AH QUE MISTURA BOA GENTE!

AH QUE MISTURA BOA GENTE

 

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01. GENEALOGIA
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02. PURA MISTURA
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03. RELIGIAO
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04. OPINIAO
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05. MANIFESTO FEMININO
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06. MISTO
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07. POLITICA BRASILEIRA
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08. IN ENGLISH
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09. IMIGRACAO
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INDICE
01. O DIARIO DE TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO
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01. O DIARIO DE TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO
APRESENTACAO
O texto dessa pagina foi extraído de um caderno de notas de TRAJANO DE MAGALHÃES BARBALHO (1890-1969). Foi duas vezes prefeito de Virginópolis – MG. A entrada mais antiga data de 1932 e a mais recente de 1964.
Existe a menção a 1930, data na qual inicia-se o período histórico brasileiro conhecido como Estado Novo. O que em realidade torna-se o motivo primário das anotações.
Essas notas, parece, foram feitas sem a intenção de publicar, e sim para deixar para os filhos uma lembrança dos fatos políticos que lhes atropelaram a vida. Elas versam primordialmente a respeito da politica interna do município, então, recentemente criado (09.03.1924) de Virginópolis.
A cidade anteriormente havia sido parte do imenso município da Vila do Principe (Serro) foi passado e retornado por Conceição do Mato Dentro, indo fazer parte depois do grande município de Guanhães (1875-1879).
Em 1924 Virginópolis adquiriu sua autonomia, levando consigo um território ainda grande, que mais tarde teria de si emancipadas 5 cidades: Divinolândia de Minas, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoá e São Geraldo da Piedade. Partes do município foram incorporados ao de Governador Valadares quando essa emancipou-se de Peçanha (1940).
Esses municípios se localizam no Centro-Nordeste do Estado de Minas Gerais, suas aguas fazem parte do Vale do Rio Doce e o antigo território em sua maior parte situa-se no platô formado pela Serra do Espinhaço, de onde as aguas se jogam em corredeiras e cachoeiras no vale profundo do rio mestre.
A diferença de altitude entre o leito e o platô, naquele ponto, se faz de uns 300 metros pelo menos. O que provoca diferenças de temperaturas ambientes consideradas quentes e húmidas no leito e temperadas e agradáveis nas serras.
`A época, as cidades grandes não existiam como tais. Governador Valadares em 1940 não passava de um pequeno município de 5.000 habitantes. Ipatinga existia como um pequeno distrito que se desenvolve a partir de 1953 por causa da implantação da Usiminas (Cia. Siderúrgica).
O território ao redor do leito do Rio Doce foi considerado Zona Proibida ate ao final do século XIX. Embora ja existisse uma população muito rarefeita, o clima quente e húmido era um convite para a incidência de febres palustres, para as quais não havia tratamento confiável.
Isso tornou sua habitação, aventureira. Embora tinha se tornado ja o camino dos sonhos dos mineiros montanheses em busca da saída para o mar. Os antes caminhos cortados por Bandeiras e tropas foram substituídos pela Estrada de Ferro Vitoria Minas (1910) e a Rodovia 116 (Rio-Bahia/1940).
Essas duas vias cruzam `a altura de Governador Valadares, motivo de impulso para o crescimento da cidade, assim como mais tarde deu motivo a Ipatinga destacar-se no Vale. 1940 marca o inicio da ascensão dos dois municípios e o consequente declino dos outros,  antes cabeças politicas da região.
Para que as pessoas de fora tenham uma melhor ideia do que se passa nessas notas ha que tomar ciência de parte da Genealogia e Historia locais. Apos o Ciclo do Ouro os mineiros que haviam se multiplicado, em torno dos veios auríferos na Serra do Espinhaço, partiram em busca de terras para a agropecuária.
O povoamento foi feito do centro do Estado, no que era o domínio da Estrada Real que procedia do Rio de Janeiro ate `a região do Serro e Diamantina, e dessas para o Oceano Atlantico.
Por causa da incidência do ouro no Espinhaço mineiro, ja na primeira década da descoberta do material precioso (1698-1700) houve ocupação colonizadora nesse fio de terra.
A presença do ouro garantiu a expansão da população pelos 50 anos posteriores. Sendo que ai reuniram-se indígenas, os chamados paulistas, gente das antigas regiões açucareiras, especialmente da Bahia, pessoas africanas escravizadas e europeus, com destaque para portugueses, italianos, franceses e ingleses.
Com o fim dos veios mais fáceis de explorar, a expansão do povoamento foi lenta, sendo a Zona Proibida a ultima a ser domada pela cultura invasora europeizada. Observe-se que em 1936 as notas referem-se aos distritos do Divino e Gonzaga enquanto o de Santa Efigenia ainda estava por ser criado.
A aceleração desse povoamento na região se deu com um surto de ouro surgido em Guanhães e no futuro território de Virginópolis. Destacam-se as minas da Candonga (Três Morros), Mixirico e Lavrinha. Isso, ainda nas décadas de 1820 a 1840.
O casal representante dos fundadores de Guanhães, antigo São Miguel e Almas do Aricanga, foi JOSE COELHO DA ROCHA (ou DE MAGALHÃES FILHO) e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO. Aqui ha que destacar-se 4 dos filhos do casal que se tornaram grandes povoadores, os primeiros dois deles fundadores, de Virginópolis também:
01. Francisca Eufrasia de Assis Coelho c. c. Joaquim Nunes Coelho
02. João Baptista Coelho c. c. Maria Honória Nunes Coelho
03. Eugenia Maria da Cruz c. c. Francisco Marçal Barbalho
04. Antonio Rodrigues Coelho c. c. Maria Marcolina Borges do Amaral
Destaca-se ai que Eugenia (1824), a mais nova entre os 3 primeiros, era 5 anos mais velha que Antonio (1829).
Aliado a que as mulheres geralmente se casavam novas e ela deve ter se casado em 1845, aos 20-21 anos de idade, houve diferença de idade entre os filhos dos 3 e do ultimo, porque Antonio casou-se mais velho. Antonio casou-se em 1863 e continuou tendo filhos ate 1886, com Maria Marcolina.
João e Maria Honória foram pais de João Junior em 1846 e ele inaugurou sua vida de progenitor em 1872. O filho de Antonio, João Rodrigues Coelho, que era o sexto nascido entre o total de 14, era da mesma idade de Maria Rosa, primeira entre os 11 de João Batista Coelho Junior.
Os 3 primeiros filhos, acima, do casal fundador criaram suas famílias nas terras de Virginópolis e ai nasceram a maioria dos netos. Antonio teve sua vida econômica centrada em Guanhães, local onde os filhos mais velhos deixaram suas famílias.
6 dos filhos do Antonio e Maria Marcolina casaram-se com primos do ramo Batista Coelho. Foram eles, em ordem de nascimentos:
01. Maria Marcolina Coelho (depois Virginia Marcolina Coelho) c. c. Jose Batista Coelho
02. João Rodrigues Coelho c. c. Olimpia Rosa Coelho do Amaral
03. Daniel Rodrigues Coelho c. c. Marina (Nenen) Coelho de Oliveira
04. Virginia (acima)
05. Benjamim Rodrigues Coelho c. c. Julia (Nhazinha) Coelho do Amaral
06. Maria Carmelita Coelho c. c. Simão Baptista Coelho
A filha extra-conjugal de Antonio, Julia Salles Coelho, casou-se com Antonio Paulino Coelho que era filho também de João Batista e Maria Honória. Julia Salles havia nascido em 1958, antes do casamento de Antonio Rodrigues, e a família foi criada em Guanhães.
Jose (Juca) Rodrigues Coelho, um dos personagens mais presentes nas anotações não se casou com os primos mas foi prefeito e teve grande influencia politica em Virginópolis. O filho Sady Rodrigues Coelho, mencionado por Trajano, era filho desse Juca e casado com Abila (Biloca) Patrocínio de Magalhães, irmã de Trajano.
Olimpia, Julia e Simão eram filhos do Japão Batista Coelho Junior e sua esposa Quiteria (Titi) Rosa Pereira do Amaral, que era prima de Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa de Antonio Rodrigues Coelho.
Marina (Nenen) era filha de Anna Honoria Coelho e Candido de Oliveira Freire. Pelo lado materno era neta do João Baptista e Maria Honoria.
Os cônjuges: Joaquim e Maria Honória Nunes Coelho também eram irmãos entre si. Mas não sabemos ainda se o Coelho que assinavam era ou não o mesmo deixado por Jose Coelho da Rocha. Desconfia-se que o Nunes seja o mesmo que aparece nos ancestrais dos Barbalho.
Jose Baptista Coelho Junior (que também foi conhecido como Juca Coelho), era filho do Jose mais velho e é relacionado como membro da família Rodrigues Coelho, por causa da mãe, Maria Marcolina Coelho.
Atualmente esses dados são um pouco confusos ate mesmo para as gerações mais novas na família, por isso enxerguei a necessidade de esclarecer, pois, ainda existe alguma impressão de que Rodrigues Coelho, Nunes Coelho, Batista Coelho e Magalhães Barbalho sejam famílias que não sejam a mesma.
O próprio Trajano era casado com Zulmira Coelho de Magalhães, a qual era filha de João Rodrigues Coelho e Olimpia Rosa Coelho do Amaral. Ou seja, os filhos deles eram Rodrigues Coelho também.
O incidente mais grave aparecido nas notas ocorre com Jorge Campos Coelho, também ex-prefeito de Virginópolis e rival politico de Trajano. Jorge era filho de Francisco Coelho Sobrinho e dona Maria Salomé (Memé) Campos do Amaral, sendo que “seo Chiquinho” como o conhecíamos, era irmão de Olimpia Coelho do Amaral.
Ou seja, Jorge Campos Coelho era primo primeiro de Zulmira, esposa de Trajano.
Por ai pode-se verificar que todos os entre-veros políticos e pessoais a nível local se dão entre parentes, uns pouca coisa mais distantes e outros praticamente da casa. Não da para especificar os parentescos de todos com outros membros da família mencionados.
Fiz comentários a seguir `as duas primeiras anotações antes de pensar em publicar todo o Diário. Eu publiquei as duas atas por causa dos nomes de familiares aparecerem. Ainda não tinha sequer noção do que mais iria visitar depois.
Ja mencionei mais de uma vez o fato de que meus pais foram vizinhos de frente do seo Chiquinho e dona Memé. E recordei minha estranheza em relação `a aparente distancia que ele e meu pai, Odon Barbalho, guardavam entre si.
Inclusive eu lamento não ter sabido `a época que eram meus tios-bisavós. Cheguei a confundir as coisas. Dona Memé foi professora e poetisa muito querida pelos virginopolitanos, e o sobrenome Campos dela fazia-me imaginar que fosse o sobrenome dele, adotado por ela.
Pode inclusive tudo não ter passado de imaginação minha. Recordo-me que papai trabalhava muito. Não tinha vida social. Mesmo aos domingos costumava atender a algum paciente no consultório dentário.
Sei que meu pai era tímido. Era a mesma impressão que tinha do seo Chiquinho. Assim, o “estranhamento” que eu pensava existir entre eles talvez não passasse de vergonha dos acontecimentos passados.
O presente documento ficou sob a guarda do tio Oldack de Magalhães Barbalho. Ele passou-o a meu irmão Fernando. Esse sentiu-se inseguro quanto ao tio arrepender-se e pedi-lo de volta, então, solicitou ao tio materno Jose Fabiano traduzir e transladar o manuscrito de forma datilografada.
Não me recordo direito se foi `a época do falecimento de nossa mãe (19.01.2015) ou na visita de 2017 que mostrou-me os documentos. Imediatamente pedi a copia.
Mas interessante foi que fiquei com os documentos ao alcance das mãos sem sequer toca-los. Isso por causa da impressão que fiz daquelas notas. Meu irmão leu alguns trechos que ele achava interessante para nos. Logo imaginei que fosse dedicado `a politicagem e rasteiras politicas no histórico da cidade. Pensei que não valesse a pena.
Apos ter estudado o livro do Monsenhor Otacilio de Queiroz e encontrado nele indícios genealógicos, resolvi ler as duas atas abaixo. Foi como se eu pudesse gritar: “BINGO”! Não era propriamente algo de grande proveito genealógico porque não ha nenhuma explicação descrevendo nomes paternos e descendência.
Mas para nos que ja temos algo de nossa genealogia pronta, torna-se fundamental, pois, demonstra que a genealogia não se trata apenas de grades contendo os nomes de familiares, mas acrescenta `as grades alguma Historia, o que complementa a genealogia.
Com respeito ao tio Oldack e irmãs ainda vivas, Oneida e Otacília, talvez lhes deva mil desculpas pela publicação. Não sei se a duvida do tio Oldack era em relação `a privacidade ou apenas em relação ao apego ao documento por ter sido escrito pelo próprio pai.
Talvez tema pela integridade dos papeis. Em caso de o revelação do conteúdo não ser problema, então, essa parte não me cabe culpa. A minha intenção é preservar pelo menos o conteúdo, pois, isso interessa mais.
Quanto ao documento, o certo seria que houvesse um museu em Virginópolis no qual fosse mantido com a maior segurança possível, podendo ser visualizado pela parentela e outros curiosos, porem, manuseado apenas por pessoas interessadas na preservação da Historia.
Diga-se de passagem, temos noticias de diversas relíquias de família que se encontram sob a guarda de diversas pessoas. `A medida que o tempo for passando corremos o risco de perder essas relíquias e suas Historias que passarão apenas como objetos do passado, sem nenhum vinculo emocional.
Somente um museu que preservasse os objetos e seus históricos poderia preservar as memórias das pessoas que os possuíram.
Alem disso, essa memória e sua genealogia garantiria o direito de as pessoas do futuro se vincularem a ela e a sua própria ancestralidade, pois, assim como vimos de todos que viveram no passado, todos do futuro também serão frutos deles, apenas com a diferença que nos próprios lhes seremos intermediários.
Devemos nos lembrar que, parece que foi ontem, nos nascemos. Para as crianças de hoje, nos ja somos “os velhos”! Para os netos dos meus pais e tios Trajano ja se encontra do apagar das luzes, e nasceu em 1890, tão perto para uns e tão longe para outros.
Os bisnetos de meus pais e dos tios terão a mesma impressão desses ancestrais deles que eu tinha de meus trisavós, antes de conhecer a genealogia e historias. Não passavam de estranhos. Nomes pendurados em placas de ruas e figuras de “estórias” contadas “pra boi dormir”!
Trajano nunca deve ter imaginado. Mas o cuidado dele em deixar uma longa carta para os filhos garantiu a ele uma presença viva, que é mais que um nome com datas vitais em uma grade genealógica.
Vivo esta, pelo menos em mim. Vivo permanecerá em quem quiser conhecer a Historia de seu próprio DNA. Não apenas do DNA passado por ele próprio `a sua descendência. Mas vivos também estão todos aqueles cujos nomes ele menciona, seja com repulsa ou amor.
Podem passar 1.000 ou dezenas de milhares de anos. Enquanto houver descendência amorosa, os escritos chegarão a ela como uma carta de uma pessoa de sua própria intimidade que, gostando ou não dela, essa descendência se sentirá vinculada `a Historia viva. Esse é o grande valor da escrita.
Mas para desencargo das consciências das pessoas que sentirem-se envergonhadas em relação a alguma coisa que aconteceu, acredito não haver motivos para isso. Todos somos falhos, portanto, não devemos esperar infalibilidade de ninguém.
Existem apenas dois fatos que julguei mais pesados em consideração a publicar ou não esse documento. Um seria justamente o ja mencionado entrevero com o Jorge Campos. O outro um bilhete de Trajano para o cunhado, Chico Catão.
Na verdade, não ha razão nenhuma para ter-se vergonha do que outras pessoas fizeram. Cada um tenha vergonha daquilo que fizer. E hoje os que fizeram ja são falecidos.
Alem do mais, `a época os acontecimentos foram públicos e notórios. As acusações feitas pelos filhos do Trajano ao primo e desafeto politico foram escritas em panfletos e distribuídos, então, nunca foi segredo. E a agressão que o Chico Catão fez `a esposa e `a cunhada também foi publica. Todo mundo que vivia `a época ficou sabendo.
Existem alguns comentários de Trajano demonstrando nojo por atitudes de primos em relação ao posicionamento politico deles frente `a ditadura Vargas. Mas ha que se ler tudo com cuidado, pois, acredito não ter passado de pensamentos que poderiam passar pela cabeça de qualquer um, vivendo a mesma situação.
Obviamente são coisas que passam pela cabeça da gente mas, como falam aqui nos Estados Unidos: “I said but I didn’t mean it”. Ou seja, falar eu falei, num momento de raiva, mas não se trata de que era o que eu penso. Falei por falar, da boca para fora!
Inclusive o próprio Trajano ameniza o que escreveu enviando uma carta alegando não saber os motivos que os levaram a tomar tal decisão. Melhor ler-se tudo para que não hajam mal-entendidos.
Mas, de antemão, darei uma interpretação para os fatos, com a intervenção de nossa genealogia. Quando lerem, verão que ha uma carta ou telegrama do tio Juca Rodrigues Coelho alegando ser infrutífero fazer oposição ao governo da ditadura. Também alega ter “seis sobrinhos bem colocados”.
Poucos se lembram, por exemplo, que o dr. Allyrio de Salles Coelho foi muito influente durante os períodos durante e após `a ditadura Vargas. Ele foi filho do Antonio Rodrigues Coelho Junior e sua esposa, dona Rita Ferreira de Salles.
Essa união conjugal selava um pacto entre as famílias Rodrigues Coelho, representando Guanhães e suas afiliadas, e a Ferreira Salles, igualmente forte na região do Serro. Antonio Jr., ganhou fama como juiz de direito e foi deputado federal.
Não foi sem menos significância o matrimonio do Dr. Allyrio com dona Maria Letícia de Albuquerque de Melo. Os próprios sobrenomes ja exalta a procedência em famílias chamadas de dominantes, vindo ela do Recife-PE.
E somente o Antonio Jr. e dona Rita tiveram 7 filhos “doutores”, o que `a época era uma raridade mas somente pelo prefixo que os identificavam ja se presumia importância. Acredito eu que os outros 5 não mencionados poderiam ser: Dr. Euler, Dr. Adail, Dr. Gerson, Dr. Joel e Dr. Dion. O Dr. Ennio talvez ainda não tivesse a mesma influencia dos irmãos por estar ainda muito jovem.
Aparentemente, a influencia e projeção dos sobrinhos influiu na decisão tomada pelos tios, la naquele interior distante de Minas Gerais, que se orgulhavam da proximidade dos sobrinhos com o poder central. E os casamentos dos outros irmãos não eram de menor conveniência `a época.
Alguns que assinavam Rodrigues Coelho, então, podem ter ficado deslumbrados com a possibilidade de conseguir melhoramentos para o município e suas famílias, esquecendo-se que para isso estavam fazendo, indiretamente, pacto com o diabo que assustava tanto ao primo deles, Trajano.
Como nos dias atuais, uns focavam seus objetivos nos resultados imediatos e locais. E outros focavam num contexto maior, o contexto da Historia, e temiam ser atropelados pelos demônios da ditadura.
Outro motivo ótimo para não levar-se a mal o que passou é que ha que se lembrar que politica ocorre de ambos os lados. Aposto que não eram elogiosas as palavras que os adversários políticos tratavam o “inimigo politico” Trajano.
Pena não ter noticias de que alguém dos adversários tenha tido o cuidado de anotar as impressões que tinha das atitudes do Trajano. Assim a Historia ficaria melhor contada, pois, normalmente a Historia é manipulada pelos vencedores, ocultando os podres e exaltando os melhores feitos.
Nesse caso, somente notamos a pequenez da humanidade de alguns famosos quando seu biógrafo e correligionário exalta um feito pensando agradar e com isso revela algum podre, pois, “uns gostam dos olhos e outros da remela”.
O que faz acreditar na idoneidade de Trajano foi o fato de ele não ter deixado escrito algum relato elogioso a si próprio. Temos na tradição familiar que houveram realizações dignas de nota. Mas precisava verificar os anais da prefeitura para ver isso.
Por fim, em minha defesa, penso ser necessária a publicação desse documento porque acho que ele é fora de série. Na verdade ele contém um capitulo inteiro da Historia do Brasil e do Estado de Minas Gerais e deixa a entender como ele afetou a vida e a politica das pessoas no interior.
Não se trata da Historia da qual geralmente temos noticias. Aquelas que são contadas a partir do ponto de vista de quem esta por cima, quem esta no domínio.
Trata-se da Historia contada a partir da visão do soldado no campo de batalha e não em relação ao que esta sendo decidido pelos comandantes atras de suas escrivaninhas.
O livrinho restaura capítulos importantes da Historia do Municipio de Virginópolis, atual Comarca. Justamente de uma época a qual tanto influenciou a vida das pessoas daquele tempo quanto suas consequências continuam ate hoje se refletindo no dia-a-dia da população brasileira.
Não é tudo, mas provoca e estimula a curiosidade daqueles que desejam saber mais.
Torna-se inclusive, penso eu, um parâmetro de comparação para o que aconteceu na época e o que esta acontecendo atualmente. Quase que podemos dizer que se encaixam como a rosca e o parafuso.
O período histórico abordado é praticamente do inicio ao fim do Estado Novo (1930 – 1947). Contudo ha ainda uma passagem pelo ano de 1964. Ai ha que se ler com mais cuidado, pois, somente por um detalhe a gente verifica que Trajano esta falando uma coisa e não outra.
Homenagens especiais se faz com essa publicação a Otacilio de Magalhães Barbalho, e a todos de sua época que fizeram o mesmo, um jovem que colocou a risco a própria vida no intuito de combater as ditaduras então dominantes na Terra.
Temos muito a agradecer a Trajano, meu avô, quem escreveu; ao tio Oldack que preservou e ao Fernando que acabou “espalhando a noticia”. Embora, algo que ele leu do original para nos não tenha saído na copia xerográfica que esta em minha posse. Isso não diminuiu o conteúdo contextual das notas.
Todo viriginopolitano, incluindo a parte hoje pertencente `a Comarca de Virginópolis, e a descendência das pessoas, e amigos, hoje espalhados pelo mundo afora, deveria ler. Nem todo mundo vai gostar.  Mesmo não gostando ha algo útil a se ver. segue então:
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O DIARIO DE TRAJANO.
(01)
ANOTACOES DE TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO – EX-PREFEITO E FAZENDEIRO – FABRICANTE DA CACHACA “GALO” EM VIRGINOPOLIS/MG.
“Ata da reunião politica para escolha dos vereadores do distrito de Gonzaga e um vereador geral.
Aos 11 dias de março de 1.936, na sala da escola deste distrito, presentes os abaixo assinados, o Senhor Benjamim Rodrigues Coelho, candidato ao cargo de vereador e de futuro Prefeito, expõe os fins da reunião e depois de fazer o elogio ao Exmo. Governador Dr. Benedito Valadares Ribeiro e afirmar a sua solidariedade ao P. P. apontou as necessidades do município e do distrito de Gonzaga. Disse que sendo eleito prefeito trabalharia com afinco pela criação do distrito de Santa Efigenia e pela conservação do distrito de Gonzaga. Disse mais que consultando toda influência do distrito apresentava candidato ao cargo de vereador distrital o Sr. Alvaro Rabello Leite e para vereador geral o Sr. Cyrillo Moreira de Souza; para juizes de paz os Srs. Jose de Souza Perpetuo, Jose Vicente de Paula, Jose Andre Costa e Joaquim Pinto Sobrinho. Depois de fazer o elogio de cada um, pôs separadamente em votação as indicações mencionadas, sendo todas unanimemente aprovadas pelo que foram aclamadas. Nada mais havendo a tratar convidou a mim para secretario e para lavrar esta tendo todos declarado estarem a pleno acordo e apoiarem as candidaturas do Sr. Benjamim Rodrigues Coelho e os seus companheiros. Eu Antonio Morais Sobrinho, Jose Cândido de Souza, Joaquim Soares Andrade, Jose Vicente de Paula, João de Almeida Sobrinho, Pedro Almeida Sobrinho, Antonio de Araújo Sobrinho, Jose de Souza Perpetuo, Alvaro Rabello Leite, João de Souza Coelho, Antonio Soares de Andrade, Jose Coelho Sobrinho, João Pinto Sobrinho, Jose dos Santos Carvalhais, Antonio Soares de Araújo, Jose Antonio de Souza, Geraldo da Costa Lemos, Antonio de Souza Perpetuo, Benjamim Rodrigues Coelho.”
“Esta reunião feita com dificuldade e pressão, a prova é que foi aclamada e não votada tendo comparecido 19 eleitores sem liberdade de voto.”
“13 – 5 – 1936
Aos três dias do mês de maio do ano de mil novecentos e trinta e seis, neste arraial e sede do distrito de Gonzaga de Guanhães, município de Virginópolis, comarca de Guanhães, Estado de Minas Gerais, em casa de residência de Vicente de Oliveira Magalhães, onde nos eleitores deste distrito reunimos a fim de escolhermos os nossos candidatos, isto é vereadores e juizes de paz deste distrito para as eleições municipais de sete de junho próximo. Procedendo-se `a eleição para o referido fim obteve-se o seguinte resultado: para vereadores distritais, Vicente de Oliveira Magalhães, 28 votos; Amável Soares, 10 votos. Para Juizes de Paz, Joaquim Pinto Sobrinho, 16 votos; Jose de Souza Perpetuo, 11 votos; Antonio de Souza Perpetuo, 9 votos; Aloisio Cândido de Faria, 7 votos e outros menos votados. Do que para constar lavrou-se a presente ata que depois de por todos os presentes será extraída uma copia da mesma a fim de ser remetida para os devidos fins. DD. Senhores Trajano de Magalhães Barbalho, Presidente e mais senhores do Diretório Politico do Partido Republicano Mineiro de Virginópolis aos quais hipotecamo-lhes d’ora em diante a nossa irrestrita solidariedade politica. Joaquim Paulo da Costa, Jose Alves de Lima, Antonio Augusto Perpetuo, Geralda Cândida de Souza, Petrina Jacinta de Oliveira, Salvio Coelho de Andrade, Clarice Coelho de Andrade, Bernardina Barbosa de Oliveira,
(02)
Risoleta Dias Martins, Josefa Cândida Pereira, Jose Vicente de Moura, Anna Cândida de Souza, Jose Paulo dos Reis, Joaquim de Souza Sobrinho, Olinda Cândida de Souza, Serafim Vicente de Moura, João Venâncio da Silva, Jose de Souza Perpetuo, João Antonio Dias, Afonsina Pereira Nunes, Petrina de Magalhães, Jose Domingos Pereira, Thereza Maria de Jesus, Eloy Nahum de Magalhães, Geraldo Pereira da Silva, Geraldo da Costa Lemos, Sebastiana Apolinário dos Santos, Anna do Coração de Jesus, Maria Vieira da Costa, Ephigenia Cândida de Souza, Aloisio Cândido de Faria, Jose Ribeiro de Faria, Joaquim Pinto Sobrinho. Compareceram 37 eleitores de expontânea vontade e votaram nos seus candidatos.”
Super interessante. Acredito que os Andrade, (com certeza os Coelho de Andrade sim) Souza, Soares, Viera e outros deviam ter algum parentesco entre si. Meu avo, Trajano de Magalhães Barbalho, era primo dos Coelho de Andrade, filho de Ersilla Coelho de Andrade. Ele residia em Virginópolis, e a família materna em Gonzaga.
Acredito que esses e outros sobrenomes não citados tinham origem em Itabira passados por Ferros e distribuídos no território do antigo município de Virginópolis.
Os Coelho de Andrade, também chamados de Honórios, devem ser descendentes de Honório Coelho Linhares (ou da Silva) e simpliciana Rosa de Andrade. Esses com certeza residiam em Ferros.
Acredito que os Soares de Andrade pertençam ao mesmo ramo. Inclui-se ai o senhor Joaquim Soares de Andrade, bisavô de minha esposa. Quando casamos eu sabia apenas que ela usava o sobrenome Andrade, a família procedia de Gonzaga/Santa Efigenia, mas não tinha noção de como poderia ser minha aparentada.
Em minhas pesquisas, falta-me decifrar os vínculos paternos dos trisavós: Joaquim Coelho de Andrade (conhecido como Joaquim Honório e Joaquina Umbelina da Fonseca. Penso que ele nasceu em Ferros e seria filho do casal Honório/Simpliciana.
E se conseguisse decifrar um pouco mais, talvez boa parte desses antigos moradores e primeiros povoados de Gonzaga e Santa Efigenia sejam, em boa parte, meus parentes e oriundos de Ferros e Itabira.
DANDO SEQUENCIA `A AGENDA:
“Maio 1o. , 1936
Virginopolitanos, alguns adversários meus propalaram que os Rodrigues Coelho ganham dos cofres públicos quarenta e tantos contos de réis. Para mostrar-lhes a inverdade e a maldade dessa propaganda publico os vencimentos que os Rodrigues Coelho, ou melhor, as Rodrigues Coelho ganham anualmente:
Edith 3:360$00 – Lucilia 3:360$00 – Helena 3:360$00 – Adalgisa 3:360$00 – Conceicao 1:920$00 – Alayde 1:680$00 – Total 17:040$00.
Sera criticavel que num Grupo criado por Coelho com influencia de Coelho, construído por um Coelho que abandonou naquela ocasião seus interesses particulares pelo progresso da instrução deste lugar com um corpo de 22 pessoas tenha esta família Coelho 6 membros que ganham dos cofres públicos? Não menciono aqui o Prefeito Jose Roiz. Coelho que também ganha dos cofres públicos 6:200$00 porque será brevemente substituído. São também Rodrigues Coelho os srs.: João Rodrigues Coelho e Jose Coelho Junior, este escrivão do crime ganha 3:060$00 e aquele coletor estadual 5:500$00. Mas, será censurável que João Rodrigues Coelho, um dos maiores servidores desta terra, hoje velho e pobre e Jose Coelho Junior, filho de Jose Baptista Coelho, o pai da pobreza, com grandes serviços também a esta terra, tenham uma colocação?
Estes meus adversários não se lembram de falar que temos nesta cidade em começo um pequeno Colégio para cuja fundação os Rodrigues Coelho concorreram com as seguintes quantias:
Daniel Roiz. Coelho – 100$000 – Jose Roiz. Coelho – 100$000 – Benjamin Roiz. Coelho – 100$000 – João Roiz. Coelho – 20$000 – Jair Roiz. Coelho – 50$000 – Múcio Roiz. Coelho – 10$000 – Cyro Roiz. Coelho – 10$000 – Jose Roiz. Coelho Sobrinho – 10$000 – Antonio Roiz. Coelho Sobrinho – 5$000 – Cezar Batista Coelho 10$000 – Dinah filha de Benjamim 50$000 – Hilda filha de Benjamim 50$000 – Alayde filha de Benjamim 10$000 – Edith filha de João Roiz 50$000 – Conceicao filha de João Roiz. 5$000 – Geralda filha de Daniel Roiz. 10$000 – Aracy filha de Daniel Roiz 10$000 – Sady Roiz. Coelho 50$000 – Total 765$000.
João Roiz. Coelho, Simão Baptista Coelho, Cyr Roiz. Coelho, Adail Baptista Coelho deram livros e donativos em valor superior a 200$000.
Professores que lecionam gratuitamente no dito colégio: Jose Roiz. Coelho, Cyro Roiz. Coelho, Hilda e Graciola filhas de Benjamim, Edith e Nize, filha de João Roiz. Coelho, Miêmia [possivelmente, Noeme] filha de Jose Coelho. Poderiam esses meus adversarios apresentar igual? Se no decorrer de alguns anos esse Colégio prosperar e puder pagar seus professores será censurável que alguns Coelho ganhem ali seus salários? Ha ainda outras pessoas
(03)
que concorreram com dinheiro e donativos; ha também outros professores que lecionam gratuitamente e com dedicação cujos nomes não menciono aqui porque não são visados por esses adversários. Virginopolitanos, leiam e comentem.
“Benjamim Rodrigues Coelho o maior traidor de seus amigos e desleal companheiro junto com seus irmãos João Rodrigues Coelho, Jose Rodrigues Coelho e Daniel Rodrigues Coelho. 27 Maio de 1936 (a.) Trajano.”
Eleições de 7 de junho de 1936
Eleitores de Virginópolis 1.132 – Votaram 880
Eleitores de Gonzaga 261
Eleitores de Divino 489
Eleição de junho de 1936 – Pessoas que fizeram serviço ativo no dia da Eleição – Benjamim e Filhos – Cista e filhos PRM – Daniel e filhos – Sinval e Tavico – Jose Campos – Jose Gonçalves – Claudionor e João R. Tavico – Efigênio Batista PRM – Filho de João Cancio PRM – João Magalhães Neto PRM – D. Alda PRM – Benedito e Levino Roque PRM.
Gonzaga, Jose Miguel e Alceu PP – Calixto PP – Edith e Conceicao PP – Filhos Jose Coelho PP – Filhos Simão PP – Onesimo e Filhos PRM – Vita PRM.
Versos:
        1
A politica em Virginópolis
Esta cortando como navalha
O Cista chamou o Benjamim
Muitas vezes de canalha
        2
Benjamim ate chorou
Você não me desafia
Estou agora perdido
E o Cista granjeando simpatia
        3
Benjamim este coitado
Era todo perremista
Mas para salvar seu irmão
Ele tornou-se progressista
         4
Os Coelhos em Virginópolis
Não valem mais de nada;
Por onde passa o Cista
Eles ficam na rabada.
         5
O Cista é tão ativo
Ate o gênio mudou
Diz suas franquezas
e faz com quem não falou.
         6
Trabalho Pr’a os Perremistas
Mas não quero a prefeitura
Não precisam pois de levar
Pr’a o jornal minha caricatura
(04)
         7
O Cista quando fala,
Todos ouvem o seu dizer
Quando fala o Benjamim
Todos tratam de correr!
         8
O Cista antigamente
Dos Coelhos era esquadrão
Hoje ele fala alto
E um nobre cidadão
         9
Não voto no Benjamim
Ele não é usuário
Mesmo assim eu não deixo
De votar com Sio Vigário.
         10
Ofenderam o Custodio
Eu não sei porque razão
Mas este agora jurou
Tirar uma casca no Simão
          11
Ele não era eleitor
Nem também sua familia
Pois agora alistou
Oh! Ele agora nao humilha.
           12
Tem o Custodio pobreza
Pobreza não é defeito
Ao amigo perremista
Peço andar muito direito
           13
Trabalha mesmo oh, Custodio,
Você terá um galardão
Não tira so uma casquinha
Mas sim um cascão!
           14
De todo este pessoal
João da Cunha é confidente
Procede como gente seria
E homem muito prudente
            15
João da Cunha é perremista
Que homem de felicidade!!!
Pois ele não confunde
Politica com amizade
             16
Politica é uma roda
Que nunca pode parar
No momento que esta andando
Ela pode desandar
(05)
              17
Dos Coelho tenho do
E do Cista tenho pena;
Que caso complicado,
O Guedes agora esta na cena.
               18
Ontem ele era diabo
Hoje é ate sacerdote!!!
Sera ele um beócio?!
                19
Celebrar não é difícil
Ate isto ele é capaz
Pois tem estudo e preparo
E por cima é rapaz!!!
                20
Adeus Virginopolitanos
Adeus minha paixão
Cista!!! meus parabéns
Deus lhe de o galardão.
Delegacia de Policia de Virginópolis.
                    Edital
Para bem estar do povo virginopolitano e tomando mesmo como medida de prudência, resolveu esta Delegacia proibir, como proíbe terminantemente, não so venda de bebidas alcoólicas como também o uso de armas de qualquer especie, durante o dia 7 do corrente mês. Virginópolis, 6 de junho de 1936. O Delegado Especial Cap. Altino Machado de Oliveira.
DIVINO 29-6-1936
Dum sussurrar harmonioso
De continuo pelejar
Como o rio caudaloso
Docemente sem parar.
Da formidável nascente
sai ela suave a cantar

Caminhando lentamente

com as ondas do mar
Como o rio caudaloso
que desce para a imensidade
Es Olinda sonho formoso,
Da tua risonha cidade
Assim também, oh Victoria
Nos faltou tão desejada
Foi de saudosa memoria
Teu fiel e herói camarada.
Adeus querida Victoria
Ate um dia feliz voltar
Caído fiquei sem glória
como barco perdido no mar.
Virginópolis, 29-6-1936
Cesar Agostinho Dias
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O Partido Progressista recorreu do registro da legenda do PRM de Virginópolis por conter o nome do Padre Felix ja inscrito para idêntica eleição em outro município, mas o tribunal não tomou conhecimento do recurso.
Despesas com os festejos da Camara.
(06)
Agosto 15 – Banda Divino – 400$000 – fogos Maximino 259$000 – Orquestra 150$000 – cerveja e vinho 355$000 – doces 150$000 – Pensão Blandina – 97$000 – Conta Gonzaga – 109$000 – Conta Osvaldo 315$000 – Maximino fogos – 259$000 – retratos 80$000 – Jose Tiago 80$000 – Pago ao Zinho 45$600 – din. Jose Soares 195$000 – Total 2:520$300 – Julho 25 de 1938 H Din Div 516$000 – Total geral 2:016$300.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eleição da Camara e prefeito de Virginópolis – 17.8.1936
Eleito Presidente P. Felix 5 votos – Prefeito Trajano 5 votos – 1o. secretário João Domingos 5 votos – 2o. secretário Jose de Souza Madeira 5 votos – Vereadores: João da Cunha Menezes, Vicente de Oliveira Magalhães, todos do PRM – Benjamim R. Coelho, Syrillo Moreira e Joaquim Miguel da Costa, Francisco Rabello Campos todos do PP.
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Novembro de 1937 – Foi dado o Golpe de Estado pelos Monstros
Pelos monstros insaciáveis de mando e poder e bajulados por homens sem critério e cretinos. Como sejam Getulio Dorneles Vargas e Francisco Campos e sem valor Benedito Ribeiro Valadares. Foi dado o golpe de estado no dia 10 de novembro de 1937, `as 10 horas da manhã, tendo dissolvido o Congresso – Camara Federal e Senado Federal, Assembléias Legislativas Estaduais e Câmaras Municipais, ficando todo o pais entregue aos oportunistas e homens sem valor e canalhas sem prestigio politico e que foram derrotados nas eleições municipais. Este Golpe de Estado foi dado por causa da oposição e persistência do Armando de Sales Oliveira e o apoio da União Democrática Brasileira e dos partidos que apoiaram, assim como o deste nível e tradicional Partido Republicano Mineiro cuja frente encontrava o Grande Arthur Bernardes, Daniel de Carvalho Furtado de Menezes, Ovidio de Andrade, João Edmundo Caldeira Brant e Augusto Mario Brant. Homens que não se amolgam e que considero como nossos chefes em Minas. Estas notas são tomadas para noa serem esquecidas que para combater a oposição so golpe de força. Virginópolis, 12 de novembro de 1937. (a.) Trajano de Magalhães Barbalho.
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11-11-1937 – Telegramas de Virginópolis pelos oportunistas ao Dr. Benedito Valadares: Na atual emergencia apresento a V. Excia. minha solidariedade. Saudacoes. Jose R. Coelho. *** Pela felicidade de Minas e do Brasil a maioria da Camara de Virginópolis reafirma a V. Excia. sua inteira solidariedade ((aa) B R C – Francisco Rabello Campos – Jose S. Madeira – Joaquim Miguel da Costa – Cyrillo Moreira de Souza *** Inteiramente ao lado de Minas e de V. Excia. saudações. (aa.) Jayr Roiz Coelho – Simão B. Coelho – Francisco C. Sobrinho ***** Aplaudindo a sua energia e patriótica atitude em face dos acontecimentos políticos de ontem hipoteco a V. Excia. minha inteira solidariedade. Cordiais saudações (a.) João Roiz Coelho. *** Divino 11-11-1937 onde resido venho de ha muito acompanhando a obra e a ação de destaque de V. Excia. no cenário politico nacional. Hoje ao ensejo do novo regime apresento-lhe meus protestos de solidariedade e votos pela continuação de seu fecundo governo. Atenciosas saudações (a.) Joaquim da Cunha Menezes ****** Virginópolis 11 – Agradeço a firmeza da comunicação da outorga ao pais de nova constituição e aplaudo o apoio de V. Excia. ao Chefe de Governo Brasileiro. Renovo
(07)
a nossa solidariedade ao governo de V. Excia. saudações Cordiais (a.) Jose Roiz Coelho *** Virginópolis 15 – Chegando ontem de viagem encontramos o pais sob o novo regime constitucional. Reiteramos por isso nossa incondicional solidariedade (aa) F. C. e Olga **** Divino Virginópolis – As noticias do novo regime foram recebidas aqui entusiasticamente ao estocar de fogos dinamites. Em nome dos amigos de Divino enviamos parabéns a V. Excia. pela elevada atitude assumida apoiando o Sr. Getulio Vargas. Saudações Jose de Souza Madeira – Joaquim Miguel da Costa – Francisco Carvalhaes Junior.
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Virginópolis, 9 de julho de 1.936 – Saudações extensivas a Carmelita. Falei ao Secretario da Educação sobre a sua situação de professora contratada em comissão nas escolas reunidas de Divino para serem pagos seus vencimentos pelo Estado. Tomou nota para resolver depois e comunicar; não sei se será tapeação; em todo caso penso que V. não perderá porque poderá requerer o pagamento `a Camara Municipal, logo ela instale; se negar a pagar V. remetera seu certificado com o requerimento indeferido pela Camara a seu procurador que apertara o Secretario obrigando-o a providenciar o pagamento; em todo caso V. me mande com urgência, os certificados de janeiro, fevereiro e março deste ano com os respectivos recibos para eu ver se posso inclui-los neste mês; não falo nos do ano passado porque é necessário pedir credito suplementar e isto demora e eu terei de deixar a Prefeitura brevemente. Aguardo sua breve resposta subscrevo-me, Tio afetuoso, Jose Rodrigues Coelho.
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Virginópolis, 25 de julho de 1936 – Maria Candida – Saudações. Comunico-lhe a arrecadação não foi suficiente para lhe pagar os 6 meses somente pude pagar-lhe os 4 meses e mandei que lhe escriturasse os 2 meses como efeito a pagar, isto é, v. fica contemplada como credora da Prefeitura. Convém que o Diretor lhe de declaração da data de seu exercício e v. oficie ao Prefeito para mandar escriturar a divida devendo v. declarar que não recebeu seus vencimentos porque a secretaria decidiu que o municipio é que tem obrigação de pagar, isto com pressa, porque estou para ficar livre desta espeta. Com um abraço do Tio Jose Roiz. V. apenas Dira que não recebeu seus vencimentos, não deve dizer que é para o Prefeito mandar escriturar isso.
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Rio 10 de novembro de 1937. Exmo. Sr. Benedito Valadares: Transmito a V. Exa. para seu conhecimento o texto do telegrama que em data de ontem, enderecei ao sr. Presidente da Republica: Sr. Presidente da Republica. Palácio da Guanabara. Rio de Janeiro. Com amarga surpresa verifiquei, hoje, que o edifício da Camara dos Deputados foi ocupado pelas forças armadas. Divulgaram-se logo depois noticias de que o Governo da Republica havia expedido decreto de dissolução do poder legislativo. Não conheço os fundamentos de tão graves atos. Impedido materialmente de funcionar e tomar consequentemente qualquer deliberação sobre o assunto de tanta relevância, a Camara dos Deputados não pode levar a V. Exa. o pensamento da maioria, sendo da totalidade de seus membros. Por isto na qualidade de Presidente da Camara dos Deputados – poder que se constituiu nas mais puras fontes da vontade do povo brasileiro, sinto-me no dever de levar ate V. Exa. o meu protesto contra os referidos atos e espero que o Brasil saber fazer justiça `a honestidade, `a fidelidade, `a lisura, `a operosidade, ao patriotismo de seus legítimos representantes. Saudações atenciosas – (a.) Pedro Aleixo. Tenho presente sempre na memória os
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meus compromissos por ocasião de minha eleição para presidente da Camara dos Deputados, declarei a V. Exa. e pouco depois ao Sr. Presidente da Republica, que não era pessoalmente candidato; que não disputava o pleito; que não solicitava sufrágios. Membro de uma organização politica, consentia em que meu nome corresse os riscos de um prélio renhido e de resultado duvidoso. Se fosse vencido, suportaria, por dever partidário, os dissabores da derrota; se triunfasse a vitoria de meu nome seria proclamada como vitoria das forças governamentais. Fui eleito presidente da Camara dos Deputados. Ficou, a vista do exposto entendido que a investidura resultava da conjunção dos elementos políticos orientados por V. Exa. como os elementos políticos que obedecem a orientação do sr. Presidente da Republica. Assim deveria eu exercer a presidência da Camara enquanto os deveres regimentais e a minha própria ação não se chocassem com os deveres que a lealdade partidária impõe. Alem disso, conforme tive a oportunidade de declarar a V. Exa. e ao Sr. Presidente da Republica, no momento em que se verificasse um rompimento de suas relações com o Governo Federal também estava entendido que desse rompimento uma consequência seria a minha renuncia. Guardava eu, portanto, inteira liberdade de manifestar-me sobre os problemas políticos do Pais; mas jamais a presidência da Camara seria posta a serviço de minhas ideias, de minha convicção, de minhas opiniões, desde que tais ideias, convicções e opiniões não se ajustassem `as deliberações e aos atos da organização politica a que pertenço. Inteiramente `a minha revelia foi desfechado ontem o golpe de Estado que subverteu o regime constitucional vigente no Pais. Não podia eu, portanto, evitar que a resolução governamental me colhesse na plenitude do exercício da presidência da Camara dos Deputados. Como deputado e principalmente como brasileiro, não concorreria para que as autoridades incumbidas da guarda da Constituição Federal tomassem a iniciativa de suprimi-la e revoga-la, dando ao pais um exemplo de infidelidade que indelevelmente manchara a historia pátria nesta dolorosa contigenciamentos; no conflito entre os deveres de partidário e deveres de presidente da Camara dos Deputados limitei-me a formular o protesto que no texto do meu telegrama esta inserto. Considerando que a permanência na Capital Federal importava `a obrigação de atender quantos, mesmo adversários do governo, me procurassem na qualidade de Presidente da Camara dissolvida; considerando que a ninguém eu poderia ocultar a minha repulsa `a resolução governamental; considerando que não seria digno do meu passado e do povo que presente, oferecer, agora uma renuncia da função que materialmente estou impossibilitado de exercer, resolvi regressar a Minas. E, portanto, em terras mineiras que lhe escrevo esta carta. Sr. Governador. Aqui estou não para acolher-me `a sombra do prestigio de meu antigo correligionário, o presidente do Partido Nacionalista, nem também na expectativa de que a nossa cara Minas seja, ainda hoje, como outrora foi, abrigo seguro para os adversários de Força. Regressando a Minas Gerais, meu primeiro ato é o de formular perante V. Exa. o meu protesto contra a sua participação, como Governador do Estado, na trama cujo desfecho foi a subversão de uma ordem jurídica que lhe cumpria respeitar e defender ate ao sacrifício. Adversário intransigente dos inimigos da Pátria, dos comunistas professos, eu o sou principalmente porque considero neles a fidelidade `a palavra empenhada, `a honra, `a dignidade, enfim todo um patrimônio moral que a tradição, orgulho da gente montanhesa, meros preconceitos burgueses. Para que a pátria sobreviva as lutas e as insídias a que a conduzem seus obstinados inimigos,
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natural é que se façam todos os sacrifícios. A liberdade não pode ser assegurada onde quer que a ordem não seja mantida. Mas temo, sr. Governador, que o povo comece a compreender que a salvação publica foi simples pretexto para que continuem assim a fruir as delicias do poder aqueles que presentemente o detêm. Ha momentos em que se tem a compreensão exata da inutilidade dos esforços humanos. Então, o espirito se eleva ate Deus para que ele se apiede de nos. E o que faço agora, Sr. Governador, sinceramente desejoso de que para honra de Minas e felicidade do Brasil, seja eu que entre nos dois esteja em erro. Com elevada consideração o patrício (a.) Pedro Aleixo.
“Virginópolis, 16 de novembro de 1937. (a.) Trajano”.
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Virginópolis, 11 de julho de 1938. Prezados companheiros de trabalho e de lutas no cumprimento do dever: Marcial, Adail, Bento Lage, Luis Baltazar, Neco e Francisco de Assis. Não podia deixar de vos manifestar o meu agradecimento amigo e minha gratidão sincera pelo modo correto e honroso com que me auxiliastes nesta batalha que foi a administração do nosso município. Desde o dia 15 de agosto de 1936 que venho administrando este município com o vosso auxilio e do povo, auxilio este que muito me honrou, assim com o vosso valioso apoio. Transmitindo, neste momento a Prefeitura ao meu substituto nomeado por decreto do Governo, venho muito satisfeito abraçar a cada um de vos. Dou-vos, pois, o meu abraço amigo e ponho-me `a disposição de cada um de vos e do povo a nossa casa, para o que virdes que vos possa ser útil e isto farei com muito gosto. Ao Prefeito meus parabéns pela sua posse, desejando-lhe felicidade. Faço votos para que o município seja o único beneficiado em sua administração e que faça prosperar as suas rendas para que seja dentro em pouco um município imitado por outros prósperos municípios. Estes são os meus desejos. Tenho dito. (a.) Trajano.
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Dezembro 1935 – Aos meus parentes e amigos; não vou fazer discurso, pois todos vos conheceis perfeitamente o meu grau de atrazo, pois sou quase analfabeto. Permiti que eu tenha o atrevimento e a petulância de vos falar. Portanto peço a todos que ouvem estas palavras desataviadas, sem nexo, que me perdoem a meu atrevimento e ignorância. Meus patrícios e parentes e amigos; eu não penso deixar de vos mostrar neste momento a alegria e o meu contentamento de ver Virginópolis possuída de uma grandes de ver alguns de seus filhos ilustres. Virginópolis conta grande vitoria. Virginópolis confia em todos vos, juntos, unidos trabalheis com todos nos virginopolitanos sem discrepância de um so. Eu confio em vos, moços felizes em terem lutado e vencido. Virginópolis conta com o vosso amparo e com o prestigio que tendes e que muito podeis fazer para que Virginópolis progrida em beneficio de nos todos, para termos um município invejado por outros. Mas para isto precisa que todos vos, juntos, unidos trabalheis com todos nos virginopolitanos sem discrepância de um so. Eu confio em vos, moços, que não abandonareis Virginópolis, mesmo que algum tenha que fixar residência fora não nos deixem sem o seu amparo. Aproveito da ocasião para dizer-vos que o meu contentamento não é menos de que o de vossos pais, pois estão vendo o resultado de seus esforços e sacrifícios que muitos deles fizeram para hoje terem a felicidade de ver todos vos juntos deles cada um com o seu pergaminho. A eles dou os meus parabéns. E a vos os meus votos de felicidades em vossas carreiras, que peço a Deus para fazer-vos felizes. Eu não podendo manifestar de um modo mais expressivo a minha satisfação convidei-vos para este jantarzinho da roça com todo o prazer e sem fingimento de minha parte para ver-vos todos reunidos e com mais pessoas em nossa casa. Peço mais uma vez desculpas
(10)
por ter tomado o tempo de todos para ouvires o meu modo de pensar e a minha satisfação. Assim convido-vos para me ajudardes em alguns vivas. Viva Virginópolis em ter alguns de seus filhos formados. Vivam os esforços de seus pais. Vivam os doutores de Virginópolis. Vivam todos os presentes. Tenho dito.
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Decreto no. 13 – O Prefeito de Virginópolis, na forma da lei etc. Considerando o que a lei orçamentária para o corrente exercício calculou a receita do município em 59:915$00; considerando que no primeiro semestre do corrente ano foi arrecadada a quantia de 33:923$00; considerando que comparando-se a arrecadação do segundo semestre de 1937 com a arrecadação do primeiro semestre do mesmo ano ha uma diferença de 59.8%, isto é 35:024$00 no primeiro semestre e 20:694$00 no segundo; considerando que, se aplicar a mesma percentagem para a arrecadado do segundo semestre do corrente exercício, haverá um deficit de 15:542$20; considerando que ja ha uma divida flutuante superior a (4) quatro contos de réis e uma despesa a realizar no segundo semestre de 1.938 de 30:888$00 (lei orçamentária) sendo necessário transferir-se a despesa para a verba “Divida flutuante” o que não é recomendável; considerando que é necessário comprimir a despesa para se evitar o aumento da Divida Flutuante; considerando que o decreto no. 5 de 2 de janeiro do corrente ano, revogou a lei no. 12 de 13 de outubro de 1937, a qual no art. 20 diz: ficam suspensas, digo, ficam restauradas as escolas municipais de: S. Jose do Tronqueira, de Santo Antonio do Tronqueira e Brejaúbinha, de Santa Efigenia, de S. Jose da Pedra Branca, de Conceicao da Brejaúba, de Barra do Palmital, de Ribeirão do Céu Aberto, todas deste município; não obstante continuaram a funcionar as acima referidas escolas exceto as de S. Jose do Tronqueira, de Brejaúbinha, transferidas para o município de Figueira e de S. Efigenia que não foi restaurada continuando as respectivas professoras a receber seus ordenados; considerando que em vista da supressão das escolas acima referidas, ou o ex-prefeito, de direito, devia restituir as quantias despendidas ou as professoras as quantias recebidas, o que não seria justo, porque estavam em boa fe; usando das atribuições que lhe confere a lei, decreta: Art. II – Ficam validos os vencimentos das professoras, ja recebidos e a receber ate o dia 16 do corrente, data em que entrara em vigor o presente decreto. Art. III – Revogam-se as disposições em contrario. Mando portanto a todos a quem o conhecimento e execução deste decreto pertencerem que o executem e façam executar tão inteira e fielmente como nele se contem. Paço Municipal de Virginópolis, em 6 de agosto de 1938. Prefeito Municipal Jose Roiz Coelho.
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Minas de 27 de agosto de 1938. Grupo Escolar de Virginópolis. Aprovo o termo de recebimento definitivo de fls. 106 restituam-se as cauções, aprovo a medição no valor de 3:316$00 bem como o termo de recebimento definitivo a fls. 124. Requisitar pelo empenho próprio de 5:000$00 a importância da medição a ver da Prefeitura por intermedio da Coletoria local. Dinh. que Jose Roiz recebeu que deixei para Prefeitura. (a.) Cista.
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Virginópolis, 30 de dezembro de 1.938. Sr. Prefeito, tendo a minha administração feito o serviço de esgoto e privadas no Grupo Escolar desta cidade, por autorização do Sr. Secretario da Viação (sic) e Obras Publicas, pela importância de cinco contos de réis (5:000$000) competindo a mim somente dizer em
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resposta ao V. oficio que o Estado de Minas Gerais é quem é o devedor da importância acima e este Município conforme foi lançado no livro de receita e despesa do Município `a pagina 158 no dia 30 de junho do ano corrente. Cumpre-me dizer mais que em 30 de junho deste ano, fechei todas as contas do Município sobre a minha administração e as remeti a quem de direito. Depois de manifestar a respeito das mesmas é que deveis providenciar como julgar de Direito. (a.) T M Barbalho.
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Principais alterações do quadro atual. Foram criadas 8 comarcas, 16 termos, 64 municípios e 45 distritos. Com a criação de novas circunscrições o quadro territorial do Estado compor-se-a de 153 comarcas, 200 termos, 283 municípios, 935 distritos.
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Exmo. Sr. Diretor do Departamento de Assistência aos Municípios.
Em resposta ao vosso oficio de 13 de fevereiro do corrente ano solicitando-me esclarecimento a respeito de uma afirmativa do atual Prefeito deste Município de estar em meu poder a quantia de 1:683$000 quantia essa consequente de autorização que a mim foi dado pelo Secretario da Viação durante o meu exercício com Prefeito deste mesmo Município para consertos no Grupo Escolar local. Tenho de informar por ele próprio mesmo negativa. Quando ele próprio mesmo negativa. Quando ele diz “sim” quer dizer “não”; quando ele diz “não” quer dizer “sim”. Ele faltou com a verdade ou por maldade ou, o que acho mais viável por ignorância. Sobre o vosso oficio informo que recebendo ordens do Sr. Secretario de Viação e Obras Publicas para fazer consertos que necessitavam o prédio do Grupo Escolar local pela importância de 5:000$000, conforme saiu publicado no “Minas Gerais” de 22 de fevereiro de 1938, pag. no. 7, coluna 5a.” o serviço foi feito por minha administração, pois nesta ocasião eu exercia o cargo de Prefeito eleito. Concluído os serviços fiz entrega dos mesmos ao Engenheiro do Estado Sr. Epaminondas da Costa Lage os quais foram aprovados em definitivo “Minas Gerais” de 27 de agosto de 1938, fls. 7, colunas 3a. No Minas de 27 de agosto de 1938 saiu mais: ordem para a requisição na Coletoria local da importância de 5:000$000 a favor desta Prefeitura, a qual requisição não foi feita ate hoje. Em 30 de junho remeti para este departamento o balancete de todas as minhas contas durante a minha gestão para serem ou não aprovadas pelo Exmo. Dr. Governador do Estado, e pelos balancetes consta o Estado devedor da importância de 5:000$000 ao Município, quantia esta que fui autorizado a gastar. Se não foi feito o pagamento continua o Estado devedor dela e não eu. Como ate hoje não foram aprovadas as minhas contas satisfação alguma tenho que dar ao Prefeito de Virginópolis e sim ao Governador e a V. Exa. caso não sejam as mesmas aprovadas. Aproveito o ensejo para expressar as minhas considerações e apreço. Atenciosas Saudações, T M B.
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Convite ao Povo – 10 – 11 – 1938. E convidado o Povo de Virginópolis para abrilhantar os festejos da solenização do dia 10 de novembro de 1938, primeiro aniversario do Estado Novo, cujo programa é o seguinte: – O Povo, autoridades, banda de musica se reunirão `as 8 horas da noite na antiga Praça da Independência em frente a casa do finado Joao Batista Coelho,
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sendo então inaugurada a placa: Praça Presidente Getulio Vargas, aos som de peças musicais do repertório da Banda de Musica e estocar de foguetes, falará o Senhor Prefeito Jose Roiz Coelho. Concluído este ato, o povo em passeata sempre acompanhado pela musica desfilará em direção a Rua Dr. Benedicto Valadares. No salão da Prefeitura serão convidados as autoridades, banda de musica e o povo a entrar, sendo corrida a cortina patenteando ao publico o retrato do Governador Dr. Benedicto Valadares, falando o Sr. Juiz Municipal Dr. Jose Tyndall Pires. Em seguida continuará a passeata pela rua Dr. Benedicto Valadares ate a casa de propriedade de D. Maria Coelho do Amaral onde será inaugurada a placa da rua Dr. Benedicto Valadares musica foguetes etc., dispersando em seguida os presentes. Haverá depois recepção no salão da Prefeitura e no Clube Recreativo.
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Virginópolis, 26 de abril de 1939. Exmo. Sr. Jose Roiz. Coelho Prefeito de Virginópolis. O abaixo assinado tendo sido lançado como comerciante de bebidas neste município e para pagamento a ser feito de uma prestação vem pedir a V. Exa. o seu consentimento para que o Coletor Estadual extraia o meu talão so do 1o. semestre com o respectivo desconto. Pedindo também que de a minha baixa no 2o. semestre como comerciante de bebidas por não ter exercido a profissão neste ano. Apresento como verdade e prova do que estou dizendo os funcionários estaduais Francisco Edson Cabral e Jose Martinho Coelho. E R J (a.) T M B
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21-julho 1939 – Exmo. Governador do Estado – Belo Horizonte. Defesa vitais interesses habitantes. Virginópolis recorremos Vosssência pedindo providências urgentes sentido obter derrubada floresta única nascente agua potável desta cidade ordenada ja iniciada Prefeito local pretexto formar horto florestal decretado pelo mesmo Senhor. Respeitosas saudações (aa) Trajano M Barbalho – Onesimo M. Barbalho – João Campos – Osvaldo M. Barbalho – Manoel Dias – Euler M Barbalho – Joaquim Moreira de Oliveira – João B Magalhães – Gerardo Nunes – Eliezer Magalhães – Adail Cunha – Hercy Roiz. Coelho – Pedro N C – João da Cunha – Francisco Rosa Dias – Helio Barbalho – Antonio C Oliveira.
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27 julho 1939 – Dr. Benedicto R Valadares – Governador Estado – B H. População alarmada ato Prefeito derrubar mata nascente agua potável desta cidade feito reflorestamento autorizando plantação de milho, fumo local o que constituirá secamento da nascente. Esperando providência urgente obstar medida do alto espirito justiça de V. Exa. Saudações. (a.) Trajano de Magalhães Barbalho.
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15-8-1939 – Exmo. Sr. Governador Benedicto Valladares – Belo Horizonte. Cidade inteira Virginópolis vê ato de V. Excia. mandando prontamente funcionário Dr. Pedro Mattos suspender roçada mata nascente d’agua potável ordenada pelo Prefeito local, o Governo amigo da ordem da disciplina fiel ao dever zeloso do bem publico pelo que agradece penhoradamente. Atenciosamente, digo Saudações Cordiais (a.) T M Barbalho.
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Arrecadação do Municipio em 1938
Janeiro – 78$100 – Março – 157$500 – Abril – 24:038$100 – Maio – 1:925$900 – Junho – 14$400 – Julho – 444$100 – Agosto – 818$400 – Setembro – 11:919$7000 – Outubro – 5:910$600 – Novembro – 572$400 – Dezembro – 521$300
1o. Semestre – 33:923$200 – 2o. Semestre – 32:144$800 – 66:068$000.
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25- 7bo. – 1940 – Sinval – Tendo verificado os meus apontamentos encontrei nota da promissória com vencimento para dois de setembro de 1940. Se esta na promissória pagamento para dois de Março para mim foi um engano muito grande com as minhas anotações mas o que que ei de fazer é pagar de acordo com o que assinei. Caso você não leve a mal deixo de assinar outra para economizar selos ficando a mesma em seu poder vencendo os juros de 10 por cento ate ser resgatada. Pretendo resgata-la em 7bo. de 1941 ou 1942 de acordo com a sua precisão ou a minha. Se estiver cheio de dinheiro pagarei antes querendo Deus. Peço verificar exatamente a data da promissória. Creio haver engano.
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Virginópolis 5/11/1940 – Prezado amigo Cista. Rogo-lhe a gentileza de declarar ao pe desta com a franqueza característica do seu temperamento se alguma vez você me pediu que redigisse telegrama sobre qualquer assunto ou de denuncia contra quem quer que seja – principalmente contra o Sr. Jose Rodrigues Coelho M D Prefeito Municipal de Virginópolis. Queira desculpar-me pelo incomodo. O amigo agradecido (a.) Gabriel Nunes de Souza. Declaro que nunca lhe pedi para redigir telegrama para qualquer pessoa que seja. E principalmente contra o prefeito Jose Rodrigues Coelho pois os seus atos e modo de agir o recomendam. Terminando sempre ao inteiro dispor, o amigo certo (a.) Trajano M Barbalho.
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Decreto Lei n. 44 – Determina o fechamento do comercio nos domingos, dias santos e feriados Nacionais. O Prefeito de Virginópolis, usando das atribuições que lhe confere a lei decreta: Considerando que os comerciários desta cidade, Murillo C. – Otacilio de Magalhães Barbalho – Pedro Nunes C – Manoel Dias de Azevedo – Adail da Cunha – Antonio Coelho de Oliveira – Benjamim B. C – João Roiz. Coelho Junior – Jose C Coelho – Adams Costa Serra e Afonso da Cunha Menezes dirigiram ao Exmo. Sr. Ministro do Trabalho a seguinte representação: Exmo. Snr. Dr. Valdemar Falcão – Rio de Janeiro. Nos abaixo assinados, comerciários da cidade de Virginópolis, Nordeste de Minas, vimos a Vossa Excelência pelos seguintes motivos: 1) ate hoje não entrou em vigor, digo, em execução nesta cidade o decreto federal que estabelece um dia de descanso para os empregados do comercio em cada semana: 2) continuamos portanto em uma situação de inferioridade em relação aos comerciários de todas as cidades e vilas inclusivo.
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Exmo. Snr. Dr. Benedicto Ribeiro Valladares DD. Governador do Estado de Minas Gerais. Meus respeitosos cumprimentos. Como brasileiro, Mineiro e Virginopolitano, não posso ver sem levar ao conhecimento de V. Excia., o descaso e a ma adminstracao pela causa publica municipal que vem sendo dado a Virginópolis pelo Snr. Prefeito Jose Rodrigues Coelho, o qual é julgado pela opinião publica deste município como pessoa incompetente e incapaz para exercer o cargo. O fundamento da opinião publica que acabo de expor esta nos atos do Prefeito, pois quanto a administração vemos as verbas esgotarem sem termos o que é de sua finalidade. – as estradas de rodagem estão todas estragadas, as ruas da cidade estão completamente sujas e cheias de buracos, os próprios municipais sem o menor zelo e por isto estragados, o mercado municipal funcionando num quarteirão o qual serve também de rancho de tropas, prédio esse sem água e sem qual-
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quer conforto o qual esta condenado pela saude publica: a escrita da Prefeitura é feita com o auxilio do Sr. Adail Campos, pessoa estranha `a administração municipal, pois não ha contador nomeado e o Prefeito e seus secretários não são capazes de fazer. Relativamente a atuação com zelador pelos interesses outros como seja o lançamento dos contribuintes é do seu conhecimento que pessoas de sua família são comerciantes de gado aqui no município, não pagam o imposto municipal e ele Prefeito não manda que se faça o lançamento dessas pessoas; acentua ainda mais que no exercício de 1937 o atual prefeito Snr. Jose Rodrigues Coelho, um seu filho de nome Jair e seus irmãos Daniel R. Coelho e Benjamin tiveram as suas dividas de impostos municipais em mãos Dr. Promotor de Justiça sendo cobrado judicialmente o ultimo Benjamin R. Coelho o qual foi condenado e em julho de 1938 tendo sido nomeado o Snr. Jose Rodrigues Coelho Prefeito, o mesmo suspendeu a cobrança executiva e por influencia sua ate hoje não terminou o processo da execução. O que justifica a incompetência do mesmo Prefeito é o decreto no. 44 junto, pois o mesmo alem de sua redação ser um amontoado, um emaranhado cuja significação não se percebe é fora de duvida ser o mesmo ilegal pois não obedece o que dispõe a reforma emendada do Governo Estadual. Este decreto assim como o decreto outro junto, não teve autoridade bastante para fazer o mesmo entrar em execução. E do conhecimento publico que o Snr. Prefeito pretende adquirir um terreno para construir o mercado municipal, terreno este de propriedade de seu irmão Benjamin R. Coelho. O preço deste terreno é muito caro, e é insuficiente para a construção e em lugar improprio; Peço a V. Excia. quando chegar `as mãos, impedir esta aquisição, pois ha outros terrenos mais centrais, maior e mais baratos. Snr. Governador – Virginópolis, sendo digna de que V. Excia. olhe com carinho e zelo para esta cidade, como tem acontecido ate então. Eu que vejo de perto tudo o que se passa aqui e compreendo as necessidades do povo do município, pois sou filho daqui toda vida tenho residido assim como toda a minha família faço V. Excia. ciente de tudo isto para conforme a razão e a justiça dar a Virginópolis um outro Prefeito que seja capaz de administrar e zelar melhor os seus interesses. Assim termino subscrevendo-me esta leal informação. Ate. saudações do patrício Adm. TJB.
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Novembro 6 de 1941 – Prezado amigo Sylvio Catão – Com os meus cumprimentos extensivos a D. Ziná e filhos, junto a esta remeto-lhe os apontamentos do gado seu e da sociedade com o Colombo. Lamento que os meus esforços de nada valeu perante o Colombo pois fiz o que estava em meu alcance. Não te dou parabéns pelo preço porquanto foi realizado o negocio porque não foi com o meu consenso, e sim com o meu protesto. Mas dou-te parabéns por ter realizado o seu negocio mesmo com prejuízo; é preferível uma acomodação do que uma boa demanda. Pedindo-te desculpas pela minha franqueza e por nada ter podido fazer em seu beneficio e do Colombo, terminando ponho-me as suas ordens para o que ver que lhe posso ser útil. Do amigo que abraça TMB.
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O Soldado na Guerra – 1945 – Recordação de meu filho Octacilio Soldado do 10o. B. C.
No campo de batalha é triste ve-lo;
O homem transformado em fera humana
Arrancando um punhado de cabelo
Tudo esquece na luta insana.
Batalha sem cessar ate não poder
E cada instante que na vida passa
Mais no peito lhe pesa o atroz sofrer
N’alma o gelo fatal de uma desgraça.
De vez em quando para os céus o olhar
Erguendo, triste busca ver a esposa
E através da tristeza e do pesar,
Os beijinhos de amor do lar materno
E de uma mais carinhosa falas;
Tudo é trocado pela dor e o eterno
Sibilar estrugidos das balas.
14-5-1943  – Recordação de meu filho Octacilio soldado convocado para servir a pátria ou pátria.
Não Oh Mãe! Onde estas que não me respondes?
Será pelo motivo do teu filho viver desesperado,
Sem carinho, sem conforto de alguém
Que não tem a ventura de ser lembrado?
Para resistir, sorrindo a sorte tão ferina
Abandonado pelas paixões da terra
Ja vistes repassar em tua alma
O mais leve, o mais zombeteiro de meus risos
Para te dizer em tua calma
Ao desventurado dou-te teu filho querido
Oh! Mãe! Boa que és, da-me alento
Da-me força para suportar o meu tormento
Que em teus beijos noturnos veras a fina
e cruciante paixão que me afina!
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No dia 22 de novembro de 1943 plantei 3 pés de laranja “Prati” la em baixo, perto do Ribeirão perto do morro. Zulmira C.
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Virginópolis, 30-5-1943 – Prezado Sinval – E o meu desejo que com Maricas e a meninada todos estejam bons, acontecendo o mesmo com todos os meus graças a Deus. Muito grato te fiquei em ter me concedido o prazo ja vencido ate agora. E por esta demora peço desculpar-me. Muito contrariado fiquei por ter obrigado a ser devedor ao Daniel por minha causa. Se você ja tivesse avisado-me a mais tempo eu ja teria pago mesmo com algum sacrifício. Quanto o seu estado de saude tem me causado aborrecimento, pois não sabia que era tão melindroso a este ponto; posto que V. se refere que precisava de acertar o seu negocio comigo e por isso delegava poderes ao Anizio; Pois estive pela sua nota e não podia duvidar dela; cumpri a sua ordem logo que recebi suas notas procurei o Anizio e fazendo-lhe o pagamento imediatamente. Pois, graças a Deus, por felicidade sua e minha estava com o dinheiro pronto de modo que não passei aperto. Queira recomendar a todos os nossos. Do comp. e amigo T M B —— Sinval – Depois desta ja assinada e eu ja ter pago deparei com um engano em suas notas. Você se esqueceu de me creditar por um conto de réis dos bezerros e pelos juros do mesmo. Assim peço verificar se eu tenho razão nesta reclamação. O mesmo. Peço descontar as despesas dos bezerros.
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Foi promulgada a Constituição a 14 de julho de 1947. As eleições estaduais foram feitas em 19 de janeiro de 1947, sendo eleito presidente do Estado, Dr. Milton Soares Campos pelos partidos coligados, primeira vitoria nossa derrubando a ditadura. Tomou posse dia 19 de março, dia em que foi instalada a Camara Estadual e começou os trabalhos da Camara, dia da independência do nosso Estado e depois do nosso Município que foi criada Comarca, dia 9 e assinada nossa Constituição dia 14 de julho que para nos foi um dia grande, dia de festa. A nossa Comarca teve o seu trabalho com grande inteligência e esforções do nosso M. D. Juiz Municipal Dr. Rubens e dos deputados Augusto Costa, Dr. Guilherme Machado e Feliciano Pena.
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Escrevendo ao Povo – Boletim no. 1 – Reflexo de uma administração. Meus pa-
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trícios. Inicio hoje uma serie de boletins, pondo-vos ao corrente o mais sucintamente possível o que passando na administração do nosso Município. Começo por dizer-vos que pela primeira vez na historia do Município a Prefeitura não pode pagar a nenhum de seus funcionários porque o atual Prefeito não recebeu de seu antecessor. O Sr. Trajano de Magalhães Barbalho sequer um centavo. Por isso foi que a entrega da Prefeitura não foi feita na vossa presença, no dia 2 de Fevereiro quando foram organizados e realizados festejos para esse fim, mas sim no dia 3 do mesmo mês e na presença de apenas duas testemunhas para assinarem o termo de entrega. Fostes portanto mais uma vez ludibriados. E isto porque não convinha que presenciasses a passagem da Prefeitura nas condições em que foi feita – limpa , sem um centavo em cofre e sem nada ter feito. Alias coincidência curiosa todas as duas vezes que o Sr. Trajano de Magalhães Barbalho (Cista) entregou a Prefeitura foi desta maneira. O povo precisa saber destas verdades. Quando entreguei a Prefeitura ao Sr. Adail Ferreira Campos passei-lhe também um saldo em dinheiro de Cr$ 46.920,10; este por sua vez, entregou ao Sr. Trajano de Magalhães Barbalho quando lhe passei a Prefeitura, digo, quando lhe passou a Prefeitura a importância de Cr$ 36.352,50 em dinheiro. Para a passagem da Prefeitura foram convidadas tanto por mim como pelo Adail, as autoridades e principais pessoas da cidade que assinaram o respectivo termo. Vede bem a diferença e meditai. Virginópolis, março de 1948 (a.) Jorge Campos Coelho.
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27-4-1948 – Resposta ao Jorge – Meus Patrícios, eu nada deveria responder ao pasquim do Jorge Campos Coelho, que vocês todos conhecem muito bem. Sabem muito bem qual o meu procedimento e qual o dele. Jorge não merece fé, falta-lhe idoneidade; falta-lhe brio. Se tivesse brio, teria primeiro regularizado sua situação com o Município, para depois, tomar posse de seu lugar de vereador. O Sr. Adail Campos foi nomeado Prefeito a dois (2) de janeiro e so pode receber as contas do Jorge a onze (11) de fevereiro. O balancete de Dezembro ja estava fechado e acusava um credito de Cr 46.920,00 contra Jorge. Jorge não (tinha) o dinheiro então, e nem dispunha de credito junto a seus amigos; recorreu a seu tio Simão e a seu pai e também a seu cunhado Sylvio em tão grandes aperturas. O Sr. Sylvio foi quem emprestou o dinheiro ao pai de Jorge; assim, este se livrou da cadeia. O povo precisa saber que o Jorge foi um Prefeito desonesto. Vendeu material da Prefeitura ao Bernardino Baptista Coelho; vendeu a Pedro Cândido um barracão da mesma Prefeitura, pois foi construído com material da mesma e com empregados dela; vendeu o coreto do Jardim Publico para o Sr. Washington da Cunha Menezes. Não consta na Prefeitura entrada de nenhum dinheiro relativo a tais vendas. Desmanchou o prédio da Cadeia, pertencente ao Estado; vendeu seu material a diversos, como por exemplo, Bernardino Baptista Coelho, Abel Natalício de Lima, Horacio Nunes Coelho. Não consta entrada do dinheiro correspondente. Saiba o povo que o Jorge ainda tem que prestar contas de ter desmanchado um prédio do Estado, sem autorização e de ter dado sumiço ao material do patrimônio publico. Saiba o povo que tal paga ha de ser em dinheiro, ou na Cadeia. Quando recebi a Prefeitura, a 24 de abril de 1947, ja tinha sido arrecadados Cr$ 3.564,30. Quer dizer, ja estava consumida quase toda a arrecadação do município; o saldo ja era apenas de Cr$ 36.532.50. Que podia eu fazer, achando o Município em tais condições, logo no principio do ano? Meus nove meses e tanto de administração tinha que decorrer no mais estrito aperto. Como poderia eu passar
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saldo a meu sucessor, se Jorge e Adail de janeiro a 24 de abril de 1947, isto é, em 114 dias gastaram tão vultosa importância dos Cr$ 131.594,30? Agora outra mentira do Jorge: todo mundo sabe que o povo foi convidado para assistir a posse do Prefeito. Não houve convite para entrega da Prefeitura. Não era necessário, tal o entusiasmo dos dois partidos vitoriosos. Mas a Prefeitura ficou apinhada de gente. Houve varias discursos. O ato foi publicíssimo. Mas o Sr. Jorge mente sempre, achando que isto ainda lhe adianta. Havia representantes das Câmaras de Guanhães e de São João Evangelista. La somente não apareceu, Deus louvado, o Sr. Jorge a transportar gente no carro…. Passei no ato da entrega, uma caderneta da Caixa Econômica do Estado de Cr$ 20.000,00 e juros e em saldo a meu favor de Cr$ 1.691.00, passei, pois alguma coisa. Da primeira vez que recebi a Prefeitura, foram-me passados apenas Cr$ 43,40 com dividas para pagar e com a arrecadação ja feita. De ambas as vezes, porem, minhas contas foram sempre aprovadas, ficando eu sem compromissos para com o Município e o Estado, sem ter que ficar em correrias e aborrecer a cansados amigos. Sei que os amigos de Jorge esperam unicamente em seu pai. Do Jorge não ha a esperar, porque é o Jorge, hoje, simples chauffer de um caminhão, sem interferência na parte comercial. Por que vai a Camara advogar contra o Município, como na questão do Horacio? Os próprios amigos dele consideram-lhe uma pedra que a tem de transportar morro acima. O povo precisa de meditar é nisso e tirar conclusões sobre a honestidade do Jorge. Mas o povo sabe disso tudo, sabe ate que um ex-prefeito (pela graça do Benedicto) foi eleito vereador, sem quociente eleitoral para um inglório papel na Camara. Pobre Jorge! Por que seu pai vendeu a casa em que você residia? Desafio ao pobre Jorge a provar qualquer malversação minha como Prefeito e qualquer coisa que me desabone em meu credito comercial. Se eu fosse falar do câmbio negro desenvolvido pelo Jorge, na falta de respeito `a propriedade alheia, sem anteceder processo de desapropriação? Se eu fosse falar no Jardim Publico da Cidade, que ele destruiu, não sei para que, deixando la uma especie de poço carrapaticida; Mas… para que gastar tinta se meus Patrícios sabem bastante distinguir entre mim e o Jorge?… (a.) T M B
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Respostas dos meus Filhos – Patrícios Virginopolitanos. Não somos políticos e nem desejamos incluir-nos na politica desta terra. Entretanto somos forçados a isto devido a um boletim que foi espalhar ha poucos dias nesta Cidade e arredores contra o ex-prefeito Trajano de Magalhães Barbalho, que é nosso pai e assinado por um sujeitinho que o município teve a infelicidade de ter como prefeito. Tal individuo que não tem valor para que lhe cite o nome, gordinho e baixinho, igual não so no fisico como em suas degenerecencias a certo individuo que no curto período de “15 anos” desgraçou o Brasil; no referido boletim diz que o ex-prefeito Trajano de Magalhães Barbalho, deixou a Prefeitura limpa sem um centavo. E verdade, deixou a Prefeitura sem um centavo porque com o dinheiro que arrecadou teve que pagar as despesas irregularmente feitas pelas administrações passadas sem se esquecer do “baixinho” e cuidou dos interesses dos habitantes do Município, principalmente dos da área rural de que todos se esquecem, gastando ate o dinheiro de seu bolso na manutenção de escolas rurais, que a isto teriam que esperar ate que a Prefeitura tivesse dinheiro para funcionarem; aqueles que duvidam disto que revistem os arquivos da Prefeitura, a Casa do Povo do Município, onde depois que caiu a Ditadura, que o “bai-
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xinho representou neste Município com todas as faltas de critério peculiares a tal regime. Melhor seria que nos calássemos a tudo isto, entretanto, poderá alguém interpretar o nosso silêncio como uma covardia motivada, digo, motivo pelo qual não pudemos deixar de esclarecer ao bom povo desta terra, escrevendo este sobre os fatos imputados ao nosso pai pois não merece atenção o individuo que a ele se refere, senão vejamos completamente quebrado quando assumiu a Prefeitura logo depois pode comprar automóveis, motocicletas, caminhão (que ate hoje parece que não foi pago), passeios a São Paulo, Rio de Janeiro, bacanais em Belo Horizonte sendo que o ordenado de Prefeito é insignificante e o de funcionários da Prefeitura mesquinhos. Construiu uma cadeia é verdade, também se não fizesse alguma coisa em tanto tempo! Mas sabem os Patrícios onde se acha a Cadeia Velha? Também não sabemos, mas sabemos que o material da mesma foi vendido todo ou quase todo a particulares e não se acha escriturado na Prefeitura; sabem, senhores, onde o “baixinho” colocou a casinha de guardar material ao lado da Cadeia Nova, muito depois que saiu da Prefeitura? Sabem ainda que o “baixinho” por esmola um emprego de chauffer de caminhão com um caridoso correligionário politico, mas com a condição de não dinheiro por suas mãos e andar sempre sob as vistas de um rapaz que embora pobre, porem serio e honesto? Pois se não sabem disso, patrícios, podem acreditar, pois é tudo a expressão da verdade. (aa.) Oldack de Magalhães Barbalho, industrial – Murillo de Magalhães Barbalho, advogado – Otto de Magalhães Barbalho, fazendeiro – Oswaldo de Magalhães Barbalho, fazendeiro – Odom de Magalhães Barbalho, odontólogo – Octacilio de Magalhães Barbalho, negociante.
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Para eleição de 3 de outubro de 1954. Pessoas que eu remeti chapa do D…: Daniel de Carvalho, Jose Madeira, 100 – Jose Perpetuo, 100 – Serafim Pereira, 100 – Calixto Pereira, 100 – Arturzinho, 50 – Francisco Rodrigues, 50 – Olinda dos Santos, 100 – Rosalvo Leite, 100 – Benicio Ferreira, 100 – Dieudonne Pena, 100 – Quincas Caetano, 50 – João Venâncio, 50 – Orival, 50.
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Foi eleito no dia 11 de Abril de 1964 – O Presidente da Republica e Vice-Presidente, General Humberto Castelo Branco e Jose Maria Alkimin.
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Com a vitoria da Santa Revolução de 1o. de abril de 1964 – Foi cassado os mandatos de todos os deputados Federais e Estaduais, Presidentes de Estados, Prefeitos e Vereadores Comunistas e cidadãos que participaram do Grupo dos 11. Em Virginópolis foram presos no dia 13 de abril Coracy Soalheiro – Alcir Ribeiro – Jose do Marinho – David Rodrigues Coelho e Guido Coelho, estes comandados pelo comunista Deputado Jose Gomes Pimenta, Dazinho.
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Revolução de 1o. de abril de 1.964 – O grito de independência para nos libertar dos Comunistas e Governos de Sindicatos ladrões chefiados pelo ex-Presidente da Republica João Goulart e seu cunhado Leonel Brizola, ladrões de fronteira. O Grito de Independência foi dado em Minas Gerais com o comando do Gov. Jose Magalhães Pinto, Olimpio Mourão, comandante do 2o. exército(?) e as forças estaduais que seguiram para a Guanabara com o apoio do Gov. Ademar de Barros de São Paulo que assumiram a guarda da Guanabara, sendo, aderidas pelas forças armadas que la es-
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davam aquarteladas. Foram em socorro do Gov. Carlos Lacerda, ficando a resistir o 3o. exército do rio Grande, que depois foi tomado pelo General Cordeiro de Farias e que expulsou do Rio Grande, Leonel Brizola e João Goulart que fugiram. 2 de abril de 1.964.
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Foi dado o Golpe de Estado pelo General Lott e Nereu Ramos e todos os Gregorios e pecedistas canalhas que querem conduzir o Brasil e os brasileiros desbrio, reduzindo-os a pó, trazendo para o Brazil a maior desgraça que pode acontecer, depondo um Governo constituído, que era na ocasião, o Deputado Carlos Luz, para tomar o poder e nos governar um catarinense sem escrúpulos, que é o Snr. Nereu Ramos. Isto se deu na noite de 11 de novembro de 1955, mas espero em Deus que esta situação não pode demorar por muito tempo. 15 de novembro de 1955 (a.) Cista.
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3 de outubro de 1950 – Segunda eleição – Foi eleito Juscelino Kubitschek e Américo René Gianetti (Prefeito de Belo Horizonte). Eleição Municipal com maioria na Camara pelo PR e UDN.
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Primeiras Eleições depois do Golpe do Estado Novo – Governador foi eleito Dr. Milton Campos em 19 de janeiro de 1947 e tomou posse em 19 de março. Fui nomeado Prefeito no dia 12 de abril e tomei posse no dia 20 de abril. Eleição para Prefeito a 23 de novembro de 1947, sendo eleito Prefeito Jose Coelho Perpetuo, pelo PR e UDN.
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PR – Registro do Directorio de Virginópolis – Presidente: Trajano de Magalhães Barbalho – Vice: Dr. Jose Rabello Campos – Secretario: Dr. Helio de Magalhães Barbalho – Tesoureiro: Eliezer de Magalhães. “Minas Gerais” de 9 de janeiro de 1947.
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15-11-1945 – Dr. Nisio Baptista – Palacio da Liberdade – BH – Presidente Diretório PR deste município leva conhecimento V. Excia. que o Prefeito e Presidente PSD qual deixou a Prefeitura acéfala atendendo expedientes um membro PSD Antonio Lucio de Oliveira o qual favorecido pela mesma com privilégio sal, querosene e açúcar, sendo que secretário dos mesmos se acha hoje interior município fazendo campanha politica PSD. Dr. Nisio Baptista, como munícipe peço V. Excia. nomear Juiz Municipal para este Termo cargo vago desde 1940 satisfazendo assim interesse geral. Saudações, (a.) T M B.
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Aos Católicos de Virginópolis. Como sacerdote e pároco tenho transmitido aos meus paroquianos a doutrina da Igreja conforme os ensinamentos do Papa e dos Bispos, concernente ao comunismo que como disse o Santo Padre Pio XI: “O Comunismo é intrinsecamente mau, não podendo o católico cooperar com os comunistas em obra alguma, nem que tenha aparência de Bem.” – Como pároco lhes tenho intimado o dever cívico de se alistarem como eleitores e cumprirem o dever de votar em cidadãos dignos para os cargos de eleição. Como ja lhes transmiti a orientação da I.E.C. relativa a aprovação de oito partidos, entre estes a UDN, o PR, o PSD e o PRP em cujas legendas podem os católicos votar conforme a preferência do eleitor. Grande numero de eleitores tem procurado o meu conselho para escolha entre os partidos. A estes tenho respondido: O voto é livre e secreto. Se o Senhor quer dar o seu voto contra o comunismo penso que deve votar com a legenda PRP. Não posso
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na consciência dar outro conselho. Virginópolis, 27 de novembro de 1945. O Vigário Pe. Felix N. de Aguiar.
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Diretório de Virginópolis – PRM – Presidente de Honra Dr. Arthur Bernardes. Presidente: Trajano de Magalhães Barbalho – 1o. vice-presidente: D. Jose Rabello Campos – Vice presidente: Dr. Parmenio Gondim Meira, Tesoureiro: Eliezer de Magalhães – 1o. secretario: Dr. Helio de Magalhães Barbalho, Marcial de Magalhães Barbalho.
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9b. 4 de 1945 – Foi nomeado Interventor de Minas Dr. Nizio Baptista de Oliveira – Secretario do Interior: Antonio Vieira Braga Junior – Finanças: Desembargador Antonio Martins Vilas Boas – Educação: Victoriano Pimentel Mourão – Agricultura: Dr. Antonio Guimarães – Viação e Obras Publicas: Jose de Carvalho Lopes.
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Salve 29 de outubro de 1945 – Foi o dia em que Getulio Vargas foi deposto pelas Foças Armadas do pais, estando como Ministro da Guerra – General Gois Monteiro – Brigadeiro Eduardo Gomes e Gal. Eurico Dutra os chefes do movimento – Presidente da Republica: Dr. Jose Linhares.
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As primeiras forças brasileiras que chegaram em Nápoles foi no dia 16 de julho de 1944. O General João Batista Mascarenhas de Morais no comando.
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24 – 3 – 1941(?) Prezado amigo Dr. Geraldo – Com os meus cumprimentos extensivos a sua exma. família. E portador desta o nosso amigo Colombo, que veio dizer-me que o negocio que fizemos com o Sylvio com o seu consentimento pode ser realizado pela forma que foi feito. Convidou-me para ir ai para fazermos novas propostas, eu não concordando-me com sua nova resolução; deixo de aceitar o seu convite e protestei quanto o seu modo de pensar e direi-lhe que todo meu esforços junto dele e Sylvio era para que tudo acabasse sem maior aborrecimento entre dois irmãos e amigos. Para fazer novas propostas não darei mais um passo porque acho o negocio que fizemos para ambos foi mais do que razoável. Lamento profundamente que os nosso esforços de nada valeram perante a situação que encontram os nossos amigos Colombo e Sylvio. E com grande pesar que escrevo-lhe esta dando-te esta noticia desagradável para nos intermediários no negocio e para todos os amigos que se interessaram para o bem estar e tranquilidade de paz de espirito do Colombo e Sylvio. Como sempre aqui fica o seu amigo ao inteiro dispor. Aceite o meu abraço. T M Barbalho.
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Minas Gerais de 27-8-1938 – Autorização de pagamentos dos serviços no Grupo de Virginópolis. Grupo Escolar de Virginópolis – Aprovo o termo de recebimento definitivo de fls. 106. Restituam-se as cauções. Aprovo a medição e valor de 3:316$100, bem como o termo de recebimento definitivo de fls. 12?. Requisitar pelo empenho próprio de 5:000$000 a importância da medição a favor da Prefeitura, intermedio da Coletoria local.
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Minas Gerais de 22 – 2 – 1938 – Secretaria da Viação e Obras Publicas. Grupo Escolar de Virginópolis. Orçamento para obras a serem executadas no predio. Sim ja autorizei o Prefeito de Virginópolis a executar os serviços constantes do orçamento pela importância de 5:000$000. Oficiar confirmando a autorização e comunicar ao engenheiro para fiscalizar os serviços. O processo deve depois voltar ao gabinete para registro do empenho respectivo.
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Data em que foi para a Europa os políticos de valor 9bro. 5 de 1938. Arthur Bernardes – Arthur Bernardes Filho – Mario Brant – Mesquita Filho – Armando de Salles – Octavio Mangabeira – Lindolpho Collor.
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Rua Tupys 303 B Horizonte -23-3-1936 – Prezados amigos e correligionarios, Trajano e Onésimo de Magalhães Barbalho. Faço votos sinceros de felicidade de ambos e dos que lhe são caros. Conversei aqui com grande satisfação com o Hélio e por ele verifiquei quanto eficiente tem sido o trabalho dos prezados amigos em Virginópolis. Estou mesmo em crer que seremos certamente vitoriosos na composição da Câmara constitucional desse município. E que a causa por que nos batemos é realmente digna e os chefes que ai lutam por ela são homens de incontestável autoridade rural e bem quistos. Ao Hélio tive ocasião de dizer que tão cedo se imprimam as instruções gerais para o pleito, que estão sendo confeccionadas pelo Tribunal Eleitoral, as remeteremos aos prezados amigos. Quando seguir para o Rio, espero que me mandem suas ordens para a Câmara dos Deputados. Enquanto, porem, em B. H. queiras remete-las `a Rua Tupys 303 ao amigo. Ate. obro. Christiano Machado.
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Virginópolis, 26 de abril de 1936 – Prezado amigo Cista – Saudações. Recebi pelo Euler um convite para comparecer a reunião do PRM que se realiza hoje na casa do Teatro. Esta reunião tem por principal fim escolher os nomes dos candidatos a vereadores e Juizes de Paz. Deixo de comparecer a mesma por ter tomado a resolução por motivos que não vem a pena declarar, e também por ja me sentir cansado de ocupar cargos políticos porque desde 1926 venho ocupando-os sem interrupção. Penso ja estar com direito a aposentadoria por algum tempo ao menos. Com isso não quero dizer que não emprestarei o meu concurso para grandes de Virginópolis. Não. Tudo que puder fazer em seu beneficio farei, pois a Virginópolis sou gratíssimo e com a graça de Deus saberei retribui-la aos benefícios que dela tenho recebido. Creia-me sempre seu amigo sincero (a.) Antonio Lucio.
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Jose Rodrigues Coelho – Foi nomeado pela 2a. vez pelo Benedicto Valadares aproveitando um golpe de Estado e será um governo discricionário a 2 de julho de 1938 contra o gosto do povo brioso de Virginópolis por não encontrar neste Senhor o que o povo deseja que é a administração, lealdade e honestidade. (a.) Trajano.
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Ao Eleitorado do Divino de Guanhães. Despertai deste letargia profunda ainda é tempo eleitorado brioso e independente do Divino de Guanhães, despertai, fugi, fugi mesmo das ciladas que se nos preparam com habilidade, pondo em jogo agudamente e sem previa autoridade os nomes de nossos bons vigários. Não vos enganeis com o pa….
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Virginópolis, 25 – Maio – 1936 – Dr. Ovidio João Paulo de Andrade – Saudações. Acuso recebimento dos Códigos Eleitorais. Peço-lhe o favor de protestar perante o poder competente em nome do PRM deste Município, que esta sendo coagido com a presença da força publica pedida pelos seus adversários, que a pretexto da manutenção da ordem tem o fim principal de atemorizar o eleitorado do PRM para não comparecer `as urnas do dia 7 de outubro, digo, 7 de junho vindouro. O povo deste município é pacato e ordeiro e em tempo algum foi necessário recorrer `a força publica em ocasião de pleitos eleitorais. Por mais renhida que os tenha sido. Do correligionário e amigo. (a.) T M B
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Esta carta é de um homem hipócrita e que as suas palavras não merecem fé! Pois eu não pus pessoa alguma nas minhas chapas, foram todos votados pelo povo e não por aclamação como diz este boateiro de má fé. Virginópolis – 16 – Março – 1936 (a.) Trajano
“Virginópolis, 8 de Maio de 1936 – Prezado amigo Jose Perpetuo – Gonzaga. Desejo-lhe e a todos os seus prospero passar. Soube ontem que Cista pôs você na chapa que ele pretende apresentar. Não me admirei porque ele assim tem procedido pondo como candidatos pessoas ai que esta ao meu lado, como João Lacerda aqui. Você e Joaquim Pinto ai ou pessoas que não são candidatos e nem aceitam como Pe. Felix que declarou-me e ao Daniel não aceitar pois não pode ser “politico” e ainda a um outro amigo meu que so me deu autorização para declarar o nome dele nas vésperas da eleição o que farei uns oito dias antes. Não acredito porem que você tenha aceitado como ele Cista quer fazer crer não so porque conheço muito o seu caráter reto e inflexível como também conheço sua inteligência que verá claramente que um oposicionista nada poderá fazer pelo município e nem pelo Gonzaga que esta ameaçado de ser cortado. Peço-lhe avivar a memória de alguns que estiver duvidoso que se eu amigo do Governo não puder manter o Gonzaga um perremista adversário e inimigo do Governo é que poderá? Conforme minha declaração publica e escrita e assinada na ata de reunião que ai fizemos trabalharei com todas as minhas forças  pela manutenção do Gonzaga (digo Governo, conto com o próprio Governo e com as minhas relações pessoais que eu e Jose Roiz temos com diversos deputados e mais ainda com as relações de seis sobrinhos bem colocados em Belo Horizonte. Um perremista so pelo fato de ser adversário do Governo encontrará tudo contra e nada poderá obter. Isto é claro que não preciso falar e que so peço a você esclarecer aqueles que supuserem poder um adversário fazer alguma coisa útil para Gonzaga. Pedindo recomendar-me a todos os seus, subscrevo-me, Seu parente e amigo obro. Benjamim Roiz Coelho.”
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Eleições do Município – Divino – 489 – Gonzaga – 281 – Virginópolis – 1.152
Carta a Antonio Tanuri – 5-2-1936 – Em resposta seu telegrama de 2 de
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p.p. tenho a informar-lhe que meu filho Oswaldo mora com minha mãe na Cidade e negocia por conta própria e não me da satisfação de seus negócios por ser ja um rapaz de 25 anos e esta em condições.
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31-8-1935 – Telegrama de Jose Roiz Coelho Prefeito Virginópolis – Envio-lhe felicitações pelo auspicioso fato da promulgação da Constituinte. (aa.) Sebastião Marques dos Santos – Padre Amaral – Manuel de Azevedo – Horacio Nunes Coelho – Jose Martinho Coelho – Ernesto Pereira – Antonio Moreira – Hilda Coelho – Achiles Baptista Coelho – Paulo Nunes Coelho. (Este telegrama é a expressão da verdade e hipocrisia e deslealdade.)
16-12-1934 – Telegrama passado pelo Jose Roiz Coelho ao Benedicto Valadares – Virginópolis – Congratulamo-nos com V. Excia. pelo primeiro aniversario de seu Governo fazendo votos por sua felicidade pessoal e de seus dignos auxiliares. Desejamos sinceramente a eleição de V. Excia. para presidente do nosso Estado para continuação de seu governo criterioso, honesto e fecundo. Saudações. (aa.) Jose Roiz C. – Simão C – Vulmar C. – Jose Claro C. – Francisco B. C. – Guedes Basto Coelho – Daniel C. – Sady C. – Antonio Silvestre Falci – Jose Araujo Sobrinho – Nilo C. – Bento Lage – Luiz Gonzaga dos Santos – Ely C. – João Roiz. C. – Lacerda Coelho de Magalhães – Sylvio C. – Armindo Gloria – Lucilia C. – Margarida Leite – Mercedes Campos do Amaral – Amélia Furbino – Zulmira Furbino – Maria Philomena Andrade – Maria Jose Santos – Diná C – Maria Clara – Ary Dias – Salatiel Nunes.
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21-12-1934 – Telegrama de adesão ao Snr. Benedicto Valladares – 16 – Divino – Apresentando felicitações aniversario do Governo de V. Excia., fazemos votos a Deus pela sua felicidade e de seu governo desejando ardentemente que a Constituinte Mineira o eleja Presidente do Estado para continuação do Governo honesto, patriótico e fecundo de V. Excia. Saudações. (aa.) Joaquim Miguel – Tito Alves Pinto – Jose Sardinha – Jose Borges – Francisco Carvalhaes – Jose Tricate – Cesarina Joaquina Santiago – Jose Rocha Ludgero Gonçalves – Bernardo Nunes – Raimundo Nunes – Jose Antonio Cardoso – Francisco Bittencourt – Gil Leite – Joaquim Cunha – Serafim Pereira da Silva – Geny Magalhães – Oscar Agostinho – Monsenhor Domingos Santanna.
(Presente de Natal para um Governo de oportunistas, homens aparecidos em momentos oportunos) Cista.
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Carta ao Chico Catão – 1934 – Eu ja tenho ouvido falar que a cachaça é a saca rolha da verdade e que ha muitos, que aproveitam desta ocasião para dizer o que sentem ou manifestar os seus sentimentos ou as suas suspeitas. Chegou ontem o seu dia manifestando a sua desconfiança sobre a Olga, que com certeza pelo seu modo de pensar é uma mulher perdida. Acho feio e desonroso para um homem conviver com uma mulher que lhe inspire menor confiança. Você aproveitou da ocasião para desrespeitar a Biloca e ate insultando-a dizendo-lhe que não era o Sady que não tinha vergonha, em aguentar uma mulher que vive passeando. O que que V. quer dizer com isto? Eu te respondo, é que felizmente a sua suspeita graças a Deus so tem que ficar com V. porque eu te desafio que encontre ate hoje, em qualquer outra família, inclusive a sua, que tenha mais honra do que nossa. Quanto ao Sady é um moço digno e honrado e que não tem manchas
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para que possa ser lavadas, tem seu caráter limpo que eu desafio a qualquer um que queira mancha-lo. Vou te pedir um favor para quando V. tiver de expandir os seus pensamentos ou as suas malcriações respeitar a presença de Mamãe e considerar a idade que ela tem e o modo com que ela tem te tratado. Subscrevo-me como sempre o cunhado e amigo (a.) T M B.
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22-10-1934 – Os desperdícios do Governo ditatorial. Os desperdícios do governo ditatorial em quatro anos apenas que equivalem ao total dos deficit dos quatro períodos governamentais que precederam a revolução de 1930 –
Deficit do Governo Wenceslau B. – 910:522 contos
     ”      ”        ”        Epitácio Pessoa – 1:309:367 contos
     ”      ”        ”        Arthur Bernardes – 1. 379:070 contos
     ”      ”        ”        Washington Luiz – 1.338:408 contos
Total . em . 16 . anos ……………………..4:937:408 contos
Em 4 anos em regime ditatorial 5:390:087 contos. Getulio Vargas gastou 5:390:087 contos alem da receita. E inútil acrescentar qualquer comentário, as cifras acima que com eloquência e simplicidade patenteiam claramente o caos em que temos vivido de 4 anos a esta parte, Vejam meus filhos o que é governo de ditadura.
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Getulio Magalhães – Acuso recebimento de minha conta corrente com a nota de venda, fiquei ciente de nossas transações. Não estou fazendo reclamações mas informo aos amigos que de acordo com a tabela a partir de 1o. de 7bro. o meu café não estava sujeito ao despacho para alcançar classificação no armazém regulador pois de acordo com a tabela ja estava classificado pelo Sinval. Nas mesmas condições eu tinha café encostado em Figueira e não foi despachado para armazém e não paguei um so vintém de armazenagem. Estranhei os juros mas como é praxe da casa nada tenho a reclamar, se eu fosse um dos fregueses de grandes transações reclamaria (a.) T B
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8bro. de 1934 – Despesas com eleição e alistamento – 8bro. 5 – Artigo contra vuls. – 17$000 – 8bro. 5 – telegramas – 15$000 – 8bro. 5 – din. portadores 12$000 – 8bro. 5 – 1.500 cédulas – 45$000 – 8bro. 5 Certidões 45$000 – Agosto 8 Arthur Bernardes – 5$000 – Agosto 8 – Ovidio Andrade – 5$400 – 1936 Março 16 – din pa. manifesto – 50$000 – Maio 7, 100 circulares – 25$000 – Maio 7 – 1 livro lei – 15$000 – Maio 7 din. Alberto créditos – 200$000 – Maio 7 din. Elek. – credito – 600$000 Maio 7, 1 fatura pa. Carlos – 90$000 – Maio 7 – Despesas com Chico – 45$000 – Maio 7 toucinho e rapadura – 32$000 – Maio 7 – arroz e farinha – 13$000 – junho 25 – div. telegramas – 20$000.
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Virginópolis, 29-1-1936 – Benjamim veio nos propor o nosso apoio para pedir sua indicação para prefeito, e para fazermos uma Camara mista, e nos não podemos concordar em vista de estarmos contra o Partido Progressista, Partido este que não podemos aderir e nem fazer fusão com ele.
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14 – 8bro de 1934.  – Resultado Eleição – Virginópolis…….Est……..F
Virginópolis 2o. e 3o. P.R.M………………………………………..216…….283
          ”                       P.P…………………………………………….142…….146
Divino………2o. e 3o. P.P………………………………………………59………64
     ”                            P.R.M………………………………………….75………86
Gonzaga….2o. e 3o. P.P……………………………………………….63……135
      ”                          P.R.M……………………………………………45………46
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18-10-1932(?) Os membros do P R M – Eliezer e Trajano – Antonio Lucio. Comunicação aos chefes do Partido em B. Horizonte dissolvendo o diretório e colocando os nossos préstimos como soldados. Isto como protesto dos nossos companheiros Jose Roiz e seus irmãos terem faltado seu compromisso com o Partido, fazendo com que seus filhos e alguns amigos faltassem também. Esta explicação tem que servir de exemplo para meus filhos para que não confiem em chefes de partidos ou em pessoas que não tem atitude, ou aproveitam, do prestigio que tem para faltar `a palavra.
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As Eleições de 14 jh (?) de 1934 – Correram muito bem tendo Jose Roiz e seus irmãos divergido do modo de pensar meu e de meus irmãos e div. amigos, sendo o nosso Partido o Partido Republicano Mineiro, e na ultima hora faltando 13 dias para eleição tendo os nossos amigos acompanhado o Jose Roiz. C. porque levianamente ou por outra coisa que eu ignoro aderiram ao Governo, partido P P partido este que estava sendo combatido por nos e por eles. As eleições correm bem com uma cabala de Benjamim e seus filhos, e o mesmo sendo feito eu e os meus e de parte a parte a cabala.
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13 – 10 – 1934 – Patricios e amigos de Virginópolis. Virginópolis que sempre altiva e altaneira, colocando acima de tudo o caráter e a dignidade de seus filhos se vê hoje, na iminência de ter esses sentimentos manchados com a atitude que tomou alguns de seus amigos, de votarem com o Governo, ou seja com o Partido Progressista, partido este contra nosso município e que os nosso amigos estavam combatendo ate 29 de setembro ultimo, junto com todos os virginopolitanos. Eu como companheiro e amigo leal, ainda não posso descortinar qual a razão que os levou a tomar uma atitude tão em desacordo com os sentimentos da maioria dos virginopolitanos, querendo fazer que todos nos, que temos compromissos com o P R M, partido sob cuja bandeira militavam, faltássemos a nossa palavra. Não podemos: Confio em todos os virginopolitanos que tenham o seu caráter firme, que tenham coragem para reagir, votando com a chapa do P R M que é o Partido que esta lutando para o engrandecimento do nosso Município e do qual é chefe o Dr. Arthur da Silva Bernardes, homem capaz de salvar Minas e o Brazil contra os desmandos de pessoas estranhas. Certo ou errado não quero que os meus conterrâneos me chamem de covarde, julgando que concordei com a cisão verificada, por isso que sempre pensei e penso que devemos continuar mantermos unidos para que Virginópolis possa ser respeitada perante o Governo e o povo. Assim espero que todos sem discrepância de um so virginopolitano votem com a chapa do Partido Republicano Mineiro – PRM nas eleições de amanhã, não consentindo que pessoa alguma venha nos oferecer chapas contrárias a nosso Partido, visto ser uma vergonha um virginopolitano depositar na urna outra chapa que não seja do P R M – Viva o Eleitorado de Virginópolis – Viva o P R M – Viva o Dr. Arthur da Silva Bernardes.
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11-10-1934 – Meu caro Cista – Bom dia – Não nos tendo sido possível resolver, de um modo satisfatório o nosso caso, ou melhor, o meu caso, pois sou o mais responsável pela posse Jose Rodrigues a quem obriguei ficar inativo a espera de nossa resolução final so dando-lhe hoje liberdade de agir e como o prazo de 3 dias é muito pequeno para ele trabalhar e obter a votação que havíamos combinado, por um dever de lealdade que –
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manterei sempre venho comunicar-lhe e por seu intermedio os demais amigos, que sou obrigado a ceder para o Jose Roiz., parte dos votos dos amigos que me honrarem com o seu apoio e confiança. Isto porem tanto quanto basta para atingir a votação anteriormente combinada entre nos. Oportunamente darei aos nossos chefes conhecimento deste meu proceder. Creia-me sempre seu devotado amigo. (a.) Benjamim Roiz. Coelho.
(Frases de Benjamim numa carta a Jose dos Santos referindo a mim para eles rebaterem inverdade e desfazerem intrigas. Parece bem com o conceito desta carta acima).
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Resultado da eleição de 1o. de Março de 1930: –
                                             Virginópolis – Divino – Gonzaga – Total
Getulio                                      824              673          475       1.927
João Pessoa                             824              673          475.      1.927
Julio Prestes                                 3                  5              1              9
Deputados
Euler Coelho                           1.655             691           488      2.334
Gudesteu Pires                          612             525           401      1.538
Daniel de Carvalho                    588             547           395      1.527
Christiano Machado                   583             …..            635         948
Adolfo Vianna                             553            530            370      1.453
Cornelio Vaz de Mello                582.           513.           361.     1.453
Pedro Aleixo                                 65              61            ……         126
Joaquim Salles                               1                2            ……             3
Paulo Pinheiro                                1                3            ……             4
Grisolia                                       ……                5            ……              5
Senador
Olegario Maciel                          827            676             476      1.979
Francisco Salles                             1                3             ……             4
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7bro. 25 de 1934 – Dr. Christiano Machado – Em resposta a sua carta de 12 deste estou ciente de seus dizeres. Vi a carta do Benjamim. Quanto as suas recomendações feitas foram muito muito boas. Quanto a mim sou neto do PRM. Com o PR M tenho passado dias alegres e tristes; com o PRM cai, com o mesmo, querendo Deus, me levantarei, pois o PRM tem direito adquirido a custa do seu trabalho, do critério, do caráter e honradez de seus membros, especialmente os da sua comissão executiva. Aqui o PRM tem um soldado sempre ao toque de reunir para enfrentar o que for preciso. Devemos ter de 70 a 80% do eleitorado. Com o meu artigo no Debate seguiu para ai o Vulmar dizendo que não voltara mais aqui como Prefeito. Esta ótimo para ser colocado ai numa destas jaulas do Parque, pois é um macaco inteligente, pode dar boa impressão aos visitantes. Peço-lhe o favor me mandar novo diploma de delegado do Partido por ter perdido o meu. Com muita estima e subido apreço subscrevo-me.
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Numero dos eleitores ate esta data: 5 de 10-1934 – Virginópolis-890 – Divino-328 – Gonzaga-236 – Total: 1.454.
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3-10-1934 – Dr. Ovidio Andrade – Respondo hoje sua carta 17, 7bro. que respondo. Assim como os membros da Com. Executiva, nos correligionários do PRM estamos empenhados pela Victoria do nosso Partido nas próximas eleições de 14 de 8bro. por causa da humilhação porque esta passando Minas em
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geral e os municípios ocupados ou dominados por homens sem valor e sem escrúpulos, oportunistas. Causa-nos indignação vermos desbaratado o nosso dinheiro, inutilizados esforços de tantos anos de trabalho pelo progresso de nosso Estado e de nossos municípios, mas havemos de vencer e havemos de recolocar Minas no lugar a que tem direito acima de interferências estranhas. E conveniente mandar Debate para alguns (?).
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Ao prezado amigo Dr. Arthur Bernardes – Recebi sua carta de 12 deste, não respondi logo por estar em viagem. E o que faço hoje e com muito prazer. Deus não quis dar-lhe aposentadoria dos seus trabalhos que muito prestou a Minas e ao Brazil que ainda precisam dos seus bons serviços para continuar na luta e nos guiar para o caminho do bem e da grandeza da nossa pátria; para nos guiar para batermos contra estes oportunistas que querem fazer de Minas sua propriedade como se fossem nossos senhores. Minas não precisa de Senhor. Minas tem seus filhos que se orgulham de não precisarem de estranhos pois estão na altura de governar e não se humilham. Eu e todos os amigos daqui estamos empenhados nesta causa sagrada que precisamos de defender; E com a graça de Deus teremos a Victoria. Virginópolis 3 de 8bro. de 1934 (a.) Trajano.
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Carta dirigida, Dr. Ovidio Andrade – 3-10-1934 – Depois que chegou a nomeação do Cel. Jose Roiz, nosso companheiro e amigo ficamos satisfeitíssimos, pois para o PRM era mais uma Victoria do PRM. Com todo entusiasmo dos perremistas, ficamos ansiosos para sua posse que devia ser no dia seguinte, de 1 de outubro. Qual não foi a nossa surpresa quando tivemos conhecimento que o Cel. J. R. tinha comprometido com o Governo de dar aqui maior numero de votos ficando assim prejudicado o PRM. Compromisso este feito a revelia de seus amigos e dos membros do PRM. Pois precisava de mostrar ao Governo que tenha força no Município. Eu e meus irmãos Marcial – Onesimo, e Eliezer, Benjamim e mais amigos protestamos e não concordamos com sua atitude e não podendo chegar em um acordo, estamos divididos e não podemos garantir quantidades de votos, pois ainda não conhecemos a atitude do Eleitorado. Não temos certeza se esta no mesmo nível em que nos ou em nível diferente. A moda pega. O Getulio e Olégario implantaram a desordem no nosso Estado e o Cel. em nosso município. Dividindo uma família que sempre lutou para engrandecer Minas e seus Municípios. Aqui o PRM tem o seu diretório com exceção de um membro firme inabalável para concorrer na eleição com o maior numero de eleitores que estiverem em nosso alcance. O PRM terá apoio aqui mesmo que seja em numero insignificante; Mas de homens sinceros e leais. Viva o PRM (a.) Trajano.
1 1934 – Pessoas a quem eu escrevi pedindo informações do Vulmar – João Lopes – Epaminondas Pires – João Miranda – Quincas Pedro – Juquinha Vieira – Benjamim Leão – Dimas Coelho – Zeca Quincote – Antonio Teodoro – Zeca Madeira – Jose Xico – João Pereira – Joaquim da Cunha – Pimpolho N. Coelho – João Miranda. Resposta: João Miranda respondeu. Zeca Madeira: resposta sem proveito. Dimas Coelho: Carta tem pouco proveito. Jose Xico: idem. Amilton N C.: resposta de valor.
[Pimpolho era o apelido do Hamilton Nunes Coelho]
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Jose Rodrigues Coelho – Foi nomeado Prefeito a 29-9-1934. Tomou posse no dia 1-10-1934. Com nossa oposição devido seu procedimento ter feito acordo com o Governo, acordo ilimitado sem nos ouvir, e não podemos concordar com sua atitude. (aa.) Cista – Onesimo – Benjamim – Juca – Eliezer – Marcial – e mais amigos protestamos quanto sua atitude. Foi nomeado Jose Roiz. pela segunda vez por um decreto do Governo no dia 2 de junho de 1938, tendo a reprovação do povo do Município so podendo contar com seus irmãos e sobrinhos e assim mesmo nem todos.
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Virginópolis, 14-8-1934 – Snr. Redator do Estado de Minas – Leitor constante de seu apreciado órgão, deparei na edição do dia 9 do corrente um telegrama daqui assinado por meu parente e amigo Ignacio M B., levantando a candidatura a Constituinte Estadual do Snr. Vulmar Coelho. E enaltecendo serviços hipotéticos prestados a este Município e ao Nordeste. Como Virginopolitano venho protestar contra as acessões do Snr. Ignacio M por o Snr. Vulmar C é um homem sem idoneidade moral para exercer qualquer cargo, pois so tem sido nocivo ao Município, ao comércio e a sua própria família. Desde que recebeu a Prefeitura de seu digno emulo Cicero Dias Bicalho, Virginópolis não conhece seu estado financeiro, porque o Snr. Vulmar C não publica balancetes. So sabemos que a Prefeitura deve e não tem dinheiro para pagar. Fazendo, Snr. Redator a publicação desta terá feito um ato de Justiça. Virginópolis, 14 de agosto de 1934 (a.) Trajano Magalhães Barbalho.
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[Vulmar Coelho da Silva viveu por algum tempo em Virginópolis, era natural da cidade próxima, Ferros – MG. Foi farmacêutico e poeta conhecido `a época. Segundo outro que também o conheceu pessoalmente, por terem sido todos contemporâneos, era uma alma boa mas completamente desligado de deveres financeiros, ate mesmo com sua própria casa. Residiu os últimos dias de sua vida em Juiz de Fora – MG.
Por proceder de Ferros e ter a assinatura Coelho, pode-se suspeitar que houvesse entre ele e os Coelho de Andrade, de Joaquim Coelho de Andrade, algum parentesco. Joaquim foi o avô materno de Trajano].
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27 Respostas to “AH QUE MISTURA BOA GENTE!”

  1. A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ E OUTRO TEXTOS | Val51mabar's Blog Says:

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  2. AS MAIS NOVAS AVENTURAS GENEALOGICAS | Val51mabar's Blog Says:

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  3. O QUE HA DE NOVO NO ASSUNTO MIGRACAO | Val51mabar's Blog Says:

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  4. SPACE, UNTIL TO THE END! | Val51mabar's Blog Says:

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  5. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO | Val51mabar's Blog Says:

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  6. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA | Val51mabar's Blog Says:

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  7. 500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL | Val51mabar's Blog Says:

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  8. TRUMPANDO O ELEITOR | Val51mabar's Blog Says:

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  9. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO | Val51mabar's Blog Says:

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  10. RIDICULOSAMENTE FALANDO | Val51mabar's Blog Says:

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  11. MINHAS POSTAGENS MAIS RECENTES NO FACEBOOK | Val51mabar's Blog Says:

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  12. CONSPIRACOES, ALIENIGENAS, TESOUROS DESAPARECIDOS E DOMINACAO | Val51mabar's Blog Says:

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  13. OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS | Val51mabar's Blog Says:

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  14. ALIENS, CONSPIRACIES, DISAPPEARED TREASURES AND DOMINANCE | Val51mabar's Blog Says:

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  15. MEUS GUARDADOS 2015 | Val51mabar's Blog Says:

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  16. UM NOSSO LADO CRISTAO-NOVO E, TALVEZ, OUTRO PAULISTANO | Val51mabar's Blog Says:

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  17. NOS, OS NOBRES, E A AVO DO JUSCELINO TAMBEM PODE TER SIDO BARBALHO COELHO | Val51mabar's Blog Says:

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  18. MOVIMENTO: “FORA DILMA, FORA PT”; QUE OSSO CAMARADA?!!! | Val51mabar's Blog Says:

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  19. UMA VOLTA AO MUNDO EM 4 OU 3 ATOS (POLITICA INTERNACIONAL DO MOMENTO) | Val51mabar's Blog Says:

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  20. 03. O MENINO QUE GRITAVA LOBO | Val51mabar's Blog Says:

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  21. NESTE MUNDO, SO NAO EH GAY QUEM NAO QUIZER | Val51mabar's Blog Says:

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  22. A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL | Val51mabar's Blog Says:

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  23. 2012 in review | Val51mabar's Blog Says:

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  24. BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS | Val51mabar's Blog Says:

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  25. FAIXA DE GAZA, O TRAVESSAO NOS OLHOS DA HUMANIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  26. TUDO DEU ERRADO, ENTAO NAO CHORA, CONSERTA! | Val51mabar's Blog Says:

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  27. PELO TEMPO QUE ME AUSENTEI, ME PERDOEM | Val51mabar's Blog Says:

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