A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ E OUTRO TEXTOS

A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ E OUTROS TEXTOS

 

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01. GENEALOGIA
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02. PURA MISTURA
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03. RELIGIAO
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04. OPINIAO
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05. MANIFESTO FEMININO
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06. MISTO
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07. POLITICA BRASILEIRA
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08. IN ENGLISH
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09. IMIGRACAO
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INDICE
12. A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ
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12. A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ
INDICE:
01. INTRODUCAO
02. BIOGRAFIA SUSCINTA
03. DADOS GENEALOGICOS
04. ALGUNS ACRÉSCIMOS GENEALOGICOS
05. EM EUXENITA
06. SABINOPOLIS
07. DO TEMPO EM SABINOPOLIS
08. OUTROS CAPITULOS ANTES DO SEMINARIO
09. A CAMINHO DO SACERDOCIO
10. AOS PASSOS DO SACERDOCIO
11. CHEGANDO AO SACERDOCIO
12. MINISTERIO EM DIAMANTINA E GOVERNADOR VALADARES
13. ACUCENA
14. CHEGAMOS A CAPELINHA
15. O XADREZ DOS DOIS BISPOS DE CAPELINHA
16. RETORNO A DIAMANTINA
17. MINISTERIO EM ITAMARANDIBA
18. TRES PRECIOSAS DICAS GENEALOGICAS
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01. INTRODUCAO
Parece-me que quem comentou primeiro a respeito do livro foi a Paula Vasconcelos. Mas foi coisa por alto. Tinha passado dados genealógicos e ela comentou. Desde então tinha vontade de conhecer a obra.
E nesses vais e vens da estrada da vida, acabei entrando em contato com a pesquisadora Josélia Barroso Queiroz Lima, também natural de Sabinópolis. Na tese dela havia a referência do livro. Tese abaixo:
O livro, que tinha conhecimento mesmo, com nome semelhante: “A Mata do Peçanha, sua Historia, sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta, tem um farto material histórico e genealógico.
Logo imaginei que os temas seriam idênticos. E que a genealogia de nossos familiares em Sabinópolis seria decifrada.
A esperança era de encontrar as origens de meus tetravós Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhaes, ditos proceder daquela cidade. E também encontrar os laços que ligam os ancestrais fundadores de la com a população mais recente.
Alem deles era esperança encontrar vínculos outros tais como: os Campos, Rabello e outros sobrenomes tão fortemente entrelaçados aos Coelho e Barbalho meus familiares.
Incluindo-se os vínculos e descendência de Jose Vaz Barbalho, que foi quarto juiz de paz naquela freguesia em 1875. Antes, em 1864 ele aparece entre as personalidades de Guanhães no “Almanak …….da Província de Minas Gerais”.
O meu interesse procede do fato de que temos um pentavô com esse nome: Jose Vaz Barbalho. Embora não sendo o mesmo, pois, o primeiro foi pai do tetravô Policarpo Jose Barbalho que nasceu em 1779. Dai, presumo que o primeiro seria avô do segundo.
Mas falta-me saber quem foram os pais de Victoriano Jose Barbalho, pai do “neto”. Bom, esses melindres, e outros mais, ocupam bom espaço entre as questões ainda sem respostas. Dai o interesse maior em conhecer a obra.
Recentemente entramos em contato com o amigo Joselio Alvarenga do Amaral (Zuza Alvarenga) através do contato comum, Mauro de Andrade Moura, e aparentados pelo vinculo Andrade de Itabira.
Ele desejando obter informações de ramos comuns em nossas genealogias. Dei-lhe as informações que pude, contudo, um pouco na penumbra. Logo o nome do livro veio `a baila e ele não tardou em enviar-me uma copia.
Chegou para mim: “UM PADRE – SUA GENTE – SUA TERRA”, de autoria do Monsenhor OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ.
Acho que a primeira coisa que fiz foi ir direto `a ultima pagina. 558! Folhas grandes e letras tamanho normal. Possível ler sem óculos!
Atarefado como andava naqueles dias, como ate ao momento, fui lendo poucas paginas por dia e assinalando os nomes mencionados. Mas ja decepcionado porque a genealogia não faz o habito no livro. Ela foi substituída apenas por referências isoladas.
Contudo, a minha opinião a respeito da obra nada teve de decepcionante. Foi livro que li como se fosse `a época de minha infância/adolescência. Meu irmão Jessé iniciou a assinatura de uma coleção, formato bolso, dos grandes clássicos da literatura mundial.
Naquele tempo, não me recordo se o volume do correio chegava semanal ou mensal, 4 títulos de cada vez, disputávamos entre nos cada livro. Autores preferidos como Julio Verne, quase nunca era o primeiro a ser lido por mim.
Tudo o que se pensar de grandes escritores: Mark Twain, Dostoevsky, Alexandre Dumas e tantos outros vinham na coleção. Somente bem mais tarde vim a conhecer a literatura brasileira.
Ai deu angustia de a coleção não ter incluído a ótima literatura portuguesa. Seria porque estávamos em plena ditadura militar e certos autores brasileiros tinham visões criticas de coisas semelhantes?! Não quero acusar. Apenas reconhecer a falha.
Mas o que a obra do padre “de Sena” contém para essa comparação?
Ja no inicio dela ele não promete muita coisa. Fala por alto: “genealogia, talvez!” Mas deixa que iria “tecer comentários a respeito da vida alheia”!
A expressão não é dele. Recordo-me de ouvi-la pela primeira vez por boca do primo Tulio do tio Longino. Ele e meu irmão Fernando moraram de favor na casa dos tios Jorge Nunes Coelho e Camilla Coelho, em Governador Valadares.
Eu estava la pelo mesmo favor para um tratamento de dentes. Era adolescente. Anos de 1970. E a rapaziada junta no passeio da casa, `a Rua Paraná, Bairro de Lourdes, justamente tratando dos “causos” pitorescos na família.
Assim, entre um riso e outro, o primo descreveu nosso “laborioso afazer” com aquela expressão.
Por fim, o “Otacilio” deixa a entender que iria expor as vísceras das sociedades as quais frequentou. Alegando ele que se ha algo que desperta a atenção das pessoas, quer gostem ou neguem, são aquelas observações “dedo em riste”. Esse seria um dos atrativos do livro.
Verdade. Ele compôs as paginas do livro revelando muita coisa de vidas alheias, mas no estilo bate e sopra. Talvez mais como um pai, ou padre, que os serviços especializados das “Mariquinhas e Maricotas”!
Ele não poupa padres, bispos etc. As entranhas da igreja são assuntos frequentes. Especialmente em torno do que foi ou ainda é a circunscrição da Arquidiocese de Diamantina, local onde ele fez o seminário e foi ordenado, alem de ter exercido seu sacerdócio.
Usou a ironia fina para comentar alguns fatos. Mas esse detalhe obscurece um pouco algumas informações. Isso porque fica a duvida. Estava falando serio? Não sei.
Chamou-me a atenção para isso quando ele comenta a respeito de um colega que parecia exaltar-se acima dos outros e menciona como suposta razão ter vínculos com uma família, aparentada “com Sebastião de Carvalho, o grande Marques de Pombal, Ministro de D. Jose I, rei de Portugal.”
Em toda a obra pincela nomes de cidades e seus distritos por onde passou, alem de nomes de pessoas que o ajudaram ou que lhe fizeram oposição. Por fim, foram essas pinceladas que me inspiraram primeiro.
O estilo do livro não é rebuscado. Pelo contrario. Ocorre mais no estilo bate-papo com os amigos. O que deve ter me agradado mais, pois, acho que é assim que também escrevo.
Alias, penso que se juntasse parte do que ja escrevi em um livro, acrescentando algo para aglutinar as informações soltas, poderia compor uma obra semelhante.
A diferença principal seria que, pelo menos interpretei assim, o Monsenhor Otacilio escreveu as memórias dele tentando despertar vocações sacerdotais para a Igreja Católica.
Não sou contrário a elas. Apenas tenho divergências que o Monsenhor não tinha em relação a certas posições da Igreja Católica. Uma delas a de que sou favorável ao sacerdócio regular para os padres casados. Penso que o celibato deveria ser opcional. Quem gosta, sirva-se.
E ele relata, embora discordando, o reencontro dele com o padre Aleluia, seu ex-colega de ordenação e trabalhos, que optou pelo casamento depois. Com ele a opinião também favorável de um bispo, seu grande amigo D. Jose Maria Pires, Bispo Emérito da Paraíba.
Não sei se ha alguma relação do Pires dele com os Pires nossos conhecidos e muitos parentes. Dom Jose Maria faleceu no ano passado. E em homenagem a ele o frei casado, Leonardo Boff, manifestou-se na crônica:
Penso que quem terá melhor proveito da leitura serão as pessoas que nasceram e cresceram nas circunvizinhanças das cidades de Governador Valadares, Açucena, Diamantina, Capelinha e Itamarandiba, cidades onde o autor exerceu o sacerdócio e Sabinópolis, onde nasceu.
Mais que as pessoas mais novas, aquelas que nasceram antes de 1960, pois, tiveram a oportunidade de viver, ate parte dos anos 1970, num ambiente que se parecia mais com a vida descrita por Otacilio, vivida por ele na primeira parte do livro.
Os católicos de outras regiões que tiveram padres ordenados pelo seminário em Diamantina também tirarão bom proveito. As pessoas mais novas terão ou não o mesmo proveito, dependendo da capacidade imaginativa desses leitores.
Mas chega de introdução senão não vamos chegar ao que interessa!
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02. BIOGRAFIA SUSCINTA
  • Otacilio Augusto de Sena Queiroz nasceu a 05.07.1918, no distrito de Santa Rita (Euxenita), pertencente a Sabinópolis, Minas Gerais.
  • Foi filho de Propércio Augusto de Queiroz Sena e dona Efigenia Augusta Camargos Queiroz (05.05.1900).
  • Propércio, nasceu no Serro, em 1894 e foi morto a 13.05.1923, em Euxenita. Era um baile que no tempo se fazia nas salas das casas. Estourou uma briga com Antonio Vieira que era muito forte. No escuro, alguém desferiu as facadas e Antonio usou o franzino Propércio como escudo. O suspeito de desferir as facadas foi o próprio irmão  de Propércio e padrinho do Otacilio, Jose de Sena.
  • A mãe casou-se novamente a 07.02.1924, com Francisco (Chiquinho) Augusto de Queiroz, o qual criou os filhos dela como se fosse pai. Havia o irmão Sinval, que faleceu quando Otacilio tinha 11 anos de idade.
  • Otacilio viveu em Santa Rita ate aos 9 anos de idade, sendo mandado para residir em Sabinópolis, para as primeiras letras e em seguida também os pais fizeram residência.
  • O menino cresceu estudando e praticando os afazeres de menino de mandados, vendendo coisas pelas ruas, lidando com serviços de roceiros e, por fim, tornou-se alfaiate.
  • Procura depois tentar a vida em Belo Horizonte mas não se adapta.
  • Surge a vocação sacerdotal tardia em 1937 e entra para o seminário em Diamantina. Ai, entre os colegas, torna-se amigo do futuro arcebispo de Belo Horizonte, D. Serafim Fernandes de Araújo.
  • Foi ordenado padre em 27 de novembro de 1949, por D. João de Souza Lima, em Diamantina, e reza suas primeiras missas nos locais de afeto como Sabinópolis, Euxenita e São Jose dos Quilombos.
  • Exerce o sacerdócio em Diamantina, Governador Valadares, Açucena, Capelinha e Itamarandiba. Foi também diretor do Colégio do Seminário e Vigário Geral da Arquidiocese de Diamantina.
  • Faleceu em Diamantina, aos 29 de Outubro de 2014, quanto contava 96 anos de idade.

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03. DADOS GENEALOGICOS
 
Genealogia propriamente dita, o monsenhor não ofereceu em seu livro. Mas ele buscou alguns dados genealógicos da própria família. No mais, no decorrer das paginas do livro ele menciona pessoas mais novas, da nome de pais e nomes de filhos.
 
Vamos ao que deixou de si mesmo. Começa na pagina 24, titulo Antepassados.
 
01. Otacilio Augusto de Sena Queiroz, filho de:
02. Efigenia Augusta Camargos Queiroz c. c.  Propércio Augusto de Queiroz Sena, filha de:
03. Josefino Antunes Camargos c. c. Maria Leopoldina Rodrigues, Josefino filho de:
04. Salvador Antunes de Camargos c. c. Delfina Santa Rita
 
03. Josefino Antunes de Camargos c. c. Maria Leopoldina Rodrigues, pais de:
 
a. Jose Antunes de Camargos
b. Salvador Antunes de Camargos
c. João Antunes de Camargos
d. Jacinta Leopoldina de Camargos
e. Rita Maria de Camargos
f. Efigenia Augusta de Camargos Queiroz c. c. Propércio Augusto de Queiroz Sena
 
Monsenhor Otacilio não investigou alem das informações verbais. Mas conclui que dona Delfina deveria ter sido filha de Jose Vicente Santa Rita.
 
Jose Vicente teria sido um menino branquinho e “mimoso” abandonado em uma cestinha com uma boa quantia em dinheiro na porta da Igreja de Santa Rita, no Serro. Os padres o criaram e lhe deram o nome.
 
Otacilio chegou a essa conclusão em função de dona Maria da Conceição de Santa Rita Moreira, esposa de Sindoval Alves Moreira, ter sido filha de Sebastião Alves e neta de Ozorio Santa Rita. Dona Conceição afirmou-lhe que seu avo fora filho de Jose Vicente.
 
Pela regressão do tempo em que viveu sua bisavó Delfina foi que ele concluiu que ela deveria ter sido irmã de Jorge e Ozorio Santa Rita. Não usou o detalhe documental. Fica a duvida quanto a qualquer outro menino que acaso tenha sido igualmente adotado pelos padres ter recebido o mesmo sobrenome e ter sido o pai.
 
04. Salvador Antunes de Camargos era natural de Sorocaba, Estado de São Paulo. Foi aos 19 anos para Paulistas. Teve dois irmãos chamados de Fernando e Joaquim Paulistas.
 
03. Maria Leopoldina Rodrigues era filha de João Rodrigues e Leopoldina Candida de Siqueira. O casal também foi pai de:
 
a. Taninha c. c. Dino de Pinho
b. Maria Augusta c. c. o viuvo Dino de Pinho
c. Augusta Rodrigues de Siqueira c. c. Genesco (Gege) de Pinho Tavares
d. Elvira c. c. Luiz Cândido Siqueira e em segunda núpcias com Gege.
d. Margarida c. c. Nico Francisco
e. Erlinda c. c. Sebastião  de Pinho
f. Alice c. c. Fernando Camargos
g. João Rodrigues Alvarenga c. c. Maria Carvalho
h. Gertrudes c. c. Vicente Germano, e
i. Maria Leopoldina Rodrigues c. c. Josefino Antunes Camargos
 
04. Leopoldina Candida de Siqueira era filha de Jose Américo Siqueira. Era pai também de Jose Cândido de Siqueira c. c. Julieta que foram pais de: Zinho, Carlindo, Mozart, Nico, João, Luiz e outros.
 
02. Propércio Augusto de Sena Queiroz, filho de:
03. Bernardino de Sena c. c. Virginia Queiroz
 
Era irmão de: Pedro, Nazinha, Jose, Noeme, Cristina e Nelsina.
 
03. Virginia, nascida no Serro a 13.02.1859, filha de:
04. Santos Augusto de Queiroz c. c. Maria Augusta de Queiroz, Este casal deixou outros filhos:
 
a. Arthur Augusto de Queiroz
b. Pedro
c. Julio
d. Propércio
e. Santos
f. Bibiana
g. Cristina
h. Rita
i. Bernardina
j. Nenen
 
04. Santos Augusto de Queiroz, filho de:
05. Marcelino Jose de Queiroz c. c. Bibiana Rosa de Jesus. Marcelino filho de:
06. Jose Estanislau Barbosa c. c. Ana Anacleta Ribeiro de Queiroz
 
Jose Estanislau era português  natural de Lorrano, São João Batista, Vila de Santarém  Patriarcado de Lisboa. Esses dados não condizem com a atualidade. Acredito que isso se refira `a Freguesia de Tomar, antiga São João Batista. Mas não tenho como precisar.
 
Dona Ana Anacleta era natural do Serro. Todos os filhos tiveram o sobrenome Ribeiro e Barbosa. Exceto o ultimo que dona Ana pediu ao marido que fosse Queiroz. O casal Marcelino e Bibiana foi prolixo.
 
O5. Marcelino Jose de Queiroz c. c. Bibiana Rosa de Jesus, pais de:
 
a. Antonio Jose de Queiroz
b. Marcelino Jose de Queiroz
c. Francisco Jose de Queiroz
d. Santos Augusto de Queiroz
e. João Batista de Queiroz c. c. Edwiges Soares da Encarnação
f. Bernardino Jose de Queiroz
g. Reduzinda Hermelinda de Queiroz
h. Salvina Emilia de Queiroz e
i. Candido Augusta de Queiroz.
 
Existe algo dessa genealogia que se encaixa com os dados encontrados no livro do professor Dermeval Jose Pimenta. Inclusive o nome da esposa do senhor João Batista que, acima, esta corrigido.
 
Por acaso “tropecei” no nome do senhor Marcelino Jose de Queiroz num retrospecto histórico do Serro, o qual o alferes Luiz Antonio Pinto enviou para a revista do Arquivo Publico Mineiro. Primeiro volume, 1896.
 
O alferes reproduz, por exemplo, registro de cartas, `a pagina 783, `a fl. 183, do livro 33o. do Registro Geral, o qual esta assinado por Marcelino Jose de Queiroz, escrivão da Comarca. Isso, aos 28 do mês de abril de 1792. Em paginas anteriores, outros assentamentos assinados por ele.
 
Ele havia sido escrivão por la, pelos anos de 1792. E a menção veio com o presente dos nomes paternos e procedência em Portugal. A publicação do artigo do alferes tratava da fundação de Peçanha, e as notas foram enviadas para publicação em 1896.
 
Revendo os escritos do Alferes, Luiz Antonio Pinto, reconheço que enganei-me quanto a mencionar anteriormente certos portugueses como pais do senhor Marcelino Jose de Queiroz. Em nota, na passagem das paginas 778-9, ele escreveu:
 
“Copiei fielmente, conservando a ortografia que garanto não ser a do original mas a do escrivão Ajudante Ignacio Ribeiro de Queiroz, um dos primeiros brasileiros que entrou entre os homens da Governança desta Villa. Era filho de pais portugueses: Alferes, Manoel Ribeiro Costa e D. Anna Maria de Jesus Queiroz, ambos de Viana do Minho.”
 
O documento, o qual o alferes transcreveu, estava datado de 05.11.1791. Ou seja, no ano seguinte Marcelino Jose de Queiroz assinou outros documentos. Os serviços cartoriais costumavam passar de pai para filho, ou de um parente para outro. o senhor Marcelino poderia ter sido parente do senhor Ignacio. Mas não tenho como afirmar sem sombra de erro.
 
Apenas uma nota particular: 20 anos antes do sr. Marcelino ter assinado os documentos revistos pelo alferes, o escrivão chamava-se Jose Pereira do Amaral. Não sei se esse seria parente do nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral, cujo tronco que deixou é retratado pelo professor Dermeval Jose Pimenta.
 
Jose Pereira deve ter sido mais velho, pois, em 1772 ja era escrivão, enquanto Miguel teve filhos entre 1781 a 1791. Não se sabe se foi possível ao professor encontrar todos os filhos. Ele não conseguiu precisar a idade de Miguel.
 
Pode ser que Jose tenha sido um irmão mais velho do Miguel ou, quem sabe, um tio. A duvida na verdade fica entre saber-se se o ancestral Joaquim Pereira do Amaral, que deve ter nascido por volta de 1820, e foi um dos primeiros moradores de Virginópolis, descenderia de um ou de outro.
 
Do lado “de Sena”, deve haver duas ligações claras com pessoas presentes em São João Evangelista. Um dos primeiros moradores chamava-se Bernardino Pereira de Sena. Ou seja, nome parecido com o do avô do Monsenhor.
 
Desse Bernardino, relatado `a pagina 122 do livro do professor Dermeval Pimenta, não se da mais detalhes alem de ter chegado de Senhora do Porto, antigo distrito de Guanhães, casado com dona Julia Candida de Jesus, e a relação de filhos.
 
Os filhos que nasceram foram de idade semelhante `a do Propércio, pois, as datas que aparecem são pouco antes de 1900.
 
Outra família presente foi a do professor Cândido Jose de Senna. O professor Candinho residiu em São João e, no Serro, havia se tornado pai do professor Nelson Coelho de Senna.
 
Esses “de Senna” eram baianos como menciona o Monsenhor ter sido o avô dele, Bernardino de Sena. Candido Jose era natural de Rio de Contas, no Sul da Bahia. Havia nascido em 1843. Mas não foi criado pelos pais e sim pelo casal, dona Alexandrina Maria da Conceição e professor Andre Jose Cândido da Rocha.
O professor Nelson de Senna, na brochura: “Algumas Notas Genealógicas” de 1939, menciona os nomes dos avós paternos, pais do professor Candinho: “Rozendo Jose de Senna (fazendeiro em Burity e nascido em 1820) e Dona Maria Magdalena de Souza (nascida em 1825); …” pagina 11.
 
Dona Alexandrina era filha do capitão Jose Joaquim de Miranda e dona Francisca Rita de Senna Miranda. Não temos, sem as devidas duvidas, o grau de parentesco entre o casal e o senhor Rozendo Jose de Senna.
 
Cândido Jose de Senna casou-se segunda vez em Guanhães com Maria Brasilina Coelho de Senna. Foi dela que nasceu o professor Nelson, em 1876. 
 
Mas como o Monsenhor apenas mencionou que o tio e padrinho Jose de Sena teria dito que o pai procedia da Bahia, acredito que essas evidências se somam, levando `a possibilidade de todos serem da mesma família.
 
Mas ha que fazer-se estudos para descobrir-se os vínculos corretos.
 
02. Efigenia Augusta Camargos Queiroz c. c.  Propércio Augusto de Queiroz, casaram-se em outubro de 2015 e foram pais de:
 
a. Ismar (12. 1916 + 1917)
b. Otacilio Augusto de Sena Queiroz
c. Sinval (13.02.1921 + 1930)
 
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04. ALGUNS ACRÉSCIMOS GENEALOGICOS
 
Enquanto lia o livro do Monsenhor Otacilio encontrei alguns vínculos de personagens na vida dele com parentescos conosco. Então, gostaria, nesse capitulo, de ressaltar esses nomes e informar como se encaixam em nossa Arvore. Outras menções não encontrei vínculos.
 
Mas, primeiro de tudo, vamos aos inícios. Em sua tese a amiga Josélia Barroso Queiroz de Lima nos oferece uma lista de primeiros moradores do município de Sabinópolis, cujos primórdios, como arraial, data de 1819. Vejamos então:
 
01. Pe. Bento de Araujo Abreu
02. alferes, Antonio de Araujo Abreu c. c. Salvina Emilia de Queiroz
03. Antonio Borges Monteiro (sr. Monteiro) c. c. Maria de Souza Fiuza e Margarida Maria do Rosario.
04. Urbano Taveira de Queiroga
05. Joaquim da Silva Campos
06. Antonio Borges Monteiro Junior (Borginha) c. c. Maria Magdalena de Santana
07. capitão, Semeão Vaz Mourão
08. alferes, Antonio Fernandes do Amaral
09. Malaquias Pereira do Amaral c. c. Anna Maria de Jesus
10. Clemente Jose dos Santos
11. Francisco Jose dos Santos
12. Manoel Coelho de Almeida
13. capitão, Antonio Jose Campos
14. João Pereira do Amaral
15. capitão, Joaquim Barroso Alvares c. c. Maria Fernandes
 
Estes homens com seus sobrenomes constituíram a base da formação social local e sua descendência expandiu para os outros municípios limítrofes e distantes, `a medida que a colonização europeia foi avançando sobre os últimos rincões de “terras virgens” de Minas Gerais.
 
O sobrenome Alvares na família Barroso foi mudado para Alves na descendência.
 
O alferes Antonio e dona Salvina foram pais de dona Maria Josefina de Araújo Abreu que se casou com Sabino Alves Barroso, filho de Joaquim Barroso e dona Jacinta Moreira da Costa. Joaquim Barroso era filho do capitão Joaquim Barroso e dona Maria Fernandes.
 
Sabino e dona Maria Josefina foram pais de Sabino Barroso Junior, que foi uma celebridade politica em Minas Gerais. O nome Sabinópolis derivou-se do dele. Foi irmão de João Evangelista Barroso, o pai do famoso Ary Barroso; e foi quem deu uma ajuda ao sobrinho para despontar no estrelato musical.
 
Borginha foi filho do primeiro casamento de seu pai, com Maria de Souza Fiuza. A genealogia, incompleta, deles esta descrita no livro do professor Dermeval Jose Pimenta.
 
Muito possivelmente, Manoel Coelho de Almeida foi irmão de Anna Maria de Jesus, esposa de Malaquias Pereira do Amaral, pois, ela foi filha de Antonio Coelho de Almeida, e eram naturais de Congonhas do Campo. Isso, segundo o professor Dermeval.
 
Dona Salvina Emilia de Queiroz era irmã de dona Maria Augusta de Queiroz, que casou-se com o senhor Santos Augusto de Queiroz e eram bisavós do Monsenhor Otacilio. Portanto, o Queiroz aparenta o Monsenhor aos “de Araújo Abreu” e parte dos Barroso. Eram os primos ricos do primo pobre.
 
O que buscava em termos de genealogia no livro do Monsenhor, não encontrei. Queria justamente aprofundar um pouco a genealogia dessas figuras históricas para saber se ja se encontravam nalguma de nossas raizes conhecidas; alem de tomar ciência de parte da descendência, pois, atualmente sabemos que temos parentes no meio dela.
 
Mas, por enquanto, nem sequer foi possível saber os nomes das outras esposas. Essa tem sido a minha critica em relação aos antigos historiadores. Eles exaltavam tanto os feitos dos pioneiros de cada recanto do Brasil mas esqueciam o principal que era a cara-metade que multiplicava seus feitos.
 
Sem elas, não haveria ninguém para desejar saber quaisquer coisa que tenham realizado. Não ha herói sem mãe, nem herói que tenha deixado descendência sem o compartilhamento dos sacrifícios com uma companheira, portanto, da Historia so temos a meia.
 
Obviamente, nem todos os sobrenomes estão ai representados na lista de fundadores, sem suas esposas. Entre eles os Queiroz e Pimenta que deviam estar ainda instalados em outras freguesias do Serro mas que logo se juntaram a eles.
 
Os primeiros chegados se fartaram com imensas glebas de terras. Outros que iam chegando, se fossem promissores como os formados em algum trabalho especializado ou simplesmente por ser migrantes chegados da Europa, casavam-se nessas chamadas famílias dominantes, adquiriam algum dote em terras e assim se sustentavam e se multiplicavam.
 
Interessante ai é deixar esclarecido que não bastava ter o sobrenome para se juntar aos maiorais. Cem anos após `a chegada desses patriarcas, relata o Monsenhor Otacilio que viviam os Queiroz seus parentes próximos as amarguras do trabalho árduo e a paga pouca.
 
Na roça ou na cidade, Chiquinho Queiroz, o padrasto dele, trabalhava para terceiros ou quando possuía atividade própria tinha que executar os serviços por si mesmo e com a ajuda do enteado e da esposa. Em síntese, viviam como viviam a maioria dos brasileiros de todos os tempos.
 
Esses sobrenomes não devem ser os únicos. Outros, como o Carvalho e Carvalhaes, podem ter se instalado em locais que antigamente faziam parte da circunscrição da futura Cidade de Sabinópolis. Porem, grande parte do antigo território emancipou-se para formar outros municípios, como o de Euxenita.
 
Acredito que essas reminiscências genealógicas ficariam incompleta sem recordarmos que:
 
01. Manoel Vaz Barbalho c. c. Josepha Pimenta de Souza e foram pais de:
 
a. Policarpo Joseph Barbalho c. c. Bernarda Maria de Azevedo
b. Isidora Maria da Encarnação c. c. capitão Antonio Francisco de Carvalho
c. Jose Vaz Barbalho c. c. Anna Joaquina Maria de São Jose (hipotese)
 
Policarpo foi cirurgião-mor da Villa de Porto Alegre, teve filhos em Gravataí – RS.
 
O capitão Antonio Francisco de Carvalho era português, filho de Antonio Leal e dona Maria Francisca. Era natural da Vila de Colares, `a beira do oceano, próximo a Sintra. Segundo o professor Dermeval Pimenta: “durante muitos anos, foi sindico-geral dos Santos Lugares na Comarca de Serro Frio.”
 
b. Isidora Maria da Encarnação c. c. capitão Antonio Francisco de Carvalho, pais de: I. João (1761); III. Antonio (1764); IV. Luciano (1766): V. Mariana (1767); VI. Jose (1769); VII. Francisco (1771); VIII. Bernardo (1776); alem de:
 
II. Vitoriana Florinda de Ataide (1762) c. c. Jose Damasio Rouco
IX. Boaventura Jose Pimenta (1779) c. c. Maria Balbina de Santana.
 
IX. Boaventura Jose Pimenta (1779) c. c. Maria Balbina de Santana, pais de:
 
1o. Modesto Jose Pimenta c. c. Ermelinda Querubina Pereira do Amaral e, entre os 12 filhos do casal, cita-se:
 
01. “Barão” Modesto Jose Pimenta c. c. Amélia Margarida Pimenta
03. Aureliano Borges Pimenta c. c. Maria Jovita Goncalves
04.  coronel Cornelio Jose Pimenta c. c. Josefina Carvalho de Souza
 
Essa pequena reminiscência nos ajudara a explicar melhor a presença de alguns nomes no livro do Monsenhor Otacilio.
 
c. Em primeiro lugar, não tenho certeza absoluta que Jose Vaz Barbalho era filho do casal 01. Manoel e Josefa. Tudo indica que sim. A possibilidade de ter sido o filho de b. Isodora e capitão Francisco foi eliminada, pois, o filho do Jose Vaz, Policarpo Jose Barbalho, nasceu em 1779 quando VI. Jose (1769) estava com 10 anos de idade.
 
Para chegar-se ate aos de minha geração, nossa linhagem se faria dessa maneira: Manoel e Josefa – Jose – Policarpo – Francisco Marçal – Marçal – Trajano (Cista) – Odon – Valquirio, pelo lado paterno.
 
Pelo lado materno temos a alternativa: Manoel e Josefa – Jose – Policarpo – Jose – Anna Maria – João Batista – Davina – Judith – Valquirio. João Batista foi casado com Candida, que era irmã de Marçal, tendo a minha geração dupla ascendência materna.
 
Na maioria, os membros mais próximos de minha família descendem dos três ramos: Pimenta Vaz Barbalho, Pereira do Amaral e Borges Monteiro. Ha a suspeita de que o ramo Coelho de Magalhaes da família também descenda do Barbalho por outra linhagem.
 
IX. Boaventura Jose Pimenta c. c. Maria Balbina que era filha do casal Antonio Borges Monteiro Jr e Maria Magdalena de Santana.
 
O filho do casal, Modesto Jose Pimenta c. c. Ermelinda Querubina, que era filha de Malaquias Pereira do Amaral c. c. Anna Maria de Jesus, fundadores de Sabinópolis.
 
03. Modesto tinha apelido de “Barão” por ter feito excelente trabalho na construção da estrada que ligava Minas ao Espirito Santo. O pedido do titulo foi solicitado mas D. Pedro II não concedeu. Talvez por ter sido deposto antes da decisão.
 
04. Cel. Cornelio Pimenta c. c. Josefina Carvalho de Souza, foram pais de, entre outros, professor Dermeval Jose Pimenta e estão entre os fundadores de São João Evangelista. Foram pais também de Heitor e Hermes Jose Pimenta, que foram donos da Fazenda São Bartolomeu, que fica próxima a Euxenita.
 
Infelizmente, o professor Dermeval não ampliou a genealogia dos trisavós deles, Isidora Francisca e capitão Antonio Francisco de Carvalho. Nada nos informa a respeito do destino dos outros 7 filhos do casal, alem dos mencionados em separado acima.
 
Ele apenas supunha a possibilidade deles terem adotado o sobrenome Pimenta e, quem sabe, Barbalho e Vaz. Não deu, em meu ponto de vista, a devida atenção para o fato de que Josefa Pimenta de Souza procedia da família Pimenta de Carvalho, das primeiras famílias do Rio de Janeiro e por isso julgava que o Pimenta teria permanecido.
 
Alem de Josefa proceder do ramo Carvalho, Antonio Francisco também era de Carvalho. Soma-se a isso, o fato de o pai dele ter assinado Leal.
 
Por a mãe do professor ter se chamado Josefina Carvalho de Souza, ele fez uma retrospectiva do sobrenome que chegava ate Jose Carvalho da Fonseca, casado com Senhorinha Rosa de Jesus, também filha de Antonio Jr e Maria Magdalena; e Manoel de Carvalho, avô de dona Josefina. Ele supunha que Manoel e Jose fossem irmãos.
 
Não indo alem disso em suas pesquisas, talvez tenha perdido a oportunidade de encontrar que esses ou pelo menos um deles procedessem do mesmo tronco Pimenta – Vaz Barbalho. Algo que quem puder fazer pesquisa in loco, nos arquivos, deve ficar atento para tais possibilidades.
 
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05. EM EUXENITA
 
A partir de agora pretendo pincelar alguns fatos relatados no livro que tem relação direta com nossa genealogia, embora o monsenhor não tenha dirigido suas reminiscências para esse lado. Vejamos então.
 
A partir da pagina 42 ele inicia no subtítulo Fazenda São Bartolomeu. Ai conta que a propriedade pertenceu a Antonio de Araújo Abreu e Salvina Emilia de Queiroz. Conta que por herança passou ao casal Sabino Alves Barroso e dona Maria Josefina.
 
Local onde nasceram os filhos e em 1859 nasceu o famoso Sabino Alves Barroso Jr. E, `a época da infância do monsenhor, pertencia aos irmãos Hermes e Heitor Jose Pimenta, filhos do Cel. Cornelio Pimenta.
 
Sebastião Augusto de Queiroz, Taco por apelido, irmão do padrasto, Chiquinho, de Otacilio e Sinval, administrou por muito tempo a fazenda para os irmãos Pimenta. Era “uma onça para trabalhar” e gozava de toda a confiança dos patrões. Fazia de tudo.
 
Mas antes de trabalhar naquela propriedade, o monsenhor conta um “causo” daqueles que, comuns `a época, estarrecem as pessoas dignas atuais.
 
Zeca Cândido, dono da Fazenda Olhos d’Agua, entregara a administração ao Taco. E ele tinha se dedicado com afinco ao trabalho, aproveitando os espaços para as plantações de milho e feijão.
 
`As vésperas da colheita, dois filhos de Zeca Cândido apareceram com carabina em punho e  deram 24 horas de prazo para o trabalhador escafeder-se de la, não ganhando nem mesmo a parte que lhe cabia da produção. Ou seja, o velho caso de grilagem.
 
O termo esta ligado ao grilo, gafanhoto, que não trabalha mas come toda a produção ou rouba as terras dos mais fracos.
 
Por gratidão, segundo o monsenhor, aos bons trabalhos na Fazenda São Bartolomeu, nosso aparentado Heitor Jose Pimenta propôs ao Taco a compra da propriedade em condições favoráveis. E Taco não quis aceitar a oferta.
 
Conta ainda Otacilio que isso foi motivo de grande pesar na família. Mas, acredito eu, que Sebastião Queiroz agiu como “gato escaldado em agua fria ….” Não deve ter comentado com ninguém mas, depois do tombo que havia levado antes, não seria prudente fazer trato semelhante.
 
Devia ter consciência de que os fracos não tinham recursos contra os fortes naquela época. E agir contra um forte, mesmo com justiça, era perder todas as oportunidades dai para frente, pois, nenhum outro “rico” o contrataria, porque, alem de tudo, o confronto com um era o confronto contra todos. Era a lei do corporativismo em ação.
 
E Zeca Cândido, Jose Candido de Siqueira, era irmão da bisavó Leopoldina do monsenhor. Isso o padre revela, indiretamente, recordando-se dos companheiros de brincadeira: “Moacir, Plinio, Antonio e irmãos, filhos de Nico de Zeca e Berminda. Berminda também era parente.
 
Menciona Otacilio a presença da família Pinho entre os fortes do Arraial de Santa Rita, que viria a ser Euxenita. Infelizmente nem ele ou o professor Dermeval abordou os troncos das famílias tradicionais de Sabinópolis, embora sejam “unha e carne” com as famílias de São João Evangelista.
 
O professor Pimenta abordou apenas por alto os Borges Monteiro e os Pereira do Amaral que eram diretos ascendentes dele.
 
Mas menciona que o patriarca Antonio Borges Monteiro casou-se em segundas núpcias com “Margarida Maria do Rosario, filha de Domingos Lourenço Seixas, ja então falecido e de sua mulher Maria Caetana de Pinho e Oliveira.”
 
Por certo, entrelaçado com um, entrelaçados com todos. Na época, o mais provável era que a grande descendência de um patriarca acabasse retornando `a parentela para novas uniões matrimoniais. E o mais provável será que muitos “de Pinho”, terão ascendentes nos troncos que nos geraram.
 
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06. SABINOPOLIS
 
Entre os locais nos quais residiram, menciona a Chácara Olaria, na qual o padrasto produziu tijolos. A propriedade pertencia a Arthur de Pinho Oliveira e dona Eduarda Eulina (Dadinha).
 
Naturalmente, os “de Pinho” serão aparentados aos “de Pinho Tavares” muito presentes em Sabinópolis. Os Barroso, os Mourão, os Almeida e outros estão entrelaçados entre si e, com muita certeza, pelo menos uma boa parte de todos tem ascendentes em nossas raizes.
 
Não tenho como descobrir por enquanto o parentesco que havia entre o fundador de Sabinópolis: 07. capitão, Semeão Vaz Mourão, e o senhor João Raimundo Mourão Jr.
 
João Raimundo, casou-se em 25.7.1858 com dona Josefina Ermelinda Pimenta. Era filha do capitão Francisco de Assis Pimenta e dona Francisca Augusta Pires. O capitão Francisco era filho de Boaventura Jose Pimenta e dona Maria Balbina de Santana. Portanto, nossos parentes.
 
Essa parte ja estaria resolvida se eu tivesse acesso ao livro: “Genealogia e Biografias de Serranos e Diamantinenses.”, de autoria do Dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourão. Ele foi um dos 12 filhos de dona Josefina Ermelinda e João Raimundo. Mas vamos em frente.
 
O “de Sena” foi para Sabinópolis em 1927. Ficou na casa do senhor Arthur Queiroz que era pai do Chiquinho, e de dona Ermelinda Augusta dos Santos (Sa Linda). Esse casal foi pai de:
 
a. Carmélia, faleceu nova
b. Jose c. c. Renée
c. Alcides c. c. Jacinta
d. Sebastiao (Taco) c. c. Noemi
e. Francisco (Chiquinho) c. c. Efigenia
f. Luiz c. c. Negrinha
g. Antonio c. c. Etelvina Barroso + Adalgisa Souza
h. Elgita c. c. Virgolino Pinto + Raimundo Andre de Souza
i. Zelita, Geraldo, Maria e Conceição, todos solteiros.
 
Jacinta e Noeme eram tias do Monsenhor Otacilio Augusto.
 
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07. DO TEMPO EM SABINOPOLIS
 
`A pagina 69, o monsenhor Otacilio abre o capitulo prestando informações a respeito da Historia do municipio. E algumas informações são novas para mim. Entre elas esta que:
 
“Joaquim Jose de Gouveia e sua mulher Francisca Vitoria de Almeida e Castro, doaram ao povo, por escritura publica de 26 de fevereiro de 1805, o terreno onde surgiria o modesto arraial.”
 
Ele acrescenta aos nomes de primeiros moradores, sem mencionar todos, dona “Francisca Vitoria, Joaquim Miquelino e Francisco Borges Monteiro”.
 
Não sabia eu que existisse o sobrenome Miquelino. Mas acredito ter ouvido falar o nome “Miquilino”, como sendo um dos habitantes, salvo engano meu, de Divinolândia de Minas.
 
Aos poucos vou descobrindo os detalhes do povoamento de arraiais que viraram cidades posteriores `a implantação de Sabinópolis, cujas populações deverão descender dos primeiros moradores de la. Isso sem contar minha parentela ja encaixada nessa figura.
 
Francisco Borges Monteiro era gêmeo de Isidro Borges Monteiro, ambos filhos de Antonio Borges Monteiro e sua segunda esposa, dona Margarida Maria do Rosario. Isidro havia sido enviado, junto com seu irmão Umbelino, para serem educados no Rio de Janeiro e por la cresceram, prosperaram e deixaram famílias.
 
Segundo o professor Dermeval, na pagina 244 do livro dele, o senhor Antonio Felix de Almeida deve ser dos primeiros moradores do arraial, pois, casou-se com Blandina Flora do Patrocínio, filha de Antonio Jr. e Maria Magdalena de Santana. Ela nasceu em 1814.
 
Outra informação interessante trata-se de que o padre Bento de Araujo Abreu era irmão do Visconde de Itajubá, “que era casado com a princesa Valmira, sobrinha de Guilherme I, Imperador da Alemanha”.
 
Ha que identificar-se o grau de parentesco entre o padre e o alferes Antonio de Araujo Abreu e, por eles, fazer a ligação da genealogia desse titulo com a do Visconde, pois, essa deve estar bem adiantada.
 
Na descrição que o monsenhor da de seus vizinhos `a época, somente posso imaginar que exista alguns parentes. Ele menciona, por exemplo, o casal Miguel e Maria Nunes. Poderiam ser descendentes do Miguel Pereira do Amaral e família Nunes Coelho, respectivamente. Mas não sei informar.
 
Ele conta casos envolvendo o Eduardo Barroso, irmão do Sabino Barroso Alves, este, casado com Reduzinda Hermelinda de Queiroz. Esses, tenho completa ideia de quem são  pois, tenho-os no resumo da família Barroso.
 
E a divida que tenho com a dra. Josélia Barroso Queiroz Lima é enorme por ela ter-me enviado esse trabalho. Trata-se de algumas paginas do livro: “Sabino Barroso, um Estadista da Gerais, de autoria do senhor Sebastião Pimenta Barroso.
 
O senhor Sebastião era irmão de dona Maria Flor de Maio Pimenta Barroso, mãe do senhor Gilvan de Pinho Tavares, atual presidente do Cruzeiro Esporte Clube, de Belo Horizonte.
 
Os detalhes estão em meu blog, `a pagina:
 
 
Obviamente, pelo titulo ja poderão imaginar que todos são parentes do compositor Ary Evangelista Barroso. E todos descendentes do senhor Aureliano Borges Pimenta e dona Maria Jovita Goncalves, via dona Corina Pimenta.
A partir da pagina 81 o monsenhor Otacilio tece elogios ao dr. Odilon Behrens. Foi realmente um medico que caiu no gosto popular. Residia em Guanhães e fazia atendimento em Sabinópolis.
Acredito que tenha residido em Virginópolis também. Esqueci-lhe o nome da esposa. Mas foram pais do dr. Paulo Behrens. Acredito que tenha nascido em nossa cidade. Depois de também formado medico, retornou `a terra, com sua esposa dona Vania e os filhos Ronaldo e Isabella. Foi um tempo de gozo e amizade.
Acredito não ser necessário apresentar o dr. Odilon. Basta dizer que um dos principais hospitais da capital mineira, Belo Horizonte, guarda o nome dele. E o monsenhor descreve coisas que dão razoes para a estima que o povo nutria por ele.
Talvez seja apenas coincidência, mas o Otacilio, `a pagina 82, menciona o senhor Teofilo de Pinho. A principio, fui contemporâneo do Teofilo, de Sabinópolis, na UFV – MG. Depois fomos correligionários, o que despertou a amizade.
Foi a essa época que meu pai perguntou-me se aquele meu amigo era neto do senhor Teofilo de Pinho. Eu não sabia e não nos encontramos mais para averiguar.
Não muito tempo depois nasceu o meu filho. Dei-lhe o nome Teofilo. Somente depois recordei-me que existiam esses antes dele. O motivo foi o nome estar na Bíblia e significar amigo de Deus. Engraçado, o mundo vai e volta, da voltas sem a gente perceber!
`A pagina 84, menciona o dr. Jose Bonifacio Mourão. Este se encontra na pagina 294 do livro do professor Dermeval Pimenta. Primo do senhor Gilvan, e nosso. Ex-prefeito de Governador Valadares e atual deputado.
`A pagina 96 Otacilio faz diversas reminiscências ao doutor Rui Pimenta Filho. Medico famoso em todos os locais onde exerceu a profissão. O inicio da família dele esta descrita a partir da pagina 357, livro do professor Dermeval.
Dr. Rui foi neto do Lermino Jose Pimenta e dona Perciliana Nunes Rabelo. O sobrenome dela coincide com os de donas Maria Clara, Blandina e Marietta. Essa ultima, esposa do tio-avô Onesimo de Magalhaes Barbalho.
Do nosso lado, as três, e outros, foram filhos de dona Antonina, filha de nosso tio Bento Nunes Coelho. A relação de filhos conta ainda com Pedro, Pedralvo, Jose e Antonio. Pode ser que dona Perciliana também tenha originado no ramo.
Rui, o pai, escreveu livros. Dr. Rui fundou o Hospital São Lucas em Governador Valadares e prestou grandes serviços em Belo Horizonte. E sua filha, a Dra. Maria Eugenia é a mãe da escritora Paula Pimenta.
`A pagina 103 recorda-se a presença de Agostinho Bossi como cliente do açougue de Chiquinho, cujo entregador de carnes era o menino Otacilio. Agostinho, filho de italianos, era casado com Rita Pimenta, filha de Aureliano e dona Jovita.
`A pagina 117 o monsenhor menciona o cabeleireiro Pedro Rabelo. Não ha como concluir disso que seja a mesma pessoa da família Nunes Rabelo acima. Da família, conheci apenas dona Maria Clara, que foi esposa do senhor Francisco Dias de Andrade Junior e entre a descendência, deixou primos chegados a nos.
Não saberia dizer qual a profissão teve o irmão dela. Mas coincide que “as meninas da dona Maria Clara, foram costureiras de fino trato em Virginópolis, ao meu tempo de criança e juventude. Talvez fosse profissão de família.
Noutra parte do livro, quando trata da adolescência durante a qual aprendeu o serviço de alfaiataria, retorna ao nome Pedrinho Rabelo, o alfaiate mestre. E realmente o senhor Pedro Nunes Rabelo tinha o apelido.
Durante as reminiscências de infância também se recorda com carinho de dona Maria Jovita, esposa de Aureliano Pimenta. Acredito que tenha se enganado ao dar a impressão que o conheceu. Talvez sim, mas não quando morador de Sabinópolis.
O sr. Aureliano Pimenta faleceu em 1925, dois anos antes de o menino Otacilio transferir-se de Santa Rita para Sabinópolis. Dona Maria Jovita Goncalves faleceu em 26-8-1932. Tempo em que ele vivia ja ha 5 anos na cidade.
`A pagina 136, Monsenhor Otacilio inicia um subtítulo com o nome de Américo Barroso. Nisso ele relembra as pandeguisses do personagem. Em parte, inclusive, nos fazendo lembrar do nosso bisavô, tio Joãozinho. Mas ha um trecho digno de recordar e ate copio:
“Brigou certa vez em Guanhães com F. Catão. O contendor, mais forte do que ele, o fez correr para São Sebastião dos Correntes, ameaçando: “Suma daqui e não volte mais nunca”. Tempos depois morreu o Catão. Américo, mais do que depressa pega o seu cavalinho, e vai para Guanhães. Faz questão de participar do velório. Acompanha o enterro. Carrega o caixão, ajuda a colocar na cova. Quando vê afinal a urna mortuária no fundo da sepultura, e algumas pessoas jogando terra com a mão, profere enfaticamente a sua sentença: “Você me mandou para fora da cidade, ordenando que eu não voltasse mais. Mas eu voltei. Agora eu mando você para o inferno e quero ver se você volta de la.”
Cabe ao leitor familiar com a estória nos informar se houve outro Catão que se enquadre na descrição que não o nosso tio-avô Francisco (Chico) Catão de Oliveira, marido da tia Olga de Magalhães Barbalho. O subtítulo esta repleto de outras peripécias.
Cursando o primário (pag. 149) ele menciona o Jose Bossi, filho do Agostinho Bossi. E, no subtitulo “Recitativo” menciona a professora Maria Jose Nunes. Foi colega de outra do mesmo nome. Jose Bossi não foi mencionado pelo professor Dermeval entre os filhos de dona Rita Pimenta. E não encontrei ainda Maria Jose Nunes (Coelho) entre nossos familiares.
`A pagina 167, tratando do assunto amigos, menciona o amigo Baltazar, “Era o amigo do peito.” Ai ele menciona indiretamente o nepotismo. Explica que Dermeval Jose Pimenta era diretor da Rede Mineira de Viação (Rede Publica de Transporte). E “praticamente deu emprego a todos os filhos de João Américo”. Com isso perdeu o amigo que se foi para Belo Horizonte.
`A pagina 173, Otacilio conta uma viagem que fez a Guanhães. Apenas mencionou que ele e o companheiro Nono Valentim hospedaram-se “na pensão de D. Adelaide”. Não explica mais.
A menos que seja uma enorme coincidência, tivemos uma dona de pensão na família com o nome de Adelaide Coelho Soares. Não sabia que deu pensão em Guanhães. Era filha dos senhores Gilberto Coelho da Silva e Marciana Soares de Souza. Ate ai não conheço ligações parentais deles conosco.
D. Adelaide foi esposa do senhor João Marçal de Lima. E irmã dos senhores Chico e Gabi Gilberto. O primeiro com apenas duas filhas, ambas casadas com primos nossos. O segundo ja casou na família, com dona Gininha (Efigenia da Cunha Menezes).
Dona Adelaide ficou viuva nova, com os filhos: Abel e Abelar (gêmeos), Jose, João, Osvaldo, Terezinha (dona Zinha) e Tarcisio Lima. Não sei se houveram outros.
A primeira esposa do sr. Abel foi a irmã de minha mãe, Maria Marcolina; a segunda foi a prima Carmelita, filha do tio Armando, irmão do avo Juca, pai da tia Maria; a terceira não sei mas ja ouvi dizer que teve outra. Seo Jose Soares foi marido da dona Efigenia, e moravam em frente `a casa do avô Juca.
Cresci com os filhos da tia Maria e jogando bola com os do seo Tarcisio. Fui colega de filhos do seo Osvaldo, o qual possuía um Aero-Willis e o usava para serviços de taxi.
Seo João sem braço, ou João Cotoco, tinha um braço cortado `a altura do cotovelo, e com a única mão era capaz de segurar canivete e descascar laranja, numa agilidade que outros com as duas não tinham.
Dona Zinha foi a esposa do senhor Paulo Ferreira, açougueiro por muitos anos, os quais foram pais de filhas casadas com primos nossos. A família Ferreira vai voltar `a baila quando o padre Otacilio for paroquiar em Capelinha.
Ao sair de Guanhães, o Otacilio narra: “Alem da fazenda de Pio Nunes, no brejo do Graipu, ….” Não menciona mas Pio Nunes Coelho foi filho de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira da Silva. E casado com nossa tia-bisavó Josephina Marcolina Coelho.
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08. OUTROS CAPITULOS ANTES DO SEMINARIO
`A pagina 177 descreve o monsenhor a gostosura típica da região, a jabuticaba. E ele e seus companheiros de infância usufruíam da preciosa solicitando primeiro a ordem da dona do quintal, Sa Jovita.
Sa Jovita, mencionado anteriormente, foi a esposa de Aureliano Borges Pimenta. E entre os amigos que iam junto chupar jabuticaba ia Balthazar Américo de Queiroz. O monsenhor menciona por alto o primeiro nome, dizendo que era filho da Zuzu (Zulmira Pimenta) filha do Barão.
Barão foi o apelido de Modesto Jose Pimenta, o primogênito Modesto Jose Pimenta, que era filho do casal dos nossos tios Boaventura Jose Pimenta e Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. O apelido veio em função do destaque econômico que o parente gozou em Sabinópolis.
Dona Zuzu era casada João Américo de Queiroz. E o filho Balthazar foi casado com dona Ivete Ribeiro. A descrição da família encontra-se `a pagina 264 do livro do professor Dermeval Jose Pimenta.
Conta o padre que o povo tinha verdadeira veneração por Sa Jovita, em Sabinópolis. Ela era conhecedora de remédios caseiros e praticas para ajudar no parto. E com grande boa vontade servia `a comunidade.
`A pagina 182, menciona o Geraldo Américo, irmão do Balthazar. Menciona-o como bom de bola. E a respeito dos bailes da vida, como ele era musico, estava em todas as festas, e nessas menciona diversos nomes da família Barroso.
Ai menciona sr. David Alves Barroso, pai de So Tão, Seu Vi, Ader, Benfica e João Barroso.  Alem de Firmo e Ismael. Também menciona a familia de Altino Generoso, cuja esposa se chamava Maria, que era irma de Julio Benjamim, Sebastiao Franklin e Teresa de Jose Rangel.
Sebastiao Franklin foi o marido de dona Eponina Pimenta, filha do Modesto (Barão) que era casado com dona Amelia Margarida Pimenta. Isso e mais esta no livro do padre, `a pagina 188, e o do professor Pimenta, `a pagina 262.
`A pagina 192, o monsenhor revela que Pedro Rabelo elogiava a musica “No Rancho Fundo”, e revela que o cabeleireiro e mestre da costura tinha mais razão de elogiar porque era musica fina e Pedro era casado com dona Tomires, prima do autor, Ary Barroso.
`A pagina 195, no final, ele encaixa algumas pessoas de sua própria família no ramo que descreveu no principio. Ou seja, na descendência do português Jose Estanislau Barbosa e dona Ana Anacleta Ribeiro de Queiroz. Interessante para quem tiver pesquisando a família Queiroz Barbosa.
A partir da pagina 197 ele fala nos saudosos contemporâneos. Nisso ele cita nomes como: Gabi Gloria, sua esposa Maria Jose Nunes, filha de Jose de Queiroz Nunes, casado com Sa Donana.
Fala no Juvenal, o mais bonito da cidade, que namorava Maura Mortmer, filha de Joaquim Mortmer e dona Nigrinha. E o caso se passa na casa de Firmo Barroso. Menciona a bonita Ena Mortmer, irmã de Maura, que casou-se com Hermógenes Ribeiro.
O mestre não revela o nome de dona Nigrinha mas era Herminia Lotti, Mortmer por casamento. Estou em duvida quanto ao sobrenome dela ser italiano ou houve um acréscimo inapropriado do “i” na família inglesa de nossos parentes.
Eles aparecem no site geneaminas.com.br, sendo o senhor Joaquim com o sobrenome Mortimer Dayrell. Era filho de Jose Mortimer Dayrell e dona Benigna de Aguiar Dayrell. E os ancestrais partem dai para a Inglaterra, sendo que teve 14 irmãos, mas era sucessor de outro Jose o qual faleceu criança.
Por certo, esse Aguiar do lado materno ira no mínimo bater com aquele que existe em nossos familiares. Podendo ambos ser inclusive aquele do qual recebemos, via Manoel Aguiar, marido de Maria da Costa Barbalho, o pai de Manoel Vaz Barbalho.
Antonio Soares Maciel e dona Maximina. Esse casal foi pai de: Nelson Soares Maciel, casado com Josefina (Fininha) Pimenta, filha de Aureliano e dona Jovita. Na pagina 290 do livro do professor Dermeval. Alem de Josefina, esposa de Vicente Barroso; Delfina, casada com Pedro Caldeira (Guanhães); Zenobia e Sebastiana, solteiras.
Misael Pimenta não esta nos dados catalogados de nossa genealogia. Casado com Sa Joaninha. Pais de Alencar, relojoeiro que não se casou; Doralice casada com o alfaiate Chiquito.
Teofilo Peixoto, casado com Marcionilia Mafra, filha de Sa Cota. Mais, Olavo Magalhães era filho de Teotoninho e dona Jacinta. Casado com Maria Carvalhaes, natural do Rio Vermelho, irmã de Benigna de Euclides. Olavo e dona Maria, foram pais de João, que se casou com “Nana de Antonio Queiroz”, primo do monsenhor.
Aqui ha que mencionar nosso parentesco com os Carvalhaes na pessoa da tetravó Maria Rosa dos Santos Carvalhais, esposa de Joaquim Pereira do Amaral, casal dos primeiros moradores de Virginópolis. Nos falta saber como nosso parentesco se da alem disso.
De João Silverio, natural de Itamarandiba, revela algo interessante. Foi casado a primeira vez e teve um filho chamado Geraldo, muito inteligente, adorava filosofia e viajar pelo mundo. Disso surgiu o apelido “Giramundo”, e que serviu de inspiração para o autor Fernando Sabino escrever “O Grande Mentecapto”.
Faz também grande homenagem ao senhor Durval Queiroga, filho de Rodolfo Pinto e dona Nieta Queiroga. Foi casado com Nair, filha de Arthur de Pinho, a qual deu-lhe três filhas: Neyde, Neuza e Naterze, as quais eram casadas e residiam no Rio de Janeiro.
Casou segunda vez com Lardi Inaja, dos Braga de Peçanha, a qual lhe deu outros sete filhos: Shelmer, Shirley, Rai, Telma, Wolmer (Mirim), Walber e Norman. Durval mudou-se para Chapada do Norte, onde foi prefeito, e tornou-se raizeiro famoso.Também fazia truques de magica.
Shirley, casada com o professor Rodolfo morou em Diamantina, mesmo local no qual Mirim residia. Durval faleceu em BH, a 18.9.76, com 76 anos.
O padrinho do monsenhor chamava-se Arthur da Costa Coelho, vulgo Arthur Rogerio. Foi casado com Luisinha Leite. Ela fazia doces de leite de alta qualidade também. Tiveram dois filhos mas não lhes menciona os nomes. Viviam na fazenda que tinham no Corrente de Canoas, e tinham outra em Cana Brava.
O monsenhor menciona o senhor Aristides Pimenta ao lado de Arthur Rogerio, `a pagina 204. Expressa que eram vizinhos na fazenda em Cana Brava.
Não da informações a respeito do personagem, porem, foi casado com dona Isolina Pimenta, que era bisneta do casal Jose Damasio Rouco e dona Vitoriana Florinda de Ataíde. Essa foi neta do casal tronco das famílias Barbalho e Pimenta: Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza.
Por fim, `a pagina 208, o monsenhor retorna ao tema curandeiros famosos. Ai menciona o senhor João Simões, residente em Dom Joaquim. Recebeu dele garrafada e conselhos.
Sob o tema Religião, ele da uma retrospectiva a respeito da Paroquia, em Sainópolis, na qual menciona os padres. e com algum destaque fala a respeito do padre Marcelino Nunes Ferreira. Um padre santo que paroquiou o local por 54 anos, entre 1848 ate 1902, quando faleceu.
A principio, chamou-me a atenção por ter o mesmo sobrenome da pentavó Genoveva Nunes Ferreira. Talvez seja apenas coincidência, mas poderiam ser familiares. Uma informação interessante, encontrada pelo parente, senhor Dion Ferreira, foi que o padre Marcelino era negro.
E também que nosso ancestral Jose de Magalhães Barbalho, neto da avo Genoveva, aparece como “pardo” no senso de 1840, em Itabira. Algo que ascende a luz pela evidencia de podermos ter mesmo algum grau de parentesco com o padre.
O Monsenhor, entre as paginas 218 a 222 destaca seu gosto pela boa musica. E ai cita diversos nomes entre os que gostava de ouvir. Exemplo: “Holandino, Etelvou de Pinho, Salvador Mafra. De ouvir falar, Canhoto ou Mozart Bicalho.” Mas gostava bem do Tião do Neco. Habilidoso violonista, como os outros mencionados.
Cita a orquestra formada por Jose Coelho ao trombone, Sinval de Pinho, saxofonista, Valdir no pistom. A requinta de João de Deus e o violão de Lauro de Pinho.
Mencionando a rivalidade entre os Pinho e os Barroso, relembra que embora o Ary fosse Barroso, a família não era muito chegada `a musica. Dai, numa festa deles chamaram a orquestra de Guanhães.
E nisso ele menciona Du (Augusto Nunes Coelho, casado com Jupira Carvalhaes). Não tenho o casal em meu banco de dados. Embora tenha um Augusto Nunes Coelho, filho do casal Salathiel Augusto Nunes Coelho e dona Maria Julia de Campos.
Ai os dados são incompletos não nos dando noticia de casamento. Mas pode ser o próprio, pois, era do tempo em que o monsenhor residiu em Sabinópolis. Mas, nome comum, sempre pode ter mais de um!
A partir da pagina 223 ate 240 ha reminiscências daquelas historias que acabam não entrando na Historia local, mas fatos que ficam na memória popular. Abre com caso de politica e da violência `a qual `as vezes se chegava.
Mas menciona o livro: “Sabino Barroso, um Estadista das Gerais”, do nosso primo dr. Sebastião Pimenta Barroso, no qual essas coisas são mais amplamente contadas.
E numa reminiscência: “Luzes e Trevas”, nos brinda com essa partícula genealógica: “Edward de Pinho, filho de Antonio de Pinho e de Olinda Coelho, irmão de Zezé, Maria, Violeta, Antonio e Ceci, casou-se com Alda de Pinho, filha de Jose Candido de Pinho.”
E nas ultimas paginas dessa parte conta a aventura que foi tentar morar em Belo Horizonte. Tentativa essa frustrada por falta de adaptação ou, talvez, por ter chegado em algum momento errado, em que o local não demandasse seus serviços mundanos.
Em 1940 a capital de Minas Gerais possuía menos de 10% da atual população da cidade. Era de porte medio, e sua região metropolitana não era tão interligada como atualmente. A explosão demográfica e a concentração da população em núcleos urbanos se deu a posteriori a essa visita do monsenhor.
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09. A CAMINHO DO SACERDOCIO
A vocação sacerdotal surgiu mais tarde. Somente em 1937 o padre Otacilio sentiu o impulso de seguir a carreira. E as viagens `a época ainda eram feitas, na maioria das vezes, a cavalo.
Alguém era chamado para companhia `a longa viagem entre Sabinópolis e o Serro. Um que o foi mais de uma vez foi Emilio do Graipu (Chico Arado) que “morava na boca da grota da fazenda de Ulisses Nunes,..” Faltou-lhe completar: Ulisses Nunes Coelho.
Era filho de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira da Silva. Ulisses teve vida longa e farta de filhos. A primeira foi sua própria sobrinha, Alzira, filha de Pio e Josephina Marcolina Coelho. Houveram 8 filhos desse casamento.
Com dona Maria Queirós teve outros 13. Com dona Maria Soares teve pelo menos mais uma filha, Raquel. Ou seja, exceto um do primeiro casamento, Ennio e Bernardo, que faleceram, foram ao todo pelo menos 20 que sobreviveram `a infância.
A prima Ivania Batista Coelho dedicou 3 paginas do livro “Arvore Genealógica da Familia Coelho” apenas para relatar os filhos, os casamentos e netos. Maria Josephina da primeira esposa e Geraldo Magno (Pinga) não se casaram.
Outros detalhes da genealogia podem ser vistos em sites como o Ancestry, geneaminas e outros.
Em suas viagens, conta o monsenhor algumas paradas para descanso e, entre elas cita o senhor Arthur Rabelo, casado com dona Nazinha. Menciona as filhas: Cecilia casada com João Paixão de Pinho; Lilia com Manuel Assunção; Dadinha com Expedito Miranda; Zica com Mario ….; e o filho Tãozinho (Sebastião) com dona Judith Rangel.
Ja no Serro menciona discursos dignos de nota. Entre esses entra um proferido “pelo jovem Fez, filho de Nagib. Para mim foi empolgante.” Esta na pagina 249.
Acredito que a menção se dirige ao poeta Feiz Nagib Bahmed. Não ha muito tempo falecido, foi avô do nosso aparentado Felix Tolentino. Tive contato com o Feiz via internet. Foi uma pena não te-lo conhecido pessoalmente. Tinha um blog literário cujo endereço é:
Meu contato primeiro foi com o Felix, pois ,estuda a genealogia de nosso ancestral comum, o português Antonio Borges Monteiro, a respeito do qual estava fazendo um documentário e recolhendo os dados genealógicos. Trabalho hercúleo e tão pouco valorizado!
Ja no seminário, a partir da pagina 251, o autor vai citando nome de colega, a começar de Celso Generoso Pereira, que lhe serviu de recepcionista. Menciona muitos padres que devem ter figurado nas comunidades onde serviram. Entre eles:
Laurindo Bicalho, Joaquim Sales, Geraldo Trindade, Jose Sales, D. Geraldo Magela, Gaspar Cordeiro do Couto, Francisco Laje, Francisco Corrão, Sebastião Borges, o jesuíta Jose Maria Correia, 6 anos mais novo que Otacilio mas colega de mesmos anos. Entre as irmãs de caridade menciona Amelia Rabelo.
E na narrativa continua mencionando os colegas que ainda não eram padres. Entre os quais, Raimundo Nonato Fernandes, o cantor no coral Jose Gonçalves de Souza, marcaram época também Walter Almeida e Jadir Brandão.
Menciona a vaidade que tinha, `a pagina 283, de ser aparentado do Ary Barroso, autor de “Aquarela do Brasil”, por ambos serem trinetos do Marcelino Jose de Queiroz.
Mencionando, `a mesma pagina, que pertenceu `a Banda Santa Cecilia do Seminario. E os músicos seminaristas que lhe agradavam mais foram: Walter de Almeida (Saxofone), Jose Avila Garcia (pistom), Rubem Silveira (bombardino), Firmino (saxofone sem curva), Jose Marques das Aleluias (baixo tuba) e Carlos Alves (de Córregos, no bombardino).
`A pagina 292 ha um trecho que não resisto `a tentação de reproduzir aqui: “O presidente indicava o critico. Lembro que certa vez critiquei um trabalho de Vicente Guabiroba. Era difícil não se achar defeito. Depois ele criticou uma dissertação minha. E com que veemência! E alias com que exagero! Mas quando fiz menção de replicar, o sino bateu.”
Esse trecho ocorreu porque faziam parte do mesmo “Grêmio Literário São Luis”. E estou destacando essa parte por causa da interação com ninguém mais que Vicente Fernandes Guabiroba. Foi marido de dona Ondina Coelho Guabiroba.
A família dele foi de Itamarandiba, mas fez carreira politica em Guanhães. Local onde foi prefeito e mais tarde deputado. Faleceu também não muito tempo atras.
Interessante aqui, do lado que conhecemos, foi que a esposa era filha de Maria Magdalena (Sinha) e senhor Dimas Batista Coelho. Ela filha de Altivo Rodrigues Coelho e Vitalina Nunes Coelho. E ele filho de Antonio Paulino Coelho e Julia Salles Coelho. Não vou nem explicar o quanto de consanguinidade tem ai. Pode-se verificar nos sites.
Outro fato curioso foi que a irmã de dona Ondina foi Maria Jose (Zezé) Coelho Barbalho, esposa de Otacilio de Magalhães Barbalho. Nesse caso, bateu dentro de casa. Que se verifique no site.
E nisso temos que, o rival do Vicente no seminário foi um Otacilio. E para o resto da vida, quando se casou, vinculou-se por laços parentais indiretos a outro Otacilio. Ainda bem que ai o convívio era o mais amistoso possível, pois, desconheço almas mais gentis e bem humoradas que o tio Otacilio. Junto com tia Zezé, formaram um par perfeito.
No capitulo “Acontece no Seminário”, pagina 295 e seguintes, o monsenhor fala do convívio com outros seminaristas padres etc. Entre os confessores cita os padres Joaquim Sales, Avelar, Eli Carneiro, Julio Lino e, em particular, padre Jose Andre Coimbra, que no ano de 1938 fora nomeado bispo de Barra do Pirai.
Entre as associações nas quais participava, menciona a Conferencia de São Vicente. E outros vicentinos foram: Jose Garcia, Julio Gomes e Serafim Fernandes de Araujo. Esse tornou-se o Arcebispo de Belo Horizonte. Não se confunda com D. Serafim Gomes Jardim da Silva, bispo de Araçuaí e Arcebispo de Diamantina ao tempo em que Otacilio estudava.
Na pagina 309, uma “travessura” do Vicente Guabiroba. Em leitura a respeito do presidente Abraham Lincoln, pronunciou o sobrenome em perfeito inglês: “Linken”. E por causa disso, Sebastião Fernandes, primo do “travesso”, ganhou o apelido de Sebastião “Linken”. Apelido do “exímio clarinetista” que permaneceu após o seminário.
Nas atividades artísticas, incluindo-se o palco, monsenhor Otacilio destaca participante da “Radio Cabaça”, Ivo de Matos, Sergio Ribeiro, Ferreirão, Jose Eugenio (que não é o Jo Soares), Geraldo Carneiro etc.  Na dramaturgia menciona o teólogo Lauro Vilela, o, então, futuro D. Jose Maria Pires, Ivo, Paulo Vicente, Colatino, Aleluia e Ferreirão.
Na peça Jose do Egito, ele menciona, `a pagina 315, Jose Aguilar, seminarista de Guanhães, fez o papel de Jose. O sobrenome e a localidade de procedencia chamam a atenção. Temos dona Nadir Aguilar que foi a segunda esposa do senhor Otavio Nunes Leite, com numerosa descendência. Possível terem sido irmãos.
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10. AOS PASSOS DO SACERDOCIO
Naturalmente, como ninguém é de ferro, os seminaristas também curtiam suas ferias e lazeres como outros adolescentes quaisquer.
Entre os passeios que faziam, destaca-se a Chácara dos Pereira, em Diamantina, `A época, pertencia a João Avelino Pereira. O chamou-me a atenção foi termos parentes com o sobrenome Avelino.
E o monsenhor Otacilio não da dicas maiores do que dizer que o dono contava mais de 90 anos de idade `aquela época, por volta dos anos 1940. E também que teve uma neta, Conceição, que se tornou Clarissa Franciscana, e o neto Leonardo, “desde 14 de setembro de 1986, o apostólico Bispo de Paracatu”.
Terá que ser uma coincidência admirável se acaso a nossa querida dona Conceição Avelino Coelho não for uma descendente do senhor João ou, pelo menos, parente próxima.
Dona Conceição, esposa do primo Jose Darcy Coelho, agora viuva e aposentada, foi uma professora primaria muito devotada em Virginópolis. Não foi minha mas professora do meu irmão Odon Jose.
E claro, tendo sido ela nora do tio-avô Darcy Batista Coelho, nos daria maior prazer encontrar os laços que a ligam aos seus ancestrais. Pela minha experiencia sei que se cavar pouco mais acabaremos encontrando outros laços, inclusive os de sangue.
E nessas excursões conta o passeio feito `as antigas posses de João Fernandes e Chica da Silva e. chamando de “bodega”, fala a respeito da boa lembrança que a “farofada” despertava.
Nomeando alguns que se separavam do grupo para apreciar aquele lanche de passeio com salame, salsicha, lombo de porco etc, menciona os colegas: Paulo Vicente, Afonsão de Datas, Rubens Honório, Serafim Araujo e Armando Sa. Sendo o Araujo o nosso conhecido D. Serafim.
Menciona depois a paixão que D. Serafim ja tinha pelo Clube Atletico Mineiro. E o monsenhor menciona o antagonismo de ele ser torcedor do Cruzeiro Esporte Clube. Somente um chute. Esse Rubens Honório pode ou não ser nosso parente. Ou será gente de Conceição do Mato Dentro.
Monsenhor Otacilio lamenta, em parte, `a pagina 327, que fora preciso arrancar um campo de uvas para a construção do campo de futebol do seminário. E relembra que das uvas se fabricava um vinho comparável ao do Porto.
Menciona inclusive que o “vinho do Palácio” era muito apreciado em Sabinópolis, Guanhães, São João Evangelista, Peçanha e Virginópolis, nessa mesma ordem.
Nesse capitulo também revela, `a pagina 332, que Vicente Fernandes Guabiroba sofria de sonambulismo. Quem desejar ver os casos completos terá que ver no livro, pois, senão tomo indevida liberdade de tirar a graça dos acontecimentos no livro. Assunto de bom humor!
Também menciona o padre Jose Coelho, do qual não tenho noticias. Mas Coelho é quase tão difundido quanto o Silva. Toda cidade tem uma toca deles. A família tem uma origem única. Mas saber como os ramos se encontram no tronco, da um trabalho de Hercules!
A seguir, falando a respeito de Paraopeba, menciona o padre Herculano Pimenta. Se for Pimenta da nossa arvore, foge-me o conhecimento. Ali encontrou seu ex-colega de seminário Francisco Dias de Oliveira. Trocando o Oliveira por Andrade, temos gente de igual nome.
Menciona o monsenhor sua admiração pelo ex-governador mineiro Benedito Valadares. Diz que tinha dele uma falsa imagem, fabricada pelo extinto partido da UDN. Famosa por difundir fakes de seus adversários, o Otacilio acreditava que fosse: “um homem beberrão, que esvaziava um litro de cachaça por dia, ignorante, irresponsável.” Parece-me que a UDN não esta tão extinta quanto pensávamos!!!
Um dos avos de minha geração, vovô Cista (Trajano de Magalhães Barbalho) deixou explicito em uma agenda, na qual recordava copias de documentos, como atas de reuniões politico-partidárias, que deu apoio eleitoral a esse governador. Mas as piadas que difamavam a persona dele ainda circulavam em meu tempo de criança, o que me fazia crer que a família fosse adversaria dele.
Padre Otacilio mudou a opinião após conhecer o governador mais de perto, inclusive tendo a oportunidade de estar presente em um evento com a participação do Benedito Valadares. Encontra-se no livro alguns detalhes de Paraobepa. Quem despertar a curiosidade, leia.
De pronto, em uma de suas ferias, o Otacilio revela ter estado em Aramirim, antigo distrito de Guanhães com o nome de Jequitiba. E foi a convite do colega Claudionor Nunes Coelho. Bateu na porta de casa essa passagem.
Esse Claudionor seu colega foi filho de Hamilton (Pimpolho) Nunes Coelho e dona Cruzelina Geraldina Santos. Alem do primogênito acima, o casal foi pai de: Javier (Jazinho), Jose Lenir, Dolores, Glorinha, Francisco e, com diferença de idade dos outros, Eustaquio. Isso esta na pagina 341.
O Hamilton foi filho de Claudionor Augusto Nunes Coelho e dona Maria Augusta Campos Nunes, sua sobrinha. Dona Maria Augusta era filha do Salathiel Nunes Coelho e dona Maria Julia de Campos Coelho.
Entre outros filhos, Claudionor Augusto e dona Maria Augusta foram pais também de dona Ida. Essa foi esposa do senhor Jose Rodrigues Coelho Sobrinho. Jose tinha filhos de sua primeira esposa mas não com a dona Ida. Alem do grau de primos próximos, foram vizinhos de rua da casa de meus pais.
Claudionor Augusto e Salathiel foram filhos do capitão Francisco Nunes Coelho, nosso tio, e Maria Augusta Cesarina de Carvalho, prima de nossa trisavó Maria Marcolina Borges do Amaral. Por ai se vê a proximidade de nossa casa. Aramirim pertenceu também a Açucena, local onde Otacilio foi pároco e a família volta a tona.
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11.CHEGANDO AO SACERDOCIO
Essa parte do livro interessa a quem deseja compreender um pouco a dinâmica da formação dos sacerdotes católicos. Naturalmente, o monsenhor Otacilio Augusto mistura essa parte com os “causos” ocorridos no decorrer da formação dele e contemporâneos,
Não se trata de uma aula estrita. Pode-se ler sem se enfadar. E talvez a formação atual não seja igual, devido a modernização geral.
Ja de inicio conta ele que perderam-se as anotações do crisma que havia passado em criança. E o padrinho, seu tio Jose de Sena, não se lembrava de te-lo crismado. O recurso foi fazer nova passagem. E o novo padrinho foi o menorista, 2-3 anos mais velho que ele, João Avelino de Souza.
O padrinho e os colegas: Raul de Melo, Joaquim Araujo Silveira, Jose de Avila Garcia, Jose Augusto Ferreira e Julio Gomes de Oliveira estavam ao mesmo tempo recebendo a Claricatura. Bispo: Dom Serafim Gomes Jardim. Em Diamantina, a 21.12.1946.
A 4 de dezembro de 1946 havia falecido a avo Maria Leopoldina Camargos, viuva de Josefino Antunes Camargo, falecido a 27.10.1918. O autor nomeia como mentores que o escoraram na fe a Jose Maria Pires (Dom Jose Maria) e o padre Julio Lino. Talvez esse com aparentamento com os Lino de Virginópolis.
A respeito da ordenação sacerdotal menciona o padre Domingos Gulhermelli. Coincidência talvez, e possibilidade de escrita diversificada da mesma assinatura, fomos colegas de moradia em Viçosa do carioca Edilson Netto Guglielmeli.
Num detalhe, conta que convidou o padre Antonio Alves para ser-lhe assistente na primeira missa e que este hospedou-se, em Sabinópolis, na casa dos senhores Juquita Mafra e dona Emma, pais de Johnny e Marcelo, novos seminaristas, em 1950, indicados pelo autor para o seminário. Com a ajuda do monsenhor Levi Pires de Oliveira o encaminhamento tornou-se possível.
Enquanto descreve sua passagem de seminarista para padre novo, vai citando nomes tais como: padres Celso Carvalho e Rubem Silveira; fazendeiro Ortiz Barroso; seminarista Pedro Barroso; fotografo Ozanan Camara; emprestou-lhe um radio, Geralda Miranda; pregador, padre Jose Paulo Sales.
Presentes `a primeira missa: padres Antonio Alves e Jose Correia; os seminaristas: Geraldo do Espirito Santo Avila, Jose Gabriel de Oliveira, Rodolfo Lim-Apo, Jose Geraldo Guimarães (Leite), Jose Vermelho, Jose Sales Bicalho. Em Sabinópolis.
Em Euxenita: Antonia Marques de Pinho. Relembrando quando foi indicado para o seminário, menciona Ismar Garcia de Peçanha e Antonio Amaral de São Joao Evangelista. Acrescenta Joao de Sena, que foi para o seminário em 1938. Menciona ainda o tio-avô Joao Rodrigues de Alvarenga.
Em São Jose dos Quilombos encontrou-se com o tio e padrinho Jose de Sena que era casado com Edesia de Heliodoro.
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12. MINISTERIO EM DIAMANTINA E GOVERNADOR VALADARES
Em principio, padre Otacilio foi capelão do asilo Pão de Santo Antonio. E narra as dificuldades do dono, professor Jose Augusto Neves, para manter seu jornal “Voz de Diamantina”, de profundo teor católico. Quando disse que ia fechar, provocou uma manifestação popular tão convincente, com discurso do dr. João Brandao Costa, que voltou atras.
Relembra ainda um entrevero que existiu entre o senhor Jose Neves e o dono do “Estrela Polar”, jornal concorrente, editado pelo professor Geraldo Magela de Melo Santos.
Essa passagem não durou muito. Padre Otacilio foi transferido como vigário coadjutor do Cônego Jose Aristides Caldeira Brant, na Paroquia de Governador Valadares. Isso a partir do segundo semestre de 1950.
Ali foi morar com o padre Jose Maria Pires, diretor do Ginásio Ibituruna, que trabalhava junto com o padre Jose de Avila Garcia. Foi professor de  português, francês e física. Melhor, mesmo com a ajuda do matemático Carlos Nunes Lopes ficava no ar nessa ultima matéria. Ou seja tentava ensinar o que não sabia.
Lamentando o seu “concordismo” com outros, mesmo que discordando do interlocutor preferia sorrir e deixa-lo pensar que concordava, para não criar dificuldades para si mesmo, menciona o caráter oposto do padre David Alcantara Miranda. Encontrara-se com ele em Açucena.
Aqui devo sair um pouco do conteúdo do livro e expor a relação de padres em Virginópolis, lista essa que se encontra no site da Diocese de Guanhães:
Vigários
Vigário – Pe. Bento Ferreira
Vigário – Pe. Virgolino José Batista Nogueira
Vigário – Pe. Joaquim Gomes Coelho da Silva até 1896
Vigário – Pe. Félix Natalício de Aguiar de 1897 até 1949
Vigário – Pe. David de Alcântara Miranda de 18/07/1949 a out/1957
Vigário – Pe. Geraldo Brauwer de 04/10/1957 a Jan/1960
Vigário – Pe. João Avelino Reis 17/01/1960 a 16/06/1961
Vigário – Pe. David de Alcântara Miranda (2ª vez) de 02/07/1961 a fevereiro de 1962
Vigário – Monsenhor Francisco Batista dos Santos de 11/02/1962 a 31/12/1968
Vigário – Pe. Bernardo Odenkirchen de 01/01/1969 a 23/04/1986
Vigário – Pe. Pedro João Daalhuizen de 27/04/1986 a 08/08/2003
Vigário – Pe. Saint Clair Ferreira filho de 09/08/2003 a 31/07/2005
Vigário – Pe. Jacy Diniz Rocha 01/08/2005 a janeiro de 2011.
Padre David foi, em duas oportunidades, o pároco da Paroquia, o que reunia igrejas dos diversos distritos como Divinolândia, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoa, São Geraldo da Piedade, atuais cidades, emancipadas em 1962.
Aqui se observa que o padre Joao Avelino Reis ja foi mencionado pelo monsenhor Otacilio no livro. Padre Geraldo Brauwer era alemão. Foi quem batizou-me.
Minha mãe contava que era alto. Que quando passava pela frente da nossa casa e via os meninos olhando pela janela, brincava que ia pega-los. E como as janelas ocupavam boa parte da altura da parede, e o passeio da rua ficava praticamente `a mesma altura do assoalho, ele entrava pela janela com um pe na rua e outro no assoalho da casa.
De vez em quando ela assustava com os meninos correndo, vindo dos quartos que divisavam com a rua somente pela parede e passando pela sala de costura e o padre atras, fingindo que ia pega-los! Era realmente um tempo de festa.
Eu próprio, com meus 1.80 m de altura repetia a façanha de entrar assim em nossa antiga casa, ao final de minha adolescência. Em 1977/8 a casa velha foi demolida e cedeu lugar para a nova que permanece.
Mas destaquei o trecho mais porque o padre David posteriormente foi pároco em Governador Valadares e nos dois lugares foi considerado santo. Inclusive de sua sepultura naquele lugar mina uma agua que fieis recolhiam para intermediar milagres. Parece que atualmente a devoção arrefeceu. Padre David será mencionado mais algumas vezes na obra.
Falando a respeito das capelas filiais não esconde a preferencia que teve em atender ao Chonim de Cima. Do local menciona os moradores: Jose Conrado, Gabriel Perpetuo, Marcelino e Joaquim Pena, como bons exemplos. Afirma que ali havia mais união.
De pronto posso dizer que muito certamente o senhor Gabriel Perpetuo deve ter lugar em alguma extensão da nossa Arvore Genealógica. Dos outros nada sei. Embora, tenha tido um amigo de Governador Valadares chamado Daniel Pena.
Os padres holandeses: João Verbeck, Antonio, Teodoro e Arnaldo foram designados para as paroquias em torno de Valadares. E, parece-me, padre Arnaldo deixou alguma lembrança em minha infância. Talvez tenha participado de missões e, por alto, o conheci.
`A pagina 377 padre Otacilio conta que fez a passagem para os 33 anos de idade `a sombra de Nossa Senhora da Penha, no Espirito Santo. Conta que ali conheceu o mineiro Jose Garajau, natural da Barroada.
Talvez seja coincidencia. Residiu em Santa Efigenia de Minas um de mesmo nome. Pai do Zezinho Garajau, que conheço desde menino. Zezinho foi para Virginópolis para tornar-se o segurança da agencia da Minas-Caixa, a qual era gerenciada por meu pai. Ali conheceu a namorada, noiva e esposa, Hilda Moreira, e atualmente são pais de dois filhos adultos e ja divorciados.
Hilda teve por tios os senhores Antonio Moreira e Dinah Barroso Moreira. Barroso esse que se liga aos de Sabinópolis. O casal foi pai de Railda, atual viuva do tio Ozanan de Magalhaes Barbalho. Também de Margarida, esposa do primo Lincoln Antonio Lucio, ex-prefeito da cidade e dono da loja de tecidos.
`A pagina 380, nova batida `a porta de casa. Padre Otacilio nomeia duas moças com o nome Conceição. A primeira assinava Nunes Coelho, filha de Anésio Nunes Coelho e dona Julita, ja antigos como moradores de Governador Valadares. Eram de Guanhães.
So recentemente tive a oportunidade de esclarecer que esse senhor Anésio foi filho do tio-trisavô Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira da Silva. Era ainda irmão, entre outros, de tios Marcolina, Vitalina e Pio Nunes Coelho, casados na casa dos trisavós Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral.
A segunda era a Conceição Rodrigues Coelho, de Virginópolis. O monsenhor deixa uma descrição admirada com a capacidade de trabalho dessa pessoa, apesar do calor em Valadares que faz derreter todos os ânimos. Ela “estava sempre “mexendo”: no pátio, nas salas, no jardim etc.”
Muito provavelmente houve um pequeno engano de identificação ai. Não tenho nota de Maria da Conceição Rodrigues Coelho em nossa genealogia e que se encaixe naquele tempo. Mas temos a Maria da Conceição Coelho do Amaral, filha dos bisavós: João Rodrigues Coelho e Dindinha Olimpia Coelho do Amaral.
Tia Conceição nasceu em 1912 e faleceu em torno dos 90 anos de idade, pouco mais ou pouco menos. Era solteira e residia em Governador Valadares. Recordo-me dela passando ferias na casa da irmã dela, a nossa tia Edith, também solteira, professora e grande benfeitora da cidade. Alias, a casa era dos herdeiros.
A confusão de identidade tem suas justificativas. O bisavô João deu nome Rodrigues Coelho somente aos homens e Coelho do Amaral `as filhas. E em Valadares os irmãos Sinval, Omar, Antonio (dono de farmácia) e João Jr eram bastante conhecidos, dai era um passo pensar que os sobrenomes fossem o mesmo.
O monsenhor fecha o capitulo falando na violencia que Valadares estava envolvida. Mas somente lendo as quase duas paginas completas que dedica ao assunto para entender.
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13.ACUCENA
`A pagina 383 o monsenhor inicia o capitulo 19, que se ocupa do ministério na cidade de Açucena, antigo Travessão de Guanhães. Em 9.9.1951 tomou posse sob os auspícios do padre Domingos do Carmo, que era o vigário em Braúnas.
O prefeito era Edson Miranda, um comandante tipo coronel, que o padre Otacilio evitava contrariar, porem, nunca havia o perfeito entendimento entre eles, pois, Edson cometia atos que contrariavam o bom senso de humanidade. Ai ha que se ler o livro para compreender.
Menciona nomes como a: educada…rica… e … bonita Natividade, filha de Joaquim Fulbino”. Possivelmente, membro da família Furbino, mas ha lugares que pronunciam com o “l”. Também, vem D. Fantine, Helena Miranda e o pai desta, ja conhecido, Tozinho.
Os padres que haviam atendido `a comunidade antes do Otacilio foram: Jose Augusto e Deusdedit Gualberto que eram da paroquia de Dores de Guanhães, sendo o antigo Travessão capela filial desta; Jose Maria Pires, o alemão Agostinho Klinger, David Miranda e o monsenhor Sebastião Fernandes dos Santos.
Menciona que o pe. David residiu ali apenas 4 meses, indo depois para Virginópolis. Esse foi o tempo suficiente para passar por alguma doença terrível, um dos motivos pelos quais o padre Otacilio tece elogios rasgados `a dona Cruzelina, esposa do Hamilton Nunes Coelho, a qual não apenas hospedava os padres em sua casa quanto os tratava como filhos.
Revela que padre David foi o padrinho de Eustaquio, o filho temporão do casal. Os elogios a toda a família, esta nas paginas 388-389. Dona Cruzelina era diretora das escolas reunidas (antes tinha que haver a feminina e a masculina) e “Pimpolho” era farmacêutico.
No item “Festas Escolares”, `a pagina seguinte, consta que “Havia um grupo de bons músicos comandados por Nono, irmão de Pimpolho.” Ainda fala que esse era casado com filha de Gil Gualberto. Presumo que Nono era apelido do Claudionor Nunes Coelho Filho. Nono “Tocava pistom com alma.”
Menciona ai a presença de “sírios” na cidade. E que as meninas dessa descendência eram bonitas e numa festa representando ciganas, vestidas a caráter, pareciam mesmo ciganas. Não chegou a mencionar nomes ou sobrenomes. Se o fizesse, poderia incluir os Siman, os quais tem representantes em nossa família. Contudo, conhecidos como sírios-libaneses, na verdade procediam do Líbano.
`A pagina 395 inicia a narração da violência politica em Açucena nomeando o então prefeito Edson Miranda como um dos responsáveis. Botando “panos quentes” na ferida, revela os méritos do coronel que fez muito pelo desenvolvimento do município e destaca que era parente de Dom Serafim, mas não revela qual deles, o Gomes Jardim ou o Fernandes de Araujo.
No decorrer da Historia, vai citando nomes como Jose Furbino, Pelo escrito, da a impressão que era tido como pistoleiro de Edson Miranda. Mas na verdade, o possível pistoleiro chamava-se Geraldo (dinho). Jose era o amigo que o padre Otacilio ajudou a tirar da cidade para, talvez, não ser morto.
Segue mencionando Zezé Pascoal ou Jose Caldeira Lott. Ha toda uma Historia em torno do personagem. Embora Otacilio o considerasse boa pessoa, lamenta-se que fosse maçom e que não acreditava nos sacramentos católicos.
Menciona, `a pagina 402, o dr. Rui Pimenta. Esse dispensa comentário quanto ao parentesco na familia.
Menciona Concesso Barbosa e seus irmãos: Agnello, Dodo, Juquita e Nono. Revela que o amigo, bom de papo, faleceu de um mal subito, na festa de aniversario de 60 anos do Dodo. Mas o melhor esta no livro.
Menciona o Dr. Joaquim Bento, sobrinho do monsenhor Levi Pires de Oliveira. Natural de Conceição do Mato Dentro. Foi a Açucena dar uns conselhos ao padre Otacilio para deixar de ser critico a certas politicas do mandante da cidade. O recado não incomodou ao padre que ate concordava, estava inconformado apenas com os exageros.
`A pagina 404 inicia o assunto Felicina. Um dos distritos de Açucena. La ele se hospedava em casa de Agnello Barbosa, irmão do Concesso, cuja esposa chamava-se Porcina. Menciona os filhos João e Levi.
Fala elogiosamente a respeito do distrito mencionando o quão bom era o povo de la. Da ênfase a João Barbosa, D. Delicia e o marido Betinho. Como morador excelente menciona a Jose Perpetuo. Não sei se seria um dos vários ja inscritos em nossa genealogia.
`A pagina 406 conta que dona Efigenia e Chiquinho foram morar com eles em Açucena, mas o padrasto não se adaptou a morar no curral do Edson Miranda, indo então viver na casa paroquial em Felicina.
Passado um tempo, o padrasto fez uma sociedade com o irmão, por apelido Taco, e foram abrir um pequeno armazém em Governador Valadares, na Rua São Paulo, quando o lugar era ainda ermo, porem, o negócio dava boa renda.
Coincidencia? Não um longo tempo depois meus tios Oldack, ainda vivo aos 90 anos de idade, e Ovidio, falecido recentemente aos 82, fizeram sociedade e abriram na Rua São Paulo o Armazém Barbalho e a Mercearia Zulmira. Não sei informar se os comércios ainda existem nas mãos dos filhos. O Armazém que ficou com tio Oldack, sei que mudou de rua.
O negocio de Taco e Chiquinho acabou sendo passado para frente, para o senhor Ozanan Camara. O motivo da desfeita da parceria pode ter sido um distrato feito por Noeme, esposa do Taco, a Efigenia, mãe do Otacilio e esposa do Chiquinho. Noeme era irmã de Propércio, pai biológico do monsenhor, cujas irmãs não haviam aceitado bem o segundo casamento de Efigenia.
Possivelmente, os tios Oldack e Ovidio ainda encontraram na mesma rua o negocio sob a direção do senhor Ozanan Camara. Infelizmente fica difícil agora usar a boa memória do tio Oldack que ainda esta vivo para confirmar isso. Eles foram para Governador Valadares quando eu era criança. O pai deles, vovô Cista, faleceu em 1969 e foram ao enterro em Virginópolis. Disso recordo-me vivamente.
Outro distrito de Açucena é São Francisco. Ali morava Sebastião Lino que era pai de Antonio. Também residia Teresa Laje que foi o “pé-de-boi” por fazer a incumbência que era trabalho do padre Otacilio como inspetor escolar. Ele confessa sua ignorância no assunto e reconhece o socorro encontrado.
`A pagina 408 dedica um pequeno trecho intitulado Padre Felix. Ai bateu novamente na porta de casa! Revela algo interessante que eu não sabia. Trata-se de que o vigário de Virginópolis fazia visitas a toda a região. E por ser muito estimado que deram ao local o nome Felicina, que deriva de Felix.
E na sequencia, menciona um caso ocorrido na capela do Xodó, que envolve um filhote de onça. Leia quem desejar saber mais. Atualmente, Xodó é uma comunidade pertencente a Gonzaga, vizinha de Açucena e anteriormente pertencentes a Virginópolis.
Mas aqui vou revelar uma inconfidência que o padre Otacilio não ousou contar. Padre Felix foi uma pessoa muito caridosa e desenvolvimentista. Inclusive a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio foi levantada no tempo em que ele foi pároco. E essa igreja é enorme e majestosa.
O padre Otacilio prometeu e cumpriu a palavra de revelar muita coisa auspiciosa da vida das pessoas que foi conhecendo em seu paroquiato. Mas precisamos primeiro fazer a diferença entre “tecer comentários a respeito das vidas alheias” e fazer fofoca.
A meu ver, essa segunda nada mais é que a tentativa de destruir algo dos outros ou nos outros por inveja ou ambição.
A primeira, porem, tem outro sentido. Trata-se daquilo que é feito geralmente entre familiares. Por exemplo, qualquer um de nos tem um primo que é chato, outro que é beberrão, tem a/o parente falador (deira), etc. Isso sem contarmos os defeitos de alguns e as vaidades de outros.
Embora tudo isso sejam verdades, elas tornam-se “inconvenientes” de ser tratadas na frente de todo mundo. O que é muito comum na sociedade virginopolitana, e isso inclui a parentela ao redor do mundo, que deve contar com centenas de milhares de pessoas, é “tecer comentários a respeito da vida alheia.”
Ou seja, nada mais é que tratar das inconveniências na conveniência dos fundos de cozinha. Isso no tempo em que haviam cozinhas enormes, com fogão a lenha que era o único aquecedor na época do frio, com mesa grande, cafe, biscoito de goma e pai-de-queijo acompanhando. Atualmente se usa outras dependências das casas e mesinhas de bares vazios.
O certo é que se trata de coisas hilárias ou serias que mereçam comentários, não para desmerecer o comentado, mas sim porque se constatam verdades que `as vezes machucam quando são faladas em publico.
Feita a diferenciação, conta a lenda que padre Felix tinha sua assistente que não se sabia como, vez por outra, aparecia gravida. Então, seguia a gestação normal, ao final da qual nascia a criança. Mas, como o pai não aparecia para assumir a criança, o padre não se importava de batiza-la e fazer a caridade de colocar o sobrenome Aguiar, que era o dele.
Ate ha relativamente pouco tempo atras, nem mesmo dessa versão eu sabia. E quando estive em Virginópolis, em 2015, tive um dialogo com o João Carlos de Aguiar, nosso primo e ex-escrivão civil na cidade, que contou-me outra versão.
“Ah! Os filhos eram dele mesmo. As meninas da tia Nazinha não gostam de falar isso mas é a pura verdade.” Ouvi, confesso, meio duvidoso. O que me convenceu mesmo foram os gestos corporais e as feições no rosto. Ele não estava fazendo nem fofoca nem usando de maldade. As palavras lhe saíam normais, como se estivesse tratando de outro assunto sem a menor relevância.
A principio pensei em não comentar isso sem algo mais substancial. Não se tratava de duvidar. Minha duvida era apenas se isso ainda machuca alguém ou se trata de coisa de um passado tão distante que ninguém liga.
Mas ouvi de outra pessoa a mesma coisa. Contou que o Sady, que era meio de lua, e marido da tia-avó Biloca (Abila Patrocínio de Magalhães), teve um entrevero com uma “neta do padre”, que sempre ia `a casa de meus tios, pela amizade com suas filhas.
Parece que o assunto veio a tona e a moça tentou negar. Ele insistiu: “Como não é?! Olha os traços de vocês. Vocês são as copias dele!”
Nesse caso, não estou aqui querendo impor isso como verdade. Estou apenas narrando o fato. Ou seja, as suspeitas são as de que a procedência do sobrenome Aguiar em nossa família tem origem no padre Felix Natalino de Aguiar.
O que não considero nenhuma vergonha. Acredito que nem chega a ser um caso de hipocrisia militante, o que muitos padres faziam antigamente. Eles resistiam `a imposição do celibato. E tinham concubinas. A genealogia tem revelado exemplos de outros que assumiam que os filhos eram mesmo deles e registravam.
O estudo abaixo não revela direito se os exemplos são apenas de padres que tiveram filhos antes da ordenação ou não. Mas existiu muitos casos de padres ja ordenados constituirem famílias e reconhecerem isso pelo menos em testamento. Quem desejar, pode abrir:
`A pagina 409 ha esse extrato: “Era a piedade, eram as virtudes, era a fe. Nesta faixa vejo o Apostolado da Oração, os membros da diretoria, entre os quais uma respeitável senhora de Guanhães, sogra de Aljamar Miranda, D. Delicia e outras devotas. Também as irmãs de Jose Perpetuo, uma das quais ajudava em tudo: igreja, casa paroquial, associações, catecismo, etc. Muito trabalho naquela dileta Felicina. Mas a minha vida espiritual me preocupava muito. Miserere mei, Deus!”
Em verdade, Ajamar Miranda; era genro de Cecil Rodrigues Coelho e Ephigenia Coelho Guimarães. Cecil era filho dos nossos tios-bisavós Altivo Rodrigues Coelho e Vitalina Nunes Coelho. Ephigenia, filha de Joaquim Pereira Guimaraes e Maria Julia de Salles Coelho. Esta, filha dos, ambos nossos tios-bisavós: Antonio Paulino Coelho e Julia Salles Coelho.
Ajamar era casado com Fabiola Rodrigues Coelho, após casamento, Fabiola Coelho Miranda.
Duma visita pastoral feita por Dom João de Souza Lima e o padre Celso de Carvalho, em seguida uma descompostura feita ao vigário, pelo bispo, ha outro trecho interessante, `a pagina 411:
“No catecismo para a meninada, Pe. Celso observou que os meninos não falavam gíria mas português correto. Obra de D. Cruzelina, grande professora, zelosa diretora. Por exemplo, Pe. Celso avisa: “A comunhão das crianças vai ser na segunda missa de amanha, ta?” Os meninos respondiam: “Esta!”
`A pagina 414, o padre Otacilio menciona um remedio que se tomava como se fosse mingal dado por Pico (Eulâmpio Morais). `A pagina 419 revela que era casado com Fantine, e pais do prefeito Edson (Duta) Morais, e na faculdade o chamavam de “Timochenco”.
Na segunda pagina mencionada o padre relata um desentendimento que teve com o jovem prefeito do qual não saiu satisfeito. Mas o que chamou-me atenção foi o apelido do pai, Pico!
Recordo-me de ouvir o apelido em minha infância. Não sei quando nem porque. E o mesmo apelido veio `a tona em uma das visitas que fiz ao Brasil. Isso porque o avô materno de minha esposa foi assassinado, por alguém que usava tal apelido.
Contado por minha sogra, quando ela estava por volta de 17 anos, Pico retornou a Gonzaga e ofereceu como reparação pagar os estudos das filhas do senhor Francisco Martins de Sousa.
Para dona Geralda era uma questão de honra não aceitar. Ela não tinha mais que 5 anos quando perdeu o pai. E o ódio ainda era tanto que nem sequer quis ouvir. Ela era empregada da dona da pensão onde o senhor se hospedara e recebera a noticia da proposta através da patroa. Dali saiu imediatamente dizendo que somente voltaria quando “aquele homem for embora”.
A voz da dona Geralda ficava embargada ate ao dia que contou-me isso. E a narrativa longa, dava impressão de uma dessas estórias de terror vividas no cinema. Sem ver a pessoa, ouviu-lhe os passos no assoalho muito cedo. Praticamente na madrugada quando iniciava o serviço. E o andar do homem no quarto a fazia e continuava fazendo arrepiar. So pelo pressentimento, sem saber quem era.
Ela não deu o motivo do desentendimento que culminou com o assassinato do pai. Foi capaz de dizer apenas que fora uma completa covardia.
Gonzaga e Açucena são vizinhas sendo que as divisas se dão com o distrito de Aramirim. Em relativa equidistâncias, Açucena esta rodeada por Sapucaia de Guanhães, Aramirim, Felicina, Belo Oriente, Joanésia, Braúnas e Barroada. Sendo essa ultima a terra do senhor Jose Garajau, aquele que o Otacilio encontrou-se em Vitoria – ES.
O único distrito de Gonzaga, alem da sede, é Conceição do Brejaúba. De qualquer forma, Gonzaga deve partilhar com Açucena a parte maior de suas divisas. E em resumo do caso, dona Geralda apenas mencionou que: “O tal Pico depois foi para Brasilia e “graças a Deus” ele foi morto por la.”
`As vezes a fé leva ao erro da ma interpretação! E dentro do meu conhecimento não ha como garantir que seja o mesmo Pico. Mas do que ouvi falar no tempo de criança deve sim ser o mesmo.
`As paginas 422 a 425 fica feita uma narrativa em homenagem a Helena. E assim se relata:
“Agente de correio a vida toda. Creio que o emprego foi herança do pai, Tozinho – Antonio Alticiano de Miranda. O pai de Tozinho (e de Edson, de Fantine e da mãe de Ze Miranda) chamava-se Antonio, e tinha o apelido de Totó. Era diamantinense, e foi para Travessão de Guanhães como professor. Sua mulher, Belazinha – Isabel de Menezes – era também diamantinense de família tradicional. Era parente de Dom Serafim Gomes Jardim, Arcebispo de Diamantina. A mulher de Tozinho, Dona, nasceu no município de Sabinópolis da família Carvalho, estabelecida no Maia. Era também uma santa. ….”
Menciona ainda como irmãos de Helena: Agueda (clarissa franciscana), Elde, casada com Job Lott Alvarenga e Aljamar, Lourival, Jair e Newton. Ao contrário das mulheres, os homens não eram tão religiosos. Tozinho fazia a função de sacristão.
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14. CHEGAMOS `A CAPELINHA
Imediatamente ao intitular esse capitulo recordei-me das primeiras frases da letra de musica: Capela do Amor. E fui `a internet somente para ver se tinha algo por la. Encontrei no site LETRA.MUS.BR a versão de 1964 cantada por Wanderlea. Natural de Governador Valadares. Vou parar nisso e ir a coisa mais produtiva!
Padre Otacilio foi transferido para Capelinha para substituir o padre Jose Batista. Esse havia cometido o “crime” de desentender-se com os coronéis locais em época de eleições. E quem eram os tais? Os outros que não eram do bando chefiado pelos Pimenta.
E não estou aqui usando a palavra bando em forma detrimental. Vi o termo em uma tese do amigo professor João Luis Ribeiro Fragoso. Titulo: “A Nobreza Vive em Bandos. A Economia Politica das Melhores da Terra do Rio de Janeiro, Século XVII. Algumas Notas de Pesquisa.” Trata-se dos tratamentos que se davam a “Melhores Famílias da Terra”.
Entre eles ha um bando encabeçado pelo Barbalho. Mais especificamente, por Jeronimo Barbalho Bezerra. Parece-me que as famílias descritas nesse bando ajudaram a colonizar justamente aquela área a qual era dominada pela antiga Vila do Principe, atual Serro. E os Aguiar, Barbalho e Pimenta estavam juntos, como estão ate hoje.
Infelizmente, como o monsenhor Otacilio de Queiroz não recordou maiores detalhes da genealogia local não tive como identificar propriamente os possíveis vínculos entre os Pimenta locais e os nossos.
Não sei porque. Antes eu imaginava que a família mais destacada de la era a Pereira do Amaral, a qual temos vínculos próximos. Mas fiz uma pequena confusão. Esses tem outra cidade, ou outras, para chamar “deles”. Mas agora não recordo-me qual.
Acredito que o Distrito de Nossa Senhora Mãe dos Homens seja a cidade dos Pereira do Amaral, pois, em 1872 ja se encontrava la o 2o. Suplente de Subdelegado e 2o. Juiz de Paz com o nome de Miguel Pereira do Amaral. Esse distrito atualmente teve o nome simplificado para Materlândia.
Mas não sei qual deles em nossa família era esse. Certamente não era o fundador da sobrenome e sim um descendente dele. O Miguel Pereira do Amaral Junior também não deve ter sido, pois, era o 3o. Juiz de Paz de São Sebastião dos Correntes, atual Sabinópolis.
Acredito que minha confusão nasceu da presença, em Virginópolis, do fotografo Gervasio, mais conhecido pelo apelido de Peninha. Sabia que ele era natural de Capelinha. E com vínculos com Pereira do Amaral. Dai a interpretação enganosa dessa evidência.
Por não conseguir determinar vínculos conhecidos com a população local, vou recordar apenas os nomes das pessoas mencionadas no livro. Poderá ajudar-me em futuras incursões `a genealogia local.
Na chegada foi recebido com discurso do dr. Geraldo Magela Barbosa. Entre os presentes, a mestra dona Rosarinha Pimenta. Visitantes `a primeira noite: “Jacinto Jose, Dr. Juscelino Jose Ribeiro, Dr. Geraldo Magela Barbosa, Dr. Aloisio Teixeira, Raimundo Fernandes de Andrade, Diniz Bebiano, Antonio Vitor Filho, Antonio Jose Luz, Raul Coelho, Diocleciano Magalhães, Jose Gonçalves Sena, Luiz Barbosa, Vicente Martins, Pedro Pires, João Monteiro de Carvalho, Manoel Alves da Silva, Flaminio Ferreira, Alcino Campos, Orsino Magalhães e outros.”
Os sobrenomes ai coincidem também com aqueles descritos pelo professor Nelson Coelho de Senna, no livro dele, como participantes de um suposto “Arraial dos Coelho” em torno da Fazenda Axupé, onde o núcleo da nossa raiz Coelho se reunia no século XVIII e de la se espalhou. Ficaria essa entre Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar.
Por uma feliz coincidência, encontrei a localização exata dos locais mencionados pelo professor Nelson no endereço:
Ao abrirem, observem na parte inferior do mapa o cruzamento da rodovia 232 com o Rio do Peixe. `A altura da ponte desagua no rio o Córrego Axupé, Acompanhando a estrada pelo lado da mão esquerda de quem esta olhando, mais alem da curva sinuosa, esta escrito Faz. Axupé. Continuando na mesma direção, antes de Goiabas, pouca coisa abaixo da estrada, esta Coelho.
Ou seja, estão ai todas as dicas dadas pelo professor Nelson Coelho de Senna no livro: “Algumas Notas Genealógicas”, editado em 1939. Ele apenas informa que tratava-se do Município de Morro do Pilar. Atualmente trata-se do de Carmésia. E confirmei junto `a Diocese de Guanhães que as comunidades daquela cidade continuam pertencendo `a Paroquia de Morro do Pilar.
Seguindo com o livro do Monsenhor Otacilio. Tecelã (rendeira) D. Maria de Cirilo Cordeiro. Cantoras dos corais: Teresa, Luzia e Juvenata Soier, Zita de Piuzinho, filhas de Maria Baiana, Vicentina, Soledade, Rozarinha Pimenta. O grupo politico que fazia oposição aos Pimenta era chefiado por Jacinto Jose.
Padre Otacilio, porem, não se esqueceu de dar uma passada d’olhos na genealogia de seu fiel escudeiro em Capelinha, o senhor Geraldo Prisco (Berilo, 08.10.1908 – Capelinha, 07.01.1986). Filho de dona Ambrosina Cordeiro, irmã do padre Alexandrino, vigário de Agua Boa. O pai chamava-se Jose Prisco, nascido no dia de Santa Prisca, natural de Minas Novas.
Era casado com Maria das Dores (dona Nen) Azevedo, fal. em 04.1969, filha do soldado reformado Civicão, e era irmã de Tão e Fia (Maria da Conceição). Geraldo foi caixeiro de Bernardo Pimenta e de Jacinto Jose. Teve os filhos: Geraldo Domingos, Dr. Jose Adalberto, Maria do Rosario e Neuzira.
Viuvo, Geraldo casou-se 6 anos depois com dona Maria Monteiro da Silva que lhe deu mais um filho: Jose Emilio (Musgueiro) da Silva Coelho, amante da musica que com os amigos Geraldo e Valdomiro Barbosa fundaram a AMUC, banda de musica.
O prefeito Edimar Pimenta deu o nome a uma das avenidas de Capelinha em homenagem a Geraldo Prisco.
O monsenhor Otacilio dedica também uma parte `as suas conjecturas em torno do ser ou não ser bispo. E relata as nomeações para o cargo de seus colegas: Dom Jose Pedro Costa e D. Jose Maria Pires (1957); Dom Serafim Araujo (1959), D. Avila, D. Leonardo, D. Gusmão.
Ao D. Leonardo dedica bom espaço. Foi vigário em São Sebastião do Maranhão – MG. Foi vigário em Sabinópolis e Guanhães também. Encantava o povo. Muito bem aceito, desenvolveu grande trabalho pastoral e culminou com a preparação para a criação da Diocese local.
Mas padre Leonardo foi nomeado bispo de Paracatu. E o primeiro bispo de Guanhães foi D. Antonio Felipe da Cunha. Este não foi tão bem aceito e a suspeita do monsenhor foi que o trabalho extenuante associado `a delicadeza do estado de saude o levou `a morte, em BH, 06.03.1995.
Sua lembrança vai a D. Ricardo Pedro Chaves, bispo de Leopoldina e mais tarde arcebispo de Pouso Alegre. Esse para chegar ao bispado contou com o depoimento de dona Maria da Consolação Afonsina Gusmão, grande educadora em Itamarandiba.
Para arcar com uma divida da igreja de Capelinha, a Gotardo Pimenta, contou com a ajuda dos fazendeiros Leolino Afonso Fernandes e Jose Cordeiro.
Para construção da igreja menciona o contador Pedro Otoni, o pedreiro Jose Pacheco que era genro de Jose Marques e d. Rosa Belfort. Recebe a ajuda dos engenheiros dr. Pericles Sa, do padre de Curvelo, Andre Van Der Arend e dr. Domingos Souto. Menciona D. João Pimenta (a depois).
Carpinteiros-pedreiros, Jose Cordeiro de Oliveira e Raimundo Rodrigues. Adão e Jose Amaro Cordeiro deram grande ajuda, coletando esmolas para a construção. Menciona que as janelas foram feitas na serralheria do sr. Jose Fernandes, de Curvelo.
Um momento especial:  “Comprei….” “Bancos em Governador Valadares. Procurei la o Joãozinho Ferreira, filho de Virginópolis, irmão de Hildefonso, nosso colega de Seminário, piedoso congregado Mariano, precioso colaborador dos padres da paroquia, homem correto e honesto, profissional competente.”
Senhor Joãozinho foi muito conhecido por essas qualidades e outras mais. Inclusive o padre Otacilio menciona a qualidade dos moveis que comprou e o preço camarada. Isso, porem, não o impediu de criar um certo caso que ele próprio descreve com o pesar de não saber se fizera o correto ou não.
Senhor Joãozinho entra em nossa genealogia por ter sido casado com Margarida (Di) Coelho Magalhães Ferreira. Ela foi filha da nossa tia-avó Emidia (Miluca) Magalhães com o tio-bisavô Evencio Batista Coelho. E, dai, a genealogia corre solta!
Infelizmente não tenho pelo menos um esboço genealógico da família Ferreira em Virginópolis, embora seja uma das primeiro moradoras locais. Quem doou o terreno para a construção da primeira igreja local, antes da formação do arraial, foi o senhor Felix Gomes de Brito, parece-me, em 1838, e uma das filhas deste, Anna, era casada com Raimundo Ferreira.
Não posso dizer que o senhor Raimundo foi a fonte única do sobrenome da família local. Pode ser que sim. Sei que temos muitos outros Ferreira agregados na família, inclusive vindos de fora, como o senhor Jose Ferreira Junior e a portuguesa dona Anna Elvira (Biluca) Ferreira. Essa foi a esposa de nosso tio-avô Darcy Batista Coelho. Tia Biluca era um doce de pessoa.
Certamente, os Ferreira locais deverão ter parentesco entre si. E por vias laterais e talvez consanguíneas com os Barbalho locais, pois todos descendem da nossa pentavó Genoveva Nunes Ferreira.
Disse antes, quando Otacilio fez a visita a Guanhães e hospedou-se na pensão da dona Adelaide, que voltaria a mencionar o senhor Paulo Ferreira, casado com dona Terezinha (dona Zinha), filha dela. O que posso dizer é que eles são parentes entre si. Não sei como se da o parentesco.
Quando precisou de animal de transporte, na decada de 1950 ainda não haviam estradas regulares na região, eram poucos carros e as viagens locais eram feitas ainda `a moda Far West, teve a ajuda de Sebastião Caldeira da Luz, comprou besta em mão de Gerson Martins.
Da familia de João Soier, que era pai de: Teresa, Lourdes, Luzia, Juvenata, Neca, Jose, Raimundo (Dão), Geraldo (Lau), etc, Jose e Lau lhe eram constantes companheiros de viagens.
Manoel Alves da Silva – Piuzinho – casado com D. Virginia, pais de Zita e outros auxiliares. Jacinto Jose. Joaquim Vieira, irmão de Piuzinho, casado com D. Rosa Otoni, pais de Vicente, Joaquim, Fabiano, Rita, Aparecida, Monica, Imaculada, Brigida. São os principais auxiliares mencionados. Outro foi Jose Pimenta de Figueiredo (Caboclo).
Na politica, ao tempo do padre Jose Batista e da confusão, senhor Gotardo, filho de Caboclo, foi apoiado pela família Pimenta. Aliados deles eram Manoel Coelho e sua irmã Ana Coelho.
Do lado oposto, o candidato eleito foi Jose (Zezito) Carlos Ribeiro, filho de Jacinto Jose.
Da família Pimenta menciona Tininho Jose, ja velho, que fora tropeiro. Nono Pimenta era o marido de dona Rosarinha. Entre os filhos, o padre Carlos Pimenta. Jacinto Pimenta, comerciante, e Sebastião Pimenta, farmacêutico.
Antonio Teodolino Pereira da Silva, Tonico Dentista, era casado com dona Carmelita, irmã do padre Herculano. Dos Pimenta menciona Dom João Antonio Pimenta, sábio bispo de Montes Claros; cônego, João Batista Pimenta, vigário de São João Batista (Itamarandiba). Monsenhor Domingos Pimenta de Figueiredo (padre Minguta), vigário de Barreiras (Carbonita) e de Capelinha.
Outros Pimenta, Padre Herculano, que foi Cônego Honorário da Catedral de Diamantina e Monsenhor, por nomeação papal. Era irmão do dr. Vicente.
Outros mencionados: Dr. Francisco Badaró, padre Virgilio, Cristiano Barbosa, Augusto Barbosa. Padre Francisco Camara e padre Jose Correia. Esse ultimo sofreu muito com os fiéis em Guanhães.
Professoras renomadas: D. Herminia Eponina da Silva, professora publica e particular de Jacinto Jose. D. Tercilia Luz, diretora do G. E. Cel. Coelho. D. Geralda Otoni, diretora e educadora. D. Rosarinha Pimenta tem o nome gravado na E. E. Mestra Rosarinha.
Na Historia de Capelinha, por apontamentos do bispo Dom João Pimenta, Primeiro morador foi Manoel Luiz Pego, pai de Feliciano, Tomaz e Felisberto Luiz Pego. Primeira missa foi celebrada pelo padre Camillo de Lelis Prates. Saint’ Hilaire visitou o local.
Em 1821 levantados os esteios da antiga Matriz por Silvério Jose Rabelo, demolida em 1953 pelo padre Jose Batista. A nova construída no tempo de Otacilio. Primeiro vigário, Pe. Francisco Pereira da Luz, 08.05.1859.
Relata ainda o autor que o jovem prefeito Jose (Zezito) Carlos Ribeiro foi agraciado em 1956 com um premio, por Capelinha ter ficado entre a 5 cidades de maior progresso naquele ano. Houve reportagem feita na revista O Cruzeiro. Reporter Mario Morais. Premio entregue no Palácio da Liberdade, BH, com as presenças do governador Bias Fortes e do deputado Murillo Badaró.
Dr. Geraldo Magela Barbosa era filho de Olinto Barbosa de Sena e Maria Modestina Barbosa Era bisneto por parte de pai e mãe de Antonio Barbosa de Oliveira e Beatriz Barbosa Sena, casal esse que teve 25 filhos. Cita outros da familia, como Luzia da Fe Barbosa, sua auxiliar.
O próprio padre Otacilio foi agraciado com o titulo de Cidadão Honorário de Capelinha quando o presidente da câmara era o senhor Antonio Evaristo Barbosa.
Uma das ruas da cidade leva o nome de Dr. Juscelino Barbosa, grande expoente da cultura mineira, tendo sido prefeito de Poços de Caldas e co-fundador do jornal Estado de Minas. (atualmente não passa de um panfleto das ideias conservadoras e direitistas).
Os pais, Chiquinho e Efigenia, foram morar em Capelinha. Ali fizeram logo amizade com Joaquim Vieira, Piusinho, Pedrinho Pimenta, Mauro Pimenta etc. Grande prefeito foi Jacinto Jose Ribeiro. Jose Carlos Ribeiro construiu o aeroporto.
Entre os amigos: dr. Aloisio, dr. Hilton, Raul Coelho, Darci Coelho, Pedro Otoni, Pedro Pires, Maria Baiana etc, etc.
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15. O XADREZ DOS DOIS BISPOS DE CAPELINHA
A partir da pagina 466, o monsenhor Otacilio Augusto faz uma homenagem aos dois bispos oriundos de Capelinha, D. João Antonio Pimenta, nascido em 12.12.1859. Foi o primeiro bispo de Montes Claros, tomando posse a 02.11.1911. Faleceu na mesma cidade em 20.07.1943 e esta sepultado na cripta da catedral.
Dom Cirilo de Paula Freitas, nascido a 15.03.1860, tendo sido bispo titular Antipátrida e coadjutor de Cuiabá (nomeado a 27.03.1905 e empossado em 07.01.1906), posteriormente foi nomeado primeiro bispo de Corumbá (nomeado 13.03.1911, assumiu a 03.03.1912). Faleceu em Paraopeba, a 9 de março de 1947.
O monsenhor escreveu que D. Cirilo foi vigário de Cedro. Existe Cedro no Ceara mas não encontrei referencia. Quanto a Cedros do Indaiá, em Minas Gerais, falam no histórico que os primeiros moradores chegaram por volta de 1915, quando D. Cirilo ja era bispo. Antes de ser bispo, naturalmente foi pároco em algum lugar, mas não descobri.
A respeito de D. João Antonio o padre quase nada comenta alem de mencionar o grande exemplo e o preparo que o bispo tinha. E não o disse porque deixou o endereço a procurar algo da sua biografia. No capitulo Dicas Genealógicas volto a mencionar o fato.
A respeito de D. Cirilo ele exalta a humildade. E reproduz parte de carta de correspondência com o padre Alexandrino Cordeiro, vigário de Agua Boa – MG. Ali dom Cirilo revela que o avô lhe dava serviços braçais e dizia que era para ele conhecer, pois, se não o fizesse naquela hora por necessidade, poderia vir algum dia a precisar fazer e ai não estranharia.
E para entrar no seminário, plantou ele próprio um feijoal, com a ajuda de 2 irmãs dele e uma empregada da casa. Como ja estava em Itamarandiba (São João Batista `a época), em estudos com o cônego Pimenta, quem colheu, vendeu e enviou o saldo foi a própria mãe.
Mas o que chamou-me particular atenção foi o que se encontra nesse extrato, da pagina 469:
“Nas paginas seguintes Dom Cirilo responde a outra consulta. Pe. Alexandrino e Dom João pretendem publicar seus dados biográficos e lhe pedem mais informações: “Na longa estrada da minha vida nada se encontra digno de nota, a não ser meus dados de corresponder `a minha vocação. Nasci na obscuridade, nela quero ficar e nela quero morrer, depois o esquecimento”.
Eh! Esta escrito: “Com o suor do teu rosto comeras o teu pão, ate que voltes ao solo, pois da terra foste formado; porque tu es po da terra, retornaras!” Gen. 3:19 e, ainda:
“O po retorne `a terra, de once veio, e o espirito volte a Deus, que o concedeu.” Eclesiastes. 12:7. Mas também esta escrito:
“Oh, que perversa e presunção a vossa! Que é isso que pensas: tratar o oleiro como argila! Porventura o objeto formado pode alegar `aquele que o formou: “Ele não me fez?” E o vaso poderá dizer ao oleiro: “Ele nada entende do oficio?” Is 29:16
Não pretendo aqui diminuir as virtudes de D. Cirilo. Apenas não concordo com aquele ultimo desejo de ficar na obscuridade e cair no esquecimento. Talvez ele estivesse pensando no descanso eterno, como se diz.
Imaginem a vida eterna que estão levando os santos mais conhecidos da Igreja Católica!!! Pior ainda quando são os santos do dia! Somente Deus que Tudo Faz tem mais trabalho.
A parte da humildade de D. Cirilo esta correta. Ou seja, não se considerava o tal, portanto, não queria ser colocado `a frente dos outros. Eu sou servo. Se me mandarem eu vou. Mas não sou eu quem o determina.
Mas essa parte da humildade, parece-me, esta contraditório com a pratica. Trata-se, em minha interpretação, que as melhores pessoas, sendo santas ou não, não podem ficar no esquecimento. Isso porque são delas os melhores exemplos que precisamos.
Acredito que, ate `a minha geração de idade, o que esta escrito será o suficiente. A gente que viveu e foi criada no interior, antes desse mundo tão conturbado e tecnológico, consegue se relacionar melhor com aquilo tão antigo porque o mundo em que nascemos não era tão diferente daquele no qual o escrito foi feito.
Mas creio que ate o Jesus da manjedoura, aquele “professor” de boas causas e de sabedoria tão afiada, esta “caindo de moda”. Não estou referindo-me aqui ao que ele ensinou, que nunca deveria sair dos corações da humanidade.
O problema que tenho visto tem sido a concorrência que aumentou muito. Provavelmente, a humanidade nunca passou por outro tempo semelhante, em que tantas interpretações diferentes foram dadas a uma “mesma coisa”, um mesmo escrito.
E, pela pratica, sabemos que os autores da maioria dessas interpretações não tem nenhuma intenção de conduzir as boas almas ao Seio do Pai. Nem mesmo participar de Sua Santa Seia.
Alem disso, temos visto o quanto o excesso de tecnologias tem levado para dentro de nossas casas o culto a novos deuses. Falo aqui dos super-heróis do cinema e da televisão, hoje ja quase substituídos pela internet, e dos video games. E dos cosméticos no esporte e politica.
Alem, de claro, a aparente diminuição do interesse por milagres. Devemos nos lembrar que no tempo de Jesus, milagres eram os únicos remédios que a cultura humana conhecia para solucionar problemas que se refletem na saude.
Ninguém naquele tempo tinha um “Doril” na caixinha de primeiros socorros. Quando uma dor fosse violenta a ponto de causar consequências mais graves, so mesmo um milagre. E os “médicos” nessa “arte” eram indispensáveis e respeitados.
Eu próprio tenho algumas restrições particulares a certos milagres descritos na Bíblia. Em alguns, nem acredito. Ja outros, fico pensando! Ao que me parece eram problemas comuns de saude e que um bom milagreiro conseguia curar, porem, essa não era uma arte que tivesse escola, pois, quem sabia não ensinava ou dependia de um poder que não podia ser passado adiante.
Vejo com maior condescendência a atual medicina, pois, faz coisas que ate o diabo duvida. E porque existem as escolas de medicina, uns mestres passam para os próximos médicos um poder melhorado em relação ao que outros mestres lhes ensinaram. E os novos médicos tendem a melhorar as praticas nas próximas gerações.
Exemplo maior de milagre da medicina moderna tem sido as vacinas. Ha quanto tempo tem que não se houve falar, por exemplo, de epidemia de varíola?! Isso sem contar com a crupe, coqueluche ou catapora. E a nossa geração de idade conviveu com tudo isso em nossa época de criança.
Mas, voltando a meu ponto, comparando-se com os dias atuais, alem do tempo que as tecnologias estão ocupando na vida das crianças e adultos mais jovens, lhes tem impedido de se educarem. Ate mesmo porque, os exemplos das Escrituras em relação ao que estão vivenciando hoje lhes deve parecer algo inferior.
Tanto que observo, os charlatães tem usado a crendice popular de forma a levar as pessoas a crerem que o ter é mais importante que o ser. Se não tem, você não é nada! E essa afirmação minha é de cátedra. Embora, “eu sei que nada sei”. Mas muitos que sabem menos pensam que não sei! E, por isso, não sou!
O certo é que, em contraponto ao pensamento de D. Cirilo, penso que estão faltando exemplos de vida de pessoas reais e contemporâneas que possam ajudar a levar a multidão para o bom caminho.
Observe-se que o bom católico antigamente tinha as vidas de exemplo dos santos com as quais se relacionar. Para mim, os exemplos de Jose, Jesus, Francisco de Assis e dom Bosco eram divinos. Mas não creio que estejam sendo para a juventude atual porque ela não se enxerga neles.
A juventude atual se vê nas telas de seus instrumentos eletrônicos.
Não tem sido oferecido um contraponto real de exemplos reais que mostre `a juventude atual que precisa percorrer o bom caminho. O muito que se tem visto são os argumentos que dividem o rebanho que deveria ser de um so Pastor.
Os pastores hoje estão apostando no divisionismo e não na salvação eterna.
Em minha infância, por exemplo, era um grande conforto ter o exemplo de D. Manoel Nunes Coelho. Ser parente dele aumentava ainda mais esse conforto. Mas se a gente não tivesse a menor ideia da nossa genealogia, talvez ele não passasse de mais um nome praticamente morto em nossa memória.
O que significa para os dias de hoje que um bom exemplo de bispo tenha sido primo em primeiro grau de seus avós?
Acredito que a ausência desses exemplos próximos e reais tem ajudado a transformar essa geração no que ela tem e não no que ele é. Se os filhos de Deus não demonstrarem para a juventude que ela também procede d’Ele, ela jamais ira procura-Lo.
E se todos optarmos pelo esquecimento como fez D. Cirilo, mesmo sem a culpa de saber que estava agindo com engano, os maus exemplos serão não apenas maus, mas os únicos exemplos que a juventude terá.
E para vermos que o fim esta mesmo próximo, basta ver a qualidade de exemplos que nos tem aparecido tanto no âmbito local quanto no âmbito mundial. Os maus exemplos não apenas aparecem mais, mas eles estão vencendo a batalha pelo numero.
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16. RETORNO A DIAMANTINA
Em 03.08.1964 o padre Otacilio retornou a Diamantina. Houve um desentendimento entre os padres Lazaristas que administravam o seminário local e o bispo D. Sigaud. Com isso eles se foram e os seculares foram chamados para assumir as funções.
Ele relaciona os padres que assumiram o compromisso: “Pe, Paulo Vicente de Oliveira, Pe. Geraldo Fernandes Guabiroba, , Pe. Otacilio, Pe. Jose Gonçalves, Pe. João Mota, Pe. João Carlos Horta Duarte, cônego Jose Marques das Aleluias, cônego Jadir Brandão. Mais tarde Pe. Celso de Carvalho, pe. Benigno Brito e cônego Walter Almeida.
Não mencionou o obvio parentesco entre o padre Guabiroba e seu antigo colega, Vicente Guabiroba. Talvez tenham sido irmãos. Suponho porque o sobrenome era o mesmo.
Em 1970 o padre Otacilio foi nomeado vice-reitor do seminário. Alem de acumular as funções de professor e capelão do Colégio Nossa Senhora das Dores. E na pagina 472 inicia a descrição de algumas falhas como professor.
Nisso cita um aluno que o corrigiu, Jorge Dupin, sobrinho da Irmã Dupin, Vicentina, superiora na Santa Casa do Serro. Conta que ate padres faziam chacota dele, por sua ignorância em assuntos escolares. Chegou a desconfiar ate do D. Sigaud. Os causos estão no livro.
Foi nomeado Vigário Geral da Arquidiocese de Diamantina.
Levou os pais para Diamantina. Comprou para eles a casa na Rua Abilio Barreto, 234, que pertencia a Josefino Amador dos Santos e herdeiros. Dois netos, Mauricio Antunes dos Santos e Luiz Carlos Antunes Santos criaram algum caso antes de concordarem.
E nisso vai citando nomes como dos amigos: Antonio Neves e D. Terezinha, Jose Catu, João Deco, Titonio, Rui, Regino, Eugenio. Medicos que atendiam: Dr. Lonelino Couto e Dr. João Antunes. Amigo Valter Nascimento. Medico em Itamarandiba: Dr. Mario Moreira. Outro: Dr. Aristeu, em Diamantina
Falando em médicos conta um caso do sobrinho do Chiquinho, Carlos Queiroz Barroso, que fazia a instalação elétrica do seminário, junto com seu irmão Francisco. Dr. Aristeu não conseguiu resolver uma luxação sofrida pelo eletricista, o que foi resolvida pelo Dr. João Meira.
E falando em médicos, relembra o Dr. Rui Pimenta nosso primo. Descreve por alto o nascimento prematuro de Laercio Antonio (Tonico), filho do Laercio Queiroz. Nascimento com 6 meses de gestação. Bons cuidados do medico. Mas a franqueza quase levou `a briga do pai.
Em Sabinópolis ainda, dr. Rui recebeu o recém-formado Dr. Joaquim de Pinho Tavares. Trabalharam juntos em harmonia ate Dr. Rui resolver ir para Governador Valadares.
Menciona ainda Pe. Rubim, Pe. Luiz Rodrigues que o precederam como capelães. Menciona o padre Geraldo Humberto Venuto, irmão de João, filhos do senhor João Venuto. E ao ler a obra de padre Jose Sales ficou sabendo que a família inclui o padre Paulo Venuto.
No largo D. João vivia seu amigo Luiz Antonio de Souza, com a esposa D. Eugita Miranda e os filhos Dirceu e Geraldo, que foram seminaristas. A filha chamava-se Terezinha.
Saltando um pouco dessas recordações nominais, não foi que o monsenhor Otacilio mencionou o monsenhor Amaral! `A pagina 491 o nosso parente é mencionado porque foi digno da visita do vigário geral, por estar muito doente em Peçanha, onde era o vigário. Pensaram ate que ele fosse morrer naqueles dias. Mas viveu muito ainda.
Jose Pereira do Amaral, o monsenhor, foi filho de nossos tios-trisavós: Ernesto Pereira do Amaral e Ilidia da Silva Neto (tia Nhanha). Tio Ernesto foi filho de Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Casal esse, natural de Sabinópolis, dos primeiro-moradores de Virginópolis.
Os tetravós Joaquim e Maria Rosa foram pais da Quitéria Rosa do Amaral que junto com o marido João Batista Coelho Junior foram os pais da bisavó, Dindinha Olimpia Rosa Coelho do Amaral.
Alem dessa menção, durante a visita houve um episódio ao qual o padre Otacilio credita como estopim que o tirou do cargo e o enviou para Itamarandiba. Mas como o atrito leva a uma menção genealógica importante, deixo os detalhes para o capitulo próprio.
No mais do capitulo, ha alguns causos para distrair ou justificar a demissão do vigariato geral. Inclusive menciona a presença da TFP – Tradição Família e Propriedade – em visita `a cidade de Diamantina.
Era um grupo de seminaristas do Parana. E ai ele descreve o jeito conservador e extrema-direita, politicamente falando, do grupo. Confessa inclusive que se deixou levar pelo atrativo teórico das ideias.
E, sendo em 1964, confessa seu apoio ao golpe daquele ano, pois, tinha a mente reduzida pelo conceito simplista do que era a ideologia adversária. Mas deixa isso pra la porque aqui não cabe discordar de quem ja morreu e não pode contra-argumentar.
Outro nome, Carlos Queiroz Barroso, o parente e mestre-de-obras em Sabinópolis. Menciona a fazenda de Raimundo Barroso. Levando Ramos era parte da comissão que desejava a saída do então vigário de Itamarandiba. E, contrariado, d. Sigaud aceitou.
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17. MINISTERIO EM ITAMARANDIBA
A posse foi passada por D. Sigaud em 17.02.1974. Padre Sebastião do Socorro Costa estava acompanhando. Testemunhas: João Batista Gandra, Isabel (D. Bezinha) Guimaraes Gandra, Milton Vieira de Araujo, Maria (D. Pite) do Espirito Santo Fernandes, Edna de Jesus Gandra Almeida e Inez Andrade Camara.
Entre os prenunciadores de discurso, D. Pite e o promotor de justiça, em Capelinha, Dr. Alvanato Almeida, que era cunhado do padre Edno Gandra. Os paraninfos: João Batista Gandra e D. Bezinha; Milton Vieira e D. Pite. Presumo eu, dois casais. O pai de João Batista era o senhor Nico Gandra.
Pela introdução, não creio que haja duvidas quanto aos nomes de famílias dominantes locais!
Nessa parte o padre Otacilio dedica-se a explorar um pouco mais da Historia de Itamarandiba. E ai deixa escrito que consultou o livro do professor Dermeval Jose Pimenta, inclusive menciona a pagina 21. O Arraial de São João teria surgido a partir de uma feitoria fundada em 1675. Em 1674 recebera a visita de Fernão Dias Paes Leme.
O bandeirante, capitão Jose de Castilho ajudou na implantação da feitoria. As feitorias serviam como entrepostos para prestar assistência `as “Bandeiras”. A igreja local foi construída em 1765 e a população sempre a preservou. Tendo uma beleza interna própria.
Saint’Hilaire visitou o local em sua famosa viagem aos sertões mineiros (1817). Conheceu o fazendeiro Jose Caetano de Melo e gostou. E considerou a fazenda do padre Rolim, na beira do Itanguá, a mais bem estruturada. E ai temos a Historia em nomes:
Feitoria fundada por: Francisco Paes e Agostinho Medina. Padre Agostinho Alves Pereira construiu a igreja. Antes de 1790 presentes padres Emanuel e Suterio Ferreira Gandra. Padres: Francisco Gomes de Melo (fal. 1806), João Bonifácio Duarte Pinto (1811), Fortunato Araujo Guimaraes (fal. 1840); Patricio Nunam Pereira (fal. 1827), Carlos da Silva de Oliveira Rolim (inconfidente fal. 1827). Tempos de paroquia, vigários: Joaquim da Circuncisão do Senhor (fal. 1873).
Pessoas influentes no período do Arraial: Caetano Jose de Melo, tenente-coronel Manoel Francisco de Paula, tenente-coronel Francisco de Meira Peixoto, capitão Leonardo Gonçalves da Costa, major Valeriano Dias Camargos.
Familias mais numerosas: Gandra, Gomes de Melo, Meira, Alves de Azevedo, Costa, Araujo, Dias, Fernandes, Afonso Fernandes etc.
Professor Teodorinho era o remanescente do século XIX mais lembrado. Da primeira metade do século XX menciona: João Silvério Dias Fernandes, Isabel Guimaraes Gandra (Mestra Bezinha), Grupo com o nome de Coronel Jonas Camara. Ginásio fundado em 1957 pelos professores: Carlos Dalmo Moreira e Raimundo Nonato Fernandes.
Outros padres: cônego (mais tarde bispo de Montes Claros) João Antonio Pimenta (1874 – 1889); padre João Afonso da Silva Pires (1924), padre Julio Feliciano Colen (1930 – 1931), padre Virgilio Rodrigues Vale, havia sido vigário em Sabinópolis (1915 – 1916) e em Itamarandiba (1931 – 1946), padre Lauro Vilela (1943 – 1962). E Otacilio.
Ainda nas reminiscências, menciona o senhor Agostinho Alves de Azevedo, benfeitor. Conta um caso do Padre Lauro que perdeu a mãe aos 9 anos de idade e soltou essa: “Graças a Deus, mamãe não me bate mais”. Era filho de Zeca Alves e D. Raimunda.
Chegou a mencionar o padre Argel, que contou um caso do padre Luiz Barroso. O padre Argel atendeu esporadicamente `a paroquia de Virginópolis e foi vigário em Divinolândia.
O padre Otacilio revela algumas inconfidências do padre Lauro, inclusive reproduzindo cartas escritas ao vigário-geral, monsenhor João Tavares de Souza e ao prefeito Afonso Gandra. Ai nomeia as mestras: Adalgisa, Marta, Conceição Vieira e Auxiliadora Gusmão. So lendo para compreender.
Abre-se um capitulo em homenagem a Tiburtina. Era filha de Florentino Egidio Andrade Camara e casou-se duas vezes. Seus maridos: Antonio Augusto Andrade Camara Alquimim e dr. João Alves. Entre os casos, tentou dar o golpe do João-Sem-Braço em dona Maria Guedes mas não conseguiu.
Informações preciosas. João de Andrade Camara foi da Bahia para Itamarandiba por volta de 1800. Casou-se com Maria Bernarda de Oliveira e os filhos João Junior e Jose deram origem `a família Andrade Camara. Entre os membros destacados da família encontram-se Tiburtina e o coronel Jonas Camara.
Tiburtina foi uma dessas figuras maiores que seu próprio tempo. Tanto que o que gira em torno vira lenda. Se fosse feita uma retrospectiva entre as mulheres mineiras que fizeram Historia, o nome dela ficaria ao lado de dona Beja, Chica da Silva, dona Joaquina do Pompeu e outras.
Entre essas outras poderíamos incluir nossas ancestrais Genoveva Nunes Ferreira que, parece, não se casou mas dirigia sua própria vida e negócios. Também Anna Pinto de Jesus que após o falecimento do marido foi a cabeça da família Nunes Coelho por bom tempo.
Isso que hoje nos parece fácil, era praticamente impossíveis no tempo em que viveram ja que, pela moral dos homens-de-bem, com as bênçãos dos mais de 99% de católicos que dominavam, era a imagem da mulher santa, quando submissa, parideira e mantenedora do lar sagrado. Ser diferente naqueles tempos era pecado.
Monsenhor Otacilio menciona o livro: “Emboscada de Bugres: Tiburtina e a Revolução de 1930”. Autora: Milena Antonieta Coutinho Mauricio. Presente recebido por dona Inezita (Inez Andrade Camara). O livro deve dizer tudo. Otacilio apresenta algo.
Adiantando um pouco, `a pagina 520, monsenhor Otacilio recorda a criação da Cooperativa de produção de Arraiolos. As mestras foram as donas Geralda Gonzaga Moreira e Maria Jose Moreira.
Arraiolos é uma pratica de tecidos de tapeçaria. Recordo-me `a época da criação da cooperativa por isso ter sido noticia veiculada em jornais escritos e televisivos. Houve um grande incentivo `a iniciativa e parece que a moda pegou.
Aniversario de 80 anos do Chiquinho foi devidamente comemorado em 17.06.79. Francisco Augusto de Queiroz era o nome completo. Compareceram 2 irmãs dele: Zelita e Maria, com sobrinhos, esposas e filhos: Jose Maria Osorio c. c. Marilia Caldeira, 3 filhos; Artur com 4 filhos; Luiz com Ivania, 2 filhos; Jose com Irani Ozorio, 3 filhos; Carlos mais filha Auxiliadora; Cosme e Marta, 1 filha; Damiao com a noiva Betinha; Afonso e Cota, 5 filhos; Antonio e Sonia e Adair de Amintas.
03.07.79, Efigenia sofre um derrame cerebral. 11.07.79 falece em Diamantina. E, mais tarde, 15.06.87 falece o pai adotivo, na casa paroquial em Itamarandiba.
Durante essa parte do livro o monsenhor Otacilio demonstra sua seletividade em relação aos outros componentes da sociedade. Ja havia exposto horror ao comunismo com bases no pensamento marxista. Ou seja, não concede `a ideologia sua evolução ate ao tempo em que escreveu o livro.
Não estou aqui querendo defender o comunismo. Estou apenas ressaltando uma verdade. Aquela de que o capitalismo praticado `a época em que Marx, 1848, era tanto ou mais detestável ate o que foi praticado por Stalin.
Era um tempo em que a abolição estava apenas começando a germinar. E o abolicionismo não foi defendido pelo capitalismo. Pelo contrário, esse servia-se da escravidão. E, durante o tempo da escravidão e após `a abolição, as condições do trabalho livre eram semelhantes `a vida do cativeiro.
Portanto, se parássemos na Historia e fossemos criticar o capitalismo pelo que foi e não pelo que tem sido, em alguns lugares, incorreríamos no mesmo erro da ultradireita em relação `as criticas ao comunismo. Ou seja, seriamos os “macacos sentados nos rabos para falarem dos rabos dos outros”!
Da mesma forma o monsenhor dirige sua menor aceitação `a maçonaria, alias, a trata como adversária do catolicismo; os evangélicos (crentes de um modo geral), os amasiados e, naturalmente, condena veementemente as praticas de namoro e relações sexuais antes do casamento. O que se adaptou `a atualidade virou motivo de condenação por ele.
A coisa passa mais ou menos por isso: “o padre vez por outra fala coisas certas por razoes erradas”. Assim como as 4 mulheres mineiras mais famosas se tornaram iminências sem necessariamente fazer a pratica das melhores virtudes das pessoas humanas.
Mas o expurgo que sofreram da Historia Oficial demonstra apenas que o foram porque podiam competir com muitas das figuras históricas masculinas e se mostrarem mais atraentes que eles.
E `a medida que os capítulos vão passando, nomes vão surgindo: Exsupério Jose Diniz, jagunço-chefe de Tiburtina. Dom Sigaud, Dom Antonio Castro Mayer, Plinio Correia e Luiz Mendonça solicitaram a Reforma Agraria a João Goulart. Mas com restrições.
A partir da pagina 514 explica a saída dos Lazaristas da direção do seminario em Diamantina.
Na 522 retorna `a violencia de epoca. Em 22.02.81 por ocasião de missa e batismo na Vila Padre João Afonso, briga na venda do senhor Joaquim Martins. Três mortos: Manoel Carneiro, um filho e um genro.
Construção da nova matriz. Planta de Edson Gandra. Assinada por Dom João de Rezende Costa. Orçamento feito pelo dr. Alfredo Wendel. Clarice Moreira doou Capela de Santa Luzia para o Hospital Geraldo Gandra.
Dr. Rodrigo Andrade, diretor do IEPHA. 1986, eleições para governadores, “muita compra de votos”.
20.01.89 Pe. Joaquim Luiz de Oliveira toma posse de vigário. 19.01.90, deixa Itamarandiba e “assume a paroquia de Felicio dos Santos.”
Em 89, ao por suas restrições aos crentes, padre Otacilio viu o tenente-coronel Leopoldo Jarbas de Macedo sofrer processo da corporação. Foi arrolado como testemunha, prestando depoimento em Diamantina. O denunciante foi o ex-deputado João Pinto.
1990, conflito com a Maçonaria. Prefeito municipal: dr. Afonso Arinos de Campos Gandra. Medico: dr. Jairo Macedo. Presidente da Conferência de são Vicente: Raimundo Sena. Outros congregados: Almir Braga, Salvo Monteiro, Geraldo Campos Costa. Funcionário do Funrural: Jose Augusto Machado.
1990. Padre Otacilio sofre agressão por uma noiva descontente, Geralda Goulart. Foi presa pelo ex-policial Geraldo Bravo. Vicente Vieira Rocha fora o caso dela. Era filha de Jose Goulart, homem perigoso!
Moradores de João Afonso, o casal Maria da Luz Ferreira e Tito Ferreira se desculpam com o padre em razão de mal-entendido. 01.05.1990.
Presente de Luiz Gonzaga Barroso, instalação de energia elétrica na Gruta de Lourdes. 31.10.90.
Auxiliares: Vicente Moreira vira crente. O casal Marcio Gomes e Zilma Vieira passa a promover o Encontro de Casais com Cristo.
09.11.91 – O ex-vice-governador Arlindo Porto comparece na inauguração da reforma do Hospital de Itamarandiba, que estava sob a administração dos maçons. Houve placa em homenagem a Niquinho Gandra, pai do prefeito da época, com discurso do dr. Afonso.
Recordações feitas em homenagem ao padre Antonio Espindola, conhecido como Padre Mestre. Menciona o fazendeiro Antonio Gomes de Melo. Retira um extrato do livro: “Se Não Me Falha a Memória”, de Joaquim Sales, que conta a Historia Contemporânea do Serro, e no qual menciona a memória do Padre Mestre, e como ele pacificou os ânimos nos pos-Revolução de 1842.
26.2.95 – Inauguração do Altar do Santíssimo. Contribuintes: professor Raimundo Nonato Fernandes e seu irmão Geraldo Fernandes; Imaculada Cambraia, Geraldo Martins Leandro, David Ferreira de Almeida, Joseli de Fatima Miguel, Carlos Antonio Leandro e o casal Jose Monteiro de Vasconcelos e Maria.
Interessante aqui destacar que temos a tia-bisavó Emidia Justiniana de Aguiar que se casou com Joaquim Leandro Pereira. Mas não tenho informações de que após o casamento em Guanhães houveram filhos e/ou se mudaram.
`A pagina 535, sob o titulo: “Enterro Maçônico”, descreve o acidente e morte acontecidos ao maçom Celio Campos Rabelo. Os padres celebrantes da missa de corpo presente foram: Afonso Campos Rabelo, Jose Aristeu Vieira, Ronaldo Eustaquio dos Santos e Jose Marum. E o padre Otacilio publica uma extensa carta condenando o “excesso maçônico”.
Em 1996 houve um panfleto distribuído por meninos da Pastoral da Juventude. Exaltava o uso de camisinhas no carnaval. Os meninos Ednei, Weslei e Hilda alegaram que os padres estavam ausentes, em Beriberi, e tinham tido apoio da Escola e da Camara Municipal. Que se leia o livro!
Foi `a Florida, Pompano Beach, onde a comunidade imigrante brasileira é imensa, em ferias. Hospedeiros: Jose Avelar de Queiroz e dona Flauzina. Em 1996 foi eleito o prefeito Márcio Gomes. 1997, dom Geraldo Majela Reis renuncia.
26.02.1998 toma posse o sucessor do padre Otacilio, padre Renato da Conceição Silva. E o primeiro informa que existem muitos fatos relatados no Livro do Tombo que foram importantes para ele, mas não cabem no livro.
De 08 a 10.03.98 Itamarandiba recebe a visita do cardeal dom Serafim Fernandes de Araujo. Manda fazer uma cadeira própria. Artífice: Geraldo Gonçalves Coelho. A placa comemorativa foi afixada no local no qual o padre “Jose Andre Coimbra encontrou o menino Serafim rezando, e o convidou para ser padre.”
Elisangela Meira canta a peca “Itamarandiba”, escrita e musicada pelo proprio padre Otacilio. Serafim estava acompanhado de sua irmã Lilita e padres, Sebastião Lima Borges e Patricio Pedro de Souza.
Ultimo capitulo. Padre Otacilio comemorou os 80 anos de vida no sitio de Ildeu Pinto, em Baguari e Periquito.
Hospedou-se em Angelândia na casa de dona Hermelinda, filha de Tuburcio Celestino de Almeida. Recebe informações a respeito da fundação de Capelinha. Os doadores das terras para a igreja foi o casal: Santos de Souza e Maria Clara de Souza.
Conta o caso de que Francisco, o filho do casal, ficou conhecendo uma morena de nome Ana, filha de Joaquim Pego em Jaguaritira. Pediu ao pai que tratasse o casamento. O pai foi e tratou. Por engano, tratou o casamento com Ana, loira, filha de Vicente Pego.
E o rapaz casou por causa da palavra empenhada pelo pai. E acrescentou que, apesar disso, Francisco e Ana, loira, foram felizes. Então, ele descarrega sua desaprovação aos costumes atuais que lhe parecia os casais se conhecerem tanto durante o namoro que nada sobra para o casamento e, por isso, tornando-o sem valor e de divorcio fácil.
Em 15.03.99 comemoraram os 80 anos de dom Jose Maria Pires. Reunião na casa do padre Levi. Reencontro com padres Darli Soares, Geraldo Monção e Jose Cirilo.
Então aposentado, Otacilio tem um pesadelo claustrofóbico e foi atacado pela depressão. O que foi tratado e superado. Remédios comuns do dr.Paulo Celio não deram resultados. Os parentes o instigaram a procurar o homeopata dr. Jose Rodrigues, em Sabinópolis, o que foi tiro e queda.
`A pagina 552 temos, talvez, a identificação que não encontrei antes. O capitulo chama-se “BURITIZINHO – CEDRO”. Mas nada encontrei na internet. Dita que pertence `a paroquia de Buenópolis. O que faz parte da nossa macrorregião. Talvez tenha sido ai que o padre João Antonio Pimenta foi vigário antes de tornar-se bispo.
27.09.1999 – Ali concelebrou a missa com padre Ronaldo. E passou o dia na casa de dona Nair Magalhães Menezes, viuva de Redelvim Menezes Machado. Esse era filho de Liborio Menezes Machado e dona Madalena Caldeira Menezes. Liborio era filho de Gabriel Menezes Machado, tropeiro de Diamantina.
28.09.1999 – Passou o dia no Cedro, fazenda de Chico do Pio, Francisco Leoncio da Costa, filho de Pio Rodrigues da Costa e dona Julia Maria de Souza Matos.
Esse Chico do Pio foi soldado do exercito no tempo do coronel Nilo Horacio de Oliveira Sicupira, comandante da Quarta Região. Conta que foi mandado fazer um quebra-quebra na sede do Cruzeiro Esporte Clube, então, Palestra Italia, por causa da politica racista do clube que não aceitava jogadores negros ou mulatos.
E revela que Manoel Evangelista da Silva, um assassinado numa serraria em Governador Valadares ao qual o próprio Otacilio administrara a extrema-unção, fora irmão de Chico do Pio, sem o saber disso.
No mais, leia-se o livro. Melhor remedio!
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18. TRES PRECIOSAS DICAS GENEALOGICAS
Eu havia reservado para depois essas dicas. Quando `a pagina 467 o padre Otacilio rememora os feitos de dom João Antonio Pimenta, não aprofunda. Disse que havia uma fonte melhor.
Dai menciona o livro: “GENEALOGIA DA FAMILIA FIGUEIREDO”. Ali menciona que se encontra no livro também o testamento de dom João, alem de uma palestra proferida por dom Andre Coimbra, exaltando a vida do antecessor que, se fosse vivo, estaria completando 100 anos de idade, em 12.12.1959.
Abaixo um link com dicas a respeito do livro:

O autor do link, Dario Cotrim, supõe que o autor, sob o pseudônimo de Arqueófilo Pimenta, seria o próprio dom João Antonio Pimenta. Mas não deve ser porque esse faleceu em 20.07.1943.

O autor do prefácio contudo assina: J. A. Pimenta de Carvalho. Pode ser que seja o próprio d. João. Mas ele pode ter escrito em parte, e alguém mais ter dado continuidade, pois, o Dario escreveu que são 11 gerações (1680 – 1959).
Se for o caso, então, fica quase solvida a questão, se dom João Antonio Pimenta seria ou não membro de nossos familiares. A ancestral Josepha Pimenta de Souza, segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, procedia da digníssima família Pimenta de Carvalho do Rio de Janeiro.
Não sabemos quais sobrenomes a maioria dos netos adotaram. Mas, por costume de época, alguns adotavam sobrenomes antepassados, portanto, algum poderá ter adotado o Pimenta de Carvalho, do bisavô Belchior Pimenta de Carvalho, e o sobrenome ter permanecido e chegado a dom João.
Mas ha que se verificar o livro para se ter certeza de alguma coisa.
A segunda dica surge quando da visita em Peçanha ao adoentado monsenhor Jose Pereira do Amaral. A narrativa esta na pagina 491.
Infelizmente ele não chegou a tratar da genealogia do Monsenhor Amaral. Se o fizesse, talvez o monsenhor lhe diria que a família também procedia da mesma Sabinópolis na qual o monsenhor Otacilio nasceu.
O ramo mudou-se para Virginópolis nas pessoas dos avós do Jose Pereira: Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Desde a fundação de Sabinópolis, nossos ancestrais Pereira do Amaral estão presentes.
Ja os dos Santos Carvalhaes aparecem nas pessoas nos juizes de paz tenente-coronel, Bernardino e Antonio dos Santos Carvalhaes, que exerceram suas funções em Nossa Senhora da Penha do Rio Vermelho, atual Rio Vermelho, que pertenceu a Sabinópolis. Seus nomes aparecem pelo menos em 1872-3 do “Almanak Administrativo Civil e Industrial da Província de Minas Gerais”.
Mas como fala o ditado: “a cavalo dado não se olha os dentes”! A questão foi que o padre Guido, que acompanhava ao Vigário-Geral Otacilio, não se deu por convencido em relação `a hierarquia. E pode ter sido o autor da denuncia que tirou Otacilio do cargo e o transferiu para Itamarandiba.
Certo foi que o monsenhor deixou essa dica: “E mais. Pelo lado dos Tameirão, aparentado com Sebastião de Carvalho, o grande Marquês de Pombal, Ministro de D. Jose I, rei de Portugal.” Será verdade?!!! Pergunto eu.
Não muito tempo atras fiquei sabendo que minha vizinha Olimpia tem o nome em função de ser neta de outra Olimpia, a qual também era neta de uma terceira Olimpia, a que assinava Coelho, e procedia de Guanhães.
Fazendo as contas com o senhor Haroldo Faria e dona Marly Campos, os pais da minha vizinha, descobrimos que a primeira foi tia do professor Nelson Coelho de Senna, ou seja, encaixou-se direitinho em nossa genealogia.
A bem da verdade ate ha tempos recentes eu nunca havia ouvido falar o nome Tameirão. Descobri-o no livro do professor Dermeval, porem, na forma de nome de uma fazenda visitada por Saint’Hilaire, quando fez sua famosa viagem ao interior de Minas (1817). E descreveu  com admiração o engenho de cana dela e fala que os artífices mineiros: “creio mesmo que dão melhor acabamento que os artesãos europeus.”
Fiquei conhecendo membros da família Tameirão, que eram meus vizinhos de prédio, logo que cheguei aqui para Massachusetts. Num primeiro encontro, o nosso primo Eduardo casou-se com Luana Tameirão. Mas os dois eram jovens e esse logo se desfez.
Quanto a Olimpia, prima e vizinha, casou-se com o Rony Tameirão. Eles são pais do Lucas, rapaz de idade semelhante `a do meu filho Teofilo. Esse lado da família procede de Poté, cidade vizinha a Teofilo Otoni, Estado de Minas Gerais. E que era da circunscrição do Serro, quando essa dominava toda a região do Nordeste e Norte de Minas.
Portanto, ja encontramos ai exemplo de união entre membros das duas famílias. Nesse caso, a entender pela dica dada pelo monsenhor Otacilio, ja existe algum trabalho genealógico que vinculou o sobrenome Tameirão ao Marquês de Pombal.
E, no caso, o desafeto do monsenhor Otacilio, o padre Guido, que paroquiou também em Sabinópolis, pode ser a dica de como encontrarmos esses vínculos. Alias não é de se admirar que Coelho e Tameirão se encontrem em diversos outros pontos de nossa genealogia.
Isso porque encontra-se naquele mesmo Almanak, a presença de dois profissionais da mineração em Diamantina: Diniz Tameirão Pinto, pagina 554, e Joaquim Coelho de Araujo, pagina 555. Esse Joaquim era tio de de dona Olimpia e era filho dos nossos tios-tetravós: João Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo.
Portanto, somente podemos esperar que hajam mais Coelho Tameirão em toda a região. Mesmo porque os senhores Diniz e Joaquim não foram os únicos representantes das famílias em Diamantina. Mas somente a pesquisa ira revelar se isso se deu mesmo ou não.
EXTRA-CREDITO
Envolvido com essas pesquisas do livro do monsenhor, acabei tropeçando numa novidade inesperada. A novidade é bem antiga. Parece que editado em 1960. Trata-se do livro: “Marechal Henrique Lott”, de autoria do major Joffre Gomes da Costa.
Em uma das promoções de venda que vi consta que teria nele a genealogia “completa” do famoso marechal. Bom, caso seja verdade, pelo menos em parte, iremos fatalmente encaixar o ramo Lott de nossos familiares em tal arvore.
Ou, melhor, podemos importar do lado deles, pois, com certeza, ja terão lugar próprio em nossa arvore.
A família começou, a partir do inglês Edward William Jacobson Lott. Esse casou-se com dona Maria Tereza da Silva Caldeira, que tinha apenas 16 anos `a época. No contrato de casamento era garantido aos pais dela que os filhos seriam educados na religião católica ja que ele era anglicano.
Muito possível, o casal foi o pai do Gabriel da silva Lott. Esse casou-se com Maria Eugenia, filha de Innocente de Leão Freire e Agueda Coelho Leão. Essa também era tia do professor Nelson Coelho de Senna, irmã da mãe dele, Maria Brasilina Coelho, esposa do professor Cândido Jose de Senna.
O marechal Lott era neto do casal Edward e Maria Tereza. Filho de Henrique Matthew Teixeira Lott e Maria Batistina Duffs da Costa Teixeira. E o nome completo do merechal era: Henrique Batista Duffes Teixeira Lott.
Tomara que a genealogia esteja mais completa que isso e deixe claro como os outros Lott na família se encaixam nesse esqueleto.

 

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  6. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA | Val51mabar's Blog Says:

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  13. CONSPIRACOES, ALIENIGENAS, TESOUROS DESAPARECIDOS E DOMINACAO | Val51mabar's Blog Says:

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  15. ALIENS, CONSPIRACIES, DISAPPEARED TREASURES AND DOMINANCE | Val51mabar's Blog Says:

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  16. MEUS GUARDADOS 2015 | Val51mabar's Blog Says:

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  17. UM NOSSO LADO CRISTAO-NOVO E, TALVEZ, OUTRO PAULISTANO | Val51mabar's Blog Says:

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  18. NOS, OS NOBRES, E A AVO DO JUSCELINO TAMBEM PODE TER SIDO BARBALHO COELHO | Val51mabar's Blog Says:

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  19. MOVIMENTO: “FORA DILMA, FORA PT”; QUE OSSO CAMARADA?!!! | Val51mabar's Blog Says:

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  20. NESTE MUNDO, SO NAO EH GAY QUEM NAO QUIZER | Val51mabar's Blog Says:

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  21. A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL | Val51mabar's Blog Says:

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  22. 2012 in review | Val51mabar's Blog Says:

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  23. BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS | Val51mabar's Blog Says:

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  24. FAIXA DE GAZA, O TRAVESSAO NOS OLHOS DA HUMANIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  25. PELO TEMPO QUE ME AUSENTEI, ME PERDOEM | Val51mabar's Blog Says:

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