuso seria a responsavel pela inducao da manifestacao. Este encontro ainda nao eh conclusivo neste caso porque as amostras analisadas nao sao suficientes em numero para dar um diagnostico cientificamente comprovado. Os estudos continuam.

Bom, no caso dos suicidios nas Familias Barroso e Figueiredo, haveria muita coisa a ser estudada. Isso porque pode ser ate que o gen que possivelmente existe nao seja inerente aos sobrenomes atacados. Para determinar-se isso com certeza haveria que fazer-se um estudo genealogico amplo, pois, sera possivel que algumas outras familias possuam o gen, com ou sem a manifestacao. E pode ate ser que a manifestacao nessas familias tenha tornado possivel porque ramos delas sejam aparentados com uma terceira fonte. Entao, seria preciso encontrar a fonte.

Ate mesmo antes de fazer-se a pesquisa genealogica seria preciso agir como aconteceu no caso das familias com criancas portadoras da Sindrome de Down. Premente sera fazer-se uma associacao. Entendo que sera muito doloroso para os familiares dos suicidas se abrirem a respeito dos casos acontecidos nas familias. Mas ha o caminho que transforma a situacao em problema e o caminho que a transforma em desafio. Aqueles que pensarem que tudo eh problema, ficarao confinados em seus casulos `a espera do proximo que cometera suicidio.

Ja os que adotarem o caminho do desafio, superarao os obstaculos e, possivelmente, encontrarao alguma solucao.

Nao digo que esta solucao vira facilmente. Pela experiencia que tenho posso dizer que podera passar uma geracao inteira em busca do que nao chegara para nos. Entre o levantamento genealogico, o despertar do interesse de especialistas para estudar o caso, o fazer as pesquisas e encontrar formas de elas serem financiadas, encontrar os indicios, testar, confirmar, apresentar sugestoes, realizar novas pesquisas e chegar aos resultados, o trabalho sera intenso e cansativo.

Porem, sera a unica forma de apresentar um resultado que garantira alternativas para as futuras geracoes. Tudo eh desafio. So nao ha superacao quando nao se trabalha para isso.

Compreendo que o preconceito eh um dos maiores empecilhos para a tomada de atitude. As familias envolvidas devem sentir a estigmatizacao da sociedade. Eh dificil realmente enfrentar o apontar de dedos. Mas as pessoas afetadas por qualquer que seja a condicao nao podem permitir que o estigma lhes carimbe a pele. Nao importa qual seja a condicao que tenhamos que enfrentar, o carimbo do estigma deve marcar os preconceituosos que apontam os dedos, pois, estes sao apenas “macacos que sentam nos proprios rabos para falar do rabo dos outros”.

Felizmente, na Terra nao existe raca ou diferenca genetica suficiente entre os seres humanos para dizer-se que uns sejam de um planeta e outros de outro. Meus estudos genealogicos tem me mostrado que existe uma unica raca e uma unica familia na Terra, ou seja, esta eh a humana. Quem pensa que nao existe situacoes a serem superadas em sua propria familia, nao o faz nem por via de conhecimento e muito menos por via de sabedoria. Trata-se apenas de ignorancia regada a hipocrisia.

 

 

 

07. GENEALOGIA COMPRIMIDA DAS FAMILIAS DOS VIDALONGAS.

Precisamos demonstrar o quanto entrelacadas as familia da regiao estao. Claro, utilizarei aqui de alguns extremos. Embora nao sejam os extremos da consanguinidade que temos na familia como um todo. Postarei alguns resumos genealogicos de familias para que possamos observar a danca dos entrelacamentos em primeiro lugar.

Mas tambem a estrategia de enxugar as genealogias, pois, o pouco que postarei ja sera um pouco complicado para quem nao conheceu ou teve noticias dos personagens. Procurarei postar principalmente o resumo que abrange a maioria das pessoas mostradas na lista dos mais longevos da familia. Assim, poderemos acompanhar o grau de parentesco que ha entre cada um.

E, futuramente, algum geneticista podera usar este esquema para observar se existe alguma influencia na longevidade e algum dos sobrenomes aqui apresentados. Quase todos os personagens sao Coelho de Magalhaes ja constatado, a marioria eh, simultaneamente, Nunes Coelho e boa porcentagem eh “de Magalhaes Barbalho”. Infelizmente, ainda nao temos um acompanhamento mais amplo do sobrenome Barroso, porem, destaquei o maximo que pude os familiares que tem esta assinatura entre seus ancestrais.

Tambem o nosso acompanhamento da familia do casal Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira eh muito limitado. Tenho para mim que, naturalmente, pelo grande numero de componentes na atualidade, essa descendencia estara tao dispersa pelo mundo quanto todas as outras. Mas creio que as primeiras geracoes aglomeraram-se em Guanhaes. E sera bem possivel cruzar-se com essa descendencia sem fazermos ideia de quem seja.

Esse eh um dos problemas que afetam a nossa memoria muito raza de nossos ancestrais. Todo mundo ja ouviu pelo menos falar os nomes dos proprios avos. A partir dos bisavos a maioria das pessoas pensa que nao ha necessidade alguma guardar. Contudo, postei na genealogia abaixo os exemplos de nossos primos: 78. Rosany Barbalho Leite – 79. Wander Jose Leite e 80. Trajano (Tata) Moreira Magalhaes Barbalho e 81. Ursula Coelho Serra Goncalves.

Ate ha pouco tempo atras eu nao tinha noticias de que a Rosany e o Tata descendiam do casal Clemente e Anna Maria. Descobri que o Wandinho descende, simultaneamente, do casal 07. Francisca Eufrasia e 08. Ten. Joaquim Nunes Coelho. Todos descendem em menor dosagem do Clemente que nasceu no inicio do seculo XIX e que pode ser o mesmo marido da Anna Maria ou filho daquele.

Agora sabemos o risco de Rosany e Tata descenderem uma vez mais do casal: 104. Joaquim Pereira do Amaral – 105. Maria Rosa dos Santos Carvalhais, o que a Ursula tambem eh. Nao sei com qual grau de preocupacao devemos encarar esse desafio de sabermos que todas as pessoas ao nosso redor sao potenciais nossas parentes muito mais proximo do que imaginamos. Sei apenas que continuarmos desconhecendo o que se passou em nossa genealogia para planejarmos o futuro de nossos filhos, sera um alto grau de irresponsabilidade.

Observem tambem que nem todas as pessoas que aparecem na lista dos mais longevos entraram aqui neste resume. Dona Maria Balbina Pires, por exemplo, era consanguinea dos familiares Rodrigues Coelho pelos componentes familiares: Borges Monteiro, Pereira do Amaral e Pimenta Vaz Barbalho. Contudo, eu teria que extender muito a genealogia para ela aparecer.

Tambem faltou-me postar o componente que forma o ramo familiar dos senhores Gabriel Coelho de Oliveira e das irmas Emidia e Vita de Souza Figueiredo. O senhor Gabriel era neto tanto do casal: 33. Anna Honoria Coelho – 34. Candido de Oliveira Freire, quanto do Emygdia Honoria Coelho e Amaro de Souza Silva. Ele era filho do casal: Fernando Coelho de Oliveira e Luiza de Souza Coelho, que eram primos em primeiro grau, ja que tias Anna e Emygdia eram irmas. Ja as irmas Emidia e Vita, que estao vivas, foram filhas do casal Joao de Souza Coelho e Genoveva Fausta de Figueiredo, sendo que o senhor Joao era irmao da Sa Luiza.

Faltou-me postar tambem aqui: Joao Coelho, filho de: 37. Jose (Ze Coelho) Batista Coelho e 39. Virginia Marcolina Coelho; Murillo Coelho, filho de: 135. Jose (Juca Coelho) Coelho Junior – 136. Davina Magalhaes, e Hugo de Magalhaes Barbalho filho de: 139. Cecy Marcolina Coelho – 140. Marcial de Magalhaes Barbalho. Assim torna-se possivel determinar as relacoes parentais entre quase todos os membros da lista apresentada no capitulo 04.

Nao postei isso na genealogia abaixo porque o esquema ja estava comecando a ficar embaralhado. Fiz um esquema de numeracao completamente do costumeiro feito em genealogias. Porem, acredito que a ordem numerica comecando do numero 01 e seguindo favorecera ao entendimento mesmo daqueles que nao estao acostumados a lidar com a disciplina. A ideia eh facilitar. Cada pessoa tem seu numero. Quando elas aparecem repetidas vezes, os numeros se manterao. Entao, bastara verificar na sequencia e descobrir as origens.

A ideia aqui eh deixar essa pequena fonte de consulta para quem for ler este texto e desejar informar-se melhor de como se encaixam as pessoas mencionadas na Arvore Genealogica. Nenhuma das familias ficaram completas neste resumo por causa da sua simplificacao. Quem desejar ter um quadro mais completo podera servir-se do que ja temos no site http://www.geneaminas.com.br. Alguns dados ainda precisam efetivacao la para que as ligacoes sejam feitas para facilitar a navegacao e compreensao. Isso sera feito em breve.

Segue, entao, esta pequena genealogia:

01. Alferes, Jose Coelho de Magalhaes – 02. Eugenia Rodrigues da Rocha, pais de:

03. Capitao, Jose Coelho da Rocha – 04. Luiza Maria do Espirito Santo
05. Capitao, Joao Coelho de Magalhaes – 06. Bebiana Lourenca de Araujo

03. Capitao, Jose Coelho da Rocha – 04. Luiza Maria do Espirito Santo, pais de:

07. Francisca Eufrasia de Assis – 08. ten. Joaquim Nunes Coelho
09. Ten. Joao Batista Coelho – 10. Maria Honoria Nunes Coelho
11. Eugenia Maria da Cruz – 12. capitao, Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho
13. Ten. Antonio Rodrigues Coelho – 14. Maria Marcolina Borges do Amaral

07. Francisca Eufrasia de Assis – 08. ten. Joaquim Nunes Coelho, pais de:

15. Joaquim (Quinsoh) Nunes Coelho – 16. Sebastiana Honoria Coelho
17. Jose Nunes Coelho – 18. Emigdia de Magalhaes Barbalho
19. Joao Nunes Coelho – 20. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho
21. Miguel Nunes Coelho – 22. Abrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho
23. Luiza Nunes Coelho – 24. Luiz Furtado Leite

09. Ten. Joao Batista Coelho – 10. Maria Honoria Nunes Coelho, pais de:
25, 27, 31, 33, 35, 37

25. Joao Batista Coelho Junior – 26. Quiteria Rosa (Titi) do Amaral
27. Antonio Paulino Coelho – 28. Julia Salles Coelho, pais de:
29. Dimas Batista Coelho – 30. Maria Magdalena (Sinha) Coelho
31. Sebastiana Honoria Coelho – 32. Joaquim (Quinsoh) Nunes Coelho
33. Anna Honoria Coelho – 34. Candido de Oliveira Freire, pais de:
57. Marina (Nenen) Coelho de Oliveira – 56. Daniel Rodrigues Coelho
35. Antonia Honoria Coelho – 36. Pedro de Magalhaes Barbalho
37. Jose (Ze Coelho) Batista Coelho – 38. Maria Marcolina (Sa Quinha) Coelho
‘ – 39. Virginia Marcolina Coelho

11. Eugenia Maria da Cruz – 12. cap. Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho

18. Emigdia de Magalhaes Barbalho – 17. Jose Nunes Coelho
20. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalyho – 19. Joao Nunes Coelho
36. Pedro de Magalhaes Barbalho – 35. Antonia Honoria Coelho
40. Marcal de Magalhaes Barbalho – 41. Ercilia Coelho de Andrade
42. Candida de Magalhaes Barbalho – 43. Joao Batista de Magalhaes
22. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho – 21. Miguel Nunes Coelho

13. Antonio Rodrigues Coelho – 14. Maria Marcolina Borges do Amaral, pais de:

44. Lindolpho Rodrigues Coelho – 45. Marcolina (Marca) Nunes Coelho
46. Altivo Rodrigues Coelho – 47. Vitalina (Nhanha) Nunes Coelho
48. Josephina Marcolina Coelho – 49. Pio Nunes Coelho
38. Maria Marcolina (Sa Quinha) Coelho – 37. Jose (Ze Coelho) Batista Coelho
50. Joao Rodrigues Coelho – 51. Olimpia Coelho do Amaral
52. Luiza Marcolina Coelho – 53. Emidio Ferreira da Silva
54. Angelina Marcolina Coelho – 55. Joao (Janjao) Ferreira da Silva
56. Daniel Rodrigues Coelho – 57. Marina (tia Nenen) Coelho de Oliveira
39. Virginia Marcolina Coelho – 37. Jose (Ze Coelho) Batista Coelho
58. Benjamin Rodrigues Coelho – 59. Julia (Nhazinha) Coelho do Amaral
60. Maria Carmelita Coelho – 61. Simao Batista Coelho

62. Clemente Nunes Coelho – 63. Ana Maria Pereira, pais de:

64. Knesvita Nunes Coelho – 65. Benicio Alves Barroso
66. Aneglia Nunes Coelho – 67. Pedro Barroso Alves
47. Vitalina (Nhanha) Nunes Coelho – 46. Altivo Rodrigues Coelho
45. Marcolina (Marca) Nunes Coelho – 44. Lindolpho Rodrigues Coelho
49. Pio Nunes Coelho – 48. Josephina Marcolina Coelho

68. Modesto Alves Barroso – 69. Sa Cutinha Pereira, pais de:

65. Benicio Alves Barroso – 64. Knesvita Nunes Coelho
67. Pedro Barroso Alves – 66. Aneglia Nunes Coelho
70. Adelaide Alves Barroso – 71. Severiano Guimaraes, pais de:

72. Nair Barroso Guimaraes – 73. Aristides Nunes Coelho

65. Benicio Alves Barroso – 64. Knesvita Nunes Coelho, pais de:
74, 82.

74. Dinah Nunes Barroso – 75. Antonio Moreira, pais de:

76. Railda Moreira Barbalho – 77. Ozanan de Magalhaes Barbalho, pais de:

78. Rosany Magalhaes Barbalho – 79. Wander Jose Leite
80. Trajano (Tata) de Magalhaes Barbalho – 81. Ursula Coelho Serra Goncalves

82. Enio Nunes Barroso – 83. Maria da Conceicao da Rocha, pais de:

84. Maria das Gracas Barroso Rocha – 85. Dr. Jose Geraldo Braga da Rocha

67. Pedro Barroso Alves – 66. Aneglia Nunes Coelho, pais de:

86. Graciema Nunes Barroso – 87. Lauro Nunes Coelho
88. Zulmira Coelho Barroso – 89. Ciro Nunes Coelho
90. Zilah Nunes Barroso – 91. Darcy Nunes Coelho
92. Moacir Nunes Barroso – 93. Jandira Nunes Coelho

47. Vitalina (Nhanha) Nunes Coelho – 46. Altivo Rodrigues Coelho, pais de:

94. Maria Magdalena (Sinha) Coelho – 95. (*) Dimas Batista Coelho, pais de:
96. Maria Jose (Zeze) Coelho – 97. Otacilio de Magalhaes Barbalho
98. Hercy (Zinho) Rodrigues Coelho – 99. Odeth de Magalhaes Barbalho
100. Adalgisa Coelho – 101. Anisio Rodrigues Coelho

(*) 95. Dimas Batista Coelho era filho de 27. Antonio Paulino Coelho e 28. Julia Salles Coelho. Julia foi a primeira filha do 13. ten. Antonio Rodrigues Coelho, porem, com Anna Girou Bonnefoi, nao com a esposa, 14. Maria Marcolina Borges do Amaral.

45. Marcolina (Marca) Nunes Coelho – 44. Lindolpho Rodrigues Coelho – Existirao alguns encontros dessa descendencia com outros membros da familia. Um exemplo eh o casamento do bisneto, Sebastiao Eneias Moreira Coelho com Marcilia de Magalhaes Barbalho. Marcilia eh bisneta do casal 37. Jose (Ze Coelho) Batista Coelho e 38. Maria Marcolina (Sa Quinha) Coelho.

49. Pio Nunes Coelho – 48. Josephina Marcolina Coelho

73. Aristides Nunes Coelho – 72. Nair Barroso Guimaraes
102. Alzira Nunes Coelho – 103. Ulisses Nunes Coelho
89. Ciro Nunes Coelho – 88. Zulmira Coelho Barroso
91. Darcy Nunes Coelho – 90. Zilah Nunes Barroso
87. Lauro Nunes Coelho – 86. Graciema Nunes Barroso
93. Jandira Nunes Coelho – 92. Moacir Nunes Barroso

104. Joaquim Pereira do Amaral – 105. Maria Rosa dos Santos Carvalhais, pais de:

69. Sa Cutinha Pereira – 68. Modesto Alves Barroso (possivelmente)
26. Quiteria Rosa (Titi) do Amaral – 25. Joao Batista Coelho Junior, pais de:
51, 59, 61, 129

51. Olimpia Rosa Coelho do Amaral – 50. Joao Rodrigues Coelho, pais de:
106, 116, 118, 127

106. Zulmira Coelho de Magalhaes – 107. Trajano de Magalhaes Barbalho, pais de:
77, 97, 99, 108, 110, 114

99. Odeth de Magalhaes Barbalho – 98. Hercy (Zinho) Rodrigues Coelho
97. Otacilio de Magalhaes Barbalho – 96. Maria Jose (Zeze) Coelho Barbalho
108. Odon de Magalhaes Barbalho – 109. Maria Judith Coelho Barbalho
110. Odila Barbalho Coelho – 111. Eurico Batista Coelho, pais de:

112. Ivania Batista Coelho – 113. Euler (Nego) Moraes

114. Ovidio de Magalhaes Barbalho – 115. Gilda Coelho Barbalho
77. Ozanan de Magalhaes Barbalho – 76. Railda Moreira Barbalho

116. Sinval Rodrigues Coelho – 117. Maria (Maricas) Coelho de Magalhaes
118. Otaviano (Tavico) Rodrigues Coelho – 119. Petrina Coelho de Oliveira, pais de:

120. Nayde Coelho Serra – 121. Addison (Ioio) da Costa Serra, pais de:

122. Maria Silvia Coelho Serra – 123. Socrates de Assuncao Goncalves, pais de:

124. Ursula Coelho Serra Goncalves – 125. Trajano (Tata) de Magalhaes Barbalho

127. Maria Jose (Zeze) Coelho de Magalhaes – 128. Otavio Coelho de Magalhaes

129. Evencio Batista Coelho – 130. Emydia Magalhaes

33. Anna Honoria Coelho – 34. Candido de Oliveira Freire, pais de:

57. Marina (Nenen) Coelho de Oliveira – 56. Daniel Rodrigues Coelho, pais de:

119. Petrina Coelho de Oliveira – 118. Otaviano (Tavico) Rodrigues Coelho
131. Olga Coelho de Oliveira
132. Elsa Coelho de Oliveira
133. Dimas Rodrigues Coelho – 134. Maria Aparecida (Cidinha) Magalhaes Barbalho

37. Jose (Ze Coelho) Batista Coelho – 38. Maria Marcolina (Sa Quinha) Coelho, pais de:
135, 139

135. Jose (Juca Coelho) Coelho Junior – 136. Davina Magalhaes, pais de:

109. Maria Judith Coelho Barbalho – 108. Odon de Magalhaes Barbalho, pais de:

137. Valquirio de Magalhaes Barbalho – 138. Maria da Penha Andrade Barbalho

139. Cecy Marcolina Coelho – 140. Marcial de Magalhaes Barbalho, pais de:

134. Maria Aparecida (Cidinha) Magalhaes Barbalho – 133. Dimas Rodrigues Coelho

40. Marcal de Magalhaes Barbalho – 41. Ercilia Coelho de Andrade, pais de:
22, 141, 144, 107, 153

141. Onesimo de Magalhaes Barbalho – 142. Marietta Nunes Rabello, pais de:
143. Marilia de Magalhaes Barbalho
144. Helio de Magalhaes Barbalho – 145. Cremilda Coelho

146. Vita de Magalhaes Barbalho – 147. Joaquim (Quinquim) Soares de Oliveira, pais de:
148. Maria das Merces Soares
149. Maria da Gloria Soares – 150. Nilson Saraiva Pontes

107. Trajano (Cista) de Magalhaes Barbalho – 106. Zulmira Coelho de Magalhaes
140. Marcial de Magalhaes Barbalho – 139. Cecy Marcolina Coelho
151. Olga de Magalhaes Barbalho – 152. Francisco de Oliveira Catao

153. Candida de Magalhaes Barbalho – 154. Joao Batista de Magalhaes, pais de:

130. Emydia Magalhaes – 129. Evencio Batista Coelho
136. Davina Magalhaes – 135. Jose (Juca Coelho) Coelho Junior
117. Maria (Maricas) Coelho Magalhaes – 116. Sinval Rodrigues Coelho

22. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho – 21. Miguel Nunes Coelho, pais de:

152. Bispo, Dom Manoel Nunes Coelho
153. Notel Nunes Coelho – 154. Maria Izabel Rodrigues, pais de:

155. Mons. Omar Nunes Coelho

61. Simao Batista Coelho – 60. Maria Carmelita Coelho, pais de:

156. Diva Coelho – 157. Antonio Lucio de Oliveira
111. Eurico Batista Coelho – 110. Odila Barbalho Coelho
145. Cremilda Coelho – 144. Helio de Magalhaes Barbalho

59. Julia (Nhazinha) Coelho do Amaral – 58. Benjamin Rodrigues Coelho, pais de:

158. Graciola Coelho Braga – 159. Geraldo de Oliveira Braga

129. Evencio Batista Coelho – 130. Emydia Magalhaes

 

 

08. MISCELANIA

Enquanto escrevia o restante deste texto tive a ideia de lancar aqui algumas listas que julgo devem ser do interesse tanto publico quanto de genealogistas. A ideia era a de recolher as listagens de prefeitos que governaram as cidades da regiao. Assim poderiamos verificar qual o relacionamento parental que existe entre os governantes da regiao. Acabei esbarrando num empecilho pratico. Nao encontrei na internet as listas desejadas.

Mesmo assim, encontrei pelo menos a do Municipio de Sabinopolis. Ha mais tempo recebi um documento que continha tambem a de Virginopolis. Contudo a perdi na montanha de e-mails que guardo ou descarto. Pelo menos, a de Virginopolis guardo boa parte de memoria. Assim, postarei os nomes que lembrar-me.

De Guanhaes tenho uma lista retirada do livro: “NOTAS HISTORICAS SOBRE GUANHAES”, do nosso aparentado, Innocente Soares Leao. O livro eh de 1967, portanto, tenho os prefeitos ate `aquele ano. De Sao Joao Evangelista tenho algumas mencoes encontradas no livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do professor Dermeval Jose Pimenta. Segue entao, a comecar por Sabinopolis, pois, eh a mais completa:

01. Ignacio Alves Barroso 1925 – 1929
02. Elpidio de Pinho Tavares 1926 – 1927
03. Remy Pires Campos 1933 – 1933
04. Antonio Azer de Pinho Tavares 1925 – 1925/1929 – 1934
05. Ismael Barroso 1945 – 1946
06. Jose Coelho de Pinho 1946 – 1947
07. Joselino Lages de Oliveira 1947 – 1947
08. Luiz da Fonseca Vilares 1947 – 1947
09. Nelson Figueiredo Barroso 1947 – 1948
10. Osvaldo Magela Mourao 1951 – 1955
11. Celso Generoso Pereira 1955 -1959/1959 – 1962
12. Joaquim de Pinho Tavares Neto 1959 – 1959/1962 – 1963
13. Olegario Mourao 1963 – 1967
14. Etelvou de Pinho Tavares 1967 – 1971
15. Paulo Afonso Caldeira Mourao 1971 – 1973
16. Paulo de Pinho 1973 – 1977
17. Cleber de Pinho Tavares 1977 – 1979
18. Francisco de Assis Mafra 1979 – 1983
19. Andrelino Ferreira do Nascimento 1983 – 1988
20. Alenir de Pinho Tavares 1989 – 1991
21. Jose Generoso Nunes Gloria 1991 – 1991
22. Adelio Barroso Magalhaes 1991 – 1992/1997 – 2000
23. Mucio Barroso Campos 2002 – 2002
24. Paulo Jorge Pimenta 2001 – 2004
25. Elzio Maria de Pinho 2005 – 2008
26. Geraldo Santos Pires 2008 – 2012
27. Carlos Roberto Barroso Mourao 2013 –

Aqui ja podemos tracar algum paralelo entre os chefes executivos do municipio e a genealogia da Familia Barroso. Embora os sobrenomes possam mudar um pouco, o mais provavel sera haver ligacoes familiares entre todos. Infelizmente nos falta um acompanhamento tal como o professor Dermeval fez a respeito de Sao Joao Evangelista no livro: “A Mata do Pecanha”. Assim poderiamos verificar isso claramente.

E claro, com o acompanhamento nao apenas paterno dos senhores prefeitos, pois, asseguro que do lado materno haverao entrelaces com a maioria das familias existentes no municipio de Sabinopolis e regiao.

Eh possivel que o acompanhamento genealogico de Sabinopolis que desejo ver ja exista. A amiga Joselia informou-me a respeito do livro: “UM PADRE SUA HISTORIA E SUA GENTE”, de autoria do Mons. Otacilio Sena de Queiroz. O monsenhor eh natural de Sabinopolis. Como nao conheco a obra nao sei o que encontrar nela.

LISTA DE PREFEITOS DE VIRGINOPOLIS

Virginopolis emancipou-se de Guanhaes em 1923. Lembro-me dos nomes de alguns de seus primeiros prefeitos. Todos com vinculos consanguineos ou agregados `as familias locais. Alguns repetiram os mandatos. Lembro-me dos governantes a partir de 1960, quando era apenas uma crianca muito tenra. Nao sei dizer se os colocarei em ordem correta. Mas tentarei.

01. Jose Rodrigues Coelho
02. Trajano de Magalhaes Barbalho
03. Benjamin Rodrigues Coelho
04. Anisio Rodrigues Coelho
05. Antonio Meireles
06. Jose Coelho Perpetuo
07. Jose Lucio de Oliveira
08. Serafim Coelho de Magalhaes
09. Lincoln Antonio Lucio
10. Henrique Lucio de Oliveira
11. Gabriel Geraldo Soares de Souza
12. Jose Onofre (Ze do Marinho)
13. Jose Adolfo Ribeiro
14. Maria Aparecida Morais Ribeiro
15. Marcia Nunes Coelho
16. Hiran Pinheiro

Todos eles tem alguma ligacao familiar entre si. Pode ser que nem todos souberam disso. Quase todos estao registrados em nossa Arvore Genealogica. Mas falta ampliar mais os conhecimentos dos vinculos para ter-se uma melhor ideia de como as relacoes familiares se processaram durante a Historia do Muncipio.

LISTAS DE PADRES E PREFEITOS DE GUANHAES

De Guanhaes, tenho tambem a lista dos parocos locais. Creio que enriquecera o nosso conhecimento postando-a em primeiro lugar. Retirada tambem do mesmo livro em que encontrei os ex-prefeitos. Nao posto aqui a lista de padres de Virginopolis porque ja o fiz em meu texto anterior. Segue entao:

01. Pe. Firmiano Alves de Oliveira 1834 – 1853
02. Pe. Emigdio de Magalhaes Barbalho 1853 – 1859
03. Pe. Jose Julio de Oliveira 1859 – 1870
04. Pe. Cesario de Miranda Maria Ribeiro 1870 – 1900
05. Pe. Jose Augusto de Oliveira 1900 – 1904
06. Pe. Sebastiao Ayala 1904 – 1909
07. Mons. Antonio Pinheiro Brandao 1909 – 1935
08. Pe. Francisco Batista dos Santos 1935 – 1941
09. Pe. Geraldo Guabiroba 1941 – 1945
10. Pe. Jose Correia 1945 – 1952
11. Mons. Sebastiao Fernandes 1952 – 1954
12. Mons. Geraldo do Espirito Santo Avila 1954 – 1957
13. Mons. Joao Tavares de Souza 1957 – 1960
14. Pe. Geraldo Magela Teixeira 1960 –

LISTA DE EX-PREFEITOS DE GUANHAES ATE 1966

01. Furbino Pereira da Silva
02. Maximino Carlos de Miranda
03. Pe. Cesario de Miranda Maria Ribeiro
04. Salathiel Augusto Nunes Coelho
05. Claudionor Nunes Coelho
06. Dr. Francisco (Chiquitinho) Nunes Coelho
07. Pedro Alexandrino da Silva Neto
08. Lindolpho Rodrigues Coelho
09. Getulio Ribeiro de Carvalho
10. Pio Nunes Coelho
11. Joaquim Tomas de Carvalhais
12. Dr. Alcindo Pereira da Silva
13. Xisto de Carvalho
14. Dr. Jovino de Barros
15. Silvio Catao
16. Joaquim de Brito
17. Benjamin Coelho Leao
18. Lucas Tavares de Lacerda
19. Casimiro de Andrade Silva
20. Joao Carlos de Miranda Junior
21. Antenor Cafe
22. Astramiro de Oliveira Santana
23. Joaquim Caldeira
24. Joao Elias Neto
25. professor, Vicente Fernandes Guabiroba

Ate mesmo de memoria posso enxergar relacoes parentais entre os membros desse grupo de pessoas. Claro, Salathiel, Claudionor e Dr. Chiquitinho eram irmaos. Maximino era casado com Maria Augusta, irma dos tres. Os senhores Getulio e Xisto de Carvalho eram pai e filho. Este irmao e aquele pai de dona Inah de Carvalho, a esposa do Dr. Chiquitinho, que foram os pais, entre outros, do deputado Rafael Caio Nunes Coelho.

Os Cafe e os Carvalho eram de uma mesma familia, descendentes da mesma dona Dina Flora de Macedo Bastos com seus dois maridos. Antenor Cafe era casado com Corina Ferreira da Silva, sobrinha de Lindolpho Rodrigues Coelho e, por tabela, do Pio Nunes Coelho. Tambem os Carvalhais e os Catao eram membros de uma mesma familia iniciada por Augusto Cesar Alves Catao e dona Julia Augusta Carvalhais. Silvio era filho do casal.

Benjamim Coelho Leao foi o pai do dr. Innocente Soares Leao, o autor do livro: “NOTAS HISTORICAS SOBRE GUANHAES”. O deputado Vicente Guabiroba casou-se com Ondina Coelho. Era cunhado da tia Zeze, esposa do tio Otacilio. Faleceu em 2011 aos 89 anos de idade. Para trocar tudo em rapidos miudos, aqui se observa que os governantes destes municipios pertenciam a um mesmo grupo de familias entrelacadas entre si e com muitas outras.

LISTA DE EX-PREFEITOS DE SAO JOAO EVANGELISTA

Nao tenho uma lista de ex-prefeitos de Sao Joao. O que tenho sao mencoes a eles pelo professor Dermeval em seu livro: “A MATA DO PECANHA”.

01. Antonio Borges do Amaral
02. Astrogildo Alves do Amaral
03. Ney do Amaral
04. Santos Ribeiro
05. Euler Ribeiro

Os 5 sao membros de um mesmo conjunto de familias consanguineas e com ligacoes familiares com os ex-prefeitos das cidades vizinhas. Alem disso, Euler Ribeiro foi o pai de Jose Adolfo Ribeiro e sogro de dona Maria Aparecida Morais Ribeiro, ex-prefeitos do Municipio de Virginopolis.

Faltam-me dados mais completos de Pecanha de um modo geral. Porem sei que entre os prefeitos encontram os irmaos Simao (Dr. Simaozinho) e Antonio da Cunha Pereira. A lista devera incluir diversos sobrenomes, em especial os de familias antigas locais como os Braga, Electo de Souza, Vieira da Silva, Carvalho, Queiroz, Almeida, Pires, Goncalves, Oliveira, Silva, Sena, Leao, Leite, incluindo-se algum Barbalho e Nunes Coelho de sangue.

Acredito que daqui a uns tempos teremos a obra genealogica de nossa amiga Marina Raimunda Braga Leao que suprira nossa falta de informacao no campo de Pecanha e suas associadas.

Falta-nos um arrazoado melhor a respeito da genealogia de Guanhaes, pois, o que temos trata da genealogia de descendencia do casal Jose Coelho da Magalhaes e Eugenia Rodrigues da Rocha. Estes nossos pentavos, associados a outros como o casal de pentavos Euzebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus ascendem boa parte das populacoes de Guanhaes, Virginopolis e cidades que seguem em direcao a Governador Valadares, contudo, falta-nos o acompanhamento da descendencia de outros patriarcas do tempo deles, pois, suas familias estao associadas.

Tendo em maos o livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, inclui-se algo da genealogia de Sao Joao Evangelista. Talvez a obra: “Um Padre sua Historia e sua Gente” fara o mesmo em relacao a Sabinopolis.

Duas outras obras que tenho noticias poderiam ajudar-nos muito no decifrar desse emaranhado. Sao elas: “Algumas Notas Genealogicas” de autoria do professor Nelson Coelho e Senna e “Genealogia e Biografias de Serranos e Diamantinenses”, do Dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourao. Para fechar com chave de ouro havera que, se ainda nao houver, escrever-se a genealogia procedente de Conceicao do Mato Dentro. O mesmo poderia ser feito em relacao a Santa Barbara. Itabira era filial de Santa Barbara e de la ja existe uma parte de sua genealogia atraves da obra: “Dois Seculos dos Andrade”, de Ormi Andrade Silva e Jose Gomide Borges.

Acredito que a maior obra de familias mineiras devera ser o “Velhos Troncos Mineiros”, de autoria do Con. Raimundo Otavio Trindade. Claro, mesmo somadas, estas obras legar-nos-ao algum deficit de abrangencia, pois, as genealogias antigas nao abordavam a presenca do povao. Somente aquela das consideradas familias dominantes. Mas o povao sempre esteve associado, fazendo parte dos bandos dominantes, mais recebendo do que fornecendo contributos geneticos, porem, nunca deixando de participar. Principalmente nos dias atuais nao ha como separar-se as genealogias de uns e outros.

Por fim, as familias abordadas em tais obras deverao ter deixados rastros em todos os atuais municipios da Regiao Centro-Nordeste de Minas Gerais e alhures. Deveria haver pelo menos um abnegado em cada um de seus municipios para que um levantamento mais completo pudesse ser feito e para que sejam feitas as atualizacoes das novas geracoes. Acredito que se um trabalho desse fosse concluido, enxergariamos a perfeita consonancia entre a Historia e a Genealogia do passado e do presente, brasileiras.

De Conceicao do Mato Dentro temos o amigo Bento Luiz Silva, que ja se propos fazer o trabalho em torno da sua familia. Aguarda a esperada aposentadoria para realizar o sonho. Em caminho semelhante encontramos os amigos Dirceu Rabelo e Romeu F. Madureira que apresentam grandes conhecimentos a respeito da genealogia de Dom Joaquim. Se passarem os conhecimentos para um livro teremos grande complemento `as outras genealogias, pois, pela antiguidade do local, todas as familias da regiao sofrem influencias dos sobrenomes ali estabelecidos.

Fazendo agora uma pequena analise do parentesco das elites politicoeconomicas da regiao preciso fazer uma certa desambiguacao. Em alguma parte do livro: “A MATA DO PECANHA”, recordo-me de ter lido uma observacao ufanista do professor Dermeval Jose Pimenta referindo-se a estas serem por mais de seculo as familias dominantes da regiao. Algo mais ou menos assim: ufano-me de minha familia por ser rica, bonita e gostosa! Brincadeira de minha parte. Ele nao disse e nem quis deixar entender isso. Porem expressou algum orgulho por causa da influencia dos sobrenomes considerados tradicionais.

Por outro lado, ja li em algum lugar na internet a opiniao de um caboclo desses bem “pcbestas” com a afirmacao de que uns 90% dos ricos e milionarios brasileiros descendem de Egas Moniz Barreto. Para que nao confundam, porque tem mais de um com este nome, acredito que ele referia-se `aquele que foi o marido de dona Ignez Thereza Barbalho Bezerra.

Penso que seja este porque ele mencionava particularmente as elites baianas. E foi na Bahia que encontrei este casal.

Parece-me que ele queria imputar ao ancestral quaisquer que fossem os erros cometidos pela descendencia. Nao sei de onde ele tirou a informacao da porcentagem. Mas era clara a intencao de incitar as lutas de classe no pais como se desse a entender que os ricos vinham de um planeta e os pobres de outro. Entao, precisamos recorrer `a genealogia para afirmarmos que nao. E que a meia-informacao tem o uso unico de causar confusao, para que delas os espertos tirem proveito.

Para que compreendam, eh preciso saber que Egas e Thereza terao nascido em torno de 1650. A mae dela casou-se na Bahia em 1642. Esta, dona Antonia Barbalho Bezerra, era filha do governador e mestre-de-campo, Luiz Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonca. Ai eh que comeca a Historia.

Luiz Barbalho era rico senhor de engenho. Riqueza que herdara desde seus bisavos, que estavam entre os primeiros a chegar `a Capitania de Pernambuco, junto com seu primeiro donatario Duarte Pereira Coelho. Ele, os filhos e os familiares todos acabaram sendo surpreendidos pelos eventos historicos. Em 1630 houve a Invasao Holandesa. Luiz foi um dos comandantes que iniciou a luta para expulsa-los. Luta essa que durou 27 anos. Uma vida inteira para a epoca.

No andamento da luta investiu toda sua fortuna e colocou a propria vida e da familia em risco para retomar para os portugueses e brasileiros o que lhes havia sido tomado. O mesmo aconteceu a seus familiares. Luiz ficou relativamente pobre, embora, ja adoentado tenha recebido o cargo de governador do Rio de Janeiro em 1643, vindo a falecer em 1644.

A familia continuou em duas frentes de batalhas que estavam abertas `a epoca. Uma para restabelecer a coroa portuguesa em Portugal e colonias e a outra para expulsar o invasor. Os atos de bravura dessa familia estao descritos nos anais tanto do reino quanto nos livros de Historia da epoca. Parte da familia do Luiz permaneceu no Nordeste e outra mudou-se com ele para o Rio de Janeiro. Entre os que ficaram na Bahia esta aquele ramo encabecado por Egas Moniz Barreto e dona Ignez Thereza.

Ha uma possibilidade enorme de que todos os ricos e milionarios, alem de todos os influentes no pais descenderem de Egas e dona Thereza. Mas antes disso deverao ser descendentes do Luiz e Maria, que eram descendentes de muita gente antes dele. O proprio Egas nao era descendente de si mesmo. Ai eh que esta o X da questao. A verdade eh que os ricos e influentes devem ser descendentes. Os politicos tambem. Mas o que faltou `a informacao passada foi dizer que todo o povo pobre e eleitor faz parte da mesma descendencia.

Pois eh gente! Por mais surpreendente que a informacao possa parecer a alguns, todos nos descendemos dos mesmos ancestrais. Nao sei dizer se descendemos ou nao do casal Egas e dona Thereza. Se nao formos sera uma daquelas probabilidades que so acontecem excepcionalmente. O que posso afirmar com certeza eh que a maioria das pessoas de Minas Gerais descende dos avos dela. Isso porque deles eu tenho uma parte substancial de dados genealogicos que me permitem afirmar isso.

Nao que tenha uma informacao completa. Como em uma pesquisa eleitoral seria, tambem podemos computar dados apenas de uma parte da populacao e disso deduzir qual sera a resposta do conjunto dela. Ora, sabendo que uma parcela minima da descendencia dessas pessoas embrenhou-se pelos antigos sertoes mineiros, e hoje eh ascendente de cidade apos cidade, podemos concluir que o conjunto da descendencia devera ter dado origem a uma parte consideravel da populacao brasileira na atualidade. Isso eh tao logico quanto 4 eh a soma de 2 + 2.

Outra coisa que posso afirmar tambem eh que nao descendemos apenas destas figuras historicas. Descendemos de muitos dos pobres coitados que foram usados como escravos e dos indigenas que foram massacrados pelo processo injusto da colonizacao. Exatamente como os ricos tambem o sao. Portanto nao ha porque tentar atribuir aos nossos ancestrais algum mal procedimento da atual populacao.

Assim, nao desejo aqui apontar o dedo para agredir ninguem com os mesmos sobrenomes que as chamadas Familias Dominantes carregam. Na verdade, o conceito de Familia Dominante eh que esta errado. Eh verdade sim que eh muito comum observarmos a repeticao dos mesmos sobrenomes ocupando cargos publicos. Uma outra verdade eh observarmos, quando o fazemos atentamente, que estes sobrenomes repetidos provem de familias primeiro-chegadas, ou de acrescimos a elas chegados posteriormente, como parece ser a insercao das assinaturas Barroso e de Pinho Tavares em Sabinopolis.

Quando ali chegaram ja existiam outras familias. O que permitiu o crescimento destas familias foi se misturarem `as familias que ja se encontravam la. Os sobrenomes ficaram mas o sangue nunca sera o mesmo que chegou pois, necessariamente, estara misturado com outros. Assim, os sobrenomes geralmente permanecem porque veem de ascendencia masculina.

Mas as eleicoes de tais sobrenomes somente ocorreu porque o maior numero de eleitores votou a favor deles. As que primeiro chegam, sempre tem a vantagem de se tornarem mais numerosas. E chega ao ponto que, quando as populacoes ficam divididas entre dois ou mais partidos, votando tanto na situacao quanto na oposicao, o eleitor estara escolhendo resquicios do mesmo sangue, nao importa a assinatura.

Isso eh o que tenho observado. Meu avo, Trajano Barbalho, era oposicao aos Rodrigues Coelho. Embora, fosse do mesmo Coelho. Assim como, os Rodrigues Coelho deverao ser dos mesmos Barbalho. Assim, nao eh inteligente confundir politica com familia. Mesmo nas questoes economicas. Qualquer um que desejar vender seu peixe tera de faze-lo primeiro `as chamadas familias dominantes. Nao porque sao melhores. Porem porque deverao ser as mais numerosas. O que importa eh a qualidade do peixe que se queira vender.

E os politicos atuais estao querendo vender peixes cada vez mais podres. Saibam como esquivar-se, entao, das taticas ilusionistas que usam para que voce os compre.

 

 

 

09. OS PATRIARCAS PORTUGUESES DO CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS.

Ja havia publicado este texto e o dado por encerrado. Mas recebi uma documentacao que estava esperando desde o ano passado. Trata-se de microfilmagens de uma pequena porcao da colecao do alferes, Luiz Antonio Pinto, que se encontra em posse do Arquivo Publico Mineiro. Ao abrir o que recebi, e o fiz antes de terminar os capitulos anteriores, fiquei bastante decepcionado.

Minha decepcao esta no fato de eu ter pedido algumas genealogias descritas no endereco: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/fundos_colecoes/ALP/INVENTARIO_DO_FUNDO%20_LUIZ_ANTONIO_PINTO.pdf, a partir do final da pagina 42. Imaginava que, pelos sobrenomes indicados, possivelmente iria encontrar algumas raizes que se encaixassem no banco de dados que ja possuimos.

Mas a palavra genealogia nao esta devidamente empregada em alguns dos documentos. A menos que os funcionarios do orgao tenham retido o que pedi e enviado apenas um esboco do que eu desejava. Alem do mais, eu havia recebido um orcamento para adquirir determinado conteudo. E a compra havia sido feita sem ver o material. Outro detalhe decepcionante foi que fui informado, apos feito e pago o pedido, que a quantia nao cobria todo o material desejado, que possuia muitas paginas mais que o indicado no orcamento que recebi.

Fiquei na posicao de escolher uma parte. Mas sem o direito de ver a mercadoria tornou-se impossivel fazer alguma escolha logica. Tive que deixar vir o que talvez nao escolheria se antes tivesse visualizado.

A principio, nada do material que recebi responde `as questoes que desejava solucionar. Inclusive, algo que imagino fornecesse pelo menos uma resposta ao que procuro, o registro de casamento dos ancestrais Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza nao veio. Era preciso verificar os nomes dos avos dela, pois, existem duas versoes para eles em genealogias diferentes. Preciso fazer a desambiguacao. Mas isso sera adiado mais uma vez.

Tenho que agradecer muito `a prima Roxane Barbalho por ter se oferecido como personagem de mecenas nessa empreitada. Foi dela a iniciativa de pagar pelos custos deste material. E nao foi barato! Ao mesmo tempo desculpar-me envergonhado por nao ter enxergado com antecipacao que o investimento daria um resultado tao pobre.

Agora penso que teria, talvez, sido melhor antes ter pedido para investir nos livros ja prontos, se encontrados em sebos, com genealogias escritas por nossos familiares antigos. Neste caso esperaria ampliar mais as nossas raizes e assim aumentaria a probabilidade de encontrar vinculos com aquilo que ha nos arquivos do alferes. Vivendo e aprendendo. Bati a cabeca na cabeca do preto sem ser martelo.

Alias, ao comunicar `a Roxane a situacao, recebi uma otima noticia. Ela esta em Washington para acompanhar a filha Leticia, pois, esta esta em vias de dar-nos mais um membro para a familia. Nascera um Barbalho Phillips na capital do mundo. Bem podemos notar o quanto espalhada esta a genetica de nossos ancestrais. Mais um descendente do governador Luiz Barbalho Bezerra nascendo com dupla nacionalidade.

Diante daqueles contratempos todos entretanto cheguei ate a pensar em fazer silencio total sobre o assunto. Mas, apesar de tudo, percebo que existem dados de muito valor neste material. Talvez nao para as minhas pesquisas imediatas, mas muitos dos colegas podem estar batendo a cabeca atras de pelo menos um indicativo que os possa ajudar a encontrar o paradeiro de algum ancestral mas sem ter a nocao de algum local geografico onde possa este ter se consumido.

Diante dessa possibilidade, resolvi postar algumas listas de nomes, onde muitos tem referencia documental nos cartorios do Municipio do Serro. Acredito que os livros estejam todos nos arquivos daquela cidade. Com o nome do ancestral e a referencia, os interessados poderao diminuir em muito o seu trabalho. Alias, o Arquivo Publico Mineiro far-nos-ia um imenso favor se disponibilizasse via internet os indices dos livros mencionados nas ultimas paginas do documento acima referido. Poderiam ate indicar o que, ou nao, se encontra no Arquivo.

A importancia dessas listas pode ser colossal para a pesquisa genealogica. Em primeiro lugar porque trata-se de material elaborado que, se ainda nao completo, devera estar por perto de um seculo atras. Algumas referencias inferem que alguns relacionados devem ter participado do inicio da colonizacao nortemineira ha 3 seculos atras. O que implica que deverao ser os grandes patriarcas de inumeras familias mineiras.

Somente de portugueses falecidos com testamentos foram 38 relacionados. Acredito que as datas mencionadas tratam-se do ano em que registraram tais documentos. Todos no seculo XVIII. E, ha um seculo atras, foi essa a descricao do alferes Luiz Antonio: “formaram familias e cuja descendencia eh hoje assombrosa”.

Caso tomemos como media de 5 filhos para cada geracao. Como base o ano de 1750, para comecarmos. E 30 anos de espaco entre cada geracao. Teremos 9 geracoes entre 1750 e 1990. Fazendo as contas de 5 X 5 a partir de entao, chega-se a 1.953.125 descendentes, somente da nona geracao de cada pessoa. Multiplicando-se isso por 38 encontramos a bagatela de 74.218.750 descendentes. Ou seja, haveria a possibilidade de mais de um terco dos atuais brasileiros descender destes 38 pioneiros. O que, realmente, encaixa-se bem no termo assombroso!…

E ainda afirmo, estes meus calculos usam numeros conservadores. Ha a possibilidade de os numeros serem muito maiores. Contudo ha que ir-se com cuidado quanto `a interpretacao, pois, “o santo eh de barro”. Estes numeros reduzem-se drasticamente por causa dos casamentos entre parentes e entre as descendencias de uns com as dos outros.

Ha a possibilidade de alguma crianca ter se tornado simultaneamente descendente de todos os 38 patriarcas, porem, ela representara a contagem de apenas um descendente no computo geral. E o mais provavel eh que boa parte da populacao do Centro-Nordeste de Minas Gerais seja diversas e simultaneamente descendente de varios destes patriarcas.

Mas isso nao diminui a significancia destes dados teoricos, pois, eles apontam para a existencia de, pelo menos, uns poucos milhoes de pessoas do Estado de Minas Gerais, do Brasil e do mundo descenderem desses 38 patriarcas. E sabemos que eles nao estao sos, pois, entre eles nao foi mencionado o sargento-mor Domingos Barbosa Moreira, cuja descendencia os genealogistas da familia vem tratando desde tempos atras e que eh “assombrosa” tambem. Muitos outros devem ter fugido ao escrutinio do alferes Luiz Antonio. Parece que ele referiu-se apenas aos que se estabeleceram no Serro.

Tentarei reproduzir as listas de acordo com o que esta na documentacao. Hao, porem, senoes a serem recordados. Os escritos estao na caligrafia propria de seu autor. Nao sou caligrafista, e mesmo com os recursos de ampliacao do computador, nao posso garantir que a minha traducao esteja 100% correta. Porem, a caligrafia do alferes pode ser considerada otima porque a maioria do material eh legivel para todos nos que aprendemos a ler e escrever letras cursivas.

Contra a minha analise ha o fato de tambem nao ser versado em termos cartoriais. O que nao faz muita diferenca, pois, foram poucas as coisas que nao pude entender. Uma delas foi uma abreveatura que a grosso modo parecia Hos. Com uma boa dose de imaginacao consegui enxergar em seu lugar Ntos. Dai deduzi que tratava-se dos livros de registros de nascimentos.

Foram poucos os sobrenomes que nao consegui definir quais sejam. Mesmo assim arrisquei alguns. Mas algo que esta otimamente definido eh a numeracao dos livros. Mesmo porque, eles estao em ordem crescente nas listas. Tem pouca coisa que foge `a ordem. Mas penso que o mais importante serao essas evidencias em conjunto que depois poderao ser esclarecidas junto ao Arquivo do Serro. Nao deverao existir mais que um milhar de livros, portanto, os guardiaes da memoria local identificarao com grande facilidade o que alguem for procurar.

Desculpem-me uma ou outra falha. Segue entao as listas:

Retiradas do documento, referencia no Arquivo Publico Mineiro: LAP 4.1 cx 07 Doc. 27:

“Portugueses: que para aqui vieram, se estabeleceram, se casaram ou nao se casaram mas formaram familias e cuja descendencia eh hoje assombrosa.

FALECIDOS COM TESTAMENTO

Pedro Homem Leonardo…………………………………1744
Cap.m. Jose de Souza Ribeiro………………………… ”
Antonio Mendes Rosa…………………………………… ”
Joao Francisco de Carvalho (*)………………………….1745
Fructuoso Francisco Guimaraes……………………….1747
Cap.m. Manoel de Almeida Cabral…………………….1751
Antonio Francisco de Carvalho (*)……………………..1755
Joao Moreira da Silva…………………………………….. ”
Pe. Amaro dos Santos de Oliveira……………………..1756
Antonio Rosado…………………………………………….1756
G.mor. Antonio Camello Alcamphora………………….1757
Cap.m Mor. Luiz Vaz de Siqueira Monsoes………….1756
Manoel Joao Alvarenga……………………………………1757
Joao Leite Pinto…………………………………………….1758
Cap.m Antonio Goncalves Chaves
Manoel Mendes Raso……………………………………..1758
Antonio Goncalves Chaves……………………………….1758
S. mor Victoriano da Rocha de Oliveira………………..1759
Cap.m Mor Bernardo da Silva Lobo……………………..1761
Manoel Ferreira de Senna………………………………… ”
Manoel Rodrigues Alvarenga……………………………..1762
Bento Antonio Coelho……………………………………… ”
Manoel Rodrigues Alvarenga……………………………..1765
Antonio Duraens…………………………………………….1766
Cap.m Antonio Bernardo Sobral e Almeida……………1767
Onofre da Costa Pinheiro…………………………………. ”
Francisco Martins Ferreira………………………………..1768
Antonio de Souza de Araujo……………………………… ”
Miguel Rodrigues de Miranda…………………………….1772
Sarg. m Mor Vicente Pereira de Moraes e Castro…..1774
Jose Carvalho da Fonseca (*)…………………………….1776
Thome Fernandes Guimaraes…………………………….1777
Andre Francisco de Carvalho (*)…………………………. ”
Domingos da Costa Villa Real (*) ……………………….1778
Cap.m Joao da Costa Coelho (*)…………………………1780
Amaro Machado Balieiro…………………………………..1781
Luiz de Oliveira Anginho……………………………………1782
S. mor Felix Marinho de Moura…………………………..1782″

(*) Destaquei estes nomes por identifica-los com membros de nossa Arvore Genealogica. Pode ser que havera algum parentesco entre Domingos da Costa Villa Real (*) e Maria de Deus Villa Real que foi a segunda esposa do tiotrisavo Jose Coelho da Rocha Neto. Infelizmente nao temos um melhor acompanhamento da descendencia deles nem da genealogia pregressa dela. Nao sei se havera uma relacao de parentesco proximo entre Joao, Antonio e Andre Francisco de Carvalho. Acredito que poderao ser irmaos.

Deles, provavelmente apenas o Antonio esta referido na pagina 254 do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. A menos que tenha havido algum homonimo. E o que nao eh tao dificil ter acontecido ja que a combinacao Antonio + Francisco + Carvalho devera ter sido fartamente usada. Ali se descreve a respeito de Isidora Maria da Encarnacao, filha do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, nos termos:

“F 1 – ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, batizada em 28 de maio de 1738, no Arraial de Tapanhoacanga, tendo por padrinho FRANCISCO DA COSTA MALHEIRO. Em 1759, no dia 30 de agosto, casou-se com o Capitao ANTONIO FRANCISCO DE CARVALHO, o qual em meados do seculo dezoito, veio para o Brasil e se estabeleceu naquela localidade. Era portugues, filho de ANTONIO LEAL e Dona MARIA FRANCISCA, natural da Vila dos Colares, no Patriarcado de Lisboa. O Capitao ANTONIO FRANCISCO, durante muitos anos, foi sindico-geral dos Santos Lugares, na Comarca do Serro Frio. (Livros 2o. bat. fls. 98v e livro de casamento – capelas filiais fls. 6v).”

A seguir o autor, professor Dermeval Jose Pimenta, cita os nomes dos 9 filhos. Mas depois da prosseguimento apenas `as descendencias de dona VITORIANA FLORINDA DE ATAIDE, nascida em 1762, e do bisavo dele: BOAVENTURA JOSE PIMENTA, nascido em 1779. Por ai se comprova a definicao de assombrosa as descendencias daqueles chegados durante o seculo XVIII. Nao temos sequer uma porcentagem razoavel da descendencia, porem, o que temos sabemos ser dezenas de milhares.

Para quem desejar maiores informacoes, ate hoje existe o distrito mencionado. O nome mudou pouca coisa. Trata-se de Itapanhoacanga, o distrito mais antigo do atual Municipio de Alvorada de Minas. E Isidora havia sido a unica filha identificada pelo professor Pimenta. Atualmente encontrei o Policarpo Joseph Barbalho e, ainda a comprovar com 100% de certeza, Jose Vaz Barbalho. Este Policarpo teve diversos filhos no Rio Grande do Sul. Jose permaneceu em Minas Gerais.

(*) JOSE CARVALHO DA FONSECA. Sei que nao temos referencia a ele em nossa genealogia, por enquanto. Porem, entre as paginas 205 a 232 o professor Pimenta dedica-se a dois ramos da Familia Carvalho. Ele acreditava que se tratasse de 2 irmaos. Um deles chamava-se Jose Carvalho da Fonseca e o que parece ser mais velho era o Manoel Carvalho. O primeiro multiplicou familia a partir do Municipio de Sao Pedro do Suacui, habitando as margens do Ribeirao das Araras. O segundo a partir do Municipio de Sao Jose do Jacuri, habitando as margens dos Ribeiroes Jacuri, Anta e Matinada.

Segundo o professor Dermeval os supostos irmaos Carvalho eram oriundos de Gouveia, cidade que faz limite a sudoeste de Diamantina e noroeste do Serro. Pode ser que sejam netos do portugues JOSE CARVALHO DA FONSECA. A data provavel de nascimento deles deve girar em torno de 1800, pois, o possivel neto: Jose Carvalho da Fonseca, foi o marido de SENHORINHA ROSA DE JESUS, filha do fazendeiro e tabeliao em Sabinopolis, nosso pentavo: ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR e de sua esposa MARIA MAGDALENA DE SANTANA. Senhorinha Rosa nasceu em 1809.

Segundo os estudos do professor Dermeval, pagina 242 do livro dele, Senhorinha Rosa e Jose Carvalho da Fonseca casaram-se em 1825. Nao da detalhes onde se realizaram as nupcias mas por este tempo o Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes, atual Sabinopolis, havia sido fundado recentemente. Mesmo que elas tenham se dado la, acredito que os registros estejam arquivados no Serro, pois, eram registros eclesiasticos e nao cartoriais.

Entre os filhos de Jose e Senhorinha encontra-se a dona MARIA AUGUSTA CESARINA DE CARVALHO, que foi a esposa do capitao FRANCISCO NUNES COELHO, um dos politicos mais influentes na regiao, com residencia fixa em Guanhaes, tornou-se o principal articulador das emancipacoes dos Municipios de Guanhaes e Pecanha. Sao muitos os da descendencia deles que nos sao proximos. O capitao Francisco Nunes Coelho foi nosso, simultaneamente, tiopentavo e tioquartavo.

Dona Josefina Carvalho de Souza foi neta do MANOEL CARVALHO. Esta foi a esposa do coronel CORNELIO JOSE PIMENTA. Estes, se juntaram aos outros pioneiros que fundaram o Arraial de Sao Joao Novo, atual Sao Joao Evangelista. Alem de terem sido os pais do professor Dermeval Jose Pimenta e seus irmaos.

Portanto, uma boa examinada no testamento do portugues Jose Carvalho da Fonseca podera dar uma imensa luz a uma grande descendencia. Nele poderemos encontrar a mencao `a vida pregressa dele em Portugal, principalmente, nomes paternos e origem geografica. Seria a ponte entre Brasil e o velho continente. Por outro lado pode ter mencionado nomes de filhos e possiveis conjuges. Careceria, entao, de alguma leitura nos livros referentes a Gouveia para fazermos a ponte entre esse passado e a atual descendencia Carvalho da Fonseca.

Porem, a ponte intercontinental nao precisa passar necessariamente por Gouveia. Apesar de todos os documentos de epoca desta cidade dever estar arquivado no Serro da qual Gouveia era uma freguesia. Isso porque o registro de casamento dos tios Senhorinha Rosa e Jose Carvalho da Fonseca devera trazer os nomes de pais e avos dos conjuges. Na possibilidade de o portugues Jose Carvalho da Fonseca ser avo ou bisavo do conjuge masculino, entao, havendo a listagem de nomes de filhos e conjuges no testamento do portugues, encontraremos os vinculos parentais entre o primeiro e o segundo de mesmo nome. Os documentos de Gouveia sacralizarao essa possibilidade e determinarao se Jose e Manoel Carvalho eram mesmo irmaos.

Outro ponto eh que os testamentos dos (possiveis) irmaos FRANCISCO DE CARVALHO poderiam tambem acrescentar muito ao nosso conhecimento. No caso especifico do Antonio poderia revelar os nomes completos dos outros filhos dele e, talvez, de conjuges, pois, o que o professor Dermeval revelou foram apenas os nomes de batismo.

Destaquei o portugues, Cap.m Joao da Costa Coelho (*)…………………………1780, apenas para apresentar uma curiosidade, pois, podera ele ter se tornado o patriarca da Familia da Costa Coelho, originalmente oriunda do Serro. Dela provem o beato Lafayette da Costa Coelho que se encontra em processo no caminho em direcao ao altar dos santos da Igreja Catolica. O processo esta sob os cuidados da Diocese de Guanhaes. E o beato Lafayette terminou seus dias como paroco de Santa Maria do Suacui, e o foi por 44 anos de sua vida, onde se encontra a maior concentracao de devotos dele.

A seguir, apresento a lista dos portugueses que nao deixaram testamentos. Assim esta nos documentos:

“PORTUGUESES que para aqui vieram, se estabeleceram, se casaram ou nao se casaram mas formaram familias e cuja descendencia eh hoje enorme:

FALECIDOS SEM TESTAMENTO

Cap.m Marcos da Costa Ribeiro
Alfer. Manoel Ribeiro Costa
Domingos Dias Chaves…………………………………………………1799
Jeronymo de Almeida (A. Brito)………………………………………1797
Jose Dias da Costa……………………………………………………..
Manoel Mendes Raso………………………………………………….
Manoel Antonio de Sousa……………………………………………..1757
Custodio da Silva Guimaraes (Cap.m)………………………………1763
Manoel Jose Caldas…………………………………………………….1801
Jose Moreira Pinto………………………………………………………1783
Sebastiao Lopes Affonso………………………………………………1748
Alfer. Manoel de Moura Bexiga……………………………………….1722
Gaspar Goncalves da Cunha………………………………………….1722
LicJ. Daniel Pinto da Silva……………………………………………..1723
G. mor Francis Pereira Maciel………………………………………..1783
Alfer. Jose Ribeiro Sampaio…………………………………………..1783
Manoel Vieira Couto…………………………………………………….1785
Joao Simoes Guimaraes Barrocas………………………………….. ”
Manoel Godinho de Jesus…………………………………………….. ”
Cap. Joao Pinto Coelho………………………………………………..1780
S. mor Joao Batista Farnese…………………………………………. ”
Valerio de Brito e Sousa………………………………………………. ”
Cap. Joao Ribeiro Pinto……………………………………………….. ”
Antonio Duraens e Castro…………………………………………….. ”
Cap. m. Jose de Moura e Oliveira……………………………………1787
Manoel Antonio dos Reis………………………………………………1788
S. mor Jose Barata de Lima………………………………………….. ”
Diogo da Silva Guimaraes……………………………………………..1789
Trocato Francisco de Carvalho (*)…………………………………… ”
Francisco Leite da Motta………………………………………………1790
Custodio Vieira Costa…………………………………………………. ”
Antonio Pires de Moura………………………………………………. ”
Custodio Alves Sampaio………………………………………………1793
Manoel Duraens de Castro…………………………………………… ”
Manoel Goncalves Nunes…………………………………………….. ”
Miguel Goncalves Vieira……………………………………………….1794
Jose Baptista Rolim……………………………………………………. ”
Cap. m. Bernardo dos Santos Carvalhaes (*)…………………….. ”
Antonio Jose Alves……………………………………………………… ”
Silvestre Alves Pereira…………………………………………………1795
Bernardo Jose Pinto…………………………………………………… ”
Joao de Castro Guimaraes…………………………………………… ”
Matheus Luiz Porto…………………………………………………….1797
Manoel Nogueira de Araujo…………………………………………..1797
Paulo de Almeida Saraiva…………………………………………….1798
Cap. m. Antonio Rodrigues da Silva………………………………..1799
Joao de Castro Porto…………………………………………………..1798″

Nao consegui identificar nenhum destes componentes como objeto de interesse imediato. Embora o nome Trocato Francisco de Carvalho (*) possa fazer parte de uma mesma familia, completada pelos Joao, Antonio e Andre da lista anterior. Este nome Trocato tambem faz parte de um daqueles que tive duvida quanto `a minha traducao. Agora imagino a possibilidade de ser Tancredo mas nem vou conferir. O rabisco esta mesmo confuso neste caso.

Outro nome que chamaria a atencao seria o do capitao de milicias, Bernardo dos Santos Carvalhaes (*). Seria totalmente especulativo dizer que seja ascendente em nossa familia, porem, temos a ancestral Maria Rosa dos Santos Carvalhae(i)s, que poderia ser uma provavel neta. Se acaso a data de 1794 referir-se ao falecimento dele, a condicao de avo se enquadraria na provavel data de nascimento da avo Maria Rosa.

Porem, se ele viveu alguns anos apos a data, poderia inclusive ter sido o pai, pois, a quartavo Maria Rosa devera ter nascido entre 1810 e 1830. Ha o contraponto de que, se 1794 foi a data de falecimento deste membro da Familia Carvalhaes, e se ele chegou a uma idade de pelo menos 60 anos, podera haver uma relacao de parentesco mais distante, tal como a de bisavo ou trisavo da quartavo Maria Rosa. Ha a possibilidade de ele ter se tornado o ancestral de todos os Carvalhais que aparecem na genealogia da Familia Barroso, descrita nos capitulos anteriores.

Interessante aqui sera afirmar-se que o julgamento do alferes podera estar equivocado por dar a entender que acreditasse em os membros dessa segunda relacao terem deixado menos descendentes que os da primeira. Pode ser o contrario. Isso porque os que deixaram testamento, possivelmente, terao tido maior poder aquisitivo. Isso pode ter permitido que a descendencia deles permanecesse mais tempo no Serro, ficando ela melhor conhecida para o alferes e tendo mais casamentos intrafamiliares.

Ao passo que a dos outros podera ter se espalhado precocemente, pois, a colonizacao de novas aldeias estava em franco desenvolvimento nas proximas geracoes. Quanto mais a descendencia se espalha tornam-se menores as chances de casamentos entre parentes proximos e maior as chances de misturar-se a outras familias. E quanto menos repetir-se as unioes intrafamiliares maiores serao as chances de a descendencia multiplicar-se mais. Contudo, ao espalhar-se tambem torna-se mais dificultoso manter o acompanhamento visual de seu crescimento, pois, quatro geracoes depois poucos se reconhece como parente.

Muitos dos sobrenomes usados por estes personagens se repetem na atual populacao da regiao e fora dela. Inclusive entre os nossos familiares. Mas ainda nao eh possivel assegurar que os atuais descendam destes do nosso passado.

Esta listagem de nomes de patriarcas portugueses parece confirmar uma teoria que levantei ha algum tempo atras de que nao foi assim tao grande o numero de pessoas que iniciou a colonizacao multiracial do Estado de Minas Gerais. Particularmente a nivel de portugueses. Claro, pelas datas, podemos observar que o levantamento trata-se dos imigrantes chegados ainda no seculo XVIII. Provavelmente, chegados na primeira metade deste.

Durante o seculo XIX o fluxo deve ter aumentado em muito por causa das condicoes economicas precarias em que se encontrava o Imperio Portugues, das Guerras Napoleonicas e a transferencia da sede do imperio para o Rio de Janeiro. Mesmo depois do retorno da corte para Portugal e da Independencia do Brasil, a economia do outro lado do Oceano Atlantico continuou sujeita a intemperies.

Poderia ser que o Serro nao tivesse sido tao atrativo e o fluxo maior de imigrantes portugueses poderia ter se concentrado nas cidades historicas entre Lavras e Santa Barbara. Mesmo assim, nao enxergo como poderiam ter se instalado mais que uma dezena de milhares de portugueses no corredor minerador representado pela Serra do Espinhaco. No seculo XVIII, fora desse circuito, Minas Gerais era um completo vazio demografico, ocupado apenas ao redor dos caminhos que faziam a ligacao do Estado com Goias, o Rio Sao Francisco e a Bahia. O restante eram terras que somente foram ocupadas nos seculos XIX e XX.

O que as listas apontam eh que o grosso da populacao mineira teve como base a propria populacao antiga ja estabelecida no pais, a partir das Capitanias de Pernambuco, Sao Vicente e Bahia. Geralmente, menciona-se que durante o Ciclo do Ouro a maioria dos chegados eram paulistas, baianos e portugueses. Parece-me haver um equivoco em nao mencionar-se os fluminenses. Embora, ate 1720 Sao Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais formassem a mesma Capitania de Sao Vicente.

O que aconteceu, porem, devera ter sido que os brasileiros mesmo sendo a maioria absoluta dos colonizadores participaram na multiplicacao destes patriarcas com suas contribuicoes femininas. O que isso implica eh que os portugueses chegados eram em sua maioria absoluta varoes que por tradicao marcaram a descendencia com seu sobrenome. Para a genetica, porem, importa saber que a procedencia da descendencia nao esta, necessariamente, vinculada `a assinatura. O estudo genealogico que aborde apenas as linhagens de ascendencia paterna, em consequencia dos sobrenomes, eh limitada e pouco informativa.

Por fim, o conjunto atual da populacao do Centro-Nordeste mineiro devera ter estes patriarcas como referencias. Eles deverao estar na raiz de todas as familias. Mas a populacao devera possuir uma contribuicao genetica muito maior da populacao brasileira antiga do que da portuguesa recem-chegada. Defina-se ai que a populacao mais antiga foi formada pelo contributo de outros portugueses, dos nativos brasileiros, dos africanos e participacoes menores de outras origens.

O interessante sera observar que estes primeiros chegados deverao ter marcado a populacao com seus sobrenomes. Passados os seculos em que a descendencia se multiplicou, a populacao mineira foi a que liderou a grande migracao de brasileiros acontecida a partir dos anos de 1960, tornando-se assunto nacional especialmente nos anos 1980 e carimbada pelo selo Governador Valadares.

Contudo, Governador Valadares seria melhor representada com o carimbo de emtreposto do fluxo migratorio mineiro, pois, foi a descendencia da populacao que habitava o antigo dominio do Serro que mais contribuiu para o supercrescimento daquela cidade entre 1945 e 1980. Boa parte dos emigrantes da epoca haviam nascido em outros municipios, residido em Governador Valadares, e de la partido para o exterior.

A partir do momento em que Portugal e Espanha ingressaram na Comunidade Europeia (MCE), o fluxo de mineiros para estes paises tornou-se notorio. 30 anos apos o assunto ter se tornado repetitivo na imprensa devera ter se formado a primeira geracao de lusobrasileiros consequente dessa migracao. O que representa, em verdade, o retorno do filho prodigo `a casa materna.

Outra documentacao que recebi, com a referencia: LAP 4.1 CX 07 Doc. 20, no Arquivo Publico Mineiro, tras duas listas. Uma de Familias Pinto e Brasil e outra de Familias Coelho no Brasil. Mas muito pouco esta indicado tratar-se do Brasil como um todo. Talvez sim, porem, como a maioria encontra-se com referencias de registros, acredito tratar-se de pessoas que residiram no Serro ou em alguma de suas muitas freguesias. Inicio pela lista dos Pinto:

“*FAMILIAS * PINTO * NO BRASIL

Liv. 27o. f 151v Pinto Coelho – Barao de Cocais
Liv. 29o. f 66 Rocha Pinto (?) – Maria afilhada Celeste
Liv. 34o. f 103 Soares Pinto – Xico Benjamin – Nenen
Pinto Collares – Maria afilhada Celeste
Liv. 25o. f 185v Pinto Moura – ”
Liv. 3o. ob. f 79v Pinto dos Santos – Costa Pinto
Assis Pinto
Pinto da Fonseca
Liv. 3o. ob. f 93v Jose Pinto (Benedito)
Pedro Pinto (Antonio)
liv 4o. f 144 Pinto Ferreira
Ferreira Pinto
Pinto Lima
Pinto Chaves – Liv. 7o. Nas. f 101
Pinto de Magalhaes – Liv. 8o. ” f 222v
Josefa Pinto – Liv. 10o. ” f 85v
Pinto Machado – Liv. 23o. ” f 153
Pinto Rosado (S. mor) – Liv. 25o. ” f 141v
Pinto Pereira Liv. 26o. ” f 96v
Pinto Ribeiro – Liv. 27o. ” f 124
Pinto Souto – Liv. 27o. ” f 155
Ribeiro Pinto – Liv. 27o. ” f 281v
Pinto Vieira – Liv. 29o. ” f 100
Pinto de Medeiros – Liv. 30o. ” f 41
Silva Pinto – Liv. 30o. ” f 54v
Ribeiro Pinto – Liv. 30o. ” f 126v
Leite Pinto – Liv. 10o. ” f 54v
Pereira Pinto (*) – Liv 13o. ” f 203
Pinto da Silva – Liv 13o. ” f 164v
Lopes Pinto – Liv. 14o. ” f 181
Pinto Bastos – Liv. 15o. ” f 27v
Pinto de Souza – Liv. 16o. ” f 147
Pinto Alves – Liv. 16o. ” f 156v
Pinto de Mendonca – Liv. 17o. ” f 79v
Pinto Guimaraes – Liv. 18o. ” f 197v
Pinto Bessa – Liv. 19o. ” f 161
Leite Pinto – Liv. 20o. ” f 125
Pinto Correia – Liv. 30o. ” f 219
Rui Pinto (Lucas) – Liv. 31o. ” f 12
Jose Pinto (Bernardo) – Liv. 35o. ” f 42v
Ribeiro Pinto (Joao) – Liv. 27o. ” f 281v
Gomes Pinto (Bento) – Liv. 36o. ” f 135
Rodrigues Pinto (Bento)- Liv. 37o. ” f 156v
Pinto de Souza (Joao) – Liv. 40o. ” f 83v
Cunha Pinto (Bernardo)- idem ” f 139
Pinto Ribeiro (Francisco)- idem ” f 292v
Pinto Coelho (Francisco)- Liv. 43o. ” f 12v
Pinto de Vasconcelos (Luis)- Liv. 48o. ” f 121″

Novamente, nao posso afirmar com 100% de certeza que a abreviatura Nas. signifique mesmo nascimentos. Cabera aos escrivaes e grafologistas decifrar isso para nos.

“Liv. 48o. Test. f 148v Pinto Ribeiro (Manoel)
Liv. 50o. ” f 17 Pinto de Oliveira (Guarda-Mor)
Liv. 50o. ” f 2 Pinto Ribeiro (Liberato)
Liv. 55o. ” f 19v Moura Pinto (Joao)
Liv. ” ” f 142 Pinto Vidal (Joao)
Liv. 57o. ” f 67 Pinto Mendes (Manoel)
Liv. 57o. ” f 9v Theodoro Pinto (Jr.)
Liv. ” ” f 117v Pinto Fernandes (Izabel)
Liv. ” ” f 19v Francisco Pinto (Te. Manoel)
Liv. 58o. ” f 40v Pinto de Abreu (Liberato Jr.)
Liv. 60o. ” f 45 v Coelho Pinto (Thomas)
Liv. 61o. ” f 96 Antonio Pinto (Joao)
Pinto Guimaraes (Dionisio)
Teixeira Pinto
Pinto Penna (Minas Gerais)”.

(*) Destas duas listas, apenas o Pereira Pinto (*) acima chamou-me a atencao por causa da presenca dessa assinatura em alguns de nossos familiares. Porem, como nao temos datas aqui, nao tenho como especular a respeito do numero de geracoes entre os aqui presentes e nossos parentes, cuja data de nascimento mais antiga que conhecemos deve girar em torno de 1890.

Dando sequencia a este trabalho, copio agora a lista:

*FAMILIAS * COELHO * NO BRASIL

Maria Izabel Coelho – Queirogas – e muitas outras – brancas
Liv. 11o. test. f 231 Bento Antonio Coelho – Queirozes – Pennas – ”
Liv. 42o. test. f 19v Cap. Joao da Costa Coelho – Cap. Ludgero – mulatos
Liv. 22o. test f 51(x)Cap. Joao da Costa Coelho – Malaquias – Dortas – ”
Gaspar Soares Coelho – ?
Manoel Coelho Lima – Gente da Pedra Redonda – preto
Manoel da Costa Coelho – Elias
(x)Manoel da Costa Coelho – Maneco do Rego – Diamantina
Joao da Costa Coelho – Gente dos Guiabos
Manoel Antonio Coelho – ???? Luizinho ?????
Maria Ignacia Coelho Passos – Sousa Barbosas – Lucas
Maria Anna Coelho – ” ”
Coelho Fernandes – Antonio Liv 7o. Nasc. f 124v
MOMos. Coelho de Azevedo………………………….Liv 9o. ” f 93v
Bento Coelho……………………………………………..Liv. 10o. ” f 50
Domingos Coelho Ferro (bapm.)……………………..Liv 11o. ” f 140
Bernardo Lopes Coelho………………………………..Liv. 12o. ” f 49
Sg. Mor Jz Leonardo Coelho da Fontoura………….Liv. 13o. ” f 329v
Manoel Coelho Cardoso………………………………..Liv. 13o. ” f 309v
Joao Coelho Affonso…………………………………….Liv. 16o. ” f 97
Manoel Alves Coelho……………………………………Liv. 19o. ” f 47
Francisco Coelho da Silva (Jr.)……………………….Liv. 19o. ” f 85v
Joao Coelho de Magalhaes (*)………………………..Liv. 20o. ” f 181v
Jose Coelho Xavier………………………………………Liv. 22o. ” f 194v
Coelho Guimaraes
Guimaraes Coelho
Manoel Teixeira Coelho………………………………..Liv. 27o. ” f 114v
Francisco Ferreira Coelho (bap.)…………………….Liv 27o. ” f 244v
Eduardo Coelho de Figueiredo Andrade……………Liv 30o. ” f 179
Leonardo Coelho Linhares…………………………….Liv. ob mat. f 63
Cap. Manoel Coelho Barbosa………………………..Liv. 33o. ” f 160
Joao Ferreira Coelho…………………………………..Liv. 34o. test. f 87
Jose Coelho de Barros………………………………..Liv. 35o. ” f 117v
Antonio Joao Coelho…………………………………..Liv. 36o. ” f 32
Joanna Ferreira Coelho……………………………….Liv. 36o. ” f 35v
Jose Coelho Barbosa (Cap.m)………………………Liv. 37o. ” f 150v
Joao Coelho Ferreira (port.)………………………….Liv. 39o. ” f 63v
Jose Vieira Coelho (port.)…………………………….Liv. 39o. ” f 188
Fernando Jose Coelho da Motta (port.)……………Liv. 40o. ” f 6v
Francisco Jose Coelho (port.)………………………. ” ” ” f 191
Antonio Jose Coelho Brandao (bras.)…………….. ” ” ” f 153v
Francisco Pinto Coelho (port.)………………………Liv. 43o. ” f 12v
Serafim Coelho da Sigra. (G. mor – port.)…………Liv 47o. ” f 4v
Antonio Coelho Pires de Franca (tn.cel. – bras.)..Liv. 47o. ” f 70v
Joao Coelho da Silva “Consendas”…………………Liv. 48o. ” f 99v
Luiza Coelho da Fonseca…………………………….Liv. 49o. ” f 186v
Maria Luiza Coelho de Mello…………………………Liv. 50o. ” f 17
Agostinho Moreira Coelho…………………………….Liv. 50o. ” f 74
Maria Lopes Coelho…………………………………….Liv. 50o. ” f 21
Anna Francisca Coelho………………………………..Liv. 53o. ” f 33
Antonio Machado Coelho……………………………..Liv. 53o. ” f 101
Manoel Luiz Coelho (alferes)…………………………Liv. 56o. ” f 59v f 66v
Silverio Teixeira Coelho (P.)…………………………..Liv 58o. ” f 15
Francisco da Silva Coelho (Paranna)……………….Liv. 59o. ” f 15
Pantaleao dos Santos Coelho………………………..Liv. 59o. ” f 65
Justino Machado Coelho………………………………Liv. 59o. ” f 18
Thomas Coelho Pinto………………………………….Liv. 60o. ” f 45v
Joaquina Coelho de Avellar……………………………Liv. 61o. ” f 93v
Manoel Sabino Dias Coelho…………………………..Liv. 61o. ” f 54
Rita Coelho Barbosa……………………………………Liv. 62o. ” f 38v
Goncalo Coelho (Hora)…………………………………Liv. 64o. ” f 1
Joaquim Antonio Coelho……………………………….Liv. 69o. ” f 78
Miguel Pereira da Fonseca Coelho………………….Liv. 71o. ” f 73
Antonio Goncalves Coelho…………………………….Liv. 74o. ” f 14v
Nelson Antonio Rodrigues Coelho (*)…………………………Liv. 80o. ” f 11
Francisco Nunes Coelho (*)…………………………..Liv. 81o. ” f 43v
Maria Coelho da Silveira (Pecanha) (*)……………..Liv. 86o. ” f 1
Anna Coelho de Jesus (S. Miguel) (*)………………Liv. 86o. ” f 89v
Manoel Coelho Borges” (sem referencia)

Somente desta lista podemos constatar nomes de nossos parentes sem nenhuma duvida. Nao posso afirmar que os livros aqui assinalados como de testamentos o serao realmente. A partir do nome Joao Ferreira Coelho havia a sigla “test.” em algumas linhas. Porem as referencias prosseguiram em ordem crescente mas a sigla nao aparece em todas as linhas. Portanto, pode ser que seja algum outro documento que nao os testamentos.

O nome Nelson, em frente ao nome do trisavo Antonio Rodrigues Coelho (*) esta escrito no original, na mesma letra que a lista foi elaborada. Acredito que foi o proprio alferes Luiz Antonio Pinto que o fez para lembrar-se de comunicar o achado dele ao professor Nelson Coelho de Senna. Isso se justifica porque o alferes era reconhecidamente o genealogista de todos os serranos e `a epoca da elaboracao dessas listas o professor Nelson ja deveria estar juntando material para escrever o livro: “Algumas Notas Genealogicas”, publicado em 1939, apenas 10 anos apos o falecimento do alferes.

Tambem eh reconhecida a intimidade entre as familias. O alferes foi tio do ex-governador Joao Pinheiro da Silva. O professor Nelson foi diversas vez deputado `a epoca. O Antonio Junior (Dr. Coelho) tambem foi deputado. O capitao Francisco Nunes Coelho (*) foi pai do senador Dr. Chiquitinho. Outro vinculo foi que o Dr. Caio Nelson de Senna, filho do professor Nelson, casou-se com dona Amanda Pinheiro, filha do ex-governador. Possivelmente, haviam vinculos familiares mais intimos, pois, o cap. Francisco foi filho de Euzebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus. Assim, justifica-se o nome Nelson aparecer como “gaiato” na lista.

Uma outra grande esperanca aqui sera o aparecimento do nome Joao Coelho de Magalhaes (*). Embora o livro em sua referencia esteja marcado claramente como “nasc.” Eu preferia que fosse de testamentos. Mas nunca se sabe!

Espero que seja o tioquartavo Joao Coelho de Magalhaes (*) e, qualquer que seja o documento referente a ele, gostaria de encontrar inscritos nele os nomes dos avos do tio Joao, que serao os nossos sextavos. Assim esclareceremos a duvida de quem foram e, talvez, donde procediam. O que nos facilitaria uma pesquisa mais aprofundada.

Mesmo que seja o registro de nascimento do tio Joao, somente seria um “problema” se nao encontrarmos os nomes dos avos dele, pois, sabemos que os pais foram o alferes de milicias, Jose Coelho de Magalhaes (ou Jose Coelho da Rocha) e Eugenia Rodrigues Rocha, tambem conhecida como Eugenia Maria da Cruz. Muitos registros de nascimentos nao traziam os nomes dos avos, o que eh bastante lamentavel. Mas existiam aqueles, como o do pentavo Antonio Borges Monteiro, que nasceu em 1751, com todos os nomes: pais, avos, padrinhos e inclusive a mencao ao tio padre.

Mas nao podemos comemorar por antecipacao. Precisamos encontrar o documento e torcer para que nao tenha sido destruido pelo tempo ou tenha sido copiado antes que o original tenha desaparecido. Em caso de ser o de nascimento do tio Joao, a data completa sera: 19.3.1785. Contudo o registro devera ter se dado alguns dias depois. Alternativa agradavel seria o de casamento com Bebiana Lourenca de Araujo que se deu em 1804. Tambem este traria os nomes dos avos.

Estranhei o nome Nelson nao ter aparecido em frente ao do tio Joao. Ele era mais importante para o professor Nelson, por ser bisavo dele. Caso nao tenha existido algum homonimo. Mas tambem podera ter acontecido que o trisavo Antonio Rodrigues Coelho houvesse sido o ultimo da lista e posteriormente o alferes tenha encontrado os 4 nomes restantes. A lista poderia ja ter sido uma encomenta pelo proprio professor Nelson.

Somente agora que estava recopiando estas listas eh que pude observar que eh tambem nossa parente a dona Anna Coelho de Jesus (*). A mencao a proceder de Sao Miguel confirma tratar-se da mesma Anna Maria de Jesus (Nha Ninha), nossa tiatrisavo e irma do trisavo Antonio Rodrigues Coelho. A presenca da assinatura Coelho mascarou um pouco o nome pelo qual ela era conhecida em nossa genealogia.

Se os dados referirem-se aos nascimentos da maioria dos componentes desta ultima lista, pelas idades dos ultimos que aparecem, os ultimos livros serao ainda do inicio do seculo XIX. Mas se referirem-se aos testamentos, os ultimos livros datarao do final do seculo XIX e, talvez, inicio do seculo XX, o que aumentam as chances de estarem em melhor estado de conservacao. Assim poderiamos obter uma maior quantidade de dados, embora, nem todo testamento fazia mencao aos ancestrais. O que nao seria bom para o nosso objetivo principal.

No livro dele, o professor Nelson Coelho de Senna especulou que as muitas familias Coelho do Norte de Minas Gerais deveriam descender da figura historica Manoel Rodrigues Coelho, portugues que no inicio do Ciclo do Ouro tornou-se afortunado senhor de grandes lavras na regiao do Distrito de Santa Rita Durao, antigo Inficcionado, pertencente a Mariana. Nao ha duvida que muitas das pessoas presentes nesta lista poderao, e deverao, ter ascendencia neste patriarca. Contudo, sera improvavel que mais da metade nao o seja.

Pelo tamanho da lista podemos agora constatar a razao da existencia de tantas Familias Coelho na regiao. E tambem podemos afirmar que mesmo sem assinar, a populacao de Centro e Norte mineiros devera quase toda provir de uma ou mais raiz Coelho presente nesta lista. Destacam-se os de origem portuguesa (port.) que nao deverao descender do Manoel Rodrigues Coelho. Ha que ressalvar-se que a tia Nha Ninha nao se casou.

(*) MARIA COELHO DA SILVEIRA (Pecanha). Quase comi mosca nesta referencia. Trata-se mesmo de testamentos, pelo menos o eh no caso de dona Maria Coelho da Silveira. Isso posso afirmar porque, `a pagina numero 80 do “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, o professor assim se pronuncia: “Tivemos a oportunidade de examinar este Testamento, registrado no Livro no. 86, do Cartorio de 1o. Oficio da Comarca do Serro.”

O professor Dermeval nao apenas examinou como transcreveu o testamento nas paginas 82 e 83. No final da pagina 83 ha a referencia `a “folhas 1 (hum) do cartorio do Tabeliao de 1o. Oficio de Notas do Serro.” Trata-se do testamento do capitao Ildefonso da Rocha Freitas e de sua esposa, dona Maria Coelho da Silveira. Distrai-me antes mas a combinacao Coelho da Silveira e o vinculo com Pecanha acabou forcando a luzinha da lembranca acender-se quando fui visitar o senhor Morfeu. Como nos falam as tradicoes, nada melhor para a memoria que uma boa consulta ao traveseiro!

Noticia desagradavel eh que neste testamento, ou pelo menos no que foi registrado em cartorio, nada consta a respeito da genealogia, senao a mencao a que o numero de filhos do casal era de doze, nem menciona ancestrais ou local geografico de procedencia. Sabe-se apenas que eram portugueses. O testamento transmite somente o apego religioso dos testadores. Diferentemente de outros que rendem homenagens aos santos protetores e `a Igreja, mas tambem aos ancestrais, descendentes e ao local onde nasceram.

Evidentemente, somente o exame dos testamentos nao garante uma boa leitura genealogica. Para nos que somos leigos, uma boa estrategia e procurar tambem os inventarios do defunto testador. Estes obrigatoriamente incluirao mencoes a herdeiros e detalharao as relacoes parentais. Um bom exemplo do que procurar pode ser mostrado no endereco: http://www.genealogia.villasboas.nom.br/Inv-Test/ManoelPereiraDoAmaral.html.

Encontrei este exemplo quando estava tentando procurar a procedencia do quartavo Joaquim Pereira do Amaral. Como se pode verificar, sao pelo menos duas familias Pereira do Amaral em Minas Gerais. Esta nos antigos dominios de Sao Joao del Rei e a descendente do acoriano Miguel Pereira do Amaral. Os dados mostrados pelo professor Pimenta nao nos permite detalhar a origem desta segunda familia, pois, ele apenas menciona que Miguel era natural da Ilha de Sao Miguel, e filho de Manoel Pereira e Maria de Benevides. Nao se explica a origem do Amaral.

Talvez haja algum vinculo entre as duas familias, pois, calcula-se que o nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral tenha nascido em torno de 1750. Observem que na certidao de batismo de Jeronymo Pereira de Carvalho informa-se que os avos maternos procediam tambem dos Acores, ou seja, da Ilha de Fayal, Bispado da Ilha Terceira. O que pode representar apenas uma coincidencia, pois, a todo momento chegavam ao Brasil portugueses de diversas procedencias e se envolviam com as mesmas familias.

Mas tambem pode indicar que um ramo dos Pereira e dos Amaral do Couto de Sao Joao de Tarouca migrou para os Acores e depois os ramos ja aparentados decidiram transladar-se juntos para o Brasil. O que eh muito comum em caso de migracoes, onde os primeiros se dirigem para outras regioes e ao perceberem que terao sucesso na “Terra Prometida”, logo tornam aos parentes com as boas noticias e convites para juntarem-se a eles. Pelo menos essa tem sido a Historia da atual migracao brasileira para o exterior. Embora, a Terra alcancada nao seja mais Prometida!

Ate aqui, a conclusao em nossa busca por dados genealogicos em nosso caso particular, passara primeiro por localizar estes documentos que ja temos referencias, pois, teoricamente serao os mais faceis de localizar-se. Depois de analisa-los e com suas informacoes `a mao eh que decidiremos da necessidade ou nao de procurar-se outros. As informacoes encontradas nestes, em todos os casos, nos servirao de orientadoras na determinacao do proximo passo a ser dado.

COELHO DA SILVA: Uma possibilidade, embora reconhecendo ser remota, sera termos ai nesta lista de Familias Coelho no Brasil a presenca de ancestrais de muitos familiares nossos. Refiro-me ao FRANCISCO COELHO DA SILVA (JR.) e ao JOAO COELHO DA SILVA “CONSENDAS”. Tenho duvida quanto `a traducao deste ultimo sobrenome. Pela presenca deles nos livros 19 e 48, respectivamente, temos a sugestao de poderem ser pai e filho.

E pela idade de nossos parentes que aparecem em livros subsequentes, podemos esperar que os Coelho da Silva tenham nascido em tempos que sugerem, respectivamente, final do seculo XVIII e inicio do seculo XIX. Pode ser que tenha que uma terceira geracao inclua-se o senhor Gilberto Coelho da Silva que foi o marido de dona Marciana e estes se tornaram os pais da dona Adelaide e senhores Gabriel (Gabi) e Francisco (Chico) Gilberto. Obvio, isto eh apenas uma suposicao, dentro da logica possivel que os dados soltos sugerem a mim. Nao sou Deus para ter certeza absoluta!

Enfim, a lista dos Coelho combinados a outros sobrenomes sugere a possibilidade de que muitas familias guardaram apenas seus outros sobrenomes embora tendo seu lado Coelho. Eh razoavel imaginar que a descendencia do senhor Manoel Coelho de Lima, embora sem referencia cartorial aqui, tenha preferido adotar o “de Lima” para permanecer na familia.

Isso ocorre entre as familias cujos sobrenomes tornam-se escessivamente frequentes, pois, a descendencia eh levada a pensar que nao ha a necessidade de manter aquele sobrenome que todos sabem estar na raiz dos nomes de todos. No exemplo acima, os senhores Gabi e Chico deixaram o Coelho em favor do Soares que era de origem materna, da dona Marciana. No ramo familiar de meus pais somos muitos os repetidos Coelho, porem, a preferencia se deu pelo Magalhaes Barbalho, pois, assinar Coelho seria chover no molhado!

Mas nao podemos nos enganar pensando que todos os familiares Lima descendam do Manoel Coelho de Lima. Observem na lista de Portugueses Falecidos Sem Testamento que houve um S. Mor, Jose Barata de Lima. Haverao os que descenderao dele tambem. E nao devem ser poucos porque a referencia dele eh o ano de 1788! E devemos considerar tambem a possibilidade muito provavel de outros Lima terem se estabelecido na regiao do Serro e seus sobrenomes terem permanecido.

 

Obs.: Notei ao buscar meus textos via servidor google.com.br ele nao abre algumas paginas do meu blog. Ao contrario do http://www.google.com, sem o br.

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  25. 100 REASONS TO AMNESTY THE UNDOCUMENTED WORKERS IN UNITED STATES | Val51mabar's Blog Says:

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  26. 13 STARS = WOMAN. | Val51mabar's Blog Says:

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  27. CARTA AO CANDIDATO DO PSOL: PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO | Val51mabar's Blog Says:

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  28. 13 ESTRELAS = MULHER | Val51mabar's Blog Says:

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  29. FAIXA DE GAZA, O TRAVESSAO NOS OLHOS DA HUMANIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  30. IMIGRACAO: SEM LENCO E SEM DOCUMENTO, O BARRIL TRANSBORDANTE DE INJUSTICAS. | Val51mabar's Blog Says:

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  31. THE NONSENSE LAW. | Val51mabar's Blog Says:

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  32. POLITICA, FUTEBOL, MUSAS E PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA; OBAMA, GRANDES CORPORACOES E IMIGRACAO. | Val51mabar's Blog Says:

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  33. CARTA DE LIBERTACAO | Val51mabar's Blog Says:

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  34. About The Third and Last Testament | Val51mabar's Blog Says:

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  35. The Third and Last Testament | Val51mabar's Blog Says:

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  36. ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS, 2014/2015 | Val51mabar's Blog Says:

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  37. MOVIMENTO: “FORA DILMA, FORA PT”; QUE OSSO CAMARADA?!!! | Val51mabar's Blog Says:

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  38. NOS, OS NOBRES, E A AVO DO JUSCELINO TAMBEM PODE TER SIDO BARBALHO COELHO | Val51mabar's Blog Says:

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  39. ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO NO SITIO: www.geneaminas.com.br | Val51mabar's Blog Says:

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  40. UM NOSSO LADO CRISTAO-NOVO E, TALVEZ, OUTRO PAULISTANO | Val51mabar's Blog Says:

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  41. MEUS GUARDADOS 2015 | Val51mabar's Blog Says:

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  42. ALIENS, CONSPIRACIES, DISAPPEARED TREASURES AND DOMINANCE | Val51mabar's Blog Says:

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  43. OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS | Val51mabar's Blog Says:

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  44. CONSPIRACOES, ALIENIGENAS, TESOUROS DESAPARECIDOS E DOMINACAO | Val51mabar's Blog Says:

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  45. MINHAS POSTAGENS MAIS RECENTES NO FACEBOOK | Val51mabar's Blog Says:

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  49. 500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL | Val51mabar's Blog Says:

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