UMA VOLTA AO MUNDO EM 4 OU 3 ATOS (POLITICA INTERNACIONAL DO MOMENTO)

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0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

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7. IN INGLISH

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8. IMIGRACAO

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UMA VOLTA AO MUNDO EM 4 OU 3 ATOS (POLITICA INTERNACIONAL DO MOMENTO)
INDICE
1. NO FRIGIR DOS OVOS (TERRORISMO)
2. NO FRIGIR DOS CORACOES
3. NO FRIGIR DAS ALMAS
4. TOCANDO EM MIUDOS
1. NO FRIGIR DOS OVOS (TERRORISMO)
Conta-nos a Historia que havia a intencao de cometer-se um assassinato politico a nivel internacional. Isso se deu `as vesperas da I Guerra Mundial. Embora `a epoca a palavra nao fosse de uso comum, por tratar-se de faccao mais fraca planejando a morte de um dignatario do alto escalao administrativo, os jornais do sistema atual nao pensariam duas vezes em categorizar tal intencao como um plano terrorista.
(A mencao ao fato encontra-se na cronica do jornalista e politico Fernando Gabeira, postada sob o endereco: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,teorias-em-tempos-de-barbarie-imp-,1620610, no penultimo paragrafo do texto. E aconteceu horas antes da execucao do arquiduque Francisco Ferdinando. A citacao nao significa que compartilho da opiniao do autor).
Mas a surpresa eh outra. Durante a operacao os “terroristas” perceberam que o alvo estava acompanhado de criancas. Imediatamente suspenderam a operacao, pois, nao queriam macular a causa com as mortes, mesmo que acidental, de inocentes. Poderiamos dizer que tais pessoas foram “terroristas cavalheiros”. Tinham escrupulos.
100 anos depois eh chamada uma guerra contra o “terrorismo”. O “terrorismo” do seculo XXI pareceria algo dantesco a qualquer pessoa tanto do mal quanto do bem de 100 anos atras. Escolhe seus alvos pelo efeito atordoante que causa `a sociedade adversaria. Bombardear predios aparentemente dedicados a atividades civis, usando como bombas aeronaves tambem civis, repletas de passageiros torna-se objetivo primario e nao uma casualidade de guerra.
A justificativa eh simples, pessoas e instituicoes, mesmo as civis, fazem parte de um sistema economico que avassala as populacoes perifericas porque contribuem economicamente para o sustento de governos intervencionistas e opressores.
Nao se trata aqui de defender as ideias politicas dos chamados “grupos terroristas”. Trata-se de ouvir-se o que dizem e tentar usar isso para encontrar solucoes para os desafios criados.
Obviamente, um seculo se passou. E a Historia deste seculo deveria ser melhor conhecida para compreender-se porque um chamado “terrorista” de um seculo atras quase poderia ser chamado santo no presente momento.
Para isso imagina-se que contribuiram fatores que levaram os combatentes da periferia a odiarem tanto o centro que se desvincularam daquilo que chamariamos de um minimo de honra.
Alguns destes fatores parecem esquecidos. Mas estao nos livros de Historia. Quando a I Guerra Mundial eclodiu toda a culpa foi jogada sobre os ombros dos assassinos do arquiduque do Imperio Austro-Hungaro. Quando na verdade o que havia era uma disputa pela dominacao entre os imperios. Os chamados “terroristas” que assassinaram o arquiduque pensavam estar buscando solucao para os problemas politicos locais nos balcans. A guerra ja era uma via considerada pelas potencias como uma forma viavel de solucionar o que consideravam problema, ou seja, a concorrencia comercial que umas representavam para as outras.
O assassinato foi apenas a desculpa usada para obscurecer a realidade das disputas economicas. Assim, os “terroristas” passaram a ser os bodes expiatorios para os pecados do mundo imperialista.
O grande problema causado pelo nao reconhecimento da verdade tornou-se o causador da II Guerra Mundial. Por mais que os alemaes pudessem ser responsabilizados pelas destruicoes causadas pela I Guerra, havia uma elite que compartilhava da mesma culpa nos imperios vencedores. No entanto, o peso da “justica” foi depositado no pescoco do cidadao comum, enquanto entre os vencedores, igualmente culpados, foram isentados. Foi isso que abriu as portas para a elevacao do nazismo ao poder e, consequentemente, o caminho se escancarou para a II Guerra.
Claro, e o que ha de vinculos entre as primeiras guerras mundiais e o chamado “terrorismo”? A semelhanca eh tal e qual. As disputas sao economicas. Fatalmente, a maior das fontes economicas da atual civilizacao estava quase que exclusivamente nos territorios dos paises chamados arabes. Paises estes que tem, interna e externamente, disputas milenares. Sendo eles perifericos, as metropoles tem intervido em seus assuntos internos por tempo maior que o seculo que passou. Como nos balcans, as disputas sao economicas, mas a culpa de quaisquer feitos errados eh jogada nos ombros dos chamados “terroristas”.
Para compreender-se o odio que os chamados “terroristas” nutrem contra os intervencionistas basta lembrar-se alguns fatos. Nos ultimos tempos existiam diversas ditaduras implantadas com a assistencia dos intervencionistas. Estes ditadores comecaram a desenvolver ideias proprias. O que os converteram de colaboracionistas a inimigos da “ordem mundial”. Portanto, por ruins, precisavam ser removidos. Nao que antes fossem bons e depois viraram maus. O que passa eh que eram colaboracionistas e mudaram suas ideias. A maldade sempre foi conhecida e a mesma.
A defenestracao do ditador do Iraque eh um caso bem luscidatorio. Reinou por decadas, com maos-de-ferro. Era tao cruel que impedia o crescimento de “grupos terroristas” em seu territorio. Assim, bastou inventar-se contra ele a maldade de desenvolver armas de destruicao em massa e de acobertar atividades terroristas para conseguir-se mover a opiniao publica contra ele e derruba-lo. A promessa: “tudo vai ficar bem com a remocao do mal”.
A verdadeira intencao: “tirar das maos do ditador a decisao sobre o petroleo” e “abrir um campo de batalha no territorio iraquiano para que os “terroristas” que ja haviam declarado guerra aos intervencionistas ficassem ocupados longe dos territorios dos intervencionistas.”
Resultados: “`A medida que os chamados “terroristas” se envolvem nas batalhas de campo, mais destros tem se tornado em relacao `as praticas de guerrilha. O combate a eles funcionou como um antibiotico mal aplicado contra uma doenca menos perigosa, ou seja, os germes criaram resistencia ao antibiotico, transformaram-se em algo com mais virulencia e nao se tem contra eles um outro antibiotico capaz de elimina-los sem causar danos maiores aos doentes que estavam sendo tratados.”
Diga-se de passagem, resultados perfeitamente previsiveis antes mesmo de as intervencoes se iniciarem, pois, essa eh repeticao de fatos historicos e nao algo totalmente novo para a humanidade. O Imperio Romano que o diria do que fez aos barbaros e nos daria noticias de quem venceu a guerra final.
O combate atraves da pura eliminacao de alguns inimigos, como se tem feito com o uso dos drones ou as investidas das forcas armadas israelenses contra a Faixa de Gaza eh algo que lastimavelmente nos da o senso de medida de como os “chamados bons” perderam o rumo do que eh certo e do que eh o errado. Com isso contribuindo para a nao solucao dos problemas.
Os numeros e atitudes falam por eles mesmos. Ha mais de ano uma pessoa relacionada ao Pentagono deu entrevista `a televisao e afirmou que os ataques feitos via drones estadunidenses aos chamados “grupos terroristas” haviam, ate entao, causado a morte de pelo menos 1.500 pessoas. Ressaltava que os alvos eram cuidadosamente selecionados e que os ataques tinham uma “precisao cirurgica”.
Porem, dos mortos calculava que haviam matado no maximo uns 600 considerados “terroristas”. As outras pessoas eram familiares ou pessoas que estavam circulando pelas proximidades, contudo, mesmo sabendo que pessoas inocentes iriam morrer durante um determinado ataque as operacoes nao eram suspensas. Ou seja, admitiu-se o assassinato dos inocentes porque “os fins justificam os meios”.
Durante a ultima investida das forcas de Israel contra a Faixa de Gaza (a descricao aqui eh de proposito, pois, nao se pode classificar tal investida como contra o Hamas ja que os resultados desmentem isso) mais de 2.000 palestinos foram mortos. Destes, mais de 1.000 foram mulheres, criancas, idosos, trabalhadores civis, inclusive servidores da ONU. A Cidade de Gaza teve toda a sua infraestrutura essencial danificada ou destruida e milhares de moradias foram niveladas ao chao.
Estas e outras atitudes foram cometidas por aqueles que se anunciam o “lado do bem” e proclamam aos quatro ventos que estao combatendo o “terrorismo”. Pois que cada um compare as atitudes daqueles que suspenderam a execucao de uma operacao porque queriam evitar o martirio desnecessario de criancas (mas seriam classificados como terroristas) com a atual atitude dos autoproclamados “paladinos da justica”, que se dizem defensores dos direitos e da democracia mas pensam que as vidas dos inocentes que estiverem nas proximidades de um “terrorista” a ser extrajudicialmente executado nao valem o ar que respiram.
Diante da realidade dessa equacao, ou seja, o valor que um chamado “terrorista” do inicio do seculo XX atribuia `a vida dos inocentes em comparacao com o que os autoproclamados “paladinos da justica” dao `as vidas tambem de inocentes atualmente, poderiamos imaginar que a evolucao da especie humana no atributo civilidade esta seriamente comprometida pelos pontos de negatividade que ganhou.
Nao eh, pois, de admirar-se que os “chamados terroristas”, cometam o que cometerem, terao apoio de alguma parcela da populacao. Isso porque esta desenvolve suas opinioes pelos exemplos com os quais convive. Neste caso, falta-lhe exemplos bons, entao, nao fara diferenca seguir o mal exemplo de um ou de outro lado. Os criterios para seguir um lado ou outro dependera de outros interesses que nao sejam o de seguir o bem ou o mal.
Depois que o governo estadunidense, nas pessoas dos previos administradores, George W. Bush, Dick Cheney, Colin Powell e Condoleezza Rice apresentaram ao mundo as falsas justificativas que manipularam para levar a guerra ao Iraque, tornou-se impossivel distinguir entre um lado do bem e outro do mal. E como estes criminosos, supostamente, nao pagarao pelos crimes contra a humanidade que cometeram, entao, criar-se-a a esperanca nos “chamados terroristas” de tambem escaparem `as garras de quaisquer justicas caso saiam vencedores.
2. NO FRIGIR DOS CORACOES
Tradicionalmente atribui-se ao coracao a compaixao, a bondade e o amor. Seria como se as outras decisoes dependessem de calculos que, por serem supostamente mais complicados, proviriam do cerebro. Mas nao importa, todos os sentimentos e pensamentos sao processados no cerebro, e eh dele que se deve tirar todas as respostas.
Desde semanas atras vinha se processando os dramas de dois refens japoneses. Em resposta `a promessa do Japao de comprometer 200 milhoes de dolares com o combate ao grupo do Estado Islamico, este grupo solicitou outros 200 milhoes para libertar os prisioneiros. Uma troca dessas seria surreal, mas quanto valem duas vidas humanas?!
Pelo solicitado, a dirigencia do ISIS demonstra que usa o cerebro e sabe como dar um xeque neste jogo pelo dominio. A recusa ao pagamento levou `a decapitacao de um dos refens e `a oferta da troca do segundo por uma afiliada `a Al Qaeda, irma mais antiga do ISIS, que fora capturada ha varios anos atras, numa tentativa falha de cometer um ataque suicida contra os jordanianos.
Os jordanianos decidiram por uma contraproposta. Trocariam a suicida por um piloto que fora capturado pelo ISIS em um ataque contra posicoes do grupo no qual o aviao caiu ou foi derrubado. E para fazer a troca a Jordania exigiu prova de vida do piloto. A barganha caiu num impasse e o primeiro a pagar a conta foi o segundo refem japones que tambem foi executado.
Nesta semana, hoje eh 06.02.15, ficou claro porque a contraproposta nao seria efetivada. O ISIS ja havia colocado o piloto em uma jaula, embebido em gasolina e queimado vivo. As cenas foram gravadas no melhor da tecnologia hollywoodiana e postadas nos mecanismos de divulgacao do grupo. Obviamente, nao serao cenas proprias nem mesmo para os que tem estomago de avestruz.
As noticias foram passadas pela grande imprensa nos Estados Unidos num tom que parecia estar-se aproveitando a oportunidade para virar a mesa. O tom era ufanico. Parecia que so faltava mais essa atrocidade para convencer os jordanianos a entrar de corpo e alma nessa guerra. E o que se poderia esperar dessa entrada seria uma vitoria convincente e rapida. Enfim, “o bem” venceria “o mal”!
O piloto jordaniano era uma referencia no pais. Filho de uma das tribos mais proeminentes e, naturalmente, como a Jordania eh uma nacao de pequeno porte, uma parte da populacao conhecia-o pessoalmente. E a populacao saiu `as ruas para exigir vinganca.
O moderado rei da Jordania saiu `as pressas de reunioes que estava tendo aqui nos Estados Unidos para liderar pessoalmente os proximos atos. Alem de prestar as homenagens ao piloto e tentar consolar a familia, foi logo ordenando inumeros ataques aereos `as posicoes do ISIS, na Siria e no Iraque. Ataques estes que ainda estao se processando.
Ha algum tempo escrevi nota expressando a minha preocupacao de que a Jordania se tornaria a proxima vitima do intervencionismo colonialista. E com os ultimos acontecimentos parece-me que o temor podera estar prestes a realizar-se.
O assassinato barbaro do piloto jordaniano continha uma mensagem subliminar de grande utilidade para o ISIS. Embora acredite-se que as operacoes aereas nao sejam o suficiente para vencer o grupo, os Estados Unidos haviam divulgado dados que, acreditava-se, elas haviam eliminado cerca de 6.000 combatentes, entre eles estavam diversos lideres de influencia.
A morte do piloto em chamas era para influenciar a opiniao da porcao muculmana que se sente atingida pelo intervencionismo internacional. Ou seja, nos estamos matando apenas uma pessoa com a mesma crueldade que eles estao usando contra nos. Este piloto nao eh inocente. Se ele nao tivesse caido em nossas maos ele estaria usando bombas para fazer conosco o que estamos mostrando. Se eh cruel morrer numa jaula sem defesa, por que eh menos cruel ser queimados por bombas para as quais nao temos defesa?
A Historia nunca acaba quando contada apenas por uma versao. O outro lado sempre precisa ser ouvido ou nunca se chegara a um consenso.
Como ja mencionei antes, o terrorismo demonstrado pelo ISIS nao tem a finalidade unica de aterrorizar os inimigos. Ele funciona como um instrumento de recrutamento. Eh como uma prova de vestibular. Se o recruta nao aceitar responder `as provas de acordo com o que os mestres ensinaram, entao, nao eh aprovado. O ISIS quer em suas fileiras aqueles que pensam ser os melhores para os propositos por ele definidos. Quer pessoas decididas. As que tiverem duvidas sera melhor nao se envolverem.
A resposta que o rei da Jordania esta dando eh justamente a que o grupo esperava. Isso porque ate agora o pais se mantinha relativamente neutro. E por isso tem atraido refugiados de toda a regiao. Isso torna a imagem da nacao mais palatavel que a maioria dos vizinhos que sao ditaduras mais explicitas. Uma investida para derrubar o governo da Jordania sofreria o criticismo mesmo entre alguns grupos radicais.
A resposta agressiva nao muda apenas a imagem do pais. Da oportunidade aos dirigentes mais linha dura a agir com mais liberdade. E isso esta na Historia de toda a humanidade. Quando os linha dura assumem o poder, as radicalizacoes acompanham. Assim, muitos que se sentiam confortaveis em suas posicoes moderadas se veem acuados e forcados a decidir um lado a seguir. E nao importa qual for a proposta. Quando seres humanos sao obrigados a decidir posicionamentos nunca chegam `a unanimidade. Principalmente quando se trata de um contingente numeroso.
O ISIS nao precisa que muitos na Jordania decidam a lutar a favor dele. Precisa de um numero suficiente para causar confusao. Basta alguns candidatos a bombas suicidas, somados a alguns ataques do genero guerrilheiro. Dai para frente as coisas podem caminhar por si mesmas. As discordias jogam uns contra os outros. Assim teremos um novo Iraque ou uma nova Siria na regiao. Na confusao os mais radicais como o ISIS acabam sendo favorecidos. Apenas um milagre faz com que a Historia nao se repita.
E o grupo parece que esta explorando bem as cartas que tem em maos. As execucoes, mandadas pelo rei jordaniano, de prisioneiros que ja estavam no corredor da morte, foi como uma dadiva do ceu para ele. Principalmente no caso da prisioneira que fora escolhida para a troca pelo refem japones. Se a troca tivesse sido processada, o mais provavel seria ela ser executada friamente. Isso porque a bomba que ela carregava nao detonou. Ela seria acusada de nao ter cumprido a missao para a qual fora escolhida. A execucao dela a torna util na guerra midiatica, pois, muitos verao isso como uma covardia cometida pelo rei. Eh uma forma de igualar-se ao ISIS, por baixo.
Hoje tambem houve o anuncio de que uma refem estadunidense morreu em consequencia dos bombardeamentos de predios supostamente usados pelo ISIS para suas operacoes. A imprensa aqui nos Estados Unidos foi pega de surpresa e pareceu despreparada para digerir com agilidade a afirmacao. Parecia querer passar a ideia de que isso jamais aconteceria. Como se eles proprios crescem na lorota de que existem bombas inteligentes.
Se alguma bomba fosse inteligente, faria o servio para o qual fora destinada mas voltaria inteira da missao. A falta de inteligencia dela eh fazer um trabalho que quem a enviou nao quer fazer consigo mesmo e o resultado eh que ela nao causa nenhum beneficio para si mesma nem para os semelhantes dela. Em bombas nao ha inteligencia e sim interesses que chafurdam na burrice delas.
O proprio grupo pode ter antecipado a possibilidade de tal predio ser bombardeado e nele ter aprisionado a refem. Assim, ele teria como tem a oportunidade de inverter a condicao de culpado. A alegacao da Casa Branca de que ela estava nas maos do grupo contra a propria vontade e era prerrogativa exclusiva dele de responder pela seguranca da prisioneira cai por terra, pois, na sequencia historica ela nao estaria nas maos do ISIS se nao tivesse havido a intervencao no Iraque, que teve um governo corrupto imposto, que levou `as disputas tribais e que levaram `a criacao do Estado Islamico. Nao existe culpa unilateral neste ou em qualquer outro caso.
O unico objetivo do uso midiatico do ISIS eh fazer com que a parte da populacao muculmana que cre que a religiao dela esta sendo oprimida e atacada pelos cruzados e pelos governantes locais se envolva em todos os sentidos. O grupo precisa apenas fazer o povo engajar-se e, induzindo os inimigos a cometerem mau julgamentos, isso se torna a garantia de que o pretendido ocorrera. Bombardear a infraestrutura dominada pelo ISIS ira fatalmente ocasionar danos colaterais e muitos inocentes serao desnecessariamente sacrificados. E isso se torna argumento para que o grupo nao esgote sua fonte de voluntarios.
Eh por isso que repito. Combater os “terroristas” nao eh suficiente para vencer o terrorismo. A unica forma de combater o terrorismo eh nao dar motivos para que os novos recrutamentos acontecam. Toda especie que para de reproduzir se extingue. Se as razoes para os “terroristas” existirem nao fossem criadas e nao fossem cultivadas eles nao se replicariam ou ate mesmo nao surgiriam. O terrorismo nao eh fruto da maldade unilateral de certos muculmanos mas eh uma composicao da maldade de todos os lados envolvidos.
Nao se trata de manifestar apoio ou simpatia ao que o ISIS esta fazendo. Mas estamos assistindo a um capitulo repetido da Historia da Humanidade. O ISIS na pessoa de seus dirigentes adulterou a interpretacao das intencoes das Escrituras que os muculmanos consideram sagradas. E faz uso deste adulterio para levar o povo a pecar junto com eles.
A coligacao reunida e chefiada pelos Estados Unidos para fazer encolher e destruir o grupo assemelha-se `a turba reunida pelos fariseus para levar a mulher adultera `a presenca de Jesus, com a intencao de que ele a julgasse e condenasse, tornando-se um pecador como eles o eram. Mas Jesus preferiu nao condenar sem antes fazer um julgamento justo dos fariseus e sua turba. A diferenca hoje-em-dia eh que os fariseus e sua turba tornaram piores do que aquela geracao de 2.000 anos atras.
3. NO FRIGIR DAS ALMAS
Outro assunto que ganhou espaco na midia estadunidense foi a caca a bruxa argentina. A imprensa ja estava com as garras e os bicos de rapina preparados para explorar o que se passa no pais platino mas o ISIS esta tomando conta de toda a grade.
Antes de continuar, preciso esclareccer que nao tenho nenhuma afiliacao com a situacao na Argentina. Para falar a verdade, nao acompanho os movimentos do governo argentino ha algum tempo e nao formei opiniao alguma a respeito da presidenta Christina. Nao posso dizer se ela eh boa ou ruim, nem como pessoa nem como governante. Minha analise procede de fatos relacionados com o geral dos quais estou informado.
O que esta circulando pela imprensa eh que a presidenta esta sendo investigada por acobertar o envolvimento do Iran num ataque a bomba feito a uma instituicao judaica, no inicio da decada de 1990. A versao afirma que houve um acordo entre as autoridades iranianas e argentinas para que o caso fosse abafado e em troca os argentinos receberiam petroleo a precos camaradas.
Ato continuo, o investigador especial argentino que conduzia o processo foi encontrado morto em sua residencia. A morte se deu como resultado de um tiro na cabeca que ainda nao se sabe se causado por suicidio ou assassinato. O exame autopsial ainda nao teve tempo de ser concluido.
Alega-se tambem que foi encontrado na lixeira do investigador uma copia do processo. Entre os papeis estava um rascunho de pedido de prisao da presidenta.
Essas coisas somadas induziram a imprensa e parte da populacao argentina a assumir que a presidenta esta envolvida num escandalo internacional e muitos querem ver a cabeca dela rolar. O problema eh que, em meu modesto entendimento, esta eh a unica versao que esta circulando numa imprensa que eh longamente suspeita de agir com partidarismos.
Os fatos nao sao poucos e sao historicos. Para compreende-los eh preciso retornarmos `a data de 1945 em diante. Naquele tempo o nazismo havia sido derrotado militarmente. Alguns chefes proeminentes foram julgados no teatro de Nurembergue e condenados. Contudo, milhares de criminosos nazistas se safaram das cortes, num complo que envolve os aliados chefiados pelos Estados Unidos, a dirigencia da antiga Uniao Sovietica e ate o Vaticano.
Paises do Sul das Americas nao eram apenas aliados dos Estados Unidos, eram seus capachos. Envolviam-se de olhos fechados em tudo o que o chefe mandava. E os Estados Unidos importaram dezenas de milhares de nazistas, os quais selecionara para si. Estes preenchiam seus interesses tais como o cientista Wernher Von Braun.
Von Braun nao apenas foi acobertado. Ele e milhares de colegas receberam tratamento vip por causa das conhecimentos que possuiam. O cientista tornou-se o organizador da NASA e foi o responsavel pelo grande avanco dos Estados Unidos na area da exploracao espacial. Enquanto a parte conservadora do mundo solicitava as cabecas de todos os nazistas, a antiga Uniao Sovietica e os Estados Unidos se envolveram no capitulo da Historia conhecido como Guerra Fria. De muito quente ela levou os Estados Unidos `a lideranca tecnologica e economica gracas `a transferencia dos conhecimentos iniciados pelos pesquisadores alemaes.
Contudo, os nazistas menos uteis aos interesses dos Estados Unidos, ou aqueles cujos crimes eram hediondamente claros para serem ocultados, foram transferidos para o Cone Sul. Entre as figuras mais conhecidas temos o medico Josef Mengele, que morreu muitos anos depois numa praia brasileira. Todos os governantes dos paises sulamericanos comprometeram-se com a ocultacao e protecao dos criminosos nazistas, gracas ao envolvimento promiscuo que possuiam com o imperio. E os nazistas cresceram e multiplicaram, deixando filhos e filhas que nao tinham culpa alguma no cartorio e atualmente sao cidadaos honrados e falam linguas latinas.
Mas a Historia nao morre ai. Com a fundacao do Estado de Israel e a criacao do Instituto Wiesenthal, os criminosos nazistas e suas atividades passaram a ser investigadas em seus menores detalhes. E agentes destas instituicoes passaram a caca-los para julgamento e ha provas que diversos que resistiram foram executados extrajudicialmente. Isso criou grande tensao e inseguranca entre os fugitivos e seus familiares.
Quando do atentado contra a instituicao judaica na Argentina, Israel estava `as voltas com suas frequentes intervencoes contra os palestinos. Imediatamente a populacao de origem arabe, que eh proeminente na area congruente dos territorios argentino, brasileiro e paraguaio, passou a ser suspeita de envolvimento. Contudo, analises mais serias indicam que aquele fora um recado dos nazistas ainda restantes para que os judeus cuidassem das vidas deles e os deixassem em seus cantos.
Como disse, nao tenho razoes nem para amor nem para o odio `a presidenta da argentina. A verdade eh que estou acostumado a extrair de minhas opinioes as influencias de qualquer sentimento outro que nao a verdade. Minha opiniao nao exclui em hipotese alguma a possibilidade de culpa da presidenta. O que me parece eh que as evidencias fatuais indicam o oposto.
O encontro do suposto processo na lixeira do investigador eh algo tao primario que se torna inconscebivel, a nao ser como o plantio de evidencia falsa. Primeiro porque isso eh tao frequente em romances e filmes policiais que todo fascinora sabe que precisa eliminar provas contra si e, caso o assassinato tivesse parte com os planos da Casa Rosada, os perpetradores do crime saberiam que a lixeira seria uma das primeiras evidencias a ser eliminadas.
Outro detalhe eh a hipotese de que o investigador especial teria jogado o documento na lixeira porque ja o houvera substituido por outro mais completo. Atualmente essa atitude seria surreal porque todo orgao governamental conhece a necessidade de nao descartar-se documentos integrais em lixeiras, pois, tudo eh objeto de espionagem. E eh justamente por causa disso que os trituradores de documentos fazem tanto sucesso em todo e qualquer escritorio, inclusive nos residenciais.
A ideia de que o Iran compraria com petroleo barato o silencio argentino carece de fundamento e objetividade. Ele faria isso para nao ter o nome mencionado entre os responsaveis pelos atentados contra a instituicao judaica. Para que a acusacao fosse efetiva seria necessario responder a esta questao: qual era o prejuizo que a mencao causaria ao Iran?
Tudo eh possivel. Mas basta retornar aos arquivos das ultimas Assembleias Anuais da ONU e verificarmos o monte de acusacoes que o pais sofre a partir dos governantes israelenses, dignatarios estudunidenses e aliados. Qualquer acusacao por parte da Argentina nao alteraria um quadro ja preexistente. A compra do silencio argentino nao valeria nem mesmo um supertanque carregado de petroleo, quanto mais um contrato de fornecimento a longo prazo!
Por outro lado, existem fatores evidenciais que apontam para um complo internacional contra a presidenta. Em primeiro lugar ela faz parte de um grupo de presidentes da America Latina que pretende romper com as imposicoes do imperio. Nao no sentido de formar um reduto inimigo dos Estados Unidos. Mas eh sabido que os ultimos governos do Brasil, Uruguai, Venezuela, Argentina e outros nao estao mais dispostos a “fazer tudo o que o comandante mandar.”
Isso tem levantado nao apenas sombrancelhas por parte dos, entao, chefes hegemonicos do poder do mundo. Eles estao articulando planos, e alguns ja estao em execucao, para conter tais arrobos de independencia. Se os perifericos tornarem-se efetivos, seria uma segunda independencia para tais paises.
As tentativas de intervencao podem ser observadas em primeira mao atraves das coberturas midiaticas onde as antigas esquerdas sao sempre apresentadas de forma negativa. No plano economico a propria Argentina foi vitima recentemente de uma conspiracao que forcou a nacao a cair em um quadro de inadimplencia.
Alguns podem defender a posicao do credor, pois, era direito dele aceitar ou nao a negociacao da divida sob o criterio apresentado pela Argentina. Mas todos os outros credores aceitaram, indicando que se a pilula nao era agradavel pelo menos tinha um efeito medicinal que superava o mal gosto. A intransigencia tem conotacoes de perseguicao.
Nao bastasse o credor intransigente ser judeu-estadunidense, a complicacao do caso argentino tem como cenario principal um crime cometido contra os direitos humanos, porem, em particular contra a comunidade judia. E ultimamente os judeus que sempre exploraram o fato de terem sido perseguidos pelos nazistas para obterem beneficios, atualmente estao explorando mais o terrorismo em substituicao ao nazismo, para alcancar o mesmo objetivo.
E o que explicaria isso? Simples. O nazismo foi algo que aconteceu ha pelo menos 3 geracoes passadas. Isso significa dizer que o pedido de: “Ajude-me porque o nazista quer me pegar”, nao causa o mesmo efeito nas geracoes atuais. Por melhor informado que um jovem atual for a respeito do nazismo, soara para ele como algo ultrapassado.
Em contraposicao, o “terrorismo” eh algo bastante atualizado. Portanto, o uso da imagem do “terrorista” perseguindo o judeu eh mais apelativa. A imagem construida para o Iran como um pais dedicado a fomentar terrorismo e ser inimigo declarado de Israel contribui fundamentalmente para a construcao das teorias de conspiracao, usadas para acobertar outros fatos.
Um deles eh o porque nao tem sido muito util a Israel lembrar do que os nazistas fizeram aos judeus durante a II Guerra Mundial. Isso porque os jovens de hoje poderao acertadamente encontrar paralelos de semelhanca entre o que os judeus de 7 decadas atras passaram com o que os atuais judeus fazem os palestinos passarem. Os jovens de hoje poderao pensar que eh justo fazer com os judeus de hoje o mesmo que se fez aos nazistas de ontem.
Acredito que a presidenta argentina nao apenas esteja agindo emocionalmente ao preferir atirar a ermo em busca de defender-se de uma acusacao inesperada. Ela tambem esta sendo mal assessorada por advogados incompetentes ou mal intencionados. Casos como esses precisam ser levados em banho-maria. “Cautela e canja de galinha nao fazem mal a ninguem.” Um bom investigador as vezes trabalha com falsas acusacoes para forcar os suspeitos a se defenderem e assim confirmar o que queriam ouvir e nao necessariamente a confissao do caso.
4. TOCANDO EM MIUDOS
Nas ultimas horas a midia enorme reabriu antigos sussurros que afirmavam que pessoas de grande importancia do governo da Arabia Saudita foram corresponsaveis pelos ataques em solo estadunidense em 11 de setembro de 2001. Sabe-se que a acusacao foi feita pelo vigesimo sequestador dos avioes. Ele eh identificado assim porque perdeu o voo e acabou sendo preso.
Nao se sabe o que ele realmente disse porque o depoimento permanece classificado como secreto. Nao se sabe em quais condicoes os interrogatorios se deram. Partindo do que ocorreu na Era Bush, o que se pode esperar eh que elas eram as de tortura. Nao se sabe se outras fontes independentes corroborariam com as informacoes.
Mas sabe-se que em condicoes de tortura qualquer um fala o que o investigador deseja ouvir, na esperanca de ser preservado dos sofrimentos. Por outro lado, agentes bem preparados e sob tortura sabem levantar falsas acusacoes para jogar seus adversarios uns contra os outros.
Neste quadro ha que indagar-se o porque de a imprensa estadunidense ter levantado tal ponto neste momento crucial. Um fato perceptivel eh que a imprensa grande age como uma “agencia secreta”, `as claras, ou como um braco pardo da governanca dos Estados Unidos. Em verdade, ela eh usada como um tapete para abafar os malfeitos da governanca e que se puxa contra os adversarios. Talvez seja o verdadeiro fator “man-in-black” por tras de todos os fatos sordidos envolvendo a vida da populacao comum, pois, a imprensa enorme eh a responsavel pela formacao das opinioes menos apropriadas ao bem comum da humanidade.
O ressurgimento das insinuacoes contra os sauditas parece ter um endereco obvio, ou seja, o de lancar os sauditas num movimento sem controle, de corpo e alma contra os “terroristas”, exatamente como a Jordania se lancou. Ate entao a conversa do envolvimento deles nos ataques de 11 de setembro havia sido favoravel. Isso porque, na duvida do sim ou do nao, alguns extremistas seriam enganados, pensando que pelo menos uma parte da governanca saudita esta do lado dela, portanto, o pais deixaria de ser um alvo obvio da sua ira. A aparente moderacao do governo saudita em relacao ao extremismo o torna um inimigo escudado contra ele.
Nesta situacao, uma participacao mais efetiva dos sauditas nao lhes causaria nenhum bem. Entao, por que os pretensos amigos estariam procurando forca-los a dar este passo em falso? Para responder eh necessario apenas lembrar quais sao os interesses estadunidenses na regiao.
Em caso de os sauditas morderem a isca e o pais marchar para o quadro da instabilidade politica, nao restara `a governanca outra alternativa que nao a de entregar sua producao de petroleo em troca da protecao oferecida pela mafia de paises ocidentais com grande poder belico e com interesses intervencionistas.
A outra alternativa eh a de o proprio governo saudita assumir uma posicao dominante, endurecendo sua posicao anti-“terrorista” e em contrapartida sendo obrigado a comprar muito mais armamentos nas maos das mesmas potencias belicas. Ou seja, o objetivo eh puramente comercial, nao importam as consequencias para a regiao, quem ganha sao as potencias militares.
O que faz cair por terra as tramoias das metropoles eh o atual quadro de baixos precos do petroleo com a tendencia de induzir-se o consumo numa escala jamais alcancada. O problema eh que isso pode reverter todos os esforcos que ja foram feitos na tentativa de controlar os efeitos das mudancas climaticas que ja estao dando prejuizos enormes a todos os povos do mundo.
E isso pode levar ao total descontrole, pois, tudo de ruim em consequencias que as mudancas climaticas podem induzir ja estao ocorrendo no planeta. Exemplos disso sao as secas extremas na California e no Centro do Brasil, grandes produtores de alimentos. As nevascas no Nordeste dos Estados Unidos tem sido recordes, o que tem levado a prejuizos locais. Naturalmente, espera-se que acontecam as piores inundacoes da Historia em outras partes do planeta. E isso repercute negativamente em relacao `a paz mundial.
Apesar disso, a imprensa larga tem desempenhado seu papel de influenciar a maior parte da opiniao publica a pensar que a governanca ocidental esta do lado de algum bem! Inclusive anunciando que as taticas adotadas contra o ISIS estao dando certo, induzindo a acreditar-se que estamos a caminho de alguma vitoria. Bem lembrou um reporter independente de que estamos ha mais de 12 anos ouvindo do como a guerra contra o “terrorismo” esta sendo vencida mas em todas as entrevistas dadas por especialistas no assunto nenhum nega que a ameaca esta sempre crescendo.
Ha poucos dias a administracao Obama se propos a suspender o embargo economico contra Cuba. A razao alegada foi a de que nao se pode esperar que continuar a fazer o que tem 50 anos que nao da certo na esperanca de obter-se resultado diferente eh irracional.
Esperava-se que houvesse o mesmo reconhecimento em relacao `as politicas externas de um modo geral, incluindo as anti-“terroristas”. Nao eh possivel que pessoas inteligentes esperarao completar 50 anos de erros para concluir que eh preciso mudar as taticas. Mesmo porque, a continuar no mesmo andar da carruagem, teremos uma III Guerra Mundial a nos torturar antes que se passem os 50 anos. Inteligente eh evitar que isso aconteca.
Assisti a uma entrevista feita ao pensador Deepak Chopra. A entrevista foi apresentada pelo canal Aljazeera America. Ele apresentou 10 pontos que deveriam fundamentar os dialogos. Um deles eh o de: “nao tentar provar que seu adversario esta errado”.
Concordo em numero, genero e grau com os passos mencionados por ele. Eu diria ate que seriam instrucoes divinas para o bom entendimento. Ha porem uma pequena e fundamental falha. Os passos sao ditados sob o pressuposto de que o dialogo sera desenvolvido entre partes que tenham boa vontade. O que nao se aplica a partes como os “chamados terroristas” e, particularmente, `aquelas do lado intervencionista. A eles o que importa sao os interesses.
Numa entrevista recente ao canal MSNBC o ex-governador do Novo Mexico, Bill Richardson, levantou a questao da necessidade de os paises do Oriente Medio se engajarem mais na luta contra os “terroristas” pois, afinal, “o interesse maior eh deles e nao nosso”.
Geralmente concordo com os posicionamentos do ex-governador democrata. Apenas penso que no momento os democratas estao se alinhando ao que os republicanos defendiam com o cinismo tipico dos vendilhoes do templo. Poucos foram os democratas que se posicionaram contra o intervencionismo no Iraque, incluindo-se o entao senador e atual presidente Barack H. Obama. O alinhamento deles agora nao deixa de ser oportunista.
Todo mundo sabe que o objetivo da intervencao no Iraque tinha a finalidade de assegurar o fornecimento de petroleo para as metropoles. A seguranca da populacao regional jamais foi um criterio levado a serio, tanto eh que a ideia incluia criar no Iraque uma especie de Dineylandia do Terror, para onde as atencoes dos chamados “terroristas” se desviassem, escudando com isso os alvos ocidentais.
No caminhar da estrategia eliminou-se um governo que era mal para com o seu proprio povo mas que estava atado ao sistema de tal forma que nada mais poderia fazer que nao dancar segundo a musica. Com a eliminacao de Saddam Hussein realmente as condicoes para a chegada dos “terroristas” se abriram.
Nao apenas isso. Se no governo do ditador existia perseguicoes politicas, pelo menos o sectarismo estava contido; se os xiitas e os curdos tinham algo a temer, pelo menos viviam em relativa paz; se alguns assassinatos politicos ocorriam, pelo menos nao contavam em numeros de centenas de milhares como vem acontecendo desde a invasao. Como as sancoes economicas contra a ditadura nao funcionavam, poderia ter-se tentado promover uma abertura lenta e gradual como outras que ocorreram no mundo.
Contudo, afirma o ditado que: “A pressa eh inimiga da perfeicao”. A situacao do momento era um quadro em que a economia mal gerida pelos Estados Unidos ja estava dando mostras de esgotamento. E a dependencia do pais em relacao `a importacao do petroleo colocava 200 anos de Historia numa situacao de rifa. Naturalmente, haviam diversas opcoes sobre a mesa mas a ideia belicista da administracao Bush prevalesceu, pois, parecia uma solucao imediata para situacao de um seculo.
No final destes ultimos 12 anos, sendo que nos 6 mais recentes os democratas sao donos da cadeira da presidencia, mudou-se o pensamento dependente e a administracao Obama decidiu investir em fontes alternativas de energia, melhorar a eficiencia do consumo e na exploracao do petroleo nacional. O resultado disso eh que os Estados Unidos tornaram-se praticamente independentes em relacao ao fornecimento de energia e podem tornar-se exportadores em breve.
Dai surge o cinismo pois, agora, “o problema do “terrorismo” eh mais dos governos do Oriente Medio que nosso.” Ha apenas que se perguntar: e se as fontes de energia fossem excassas nos Estados Unidos, de quem seria o problema no Oriente Medio? Exceto se ele se espalhar pelo resto do mundo porque neste caso haverao consequencias no mercado mundial, o que retorna ao nosso bolso.
Assim, damos razao `a Al Qaeda! Pois nem mesmo o que provocamos assumimos como nossa responsabilidade de apresentarmos solucoes. A nossa responsabilidade termina no momento em que a nossa situacao financeira esta resolvida. Portanto, o nosso ponto fraco nao eh a importancia que damos `as liberdades e `a democracia. O nosso ponto fraco eh o bolso.
E qualquer inimigo sabe que vencer o adversario consiste em descobrir o ponto fraco dele e com isso ataca-lo para alcancar a vitoria. O ataque `as torres gemeas em Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, nao foi simbolico como afirmam certos especialistas. Tinha um endereco completo e bem pensado.
De forma semelhante pode-se observar que o movimento para fazer naufragar o experimento brasileiro de governo tem tido o mesmo sentido que os ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos. Nao sao as bruxas de Sul que estao soltas. Elas que tratem de resguardar-se, pois, neste mundo de monopolios nao existem escrupulos. Avioes estao ai de forma a que tao facil sao de alcar voos quanto cair. Que as bruxas tenham isso em mente.
Eh tocando nestes pormenores (miudos) que acredita-se haver alguma esperanca para o mundo. A midia absurda tenta passar a ideia de que existe um lado bom e um lado ruim rolando nas politicas internacionais. Na verdade, tanto faz, tanto o lado considerado bom quanto o lado considerado ruim precisam sofrer uma transformacao da agua e/ou do vinagre para o vinho. Nao se pode discutir quem esta certo e quem esta errado numa situacao em que se enxerga que nenhuma das vias leva a algum final feliz. Eh preciso purificar as intencoes de ambos os lados pois que senao todos nos iremos pagar muito caro pela nossa inoperancia.

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50 Responses to “UMA VOLTA AO MUNDO EM 4 OU 3 ATOS (POLITICA INTERNACIONAL DO MOMENTO)”

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  17. MILLOR, MELOU OU MELHOR FERNANDES!? | Val51mabar's Blog Says:

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  18. A FAMILIA COELHO NO LIVRO A MATA DO PECANHA | Val51mabar's Blog Says:

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  19. HISTORICO DO POVOAMENTO MINEIRO, GENEALOGIA COELHO, CIDADE POR CIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  20. ASCENDENCIA DOS ANCESTRAIS: JOSE COELHO DE MAGALHAES/EUGENIA RODRIGUES ROCHA, UMA SAGA A SER DESVENDADA | Val51mabar's Blog Says:

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  21. A HISTORIA DA FAMILIA COELHO DO CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. | Val51mabar's Blog Says:

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  22. A DIVINA PARABOLA | Val51mabar's Blog Says:

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  23. O LIVRO DO CONHECIMENTO DE DEUS | Val51mabar's Blog Says:

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  30. FAIXA DE GAZA, O TRAVESSAO NOS OLHOS DA HUMANIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  31. IMIGRACAO: SEM LENCO E SEM DOCUMENTO, O BARRIL TRANSBORDANTE DE INJUSTICAS. | Val51mabar's Blog Says:

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  32. THE NONSENSE LAW. | Val51mabar's Blog Says:

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  33. POLITICA, FUTEBOL, MUSAS E PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA; OBAMA, GRANDES CORPORACOES E IMIGRACAO. | Val51mabar's Blog Says:

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  34. CARTA DE LIBERTACAO | Val51mabar's Blog Says:

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  35. About The Third and Last Testament | Val51mabar's Blog Says:

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  36. The Third and Last Testament | Val51mabar's Blog Says:

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  37. ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS, 2014/2015 | Val51mabar's Blog Says:

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  39. NOS, OS NOBRES, E A AVO DO JUSCELINO TAMBEM PODE TER SIDO BARBALHO COELHO | Val51mabar's Blog Says:

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  40. ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO NO SITIO: www.geneaminas.com.br | Val51mabar's Blog Says:

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  41. UM NOSSO LADO CRISTAO-NOVO E, TALVEZ, OUTRO PAULISTANO | Val51mabar's Blog Says:

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  42. MEUS GUARDADOS 2015 | Val51mabar's Blog Says:

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  43. ALIENS, CONSPIRACIES, DISAPPEARED TREASURES AND DOMINANCE | Val51mabar's Blog Says:

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  44. OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS | Val51mabar's Blog Says:

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  45. CONSPIRACOES, ALIENIGENAS, TESOUROS DESAPARECIDOS E DOMINACAO | Val51mabar's Blog Says:

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