NOS, OS NOBRES, E A AVO DO JUSCELINO TAMBEM PODE TER SIDO BARBALHO COELHO

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0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

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7. IN INGLISH

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https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

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NOS, OS NOBRES, E A AVO DO JUSCELINO PODE TER SIDO BARBALHO COELHO

INDICE01. PREAMBULO
02. O LIVRO DO PROFESSOR NELSON COELHO DE SENNA

03. GENEALOGIA DE MEUS FILHOS PELO LADO MATERNO
04. ALGUMAS SEQUENCIAS GENEALOGICAS
05. ALGUNS DOCUMENTOS IMPORTANTES

06. ALGUMAS NOTAS DA HISTORIA DO BRASIL E DE MINAS GERAIS
07. ALGUMAS TRADICOES DOS BARBALHO DE VIRGINOPOLIS

08. ALGUNS DADOS DE MANUEL RODRIGUES COELHO (NOSSO ANCESTRAL)
09. ALGUNS COMENTARIOS A RESPEITO DO “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”.01. PREAMBULOPrezados,nessa picada sem fronteiras mais uma pequena etapa concluida. E em primeiro lugar meus eternos agradecimentos ao “primo” Paulo Cesar Pinheiro. Ele localizou, fotografou e enviou-me, via Facebook, as do “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS” junto com o “GENEALOGIA DE MEOS FILHOS PELO LADO MATERNO”, publicados na “REVISTA DO INSTITUTO DE ESTUDOS GENALOGICOS”, localizados por ele no ARQUIVO PUBLICO DE BELO HORIZONTE, e de autoria do professor NELSON COELHO DE SENNA. Ele informou que os documentos do arquivo belorizontino eh bem mais acessivel que os do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. Talvez seja melhor buscar la quando precisarmos. Embora o mineiro nao seja dispensavel.O Paulo Cesar esta engajado na busca dos dados dos ancestrais dele tambem. Ainda nao descobrimos o grau de parentesco que devemos ter atraves da assinatura COELHO DE OLIVEIRA. Coincidentemente, temos um ramo na FAMILIA COELHO DE MAGALHAES que passou a assinar COELHO DE OLIVEIRA, mas trata-se do casamento do COELHO DE MAGALHAES com o OLIVEIRA FREIRE, formado no final do seculo XIX. Os estudos do professor Nelson, porem revelam a presenca da FAMILIA COELHO DE OLIVEIRA na carta de sesmarias passada a JOAO COELHO DE OLIVEIRA, em 1733.O Paulo Cesar tambem informou-nos que o DEMETRIO COELHO DE OLIVEIRA, que foi o marido da tiabisavo MARCOLINA HONORIA COELHO, foi um dos tios dele do passado. Informou-nos ainda que o pai do DEMETRIO foi o senhor LEONEL COELHO DE OLIVEIRA.
Por coincidencia, nao demorou muito e meu irmao, NEY, enviou o livro: “NOTAS HISTORICAS SOBRE GUANHAES”, do dr. INNOCENTE SOARES LEAO, editado em 1967. Ali se informa que o senhor LEONEL foi dono da FAZENDA DO MEXERICO (ou a da Lavrinha, faltou agora `a memoria), em VIRGINOPOLIS.
Outros dois membros da Familia Coelho de Oliveira casaram-se na Oliveira Freire de Virginopolis e residiram em Guanhaes. {Quiteria casou-se com Afonso e Maria Teresa com Leonel Coelho de Oliveira (filho)}.

Ha duvida quanto ao parentesco entre o senhor JANUARIO COELHO DE OLIVEIRA, que foi casado com dona ILIDIA AUGUSTA DE LACERDA, e sao fundadores do COELHO DE LACERDA em Virginopolis, e os outros COELHO DE OLIVEIRA do senhor LEONEL.Os tiosbisavos MARCOLINA HONORIA e DEMETRIO COELHO DE OLIVEIRA mudaram-se para COROACY, local do qual se tornaram fundadores.

Por enquanto, a dificuldade sera fazer a ligacao do dono da sesmarias de 1733 e o senhor LEONEL, que devera ter nascido cerca de 100 anos depois. Para aproxima-los bem, ha que localizar-se o local onde a sesmarias existia e algum inventario e testamento que por acaso tenha havido. Buscando os registros de casamento do senhor LEONEL talvez se encontre esta ponte de um seculo. Senao, haver-se-a que buscar um pouco mais. Assim se faz a GENEALOGIA!!!

Para minha surpresa, descobri que o “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”, do professor NELSON, nao passa disso mesmo! Uma brochura numerada de 1 a 18 paginas. Nem por isso deixa de ser de suma importancia. Eh como fala o ditado: “Nos pequenos frascos encontram-se os melhores perfumes”. O conteudo desta brochura nao tem comparacao, por enquanto.

Por estar sem computador em casa todo o tempo, tive certa dificuldade em usar meu processo de analise. Geralmente, quando toda a obra faz parte da busca, e nao apenas algum dado solto, o que faco eh copia-la `a mao. Copiando, a nossa atencao se prende aos minimos detalhes. `As vezes sao eles que revelam toda a obra.

Como o proprio professor NELSON deixa entendido, o que ele deixou nao foi uma obra completa e sim um mapa a ser completado. Infelizmente, para nos que agora poderemos ajuda-lo a completar, ao entrar no seculo XVIII, o que ele nos passou sao tradicoes de familia. O que isso implica eh que elas sao validas, contudo, tem sempre algo a ser corrigido atraves de pesquisas documentais.

Por essas razoes, resolvi simplesmente copiar todo o trabalho do professor. Em parte porque eh bom. Outra parte porque os dados por ele coletados servem a todos que desejarem pesquisar as gens COELHO no mundo, nao apenas os nossos parentes mais proximos. E, por fim, se acaso enganar-me em meus acrescimos posteriores, os que mantiverem os trabalhos depois de mim poderao corrigi-los.

O trabalho do professor NELSON COELHO DE SENNA eh fantastico para ser chamado de apenas “NOTAS”. Ele organizou o trabalho na ordem decrescente: Coelhos no mundo, em Portugal, no Brasil, em Minas Gerais, ate chegar ao nosso nucleo familiar mais intimo. So entao explora pouca coisa de genealogia da descendencia particular do tioquartavo JOAO COELHO DE MAGALHAES.

Nao preciso eu comentar antes da hora. Leiam o trabalho dele e se emocionem. Logo em seguida pretendo acrescer documentos e informacoes que venho acumulando nos ultimos anos. Mesmo que este trabalho seja um capitulo ainda no desenrolar da Historia, ele demonstra que o Livro da Nossa Historia eh mais bonito do que todos ja escritos.

Procurarei deixar o texto do professor NELSON DE SENNA o maximo irretocavel possivel. Acrescentarei uma numeracao entre {X} para servir de orientacao para o ultimo capitulo do meu texto, o 09. Ao lado da numeracao correspondente, naquele capitulo, darei algumas explicacoes a respeito do correspondente noa texto do professor NELSON.

Com este intento, porem, iniciarei com numero {01} numa porcao mais adiante no texto, na relacao cronologica dos sesmeiros. Apenas porque gostaria de usar como exemplo algo a respeito de membros da Familia PINTO COELHO DA CUNHA. Quando chegarem `a leitura, compreenderao. Apos isso, voltarei ao inicio da leitura e a seguirei na ordem em que foi escrita.02. O LIVRO DO PROFESSOR NELSON COELHO DE SENNA

PALAVRAS FINAIS

Estes assentamentos terao de ser continuados, mesmo por mim ou por algum meo descendente, ou outro qualquer parente da nossa estirpe afim de que se complete este “Livro de Familia”, como “voz augusta dos antepassados”, recordada com clareza e verdade, em suas paginas, para assim rendermos o piedoso preito devido aos do nosso sangue, que ja se foram para o Alem.

E por esse modo manteremos vivas as tradicoes morais e os vinculos de consanguinidade das geracoes anteriores `a nossa, servindo-nos estes apontamentos como leitura de consolo e estimulo, nas horas de amargura, como ja o dizia LACORDAIRE.

Belo Horizonte, (Villa-Emilia), 17-IX-1939

1

Nelson de Senna

ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS

(para um livro de familia)

separata da

“REVISTA DO INSTITUTO DE ESTUDOS GENEALOGICOS”

1939

EMPREZAGRAPHICA DA “REVISTA DOS TRIBUNAIS”

Rua  Conde de Sarzedos, 38 – Sao Paulo

2

NOTAS DE FAMILIA

Professor Nelson de Senna

PROEMIO

“Historia das nacoes nao eh, com efeito, senao a biografia de individuos, a cronica das familias, os anais das povoacoes, formando tudo isso um conjunto de tradicoes gloriosas.”

Os livros domesticos e genealogicos, as recordacoes autobiograficas e de familias, representam um legitimo patrimonio historico.

Ao Brasil se pode aplicar o que disse J. Bodin para a Franca: “Eh impossivel que a Republica e o Estado tenham valor si as familias, que devem ser seus alicerces, sao mal edificadas.”

Nem por ser plebeu, e de origem modesta, deve o homem deixar de investigar as raizes da sua ascendencia. O grande BEJNAMIN FRANKLIN, filho de um simples ferreiro, procurou os seus humildes antepassados em antigas geracoes da Inglaterra, remontando do fim do seculo 18o. aos meados do seculo 16o. Este exemplo eh mais eloquente do que quanto quizessemos dizer a tal respeito.

Em Minas, escasseiam as notas e assentamentos de familia e sao falhos os informes dos registros civis e eclesiasticos, para se poder organizar um bom quadro genealogico, uma arvore completa de antepassados. Os nossos arquivos particulares e domesticos vivem ao abandono. Ninguem cuida de tais estudos, entre nos.

O nosso intuito eh resgatar aqui os nomes de vultos dos ancestrais do nosso sangue e ensinar aos nossos filhos e netos que devem prezar e venerar os troncos das geracoes de que procedemos.”

3

A FAMILIA COELHO NO BRASIL

NOTAS DE FAMILIA

(DESTINA A MEUS FILHOS)

Divisa dos Coelho: “Nos a sanguine Reginum venimus et nostro veniunt sanguine Regis.” (“Nos procedemos do sangue dos Reis e os Reis provem do nosso sangue.”

Em Roma aparece o nome: “Coelho em Marco Coelio Rufo, discipulo de Cicero, o orador, e amigo de Crasso, o triunviro. De “Coelio” {02} o nome foi alterado para “Coelius”, entre os Barbaros; e, depois da Idade Media, surge de novo a forma primitiva Coelio, usada, durante os pontificados de Clemente VIII e de Paulo V, pelo poeta e pintor Gaspar Coelio, entao o mais ilustre portador desse apelido, na Italia, papalina.

Na Espanha, o cognome “Coelio” comecou a se escrever Coello, apelido muito comum nas familias da Galiza, donde se passou para Portugal, ai sendo dado primeiramente a SOEIRO VIEGAS (se. XIV), {03}, a partir do qual os seus descendentes adotaram e conservaram a alcunha “Coelho”. Assim, ja a partir de Braz Viegas Coelho, nascido em Evora (1569), se difundiu o cognome Coelho por Evora, Barcelos, Abrantes, Vizeu, Amarante, e outras terras portuguesas.

Tambem a familia do lendario EGAS MONIZ {04}, lealissimo fidalgo portugues medievo e comtemporaneo da fundacao da monarquia por Dom Afonso Henriques (Se. XII), perpetuara o apelido castelhano “Coello” em varios dos seus descendentes, aportuguesando-o para “Coelho”, sendo o solar de Felgueiras, entre Douro e Minho, o antigo senhorio da casa fundada por EGAS MONIZ; e desde entao os “Coelhos” se firmaram no Reino de Portugal, com seus brazoes e foros de fidalguia. Suas armas vem descritas no vol. 3o., pag. 125, da “Enciclopedia Ilustrada Porguesa”, edicoes do Porto-Lisboa. E a origem lusitana do cognome, seja este provindo de uma terra chamada “Coelha” ou “Coelhos”, `as margens do rio Douro e pertencente a familia de EGAS MONIZ, ou seja derivado da povoacao “Coelho”, no chamado Concelho de Paredes, pode-se ver no “Dicionario Portugues”, de Dom RAFAEL BLUTEAU, no “Elucidario” de VITERBO, no “Dicionario Contemporaneo”, de PINHEIRO CHAGAS e outros autores.

Eh, portanto, fato historico que desde o fim da Idade Media os COELHOS no velho reino Portucalense, deram nome `a povoacao de “Coelho” {06}, da Freguezia de Cette, {05} no referido Concelho de Paredes (provincia do Douro), do entao Bispado e Comarca do Porto. A Vila de Sao Pedro de Cette data do seculo IX, e nela se formou o morgado dos Coelhos, o qual assim ficou ligado `a historia e `as tradicoes lusitanas.

A tradicao atribui, pois, a colonos portugueses, provindos desta freguezia de Cette, Concelho de Paredes (regiao entre Douro e Minho) a transmissao do apelido Coelho `as primeiras familias da Bahia,

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chegadas, em 1549, com o 1o. Governador Geral THOME DE SOUZA. Ja antes, porem, em Pernambuco, se formara a linhagem dos Coelhos de Albuquerque, descendentes de DUARTE COELHO, o primeiro donatario ali posto por Dom Joao III (1535). Comecaram, pois, nos nossos primeiros tempos coloniais, a aparecer os Coelhos no Brasil: o piloto NICOLAU COELHO, no ano de 1500, vindo na armada de Cabral, a quem El-Rei Dom Manuel, fez fidalgo, logo em 1502; os mais antigos exploradores do pais, Goncalo Coelho (1501) e Joao Coelho, natural de Lisboa, arauto-mor (1503); o ja mencionado primeiro donatario de Pernambuco; Duarte Coelho Pereira, capitao donatario de Pernambuco; Joao Coelho de Souza (1579), o primeiro explorador do Rio Sao Francisco, ate acima da cachoeira de Paulo-Afonso, ja no governo de Diogo Lourenco da Veiga; o intrepido Jorge Coelho, governador de Pernambuco (1573); o Dr. Antonio Coelho de Aguiar, ouvidor-geral do Brasil, na Bahia (1578), no governo de Manuel Telles Barreto; o capitao-mor, Feliciano Coelho, um dos conquistadores da Paraiba do Norte (1597); outro capitao-mor, Pero Coelho de Souza (1623), que foi um dos conquistadores do Ceara; Francisco Coelho de Carvalho, fidalgo da Casa Real e primeiro governador do Maranhao (1624); Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho, o Moco, pacificador da Guerra dos Emboabas (1709) e primeiro governador de Minas Gerais; Francisco de Albuquerque Coelho, ultimo dos donatarios da Capitania de Cameta (1773); Antonio Velho Coelho, capitao-mor da Parahyba (1717); Diogo Coelho de Albuquerque, capitao-mor do Maranhao (1663); o prelado do Rio de Janeiro, Dr. Jose Coelho (1643); o grande bispo do Para, Dom Romualdo de Souza Coelho (1821), etc.

*   *    *

E ja no Brasil moderno, o apelido Coelho continua a ser honrado pelo brigadeiro Jeronymo Francisco Coelho (barao de Laguna), pelo marechal Antonio Maria Coelho, pelo ministro Thomaz Coelho, pelos senadores, Coelho Lisboa, Coelho de Moura e Erico Coelho, pelos Jurisconsultos: conselheiro Coelho Rodrigues e desembargador Ferreira Coelho, pelo general e pelo escritor Coelho Netto (ambos assim chamados), pelo arcebispo Dom Moyses Coelho, pelo almirante Gustavo Coelho, pelo bispo Dom Manoel Nunes Coelho e por tantos outros compatriotas ilustres.

Em Minas Gerais e noutros estados do Brasil, a familia Coelho se desdobrou em varias descendencias prolificas, juntando outros apelidos, conforme as ligacoes de sangue. Conhecemos as seguintes familias brasileiras que trazem hoje o cognome Coelho e vamos enumera-las sem preocupacao de ordem alfabetica, cronologica ou de destaque social: Coelho de Albuquerque, Coelho Duarte,

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Coelho da Rocha, Coelho Badaro, Coelho de Magalhaes, Coelho Braga, Coelho Barradas, Coelho Ribeiro, Coelho da Silva, Coelho de Araujo, Coelho da Fonseca, Coelho de Carvalho, Coelho Leao, Coelho de Senna, Coelho de Gouvea, Coelho Gomes, Coelho de Moura, Coelho Linhares, Coelho de Oliveira, Coelho da Fontoura, Coelho da Silveira, Coelho do Rego, Coelho de Avellar, Coelho de Sa, Coelho Matta, Coelho Peixoto, Coelho Teixeira, Coelho de Aguiar, Coelho Nobre, Coelho de Sa, Coelho de Souza, Coelho de Alvarenga, Coelho de Queiroz, Coelho Branco, Coelho Barbosa, Coelho Cavalcanti, Coelho Cabral, Coelho de Almeida, Coelho Lobo, Coelho Lopes, Coelho Martins, Coelho de Mesquita, Coelho Messeder, Coelho Motta, Coelho Borges, Coelho Peres, Coelho Buarque, Coelho Bastos, Coelho Ferreira, Coelho Filgueiras, Coelho Goncalves, Coelho Lemos, Coelho de Lacerda, Coelho Lage, Coelho Guerra, Coelho Jacomo, Coelho Santos, Coelho do Amaral, Coelho Ferrao, Coelho Fragoso, Coelho Lamego, Coelho Leitao, Coelho Lima, Coelho Meirelles, Coelho de Cerqueira, Coelho de Vasconcellos, Coelho Horta, Coelho de Alkimin, Coelho Leal, Coelho Magalhaes, Coelho Mendes, Coelho Miranda, Coelho Mourao, Coelho Pacheco, Coelho de Abreu, Coelho da Trindade, Coelho Guimaraes, Coelho Pessoa, Coelho Neves, Coelho Perise, Coelho Reis, Coelho Rezende, Coelho Torres, Coelho Marques, Coelho Pinto, Coelho Soares, Coelho Cintra, Coelho Ferro, Coelho Gusmao, Coelho de Amorim, Coelho de Andrade, Coelho d’Avila, Coelho Barbalho, Coelho de Barros, Coelho Jacques, Coelho Lisboa, Coelho Netto, Coelho de Arruda, Coelho Campos, Coelho Castro, Coelho Chaves, Coelho da Fontoura, Coelho de Garret, Coelho de Lima, Coelho Tostes, Coelho Lessa, Coelho Lobato, Coelho de Faria, Coelho Rodrigues, Coelho Rosa, Coelho Sa, Coelho Santiago, Coelho Seabra, Coelho Vasconcellos, Coelho de Aquino, nas quais o apelido antecede ao outro sobrenome determinante de novas ligacoes feitas pelos Coelhos: – ao passo que noutros cognomes que com ele se entrelacam, como servem de exemplos: os Abreu Coelho, Araujo Coelho, Aguiar Coelho, Alvarenga Coelho, Andrade Coelho, Aquino Coelho, Antunes Coelho, Almeida Coelho, Alves Coelho, Amaral Coelho, Arruda Coelho, Aranha Coelho, Batista Coelho, Barbosa Coelho, Barros Coelho, Borges Coelho, Barroso Coelho, Bastos Coelho, Bittencourt Coelho, Campos Coelho, Castro Coelho, Cerqueira Coelho, Chagas Coelho, Costa Coelho, Cruz Coelho, Duarte Coelho, Duguet Coelho, Falcao Coelho, Ferraz Coelho, Ferreira Coelho, Dias Coelho, Fortes Coelho, Freitas Coelho, Furtado Coelho, Guedes Coelho, Lage Coelho, Gama Coelho, Leal Coelho, Lima Coelho, Lobo Coelho, Maia Coelho, Nascentes Coelho, Nunes Coelho, Paiva Coelho, Peres Coelho, Pinheiro Coelho, Pinto Coelho e Pinto Coelho da Cunha, Pires Coelho, Queiroga Coelho, Ramos Coelho, Rebello Coelho, Renault Coelho, Ribeiro Coelho, Rocha Coelho, Rodrigues Coelho, Salles Coelho, Sampaio Coelho, Mello Coelho, Santos Coelho, Silva Coelho, Silveira Coelho, Simoes Coelho, Telles Coelho, Torres Coelho, Trindade Coelho, Vargas Coelho, Vasconcellos Coelho, Vaz Coelho, Vianna Coelho, Sa Coelho, Lobato Coelho, Seabra Coelho, Linhares Coelho, Lacerda Coelho, Coutinho Coelho, Ferrao Coelho, Peixoto Coelho, Meirelles Coelho, Paula Coelho, Oliveira Coelho,

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Vieira Coelho, Teixeira Coelho, Magalhaes Coelho, Moreira Coelho, Marques Coelho, Miranda Coelho, Morais Coelho, Mello Coelho, Motta Coelho, Neves Coelho, Leitao Coelho, Lopes Coelho, Pimentel Coelho, Tavares Coelho, Fernandes Coelho, Silva Coelho, Pacheco Coelho, Goncalves Coelho, Paes Coelho, Sanches Coelho, Gomes Coelho, Gouvea Coelho, Nogueira Coelho, Torrezao Coelho, Martins Coelho, Rosa Coelho, Souza Coelho, Queiroz Coelho, Dantas Coelho, Lessa Coelho etc.

ARMAS E BRAZOES DOS COELHO

No comeco do seculo XVI (1502), o “Rei Venturoso” Dom Manuel I, de Portugal, para bem recompensar a seu fiel servidor, o navegador piloto NICOLAU COELHO (que tomara parte na expedicao descobridora do Brasil), lhe deu foros de fidalgo concedendo o uso deste brazao de armas:

“Em campo vermelho, um pe de terra verde junto ao mar, n’elle se assentam duas colunas de prata, e sobre cada uma d’estas um escudete das quintas de Portugal, ficando entre elas um leao de ouro dos Coelhos, sem as faixas; o timbre eh o leao com uma coluna das armas nas garras.”

Ja entao havia, na Nobiliarquia Portuguesa, o primitivo “brazao d’armas” conferido aos ancestrais da nobre familia dos Coelhos, desde os tempos do fidelissimo vassalo EGAS MONIZ, cujos descendentes as conservaram, no velho reino lusitano, e assim eram descritas:

“Em campo de oiro, um leao de purpura faixado de tres faixas xadrezadas de oiro e azul, orla azul com sete coelhos de prata, manchados de prata; o timbre eh o leao do escudo, a que alguns acrescentam um coelho nas garras.”

Instaladas no Brasil seiscentista as Capitanias Hereditarias, tocou a de Pernambuco ao donatario e fidalgo DUARTE COELHO, que nela se estabeleceu (1535) com sua familia e recebeu d’El Rei Dom Joao III o seguinte Brazao d’armas, perpetuado pelos seus descendentes, em terras d’aquem-mar:

“Em campo de ouro, uma cruz ordinaria (de forma comum) firmada em um calvario, tudo de cor de pau preto, assentando o conjunto sobre um monte verde, e junto da cruz um leao vermelho, CHEFE de prata com cinco estrelas sanguinhas, orla azul carregada de cinco castelos de prata cobertos”; e por timbre, o leao das armas.”

*         *         *

Como sempre foram notaveis pela sua fecundidade as familias hispano-lusitanas, que desde a Idade Media trouxeram o apelido ou cognome COELHO

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(confirmando a qualidade prolifica do animalzinho, a que os latinos ja chamavam de Lepus Cuniculus e de cuja imagem se fazia um simbolo de fartura e abundancia), por isso mesmo eh que, conforme narram as cronicas feudais, aparece gravado, em medalhas, sinetes e escudos, um coelho, como primeiro e singelo brazao dado `as familias portadoras desse apelido, em Castela e Aragao, os mais destacados Reinos da Era Feudal, na Peninsula Iberica.

O “Nobiliario Heraldico Luso-Brasileiro” poe em relevo as tradicionais armas conferidas `a progenie dos Coelhos, que pertenciam `a nobreza de antanho, em Portugal e seus dominios da America; e a interessante obra: – “Resenha das Familias Titulares e Grandes de Portugal” iniciada por ADRIANO DA SILVEIRA PINTO e continuada pelo VISCONDE DE SANCHES DE BAENA) – pode ser com proveito consultada a respeito das armas, brazoes, escudos e origens nobres da gens COELHO, a qual, no trabalho intitulado – “Indice Genealogico da Familia dos Coelhos no Brasil” – bem representa “A Historia de Portugal e do Brasil”, atraves da historia de uma familia, conforme declara o Dr. Joao Coelho Gomes Ribeiro, ilustre autor desse estudo publicado na Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro (entre pags. 738-741 do vol. 144, tomo 90, ano de 1921). Tambem no diario paulistano Sao Paulo (em seu no. 934, do dia 16 de julho de 1908) foram publicadas interessantes informacoes historicas sobre – “A FAMILIA COELHO NO BRASIL.”

“OS COELHOS, EM MINAS GERAIS” {01}

No governo do general Gomes Freire de Andrade (Conde de Bobadella), nosso antepassado MANOEL RODRIGUES COELHO obteve, em 3 de dezembro de 1744, carta de sesmaria de meia legoa de terras em quadra, no territorio do Inficcionado (Municipio de Mariana). Era homem de cabedais, muitos escravos, e pagava vultosos quintos `a sua magestade (Rev. do Arquivo Publico Mineiro, vol. X, 1905, pag. 213).

Da “Relacao cronologica dos concessionarios de sesmarias em Minas Gerais” (vol. V, ano 1900, pag. 317 a 473) da cit. Revista do Arquivo Publico Mineiro, podem se ver os nomes de varios membros da Familia COELHO, estabelecidos na capitania, desde o inicio da vida colonial mineira: Joao Coelho (1714 no Curral d’El Rey), Lourenco Coelho de Magalhaes (1724), Domingos Coelho Ferro (1727), Antonio Coelho Lima (1738), Joseph da Costa Coelho (capitao-mor do Curral-del-Rey, em 1733), Joao Coelho de Oliveira (1733), Joao Baptista Coelho (1739), Joao Coelho de Sa (1739), Jose Coelho Barbosa (1740), Joao Baptista Coelho (alferes – 1740), Luiz Coelho de Almeida (1739), Manoel Coelho Pinto e Maria Lopes Coelho (1739), Albano Pereira Coelho (1739), Antonio Barbosa de Magalhaes Coelho (1745), Damiao Pereira Coelho (1742-44), Manoel Rodrigues Coelho (1744), Manoel Coelho Dias e Manoel Alves Coelho (1745), Manoel Alves Coelho (1748), Theodosio Coelho Peres (1750), Antonio Ferreira Coelho (1751), Caetano de Sousa Coelho 1751,

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Domingos Leitao Coelho (1750), Francisco Borges Coelho (1753), Domingos Duarte Coelho, Francisco Martins Coelho (1753-54), Domingos Ribeiro Coelho (1756), Joao Coelho Barbosa (1756), Manoel Coelho (1755), Manoel Rodrigues Coelho (1758), Jacome Coelho Pacheco de Araujo (1758), Braz Coelho de Avellar (1759), Francisco da Silva Coelho (1760), Felipe Coelho de Avellar e Jacintho Coelho da Silva (1759), Luiz Ferreira Coelho e Luiz Coelho Borges (1760), Antonio Alves Coelho e Domingos Coelho Ferro (1760 e 1762), Manoel Coelho Rodrigues (1761), Jose Coelho Barbosa e Jose Leonardo Coelho Fontoura (1760), Ignacio Coelho da Silva e Joao Luiz Coelho de Garret (1765), Francisco Pinto Coelho (1765), Antonio Coelho Duarte e Jose Coelho Barbosa (1758), Domingos Coelho Leal (1756), Manoel Coelho Pereira (1767), Manoel Teixeira Coelho e Manoel Coelho do Rego (1769), Francisco Goncalves Coelho (1773), Joao Coelho Ribeiro Bastos (1771), Manoel Teixeira Coelho (1770), Jacintho Jose Coelho, Jose da Motta Coelho e Joao da Motta Coelho (1774-75 e 1778), Joao Borges Coelho (1784), Joao Coelho Ferreira (1787), Luiz Teixeira Coelho (1783), Manoel Coelho de Magalhaes (1786), Maria Joaquina Coelho (1788), Antonio Coelho da Silveira e Antonio Jose Coelho (1794), Jeronymo Cardoso Coelho (1791), Francisco Coelho dos Santos (1797), Joao Egas Moniz Pinto Coelho (1799), Alexandre Martins Coelho (1798), Joao Coelho Jacome (1798), Francisco Pimentel Coelho, Antonio Mariano Moniz Pinto Coelho da Cunha e Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha (1798 e 1799). Estes dois ultimos eram aparentados com o Marquez de Itanhaem e com o primeiro marido da famosa Marquesa de Santos.

Indicando pontos do dominio de membros dessa numerosa e prolifica estirpe da gens “COELHO”, no Centro do Brasil, lembraremos (por exemplo), que, no Estado de Minas Gerais, ha um lugar denominado “Coelhos”, proximo do Rio Capivary e da Estacao de Freitas, municipio de Lavras do Funil; outro sitio denomiado “Coelhos”, no Municipio do Alto-Rio-Doce (Sao Caetano do Chapoto); e ainda tem o nome de “Coelhos”, uma terra no municipio de Vicosa (Zona da Mata de Minas). A tradicional “Fazenda dos Coelhos” (situada no antigo Axupe do Matto Dentro), bem como outras situacoes rurais do mesmo nome, varias geracoes dos Coelho de Magalhaes, Coelhos de Araujo, Coelhos da Rocha e Rodrigues Coelho, entre os meus antepassados, pelo lado materno.

OS COELHOS MEUS ANTEPASSADOS
(por meus troncos maternos)

De uma cronica da familia Coelho (os Coelho da Rocha, os Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho, Coelho Leao, Coelho de Araujo, Coelho de Senna) localizada nos municipios mineiros de Sao Miguel de Guanhaes, Virginopolis (antigo Patrocinio), Conceicao, Sant’Anna dos Ferros, Serro, Sabinopolis, Diamantina, Sao Joao Evangelista e Pecanha – constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no seculo XVIII (1774) o ja

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referido portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, em favor de quem o governador das Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade (primeiro conde de Bobadella), passou varias cartas de sesmarias e datas minerais, sendo a primeira concessao de 3 de dezembro de 1744. Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava avultados quintos de ouro a sua Magestade Fidelissima. Do Inficcionado, (hoje Santa Rita Durao, comarca de Mariana) seus descendentes se passaram a outros lugares dos atuais municipios de Santa Barbara, de Itabira do Mato Dentro e de Conceicao do Serro.

Dele procede o Alferes de Milicias Jose Coelho de Magalhaes (tambem portugues, natural da Provincia do Minho) mais conhecido por Jose Coelho da Rocha, na familia, tendo se casado, ao findar do seculo XVIII (a 7 de setembro de 1799) {07}, em Morro-do-Pilar-do-Gaspar-Soares, e em 2as. nupcias, com Dona Eugenia Maria da Cruz, a qual, ao morrer e ja entao viuva, foi sepultada na matriz do Arraial de Santo-Antonio-d-Rio-Abaixo, com o nome de Eugenia Rodrigues da Rocha; enquanto o seu marido, o dito Alferes Jose Coelho da Rocha, ja falecera em 1806, no entao arraial de Conceicao-do-Mato-Dentro (depois, Cidade de Conceicao do Serro), onde esta enterrado {08}. Ele se casara, em primeiro matrimonio, com Dona Escholastica de Magalhaes; e dos seus dois consorcios houve descendencia.

Desse segundo casal de meus trisavos maternos Alferes Jose Coelho e sua mulher Dona Eugenia procederam cinco filhos: capitao Joao Coelho de Magalhaes (meu bisavo materno), Jose Coelho de Magalhaes, Antonio Coelho de Magalhaes, Felix Coelho da Trindade e Dona Clara Maria de Jesus; e todos (com excecao de Antonio Coelho de Magalhaes {09}, que era abastado lavrador, deixou forra numerosa escravatura e morreu celibatario) constituiram familia, deixando numerosa e prolifica descendencia, hoje esparsa em varios pontos do Brasil, em Minas Gerais e outros estados, como Espirito Santo, Rio de Janeiro, S. Paulo, Bahia, Distrito Federal, etc.

O centro de minha familia pelo tronco materno dos Coelhos, veio, pois, a ser a velha povoacao de “Sao-Miguel-e-Almas-do-Aricanga” (mais tarde Freguezia e Villa de Sao Miguel de Guanhaes, e hoje Cidade de Guanhaes), para onde, nos comecos do seculo dezenove, se haviam tgransferido os cinco filhos de Jose Coelho e dona Eugenia (da regiao de Mato Dentro). Ja em 1821, um deles, elevado a Capitao de milicias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoacao de Sao-Miguel-e-Almas, hoje cidade de Guanhaes, conforme refere ASSIS MARTINS (“Almanaque de Minas”, de 1870, pag. 191). E do fundador dessa familia, no Nordeste de Minas, MANOEL RODRIGUES COELHO pode se ver a primeira “Carta de Sesmaria”, na “Revista” do Arquivo Publico Mineiro (tomo X, 1905, pag. 213).

Meu bisavo, o Capitao Joao Coelho de Magalhaes, nascido em 19 de marco de 1785, faleceu em Guanhaes, em 1879, exatamente no mesmo dia de Sao Jose, (19 de marco), quando completava noventa e quatro anos; era natural do Axupe (Freguezia do Morro-do-Pilar) e estudara no Seminario de Mariana, tendo depois abandonado os estudos eclesiasticos, por falta de vocacao para padre e se casando bem moco ainda, antes de 20 anos, em 1804, com sua prima carnal {10} Dona

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Bebiana Lourenca de Araujo (sao eles os meus bisavos pelo lado materno). Muito querido e respeitado, de genio bondoso e compassivo, sempre a apaziguar dissencoes, como Juiz de Paz sempre reeleito em Sao Miguel, era uma figura insinuante de velho mineiro, com os habitos patriarcais das geracoes de outrora; e dele possui seu bisneto, dr. Nelson Coelho de Senna (casado (1) e residente na capital de Minas) um belo retrato a oleo, de corpo inteiro, e tirado em Milao (Italia) pelo notavel pintor JOAQUIM GASPARINO (reproducao de antiga fotografia) {11}. Sua velha residencia, na Rua do Paqueta, na cidade de Guanhaes, era chamada “Casa do Engenho”; e na minha juventude ainda a vi conservada (1889).

Do consorcio dos meus bisavos maternos Capitao Joao Coelho de Magalhaes e Dona Bebiana Lourenca de Araujo provieram os seis filhos {12} seguintes: 1o. – Joao Coelho de Araujo (nascido no Arraial do Morro do Pilar e casado em Diamantina com Dona Anna Rocha e ali residiu, no Beco do Coqueiro, falecendo na mesma cidade diamantinense, onde deixou numerosa descendencia, os Coelhos de Araujo, mineradores de lavras diamantinenses, na Itaipaba, Sao Joao da Chapada e Jequitahy); 2o. – Joaquim Coelho de Araujo (tambem como o precedente nascido em Morro do Pilar e casado em Diamantina com Dona Maria Coelho de Souza, ali morrendo com grande descendencia, havendo se dedicado ao comercio e `a mineracao de diamantes); 3o. – Cassiano Coelho de Araujo (que foi de Sao Miguel de Guanhaes, como seus precedentes irmaos, para Diamantina, antigo Arraial do Tejuco, e la se casou com Dona Joaquina Simpliciana, indo viver nas lavras de Itaipaba, onde morreu, deixando descendentes) {13}; 4o. – Dona Euphrasia Coelho de Araujo (que sempre viveu em Sao Miguel de Guanhaes, onde se casou com o fazendeiro Jose de Queiroz, falecendo aos 50 anos de idade, um dia apos a morte deste seu marido, no ano de 1879, havendo deixado descendentes do casal); 5o. – Dona EMILIA BRASILINA COELHO DA ROCHA (minha avo materna, casada com o tenente JOSE COELHO DA ROCHA RIBEIRO, seu primo, ficando o casal desses meus avos maternos os nove filhos mais adiante enumerados); 6o. – Dona Maria Eugenia Coelho (a qual nao teve filhos de seus dois consorcios, o primeiro com Duarte Bastos de Carvalho e o segundo com o tenente Jose Felicio Leao, natural de Diamantina, havendo todos falecidos na Cidade de Guanhaes, onde residiram; e ali ainda conheci essa bondosa Tia-Avo, na intimidade tratada por “Mana” e para toda a gente “Tia Mariazinha”, sendo para os antigos escravos e famulos a “Nhanha”; eh nascida em 1835. Faleceu em Guanhaes, aos 61 anos de idade, no dia 21 de novembro de 1896).

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Do casal de meus avos maternos tenente Jose Coelho da Rocha Ribeiro (mais conhecido por “Jose Quirino”, por haver sido desde tenra idade criado e educado por um irmao mais velho e padrinho, Querino Antonio Teixeira Coelho, em Morro do Pilar, Fazenda do Axupe) e sua mulher Dona Emilia Brasilina Coelho da Rocha (nascida a 31 de dezembro de 1828 e falecida, aos 43 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 1871, em Sao Miguel de Guanhaes, tendo

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lhe sobrevivido meu avo, que ali so veio a falecer, aos 52 anos, e seis anos depois, a 26 de setembro de 1877); desse casal ficaram os nove filhos seguintes, todos nascidos em Sao Miguel de Guanhaes: – I – CAPITAO JOAQUIM COELHO DA ROCHA (nasceu em 1845 e foi ainda bem moco para a entao Provincia do Espirito Santo, onde faleceu, com 40 anos de idade, a 11 de janeiro de 1885, na fazenda de Entre-Morros, estando sepultado no cemiterio de MIMOSO. Casara-se na Fazenda da Themosphora, do atual municipio espiritosantense de Sao Joao do Muquy, com dona Julia Rodrigues Rocha, deixando 2 filhos do seu consorcio: 1. Emilio Coelho da Rocha, casado primeiramente com uma tia materna, havendo um filho, ja formado desse casal, o dr. Levy Rocha, residente no Rio, e posteriormente tendo contraido 2as. nupcias, com Dona Vicentina, em Sao Felipe, perto de Cachoeira do Itapemirim, onde reside; 2- Nelsina, casada, com filhos e fazendeira, nas divisas entre os municipios de Alegre e Muquy). – II – DONA MARIA BRASILINA COELHO DE SENNA (minha mae, nascida no dia 25 de janeiro de 1847, numa segunda-feira, casada aos 24 anos, a 30 de julho de 1874, com o Coronel Candido Jose de Senna, meu pai, entao professor publico da Villa de Sao Miguel de Guanhaes, tendo havido do casal seis filhos adiante enumerados, e havendo ele falecido, aos 61 anos incompletos de idade, em Belo Horizonte, no dia 6 de dezembro de 1908, Domingo, `as 3:25 horas e minutos da tarde. Minha mae foi professora publica, em Sao Joao Evangelista, desde 1881 ate 1905, e ali residia 28 anos (desde 24 de janeiro de 1881 ate mudar-se para Belo Horizonte, em agosto de 1908). Mestra e educadora dedicadissima de varias geracoes femininas, Dona Mariquinhas (como era geralmente conhecida), ao retirar-se da ja entao Villa e sede de municipio de Sao Joao Evangelista, apos 28 anos de convivio com aquele bom povo, recebeu um tocante manifesto assinado por 110 maes de familia, suas antigas discipulas e amigas (publicado no no. 432 do “Diario de Noticias”, de Belo Horizonte, edicao de 26 de agosto de 1908). Senhora de espirito culto e muito prestimosa, sua memoria vive em centenas de coracoes agradecidos, `as luzes e beneficios dela recebidos.

Meu pai, Coronel Candido Jose de Senna, era natural da Bahia, nasceu numa quarta-feira, a 4 de dezembro de 1843, na cidade de Rio de Contas, filho de Rozendo Jose de Senna (fazendeiro em Burity e nascido em 1820) e de Dona Maria Magdalena de Souza (nascida em 1825); foi educado em Brumado de Villa Velha por seus padrinhos Capitao Jose Joaquim de Miranda e sua mulher Dona Francisca Rita de Senna Miranda, sendo sua mae de criacao a filha primogenita deste casal, Dona Alexandrina Maria da Conceicao, que dedicava a meu pai, como seu filho adotivo, verdadeiro carinho maternal. Quando ainda muito jovem, feito o curso primario com o inteligente professor Andre Jose Candido da Rocha (marido da dita Dona Alexandrina), e aprendido os rudimentos de humanidades com o bondoso Vigario Conego Liberato de Oliveira, saiu de Rio de Contas para as Lavras Diamantinas (Andarahy e Sincora), depois para Monte Alto e Carinhanha (aqui se casou, em 1as. nupcias, aos 18 anos, com Dona Maria Angelica Normanha, tendo esta falecido mais tarde, em Sao Miguel de Guanhaes, 1873, deixando-lhe dois filhos, Polycarpo e

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Anna-Angelica, meus irmaos apenas pelo lado paterno); e no ano de 1863, se transferiu para Minas Gerais, tendo sido sucessivamente professor publico, em Januaria (ai o encontrou o viajante ingles RICHARD BURTON, que lhe fez referencia no vol. II, pag. 261, da sua conhecida obra: “THE HIGHLANDS OF BRAZIL”, London, 1869), Diamantina (1865), Sao Miguel e Almas de Guanhaes (1869-1874), Serro (1875-1880) e Sao Joao Evangelista (1881-1887), quando jubilou no magisterio. Havendo, pois, se aposentado, depois de um verdadeiro apostolado de educador da infancia, durante mais de um quarto de seculo, em varios localidades mineiras, onde a sua memoria eh abencoada por geracoes de discipulos gratos `as luzes que dele receberam, Meu pai retornou `a carreira comercial, pela qual iniciara a sua atividade, (quando mocinho, em Andarahy da Bahia); e fez-se primeiro negociante, com grande loja de armarinhos, fazendas e artigos finos, em Sao Joao Evangelista do Pecanha, desde antes do advento da Republica, ate que se colocou, como representante de varias firmas atacadistas da praca do Rio de Janeiro, viajando de 1891 em diante, a cavalo, por todo o Nordeste, Norte e Centro do Estado de Minas, e deixando por toda parte amizades e simpatias, devido a seu genio expansivo e finura de trato. Em 1899, o presidente SILVIANO BRANDAO aproveitou a experiencia e inteligencia do antigo professor CANDIDO JOSE DE SENNA, nomeando-o para um dos cinco e entao rendosos cargos da inspecao extraordinaria do ensino primario do Estado, cabendo-lhe a trabalhosa funcao de Inspetor da vastissima 7a. circunscricao literaria (todo o sertao norte-mineiro), cujos municipios e distritos percorreu, demoradamente, ate 1902, descansando de novo em seu estabelecimento comercial, ate ser nomeado, a 8 de fevereiro de 1906, para o cargo de Fiscal de rendas Publicas do Estado, em cujas funcoes se manteve ate a data de sua morte. Em agosto de 1908, atendendo aos instantes pedidos de seu filho Dr. Nelson de Senna, residente em Belo Horizonte, o coronel Senna e sua veneranda Esposa se transferiram para a nova Capital Mineira, adquirindo para a sua residencia a casa da Rua Sergipe no. 280, esquina da rua Aimores, e fronteira `a Matriz da Boa Viagem (hoje, praca da Catedral); e ali veio ele a falecer, no dia 3 de marco de 1910, apos 15 meses decorridos da morte de Minha Mae, sua fiel companheira a qual se finara, a 6 de dezembro de 1908. Homem de grande vivacidade intelectual, foi um autodidata, conhecendo bem a lingua vernacula e havendo deixado muitas composicoes literarias em prosa e verso (comedias, poesias, acrosticos, hinos civicos e escolares). Era um repentista e improvisador de grandes recursos de imaginacao poetica, tendo dele dito meu primo, o jornalista e escritor HENRIQUE CANCIO (mineiro natural do Pecanha e ha pouco falecido na Capital da Bahia): “O adores attranhentes e imaginosos, como o velho professor Candinho, ja nascem dotados desse dom da palavra rica e facil.”

Do casal CANDIDO SENNA – MARIA BRASILINA procederam estes filhos, dos quais apenas eh sobrevivente o segundo, na ordem de nascimento, por terem sido duramente golpeados meus pais com a perda dos cinco outros filhos em tenra idade:

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1 – CANDIDO (o 1o. do nome, nascido em Sao Miguel de Guanhaes, a 28 de marco de 1875 e falecido na cidade do Serro, com quase dois anos de idade, a 13 de agosto de 1872, conservando-se em nosso arquivo de Familia uma primorosa poesia recitada, “a beira do tumulo dessa vida ceifada em flor”, e de autoria do advogado, tribuno e poeta Dr. Pedro Bernardes Pereira Correa, intimo amigo de meu pai, e que depois se tornou seu compadre, por ter sido o meu padrinho de batismo, conjuntamente com minhas madrinhas Dona Josephina Carneiro Cruz Machado (mais tarde, VISCONDESSA DO SERRO FRIO) e minha tia materna Henriqueta, que foi quem me carregou ate a pia)

2 – Nelson (nascido no Serro, numa 3a. feira, `as 5 horas da manha do dia 11 de outubro de 1876, estudou primeiras letras com seus pais e rudimentos de humanidades com seu irmao, por parte de pai, Polycarpo de Senna Normanha (este nascido em Januaria, a 25 de novembro de 1863 e falecido em Pecanha, a 18 de agosto de 1922, com 59 anos de idade, depois de haver estudado no Lyceu do Serro, no colegio “Padre Cafe”, em Guanhaes, e no Colegio Americano, no Rio, dirigido por seu primo Dr. Alvaro Normanha, no Engenho Novo, e tendo sido sucessivamente professor, escrivao, solicitador, advogado forense, jornalista, funcionario do Estado, promotor de justica interino (2) casado com Dona Joaquina de Queiroz Braga, na Fazenda do Palmital (ela falecida em Piranga, a 22/1/929), e havendo deixado tres filhos sobreviventes dos cinco que teve este casal; dr. Agenor Queiroz de Senna, advogado do Estado, em Belo Horizonte, casado com Dona Helena Electo de Queiroz e tendo tido o casal oito filhos, e suas Eponina e Maria Helena, ambas casadas e com filhos, no municipio de Piranga, havendo antes falecido Evangelina e Eponina), vivendo em companhia de seus pais, de 1881 a 1891, em Sao Joao Evangelista, e apos um estagio de caixeiro de loja de seu pai e aprendiz da oficina de ourives de Clarimundo Jose Alves, dali seguiu Nelson, aos ….. de idade, para Diamantina (1891 – 1893), em cuja Escola Normal se diplomou, passando-se para Ouro Preto (fevereiro de 1894) onde, ali – na Velha Capital mineira e no Rio de Janeiro e Sao Paulo – fez logo todos os preparatorios para a matricula na Faculdade de Direito, diplomando-se em Ciencias Juridicas e Sociais, a 1o. de dezembro de 1897, quase um ano depois de ja haver se casado, em Ouro Preto, a 12 de dezembro de 1896, com Dona Emilia Gentil de Senna, sendo ja entao Lente da cadeira de Historia Geral e do Brasil, para a qual fizera concurso, no Externato Oficial do Ginasio Mineiro (nomeado catedratico por ato do Governo do Presidente BIAS FORTES, em 6 de abril de 1897). Ja advogado, jornalista, professor, homem de letras, entrou o Dr. Nelson para a politica, sendo eleito Deputado ao Congresso Legislativo do Estado – Legislaturas de 1906 ate 1920) e passando `a Camara Federal, como representante de Minas Gerais (desde 1921 ate `as vesperas da Revolucao de 1930). Eh professor da Universidade Mineira, Belo Horizonte, desde 17 de abril de 1912, e esta em exercicio ate hoje. Tem varios livros editados, no Brasil e no estrangeiro, fazendo tambem parte de diversas associacoes literarias e cientificas, quer nacionais, quer americanas e europeias. Do casal NELSON – MILOTA procederam estes sete filhos:

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1o. CAIO NELSON (formado em direito em Sao Paulo, a 9 de nov. de 1919, nascido em Ouro Preto, a 24 de fevereiro de 1898, casado a 16 de julho de 1921, em Belo Horizonte, onde reside, com Dona Amanda de Barros Pinheiro, tendo havido deste consorcio seis filhos: Nelson, Neto, (nasc. a 22 de setembro de 1922, ginasiano), Maria Emilia (1a. deste nome, n. a 4/X/923 e f. a 25/VII/927, com quase 4 anos), Maria Emilia (2a. do nome, n. a 19/VII/927, colegial), Paulo Emilio (n. a 23/XII/928), Joao Nelson (n. a 19/VI/930 e Raul Bernardo (n. a 21/VII/931);

2o. – MUCIO EMILIO (formado em medicina, na Faculdade Carioca, a 28/XII/1921, n. em Belo Horizonte a 7 de marco de 1900, casado a 27-VI-928, no rio de Janeiro, com dona Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco (Amelinha), tendo esta nascido em 1o. de janeiro de 1904 e falecido a 9 de maio de 1934 e ele falecido a 17 de dezembro de 1938, ja professor e clinico de renome, aos 38 anos, havendo ficado do casal dois filhos: Sylvia-Emilia, n. a 22-III-929 e Francisco Cesario, n. a 24-XI-932, estando ambos entregues aos cuidados maternais de minha filha Maria Emilia (casada sem filhos, residente no Rio);

3o. – YOLANDA (n. a 8 de julho de 1901, diplomada pelo Colegio Santa Maria, casada a 11-X-919, com o Dr. Marcelo Silviano Brandao, atual procurador da Republica em Minas Gerais e havendo do casal cinco filhos: Verena, nascida a 28-VII-920, diplomada pelo curso ginasial do Colegio Dominicano Santa Maria; Eliana, nascida a 25-XI-921 e diplomada pelo mesmo curso; Yolandinha, nascida a 15-III-923, colegial; Maria do Carmo (Bidu), nascida a 15-IV-923, colegial; e Marcelo-Baltazar, nascido a 3-IX-928, todos em Belo Horizonte);

4o. MARIA EMILIA (nascida a 13 de abril de 1903, diplomada pelo Colegio Santa Maria, casada a 4-X-932, no Rio de Janeiro, onde reside, com Ronan Rodrigues Borges, industrial e natural de Uberaba, nao havendo filhos do casal);

5o. FABIO (nascido a 29 de outubro de 1904, formado em Direito, funcionario do Ministerio da Justica, no Rio de Janeiro, onde reside, e ali eh casado a 17-III-934, com Dona Mercedes Pinto Moreira, nao havendo filhos do casal);

6o. LUCIO OCTAVIO, (nascido a 1o. de setembro de 1906, formado em Medicina e ainda solteiro, (3) e clinico, residente em Belo Horizonte);

7o. JOSE FLAVIO (nascido em 6 de maio de 1908, advogado e formado em Direito, casado a 6-V-933 com Dona Naytres de Rezende Luciano Pereira, residentes em Belo Horizonte e havendo do casal tres filhos: Emilia-Maria, nascida a 15-III-934, Eliana-Maria, nascida a 18-IX-935 e Angela-Maria, nascida a 24-III-938);

3 – MARIA EMILIA (nascida na Cidade do Serro, a 28 de janeiro de 1878 e falecida, com quase quatro anos e meio em Sao Joao Evangelista do Suassui, num sabado, dia 7 de julho de 1882, vitimada pela epidemia de sarampo).

4 – CANDIDO – (2o. deste nome, nascido na Cidade do Serro, a 1o. de abril de 1879 e ali tendo apenas sobrevivido 6 dias)

5 – AGENOR – (nascido no Serro, a 2 de junho de 1880, e falecido aos tres anos e pouco de idade, em Sao Joao Evangelista, num sabado, dia 7 de julho

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de 1883, na mesma data e `a mesma hora em que expirava sua irmanzinha Maria Emilia, ambos vitmados pelo sarampo maligno).

6 – ANTENOR (nascido em Sao Joao Evangelista, a 23 de fevereiro de 1882 e vitimado com ano e pouco de idade pela epidemia de sarampo, a 17 de julho de 1883, naquela localidade do municipio de Pecanha, dez dias depois do falecimento simultaneo de seus e nossos irmaozinhos Maria Emilia e Agenor, atacados do mesmo mal. E foi ANTENOR o 5o. irmao falecido, so havendo escapado NELSON, dentre os seis irmaos.

III – Dona AGUEDA COELHO LEAO (Segunda filha do casal de meus avos Tenente Jose Querino da Rocha Ribeiro – Dona Emilia Brasilina, era irma de minha mae, nasceu em Sao Miguel, no ano de 1855 e casara-se (em 1872) com o Major Innocencio de Leao Freire, natural do Serro, negociante e fazendeiro, em Guanhaes, tendo o casal celebrado as “bodas de ouro”, em 2 de julho de 1927, havendo ela falecido, com 74 anos, em 30 de junho de 1930, e ele, de morte repentina e ja octogenario, em 30 de julho de 1930. Desse casal Innocencio Leao – Tia Gueda (como era chamada) houve estes dez filhos: Maria-Eugenia (sinha, casada com o Capitao Gabriel da Silva Lott e com descendencia); Benjamim (comerciante, casado com Dona Corina Soares, tendo um so filho, o dr. Innocente Soares Leao, formado em Odontologia e Direito, ja casado e residente em Juiz de Fora); Jose, (casado com Donal Adalgisa Nunes); Olinda, viuva de Amadeo de Oliveira Catao e com um filho, Amir, ja casado e residente em Belo Horizonte); Adelina (casada com seu primo Fernando Baptista Coelho); Hildebrando, Mario, Emilio, Amelia (Nhanha) e Benedicto, quase todos ainda vivos, muitos deles casados e com descendencia).

IV – Capitao PEDRO COELHO DA ROCHA (quarto filho do casal de meus citados avos, nascido em Sao Miguel, de onde bem moco emigrou para a chamada “Mata do Rio”, e dali para a entao Provincia do Espirito Santo, onde se casou com Dona Maria Diniz Rocha (Totoca), e havendo residido em Sao Jose do Calcado, Alegre, Natividade do Carangola e Itabapoana, faleceu ele, `as 2 horas da tarde do dia 15 de outubro de 1910, na ultima localidade citada, onde dois dias depois tambem morria sua esposa, ja recem-viuva; e do seu consorcio ficaram tres filhos: Mercedes (casada com o Capitao Manoel de Salles Moraes, tabeliao de Petropolis, havendo deste casal duas filhas, Myrthes e Elisa; e um filho), Thiers e Lincoln Diniz Rocha, empregados no alto comercio carioca).

V – Dona JOSEPHINA COELHO MOURAO (nascida em Sao Miguel de Guanhaes e casada com Alfredo Vaz Mourao, ambos falecidos naquela cidade e tendo havido do casal estes onze filhos: Telemaco (que morreu solteiro, em 1906, como militar), Arminda (casada), Nelsina (falecida), Ulysses (que faleceu, como Capitao da Policia potiguara, no Rio Grande do Norte, tendo tambem residido no Espirito Santo), Theodomiro (vulgarmente conhecido por “Coelho”), Joao, Boulanger, Zoroastro, Dulce, Diva e Emilia (“Negrinha”), quase todos falecidos, em diferentes epocas e lugares. Desses onze filhos de Tia Josephina, irma de minha mae, a de nome Arminda se casou com Jose

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Julio Vieira (este irmao de meu cunhado Capitao Antonio Julio Vieira, que foi casado com minha irma por parte de pai, Don’Anna Normanha de Senna Vieira, esta falecida em Sao Joao Evangelista, no dia 14 de janeiro de 1934, com 62 anos de idade, pois nascera em Guanhaes, em 1872, e seu marido falecido, em Pecanha, a 8 de agosto de 1936, sendo que do casal Antonio Julio – Don’Anna sobreviveram 4 filhos; Jose julio (agronomo, casado, com filhos, diretor da colonia “Padre Bento”, em Borda da Mata, Sul de Minas), Clovis (casado){14}, com Nemrod Goncalves, Maria Amelia (casada), Alcides (em vespera de ordenacao para Padre, no Seminario de Diamantina), havendo falecido 3 outros filhos do casal de minha dita irma Don’Anna, os de nome Zulmira, Alvaro e Eponina).

VI – Dona HENRIQUETA COELHO PINTO (“Sinhazinha”, natural de Guanhaes, irma de minha mae e que eh minha madrinha, por ter me levado `a pia batismal, na Igreja da Purificacao, na Cidade do Serro, perante o Padre Candido Augusto de Melo, em fins de 1876, eh a unica sobrevivente, atualmente, (outubro de 1939), dos 9 irmaos, filhos dos meus avos maternos Jose Coelho da Rocha Ribeiro e Dona Emilia Brasilina Coelho da Rocha. Tia Henriqueta, hoje mais que septuagenaria, foi casada com o Capitao Bento Moreira Pinto, antigo Coletor Federal, falecido no mes de outrubro de 1930, na Cidade de Guanhaes, onde sempre residiu o casal, que teve estes oito filhos, sobreviventes: Maria Emilia (casada com o Dr. Luiz Maria de Brito, natural de Ouro Preto, e antigo promotor da Justica daquela Comarca, havendo desse casamento varios filhos (entre os quais, Henriqueta, casada e ha pouco falecida, Francisco, Caio, Joaquim, Mucio e outros). Jose Coelho Pinto (que residiu no Rio de Janeiro e Belo Horzonte, onde faleceu a 5 de junho de 1933, tendo se casado no Rio com Dona Dalva Bormann Saldanha da Gama, tendo ficado do seu casamento tres filhos de nomes: Jose, Wilson e Regina). Thiers (falecido), Gerolisa (casada com o cirurgiao-dentista Jovino de Barros, natural de Villa-do-Rio-Piracicaba e atual prefeito municipal de Guanhaes, havendo do casal varios filhos), Nivia (solteira), Mozart (funcionario publico e casado em Guanhaes), Edith e Sebastiana (“Nhazi”), estas ultimas tambem solteiras; e havendo morrido mais dois filhos do casal Bento Pinto-Tia Henriqueta, que foram Maria Emilia e Jose, ambos primeiros desses nomes).

VII – CARLOS COELHO DA ROCHA (natural de Guanhaes, o mais moco dos tres filhos homens de meus avos maternos e quem, como seus irmaos Joaquim e Pedro, tambem foi bem jovem para a Provincia do Espirito Santo e la se casou em 31 de marco de 1894, com Dona Francisca Teixeira de Vasconcellos – de familia mineira e nascida em Sao Joao d’El-Rey; havendo o casal residido em Santo Eduardo, Sao Jose dos Calcados e Sao Pedro de Itabapoana e dele provindo dois filhos, Tulio, nascido em 1904 e Carlos, nascido em 1908. Meu tio Carlos faleceu, no Rio de Janeiro, onde se achava em tratamento de saude, no dia 30 de setembro de 1913. Foi um notavel musicista).

VIII – Dona OLYMPIA PINTO COELHO (nascida em Guanhaes, onde se casou com o Tenente Gustavo Pinto Coelho, antigo professor de humanidades,

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no “Colegio Padre Cafe”, e natural de Morro Grande, perto de Cocais do Mato Dentro, onde nasceu em 1860, havendo falecido, na Cidade de Guanhaes, onde trabalhava no Foro da Comarca, em agosto de 1933, pouco mais de tres anos apos a morte de Tia Olympia, que ali sucumbiu, a 18 de julho de 1930; e do casal provieram muitos filhos, dentre os quais: Miguel, Raphael, Gabriel, Elisa, Maria da Conceicao, Vitalina (Lilina), Gabriel e Antonio Pinto Coelho, este funcionario do Foro Federal, sendo os tres ultimos solteiros e residentes em Belo Horizonte).

IX – Dona MARIA HONORIA COELHO DA ROCHA (“Sinha”, a cacula dos nove irmaos, filhos de meus avos maternos e que foi casada com o Major Vicente Luiz da Rocha, comerciante em Sao Joao Evangelista, para onde se transferiu de Guanhaes, logo depois de viuvo – pois Tia Sinha faleceu, em consequencia de molestias do parto, aos 24 anos de idade, no dia 25 de julho de 1877, apos menos de um ano de casada; e seu viuvo ainda lhe sobreviveu longos anos, vindo a morrer septuagenario, em Belo Horizonte, onde viera se tratar, no ano de 1912 (?). Ficou apenas um filho do casal, o Doutor Levy Coelho da Rocha, que foi criado, desde que nasceu, a 16 de janeiro de 1877, por nossos Tios-Avos Tenente Jose Felicio Leao (“Sio Juca”) e Dona Maria Eugenia Coelho Leao (a bondosa “Tia Mariazinha”, tambem conhecida por “Mana”, em toda a Familia). Fomos juntos iniciar os estudos de humanidades, em Diamantina (janeiro de 1891), ele no Seminario e eu no Externato e Escola Normal daquela cidade norte-mineira. O Dr. Levy Coelho eh medico e Diretor do Hospital de Isolamento, do Servico de Saude Publica, em Belo Horizonte, onde reside e se casou, em 5 de novembro de 1904, com Dona Maria do Carmo Alves da Rocha (Carmelita), filha do Coronel Francisco Ferreira Alves, antigo propagandista republicano, em Ouro Preto, e senador estadual, ja falecido. Do casal levy-Carmelita, provieram estes nove filhos: Esmeralda (solteira), Cordelia (casada com o agronomo Antonio Rego, natural do Maranhao e residente no Rio de Janeiro, com tres filhos, Hely, Susie e Archimedes), Amelia-Hedy (casada com o seu primo Dr. Bernardo de Oliveira Cafe, medico, residentes em Belo Horizonte, tendo uma filhinha Maria-Angela); Beatriz (solteira); Stael (solteira); Helena (falecida), Levy Coelho Filho (hoje medico e assistente da Faculdade de Medicina da Unversidade, solteiro e residente em Belo Horizonte); Vicente e Rubens (estudantes ambos).

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(1) Ora viuvo por haver falecido em Belo Horizonte, `as 2 horas e 40 minutos da madrugada do dia 20 de agosto de 1939, domingo, sua estremecida esposa Dona Emilia Gentil de Senna, ilustre dama da sociedade mineira.

(2) Meu irmao Polycarpo tambem residiu, algum tempo, na Cidade de Belem do Descalvado, como auxiliar do cartorio de seu velho tio materno Coronel Polycarpo Alves Normanha, Tabeliao naquela Comarca.

(3) Esta noivo de Ceres, diplomada pelo Colegio Sacre-Coeur de Belo Horizonte, nascida a 11 de set. de 1918, no Rio Grande so Sul e filha do estanceiro gaucho sr. Pedro Braga, industrial em Catalao (Estado de Goias).

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Obs.: (1) referia a si propria que acabara de tornar-se viuvo

          (3) refere-se ao filho Lucio Octavio,
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03. GENEALOGIA DE MEUS FILHOS PELO LADO MATERNO
“REVISTA DO INSTITUTO DE ESTUDOS GENEALOGICOS”
“GENEALOGIA DE MEOS FILHOS PELO LADO MATERNO
                                                  Notas pelo
                                                  prof. Nelson de Senna
Stirpe dos Hortas, nos quais pertence a minha Esposa pelo sangue de sua Mae. Consegui formar quadro de 13 geracoes remontando do sec. XX ao sec. XV.
ELENCO DOS AVOS DE MEUS FILHOS PELOS HORTAS:
1os. avos: Meus sogros: D. Francisca Elisa Horta e Coronel Antonio Gentil Gomes Candido
Bisavos (2os. avos): Cel. Francisco de Paula Ramos Horta e D. Colecta Claudina de Alvarenga Horta (pais de minha sogra)
Trisavos (3os. avos): Comendador Quintiliano Justino de Oliveira Horta e D. Francisca Xavier de Souza Ramos (pais do Cel. Francisco de Paula Ramos Horta).
Tetravos (4os avos): Francisco Paes Rodrigues Horta e D. Anna de Mesquita (pais do Coronel, Quintiliano Justino de Oliveira Horta).
                                                                           1
Pentavos (5os. avos): Tenente-Coronel Jose Caetano Rodrigues Horta e D. Ingracia de Arruda Pires (pais de Francisco Paes Rodrigues Horta, 4o. avo). Ate aqui, todos de Minas Gerais.
6os. avos: Coronel Caetano Alvares Rodrigues d’Horta (fidalgo portugues) e D. Francisca Paes de Oliveira (paulista), pais do Ten. Cel. Jose Caetano Rodrigues Horta.
7os. avos: Joao Alvares d’Horta e D. Maria Rodrigues (fidalgos portugueses), pais do Cel. Caetano Alvares Rois d’Horta; e Francisco Paes de Oliveira Horta (1738) e Dona Mariana Betim Paes Leme, pais de D. Francisca Paes de Oliveira, 6a. avo.
8os. avos: Fernao Dias Paes (Governador das Esmeraldas) {16} e D. Maria Garcia Betim, pais de D. Mariana Betim Paes Leme, 7a. avo; e Salvador de Oliveira d’Horta e D. Antonia Paes de Queiroz, pais de Francisco Paes de Oliveira Horta, 7o. avo.
9os. avos: Capitao Gaspar Picam (nat. de Santos) e D. Catharina de Oliveira Cotrim (nat. de Funchal), pais de D. Antonia Paes de Queiroz, 8a. avo; e D. Catharina de Figueiredo d’Horta (1621) e Raphael de Oliveira (o “Velho”), pais de Salvador de Oliveira d’Horta (8o. avo).
10os. avos: Nuno Alves d’Horta (o Neto) e D. Anna de Carvalho (fidalgos de Setubal), pais de D. Catharina de Figueiredo d’Horta (9a. avo, falecida em 1621); e D. Maria Goncalves, que foi mae de Raphael de Oliveira, cognominado “O Velho” (9o. avo, fal. em 1648).
11os. avos: Balthazar Nunes d’Horta e D. Catharina de Faria Magro (fidalgos de Setubal), pais de Nunes Alves d’Horta (o Neto), fidalgo da Casa Real na metropole, e 10o. avo; e Desembargador Diogo Ferreira de Carvalho e D. Margarida Soares, pais de D. Anna de Carvalho (10a. avo).
12os. avos: o fidalgo Nuno Alves d’Horta (o “Velho”), commor. e tesoureiro-mor do Mestrado de Sao Tiago, no Reino, e D. Theresa Salema, (de Setubal, ambos), pais de Balthazar Nunes d’Horta (11o. avo); e Jeronymo Ferreira de Carvalho e D. Isabel de Figueiredo Magro, pais de D. Catharina de Faria Magro (11a. avo).
13os. avos: O aragonez D. Pedro d’Orta (ou d’Horta), da casa dos Condes d’Orta, vindo para Portugal, no ano de 1400, e casado com D. Constanca Lourenco, (nat. do Algarves) durante o reinado de Dom Afonso V, o africano, foram pais de D. Theresa Salema (12a. avo), o fidalgo Mem Goncalves Salema e sua mulher D. Ignez Correia de Andrade (13os. avos).
Vide vol. 4o. pag. 311, 312, 313, 314, 330, 331, 369, 375, 376 e 377 da obra “Genealogia Paulistana” – Tit. Hortas – pelo Dr. Luiz Gonzaga da Silva Leme, Sao Paulo, edm. de 1904). {15}
                             GENEALOGIA DOS HORTA (MINAS GERAIS)
                          ASCENDENTES MATERNOS DE MEOS FILHOS
De Salvador de Oliveira Horta, casado com Dona Antonia Paes de Queiroz, (em Sao Paulo, seculo 17o.) nasceu, entre outros filhos, o Capitao Francisco Paes de Oliveira Horta (falecido em 1701). Este capm. Francisco
                                                            2
Paes foi casado com Dona Mariana Betim Paes Leme (fal. em 1738), filha de Fernao Dias Paes (mestre de campo e Governador do Distrito das Esmeraldas nas Minas, sec. 17o.) e de Dona Maria Garcia Betim.
Do casamento do capm. Francisco Paes de Oliveira Horta e dona Mariana Betim Paes Leme, procederam, entre outros filhos, o Guarda-mor Maximiano de Oliveira Leite e Dona Francisca Paes Leme de Oliveira Horta, ambos paulistas de nascimento. Dona Francisca se casou com o Coronel Caetano Alvares Rodrigues, em 1716 (o cel. Caetano era portugues) e deles procede o seu filho Tenente-Coronel Jose Caetano Rodrigues Horta, casado com Dona Ignacia de Arruda Pires de Oliveira Leite, que era filha do Guarda-mor Maximiano, ja referido, e de sua mulher Dona Ignacia Pires de Arruda Ribeiro, a qual por sua vez era filha (1722) de Francisco Pires Ribeiro e Dona Maria de Arruda, todos naturais de Sao Paulo.
Do consorcio do Ten. Coronel Jose Caetano Rodrigues Horta e de Dona Ignacia de Arruda Pires de Oliveira Leite, procede o filho deles Francisco Paes Rodrigues Horta (ja nascido em Minas Gerais, cidade de Mariana), casado com Dona Anna de Mesquita; e foram estes os pais do comendador Quintiliano Justino de Oliveira Horta, por sua vez casado (em Minas, onde nascera) com Dona Francisca Xavier de Souza Ramos ( da familia do Barao de Pontal e Visconde de Jaguary).
Do casamento do commer. Quintiliano Justino de Oliveira Horta com Dona sua m/ D. Francisca Xavier de Souza Ramos, procede o Coronel Francisco de Paula Ramos Horta (advogado e deputado em Minas, fal. em Leopoldina, 1892), o qual era natural da cidade de Caete (Villa Nova da Rainha) e em Itabira de Mato Dentro se casou com Dona Colecta Claudina de Alvarenga Horta, filha do Capitao Francisco de Paula Santa-Barbara e Dona Maria Alvarenga da Costa Pinto. Esta ultima era, segundo tradicao, filha de Romao de Souza Ribeiro (em Itabira de Mato Dentro); todos ali falecidos, com numerosa descendencia.
Do casamento do Cel. Francisco de Paula Ramos Horta com Dona Colecta Claudina de Alvarenga Horta, procede, entre outros filhos, minha sogra Dona Francisca Elisa Horta Gomes Candido, casada (em Mariana, 1865) com meu sogro, que era o Coronel Antonio Gentil Gomes Candido (advogado provisionado, comendador da Ordem da Rosa, fazendeiro em Uba, e antigo deputado conservador em Minas, natural de Sabara, 1848). Meus sogros, ja faleceram, respectivamente, ela em 1920 e ele em 1911, ambos em Belo Horizonte.
Do casamento de Dona Francisca Elisa Horta com o Cel. Antonio Gentil procederam os seguintes filhos: 1. Maria da Conceicao; 2. Maria da Conceicao Horta; 3. Hilarina Gentil (todas tres falecidas em tenra idade, em Mariana); 4. Dr. Lauro Gentil Gomes Candido; 5. Dona Emilia Gentil de Senna (minha mulher), casada com o Dr. Nelson Coelho de Senna (em Ouro Preto; 12 de Dezembro de 1896). Tendo falecido meu cunhado Dr. Lauro, em Belo Horizonte (12 de maio de 1928), a unica filha sobrevivente do casal de meus finados sogros eh minha esposa (Milota, no tratamento familiar).
                                                                              3
Do nosso casamento procedem os seguintes filhos: 1. Caio-Nelson (nasc. em Ouro Preto, 24 de fevereiro (1898); 2. Mucio-Emilio (nasc. em Belo Horizonte, 7 de marco de 1900); 3. Yolanda-Consuelo (nat. de Belo Horizonte, 8 de julho de 1901); 4. Maria-Emilia (nat. de Belo Horizonte, 13 de Abril de 1903): 5. Fabio-Nelson (nat. de Belo Horizonte, 29 de outubro de 1904); 6. Lucio-Octavio-Nelson (nat. de Belo Horizonte, 1o. de setembro de 1906); 7. Jose Flavio Coelho de Senna (nat. de Belo Horizonte, 6 de maio de 1908).
                                                    *        *        *
As armas dos Horta, como se ve no brazao passado ao mineiro Visconde de Barbacena, em 1801, por ordem de Joao VI, sao as seguintes:
“em campo de ouro um braco
“posto em faixa da esquerda
“para a direita, com uma chave
“azul na mao com o aro para
“cima, e o contrachefe ondeado
“de agua.
                                                              (genealogia cit., 4o. vol. pag. 312)
Formou-se o meu 1o. filho, Caio Nelson, em ciencias juridicas e sociais pela Faculdade de Direito de Sao Paulo, no dia 29 de novembro de 1919.
Formou-se o meu 2o. filho, Mucio Emilio, em ciencias medico-cirurgicas pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, no dia 28 de dezembro de 1921.
Casou-se a minha filha Yolanda com o Dr. Marcelo Silviano Brandao, a 11 de outrubro de 1918, em Belo Horizonte, em nossa casa, na rua Frei-Sta-Rita-Durao, no. 910.
Casou-se o meu filho Caio com Amanda de Barros Pinheiro (filha do Dr. Joao Pinheiro da Silva), a 16 de julho de 1921, em Belo Horizonte, na casa da viuva de Joao Pinheiro, `a Avenida Joao Pinheiro, n. 276.
Casou-se o meu filho Mucio Emilio com Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco (filho do dr. Afranio de Mello Franco), a 27 de julho de 1928, no Rio de Janeiro, `a rua de Copacabana no. 1126 e ambos ja falecidos, nessa mesma cidade – ela a 9 de maio de 1934; ele a 17 de dezembro de 1938.
                                 ASCENDENTES DE MEOS FILHOS
                                  (PELO LADO DO AVO MATERNO)
Em 1757, governava a Capitania Mineira, em Villa-Rica, interinamente o entao Ten. Coronel da Cavalaria e cavaleiro professo da Ordem de Cristo, sr. Jose Antonio Freire de Andrade, irmao do General Gomes Freire.
Do General portugues Jose Antonio Freire de Andrade (Governador de Minas Gerais em 1752, no impedimento de seu irmao o Conde de Bobadella) e de Dona Maria do Bom Sucesso Correia de Sa (da casa dos Benevides e Assecas), procede o Ten. Coronel, Francisco de Paula Freire de Andrade (um
                                                           – 4 –
dos Inconfidentes de Minas, na conjuracao de 1789), entao comandante do Regimento de Cavalaria dos Dragoes de Villa-Rica.
Do Ten. Cel. Francisco de Paula Freire de Andrade com Dona Maria Angelica Pereira (filha do Tabeliao Jose Pereira de Souza Cabeca, e de sua mulher Dona Josepha Natalia, em Mariana), procede Dona Antonia Francisca Pereira Carvalho de Andrade (nascida em Ouro Preto) e casada com o Sargento-Mor Manoel Jose Carvalho (natural de Portugal), ambos muito abastados. O Sargento-Mor Manoel J. de Carvalho faleceu, em 1846, e Dona Antonia faleceu a 1o. de maio de 1877, na Cidade de Mariana.
Do casamento de Dona Antonia Francisca P. de Carvalho Andrade, em Mariana, com o Sargento-Mor Manoel Jose de Carvalho, procede Dona Maria Candida Angelica Pereira de Carvalho Andrade (falecida em 1849, no Rio de Janeiro), casada em Mariana com o Dr. Antonio Gomes Candido (nascido na Fazenda do Macuco, Pyranga, a 13 de julho de 1802, antigo deputado geral e magistrado, falecido no Rio de Janeiro a 18 de marco de 1850), o qual era filho do Capm. Antonio Gomes Candido (de Sta. Cruz de Ponte Nova) e de sua mulher Dona Anna Rosa Umbelina de Jesus Gomes Candido (do municipio de Mariana).
Do casamento do Dr. Antonio Gomes Candido com Dona Maria Candida, (ou Dona Maria Angelica Pereira de Carvalho Andrade), procede, entre outros filhos, o Cel. Antonio Gentil Gomes Candido, casado com Dona Francisca Elisa Horta Gomes Candido, pais de minha mulher, Dona Emilia Gentil de Senna, nascida em Mariana (na rua Direita), a 7 de junho de 1873, e com quem me casei em Ouro Preto (na rua Direita, casa de seus pais), a 12 de dezembro de 1896.
“Jose Pereira de Sousa (o “Cabeca”, isto eh, o maioral, um dos ricos homens de Mariana, potentado da terra), tetravo paterno de minha esposa, nasceu cerca de 1758 e faleceu a 21 de dezembro de 1813, em Mariana. Era o pai de D. Maria Angelica de Sousa Pereira (trisavo de minha esposa) e dela nasceu Dona Antonia Francisca Pereira de Carvalho Andrade (bisavo de minha esposa). A mae de Dona Maria Angelica de Sousa Pereira foi dona Josepha Nathalia, que era esposa de Jose Pereira de Sousa (o Cabeca), como me asseverou o Dr. Diogo de Vasconcellos, em sua chacara de Agua-Limpa (em Ouro Preto), quando com ele almocava, na 6a. feira santa, de 1908 (17 de Abril). Da lista de “desobriga” do ano de 1809, em Mariana, se ve que Jose Pereira tinha 12 famulas, escravos a seu servico, e Maria Angelica, 8 mucamas escravas.
O mesmo Dr. Diogo de Vasconcellos me forneceu estes apontamentos do seu punho, naquele dia, e que transcrevo aqui:
                                      – 1 –
Manoel Pereira de Sousa, D. Anna Maria de Almeida
                   – 2 –                                                        – 2 –
Dona Josepha Nathalia                             Jose Pereira de Souza
                                                     – 5 –
                     – 3 –                                                        – 3 –
D. Maria Angelica                                         Joaquim Jose de Sousa
                     – 4 –                                                        – 4 –
D. Antonia Carvalho                                     D. Maria Joaquina
                     – 5 –                                                        – 5 –
D. Maria Angelica Gomes Candido           D. Henriqueta Firmina
                     – 6 –                                                         – 6 –
Coronel Antonino Gentil                              D. Luisa de Vasconcellos
                     – 7 –                                                          – 7 –
D. Emilia Gentil de Senna                           Dr. Diogo de Vasconcellos
                                                                          (Barao do Sto. Sepulcro)
NOTAS:
1) Ve-se que Manoel Pereira representa o elemento metropolita, D. Anna Maria o bandeirante paulista; e todos os mais sao marianenses da gema.
2) Manoel Pereira de Sousa, natural de N. Sa. do Monte, do patriarcado de Lisboa, filho de Sylvestre Pereira e D. Violante de Sousa, casou-se na Villa do Carmo, aos 23 de outubro de 1731, com D. Anna Maria, filha de Manoel Cardoso de Almeida e D. Maria de Freitas (paulistas).
3) D. Josepha Natalia nasceu em Villa do Carmo, no dia de Natal de 1735 (25 de dezembro), e seus filhos – Jose e Joaquim Pereira de Sousa – nasceram, o 1o. em 1758 e m. em 1813; e o 2o. n. em 1760 e m. em 1812.
4) Por ser “maioral” do povo (de influencia e prestigio, muito bravo), Manoel Pereira se intitulava o Cabeca; e os filhos ficaram com o apelido dos Cabecas. Por isso D. Antonia e D. Henriqueta Firmina diziam muitas vezes: “Olhem que somos dos Cabecas!” – o que ouvi delas (diz o Dr. Diogo).
Apontamentos extraidos do “Livro de Sans-Souci” para serem oferecidos ao Dr. Nelson, no dia venturoso em que, com seu cunhado e nosso colega Dr. Lauro Gentil, visitaram o afetuoso e humilde parente Diogo.
Aos 17 de Abril de 1908.
                    “Laudamus veteres sed nostris utimur annis
                     Mos tamen est ae que dignus, uterque coli.”
                                  (ov. Faust. Lib I, V. 225 e 226)
                                                            – 6 –
04. ALGUMAS SEQUENCIAS GENEALOGICAS
“O nosso sangue vem de reis e reis provem do nosso sangue.”
Para demonstrar a verdade deste dizer resolvi tomar emprestados apontamentos de diversos lugares. Em particular os mais antigos que os vi pela primeira vez no site GeneAll.net. Que considero o melhor site de genealogia no mercado para estudos da nossa ascendencia portuguesa. Aconselho a quem desejar a se matricular no site, pois, valeria pagar a anuidade de inscricao a todos que conhecam raizes solidas em Portugal.
Melhor traduzindo essa minha sugestao, busque, entre os seus parentes conhecidos, atraves de sua propria genealogia, algum que seja personalidade historica, pois, sera provavel encontrar ancestrais dele de mais de 40 seculos atras. Com o grau que tera de parentesco serao tambem seus ancestrais.
Comecarei por uma sequencia que principia em um rei. No site ele surge apos uma linhagem de reis que remonta aos imperadores romanos cristaos, aos reis visigodos da Peninsula Iberica e diversas casas reais de outras partes da Europa. Segue entao:
0900 – Ramiro II, rei de Leao – Onega?
0940 – Lovesendo Ramires – Zayra ibn Zayda (*1)
0960 – Aboazar Lovesendes – Unisco Godinhes
0980 – Ermigio Aboazar – Vivili Turtezendes
1000 – Toda Ermiges (*2) – Egas Moniz de Ribadouro
1020 – Ermigio Viegas – Unisco Pais
1050 – Monio Ermiges – Ouroana
1080 – Egas Moniz, o Aio (*3) – Dordia Pais de Azevedo
1110 – Lourenco Viegas – Maria Gomes de Pombeiro
1135 – Egas Lourenco – N…. de Penegates
1160 – Soeiro Viegas Coelho – Mor Mendes Gandarei
1200 – Joao Soares Coelho – Maria Fernandes
1260 – Pero Anes Coelho – D. Margarida Esteves
1290 – Estevao Coelho – Maria Mendes Petite
1320 – Pero Esteves Coelho – D. Aldonca Vasques Pereira
1340 – Goncalo Pires Coelho – Maria Silva
1370 – Fernao Coelho (*4) – Catarina de Freitas (*5).
(*1) O rei Ramiro II foi um dos mais agressivos durante a reconquista da Peninsula Iberica aos mouros. Mas casou seu filho Lovesendo com uma das herdeiras de um dos reinos muculmanos para forcar a paz e o dominio. Por nossa ancestral Zayra descendemos inclusive do profeta Mohammad. Nos e toda a populacao ibero e iberamericana.
(*2) Toda Ermiges, a trineta do rei Ramiro II, casa-se na tradicional familia dos senhores do Ribadouro. Esta era uma das mais nobres familias do antigo Reino de Leao que, em 711, havia sido conquistado pelos muculmanos. Os unicos territorios que haviam escapado dessa conquista foram Asturias e Cantabria. Asturias tornou-se a sede da resistencia crista. Depois a Cidade de Leao foi reconquistada, seguindo outros territorios, entre eles o que veio a chamar-se de Castela.
O bisneto de Toda Ermiges, Egas Moniz, chamado de “o Aio”, talvez tenha sido a pessoa mais importante na fundacao do Reino de Portugal. O apelido referia-se a ele ter sido o tutor do infante Afonso Henriques na ausencia do pai, Henri de Bourgogne. Teresa, a mae do Afonso Henriques era a Condessa Soberana de Portugal. Ela tinha um amante e o Afonso Henriques revoltou-se contra a propria mae e conseguiu criar a monarquia portuguesa.
(*3) O bisneto do Egas Moniz, o Aio, Soeiro Viegas Coelho, foi o primeiro deste nome a passa-lo para seus descendentes. Em periodos anteriores quase nao se usava sobrenomes senao os patronimicos. Assim, o Egas era Moniz porque era o filho do Monio, mas os filhos dele eram chamados Viegas e os sobrenomes nao fixavam. Por causa das confusoes que comecaram a existir por causa da repeticao de mesmos nomes foi que a Igreja solicitou o uso de sobrenomes mais completos e aos poucos foram se fixando os nomes de familias, embora, os ancestrais mais antigos fossem os mesmos.
(*4) O professor Nelson Coelho de Senna fala no senhorio de Felgueiras e Vieira, assim como a assinatura Coelho nos tempos de Egas Moniz, o Aio, mas o sobrenome surge com o bisneto dele. Isso porque no combate aos mouros o ancestral Soeiro usava a tatica de ludibriar o inimigo e sempre ataca-lo pela retaguarda. Segundo as tradicoes, contaram vantagem dele ao rei, dizendo que era como se ele “usasse tocas de coelho para infiltrar-se por tras das linhas de defesa dos mouros”. Assim ficou cravado o Coelho em nossa familia. E Fernao Coelho, quintoneto do Soeiro, foi o primeiro a usar o titulo de senhor de Felgueiras e Vieira.
Uma outra sequencia, agora invertida, a partir da ancestral Catarina de Freitas.
(*5) Catarina de Freitas – Fernao Coelho
Mecia Vaz de Sampaio – Martim Fernandes de Freitas
D. Maria Pereira – Vasco Pires de Sampaio, 1o. senhor de Vila Flor
D. Maria de Menezes – D. Alvaro Pereira
D. Joao Afonso Telo de Menezes – ?
D. Joao Afonso Telo de Menezes – D. Guiomar Lopes Pacheco
D. Afonso Martins Teles Raposo – Berengaria Lourenco de Valadares
D. Goncalo Anes Raposo – D. Urraca Fernandes de Lima
D. Joao Afonso Telo de Menezes – Elvira Gonzalez Giron
D. Teresa Sanches – Alfonso Tellez, 2o. senhor de Menezes
D. Sancho I, rei de Portugal – D. Maria Pais Ribeiro, a Ribeirinha
D. Afonso I, rei de Portugal – Mahaut de Savoia (Mafalda *6)
D. Teresa de Leao – D. Henri de Bourgogne
D. Alfonso VI, rei de Leao – Ximena Moniz
Observa-se aqui que a ancestral Catarina de Freitas torna-se um vinculo entre os Coelho e a familia real portuguesa. Futuramente a partir dela os senhores de Felgueiras e Vieira adotarao o Coelho da Silva, segundo a forma que tornou-se muito frequente no periodo colonial brasileiro. Este Coelho da Silva passou a ser usado por volta do 6o. ao 8o. senhor daquelas terras. Vejam neste endereco: http://www.ajorb.com.br/ecs-origem_familia_tabela.htm, onde encontrarao os vinculos do Coelho da Silva com os senhores de Felgueiras e Vieira. (Mais no final deste trabalho, alerto que a familia PINTO COELHO DA CUNHA tambem teve representantes seus como senhores de Felgueiras e Vieira, ou seja, eram todos do mesmo nucleo familiar).
(*6) MAHAUT DE SABOIA – A esposa do rei D. Afonso I, Mafalda de Savoia, procedia desta familia que era a Familia Real italiana. Existe tambem a grafia Saboia (Saboya) com representantes no Brasil. Importante aqui eh salientar que no site GeneAll.net pode-se acompanhar a ancestralidade dela por milenios. A familia italiana atraves dos casamentos com a realeza de Constantinopla tornou-se descendente das familias reais, entre outras, persas e egipcias. Segundo o que la se encontra, descende-se por esta linhagem inclusive da rainha ESTHER, a judia que deu nome a um dos livros biblicos, e de faraos como Ramses II, o Grande, que estudiosos desconfiam ser o farao “punido” `a epoca de MOISES com as 10 PRAGAS DO EGITO. Quem desejar verificar pode matricular-se no site ao preco da anuidade.
Uma outra sequencia importante, para comprovar a segunda parte do dizer acima mencionado:
1320 – Pero Esteves Coelho – D. Aldonca Vasques Pereira
1330 – Branca Pires Coelho – Joao Pires de Alvim
1355 – Leonor de Alvim – D. Nuno Alvares Pereira (*7)
1380 – D. Beatriz Pereira Alvim – D. Afonso I, duque de Braganca
1403 – D. Fernando I, 2o. duque – D. Joana de Castro
1430 – D. Fernando II, 3o. duque – D. Isabel de Portugal
1479 – D. Jaime, 4o. duque – Leonor de Mendonza
1510 – D. Teodosio I, 5o. duque – D. Isabel de Lancastre
1543 – D. Joao I, 6o. duque – D. Catarina de Portugal
1568 – D. Teodosio II, 7o. duque – Ana de Velasco y Giron
——- – D. Joao IV, rei de Portugal (*8) – Luisa de Guzman.
(*7) D. Nuno Alvares Pereira foi o II Condestavel de Portugal. Foi o homem forte do reino durante a Crise de 1383-85, quando o direito da monarquia passou ao rei da Espanha e houve guerra entre os dois paises para manter a portuguesa independente. Evitou-se a incorporacao da coroa portuguesa, sendo a batalha mais importante a de Aljubarrota, ou da Padeira. Houve uma verdadeira devastacao da nobreza espanhola. E o rei que assumiu foi o Mestre de Avis, D. Joao I, que era pai do D. Afonso I.
Em 1580 aparece situacao semelhante. Mas neste caso o rei Felipe II nao deu chance aos portugueses e promoveu a Uniao Iberica debaixo do comando dele. Extinguiu-se as dinastias Afonsina e de Avis. Em 1640 a monarquia portuguesa eh restaurada e para o trono foi elevado D. Joao IV (*8), rei de Portugal.
Em 1640 as Invasoes Holandesas estavam em periodo de expansao. Em 1638 o heroi Luiz Barbalho Bezerra havia causado enormes prejuizos ao invasor, inclusive auxiliando no rechaco da tentativa da invasao da Bahia. Ele construiu o Forte de Nossa Senhora da Conceicao, que o povo passou a chamar de Forte do Barbalho e com esse nome surgiu um bairro da Cidade de Salvador. Com os prejuizos, o conde Joao Mauricio de Nassau foi chamado de volta `a Europa e os sucessores quizeram descontar os prejuizos nas costas dos brasileiros que arrefeceram a revolta, levando `as duas Batalhas de Guararapes e, por fim, a expulsao.
Foi neste tempo que o rei D. Joao IV mandou a ordem aos suditos brasileiros para suspenderem os confrontos. Ele estava em guerra contra a Espanha, a maior metropole da epoca; e os brasileiros contra a Confederacao Holandesa, entao, a rival da Espanha. Naturalmente, o rei nao queria se ver entre os dois fogos tao poderosos. Mas os brasileiros mandaram o recado desaforado: “Continuaremos os combates ate expulsar o invasor e depois iremos a Portugal para receber o castigo que merecermos”.
Ao mesmo tempo que se combatia os holandeses no Brasil, Agostinho Barbalho Bezerra se transferia `as suas proprias expensas, com aliados, materiais e escravos proprios, a Portugal para combater o inimigo espanhol nos campos de batalha em Elvas. Ai esteve ate receber o recado de que o pai Luiz havia falecido no Rio de Janeiro. Ele lutou tambem nos Acores e ajudou a expulsar piratas das costas brasileiras.
Como se pode observar, o mesmo Pero Esteves Coelho foi o pai de dona Branca, que levou nao apenas o sangue mas o proprio sobrenome Coelho `a monarquia portuguesa, tambem foi um dos patriarcas do senhores de Felgueiras e Vieira.
Observe-se tambem as vindas e voltas da Historia. O ancestral Egas Moniz foi o braco direito do rei de Portugal e a descendencia dos dois se encontram um pouco mais alem, formando uma mesma familia. O que ja eram antes. D. Joao IV tornou-se o fundador da Dinastia Braganca que, por via de sangue, permanece nos descendentes que teriam direito a governar o Brasil e Portugal, em caso de restauracao de suas respectivas monarquias.
Uma ultima sequencia, a partir de um casal que foi encontrado pelo professor Dermeval Jose Pimenta. Este casal nao se encontra na primeira edicao do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. Portanto, nao tenho ainda a fonte utilizada pelo professor Pimenta para encontra-lo.
Segundo este, eram os pais da ancestral Eugenia Rodrigues Rocha, que tambem era conhecida como Eugenia Maria da Cruz. Nome depois adotado por sua neta, esposa do trisavo, da minha geracao, FRANCISCO MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO, filho do Padre Policarpo Jose Barbalho.
1732 – Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho – Giuseppe Nicatsi da Rocha
1765 – Eugenia Rodrigues da Rocha – Jose Coelho de Magalhaes
1785 – Joao Coelho de Magalhaes – Bebiana Lourenca de Araujo
1828 – Emilia Brasilina Coelho da Rocha – Jose Coelho da Rocha Ribeiro
1847 – Maria Brasilina Coelho de Senna – Cel. Candido Jose de Senna
1876 – Nelson Coelho de Senna – Emilia Gentil Gomes Candido de Senna
1900 – Mucio Emilio Nelson de Senna – Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco
1929 – Sylvia Emilia de Mello Franco de Senna – Paulo Argemiro Hungria Machado
Este ultimo casal teve pelo menos tres filhos ja localizados por nos. menciona-se dois para ilustracao do nosso parecer:
1. Theodoro Hungria Machado – Maria Gabriela de Orleans e Braganca
2. Silvia Amelia Hungria Machado – D. Afonso Duarte de Orleans e Braganca.
Aqui se verifica mais esta volta em torno da vida dessa familia. Os conjuges de ambos sao membros da antiga Familia Imperial brasileira. Descendem dos imperadores Pedro I e II, e da princesa Isabel.
Uma observacao curiosa foi o fato de o professor Nelson Coelho de Senna ter publicado o trabalho dele em 1939. Ele devia estar num estado de espirito deprimente ao maximo que uma vida humana pode suportar. Embora fosse uma pessoa de grande sucesso e realizacoes, tornou-se filho solitario na familia, apos o falecimento dos irmaozinhos. Casou-se com uma senhora que, entao, ha pouco tempo havia tornado filha unica com a perda do unico irmao sobrevivente. Eles haviam perdido o filho Mucio Emilio e a nora, Sylvia Amelia. E ainda lhe falece a esposa, pouco antes da publicacao. Para complicar o Brasil estava sob regime ditatorial.
O mundo ja estava na Segunda Guerra Mundial. O Dr. Juscelino Kubitschek ainda era um medico ha pouco formado e somente despontaria como grande politico brasileiro no decorrer dos proximos anos. Em 1945 era o prefeito de Belo Horizonte, a nova Capital Mineira, com seus pouco mais de 200 mil habitantes. O professor Nelson de Senna viveu ate 1955, continuou ativo, mas provavelmente nao teve a mesma disposicao que tivera antes, tanto pela idade que avancava quanto pela carga que carregava nos ombros.
Observe-se que ele tinha passado um pouco dos 60 anos de idade, idade esta que soava como a porta da morte. Vejam pelas idades que faleceram os descendentes dos tios JOAO/BEBIANA `a epoca dele. Raramente passavam daquela idade. O professor deve ter sentido o sopro da finitude humana. O acordar para a genealogia faz suscitar a impressao de que ele sentia que nem tudo se acabaria se fossemos lembrados por nossas Historias e Genealogias.
O casamento dos bisnetos dele na Familia Real brasileira faz a Historia assemelhar-se aos contos de fadas. Eh como o conto de Cinderela. Comeca-se a estoria como um sonho e tudo eh transformado em tristeza e desencanto, ate acontecer a restauracao no final. Diferentemente dos contos de fadas, no entanto, a vida nao para no que parece ser bom. E assim iremos, de tempos em tempos, vivendo tempos fartos e encontrando os percalcos do caminho. Isso eh a vida na realidade.
05. ALGUNS DOCUMENTOS IMPORTANTES
Comecaremos apontando duas cartas de brazao descritas na obra “ARCHIVO HERALDICO-GENEALOGICO, do Visconde de Sanches de Baena, trabalho do qual ja tratei anteriormente. O arquivo quase completo esta no endereco: https://archive.org/stream/archivoheraldic00unesgoog#page/n9/mode/2up. Talvez em funcao do estado emocional em que se encontrava o professor Nelson, ele consultou a obra para a descricao das armas da Familia Coelho e nao percebeu que talvez estivesse ao alcance dos olhos o que se descreve abaixo:
O endereco do “Arquivo Heraldico-Genealogico” foi-me enviado pela confreira MANUELA ALVES, atraves do site: “Genealogias do Douro Sul, Terras de Feira, Viseu e Aveiro”. Meus eternos agradecimentos por essa gentileza.
Documento 01.
Esta eh a pessoa numerada como 610, `a pagina 153:
“DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ,
cavaleiro professo na Ordem de Cristo, bacharel formado pela Universidade de Coimbra, opositor aos lugares de letras, natural da Cidade de Mariana, Estado do Brazil; filho de Bento Rodrigues Coelho, e de sua mulher D. Maria de Queiroz Seixas; neto pela parte paterna de Amaro Rodrigues Coelho, e pela materna neto de Joao Queiroz de Seixas, e de sua mulher D. Feliciana de Araujo Dantas; bisneto de Jacinto de Queiroz, e de sua mulher D. Maria Coelho; terceironeto de Antonio Francisco Marinho, e de sua mulher D. Maria de Queiroz Seixas, descendentes de Antonio de Queiroz Mascarenhas, bem conhecido neste reino pela sua distinta qualidade, e conhecido valor.
Um escudo esquartelado; no primeiro e quarto quarteis as armas dos Coelho, no segundo as dos Queiroz, e no terceiro as dos Seixas. – Br. p. a 2 de agosto de 1773. Reg. no Cart. da N., Liv. I, fl. 204 v.”
Procurando posteriormente, encontrei uma pequena biografia com dados de ancestrais do senhor de qualidade e valor Antonio Queiroz de Mascarenhas. O endereco eh: http://informaticahb.blogspot.com/2014/08/amarante-pessoas-antonio-de-queiroz.html.
Documento 02.
Numero 753, `a pagina 189; numero 2163, `a pagina 548 e numero 2363, `a pagina 591.
FRANCISCO COELHO BRANDAO, PEDRO COELHO DE SEABRA e VICENTE COELHO DA SILVA SEABRA TELLES.
“753. Francisco Coelho Brandao, natural do termo de Villa Rica do Oiro Preto, Estado da America; filho do alferes de cavalaria Manuel Coelho Rodrigues, e de sua mulher D. Josepha de Avila de Figueiredo, neta do capitao Joao Seabra de Guimaraes; neto o suplicante pela sua varonia do ajudante de infantaria Antonio Coelho, filho de Belchior Coelho, irmao do senhor de Filgueiras e Vieira.
Um escudo esquartelado; no primeiro quartel as armas dos Coelhos, no segundo as dos Seabras, no terceiro as dos Brandoes, e no quarto as dos Avilas. Br. p. a 23 de novembro de 1782. Reg. no Cart. da N., Liv. III, fl. 77v.”
Sao tres cartas de conteudo identico modificando-se apenas os nomes dos agraciados. Portanto, sao tres irmaos. O nome do pai deles aparece na lista de concessoes de sesmarias no livro do professor Nelson.
Documento 03.
Alguns documentos encontram-se no site FAMILYSEARCH, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias (mais conhecida como Mormons). Temos la alguns casamentos, registros de nascimentos e obito de pessoas da familia. Vejamos alguns:
17.12.1717
Casamento de Joseph Carneiro da ……….. e dona Theodozia de Aguiar Barbalho, sendo os pais do noivo os senhores: Matheus Lage e Maria Carneiro; e da noiva: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho.
Este casamento e o seguinte aconteceram na Igreja de Nossa Senhora da Assuncao em Mariana.
Documento O4
24.06.1730
Casamento de Jose Rodrigues e Thereza de ………… de Oliveira, sendo os pais do noivo os senhores: Jose Rodrigues e Magdalena do Valle; e da noiva: Joao de Aguiar Barbalho e Joana de Oliveira.
Documento 05
18.09.1732
Casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, sendo os pais do noivo os senhores: Manoel de Aguiar (que era viuvo de Ana Pereira de Araujo) e Maria da Costa Barbalho; e da noiva: Belchior Pimenta de Carvalho, e o nome da mae nao eh revelado. Este casamento se deu no Distrito de Milho Verde, ate hoje pertencente `a Cidade do Serro – MG.
Dona Maria da Costa Barbalho tinha ancestrais que remontavam ao inicio da colonizacao do Brasil, tendo o Barbalho ido de Pernambuco para o Rio de Janeiro, depois para Minas Gerais, no apice do Ciclo do Ouro. Esta eh a linhagem da qual ela descendia:
Maria da Costa Barbalho – Manoel de Aguiar
Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramires
Jeronymo Barbalho Bezerra – Izabel Pedrosa
Governador, Luiz Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca
Camila Barbalho – Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda
Braz Barbalho Feyo – Maria ou Catharina Tavares de Guardez
Luiz Barbalho Bezerra foi governador provisorio do Brasil e governador do Rio de Janeiro nos anos de 1643 e 1644, falecendo no cargo. Foi grande heroi nos combates contra a ocupacao holandesa no Nordeste do Brasil, que iniciou-se em 1630.
Braz Barbalho Feyo foi um imigrante portugues no Brasil chegado com o primeiro donatario da Capitania de Pernambuco, D. Duarte Pereira Coelho. Foi fidalgo da Casa Real portuguesa, senhor do Engenho do Barbalho, cito no Cabo de Santo Agostinho. Os Bezerra, Monteiro, Andrade, Araujo, Tavares, Guardez e outros fizeram parte do mesmo contingente de primeiros povoadores do Brasil e juntaram os sangues para formar este ramo que manteve o sobrenome Barbalho ate `a atualidade.
Documento 06
AEAM – ARQUIVO ECLESIASTICO DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA – MG
Documento: De Genere Et Moribus
Nome: Emigdio de Magalhaes Barbalho
Data: 1845
Local: Itabira – MG
Referencia: (Armario: 12/ Pasta: 359)
Pe. EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO
Data do Batizado: 30/03/1813
Local do Batizado: Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirao de Santa Barbara, Minas Gerais.
Padrinhos: Nao consta
Data da Ordenacao: 1845
Paroco de Guanhaes: (1853 a 1859)
Filiacao: POLICARPO JOSE BARBALHO e ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, aquele natural do Inficcionado e esta natural de Itabira.
Avos paternos: JOSE VAZ BARBALHO e ANA JOAQUINA (MARIA) DE SAO JOSE, aquele natural de Vila do Principe (Serro – MG) e esta natural da Freguesia de Conceicao.
Avos maternos: GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS (ou FERREIRA), natural de Itabira
Observacoes: Constam anexados ao processo o batismo do habilitando e o casamento dos pais do habilitando. Nos depoimentos consta que a mae do habilitando ja era falecida, portanto, falecida antes de 1838. Consta tambem que a Isidora Francisca de Magalhaes era filha natural de Genoveva Nunes Filgueiras.
[Batismo do Habilitando] Emigdio de Magalhaes Barbalho
Certifico que revendo o Livro no. 10 de Batismo dessa freguesia, nele a folha no. 55 se acha um assento do teor seguinte: Aos 30/03/1813 na Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirao de Santa Barbara, o Reverendo Capelao Jose Antonio de Araujo batizou solenemente e pos os santos, digo, batizou privativo por estar em perigo de vida e pos os santos oleos a EMIGDIO parvulo, filho legitimo do Alferes Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhaes.
Coadjutor: Antonio da Costa Marinho
Santa Barbara: 29/01/1838
Vigario: Joao Batista de Figueiredo
[Casamento dos pais do habilitando] Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhaes.
Certifico que revendo o livro no. 4 de casamentos desta freguesia, nele a folha no. 56 se acha um assento do teor seguinte: Aos 30/08/1808 na Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirao de Santa Barbara, feitas as denuncias canonicas e tudo mais que determina o Sagrado Concilho Tridentino, sem constar impedimento algum, com a Provisao do Muito Reverendissimo Doutor Vigario da Vara desta Comarca de Sabara, assistiu o Reverendo Jose Antonio de Araujo, de licenca do Reverendo Paroco ao sacramento do matrimonio que entre si contrairam por palavras, POLICARPO JOSE BARBALHO, filho legitimo do Capitao Jose Vaz Barbalho e de Dona Ana Joaquina de Sao Jose, natural da freguesia de Nossa Senhora de Nazare do Inficcionado; e ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, natural desta dita freguesia, filha natural de Genoveva Nunes Ferreira, e ambos moradores nesta freguesia, e logo lhes dei as bencaos nupciais na forma do Ritual Romano, sendo testemunhas presentes o Reverendo Antonio da Cunha de Padua e o Sacristao Manoel Antonio de Magalhaes, do que fiz este assento e assinei.
Coadjutor: Antonio da Costa Marinho
Santa Barbara, 29/01/1838
Vigario: Joao Batista de Figueiredo
Antes de os dados presentes neste documento aparecerem no site do FamilySearch ele me o foi enviado pelo primo RICARDO RODRIGUES COELHO, que o estava repassando em nome do cunhado dele, JOBERTO MIRANDA RODRIGUES. Eles mantem o site GENCOELHO onde publicam dados concernentes ao nosso ramo COELHO, BARBALHO e outros. A eles meu melhor apreco.
Documento 07
Alguns documentos presentes no site FamilySearch, referentes a POLICARPO JOSEPH BARBALHO
Ali encontramos o registro de falecimento de Policarpo Joseph Barbalho, ocorrido na Villa de Porto Alegre (o registro), em 20/06/1801. Era nascido em 1735 e filho de MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.
Este POLICARPO  era casado com BERNARDA MARIA DE AZEVEDO e tiveram filhos, batizados em Nossa Senhora dos Anjos de Gravatai, Rio Grande do Sul (RS): UMBELINO (10.06.1782); ANNA (08.10.1783); POCIDONIO (19.06.1785); JULIO (27.04.1788); CANDIDA (25.10.1789); EUGENIA (09.10.1791) e MANOEL (12.04.1793).
Pelo registro de casamento, tambem naquele site encontrado, houve pelo menos mais uma filha, JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, que casou-se com JOSE PEIXOTO DE MIRANDA, filho de JOSE PEIXOTO CABRAL e EUFRAZIA MARIA CAETANA, no dia 05.07.1794. Possivelmente, Josefa, a neta, tera nascido em Minas Gerais, nos antigos dominios da Villa do Principe do Serro do Frio, atual Cidade do Serro.
Documento 08
Conjunto de documentos referentes ao outro POLICARPO JOSE BARBALHO e sua esposa ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES.
Aparecem no registro de casamento deles, como relatado no documento 06, acima, e nos registros de batismos dos filhos: JOAO (01.06.1809); GENOVEVA (28.01.1812); EMIGDIO (30.03.1813); MARIA (01.09.1817) e LUCINDA (10.07.1824).
Segundo as anotacoes de familia, publicadas no livro: “ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO”, de autoria da nossa prima IVANIA BATISTA COELHO, editado em Governador Valadares – MG, em 1979, POLICARPO foi pai tambem de JOSE (?); FRANCISCO MARCAL (30.06.1824) e MANOEL (?). Pela data de nascimento do nosso terceiravo FRANCISCO MARCAL e a do batismo de tia LUCINDA, somente podemos supor que foram gemeos.
JOSE DE MAGALHAES BARBALHO ficou na memoria da familia por ter sido pai da mulata ANNA DE MAGALHAES. Esta, ainda muito nova teve um relacionamento com um membro da sociedade itabirana, que era casado com outra pessoa, ficando gravida. Conforme as tradicoes, a menina foi enviada para Guanhaes para receber a protecao dos tios FRANCISCO MARCAL e Pe. EMIGDIO.
A crianca que nasceu recebeu o nome de JOAO BAPTISTA DE MAGALHAES (tio Joaozinho) que se casou com sua prima em segundo grau CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO (Sa Candinha). Entre nos, sao alguns milhares de descendentes deste casal. CANDIDA nasceu em 10.01.1858 e JOAOZINHO em 15.10.1862. Por ser mais novo, ele fazia os netos o tratarem por tio Joaozinho, pois, na brincadeira afirmava que avo era a Sa Candinha, que era velha, ele era tio.
Documento 09

Livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, descreve parte da descendencia de dona ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, que tambem foi filha de MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, sendo dona ISIDORA uma das bisavos do professor PIMENTA.Neste mesmo livro aparece o nome do senhor CIRINO JOSE BARBALHO, que foi eleito, em 1875, o primeiro Juiz de Paz da entao criada Villa Rio Doce, atual Cidade de Pecanha. Ja conhecemos alguma descendencia dele. Falta-nos vincula-lo ao tronco da familia.

Documento 10
No site FAMILYSEARCH encontramos outros dois registros de casamentos da familia. Trata-se dos referentes a GERVAZIO JOSE BARBALHO e FIRMIANO JOSE BARBALHO. O primeiro nasceu em Conceicao do Mato Dentro e casou-se, em 01.03.1813, com dona ANNA DE FREITAS DA COSTA.
Nao ha mencao ao local de nascimento do segundo. Casou-se, em 25.01.1822, com IZABEL MOREIRA DE JESUS. Os documentos no site, referentes a Minas Gerais, registram o nome de Santo Antonio de Santa Barbara como local dos eventos. Mas trata-se, segundo tradicoes, de Itabira, como registram os documentos referentes ao Pe. EMIGDIO, pois, Itabira pertencia `a Santa Barbara.
GERVAZIO e FIRMIANO eram irmaos do Pe. POLICARPO JOSE BARBALHO. Existem outros “JOSE BARBALHO” nos documentos daquele site, porem, nao foi possivel estabelecer-se o parentesco. Supoe-se que houvessem mais irmaos, cujos documentos nao puderam ser coletados pelo FamilySearch.
Para nossa tristeza, `a epoca em que os membros da Igreja Mormon estavam fotocopiando os documentos pelo mundo inteiro, o ultraconservador bispo da Diocese de Diamantina, Geraldo de Proenca Sigaud, nao permitiu os trabalhos porque considerava uma invasao dos direitos por uma “igreja estranha”. Assim, a formacao da familia nao pode ser acompanhada por esta via.
Documento 11
Entre os registros de casamento do site FamilySearch existem dois de especial interesse. Possivelmente, apenas especulando por enquanto, o casamento registrado em Nossa Senhora da Conceicao de Ouro Preto, entre JANOARIO JOSE BARBALHO e DEONIZIA COELHO DA SILVA, realizado em 26.01.1758, trata-se de nosssa familia. O noivo era filho de JOSE RODRIGUES e THEREZA MARIA, muito provavelmente os mesmos que se casaram em 24.01.1730, em Mariana. Os pais da DEONIZA foram: ANTONIO COELHO DA SILVA e THEREZA FERNANDES DE ABREU.
Outro registro eh o do casamento de LIANDRO JOSE BARBALHO. Casou-se em Nossa Senhora da Assuncao de Mariana, em 27.10.1753. Tambem era filho de: JOSE RODRIGUES e TERESA MARIA DE JESUS. A esposa foi identificada apenas como V. BARBALHO, filha de DIONISIO BARBALHO BEZERRA.
Os nomes THEREZA MARIA, THEREZA MARIA DE JESUS e THEREZA DE (………..) DE OLIVEIRA (como se acha no documento 04 acima) devem referir-se a uma mesma pessoa porque as pessoas podiam usar diferentes nomes, um para a familia no mundo e outro para a familia devocional religiosa.
Conservei algumas grafias encontradas nos documentos do passado. Enganos dos escrivaes eram comuns. Somente no registro de casamento do nosso tioquartavo FIRMIANO JOSE BARBALHO encontra-se o nome de nossa ancestral como: ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE. Os outros omitiram o MARIA ou escreveram de SAM-JOSE.
A minha mente atualizada pode ter-me levado a cometer um engano num passado recente. Isso porque quando vi o nome THERESA DE (…………..) DE OLIVEIRA, mencionado no documento 04, conclui que a lacuna deveria ser preenchida com o sobrenome AGUIAR, como o do pai dela, JOAO DE AGUIAR BARBALHO. Para nos tornou-se automatica a combinacao dos apelidos materno e paterno na atualidade. Mas nao era assim antigamente.
Naquele tempo os batismos se davam apenas pelo prenome. Havia a uniao entre a Igreja e o Estado. Os registros eram os eclesiasticos que tinham a validade tambem civil. Contudo, os sobrenomes eram tomados de acordo com a preferencia do usuario. Depois de crescidas as pessoas escolhiam. As mulheres muitas vezes escolhiam os nomes maternos e os homens os paternos ou combinacoes variadas.
Como exemplo, no documento 02 temos os tres irmaos: FRANCISCO COELHO BRANDAO, PEDRO COELHO DE SEABRA e VICENTE COELHO DA SILVA SEABRA TELLES. Os tres conservaram o COELHO, que deveriam considerar o principal. Mas o Vicente buscou adotar uma postura que era comum `aquela epoca, escolher sobrenomes que remontavam `a genealogia, algumas vezes, mais de 4 geracoes anteriores. Nomes como ANTONIO MARIANO MONIZ PINTO COELHO DA CUNHA, como aparece na lista de sesmeiros no livro do professor NELSON, eram ate pequenos perto de outros. Mas tambem haviam os que escolhiam apenas um, aquele que consideram o maior, este era o caso do JOSE RODRIGUES.
Bom, a lacuna no nome de dona THEREZA poderia, talvez, ser preenchido por MAGALHAES. Talvez fosse um sobrenome que corresse na familia da mae dela, dona JOANA DE OLIVEIRA, que poderia ter o nome completo de: JOANA DE MAGALHAES DE OLIVEIRA, mas o escrivao, comum uso `a epoca tambem, suprimiu parte dele. Se essa minha suposicao estiver correta, provavel sera que estejamos ai diante dos nomes mais antigos do ramo COELHO de nossa familia no Estado de Minas Gerais.
Assim se da por causa do suposto nome sugerido pelo professor DERMEVAL JOSE PIMENTA para a mae de nossa ancestral EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, a segunda esposa do JOSE COELHO DE MAGALHAES. Se o nome da mae dela foi mesmo MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO, ela poderia muito bem ter sido filha do casal: JOSE RODRIGUES e JOANA (DE MAGALHAES) DE OLIVEIRA. Isso seria condizente com as escolhas possiveis e com a epoca prevista para o nascimento dela.
O professor DERMEVAL JOSE PIMENTA lancou uma suposicao no livro dele de que o “JOSE” que tanto aparece entre os BARBALHO e os PIMENTA estivesse ligado a uma suposta homenagem `a nossa ancestral JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. Mas ele devera estar provavelmente enganado. `A epoca de tantos que usaram o JOSE como combinacao ao primeiro nome foi da era do Infante e rei D. JOSE I. A homenagem ao santo ja era comum. Mas a epidemia do uso pode ser vinculada `a realeza, `a qual, todos deveriam ser fieis.
Documento 12
Um pouco fora da linha de raciocinio que estou tentando conduzir, mas fazendo parte da mesma Historia, encontra-se no site FamilySearch o registro de casamento entre MANOEL NUNES COELHO com a noiva VALERIANA ROSA GONCALVES. Ocorrido em 27.08.1804, este casamento foi registrado em Santo Antonio de Santa Barbara, o que pode significar Itabira. Os nomes dos pais do noivo foram THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. E os pais da noiva foram: JOAO ALVARES e MARIA GONCALVES.
Importante para nossa familia aqui eh que o professor DERMEVAL JOSE PIMENTA encontrou o nome MANOEL NUNES COELHO como sendo o pai do quintavo da minha geracao: EUSEBIO NUNES COELHO, que foi o marido da quintavo, ANNA PINTO DE JEZUS. O problema eh apenas o de que em 1804 os ancestrais EUSEBIO e ANNA estariam ja casados ou perto de se casarem.
Como nao temos datas dessa epoca para este ramo da familia, sabemos apenas que EUSEBIO deve ter nascido por volta de 1780 e o pai dele pelo menos uns 20 anos antes. Neste caso, a unica possibilidade de que eles fossem pai e filho seria a de que este registro se tratasse de um segundo casamento do ancestral Manoel, o que era comum aos homens da epoca.
Coincidentemente ou nao, ha naquele site outro registro ocorrido em 03.01.1811 (nascimento) e 10.01.1811 (batismo). Estes registros encontram-se tambem em nome dos ancestrais EUSEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JEZUS (segundo a grafia no documento). Era o mesmo Santo Antonio de Santa Barbara, porem, devemos concluir que se tratasse de Itabira.
No livro dele, o professor PIMENTA estabelece inicio da familia NUNES COELHO como residente na Fazenda Folheta (porque la haviam encontrado ouro em forma de folhas), em Sao Domingos do Rio do Peixe, atual Dom Joaquim; de onde mudou-se para Guanhaes, para a Fazenda do Grama.
Se acaso for segundo a suposicao de que foi um segundo casamento do ancestral MANOEL NUNES COELHO, entao, ha ai um vinculo entre os tres ramos da familia COELHO, BARBALHO e FILGUEIRAS. Lembremos que o NUNES FILGUEIRAS aparece no nome da avo GENOVEVA (documento 06). Observe-se ai que genealogia eh mesmo uma tranca. Cheia de curvas, “encontros e despedidas”!
06. ALGUMAS NOTAS DA HISTORIA DO BRASIL E DE MINAS GERAIS

Vou aqui repetir coisas que ja abordei em outros textos com um pouco de diferenca no focar a Historia. A funcao delas aqui eh a de oferecer uma maior contextualizacao do conteudo do livro do professor NELSON COELHO DE SENNA e as causas dos acontecimentos. Tambem serve para situar aqueles que tiverem pouco conhecimento de fatos historicos da vida brasileira, principalmente os muito jovens ou os nao brasileiros. Talvez esse capitulo, principalmente por ter ficado comprido, nao seja de maior utilidade aos brasileiros com conhecimento de causas historicas.Para compreendermos melhor a genealogia precisamos recorrer `a Historia e sem a genealogia a Historia jamais se completa.

Apos chegarem ao Brasil, os portugueses deram menor importancia a seu territorio porque estavam envolvidos com o recem-descoberto “Caminho Para as Indias” por Vasco da Gama.  Os piratas e navegantes de outros paises como a Franca e a Confederacao Holandesa comecaram primeiro a explorar suas riquezas.

Assustada com isso, a coroa portuguesa envia MARTIM AFONSO DE SOUZA (que descendia do rei portugues D. Afonso III e da amante dele, Madragana, uma nobre de origem judaica e que foi batizada com o nome Mor Afonso) em expedicao exploratoria para que se fincasse os rumos da colonizacao. Isso foi em 1532 e quando chegou ao local onde construiria a primeira Vila (cidade) no pais, SAO VICENTE – SP, encontrou ai ao naufrago Joao Ramalho (1493 – 1580), filho de Joao Vieira Maldonado e Catarina Afonso de Balbode.

Ele ja estava no local desde 1513, havia se integrado `a tribo indigena local, era casado em Portugal mas nunca mais encontrou-se com a mulher. Deixou farta descendencia com as indigenas. A comecar da filha do cacique Tibirica, que foi batizada com o nome de Isabel Dias. Para agradar aos outros caciques, se uniu `as filhas deles tambem, produzindo incontaveis descendentes. Assim comeca a genealogia no Brasil tirada de seus fatos historicos.A descendencia combinada desses personagens aparece em Minas Gerais na pessoa do poeta Carlos Drummond de Andrade que foi natural de Itabira. Ou seja, os Andrade de Itabira e muitos outros descendem do Martim Afonso de Sousa, Joao Ramalho, Tibirica, do rei D. Afonso III entre outros.

Logo em seguida divide-se o Brasil em 15 donatarias. Dois territorios vao para o proprio MARTIM AFONSO DE SOUSA e sua descendencia. As duas compoem a CAPITANIA HEREDITARIA DE SAO VICENTE. Uma mais ao sul que inclui parte do atual Estado de Sao Paulo, e outra mais ao norte que inclui as partes do atual Estado do Rio de Janeiro. Entre as duas partes ficava a Capitania de Santo Amaro, cujo donatario era PERO LOPES DE SOUSA.

A Capitania de Sao Vicente foi a outra que deu resultados economicamente positivos. Isso porque tornou-se o ponto de chegada e partida para e da America do Sul no lado Atlantico. Mas principalmente porque a descendencia do Joao Ramalho, mestica, nao se importava de se embrenhar pelos sertoes para cacar indigenas de outras tribos e sequestra-los para faze-los de escravos. Estes eram vendidos aos navios passantes.

A principal capitania a dar bons resultados economicos foi a de Pernambuco. O donatario era o Duarte Coelho Pereira. O clima pernambucano era perfeito para a producao de cana-de-acucar, da variedade levada para o Brasil. Era melhor ate do que o das ilhas da Madeira de onde as mudas haviam sido transportadas por Martim Afonso de Sousa. Com isso o Brasil, e principalmente Pernambuco, entrou no Ciclo da Cana-de-Acucar. O acucar era um produto de valor altissimo no mercado.

A “Nobiliarquia Pernambucana”, de autoria de Borges da Fonseca, endereco: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf, eh um bom recurso para estudos genealogicos. O indice esta no final da pagina, e ai encontra-se boa parte da formacao das familias do Nordeste do Brasil e do restante do pais. Aqui se encontram os Barbalho, Albuquerque, Bezerra, Coelho e toda a base genealogica brasileira. Duarte Coelho era neto do Goncalo Coelho, um dos senhores de Felgueiras e Vieira.

D. Duarte Coelho recrutou pessoas principalmente do Norte de Portugal. Particularmente das Cidades de Ponte de Lima e Viana. Claro, nao podemos deixar de mencionar o Porto e suas freguesias. Com o passar do tempo outras familias foram sendo introduzidas.

Este eh o caso dos Cavalcanti e Lenz (Lins). Segundo o pesquisador Carlos Barata, atualmente no Brasil a Familia Cavalcanti eh a mais numerosa. Nao eh a mais frequente. Existem outras com mais membros assinantes, como a Silva. A diferenca eh que pode-se vincular todos os Cavalcanti a um ancestral comum enquanto que as outras nao tem como associar todos a um ancestral comum.Naturalmente, o sangue Cavalcanti nao sera mais abundante nem que o Ramalho nem que o Albuquerque. Isso porque o Albuquerque conta logo no inicio com o Adao de Pernambuco, como ficou conhecido o cunhado de D. Duarte, o famoso Jeronymo de Albuquerque. E o Cavalcanti comeca no Brasil atraves do casamento do nobre florentino Filipi Cavalcanti, porem, com Catarina (de Albuquerque), filha do Jeronymo. Ou seja, todo Cavalcanti tambem eh Albuquerque mas nem todo Albuquerque eh Cavalcanti.

Jeronymo conviveu com uma mulher india, outra afrobrasileira, outra mulata e a portuguesa Felpa de Mello que a rainha fez com que ele se casasse para deixar da promiscuidade em que vivia. Nao deixou e juntou outros feitos `a sua heranca genetica. Fez mais de 40 filhos e filhas. E a obra de Borges da Fonseca informa como aconteceu desde o inicio. Os Cavalcanti descendem dele e a diferenca eh que nem todos assinam Albuquerque.Com as riquezas brasileiras aparecendo no mapa, tambem aparece a cobica de outras nacoes europeias. Como recurso de defesa do territorio, o Governador Geral, Tome de Souza, organiza a implantacao da capital Salvador. O local escolhido era mais ou menos a metade do caminho entre o Norte e o Sul da Colonia `a epoca.

Assim a defesa ficaria estrategicamente mais facil. A Capitania pertencia a Francisco Pereira Coutinho que ja havia implantado um inicio de urbanizacao. Mas os resultados economicos deixavam a desejar. A cidade real, criada em 1549, tornou-se importante por concentrar a administracao colonial.Enquanto isso, no Rio de Janeiro, que os portugueses haviam abandonado porque os indios locais os rejeitavam, os franceses resolveram implantar no local a “Franca Antartica”. Fundaram um inicio de cidade. Mem de Sa era o terceiro Governador Geral do Brasil. Enviou para la uma armada, chefiada pelo seu sobrinho, Estacio de Sa, que com o reforco dos vicentinos e dos das Capitanias do Espirito Santo e de Santo Amaro, venceram a alianca entre franceses e Tamoios.

Estacio de Sa faleceu em consequencia dos combates mas deixou a parentalha no local. Os de Sa e Benevides e seus associados se assenhoram do poder por longa data. A fundacao do Rio de Janeiro se deu em 1565.A expansao populacional ainda era muito pequena. E toda ela acabou resumida `as partes litoraneas. Era a chamada populacao carangueija. Vivia somente na beira do oceano. Naturalmente, enquanto nao houve motivacao a populacao nao se interiorizou.

Residir `a beira do mar significava encontrar uma certa facilidade de transporte ja que isso se dava por via maritima. Houve uma pequena interiorizacao forcada com o decreto de que as terras litoraneas seriam reservadas para o cultivo da cana-de-acucar. A pecuaria teria que ir para o interior. Mas este interior nao passava de poucas leguas distante do litoral.

A partir de Pernambuco os plantios de cana-de-acucar foram sendo expandidos ao longo do restante do litoral nordestino. E a ocupacao dos territorios dos futuros atuais estados se deu gracas `a colonizacao feita pela descendencia dos primeiros habitantes europeus em Pernambuco. Assim, a Genealogia Pernambucana eh parte fundamental de todos as outras.No decurso do Ciclo da Cana-de-Acucar os espanhois que, entao, eram donos de Portugal e do Brasil, estavam em guerra contra a Confederacao Holandesa. Parece que nao ha um consenso quanto a essa denominacao porque na realidade foram grupos capitalistas que se juntaram para formar a Cia. das Indias Ocidentais.

Estes contavam com judeus expulsos do territorio espanhol, holandeses, belgas e luxemburguenses que formavam uma mesma comunidade, partes do Sul da Alemanha, alem de pessoas com capitais em todo o restante da Europa. Esta Confederacao invadiu e conquistou a Capitania de Pernambuco, em 1630. Nesta epoca o brasileiro Luiz Barbalho Bezerra havia iniciado sua carreira militar, era senhor de engenho e estava com a familia encaminhada. Nem todos os filhos haviam nascido.Luiz Barbalho e muitos outras pessoas de familias entrelacadas somou-se a outros guerreiros das capitanias ao Sul e `a da Bahia para lutar contra a Invasao. Por esta ocasiao, os espanhois e os portugueses tambem estavam ajudando. Ate 1642 ele lutou, perdeu a fortuna e a saude no intento de expulsar os invasores. Por fim teve que abandonar os campos de batalhas e retirou-se para o Rio de Janeiro, onde foi agraciado com o cargo de governador. Levou consigo parte da familia. Veio a falecer em 1640, aos 60 anos de idade.

Antes, porem, de ter se dirigido para o Rio de Janeiro, deixou filhos e filhas na Bahia. Foram eles, donas Antonia e Cosma e os irmaos: Guilherme, Fernao e Francisco Monteiro. O primeiro foi para Sergipe, o segundo foi para Goa, onde tornou-se “vedor” e por la faleceu e o ultimo era o Capitao do Forte de Sao Marcelo, tambem conhecido como Forte de Nossa Senhora do Populo, que ate hoje existe no centro da Baia de Sao Salvador, ate 1704.

Destes filhos, dona Antonia Barbalho Bezerra foi a mae de dona Ignez Thereza Barbalho Bezerra, que foi esposa de Egas Moniz Barreto, e deles procedem diversos titulos de nobreza do Imperio Brasileiro. Inclui-se o baronato de Rio de Contas, titulo em homenagem a cidade onde nasceu o Cel. CANDIDO JOSE DE SENNA, pai do professor Nelson Coelho de Senna.Para o Rio de Janeiro foram os filhos: Cecilia, Jeronymo, Agostinho e Antonio. Este ultimo retornou a Pernambuco, segundo Borges da Fonseca, ou para a Paraiba, segundo informacoes de genealogistas no Rio de Janeiro. Cecilia tornou-se conhecida por idealizar o primeiro convento de freiras da futura capital brasileira, que era chamado de Convento de Nossa Senhora da Ajuda, por ficar numa rua que tinha este nome.

Os tres se casaram no Rio de Janeiro. E Jeronymo liderou o que convencionou-se chamar de: “A Revolta da Cachaca”, ocorrida no final de 1660 e inicio de 1661. Os revoltosos destituiram o governador e obrigaram Agostinho a assumir o cargo. O governador Salvador Correia de Sa e Benevides, que era sobrinho do antigo governador geral do Brasil, Mem de Sa, vingou-se com toda a carga, prendendo os revoltosos e mandou executar e esquartejar Jeronymo. Por causa dos atos arbitrarios dele, acabou sendo condenado `a prisao perpetua.

Os revoltosos foram perdoados porque estavam com a razao. E Agostinho retornou prestigiado. E ele foi o primeiro a ocupar o cargo de “Governador das Esmeraldas”, mais tarde passado a Fernao Dias Paes, por causa do falecimento de Agostinho quando estava em uma expedicao de busca nas barras do Rio Doce, `a altura do Espirito Santo, em 1667.

O Ciclo da Cana-de-Acucar perdeu a forca no Brasil porque os “holandeses” haviam aprendido a fabricar o produto e o levado para suas outras possessoes. O produto caiu de preco. E a economia brasileira e portuguesa ficaram estagnadas ate `as descobertas do ouro em Minas Gerais. Houve uma explosao de encontros de minas na linha da Serra do Espinhaco. Esta corta o Estado de Minas no sentido Norte/Sul, com mais de 1000 kilometros de comprimento. Os primeiros encontros se deram por volta de 1698.

O fluxo de pessoas foi grande. Relata-se que as cidades em Portugal receberam um aspecto de abandonadas. O mesmo se dando nos Engenhos de Acucar da Bahia e do Rio de Janeiro. Mas isso nao deve ser tao verdade assim. Sabe-se que a parte jovem da populacao deve ter-se aventurado em maior quantidade. Talvez seja por isso que havia o aspecto de abandono, pois, os jovens seriam os responsaveis pelas alegrias que existiriam em cada lugar.

Em 1710, em sua obra: “Cultura e Opulencia do Brasil por suas Drogas e Minas”, o padre italiano, Andreoni (ou como era chamado, Andre Joao Antomil), descreve a opulencia das minas de ouro, inclusive revelando suas localizacoes. O Conselho Ultramarino recolhe o livro para evitar que as informacoes despertassem a cobica das potencias estrangeiras.

Mas tambem tinha a segunda intencao de tentar conter o fluxo de gente que ja havia causado a “Guerra dos Emboabas”. Padre Antomil calculava que em Minas Gerais ja existiam cerca de 30.000 pessoas em 1707, quando as escaramucas comecaram.Na verdade, Minas Gerais que era apenas sertao indigena, ja havia sido vasculhada por decadas, em busca da esmeraldas lendarias. Sabara ja existia como um posto avancado para os bandeirantes. Era apenas um arraiado que servia aos familiares do famoso bandeirante Fernao Dias Paes. O encontro do ouro se deu simultaneamente desde o Sul ate ao Norte da Serra do Espinhaco. Em 1700 ja haviam sido encontradas minas em Mariana, Ouro Preto, Catas Altas, Conceicao do Mato Dentro, Serro, Sao Joao d’El Rei, Sabara, Pitangui e outras.

O afluxo de povo tornou-se descontrolado. As pessoas deixavam para tras seus afazeres e propriedades para tentar a sorte. Os vicentinos (que erroneamente sao chamados de paulistas `a esta epoca) se achavam os donos de tudo por estarem presentes desde antes das descobertas.

O povo chegava com farrapos amarrados `as canelas para proteger-se do mato pelos caminhos. Este povo pobre foi apelidado pela palavra indigena “emboaba”, o que significa “pinto calcudo”, numa referencia `as galinhas calcadas, ou seja, uma variedade de galinhas que porta penas inclusive nas canelas. Mas o detrimento significava mesmo “esfarrapado”.Os vicentinos ja estabelecidos entao passaram a explorar os recem-chegados. Em suas vendas cobravam precos muito acima do mercado `a epoca, fazendo individar todo o povo. A revolta contra os abusos acabou levando `as escaramucas entre os emboabas e os vicentinos. Houveram combates entre 1707 a 1709.

Dito foi que este grupo era composto basicamente de baianos e portugueses. Mas era mesmo o povo. O grupo maior acabou vencendo. No armisticio ficou tratado que os “paulistas” (vicentinos) retornariam para suas possessoes no atual Estado de Sao Paulo.Tragicamente, houve um ultimo combate. Os emboabas seguiram os “paulistas” em sua retirada. Percebendo isso, estes prepararam uma emboscada. Ao chegarem ao local os emboabas foram atacados, porem, manobraram e se retiraram para reorganizar. Dai conseguiram contratacar e cercar os adversarios. Eles se renderam sob a promessa de que entregariam as armas e seriam deixados em paz para seguir viagem. Apos entregar as armas o comandante dos emboabas ordenou a execucao dos rendidos. Ao local onde isso se deu deu-se o nome de Capao da Traicao.

Ha a versao de que os “paulistas” foram expulsos das Minas Gerais. Mas a versao nao eh validada pelos fatos. Em 1709 o entao governador da Provincia do Maranhao, Antono de Albuquerque Coelho de Carvalho foi nomeado para pacificar o conflito. Mas o conflito ja nao existia. Ate resolver seus negocios no Maranhao, deixar aquela provincia, aportar no Rio de Janeiro, tomar conhecimento da situacao, organizar sua visita a Minas Gerais e ali organizar a administracao, ja era 1711. A partir dai que pode-se dizer que havia governo em Minas.

Contudo, o que este “Coelho” fez foi separar o Rio de Janeiro do bloco que fazia parte de uma governanca unica. Sao Paulo, que ocupava territorios do Sul do pais e Minas Gerais continuaram fazendo parte do mesmo bloco de governanca.

As Vilas de Mariana, Pitangui, Ouro Preto, Sao Joao d’El Rei, Sabara e Serro foram criadas logo nos dois primeiros anos da chegada do governador. Para arrefecer os animos ele repartiu o comando entre os chefes dos dois lados conflituosos. Manoel de Borba Gato, que era genro do ja falecido Fernao Dias Paes, e chefe dos “paulistas”, ficou com a guardamoria de Sabara. Tambem foi criada a Comarca de Sabara (Comarca do Rio das Mortes) que controlava o poder judiciario de todo o sertao brasileiro, o que corresponde a todos os estados que nao sao banhados pelo mar atualmente e mais alguma coisa.

Borba Gato estabeleceu tambem um feudo `as margens do Rio Santo Antonio. Aquele que tem suas cabeceiras ao noroeste de Conceicao do Mato Dentro, contorna e banha os territorios de Morro do Pilar, Sao Antonio do Rio Abaixo, Ferros, Braunas, Acucena, Naque e vai desaguar no Rio Doce. O dominio de Borba Gato se dava no atual territorio do Municipio de Ferros. Ali ele fundou uma povoacao que atualmente tem o seu sobrenome, BORBA GATO, que eh distrito do municipio.Para conhecer-se melhor o carater do governador ANTONIO basta lembrar-se que piratas atacaram o Rio de Janeiro enquanto ele se encontrava em Minas Gerais. Tinha a ciencia de que nao teria como evitar a pilhagem porque levaria pelo menos um mes ate chegar `a cidade. Assim, enviou um recado para os piratas para que eles deixassem a cidade porque ele estava a caminho e que nao deixaria pedra-sobre-pedra. Os piratas ja conheciam a fama dele e fugiram. Naturalmente, a bravada tinha a unica intencao de evitar o pior, pois, se se vissem em combate, com forcas que eram favoraveis aos piratas, o desastre seria ainda maior.

Quando o professor NELSON fala algo a respeito do bisavo dele, tioquartavo JOAO COELHO DE MAGALHAES, na realidade descreve um carater parecido. Que tornou-se o carater dos COELHO e dos mineiros de um modo geral. Dizem que o mineiro “da um boi para nao entrar na briga, e uma boiada para nao sair dela!” Na regiao de Virginopolis nossa tradicao eh a dizer que la nao ha conflito por causa da “turma do deixa-disso”. Toda vez que algum conflito parece que ira acontecer, aparecem alguns a aconselhar afim de ele nao tornar-se realidade. Dai o “deixa-disso”.

Nesta epoca, realmente uma parte dos “paulistas” foram para o atual Estado de Goias. Ali encontraram ouro por volta de 1720, e onde fundaram a cidade de Pirenopolis, porque o relevo lembrava os Pirineus, e Goias Velho, antiga capital do Estado. Tambem construiram um caminho de Goias que cortava parte do Norte de Minas para se dirigirem `a Bahia, onde ficava a entao capital, Sao Salvador. Foi neste caminho que encontraram algum ouro e fundaram tambem a atual Cidade de Rio de Contas, alem da Vila Velha. Ai estao a cidade onde o Cel. CANDIDO nasceu e aquela onde foi criado.
Mas o governador ANTONIO DE ALBUQUERQUE COELHO DE CARVALHO permaneceu por cerca de 10 anos no poder em Minas Gerais. Ha aqui o que se pensar a respeito de quem ele levou no seu sequito. Naquele tempo, a palavra nepotismo nao tinha o mesmo significado da atualidade. Nao se enquadrava como crime e, muito pelo contrario, era o meio pelo qual os reis mantinham o poder.
Assim, eh imaginavel supor que o governador tenha dado oportunidades a alguns parentes mais proximos e mesmo os mais distantes. Sorte de quem o conhecia ha muito tempo, pois, os de longo convivio serao os de confianca e neles depositaria tambem os privilegios. Possivel sera que os primeiros COELHO a ter lugar na Provincia de Sao Paulo e Minas de Ouro tenham sido parentes dele, naturalmente, apos `a sua efetivacao.
Com as medidas desse governador, Minas Gerais foi pacificada. Parece tambem que, pela documentacao apresentada neste trabalho, ele encontrou amizade entre os familiares que faziam parte do “Bando dos Barbalho”. Esta era uma alianca entre familias que remontava ao seculo anterior. Tratava-se de um grupo de familias ligadas por vias de aparentamento com a descendencia do, entao, antigo governador do Rio de Janeiro, Luiz Barbalho Bezerra. Claro, como governador o ANTONIO COELHO nao deveria ter preferencias, porem, por seguranca, tinha que saber em quem confiar.
Mas o bom senso que ele levou nao permaneceu. Em 1720 foi substituido pelo conde de Assumar, Joao de Almeida Portugal, e a imposicao da proibicao da circulacao do ouro em po, juntando-se `a instituicao de monopolios favorecendo aos reinois, levou `a revolta de Felipe dos Santos Freire. Este era contrario `a fundicao do ouro e `a proibicao da circulacao do produto in natura. A revolta acabou com a execucao deste lider, em 1720.
`A esta epoca tambem eh criada a Comarca do Serro do Frio. Esta tornou-se a capital juridica do Norte do Estado de Minas Gerais e do interior do Brasil. Por volta desta epoca tambem sao encontrados os diamantes no Arraial do Tejuco. Desde, entao, a coroa portuguesa olha este territorio com especial apreco, pois, tais pedras preciosas existiam apenas na India.
Pouco antes do anos de 1750 a farta producao do ouro entra em declinio. Associado a isso, logo no ano de 1755, acontece o grande terremoto de Lisboa. Expedicoes sao lancadas em busca de novas minas, que sao encontradas na atual regiao da cidade de Minas Novas. Encontra-se tambem algum ouro na futura Cidade de Pecanha. A colonizacao territorial comeca a ser expandida radialmente no sentido das cidades mais antigas para as matas desconhecidas. Porem, o ouro nunca mais foi encontrada na mesma proporcao de antes.
Neste tempo ha um fluxo maior de portugueses para a regiao, ja nao mais pela busca do ouro mas para ocupar as extensas terras agricultaveis. Particularmente, calculo que no final do seculo XVIII Minas Gerais nao contava com mais que 400.000 habitantes. E que por volta de 1710 nao seriam mais que 50.000. Claro, estes numeros seriam os oficiais.
Calculo assim porque acredito que a populacao tenha dobrado a cada geracao com espacos de 30 anos. Assim, em 1740 deveriam ser 100.000; em 1770 uns 200.000 habitantes. Nesta proporcao, espero que 800.000 viviam em 1830 e 1.600.000 em 1860. Estes calculus se baseiam no fato tambem de que o primeiro senso brasileiro, feito em 1872, Minas Gerais possuia um pouco mais de 1.900.000 pessoas, o que correspondia a 20% de toda a populacao do Brasil.
Isso eh importante saber porque imagine-se o Estado com apenas 50.000 habitantes. Possivelmente, haviam pessoas que conheciam cada uma delas pelo nome. O que parece ser muito nao passa de umas poucas familias, mesmo que as assinaturas fossem variadas.
A Historia de Minas prossegue intercalada com a de Portugal. Com o declinio do ouro e a demanda da coroa pelo produto acabam colocando uma corda no pescoco dos mineiros. Em caso de JOAQUIM JOSE DA SILVA XAVIER, o Tiradentes, isso foi literal. Ele foi o chefe maior da revolta conhecida como a Inconfidencia Mineira. Que se deu em funcao da cobranca dos impostos atrasados em um so tempo. A este ato administrative se deu o nome de “Derrama”. Havia o dia acertado para que todos os impostos atrasados fossem recolhidos. Dia que se marcou tambem para a revolta.
Outro Joaquim, o Silverio dos Reis, porem, preferiu delatar a conspiracao em troca do perdao para a divida dele. Isso se deu em 1789, e a execucao de Tiradentes se deu em 1792. Outros inconfidentes foram degredados para a Africa. Muitos se esconderam e negaram a participacao e, por isso, se safaram.

Os nomes mais falados de herois da Inconfidencia sao Thomaz Antonio Gonzaga, padre Rolim, Claudio Manoel da Costa e outros. O que quase nada se sabe eh a respeito do inconfidente JOSE JOAQUIM DA MAIA E BARBALHO. Pode-se ver um breviario a respeito dele aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Joaquim_Maia_e_Barbalho. Talvez ele e Thomas Jefferson nunca souberam que procediam de ancestrais comuns, ou seja, reis e os maiorais de Portugal.Embora a INCONFIDENCIA MINEIRA seja considerada um movimento nativista, tenho certa duvida quanto a isso. Isso porque as inspiracoes vinham do iluminismo e da Revolucao de Independencia dos Estados Unidos. E nao eram apenas os brasileiros que participaram. Tinham tambem os portugueses.

A Inconfidencia era mais um movimento ideologico que nativista. Nao era apenas separar de uma metropole alem-mar. Era primeiramente libertar-se daquela ideologia grotesca de elites que se julgavam superiores e com mais direitos que os “comuns”.Mas a Historia atropelou esta iniciativa. Logo em seguida entra-se na fase napoleonica da Historia da Humanidade. Portugal eh ocupado nao sem antes as cortes portuguesas se transferirem para o Brasil, gracas `a astucia do regente D. Joao. A partir deste periodo verifica-se um grande fluxo de portugueses e de outras nacionalidades europeias para o Brasil. As constantes guerras no velho continente incentivava as pessoas a buscarem locais mais promissores.

Em 1822, o filho de D. Joao, proclama a INDEPENDENCIA DO BRASIL. Ele se torna o primeiro imperador do pais com o titulo de PEDRO I. 10 anos depois arruma as malas para retomar a coroa em Portugal, deixando em seu lugar os regentes que preparariam o caminho para o filho dele, PEDRO II, assumir em 1842. Pedro I do Brasil assume em Portugal, apos tomar o poder de D. Miguel, irmao dele, com o titulo de PEDRO IV. Morre em pouco tempo em consequencia de tuberculose e de uma vida desregrada no Brasil.

Durante o governo de Pedro II no Brasil o pais passa por mais um ciclo produtivo, conhecido como CICLO DO CAFE. Os cafezais tomam conta dos estados de Sao Paulo, Rio de Janeiro e Sul de Minas Gerais. Ai a concentracao da renda no pais da o toque da futura industrializacao. `A essa epoca, Minas Gerais eh o estado mais populoso, gracas `a fecundidade da populacao brasileira mestica e os contributos das migracoes europeias.

A populacao mais antiga do pais vai se perdendo nas brumas do passado. Durante o seculo XX, devido ao pouco habito de guardar-se as memorias, o que passa a ser lembrado sao as familias que se formaram a partir dos novos imigrantes que chegaram.

Um exemplo disso trata-se da Familia Pinheiro do governador de Minas Gerais, JOAO PINHEIRO DA SILVA. Por volta de 1850 migrou para o Brasil o italiano GIUSEPPE PIGNATARO. Como era comum `a sua epoca, traduziu seu sobrenome para o portugues e passou a chamar-se JOSE PINHEIRO DA SILVA. Acrescentou o da Silva para autenticar melhor o nome como brasileiro.Casou-se com uma brasileira da cidade historica de Caete. Depois desapareceu e a “viuva” precisou fazer sacrificios para criar a familia. Viveu por algum tempo em Guanhaes. O filho mais velho foi o padre JOSE PINHEIRO DA SILVA, que depois ajudou o irmao a fazer a faculdade de direito, em Sao Paulo. JOAO PINHEIRO DA SILVA casou-se com uma representante da tradicionalissima familia BARROS.

E estes foram os pais de dona AMANDA PINHEIRO, aquela que tornou-se a esposa do CAIO NELSON, filho do professor NELSON DE SENNA. Foram pais tambem da dona LUCIA PINHEIRO, essa outra casou-se com o professor DERMEVAL JOSE PIMENTA. E tiveram tambem o ISRAEL PINHEIRO, que mais tarde ajudou ao presidente JUSCELINO KUBISTCHEK a construir BRASILIA, e foi governador de MINAS GERAIS.Alias, quando o professor NELSON menciona o titulo de Presidente aos senhores BIAS FORTES e SILVIANO BRANDAO, na realidade ele refere-se ao cargo de governador, pois, antigamente eram chamados de presidentes do estado.

Outro sobrenome que surgiu `a mesma epoca no Brasil, trata-se de dois irmaos hungaros que chegaram, tendo um ido para Sao Paulo e outro para Minas Gerais. Eles adotaram o Hungria como sobrenome. Abram esse endereco e verao a relacao de representantes da familia Hungria Machado: http://www.estacoesdeitaipava.com.br/anteriores/09um/capa09um.htm. Estao ai bisnetos do professor NELSON COELHO DE SENNA, os filhos do Argemiro Hungria e Sylvia-Emilia de Senna.

A Historia do Serro e suas circunvinzinhancas nao eh propriamente repleta de grandes acontecimentos. A area produziu muitas personalidades com renome estadual e nacional, principalmente `a epoca dos imperios, velha republica, chegando ate 1960.

A importancia da regiao se deu principalmente porque foi a grande produtora de ouro e diamantes apos 1750, quando a producao declinou. Em 1822 foi criado o Arraial de Sao Miguel e Almas de Guanhaes, como relatado pelo professor NELSON. A atracao maior de colonos, porem, deu-se a partir de 1828, quando houve um surto de producao de ouro. Ai aparecem as minas da Candonga, Lavrinha e Mexerico como exemplos. Sendo que as duas ultimas futuramente fariam parte do municipio de Virginopolis, antigo Patrocinio de Guanhaes.

Em 1842 o pais estava envolto com as Revolucoes Liberais. Havia uma crise de governo por causa de o futuro imperador, D. Pedro II, ser menor de idade e as juntas que governaram os pais nao caiam no agrado do povo. Em Minas Gerais a revolta foi chefiada pelo serrano Teofilo Otonni. Revolta que foi dominada pelas forcas do Duque de Caxias, Luis Alves de Lima e Silva, o grande nome militar brasileiro `a sua epoca. O combate final se deu na Cidade de Santa Luzia. Preso, Teofilo Otonni foi julgado na entao capital da provincia, cidade de Ourto Preto, e absolvido das acusacoes.

Foi indicado pelo imperador para representar a provincia pelo Partido Liberal, contudo, decepcionou-se com os colegas de partido que nao eram tao liberais quanto desejava que fossem. Preferiu iniciar outra atividade pela qual daria a vida.

Ate entao, o Norte de Minas Gerais era uma area muito isolada. Desde o Periodo Colonial houve a proibicao de haver comunicacao, estradas, com as outras provincias. Essa foi uma tentativa de a coroa impedir a evasao do ouro. O que era uma tentativa um tanto va, pois, haviam os rios, como do Rio das Velhas, que a partir de Sabara era navegavel por pequenas embarcacoes.

E como afluente do Rio Sao Francisco, o Chicao, oferecia ligacao direta com todas as provincias do Nordeste do pais. Conta-se que grande parte do ouro que adorna as ricas igrejas de Salvador foi contrabandeado de Minas Gerais. Apesar dos desvios, oficialmente foram produzidas cerca de 1.000 toneladas de ouro somente no periodo colonial.E o Teofilo Otonni tinha em si a mesma angustia que os outros mineiros do Norte. A unica via de chegar-se ao mar era a Estrada Real, que percorre seu milhar de quilometros por caminhos que o mineiro sempre descreveu filosoficamente: “Por tras da serra o que vem eh outra serra!”

Sabendo que orientando um caminho na direcao do Leste encontraria o mar muito mais perto, Teofilo Otonni criou o Projeto Filadelfia. Era uma homenagem ao nome da cidade onde a Constituicao dos Estados Unidos havia sido escrita. E ele era republicano.O projeto era o de colonizacao da area a leste do Serro, muito quente, humida e repleta de endemias, destacando-se a malaria. Esta era a razao principal pela qual as tentativas anteriores haviam sido falhas. Teofilo fundou a Cidade de Filadelfia que atualmente leva o nome dele.

Nos historicos da fundacao de Virginopolis geralmente menciona-se que os primeiros colonos, que foram os das Familias GOMES DE BRITO, FIGUEIREDO, FONSECA, COELHO DE MAGALHAES e NUNES COELHO, juntamente com outras, geralmente menciona-se que a motivacao foi a busca pelo ouro ou por terras para a agricultura.

Mas a verdade eh que o desafio de encontrar-se a melhor saida para o mar ja havia sido lancado. E o normal seria seguir o curso dos rios. Foi com a expansao naquela direcao que saiu-se do Serro, passando por Sabinopolis e Guanhaes que Virginopolis surgiu.A seguir continuou-se buscando o Rio Corrente Grande, que desagua no Santo Antonio, cuja cabeceira se da nos dominios de CONCEICAO DO MATO DENTRO. Por este caminho ia-se antigamente a Acucena, depois ao Naque. Dai encontrava-se o Rio Doce, onde em sua curva de 90o. para o leste em busca do Estado do Espirito Santo e o mar, surgiu o Arraial da Figueira. Antigamente pertencente ao Municipio de Pecanha, vizinha de Virginopolis.

Moto continuo, a expansao das FAMILIAS COELHO e outras criaram um circuito alternativo ao fundarem os arraiais que dariam origem aos municipios de Divinolandia de Minas, Gonzaga, Santa Efigenia de Minas, Sardoa (e Sao Geraldo da Piedade) que tambem leva a Governador Valadares.

Por volta de 1900 o Serro ainda era a cidade mais importante da regiao, apesar de ter perdido quase todo o antigo territorio com o desmembramento de muitas outras localidades. Tanto que havia o projeto de construir a Estrada de Ferro Vitoria Minas indo diretamente ao Serro, antes de dirigir-se a Belo Horizonte. Mas houve a descoberta do minerio de ferro em Itabira. Assim o projeto foi desviado em 90o., privando a regiao do transporte que substituiria as longas caminhadas a pe ou a cavalo.

O minerio de ferro produziu o crescimento de Itabira e, mais tarde, fez o surgimento e o crescimento de Ipatinga por causa das aciarias que ali foram montadas.

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, construiu-se a toque de caixa a autoestrada conhecida como Rio/Bahia, que saia da entao capital do Brasil, Rio de Janeiro, indo ate Salvador, na Bahia. Esta passa por Governador Valadares e Teofilo Otonni. A expansao da primeira tornou-se marcante. De 5.000 habitantes que possuia em 1940 passou a 70.000 em 1960. E claro, entre as assinaturas mais frequentes de pioneiros e emigrados para la encontra-se o COELHO e um pouco de BARBALHO.

Em 1960 o presidente JUSCELINO KUBISTCHEK inaugura a visionaria nova capital do Brasil, BRASILIA. Outra vez, era para ser construida uma autoestrada que ligasse a capital VITORIA a essa ultima. Este projeto somente foi concluido recentemente. Essas “inconveniencias” mantiveram a Cidade do Serro isolada do restante do pais. Isso favoreceu na conservacao de suas caracteristicas setecentistas.

Atualmente, no inicio do seculo XXI, as jazidas de ferro de Itabira estao chegando ao final. A exploracao esta se transferindo para outros locais. A vitima da vez esta sendo a Cidade de Conceicao do Mato Dentro. Nao se espera dela o mesmo crescimento que houve em Itabira porque a atual tecnologia emprega muito menos pessoas que antigamente. Mas no decorrer do seculo esta exploracao devera se expandir de cidade para cidade da regiao, pois, todas possuem jazidas inexploradas do mineral.

Alias, o subsolo da regiao eh repleto de surpresas e desponta como produtor de pedras preciosas e semipreciosas. Vez por outra eh noticiado que algum agricultor estava arando terras para plantio e esbarrou em algo como uma aguamarinha de mais de 200 kg. Topasios sao comuns. Eh o unico lugar no mundo em que existe a mica, importante para fabricar escudos para protecao de aeronaves. Enfim, muito ainda ha por se descobrir mas que depende de tecnologias mais avancadas de exploracao.Belo Horizonte, a atual capital de Minas Gerais, foi tambem uma nova capital, no final do seculo XIX. A capital anterior fora Ouro Preto e, antes, fora Mariana, mas os administradores queriam um ambiente menos humido e mais saudavel. Assim, riscaram do mapa a antiga Curral d’El Rei para construir Belo Horizonte em seu lugar. Cidades antigas como Sabara e Nova Lima hoje nao passam de suburbios da superpopulosa Belo Horizonte, onde a FAMILIA COELHO eh numerosamente representada.

Devido a problemas administrativos que se acumularam desde o periodo colonial o Brasil nunca despontou como civilizacao desenvolvida. Os problemas acumulados fizeram entornar o caldo na segunda metade do seculo XX. A populacao ja havia comecado a emigrar para outros pontos do planeta, porem, a partir dos anos 1980 essa migracao tornou-se explosiva. Os de Minas Gerais, em especial de Governador Valadares e regiao, puxavam a fila. Com a entrada de Portugal e Espanha para a Uniao Europeia, abriram-se oportunidades que esses brasileiros decidiram agarrar.

Paises como Italia, Franca, Alemanha e Inglaterra tambem entraram no rol dos destinos dos migrantes. Alem destes nenhum outro pais recebeu mais brasileiros que os Estados Unidos. Contam-se todos em pelo menos dois milhoes de pessoas ate `a atualidade. Existem primos nossos hoje nas universidades de Harvard e Sorbone.

Temos os que sao esportistas de primeira linha, os artistas, os ligados `a moda e toda a sorte de carreira possivel. Alguns ja estao ficando famosos como: CAMILA COELHO, MARCELA PEREIRA COELHO e a escritora PAULA PIMENTA (autora do livro: “Cinderela Pop”, o mais vendido no Brasil nestes dias).

Nem vou citar o nome dos meninos porque sao concorrentes! (Ksksksksks) Isso para ficarmos apenas em tres nomes. Todos somos Coelho, parentes proximos do professor NELSON COELHO DE SENNA e igualmente BARBALHO, mesmo os que nao usam essa segunda assinatura.Alias, eh curioso que na Regiao Centro-Sul do Brasil o BARBALHO nao seja tao frequente quanto no Norte-Nordeste. Acredito que isso ocorreu porque os feitos dos Barbalho no Periodo Colonial foram enormes. Tanto que o sobrenome era tao respeitado que foi passado pelas mulheres aos filhos. Algo nao tao comum naquele mundo machista. Tivemos a passagem, por exemplo, da ancestral PASCHOA BARBALHO para sua filha MARIA DA COSTA BARBALHO e desta para os filhos MANOEL VAZ BARBALHO e, possivelmente, JOAO DE AGUIAR BARBALHO. E deles permanece ate hoje.

Contudo ha o particular. O nosso acompanhamento eh limitadissimo. Porem, nosso terceiravo, FRANCISCO MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO, com sua esposa EUGENIA MARIA DA CRUZ, foi pai de 8 filhos, dos quais 6 foram mulheres. As 5 casadas nao passaram o sobrenome BARBALHO `a descendencia. Hao os casos de terem passado o MAGALHAES. A maioria, 3, passou o sobrenome NUNES COELHO, que procedia de seus primos e maridos.

Apenas para fechar esse capitulo. Meus calculos de que a descendencia dos primeiros colonos de Minas Gerais dobrava a cada 30 anos eh ainda conservador. Tomando os aproximados 2 milhoes de pessoas que habitaram o Estado em 1872, data do primeiro censo brasileiro, esperava-se que a populacao tornasse 4 milhoes, 8 milhoes, 16 milhoes e 32 milhoes, respectivamente em: 1900, 1930, 1960 e 1990. Chegando a 64 milhoes em 2020. Acontece que o atual Estado de Minas Gerais possui apenas 20 milhoes, o que equivale a um decimo apenas da atual populacao brasileira. Em 1872 ela correspondia a 20%.

Isso se da porque as atuais populacoes dos Estados do Rio de Janeiro, Sao Paulo, Goias, Espirito Santo alem dos outros tem um contributo elevado na composicao de sangue dos mineiros. Desde o inicio do seculo XX, em que a industrializacao concentrou-se mais nos Estados do Rio e de Sao Paulo e outras oportunidades surgiram no Centro do Brasil, os mineiros continuaram sua sina imigrante.

Observe-se que se fizessemos a mesma multiplicacao para toda a populacao brasileira, ou seja, considerando-a 10 milhoes em 1872, ela ja deveria ser cerca de 320 milhoes em 2020. Ao que parece, nao chegara muito perto disso nos proximos 5 anos.

Porem, os calculos nao estao incorretos. Isso decorre de os atuais brasileiros, por causa das migracoes constantes, sao multiestaduais. Como nos conta a musica do Chico Buarque que relembra os ancestrais mineiros, baianos e pernambucanos dele, embora ele seja carioca. Alem disso, eh ALVIM DE MELLO FRANCO, pelo mesmo caminho que alguns descendentes do professor NELSON tambem se tornaram.

Tambem eh obvio que o indice de fertilidade do brasileiro acompanhou o resto do mundo, e a dezena de filhos que se tinha antigamente passou atualmente para algo em torno de 2. E isso se verifica desde os finais da decada de 70.Observacao. Quem o desejar, pode verificar a “Arvore de Costados do Chico Buarque” na internet para verificar que parte do sangue pernambucano nele eh Barbalho. Ele descende de dona BRAZIA MONTEIRO. Ela era irma do governador LUIZ BARBALHO BEZERRA. E o que se espera eh que boa parte da populacao brasileira que conseguir tracar seus ancestrais aos primeiros colonizadores europeus no Brasil deverao encontrar os mesmos ancestrais que os nossos. Eh apenas uma questao de matematica.

Disse ali acima que meus calculos eram conservadores para o quadro de multiplicacao da populacao mineira. Comprove-se isso atraves da multiplicacao que temos com maior quantidade de dados e maior conhecimento. Tomando nossos ancestrais JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO. Ela nasceu em 1789. Teve 8 filhos, porem, apenas 5 tiveram filhos. Ou seja, considerando apenas ela e nao o casal, a segunda geracao precisava de apenas dois para ser dobrada.
Anotados, da terceira geracao temos 49 netos. Nem todos deixaram descendentes, porem, a maioria sim. E em quantidade! A geracao de nossos avos deve contar com algo em torno de 500 pessoas ou mais. Dai para a frente a contagem se da aos milhares. Isso, com a “inconveniencia” dos muitos casamentos de primos com primos que encolhe a producao, pois, se cada qual deveria ter pelo menos dois filhos, dois primos aos mesmo tempo teriam que ter obrigatoriamente 4 filhos.
Antigamente isso nao era nenhum problema. A complicacao se da a partir dai porque os filhos de primos voltaram a casar endogamicamente, ou seja, na mesma familia. O que os obrigaria a ter 6, 8, 10 ou mais filhos dai para a frente, para que a multiplicacao pudesse continuar dobrando.
Na pratica, porem, para que dobrasse a cada geracao, bastava que os numeros se dessem nessa ordem, a cada geracao seguinte: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024 e por ai vai. Isso corresponderia `as datas: 1790, 1820, 1850, 1880, 1910, 1940, 1970, 2000, 2030, 2060 e 2090. Por ai se ve que a multiplicacao dela esta muito `a frente do esperado.
Tomando os numeros reais, e fazendo um retrocesso aos ancestrais da populacao mineira no comeco da colonizacao do Estado, era entao de esperar-se que o numero de primeiros colonos fosse muito menores do que a minha previsao. Acontece que outro fato eh este, muito mais pessoas no passado nao deixavam descendencia alguma. Alguns sim, deixavam com sobra. Isso faz com que a probabilidade de toda a populacao possuir ancestrais comuns em um tempo relativamente recente seja muito maior do que normalmente se imagina.
Outro detalhe seria o de que se cada um dos primeiros colonos teve a mesma proporcao de descendentes, entao, nao haveria lugar suficiente no mundo para abrigar tanta gente. Acontece eh que devemos lembrar que cada um de nos descende de muitos deles ao mesmo tempo. Assim, nao se pode chegar ao calculo apressado de apenas multiplicar o numero de habitantes do passado pelo numero de possiveis descendentes. Se o fizermos, estaremos contando cada mesma pessoa muitas vezes. E cada um conta apenas por uma pessoa.

Nesse caso, a contabilidade se da `a semelhanca de primos casados com primos. O que eh mais ou menos assim, para nascer o filho precisa de mae e pai. Portanto, nao se pode transformar toda a populacao de uma geracao somente em homens ou somente em mulheres. Como bons mineiros, “consideramos que o meio-a-meio eh uma otima medida”. Assim, o filho da mulher torna-se automaticamente filho da participacao de um homem. E por ai segue-se o raciciocinio, nao sera preciso entrar em tantos detalhes.Nao creio que haja a necessidade de estender mais a Historia do Brasil. O restante eh praticamente contemporaneo. Pode-se encontrar nos muitos textos na Internet.

07. ALGUMAS TRADICOES DOS BARBALHO EM VIRGINOPOLIS

Haviam diversas tradicoes ligadas ao BARBALHO naquela cidade onde o Barbalho se multiplicou atraves do casamento com o COELHO e diversos outros sobrenomes de familias. O que se contava era que o patriarca em Minas Gerais era o Pe. POLICARPO DE MAGALHAES BARBALHO, como esta descrito no livro: “Arvore Genealogica da Familia Coelho”, de nossa prima IVANIA BATISTA COELHO.

Fora do livro dizia-se que o tal POLICARPO era natural do Nodeste brasileiro. Era ele e mais dois irmaos. Dos irmaos, um teria retornado para o Nordeste e o outro migrado para o Rio Grande do Sul. Tambem dizia-se que havia se casado com uma mulher nascida em Mariana. Nao se sabia ao certo o nome dela. Acreditava-se que tinha o apelido de Vita. Talvez fosse por isso que o nome Vita tornou-se comum na familia. E alguns cogitassem que o nome fosse GENOVEVA.

Foi-nos dito que o Pe. POLICARPO havia ingressado no seminario com o intuito de tornar-se padre. Mas encantou-se pela tal mocinha de Mariana, abandonou a vocacao e casou. Mais tarde, apos ter criado a familia e ficado viuvo, retornou ao seminario, ordenou-se e teria terminado os dias dele como paroco no INFICCIONADO, atual distrito marianense de SANTA RITA DURAO.

Como ele teria se tornado padre depois do filho, EMIGDIO, este, diz a tradicao, propunha uma charada para todos os intimos dizendo: “Eu sou padre, meu pai eh padre, nao sou filho de padre, e sou padre mais velho que meu pai.”

Tradicoes em versos e prosas davam a entender que os de MAGALHAES BARBALHO e os COELHO procediam de familias diferentes e nao se conheciam anteriormente. Pelo menos era a impressao que se passava ao mencionar-se que o casamento entre os terceiravos FRANCISCO MARCAL e EUGENIA MARIA DA CRUZ havia acontecido sem um previo contato das duas familias, exceto em GUANHAES.Sabia-se, porem, que a familia procedia de ITABIRA. E o que se dizia era que o POLICARPO passou por dificuldades e que o Pe. EMIGDIO havia levado o irmao, FRANCISCO MARCAL para Guanhaes. Ali ele casou-se com a EUGENIA MARIA DA CRUZ, das filhas, a mais nova do casal JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO. Casal por acaso fundador e morador do Arraial de Sao Miguel e Almas, sendo ele o irmao do tioquartavo JOAO COELHO DE MAGALHAES, o bisavo do professor NELSON DE SENNA.

Estou rememorando tais coisas para observarmos o quanto as tradicoes tem validade, porem, ha a necessidade de corrigi-las nos detalhes porque tambem enganam. O documento 06, acima, tanto desmente quanto confirma as tradicoes. Houve sim um nascimento no INFICCIONADO, que pertence `a MARIANA, porem foi o do proprio Pe. POLICARPO, que se chamava POLICARPO JOSE BARBALHO, sem o MAGALHAES. Quem nasceu em ITABIRA nao foi ele e sim a esposa, ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES. A tradicao trocou os locais de nascimento, embora confirme-se que um procedia de ITABIRA e outro do territorio MARIANENSE.

POLICARPO nao era nordestino e sim mineiro de pai, mae e nacimento. Contudo, observe-se pelos documentos que a familia tem extensoes no RIO GRANDE DO SUL, sendo o primeiro a termos noticias de ter migrado para la foi o xara POLICARPO JOSEPH BARBALHO. Presumivelmente, tio do Pe. POLICARPO.

Como nao tenho ainda o conhecimento dos destinos dos tios GERVAZIO e FIRMIANO, nao sera impossivel que um tenha se mudado para o RIO GRANDE DO SUL e o outro para o NORDESTE. No Sul ja teriam um tio. E em casos de migracoes sempre acontece de o primeiro que se atreve acaba abrindo caminho para outros da mesma familia.

Tambem parece nao estar fechando direito a tradicao de que quem levou o irmao para Guanhaes foi o Pe. EMIGDIO. Pelas datas pode ser o contrario. Mas como nao temos dados suficientes para comprovar nada, ha a possibilidade disso ser verdade. Eh que o Pe. EMIGDIO ingressou no seminario em 1838, ou seja, aos 25 anos de idade. Era uma idade um pouco tardia para isso acontecer. Portanto, como muitos outros candidatos `a epoca, ele pode ter feito a vida primeiro e usado o dinheiro para estudar.

Pode ser que ele tenha ido para GUANHAES, na corrida do ouro a partir de 1828. Assim, poderia ter tirado a sorte grande e levado toda a familia para la. Segundo as tradicoes, ele instalou-se na fazenda que ate hoje recebe o nome de LAVRINHA. Pode te-la comprado. Salvo engano meu, a Fazenda da Lavrinha atualmente pertence ao nosso primo SANDRO DE MAGALHAES BARBALHO, o Sandrinho quando pequeno, ou ainda, “o Fuba”, por causa da brancura da pele e o cabelo liso e loiro.

A suposicao de que nossa quartavo se chamasse GENOVEVA, dai o apelido de VITA (Genovevita), pode talvez ser explicado pelo habito antigo de uma das irmas tomarem conta dos irmaos mais novos. Pela data de falecimento da avo ISIDORA, antes de 1838, leva a supor que nao conheceu netos. Assim, os netos dela, entre os quais os nossos bisavos, nao a conheceram.

Contudo, conheceram a tia GENOVEVA que pode ter sido a mae que os irmaos mais novos melhor conheceram. Tanto assim que os netos a podem ter conhecido como a avo VITA. E passaram essa tradicao para as geracoes seguintes, nao se preocupando em avisar que a avo de verdade era outra.
Com a indicacao do professor DERMEVAL de que tivemos uma ancestral com o nome de MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO, parece cair por terra a ideia de que nao houvesse conhecimento intimo entre os COELHO e os BARBALHO. Alias, eh sintomatico o nascimento do Pe. POLICARPO no reduto da familia do tao cantado MANUEL RODRIGUES COELHO.
Os documentos referentes aos familiares ao redor de MARIANA e OURO PRETO parecem tambem desmentir isso. Infelizmente eles nao determinam onde se dava a residencia do JOSE RODRIGUES e sua esposa THEREZA DE ……… DE OLIVEIRA ou do JOSEPH CARNEIRO DA …… e sua esposa THEODOZIA DE AGUIAR BARBALHO. Deixam claro que os casamentos se deram em MARIANA. Em ambos os casos, a THEREZA, por ter sido filha do JOAO DE AGUIAR BARBALHO, devera ter sido sobrinha de nossa tiassextavo THEODOZIA BARBALHO.
Mesmo que nao fossem parentes nossos, dificilmente o pai JOSE, pai do Pe. POLICARPO, nao conheceria todo mundo que residia no minusculo INFICCIONADO SETECENTISTA ja que foi la que o filho nasceu. JOSE, por ter sido filho do MANOEL VAZ BARBALHO, garantidamente irmao da THEODOZIA, pois, esses foram filhos do casal MANOEL DE AGUIAR e MARIA DA COSTA BARBALHO, deveria conhecer ate mesmo intimamente os RODRIGUES COELHO, cujo representante maior na familia podera ser o portugues MANUEL RODRIGUES COELHO `aquela epoca.
Um grande detalhe para a genealogia que o professor NELSON apresentou mas nao chamou a atencao dos que o seguiram foi que o tio JOAO COELHO DE MAGALHAES foi seminarista, em Mariana, antes de casar-se em 1804. O Pe. POLICARPO deve ter sido contemporaneo dele por pelo menos uns dois anos ja que se casou em 1808, e tinham algo comum aos dois o abandono da batina.
Seria inimaginavel quando tiveram algum periodo de ferias mais prolongadas nao terem viajado juntos ja que o caminho de volta para a casa dos dois deveria ser quase o tempo todo o mesmo. Nao se sabe se o pai JOSE VAZ BARBALHO residiu mais tempo em Conceicao do Mato Dentro ou ja residia em Itabira. O provavel seria que os estudantes marchassem juntos ate pelo menos Morro do Pilar. Certo eh que a viagem levava dias de caminhada.
Assim, quando se dirigiriram para GUANHAES, os irmaos Pe. EMIGDIO e FRANCISCO MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO, alem do proprio Pe. POLICARPO, ja saberiam ser parentes do fundador JOSE COELHO DE MAGALHAES FILHO ou JOSE COELHO DA ROCHA, como eh mais conhecido.
Para as pessoas que nao estao familiarizadas com o Mapa de Minas Gerais, o caminho feito a pe a partir de Mariana e Ouro Preto que eram cidades com poucos quilomentros de distancia uma da outra passava pelas atuais cidades de (Bento Rodrigues e Santa Rita Durao), Catas Altas, Santa Barbara, Barao de Cocais (antiga Morro Grande), Cocais, Itambe do Mato Dentro, Morro do Pilar, Conceicao do Mato Dentro, (Itapanhoacanga), Alvorada de Minas, Serro, (Milho Verde, Sao Goncalo do Rio das Pedras) e Diamantina. Os entre parenteses sao distritos ainda. Os dois primeiros de Mariana, o do meio de Alvorada de Minas e os dois ultimos do Serro.
Nao postei todos os nomes. Postei aqueles que aparecem em nossa genealogia. Itapanhoacanga foi onde o MANOEL VAZ BARBALHO residiu e Milho Verde foi onde se casou com JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. Sao Goncalo do Rio das Pedras foi fundado por outro ramo de nossa familia, os BARBOSA MOREIRA. Acredito que Bento Rodrigues seja em homenagem ao BENTO RODRIGUES COELHO. E SANTA RITA DURAO (antigo INFICCIONADO), foi onde o Pe. POLICARPO nasceu.
O problema eh que as questoes a serem resolvidas sao muitas. Mas pode ser que a parte da nossa genealogia relativa aos nossos sobrenomes COELHO e BARBALHO ja tenham suas lacunas preenchidas em relacao ao seculo XVIII e no que se refere a OURO PRETO e suas imediacoes. Sabe-se que o Conego RAIMUNDO OTAVIO DA TRINDADE teve muitos outros estudos genealogicos publicados. Estuda-los talvez substitua o mergulho que precisariamos dar nos arquivos espalhados por longas distancias.
Um dos trabalhos dele tem o titulo: “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Esta sim seria a obra na qual deposito esperanca de encontrar o que falta. A relacao de trabalhos dele pode ser vista no endereco: http://www.cbg.org.br/novo/colegio/historia/patronos/conego-raimundo-trindade/. Agora eh aguardar a oportunidade de poder acessa-la, ja que nao tenho condicoes de fazer uma visita demorada ao Brasil. Alias, esta me faltando recursos ate mesmo para alguma breve!
08. ALGUNS DADOS DE MANUEL RODRIGUES COELHO (NOSSO ANCESTRAL)
Registros presentes no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO, APM
1719 – Manoel Rodrigues Coelho aparece como tesoureiro da Camara Municipal de Vila Rica
1730 – Informacao de pagamento do Real Donativo referente a 27 escravos
1733 – Termo de publicacao, comunicando a audiencia publica relativa `a sentenca de Manuel Rodrigues Coelho
1744 – Ganha a Sesmaria no Inficcionado
1745 – Manoel Rodrigues Coelho aparece como escrivao em arrematacao de calcamentos a serem feitos.
1758 – Aparece novamente como agraciado com sesmaria.
1777 – Manoel Rodrigues Coelho aparece como escrivao, em documento referente a Antonio Jose Coelho Velho.
1784 – Carta do Capitao Comandante Manoel Rodrigues Coelho para o Coronel Regente ….
1784 – Carta de Manoel Rodrigues Coelho sobre o cumprimento de ordem recebida
Em outros locais aparecem a mencao a MANUEL RODRIGUES COELHO, como esta no endereco: http://descubraminas.com.br/Turismo/DestinoAtrativoDetalhe.aspx?cod_destino=6&cod_atrativo=3197. Ai afirma-se que os altares laterais do Santuario de Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas do Campo: “mas a obra so foi concluida, em 1772, por Manuel Rodrigues Coelho.”
Na Historia de Congonhas, neste outro endereco: http://pt.wikipedia.org/wiki/Congonhas, afirma-se logo de inicio que Manuel Rodrigues Coelho foi um dos contribuintes “com grandes quantias” para a construcao do santuario. O inicio da construcao se deu em 1757 e a conclusao parcial se deu em 1787. Os acabamentos, acrescimos e os adornos somente foram concluidos no seculo XIX. E este eh um dos monumentos simbolos do Estado de Minas Gerais. Naturalmente, todos o conhecem por causa das esculturas dos 12 profetas, feitas pelo “ALEIJADINHO”.

Observacao: Congonhas do Campo, no seculo XVIII, transformou-se no refugio para os grandes ricos que queriam fugir da agitacao das capitais Ouro Preto (politica) e Mariana (eclesiastica). Eh sabido que o rico MANUEL RODRIGUES COELHO tinha por la sua “casa de campo”.Pelos presentes dados, imagina-se que tenha havido mais de um MANO(U)EL RODRIGUES COELHO no espaco do seculo XVIII e moradores das imediacoes de Ouro Preto. O que nao era de ser nada inesperado por causa da frequencia dos nomes: Manoel, Coelho e Rodrigues no inicio da Historia Colonial do Estado de Minas Gerais. A combinacao Manoel Rodrigues Coelho era mesmo esperada ocorrer mais de uma vez. Principalmente no espaco dedutivel de pelo menos uns 90 anos.

Parece-me que ai temos uns dois ou tres MANUEL RODRIGUES COELHO. Sempre resguardei com descredito o fato de ele ser mencionado como nosso ancestral e, possivel, pai do quintavo JOSE COELHO DE MAGALHAES. Continuo sem ficar convencido de que seja mesmo. Embora, os dados tradicionais transmitidos pelo professor NELSON  estejam fazendo-me procurar dar uma chance nova `a ideia.
O que aconteceu foi o seguinte, tanto o professor DERMEVAL PIMENTA quanto a prima IVANIA COELHO mostraram dados menos completos que os do professor NELSON. No caso do professor PIMENTA parece nao ter sido o interesse dele descrever a FAMILIA COELHO mais amplamente porque nao estava ligada aos ancestrais mais proximos dele. Ja a prima IVANIA estava mais preocupada com a descendencia e nao com os antecedentes. Mesmo assim, essa preocupacao era limitada em ambos os casos.
Tambem houveram pequenos enganos na computacao dos dados. Por exemplo, a IVANIA enganou-se ao datar a primeira concessao de sesmaria ao MANUEL RODRIGUES COELHO indicando o “03 de dezembro de 1774”, quando foi em 1744. Ela mencionou o “datas minerais” como “datas mineiras”. E os BRASILINA nos nomes da avo EMILIA e na mae MARIA do professor NELSON como “BRASILIANA”.
Pequenos enganos que podem ter sido provocados pela conservacao maior ou menor do exemplar do livro dele que ela teve a oportunidade de pesquisar. Nao sao coisas de grande importancia, exceto pelo fato de eu ter aceito com facilidade a insercao de que temos um ancestral meio-italiano, o GIUSEPPE NICATSI DA ROCHA, pois os “BRASILIANAS” que soa mais como o italiano poderia ser uma homenagem a ele.
Parece-me que engano maior foi o mapa anexo ao livro da IVANIA trazer a observacao de que os irmaos CLARA MARIA, FELIX e ANTONIO fossem solteiros. Nao tenho como contradizer porque ela colheu informacoes numa epoca em que pessoas da geracao de nossos bisavos ainda viviam. Mas a informacao contradiz o que escreveu o professor NELSON de que apenas o ANTONIO foi celibatario. Se ele estiver correto, nossa familia devera ser no minimo o dobro do que ouvimos falar!
E talvez o indicativo de que CLARA MARIA e FELlX (que segundo o professor NELSON era COELHO DA TRINDADE e nao COELHO DE MAGALHAES, como aparece nos outros) deram origem a familias diferentes pode ser a mencao no livro do nosso parente INNOCENTE SOARES, onde o farmacista em Guanhaes e poeta mineiro VULMAR COELHO fosse nosso parente tambem. Ele foi lembrado nesta cronica: http://joserabello1.blogspot.com/2011/03/vulmar-coelho-12021972-peneira-n-137-j.html, do dr. Rabelinho. Apesar da mencao de parentesco conosco, nao encontrei o vinculo dele em nossa Arvore por enquanto.
Tanto o professor DERMEVAL quanto a IVANIA tambem omitiram o primeiro casamento do JOSE COELHO DE MAGALHAES. Ha tempos, quando colhi a informacao de que houve uma segunda esposa, logo imaginei que a nossa ancestral tivesse sido a primeira. Isso porque nas publicacoes ha a informacao de que um casamento se deu em 1799. Essa data confere em ambas as publicacoes que o mencionam. Como os filhos nasceram em 1782 e 1785, ficou um tanto estranho o casamento ter se dado em data muito posterior.
Agora podemos acrescentar com absoluta certeza o nome de dona ESCHOLASTICA DE MAGALHAES como primeira esposa do quintavo JOSE COELHO DE MAGALHAES. Uma pena foi o professor NELSON ter afirmado que “houveram filhos dos dois consorcios” mas nao ter informado pelo menos os nomes de nossos tios do primeiro casamento.
Depois, no capitulo que segue, explico como entendo o porque do casamento ter se dado em 1799.
Ja que houve esse primeiro casamento alguma coisa muda. Em primeiro lugar porque imaginava que o JOSE COELHO DE MAGALHAES somente poderia ter nascido por volta de 1750 ou depois. Novamente, o professor NELSON informou a respeito do primeiro matrimonio, quando ele era ainda novo, contudo nao explicou quando se deu nem por quanto tempo durou.
De qualquer forma, nao eh dificil imaginar que podera ter durado pelo menos um tempo medio, por volta de 20 anos, e que devem ter havido pelo menos uns 5 filhos do casamento com dona ESCHOLASTICA. Como estes filhos serao mais velhos que os que nasceram da avo EUGENIA, entao, a descendencia deles podera ser muito maior. O que multiplica o numero de cidades onde circula o nosso sangue sem que tenhamos noticias disso. E os casamentos de primo com primo deverao ser muito mais frequentes “do que imagina a nossa va filosofia!”
Se assim ocorreu, entao, podemos supor que nosso quintavo JOSE COELHO DE MAGALHAES nasceu pelo menos em 1740. Antes de ter havido a primeira concessao de sesmaria, ou seja, em termos de tempo, nao houve problema para que ele fosse filho do MANUEL RODRIGUES COELHO.
O impecilho esta no fato do dizer que ambos eram portugueses. Nao era frequente as pessoas no seculo XVIII fazerem mais de uma viagem entre o Brasil e a Europa. Isso porque a viagem era cara, demorada e perigosa. Somente os marinheiros a faziam regularmente. Mas muitos nao sobreviviam para contar a estoria por causa dos frequentes naufragios.
Por ter sido o “tesoureiro da Camara de Vila Rica”, em 1719, imagino que o MANUEL RODRIGUES COELHO tenha nascido ainda na decada de 1690 ou pouca coisa antes. A menos que por alguma condicao especial, ele nao se tornaria o tesoureiro da antiga capital mineira antes dos 25 ou 30 anos de idade. Dai seria praticamente impossivel o nome dele aparecer em epocas tao distantes quanto 1784. A possibilidade de ele e o “filho” dele serem portugueses e nossos ancestrais penso ser a de que ele foi para o Brasil quando ja tinha um filho em Portugal. E este filho teria o mesmo nome, ou seja, MANUEL RODRIGUES COELHO. Enquanto o pai labutava no Brasil, o filho crescia e aprendeu a conduzir os negocios da familia la mesmo na metropole.
Neste caso, o filho poderia ter sido pai do JOSE COELHO DE MAGALHAES por volta de 1740. Eh possivel inclusive que tenha migrado para o Brasil no rastro do estrago feito pelo terremoto de Lisboa, acontecido em 1755, levando consigo o filho ainda jovem e, talvez, ate mesmo ja recem-casado. Eh preciso pesquisar mais mas, pode ser que a sesmaria de 1758, em nome de MANUEL RODRIGUES COELHO, seja do filho e nao do pai.
Assim as coisas se encaixariam, mais ou menos, como uma luva.
Contudo, penso numa segunda opcao onde a tradicao esteja completamente trocada, exatamente como aconteceu com as tradicoes dos BARBALHO. Ora, era muito comum esse tipo de engano, pois, pelo preconceito, sempre se pensava que o homem era o “maioral”. Assim, se a familia procedia de alguma linhagem de nobreza, a tendencia era atribuir o sangue ao homem e nao `a mulher. E o sobrenome COELHO poderia fazer confundir as coisas. Isso porque o quintavo JOSE assinava o COELHO, enquanto a quintavo EUGENIA, poderia ser mas nao assinava.
Supondo que a mae dela dona MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO fosse filha mesmo do JOSE RODRIGUES e THEREZA DE ……….. DE OLIVEIRA. Pode haver a possibilidade de este JOSE RODRIGUES ter sido filho do MANUEL RODRIGUES COELHO. Assim, a tradicao guardaria apenas que, por causa da fama de riqueza, o MANUEL era nosso ancestral. A isso somaria o sobrenome COELHO DE MAGALHAES do quintavo JOSE, levando `a conclusao de que ele eh que fosse filho do “maioral”.
A minha suspeira em relacao a isso se da pelo fato de que a FAMILIA COELHO DE MAGALHAES ja estava instalada em Minas Gerais. Pelo menos eh isso que se pode deduzir da carta de sesmaria passada a LOURENCO COELHO DE MAGALHAES, em 1724. Assim, ele poderia inclusive ser o pai ou o avo do nosso ancestral JOSE COELHO DE MAGALHAES. Assim, tanto o sobrenome quanto a tradicao ficariam explicadas.
A vantagem aqui eh que temos a mencao da sesmaria de 1744 e o local onde ela existia. Portanto, o ideal seria tentar localizar os Inventarios deste antepassado MANUEL RODRIGUES COELHO. Pela riqueza ele devera ter deixado tambem um testamento. Eles devem ter sido registrados em MARIANA ou OURO PRETO. Seja como for, deverao conter a relacao de descendencia e, possivelmente, relembrar alguma ascendencia. Se ele for mesmo o pai do JOSE COELHO DE MAGALHAES isso estara registrado.
Acredito na possibilidade desse MANUEL RODRIGUES COELHO ter parentesco proximo com o DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ. Veja o documento 01, no capitulo 05, acima. Este era filho de BENTO RODRIGUES COELHO e neto de AMARO RODRIGUES COELHO, e recebeu a carta de brazao em 1773. Pela projecao de idades que imagino, o DOMINGOS teria idade semelhante `a do JOSE COELHO DE MAGALHAES. Assim, o MANUEL pode ter sido um irmao do AMARO e tio do BENTO. Ou, do contrario, poderia ser um irmao mais velho do BENTO.
As possibilidades sao muitas. O que nao se deve fazer eh render-se ao que as tradicoes dizem literalmente. Alguma verdade elas guardam mas se nao houver escrita elas nao permanecem intactas indefinidamente.
Outra boa probabilidade de poder ter acontecido seria a de o MANUEL RODRIGUES COELHO ter se casado com alguem da familia do LOURENCO COELHO DE MAGALHAES. Dai a familia arrancaria ja “matando dois COELHOS com uma so cajadada”. Assim se justificaria o JOSE, ser filho do MANUEL RODRIGUES COELHO, porem, assinar COELHO DE MAGALHAES. O que seria comum alguem adotar o sobrenome do avo materno como aparece no PEDRO COELHO DE SEABRA, no segundo documento acima.
09. ALGUNS COMENTARIOS A RESPEITO DO “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”.
Para comecar este capitulo, preciso repetir aqui uma das razoes maiores pela qual procuro estudar nossa genealogia. Trata-se do fato de eu desconfiar que os ancestrais de nossa familia, nao apenas aquelas pessoas que portaram os sobrenomes COELHO e BARBALHO, ja possuiam parentesco intimo entre elas. Gostaria de tirar a duvida a respeito disso, pois, isso implicaria em provaveis condicoes de saude em nos atualmente.
E uma Arvore Genealogica construida o mais completa possivel poderia ajudar nalguma pesquisa que acaso for feita com a intencao de descobrir a herdabilidade e os fatores causadores, dentro da genetica principalmente, das condicoes medicas. Isso poderia ajudar-nos a descobrir remedios, procedimentos terapeuticos e, particularmente, conselhos para evitar a transmissao dos gens indesejaveis e a promover a multiplicacao dos desejaveis. Mas isso eh algo que ainda precisa ser muito estudado, pois, nao se deseja “brincar de imitar a Deus” no Poder d’Ele de Criacao.
Para melhor acompanhar o texto do professor NELSON COELHO DE SENNA, sugiro abrirem o mapa da ESTRADA REAL. Podem usar este endereco: http://www.guimaraestour.com.br/mapaer.htm, ou outro qualquer que encontrarem na internet. Existe neste mapa algumas discrepancias. Se observarem, o CAMINHO NOVO, corta toda a Baia da Guanabara, indo do Rio de Janeiro ate Mage.
Alias, em 1939 o professor NELSON COELHO DE SENNA menciona a distribuicao da FAMILIA COELHO no Brasil e cita o DISTRITO FEDERAL como local de destino de alguns. Tratava-se do retorno da descendencia ao Rio de Janeiro, que `a epoca era o DISTRITO FEDERAL. A partir de 1960, com a construcao de BRASILIA, o DISTRITO FEDERAL tambem foi mudado para onde hoje ele existe.
Na verdade, a maioria das pessoas deviam preferir atravessar a baia. Do outro lado estao Niteroi e, mais ao noroeste, esta Sao Goncalo. Sao Goncalo era Freguesia de Niteroi. E foi la que os BARBALHO plantaram o seu feudo quando chegaram para o Rio de Janeiro, por volta de 1640.
JERONYMO BARBALHO BEZERRA tinha seu engenho de acucar em Sao Goncalo. Ficava na area que chamava-se PONTA DO BRAVO. Acredito que o nome fosse uma referencia ao avo da esposa dele, MIGUEL GOMES BRAVO. Este era casado com dona ISABEL PEDROSA DE GOUVEA, a Poderosa. Tinha o apelico por ter vivido desde 1563 ate 1667, ou seja, chegou aos 104 anos de vida. MIGUEL e ISABEL foram pais de dona CORDULA GOMES, que teve por esposo ao tambem senhor de engenho JOAO DO COUTO CARNIDE. Estes sao os pais de dona ISABEL PEDROSA, a esposa do JERONYMO.
Este mapa inclui cidades da primeira e segunda fases do Ciclo do Ouro. GUANHAES, por exemplo, esta incluida, porem, la o ouro foi descoberto em 1828, primeiramente na CANDONGA. Neste outro endereco: http://www.guanhaes.mg.gov.br/site-administrator/historia/116-guanhaes/historia, pode-se observar que a companhia foi fundada pelo ingles Edward William Jacobson Lott, porem, posteriormente `a mineracao de aluviao, feita pelos brasileiros que acorreram para o local assim que o ouro foi encontrado.
O “vovo” Lott procedia da Cidade de Exeter e entre os nossos primos temos alguma quantidade com o sobrenome dele. Boas fotos da casa da fazenda podem ser vistas no endereco: http://www.panoramio.com/user/281819/tags/Serra%20da%20Candonga.
No mapa da Estrada Real encontramos o entroncamento das rodovias MG 120 e MG 258, onde se localiza GUANHAES. Ha ali a indicacao “para Salvador”. Trata-se da primeira rodovia. A MG 258 eh a estrada que leva a GOVERNADOR VALADARES e a proxima cidade, que nao esta no mapa, eh o antigo PATROCINIO DE GUANHAES, atual VIRGINOPOLIS, fundada em 1858. Apos VALADARES, o destino da MG 258 eh VITORIA, capital do ESPIRITO SANTO. Embora va tomar nome e numeracao diferente ao adentrar aquele estado.
A area territorial da ESTRADA REAL mostrada no mapa eh superior `a area total de PORTUGAL. Portanto, imagine-se que MINAS GERAIS ainda era um imenso vazio demografico ate depois de 1800. Ainda deveria ser possivel pessoas conhecerem pelo nome parte consideravel da populacao. E nisso se resumia MINAS GERAIS, sendo que muito pouco do restante do territorio, diversas vezes maior que PORTUGAL, era excarsamente povoado.
Por fim, este outro endereco: http://www.turismo.mg.gov.br/circuitos-turisticos/lista-de-circuitos/1016-circuito-turistico-trilhas-do-rio-doce-, nos mostra o CIRCUITO RIO DOCE dentro de MINAS GERAIS. Novamente, o nome de VIRGINOPOLIS ficou de fora neste outro mapa. Entre Guanhaes e Gonzaga existem Virginopolis e Divinolandia de Minas. Depois vem Sardoa, e um pouco fora do rumo esta Sao Geraldo da Piedade. Estas 6 cidades atuais formavam o municipio de Virginopolis ate 1962, quando houve emancipacao dos 5 distritos. Resplendor eh a ultima cidade antes de entrar-se no Estado do Espirito Santo.
Como prometi, vou fazer uma breve analise numerada dos detalhes encontrados no livro do professor NELSON COELHO DE SENNA. Porem, comecarei mais `a frente. Na parte: “OS COELHOS, EM MINAS GERAIS”, onde esta o numero {01}. Segue entao:
{01} Alem de ter ido mais `a frente, comecarei pelos ultimos sesmeiros, aqueles cujas assinaturas representam a Familia PINTO COELHO DA CUNHA. A respeito dela, temos o endereco na internet: http://www.projetocompartilhar.org/Familia/PintoCoelhodaCunha.htm. Trata-se nada mais nada menos da familia do senhor FELICIANO PINTO COELHO DA CUNHA, que tornou-se o BARAO DE COCAIS, durante o governo de PEDRO II, no Brasil. O barao eh a numeracao genealogica 3.3, para baixo da metade da pagina. O curioso eh que ha o FELICIO MONIZ PINTO COELHO DA CUNHA aqui e na lista dos sesmeiros. Porem, aqui ele eh o 1.3, nascido em 1790, e teria recebido a sesmaria em 1799, ou seja, com 9 anos de idade.
De qualquer forma, o que quero demonstrar aqui era um exemplo de como construir-se uma ARVORE GENEALOGICA. Com o alerta de que eh muito dificil completar uma arvore. Existe JOAO nesta familia, contudo, nao posso afirmar que seja o JOAO EGAS que aparece como sesmeiro.
Outro detalhe tambem importante para meus estudos eh o de que aqui nao se encontra presente uma segunda familia, extraconjugal, que o Barao de Cocais teve. Rezam as tradicoes que entre os filhos do segundo casamento houve um que recebeu o nome de ANTONIO FURTADO LEITE. Este filho foi casado com JOAQUINA ANTONIA FERREIRA. O casal se instalou no antigo PATROCINIO DE GUANHAES, atual VIRGINOPOLIS, e deles procede os membros da Familia LEITE. Entre os quais, muitos sao simultaneamente LEITE, COELHO DE MAGALHAES, NUNES COELHO e outros COELHOS ali presentes.
Para complicar os fatos, pesquisando um pouco a respeito dos COELHO, procedentes do senhorio de FELGUEIRAS E VIEIRA, encontrei que apos eles terem acrescido o DA SILVA, foram senhores tambem uns que assinavam PINTO COELHO DA CUNHA. Portanto, ai se observa que a mesma familia em PORTUGAL, continuou se misturando endogamicamente em MINAS GERAIS. E isso deveria ser levado mais a serio em caso de prevencao de dificuldades medicas para as futuras geracoes.
Tambem creio que para o desenvolvimento do estudo genealogico do povo brasileiro deveria ser feito um trabalho semelhante a este produzido no PROJETO COMPARTILHAR, pelo nosso confrade ANTONIO CARLOS DE CASTRO. O ideal, para MINAS GERAIS, deve ser pegar a relacao de todos os sesmeiros da “RELACAO CRONOLOGICA DOS CONCESSIONARIOS DE SESMARIAS EM MINAS GERAIS”, nao apenas os da familia COELHO, localizando onde se deram suas sesmarias.
A localizacao orientaria o local onde os inventarios dessas concessoes foram feitos, mostrando os nomes dos herdeiros e tambem podendo-se localizar os Testamentos que acaso os donos e herdeiros fizeram. A localicadade onde as sesmarias se deram tambem indicaria onde encontrar registros de nascimentos, casamentos e obitos. Sem duvida, estes muitos COELHOS que estao na relacao nao devem ser mais que 1 ou 2% de todos.
A soma das Arvores Genealogicas destes pioneiros no estado devera mostrar que eles sao atualmente os ancestrais da maioria absoluta dos mineiros e parte da populacao fora do estado. Eles produziram uma imensa quantidade de descendentes. E foi com essa descendencia que os imigrantes e seus filhos mais recentes se casaram. Dai nao se poder confundir familia com o sobrenome que se usa.
Isso porque, um ancestral, como o exemplo do senhor Edward William Jacobson Lott, que chegou ao Brasil no inicio do seculo XIX, nao deixou uma Familia Lott pura, descendente dele. Existirao os que continuam usando o mesmo sobrenome. Mas serao igualmente descendentes da esposa dele. Depois os filhos deles casaram-se novamente com filhos de ascendencia brasileira, assim sucessivamente, tornando a atual descendencia mais mistura dos antepassados brasileiros que os oriundos da Inglaterra. De Lott mesmo, uns poucos conservaram o sobrenome.
O Edwart Lott casou-se com Maria Thereza Gomes da Silva Caldeira, de tradicional familia do SERRO, e faleceu em 1900, residindo em Caete, cidade que tambem se encontra no circuito do ouro e eh historica em Minas Gerais. Em Caete, que se localiza no sope da SERRA DA PIEDADE, outro marco de MINAS GERAIS,  tambem residiram os familiares do ex-governador do estado, JOAO PINHEIRO DA SILVA.
Entre os nomes que chamam a atencao na lista de sesmeiros, alem dos ja mencionados, temos o JOAO COELHO DE OLIVEIRA (1733), cujo sobrenome aparece ja nos casamentos com a familia COELHO DE MAGALHAES. Porem ha uma certa distancia entre este ancestral e os mais antigos em Virginopolis. Ha entre a data e nossas anotacoes cerca de 100 anos de intervalo.
LUIZ COELHO DE ALMEIDA (1739). Um de nossos ancestrais chamava-se ANTONIO COELHO DE ALMEIDA, era casado com ANA MARIA DE JESUS e a filha, que tinha o mesmo nome da mae, casou-se em 1813 com MALAQUIAS PEREIRA DO AMARAL. Pela projecao de datas, este LUIZ poderia ser pai ou avo do ANTONIO. Encontrar os inventarios e testamento do primeiro deveria dar-nos muitas informacoes.
O nome do ancestral MALAQUIAS PEREIRA DO AMARAL e de JOAO COELHO DE ALMEIDA aparecem como fundadores do municipio de SABINOPOLIS, local de onde procede nossa ancestral MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. Esta, neta de outro fundador, o ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR.
Observe-se que o sobrenome COELHO DA SILVA aparece em varios sesmeiros, como no caso: JACINTHO COELHO DA SILVA (1759) e IGNACIO COELHO DA SILVA (1765). Outro que deve ser do mesmo ramo sera o FRANCISCO PINTO COELHO (1765).
Reservo um espaco para os TEIXEIRA COELHO. MANOEL (1769 e 70) e LUIZ (1783). O professor NELSON fez uma breve mencao a que o marido e primo da avo dele EMILIA BRASILINA COELHO DA ROCHA, o Ten. JOSE COELHO DA ROCHA RIBEIRO talvez fosse TEIXEIRA COELHO.
Outra mencao eh a de que quando estudavamos na decada de 1980, na Universidade de Vicosa – MG, tivemos o famoso professor DTC. (Dirceu Teixeira Coelho). Possivel sera que um ramo da Familia tenha dado origem ao professor e pro-reitor `aquela epoca. E, no fundo, podemos ter com ele algum parentesco que nunca descobrimos. Convivemos ao mesmo tempo com o primo e tambem professor daquela universidade, MATOSINHOS FIGUEIREDO DE SOUZA. Eh neto de nossos tiosbisavos EMIGDIA HONORIA COELHO e AMARO DE SOUZA DA SILVA e filho do sr. JOAO COELHO DE SOUZA e dona GENOVEVA FAUSTINA DE FIGUEIREDO.
Enfim, os COELHO DE MAGALHAES estao do principio ao fim da lista. Aparecem tambem na pessoa do MANOEL COELHO DE MAGALHAES (1786). Pode ser ele filho, mais provavelmente neto, do LOURENCO (1724)! Talvez aquele e o nosso JOSE possam ate ter sido irmaos. Somente mesmo um levantamento feito como o dos PINTO COELHO DA CUNHA poderia nos dar melhores respostas.
{02} Acredito haver um engano em relacao ao teorico inicio do sobrenome COELHO, como COELIUS na Roma antiga. Coelio nao era coelho. Temos o nome REGINA COELI, que nada mais eh que o titulo dado a MARIA, mae de JESUS, e que significa RAINHA DOS CEUS. No som latino o COELI vira “TIELE”. Que mais tarde virou Celia (o) em portugues. Ou seja, vem de ceu.
O genero do animal coelho eh Cuniculus onde se inclui a especie Cuniculus Cunis. Fica impossivel transformar isso em portugues numa traducao direta para coelho.
{03} Ha um engano de datacao ai. SOEIRO VIEGAS COELHO nao viveu no seculo XIV. Nasceu no seculo XII, por volta de 1180. Ficou famoso por suas lutas contra os mouros que, em Portugal, ja haviam sido expulsos no tempo do rei D. AFONSO III, por volta de 1250.
{04} Nao esta incorreta a afirmacao de que a descendencia de EGAS MONIZ usou o sobrenome COELHO. Porem isso se deu a partir do bisneto dele, SOEIRO VIEGAS COELHO.
{05} Freguesia de Cete, Concelho de Paredes, Porto. Pronuncia-se com assento no “Ce” e nao como no numero 7. Atualmente se escreve apenas com um t. Se jogar no computador a palavra Cette encontramos um correspondente na Franca.
{06} Ainda existem na Freguesia de Cete, os Mosteiro e Igreja de Sao Pedro de Cete mas nao uma vila nem povoacao de “COELHOS”. A pequenina freguesia pode ser vista no GoogleEarth e muito provavelmente os familiares COELHO viveram em muito maior numero, esparsos pela zona rural. Sao patrimonios historicos da humanidade.
}Piadinha infame: “Apos abertura do precedente juridico criado pela criacao do Estado de Israel, agora estamos autorizados a chutar a b… dos portugueses que habitam a area da antiga provincia do ENTRE DOURO E MINHO e toma-la para nos. Basta-nos ter os meios belicos para isso!{
{07} Aqui volto ao assunto do casamento ter-se dado em 1799 quando os filhos nasceram desde 1782. Ha a possibilidade de o professor NELSON ter se enganado. O casamento poderia ter ocorrido em 1779. Como existem dois numeros iguais ele pode ter repetido o 9 em lugar do 7. Isso acontece comigo vez por outra. Eh uma dislexia branda.
Mas observo que o professor NELSON parece-me ter sido muito metodico. E a data pode estar correta. E a razao para a data pode ser uma que era um pouco embaracoso divulgar-se na super conservadora MINAS GERAIS de 1939. Poderia ser que nossa ancestral EUGENIA fosse “a outra” no casamento dele com dona ESCHOLASTICA MAGALHAES. Sendo que ela poderia ter falecido por volta daquele tempo, assim facilitando o segundo matrimonio.
Porem, o mais significativo que vejo ai eh que deve ter sido a epoca do ingresso do tio JOAO COELHO DE MAGALHAES no seminario. Naquela epoca, existia ainda a INQUISICAO. Isso implicava que os candidatos a padre tinham suas vidas perscrutadas nos minimos detalhes. Inclusive a genealogia era verificado por tres ou mais geracoes, para certificar-se tratar de cristao velho, pois, era proibido para cristaos novos. E os prescendentes familiares dos candidatos tinham que estar limpos. Neste caso, os filhos de pais nao casados teriam menor probabilidade em ser aceitos.
Observe-se o documento 06, “De Genere ET Moribus” do Pe. EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO. Vejam quanta informacao se pode tirar dele. E este foi feito posterior ao fim da Inquisicao. Acredito que devera existir documentos semelhantes, em MARIANA, tanto do tio JOAO quanto do Pe. POLICARPO. E o do Padre deve conter uma gama enorme de informacoes, com os acrescimos que devem ter sido feitos apos `a ordenacao, pois, devera abordar o assunto da esposa falecida, filhos e, talvez, netos. Valeria a pena mergulhar o Arquivo Arquidiocesano e so soltar a respiracao depois de desvendar tais tesouros!
{08} Falha minha ou dos genealogistas anteriores. Minha culpa pode ser nao ter prestado atencao no fato. Deles, nao terem mencionado o sepultamento do nosso ancestral em CONCEICAO DO SERRO, atual CONCEICAO DO MATO DENTRO. Como houve o sepultamento, devera haver o registro de obito. E baseado no que temos do POLICARPO JOSEPH BARBALHO, falecido em 1801, 5 anos antes do falecimento do ancestral JOSE COELHO DE MAGALHAES, devera conter pelo menos os nomes dos pais. Justamente o que precisavamos para tirar a duvida quanto a isso.
Possivel sera que naquela cidade encontremos tambem algum testamento e o inventario. Ha tambem a mencao do casamento com nossa ancestral EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA ter se dado em MORRO DO PILAR, que era uma freguesia dependente de CONCEICAO, portanto, poderemos ali encontrar o registro de casamento.
{09} Evidencia interessante, pois, no site da prefeitura de Guanhaes existem versoes para a Historia da Cidade. Numa delas menciona-se que o nosso tioquartavo ANTONIO COELHO “DA ROCHA”, como deveria ser chamado, era dono das terras onde havia um “cruzeiro”, ou seja, uma cruz gigante de madeira, comum nas pequenas vilas. Este local deu origem ao atual Bairro do Cruzeiro.
Refere-se tambem a que o primeiro morador do bairro teria sido “o escravo forro PRUDENCIO”. Desde que vi a informacao, ocorreu-me o fato de existirem alguns PRUDENCIOS entre os nossos parentes da familia NUNES COELHO. Penso ser viavel a hipotese de que o escravo forro PRUDENCIO pode ter sido pai de uma mulher com quem nosso ancestral CLEMENTE NUNES COELHO teve filhos. Entre eles, ANTONIO, PRUDENCIO e MARIA HONORIA.
MARIA HONORIA tornou-se a esposa do trisavo JOAO BAPTISTA COELHO, filho do JOSE COELHO DA ROCHA e MARIA LUIZA DO ESPIRITO SANTO, fundadores de Guanhaes. Essa hipotese se da porque MARIA HONORIA eh lembrada em nossas tradicoes como sendo morena o suficiente para inclusive ter sido tomada por escrava do marido por algum desconhecido.
CLEMENTE e sua mulher que nao temos maiores dados podem ter sido pais tambem de outro CLEMENTE NUNES COELHO. Este, tambem de pele escura, casou-se com ANNA MARIA PEREIRA, que as tradicoes dizem ter sido “clara como uma lua cheia”,e foram pais de diversos filhos inclusive tres que se casaram na casa dos trisavos ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. Essa, neta dos BORGES MONTEIRO e PEREIRA DO AMARAL, fundadores de Sabinopolis.
{10} Mais uma pequena falha dos pesquisadores depois do professor NELSON. Mencionaram apenas que os tios JOAO e BEBIANA LOURENCA eram primos. Suprimiram o “carnal”. Infelizmente, o termo carnal esclarece apenas uma parte da questao. Ele eh sinonimo de primeiro grau. Assim sabemos, entao, que o pai ou a mae da tia BEBIANA eram irmaos da ancestral EUGENIA ou do JOSE COELHO DE MAGALHAES. Mas poderiam ser primo-irmaos o que o termo carnal permite, porem, nao define ou proibe.
Garantidamente, portanto, sabemos que a descendencia dos tios JOAO e BEBIANA era, no minimo, duplo COELHO ou duplo BARBALHO, senao, duplo COELHO BARBALHO.
Importante eh saber aqui que qualquer documentacao que encontrarmos revelando a ancestralidade da tia BEBIANA LOURENCA, pelo menos metade dela sera obrigatoriamente tambem nossa. A menos que ela tenha uma metade totalmente diferente, digamos assim: extraterristrial, e descubramos somente este lado. Mas duvido que ela nao nos seja parente de pai e mae, pois, o sobrenome foi ARAUJO.
Outra evidencia tenue se encontra no nome da tia BEBIANA. Ela o completa com o LOURENCA DE ARAUJO. Nada ainda pode-se confirmar. A evidencia eh tenue porque existem outros motivos para ela ter escolhido o LOURENCA para complemento. Como nao temos a data do nascimento dela para confirmar ou negar, poderia ter nascido no dia de Sao Lourenco. Ou poderia ser apenas uma devocao ao santo catolico.
Era um dos santos com mais devotos na Idade Media. E os paises ibericos e suas colonias permaneceram nas mesmas praticas medievais ate no seculo XX. Sao Lourenco inclusive virou nome de cidade em Minas Gerais. Cidade esta que ja foi famosa por causa de suas aguas minerais.
Uma outra justificativa para o uso do nome era descender de alguem que o tinha. Uma possibilidade razoavel neste caso era a de que o pai dela se chamasse LOURENCO, talvez, em homenagem ao possivel avo LOURENCO COELHO DE MAGALHAES. Se descobrissemos que assim o foi, entao, sobraria a possibilidade de que o nosso ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO era casado com alguem da familia do LOURENCO COELHO DE MAGALHAES, para que o filho se chamasse JOSE COELHO DE MAGALHAES ou, por outro lado, quem era descendente do avo MANOEL era a EUGENIA. Bom, teremos que esperar informacoes melhores.
{11} Possivelmente, a fotografia que o professor NELSON possuia do bisavo dele, JOAO COELHO DE MAGALHAES, deve ter sido tirada `a mesma epoca de outra que o nosso ramo familiar possui dos filhos dos quartavos JOSE e MARIA LUIZA. A foto deve datar entre 1860 e 1870 e como ainda era raridade `a epoca, algum fotografo viajante pode ter passado e feito muitas fotografias dos seus contemporaneos.
Tenho a foto em minha pagina no Facebook mas nao sei como posta-la nesta pagina!
{12} Minha duvida quanto a que o professor NELSON soubesse qual era o possivel grau de parentesco entre o MANOEL RODRIGUES COELHO e o JOSE COELHO DE MAGALHAES baseia tambem no uso da palavra procede. Quando ele usa tais termos como ali: “provieram os filhos seguintes”, ele faz saber serem filhos mesmo. Ao referir-se `a relacao parental entre os dois ele usou o termo: “dele procede o Alferes de milicias…
{13} Por mais que procurei, ainda nao encontrei os pais dos quais procedem dona MARIA JOAQUINA COELHO, a avo materna do ex-presidente JUSCELINO KUBISTCHEK DE OLIVEIRA. Temos os fatos que indicam o relacionamento muito proximo com dona JULIA, a mae dele. Mas ninguem em nosso lado familiar sabe dizer se havia o vinculo parental ou era apenas amizade.
Apos ler a descricao e as localizacoes para onde foram e o que fizeram os tres primeiros filhos do tio JOAO COELHO DE MAGALHAES, passei a crer nos murmurios que apontam um grau de parentesco do nosso lado familiar com dona MARIA JOAQUINA.
Um de nossos primos, CARLUCIO RODRIGUES CAMPOS COELHO, sempre teve verdadeira veneracao pelo ex-presidente. Reside em Brasilia e esta em falta conosco porque nao tirou as provas disso. Fala que a foto de dona JOAQUINA no Memorial JK a mostra uma COELHO dos nossos. E tambem que no Memoir que deixou, o proprio ex-presidente deixou escrito que era primo dos COELHO de Virginopolis.
Nas genealogias dele que ja encontrei, todas sao unanimes em nao passar de dona JOAQUINA neste ramo familiar dele. Mas tudo indica que o nosso parentesco com ele esteja na ascendencia de um dos filhos do tio JOAO. Isso nao foi revelado por eles, no ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS, porque esse nao era um trabalho completo e o JUSCELINO ainda nao era a personalidade conhecida que se tornou.
Evidencias do parentesco foi o fato de nossas tiavos terem residido na casa de dona JULIA enquanto estudantes em Diamantina. Por ela dar pensao, poderia aceitar pensionistas que nao fossem parentes. Mas a reciproca nao seria tao verdadeira assim. Existiam muitos outros parentes que residiam na cidade e nisso nossos antepassados, como o bisavo JOAO RORIGUES COELHO, eram sistematicos. Nao deixavam filhas em maos sem o vinculo familiar.
Alias, para o bisavo JOAO ter deixado a tia EDITH COELHO DO AMARAL residir na casa da dona “NANA” e do NONO, derruba um pouco a imagem divulgada que fossem muito pobres. Chegando o JUSCELINO a alegar que a comida em casa era regrada. Nao que os primos de Virginopolis fossem milionarios, contudo, eram proprietarios de fazenda e algo que tinham de sobra era alimentos.
Nao esperdicavam porque naquela epoca o esperdicio era considerado um grande pecado. Mas as medidas eram transbordantes. Assim, o bisavo JOAO RODRIGUES nao deixaria a filha numa pensao que nao oferecesse o conforto equiparavel ao que ele dava em casa.
Outro detalhe eh notar-se o quao efemera sao as riquezas materiais. Se somos mesmo descendentes do MANOEL RODRIGUES COELHO e o JUSCELINO descendia dos outros mineradores de sucesso que tanto ouro e diamantes tiveram em maos, entao, ate uma riqueza moderada pareceria pobreza. Pode ser que o bisavo JOAO, observando que a prima dona JULIA estivesse passando por alguma dificuldade, deu preferencia a ela para guardar-lhe as filhas, enquanto ele proprio ajudasse nas despesas de todos.
Esse era um modo cavalheiresco como os COELHO antigos tratavam a parentalha em dificuldade. E este era o carater do bisavo JOAO RODRIGUES COELHO, comprovado pela cronica: http://joserabello1.blogspot.com/2011/03/joao-rodrigues-05-011970-peneira-n-92-j.html, de autoria do professor, advogado e autor, dr. JOSE RABELLO CAMPOS, cujo parentesco com os COELHO se deu pelo casamento.
{14} Houve um engano na impressao do livro do professor NELSON dando o Clovis Vieira de Senna como casado com Nemrod. O professor descreve diferente a familia de Don’Anna e Antonio Julio, corrigindo o engano. Clovis foi casado em primeiras nupcias com dona DELFINA COELHO DE MOURA (nossa prima, coincidentemente, do COELHO DE MOURA, que nao eh o nosso. A mae dela era PIMENTA, VAZ BARBALHO, PEREIRA DO AMARAL e BORGES MONTEIRO) e, em segundas nupcias, com dona ALZIRA GONCALVES, ambas das familias tradicionais de Sao Joao Evangelista, que ele tambem chamou de Sao Joao do Pecanha.
Nemrod Goncalves era filho de JOSE PEDRO GONCALVES e dona Izaltina Alves Goncalves e casado com a dona ELVIRA, irma do senhor CLOVIS. Esta parte da familia esta descrita numa pagina extra, 120A, do livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, talvez mesmo para corrigir o engano.
O professor DERMEVAL relacionou como 9 os filhos de don’Anna: Jose Julio, Clovis, Zulmira, Maria Amelia, Elvira, Eponina, Pe. Alcides, Joao Evangelista e Manoel. Deixarei as questoes a serem respondidas para nossa amiga MARINA RAIMUNDA BRAGA LEAO, que descende do casal em  questao, eh nossa confreira e aparentada pelo lado BARBALHO, do senhor CIRINO JOSE BARBALHO ja mencionado, que esta coletando dados para formar um livro correspondente `a area de PECANHA.
{Extra: hoje eh dia 09.05.15, vespera do dia das maes. Estao visitando a filha, nossa vizinha, de nome OLIMPIA, o casal Haroldo Faria e dona Marly. Como mineira de habitos tradicionais, minha esposa os convidou para tomarem cafe conosco. Senhor Haroldo, 84 anos de idade, ao ouvir que sou dos COELHO de Virginopolis logo contou-me que a avo dele tambem era dos COELHO de Guanhaes. Mas nao tinha mais informacoes alem destas. Eles sao residentes da CIDADE DE POTE, que fica na circunvizinhanca da de TEOFILO OTONI, ou seja, antigo terriotorio do SERRO. Possivelmente, um descendente do ramo do tio JOAO COELHO DE MAGALHAES. Informou-me ser muito conhecido em POTE, pois, foi duas vezes prefeito do municipio}
{15} O livro: “Genealogias da Zona do Carmo” tras parte da genealogia dos HORTA e dos GOMES CANDIDO. Neste endereco: http://www.arvore.net.br/trindade/TitGomesCandido.htm, encontram-se todas as paginas do livro, onde ha um capitulo, “Titulo LXII, FAMILIAS PAULISTANAS EM QUE SE ENTRONCAM DIVERSAS FAMILIAS MINEIRAS”, tambem com descricao dos Hortas. As familias descritas pelo Conego Trindade geralmente tem contribuicao dos HORTA e os entroncamentos sao assinalados, bastando seguir as instrucoes.
{16} FERNAO DIAS PAES e MARIA BETIM deixaram vasta descendencia. Eles sao ancestrais da maioria das pessoas que tem a assinatura LEITE em MINAS GERAIS. Inclusive eh ancestral de dona ANA CASIMIRA FURTADO LEITE DE MENDONCA, a mae do JOSE FELICIANO PINTO COELHO DA CUNHA, o Barao de Cocais.
Na referencia acima onde se encontra o livro: “ARCHIVO HERALDICO-GENEALOGICO” do VISCONDE DE SANCHES DE BAENA ha a contemplacao de alguns descendentes dele. Entre os quais esta ANTONIO PIRES DA SILVA PONTES LEME, carta presente `a pagina 80-81. Ancestrais do “Governador das Esmeraldas”, geracoes anteriores e a partir dele, podem ser vistas tambem no “GENEALOGIAS PAULISTANAS” Tit. LEMES”.
E quem for descendente e desejar ter uma visao mais completa, basta acessar o GeneAll.net – Portugal. Ai podera seguir a ancestralidade dele ate onde desejar, inclusive passando pelas mesmas casas reais mencionadas neste texto e outras.
Enquanto estava escrevendo, esbarrei com a publicacao no endereco abaixo. Fiz apenas uma leitura superficial de algumas informacoes. Mas deu para ver que se trata de uma detalhada genealogia do mapa politico da municipalidade da CIDADE DE MARIANA. Comeca desde 1711, quando a cidade foi criada. O territorio abrangia praticamente toda a Zona da Mata mineira. Sera uma excelente obra de consulta para compreender-se melhor as genealogias da area.
Outra informacao generica trata-se do quanto essa area onde residimos, NEW ENGLAND, Nordeste dos Estados Unidos, esta repleta de pessoas com vinculos parentais com Portugal. O que nao nos eh estranho, pois, desde que chegamos para aqui notamos as diversas colonias portuguesas na area. Alias, os primeiros imigrantes que chegaram por volta da decada de 1960 ja nao tiveram muita dificuldade em comunicar-se porque sempre havia um “portugues” por perto para ajudar nas traducoes.
Recentemente tenho notado a presenca de muitos nomes familiares em personalidades. E numa publicacao da revista SHARE, da tv RECORD USA, edicao de Abr, Maio e Jun de 2015 ha uma reportagem para apresentacao do ARQUIPELADO DOS ACORES. No artigo afirma-se que a bem sucedida popstar Katy Perry tem sua origem na Ilha do Fayal e o Perry nada mais eh que a abreveatura do PEREIRA.
Muito provavelmente dos mesmos PEREIRA DO AMARAL (e BENEVIDES) da heranca que portamos da ILHA DE SAO MIGUEL. Em SAO MIGUEL houve o casamento de MANOEL PEREIRA e MARIA DE BENEVIDES, por volta de 1760, do qual nasceu nosso ancestral MIGUEL PEREIRA DO AMARAL, o patriarca de nossa familia em Minas Gerais, pai do ancestral MALAQUIAS.
Outra personalidade televisiva eh a MEREDITH VIEIRA. Ela eh uma comunicadora importante e filha de portugueses. E o VIEIRA eh um dos sobrenomes entre os mais frequentes que vejo entre os nomes portugueses por aqui. Muito comum tambem eh o ROCHA. Nao seria coincidencia sermos todos aparentados.
QUANTO AO TITULO DESTA OBRA
“Nos, os nobres” trata-se de um plagio do inicio da Constituicao Federal dos Estados Unidos. Foi escrito em especial por nosso aparentado, THOMAS JEFFERSON. E inicia com a frase: “WE, THE PEOPLE” (NOS, O POVO). Esse pequeno detalhe da Constituicao de Jefferson deve ter ajudado em muito `a formacao psicologica da populacao. O povo neste caso sempre se sentiu como o dono de seus proprios rumos. Como dono dos destinos do pais nao se contentava com o pouco e por isso exigiu dos politicos sempre atenderem suas vontades. E a vontade do povo sempre foi ter uma posicao mais elevada na sociedade. Ou seja, essas coisas forcaram o desenvolvimento e a automatica melhora dos dados humanos da populacao.
Ao contrario disso, no Brasil sempre houve uma divisao medievalesca da populacao entre os nobres e os pobres. Ou seja, os nobres agarravam-se em seus privilegios e os pobres sempre foram jogados para escanteio. Disso resultou o atraso.
O titulo, “Nos, os Nobres” poderia causar o mesmo efeito que transformou a populacao dos Estados Unidos. Isso porque se o povo todo se conscientizasse que todos descendemos dos nobres, talvez passasse a exigir mais e assim empurrar o pais para o progresso.
Eh estupidez pensar que nossa heranca indigena e africana nos diminuiria. Os proprios portugueses do passado devem ter percebido, pois, quando comecaram as GRANDES NAVEGACOES e os marinheiros voltavam de suas descobertas, como o caso do NICOLAU COELHO, recebiam o titulo de nobreza por seus feitos. Entao, devem ter se lembrado que isso que consideravam trabalho de nobres os indigenas ja o haviam feito milenios antes deles, portanto, quem era mesmo o nobre?
Outra, os homens de nobreza faziam seus negocios e ficavam ricos. Mas quem fazia o trabalho e era realmente os responsaveis pela producao de todos os bens eram os escravos. Novamente, quem mesmo era o nobre?
Tai, nao somos mesmo nem nobres nem pobres. Somos todos filhos de Deus.
E tambem estava pensando postar o complemento ao titulo: “E A AVO DO JUSCELINO TAMBEM ERA BARBALHO COELHO”. Isso para despertar mais a curiosidade de possiveis leitores. Mas preferi e o mudei para: E A AVO DO JUSCELINO PODE TER SIDO BARBALHO COELHO”, o que sera verdade caso se concretize a suspeita de que descendia do tio JOAO COELHO DE MAGALHAES.
Porem, enquanto nao houver a certeza disso, prefiro ficar com a alternativa do titulo. Afinal, sera a verdade que nos libertara e nao as espertezas de marketing.
O “ONORO” E OUTRAS “COISTAS MAS”
INDICE
01. O “ONORO”
02. ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINICIA DE MINAS GERAIS DE 1872-3
01. O “ONORO”

La por volta de 2009 fiz uma breve visita ao Brasil. Usei boa parte do tempo ali pelas ruas pouco movimentadas de Virginopolis, encontrando-me com os parentes, velhos amigos e os velhos amigos parentes.

Numa dessas minhas saidas, fui ao antigo local do Bar do Beijo. La agora virou um pequeno “shopping center” com umas poucas casas comerciais. Entre elas a loja de implementos voltados para agropecuaria do nosso primo Marcelo Barbalho. `A porta do estabelecimento se encontrava o dono, com aquele jeito barbalho de ser dele proprio, convidou-me para entrar para que conversassemos um pouco. Jamais me furtaria a tal convite. Se nao convidasse eu me intrometeria!

Por ali andava o Paulinho da Vila. Isso mesmo! Nao eh o Paulinho da Viola.

Recordo-me de ter conhecido o Paulinho quando ele ainda era um menino. La pelos anos 1970, e ja me encontrando por volta da minha adolescencia, a Vila Santo Agostinho era o meu caminho de roca. Recordo-me quando ela ainda nao tinha moradores. Digo, quando ela tinha como moradores apenas a familia do Sabino. Ele residia na parte de baixo, `a esquerda da porteira de entrada para a Fazenda dos Ambrosios, onde residiu o vovo Juca Coelho.

Sabino foi um dos mais devotados servidores do vovo Juca. Do lado de fora da porteira, o terreno era propriedade da prefeitura. Com o tempo o Agostinho construiu o seu casebre, no lado oposto da casa do Sabino, naquela encruzilhada que parecia uma palma de tres dedos, com a principal se dividindo entre o caminho do Sao Bento, o caminho da Serra do Paraguai e o caminho da Fazenda dos Ambrosios. Agostinho construiu o casebre dele entre o do Sao Bento e o da Serra do Paraguai.

Agostinho, para quem nao se lembra, foi uma daquelas pessoas de indole `a epoca denominada de doida. Passava os dias fazendo uma ou outra tarefa que algum caridoso lhe passava para nao lhe oferecer o pao de cada dia completamente de graca. Fora isso, gastava o tempo nas portas de bar em bar pedindo que lhe pagassem uma cachaca. Acabou falecendo na beira da estrada.

Mas a Vila tomou corpo. Ai a apelidaram de Vila Santo Agostinho. Foi um recurso usado pelo prefeito Henrique Lucio para auxiliar o mundo de pessoas que estava sendo deslocado das propriedades agricolas. `A epoca, em plena ditadura militar, a lei foi feita para causar o exodo rural. Pensava-se que a concentracao de pessoas nos nucleos urbanos iria causar algum desenvolvimento.

E o exodo rural pode ser tambem chamado de desorganizacao urbana. Isso porque nao houve planejamento algum para a urbanizacao da populacao. Queria-se apenas oferecer um mundo de mao-de-obra barata para a industria ao mesmo tempo que oferecia `a propria a populacao como seus consumidores. Mas o salario minimo irrisorio, a baixa qualificacao do trabalhador e a falta de planejamento criaram apenas o inchaco nas grandes cidades. Disso nasceu a violencia que evoluiu para o que conhecemos agora.

Mas voltando ao nosso amigo Paulinho da Vila, eu o conheci quando a mae dele se instalou na Vila Santo Agostinho. Residiam ela, o Paulinho e uma irma dele, no barracao minusculo `a beira do caminho dos Ambrosios. Eram, as duas criancas, muito vistosas. Loiros como poucos, dos olhos verdes e fisicamente bem constituidos. A irma do Paulinho, deve ter sido encaminhada depois para alguma casa de familia em outra cidade, assim que entrou em puberdade. Desde entao jamais a vi.

Paulinho ficou. Para continuar as tradicoes da cidade. Eh, o que nunca faltou no local foram os “doidos”. Nao os comuns. Aqueles descritos pela definicao: “Virginopolis, se jogar uma muralha em torno vira um manicomio; se jogar uma lona por cima, eh um circo”. Sempre houveram aqueles “de-jogar-pedras”. Mas, como o Agostinho, encontravam na caridade de alguns algum meio de sobrevivencia. Foram os casos do Ze Nunes, Tunico, Bem e outros.

Atualmente, o Paulinho eh um dos ocupantes do cargo. Se faltar o que falar da vida dos outros, eles acabam ocupando o noticiario dos “tecimentos de cometarios sobre a vida alheia”.

Voltando a 2009, logo que entrei na loja, o Marcelo anunciou para o Paulinho: “Aqui, este tambem eh Honorio”. Imediatamente o semblante do Paulinho transmudou. “Onoro, Onoro, Onoro”. Repetia ele sem parar. Ao mesmo tempo, com um movimento brusco abracou-me as coxas, junto `a bunda, e levantou-me do chao. Enquanto falava, pulava comigo nos bracos, como se eu nao passasse de um saco de batatas.

Para ele a festa estava completa. Mas nao muito tempo depois o Marcelo temeu por minha integridade fisica e falou com ele que chegava. Ele obedeceu sem perder aquela alegria semelhante a de uma crianca, que nunca ganhou presente, apresentada a uma dadiva qualquer.

No segundo em que o Paulinho me abracou eu temi aquela reacao brusca dele. Mas ja nos bracos dele percebi que estava nos bracos de um verdadeiro Hercules. Reagir seria inoportuno e insensato. Percebi pela alegria que ele transmitia que nao corria nenhum risco de maldade. Poderia sim machucar-me por desconhecer a forca que tem. Mas tambem observei que o melhor era curtir aquele passeio surpresa num verdadeiro carrossel.

Marcelo e eu conversamos e recordo-me que uma das ultimas coisas que falamos foi que haviam encontrado uma certidao de casamento na qual apareciam os nomes dos bisavos dele. Ficou de olhar e enviar-me a informacao. O momento passou e la se foram os anos. O primo Balduino Cesar Rabello denunciou este lado deles, porem, nao eh esta a Historia de hoje.

Encontrei tambem nomes no livro: “Historia de Virginopolis”, da professora Maria Filomena de Andrade, apelidada de Dona Negra. Os nomes dos pais da Dindinha Ercila foram: JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA.

Com o passar do tempo tomei conhecimento que existe um corrego entre os municipios de Divinolandia de Minas e Gonzaga cujo nome eh Corrego dos Honorios. Fui informado tambem que o nome foi dado em homenagem ao trisavo JOAQUIM, que era conhecido como JOAQUIM HONORIO.

E ai, toda a descendencia antigamente era conhecida como HONORINA. Isso inclui o PAULINHO que talvez tenha sido uma vitima do acaso e da ignorancia. O acaso se da porque todas as pessoas normais carregam gens que podem causar consequencias indesejaveis. Estes gens manifestam seus efeitos quando combinados com outros.

Uma forma de facilitar essa combinacao acontecer eh o caso de casamentos de parentes proximos, pois, ha maior probabilidade de os mesmos gens se repetirem. A ignorancia acontece quando as pessoas nao sabem disso, tem conhecimento de que “o mal anda na familia” mas continuam se casando com parentes por ignorar tal possibilidade. A pobreza contribui para a ignorancia.

Infelizmente, nosso contado com essa parte da nossa gente tornou-se muito limitado. Resumiu-se a vez por outra vermos algum desses nossos parentes e constatar que eram dos HONORIOS, assim como nos tambem o somos. A MANOELA, avo do PAULINHO, `as vezes surgia na casa de meus pais. Embora ela fosse viuva de um HONORIO e nao propriamente um de nos.

Antes de continuar desenvolvendo o tema, vou recopiar aqui a primeira pagina do livro: “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”, editado em 1939:

“Estes assentamentos terao de ser continuados, mesmo por mim ou por algum meo descendente, ou outro qualquer parente da nossa estirpe afim de que se complete este “Livro de Familia”, como “voz augusta dos antepassados”, recordada com clareza e verdade, em suas paginas, para assim rendermos o piedoso preito devido aos do nosso sangue, que ja se foram para o Alem.

E por esse modo manteremos vivas as tradicoes morais e os vinculos de consanguinidade das geracoes anteriores `a nossa, servindo-nos estes apontamentos como leitura de consolo e estimulo, nas horas de amargura, como ja o dizia Lacordaire.

Belo Horizonte, (Villa-Emilia), 17-IX-1939

Nelson de Senna”

Parece-me que o sentido da vida eh sermos recordados pelas sucessivas geracoes. Se nao formos recordados a partir das terceira ou quarta geracoes apos `a nossa, qual sentido tera tido nossas vidas?!!! Se nascermos para sermos esquecidos, valera a pena ter vivido?!!!

Muitos querem que seus filhos lhes rendam respeito pelos sacrificios que fazem para transforma-los em pessoas uteis para a sociedade, ao mesmo tempo que sao incapazes de lembrar os nomes pelo menos de seus proprios bisavos e nem tem o cuidado de guardar isso por escrito. Ora, se o que fizermos por nossos filhos merecer algum respeito, nao seria digno de nos respeitar o que nossos ancestrais fizeram pelos filhos deles que, depois, fizeram pelos netos e que tornou possivel isso chegar ate a nos?

Recentemente encontrei no Google Livros o “ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS – 1874”. O site permite que se leia o conteudo. E, a principio, um anjo soprou-me ao ouvido o nome do nosso quintavo JOSE VAZ BARBALHO. Coloquei o nome no instrumento de busca e encontrei que houve outro de mesmo nome que, em 1874, era o 4o. Juiz de Paz, em Sabinopolis. Infelizmente, nao sei dizer onde leva essa descoberta.

Resolvi usar o mesmo recurso de busca pensando que o terceiravo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE devera ter tido o apelido de JOAQUIM HONORIO porque o pai dele deve ter se chamado HONORIO COELHO. Joguei o nome e veio-me a resposta. O livro encontrado no site esta dividido em partes. Uma primeira mostra os nomes das pessoas influentes por comarcas.

No final do livro encontra-se outra parte, cujas paginas voltam a numeracao ao numero 1, onde esta arrolado o: “CORPO ELEITORAL DA PROVINCIA”. No “9o. COLLEGIO DA CIDADE DE ITABIRA”, pagina 16, na FREGUEZIA DE SAO MIGUEL DO PIRACICABA, encontra-se o nome HONORIO COELHO DOS PASSOS. Pensei: “Por Nosso Senhor dos Passos, sera o Bene dicto?!!! Busquei outras combinacoes como o sobrenome completo, COELHO DE ANDRADE, mas este eh a unica pessoa recordada no livro com caracteristicas que poderiam encaixar-se em nosso quartavo.

Nao posso cantar vitoria antes do tempo. O nome HONORIO COELHO pode ter aparecido mais de uma vez. `Aquela epoca, Minas Gerais tinha aproximadamente 2.000.000 de habitantes. Um pouco menos da metade era mulher. Os brancos deveriam ser menos da metade. Somente uma porcentagem menor vivia ao norte de OURO PRETO, que era a capital da provincia.
Sao 53 nomes relacionados somente na pagina onde aparece o nome do HONORIO COELHO DOS PASSOS. As paginas que relacionam nomes sao mais de 600. Contudo muitas pessoas tinham seus nomes repetidos mais de duas vezes. Mesmo assim o livro deve relacionar pouco mais de 20.000 nomes.
Ha que se lembrar que estes 20.000 ou mais representavam a elite da provincia. Para ter-se o direito a voto precisava-se possuir uma renda anual que colocaria o eleitor da classe media para cima. Ou seja, a maioria da populacao nao tinha seu nome lembrado nessas listas. Portanto, o HONORIO, pai do terceiravo JOAQUIM pode nao ter tido o direito de entrar na lista. Mas a esperanca eh que tenha entrado e seja este encontrado.
E o que me faz pensar que possa ser ele? O obvio eh o nome. Entrei no site Familysearch e lancei o nome dele para ver se tinha algum registro por la. O ideal seria encontrar com quem foi casado. Se houvesse sido com alguem da familia ANDRADE o quadro quase ficava fechado. Mas naquele arquivo ele nao esta presente.
As tradicoes nos disseram que DINDINHA ERCILA dizia ter algum grau de parentesco com o CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. Nao sei se era fato ou alguem supos assim por causa do mesmo sobrenome.
Mas outra tradicao afirmava que o avo JOAQUIM procedia de ITABIRA. Isso possibilita restringir quase todo o restante da provincia. Falta saber o que tem a ver a “FREGUEZIA DE SAO MIGUEL DO PIRACICABA” com isso!
Acontece que este eh o antigo nome da cidade de RIO PIRACICABA. Ela pertencia `a COMARCA DE RIO PIRACICABA, cuja sede nao se trata daquela freguesia e sim a cidade de SANTA BARBARA. Esta ultima foi a metropole de ITABIRA, e a propria ITABIRA herdou a freguesia quando os territorios foram separados. Ou seja, em 1874 a FREGUEZIA DE SAO MIGUEL DO PIRACICABA fazia parte do territorio de ITABIRA. O que amplia muito a possibilidade do HONORIO COELHO DOS PASSOS ter sido o pai do trisavo JOAQUIM.
{OBS.: Houve um engano de minha parte. A Comarca de Rio Piracicaba era a propria de Itabira e nao a de SANTA BARBARA e esta pertencia `aquela e nao o contrario, juridicamente falando}
Enquanto matutava todas essas coisas lembrei-me de comentarios antigos que talvez possam ajudar-nos a solucionar essa questao. Acredito que os trisavos JOAQUIM C. DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA faleceram depois de 1889. E pelo que me disse nossa prima JULIA ILCE, filha da tia OLGA, eles devem ter falecido na casa da antiga residencia dos BARBALHO. Ou seja, onde morava a tia TETE.
Isso deve significar que os registros de obitos de ambos podem ter sido lavrados em VIRGINOPOLIS e neles devera conter os nomes dos pais deles. Estes serao registros tambem de cartorio nao apenas os eclesiasticos como eram antes de 1889.
Interessante eh que a gente sempre pensou na possibilidade de o avo JOAQUIM ser o ELO PERDIDO que nos ligaria `a familia ANDRADE de ITABIRA. Mas talvez nao seja. O que parece obvio nem sempre eh o correto. Eh possivel que todos os ANDRADE encontrem-se numa raiz comum no passado. Mas o sobrenome tornou-se muito comum. Assim, para uma mesma localidade podem ter se dirigido pessoas com a mesma assinatura, embora o grau de parentesco fosse pequeno.
Por outro lado, mesmo que o mesmo tenha se dado com o FONSECA, pode haver algum parentesco entre a avo JOAQUINA UMBELINA e os ANDRADE da familia do CARLOS DRUMMOND. Isso somente podera ser decifrado depois que soubermos os nomes dos pais dos trisavos JOAQUIM e JOAQUINA. O poeta tinha FONSECA entre os ancestrais dele tambem.
O certo eh que, com os nomes de mais esses 4 ancestrais devera ser possivel determinar se e como seremos aparentados do poeta, pois que uma das tiasbisavos dele devera ter entrado na composicao de nossa genetica. Os nomes delas estao publicados na internet. O que nao esta sao os casamentos e as descendencias. Portanto, falta-nos encontrar os dados acima mencionados para ver se ha a coincidencia de nomes. Se houver, estara tudo descortinado.
Caso se revele que o HONORIO COELHO DOS PASSOS tambem entra na composicao da nossa genetica ja teremos dele o endereco completo, o que facilitara muito, caso houver interesse, o decifrar de mais um caminho genetico do qual fazemos parte.
Isso seria importante para cumprirmos aquilo que o professor NELSON COELHO DE SENNA descreveu: “para assim rendermos o piedoso preito devido aos do nosso sangue, que ja se foram para o Alem.” E se for comprovado o nosso parentesco com o poeta CARLOS DRUMMOND, ja teremos decifrado pelo menos umas 100 geracoes de ancestrais.
O que nos permitiria rendermos homenagens a muito mais pessoas de nossos ancestrais do que ate agora podemos, com a certeza do conhecimento documental.
Apenas para que se recordem, postarei aqui os nomes na familia da DINDINHA ERCILA e bisavo MARCAL.
MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO  X  ERCILA COELHO DE ANDRADE
01. Onesimo de Magalhaes Barbalho  X  Marietta Nunes Rabello
02. Vita de Magalhaes Barbalho  X  Joaquim Soares de Oliveira
03. Trajano (Cista) de Magalhaes Barbalho  X  Zulmira Coelho de Magalhaes
04. Marcial – faleceu crianca
05. Marcial de Magalhaes Barbalho  X  Cecy Marcolina Coelho
06. Salva de Magalhaes Barbalho (Irma Helena)
07. Murillo de Magalhaes Barbalho (faleceu jovem)
08. Filotheia de Magalhaes Barbalho (Tete)
09. Olga de Magalhaes Barbalho  X  Francisco de Oliveira Catao
10. Dafinis de Magalhaes Barbalho (faleceu jovem)
11. Abila Patrocinio de Magalhaes (Biloca)  X  Sady Rodrigues Coelho
Fora estes, o bisavo Marcal foi pai extraconjugal da tia Adelina Coelho de Magalhaes que casou-se com o portugues Joaquim Afonso Painhas.
Indicios da possibilidade de nossas tradicoes estarem corretas e sermos mesmo dos mesmos ANDRADE do poeta nota-se atraves, por exemplo, da presenca do CARLOS CASSIMIRO DA CUNHA ANDRADE no corpo eleitoral da FREGUEZIA DE SAN’ANNA DOS FERROS. Ou seja, um dos tiosavos dele na atual cidade de FERROS, que se projeta mais proximo de GUANHAES e VIRGINOPOLIS.
Quanto `a presenca do sobrenome COELHO eh que se pode contar como um senao! Em ITABIRA existiram diversos outros. Exemplos deles sao: COELHO DA SILVA, ABBADE COELHO, COELHO DE MORAES, COELHO VIEIRA, COELHO FERREIRA, COELHO JACOME, SOUZA COELHO, LUCAS COELHO. Os dois ultimos em FERROS.
Deixando de lado o lado COELHO, encontrei novidades tambem em relacao ao BARBALHO. Ha algum tempo atras nossa amiga, aparentada e residente em PECANHA, MARINA RAIMUNDA BRAGA LEAO, abriu o inventario do ancestral dela, o senhor CYRINO JOSE BARBALHO. Nele encontrou que era filho de MODESTO JOSE BARBALHO.
Agora na pagina 205 da obra encontrei o tenente MODESTO JOSE BARBALHO, que foi comerciante de secos e molhados em ITABIRA. Naquele tempo havia tambem o alfaiate, alferes, FRANCISCO JOSE BARBALHO.
Ja na pagina 212, na lista do 66o. Batalhao de Servico Activo, Estado Maior de Itabira, encontra-se o cirurgiao: MODESTO JOSE BARBALHO JUNIOR. Ha a possibilidade de ai se encontrarem o pai e dois irmaos do senhor CYRINO.
Com a localizacao deles na cidade fica quase resolvido o nosso parentesco com eles. Isso porque foi la que se casaram o quartavo POLICARPO e os irmaos dele, GERVAZIO e FIRMIANO JOSE BARBALHO.
Embora nao tenhamos todos os dados da familia do Pe. POLICARPO e havendo espaco para que ele tenha sido pai tambem do senhor MODESTO, acredito que este tenha sido filho do tio GERVAZIO. Este casou-se em 1813. Fica dificil ele ter sido filho do tio FIRMIANO, porque este casou-se em 1822. Sobraria pouco espaco de tempo para que este tivesse netos eleitores em 1874.
Se o senhor MODESTO nasceu em 1814, estaria com 60 anos em 1874. Neste caso, do meio da decada de 1830 para frente ja poderia estar tendo filhos que, em 1874, teriam idade para possuir renda o suficiente para tornarem-se eleitores e inclusive ter um filho cirurgiao formado. Mas os detalhes somente serao revelados quando outros documentos forem pesquisados.
Mas para o nucleo da familia dos bisavos MARCAL/ERCILA falta-nos apenas um candidato para ver se encontra os registros de obitos dos ancestrais: JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA. Quem fara essa caridade?
ALGUNS COMENTARIOS INFORMATIVOS NA POSTAGEM NO FACEBOOK:
01. Valquírio, você faltou à aula de Vovô Odon. Em parte, a história faz sentido. Vovô Joaquim Honório morava em algum ponto entre Guanhães e Itabira. Por outro, não. Parece que a família era pobre de marré deci. Vovô Marçal se encantou por uma menina branquinha de olhos azuis, que tinha doze anos – Dindinha Ercila. Então, pagou colégio para ela até os 16 anos, com promessas mútuas de casamento, o que ocorreu e ói nós aí. Vovô Marçal trouxe Vovô Honório e família para o Divino, daí o Paulinho e a avó (e família toda), que esqueci o nome e nos visitava de vez em quando na casa velha, terem vindo de Divinolândia para Virginópolis. Vovô Marçal já sabia daquela máxima, de que sogra não deve estar tão perto para aparecer todo dia, nem tão longe para que quando venha fique uma eternidade. Um abração p’r’ocê, meninos e Penha. Odinho
02. Mercia tb ja ouvi esta historia do papai. Julia Catão sabe direitinho disto. Ela eh um poco de informacao , espero que ela veja este post e acrescente mais alguma coisa do que sabe. A proposito de quem voce eh filha?
03. Vi sua foto. Este Eh o Odinho? Papai era seu padrinho de batismo e ele era elogiadisso em minha casa pela inteligencia. Papai eh como se fosse irmao de Odon e Oswaldo apesar de serem primos.
04. Epa, Roxane. Aí estão minha mulher, Mércia, e meus filhos Filipe e Yara. Não tenho Facebook, fico só xeretando o dos outros. Abração, Odinho
05. Valquírio, os fatos narrados pela Mércia já tinha conhecimento (parcial) comentado pela tia Cicy(Fadico). A Clarice que morava no Gonzaga e Neide Andrade, que sempre quis saber de seus avós e parentes na região do Gonzaga fazem parte da família. Os olhos azuis da Clarice (ela morou conosco em VGP) e os filhos do tio Humberto são evidências bem claras.
06. Temos que dar uns pitacos nas partes de história de Vgp, pra tirar algumas dúvidas. Primeiro, Valquirio De M. Barbalho, devemos falar que o ‘Paulinho da Vila’ é o Paulinho Cambeta pra ñ confundir com o vereador de mesma alcunha. Nosso primo tb conhecido como Paulinho do Zé Branco. A irmã dele mora até hj na Vila Sto Agostinho e é quem cuida do mesmo.
07. Só esclarecendo, Paulinho da Vila é Paulinho Cambeta do Zé Branco. E sua irmã mora até hj na Vila e cuida dele.
08. Na verdade Francisco Dias de Andrade as “estorias” foram contadas pelo Odin, que nao tem facebook, dai, usa o da esposa. A questao eh essa Odin (Mercia Vieira), quando a gente fala assuntos do passado, elas nao tem o mesmo sentido do presente ou do tempo intermediario. O trisavo Joaquim Honorio devia ser pobre sim, porem, isso significava nao possuir terras, escravos, mas poderia ter alguma profissao liberal, o que deixava o sujeito ganhando hoje o que iria comer amanha. Os dados do livro foram coletados em 1871. Ou seja, a Dindinha Ercila estava com 9 anos de idade. O problema ai eh nao sabermos se ela foi a primeira ou se houveram outros antes dela. O certo eh que os trisavos estavam comecando a vida e, geralmente, as pessoas subiam de vida quando os filhos (dai a razao pela qual quanto mais era considerado melhor) comecavam a trabalhar junto com os pais, ai a lavoura rendia (recorde do tio Oswaldo que inferia ter ajudado a familia). Se o pai do avo Joaquim foi o HONORIO COELHO DOS PASSOS, nao significa que era “filho de rico” somente porque era eleitor em 1871. A familia do Carlos Drummond tinha seus representantes ricos e ele contava das dificuldades que tinha para ter acesso a livros, o que uma boa alma supriu cedendo-lhe por emprestimos. Eh factivel que o avo JOAQUIM possa ter nascido e sido criado em RIO PIRACICABA. E `a epoca em que o bisavo MARCAL encontrou-se com a DINDINHA ERCILA `a beira do caminho entre Guanhaes e Itabira foi propicia. Isso porque coincide com a epoca do fortalecimento do CIRCUITO RIO DOCE, ou seja, a populacao estava se mudando e conquistando as terras virgens que ligavam os centros da regiao (Serro, Itabira, Conceicao) com Vitoria no Espirito Santo. Foi por esta epoca, 1840s, que Teofilo Otonni fundou o Projeto Filadelfia e fundou a cidade Filadelfia que eh a atual Teofilo Otoni. Em 1858, resolveram inaugurar Patrocinio, que veio a ser Virginopolis. Em seguida aparecem as outras povoacoes d’Alem e houve o progresso ate que em 1905 decidiram desviar o trajeto da EFVM e ligando GV a Itabira, o que aconteceu em 1910. Mas como eu mencionei, tudo por enquanto eh apenas suposicao. O HONORIO COELHO DOS PASSOS eh apenas um dos candidatos a ser nosso quartavo. Por isso seria interessante que alguem acessasse para nos o Cartorio de Registros Civis la em VGP para ver se por acaso nao estao la os registros de obitos dos avos JOAQUIM e JOAQUINA UMBELINA. Eles deverao conter os nomes dos pais, o que seria o caminho mais direto para tirarmos a duvida. Em outros cartorios podera ser encontrados inventarios e, talvez, ate testamentos, o que podem existir, pois, acredito que pelo menos a avo JOAQUINA viveu mais tempo que o genro, avo MARCAL, pois ela, disse a Julia Ilce, faleceu na casa velha onde morou a tia Tete. E se eles nao tinham condicoes financeiras para os documentos, os filhos da DINDINHA ERCILA devem ter se ocupado disso.
09. E o Sabino morava na Fazenda do Vovô Juca, apesar de estar fora do cancelão aquela parte da Vila entre a estrada e a Fazenda do Cássio pertencia à Fazenda do Vovô. O restante deste pedaço, que não ficou com o Sabino e descendentes, foi vendido pelo Zé Tica.
10. Retornando. Fiz uma leitura superdinamica de todo o livro. Nao li nome por nome, mas visitei todas as paginas. Como pedi ao Google Livros a combinacao ANDRADE, BARBALHO e COELHO, o sistema marca os nomes. Um probleminha, o sobrenome ANDRADE estava presente em praticamente todos os Grotoes de Minas Gerais na epoca, portanto, o nosso pode nao ser o mesmo do CARLOS DRUMMOND. O COELHO tambem foi bastante difundido com a presenca em pelo menos 60% do estado. Ja o BARBALHO restringiu-se `aquele nosso meio, com mencoes em Itabira, Sabinopolis e Guanhaes/Virginopolis. Em DIAMANTINA nao aparece nome de pessoa, porem, aparece entre os negocios de fazendas secas a empresa: “BARBALHO & SIMAO”.
11. Ja ia esquecendo de mencionar tambem. Encontrei outro HONORIO COELHO. Porem, este tinha um BENTO antes do HONORIO. Creio ser mais dificil termos ascendencia nele porque senao o trisavo seria chamado de JOAQUIM BENTO. Alem do mais, este estava radicado em PITANGUI. Cujo filho poderia ter esticado as pernas mais ao norte da provincia, porem, seria menos provavel.
12. Lembrei de umas coisinhas: a avó do Paulinho era a Manoela, que, segundo papai, apesar de clarinha, não era a Honório. Era o marido dela, que já tinha morrido. Outra coisa, papai dizia que Vovô Joaquim e família eram de Itabira. Nunca falou se era de alguma corrutela. Acho que quem disse que era uma vila do caminho foi a Roxane. Odinho
13. Eh em razao justamente disso que precisamos de alguma prova documental Odin Mercia Vieira. Antes se dizia que o Pe. POLICARPO era de Itabira e a esposa, ate entao sem nome, era de MARIANA. Mas no documento ele nasceu no INFICCIONADO, que eh a mesma SANTA RITA DURAO, distrito de MARIANA, e ela nasceu em ITABIRA. Casaram-se tambem em ITABIRA e ele acabou ganhando o “green card” na tradicao. O papai podia estar certo mas, nestes casos, ele repetia o que ouvira dos outros, portanto, costumava ser enganado pelos informantes nos quais acreditou.
14. Algo mais Odinho (Mercia VieiraFilipe Barbalho). Super interessante! Abri o “ALMANAK” de 1872 que serviu de base para o ano de 1873. Algumas coisas mudam em relacao ao posterior, que era de 73 para servir em 74-75. O HONORIO COELHO DOS PASSOS nao aparecia ainda. Um sintoma que estava capengando e que somente no final da vida comecou a se recuperar e que os filhos, talvez muitos, nao iriam mesmo usufruir de nenhuma fortuna. Interessante no lado de Guanhaes foi que os outros NUNES COELHO sem ser o tio FRANCISCO nao aparecem. Aparece a D. ANNA PINTO DE JESUS, ou seja, a mae deles. Portanto, o avo EUSEBIO ja havia falecido. Abri rapidamente o de 1864 mas depois ele sumiu do site. Mas no pouco que vi, dos COELHO so entraram o JOAO BAPTISTA e o tio PRUDENCIO NUNES COELHO. Naquele momento, ate o ANTONIO RODRIGUES talvez passasse por plebe comum, nao a potencia que transformou-se 10 anos depois. Havia me esquecido de mencionar PECANHA com a presenca do sr. CYRINO JOSE BARBALHO, anteriormente. Em 1864 ja aparece o Cap. FRANCISCO MARCAL BARBALHO, ou seja, ja tinha alguma coisa por volta dos 40 anos dele. Ali aparecem JOAQUIM e VENANCIO PACHECO MOREIRA. Talvez o primeiro tenha sido pai do JOAQUIM PACHECO MOREIRA que se casou com a tia QUITERIA DE MAGALHAES BARBALHO, pois, ela estava com apenas 8 anos de idade na epoca e o futuro marido devia ser pouca coisa mais velho, portanto, nao entraria na contabilidade daquele ano.
02. ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINICIA DE MINAS GERAIS DE 1872-3
Repassando no Google Livros ontem `a noite resolvi anotar mais alguns dados que talvez virao a interessar no futuro. Vou mistura-los com o que ja possuia. A observacao eh que esta edicao foi a “do ano de 1872 para servir no de 1873”
Comecando-se pela COMARCA DO SERRO, pagina 538, temos:
vereadores:
4o. Joao Ferreira de Salles Junior
5o. Sabino Alves Barroso
7o. Antonio Rodrigues Coelho
Juiz Municipal (Suplente)
3o. Districto:
Capitao Francisco Nunes Coelho
Advogados
Dr. Joaquim Ferreira Rabello
Delegado de Policia (Suplente)
1o. Joaquim Ferreira de Salles
Juizes de Paz
4o. Joao Ferreira de Salles Junior
Pagina 539
Comercio de Fazendas Molhadas
Joao Ferreira de Salles Junior
Pagina 540
Engenhos de cana
Joaquim Ferreira Campos
Pagina 543
Mineiros:
Dr. Joaquim Ferreira Rabello
Criadores:
Joao Ferreira de Salles Junior
DISTRITO DE ITAMBE: Pagina 544
Juizes:
1o. Joaquim Ferreira Campos
Subdelegado
Joaquim Ferreira Campos
FREGUEZIA DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (pagina 545)
Aqui ha uma informacao superinteressante. Trata-se de um censo verbal, cujo informante foi o senhor EDUARDO ALVES BARROSO.
Homens livres          1470
Mulheres   ”              1545
Homens escravos     525
Mulheres      ”   (a)     353
Total                         3893
Observe-se que Sabinopolis, como passaria a chamar-se a cidade, em homenagem ao seu cidadao ilustre, SABINO ALVES BARROSO, que foi tio do compositor ARY EVANGELISTA BARROSO, contava com menos de 4.000 habitantes, cerca de 50 anos apos sua fundacao em 1819. Note-se o quao pequena era a populacao geral e que a regiao, principalmente aquela entre as atuais Guanhaes e Governador Valadares, nao passariam de um grande vazio demografico.
Isso, de certa forma, explica o porque de haver grau de parentesco relativamente proximo entre as diversas populacoes que formam as cidades na regiao. Isso por causa do crescimento populacional ter se dado a partir dessas pessoas e os lacos matrimoniais se deram entre todas as familias.
Observe-se tambem a quantidade significativa da presenca de escravos. Equivalendo a uma porcentagem intermediaria entre 20 e 25% do total.
Essa informacao interessa a nos do nucleo familiar descendente do JOSE (DE MAGALHAES BARBALHO), filho do Pe. POLICARPO JOSE BARBALHO. Talvez o nome dele fosse JOSE VAZ BARBALHO. A razao para essa suspeita eh a de que o avo chamava-se JOSE VAZ BARBALHO tambem. Neste caso, poderia ser a pessoa de mesmo nome que aparece como 4o juiz de paz em SABINOPOLIS.
A informacao que completa isso eh a de que o JOSE, nosso quartavo, teve uma filha mulata de nome ANNA, (Sinh’ANNA), que foi a mae do bisavo JOAO BAPTISTA DE MAGALHAES (o tio JOAOZINHO). Uma possibilidade que expande nossas suspeitas eh a de que, se o JOSE VAZ BARBALHO, que residia em Sabinopolis, foi o nosso ancestral, talvez a trisavo ANNA nao fosse filha de algum encontro casual dele e sim o fruto de um matrimonio serio. O que deve ser ate mais evidente pelo fato de ele ter ficado com a guarda da filha.
Sendo este o caso, eh obvio esperar-se que tenha tido outros filhos. Sendo todos mulatos. O que pode resultar na possibilidade de algum filho dele ter continuado a familia casando-se com pessoa de origem afro-brasileira, dando origem a membros da familia com cor de pele negra. O resultado disso pode ser o ramo da familia BARBALHO, que se multiplicou a partir do local dos BARBALHOS, na zona rural do municipio de GONZAGA, conter parte radial do nosso sangue. Isso sera algo por decifrar.
Continuando os dados:
Pagina 546
Juizes de Paz:
1o. Eduardo Alves Barroso
2o. Joao Pereira do Amaral
3o. Miguel Pereira do Amaral Junior
4o. JOSE VAZ BARBALHO
Subdelegado:
Eduardo Alves Barroso
Suplentes:
1o. Joao Pereira do Amaral
2o. Maximiano Ribeiro Miranda
3o. Daniel Pereira do Amaral
Negociantes:
Capitao, Joaquim Barroso Alves
Serrarias:
Maximiano Ribeiro de Miranda
Severiano Vaz Mourao
Engenhos de cana:
Daniel Pereira do Amaral
Joaquim Barroso Alves
Joao Pereira do Amaral
Maximiano Ribeiro de Miranda
Reginaldo Ferreira Rabello
Simao Vaz Mourao
Cafelista:
Capitao, Antonio Jose de Queiroz
Fabrica de ferro:
Zeferino Monteiro de Carvalho
DISTRICTO DE NOSSA SENHORA MAE DOS HOMENS (MATERLANDIA)
Juizes de Paz
2o. Miguel Pereira do Amaral
4o. Sabino Alves Barroso
Suplentes de subdelegado:
1o. Sabino Alves Barroso
2o. Miguel Pereira do Amaral
Delegado da Instrucao:
Sabino Alves Barroso
FREGUEZIA DE NOSSA SENHORA DA PENHA DO RIO VERMELHO
Juizes de Paz
2o. T. Cel. Bernardino dos Santos Carvalhaes
3o. Antonio dos Santos Carvalhaes
Suplente de subdelegado:
1o. T.Cel. Bernardino dos Santos Carvalhaes
3o. Celestino Monteiro de Carvalho (pagina 547)
FREGUEZIA E DISTRICTO DE SAO GONCALO
Pagina 548
Lavras de diamantes:
Abdolonio Ferreira Aguiar
Jose Ferreira de Aguiar
Joaquim Soares
Ulysses Ferreira de Aguiar
FREGUEZIA E DISTRICTO DE SANTO ANTONIO DO PESSANHA
Juizes de paz:
1o. CYRINO JOSE BARBALHO
Suplentes de subdelegado
2o. Jeronymo Electo de Souza
3o. ANTONIO NUNES COELHO
Professor:
HERMENEGILDO JOSE PIMENTA
Pagina 549
FREGUEZIA E DISTRICTO DE SAO MIGUEL E ALMAS (GUANHAES)
Juizes de Paz
1o. Joao Nepumuceno de Aguiar
2o. Modesto Alves Barroso
3o. Joao da Silva Netto
4o. Capitao, Francisco de Souza
Sudelegado:
Capitao, Francisco Nunes Coelho
Suplentes:
1o. ANTONIO RODRIGUES COELHO
Delegado da Instrucao;
Francisco Nunes Coelho
Professores:
Candido Jose de Senna
D. Maria Angelica Normanha de Senna
Negociantes:
Pio Ferreira da Silva
Fazendeiros:
Affonso Coelho Linhares (em 1875)
Antonio Rodrigues Coelho
Antonio Thomaz dos Santos Carvalhaes
Bento Nunes Coelho (em 1875)
Bento Justiniano de Aguiar
D. ANNA PINTO DE JESUS
Francisco Nunes Coelho (em 1875)
Leonel Coelho Linhares (em 1875)
Jose Coelho Linhares
Jose Coelho da Rocha
Joaquim Pereira do Amaral
D. JOAQUINA BERNARDINA DE OLIVEIRA
Thomaz Antonio dos Santos Carvalhaes (em 1875)
Engenhos de Cana:
Antonio Coelho de Linhares
Antonio dos Santos Carvalhaes
ANTONIO RODRIGUES COELHO
D. ANNA PINTO DE JESUS
Jose Coelho da Rocha
Joaquim Pereira do Amaral
Pedro da Costa Chaves
Serrarias:
Antonio Rodrigues Coelho
Fabricantes de Ferro
D. ANNA PINTO DE JESUS
Clemente Nunes Coelho (em 1875)
Capitao, Francisco Marcal Barbalho (em 1875)
Jose Nunes Coelho
Jose Dias Bicalho
Prudencio Nunes Coelho (em 1875)
Boticario:
Pedro de Oliveira Braga (em 1875)
FREGUEZIA E DISTRICTO DO PATROCINIO (VIRGINOPOLIS)
Juizes de Paz
1o. Joao Baptista Coelho
2o. Joao Baptista Coelho Junior
3o. Jose Joaquim de Figueiredo
4o. Joaquim Jose da Silva Pereira
Subdelegado:
Joao Baptista Coelho
Suplentes:
1o. Firmiano Ferreira Campos
2o. Pedro Goncalves Chaves
1o. Joaquim Nunes Coelho Junior (em 1875)
2o. Pedro Goncalves Chaves (em 1875)
Alfaiate:
Elidio Rodrigues Nunes (em 1875)
Parocho:
Bento Felix Ferreira (em 1875)
Fazendeiros:
D. Anna Bernarda de Oliveira
Joao Baptista Coelho
Joao dos Santos Figueiredo
Joaquim Nunes Coelho
Jose Joaquim de Figueiredo
Pedro da Costa Chaves
Thadeu Gomes da Silva
Engenhos de cana:
Antonio Joaquim de Figueiredo
Joaquim Nunes Coelho
Pagina 550
COMANDO SUPERIOR DOS MUNICIPIOS DO SERRO E CONCEICAO
(ESTADO MAIOR, COMANDO SUPERIOR)
T. Cel. Sebastiao Jose Ferreira Rabello
Major ajudante de ordens
Francisco Jose de Figueiredo
Capitao secretario geral
Antonio Eduardo Campos
16 BATALHAO (PARADA DA CIDADE DO SERRO)
Pagina 551
Alferes, Joaquim Ferreira Campos
7a. COMPANHIA
Capitao, Sabino Alves Barroso
Tenente, Antonio Marcos Vaz Mourao
Alferes, Miguel Pereira do Amaral
Pagina 552
4a. CIA (PARADA NO PESSANHA)
Capitao, Remigio Electo de Souza
Tenente, Jeronymo Electo de Souza
Alferes, Manoel Netto da Silva
5a. CIA (PARADA NO PESSANHA – SAO JOAO EVANGELISTA)
Capitao, Ildefonso da Rocha Freitas
Alferes, Antonio Coelho da Rocha
6a. CIA (PARADA NO PESSANHA)
Tenente, Henrique Manoel Coelho
Alferes, Jose Marcelino de Souza
7a. CIA (PARADA NO TURVO)
Alferes, Cezario Alves Barroso
12o. BATALHAO DA RESERVA (ESTADO MAIOR)
Tenente, Joao Ferreira de Salles
Porta Bandeira:
Bento da Cunha Pereira
3o. ESQUADRAO DE CAVALARIA (PARADA NO SERRO)
Pagina 553
1a. CIA
Ten. Clarindo Ferreira Campos
2a. CIA
Capitao, Francisco Rodrigues Campos
Tenente, Eduardo Alves Barroso.
FREGUEZIA E DISTRICTO DE NOSSA SENHORA DO PORTO DE GUANHAES (1875)
Fazendeiros:
Joaquim Pacheco Moreira
Prudencio Nunes Coelho
Venancio Pacheco Moreira
Engenhos de Cana:
Joaquim Pacheco Moreira
COMARCA DO PIRACICABA – MUNICIPIO DA CIDADE DE ITABIRA (1875)
Negociantes de Fazendas Seccas e Molhados
Tenente, Modesto Jose Barbalho
Ferreiros:
Antonio Coelho da Silva Junior
Claudino Abbade Coelho
Thome Coelho da Silva
Alfaiates:
Alferes, Francisco Jose Barbalho
FREGUEZIA DE NOSSA SENHORA DO CARMO
Fiscal:
Gregorio Coelho de Moraes
Professores:
Jose Coelho Vieira
Jose Coelho Ferreira
FREGUEZIA E DISTRICTO DE SANTA MARIA
Engenhos de Cana:
Francisco Coelho Jacome
FREGUEZIA E DISTRICTO DE SANT’ANNA DOS FERROS
Engenhos de Cana:
Porfirio de Souza Coelho
Thome Coelho Ferreira
COMANDO SUPERIOR DA GUARDA NACIONAL EM ITABIRA
1a. CIA (FERROS)
Capitao, Jose Lucas Coelho
CORPO ELEITORAL DA PROVINCIA – 9o. COLLEGIO DA CIDADE DE ITABIRA (1875)
FREGUEZIA DA CIDADE DE ITABIRA
2. T. Cel. Joaquim Carlos da Cunha Andrade
5. Carlos Cassimiro da Cunha Andrade
FREGUEZIA DE SANT’ANNA DOS FERROS
6. Francisco Carlos da Cunha Andrade
FREGUEZIA DA CIDADE DE SANTA BARBARA
11. Elidio Honorio de Magalhaes
FREGUEZIA DE SAO GONCALO DO RIO ABAIXO
5. Bernardino Fernandes Madeira
FREGUEZIA DE SAO JOAO DO MORRO GRANDE (BARAO DE COCAIS)
6. Alexandre Pinto Coelho da Cunha
FREGUEZIA DE SAO MIGUEL DO PIRACICABA (RIO PIRACICABA)
2. Honorio Coelho dos Passos
66o. BATALHAO DE SERVICO ACTIVO – ITABIRA (ESTADO MAIOR)
Cirurgiao:
Modesto Jose Barbalho Junior
1a. CIA (SANT’ANNA DE ITABIRA)
Alferes, Francisco Jose Barbalho
Oficiais Agregados:
Thome Coelho Vieira
NUCLEO DA FAMILIA COELHO DE OLIVEIRA
COMARCA DE LEOPOLDINA (RIO POMBA)
Camara de Vereadores:
4o. Capitao, Pedro Coelho de Oliveira
BOM JESUS DA CANA VERDE
Silvestre Coelho de Oliveira
Capitao, Pedro Coelho de Oliveira
Alferes, Manoel Coelho de Oliveira
COMARCA DE DIAMANTINA – MUNICIPIO DE DIAMANTIDA (1875)
Mineiros:
Clementino Rabello Campos
Diniz Tameirao Pinto
Joao Julio Baracho
JOAQUIM COELHO DE ARAUJO
Sebastiao de Pinho Tavares
Theophilo Afonso Caldeira
CURATO E DISTRICTO DE SANTO ANTONIO DE DIAMANTINA
Juizes de Paz
2o. Diniz Tameirao Pinto
3o. Theodosio de Souza Passos
4o. Joaquim Caldeira Brant
Suplentes de Subdelegado
2o. Alferes Joaquim Bento de Andrade Junior
3o. Antonio Pinto de Aguilar
Professores (de latim e frances)
Innocencio Augusto de Campos
Negociantes de Fazendas Secas:
Valeriano Miranda dos Reis
Negociantes de Molhados, Loucas, Ferragens &
Aureliano Caldeira
D. Candida de Abreu Lima
Francisco Antonio Pimenta
Joao Pio Fernandes
Joao Pires Baracho
Jose Cardoso de Andrade
Joaquim Bento de Andrade Filho
Joaquim Cassimiro Lage
Em 1875 tambem aparece, em DIAMANTINA, a firma BARBALHO & SIMAO – Negocio de Secos
Em PITANGUI havia um BENTO HONORIO COELHO, que nao deve ter sido ascendente do trisavo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, o JOAQUIM HONORIO, pois que senao ele teria o apelido de JOAQUIM BENTO.
A curiosidade aqui eh que o sobrenome BARBALHO aparece, em pessoas, em 4 locais distintos: ITABIRA, VIRGINOPOLIS, PECANHA e SABINOPOLIS. Quatro pontos que formam um quadrilatero diamantado. E em DIAMANTINA aparece o nome como empresa.
Anotei os nomes de algumas pessoas que talvez nao serao, a principio, reconhecidas como membros da familia por todos. Tambem nao dou certeza que sejam mas, certamente, terao algum vinculo parental, nem mesmo que seja colateral. Um deles eh o mineiro de diamantes, CLEMENTINO RABELLO CAMPOS. Por coincidencia tivemos a dona CLEMENTINA RABELLO CAMPOS, esposa de JOSE FERREIRA CAMPOS, entre os primeiros dessas familias instaladas em VIRGINOPOLIS. O casal foi pai do Dr. RABELLINHO, FRANCISCO, MARIA EFIGENIA (D. NICA) e MARIA DE LOURDES (a tia LOURDES).
Outro nome que pode ou nao ser coincidencia eh o do comerciante VALERIANO MIRANDA DOS REIS. Entre os nossos parentes temos os DOS REIS MIRANDA. Possivel sera que sejam os mesmos, pois, a inversao era comum de uma geracao para outra.
Da CIDADE DO SERRO, por exemplo, temos o JOAQUIM FERREIRA RABELLO e o JOAO FERREIRA DE SALLES (JUNIOR). Os FERREIRA RABELLO eram uma familia muito grande no SERRO. Dela nasceu o JOSE JOAQUIM FERREIRA RABELLO, o barao do Serro. Ainda nao sabemos como os RABELLO em nossa familia se enquadram na familia, porem, o sobrenome procedeu do SERRO, na maior parte.
Os FERREIRA DE SALLES tem parentesco com RITA (Peixao) FERREIRA DE SALLES, que foi a esposa do ANTONIO RODRIGUES COELHO JUNIOR (Dr. COELHO), nosso tiobisavo e foi famoso juiz de direito, deputados estadual e federal.
Os FERREIRA CAMPOS, do JOAQUIM, do SERRO e ITAMBE terao provavel grau de parentesco com o CAMPOS em nossa familia. Tambem procedem da regiao entre o SERRO e SAO JOAO EVANGELISTA, ou seja, passando por SABINOPOLIS. Os irmaos: ANTONIO, MANOEL e FIRMIANO FERREIRA CAMPOS sao os ancestrais em VIRGINOPOLIS. ANTONIO foi o marido da professora AUGUSTA RABELLO DO AMARAL, ou D. AUGUSTA CAMPOS, como ficou conhecida para a Historia.
A partir de SABINOPOLIS temos os PEREIRA DO AMARAL. Todos eles sao da mesma familia que desembarcaram no BRASIL procedentes da ILHA DE SAO MIGUEL, no ARQUIPELAGO DOS ACORES, na pessoa do ancestral MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Estavam na fundacao de SABINOPOLIS e dali se espalharam pela regiao. Ja ouvi dizer que na cidade de CAPELINHA tem ate mais PEREIRA DO AMARAL que em VIRGINOPOLIS.
Apenas abrindo um parenteses. Estranhei nao ver em SABINOPOLIS e cidades da regiao o sobrenome BORGES MONTEIRO. Este procede da CIDADE DA SEIA, do DISTRITO DE GUARDA, no PORTUGAL continental. A descendencia eh enorme. As pessoas que pude identificar como tais foram descendentes, em sua maioria, por parte feminina, dai nao transmitirem o sobrenome. Eh possivel que os representantes varonis tenham se mudado da regiao em busca de areas mais promissoras `a epoca da expansao da colonizacao pelo sertao do BRASIL.
Os BARROSO ALVES e ALVES BARROSO fazem parte de uma mesma familia. A que levou inclusive ao nascimento do ARY EVANGELISTA BARROSO, o famoso compositor ARY BARROSO. O SABINO, tio do ARY, foi um politico famoso em nome de quem a antiga SAO SEBASTIAO DOS CORRENTES trocou seu nome para SABINOPOLIS. Os BARROSO nossos familiares sao todos aparentados.
O senhor MODESTO ALVES BARROSO inclusive teve por esposa a MARIA (CUTINHA) PEREIRA DO AMARAL, que talvez seja a do mesmo apelido, filha dos quartavos: JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL e MARIA ROSA DOS SANTOS CARVALHAES.
Os VAZ MOURAO tambem sao outros que formam uma grande familia desde o seculo XVIII e os lacos familiares entre nossas familias procedem de tempos quase tao antigos quanto isso. Talvez o seja ate mesmo mais antigo, pois, nao tenho o acompanhamento desta familia nem o completo de nossa familia do inicio daquele seculo.
ZEFERINO e CELESTINO MONTEIRO DE CARVALHO foram filhos de nossa tiaquartavo, SENHORINHA ROSA DE JESUS e seu marido JOSE CARVALHO DA FONSECA. Foram netos dos quintavos ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR e MARIA MAGDALENA DE SANTANA. Estes, tambem fundadores de SABINOPOLIS.
Os DOS SANTOS CARVALHAES, AGUIAR e FERREIRA AGUIAR entraram como provaveis parentes mas os nomes que aparecem nao estao necessariamente identificados por algum vinculo parental conhecido.
Os ELECTO DE SOUZA sao tradicionais em PECANHA e alguns deles fizeram o enlace em nossa familia.
O PIO FERREIRA DA SILVA, que aparece em GUANHAES, eh o pai de dois de nossos tiosbisavos: EMIDIO e JOAO (JANJAM) FERREIRA DA SILVA.
Postei os membros da familia COELHO LINHARES por causa de ser mais um COELHO presente na regiao de GUANHAES. Porem, desconfio da possibilidade de eles serem a origem do COELHO nos COELHO DE OLIVEIRA que sao anteriores ao COELHO DE OLIVEIRA formado de nossos COELHO com os OLIVEIRA FREIRE. Por enquanto ha que se esperar novos encontros para esclarecer isso. Senao, os COELHO DE OLIVEIRA mais antigos deverao ter origem naqueles que encontrei nos dados de RIO POMBA.
Dentre as descobertas mais prazeirosas foi ver os nomes de duas guerreiras na lista dos fazendeiros em GUANHAES. Sao elas: D. ANNA PINTO DE JESUS e D. ANNA JOAQUINA BERNARDINA DE OLIVEIRA. Os nomes talvez passassem despercebidos aos olhos do navegante distraido. Mas, nesse momento, nao cochilei.
D. ANNA PINTO DE JESUS foi a esposa de nosso quintavo EUZEBIO NUNES COELHO. `A epoca em que ela aparece na lista devia ser “maior de” 80 anos de idade. No site do Familysearch ha o registro do filho deles, MANOEL, que nasceu em 03-I-1811 e foi batizado no dia 10 do mesmo mes. Segundo os calculos o nosso quartavo, CLEMENTE NUNES COELHO, teria nascido por volta de 1806. Portanto, supoe-se que tenha nascido ela pelo menos por volta de 1790.
Em 1871 o mais provavel eh que o ancestral EUZEBIO teria falecido e ela aparece ocupando o cargo da chefia na familia. Isso eh observavel porque na lista seguinte ela nao aparece, em lugar dela aparecem nomes de filhos.
Ja a D. ANNA JOAQUINA BERNARDINA DE OLIVEIRA nao aparecia com este nome completo em nossa genealogia. Aparecia sem o BERNARDINA. Ela foi a esposa do CANDIDO DE OLIVEIRA FREIRE (o CANDINHO VELHO), e foram os pais de:
01. ANTONIO CANDIDO DE OLIVEIRA  X  VIRGINIA HONORIA COELHO
02. CANDIDO DE OLIVEIRA FREIRE  X  ANNA HONORIA COELHO
Foram dois irmaos casados com duas irmas. Elas filhas dos trisavos: JOAO BAPTISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO, esta, filha do CLEMENTE NUNES COELHO acima mencionado, porem, nao sabemos o nome da mae. Sabemos apenas que tinha a pele escura, a ponto de ser confundida como escrava e era muito astuciosa.
Os dois casais de filhos acima formaram a familia COELHO DE OLIVEIRA mais jovem. Porem, torna-se saboroso saber que em pleno seculo XIX tivemos duas mulheres dominadoras. Talvez seja em funcao disso que as mulheres descendentes delas sao, de certa forma, seguras de si proprias. Em alguns casos, sao conhecidas como “AS GENEROAS”, no circulo intimo familiar. E boa parte descende simultaneamente das duas. Nos homens tambem. Em meu caso particular, descendo da ANNA PINTO DE JESUS.
Estou colocando o nome como ANNA JOAQUINA BERNARDINA DE OLIVEIRA porque os nomes aparecem metade em GUANHAES e outra metade em VIRGINOPOLIS. Ou seja, JOAQUINA BERNARDINA DE OLIVEIRA mais ANNA BERNARDA DE OLIVEIRA. As diferencas devem ter se dado em funcao de as informacoes serem passadas verbalmente. E naquela epoca nao existia carteira de identidade.
Era muito comum as pessoas terem um nome civil e ser conhecida por outro nome. Este eh o caso mencionado pelo professor NELSON COELHO DE SENNA, onde ele conta que nossa ancestral era conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, mas foi sepultada em SANTO ANTO DO RIO ABAIXO com o nome de EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.
O nome BERNARDINA deve ser o correto e nao BERNARDA como aparece na segunda versao. Isso porque o nome BERNARDINO aparece na descendencia. Eh o caso do BERNARDINO (DINO), que nasceu em 1876 e foi irmao de: CELINA, SEO FERNANDO, TIA NENEM (MARINA), SEO OCTAVIO COELHO e JOSE CANDIDO. Pelos nomes voces identificarao a descendencia. Estes foram os filhos dos tiosbisavos CANDIDO e ANNA HONORIA.
Do ANTONIO e tia VIRGINIA HONORIA, temos que tiveram uma filha chamada BERNARDINA. Mas anotados tenho apenas um pouco da descendencia da MARIA COELHO DE OLIVEIRA. Ela foi a segunda esposa do tio XICO. Foi um segundo casamento dele com sobrinha. Eles foram os pais dos senhores ANTONIO, GIL e BEIJAMIM (BEIJO).
Acredito que o quarto Juiz de Paz de VIRGINOPOLIS, JOAQUIM JOSE DA SILVA PEREIRA, tenha sido o pai da tiabisavo, MARIA PEREIRA DA SILVA, que foi a esposa do tiobisavo JOSE RODRIGUES COELHO. Nao posso dar certeza por enquanto por causa do metodo como os trabalhos das genealogias anteriores foram direcionados, nao incluindo os parentes de nossos parentes.
Nao temos ainda os vinculos que ligam os CHAVES mais antigos aos descendentes CHAVES em nossa familia.
Possivelmente, o senhor ANTONIO JOAQUIM DE FIGUEIREDO seja o portugues, avo de dona VIOLETA DO AMARAL FIGUEIREDO. Ela foi a esposa do OTAVIO BAPTISTA COELHO, filho do JOSE (JUCA) e neto do JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR, nosso terceiravo. Ela propria informou-me que o avo assinava ANTONIO PEREIRA FIGUEIREDO. Em duvida, deixa-se como esta por enquanto.
Em PECANHA, o senhor MANOEL NETTO DA SILVA. Parece-me que ha entre ele e MELITA DA PENHA NETO algum grau de parentesco. Ela foi a segunda esposa do bisavo JOAO RODRIGUES COELHO.
Nos dados de PECANHA aparece o Capitao, ILDEFONSO DA ROCHA FREITAS, que na realidade habitava o territorio que apos 1875 formou o ARRAIAL DE SAO JOAO. Tinha por esposa a dona MARIA COELHO DA SILVEIRA. Deles nasceram os que ali formaram outros COELHO DA ROCHA, nao vinculados a priori com os de GUANHAES. Ele foi ascendente da tiabisavo IRACEMA GONCALVES, esposa do tiobisavo SALATHIEL BAPTISTA COELHO.
Os COELHO que postei, da COMARCA DO PIRACICABA, nao tenho certeza de que tenham parentesco conosco. Postei-os para demonstrar o quanto a assinatura estava difundida. Pode ser que sejam descendentes do MANUEL RODRIGUES COELHO, tratado no livro do professor NELSON COELHO DE SENNA. Caso for, deverao ter algum grau de parentesco conosco.
Ali tambem anotei alguns ANDRADE que sei ser parentes do poeta CARLOS DRUMMOND. Pode ser que alguns de nos sejamos aparentados deles.
Com absoluta certeza, os BARBALHO sao nossos aparentados. Faltando apenas saber o grau.
Na area de DIAMANTINA postei apenas duas pessoas que sei quem sao. La esta o minerador JOAQUIM COELHO DE ARAUJO, filho dos tiosquartavos JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO.
A outra pessoa eh o JOAQUIM BENTO DE ANDRADE JUNIOR. O professor DERMEVAL descreveu um pouco dos dados da familia dele e relatou que tinha o apelido de QUINCOTE. Teve filho casado com a tia LILIA AMARAL, que era filha do segundo casamento do quartavo DANIEL PEREIRA DO AMARAL.
A primeira esposa do QUINCOTE chamava-se JOAQUINA AUGUSTA DIAS DE ANDRADE, talvez uma parente do professor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE, que procedia igualmente da CIDADE DE DIAMANTINA, e deu origem a familia deste sobrenome em VIRGINOPOLIS.
Os outros mencionados entraram por causa dos sobrenomes. Sao sobrenomes que aparecem entre nossos parentes e conhecidos. E tudo indica que sao de mesmas familias, pois, surgem de forma radial, exatamente como se deu a colonizacao europeia no estado, ou seja, no sentido das CIDADES HISTORICAS para os lugares que antes eram considerados OS SERTOES.
Outro nome que ressaltei foi o do senhor DINIZ TAMEIRAO PINTO. Nao sei dizer que haja parentesco entre ele e nossos parentes. O professor DERMEVAL relata, `a pagina 30 do livro dele, a existencia da FAZENDA DO TAMEIRAO. Como ela se localiza proxima ao SERRO, entrou no itinerario feito pelo naturalista SAINT-HILAIRE, em 1818, pelos SERTOES das GERAIS. Possivelmente, esta fazenda e a familia de mesmo nome estejam relacionadas.
O que levou-me a postar o nome do minerador e Juiz de Paz, em DIAMANTINA, foi a coincidencia de ser vizinho do RONY TAMEIRAO. Ele eh o marido da OLIMPIA, filha do senhor HAROLDO FARIA DA SILVA, que mencionei anteriormente.
Em conversa com este duas vezes ex-prefeito da CIDADE DE POTE, MG, ele mencionou que o nome da mae dele fora OLIMPIA tambem e era homenagem a pessoa da familia que nao se lembrava mais quem era. Isso fez recordar-me que o professor NELSON COELHO DE SENNA teve uma tia com o nome OLYMPIA. E pelas datas, o marido GUSTAVO PINTO COELHO havia nascido em 1860, em BARAO DE COCAIS, devera ter sido a bisavo do senhor HAROLDO.
Ele informou-me que a avo dele chamava-se MARTHA COELHO DA SILVA. Embora o avo se chamasse JACINTHO CARVALHO COELHO, creio que nosso parentesco se prende `a linhagem materna. Nao se descarta a possibilidade de duplo parentesco. Ha que recordar-se que as assinaturas PINTO COELHO e COELHO DA SILVA eram matizes diferentes de uma mesma familia, aquela procedente do SENHORIO DE FELGUEIRAS E VIEIRA.
A duvida foi a de que o nome MARTHA nao foi relacionado como de alguma filha de dona OLYMPIA e GUSTAVO PINTO COELHO. Mas somente pelo livro do professor NELSON pode-se constatar que ali ele deixou escrito: “do casal provieram muitos filhos, dentre os quais: MIGUEL, RAPHAEL, GABRIEL, ELISA, MARIA DA CONCEICAO, VITALINA (LILINA), GABRIEL e ANTONIO PINTO COELHO…” Obviamente, nao se pode descartar a possibilidade de que dentre os outros, estaria mesmo a dona MARTHA.

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27 Responses to “NOS, OS NOBRES, E A AVO DO JUSCELINO TAMBEM PODE TER SIDO BARBALHO COELHO”

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  5. A FAMILIA COELHO NO LIVRO A MATA DO PECANHA | Val51mabar's Blog Says:

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  6. HISTORICO DO POVOAMENTO MINEIRO, GENEALOGIA COELHO, CIDADE POR CIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  7. ASCENDENCIA DOS ANCESTRAIS: JOSE COELHO DE MAGALHAES/EUGENIA RODRIGUES ROCHA, UMA SAGA A SER DESVENDADA | Val51mabar's Blog Says:

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