ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO

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0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

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7. IN INGLISH

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https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

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8. IMIGRACAO

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INDICE:

01. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO.
01. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO.

Uma pequena informação para a descendência do tio JOAOZINHO e dos COELHO em geral. Ele foi conhecido como pai da vovó DAVINA; tias MILUCA, MARICAS e CANDIDA; alem de diversos meninos, como: JOAO JR., ELIEZER (LI), GASTAO, WILSON (SAO) E GETULIO.

Encontrei novamente o nome do JOSE VAZ BARBALHO no ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS. Trata-se da relacao de eleitores. O nome dos eleitores se repete duas vezes na mesma lista, no caso, porque ha a lista de eleitores gerais e de eleitores especiais. A novidade eh que eram eleitores de Sao Miguel de Guanhaes, para os anos de 1864 ate 1874.

Revendo a mesma publicacao, encontrei o nome dele na lista de comerciantes de produtos do pais, em Guanhaes. Mas aparece no endereco: http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=393428&pagfis=1040&pesq=&url=http://memoria.bn.br/docreader#, somente `a pagina 208. E na lista esta tambem o sr. JOAO DA CUNHA MENEZES, que deve ter sido bem mais novo que ele.

No ano de 1874, para servir no ano de 1875, ele aparece como 4o. Juiz de Paz, em Sao Sebastiao dos Correntes, o que ja sabiamos.

A novidade que talvez esteja implicita ai seria a de que nossas tradicoes nao estao batendo com a presenca desse nome. Observe que, tradicionalmente, nos conhecemos o tio Joaozinho por neto do JOSE DE MAGALHAES BARBALHO. Porem, penso que o nome real deve ter sido JOSE VAZ BARBALHO.

Isso porque o avo do JOSE, filho do padre POLICARPO, tambem se chamava JOSE VAZ BARBALHO. Portanto, era natural que o neto seguisse a mesma grafia nominal.

O que a data de 1864 nos revela, porque os Almanaks eram elaborados em anos anteriores para valer nos subsequentes, eh que talvez tambem esteja enganada aquela tradicao que afirmava que o avo JOSE havia enviado a filha Sinh’ANNA para Sao Miguel e Almas (Guanhaes), para os cuidados dos tios dela: FRANCISCO MARCAL e padre EMYGDIO, porque ela ficara gravida sem casamento em Itabira.

A tradicao nao esta batendo direito com a possibilidade de o nosso ancestral ja residir em Guanhaes. Isso eh suposto porque o tio JOAOZINHO nasceu em 15.10.1862. Ano que vem completar-se-ao 155 anos desde entao! 1864 foi, aproximadamente, 1 ano e pouco depois de o nome do JOSE VAZ BARBALHO ter sido incluido na lista de eleitores.

Para ser eleitor `aquela epoca era preciso ser “macho” e ter renda suficiente. O que implica que, provavelmente, o JOSE VAZ ja residisse ha mais tempo nas imediacoes de Guanhaes. E, ao contrario do que mencionavam nossas tradicoes, pode ter sido o JOSE que tenha puxado a familia para Guanhaes e nao o padre EMYGDIO.

Mas ai sera um caso a investigar-se melhor. A gente sabe que o padre Emygdio foi ordenado em 1845. E o mais provavel eh que o casamento dos terceiravos FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ tenha se dado em 1846. A essa epoca o EMYGDIO ainda nao era paroco em Guanhaes.

Em todo caso, a lista no Almanak tras somente os nomes dos eleitores. Mas nos registros em cartorio mostrava-se a idade do eleitor, o que torna possivel calcular o ano de nascimento, e o nome do pai. Entao, deve haver em Guanhaes o nome do pai desse JOSE VAZ BARBALHO que, em sendo o POLICARPO, matara 2 coelhos com a mesma cajadada.

Isso porque podemos supor que o JOSE tenha se casado com alguem da familia do CLEMENTE NUNES COELHO, nosso quartavo pelo lado da MARIA HONORIA NUNES COELHO, que foi a esposa de um dos fundadores de VIRGINOPOLIS, o JOAO BATISTA COELHO. Isso porque a MARIA HONORIA foi confundida como se fosse escrava. E a Sinh’ANNA tambem era mulata. Ha a possibilidade de a esposa do JOSE ter sido irma da MARIA HONORIA.

Assim fica o risco! Dos 8 bisavos possiveis dos meninos da casa dos meus pais, o tio JOAOZINHO era o unico ate agora que se suspeitava que nao tivesse algum ancestral COELHO. Mas, se for o caso, completamos as 8 raizes no mesmo tronco!!! Vai ser COELHO assim la no Ceu!!!

O fato de o JOSE VAZ (ou DE MAGALHAES) BARBALHO nao ter sido lembrado como presente em Guanhaes, no livro de genealogia da nossa prima IVANIA, talvez coincida com a realidade de que ele morasse a uma certa distancia. E, muito possivelmente, tenha falecido antes ou em torno de 1880.

Acontece que Guanhaes, Pecanha e Sabinopolis faziam parte da grande Cidade da Villa do Principe (Serro). Entao, os residentes em torno das freguesias tinham a oportunidade de optar onde preferiam ser eleitores. Acontece que a lei de emancipacao de Guanhaes e Pecanha se deu em 1875. A partir dai o JOSE VAZ deve ter continuado como residente de Sabinopolis (Sao Sebastiao dos Correntes), que continuou pertencendo ao Serro.

Outro detalhe interessante eh o de que a divisa entre Guanhaes e Sabinopolis passou a ser feita `a altura das fazendas dos senhores CLEMENTE e BENTO NUNES COELHO. O que leva a imaginar a possibilidade de que o JOSE VAZ tivesse propriedade vizinha `as deles.

Nisso complica-se ainda mais a possibilidade da consanguinidade em certos ramos em nossa familia. Que somos COELHO DE MAGALHAES ate perder de vista ja sabiamos. Que somos BARBALHO em razao, talvez, um pouco mais moderada tambem tinhamos conhecimento. O que nao sabemos eh o quanto somos NUNES COELHO, e se esses e os COELHO DE MAGALHAES se encontram na mesma raiz originada no MANUEL RODRIGUES COELHO, suposto pai do alferes de milicia JOSE COELHO DE MAGALHAES.

O que complica, porem, eh que podemos sair de uma armadilha de consanguinidade para cair em outra.

Explicando! A noticia que tinhamos ate agora, segundo o professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, era a de que a Familia NUNES COELHO originou-se de um certo MANUEL NUNES COELHO, que foi o pai do EUZEBIO NUNES COELHO, aquele que tornou-se o patriarca da familia em Guanhaes. Acontece que as mencoes a eles eh a de que procediam de Sao Domingos dos Rio de Peixe, a atual Dom Joaquim.

Mas os avos EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JEZUS, segundo a grafia que encontra-se la, registraram o filho MANOEL NUNES COELHO, em 10.01.1811, na capela de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA, ou seja, ITABIRA. Portanto, a ida deles para DOM JOAQUIM deve ter sido posterior. O tio JOAQUIM nasceu em 1814.

Outro registro encontrado no mesmo endereco eh o casamento de MANUEL NUNES COELHO com VALERIANA ROSA GONCALVES. Ha um senao, porem, em relacao a esse casamento. Ele se deu em 27.08.1804.

Esse MANOEL pode nao ser o pai mas talvez um primo do ancestral EUZEBIO. Mas nao podemos descartar a possibilidade de ser o proprio, contudo, esse seria um possivel segundo casamento dele, ja que dona VALERIANA nao deve ter sido mae do avo EUZEBIO, que ja estaria se casando `a mesma epoca. Ha o registro do filho da dona VALERIANA, AGOSTINHO, nascido do casal, em 1808.

Em todo caso, se esse MANOEL NUNES COELHO for o mesmo, em caso de um segundo casamento, ele foi filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Nao sei ainda quem sao eles mas temos o registro de casamento do padre POLICARPO onde se fala que a esposa dele, ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, era filha natural de dona GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS, ou FERREIRA. ISADORA FRANCISCA era natural de ITABIRA.

Ai eh que a coisa se complica, pois, a avo GENOVEVA poderia ser uma irma do THOMAS. Nesse caso, se nao nos encontramos exatamente na raiz COELHO, fatalmente poderemos nos encontrar na raiz FILGUEIRAS/BARBALHO. MUNDO PEQUENO, PEQUENO MUNDO!!!

Aqui acontecem outras possibilidades. Nao temos as datas exatas de muita coisa mas o professor NELSON COELHO DE SENNA identificou a primeira carta de sesmaria e datas minerais recebida pelo MANUEL RODRIGUES COELHO como passada em 1744. O que eh confirmado nos registros do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. Ele tambem dizia que o ancestral, alferes de milicia, JOSE COELHO DE MAGALHAES havia vindo de Portugal com o pai dele e que seria o MANUEL RODRIGUES COELHO.

Isso nos da a possibilidade de vincular a ancestral dos NUNES COELHO, ANNA COELHO, ao mesmo MANUEL. O recebimento da carta de sesmaria e datas minerais indica que o MANUEL ja fora casado e constituia familia. Portanto, uma possivel filha dele com o nome ANNA ja poderia ter nascido bons anos antes de 1744. Mesmo que fossem somente uns 7.

Isso implica dizer que por volta de 1750, segundo o costume da epoca, ela ja poderia e deveria estar pronta para o casamento. Essa seria uma data provavel para o nascimento do MANOEL NUNES COELHO. E este poderia ter sido o pai do ancestral EUZEBIO em torno do ano de 1780. Isso justificaria o nascimento de filhos por volta de 1806, data sugerida para o nascimento de nosso quartavo CLEMENTE NUNES COELHO.

De qualquer forma ai fica esse resumo. Os NUNES COELHO e os MAGALHAES BARBALHO podem fazer parte de um mesmo ramo familiar que eh os “DE FILGUEIRAS”. O que pode ate ter outro conteudo lamentavel, pois, essa segunda familia tambem podera ser COELHO por seculos seguidos.

Isso porque os COELHO multiplicaram muito a partir de sua toca que foi o senhorio de FELGUEIRAS E VIEIRA. O primeiro senhor foi nosso antepassado FERNAO COELHO e sua esposa CATARINA DE FREITAS. E por diversos seculos que se seguiram o sobrenome permaneceu, mesmo com combinacoes como COELHO DA SILVA ou PINTO COELHO.

Ha a pequena esperanca de que o MANUEL RODRIGUES COELHO tenha sido irmao do BENTO ou do AMARO RODRIGUES COELHO (filho e pai). Por volta da epoca o BENTO tambem residia em MARIANA. Foi o pai do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ. Aquele que esta no livro das cartas de brasoes da nobiliarquia portuguesa.

Nesse caso, a raiz da familia deles nos associaria a ramos mais diversificados. Exceto por uma bisavo do Domingos, que se chamava D. MARIA COELHO. Nesse caso, os ancestrais de dona D. MARIA eh que devem ser dos COELHO de FELGUEIRAS E VIEIRA. O que mantem e propaga a assinatura, embora, com pouca dosagem de sangue.

Ja os NUNES COELHO e COELHO DE MAGALHAES se encontrariam na mesma raiz COELHO.

O que vira farinha do mesmo saco, contudo, eh que, segundo o professor DERMEVAL PIMENTA, foi ancestral dos COELHO DE MAGALHAES o casal GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Embora nao sendo o mesmo DE MAGALHAES BARBALHO que assinamos, o BARBALHO fatalmente sera o mesmo. Assim sendo, nao somos mistura, somos mesmo um mexido de feijao com feijoada!

Isso me faz conceber a nossa Arvore Genealogica como a projecao de uma imagem num espelho. Se tomarmos o casal JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA como ponto de partida vemos que o que se projeta a partir deles eh o mesmo que chega ate eles. Basta procurar que eh isso que iremos encontrar. Ou seja, o que somos, nossos ancestrais ja foram.

E observando melhor a carta de brasao passada ao DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ podemos verificar que ele ja era COELHO em duplicidade. A carta esta na pagina 153, numero 610, do ARCHIVO HERALDICO E GENEALOGICO, compilado pelo Visconde de SANCHES DE BAENA. O resumo eh este:

DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ

* Cavaleiro da Ordem de Christo
* Nascido em Mariana, Minas Gerais

Filho de:

* Bento Rodrigues Coelho e
* D. Maria de Queiroz Seixas

neto paterno de:

* Amaro Rodrigues Coelho

neto materno de:

* Joao de Queiroz de Seixas e
* Feliciana de Araujo Dantas

bisneto de:

*Jacinto de Queiroz e
*D. Maria Coelho

terceiro neto de:

* Antonio Francisco Marinho e
* D. Maria de Queiroz Seixas

descendentes de:

* Antonio de Queiroz Mascarenhas, pessoa das mais conhecidas no reino.

O nome do filho do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS foi ANTONIO DE QUEIROZ DA SILVA, o que pode ser o mesmo ANTONIO FRANCISCO MARINHO ou, talvez, um filho.

D. FELICIANA DE ARAUJO DANTAS pode ser uma evidencia de que pertencemos mesmo a essa linhagem familiar. A razão levantada para isso eh a de que durante a expansão colonial os membros da nobreza se moviam aos bandos, ou seja, quando fundavam um entreposto colonial iam juntos membros de assinaturas diferentes, porem, ja com vínculos parentais.

Segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, o bisavo dele, JOAO COELHO DE MAGALHAES, irmão do JOSE COELHO DA ROCHA, casou-se com uma prima carnal deles: BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO. Isso pode indicar que por mais de 100 anos as duas assinaturas ja andavam juntas e aparentadas.

Por aqui observa-se que quem elaborou a genealogia do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ preferiu seguir a linhagem materna. Possivelmente porque o AMARO RODRIGUES COELHO deve ter sido pai extraconjugal. E o COELHO dele deve ser de pais diferentes do da D. MARIA COELHO.

Observe-se tambem que os D. (dona) antes do nome indicam pessoas que procediam da alta nobreza, o que talvez indique uma procedencia mais baixa de nobreza para os RODRIGUES COELHO.

A preferencia tambem pode vir por outro motivo. O custo da tinta. ANTONIO QUEIROZ DE MASCARENHAS tornou-se heroi conhecido durante a GUERRA DA ACLAMACAO, ou seja, do tempo em que a coroa portuguesa foi restaurada, onde o 8o. Duque de Braganca, D. JOAO, tornou-se o rei D. JOAO IV por ela. A restauracao se deu em 1640.

Vide mais: https://informaticahb.blogspot.com/2014/08/amarante-pessoas-antonio-de-queiroz.html

O nosso tio ancestral AGOSTINHO BARBALHO BEZERRA foi contemporaneo do ANTONIO DE MASCARENHAS e lutaram na mesma guerra. AGOSTINHO esteve presente na Praça de Elvas, deixando a luta em 1644, quando recebeu a noticia do falecimento do pai dele no Rio de Janeiro, o governador LUIS BARBALHO BEZERRA.

Ja a pessoa proeminente de assinatura RODRIGUES COELHO foi outro MANUEL. Foi um compositor de grande fama e que faleceu em 1635, antes da restauracao. Talvez nao descendamos desse MANUEL mas podemos ter algum parentesco com ele.

vide: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Rodrigues_Coelho

O problema aqui seria vincular os RODRIGUES COELHO com ele. Demandaria mais trabalho e mais tinta para escrever a carta de armas. E tinta nao era barata `a época. Alem do mais, convinha mais aos interesses de época fazer o vinculo direto com um herói de guerra do que com um expoente musical que teria o “defeito” de ter sido servidor da corte espanhola.

Infelizmente nao temos mais datas alem do dia do registro da carta de brasao passado ao DOMINGOS. Ela se deu em 2 de agosto de 1773. Pelos cargos que ele ocupava, penso que ele andava numa faixa de idade entre 33 e 63 anos de idade. Ou seja, no minimo nascera em 1740 e no maximo em 1710.

Essa ultima idade seria a ideal para nossa especulacao. Isso porque haveria a possibilidade de ele ter sido irmao do MANUEL RODRIGUES COELHO, nosso suposto ancestral, ate agora. Assim, a genealogia dele passaria para nos. A data de 1710 nos daria a possibilidade de o MANUEL poder ter sido irmao do BENTO e tio do DOMINGOS.

Ate ai tudo estaria ocorrendo nos devidos conformes para nos. Mas se a data do nascimento do DOMINGOS foi cerca de 1740 e o MANUEL RODRIGUES COELHO fosse bem mais velho, ele poderia ser irmão do AMARO RODRIGUES COELHO. E ai a coisa se complicaria para nos, pois, embora mencione-se na carta ser descendentes do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, nao da para ter-se absoluta certeza de que isso se refira aos dois RODRIGUES COELHO.

Assim, poderiamos ser descendentes, na melhor das hipoteses, mas teriamos que buscar outras fontes para descobrir o caminho porque nao me parece que JOAO QUEIROZ e FELICIANA DE ARAUJO foram pais do AMARO. Embora naquele tempo tudo era possivel porque os filhos nao adotavam necessariamente os sobrenomes dos pais e podiam adotar sobrenomes de ancestrais anteriores.

De toda forma se o DOMINGOS nasceu em 1740 a data de 1710 seria normal para D. MARIA DE QUEIROZ ter nascido. 1680 caberia a JOAO QUEIROZ. 1650 encaixaria na de JACINTO DE QUEIROZ. E 1630 seria uma otima data para a da primeira D. MARIA QUEIROZ DE SEIXAS, o que combina com data provavel em que ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS ja pudesse ser o pai dela.

Nesse caso, o nome ANTONIO FRANCISCO MARINHO pode estar correto, mas nao sendo por ele que passa a hereditariedade do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS.

Por falar nisso, penso que se encontrarmos os Inventarios do MANUEL RODRIGUES COELHO e do JOSE COELHO DE MAGALHAES, a metade dos esclarecimentos que precisávamos ficariam resolvidos. Primeiro porque nos Inventarios do MANUEL dissipariamos a duvida quanto a sermos ou nao descendentes diretos dele e por qual via. Embora, os Inventarios nao constem os nomes dos pais.

Para o caso do MANUEL RODRIGUES COELHO precisariamos buscar outros documentos como possiveis casamentos e, talvez, os Testamentos. Estes tambem nem sempre revelam antepassados. Mas as vezes incluem uma pequena genealogia pregressa alem da indicacao de lugares de procedencias, o que eh a maior mao-na-roda!

Ja nos Inventarios do JOSE COELHO DE MAGALHAES, que faleceu em Conceicao do Mato Dentro, em 1806, portanto os documentos devem ter sido registrados no Serro ou mesmo em Conceicao, nos comprovariam se os outros filhos da avo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, alem do JOSE e do JOAO, se casaram ou nao.

E tambem teriamos conhecimento dos filhos e conjuges resultantes do primeiro casamento do avo JOSE com dona ESCHOLASTICA DE MAGALHAES. Alias, eu ate suspeito que como a data de casamento entre ele e a EUGENIA teria se dado em 1799, segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, a ESCHOLASTICA eh que podera ter sido mãe do JOSE COELHO DE MAGALHAES (ou COELHO DA ROCHA, como era conhecido), o filho.

Sei nao! O melhor eh pesquisar para depois tirar as melhores conclusoes.

O que esta me faltando mesmo sao voluntarios que nos possam ajudar a desatar certos pequenos nos, encontrando os documentos comprobatorios para que confirmemos tantos vinculos genealogicos. Imaginem, se com o pouco que sabemos ja temos a certeza de que nossa familia ja eh a maior loucura, e se descobrirmos os vinculos entre os outros filhos do avo JOSE COELHO DE MAGALHAES e do possivel pai dele, MANUEL RODRIGUES COELHO?!!! Vai ter batecao de cabeca entre os ticos e tecos de muita gente!!!

De pratico mesmo, o que precisariamos fazer seria 1. verificar, claro, se o JOSE VAZ BARBALHO que aparece nos ALMANAK DE MINAS GERAIS eh mesmo o nosso quartavo, o que nao tera maiores consequencias senao aquelas de costume, ou seja, mais tarde poderiamos verificar se ele deixou outros filhos e quem seriam nossos parentes na atualidade por parte dele.

2. Confirmar que o JOSE VAZ BARBALHO, o mais velho, o que seria avo do mencionado no numero anterior, era mesmo filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

O que tenho ate agora sao evidencias fortes. No caso, ja esta comprovado que o casal teve um filho chamado POLICARPO JOSE BARBALHO, que foi cirurgiao-mor em Porto Alegre – RS e faleceu em 1801 naquela Vila. Esse POLICARPO nasceu no Serro. Nao por coincidencia, penso, o mesmo lugar onde nasceu o JOSE VAZ BARBALHO, o velho.

A idade de ambos eh semelhante, portanto, a probalidade eh elevada que sejam irmaos. Parece que havia intimidade entre eles porque o JOSE deu nome de POLICARPO tambem ao nosso quartavo. O POLICARPO, o mais velho, poderia ter sido ate um irmao/padrinho, caso o JOSE tenha nascido entre 1750 e 1760. Segundo o professor DERMEVAL, isso seria possivel ja que disse que a data provavel de nascimento da avo JOSEPHA se deu em torno de 1716.

3. Assim chegamos `as possibilidades das inconveniencias consaguineas. Se o professor DERMEVAL estiver correto tambem em relacao ao nome do casal GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO, existe a pequena possibilidade de ela ser outra irma nascida de MANOEL e JOSEPHA.

Numa hipotese mais provavel, ela sera neta de JOAO DE AGUIAR BARBALHO e JOANNA DE OLIVEIRA. Eles foram pais de THEREZA DE (AGUIAR) DE OLIVEIRA que casou-se com JOSE RODRIGUES, em 24.06.1730, na Cidade de Mariana. 1730 e mais alguns anos entram na faixa provavel de nascimento da ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO.

Segundo o professor DERMEVAL, MARIA e GIUSEPPE foram os pais da quintavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, também conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, a esposa do português JOSE COELHO DE MAGALHÃES.

4. Como se nao faltasse os fatores complicadores de consanguinidade, para nos, precisariamos pesquisar se o MANOEL NUNES COELHO que se casou em 1804 em Itabira eh o mesmo nosso ancestral. Em caso de conclusao positiva, ha que se saber se a mae dele, ANNA COELHO, tinha algum parentesco imediato com o alferes de milicia, JOSE COELHO DE MAGALHAES, o marido da avo EUGENIA.

Sendo o caso, havera muita mistura da mesma coisa!

5. Sera quase fatal que, entao, o THOMAS NUNES FILGUEIRAS tera um parentesco proximo com a nossa quintavo GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS, ou FERREIRA. Como os NUNES FILGUEIRAS estavam presentes em ITABIRA e la a nossa quartavo ISIDORA FRANCISCA nasceu, entao, essa ligacao sera quase certa. O que nao sera grande preocupacao caso os FILGUEIRAS de la sejam de ramo que ja estivesse afastado dos COELHO ha mais tempo, ainda em Portugal.

Enfim, a minha sugestão para começo de conversa eh essa: tentar localizar os Inventarios e possiveis Testamentos do JOSE COELHO DE MAGALHAES em Conceicao do Mato Dentro ou Serro e do MANUEL RODRIGUES COELHO em Ouro Preto ou, quem sabe, Congonhas do Campo.

Em Ouro Preto faltou-me verificar na Casa dos Contos e no Museu da Inconfidencia. Mas talvez possamos encontrar nalgum cartorio, penso eu, no de 1o. Oficio. No mais tenho que aguardar!!!

Para que alguns melhor visualizem os vinculos proximos resolvi somar pequenos resumos das raizes da Familia que considero COELHO BARBALHO da regiao do CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. Pela forma gráfica muitos enxergarão os entrenós melhor.

RAIZES DA FAMILIA. FINAL DO SEC. XVII AO INICIO DO SEC. XIX

I. RAIZ PIMENTA-VAZ BARBALHO

* Maria da Costa Barbalho – c.c. Manoel de Aguiar (viuva de Anna Pereira de Araujo), pais de:

* 1. Theodozia de Aguiar Barbalho c.c., em 1717, Joseph Carneiro da ….

* 2. (hipotese) Joao de Aguiar Barbalho c.c. Joanna de Oliveira, pais de:

* 2.1 Thereza de (Aguiar) de Oliveira c.c., em 1730, Jose Rodrigues

* 3. Manoel Vaz Barbalho c.c., em 1732, Josepha Pimenta de Souza, pais de:

* 3.1 Policarpo Joseph Barbalho c.c. Bernarda Maria de Azevedo (R.S.)

* 3.2 Isidora Maria da Encarnacao c.c. Antonio Francisco de Carvalho, pais de:

* 3.2.1 Boaventura Jose Pimenta c.c. Maria Balbina de Santana, pais de:

* 3.2.1.1 Modesto Jose Pimenta c.c. Ermelinda Querubina Pereira do Amaral

Este eh o ramo da Familia Pimenta-Vaz Barbalho descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta na obra dele: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”.

* 3.3 (hipotese) Jose Vaz Barbalho c.c. Anna Joaquina Maria de Sao Jose, pais de:

* 3.3.1 Firmiano Jose Barbalho c.c., em 1822, Izabel Moreira de Jesus

* 3.3.2 Gervazio Jose Barbalho c.c., em 1813, Anna de Freitas Costa

* 3.3.3 Policarpo Jose Barbalho c.c., em 1808, Isidora Francisca de Magalhaes, pais de:

* 3.3.3.1 Francisco Marcal Barbalho c.c. Eugenia Maria da Cruz

* 3.3.3.2 Jose de Magalhaes (ou Vaz) Barbalho

Foram tambem pais de Joao, padre Emygdio, Maria, Genoveva, Lucinda, Manoel e, talvez, Modesto.

II. RAIZ RODRIGUES COELHO OU COELHO DE MAGALHAES

1. Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho c.c. Giuseppe Nicatisi da Rocha, pais de:

1.1 Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Jose Coelho de Magalhaes, pais de:

1.1.1 Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo.

Foram fundadores de Guanhaes e pais de 4 grandes povoadores de Guanhaes e Virginopolis. Ela era filha de Antonio Jose Moniz e Manoela do Espirito Santo. Os 4 filhos povoadores foram:

1.1.1.1 Francisca Eufrazia de Assis c.c. Joaquim Nunes Coelho

1.1.1.2 Joao Baptista Coelho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho

1.1.1.3 Eugenia Maria da Cruz c.c. Francisco Marcal Barbalho

1.1.1.4 Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral

1.1.2 Joao Coelho de Magalhães c.c. Bebiana Lourenca de Araujo.

Nota 1. Supoe-se, pelos escritos do professor Nelson Coelho de Senna, que Jose Coelho de Magalhaes tenha sido filho de Manuel Rodrigues Coelho e por ele se ligaria ao ramo anteriormente descrito do receptor da carta de brasao Domingos Rodrigues de Queiroz.

Nota 2. Maria Marcolina Borges do Amaral era filha de Daniel Pereira do Amaral (irmao de Ermelinda Querubina) com Maria Francelina Borges Monteiro (irma de Maria Balbina de Santana).

Nota 3. Os ramos Borges Monteiro e Pereira do Amaral ja contavam com ancestrais Coelho como se vera mais `a frente.

III. RAIZ NUNES FILGUEIRAS, DE ITABIRA

1. Thomas Nunes Filgueiras c.c. Anna Coelho, pais de:

1.1 Manoel Nunes Coelho c.c., em 1804, Valeriana Rosa Goncalves

Nota 4. Nao se sabe se esse Manoel seria o mesmo que origina o ramo Nunes Coelho de Guanhaes e Virginopolis.

2. Genoveva Nunes Filgueiras (ou Ferreira), foi mae de:

2.1 Isidora Francisca de Magalhaes c.c., em 1808, Policarpo Jose Barbalho

IV. RAIZ NUNES COELHO

1. Manoel Nunes Coelho, foi pai de:

1.1 Eusebio Nunes Coelho c.c. Anna Pinto de Jesus, pais de:

1.1.1 Clemente Nunes Coelho c.c. ? Foi pai de:

1.1.1.1 Maria Honoria Nunes Coelho c.c. Joao Baptista Coelho

1.1.1,2 Prudencio Nunes Coelho

1.1.1.3 Antonio Nunes Coelho

1.1.1.4 (hipotese) Clemente Nunes Coelho c.c. Anna Maria Pereira

1.1.2 Joaquim Nunes Coelho c.c. Francisca Eufrazia de Assis

1.1.3 Francisco Nunes Coelho c.c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho

1.1.4 Antonio Nunes Coelho c.c. Maria Araujo Ferreira (residiram em Pecanha onde deixaram familia)

1.1.5 Bento Nunes Coelho

Nota 5. Houveram outros filhos mas não temos a lista completa

Nota 6. Maria Augusta Cesarina de Carvalho foi filha de Jose Carvalho da Fonseca e sua esposa Senhorinha Rosa de Jesus, que era irma de Maria Balbina de Santana e de Maria Francelina Borges Monteiro.

V. RAIZ PEREIRA DO AMARAL

Essa raiz procede da Ilha de Sao Miguel, dos Acores, nao se sabendo a Freguesia. De la procede:

1. Manoel Pereira c.c. Maria de Benevides, pais de:

1.1 Miguel Pereira do Amaral c.c. Francisca Angelica da Encarnacao, pais de:

1.1.1 Malaquias Pereira do Amaral c.c. Anna Maria de Jesus, pais de:

1.1.1.1 Ermelinda Querubina Pereira do Amaral c.c. Modesto Jose Pimenta

1.1.1.2 Daniel Pereira do Amaral c.c. Maria Francelina Borges Monteiro, pais de:

1.1.1.2.1 Maria Marcolina Borges do Amaral c.c. Antonio Rodrigues Coelho

VI. RAIZ BORGES MONTEIRO

Inicia-se essa raiz na Cidade da Seia, Distrito de Guarda e Freguesia de Pinhancos, Portugal.

Ali nasceu, em 1751, Antonio Borges Monteiro. Pode ter sido ele irmao de Manoel Borges Monteiro, que foi pai de Jose Borges Monteiro e, por este, avo do Barão da Grandeza de Itaúna, Dr. Candido Borges Monteiro, que foi medico particular da Familia Imperial Brasileira, tendo assistido ao nascimento da princesa Isabel e filhos dela.

Em resumo:

1. Caetano Borges c.c. Joanna Monteiro, pais de:

1.1 Antonio Borges Monteiro c.c. Maria de Souza Fiuza, pais de:

1.1.1 Antonio Borges Monteiro Junior c.c. Maria Magdalena de Santana, pais de:

1.1.1.1 Maria Balbina de Santana c.c. Boaventura Jose Pimenta

1.1.1.2 Maria Francelina Borges Monteiro c.c. Daniel Pereira do Amaral

1.1.1.3 Senhorinha Rosa de Jesus c.c. Jose Carvalho da Fonseca

VII RAIZ COELHO/AZEVEDO

Da Vila Nova do Norte procedia o casal:

1. Manoel de Souza Azevedo c.c. Anna Coelho, pais de:

1.1 Joao de Souza Azevedo c.c. Norothea Barbosa Fiuza, pais de:

1.1.1 Maria de Souza Fiuza c.c. Antonio Borges Monteiro

RAIZ A DESCOBRIR-SE ENCAIXE:

1. Modesto Jose Barbalho, viveu em Itabira e foi pai de:

1.1 Dr. Modesto Jose Barbalho Junior, foi capitao cirurgiao

1.2 Cirino Jose Barbalho, foi o 1o. Juiz de Paz em Pecanha em 1875, onde deixou familia.

1.3 Francisco Jose Barbalho, tambem em Itabira.

Nota 7. Ha que descobrir-se o nome do pai do senhor Modesto ja que ha a possibilidade de ele ter sido filho do Jose Vaz Barbalho, o velho, ou do filho deste, Policarpo Jose Barbalho.

Ha que descobrir-se como se encaixa tambem na familia o Jose Vaz Barbalho que viveu em Guanhaes e Sabinopolis.

Nota 8. Norothea Barbosa Fiuza era filha do Sargento-Mor, no Serro, Domingos Barbosa Moreira, portugues, e de Tereza de Jesus que eh mencionada como procedente de Itabaiana, atualmente em Sergipe. Os Barbosa Moreira foram os fundadores de Sao Goncalo do Rio das Pedras, atual distrito do Serro.

Nota 9. Nao postei todos os irmaos de cada familia nesse resumo para nao complicar-se mais ainda o entendimento do complicado novelo hereditario que chega a nos.

Nota 10. Maria da Costa Barbalho era bisneta do governador Luis Barbalho Bezerra e da esposa dele Maria Furtado de Mendonca, via a mae Paschoa Barbalho e o avo Jeronimo Barbalho Bezerra. E por eles, descendentes de alguns portugueses primeiro moradores da Capitania de Pernambuco.

Nota 11. Josepha Pimenta de Souza era descendente de outros portugueses primeiro moradores da Capitania de Sao Vicente. Entre eles estao o proprio fundador, Martim Afonso de Sousa, e os capitaes mores: Antonio de Oliveira e Joao Pimenta de Carvalho.

Nota 12. Segundo os escritos do professor Dermeval Pimenta ha a sugestão de que a família do ancestral Antonio Coelho de Almeida residia na Cidade de Congonhas, MG, local que também se registra a presença do português MANUEL RODRIGUES COELHO. Isso se transforma em suspeita de termos mais um vinculo consanguineo por essa via.

Nota 13. Os 4 povoados das Famílias COELHO e BARBALHO tiveram em conjunto 43 filhos que se casaram. 13 deles casaram entre si. 3 outros casaram com primos em segundo grau. E suspeita-se que outros casaram com pessoas aparentadas. E nas 3 gerações seguintes os casamentos entre primos permaneceram como uma constante.

Talvez seja essa a razão maior do surgimento de situações ligadas `a saúde da III idade em idades cada vez mais jovens. Embora a longevidade da família em conjunto esteja entre as mais elevadas do Brasil.

A situação tem se reduzido com a dispersão dos membros mais jovens que estão tendo oportunidade de casar-se com diferentes ramos, porem, não necessariamente adversas das raízes iniciais.

Nota especial 14. Considero que existem duas variedades de COELHO. Uma eh a que assina o sobrenome e a outra eh a que eh, somente não assina.

Quase passei batido numa questão muito clara. Quando deixei a inspiração fluir para escrever esse texto, a minha intenção primeira era a de deixar preparado um roteiro que nos ajudasse a encontrar ou negar vínculos entre as raízes de nossa família.

Por causa desse intento concentrei primeiro na solução dos entrenós parentais entre o JOSE COELHO DE MAGALHÃES e o suposto pai dele MANUEL RODRIGUES COELHO; alem de tentar desvendar o vinculo entre o MANUEL e o DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ.

Quando vi a biografia do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, passei uma vista tao descompromissada que nao percebi o detalhe. Porque ele seria uma questão a preocupar-se mais alem, em caso de confirmar-se a nossa ascendência nele, não tomei conhecimento de quem foi filho. Isso porque os sobrenomes dele, como era costume acontecer `a época, em nada recordam os do pai.

Agora revendo a biografia vi a menção a MANUEL MENDES DE VASCONCELOS. O que esta oculto la eh que o (7o.) refere-se ao titulo: VII senhor da TORRE DE VASCONCELOS.

Nisso entra a questão, ja adiantando em muito o que se seguira se comprovarmos que somos mesmo membros dessa linhagem familiar. O senhorio da TORRE DE VASCONCELOS inicia-se em D. JOAO PERES, o Tenreiro.

Nao seria de grande nota aqui se a esposa dele não tivesse sido D. MARIA SOARES COELHO, filha do cavaleiro D. SOEIRO VIEGAS COELHO, o primeiro a adotar o sobrenome e passa-lo `a descendência. Assim, poderemos somar mais essa medalha Cunicula em nossa corrente sanguínea.

Somente para esclarecer melhor. D. MARIA foi irma do JOAO SOARES COELHO. Ao que parece, ele foi quem deu continuidade `a assinatura após o pai deles. A descendência de D. MARIA seguiu obviamente assinando DE VASCONCELOS.

Alem do fato de D. SOEIRO ter sido bisneto de um dos fundadores do Reino de Portugal, o D. EGAS MONIZ, o AIO, que foi quem tutorou o D. AFONSO HENRIQUES, primeiro rei de Portugal, temos que o senhorio da TORRE DE VASCONCELOS foi um titulo de nobreza do mais alto grau.

Implicando isso em que cada um dos senhores anteriores ao MANUEL MENDES tera se casado com DONAS também da mais alta nobreza. O que leva `a conclusão de que a principal raiz em nossa família, ate o momento identificável, ja possuía uma intensa consanguinidade desde tempos que remontam `a IDADE MEDIA.

O que faz essa identificação um tanto quanto preocupante para a nossa saúde. Restando, pois, torcer para que o ramo representado pelo casal ANTONIO JOSE MONIZ e MANUELA DO ESPIRITO SANTO, nossos quintavos, sirvam como um bloqueio a tanta consanguinidade. Embora o sobrenome MONIZ, muitas vezes ligado a famílias da alta nobreza, não seja um bom indicativo disso.

A esperança nesse sentido, então, recai sobre nossas raízes africanas e nativobrasileiras. Sabemos que as temos. O que não sabemos eh o quanto participam em nossa composição genética. O que, via genealogia, infelizmente não devera ser possível determinar ja que essas raízes sempre foram maltratadas nos registros oficiais. Precisaremos do exame de DNA completo para ter certeza.

 

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CAMPO DE ESTRELAS OU COMPOSTELA.

Abrirei essa passagem com o nome de Campo de Estrelas nao apenas por causa das estrelinhas que a emolduram. Leiam para compreender.

Nao se pode ainda afirmar com absoluta certeza. Afinal, coincidências podem existir.

Quando comecei a estudar o livro do professor DERMEVAL PIMENTA estava la que a fundacao da Cidade de Sao Joao Evangelista se deveu `a Familia COELHO DA ROCHA. Por analogia imaginei que houvesse algum parentesco proximo com o fundador de Guanhaes, a vizinha cidade daquela, JOSE COELHO DA ROCHA, nosso ancestral.

Mas, pelo que ele deixou escrito, logo percebi que poderia ser coincidencia ja que afirma que o capitao ILDEFONSO DA ROCHA FREITAS e dona MARIA COELHO DA SILVEIRA, os patriarcas da familia descrita por ele, eram portugueses chegados ao Brasil por volta de 1830. Ja o nosso ramo de familia COELHO parece que se encontrava no Brasil desde o inicio do CICLO DO OURO, 100 anos antes.

Penso ser interessante reprisar pequeno extrato do livro: “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS” (17 – X – 1939) do professor NELSON COELHO DE SENNA. Observe-se porque:

Pag. 08:

“No governo do general GOMES FREIRE DE ANDRADE (Conde de Bobadella), nosso antepassado MANOEL RODRIGUES COELHO obteve, em 3 de dezembro de 1744, carta de sesmaria de meia legoa de terras em quadra, no territorio do INFICCIONADO (Municipio de MARIANA). Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava quintos `a sua magestade (Rev. do Arquivo Publico Mineiro, vol. X, 1905, pag. 213).”

Pags. 09 e 10:

“De uma cronica da familia Coelho (os Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho, Coelho Leao, Coelho de Araujo, Coelho de Senna) localizada nos municipios mineiros de Sao Miguel de Guanhaes, Virginopolis (antigo Patrocinio), Conceicao, Sant’Anna dos Ferros, Serro, Sabinopolis, Diamantina, Sao Joao Evangelista e Pecanha – constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no seculo XVIII (1774) o ja referido portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, em favor de quem o governador das Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade (primeiro conde de Bobadella), passou varias cartas de sesmaria e datas minerais, sendo a primeira concessao de 3 de dezembro de 1744. Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava avultados quintos de ouro a sua Magestade Fidelissima. Do Inficcionado, (hoje Santa Rita Durao, Comarca de Mariana) seus descendentes se passaram a outros lugares dos atuais municipios de SANTA BARBARA, de ITABIRA DO MATO DENTRO e de CONCEICAO DO SERRO.”

Prosseguindo na pagina 09 de seu livro, o professor NELSON COELHO DE SENNA fala a respeito de MANUEL RODRIGUES COELHO:

“Delle procede o Alferes de Milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES (tambem portugues, natural da PROVINCIA DO MINHO) mais conhecido por JOSE COELHO DA ROCHA, na familia,…”

Aqui, entao, o que precisamos descobrir eh obivio. E ai torna-se fundamental saber duas coisas: 1. se MANUEL RODRIGUES COELHO foi pai de ANNA COELHO, esposa do THOMAS NUNES FELGUEIRAS; e 2. se o MANOEL NUNES COELHO, marido da dona VALERIANA seria o mesmo pai do nosso ancestral EUZEBIO NUNES COELHO.

Penso ter as evidencias que sim. Ao contrario do COELHO DA ROCHA de Guanhaes e Sao Joao Evangelista os 2 ou o unico MANOEL NUNES COELHO viveu pelo menos boa parte de sua vida em ITABIRA, local para onde foi parte da familia do MANUEL RODRIGUES, nosso ancestral. Portanto torna-se mais difícil serem duas pessoas diferentes.

E aqui exponho evidencias que encontrei no site FamilySearch. La temos:

* MANOEL NUNES COELHO I

* Filho de: Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho
* esposa: Valeriana Rosa Goncalves
* sogros: Joao Alvares e Maria Goncalves
* data do cas.: 27 de agosto de 1804
* local: Santo Antonio de Santa Barbara (Itabira)

Nasceram deles os seguintes filhos, no mesmo local:

* 01. Antonio Nunes Coelho (bat. 09.11.1806)
* 02. Agostinho Nunes Coelho (nasc. 11.01.1808 e bat. 18.01.1808)
* 03. Joao Nunes Coelho (bat. 15.02.1812)
* 04. Anna Nunes Coelho (bat. 10.05.1814)
* 05. Maria Nunes Coelho (bat. 23.06.1816)
* 06. Manoel Nunes Coelho (bat. 02.11.1818).

* MANOEL NUNES COELHO II

* esposa: Prudencia Candida de Jesus
* filhas: * Maria Nunes Coelho (nasc. 02.12.1830 e bat. 12.12.1830)
* Manoela Nunes Coelho (bat. 09.05.1833)

* AGOSTINHO NUNES COELHO

* esposa: Thereza Fernandes Madeira
* filha: * Edovirgem Coelho (nasc. 17.10.1840 e bat. 16.02.1841)

Obviamente tambem, torna-se duplamente necessario a nos que descendemos tanto dos NUNES COELHO quanto dos RODRIGUES COELHO/COELHO DE MAGALHAES verificarmos os Inventarios e Testamento do portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, pois, o mais provavel podera ser que o alferes de milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES e dona ANNA COELHO serao irmaos. O que nos torna duplamente comprometidos pela consanguinidade.

Alias, a situacao fica mais “cafusa” para nos que somos tambem MAGALHAES BARBALHO, pois, o FELGUEIRAS pode se repetir em nossa raiz tanto quanto na dos NUNES COELHO. Nos somos atingidos pela tripla coroa de consanguinidade!!!

Bom, não tenho como definir o que o professor NELSON DE SENNA deixou escrito porque ali ha duplo sentido. Nao da para ter absoluta certeza, embora isso tambem esteja entendido, que os NUNES COELHO em geral sejam mesmo descendentes do MANUEL RODRIGUES COELHO.

A gente sabe que aqueles que se casaram na descendencia do JOSE COELHO DE MAGALHAES serao. E de todos os sobrenomes mencionados por ele esses casamentos houveram. Resta saber se ja o eram antes dos casamentos.

Aqui estao mais dados que venho colecionando e que se transformam em evidencia de que os MANOEL NUNES COELHO eram o mesmo.

Nossa tia LUCINDA DE MAGALHAES BARBALHO foi batizada em 10.07.1824. Ela casou-se com MANOEL GERALDO FERNANDES MADEIRA. THEREZA FERNANDES MADEIRA, esposa do AGOSTINHO NUNES COELHO deve ter sido de idade semelhante `as deles, pois, em 1840 estava tendo a filha EDOVIRGEM.

Alem desse indicativo temos que EMIDIO FERNANDES MADEIRA foi eleito vereador na eleicao e constituicao da primeira camara de vereadores, na data de 1881, de Pecanha. Nos falta o acompanhamento da descendencia de LUCINDA e MANOEL GERALDO dai nao podemos concluir imediatamente que o EMIDIO tenha sido filhos deles. O que podemos afirmar eh que os NUNES COELHO e os FERNANDES MADEIRA foram juntos para Pecanha.

As chances sao boas. EMIDIO tornou-se um nome frequente na familia, creio, em homenagem ao segundo paroco de Guanhaes (1853 – 1859), EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO, que foi irmao da LUCINDA, que tambem era filha do POLICARPO JOSE BARBALHO e ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES.

O EMIDIO MADEIRA viveu em SAO PEDRO DO SUACUI, que pertencia a PECANHA e la faleceu em 1922. O que faz SAO PEDRO cidade irma `as outras mencionadas pelo professor NELSON. Foi casado com MARIA BALBINA PIMENTA que, com certeza, ja lhe era prima por causa de ambos pertencerem ao ramo PIMENTA/VAZ BARBALHO.

Acredito eu que as familias MAGALHAES BARBALHO, NUNES COELHO e FERNANDES MADEIRA ja estavam seguramente atadas em ITABIRA. O que deve ter feito seus representantes se mover em bloco para o CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS poderá estar contido na Historia da Regiao e do Estado.

A principio os primeiros chegados se entrelaçaram nas Cidades Historicas onde abundava o ouro e a atividade era intensa. Quando o ouro comecou a desaparecer naquelas cidades, em 1750, seguiram o fluxo migratório da populacao em busca de outros veios. Entre os lugares novos se encontraram ITABIRA e imediacoes de SANTA BARBARA e CONCEICAO DO SERRO.

No inicio do seculo XIX os antigos povoados ja estavam superpovoados em relacao `as atividades economicas da epoca. Assim, foram abertos novos pontos de colonizacao tais como: SABINOPOLIS (1819) e GUANHAES (1821).

Para ali se dirigiram as familias que ja estavam no ramo da mineracao, pois, GUANHAES e VIRGINOPOLIS, que lhe pertencia, ofereceram um surto de encontro de ouro que perdurou entre os anos de 1824 e foi ate 1848.

Mais tarde ainda o FRANCISCO NUNES COELHO tambem encontrou ouro em sua fazenda. Alem de ferro que o tornou dono de fabrica de instrumentos de agricultura (forjas).

A regiao continuou oferecendo terras para a agricultura, motivo pelo qual a populacao prolongou a permanencia e continuou seguindo depois junto `a expansao colonial. Essa terceira onda se deu em razao da busca de uma forma de comunicacao entre a regiao do SERRO e a saida para o mar.

TEOPHILO OTONNI tornou-se a figura historica nesse intento. Porem, foram os COELHO e as familias agregadas que estabeleceram os caminhos que ligavam a regiao ao ESTADO DO ESPIRITO SANTO.

Nesses caminhos surgiram cidades que eles participaram na fundacao e multiplicacao populacional. Dois exemplos sao as cidades de GOVERNADOR VALADARES e COROACI.

Corroborando com a minha suposicao de que nossos ancestrais sao os mesmos tenho um pequeno mapa da familia de ANTONIO NUNES COELHO. Segundo o professor DERMEVAL, ele nasceu em 1829 e sabemos que foi Juiz de Paz em PECANHA. Esse ANTONIO foi identificado como filho do ancestral EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.

O mapa me foi cedido por nossa aparentada, genealogista em PECANHA, MARINA RAIMUNDA BRAGA. Por acaso, esposa de um dos descendentes do tio ANTONIO. Ela propria descende do senhor MODESTO JOSE BARBALHO, que nao sabemos ainda como se encaixa em nossa Arvore.

Basicamente, o mapa foi retirado de documentos do Arquivo de PECANHA e contem apenas a descendencia do ANTONIO. Porem ele contem as mencoes a MARIA e ALTIVO NUNES COELHO, suspeitos de ser filhos do ancestral EUZEBIO. Alem deles contem tambem ANA e JOANA NUNES COELHO, mencionadas como senhoras de escravos em 1874.

MARIA e ANNA deverao ser as filhas ja mencionadas do MANOEL I e dona VALERIANA. Observe-se que dona VALERIANA tinha 1 filho a cada 2 anos. Porem, o ano de 1810 esta vago em relacao aos dados de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA. Eh quase certo que um dos 2 ausentes nasceu naquele ano. O outro podera ter nascido em 1820.

Outra pequena evidencia nesse fato foi que o terceiravo ANTONIO RODRIGUES COELHO teve um filho ao qual deu o nome de ALTIVO RODRIGUES COELHO. ANTONIO havia nascido em 1829, portanto, deve ter conhecido, sido amigo e ter resolvido homenagear o parente.

Nao creio que o MANOEL II seja o proprio com a terceira mulher. Eh muito provavel que em 1830 o MANOEL I ja estivesse com mais de 70 anos, o que seria um fenomeno em relacao `a epoca. O que penso ser eh que o II era o filho do EUZEBIO, por ter nascido em 03.01.1811. Assim, estaria sendo pai aos 19 anos. Normal para a epoca.

A presenca dele em ITABIRA se explicaria pelo fato de talvez ter sido “dado” ao avo. Geralmente o neto preferido tomava conta dos negocios do avo quando a sombra da morte de avizinhava.

Eh possivel que o primeiro ja houvesse falecido, e o filho dele de mesmo nome, que nascera em 1818, era jovem demais para assumir as responsabilidades. Os filhos mais velhos deveriam estar ocupados demais resolvendo suas próprias vidas.

Bom sabe-se que COELHO, NUNES e MANOEL estavam entre os mais comuns entre os nomes portugueses. Portanto, não seria tao difícil coincidir de 2 MANOEIS terem compartilhado o mesmo tempo em um mesmo lugar pequeno. A dificuldade seria apenas a de que ainda não fossem aparentados.

Também pode-se abrir um parênteses para o fato de que o professor DERMEVAL não foi preciso em todas as informações que colheu. Foi muita coisa que ele reuniu em sua obra e deixou escrito que lhe faltara tempo para dedicar-se melhor a ela. Nesse caso, ha a possibilidade de nosso ancestral EUZEBIO não ter sido filho do MANOEL e, talvez, um irmão.

Resguardadas essas cautelas formou-se em meus conceitos uma hipótese que precisa ser comprovada. Levando em conta que o nome do pai do ancestral EUZEBIO seja mesmo MANOEL, pode-se formular a Historia deles mais ou menos assim:

Baseado no que foi dito a respeito do MANUEL RODRIGUES COELHO e seu filho JOSE COELHO DE MAGALHAES, imagino que ANNA COELHO poderá ter nascido também em Portugal. Devia ser ainda criança quando chegou ao Brasil.

O futuro marido THOMAS NUNES FELGUEIRAS podera ter chegado também criança com sua família. Ou mesmo logo após ao ano de 1755, ja adulto jovem, em consequência ao terrível terremoto de Lisboa. Certo seria que não muito tempo depois eles se casaram e tiveram o filho MANOEL NUNES COELHO.

MANOEL NUNES COELHO, com a queda da produção de ouro nas minas da família em redor do INFICCIONADO deve ter perambulado pela região em busca de novas. Como senhor de posses e ainda jovem, devia possuir entre seus escravos uma mucama, servindo ela ao senhor em mais de uma função.

Deles poderá ter nascido o ancestral EUZEBIO NUNES COELHO. Isso se daria no mais tardar por volta de 1885, quando MANOEL estaria entre 19 e 25 anos de idade. Com toda persistência, MANOEL conseguiu encontrar ouro na FAZENDA FOLHETA, em DOM JOAQUIM.

Explorado o ouro, manteve a fazenda para agricultura. Mas com o dinheiro acumulado resolveu viver em ITABIRA, onde casou-se com dona VALERIANA, e ali residiram e tiveram os filhos. A principio, o ancestral EUZEBIO o seguiu, porem, retornou depois para a FOLHETA, onde teve outros filhos alem do CLEMENTE e do MANOEL.

Porem, o MANOELZINHO devera ter sido deixado com o avo. Posteriormente, com a ampliação da colonização, toda a família mudou-se para a região, indo habitar terras talvez continuas que futuramente fariam as divisas entre SENHORA DO PORTO, GUANHAES, SABINOPOLIS, SAO JOAO EVANGELISTA e entrando no território de PECANHA, onde atualmente formou-se o MUNICIPIO DE CANTAGALO, cidade onde tive noticias que dona JOANA NUNES COELHO deixou descendência.

A minha suposição de que o ancestral EUZEBIO ja fosse mulato esta no fato da menção de que a neta, filha do CLEMENTE, MARIA HONORIA, era de cor escura o suficiente para ser confundida como escrava.

Outra pessoa da familia com pele escura foi o CLEMENTE que foi marido de ANNA MARIA PEREIRA (CUTINHA), que era muito clara, e foram os pais, ja na segunda metade do século XIX, de muitos filhos, entre eles: MARCOLINA, VITALINA e PIO NUNES COELHO que se tornaram cônjuges de LINDOLPHO, ALTIVO e JOSEPHINA, respectivamente, filhos do trisavô ANTONIO RODRIGUES COELHO.

O senhor MOACIR NUNES BARROSO, que foi neto do casal, nasceu em 1909, e aos 105 anos de idade informou-me que o avo CLEMENTE, ele ouvira em criança, era de idade bem avançada, embora ele próprio não chegou a conhece-lo, conheceu `a avo ANNA MARIA.

A minha unica duvida era a de que esse CLEMENTE seria o mesmo que teve alguns filhos por volta de 1830, incluindo nossa trisavo MARIA HONORIA NUNES COELHO, ou se fosse outro, pois, ainda ignoramos quais foram os pais do marido da ANNA MARIA. Em caso de outro, poderia ser filho do CLEMENTE, o velho, que, em torno de 1909 ja estaria, senão com, muito perto dos 80 anos de idade.

Mas o mais provavel eh que, tambem nesse caso, o CLEMENTE eh o mesmo. Segundo calculos por alto ele teria nascido por volta de 1806. Portanto, para o senhor MOACIR nao o ter conhecido e dizer dele que fora muito velho e que ja havia falecido algum tempo antes de ele nascer, podera ter falecido durante as decadas de 1880 `a 1890. O que o colocaria em uma idade respeitavel para a epoca.

Bom seria mesmo que encontrassemos as documentacoes vitalicias e postumas do ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO. No caso de encontrarmos os Inventarios deveremos tirar a duvida quanto `a paternidade dele em relacao `a ANNA e ao JOSE COELHO DE MAGALHAES. Caso estejam presentes aparecerao os nomes dos conjuges que excluiria possibilidade de homonimos.

Acredito que ha uma possibilidade, menor, de encontrar-se o nome do ancestral ANTONIO COELHO DE ALMEIDA tambem. A diferenca de assinaturas nao seria problema em caso de serem irmãos.

ALMEIDA era um nome muito comum e poderia vir do lado materno deles, ja que nao tenho o dado de quem foi a esposa do MANOEL R. COELHO. E poderiam ser filhos de casamentos diferentes. Nao se sabe quantas vezes o MANOEL foi casado.

Mas a menor possibilidade refere-se ao fato de que nosso ancestral MALAQUIAS PEREIRA DO AMARAL nasceu em 1791, ja em CONCEICAO DO MATO DENTRO. Casou em 1813, com ANNA MARIA DE JESUS, filha de ANTONIO COELHO DE ALMEIDA e outra ANNA MARIA DE JESUS, que era natural de CONGONHAS DO CAMPO.

A menos que o MALAQUIAS tenha se casado com esposa um pouco mais velha, o que nao era tao incomum, ela devera ter nascido por volta de 1795. O que nao sabemos eh se ela foi uma filha da juventude do pai ANTONIO ou filha da maturidade.

No primeiro caso, a possibilidade eh que ele fosse neto, como o MANOEL NUNES COELHO, do MANOEL RODRIGUES. No segundo ele poderia ser neto, embora, o RODRIGUES COELHO poderia ter sido pai de qualquer forma porque viveu ate pelo menos na decada de 1760.

O quintavo JOSE COELHO DE MAGALHAES, porem, faleceu em 1806. Por essa epoca o antepassado DE ALMEIDA devia estar ainda ativo porque existe no ARQUIVO PUBLICO MINEIRO um requerimento para a concessao do oficio de “Escrivao de Guardamoria de Ribeirao do Corrente de Santo Antonio da Meia Canoa.” Ao que tudo indica ele deve ter querido fundar tal lugar em 30.07.1803. Local esse que acredito ser nas imediacoes da atual SABINOPOLIS.

O que precisamos mesmo eh tomar um pouco mais de cuidado em relação `as suspeitas e `as informações passadas pelos antepassados. A gente, a começar pelos genealogistas passados, assumiam algumas coisas como certas por causa de tradições que ouviram dizer. Mas somente uma boa investigação e verificação de documentos pode dar o certo pelo certo.

O que a gente assume eh que as pessoas que assinaram o mesmo sobrenome terão uma relação de ascendência e descendência. Mas a genealogia não demonstra isso na realidade. Nossas suspeitas são as de que quem assinou o sobrenome COELHO devera ter pai com o mesmo sobrenome. Mas pode não ser!

Algo que não sabemos, e talvez possa concretizar-se, eh quem eram os pais de ANA MARIA DE JESUS, esposa de ANTONIO JOSE BARBOSA FRUAO. Segundo o professor DERMEVAL, eles foram os pais da FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNAÇÃO que foi esposa do açoriano MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Esses foram os pais do ancestral MALAQUIAS. E FRANCISCA ANGELICA nasceu também em CONGONHAS DO CAMPO.

Ai eh que esta, eles seriam contemporâneos do MANUEL RODRIGUES COELHO na mesma cidade. A possibilidade de essa primeira ANA MARIA DE JESUS ter sido filha dele não eh infinita, ja que o local era pequeno.

Ja o ANTONIO COELHO DE ALMEIDA, marido da segunda ANA MARIA DE JESUS e pai da terceira, a que casou com o ancestral MALAQUIAS, poderia ser um parente ou mesmos pertencer `a mesma Familia COELHO, porem, de ramo ja separado ate por séculos atras.

O problema no caso eh que as pessoas na época tinham por medicina apenas as plantas medicinais em suas hortas e, principalmente, a fe. Por isso era comum as mulheres adotarem nomes religiosos e não os sobrenomes.

Como exemplo disso, nossa quintavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, na verdade, era conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, antes de falecer e ser enterrada com o nome anterior. A única filha dela mencionada pelo professor NELSON DE SENNA foi a CLARA MARIA DE JESUS. E em torno daquelas datas os nomes femininos eram mesmo dedicados `a Família Sagrada ou aos santos.

Assim, o avo MALAQUIAS teve por avo, esposa e sogra pessoas com o mesmo nome. E não sera tao surpreendente que a avo e a esposa ja possuíssem alguma relação parental ja que ambas procediam da mesma CONGONHAS DO CAMPO.

Isso nos faz lembrar que precisamos exercitar o nosso raciocínio pensando na possibilidade do oposto. Apenas pelas tradições o professor NELSON COELHO de SENNA menciona que JOSE COELHO DE MAGALHÃES e MANUEL RODRIGUES COELHO eram filho e pai e ambos portugueses. Também menciona que o pai havia levado o filho para o Brasil.

Talvez nao seja precisa essa assunção. Ha algum tempo vi no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO um documento dando conta que MANUEL RODRIGUES COELHO havia sido eleito para o cargo de TESOUREIRO DA CAMARA DE VILLA RICA em 1719. Mas ultimamente não reencontrei essa informação la.

O que esta la eh outro documento informando que em 1733 MANUEL RODRIGUES COELHO foi envolvido em um processo qualquer. Esse processo tive a oportunidade de ver em OURO PRETO.

Duas coisas sao certas. COELHO, RODRIGUES e MANUEL eram nomenclaturas das mais comuns, portanto, a combinação MANUEL RODRIGUES COELHO pode ter ocorrido em muitas vezes. E havia uma pessoa com esse nome pelo menos antes de 1733.

Isso torna improvável que MANUEL fosse pai do JOSE, que ambos tivessem nascido em Portugal, e que tivessem migrado juntos para o Brasil. O que não eh uma impossibilidade. Mas sim uma improbabilidade. Ainda mais se o dado de 1719 estiver correto!

JOSE faleceu em 1806. Ja estaria de uma certa idade para casar-se com a avo EUGENIA em 1799 como afirma o professor COELHO DE SENNA.

Partindo dessas premissas, penso que devemos levar em conta que, talvez, quem foi filha do MANUEL RODRIGUES foi a dona ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES, a primeira esposa do JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que na família era conhecido como JOSE COELHO DA ROCHA.

O problema aqui eh que não temos o nome da(s) esposa(s) do ancestral MANUEL. Pelo habito das famílias portuguesas, era muito comum as filhas herdarem os sobrenomes das mães e não dos pais.

Isso coloca numa mesma linha a MARIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. Ela foi a esposa do luso-italiano GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA, os pais da EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

Nesse caso, o também português, JOSE COELHO DE MAGALHÃES, poderia ter chegado de Portugal depois do MANUEL, tendo o sobrenome COELHO, sendo aparentado proximo ou não, e ter se casado com a filha. Como as tradições passadas via oral nem sempre são exatas, a família poderá ter confundido o parentesco por causa do sobrenome igual entre os homens.

Nesse caso, ha a possibilidade de o JOSE COELHO DE MAGALHAES ter se casado com uma filha em primeiras núpcias e com a sobrinha da esposa numa segunda. Tudo normal dentro dessa família. O mais comum mesmo era uma irma mais nova tomar o lugar de outra falecida, mas ha casos de tia e sobrinha ter sido esposas do mesmo marido.

Esse foi o caso de EVANGELINA e EMIDIA NUNES COELHO que foram as esposas do sr. JOAO DA CUNHA MENEZES.

O que, no caso dos NUNES COELHO e BARBALHO, poderia não ser necessariamente uma coincidência se os ancestrais GENOVEVA e THOMAS NUNES FELGUEIRAS terem também sido filhos do mesmo MANUEL RODRIGUES COELHO. A gente suspeita que a ANNA COELHO fosse mas poderia ser uma ja aparentada.

E a ausência do sobrenome COELHO neles não significa necessariamente uma negativa, pois, dependeria de quem foi a mãe. FELGUEIRAS e COELHO ja deveriam ser aparentados. Dai alguns filhos, talvez de uma esposa diferente, poderiam ter homenageado seus ancestrais de uma linhagem e não da outra. Naquele tempo era uma questão de escolha e o sistema funcionava totalmente diferente da atualidade.

Ha inclusive a possibilidade de o professor NELSON DE SENNA ter se enganado em um dado vital do bisavo dele. Ele afirma que o JOAO COELHO DE MAGALHAES, o bisavo, nasceu em 1785 e casou-se em 1804. Sendo ele filho da EUGENIA, que casou-se com o JOSE COELHO DE MAGALHAES em 1799.

Acredito que o JOSE COELHO DE MAGALHAES ainda fosse casado com a ESCOLÁSTICA em 1782, quando foram pais do JOSE COELHO DA ROCHA FILHO, o fundador de Guanhaes. No caso, os dois seriam meio-irmãos e não irmãos completos.

O que leva-me a pensar assim eh que o professor SENNA cita que foram 6 os filhos do bisavô dele. Porem, menciona as datas de nascimento apenas das 3 filhas. Elas teriam nascido em 1828, 29 e 35. Portanto, entre 1804 e 28 teriam nascido os 3 filhos. O que não parece provável.

Eles poderiam ter nascido entre 1825 a 1828 se tiveram apenas um ano de diferença entre os nascimentos. Tudo eh possível, mas não parece provável levar 24 anos para ter 3 filhos e as filhas nascerem num espaço relativamente curto.

De qualquer forma, penso que o melhor eh nao ficar apenas nas especulacoes. Torna-se imprescindivel encontrar os documentos de Inventarios e Testamento, se possivel, do ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO em primeiro lugar. Dai para frente a conversa sera diferente!!!

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Mais uma adenta a essa pagina. Pesquisei mais algumas coisas e talvez nos traga depois melhores resultados. Segue entao:

 

HIPOTESES: INDO MAIS ALEM EM NOSSA GENEALOGIA

Em consequencia do que escrevi em minha nova pagina: https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/, estou treinando os neuronios a absorver melhor as informacoes.

Eh possivel que possamos dar um grande salto em relacao `a possibilidade de sermos da Familia FELGUEIRAS tanto via DE MAGALHAES BARBALHO quanto NUNES COELHO.

Revendo os arquivos do site FAMILY SEARCH observo que a familia FELGUEIRAS ja andava por MINAS GERAIS desde pelo menos os anos de 1730. O que coincide com a epoca dos registros de presenca do nosso possivel ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO.

O mais interessante eh que os FILGUEIRAS estavam muito presentes em MARIANA vindo depois surgir em massa tambem em SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA, ou seja ITABIRA DO MATO DENTRO, atual ITABIRA. `Aquela epoca existia a ITABIRA DO CAMPO, atual ITABIRITO.

Outro pequeno detalhe eh a presenca em ambos os lugares do ramo FILGUEIRAS DA COSTA. Em ACURUI aparecem tambem o ramo DA COSTA FILGUEIRAS. Infelizmente, nao ha mais dados alem do casamento do MANOEL NUNES COELHO e dona VALERIANA onde aparece o nome do THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO.

Existe outro casamento, em 23.11.1800, entre FRANCISCA NUNES FILGUEIRAS e MANOEL GONCALVES FERREIRA, onde ela aparece como filha de E. NUNES FILGUEIRA e dona ANNA MARIA COELHO. O que indica que os FILGUEIRAS e os FERREIRA estavam presentes na mesma vila, portanto, nossa ancestral poderia ja ser GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS e FERREIRA e nao ou.

O que tem sido muito comum naquele arquivo eh encontrar-se os registros de filhos diferentes do mesmo casal e os pais aparecerem com nomes incompletos em uns e nao nos outros. Pode ser que o THOMAS tivesse um segundo nome e captaram somente a primeira letra deste e nao o THOMAS. Assim, dona FRANCISCA seria irma do nosso suposto ancestral MANOEL NUNES COELHO.

Se for, talvez nao sera boa noticia, pois, uma irma dele casando-se em 1800 poderia ser sinal de que o MANOEL seria novo demais para ser pai do ancestral EUZEBIO.

A vantagem eh que estariamos mesmo na pista.

Outro fato animador eh o de que, talvez, iremos ter apenas um trabalho relativamente minimo para esclarecer como estamos ligados aos FILGUEIRAS. Finda essa parte ha apenas outro detalhe. A saber, se existiam duas familias diferentes: os FILGUEIRAS e os FELGUEIRAS.

O que normalmente acontecia era as pessoas chegarem ao Brasil e os escrivaes locais nao estarem familiarizados com as assinaturas portuguesas e as passava para o papel de acordo com a pronuncia, dai muitas vezes modificarem o original.

Exemplos disso sao os nomes Luis e Luisa terem passados a ser escritos com z no Brasil. Muito comum tambem foi o sobrenome Sousa ser transformado em Souza. Salvo engano, quando estudei, os livros falavam em MARTIM AFONSO DE SOUZA, quando na verdade seria SOUSA. Mas esse nao deve ser grande problema e o FILGUEIRAS no Brasil deve ser o mesmo FELGUEIRAS em Portugal.

Se esse for o caso talvez estamos muito proximos de descobrir nossa genealogia remontando a tempos imemoriais. Isso porque talvez tenhamos um parente famoso com o sobrenome. Quem desejar ver para crer, visite o endereco: http://wikivisually.com/lang-pt/wiki/Manuel_Jos%C3%A9_da_Costa_Felgueiras_Gaio/wiki_ph_id_0. Nao se preocupem. A biografia eh curta.

Ai temos a biografia do MANUEL JOSE DA COSTA FELGUEIRAS GAYO. Ele viveu entre 1750 ate 1831. Foi servente dos reis D. MARIA I, D. PEDRO III, D. JOAO VI e D. MIGUEL I. O interessante aqui eh que, muito provavelmente, acompanhou a Corte Portuguesa durante o exilio entre 1808 a 1821 quando ela transferiu-se para o Brasil fugindo das confusoes napoleonicas.

Ha o livro chamado: “1808 …”. Eh uma visao distorcida da Historia mas tem algumas informacoes interessantes. Uma delas eh a de que o bonachao D. JOAO VI adorava as secoes de beija-mao. E durante aqueles varios anos no Brasil ele se submetia a ela, recebendo as gentes de todo o pais, para receber os respeitos e, provavelmente, as bajulacoes.

O livro mencionado acima “esconde” o fato de que muitos proprietarios no futuro Estado de MINAS GERAIS correram a acodir a Cidade do RIO DE JANEIRO, transportando alimentos e outros generos de primeira necessidade logo depois da corte instalar-se la porque nada havia se preparado para a fuga e a chegada inesperada de tanta gente provocou a fome local.

Provavelmente, alguns membros da FAMILIA FELGUEIRAS seriam donos de tropas e devem ter atendido ao pedido de auxilio. O que levou `a reciprocidade do senhor rei. Os favores que eram pedidos tambem eram atendidos.

Alem disso, em torno de 1808 o FELGUEIRAS GAYO deveria estar em sua melhor fase como escritor. A idade o poria com a experiencia, conhecimento e agilidade de pensamento. Como ja deveria estar juntando dados genealogicos certamente ficaria alerta ao ouvir os nomes dos apresentados para o beija-mao e logo puxaria uma conversa para saber donde procederia aquele sobrenome que lhe seria familiar, em ambos os sentidos.

Ai eh que esta. Se os FELGUEIRAS ou FILGUEIRAS foram aparentados relativamente proximos do FELGUEIRAS GAYO ele deve ter dedicado a eles alguma atencao em sua colecao genealogica. Nesse caso, pode ser que a parte pregressa de nossa genealogia ja esteja decifrada por ele.

Note-se que GENOVEVA e THOMAS NUNES FILGUEIRAS foram contemporaneos do FELGUEIRAS GAYO e, muito provavelmente, de idades quase identicas. Mas pode tambem ser que pertenciamos ao ramo pobre da familia. Talvez nao tenhamos sido lembrados em hipotese alguma.

Talvez, pelo menos, o tenha feito ate ancestrais como os pais ou avos de nossos ancestrais GENOVEVA e THOMAS NUNES FILGUEIRAS. Ou seja, precisariamos apenas comprovar essa raiz de nosso nome e localizar os possiveis casamentos que tiveram, pois, os nomes dos pais ou dos avos poderiam ja estar presentes na obra do FELGUEIRAS GAYO.

O que nos faltaria era localizar onde encontrar os volumes para fazer uma pesquisa. O nome da obra eh NOBILIARIO DAS FAMILIAS DE PORTUGAL. Seria impossivel que ele nao tenha tratado da propria assinatura FELGUEIRAS em pelo menos 1 dos 33 volumes.

E pelo que vi na WIKIPEDIA esta mesmo no volume XIV. Ao lado dos FIUZAS de Barcelos. Com os quais tambem deveriamos estar aparentados via a raiz BORGES MONTEIRO, ja que a primeira esposa do ANTONIO BORGES MONTEIRO chamava-se MARIA FIUZA, que foi ancestral da nossa avo MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL.

Devemos, pois, nao aguardar e sim procurar, porque “quem procura acha!”

DUAS NOTICIAS

*  A primeira eh que via google pode-se acessar o livro do FELGUEIRAS GAYO. Depois verificarei isso.

*A segunda eh que encontrei um registro de nascimento nos registros de OURO BRANCO, MG. La temos:

MARIA RODRIGUES (batizanda)

data: 26 jul 1750

pais: ESTEVAO RODRIGUES DE MAGALHAES e ANNA MARIA DA CONCEICAO

Se essa ANNA MARIA foi descendente BARBALHO, entao, a filha podera ser nossa ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Ha que pesquisar-se para ver.

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OUTRAS NOTAS GENEALOGICAS

1a. Novidade:

Localizei o endereço: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nobiliário_de_Fam%C3%ADlias_de_Portugal

Nele encontra-se o indice da obra do MANUEL JOSE DA COSTA FELGUEIRAS GAYO. Pelo indice pode-se clicar sobre as setas `a frente dos nomes de cada familia tratada. Isso nos transporta diretamente para o site da BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL.

No portal basta escolher o formato que se queira, PDF ou FLASH ADOBE. Ao clicar sobre a escolha voce ira baixar o livro no qual o nome de familia escolhida se encontra. Assim voce pode baixar e arquivar como quiser.

A novidade eh que não tive nem paciência para estudar completamente o sobrenome FELGUEIRAS. Trata-se de anotações gerais sem chegar a detalhes da dispersão da família no Brasil.

Na verdade ele praticamente se detém `as pessoas que estiveram mais próximas `a alta nobreza. Claro, seria mesmo impossível detalhar muito os séculos de existência de tantas famílias naquela época. Assim, nos restara desenvolver mais o que ja temos para ver se o nosso “galho” se encaixa no tronco descrito pelo gajo (FELGUEIRAS GAIO).

2a. novidade.

Na falta de melhores indicios, ja que pelo nome completo dos nossos ancestrais no tronco RODRIGUES COELHO/COELHO DE MAGALHÃES nada encontrei, verifiquei o nome MARIA RODRIGUES no site FamilySearch.

Encontrei dezenas delas. Mas eh preciso observar que os sobrenomes que aparecem no dados de batismos naquele site nem sempre foram adotados na realidade pela pessoa. Os dados foram copiados por pessoas aqui dos EEUU. Pela tradição, os filhos aqui adotam o ultimo sobrenome vindo do lado paterno.

No Brasil, principalmente antigamente, as coisas não funcionavam assim. E no batismo as crianças recebiam apenas o nome próprio. Assim, nossa MARIA RODRIGUES pode ate nunca ter assinado o sobrenome.

Entre tantas chamou-me a atenção de uma cujos pais foram:

* ESTEVAO RODRIGUES DE MAGALHAES e
* ANNA MARIA DA CONCEICAO.

O batizado se deu na Cidade de OURO BRANCO. Cidade esta que esta muito próxima de OURO PRETO e MARIANA, locais onde se encontram os dados de presença da Família BARBALHO mais antigos que encontrei ate agora.

O batismo se deu em 26 Jul 1750. Data num limite razoável, para a época, para que essa MARIA se tornasse avo, aos 32 anos, do nosso ancestral JOSE COELHO DA ROCHA, filho do JOSE COELHO DE MAGALHÃES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, cuja data de nascimento que temos foi de 1782.

Se assim aconteceu, nao seria grande surpresa, pois, 16 anos era considerada idade mais que suficiente para casamentos durante o século XVIII, XIX e, inclusive, XX. Pelo que se pode verificar na biografia de D. JOAQUINA DO POMPEU: https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquina_de_Pompéu, a situação era bastante diferenciada em relação `a atualidade.

D. JOAQUINA nasceu em 1752. Aos 11 anos ja estava prometida. Mas não gostou da escolha dos pais e preferiu o capitão INACIO DE OLIVEIRA CAMPOS como cara-metade e a decisão dela prevaleceu, indo casar-se em 20.08.1764, aos 12 anos, e eles foram pais de 10 filhos.

Nos registros de OURO BRANCO ha o outro batizado que se deu em 25 Fev. 1752. O nome do batizando no site foi MANOEL MAGALHAES e foi irmão da MARIA.

Um terceiro registro no site nos da conta da existência de outra filha. Tratava-se de ROSA MARIA DA CONCEIÇÃO. Ela casou-se com JOAO MARTINS FERREIRA, natural de CONGONHAS DO CAMPO. ROSA havia nascido em OURO BRANCO também.

A data do casamento foi de 2 Set 1795. E se deu em ITATIAIA, RJ, na Igreja de SAO JOSE. Isso leva a crer que o casal ESTEVAO e ANNA MARIA havia se mudado para la.

Nao se sabe com absoluta certeza se os pais de nossa quintavo: EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA se chamavam mesmo GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Mas, em caso de ser, bastaria que dona ANNA MARIA DA CONCEICAO tenha sido descendente da Familia BARBALHO para que todos os sobrenomes da avo MARIA se justificassem.

Outro detalhe eh que o nome DA CONCEICAO para as mulheres da Família BARBALHO no RIO DE JANEIRO era comum, portanto, essa não eh uma possibilidade totalmente sem mérito.

Mas a unica forma de ter-se certeza eh fazer todas as verificações. Nesse caso, haver-se-ia que localizar-se os registros de casamento dos avos JOSE COELHO DE MAGALHÃES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA em primeiro lugar. Ou, quem sabe os registros vitalícios dos avos GIUSEPPE e MARIA. Alem disso tentar encontrar a origem da ANNA MARIA DA CONCEIÇÃO.

Caso tudo acima esteja dentro da verdade, nos que descendemos da MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL teremos que verificar se por acaso esse ESTEVÃO RODRIGUES DE MAGALHÃES não teria ligação próxima com outro ESTEVÃO RODRIGUES. Este foi avo de ANTONIO BORGES MONTEIRO, que foi bisavô da MARIA MARCOLINA. E nos somamos quase tanto RODRIGUES quanto COELHOS!

Um outro pequeno detalhe nessa discussão eh o de que não se pode afirmar que “a Inez eh morta.” Pode ser que essas informações apenas pareçam mas não sejam exatas.

Nao descrevi no inicio dessa postagem outros membros da Família BARBALHO nas imediações de OURO PRETO e MARIANA. Apontei o casamento entre a THEREZA DE (AGUIAR) DE OLIVEIRA e o JOSE RODRIGUES. Sendo que ela foi filha de JOAO DE AGUIAR BARBALHO e JOANNA DE OLIVEIRA.

THEREZA e JOSE RODRIGUES, foram pais de, pelo menos:

01. LIANDRO JOSE BARBALHO, casou-se em 27.10.1753, com V. BARBALHO. Ela era filha de DIONISIO BARBALHO BEZERRA e nao ha outras informações no site.

02. JANUARIO JOSE BARBALHO, casou-se em 26.01.1758, com DIONISIA COELHO DA SILVA. Os pais da esposa se chamavam ANTONIO COELHO DA SILVA e THEREZA FERNANDES DE ABREU.

Em ambos os registros não se tem o nome completo da mãe dos noivos. Ela aparece como THERESA MARIA DE JESUS e simplesmente THERESA MARIA, respectivamente.

E como o casal THEREZA e JOSE RODRIGUES se casou em 1730, ele podera ter tido uma filha MARIA com os devidos sobrenomes de nossa ancestral e essa poderia ter se tornado mãe também em 1750. Dependeria da data de nascimento.

Existem, no entanto, outros possíveis candidatos a pais ou avos para nossa ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. O que faltaria seria encontrar sobrenomes nas famílias por eles iniciadas que coincidissem com os dela.

Mas entre os candidatos podemos citar a própria “tia” THEODOZIA DE AGUIAR BARBALHO, que se casou com JOSEPH CARNEIRO DA …, em 17.12.1717. Nesse intervalo, pelo andar da carruagem naquela época, THEODOZIA teria tido tempo para tornar-se avo com todas as folgas em 1750.

Existem outros que nao citarei agora. E os casamentos ocorreram na Igreja de NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO, na Cidade de MARIANA.

 

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HOMENAGEM A NOSSO PRIMO/AMIGO DIMAS RODRIGUES COELHO.

Justamente no momento em que estava preparando o texto anterior para publica-lo no blog vi que havia entrado uma mensagem na minha pagina do Facebook. Fiz o que planejara antes e so depois abri a mensagem.

Foi nosso amigo LUIZ CLAUDIO PASSOS publicando a foto do senhor DIMAS e anunciando o falecimento. Ontem foi 22.10.2016. Exatamente 1 mes antes de nosso primo completar 93 anos de vida.

O amigo LUIZ CLAUDIO tornou-se o divulgador oficial de eventos relativos a VIRGINOPOLIS. Isso graças `a sua atividade paralela de registro da Historia do Municipio em fotos. A coleção que ja possui supera a casa de 2 milhares. Entre elas muitas preciosidades raras que estão ligadas `a Historia das Famílias locais.

Seo DIMAS, o TIDIMAS, como era mais conhecido por minha geração, foi filho de DANIEL RODRIGUES COELHO e MARINA (tia NENEM) COELHO DE OLIVEIRA. Neto paterno do ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. Neto materno de CANDIDO DE OLIVEIRA FREIRE e ANNA HONORIA COELHO.

Tia ANNA era filha do casal JOAO BAPTISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO. Ou seja, o bisavo materno era irmão do avo paterno.

Seo DIMAS deixa a esposa, MARIA APARECIDA DE MAGALHAES BARBALHO e os 8 filhos que sobreviveram ate `a idade adulta: HELVÉCIO, EDUARDO, WILSON, WILLER, MARIA DO ROSARIO, NORMA, RUBENS e MARGARETH, por ordem de nascimentos. Alem disso deixa netos, bisnetos, irmãos, cunhados e muitos outros familiares.

Contava o tio DIMAS com 92 anos. Mais que o pesar da perda ficam as boas lembranças da Historia de Vida. Cada pessoa que o conheceu tera em memória algo agradável para contar dele.

Seja como funcionario da prefeitura, comerciante no ramo de restaurante ou disciplinario da C.N.E.G. (atualmente C.N.E.C.). Em particular a função de diciplinario devera ser a que mais tenha deixado lembranças.

Isso porque a função desperta a suspeita de que tenha sido um repressor de travessuras, como mandava o figurino de época. Mas com ele exercendo a função os jovens estudantes não corriam a se esconder dele e sim para abraça-lo.

Era ele bonachao, de fino trato. Uma pessoa que pelos movimentos corporais poderia dizer-se elétrica, indicando saúde de boa qualidade. Fisicamente poderia ser confundido por um português regular.

Para mim, alem disso, foi o eterno vizinho do lado de meus pais. Os filhos de meus pais cresceram junto aos filhos dele. Tendo alguns sido colegas dos outros.

Mais que homenagens póstumas vou apenas mencionar alguns dados. Tia NENEM foi a mulher mais longeva da família que temos noticia. Faleceu aos 101 anos de idade. Um sobrinho dela, senhor GABRIEL COELHO DE OLIVEIRA, faleceu o mais longevo masculino aos 103.

Claro, ha o senhor MOACIR BARROSO que ultrapassou os 105 mas ainda não temos a exata localização dele na Arvore Genealógica, alem de ter sido casado com a prima em primeiro grau do seo DIMAS, JANDIRA NUNES COELHO. Ela, filha dos tios PIO NUNES COELHO e JOSEPHINA MARCOLINA COELHO, irma do tio DANIEL.

Ele deixa as irmãs OLGA aos 97 e ELSA aos 96 anos de idade. Alem delas fica o GERALDO aos 91. Eh evidente que os outros irmãos, entre os 19 que foram ao todo, tiveram períodos de vida variáveis, falecendo desde os dias de nascimento ou após ao avolato. Mas aqui fica uma demonstração da longevidade “normal” na família.

Outro fator interessante eh apontar certas discrepâncias em comparação `as famílias da atualidade. Nosso ancestral ANTONIO RODRIGUES COELHO nasceu em 1829. E pela expectativa de nascimentos e vida na atualidade não seria “normal” conhecermos tantos netos dele como tivemos oportunidade de conhecer.

Tio DANIEL nasceu em 1878. Era, então, como normalidade, conhecermos os netos e não os filhos. Mas o que se passou foi que o tio DANIEL foi um dos últimos dos 16 filhos nascidos do trisavô ANTONIO. E o seo DIMAS foi o filho numero 17 do tio DANIEL. Assim, o seo DIMAS foi primo em primeiro grau de nossos avos, porem, a idade dele eh semelhante `a de nossos pais.

A esposa D. CIDINHA, teve por mae `a tia CECI, que também foi neta do mesmo ANTONIO via MARIA MARCOLINA. Neta também do JOAO BAPTISTA via ZE COELHO. Ja pelo lado paterno foi filha do tio MARCIAL DE MAGALHAES BARBALHO, neta do MARCAL e bisneta do FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ, a irma do ANTONIO e do JOAO BAPTISTA.

E essa eh a Historia comum numa família tradicional e do interior brasileiro em cuja atualidade eh cosmopolita. Encontramos gente dessas mesmas raízes genealógicas em quaisquer esquinas do planeta. E isso não tem nada de anormal.

 

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DESPEDIDAS DO TIO OVIDIO DE MAGALHAES BARBALHO

Nao tinhamos sequer acostumado com o falecimento do seo DIMAS e chegou-nos a noticia do falecimento do tio OVIDIO. Nasceu ele em Virginópolis a 13.7.1934. Portanto deixou-nos aos 82 anos de idade, a mesma que meu pai.

Meu pai, ODON, quando o irmão OZANAN faleceu, e percebendo o clima de tristeza, soltou uma de suas tiradas humorísticas: “Nao sei para que o OZANAN resolveu furar fila!”

Ele referia-se ao fato de que era o irmão mais novo na familia e eram diversos outros mais velhos, inclusive ele próprio. Tio OVIDIO era o segundo mais novo. E antes do falecimento formava o quarteto restante. Agora ele deixou tias OTACILIA (84), ONEIDA (por fazer 87 nesse proximo 31.10.16) e OLDACK (por fazer 89 em 15.12.16).

Deixou a sua muito amada esposa, tia GILDA, e os filhos: RISON, ALECIR, MARICY, WLAMIR, SAMIRA, OVIDIO FILHO, DILSON, GILDA ZULMIRA e EMILIO. Alem deles, diversos netos.

Se precisasse de outro exemplo de consanguinidade na família eles seriam um dos melhores exemplos. Tios OVIDIO e GILDA são primos em primeiro grau. Ele filho dos avos ZULMIRA e TRAJANO (CISTA). Ela filha dos tios ANISIO e ADALGISA. Dindinha ZULMIRA e tio ANISIO eram irmãos.

Ja os tio ANISIO e ADALGISA também eram primos em primeiro grau. Ela filha dos tios ALTIVO RODRIGUES COELHO e VITALINA (NHANHA) NUNES COELHO. E ele dos bisavós JOAO RODRIGUES COELHO e Dindinha OLIMPIA ROSA COELHO DO AMARAL. E diga-se de passagem, todos primos próximos.

Vovo CISTA procedia do ramo FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ. Sendo neto destes, foi filho do MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e Dindinha ERCILA COELHO DE ANDRADE. Nao sabemos ainda se o COELHO dela eh ou nao do mesmo tronco do MANUEL RODRIGUES COELHO.

O bisavo MARCAL era, portanto, primo em primeiro grau do tio ALTIVO e bisavô JOAO RODRIGUES COELHO. E em segundo grau da Dindinha OLIMPIA, que era filha do JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR, do ramo BATISTA COELHO, do mesmo tronco.

O tio OVIDIO, no caso, também furou fila! Se a gente pudesse escolher, ele podia bem esperar mais um pouco e seguir a ordem natural dos nascimentos. Não no sentido de empurrar os irmãos que restam porque estava com pressa.

Calmamente poderia aguardar a decisão dos outros de seguirem seus caminhos. Se pudessem escolher viver 100 anos que o fizessem. So então o tio OVIDIO os visitasse nalgum lugar ao lado do PAI CELESTE, que eh o local onde todos tem feito por merecer.

Tio OVIDIO ira deixar muitas saudades de ótima convivência desde jovem em Virginópolis onde teve um Armazém e quase todos os filhos. Seguindo para Governador Valadares foi o eterno comerciante, atendendo na MERCEARIA ZULMIRA, ao lado do ARMAZÉM BARBALHO, que ele e o tio OLDACK possuíam em sociedade.

O lado feminino da familia jamais esquecera o homem de ótima figura e eximio pe-de-valsa. E todos nunca esqueceremos a boa pessoa e bom exemplo que sempre foi.

Tia GILDA precisara muito do conforto dos familiares mais próximos, pois, se o casamento transforma o marido e a esposa numa mesma alma a dela foi ferida. Entre todos os casais dos quais se pode dizer que tornaram-se a mesma carne ela e o tio OVIDIO estavam entre os melhores exemplos.

 

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MAIS UM ENCONTRO DE DESPEDIDA

Quando fui fazer a divulgação dessa pagina num dos sites da família encontrei mais uma noticia dessas que nos fazem observar que a vida eh o equilíbrio entre alegrias e tristezas.

Também faleceu o nosso primo PAULO HENRIQUE COELHO FERREIRA. PAULAO, como era conhecido, havia nascido em 17.03.1949. Portanto estava com apenas 68 anos de idade. Foi o final de prolongado sofrimento de saúde, portanto, a gente fica entre o pesar e o alivio. Pesar por nos que ficamos e o alivio que DEUS Concedeu ao primo.

Ele foi uma daquelas muitas situações na família nas quais a consanguinidade tornou-se abundante. Foi filho do HENRIQUE FERREIRA DA SILVA e ESTER (TECA) COELHO FERREIRA.

HENRIQUE foi filho de CANTIDIO FERREIRA DA SILVA e ELGITA COELHO DO AMARAL, os quais eram primos em primeiro grau. CANTIDIO foi filho de JOAO FERREIRA DA SILVA e ANGELINA MARCOLINA COELHO. E ELGITA do JOAO RODRIGUES COELHO e OLIMPIA ROSA COELHO DO AMARAL. ANGELINA e JOAO RODRIGUES eram irmãos, por serem filhos dos trisavós: ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL.

A TECA procedia do mesmo ramo, sendo ela filha de SINVAL RODRIGUES COELHO e MARIA (MARICAS) MAGALHAES. SINVAL foi irmão da tia ELGITA. Tia MARICAS foi filha dos bisavós: JOAO BATISTA DE MAGALHAES (tio JOAOZINHO) e CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO (Sa CANDINHA). Sa CANDINHA era filha do tronco: FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ, a irma do ANTONIO RODRIGUES COELHO.

PAULAO deixou a esposa LUCIA OLIMPIA COELHO FERREIRA. Ela filha de OCTAVIO COELHO DE MAGALHAES e MARIA JOSE (ZEZE) COELHO DE MAGALHAES. Tia ZEZE também foi filha dos bisavós JOAO RODRIGUES e OLIMPIA ROSA.

Tio OCTAVIO, nascido em 1919 e ainda viuvo aos quase 100 anos de idade foi filho BERNARDINO (DINO) COELHO DE OLIVEIRA e CARMELITA (SIANITA) DE MAGALHÃES PACHECO. DINO foi filho de CÂNDIDO (CANDIXINHO) DE OLIVEIRA FREIRE e ANNA HONORIA COELHO, e era irmão da tia NENEM, mãe do senhor DIMAS acima. SIANITA procedia do tronco BARBALHO, sendo filha dos tios bisavós, JOAQUIM PACHECO MOREIRA e QUITERIA DE MAGALHAES BARBALHO.

O PAULAO deixou um casal de filhos: VIVIANE e TAIQUE COELHO. Os quais não terão escolha senão carregar essa enorme carga de consanguinidade e talento.

Com certeza, a nossa tristeza corresponde a grande felicidade no Céu onde as portas ja se abriram para todos esses antepassados. As nossas despedidas são os reencontros que o PAULAO esta agora realizando.

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SEGUNDO DESASTRE EM UM ANO

Em 20 de janeiro do presente ano de 2016 passamos por Guanhaes em viagem, pois, foi o dia em que cumprimos a triste obrigação de enterrar mamãe, que falecera no dia 19. E na ocasião as intensas chuvas haviam inundado muita coisa na região e inclusive ocasionou o rompimento da tubulação pluvial da principal avenida da cidade. Foi um desastre.

Ontem, 28.10.16, recebemos a noticia de que uma nova tromba d’agua atingiu a região, causando algo de destruição em Guanhaes, principalmente, e Virginópolis. Infelizmente, são os efeitos do aquecimento global, do qual desde 1977 comentei em meu primeiro livro e que os “responsáveis” pelo planeta não veem dando a atenção devida. E alguns ate negam.

Seria bom se o descuido daqueles que pensam primeiro em dinheiro e somente depois na segurança do planeta fossem atingidos pelas catástrofes que provocam e não os mais vulneráveis. Não ha mesmo justiça nesse mundo, pois, “os justos pagam mesmo pelos pecadores” aqui.

 

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16 Responses to “ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO”

  1. ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO NO SITIO: www.geneaminas.com.br | Val51mabar's Blog Says:

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  2. A HISTORIA DA FAMILIA COELHO DO CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. | Val51mabar's Blog Says:

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  3. ASCENDENCIA DOS ANCESTRAIS: JOSE COELHO DE MAGALHAES/EUGENIA RODRIGUES ROCHA, UMA SAGA A SER DESVENDADA | Val51mabar's Blog Says:

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  4. GENEALOGIAS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS | Val51mabar's Blog Says:

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  5. BARBALHO, COELHO E PIMENTA NO SITE WWW.ANCESTRY.COM | Val51mabar's Blog Says:

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  6. A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL | Val51mabar's Blog Says:

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  7. BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS | Val51mabar's Blog Says:

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  8. A FAMILIA COELHO NO LIVRO A MATA DO PECANHA | Val51mabar's Blog Says:

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  9. HISTORICO DO POVOAMENTO MINEIRO, GENEALOGIA COELHO, CIDADE POR CIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  10. OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS | Val51mabar's Blog Says:

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  11. UM NOSSO LADO CRISTAO-NOVO E, TALVEZ, OUTRO PAULISTANO | Val51mabar's Blog Says:

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  12. NOS, OS NOBRES, E A AVO DO JUSCELINO TAMBEM PODE TER SIDO BARBALHO COELHO | Val51mabar's Blog Says:

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  13. ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS, 2014/2015 | Val51mabar's Blog Says:

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  14. GENEALIDADE E GENEALOGIA DE ARY BARROSO | Val51mabar's Blog Says:

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