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2015 in review

março 17, 2017

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A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

março 11, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE

01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO

03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!

 

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01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

Contrariando minha disposição anterior, resolvi iniciar mais esse titulo em meu blog. Isso se da porque a pagina que estava usando:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/,

começou a ficar um pouco longa. Assim, essa nova pagina devera funcionar como II Volume daquela.

Apenas recordando alguns dados importantes que la encontramos. Fica então facultativo aos pesquisadores buscarem maiores informações a respeito de documentos usados para comprovarmos novos dados e maiores detalhes.

01. Jose Vaz Barbalho foi filho de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo. Nasceu em Itabira onde o casal vivia.

02. Francisco Jose Barbalho, marido de Quintina Francisca Barbalho foi irmão do Jose Vaz.

03. Pode-se comprovar, ao contrario do que afirmava-se na Revista Genealogica Latina e no site sfreinobreza, que a bisavo do bispo D. Manoel Nunes Coelho chamava-se Isidora Francisca de Magalhães e nao Genoveva de Magalhães.

Pode-se verificar também que o casal Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães foram pais dos filhos que chegaram `a vida adulta:

I. tabelião, Jose de Magalhães Barbalho (1810)
II. padre, Emigdio de Magalhães Barbalho (1813)
III. capitão, Francisco Marçal Barbalho (1820)
IV. Lucinda Francisca de Magalhães (1824)

04. O nome da mãe de Isidora Francisca foi mesmo Genoveva Nunes Ferreira. Deve ter sido uma mulher alem do seu tempo, pois, parece nunca ter se casado, não precisava de um homem que responsabilizasse por ela, possuía fazenda própria e era senhora da própria vida.

05. Modesto Jose Barbalho foi casado com dona Rita da Rocha e entre os diversos filhos encontrava-se dona Juvenata da Rocha Barbalho, que em 1868 se da noticia de ser casada e que residia no lugar chamado Vai-Vem, no Estado de Goiás.

Vai-Vem atualmente chama-se Ipameri, fica no Sul do Estado, relativamente próxima `a Cidade de Catalão. Na cidade ainda existe remanescentes do ramo da Rocha Barbalho. Inclusive houve a presença de pessoas com o nome Modesto Jose Barbalho e Juvenato.

06. Foram encontrados documentos que parecem comprovar que Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório, foi filho de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Simpliciana foi filha do cabo-de-esquadra e guarda-mor Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Para iniciarmos esse novo capitulo, resolvi reproduzir aqui esse comunicado que postei em minha pagina no facebook, convocando aos parentes para ajudar-nos nas buscas.

CONVOCACAO URGENTE.

Pessoal, acabo de encontrar alguns dados que ate estou meio “afogado” para transmitir. Mas com ela vira um pouco de responsabilidade. Vejam isso:

ENCONTRADO NO GOOGLE LIVROS:

1. “A IGREJA NA HISTORIA DE SAO PAULO: 1821 – 1851”

pag. 294 – aparece o nome “Policarpo Jose Barbalho”
pag. 302 – aparece: “Barbalho – Pe. Policarpo Jose: 294”

2. “REVISTA DO ARQUIVO PUBLICO MINEIRO”

pag. 229 – “Tenente Policarpo Joze Barbalho”
pag. 230 – “Policarpo Joze Barbalho”

O ultimo aparece no artigo:

“MEMORIAS DOS MUNICIPIOS (pag. 225)
I — CAMARA DO CAETE
Manifestacoes sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.”

Parece-me ai que encontramos outra paixao que nosso tetra e pentavo tinha: a politica. Portanto, não estamos roubando nada, estamos somente herdando.

Antes do mais, ha muito que venho queimando fosfato para descobrir onde o pe. Policarpo estudou. E, pelo que parece, foi em Sao Paulo. E essa informação ja ajuda bastante.

A minha dedução vem do fato de que ele foi ordenado depois do filho, pe. Emigdio, que foi ordenado em 1845. E a minha suposição era a de, por não ter encontrado rastros dele em Mariana nem no Caraca, que tivesse estudado em Diamantina. Mas o seminário de Diamantina so foi aberto em 1854.

E, pelo espaço de tempo que o livro aborda, 1821-1851, ele somente poderia ter sido ordenado em outro lugar. Talvez em 1851 ele ainda não fosse padre, mas ja seria, no mínimo, seminarista para que o chamassem Pe.

Essa foi a primeira vez que vi essa menção fora das nossas tradições. Tai confirmado que foi mesmo padre.

Agora vem a dolorosa. Não sera para mim. ksksksksks.

Convoco aos primos: Glauco, Sueli e Vilma a entrarem num confabulo, para saber se irão os 3 juntos, ou aquele que puder e, talvez, residir mais proximo `a sede da Arquidiocese de Sao Paulo.

Pela idade do documento, aproximadamente 150 anos, imagino que somente pode estar guardado nos arquivos arquidiocesanos.

O documento se chama: “DE GENERE ET MORIBUS”. Funciona como um historico escolar do seminarista. E presta informações ate ao falecimento.

No similar do padre Emigdio foi que encontramos a registro de nascimento dele e de casamento dos pais: Policarpo Jose Barbalho e Isodora Francisca de Magalhães.

Acredito que o documento do pe. Policarpo devera ser mais informativo, pois, foi casado, teve filhos e penso que deve ter sido obrigado a apresentar as provas de que fosse livre para ser ordenado. Deve conter registros de nascimentos e falecimentos.

Mas se tiver somente o nascimento dele e o casamento dos pais sera o suficiente. O que precisamos mesmo eh saber quem foram os avos dele, de imediato, para confirmar se era mesmo neto ou bisneto do casal: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Se isso ficar confirmado, ja temos a linhagem Barbalho ate ao Descobrimento do Brasil. E, via Bezerra, do Barbalho Bezerra do governador Luiz Barbalho, ate aos reis da Peninsula Ibérica.

O certo eh que so falta isso mesmo. La no Arquivo devera ter que pedirem para fazer uma consulta. Ai eles explicam o que fazer para isso. Melhor telefonar antes para saber o que fazer e quais os horários e dias de atendimento. Alguns arquivos dificultam um pouco, pois, os documentos são antigos, delicados e, `as vezes, valorizados.

Qualquer coisa, digam que estamos fazendo a genealogia do Bispo D. Manoel Nunes Coelho e o pe. Policarpo foi o bisavô dele. Isso deve facilitar um pouco o acesso.

Tai gente! A oportunidade de saber primeiro as informacoes eh dos 3 que ja residem em torno de Sao Paulo. A menos que alguem outro more por la e nao tenho a informação, ou tenha alguém disposto a fazer uma pequena viagem.

Conto com a colaboracao dos convocados e de todos que puderem ajudar. Grandes abracos, do de sempre:

Valquirio.

ADENDO PRECIOSO

Fiz uma leitura dinamica na Ata da Camara Municipal de Caeté de 12/10/1822. Leitura proveitosa para todos. Demonstra que nossos ancestrais não foram apenas politicos mas foram os cabras que assinaram embaixo para a Independência do Brasil.

Eh possível que exista documento similar abrangendo a Comarca do Serro. E nele devemos encontrar outros de nossos ancestrais.

Alias, esse ancestrais refere-se a, provavelmente, toda a população atual do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Pelo menos foi a impressão que tive pela presença de sobrenomes bastante conhecidos. Não no sentido isolado mas nas combinações de nomes.

Exemplos bem conhecidos são os Jacome Coelho, Pinto Coelho da Cunha, alias, os membros desta família `a época estavam quase todos presentes, os homens, claro, porque mulheres eram impedidas na participação política; os Meirelles Coelho, etc.

Alguns nomes que estão nos registros de Itabira e Ferros encontram-se naquela ata também.

O nome Policarpo Jose Barbalho aparece duas vezes. Ele assinou por si e como procurador do Alferes, Jose de Moura Ribeiro, assistente do Arraial da Itabira.

Alias, diga-se de passagem que o território era todo de Caeté. E ele abrangia cidades atuais como Itabira, Ferros, Sao Gonçalo do Rio Abaixo, Brumado, Brumadinho, Barão de Cocais e muitos outros.

Melhor dizendo, ate 1827 Caeté era Sede de Concelho mas não era emancipada. Pertencia a Santa Barbara que, então, abrangia um território muito maior. Em 1827 Caeté foi emancipada, carregando consigo diversos dos atuais municípios.

Em 1833 veio a emancipação de Itabira que carregou junto atuais municípios ao seu redor e toda a area que ocupada a partir dela para o seu Norte.

Dai se pode observar que os “homens bons” da terra e que assinaram, ou foram assinados, passam de 1.000 pessoas. Suficientes para ser ancestrais de toda Minas Gerais atualmente. So não o são porque deixam de ser ascendentes de outros para nos ser ascendentes repetidas vezes.

O nome que aparece logo antes da primeira assinatura do Policarpo eh do Alferes de Ordenanças, Manoel Nunes Coelho. Falta-nos apenas decifrar se ele foi ou não o nosso ancestral.

Duas linhas antes, `a pagina 229, assina o senhor Jose Luis Rodrigues de Moura, que presumo ter sido, o tetravô do amigo Mauro Andrade Moura.

Outro que compareceu foi o Sargento-Mor Jose Joaquim de Andrade. Ja não era mais cabo de esquadra como aparece no documento que se encontra no Arquivo Publico Mineiro, requerendo nova patente. Ate ao momento ele teria sido avo do nosso trisavô: Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório.

Enfim, na ata encontra-se de tudo um pouco. Provavelmente teremos outros ancestrais e parentes que poderemos identificar quando existir uma Arvore Genealógica das famílias que compõem o nosso clã.

Digo assim porque la aparece um senhor Joao Fernandes Madeira e outros de mesmo sobrenome. Não tenho ascendência nele, mas ele devera ser ascendente de aparentados nossos.

Poderia mesmo ter sido sogro da tia Emigdia Francisca de Magalhães e do Agostinho Nunes Coelho, filho do Manoel. Ela foi esposa do Manoel Geraldo e ele da Theresa Fernandes Madeira.

Muitíssimo interessante a leitura da curta declaração que fazem no inicio e da relação de nomes. Mas tem que ser historiador ou genealogista para ter paciência para ler a segunda parte.

O mesmo.

01. A HISTORIA E A FAMILIA NA HISTORIA

Resolvi copiar parte da Ata da reunião em Caeté para que todos possam ter acesso mais fácil. Ela eh um documento histórico de importância fundamental para a Historia do Brasil e por ela podemos pegar uma carona genealógica também. Alias, são duas disciplinas inseparáveis, como ja venho insistindo ha tanto tempo. Pena que nem todos compreendam assim.

Bom, vou copiar e depois fazer os comentários. Quem ler observara o que eh ser imprescindível. Segue então:

Revista do Archivo Publico Mineiro, ano I, 1896. Ouro Preto. Imprensa Official do Estado de Minas Gerais.

a partir da pagina 225 (copiei ja transcrevendo as palavras para o vernáculo atual)

MEMORIAS DOS MUNICIPIOS
(Manuscriptos do Archivo)

I – – CAMARA DO CAETE

Manifestações sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.

Ano do Nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e oitocentos e vinte e dois, aos doze do mes de outubro , Nesta Vila Nova da Rainha do Caeté, nos Passos do Concelho, onde se acham presentes O Guarda Mor Geral das Minas Joao Baptista Teixeira de Sousa Coutinho Juiz Ordinario Presidente da Camara, Vereador e Procurador dela, o Juiz dos órfãos, o Almotacel, os Homens Bons da Governança, os Reverendos Párocos desta Vila, o do Arraial de S. Joao Baptista do Morro Grande, com os seus Clérigos, o Barão de S. Joao Marcos e muitas outras pessoas da Nobreza do Brasil e muitos oficiais Maiores e Subalternos dos Corpos de Milicias e Ordenanças e Cidadãos de todas as classes; por todos unanimemente foi declarado que julgando-se a Patria atacada nos seus mais sagrados Direitos, desprezada a sua dignidade, insultados seus Representantes em Portugal e perdida toda a confiança no Congresso de Lisboa que so tenta escravizar de novo este riquíssimo Império, postergando nossas representações e todos os deveres e relações de confraternidade, que deveriam ligar os dois hemisférios habitados por homens da mesma Religião, do mesmo sangue, da mesma Lingua, tendo-se outrossim deliberado a convocação da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, e sendo por isso necessário que o poder executivo esteja plenamente autorizado para executar as Leis que se forem promulgando, o que não podia efetivar-se, estando o Principe Regente como delegado de El-Rey; e constando alem disso que o Sr. D. Joao Sexto se acha em estado de coação e obrigado a sancionar tudo quanto querem as Cortes de Lisboa, como aconteceu ha pouco; expedindo Decretos para Remessa de Tropas para acometer-nos; e exigindo finalmente a grandeza deste Continente, que nele se funde a Sede do Governo, que nos felicite; por tantos e poderosos motivos, e atendendo ao incansável desvelo com que o Principe Regente e Herdeiro da Coroa tem desempenhado o titulo de Defensor Perpetuo do Brasil concordaram todos de suas muito livres vontades em ratificar Solenemente a proclamada Independência do Brasil; protestando darem por ela as vidas; e aclamar com as devidas serenidades neste dia o mesmo Principe Regente e Defensor Perpetuo, Senhor Dom Pedro de Alcantara, Primeiro Imperador do Brasil, com a condição de que o mesmo Augusto Senhor Jure previamente, Guardar, Manter e Defender a Constituição política, que fizer a Assembleia Geral Constituinte. – Depois disto mandou o Presidente ao Primeiro Vereador, ao Segundo e ao Terceiro fazerem Aclamação seguinte: “Imperial, Imperial, pelo Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Constitucional do Brasil” – a qual sendo aplaudida com vivas da maior alegria e entusiasmo por todo o povo seguiram todos os cidadãos para a Igreja Matriz para unirem seus votos pela prosperidade do Império do Brasil, do Imperador e de sua Imperial Família e para renderem ao Supremo arbitro dos Impérios as devidas graças, por tao justos motivos. E desta sorte houveram por finda esta Ata que todos assinarão comigo Jose Antonio Fecundo Velloso, Escrivão da Camara que escrevi. O Juiz Presidente Joao Baptista Ferreira de Sousa Coutinho, o vereador Jose Sa de Bittencourt e Camara, o vereador Francisco Thomaz Carneiro de Miranda, o vereador Manoel da Mota Teixeira, o procurador Pedro Lino da Silva Lopes, o escrivão da câmara, Jose Antonio Fecundo Velloso, o juiz de órfãos Manoel Jose Pires da Silva Pontes, o juiz almotacel Jose Ferreira Pinto, o juiz almotacel Policeno da Costa Pacheco, Afonso Isidoro da Silva Diniz, vigário Manoel Gonçalves de Almeida, o padre Jose Sebastião de Carvalho Pena, o padre Manoel Pinto Ferreira, coadjutor de S. Joao Baptista, o padre Joao Afonso Mendes, o padre Nicolau Gomes de Sousa, capelão da Penha, o Barão de S. Joao Marcos Antonio Thomaz de Figueiredo Neves, Tenente-coronel Jose de Mello de Sousa Almeida Brandao e Menezes, coronel Jose de Sa Bittencourt, Jacinto Pinto Teixeira, coronel agregado, coronel Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha, coronel Joao da Mota Ribeiro, Jose Feliciano Pinto Coelho [da Cunha, então, o futuro Barão de Cocais], major de cavalaria, o capitão-mor Felisberto Jose Corrêa de Miranda, o comandante interino das ordenanças Ignacio Jose Borges, capitão de ordenanças Jose Ferreira da Silva, Joao Gomes de Araújo, Joaquim Jose de Senna, capitão Severino da Costa Ribeiro, capitão Antonio Jose Ferreira Bretas, S. Mor tenente Manoel Dias de Freitas e Mosa, ajudante Joaquim Claudino de Sousa Brandao, guarda-mor e P. estandarte Joao Antonio Magalhães, Manoel Campos Cruz, Jose Anchieta Teixeira, capitão comandante de milícias Pedro Pereira de Andrade Rego, Manoel Thomaz Pinto de Figueiredo, Egas Muniz Pinto Coelho da Cunha, Joao Miz de Oliveira Salazar, tenente Manoel Miz de Oliveira Leme, alferes Joao Duarte de Lacerda….”

Ate ao momento copiei a Ata em sua integra, no intuito de recordar os nomes de muitas pessoas conhecidas dos genealogistas, alem de demonstrar a variedade de sobrenomes que, na atualidade, se repetem em boa parte da população brasileira.

Selecionarei d’agora para frente nomes que ja entram em nossa genealogia conhecida ou daqueles que tenho a impressão que entrarão no futuro, quando houver estudos mais completos.

Melhor dizendo, para se fazer isso teria que copiar tudo na integra. Copiarei os nomes que virão porque tenho algum conhecimento da existência deles ou porque tenho vaga lembrança de te-los ouvido antes.

A Ata contem mais 10 paginas, em sua maioria absoluta uma relação da presença das mais de 1.000 pessoas, que calculo por alto. Ficaria difícil copiar os nomes um por um.

Segue então: pag. 227

Alferes, Felix Antonio Dislandes de Monlevade
Maximiano Augusto Pinto de Moura
Giuseppe Musaglio – italiano
Manuel Furtado Pinto Coelho
Jacinto Jose Pimenta de Figueiredo Vasconcelos
Tenente, Jose Correa Araujo
Quartel-Mestre da Cia. de Milicias Joao Jose Carneiro de Miranda
Capitao e Guarda-Mor Quintiliano Justino de Oliveira Horta
Porta Estandarte Manoel Ribeiro de Magalhaes

pag. 228

Joao Ribeiro de Macedo
Antonio Xavier Vieira
Joaquim de Oliveira Pacheco
Joao Jose da Rocha
Camillo Maria de Lelis
Jose e Antonio Rodrigues Lima
Capitao de Ordenancas Matheus Lopes de Magalhaens
Eusebio da Costa Seabra
Braz e Antonio Pereira da Affonseca
Alferes, Manoel Jose Dias Alves
Vicente Ferreira da Silva
Manoel Joaquim dos Santos
Capitao dos Cacadores do Mato, Jacinto Jose Andrade
Advogado nao formado, Joao Jose dos Santos
Jose Goncalves da Fonseca
Quintiliano Jose de Oliveira Alvarenga

pag. 229

Ajudante, Manoel Goncalves de Carvalho
Cabo de Esquadra, Manoel Alves Pinto
Ten. da 2a. Linha, Joaquim Jose de Faria
Emilio Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Fernandes Madeira (por procuração)
Joao Francisco de Andrade
Alferes de Ordenanças Joao de Deus Fonseca Aleixo
Alferes de Ordenanças Joao Ribeiro da Fonseca
Antonio Coelho Ferreira
***Capitão de Ordenanças Cassimiro Carlos da Cunha Andrade [futuro comendador]
Manoel de Magalhaens e Silva
Joao Coelho de Carvalho
Jose Joaquim Coelho
***Jose Luis Rodrigues de Moura [tetravô do amigo Mauro de Andrade Moura]
***Guarda-Mor Teotonio da Costa Lage
***Alferes de Ordenanças Manoel Nunes Coelho
***Tenente Policarpo Jose Barbalho
Manoel Pereira de Senna

Pag. 230

Alferes Jose de Moura Ribeiro, p. p. Policarpo Jose Barbalho
Francisco Machado da Rocha
Manoel Gonçalves da Affonseca
Joaquim Jose de Lacerda
Furriel, Jose Teixeira Coelho
Cabo de Esquadra, Manoel de Oliveira Pacheco
Joao Gonsalves de Carvalho
Francisco Nunes Figueira
Antonio Caetano Vas
Joao Ferreira de Queiroz
Antonio de Magalhaens Portilho
Alferes, Joaquim Ferreira da Silva
Sargento-Mor, Bernardo Joaquim dos Santos
Alferes, Claudio Jose dos Santos
Alferes, Joaquim Jose dos Santos
Manoel de Soiza Machado Chaves

Pag. 231

Tenente, Joaquim Gomes Drumond
Guarda-Mor da Freguesia de S. Miguel, Manoel Moreira de Figueiredo Mascarenhas
***Guarda-Mor Jose Joaquim de Andrade
***Manoel da Costa Lage
Alferes, Jose Gervasio
***Manoel dos Reis Carvalho
Luiz Alves Pinto Ferreira
Gregorio Coelho de Moraes
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
***Manoel Furtado Leite
***Guilherme Furtado Leite
Alferes, Joao Vieira de Carvalho
***Luiz Jose Pinto Coelho da Cunha
***Francisco de Assis Pinto Coelho da Cunha

Pag. 232

Francisco de Paula Coelho
***Guarda-Mor Joaquim Coelho Linhares
***Ignacio Furtado Leite
***Padre, Jose Antonio de Araujo
Joaquim da Costa Lage, p.p. o padre acima
G.M. Jose da Costa Lage, p.p. o padre acima
***Capitao, Thome Nunes Figueiras, p.p. o padre acima
Alferes de Ordenancas, Joao Jose dos Santos, p.p. o padre acima
***Joao Paulo Andrade
***Victoriano de Andrade Gomes

Pag. 233

Manoel Dias de Araujo
Manoel Jose dos Santos
Jose Alexandre da Fonseca
Francisco de Magalhaes Bastos
Maximo Teixeira de Andrade
Joao Vieira
Sebastião Carvalho de Araujo
Pedro Lino da Silva Lopes

Pag. 234

Nicolau de Tolentino Araujo
Alferes Francisco de Paula Moura, p.p.
Luiz Fernandes Vieira
Manoel Coelho Ferreira
Pe. Antonio de Souza Reis
***Antonio de Meirelles Coelho
***Estevão de Meirelles Coelho
***Joao Francisco de Aguiar
***Bernardo Martins de Carvalho
Capitão de Milicias, Joao Ignacio da Rocha
Vicente de Souza Santos

Pag. 235

Ajudante de 2a. Linha, Manoel Joaquim de Araujo
Antonio Caldeira Brant
Manoel Ferreira da Silva
Manoel Jose da Affonseca
***Joao Coelho Jacome, alferes.
Alexandre Machado Coelho, p.p. Joao Coelho Jacome
Leandro Nunes Figueiras, p.p. Joao Coelho Jacome
Manoel Monis Rabello
Sargento de Infantaria da 2a. Linha e Comandante da 8a. Cia. de Sao Gonçalo do Rio Abaixo e “agraduado” em Capitão, Manoel Antonio Teixeira

Pag. 236

***Joaquim de Meirelles Coelho
Manoel Avelino da Costa
***Francisco de Meirelles Coelho
Manoel Bicudo de Alvarenga
Jose Vieira de Senna

Pag. 237

Jose Dias Bicalho
Silverio Dias Bicalho, p.p. pe. Luis Antonio da Costa Passos
Manoel e Jose de Soiza Reis
***Francisco Joaquim de Andrade, p.p. Romão de Souza Ribeiro

Pag. 238

Joao Pereira de Andrade
Francisco Fernandes Madeiras
Boaventura Gonçalves Coelho
Felício dos Reis de Carvalho

*** Sinal para identificar pessoas que penso ter parentesco mais proximo conosco.

Ontem, 17.03.17, dia de Sao Patricio, resolvi reler a lista e anotar outros nomes dos presentes, alguns se repetem, que penso divulgar na intenção de facilitar pesquisas de possíveis descendentes que merecem ter o conhecimento da participação dos ancestrais nesse movimento fundamental da Historia do Brasil. Segue então:

Pag. 227

Joao da Motta Teixeira
Antonio Teixeira Almeida e Silva
***Quintiliano Martins da Costa
Manoel Mariano de Azeredo Coutinho
Jose de Aguiar Leite
Quintiliano Justino de Oliveira Horta

Pag. 228

Jose Caetano Teixeira Souto
Felippe Antonio Teixeira Motta
***Quintiliano Jose Ferreira de Alvarenga
Francisco Jose Duarte
Lourenço Justiniano Duarte

Pag. 229

Joao Rosa Nepomuceno
Caetano Jose de Carvalho Pena
***Antonio Coelho Ferreira
***Joao Bicudo de Alvarenga Leme

Pag. 230

Joaquim Jose de Lacerda
Jose Teixeira Coelho
Jose Nunes Ferreira Brandao
Antonio de Araujo Quintao de Miranda (profeçor de cyrurgia)
Clemente Eugenio Rebello e Castro
Joao Baptista Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Duarte de Moraes
Antonio Baião de Almeida
Joao Baptista Barrozo

Pag. 231

Manoel Antonio de Moraes Castro
Jose Joaquim Teixeira Pena
Joao Duarte de Lacerda
Domingos Antonio Teixeira da Costa
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
Joao Duarte de Lacerda (devem ser pai e filho)

Pag. 232

Cypriano de Lacerda
Christovao Dias Duarte

Pag. 233

Manoel Teixeira de Miranda
Manoel Francisco de Quadros
Caetano Lopes da Silveira
Jose Alexandre da Fonseca
Joaquim Ferraz Tibaens
Maximo Teixeira de Andrade
Manoel da Roxa Evangelho

Pag. 234

Pe. Jose Dias Duarte
Jose Teixeira da Silva
Jose Anxieta Teixeira
Manoel Teixeira Borges Aranha
Luiz Borges Teixeira Amada
***Manoel Coelho Ferreira
Antonio Teixeira
Joao Teixeira de Souza
Bento dos Reis Filgueiras

Pag. 235

Nicolau de Souza Teixeira
Manoel Brandao de Mello
Manoel Antonio Teixeira (sargento “agraduado” a capitão)

Pag. 236

Jose Caetano Teixeira da Motta
***Manoel Bicudo de Alvarenga
***Innocêncio Rodrigues de Castro
Sebastiam Joao Duarte
Manoel Dias Duarte
Domingos Dias Duarte
Joaquim da Mota Teixeira

Pag. 237

Estanislau Domingues da Silveira
***Pe. Leandro Rebello Peixoto e Castro
Felicio Pereira Barroso
Jose Gonçalves de Gurgel
Joaquim Brandao de Mello
Luis Barboza Teyxeira
Francisco Barboza Teyxeira
Luiz Mariano da Silva Perdigão
Antonio Alves Barroso

Pag. 238

Balthazar Gonçalves Martins (morador de Sao Miguel(?))
***Manoel Martins da Costa (morador de Rio do Peixe, possivelmente, Sao Domingos do Rio do Peixe, atual Dom Joaquim) p.p. Jose Anchieta Teixeira, porque estava enfermo.

Naturalmente, as pessoas cujas famílias são tradicionais da circunvizinhança de Caeté deverão ter diversos ancestrais nesse emaranhado de nomes.

Exemplo que ja identificamos antes, o nosso amigo Mauro de Andrade Moura conta com o tetravô Jose Luis Rodrigues Moura, alem dos ancestrais: Manoel Martins da Costa, pai do Quintiliano (227); Manoel da Costa Lage (231), Joaquim da Costa Lage (232), Francisco Joaquim de Andrade (trisavô do Carlos Drummond, 237).

Desculpem a falta dos paragrafos se acharem que ficou dificil de ler. O fato eh que o documento nao continha nem mesmo as divisoes que fiz. Sinal daqueles tempos quando a tinta e o papel eram caros demais. A economia era total.

Nao deu para fazer uma seleção como prometi antes. Copiei alguns nomes como exemplos. Existem algumas familias que parece estavam em maior numero. Assim evitei ficar copiando todos para nao alongar demais. E os nomes aqui presentes nem sempre são do nosso interesse imediato. Postei-os como exemplos das famílias.

Entre as coisas que desejava observar mesmo, uma foi aquela que ja debati em outros escritos meus. O fato de que a Historia que nos contam através de livros didáticos nem sempre foi a que aconteceu. E por aqui podemos comprovar uma das teorias que levantei.

Os livros didáticos procuram exaltar figuras históricas. Por exemplo, D. Pedro I foi usado como marco da Independência do Brasil. Mas a verdade a Historia oficial sempre foi usada para direcionar o raciocínio das pessoas em determinada direção. Aquela que interessa ao chamado status quo, ou aos interesses dominantes.

Em minha tese eu dizia que nos livros sempre jogaram o povo para o escanteio. Neles passa-se a impressão que determinados homens são excepcionalmente melhores que os outros. E que sem os tais a Historia se passaria completamente diferente, o que pode ser uma verdade, porem com menor significância e muito provavelmente com prejuizo para todos.

O que eu falava era que não. Que o povo eh que fazia e que as figuras historicas tiravam proveito. E a Independência do Brasil foi um dos meus exemplos. Em meus escritos eu afirmava que D. Pedro ou Duque de Caxias nada seriam se nao houvessem milhares ou milhões de pessoas por trás trabalhando para que as ações deles tivessem bons resultados.

E quando estudamos a Historia do Brasil, justamente no capitulo da Independencia, praticamente se fala apenas que D. Pedro I deu o “Grito do Ipiranga” e tudo se resolveu. Piada pronta!!!

Segundo os historiadores, D. Joao VI, ao retornar a Portugal em 1821, havia soprado no ouvido do filho Pedro: “Antes que outros façam, faca voce.” Referia-se `a Independência do Brasil. Ou seja: nao seja bobo, mais cedo ou mais tarde esse povo vai abrir os olhos e voce pode mante-los sem enxergar e ainda parecer que foi o “salvador da patria”.

Eles sabiam muito bem. Em 1789 havia acontecido a Inconfidência Mineira. Em 1817 a Revolução Pernambucana. Antes disso tinha acontecido as Revoluções de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Republicana na Franca (1779). No intermeio tivemos as diversas revoluções que criaram novos paises na America do Sul, inclusive: Paraguai e Argentina.

E fica absolutamente claro que nao foi o grito do Pedro que iniciou tudo. Ja havia uma grande inquietação com as intenções das cortes portuguesas em relação ao Brasil. E o que chamavam “escravizar novamente” era retornar ao que fora antes, quando o Brasil fora uma colônia relegada `a obediência sem retribuição. Foi o mesmo o que ocasionou a Revolução nos Estados Unidos. (Taxação sem representação).

Desde 1808 o Brasil fora transformado em Reino Unido a Portugal e Algarve. Antes, as capitanias eram dependentes. O governo português impedia a construção de estradas e a liberdade de se comunicarem. O comercio era feito entre a capitanias e a metropole. Não se podia comercializar capitania com capitania. Nem mesmo com outros países sem uma autorização real especial.

Não se podia fundar escolas superiores. Quem quizesse estudar tinha que ir a Portugal, para ser adestrado nos modos de vida do reino. Enfim, era a completa falta de liberdade.

E o objetivo era justamente o de dividir para manter a conquista. Sabia-se que a imensidão brasileira iria produzir um numero muito maior de cidadãos. E se todos unissem em torno de qualquer objetivo ele seria realizado. E a independência estava na cabeca de todos, faltava a união.

Outra fantasia que foi validada por muito tempo eh o afirmar que a Independência do Brasil não foi violenta. Pode não ter havido o derramamento de sangue em abundância como aconteceu na Independência dos Estados Unidos, ou na Revolução Francesa. Mas a violência estava nas intenções. O que Portugal não tinha era a capacidade de leva-la a cabo.

Como descreve a Ata acima, D. Joao VI ja havia sido obrigado a assinar a autorização para usarem a forca para submeter o povo. E uma expedição chegaria `a Bahia. O problema, para as forcas portuguesas, foi justamente a diferença entre a estrutura colonial delas e as da Inglaterra.

Os ingleses mantinham um exercito de ocupação. Claro, podiam se dar ao luxo de fazer isso porque era um império emergente, industrializado e rico. Mesmo assim instituia impostos aos colonos para o soldo das tropas.

As forcas portuguesas eram menores e o império estava em decadência. A estrutura de defesa passava pelo próprio povo. As patentes expressas antecedendo aos nomes de nossos ancestrais não eram “compradas” como comumente se fala. O Brasil vivia num estado de semi-militarismo caracteristico de época. As pessoas viviam nas fronteiras coloniais. Precisam de conhecimentos militares para defender-se.

Mesmo a segurança publica era exercida pelos “homens bons”. Nome comum aos membros da baixa nobreza que participavam da governança das instituições. Melhor dizendo, a segurança ficava entregue `a vontade de Deus.

E os que sabiam que tinham pouca fe carregavam seus trabucos para quaisquer eventualidades. Como se vivia na fronteira da colonização, havia que estar-se preparado para tudo. Todos tinham que ter um pouco “de medicos, cientistas e loucos”.

As milicias, depois da Independência substituidas pela Guarda Nacional, eram a organização de defesa da vida e do território. Na verdade eram grupos paramilitares cuja função era também ajudar a Portugal manter o Império.

Em recompensa os membros eram agraciados com privilégios. Ou seja, os próprios milicianos eram responsáveis por expandir a colonização. Conquistadas novas terras e implantados os arraiais, a coroa distribuia a autorização legal de posses e a distribuição dos privilégios em forma de cargos.

A saber, porem, que os colonos de ascendência portuguesa que colonizaram o Brasil faziam parte da baixa nobreza. Eram assim chamados os nobres de linhagem. Aqueles que num passado não tao recente tiveram ascendentes na realeza. Os reis procuravam ter o máximo de filhos para garantir o direito de permanência de sua dinastia.

Mas o direito integral so era permitido ao primogênito, ou ao sucessor seguinte, `a medida que a linhagem fosse decrescida devido ao falecimento do primogênito ou por seu impedimento. De qualquer forma, sempre sobravam alguns filhos que não herdavam todos os privilégios e que também faziam seus filhos.

`A medida que a família se multiplicava, e ja temos bisavós com mais de 1.000 descendentes, não haviam cargos dentro do governo para os últimos, ou os cargos eram menores. E como os reis seguintes também tinham suas prerrogativas, as descendências dos ancestrais ia ficando cada vez mais com cara de povo, “povificando”.

Então, a transferencia para as colonias era a oportunidade de voltar a ser grande, pois, quem conseguia mais riquezas tambem tinha mais oportunidades. E a Guarda Nacional, criada pelo Patricarca da Independência, Jose Bonifacio de Andrada e Silva, foi o melhor exemplo disso. Quanto mais rico, maior era a patente que o cidadão recebia pelo privilegio. E quanto maior era a patente, maior era o poder sobre seus domínios e dominados.

E a população brasileira era predominantemente de cor. Era indígena ou africana, alem das misturas. Enquanto que na linhagem de dominância e privilégios se destacavam os de origem claramente europeia. Nunca houve uma meritocracia verdadeira.

Obvio eh, porem, que muitos dos chamados “nobres da terra” tinham alguma ascendência nativa e/ou africana. Mas se ocultava o preconceito buscando-se casamentos dos filhos com os recém-chegados de Portugal, para que a pele fosse clareada e a diferença de pele valesse mais que o conteúdo do sangue.

Nos livros, estudamos que a Independência do Brasil se deu com o “Grito do Ipiranga”. Uma versão distanciada da verdade!

Na verdade, havemos que comparar isso com os dias atuais. D. Pedro I, nem mesmo falou o que os livros dizem que disse, ao receber a correspondência das cortes de Portugal ordenando que ele retornasse e tomasse outras providencias contra a emancipação brasileira. Mas muito antes, como comentei anteriormente, tinha a ideia de aproveitar-se da onda e tornar-se a “salvação do Brasil”. Aquela foi justamente a oportunidade.

Ele nada poderia fazer sozinho. Então, o recurso era transformar a sua própria causa em causa de todos. E na realidade, com ou sem D. Pedro, o povo ja estava contaminado pelas “asas da liberdade que abriam sobre nos”.

Ja mencionei os Estados Unidos. Porem, toda a America do Sul espanhola ja havia dado seu grito de independência a comecar pela Venezuela. Quem quiser ver a sequencia, pode visitar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Am%C3%A9rica_Espanhola

Portanto, a Independência do Brasil era uma questão de dias, senão horas. O que atrasou foi a transferencia da corte portuguesa para o Brasil em 1808. O Brasil deixou de ser mera colônia e passou a ser a Sede do Império, ja que Portugal caira sob o domínio francês bonapartino.

O retorno da Família Real para Portugal e, se Pedro tivesse ido também, seria o estopim aceso para a Independência e criação da Republica. Mas o Pedro I resolveu aproveitar a oportunidade de adiar e guardar o sumo privilegio para sua família.

Ele porem dependia do apoio dos milhões de brasileiros. Finda a bravataria do Ipiranga, retornou ao Rio de Janeiro e enviou mensagem a todos os brasileiros para incentiva-los a aderir ao movimento.

Agora devemos pensar como se estivéssemos nos dias atuais. Algo dessa magnitude eh atualmente empoderada pela internet. Se acontecesse, o pais inteiro assistiria a “coisa” no Ipiranga acontecer ao vivo. Logo se convocaria manifestações. Levar-se-ia pelo menos uns dois dias para fazer algo mais organizado. Ajuntar voluntários e mostrar as unhas e os dentes.

Mas naquele tempo nao existia sequer o telegrafo. Muito menos o radio ou televisão. As comunicações eram feitas nas costas de cavalos. Eh provável que a noticia tenha chegado a Ouro Preto cerca de uma semana depois. Dai para Caeté mais uns dias. Em Caeté deve ter sido chamada reunião da governança e então deve ter saído a convocação para a reunião.

Ha que lembrar-se que o fato inicial se deu a 7 de setembro. Era época em que as chuvas tropicais começavam a lavar o terreno. Então, o povo do interior precisava ja estar preparado para arar a terra e plantar. Se passasse da época não conseguiria fazer, por causa do excesso de chuvas em outubro e novembro. As estradas ficavam intransitáveis.

Mesmo assim, a convocação feita pela Concelho em Caeté deve ter levado dias para chegar ao reduto mais distante. A atual Cidade de Ferros, por exemplo, estava nesse itinerário.

La residia o Francisco Joaquim de Andrade, trisavô do poeta Carlos Drummond e pai do Comendador Cassimiro. Somente depois de tomadas as decisoes familiares eh que a reunião se daria. E isso eh o equivalente aos parcos dias com os quais se pode reunir o povo do pais inteiro atualmente, via internet.

Ha que lembrar-se tambem que Minas Gerais e Rio de Janeiro são próximos. E que os confins do Império eram algumas vezes mais distantes. Mesmo assim, sera possível que todos os principais Concelhos no pais tenham se reunido em datas semelhantes. Ou seja, pouco mais de 1 mês após ao recebimento das intimações `a beira do Ipiranga.

Foi então que se pode dar o “Grito do Caeté . Esse eh o nome do córrego que banha a cidade. E como esse devem ter sido dados outras centenas de gritos, através dos quais se proclamou a verdadeira Independência do Brasil. Ela jamais existiria sem a participação do povo.

Para barrar a Independência Portugal decidiu por implantar uma “ponta de lanca” no coração do pais. O que fez foi reunir suas forcas de ocupação em Salvador. E para la mandou também a sua primeira leva de expedicionários.

Entenda o leitor que o decadente Portugal não tinha forca naval para transportar muitos milhares de soldados ao mesmo tempo. Ele precisava ter um porto assegurado e local para organizar-se na tentativa de retomada. E os restantes das tropas iriam chegando com intervalos de meses a cada leva.

Esse era justamente o tendão de Aquiles. Em primeiro lugar, porque o domínio do pais ja era feito pelas forcas paramilitares e que agora eram revoltosas. E em segundo porque foi na Bahia que morreram as esperancas de Portugal. E foi a primeira a morrer, não a ultima!

Os portugueses chegaram a dominar a Cidade de Salvador e seus arredores. Mas os revoltosos retiraram-se para a cidade de Cachoeira, e de la e outros lugares deu-se a resistência que acabou derrotando os portugueses e fez heróis e heroínas, como as famosas Maria Quitéria e a mártir soror Joana Angelica.

Para que melhor compreendam, deixo que os próprio baianos falem por si mesmos. Vejam a publicação da Fundação Pedro Calmon e do governo do Estado da Bahia:

http://200.187.16.144:8080/jspui/bitstream/bv2julho/312/1/A%20Bahia%20na%20Independência%20Nacional%20-%20Coletânea%202%20de%20julho.pdf

Em termos de estratégia, os portugueses cometeram os maiores erros que se podia cometer. Certo era que Salvador havia sido a capital do pais e se tomassem efetivamente, seria meio caminho andado para reconquistar o restante do pais.

O problema era que as forcas na Bahia ficariam entre quatro fogos. A capital baiana poderia ser facilmente sitiada pelo norte com os pernambucanos. Ao sul e oeste pelas províncias de Minas Gerais, Espirito Santo e Goiás. Pelo mar haveriam os sulistas, paulistas e cariocas que representavam a forca naval brasileira.

Os portugueses, se fossem mais espertos teriam escolhido o Rio Grande do Norte para iniciar a reconquista. La era o ponto mais proximo de Portugal e a pequena forca naval portuguesa economizaria dias de ida e volta. Alem do mais havia uma menor população brasileira que não teria como resistir. Alem de ficar mais distante para os brasileiros se defenderem.

Somente depois que a ponta-de-lança estivesse bem estabelecida, e essa tática seria repetida no famoso Dia D, durante a chamada II Grande Guerra, tornar-se-ia possível ocupar-se em retomar o pais. Mas, mesmo que os portugueses houvessem sido mais táticos, a causa deles era perdida.

Outra chance que teriam seria a de reclamar `a Inglaterra a ajuda prometida de defesa reciproca, tratada desde o século XIV, como desenvolvimento da Crise de !383-1385. Nela, portugueses e ingleses haviam lutado em conjunto para manter a coroa portuguesa contra a inimiga comum, a Espanha.

`A mesma época, a Inglaterra possuía pelo menos 1.000 navios que utilizara para ajudar a derrotar Napoleão Bonaparte. Mas o problema não era usar a forca. O problema era a experiência que estava falando mais alto.

Muitos pensam que os livros de Historia estão corretos ao dizer que tivemos duas guerras mundiais ate agora. Mas o conceito eh apenas didático, não se trata de uma realidade. A I Guerra Mundial foram mesmo as chamadas Guerras Napoleônicas. Elas mexeram com todas as pedras. A diferença eh que nem todas caíram.

Todos os Imperios Europeus foram envolvidos. E, por extensão, todas as colónias se viram envolvidas. Pouco se fala, por exemplo, na participação brasileira. Mas como parte do Império Português o Brasil foi atacado com a invasão de Portugal.

E do Brasil, após tornar-se a nova Sede do Império, um dos primeiros atos do Regente Joao VI foi ordenar a invasão da Guiana Francesa. Algo que as forcas armadas não tiveram trabalho para fazer e a ocupação durou ate ao Tratado de Versalles – 1919. Tratado do qual o Brasil fez parte.

Um problema para os ingleses entrarem eh que haviam acabado de sair daquela I Guerra Mundial que ocasionara, por baixo, 5 milhões de mortes. Porem, na contagem oficial não se contabiliza os conflitos periféricos.

Os Estados Unidos, por exemplo, declararam guerra contra a Inglaterra em 1812. Essa guerra eh considerada a segunda guerra de Independência porque se perdesse a Inglaterra retomaria o território.

E os motivos maiores foram porque a Inglaterra estava insuflando os ataques dos indígenas contra a recém criada nação e, por causa da guerra contra a Franca, por não ter marinheiros suficientes para a guerra, estava recrutando a forca, em alto mar, os marinheiros dos Estados Unidos para combater o Napoleão.

E a Inglaterra tomou uma segunda lição na Batalha de Nova Orleans. Os ingleses queriam tomar a cidade porque era o portão de entrada para o interior da nação americana. Sem isso o pais não teria como se defender.

A invasão foi planejada com 10.000 soldados. Todos experientes e bem armados. Uma parte era exercito e o restante naval. Os defensores dos Estados Unidos não tinham como vencer aparentemente.

Era uma forca muito reduzida, talvez 5.000 homens, nunca tinham participado de guerras. A maioria não era soldado mas apenas egressos das fronteiras de colonização. Enquanto os ingleses estavam armados com as armas mais poderosas da época os do outro lado tinham suas armas de caçadores.

A estratégia dos defensores foi simples. Bloqueou-se a entrada da baia para impedir os navios de entrar. Afundaram os navios que tinham ja que usa-los numa batalha de igual para igual era perda de tempo. Concentraram a defesa no único forte na entrada da baia.

O exercito inglês desembarcou para atacar a cidade. E marchou naquela formação clássica, que a gente vê em filmes de guerras antigas. Os pelotões formando quadrados e mandando bala, num duelo no qual vence o que for mais rápido ou quem souber movimentar melhor suas pecas.

Os defensores se postaram em trincheiras e pontos estratégicos. Tinham escolhido o local onde lutar, com vantagem para si mesmo. E se postaram como no habito dos caçadores. Na espreita.

Quando as forcas inglesas atacaram em sua formação apropriada para enfrentar outros exércitos bem treinados os defensores fizeram a farra. Foi como atirar em um bando de patos. Os defensores se postaram como franco-atiradores e a cada tiro caia um inglês. Enquanto o retorno não era verdadeiro.

Percebendo que não havia chance alguma de vencer, os ingleses abandonaram a batalha deixando uma baixa de pelo menos 20% do seu contingente. Os defensores, entre mortos e feridos, podiam ser contados em poucas dúzias.

E essa passou a ser a realidade `aquela época. Quando os colonos estavam melhor preparados tinham a vantagem. Isso por dois motivos essenciais. Primeiro porque conheciam as táticas dos europeus. E segundo porque sabiam lutar do modo indígena, atacando de surpresa, causando baixas e desaparecendo antes que o inimigo reagisse.

Na guerra, se voce causa medo no adversario a ponto de faze-lo desacreditar em si mesmo, ja eh meia vitoria. Mesmo antes da batalha.

E os Estados Unidos contribuíra com dois exemplos disso. Nessa e na Guerra da Independência. A Espanha estava sendo varrida dos seus antigos domínios.

Num certo passado ate então, os brasileiros e portugueses haviam derrotado ao mesmo tempo duas superpotências europeias da época. Na luta contra a Invasão Holandesa e na Guerra da Aclamação, quando Portugal recuperou sua coroa tomada pelos Felipes da Espanha.

Mas a grande vantagem dos povos americanos tanto do Sul quanto do Norte foi que eles estavam jogando dentro de casa. A gente sabe que jogar dentro de casa sempre traz vantagens para o mandante.

Foi por isso que após os portugueses ser batidos pelos baianos o restante do Brasil nem sequer precisou lutar. Nessa época, brava gente mesmo foram praticamente so os baianos. Eles salvaram o Brasil da possibilidade de ser reduzido novamente a colônia.

Mas isso seria apenas uma possibilidade, pois, se todos entrassem com a mesma vontade na luta o mais provável seria que Portugal nem mesmo com todas as suas forcas armadas fosse ter a menor chance.

Deve ter sido devido `as experiências que a Inglaterra não se interessou em ajudar. E também não era do interesse dela. Preferiu aconselhar Portugal a aceitar a perda da colônia e fazer as pazes.

A Inglaterra tinha mais que motivos para fazer isso. A esposa do D. Pedro I foi a D. Maria Leopoldina, da Austria. O Imperio Austro-Hungaro era um dos mais fortes da Europa. Seria mexer com cumbuca.

Como mencionei, a Europa havia acabado de sair da I Grande Guerra (Napoleônicas). E isso poderia levar a uma segunda.

Outra, um dos primeiros atos de D. Joao VI quando as cortes portuguesas desembarcaram no Brasil foi abrir os portos para as “nações amigas”. Subentendido, a Inglaterra. As intenções de Portugal limitariam a liberdade de negócios para a Inglaterra.

E, entre outras riquezas que os ingleses estavam explorando no Brasil, contam-se diversas minas de ouro e diamantes, inclusive aquelas nas cidades de Diamantina, Itabira e Guanhaes. Ajudar Portugal nesse projeto seria lutar contra os próprios interesses.

E assim se confirmou a Independência brasileira. Muito mais que pelo “Grito do Ipiranga” e sim pelo “Grito de cada Rincão Brasileiro”. E se alguém disser que D. Pedro deu Independência ao Brasil, converse com os baianos para ver se eles aprovam isso! Foi o sangue deles que correu e evitou sangramento maior.

D. Pedro apenas se beneficiou, como fazem todos os politicos desde então ate hoje. A bem dizer, o Pedro I não esta com essa bola toda não! Nosso antepassado, Ramises II, do Egito, ja tinha mestres da propaganda trabalhando para ele. Quem conhece a Historia sabe disso!

Esse eh o tipo de documento que eu venho ha muito esperando encontrar. A razão maior eh a de que encontramos nomes de nossos ancestrais, porem, ha tambem a razão de que por ele podemos comprovar que os nomes deles deveriam fazer parte dos livros de Historia ou, pelo menos, como eh comum fazer-se aqui nos Estados Unidos, construir-se murais nas cidades onde houveram tais reuniões com a publicação das Atas e todos os nomes dos que assinaram ou foram representados. (p.p.)

Documentos como esses são guardados como tesouros no Smithsonian ou na Livraria do Congresso. As pessoas podem pedir para consultar e copiar. Através disso elas aprendem que a Historia eh construida pelo povo e não se depende de indivíduos especiais para faze-la acontecer. Foram nossos ancestrais que fizeram a Independência do Brasil.

Gostaria de ver se encontro as Atas de outros Concelhos como deve ter havido as de Conceição do Mato Dentro e Serro. Não posso esperar o mesmo de Diamantina porque essa vivia sob um regime especial e era como se fosse independente do restante do Brasil. Os portugueses queriam ter o absoluto controle da produção dos diamantes e deveriam ter um forte contingente de milicianos para reprimir quaisquer atividades suspeitas.

Os Arraiais de Sao Sebastiao dos Correntes (Sabinopolis – 1819) e Sao Miguel e Almas (Guanhaes – 1822) eram recém-criados. E os fundadores eram em sua maioria egressos das duas localidades mais antigas. Muitos eram nossos ancestrais e parentes. Portanto, os nomes deles deverão ser encontrados la e não no documento de Caeté.

Estou sem saber como explicar a ausência de qualquer Barbalho alem do Policarpo. `A mesma época estavam nascendo outros o que implica que os pais poderiam ser eleitores. Mas ainda nao deveriam ser.

Pelos meus calculos, baseado nos nomes que reconheci, todos os assinantes haviam nascido entre os anos de 1750 ate um pouco antes de 1800. Era natural, pois, poucos jovens teriam renda para tornar-se miliciano e eleitor. As mulheres estavam totalmente ausentes, como mandava o figurino de época. Mesmo que, para resolver, elas podiam lutar, como fez Maria Quitéria na Bahia.

Estranhei mais a ausência dos irmãos do Policarpo: Gervasio e Firmiano. Ambos se casaram em Itabira. Porem o Firmiano era recém-casado. Talvez seja deles mesmo que as tradições guardam que um foi para o Rio Grande do Sul e outro para o Nordeste. Sendo o caso, poderiam não ser eleitores mesmo em Caeté.

Ja outros, como o Victoriano Jose Barbalho, Boaventura Jose Pimenta, Miguel Pereira do Amaral, Antonio Borges Monteiro, Jose Coelho da Rocha, Joao Coelho de Magalhães e tantos outros que teriam idade para estar envolvidos nos movimento não apareceriam senão nos documentos do Serro ou Conceição Eh possível que nessas cidades identificariamos dezenas de parentes nossos ou suspeitos de se-lo.

Mas do conteúdo desse documento podemos tirar algumas lições. Uma delas eh a de que devemos agradecer `as cortes portuguesas por terem sido tao insensíveis em relação ao sentimento pátrio do povo brasileiro. Raramente se ve nalgum movimento politico tamanha unanimidade.

Deve ter havido inimigos pessoais que se abraçaram durante a reunião em torno do pacto de interesse comum. Algo que esta faltando aos jovens atualmente no Brasil. Mesmo não se tratando de inimigos!

Em segundo lugar devemos notar que o brasileiro não mudou muita coisa desde a declaração da Independência. Observe-se que a Ata faz a ressalva muito bem escrita de que o apoio a D. Pedro era condicional a ele obedecer `a Constituicao e `a Constituinte.

Pois, quem conhece a Historia sabe, ele so esperou que as coisas entre os revoltosos e Portugal se resolvessem para “dar um caminhão de bananas para o povo”. Ele dissolveu a Constituinte e recusou-se a obedecer `a Constituição, tornando-se o ditador real.

Alguma semelhança entre o passado e a atualidade não eh mera coincidência! O que eh interessante mesmo eh o povo não conhecer sua própria Historia e ficar repetindo-a tantas e tantas vezes!!!

Geralmente, os nossos livros de Historia local não a vinculam aos acontecimentos mundiais. Então, as pessoas deveriam perguntar-se: Por que los hermanos da America Latina resolveram de uma hora para outra libertar-se do jugo espanhol e o brasileiro ficou acomodado. Ai entram dois fatos. O primeiro foi que D. Joao VI enganou Napoleão e conseguiu fugir para o Brasil, enquanto o rei espanhol não foi tao esperto.

O segundo e igualmente importante foi que Napoleão empossou o irmao dele, Jose Bonaparte, como rei da Espanha e da India. E, naturalmente, los hermanos tinham o sonho da republica. Somente os conservadores, então no poder, queriam que tudo permanecesse o mesmo. Com a imposição de Jose Bonaparte a coisa mudou muito. Seria encarado pela elites como um desqualificado feito rei. E isso nem os conservadores suportariam!

As guerras e mudanças que se deram ate umas décadas depois da queda de Napoleão tem uma relação direta com as tripolias que ele aprontou, embora os livros não façam esse vinculo.

Naturalmente, a Revolucao Liberal que tomou conta de Portugal nos anos de D. Pedro I do Brasil, o mesmo Pedro IV de Portugal, e a convulsão que o Brasil passou enquanto D. Pedro II não foi empossado, tiveram outros motivos, porem, obvio eh que sem a interferencia de Napoleão a Historia seria completamente diferente.

E nisso se explica porque a verdadeira I Guerra Mundial foram as Guerras Napoleônicas Existiu um mundo antes dele e surgiu outro após ele. E os conflitos se deram no mundo inteiro.

Enquanto isso, nas Americas, particularmente no Brasil, talvez pela própria necessidade e porque estavam sob o domínio de uma forca estrangeira, nossos ancestrais tinham consciência da influencia alienígena sobre os interesses do Brasil e outras colônias.

O que parece eh que, na atualidade, as pessoas se esqueceram totalmente que os interesses externos continuam os mesmos. Mas nem todos percebem as formas ocultas de exercer o mesmo domínio que existia antes sobre os povos desavisados.

Uma delas eh justamente promover movimentos com gritos de liberdade sem se olhar quem ira exercer o poder em substituição ao que era antes. Ai esta! Os pobres lutam, lutam, e terminam sob dominâncias que nunca gerarão a mesma liberdade para todos. Enquanto o povo estiver dividido, sempre valera o ditado: “Todos são iguais perante a lei, mas tem aqueles que serão “mais iguais” que outros!”

A grande vantagem de se poder vincular os nomes de nossos ancestrais aos movimentos de importância histórica eh a de demonstrar para as crianças e jovens que eles não estudam a Historia “dos outros”.

Nos somos o resultado da Historia porque ela foi feita por nossos ancestrais. E nos cabe fazer o melhor possível pela Historia presente, pois, que eh dela que viverão nossa descendência E como descendemos de muitos indivíduos da Historia do passado, muitos do presente serão ancestrais conosco da mesma descendência.

Possível sera que, `a medida que a Historia for ensinada mostrando-se a presença de nossos ancestrais nela, as crianças e jovens irão aprende-la com mais gosto e identificar-se melhor com os fatos.

A consequência que espero disso eh que, devido a esse relacionamento familiar e intimo com a disciplina, jamais esqueçam de suas realidades e assim poderão evitar repetir os mesmos erros dos antepassados.

Da lista de presentes assinantes no documento de apoio `a Independência do Brasil existem os 3 mencionados como nossos ancestrais: Policarpo Jose Barbalho, Manoel Nunes Coelho e Jose Joaquim de Andrade. Refiro-me apenas em relação `a chamada Família Coelho dos arredores de Guanhaes e Virginópolis e dos filhos desses antepassados os quais podemos vincular na relação de ascendência/descendência.

Policarpo Jose Barbalho tornou-se ancestral dos “de Magalhaes Barbalho”. O filho dele, Francisco Marçal Barbalho, por ter se casado com Eugenia Maria da Cruz Coelho e terem se multiplicado em Virginópolis tem uma vasta descendência Embora, somente uma quantidade menor dela usa o sobrenome.

O irmão do Francisco, Jose de Magalhães Barbalho, tambem deixou descendência no mesmo ramo. Ele foi pai da Ana Maria, que foi a mãe do Joao Baptista de Magalhães (conhecido com tio Joaozinho). Este casou-se com sua prima Candida de Magalhães Barbalho (Sa Candinha), e deles descendem muitos.

Não sabemos ainda com certeza se esse Manoel Nunes Coelho eh o mesmo alegado pai do Eusebio Nunes Coelho que, ao casar-se e ter filhos com Anna Pinto de Jesus, tornou-se o grande patriarca da familia em Guanhaes, Virginópolis e região.

Não temos a certeza porque esse Manoel casou-se em 1804 em Itabira e teve filhos la. `A mesma época que também se casavam Eusebio e Anna Pinto. Portanto, temos que saber se aquele era ou nao um segundo casamento do pai.

Manoel pode ser o iniciador da multiplicação desse sobrenome na região pois, foi filho de Thomaz Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Embora a combinação Nunes Coelho ja existisse e existem outras famílias com o mesmo nome espalhadas pelo mundo, o nosso ramo inicia-se ai.

Na Familia Coelho sao Nunes Coelho todos os que obviamente assinam. Joaquim Nunes Coelho, filho do Eusebio, casou-se com Francisca Eufrasia de Assis Coelho. Foi um dos fundadores de Virginópolis.

A sobrinha daquele, Maria Honória Nunes Coelho, filha do Clemente, casou-se com Joao Baptista Coelho, irmao da Francisca. Deles descende os Batista Coelho que também sao Nunes Coelho.

No campo do outro irmão: Antonio Rodrigues Coelho, 3 dos 14 filhos que se casaram o fizeram diretamente com membros da Família Nunes Coelho. Outros 7 casaram-se no ramo Batista Coelho. Portanto, a maioria absoluta eh Nunes Coelho.

No campo dos Barbalho, dos 7 filhos casados, 3 filhas casaram-se com filhos do Joaquim e Francisca. E boa parte dos netos e bisnetos misturaram-se aos Batista Coelho/Rodrigues Coelho, formando tambem descendência Nunes Coelho.

Por fim, o Jose Joaquim de Andrade foi pai de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se com Honório Coelho de Linhares. Deles nasceu um filho, entre outros, que recebeu o nome de Joaquim. Como conhecemos o nosso trisavô pelo apelido de Joaquim Honório acredito que seja nosso ancestral o filho do casal.

Joaquim Honório deixou a maior parte de sua descendência no local denominado de Córrego dos Honórios. O local fica entre os municípios de Divinolandia de Minas e Gonzaga. Mas dele nasceu nossa bisavó: Ersila Coelho de Andrade. Portanto, a descendência dela e de diversos outros estava representada com a assinatura do ancestral naquele documento.

Alem deles, acredito que o Joaquim Coelho Linhares sera aparentado por essa via. Pelos dados que tenho em mãos não da para afirmar nem deduzir o grau de parentesco. Espero que com o tempo ele apareça.

Diversos outros presentes deverão também ter algum vinculo familiar conosco. Isso eh obvio mas eh impossível definir isso por enquanto. Se nossos ancestrais estavam presentes, o esperado eh que aparentados em diversos graus tambem o fizessem. Mesmo que os sobrenomes fossem completamente diferentes. Somente depois de uma pesquisa mais completa dos ancestrais dos presentes e que poderiamos determinar isso.

Alem disso, muitos dos presentes terão vínculos conosco por ser ascendentes de nossos aparentados ou mesmo parentes. Citando alguns, temos os Pinto Coelho da Cunha, os Furtado Leite, possivelmente o capitao Thome Nunes Filgueiras, os Meirelles Coelho, os Andrade da familia do Carlos Drummond, os Araujo e, entre outros mais, o senhor Manoel dos Reis Carvalho. Minha esposa tem um antepassado com nome igual e esse pode ter sido pai ou avo dele.

Interessante eh também deixar anotado que na Revista do Arquivo Publico Mineiro ha a reprodução de diversos documentos ligados `a Comarca do Serro. Entre eles ha as primeiras menções ao “Descoberto do Pecanha”.

Na sequencia temos também a narrativa do inicio da ocupação do atual Municipio de Rio Vermelho. Ali menciona, por exemplo, a presença do Tenente-coronel Antonio dos Santos Carvalhaes. Os sobrenomes me são familiares porque também aparecem nos Almanaks da Província de Minas Gerais por volta dos anos de 1872. Alem disso, eh o mesmo sobrenome de nossa ancestral Maria Rosa dos Santos Carvalhais (ou do Espirito Santo Carvalhais).

Ela foi a esposa do Joaquim Pereira de Andrade que ja no inicio da ocupação do solo virginopolitano possuia fazendas no local. Sao ancestrais dos Pereira do Amaral, Coelho de Amaral e diversas outras combinações de sobrenomes. Eh possível que tenhamos vinculos com os mesmos do Rio Vermelho.

Mas eh muita coisa. Para ter uma melhor ideia somente uma lida muito atenciosa e longa. E tempo, infelizmente, nao esta sobrando no momento.

Infelismente os documentos das outras cidades, mesmo parecendo-me ser de fundamental importância para suas Historias, não incluem documentos referentes `as noticias de como participaram no movimento de Independência do Brasil. Seria interessante se os redatores tivessem estabelecido um assunto para cada exemplar de publicação Agora nos facilitaria. O assunto deve estar espalhado nas diversas edições durante o século XX.

Par melhor compreenderem, bom sera que conheçam também o valor das patentes que nossos antepassados possuiram. O Jose Joaquim, por exemplo, foi Cabo-de-esquadra e aparece no documento como Guarda-Mor. O Policarpo aparece como Tenente e depois era Alferes. Foi a primeira vez que vi a menção ao Alferes de Ordenanças ligado ao Manoel Nunes Coelho.

Cabo-de-esquadra era um comandante de 20 arqueiros durante a Idade Media. Depois passou a ser usado para chefes de destacamentos. Podia ser usado para os chefes de delegacias policiais. Guarda-Mor estava mais antigamente ligado apenas `a fiscalização de alfândega e de navios. Com o tempo passou a ser usado para outros fiscais do fisco.

Alferes era o equivalente na atualidade ao segundo tenente. O famoso Joaquim Jose da Silva Xavier, o Tiradentes, foi alferes.

Os membros das ordenanças eram como um quadro de reserva. Eram mais solicitados para fazer o recrutamento quando havia necessidade de aumentar as forcas armadas. Os militares de primeira linha estavam entre esses e aqueles efetivos, tambem chamados de “tropas pagas”. A primeira linha na verdade era uma reserva das tropas efetivas.

Almotacel atualmente poderia ser o mesmo que funcionário do Instituto de Pesos e Medidas. Muitos imaginam e tem nossos ancestrais como perfeitos. Mas havia tanto roubo no peso das mercadorias que houve a necessidade de haver um oficial com o poder de regular o padrão de pesos e medidas.

Ha que salientar-se aqui a importância de Caeté para a Historia do Estado de Minas Gerais e do Brasil no decorrer do século XIX e durante a primeira metade do século XX. Nesse período praticamente não existiram cidades grandes no Brasil. Destacavam-se as que eram sede de concelhos. Elas eram como capitais regionais. E delas dependiam suas subalternas, as freguesias e arraiais.

Ha que destacar-se aqui também a importância da reunião e da decisão naquele concelho. Para Portugal, a reunião como aquela com tal decisão era um crime de lesa patria e lesa majestade alem de sedição. A Ata da reunião seria a melhor prova do crime! Nenhum dos participantes sabia, como nos dias de hoje se poderia saber, qual teria sido as decisões tomadas pelos outros concelhos.

Se o Concelho de Caeté fosse único com tal decisão as consequências seriam as mesmas que as da Inconfidência, ou piores, para os participantes.

Sao muitas as famílias na reunião de Caeté que se fizeram representar e delas surgiram nomes que fizeram a Historia. Alguns com ascendência direta nos personagens presentes e outros por causa das relações de parentesco com eles.

Destaco algumas familias com vínculos nessa reunião e cujos membros e aparentados tiveram grande influencia politica, econômica e cultural, particularmente a partir da reunião ate aos anos de 1960. Observa-se que as familias em cada geração costumavam mudar de local de morada. Haviam participantes como o Policarpo Barbalho que possuía raiz no Serro, mudou-se para Itabira, tornando-se parte do Concelho de Caeté e depois distribuiu-se por outros recantos do Estado.

Menciono então numeradas, 10 assinaturas de influentes ai representadas. Claro, estão presentes muitas mais, mas relaciono-as com a nossa genealogia em particular:

01. Familia Lott. O sobrenome foi de Exeter, na Inglaterra, para Minas Gerais na pessoa de Edward Wiliam Jacobson Lott. Ele casou-se com a serrana Maria Teresa Gomes da Silva Caldeira. Mudaram-se para Guanhaes onde ele tornou-se dono de mina de ouro. Depois mudaram-se para Caeté onde o patriarca esta sepultado.

Foram os avos do Marechal Lott. E a familia tem vínculos genealógicos com as famílias fundadoras de Guanhaes, inclusive os Barbalho e Coelho.

02. Familia Pinheiro da Silva. A familia formou-se no Serro com o italiano Giuseppe Pignataro. Ele foi casado com dona Helena de Barros Leite. Foram os pais do governador Joao Pinheiro da Silva. Pinheiro foi a tradução do sobrenome italiano, acrescentado do “da Silva” como declaracao de adoção `a nova patria. A mãe do Joao Pinheiro, então residente em Guanhaes, mudou-se para Caeté para poder atender melhor `a família.

Joao Pinheiro, entre muitos, foi pai tambem do governador Israel Pinheiro da Silva. Também de dona Amanda, esposa do dr. Caio Nelson de Senna, e de dona Lucia Pinheiro, esposa do professor Dermeval Jose Pimenta. Outras ligações da família se deram com os Barbalho e Coelho.

03. Os Barbalho Coelho. Ha a relação de descendencia direta ai entre o Barbalho e o Nunes Coelho com o bispo D. Manoel Nunes Coelho. Ele foi bisneto do Policarpo e do Manuel.

04. Os Nunes Coelho. Destacam-se, entre outros, o senador Francisco Nunes Coelho (Dr. Chiquitinho) e seu filho o deputado Rafael Caio Nunes Coelho. Também descendência direta do Barbalho e Coelho.

05. Alves Barroso. Ajudaram a fundar Sabinopolis. Os representantes mais conhecidos foram o deputado Sabino Alves Barroso e o compositor Ary Barroso. Atualmente existem ramos de entrelace entre eles e os Barbalho Coelho.

06. Barbalho Pimenta de Carvalho. Tronco no qual estão envolvidos os ancestrais do Policarpo. Entre os membros de destaque esta o próprio professor Dermeval Jose Pimenta.

07. Coelho de Senna. Ramo também que se liga ao Barbalho nos ancestrais maternos do professor Nelson Coelho de Senna. Com destaque para toda a familia.

08. Rodrigues Coelho Ferreira de Salles. Descendem dos Barbalho e dos ancestrais do Policarpo. Destaca-se o antigo juiz de direito e deputado dr. Antonio Rodrigues Coelho Junior. Teve filhos com participação política e burocrática como o dr. Alyrio Coelho Salles.

09. Barbalho Coelho Kubitschek de Oliveira. Familia que nao precisa apresentação Produziu o prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas e presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

10. Campos do Amaral. Familia multiplicada no Serro e imediações que produziu em Virginópolis o coronel Octavio Campos do Amaral. Ele foi de grande importância na Historia de Minas Gerais com envolvimento na Historia do Brasil. Pouco destacado, talvez, por ter apoiado o ditador Getulio Vargas.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_independ%C3%AAncia_do_Brasil

 

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02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO.

Não fiz um estudo completo. Mas por uma rápida olhada no histórico da existência da Cidade de Pecanha, na Revista do Archivo Publico Mineiro, de 1896, deu para ligar as antenas em relação ao assunto genealógico.

O histórico não difere em síntese daquilo que o professor Dermeval Jose Pimenta descreve no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Eh possível que ele ate tenha usado a mesma fonte de consulta.

Os artigos foram enviados `a revista pelo nosso velho conhecido, o alferes Luiz Antonio Pinto. `A época era ele o escrivão da Camara Municipal do Serro. Cidade esta que, quando sob o nome de Vila do Principe do Serro do Frio, tinha a primazia de ser a sede municipal de todo Norte e Nordeste de Minas Gerais.

O Alferes foi jornalista e autor de um famoso Arquivo que, depois de esfacelado, foi passado para a tutoria do Arquivo Publico Mineiro. Tinha um carinho especial pela genealogia da gente serrana, porem, parece não se ter dado ao trabalho de reunir seus achados em uma obra que, para nos, na atualidade seria a declaração de verdadeiro amor `a disciplina.

O alferes era a pessoa a quem todos que queriam saber algo de seus antepassados nos antigos domínios do Serro recorriam. O professor Dermeval inclusive registra correspondência entre o avo dele, Modesto Jose Pimenta, e o alferes, a pedido do primo Henrique Borges Monteiro, consultando-se a respeito de nossos tios: Isidro e Umbelino Borges Monteiro.

Henrique era filho do Isidro, que era filho do tio Isidro e neto do portugues Antonio Borges Monteiro, o que chegou de Portugal ao Serro por volta de 1770. Era natural do Distrito de Guarda, Cidade de Seia, Freguesia de Pinhancos, e nascera em 1751. O ancestral Antonio havia mandado os dois filhos mencionados acima para estudarem no Rio de Janeiro e por la progrediram.

Mas o que fez-me abrir esse novo capitulo foi uma sequencia de escrivães da Camara Municipal do Serro, ainda no século XVIII. Possível sera que houveram outros. Mas os documentos aos quais o alferes recorreu revelam apenas os que seguem:

A partir da pagina 765,

27.02.1745, Francisco Jose Coutinho
29.07.1748, Francisco de Andrada(e) de Arahujo
09.12.1770, Antonio Bernardo Sobral e Almeida
21.12.1772, Jose Pereira do Amaral
05.11.1781, Inácio Ribeyro de Queiroz (num paragrafo aparte o autor informa que esse fora filho dos portugueses: alferes Manoel Ribeiro da Costa e D. Anna Maria de Jesus Queiroz, ambos de Vianna do Minho).
28.04.1792, Marcelino Jose de Queiroz.

Tudo pode ser coincidencia. Dai espero que o leitor desse capitulo não tome essas conjecturas como conclusões.

Nada falo a respeito do Coutinho.

Ha que desconfiar-se um pouco do sobrenome Andrade de Araujo. Esse sobrenome aparece em Belchior de Andrade de Araujo, natural de Arcos de Valdevez, e senhor de engenho no Rio de Janeiro. Foi marido de Maria Cardoso de Souto Mayor, descendente dos Pontes Maciel, familia nobre das ilhas portuguesas. Tlt. Rendons, Genealogia Paulistana.

O professor Dermeval ao cometer o engano, presumo, ao identificar Josepha Pimenta de Souza como trineta deles acabou abrindo a porta para as conexões genealógicas. A filha do casal acima, Maria Andrade, foi esposa do capitão Manoel Pimenta de Carvalho, irmão do capitão-mor Joao Pimenta de Carvalho. Segundo os atuais genealogistas, Josepha descendia deste e nao daquele.

Mas fica ai a ligação através do Pimenta de Carvalho. E como Josepha entrelaçou-se na Família Barbalho, ao casar-se, no Serro, em 1832, com Manoel Vaz Barbalho fica possível imaginar que Josepha e o Francisco de Andrada(e) Araújo tenham sido primos. Dai se explica a presença de ambos aproximadamente `a mesma época e mesmo local.

Como segunda alteração feita no dia 18.02.17, lembrei-me ontem e pesquisei agora de manha para confirmar: consta no “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS” Do Cônego Raimundo Octavio da Trindade, vol. II, pág. 13, um titulo denominado Andrade.

Ali se nota, `a pagina 12: “Tristão Antonio de Andrade casado com Maria Carolina da Rocha. Pais de: …

F1 – Antonio de Paula Andrade c. c. Domiciana Nogueira. Filhos:
….
N4 – Orozimbo de Paula Andrade c. c Josefina Coelho Fontoura, descendente de Jose Bonifacio de Oliveira (irmão do Padre Belchior Pinheiro de Oliveira) dos Andrada de Diamantina (Tejuco).”

Muito possível que os Andrada de Diamantina tiveram inicio por la no Francisco de Andrada de Arahujo ou, quem dirá, nos pais dele. Deles talvez descendam os Dias de Andrade com ramificação em Sao Joao Evangelista e Virginópolis.

Também pode-se sonhar com a possibilidade de ele ou parente ter sido nosso ancestral por outras vias. O professor Nelson Coelho de Senna afirma que os bisavós dele, Joao Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo foram “primos carnais”. Infelizmente não explicou como.

Então, abriu a janela de possibilidade de os Coelho também terem o sangue Araújo. Mas ate aqui sera pura especulação.

Embora, `a 762, procurando comprovar a possível presença de descendentes do Mestre de Campo Lucas de Freitas de Azevedo, o alferes Jose Antonio Pinto recorre, entre outros, ao documento de batismo de Catharina, filha da escrava Maria, em 1718.

O que ha de particular ai foi que a Maria pertencia a Manoel da Silva Pinto, que reconheceu a paternidade da criança. [Sabe-se la que sera por essa via que chegou a nos o sangue de nossa ancestral Anna Pinto de Jesus, esposa do ancestral Eusebio Nunes Coelho! Afinal, sabemos que temos teor africano na linhagem] Alem disso a Catharina foi batizada pelo vigário padre Antonio de Mendanha Sotto Maior e o padrinho foi Manoel de Mattos Sotto Maior.

`A pagina 761 ja havia revelado que a esposa do Mestre de Campo chamara-se Izabel de Mendanha de Souto Maior. Importante ai eh nos lembrarmos que ja havia aliança entre os Souto Maior e Andrade de Araujo no Rio de Janeiro, datando de 100 anos antes do batizado acima mencionado.

Ja o Antonio Bernardo Sobral e Almeida tem comum conosco o Almeida. Sobrenome que aparece nos nossos ancestrais através da conjunção do Antonio Coelho de Almeida que era sogro do Malaquias Pereira do Amaral, co-fundador de Sabinopolis.

Tanto a esposa de um quanto a de outro chamavam-se Ana Maria de Jesus. O Malaquias nasceu em Conceição do Mato Dentro. Mas a esposa teria nascido em Congonhas do Campo, assim como a mãe do Malaquias, também dita nascida em Congonhas, e esposa do pai: Miguel Pereira do Amaral.

Os dados aparecem no livro do professor Dermeval. Tudo sera possível, principalmente porque depois de 1750, com a queda brusca da produção de ouro nos centros produtivos tradicionais, a expansão da colonização foi feita `a base da busca de novos veios que foram encontrados nos arredores de Conceição, Serro e Itabira.

E nossa genealogia registra a migração de outros ramos primeiro implantados em torno de Ouro Preto e Mariana e depois migrados para tais regiões. Entre eles estão os Coelho de Magalhães (ou Rodrigues Coelho, segundo o professor Nelson de Senna).

Mas aqui ha a possibilidade de o ancestral Antonio Coelho de Almeida descender do mesmo escrivão Antonio Sobral. Ao que parece, Antonio ja habitava a area onde surgiria a futura Sabinopolis, e haviam familias Coelho no Serro, desde o inicio verificado pela presença do procurador Leandro Coelho Mestre, presente `a pagina 765, em 1752.

A presença do Jose Pereira do Amaral poe um pouco de duvida em relação `a narrativa do professor Dermeval em relação `a entrada do sobrenome na família a partir do Miguel Pereira do Amaral que teria migrado da Ilha de Sao Miguel dos Açores. Possível eh!

Mas Jose Pereira do Amaral ja devia ser adulto, mesmo que jovem, em 1772. Enquanto o Miguel deveria ser criança. E o professor Dermeval não substancia as alegações dele com base documental, senão em outros casos.

Acredito que ele tenha se baseado em memórias. Especialmente da avo Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. Depois que ficou viuva em 1881 ela foi residir na casa do filho, coronel Cornelio Jose Pimenta. Mas faleceu em 1906, aos 10 anos de idade do professor, e o pai em 1918, aos 22 anos do mesmo.

Na maioria das vezes as tradições nos enganam porque a memória pode misturar os fatos. Jose poderia ter sido o pai, um tio e ate um irmão mais velho do Miguel. Qualquer que for o caso temos nota ai de que a família dessa assinatura devera ser pelo menos o dobro do que temos conhecimento!

A presença dos Queiroz talvez seja a que tenha a importância imediata maior. Não tive contato maior a respeito da família como um todo. Porem, entre amigos e parentes devemos ter muitos da mesma linhagem. Ha que mandar um alo `a amiga genealogista Marina Raimunda Braga Leão em Pecanha.

A respeito de Pecanha, o professor Dermeval descreve no livro dele que para instalar-se a Vila de Pecanha, em 1880, os prédios necessários para instalação da Camara Municipal, Escolas e Cadeia Publica foram doados por iniciativa privada e um dos doadores foi o senhor Marcelino Batista de Queirós.

Esse, por sinal, havia sido o 7o. filho do casal: capitão Joao Batista de Queiroz e dona Edwiges Soares da Encarnação. No livro o professor escreveu Edwiges Carvalho de Queiroz, corrigido pela Marina, que eh descendente do casal.

Obviamente, nao se pode afirmar que o Queiroz seja o mesmo. Contudo ha uma boa possibilidade de ai termos uma linhagem de família, procedente de Viana do Minho ate aos atuais Queiroz.

Seria uma coincidência “desagradável” o senhor Marcelino Jose de Queiroz não ter sido avo ou bisavô do senhor Marcelino Batista de Queiroz que, alias, “foi Intendente, Vereador, Vice-Presidente e Presidente da Camara Municipal de Pecanha”.

Nao sei se a Marina ja aprofundou a genealogia da familia dela a ponto de constatar ou negar que por ai entraram os Queiroz de nossa região.

Meu interesse na linhagem eh o esclarecimento da presença do sobrenome entre os conhecidos e especialmente aos parentes e aparentados.

Não faz muito tempo que o amigo de infância Dilermando Lucio de Oliveira informou-me que a avo dele, Sa Ritinha, chamava-se Rita de Queiroz e procedia do Serro. Ela devera ter nascido `a mesma epoca que meus avos, ou seja, em torno da década de 1890. E presumo que a possibilidade de descender dos escrivães do Serro eh grande.

Sa Ritinha foi esposa do senhor Jose (Zeze) Lucio de Oliveira, que foi um dos, senão o, melhores prefeitos de Virginópolis. Foi mãe do também ex-prefeito Henrique Lucio de Oliveira.

Alem disso foi sogra do tio Oldack de Magalhães Barbalho e dos primos: Hercilio de Magalhães Barbalho e Alípio Coelho. Isso sem contar a recorrência de outros descendentes casados com os Coelho.

Logicamente me interesso pelo que me eh proprio mas também pelo que vale `a humanidade toda. E da-me prazer dedicar esses resumos `as pessoas que fizeram parte da minha vida, particularmente da infância.

Apos escrever essas notas, ja corrigidas e acrescidas, desliguei o computador. O particular eh que escrevo na forma de e-mail e envio para mim mesmo. Assim faço com a intenção de copiar e revisar quantas vezes necessárias antes de publicar.

Ontem, 14.03.17, foi um dia de confinamento em casa. Isso acontece quando se esta esperando tempestade de neve. E o que anunciaram poderia ser um verdadeiro desastre fora de época.

Ja estava cansado de escrever e com fome. E pensando na neve que limparia mais tarde. Após almoçar e descansar assistindo a alguma comedia na televisão, veio-me a ideia. Vou enviar o que ja tenho `a Marina e solicitar a ela que acrescentasse alguma correção necessária.

Ao reabrir minha correspondencia, deparei-me com um e-mail dela com, alem de palavras para o meu incentivo, a informação: “Quanto ao Joao Batista de Queiroz, era filho de Marcelino Jose de Queiroz (em 1792, Escrivão da Vila do Principe) e Reduzinda Ermelinda de Queiroz.”

Por um momento imaginei que estivesse ocorrendo algo sobrenatural! Pensei logo, sera que meu computador esta grampeado também ou forcas mais elevadas estão nos guiando?!

Porem, meu intuito cientifico logo começou a indagar qual poderia ser a lógica de vir a resposta antes da inquirição. Não demorou muito para chegar ao acontecido.

Quando mencionara no nome dela no primeiro escrito, consultei a lista de contatos para certificar-me do sobrenome que ela usa. Ao fazer isso, automaticamente a inclui na lista de endereçados e o cansaço impediu-me perceber isso antes. Certo foi que quando fui plantar o milho ela ja me deu a farinha pronta!

E ai esta se desenhando outro comprovante de minhas teorias. Não se trata apenas de que `a medida que vamos encontrando nossos ancestrais mais antigos, a nossa genealogia, no exemplo de nos que vimos de Minas Gerais, vai se afunilando em direção `as cidades mais antigas.

E acabamos encontrando nelas não apenas nossos ancestrais como também de todo o restante da população porque os ancestrais de uns são ancestrais de outros também.

Em comum temos com a Marina nossa raiz no sobrenome Barbalho ja que ela descende do senhor Modesto Jose Barbalho. Possivelmente teremos o Rocha, da dona Rita, esposa daquele e de outros ancestrais nossos. E muito provavelmente nos encontraremos também nesse Queiroz. Porem em um tempo pouco mais afastado.

Para os que visitarem as outras paginas do blog poderão encontrar as menções ao Domingos Rodrigues de Queiroz, cuja carta de brasão eh descrita pelo Sanches de Baena. Domingos nasceu em Mariana, foi filho de Bento e neto de Amaro Rodrigues Coelho. Estudou em Portugal. Recebeu a carta em 1772.

`A epoca em que ele vivia deve ter conhecido ao Manoel Rodrigues Coelho, português também morador de Mariana. E o professor Nelson Coelho de Senna alega em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, ter sido este de quem procedia o nosso quintavo Jose Coelho de Magalhães.

Sendo o caso, suponho a possibilidade de que o Manoel foi irmão do Bento Rodrigues Coelho. O que torna comum a ambos os ancestrais que tiveram. E um ancestral do Bento foi o Antonio de Queiroz Mascarenhas, mencionado na carta de brasão. Sabe-se que a família procedia do mesmo Minho, origem dos Coelho, Vasconcelos e tantos outros dos sobrenomes mais tradicionais de Portugal.

Assim sendo os Queiroz no Serro e os Rodrigues Coelho em Mariana, que ja eram contemporâneos em sua entrada em Minas Gerais, poderão também ter sido primos em Portugal e, portanto, continuaram primos no Brasil.

Repetirei aqui o endereço da biografia e genealogia do Antonio de Queiroz Mascarenhas. Ele devera ser ancestral de todos nos ja que tornou-se personalidade importante da Historia de Portugal quando lutou, `a mesma epoca que Jeronymo e Agostinho Barbalho Bezerra, na Guerra da Aclamação, que se deu ainda na primeira metade do século XVII. Visitem:

https://www.geni.com/people/Antonio-de-Queiroz-Mascarenhas/6000000017888812821

 

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03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

A mensagem atinge especialmente aos descendentes dos trisavós: Joaquim Coelho de Andrade (Joaquim Honorio) e Joaquina Umbelina da Fonseca; senhores pais da Dindinha Ersila, Jose (Juca), Joaquim e outros.

O nosso amigo Mauro Andrade Moura enviou-me a mensagem:

“Segue a última descoberta, perdida em meio a muitos livros no Memorial Drummond de Andrade. É a primeira divulgação da genealogia da família, os Andrades e os Lages de Itabira, um artigo do Dr. Mário Barata com colaboração do nosso Poeta. Este artigo deve ter sido editado na Revista do Instituto de Genealogia do Brasil ainda na década de 30.

Arquivos para leitura:

primeira parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_pr

segunda parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_se”

Quem verificar a leitura, primeira parte, observara que ha um Jose Joaquim de Andrade, irmão do Francisco Joaquim Andrade. O Francisco Joaquim foi o bisavô do poeta Carlos Drummond.

Segundo o que encontrei no site Familysearch, houve um Jose Joaquim de Andrade, em Itabira, que foi casado com Maria Lucia da Silveira.

Esse casal foi o feliz pais de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se duas vezes, a primeira em 22.07.1812, com Joao de Sousa e Silva.

A segunda vez Simpliciana casou-se com Honorio Coelho de Linhares, em 12.01.1822.

Esse ultimo casal foi pai, em 26.09.1833, na Município de Ferros, da criança que recebeu os santos olhos e foi batizada com o nome Joaquim.

Aqui, por enquanto, eh apenas suposição que esse Joaquim seja o nosso trisavô, Joaquim Honorio.

Na contramão do suposto inicio dessa sequencia, o livro afirma que o Jose Francisco de Andrade faleceu solteiro. Portanto, esse não poderia ser o pai da Simpliciana, nossa provável tetravo.

Isso também seria uma suposição. O fato eh que ele aparece como pai dela no registro do casamento com o Joao de Sousa. E aparece também o nome da mae, Maria Lucia da Silveira, que não deveria aparecer sem a menção de “filha natural”, relativo `a Simpliciana, como era o costume da época. Sem a menção, presume-se que foram casados.

A nosso favor, contudo, ha sempre aquele senão. Era comum os genealogistas mais antigos cometerem enganos dessa natureza. Por mais que procurassem, não encontravam registros ou menções a casamento, automaticamente concluíam pelo solteiro.

Então, ficamos dependentes de encontrar em algum ponto de Minas Gerais, um registro de casamento entre o Jose Joaquim contra a Maria Lucia. Nele devera estar registrado os nomes dos pais de ambos. Ai a duvida se dissiparia, a favor ou contra.

Estou otimista em relação `a constatação da hipótese favorável. Isso porque, mesmo os nomes Jose, Joaquim e Andrade terem sido muito comuns, e podendo haver ate mais de duas pessoas `a mesma época com o mesmo nome, penso ser improvável a coincidência.

Lembrem-se, improvável, mas nao impossível.

Nesse caso, e sendo verdade, será verossímil que a Dindinha não se enganou quando dizia ser aparentada do Carlos Drummond. Acredito que caberia a nos esforçarmos um pouco mais para comprovarmos que a santidade dela não falhou.

Outra informação que complementa isso eh que o Honorio foi filho do Antonio Coelho da Silveira e de Maria Vieira da Silva.

Em escritos anteriores eu me enganei. Citei de memoria e dei o sobrenome Vieira `a ancestral Maria Lucia, que era Silveira.

Se essa parte da genealogia aqui exposta encaixar-se exatamente como estou pensando, então, seremos duplo “da Silveira”. E alguns membros desse ramo procederiam da “Ilha Terceira”, nos Açores.

E, talvez, a familia da tia-bisavo Emigdia Honoria Coelho tenha algum vinculo, pelo menos em meio termos. Ela foi esposa do seo Amaro de Sousa e Silva. Ou seja, mesmo sobrenome do primeiro marido, Joao, da tetravo Simpliciana Rosa de Andrade.

O seo Amaro poderia ter sido por volta de neto da Simpliciana. Ela e o Joao de Sousa foram pais, pelo menos, de uma filha, Maria, em 1814. Podem ter tido outros filhos, e o sr. Joao de Souza, filho dos tios Emigdia e Amaro, poderá ter recebido nome em homenagem ao bisavô.

Havia me esquecido ontem. Escrevi ja a noite e passava da hora porque aqui: “a marcha do veado começa cedo!” rsrsrsrsrsrs. Apenas parafraseando o nosso colega de moradia, natural de Pains, la na republica em Viçosa, o Gege. Ele contava que a mãe dele os acordava com a frase, ao que ele retrucava: “Ce bobo mãe!!!”

Mas enfim, temos que não esquecer de pelo menos mais um ramo Andrade em nossa família que procede de Itabira. Trata-se da descendência da dona Antonia Nunes Lage. Ela nasceu la e tornou-se a esposa do Pedro (Surdo) Nunes Coelho.

Refiro-me ela como também Andrade porque podemos verificar que na segunda parte do tratado genealógico acima informa-se que os “da Costa Lage” eram dos mesmos Andrade. E, muito provavelmente, muitos se casaram primos com primos, segundo o que o próprio estudo menciona.

Sa Toninha e o Pedro foram pais de:

01. Emidia Nunes Coelho – Joao da Cunha Menezes
02. Eucalina Nunes Coelho – Joao Pereira
03. Ebe Nunes Coelho – 1o. Lolo Pereira, 2o. Felipe
04. Euripedes (Dodo) Nunes Coelho – Maria Laura Candida
05. Mario Nunes Coelho
06. Maria Nunes Coelho (Irma Helena)
07. Carina Nunes Coelho – Vicente Loyola
08. Horacio Nunes Coelho – 1o. Maria Marcolina Coelho, 2o. Noemi Marcolina Coelho
09. Lauro (Pitimba) Nunes Coelho – Maria dos Anjos Rabello
10. Zinah Nunes Coelho – Minervino Nunes Leite

O senhor Joao da Cunha Menezes foi primeiro, marido de Evangelina (Eva) Nunes Coelho, que fora irmã do Pedro Nunes Coelho. Naturalmente, essa primeira família não compartilha, dentro do que ja sabemos, dos mesmo gens Andrade que a segunda.

Os dados que temos aqui, alem da porção encontrada no Familysearch, acima mencionado, também procedem da coleção de outros dados que o amigo Mauro de Andrade tem me fornecido, sobretudo a parte que toca em relação ao período 1827 a 1870 e oriundos de Itabira e Ferros.

De la para ca são dados do livro da nossa prima Ivania Batista Coelho, com adendos fornecidos por parentes, como o nome da esposa do Euripedes, fornecido pela neta deles, Vilma Natalicia Nunes.

Pedro Nunes Coelho foi filho de Jose Coelho Nunes e Emigdia de Magalhães Barbalho. Eles foram primos em primeiro grau, pois, foram filhos respectivamente das irmãs: Francisca Eufrasia de Assis Coelho e Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Acredito que a inversão do sobrenome Nunes Coelho para Coelho Nunes pode ser devido ao Jose ter sido o primeiro neto dos fundadores de Guanhaes: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Os outros irmãos do Jose assinaram Nunes Coelho, e foram filhos do fundador de Virginópolis, Joaquim Nunes Coelho.

Outras familias antigas em Virginópolis “correm o risco” de ter parentescos com os Andrade e Lage de Itabira. Isso porque a família expandiu-se na mesma direção que corre o Rio Santo Antonio.

Assim, alguns que tem ascendência em cidades como Itabira, Santa Maria de Itabira, Ferros, Dores de Guanhaes, Senhora do Porto, Guanhaes, Virginópolis e Açucena serão candidatos a encontrar, principalmente do sexo feminino, se não assinarem atualmente Lage ou Andrade, ancestrais que se encaixam no tronco dessa família.

E pelo que se conhece da capacidade reprodutiva dessas famílias no passado, torna-se uma chance que pode bem ultrapassar 50% de chances da possibilidade.

Por enquanto não tenho como dizer nada a respeito dos Dias de Andrade em nossa família. A origem deles esta no professor Francisco Dias de Andrade que se acredita ter procedido de Diamantina, que pertencia ao Serro, local onde havia o ramo Andrade de Araújo, família histórica do Rio de Janeiro, juntamente com os Barbalho, Aguiar, Costa Ramires e outras.

Nao se descarta nenhuma possibilidade, pois, houve movimento migratório no sentido Itabira/Ferros para Diamantina no final da primeira metade do século XIX.

Inclusive acredito que Joaquina “Simpliciana” Coelho de Andrade, esposa do Cassiano Coelho de Araujo, tio-avo do professor Nelson Coelho de Senna, devera ter sido irmã do trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Ela tera nascido por volta de 1826, indo falecer em 1916, sendo sepultada em Virginópolis. Fonte, atestado do obito dela. E, segundo o professor Nelson, o casal criou família nas lavras de diamantes de Diamantina.

 

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04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

 

Por enquanto eh especulação, mas vejamos se a nossa parentela concorda ou não com as evidencias que ja colhi.

Vamos nos lembrarmos em primeiro lugar que o professor Nelson Coelho de Senna foi o primeiro a escrever um compendio a respeito da família dele. A esse deu o nome de “ALGUMAS NOTAS GENEALÓGICAS”, publicado em 1939.

Descrevendo os próprios familiares maternos, ele afirma que um casal de trisavós se chamava: alferes, Jose Coelho de Magalhães (também conhecido, na família, por Coelho da Rocha) e Eugenia Maria da Cruz. Os filhos do casal foram:

01. Jose Coelho da Rocha – Luiza Maria do Espirito Santo
02. Joao Coelho de Magalhães – Bibiana Lourença de Araujo
03. Antonio Coelho de Magalhães, solt. (na verdade, Rodrigues Coelho)
04. Felix Coelho da Trindade
05. Clara Maria de Jesus.

Disse também que todos, exceto Antonio, foram casados. O que sabemos eh que Joao foi o bisavô do professor, o qual o conheceu por o professor ter nascido em 1876 e ele ter falecido em 1879. Nasceu e faleceu na mesma data: 19 de março, dia de Sao Jose.

Aqui entra um detalhe das Notas Genealógicas que falta esclarecer. O casal de trisavos dele teria se casado em 7 de setembro de 1799. Ou seja, muito depois do nascimento dos dois primeiros filhos.

Alega ainda que o bisavô dele casou-se com sua prima carnal Bibiana Lourença de Araujo. Foge a mim o significado de prima carnal. Obviamente, trata-se de primos reais mas nao define o grau.

O professor nao nos da datas de nascimento dos 3 filhos do casal Joao/Bibiana. Porem, da das 3 filhas. Euphrasia 1829; Maria Brasilina, avo do professor, 1828; e Maria Eugenia, 1835. Os 3 irmãos foram: Cassiano, Joao e Joaquim Coelho de Araujo.

O professor alegou que os bisavós dele casaram-se em 1804, antes que o bisavo completasse 20 anos. A disparidade eh que, para isso ter acontecido, tia Bibiana teria que estar com por volta de 50 anos de idade quando teve a ultima filha, e teria que ter havido muita distancia entre o casamento e os últimos nascimentos.

Acredito, então, que ele pode ter se enganado ao dar o bisavô falecido aos 94 anos. Eh possível que ele tenha nascido em 1805, e não em 1785. Assim, teria se casado em 1824 e não em 1804. A leitura em documentos antigos muitas vezes engana a gente.

Assim, entre 1825 e 1828, poderiam ter nascido os 3 irmãos. O problema eh não termos fatos conhecidos, por mim, das vidas deles que o comprove. Tenho que o Joaquim foi mesmo minerador em Diamantina. Mas isso aparece no Almanak de Minas, em 1872. Isso confirma informações passadas pelo professor Nelson.

Pela data do casamento dos nossos supostos ancestrais Jose e Eugenia, 1799, acredito na possibilidade de o professor ter se enganado quanto ao filho Jose ter sido filho dela. O Jose pai teve uma esposa anterior, cujo nome foi Escolástica de Magalhães. Então, seria mais condizente que essa fosse a nossa ancestral e não a Eugenia.

O professor também afirma que a Eugenia Maria da Cruz, ao morrer e ser sepultada no Arraial-de-Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, hoje cidade, ficou revelado o nome de Eugenia Rodrigues da Rocha.

A informação de que ela foi sepultada em Rio Abaixo leva a supor que casou-se de novo, por ainda ser jovem, pois, os filhos se mudaram para Guanhaes, juntamente com o irmão mais velho, Jose Coelho da Rocha, que foi o fundador local.

Dona Eugenia pode ter deixado os filhos para que o enteado fosse o tutor dos irmãos. Talvez, devido `a ocupação com outra suposta, por mim, família. Sendo que o outro marido ja poderia ter seus próprios filhos.

Segundo informação desta pagina, no site:

http://gencoelho.xpg.uol.com.br/inferior_files/origens/coelho_de_magalhaes.htm

 

Eugenia Rodrigues da Rocha teria sido filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Como se pode observar na pagina, a informação teria sido coletada do livro: “A Mata do Peçanha Sua Historia e Sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Tenho copia da primeira edição do livro, datada de 1966, na qual a informação ainda não aparece. Mesmo assim, baseado nas informações primarias encontradas por esses autores, tenho pesquisado e encontrado evidencias de que algo disso tudo seja verdade.

Nao muito tempo atras, encontrei no site Familysearch o registro de batismo que diz:

Maria Magalhães, nascida a 26.07.1750, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. Foi então que especulei que se dona Anna Maria tivesse ancestrais com o sobrenome Barbalho, essa Maria poderia muito bem ter sido nossa sexta-avo.

O que pensei ser bem provável porque existem outras mulheres na Família Barbalho, `a época, que preferiam ter os nomes ligados aos santos, muito frequentemente em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

O problema maior esta em saber se essa Anna Maria tem ou não ligação com a Família Barbalho, pois, era comum o Conceição aparecer em outras famílias também.

As pessoas `aquela época não eram batizadas com o sobrenome. O site acrescenta o ultimo sobrenome do pai, como eh o costume aqui nos Estados Unidos. Portanto, o registro de batismo deve dizer apenas Maria. Ja os nomes dos pais, por ser adultos, aparecem.

Embora os de mães costumam variar de batismo para batismo. Muito comumente não se dava a elas um sobrenome. A não ser que fosse de alta classe.

O batismo da menina Maria se deu na Igreja de Santo Antonio, no municipio de Ouro Branco.

O que animou-me a retornar a esse assunto foram mais quatro registros que encontrei no mesmo site. Sao eles, dois de batismos:

01. Juliano Vaz Barbalho, filho de Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo. O batizado se deu na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, a 27 de Jun 1723.

02. Joao Vas Barbalho, filho de Manoel Vas e Anna Costa de Araujo, na mesma Igreja, local e na data de 05 Jun 1722.

dois de casamentos:

01. Antonio de Almeida Leitão – Izabel da Quaresma
filho de: Manoel de Almeida – Josefa Maria Cardoso
filha de: Antonio Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse casamento se deu em 16 Out 1731

02. Luis Barbosa de Sousa – Mariana Francisca da Conceição
filho de: Luis Barbosa de Souza – Francisca das Chagas
filha de: Antônyo Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse outro se deu em 10 Fev 1750

No segundo eh que se identifica o sobrenome Quaresma do pai da esposa.

Penso que aqui temos o que pensar. Em parte porque não fica explicado o porque de os filhos do primeiro casal: Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo terem recebido o sobrenome Barbalho, a não ser que tivessem suprimido esse sobrenome do Manoel.

Então, nesse caso, poderíamos supor que ele poderia ser o mesmo que se tornaria marido de Josepha Pimenta de Souza e daria origem ao ramo da família na região do Serro do Frio (Villa do Principe). Em sendo o caso, nossa família cresceria muito.

Essa especulação torna-se possível e, quem sabe, provável, pois, o que sabemos eh que dona Paschoa Barbalho nasceu em 1650 e casou-se com Pedro da Costa Ramires em 1668.

Caso especulemos que a filha deles, Maria da Costa Barbalho, nasceu por volta de 1670, também poderia estar tendo filhos por volta de 1690.

Maria casou-se com o viuvo Manoel de Aguiar. Então, eh possível pensar que o primeiro filho foi o Manoel Vaz Barbalho, que casou-se com a Josepha e, talvez, com a Anna Costa de Araújo.

Mas como ele poderia ter nascido em torno de 1690, por volta de 1712 ja poderia ter se casado com Anna da Costa (ou Pereira) de Araujo. Observe-se que o nome provável dela pode mesmo ser da Costa, o mesmo do Pedro da Costa Ramires, que ja era o avo do Manoel.

O da Costa aparece muito frequentemente entre os cristãos novos que conhecidamente ja tinham o costume de casar-se parente com parente.

A presença do Araújo no sobrenome talvez justificasse a alegação de que tios Bibiana e Joao eram primos carnais.

As assinaturas Araújo, da Costa e Barbalho eram muito frequentes no Rio de Janeiro, de onde procediam, durante os séculos XVI e XVII e, como a cidade era algo como hoje conhecemos por interior, a possibilidade de se terem aparentado desde então eh enorme.

Mas são os registros de casamentos que talvez ofereçam a melhor possibilidade de ponte entre os Coelho e os Barbalho. Aqui temos que especular que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido mesmo a menina Maria de Magalhães no assentamento de batismo de Ouro Branco.

Sabemos que a mãe dessa Maria chamou-se Anna Maria da Conceição. Ela poderia ter sido a filha da Maria da Conceição Barbalho e seu marido Antônyo Dias Quaresma.

Mas aqui, para encaixar-se melhor `a nossa genealogia, teríamos que admitir que essa Maria da Conceição Barbalho fosse irmã do Manoel Vaz Barbalho, ou seja, fosse também filha da Maria da Costa Barbalho e Manoel de Aguiar. O que parece bem possível.

Precisava mesmo ter os estudos do Carlos Grandmasson Rheingantz em mãos para ver no que isso será ou não possível.

Sei que ele recordou muito da Família Barbalho na coleção: PRIMEIRAS FAMÍLIAS DO RIO DE JANEIRO (SECULOS XVI E XVII). 3 volumes. Deve constar nele os filhos do Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Alias, nao sei se explica ou complica. Acabo de abrir o livro do professor Dermeval para certificar-me de um dado e ali reli:

“IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Iraja, distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL DE AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.”

Também resolvi abrir o familyseach novamente e la revi outro assento de casamento:

01. Manoel da Costa Barbalho – Joanna Maria de Freitas
Filho de: Anna da Costa – nao aparece marido
Filha de: Josefa de Freitas – nao aparece marido
O casamento se deu na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de Ouro Preto, em 13.02.1768.

Na verdade, as informações encontradas no familysearch a respeito de Joao e Juliano Vaz Barbalho estão incompletas, embora sendo batizados, consta que os nomes são mencionados, porem, deixa duvidas quanto a serem os batizandos. Isso porque os nomes aparecem completos, o que iriam usar em outros documentos que não os dos próprios batizados.

Acredito que aqui encontramos mais uma indefinição. O professor Dermeval alega que usou dados de notas do Arquivo do alferes Luis Antonio Pinto e não os documentos originais de dados relativos ao Serro. E isso pode te-lo induzido a alguns enganos.

Um que pode ter acontecido seria a informação de que Manoel de Aguiar teria tido duas esposas. No registro de casamento da Theodosia com o Joseph Carneiro da… aparece o nome do pai dela: Manoel Aguiar. O mesmo que o professor usou no livro dele.

Ja no registro em que o nome do Juliano aparece, os nomes dos pais são: Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo, ou seja, o mesmo nome que o professor registrou como esposa do Manoel Aguiar.

Talvez esteja havendo uma troca ali, e quem terá casado duas vezes será o Manoel Vaz Barbalho. Isso porque o Barbalho aparece tanto no registro do Juliano quanto do Joao.

Acredito que para economizar nosso trabalho devemos primeiro buscarmos encontrar mais dois registros de casamentos em seus originais. Ambos deverão estar nos arquivos da Arquidiocese de Diamantina.

Sao eles do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, dos livros da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde; e do capitão Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose que, por ela ter nascido em Conceição do Mato Dentro, devera ser encontrado nos registros de la.

Assim, depois deveremos verificar como essas peças se juntam. E, enfim, concluiríamos pelo menos uma etapa do encontro da ponte entre os Barbalho e os Coelho.

Detalhe importante sera nos lembrarmos que, mesmo que não sejamos descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, isso não implica de imediato que os Coelho descendentes do Jose Coelho da Rocha deixem de ser “do Barbalho”!

Como os autores antigos nada disseram a respeito, será possível também que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido irmã da primeira esposa dele, Escolástica de Magalhães.

Se assim o foi, verifica-se um caso clássico na família, ou seja, uma esposa falece e o marido dela casa-se com uma sobrinha dela. Muitas vezes uma irmã mais nova preenchia a vaga.

E isso se dava porque antigamente existia o total preconceito contra um homem tomar conta sozinho dos próprios filhos menores. Ate porque faltava tempo para isso.

Segundo tradições antigas, os casamentos nesses casos se davam como um cala-boca `as mas línguas. Quando um homem ficava viuvo com filhos novos logo se escolhia a moça mais apropriada da família para tomar conta das crianças.

Mas ai abria-se a oportunidade para as mas línguas levantarem suspeitas, pois, o que se dizer de uma moça solteira, vivendo na mesma casa com um viuvo e seus filhos?!!! Então, os pais mais atentos tratavam logo do casamento, não dando tempo `as mas línguas de levantarem os falsos.

E, se esse foi o caso, os Coelho descendentes de dona Escolástica não serão menos Barbalho que seus parentes descendentes da Eugenia. O que teriam a menos seria o lado italiano calabres do Giuseppe Nicatsi da Rocha. O que não impede que tenhamos outras ascendências italianas, pois, isso ja foi constatado em exame de DNA de primos.

Desconfio que essa seja a ortografia correta do sobrenome do Giuseppe. Nos documentos antigos as caligrafias do S e do G se pareciam muito. E o professor Dermeval traduziu o nome da Cidade portuguesa de Seia por Geia. Assim como pode ter traduzido Nicatsi por Nicatigi.

Mas, de toda forma, iríamos acrescentar o Dias Quaresma na lista de sobrenomes de nossos ancestrais. A Familia Dias Quaresma tem sua presença marcada na colonização brasileira. Como tantas outras que ja se encaixam em nossa genealogia.

Mas o que iria continuar faltando também eh a ponte entre o nosso velho JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que atravessa o Atlantico, do Brasil a Portugal, com as nossas origens portuguesas, por essa via!

O professor Nelson informou apenas que o tio-avo dele, Cassiano Coelho de Araujo, casou-se com Joaquina Simpliciana. Mas eu encontrei em Virginópolis o atestado de obito de Joaquina Coelho de Andrade, viuva de Cassiano Coelho.

Ao que eu suponho, essa Joaquina foi irmã de nosso trisavô Joaquim Coelho de Andrade. Pelos dados de filhos de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade, imagino que Joaquina tenha sido filha deles também, nascida em Ferros, como os irmãos: Joaquim, 1833, e Antonio, 1838.

Pelo atestado, Joaquina faleceu aos 90 anos, em 1916. O que põe o nascimento dela em 1826. Época em que o casal Honório e Simpliciana ja eram casados, pois, o fizeram a 12 Jan 1822.

E Cassiano e Joaquina Simpliciana poderiam ter sido pais da avo do Juscelino Kubistchek, dona Maria Joaquina Coelho. Sei que Joaquina Simpliciana tinha idade para ter sido mãe da avo do Juscelino. Falta confirmar eh se o Cassiano tinha idade para ser o pai.

Outros documentos que posto para que fiquem juntos quando precisarmos consultar:

Casamento:

01. Rosa Maria da Conceição – Joao Martins Ferreira
filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
filho de Domingos Martins Ferreira e Luiza Soares de Jesus
data: 02 Set 1795
local: Sao Jose, Itatiaia, Rio de Janeiro, Brasil

batismo:

01. Manoel, filho de: Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
batizado: 25 Fev 1752
nascimento: 16 Fev 1752
local: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais, Brasil.

Apos publicar a parte acima deste capitulo, recordei-me que havia planejado antes fazer uma inspeção na localização das cidades mencionadas nos documentos, pois, muitas vezes isso também influencia nos estudos genealógicos. E não deu outra!

Em primeiro lugar, temos as cidades de Diogo de Vasconcelos e Ouro Branco. Segundo as informações do site distanciaentrecidades.com.br, em linha reta não passa de 54 km. Mas a estrada forma um grande arco, transformando a viagem em 82 km.

https://www.distanciaentreascidades.com.br/distancia-de-ouro-branco-mg-brazil-ate-diogo-de-vasconcelos-minas-gerais-mg

Interessante eh que no meio do caminho ha que passar-se por Ouro Preto e Mariana. Ai eh que as coisas se esclarecem melhor ainda.
Outro detalhe que esclarece também são as Historias dos Municípios.

Ai temos de Ouro Branco:

01. http://www.ourobranco.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/historia-de-ouro-branco/6495

e Diogo de Vasconcelos:

02. http://folhadediogo.blogspot.com/2009/06/historia-de-diogo-de-vasconcelos.html

Quem entrar nessa segunda poderá colher a informação de que o padre Domingos Coelho da Rocha, filho de fazendeiro local, ergueu uma ermida modesta em homenagem a Sao Domingos de Gusmão. Em torno desta formou-se o povoado que ja em 1754 recebia a pia batismal.

Isso elimina a possibilidade de os irmãos Joao e Juliano terem sido batizados em Diogo de Vasconcelos. Na verdade, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção era a de Mariana, `a qual as terras ainda pertenciam.

Em outra reportagem afirma-se que o nome completo do padre era Domingos Pinto Coelho da Rocha. Nao faz diferença, o que eu queria ressaltar era a coincidencia do sobrenome dele, Coelho da Rocha, que também faz parte do nosso ramo familiar.

De toda forma, acredito que a presença desses Barbalho nas proximidades de Mariana e Ouro Preto reforçam a hipótese de pertencerem a um mesmo ramo familiar.

Isso porque no mesmo site Familysearch também ja encontrei outros registros. Entre eles os dos casamentos:

01. Theodozia de Aguiar Barbalho – Joseph Carneiro da ………
filha de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
filho de: Matheus Lage e Maria Carneiro
O casamento se deu na Igreja N. S. Assunção, em Mariana, a 17.12.1717

02. Thereza de …….. de Oliveira – Jose Rodrigues
filha de: Joao de Aguiar Barbalho e Joana de Oliveira
filho de: Jose Rodrigues e Magdalena do Valle
Também na N. S. Assunção, Mariana, a 24.06.1730

03. Liandro Jose Barbalho – V. Barbalho
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria de Jesus
Filha de: Dionisio Barbalho Bezerra
Outro em N. S. Assunção, Mariana, a 27.10.1753

04. Januário Jose Barbalho – Dionisia Coelho da Silva
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria
Filha de: Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu
Igreja de N. S. da Conceição, Ouro Preto, em 26.01.1758

Naturalmente, acredito que o nome da mãe do Januário e do Liandro so aparece completo no casamento dela e Jose Rodrigues. Era comum as mulheres terem o nome social e o religioso.

Algo mais que aumenta a aproximação, foi o local de nascimento do nosso tetravô, Policarpo Jose Barbalho. Ele, que se tornou padre depois da família criada, nasceu no antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durão, pertencente a Mariana. Deve ter nascido por volta de 1790, pois, casou-se em 1808, em Itabira.

Não se sabe porque o padre Policarpo nasceu naquele Distrito, pois, o pai havia nascido no Serro e a mãe em Conceição do Mato Dentro. Ja o irmão dele, Gervasio Jose Barbalho, também nasceu em Conceição do Mato Dentro.

Outra ligação indireta, trata-se de que o professor Nelson Coelho de Senna sugeriu que nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães procedesse do rico português Manuel Rodrigues Coelho, que possuiu datas minerais também no Distrito de Santa Rita Durão.

Aqui temos um pouco a respeito do Distrito:

http://www.pmmariana.com.br/distritos/santa-rita-durao

Em nossa familia temos ainda ligação com essa área historia do Ciclo do Ouro através da Cidade de Congonhas do Campo. Segundo o que ha na internet, Manuel Rodrigues Coelho contribuiu com algum dinheiro para a construção do Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, que foi transformado em um dos símbolos de Minas Gerais.

Possivelmente, tenha ate mantido residência no local, pois, todos os ricos e afamados de Ouro Preto e Mariana tinham o local como ambiente de retiro, para fugir do burburinho das antigas capitais.

E também ligação genealogica mesmo, pois, segundo informações retiradas do livro do professor Dermeval Jose Pimenta, nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral casou-se com Francisca Angelica da Encarnação, filha do português: Francisco Jose Barbosa Fruão e Anna Maria de Jesus. Elas, naturais de Congonhas.

Sendo que Miguel foi nosso sextavô, o nosso pentavô, filho dele, Malaquias Pereira do Amaral, casou-se com Anna Maria de Jesus, também congonhense, filha de Antonio Coelho de Almeida e outra Anna Maria de Jesus.

Assim sendo, podemos dizer que nosso tronco familiar foi plantado em Minas Gerais nos arredores de suas primeiras capitais, `a época de suas fundações, sendo que no virar do primeiro século, ainda ali estabelecida, espalhou-se tomando o rumo de Itabira, Morro do Pilar, Conceição do Mato Dentro e Serro, antes de projetar-se para Guanhães e Virginópolis.

Por esse lado, a irmanação dos Coelho com os Barbalho do nosso ramo devera estar representada pelos dados expostos pelo professor Dermeval Jose Pimenta. Ele nos da os dados dos casamentos:

01. Manoel Vaz Barbalho – Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
Filha de: Belchior Pimenta de Carvalho e mãe nao mencionada
O evento se deu a 18.9.1732, “na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde”, que continua Distrito do Municipio do Serro.

02. Isidora Francisca da Encarnação – cap. Antonio Francisco de Carvalho
Filha de: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Antonio Leal e Maria Francisca (portugueses).

Isidora e Antonio Francisco foram pais de: Joao (1761); Victoriana (1762); Antonio (1764); Luciano (1766); Mariana (1767); Jose (1769); Francisco (1771); Bernardo (1776) e Boaventura Jose Pimenta (1779).

Aqui ha que expor-se uma duvida que tenho por não ter em mãos documentos que comprovem. Sabemos que nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho foi filho do capitão Jose Vaz Barbalho e dona Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Ha uma janela muito estreita que permitiria que o capitão Jose seja o mesmo nascido em 1769. Em 1788 ele poderia ja estar casado aos 19 anos de idade.

Porem, a ideia que penso ser mais provável seria a de que o capitão nosso ancestral tenha sido filho do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. `A pagina 236 do livro dele o professor Pimenta registrou que Josepha teria nascido em 1712.

Casou-se aos 20 anos e poderia ter tido filhos por mais 20 anos. Como não tenho a data do nascimento do tetravô Policarpo, fica difícil saber qual a possibilidade se encaixa melhor.

De todo jeito, so se pode obter a certeza dos fatos através de documentos que ainda não encontramos. Isso porque existe a possibilidade de estarmos incorrendo em engano e pode ser que iremos nos encaixar em outro ramo de aparentados que não seja o do Manoel Vaz e Josepha Pimenta.

No livro dele, o professor Pimenta nos da apenas um breviário a respeito da descendência de dois dos filhos de dona Victoriana e mais detalhes da descendência do bisavô dele, Boaventura.

Isidora foi a unica filha do casal Manoel e Josepha por ele mencionada no livro. Em minhas pesquisas encontrei o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho, que criou família em Gravataí, em torno dos anos de 1780, pertencente a Villa de Porto Alegre, local onde se deu o falecimento dele, em 1801.

Se também houve um filho chamado Jose e mais outros alem desses não tenho a informação ainda.

E no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio de Magalhães Barbalho esta incluida a anotação dos dados de casamento dos pais dele:

01. Padre Emigdio de Magalhães Barbalho, filho de:
Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhães
Filho de: cap. Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose
Filha de: Genoveva Nunes Ferreira (nao consta nome do pai)
O casamento se deu em 1808, em Itabira, de onde a noiva e mãe procediam.

Mais detalhes da familia encontrei no Inventario de Isidora Francisca que faleceu deixando 4 filhos vivos: Jose (1810), meu pentavô materno; Padre Emigdio (1813); Francisco Marçal (1820), meu trisavô paterno e materno; e Lucinda Francisca de Magalhães (1824). Outros 3: Joao, Genoveva e Maria devem ter falecido crianças.

O cap. Jose Vaz e Anna Joaquina foram pais de pelo menos dois outros filhos: Gervasio e Firmiano. Possível será que tenham sido pais de Victoriano e Modesto Jose Barbalho também. Ha ainda o que pesquisar.

Nesse caso, caso se confirme que Eugenia Rodrigues da Rocha foi mesmo filha de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, que pode ser filha de Anna Maria da Conceição, e esta, filha de dona Maria da Conceição Barbalho, constataremos o vinculo parental entre os dois sobrenomes presentes em nosso ramo familiar.

Obviamente, devemos ressaltar que podemos descender pelo lado Coelho de dona Escolástica de Magalhães que, talvez, será irmã da Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.

Não haverá a necessidade de que dona Maria da Conceição Barbalho tenha sido filha do casal Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar para que pertença ao nosso ramo familiar. Sabe-se que Maria da Costa não foi filha única. Pelo menos Jose da Costa Barbalho foi irmão dela.

Alem deles, haviam outros descendentes do governador, mestre de campo, Luiz Barbalho Bezerra e dona Maria Furtado de Mendonça no Rio de Janeiro. Uma dos irmãos de dona Páschoa Barbalho, Michaela Pedrosa Barbalho Bezerra (filhas do Jeronymo Barbalho e netas do governador Luiz) deixou descendência conhecida.

Uma das descendentes de dona Micaela foi dona Maria Nicolacia da Conceição Bezerra de Mesquita que se tornou a Baronesa de Cacequi (Rio Grande do Sul) por casamento com o barão: Frederico Augusto de Mesquita.

https://www.geni.com/people/Maria-Nicolácia-da-Conceição-Bezerra-de-Mesquita-baronesa-de-Cacequi/6000000011649732808

A irma do Jerônimo, Cecilia Barbalho Bezerra, esposa de Antonio Barbosa Calheiros, também deixou pelo menos um casal de filhos que poderão preceder a dona Maria da Conceição Barbalho.

Sabemos que Agostinho Barbalho Bezerra, outro filho do governador Luiz, foi casado com dona Brites (Beatriz) de Lemos, mas não tenho noticias de descendência deles, se houve.

D. Brites era filha de Joao Alvares Pereira e dona Isabel de Montarroyo. Das familias mais antigas e tradicionais do Rio de Janeiro.

Qualquer que for o vinculo da linhagem de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho e em sendo dona Escolástica de Magalhães sua parente materna, nos fica garantido a irmanação entre os Coelho e os Barbalho do nosso ramo familiar.

Ha aqui que salientar-se que penso que Joao de Aguiar Barbalho tenha sido irmão da dona Theodosia e do Manoel Vaz Barbalho.

A exceção seria apenas se dona Maria da Costa Barbalho tiver tido pelo menos uma irmã que também tenha se casado com membro da família Aguiar. Nos tempos de colonização das terras brasileiras tudo era possível.

Uma irmã mais nova que ela poderia ate ter se casado com algum filho do Manoel Aguiar que ja era viuvo. Os laços familiares na verdade trabalhavam como aliança entre famílias. Não era incomum 2, 3 e ate 4 irmãos se casarem com outros irmãos de outra família.

Em nossa familia temos o exemplo extremo de 4 irmãos e uma prima da família Nunes (Coelho)/Barroso se casando na família dos tios Pio Nunes Coelho e Josephina Marcolina Coelho. E isso era o comum, justificando-se mais ainda a possibilidade da irmanação entre os mesmo Barbalho e os Coelho do nosso ramo.

 

ACRESCIMO IMPORTANTE.

Nada como uma boa caminhada, como a que fiz ontem com nosso melhor amigo Rudy, de mais de uma hora, ou um bom conselho do travesseiro para abrir melhor nossas mentes, principalmente, recordar detalhes.

Primeiramente, retornarei a uma informação que tenho do passado de pesquisas. Trata-se do documento produzido pelo professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ, publicado no endereço:

http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/mauricio_abreu.pdf

Quem desejar ir diretamente `a pagina 9, poderá verificar, no ano de 1702, o enunciado:

“Dona Páscoa Barbalho, viuva de Pedro da Costa Ramiro, em dote de casamento a Jose vieira da Costa, para casar com sua neta Dona Páscoa, doa “tres safras livres do partido que tem em seu engenho”.

Pode-se observar que os próximos quadros tratam da mesma propriedade, no Mutua, Sao Gonçalo do Rio de Janeiro, onde reuniam-se os revoltosos da chamada “Revolta da Cachaça”, e que pertencera a Jeronimo Barbalho Bezerra, o pai de dona Páscoa Barbalho.

Acredito que essas mesmas terras tenham passado como herança desde os tempos de Miguel Gomes Bravo, avo que foi de dona Isabel Pedrosa, esposa do Jeronimo. Miguel deve ter sido natural do Porto, foi contratador nos Açores, mudou-se para o Espirito Santo e depois residiu no Rio de Janeiro, deixando descendência significativa nesses lugares.

Acredito que no intervalo de 1702 e antes de 1705, a avo dona Páscoa tera falecido. E Jose Antunes de Matos, que aparece em 1705, pode ser sobrinho dela. Talvez ser filho ou neto da irma de dona Páscoa, Michaela Pedrosa, que foi esposa do portugues lisboeta, Joao Batista de Matos.

Dai pulamos para os dados contidos nos assentamentos dos Juliano e Joao Vaz Barbalho. Consta terem sido filhos de Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo.

Anna Pereira de Araujo, alegado pelo professor Dermeval, seria o nome da primeira esposa do Manoel de Aguiar, que depois casou-se com Maria da Costa Barbalho, em 1732.

Aqui vejo uma possibilidade, mesmo que vaga, de a Anna Costa (Pereira) de Araújo, ter sido filha mais velha do casal Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Ai eh que esta, ele poderia mesmo ter sido viuvo de outra pessoa com o mesmo nome da filha.

Pode parecer esquisito para alguns. Mas não era incomum no passado. Meus avos maternos foram o “Juca” Coelho e Davina Magalhães. Entre falecidos e sobreviventes tiveram 19 filhos. Nenhuma das filhas chamou-se Davina.

Momentos depois de minha avo ter falecido, deixando um grande numero de filhos menores, meu avo casou-se novamente com a avo Petrina Nunes Pereira. E a primeira filha nascida do segundo casamento veio a chamar-se Davina Coelho.

Pode parecer um pouco morbido. Mas não se tratava nem mesmo de uma manifestação de amor dos homens por suas mulheres. Era mais como um tributo, uma homenagem aos falecidos.

E no caso da Anna, o nome pode ter sido completo. O Costa que aparece no assento do Joao (Anna Costa de Araujo), pode ser em homenagem a dona Maria da Costa Barbalho. E também ficaria explicada a razão de ele e o Juliano assinarem Vaz Barbalho.

Vaz do pai e Barbalho da avo. Se isso tiver acontecido, eu terei que rever meu conceito em relação ao sobrenome. Isso porque ate agora descobri que são 15 gerações desde que o nome entrou no Brasil ate chegar `a minha geração.

Nessas 15 gerações pelo menos um dos cônjuges nelas assinou o sobrenome. Se acontecer de descendermos por essa via, dona Anna será uma geração a mais, porem, o sobrenome a menos. A menos que o marido Manoel Vaz tenha sido Vaz Barbalho e o sobrenome tenha sido suprimido nos documentos.

E aqui haveríamos que ressaltar a possibilidade de o professor Dermeval e/ou o alferes Luiz Antonio Pinto terem se enganado quanto `a paternidade do Manoel Vaz Barbalho.

Ele poderia ter sido filho do Manoel Vaz e Anna em contrapartida a Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Assim, ao invés de filho, seria neto desse segundo casal.

A possibilidade eh razoável, pois, em 1702 dona Páscoa Barbalho, aos 52 anos de idade, ja estava cumprindo a tradição doar dote para uma neta, Páscoa Barbalho, que eu ainda não tinha reparado ainda.

O que alias, trata-se de dona Páscoa Barbalho da Ressurreição, nascida por volta de 1785, filha de Jose da Costa Barbalho e dona Magdalena Campos. O casamento se deu em 1703.

Pelo menos eh o que esta no site de nosso amigo Lenio Luiz Richa. Jose foi filho de dona Páscoa e Pedro da Costa Ramires. Isso pode ser verificado no endereço:

http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptregos.htm

Ai temos informações interessantes, onde se mostra que as irmãs de dona Páscoa da Ressurreição: Teresa e Anna Maria casaram-se com primos.

As tres foram irmãs do capitão-mor Gonçalo da Costa Barbalho, que exerceu o cargo na Província do Espirito Santo.

Essas informações estão um pouco abaixo da metade da postagem. E no final dela temos um resumo dos primeiros Barbalho no Rio de Janeiro.

De qualquer forma repito, as conjecturas que faço foram apenas para preparar o espirito para quaisquer coisas que ficarem comprovadas através de documentação. Isso sim seria o que importa, pois, tudo o que eu disse pode tanto estar correto como errado.

E mencionei antes que precisávamos procurar os assentamentos dos casamentos dos casais: Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose; e Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Nao sei dizer onde se realizou o primeiro. Suponho que tenha sido em Conceição do Mato Dentro. E, em sendo o caso, eh suposto que estejam na Arquidiocese de Diamantina.

Interessante seria encontrar também, em caso de o Jose Vaz ter sido filho deles, o do capitão Antonio Francisco de Carvalho e Isidora Francisca da Encarnação. Eles se casaram em 30.08.1759, em Tapanhoacanga, atual Distrito de Itapanhoacanga, Município de Alvorada de Minas, cujo registro também se encontra em Diamantina.

Outros documentos, como os inventários e testamentos, se houverem, referentes a esses personagens, deverão encontrar-se no Museu General Carneiro, na Cidade do Serro, porque ali se encontram os documentos referentes `a Comarca do Serro do Frio. Era a única na região, enquanto não se criaram outras cidades por la e quando tais foram elevadas a novas comarcas.

Porem, para um ramo particular de nossa família, talvez, essas buscas poderiam ser resumidas a um único documento. Ou uma pasta completa. Tratar-se-ia do “DE GENERE ET MORIBUS” do padre Policarpo Jose Barbalho. Difícil esta localizar-se onde o DE GENERE se encontra.

Não sei dizer ao certo porque, fala nossa tradição que, ele era seminarista. Mas deixou a carreira para casar-se com a Isidora Francisca de Magalhães. Casamento que se deu em Itabira, em 30.08.1808.

Importante ai eh notar-se que ainda era tempo da Inquisição. Ou seja, era proibido estudantes serem descendentes de judeus “ou outras raças infectas” como tratavam os que não fossem cristãos. Em função disso, fazia-se uma verdadeira devassa genealógica dos seminaristas. Alguns apresentavam ate 5 gerações anteriores a eles próprios.

O padre Policarpo ficou viuvo em 1827. O filho Emigdio tornou-se padre primeiro que ele, em 1845. Segundo informações indiretas, o Policarpo ja era padre em 1851. Ou seja, para isso deve ter aproveitado o currículo e a matricula em sua juventude.

Isso faz-me crer que, devido `as circunstancias, no “DE GENERE” dele deve encontrar-se tanto informações ancestrais quanto de descendência, para a comprovação de que não havia impedimento algum para que se ordenasse.

Talvez seja esse o atalho que nos falta para tirarmos toda e qualquer duvida quanto a sermos a sequencia gerada e registrada nos livros genealógicos que procedem de Pernambuco, Rio de Janeiro e Sao Paulo, nos séculos XVI e XVII, antes de retornarmos a Portugal.

Pelo menos com sentido `a assinatura Barbalho. Outros ancestrais como Miguel Gomes Bravo, Joao do Couto Carnide, Manuel Rodrigues Coelho, Jose Coelho de Magalhães etc, chegaram de Portugal ja com o bonde andando.

 

 

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05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!!!

 

Ha pouco tempo o nosso primo Jacques Soares enviou-me o resumo do resultado de exame de DNA dele. Ali se informa que ele tem ligações genéticas com quase todo o Globo Terrestre.

Benin, Togo, Africa do Sul, Nigeria, nativo americano, Italia/Grecia, Irlanda, Escandinavia, Grão Bretanha, Peninsula Iberica, Europa Oriental, Finlandia/Russia, alem do Oriente Medio. De todos ele tem um pouco.

O que chamou-me atenção `a época foram os 32% relativos a Italia/Grécia. Como explicar tal coisa, em contrapartida, por exemplo, aos parcos 15% da Península Ibérica, a surpresa dos 15% da Irlanda e 13% da Grão Bretanha. Claro, eu ja esperava que os 17% combinados de origem africana.

Julgo que a porção italiana iria girar em torno dos 20%. E uma explicação relativamente obvia seria a de que nossa linguagem eh a “mais fina flor do Lacio” Dela nos falou Olavo Bilac na linda poesia: http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp

Obviamente, alem do latim, o portugues eh essencialmente fruto do grego.

Para tentar explicar o lado italiano, recordei-me que descendemos do Giuseppe Nicatsi da Rocha, segundo informou o professor Dermeval Jose Pimenta. Mas ai ha um problema. O Giuseppe era italo-lusitano. Portanto, era somente meio-italiano.

E nos passamos a nossos descendentes apenas metade de nossos genes. Portanto, ai fica complicado!

Dos 50% que possuía, Giuseppe passou 25% para Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela baixou 12.5% para o Jose Coelho da Rocha, que passou adiante somente 6.25% para a Eugenia Maria da Cruz.

Nossa trisavó passou 3.125% para o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho. Ele deixou de herança para a tia Vita cerca de 1.6%. O Raul Soares herdou apenas 0.8% da parte italiana do avo Giuseppe. Portanto o Jacques teve direito apenas a 0.4%.

Mas ha o outro lado. A mãe dele, Maria Helena, também foi descendente do Giuseppe. Na altura do Jose Coelho da Rocha ha a opção de descender do filho Joao Batista Coelho. Este foi o pai da tia Emigdia Honória, que foi a mãe do Cesario, pai da Maria Helena.

Nesse caso, da direito ao Jacques de herdar mais 0.4%.

Acontece que não tenho o acompanhamento das outras famílias das quais o Jacques descende. Mas sei que os Soares, Perpetuo e Coelho Lacerda fizeram estagio na mesma região entre Itabira e Conceição do Mato Dentro, especificamente Itambé do Mato Dentro, alem das duas primeiras, que os Coelho de Magalhães.

Talvez, essas 3 outras famílias tenham encontros genealógicos com o próprio Giuseppe ou com os parentes dele. Mesmo assim, isso não somaria mais que uns 2% inteiros a mais. Então, devemos supor que nossos outros ancestrais também foram italianos ou o português de um modo geral tem porcentagem elevada de sangue italiano nas veias.

Ou pelo menos, os portugueses que se dirigiram depois para o Brasil o deviam ter. Para tentar explicar isso, devemos recorrer `a Historia.

Sabemos que em 1492 o genovês Cristóvão Colombo, a soldo dos reis católicos da Espanha, tomou posse das Américas para Espanha e Portugal. Ele não a descobriu em hipótese alguma como ja sabemos atualmente. Mesmo porque, ja encontrou os indígenas como prova de que ja as haviam descoberto ha milênios atras.

O acordo das Tordesilhas somente seria assinado em 1496. Supostamente, antes de o Brasil ter sido desvendado pelo navegante europeu!

Mas, claro, se o Giuseppe não explica o lado italiano, Colombo muito menos.

Então havemos que retroceder um pouco mais na Historia. Antes que Portugal e Espanha entrassem no capitulo das Grandes Navegações, o comercio entre o Oriente e o Ocidente era dominado, na Europa, pelos venezianos.

Ai eh que esta, como diz a lenda dos marinheiros, em cada porto uma paixão. Entre uma viagem e outra os venezianos devem ter descansado em Portugal.

Mas logo em seguida, com a transferencia do centro econômico para Madrid e Lisboa, os capitalistas italianos também se moveram para la.

Outro detalhe importante eh sabermos que as famílias reais casavam entre si. Então, todas as famílias reais europeias tem uma mistura do sangue italiano. No caso especifico de Portugal, ha o casamento do primeiro rei, D. Afonso Henriques, com uma italiana, que foi a Mahaut (Mafalda) de Sabóia, a família real italiana.

O fato eh que, para se ter uma quantidade de 20% de sangue italiano por essa via esses encontros ainda são poucos. A menos que fossemos descendentes recentes das realezas europeias. O que não somos, mas sim das famílias reais, em doses diluídas.

Ha que voltar-se um pouco mais na Historia. Sabemos que a Península Ibérica foi dominada em ordem inversa pelos muçulmanos, godos/alanos e romanos. Talvez, aqui esteja a fonte.

Portugal resistiu muito. Roma entrou na antiga Hispania entre 218 a 200 a.C. Ja os povos lusitani, um tanto quanto ferozes, resistiram ate 19. Ai se destaca Viriato (140 a.C.), o herói portugues da resistência, que acabou sendo morto a traição.

O governo romano, porem, durou por apenas 4 séculos. Isso porque os godos e alanos invadiram a Península a partir de 411. Mesmo assim, a o segredo da Historia pode estar ai.

Com a invasão da Península, os romanos fundaram a cidade de Leon. Durante a Historia ali se estabeleceram a VI Legião Victrix e a VII Legião Gemina das forças expedicionárias romanas. Embora o exercito romano era multiétnico, com certeza uma parcela dele era formada por italianos de origem, principalmente o comando.

E o que corrobora com a ideia foi inclusive o nascimento do Imperador Romano Trajano ter se dado na Peninsula Iberica. Ele poderia ter sido estrangeiro com cidadania romana. Mas relata-se que pelo menos o pai era soldado italiano.

O que se infere ate ai seria que teria se formado uma elite de origem romano-italiana que por quaisquer motivos multiplicou-se sem se misturar muito. Essa porção da população relativamente pura se manteve no poder, como co-dominante pelo menos, sendo que dessa população teríamos herdado os nossos genes italianos.

Ha que nos lembrarmos que isso deverá ser quase uma verdade absoluta e não apenas uma hipótese, pois, 25% de ascendência eh o equivalente a se ter um dos 4 avos italiano.

Sabemos que não o temos, e que nossa ascendência italiana conhecida eh esporádica. Portanto, para chegar `a faixa de 20% em nosso sangue haverá que existir essa porcentagem num âmbito inteiro da nossa população ancestral.

Nos sabemos que Leon posteriormente tornou-se a capital que dominou a Peninsula antes de o territorio repartir-se em reinos. Mas as elites continuaram sendo as mesmas.

Por fim, vejam o que o nosso primo Luis Antonio Barbalho Silva, filho da Roxane, filha do dr. Helio, filho do tio Onesimo, filho também do bisavô Marçal, enviou. Não sei copiar mas ele enviou-me uma foto de uma lapide no Vaticano. Indica-se que Scipionis Barbati esta ali enterrado.

Na verdade, o nome completo do patriarca da família seria Lucius Cornelius Scipio Barbatus. (plural Barbati). Familia nobre italiana que ate atualmente usa a grafia plural do sobrenome.

Nessa outra postagem, pode-se ver o histórico da nobre Famiglia Barbati:

http://www.heraldrysinstitute.com/cognomi/Barbati/Italia/idc/801380

Abram e observem também, quem conhece, como os escudos de família se parecem muito.

Quem desejar ouvir a Historia do domínio romano da Etruria, fato que deu mesmo origem ao Império na Italia, pode acessar o video/audio:

Da Historia, devemos recordar também que a Família Barbalho estava ligada a produção do açúcar de cana desde quando entrou no Brasil. Antes disso, deve ter trabalhado com o mesmo produto na Ilha da Madeira.

Se não, eh provável que fosse família com experiência semelhante, porem, procedendo dos antigos domínios muçulmanos, que incluíam a Sicilia. Na ilha os muçulmanos introduziram a cana-de-açúcar, que haviam importado da India, e a usavam como fonte de lucro para manter seu império.

Havemos que nos lembrar ainda que a Borgonha chegou a ser chamada de Reino das duas Sicilias. A própria Sicilia fez parte de seu reinado. E o Henri da Borgonha, pai do Afonso Henriques, procedia da Borgonha. E isso praticamente garante que tivesse ancestrais italianos.

Infelizmente não encontrei ainda algo que de-me alguma certeza a respeito da origem do sobrenome Barbalho. Mas pode ser que tenhamos mais de 2.000 anos de Historia para contar.

Coincidentemente, não muito tempo depois da tomada da Etruria deu-se também a tomada de Cartago e, na sequencia, inicia-se a conquista da Península Ibérica, o que pode ter associado por essa via o sangue italiano `as elites locais e deles terá chegado ate a nos.

Existe um compendio de genealogia das familias nobres denominado: “PEDATURA LUSITANA (NOBILIARIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL)”. Um pouco dele pode ser lido via Google Livros. Porem ali tem apenas alguns volumes.

O livro organizado por Cristóvão Alão de Morais, foi publicado em 1673. No Tomo Quarto, Volume Primeiro, estão no índice as famílias Barbalho e Bezerra. Porem, ambas deverão encontrar-se em outro volume que não pode ser lido.

A coletânea naturalmente esta arquivada na Torre do Tombo, `a Alameda Universidade, 1649-010, em Lisboa. Mas ha que fazer-se uma viagem e tanto para ir-se la. So mesmo para verificar mais que isso.

Estou informado, porem, que o pesquisador Marcelo Meira Bogaciovas esteve la e xerocou a coleção. Contudo a copia esta arquivada na biblioteca do Mosteiro de Sao Bento. A qual estava fechada para as festas de final de semana e iria reabrir em fevereiro.

Ele enviou-nos o telefone: (11) 3328-8799. Talvez possamos conseguir dar um passinho `a frente e desvendar se o nosso Barbalho tem ou não algo a ver com o Barbatus e o Barbati italiano.

Pelo jeito, para ainda estar em nosso sangue tanta porcentagem greco-romana somente mesmo se tivermos mais que alguns ancestrais distantes. Será preciso que sejamos o produto de uma boa concentração azurra em nosso sangue. E que viva a Italia.

 

 

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500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL

dezembro 4, 2016

500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

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https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/
2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/
3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/
4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL

 

Tenho planejado escrever uma grande obra a respeito da heranca genealogica portuguesa atraves do ponto de vista da minha propria genealogia. A Familia Barbalho entraria mais como referencia que propriamente como assunto unico.

Baseando-se por minha genealogia, a logica (nenhuma) em o sobrenome aparecer em minha assinatura nao explica nossa Historia. Da mesma forma que assino Barbalho, poderia ter outros sobrenomes tais como: Andrade, Monteiro, Bezerra, Tavares, Guardes, Mendonça, Furtado, Carneiro, Bravo, Gomes, Costa, Ramires, Pimenta, Carvalho, Moniz, sobretudo Coelho e, claro, uma infinidade de outros, conhecidos e desconhecidos. O fato foi que meus ancestrais “escolheram” e assim ficou.

Pela lógica que deveria ser seguida, segundo as tradicoes, ate onde sabemos deveriamos ter o apelido de Aguiar, pois, esse foi o apelido que usou o nosso heptavo Manoel de Aguiar, que foi marido da heptavo Maria da Costa Barbalho. No entanto, nossa linhagem masculina seguiu o lado feminino e nao o masculino como ensejava as mais “perfeitas” tradições machocentricas do seculo XVII.

Sao 16 geracoes assinando o apelido Barbalho. Mesmo quebrando a linhagem masculina em tres oportunidades. Sao 500 anos de Historia de Familia e do Brasil, com importantes extensões nas Historias de Portugal e Geral.

Sao elas representadas pelas pessoas: Braz foi o pai de Camila, a mae de Luiz, o pai de Jeronimo, o pai de Paschoa, a mae de Maria, a mae de Manoel, o pai de Jose, o pai de Francisco Marcal, o pai de Marcal, o pai de Trajano, o pai do dr. Odon. Esse foi meu pai e avo de meus filhos.

Os motivos para escrever sao diversos. Entre os quais, trata-se de uma das primeiras familias que foram colonizar o Brasil. Foi para la na pessoa de Braz Barbalho Feyo, junto com o donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho.

Desde o inicio observa-se a formacao da familia atraves da uniao com diversos outros sobrenomes. Portanto, implica ai o que realmente uma família eh, embora erroneamente nos acostumamos a chamar família os apelidos separados, a verdade eh que familia eh a soma de todos os apelidos.

Outra razao importante eh estarmos nos aproximando de comemorações centenárias de diversos fatos que contribuiram para a Historia e Genealogia no Brasil. Ha que salientar-se aqui que se dará o V século do inicio da colonização oficial portuguesa no Brasil a partir de 2032.

Data que marca a fundacao da Villa de Sao Vicente, atualmente no Estado de Sao Paulo, pelo primeiro Governador Geral da nação, Martim Afonso de Sousa, o qual nos eh ancestral e, senão de todos, da maioria das famílias mais antigas brasileiras do Centro-Sul.

No passar das próximas décadas também teremos comemorações pelos centenários de diversas cidades brasileiras importantes. Esses serão os quintocentenarios de Olinda, Salvador, Rio de Janeiro, Niterói, Vitoria, Sao Cristóvão e outras.

Antes de 2032, em 2020, dar-se-a o inicio do capitulo da Historia conhecido como Invasões Holandesas. Essa data marca a tentativa falha da invasao da Bahia em 1620.

Em 2030 se darao os 400 anos de invasao da Capitania de Pernambuco. Onde realmente se inicia esse capitulo da Historia.

E nesse capitulo temos a participacao de todas as familias ja residentes no Brasil. Destaca-se, porem, a Familia Barbalho na pessoa de sua figura mais elevada que foi o governador Luiz Barbalho Bezerra, neto de Braz Barbalho Feyo. Ele, seus irmaos, filhos, sobrinhos e diversos associados dedicaram suas vidas ao combate ao invasor.

Luiz Barbalho foi o comandante de uma famosa retirada estrategica que vai do Rio Grande do Norte ate `a Bahia, `a testa de 1.000 comandados, em sertoes desconhecidos e sob a dominacao de inimigos. Ao chegar `a Bahia, reforça as defesas da Cidade de Sao Salvador, onde ajuda a repelir outra tentativa de invasao holandesa derrotando a esquadra do principe Mauricio de Nassau.

Nassau, entao, eh chamado de volta `a Europa e o dominio holandes comeca a perder o apoio que tinha, abrindo as portas para as batalhas da Guerra dos Guararapes que, enfim, 24 anos apos ao inicio das invasões, liberta do domínio.

Autores renomados apontam essa data como sendo o inicio do surgimento do nativismo brasileiro que mais tarde leva ao nacionalismo e `a Independencia do Brasil e emancipação de Portugal (1822).

Simultaneamente `a expulsão dos holandeses, em 1640, se da a Guerra da Restauracao. Na qual se destaca tambem o filho de Luiz, Agostinho Barbalho Bezerra. Esse luta contra os piratas que infestavam as costas brasileiras, e contra os espanhois nos Acores e na Praça de Elvas.

Agostinho retorna ao Brasil em 1644, em razao do falecimento do pai que entao havia sido nomeado governador do Brasil do Sul e falecido no cargo, em 1644, com sede administrativa na Cidade do Rio de Janeiro.

Ao final de 1660 e inicio de 1661 da-se o capitulo da Historia do Rio de Janeiro conhecido como “A Revolta da Cachaca”. Esta eh chefiada a partir da Ponta do Bravo, onde se localizava a fazenda de Jeronimo Barbalho Bezerra, irmao do Agostinho. A revolta se deu contra os desmandos do governador Salvador Correia de Sa e Benevides.

Os revoltosos indicaram Agostinho para substituir o governador mas logo depois desconfiaram que estivesse servindo aos interesses do governador deposto.

Jeronimo assume o lugar. Logo sera deposto pelas forcas de Sa e Benevides. Foi enforcado, esquartejado e seus membros foram espalhados pelas praças para manter a populacao sob terror e quieta.

Apos julgamento e absolvição dos revoltosos, Sa e Benevides foi condenado pelo crime de executar um heroi de guerra. Alem de outras impropriedades que os revoltosos o acusavam.

Absolvido, Agostinho foi agraciado com o cargo de “Cacador das Esmeraldas” e com a Capitania Hereditaria da Ilha de Santa Catarina. Faleceu por volta de 1667 apos contrair uma doenca palustre oriunda do Vale do Rio Doce, onde fazia expedicao exploratoria. Por nao assumir a Capitania a concessao se esgotou. E o cargo de “Cacador das Esmeraldas” foi passado para o grande bandeirante Fernao Dias Paes.

A familia Barbalho, entao radicada em Pernambuco, distribui-se pelos estados da Bahia, Pernambuco, Paraiba, Sergipe e Rio de Janeiro. Desses ira passar a outros tais como Minas Gerais, a partir do inicio do Ciclo do Ouro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E os membros da familia continuaram fazendo parte da governanca do Brasil durante os periodos que se seguem.

Atualmente o sobrenome Barbalho eh um dos mais difundidos no Brasil, embora, pareca que a maioria absoluta se concentre ainda no Nordeste do pais. Mas a verdade eh que o sangue esta embutido em quase todas as familias brasileiras por causa da passagem de geracoes e da eliminacao do sobrenome.

Muitos vultos da Historia passada e personalidades da atualidade tem o sobrenome entre seus ancestrais. E penso que seria interessante que, atraves de um exemplo, as pessoas pudessem enxergar a verdade genealogica de seus proprios apelidos.

Erroneamente, principalmente no caso dos brasileiros, deu-se ênfase aos estudos genealogicos no passado a apelidos a partir de algum recem-chegado europeu. Isso, quando chegaram apos, talvez, seculos de inicio da colonizacao. Porem, para que se multiplicasse houve a necessidade do entrelace com familias ja constituidas e comumente chamadas de “nobres da terra”.

Um exemplo claro desse fato foi a Familia Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Por ter tido como multiplicador da presenca do sobrenome, o portugues Jose Coelho de Magalhaes, mais provavelmente o pai dele que possivelmente sera outro portugues, Manuel Rodrigues Coelho, foi considerado pelos membros mais antigos da familia como a raiz mais importante, a partir do qual as lembranças e estudos se deram.

Mas dando-se prosseguimento `a genealogia de seus filhos, estamos próximos de desvendar que por via materna eram Rodrigues, Magalhaes, Barbalho, Rocha e Nicatisi. Ha apenas que encontrar-se os vinculos e determinar em qual altura da linhagem acima mencionada se encaixa também o ramo Barbalho.

Os “nobres da terra” na verdade, foram os descendentes da alta nobreza mais antiga. Possuiam os mesmos ancestrais que deram carater `a alta nobreza em suas epocas.

A diferenca se dava a partir de que os ancestrais mais proximos dos senhores de alta nobreza haviam continuado ocupando cargos chaves na administração na metropole. E por nao existirem cargos para que todos os descendentes os ocupassem, os destituidos dos privilegios de nobreza passaram para a classificacao de baixa nobreza.

Mas isso foi esquecido. E atualmente somos todos da mesma procedência, uma mesma família com diversos apelidos, que nos diferenciam apenas no exterior.

Torna-se claro, porem, que para o meu plano concretizar-se, ou seja, escrever o livro antes das datas que se aproximam rapidamente, precisaria dedicar-me em tempo integral ao projeto.

Infelizmente, nao tenho fundos financeiros para desenvolve-lo. Ficaria dependente da oferta por parte de patrocinadores que mantivessem um salario para ajudar no sustento de meus filhos, o meu proprio e buscas no Brasil.

O projeto abrangeria principalmente a localização dos vinculos entre diversos assinantes do sobrenome que chegam a Minas Gerais `a epoca do Ciclo do Ouro. Eles se instalam principalmente em torno das antigas capitais: Mariana e Ouro Preto.

Mas a descendencia desaparece das anotações, penso eu, por terem se mudado para a região mais ao Norte, dominio da antiga Villa do Principe, atual Serro.

Um tempo atras, a Igreja dos Santos dos Ultimos Dias, tambem conhecida como Mormon, deu-se ao trabalho de fotografar documentos antigos de todo o mundo. A ela foi dado acesso a diversos arquivos no Estado de Minas Gerais. A documentação copiada esta reunida no site denominado FamilySearch.

Mas por causa do pensamento ultra-conservador, o entao bispo da Arquidiocese de Diamantina, D. Geraldo Proenca Sigaud, proibiu que o trabalho fosse feito em seus dominios porque o estava sendo feito por outra religiao.

Infelizmente, no Brasil nao se agiu ainda como Portugal onde os Arquivos Distritais reunem a documentacao antiga de grandes areas demarcadas. Os arquivos em Minas Gerais, quando existem, sao localizados. No caso dos documentos eclesiásticos, a regiao dominada pela Diocese de Diamantina era imensa. Mais extensa que Portugal inteiro.

Com essa negativa, D. Sigaud nos negou o privilegio de fazer nossas pesquisas em nossos próprios lares. E tornou dificultoso o trabalho para todos, pois, desde o periodo colonial nossos familiares procedem de outras partes do Estado (Distrito) ou de Portugal e sua descendencia desaparece no antigo territorio da Diocese.

Uma parte reaparece quando retorna a residir em areas que os arquivos estao expostos. Mas como as familias moviam em todas as direcoes do compasso a cada geracao, somente o trabalho de campo pode revelar-lhes os segredos.

Outra parte do projeto seria justamente a aquisição e estudo das muitas obras genealogicas ja existentes. Isso para determinar os vinculos que ja existiram no passado com o apelido Barbalho. No projeto, os livros seriam indicados a partir de que se encontrem em raizes comuns, para facilitar as pesquisas de futuros estudiosos.

Acredito que seria possivel enveredarmos na genealogia de todo o Brasil e, atualmente, do mundo, atraves desse metodo. Isso porque a populacao colonial a principio se manteve nas costas brasileiras. Durante o Ciclo do Ouro mudou-se para Minas Gerais, chegando o Estado a possuir 20% do total da populacao brasileira em seu primeiro censo populacional, em 1872.

A partir de entao, a descendencia da antiga populacao de Minas Gerais ajudou a povoar todo o pais.

Atualmente o Ministerio do Exterior brasileiro divulga que existem 1.2 milhoes de brasileiros residindo nos Estados Unidos. O numero que devera estar residindo em Portugal e no restante da Europa deve ser superior.

Em boa parte, essa populacao imigrante tem como base genealogica justamente a regiao da Cidade de Governador Valadares, Minas Gerais. Na verdade, sao imigrantes intermediarios, pois, nasceram em grande parte em outros municipios da regiao do Centro-Nordeste de Minas Gerais, mudaram-se para Governador Valadares e de la partiram para o mundo. Quando nao sairam diretamente dos outros municipios da regiao.

Portanto, o estudo da genealogia ao qual proponho ja tera uma clientela de interesse no futuro, quando a descendencia dessa populacao permanecer nos paises para os quais migrou e a descendência desejar relembrar seus ancestrais. A exemplo de nos brasileiros atualmente buscarmos em Portugal a fonte de nossas raizes.

Nos custos do patrocinio de tal pesquisa ha que considerar-se tambem a parte que cabera `a publicacao. Mas planejo abrir espacos comerciais onde muitos dos atuais descendentes da família tem projecao empresarial, portanto, a publicação de suas propagandas revelaria a alma no negocio.

Penso que uma obra dessa natureza tornar-se-ia marcante e com provável sucesso garantido, pois, ela falaria com intimidade `as pessoas, das pessoas e para as pessoas.

O interesse devera ser desperto a principio nas pessoas que ja sao parte da descendencia mas a cada nova geracao essa descendencia casar-se com membros da propria familia ou com de outras familias, dando-se a junção e multiplicação.

Caso nao encontre o patrocinio desejado, continuarei o que venho fazendo mesmo sem os recursos. Embora isso vira a resultar em nao conseguir realizar todo o projeto e muito menos a tempo de fazermos as comemoracoes planejadas, transferindo-as para o proximo seculo quando, talvez, nossos descendentes se interessarem mais pelo assunto.

Gostaria de lancar a ideia aqui de as pessoas que buscam suas genealogias e encontrarem vinculos com a familia deixarem registrados tais vinculos que posteriormente poderao ser incluidos na obra.

Tambem gostaria do alerta dos amigos para obras ja publicadas ou por ser publicadas que contenham tais vinculos.

Para facilitar aos que estao procurando pelo sobrenome Barbalho, sugiro que busquem na internet:

01. http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

Contem o “Nobiliarchia Pernambucana”, de Borges da Fonseca. O titulo “Barbalhos” esta na pagina 139. Esse da apenas um inicio pequeno aos primeiros Barbalho no Brasil. `A pagina 35, temos os “Bezerra Felpa de Barbuda” cujo conteúdo eh mais abrangente. Mostra-se ali como formou-se a assinatura “Barbalho Bezerra”, que tornar-se-a a fonte do Barbalho do Centro-Sul do Brasil `a epoca colonial.

A partir da pagina 382 apresentam-se alguns “Appendix”. O segundo, a partir da pagina 384, temos uma quase repeticao do “Titulo dos Barbalho” com acréscimos muito interessantes. De grande interesse se encontra a descendencia que recebeu o sobrenome “Barbalho Uchoa” que mais tarde figurara durante o Imperio Brasileiro.

Existem discrepancias na obra de Borges da Fonseca. Ele afirma que o Jeronimo Barbalho Bezerra que foi “degolado” no Rio de Janeiro era filho do Filippe Barbalho Bezerra, irmao do governador Luiz Barbalho Bezerra. Mas nas obras do Rio de Janeiro consta que fosse filho do proprio Luiz.

Outro detalhe foi o dizer que Antonio Barbalho Bezerra seria filho do Filippe em contraste aos dados do Rio de Janeiro. Haviam dois com o mesmo nome. Mas apenas um deles foi o segundo senhor do “Morgado de Sao Salvador do Mundo”, da Paraiba. Pelas obras nao pude definir com absoluta certeza qual sera.

Borges da Fonseca afirma que Luiz Barbalho Bezerra e dona Maria Furtado de Mendonca foram pais de 10 filhos. Mas ate o momento encontrei apenas 9. Existe uma Celia Carreiro mencionada por alguns como filha dele, mas não tive confirmação.

02. Revista Trimestral do Instituto Historico e Geographico Brazileiro”, 1889.

Essa revista pode ser encontrada no site “Google Livros”. Sao dois volumes na publicacao.

No primeiro, `a pagina 310, temos o titulo “Barbalhos”. Essa conta parte da Historia da familia, sobretudo refere-se `a presenca do governador Luiz Barbalho e seus familiares na Bahia.

A partir da pagina 308 ha o titulo “Negreiros de Sergipe do Conde” onde se descreve as descendencias de dona Cosma Barbalho Bezerra e Guilherme Barbalho Bezerra, filhos do Luiz Barbalho e Maria Furtado, que se casaram nessa familia.

`A pagina 313 descreve-se o titulo “Ferreiras e Souzas” onde a filha Antonia Barbalho Bezerra se casa com Antonio Pereira (Ferreira) de Souza ( pag. 314). Deles foi filha dona Ignez Thereza Barbalho Bezerra, que se casara com o cel. Egas Moniz Barreto, e deles descendera diversas casas de nobreza do Imperio Brasileiro.

03. http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf

Interessante obra do professor Antonio Filipe Pereira Caetano a respeito da Revolta da Cachaca. Boa obra para diversificar nosso conhecimento.

De interesse genealogico temos o capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses, A Familia Barbalho”, a partir da pagina 187.

Ali temos a descricao da familia do governador Luiz Barbalho Bezerra. Como na obra baiana fala-se em 6 filhos do casal. Porem, 3 sao diferentes em cada uma. A soma dos que sobram resulta em 9.

Os estudos do professor Antonio Filipe baseiam-se na obra de Rheingantz. Possivelmente deve conter apenas parte da familia que residiu no Rio de Janeiro, omitindo a existencia de 3 dos filhos que foram: Antonia, Cosma e Fernão.

Mas também esclarece outra disputa ja que o nome do pai do governador Luiz tem outras versões como: Antonio, em Borges da Fonseca; Fernão em outros e, atualmente, o mais aceito, Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda.

O que deve estar mais correto ja que os nomes dos filhos parece obedecer a homenagem aos ancestrais e o primeiro filho chamava-se Guilherme. Natural que fosse o nome do avo.

04. Pode-se encontrar também na internet diversas ligações com o nosso tronco familiar. Entre eles pode-se citar:

a. http://mitoblogos.blogspot.com/2010/08/genealogia-520-um-ramo-barbalho-bezerra.html

Esse ramo vai do Rio de Janeiro a Jose Bezerra Barbalho. Pode-se acompanhar também a descendência dele via:

b. https://www.wikitree.com/wiki/Bezerra-16

Observa-se que ele foi pai de dona Maria Nicolacia da Conceição Bezerra que foi, via casamento, baronesa de Cacequi.

O marido, Frederico Augusto de Mesquita, Barao de Cacequi, foi heroi da Guerra do Paraguai junto com filhos: Marechal, Carlos Frederico de Mesquita, ten.cel. Joao Frederico de Mesquita e cap. Eurico Augusto de Mesquita. Os filhos desempenharam papel importante na Proclamação da Republica.

Diversos outros sites oferecem janelas para a genealogia da Familia Barbalho e suas agregadas.

Ha um site mineiro onde constam meus parentes próximos:

c. http://www.geneaminas.com.br

Ai nesse site ha possivelmente algo profundo a ser corrigido. Todos os genealogistas cometem enganos. E o professor Dermeval Jose Pimenta nao foi exceção. Boa parte dos dados da Familia Pimenta/Vaz Barbalho procede do livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”.

E `a altura dos heptavos (da minha geração) Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza ele identificou como pai dela a Belchior Pimenta de Carvalho, o que parece estar correto. Mas podera ter se enganado quanto `a identificacao dos avos: Belchior Pimenta de Carvalho e Maria de Andrade.

Segundo o confrade Lenio Richa, ele teria sido filho de Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado.

Na verdade, as duas linhagens encontrar-se-ao em ancestrais comuns, procedentes de Portugal, que foram: Gonçalo Pimenta de Carvalho e Maria Jacome de Mello.
Eles foram pais tanto do capitao Manoel quanto do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho. O que muda serao as linhagens dos conjuges das descendencias deles.

Ainda estou tentando identificar qual das duas linhagens sera a correta. Ambos casar-se-ao com descendentes dos reis portugueses. O que eles proprios ja deveriam ser. A diferenca sera apenas os caminhos pelos quais passam essas descendencias que nao as deles.

Tambem suponho que Gonçalo Pimenta de Carvalho tenha sido descendentes de D. Gonçalo Pimenta Telles de Avelar. O ultimo mestre da Ordem do Hospital independente. Apos ele o cargo passou a ser automaticamente passado a membros da familia real portuguesa.

Meu blog também esta disponível com uma gama boa de detalhes do ponto onde ja se encontram as pesquisas:

d. https://val51mabar.wordpress.com/

e. http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html

Apenas por curiosidade, pode-se explorar um pouco de genealogia atraves desse site. Ai temos os engenhos de Pernambuco e seus senhores. Estao expostos em diversas paginas e organizados por ordem alfabetica.

E na letra B temos o Barbalho/Cabo de Santo Agostinho. Onde se fala que pertenceu a Braz Barbalho Feyo (Fero).

Na letra M temos o Monteiro ou Sao Pantaleão. Ha fontes dizendo que foi fundado por Pantaleão Monteiro, que foi pai de Maria Araujo. Ela foi a esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, que foi o pai do Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, marido de Camila Barbalho e foram os pais de governador Luiz Barbalho Bezerra.

Na letra S encontra-se o Sao Paulo da Varzea do Capibaribe. Ali no site afirma que pertenceu a Braz Barbalho Feyo tambem. Mas um de seus senhores foi o governador Luiz Barbalho Bezerra.

f. http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios

Nessa postagem encontramos os antepassados do compositor Chico Buarque de Holanda e, entre eles, os que tambem sao nossos. Se comecar-se a verificar a partir da 13a. geracao, numeros 19.386 a 19.391, podemos identificar nomes mencionados acima.

g. https://familysearch.org/photos/artifacts/9868721

Mais uma curiosidade. Aqui temos em particular alguns descendentes do Jeronimo Moniz Barreto, cujo bisneto Egas Moniz Barreto de Menezes casou-se com dona Ines Tereza Barbalho Bezerra. Como ja dissemos, ela foi filha de dona Antonia e Antonio Ferreira de Souza, ela, filha do governador Luiz Barbalho e sua esposa Maria Furtado.

h. http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptregos.htm

Nessa pagina, a partir do terco inferior, encontramos um pouco da descendencia de dona Madalena de Campos que foi esposa do Jose da Costa Barbalho, irmão de nossa ancestral Maria da Costa Barbalho.

O confrade Lenio Richa acrescentou ao final da pagina alguns dados vitais dos filhos de nossos ancestrais, Luiz Barbalho e Maria Furtado.

i. https://www.scribd.com/doc/45971157/Sinopse-dos-Inventarios-e-Testamentos-de-Porto-Alegre-RS-1776-1852

Esse endereço contem resumos genealógicos tirados dos Inventários e Testamentos de Porto Alegre entre os anos de 1776 a 1852.

`A pagina 12 mostra-se alguns dados da família do cirurgião-mor Polycarpo Jose Barbalho. `A pagina 33 encontra-se os dados post mortem da dona Bernarda Maria de Azevedo, que foi a viuva dele.

Nem todos os dados estão nas duas paginas.

No site Family Search encontram-se os batismos dos filhos: Umbelino, Anna, Possidônio, Julio, Candida, Eugenia e Manoel, por ordem de nascimentos. Alem disso tem o registro de casamento da Josepha e Jose Peixoto de Miranda.

Relaciono também aqui alguns nomes de famosos que fizeram parte da Família Barbalho.

01. senhor de engenho, Braz Barbalho Feyo
02. governador, Luiz Barbalho Bezerra
03. governador, Agostinho Barbalho Bezerra
04. governador, Jeronymo Barbalho Bezerra
05. Barão, Luis Barbalho Muniz Fiúza Barreto de Meneses
06. Capitão-mor, alferes Gonçalo da Costa Barbalho
07. Inconfidente, Jose Joaquim Maia e Barbalho
08. Barao de Itapororoca, Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragao de Sousa e Menezes
09. Barao de Paraguassu, Salvador Moniz Barreto de Aragao de Sousa e Menezes
10. 2a. Baronesa de Rio de Contas, Maria Amalia Ferrao Moniz Barreto Aragao
11. Baronesa de Matuim, Emilia Augusta Ferrao Moniz de Aragao
12. Baronesa de Alenquer, Francisca de Assis Viana Moniz Bandeira
13. 3o. Barao de Sao Francisco, Antonio Araujo de Aragao Bulcao.
14. cirurgião-mor da Vila de Porto Alegre, Polycarpo Joseph Barbalho
15. capitão, Jose Vaz Barbalho
16. padre, Policarpo Jose Barbalho
17. capitão-cirurgiao, Modesto Jose Barbalho Junior
18. juiz de paz em Sabinopolis, Jose Vaz Barbalho
19. juiz de paz em Pecanha, Cirino Jose Barbalho
20. capitão, Francisco Marçal Barbalho

Outros nao assinam mas são igualmente Barbalho. Exemplos significantes são:

01. compositor, Francisco (Chico) Buarque de Holanda
02. presidente, Juscelino de Oliveira Kubitschek
03. Juiz e deputado, dr. Antonio Rodrigues Coelho Junior (dr. Coelho)
04. Ministro do Trabalho, dr. Alírio de Sales Coelho
05. Bispo, D. Manoel Nunes Coelho
06. Genealogista, Dr. Nelson Coelho de Senna
07. Genealogista, Dr. Dermeval Jose Pimenta
08. compositor, Fernando Brant
09. fundador do Hospital Sao Lucas, Dr. Rui Pimenta Filho
10. Reitor da UEMG, professor Aluisio Pimenta
11. jornalista, Francisco Coelho Sobrinho
12. Baronesa de Cacequi, Maria Nicolacia da Conceição Bezerra
13. pioneiro, Sinval Rodrigues Coelho
14. pioneiro, Gil de Magalhães Pacheco
15. pioneiro, Odilon de Magalhães Barbalho
16. dona Yolanda Consuelo de Senna, esposa do dr. Marcelo Silviano Brandao

Atuais membros da familia Barbalho que assinam ou não:

01. escritora, Paula Pimenta
02. presidente do Cruzeiro Esporte Clube, duas vezes campeão brasileiro, Dr. Gilvan de Pinho Tavares
03. jogador, Leandro Almeida (com passe preso ao Palmeiras, campeão de 2016)
04. Roberto Brant, ministro da Previdencia Social na administracao FHC.
05. deputado federal, Jose Bonifácio Barroso Mourão.
06. empresario, Alexandre Cafe Birman
07. modelo, Camila Figueiredo Coelho
08. atriz, Marcela Pereira Coelho
09. ator, Lucio Mauro Barbalho (e filho)
10. governador, Jader Barbalho
11. Dr. Carlucio Rodrigues Campos Coelho, advogado do trabalho
12. Dr. Bernardo Lemos Ferreira, pesquisador da Harvard
13. Dr. Virgilio Jose Coelho, pesquisador da UFMG
14. Dr. Demostenes Jose Coelho, professor da Universidade de Diamantina
15. Dra. Maria Silvia Nunes Coelho, doutora em periodontia
16. Dr. Matosinhos de Souza Figueiredo, professor da UFV, MG
17. Dr. Odon Jose de Magalhaes Barbalho, BC
18. atleta olimpico, Raul Bernardo Nelson de Senna Neto
19. musico, Taique Coelho
20. Juiz de direito, dr. Jose Geraldo Braga
21. jornalista, Carlos de Magalhaes Barbalho
22. jornalista e genealogista, Ormuz Barbalho Simonetti
23. Theodoro Hungria da Silva Machado, marido da princesa do Brasil, D. Maria Gabriela de Orleans e Braganca
24. Sylvia Amelia Hungria da Silva Machado, esposa do principe de Orleans e Braganca, D. Afonso Duarte.
25. ativista da paz, Joaquim Candido da Silva
26. ativista social, Anibal Rodrigues Coelho
27. modelo, Victoria Dreesmann

28. empresario das Confeccoes Babita, Laureano Fernandes Soalheiro

29. cineasta, Flavia Barbalho Paulino

30. cineasta professor na UFMG, Savio Leite

31. atriz, Ohana Marra (participou do concurso para dancarina para o programa Domingao do Faustao, em 2015/16)

Encerro essa lista por aqui porque quanto mais nomes acrescento menos justa ela me parece ser com tantos outros que sei fazer parte. Enfim, a lista tem o objetivo único de despertar o interesse de alguns curiosos. Em meu caso, todos que participam me são igualmente caros.

Ha outros pontos interessantes a apontar em relação `a genealogia. Um deles eh o fato de os sobrenomes de família fazerem parte de heranças genéticas.

Uma bem interessante vem ja do inicio de nossa linhagem. Braz Barbalho Feyo foi marido de Maria Tavares de Guardes. Ela filha dos nobres Francisco Carvalho de Andrade e dona Maria Tavares de Guardes.

Maria, a filha, teve por irma `a dona Ines Tavares de Guardes que foi a esposa de Joao Velho Paes Barreto, o instituidor do Morgado do Cabo, em Pernambuco. Foi um dos homens mais ricos da Capitania e do Imperio Portugues.

Portanto, nos nos encontramos na mesma ascendência dos Carvalho de Andrade e Tavares de Guardes. Quem descender dessa linhagem tera obrigatoriamente pelo menos esse vinculo genético conosco. Mas como o espaço de tempo entre nos eh relativamente longo, espera-se que haverão outros vínculos alem desse.

Isso quer dizer que devemos descender mais de uma vez dos mesmos ancestrais, alem de descender de outros ancestrais que serão comuns a outras pessoas atuais.

Um outro exemplo nessa linha de pensamento vem de dona Isabel Pedrosa. Ela foi a esposa do Jeronymo Barbalho Bezerra, os nossos nonavos. Isabel foi filha de Joao do Couto Carnide e Cordula Gomes.

Cordula Gomes foi filha dos cristãos-novos Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia, a poderosa (foi chamada assim por ter falecido centenária, idade semelhante a que a neta também atingiu).

Interessante aqui esta no fato de o casal ter sido pais também de dona Antonia Pedroso de Gouveia, que foi esposa de Belchior de Azeredo, um dos filhos de Marcos de Azeredo, um importante bandeirante da era colonial brasileira. Vide a pagina:

http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptazercout.htm

Dele descendem os Azeredo Coutinho que desempenharão importante papel no Rio de Janeiro e outros destinos brasileiros.

Sendo esses dois exemplos ja tao significantes, imagine-se outros milhares que se dao nas raízes de todas as famílias brasileiras quinhentonas.

No proximo endereço abaixo, basta ir ao ultimo parágrafo da quinta pagina deste trabalho. Ali ira verificar-se que o nome do ancestral Miguel Gomes Bravo se encontra na lista dos ancestrais da linhagem genealógica descrita.

E na penultima pagina ha uma descrição genealógica mostrando descendentes nobiliárquicos dele. Note-se que nesse caso talvez os nobres não serão membros da Família Barbalho, porem, serão tao Gomes Bravo Pedrosa de Gouveia quanto nos que descendemos, pelo menos, do casal: Jeronymo Barbalho Bezerra e Isabel Pedrosa.

http://www.cbg.org.br/baixar/algumas_notas.pdf.

Ha, ainda, outros detalhes colaterais em todas as genealogias.

Teria ainda que pesquisar melhor, porem, sabemos que nossos familiares em Minas Gerais possuem vínculos parentais com pessoas da alta nobreza. Entre eles pode-se citar:

01. Barao do Serro. Diversos ramos da descendencia Barbalho descendem também dos Ferreira Rabello, o mesmo que aparece no sobrenome do barão Jose Joaquim Ferreira Rabello.

02. Barão de Alfie. O Andrade do barão Joaquim Carlos da Cunha Andrade também aparece na descendência dos Barbalho que habitavam o mesmo nicho ecológico, ou seja, região entre Santa Barbara, Alfie, Itabira, Ferros e outras. O barão foi tio-bisavo do poeta Carlos Drummond de Andrade.

03. Barão de Cocais. O barão Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha deixou uma família extra-conjugal que ao multiplicar-se misturou-se com a descendência Barbalho no Município de Virginópolis, MG, e região. Essa descendência tinha o sobrenome Furtado Leite. Hoje prevalece o Leite isolado.

04. Barão de Sao Mateus. Segundo o professor Dermeval Jose Pimenta tal cargo foi solicitado para seu tio Modesto Jose Pimenta, porem, o imperador Pedro II nao o confirmou. A familia Pimenta descende do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza e a ela foi dada a preferencia do apelido materno.

05. Barão e Visconde de Itaúna. Esse foi o dr. Candido Borges Monteiro, medico particular da familia imperial brasileira, nomeado governador da Provincia de Sao Paulo, destacou-se como cirurgião e professor de medicina.

Outro que talvez nao tenha ascendência Barbalho, porem, muitos Barbalho tiveram uma relação parental próxima com ele.

Segundo a genealogista Anamaria Nunes Vieira Ferreira ela tem razoes para crer que ele foi bisneto de Caetano Borges e Joanna Monteiro. O mesmo casal foi, na Municipalidade de Seia, Distrito de Guarda, pais de Antonio Borges Monteiro (sr. Monteiro).

Vide: http://nobiliarquia.blogspot.com/2008/11/cndido-borges-monteiro.html

Esse Antonio transferiu-se para a Villa do Principe (atual Serro) deixando grande descendencia. Entre eles se encontrou o filho Antonio Junior (Borginha), que ajudou a fundar o Arraial de Sao Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis.

Borginha foi pai de dona Maria Balbina de Santana, que desposou Boaventura Jose Pimenta, neto materno de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, cuja familia foi descrita pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Por outra via, o sr. Monteiro enviou dois de seus filhos ainda muito jovens para serem educados no Rio de Janeiro. Foram Umbelino e Isidro Borges Monteiro, os quais deixaram grande descendência em Iguaçu e na capital.

Entre os atuais descendentes ha o Eduardo Pellew Wilson, 2o. Conde de Wilson.

Entre os irmãos do dr. Cândido Borges Monteiro, dona Ilydia Maria Candida Borges Monteiro tornou-se, via casamento, Baronesa da Lagoa.

Outras familias importantes também fazem imbrincacoes com a Família Barbalho. Entre as quais a do capitão Joaquim Alvares Barroso. Português de nascimento, casou-se no Serro por volta de 1815. Nas freguesias daquela importante villa (antiga Villa do Principe) ja se encontravam os Barbalho ha cerca de 100 anos atras.

O capitão Joaquim compartilha com outros de nossos ancestrais a primazia da fundação do Arraial de Sao Sebastião dos Correntes. Muitos da atual descendência Barroso compartilham a genética Barbalho.

Foi em homenagem a Sabino Alves Barroso que o antigo arraial veio a ser chamado pelo nome de Cidade de Sabinopolis. Sabino era neto do capitão Joaquim e foi irmão do Joao Evangelista Barroso, pai do grande compositor Ary Evangelista Barroso. Sabino Barroso foi politico importante em Minas Gerais.

Enfim, o trabalho de juntar tudo isso em apenas uma obra não seria pouco e precisaria da dedicação integral. Somente no mergulho nos arquivos que existem no Colégio Brasileiro de Genealogia, RJ, deverão ser necessários meses, senão mais de ano.

Pesquisas nos arquivos das cidades históricas de Minas Gerais seriam imprescindíveis.

Obviamente, pretendo fazer as verificações das interligações do ramo do Centro-Sul Brasileiro com o Nordeste-Norte. Para isso terei que verificar as obras de estudiosos como Antonio de Araújo de Aragão Bulcão que, pelo sobrenome, imagino haver a possibilidade de também ser Barbalho.

Precisarei consultar também ao confrade Ormuz Barbalho Simonetti a respeito dos familiares dele.

Claro, o objetivo seria levar as linhagens pelo menos ate ao inicio do século XX, pois, de então para ca as pessoas que vivem atualmente poderiam identificar seus ancestrais.

Algumas pessoas, mais leigas que eu, costumam duvidar desses meus escritos por pensar que estou querendo “puxar a sardinha para a minha brasa”, como se eu quisesse dizer que sou mais que quaisquer outras pessoas.

Refiro-me a isso apenas para alertar a esses e outros. Na verdade eh justamente em razão do contrario que gostaria de produzir essa nova obra. Não se trata de dizer que eu sou e os outros não.

O que parece magica eh apenas matemática aplicada `a genealogia. Se eu tivesse fontes suficientes para acompanhar a genealogia de meus outros ancestrais como os casais Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes; Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria de Araujo ou Pantaleão Monteiro e Brasia de Araujo acabaria apenas ampliando ainda mais o conhecimento que ja temos.

E se tomarmos outros casais da mesma época que não temos o conhecimento ser nossos ancestrais, mas o serão das pessoas que duvidam de mim, muito provavelmente eles serão ascendentes da maioria das pessoas que vivem atualmente no Brasil e de um contingente considerável daquelas que vivem no exterior.

Do que ja sabemos, retornando pouca coisa antes, aos ancestrais desses nossos ancestrais, podemos citar o rei de Portugal D. Afonso I. Ele aparece como ancestral de, pelo menos, 75% dos presidentes dos Estados Unidos. E eh ascendente de uma parte considerável da população brasileira.

O fato eh esse, matematicamente falando, quando estudamos a Historia do passado não tao remoto, estamos na verdade estudando a Historia de Nossos Ancestrais, obrigatoriamente.

E se estivermos estudando a Historia Contemporânea, estaremos estudando os feitos de descendentes de nossos ancestrais, ou seja, no mínimo, feitos de nossos primos.

O que as pessoas que duvidam precisam fazer eh apenas por mãos `a obra e testarem por si próprias, buscando dados para formarem suas próprias genealogias. Duvidar sem saber eh fácil. Fazer da mesmo trabalho, porem, o fazer tira nossas duvidas!

Aguardo respostas. Atenciosamente,

Valquirio de Magalhães Barbalho.

TRUMPANDO O ELEITOR

novembro 26, 2016

TRUMPANDO O ELEITOR

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/
2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/
3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/
4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/
5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/
6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/
7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/
8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/
INDICE

01. INTRODUCAO
02. VARIANTES DA PSICOLOGIA
03. DEMOCRACIA!
04. O PRINCIPIO DA ENGANACAO
05. A REALIDADE COMO ELA EH E NAO COMO PARECE SER
06. UMA VIRGEM, NO SENTIDO POLITICO, PARA A ELEICAO
07. A POLITICA NOSSA DE CADA DIA
08. PRESIDENCIA NAO PASSA DE UM CARGO FIGURATIVO
09. CONSTATA-SE O GOVERNO DA OBSCURIDADE
10. MANIPULACOES E MANIPULADOS
11. A PROVA DE QUE AQUI NAO HA REGIME DEMOCRATICO
12. COMPARACOES PARA COMPREENSAO
13. O MATA-BURROS
14. ESTRATEGIAS PARA ELEGER TRAPACEIROS
15. ATOR, O ETERNO FINGIDOR
16. O POVO MAIS ACOMODADO
17. A EVIDENTE MANIPULACAO VIA IMPRENSA
18. COMO ATUOU O MUNDO DA ESPIONAGEM
19. VIGIAI PORQUE VOCE NAO SABE A HORA DO LADRAO
20. O VI SENTIDO
21. POVO MARCADO, POVO FELIZ
22. PECO OSCARES PARA OS ATORES!
23. A SOMA QUE RESULTOU EM ZERO
24. OS PATETAS QUE SE FAZEM E OS QUE SAO FEITOS
25. RECEITA PARA TRUMPAR O ELEITOR
26. O TRONCO
27. PURA TRAPACA
28. A INTERNET E O TELEGRAFO
29. NOVUS ORDO SECLORUM
30. “ESSA TERRA AINDA VAI TORNAR-SE UM IMENSO PORTUGAL”
31. MODOS DE CONSTRUCAO DOS IMPERIOS
32. NASCIMENTO E FIM DE UM IMPERIO
33. A METAMORFOSE DA MARIPOSA
34. O GOVERNO ILEGITIMO
35. CAUSA PARA UMA VIDA
36. RECOMENDAÇÕES FINAIS

37. acréscimos O CONSERVADORISMO E O LIBERALISMO ATUAIS.

38. Carta que postei no Facebook, endereçada ao presidente OBAMA EM 20.08.2014

TRUMPANDO O ELEITOR

01. INTRODUCAO

Gostaria de ter escrito esse texto antes dos resultados das eleições de 2016 aqui nos Estados Unidos. Isso porque ja sei o resultado, portanto, eh preciso anunciar o que sei para que as pessoas saibam que eh verdade o que falo.

Hoje eh 06.11.16 e as eleições se darão depois de amanha. Provavelmente não terei tempo de escrever, revisar e publicar. Mas vou fazer o que for possível.

Para mim nao eh segredo. Apesar das insistências em contrario, o Donald Trump não ira superar as dificuldades criadas por ele próprio e sera derrotado. Hillary Clinton ira ganhar, mesmo com o FBI interferindo, por dar a impressão de que esta a favor do adversário dela.

Gente, a coisa eh tragicomica. E vou ate recordar mais uma vez o que se passou quando eu era universitário.

Naquela epoca lutávamos pela melhoria da educação no Brasil. Achávamos vergonhosa a situação de os dados estatísticos afirmarem que, a cada 1.000 estudantes matriculados no primário apenas 17 ingressavam nas universidades. E mais alguns não chegavam a concluir o curso.

– 01 –

O governo, em torno de 1980, da ditadura planejava cortar verbas. E isso não apenas irritava quanto sabíamos que teria consequências ruins para nos estudantes pessoalmente quanto para os destinos da nação.

Um dia fui assistir a uma aula noturna que éramos obrigados a frequentar um dia por semana. O curso tinha por avaliação apenas a nossa presença. E se tratava de estudos dos problemas brasileiros.

O palestrante daquele dia chamou-nos ao raciocínio. Era portugues de nascimento. Não me recordo o nome. Comparando o sistema educacional brasileiro com os motores de carro mencionou que os motores naquela época tinham uma eficiência de 50%.

Isso significava dizer que a quantidade de energia transformada em trabalho pelos motores chegava no máximo a 50%. Ou seja, quem tinha carro pagava por 40 litros para encher o tanque mas so usava 20. O resto era esperdiçado.

No caso do sistema educacional brasileiro parecia ser o absoluto desperdicio de energia. A eficiencia era apenas de 1.7%, no máximo. E combater isso era a nossa causa.

– 02 –

Mas continuando o raciocinio o professor questionou a nossa eficiência de pensamento. O que ele queria que fizéssemos era apenas abrir um pouco o nosso raciocínio. Para ele estávamos como que usando viseiras, pensando somente um lado do problema.

Assim ele questionou: “Voces ja tentaram pensar no contrario? Pensem bem: e se o sistema tiver sido feito para que somente uns poucos conseguirem chegar `a universidade? Ao invés de ter 98.3% de ineficiência, essa porcentagem seria a eficiência dele.”

Essa proposição funcionou como o descortinar de luz em meio `a noite. Quando pensamos que o sistema foi feito para favorecer ao povo, logo entendemos que o governo eh falho. Mas, na situação, o sistema se mostrava altamente eficiente e nos eh que estávamos nos comportando como perfeitos estupidos.

Outra situação interessante para a nossa analise eh nos lembrarmos dos animais domésticos que são usados para o consumo. Aparentemente, os donos fazem de tudo para oferecer o melhor que puderem a eles. Abrigo, assistência medica, agua, alimentos e tudo o que precisam para desenvolver rápido e a contento.

– 03 –

Pergunte aos animais inocentes o que pensam a respeito de seus donos e eles deverão ter apenas boas palavras para descrever. Claro, os animais estarão com a viseira de que tudo lhes sera oferecido para o seu próprio bem. Eles precisariam apenas ter conhecimento do final de sua historia e pensar em quais são as intenções do dono!

(Abra-se agora parenteses. Isso porque ja na introducao eu afirmei que quem ganharia as eleicoes seria a Hillary e nao o Trump. Infelizmente fui enganado pelas pesquisas que divulgaram. E foram pesquisas tanto por institutos vinculados ao Partido Democrata quanto ao Republicano.

E o cenario de modo geral das pesquisas e comentários jornalísticos levava mesmo a entender assim. A menos que houvesse uma conspiracao por trás de tudo.

Meu erro maior foi ter falado como se estivesse fazendo uma previsão de futuro. E o engano podera contar contra a minha credibilidade. Reconheco, ninguem tem obrigacao alguma de acreditar em mim. Nem quero que pensem que sou infalível.

– 04 –

Mas ha que raciocinar-se um pouco. Sera que todos os institutos de pesquisas estavam mesmo errados? Dagora para frente ficara comprovado que as pesquisas nao fazem sentido algum? Nos proximos eventos eleitorais, garanto que as pesquisas continuarão sendo feitas, e sera que ninguem mais acreditara por causa da falha estrondosa que tiveram?

Diga-se de passagem. Quando houve o referendum para o Brexit na Inglaterra as pesquisas tambem falharam. Nao sera que esteja surgindo ai um padrão?

Bom, na realidade, o que tenho para falar mesmo nao se trata necessariamente dos resultados de uma ou outra eleicao. E quem tiver a paciencia de continuar lendo poderia fazer a verificacao disso. Continuo, entao, o assunto a partir de onde parei. E hoje ja eh o dia 10.11.16.)

– 05 –
02. VARIANTES DA PSICOLOGIA

Nos, o povo, geralmente somos levados a pensar que psicologia eh algo surgido apos Freud. Mas basta ler-se o livro “O Alienista” do fabuloso escritor Machado de Assis para perceber que ela ja era tratada no meio leigo muito antes. Leigo no sentido de que o Machado de Assis, por exemplo, nao era nem medico nem psicanalista.

Sem desmerecer o valor do trabalho de Freud ha que levar-se em consideracao que ele nao partiu do zero. O grande merito dele foi ter reunido aquilo que ja ocorria nas tradicoes orais `as proprias observacoes e com isso criado a analise sistematizada dos desvios psicologicos, ou seja, fez a primeira organizacao da psicanalise moderna. A partir dai passou-se a crer que ele foi o primeiro e unico.

Ja mencionei que na familia tivemos um psicologo muito antes de Freud. Foi o bisavo Joao Batista de Magalhaes. Ele tratava os conflitos de familia com admirável perspicácia. Nasceu em 1862. Portanto, usou os dons dele na era pre-Freudiana.

Ah sim. Freud era mais velho que o “tio Joaozinho”, nasceu em 1856. Mas o que acontece foi que quando Freud iniciou os estudos preliminares (1885) para mais tarde elaborar suas teses, o bisavô ja estava aplicando o que sabia, mesmo antes de atingir a idade de 18 anos.

– 06 –

E por mencionar o pre, ha que recordarmos da pre-historia. O que atualmente tornou-se uma palavra sem muita validade. O que se dizia era que a Historia passou a ser recordada com o inicio da escrita como a conhecemos.

Mas a verdade eh que hoje podemos ler os desenhos rupestres de dezenas de milhares de anos antes do surgimento das escritas conhecidas e com isso sabermos algo das vidas de nossos antepassados mais remotos. Eh possível traduzir o pensamento deles via seus desenhos.

Outra forma de descobrirmos como o ser humano dominou a superficie da Terra e como pensava eh atraves dos vestígios arqueológicos que ele deixou.

Um muito interessante sao as estruturas deixadas no que atualmente virou o fundo dos Grandes Lagos. E em diversas partes do mundo existem coisas semelhantes. Mas o fundo dos Grandes Lagos esteve exposto pela ultima vez durante a ultima Era Glacial. Ou seja, no minimo antes de 7.000 anos atras.

– 07 –

E la se encontram estruturas que lembram um enorme funil ou, para quem esta acostumado com a vida na roca, um tronco para vacinar gado. O que os cientistas acreditam eh que os seres humanos ja possuiam uma inteligencia equiparavel `a atual porque precisa-se de planejamento para executar tal obra.

E a interpretacao para a utilizacao daquele funil eh relativamente simples por basear-se em coisas que usamos ate hoje. Sabe-se que os rebanhos de animais selvagens cumpriam suas peregrinacoes migratorias anuais. Ou seja, passavam pelos mesmos caminhos todos os anos. Isso com trajeto de ida e volta.

Os seres humanos na epoca tinham a caca como uma das principais fontes de alimentos e vestuário. O tronco seria a forma de “industrializar” a atividade, onde a tribo poderia obter alimento em maior escala, e o refrigerador era natural pelo menos durante o periodo de inverno.

O que necessitava era apenas ter uma estrategia capaz de levar os rebanhos a entrarem pelo funil. Como a distancia era longa, os animais não perceberiam que o final era estreito e, portanto, ficariam expostos ao ataque do predador humano.

– 08 –

O que o ser humano precisava fazer em primeiro lugar era apenas causar algum distúrbio para que alguns animais se assustassem. E o medo tornaria a forma de induzir o rebanho a seguir os primeiros assustados. Numa sequencia simples de sustos os desesperados se dirigiriam `a entrada do tronco e de la ao “refrigerador”.

Porem as pessoas nao percebem em primeiro lugar eh que para executar tal plano era necessario conhecer muito da psicologia animal. Em segundo lugar as pessoas pensam que isso nao acontece com o ser humano porque ele eh “racional” e os outros animais sao “irracionais”.

Irracional mesmo eh pensar que a nossa psicologia seja totalmente incomparavel `a dos animais que evoluiram de uma mesma matriz genetica.

O fato eh esse: os outros animais nao sao sem inteligencia como os preconceituosos do passado os trataram e os seres humanos não são tao especiais no que se trata ao raciocínio.

– 09 –

Os fatos também sao esses, ate hoje chamamos uma operação matemática de Teorema de Pitágoras. Também somos levados a crer que o famoso matemático grego pensou tal teorema.

Atualmente, os egiptólogos ao estudarem a construção das pirâmides puderam constatar que não são prédios construídos aleatoriamente sob a forma piramidal porque seria uma única figura geométrica capaz de sustentar aqueles colossos, como se pensava antigamente.

Na verdade, a construção das pirâmides foi uma arte com tamanha complexidade que os engenheiros atuais teriam dificuldades em fazer o mesmo com toda a tecnologia e equipamentos `a disposição. E dentro do planejamento de construção concluiu-se que seria impossível faze-lo sem o uso do teorema. Ou seja, 2.000 anos a. P. (antes de Pitágoras).

– 10 –
03. DEMOCRACIA!

Aproveitando que chegamos ao tempo de Pitágoras e da Grécia antiga temos que nos lembrar que o termo “democracia” provem exatamente de la. E a definição que estudamos para a palavra era “governo do povo, pelo povo e para o povo”. Onde esta a verdade nisso?

A verdade esta que realmente a palavra tem essa definição. O que não se fala eh que na Grécia antiga existia a escravidão. Não existia grupos de defesa dos direitos humanos. O povo miúdo na realidade não participava das decisões. A decisão ficava restrita `as classes alta e media.

E quando uma decisão era tomada, que a oposição se cuidasse, pois, as intrigas (tragédias) políticas permitiam aos vencedores articularem para eliminar os inimigos. Que se estude o que foi feito a Themistocles, o grande herói que conseguiu derrotar o Império Persa e que se não o fizesse nunca teríamos ouvido falar de um império chamado grego!

– 11 –

A democracia foi reinventada a partir da Revolução de 1776 aqui nos Estados Unidos. A revolta se deu pela independência e contra a tirania. Logo de pronto, após a vitoria, desejaram que George Washington fosse coroado rei. Mas o próprio recusou, pois, não teria feito sentido lutar contra uma tirania para criar uma nova.

Entre os revolucionarios, inclusive Washington, haviam os maçons. Thomas Jefferson, outro, e alguns colaboradores então criaram a Constituição. Esta reune princípios de origens diversas entre os quais: os gregos, maçónicos e indígenas. Em principio, o poder politico deveria ser passado ao povo que governaria através de seus representantes.

Eh importante saber que os governantes não são governantes no sentido estrito da palavra. Eles deveriam ser “representantes” da vontade do povo. Ou seja, a chefia deveria ter sido abolida e ser substituída pela liderança.

A carta eh tao restrita a este respeito que liberou a posse de armas a todos que o desejarem (2a. emenda) justamente para possibilitar uma revolta para combater alguma intenção de tirania dos representantes.

– 12 –

Alem do mais, os criadores sonharam com a liberdade para todos e pela busca da felicidade. O sonho era o de que cada um tivesse direito de elaborar o próprio destino e garantir a própria felicidade. O sistema foi pensado para ser sustentado por dois partidos.

O Partido Democrata existiu desde então. O Partido da Cabeleira era a alternativa. Posteriormente esse partido entrou em colapso e, `a época do presidente Abraham Lincoln, o Republicano foi criado em substituição.

A verdade foi que a democracia nunca existiu na realidade. Antes de Lincoln e o Partido Republicano havia a escravidão. Os povos indígenas e africanos nem sequer eram considerados cidadãos. As mulheres so passaram a votar nos Estados Unidos a partir de 1920 e os africanos em alguns estados do Sul somente em 1965.

Por ai pode-se observar que democracia eh um principio ativo que eh usado sob diversas formas de fantasias.

– 13 –
04. O PRINCIPIO DA ENGANACAO

Existe na Constituição dos Estados Unidos um outro ponto bem “contraditório” em relação `a realidade. Os criadores colocaram pensamentos ultra avançados para o próprio tempo, entre eles esta a liberdade de culto e de não filiação a quaisquer credos e o reconhecimento de que todos nascem iguais. Em principio, a igualdade ao nascimento deveria ter uma correspondente: igualdade de oportunidades.

Contudo, a Constituição foi atropelada pelos tempos. Em primeiro lugar, com o exemplo externo, como a criação do Império Inglês, os governantes dos Estados Unidos também se viram tentados a criar o seu próprio Império. E para isso não se acanharam em fazer guerras para conquistar territórios, fundamentalmente contra os nativos e os mexicanos. Ou seja, a igualdade de direitos via criação deixou de valer em relação aos considerados estrangeiros.

Conquistado o territorio continental a ansia pelo dominio continuou, principalmente em relação `as ilhas do Caribe e do Pacifico. Naturalmente essa ânsia tornou-se contida por causa de outros Impérios terem chegado primeiro. E também por causa dos nacionalismos locais, como foi o caso das Filipinas que preferiram a independência. Pelo menos no sentido teórico.

– 14 –

Acontece que, apesar do estabelecimento da igualdade através do nascimento, a ganância tem sido mais forte que a justiça, na natureza animal humana.

Como as circunstancias impedem a estratégia antiga da pura e simples conquista de territórios, a estratégia mudou. Ha muito vem-se elaborando e instituindo outras formas de domínio. E para isso tem-se usado o ilusionismo para que as pessoas se sintam seguidoras de liderança e não dominadas pura e simplesmente.

E sao dois os principais instrumentos usados para isso. Um eh a falsa liderança que depende do voto popular e o outro eh o domínio econômico. Através do domínio econômico impõe-se e distribui-se informações falsas que manipulam a opinião publica e leva o povo a votar como se fosse sua própria vontade.

Especificamente, vivemos a ditadura do voto mas pensamos que somos livres.

– 15 –

05. A REALIDADE COMO ELA EH E NAO COMO PARECE SER

Desde os tempos da politica de conquista de territorios vem-se desenvolvendo a teoria do oposto `a igualdade. Para nos que acompanhamos aqui de dentro as políticas internas, estamos melhor informados de como o estadunidense nato tem sido bombardeado por um tipo de lavagem cerebral que o leva a pensar ser excepcional.

Essa excepcionalidade ja se transformou praticamente num tabu moderno. Quem falar contra ele estará sujeito `a discriminação, ao isolamento e outras coisinhas piores. Em principio, a excepcionalidade eh justamente o oposto do principio constitucional da igualdade ao nascer. Essa excepcionalidade fica oculta atraves das teorias do direito individual e da meritocracia.

A excepcionalidade da qual se fala por aqui muito faz lembrar a teoria bíblica do “povo escolhido”. Criou-se o conceito de que essa nação surgiu como de um parto sobrenatural, cujo nascimento eh único e, pelo direito semelhante ao de primogenitura, adquiriu o direito de chefiar o mundo.

– 16 –

Nao se trata aqui do que se fala mas sim do que se faz. Os discursos sao meticulosamente orquestrados para que se pense que os Estados Unidos se oferecem como lideres mundiais. Por tras do ilusionismo o eufemismo significa mesmo que eles querem o comando

Eh como se todos os impérios do passado foram tentativas falhas para que servissem de experimento para construir-se algo maior. Se os outros impérios foram limitados em extensão por causa dos concorrentes, o atual não tera limites senão a curvatura terrestre e, quem sabe, conquistara também outras terras no espaço sideral. O que ja esta sendo posto em pratica.

Exato, a coisa parece ser invenção de gente maluca! Mas maluquice eh não parar para observar os sinais dos tempos e achar que existe limites para a ganância de determinado grupo de pessoas.

Tudo o que esse grupo de poderosos tem feito eh vender a ilusão ao povo que, tendo sua inteligência obscurecida pelas dificuldades impostas a seus meios de vida e pelo ilusionismo vendido, pensa ser agente da Historia quando na realidade tem sido usado apenas como “bucha de canhão”.

– 17 –
06. UMA VIRGEM, NO SENTIDO POLITICO, PARA A ELEICAO

Voltando `as eleições de 2016 aqui nos Estados Unidos temos alguns outros detalhes a analisar. E o importante eh procurar compreender o porque de que o cargo de presidente tenha sido entregue `a pessoa menos indicada para o serviço, segundo a interpretação tanto dos adversários quanto a uma parte considerável dos próprios aliados.

Donald Trump foi chamado por todos os nomes pela maioria do eleitorado que não morre de amores por ele, exceto os de sábio, eficiente, apropriado, honesto e justo. Mas talvez ele tenha sido “escolhido” justamente por não possuir tais qualidades que interessariam ao povo mas sim por causa dos defeitos que interessariam aos manda-chuvas de plantão.

Talvez, antes de continuar, preciso sera que eu retorne alguns meses atras, antes de comecarem as primarias para saber quais seriam os candidatos pelos Partidos Democrata e Republicano. `Aquela epoca postei uma carta aberta ao presidente Obama.

A versao em portugues foi publicada em 20.08.2014. Mas ela ja era a traducao da versão inglesa que havia sido escrita antes. Para que saibam exatamente o que eu ja pensava na epoca, postarei aqui este extrato:

– 18 –

“No ano anterior `a sua reeleicao eu fiquei apreensivo. Pensei nao ser possivel reverter a situacao. Porem, quando os republicanos começaram a revelar o que fariam se fossem eleitos compreendi o quao importante era tentar impedir que fizessem tanto mal.

Penso que a maioria dos americanos compreendeu o quão perigosas eram as intenções deles, assim, meu voto tornou-se irrelevante para sua reeleicao, embora nao deixou de ser mais um na montanha.

Continuo pensando que temos muito para ficarmos apreensivos. Algo que preocupa eh a necessidade de deixar o Partido Republicano no banco de reserva por pelo menos 2 ou 4 legislaturas. O comportamento dele comprovou ser danoso. Se isso for um problema para a democracia, pela falta de alternancia no poder, sera bem pior se eles voltarem com sua forma testosteronica de governar.

Este eh o maior dos problemas que enfrentamos atualmente. Se seguirmos o curso que nossa Historia tem trazido iremos facilmente caminhar para a III Guerra Mundial. Penso que os homens no poder nao compreenderam isso tao claro quanto eu. Isso nao eh uma adivinhacao. Eh apenas raciocínio.

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Para o momento penso que precisamos de uma mulher na sua sucessao. O povo tem falado na Sra. Hillary Clinton. Tenho amor por ela e pelo que o marido dela fez mas nao estou certo que ela ganharia a eleicao. Ela tem experiencia a favor. O que tambem pesa contra ela. Todo politico conhecido carrega os pros e os contras. Penso que sera dificil elege-la e sera proximo ao impossivel reelege-la.

O que a gente precisa eh de pelo menos uma geracao que nao seja dependente de testosterona para salvar o mundo. E o outro lado nao oferece alternativas. Parece que ate mulheres como Michelle Bachmann e Sarah Palin tambem sao movidas por esse hormonio.

De qualquer forma, penso que a pessoa mais apropriada para tornar-se a proxima presidenta sera Caroline Kennedy. Sera como prestar tributo ao pai e aos tios dela. Embora seja preciso consulta-la para ver se ela deseja servir. Talvez ela nao tenha a ambicao, embora o serviço seja mais um sacrificio que uma ambicao. Ela sabe isso melhor que nos. E voce e o Bill Clinton terao que assessora-la para suprir a experiencia que ela ainda nao tem.”

Posteriormente fiz outra previsão e deixei escrita num de meus textos que agora não me recordo qual foi. A previsão era a de que a possível disputa presidencial, ainda estávamos passando pelas primarias, entre Hillary e Trump, se daria em clima de acusações mutuas e não em termos de discussão para dar alguma solução.

E ainda disse que, quanto `as acusações reciprocas os dois candidatos iriam falar a verdade.

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07. A POLITICA NOSSA DE CADA DIA

Somente agora observo que fui simplorio em minhas concepcoes. Nao que elas estejam erradas em essência. O meu engano foi pensar que a chefia do Partido Democrata esteja mesmo interessada em solucionar aquilo que considero problema. A visao dela eh a mesma da chefia do Partido Republicano. E eu apenas desconfiava mas nao queria acreditar nisso.

Ha que contar-se mais um “causo” da minha vida para ilustrar melhor esse texto. No primeiro ano que entrei para o curso de medicina veterinária, na Cidade de Vicosa, Minas Gerais, tivemos um pic nick para confraternizacao entre as turmas. Os veteranos tinham a intencao de conhecer-nos e facilitar nossa familiarizacao com o ambiente do curso.

Entre as brincadeiras, so poderia ser entre veterinários, houve a gincana para ver qual das turmas conseguiria capturar o maior numero de mosquitos. A confraternizacao estava sendo no Belle Vedere, ao ar livre. Mas diversos veteranos apanhavam os mosquitos e passaram a entrega-los a membros da turma de calouros. Essa turma estava animada e envolvida pelo clima de competição.

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Entre todos eu era talvez o mais velho, inclusive que boa parte dos veteranos. E a atitude deles fez acender a luz da minha desconfiança. Como diz o ditado: “quando a esmola eh muita o santo desconfia!” Entao, nao sabia se capiturava mais mosquitos ou vigiava as minhas costas! Mas o resultado foi que os calouros venceram a competicao.

No ano seguinte eramos nos parte dos veteranos. E o processo se deu no mesmo enredo. Na verdade era uma combinacao entre os veteranos para elevar o bom humor dos calouros. Isso baixa as resistencias e torna os “manipulados” mais afeitos a aceitar participar da confraria.

Vamos nos lembrar, entao, que, nesse caso, a brincadeira estava envolta pela melhor das boas intencoes. As consequencias objetivadas eram mesmo promover a amizade entre os diversos niveis de estudantes do curso. Competicoes mesmo se davam a nivel dos esportes. E a turma de 1982 possuia o maior numero de atletas de boa qualidade, fazendo-nos dominar essa area.

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Ja, em termos de politica, principalmente a niveis nacionais e internacionais, tenha a certeza que situacoes analogas acontecem. Mas nada tem de boas intencoes. Ou, pelo menos, nao tem a intencao de ceder algo se nao se obtiver outro de maior valor. Em politica isso tem sido feito como jogo de loteria. Enquanto uns ganham algo de vez em quando, existem os que estao ganhando sempre.

Eh preciso frisar que nunca senti-me inteiramente confortável com a brincadeira de enganar os calouros recém-chegados. Mas como não haviam consequências negativas maiores e não havia uma ideia alternativa em mente, nunca falei nada contra.

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08. PRESIDENCIA NAO PASSA DE UM CARGO FIGURATIVO

Retornando `as interpretacoes politicas, parece-me que o mundo do eleitorado nas duas maiores economias das Americas reduz-se a duas questoes:

1. voce eh a favor ou contra o golpe, no Brasil;

2. voce era a favor da Hillary Clinton ou do Donald Trump, nos Estados Unidos.

Sera que sao essas mesmo as questoes que deveriam mover o eleitorado? Nao creio e enxergo que o efeito delas tem transformado as pessoas em fantoches. O odio contra uma ou outra opiniao transformou-se nas cordas que manipulam os bonecos.

Primeiramente vamos tomar os Estados Unidos como ambiente de reflexao. Aqui se afirma que se respira e vive-se a democracia. Tudo gira em torno dessa palavra. Mas qualquer “indio” havera que perguntar-se: que democracia eh essa cara palida?!!!

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Ora, democracia eh obviamente o metodo que vinha sendo pensado para que alcançássemos as: liberdade e a felicidade. Eh a aceitacao de que todos temos o direito de pensar diferente dos outros. Temos que concordar que discordamos. O que nao podemos eh tentar impor aos outros o que pensamos. Talvez convence-los sim.

Quando duas opinioes sao diametralmente opostas, ha que sentarmo-nos `a mesa de conversacao para estudar uma forma em que nenhum dos lados se sinta alijado. O objetivo nao eh vencer. Eh o de tornar a vida de todos menos conflituosa, o que por isso mesmo ja eh o bem de todos. Nos sabemos que vivemos num mundo em que todos dependem uns dos outros. Eliminar os adversarios nao elimina o problema.

Para compreendermos melhor o que se passa nos Estados Unidos e no mundo, eh preciso recordar uns pequenos pontos. Em primeiro lugar, as eleições presidenciais não passam de cortina de fumaça para ocultar uma realidade assombrosa. Especialmente aqui. Não se trata de nenhuma teoria de conspiração. E vou explicando melhor.

A ideia que nos eh passada de presidência eh completamente falsa. Nunca foi a intenção dos criadores da Constituição dar poderes excessivos a uma pessoa. Mas investir na pessoa do presidente a imagem da governança.

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Isso quer dizer que a cadeira da presidência eh um símbolo e um oriente. Ou seja, era para ele liderar e executar o que fosse necessário para suprir as boas obras que levariam o povo a tornar-se livre e feliz. Se fosse para ser um manda-chuva eles não teriam feito opção pelo sistema republicano democrático, pois, do contrario melhor seria o reinado.

Isso nao significa que não se deu poder algum ao presidente. Esse poder, porem, eh em forma de autoridade e não de autoritarismo. Isso eh o que esta na constituição.

Os construtores da Constituição também não fizeram opção pelo regime parlamentarista. Eles queriam uma certa estabilidade de poder, porem, que não fosse nem permanente e nem sujeita aos ventos das opiniões discordantes.

O senador Bernie Sanders mencionou isso durante a campanha das primarias das quais participou. Embora não exatamente no mesmo sentido que vou dizer. A ideia não eh minha e quem esta por dentro sabe disso também.

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O que o senador disse foi que o poder do presidente eh extremamente limitado. Que a única forma que existe de ele fazer a vontade do povo eh se o povo governar junto, ou seja, pressionando os parlamentares e a sociedade de um modo geral a seguir a direção para a qual ele votou.

O que ele nao falou foi o porque de ter que agir-se assim. Mas na verdade, o que esta acontecendo eh que a presidência virou um mero reinado inglês. Todos sabem que a rainha existe mas que não governa. O presidente dos Estados Unidos esta no mesmo barco.

Outro detalhe que nao esta visível na reinvenção do governo aqui eh o fato de que existe um governo permanente. Os teoristas de conspiração o chamam de “Governo das Sombras”. A ideia não eh nova. Quem conhece um pouco de Historia ja ouviu falar em “Eminência Parda”.

O titulo coube ao cardeal Richelieu. Os historiadores sabem que o tempo foi do rei Luis XIII, da Franca, mas quem mandou e desmandou foi o cardeal. O povo dirigia os olhos para o rei, pensando vir dele as decisões, mas nos bastidores quem dava a palavra era sua “Eminência Parda”. (O pardo ai eh no sentido de oculto).

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09. CONSTATA-SE O GOVERNO DA OBSCURIDADE

Por mais que se queira que um presidente tenha poderes atualmente, a verdade eh que o serviço de governar tornou-se muito complexo.

Para que se tenha uma ideia por comparação, nos que somos pais teríamos, em teoria, um poder semelhante sobre nossos filhos. Mas também sabemos que eles não ficarão 100% do tempo nas nossas vistas e, então, so podemos torcer para que no tempo em que não estivermos presentes eles procedam como esperamos.

Imagine-se o que se dira do poder que um presidente tem na verdade sobre uma nação como os Estados Unidos, com mais de 300 milhões de habitantes e com um PIB aproximando de 20 trilhões de dólares.

Mesmo que ele nomeie pessoas que o ajudarão a administrar cada area, haverá uma linha de poder que nascera dele, passando a seus ministros, que confiarão em outros subalternos, atingindo milhares de chefes e subchefes que serão responsáveis, por vezes, por milhões de pessoas. Não ha como o presidente garantir que todas as linhas do poder irão funcionar como relógio de boa qualidade.

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Mas a verdade eh que a presidência atual funciona como o reino inglês. Existe a rainha, porem, não governa. O presidente dos Estados Unidos eh apenas um promotor do governo. Podemos dizer que funcione praticamente como uma “Geni”, aquela da musica do Chico Buarque de Holanda.

Quando as coisas andam ruins ou medias, eh ele quem recebe as pedras por ser o bode expiatório, mesmo que não seja totalmente culpado. Contudo, os presidentes aceitam essa função também. Eles fazem parte do jogo, reinam mas não governam.

O governo efetivo tem sido exercido por um grupo de pessoas muito limitado em relação `a grande população. Dele participam funcionários chaves do próprio governo e que permanecem mesmo com as mudanças de presidentes e alternâncias de partidos governantes. O que no caso, fundamental nos Estados Unidos, são apenas dois.

Alem dos agentes do governo, figuram principalmente os altos comandos militares e os diretores das diversas modalidades dos serviços de inteligência. Participam tambem certos grandes milionários e pessoas cujo poder na sociedade eh respeitado. Ha que mencionar-se ai alguns magnatas da imprensa e diretores da area economica em geral.

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Esse grupo de pessoas forma um clube fechado, e das sombras eh o que realmente governa. Sao eles, por exemplo, que decidem quem ira concorrer nas disputas eleitorais. E ja tem ideia perfeita de quem sera o proximo presidente, mesmo antes das eleições acontecerem.

Muita gente pensa que isso não passa de outra “teoria de conspiração”. E a principal alegação para afirmarem que seja teoria eh que onde existe muita gente dentro de uma conspiração desse género sempre haverá um que ira denunciar e alega-se que nunca se ouviu denuncia alguma. Que a observacao se faca: denuncias existem, o que nao ha sao investigacoes porque elas dependem da autorizacao dos mesmos poderosos.

Imagino que as pessoas que decidem mesmo as coisas nao passam de 1.000. No muito, uma dezena de milhares contando os realmente envolvidos, os que tem acesso a parte das informacoes e os responsaveis pelas divulgações de interesse desse sistema.

Ai alguns pensam que esses numeros seriam mais que o suficiente para que alguns puzessem a boca no trombone. Eh! De simplorios o mundo esta lotado!!!

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Consideremos, entao, uma base militar como a chamada “Area 51”. Logo apos `a I Guerra Mundial ela foi implantada para desenvolver projetos aeronauticos secretos. Mesmo que nela houveram violações dos direitos humanos de funcionarios, as denuncias da existencia dela so comecaram decadas depois da existencia e outras decadas se passaram ate que o governo admitisse sua existência. Hoje isso eh um fato.

Agora, imagine um complo desse nivel! Quando se espera que os envolvidos irão apresentar-se e dizer que fazem parte dele? Mesmo porque o sistema pode ate ser totalmente injusto para com a populacao mas devera haver alguma legalidade por tras dela. Ha que lembrar-se que quem tem tal poder devera ter se protegido por tras de leis.

Claro, o que mais se usa eh o mote de ser segredo de seguranca publica. Sabe-se que por tras dessa alegacao muito crime vem sendo cometido ao longo da Historia. E eles tem vindo `a tona somente quando prescrevem ou que os culpados ja faleceram. Na verdade, o secreto tem sido a forma de proteger a gang. Pois, quem quer fazer o bem nao precisa fazer segredo algum disso.

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10. MANIPULACOES E MANIPULADOS

Outra coisa que desvia a atencao das pessoas do fato vem em consequencia de pensar-se que seriam necessarias muitos milhares de pessoas para dominar o poder como se faz. Na verdade nos podemos constatar que isso nao eh verdade por nossas proprias experiencias. E isso eh possivel por causa da forma que as pessoas se apegam `as suas ideologias.

Ideologia eh outra forma de dominar as mentes das pessoas. Foram caminhos pensados e desenvolvidos por filosofos numa tentativa de encontrar um mapa de acoes que levariam ao “paraiso”. Eh o reflexo da “sindrome do paraiso perdido”. Nos pensamos que procedemos de um e queremos voltar para ele. Esse eh o fundamento da Historia da Humanidade.

O que nos difere uns dos outros eh que uns querem retornar como coletivo. Outros pensam que sao melhores e que esse retorno eh para quem “merece”. E quando a pessoa pensa que merece sem restrições, ela perde os escrupulos de usar quaisquer artimanhas para atingir o proprio objetivo.

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Mas a verdade eh essa. Quando se cai no campo ideologico os dominadores nao precisam compartilhar seus segredos com seus seguidores. Eles apenas precisam lancar as ideias ou compra-las ja prontas e encaminhar para o departamento de distribuição.

Os seguidores compartilham porque estao presos pelo laço da ideologia. Nao querem nem pensar se o que esta ali eh correto ou nao. Compartilham porque gostam da ideologia e, muito provavelmente, odeiam as ideologias diferentes.

De nossa experiencia podemos atestar para o que temos visto acontecer via Facebook e outros sites de comunicacao social. Nunca se viu tanto lixo circular como se fosse materia de primeira necessidade. Mas as pessoas dominadas pelas ideologias nem sequer se questionam se estao fazendo o compartilhamento em defesa de algo melhor.

O que prevalece mesmo eh a inculta ideia da competicao. Querem ganhar!!! Querem vencer!!! Querem esmagar os desafetos!!! Mesmo que as consequencias futuras estejam claras: serao negativas para a maioria.

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11. A PROVA DE QUE AQUI NAO HA REGIME DEMOCRATICO

Para nao se perder muito o fio-da-meada, eh preciso fazer outras definicoes para que o leitor que nao acompanha a politica interna dos Estados Unidos compreenda melhor o andamento das coisas.

Algo particular da politica aqui eh o sistema basear-se na existencia efetiva de apenas dois partidos. Para os mais velhos podemos comparar esse sistema `aquele implantado no Brasil a partir da ditatura militar de 1964. Copiando o sistema daqui, eram dois partidos: a ARENA e o MDB.

A ARENA era a direita declarada e confessa. Ela incluiu desde inicio os golpistas e seus apoiadores. Era a forca dominante via forca bruta.

O MDB, que depois na redemocratizacao passou a ser o PMDB, era a oposicao autorizada. Oposicao mesmo so o nome. Isso porque os verdadeiros oposicionistas ou foram banidos, exilados, com direitos politicos cassados, assassinados ou proibidos.

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Houve uma pequena infiltracao de pessoas realmente de oposicao mas isso somente veio a se dar ja no final da ditadura. Foi a iniciativa de poucos na tentativa de forcar a redemocratizacao. Mas os que eram oposicionistas mesmo nunca tiveram estomago para isso.

Quem pensa que existia oposicao oficial `a epoca da ditadura militar no Brasil basta lembrar os nomes: Ulisses Guimaraes, Tancredo Neves, Itamar Franco, Jose Sarney, (que era ARENA e pulou para o outro lado quando surgiu a oportunidade de dar um golpe dentro do golpe), Afonso Arinos como maiores vultos do MDB. Na verdade o MDB funcionava como o Partido Democrata funciona aqui. E a ARENA funcionava como o Republicano.

O importante aqui eh saber o porque do uso do sistema bipartidario. Alguns irão pensar que trata-se de democracia. Mas a verdade eh muito diferente. Isso não significa que a democracia não funcione em qualquer regime bipartidário. O fato eh que democracia independe do regime partidário.

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Enquanto ela atender `as necessidades do povo em termo de promover a liberdade e a felicidade dele ela sera autentica. Ja, quando o povo vira massa de manobra para atender aos interesses escusos de certos privilegiados, o regime partidário pode ser pluritario, mas não sera democrático.

E o uso do regime bipartidário nos Estados Unidos tem a única função de, como eles próprios dizem aqui, sugar o oxigênio do salão. Geralmente se usa a expressão quando uma pessoa se destaca tanto numa disputa que os competidores não tenham condições de concorrer com ela.

O exemplo mais recente foi a atuação do Trump durante as primarias republicanas. Ha que destacar-se ai a intromissão do sistema, particularmente da imprensa que foi totalmente a favor dele. E se fizermos uma analise mais detalhada poderíamos comparar o que foi feito com um caso grotesco de nepotismo. Pois, a criatura Trump deve sua fama a seu criador, a mídia.

Mas o regime bipartidário nos Estados Unidos não tem sido usado como defesa da democracia. Muito pelo contrario. Tem sido usado para suprimi-la.

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Eh obvio, e ficou mais que demonstrado durante o recente embate presidencial, que a maioria da população não queria eleger nem Trump nem Hillary. Mas o regime bipartidário levou `a situação onde a maioria absoluta se viu obrigada a votar nas opções: no Trump porque penso que Hillary eh pior, ou na Hillary porque penso que o Trump eh pior.

Se a escolha que nos restou foi essa, onde ficam a liberdade e a felicidade?

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12. COMPARACOES PARA COMPREENSAO

E o defeito ja esta embutido no próprio regime bipartidário. Isso porque a maior parte da população não se enxerga dentro de um ou de outro partido. Mas essa população não se mobiliza porque não acordou para a realidade de que ela poderia organizar-se numa terceira e/ou quarta opções, que correspondessem melhor a seus anseios.

Existiram outros candidatos alem de Trump e Hillary. Porem, foram candidaturas que não representam a vontade do povo. Mesmo porque são dissidências dos próprios partidos dominantes e não um pensamento diferente deles.

Na verdade, os partidos Democrata e Republicano formam uma federação de ideias cada um. Por ser grandes demais e monopolistas, eles compram as ideias políticas e as acomodam em suas plataformas.

Assim, o Partido Democrata acomoda alguns pensamentos mais `a esquerda, enquanto o Republicano acomoda os mais `a direita. Contudo, a maquinação por trás dos bastidores funciona de forma a levar o eleitor a pensar que as pessoas com ideias mais `a esquerda serão representadas pelos democratas e os mais `a direita pelos republicanos quando, na verdade, as ideologias são totalmente ignoradas quando as decisões são tomadas.

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Assim como o MDB e a ARENA, no Brasil da ditadura, os Partidos Republicano e Democrata nos Estados Unidos sugam o oxigênio do salão para matar quaisquer outros partidos nascentes. Eh o jogo do monopólio de dois, cuja finalidade eh impor ao povo uma agenda tanto em relação `as políticas internas quanto externas.

Os dois partidos, por exemplo, economicamente se restringem ao regime capitalista. Diga-se de passagem, a manipulação da opinião publica aqui faz levar a crer para a maioria ignara que socialismo ou comunismo são aberrações da natureza e que as pessoas que pensam nos termos são praticamente criminosas.

Algo que assustou aos manda-chuvas do sistema foi uma pesquisa de opinião publica onde constatou-se que a maioria dos estadunidenses tem simpatia pelo socialismo. E ai esta uma das razoes que levaram `a decisão de fazer Trump o eleito.

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Ah! Alguns irão duvidar dessa minha afirmação. A de que a eleição de Trump foi uma decisão tomada nos bastidores e não nas urnas. Todos que pensam assim irão convir comigo que eles não acompanham a política tao de perto quanto eu, portanto, não deveriam “decidir” que estou errado antes de ouvir-me.

Para continuar minhas explicações eh preciso informar também que o grupo que monopoliza as decisões nos Estados Unidos eh basicamente a pura arrogância.

Nem todos os membros do grupo entrariam naquela definição de cientista maluco que deseja brincar de Deus. A maioria acredita que faz o que faz porque sabe o que representa o bem do povo e que o povo eh muito ingênuo para decidir por si próprio. Na arrogância não enxerga que o bem que se busca eh o próprio e não o do povo.

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13. O MATA-BURROS

Depois de todas essas explicações pode-se retornar `aquilo que foi as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos. Embora, precisamos retornar um pouco no tempo para descrever algumas coisas a respeito do presidente eleito Donald Trump.

A personalidade, em ambos os sentidos, eh o completo narcisismo e a arrogância em pessoa. Faz parte do grupo que domina. Como os outros membros também vive uma vida dupla. Uma que eh publica e outra oculta.

Trump, como os outros membros do grupo dominante, fingia não se interessar por política. Por ser personalidade conhecida, em suas entrevistas do passado se identificava como mais democrata que republicano.

Perguntado no passado se não pretendia ser candidato respondeu que a carapuça não caberia nele, pois, imagina no que daria a candidatura a partir da figura controversa que ele era.

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Mas a candidatura dele iniciou a ser desenhada ha alguns anos atras. Em primeiro lugar com a quebradeira que sofreu devido `a ma gestão dos próprios negócios. Mesmo assim, como ja era uma celebridade do ponto de vista aparentemente negativo, foi encaixado como ator dominante de programas do gênero Reality Shows, entre os quais se destacaram “O Aprendiz” e o “Miss Universo”.

Apesar do personagem que fazia ser ele mesmo, conseguiu projeção, audiência e, sobretudo, macacos de palco a adora-lo. O personagem sempre foi arrogante e abusivo. Mas como tudo se passa como se fosse show para televisão, os fans não se importavam com o caráter por pensarem que tudo não passasse de personagem.

Num segundo momento surge o Tea Party dentro do Partido Republicano. Essa facção do partido representa um grupo de politicos direitistas que não faz parte do status quo ou, como eles chamam aqui, do estabelecimento. Ele surgiu exatamente como forma de repudio ao estabelecimento por causa da agenda direitista nunca ter sido levada a serio.

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Diga-se de passagem, nao sem razão, ja que o extremo direitismo, e de qualquer forma também o extremo esquerdismo, levaria `a exacerbação das radicalizações, o que faria o grupo dominante perder o controle. Então, algo precisaria ser feito.

E qual seria a melhor forma de fazer isso? A conclusão foi a de infiltrar-se um agente próprio nessa fileira. Nesse caso, Donald Trump surgiu como a pessoa ideal. Exímio ator, sem escrúpulos e ja famoso. De democrata em cima do muro mudou a personalidade para extremo direita republicano. E a fama comprou-lhe a ingresso na liderança do grupo.

Os outros representantes do Tea Party, por mais famosos que ficaram, nunca tiveram a expressividade que Trump ja possuía e, como estrelas de pequenas grandezas, não perceberam que o Betelgeuse (nome da maior aberração estelar identificada pelos cientistas) era, na realidade, um agente que estava ali para controla-los e não servi-los.

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Mas o Tea Party deixou baixar a guarda facilmente, pois, pareceu-lhe que ter um líder tao famoso lhe facilitaria acesso ao domínio do poder que tanto almejava. E, claro, do ponto de vista estratégico não se enganou. Mas o que talvez tenha se enganado eh o pensar que ele o levaria ao poder e ao domínio.

E para ganhar mais a confiança dos seus novos parceiros, logo após `a eleição do presidente Obama, incluiu em sua agenda a tentativa de tornar ilegítima a eleição do “negro socialista”. Diga-se de passagem, o socialismo ai ja eh outra falsidade justamente para enganar aos mais `a esquerda do Partido Democrata.

Criou-se a ideia de que Obama não havia nascido no território dos Estados Unidos, que era muçulmano e outras coisinhas mais que os extremo direita detestam. Mesmo que o presidente tenha apresentado seu comprovante de nascimento no Hawai, a duvida foi mantida enquanto ela servia aos interesses do grupo dominante, ou seja, de impor `a extrema direita um líder infiltrado. Assim como a esquerda “comprou” o Obama!!!

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14. ESTRATEGIAS PARA ELEGER TRAPACEIROS

Ha que resumir-se os fatos, pois, a Historia eh longa. Chegamos a 2015 quando os pre-candidatos se apresentaram para as disputarem as primarias. Donald Trump conquistou seu lugar por dois motivos principais. E o mais escabroso foi a intervenção midiática no processo.

Sabendo que ele tinha uma porcentagem de cerca de 30% do eleitorado que lhe eh cativa por causa das atividades de showman que exercia, os “homens do negocio” decidiram inflar a concorrência financiando a entrada de outros 16 pre-candidatos no lado republicano.

E a imprensa ficou encarregada de lançar a impressão de que Jeb Bush seria o principe a ser coroado. Na verdade, tudo não passava de cortina de fumaça para que o eleitor comum não percebesse que lhe estavam enfiando garganta abaixo o que realmente queriam.

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Estrategicamente, Trump merecia mesmo um oscar por sua atuação. Qualquer um que acompanhou as primarias de perto enxergaria que ja conheciam o resultado final. Todos os outros candidatos dividindo o eleitorado era o que os “donos da bola” precisavam para coroar o rei velho.

Transformaram o processo eleitoral no “maior espetáculo da Terra”, também muito conhecido como o circo. Não foi entretenimento e sim distração. Tudo o que Trump fez foi criar polemicas do inicio ao fim.

Os reporteres constantemente sopravam para o publico que ele estava dominando a conversação. Mas o que ele estava fazendo era simplesmente seguindo um roteiro que visava excitar o eleitorado.

Os órgãos de imprensa davam a desculpa de que não tinham culpa de nada ja que Trump criava as situações ridículas mas a população o apoiava. Mas a imprensa de um modo geral tinha a escolha de isolar ou divulgar. E a imprensa foi a responsável por manter o enredo criado.

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Observe-se que nenhum outro candidato ganhou tanta divulgação gratuita, a não ser que houveram, e provavelmente aconteceram, os pagamentos por trás dos panos.

Na verdade, a imprensa foi mesmo a responsável por enfiar goela abaixo do povo o personagem Trump. Poderia ser por causa da afinidade que tem com ele ja que ele sempre jogou no mesmo time da mídia.

Mas para usar uma cortina de fumaça, para ocultar isso, os canais chamados de liberais afirmavam que não, e fizeram o povo acreditar que Trump seria um candidato mais fácil de ser vencido nas eleições gerais. Foi um alibi perfeito para enganar a tendência mais `a esquerda do eleitorado.

Do lado democrata nao se fez mistério algum. Hillary Clinton ja estava sendo preparada para a coroação desde tempos passados. Tanto que eu próprio havia me manifestado contra.

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Observe-se apenas que nunca fui contra por causa da pessoa dela. Não tenho conhecimento suficiente para julga-la a esse nível. O que eu sabia eh que, como candidata, ela tem de tudo o que se pode dizer contrario `a perfeição. Ela seria imbatível talvez ate para candidatar-se como governadora de alguns estados do pais mas a visão negativa que o eleitorado tem dela era um problema em eleições maiores.

E por ai se explica o fato de terem conseguido enganar-me a ponto de levar-me a pensar que ela realmente seria eleita. Em meu ponto de vista ela seria batida por qualquer candidato regular cuja opinião publica não tivesse uma avaliação negativa tao elevada quanto a dela.

Então, estava se desenhando o quadro mais lógico que era a ideia de um infiltrado, com a avaliação mais negativa ainda entregasse as eleições na bandeja. O que estariam esperando seria apenas o momento da coroação.

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Logicamente, tudo o que vem sendo feito em torno do sistema eleitoral não passa de cortina de fumaça. Foi o que foi feito pelos republicanos quando decidiram abrir mais uma comissão especial de inquérito para investigar os malfeitos da candidata. Quando eles soltaram que a intenção era mesmo baixar os números de aprovação dela, ja fazia parte do enredo da tragédia.

Na verdade, como o meu pensamento era o de vencer as eleições para garantir os avanços e melhorar mais ainda a situação do povo foi que eu sugeri o nome da Caroline Kennedy. Em meu ponto de vista, a vitoria estaria assegurada com o lançamento de uma virgem (do ponto de vista politico) contra a qual nada se tem e que ela fizesse um discurso semelhante ao que o senador Bernie Sanders fez.

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15. ATOR, O ETERNO FINGIDOR

Durante as eleições gerais, alguns detalhes demonstraram essas coisas que estou revelando agora. Um passo importante foi um momento antes, durante as primarias, quando Donald Trump se postou diante dos milhares de apoiadores em um comício e declarou: “Como vocês são inteligentes!”

O problema de as pessoas crerem esta no fato de olharem os olhos do palestrante. As pessoas pensam que “os olhos são as janelas para a alma”. Isso eh verdade quando se trata de pessoas sem o devido treinamento.

Todos os politicos são tao bem treinados nas artes cênicas quanto os melhores atores. Também, como os atores, uns se destacam mais que os outros. E a função de um ator eh justamente levar voce a imaginar que o personagem que ele esta representando realmente existe naquele momento em que esta se dando o desenrolar da peca teatral.

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Observe que, mesmo voce sabendo que o ator esta representando voce pode observar nos olhos dele e não percebera nenhuma expressão facial que indicara que o que ele esta representando não eh uma verdade sincera. Na verdade os atores são treinados a manipular as emoções das pessoas. Os politicos não são diferentes.

Então, quando Donald Trump jogou para o publico que ele era inteligente porque o havia escolhido para representa-lo, eu pude identificar que o que valia era o contrario, ou seja, ele queria dizer mesmo era: “Como vocês são estupidos!”

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16. O POVO MAIS ACOMODADO

Ja durante o curso das eleições gerais os sintomas da falcatrua não diminuíram. Pelo contrario. O que temos que verificar eh o porque o Trump continuou dizendo as mesmas coisas que ultrajavam tantos setores da população eleitora.

Na verdade, foi outra faceta do complô. Aqui nos Estados Unidos não ha obrigatoriedade de participar-se de eleições. E não eh fácil tirar as pessoas do conforto de suas poltronas para exercer seu direito cívico.

Por outro lado, torna-se importante incentivar as pessoas a exercerem esse direito, pois, ha essa mascara chamada democracia onde por convenção ela so existe quando ha a participação do povo.

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Assim, por mais absurdo que fosse o que foi falado a intenção era justamente a de ultrajar a uns e incentivar o senso de crueldade em outros. O resultado da manobra psicológica eh justamente empurrar o povo a participar, mesmo que seja pelo ódio, para legitimar o escolhido.

Em democracias verdadeiras as pessoas participam por livre e expontânea vontade. Aqui, essa participação não parece incentivar a tantos, talvez por causa da estabilidade de que o pais gozava nas décadas passadas, a população estava satisfeita com os resultados ja obtidos, portanto, deixou para quem “competisse” a obrigação das decisões.

E muita gente pensa que no Brasil eh que o povo eh acomodado!

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17. A EVIDENTE MANIPULACAO VIA IMPRENSA

Na verdade, parte fundamental para que o complô funcione aqui eh que as eleições se deem em clima de empate ate o final. E assim o expectador que não se deixa envolver pela trama pode identificar como as coisas são trabalhadas nos bastidores, mesmo sem ser parte dela.

Na verdade, como o período eleitoral eh longo, para manter acesa a chama da disputa eh necessário que as opiniões oscilem. Quando se deu a convenção do Partido Republicano a opinião publica virou para o lado do Trump. Logo em seguida `a convenção dos democratas a mare virou a favor da Hillary. A partir dai parecia que o fato estaria consumado.

Então, foi preciso inventar factoides que favorecessem `a candidatura do Trump e logo em seguida veio a revelação do comportamento inapropriado dele com as mulheres. Diga-se de passagem, comprovou-se o abuso não pelas denuncias mas por uma fita de video em que ele se vangloriava do que fazia.

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As coisas eram tao absurdas e desfavoráveis ao Trump que foi necessário a própria Hillary entrar no complô contra si mesma; definindo 50% dos eleitores de Trump como uma “cesta de deploráveis”. E como se isso não bastasse, o próprio Bill Clinton marcou gol contra ao falar que o sistema de saúde aprovado pelo presidente Obama era uma loucura.

Entre uma mudança de direção da mare e outra eh que se observa o quanto a imprensa esta envolvida no complô. No momento em que as acusações de comportamento sexual inapropriado do Trump estavam no auge, pouca gente tinha alguma duvida de que a campanha dele tinha chegado ao fim. Tanto que se deu uma revoada de republicanos para a candidatura da Hillary.

Ai eh que entrou o serviço secreto, repassando uma cesta de e-mails envolvendo o servidor particular da Hillary e do Partido Democrata. Nada de tao errado que a gente ja nao soubesse que ela eh capaz.

Porem, a cobertura da imprensa desviou completamente a atenção sobre os malfeitos do Trump para fazer os dela brilharem. E isso foi verificado todo o tempo. Quando um lado parecia que iria acelerar, logo a imprensa “esquecia” o erro do outro e alternava o centro das atenções.

Esse empate aparente eh fundamental para que o complô permaneça.

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18. COMO ATUOU O MUNDO DA ESPIONAGEM

Faca-se a observação aqui de uma desconfiança que sempre tive. Desconfiava que Julian Assange, Edward Snowden e Chelsea Manning eram agentes infiltrados a serviço de um projeto mais obscuro. Agora essa duvida se desfez.

Assange, por dizer que defende o direito de saberem de tudo, deveria também ser ético e justo. Quando foi oferecido a ele a publicação dos e-mails que comprometiam a candidatura da Hillary, deveria ter exigido do fornecedor “secreto” dos documentos uma porção comparável que comprometesse também a de Trump.

Seria muito simplório de quaisquer parte imaginar que Asssange nada tem a ganhar em liberar somente um lado da Historia. Mas fazendo isso, revelou a sua atividade verdadeira que tem sido a de sempre publicar documentos que de uma ou outra forma favoreçam ao sistema. Embora ele represente um papel de “bom mocinho”, trabalha mesmo eh para o “Império”.

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Se o Putin nao tiver envolvido no mesmo complô, eu o aconselharia a dar uma passagem somente de ida para o Snowden com destino a Washington. Se eles o estão usando para desvendar alguns segredos dos Estados Unidos, com certeza o oposto eh verdadeiro e pela matemática ja se pode apontar quem vai ficar no prejuízo depois!

Outra descoberta que pude fazer foi a de que o russos nada tem a ver com a invasão dos computadores do Partido Democrata e do servidor particular da Hillary os quais caíram na rede do Wikileaks.

Se alguém tem duvida quanto ao envolvimento do FBI e outros serviços de inteligência dos Estados Unidos, deve ser porque ou eh mal informado ou nunca quis nem saber!

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19. VIGIAI PORQUE VOCE NAO SABE A HORA DO LADRAO

Enfim, somente aos que possuem outros sentidos alem dos 5 considerados comuns aos seres humanos eh que foi permitido interpretar corretamente os resultados finais das eleições aqui nos Estados Unidos em 2016.

Donald Trump soltou algumas verdades que a imprensa logo desqualificou. Mas quando ele afirmou que o sistema estava mancomunado falou o que sabia realmente. Também quando disse que ha fraude no sistema eleitoral ele esta absolutamente correto.

O que acontece foi que o enredo da trama mandava ele dizer isso mesmo. Isso se chama inteligência reversa. Quando ele disse essas coisas, como o combinado, o governo e os democratas logo se apresentaram para negar.

Então, como o sistema eh mesmo mancomunado e eh possível fraudar as eleições, ficou aberta a janela para a fraude e coroar-se o escolhido do sistema, pois, ja que o Trump seria imposto, depois da negação os próprios que negaram não iriam voltar atras em suas palavras.

Isso eh fato conhecido. Quando um ladrão quer ocultar seu roubo ele se faz de testemunha e acusa a terceiros. Como fica mais difícil provar que o denunciante eh que eh o culpado, fica mais fácil prender o acusado mesmo sem provas.

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20. O VI SENTIDO

Ha também que responder o porque de os resultados ja serem sabidos muito antes de as eleições terem se dado. Para o sistema não importaria quem fosse o vencedor entre as opções Hillary Clinton ou Donald Trump. Ambos fazem parte do sistema.

E penso ate que a decisão final mesmo foi feita entre os dias 3 e 6 de novembro de 2016. Isso por causa do sentido alem dos 5 que possuo ter me avisado numa situação de premonição imediata. Quando algumas aberrações estão próximas a acontecer sinto uma apreensão anormal.

A ultima vez que isso havia acontecido foi 2 dias antes do assassinato do Osama Bin Laden. E não se trata de que eu morresse de amores pela figura.

Trata-se tao somente do fato de que eu sabia que ele deveria ser capturado vivo e que mata-lo somente serviria ao sistema por queimar arquivo e porque sabia que a eliminação pura e simples dele levaria ao recrudescimento da guerra e coisas piores iriam acontecer.

Naturalmente, nao esperava que a eleição de Hillary levasse a coisa para um caminho melhor ja que presidentes nada são senão fantoches na mão do sistema, a menos que eles não façam parte. O tempo todo a campanha do Trump negou participar do sistema quando esta na cara que ele eh a face exposta do próprio.

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21. POVO MARCADO, POVO FELIZ

E a decisão a favor do Trump deu-se por diversos motivos. Um deles eh o de que os partidos aqui geralmente se alternam nas eleições. Muito raramente o candidato da situação vence as eleições sucessórias. E isso não era para acontecer se as eleições não fossem tramadas e fossem aleatórias.

O fato de os partidos se alternarem não se trata do bom funcionamento da democracia. Trata-se do objetivo de manter os eleitores encabrestados aos partidos dominantes e não raciocinarem e pensar em alguma terceira via.

Para quem acompanha as eleições aqui sabe que em todo pleito eleitoral presidencial ha sempre uma surpresinha que favorece um lado ou outro. Coincidentemente ajuda ao partido que teria o “direito” de vencer daquela vez, segundo o trato de bastidores. Assim o povo eh enganado. Enganado, porem, feliz!

Os homens do sistema sabem que ele so pode ser mantido enquanto houverem somente dois partidos dominantes. A partir do terceiro o complô corre o risco de não funcionar direito, pois, mais gente passa a ter acesso aos segredos.

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22. PECO OSCARES PARA OS ATORES!

O problema para o sistema vinha sendo que ele esta ficando cada vez mais distanciado dos objetivos do povo. Foi por isso que Donald Trump candidatou-se como se fosse um personagem de fora do sistema. Por enquanto isso acomoda os ânimos do eleitorado, pois, os eleitores dele pensam que ele eh mesmo um “outsider” (estranho no ninho).

Recordo-me diversos detalhes das campanhas que revelam exatamente o carater nao apenas dos concorrentes como do delas proprias. Um exemplo de enganacao perfeita aconteceu durante os debates onde Hillary afirmou que haviam sido os russos que haviam hackeado os e-mails dela e contra ela para favorecer ao Trump.

O proprio respondeu que ninguem poderia afirmar nada a esse respeito, pois, poderia ser quaisquer outra entidade, como o governo chines por exemplo, podendo ate mesmo ser uma unica pessoa sentada numa poltrona qualquer.

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Hillary vociferou que somente poderia ser os russos porque 17 entidades de inteligencia dos Estados Unidos haviam afirmado que foram eles. Trump deixou que o publico chegasse `a propria conclusao.

O que admirou-me nao foi a informacao em si mas a qualidade da atuacao de ambos os atores.

Certamente os apaixonados tanto pela Hillary quanto pelo Trump nunca desconfiariam que os dois sabiam exatamente quem foi. Nem sequer por um momento pensaram que as 17 entidades de inteligencia estao envolvidas na trama e os 17 diretores fazem parte do time de enganadores.

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23. A SOMA QUE RESULTOU EM ZERO

Uma explicacao obvia para que escolhessem a vitoria do Trump foi a guinada que a Hillary teve que fazer para envolver o eleitorado de pensamento mais `a esquerda. Alegavam que ela precisava desse eleitorado para vencer.

Se alguem tem duvida quanto a isso, basta fazer a soma. Hillary venceu os 3 debates segundo a opiniao da maioria que os assistiu. Elaboraram para ela um programa de governo muito mais completo, atendendo aos anseios da maioria absoluta do eleitorado. Durante todo o tempo as pesquisas afirmavam que ela tinha o apoio das minorias mais expressivas, que sao os afrodescendentes e os imigrantes.

E o principal eh que tinha o apoio da maioria do eleitorado feminino contra o qual Trump tinha o apoio da maioria do eleitorado masculino, que corresponde a uma proporcao menor no criterio votos por sexos. Alem disso ela possuia maior apoio financeiro.

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Em contrapartida o Trump passou toda a campanha como se estivesse participando de um desfile de escola de samba e vestido de baiana. So fez papel ridiculo o tempo todo, ao contrario das verdadeiras baianas que sao sempre eficientes. Ele insultou a todo mundo como se estivesse participando do programa de humor Sabado a Noite ao Vivo” (SNL – Saturday Night Live).

Trump nao fez nenhum preparo, nao apresentou nada de concreto como programa de governo, nao mostrou suas declaracoes de renda, enfim, fez de tudo o que um politico que estivesse querendo perder uma eleicao faria.

Ele agiu como se ja soubesse qual seria o resultado final. Ou melhor, ele sabia que nao precisava fazer nada alem de desviar a atencao do publico do foco de uma eleicao democrática, que seria a apresentacao de solucoes.

O que ele disse que faria nada tem a ver com solucao. O que fez foi instigar os preconceitos contra os latinos com a promessa de construir um muro na fronteira com o Mexico. Diga-se de passagem, algo que nao se pode contar como sendo uma decisao executiva, do ponto de vista comercial.

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Para constatar-se isso e tambem demonstrar como se usou a campanha para iludir o publico, basta abrir-se o mapa mundi. Observe-se que a fronteira com o Canada eh tres vezes mais longa que a do Mexico. Não se contando o que ha entre este e o Alasca.

E o principal, observe-se que a America Central pouco representa em termos de extensão territorial e populacional em relacao ao restante do mundo.

Compare-se entao, tal territorio com a America do Sul, Africa, Asia e Europa. Desde o seculo XX que a maioria dos imigrantes procedentes desses outros continentes chegam aos Estados Unidos via aviao e nao via fronteira. E agora que estamos no seculo XXI a tendencia tinha sido a de os mexicanos diminuíssem a imigração E claro, eles tambem podem imigrar via aeroportos.

Planeja-se que em poucos anos as viagens internacionais não durarão mais que uma hora de voo a partir de por volta de 2030. Entao, eh logico refletir-se que a fronteira com o Mexico tornar-se-a algo tao do passado quanto o velho Oeste para nos hoje.

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Construir um muro longo eh jogar dinheiro fora. Alem de o muro poder ser ultrapassado por escadas ou túneis, com o tempo ruira e haverao gastos extras em sua renovacao constante. Do ponto de vista empresarial eh o maior contra-senso. E o plano enganou somente `aqueles que optaram por ser enganados.

O que o Trump mais falou foi que iria desfazer diversos tratados e contratos sociais mas nao disse o que mesmo iria fazer. Ou seja, disse que iria repudiar o Nafta por exemplo, e substitui-lo por algo muito melhor. “Acredite-me” (Believe me).

No fundo, no fundo, ele pediu ao eleitorado que passasse a ele um cheque em branco, com promessas mirabolantes e sem nexo.

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24. OS PATETAS QUE SE FAZEM E OS QUE SAO FEITOS

E foi justamente por isso que ele foi o escolhido pela banca que realmente comanda os destinos do pais. Agora ela, atraves dele, pode dar continuidade aos planos que estao sendo postos em pratica desde quando os dirigentes dos Estados Unidos mais antigos decidiram que se tornariam o maior imperio ja visto na Terra. Esse eh o maior, senao o unico, objetivo. O restante eh apenas ilusionismos.

Temos que nos lembrarmos do grau de anti-socialismo e anti-comunismo aparece na cabeca dos politicos daqui, nao importa se sao democratas ou republicanos.

O encontro de que a maior parte da populacao esta se manifestando simpatica ao socialismo democratico acionou o sinal de alerta. Se tivessem optado pela Hillary, ela seria obrigada a abrir a agenda. E o medo do status quo aqui eh se as coisas comecarem a dar certo por esse caminho. Eles tem a certeza de que perderiam o controle, pois, depois dos primeiros virao outros.

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Nesse caso, ha que se tirar o chapeu para a trapaça que fizeram com o povo dessa vez. Com a nomeacao do Trump conseguiu-se colocar um infiltrado dentro das fileiras da direita mais exaltada. E com a eleicao dele esta se planejando erradicar os sonhos do publico mais `a esquerda. Foram duas cajadadas no destino que pretendiam.

A democracia foi transformada num verdadeiro esquema de piramide (Ponzi Scheme) no qual as pessoas votam pensando que terao seus sonhos realizados mas apenas realizam as vontades dos “senhores do universo.”

Durante toda a campanha o Donald Trump prometeu que so faria o que seria inacreditavelmente bom. Pela forma que falava dava a impressao de que queria levar os eleitores dele a pensar que ele fosse Deus.

Mas o que ele fez de mais efetivo mesmo foi parecer um pateta. Talvez tenha sido essa mesmo a logica aplicada. Seria para diminuir tanto as espectativas em relacao ao que eh capaz de fazer que qualquer coisa que efetivamente faca se pareca divino!

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25. RECEITA PARA TRUMPAR O ELEITOR

Para que se tenha uma ideia completa dos resultados das eleicoes, se essas houvessem sido um segundo turno no Brasil, Hillary teria ganhado com cerca de 62.5 milhoes de votos enquanto Trump nao somou mais que 61.2 milhoes. Mas ate nisso o sistema eleitoral aqui faz lembrar a ditadura no Brasil, pois, aqui se usa o sistema do colegio eleitoral.

Isso significa que as eleicoes sao consideradas locais quando dentro dos estados. As regras variam de estado para estado. Cada estado tem direito a enviar um certo numero de delegados para o colegio eleitoral. Esse numero nao funciona em proporcoes exatas em relacao `as populacoes dos estados. Assim, proporcionalmente, alguns estados menores enviam mais delegados que estados mais populosos.

Essa eh a razao pela qual existe a possibilidade de o candidato menos votado ser eleito. E isso vem acontecendo nas ultimas eleicoes onde o Partido Democrata tem alcancado maior contagem de votos que o Partido Republicano. Mas mesmo assim perdeu eleicoes para o George W. Bush e agora para o Donald Trump. Esse eh mais um sinal de que a ideia de democracia onde a maioria tem a palavra nao funciona mais.

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Apesar disso, nao se tem visto por aqui nenhuma revolta maior porque as pessoas se acostumaram ao sistema e não param para analisar nada. E ate isso ja estava encaixado nos planos do complô.

Uma das funcoes de terem induzido as disputas chegarem ao ponto que chegaram era justamente a de apontar duas candidaturas com elevadissimo indice de rejeição para desestimular a revolta com os resultados.

Se o candidato derrotado fosse amado pela maioria, e o vitorioso odiado pela mesma maioria, certamente o vencedor nao poderia ser apontado senao pelo voto. A revolta que esta havendo, com manifestacoes nas ruas em oposicao ao presidente apontado sao apenas contra o eleito. Ninguem esta defendendo a Hillary porque a maioria tambem nao gosta dela.

O objetivo exato da fraude eh esse, jogar com a rejeicao dos candidatos, pois, mesmo a derrota vindo via fraude nao haveria um numero de fieis suficientes para ajuda-la a reclamar na justiça.

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E isso ja fazia parte do plano desde quando a impuzeram como “candidata unica” pelo Partido Democrata. Observe-se que a fraude ja havia iniciado desde as primarias, onde o sistema ja favorecia a Hillary contra seu unico oponente Bernie Sanders. E mesmo assim, comprovado via os e-mails revelados durante as campanhas gerais, usou-se fraude eleitoral para favorece-la.

A funcao maior de a campanha ter versado em torno das personalidades dos candidatos Hillary e Trump e em torno de questoes que dividem as opinioes do eleitorado de forma mais apaixonada nao tinha outra funcao senao mesmo levar as pessoas ao ódio.

A situacao aqui eh semelhante `aquela que comentei em relacao ao sistema de educacao no Brasil em meus anos universitarios. Nos queriamos que a educacao atendesse igualitariamente `as necessidades do povo, mas o sistema trabalha para nao atender `a maioria.

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Mesmo que a ilusao que tinhamos fosse a de que as pessoas que dominavam o sistema tambem queriam que tudo desse certo como queríamos a realidade eh que atribuiamos a incompetencia a elas mas elas estavam tramando contra o que queriamos e nos nao sabiamos disso.

O sistema eleitoral age do mesmo jeito e as pessoas acreditam porque querem acreditar que os governantes eh que sao incompetentes.

Dai a parte decisiva da populacao vota em algumas eleicoes a favor de um partido e outras em outro, pensando que um deles ira fazer a coisa certa toda vez que vota mas os resultados so aparecem mesmo para aqueles que nunca saem do poder.

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26. O TRONCO

Essa eh justamente a funcao de manipular-se o eleitorado atraves do odio. Instigando o odio nas pessoas elas passam a raciocinar exatamente como os animais que eram levados a correr em direcao ao tronco pensando que era a saida da sua salvacao mas caiam na armadilha mortal.

Quando se tem odio voce dirige sua capacidade de raciocinio contra o motivo de seu odio. Enquanto isso perde-se a nocao de raciocinar-se em termos de solucao.

Pensar em termos de solucao eh a chave para a democracia e a democracia eh a solução para os problemas do povo. E eh exatamente por isso que cria-se tanta cortina de fumaca para que o povo se desvie daquilo que eh bom e mesmo votando por livre e expontânea vontade, acaba atirando nos proprios pés todas as vezes que o faz.

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No caso obvio do momento, tome-se como exemplo os atuais concorrentes `as eleicoes presidenciais nos Estados Unidos. Qual eh a identidade que Hillary ou Trump tem com a situacao pela qual passa o povo? Fica hilario e tragico ver o povo depositar em tais pessoas a confianca para que seus proprios problemas sejam resolvidos.

O melhor seria pensar-se nos termos do ditado: “Se deseja fazer alguma coisa certa, faca voce mesmo!” O povo eh que precisa tomar as redeas das decisoes, pois, enquanto ficarem “esperando que outros lhe facam o dever” continuara na espera que jamais chegara.

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27. PURA TRAPACA

Falando-se em termos de solucao, temos que revelar melhor aqui o objetivo tanto dos membros do Partido Democrata quanto do Partido Republicano que fazem parte do grupo que realmente manda no pais e no mundo. O objetivo eh a dominacao, tanto no ambito interno quanto no exterior.

A alternancia dos dois partidos no poder nada tem a ver com regime democratico. A alternancia eh usada para emperrar o avanco da agenda do interesse particular do povo.

Um partido entra no governo e finge atender parte das reinvindicacoes do seu eleitorado. O partido que segue desfaz aquele avanco e adianta a agenda que interessa aos seus, que depois sera revertida.

O que avanca mesmo eh a agenda combinada nos bastidores. Ate aqui mencionei alguns aspectos do dominio interno.

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O objetivo no ambito externo eh o de construcao de um imperio que domine a especie humana, viva ela onde ela viver. Esse objetivo tem sido levado por diversas estrategias mas a mais marcante tem sido a chamada globalizacao.

O caso aqui nao se trata de ser contra pura e simplesmente. Todos sonhamos com globalizacao. Mas existe pelo menos duas formas completamente opostas. Uma eh a dominacao pura e simplesmente e a outra eh o compartilhamento e a solidariedade.

E o que os magnatas nos Estados Unidos desejam eh a primeira. E estao a caminho de conseguir, a menos que provoquem a III Guerra Mundial antes disso. Claro, eles tem como vencer a III Guerra. O que não tem eh o poder de evitar a extinção da humanidade se ela acontecer.

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28. A INTERNET E O TELEGRAFO

Para compreender melhor, o melhor eh pegar o mapa mundi novamente. Observe-se que de uma forma ou de outra as Americas ja estao servindo de colonias para os Estados Unidos.

Também a Europa e a Oceania. O dominio passa pela Africa, Oriente Medio e parte da Asia, em disputa. Estao sobrando apenas alguns quinhoes da Terra, cujas maiores expressoes sao a Federacao Russa com satelites e a China.

O sonho de restabelecer uma nova ordem, onde o regime pretendido de centralizacao completa das decisoes fosse abolido, se deu mais recentemente com a criacao dos BRICS. Seria um poder alternativo formado por Brasil, Russia, India, China e Africa do Sul como base.

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Mas essa iniciativa tem sido sistematicamente bombardeada por estrategias furtivas. Talvez a principal arma usada foi a internet. Atraves dela tem acontecido manobras que assombrariam o publico comum se ele tivesse uma minima noção do quanto abrangente a rede se tornou.

Ha que lembrar-se que a internet nao foi criada com este fim, porem, tudo pode ser transformado em arma atualmente. Nao se pode esquecer que ela foi criada aqui nos Estados Unidos. E o que parecia ser uma invencao inocente para ajudar as pessoas a se integrarem ao mundo partisse de qualquer ponto onde estivessem transformou-se em uma armadilha.

Alguns ate hoje pensam que podem guardar algum segredo e tranca-lo em alguma pasta na internet que ninguem ficara sabendo. Mas a internet nao passa da modernizacao do telegrafo.

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Antigamente mandava-se mensagens via esse instrumento. Mas voce escrevia a mensagem e entregava ao funcionario do correio, que a copiava e enviava ao destino. No destino, outro funcionario lia, reescrevia no telegrama, fechava e despachava para o destinatario.

Por ai se observa que pelo menos dois funcionarios sabiam exatamente do que se tratava sua mensagem. Como a maioria absoluta delas eram apenas comunicacoes pessoais, pouco se comentava. Mas os verdadeiros segredos nunca foram enviados via telegrafo e nem mesmo por cartas fechadas, pois que senao jamais seriam segredos.

Na internet se faz a mesma coisa. Voce usa o servidor. E o servidor `a propria escolha de seus funcionarios pode ler as mensagens que escolher. So ha segredo se quiserem.

Os hackers sabem disso e tambem violam as correspondências que querem. O que os servicos chamados de inteligencia fazem o mesmo, tanto na internet quanto em comunicacoes telefônicas.

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29. NOVUS ORDO SECLORUM

Para derrubar os BRICS foi que se usou os cruzamentos de transferencias de dinheiro de algumas corrupcoes, no caso do Brasil. A liberacao desses “segredos” para os investigadores brasileiros somou-se ao ja, entao, esquema de manipulacao dos precos das commodities do mercado internacional.

Isso incluiu a reducao acelerada de precos de produtos como petróleo, minério de ferro, produtos de origem vegetal e animal dos quais a balanca comercial brasileira tanto depende.

Alem disso, foi formado um complo entre os “amigos locais dos Estados Unidos” que inclui toda a imprensa brasileira, a maioria dos membros do judiciario federal e principalmente a classe politica conservadora. No Brasil, usou-se a mesma tatica da infiltracao no governo.

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A caracteristica de la, porem, nao foi a inclusao de apenas um elemento chave como se deu no caso da infiltração do Donald Trump no Partido Republicano. Como o sistema do Brasil funciona atraves do multipartidarismo e nenhum tem uma maioria segura para governar, os partidos governantes sao obrigados a cooptar partidos que lhes ajudem a formar uma base governamental.

Nesse caso, o Partido dos Trabalhadores, que estava no poder e tem fortes tendencias contrarias `a dominacao dos Estados Unidos, nao filtrou em quem confiar. Dai tornou-se facil os participantes serem cooptados pela maquina do sistema que domina o planeta.

Os organizadores dos BRICS nao anteciparam esses movimentos tao ousados por parte da “NOVUS ORDO SECLORUM”. Esse eh o nome oficial que os teoristas de conspiracoes dao para o grupo. Este tambem eh o lema de fundacao dos Estados Unidos que esta ligado também `a Maçonaria.

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O esquema de derrubada do governo brasileiro, sob a acusacao de corrupcao e com a desculpa de por fim a ela eh senao hilario sera também trágico. Isso porque o sistema todo sempre foi movido pela corrupção.

Então, se justifica usarem as informacoes que atingem apenas um lado da moeda do problema e preservacao do outro lado. Nunca se tratou de consertar o problema mas apenas fazer o uso dele para os fins pretendidos.

A “NOVUS ORDO SECLORUM” jamais deixara sem luta que esses paisecos de terceiro mundo tomem atitudes autonomas de se separarem. Ainda mais esses que sejam considerados do quintal dela.

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30. “ESSA TERRA AINDA VAI TORNAR-SE UM IMENSO PORTUGAL”

Hilária também eh a prestação de serviços dos golpistas no Brasil. Por razoes ideológicas e de interesses particulares eles fazem tudo que o senhor do norte mandar. O engajamento de politicos, magistrados, altos funcionários de governo, militares, imprensa e outros no Brasil se da principalmente porque eles simploriamente sonham que farão parte da ordem.

[E ate mesmo poderão algum dia alcançar esse objetivo mas para isso terão que deixar o Brasil, se eh que o amam, e vir para a metropole e esperar um século para que suas inscrições sejam aceitas. Talvez, alguém da descendência deles consiga a façanha!]

Para que conheçam a verdade, deveriam primeiro conhecer a Historia. Na Era Medieval havia a disputa pela criação dos impérios na Europa. E a Espanha era uma das rivais da Inglaterra. Durante a crise de 1383 a 1385 os ingleses e portugueses assinaram um tratado de amizade e defesa mutua que continua valido ate agora.

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`Aquela epoca um certo numero de ingleses aventureiros ajudaram Portugal a manter-se liberto das garras espanholas, porque a herdeira da coroa portuguesa era esposa do rei espanhol e ele queria incorporar a coroa portuguesa `a dele. Os portugueses nao aceitaram a submissão, os ingleses ajudaram e Portugal manteve sua liberdade.

Mas foi Portugal quem deu o primeiro passo no desenvolvimento das tecnologias que permitiram as Grandes Navegações. E enquanto Portugal quebrava a cabeça para encontrar as saídas, os ingleses firmavam sua posição como nação independente.

Apos iniciar a Era Industrial, os ingleses deram passos largos `a frente dos portugueses. E enquanto Portugal se mantinha preso ao tratado de amizade e defesa, os ingleses foram “comendo” o império português pelas beiradas. Portugal chegou primeiro `a Australia, `a Africa, `a Indonesia, `a China, ao Japão e `a India. A Inglaterra incorporou tudo e Portugal ficou, literalmente, a ver navios.

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Apesar de a “amizade” ter prosseguido durante a Historia, chegou-se aos anos 20 do século XX e Portugal foi tomado pela famigerada ditadura Salazar. E qual foi a palha que a Inglaterra moveu para ajudar ao povo português sair do jugo?

Terminada a II Guerra, apesar do Imperio Ingles ter sido reduzido pela incorporação feita pelo surgente Império dos Estados Unidos, o Império Inglês continuou forte, enquanto o português vivia na mais absoluta miséria.

Portugal somente nao foi `a bancarrota definitiva porque foi salvo pelo interesse que ainda existe do restante da Europa tornar-se um império próprio. Algo que de passagem, a Inglaterra acaba de pular fora porque pretende manter sua identidade narcisista.

O fato eh esse, quem desejar conhecer mesmo o efeito da dependência de um império sendo a ponta mais fraca da corda, nada melhor que estudar as Historias dos Impérios Inglês e Português no sentido do tratado de amizade e defesa mutua assinado ha séculos atras.

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Os dirigentes brasileiros que são a favor do apoio ao projeto dos Estados Unidos de formar o Império Global são muito simplórios em se deixarem levar pelo canto das sereias e encantar-se por promessas.

Alem disso seria muito util a esses dirigentes manterem uma gravação da musica “Fado Tropical” do Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda em suas cabeceiras para ouvi-la todos os dias antes de dormir. Se continuarem pensando como pensam irão mesmo tornar o Brasil “um imenso Portugal”.

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31. MODOS DE CONSTRUCAO DOS IMPERIOS

E aqui esta a razão que me faz ser contra. Não se trata de ser anti quaisquer coisas como o capitalismo, a identidade dos Estados Unidos, nem mesmo contra as pessoas que representam esse pais.

O fato eh esse. O modelo imperialista que esta sendo adotado eh o mesmo de todos os outros impérios que surgiram e caíram. Trata-se da dominação. Trata-se da taxação sem a representação. O mesmo motivo pelo qual os Estados Unidos por primeiro rompeu com a Inglaterra em sua Declaração de Independência.

Em primeiro lugar, nos que vivemos aqui nos Estados Unidos por um determinado numero de anos e nos interessamos por todos os assuntos ligados `a política, Historia e economia, podemos identificar o numero enorme e dimensões dos problemas nos quais vivem os estadunidenses.

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Esse sempre foi o grande problema dos impérios passados. Suas expansões se deram para buscarem soluções para os próprios problemas e eles eram dirigidos por pessoas excessivamente ambiciosas que sempre quiseram o quanto mais para si próprias. Ou seja, por mais que o povo trabalhasse os problemas nunca foram atacados. Ficava apenas a ilusão de que a metropole estava melhor que as colónias.

Quando se produz um império nesses termos, junto com as riquezas que se acumulam nas metropoles, abre-se as portas para a entrada dos problemas que existem nas colónias. E quanto mais se suga as riquezas das colónias para dar solução aos problemas das metropoles, exporta-se mais os problemas das metropoles e não se da solução para os problemas de nenhuma delas.

E eh em razão disso que o sistema, jamais usado, de solidariedade e inclusão trabalha sobre primeiro dar soluções aos problemas do pais. Quando o pais tiver em completa condição de se auto-sustentar eh que pode oferecer a solidariedade para solucionar os problemas de outros a seu redor.

A formação do imperio não pode ser forcada em nenhum sentido. Em torno da solidariedade eh que deve surgir a aproximação de modo a que os dois se tornem um, com o consentimento e beneficio para todos.

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32. NASCIMENTO E FIM DE UM IMPERIO

A ideia de alguns “levarem vantagem em tudo” enquanto outros so terão a perder, eh a receita perfeita para a queda dos impérios.

Quando duas nações se unem nos bons termos isso implica que se perca o nacionalismo e não importa, então, em qual parte tenha nascido o proximo governante. Se se faz a união mas conserva-se as fronteiras, o melhor eh manter a separação sob o critério único da amizade.

Amizade permite compartilhar-se dos momentos bons e ruins sem necessariamente assumir-se as consequências integrais dos relacionamentos.

A construção de um império deve ser como um casamento. Tudo o que acontecer de bom ou ruim deve ser carregado pelos nubentes. Se existem interesses maiores de uma parte no casamento o mais provável eh chegar-se a um divorcio litigioso.

E isso eh o que ja esta escrito, antes mesmo de acontecer, na tentativa dos Estados Unidos de querer ser o maior império ja visto pela humanidade.

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33. A METAMORFOSE DA MARIPOSA

Devemos tirar muitas lições da eleição de Donald Trump. Uma delas, para os brasileiros que se deixaram envolver pelos golpistas, eh que agora os participantes aqui, com consciência ou não do que esta se passando, assumiram a consequência imediata de que agora temos que engolir o sapo.

A extrema direita nao observou esse critério da democracia e manteve o governo Obama sob constante ataque, o que provocou grande atraso no dar solução aos problemas. Alias, interferiu de forma a agrava-los justamente por adotar a filosofia do “quanto pior, melhor” para que ela retomasse o poder como ator principal e não coadjuvante.

Eu particularmente nao tenho sequer ligado os canais de influencia política aqui nos Estados Unidos, tais como CNN, CNBC, MSNBC, NBC etc. Tenho assistido apenas canais locais, que apresentam apenas de relance o que esta se passando a nível de política nacional.

Isso por dois motivos: porque estou com nojo e porque não quero nem dar a chance de ser influenciado ao escrever essas notas.

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E pelo que se tem visto, a adesão a nível de chamadas lideranças esta sendo quase total. Na opinião de um bilionário influente, que foi pro-Hillary, são novas oportunidades que precisam ser exploradas. Como se ele não soubesse com antecedência qual seria o resultado e se o resultado não fosse o que ele queria!

Estamos vendo os republicanos do movimento #nevertrump (trumpjamais#) todos com o rabinho entre as pernas atendendo aos convites do presidente “eleito” para negociarem a distribuição dos cargos. O mesmo esta se dando entre aliados da primeira `a ultima instancias.

Fundamental para o complô funcionar foi darem ao Partido Republicano a maioria tanto na câmara quanto no senado. Se não fosse assim, ficaria difícil para o Partido Democrata fingir oposição e manter as aparências.

Se o Partido Republicano fosse precisar de alguns democratas para aprovar suas iniciativas nos próximos dois anos, eles seriam identificados como traidores pelos eleitores mais radicalizados.

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De um modo geral, pode-se dizer que a peca teatral esta andando segundo o script combinado.

E para melhorar ainda mais as aparências Donald Trump, como presidente eleito e ja montando os quadros que o auxiliarão a governar, de repente mudou completamente o discurso, principalmente naquilo que arrotou para atrair o apoio dos mais radicais de direita.

Para começar, os 11 milhões de indocumentados que seriam expulsos sem nenhuma compaixão ou sensatez caíram para “possíveis 2 ou 3 milhões” de “bad apples” (macas podres). O seguro publico de saúde (Obamacare) que seria “repelido e substituído por algo melhor” ja não eh de todo ruim como o era durante a campanha.

Para os puristas ideológicos, fica ai caracterizado o estelionato eleitoral, segundo quiseram acusar `a Dilma Rouseff de ter feito o mesmo no Brasil. Como se a todo politico não fosse dado o privilegio de mentir descaradamente, ja que existe mesmo parte do eleitorado que gosta de ser enganado!

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Melhor dizendo, quem realmente acredita no que politico fala e depois pode reclamar com sa consciência que foi enganado?

Na verdade, a tentativa de enganação eh de parte a parte. A diferença eh somente que o politico depois de eleito tem o poder para tentar cumprir com o prometido mas, por causa das divisões, os eleitores pouco podem fazer para faze-lo cumprir com as obrigações.

O mais interessante de observar-se o desenvolvimento politico aqui foi que o discurso do Trump era o de ser anti-estabelecimento. Ele afirmava que faria um governo completamente afastado dos vícios que “em primeiro lugar levaram o pais a viver a tragédia em que vive”.

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O governo esta sendo montado, e não poderia ser de forma diferente, com os mesmos “inimigos” que adquiriu durante a campanha eleitoral.

Raposas velhas da política que falaram algumas verdades a respeito do candidato Trump e que pareciam ser inimigas, agora estão dialogando. Com certeza estarão abraçando uma causa maior, que eh “a patria amada, o bem do povo e a felicidade geral da nação”, alem de, claro, alguma influencia e dólares no bolso!

Mesmo a promessa de levar Hillary Clinton `as barras da justiça por causa do envolvimento dela nas corrupções virou brincadeirinha! O sistema corrupto vai continuar corrupto como sempre foi e serviu aos interesses daqueles que não saíram do poder. Apenas mudaram a maquiagem.

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34. O GOVERNO ILEGITIMO

Ja no inicio de 2017 haverá o “baile de mascaras” onde ali se coroara a rainha das mariposas (ou mas raposas?!). Disfarçados e fingindo constrangimento estará presente a grande massa das lideranças democratas. Sem o mesmo disfarce estarão presentes as republicanas da primeira `a ultima hora.

No enredo estará a tentativa de legitimar o ilegitimável. Nao porque eu queira que Donald Trump seja um governante ilegitimo. Mas a verdade eh que ele próprio se encarregou de fazer isso.

Ja mencionei que nos debates ele propôs as teses de que o sistema era manipulado, que os resultados poderiam ser fabricados, que tudo não passava de falsidade. E o pior foi ter exalado que se ele não vencesse haveria revolta com consequências drásticas.

Então, se o sistema eh tao furado quando ele fez propagar isso implica que não houve legitimidade no processo. E a consequência dessa constatação eh que o governo dele sera ilegítimo.

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A menos que ele anuncie em cadeia publica que mentiu. Nesse caso, a ilegitimidade se dará da mesma forma, pela mentira.

Para corroborar com essa acertiva, as notas que veem sendo publicadas não indicam defesa.

Durante a campanha tentou-se demonstrar as muitas fraudes que fizeram a riqueza do concorrente bilionário. Entre as quais a revelação de um processo onde o magnata figura como golpista na instituição de uma universidade onde pagava-se caro para aprender a fazer fortuna e cujos resultados não chegaram nem perto do esperado.

Finda a campanha, ja se acordou com os acusadores negociando reparações milionárias.

Outra acusação surgida durante a campanha foi o uso indevida da Fundação Trump que recebia contribuições para as caridades de interesse do magnata. Mas ficou provado que parte do dinheiro foi desviado para beneficio próprio do patrono da fundação.

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O crime esta caracterizado. Contudo, parece-me, porque somente vi um anuncio sem sequencia a este respeito. Pode ser que seja porque não estou acompanhando os canais mais liberais, dai não vi nenhum prosseguimento.

Obviamente, por esses e outros acontecimentos não teremos presidente legitimo na legislatura que se segue. Esse poderá tornar-se o “tendão de Aquiles” desse governo, pois, quando os ânimos voltarem a se acender contra medidas desagradáveis ao publico essa sera uma faca afiada para insuflar mais ainda o furor do povo.

Apesar de tudo, o que me parece eh que a imprensa ja esta operando em modo de abafa. Esta se evitando prolongar as criticas. Também se esta passando chantilly no sorvetao de limão, talvez para que o gosto acido torne-se palatável.

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35. CAUSA PARA UMA VIDA

Penso faltar pouco para fechar esse texto. Sinto que preciso dar uma pequena explicação a meu respeito antes de passar uma recomendação a nova geração que esta começando a tomar conta do poder. Ainda eh cedo mas eh preciso planejar com antecedência senão essa geração entrara pelo mesmo caminho da perdição que a minha geração entrou.

Em primeiro lugar, as pessoas poderão se questionar o que estou ganhando com isso que escrevo. Eh hilário mas quando querem questionar quando se opõem, a primeira coisa que fazem eh assumir que todo mundo eh igual e o interesse particular sempre vem em primeiro lugar. Digo apenas que sou uma ave rara. Nada me atrai senão a verdade e a justiça.

Ja estou muito perto de completar 60 anos, se Deus me o permitir. Ja não possuo sonhos de juventude de algum dia ser relevante, construir alguma coisa para depois desfrutar da minha riqueza.

Nasci e continuei pobre. O que eh melhor eh que nunca fui atraído por riquezas. Portanto, se não a busquei quando ainda tinha futuro para usufruir dela muito menos vou busca-la agora. Daria muito trabalho e não tenho tempo para as duas coisas.

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Ja reconheci que meu futuro eh o túmulo e o meu galardão uma lapide com um epitáfio sem sentido.

Tudo o que para outros parece lucro para mim eh perda. Não quero e nem desejo que as coisas sejam bonitas somente nas aparências. Não sou ilusionista.

O que eu escrevi na vida eh minha memoria e minha fortuna. E o meu julgamento sera por isso, não pelo quanto eu possuir ou aparência física que vou tiver.

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36. RECOMENDACOES FINAIS

Sendo assim, o meu conselho tera o endereço para a geração que atualmente chamam de milênianos (millennials). Para os que não estão afeitos `as denominações, chamam a geração nascida em torno da II Guerra de Baby Boomers (explosão de bebes). Isso por causa da multiplicação gigantesca que se deu `aquela época, antes do controle da natalidade.

Pois, digo a voces que a geração Baby Boomer em relação `a política tornou-se um anátema para a humanidade. Nossa geração foi arrastada por sonhos e lideres que por trás dos bastidores nada mais foram que algozes. Enganadores que nunca serviram ao povo.

E o nosso defeito foi justamente o de termos sido orientados e aceitado ser seguidores. Para nos, a escolha era seguir um extremo ou outro da política e assim fomos manipulados, e o resultado disso eh o mundo em que vivemos. Quem acha que ele eh bom, pensa somente em si mesmo.

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Para evitar que lhes aconteça o mesmo, de forma pacifica aqui nos Estados Unidos, ha que criar-se um partido novo. Não se trata de criar uma ideologia para ser contra o que existe. Mas tem que se buscar algo pelo qual ser-se a favor. E o que penso eh que esse a favor sejam as soluções para os problemas.

Nao pode deixar-se enganar pelo ter sem o ser. Duvidem de todos que tenham mais de 35 anos de idade. Desconfiem de todos que tenham menos que essa idade.

Nao se deixe liderar. Compartilhe a lideranca. Não produza segredos. Não deixe seu movimento ser infiltrado por traidores da causa nem por espiões. Diga claramente o que pretende fazer e tente fazer exatamente o que planejou.

Para tentar consertar o mundo sera preciso que se passe por uma situação semelhante `aquela descrita na Bíblia, onde o povo hebreu teria passado 40 anos no deserto, justamente para perder os vícios de seus pais.

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Ha que nao esquecer-se que o que se deu depois foi que as gerações posteriores voltaram aos mesmos pecados dos ancestrais. Portanto, eh preciso ensinar a cada nova geração a vigiar para não perder o rumo.

As gerações que se perderam o fizeram justamente porque deixaram de elaborar seus próprios destinos e deixaram isso para que chefes o fizessem por elas. Quando confiamos em chefes temos muito mais chances de seguirmos aos falsos do que aos verdadeiros porque o numero dos primeiros eh muito maior.

Tudo tem que ser decidido em conjunto. Os recursos da atualidade permitem que isso aconteça. Mesmo que o povo seja dividido em grupos e cada grupo seja encarregado de uma missão para decidir a respeito de assuntos separados.

Por exemplo, assuntos educativos devem ser decididos por entendidos no assunto com a consideração das opiniões do povo. A decisão das duvidas precisam ser decididas pelos especialistas e não pelo voto da população que ignora os detalhes do problema.

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Isso deve ser feito em relação a todo e qualquer assunto. Nada eh definitivo. Se a pratica de uma decisão estiver desagradando, ela precisa ser revista e mudada quando necessário Não se pode pensar que ira acertar-se de uma vez para sempre. Nos fomos feitos para errar e saber consertar os erros. Assim eh que aprendemos.

Nunca tive a coragem de dar meu voto para representantes do Partido Republicano. Isso porque, mesmo que em pequenas proporções eu concorde com alguma coisa que lutam por ela, no geral somos almas com total incompatibilidade de gênios.

Votei em representantes do Partido Democrata porque esperava que não houvesse o acordo que ha entre representantes dele e do Partido Republicano. Agora, ambos ganharão a isenção do meu voto. Se continuarmos no sistema bipartidário, não votarei mais.

A nao ser que todos os representantes atuais renunciem e entreguem o poder para os jovens.

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Como nao espero que façam isso, meu voto ja esta reservado para a terceira via, desde que ela seja formada completamente pela geração atual.

Nao ha necessidade de que me convençam. Como mencionei, nada quero para mim. O futuro pertence a ela não mais `a minha geração. Portanto, dou meu apoio a ela sob a única condição de que façam tudo no sentido de buscar soluções e não se entreguem `a luta do poder pelo poder.

Eh difícil. Mas eh preciso que os novos politicos se tornem verdadeiros sacerdotes nesse sentido. As tentações seriam muitas. Mas as consequências de não se seguir isso serão as piores possíveis.

A consequência de continuarmos no mesmo rumo sera nos envolvermos na III Guerra Mundial e pensa-se que não sobrara pessoas humanas para dar continuidade `a civilização que começamos.

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Portanto, não se tema um pouco de radicalização com bons propósitos. O caso eh de vida ou morte.

Que nao se lute para chegar-se ao poder. Apenas seja fiel aos candidatos que irão representa-lo. A partir do momento que tiverem numero suficiente de representantes que impecam ao Partido Republicano ou o Democrata a governar sozinhos, vocês terão como obrigar um lado e outro a adotar o que for solução.

Se não aceitarem corrupção, eles não terão como dominar.

Nao tenham pressa demais para chegar ao poder. Nenhuma pessoa humana ficara na Terra para sempre. Portanto, o tempo de vocês chegara naturalmente. Não precisam forcar as coisas. Os dias da geração “baby boomer” ja estão contados.

Tenham paciência. A não ser que os partidos velhos mudem completamente suas filosofias, o fim deles ja esta proximo. Melhor mesmo eh que tenham algum tempo para aprenderem a manejar o poder sem deixa-lo corrompe-los.

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Infelizmente nao posso garantir que, se isso demorar os 40 anos necessários para que a geração velha passe, ela não lhes impedira de ter o futuro que devia ser de vocês.

O que ela fizer nesse sentido sera contra ela própria, pois, nos vivemos em nossa descendência e se ela continuar interferindo com a descendência dela, então, estará decretando o próprio fim.

Nao me pecam para ser um pai super-protetor. Nao posso dizer exatamente o que vocês devem fazer para não cair em erros. Peco apenas que quando errarem, saibam voltar atras e consertar seus erros.

Mesmo pensando que o que pretendam fazer sera errado, voto em vocês. O bom pai não eh aquele que faz proibições para tentar impedir que os filhos errem. O bom pai mostra o caminho mas da direito aos filhos de errarem para que também aprendam com seus próprios erros. Não existe pai bom que não tenha errado na vida.

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37. O CONSERVADORISMO E O LIBERALISMO ATUAIS

Resposta a uma cronica escrita pelo pastor JOSIMAR SALUM

Em minha modesta opiniao ja nao existem mais conservadorismo e nem liberalismo. Obviamente, nao estou falando nada contra isso, ja que sou pragmatico. E diga-se de passagem, os conservadores e os liberais deixaram de existir nao porque se engajaram nesse grupo. Mas porque vivem numa comedia absurda de quererem enganar a si próprios.

Nessa passagem, quem andou incampando o termo liberal foi exatamente uma parte conservadora do spectrum politico. Como macacos que pulam de galho em galho, assim andam os politicos em todo o mundo. Os atuais politicos tem se tornado mestres em contorcionismos, para parecerem autênticos ao eleitorado, mas so se mostram autenticas bestas!

Os liberais antigos eram tambem conservadores, eh verdade. Nos anos de 1850 o maior expoente do liberalismo foi Teofilo Otonni. Ele tinha ideias tao avançadas para sua epoca que rompeu com seus colegas liberais, por ineptos que foram, e se embrenhou no verdadeiro “inferno verde” que era o Nordeste de Minas Gerais para implantar seu Projeto Philadelphia.

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A pratica do projeto, porem, custou-lhe a vida. Poucos anos depois e diversos eventos de malaria, faleceu. Da pratica ainda existem muitas consequencias. Uma delas foi que o Arraial Philadelphia atualmente virou a cidade que guarda o nome de seu fundador. Ha um clube em Governador Valadares com o nome do projeto.

E os imigrantes que Teofilo importou de varias partes do mundo atualmente fazem parte do pool genetico que forma a genealogia do Centro-Nordeste e Norte de Minas Gerais. Atualmente, disperso por todo o Brasil e o mundo.

Ate os proprios liberais ja reconheceram a ineficiencia que se tornou o seu movimento politico. Resolveram se autodenominar progressistas. Isso em funcao de terem sido pegos no contra-pe pois os conservadores conseguiram fazer parte do eleitorado acreditar que eles usam o estilo perdulario e libertino como forma de governar.

Na verdade, o imputo poderia ser lançado a qualquer um dos lados, porem, vale o jogo de empurra e quem acusa o outro primeiro tira do outro o argumento, pois, se ficarem discutindo quem eh e quem nao eh o que os dois são, fica parecendo briga de crianca. Ninguem quer passar por infantil em política! So o eleitor o eh e não enxerga!!!

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A jogada de autodenominar-se progressista tem a função pouco inocente de levar o eleitor inadvertido pensar que, automaticamente, os adversários dos progressistas são os anti-progresso, ou seja, os atrasados, como são lembrados na gíria. Dizem que na guerra: “chumbo trocado não dói!”

Mas voltando ao assunto, atual, farei alguns comentarios baseando-me numa cronica do Josimar Salum. Respeito a opiniao dele como respeito as de todas as pessoas que pensam. Ele eh pastor e trabalha na regiao de Worcester, estado de Massachusetts.

Vou usar a opiniao dele como ancora apenas porque ela representa em grande parte aquilo que os chamados conservadores vem defendendo. Mas resguardo que ele eh uma pessoa racional e nao deseja, como os conservadores radicais, impor ideias mas sim racionaliza-las através de argumentos.

Mesmo que possa parecer, nao estarei julgando a pessoa do pastor Salum. Em particular porque não faço isso. E nao teria mesmo competencia para faze-lo porque ja de inicio nao o conheço como pessoa. O meu julgamento se limita `as ideias. Nao concordo com as que foram lançadas no texto escrito por ele.

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Nao quero que me tomem por alguem se achando digno a dar lição de moral em ninguem. Não me tomem por um mestre que queira conduzir as pessoas ao seu proprio entendimento. Prefiro comparar-me a um aluno atento que quando nao concorda pergunta muito para aprender mais. Podem chamar-me de aluno chato.

Isso nao me ofende, pois, tive experiencia de ser professor um dia. E aqueles alunos que pareciam ser os mais interessados eh que levantavam os melhores questionamentos. E nunca um questionamento me diminuiu.

Pelo contrario, foram eles que me fizeram aprender mais e, por outro lado, acredito, fizeram-me ser um professor melhor. Embora a minha especialidade como professor nunca foi os assuntos que abordarei agora.

Acredito que o Josimar, ao publicar suas notas pouco antes das eleicoes presidenciais aqui nos Estados Unidos estava apenas justificando o voto que daria em Donald Trump. Se não foi, que me perdoe o mal juizo. Nao sou contra ninguem que escolheu o candidato. Somente penso que o escolheram por engano e razoes errôneas.

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Ele estabeleceu pontos que gostaria de ver executados pela proxima administracao dos Estados Unidos. Disse nao ter preferencia entre Donald Trump e Hillary Clinton. Considerava ambos ruins. Mas copiarei os pontos e comentarei a respeito deles na sequencia de cada um:

“1) O fim de toda a imigracao ilegal no pais. Assim sendo, almejo ver uma Reforma de imigração nos moldes que Reagan fez, dando prioridade `a fronteiras seguras, `a segurança interna, aos interesses da nação, a uma politica humana de admissao de refugiados que sejam realmente refugiados, leis sensatas para novos imigrantes entrarem legalmente no pais e uma grande generosidade para com os milhões de não criminosos imigrantes indocumentados e seus familiares que estão no pais e com possibilidade de trazerem legalmente os familiares que não estão.”

O tropeço dos conservadores esta justamente no ponto fronteiriço. Sabe daquele conto antigo, quando voce nao deseja fazer uma coisa, para nao parecer que eh intransigente, acrescenta uma condição impossivel ou completamente sem relação com o problema.

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Fica estabelecido para os imigrantes, nos vamos ser muito bonzinhos com vocês, mas antes vocês so precisam executar os “12 trabalhos de Hercules”. Assim fica: as fronteiras jamais terão seguranca, enquanto o comportamento dos governos continuar o mesmo e os imigrantes permanecerão a ver navios!

Diga-se de passagem o que os imigrantes de bem poderiam fazer para oferecer segurança para os outros se eles próprios vivem sob o regime de segurança alguma?

Como resultado disso, falar num sistema imigratorio justo nao passa de conversa para boi dormir. 99% dos imigrantes que atravessam a fronteira, legal ou ilegalmente, nao representam nenhum perigo para a seguranca de quaisquer natureza.

Mas como os conservadores nao podem admitir que o foco da preocupação deles eh com a possibilidade de daqui a algum tempo o pais ser dominado por pessoas de aparencias menos europeias, eles usam o subterfúgio de dizer que estão preocupados com a segurança.

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Então, como o “problema” eh o preconceito racial, preferem impor a condição impossível para vetar os 99%, ao invés de colocar clausulas que impecam a entrada dos 1%.

E os detalhes dessa intransigência deles ficam expostos por fatos e não suposições. Quando falam em seguranca nas fronteiras, referem-se `aquela existente entre os Estados Unidos e o Mexico. Diga-se de passagem, tome-se o mapa e se compare com as outras fronteiras.

Por que ela? Porque eh por la que entrariam os mais pobres e os menos racialmente idênticos aos europeus.

Ampliando melhor a visão microscópica, deixemos de pensar em séculos passados e observemos o futuro proximo. O restante do mundo, exceto a America Central, eh diversas vezes maior e muito mais populoso que aquela cauda de terra que vai desde o Rio Grande ate `a divisa com a America do Sul.

Isso parece irrelevante quando se ve um conservador abordando o problema mas eh lógico que agora do século XXI para frente sera muito mais provável que os estrangeiros ingressarão no pais via aeroportos e não via uma perigosa travessia de fronteira terrestre.

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Em breve teremos aviões que transportarão passageiros de quaisquer partes do mundo para ca, numa viagem de apenas uma hora de duração. Que lógica haverá de alguém de outras partes arriscar-se pela fronteira com o “terrível Mexico”? Aquele que esta “enviando seus estupradores, criminosos e traficantes para os EEUU”!

Observe-se ainda que os últimos ataques terroristas que entram no contexto do conflito Ocidente/Oriente-Medio foram praticados por cidadãos ou pessoas legalizadas e não imigrantes de um modo geral.

O que torna-se gritante na porcentagem de imigrantes indocumentados dentro do contexto de pessoas que caem na criminalidade e pessoas de bom comportamento eh carga que os conservadores querem impor em todos como se fossem iguais.

E isso eh semelhante ao proibir-se a todos os cidadãos de dirigirem carros porque alguns deles o fazem embriagados.

Durante o século XX os Estados Unidos se envolveram nas I e II Guerra Mundiais, da Coreia, do Vietnam, na I Guerra do Golfo e antes da entrada do seculo XXI a fronteira com o Mexico jamais se pareceu perigosa pelo simples fato de nao conter nenhum risco maior que as outras formas de entrada no pais. Mas a partir da eleicao do presidente Obama as coisas mudaram.

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Sim! E nao foi necessariamente por causa de nenhum ato administrativo dele. Parece que o velho chavao caiu como uma luva! Quando se enxerga algo como problema que nao ha solucao, busca-se um bode expiatorio para sofrer as acusações.

Alguém disse que ja no tempo dos filosofos gregos um deles saiu-se com o pensamento de que “quando criamos problemas por nos mesmos sempre existem os estrangeiros em nosso meio para transforma-los em nossos bodes expiatorios!”

Imigracao nunca foi problema para os Estados Unidos. O que sempre foi problema eh a desorganizacao na qual ela se encontra.

Quando se discute o assunto aqui nos Estados Unidos sempre se pensa em termos do mal que imigrantes podem causar ao pais. Mas nunca se levanta a questao do porque existem pessoas la fora que estao com a intencao de provocar mal a eles.

Quando mudei-me para Belo Horizonte ha 4 décadas atras, surpreendeu-me como as pessoas estavam se entrincheirando em suas proprias casas. Os muros eram enormes, com cacos de vidro pontiagudos no alto ou com arame farpado em cima.

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As janelas com grades como se fossem em uma masmorra. E eu procedia da pequena Virginopolis, onde se passava os dias com as portas das casas abertas e `as noites trancadas apenas por taramelas. As janelas de madeira tambem passavam os dias escancaradas.

Imediatamente me veio ao pensamento: curioso, como as pessoas quererão combater a violência se elas resolveram se isolar do mundo que deveriam ter para elas proprias? Ao inves de procurar a solucao elas estao entregando o mundo para os malfeitores pensando que estao seguras mas quando os malfeitores dominarem o mundo, o que os impedira de invadir as fortalezas?

Eh o que se da com os ladroes. Se eles se tornam abundantes e os mais ricos comecam a se proteger se isolando, criando fortalezas contra eles, isso funciona por um tempo. Logico que os bandidos nao sao bobos, portanto, irao buscar atacar os mais vulneraveis que estiverem ao seu alcance.

Mas `a medida que vao se “profissionalizando” na atividade, comecam a indagar-se: por que nao atacar aquele que esta melhor guardado, pois, se esta escondido eh porque possui mais tesouros?! Dai para elaborar taticas que irao solucionar o problema de uni-los `as riquezas escondidas vai apenas um passo.

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Assim, a sociedade que se esconde, ao inves de enfrentar o desafio de nao criar ladroes em seu seio, torna-se dominada por aquilo que mais teme.

Isso nao eh novo. O Imperio Romano construiu muros e barreiras enquanto pode para isolar-se dos bárbaros. Mas passou centenas de anos preferindo usar uma tatica ostil aos povos bárbaros para intimida-los pelo medo. No principio a tatica funcionou mas onde esta o Imperio Romano agora?

O pastor Salum iniciou a cronica dele com o exemplo biblico do profeta Daniel. E nos também podemos recorrer `a mesma fonte para enriquecer esse breviário. Vejamos:

Ex 18, 21: “Escolha entre o povo homens capazes e tementes a Deus, que sejam seguros e inimigos do suborno; estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez.”

Esta ai um bom exemplo de boas intenções dando errado. O raciocínio do sogro de Moises foi perfeito, teoricamente falando. Pretendia fazer a partilha do poder politico numa escala ascendente de forma a ninguém se esgotar em função do excesso de trabalho.

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Acontece que por meio do sistema do poder politico se escondia o poder econômico. Ate atualmente sofremos as consequências dessa divisão. Segundo a forma que a sociedade capitalista eh organizada não temos escolha. Ela funciona de forma piramidal.

Isso quer dizer que tornam-se necessárias 10 ou mais pessoas para um se dar um pouco melhor. Sao necessárias 100 pessoas para servirem de “ombro amigo” para que uma única alcance uma condição de vida melhor.

De forma que serão necessárias pelo menos 1.000 pessoas para que uma delas se destaque economicamente, ingressando na classe media. 10.000 pessoas podem ajudar uma pessoa rica. 100.000 pessoas farão um milionário. E serão necessárias 1.000.000 de pessoas para formar um bilionário. E isso nada tem a ver com meritocracia. Mas não vou entrar nos detalhes aqui.

O que ocorre nos países desenvolvidos eh que a população deles não eh em nada mais inteligente que a dos países pobres. Existe sim uma diferença histórica onde por um motivo ou outro os desenvolvidos resolveram mais cedo investir nos seus sistemas educacionais.

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Ate então, a educação acabou se tornando um veiculo de acesso `as riquezas. Enquanto nos países subdesenvolvidos o sistema foi manipulado pelos chefes de milhares de forma a que a população nunca se desenvolvesse.

Isso causou duas situações complicadas. Uma eh a dos desenvolvidos. Como a maioria das pessoas tem acesso `a educação melhor, por lógica, as pessoas esperam que tenham trabalhos melhor remunerados `a disposição. Mas a sociedade capitalista não foi pensada em termos de distribuição de renda. Ela se baseia no individualismo.

Ao mesmo tempo que produz um numero maior de pessoas com educação mais elevada, necessita de um maior numero de pessoas que se sujeitem a executar os serviços que não exigem tamanho grau de educação e, fundamentalmente, com remuneração discrepante.

Assim, para a sociedade avançada permanecer crescendo necessita automaticamente de mão-de-obra barata disponível. O que não encontra entre seus próprios cidadãos. Por isso precisa importar mão-de-obra ou exportar atividades produtivas.

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E foi onde o capitalismo deu com os burros n’agua. Inventou-se a globalização com o sentido único capitalista. Investiu-se nos países subdesenvolvidos visando basicamente a explorar a mão-de-obra barata para obter-se produtos de baixo custo que poderiam ser jogados num mercado maior, pois, o objetivo era o de incentivar o consumismo e não o bem estar da sociedade.

Com isso, ensinou-se as populações pobres a produzirem coisas que nem são tao necessárias, por custos que os trabalhadores dos países mais ricos não se conformariam em produzir, pois, em consequência eles seriam obrigados a vender sua dignidade.

Para contrabalançar, enquanto a população dos países industrializados, particularmente a dos Estados Unidos, não se conscientizava da perversidade que estava sendo proposta a ela, não via com tanta desconfiança a chegada de milhões de imigrantes indocumentados ao pais.

Na verdade, ela tornou-se cúmplice de um sistema que poderia ter sido prevenido desde o inicio. Nenhum imigrante sem documentos queria ingressar no pais nessa condição. Mas também nunca lhes foi oferecida uma condição legal pela qual fosse aceito sem a necessidade de sofrer os transtornos de todos os riscos.

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Enquanto estava tudo dando certo para a maioria, a solução do problema foi sendo adiada. E não por culpa de imigrante algum, pois, esses não tem o poder de decidir nada.

A situação mudou a partir dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. E se agravou muito com a crise econômica criada pelos governo conservador de George W. Bush, a partir de 2007.

2007 marca o inicio do estouro da bolha econômica que havia sido inflada ha décadas, mas o governante não tomou medida alguma no sentido de esvazia-la sem explodir.

O fato mais observável aqui eh que os conservadores vem se utilizando da oportunidade de acusar os imigrantes de tudo que eles próprios provocaram. Desde mais de uma década vem tentando retratar a imigração como algo pecaminoso.

Espalhando a ideia de que os imigrantes eh que são responsáveis pela onda de crimes, pela transmissão de doenças antes erradicadas e tudo o mais, para causar uma impressão ruim e preconceituosa.

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Fica fácil acusar aos imigrantes, pois, eles não tem como reagir. A maioria não vota, portanto, nem a defesa por meio democrático lhes eh dado o direito. A covardia determina que eh mais fácil bater no mais fraco ja que o mais forte pode reagir.

A população que se deixa manipular pelos conservadores não se lembra de que em todo o tempo que os imigrantes sem documentos foram acumulando nos países, alguém com documentos lhes empregou e se enriqueceu `as custas deles. Portanto, se querem se vingar apenas dos imigrantes estão no mínimo sendo desonestos.

Se nao se tivesse objetivado apenas os ganhos para os chefes de milhares e de milhões, as transferencias de produção para os países subdesenvolvidos deveriam ter sido feitas de forma a que as condições de salário e sociais respeitadas nos países ricos fossem respeitadas nos países destino das transferencias.

Isso garantiria a dignidade dos dois lados da equação. E dessa forma os empregos ganhos pela população nos países pobres teriam ajudado a elevar mais o nível de vida dos povos deles.

Isso implicaria numa condição geral melhor e com a possibilidade de comprar-se mais produtos originados nos países mais desenvolvidos, o que suprimiria a criação dos empregos agora tao desejados.

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O problema agora ficou maior, pois, os conservadores querem que se traga de volta os empregos que foram exportados, porem, isso somente seria possível se a população local se dignasse a aceitar os baixos salários que são pagos nos outros países.

Como o salario basico dos paises industrializados ja não estão correspondendo ao desejado, baixa-lo seria no mínimo algo semelhante `a tentativa de suicídio. O impasse ai eh grande. E não cabe aqui discutir-se o assunto em detalhes.

O maior problema mesmo em relação `a imigração eh a percepção que o cidadão comum tem dela. Ele descende de imigrantes. Mas como não viveu a situação, por ser atualmente natural e de geração nativa, tenta se enganar e não se identificar no mesmo contexto.

Isso tudo nao passa de preconceito. E a libertação dos escravos nos oferece um bom parâmetro de comparação. Quando se deu a emancipação via decreto não significou que tudo estava resolvido.

Pela cultura intrínseca que o sistema impunha não foi imediato nem mesmo para o ex-escravo e seus descendentes compreenderem que eram tao livres quanto a mais branca das pessoas em seu redor.

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E parece que ate hoje a população branca não adaptou-se totalmente diante da ideia. O caso não eh saber e aceitar que não existe mais escravidão. O caso eh entender e aceitar que somos todos semelhantes nos direitos e deveres.

No fundo das consciencias das pessoas existe uma barreira que as impede de aceitarem que as outras pessoas, por mais diferentes que lhes pareçam aos olhos, são essencialmente semelhantes. As diferenças físicas e de aparência mascaram a realidade. E as pessoas se aproveitam disso para ocultar aquilo que realmente pensam.

Os brancos nos Estados Unidos e os embranquecidos brasileiros (pois todos descendem nem que seja minimamente das taperas e das senzalas), continuam no fundo de suas consciências acreditando que ha um lugar superior na sociedade para eles.

Quando olham os diferentes chegando, dizem aceita-los, contudo, esse aceitar mora na condição de que os diferentes saibam comportar-se como inferiores.

O problema tem se exacerbado por causa do quadro de imigração muito rápido nos últimos anos. As pessoas preconceituosas tem dificuldade de aceitar que o mundo que gostariam de conservar como sempre foi esta mudando mais rápido que são capazes de acompanhar.

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E dentro desse numero enorme de pessoas que chegam, algumas, como manda o próprio sistema piramidal, irão se ajeitar maravilhosamente bem, em termos financeiros. E a maioria ate mesmo se dará melhor que a media da população nativa.

E isso eh o que complica a situação, pois, as pessoas mais conservadoras ate aceitariam a presença de imigrantes, desde que eles se mantivessem no lugar que elas esperavam que eles deveriam ficar, ou seja, em condição subalterna.

O que move a xenofobia nem chega ser tanto as diferenças raciais. O que mais afeta eh a inveja de ver o objeto de seu preconceito se dando melhor que voce. E nisso se resume o quadro imigratório atual nos países desenvolvidos. O que não eh diferente para os casos de países pouco desenvolvidos que também recebem imigrantes.

Outro detalhe da proposição do pastor Salum foi ele confundir imigração com refugio. Refugio, embora seja uma modalidade de imigração, não se encaixa exatamente em nossa questão. Ela ja eh regulada pelo direito internacional. O que falta eh a legalização para a imigração em seu sentido estrito.

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Os Estados Unidos sempre honraram seus compromissos sendo generoso com os refugiados. O que tem estragado esse posicionamento histórico eh o conflito religioso/politico/econômico. Os conservadores tem enxergado a todos os muçulmanos como parte do problema, ao invés de serem seletivos no caso fazendo a diferença entre a militância radical e os 99.9% outros que não causam mal algum.

E também sao duas situações diferentes entre a dos imigrantes que ja estão vivendo e construíram suas vidas no pais mas não possuem documentos e a dos que pretendem entrar no pais no futuro.

A primeira situação eh imediata e a única resposta para ela eh a completa legalização. Não tem que se discutir, como os conservadores querem, que sejam culpados de estarem irregularmente no pais.

Isso eh conversa de quem não quer resolver o problema e esta morrendo de inveja de os imigrantes ate sem documentos estarem lutando e vencendo na vida. Para o conservadores, não importa os sacrifícios que o sem documentos passam.

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Outra coisa que ja se esgotou quaisquer discussão eh a necessidade de haver uma lei que estabeleça a entrada de futuros imigrantes. E se querem permanecer no mesmo sistema econômico que vigora, ha que encarar-se a verdade de que os nativos do pais não aceitam trabalhar naquilo que consideram escravidão, portanto, ha que abrir-se vagas para pessoas menos exigentes preencherem as vagas.

Mas ha que lembrar-se que isso valera apenas para a geração dos pais, pois, os filhos que chegarem crianças ou que nascerem no pais terão acesso ao mesmo nível de educação que as outras crianças, portanto, elas também almejarão realizar o “sonho americano” e não aceitarão tornar-se subempregadas como seus pais.

Essa eh a unica realidade que existe nesse assunto. Não se trata de “generosidade”. Trata-se do atendimento das necessidades reciprocas. E, por justiça, um lado não pode ser levado a negociar em condição inferior.

O assunto nunca se esgota. Mas caso alguém queira tomar conhecimento de algumas razoes do porque anistiar-se imigrantes sem documentos em qualquer ponto do mundo, pode visitar: https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/.

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“2) Por um combate ao terrorismo radical. Esta eh maior ameaça atual `a civilização humana.”

Verdade?! Sera que o pastor Josimar Salum crê mesmo nisso?! Eh! Pode ser que sim.

Se a pessoa eh conservadora e representante do cristianismo talvez queira acreditar nisso. Mas a gente precisa ter a mente um pouco mais aberta e buscar fundamentos mais científicos para encontrar a melhor resposta.

A razão para afirmar-se o que foi afirmado na segunda proposição não aparece sem interesse algum. A realidade eh que a religião muçulmana eh a que mais esta se expandindo. Existem razoes, próprias, para os cristãos ficarem preocupados, pois, são eles que estão perdendo o “eleitorado”.

Os números assustam a quem teme a realidade. A Europa tem visto suas igrejas cristas cada vez mais vazias. Não se sabe o porque do desinteresse da juventude em relação `a religião de seus ancestrais. E os pensadores cristãos perderam o tato, pois, não sabem como fazer para recuperar o sabor perdido do sal da Terra.

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Os muçulmanos, de traços estatísticos num passado recente, ja se tornaram porcentagens que aparecem nas computações. E as previsões estatísticas são as de que num tempo relativamente curto poderão ser a maioria. Na Europa, em torno de 2050.

Nos Estados Unidos, mesmo que o fenômeno não seja o mesmo, também não eh pequeno. Aqui se perde mais fieis, por enquanto, para o ateísmo. De qualquer forma, eh visível e crescente o desinteresse dos jovens pelo cristianismo. E os muitos escândalos so complicam.

Por outro lado, qual a verdade em afirmar-se que o “terrorismo muçulmano radical” “eh maior ameaça atual `a civilização humana”?

Dai surge outra questão: se fosse o contrario, se o movimento religioso cristão estivesse “bombando” e tomando o espaço das outras religiões, isso poria fim `a ameaça sofrida pela civilização humana?

Penso que nao. Em primeiro lugar porque o problema de os cristãos estarem perdendo terreno no campo de seu eleitorado tem que ser uma falha da ideologia ou falha dos que a pregam. Existe algo de errado com eles que esta provocando a repulsa ao culto. E essa não depende em nada do sucesso dos muçulmanos.

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Uma dica. Talvez o que esteja acontecendo com a rejeição ao cristianismo esteja ligado a tantas pessoas das chefias estarem tao preocupadas com o seu próprio bem estar e ignorar a solidariedade crista, pregada por Jesus Cristo. Esta sera a raiz do problema.

Alem disso, observe-se que o radicalismo muçulmano eh barbarico, primario e não chega a ser propriamente um grande sucesso nem mesmo junto aos muçulmanos. Não se pode confundir o islamismo com uma facção radical que jura praticar o islamismo mas o que pratica mesmo eh a anti-religiao.

Observe-se que nao existe governo algum no mundo que se diz muçulmano radical. Trocando em miúdos, os radicais não possuem uma nação em suas mãos para se tornarem uma verdadeira ameaça.

O que eles possuem eh um grupelho preocupado em destruir o que não lhes seja espelho e poderiam ja ter sido totalmente aniquilados se não houvessem os aliados fingindo ser inimigos deles. Derrota-los não eh um caso de usar-se armas, bastaria criar-se condições de justiça, pois, o mal cresce onde ha ausência da justiça.

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Por outro lado, ponha-se os números em seus devidos lugares. Se pensam que os radicais são tao maus assim, somem as mortes, deficiências e refugiados que provocaram. Ponham ao lado desses números os números correspondentes aos provocados pelas intervenções no Iraque, Síria, Líbia e outros.

Parece-me que o pastor Salum esqueceu-se que existe, pelo menos, o terror atômico. Quem tem conhecimento das consequências de uma guerra nuclear nunca deixaria de coloca-la como o numero 1 possível causa de extermínio da humanidade provocada pelo próprio ser humano.

Ha que recordar-se que apenas uma nação no mundo detonou armas nucleares contra outro povo. E que bastaram duas explosões para incinerar mais de 1 quarto de milhão de pessoas. E vejam que naquele tempo as bombas eram de menor potencia!

Somente quem ignora as confluências que estão acontecendo com a colocação em pratica de um plano famigerado de dominação, sem levar em conta que a consequência obvia sera o confronto nuclear, sonha que o grande problema da humanidade seja um bando de bárbaros!

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Esse pensamento do pastor Josimar sai da cabeça de “quem tem olhos mas não enxerga”. Não digo que haja maldade em quem acredita, somente porque acredita. Todos se enganam na vida.

Mas existe uma pergunta que não quer calar. Sera que o pastor pensa que os princípios conservadores defendidos pelo então candidato Donald Trump irão nos dar alguma segurança durante e após o governo dele?!!!

Se ele tiver alguma duvida quanto ao risco que temos, visite o endereço: http://top10mais.org/top-10-maiores-explosoes-provocadas-pelo-homem-em-todos-os-tempos/.

A Tsar Bomba era 3.000 vezes mais potente que a bomba de Hiroshima. E ja se vão 55 anos desde que ela foi detonada. Acaso esse terror não esta ao alcance de pelo menos 10 países no mundo, por enquanto, e bastam dois deles entrar em guerra um contra o outro, ou se virem em condições inferiores na guerra com armas convencionais para a humanidade virar apenas sites arqueológicos?

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Imagine-se 100 Tsar Bombas explodindo sobre as 100 maiores cidades do mundo! Baseado nas fotografias que temos dos ataques a Hiroshima e Nagasaki o que se espera que sobrara?!!!

Felizes serao os que morrerem no primeiro impacto de tais ataques, pois, a maior parte da humanidade perecera em consequencia deles e quem sobreviver por mais tempo so tera o que falar de sofrimento depois disso.

Os conservadores votaram em massa para o Trump porque odeiam o pensamento liberal. Mesmo Trump tendo dito o que disse a respeito da proliferacao de armas nucleares.

Inclusive afirmando que os países do Golfo Persico, desde que aliados dos Estados Unidos, buscassem a posse de tais armas para proteger-se da “ameaca iraniana”! Um sujeito como aquele nao leva em conta nem mesmo que um dia a Arabia Saudita sera dominada por radicais, ate mais perigosos que os iranianos! Diga-se de passagem, isso ja eh uma verdade.

Os grupos islamicos radicais atualmente sequer fabricam as balas e as armas que usam. Alguem produz e outros facilitam a posse disso por eles. E o maior mal do mundo ainda seriam eles?!!!

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“3) Por valores pro-vida e pro-casamento. Nos próximos anos ha possibilidade real da nomeação presidencial de três novos juízes da Suprema Corte. Assim, a escolha correta de deputados e senadores eh vital. Eh neste contexto que vislumbro este ponto. Pela defesa do Estado aos incapacitados, aos indefesos e aos inocentes e a proteção de todos os seus cidadãos sem preconceito racial ou de qualquer espécie.”

Aqui o pastor trocou um pouco as bolas. Quando se fala em “valores pro-casamento”, ja de inicio tem-se a ideia conservadora do retorno `a condição anterior, ou seja, aceita-se os casamentos civil e religioso somente se eles ocorrerem entre parceiros heterossexuais. Isso significa a discriminação da união homoafetiva. Então, onde fica o “sem preconceito … de qualquer espécie”?

Ja o que se chama de “pro-vida” trata-se de uma falsidade de maior tamanho, equivalente `a Tsar Bomba prometer a paz. Diga-se de passagem, eu sou integralmente pro-vida. Mas o termo usado pelos conservadores torna-se falso porque eles se referem apenas ao “direito de nascer.”

Ja discuti esse assunto em meu texto ha algum tempo atras, no endereço: https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/.

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Mas pode-se acrescentar um pouco. Todo direito humano eh limitado a partir do momento em que o meu direito invada o direito de outrem. Leis são feitas justamente para conciliar esses limites. No caso, todos devemos ceder parte de nossos direitos para que o direito de todos chegue `a harmonia.

Torna-se muito bonito falar-se no direito de nascer como se fosse pro-vida. Mas a diferença esta em que o direito de nascer eh a parte da vida que se extende desde a concepção ate o parto. O que segue sera o direito do nascido.

Quando vejo os conservadores falando do assunto pro-vida nota-se que eles colocam como se ele fosse o centro do universo. Claro, mexe com as emoções do eleitorado que os conservadores querem alcançar. Mas o que se observa na pratica?

Na verdade, em minha concepção, ser pro-vida não se limita aos 9 meses cruciais do nascimento. Eu penso que o objetivo da evolução da humanidade foi partir de uma situação penosa a qual deveria ser melhorada a cada geração em termos do bem estar de todos.

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Então, torna-se absolutamente necessario nos dias atuais que a criança, desde ao nascimento, seja atendida em todas as suas necessidades primordiais. Isso quer dizer que a todas elas deveriam ser garantidas os considerados direitos essenciais das pessoas humanas como: moradia, vestuário, alimentação, educação, segurança, lazer, transporte, saúde e trabalho quando chegar a hora.

Quando se ve a conversa dos politicos conservadores, nota-se que defendem o direito de nascer mas não o direito de viver. Como sociedade, eles querem obrigar as mulheres em situação de tornar-se mães a terem os filhos, não importa as condições nas quais foram concebidos. Mas ao mesmo tempo querem que cada um se vire por si mesmo.

(Abra-se o parênteses: os conservadores dão a impressão de que quando falam em trabalho duro o trabalho precisa, porque eh uma realidade inegável, ser coletivizado; mas quando tratam do assunto distribuição de renda, logo dão a entender a individualização ou, como se diz atualmente: opta-se pela “meritocracia”!)

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Essas mães, para eles, deverão arcar com quaisquer sacrifícios para sustentar a criança, mesmo que a sociedade não ofereça trabalho ou, na maioria das vezes, tem o trabalho disponível mas com salários aviltantes que não eh suficiente nem para a pessoa sozinha quanto mais para duas ou mais. Mesmo com a contribuição paterna.

Quando se fala em assistência social governamental o assunto parece ate ser crime na boca dos conservadores. No entanto, ja nas sociedades primitivas, o ser humano somente sobreviveu por causa da assistência reciproca prestada pelos grupos sobreviventes.

Nas sociedades primitivas, cada indivíduo tinha que sobreviver o máximo que pudesse para que o grupo tivesse sucesso. E essa receita garantiu a existência do ser humano na forma atual que ele existe por pelo menos 200.000 anos. Não se registra o pensamento conservador senão em épocas muito recentes desses 200.000 anos. Portanto apostar que ele dará certo eh uma questão de fe e não de ciência.

Talvez os conservadores pensem que agora temos gente demais no planeta, portanto, podemos deixar uma parte ao Deus dará, pois, ela seria a parte descartável pela própria natureza. Mas quem somos nos para julgar quem sera e quem não sera descartável?

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Outro detalhe eh que a maioria dos conservadores são a favor da aplicação da pena-de-morte. O que, pela própria definição, eh nada a favor da vida.

Como eu disse, sou a favor da vida e não apenas ao direito de nascer. Porem, compreendo que não tenho direito de obrigar as pessoas que não tenham condição ou não se acham preparadas a arcar com uma obrigação maior que suas forcas.

Eu somente incentivaria alguém a manter uma gestação, em condições adversas, se eu próprio tivesse a condição e pudesse assistir ao nascido como se fosse filho meu.

Foi o que fizemos em minha casa. Recebemos o comunicado que nossa filha deveria nascer com síndrome de down. O conselho foi a interrupção da gestação. Nos recusamos e atualmente temos uma filha sem as condicoes que disseram que ela teria.

Mas a decisão foi particular e nossa. E nenhum conservador ate hoje nos procurou para saber se não nos estava faltando algo, faltando a nos ou `a nossa filha.

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Em meu ponto-de-vista, os conservadores, se acaso estão mesmo preocupados em se tornar pro-vida, deveriam defende-la em toda sua extensão. E também buscar por meio das ciências uma forma medica que impeça `as mulheres engravidarem a não ser quando decidam que esse tenha chegado o momento certo com a pessoa que crê ser certa.

Nao quero ver uma adolescente, vitimas de incestos, quaisquer mulheres estupradas, mães em risco de morrer ou quaisquer outras sendo imposto a elas o direito da criança de nascer, ao mesmo tempo que a elas, as crianças, seja negado o direito do bem viver.

“4) Por um estado cada vez menor e menos intrusivo. Por uma economia livre com oportunidade de crescimento para cada um e pelo direito individual do cidadão de escolher seu plano de saúde, a escola para seus filhos, seu presente e seu futuro.”

Como se diz aqui nos Estados Unidos: “O diabo mora nos detalhes”! Muito bonito o discurso. O que nos falta eh a visualização de como fazer isso acontecer.

Os conservadores sempre pensam no Estado como um empecilho para o seu próprio crescimento. Mas nos vivemos eh na Terra e não no Céu. E sera que no Céu o Estado eh mínimo?!!!

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Ainda mais que Jesus prometeu que la pertence aos pequeninos, sera que la os “pequeninos” tornar-se-ao automaticamente independentes? Deus deixara de ser necessário para eles?

Logicamente, ninguém gosta de intrusões. Mas intrusões existem e tanto praticadas pelos Estados pequenos quanto grandes. E, atualmente, mais ainda as efetivadas pelo poder econômico privado.

O Estado nao tem que ser cada vez menor para ser bom. Ele tem que ser justo não importa o tamanho que tenha. O Estado tem a função primordial de promover a justiça para com todos os cidadãos. Quando ocorrem abusos, ele eh que sera o juiz.

Quando vejo os conservadores falarem em Estado mínimo da-me a impressão de que eles desejam apenas remover a barreira que os impede de dominar a população. Na verdade não me parecem que desejam defender a justiça, querem levar a injustiça aos mais pobres.

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Se nao tivermos um Estado proporcional ao tamanho da população que habita nele, logo teremos o poder econômico como dominante e sem freios. Os homens do Estado são eleitos e os chefes econômicos não o são. Portanto, via eleição ainda ha chances de demitir um governante mau. Quando o mau eh o rico e o Estado não intervém, a única chance de remoção eh através da violência. E quem quer isso?

A Historia esta repleta de exemplos de abusos dos oligarcas. O resultado de um Estado sem poder sempre eh a oligarquia, ou seja, entram no lugar: “os que mandam e saibam ter juízo os que obedeçam”. No fim vem as revoluções.

O Estado, internamente, nao pode ser intrusivo. Mas isso depende apenas de instituições democráticas funcionando em modo de normalidade. Temos que ter um pêndulo mais forte que todos para, quando for necessário, reprimir os abusos que possam ocorrer dos poderosos contra os vulneráveis.

Outra razão importante para que tenhamos um Estado relativamente forte eh a de que não podemos impor a pequenez ao Estado em que vivemos quando outros povos não fazem o mesmo em relação aos deles. E em situação de um Estado externo forte for dominado por forcas agressivas, sera imprescindível termos uma forca a nos defender.

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Digamos que os Estados ocidentais sejam todos reduzidos ao mínimo. Naturalmente, serão obrigados a reduzir as forcas para suas defesas. E em seguida os Estados do Oriente aceitem a oferta que foi feita pelo candidato Donald Trump de ingressarem no clube dos com bomba atômica. E dai? E se os radicais chegarem ao poder por la?!!!

Portanto, esse discurso de Estado diminuto “eh conversa para boi dormir”. Que se busque um Estado justo. O tamanho dependera da necessidade da justiça.

O restante da proposição do pastor eh completamente vazia de sentido. Nos sabemos que em Estados capitalistas somente temos direito de escolher nossos planos de saúde quando temos dinheiro para pagar. Portanto, temos que ter sim pagamento justo, para todo trabalhador ou aposentado, para que a escolha não dependa do poder de compra.

Eu sou mais adepto de obrigar a todos a frequentarem escolas publicas. Acredito que quando se fizer isso os governos serão pressionados a oferecer escolas de boa qualidade para todos. Assim, não fará diferença entre escolher a uma escola ou outra.

Enquanto os ricos tiverem o “direito” maior que o dos outros, de comprar para seus filhos a entrada nas melhores escolas, eles não lutarão por escola de qualidade para os outros. E como o poder econômico interfere na política, os pobres jamais terão escolas de boa qualidade `a sua disposição. Penso que o justo eh quando todos são atendidos sem exceção.

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A escolha de presente e futuro eh algo absurdo em uma sociedade. Existem escolhas que se devem fazer. Mas o resultado desejado so sera atingido se a maioria delas forem coletivas. Por exemplo, quando a maioria lutar por escolas de qualidade, votaremos para a maioria de pessoas comprometidas com essa causa. Assim as coisas se resolvem.

Nao podemos pensar num futuro muito longo. Podemos trabalhar por ele. Mas os nossos descendentes eh que terão de decidir se concordam ou não seguir as instruções dos pais. Estou certo que os nossos ancestrais não estavam preparados para decidir por nos a respeitos dos desafios atuais. Eles tiveram as boas intenções deles.

O que temos que decidir eh optar por praticar o bem. Como as circunstancias mudam a cada tempo, temos que usar o bom senso para decidirmos o que pertence ao hoje. Temos que ensinar a nossos filhos a optar pelo bom senso. Mas serão eles que decidirão o presente deles que para nos agora ainda eh o futuro.

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“5) Pela preservação das liberdades individuais, especialmente pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa.”

Entendi a proposição e nada tenho contra ela.

O que deve ser comentado eh que os conservadores eh que tem se mostrado contra essas liberdades. Segundo a Constituição dos Estados Unidos, não esta prevista apenas a liberdade de frequentar-se quaisquer religiões que se queira, mas também a opção de não se frequentar religião alguma. Eh a completa liberdade.

Ja a liberdade de expressão, queiram ou não queiram, precisa de limites. Tenha-se em mente que não existe livre arbítrio. Isso porque o meu livre arbítrio termina onde começa o livre arbítrio do proximo. Assim, eh preciso entender que devemos buscar nossa liberdade de expressão, deixando para o reservado aquilo a outros pareça por demais ofensivo.

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“6) Pelas garantias constitucionais como entendidas por nossos antepassados.”

Não podemos aprofundar muito porque num passado considerado ate mesmo recente, nossos antepassados eram comuns a todos nos. E uns queriam algo de uma forma e outros de outra forma. Então, a quais deles iríamos ouvir?

Antepassados mais recentes nao são os mesmos para todo mundo. Eles também tinham pontos de vista diferentes uns dos outros.

Nao faz muito tempo atras, no tempo logo após a II Guerra Mundial houve uma mudança radical onde rompemos com o pensamento da maioria de nossos ancestrais. Eles acreditavam na discriminação e nos não.

Eu prefiro não voltar ao que era antes, quando essa opção for por coisa pior do que temos atualmente. E prefiro procurar tentar evoluir o que ja temos em busca de melhores condições para todos, pois, ainda ha muita coisa errada, mesmo nos melhores lugares da Terra. E sabemos que aqui não eh um desses lugares!

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“7) E por ultimo, por um sistema de cobrança de impostos mais humano, justo, equilibrado, sem discriminação e menos opressivo. Por uma porcentagem igual para todos sem milhões e milhões de regulamentos que criam buracos de injustiça, que favorecem uns em detrimento dos outros. Quem quer pagar “taxes” mais do que deve? Quem quer deixar de usar todas as deduções legais para pagar menos impostos? Nem Trump, nem Hillary, nem voce, nem eu!”

Ha esse acréscimo na crônica do pastor que penso que não se encaixa na proposição, porem, não ha como descarta-la como se não fizesse parte também:

“Com certeza, isto, milhões e milhões de americanos sabemos! Não podemos mais suportar aumento de impostos. Mais aumento de trilhões de dólares em divida externa. Mais pobreza. Mais desemprego. Mais dependência financeira do cidadão ao Estado. Mais leis liberais e injustas. Mais perseguições aos cristãos. Mais condescendência com o islamismo radical. Mais insegurança. Eh, claramente o pais piorou nos últimos 16 anos! E agora? Que garantia teremos que ira melhorar?”

Os conservadores tem espalhado essa mentira de que atualmente “nunca d’antes nesse pais se pagou tantos impostos quanto atualmente.” Não posso julgar o escrito do Josimar, pois, não sei se ele sabe da Historia mesmo ou se esta apenas repetindo como papagaio aquilo com o que a marquetagem conservadora vem poluindo os ouvidos do eleitorado.

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A verdade eh que o melhor tempo econômico que os Estados Unidos viveram foram justamente os anos das décadas de 1950 e 1960. Naquele tempo, as aliquotas de impostos eram maiores.

E ao contrario do que querem fazer acreditar, investiu-se muito no bem estar da população, oferecendo-se sistemas tais como os “bolsa estudos” para os milhões e milhões de ex-combatentes que regressaram das guerras daquela época. O “bolsa família” ou “cesta básica” ja existe aqui desde os tempos do Franklin D. Roosevelt.

Procurar eliminar a pobreza foi a formula empregada para fazer os Estados Unidos darem um salto tanto econômico quanto tecnológico que permitiu que eles se destacassem das outras nações.

Isso porque pode-se usar a imensa fortuna arrecadada, investindo-a em areas produtivas e sobretudo nas pessoas para progredirem individualmente e fortalecerem imensamente o mercado interno.

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[O unico senão sera determinar o quanto as transferencias de capital dos mercados pobres para ca lubrificaram mais, ou menos, esse crescimento. Para quem não sabe, aquele foi o tempo do neo-colonialismo. As multinacionais, que eram basicamente as empresas dos Estados Unidos, pagaram salários avultados aos trabalhares domésticos.

Ao mesmo tempo pagavam salários irrisórios aos trabalhadores exercendo a mesma função nos países pobres. Com isso internamente as empresas fechavam os balanços com prejuízo e externamente com lucros exorbitantes. O prejuízo interno era transformado em justificativa para transferir o capital dos países pobres para cobrir o rombo nos países ricos.

Foram décadas de roubo legalizado. Então, não se sabe exatamente quem contribuiu mais para o bem estar da nação, se os pagadores internos de impostos ou os pagadores externos da falcatrua.

De qualquer forma, o grande beneficiário foi o publico interno.]

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Desde, então, o que se tem feito eh sempre diminuir as alicotas de impostos para os ricos sob a alegação de que eles são investidores e que criam empregos. [Outra mensagem falsa dos conservadores, pois, os empregos são criados em sua maioria pelos pequenos e médios e não pelos grandes]. Mas o resultado palpável tem sido apenas a concentração da renda nas mãos de poucos e o empobrecimento de muitos.

Desde que essa formula tem dado errado para a maioria, eu gostaria que o pastor colocasse em pratos limpos uma explicação razoável que mostrasse como continuar cometendo o mesmo erro que se tem cometido ira realizar o milagre de fazer as coisas começarem a dar certo!

A porcentagem igual de imposto para todos eh outro mito. Se a pessoa ganha 30 mil por ano e contribui com uma alíquota de 10%, vera seu poder de compra geral reduzido para 27.000. O que aqui eh salário fome.

Ja o que ganha 300.000 e contribuir com os mesmos 10% ira pagar 30.000. Porem lhe sobrara 270.000 para viver, o que eh uma quantia mais que suficiente para quem tem controle dos seus gastos.

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O problema eh esse. Eu gostaria que os conservadores me explicassem qual a justificativa para a classe baixa ser paga salarios tao baixos enquanto outros ganham tanto. Digo isso porque o trabalhador comum tem que trabalhar a mesma ou quantidade maior de horas/dia para manter sua fonte de renda.

E mesmo que quisessem, os dias não são suficientemente grandes para que os mais ricos trabalhem 10 ou 100 vezes mais que um pobre.

A desculpa de que saberiam mais não faz sentido nos dias atuais. Em primeiro lugar porque a maioria dos pobres não estudam porque são impostas a eles barreiras para que não estudem mesmo. E, ultimamente, tem muita gente com diploma sendo obrigada a pegar funções menores por falta de empregos mas o salário eh a mesma mixaria! Então, eh porque esses não sabem mais?!!!

Minha questão nem eh tanto em relação aos ganhos dos ricos. A questão primordial eh o preço tao baixo para o tempo de trabalho do pobre. Se for preciso elevar as alíquotas dos mais ricos para que todos tenham conforto sera justo. O trabalho eh que deve ser remunerado e não a pessoa.

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O problema maior, na verdade, não eh a alíquota que se contribui. A questão eh a distribuição ou não desses impostos de forma a oferecer vida digna a todos que trabalham.

Que o pastor me desculpe. Mas peco que não me jogue no mesmo balaio de gatos com os quais ele convive. Nunca reclamei de nenhum centavo que contribui. Mesmo quando eu não era diretamente beneficiado pela distribuição.

Como pastor eu o aconselharia a repensar a escrita biblica. Pegue as notas do dinheiro que circulam nos paises e procure ver se la esta escrito o nome dele, do Donald Trump, da Hillary ou de quaisquer pessoas que pensam em contribuir menos, mesmo sabendo que essa atitude prejudica aos menos favorecidos. Se nao encontrarem seus nomes, entao: “deem a Cesar o que eh de Cesar”.

Isso faz parte do contrato social. Nos vivemos em sociedade justamente porque uns dependem dos outros, ou seja, somos interdependentes. A teoria de que alguns não dependem dos outros e outros eh que dependem de uns não passa de balela.

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Se voce eh muito rico e pensa que não depende de ninguém, então, diga de onde voce retira sua renda e os outros, dos quais voce pensa que não depende, deixarão de negociar com voce. Voce ira comer o resto da vida do que ja ganhou e se não for o suficiente ira morrer na dependência.

Naturalmente, nao desejamos aumentar nossas contribuicoes a menos que nossos vencimentos sejam elevados. Mas tambem nao precisamos ser melodramaticos ao afirmar que “nao podemos mais suportar aumento algum”.

No inicio da cronica dele, escreveu: “Uma nacao nao eh movida por reis, eh transformada por aqueles que servem…”, ao copiar um extrato do rabino Peter Oliveira. Contribuir eh servir, e quando for por uma causa boa todo valor eh justificável.

Os conservadores tanto combatem os resultados da administração do presidente que esta por sair que nao se preocupam mais se as palavras incriminatórias sao ou nao justas.

A coisa funciona como a Geni, na musica do Chico Buarque. Ja que ela era profana, acreditam poder imputar a ela todas as maledicências, mesmo que ela tenha passado sozinha por um sacrificio para manter todos em pe e em condicoes de reagir `a hecatombe.

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Nao se trata de acusar o governo conservador do George W. Bush. Ele pegou um trem desgovernado, porem, contribuiu muito para que o desastre acontecesse em um grau maior de consequências.

A administracao dele, apesar de avisos de entendidos, nao se preocupou com o problema de que o mercado estava desregulamentado, e que sem limites a ganância leva os homens a riscos maiores que os inevitáveis.

Alem de ter deixado o mercado rolar ao “Deus dará”, jogou o pais em duas guerras simultâneas, pelo controle do petroleo e intervenções ridiculas, sem calcular nem custos nem consequencias.

O resultado foi a administracao Obama ter iniciado com uma represa vazando tanto por sobre a construção quanto pelas comportas. Obama respondeu `a situacao como emergencia que era.

Ele poderia deixar tudo ir para o buraco. Mas o muito provavel eh que o resultado seria a de um nova guerra civil dentro das fronteiras dos Estados Unidos. E quem queria isso senão os inimigos mais ferrenhos do pais?!!!

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O resultado das ações da administração Obama, pelo menos, adiaram esse estagio de dificuldades. A divida externa duplicou, mas o quanto custaria ao pais se ele tivesse se metido numa guerra civil?

A pobreza aumentou e não seria diferente se qualquer conservador tivesse entrado no lugar dele. O nivel de desemprego, porem, esta em niveis que, para uma economia capitalista, pode-se considerar de bom tamanho. O melhor record esta por volta de 4%, no final da administracao Clinton, e o da administracao Obama esta girando menor que 5%.

Os cidadãos so estão mais dependentes por causa das consequencias dos erros maiores de administrações anteriores. E ha que colocar-se no paralelo as tais “leis liberais e injustas” e as leis conservadoras que os conservadores querem impor a todo mundo. Em minha opiniao particular, se estamos mal com as leis chamadas liberais, vamos piorar muito quando elas forem substituidas pelas conserdoras. Mas, por enquanto, trata-se de uma questao de opiniao. Esperemos a pratica!

Não creio que esteja havendo “perseguição aos cristãos” nem “condescendencia com o islmamismo radical” aqui dentro. O que percebo eh o orgulho contrariado dos conservadores. Por essa razao querem porque querem fazer-se de vitimas e vitimar a outros.

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O pais nao piorou em 16 anos. Ele piorou foi nos primeiros 8. Piora essa que se estendeu ao inicio da administração Obama, como consequência natural. Desde entao vem recuperando lentamente. Nao ficou bom eh verdade!

Agora, “garantia” “que ira melhorar” so mesmo Deus poderia dar. Nao podemos culpar ninguem especificamente por nao te-la. A verdade eh essa. Muita coisa boa foi tentada pela administracao do presidente Obama, como criar alguma lei compreensivel para atender aos imigrantes sem documentos e o investimento na infraestrutura do pais, para aliviar a situacao de desemprego que passamos e fazer o pais voltar aos trilhos.

Diga-se de passagem, iniciativas orgulhosamente obstruidas pela porcao conservadora do Congresso dos Estados Unidos. Seria o caso de encaixarmos aqui o velho ditado: “Eh o macaco sentado no rabo para falar do rabo dos outros”!

Eu penso que entre o Ceu e a Terra ha um paralelo. Creio que como a maioria dos cristãos acreditam na unidade divina, ou seja, Deus seria unico, porem, manifestaria sob tres formas diferentes, assim eh o Ceu e a Terra.

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Esqueçam aquilo de que existem 3 dimensões chamadas Céu, Purgatorio e Inferno. Porque Deus eh Bom, ele nao faria a sua criacao para depois joga-la no fogo intenso para que sofra por toda a eternidade e por tempo indeterminado.

Céu, Inferno e Purgatorio estao dentro de cada alma que existe. O Céu eh a perfeição e para la iremos todos. Os bons terão de tudo que necessitam e serão eternamente agradecidos mesmo que pelo pouco que possuirem. Essa sera a eternidade deles.

Tomem como exemplo aquela parabola contada por Jesus, onde o senhor empregou pessoas em diversos horarios do dia. No final pagou a mesma diária a todos os empregados.

Pois eh! Assim eh o Céu. E o invejoso se queimara por sua propria inveja. O orgulhoso vera aquele que considera inferior sendo tratado com a mesma reverencia que ele e se queimara por sua propria raiva. O rico ganancioso vera que o pobre possuira os mesmos bens que ele e a revolta o fara sofrer.

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O mau do mundo nao esta nos outros. Fica naqueles que nao querem enxergar senão aquilo que seus defeitos os levam a acreditar.

Ultimamente os liberais (democratas) continuam ansiosos para encontrar uma justificativa para a derrocada que se submeteram. E estão acusando os russos sob o comando de Putin pelo hackeamento e exibição das vulnerabilidades da candidata quando em campanha.

Eu creio que Putin teria a coragem de ordenar e exibir os documentos que foram expostos, mostrando as incompetências da candidata. Mas ha que levar-se em conta outros fatores.

E o principal deles eh que os dirigentes dos democratas empurraram a candidata Hillary Clinton goela abaixo de seus eleitores. E eles fizeram isso conhecendo muito bem as fragilidades dela e nao prepararam argumentos suficientemente fortes para combater os ataques que viriam.

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Portanto, a exposição das falhas nao foi crime algum. A exposição ja seria esperada e a exibição ja era previsível. O que não se esperava foi o despreparo dos democratas. O crime foi não terem buscado candidata menos vulnerável.

E nisso eu posso falar de cátedra. No dia 20.08.2015 publiquei em minha pagina no Facebook a transcrição de uma carta que escrevi com a intenção de alertar aos democratas para o perigo de escolher-se Hillary Clinton como candidata. Não porque tinha preconceitos contra ela.

Mas o meu aviso foi no sentido de que qualquer politico com as vulnerabilidades que ela possui, que fosse candidato, sofreria os mesmos ataques.

E ainda sugeri que Caroline Kennedy fosse a candidata no lugar. Isso porque essa eh virgem, politicamente falando. Não poderiam acusa-la de nada e teria a vantagem de possuir a aura da família, que a maioria dos estadunidenses ama.

Outro detalhe eh a fonte de informação que estão usando para acusar aos russos. 17 agencias de inteligência dos próprios Estados Unidos. Depois que as mesmas agencias juntaram as “provas” que juntaram para justificar a ultima invasão do Iraque, que credibilidade elas tem para fazer acusações contra outros?!!!

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Eh mais fácil que tais invasões dos computadores do Partido Democrata e do servidor particular da própria Hillary tenham sido operadas por algumas das proprias 17 agencias de espionagem.

Alem disso, usaram a parceira Wikileaks para fazer a divulgação e a companheira midia que ficou batendo mais tempo sobre a tecla desses vazamentos e não nas das falcatruas do outro, então, candidato!

Tudo isso não passa mesmo de cortina de fumaça. Em outro texto em meu blog: https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/, demonstro como o eleitor tem sido levado a mergulhar numa luta fratricida e divisionista por ambos os spectruns politicos para que as pessoas desviem suas atenções do que realmente interessa que são as soluções para os nossos problemas.

As pessoas ficam preocupadas em discutir entre si que um lado eh pior que o outro e tomam partido por causa de suas convicções ideológicas. No fim quem sai perdendo tudo eh o eleitorado, enquanto os espertos se alternam no poder, fazendo gato e sapato do povo, levando vantagem em tudo. Eh isso mesmo! Enquanto os bobos brigam os espertos se arrumam!!!

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Assim como no Brasil, nos Estados Unidos a população eh totalmente manipulável. Hillary Clinton tinha menos de 50% de preferencia para tornar-se a presidenta do pais. O índice de rejeição ao Trump era maior ainda. Mas por meio da manipulação midiática os dois ficaram em evidencia o tempo todo justamente para promover o divisionismo e parecer que teria que ser um ou outro.

Naturalmente, sem a interferencia do capital para sustentar esse estado de coisas, e sem a intromissão midiatica, a teoria democrática inferia que a maioria fosse ouvida e que os dois candidatos, por vontade própria ou nao, fossem eliminados como candidatos mesmo antes de entrarem para as primarias. Seria uma questão de coerência. Sem um consenso, assistimos ao assassínio da democracia.

Antes de aceitarem os anúncios `a candidatura para um cargo tao importante haver-se-ia que perguntar ao eleitorado geral quais os candidatos despertariam menos as suas desconfianças.

E o eleitorado de partidos opostos deveriam ter o poder de dizer quais lhe seriam adversários mas votariam neles caso não pensasse que o candidato do seu próprio partido nao fosse melhor. Isso seria como votar uma segunda opção e caso o adversário fosse eleito não se justificaria haver oposição por oposição.

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Afinal, o grande e historico objetivo da politica eh o de unir as facções adversarias em torno de um projeto para o bem comum. Se eh para dividir, melhor seria a guerra que a eleição.

“E agora? Que garantia teremos que ira melhorar?” Pois eh Mr. pastor! Sua vez de nos dar resposta `a sua própria questão. Poderíamos mesmo parafrasear o poeta: “E agora Jose?”

Os conservadores venceram as eleições E agora eh a obrigação deles fazer dar certo. Alias, o ano de 2016 tem sido totalmente deles. Não podem reclamar se os adversários resolverem obstruir seus governos ja que essa foi a conduta que tiveram enquanto os liberais estavam no poder.

Como diz o ditado mineiro: “Estão com a faca e o queijo nas maos” por causa da maioria no Congresso.

De minha parte, nao vou fazer oposição irracional. Minha oposição eh sempre aos principios e nao aos indivíduos. Mesmo fazendo oposição minha tendência eh a negociação antes que o confronto.

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O problema eh esse. Torço para que tudo de certo. Porem não acredito nem por um segundo. Isso porque se for feito o prometido, penso que estamos … no buraco sem retorno. Mas quero que a minha lógica seja contrariada, pois, se der certo sera para o bem de todos.

Algo que antecipo seria isso, para dar certo somente ha um jeito. O de o Donald Trump passar uma borrachinha no que falou e agir como todo os outros politicos. Deixar o dito pelo não dito.

Fingir que não falou e, ao contrario da maioria dos politicos, fazer a coisa correta para todo mundo e não para o próprio bem. Mas, diante do que ja temos visto, quem pensa que sera assim?!!!

Em minha opinião, Hillary Clinton nunca foi necessariamente um caminho menos ruim que Trump e tanto quanto ele representa uma ameaca `a paz mundial. Se o Trump cumprir a metade das asneiras que prometeu, estou certo que teremos a III Guerra Mundial. A única vantagem que Hillary tinha sobre ele eh que teve o apoio de forcas progressistas que se opoem ao confronto ao mundo.

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Alias, penso ate mesmo que foi por isso que o sistema foi tao manipulado para que ela não vencesse, porque seria obrigada a fazer concessões aos pacifistas, aos energia-suficientes, aos conservacionistas etc. E isso não tem sido parte dos planos dos conservadores que enxergam o dinheiro primeiro contra a seguranca do planeta.

O certo eh que: ou Donald Trump sofrera uma metamorfose ou ira levar o pais `a possível Guerra Civil. Para começar os fatos são esses. Os estudos demonstram que no Estado de Massachusetts, por exemplo, a população branca esta morrendo mais que se multiplicando. Existem muito mais pessoas entrando em idade avançada que ha plantel para substitui-la.

Somente nesse Estado esta se precisando da introdução de 10.000 novos trabalhadores por ano para o atendimento da saúde dessa população envelhecendo. E a maioria das pessoas que estão se candidatando aos empregos são exatamente os imigrantes.

Então, digam-me. Baseado no prometido por Donald Trump, de fazer guerra a tudo e a todos que nao gosta, inclusive a prometida expulsão de imigrantes sem documentos, o que se pode esperar da administração com a plataforma conservadora que o elegeu?

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Tome-se apenas esse exemplo para iniciarem-se as discussões a respeito do que os conservadores que votaram no candidato terão de fazer para o bem de todos e a felicidade geral da nação!

Infelizmente, para os conservadores, parece que tiveram vitorias de Pyrrho! Venceram mas falta a eles o essencial para se manter vitoriosos.

E o problema do envelhecimento da população tornou-se equivalente ao terrorismo atual. Ha apenas que lembrar-se que os nascidos em 1940 estarão completando 80 anos em 2020. E a chamada “baby boomers”, a geração que veio após `a II Guerra Mundial, ja esta chegando rapidamente `a terceira idade.

Diga-se de passagem, o tempo não para para esperar que os cérebros de tartaruga dos politicos encontrem a solução antes de a situação tornar-se realmente um problema.

Isso justifica a causa da população estar falecendo mais rápido do que esta sendo substituída, pois, enquanto os casais daquela época tinham 4 ou mais filhos a maioria dos atuais não quer ter mais que 2. Assim não como ter um que cuidara dos idosos da família. Precisa-se imediatamente de imigrantes.

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Era razoável que os conservadores escolhessem alguém para votar que não apenas pregasse a plataforma conservadora como também vivesse em seu dia-a-dia essa plataforma.

Mas o que se deu pode ser exemplificado pelas eleições senatoriais no Estado de New Hampshire. A senadora Kelly Ayotte tinha uma posição quase segura que ganharia a reeleição. Sua concorrente democrata, Maggie Hassan, ex-governadora, disputava em quase igualdade de condições, exceto pelo fato de ficar em menor evidencia quando não se esta ocupando um cargo.

Todos sabiam que o desempate entre as duas se daria na reta final. E foi ai que Kelly cometeu o erro fatal. Indagada, em debate, se ela teria ao candidato Donald Trump como exemplo de vida para seus filhos ela respondeu que sim. Algo que teve que retratar-se e afirmar que: “absolutamente não.”

Acredito que tenha sido por esse detalhe que a senadora perdeu a reeleição. E a perdeu por pouco mais de 1.000 votos num eleitorado total de pouco mais de 700.000.

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Ai fica a lição, se ate os candidatos republicanos reconheciam que o candidato não era exemplo de comportamento para nos eleitores imitarmos, o que esperar do governo dele então?!!!

O pastor Salum e todos os conservadores tem que ter em mente isso: eles estão dando o exemplo. Eles não usaram o bom senso, pois, estão deixando como moral para a Historia que não importam os meios. Fica parecendo que ganhar uma eleição torna-se mais importante que fazer uma boa escolha.

Os conservadores foram os que carregaram o Donald Trump nos ombros. Os liberais depositaram os votos na Hillary, apesar de que os defeitos dela não são insignificantes.

Ela venceu o voto popular com uma vantagem de quase 3 milhões de votos. Isso equivale aproximadamente a 1% do total da população do pais. Foram 65.8 contra 62.9 milhões de eleitores que votaram em um ou outro candidato. Não se computando os candidatos nanicos que compareceram.

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Mas foi nos Estados conservadores que o presidente eleito conseguiu representantes no colégio eleitoral para eleger-se. Foi por causa dessa particularidade de modalidade eleitoral, onde quem elege mesmo são representantes e não o povo, que o resultado final foi esse. Mas o que eh inegável eh a presença em massa do voto conservador nos Estados decisivos.

Para os democratas, derrotados, ha o único consolo de que não poderão ser responsabilizados pelas falhas que vierem acontecer. Eh o conforto quando se passa `a oposição. Eh muito mais fácil criticar os erros dos outros que entrar no governo e não comete-los!

O pastor Salum deve ter pensado que foi uma vitoria eleger uma pessoa que ira apontar juízes para a Suprema Corte. Talvez não esteja levando em conta que as “leis liberais injustas” `as quais ele se refere foram leis com apoio da maioria da população. Reverte-las sem esse apoio poderá inclusive levar o pais a uma guerra civil.

Fazer guerra comercial contra outros países, como o Trump prometeu durante a corrida eleitoral, pode acabar em guerra de fato, como aconteceu durante a II Guerra levando o Japão a atacar os Estados Unidos. Não deu certo para o Japão mas sera que valeu a pena para tantos que foram envolvidos na guerra?

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Porem, dessa vez, se algo semelhante acontecer, não sera ao mesmo nível. E ninguém sairá vencedor, pois, não haverão medalhas no final dos jogos de guerra.

Ai eh que esta o fato: de que tera valido a vitoria dos conservadores se a consequência for uma ou outra guerra? Se defendemos a família, então, por que negar chance da existência das próximas gerações? Mesmo com os riscos, sera que o pastor pensa que valeu a pena?!!!

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38. Carta que postei no Facebook, endereçada ao presidente OBAMA EM 20.08.2014

Acrescento aqui mais esse capitulo cujo conteúdo foi a carta que escrevi ao presidente Obama e publicada em 20.08.2014.

Quem desejar ir diretamente ao assunto poderá contar os parágrafos e ir direto ao 9, onde começo a expor o meu pensamento em relação `a candidatura de Hillary Clinton antes de ela ser anunciada. Segue então:

 

TRADUCAO

Carissimo Senhor Presidente Barack Obama.

Perdoe a intimidade. Mas ela eh necessaria para expressar opiniao com respeito ao que aconteceu, acontece e acontecera ao longo da Historia.

Primeiramente, venho do Brasil e sou americano naturalizado. O seu nome esta na minha certidao americana de nascimento. Agradeco a voce e a todo o povo americano.

Como americano naturalizado penso que algo de minha opiniao nao sera benvinda para toodos os nossos compatriotas. Pouco interessa. Alguns pensam ate mesmo que voce nao merece ser chamado de americano de verdade. Assim nos nos entendemos melhor que estes.

Coincide que temos a mesma idade. Assim, passamos pelos mesmos fatos historicos. Apesar de os termos observado por perspectivas diferentes, chegamos `as mesmas conclusoes em quase todas as oportunidades. Nossas diferencas nao nos separam. Mas, por favor, ouca-me.

Durante as eleicoes de 2008 eu estava com voce sem votar porque nao era cidadao. Assim tive que torcer para sua eleicao e por tudo mais que voce vem fazendo desde entao. Parabens por ter salvo a industria automotiva, por estabilizar a economia, por retornar os empregos perdidos etc. (Agradecimento especial por fazer o Partido do Cha ficar neurotico. Eles nos odeiam. Mas o nosso amor sempre estara com eles, nao com o que eles desejam fazer conosco).

No ano anterior `a sua reeleicao eu fiquei apreensivo. Pensei nao ser possivel reverter a situacao. Porem, quando os republicanos comecaram a revelar o que fariam se fossem eleitos compreendi o quao importante era tentar impedir que fizessem tanto mal. Penso que a maioria dos americanos compreendeu o quao perigosas eram as intencoes deles, assim, meu voto tornou-se irrelevante para sua reeleicao, embora nao deixou de ser mais um na montanha.

Continuo pensando que temos muito para ficarmos apreensivos. Algo que preocupa eh a necessidade de deixar o Partido Republicano no banco de reserva por pelo menos 2 ou 4 legislaturas. O comportamento dele comprovou ser danoso. Se isso for um problema para a democracia pela falta de alternancia no poder, sera bem pior se eles voltarem com sua forma testosteronica de governar.

Este eh o maior dos problemas que enfrentamos atualmente. Se seguirmos o curso que nossa Historia tem trazido iremos facilmente caminhar para a III Guerra Mundial. Penso que os homens no poder nao compreenderam isso tao claro quanto eu. Isso nao eh uma adivinhacao. Eh apenas raciocinio.

Para o momento penso que precisamos de uma mulher na sua sucessao. O povo tem falado na Sra. Hillary Clinton. Tenho amor por ela e pelo que o marido dela fez mas nao estou certo que ela ganharia a eleicao. Ela tem experiencia a favor. O que tambem pesa contra ela. Todo politico conhecido carrega os pros e os contras. Penso que sera dificil elege-la e sera proximo ao impossivel reelege-la.

O que a gente precisa eh de pelo menos uma geracao que nao seja dependente de testosterona para salvar o mundo. E o outro lado nao oferece alternativas. Parece que ate mulheres como Michelle Bachmann e Sarah Palin tambem sao movidas por esse homonio.

De qualquer forma. Penso que a pessoa mais apropriada para tornar-se a proxima presidenta sera Caroline Kennedy. Sera como prestar tributo ao pai e aos tios dela. Embora seja preciso consulta-la para ver se ela deseja servir. Talvez ela nao tenha a ambicao, embora o servico eh mais um sacrificio que uma ambicao. Ela sabe isso melhor que nos. E voce e o Bill Clinton terao que assessora-la para suprir a experiencia que ela ainda nao tem.

Apos as legislaturas dela ja podemos comecar a pensar desde ja uma sucessora para Caroline. Neste caso penso ser o melhor nome o da filha dos Clinton. A questao sera apenas a de que ela ira querer ou nao.

Para completar uma geracao de mulheres no poder podemos pensar em uma de suas filhas para suceder a jovem Clinton. Seria como numa loteria ver a sequencia funcionar mas, se os republicanos continuarem o mesmo comportamento, eles assegurarao o sucesso da ideia.

Eu estou muito apreensivo com o tempo presente. Nao podemos denominar o desafio Palestina/Israel de “crise”. Ela esta permanente desde quando os Sionistas decidiram colonizar aquela parte do mundo. O que estamos assistindo agora nao se trata somente das acoes do Hamas como tem sido vendido ao publico americano. Essa eh uma mentira de muito tempo. E, infelizmente, sua administracao alinhou-se com os mentirosos.

Antes de continuar preciso clarificar algo mais aqui. Estudo a genealogia do mundo. Particularmente a parte que cabe `a minha propria ancestralidade. O que somos pode ser surpresa para muitos. Nao para mim.

Verificando um pouquinho de sua ancestralidade vi que um de seus antepassados foi o imperador Carlos Magno. Ele eh tambem ancestral da maioria das pessoas com origem na Peninsula Iberica, ou seja, Portugal e Espanha. Tambem descendo dele.

A maioria das pessoas ignora os detalhes da Historia Universal. Porem, quando a Diaspora aconteceu, parte do povo judeu foi forcado a mudar-se para a Espanha. E sua descendencia permaneceu por la em torno de 1.400 anos. Entao veio a Inquisicao Espanhola. Os judeus se espalharam pela Europa, incluindo Portugal.

O magnifico Imperio Muculmano dominou partes da Peninsula Iberica por quase mil anos. Este tempo sobrepoe parte do tempo em que os judeus residiram la. O que eh interessante eh que, os tres credos, judeu, cristao e muculmano conviveram com tempos de guerra e tempos de paz. Boa parte do tempo eles se uniram em uma familia unica.

Neste caso, nos tempos de paz, ou nos tempos para construir a paz, eles faziam casamentos entre seus filhos. Eh por isso que sei, a maioria das familias originarias da Peninsula Iberica descendem das tres familias. Tambem conheco nomes de ancestrais meus. Uma foi a Madragana Ben Aloandro (depois chamada de Mor Afonso, que era judia) e outra foi Zayra Ibn Zaida (que era muculmana). Entao, eu sou cristao descendente de judeus e muculmanos.

A Inquisicao Espanhola espalhou-se pela Peninsula Iberica. Naquele tempo, Portugal comecara a colonizar o Brasil. A forma que os judeus portugueses encontraram para evitar a perseguicao foi migrar para a colonia. Contudo, um seculo depois a Inquisicao foi levada para o Brasil tambem e os criptojudeus foram forcados a converter-se ao catolicismo.

Todavia, mesmo tendo sido feita a troca de credo, nao apenas os brasileiros como toda a comunidade latinamericana tem ascendencia judia. Costumamos ate a brincar com isso em nossa familia por causa do desenho do nosso nariz parecer com o medioriental.

No Brasil nos tambem descendemos dos nativobrasileiros e dos africanos. A maioria das pessoas que desembarcou la nos seculos XVI e XVII era homens. Eles se casaram com as mulheres nativas e as escravas. Mais tarde mais europeus desembarcaram e clarearam a nossa pele.

Contudo, a mistura nao parou ai. Tenho um primo com 105 anos de vida que deve ter conhecido pessoalmente alguns de meus antepassados afrodescendentes. Mesmo que tenham sido misturas temos mencoes a respeito das peles escurecidas, a ponto de serem confundidos por escravos. A minha aparencia externa eh europeia mas tenho irmao com aparencia de mistura bem definida.

Essas mencoes so se tornam importantes porque isso prova que conheco a minha mais profunda ancestralidade e tenho certo orgulho em ser todos em um. E a minha opiniao nao se baseia em sentimentos antissemicos. Definitivamente eu nao acredito em discriminacao. Nao importa a origem disso.

No momento, o que a gente tem eh a situacao em desenvolvimento na Faixa de Gaza. E fiquei mais apreensivo quanto ao futuro do mundo quando assisti a entrevista sua `a imprensa em primeiro de agosto de 2014. Senti vergonha por nos americanos.

Em primeiro lugar porque todas as vias de comunicacao americana esta tentando vender uma versao diferente de realidade para o publico americano. E a vergonha esta nisso: esta versao, mesmo que cheia de boas intencoes, nao parece que ira produzir bons frutos para o futuro de nossa descendencia.

Fiquei envergonhado porque voce e a maioria da nossa midia repete o mesmo mantra exibido pelas Forcas de Defesa Israelense. O resto do mundo esta como se fosse pego de surpresa. Ele esta se perguntando: Como podemos seguir um lider que eh seguidor de mentiras?!!!

Deixa-me expor algumas das mentiras envolvendo o conflito Palestinos/Israelenses.

01. Israel eh a unica democracia verdadeira na regiao.

Mentira. Eh uma democracia forcada. Tem alguns aspectos de democracia mas discrimina contra as minorias como a arabedescendente. Isso proibe milhoes de nascidos na terra o direito de ir e de vir, nao porque tenham feito algo errado mas para perpetuar a situacao artificial de que a colonizacao seja pacifica.

02. O Hamas eh a origem de todo mal que esta acontecendo.

Verdadeira mentira. O Hamas foi fundado em 1987. Isso aconteceu em funcao do sofrimento que o povo palestino ja passava por pelo menos 40 anos antes com a invasao de suas terras e por estar sendo tratado como ser humano de segunda classe.

03. Turquia, Siria e Katar sao os financiadores dos terroristas do Hamas.

Mentira obvia. Israel eh o principal incentivador do terrorismo. Se Israel nao da dinheiro e armas ao Hamas, ele implantou um regime de punicao coletiva a toda a comunidade palestina. Se Israel nao estivesse la fazendo isso, ate mesmo se Israel nao houvesse sido criado para colonizar as terras palestinas, todo o dinheiro do mundo nao criaria o Hamas como grupo terrorista. Israel eh o maior incentivador do terrorismo na regiao pois da motivos para que isso exista.

04. Israel usa o seu dinheiro para proteger seu povo enquanto o Hamas usa o povo como escudo humano.

Mentira oculta. Israel usa o dinheiro para separar-se dos outros. Mesmo que seus investimentos em instrumentos belicos parecam proteger, isso tambem transforma-se em motivo para que outros sigam o mesmo caminho como forma de defesa. Sabemos que nao eh uma questao de se e sim do quando. Os radicais irao acabar assumindo poder na regiao. Cedo ou tarde Israel estara envolvido em guerras maiores. E a destruicao acontecera dos dois lados. Nao importa quantas batalhas Israel vencera. O povo ira ser atingido enquanto isso nao terminar.

Dizendo que o Hamas usa seu povo como escudo humano para justificar o que Israel tem feito diante dos olhos do mundo eh semelhante a dizer para o mundo: “Ve o quao estupido voce eh por crer em mentiras!” Em verdade, Israel nao esta clamando para si o direito de defesa, ele quer exigir um direito de matar pessoas inocentes presas numa armadilha criada pelo proprio Israel. Israel eh o que esta usando o Hamas como escudo para matar e punir pessoas inocentes que estao exigindo seus direitos de serem tratadas como pessoas humanas. Israel usa o Hamas como escudo e desculpa para matar pessoas inocentes.

05. Israel tem o direito a defender a si mesmo.

Eh a verdade magica. O direito de defesa a si mesmo eh universal a toda pessoas humana. Mas ele eh reciproco. Tanto Israel tem o direito de se defender quanto os palestinos tem exatamente o mesmo direito.

06. Israel ( Benjamin Netanyahu) exige que o Hamas tem que ser desarmado para a paz acontecer para ele e os palestinos.

A mentira da estupidez. Vamos supor que o Hamas resolva entregar seu armamento e por-se num caminho de paz. Este sera um passo errado na direcao da paz!

Para a paz acontecer naquela terra precisa-se dar pelo menos dois passos:

a. as causas do conflito tem que ser removidas, e

b. o povo palestino precisa ter algo com o que sonhar.

Se o Hamas se desarmar e as condicoes atuais continuarem, o que acontecera sera: o mesmo braco armado do Hamas se unira a qualquer outra faccao radical no Oriente Medio e a guerra continuara. Desarmar o Hamas nao eh a garantia de paz. A garantia eh remover todas as causas do conflito.

07. Se qualquer outro pais do mundo tivesse sido atacado por foguetes como Israel vem sendo, este pais faria exatamento o que Israel esta fazendo para defender-se.

Esta eh a mentira demagogica. Nenhum outro pais no mundo eh igual. Nenhum outro pais esta em situacao ao menos semelhante. Portanto eh com certeza uma mentira dizer que todos os paises do mundo responderiam da mesma forma.

Analisando pelo angulo oposto, o que eh verdade eh isso: a situacao nao se repete porque os outros paises evitam agir igual a Israel para iniciar o assunto. Pelo menos, as democracias civilizadas procuram nao materializar um colonialismo como o que Israel esta impondo. Os outros paises procuram excluir de suas acoes a punicao coletiva de populacoes em seu controle.

Em qualquer ponto da Historia em que o pais dominante tentou oprimir um povo diferente pela forca, cedo ou tarde veio a revolta em consequencia `a atitude autoritaria. Isso tornou-se verdade para nos americanos em 1776, para nos brasileiros em 1822, para todo e qualquer pais no solo das Americas durante os anos 1800, e africanos durante os 1900. O problema se chama colonialismo e nao libertacao.

08. Todos os problemas sao causados pelo Hamas e outros grupos radicais.

Eh a mentira sem bases. Vamos reverter a situacao de novo. Imagine por um momento se Israel tivesse sido criado a partir de terras nos Estados Unidos. Tomando a fronteira com o Mexico como exemplo, encostado no Rio Grande. Dai Laredo, Brownsville, San Antonio e Corpus Christi tornar-se-iam cidades israelenses. Houston poderia ser compartilhada.

Para que isso seja mais realista, a populacao antiga seria, gostando ou nao, removida da area e teria que viver nas cercanias da fronteira entre Israel e Estados Unidos ou dentro do Mexico.

E o que temos que nos perguntar eh isso: O que o povo americano faria a Israel se ele comecasse a criar assentamentos sem autorizacao dentro do territorio americano? Temos que ser honestos. Ja nao existiria Israel no mapa mundi.

Essa eh a pura verdade. Israel continua existindo somente porque tem mais forca e tem sido protegido pelos Estados Unidos como o foi pelos paises europeus. A situacao israelense eh insustentavel por natureza. Eh apenas uma questao de algo mais acontecer para que seja lancado nas aguas do Mediterraneo.

Entao, como eh assim, quando o conflito tera solucao? Somente quando a colonizacao israelense acabar. A unica alternativa a isso eh tentar construir amizade com todos os palestinos. Sem excluir ninguem. A Historia que sera contada dependera se Israel reconhecera que: mentiras e forca nao construirao a paz duravel.

Sei. Nunca eh facil ouvir verdades. Assim, nao continuarei, a menos que voce ou o povo israelense queiram ouvir mais, desde que a intencao seja solucionar a questao. Sou apenas um grilo na noite. Mexo com os nervos. Mas foi sempre isso que os profetas fizeram tambem.

O que mais gostaria era discutir ideias que melhorassem o mundo para todos. E o que eu penso valer a pena falar eh: O Estado Judeu de Israel precisa deixar de existir o mais rapido possivel. E isso porque a sugestao atraves da ideia de “dois povos, dois estados” nao eh solucao.

Isso so significa que haveriam dois estados, dois povos separados e a mesma rivalidade. Conhecendo o que foi e agora eh, quais chances isso tem de tornar-se solucao para o conflito?

Desde a Constituicao de 1776 os fundadores deram solucao para a questao religiosa, separando Religiao do Estado. Mesmo tendo um pais repleto de problemas, temos uma nacao menos contenciosa desde que vivemos num Estado com liberdade religiosa. Como aqui deu certo o mesmo pode ser tentado na Palestina.

Entao penso que a melhor maneira de alcancar uma nacao livre, pacifica e democratica no Oriente Medio ela deveria ter o nome de Abrahamyia. Um lugar para muculmanos, judeus e cristaos, aberto para todas as outras religioes, separadas do poder estatal.

A ideia de duas nacoes separando dois povos serve apenas como combustivel para a continuacao do conflito. Este eh modo dos radicais pensarem. Querem ter um estado proprio para usarem como base de onde possam destruir um ao outro deixando o povo no fogo cruzado. Essa ideia atende a necessidade das faccoes radicais dos dois lados, nao a necessidade dos dois povos.

O que poderia dar resultado seria a nacao nova de Abrahamyia. Palestina e Israel eh o que divide. Assim como Jaco e Esau dividem, Abraao une. Nao se pode comecar uma nacao dividindo populacoes sem dar solucao para suas causas.

Com a fundacao do Estado da Abrahamyia, o que precisa ser feito imediatamente eh repatriar todos os palestinos que desejarem, incluindo-se a descendencia. As forcas armadas da Abrahamyia teriam que ser abertas a todos, inclusive aqueles que agora sao parte de grupos como Hamas e Hezbollah.

A integracao tem que ser total. Sim, eh algo que envolve riscos. Possivelmente isso daria oportunidade a muitos incidentes no inicio. Muitos poderao morrer em consequencia. Mas isso eh o que ja esta acontecendo e se repetira de novo e outra vez. Apos algum tempo do inicio da integracao a tendencia sera de os casos se tornarem raros ate cessarem. Como esta nunca terminarao.

Porem, nada funcionara se o povo palestino nao for totalmente integrado. Os dados mostram que os palestinos na Faixa de Gaza tem por volta de 18 anos em media. Entao, a maioria esta na idade escolar, nao de aprender a guerrear.

Em resposta ao que falei:

b. o povo palestino precisa ter algo com o que sonhar.

Esta eh a forma de quebrar o “ciclo da violencia”. Como cidadao equivalente aos outros abraomenses, as criancas palestinas deveriam ter espectativa equivalente das criancas israelenses de hoje. Se elas virem algo muito melhor para seus futuros do que tem agora, o ciclo sera quebrado. Se nao for assim elas ficarao presas para sempre ao ciclo do odio.

O que se tem feito em relacao `a manipulacao da informacao nos Estados Unidos eh pior que um crime. E nao eh porque a verdade eh desconhecida. Obviamente o contrario eh verdadeiro. Nao importa o quanto o governo americano ira se colocar ao lado de Israel, a verdade nao sera mudada. Apenas os pouco informados acreditarao.

A tatica de jogar toda a culpa no Hamas ignorando o contexto historico nao eh uma opcao inteligente. Isso porque nao podemos deixar um elefante na sala pensando que ninguem notara a bagunca depois. Sugiro o endereco: https://www.youtube.com/watch?v=3jNYlUj2gMU#t=121, para voce e quem mais desejar saber que existem muitas outras formas de informar-se da verdade sem usar as versoes oficiais.

Lembro-me quando tudo isso estava oculto para mim. Algumas informacoes comecaram aparecer nao sabia de onde. Penso que foi no ano de 1967. E eu estava jubilante com a mais recente vitoria militar de Israel. Como mencionado no video, a minha opiniao havia sido manipulada para pensar que fosse a repeticao da estoria de David contra Golias. Eu era menor de 10 anos.

Na mesma hora um dos meus irmaos mais velhos olhou para mim e falou: “E o que vale um judeu? Todo lugar para onde vao os problemas chegam junto.” Isso foi como um banho de agua gelada em meu jubilo. Nao porque entendera o que ele falou. E sim porque eu nada sabia a respeito do assunto. Apesar disso, muitas vezes eu cri na ideia que os judeus fossem perseguidos sem base alguma.

Agora, sem levar em conta o video acima, estou numa situacao dificil no que pensar. Baseado nas informacoes que ja sabia e somente com um apoio do video mais tudo o que tem acontecido em frente aos meus olhos, estou me questionando se as quatro vezes que o Imperio Romano massacrou os judeus, a Inquisicao Espanhola e o sofrimento causado pelo Holocausto nao teriam razoes que ignoro.

O que tenho em mente eh: as opinioes que sempre nos foram passadas foram as de que as perseguicoes aos judeus foram excessivas. Sim. Sempre existem no meio muitos que sao injustamente punidos pelos pecados dos outros. Mas observando o que as forcas armadas de Israel faz aos palestinos esta fazendo-me raciocinar que alguns fizeram algo tao ruim que provocou o odio ao povo como um todo.

Nao sei se as pessoas que lerem irao compreender que estou comecando a validar o que o povo judeu sofreu no passado como nao tao cruel quanto sempre foi dito. Pelo menos parte dos judeus podem ter feito algo tao ruim que os inimigos nao consideraram o bom comportamento de outros para punir o povo em sua coletividade. Ruim por estes mas justo em relacao aos primeiros.

Nao sei se o mundo ira entender exatamente o que estou tentando dizer. Imaginem vindo isso de uma pessoa essencialmente pacifica, que cre em vias pacificas e comeca a transformar seu pensamento considerando atos injustificaveis do passado como algo que faca sentido! E se isso pode acontecer com ele, o que isso fara ao resto do mundo? Que futuro iremos encontrar, especialmente os judeus?

Mesmo assim eu digo, a melhor maneira de solucionar o problema eh realmente criando o Estado da Abrahamyia. Como sabemos, se todos os judeus e palestinos retornarem, o que penso que nao ira acontecer, cedo ou tarde palestinos serao maioria. A perspectiva eh a de que dominarao a nacao politicamente falando. Assim a razao para a existencia do Estado Judeu se perderia.

De qualquer forma isso so sera possivel se os palestinos concordarem em partilhar com os israelenses o que eh deles por direito. Nos americanos temos a experiencia em compartilhar nosso pais com imigrantes do mundo inteiro e sabemos que eh isso que nos torna fortes. Mesmo que alguns americanos agora estejam `as avessas contra os recem-chegados, ninguem pode negar os beneficios em sermos uma nacao multicultural.

Esta eh a unica alternativa para a proposta de “paz pelas armas” que Israel oferece no momento. Os palestinos estao sendo postos de joelho para negociar de acordo com o que Israel quer. E contando com a assistencia dos Estados Unidos. Mesmo que isso leve a algum tratado, ele jamais tera longa duracao.

Sinceramente perdi todo entusiasmo com o que teremos no futuro. Ficou muito claro que os Estados Unidos nao sao amigos de Israel. Isso se torna verdade porque quem ajuda outrem da forma como nosso pais ajuda Israel nao eh amigo e sim cumplice no crime. Existem provas em excesso para demonstrar as violacoes dos direitos humanos cometidas por Israel.

Israel deseja uma paz em que exista um lado que mande, ele proprio, e outro que obedece, os palestinos. Que outro pais diz para o seu vizinho: So aceito sua amizade se voce estiver desarmado e com as maos amarradas nas costas? Nao eh isso o mesmo que uma declaracao de guerra?

Ate mesmo a ajuda mandada para Israel pode mostrar nossa cumplicidade nos crimes contra a humanidade cometidos pelos sionistas. Nos enviamos cerca de US$ 6 bilhoes por ano. Isso representa cerca de mil dolares para cada israelense vivendo em Israel. Para uma populacao que os dados mostram uma renda per capita acima de 30 mil dolares. Nao quero comentar o porque dos americanos em dificuldades financeiras tem sido tratados como se fossem idiotas.

Tambem, quando sua administracao se propos a doar 47 milhoes de dolares para os palestinos para a reconstrucao da Faixa de Gaza, em meio aos combates e perante toda a destruicao ja deflagrada, eu pensei: Vamos esquecer. Isso eh tao vergonhoso que a Historia ira nos comparar aos romanos, `a imagem e semelhanca como ela julgou a Nero.

Eu tinha o sonho de algum dia o povo americano fosse orgulhosamente convertido `a Consciencia Universal. Uma consciencia sem lugar para a arrogancia, o preconceito, o ilusionismo e tudo mais que nos diminui. Meu sonho eh aquele que nos conduz `a Verdade, como a de nao fazer aos outros o que nao eh bom para nos mesmos e praticar o bem ate com quem nao gosta de nos.

Neste caso deveriamos comparar o que tem sido feito ao povo palestino e perguntarmo-nos se eh bom ou ruim. No pior periodo do conflito cerca de 100 pessoas humanas em media foram mortas diariamente. O que isso eh em equivalencia para os Estados Unidos?

A Faixa de Gaza tem cerca de 1.8 milhoes de pessoas humanas residentes. Nos somos cerca de 310 milhoes. Assim somos 172 vezes mais populosos. Significa isso que uma morte na Faixa de Gaza corresponde a 172 mortes nos Estados Unidos. Assim, se os Estados Unidos forem invadidos e os assassinios forem equivalentes, teremos 17.200 pessoas humanas americanas assassinadas por dia de equivalencia.

Isso significaria que: numa situacao equivalente, a cada dia, por 18 dias, uma pequena cidade de 17.200 pessoas humanas seriam assassinadas. Estou certo disso, se houvesse uma potencia mais forte e nos nao tivessemos condicoes de nos defendermos por nos mesmos, ficariamos felizes se aquela potencia intervisse para evitar o crime hediondo. Mas nos eramos a potencia no caso da Faixa de Gaza. E os Estados Unidos preferiu virar as costas quando poderia ter dito: “Aqui estou.”

Como se pode constatar, as acoes dos sionistas tem o fim de fazer a morte tornar-se banal e brutalizar a alma palestina. O que quererao com isso eh do dominio proprio deles e nao sera revelado a menos que o facam. Porem, o que deverao conseguir sera a garantia de as proximas geracoes nao terem futuro. E qual interesse alguem tem em que assim seja se no fim a destruicao vira para todos? Sera que sao tao estupidos que nao enxergam que estao agindo tao irresponsavelmente por colocarem a vida de todos em jogo?

Infelizmente sr. Obama tenho pressentimentos de que no proximo ano poderemos ter o inicio da III Grande Guerra. Quando lhe entregaram uma vitoria por suas intencoes de pacificar o mundo, os dirigentes do Premio Nobel fizeram o que os brasileiros costumam dizer: “Puzeram o carro `a frente dos bois”. O erro nao eh somente seu. O mundo ja estava no caminho por causa das acoes dos seus predecessores.

Voce apenas nao tem conseguido mudar o curso. E jamais deixaria como esta se nao fosse a espetacular ajuda dos radicais do Partido Republicano e de outros radicais mundo afora. Os radicais demonstram que nao tem compromisso algum com o futuro das nossas criancas, assim como nao o tem com o de suas proprias.

Penso que podem ser tentadas duas atitudes pelo menos para tentar evitar o pior. Um poderia ser tratar os sionistas da mesma maneira que tem sido feita com o sr. Putin e a Russia dele. Pelo menos ficara mais coerente em se colocando contra qualquer forma de colonialismo. Ou, por outro lado, tratar o sr. Putin da mesma forma que trata os sionistas, eh uma coerencia da pior forma, mas sera uma forma coerente.

Outra coisa que poderia ser tentada eh conceder aos muculmanos do mundo o passe livre para que seus lideres construam um califado mundial. Eh verdade! O mundo vai tremer com a ideia. Isso sera um passo nao menos perigoso do que temos para comeco de conversa. Mas podera valer a pena tentar.

Uma unificacao atraves de um Califado, nao importando em maos de quem, ira se preocupar com os problemas locais. Assim o mundo nao sera diretamente envolvido em qualquer crisizinha criada pelos politicos sectarios. E as cabecas do Califado terao muito o que perder se comecarem a confrontar o mundo como os sectarios fazem.

Neste caso o Califado que penso nada tem a ver com o que o ISIL quer construir no Iraque e na Siria. Por falar nisso, boa tentativa de tirar a atencao publica do conflito na Palestina. O problema ISIL estava ha meses cozinhando e foi jogado nas primeiras paginas exatamente no momento em que Israel precisavada da atencao desviada!

O problema maior eh que: na proxima vez que o conflito voltar `a tona com novas incursoes no Territorio Palestino tudo voltara `a memoria como agora. E Israel ira comecar um tempo novo da partida com a opiniao publica contraria do mesmo jeito.

Preciso sera que compreendam que a solucao da Questao Palestina tem prioridade por causa da idade. Nao sao as outras coisas que acontecem no Oriente Medio que provocaram a Questao Palestina. E sim a Questao Palestina que se irradia no Oriente Medio. Solucionando essa questao, os outros conflitos tambem poderao ser resolvidos de forma radial.

Hoje eh dia 20 de agosto de 2014. Estou voltando a esta pagina porque deixei de fazer um comentario anteriormente porque pensei que ele tornaria perigoso ao cair na internet. Trata-se dos ataques contra alvos do ISIL no Iraque.

Como ja avisei antes, mais de uma vez e em meu livro A America Suicida, as “acoes cirurgicas” jamais produzirao a paz. Pelo contrario, sao como usar erradamente um antibiotico poderoso contra uma infeccao com tratamento alternativo. O antibiotico nao eliminara a infeccao e o agente causador criara resistencia tornando-se cada vez pior a cada nova geracao.

Quando os ataques comecaram, supostamente para protecao do povo Azidi que estava sob cerco pelo ISIL no topo de uma montanha, percebi a possibilidade de o grupo terrorista subir a montanha e tomar como refens justamente a quem se dizia tentar proteger.

Agora pela manha a noticia da execucao de um jornalista americano pelo ISIL e a confirmacao de que existem outros em poder do grupo deram-me uma nocao do porque os Azidis nao foram considerados como algo de valor. Era justamente o que pensei que aconteceria. Tem gente demais no meio do fogo cruzado. E acoes sem as devidas precaucoes levara fatalmente `a morte de inocentes. Nao era preciso ser adivinho para enxergar isso. Bastava bom senso.

Eu pensei que se falasse na possibilidade de tomar os Azidis como refens poderia dar ideias para os terroristas. Pelo que se ve, nada do que eu pudesse falar seria novidade. Como os Azidis ja foram resgatados, outros irao sofrer em lugar deles.

A partir deste ponto os lideres do mundo precisam bucar a paz de longa duracao. Nao aquele caminho das armas onde o poderoso aponta suas armas de guerra contra algum dizendo: Opte pela paz ou morre. Este tem sido o exemplo que a raca humana vem seguindo por eras. E estamos a ponto de destruirmo-nos. Isso eh digno do que?

Nao quero falar mais nada. Sinceramente,

Valquirio de Magalhaes Barbalho.

ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO

outubro 22, 2016

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE:

01. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO.

02. CAMPO DE ESTRELAS OU COMPOSTELA.

03. HIPOTESES: INDO MAIS ALEM EM NOSSA GENEALOGIA

04. OUTRAS NOTAS GENEALOGICAS

05. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1827 a 1844

06. “POST SCRIPTUM”

07. RETORNO

08. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1845 a 1852

09. RESUMO PARA RECORDAR: BARBALHO, COELHO E OUTRAS FAMILIAS DE ITABIRA

10. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO

11. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO II

12. QUASE CHEGANDO LA!!! OU UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!

13. ENFIM, ALGO DE CONCRETO!

14. INVENTARIOS DE MODESTO JOSE BARBALHO E RITA DA ROCHA – 1868

15. UMA CHACOALHANDO A NOSSA GENEALOGIA

16. HOMENAGEM A NOSSO PRIMO/AMIGO DIMAS RODRIGUES COELHO.

17. DESPEDIDAS DO TIO OVIDIO DE MAGALHAES BARBALHO

18. MAIS UM ENCONTRO DE DESPEDIDA

19. SEGUNDO DESASTRE EM UM ANO
01. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO.

Uma pequena informação para a descendência do tio JOAOZINHO e dos COELHO em geral. Ele foi conhecido como pai da vovó DAVINA; tias MILUCA, MARICAS e CANDIDA; alem de diversos meninos, como: JOAO JR., ELIEZER (LI), GASTAO, WILSON (SAO) E GETULIO.

Encontrei novamente o nome do JOSE VAZ BARBALHO no ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS. Trata-se da relacao de eleitores. O nome dos eleitores se repete duas vezes na mesma lista, no caso, porque ha a lista de eleitores gerais e de eleitores especiais. A novidade eh que eram eleitores de Sao Miguel de Guanhaes, para os anos de 1864 ate 1874.

Revendo a mesma publicacao, encontrei o nome dele na lista de comerciantes de produtos do pais, em Guanhaes. Mas aparece no endereco: http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=393428&pagfis=1040&pesq=&url=http://memoria.bn.br/docreader#, somente `a pagina 208. E na lista esta tambem o sr. JOAO DA CUNHA MENEZES, que deve ter sido bem mais novo que ele.

No ano de 1874, para servir no ano de 1875, ele aparece como 4o. Juiz de Paz, em Sao Sebastiao dos Correntes, o que ja sabiamos.

A novidade que talvez esteja implicita ai seria a de que nossas tradicoes nao estao batendo com a presenca desse nome. Observe que, tradicionalmente, nos conhecemos o tio Joaozinho por neto do JOSE DE MAGALHAES BARBALHO. Porem, penso que o nome real deve ter sido JOSE VAZ BARBALHO.

Isso porque o avo do JOSE, filho do padre POLICARPO, tambem se chamava JOSE VAZ BARBALHO. Portanto, era natural que o neto seguisse a mesma grafia nominal.

O que a data de 1864 nos revela, porque os Almanaks eram elaborados em anos anteriores para valer nos subsequentes, eh que talvez tambem esteja enganada aquela tradicao que afirmava que o avo JOSE havia enviado a filha Sinh’ANNA para Sao Miguel e Almas (Guanhaes), para os cuidados dos tios dela: FRANCISCO MARCAL e padre EMYGDIO, porque ela ficara gravida sem casamento em Itabira.

A tradicao nao esta batendo direito com a possibilidade de o nosso ancestral ja residir em Guanhaes. Isso eh suposto porque o tio JOAOZINHO nasceu em 15.10.1862. Ano que vem completar-se-ao 155 anos desde entao! 1864 foi, aproximadamente, 1 ano e pouco depois de o nome do JOSE VAZ BARBALHO ter sido incluido na lista de eleitores.

Para ser eleitor `aquela epoca era preciso ser “macho” e ter renda suficiente. O que implica que, provavelmente, o JOSE VAZ ja residisse ha mais tempo nas imediacoes de Guanhaes. E, ao contrario do que mencionavam nossas tradicoes, pode ter sido o JOSE que tenha puxado a familia para Guanhaes e nao o padre EMYGDIO.

Mas ai sera um caso a investigar-se melhor. A gente sabe que o padre Emygdio foi ordenado em 1845. E o mais provavel eh que o casamento dos terceiravos FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ tenha se dado em 1846. A essa epoca o EMYGDIO ainda nao era paroco em Guanhaes.

Em todo caso, a lista no Almanak tras somente os nomes dos eleitores. Mas nos registros em cartorio mostrava-se a idade do eleitor, o que torna possivel calcular o ano de nascimento, e o nome do pai. Entao, deve haver em Guanhaes o nome do pai desse JOSE VAZ BARBALHO que, em sendo o POLICARPO, matara 2 coelhos com a mesma cajadada.

Isso porque podemos supor que o JOSE tenha se casado com alguem da familia do CLEMENTE NUNES COELHO, nosso quartavo pelo lado da MARIA HONORIA NUNES COELHO, que foi a esposa de um dos fundadores de VIRGINOPOLIS, o JOAO BATISTA COELHO. Isso porque a MARIA HONORIA foi confundida como se fosse escrava. E a Sinh’ANNA tambem era mulata. Ha a possibilidade de a esposa do JOSE ter sido irma da MARIA HONORIA.

Assim fica o risco! Dos 8 bisavos possiveis dos meninos da casa dos meus pais, o tio JOAOZINHO era o unico ate agora que se suspeitava que nao tivesse algum ancestral COELHO. Mas, se for o caso, completamos as 8 raizes no mesmo tronco!!! Vai ser COELHO assim la no Ceu!!!

O fato de o JOSE VAZ (ou DE MAGALHAES) BARBALHO nao ter sido lembrado como presente em Guanhaes, no livro de genealogia da nossa prima IVANIA, talvez coincida com a realidade de que ele morasse a uma certa distancia. E, muito possivelmente, tenha falecido antes ou em torno de 1880.

Acontece que Guanhaes, Pecanha e Sabinopolis faziam parte da grande Cidade da Villa do Principe (Serro). Entao, os residentes em torno das freguesias tinham a oportunidade de optar onde preferiam ser eleitores. Acontece que a lei de emancipacao de Guanhaes e Pecanha se deu em 1875. A partir dai o JOSE VAZ deve ter continuado como residente de Sabinopolis (Sao Sebastiao dos Correntes), que continuou pertencendo ao Serro.

Outro detalhe interessante eh o de que a divisa entre Guanhaes e Sabinopolis passou a ser feita `a altura das fazendas dos senhores CLEMENTE e BENTO NUNES COELHO. O que leva a imaginar a possibilidade de que o JOSE VAZ tivesse propriedade vizinha `as deles.

Nisso complica-se ainda mais a possibilidade da consanguinidade em certos ramos em nossa familia. Que somos COELHO DE MAGALHAES ate perder de vista ja sabiamos. Que somos BARBALHO em razao, talvez, um pouco mais moderada tambem tinhamos conhecimento. O que nao sabemos eh o quanto somos NUNES COELHO, e se esses e os COELHO DE MAGALHAES se encontram na mesma raiz originada no MANUEL RODRIGUES COELHO, suposto pai do alferes de milicia JOSE COELHO DE MAGALHAES.

O que complica, porem, eh que podemos sair de uma armadilha de consanguinidade para cair em outra.

Explicando! A noticia que tinhamos ate agora, segundo o professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, era a de que a Familia NUNES COELHO originou-se de um certo MANUEL NUNES COELHO, que foi o pai do EUZEBIO NUNES COELHO, aquele que tornou-se o patriarca da familia em Guanhaes. Acontece que as mencoes a eles eh a de que procediam de Sao Domingos dos Rio de Peixe, a atual Dom Joaquim.

Mas os avos EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JEZUS, segundo a grafia que encontra-se la, registraram o filho MANOEL NUNES COELHO, em 10.01.1811, na capela de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA, ou seja, ITABIRA. Portanto, a ida deles para DOM JOAQUIM deve ter sido posterior. O tio JOAQUIM nasceu em 1814.

Outro registro encontrado no mesmo endereco eh o casamento de MANUEL NUNES COELHO com VALERIANA ROSA GONCALVES. Ha um senao, porem, em relacao a esse casamento. Ele se deu em 27.08.1804.

Esse MANOEL pode nao ser o pai mas talvez um primo do ancestral EUZEBIO. Mas nao podemos descartar a possibilidade de ser o proprio, contudo, esse seria um possivel segundo casamento dele, ja que dona VALERIANA nao deve ter sido mae do avo EUZEBIO, que ja estaria se casando `a mesma epoca. Ha o registro do filho da dona VALERIANA, AGOSTINHO, nascido do casal, em 1808.

Em todo caso, se esse MANOEL NUNES COELHO for o mesmo, em caso de um segundo casamento, ele foi filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Nao sei ainda quem sao eles mas temos o registro de casamento do padre POLICARPO onde se fala que a esposa dele, ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, era filha natural de dona GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS, ou FERREIRA. ISADORA FRANCISCA era natural de ITABIRA.

Ai eh que a coisa se complica, pois, a avo GENOVEVA poderia ser uma irma do THOMAS. Nesse caso, se nao nos encontramos exatamente na raiz COELHO, fatalmente poderemos nos encontrar na raiz FILGUEIRAS/BARBALHO. MUNDO PEQUENO, PEQUENO MUNDO!!!

Aqui acontecem outras possibilidades. Nao temos as datas exatas de muita coisa mas o professor NELSON COELHO DE SENNA identificou a primeira carta de sesmaria e datas minerais recebida pelo MANUEL RODRIGUES COELHO como passada em 1744. O que eh confirmado nos registros do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. Ele tambem dizia que o ancestral, alferes de milicia, JOSE COELHO DE MAGALHAES havia vindo de Portugal com o pai dele e que seria o MANUEL RODRIGUES COELHO.

Isso nos da a possibilidade de vincular a ancestral dos NUNES COELHO, ANNA COELHO, ao mesmo MANUEL. O recebimento da carta de sesmaria e datas minerais indica que o MANUEL ja fora casado e constituia familia. Portanto, uma possivel filha dele com o nome ANNA ja poderia ter nascido bons anos antes de 1744. Mesmo que fossem somente uns 7.

Isso implica dizer que por volta de 1750, segundo o costume da epoca, ela ja poderia e deveria estar pronta para o casamento. Essa seria uma data provavel para o nascimento do MANOEL NUNES COELHO. E este poderia ter sido o pai do ancestral EUZEBIO em torno do ano de 1780. Isso justificaria o nascimento de filhos por volta de 1806, data sugerida para o nascimento de nosso quartavo CLEMENTE NUNES COELHO.

De qualquer forma ai fica esse resumo. Os NUNES COELHO e os MAGALHAES BARBALHO podem fazer parte de um mesmo ramo familiar que eh os “DE FILGUEIRAS”. O que pode ate ter outro conteudo lamentavel, pois, essa segunda familia tambem podera ser COELHO por seculos seguidos.

Isso porque os COELHO multiplicaram muito a partir de sua toca que foi o senhorio de FELGUEIRAS E VIEIRA. O primeiro senhor foi nosso antepassado FERNAO COELHO e sua esposa CATARINA DE FREITAS. E por diversos seculos que se seguiram o sobrenome permaneceu, mesmo com combinacoes como COELHO DA SILVA ou PINTO COELHO.

Ha a pequena esperanca de que o MANUEL RODRIGUES COELHO tenha sido irmao do BENTO ou do AMARO RODRIGUES COELHO (filho e pai). Por volta da epoca o BENTO tambem residia em MARIANA. Foi o pai do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ. Aquele que esta no livro das cartas de brasoes da nobiliarquia portuguesa.

Nesse caso, a raiz da familia deles nos associaria a ramos mais diversificados. Exceto por uma bisavo do Domingos, que se chamava D. MARIA COELHO. Nesse caso, os ancestrais de dona D. MARIA eh que devem ser dos COELHO de FELGUEIRAS E VIEIRA. O que mantem e propaga a assinatura, embora, com pouca dosagem de sangue.

Ja os NUNES COELHO e COELHO DE MAGALHAES se encontrariam na mesma raiz COELHO.

O que vira farinha do mesmo saco, contudo, eh que, segundo o professor DERMEVAL PIMENTA, foi ancestral dos COELHO DE MAGALHAES o casal GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Embora nao sendo o mesmo DE MAGALHAES BARBALHO que assinamos, o BARBALHO fatalmente sera o mesmo. Assim sendo, nao somos mistura, somos mesmo um mexido de feijao com feijoada!

Isso me faz conceber a nossa Arvore Genealogica como a projecao de uma imagem num espelho. Se tomarmos o casal JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA como ponto de partida vemos que o que se projeta a partir deles eh o mesmo que chega ate eles. Basta procurar que eh isso que iremos encontrar. Ou seja, o que somos, nossos ancestrais ja foram.

E observando melhor a carta de brasao passada ao DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ podemos verificar que ele ja era COELHO em duplicidade. A carta esta na pagina 153, numero 610, do ARCHIVO HERALDICO E GENEALOGICO, compilado pelo Visconde de SANCHES DE BAENA. O resumo eh este:

DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ

* Cavaleiro da Ordem de Christo
* Nascido em Mariana, Minas Gerais

Filho de:

* Bento Rodrigues Coelho e
* D. Maria de Queiroz Seixas

neto paterno de:

* Amaro Rodrigues Coelho

neto materno de:

* Joao de Queiroz de Seixas e
* Feliciana de Araujo Dantas

bisneto de:

*Jacinto de Queiroz e
*D. Maria Coelho

terceiro neto de:

* Antonio Francisco Marinho e
* D. Maria de Queiroz Seixas

descendentes de:

* Antonio de Queiroz Mascarenhas, pessoa das mais conhecidas no reino.

O nome do filho do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS foi ANTONIO DE QUEIROZ DA SILVA, o que pode ser o mesmo ANTONIO FRANCISCO MARINHO ou, talvez, um filho.

D. FELICIANA DE ARAUJO DANTAS pode ser uma evidencia de que pertencemos mesmo a essa linhagem familiar. A razão levantada para isso eh a de que durante a expansão colonial os membros da nobreza se moviam aos bandos, ou seja, quando fundavam um entreposto colonial iam juntos membros de assinaturas diferentes, porem, ja com vínculos parentais.

Segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, o bisavo dele, JOAO COELHO DE MAGALHAES, irmão do JOSE COELHO DA ROCHA, casou-se com uma prima carnal deles: BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO. Isso pode indicar que por mais de 100 anos as duas assinaturas ja andavam juntas e aparentadas.

Por aqui observa-se que quem elaborou a genealogia do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ preferiu seguir a linhagem materna. Possivelmente porque o AMARO RODRIGUES COELHO deve ter sido pai extraconjugal. E o COELHO dele deve ser de pais diferentes do da D. MARIA COELHO.

Observe-se tambem que os D. (dona) antes do nome indicam pessoas que procediam da alta nobreza, o que talvez indique uma procedencia mais baixa de nobreza para os RODRIGUES COELHO.

A preferencia tambem pode vir por outro motivo. O custo da tinta. ANTONIO QUEIROZ DE MASCARENHAS tornou-se heroi conhecido durante a GUERRA DA ACLAMACAO, ou seja, do tempo em que a coroa portuguesa foi restaurada, onde o 8o. Duque de Braganca, D. JOAO, tornou-se o rei D. JOAO IV por ela. A restauracao se deu em 1640.

Vide mais: https://informaticahb.blogspot.com/2014/08/amarante-pessoas-antonio-de-queiroz.html

O nosso tio ancestral AGOSTINHO BARBALHO BEZERRA foi contemporaneo do ANTONIO DE MASCARENHAS e lutaram na mesma guerra. AGOSTINHO esteve presente na Praça de Elvas, deixando a luta em 1644, quando recebeu a noticia do falecimento do pai dele no Rio de Janeiro, o governador LUIS BARBALHO BEZERRA.

Ja a pessoa proeminente de assinatura RODRIGUES COELHO foi outro MANUEL. Foi um compositor de grande fama e que faleceu em 1635, antes da restauracao. Talvez nao descendamos desse MANUEL mas podemos ter algum parentesco com ele.

vide: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Rodrigues_Coelho

O problema aqui seria vincular os RODRIGUES COELHO com ele. Demandaria mais trabalho e mais tinta para escrever a carta de armas. E tinta nao era barata `a época. Alem do mais, convinha mais aos interesses de época fazer o vinculo direto com um herói de guerra do que com um expoente musical que teria o “defeito” de ter sido servidor da corte espanhola.

Infelizmente nao temos mais datas alem do dia do registro da carta de brasao passado ao DOMINGOS. Ela se deu em 2 de agosto de 1773. Pelos cargos que ele ocupava, penso que ele andava numa faixa de idade entre 33 e 63 anos de idade. Ou seja, no minimo nascera em 1740 e no maximo em 1710.

Essa ultima idade seria a ideal para nossa especulacao. Isso porque haveria a possibilidade de ele ter sido irmao do MANUEL RODRIGUES COELHO, nosso suposto ancestral, ate agora. Assim, a genealogia dele passaria para nos. A data de 1710 nos daria a possibilidade de o MANUEL poder ter sido irmao do BENTO e tio do DOMINGOS.

Ate ai tudo estaria ocorrendo nos devidos conformes para nos. Mas se a data do nascimento do DOMINGOS foi cerca de 1740 e o MANUEL RODRIGUES COELHO fosse bem mais velho, ele poderia ser irmão do AMARO RODRIGUES COELHO. E ai a coisa se complicaria para nos, pois, embora mencione-se na carta ser descendentes do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, nao da para ter-se absoluta certeza de que isso se refira aos dois RODRIGUES COELHO.

Assim, poderiamos ser descendentes, na melhor das hipoteses, mas teriamos que buscar outras fontes para descobrir o caminho porque nao me parece que JOAO QUEIROZ e FELICIANA DE ARAUJO foram pais do AMARO. Embora naquele tempo tudo era possivel porque os filhos nao adotavam necessariamente os sobrenomes dos pais e podiam adotar sobrenomes de ancestrais anteriores.

De toda forma se o DOMINGOS nasceu em 1740 a data de 1710 seria normal para D. MARIA DE QUEIROZ ter nascido. 1680 caberia a JOAO QUEIROZ. 1650 encaixaria na de JACINTO DE QUEIROZ. E 1630 seria uma otima data para a da primeira D. MARIA QUEIROZ DE SEIXAS, o que combina com data provavel em que ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS ja pudesse ser o pai dela.

Nesse caso, o nome ANTONIO FRANCISCO MARINHO pode estar correto, mas nao sendo por ele que passa a hereditariedade do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS.

Por falar nisso, penso que se encontrarmos os Inventarios do MANUEL RODRIGUES COELHO e do JOSE COELHO DE MAGALHAES, a metade dos esclarecimentos que precisávamos ficariam resolvidos. Primeiro porque nos Inventarios do MANUEL dissipariamos a duvida quanto a sermos ou nao descendentes diretos dele e por qual via. Embora, os Inventarios nao constem os nomes dos pais.

Para o caso do MANUEL RODRIGUES COELHO precisariamos buscar outros documentos como possiveis casamentos e, talvez, os Testamentos. Estes tambem nem sempre revelam antepassados. Mas as vezes incluem uma pequena genealogia pregressa alem da indicacao de lugares de procedencias, o que eh a maior mao-na-roda!

Ja nos Inventarios do JOSE COELHO DE MAGALHAES, que faleceu em Conceicao do Mato Dentro, em 1806, portanto os documentos devem ter sido registrados no Serro ou mesmo em Conceicao, nos comprovariam se os outros filhos da avo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, alem do JOSE e do JOAO, se casaram ou nao.

E tambem teriamos conhecimento dos filhos e conjuges resultantes do primeiro casamento do avo JOSE com dona ESCHOLASTICA DE MAGALHAES. Alias, eu ate suspeito que como a data de casamento entre ele e a EUGENIA teria se dado em 1799, segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, a ESCHOLASTICA eh que podera ter sido mãe do JOSE COELHO DE MAGALHAES (ou COELHO DA ROCHA, como era conhecido), o filho.

Sei nao! O melhor eh pesquisar para depois tirar as melhores conclusoes.

O que esta me faltando mesmo sao voluntarios que nos possam ajudar a desatar certos pequenos nos, encontrando os documentos comprobatorios para que confirmemos tantos vinculos genealogicos. Imaginem, se com o pouco que sabemos ja temos a certeza de que nossa familia ja eh a maior loucura, e se descobrirmos os vinculos entre os outros filhos do avo JOSE COELHO DE MAGALHAES e do possivel pai dele, MANUEL RODRIGUES COELHO?!!! Vai ter batecao de cabeca entre os ticos e tecos de muita gente!!!

De pratico mesmo, o que precisariamos fazer seria 1. verificar, claro, se o JOSE VAZ BARBALHO que aparece nos ALMANAK DE MINAS GERAIS eh mesmo o nosso quartavo, o que nao tera maiores consequencias senao aquelas de costume, ou seja, mais tarde poderiamos verificar se ele deixou outros filhos e quem seriam nossos parentes na atualidade por parte dele.

2. Confirmar que o JOSE VAZ BARBALHO, o mais velho, o que seria avo do mencionado no numero anterior, era mesmo filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

O que tenho ate agora sao evidencias fortes. No caso, ja esta comprovado que o casal teve um filho chamado POLICARPO JOSE BARBALHO, que foi cirurgiao-mor em Porto Alegre – RS e faleceu em 1801 naquela Vila. Esse POLICARPO nasceu no Serro. Nao por coincidencia, penso, o mesmo lugar onde nasceu o JOSE VAZ BARBALHO, o velho.

A idade de ambos eh semelhante, portanto, a probalidade eh elevada que sejam irmaos. Parece que havia intimidade entre eles porque o JOSE deu nome de POLICARPO tambem ao nosso quartavo. O POLICARPO, o mais velho, poderia ter sido ate um irmao/padrinho, caso o JOSE tenha nascido entre 1750 e 1760. Segundo o professor DERMEVAL, isso seria possivel ja que disse que a data provavel de nascimento da avo JOSEPHA se deu em torno de 1716.

3. Assim chegamos `as possibilidades das inconveniencias consaguineas. Se o professor DERMEVAL estiver correto tambem em relacao ao nome do casal GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO, existe a pequena possibilidade de ela ser outra irma nascida de MANOEL e JOSEPHA.

Numa hipotese mais provavel, ela sera neta de JOAO DE AGUIAR BARBALHO e JOANNA DE OLIVEIRA. Eles foram pais de THEREZA DE (AGUIAR) DE OLIVEIRA que casou-se com JOSE RODRIGUES, em 24.06.1730, na Cidade de Mariana. 1730 e mais alguns anos entram na faixa provavel de nascimento da ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO.

Segundo o professor DERMEVAL, MARIA e GIUSEPPE foram os pais da quintavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, também conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, a esposa do português JOSE COELHO DE MAGALHÃES.

4. Como se nao faltasse os fatores complicadores de consanguinidade, para nos, precisariamos pesquisar se o MANOEL NUNES COELHO que se casou em 1804 em Itabira eh o mesmo nosso ancestral. Em caso de conclusao positiva, ha que se saber se a mae dele, ANNA COELHO, tinha algum parentesco imediato com o alferes de milicia, JOSE COELHO DE MAGALHAES, o marido da avo EUGENIA.

Sendo o caso, havera muita mistura da mesma coisa!

5. Sera quase fatal que, entao, o THOMAS NUNES FILGUEIRAS tera um parentesco proximo com a nossa quintavo GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS, ou FERREIRA. Como os NUNES FILGUEIRAS estavam presentes em ITABIRA e la a nossa quartavo ISIDORA FRANCISCA nasceu, entao, essa ligacao sera quase certa. O que nao sera grande preocupacao caso os FILGUEIRAS de la sejam de ramo que ja estivesse afastado dos COELHO ha mais tempo, ainda em Portugal.

Enfim, a minha sugestão para começo de conversa eh essa: tentar localizar os Inventarios e possiveis Testamentos do JOSE COELHO DE MAGALHAES em Conceicao do Mato Dentro ou Serro e do MANUEL RODRIGUES COELHO em Ouro Preto ou, quem sabe, Congonhas do Campo.

Em Ouro Preto faltou-me verificar na Casa dos Contos e no Museu da Inconfidencia. Mas talvez possamos encontrar nalgum cartorio, penso eu, no de 1o. Oficio. No mais tenho que aguardar!!!

Para que alguns melhor visualizem os vinculos proximos resolvi somar pequenos resumos das raizes da Familia que considero COELHO BARBALHO da regiao do CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. Pela forma gráfica muitos enxergarão os entrenós melhor.

RAIZES DA FAMILIA. FINAL DO SEC. XVII AO INICIO DO SEC. XIX

I. RAIZ PIMENTA-VAZ BARBALHO

* Maria da Costa Barbalho – c.c. Manoel de Aguiar (viuva de Anna Pereira de Araujo), pais de:

* 1. Theodozia de Aguiar Barbalho c.c., em 1717, Joseph Carneiro da ….

* 2. (hipotese) Joao de Aguiar Barbalho c.c. Joanna de Oliveira, pais de:

* 2.1 Thereza de (Aguiar) de Oliveira c.c., em 1730, Jose Rodrigues

* 3. Manoel Vaz Barbalho c.c., em 1732, Josepha Pimenta de Souza, pais de:

* 3.1 Policarpo Joseph Barbalho c.c. Bernarda Maria de Azevedo (R.S.)

* 3.2 Isidora Maria da Encarnacao c.c. Antonio Francisco de Carvalho, pais de:

* 3.2.1 Boaventura Jose Pimenta c.c. Maria Balbina de Santana, pais de:

* 3.2.1.1 Modesto Jose Pimenta c.c. Ermelinda Querubina Pereira do Amaral

Este eh o ramo da Familia Pimenta-Vaz Barbalho descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta na obra dele: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”.

* 3.3 (hipotese) Jose Vaz Barbalho c.c. Anna Joaquina Maria de Sao Jose, pais de:

* 3.3.1 Firmiano Jose Barbalho c.c., em 1822, Izabel Moreira de Jesus

* 3.3.2 Gervazio Jose Barbalho c.c., em 1813, Anna de Freitas Costa

* 3.3.3 Policarpo Jose Barbalho c.c., em 1808, Isidora Francisca de Magalhaes, pais de:

* 3.3.3.1 Francisco Marcal Barbalho c.c. Eugenia Maria da Cruz

* 3.3.3.2 Jose de Magalhaes (ou Vaz) Barbalho

Foram tambem pais de Joao, padre Emygdio, Maria, Genoveva, Lucinda, Manoel e, talvez, Modesto.

II. RAIZ RODRIGUES COELHO OU COELHO DE MAGALHAES

1. Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho c.c. Giuseppe Nicatisi da Rocha, pais de:

1.1 Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Jose Coelho de Magalhaes, pais de:

1.1.1 Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo.

Foram fundadores de Guanhaes e pais de 4 grandes povoadores de Guanhaes e Virginopolis. Ela era filha de Antonio Jose Moniz e Manoela do Espirito Santo. Os 4 filhos povoadores foram:

1.1.1.1 Francisca Eufrazia de Assis c.c. Joaquim Nunes Coelho

1.1.1.2 Joao Baptista Coelho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho

1.1.1.3 Eugenia Maria da Cruz c.c. Francisco Marcal Barbalho

1.1.1.4 Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral

1.1.2 Joao Coelho de Magalhães c.c. Bebiana Lourenca de Araujo.

Nota 1. Supoe-se, pelos escritos do professor Nelson Coelho de Senna, que Jose Coelho de Magalhaes tenha sido filho de Manuel Rodrigues Coelho e por ele se ligaria ao ramo anteriormente descrito do receptor da carta de brasao Domingos Rodrigues de Queiroz.

Nota 2. Maria Marcolina Borges do Amaral era filha de Daniel Pereira do Amaral (irmao de Ermelinda Querubina) com Maria Francelina Borges Monteiro (irma de Maria Balbina de Santana).

Nota 3. Os ramos Borges Monteiro e Pereira do Amaral ja contavam com ancestrais Coelho como se vera mais `a frente.

III. RAIZ NUNES FILGUEIRAS, DE ITABIRA

1. Thomas Nunes Filgueiras c.c. Anna Coelho, pais de:

1.1 Manoel Nunes Coelho c.c., em 1804, Valeriana Rosa Goncalves

Nota 4. Nao se sabe se esse Manoel seria o mesmo que origina o ramo Nunes Coelho de Guanhaes e Virginopolis.

2. Genoveva Nunes Filgueiras (ou Ferreira), foi mae de:

2.1 Isidora Francisca de Magalhaes c.c., em 1808, Policarpo Jose Barbalho

IV. RAIZ NUNES COELHO

1. Manoel Nunes Coelho, foi pai de:

1.1 Eusebio Nunes Coelho c.c. Anna Pinto de Jesus, pais de:

1.1.1 Clemente Nunes Coelho c.c. ? Foi pai de:

1.1.1.1 Maria Honoria Nunes Coelho c.c. Joao Baptista Coelho

1.1.1,2 Prudencio Nunes Coelho

1.1.1.3 Antonio Nunes Coelho

1.1.1.4 (hipotese) Clemente Nunes Coelho c.c. Anna Maria Pereira

1.1.2 Joaquim Nunes Coelho c.c. Francisca Eufrazia de Assis

1.1.3 Francisco Nunes Coelho c.c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho

1.1.4 Antonio Nunes Coelho c.c. Maria Araujo Ferreira (residiram em Pecanha onde deixaram familia)

1.1.5 Bento Nunes Coelho

Nota 5. Houveram outros filhos mas não temos a lista completa

Nota 6. Maria Augusta Cesarina de Carvalho foi filha de Jose Carvalho da Fonseca e sua esposa Senhorinha Rosa de Jesus, que era irma de Maria Balbina de Santana e de Maria Francelina Borges Monteiro.

V. RAIZ PEREIRA DO AMARAL

Essa raiz procede da Ilha de Sao Miguel, dos Acores, nao se sabendo a Freguesia. De la procede:

1. Manoel Pereira c.c. Maria de Benevides, pais de:

1.1 Miguel Pereira do Amaral c.c. Francisca Angelica da Encarnacao, pais de:

1.1.1 Malaquias Pereira do Amaral c.c. Anna Maria de Jesus, pais de:

1.1.1.1 Ermelinda Querubina Pereira do Amaral c.c. Modesto Jose Pimenta

1.1.1.2 Daniel Pereira do Amaral c.c. Maria Francelina Borges Monteiro, pais de:

1.1.1.2.1 Maria Marcolina Borges do Amaral c.c. Antonio Rodrigues Coelho

VI. RAIZ BORGES MONTEIRO

Inicia-se essa raiz na Cidade da Seia, Distrito de Guarda e Freguesia de Pinhancos, Portugal.

Ali nasceu, em 1751, Antonio Borges Monteiro. Pode ter sido ele irmao de Manoel Borges Monteiro, que foi pai de Jose Borges Monteiro e, por este, avo do Barão da Grandeza de Itaúna, Dr. Candido Borges Monteiro, que foi medico particular da Familia Imperial Brasileira, tendo assistido ao nascimento da princesa Isabel e filhos dela.

Em resumo:

1. Caetano Borges c.c. Joanna Monteiro, pais de:

1.1 Antonio Borges Monteiro c.c. Maria de Souza Fiuza, pais de:

1.1.1 Antonio Borges Monteiro Junior c.c. Maria Magdalena de Santana, pais de:

1.1.1.1 Maria Balbina de Santana c.c. Boaventura Jose Pimenta

1.1.1.2 Maria Francelina Borges Monteiro c.c. Daniel Pereira do Amaral

1.1.1.3 Senhorinha Rosa de Jesus c.c. Jose Carvalho da Fonseca

VII RAIZ COELHO/AZEVEDO

Da Vila Nova do Norte procedia o casal:

1. Manoel de Souza Azevedo c.c. Anna Coelho, pais de:

1.1 Joao de Souza Azevedo c.c. Norothea Barbosa Fiuza, pais de:

1.1.1 Maria de Souza Fiuza c.c. Antonio Borges Monteiro

RAIZ A DESCOBRIR-SE ENCAIXE:

1. Modesto Jose Barbalho, viveu em Itabira e foi pai de:

1.1 Dr. Modesto Jose Barbalho Junior, foi capitao cirurgiao

1.2 Cirino Jose Barbalho, foi o 1o. Juiz de Paz em Pecanha em 1875, onde deixou familia.

1.3 Francisco Jose Barbalho, tambem em Itabira.

Nota 7. Ha que descobrir-se o nome do pai do senhor Modesto ja que ha a possibilidade de ele ter sido filho do Jose Vaz Barbalho, o velho, ou do filho deste, Policarpo Jose Barbalho.

Ha que descobrir-se como se encaixa tambem na familia o Jose Vaz Barbalho que viveu em Guanhaes e Sabinopolis.

Nota 8. Norothea Barbosa Fiuza era filha do Sargento-Mor, no Serro, Domingos Barbosa Moreira, portugues, e de Tereza de Jesus que eh mencionada como procedente de Itabaiana, atualmente em Sergipe. Os Barbosa Moreira foram os fundadores de Sao Goncalo do Rio das Pedras, atual distrito do Serro.

Nota 9. Nao postei todos os irmaos de cada familia nesse resumo para nao complicar-se mais ainda o entendimento do complicado novelo hereditario que chega a nos.

Nota 10. Maria da Costa Barbalho era bisneta do governador Luis Barbalho Bezerra e da esposa dele Maria Furtado de Mendonca, via a mae Paschoa Barbalho e o avo Jeronimo Barbalho Bezerra. E por eles, descendentes de alguns portugueses primeiro moradores da Capitania de Pernambuco.

Nota 11. Josepha Pimenta de Souza era descendente de outros portugueses primeiro moradores da Capitania de Sao Vicente. Entre eles estao o proprio fundador, Martim Afonso de Sousa, e os capitaes mores: Antonio de Oliveira e Joao Pimenta de Carvalho.

Nota 12. Segundo os escritos do professor Dermeval Pimenta ha a sugestão de que a família do ancestral Antonio Coelho de Almeida residia na Cidade de Congonhas, MG, local que também se registra a presença do português MANUEL RODRIGUES COELHO. Isso se transforma em suspeita de termos mais um vinculo consanguineo por essa via.

Nota 13. Os 4 povoados das Famílias COELHO e BARBALHO tiveram em conjunto 43 filhos que se casaram. 13 deles casaram entre si. 3 outros casaram com primos em segundo grau. E suspeita-se que outros casaram com pessoas aparentadas. E nas 3 gerações seguintes os casamentos entre primos permaneceram como uma constante.

Talvez seja essa a razão maior do surgimento de situações ligadas `a saúde da III idade em idades cada vez mais jovens. Embora a longevidade da família em conjunto esteja entre as mais elevadas do Brasil.

A situação tem se reduzido com a dispersão dos membros mais jovens que estão tendo oportunidade de casar-se com diferentes ramos, porem, não necessariamente adversas das raízes iniciais.

Nota especial 14. Considero que existem duas variedades de COELHO. Uma eh a que assina o sobrenome e a outra eh a que eh, somente não assina.

Quase passei batido numa questão muito clara. Quando deixei a inspiração fluir para escrever esse texto, a minha intenção primeira era a de deixar preparado um roteiro que nos ajudasse a encontrar ou negar vínculos entre as raízes de nossa família.

Por causa desse intento concentrei primeiro na solução dos entrenós parentais entre o JOSE COELHO DE MAGALHÃES e o suposto pai dele MANUEL RODRIGUES COELHO; alem de tentar desvendar o vinculo entre o MANUEL e o DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ.

Quando vi a biografia do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, passei uma vista tao descompromissada que nao percebi o detalhe. Porque ele seria uma questão a preocupar-se mais alem, em caso de confirmar-se a nossa ascendência nele, não tomei conhecimento de quem foi filho. Isso porque os sobrenomes dele, como era costume acontecer `a época, em nada recordam os do pai.

Agora revendo a biografia vi a menção a MANUEL MENDES DE VASCONCELOS. O que esta oculto la eh que o (7o.) refere-se ao titulo: VII senhor da TORRE DE VASCONCELOS.

Nisso entra a questão, ja adiantando em muito o que se seguira se comprovarmos que somos mesmo membros dessa linhagem familiar. O senhorio da TORRE DE VASCONCELOS inicia-se em D. JOAO PERES, o Tenreiro.

Nao seria de grande nota aqui se a esposa dele não tivesse sido D. MARIA SOARES COELHO, filha do cavaleiro D. SOEIRO VIEGAS COELHO, o primeiro a adotar o sobrenome e passa-lo `a descendência. Assim, poderemos somar mais essa medalha Cunicula em nossa corrente sanguínea.

Somente para esclarecer melhor. D. MARIA foi irma do JOAO SOARES COELHO. Ao que parece, ele foi quem deu continuidade `a assinatura após o pai deles. A descendência de D. MARIA seguiu obviamente assinando DE VASCONCELOS.

Alem do fato de D. SOEIRO ter sido bisneto de um dos fundadores do Reino de Portugal, o D. EGAS MONIZ, o AIO, que foi quem tutorou o D. AFONSO HENRIQUES, primeiro rei de Portugal, temos que o senhorio da TORRE DE VASCONCELOS foi um titulo de nobreza do mais alto grau.

Implicando isso em que cada um dos senhores anteriores ao MANUEL MENDES tera se casado com DONAS também da mais alta nobreza. O que leva `a conclusão de que a principal raiz em nossa família, ate o momento identificável, ja possuía uma intensa consanguinidade desde tempos que remontam `a IDADE MEDIA.

O que faz essa identificação um tanto quanto preocupante para a nossa saúde. Restando, pois, torcer para que o ramo representado pelo casal ANTONIO JOSE MONIZ e MANUELA DO ESPIRITO SANTO, nossos quintavos, sirvam como um bloqueio a tanta consanguinidade. Embora o sobrenome MONIZ, muitas vezes ligado a famílias da alta nobreza, não seja um bom indicativo disso.

A esperança nesse sentido, então, recai sobre nossas raízes africanas e nativobrasileiras. Sabemos que as temos. O que não sabemos eh o quanto participam em nossa composição genética. O que, via genealogia, infelizmente não devera ser possível determinar ja que essas raízes sempre foram maltratadas nos registros oficiais. Precisaremos do exame de DNA completo para ter certeza.

 

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02. CAMPO DE ESTRELAS OU COMPOSTELA.

Abrirei essa passagem com o nome de Campo de Estrelas nao apenas por causa das estrelinhas que a emolduram. Leiam para compreender.

Nao se pode ainda afirmar com absoluta certeza. Afinal, coincidências podem existir.

Quando comecei a estudar o livro do professor DERMEVAL PIMENTA estava la que a fundacao da Cidade de Sao Joao Evangelista se deveu `a Familia COELHO DA ROCHA. Por analogia imaginei que houvesse algum parentesco proximo com o fundador de Guanhaes, a vizinha cidade daquela, JOSE COELHO DA ROCHA, nosso ancestral.

Mas, pelo que ele deixou escrito, logo percebi que poderia ser coincidencia ja que afirma que o capitao ILDEFONSO DA ROCHA FREITAS e dona MARIA COELHO DA SILVEIRA, os patriarcas da familia descrita por ele, eram portugueses chegados ao Brasil por volta de 1830. Ja o nosso ramo de familia COELHO parece que se encontrava no Brasil desde o inicio do CICLO DO OURO, 100 anos antes.

Penso ser interessante reprisar pequeno extrato do livro: “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS” (17 – X – 1939) do professor NELSON COELHO DE SENNA. Observe-se porque:

Pag. 08:

“No governo do general GOMES FREIRE DE ANDRADE (Conde de Bobadella), nosso antepassado MANOEL RODRIGUES COELHO obteve, em 3 de dezembro de 1744, carta de sesmaria de meia legoa de terras em quadra, no territorio do INFICCIONADO (Municipio de MARIANA). Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava quintos `a sua magestade (Rev. do Arquivo Publico Mineiro, vol. X, 1905, pag. 213).”

Pags. 09 e 10:

“De uma cronica da familia Coelho (os Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho, Coelho Leao, Coelho de Araujo, Coelho de Senna) localizada nos municipios mineiros de Sao Miguel de Guanhaes, Virginopolis (antigo Patrocinio), Conceicao, Sant’Anna dos Ferros, Serro, Sabinopolis, Diamantina, Sao Joao Evangelista e Pecanha – constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no seculo XVIII (1774) o ja referido portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, em favor de quem o governador das Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade (primeiro conde de Bobadella), passou varias cartas de sesmaria e datas minerais, sendo a primeira concessao de 3 de dezembro de 1744. Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava avultados quintos de ouro a sua Magestade Fidelissima. Do Inficcionado, (hoje Santa Rita Durao, Comarca de Mariana) seus descendentes se passaram a outros lugares dos atuais municipios de SANTA BARBARA, de ITABIRA DO MATO DENTRO e de CONCEICAO DO SERRO.”

Prosseguindo na pagina 09 de seu livro, o professor NELSON COELHO DE SENNA fala a respeito de MANUEL RODRIGUES COELHO:

“Delle procede o Alferes de Milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES (tambem portugues, natural da PROVINCIA DO MINHO) mais conhecido por JOSE COELHO DA ROCHA, na familia,…”

Aqui, entao, o que precisamos descobrir eh obivio. E ai torna-se fundamental saber duas coisas: 1. se MANUEL RODRIGUES COELHO foi pai de ANNA COELHO, esposa do THOMAS NUNES FELGUEIRAS; e 2. se o MANOEL NUNES COELHO, marido da dona VALERIANA seria o mesmo pai do nosso ancestral EUZEBIO NUNES COELHO.

Penso ter as evidencias que sim. Ao contrario do COELHO DA ROCHA de Guanhaes e Sao Joao Evangelista os 2 ou o unico MANOEL NUNES COELHO viveu pelo menos boa parte de sua vida em ITABIRA, local para onde foi parte da familia do MANUEL RODRIGUES, nosso ancestral. Portanto torna-se mais difícil serem duas pessoas diferentes.

E aqui exponho evidencias que encontrei no site FamilySearch. La temos:

* MANOEL NUNES COELHO I

* Filho de: Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho
* esposa: Valeriana Rosa Goncalves
* sogros: Joao Alvares e Maria Goncalves
* data do cas.: 27 de agosto de 1804
* local: Santo Antonio de Santa Barbara (Itabira)

Nasceram deles os seguintes filhos, no mesmo local:

* 01. Antonio Nunes Coelho (bat. 09.11.1806)
* 02. Agostinho Nunes Coelho (nasc. 11.01.1808 e bat. 18.01.1808)
* 03. Joao Nunes Coelho (bat. 15.02.1812)
* 04. Anna Nunes Coelho (bat. 10.05.1814)
* 05. Maria Nunes Coelho (bat. 23.06.1816)
* 06. Manoel Nunes Coelho (bat. 02.11.1818).

* MANOEL NUNES COELHO II

* esposa: Prudencia Candida de Jesus
* filhas: * Maria Nunes Coelho (nasc. 02.12.1830 e bat. 12.12.1830)
* Manoela Nunes Coelho (bat. 09.05.1833)

* AGOSTINHO NUNES COELHO

* esposa: Thereza Fernandes Madeira
* filha: * Edovirgem Coelho (nasc. 17.10.1840 e bat. 16.02.1841)

Obviamente tambem, torna-se duplamente necessario a nos que descendemos tanto dos NUNES COELHO quanto dos RODRIGUES COELHO/COELHO DE MAGALHAES verificarmos os Inventarios e Testamento do portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, pois, o mais provavel podera ser que o alferes de milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES e dona ANNA COELHO serao irmaos. O que nos torna duplamente comprometidos pela consanguinidade.

Alias, a situacao fica mais “cafusa” para nos que somos tambem MAGALHAES BARBALHO, pois, o FELGUEIRAS pode se repetir em nossa raiz tanto quanto na dos NUNES COELHO. Nos somos atingidos pela tripla coroa de consanguinidade!!!

Bom, não tenho como definir o que o professor NELSON DE SENNA deixou escrito porque ali ha duplo sentido. Nao da para ter absoluta certeza, embora isso tambem esteja entendido, que os NUNES COELHO em geral sejam mesmo descendentes do MANUEL RODRIGUES COELHO.

A gente sabe que aqueles que se casaram na descendencia do JOSE COELHO DE MAGALHAES serao. E de todos os sobrenomes mencionados por ele esses casamentos houveram. Resta saber se ja o eram antes dos casamentos.

Aqui estao mais dados que venho colecionando e que se transformam em evidencia de que os MANOEL NUNES COELHO eram o mesmo.

Nossa tia LUCINDA DE MAGALHAES BARBALHO foi batizada em 10.07.1824. Ela casou-se com MANOEL GERALDO FERNANDES MADEIRA. THEREZA FERNANDES MADEIRA, esposa do AGOSTINHO NUNES COELHO deve ter sido de idade semelhante `as deles, pois, em 1840 estava tendo a filha EDOVIRGEM.

Alem desse indicativo temos que EMIDIO FERNANDES MADEIRA foi eleito vereador na eleicao e constituicao da primeira camara de vereadores, na data de 1881, de Pecanha. Nos falta o acompanhamento da descendencia de LUCINDA e MANOEL GERALDO dai nao podemos concluir imediatamente que o EMIDIO tenha sido filhos deles. O que podemos afirmar eh que os NUNES COELHO e os FERNANDES MADEIRA foram juntos para Pecanha.

As chances sao boas. EMIDIO tornou-se um nome frequente na familia, creio, em homenagem ao segundo paroco de Guanhaes (1853 – 1859), EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO, que foi irmao da LUCINDA, que tambem era filha do POLICARPO JOSE BARBALHO e ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES.

O EMIDIO MADEIRA viveu em SAO PEDRO DO SUACUI, que pertencia a PECANHA e la faleceu em 1922. O que faz SAO PEDRO cidade irma `as outras mencionadas pelo professor NELSON. Foi casado com MARIA BALBINA PIMENTA que, com certeza, ja lhe era prima por causa de ambos pertencerem ao ramo PIMENTA/VAZ BARBALHO.

Acredito eu que as familias MAGALHAES BARBALHO, NUNES COELHO e FERNANDES MADEIRA ja estavam seguramente atadas em ITABIRA. O que deve ter feito seus representantes se mover em bloco para o CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS poderá estar contido na Historia da Regiao e do Estado.

A principio os primeiros chegados se entrelaçaram nas Cidades Historicas onde abundava o ouro e a atividade era intensa. Quando o ouro comecou a desaparecer naquelas cidades, em 1750, seguiram o fluxo migratório da populacao em busca de outros veios. Entre os lugares novos se encontraram ITABIRA e imediacoes de SANTA BARBARA e CONCEICAO DO SERRO.

No inicio do seculo XIX os antigos povoados ja estavam superpovoados em relacao `as atividades economicas da epoca. Assim, foram abertos novos pontos de colonizacao tais como: SABINOPOLIS (1819) e GUANHAES (1821).

Para ali se dirigiram as familias que ja estavam no ramo da mineracao, pois, GUANHAES e VIRGINOPOLIS, que lhe pertencia, ofereceram um surto de encontro de ouro que perdurou entre os anos de 1824 e foi ate 1848.

Mais tarde ainda o FRANCISCO NUNES COELHO tambem encontrou ouro em sua fazenda. Alem de ferro que o tornou dono de fabrica de instrumentos de agricultura (forjas).

A regiao continuou oferecendo terras para a agricultura, motivo pelo qual a populacao prolongou a permanencia e continuou seguindo depois junto `a expansao colonial. Essa terceira onda se deu em razao da busca de uma forma de comunicacao entre a regiao do SERRO e a saida para o mar.

TEOPHILO OTONNI tornou-se a figura historica nesse intento. Porem, foram os COELHO e as familias agregadas que estabeleceram os caminhos que ligavam a regiao ao ESTADO DO ESPIRITO SANTO.

Nesses caminhos surgiram cidades que eles participaram na fundacao e multiplicacao populacional. Dois exemplos sao as cidades de GOVERNADOR VALADARES e COROACI.

Corroborando com a minha suposicao de que nossos ancestrais sao os mesmos tenho um pequeno mapa da familia de ANTONIO NUNES COELHO. Segundo o professor DERMEVAL, ele nasceu em 1829 e sabemos que foi Juiz de Paz em PECANHA. Esse ANTONIO foi identificado como filho do ancestral EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.

O mapa me foi cedido por nossa aparentada, genealogista em PECANHA, MARINA RAIMUNDA BRAGA. Por acaso, esposa de um dos descendentes do tio ANTONIO. Ela propria descende do senhor MODESTO JOSE BARBALHO, que nao sabemos ainda como se encaixa em nossa Arvore.

Basicamente, o mapa foi retirado de documentos do Arquivo de PECANHA e contem apenas a descendencia do ANTONIO. Porem ele contem as mencoes a MARIA e ALTIVO NUNES COELHO, suspeitos de ser filhos do ancestral EUZEBIO. Alem deles contem tambem ANA e JOANA NUNES COELHO, mencionadas como senhoras de escravos em 1874.

MARIA e ANNA deverao ser as filhas ja mencionadas do MANOEL I e dona VALERIANA. Observe-se que dona VALERIANA tinha 1 filho a cada 2 anos. Porem, o ano de 1810 esta vago em relacao aos dados de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA. Eh quase certo que um dos 2 ausentes nasceu naquele ano. O outro podera ter nascido em 1820.

Outra pequena evidencia nesse fato foi que o terceiravo ANTONIO RODRIGUES COELHO teve um filho ao qual deu o nome de ALTIVO RODRIGUES COELHO. ANTONIO havia nascido em 1829, portanto, deve ter conhecido, sido amigo e ter resolvido homenagear o parente.

Nao creio que o MANOEL II seja o proprio com a terceira mulher. Eh muito provavel que em 1830 o MANOEL I ja estivesse com mais de 70 anos, o que seria um fenomeno em relacao `a epoca. O que penso ser eh que o II era o filho do EUZEBIO, por ter nascido em 03.01.1811. Assim, estaria sendo pai aos 19 anos. Normal para a epoca.

A presenca dele em ITABIRA se explicaria pelo fato de talvez ter sido “dado” ao avo. Geralmente o neto preferido tomava conta dos negocios do avo quando a sombra da morte de avizinhava.

Eh possivel que o primeiro ja houvesse falecido, e o filho dele de mesmo nome, que nascera em 1818, era jovem demais para assumir as responsabilidades. Os filhos mais velhos deveriam estar ocupados demais resolvendo suas próprias vidas.

Bom sabe-se que COELHO, NUNES e MANOEL estavam entre os mais comuns entre os nomes portugueses. Portanto, não seria tao difícil coincidir de 2 MANOEIS terem compartilhado o mesmo tempo em um mesmo lugar pequeno. A dificuldade seria apenas a de que ainda não fossem aparentados.

Também pode-se abrir um parênteses para o fato de que o professor DERMEVAL não foi preciso em todas as informações que colheu. Foi muita coisa que ele reuniu em sua obra e deixou escrito que lhe faltara tempo para dedicar-se melhor a ela. Nesse caso, ha a possibilidade de nosso ancestral EUZEBIO não ter sido filho do MANOEL e, talvez, um irmão.

Resguardadas essas cautelas formou-se em meus conceitos uma hipótese que precisa ser comprovada. Levando em conta que o nome do pai do ancestral EUZEBIO seja mesmo MANOEL, pode-se formular a Historia deles mais ou menos assim:

Baseado no que foi dito a respeito do MANUEL RODRIGUES COELHO e seu filho JOSE COELHO DE MAGALHAES, imagino que ANNA COELHO poderá ter nascido também em Portugal. Devia ser ainda criança quando chegou ao Brasil.

O futuro marido THOMAS NUNES FELGUEIRAS podera ter chegado também criança com sua família. Ou mesmo logo após ao ano de 1755, ja adulto jovem, em consequência ao terrível terremoto de Lisboa. Certo seria que não muito tempo depois eles se casaram e tiveram o filho MANOEL NUNES COELHO.

MANOEL NUNES COELHO, com a queda da produção de ouro nas minas da família em redor do INFICCIONADO deve ter perambulado pela região em busca de novas. Como senhor de posses e ainda jovem, devia possuir entre seus escravos uma mucama, servindo ela ao senhor em mais de uma função.

Deles poderá ter nascido o ancestral EUZEBIO NUNES COELHO. Isso se daria no mais tardar por volta de 1885, quando MANOEL estaria entre 19 e 25 anos de idade. Com toda persistência, MANOEL conseguiu encontrar ouro na FAZENDA FOLHETA, em DOM JOAQUIM.

Explorado o ouro, manteve a fazenda para agricultura. Mas com o dinheiro acumulado resolveu viver em ITABIRA, onde casou-se com dona VALERIANA, e ali residiram e tiveram os filhos. A principio, o ancestral EUZEBIO o seguiu, porem, retornou depois para a FOLHETA, onde teve outros filhos alem do CLEMENTE e do MANOEL.

Porem, o MANOELZINHO devera ter sido deixado com o avo. Posteriormente, com a ampliação da colonização, toda a família mudou-se para a região, indo habitar terras talvez continuas que futuramente fariam as divisas entre SENHORA DO PORTO, GUANHAES, SABINOPOLIS, SAO JOAO EVANGELISTA e entrando no território de PECANHA, onde atualmente formou-se o MUNICIPIO DE CANTAGALO, cidade onde tive noticias que dona JOANA NUNES COELHO deixou descendência.

A minha suposição de que o ancestral EUZEBIO ja fosse mulato esta no fato da menção de que a neta, filha do CLEMENTE, MARIA HONORIA, era de cor escura o suficiente para ser confundida como escrava.

Outra pessoa da familia com pele escura foi o CLEMENTE que foi marido de ANNA MARIA PEREIRA (CUTINHA), que era muito clara, e foram os pais, ja na segunda metade do século XIX, de muitos filhos, entre eles: MARCOLINA, VITALINA e PIO NUNES COELHO que se tornaram cônjuges de LINDOLPHO, ALTIVO e JOSEPHINA, respectivamente, filhos do trisavô ANTONIO RODRIGUES COELHO.

O senhor MOACIR NUNES BARROSO, que foi neto do casal, nasceu em 1909, e aos 105 anos de idade informou-me que o avo CLEMENTE, ele ouvira em criança, era de idade bem avançada, embora ele próprio não chegou a conhece-lo, conheceu `a avo ANNA MARIA.

A minha unica duvida era a de que esse CLEMENTE seria o mesmo que teve alguns filhos por volta de 1830, incluindo nossa trisavo MARIA HONORIA NUNES COELHO, ou se fosse outro, pois, ainda ignoramos quais foram os pais do marido da ANNA MARIA. Em caso de outro, poderia ser filho do CLEMENTE, o velho, que, em torno de 1909 ja estaria, senão com, muito perto dos 80 anos de idade.

Mas o mais provavel eh que, tambem nesse caso, o CLEMENTE eh o mesmo. Segundo calculos por alto ele teria nascido por volta de 1806. Portanto, para o senhor MOACIR nao o ter conhecido e dizer dele que fora muito velho e que ja havia falecido algum tempo antes de ele nascer, podera ter falecido durante as decadas de 1880 `a 1890. O que o colocaria em uma idade respeitavel para a epoca.

Bom seria mesmo que encontrassemos as documentacoes vitalicias e postumas do ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO. No caso de encontrarmos os Inventarios deveremos tirar a duvida quanto `a paternidade dele em relacao `a ANNA e ao JOSE COELHO DE MAGALHAES. Caso estejam presentes aparecerao os nomes dos conjuges que excluiria possibilidade de homonimos.

Acredito que ha uma possibilidade, menor, de encontrar-se o nome do ancestral ANTONIO COELHO DE ALMEIDA tambem. A diferenca de assinaturas nao seria problema em caso de serem irmãos.

ALMEIDA era um nome muito comum e poderia vir do lado materno deles, ja que nao tenho o dado de quem foi a esposa do MANOEL R. COELHO. E poderiam ser filhos de casamentos diferentes. Nao se sabe quantas vezes o MANOEL foi casado.

Mas a menor possibilidade refere-se ao fato de que nosso ancestral MALAQUIAS PEREIRA DO AMARAL nasceu em 1791, ja em CONCEICAO DO MATO DENTRO. Casou em 1813, com ANNA MARIA DE JESUS, filha de ANTONIO COELHO DE ALMEIDA e outra ANNA MARIA DE JESUS, que era natural de CONGONHAS DO CAMPO.

A menos que o MALAQUIAS tenha se casado com esposa um pouco mais velha, o que nao era tao incomum, ela devera ter nascido por volta de 1795. O que nao sabemos eh se ela foi uma filha da juventude do pai ANTONIO ou filha da maturidade.

No primeiro caso, a possibilidade eh que ele fosse neto, como o MANOEL NUNES COELHO, do MANOEL RODRIGUES. No segundo ele poderia ser neto, embora, o RODRIGUES COELHO poderia ter sido pai de qualquer forma porque viveu ate pelo menos na decada de 1760.

O quintavo JOSE COELHO DE MAGALHAES, porem, faleceu em 1806. Por essa epoca o antepassado DE ALMEIDA devia estar ainda ativo porque existe no ARQUIVO PUBLICO MINEIRO um requerimento para a concessao do oficio de “Escrivao de Guardamoria de Ribeirao do Corrente de Santo Antonio da Meia Canoa.” Ao que tudo indica ele deve ter querido fundar tal lugar em 30.07.1803. Local esse que acredito ser nas imediacoes da atual SABINOPOLIS.

O que precisamos mesmo eh tomar um pouco mais de cuidado em relação `as suspeitas e `as informações passadas pelos antepassados. A gente, a começar pelos genealogistas passados, assumiam algumas coisas como certas por causa de tradições que ouviram dizer. Mas somente uma boa investigação e verificação de documentos pode dar o certo pelo certo.

O que a gente assume eh que as pessoas que assinaram o mesmo sobrenome terão uma relação de ascendência e descendência. Mas a genealogia não demonstra isso na realidade. Nossas suspeitas são as de que quem assinou o sobrenome COELHO devera ter pai com o mesmo sobrenome. Mas pode não ser!

Algo que não sabemos, e talvez possa concretizar-se, eh quem eram os pais de ANA MARIA DE JESUS, esposa de ANTONIO JOSE BARBOSA FRUAO. Segundo o professor DERMEVAL, eles foram os pais da FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNAÇÃO que foi esposa do açoriano MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Esses foram os pais do ancestral MALAQUIAS. E FRANCISCA ANGELICA nasceu também em CONGONHAS DO CAMPO.

Ai eh que esta, eles seriam contemporâneos do MANUEL RODRIGUES COELHO na mesma cidade. A possibilidade de essa primeira ANA MARIA DE JESUS ter sido filha dele não eh infinita, ja que o local era pequeno.

Ja o ANTONIO COELHO DE ALMEIDA, marido da segunda ANA MARIA DE JESUS e pai da terceira, a que casou com o ancestral MALAQUIAS, poderia ser um parente ou mesmos pertencer `a mesma Familia COELHO, porem, de ramo ja separado ate por séculos atras.

O problema no caso eh que as pessoas na época tinham por medicina apenas as plantas medicinais em suas hortas e, principalmente, a fe. Por isso era comum as mulheres adotarem nomes religiosos e não os sobrenomes.

Como exemplo disso, nossa quintavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, na verdade, era conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, antes de falecer e ser enterrada com o nome anterior. A única filha dela mencionada pelo professor NELSON DE SENNA foi a CLARA MARIA DE JESUS. E em torno daquelas datas os nomes femininos eram mesmo dedicados `a Família Sagrada ou aos santos.

Assim, o avo MALAQUIAS teve por avo, esposa e sogra pessoas com o mesmo nome. E não sera tao surpreendente que a avo e a esposa ja possuíssem alguma relação parental ja que ambas procediam da mesma CONGONHAS DO CAMPO.

Isso nos faz lembrar que precisamos exercitar o nosso raciocínio pensando na possibilidade do oposto. Apenas pelas tradições o professor NELSON COELHO de SENNA menciona que JOSE COELHO DE MAGALHÃES e MANUEL RODRIGUES COELHO eram filho e pai e ambos portugueses. Também menciona que o pai havia levado o filho para o Brasil.

Talvez nao seja precisa essa assunção. Ha algum tempo vi no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO um documento dando conta que MANUEL RODRIGUES COELHO havia sido eleito para o cargo de TESOUREIRO DA CAMARA DE VILLA RICA em 1719. Mas ultimamente não reencontrei essa informação la.

O que esta la eh outro documento informando que em 1733 MANUEL RODRIGUES COELHO foi envolvido em um processo qualquer. Esse processo tive a oportunidade de ver em OURO PRETO.

Duas coisas sao certas. COELHO, RODRIGUES e MANUEL eram nomenclaturas das mais comuns, portanto, a combinação MANUEL RODRIGUES COELHO pode ter ocorrido em muitas vezes. E havia uma pessoa com esse nome pelo menos antes de 1733.

Isso torna improvável que MANUEL fosse pai do JOSE, que ambos tivessem nascido em Portugal, e que tivessem migrado juntos para o Brasil. O que não eh uma impossibilidade. Mas sim uma improbabilidade. Ainda mais se o dado de 1719 estiver correto!

JOSE faleceu em 1806. Ja estaria de uma certa idade para casar-se com a avo EUGENIA em 1799 como afirma o professor COELHO DE SENNA.

Partindo dessas premissas, penso que devemos levar em conta que, talvez, quem foi filha do MANUEL RODRIGUES foi a dona ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES, a primeira esposa do JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que na família era conhecido como JOSE COELHO DA ROCHA.

O problema aqui eh que não temos o nome da(s) esposa(s) do ancestral MANUEL. Pelo habito das famílias portuguesas, era muito comum as filhas herdarem os sobrenomes das mães e não dos pais.

Isso coloca numa mesma linha a MARIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. Ela foi a esposa do luso-italiano GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA, os pais da EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

Nesse caso, o também português, JOSE COELHO DE MAGALHÃES, poderia ter chegado de Portugal depois do MANUEL, tendo o sobrenome COELHO, sendo aparentado proximo ou não, e ter se casado com a filha. Como as tradições passadas via oral nem sempre são exatas, a família poderá ter confundido o parentesco por causa do sobrenome igual entre os homens.

Nesse caso, ha a possibilidade de o JOSE COELHO DE MAGALHAES ter se casado com uma filha em primeiras núpcias e com a sobrinha da esposa numa segunda. Tudo normal dentro dessa família. O mais comum mesmo era uma irma mais nova tomar o lugar de outra falecida, mas ha casos de tia e sobrinha ter sido esposas do mesmo marido.

Esse foi o caso de EVANGELINA e EMIDIA NUNES COELHO que foram as esposas do sr. JOAO DA CUNHA MENEZES.

O que, no caso dos NUNES COELHO e BARBALHO, poderia não ser necessariamente uma coincidência se os ancestrais GENOVEVA e THOMAS NUNES FELGUEIRAS terem também sido filhos do mesmo MANUEL RODRIGUES COELHO. A gente suspeita que a ANNA COELHO fosse mas poderia ser uma ja aparentada.

E a ausência do sobrenome COELHO neles não significa necessariamente uma negativa, pois, dependeria de quem foi a mãe. FELGUEIRAS e COELHO ja deveriam ser aparentados. Dai alguns filhos, talvez de uma esposa diferente, poderiam ter homenageado seus ancestrais de uma linhagem e não da outra. Naquele tempo era uma questão de escolha e o sistema funcionava totalmente diferente da atualidade.

Ha inclusive a possibilidade de o professor NELSON DE SENNA ter se enganado em um dado vital do bisavo dele. Ele afirma que o JOAO COELHO DE MAGALHAES, o bisavo, nasceu em 1785 e casou-se em 1804. Sendo ele filho da EUGENIA, que casou-se com o JOSE COELHO DE MAGALHAES em 1799.

Acredito que o JOSE COELHO DE MAGALHAES ainda fosse casado com a ESCOLÁSTICA em 1782, quando foram pais do JOSE COELHO DA ROCHA FILHO, o fundador de Guanhaes. No caso, os dois seriam meio-irmãos e não irmãos completos.

O que leva-me a pensar assim eh que o professor SENNA cita que foram 6 os filhos do bisavô dele. Porem, menciona as datas de nascimento apenas das 3 filhas. Elas teriam nascido em 1828, 29 e 35. Portanto, entre 1804 e 28 teriam nascido os 3 filhos. O que não parece provável.

Eles poderiam ter nascido entre 1825 a 1828 se tiveram apenas um ano de diferença entre os nascimentos. Tudo eh possível, mas não parece provável levar 24 anos para ter 3 filhos e as filhas nascerem num espaço relativamente curto.

De qualquer forma, penso que o melhor eh nao ficar apenas nas especulacoes. Torna-se imprescindivel encontrar os documentos de Inventarios e Testamento, se possivel, do ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO em primeiro lugar. Dai para frente a conversa sera diferente!!!

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Mais uma adenta a essa pagina. Pesquisei mais algumas coisas e talvez nos traga depois melhores resultados. Segue entao:

 

03. HIPOTESES: INDO MAIS ALEM EM NOSSA GENEALOGIA

Em consequencia do que escrevi em minha nova pagina: https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/, estou treinando os neuronios a absorver melhor as informacoes.

Eh possivel que possamos dar um grande salto em relacao `a possibilidade de sermos da Familia FELGUEIRAS tanto via DE MAGALHAES BARBALHO quanto NUNES COELHO.

Revendo os arquivos do site FAMILY SEARCH observo que a familia FELGUEIRAS ja andava por MINAS GERAIS desde pelo menos os anos de 1730. O que coincide com a epoca dos registros de presenca do nosso possivel ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO.

O mais interessante eh que os FILGUEIRAS estavam muito presentes em MARIANA vindo depois surgir em massa tambem em SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA, ou seja ITABIRA DO MATO DENTRO, atual ITABIRA. `Aquela epoca existia a ITABIRA DO CAMPO, atual ITABIRITO.

Outro pequeno detalhe eh a presenca em ambos os lugares do ramo FILGUEIRAS DA COSTA. Em ACURUI aparecem tambem o ramo DA COSTA FILGUEIRAS. Infelizmente, nao ha mais dados alem do casamento do MANOEL NUNES COELHO e dona VALERIANA onde aparece o nome do THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO.

Existe outro casamento, em 23.11.1800, entre FRANCISCA NUNES FILGUEIRAS e MANOEL GONCALVES FERREIRA, onde ela aparece como filha de E. NUNES FILGUEIRA e dona ANNA MARIA COELHO. O que indica que os FILGUEIRAS e os FERREIRA estavam presentes na mesma vila, portanto, nossa ancestral poderia ja ser GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS e FERREIRA e nao ou.

O que tem sido muito comum naquele arquivo eh encontrar-se os registros de filhos diferentes do mesmo casal e os pais aparecerem com nomes incompletos em uns e nao nos outros. Pode ser que o THOMAS tivesse um segundo nome e captaram somente a primeira letra deste e nao o THOMAS. Assim, dona FRANCISCA seria irma do nosso suposto ancestral MANOEL NUNES COELHO.

Se for, talvez nao sera boa noticia, pois, uma irma dele casando-se em 1800 poderia ser sinal de que o MANOEL seria novo demais para ser pai do ancestral EUZEBIO.

A vantagem eh que estariamos mesmo na pista.

Outro fato animador eh o de que, talvez, iremos ter apenas um trabalho relativamente minimo para esclarecer como estamos ligados aos FILGUEIRAS. Finda essa parte ha apenas outro detalhe. A saber, se existiam duas familias diferentes: os FILGUEIRAS e os FELGUEIRAS.

O que normalmente acontecia era as pessoas chegarem ao Brasil e os escrivaes locais nao estarem familiarizados com as assinaturas portuguesas e as passava para o papel de acordo com a pronuncia, dai muitas vezes modificarem o original.

Exemplos disso sao os nomes Luis e Luisa terem passados a ser escritos com z no Brasil. Muito comum tambem foi o sobrenome Sousa ser transformado em Souza. Salvo engano, quando estudei, os livros falavam em MARTIM AFONSO DE SOUZA, quando na verdade seria SOUSA. Mas esse nao deve ser grande problema e o FILGUEIRAS no Brasil deve ser o mesmo FELGUEIRAS em Portugal.

Se esse for o caso talvez estamos muito proximos de descobrir nossa genealogia remontando a tempos imemoriais. Isso porque talvez tenhamos um parente famoso com o sobrenome. Quem desejar ver para crer, visite o endereco: http://wikivisually.com/lang-pt/wiki/Manuel_Jos%C3%A9_da_Costa_Felgueiras_Gaio/wiki_ph_id_0. Nao se preocupem. A biografia eh curta.

Ai temos a biografia do MANUEL JOSE DA COSTA FELGUEIRAS GAYO. Ele viveu entre 1750 ate 1831. Foi servente dos reis D. MARIA I, D. PEDRO III, D. JOAO VI e D. MIGUEL I. O interessante aqui eh que, muito provavelmente, acompanhou a Corte Portuguesa durante o exilio entre 1808 a 1821 quando ela transferiu-se para o Brasil fugindo das confusoes napoleonicas.

Ha o livro chamado: “1808 …”. Eh uma visao distorcida da Historia mas tem algumas informacoes interessantes. Uma delas eh a de que o bonachao D. JOAO VI adorava as secoes de beija-mao. E durante aqueles varios anos no Brasil ele se submetia a ela, recebendo as gentes de todo o pais, para receber os respeitos e, provavelmente, as bajulacoes.

O livro mencionado acima “esconde” o fato de que muitos proprietarios no futuro Estado de MINAS GERAIS correram a acodir a Cidade do RIO DE JANEIRO, transportando alimentos e outros generos de primeira necessidade logo depois da corte instalar-se la porque nada havia se preparado para a fuga e a chegada inesperada de tanta gente provocou a fome local.

Provavelmente, alguns membros da FAMILIA FELGUEIRAS seriam donos de tropas e devem ter atendido ao pedido de auxilio. O que levou `a reciprocidade do senhor rei. Os favores que eram pedidos tambem eram atendidos.

Alem disso, em torno de 1808 o FELGUEIRAS GAYO deveria estar em sua melhor fase como escritor. A idade o poria com a experiencia, conhecimento e agilidade de pensamento. Como ja deveria estar juntando dados genealogicos certamente ficaria alerta ao ouvir os nomes dos apresentados para o beija-mao e logo puxaria uma conversa para saber donde procederia aquele sobrenome que lhe seria familiar, em ambos os sentidos.

Ai eh que esta. Se os FELGUEIRAS ou FILGUEIRAS foram aparentados relativamente proximos do FELGUEIRAS GAYO ele deve ter dedicado a eles alguma atencao em sua colecao genealogica. Nesse caso, pode ser que a parte pregressa de nossa genealogia ja esteja decifrada por ele.

Note-se que GENOVEVA e THOMAS NUNES FILGUEIRAS foram contemporaneos do FELGUEIRAS GAYO e, muito provavelmente, de idades quase identicas. Mas pode tambem ser que pertenciamos ao ramo pobre da familia. Talvez nao tenhamos sido lembrados em hipotese alguma.

Talvez, pelo menos, o tenha feito ate ancestrais como os pais ou avos de nossos ancestrais GENOVEVA e THOMAS NUNES FILGUEIRAS. Ou seja, precisariamos apenas comprovar essa raiz de nosso nome e localizar os possiveis casamentos que tiveram, pois, os nomes dos pais ou dos avos poderiam ja estar presentes na obra do FELGUEIRAS GAYO.

O que nos faltaria era localizar onde encontrar os volumes para fazer uma pesquisa. O nome da obra eh NOBILIARIO DAS FAMILIAS DE PORTUGAL. Seria impossivel que ele nao tenha tratado da propria assinatura FELGUEIRAS em pelo menos 1 dos 33 volumes.

E pelo que vi na WIKIPEDIA esta mesmo no volume XIV. Ao lado dos FIUZAS de Barcelos. Com os quais tambem deveriamos estar aparentados via a raiz BORGES MONTEIRO, ja que a primeira esposa do ANTONIO BORGES MONTEIRO chamava-se MARIA FIUZA, que foi ancestral da nossa avo MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL.

Devemos, pois, nao aguardar e sim procurar, porque “quem procura acha!”

DUAS NOTICIAS

*  A primeira eh que via google pode-se acessar o livro do FELGUEIRAS GAYO. Depois verificarei isso.

*A segunda eh que encontrei um registro de nascimento nos registros de OURO BRANCO, MG. La temos:

MARIA RODRIGUES (batizanda)

data: 26 jul 1750

pais: ESTEVAO RODRIGUES DE MAGALHAES e ANNA MARIA DA CONCEICAO

Se essa ANNA MARIA foi descendente BARBALHO, entao, a filha podera ser nossa ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Ha que pesquisar-se para ver.

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04. OUTRAS NOTAS GENEALOGICAS

1a. Novidade:

Localizei o endereço: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nobiliário_de_Fam%C3%ADlias_de_Portugal

Nele encontra-se o indice da obra do MANUEL JOSE DA COSTA FELGUEIRAS GAYO. Pelo indice pode-se clicar sobre as setas `a frente dos nomes de cada familia tratada. Isso nos transporta diretamente para o site da BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL.

No portal basta escolher o formato que se queira, PDF ou FLASH ADOBE. Ao clicar sobre a escolha voce ira baixar o livro no qual o nome de familia escolhida se encontra. Assim voce pode baixar e arquivar como quiser.

A novidade eh que não tive nem paciência para estudar completamente o sobrenome FELGUEIRAS. Trata-se de anotações gerais sem chegar a detalhes da dispersão da família no Brasil.

Na verdade ele praticamente se detém `as pessoas que estiveram mais próximas `a alta nobreza. Claro, seria mesmo impossível detalhar muito os séculos de existência de tantas famílias naquela época. Assim, nos restara desenvolver mais o que ja temos para ver se o nosso “galho” se encaixa no tronco descrito pelo gajo (FELGUEIRAS GAIO).

2a. novidade.

Na falta de melhores indicios, ja que pelo nome completo dos nossos ancestrais no tronco RODRIGUES COELHO/COELHO DE MAGALHÃES nada encontrei, verifiquei o nome MARIA RODRIGUES no site FamilySearch.

Encontrei dezenas delas. Mas eh preciso observar que os sobrenomes que aparecem no dados de batismos naquele site nem sempre foram adotados na realidade pela pessoa. Os dados foram copiados por pessoas aqui dos EEUU. Pela tradição, os filhos aqui adotam o ultimo sobrenome vindo do lado paterno.

No Brasil, principalmente antigamente, as coisas não funcionavam assim. E no batismo as crianças recebiam apenas o nome próprio. Assim, nossa MARIA RODRIGUES pode ate nunca ter assinado o sobrenome.

Entre tantas chamou-me a atenção de uma cujos pais foram:

* ESTEVAO RODRIGUES DE MAGALHAES e
* ANNA MARIA DA CONCEICAO.

O batizado se deu na Cidade de OURO BRANCO. Cidade esta que esta muito próxima de OURO PRETO e MARIANA, locais onde se encontram os dados de presença da Família BARBALHO mais antigos que encontrei ate agora.

O batismo se deu em 26 Jul 1750. Data num limite razoável, para a época, para que essa MARIA se tornasse avo, aos 32 anos, do nosso ancestral JOSE COELHO DA ROCHA, filho do JOSE COELHO DE MAGALHÃES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, cuja data de nascimento que temos foi de 1782.

Se assim aconteceu, nao seria grande surpresa, pois, 16 anos era considerada idade mais que suficiente para casamentos durante o século XVIII, XIX e, inclusive, XX. Pelo que se pode verificar na biografia de D. JOAQUINA DO POMPEU: https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquina_de_Pompéu, a situação era bastante diferenciada em relação `a atualidade.

D. JOAQUINA nasceu em 1752. Aos 11 anos ja estava prometida. Mas não gostou da escolha dos pais e preferiu o capitão INACIO DE OLIVEIRA CAMPOS como cara-metade e a decisão dela prevaleceu, indo casar-se em 20.08.1764, aos 12 anos, e eles foram pais de 10 filhos.

Nos registros de OURO BRANCO ha o outro batizado que se deu em 25 Fev. 1752. O nome do batizando no site foi MANOEL MAGALHAES e foi irmão da MARIA.

Um terceiro registro no site nos da conta da existência de outra filha. Tratava-se de ROSA MARIA DA CONCEIÇÃO. Ela casou-se com JOAO MARTINS FERREIRA, natural de CONGONHAS DO CAMPO. ROSA havia nascido em OURO BRANCO também.

A data do casamento foi de 2 Set 1795. E se deu em ITATIAIA, RJ, na Igreja de SAO JOSE. Isso leva a crer que o casal ESTEVAO e ANNA MARIA havia se mudado para la.

Nao se sabe com absoluta certeza se os pais de nossa quintavo: EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA se chamavam mesmo GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Mas, em caso de ser, bastaria que dona ANNA MARIA DA CONCEICAO tenha sido descendente da Familia BARBALHO para que todos os sobrenomes da avo MARIA se justificassem.

Outro detalhe eh que o nome DA CONCEICAO para as mulheres da Família BARBALHO no RIO DE JANEIRO era comum, portanto, essa não eh uma possibilidade totalmente sem mérito.

Mas a unica forma de ter-se certeza eh fazer todas as verificações. Nesse caso, haver-se-ia que localizar-se os registros de casamento dos avos JOSE COELHO DE MAGALHÃES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA em primeiro lugar. Ou, quem sabe os registros vitalícios dos avos GIUSEPPE e MARIA. Alem disso tentar encontrar a origem da ANNA MARIA DA CONCEIÇÃO.

Caso tudo acima esteja dentro da verdade, nos que descendemos da MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL teremos que verificar se por acaso esse ESTEVÃO RODRIGUES DE MAGALHÃES não teria ligação próxima com outro ESTEVÃO RODRIGUES. Este foi avo de ANTONIO BORGES MONTEIRO, que foi bisavô da MARIA MARCOLINA. E nos somamos quase tanto RODRIGUES quanto COELHOS!

Um outro pequeno detalhe nessa discussão eh o de que não se pode afirmar que “a Inez eh morta.” Pode ser que essas informações apenas pareçam mas não sejam exatas.

Nao descrevi no inicio dessa postagem outros membros da Família BARBALHO nas imediações de OURO PRETO e MARIANA. Apontei o casamento entre a THEREZA DE (AGUIAR) DE OLIVEIRA e o JOSE RODRIGUES. Sendo que ela foi filha de JOAO DE AGUIAR BARBALHO e JOANNA DE OLIVEIRA.

THEREZA e JOSE RODRIGUES, foram pais de, pelo menos:

01. LIANDRO JOSE BARBALHO, casou-se em 27.10.1753, com V. BARBALHO. Ela era filha de DIONISIO BARBALHO BEZERRA e nao ha outras informações no site.

02. JANUARIO JOSE BARBALHO, casou-se em 26.01.1758, com DIONISIA COELHO DA SILVA. Os pais da esposa se chamavam ANTONIO COELHO DA SILVA e THEREZA FERNANDES DE ABREU.

Em ambos os registros não se tem o nome completo da mãe dos noivos. Ela aparece como THERESA MARIA DE JESUS e simplesmente THERESA MARIA, respectivamente.

E como o casal THEREZA e JOSE RODRIGUES se casou em 1730, ele podera ter tido uma filha MARIA com os devidos sobrenomes de nossa ancestral e essa poderia ter se tornado mãe também em 1750. Dependeria da data de nascimento.

Existem, no entanto, outros possíveis candidatos a pais ou avos para nossa ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. O que faltaria seria encontrar sobrenomes nas famílias por eles iniciadas que coincidissem com os dela.

Mas entre os candidatos podemos citar a própria “tia” THEODOZIA DE AGUIAR BARBALHO, que se casou com JOSEPH CARNEIRO DA …, em 17.12.1717. Nesse intervalo, pelo andar da carruagem naquela época, THEODOZIA teria tido tempo para tornar-se avo com todas as folgas em 1750.

Existem outros que nao citarei agora. E os casamentos ocorreram na Igreja de NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO, na Cidade de MARIANA.

 

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05. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1827 a 1844

 

Meus queridos, apresento-lhes um presente do Ceu.

Agradecimentos sem limites ao amigo Mauro de Andrade Moura, que selecionou, anotou e enviou-me dados encontrados no “Livro de Batizados de Itabira, 1827 a 1844”. Foi um presentao antecipado de natal. Não tenho palavras para descrever a imensa gratidão.
Vou compartilhar a selecao de alguns, os quais ja podemos afirmar que se encaixam em nossa genealogia ou ha promessa disso.
O Mauro enviou-me uma lista enorme. Contem muitos Coelho. Mas a maioria deles não faço ideia como entrarão na Arvore Genealogica.
A particularidade nesse caso foi que o professor Nelson Coelho de Senna disse que nosso lado Coelho chega de Portugal na pessoa de portugues Manuel Rodrigues Coelho. E ele aparece em documentos remontando ao inicio do Ciclo do Ouro, em 1719, 1730, 1733, 1744 e outros.
O professor de Senna tambem afirmou que a descendencia distribuiu-se por Santa Barbara, Itabira e Conceicao do Mato Dentro. Mas, infelizmente, nao fez o acompanhamento ate chegar a essas cidades.
O professor Nelson disse também que “dele procede o alferes de milicias Jose Coelho de Magalhaes”. Mas nao disse o grau exato de parentesco. Supoe-se que fosse filho.
Do Jose para ca eh que temos uma ideia, pois, casou-se com uma segunda esposa, Eugenia Rodrigues da Rocha, e dela procedemos nos. Apenas em duvida porque ele fora casado com Escolástica de Magalhães e tivera descendencia.
Entao, sera presumivel que o Manuel tenha deixado outros filhos, os quais precisavamos encontrar pelo menos nos inventarios do patriarca para saber quais foram. E do Jose precisariamos saber quais foram os filhos da primeira esposa e as descendencias deles.
Dos filhos do Jose temos algum acompanhamento apenas do Joao, bisavo do professor Nelson, e do Jose Coelho da Rocha, que foi o fundador de Guanhaes e o nosso principal ancestral na Família Coelho.
O fato eh que, a partir do Manuel, deverao existir 3 ou 4 geracoes ate chegar aos dados daqueles batizados em Itabira. Portanto, sem o acompanhamento nao ha como saber se quem aparece na lista faz parte da família.
No caso do Jose serao 2 ou 3 geracoes. Nisso, os sobrenomes poderao ter mudado e a gente nao tem como dizer quem eh quem.
Por esse fato, vou manter da lista apenas as pessoas que posso dizer algo a respeito. Segue:

“Bom dia, Valquirio.

Abaixo a lista com os Coelhos, Nunes e Barbalhos que encontrei no livro mais antigo da paróquia aqui, espero que lhe seja útil.

Ainda há um inventáio de um Barbalho que irei fotografá-lo na próxima semana.

É muita leitura com letra penosa, muito lento e da parte dos meus parentes ando pedido uma contribuição a eles no estudo que todos irão usufruir.

Há de se tomar cuidado com os Coelhos, porque alguns aqui, quando eram alforriados, começaram a usar o sobrenome Coelho;

Boa leitura,

Mauro

REGISTRO MUITO INTERESSANTE

23/03/1828 – pag 40v

Jose, filho de Victorino Jose Barbalho e Maria do Carmo

Por padrinhos Jose Luis Rodrigues de Moura e Maria Joaquina da Siva (Maia)

(os patrinhos sao meus tetravos paternos)

registro abaixo consta padrinhos Humilianna filha do Victorino Jose Barbalho

Obs.: Existe registros de batizados de filhos desse Victorino Jose Barbalho  e Maria do Carmo de Macedo no site Familysearch. Mas ainda nao consegui encaixa-lo na Arvore.

11/11/1829 – pag 64

Francisco filho de Joam Coelho da Matta e Anna Rangel

por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho

Obs.: Esse Manuel Nunes Coelho podera ser nosso ancestral, o pai do Euzebio Nunes Coelho. E Anna Maria deve ser a filha dele. Mas pode tambem ser o Manoel, filho do avo Euzebio com a possivel tia como padrinhos.

No ramo Coelho de Magalhães, tivemos uma tia dessa época que chamou-se Anna Maria Coelho. Ela tinha o apelido de Sinhá Ninha. E ela e o Manuel poderiam ser primos em segundo grau, portanto, não seria estranho estarem fazendo o batizado de algum parente. Mas eram tantos Coelho na mesma area que não creio que a Sinhá Ninha tivesse se deslocado de Guanhaes para um batizado em Itabira. Embora tudo fosse possível!

28/08/1832 – pag. 72
Joaquim filho de Severino Coelho da Silveira e Maria Joanna de Jesus

por padrinhos S.M. Joaquim da Costa Lage e Roza de Alvarenga Andrade

Obs.: Interessante essa conexao. A data esta na faixa esperada do nascimento do nosso terceiravo Joaquim Coelho de Andrade. Os sobrenomes dos padrinhos indicam a proximidade com a Familia Andrade, cujos sobrenomes Alvarenga, Costa, Lage tambem sao frequentes.

Para confirmar mesmo so seria possivel se encontrassemos o registro do casamento do trisavo Joaquim com a trisavo Joaquina Maria Umbelina da Fonseca.

Nao se pode afirmar ai, mas pode ser que fossem os avos sendo padrinhos do neto. Nesse caso, Maria Joanna de Jesus poderia ter fornecido o lado Andrade, apenas nao assinava, como era comum `a epoca as mulheres adotarem nomes totalmente religiosos.

Se for o caso, verificando-se o ano de 1826 dos batizados (o que nao esta incluido nesse resumo) o mesmo casal de pais devera aparecer batizando a filha Joaquina. O obito que encontrei em Virginopolis podera ser de uma irma do trisavo Joaquim. Ela faleceu aos 90 anos, em 1916. E consta Joaquina Coelho de Andrade.

Nao sei dizer quantos filhos o trisavo Joaquim teve. Sei de alguns. A bisavo Ersila Coelho de Andrade nasceu em 1862. Portanto o casamento dos avos Joaquim e Joaquina devera ter se dado entre 1852 e 61. Dindinha Ersila nasceu em 04.03.1862.

Aqui tambem ha que abrir-se um paralelo que existe. Descrevendo no “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, o professor Dermeval afirma que os fundadores de Sao Joao Evangelista foram, por testamento, os portugueses capitao Ildefonso da Rocha Freitas e dona Maria Coelho da Silveira. Eles deixaram numerosa familia de 12 filhos, que foram os Coelho da Rocha.

O professor tambem registrou a presenca de diversos outros membros das duas familias, dizendo que haviam imigrado para o Brasil no final da decada de 1820 ou inicio da de 1830. Eh possivel que o Severino Coelho da Silveira fosse membro de um contingente maior do mesmo grupo de familias e que permaneceu na regiao de Itabira.

Isso talvez justifique o dialogo que tive com a prima Julia Ilce, filha da tia Olga de Magalhaes Barbalho, que eh de uma geracao anterior `a minha, ou seja, ela eh bisneta dos avos Joaquim/Joaquina e eu trineto. Mas o que ela escreveu-me foi isso:

“Valquirio, vou lhe repassar dados que eu tenho aqui oriundos de documentos e anotacoes em caderno de Dindinha. Ersila Coelho de Andrade (Dindinha), era filha de Joaquim Coelho de Andrade e de Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, isto e: era minha bisavo e apos a morte de seu marido, meu bisavo, foi morar no chamado ” quartinho” independente, com entrada e saida para fora da casa de Dindinha, este tal quartinho eram dois quartoes que existiam em casa de tia Tete.
Cunha de Andrade e Ataide de Freitas eram bisavos de mamae pelo lado paterno de Dindinha; os bisavos de mamae , pelo lado materno de Dindinha, eram: Gomes de Alvarenga e Mecia de Andrade Melo. A sequencia prossegue seguindo o ritmo anterior: Fernao Alvarez e Tereza Novais de Andrade; Rui Freire de Andrade e Aldanca de Novaes. Os dois ultimos casais sao portugueses
Quanto a Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, faleceu aproximadamente na data em que lhe falei, pois mamae foi para o Colegio de Diamantina em 1911 e quando ela foi a bisa Maria Umbelina ja havia falecido. Abracos.”
Nesse caso, se o Joaquim do batizado for mesmo o nosso ancestral e ele descender da mesma familia de portugueses que fundou Sao Joao Evangelista, iremos contar com mais essa ramificacao de parentesco com essa cidade.
Os casais portugueses que ela mencionou no segundo paragrafo, na verdade, sao os fundadores daquelas familias e viveram na Idade Media. Eles podem e devem ter sido ancestrais da Dindinha Ersila. Mas nao seriam do tempo que a descricao da Ilce parece indicar.
03/09/1832 – pág. 72
Gracianna filha de Manuel da Silva Fernandes e Maria Gonçalves Nunes

por padrinhos Thome Nunes Figueiras e Anna Maria Coelho p.p. Felizardo Coelho

Obs.: Aqui indica-se a intimidade pelos padrinhos. Temos os registros de que o Manoel Nunes Coelho (nao sabemos se o mesmo pai do avo Euzebio) foi filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Se for o caso, esse Thome também sera nosso parente, nao sabendo como ainda.

07/10/1832 – pág. 73
Maria filha de Manuel Alves Rodis e Anna Joaquina das Chagas

por padrinhos Polycarpo Jozé Barbalho e Lucinda Francisca de Magalhaes

Obs.: Aqui podemos constatar a presenca do quartavo Polycarpo e a filha dele Lucinda. Tia Lucinda foi esposa do Manoel Geraldo Fernandes Madeira. Ela nasceu em 1824 e era gemea do trisavo Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho.

Não tinhamos em nossas anotacoes que ela usava o Francisca tambem. O que confirma ainda mais o carater familiar ja que a esposa do Polycarpo foi a avo Isidora Francisca de Magalhaes

10/03/1833 – pág. 77

Maria filha de Joam de Mello e Emiliana Barbalho

Obs.: Nao faco ideia de quem seja Emiliana Barbalho. Ha a possibilidade de ela ter sido mais uma dos filhos do Polycarpo mas que ainda nao temos o registro. Ela tambem podera ser filha do irmao do Polycarpo, Gervazio Jose Barbalho. Temos que ele casou-se em Itabira, em 1813, mas nao temos a lista de possíveis filhos.

17/03/1838 – pág. 77 v
Margarida filha de Jozé de Malhaes Barbalho e Maria Germana

por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Genoveva Nunes Ferreira

Obs.: De todos talvez seja esse a maior benção. Aqui se consagra a uniao entre a Familia Barbalho e a Nunes Coelho demonstrando que se ligam, talvez, por laços de irmandande entre Thomas Nunes Filgueiras e Genoveva Nunes Ferreira.

Nao tenho de quem Thomas e Genoveva foram filhos. Mas nos registros encontrados no Familysearch acham-se os casamentos entre os membros das Familias Filgueiras e Ferreira. Pode ser que a avo Genoveva tomou o sobrenome paterno e materno e o Thomas somente o paterno.

No registro de batismo do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho ela aparece como avo materna, porem, nao se sabia ao certo se o sobrenome dela era Filgueiras ou Ferreira. Parece que aqui a duvida se dissipa.

Na mensagem o nome esta Joze Malhaes Barbalho. Mas nao deve ser outra pessoa. Antigamente as escrituras ficavam caras demais por causa do valor das tintas. Entao, um dos recursos era o uso das abreviações.

Seguindo em frente, Jose de Magalhaes Barbalho eh nosso quartavo. Ele foi pai tambem de Anna Maria de Magalhaes, conhecida por nos apenas como Sinh’Anna anteriormente.

A avo Sinh’Anna foi a mãe do tio Joaozinho (Joao Batista de Magalhaes). O tio Joaozinho foi marido da Sa Candinha (Candida de Magalhaes Barbalho). Candida foi filha do trisavo Francisco Marcal e mãe da nossa avo Davina Magalhães.

Isso esclarece a duvida de o Jose Vaz Barbalho, que aparece como Juiz de Paz de Sabinopolis em 1875, ser ou nao o nosso ancestral. Ai fica claro que nao.

Resta entao saber quem sera o pai desse Jose Vaz. Talvez ele tambem sera filho do Modesto Jose Barbalho, que foi o pai do sr. Cirino Jose Barbalho, tambem Juiz de Paz em Pecanha no mesmo ano. Jose Vaz Barbalho havia sido nome do pai do Polycarpo. Se o sr. Modesto tiver sido pai do Juiz de Paz de Sabinopolis, fica comprovado que eh do nosso ramo familiar.

Aqui outra duvida. Agora sabemos que o pai Jose tinha Maria Germana como companheira. Falta saber se ela foi mae tambem da avo Sinh’Anna. Se for o caso, poderemos preencher esse espaco vago em nossa genealogia, pois, nao tinhamos conhecimento do nome de nossa ancestral.

O que, pelo nome, independente de preconceito, o nome Maria Germana possibilita ser nome de batismo de afrodescendente. Acontece que a nossa avo Sinh’Anna era mulata. Talvez isso confirme que agora podemos contar com o nome de nossa quartavo e tambem da tia Margarida. De toda forma, as duas entrarão em nossa Arvore.

Outro detalhe aqui, eh que nao ficou claro ai se essa Genoveva Nunes Ferreira seria a mae da nossa ancestral Isidora. Isso porque ha o registro de nascimento (28.01.1812) da filha Genoveva do casal Polycarpo e Isidora Francisca. Ela pode ter adotado o nome completo da avo.

Isso nao seria novidade na familia. O cirurgiao-mor Polycarpo Joseph Barbalho, que era tio do avo Polycarpo, deu nome `a primeira filha de Josepha Pimenta de Souza, que era a mãe dele.

A avo Sinh’Anna devera ter nascido no maximo em 1848. Portanto, pouca coisa fora da abrangencia desses registros. Mas tambem nao deve ter nascido antes de 1845.

Essa suposicao se da pelo que nos contam nossos antepassados. Ela teria ficado gravida em Itabira de um homem casado e membro da sociedade local. O certo eh que foi levada para Guanhaes para ocultar o malfeito. E em 1862 nasceu o tio Joaozinho. Segundo o que nos contavam ela era ainda muito jovem.

Outra parte que nao consta na tradicao eh a possibilidade de sermos “de Andrade” tambem por essa via. Nosso tio Murillo Coelho, que chegou a conhecer a bisavo dele, Sinh’Anna, eh que contava isso e sabia ate o nome do pai do tio Joaozinho. Mas tenho que pesquisar para ver se alguem na familia saberia dizer.

Em Guanhaes a Sinh’Anna casou-se com um homem que chamava-se Domingos. Mas nao era o pai do bisavo Joaozinho.

Importante mesmo seria encontrar o registro de casamento dos quartavos Jose e Maria Germana. Ali deve mencionar a origem racial dela. Geralmente se escrevia se era escrava, liberta ou livre. Se havia sido comprada dava-se inclusive o nome do dono anterior.

Talvez em se descobrindo isso podera facilitar-nos responder a questao se e como somos parentes dos Barbalho da Cidade de Gonzaga. La eles sao afrodescendentes. E eh muito provavel que alguem da descendencia do “pai” Jose continuou se casando com outros afrodescendentes para que a familia herdasse o sobrenome mesmo nao tendo a mesma aparencia de cor da nossa. Fisionamicamente, porem, nao ha grandes diferencas.

Uma evidencia de que seja mesmo essa a origem eh o fato de os Coelho de Andrade descendentes dos avos Joaquim e Joaquina compartilham residencia na mesma regiao que os Barbalho de la. Eh a familia feijao com arroz ou cafe com leite. Nao sei se houve casamentos entre membros das duas familias por la, mas se tiver havido devera ter dado um resultado muito bonito. Virariam canela!!!

29/05/1833 – pag. 79 v

Juvenato filho de Modesto Jozé Barbalho e Rita da Rocha

Obs.: Agora nos falta saber quem foi o pai do sr. Modesto. Temos o nome da esposa, o que nao tinhamos. Ha um Francisco Jose Barbalho que tambem devera ter sido filho dele. O cirurgiao Modesto Jose Barbalho Junior, certamente eh. O sr. Cirino Jose Barbalho tambem eh. Nao se sabe se o Jose Vaz Barbalho que residiu em Guanhaes e Sabinopolis sera.

Ate agora, a possibilidade maior sera ser filho do Polycarpo. O Gervazio tambem poderia ser, pois, casou-se em 1813 com Anna de Freitas da Costa. Nesse caso, o sr. Modesto tera se casado bem novo. Se a Dindinha Ersila foi Freitas, entao, o Gervazio e dona Anna deverao formar duplo parentesco conosco.

Outra possibilidade sera ter sido irmao do Polycarpo, Gervazio e Firmiano, que eram filhos do Jose Vaz Barbalho mais antigo e da quintavo Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

No livro dele, o professor Dermeval descreve a familia da pessoa que ele da o nome de Rita Cirino Barbalho. Foi casada com Sebastiao da Costa Rocha, que era cidadao de Itabira. Eles comecaram a ter filhos em 1884. O descrito esta na pagina 124. Mas Rita nao aparece como herdeira nos inventarios do sr. Cirino la em Pecanha. Portanto, deve ter sido irma do sr. Cirino.

10/06/1834 – pag. 95

Antonio filho de Thome Nunes Figueiras Junior e Anna Pereira Costa

Obs.: falta-nos saber se o Thome eh nosso parente.

22/11/1834 – pag. 99

Modesto Jozé Barbalho e Rita Maria de Jesus

Obs.: so tem os nomes mesmo. Nao indica de quem foi o batizado.

03/12/1835 – pag. 109

Salustiano filho de Honorio da Maia e Anna Coelho

por padrinhos Joaquim Espinola da Silva e Luiza Baptista

Obs. Esses poderiam ter sido pais do avo Joaquim tambem. Desde que um dos pais do Salustiano fosse “de Andrade” tambem. A razao disso eh que o trisavo Joaquim era conhecido como Joaquim Honório.

Poderia ser “filho do Honorio”. Porem, nao teria sido registrado no Livro de Batizados de Itabira. Ate hoje o corrego para o qual ele se mudou, entre Gonzaga e Divinolandia de Minas, tem nome em homenagem indireta a ele, ou seja: Corrego dos Honorios.

19/10/1840 – pag 182 v

Joaquim filho de Veturino Nunes e Leberia Joaquina de Andrade
por padrinhos Cap. Cacemiro Carlos da Cunha Andrade e Joanna Roza de Andrade

(Cassemiro é um tetravô meu, a pessoa que construiu o sobrado do Hotel Itabira)

Obs.: O cap. Cassimiro e outros homens da familia, alem de cada homem da sociedade itabirana da epoca, sao apenas suspeitos de ser meu terceiravo com a Sinh’Anna. Infelizmente nao tenho um nome certo para saber quem.

15/11/1840 – nascido 30/10/1840

Querino filho de Joaquim Jozé Barbalho e Anna Carlota de Jezus

Obs. Talvez o Joaquim sera mais um filho do Polycarpo ou do Gervazio. Ainda nao devera ser do Firmiano porque esse casou-se em 1822 com Izabel Moreira. Eh pouco provavel que ja tivessem tendo filho sendo pai.

28/11/1840 – nascido 360/08/1840 – pag, 183 v

Sebastianna filha de Joaquina Maria Ribeira e Francisco Rodrigues Barbalho

Obs. Ha a possibilidade do Francisco Rodrigues Barbalho ter sido filho de algum dos filhos mais velhos do Polycarpo que casou-se em 1808 com a Isidora Francisca. E pode tambem descender do Jose Antonio Rodrigues Coelho, cuja familia mudou-se de Mariana para Itabira em torno de 1800. Eles foram donos da sesmaria chamada Fazenda Cachoeira. Mas nao sei onde ficava. Os documentos estao no site do Arquivo Publico Mineiro.

08/01/1841 – nascida 31/12/1840 – pag. 186

Maria filha de Jozé Joaquim Coelho e Maria do Carmo
por padrinhos Thome Nunes Figueira e Anna Maria Coelha

Obs.: Somente para constar.

18/05/1841 – pag. 196

Francisca filha de Antonio Maxado e Maria Coelho
por padrinhos João Baptista Drumond e Maria do Carmo de Freitas

Obs.: Apenas registrando a presenca do Freitas ligado aos Drumond.

14/08/1841 – pag. 204

Justina filha de Candido Jos[e Barbalho e Maria de Jeus

Obs.: Precisava do registro de casamento dos pais para saber se e como o Candido se liga `a nossa Arvore.

03/10/1841 – pag. 209
João filho de Martiniano da Costa Torres e Maria Carolina
por padrinhos João Camillo d’Oliveira e Rita da Rocha BarbalhoObs. Aparece dona Rita, esposa do sr. Modesto.
28/08/1842 – pag. 242 v

Emilia filha de Sincero José Barbalho e Jesuina Maria de Andrade

Obs.: Casamento de Barbalho com Andrade. Mas ha que verificar-se o casamento dos pais para saber como se encaixam na Arvore.

04/12/1842 – pag. 249
Joaquim  filho de Luis José Coelho e Joanquina Rosa de Jesus
por padrinhos Joaquim Coelho Pereira e Joanna Rosa de JesusObs.: Acho que daqui para frente seria dificil o avo Joaquim ter nascido e ter sido pai da Dindinha em 1862. Mas seria possivel. Caso dona Joaquina Rosa fosse da Familia Andrade ai tornar-se-ia um pouco mais possivel esse batizando ser ele.
17/04/1843 – pag. 261 v

Maria filha de Joauim Barbalho e Anna Carlota

Obs.: Outro que se precisa verificar o casamento dos pais.

10/6/1843 – pag. 265

Joaquina filha de José Gonaçlves Coelho e Joaquina Fernandes

Obs.: Poderia ser a avo Joaquina Umbelina, desde que dona Joaquina Fernandes tivesse alguma ligacao com a Familia Fonseca que eh como ela assinava. Mas nao creio.

24/06/1843 – pag. 266 v
João filho de João Soares do Amaral e Barbara Nunes Coelho
por padrinhos José Joaquim Coelho por procuração representou Clemente Gonçalves dos Santos e Joanna Florença das FloresObs.: Tambem verificar o registro de casamento dos pais, pois, Barbara devera encaixar-se na familia
01/09/1844 – pag. 297

Julio filho de Agostinho Nunes Coelho e Thereza E. Madeira

Obs.: Agostinho Nunes Coelho era filho de Manoel Nunes Coelho e Valeriana Rosa Goncalves. Os pais dele se casaram em 17.08.1804. Agostinho nasceu em 11.01.1808, e foi batizado em 18.01.1808.

O que nao sei aqui eh se o mesmo Manoel Nunes Coelho, que era filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho, foi anteriormente pai do nosso ancestral Eusebio Nunes Coelho. O nome do pai do avo Eusebio era Manoel Nunes Coelho. Falta saber se eh um so. Nesse caso, o Manoel pai do Agostinho teve filhos em Itabira, com dona Valeriana, ate 1819.

Outro Manoel ou o proprio teve mais duas filhas: Maria (1830) e Manoela (1933). A esposa desse foi Prudencia Candida de Jesus. Ha que encontrar-se pelo menos os inventarios do Manoel Nunes Coelho que devera ter falecido nao muito distante dessas datas para verificar as informacoes que nos faltam.

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06. “POST SCRIPTUM”

Logo apos fazer a revisao, por alto, dos dados que o Mauro gentilmente enviou-me puxei um pouco pela memoria e consultei a internet. Em primeiro lugar, ali se informa que, na evolucao administrativa, Itabira foi elevada a Distrito de San’Anna a 25.01.1827. Ai se explica o porque dos livros de la iniciarem nesse ano. O Distrito estava subordinado a Caete. Em 1833 foi elevada a Vila e em 1848 `a Cidade de Itabira.

Antes disso sabemos que houve a influencia da Cidade de Santa Barbara, que era a ligacao entre a parte sulista mais povoada e civilizada com o norte vazio e desconhecido ainda. Ao norte existiam os pontos de civilizacao centrados nalgumas freguesias da Villa do Principe, atual Serro. Entao existiam outras freguesias mas destacavam apenas Serro, Diamantina, Conceicao do Mato Dentro e Itabira.

As outras freguesias ja existentes ou no inicio de sua evolucao eram dependentes dessas, particularmente do Serro que era a capital regional.

Mas dentro da evolucao da Familia Barbalho, havia-me esquecido de verificar minhas anotacoes mais antigas.

Esquecia-me onde tinha anotado os dados com o sr. Victoriano Jose Barbalho e esposa Maria do Carmo de Macedo. Em minhas anotacoes eles aparecem nos dados de Santo Antonio de Santa Barbara. E la existem registros de duas outras filhas:

a. Maria, nascida a 31.12.1818
b. Anna, nascida a 10.08.1823

Entao, elas foram irmas do Jose, registrado em Itabira. Pelas datas de nascimentos das duas irmas ja se pode afirmar que o Victoriano nao sera filho do nosso quartavo Polycarpo. Mas podera ser um irmao dele.

Alguns dos Barbalho presentes na lista acima poderao nao seguir a linhagem de nossos quintavos Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Assim como os Rodrigues Coelho sairam da regiao central e administrativa, em torno de Ouro Preto e Mariana, partindo para o Norte, o mesmo deve ter acontecido com os Barbalho que viveram no inicio do Ciclo do Ouro, na mesma area central.

Mas os de mais ao Sul eram do mesmo tronco familiar. Registra-se no site Familysearch, por exemplo, o casamento entre Theodozia de Aguiar Barbalho com Joseph Carneiro da …, em Mariana, a 17.12.1717. Mas nao temos nenhum seguimento alem desta anotacao.

Outro casamento se deu em Mariana a 24.06.1730. Foi de Thereza de (Aguiar) de Oliveira e Jose Rodrigues. Ela foi filha de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira. Acredito que Theodozia, Joao e Manoel Vaz Barbalho fossem irmaos, pois, a Theodozia e o Manoel foram filhos de Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Isso esta no registro de casamento da Theodozia e o professor Dermeval anotou os mesmos nomes de pais para o Manoel Vaz.

Ele casou-se com Josepha Pimenta de Souza e julgo que tenham sido os pais do Jose Vaz Barbalho, o pai do Polycarpo, Gervazio e Firmiano.

Mas a Thereza com o Jose Rodrigues foram pais de:

a. Liandro Jose Barbalho c.c. V. Barbalho, filha de Dionisio Barbalho Bezerra, em Mariana, a 27.10.1753
b. Januario Jose Barbalho c.c. Dionisia Coelho da Silva, tambem em Mariana, a 26.01.1758.

Eh possivel que o Francisco Rodrigues Barbalho, citado no batizado de Sebastianna, 1840, tenha origem nesse ramo da familia e nao nos do Serro que descendiam do Manoel Vaz Barbalho.

Quando eliminei da lista acima a maioria dos registros deixou de transparecer a intensa presenca dos Coelho em Itabira. Embora o sobrenome Rodrigues Coelho nao estivesse presente, o Mauro informou-me que a antiga Fazenda da Cachoeira ficava na saida de Itabira para Santa Maria de Itabira. A sesmaria da Fazenda Cachoeira pertenceu `a familia do Jose Antonio Rodrigues Coelho.

Ele era filho de Antonio Rodrigues Coelho que verifiquei os Inventarios em Ouro Preto. O mesmo em relacao aos do Jose Antonio. O pai faleceu no final do seculo XVIII e o filho no inicio do XIX. Portanto, poderao ser ancestrais do nosso terceiravo Joaquim Coelho de Andrade. No caso, o Jose Antonio poderia ser avo dele.

Outro registro interessante no familysearch eh a presença do casal Ignacio Barbalho e Ignez de Campos da Silva. La tem que foram pais de 3 filhos:
a. Antonio (1737)
b. Manoel (1739) e
c. Jose (1743)
Eles poderão ser a origem de alguns dos Barbalho em Itabira. O que quaisquer um dos casais ja mencionados, de períodos mais antigo, poderão ser. Somente um estudo da descendência dos mais antigos eh que poderá confirmar. Mas são algumas gerações entre estes e os registrados na terra do Carlos Drummond.
Interessante aqui eh a possibilidade de meu ramo familiar ter duas oportunidades de ser mais Barbalho.
Numa delas temos uma Anna Maria de Jesus que foi esposa de Jose Barbosa Fruao. Eles foram pais de Francisca Angelica da Encarnação. Ela foi a esposa do nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral.
Essa Anna Maria deve ter nascido entre os anos de 1730 a 1750, pois, em 1781 ja estava sendo avo. E era natural de Congonhas do Campo. Mas não sabemos quem foram os pais dela.
Ja o filho do Miguel, Malaquias Pereira do Amaral, também nosso ancestral, casou-se com outra Anna Maria de Jesus. Essa era filha de Antonio Coelho de Almeida e de mais uma Anna Maria de Jesus.
Nesse caso, também nada temos a respeito da Anna Maria mãe alem de que nasceu em Congonhas do Campo. Não seria muito difícil ate mesmo que ambas Anna Marias iniciais tivessem origem Barbalho.
Uma terceira probabilidade foi a que encontrei ha poucos dias. Segundo o professor Nelson de Senna, o tronco da Família Coelho de Magalhães iniciar-se-ia com o português Jose Coelho de Magalhães que casou-se com Eugenia Rodrigues da Rocha. Porem, segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, a Eugenia foi filha de Giuseppe Nicatisi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
Buscando no Familysearch encontrei um registro de nascimento em Ouro Branco, que era da menina Maria. Ela foi batizada em 26.06.1750. E era filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição.
Por dedução, a Maria poderia ter adotado o nome de Maria Rodrigues de Magalhães, por parte do pai, e faltaria apenas comprovar que a mãe Anna Maria da Conceição procedesse da Família Barbalho. Como ela foi mãe em 1750, devera ter nascido de 1735 para trás.
Aqui temos um fato que pode ser inusitado para os dias atuais mas comum `a época. Segundo o professor Dermeval, Josepha Pimenta de Souza nasceu por volta de 1717. Ela casou-se em 1732 com o Manoel Vaz Barbalho. E foram pais do cirurgião mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho, em 1735, segundo os documentos dele.
Então, ha um pequeno espaço entre 1732 e 1735 para que possam ter sido pais também da Anna Maria da Conceição. Se o foram, complica-se nossa genética. Se ela for mesmo Barbalho e a Maria filha for a nossa ancestral, melhor que tenha descendido de outros ramos mais diversificados, geneticamente falando, pelo bem da nossa saúde!

O mais inusitado esta no fato de que Josepha podera ter nascido em 1717, pode ter gerado a Anna Maria em 1733, que teria gerado a Maria em 1750, que teria sido a mae da Eugenia Rodrigues da Rocha, por volta de 1766, que foi a mae do Jose Coelho de Magalhaes (Coelho da Rocha) Filho em 1782. Seriam 5 geracoes dentro de um mesmo seculo, com a possibilidade de mais duas. Nossos ancestrais teriam sido feras!!!

Nesse caso, ficam ai as diversas possibilidades de sermos mais Barbalho. O problema eh que não seria bom para a nossa saúde genética. A vantagem eh que ja existiam milhares de outras famílias em Minas Gerais, portanto, eh possível que pelo menos 2 daquelas Anna Marias não sejam Barbalho.
Contra esse argumento ha uma lógica. A de que os nobres andavam em bandos, segundo o professor da UFRJ, Joao Fragoso. Isso quer dizer que não eh sem explicação que encontramos os Barbalho em Itabira misturados aos Coelho, da Costa, Freitas, Andrade e outros. Os mesmos sobrenomes aparecem em alianças procedentes do século XVII no Rio de Janeiro.
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07.  RETORNO

11/11/1829 – pag 64
Francisco filho de Joam Coelho da Matta e Anna Rangel
por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho

03/09/1832 – pág. 72
Gracianna filha de Manuel da Silva Fernandes e Maria Gonçalves Nunes
por padrinhos Thome Nunes Figueiras e Anna Maria Coelho p.p. Felizardo Coelho

08/01/1841 – nascida 31/12/1840 – pag. 186
Maria filha de Jozé Joaquim Coelho e Maria do Carmo
por padrinhos Thome Nunes Figueira e Anna Maria Coelha

10/05/1842 – nascida 16/04/1842 – pag. 234 v
Anna filha de Manoel Coelho Vieira e Marianna Josefa da Conceição
por padrinhos Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

20/02/1842 – pag. 252
Joaquim filho de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

19/11/1843 – pag. 278 v
Marianna filha de Domingos Luiz Alves e Catharina Coelho Vieira
por padrinhos Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

Apenas reconsiderando esses 6 apontamentos. Antes eu pensei na possibilidade de Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho serem pai e filha. Mas nos registros do familysearch aparece que Manuel foi pai de duas filhas: Anna e Maria e nao Anna Maria.

Também havia levantado a possibilidade de essa Anna Maria ter sido a minha tia-terceiravo mas achei que fosse pouco provável porque ela residia em Guanhaes. Mas o batizado de Graciana indica que ela não residia em Itabira ja que, o provável, so passaria uma procuração se acaso morasse longe e não pudesse comparecer.

No livro do professor Nelson Coelho de Senna ele deixou escrito que os filhos dos quintavos Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues da Rocha foram: Jose (meu quartavo), Joao, Antonio Rodrigues Coelho (solt.), Felix Coelho da Trindade e Clara Maria de Jesus.

Também afirmou que 4 foram casados e afirma que tinhamos parentalha em Sant’Anna dos Ferros. As famílias do Jose e do Joao foram para Guanhaes, Virginópolis e Diamantina, no principio. Não temos apontamentos das outras duas, mas sera bem possível que fosse a elas que o professor Nelson referiu-se que foram para Ferros.

Os apontamentos dos batizados trazem Maria Clara e não Clara Maria, o que pode ser um indicativo de que não sejam a mesma pessoa. Mas muita coisa que o professor Nelson escreveu foi tirado da memória e o engano poderá ter sido dele.

Segundo ele também, o casamento entre Jose e Eugenia se deu em 1799. Embora ele registre o nascimento do Joao em 1785 e sabemos que o Jose nasceu em 1782. Não sei dizer porque da discrepância. Mas eh possível que a Clara Maria de Jesus tenha nascido entre 1800 e 1806, quando o pai faleceu.

Sendo assim, seria possível que ela pudesse ainda ter o filho Joaquim, em 1842. Infelizmente o professor não mencionou o nome do marido para que tivéssemos certeza agora.

Mas as relações familiares ai se dariam pelo fato de o Manuel Nunes Coelho ter sido filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Muito dificilmente a Anna Coelho seria filha do Jose Coelho de Magalhães com a primeira esposa dele, dona Escolástica de Magalhães. Mas não seria impossível, porem, não sabemos as idades corretas deles para saber com certeza.

Penso ser mais provavel que Anna Coelho fosse irma do Jose Coelho de Magalhães, se ambos foram filhos do Manuel Rodrigues Coelho.

Nesse caso, Manuel Nunes Coelho seria sobrinho do Jose Coelho de Magalhães, pai da Clara Maria ou Maria Clara e do Jose Filho. O Jose Filho foi pai da Anna Maria Coelho.

Ela deve ter nascido na Fazenda da Lapinha, que era em Conceição do Mato Dentro, mas agora fica em Santana do Riacho, em 1819. E em 1822 os pais levaram a familia para o recém-criado Arraial de Sao Miguel e Almas de Guanhaes, atual Guanhaes.

Essa tia Anna Maria (Nha Ninha) acabou ficando solteira. Mas quando ainda jovem deve ter sondado os caminhos entre Guanhaes e Itabira para ver se encontrava alguma cara metade dentro da parentalha. Seria o cumprimento de uma obrigação `a época.

Segundo ainda o professor Nelson, havia um verdadeiro Arraial dos Coelho em torno da Fazenda Axupe, entre Morro do Pilar e Conceição do Mato Dentro, onde os quintavos Jose e Eugenia tiveram seus filhos. E de la os filhos e primos cujas origens o professor não mencionou se espalharam pela região.

Tenho informações passadas pelo parente Moacyr Nunes Barroso que os Nunes Coelho, descendentes do ancestral Euzebio, filho do Manoel Nunes Coelho mas não com a esposa Valeriana, ocupavam as terras entre Guanhaes, Sabinopolis e Senhora do Porto.

Isso eh corroborado no documento de emancipação de Guanhaes onde informa que a divisa entre Guanhaes e Sabinopolis se daria `a altura das Fazendas de Bento e Clemente Nunes Coelho.

A Sesmaria da Fazenda Cachoeira pertencia `a familia do Jose Antonio Rodrigues Coelho que, mais certamente, sera sobrinho do Jose Coelho de Magalhães. Eh possível que Maria Clara de Jesus e o marido Thome Coelho Vieira ja fossem primos e deverão ter residido em Ferros.

Ate na atualidade existem muitas fazendas entre Guanhaes, passando pelo Distrito de Farias, Dores de Guanhaes e Ferros que pertencem `a descendencia dos Coelho. Também entre os Farias e Virginópolis as terras permanecem ou pertenceram aos Coelho.

Na verdade, as familias daquele tempo, que viviam do comercio, procuravam estabelecer-se em propriedades com um intervalo máximo de 30 Km entre uma e outra. Isso era o dia de viagem das tropas. Assim, os tropeiros teriam onde arranchar todo o tempo da viagem.

O ancestral Manuel Rodrigues Coelho teve posses no Distrito de Santa Rita Durão e a familia, segundo o professor de Senna, espalhou-se por Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro. Isso indica que deve ter se distribuido no caminho entre o Norte e a capital Ouro Preto.

A seguir os mesmos Coelho continuam a expansão via Guanhaes e Virginópolis, passando por Açucena e depois Divinolandia de Minas e Sardoa para atingir Governador Valadares. Na verdade, esse não era o destino final, o qual seria Vitoria no Espirito Santo.

Foi devido `a construção da ferrovia EFVMG e depois com a passagem da Rio-Bahia em Governador Valadares que as tropas perderam a forca. Os Coelho ajudaram muito a fabricar a explosão demográfica que se deu em Valadares a partir de 1940 ate 1970.

Em 40 la tinha apenas 5.000 habitantes. Em 60 ja eram 70.000. Nos 70 a população triplicou. Mas nos 80, a falta de industrialização e o surgimento dela na area de Ipatinga, alem da recessão no Brasil, transformou Valadares no maior exportador de imigrantes do pais, que partiram em todas as direções do compasso.

Os Andrade fizeram caminho semelhante. E devem ter alternado propriedades com os Coelho no mesmo caminho. O mais provável eh que, por terem sido vizinhos de propriedades, tenhamos diversos casamentos entre a descendência do Cel. Lage e do Manuel Rodrigues Coelho no período da expansão e dos quais não sabemos porque não temos um acompanhamento completo das descendências dos dois.

Algo outro que tenho relutado para admitir eh a possibilidade de que seja possível que o senhor Thomé Nunes Figueiras e dona Anna Maria Coelho serão os pais do Manuel Nunes Coelho.

No registro do Familysearch os nomes estao: Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Mas ha a possibilidade de que quem passou os dados para o site ter se enganado e trocado o Thome pelo Thomas. E Anna Coelho pode ter sido uma abreviatura do nome completo por causa do custo do registro.

Infelizmente nao temos as idades dos personagens para comprovar isso. Mas se o Thomé ou Thomas nasceu em torno de 1750 e a Anna em torno de 1755 eles poderiam ter sido pais do Manuel por volta de 1770.

Por sua vez o Manuel poderia ter tido algum caso com alguma escrava do qual tera nascido o nosso ancestral Euzebio, entre 1785 e 1778. Isso poderia explicar a cor escura da descendência do avo Euzebio, embora, a outra parte dos Nunes Coelho fosse loira.

Em 1832, quando batizaram a Gracianna, o Thome poderia estar com 82 anos e a Anna Maria com 77. A saúde na idade avançada para a época poderia explicar a ausência da madrinha ou dos padrinhos ao batizado, mesmo que morassem em Itabira mesmo. O mais certo eh que morariam em alguma fazenda, talvez, distante, ou em freguesia diferente.

Poderia ser ate que residissem na Fazenda Folheta, que eh onde o professor Dermeval localiza o inicio da familia Nunes Coelho. A fazenda ficava na atual Dom Joaquim, que se chamava Sao Domingos do Rio de Peixes e era freguesia do Serro e subjurisdicao de Conceição. E o nome Folheta foi em função de terem encontrado ouro em forma de folheado.

Por essa ocasião também, a descendência do ancestral Euzebio mudou-se para a Fazenda do Grama em Guanhaes, `as margens do Ribeirão Graipu. Ali também encontraram ouro. Isso significa que havia uma tradição de mineradores, o que justificaria a riqueza e os casamentos prematuros, mesmo dos homens, na família.

Posteriormente, o capitão Francisco Nunes Coelho inclusive passou a minerar ferro em sua fazenda e tinha uma fabrica (forja) de instrumentos agrícolas.

Se acaso o Thome for o mesmo Thomas, isso nos leva `a conclusão de que por volta de 1832 ja estavam presenciando o inicio da geração de trinetos dele. Ele estaria casado por volta de 60 anos. Seria uma raridade de acontecimento.

E os trinetos seriam os Antonio, Prudêncio e nossa terceiravo Maria Honoria Nunes Coelho. Eles foram filhos do Clemente, filho do Euzebio. Mas talvez esteja aqui a origem da cor escuro da parte da nossa família, pois, sabe-se que a Maria Honoria foi confundida como escrava e houve um Clemente escuro `a mesma época, que poderia ser um filho ou o próprio Clemente, filho do Euzebio.

E o Euzebio deve ter se casado por volta de 1805, quando estaria por volta de 20 anos. `A mesma época em que o pai Manuel Nunes Coelho casou-se, em 1804, com dona Valeriana Rosa Gonçalves.

Mas se o Thome e Anna Maria nao forem os mesmos Thomas e Anna, pelo menos um dos dois ou os dois poderão ter sido filhos desse ultimo casal e sido irmãos do Manuel. Nesse caso, não seria necessário que Anna Maria fosse nossa tia terceiravo. Poderia ser prima dela.

Algo interessante que encontrei no Google Livros a respeito do Thomé Nunes Figueiras eh que no volume 1 da Revista do Arquivo Publico Mineiro (APM) ha essa nota:

“Como procurador do Capitão Thome Nunes Figueiras com queixa atestada, o Padre Joze Antonio de Araujo.”

No site do APM nada consta a esse respeito. Portanto não tenho datas nem locais em que se deu o fato. Mas o provável eh que os personagens sejam a mesma pessoa. Ai fica informado que o Thomé usava a patente de capitão.

Outro indicio importante de que fizesse parte da nossa família foi ter sido representado pelo padre Jose Antonio de Araújo.

Pode ser coincidencia porque o sobrenome Araujo era muito difundido no Brasil. Mas o professor Nelson Coelho de Senna nos informa no livro: “Algumas Notas Genealógicas”, que o bisavo dele, Joao Coelho de Magalhães:

“estudara no Seminario de Mariana, tendo depois abandonado os estudos eclesiásticos, por falta de vocação para padre e se casando bem moco ainda, antes de 20 anos, em 1804, com sua prima carnal Dona Bebiana Lourença de Araújo (são eles os meus bisavós pelo lado materno).” Bisavós do professor. Nos descendemos do Jose, irmão do Joao.

Eh muito provável que o padre Araújo fosse parte do grupo de sobrenomes que faziam parte da mesma Família, da qual participariam os Nunes Figueiras (ou Filgueiras), Barbalho, Costa, Coelho e outros.

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08. LIVRO DE BATISMOS DE ITABIRA – 1845 a 1852

“Então, ó Barbalho, lendo muito registo?

Vai mais e ainda falta três livros:
e o Thome Coelho Ferreira é mesmo filho de Manoel Coelho, confira o anexo.”

PS. Conferi o anexo. O Thomé Coelho Ferreira talvez seja filho do Manoel Coelho, porem, não se trata o Manuel Rodrigues Coelho nosso suposto ancestral.

Acredito que o Thomé Coelho Vieira talvez entrara na família por ter se casado com a Clara Maria de Jesus e ela penso que se encaixara na Arvore.

Para falar a verdade, ha chances de diversos dos Coelho na lista entrarem na familia, seja por ser da mesma procedência ou via casamento. O que falta eh decifrar antes o núcleo, ou raiz da Arvore, quando os Coelho invadiram Minas Gerais por causa do inicio do Ciclo do Ouro.

25/01/1845 – pág. 1 – nasceu 02/01/1845
Silvina filha de Modesto José Barbalho e Rita Maria da Rocha

PS. Vou tentar reunir os familiares num mesmo nicho para facilitar o entendimento. Nos falta saber quem foram os pais do senhor Modesto.

11/04/1848 – pág. 106 – nasceu 24/02/1848
Pedro filho de Mudesto José Barbalho e Rita Pessoa
padrinhos Joaquim Cassemiro Lage e Delfina Rosa

PS. Mudei para aqui esse outro registro. O Pessoa no nome de dona Rita deve ter sido alguma barbeiragem do escrivão. Talvez ela pertença `a Família Pessoa mas não tenho registro de ancestrais dela.

Temos membros da Familia Lage em nossos registros. Acredito que os senhores Joaquim e Delfina Rosa poderiam ter sido pais ou avos de dona Antonia Nunes Lage, que foi a esposa de um dos Pedro Nunes Coelho na família.

19/12/1851 – pág. 2258 – nasceu 05/09/1851
Donata filha de Modesto José Barbalho e Rita Maria da Roxa
padrinho Cyrino José Barbalho

PS. Juntei mais esse extrato ao time do sr. “Mudesto”. Aqui se observa que o padrinho era o irmão da batizanda. O senhor Cyrino deixou a descendencia dele em Pecanha, onde foi o Juiz de Paz, em 1875.

Outro detalhe eh a possibilidade de o Rocha (Roxa) de dona Rita Maria nos dar grau duplo de parentesco com a descendencia dela e do senhor Modesto. Isso porque o nosso lado Coelho, ate onde ja sabemos, começaria com Giuseppe Nicatisi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.

Como a frequência de casamentos entre pessoas ja aparentadas era muito alto, pode ser que dona Rita fosse descendente do casal Giuseppe e Maria Rodrigues. Nos so temos anotado uma única filha que foi a nossa quintavo Eugenia Rodrigues da Rocha mas poderiam ser diversos outros. Ela foi a esposa do Jose Coelho de Magalhães, o alferes e patriarca dos Coelho de Magalhães em nossa região.

E eles viveram na mesma area, pois, a quintavo viveu em Morro do Pilar ou, talvez, em Conceição do Mato Dentro, mas quando faleceu foi enterrada em Sao Gonçalo do Rio Abaixo.

Infelizmente temos muito poucos dados das famílias nessa época, portanto, não da para afirmar nada. Pode ser que os Rochas venham de fontes diferentes. Apenas coincidiu de encontrar-se em uma mesma região no Brasil.

21/11/1852 – pág. 275
Felisberto filho de Policarpo José Barbalho e Anna Catharina das Mercês

PS. Esse era um dos últimos da lista e resolvi transcreve-lo aqui para ficar junto com outros membros da família.

Foi a maior supresa ate agora. O pai, Policarpo, poderia tanto ser o nosso quartavo quanto um filho, um neto ou um sobrinho dele. Não sei dizer porque nunca tivemos noticias de nenhuma possível segunda esposa do avo Policarpo.

Ele ja era viuvo desde antes de 1838 porque isso consta da matricula no seminário do filho, padre Emigdio de Magalhães Barbalho. Nesse ano Emigdio era órfão de mãe. Portanto, o Policarpo não tinha impedimento.

A questão eh que o Policarpo casou-se com a quartavo Isidora Francisca de Magalhães em 1808. Por isso calculo que o Policarpo nasceu entre 1780 e 1790. Ou seja, em 1852 estaria entre 62 e 72 anos de idade.

Ele poderia ter tido o filho, naturalmente! Mas ficaria um pouco difícil de conciliar o fato com o que fala as nossas tradições que: depois de mais velho o Policarpo retornou ao seminário, que havia abandonado para casar-se, para ordenar-se e foi pároco ate falecer, no Inficcionado, atual Santa Rita Durão, local que foi o do seu nascimento, também segundo os documentos apresentados na matricula do padre Emigdio.

Não encontrei matricula do Policarpo nem no seminário em Mariana nem no Caraca que eram seminários os mais antigos. Por isso suponho que teria estudado em Diamantina, que iniciou em 1854.

O que ficaria difícil conciliar seria ele ter angariado a responsabilidade da paternidade ao mesmo tempo que começaria a estudar para ordenar-se. Se criasse a criança antes de retornar aos estudos, possivelmente não teria tempo de concluir, devido `a idade avançada.

Ainda assim a possibilidade eh razoável, caso não fosse casado com a mãe do filho, ou tivesse ficado viuvo uma segunda vez, de ele ter deixado a tarefa de criar o filho para um dos muitos filhos mais velhos que teve.

Por aquela época, havia uma firma de varejo com o nome SIMOES & BARBALHO, na Cidade de Diamantina. Penso que ou foi dele próprio ou de algum parente proximo. O que justificaria retornar aos estudos no seminário recém criado, pois, tinha uma grande parentela no local, o que serviria de apoio a uma pessoa de mais idade.

05/04/1845 – pág. 4
José filho de Manoel Lino Coelho e Anna Prisca
padrinhos Francisco José Barbalho e L. Francisca

PS. Esse L. deve significar Lucinda e o nome que falta eh o Barbalho. Foi nossa tia. Ja o Francisco poderá também ter sido filho do Modesto Jose Barbalho e devera ser cunhado da tia Lucinda. Mais em baixo existe um registro que indica a condição de cunhado.

15/07/1845 – pág. 10
Marianno filho de José Maxado e Anna Barbalho

PS. Anna Barbalho eh candidata a ser filha do Policarpo Jose Barbalho, nosso quartavo. A mae do Policarpo chamava-se Anna Joaquina Maria de Sao Jose. E ele deu nomes dos pais dele e da sogra aos filhos.

Temos os registros das filhas Maria e Genoveva (nome sogra e avo dos filhos) no site FamilySearch. Ha o Jose (nome do pai e avo) que conhecemos de tradição. E aparece Joaquina de Magalhães Barbalho (sobrenome característico da família) num batizado mais abaixo.

24/06/1849 – pág. 135 – nasceu 02/06/1849
Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhães Barbalho
padrinhos Francisco José Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

PS. Mudei para aqui esse outro registro. Eh possível que a Quintina Francisca sera filha do quartavo Policarpo Jose Barbalho. O mesmo se dará com a Joaquina.

08/09/1851 – pág. 229 – nasceu 20/07/1851
Rita filha de Germano do Carmo e Joaquina Barbalho
padrinhos José Maxado Ribeiro e Anna Joaquina Barbalho

PS. Mudei mais esse extrato de lugar. Observe-se que acima e abaixo o sobrenome do pai eh diferente. Deve ser, porem, a mesma pessoa. O problema eh que `as vezes os párocos faziam os batizados em freguesias diferentes e depois eh que iam fazer os apontamentos. E algumas vezes confundiam os nomes das pessoas.

13/04/1845 – pág. 5v
Maria filha de Candido José Barbalho e Maria Antonia
padrinhos João Martins da Costa e Anna Roiz Malta

PS. O pai Candido tem os nomes Jose Barbalho que caracterizou a familia durante os séculos XVIII e XIX. Mas não sei dizer de quem foi filho para encaixa-lo na Arvore.

12/09/1846 – pág. 38v – nasceu 03/8/1846
Maria filha de Germano Hermenegildo Pereira e Joaquina Barbalho

PS. Deviam haver 2 Joaquinas Barbalho `a mesma época. E essa poderia ser filha tanto do Gervasio quanto do Firmiano que foram irmãos do Policarpo Jose Barbalho.

Interessante eh que, por dados aqui e em outros lugares, o nome Germano (a) era muito comum em Itabira `a época. Inclusive entre os Fernandes Madeira, família na qual se casaram a tia Lucinda Francisca Barbalho e o, talvez, tio Agostinho Nunes Coelho.

Talvez a Maria Germana, esposa do Jose de Magalhães Barbalho foi deles.

21/09/1846 – pág. 39 – nasceu 10/08/1846
Emilia filha de Basilio Coelho de Carvalho e Jacintha Esmeria de Jesus
padrinhos José João de Freitas Drumond e Thereza Miquelina da Silveira

P.S. Tenho a impressão que ja ouvi falar algo a respeito do casal de padrinhos. Ha um primo nosso, Athos Nunes Coelho, casado em Itabira. A esposa chama-se Maria Ines Pires, mas tem ancestrais Drummond. Talvez sejam ancestrais dela.

08/05/1846 – pág. 50
Marianna filha de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus
padrinhos José Coelho Vieira e Anna Joaquina da Conceição

PS. Os pais sao suspeitos de ser nossos tios-quartavos.

12/08/1850 – pág. 183 v
Emilia filha de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

PS. Idem. Porem, se fosse nossa tia ela ja estaria com mais de 40 anos. Isso eh o que poe em duvida que seja.

26/05/1852 – pág. 253
João filho de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus
padrinhos Antonio Affonso de Souza Guerra e Carolina Constança de Figueiredo

PS. Mais esse. Eh possível que essa Maria Clara de Jesus fosse filha de nossa tia Clara Maria de Jesus e não a própria. Isso porque o Jose Coelho de Magalhães, pai da nossa tia, faleceu em 1806. Isso faz com que ela tenha nascido no máximo em 1807.

Em 1852 estaria no mínimo com 46 anos, o que seria muito difícil estar ainda tendo filhos.

A familia Guerra, do padrinho, tem marca em nossa família também. Em 1924 nasceram dona Hercilia Guerra em Itabira e nosso primo Fabio Rodrigues Coelho em Virginópolis. Quando chegou o tempo eles se casaram e deixaram descendência.
09/08/1846 – pág. 50v
Joaquina filha de Manoel Coelho Vieira e Marianna Josefa da Conceição

PS. O pai muito provavelmente sera irmão do Thomé.

06/03/1847 – pág. 62
Rita filha de João Martinho Ferreira e Francisca Nunes Coelho
padrinhos Fernando Antonio Drumond e Theresa Miquilina da Silveira

PS. Nao sei a origem da mãe Francisca. O sobrenome a entrega. E os padrinhos se encaixam na mesma observação acima.

16/05/1847 – pág. 75 – nasceu 02/05/1847
Romualdo filho de Romualdo Nunes Figueira e Flavia Martins

PS. Acredito que o Nunes Figueira sera parte de nossa família. Eh possível que o Figueiras seja corruptela do Felgueiras ou Filgueiras.

20/05/1847 – pág. 75 – nasceu 12/04/1847
Joaquim filho de João Soares do Amaral e Barbara Nunes Figueira
padrinhos Francisco José Barbalho e Ernestina Francisca

PS. A mãe do Joaquim se soma ao padrinho. Deverão ser pelo menos primos e entram em nossa Arvore. Falta saber como.

22/11/1847 – pág. 87
José filho de Julião Coelho Vieira e Maria Marques

PS. Mais um que deve ser pelo menos primo colateral.

20/12/1847 – pág. 89 – nasceu 28/10/1847
Anna filha de José Serafim de Souza e Maria Nunes Gonçalves

PS. A Maria Nunes Gonçalves deve fazer parte pelo menos como parente por afinidade.

A esposa do casamento de 1804 do Manoel Nunes Coelho, que penso ter sido pai fora do casamento do nosso ancestral Euzebio Nunes Coelho, dona Valeriana Rosa Goncalves, era filha de Joao Alvares e Maria Goncalves.

Como o sobrenome aparece frequentemente, devia ser uma familia grande em Itabira e deve ter se aparentado com todas as outras.

28/04/1849 – pág. 132 – nasceu 28/02/1849
Antonio filho de Antonio Nunes Gonçalves e Maria Gonçalves

PS. Outro exemplo de Nunes Gonçalves que deve ser, pelo menos, parente afim.

05/06/1850 – pág. 168
Anna filha de Joaquim de Meirelles Coelho e Marianna Fernandes
padrinhos João José da Costa Cruz e Anna Joaquina de Jesus (meu tetravô e minha pentavó)

PS. a relação de parentesco eh com nosso amigo Mauro Andrade Moura.

19/10/1850 – pág. 186
Ignes filha de Agostinho Nunes Coelho e Theresa Fernandes Macieira
padrinhos Antonio Gonçalves Nunes e Maria Germana do Rosario

PS. Agostinho era filho do Manoel Nunes Coelho e dona Valeriana. Por enquanto não da para ter-se certeza que seja nosso tio antepassado, pois, não sei se o Manoel eh o mesmo que foi o pai do Euzebio Nunes Coelho, nosso ancestral.

-1/12/1850 – pág. 192 v
Francisco filho de Francisco Dias Coelho de Souza e Efigenia Rosa de Jesus
padrinhos Francisco Coelho Guimaraes e Anna Rosa de Jesus

PS. Coincidentemente, o professor Francisco Dias de Andrade, que deixou fabulosa família em Virginópolis, poderia ser o Francisco ai batizando. Infelizmente o nome da mãe ou, talvez da avo como madrinha, não menciona se acaso se justificaria o Andrade no nome dele.

Se algum dos primos sabem quais foram os nomes dos pais do professor Chico Dias ainda não me os revelou. Ha a tradição de serem primos do poeta Carlos Drummond.

Se for o caso, teremos também mais um ramo da Familia Coelho em Virginópolis.

30/01/1850 – pág. 192 v
Antonia filha de José Coelho Ferreira e Maria Rosa de Jesus

02/01/1851 – pág. 195
Maria filha de Manoel Coelho Maxado e Cassimira Monteiro
padrinhos Manoel Monteiro Guimaraes e Joaquina Maria de Jesus

03/02/1851 – pág. 196
Claudino filho de José Coelho Guimaraes e Anna Rodrigues de Morais

22/11/1851 – pág. 206 v
Manoel filho de Antonio Roiz e Maria Coelho Maxado
padrinhos Prudencio Coelho Maxado e Fructuosa Alves Gonçalves

PS. Deixei essa sequencia porque ela leva `a suspeita de que o grupo de famílias representados pelos sobrenomes faziam parte de um entrelaçamento entre elas.

Eh possível que a Maria Rosa de Jesus fosse irma da Efigênia Rosa de Jesus e, talvez, filhas da Anna Rosa de Jesus.

Ja os “de Guimarães” podem ser gente de uma mesma família que entrelaçou-se com os nossos aparentados da Família Pimenta.

O professor Dermeval Jose Pimenta descreveu no livro dele o ramo da familia assim:

“Prof. Manoel Coelho de Moura Guimarães. Nascido em Itambé do Mato Dentro, Minas Gerais, a 4 de novembro de 1842 e falecido em Sao Joao Evangelista a 20 de marco de 1921, filho de Jose Coelho de Moura, natural da Cidade de Guimarães, Portugal, e de Mariana Justina de Moura, nascida e batizada na Freguesia de Sao Joao do Morro Grande, atual Barão de Cocais, Minas Gerais.

Pela linha paterna, neto de Jose Coelho de Moura, apreciado escritor portugues…”

O Guimarães foi uma adoção quando chegaram ao Brasil, o que era comum. E o prof. Manoel casou-se com Maria Francelina Pimenta, que era prima dos Barbalho.

O sobrenome Machado (Maxado), presente em diversos outros registros que apaguei para fazer os presentes comentários, ja poderia ser ramo agregado `a Família Barbalho.

No final dos anos 1600 registra-se o casamento entre Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado que foram ancestrais dos Barbalho que se instalaram na região do Serro, descendentes do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, avos do Policarpo. Josepha foi neta do casal Joao e Maria, filha do Belchior Pimenta de Carvalho.

21/04/1851 – pág. 227 v nasceu 06/04/1851
Emerenciana filha de Manoel Xavier Nunes e Rita Valentina Coelho
padrinhos Mudesto José Barbalho Junior e Rita da Rocha Barbalho

PS. Registre-se os padrinhos.

07/03/1852 – pág. 251 v
Delfina filha de Manoel Coelho Maxado Junior e Cassimira Monteiro Guimaraes
José Monteiro Guimaraes e Marianna Julia Vianna

PS. Apenas para constar. Talvez esses estejam vinculados aos Coelho de Moura Guimarães em nossa família.

15/07/1849 – pág. 137 v
Marianna filha de Emilio Gomide Pinto Coelho da Cunha e Roza Emilia d’Oliveira Gomide
padrinhoso Antonio de Sampaio e Silva e Angelica Candida da Silva

22/06/1850 – pág. 170
Modestina filha de Emilio Gomide Pinto Coelho e Rosa Emilia d´Oliveira

19/05/1852 – pág. 285 – nasceu 28/12/1851
Manoel filho de Emilio Gomide Pinto Coelho da
Cunha e Rosa Maria d’Oliveira

PS. Reuni esses 3 últimos apontamentos apenas para fazer uma resenha. Podemos verificar a origem do comendador Emilio Gomide Pinto Coelho da Cunha no endereço:

http://www.projetocompartilhar.org/Familia/PintoCoelhodaCunha.htm

Emilio foi filho da 1.4 Mariana Florinda de Ataide e do senador Dr. Antonio Gonçalves Gomide. Possivelmente, o cargo de senador era da Assembleia mineira e nao do Imperio. `A epoca também as assembleias provinciais tinham as duas câmaras.

O caso aqui eh que o comendador Emilio Gomide era primo primeiro, por parte de avo, do 3.3 Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barão de Cocais.

Observe-se que o Projeto Compartilhar não registra os filhos Marianna e Manoel. Esses registros são novos para os pesquisadores.

Outro detalhe que nao aparece ai eh que o Barão teve uma família extra conjugal. E segundo as tradições da Família Leite de Virginópolis ele foi o pai do senhor Antonio Furtado Leite, o qual tem atualmente uma descendência enorme espalhada pelo mundo inteiro.

Falta-nos registros que comprovem as tradições. Sabemos que a família extra conjugal realmente existiu. E dizem também que os documentos existem. Mas nunca tive a oportunidade de verifica-los.

Outro detalhe aqui eh a possibilidade da família do comendador Emilio Gomide ter permanecido em Itabira ate pelo menos o inicio de 1862.

Contam nossas tradições que a Anna Maria, filha do Jose de Magalhães Barbalho, teve um “caso” com alguém da sociedade itabirana onde, provavelmente, aconteceu a concepção de um filho por volta do dia 15 de janeiro.

Como o senhor era casado e não podia assumir o compromisso, enviaram, a quase menina ainda para Guanhaes, para ficar aos cuidados dos tios: padre Emigdio e capitão Francisco Marçal Barbalho.

`A epoca Guanhaes era apropriada porque era um dos lugares da fronteira de colonização mais perdido no espaço. So perdia para o então criado Arraial do Patrocínio (1858), a atual Virginópolis, que ficava a poucas léguas distante daquela.

Ali arranjaram um casamento para Anna Maria, e o filho, que nasceu em 15.10.1862, veio a se chamar Joao Batista de Magalhães (o bisavô que gostava de ser chamado de tio Joaozinho recusando-se o titulo de avo). Mas o tio Joaozinho acabou ficando conhecido também como Joao Domingos. Domingos era o nome do padrasto dele.

Ha que verificar-se se nao existiu algum membro da sociedade itabirana com o nome Domingos! Não eh de todo impossível que parte da nossa tradição seja estoria para distrair as crianças. Muitas explicações para fatos dos quais se tinha vergonha eram preenchidas por fantasias. Fabulas que viravam tradições.

As tradições também mantiveram a informação de que o fato não era tao escondido quanto se fazia parecer. Tanto eh que o pai do tio Joaozinho não o teria abandonado totalmente, e os dois mantinham contato. O nome do pai também era conhecido.

Acredito que o escondido acabou se dando pelo tempo. Tio Joaozinho acabou se tornando tao querido na família, por ser uma pessoa multifuncional ao tornar-se um musico exímio em diversos instrumentos, ter suas outras atividades profissionais e principalmente pelas lições de vida que passava como se fosse um verdadeiro psicólogo antes de existir a função.

Como ele transformou-se em centro das atrações eh possível que os ancestrais dele deixaram de chamar a atenção e a curiosidade dos netos e bisnetos que o conheceram, sendo que ele faleceu ainda em 1942, no dia que completava 80 anos de idade, não enxergaram a importância em registrar a genealogia dele.

O nome do padrasto ficou mais evidente que o da própria mãe que poucos sabiam se tratar de Anna Maria, que deve ter falecido na década de 1920. Somente em idade adulta vim a ouvir falar a respeito do nome dela.

Ja a aparência da Anna Maria esta marcada com afeto na memoria de todos nos que tivemos a felicidade de conviver com nossa tia Maria Angela Coelho. Conhecida pelo apelido de Ju, era o xodó do avo, tio Joaozinho, justamente por ter a aparência física da mãe dele.

E tia Ju foi uma moreninha muito bonita. O que se nota pelas fotografias dela ainda jovem. Tia Ju não tinha preconceito da raça mas sentia-se desconfortável com a própria cor, mais chegada ao mulata que o moreno claro ou loiro dos muitos irmãos que teve.

Mas isso se dava pelo preconceito que outros tinham em relação `a cor que representava a nódoa da escravidão, sendo que quando eles nasceram essa infâmia havia sido abolida ha muito pouco tempo.

Afinal, a infâmia foi cometida pela própria sociedade que, ao invés de guardar preconceito, deveria ter tido eh vergonha do mal que fez aos pobres africanos nossos ancestrais.

Mas aqui esta a questão. Quem tera sido o pai do tio Joaozinho? Sabia-se ate o nome dele na família antigamente. Mas não ouvi nada a respeito de quem ainda hoje por acaso o saiba!

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09. RESUMO PARA RECORDAR: BARBALHO, COELHO E OUTRAS FAMILIAS DE ITABIRA

Resolvi retornar `as minhas notas para somar algo que se encontra no site Familysearch e os Livros de Batismos de Itabira (1827-1844 e 1845-1852).

O fato torna-se interessante porque uns 4 registros que encontrei mudarão um pouco a perspectiva que ate agora tinha da formação da família. Posso dizer, desde ja, que a coisa complicou um pouco. Vamos la então:

I. FAMILIA BARBALHO

Ate agora podemos considerar essa família, por comprovação documental, começando, em Minas Gerais, com o casal JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE.

Por enquanto, temos quase certeza de que o JOSE VAZ foi filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, casados no distrito de MILHO VERDE, pertencente ao SERRO, em 18.09.1732. Casal esse procedente do Rio de Janeiro.

JOSE nasceu no SERRO em torno de 1750 e ANNA JOAQUINA em CONCEICAO DO MATO DENTRO, que fazia parte do conglomerado imenso que formava a VILLA DO PRINCIPE, atual SERRO.

JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE se casaram e foram pais de, pelo menos:

1. Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes (30.08.1808)
2. Gervazio Jose Barbalho – Anna de Freitas da Costa (01.03.1813)
3. Firmiano Jose Barbalho – Izabel Moreira de Jezus (25.01.1822)

Acredito que os 3 casamentos tenham sido realizados na Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara, segundo consta no registro de casamento de POLICARPO e ISADORA.

mãe de Isadora: Genoveva Nunes Filgueiras (ou Ferreira, ambos constam na habilitação do padre Emigdio)

pais de Anna: Manoel de Freitas Costa e Victoria Nunes

mãe de Izabel: Anna Soares de Andrade

Curiosamente nao existe a presença dos casais 2 e 3 nos registros de Itabira. Ha a tradição na família, descendente do Policarpo, que eram 3 irmãos. Um teria migrado para o Rio Grande do Sul e outro para o Nordeste do Brasil. Mas não encontramos ainda os rastros.

Registros encontrados no Familysearch:

1. Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes, foram pais de:

1.1 Joao, nasc. 27.05.1809 e bat. 01.06.1809

1.2 Genoveva, bat. 28.01.1812

1.3 Padre, Emigdio de Magalhães Barbalho, bat. 30.03.1813

1.4 Maria, bat. 01.03.1817

1.4 Lucinda, bat. 10.07.1824

Constam ainda como filhos, citados no livro “Arvore Genealógica da Família Coelho”, de autoria de Ivania Batista Coelho, 1979, os filhos: Francisco Marçal (nas. 30.06.1824 e fal. 29.11.1900), Jose e Manoel.

As datas de nascimento do Francisco Marçal e do batismo de Lucinda leva a crer que foram gêmeos. Embora existe uma razão para imaginar que fossem filhos de mesmo pai com mães diferentes.

Isso se da pelo fato de que o site http://www.sfreinobreza.com/ tinha publicado anteriormente, no resumo da genealogia do bispo D. Manoel Nunes Coelho, que o Francisco Marçal seria filho do Policarpo e Genoveva de Magalhães. Mas nao apresenta as fontes.

No mesmo site havia o engano de identificar `a terceiravo Eugenia Maria da Cruz como filha de Joao Coelho de Magalhães e Maria Luiza. Maria Luiza do Espirito Santo era a mãe dela, porem, o pai foi o Jose Coelho de Magalhães, mais conhecido por Jose Coelho da Rocha, um dos fundadores de Guanhaes.

Eh possível que os dados tenham sido retirados do casamento de Eugenia e Francisco Marçal, quando a esposa do Policarpo, Isidora Francisca, ja havia falecido, e quem deveria estar presente seria a filha, Genoveva.

O Jose Coelho da Rocha também era falecido, então, quem deveria estar presente ao casamento, representando o pai, poderia ser o irmão Joao Coelho de Magalhães, que estava vivo ate 1879.

Existem razoes para crer que o uso do sobrenome Magalhães Barbalho somente tem acontecido no Brasil entre a descendência do capitão Francisco Marçal Barbalho e Eugenia Maria da Cruz (Coelho).

* 21/11/1852 – pag 275

Felisberto filho de Policarpo Jose Barbalho e Anna Catharina das Merces

Nao temos ideia de quem seria esse Policarpo. Poderia ser o nosso quartavo, pois, estaria vivo e viuvo. Mas poderia ser um filho, sobrinho ou neto.

Encontram-se os registros seguintes nos Livros de Batizados de Itabira:

* 07/10/1832 – pag 73

Maria, filha de Manuel Alves da Rocha e Anna Joaquina das Chagas
padrinhos: Polycarpo Jose Barbalho e Lucinda Francisca Barbalho

Ha a possibilidade de Anna Joaquina ter sido irma do Polycarpo e Lucinda Francisca deve ter sido a filha dele.

* 10/03/1833 – pag 77

Maria filha de Joam de Mello e Emiliana Barbalho

* 17/03/1833 – pag 77v

Margarida filha Jose de Malhaes Barbalho e Maria Germana.

Possivelmente o pai sera o Jose de Magalhaes Barbalho cujo sobrenome sofreu uma abreviação, muito provavelmente em função do custo da tinta `a época.

* 29/05/1833 – pag 79v

Juvenato filho de Modesto Joze Barbalho e Rita da Rocha

* 25/01/1845 – pag 1 (nasc. 02.01.1845)

Silvina filha de Modesto Jose Barbalho e Rita Maria da Rocha

* 11/04/1845 – pag 106 – (nasc. 24.02.1848)

Pedro filho de Modesto Jose Barbalho e Rita Pessoa
padrinhos: Joaquim Cassimiro Lage e Delfina Rosa

* 19/12/1851 – pag 258 – (nasc. 05.09.1851)

Donata filha de Modesto Jose Barbalho e Rita Maria da Roxa
padrinho Cyrino Jose Barbalho

* 22/11/1834 – pag. 99 (?)
Modesto Jose Barbalho e Rita Maria de Jesus

* 21/04/1851 – pag 227v (nasc. 06.04.1851)

Emerenciana filha de Manoel Xavier Nunes e Rita Valentina Coelho
padrinhos: Modesto Jose Barbalho Junior e Rita da Rocha Barbalho

Nota-se aqui o apadrinhamento da afilhada Donata pelo irmão dela Cyrino. Ele foi Juiz de Paz em Pecanha, em 1875, e la construiu familia. No ultimo se registra a presença do Modesto Junior. Outro que não temos o registro de batismo.

* 23/03/1828 – pag 40v

Jose filho de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo
padrinhos: Jose Luis Rodrigues de Moura e Maria Joaquina da Silva (Maia)
os padrinhos foram tetravós do amigo Mauro Andrade Moura

* ? ?

Humiliana filha de Victorino Jose Barbalho e Maria do Carmo

Registros no Familysearch:

* 31/12/1818

Maria filha de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo de Macedo

* 10/08/1823

Anna filha de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo

Retornando `as notas dos Livros de Batismos de Itabira

* 15/11/1840 – (nasc. 30.10.1840)

Querino filho de Joaquim Jose Barbalho e Anna Coelho de Jesus

* 28/11/1840 – pag 183v – (nac. 30.08.1840)

Sebastianna filha de Joaquina Maria Ribeiro e Francisco Rodrigues Barbalho

Obs.: Eh possível que o Rodrigues Barbalho proceda de um ramo da família que se estabeleceu em Mariana, descendente de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira, os quais foram pais de Thereza de (Aguiar) de Oliveira, que se casou com Jose Rodrigues, filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle.

O casal Jose e Thereza foi pai de:

1. Liandro Jose Barbalho – V. Barbalho (27.10.1753), filha de Dionisio Barbalho Bezerra

2. Januário Jose Barbalho – Dionisia Coelho da Silva (26.01.1758), filha de Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu.

* 14/08/1841 – pag 204

Justina filha de Candido Jose Barbalho e Maria de Jesus

* 13/04/1845 – pag 5v

Maria filha de Candido Jose Barbalho e Maria Antonia
padrinhos: Joao Martins da Costa e Anna Roiz Malta

* 28/08/1842 – pag 242v

Emilia filha de Sincero Jose Barbalho e Jesuina Maria de Andrade

* 17/04/1843 – pag 261v

Maria filha de Joaquim Barbalho e Maria Carlota

* 05/04/1845 – pag 4

Jose filho Manoel Lino Coelho e Anna Prisca
padrinhos Francisco Jose Barbalho e L. Francisca

Supõe-se que o L. refira-se a Lucinda. Francisco Jose Barbalho aparece como eleitor na lista de Itabira do ano de 1875. Eh possível que tenha sido também filho do sr. Modesto Jose Barbalho mas esta sem o registro. E, talvez, tenha sido cunhado da Lucinda Francisca.

* 15/07/1845 – pag 10

Marianno filho de Jose Maxado e Anna Barbalho

Interessante aqui e verificar-se que, supostamente, descenderíamos de Maria Machado e Joao Pimenta de Carvalho (um descendente do capitão-mor de mesmo nome). Então ha a possibilidade de as duas famílias ja estarem juntas desde o século XVII, no Rio de Janeiro.

* 24/06/1849 – pag 229 – (nasc. 20.07.1849)

Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhães Barbalho
padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

Ha a possibilidade tanto de a Joaquina quanto a Quintina Barbalho serem filhas do Policarpo Jose Barbalho mas não temos seus registros. E caso o Francisco tenha sido marido da Quintina, constatar-se-ia a relação de cunhado dos irmãos dela.

* 08/09/1851 – pag 229 – (nasc. 20/07/1851)

Rita filha de Germano do Carmo e Joaquina Barbalho
padrinhos: Jose Maxado Ribeiro e Anna Joaquina Barbalho

* 12/09/1846 – pag 38v – (nasc. 03.08.1846)

Maria filha de Germano Hermenegildo Pereira e Joaquina Barbalho

O quase certo eh que o Germano seja o mesmo, apesar dos nomes diferentes. Muitas vezes os apontamentos somente eram feitos muito depois da cerimonia e os escrivães usavam suas próprias memórias e seus conhecimentos para faze-los.

E as pessoas tinham nomes diferentes junto `a Igreja, ao jurídico, alem de pseudónimos. E não havia a preocupação em unifica-los, pois, todos se conheciam e sabiam da existência de todos. Exceto em casos como o avo Cista era conhecido por esse apelido e poucos sabiam que o nome próprio era Trajano.

VOLTANDO AO FAMILYSEARCH

* 29/09/1812

Michaela filha de Genoveva Nunes Ferreira

Esse foi o primeiro dos apontamentos complicadores de nossa genealogia, pois, os documentos não esclarecem exatamente quem realmente são os pais.

Desde que nossa quintavo Genoveva houvesse nascido em torno de 1770 ela poderia muito bem ter sido mãe da Isadora em torno de 1790. Esta teria casado em 1808 por volta de 18 anos.

Em 28.01 Genoveva teria sido novamente avo e em 29.09 tornar-se-ia mãe novamente aos 42 anos de idade.

Mas também haveria a possibilidade de a Genoveva mãe da Michaela ter sido filha da Genoveva avo. Alem disso, poderia ser apenas uma parente dando a luz `a Michaela. Infelizmente não da para saber por esses dados.

07/10/1832 – pág. 73
Maria filha de Manuel Alves Rodis e Anna Joaquina das Chagas
por padrinhos Polycarpo Jozé Barbalho e Lucinda Francisca de Magalhães

Nao havia percebido antes que o assentamento estava em duplicata e o nome do pai da criança estava ligeiramente alterado.

17/03/1838 – pág. 77 v
Margarida filha de Jozé de Malhaes Barbalho e Maria Germana
por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Genoveva Nunes Ferreira

Aqui se repete para demonstrar a confusão ja que torna-se inapropriado afirmar-se que a madrinha seja nossa ancestral e quase comprova não ser ela.

Se nossa ancestral foi mãe da Isidora Francisca aos 14 anos e esta se casou também aos 14 anos de idade, a ancestral estaria com pelo menos 58 anos de idade.

O mais provavel eh que estivesse entre 68 e 78, idade pouco provável que tenha atingido `aquela época. E se tivesse atingindo seria pouco provável que fosse madrinha, pois, os padrinhos eram escolhidos para tornar-se segundos pais. Ja que a vida era muito curta, na falta dos pais os padrinhos assumiam as responsabilidades.

II. FAMILIA NUNES FIGUEIRAS

Alguns dados que pesquisei das famílias em Itabira ou aquelas que estão identificadas como de Santo Antonio de Santa Barbara no site Familysearch não esclareceram muito mas resolvi anota-las pois no futuro se encaixarão como membros da família. Segue então:

A) Leandro Nunes Filgueiras – Luiza Marcelina da Rocha, pais de:

1. Gertrudes, bat. 28.09.1806
2. Manoel I, nasc. 23.11.1809 e bat. 29.11.1809
3. Manoel II, bat. 11.05.1811
4. Genoveva Nunes Filgueiras, bat. 25.07.1813
5. Firmiana, bat. 19.12.1814
6. Lucia, bat. 07.04.1816
7. Luiza, bat. 16.10.1816

Aqui fica a duvida quanto esse ramo da família ter algum vinculo familiar através de nossa ancestral Genoveva Nunes. Como ha duvida quanto ao sobrenome dela ter sido Ferreira ou Filgueiras, ela poderia ter sido mãe também do Leandro. Mesmo que ela fosse Ferreira, o pai de Leandro poderia ser Filgueiras.

B) Francisca Nunes Filgueiras – Manoel Gonçalves Ferreira, pais de:

1. Maria, bat. 02.07.1806
2. Thome, nasc. 23.08.1807 e bat. 12.09.1807
3. Francisca I, bat. 24.07.1809
4. Manoel, bat. 02.05.1811
5. Izabel, bat. 07.11.1812
6. Francisca II, bat. 03.05.1814
7. Candida, bat. 15.10.1815
8. Umiliana, bat. 03.08.1818
9. Rita Gonçalves Ferreira, bat. 19.03.1823

III. FAMILIAS COELHO

1. FAMILIA COELHO VIEIRA

A. Antonio Coelho Vieira – Maria Victoria, pais de:

1. Manoel Coelho Vieira – (07.04.1823) – *Mariana Josepha da Conceicao
2. Antonio Coelho Vieira – (07.04.1823) – *Thereza Maria de Jesus
3. (hipotese) Jose Coelho Vieira — Anna Joaquina da Conceicao

1* Mariana Josefa da Conceicao foi filha de Thome Ferreira da Costa e Josefa Maria da Conceicao.

2* Tereza Maria de Jesus era irma de Maria Josefa.

B. Joaquim Coelho vieira — Catharina Mendes, pais de:

1. Joaquim Coelho Vieira —
nasc. 19.05.1809 bat. 04.06.1809

2. Thome Coelho Vieira — (hipotese) Maria Clara de Jesus
nasc. 13.06.1811

C. Thome Ferreira da Costa – (31.01.1799) – Josefa Maria da Conceicao
filho de: Thome da Costa e Rosa Ferreira da Silva
filha de: Thome …. Vieira – Isabel Dias da Silva

A.1. Manoel Coelho Vieira – Marianna Josepha da Conceicao, pais de:

1. Joanna (27.07.1844) – pag 294v
2. Joaquim (09.08.1846) – pag 50v

A.2. Antonio Coelho Vieira – Thereza Maria de Jesus, pais de:

1. Antonio (24.10 + 22.09.1844) – pag 302v

B.1. Thome Coelho Vieira — Maria Clara de Jesus, pais de:

1. Joaquim (20.02.1842) – pag 252
2. Marianna (08.05.1846) – pag 50
3. Anna (28.07 + 06.07.1847) – pag 78
4. Emilia (12.08.1850) – pag 183v
5. Joao (26.05.1852) – pag 253

Temos apenas suspeita de que a dona Maria Clara de Jesus tenha sido filha de Clara Maria de Jesus, filha do alferes de milicias Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues Rocha, nossos quintavos.

(?) Juliao Coelho Vieira — Maria Marques, pais de:

1. Jose (22.11.1847) – pag 87

Aqui ha que verificar-se a pista que nos leva a crer que os Coelho que imigraram para o Brasil `a epoca do Ciclo do Ouro eram basicamente do ramo que permaneceu na antiga Provincia do Entre-Douro e Minho. Notadamente ao que se refere aos atuais Distritos de Porto, Viana do Castelo, Braga e partes de Vila Real, Viseu e Aveiro.

O sobrenome Coelho Vieira sugere a ascendencia nos senhorios de Felgueiras e Vieira o que infere que esses Coelho tenham partido da região de Vieira.

Outra evidencia eh a presença dos Pinto Coelho da Cunha, a principio, em Sao Joao do Morro Grande, atual Barão de Cocais.

Do livro: “OS PINTO COELHO DA CUNHA” de Wendel Albert Oliveira Pereira, pag. 06, Introdução, temos:

“Ja Goncalo Coelho da Silva 6o. senhor de Felgueiras, neto de Goncalo Coelho por seu filho Aires Coelho, 5o. senhor de Felgueiras faleceu na segunda e desastrosa expedição de Alcácer Quibir em 4 de agosto de 1578, onde faleceram tres geracoes dos Coelho, avo, filho e neto: Goncalo Coelho da Silva, seu filho Aires Coelho, 7o. senhor de Felgueiras e Francisco Coelho o primogenito deste.

O ja citado Francisco Pinto da Cunha instituiu os morgados de Ratcaes e Simaes com a obrigação dos herdeiros usarem dai em diante os apelidos de Pinto Coelho, seu filho primogenito, descendente e herdeiro dos senhorios de Felgueiras e Vieira, Antonio Pinto Coelho foi o 9o. senhor de Vieira e Felgueiras, e foi o patriarca desta familia da qual descendem os Pinto Coelho Pereira da Silva, os Pinto Coelho e os Pinto Coelho da Cunha, alem de outras familias.

Em 1640, nasceu Francisco Pinto Coelho filho do 9o. senhor de Vieira e Felgueiras Antonio Pinto Coelho, e de D. Francisca de Ataide.

Na segunda metade do século XVII, nasceu Antonio Caetano Pinto Coelho, filho de Francisco Pinto Coelho e de sua esposa D. Francisca Maria da Silva Castro – filha de D. Pedro Taveira de Sottomayor Muito nobre, 4o. neto de D. Pedro Alvarez de Sotomayor, 1o. conde de Caminha. (Titulo este criado por D. Afonso V, rei de Portugal por carta de 05-07-1476) e visconde de Tui.

Antonio Caetano Pinto Coelho, por volta de 1717 emigrou para o Brasil, onde se tornou Patriarca desta Familia no Brasil…”

Observe-se que a genealogia do Projeto Compartilhar, no endereço: http://www.projetocompartilhar.org/Familia/PintoCoelhodaCunha.htm, inicia-se exatamente no Antonio Caetano.

Eh possível que essa passagem de uma ideia geral do porque naquela mesma região de Minas Gerais encontrarmos os Pinto Coelho, os Pinto Coelho da Cunha, os Coelho da Silva, os Cunha sem Pinto Coelho, os Andrade e os Ataíde, alem de diversas outras famílias entrelaçadas.

No Familysearch encontrei:

“Bento Coelho — Maria Mendes, pais de:

Anna Coelho
nasc. 14.01.1704 bat. 20.01.1704

Em Sao Martinho, Cedofeita, Porto, Porto, Portugal.”

Eu estava procurando ver se encontrava uma Anna Coelho que foi esposa de Manoel de Sousa Azevedo, que foram pais de Joao de Souza Azevedo, ancestral dos Borges Monteiro na região do Serro, meus ancestrais.

Interessante aqui eh que essa Anna Coelho foi a única que encontrei dessa época. Alem disso ela nasceu na mesma região onde reinavam os Coelho. Mas não encontrei uma sequencia, por exemplo, o possível casamento dela.

Coincide, porem, que talvez tenhamos um Bento Rodrigues Coelho que foi pai do Domingos Rodrigues de Queiroz, que recebeu carta de brasão em 02.08.1773. Bento era neto de Jacinto de Queiroz e D. Maria Coelho.

O Domingos nasceu em Mariana, o que deve ter acontecido por volta da mesma época em que os Pinto Coelho da Cunha chegaram a Minas Gerais.

Se acaso comprovarmos mesmo que somos descendentes do Manuel Rodrigues Coelho e este tiver sido irmão do Bento, teremos a possibilidade de sermos descendentes do entroncamento de Coelho com Coelho e todos da mesma ninhada.

2. FAMILIA NUNES COELHO

A. Thomas Nunes Filgueiras — Anna Coelho, pais de:

1. Manoel Nunes Coelho – (27.08.1804) – Valeriana Rosa Goncalves, filha de: Joao Alvares e Maria Goncalves.

MANOEL e VALERIANA foram pais de:

1. Antonio Nunes Coelho
bat. 09.11.1806

2. Agostinho Nunes Coelho – Thereza Fernandes Madeira
nasc. 11.01 e bat. 18.01.1808

3. Joao Nunes Coelho
bat. 15.02.1812

4. Anna Nunes Coelho
bat. 10.05.1814

5. Maria Nunes Coelho
bat. 23.06.1816

6. Manoel Nunes Coelho
bat. 02.11.1818

A.1.2. Agostinho Nunes Coelho — Thereza Fernandes Madeira, pais de:

1. Edovirgem
nasc. 17.10.1840 bat. 16.02.1841

2. Julio
bat. 01.09.1844 – pag 297

3. Ignes
bat. 19.10.1850 – pag 186

Em duvida quanto a ser a mesma pessoa ou outra com o mesmo nome:

(?) Manoel Nunes Coelho — Prudencia Candida de Jesus (Gomes), pais de:

1. Anna Nunez Coelho
bat. 05.04.1819

2. Maria Nunes Coelho I
bat. 06.05.1823

3. Maria Nunes Coelho II
nasc. 02.12.1830 bat. 12.12.1830

4. Manoela Nunes Coelho
bat. 09.05.1833

Os dois primeiros nascimentos eh que são novos para mim e que confundem o que sabíamos. Aqui se observa algo que parece tirar a duvida quanto um e outro Manoel Nunes Coelho ser duas ou a mesma pessoa.

O Manoel, filho de dona Valeriana, nasceu poucos meses antes de Anna, filha de dona Prudencia. O que dificulta a possibilidade de os pais serem a mesma pessoa. Possibilidade difícil, porem, não impossível. Dai o restar de um pouco de duvida.

Ate onde nos foi dito, o pai do nosso ancestral Eusebio Nunes Coelho chamava-se Manoel Nunes Coelho. O que julgo eh que tera sido o mesmo ou um dos dois.

Em nosso lado familiar temos a presença do nome Prudêncio Nunes Coelho sendo o primeiro, filho do Clemente Nunes Coelho filho do Eusebio, que devera ter nascido por volta de 1830.

Agora isso faz-me pensar que seria, então, em homenagem `a Prudência, esposa do bisavô da criança.

A possibilidade de o Manoel Nunes Coelho ja estar em relacionamento com a Prudência mesmo antes do falecimento de dona Valeriana, ja que o divorcio era expressamente proibido nos países católicos, não eh pequena.

Talvez no passado intermediario, correspondente ao período vitoriano do Império Britânico e um pouco mais alem, enquanto a Igreja Católica ditava as regras sociais no Brasil, essas relações eram consideradas escandalosas.

Em períodos anteriores, porem, isso era considerado um “normal diferente”. Haja vista que desde o período inicial da colonização brasileira reclamavam os ultra conservadores da liberalidade na qual viviam os senhores portugueses no Brasil. Muitos tinham diversas mulheres mesmo sem as bençãos da Igreja. Os senhores de escravos coabitavam com as escravas na senzala.

O polígamo mais conhecido da Historia Brasileira foi Jeronymo de Albuquerque. De tantos filhos que teve em diversos relacionamentos simultâneos foi apelidado de o Adão de Pernambuco.

No Centro-Sul do Brasil temos o exemplo do Joao Ramalho. Casado em Portugal, naufragou e viveu entre os indios. A filha do Cacique Tibiriçá, Bartira, apaixonou-se por ele e assim formaram o primeiro par nativo/europeu conhecido no pais. Ela depois foi batizada com o nome de Isabel Dias.

Mas os costumes indigenas previam que as pessoas de destaque tinham o poder de passar algo especial aos filhos. O que levou outros caciques a oferecer filhas e assim formar alianças que fortalecessem suas respeitabilidades junto as tribos que guiavam.

Segundo o que esta escrito na Wikipedia: “porém João teve filhos também com numerosíssimas índias…” Joao Ramalho aceitou sua função de reprodutor e atualmente deve ter milhões de descendentes junto `a população brasileira e estrangeira.

Por essa razão, e sem documentos comprovando uma coisa ou outra, não tenho como afirmar ainda quantos Manoel Nunes Coelho tivemos na mesma, então, pequena Itabira.

Caso o Manoel Nunes Coelho seja o mesmo nas 3 instancias em que tornou-se pai, 3 mulheres diferentes, a Maria Nunes Coelho que aparece nos dados de senhores de escravos em 1875, em Pecanha, devera ser a que nasceu em 1830 e ela deve ter herdado o nome devido ao falecimento de duas de suas irmãs, com o mesmo nome de batismo.

(?) Egidio Nunes Coelho — Benicia Guilhermina de Jesus (ou do Espirito Santo), pais de:

1. Clara
nasc. 15.07.1857 bat. 27.09.1857

2. Maria
nasc. 11.07.1859 bat. 23.07.1859

3. Antonia
bat. 09.07.1861

4. Antonio
nasc. 09.08.1863 bat. 08.09.1863

5. Vicente
nasc. 19.07.1866 bat. 08.09.1866

6. Antonio II
nasc. 17.07.1868 bat. 02.08.1868

Atualmente temos outro Egidio Nunes Coelho na família. Ele reside em Santa Efigenia de Minas. Porem, tenho o rastreamento de ancestrais paternos dele sem que passe por esse Egidio como ancestral. Porem, pode ser um indicativo que o nome ja fosse comum na família.

(?) Dito foi que Manoel Nunes Coelho foi pai de Eusebio Nunes Coelho que, possivelmente, devera ter nascido por volta de 1780. Em torno de 1804 ja se encontrava casado com Anna Pinto de Jesus. Esse Eusebio foi nosso ancestral.

(?) EUSEBIO NUNES COELHO — ANNA PINTO DE JESUS, foram pais de:

1. cap. Francisco Nunes Coelho (+ – 1805) — Maria Augusta Cesarina de Carvalho
2. Clemente Nunes Coelho (+ – 1806)
3. Bento Nunes Coelho
4. Manoel Nunes Coelho
nasc. 03.01.1811 bat. 10.01.1811 (fonte Familysearch)
5. Joaquim Nunes Coelho (1814) — Francisca Eufrasia de Assis (Coelho)
6. Antonio Nunes Coelho (1829)

1. O capitão Francisco foi importante politico e vereador do Serro, com grande atuação nas emancipações dos municípios de Guanhaes e Pecanha.

2. Clemente Nunes Coelho foi pai de pelo menos Prudencio, Antonio e Maria Honoria Nunes Coelho. Esta filha foi esposa do tenente Joao Batista Coelho, um dos fundadores de Virginópolis.

3. Bento Nunes Coelho e Clemente aparecem como referencia na divisão territorial entre Guanhaes e Sabinopolis. As fazendas deles, `a altura do Ribeirão da Lagoa, tornaram-se a referencia, em 9 de setembro de 1879. Nao ha certeza de que o Clemente mencionado seja o irmão do Bento ou algum Clemente filho do primeiro.

4. Nao temos noticias do que o Manoel se tornou.

5. O tenente Joaquim Nunes Coelho casou-se com Francisca, filha dos fundadores de Guanhaes, Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Ele foi um dos fundadores de Virginópolis.

6. Antonio Nunes Coelho aparece como 3o. suplente de subdelegado de Pecanha em 1875. Ele ja fazia parte da administracao do freguesia desde pelo menos 1871.

continuando o livro de batismos de Itabira

06/03/1847 – pag 62

Rita filha de Joao Martinho Ferreira e Francisca Nunes Coelho
padrinhos: Fernando Antonio Drummond e Theresa Miquelina da Silveira

Nao tenho ideia de quem Francisca seja

3. FAMILIA COELHO DE MAGALHAES OU RODRIGUES COELHO

Giuseppe Nicatisi da Rocha — Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, pais de:

1. Eugenia Rodrigues da Rocha – 1799 – alferes de milicias, Jose Coelho de Magalhães, pais de:

1. Jose Coelho de Magalhães Filho – 1808 – Luiza Maria do Espirito Santo
nasc. 1782 fal. 1844

2. Joao Coelho de Magalhães – 1804 – Bebiana Lourença de Araujo
nasc. 1785 fal. 1879

3. Antonio Rodrigues Coelho – solteiro

4. Felix Coelho da Trindade ou Felix Coelho de Magalhães (?)

5. Clara Maria de Jesus (?)

Apenas suspeito que Clara Maria de Jesus ou talvez o Felix Coelho da Trindade tenham se casado e um deles tera sido progenitor da Maria Clara de Jesus, esposa do Thome Coelho Vieira que aparecem diversas vezes nos livros de batismos de Itabira.

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10. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO

INDICE

01. INTRODUCAO
02. LIVRO DE BATIZADOS DE FERROS – 1833 a 1854
03. ALGUNS DADOS TRANSCRITOS DO SITE FAMILYSEARCH
04. OUTROS DOCUMENTOS
05. PEQUENAS NOTAS ENCONTRADAS AO LONGO DAS PESQUISAS
06. MINHAS CONCLUSÕES
07. OUTROS ANCESTRAIS DOS BARBALHO

01. INTRODUCAO

Apenas rapidamente. De repente choveu dados sobre a minha mesa. Assim, resolvi reuni-los todos numa mesma conversa, embora, nem tudo esteja estritamente na mesma linha de pensamento.

Encontrei evidencias ótimas que podem levar-nos a decifrar donde procede a assinatura Coelho de Andrade no trisavô da minha geração: Joaquim Coelho de Andrade, também conhecido pelo apelido de Joaquim Honório. Parece-se que descobrimos simultaneamente os nomes das gerações de pais e avos dele, alem de outros parentes.

Pelos documentos encontrados nao se pode afirmar mas podemos especular com uma boa chance de acertar. E o que indica eh que houve um grupo de famílias estabelecidas em Ferros e Itabira, desde os finais do século XVII,I que darão origem a diversos ramos que mais adiante irão, após dispersar-se pelo território das antigas Guanhaes e Virginópolis, reencontrar-se como família.

Parece-me que a mesma população estabelecida em Ferros devera ter migrado para Dores de Guanhaes e Braúnas e alguns descentes mais recentes se dirigiram para Virginópolis onde estabeleceram famílias e, atualmente, outros reencontraram parentes sem ter a menor ideia de que isso estava acontecendo, ou seja, não era um encontro entre pessoas de famílias diferentes e sim extensões diferentes da mesma família se reencontrando.

Quando o amigo Mauro Andrade Moura enviou-me os batismos de Ferros ele os mandou de acordo com a ordem dos nascimentos. Rearrumei os dados por unidade de família e o conjunto delas para tentar facilitar a compreensão dos estudos. Não copiei todos os dados que recebi. Copiei os que me pareceram ajudar-nos na compreensão imediata.

Quem ler os dados ira notar que alguma escrita difere da atual. Fiz poucas modificações. O que da a impressão foi que os escrivães eram semi-alfabetizados.

Outro detalhe são as confusões que faziam com os sobrenomes e nomes dos indivíduos. Como os dados enviados pelo Mauro são apenas de batismos, pouco da para entender-se dos entrelaces das famílias. A leitura tem que ser um pouco subjetiva.

As situações chegam a ser embaraçosas, pois, ha casos de maridos e esposas trocadas ou, pelo menos, alguém ficou viuvo e casou-se novamente com a viuva do vizinho. Mas não da para afirmar-se nada em alguns casos.

Os enganos devem ter acontecido porque as anotações eram feitas depois das cerimonias passarem. E como os escrivães usavam suas próprias memórias e seus conhecimentos, muitas vezes falhos, talvez tenha dai brotado alguns enganos.

Tirei dados também encontrados no site Familysearch. Nesse caso encontram-se registros de casamentos que tornam algumas situações mais esclarecedoras.

Uma delas sera o encontro dos possíveis avos do trisavô Joaquim. Eles não apareciam no registro dele nem no casamento do pai com a mãe dele. Ali esta apenas que era viuva. Por sorte, ha o registro do primeiro casamento e la estão os nomes dos pais.

Acredito, por esses dados que ainda não nos dão a certeza definitiva, que vamos encontrar na mesma mistura de famílias a origem de pessoas como o nosso tio-avo Joaquim Soares de Oliveira, do tio bisavô Amaro de Souza e Silva, dos Alves Pinto, de alguns Pereira, dos Silveira de Virginópolis, a parentalha da minha esposa e diversos outros ramos que ajudaram a povoar a antiga Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhaes, que inclui atualmente Virginópolis, Divinolandia de Minas, Gonzaga, Santa Efigenia de Minas, Sardoa e Sao Geraldo da Piedade, alem de muita coisa de uma parte muito conhecida de Coroaci e Governador Valadares.

Seque então:

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02. LIVRO DE BATIZADOS DE FERROS – 1833 a 1854

* 10.01.1834
Custodio – Custodio Meireles Coelho e Roza Angelica de Nazareth

* 05/12/1836
Maria – Manoel Meireles Coelho e Julianna Dias de Oliveira
padrinhos: Jose Meireles Coelho e Maria Magdalena d’Oliveira

* 28.01.1841
Manoel – Custodio Meireles Coelho e Rosa Caetano de Nazareth

* 09.02.1841
Rita – Custodio Meireles Coelho e Rosa Augusta de Nazreth

* 31.12.1836
Matilde – Joaquim Meireles Coelho e Joaquina Caetana de Nazareth

* 28.03.1838
Simplicio – Francisco Meireles Coelho e Maria Pereira Alves
padrinhos: Antonio Teixeira de Godoy e Clara Maria da Luz

* 01.10.1843
Edwiges – Francisco Meireles Coelho e Maria Pinta Alves

* 12.04.1834
Antonia – filha exposta de Domingos Coelho da Silva
padrinhos – Marcelino Coelho da Silva e Antonia Maria do Altissimo

* 01.01.1840
Maria – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Souza

* 26.12.1842
Anna – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira da Silva
padrinhos: Joaquim Costa Valgas e Anna Julia da Silveira

* 05.11.1843
Maria – Marcelino Coelho Vieira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus

* 12.02.1844
Rita – Marcelino Coelho da Silveira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Joaquim Nunes M…. e Anna Julia da Silveira

* 26.04.1846
Jose – Marcelino Coelho da Silveira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Germano Alves da Silva e Anna Lourenca

* 07.06.1848
Julia – Marcelino Coelho da Silva e Roza Maria de Jesus

* 20.05.1850
Joaquim – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Jesus

* 16.05.1852
Maria – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Jesus

* 25.12.1838
Maria – Germano da Silva Coelho e Francisca Correia de Jesus
padrinhos: Antonio Izidoro de Andrade e Constancia Maria de Andrade

* 14.01.1839
Pedro – Francisco Coelho da Silva e Luiza Antonia d’Almeida

* 27.08.1844
Joanna – Francisco Coelho da Silva e Luiza de Almeida
padrinhos: Joaquim Affonso de Azevedo e Thereza Moreira Ferreira

* 19.04.1841
Francisca – Francisco Coelho da Silva e Luiza Maria de Almeida
padrinhos: Germano Carlos Marques e Anna Angelica

* 05.01.1843
Joaquim – Francisco Coelho da Silva e Luiza Maria de Almeida
padrinhos: Reginaldo Francisco de Assis e Joaquina Soares de Almeida

* 14.04.1850
Jose – Francisco Coelho da Silva e Luiza de Almeida

* 20.12.1841
Juvencio – Roberto Francisco de Paiva e Maria Coelho da Silva
padrinhos: Antonio Coelho Linhares e Dizidora Coelho da Silva

* 08.05.1845
Francelina – Roberto Francisco de Paiva e Maria Coelho da Silva
padrinhos: Sanches Jose Leao e Catarina Maria de Jesus

*13.08.1847
Julia – Raymundo Baptista Soares e Anna Coelho da Silva
padrinhos: Jose Luis Coelho e Anna Rosa Umbelina

* 15.10.1848
Manoel – Venancio Gomes Pinto e Dezideria Coelho da Silva

* 30.07.1849
Antonio – Venancio Gomes Pinto e Dezideria Coelho da Silva
padrinhos: Antonio Coelho Linhares e Joanna Gomes da Silva

* 17.02.1849
Sebastiao – Porfirio da Silva Coelho e Rosinda Maria dos Santos

* 02.02.1851
Manoel – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos
padrinhos: Francisco Carvalho de Andrade e Thomazia Marianna da Silva

* 07.04.1852
Jose – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos

* 24.07.1853
Germana – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos
padrinhos: Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 13.06.1835
Joaquim – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus

* 09.02.1841
Anna – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Joam Jose Soares e Rita Constancia d’Oliveira

* 09.08.1842
Joao – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Joao Coelho Vieira e Rosa Maria de Jesus

* 13.10.1844
Marianno – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Manoel Jose Soares e Maria Madureira

* 17.01.1847
Anna – Marcelino Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
[obs.: parece-me que o escrivao trocou o nome dos pais aqui]

* 05.06.1853
Francisco – Marcelino Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Manoel Caetano da Cunha e Roza de Andrade

* 27.12.1837
Leonel – Bibiana de Sousa Coelho
padrinhos: Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus

* 03.05.1841
Jose – Bibiana de Souza Coelho
padrinhos: Lino Jose Pereira e Maria Perpetua Roiz

* 31.05.1846
Gil – Bibiana de Souza Coelho

* 30.04.1848
Maria – Bibiana de Souza Coelho
padrinhos: Porfirio de Souza Coelho e Rozinda dos Santos

* 13.06.1835
Sincero – Pedro de Sousa Coelho e Anna Mendes

* 28.07.1836
Jose – Pedro de Souza Coelho e Anna
padrinhos: Joaquim Roiz dos Reis e Barbara de Souza Coelho

* 16.04.1838
Salvelina – Pedro de Souza Coelho e Anna Maria Mendes

* 1839
Salvelino – (natimorto) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Francisco de Souza Coelho

* 31.10.1841
Genoveva – (gemea) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Antonio Ferreira da Costa e Carlota Maria Ferreira

* 31.10.1841
Raymundo – (gemeo) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Joaquim Caetano de Souza e Rita Noberta Pinta

* 11.12.1842
Honorato – Joaquim Caetano de Souza Coelho e Rita Noberta Pinta
padrinhos: Lourenco Jose Botelho e Candida Maria do Nascimento

* 16.03.1845
Jose – Simplicianno de Souza Coelho e Maria Edwiges Pereira
padrinhos: Germano Alves da Silva e Felisbina Maria da Conceicam

* 08.12.1847
Joaquim – Simplicianno de Souza Coelho e Maria Edwiges

* 20.01.1848
Laurianna – Francisco Coelho de Souza e Luiza Coelho de Almeida
padrinhos: Maria Germana de Souza e Marianna Coelho Vieira

* 24.06.1849
Francisco – Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 13.05.1852
Anna – Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 06.01.1843
Francisco – Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges
padrinhos: Francisco Caetano da Silva e Umbelina Maria da Silva

* 14.09.1839
Guilhermina – Joaquim da Costa Coelho Linhares e Maria Jose da Silva
padrinhos: Manoel Dias Duarte e Claudina Candida de Jesus

* 01.01.1843
Anna – Zacarias Coelho Linhares e Maria Joaquina da Silva
padrinhos: Simao Affonso de Azevedo e Maria Thencia da Silva

* 08.12.1854
Joaquim – Roberto Francisco de Paiva e Thereza Coelho Linhares

* 26.09.1833
Joaquim – Honorio Coelho da Silva e Simplizanna Rosa de A…..

* 18.02.1838
Antonio – Honorio Coelho Linhares e Simplicianna Roza de Andrade
padrinhos: Alexandre Fonseca de Souza e Izabel de Azevedo e Silva

[PARA AMPLIAR AS EVIDENCIAS, COPIEI OS DOIS BATIZADOS SEGUINTES DO FAMILYSEARCH

* 13.12.1809
Maria – Justiniano da Silva e Maria Freire de Oliveira

* 05.02.1817
Maria – filha de Anna Freire de Oliveira]

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03. ALGUNS DADOS TRANSCRITOS DO SITE FAMILYSEARCH

1o.) Honório Coelho Linhares, c. em 12.01.1822 c. Simplicianna Roza de Andrade
filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva
Simplicianna era viuva de Joao de “Soisa” e Silva (nao apresenta os nomes paternos)

2o.) Joaquim Coelho Linhares, c. em 09.12.1778 c. Anna Maria de Jesus
Ela era nascida em Espirito Santo, Ilha 3a., Angra, Acores, Portugal
Ele filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Antonio Coelho de Linhares e Ignacia Francisca de Jesus

3o.) Joao Coelho Linhares c. em 09.09.1783 c. Antonia Maria de “Soisa” e Silva
Joao era nascido em Angra também.
Ele filho de Antonio Coelho de Linhares e Iganacia Francisca de Jesus
Ela filha de Joao da Silva e “Soisa” e Teresa Maria de Azevedo

4o.) Firmino Coelho Linhares c. em 06.09.1815 c. Anna Maria Joaquina da Conceição
Firmino nasceu em Conceição do Mato Dentro
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Francisco da Silva e Anna Maria

5o.) Antonio Coelho Linhares c. em 08.08.1819 c. Maria Emerenciana Conceição Jacome
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Joao Coelho Jacome e Joaquina Maria da Conceição

6o.) Manoel Coelho Linhares c. em 30.08.1843 c. Joanna Rodrigues de Almeida
Ele filho de Antonio Coelho Linhares e Sebastiana Maria da Conceição
Ela filha de Joao Rodrigues de Almeida e Eugenia Rodrigues da Fonseca

7o.) Domingos Coelho c. em 24.05.1808 c. Florinda Rodrigues dos Santos
Ele filho de Domingos Coelho de Linhares e Antonia da C. Soares
Ela filha de Jose Rodrigues dos Santos e Quitéria Maria Rodrigues

8o.) Domingos Barboza da Silva c. em 16.05.1805 c. Maria Luiza de Jesus
Ele filho de Antonio da Silva Ferreira e Anna Maria Barboza
Ela filha de Joao Coelho Linhares e Antonia Maria de “Soisa” e Silva

9o.) Joao Policarpo Coelho c. em 06.02.1804 c. Maria Luiza de Jesus
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria de Jesus
Ela filha de:…..

10o.) Lourenço Coelho Linhares c. c. Maria de Jesus, foram pais de:
1. Anna nascida em 01.10.1748 em Sao Caetano, Mons. Horta, MG.

11o.) Manoel Coelho Linhares c. c. Rita Maria do Espirito Santo, foram pais de:
1. Joao nascido em 03.04.1804 em Sao Caetano, Mons. Horta, MG.

12o.) Manoel Gonçalves de Oliveira c. em 07.02.1804 c. Izabel Maria dos Anjos
Ele filho de Soterio Gonçalves Couto e Maria Angelica da Assunção
Ela filha de Joao Coelho Linhares e Antonia Maria de “Soiza”

13o.) Maria Vieira da Silva c. c. Manoel Fernandes Machado, foram pais de:
1. Joanna nascida em 01.12.1764, em Nossa Senhora da Assunção, Mariana, MG.

14o.) Joao de Sousa e Silva c. em 22.07.1812 com Simpliciana Roza de Andrade
Ele filho de Alexandro da Fonseca e Sousa e Anna Joaquina da Silva
Ela filha de Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira

Joao de Sousa e Simpliciana Roza foram pais de, pelo menos:
1. Maria nascida em 13.11.1814

Todos os documentos dessa segunda parte estão identificados como procedentes de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA. No site, quando coloca-se essa identificação, normalmente refere-se `a Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara. Assim eram chamados os lugares `a época.

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04. OUTROS DOCUMENTOS

A) Registro de casamentos de meus sogros:

Divino Luiz de Andrade c. c. Geralda Francisca de Jesus
Ele filho de:
Sebastião Luiz de Andrade e Maria Vieira de Carvalho
Neto paterno de:
Joaquim Soares de Andrade e Anna de Araujo e Silva
Neto materno de:
Manoel dos Reis de Carvalho e Maria Vieira de Araujo

Ela filha de:
Francisco Martins de Sousa e Maria Florinda de Jesus
Neta materna de:
Pedro Basilio da Fonseca e Olivia Florinda de Jesus

nota: minha sogra foi criada separada dos familiares paternos e não soube informar quem foram os avos dela. E eles também não estavam na certidão.

B) MAIS REGISTROS DO FAMILYSEARCH

I) Manoel dos Reis de Carvalho c. c. Joana Roza das Dores (Gonçalves, no II registro) e foram pais de:

1. Balduino – bat. 21.11.1814
2. Manoel – bat.16.02.1822

Penso na possibilidade de o filho Manoel ter sido o avo materno do meu sogro.

II) Modesto dos Reis de Carvalho c. em 27.02.1827 c. Lucinda Roza de Jesus

Nada consta a mais.

III.) Manoel de Araujo e Silva c. c. Lucinda Roza de Jesus, e foram pais de:

1. Anna “de Araujo e Silva”, batizada em 1816

Penso na possibilidade de essa Anna ter sido mãe da Anna avo do meu sogro.

Os documentos acima também são identificados como de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA.

IV.) Francisco Martins de Sousa c. c. Balbina G. D’Aguiar, e foram pais de:

1. Apprigio, bat. em 13.11.1887

Esse documento aparece como de SANTA CATARINA, NATERCIA, MG.

CASAMENTOS DE SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA

V.) Simpliciano de Souza Coelho c. em 08.08.1835 c. Maria Eduviges de Jesus

VI.) Germano Jose da Silva c. em 13.01.1825 c. Felisbina Maria do Espirito Santo
filho de: Luiz Alvares da Silva e Anna Maria de Mendonça
filha de Caethano de Souza Coelho e Joaquina

VII.) Candida de Oliveira c. em 1815 c. ?
filha de Manoel Jose de Oliveira e Maria Roza da Conceição

MAIS UM BATIZADO:

24.10.2869
Fortunata, filha de Dionizio de Sousa Coelho e Izabel de Moura
realizado na Igreja de Sao Joaquim, Porteirinha, MG. (Esse talvez sera de maior interesse para o amigo Mauro Moura.)

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05. PEQUENAS NOTAS ENCONTRADAS AO LONGO DAS PESQUISAS

01.) Fundadores de Sao Joao Evangelista

“ANTONIO COELHO LINHARES

Fazendeiro, casado, eleitor em 1871, com a idade de 45 anos, nascido em 1826. Entrelaçado com a família de IIDEFENSO DA ROCHA FREITAS, tendo deixado vários descendentes.”

Nota retirada do livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, I edição, 1966, de autoria do professor Dermeval Jose Pimenta. pag. 87.

A nota parece contradizer o proprio autor, ou melhor, contradiz uma suposição dele. O capitão Ildefonso e outro morador chamado Nicolau Jose de Oliveira, que deve ter sido natural do Norte de Minas Gerais, deverão ter sido os primeiros residentes europeus do local. O capitão havia comprado as terras aos indígenas.

Ildefonso era casado com dona Maria Coelho da Silveira. E a suposição era a de que o casal fosse portugues. Ele pode nao estar enganado, pois, eles poderiam pertencer a uma nova leva de migrantes.

Sempre foi assim. Um parente que fosse na frente, e encontrasse recompensa, logo incentivaria outros parentes em dificuldades, em sua região de origem, para se juntarem a ele.

Mas o nome Antonio Coelho Linhares aparece em pessoas ja assentadas anteriormente, sendo que o anterior casou-se em 1819, em Itabira, sendo filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira.

O mais provável eh que o Antonio morador de Sao Joao Evangelista fosse primo da esposa do capitão Ildefonso. E, como mandava o padrão de época, estava entrelaçado na família.

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Observe-se mais essas notas e comentarios:

“Caríssimo Valquirio.

Não tenho dúvidas a respeito do nosso parentesco com o JK. Primeiro porque quando estive em Diamantina e vi a fotografia dela, na árvore genealógica da família do ex-presidente, a confundi com a Tia Mercês, dada a semelhança. Segundo porque o nariz dela é carimbo perfeito. E, terceiro, porque o próprio JK, em seu livro de memórias, fazia referências aos “primos de Virginópolis”. Aliás, se vc. assistir à minissérie que passou na Globo, verá que também nela se faz referência a parentes de VGP, conhecidos de todos.
Abraços.
Carlúcio.”

O Carlucio Rodrigues Campos Coelho eh primo, nascido em Guanhaes, porem de Virginópolis porque foi `aquela cidade somente para nascer. Eh também um fa incondicional do ex-presidente. Tia Mercês foi irma da mãe dele e de minha mãe.

Agora observe esse pequeno trecho do livro: “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”, do professor Nelson Coelho de Senna:

“Do consorcio dos meus bisavós maternos Capitão Joao Coelho de Magalhães e Dona Bebiana Lourenca de Araujo provieram os seis filhos seguintes:

1o. – Joao Coelho de Araujo (nascido no Arraial do Morro do Pilar e casado em Diamantina com Dona Anna Rocha e ali residiu, no Beco do Coqueiro, falecendo na mesma cidade Diamantinense, onde deixou numerosa descendencia, os Coelhos de Araujo, mineradores de lavras diamantinenses, na Itaipaba, Sao Joao da Chapada e Jequitahy);

2o. – Joaquim Coelho de Araujo (também como o precedente nascido em Morro do Pilar e casado em Diamantina com Dona Maria Coelho de Souza, ali morrendo com grande descendência, havendo se dedicado ao comercio e `a mineração de diamantes);

3o.- Cassiano Coelho de Araujo (que foi de Sao Miguel de Guanhaes, como seus precedentes irmaos, para Diamantina, antigo Arraial do Tejuco, e la se casou com Dona Joaquina Simpliciana, indo viver nas lavras de Itaipaba, onde morreu, deixando descendentes)”

As outras tres foram as filhas:

4a. – D. Euphrasia Coelho de Araujo c.c. Jose Queiroz

5a. – D. Emilia Brasilina Coelho da Rocha c.c. Jose Coelho da Rocha Ribeiro (esses foram os avos do professor Nelson e Jose era primo de Emilia Brasilina).

6a. – D. Maria Eugenia Coelho (Mana), “(a qual não teve filhos de seus dois consórcios)” casou duas vezes: com Duarte Bastos de Carvalho e depois com o tenente Jose Felicio Leao.

As mulheres nao se mudaram de Guanhaes e nenhuma delas teve filha com o nome de Joaquina.

Por fim, ja contei que encontrei um “certificado de enterro”, em Virginópolis, quando estive la, no principio do presente ano de 2016, ate daqui a umas poucas horas, para o sepultamento de minha mãe, que faleceu aos 90 anos de idade. E nele estava escrito:

“Certifico que no livro de óbito No. 03, F 94, R 1146 encontra-se o registro seguinte: Aos 03 de Agosto de 1916, foi sepultado no cemitério paroquial o cadaver de Joaquina Coelho de Andrade, falecida com noventa anos de idade, viuva de Cassiano Coelho.

Frei Felix Natalicio de Aguiar.

Obs.: Extraído dia 22/01/2015, para fins de Documento.”

A secretaria da Igreja, Jessica Fernanda Rocha, enganou-se no momento de datilografar a data que foi de 2016.

Aqui vai a analise. A avo do Juscelino, a que era a foto da tia Mercês, dona Maria Joaquina Coelho, nasceu em 1843. Por isso poderá ter sido filha de qualquer dos três casais formados pelos filhos do tio Joao Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo.

Quando encontrei o “atestado de enterro” fiquei em duvida de qual seria o grau de parentesco que dona Joaquina Coelho de Andrade teria com meu trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Agora ficou claro para mim que foi irma dele e não a mãe que eu pensava que poderia ter sido. A confusão foi porque a esposa dele, que também chamava-se Joaquina, havia falecido em Virginópolis. Mas não encontrei o óbito dela e sim dessa nossa tia.

Veja que o professor Nelson disse que o tio Cassiano dele havia se casado com Joaquina Simpliciana, mas não revela o sobrenome. O simpliciana obviamente pode ter sido em homenagem `a mãe “Simplizanna”, como esta escrito no primeiro registro, do filho Joaquim.

Pode ter sido conhecida por esse complemento enquanto viva, assim como meu trisavô era conhecido como Joaquim Honório, que penso ser em homenagem ao pai.

Pela idade, Joaquina Coelho de Andrade nasceu em 1826. Se não foi encontrado o assentamento do batizado em Ferros, não poderia ser em Itabira que começou a partir de 1827, então, deve estar nos livros de Santa Barbara, pois, Itabira fazia parte da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara.

Mas nao importa muito. O que eu queria mesmo dizer eh que o Juscelino Kubitschek de Oliveira tera 33.33% de chance de ser Coelho de Andrade, pois, para que ele tenha sido primo proximo nosso, a ponto de o próprio ex-presidente saber disso, a dona Maria Joaquina, avo dele, devera ter sido filha de um dos 3 irmãos que foram para Diamantina.

Claro, outros 33.33% recaem sobre o casal Joaquim e Maria Coelho de Souza, o que soma 66.66% de chances de ele ter sido duplo Coelho.

Para somar os 100%, ao casar-se com dona Anna Rocha o irmão Joao Coelho de Araujo deve ter ido buscar a esposa na casa de algum parente, pois, o professor Nelson relata que o bisavo Joao Coelho de Magalhães casou-se com a prima carnal Bebiana Lourença de Araujo. Sao 100% chances de ser Coelho e quase quantidade igual de ser duplo!

Qual dos casais sera bisavô do Juscelino eh uma das questões que ando querendo resolver. Infelizmente não ha nenhuma referencia na internet.

E a melhor forma, penso ser, de encontrar a informação seria buscando o registro do casamento de dona Maria Joaquina Coelho com Augusto Elias Kubitschek, que foram os pais de dona Julia Kubitschek, a mãe do ex-presidente.

Infelizmente esse registro deve encontrar-se em Diamantina e não tenho como ir la verificar tao cedo.

Estranho eh alguns sites possuírem a ascendência paterna do Juscelino por diversas gerações e não mostrarem nem sequer quem foram os bisavós dele, pelo lado Coelho. Talvez estejam me aguardando. Brincadeira!!!

Uma pena o professor Nelson de Senna não ter procurado pelo menos identificar os nomes dos filhos dos tios-avos dele. Se o tivesse feito talvez ja tivéssemos nos livrado desse mistério.

Embora, como ele disse que todos tiveram vasta descendência, não sera muito difícil que todos tenham tido filha com o nome Maria Joaquina. Pelo menos o Joaquim e o Cassiano tiveram motivos para isso, pelo nome de um e o da esposa do outro.

O professor Nelson publicou o livro dele em 1939, um pouco antes de o Juscelino ter enveredado pela política e se tornado prefeito de Belo Horizonte e, depois, vindo a ser o presidente do Brasil. Se esses fatos tivessem se consumado antes ele teria feito o serviço completo.

Nao sei porque a tia Joaquina Coelho de Andrade decidiu ir morar em Virginópolis antes de falecer. Mas o provavel deve ter sido porque os filhos se dispersaram e ela tinha mais parentes próximos em Virginópolis.

Penso que o Cassiano tera falecido ainda novo, pois, no ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS, de 1872 para valer em 1873, somente o Joaquim Coelho de Araujo aparece como minerador em Diamantina.

Assim a Joaquina Coelho de Andrade devera ter ficado viuva com muitos filhos e devera ter procurado abrigo entre os parentes que se mudaram para Virginópolis. Entre eles estaria o irmão dela, o trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

E, como esse nosso trisavô, ela deve ter ido para Divinolandia de Minas, que era um distrito de Virginópolis e muito proximo. Penso assim porque os nomes Cassiano (a) são mais frequentes naquele lugar.

Em 1916 e ja adoentada deve ter procurado assistência da sobrinha, Ercila Coelho de Andrade, nossa bisavó, porque Virginópolis tinha mais recursos que seus distritos, indo ali falecer. O irmão dela, Joaquim, e a cunhada, Joaquina Umbelina, ja eram falecidos.

No texto em meu blog:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

eu ja abordei o assunto relativo a esses nossos ancestrais e tenho grande duvida quanto `a informação que nossa prima Julia Ilce, que a ouviu melhor da tia-avo, Olga, mãe dela passou. Aqui esta um extrato de la:

“`A minha questao na pagina do Facebook dela, ILCE respondeu-me assim:

“Ola Valquirio,desde menina, nas conversas noturnas na cozinha de tia Tete, com mamãe, tia Biloca, tios Marcial e Cista, Soli, Alem da Filo e Vitoria, as historias de familia eram ali discorridas, e uma destas esta minha bisavo. Depois que ficou viuva, Dindinha a levou para morar com ela, so que ela quis um quarto independente, o qual foi preparado. Ficava entre a cozinha e a saleta de fora, sao dois quartos contiguos que tiveram as portas que se abriam para o salao, fechadas e a porta de entrada foi aberta para aquele corredor onde os cavalos entravam. Estou falando do espaco que havia entre a casa de tia Tete e a casa da Cidinha. A morte dela deve ter ocorrido entre 1908 a 1910, periodo em que mamae deixou de dormir com ela , a titulo de companhia. Me lembro que mamae dizia que ate +ou – , aos 10 anos de idade, desde os 5 anos ela dormia com a avo..Isto eu sei .Abracos.”

Respondi a ela em tom de brincadeira que era mentira. Nao disse que ela estivesse inventando alguma coisa. Apenas que quem havia falecido na casa devia ter sido a bisavo e nao a avo da mae dela. Isso porque eu havia encontrado o atestado de obito de uma JOAQUINA, cujo sobrenome nao era DA FONSECA. Procurei pelos possiveis obitos do JOAQUIM e da JOAQUINA, com o nome correto, e eles nao se encontravam nos registros de VIRGINOPOLIS. Portanto, julguei que os dois houvessem sido enterrados em DIVINOLANDIA, onde residiram ou na comunidade CORREGO DOS HONORIOS. Mas isso nao tinha como comprovar.

Mas a ILCE resolveu colaborar um pouco mais. Enviou-me via e-mail com mais esses dados:

“Valquirio, vou lhe repassar dados que eu tenho aqui oriundos de documentos e anotacoes em caderno de Dindinha. Ersila Coelho de Andrade (Dindinha), era filha de Joaquim Coelho de Andrade e de Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, isto e: era minha bisavo e apos a morte de seu marido, meu bisavo, foi morar no chamado ” quartinho” independente, com entrada e saida para fora da casa de Dindinha, este tal quartinho eram dois quartoes que existiam em casa de tia Tete.

Cunha de Andrade e Ataide de Freitas eram bisavos de mamae pelo lado paterno de Dindinha; os bisavos de mamae , pelo lado materno de Dindinha, eram: Gomes de Alvarenga e Mecia de Andrade Melo. A sequencia prossegue seguindo o ritmo anterior: Fernao Alvarez e Tereza Novais de Andrade; Rui Freire de Andrade e Aldanca de Novaes. Os dois ultimos casais sao portugueses
Quanto a Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, faleceu aproximadamente na data em que lhe falei ,pois mamae foi para o Colegio de Diamantina em 1911 e quando ela foi a bisa Maria Umbelina ja havia falecido. Abracos.”]

O maior argumento que posso usar agora eh que os nomes de “bisavós” da Dindinha Ersila foram ancestrais dos Freire de Andrade e Cunha de Andrade ainda na Idade Media. Assim, creio que a Julia Ilce e ou a tia Olga e parentes fizeram confusão. E isso nada tem de anormal, pois, seria mesmo complicado as pessoas terem tudo de memória.

Outros detalhes sao esses: o trisavô Joaquim não deve ter falecido em Virginópolis e se o foi deve ter sido enterrado em Divinolandia ou Gonzaga. Ja que não conheço a parte que ele tinha no Córrego dos Honórios, porção de terra fica em uma e outra cidades, e se aquilo aconteceu, o que seria normal ja que a maioria da descendência vivia no Corrego, a descendência iria buscar o corpo da antepassada para enterra-los juntos, como reza a tradição.

Outro detalhe eh que, segundo também as tradições, os trisavós da minha geração, Joaquim Honório e Joaquina Umbelina eram pobres. Uma das razoes pelas quais o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho os teria levado para terem do que se sustentar, no Córrego que acabou recebendo o nome de Honórios. O que faz pensar que outros descendentes do Honório Coelho Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade foram junto.

Em sendo assim, ficaria um pouco inapropriado uma mãe ir residir na casa da própria filha e pedir separação do restante da casa.

O que poderia ate ser um tanto arrogante, porem, menos afrontoso, se o caso fosse de uma tia, que tivesse condições de pagar as próprias contas. E no caso a tia Joaquina Coelho de Andrade deveria ter, pois, fora esposa de fazendeiro e minerador de diamantes.

Não se pode dizer com certeza que herdou fortuna, porem, poderia ter o ranço do acreditar ser um pouco melhor que os parentes. Talvez por descender de imigrantes europeus que haviam chegado ao Brasil duas gerações anteriores. Enquanto os parentes ali fossem ja da mistura de famílias muito antigas no Brasil.

Eh um preconceito que não estava tao longe do comportamento chamado de normal para a época.

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06. MINHAS CONCLUSÕES

I. Começando pelo trisavô Joaquim Coelho de Andrade

Acredito que encontramos o batizado dele e nomes de pais e avos. Podemos chegar `a conclusão por formula estatística.

Minas Gerais não possuía mais que 1.5 milhões de habitantes quando ele nasceu sendo que a expectativa de nascimentos gira em torno de 50% para nascimento feminino e masculino individualmente. Ou seja, casais em condições de ter filhos estariam reduzidos a bem menos de 750 mil.

Mesmo que nascessem umas duzentas mil crianças por ano, isso nos daria um total possível de 1.5 milhões de meninos em 15 anos. O numero de nomes, no entanto, são bem maiores que 1.500. Alem disso, Honório, mesmo naquele tempo, não era tao comum quanto Manoel, Joaquim, Jose, Antonio, Joao etc. Portanto, não existiam tantos pais com esse nome.

Outro detalhe, o pai teria que ter o sobrenome Coelho ou Andrade ou, ainda, Coelho de Andrade. E a esposa teria que ter a combinação oposta para formar o Coelho de Andrade da família.

Outro detalhe que reduz muito as chances de ser outro eh que não se poderia calcular em relação a Minas Gerais, pois, sabemos que nossos ancestrais procediam da região entre Guanhaes e Itabira. Ou seja, a população seria minima.

A unica possibilidade de o nosso ancestral Joaquim ser outro que não o do assentamento de batismo encontrado em Ferros sera se o encontrado tiver falecido e ter nascido um irmão que recebeu o mesmo nome.

Alem disso existem outras evidencias, como a presença de uma Joaquina Coelho de Andrade, `a mesma época, e que foi chamada de Joaquina Simpliciana, pelo professor Nelson de Senna. Obvio que a mãe seria a mesma. Dona Joaquina deve ter nascido em 1826 e os pais haviam se casado em 1822, o que configura com a hipótese possível.

Algo a ser decifrado também foi saber que o Honório Coelho Linhares era filho do Antonio Coelho da Silveira. Isso nos soma mais duas alcunhas derivadas do Coelho.

O que nos leva a pensar que as famílias que nos originaram faziam parte de um grupo de sobrenomes que ja formavam uma mesma raiz famíliar, pois, sempre que aprofundamos pouca coisa numa de nossas raízes, nela se encontra um Coelho ajudando a formar a linhagem.

Acredito precisar nem mesmo exercitar mais a cabeça para dizer: “caso encerrado”. Exceto que, naturalmente, sera muito melhor quando encontrarmos documentos comprovantes da hipótese.

Foi bom saber que o trisavô Joaquim Honório teve por pais ao Honório Coelho Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Ótimo foi saber que teve por avos paternos ao Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Alem dos avos maternos: Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Sabemos agora que temos pelo menos dois tios do passado: a Maria (meio-irmã do Joaquim) e o Antonio (irmão completo). Deve ter muita gente mais.

Algo que fica definido, por esse lado, eh que: como a Simpliciana casou-se a primeira vez em 1812, isso leva a data de nascimento dela de 1800 para trás. Isso significa que os pais terão nascido pelo menos por volta de 1770.

O que implica eh que, para acharmos o fio da meada que leve a uma relação do nosso Andrade com o Andrade que corre nas veias da família do poeta Carlos Drummond, teremos que procurar nos ancestrais mais antigos que os bisavós dele Francisco Joaquim de Andrade e Maria Candida da Cunha Ataíde.

Talvez Francisco Joaquim e Jose Joaquim fossem irmãos. Afinal alguns pais tinham o habito de homenagear o santo de sua predileção, senão a si próprios e no caso o pai poderia chamar-se Joaquim, dando aos filhos um segundo prenome para isso. Conheço famílias onde todos os homens são Jose e muitas mais onde todas as filhas são Maria.

Ha outra chance, porem, mais complicada, de a trisavó Joaquina Umbelina Maria da Fonseca ser prima deles. Sei que o Fonseca esta na fabrica da familia mas nao vejo a possibilidade de encontrar isso facilmente!

2. Contradizendo sem contrariar o professor Nelson de Coelho de Senna

`A pagina 9 do livro dele: “Algumas Notas Genealógicas”, ele menciona a Cidade de Sant’Anna dos Ferros como um dos locais para onde a família materna dele se espalhou, dando a entender que os Coelho de la fossem descendentes, pelo menos do Manoel Rodrigues Coelho ou do, suposto filho, alferes de milícias Jose Coelho de Magalhães.

Acredito que ele adotou os Coelho de Andrade e os Coelho de Souza como parentes próximos sem verificar se descendiam mesmo ou não dos personagens mencionados acima.

Nao estou dizendo que seja impossível. Apenas pareceu-me que os Coelho Linhares e os Coelho da Silveira la presentes procederam de Angra do Heroismo, local cito na Ilha Terceira do Arquipélago dos Açores e, segundo o próprio Nelson, Manoel e Jose procediam do Minho, que fica no continente.

Ha que observar-se que ate hoje nada consegui a respeito dos herdeiros do Manoel Rodrigues Coelho. Pode ser que ele foi marido de alguém das Famílias Silveira ou Linhares. Ou filhas dele casaram-se com senhores de tais sobrenomes. Tudo eh possível.

Obviamente, todos acabarão se encontrando em ancestrais comuns, pois, o sobrenome Coelho iniciou-se no Continente, bem antes de começar-se a povoação dos Açores e, quando isso aconteceu, o sobrenome ja apareceu em Joao Coelho, o povoador. Mas essa eh outra historia e que ficaria para depois.

Nesse caso tornamos-nos candidatos a descendentes do Joao Coelho, mais uma vez, mas ha o senão de que existiam famílias Coelho de Linhares e Coelho da Silveira, cuja ascendência não passava pelo Joao e procedem do continente. Pode ser que os de Linhares e da Silveira dos Açores sejam procedentes de outra migração.

Também creio que o professor Nelson poderá ter-se enganado ao dizer que os 3 irmãos casaram-se em Diamantina. Como nasceram numa area relativamente próxima a Ferros poderão ter se casado e levado as esposas para Diamantina. O que não elimina a possibilidade de terem mesmo se casado por la.

Naturalmente, os mineiros daquela época estavam ávidos pelas riquezas minerais. E houve um surto de novas minas de diamantes em torno das décadas de 1830 e 1850.

Eh possível que alguns Coelho de Linhares, Coelho de Andrade, Dias de Andrade e Souza Coelho levaram suas famílias para Diamantina, sendo que os Coelho de Araújo tomaram a mesma decisão, e la se encontraram.

3. Os batizados que escolhi

Organizei por familias. Iniciei pelos Meireles Coelho porque penso que terão algo a ver com o senhor Antonio Meireles, que foi prefeito do Município de Virginópolis. As famílias estão entrelaçadas. Mas não tenho os dados da assinatura Meireles.

Postei os Coelho da Silva e Silva Coelho por causa de ser assinaturas dos Coelho do senhorio de Felgueiras e Vieira, mais antigas, e porque o escrivão enganou-se no registro do filho Joaquim, do Honório Coelho Linhares.

Ele pode nao ter se enganado totalmente, e as assinaturas poderiam mudar embora o tronco familiar que tenha dado origem a todos ser o mesmo. Assim, os postei para facilitar a busca posterior. Talvez sejamos Coelho da Silva que rendeu o Coelho Linhares e o Coelho da Silveira. Por conhecer algum ancestral o escrivão pode ter-se enganado!

O mesmo se da com os Coelho Vieira que ja foram reunidos também nos dados de Itabira que, alias, devem estar contidos num mesmo ramo de família.

Ja os Souza Coelho ha um pouco mais o que contar. Claro, ha o possível parentesco deles com o ex-presidente Juscelino. Mas o que alertou meus neurônios foi o registro:

* 27.12.1837
Leonel – filho de Bibiana de Sousa Coelho
padrinhos: Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus

Isso por dois motivos. O de o nome Leonel ser tao raro naquela região que ate ao momento somente ouvi falar de dois. E outra porque os dois estão envolvidos em nossa genealogia.

E a primeira pessoa a falar-me a respeito de um deles foi o Paulo Cesar Pinheiro, amigo que fotografou e enviou-me o livro “Algumas Notas Genealógicas” do professor Nelson Coelho de Senna. Ele entrou em contato comigo e essas duas mensagens dele resumem o assunto:

“Eu tenho o livro da Ivania, alem dela ter sido minha colega de sala no mit. O Demetrio eh irmão do meu bisavô Joao Coelho de Oliveira, do Theodoro Coelho de Oliveira e de Epifânio Sete de Abril”

“No geneaminas os dados do Demetrio são os dados da Ivania. Tem alguma coisa sobre o Epifânio mas não tem a ascendência de nenhum dos dois. O pai dos dois pela informação de uma tia avo se chamava Leonel Coelho e a mãe do Demetrio, Candida. O Epifânio eh filho da 2a. esposa do Leonel.”

O que penso ser outro Leonel trata-se de um que esta numa versão mais nova que não tenho do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Ele estava descrevendo a família do senhor Cândido de Oliveira Freire (Candinho velho) e dona Bernardina. O casal foi pai de Maria Tereza, que casou-se com Leonel Coelho de Oliveira.

O mesmo casal foi pai da Quitéria, que foi esposa do Afonso Coelho de Oliveira. Nunca soubemos os nomes dos pais dos dois maridos.

O que posso eh desconfiar que sejam filhos do Leonel mais velho e dona Candida.

Para quem nao estiver familiarizado com a genealogia de nossa família, Demetrio Coelho de Oliveira foi marido de uma das tias-bisavos da minha geração. Ele casou-se com tia Marcolina Honória Coelho. Essa foi filha de Joao Baptista Coelho e Maria Honória Nunes Coelho, um dos casais fundadores de Virginópolis.

Demetrio consta como um dos fundadores do Municipio de Coroacy, Minas Gerais. E para la levou a descendencia, da qual temos anotações apenas dos filhos.

Dois filhos do Candinho velho e dona Bernardina: Antonio Candido e Candido, casaram-se respectivamente com Virginia e Anna Honória Coelho, irmas da Marcolina mencionada acima.

Foi por essa razão que busquei no site familysearch e anotei dados de alguns Oliveira, entre os quais uma dona Candida de Oliveira. O que procurava não encontrei. Pior se deu quando procurei por Cândido de Oliveira.

Mas ao somar os dados, a hipótese que levanto eh a de que Cândido de Oliveira Freire (o Candinho velho), muito provavelmente foi irmão da dona Candida, esposa do Leonel Coelho, que penso ser o filho da dona Bibiana de Souza Coelho.

Essa suposição se da por causa da presença dos nomes Cândido(a) e por ambos os casamentos terem resultado em famílias Coelho de Oliveira. A principio pensei que os Coelho de Oliveira do senhor Leonel fossem mais velhos mas agora percebo que são de idades semelhantes.

Interessante foi que os filhos do Candinho velho, Joao e Joaquim casaram-se respectivamente com Maria e Anna Pinto Coelho. Como não temos o acompanhamento de descendência deles eh possível que existam muito mais pessoas com o sobrenome Coelho de Oliveira, sendo de uma mesma família, sem que se saiba como se enlaçam.

O professor Nelson de Senna descreveu a familia da tia-avo Olympia Pinto Coelho dele muito resumidamente. Ela deve ter adotado no sobrenome do marido que foi o ten. Gustavo Pinto Coelho. Natural de Barão de Cocais.

O professor falou apenas que Olympia e Gustavo foram pais de Miguel, Raphael, Gabriel, Elisa, Maria da Conceição. Vitalina (Lina) e Antonio Pinto Coelho. Mas os citou como: “dentre outros”. Talvez a Maria do Joao seja a mencionada da Conceição. E dentre os outros poderiam estar donas Anna e Martha.

Tomei conhecimento de dona Martha porque ela foi mãe de dona Olympia neta; que foi mãe do senhor Haroldo de Faria. Esse foi duas vezes prefeito de Pote, vive atualmente por volta dos 84 anos de vida. Ele e dona Marly Campos são os pais da Olympia, minha vizinha da porta de frente aqui no condomínio.

Outra pessoa que deve fazer parte dos Coelho de Oliveira do senhor Leonel Coelho e dona Candida devera ser o senhor Januário Coelho de Oliveira. Ele foi marido de dona Ilidia Augusta de Lacerda. O casal foi patriarca da Família Coelho de Lacerda que atualmente eh numerosissima dentre as de Virginópolis e região.

4. Ascendencia do Amaro de Souza e Silva

Outra de nossas tias bisavós, Emygdia Honória Coelho foi a esposa do Amaro de Souza e Silva. Deixaram familia enorme e atualmente contando com milhares de pessoas. A principio, espalhou-se por Virginópolis, Divinolandia de Minas, Santa Efigenia de Minas e Gonzaga. Atualmente esta no mundo.

O professor Matosinhos de Souza Figueiredo, neto do casal, vem fazendo pesquisas para catalogar essa descendencia, pesquisa praticamente concluida.

Mas esta havendo a dificuldade de encontrar-se dados anteriores ao patriarca. Pelo visto nos dados que encontram-se na relação que fiz de casamentos talvez não esteja tao difícil de encontrar-se assim. O que não se tinha era ideia da procedência geográfica dele.

Cito ai o registro de casamento da Simpliciana Rosa de Andrade com o primeiro marido, Joao de “Soisa” e Silva. Tios Emygdia e Amaro foram pais do sr. Joao de Souza Coelho e este foi o pai do professor Matosinhos. Pode ser que tenha prestado homenagem ao possível bisavo da criança!

De qualquer forma, os “Soisa” e Silva que aparecem também em outros registros devem ser de uma mesma família, e que deve também ser a do tio Amaro.

No livro “Historia de Virginópolis”, de autoria da professora Maria Filomena de Andrade, por apelido “Dona Negra”, dona Filomena descreve principios de algumas famílias primeiro moradoras do local.

Dentre elas a do senhor Jose Joaquim da Silva, apelido “Guarda-mor”. Ele foi casado com dona Modesta Carolina de Souza. Dona Filomena da relato de 10 filhos mas menciona somente os primeiros nomes embora acrescente os completos dos cônjuges.

Em meu texto: “Familias Tradicionais em Virginópolis” copiei essa parte genealógica do livro, que me foi enviada pelo primo Adamar Nunes Coelho. Entre os cônjuges estão alguns Nunes Coelho de nossa família.

Por enquanto so posso especular que esses “Souza e Silva” também procedam do mesmo grupo de famílias de Itabira e Ferros.

5. Meu parentesco com minha esposa e outros membros da família

Desde que minha sogra sucumbiu `a minha insistência e mostrou-me a certidão de casamento dela venho especulando que devemos ter algum grau de parentesco, pelo lado do Andrade do marido dela e do Fonseca que ela descende.

Agora a coisa complicou mais ao verificar que podemos ter linhas de parentesco também via Carvalho, Araújo e Vieira. Alias, o Vieira era a assinatura que eu menos esperava encontrar tao rapidamente na lista de meus ancestrais.

A sorte dos nossos filhos eh que não parece que o lado materno deles tenha a presença dos Magalhães, Barbalho e Coelho. Talvez isso va ajudar a evitar problemas genéticos com manifestação na III idade!

O motivo que eu não esperava ter o Vieira entre meus sobrenomes recentes eh que são poucas as pessoas conhecidas que sei ser Vieira em Virginópolis. E, embora hajam os casados na família, sempre me pareceram aquisições de lugares distantes. Mas nunca conheci a genealogia deles a fundo.

Uma delas foi dona Ali Vieira (D. Lili). Casou-se com nosso primo Washington da Cunha Menezes (Ostino) e os filhos deles casaram em sua maioria com outros primos nossos. Mas nunca soube nada a respeito de antecedentes dela.

Outra que entrou na família foi dona Maria Vieira. Essa agora não tenho a menor duvida que ja tinha parentesco conosco. Nasceu em Ferros e foi esposa do senhor Gil Pacheco de Magalhães.

A família deles me fugiu ao conhecimento pessoal, pois, o senhor Gil Pacheco, nascido em Virginópolis e filho dos tios-bisavos: Quitéria de Magalhães Barbalho e Joaquim Pacheco Moreira, tornou-se pioneiro de Governador Valadares em 1916, e la multiplicou a família.

Eu fui conhecer Valadares ja com 11 anos de idade, no verão chuvoso de 1969. E do senhor Gil Pacheco somente ouvi falar, o qual foi fazendeiro de larga monta e um dos mais ricos do local.

Nada contra ser Vieira. Alias, era mesmo esperado ter o Barbalho associado ao Vieira mais frequentemente. Afinal, desde os tempos do padre Vieira (1608 – 1697) a família ja estava no Brasil.

`A mesma epoca (1613 – 1681) viveu Joao Fernandes Vieira. Ele foi aquele que tornou-se senhor de engenho em Pernambuco e foi um dos chefes maiores da Insurreição Pernambucana. Quem desejar fazer melhor ideia de quem estou falando, acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/João_Fernandes_Vieira

Esse grande herói portugues e da Historia do Brasil compartilhou com os Barbalho as mesmas dificuldades e as mesmas lutas, nos mesmos lugares. Não sei se os descendentes de ambos os ramos se uniram. Exceto que a esposa Vieira do meu irmão Odon Jose procede de la!

Se nao aconteceu devera ter sido porque o ramo Barbalho do qual fazemos parte se desprendeu do grupo familiar e dirigiu-se para o Rio de Janeiro em 1643.

Outro detalhe. Os familiares de Ferros devem ser descendentes dos primeiros habitantes europeus em Minas Gerais. Isso se da pelo fato de no município ter-se encontrado ouro ja no inicio da exploração.

Alem disso, em Ferros esta um Distrito (Freguesia em Portugal) que foi fundado por Manoel de Borba Gato. Chama-se atualmente Borba Gato, em homenagem ao fundador.

Manoel de Borba Gato ao sofrer perseguições pela influencia que exercia sobre os paulistas preferiu retirar-se para o local onde encontrou ouro e fundou o arraial. Ele foi bandeirante e genro do grande bandeirante Fernão Dias Paes Leme.

Não seria surpresa se toda a população de Ferros, 100 anos depois do casamento do Manoel, fosse descendente de ambos os bandeirantes. Claro, os Vieira, Soares e outros deverão ser.

Para os que tem curiosidade de saber um pouco mais, visitem a pagina: http://cmd.mg.gov.br/nossa-historia/quanto-tudo-comecou

Ai se vera que desde 1701 os bandeirantes haviam encontrado ouro farto na cabeceira do Rio Santo Antonio (Conceição do Mato Dentro) e Borba Gato estava em Minas em época anterior. Ja sabia que bastava seguir o curso do rio para encontrar mais ouro.

6. Silveira, Carvalho, Araujo e Souza

Esse eh um grupo de famílias ligadas por laços matrimoniais entre elas próprias e que também se entrelaçaram com os Coelho e Barbalho em Virginópolis e região. Os nomes `as vezes não aparecem mas estão pelo menos nos ancestrais.

Mas a referencia que possuo dessas famílias eh o casal Jose Gonçalves de Souza (seo Ze Simao) e dona Regina Silveira da Silva. Em meus tempos de criança foram vizinhos de rua de meus pais e residiram numa casa construída pelo nosso bisavô Joao Rodrigues Coelho.

Tiveram diversos filhos, entre os quais, dona Madalena Gonçalves de Souza que foi a primeira esposa do Everardes Rodrigues Coelho. O filho deles, Ricardo Rodrigues Coelho e o cunhado dele Joberto Miranda Rodrigues juntaram dados que formaram o site gencoelho. Pode-se acessa-lo via o endereço:

http://gencoelho.xpg.uol.com.br/jose_vicente_de_miranda/pafg70.htm#18

Dona Regina teve irmãos que foram para Virginópolis ou deixaram descendência por la.

Acredito que essas sejam famílias que seguiram o curso natural da colonização, no sentido rio abaixo, ou seja, prosseguindo a colonização orientada pelo Rio Santo Antonio que em suas cabeceiras conta com a Cidade de Conceição do Mato Dentro, passa por Morro do Pilar e Sao Gonçalo do Rio Abaixo, segue em direção a Ferros e prossegue a Dores de Guanhaes, Braúnas e Açucena.

7. Familias e enlaces em Braúnas

Nao apenas os Souza e Silveira fizeram esse itinerário migratório. O Teixeira do senhor Alípio Teixeira procede de Dom Joaquim. Ele passou em Nossa Senhora do Porto de Guanhaes e levou dona Alice Reis. Dona Alice foi uma descendente do tronco Pimenta Vaz-Barbalho, descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Com fazenda em Braúnas, o casal residiu em Virginópolis e tiveram descendência casada com nosso Coelho e Barbalho.

De la também procede um ramo Pereira que acredito ter relação familiar com o senhor Ponciano Pereira da Costa e Anna Maria da Silva. O casal aparece como padrinhos em um batizado de 1845 que não transcrevi.

Deve ter sido parente do senhor Longino Pereira, ex-prefeito e fazendeiro de Braúnas, que foi genro do senhores Alípio e Alice e as diversas filhas estão entrelaçadas com a família Coelho e Barbalho.

Entre elas esta a Alice (neta) que casou-se com o Geraldo e tiveram o Icaro. O Icaro eh o marido da prima Camila Coelho Figueiredo. Ambos são primos entre si e nossos.

Por fim, de la procede a Familia Pinto Alves. A familia ja foi retratada em livro de genealogia. Faz parte dela o senhor Geraldo Alves, antigo morador de Virginópolis, em cuja família meu irmão Ney Barbalho casou-se.

A familia esta espalhada na região. E muitos residem ou nasceram em Santa Efigenia de Minas. La eh domínio dela. O ex-deputado Geraldo Sardinha faz parte da família.

Antes que me esqueça por essa via também devem ter passado alguns Coelho da Silva. Alguns chegaram a Virginópolis mas não tenho o acompanhamento deles. Sei que ha ramo que chegou a Sao Geraldo da Piedade, na antiga divisa de Virginópolis com Governador Valadares.

Houve o senhor Gilberto Coelho da Silva que deixou numerosa descendência mas parece ter vindo de outra procedência, pelo lado do Serro ou Curvello. Era casado com dona Marciana Soares de Souza. Dizem que era preto casado com uma branca. O Icaro descende dele.

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07. OUTROS ANCESTRAIS DOS BARBALHO

Inadvertidamente, fiz uma referencia ao amigo Mauro de Andrade Moura a respeito do endereço:

https://www.genealogieonline.nl/en/rodriguez-lopez-y-uribe-senior/I455.php

Ja ha algum tempo o primo Jacques Soares o havia me passado. Nossa curiosidade a respeito dele se dava por ter sido marido de dona Paschoa Barbalho o Pedro da Costa Ramires. E em época anterior a eles viveu no Rio de Janeiro o Duarte Ramires de Leon, alias, Benjamin Beneviste.

Mas `a epoca parece-me que o documento não dizia que um dos filhos do Duarte era o Domingos Rodrigues Ramires ou eu não sabia ainda que o pai do Pedro chamava-se Domingos. Revendo, então, o documento e percebendo a presença do nome, penso que bateu a evidencia com os dados.

Assim agora temos:

Duarte Ramires de Leao c. em 02.08.1617 c. Beatriz da Costa, e foram pais de:

1. Gregorio Mendes de Leao c. em 1655 c. Ester Barzilay (+ Ines de Lima)

Esther Barzilay foi filha de Joao Rodrigues Nunes (ou Jacob Barzilay)
2. Branca Henriques
3. Isabel Gomes da Costa c. c. Manoel do Vale da Silveira
4. Domingos Rodrigues Ramires c. c. Brites da Costa

* Brites da Costa era filha de Manoel do Vale e sobrinha do marido Domingos Rodrigues
* Domingos teve também uma amasia com Maria de Andrade.

Encontrei dados também no livro: “A INQUISIÇÃO CONTRA AS MULHERES: RIO DE JANEIRO, SÉCULOS: XVII E XVIII”. O extrato pertence ao capitulo: “OS MENDES-VALE”, pags. de 74 a 78.

Ali se informa que Benjamin era parente de ISHACK DE MATHATIA ABOAB.

Interessante a respeito dessa identidade foi que os judeus `a época da Invasão Holandesa de Pernambuco foram chefiados por Isaac Aboab da Fonseca. Apos a expulsão ele dirigiu-se para a Holanda. Quem desejar saber mais veja o endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Aboab_da_Fonseca

Devera ser parente também do Duarte Ramirez de Leon, que era espanhol.

Do livro pude extrair mais esses detalhes da genealogia:

Gaspar de Cea (Seia) foi provedor da Misericordia de Viana. Foi o pai de Gregorio Mendes de Cea, natural de Aveiro, casou-se com Izabel Gomes (crista-nova) e natural da Vila de Caminha, era filha de Gabriel Ribeiro da Costa, natural de Lisboa, e Caterina Rodrigues, natural de Caminha; foram pais de:

1. Izabel Mendes de Cea (Viana, 1589) – Luis Pires
2. Messia Barbosa
3. Beatriz da Costa c. em 02.08.1617 c. Duarte (Benyamin Benveniste) Ramires de Leao.

Do livro: “A Inquisição Contra as Mulheres: Rio de Janeiro, Séculos XVII e XVIII” cap. “Os Mendes-Vale”, pags. 74 a 78, temos:

Gabriel Ribeiro da Costa c. c. Caterina Rodrigues, pais de:

1. Isabel Gomes – Gregorio Mendes de Cea

2. Messia Barbosa – Paulo Rodrigues e pais de: Gregorio, Manoel e Isabel

3. Beatriz da Costa – Duarte Ramirez de Leon, pais de: Branca, Gregorio, Antonia, Jose, Leonor e Isabel.

Acrescente-se mais esse registro de casamento retirado do Familysearch:

Jose Rodrigues c. em 24.06.1730 c. Thereza de (Aguiar) de Oliveira
Ele filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle
Ela filha de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira

O casamento aconteceu na Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mariana, MG.

Acredito que Joao de Aguiar Barbalho foi filho de Manoel de Aguiar e dona Maria da Costa Barbalho, que era filha do Pedro da Costa Ramires e Paschoa Barbalho.

Talvez esse casamento comprove a aliança que houve entre os Mendes-Vale e os Barbalho.

Acredito que os antigos “associados” da comunicação em Minas Gerais (Tvs Tupi, e membros Alterosa e Itacolomy, alem dos jornais Estado de Minas e Diário da Tarde) tiveram associação com as famílias de Braúnas.

Lembro-me de minha infancia ouvir os sobrenomes Costa Val e Teixeira da Costa ligados aos órgãos de comunicação. Mas de memória agora não sei ligar os fatos e distinguir a relação. Creio que o Val eh o mesmo Vale ou Valle. Talvez disfarçado para ocultar a origem crista-nova `a época da Inquisição!

OBS.: TROCANDO EM PORMENORES

Temos que deixar essa parte do nosso dialogo genealógico de molho por enquanto. Cometi um engano ao ligar as aparências `a identidade das pessoas.

Eu tinha uma previa a respeito de que o pai do nosso ancestral Pedro da Costa Ramires chamava-se Domingos … Porem não sabia-lhe o complemento do nome. Quando apareceu o Domingos Rodrigues Ramires como possível candidato e, verificando os sobrenomes dos ancestrais deste, pensei ter encontrado o nome dos genitores dele.

O engano se desfez com a verificação no livro: “O Cristão-Novo na Obra de Carlos G. Rheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)”; dos autores Egon Wolff, Frieda Wolff et ali, 1990, Brazil, 166 pages.

Ali temos uma pequena descrição onde se encontra: Páscoa Barbalho foi casada com “Pedro da Costa Ramires, filho de Domingos de Carvalho de Figueiredo e Ines da Costa, que foram pais de Jose da Costa Barbalho …”

Algo que fez-me alertar e buscar melhor foi retornar ao endereço: http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf. Esse trabalho excelente do professor Joao Fragoso traz em sua paginas finais um anexo (1) com o quadro de “Fundadores e Primeiros Senhores de Engenho das Famílias Senhoriais do Rio de Janeiro.”

Inicia-se `a pagina 103 e ja na pagina 106 temos que houve um engenho fundado em 1619 por Antonio da Costa Ramires que, em 1668, era do Pedro da Costa Ramires. Isso levou-me ao raciocinio de que havia mais de uma possibilidade de o sobrenome “da Costa Ramires” entrar no nome do nosso ancestral Pedro.

Pelo que ja encontrei, somente os pais dele, não tenho como afirmar que o Antonio seja parente dele. Também não tenho como excluir a possibilidade de a esposa do pai dele, Ines da Costa, pertencer `a mesma linhagem procedente do Gregorio Mendes e do Gaspar de Cea. Portanto ha que esperar-se um pouco mais para tirar uma conclusão mais concreta.

Algo que ja posso afirmar eh que o quadro do trabalho do professor Joao Fragoso ja nos mostra ligações e possíveis ligações com diversos senhores de engenho da elite senhorial do Rio de Janeiro `aquele tempo. Claro, o quadro mostra os irmãos: Jeronymo e Agostinho Barbalho Bezerra (pág 106).

O Jeronymo, nosso ancestral, foi genro do Joao do Couto Carnide e a esposa dele, Isabel Pedrosa, foi filha da dona Cordula Gomes, que era filha do Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia, a poderosa (porque viveu 100 anos), pag. 107.

Ja o Agostinho casou-se com Brites de Lemos. Ela foi filha do riquíssimo Joao Alvares Pereira (pag. 112). E era neta, por parte materna do Diogo de Montarroyos (talvez pag. 111, a duvida se da porque poderá ser um filho, pois, o Diogo ganhou terras que haviam sido do Bras Cubas que, apos ajudar a conquistar o Rio de Janeiro aos Tamoios e franceses, preferiu dirigir-se para Santos, SP, onde eh fundador.

`A pagina 109 aparece o Joao Pimenta de Carvalho mas nao apresenta a data do engenho. Nesse caso temos duas chances de ser nosso ancestral, pois, temos o Joao que foi o capitão-mor da Capitania de Sao Vicente e residiu na Ilha Grande, casado com Susana Requeixo Estradas, salvo engano, terceiro-neta do Martim Afonso de Sousa, o primeiro Governador Geral do Brasil.

O outro Joao Pimenta de Carvalho eh um descendente deles que foi casado com Maria Machado. Eles foram pais do Belchior Pimenta de Carvalho. Este, segundo o professor Dermeval Pimenta, foi o pai da Josefa Pimenta de Souza, esposa do Manoel Vaz Barbalho, que suponho ser pais do Jose Vaz Barbalho, o pai do nosso conhecido quartavo, padre Policarpo Jose Barbalho.

Falta apenas comprovar essas passagens, pois, o professor Pimenta atribuiu pais diferentes ao Belchior que, para ele, seria neto do capitão Manoel Pimenta de Carvalho, irmão do capitão-mor Joao. Ambos foram filhos de Gonçalo Pimenta de Carvalho, natural de Vila de Portel, e Maria Jacome de Melo, natural de Vila Viçosa. E essa parte da genealogia pode ser verificada através do estudo, contido no endereço:

http://livrozilla.com/doc/1620336/primeiras-gerações-dos-pimentas-de-carvalho.

Para confirmar que dona Susana Requeixo Estrada foi descendente do Martim Afonso de Sousa, basta visitar o site via o endereço:

http://www.marcelobarbio.net.br/pafg439.htm#9202.

Aqui basta clicar o espaço de pais (parents) a frente do nome dela e seguir a linhagem feminina que chegar-se-a ao Governador Geral. Claro, quem optar por ver mais ira encontrar os nossos ancestrais que chegam `as cortes reais portuguesa e todas as outras europeias.

Mas antes de tudo, esta me faltando a oportunidade de estudar a coleção do Rheingantz, “Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)”. Eh possível que nele eu encontre ligações familiares de nossos ancestrais com boa parte da elite senhorial do Rio de Janeiro. A começar pela primeira pagina (103) onde o Belchior Pontes e o Belchior Andrade e Araújo foram cabeças de famílias nas quais o Manoel Pimenta de Carvalho se casou.

Nessa coleção devera ser possível encontrar ancestrais do Manoel de Aguiar, marido de dona Maria da Costa Barbalho, filha dos Pedro e Páscoa, os quais foram os pais do Manoel Vaz Barbalho. Gostaria de buscar os ancestrais dele, pois, se minhas conclusões estiverem corretas, vem da linhagem dele o nosso cromossoma Y que se propagou através do ramo Barbalho e que chegou ate a nos.

Outros que deverão entrar como membros colaterais da nossa família serão os Calheiros. Segundo o que tenho, a irma dos Jeronymo e Agostinho, Cecilia Barbalho Bezerra, foi esposa do Antonio Barbosa Calheiros. Embora tenha sido dito que ele era proveniente da nobreza, ao mesmo tempo que deixou fortuna parca para a viuva.

O pouco que tinha ela construiu um anexo `a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda para abrigar candidatas ao sacerdócio feminino. Foi a precursora do primeiro Convento feminino instalado no Rio de Janeiro, instalação que somente foi findada em 1750.

 

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11. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO II

`As vezes as coisas estão em nossa frente e a gente não as enxerga como deveriam ser vistas. Postei em minha nota anterior diversos registros de casamento da Família Coelho Linhares, lavrados em SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA (provavelmente ITABIRA), mas não havia analisado-os a ponto de chegar a melhores conclusões.

Reorganizando, então, posso compreender melhor como a família se formou e quem sabe, talvez, facilitar os estudos que seguirão. Segue assim:

1. Antonio Coelho de Linhares c. c. Ignácia Francisca de Jesus e foram pais de:

I. Anna Maria de Jesus, nascida em Angra, Acores, c. em 09.02.1778 c. Joaquim Coelho Linhares, filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira.

II. Joao Coelho de Linhares c. em 09.09.1783 c. Antonia Maria de Sousa e Silva, filha de Joao da Silva e Sousa, natural de Angra, Acores, e Teresa Maria de Azevedo.

I. Anna Maria de Jesus c. c. Joaquim Coelho Linhares e foram pais de:

I.1 Joao Policarpo Coelho c. em 06.02.1804 c. Maria Rosa Pereira

I.2 Firmino Coelho Linhares c. em 06.09.1815 c. Anna Maria Joaquina da Conceição, filha de Francisco da Silva e Anna Maria

I.3 Antonio Coelho Linhares c. em 08.08.1819 c. Maria Emerenciana Conceição Jacome, filha de Joao Coelho Jacome e Joaquina Maria da Conceição.

II. Joao Coelho de Linhares c. c. Antonia Maria de Sousa e Silva e foram pais de:

II.1 Izabel Maria dos Anjos c. 07.02.1804 c. Manoel Gonçalves de Oliveira, filho de Soterio Gonçalves Couto e Maria Angelica da Assunção.

II.2 Maria Luiza de Jesus c. em 16.05.1805 c. Domingos Barbosa da Silva, filho de Antonio da Silva Ferreira e Anna Maria Barbosa.

II.3 Custodia Jacinta de Jesus c. em 16.05.1805 c. Antonio Gonçalves do Couto filho de . Gonçalves e Maria Angelica da Assunção.

Obs.: provavelmente o pai do Antonio foi Soterio Gonçalves do Couto e o nome nao pode ser lido no casamento dele, porem o foi no casamento de Manoel e Izabel. Sao, portanto, 2 irmãos casados com 2 irmãs. Encontrei a Custodia posteriormente a ter escrito a primeira parte.

Por aqui pode-se observar que todos pertenciam a uma mesma família. E as datas de casamentos nos ajudam a fazer uma estimativa aleatória provável das datas de nascimentos dos personagens.

Uma hipotese(*):

II.4 Antonio Coelho da Silveira c. c. Maria Vieira da Silva, pais de:

1. Honório Coelho de Linhares c. em 12.01.1822 c. Simplicianna Rosa de Andrade, filha de Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira, e foram pais de:

a. Joaquim, nascido a 26.09.1833, em Sant’Anna dos Ferros
b. Antonio, nascido a 18.02.1838, em Sant’Anna dos Ferros
c. (*) Joaquina Simpliciana Coelho de Andrade, nascida em 1826, em Sant’Anna dos Ferros, e c. c. Cassiano Coelho de Araujo, filho do capitão Joao Coelho de Magalhães e Bebiana Lourença de Araujo. Joaquina foi enterrada em Virginópolis, em 1916.

* Aqui estou levantando a hipotese de que o Antonio, pai do Honório, foi filho do Joao Coelho de Linhares e Antonia Maria de Sousa e Silva.

1′ Simplicianna Rosa de Andrade c. em 22.07.1812 c. Joao de Sousa e Silva. filho de Alexandro da Fonseca Sousa e Anna Joaquina da Silva, e foram pais de:

a. Maria, nascida a 13.11.1814, em Itabira.

Aqui também não sera difícil imaginar que os dois maridos da Simplicianna Rosa, Joao e Honório, foram aparentados.

Outra possibilidade sera a de que, sendo Joaquim (1833) o nosso trisavô, ele tera se casado com outra aparentada, Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, que, talvez, tenha sido neta do casal: Alexandro da Fonseca Sousa e Anna Joaquina da Silva.

Algo que estranhei, e por mais que tenha procurado, não encontrei registros de famílias no site familysearch com os sobrenomes Coelho da Silveira ou Coelho Linhares `a época nas Ilhas dos Açores.

Embora no registro do casamento da Anna Maria com o Joaquim esteja escrito que ela tenha nascido la. Talvez eles procedessem de outras paragens e o escrivão enganou-se. Ou talvez procedessem de alguma freguesia que o site não fotografou os documentos.

Baseado nessas conjunturas e outras levantei a suspeita de que poderiam proceder de Pernambuco, quem sabe, da Bahia. Bom, nessas conjunturas todas, penso que temos pelo menos 3 oportunidade de descendermos dessas famílias através de: (hipóteses)

1. O Coelho da Silveira, o Coelho de Linhares e o Coelho de Vieira procediam diretamente de Portugal, mas nao tive acesso aos ancestrais deles;

2. Os Linhares, Silveira e Vieira chegaram no inicio da povoação de Minas Gerais e se encontraram com os Coelho também primeiro chegados formando as 3 assinaturas;

3. Os sobrenomes ja haviam se formado no Brasil mesmo, e seus componentes migraram para Minas durante o Ciclo do Ouro.

Em primeiro lugar temos em linha no mapa de Portugal, Linhares, Vieira de Leiria e Silveira. Ha a Silveira do Minho, onde possivelmente seria mais fácil formar-se a família Coelho de Vieira ja que o Minho e circunferências do Porto foram uma toca deles.

Deve haver na região de Leiria alguns Coelho, pois, ha restaurantes e hotéis com esse sobrenome. O problema eh que a internet não esta oferecendo nada dos tempos mais antigos.

Realmente, na internet nao encontrei nada mais promissor. Nenhum dos 3 sobrenomes pretendidos deu-me alguma resposta favorável. Exceto por um pequeno detalhe. E que esta no endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_Coelho_da_Silveira

Trata-se do pintor Bento Coelho da Silveira, nascido em 1617 e falecido em 1708. Mas não tive acesso `a genealogia dele. Ele deve ter deixado pelo menos descendentes no senso da arte. Eh possível que os discípulos dele geraram ao Mestre Ataíde, que completou com sua arte a fabulosa criação do Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa).

As outras combinações de sobrenomes existiam em tempos passados. Mas `aquela época não se tinha o conceito de família em função de muitos dos sobrenomes. Não era automático um pai assinar um sobrenome e os filhos seguirem a mesma assinatura, exceto em casos particulares.

Alias, ate aos anos 1500 a preferencia era mesmo pelo nome simples. E se fazia homenagem a qualquer dos ancestrais, não necessariamente aos pais. A partir de então parece que popularizou-se a coleção de sobrenomes de família. Principalmente entre os nobres temos os que assinavam 5, 6, 10 etc sobrenomes.

O objetivo disso era garantir o privilegio da nobreza. Se a pessoa tinha em seus ancestrais mais títulos de nobreza também garantiria melhores oportunidades. Esqueçam a fantasia da “meritocracia”. So se for na Suíça, não em Portugal e colónias!!!

Como se pode observar, o centro dos sobrenomes Coelho da Silveira e Coelho Linhares, na região de Itabira foi o casal: 1. Antonio Coelho de Linhares c. c. Ignácia Francisca de Jesus.

Pelo conjunto de dados disponíveis ja deviam pertencer a uma mesma família, embora usassem alternadamente o Linhares ou o Silveira. Outra conclusão importante eh a de que, pela data dos dois casamentos seguintes, Antonio e Ignácia Francisca terão nascido em torno dos anos 1730.

Embora nao fosse necessario, pode ser que algum deles tenha sido filho de algum dos patriarcas Coelho que se instalaram em Minas Gerais no inicio do Ciclo do Ouro. Bastava que as esposas de tais tivesse ascendência nos Linhares.

E um dos tais poderia inclusive ser nosso suposto ancestral Manuel Rodrigues Coelho. Sabe-se com absoluta certeza que nos anos 1730 ele ja rondava por Minas Gerais. O que não tenho eh(são) o(s) registro(s) de casamento(s) dele.

Nesse caso, o professor Nelson Coelho de Senna não teria se enganado ao incluir Sant’Anna dos Ferros como ponto de multiplicação de nossos possíveis parentes, e nos ja seriamos aparentados inclusive do nosso ancestral Joaquim Coelho de Andrade, mesmo antes de ele ser nosso ancestral.

Como por esses caminhos nada consegui, resolvi por em teste outra hipótese. A de que os Silveira procediam de dentro do Brasil mesmo. E para isso recordei meus antigos conhecimentos e observações.

Em primeiro lugar, o autor da “Nobiliarchia Pernambucana”, Antonio Borges da Fonseca, ja nos havia dado uma pequena introdução ao assunto. Na descrição da família de Felippe Barbalho Bezerra, informa que fora casado com uma prima. Felippe era irmão do Luiz Barbalho Bezerra.

Felippe foi casado “a 24 de setembro de 1608 com Seraphina de Moraes, filha de Domingos da Silveira e de sua mulher Margarida Gomes Bezerra, em titulo de Bezerras, Morgados da Parahyba.”

No livro dele também esta escrito que Jeronymo Barbalho Bezerra: “que foi para o Rio de Janeiro, onde ha noticia que morrera degolado.” Atualmente os genealogistas afirmam que o “degolado” era filho do Luiz. Indiferentemente disso, esse Jeronymo eh o nosso ancestral.

Ele também afirmava que o Antonio Barbalho Bezerra que casou-se com Joanna Gomes da Silveira, herdeira de Duarte Gomes da Silveira, um dos conquistadores da Parahyba, e que instituiu o riquíssimo “Morgado do Salvador do Mundo da Parahyba” em nomes dos nubentes, era filho do Felippe e nao do Luiz, como afirma-se atualmente.

Ja o filho do Luiz, ele da como casado com Maria Monteiro, filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, que era tio dos filhos do Luiz.

Por essas discrepancias entre os passados antigo e mais antigo eu havia estudado um pouco a genealogia dos Silveira.

E via internet fui informado que houve um patriarca na família que durante o período da conquista do Norte da Africa, entre pouco antes e o inicio dos 1500, tomou uma princesa local para casar-se. E deles procedem os “da Silveira” inicialmente de Pernambuco.

Baseando-me também na atualidade não tao recente recordo-me que os descendentes dos Silveira em Virginópolis apresentam uma característica inegável da mistura de raças. Não ha muito predomínio de ascendência europeia nem de algum ramo de pele mais escura.

Para quem os conhece em Virginópolis, posso citar os amigos Henrique e Denis, filhos do senhor Efigênio Henrique; o Geraldo “Lay” e a Nina, filhos do senhor Raimundo “Simao” e ate mesmo a Dione e o Ricardo, filhos do Everardes Rodrigues Coelho e dona Magdalena Gonçalves.

Eles variam entre o louro e o escuro. Mas os olhos claros estão presentes em todos.

Eu jamais poderia esquecer os tao famosos olhos verdes da bisavó Dindinha Ercila que tanto encantaram o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho.

Pensando nisso também foi que levantei a hipótese de que encontraria membros das Famílias Coelho e Silveira se encontrando por volta ou antes do inicio do Ciclo do Ouro. E recorri ao Borges da Fonseca para confirmar ou negar isso.

E na pagina 49 da Nobiliarquia dele encontrei:

“Narcisa Gomes [no capitulo dos Silveira] que casou com Ayres de Sousa Coutinho, filho de Manoel Coelho e de sua mulher D. Guiomar Coutinho. E de sua sucessão se trata em titulo de Sousas Coutinhos,” Bom, o tit. Sousas Coutinhos esta a partir da pagina 81.

Infelizmente, nao ha a informação prometida ali. Talvez seja porque ela esteja no vol. 2 da Nobiliarquia, o qual não tenho acesso.

Contudo, ha um titulo que não esta no índice. E ele esta na sequencia dos Sousas Coutinho. Eh tao interessante que resolvi copia-lo por inteiro. Isso porque ele não apenas menciona a maioria dos sobrenomes de famílias que prosperaram na região de Itabira e Ferros.

O capitulo se difere da estrutura do restante da Nobiliarquia do Borges da Fonseca. O que me leva a crer que ele o copiou de alguma solicitação de Carta de Brasão, ou a própria sem o mencionar.

Gostaria que quem o lesse o fizesse com muita atenção. Observa-se ai a presença de dois ramos que se encontram com a raiz Coelho. Leia-se, então:
‘                                                     “ANNAES DA BIBLIOTHECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO
‘                                                                                               VOLUME XLVII
‘                                                                                                          1925
‘                                                                               NOBILIARCHIA PERNAMBUCANA
‘                                                                                                          POR
‘                                                                ANTONIO JOSE VICTORIANO BORGES DA FONSECA
‘                                                                                                          VOL. 1
‘                                                                                             RIO DE JANEIRO
‘                                                                                     BIBLIOTHECA NACIONAL
‘                                                                                                           1935

Pagina 85

‘ “FAMILIAS DE MOURA COUTINHO, CALHEIROS E
‘ SILVA VIEIRA

‘ Pedro Cardoso de Moura, natural de Lamego, filho de Francisco de Moura, natural da freguesia de Santa Maria de Sedielo do Conselho de Penaguiao, Senhor da Ilha de Graciosa, do Conselho d’Estado, Commendador da Commenda de S. Miguel Dio, na Ordem de Christo, neto de Pedro Annes, natural do mesmo lugar e sobrinho de Goncalo Lopes de Guadelupe, descendente de Antonio de Guadelupe, Cirurgiao-Mor do papa Clemente V e do Imperador Augusto Cesar. Casou com D. Catharina da Costa natural da Villa do Conde, legitima filha de Sebastiao Pires e de sua mulher Guiomar Fernandes moradores na dita Villa do Conde, neta por via paterna de Marcos Pires e de sua mulher Catharina Fernandes, por via materna neta de Duarte Fernandes e de susa mulher Leonor Pires. Deste matrimonio, alem de outros filhos, nasceo Manoel da Costa Moura, natural de Sedielo, bispado de Lamego, veio de tenra idade em companhia de seus pais a Pernambuco no principio de sua povoacao servindo de secretario dos Orphaos em 1641. Casou com D. Margarida Coutinho natural de Lisboa que veio a Pernambuco convidada por seu tio o Padre Fr. Angelo, Monge Benedictino, foi duas vezes D. Abbade do Mosteiro de Sao Bento de Olinda, a primeira em 1620 a segunda em 1624, sendo depois Provincial desta Provincia do Brasil, filha legitima de Fernao Coutinho Commendador do Soto, filho legitimo de Antonio de Asevedo Coutinho, Fidalgo honrado, e de sua mulher D. Isabel de Noronha Sarnache; de seu matrimonio nasceo entre outros filhos, D. Custodia Coutinho, que casou com Lasaro de Barros Catanho, proprietario dos officios de Escrivao da Alfandega da Parahyba, Contador e Guarda Livros da mesma e Juiz do Peso do Pao Brasil, o qual era filho de Manoel Francisco e Isabel Gomes Catanho, natural da Ilha da Madeira, que era filha de Manoel Catanho e de sua mulher Gracia do Rego Barreto, naturais da Ilha da Madeira; de seu matrimonio nasceo D. Gracia de Barros Catanho, que casou com o Sargento-Mor Manoel da Silva Vieira, natural da Ilha da Madeira, o qual era filho de Sebastiao Nunes, natural da Comarca de Lobos da Ilha da Madeira, e de sua mulher Brites Vieira da Silva natural do mesmo lugar, de cujo matrimonio nasceo, entre outros filhos, D. Theresa da Silva Vieira que casou com o Doutor Francisco Calheiros, o qual era filho de Gaspar Calheiros, natural de Iguarassu e de sua mulher Clara da Rocha, neta pela parte paterna de Goncalo Calheiros, natural de Vianna e de sua mulher Maria Vieira natural de Iguarassu; e pela parte materna neta de Antonio Coelho, natural de Telheiros, Patriarchado de Lisboa, e sua mulher Andresa da Rocha, natural da Villa de Iguarassu, que era filha de Manoel da Rocha. (este filho de Francisco Dias da Rocha, o qual era filho de Diogo Lopes e de sua mulher Violante Fernandes, do Conselho de Barqueiro, que era filha de Joao Lopes do Ribeiro e de sua mulher D. Beatriz Dias) e sua mulher Graca Dias da Rocha. Do matrimonio de D. Theresa da Silva Vieira e do Dr. Francisco Calheiros nasceram cinco filhos: D. Francisca, casou com Jose da Costa Bezerra; D. Clara da Silva Vieira, casou com o Capitao Francisco de Mello e Silva; D. Antonia casou com Francisco Pinto Correia, senhor do engenho Inhobim; D. Custodia Coutinho, casou com Jose Goncalves Teles; D. Maria Jose do Desterro, que terceira vez casou com o Sargento-Mor Miguel Alvares Lima, Escrivao da Fazenda Real e da Camara Episcopal (o qual era filho do Tenente Antonio Alvares Lima, Familiar de numero do Santo Officio, e de sua mulher D. Marianna Monteiro, neto pela parte paterna de Balthasar Goncalves Lima e sua mulher Maria Mendes Pereira, naturaes da Villa de Barcelos, neto pela parte materna de Domingos Monteiro de Oliveira e sua mulher Maria Dias Vieira) de cujo matrimonio nasceram seis filhos: Fr. Francisco de Jesus Maria, Religioso da Ordem de N. Senhora do Monte do Carmo; Fr. Jose Joaquim, Religioso da mesma Ordem; O Pe. Antonio Jose Alvares de Lima; D. Paula Monteiro de Lima que casou na Parahyba com seu primo o Coronel Francisco Pinto Correia Junior, senhor de engenho; D. Marianna Monteiro de Lima, que casou em Olinda com o Capitao de Ordenanca Antonio Dantas Correia, Senhor do engenho Fragoso; o Capitao Francisco Alvares Lima; senhor do engenho Muribequinha, que casou com D. Antonia Nogueira, legitima filha do Mestre de Campo General de Infantaria Goncalo Pinto Calheiros, Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Jeronyma Thenorio de Inojosa Velasques Selidar, digo, de Inojosa, irma de Manoel de Inojosa Velasques Selidar, Governador do Alvarve, ambos legitimos filhos do Tenente General Jeronymo de Inojosa Velasques Selidar, Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Maria Mendes Thenorio; (de seu matrimonio nasceo, entre outros filhos, o Capitao-Mor Christovao Miz Inojosa, Cavalleiro da Ordem de Christo, que casou com D. Catharina de Menezes que era filha do Tenente Jose da Fonceca Barbosa e sua mulher D. Lucinda de Mendonca; neta pela parte paterna de Pedro Fonceca Barbosa e sua mulher Barbara da Fonseca, neta parte materna do Tenente Coronel da Capitania de Itamaraca Jose Diogo de Menezes e sua mulher D. Maria Mendonca e Sal. Deste matrimonio nasceo, entre outros filhos, D. Josepha de Inojosa, que casou com Jose Goncalves de Oliveira, irmao do Reverendo da Cathedral de Olinda Aleixo Manoel do Carmo, e do Sargento Mor Agustinho Gohcalves de Oliveira Escrivao da Vedoria Geral da gente de Guerra da Capitania de Pernambuco, todos legitimos filhos do Capitao-Mor Agustinho Goncalves de Oliveira, natural do Porto e sua mulher, digo, e pela parte materna neto de Manoel Coelho Ferreira, natural de Muribeca; (deste matrimonio nasceo, entre outros filhos, Manoel do Carmo Inojosa Capitao de Ordenancas do Recife, por patente regia, e Sargento-Mor graduado; Guarda-Mor e Escrivao da Mesa Grande de Estiva da Alfandega de Pernambuco, que casou com D. Joanna Felicia do Espirito Santo, irma do Reverendo Conego da Cathedarl de Olinda e Vigario da parochia de Santa Lusia do Norte, Antonio Alvares de Miranda Varejao cavo. da Ordem de Christo, e de Joao Alvares de Miranda Varejao Official-Maior da Secretaria de Estado dos Negocios do Reino, Commendador e Fidalgo da Casa Real, naturaes do Recife, todos filhos do Capitao Bartholomeo Alvares Martins e de sua mulher Ursula Mara ida Conceicao; netos pela parte paterna do Sargento-Mor Custodio Alvares Martins, Senhor do engenho Santo Estevao, e do Sertao Rodellas em Pageu de Flores, e de sua mulher D. Julianna de Oliveira, legitima filha do Sargento-Mor Alvaro Marreiros de Oliveira e sua mulher D. Lusia Barreto, e pela parte materna neto de Antonio JoseCorreia da Silva Lobo, Cavalleiro da Ordem de Christo, negociante na Praca do Recife, natural de Santa Maria Real dos Portos, Arcebispado de Braga e sua mulher D. Joanna Vieira da Fonceca, que era filha do Coronel Antonio de Miranda Vieira, natural de Portugal, e sua mulher D. Ursula Maria da Fonceca, irma dos Reverendos Drs. Pedro e Antonio de Siqueira Varejao, naturaes de Pernambuco, todos filhos do Coronel de Cavallaria Antonio de Siqueira Varejao Castello Branco, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, e sua mulher D. Joanna Pinto da Fonceca, naturaes de Portugal, neta pela parte paterna do Tnente General e General do Reino de Angola Antonio de Siqueira Varejao Castello Branco, Fidalgo da Casa Real, Alcayde-Mor de Obido, etc. e sua mulher D. Anna. Vide Livro 4o. folhas 33, folhas 161, verso, folhas 338 e no verso folhas 524 e no Liv. 3o. folhas 138, e folhas 140. Liv. 1o. folhas 260 e folhas 261.”

Final na pagina 87.

Para resumir, fiz esse esquema da essência da genealogia.

Pedro Cardoso de Moura c. c. D. Catharina da Costa, pais de:
Manoel da Costa Moura c. c. D. Margarida Coutinho, pais de:
D. Custodia Coutinho c. c. Lasaro de Barros Catanha, pais de:
D. Gracia de Barros Catanho c. c. Manoel da Silva Vieira, pais de:
D. Theresa da Silva Vieira c. c. Dr. Francisco Calheiros, pais de:

1. D. Francisca c. c. Jose da Costa Bezerra
2. D. Clara da Silva Vieira c. c. Francisco de Mello e Silva
3. D. Antonia c. c. Francisco Pinto Correa
4. D. Custodia Coutinho c. c. Jose Goncalves Teles
5. D. Maria Jose do Desterro c. c. Miguel Alvares Lima, pais de:

I. Fr. Francisco de Jesus Maria
II. Fr. Jose Joaquim
III. Pe. Antonio Jose Alvares de Lima
IV. D. Paula Monteiro de Lima c. c. Francisco Pinto Correia Jr.
V. D. Marianna Monteiro de Lima c. c. Antonio Dantas Correia
VI. Francisco Alvares de Lima c. c. D. Antonia Nogueira

O restante da carta de apresentação trata da ascendência de cada membro que eh introduzido como cônjuge.

Ai se explica que D. Antonia Nogueira, entre os ancestrais da alta nobreza, teve tambem por ancestral a Manoel Coelho Ferreira. Ai se informa que esse Manoel ja vivia em Muribeca ou o neto dele nasceu la.

Muribeca atualmente eh um distrito de Jaboatao de Pernambuco, area onde se deram as famosas Batalhas dos Guararapes nas quais os brasileiros e portugueses saíram vencedores e os holandeses se renderam. A ultima se deu em 1654 mas os últimos dispositivos do armistício foram cumpridos em 1657.

Nao posso dizer com certeza alguma mas penso que o Manoel Coelho mencionado como pai de Ayres de Sousa Coutinho, marido de dona Narcisa Gomes (da Silveira), deve ser o mesmo Manoel Coelho Ferreira.

Nao sendo, so teremos a esperar que tenham havido mais assinantes do nome Coelho na região, o que possibilitaria muito mais oportunidades de os nossos Coelho fossem formados la.

Interessante eh que no capitulo da Historia de Minas Gerais, logo no inicio do Ciclo do Ouro, afirma-se que os Emboabas eram pessoas provindas geralmente da Bahia ou de Portugal que, por terem chegado depois dos paulistas, eram exploradas pelos primeiro chegados.

Nao menciono o caso dos Barbalho que eram a principio pernambucanos, porem, uma parte deles que chegou a Minas Gerais ja haviam se instalado no Rio de Janeiro ha 60 anos antes do inicio do capitulo.

Acredito que nos ensinaram assim devido aos poucos detalhes de informação que o povo mais antigo possuía. Para os mineiros daquela época, todo nordestino deveria ser conjuntivado no termo “baiano”. Assim como na atualidade muitos chamam os nordestinos de “paraíba”, como se houvesse apenas um gentílico comum a todos!

Outro detalhe que nao posso tirar conclusões a respeito dele eh o de que a Família Coelho Ferreira realmente tornou-se uma potência na Bahia. Assim como o Barbalho e outras famílias que migraram primeiramente para Pernambuco mas foram obrigadas a ir para a Bahia por causa das guerras contra os holandeses. O que não saberia informar eh se o tal Manoel Coelho Ferreira seria o tronco de todos.

Como os Silveira, os Coelho, provavelmente os Linhares, os Sousa , os Silva, os Costa, os Pinto, os Moura, os Ferreira e outros também podem ter formado núcleos baianos durante aquele período e o resultante da descendência poderia ter se mudado para os centros mais antigos de Minas Gerais, atingindo Itabira, Ferros e cercanias, o que inclui Virginópolis e Guanhaes.

Claro, mesmo que isso tenha acontecido não se pode descartar a presença dos outros veios que chegaram aos mesmos lugares, ou seja, os procedentes de Portugal, sejam eles das Ilhas ou do Continente.

No fim, nos somos mesmo eh “farinha do mesmo saco”!

 

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12. QUASE CHEGANDO LA!!! OU UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!

Essa eh principalmente para a descendencia do “Onoro” (JOAQUIM “HONORIO” COELHO DE ANDRADE)

O amigo Mauro de Andrade Moura passou-me a LISTA DE EMIGRANTES AÇORIANOS PARA O BRASIL, numa edição limitada a poucos anos do século XVIII. Por pouco que seja eh de grande utilidade para a genealogia brasileira. Inclusive a nossa em particular poderá beneficiar-se.

A lista contem material suficiente para uma boa crônica. Nela encontra-se o que transcrevo abaixo:

“Antonio Coelho Linhares, de Vila Vicosa, `a comarca da Vila de Sabará de Minas Gerais, com sua mulher Ignez Francisca, e seus filhos Mariana, Rosa, Maria, Clara, Anna, Rita e Joao, menores, para a fazenda que para ele comprou o seu filho Mateus Coelho, assistente nas ditas Minas.”

Fui ao Google Livros para procurar pelo Mateus Coelho nos arquivos do site. No prospecto da “Revista Genealogica Latina, volumes 5-7, pag. 209” encontra-se alguns dos mesmos dizeres acima. A revista não esta disponível para leitura. Fica ai a duvida se ha alguma genealogia ja preparada onde entra o personagem ou apenas se repete a lista que agora tenho em mãos?!!! Ha que se buscar.

Anteriormente, como mostrei nos capitulos 10 e 11, GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO I e II, no endereco abaixo:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

tinhamos o casal Antonio Coelho Linhares e Ignacia Francisca de Jesus que haviam tido pelo menos um casal de filhos: Joao Coelho Linhares e Anna Maria de Jesus, que se casaram em Santo Antonio de Santa Barbara e tiveram filhos. Os registros de casamentos de 3 filhos de cada um deles tambem se encontram no site do familysearch.

Mas como acontecia antigamente, cada registro tem alguma variante nos nomes. Por isso julgo que Ignez na lista de emigrantes eh a mesma Ignacia. Assim como Honorio Coelho da Silva era o mesmo Honorio Coelho Linhares, casado com Simpliciana Rosa de Andrade. Deles nasceu o Joaquim, em 1833 e em Ferros. Acredito ser o nosso trisavô. E tambem o Antonio, 1838.

Esse Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Agora observe-se a coincidencia. O pai era “da Silveira”, porem, o filho era de “Linhares”. Tudo indica que o Honório herdou o Linhares por parte do avo. Faltar-nos-ia descobrir quem foi o pai e/ou mãe do pai dele. Em qualquer dos casos penso que um casal de avos foi o Antonio e a Ignez Ignacia.

Pelos dados que tinha antes pensei que o mais provável seria que o Joao Coelho Linhares e sua esposa Antonia Maria de Sousa e Silva fossem os pais do Antonio Coelho da Silveira.

Agora amplia-se a possibilidade, pois, poderia ser o Mateus Coelho (e possivelmente Linhares) que devera ter se casado com alguém da família “da Silveira”. Mas também tem a serie de nomes das “meninas” que poderiam ter se casado com homens da mesma família.

O interessante eh que fica quase eliminada a hipotese que levantei antes de descendermos dos “da Silveira” de Pernambuco. E essa conclusão se verifica pelo fato de que na lista de emigrados o sobrenome Silveira eh um dos mais frequentes.

Ou seja, a familia que saiu de Portugal para multiplicar-se em Pernambuco também o fez nos Açores e ja contava com um grande numero de membros por la `a época.

Outra conclusao eh a de que o Coelho que nos vem pelo trisavô Joaquim procede dos Açores. O que ja seria um alivio saber que nao se trata de Coelho muito proximo do nosso ancestral Jose Coelho de Magalhaes. Melhor pelo fato, em nao sendo, diminuir um pouco o nosso risco de consanguinidade.

E o Coelho do ancestral Joaquim procede muito provavelmente da Ilha Terceira e particularmente de Vila Nova. Com um pouco mais de busca podemos ate chegar ao Joao Coelho, o povoador, um dos primeiros moradores do arquipélago e um dos multiplicadores do sobrenome Coelho por la.

Parece-me que foi ele o navegador que ja havia feito navegações `as ilhas caribenhas antes da tomada de posse por Colombo. Ao passar pelos Açores, Colombo se valeu das informações do navegador para redescobrir as Americas. Que, alias, ja haviam sido descobertas desde tempos imemoriais, por diversos povos de diversos lugares do mundo velho e que depois foram chamados comumente de indígenas.

Entao, so nos faltaria agora comprovar que o Joaquim, filho do Honorio e Simpliciana, eh o nosso Joaquim “Onoro”. E que o Antonio, avo paterno dele, seria neto do Antonio Coelho Linhares e Ignez Ignácia.

Havemos que ficar atentos para outras informações que estão ainda ocultas nos dados que temos. A Anna Maria de Jesus casou-se com o Joaquim Coelho Linhares que, obviamente, não poderia ser irmão dela.

Consta no registro de casamento deles que Joaquim foi filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira. Nao se indica ai nem a procedencia dos tres e nem se haviam outros membros da mesma família.

Joaquim e Anna Maria tiveram um filho chamado Antonio em cujo casamento registra-se Coelho Linhares. Algo quase fora de cogitação, mas não impossível de ter acontecido naquela época, os mesmos pais poderiam ter dois filhos com o mesmo nome mudando de Linhares para “da Silveira”. Nesse caso, ate isso seria possível, porem, improvável.

Nada melhor que culminar uma hipotese com a coleta de documentos comprobatorios dela. E nesse caso não me sinto inclinado a buscar mais alem, antes de limpar as arestas confirmando primeiro se o Joaquim do Honório e Simpliciana eh mesmo no nosso ancestral.

Observe-se no detalhe que de centenas de pessoas que viajaram para o Brasil, de memoria, so me recordo que essa familia foi mencionada que viajaria para a Comarca de Sabará (Comarca de Rio das Velhas, criada em 1714). Era uma comarca enorme. Deve ter sido a maior do mundo quando foi criada, pois, todo o interior do Brasil pertenceu a ela.

Mas o tamanho dela durou pouco. Em 1720, quando a Comarca do Serro Frio foi criada, essa tomou o lugar dela. E as duas fizeram divisa durante todo o resto do seculo XVIII e parte do XIX. Itabira e Ferros pertenciam `a de Sabara. E parte da nossa familia multiplicou-se nos dois lados da divisa.

Infelizmente, o que pertencia ao Serro, que inclui Conceicao do Mato Dentro, Guanhaes, Pecanha, Virginopolis e outras, nao teve dados fotocopiados pelo familysearch porque o bispo ultraconservador de Diamantina, `a epoca, nao permitiu. Assim vamos ter que esperar mais um pouco para confirmarmos ou negarmos as hipoteses.

O que se pode adiantar eh que temos ancestrais em Pernambuco mas nao os Silveira e Coelho Linhares. De la temos os Barbalho Feyo, Carvalho de Andrade, Monteiro, Bezerra Felpa de Barbuda, Tavares de Guardes, Araujo, Furtado de Mendonca e outros. Embora haja a duvida, pequena, se nosso ramo Barbalho descende mesmo do Luiz Barbalho Bezerra ou do Felippe, irmao dele. O Felippe casou-se na Familia da Silveira.

E a familia consangüínea do Joaquim Honório deve ja contar com mais de milhão de pessoas. Isso, claro, se descender mesmo do Antonio e da Ignez Ignácia e se cada um dos filhos deles se multiplicou como eh o costume dos Coelho. Vai faltar espaço nos livros para incluir todo mundo!

Ha um outro registro de casamento no site do familysearch que talvez possa, no futuro nos ajudar. Aparentemente, nao se encaixa na descricao: “da mesma familia”. Nao por nao ser, mas porque nao mostra claramente.Os dados sao estes:

Domingos Coelho c. em 24.05.1808 c. Florinda Rodrigues dos Santos
filho de Domingos Coelho de Linhares e Antonia da C. Soares
filha de Jose Rodrigues dos Santos e Quiteria Maria Rodrigues.

Seria um pouco dificil que o Domingos Coelho que casou-se fosse irmao do Joaquim Coelho Linhares, marido da Anna Maria de Jesus por causa de os dois terem se casado com 30 anos de diferenca. Mas ha a possibilidade, pois, poderia ser meio-irmaos ja que o nome da esposa eh diferente. E nao parece ser engano do escrivao!

De qualquer forma fica o registro para que se tenha onde encontrar, caso venha ser necessario mais tarde.

Existem outras pessoas de interesse na lista. Embora nao saberia dizer algo de imediato. La encontra-se, tambem da Ilha Terceira:

1. “1767 – Jose Coelho Linhares, de 59 anos, `a Bahia, para companhia de seu filho”

Talvez nao terao deixado descendentes em Minas Gerais mas deverao ter deixado na Bahia e por ai ficamos sabendo de uma extensao de nossa familia naquele estado.

2. “1770 – Jose Nunes Coelho, da Vila Nova, ao Rio de Janeiro, com sua mulher Mariana Antonia, filho Jose Coelho e filha Esperanca de Jesus.”

Isso pode confundir-nos um pouco. Bom para preparar nosso espirito para alguma surpresa menos esperada. Como nao temos os dados que a familia produziu na Comarca do Serro Frio, poderia ser que esse Jose Nunes Coelho tivesse algum filho mais velho com o nome de Manoel Nunes Coelho. E esse poderia ter sido o pai do nosso antepassado Eusebio Nunes Coelho.

Nesse caso, pode ser que a coincidencia que eu nao esperava tenha acontecido, e dois Manoel Nunes Coelho, de origem diferentes, tenham habitado a nossa regiao. Contudo, nada saberemos de definitivo enquanto nao soubermos quem foram os pais do nosso ancestral Manoel.

3. “1785 – Caetano de Sousa Coelho, das Lagens, `a mesma cidade [R.J.], para companhia de um seu tio.”

Muito interessante logo depois aparecer um bom numero de assinantes do sobrenome Souza Coelho em Itabira e Ferros. O Caetano pode nao ser o unico. Torna-se um candidato a ancestral dos que tivemos noticias.

Muito provavel que tenha sido aparentado dos Coelho Linhares. E pela experiencia que temos de migracao, observa-se que quando um parente vai para um lugar e se da bem logo chama outros. E esse pode ter sido o caso.

Mais um, para complicar, embora seja procedente da Ilha de Santa Maria. Vamos la, entao:

1. “1784 – Inacio Jose Coelho de Andrade, `a cidade do Rio de Janeiro, para a companhia dum seu irmao.”

O agente complicador aqui foi a assinatura ter sido a mesma dos nossos ancestrais. Isso quer dizer que ja existia uma familia ou iniciou-se la uma familia Coelho de Andrade. A dificuldade aqui seria comprovar-se que esses personagens ou os descendentes deles se mudaram para Minas Gerais.

Alem disso, precisariam ter gerado pelo menos um Honorio Coelho de Andrade e que tivesse multiplicado em Itabira ou suas dependencias.

O que temos de concreto eh um Honorio Coelho Linhares que casou-se com Simpliciana Rosa de Andrade e que poderao ter deixado a fortuna chamada Familia Coelho de Andrade. E tudo indica que essa versao mais facil da hipotese ira concretizar-se como verdadeira. Mas ha que se provar antes!

Algo interessante tambem eh que, em calculos aleatorios, penso que 90% dos emigrados das Ilhas dos Acores foram para o Rio de Janeiro. Contudo o que me parece foi que as mencoes referiam-se ao porto de destino.

Isso porque no final do seculo XVIII e inicio do XIX a expansao colonial estava se dando em Minas Gerais e no Sul do Brasil. Em Minas Gerais porque era ainda muito pouco habitada e constantemente apareciam surtos de encontro de ouro e pedras preciosas.

`A epoca, embora o Rio de Janeiro tambem nao fosse muito povoado, o que se dava era a constante busca por terras novas. Um fato consequencial do sistema economico no qual Portugal estava preso. Como nao se industrializou e tinha terras sobrando em suas colonias, permaneceu no mesmo sistema agropastoril dos tempos medievais.

Quando se fundava um arraial, criava-se um numero limitado de posicoes de trabalho de acordo com a quantidade de terras para estabelecer-se fazendas ao redor. Somava-se ai alguns cargos burocraticos. Mas, ja na segunda geracao, os patriarcas tinham mais filhos do que o lugar oferecia empregos. Portanto, tornava-se imprescindivel continuar expandindo.

A Europa viveu seculos na mesma ratoeira. E a solucao encontrada quando se dava a superpulacao era uma nova guerra. As guerras se tornaram a fonte de riqueza para alguns e serviam como sistema de controle de natalidade para todos. Cruel. Mas essa era a Europa ate acontecerem as duas guerras mundiais. Outra forma de controle de natalidade, antes das vacinas, foram as pestes muito frequentes.

Algo que se observa nas entrelinhas da lista de imigrantes acorianos para o Brasil eh o controle do Estado sobre a vida da populacao. Para terem direito a viajar as pessoas tinham que oferecer uma justificativa. E a mais comum usada era a de que havia um parente em condicoes financeiras de receber o viajante. Nem mesmo os da alta nobreza escapavam.

Por outro lado, observa-se tambem o clima de possivel corrupcao ao qual o sistema levava. Boa parte das justificativas eram como a do Inacio Jose Coelho de Andrade: “para a companhia dum seu irmao”. A maioria devia ser verdade. Mas os que nao tinham ombros largos poderiam muito bem incluir um “parente proximo” inexistente no rol de desculpas. Como o sistema sempre foi falho, muita gente deve ter viajado clandestinamente e nas barbas das autoridades!

Nao foi atoa que esse clima de desconfianca e supervisao acabou deflagrando a Inconfidencia Mineira. Nao foi apenas uma insurreicao nacionalista. Portugueses de nascimento, como o Tomas Antonio Gonzaga, se uniram. O que lutavam contra era a tirania e nao necessariamente Portugal em si.

Alias, essa coisa de nacionalismo nunca foi suficiente para explicar-se as razoes de revoltas no Novo Mundo. O argumento eh muito fraco. Tao fraco quanto as pessoas denegrirem os colonialismos portugues e espanhol e exaltar o ingles. O povo bobo costuma arrotar a ironia, como se fosse verdade, que a colonizacao inglesa foi melhor e por isso resultou em paises mais desenvolvidos que os de origem espanhola e portuguesa. Hahaha! So rindo!

Podemos tomar o exemplo dos Estados Unidos. Alguns pensam que os ingleses eram mais evoluidos e que colonizaram os Estados Unidos com uma filosofia mais avancada, de liberdade. Se nao fosse mito, ate seria uma boa explicacao.

Os fatos sao esses. Havia uma perseguicao religiosa sim. E ela foi uma das razoes para a colonizacao dos Estados Unidos. Mas a razao obvia era a economica. Nao cabia no Reino Unido toda a populacao que nascia sob o mesmo sistema economico antiquado. Para sustentar todo mundo era preciso expandir. Mas as ilhas ja estavam totalmente ocupadas.

Perseguir as minorias sempre foi a solucao encontrada pelas elites. Assim, por tras da perseguicao religiosa estava oculta a disputa pela economia e pelo poder.

O mesmo foi feito na Espanha e Portugal com a Inquisicao. Perseguiu-se todos os de religioes diferentes e nao apenas os judeus. Obrigando-os a sair ou a se converter e fugir para as colonias abriu espaco para os poderosos se manterem no poder.

Contudo, os imigrantes ingleses que se transportaram para os Estados Unidos eram tanto ou mais atrasados que os poderosos que ficaram no Reino Unido. Basta olhar-se as leis que criaram, de total intolerancia a outras religioes e outros povos. Nesse caso, os maiores perseguidos eram os indigenas e os catolicos. Isso por causa dos conflitos que o surgimento do protestantismo causou.

Um detalhe da colonizacao inglesa foi que iniciou-se muito depois nos Estados Unidos. Foi por volta de 1621, quando Portugal e Espanha ja haviam plantado suas colonias ha mais de seculo.

Cerca de 180 anos apos implantadas as primeiras colonias, veio a Independencia. Porem, a Independencia se deu apenas nas 13 colonias iniciais. Nova Iorque nem era colonia inglesa. Era colonia holandesa, Nova Amsterda, e havia sido barganhada recentemente em troca da antiga Guiana Holandesa.

Logo depois, deu-se a compra da Louisiana. Que nao eh o atual estado e sim uma extensa faixa de terra que quase dobrou o territorio das 13 colonias. A colonizacao era francesa. O que nao acrescenta coisa boa ao sistema.

As partes do Sul dos Estados Unidos foram sendo tomadas da Espanha e do Mexico. Ou seja, a colonizacao era toda espanhola. E as aquisicoes foram se dando ao longo do seculo XIX, com mais de 300 anos de colonizacao latina.

O Noroeste do pais foi conquistado porque nao tinha um dono europeu de fato. Em teoria, foi da Espanha, tomado pela Inglaterra mas quem tomou posse foram os Estados Unidos. Chegou primeiro. Contudo, muito depois da Independencia. Nao houve colonizacao inglesa.

Por fim o Alasca. Era Russo. E alguem pode pensar que o tsar traiu a nacao ao aceitar vender. Mas eh melhor verificar do ponto de vista estrategico. Os russos tambem nao tinham populacao para ocupar o territorio. Era distante demais da mae Russia. A Russia tinha que se preocupar com as constantes guerras contra europeus e o Japao era outro poder que desafiava os russos.

Ao ver o que os Estados Unidos ja tinham feito `a Inglaterra, Espanha e Mexico, o tsar devia saber que seria inutil tentar segurar, pois, se nao vendesse seria tomado. Foi uma questao de inteligencia. Melhor perder so as joias que os dedos junto!

Outros paises de colonizacao inglesa somente se tornaram candidatos a primeiro mundo depois de suas emancipacoes efetivas. Esses sao os casos da Nova Zelandia e Australia. Ja o restante das colonias inglesas, como a India, China e Oriente Medio, ao contrario, chegaram a ser desenvolvidas antes da colonizacao. Com a colonizacao foram reduzidas apenas a mercado explorado. E ate hoje aguentam as consequencias disso.

E isso faz-me ate suspeitar de que nosso aparentado, o inconfidende Jose Joaquim da Maia e Barbalho, nem foi um heroi por ter procurado ajuda dos Estados Unidos para a Inconfidencia.

Isso porque essa pode ter sido a causa involuntaria da derrocada. As pessoas pensam que a biografia construida dos pais da Independencia dos Estados Unidos os torna quase santos. Mas a verdade eh completamente outra. Se as pessoas estudarem melhor a biografia de um Benjamin Franklin ou do Andrew Jackson ira compreender porque ate hoje os indigenas nao aceitam as notas de 20 dollares, a que tem a efingie do segundo.

Eram pessoas sem o menor escrupulos quando se tratava de atingir seus objetivos. Franklin tornou-se inimigo do proprio filho. E mesmo depois da Independencia nunca mais se falaram. O filho dele foi para Inglaterra e la morreu ingles.

Alias, para a informacao dos que nao sabem, o povo nos Estados Unidos era como foi o povo brasileiro. Nao queria a Revolucao de Independencia. Queria continuar pertencendo ao Imperio. Foi uma elite mais esclarecida que decidiu a levar em frente a revolucao. Alias, o mesmo povo tambem nao queria a compra da California. So ficou convencido depois da compra e o encontro do ouro por la.

Eh possivel que o Joaquim Silverio dos Reis nao passou de bode expiatorio, para acreditarem que ele deu com a lingua nos dentes para sair-se das dividas com Portugal. Mas essa explicacao eh vazia, pois, se a Inconfidencia desse certo ele nao apenas teria as dividas esquecidas como teria muito mais `a sua disposicao do que Portugal oferecia. Nao se pode desconsiderar a versao oficial mas tambem eh muito simplorio nao contesta-la.

E no tempo logo apos `a Independencia ja se tinha a ambicao nos Estados Unidos de expandir o imperio ate ao Oceano Pacifico. E no imaginario de alguns dos politicos de ca, o Brasil seria um concorrente que ja estava muito `a frente na corrida, pois, tinha todo o territorio central da America do Sul a seu dispor. Portanto, delatar a inconfidencia nao seria, para eles, um crime mas apenas uma eliminacao da concorrencia.

Pelo que se sabe atualmente das vidas particulares e politicas dos homens que fundaram a Republica dos Estados Unidos nao duvido quanto `a questao de que seriam capazes de fazer isso se se sentissem pelo menos um pouquinho de ameaca ao seu projeto de dominio. A questao a se levantar eh apenas a de que: eles ja tinham ou nao o Brasil como um futuro concorrente?

Nao estou aqui colocando em duvida a honestidade pessoal do Thomas Jefferson que foi contatado pelo Barbalho. Ele nao tinha o poder `a epoca. Era embaixador em Paris. Ouviu o projeto dos inconfidentes mineiros e contou o que ouviu para o Conselho Continental. A decisao de nao ajudar e, talvez, delatar nao foi dele. Como eram muitos decidindo, alguns foram voto vencido.

Nem se trata meus amigos brasileiros de criar uma imagem negativa dos Estados Unidos e de seus herois da independencia. Nao eh que eles seriam inimigos da independencia do Brasil. Nao eh um caso particular contra a nacao. Eh um caso de pura e simples concorrencia. Nao eh porque eh o Brasil. Eles fariam o mesmo contra todo e qualquer outro pais que ameacasse seu projeto imperialista.

Quanto `as questoes ao atraso economico e educacional brasileiros foi mais um problema intrinseco que intervencao exterior. A intervencao se deu durante o periodo colonial. Portugal queria manter o Brasil como seu servente e para isso fez de tudo para alcancar o objetivo. Em particular, proibiu a educacao. Era proibido ter universidades no Brasil.

Mas isso poderia ter sido superado a partir de que a Independencia do Brasil se deu em 1822. O problema foi que o que vitimou os brasileiros foi a qualidade de elite que se produziu no pais. Ela tinha a mesma mente atrasada que os antigos compatriotas portugueses.

Grande parte da populacao foi alijada do poder economico e do conhecimento. Com isso, como o Brasil herdou de Portugal o atraso da falta de industria, continuou no mesmo caminho, nao preparando a populacao para uma revolucao industrial.

Os dados estatisticos populacionais de 1900 ajudam muito a explicar isso. `Aquela epoca o Brasil tinha 17 milhoes de habitantes cadastrados no censo. Enquanto os Estados Unidos possuiam algo em torno de 70 milhoes. O que se pode pensar eh que a diferenca nao seria tao grande assim, ou seja, cerca de 4 vezes mais.

Contudo, a grande diferenca nao estava nesses numeros. Estava no detalhamento deles. No Brasil ainda se vivia no tempo dos favorecimentos dinasticos. Ou seja, vivia-se ainda os privilegios de nobreza. A quem tinha era dado muito mais e a quem nao tinha nao era dada a menor chance, nao interessava o merito.

Com isso, dos 17 milhoes de brasileiros da epoca nao deveriam existir mais que 3.5 milhoes de consumidores. Enquanto que nos Estados Unidos essa cifra era pelo menos 10 vezes superior.

O sistema consumista tinha la suas vantagens `a epoca. Nao se produzia plastico e a poluicao ainda era minima. Mas o que se tinha para consumir o era em larga escala. O resultado disso foi a criacao da riqueza de muitos.

Aqui nos Estados Unidos as pessoas tem e eh incentivada a ter a ilusao de que o pais eh excepcional em sua forma de criacao. Faz-se acreditar quase que numa protecao divina contra outras influencias. E essa suposta protecao divina eh que seria a responsavel pela imensa riqueza e prosperidade que o pais experimentou nas ultimas decadas.

Tudo uma falsa impressao. Nao vejo diferenca alguma no nivel de inteligencia do povo brasileiro ou do povo nos Estados Unidos. Ambos sao igualmente criativos. A diferenca esta apenas no detalhe da crenca de que todos tem o mesmo direito ao acesso `as riquezas. O que isso influencia?

Como todos sao convidados a consumir, mesmo as ideias que nao sao muito inteligentes tem a vantagem de ser consumidas. Para comparacao, temos o cinema de alta qualidade e o cinema de pessima qualidade. Nao interessa. Em meio a uma populacao de 310 milhoes de pessoas tem gosto para tudo.

Se a producao for de ma qualidade mas tiver pelo menos 1% da populacao como consumidora, ira conseguir mais publico que as boas producoes de cinema no Brasil. Isso eh bom porque mesmo fazendo producoes de baixa qualidade o mercado prepara cineastas que acabarao aprendendo a fazer coisas de boa qualidade em funcao da pratica. Enquanto no Brasil as oportunidades serao minimas.

E isso se processa em todas as atividades humanas. Enquanto muitos bons profissionais jamais se projetarao no Brasil, pessimos profissionais nos Estados Unidos terao mais chances de se projetarem e, com o tempo, se transformarem em bons. Nao ha nada de excepcionalidade nisso. Tudo eh uma questao de oportunidade.

O que, no Brasil, sempre foi comprimida e reprimida. Nao eh atoa que andou-se revoltando com o acesso dos pobres a sistema de consumo. Junto com o consumo essa camada tambem passaria a produzir. Producao nova significa concorrencia. O que essa elite do tempo medieval menos acredita eh em concorrencia.

Melhor dizendo acredita nela `a semelhanca do Trump que se acha um genio por ser bilionario e ter comecado a vida com tudo o que podia `a sua disposicao, inclusive o emprestimo paterno de 1 milhao de dollares, coisa que na atualidade se traduziria por dezenas de milhoes.

Por falar nisso, acredito que nos entramos em uma fase nova, em que nao ha mais como expandir, pois, nao ha mais territorio habitavel no qual as pessoas possam iniciar novas colonizacoes.

E com isso as elites retrogradas mundiais estao mesmo tentando forcar o retorno `aquele tempo em que os beneficios do trabalho coletivo se concentrem nos privilegios dos “bem nascidos.” E isso eh o que se pode verificar na atual politica economica no Brasil e na que esta entrando nos Estados Unidos.

Notavelmente, me enganei quanto `a definicao de inteligencia, pois, pensei que do passado deveriamos repetir o que fora bom. Dos outros deveriamos copiar o que deles brotasse de excelente. Mas o que estamos assistindo eh o Brasil voltando ao passado e os Estados Unidos copiando o que de pior sempre aconteceu no Brasil!!! “Um triste fim para o Policarpo Quaresma!!!”

E isso eh o que me inspirou escrever das entrelinhas que consegui decifrar na lista de imigrantes acorianos para o Brasil.

Leitura recomendada: https://www.letras.com/carlos-drummond-de-andrade/460647/

 

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13. ENFIM, ALGO DE MAIS CONCRETO!

Nossos eternos agradecimentos ao amigo Mauro Andrade Moura.

Ele localizou e enviou-me as fotografias dos Inventarios de dona IZIDORA FRANCISCA DE MAGALHAENS. O inventariante foi o viuvo dela: POLICARPO JOSE BARBALHO. E a data foi de 15 de maio de 1827.

Antes de qualquer coisa, façamos uma breve revisão da Historia da Família para que as pessoas menos familiarizadas com nossa genealogia entendam melhor as ligações parentais. Vejamos entao:

“O centro de minha familia pelo tronco materno dos Coelhos, veio, pois, a ser a velha povoação de “Sao-Miguel-e-Almas-do-Aricanga” (mais tarde Freguezia e Villa de Sao Miguel de Guanhaes, e hoje Cidade de Guanhaes), para onde, nos começos do século dezenove, se haviam transferido os cinco filhos de Jose Coelho e dona Eugenia (da regiao de Mato Dentro). Ja em 1821, um deles, elevado a Capitão de milicias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoação de Sao-Miguel-e-Almas, hoje Cidade de Guanhaes, conforme refere ASSIS MARTINS (“Almanaque de Minas”, de 1870, pag. 191). E do fundador dessa familia, no Nordeste de Minas, MANOEL RODRIGUES COELHO pode se ver a primeira “Carta de Sesmaria”, na “Revista” do Arquivo Publico Mineiro (Tomo X, 1905, pag. 213).”

Extrado do livro:

“ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS
(para um livro de familia)
separata da
“REVISTA DO INSTITUTO DE ESTUDOS GENEALOGICOS”
1939
EMPREZAGRAPHICA DA “REVISTA DOS TRIBUNAIS”
Rua Conde de Sarzedos, 38 – Sao Paulo”

Autoria do professor Nelson Coelho de Senna.

TRONCO COELHO (RODRIGUES COELHO OU COELHO DE MAGALHAES)

Do fundador de Guanhaes e sua esposa, Luiza Maria do Espirito Santo, filha de Antonio Jose Moniz e Manoela do Espirito Santo, nasceram os filhos seguintes:

01. Jose Coelho da Rocha Neto c. c. Candida Jovina Pereira e em 2as. Maria de Deus Villa Real
02. Maria Luiza Coelho, solt. (Nha Moca)
03. Francisca (Francisquinha) Eufrasia de Assis Coelho c. c. Ten. Joaquim Nunes Coelho
04. Anna Maria de Jesus Coelho solt. (Nha Ninha)
05. Ten. Joao Batista Coelho c. c. Maria Honoria Nunes Coelho
06. Eugenia Maria da Cruz c. c. Cap. Francisco Marçal Barbalho
07. Antonina, fal. crianca
08. Antonio Rodrigues Coelho c. c. Maria Marcolina Borges do Amaral e em 2as. c. c. Virginia Campos Nelson. E teve extraconjugal duas filhas reconhecidas, com Anna Girou Bonefoi e Getulia Justiniana de Aguiar.

TRONCO NUNES COELHO

Do lado Nunes Coelho temos que, Manoel Nunes Coelho foi pai de:

I. Eusebio Nunes Coelho c. c. Anna Pinto de Jesus, e foram pais de, pelo menos:

01. Clemente Nunes Coelho. Nao se sabe com quem se casou mas foi pai de Maria Honoria Nunes Coelho
02. Capitão, Francisco Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho
03. Joaquim Nunes Coelho c. c. Francisca (Francisquinha) Eufrasia de Assis Coelho
04. Bento Nunes Coelho
05. Antonio Nunes Coelho (1829) c. c. Maria de Araujo Ferreira

TRONCO “DE MAGALHAES BARBALHO”

Ate entao, tinhamos a informacao de que Francisco Marcal Barbalho era filho de Policarpo Jose Barbalho. Deste Policarpo foram filhos:

01. Joao, fal. crianca
02. Jose de Magalhaens Barbalho c. c. Maria Germana (segue)
03. Genoveva, fal. crianca
04. Emigdio de Magalhaens Barbalho (padre)
05. Maria, fal. crianca
06. Cap. Francisco Marcal Barbalho c. c. Eugenia Maria da Cruz (segue)
07. Lucinda Francisca de Magalhaens c. c. Manoel Geraldo Fernandes Madeira

02. Jose de Magalhaens Barbalho c. c. Maria Germana, pais de:

01. Margarida (1833)
02. Anna Maria (hipotese)

06. Cap. Francisco Marcal Barbalho c. c. Eugenia Maria da Cruz, pais de:

01. Emigdia de Magalhaes Barbalho c. c. Jose Coelho Nunes
02. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho c. c. Joao Nunes Coelho
03. Marçal de Magalhães Barbalho* c. c. Ersila Coelho de Andrade
04. Pedro Marçal de Magalhaes Barbalho* c. c. Antonia Honoria Coelho
05. Quiteria (Quitirinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Joaquim Pacheco Moreira
06. Candida (Sa Candinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Joao (tio Joaozinho) Batista de Magalhaes
07. Julia de Magalhaes Barbalho, solt.
08. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Miguel Nunes Coelho

Para quem desejar acompanhar maiores detalhes dessa genealogia ha o site a disposição: http://www.geneaminas.com.br/index-2017-2-9.html

* Marcal teve extraconjugal a filha Adelina Magalhaes
* Pedro foi pai extraconjugal do filho Pedro de Magalhaes Barbalho
Ambos tiveram suas familias com as esposas.

Anna Maria, filha de Jose de Magalhaens Barbalho foi a mãe de Joao Batista de Magalhães. Ele casou-se com sua prima em segundo grau.

Jose, Antonio e Miguel foram filhos de Francisca (Francisquinha) Eufrasia e Joaquim Nunes Coelho. Foram 3 irmãos casados com 3 irmas e eram primos em primeiro grau por partes maternas.

Antonia Honoria era prima em primeiro grau do marido Pedro de Magalhaes Barbalho por ela ter sido filha de Joao Batista Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho.

Os tenentes Joao Batista Coelho e Joaquim Nunes Coelho constam na lista de primeiros moradores e fundadores do municipio de Virginopolis. 7 filhos e filhas do Ten. Antonio Rodrigues Coelho casaram com 6 descendentes do Ten. Joao Batista Coelho. E a descendencia deles continuou casando entre si ate aos anos atuais.

Nao preciso contar em detalhes a alegria que foi descobrir algo mais concreto desse nosso ilusivo quartavo, o alferes Policarpo Jose Barbalho. Algumas coisas que foram ditas a respeito dele, dentro das tradições, ja se provaram ser irreais. A maior mesmo foi a de que assinasse “de Magalhães”, o que nao era. Outra fora que nascera no Nordeste e, para nossa surpresa, ele nasceu no antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durão, Município de Mariana.

Ver o documento que pode ter sido escrito `a mão por ele proprio ja foi outra Historia. Pelo menos a assinatura era a dele. E assinava Alferes Policarpo Jose Barbalho. O mais importante que o documento revelou nao foi que foi casado com Izidora Francisca de Magalhaens. O importante mesmo foi que ela foi a mãe tanto do nosso ancestral Jose de Magalhaens Barbalho quanto do ancestral Capitao Francisco Marçal Barbalho. E comprova que este não assinava o Magalhaens.

E aqui vou copiar algumas anotacoes que fiz, copia do que li no documento:

“Itabira, Maio (rabiscos) 1827. [D.a…? a 15 de Maio de 1827, estava na margem]

Inventario e partilha dos bens que ficaram na casa da falecida Dona Izidora Francisca de Magalhaens, moradora que foi no Arraial da Itabira termo de villa Nova da Rainha de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Caeté de quem ficou viuvo o Alferes Policarpo Jose Barbalho…………………

Policarpo Jose Barbalho viuvo da falecida Dona Izidora Francisca de Magalhaens morador no Arraial do Itabira deste termo que reconheco pelo………… de que fico………………….dito……………………tutor dos Orfaos.

Orfaos que venha aceitar juizo para governar todos os bens que ficaram por falecimento da dita……………”

Bom, era coisa demais para ler. Pelo menos 40 paginas numa grafia que nao estou acostumado a faze-lo e num documento ja deteriorado com o tempo, alem de uma grande mancha que parece ter sido causada por, em algum tempo da vida do papel, ele ter sido molhado.

Mesmo as linhas semi-apagadas pela mancha d’agua pode-se ler algo com um contraste de luz. Experimentei isso movimentando a tela do laptop. A dificuldade mesmo eh ler as letras na grafia antiga.

Tive apenas algumas horas de acesso ao documento porque ele me foi enviado na forma temporaria. No dia 9 sera apagado. E o laptop eh instrumento para os estudos do meu filho. As horas que tive foram as de fim de semana, enquanto ele trabalhava no horario da manha. Assim, desisti de copiar o que li. Anotei algo que pensei ser de maior importancia. Aqui vai o que anotei:

Herdeiros:

Joze de Magalhaens Barbalho de 16 para 17 anos.
Emidio de Magalhaens Barbalho de 14 para 15 anos.
Francisco Marçal Barbalho de 6 para 7 anos.
Lucinda Francisca de Magalhaens de 2 para 3 anos.

Avo das criancas: Genoveva Nunes Ferreira
Guarda-Mor: Joao Baptista Ferreira de Souza, cavaleiro da Ordem de Christo e da Ordem do Cruzeiro

Parece-me que esse Joao Baptista era também Juiz dos Órfãos. O que seria importante era verificar se o Ferreira dele foi o mesmo da ancestral Genoveva, pois, talvez por ele se possa aprofundar mais facilmente nos estudos de nossas raízes.

Relacao de escravos:

1. Manoel da nacao Benguella de idade de 50 anos + ou –
2. Jose Ducarmo com 28 anos
3. Martinho, pardo, de 14 anos
4. Maria, da nacao Angolla, de 28 anos (?)
5. Josefa, da nacao Angolla, de (30 anos ???)
6. Bazilia, creoula, de 14 anos.

Algo que notei foi que a familia poderia nao ser considerada rica mas estava bem acima da situacao da população comum.

Ha algum tempo li numa tese que as familias precisavam possuir pelo menos um escravo e o dono da casa precisava trabalhar de igual para igual com ele para pelo menos ter quitado o custo de vida mínimo necessário. Ou seja, seria viver de pagamento em pagamento com a corda no pescoco.

Nesse caso, a familia possuia um escravo para cada membro, então, estava bem melhor de situação. Nao era o caso de ser o que se chamava de “dono de plantel”. Não chegava a ser escala industrial.

Sem se levar em conta o horror que era a escravidão, nao imaginem tambem que fosse algo mais cruel do que realmente era. Vivia-se em uma sociedade em que o unico meio de sobreviver era possuir escravos porque a sociedade estava toda estruturada no sistema escravagista. Alias, escravos libertos e em situação melhor também possuíam escravos.

A estrutura da sociedade e os lideres que impunham essa ordem, como governo, Igreja e alta nobreza, os que realmente compartilhavam o poder, tinham maior culpa.

Os pequenos senhores de escravos, embora com o poder sobre eles, não podiam dar-se ao luxo de ser cruéis e tinham de trata-los com algum respeito reservado, pois, eram como se fossem suas maquinas de trabalho, se se quebrassem não teriam produção.

Poucos foram os que pensavam diferente e viveram o que pensavam. Conheço o caso do Teofilo Otonni. Ele foi republicano e a favor da emancipacao dos escravos. Pelo ideal que seguia devia ser considerado o “Mártir da Republica” assim como em Minas Gerais considera-se Tiradentes como Mártir da Independencia. Isso porque o Teofilo passou a vida lutando pelo ideal e faleceu contrariado com seus contemporâneos.

Muita gente homenageada como proclamador da republica no Brasil nunca foi democrata como Teofilo Otonni. Nem mesmo queria a libertação dos escravos mas, “depois de a Ines ja morta”, virou republicano para vingar o “mal-feito” da princesa Isabel.

Nao estou querendo justificar. Mas as coisas continuam quase as mesmas. Muita gente acha que eh alguma coisa a mais na vida, por causa de si mesmo. Pensa que tem mérito maior que os outros. Mas eh so pensar em qualquer cirurgião de fama. Sera que ele sozinho eh a razão do próprio sucesso?

Se alguem pensa ser, entao, que explique: o que eh um cirurgiao famoso sem um hospital bem montado, as dependências devidamente limpas e esterilizadas, os instrumentadores competentes, o faxineiro que carrega o material infectado, os enfermeiros que farão os turnos assistindo aos pacientes e dezenas, senao milhares, de outros colaboradores?!!!

Assim como atualmente todos dependemos uns dos outros, naquele sistema antigo todos dependiam dos escravos. E sem a emancipação nao havia como fugir da situação. Haja vista que quem governava eram os escravocratas mais ferrenhos. Ser contra era convidar a perseguição contra si mesmo!

Seguindo em frente, ha a menção de muitos outros bens. Isso porque os escravos eram considerados bens, e cerca de metade da fortuna da família era o valor dos escravos.

E entre esses outros bens figura um quarto de sesmaria. Uma sesmaria variava de medida mas a grosso modo podemos dizer que corresponde a 6 X 6 km. Ou seja, seria algo em torno de 900 hectares. Ou pouco menos que 200 alqueires mineiros. Na verdade um fazendao. Mas que `a época nao era considerado assim.

A fazenda ainda estava coberta por matas virgens mas ja continha cafezal. Tambem se trabalhava com gado. Entre os bens que entraram no inventario estava o “boteco” e ate um relógio.

Nao sei se me recordo de algo de tradição mencionando um relógio. Mas, observe-se que o que atualmente não passa de bijouteria era sinal de status `aquela época de tanta “faltura”!

Ha uma referencia interessante a uma “fabrica de ferro” que ficava “na fazenda de Genoveva Nunes Ferreira mãe da falecida”. O interessante eh que o Capitão Francisco Marçal Barbalho aparece no “Almanak de Minas” como fazendeiro em Patrocinio de Guanhaes e dono de uma fabrica de ferro.

Havia uma casa de morada. Não era algo comum `a época. Isso porque as pessoas que tinham fazenda moravam na casa da fazenda. O que não era separada da propriedade. Fazia parte. Então, a casa era na cidade e devia ser anexa ao estabelecimento comercial.

Infelizmente, o documento nao menciona a localização de nenhuma das propriedades. Seria preciso verificar outros documentos, talvez os inventários da ancestral Genoveva Nunes Ferreira, para saber pelo menos onde ficavam as fazendas.

O problema eh que não deve adiantar grandes coisas. Isso porque a grande briga do poeta Carlos Drummond com a cidade foi justamente o desrespeito com que tratava sua memória histórica. Se não tiveram respeito nem pelo poeta, imagina se tera tido respeito por aparentados menos famosos!

Atualmente, quem perde mesmo eh Itabira. Ela poderia ter conservado essas memórias de suas primeiras famílias. Locais esses que poderiam transformar-se em pontos de peregrinação da descendência. Hoje somos milhares de Barbalho que poderíamos fazer pelo menos uma visita turística na vida. E a tendência eh de essa descendência multiplicar-se a cada geração.

Mas, sem a referencia, so estive em Itabira uma vez. Para visitar tios que moravam la. Mas se houvesse a referencia, teria ido outras vezes e estou certo que outros parentes teriam feito o mesmo. Diga-se de passagem, não são apenas os Barbalho que fariam o mesmo. Sao dezenas e dezenas de outras famílias.

Quando os senhores de Itabira fizeram opção pela riqueza rápida com a exploração do minério não pensaram no obvio. O minério iria acabar um dia, mas a genealogia so cresce com o passar dos tempos.

O turismo ligado `a genealogia era a melhor opção, pois, dura para sempre e não para de crescer. Se no tempo do Carlos Drummond o tivessem ouvido os pais da época teriam se acostumado a levar os filhos para visitar os locais onde os ancestrais viveram. E atualmente os netos estariam repetindo a mesma rotina.

Como ultima item de propriedade que anotei temos uma “bateia”. Parece ser ridículo incluir o instrumento, na atualidade! Mas acontece que essa “bateia” não tem um significa exclusivo. Pode referir-se a uma lavra na fazenda, um escravo especializado em mineração ou uma concessão de mineração.

Esse eh mais um fato que evidencia sermos descendentes do Manoel Vaz Barbalho e da Josepha Pimenta de Souza. Eles estavam presentes em Minas Gerais no inicio do Ciclo do Ouro quando a grande atividade era a mineração. Alem disso, residiram em Itapanhoacanga, atual distrito de Alvorada de Minas, que chegou a ser um dos maiores centros de produção do ouro durante uma curta temporada no século XVIII.

Essa informação poderia ser crucial para explicar o vinculo entre os Barbalho de Itabira e Guanhaes/Virginópolis. Segundo me comunicou meu irmão Odon Jose, a tradição afirma que o padre Emigdio foi para Guanhaes e la retirou alguma quantidade de ouro na Lavrinha. Com esse ouro pode levar para la o irmão Francisco Marçal.

A Historia, porem, precisa ser interpretada. Começando por um pequeno extrato do livro: “NOTAS HISTORICAS SOBRE GUANHAES”. `A pagina 32 temos:

“A LAVRA DO MEXERICO

Foi descoberta mais uma lavra em Sao Miguel e Almas localizada no antigo Patrocínio de Guanhaes, ja pelos anos de 1825 a 1827.

Devido aos excelentes resultados iniciais com o trabalho da mineração, foi organizada uma sociedade com o único objetivo de explorar a nova lavra”

“Alem da lavra do Mexerico, surgiu na mesma zona, a denominada “LAVRINHA”, cuja fazenda pertenceu ao Sr. Leonel de Oliveira, e, por seu falecimento passou para seus herdeiros, que, mais tarde a venderam ao Sr. Benjamim Leão.”

Acredito que houve um engano ao identificar o senhor Leonel como “de Oliveira” ou ele ja assinava Coelho de Oliveira. Penso que esse Leonel devera ser aquele batizado em Ferros, em 27.12.1837, sendo filho extraconjugal de Bibiana de Sousa Coelho.

E penso que ele devera ter se casado com Candida, que muito provavelmente pertencia `a Família Oliveira Freire. Assim, pela lógica de localização, ele deve ter sido vizinho do senhor Cândido de Oliveira Freire, que foi marido da dona Bernardina.

Cândido e Bernardina tiveram duas filhas casadas com dois filhos dos senhores Leonel e Candida. Tiveram outros dois filhos filhos que se casaram com filhas dos antepassados: Joao Baptista Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho. Eles moraram no Sao Felipe, outra area de Virginópolis, vizinha da Lavrinha e do Mexerico.

Os filhos do senhor Leonel ja assinavam Coelho de Oliveira. E os netos dos senhores Cândido e Bernardina acabaram adotando a mesma assinatura.

Eh possível que o senhor Leonel não assinasse o Oliveira mas fosse conhecido como tal justamente por residir proximo e ter sido assimilado pelos Oliveira Freire. Confusão um tanto quanto comum no passado.

Segundo o professor Nelson Coelho de Senna, na intimidade da família, o nosso ancestral Jose Coelho de Magalhães era conhecido como Jose Coelho da Rocha. Sendo que o Rocha era assinatura da esposa, Eugenia Rodrigues da Rocha. E também foi dito que o Policarpo assinava “de Magalhães Barbalho”. Quando também o Magalhães vinha da esposa Isidora.

A autor do livro, Inocêncio Soares Leão, foi filho so Sr. Benjamim. Inocêncio foi nosso primo, na descendência do tioquartavo Joao Coelho de Magalhães. E, atualmente, a Lavrinha pertence ao nosso primo Sandro (Fubá) de Magalhães Barbalho.

Ha algumas coisas interessantes a deduzir-se dai. Vou apenas retirar mais um extrato do mesmo livro. Este esta nas paginas 30/31. Segue:

“Alguns anos mais tarde o Cap. F. Nunes Coelho, o Revmo. Padre E. Magalhães Barbalho, Vigário da freguesia que a paroquiou de 1853 a 1859, associaram-se com o Cap. Venâncio Gomes Chaves, Euzébio N. Coelho, e outros vindos das Lavras do Candonga, organizando uma sociedade com o especial escopo de explorarem, como de fato, o fizeram, a conhecida zona aurífera das Almas, também rica em jazidas de ferro, de boa qualidade que, certamente, poderá ser ainda objeto de nova exploração.”

O autor Inocencio menciona inclusive a presença na Fazenda das Almas de uma pedra com cerca de 1m de diametro, com qualidade de ima. Na verdade, essa pedra deve ser o vestígio de algum meteorito e não ter origem terrestre. Atualmente deve valer uma pequena fortuna.

De preferencia, o melhor uso dela seria como peca de um museu, que poderá render visitas turísticas por todo tempo ao município. Talvez seja maior ate que o famoso meteorito “Bendengo”, encontrado na Bahia nos tempos do Império Brasileiro.

Aqui esta onde parece que as informações se imbricam. O inventario da ancestral Isidora se deu em 1827. A família possuía uma “bateia”. E, supostamente, foi o padre Emigdio quem levou nosso ancestral Francisco Marçal para Guanhaes.

Outros fatos são o de que o custo de estudar alguém `a época no Brasil era absurdo. Podem pensar em termos assim. Para estudar-se um brasileiro aqui nos Estados Unidos gasta-se algo que varia entre 20.000 a 60.000 dólares por ano estudado. O custo era semelhante a isso, porem, ganhando-se o dinheiro no Brasil.

Para estudar, geralmente os filhos ou tinham pais muito ricos ou tinham que trabalhar anos e anos para adquirir um pe-de-meia e, so então, seguir os estudos. O que me parece foi que o Emigdio não quiz queimar a herança que recebeu da mãe para pagar os estudos.

Deve ter preferido conservar o que ja estava na mão para a segurança da família e seguir para Guanhaes. Ali a tradição afirma que retirou ouro na Lavrinha. E ele permaneceu trabalhando ate 1838, quando ingressou no seminário, indo ser consagrado em 1845.

Coincidentemente, em 1838 o Francisco Marçal estava completando 18 anos de idade, portanto, o irmão poderá te-lo colocado como cabeça dos negócios. Nessa ocasião, a trisavó Eugenia Maria da Cruz estava com 14 anos, era moradora de Guanhaes, e filha do seu fundador, Jose Coelho da Rocha (ou de Magalhães Filho).

Mas eles vieram a se casar por volta de 1845, quando da ordenação do padre seu irmão. Talvez tenha aguardado a ocasião exatamente pelo respeito que o irmão inspirava.

Retornando ao custo de formar-se um padre na família, ha que perguntar-se o porque de as famílias naquela época inclinarem-se tanto a trocarem tudo para formar um. Acontece que existiam dois motivos básicos. Um eh o obvio, o fervor religioso. Isso não se discute.

Por outro lado havia também a realidade da época. A morte era uma presença constante. O caso da ancestral Isidora era o fato comum. E o padre na família funcionava como um “fundo de pensão”. Principalmente para as mulheres que ficavam viuvas cedo e seus filhos menores.

Ha que nos lembrarmos que o padre que assumia uma paroquia de imediato tinha um salário pago pelo Estado. Estado e Igreja faziam parte de uma entidade única e compartilhavam as funções de governar. Em segundo lugar tornavam-se senhores do cartório de registros civis.

Como consequência da função também tinham diversas rendas que iam desde a comida na mesa e a moradia por conta dos paroquianos ate `as “joias” que as famílias agradecidas por uma extrema-unção que resultara em retorno do moribundo a uma vida plena.

Os padres geralmente carregavam um séquito de seguidores que o auxiliavam nas obrigações diárias, em particular a sua própria família. Alem disso, as irmãs e irmãos dos padres eram considerados bons partidos para matrimónios e acabavam se casando nas famílias mais ricas. Enfim, era a segurança do Céu ja usufruída, em parte, na Terra.

Muito frequentemente os padres se tornavam senhores de vastas terras. Isso não quer dizer, necessariamente, que retirassem das suas funções sacerdotais. O fato eh que para se tornarem padres precisavam proceder, na maioria das vezes, de famílias com bens.

Eles herdavam dos pais e faziam o capital crescer. Talvez seja porque “em terra de cego o caolho eh rei”! Eles tinham noções melhores de educação, enquanto a maioria da população era analfabeta.

Outra parte da nossa tradição dizia que o Policarpo não tinha dado muita sorte na vida. E que a mudança para Guanhaes era explicada pela situação difícil em Itabira. Pelo que se vê, para que isso tenha sido verdade seria preciso que ele tivesse se casado uma segunda vez, tido muitos filhos e perdido toda ou parte da fortuna que ja possuía. Mas por enquanto não se sabe!

A melhor maneira de se saber das coisas seria encontrar inventários e testamento dele próprio e/ou o documento “De Genere Et Moribus”. Talvez esse ultimo seja o sonho do genealogista nessa situação. Talvez o documento revele antepassados, principalmente quem foram os avos, esposa(s), filhos ainda não conhecidos e ate netos e bisnetos.

O encontro do ouro na Fazenda das Almas ja não explicaria mais uma transferencia do Capitão Francisco Marçal. Isso porque ela se deu depois de 1845, quando ele ja devia estar residindo la. Nesse caso, justificaria o oposto, a ida do padre sob a proteção do capitão. E, então, se daria a sociedade nessas minas.

O que justificaria essa nova descoberta, que se deu bem mais tardia, seria a confirmação de nossas tradições de que nosso ancestral Policarpo retornou ao seminário (conta-se que antes de casar em 1808 ele estava no seminário e desistiu por amor `a bela Isidora) e foi ordenado depois do filho, padre Emigdio.

De qualquer forma, vamos ao que mais interessa. O documento proporcionou decifrar uma passagem super importante em nossa genealogia. Eu ja havia encontrado os documentos de nossos familiares no site familysearch e sabia que o Alferes Policarpo fora casado com Izidora Francisca de Magalhaens. Mas o que não tinha era uma menção clara de que ela fora a mãe do nosso trisavô Francisco Marcal Barbalho. Muito pelo contrario, as evidencias que tinha diziam outra coisa.

Meu irmão Odon Jose havia conversado com nosso pai, que era o cofre que guardava de memoria a genealogia e causos da familia, e a uma pergunta de quem fora a esposa, pensou, pensou e respondeu sem grandes conviccoes que fora Vita. E as evidencias seguintes corroboravam com tal suspeita.

Primeiro meu irmão e depois eu mesmo encontramos esse extrato no site Sfreinobreza. La estava a “Relacao de Bispos Brasileiros de 1551 a 1952.” Entre eles encontrava-se o proeminente D. Manuel Nunes Coelho. E la estava escrito:

“215) D. Manuel Nunes Coelho, nascido em 12 de Fevereiro de 1884, em N. S. do Patrocinio de Guanhaes (hoje Virginopolis) – MG. Ordenou-se a 7 de Abril de 1907, 1o. Bispo de Aterrado [atualmente Luz] foi sagrado a 14 de Novembro de 1920 e tomou posse a 10 de Abril de 1921. Filho de Miguel Nunes Coelho e de Ambrosina de Magalhaes Barbalho; neto paterno de Joaquim Nunes Coelho (1) e de Francisca de Assiz Coelho (2); neto materno de Francisco Marçal Barbalho (3) e de Eugenia Coelho (4).

1. Filho de Eusebio Nunes Coelho e de Ana Honorata, neto de Manuel Nunes Coelho.

2. Filha de Jose Coelho da Rocha e de Luiza do Espirito Santo; neta paterna de Jose Coelho de Magalhães e de Eugenia Rodrigues da Rocha; neta materna de Antonio Jose Moniz e de Manuela do Espirito Santo.

3. Filho de Policarpo Barbalho e de Genoveva de Magalhães.

4. Filha de Joao Coelho da Rocha e de Luiza de Magalhães.

O site, na versao que existia antes, nao esta mais na internet. Encontrei esse endereco: https://archive.is/www.sfreinobreza.com. Mas não esta me dando acesso ao conteúdo. Não posso dizer se ja pesquisaram e corrigiram os enganos.

Mas diante das evidencias chegamos a pensar que a mãe do Francisco Marcal chamasse mesmo Genoveva. Vita seria o nome da intimidade familiar, ou seja, abreviatura de Genovevita.

Outra evidencia foi que o nome Vita ficou na familia. Inclusive tivemos uma bisneta, Vita de Magalhães Barbalho, por tia-avo, que foi neta, via Marcal, do Francisco Marçal. Mas nunca me conformei com a ideia, pois, havia encontrado a Izidora no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio. Mesmo pensando que poderiam ser duas as esposas, era preciso fazer a prova dos 9.

Cheguei a pensar na possibilidade de o Francisco Marçal ter sido filho da Genoveva filha. Mas nao sabia que ela nao havia chegado `a idade adulta, pois, que não tivesse falecido criança teria herdado da mae.

O certo eh que o documento retira diversas duvidas. Entre elas estão:

1. Nossa quartavo chamava-se Isidora Francisca de Magalhaens.

2. A mãe dela chamava-se Genoveva Nunes Ferreira. O documento do padre Emigdio deixou a duvida quanto a ser Ferreira ou Filgueiras. Mas com as diversas repetições “Genoveva Nunes Ferreira, mãe da falecida…”, não ha mais como ter duvida alguma.

3. Fica registrado que pode estar correto o livro da prima Ivania Batista Coelho incluindo entre os filhos do Policarpo um certo Manoel de Magalhaes Barbalho. Mas fica claro que não foi filho da Izidora.

4. Corrige-se o mesmo livro que atribuiu o Magalhães da família ao próprio Policarpo, o que ele nao assinava.

5. Francisco Marçal nao usava o Magalhaens e a Lucinda usava o Magalhaens mas nao o Barbalho.

6. No livro da prima Ivania ha um engano de datas. La temos para data de nascimento do Francisco Marçal o 30.06.1824. Porem, em 1827 ele estava com 6 para 7 anos o que retroage o nascimento dele para 1820. Assim fica determinado que ao falecer em 1900 ele estava com 80 anos completos ou quase isso e nao 76 anos de idade.

7. Eh provável que a data de 30.06.1824 seja a do nascimento da Lucinda Francisca de Magalhaens, pois, o batizado dela se deu 10 dias depois. Nao tenho hipotese alguma para esclarecer a ocorrência.

8. Acaba-se a especulação que tinha de que o senhor Modesto Jose Barbalho pudesse ter sido filho do casal. Mais facil sera que ele tenha sido irmão ou sobrinho do Policarpo.

Alias, o amigo Mauro disse que ha outro inventario onde aparece o inventariante Modesto de Souza Barbalho, por volta dos anos de 1850. Pelo nome sera mais logico ter sido ele o pai do sr. Modesto, porem, nao ha porque afirma-lo ou saber da procedência dele.

9. Acabam-se outras especulações de que outras pessoas de assinatura Barbalho nos livros de registros de Itabira pudessem ser filhas do mesmo casal, Policarpo e Isidora.

10. Comprova-se que a minha especulação a respeito de o “pai” Jose ter nascido por volta de 1820 nao tinha fundamento. Ele tornou-se o primogênito ja que o filho Joao, nascido em 1809, exatos 9 meses após ao casamento, não aparece como herdeiro. Isso faz com que Jose de Magalhaens Barbalho, então com 16 para 17 anos, tenha nascido mais provavelmente em 1810.

Preciosa essa comprovação, pois, torna-se perfeitamente viável a paternidade dele, em 1833, da filha Margarida. Ela esta presente nos registros de Itabira, mas o pai tem o nome Joze de Malhaes Barbalho. Pode ter sido abreviado. E o Jose ja teria mesmo idade para ter se casado ou, pelo menos, ter filhos.

11. Uma especulação que volta `a tona eh a paternidade do Jose Vaz Barbalho, Juiz de Paz em Sabinopolis, no ano de 1875. Como o mais provável sera que o Policarpo não tenha dado o nome a outro filho, isso não impede que o Jose pudesse te-lo feito.

O que nao ficou explicado nesse caso foi a menção no item 4 do site onde acrescenta que Eugenia Coelho (4) era “Filha de Joao Coelho da Rocha e de Luza de Magalhães.” Na verdade, a trisavó Eugenia Maria da Cruz (Coelho) foi filha dos mesmos Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo, pais da tia Francisca Eufrasia de Assis (Coelho).

Alias, embora o Jose Coelho da Rocha tenha sido assim mais conhecido eh provável que tenha tido o mesmo nome do pai, Jose Coelho de Magalhaes, acrescido de Filho. As duas versões são apontadas no “Genealogia da Familia Coelho” da prima Ivania.

Quanto `a lembrança dos familiares de que tivemos uma ancestral conhecida por Vita e não uma Isidora primeiro, talvez não seja grande mistério. E penso que isso esta subentendido no inventario da ancestral Isidora Francisca de Magalhaens.

Alias, estou repetindo a grafia Magalhaens justamente para recordar. Essa grafia eh ate atualmente usada por pessoas de descendência espanhola. E do documento do padre Emigdio pudemos retirar que a Genoveva foi “mãe natural” da Isidora. O termo significa apenas que ela foi mãe. Natural, todas são. Mas `a epoca isso significava que teve a filha sem se casar e nenhum homem assumira a responsabilidade.

As coisas eram assim mesmo. Mas ai eh que esta. Isso evidencia muito o caráter da nossa ancestral Genoveva. Naquela época a mulher nao tinha independência e era considerada uma propriedade dos homens.

Quando nascia pertencia ao pai. Casava-se e passava a pertencer ao marido. Se ficasse viuva, logo procurava casar-se novamente. E quando não o fazia, o filho mais velho ficava “responsável” por ela.

Algo que observo aqui eh que os dados enganados que encontramos no sfreinobreza poderão ter sido passados através de memórias do próprio bispo D. Manoel Nunes Coelho que teria se valido da memória falha das tradições. Era o que o povo da família acreditava que era e ninguém dignou-se a inquirir o que diziam os documentos de época.

A avo Genoveva deve ter nascido em torno de 1770. Seria um extremo ela ter nascido em 1780 e em 1808 estar casando a filha Isidora. Mas também poderia ter nascido por volta de 1740. O que a colocaria com cerca de 87 anos, em 1827, quando se deu o inventario. Acredito que as duas datas extremas não correspondem `a realidade.

Outro detalhe interessante que esta no inventario sao as diversas menções `a “fazenda de Genoveva Nunes Ferreira mãe da fallecida”. Isso quer dizer que ela teve pelo menos uma filha, criou, adquiriu posses e não dependia de homem algum. Algo, senão único, muito raro naquele tempo. Ou seja, ela foi uma mulher independente, quando nem mesmo muitos “homens barbados” não o eram!

Dai podemos inferir que ela, talvez sem a menor intenção, impos seu nome sobre o da filha. Ela deve ter sido a “mãe de criação” pelo menos para o Francisco Marçal e Lucinda Francisca. O Francisco deve ter tido poucas lembrancas da mãe verdadeira e deve ter fortes da avo. O fato de ter ficado órfão na mais tenra idade pode te-lo transformado numa pessoa introspectiva.

Em segundo lugar ele deve ter-se mudado o mais cedo que pode para Guanhaes. La ele se estabeleceu na zona rural, provavelmente no que depois passaria a pertencer a Virginópolis. Como a area ainda estava em inicio de colonização, deve ter-se dedicado ao trabalho duro como ja deveria estar acostumado. Desde criança devia trabalhar ombro a ombro com os escravos da familia.

Casou-se com, talvez, 25 anos de idade. Isso porque deve ter sido pai da Emigdia de Magalhães Barbalho, a primogénita, em 1847. Dai para a frente os outros filhos chegaram e o tempo de relembrar os detalhes de família era pequeno.

Vez por outra devia mencionar aos filhos algo feito pela Genoveva e outras vezes a chamava de mãe. Dai ter sido o nome dela lembrado pelos netos, embora ela fosse a bisavó e não a avo.

Alias, cabe aos historiadores refazerem a Historia da Mulher Brasileira nos Séculos XVIII e XIX. Geralmente tem-se a ideia de mulheres submissas. Mas a ancestral Genoveva foi contemporânea da dona Joaquina do Pompeu, da dona Beja, Chica da Silva e outras.

Em nossa familia, alem da ancestral Genoveva, temos a própria Eugenia Rodrigues Rocha, a ancestral Anna (Honorata) Pinto de Jesus e, pelo menos, dona Bernardina de Oliveira que foram “paraibas”.

Eh possível que as figuras de D. Maria I e Carlota Joaquina tenham servido muito mais como espelho que como mal exemplos do que os nossos livros de Historia ou versões interpretadas antigos lhes concedia!!!

Tivemos a bisavó Sa Candinha, talvez, como um retrato exato do que foi a ancestral Genoveva. Não nos mesmos detalhes mas na pessoa de uma mulher dominante. O que, alias, ate virou causo de família! E para relembrar vamos usar fatos concretos.

Ha algum tempo atras, quando ainda jovens, meu cunhado Joaquim Gervasio costumava passar ferias na casa de meus pais. E boa parte das vezes ele chamava quem estivesse proximo para tomar uma cervejinha nalgum dos bares perto da casa, para esperar o horario de almoco.

Mais tarde vinha o recado de que o almoco estava pronto. E não me recordo como ele ficou sabendo que era tratado como o Joaquim da Celeste, minha irma.

Então ele ja entrava na casa perguntando: “Que negocio eh esse de mandar chamar o Joaquim da Celeste, dona Judith?! Eu nao sou Joaquim da Celeste coisissima nenhuma! A Celeste eh que eh minha.”

Mas a resposta nao ficava sem retruco: “Celeste do Joaquim so se for em Nova Era (terra dele)! Aqui voce esta em Virginopolis!” Nem eh preciso relatar que a farra dos familiares era completa.

E se o Joaquim resolvesse dar corda para a conversa logo vinha alguém com o corretivo: “Quem mandou casar com generoa?!!!”

Generoa veio a ser um neologismo para descrever as mulheres dominantes, com muitos exemplos na familia. De certa forma, deve ter sido o significado que bem descreveria a “vovo” Vita (Genoveva).

E pelo esquecimento do nome verdadeiro de nossa ancestral acabamos não tendo exemplos de Isidoras dentre os nomes da descendência. Mas Vita o temos ate nascida no século XXI.

O documento nos da algumas respostas ao mesmo tempo que sugere mais perguntas. Agora temos a certeza que Isidora Francisca de Magalhães foi nossa quartavo. E, naturalmente, a mãe dela, Genoveva Nunes Ferreira fica confirmada como uma de nossas quintavos.

Automaticamente o pesquisador de genealogia se pergunta: e de onde procedem esses sobrenomes?

A principio ocorreu-me buscar na internet nome de possível bandeirante com o sobrenome Ferreira. E, de repente, encontrei um trabalho que casa de uma forma ou outra os sobrenomes. Ele esta no endereço:

http://www.ilb.ufop.br/IIIsimposio/27.pdf

Retornamos ao assunto de capítulos anteriores. Quem retornar ou recordar eu havia me enganado ao identificar o cristão novo Domingos Rodrigues Ramires como possível pai de nosso ancestral Pedro da Costa Ramires. Na verdade, acabei encontrando que os pais dele foram: Domingos Figueiredo de Carvalho e Ignez da Costa.

Agora veja a coincidencia. Essa tese inicia-se com os nomes Ana do Vale, Manuel Nunes da Paz e Francisco Ferreira Isidoro. Foram alguns dos cristãos-novos processados pela Inquisição, em Minas Gerais. Por azar não faz o acompanhamento genealógico dos personagens.

Porem, havia me chamado a atenção que o sobrenome Magalhaens de nossos ancestrais era a mesma grafia espanhola. Ate onde sabemos não ficou esclarecido porque ele foi usado nessa forma.

Agora observa-se que nossa ancestral veio a chamar-se Isidora Francisca de Magalhaens. E era filha de Genoveva Nunes Ferreira. Alem disso, veio a se casar com um descendente do Pedro da Costa Ramires e Páscoa Barbalho, ambos descendentes de ramos judeo-cristao-novo.

Podem verificar na tese, Francisco Ferreira Isidoro era espanhol. Talvez venha a ser o bisavo ou avo da ancestral Isidora.

Para mim chega a ser mais que coincidência. Principalmente por causa dessa outra postagem na internet:

http://anussim.org.br/algumas-familias-mineiras-tradicoes-e-costumes/

Quem se der ao trabalho de abrir pode observar que mais ou menos na metade da postagem ha uma relação de cidades e os nomes de famílias crista-novas que as ajudaram a povoar. Observem que em Sabará temos alem dos Ferreira temos os Ferreira Isidoro, como ultimo sobrenome mencionado de la.

Levando-se em conta que não devera ser a atual cidade mas sim a comarca, vemos que pode mesmo haver uma relação parental entre os personagens na tese e os nossos ancestrais.

Apesar de tudo, não podemos tirar conclusões apressadas. Eles não foram os únicos Ferreira na região. Podemos verificar em outra postagem muito interessante aqui mesmo na internet. Abram o endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Antônio_Soares_Ferreira

Vejam que Antonio Soares Ferreira foi o bandeirante que descobriu ouro na região do Serro. Com ele estava o filho Joao Soares Pais e outros, inclusive o Gaspar Soares Ferreira, que descobriu ouro no local que recebeu o nome de Morro do Gaspar Soares, atual Morro do Pilar.

Temos ali também a presença do Gabriel Ponce de Leon, aquele que de uma única bateada sacou 20/8 de ouro no Córrego do Vintém na, então, futura Conceição do Mato Dentro. E a Família Arzão esta entre os descobridores do ouro no Serro e Diamantina.

Ou seja, o melhor eh ler a relação de nomes dos membros da expedição do Antonio Soares Ferreira como prováveis nossos ancestrais e não apenas como personagens da Historia de Minas Gerais.

Eh muito provável que tanto o Ferreira da ancestral Genoveva quanto o Soares de parte de nossos primos estejam ligados a este mesmo núcleo familiar bandeirante.

Uma vantagem se comprovarmos que pertencemos tanto a um quanto a outra fonte Ferreira sera a de que ja teremos nossa genealogia melhor decifrada, deles para as raízes. Os Ferreira dos bandeirantes procedia de Guarulhos e estão descritos na Genealogia Paulistana.

O ramo Ferreira Isidoro esta ligado ao Domingos Rodrigues Ramires. O ramo familiar dele ja possui estudos por causa das perseguições inquisitórias sofridas por familiares.

Com a descoberta de que a nossa ancestral Genoveva Nunes Ferreira teve fazenda e propriedades, deve facilitar um pouco encontrar-se os ancestrais dela. Inclusive devera haver também o inventario dos bens dela, no qual os filhos da Isidora deverão entrar como herdeiros.

Nao creio que ela tenha sido tao “generoa” que tenha conquistado tudo do próprio muque. Deve ter herdado em parte do pai. E, espero, que isso facilite chegarmos `a origem mais remota de nossa família por essa linhagem também.

Quanto ao Polycarpo, ele deve ter ficado viuvo com idade entre 37 e 47 anos. E não ficava bem ao homem da época permanecer viuvo por muito tempo enquanto a idade lhe permitisse. Antigamente essas ja eram idades em que as pessoas estavam entregando os pontos. Quem vivia tanto estava dentro de uma media elevada. Quaisquer doenças matava.

Mas o que parece eh que o quartavo Polycarpo teve ótima saúde, mesmo sem os recursos modernos. Nossa tradição afirma que ele retornou ao seminário, depois que o filho Emigdia ja se ordenara padre, o que se deu em 1845, e também ordenou-se e foi padre. Acredito que ele tenha retornado após 1854, quando o seminário em Diamantina foi fundado. O que implica que ele tenha vivido em torno de, pelo menos, 80 anos.

O fato de ele aparecer como padrinho do batismo da filha Maria, de Manuel Alves da Rocha e Anna Joaquina das Chagas, em 07.10.1832 eh coisa menor. O que, alias, pelo nome, Anna Joaquina talvez tenha sido irma dele. Ambos teriam sido filhos do capitão Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, segundo consta a respeito dele no documento De Genere do padre Emigdio.

Ter sido ele próprio o pai do Felisberto, batizado em 21.11.1852, eh que sera algo surpreendente. Nesse caso, o nome da mãe da criança foi Anna Catharina das Merces. Sendo ele próprio o pai, então, fica confirmada parte da longevidade e da saúde. Resta comprovar apenas que ele viveu algo mais que uma década! Anna Catharina poderá ter sido também mãe do Manoel, mencionado no livro da prima Ivania.

O que vai ficar nos faltando também sera construir a Arvore Genealogica que inclua todos os Barbalho presentes nos Arquivos em Itabira. A principio, desde o inicio do Ciclo do Ouro, existem os documentos que comprovam a presenca deles em dois centros distintos. Um representado pelo eixo Ouro Preto/Mariana e o outro pelo conjunto de freguesias em torno do Serro.

Acredito que pessoas dos dois centros poderão ter convergido em Itabira. Do nosso lado sabemos que Jose Vaz nasceu no Serro e Anna Joaquina em Conceição do Mato Dentro. Nao se sabe porque foram ter o Polycarpo em Santa Rita Durão.

Porem, o filho Gervasio nasceu em Conceicao do Mato Dentro. E os dois filhos mais o Firmiano casaram-se em Itabira. Portanto, diversos dos personagens identificados ate ao momento pertencem ao ramo serrano.

Do Serro temos também que la nasceu o Policarpo Joseph Barbalho. Ele foi filho de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. O casal eh o “culpado” pela existencia dos Barbalho no Serro, por ter se mudado do Rio de Janeiro, casado em 1732, e por la construido família. Presumo que esse Policarpo tenha sido irmão do Jose Vaz Barbalho, pai do Polycarpo Jose Barbalho. Mas ainda não tenho o comprovante de paternidade do Jose.

Polycarpo Joseph Barbalho foi cirurgião-mor da Vila de Porto Alegre. Teve diversos filhos registrados em Gravatai. Casou la uma filha, tambem chamada de Josefa Pimenta de Souza, em 1794. E, pelo que parece, o cirurgião-mor instalou-se em Porto Alegre em torno de 1775. Ou seja, ja com 40 anos de idade.

Por ter sido cirurgião, antes de que fosse permitido a implantacao de colégios de medicina no Brasil, presume-se que tenha estudado em Portugal. Ou seria apenas um charlatão! (medico pratico e não um enganador) O que nao era mal nome `a epoca.

Mas o que faria sentido era que ele tivesse se casado uma primeira vez, no Brasil ou em Portugal, e tido uma primeira família. Nesse caso, muitos da família poderiam descender dele, inclusive o próprio Jose Vaz Barbalho, que poderia ser filho.

Ha pelo menos outra fonte possível dos Barbalho em Itabira. No livro “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE” o professor Dermeval Jose Pimenta descreve superficialmente a familia da terceiravo dele, Isidora Maria da Encarnacao. Ela foi esposa do capitao Antonio Francisco de Carvalho. E foram pais de:

1. Joao, 1761
2. Vitoriana Florinda de Ataide, 1762, c. c. Jose Damásio Rouco
3. Antonio, 1764
4. Luciano, 1766
5. Mariana, 1767
6. Jose, 1769
7. Francisco, 1771
8. Bernardo, 1776
9. Boaventura Jose Pimenta, 1779 c. c. Maria Balbina de Santana (nossa tia quartavo), filha de Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana, fundadores de Sabinopolis.

Bom, o professor Dermeval deu uma geral, por cima, na descendência de dona Victoriana e detalhou mais o ramo do bisavô dele, Boaventura Jose Pimenta. Ainda disse que os netos receberam o nome do meio, Jose, em homenagem `a avo Josepha. Alem disso, os que descreveu, receberam também o Pimenta que vinha do ramo dela.

Ele deve ter pesquisado os dois ramos por causa de terem deixado descendência com o mesmo sobrenome que ele usava. Deve ter ficado mais fácil pesquisar, pois, todo Jose Pimenta que encontrasse supostamente seria da familia. E ele próprio deixou escrito que os outros poderiam ter assinado Barbalho mas não tinha como comprovar isso.

Alias, sabia da existencia de muitas familias Pimenta no Centro-Nordeste de Minas Gerais. O que o fez presumir que fossem parte da descendência mas não poderia garantir. Os Barbalho ele não pesquisou por falta de tempo.

De qualquer forma, fica ai a possibilidade de uma parte dos Barbalho de Itabira proceder dessas fontes e de outras que ainda não identificamos. O que, infelizmente, não sera possível identificar sem uma pesquisa árdua nos arquivos do Serro e Diamantina.

Alias também, devo recordar aqui que o primo Glauco Batista Coelho ha pouco tempo confidenciou-me que, la pelos anos de 1960 ou 1970, nosso primo, o frei Roberto, andou por Conceição do Mato Dentro para ajudar nas comemorações do Jubileu. E disse que havia um verdadeiro tesouro de dados de nossa familia nos documentos da cidade.

Acontece que a documentação que o frei Roberto teve acesso deve ter sido transferida para o Arquivo da Arquidiocese de Diamantina. Pelo menos os eclesiásticos. E la estão confinados e a espera de que alguém faca uma consulta. Somente assim poderemos esclarecer melhor as origens dos Barbalho em Itabira.

Inclusive, decifrar o que nos falta agora, ou seja, talvez encontrar os inventários do Manoel Vaz e Josepha Pimenta que poderão dizer quem foram os pais do Jose Vaz Barbalho. E o registro de casamento deles poderá esclarecer qual Belchior Pimenta de Carvalho foi o pai da Josepha.

Preenchendo essas lacunas teremos uma avenida aberta desde a atualidade ate aos reis e rainhas mais antigos da Europa e outros lugares, ligados `a nossa ancestralidade.

Algumas coisas, porem, o professor Dermeval não teve o tino imediato de especular. Uma delas eh que os nomes dos pais do capitão Antonio Francisco de Carvalho foram: Antonio Leal e Maria Francisca, naturais de Vila de Colares, Patriarcado de Lisboa.

Muito provavelmente o Carvalho procedia dos avos. E os filhos do capitão Antonio Francisco também poderão ter assinado Carvalho, Leal e outros sobrenomes ancestrais, como era de costume `a época.

Naturalmente, uma possibilidade minima também sera a de que o filho Jose seja o nosso ancestral Jose Vaz Barbalho. Em primeiro lugar, sabe-se ate agora apenas que esse Jose foi batizado. Não sabemos se chegou `a idade adulta.

Outro detalhe eh o de que nasceu em 1769 e o “padre” Policarpo Jose Barbalho casou-se em 1808. Isso implicaria em que os dois teriam se casado quase na idade minima que os homens de famílias de classes media e alta usavam fazer. Se o Jose casou-se em 1788 ele poderia ter sido pai por volta de 1879-90. E, se o filho foi o Policarpo, as contas ficariam fechadas. Mas aviso que não seria fato muito comum acontecer.

Alem do valor familiar, esse documento deve ter um valor histórico também para os Municípios de Itabira e Caeté. Isso porque a emancipacao de Caeté se deu exatamente em janeiro de 1827. E o inventario se não foi o primeiro foi, com certeza, um dos primeiros do Arraial elevado `a categoria de Vila.

Itabira e Caeté antes pertenciam ao Ribeirao de Santa Barbara, atual Cidade de Santa Barbara. A municipalidade durou pouco na formação que era no inicio, pois, Itabira foi emancipada em 1833.

E o registro da filha Margarida do Jose de Magalhaens Barbalho e Maria Germana deve ter sido um dos últimos da antiga formação, pois, a nova emancipação se deu em Junho e Margarida foi batizada em marco.
UM EXAME DO DNA DE NOS OS LOIROS!

Um de nossos primos, vou reservar-me ao direito de não revelar qual porque não pedi autorização para divulgar, fez o exame de DNA e enviou-me os resultados:

Benin/Togo 7%
Africa Sul Oriental Bantu 4%
Africa do Norte 3%
Nativo Brasileiro 2%
Italia/Grecia 32%
Irlanda 15%
Peninsula Iberica 15%
Grã Bretanha 13%
Escandinavia 2%
Europa Oriental 2%
Finlandia/Russia 1%
Oriente Medio 1%

Seria interessante ter o exame em outra pessoa da família. Não tenho o acompanhamento genealógico completo dele. Ele descende da Maria Honoria Nunes Coelho que sabemos ter sido mulata. Sendo que ele eh trineto dela.

Através dela ele receberia no máximo 3.125% de sangue africano. O que implica dizer que tem mais ancestrais africanos alem dela. Embora ele seja Barbalho, não descende do Jose e Maria Germana. Pelo menos ate onde sei.

O mais provável eh que uma parte de nos tera um percentual africano mais elevado. Talvez, eu próprio, por descender 2 vezes da Maria Honoria (trineto e quartoneto) alem de quartoneto da Maria Germana.

Algo bem interessante serão essas proporções. Os seres humanos possuem 23 pares de cromossomas, ou seja, são ao todo 46. Cada cromossoma individualmente representaria cerca de 2% do nosso DNA, em media. Eh necessário acrescentar esse, em media, porque uns pares são um tanto maiores que os outros, portanto, correspondem a porcentagens maiores.

Vide a imagem: fotografia dos cromossomos humanos

Mesmo assim, a grosso modo, podemos dizer que ele possui 7 cromossomos vindos da Africa e um dos nativos brasileiros.

Penso que a grande surpresa eh aparecerem somente 7,5 cromossomos com origem na Peninsula Iberica.

Mas, de qualquer forma, fica ai um bom exemplo de como se forma um “branquelo” no Brasil. Ele pode não ter sido o mais branco dos irmãos. Mas tem os filhos de mesmo pai e mãe com tonalidade ruiva e loira.

Infelizmente, nossos estudos não são completos o suficiente para explicar o resultado do exame. Caso ja tivéssemos umas 10 ou 12 linhagens nos mostrando ancestrais dominantes desde 1.000 anos atras ja poderíamos observar se a genealogia e a genética realmente andam juntas.

De qualquer forma, não foi muito diferente do que eu imaginava que seria.

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14. INVENTARIOS DE MODESTO JOSE BARBALHO E RITA DA ROCHA – 1868

Mais esse presente que o amigo Mauro de Andrade Moura nos ofereceu. Pude analisar de perto mais esses inventarios, através das fotos enviadas por ele.

O chato de recolher dados via inventarios eh que, na maioria das vezes, não nos oferece os ancestrais dos inventariados. E nesse caso, continua nos faltando encontrar a ligação do Alferes Modesto Jose Barbalho e sua mulher Rita da Rocha com os troncos principais das genealogias que tenho estudado. Seria o máximo encontrar isso.
Desconfio que eles sejam dos ramos que se encontravam nas freguesias que compunham o Serro, particularmente, Conceição do Mato Dentro. Pelos dados acredito que ja posso excluir o sr. Modesto da possibilidade de ser filho do Policarpo. Acredito poder ser irmão. E, se casou-se em Conceição, não haveria mesmo como encontrar o registro de casamento deles no famylysearch. O superconservador D. Segaud nao deixou.
Mas o surgimento deles em Itabira `a mesma época em que se encontravam la os Policarpo, Gervasio e Firmiano Jose Barbalho leva `a suspeita que seja filho do Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, nossos pentavos.
O que se completa com a suspeita de que dona Anna Joaquina das Chagas, que aparece com o esposo Manuel Alves da Rocha, batizando a Maria, que teve como padrinhos ao Policarpo e tia Lucinda Francisca, também fara parte da irmandade. (Livro de Batizados de Itabira, 07/10/1832 – pag. 73).

Penso que esses “da Rocha”, o que inclui dona Rita, poderão ser dos mesmos “da Rocha” que entraram na formação da Família Coelho, a partir da Fazenda Axupe, que ficava entre Morro do Pilar e Conceição. E atualmente esta nessa ultima.

Acredito que ha a possibilidade enorme de o sr. Modesto proceder do mesmo ramo que mencionei no capitulo anterior, ou seja, poderá ser neto da Isidora Maria da Encarnação e seu marido, o capitão Antonio Francisco de Carvalho. E se o filho deles, Jose, foi o pai, poderá mesmo ter sido irmão do Policarpo. Mas existem os outros que poderiam se-lo e, entao, seriam primos.

Existe uma evidencia fraca de que as coisas sejam assim mas ha que nos lembrarmos do fato de o filho do casal, Boaventura Jose Pimenta, que casou-se com nossa tia-quartavo Maria Balbina de Santana, deu também o nome Modesto a um de seus filhos, o qual foi pai de outro Modesto. Portanto, o nome estava na família. Pode ser que fosse moda na epoca.

Talvez possamos contar tambem como evidencia a presenca em Itabira do Francisco Jose Barbalho e do Francisco Rodrigues Barbalho. Nota-se que Isidora e Antonio Francisco tiveram filho chamado Francisco, ou seja, havia mais de uma razao para os filhos darem nome de Francisco aos proprios filhos. Ja os sobrenomes estavam presentes nos arredores de Conceicao do Mato Dentro, ao que sabemos.

Dentre os filhos do sr. Modesto Jose Barbalho, pelo menos, do ramo do sr. Cyrino temos noticias de descendencia atual la em Pecanha. E ja devem ser alguns milhares de pessoas. Faltando apenas cadastra-las.
Mas vamos então ao resumo do pouco que pude traduzir do documento:
“18 de fevereiro de 1868
Inventario e Partilha dos finados: Alferes Modesto Jose Barbalho e sua mulher Rita da Rocha Barbalho. (inventariados)
Inventariante: Modesto Jose Barbalho Junior.”
Pareceu-me conter um engano `a pagina 05, pois, ali esta escrito: “………dias em que faleceram seus pais os finados Alferes Modesto Jose Barbalho Junior e sua mulher Dona Rita da Rocha Barbalho…………..” Deram a alcunha Junior do filho ao pai, talvez por alguma distracao.
`A pagina 6 encontrei a lista dos herdeiros, que segue:
“1o. Cyrino Jose Barbalho, solt. de idade 36 anos
2o. Juvenata da Rocha Barbalho, casada e ausente………, mas consta que residia em lugar chamado Vai-Vem, na Província de Goyas.
3o. Modesto Jose Barbalho Junior, casado
4o. Affonso Jose Barbalho, solt. 26 anos
5o. Virgilio Jose Barbalho, solt. 23 anos
6o. Pedro Jose Barbalho, solt. 21 anos
7o. Dona Donata da Rocha Barbalho, solt. de 16 anos.”

Numa das folhas onde os herdeiros assinam pude verificar que a ultima assinava Donata Modestina da Rocha Barbalho.

Ha uma pequena discrepancia entre um dado aqui e os inventarios do sr. Cyrino Jose Barbalho, em Pecanha. Aqui afirma-se que ele era solteiro. E la calcula-se que ja fosse pai. Alem disso, o primeiro filho, Modesto Jose Barbalho teria nascido em 1867.

Sao duas coisas conciliaveis com os costumes de epoca. Em primeiro lugar, os autos podem ter sido escritos em tempos anteriores. Mas como nao eh novidade que a justica no Brasil sempre andou a pe, entao, os dados de data e idades podem ter sido acrescentados depois, `a epoca dos despachos.

Outra possibilidade eh a de que ele ja vivesse com a esposa antes do casamento oficial. Habito tambem comum `a epoca. Devido `a falta de padres ou devido `as condicoes do tempo quando nao haviam estradas possiveis de viajar-se. Nosso tio-bisavo Antonio Rodrigues Coelho Junior tambem nasceu antes da sacramentacao do casamento dos pais.

Depois que continuei a revisão da leitura encontrei algo interessante, porem, não sei explicar com certeza. `A pagina 12 aparece a menção ao casal: Francisco Jose Barbalho e Camila Borges da Costa Lage. Não da para saber se eram casados ou são mencionados como dois vizinhos das propriedades em partilha.

O Mauro leu para mim B. Noronha da Costa Lage. O B. vem de Barbara. Esta foi viuva de Manoel da Costa Lage, irmao mais velho do coronel Lage. Mas nao tenho o laptop em maos agora. De qualquer forma eh melhor acreditar nele. E aquele Francisco Barbalho teve por esposa a dona Quintina Francisca.

Esta ai a presença do Francisco outra vez. Ele aparece no “Almanak Administrativo Civil e Industrial da Província de Minas Gerais (Google Livros), como morador e membro da Guarda Nacional. Alem de aparecer como padrinho em registros de batismos. Mas ainda não encontrei os nomes de pais.
Talvez, se localizar a lista de eleitores de Itabira podemos encontrar as origens do Francisco e do sr. Modesto. Tais listas continham os nomes dos pais, homens, dos listados.

Pelas idades dos filhos solteiros do senhor Modesto sera provável deduzir que também ele não se casou muito cedo. O que se presume eh que o senhor Cyrino tenha nascido em torno de 1831. Portanto, a data presumível para o nascimento do pai gira em torno de 1800.

Isso o coloca no tempo possível em que os pais do Policarpo, Gervasio e Firmiano ainda estavam tendo filhos. Como se pode observar, o filho mais velho da dona Rita da Rocha era 20 anos mais velho que a caçula dos filhos.

O que, em se assumindo que o Policarpo nasceu em torno de 1790, demonstra que a ancestral Anna Joaquina poderia ter tido filhos ate 1810, ou um pouco mais. Infelizmente não temos as idades exatas dos mais velhos.
Outro detalhe importante que não pude esclarecer foi a referencia ao nome local: “agua santa”. Era a localização de algumas propriedades dos inventariados. Ha uma palavra antes que pareceu-me “rua”, porem, “agua santa” não seria o nome dela, pois, as letras estão em minúsculas. O Mauro soprou-me ser Rua da Agua Santa.
Poderia ser local onde nascia uma fonte de aguas consideradas santas, e a rua sem nome fosse assim referida.
Uma boa curiosidade foi a informação de que dona Juvenata da Rocha Barbalho residia em algum lugar de Goyaz. Para orientarmo-nos melhor, podemos usar as descrições e os mapas na postagem abaixo, para sabermos o que era o Goyaz da época:
Mas também podemos conhecer melhor o local através do nome atual. Retornei `as fotos do inventario e decifrei o nome antigo. Era Vai-Vem. E o histórico do local bate exatamente com a época em que eh referida. Ou seja, quando dona Juvenata deve ter ido para la, ja nos primórdios da colonização. Ver mais informações na postagem:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ipameri

Ipameri na linguagem indigena significa terra entre dois rios. Ou seja, temos por la, em antigo grego, uma Mesopotamia. Alias, o Brasil eh repleto de Mesopotamias. Inclusive o Triangulo Mineiro.


Podemos ver que o Goyaz antigo era bem maior que o atual Goias somado ao recente Tocantins. Diga-se de passagem era dono ate do Campo da Farinha Podre. Para quem não sabe, esse era o nome do atual Triângulo Mineiro, que depois foi incorporado a Minas Gerais.

Devemos nos lembrar também que 1868 marca a época em que o Brasil estava envolvido na Guerra do Paraguai (1865-1870). A area era perigosa de se viver. As fronteiras não estavam ainda devidamente delimitadas.

O Goiaz era praticamente a fronteira do Brasil com o restante da America do Sul, exceto nos extremos Norte e Sul. As areas intermediarias eram areas contestadas pelo Brasil, Paraguai e Argentina, alem da Bolivia. Mais tarde o Brasil conquistaria os Mato Grossos, Rondônia e Acre.

De antemão nao se pode afirmar nada. Talvez o marido da dona Juvenata fosse militar que fora convocado para a guerra. Mesmo que não fosse, deve ter sido alguém que fizesse parte da Guarda Nacional.

O exercito brasileiro era muito pequeno. Os nobres da época não queriam um exercito forte por medo de eles se insurgirem para derrubar a monarquia e implantar uma republica.

Inteligentemente, o Patriarca da Independência, Jose Bonifácio de Andrade e Silva, criou a Guarda Nacional, que era uma forca paramilitar com todos os privilégios, econômicos e politicos. Para participar da Guarda Nacional era preciso ter renda. E as patentes eram adquiridas de acordo com o rendimento anual. Quanto maior a renda maior era a patente.

Foi assim que impuseram a monarquia. Como os privilégios eram garantidos aos membros da Guarda Nacional, não havia motivos para revoltas, segundo a visão elitista. Mandava mais quem tinha mais.

O contratempo era que, em caso de guerra, o membro da Guarda Nacional era considerado militar. `A epoca da Guerra do Paraguai o Brasil possuía uma forca de cerca de 12.000 membros. Ja o efetivo da Guarda Nacional contava com cerca de 650.000. O numero de Guardas Nacionais que foram `a guerra era maior que o de militares.

O pratico nisso tudo eh que nos falta saber se houve e progrediu a descendência de dona Juvenata. Se a resposta for positiva, o que se pode esperar eh que outros membros da família foram chamados para Ipameri.

E deles deverão descender algumas famílias tradicionais do atual Estado de Goias, senao todas. Depende da quantidade dos que foram e como se espalharam pelo territorio.

Assim, depois dos registros que encontramos de familiares nossos nos estados litorâneos brasileiros, alem de Minas Gerais, claro, agora se atesta a presença do sobrenome Barbalho na colonização também de Goias.


Segundo as informações me passadas pela genealogista Marina Raimunda Braga Leão, descendente do senhor Cyrino Jose Barbalho, ele casou-se com pessoa de nome Rita. Tiveram entre outros o filho Modesto Jose Barbalho que casou-se com Eliza.

O segundo casal foi pai de dona Rita Eliza Barbalho e outros irmãos. Essa casou-se com Virgilio Gomes da Silva, que aparecem `a pagina 53 do livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do professor Dermeval Jose Pimenta. O sr. Virgilio procedia das familias Vieira da Silva e Gomes da Silva, procedentes de Ponte Nova, MG, e que se tornaram tradicionais em Pecanha.

Foram os pais, entre outros, da dona Eliza Gomes Barbalho, que esposou o senhor Otacilio Pinto da Rocha, também família tradicional de Pecanha. E foram pais do sr. Francisco (Chico) Viriato da Rocha.

O sr. Chico casou-se com dona Rattcliff da Silva Braga, e se tornaram pais do dr. Jose Geraldo Braga, juiz aposentado da Comarca de Virginópolis.

Maiores informações podem ser obtidas no sitio genealógico www.geneaminas.com.br.

Informacoes curiosas e importantes podem ser retiradas do “Almanak de Minas Gerais”, edicao de 1872, para valer em 1873. Ali vemos que o municipio de Itabira ainda vivia, em boa parte, da mineracao de ouro e ferro. Ali afirma que o ouro foi encontrado em 1781, por Joao Francisco de Andrade e o cunhado dele Francisco da Costa Martins Lage. Na verdade esse foi um segundo surto. O ouro ja havia sido encontrado por la muito antes.

Tambem informa por outro lado que ambos ficaram riquissimos, mas que naquela atualidade a descendencia formava partidos rivais. E cuja rivalidade impedia o progresso da cidade. O que falta saber eh o lado que os Barbalho estavam metidos, ja que sao muito chegados `a politica. Talvez o menos interessado foi mesmo o Francisco Marcal Barbalho que `a primeira oportunidade mudou-se para Guanhaes ainda muito jovem!

Embora, ja ouvi dizer-se dele que foi perseguido por rivais politicos em Guanhaes. Mas creio que tenha sido em consequencia da possivel participacao dele na revolta liberal mineira, em 1842. A revolta foi chefiada por Theophilo Otonni e pelo Barao de Cocais. E participaram dela Manoel Coelho Linhares e Modesto Jose Pimenta, segundo registros em livros.

A mencao ao segundo esta no livro do professor Dermeval, e tratava-se do avo dele. Ja o primeiro aparece no livro: “Os Oficiais do Povo: A Guarda Nacional em Minas Gerais Oitocentista, 1831-1850”, do autor Flavio Henrique Dias Saldanha. Google Livros.

Pelos dados que ja possuimos penso que podemos eliminar tanto ao Polycarpo quanto ao Modesto Jose Barbalho como pais do Jose Vaz Barbalho, aquele que esta mencionado como Juiz de Paz de Sabinopolis, por volta de 1875. Mas agora aumenta a possibilidade de ele poder ter sido filho do Jose de Magalhaes Barbalho, se estivesse numa idade entre 30 e 40 anos `a epoca, ou do casal Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, se for mais velho.

O que essas pesquisas tem demonstrado eh que, me parece, estamos cada vez mais proximos de concluir que os Barbalho de Itabira descendem todos do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, que se casou em 1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, do atual Distrito de Milho Verde, pertencente ao Serro. Mas contudo, a familia pode ter ter sido mais relacionada a Conceicao do Mato Dentro.

E explico porque. Torna-se cada vez mais obvio que o conjunto de familias das quais descendemos eram primariamente mineradoras. E isso pode ser notado pelo ciclos colonizadores da Historia de Minas Gerais. Em primeiro lugar, o que atraiu os primeiros colonizadores foi o encontro do ouro de aluviao, ou seja, encontrado nos leitos dos corregos e rios, “faceis de catar”.

Essa primeira fase coincide com a primeira metade do seculo XVIII (1700). E a colonizacao se deu ao longo da Serra do Espinhaco, indo desde o Sul de Minas ate aos arredores de Diamantina. Era um caminho estreito, nao se vivia muito longe da Estrada Real.

Na primeira fase temos noticias tanto dos Barbalho quanto dos Rodrigues Coelho. Segundo o professor Dermeval, o patriarca Manoel Jose Barbalho foi para o Milho Verde na expectativa de receber autorizacao real para explorar diamantes. Como a coroa portuguesa demorou a dar a resposta ele levou a familia para o arraial de Tapanhoacanga. Atual Distrito de Itapanhoacanga, pertendente ao Municipio de Alvorada de Minas. Por volta de 1750 Itapanhoacanga foi um dos veios de ouro mais produtivo da colonia.

Ja o patriarca Manuel Rodrigues Coelho destacou-se ao redor do centro Mariana/Ouro Preto, possuindo lavras no Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durao, pertencente a Mariana. Onde tambem diversos Barbalho se encontravam, sendo alguns descendentes de irmaos do Manoel Vaz Barbalho.

A segunda fase da colonizacao mineira se da com a queda de producao do ouro, em torno de 1750. Entao, os antigos mineiros buscam jazidas novas no sentido radial, em torno dos centros mais antigos. Assim, encontramos os Barbalho, os Rodrigues Coelho e os Nunes Coelho em Itabira e Dom Joaquim. E `a medida que o numero de membros das familias vai se multiplicando eles se veem na necessidade de expandir mais.

A terceira fase da colonizacao se da mais em torno da busca de terras para a atividade agropecuaria, embora ainda se aproveita uma ou outra oportunidade de mineirar nos surtos que surgiam de hora em hora. Assim as tres familias que estavam radicadas em Itabira e Conceicao do Mato Dentro se envolvem na colonizacao de Guanhaes e Virginopolis. Apos a colheita do rescaldo de ouro, as familias ja entrelacadas se tornam puramente agropecuaristas.

Nessa forma as viemos conhecer ate aos anos de 1960 quando, entao, inicia-se a grande dispersao e a busca por novos lugares e novas profissoes. Infelizmente para os familiares e para o Brasil nao se deu uma quebra de tradicoes no qual se substituisse as atividades primarias pela industrial. Assim, o atraso tornou-se geral, levando a familia a espalhar-se pelo mundo.

Ao que parece, as 3 familias ja eram uma e a mesma familia, com uma grande quantidade de antepassados em comum. Com o tempo e a falta de acompanhamento genealogico os familiares esqueceram-se dessa realidade e muitas vezes se tratam como estranhos.

Os nomes de pessoas que ja encontramos em Itabira deve ser uma otima evidencia de pertencermos todos ao ramo Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta.

Temos la, por exemplo, o Victoriano Jose Barbalho, casado com Maria do Carmo de Macedo. Tiveram pelo menos 4 filhos em Itabira. Anna (1818), Maria (1823), Jose (1828) e Humiliana (sem data). Alias, esse Jose poderia muito bem ser o Jose Vaz Barbalho, de Sabinopolis.

Nao temos de quem o Victoriano foi filho. Mas o professor Dermeval descreve um pouco a familia de dona Victoriana Florinda de Ataide, talvez nossa tia antepassada. Ela foi filha da Isidora, que era filha do Manoel e Josepha. Mas o professor descreve descendencia apenas dos filhos: Hermenegildo (1801) e Lucio (1802). A essa epoca ela ja estava com 40 anos de idade, pois, nascera em 1762.

Ha a possibilidade de o professor Dermeval ter encontrado os dados deles mais facilmente porque assinavam Jose Pimenta, como ele proprio. Mas pela mesma razao que dona Victoriana teve filhos assinando Jose Pimenta, teve tambem para que chamassem Jose Barbalho. Alem disso, o Victoriana dela poderia muito bem ter sido inspiracao para um filho Victoriano. Ou para algum sobrinho.

Quanto ao senhor Modesto ja comentei antes que houveram os Modestos Jose Pimenta na familia. Portanto eh bem provavel que ambos os lados nasceram dos mesmos entrelaces. A variacao de sobrenome era muito comum naquele passado. Irmaos usavam sobrenomes diferentes dos de outros irmaos.

Por fim, ja comentado em outras oportunidades, sabemos que o casal Manoel/Josepha foi pai do cirurgiao-mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho. Ou seja, o nome eh identico ao nosso quartavo Polycarpo Jose Barbalho e, com absoluta certeza, nao sao a mesma pessoa.

 

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15. UMA CHACOALHADA EM NOSSA GENEALOGIA

Mais uma passagem, e desta vez com muito conteúdo em pequeno frasco. O Mauro presenteou-nos com mais um inventario. Trata-se da partilha dos bens do nosso conhecido, alferes Francisco Jose Barbalho.

Apenas para recordação, eu ja o havia encontrado em algumas literaturas, inclusive nos famosos: “Almanak Administrativo Civil e Industrial da Província de Minas Gerais”, como o de 1872 para valer em 1873.

Nele se da conta da polivalência do nosso aparentado. Ele aparece na lista de alfaiates. E também como alferes da Guarda Nacional, porem, ja deveria ter se afastado por motivo de doença, pois, o cargo na “1a. Cia. (Parada no Largo de Sant’Anna da Itabira)” estava vago, embora o nome ainda fosse mencionado.

Agora, encontrei na lista de bens que possuía uma biblioteca respeitável para a época, incluindo diversos livros dos assuntos legais. Isso leva a crer que tenha exercido a profissão de advogado ou, pelo menos, de rabula (douto pratico), tao comum `a época. Não deve ter tido o titulo porque ao nome dele se atribui a patente alferes e não ou doutor, comum aos profissionais forenses.

Junto aos inventarios acompanha o testamento. Francisco Jose Barbalho faleceu em 22.12.1873. O inventario foi aberto em 02.09.1874. O testamento havia sido encomendado ao escrivão, Jose de Magalhães Barbalho, e havia sido escrito em 06.07.1870. Boa surpresa para os que descendemos do pai Jose, pois, ninguem nos havia informado da profissao dele antes.

Ja de inicio revela coisas que não se encontram em inventários. Ele diz que o pai, Victoriano Jose Barbalho, era falecido. A mãe, dona Maria do Carmo Macedo, ser-lhe-ia herdeira, em caso de ele falecer antes dela. O que realmente aconteceu.

Não pude determinar a idade dele. Contudo, nos inventários consta que a esposa, Quintina Francisca Barbalho, vivia por volta dos 59 anos de idade. E a mãe dona Maria do Carmo estava por volta dos 90 anos. Eh provável que o alferes estivesse entre os 60 e 70 anos. O casal não teve filhos. As idades delas encontra-se na pagina 16. E residiram na Rua de Sant’Anna.

No testamento ele nomeou 3 inventariantes na ordem:

1o. a esposa, dona Quintina Francisca Barbalho

2o. o irmão, Jose Vaz Barbalho

3o. o capitão, Francisco Marçal Barbalho.

O casal tinha vínculos com o Arraial ou Freguesia de Nossa Senhora do Itambé do Mato Dentro. Local simpatico que fica entre Itabira e Conceição do Mato Dentro. Cidade pequena, rica em Historia e acidentes geográficos, entre montanhas e cachoeiras. Boa para turismo radical e de descanso.

Indo mesmo ao que interessa, o alferes, pelos meus cálculos, devera ter nascido entre 1803 e 1813. O que joga a época de nascimento do pai dele, baseado também na idade alegada da mãe, para em torno de 1780, ou seja, idade semelhante `a do tetravô Policarpo Jose Barbalho.

Isso reduz um pouco a possibilidade de o alferes Policarpo e o sr. Victoriano terem sido irmãos por parte do Jose, filho de Isidora Maria da Encarnação e do capitão Antonio Francisco de Carvalho. Mas existe uma margem boa de probabilidade para supor-se isso.

Aqui fica claro que uma boa estratégia seria buscar os inventários do capitão Francisco e Isidora, alem dos de Jose Vaz Barbalho e sua esposa Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Alias, este ultimo nos informaria com certeza se alem dos dois não entraria também na irmandade o sr. Modesto Jose Barbalho.

Em caso positivo, fecharíamos as contas, ficando por resolver apenas quem seriam os pais do casal Jose e Anna Joaquina. O que a verificação dos inventários do capitão Antonio Francisco e Isidora revelariam seria apenas se o filho Jose assinava o Vaz Barbalho ou não, ja que os inventários que ja verificamos não revelaram com quem os filhos dos finados se casaram. Se revelasse que esse era mesmo o nome e casado com Anna Joaquina, ai sim as contas da equacao zerariam.

“A Familia Barbalho veio do Nordeste Brasileiro sendo que eram três irmãos. Um deles voltou para as origens, outro dirigiu-se para o Rio Grande do Sul e o terceiro permaneceu em Minas Gerais.” Tradição oral dos Barbalho de Virginópolis.

Julgava-se que tal tradição referia-se ao padre Policarpo Jose Barbalho e seus irmãos. Contudo ja encontramos que nem ele, irmãos ou pais procediam do Nordeste. Nasceram mesmo em Minas Gerais.

Também, ate onde se sabe, o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza teve pelo menos dois filhos: Policarpo Joseph Barbalho, que foi para o Rio Grande do Sul, tornando-se o cirurgiao-mor da Villa de Porto Alegre, e Isidora Maria da Encarnação, esposa do capitão Antonio Francisco de Carvalho, que permaneceu em Minas Gerais.

Aqui fica, então, a possibilidade de as tradições conterem mesmo um fundo de verdade. Poderia ate ser que o casal Manoel e Josepha tenha sido pai do Jose Vaz Barbalho nosso ancestral e ele e o Policarpo Joseph terem tido algum terceiro irmão que mudou-se para o Nordeste.

A tradição poderia ter ignorado a existência da Isidora, e talvez outras mulheres, pelo fato de ela ser mulher e as mulheres `a época pertenciam aos pais e passavam a pertencer aos maridos após os casamentos.

Mantinha-se a tradição de que a Família procedesse do Nordeste, porem, essa passagem havia se dado cerca de 90 anos antes de a Família entrar em Minas Gerais, ou seja, em 1643, quando o governador Luiz Barbalho Bezerra e filhos, nascidos em Pernambuco e com passagem breve pela Bahia, se mudaram para o Rio de Janeiro.

Lembra-se disso agora porque ha a impressão de que, pelas datas esperadas para os nascimentos do Policarpo Jose Barbalho e/ou do Victoriano, seria mais pratico esperar que o Jose Vaz Barbalho, pai de ambos se acaso forem mesmo irmãos, tenha sido filho do casal Manoel e Josepha. Mas não eh impossível ter acontecido a alternativa e ter sido filho da Isidora e capitao Antonio Francisco, tornando-se neto do casal anterior. (Para mais informacoes leia-se o capitulo anterior deste texto).

Algo da genealogia ja podemos começar a reunir pelos dados encontrados. Assim, temos o casal e os filhos que ja temos noticias:

Victoriano Jose Barbalho c. c. Maria do Carmo Macedo, e foram pais de:

01. Francisco Jose Barbalho c. c. Quintina Francisca Barbalho

02. Maria Barbalho (31.12.1818)

03. Anna Barbalho (10.08.1823)

04. Humiliana Barbalho (?)

05. Jose Vaz Barbalho (23.03.1828)

A presença desse Jose Vaz Barbalho parece nos responder duas questões que ainda não temos provas. A primeira eh a de que o Victoriano tenha mesmo sido filho de outro Jose com o sobrenome igual.

A segunda eh a de que deve ser este o tao procurado Jose Vaz Barbalho que aparece como primeiro Juiz de Paz de Sabinopolis, no ano de 1875. Claro, poderiam ser mais de um com o mesmo nome e o Juiz de Paz ser um parente próximo. Mas pelo modo que a Família dispersou, indo de Itabira para Guanhaes e imediações, leva a pensar que seja uma única pessoa. E isso praticamente sacramento os laços de família. Em exemplares mais antigo ele aparece como morador de Guanhaes.

O senhor Modesto Jose Barbalho também aparece em algumas promissórias como credor no processo do inventario. Ao que se sabe, ele foi dono de comercio de secos e molhados em Itabira. E os comerciantes `a época suprimiam a ausência de bancos nas pequenas cidades tornando-se verdadeiras entidades de credito.

As familias ate mesmo portavam um caderno onde as compras eram registradas. E os comerciantes guardavam uma copia. Os preços das mercadorias não eram anotados. Quando o cliente ia quitar a conta, geralmente `a época de suas colheitas, eh que se colocava os preços do dia do pagamento.

Como o dinheiro nao circulava porque poucas pessoas recebiam salários regulares, os comerciantes precisavam possuir um capital de giro superior ate mesmo ao que possuíam de valor de estoque. Quem não podia emprestar, também não conseguia clientes.

Mesmo assim, a presença do senhor Modesto repetidas vezes no inventario pode ser um indicio de que fosse parente muito próximo de todos. Disso deduzo que ele e o Victoriano eram irmãos do Policarpo, Gervasio e Firmiano ou primos em primeiro grau deles.

Uma curiosidade eh o fato de que os registros oficiais nem sempre acompanhavam a realidade. Isso porque no Almanak para valer em 1873 continua-se a registrar o alferes Francisco Jose Barbalho como alfaiate, mas com a desculpa de que faleceu ao final do ano. Mas tambem continua registrando o Tenente, Modesto Jose Barbalho, que ja havia sido inventariado em 1868.

Nos inventarios do alferes, o nome do tenente continua a aparecer sem nenhuma alusao a que ele ja havia falecido. Somente na relacao dos membros da Guarda Nacional faz-se mencao a que o cargo de alferes se encontrava vago. E nela aparece o senhor Modesto Jose Barbalho Junior como cirurgiao, levando a crer que o nome do pai dele continuava `a frente dos negocios, embora ja falecido.

A presença do tetravô Jose de Magalhães Barbalho como escrivão no testamento não teria maior significado ja que, tendo sido escrivão, poderia estar em outros documentos sem necessariamente ter parentesco próximo.

Porem, a nomeação do trisavô Francisco Marçal como testamenteiro, em caso de falta das duas primeiras nomeações, soma muito, pois, a preferencia no caso caia em mãos dos familiares.

A unica duvida que fica eh se o parentesco deles se passasse por via de dona Quintina Francisca Barbalho. O sobrenome dela não parece ter saido do casamento. Não da para fazer uma distinção ou unificação do Barbalho do marido e da esposa. Mas, em todos os casos, devera haver parentesco e o laço de família devera atar-se mesmo no casal Manoel Vaz e Josepha Pimenta.

Apenas supondo que o Jose, filho do capitão Antonio Francisco de Carvalho, tenha sido pai do Policarpo e os irmãos dele, vamos decrescer um pouco o grau de parentesco que teremos com nossos ancestrais mais antigos. Por exemplo, o Policarpo deixa de ser um suposto neto do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, e passa a ser bisneto.

Por outro lado, de gerações mais recentes, a gente fica mais proximo. O Boaventura Jose Pimenta, que o temos por tio por afinidade, por ter se casado com nossa tia-tetravo Maria Balbina de Santana, passaria a nosso tio verdadeiro. Nesse caso, teremos com a descendência dos dois um grau maior de intimidade genética.

O compositor Fernando Brant e a escritora Paula Pimenta, por exemplo, compartilharão conosco o dobro da porcentagem de gens que ja sabemos que temos em comum.

O nosso primo Rui Hercy Coelho que casou com a Stella Maris Siman sem ter a menor ideia que ambos eram Barbalho, por ela descender da dona Victoriana Florinda de Ataide, agora saberá que os filhos deles teriam dose dobrada daquela porcentagem. Eh, mundo pequeno, pequeno mundo!

E, alem disso, se tivermos o sr. Modesto Jose Barbalho por tio-tetra e trisavô, não aumentara a porcentagem alem do que eu esperava se tivesse sido filho do Policarpo mas o prazer de ter a descendencia dele como aparentada de qualquer maneira eh o mesmo.

Penso que com os dados novos que agora somamos `a nossa genealogia, estamos mais ainda umbilicalmente unidos `a Conceição do Mato Dentro e ao Serro. Tomara que encontremos logo a provas que nos faltam.

Algo estranho mesmo eh que os irmaos do avo Policarpo, Gervasio e Firmiano, depois se seus casamentos, desapareceram completamente dos dados que procedem de Itabira. Talvez um deles tenha mesmo ido para o Rio Grande do Sul para reencontrar-se com os familiares do tio Policarpo Joseph Barbalho; e o outro poderia ter seguido para o Nordeste do Brasil, validando ambos, em parte, as tradicoes de familia.

Outra alternativa seria a de que tenham se mudado para alguma outra freguesia na area, como a de Itambe do Mato Dentro, e as minhas desconfiancas de existirem mais cidades irmas se revelarao verdadeiras.

Aparentemente o Tronco Pimenta/Vaz Barbalho, inicialmente descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta em sua obra: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, compartilhava o dominio politico-administrativo da regiao com outras familias dominantes atraves do exercicio das letras. Senao, observe-se a relacao abaixo:

Alferes, Francisco Jose Barbalho, provavelmente rabula

Tenente, Modesto Jose Barbalho Junior, cirurgiao

Jose de Magalhaes Barbalho, escrivao

Capitao, Francisco Marcal Barbalho

Cyrino Jose Barbalho, Juiz de Paz em Pecanha

Jose Vaz Barbalho, Juiz de Paz em Sabinopolis

Emigdio de Magalhaes Barbalho, padre em Guanhaes

Marcal de Magalhaes Barbalho, Juiz de Paz em Virginopolis

Jose Coelho da Rocha, fundador e Juiz de Paz em Guanhaes

Joao Coelho da Rocha, Juiz de Paz em Guanhaes

Boaventura Jose Pimenta, advogado no Serro

Modesto Jose Pimenta, advogado no Serro

Hermenegildo (Hermenegildao) Jose Pimenta, contador e distribuidor da Comarca do Serro Frio

Hermengildo Jose Pimenta (filho), professor do sexo masculino em Pecanha

Maria Josefina Pimenta, professora em Sao Jose do Jacuri

Estes, claro, para mencionar apenas alguns.

Apos publicar as notas lembrei ser necessario alguns adendos. Em primeiro lugar, acrescentei os nomes dos Pimenta. Eu os tinha de memoria mas nao recordava os detalhes das profissoes.

O Juiz Provedor, Dr. Francisco Ferreira Dias Duarte, aparece nos Almanaks como Juiz da Cidade de Itabira.

Os “louvados” avaliadores dos bens no inventario: Jose da Silva Gomes e o capitao Lucio Jose da Circuncisao Ottoni talvez seriam impedidos na atualidade para atuar como tais naquele processo especifico. Ou melhor, pelo menos o capitao Lucio, pois, ele era credor do inventariado. Dai pode-se ate levantar a hipotese de que tivesse algum vinculo familiar com os Barbalho.

Isso se da tambem por causa do ultimo sobrenome, e verifiquei na internet, o implica na Revolucao Liberal de 1842. Revolucao essa que membros da familia haviam participado. Alem disso, o sobrenome tambem o vincula ao Serro, onde a Familia Ottoni multiplicou-se ao lado dos troncos Pimenta/Vaz Barbalho, Pereira do Amaral e Borges Monteiro desde aos decorridos anos de 1700.

Infelizmente nao encontrei sinais de genealogias dos personagens, que deverao ter deixado imensa e prospera descendencia, para verificar se ja havia algum laco de familia por essa via.

Quem falou na dominancia desses troncos com orgulho do fato foi o professor Dermeval Jose Pimenta em sua obra genealogica. Eu apenas aproveitei uma carona, observando inclusive que nao se tratou de dominancia e sim co-dominancia ja que o nosso tronco estava entrelacado com diversas outras familias. Alias, o tronco liderado pelos Pimenta e Barbalho deveria chamar-se pelo menos: Aguiar Barbalho Bezerra Carvalho da Costa Pimenta e Vaz. Isso para somar somente alguns.

Lembrei-me tambe que ha a possibilidade de a Isidora Maria da Encarnacao ter sido quem ficou em Minas Gerais entre os 3 irmaos que mencionados sem nome. Ja descobrimos que o Policarpo Joseph Barbalho foi mesmo para o Rio Grande do Sul. Faltaria o terceiro(a) que teria ido para o Nordeste. Encontrar os inventarios dos pais deles, Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza seria a solucao para a questao.

Como mencionei no capitulo anterior, o casal Isidora Maria da Encarnacao e o capitao Antonio Francisco de Carvalho tiveram os filhos seguintes: Joao, Victoriana, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco, Bernardo e Boaventura. Esses nomes, pelo menos os de pouco uso, podem ajudar a encontrar-se extensoes da familia em outras genealogias.

Nao eh tao obvio mas eh uma evidencia consideravel termos o Victoriano Jose Barbalho e o nome dele aparecer na sequencia do nome de dona Victoriana em tempo que ela poderia ter sido mae dele. Talvez seja mesmo pelo grau de parentesco que ja existia foi que ele aparece com outros membros da familia na mesma Cidade de Itabira. Inclusive aparece em dois batizados que repito aqui:

* 24/06/1845

Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhaes Barbalho

padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

* 05/04/1845

Jose filho de Manoel Lino Coelho e Anna Prisca

padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Lucinda Francisca.

Os batizados refeririam ao parentesco entre os de Magalhaes Barbalho e o inventariado, Francisco Jose Barbalho. Por todas as evidencias ja reunidas, penso que o Victoriano sera mesmo filho de dona Victoriana Florinda de Athaide. O mais provavel sera que a Joaquina tera sido filha do tetravo Jose de Magalhaes Barbalho. E, ao que parece, a Quintina Francisca devera ter sido filha do Jose Vaz e Anna Joaquina, ou seja, seria irma do Policarpo, Gervasio e Firmiano Jose Barbalho.

Faltar-nos-ia ai fechar mesmo as contas. Encontrar, pelo menos, os nomes dos pais do Jose Vaz. Claro, a unica solucao mesmo eh rebuscar os Arquivos no Serro, referentes `a propria cidade e a Conceicao do Mato Dentro, porque tudo pertencia `a Comarca do Serro Frio; e/ou os documentos eclesiasticos que deverao estar todos reunidos no Arquivo da Arquidiocese de Diamantina.

Alias, ha aqui que anunciar outra novidade. Entrei em contato com dona Lourdes Barbalho Mendes, que havia tido referencia através do site: Ipameri – Interior de Goiás. Ela não soube dizer-me, por enquanto, se descende da dona Juvenata da Rocha Barbalho. Contudo, informou-me que o avo dela chamava-se Modesto Jose Barbalho.

O que fica obvio não ser o mesmo Modesto de Itabira. A filha dele, Juvenata, nasceu em 19.05.1833. Jamais poderia ser mãe da dona Lourdes. Outras informações que ela passou-me foi que eles realmente procediam de Itabira do Mato Dentro; tem parentes que assinam Rocha Barbalho, como dona Idalina da Rocha Barbalho, mencionada por ela; alem de ter conhecido 2 Juvenatos na cidade, membros da família.

Assim, pode-se observar que todas essas coincidências não são meros acasos. Possível sera que encontramos mais uma cidade irma no Brasil. O que resta saber sera se outros membros da família alem da dona Juvenata se mudaram para o antigo Vai-Vem.

Como comentei com dona Lourdes, os muitos parentes conhecidos nossos que se mudaram para Brasilia devem cruzar com familiares de Ipameri todos os dias sem ao menos imaginar que tem algum grau de parentesco!

Eh ate mesmo possível que a atual Cidade de Itambé do Mato Dentro tenha algo mais de nosso sangue que imaginamos. Embora o alferes Francisco e a Quintina não tenham tido filhos, o mais provável eh que outros membros da família multiplicaram por la.

Alem disso, temos os membros da família que descendem dos Coelho de Lacerda. Eles foram para Virginópolis nas pessoas dos senhores Januário Coelho de Oliveira e Ilidia Augusta de Lacerda. Segundo o amigo Pedro, antigo tratorista do Posto Agropecuário (Fazenda da Escola – CNEC), casado na família, eles procediam de Itambé. Não atentei para perguntar se fora o do Mato Dentro ou o do Serro.

De qualquer forma ha essa possibilidade ate alta que ja houvesse sangue comum entre as duas famílias antes de partes delas se reencontrarem em Virginópolis. Seja tanto pelo lado Barbalho quanto pelo lado Coelho.

 

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16. HOMENAGEM A NOSSO PRIMO/AMIGO DIMAS RODRIGUES COELHO.

Justamente no momento em que estava preparando o texto anterior para publica-lo no blog vi que havia entrado uma mensagem na minha pagina do Facebook. Fiz o que planejara antes e so depois abri a mensagem.

Foi nosso amigo LUIZ CLAUDIO PASSOS publicando a foto do senhor DIMAS e anunciando o falecimento. Ontem foi 22.10.2016. Exatamente 1 mes antes de nosso primo completar 93 anos de vida.

O amigo LUIZ CLAUDIO tornou-se o divulgador oficial de eventos relativos a VIRGINOPOLIS. Isso graças `a sua atividade paralela de registro da Historia do Municipio em fotos. A coleção que ja possui supera a casa de 2 milhares. Entre elas muitas preciosidades raras que estão ligadas `a Historia das Famílias locais.

Seo DIMAS, o TIDIMAS, como era mais conhecido por minha geração, foi filho de DANIEL RODRIGUES COELHO e MARINA (tia NENEM) COELHO DE OLIVEIRA. Neto paterno do ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. Neto materno de CANDIDO DE OLIVEIRA FREIRE e ANNA HONORIA COELHO.

Tia ANNA era filha do casal JOAO BAPTISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO. Ou seja, o bisavo materno era irmão do avo paterno.

Seo DIMAS deixa a esposa, MARIA APARECIDA DE MAGALHAES BARBALHO e os 8 filhos que sobreviveram ate `a idade adulta: HELVÉCIO, EDUARDO, WILSON, WILLER, MARIA DO ROSARIO, NORMA, RUBENS e MARGARETH, por ordem de nascimentos. Alem disso deixa netos, bisnetos, irmãos, cunhados e muitos outros familiares.

Contava o tio DIMAS com 92 anos. Mais que o pesar da perda ficam as boas lembranças da Historia de Vida. Cada pessoa que o conheceu tera em memória algo agradável para contar dele.

Seja como funcionario da prefeitura, comerciante no ramo de restaurante ou disciplinario da C.N.E.G. (atualmente C.N.E.C.). Em particular a função de diciplinario devera ser a que mais tenha deixado lembranças.

Isso porque a função desperta a suspeita de que tenha sido um repressor de travessuras, como mandava o figurino de época. Mas com ele exercendo a função os jovens estudantes não corriam a se esconder dele e sim para abraça-lo.

Era ele bonachao, de fino trato. Uma pessoa que pelos movimentos corporais poderia dizer-se elétrica, indicando saúde de boa qualidade. Fisicamente poderia ser confundido por um português regular.

Para mim, alem disso, foi o eterno vizinho do lado de meus pais. Os filhos de meus pais cresceram junto aos filhos dele. Tendo alguns sido colegas dos outros.

Mais que homenagens póstumas vou apenas mencionar alguns dados. Tia NENEM foi a mulher mais longeva da família que temos noticia. Faleceu aos 101 anos de idade. Um sobrinho dela, senhor GABRIEL COELHO DE OLIVEIRA, faleceu o mais longevo masculino aos 103.

Claro, ha o senhor MOACIR BARROSO que ultrapassou os 105 mas ainda não temos a exata localização dele na Arvore Genealógica, alem de ter sido casado com a prima em primeiro grau do seo DIMAS, JANDIRA NUNES COELHO. Ela, filha dos tios PIO NUNES COELHO e JOSEPHINA MARCOLINA COELHO, irma do tio DANIEL.

Ele deixa as irmãs OLGA aos 97 e ELSA aos 96 anos de idade. Alem delas fica o GERALDO aos 91. Eh evidente que os outros irmãos, entre os 19 que foram ao todo, tiveram períodos de vida variáveis, falecendo desde os dias de nascimento ou após ao avolato. Mas aqui fica uma demonstração da longevidade “normal” na família.

Outro fator interessante eh apontar certas discrepâncias em comparação `as famílias da atualidade. Nosso ancestral ANTONIO RODRIGUES COELHO nasceu em 1829. E pela expectativa de nascimentos e vida na atualidade não seria “normal” conhecermos tantos netos dele como tivemos oportunidade de conhecer.

Tio DANIEL nasceu em 1878. Era, então, como normalidade, conhecermos os netos e não os filhos. Mas o que se passou foi que o tio DANIEL foi um dos últimos dos 16 filhos nascidos do trisavô ANTONIO. E o seo DIMAS foi o filho numero 17 do tio DANIEL. Assim, o seo DIMAS foi primo em primeiro grau de nossos avos, porem, a idade dele eh semelhante `a de nossos pais.

A esposa D. CIDINHA, teve por mae `a tia CECI, que também foi neta do mesmo ANTONIO via MARIA MARCOLINA. Neta também do JOAO BAPTISTA via ZE COELHO. Ja pelo lado paterno foi filha do tio MARCIAL DE MAGALHAES BARBALHO, neta do MARCAL e bisneta do FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ, a irma do ANTONIO e do JOAO BAPTISTA.

E essa eh a Historia comum numa família tradicional e do interior brasileiro em cuja atualidade eh cosmopolita. Encontramos gente dessas mesmas raízes genealógicas em quaisquer esquinas do planeta. E isso não tem nada de anormal.

 

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17. DESPEDIDAS DO TIO OVIDIO DE MAGALHAES BARBALHO

Nao tinhamos sequer acostumado com o falecimento do seo DIMAS e chegou-nos a noticia do falecimento do tio OVIDIO. Nasceu ele em Virginópolis a 13.7.1934. Portanto deixou-nos aos 82 anos de idade, a mesma que meu pai.

Meu pai, ODON, quando o irmão OZANAN faleceu, e percebendo o clima de tristeza, soltou uma de suas tiradas humorísticas: “Nao sei para que o OZANAN resolveu furar fila!”

Ele referia-se ao fato de que era o irmão mais novo na familia e eram diversos outros mais velhos, inclusive ele próprio. Tio OVIDIO era o segundo mais novo. E antes do falecimento formava o quarteto restante. Agora ele deixou tias OTACILIA (84), ONEIDA (por fazer 87 nesse proximo 31.10.16) e OLDACK (por fazer 89 em 15.12.16).

Deixou a sua muito amada esposa, tia GILDA, e os filhos: RISON, ALECIR, MARICY, WLAMIR, SAMIRA, OVIDIO FILHO, DILSON, GILDA ZULMIRA e EMILIO. Alem deles, diversos netos.

Se precisasse de outro exemplo de consanguinidade na família eles seriam um dos melhores exemplos. Tios OVIDIO e GILDA são primos em primeiro grau. Ele filho dos avos ZULMIRA e TRAJANO (CISTA). Ela filha dos tios ANISIO e ADALGISA. Dindinha ZULMIRA e tio ANISIO eram irmãos.

Ja os tio ANISIO e ADALGISA também eram primos em primeiro grau. Ela filha dos tios ALTIVO RODRIGUES COELHO e VITALINA (NHANHA) NUNES COELHO. E ele dos bisavós JOAO RODRIGUES COELHO e Dindinha OLIMPIA ROSA COELHO DO AMARAL. E diga-se de passagem, todos primos próximos.

Vovo CISTA procedia do ramo FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ. Sendo neto destes, foi filho do MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e Dindinha ERCILA COELHO DE ANDRADE. Nao sabemos ainda se o COELHO dela eh ou nao do mesmo tronco do MANUEL RODRIGUES COELHO.

O bisavo MARCAL era, portanto, primo em primeiro grau do tio ALTIVO e bisavô JOAO RODRIGUES COELHO. E em segundo grau da Dindinha OLIMPIA, que era filha do JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR, do ramo BATISTA COELHO, do mesmo tronco.

O tio OVIDIO, no caso, também furou fila! Se a gente pudesse escolher, ele podia bem esperar mais um pouco e seguir a ordem natural dos nascimentos. Não no sentido de empurrar os irmãos que restam porque estava com pressa.

Calmamente poderia aguardar a decisão dos outros de seguirem seus caminhos. Se pudessem escolher viver 100 anos que o fizessem. So então o tio OVIDIO os visitasse nalgum lugar ao lado do PAI CELESTE, que eh o local onde todos tem feito por merecer.

Tio OVIDIO ira deixar muitas saudades de ótima convivência desde jovem em Virginópolis onde teve um Armazém e quase todos os filhos. Seguindo para Governador Valadares foi o eterno comerciante, atendendo na MERCEARIA ZULMIRA, ao lado do ARMAZÉM BARBALHO, que ele e o tio OLDACK possuíam em sociedade.

O lado feminino da familia jamais esquecera o homem de ótima figura e eximio pe-de-valsa. E todos nunca esqueceremos a boa pessoa e bom exemplo que sempre foi.

Tia GILDA precisara muito do conforto dos familiares mais próximos, pois, se o casamento transforma o marido e a esposa numa mesma alma a dela foi ferida. Entre todos os casais dos quais se pode dizer que tornaram-se a mesma carne ela e o tio OVIDIO estavam entre os melhores exemplos.

 

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18. MAIS UM ENCONTRO DE DESPEDIDA

Quando fui fazer a divulgação dessa pagina num dos sites da família encontrei mais uma noticia dessas que nos fazem observar que a vida eh o equilíbrio entre alegrias e tristezas.

Também faleceu o nosso primo PAULO HENRIQUE COELHO FERREIRA. PAULAO, como era conhecido, havia nascido em 17.03.1949. Portanto estava com apenas 68 anos de idade. Foi o final de prolongado sofrimento de saúde, portanto, a gente fica entre o pesar e o alivio. Pesar por nos que ficamos e o alivio que DEUS Concedeu ao primo.

Ele foi uma daquelas muitas situações na família nas quais a consanguinidade tornou-se abundante. Foi filho do HENRIQUE FERREIRA DA SILVA e ESTER (TECA) COELHO FERREIRA.

HENRIQUE foi filho de CANTIDIO FERREIRA DA SILVA e ELGITA COELHO DO AMARAL, os quais eram primos em primeiro grau. CANTIDIO foi filho de JOAO FERREIRA DA SILVA e ANGELINA MARCOLINA COELHO. E ELGITA do JOAO RODRIGUES COELHO e OLIMPIA ROSA COELHO DO AMARAL. ANGELINA e JOAO RODRIGUES eram irmãos, por serem filhos dos trisavós: ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL.

A TECA procedia do mesmo ramo, sendo ela filha de SINVAL RODRIGUES COELHO e MARIA (MARICAS) MAGALHAES. SINVAL foi irmão da tia ELGITA. Tia MARICAS foi filha dos bisavós: JOAO BATISTA DE MAGALHAES (tio JOAOZINHO) e CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO (Sa CANDINHA). Sa CANDINHA era filha do tronco: FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ, a irma do ANTONIO RODRIGUES COELHO.

PAULAO deixou a esposa LUCIA OLIMPIA COELHO FERREIRA. Ela filha de OCTAVIO COELHO DE MAGALHAES e MARIA JOSE (ZEZE) COELHO DE MAGALHAES. Tia ZEZE também foi filha dos bisavós JOAO RODRIGUES e OLIMPIA ROSA.

Tio OCTAVIO, nascido em 1919 e ainda viuvo aos quase 100 anos de idade foi filho BERNARDINO (DINO) COELHO DE OLIVEIRA e CARMELITA (SIANITA) DE MAGALHÃES PACHECO. DINO foi filho de CÂNDIDO (CANDIXINHO) DE OLIVEIRA FREIRE e ANNA HONORIA COELHO, e era irmão da tia NENEM, mãe do senhor DIMAS acima. SIANITA procedia do tronco BARBALHO, sendo filha dos tios bisavós, JOAQUIM PACHECO MOREIRA e QUITERIA DE MAGALHAES BARBALHO.

O PAULAO deixou um casal de filhos: VIVIANE e TAIQUE COELHO. Os quais não terão escolha senão carregar essa enorme carga de consanguinidade e talento.

Com certeza, a nossa tristeza corresponde a grande felicidade no Céu onde as portas ja se abriram para todos esses antepassados. As nossas despedidas são os reencontros que o PAULAO esta agora realizando.

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19. SEGUNDO DESASTRE EM UM ANO

Em 20 de janeiro do presente ano de 2016 passamos por Guanhaes em viagem, pois, foi o dia em que cumprimos a triste obrigação de enterrar mamãe, que falecera no dia 19. E na ocasião as intensas chuvas haviam inundado muita coisa na região e inclusive ocasionou o rompimento da tubulação pluvial da principal avenida da cidade. Foi um desastre.

Ontem, 28.10.16, recebemos a noticia de que uma nova tromba d’agua atingiu a região, causando algo de destruição em Guanhaes, principalmente, e Virginópolis. Infelizmente, são os efeitos do aquecimento global, do qual desde 1977 comentei em meu primeiro livro e que os “responsáveis” pelo planeta não veem dando a atenção devida. E alguns ate negam.

Seria bom se o descuido daqueles que pensam primeiro em dinheiro e somente depois na segurança do planeta fossem atingidos pelas catástrofes que provocam e não os mais vulneráveis. Não ha mesmo justiça nesse mundo, pois, “os justos pagam mesmo pelos pecadores” aqui.

 

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RIDICULOSAMENTE FALANDO

setembro 17, 2016

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE

01. “HANDOUT”, OU SIMPLESMENTE: “TE ENTREGA CORISCO”.

02. ESQUERDA/DIREITA, VOLVER!

03. A TEOLOGIA DO ODIO ESTA ATUANDO

04. TO MY ENGLISH SPEAKERS FRIENDS

05. RIDICULOSAMENTE FALANDO

06. PENSAMENTO DO DIA

07. A ORACAO QUE O SENHOR NOS ENSINOU

08. CONTRA-TEORIA DE CONSPIRACAO

 

08. CONTRA-TEORIA DE CONSPIRACAO

Donald Trump, talvez em seus últimos estertores eleitorais, lança essa semana a teoria de conspiração de que o mundo esta contra ele, a saber: a mídia, as elites mundiais representadas pelas instituições financeiras, o bloco secreto que realmente decide o que acontece no mundo, os Clintons e suas ligações espúrias e tudo o mais.

A unica coisa que ele não admite eh que existe um agente secreto agindo. Esse tem sido muito mais efetivo que tudo. E trata-se de ninguém mais, ninguém menos, que ele próprio.

De certa forma chega a ser admirável o quanto os admiradores dele estão cegos. Não enxergam o obvio. Mas eh preciso rebobinar um pouquinho da estória para chegarmos ao ponto em que estamos.

La por volta dos anos 2000 Trump deu uma entrevista para dizer porque não seria candidato `a presidência. Entre as palavras reconheceu que seria um desastre. Salientando o problema que seria as atitudes dele em relação `as mulheres.

Naquele tempo, o “Palhaco-mor” era conhecido por seu liberalismo, por uma vida repleta de escândalos, esnobe e quebradeiras no mercado. Apesar de os negócios terem andado mal, tornou-se uma das maiores celebridades como profissional do entretenimento.

Embora o papel que melhor lhe coube tenha sido o de o chefão que adorava demitir os competidores em seu programa de “realidades”. “You are fired.” Repetidamente dizia quase com sangue escorrendo-lhe pelos cantos da boca. Enquanto criador de ilusões, tornou-se um grande sucesso.

Ate 2008 pode-se dizer que o ator não tivesse maiores ambições políticas embora desse seus palpites frequentemente. Não para contribuir. Mas para promover a si mesmo. Como todo bom narcisista, ele adora aparecer, o que era bom para o negocio dele, pois, precisava passar a impressão de que estivesse sempre na crista da onda.

Em 2008 ocorre um acidente. Segundo os critérios dominantes Hillary Clinton deveria ser a escolhida nas eliminatórias do Partido Democrata como concorrente `as eleições presidenciais daquela data.

Mas acabou sendo vencida por um desconhecido candidato surpresa. Não demorou muito para que houvesse acordo entre os adversários democratas, e os Clinton se postaram na retaguarda da campanha do atual presidente Obama. O que foi decidido entre eles não se sabe. Mas sabe-se que Bill emprestou-lhe uma forca minima necessária para eleger-se.

Claro, nao se pode atribuir tudo ao ex-presidente Bill Clinton. Em 2008 tinhamos quase tudo contra os republicanos. Inclusive o mal governo do George W. Bush, o candidato McCain ate distanciou-se dele para evitar essa nódoa. Haviam as guerras iniciadas pelos Bush que estavam em nível baixo de popularidade, a economia caminhando para a bancarrota total…

Obviamente, a grande arma da campanha do presidente por ser eleito era ele próprio. E vamos reconhecer, ate agora não ha outro politico no cenário dos Estados Unidos com gogo e capacidade de convencimento que o presidente Obama. Alguém pode ate não acreditar no que ele diz. Mas negar que ele eh efetivo eh o mesmo que não reconhecer o obvio.

Precisava-se, mesmo assim, daquela pontinha de ajuda, pois, Obama não tinha a devida experiência necessária exigida `a maioria dos candidatos. Era um senador de primeiro mandato. Sem experiência executiva. Portanto não deveria ser um osso duro de roer para o veterano McCain.

O melhor, para os democratas, foi que a campanha de 2008 expos as deficiências de Hillary Clinton como candidata. Esse eh o problema de quem tem longa Historia no meio politico. Querendo ou não sempre se eh vinculado aos piores malfeitos. Com ou sem culpa, ou mesmo com culpa parcial, os malfeitos de outros pesam como carga nas costas de tais candidatos.

Desde, então, ja se sabia que Hillary Clinton iria retornar como candidata. Mas ela precisava de duas coisas. Permanecer sob as luzes dos holofotes e parecer uma heroína que supera as dificuldades. Para isso foi nomeada secretaria de estado. O que não deixou de ser um risco, pois, acumulou alguns pontos negativos.

Nao se trata de ela ter sido “a culpada” pelo incidente em Benghazi, pelo surgimento do ISIS ou ter adotado um servidor privado para seus e-mails. Caso isso não tivesse ocorrido, os republicanos ressuscitariam outros eventos ou maquiariam outros mal resultados para caracteriza-los como deficiências particulares da candidata.

O certo eh que ja se sabia que, em quaisquer cenários, a imagem da candidata seria apresentada como negativa ao ponto de chegar onde chegou. O índice de reprovação da pessoa dela chega aos mais de 50% da opinião publica. Em outras palavras, aparentemente, ela tornou-se uma pessoa de poucos amigos.

Em 2011 eu tive a nítida impressão de que não teríamos um presidente reeleito em 2012. Tal foi a imagem negativa construída pelo Partido Republicano em torno da pessoa do presidente Obama. Não importava o lixo que ele herdou da administração Bush. Importava eh que 4 anos depois as coisas não haviam dado mostra de conserto.

E os republicanos tinham tanta confiança de que venceriam que não tomaram precaução alguma. No processo de eliminatória dos pre-candidatos permitiram-se expressar ideias totalmente contrarias aos interesses das minorias. Resguardaram os latinos, imigrantes de um modo geral e particularmente os pobres como os culpados pela situação em que vivem.

A partir das seletivas naquele ano, 2012, percebi que nem tudo estava perdido para o presidente Obama. Bastava os republicanos escolher alguém que não se identificasse com o povo. E eles cometeram o erro fatal.

Ainda em 2008 notou-se uma mudança no comportamento liberal de Donald Trump. Aparentemente, alguém que sabia que não seria possível vencer eleições por causa dos próprios mal costumes, começou a cortejar o publico com opiniões mais extremistas. Tornou-se a vanguarda do movimento chamado de “não nascido” (birtherism).

O movimento tinha por objetivo negar que o presidente Obama fosse nascido nos Estados Unidos. A razão seria a de afirmar que a eleição dele era ilegítima, portanto, esse teria sido um período em que o pais fora governado por um “tirano” (governo ilegítimo).

Nao importa que a alegação seja totalmente falsa. Importante eh que a teoria caia bem junto a uma parte especial da população que vive alienada por teorias de conspirações. Essa parte acredita em muitas coisas sem maiores nexos ou provas. Simplesmente odeia a realidade e para não aceita-la cria em sua mente uma realidade paralela.

Donald Trump cultivou essa parte da população juntamente com seus “macacos de auditório” conseguidos durante sua temporada de no circo do entretenimento. Claro, existe muita gente bem informada que acredita que, apesar de tudo, o palhaco-mor tera respostas ideais para solucionar os problemas em nossa economia.

Nesse caso em particular nem vou dar minha opinião. Mas acredito que os bem informados apoiam Trump não necessariamente por crerem nalgum avanço que ele possa causar. Acontece que desacreditam tanto na capacidade da Hillary que pensam que Donald seria um mal menor. “Cada qual com o seu cada qual”, dita o sábio desconhecido!

Aqui entra a conspiracao. Donald Trump entrou na disputa como um “Candidato da Manchuria”. O objetivo numero um dele eh mesmo de levar os republicanos `a derrota e entregar a presidencia aos seus antigos amigos e quase compadres, os Clinton. Para garantir isso infiltrou-se e conseguiu eliminar os verdadeiros concorrentes.

Obviamente, isso nunca seria possível se não fosse a ajuda do próprio status quo republicano. Não no sentido de que estejam conspirando juntos. Mas se tornaram inocentes úteis por causa das regras do jogo. Por medo de que o milionário se tornasse um candidato independente e dividisse os votos republicanos eles o incluiram nas eliminatórias, na certeza de que não seria o escolhido.

O grande erro foi que haviam tantos republicanos ambiciosos (18) disputando o mesmo eleitorado que o Trump ja com seus cativos acabou vencendo a todos, mesmo não tendo pelo menos 50% do apoio entre os próprios republicanos.

No lado democrata a situação foi inversa. Hillary Clinton, com seu elevado índice de rejeição, jamais teria conseguido se tivesse que disputar contra uns 5 ou 6 concorrentes sérios. A saída estratégica de Joe Biden denota mais uma humildade do vice-presidente que propriamente a falta de superação pela recente perda do filho. Para os democratas da elite, havia que respeitar-se um direito não escrito da dinastia Clinton.

Na verdade, o desempenho do senador Bernie Sanders não estava previsto nem mesmo por ele próprio. Como ele mesmo confessou ao jornalista Chuck Todd que lhe perguntou porque não preferiu concorrer como independente. Afinal, embora Sanders tem atuado de acordo com os democratas ele nunca havia se filiado ao partido. Sempre foi independente.

A resposta para a pergunta foi direta. “Vocês da imprensa estariam me dando a oportunidade que estou tendo de falar para o publico nacional se eu não me candidatasse por um dos 2 partidos grandes? Obviamente eu tenho uma plataforma de governo que o publico precisa tornar-se ciente dela mas se fosse candidato independente não haveria a menor chance de isso acontecer.”

Tudo preparado, então, eh possível que Donald Trump ja sabia que os democratas iriam “descobrir” todas as coisas erradas que ele andou fazendo durante toda sua vida publica e privada. Antes disso ele próprio tem exposto um caráter inapropriado para ocupar o chamado cargo de maior poder na Terra. Um caráter que talvez não seja próprio, pelo que afirmam as pessoas que convivem com ele, mas construído para o personagem da industria de entretenimento.

Somente assim se pode entender que o que esta se passando na disputa eleitoral aqui nos Estados Unidos não se trata de outra coisa senão uma conspiração muito bem elaborada, e executada por esse artista que eh o Donald Trump.

Na verdade, nao eh o mundo que esta contra ele. Ele esta completamente mancomunado com o status quo. Servindo a ele o maior espetáculo da Terra. Não seria tao difícil para o Trump vencer as atuais eleições, bastasse para isso que se portasse como se fosse um candidato comum, ja que a rejeição construída contra o outro lado tornava-o praticamente inelegível.

A derrota de Donald Trump, no caso, nao se trata de um caso de incompetencia. Muito pelo contrario. Muito se da importância para os atores que representam os papeis principais. Mas os melhores filmes são aqueles onde o papel do bandido eh representado por atores de igual ou capacidade superior.

Afinal, de nada vale um artista se não fazer nada de heroico. Em contrapartida o bandido precisa ser sacana da pior espécie, para valorizar a atuação daquele.

 

07. A ORACAO QUE O SENHOR NOS ENSINOU

Acredito que nesses tempos bicudos as pessoas estao rezando muito. Mas devo avisa-las que quem faz a oracao que o senhor nos ensinou pode estar chamando uma verdadeira praga para si mesmo.

Vou direto ao assunto.

Quando faco a oracao, penso que nao a souberam traduzir ou ela tem armadilhas que as pessoas deveriam ficar melhor preparadas para enfrentar.

Quando dizermos “santificado seja o vosso nome”, deveriamos dizer: Santo eh o vosso Nome. Isso porque ninguem pode santificar a Deus. Ele ja eh Santo.

Quando se diz: “Venha a nos o vosso Reino”. Isso nao significa apenas nos transportarmos para um Reino justo e repleto de alegrias. Significa principalmente deixa-Lo ser o nosso “ditador”.

Alguns podem encarar isso como um mal, mas Ele nao permite violarmos a Santidade Dele. Dai ha que respeita-Lo. Mas o consolo esta em que, tudo sera para o nosso bem.

E, finalmente, quando dizemos: “Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido” estamos nos colocando em uma sinuca de bico.

Eu modifico o meu rezar. Digo: “Perdoai as nossas ofensas, assim como somente vos sabeis perdoar, e ensina-nos e ajuda-nos a perdoar da mesma forma aos que nos tem ofendido.”

Pensem no que escrevi e vejam se nao tenho razao!

 

06. PENSAMENTO DO DIA

O mal do mundo tem sido esse! Todos querem competir e vencer. Mas nem todo mundo concentra-se no que tem de bom para mostrar para ser o escolhido. Então, para assegurar-se da vitoria apela-se para a demonização dos adversários.

O problema nisso eh que quando alguém demoniza o adversário esta demonizando a si mesmo. Na verdade esta fazendo um pacto com o diabo. Esta garantindo ao diabo a vitoria com o uso do mal. Agindo assim não se esta servindo nem a Deus, nem ao proximo e nem a si mesmo.

 

05. RIDICULOSAMENTE FALANDO

`As vezes as pessoas sabem ler, são instruídas, mas isso não as torna vacinadas contra o mal que neste tempo afeta a tantos, o de sentir-se obrigado a dar opinião, a participar apesar de não perceber que esta sendo levado a pensar coisas que são irreais, para que outros levem vantagem.

Indo mais `a frente, acabo de ouvir no radio uma declaração do ex-jogador de basquetebol Kareem Abdul Jabbar. Ele disse simplesmente que deveriam parar de insuflar pessoas a votarem. Na verdade ele usou a palavra forcar.

Admirado da posição do lendário jogador, que foi um dos primeiros esportistas a levantar bandeiras políticas para chamar atenção do publico omisso, o repórter quis saber porque.

Ele simplesmente disse que, da forma como estão fazendo, estão introduzindo pessoas com pouco conhecimento de causa para decidir coisas de muita importância. Nesse caso, opiniões tem se tornado mais decisivas que razoes. O que, naturalmente, não eh a melhor forma de governar.

Por outro lado temos assistido ao crescente movimento em torno do jogador de futebol americano Colin Kaepernick. Ele passou a não levantar-se e prestar os tradicionais respeitos ao toque do hino nacional na abertura dos eventos esportivos.

– 01 –

Com toda razão esta protestando contra as disparidades de forma de tratamento `as quais as minorias e particularmente a afroestadunidense vem sendo submetidas ao longo do tempo.

Atualmente ja foi comprovado que a população mais vulnerável tem sido atacada por um sistema disfarçado de democrático onde os direitos ao voto, acesso `a educação e aos meios econômicos são suprimidos em favor de interesses dos eurodescendentes. Isso, aqui nos Estados Unidos. A controvérsia esta se espalhando, pois, querem acusa-lo de falta de patriotismo.

E a verdade eh justamente essa. Todos sabem que ha verdade na alegada injustiça que esta ocorrendo. Mas os que não querem ver essa verdade exposta usam o falso patriotismo para ocultar essa verdade que expõe a sujeira intrínseca da sociedade. Os que estão se beneficiando a sujeira não se opõem a que ela continue. Simples assim.

Porem, o argumento maior eh justamente esse: ha um falso patriotismo incutido pelos meios educacionais onde torna-se patriótico servir `a pátria em guerras que não são do interesse da população geral, onde as pessoas são induzidas a trabalhar longamente apenas para sobreviver, onde a justiça eh aplicada de forma diferenciada sendo mais dura com os pobres e minorias.

Sao dois posicionamentos justos. Jabbar não eh contra Kaepernick e Kaepernick não eh contra Jabbar. Ambos estão incentivando a participação da população nos assuntos de seus próprios interesses.

Ambos desejam que a consciência chegue ao âmago de todas as pessoas, pois, não se pode deixar problemas não resolvidos se acumularem tanto quanto estão acumulados atualmente. E os divisionismos promovidos pelos políticos tradicionais não são soluções para o povo.

– 02 –

O divisionismo eh a forma como os políticos manipulam o povo justamente para que as soluções nunca sejam aplicadas em sua integra e o povo permanece dependente deles. O que em nenhum momento representa democracia.

Mas o que levou-me a principio a começar essa carta foi a postagem do site: “Em terra de esquerdista quem tem cérebro eh rei.” Ali se le: “Tem gente que sente mais pena de uma mulher que perdeu o mandato, do que de 12 milhões de trabalhadores que perderam o emprego.”

Coisa linda! Pensaram os direitopatas de plantão. Também alguns amigos que, por serem enrustidamente contra o PT, `a Dilma e ao Lula, compartilharam. Mas será que ha alguma verdade no que o período expressa?

Para que se tenha uma ideia da afronta `a inteligência resolvi consultar o quadro de desemprego, mês a mês, e ai esta:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Taxa_de_desemprego_no_Brasil

Quem abrir o link observara que os dados remontam a 2002 e vão ate junho de 2016. Por isso mostram apenas parcialmente os detalhes de como o Brasil andava no tempo em que foi herdado pelo Lula, com um índice de desemprego subindo um tanto acima. Claro, a situação estava tão difícil que foram precisos anos para a taxa voltar a níveis programados.

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Observe-se que as melhores marcas foram atingidas nos dezembros de 2013 e 2014, ou seja, os respeitáveis 4.3%. Mas dezembro eh dezembro. Tempo de festas e abertura de empregos temporários. Precisa-se verificar-se a media.

Observe-se que as melhores marcas no geral foram atingidas no período entre os anos de 2011 a fevereiro de 2015, quando a taxa esteve abaixo de 6.0%. Que, por acaso, coincide com administrações da presidenta impedida Dilma Rouseff.

Durante todo o periodo, sem fazer as devidas contas necessárias, apenas fazendo “conta-de-cabeca”, o que muito adversário não sabe fazer, pode-se observar que a media fica acima de 7% durante o período apresentado.

A grosso modo pode-se então concluir que 7% dos desempregados no Brasil não estão desempregados por causa da administração da Dilma ou do PT. Eh aquela faixa de infelizes que no mercado de empregos se chamaria de “banco de reservas”. Ou seja, não se cria empregos para eles, pois, precisa-se de pecas de reposições disponíveis para que o “mercado não entre em colapso”.

A tradução da expressão eh apenas de que: precisa-se manter gente desempregada para que o mundo capitalista possa regular o salário que deseja pagar aos trabalhadores. Se fosse o caso de não haver gente disponível para repor os que serão mandados para rua porque reivindicam salários melhores, o mercado teria que pagar o que não deseja. Dai a explicação para “o mercado não ficar desabastecido”.

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Ao ver a postagem, imediatamente veio-me ao raciocínio um rebote ao nome do site que produziu o panfleto: “Em terra de direitista não ha rei, pois, não ha ninguém com cérebro para ocupar o cargo.”

Desculpem-me os direitopatas mas em mim isso eh automático. Não sou eu exatamente quem elabora essas piadas. Eh apenas um ato reflexo como se fosse um defeito de fabrica. O problema eh que enxergo em 3 dimensões e não apenas em duas. Acredito que a toda frase bem pensada corresponde pelo menos mais uma melhor pensada.

Coletei por alto na internet, portanto o numero não eh considerado perfeito, que a população economicamente ativa no Brasil gira em torno de 112 milhões de pessoas, ou seja, um numero historicamente abaixo do desejado.

Contudo, 7% dos 112 milhões são 7.84 milhões. Ai esta, a frase ja esta incorreta em mais da metade, pois, numa hipótese razoável, esse numero estaria desempregado em quaisquer governos. Portanto, a presidenta impedida não poderia ser responsabilizada por eles.

Antes de continuar preciso fazer um esclarecimento. Eu sempre digo que sou pragmático. Mas sei que muita gente não sabe o que eh isso. A grosso modo isso significa que não sou nem capitalista nem socialista; nem direita, esquerda ou centro, nem conservador ou liberal & nem progressista ideológico ou reacionário. Estou acima de tudo isso.

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Para expressar melhor através de imagem. As pessoas estão acostumadas a enxergar a política e a sociedade como uma linha. Numa visão bidimensional. Ou seja, temos a direita num extremo e a esquerda no outro. Geralmente a direita eh capitalista e conservadora. A esquerda deveria ser socialista e liberal. Mas as coisas não acontecem tao simples assim.

No meio da linha as pessoas enxergam os de centro. Os realmente de centro, os centro-esquerda e centro-direita.

Mas através da visão tridimensional temos os posicionamentos como um tripé. Forma-se um triângulo onde a esquerda, centro e direita formam ângulos equidistantes. As laterais tem o mesmo comprimento e os ângulos são iguais, portanto, o triângulo eh isósceles.

O pragmatico fica num ponto com linhas equidistantes, porem, acima do plano. Com sua visão tridimensional enxerga os outros lados exatamente como eles são.

A esquerda, direita e centro são movidos por ideologias. Ou seja, por teorias que lhes serve também de cabresto. Mesmo quando se comprova que uma posição não deu resultado eles a mantém porque para muda-la seria necessário aproximar-se de um ou de outro angulo do triângulo. E o ideologismo não lhes da a mobilidade necessária.

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O pragmatico tem a vantagem de poder voar. Nao se prende `a ideologia. Ele estuda cada assunto separadamente. Ou seja, quando se trata de escolher entre capitalismo ou socialismo ele se da ao direito de estudar as teorias, observar o que esta dando melhor resultado a nível de campo e adotar cada caso segundo os resultados e não segundo uma ideologia.

Portanto, ele se da ao direito de aproximar-se de todos os ângulos do triângulo e mesmo assim não deixa de ser ele próprio.

Em meu caso particular, enxergo que, atualmente, as esquerdas tem demonstrado estar melhor preparadas para dar soluções para os problemas crescentes. Enquanto a direita tem tido a tendência de fazer os problemas crescerem.

Ao contrario do que andam chamando membros da esquerda de “esquerda caviar”, essa nomenclatura cabe mais aos de centro. Isso porque fazem um discurso aproximando-se da esquerda, mas na pratica, quando governam, o fazem com as ideias da direita. O PSDB eh o exemplo que melhor define isso. Embora o PMDB não esteja longe.

Outra informação a qual as pessoas não estão acostumadas eh elas associarem o caviar aos ricos europeus. Esta certo que no Ocidente esse produto eh caro e somente ricos o consomem.

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Porem, a origem do produto são as ovas do peixe chamado esturjão. Diga-se de passagem, peixe nativo dos países que formaram a antiga União Soviética, particularmente da Russia.

Como o socialismo esta geralmente vinculado `a União Soviética, então, a falácia de “esquerda caviar” eh um pleonasmo vicioso. E associa-lo aos esquerdistas que preferem viajar para a Franca eh uma analise furada dos direitopatas.

Existem outras coisas que não funcionam nas definições diretas. Por exemplo, no Brasil, o termo “liberal” esta somente ligado ao neoliberalismo que eh a tentativa de deixar os assuntos econômicos ser regulados pelas tendências de mercado. Nos Estados Unidos o termo esta mais ligado aos assuntos sociais tais como direitos civis e econômicos dos oprimidos.

Ainda, nos Estados Unidos, temos uma direita, mercadista e individualista associada ao Partido Republicano. Temos um centro, mercadista e liberal associado ao Partido Democrata.

A verdadeira esquerda eh socialista democratica e progressista mas não eh representada por partido e sim por tendências diversas, que ate agora não encontrou uma unidade partidária porque o sistema bipartidarista adotado desde a fundação da republica nunca previu a construção de uma terceira via.

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No Brasil sabemos que o sistema politico virou mesmo uma zorra total.

Voltando `a analise da postagem, ja pudemos constatar que mais da metade da população desempregada no Brasil deve agradecer-se `as “leis do mercado” e não de algum ou outro erro do administrador politico. E para quem desejar informar-se um pouco mais, indico a leitura:

3 mitos sobre o desemprego no Brasil atual

Existem outras razoes mas existem aquelas que geralmente não são incluídas quando se quer discutir o assunto desemprego. Duas delas são o humor do mercado e o uso deste humor como arma política.

Geralmente as fontes de informações publicam notas a respeito da pesquisa de humor do mercado. Nos resultados são expressas as porcentagens de trabalhadores e empresários cujo otimismo esta para baixo ou para cima, como estão se vendo na atualidade e o que esperam para o futuro etc.

As pessoas totalmente leigas (não posso classificar-me com entendido porque nunca fiz cursos na área mas sim como curioso do assunto) não enxergam o quanto isso eh importante para a solução dos problemas.

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Mas eh so pensar. Se você sai de casa todos os dias para o trabalho e nada de anormal acontece na viagem, você sairá os dias seguintes sem a menor preocupação. Mas se um colega seu se acidentar, você ficara preocupado com a viagem pelo menos ate `a próxima semana. E na sua preocupação você ficara mais alerta e andara menos rápido, por medida de segurança.

Mas se na semana seguinte outro colega sofrer acidente também na viagem, ai você ficara nervoso. Terá a impressão de que a estrada não eh mais segura. Os seus cuidados e apreensões poderão ser tantos que ao invés de tornar sua viagem mais segura você poderá contribuir para que o próximo acidente ocorra. Depende do pânico em que você estiver.

Quando coisas semelhantes acontecem com a economia de um pais, pode acontecer de os problemas se somarem e aqueles que poderiam ser tratados individualmente e ser solucionados com certa facilidade podem parecer, aos olhos dos leigos, insolúveis. Nesse caso, o pânico causado pela ignorância da realidade torna-se pior que o problema em si.

Pior que isso torna-se quando interesses políticos começam a explorar a situação para atingir seus objetivos de poder. Isso ficou abertamente demonstrado no Brasil.

O que desejo fazer compreender foi que pelo quadro de desemprego no primeiro endereço pode-se constatar que eh falsa a ideia de que desemprego tenha sido algo causado pelo governo. Muito pelo contrario. Observa-se que ate junho de 2015 o desemprego estava abaixo de 7%, portanto, dentro de uma media esperada.

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A conclusão obvia eh a de que a crise criada pelo excesso de mas noticias distribuídas através da mídia muito provavelmente tenha sido responsável pela deterioração do humor das pessoas. E essa arma política usada pela mídia vinha sendo administrada desde o ano de 2013, pelo menos.

O mau humor induzido eh que foi responsável pela crise econômica e não necessariamente as medidas governamentais tomadas pelo governo anterior, da presidenta Dilma.

Nao da para medir o quanto o mau humor criado na população contribuiu para o desemprego, mas não se pode dizer que tenha sido menos que alguns milhões.

Outro detalhe importante foi o obstrucionismo dos congressistas adversários. Naturalmente, como o objetivo destes era mesmo o de derrubar o governo, a obstrução `as iniciativas governamentais para superar a crise lhes era favorável. Esse foi o uso da política do “quanto pior melhor”.

Isso sustentado pela ação das investigações de corrupção que também foram manipuladas para atingir a administração. O que sem o sustento da mídia monopolizada não seria suficiente. Havia também a interferência de fatores mercadológicos com os interesses especiais destes levando os poderosos a financiar o golpe.

Eh obvio que tudo poderia ter sido resolvido de forma a buscar os interesses do publico e não apenas do mercado. Desde o inicio poderia ter havido o dialogo, partindo do ponto de vista de que os problemas existiam, então, a pergunta a ser respondida era uma so, “O QUE PODEMOS FAZER PARA AJUDAR A SANAR TODOS ESSES PROBLEMAS?”

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Obviamente, a opção decidida de não ajudar e conspirar contra foi a ação. Portanto, deve-se esperar a reação igual e em sentido contrario. O que se fez ao governo impedido poderá ser retribuído. E o que estava ruim ficara pior e abriu espaço para azedar, e muito!

Neste caso, fica mais do que obvio que os tais 12 milhões de desempregados alegados não são consequências nem exclusivas e muito menos da administração da senhora presidenta Dilma Rousseff. Muito pelo contrario. E ainda corre-se o risco de esse numero ampliar-se muito desde maio de 2016 para frente com a tomada de medidas recessivas pelo governo golpista.

O problema que enxergo na postagem eh observar que as pessoas se viram tão fanatizadas pelo ódio e preconceito instigados pelas marquetagens nos últimos 3.5 anos que pararam de usar os próprios raciocínios. Esses sentimentos as impede de enxergar o quanto se tornaram parte do problema e não de sua solução.

Quando compartilham tais postagens estão servindo não o propósito de dar solução. Estão atendendo os seus instintos construídos no hipotálamo, ou seja, na porção mais primitiva do cérebro. O problema eh que o hipotálamo não eh racional. Ele simplesmente reage como foi programado, no reflexo.

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Para usar-se o cortex do cérebro existe a necessidade de gastar-se fosfato e trabalhar com a mente. Ora, sabe-se que o cérebro consome a maior parte da energia que precisamos para viver. Isso porque, embora o que apareça aos olhos seja aquilo que os músculos fazem, o maior trabalho vem mesmo eh do cérebro. Isso implica dizer que pensar mesmo não eh para todos, não por impossibilidade mas porque eh difícil.

Porem, os marqueteiros sabem muito bem que a maioria das pessoas são assim mesmo. E eles contam exatamente com essa fragilidade humana para penetra-la e domina-los. Não pense que alguém seja invulnerável `a marquetagem. Existem os melhor preparados. Mas a invulnerabilidade eh que não existe.

Houve outra postagem que chamou-me a atenção. Mais por despertar a minha ironia que pela analise do seu conteúdo. Ela vem da pagina do navegante Paulo Morais. Um primo a compartilhou e ali se via a panfletagem:

“Atenção. Recado para o presidente Temer. Tome muito cuidado com o que vai fazer. O povo brasileiro criou outra mentalidade. Não precisamos de imprensa e nem do congresso para fazer valer a nossa vontade. A saída de Dilma eh um recado direto das ruas. Não pense que fará o que quer. Nunca mais o povo brasileiro vai sofrer o que esta sofrendo agora. Nunca mais outro partido fará o que o PT fez ao Brasil. Isso não eh uma ameaça eh uma promessa. Primeiro passo: tire todos que estão em sua volta e que estejam com processo na justiça. Estamos de olho. Ta dado o recado. Bom não duvidar. Daqui pra frente seus atos serão acompanhados de perto.”

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O que esta escrito pareceu-me tão sem propósito que imediatamente ocorreu-me a gozação: “ksksksksksksks. Os franguinhos querendo rugir de leão!!! A blobos não mandou, então, como vocês vão fazer panelaço contra o inquilino???”

Fui rebatido em termos de que a opinião dos outros era parte da democracia e a sugestão de que minha interferência fosse uma apelação, um xingamento.

Ate voltei para reler tudo porque não percebi nenhuma das duas coisas. Nunca levantei a hipótese de que a opinião fosse proibida. Apenas discordei e manifestei minha opinião. O que eh parte fundamental da democracia, pois, se não se confessam as opiniões contrarias não ha como escolher a melhor, como ordena o rito democrático.

Mas a lingua ferina `as vezes se mostra, ate mesmo sem a intenção completa. Rebati logo com um: “Verdade dói, neh mesmo?!!!”

Foi respondido que eu estivesse doido pelos dizeres.

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Argumentei que o movimento das panelas foi dito ser contra a corrupção. Mas que o cartaz expõe justamente o contrario. Em minha interpretação apenas reafirma aquilo que ja sabia. O movimento sempre foi o golpe. Retirada a presidenta eleita, agora o segundo passo eh negociar com o corrupto-mor.

Isso significa, jogue umas carniças para a nossa satisfação. Se nos fizer satisfeitos não se preocupe com o seu passado nem o seu presente. O que nos interessa eh que nos livramos de quem não gostamos e pronto.

Recebi um que eu era “patético para não dizer ridículo”. Alem da insinuação de quem não respeitava a democracia era eu. Respondi que a aplicação diferenciada das leis era fruto do totalitarismo e da oligarquia, não da democracia. Que a pessoa estudasse mais.

Respondeu simplesmente: “Patetico”.

Então me veio a inspiração clara. Eu e outros não nos importamos de sermos chamados de patéticos ou de outro nome qualquer. Quando a pessoa começa apelar eh porque perdeu o bom humor. A gente ate ri para quem perde o humor tão facilmente.

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O motivo do riso nao eh o de menosprezar as pessoas. Mas eh uma tentativa de cura-las do mau humor. Mau humor eh uma coisa que não esta na gente, portanto, não eh a gente que precisa curar-se dele. Quem sabe um bom riso acabe contaminando o mau humorado e os desentendimentos se acabem!!!

Outra marquetagem que mereceu minha atencao foi uma postagem com um conteudo “jornalistico” da Rede Globo de Televisao. O “jornalistico” precisa ser entre aspas porque foi apresentado como se fosse.

Porem, para ser jornalismo, eh preciso que a reportagem que versa a respeito de assuntos nos quais existem defensores e detratores de um posicionamento ouça ambos os lados.

Para que nao se deixe duvida alguma, essa eh a mesma rede de televisao que foi transformada em porta-voz da ditadura militar; que se beneficiou do fechamento da Rede Tupi de Televisao pela mesma ditadura; que golpeou a vontade do povo durante a campanha pelas “Diretas ja”; que elegeu a Fernando Collor de Mello e outras façanhas mais.

Mas o que se apresentava era a titulo de decretar o “fim da era PT”. Em todo o conteudo nao havia sequer uma defesa de qualquer um dos assuntos criticados. Refiro-me ao equilíbrio entre a acusação e o direito de resposta. A ideia foi imposta, sem resposta.

Curiosamente, falava-se a respeito de 40 empresas criadas pelo partido que governava o Brasil ate recentemente. E as acusacoes versavam a respeito de que nenhuma das empresas, supostamente, deu lucros como estariam obrigadas, se fossem privadas, sob a pena de fecharem, por causa de tal condicao.

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Admirei-me de ver isso compartilhado em pagina de pessoa, supostamente, esclarecida.

Acusações diziam que as empresas ampliaram muito o quadro de funcionarios estatais. Seriam 35.000 antes e passaram a 67.000 depois. Alem disso teriam inflacionado o custo do Estado de forma a que os salarios gerais mais que triplicaram.

A reportagem omitia, por exemplo, que desde o inicio do Plano Real os salarios dos funcionarios haviam sido congelados no governo pre-PT. Outro detalhe foi que o PIB brasileiro mais que dobrou durante o periodo PT. E houve a inflacao dos 20 e tantos anos somados dos dois periodos.

Por essas verdades, ja se poderia verificar que as acusacoes, se nao de todo falsas, distorcem a verdade.

A observacao foi tambem de que se houve abertura de algum detalhe a respeito de alguma empresa criada o maior foi para falar-se da empresa estatal de mídia O que indica uma ação tendenciosa, em defesa de interesses próprios.

De tudo o que chocaria mais a qualquer analista de Historia eh o fato de nao se deixar nenhum resguardo em relacao de qual teria sido o objetivo das criações. Nao se disse nada a respeito de exemplos exteriores que justificassem a existência de tais empresas.

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Eu proprio jamais teria argumentos favoraveis se nao vivesse ha tantos anos no exterior. Por viver nos Estados Unidos, estudar a Historia, observar a politica e, de certa forma, estar imerso na cultura do pais, tenho informacoes suficientes para ajudar a explicar.

Isso porque os Estados Unidos nao tem apenas uma mas muitas empresas estatais, cujo objetivo nao eh o de dar lucro. A mais famosa delas eh a NASA. Ela nao da lucro no caixa, mas o lucro que ela da nao se trata de retorno em dinheiro.

Claro, porque o pais esta anos luz `a frente do Brasil em termos de estruturacao e economia eh obvio que necessite menos, proporcionalmente falando, de investimentos governamentais. Existem esquemas preparados para manter tais empresas. A empresa publica de radios e emissoras de televisao, por exemplo, se valia ate ha pouco tempo somente da contribuicao de seus usuarios.

Todos os meses eles dao um intervalo na publicacao e solicitam contribuicoes. Empresas privadas se apresentam para parear as doacoes. Eles fazem tipo uma gincana. Estabelecem um horario para arrecadar uma quantia. Se o conseguem, a empresa privada dobra o dinheiro.

A contribuicao governamental eh limitada. Mas sao tantas as emissoras que essa contribuicao nao eh pequena. A particularidade eh que o servico publico de radio e televisao nao continham comerciais. E assim diziam agir justamente para que os pagantes dos comerciais nao tivessem o direito de interferir, principalmente com o conteudo jornalistico. Conteudo esse que se promete e se fazia da melhor qualidade.

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Por causa dos embates politicos, de uns 2 anos para ca o governo teve que retirar investimentos em todos os setores que atua. Entao as emissoras publicas tiveram que ceder e agora estao vivendo de comerciais tambem. Por enquanto eh um pouco cedo para medir o impacto na qualidade do conteudo jornalistico.

Outras “empresas” que estao vinculadas ao governo sao as do servico de inteligencia. Existem empresas comandadas pela aeronautica, marinha e exercito. Todas secretas no que fazem. O orçamento doado a elas todos os anos constitui-se numa porcentagem significativa do PIB do pais. E o pior eh que ninguem sabe exatamente como o dinheiro eh gasto. Mas existem evidencias bem claras.

O Brasil, por exemplo, nao tem industria propria de quase nada. Nao possui marca de carro, televisao, computador e outras mais. Esta pior que dependente de drogas.

Precisa pagar as contas mas vive de produtos primários. Fica naquela situação que antes dizíamos dos fazendeiros nossos familiares: “Eles vão comprar nas lojas e perguntam quanto custa; vão pagar o posto de gasolina e perguntam quanto eh; vão `a farmácia e pedem para somar a conta. Quando vão vender o próprio produto, perguntam aos intermediários: quanto cês estão pagando?” Essa dependência mata.

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Para ter-se uma ideia da importância da industria estratégica para um pais, podemos nos lembrar de anos anteriores a 2007 aqui nos Estados Unidos. A produção da industria automobilística estava ficando para trás, e muito, em relação aos importados, sobretudo do Japão.

Quem comprava um Ford, Chrysler, Doge, Jeep, GM, Saturn e outros era por amor `a patria. Os pobres compravam Honda, os medios Toyota e os ricos Volvo. Alguns tinham preferencia pela Subaru ou Mitsubishi. Apenas uma parcela da população comprava o restante das marcas. Ate os coreanos estavam ficando melhor vendidos.

Em 2007 concretizou-se a quebradeira da bolsa de valores. As empresas de automóveis que estavam quebradas foram trituradas. O governo Obama, então, lançou um plano para salva-las. Como a base política dele era Chicago, seria o fim se não o fizesse.

Obama nao apenas ressuscitou a industria automobilística. Combinou que se repassasse a tecnologia necessária para que se produzisse carros melhores que as “carroças” que estavam sendo produzidas ate então. Curiosamente, Obama não eh engenheiro, portanto, não tirou essa tecnologia do próprio chapéu de magico.

Na atualidade, a NASA esta repassando a tecnologia espacial a duas empresas privadas. A Boeing, ja conhecida pela produção de aviões, e a Space X. O que a NASA planeja eh alugar “taxis” dessas empresas para suas futuras viagens espaciais. E eu “apenas apanhei `a beira-mar/um taxi pra estação lunar”.

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Diga-se de passagem que não eh o primeiro produto repassado pela NASA `a industria privada. O microondas foi inventado porque queriam dar o conforto aos astronautas de saborear uma comidinha quente onde não se podia usar fogo para esquentar. A lista eh imensa.

Observe-se que a NASA iniciou desde 1945, com o fim da II Guerra e o sequestro dos cerebros nazistas que ja pesquisavam a area. Von Braun trabalhou para a Alemanha nazista obter as temíveis V2. Elas foram a base para a criação do Saturno 5, o foguete capaz de lançar naves espaciais no programa dos Estados Unidos.

Desde la ate agora são 70 anos de investimentos estatais sem um retorno visível. A NASA não produz coisas para abastecer o mercado comercial. Mas frequentemente oferece `as industrias produtos que as colocam na ponta da tecnologia o que garante o mercado.

Mas aqui não se ve políticos ou pasquins metendo o pau na NASA por ela não dar lucros. Torna-se ate agradável respirar esse ar inteligente, onde as diferenças ideológicas deixam de valer para que o bem comum prevaleça.

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Agora, por qual motivo a NASA repassaria tecnologia que esta desenvolvendo ha 70 anos para industrias privadas? Uma razão eh muito simples. Ja se prevê que por volta de 2030 as viagens de qualquer ponto do planeta a quaisquer outros ira durar no máximo uma hora de voo.

Impossível? Sim. Se pensarmos no sistema de “carroças” voadoras que usamos na atualidade. O que se prevê eh que serão usados maquinas híbridas. Terão condições de entrar no espaço e retornar `a atmosfera. Como o espaço não tem ventos, a velocidade desenvolvida eh muitas vezes superior.

Imagine, então, quantas espacavioes a Boeing vai vender a partir dai. Se os Estados Unidos impuserem, tais maquinas poderão ser operadas somente por suas companhias e pilotos, pelo menos por um determinado tempo, o que eliminara toda a concorrência para voos de longa distancia.

Nao eh `a semelhanca disso que estão matando as economias de países produtores de matérias primas, como Russia, Venezuela, Iran, Brasil e tantos outros?!!!

Logicamente, os Estados Unidos não possui um plano de competir com outras economias. Tem um plano de dominar totalmente. E tem passado um rolo compressor sobre todos os que se assanham a agir alem do “autorizado”. Se a Airbus e a Embraer não correrem atras, vão virar Historia do passado mesmo.

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Claro, o programa da Globo, poderia, numa escala injusta, porem, politicamente aceitável, destratar como quisesse `a presidenta Dilma, ao ex Lula e ao PT. Ela sempre fez isso por uma questão de conveniência ideológica.

Mas fica muito claro que atacar as empresas estratégicas no mesmo pacote com o único objetivo de buscar benefícios próprios poderia ser considerado um crime de lesa-pátria. Isso porque esta envolvida ai a própria independência do Brasil.

Possuir industrias estratégicas funcionando no pais eh a única esperança de tira-lo do vicioso ciclo da dependência. E, obviamente, a reportagem não levou em conta em nenhum momento esse viés da Historia.

Precedentes para indiciar tanto os Marinho quanto os jornalistas responsáveis pela produção podem existir no exemplo dos Estados Unidos. Irônico eh terem usado os métodos daqui para derrubar uma presidenta eleita. E o mesmo poderia ser feito nesse caso.

Vamos nos lembrar dos casos recentes. Basta citar os nomes: Julian Assange, Edward Snowden e Chelsea Manning. Snowden tornou-se o caso mais divulgado recentemente porque fez vazar informações de fundo sensitivo.

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Estava cheio de boas intenções. Mas revelou os desvios do comportamento do governo dos Estados Unidos que não mede esforços para derrotar seus adversários, inclusive infringindo leis constitucionais e tratados internacionais. Mas o Pentágono e o governo tem opinião diferente a respeito do assunto. Segredos confiados não podem ser revelados.

A saída para nao submeter-se a uma corte parcial foi pedir asilo politico na Russia. La ele esta protegido da possibilidade de ver-se em corte, com a possibilidade de pena-de-morte.

Ha que se dizer também que nos Estados Unidos, toda e qualquer atividade econômica de ponta eh considerada como uma questão de segurança nacional. E toda atividade pode ser usada como arma contra os adversários. Aqui, tudo vira arma.

Se alguém tiver duvida, preste atenção na industria hollywoodiana. Os Rambo da vida foram usados para combater a ideologia soviética. As muitas versões de contatos imediatos não passam de uma indução `a ideia de que existem contatos com alienígenas a nível de governo.

As pessoas podem pensar: por que isso? Muito simples, cria-se a ideia de que muita coisa da tecnologia de ponta foi criada através da engenharia reversa. Essa hipótese afirma que discos voadores acidentados e capturados foram desmontados, estudados e alguns componentes foram copiados. Assim se explicaria muito os avanços técnicos espantosos. Na verdade, as copias são feitas dos Aliens (estrangeiros) daqui da Terra mesmo.

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E `a semelhança se divulga que os antigos impérios so conseguiram realizar suas obras por meio da intervenção alienígena. Isso passa uma ideia de que os nossos ancestrais eram muito burros para criarem quaisquer tecnologias muito avançadas. Se os egípcios, persas, gregos, romanos etc acreditarem nisso, pensarão ser mesmo poucos inteligentes para descobrir que são muito mais capazes do que os ancestrais eram.

Por um lado se nega o passado. Por outro tenta-se incutir uma falsa ideia no presente para que os possíveis concorrentes se acomodem. A psicologia de guerra eh uma das mais avançadas e bem aplicadas no mundo. Psicologia usada como arma. Elevar o mau humor da população eh o maior exemplo pratico disso.

O complexo de vira-lata, tão conhecido por nos brasileiros culturais, não eh nada mais nada menos que isso. Ate hoje muitos creem que o brasileiro não seria capaz de inventar o avião. E muito menos ser um pais tecnologicamente competitivo. Claro, nunca será, se nunca tentar. A eliminacao das industrias estratégicas foi o primeiro passo para fazer isso nao acontecer.

Um outro dissabor que tive foi ouvir uma radio da comunidade étnica brasileira aqui na cidade de Framingham. A comunidade eh grande e sustenta esse que antes foi um luxo.

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Eu nunca ouço as radios brasileiras aqui. Nao por preconceito. Apenas que quando chegamos aqui elas nao existiam. Eu nao sabia falar o inglês. Passei a ouvir as radios publicas por causa da forma compassada e correta que pronunciam as palavras. Alem de serem otimas fontes de informacao.

Em meu carro o radio ficava sintonizado sempre nessas. Assim aprendi a ouvir ingles, o que eh tanto ou mais importante que saber de fontes escolares. `As vezes as pessoas aprendem no Brasil e levam mais de um ano reaprendendo a ouvir por diversas razoes, inclusive a pronuncia regional. Os repórteres, nesse caso, falam um padrao melhor.

Acostumado fiquei nunca aprendi a sitonizar nas brasileiras. Mesmo porque, a maioria ocupa o tempo com o que chamo de martelação evangelica. Desculpem os que nao compreenderem a piada.

Mas falam tanto contra o ideologismo dos outros e fazem o mesmo em relacao `a teologia. Como ja li a Biblia mais de uma vez e sempre fui atento para o assunto, enxergo momentos que eu poderia ensina-los um ou outro detalhe biblico. Mas ai a conversa ja eh outra.

Mas o jornalismo nas radios brasileiras, sei por informacoes, eh igualmente ideologico. Sei disso porque minha esposa ouve e comenta tudo em casa. Sei por exemplo que a maioria absoluta que discute politica transmite as mesmas coisas que ouvem da grande midia brasileira e dos sites anti administracoes progressistas.

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Para eu parar para ouvir algo no sentido, teria que ser algum debate com a visao dos dois lados. Quando se fala apenas um lado, sem dar a menor importancia ao que o outro defende, entao, vira doutrinacao. Nesse caso, eu preferiria ouvir pessoas que soubessem tanto quanto ou mais que eu.

Mas, acidentalmente, tive que dar uma pequena volta no carro que minha esposa estava usando nos dias. E ela deixou o carro sintonizado. Ao ligar o carro logo ouvi o radialista dizendo numa voz concordada. Foi nos dias que a presidenta havia sido impedida pelo congresso mais corrupto ja instalado no Brasil. E ouvi:

“Agora nos temos eh que torcer para que de tudo certo. O presidente devera fazer aquilo que o mercado quer que ele faca. E penso que a gente deve esperar que tudo vai melhorar, porque ele vai fazer o que o mercado quer e ai a gente espera que as coisas vao dar certo.”

Devo ter ouvido mais um pouquinho nesse mesmo ritmo. Tive ansia de vomito. Literalmente, nao como figura de linguagem. As palavras nao eram necessariamente tao venenosas. O que combinava era o veneno brando com meu estomago sensitivo.

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Antes eu tinha mais estomago para ouvir falta de juizo dos outros. Ultimamente ando que nem o personagem Saraiva. Aquele personagem que dava as respostas mais maleducadas nas pessoas que faziam perguntas simplorias.

Desliguei o radio porque nao quis mudar a estacao. Minha esposa fica furiosa quando mexo nos ajustes do carro que ela esta usando, quando tenho que usar. E olha que sou mais de 20 cm mais alto, portanto, prefiro nao mexer para nao ter que muchucar o estômago depois. Tenho que me encolher.

O motivo para a minha insatisfacao foi o radialista ter se mostrado totalmente despreparado, senao, malintencionado. Nao julgo ninguem.

Dizer que o “mercado” quer ou nao quer eh uma estrategia sorrateira, usada pelos especialistas em tentar fazer as opinioes da pessoas. As pessoas com entendimento comum geralmente nao percebem que palavras coletivas sao usadas para ocultar tramoias. Quando se diz o “mercado” as pessoas tem a imagem quase equivalente a Deus.

Isso quer dizer: invisivel, amorfo, todo poderoso, que ve tudo o que voce faz e que, tem esperanca, que ira causar um grande bem para todos.

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Na verdade, o “mercado” pode tambem ser aquele que criou a lei que permitia a escravidao; que exigia 12 horas/dia de trabalho, 7 dias/semana, antes de as leis trabalhistas começarem a chegar; tambem pode ser aquele que estabelecia que para ser eleitor tinha que ser homem e ter uma renda minima, o que era para poucos.

O “mercado” num passado quase recente levou `a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929 e dela tantas consequencias que ate atualmente estamos sentindo efeitos. O proprio repetiu a façanha em 2008 e somente os mais ricos aplaudiram, pois, foram socorridos primeiro. O povo mesmo continua “pastando”.

Eh como sempre repetia meu irmao mais velho ha mais de 3 decadas atras: “Enquanto existir trouxa, os espertos vao vivendo muito bem!”

As pessoas muitas vezes nao se dao conta de que o “mercado” eh, em essencia, um teatro manipulado por um numero reduzidissimo de diretores, onde o palco e a assistencia fazem o espetaculo mas eles eh que ficam com a renda. Essa sim eh a essencia do “mercado”. Tem se tornado uma forma de tomar de muitos e distribuir com poucos.

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Confiar no “mercado” eh o mesmo que chamar o lobo para tomar conta das ovelhas. Se a maioria nao imagina qual sera o resultado, espere a proxima quebradeira! Atualmente, o “mercado” tem reinvindicado a redução do tamanho do Estado. Para “ele” o Estado esta ficando grande e custoso, principalmente os Estados que não negociam alicotas de impostos paternalmente.

Porem, pelas experiencias passadas, ha que lembrar-se: durante as quebradeiras o que faz o “mercado” em favor do povo? E, a bem ou mal, o que fazem os governos? Temos dois exemplos bons aqui nos Estados Unidos. O primeiro foi o que o governo fez a partir da eleicao do presidente Franklin D. Roosevelt e o segundo foi o que o governo Obama pode fazer assim que herdou a quebradeira deixada por George W. Bush.

Coincidentemente, os governos das quebradeiras eram pro-“mercado”. Os governos da restauração foram populares, ou seja, a favor do povo. Portanto, procurem raciocinar daqui para adiante.

Observando toda essa situacao estava tentando chegar a uma conclusao que defina o que eh ridiculo e o que nao eh. Assim, resolvi postar algumas observacoes para que o leitor se oriente a respeito do que seja e o que nao seja, tirando suas proprias conclusoes:

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1. Um rapaz de 18 anos de idade escrever, em 1977, um livro com o nome: O Selvagem, ou A Republica dos Moleques, justamente quando essa idade eh tida como sem seriedade.

2. No livro descrever duas situacoes a que se vivia (ditadura, exclusao de opiniao, baixa remuneracao e muito desemprego) e a que todos gostariam de viver.

3. O conteudo do livro concentrar-se em dar solucoes, mesmo que nao fossem fruto de conhecimentos escolares ou de experiencias passadas.

4. A obra tratar de problemas sociais especialmente o desemprego e da remuneracao justa.

5. O livro estar completando 40 anos e as opiniões do autor permanecerem as mesmas.

– 31 –

6. Ver criticas de tantos a um governo que errou tentando fazer alguns consertos.

7. Ver criticos ao mesmo governo porque medidas tomadas levaram ao desemprego de alguns e esquecer-se dos pontos positivos como os 40 milhoes retirados da extrema pobreza.

8. Ver um governo tropeçando em seus proprios erros e embora a melhor atitude emergencial fosse ajuda-lo a encontrar as soluções, pois, o que eh importante nesses casos nao eh tomar o governo e sim desejar o bem para todos, mas entrar deliberadamente em conflito e levar todos ao sacrifício.

9. Instigar o odio para derrubar a popularidade de um governo e logo em seguida tomar o lugar sem uma noção adequada do que fazer para solucionar.

10. Ter 5 anos de idade, um pouco mais ou ate nem ter nascido em 1977 e pensar que sabe mais que o escritor do livro mencionado na primeira questao.

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11. Deixar-se envolver nas disputas politicas porque tem opiniao propria e nao estar preparado para abandonar a opiniao propria de lado quando isso significar um caminho mais logico para atingir o bem comum.

12. Pensar que sabe sempre mais que os adversarios, ou nao aceitar nenhuma das opinioes deles, porque se esta apegado a uma ideologia qualquer.

13. Fazer ao adversario tudo o que nao gostaria que fosse feito a si mesmo, e logo em seguida esperar que o adversario nao ira reagir na mesma direção no sentido contrario.

14. Entrar numa disputa politica dizendo ser para combater a corrupcao mas fica imovel diante da corrupcao grossa porque o seu adversario foi derrubado.

15. Nao reconhecer os erros e ficar irritado porque o adversario continua a luta para derrubar o restante dos corruptos.

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16.

Pensando bem, o melhor mesmo eh continuar sendo tratado como patético, com a biografia limpa e desconhecida. Pelo menos nao se sera recordado pelo mal que estao fazendo `as proximas geracoes.

Hoje ja eh dia 12.09.16 e nesse final de semana recebi mais subsidios que comprovam minhas argumentacoes. Um deles foi uma reportagem informando que a NASA esta repassando tecnologia de tecidos ultratecnologicos para a industria de vestuario. Trata-se de tecidos desenvolvidos para suportar condicoes adversas. No caso, um tecido que absorve calor e mantem o corpo de quem o estiver vestindo em temperatura mais agradável.

As pessoas precisam compreender a importância de fazer-se isso. Como a industria de voos espaciais eh ainda uma arte em desenvolvimento, com princípios científicos, o custo de todos os produtos se tornam muito elevados. Cada motor, cada painel sao únicos dai não gozam ainda da padronização da produção em serie, tornando a produção muito trabalhosa.

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Popularizar o uso de tais produtos torna-se importante para baixar o custo de produção. Calcula-se que num futuro relativamente próximo teremos companhias que irão minerar asteroides para abastecer o mercado terrestre com minerais raros.

Também enxerga-se a necessidade de colonizar outros planetas o mais rápido possível, pois, numa eventualidade de a vida ser comprometida como aconteceu `a época dos dinossauros aqui na Terra, teremos uma reserva para repovoar o planeta quando as coisas voltarem ao normal.

Aos custos da atualidade e com a mesma tecnologia não se tem condições de fazer isso. Entre outras possibilidades de extinção da humanidade aqui na Terra os cientistas ja tem a ideia de que o encontro com outro asteroide eh uma questão de descobrir-se quando, não eh mais uma questão de se acontecer.

Portanto, quem tiver o domínio da tecnologia espacial terá muito maiores chances de dar continuidade `a Historia da Humanidade. No momento, nos estamos fadados `a extinção se o evento ocorrer nos próximos anos. Alem da possibilidade de salvar-se, o que eh incerto, a possibilidade de minerar asteroides praticamente asseguraria o domínio econômico de toda a civilização terrestre.

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Um unico senão eh que, popularizando-se os meios, os adversários também terão acesso a eles. A concorrência torna-se mais acirrada. Mas com os conhecimentos garantidos em mãos pode-se sempre manter-se um passo `a frente dos outros. Isso eh o que importa!

Por ai pode-se observar que os Estados Unidos estao fazendo o dever de casa. Ele tem o projeto de manter-se `a frente e liderar o mundo sem medir nenhum esforco ou sacrificio.

No Brasil existe uma parte da populacao que nao concorda sequer que o pais se torne uma potencia regional e saia da condicao de colonia absoluta. E quando alguns tomam a iniciativa essa parte nao se acanha em enganar a populacao, leva-la `a revolta. Pensa ser heroi mas nao passa de seguidor de Joaquim Silverio dos Reis.

Os Estados Unidos nao tem o menor escrupulo de pisar o pescoco de algum amigo para atingir seu objetivo. Isso eh o que se pode deduzir da reacao induzida `a populacao daqui quando Franca e Alemanha se opuzeram `a invasao do Iraque. E se o que estiver no caminho dele for inimigo, entao, imagine se se incomoda ate de respeitar os direitos constitucionais e humanos!

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Isso leva a uma analise relativamente seria no que anda ocorrendo nos meios midiaticos aqui nos Estados Unidos. Esta havendo uma crescente demonizacao do Iran. Muito parecida com a que ocorreu em relacao ao Iraque no periodo pre-invasao. O que me leva a crer que o Iran eh a carta da vez, senao, estao usando-o como distracao, cortina de fumaca para ocultar alguma atividade inconfessavel que esteja se processando nos bastidores.

O problema ai eh que nao estaria pisando apenas no pescoco de um inimigo declarado. A desestabilizacao do Iran levaria ao caos a toda a regiao, desde o Paquistao ate ao Marrocos.

Se acontecer, possivelmente, perder-se-a o controle como tem sido feito jogando-se pedra com uma mao e acariciando-se com a outra. Geralmente se faz esse jogo quando ha uma oposicao fortalecida. Nesse caso particular, ate a oposicao tera duvida para qual lado tomar partido, pois, nao existe mais tanta gente boba como antigamente que nao sabe enxergar quando esta sendo apenas usada.

O problema para os Estados Unidos sera quando conquistar o domínio completo do mundo. Ja que para os cabeças da republica a vida não passa de um jogo de monopólio.

Nesse caso, o mundo tornar-se-a um lado único. Sempre foi bom ter adversários porque enquanto se esta competindo contra eles ha a possibilidade de fazer o povo concentrar-se no “problema” (o adversário) e esquecer os reais próprios problemas.

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Quando um imperio chega ao domínio eh que se da a sua fase mais vulnerável. A sabedoria popular afirma: “Quando se chega ao topo a única saída eh descer.” No caso dos impérios a saída eh implodir por causa das próprias divisões internas.

O mal do mundo tem sido esse! Todos querem competir e vencer. Mas nem todo mundo concentra-se no que tem de bom para mostrar para ser o escolhido. Então, para assegurar-se da vitoria apela-se para a demonização dos adversários.

O problema nisso eh que quando alguém demoniza o adversário esta demonizando a si mesmo. Na verdade esta fazendo um pacto com o diabo. Esta garantindo ao diabo a vitoria com o uso do mal. Agindo assim não se esta servindo nem a Deus, nem ao proximo e nem a si mesmo.

Outro foi uma “Frase da Semana”, que o Jornao dos Sports USA publica junto `a pagina de opiniao todas as semanas. O veiculo de etnia brasileira eh usado sempre como arma contra o PT, Dilma e Lula. Tal e qual a grande midia brasileira. Copia dela. E aqui, de inicio, observa-se que confunde-se frase, periodo e sentenca.

Mas no exemplar do final de semana estava escrito: “Apesar de esses argumentos serem objeto de analise naqueles autos, tal quadro revela a insistencia do reclamante em dar os procedimentos investigatórios contornos de ilegalidade, como se isso fosse a regra. Nesse contexto, eh importante destacar que esta Corte possui amplo conhecimento dos processos que buscam investigar supostos crimes praticados no âmbito da Petrobras, com seus contornos e suas limitações, de modo que os argumentos agora trazidos nesta reclamação constituem mais uma das diversas tentativas da defesa de embaracar as apurações.”

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Ministro Teori Zawascki, indeferindo os pedidos da defesa do ex-presidente Lula – o reclamante, para que os processos contra ele fossem retirados das maos do juiz Sergio Moro.”

A sabedoria popular nos avisa que: “Cautela e caldo de galinha nao fazem mal a ninguem.”

A sentenca pronunciada ai pelo ministro Teori Zawascki mostra a propria contradicao que tornou-se o quadro politico brasileiro com envolvimento dos tres poderes. O suposto de justica seria a hombridade em suas autoridades. Mas ha o fato conhecido de o ser humano ser falho. Portanto, quando ha demonstracao de intolerancia, mandam a cautela e o bom senso que se aceite o desaforamento de uma corte acusada de imparcialidade por um ou outro lado.

Teori Zawakcki demonstra nao gostar de cautela e, provavelmente, canja de galinha. Quando ordenado comparecer a uma corte aqui nos Estados Unidos para servir de jurado, uma das perguntas `as quais fomos submetidos foi a de se tinhamos conhecimento do caso e o acompanhavamos via imprensa. A uma resposta positiva seriamos recusados imediatamente. Isso para que possiveis influencias externas não pudessem refletir em nosso julgamento, invalidando o procedimento.

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A forma de o ministro transcrever o fato de “saber de tudo” revela que tambem ja tem uma sentenca planejada. Se as investigações das cortes são equivalentes e a justica fosse uma so, nao se negaria o desaforamento, pois, o julgamento se daria nos conformes da lei, nao importando a corte na qual ela fosse aplicada.

A sentenca do ministro pode ser uma derrota pessoal para o reclamante e para as instituicoes `as quais representa e eh representado por elas. Pode causar a estes o imediato prejuizo de ficar vetado para as proximas eleicoes, que se realizarão no ano de 2018. Prejuizo irreparável, diga-se de passagem. E que a sentenca parece objetivar mais que fazer justiça.

As falas do ministro são um atentado contra a propria justiça brasileira. Nelas ele demonstra não ter a menor confiança em que outro braço da mesma justiça seja honesto (ou desonesto) o suficiente para conduzir as mesmas investigações e chegar `a mesma conclusão.

Quando mencionei a justiça aqui nos Estados Unidos não mencionei explicitamente a boa vontade entre as partes. Ha o reconhecimento de linhas de pensamento diferentes dentro da mesma justiça. Por isso, juízes, promotores e advogados se reúnem antes para decidir esses detalhes do julgamento, na tentativa de resolver-se tudo em cortes mais baixas, pois, sabem o quanto eh custoso para o pais os recursos `a linha de cortes superiores.

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Um erro de verbalização da própria vontade foi o ministro afirmar que a intenção do reclamante eh a de “embaraçar as apurações”. Apuração alguma se sentira embaraçada por qualquer atitude da defesa. Apuração não tem escolha alguma. Os termos ocultam apenas a verdade de que se houver comprovação do mal uso da justiça os que se verão embaraçados serão os investigadores, o juiz responsável e o próprio Teori.

Alias, o posicionamento do ministro ja eh o embaraço. O reclamante ja entrou com um pedido de julgamento junto `a Comissão de Direitos da Humanos, na ONU, para o reconhecimento de que o andamento processual ao qual esta sendo submetido subtrai seus direitos fundamentais e, com isso, a justiça brasileira, nas pessoas de seus investigadores e acusadores, esta violando tratados internacionais.

Nesse caso, nao adiantaria ao ministro Teori continuar suprimindo um direito do reclamante para ocultar uma possível intenção de condenação antes mesmo de ouvir a defesa e processar-se o julgamento. Se os direitos humanos do reclamante estiverem sendo violados e isso for constatado em corte internacional, então, o embaraço será muito maior, por culpa do Teori, do outro juiz e dos investigadores.

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Eh comum dizer-se que se sente vergonha do Brasil ou de ser brasileiro quando fica demonstrada a incompetência de membros do braços governamentais ou mesmo do comportamento de pessoas dentro do publico brasileiro. Mas esse sentimento nunca deveria existir, pois, a vergonha cabe unicamente aos culpados.

E, nesse caso, no caso de a justiça brasileira for condenada em corte internacional, que a vergonha recaia toda sobre os ombros dos mal servidores, e não sobre os ombros do povo que foi movido a ter opiniões enganosas pela ma informação recebida. Que a vergonha espirre na cara dos representantes da mídia que estão apenas ocupados em perseguir e não com o fazer valer da verdade.

Diga-se de passagem, o reclamante não esta pedindo para não ser investigado e julgado. Ele esta requerendo apenas que o processo seja conduzido por pessoas que não tenham manifestado partidarismos. No mínimo, a intenção eh justa. E eh necessário reconhecer-se isso.

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Triste em muito disso eh observar-se que as pessoas tem se deixado levar pela manipulação, ora ajudando a fazer algo bom, porem, parcialmente, ora sendo levada a fazer algo totalmente mal mas disfarçado como se fosse bom pela pouca informação distribuída.

As pessoas pensam que estão realmente pondo nisso suas próprias opiniões. Mas não sabem como as coisas realmente funcionam na realidade. Antigamente inventou-se a pesquisa de opinião publica para servir de orientação para o poder publico atender a essa opinião.

Atualmente isso nao existe mais. O poder publico, tanto faz se for de origem governamental ou não governamental, ja não faz pesquisas em torno das necessidades da população, pois, isso ja eh fato conhecido e devidamente estudado.

O que se faz eh plantar ideias em torno de algum objetivo. Colhe-se primeiro a primeira impressão do publico em geral. Contudo as ideias ja estão decididas antes mesmo de ser lançadas.

A partir dos resultados da pesquisa faz-se a manipulação onde as opiniões favoráveis ao resultado pretendido são exaltadas e as contrarias combatidas. Assim, não se forma opinião alguma, forja-se. Embora o pouco atento não percebe ser manipulado.

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Muitos percebem mas, em sendo a favor, omitem-se de participar, pois, para eles eh como torcer para um time de futebol e testemunhar o jogador do seu time fazer um gol com o uso da mão. Enquanto precisar-se de uma testemunha para o juiz anular o gol o torcedor negara o que viu.

Depois do fato consumado conta vantagem de ter ganho de qualquer maneira. A única duvida eh essa: sera que alguém tem duvida que esse modo de ação ira causar mais problemas para o futuro de nossa descendência!

A vantagem aqui nos Estados Unidos em relação ao Brasil eh que existem as mídias grandes tanto do lado Democrata quanto do lado Republicano. Se voce assistir ao canal MSNBC, ou a rede NBC, por exemplo, não espere grandes elogios aos republicanos. Se voce assistir `a Fox News ou `a AON, espere apenas criticas aos democratas.

Apesar do claro partidarismo voce poderá assistir na MSNBC os debates entre o mesmo numero de representantes de um lado e de outro. Garantindo inclusive tempo igual. Depois do debate voce assistira a lapidação da opinião a favor do parecer democrata.

Para contrabalançar, os que tiverem opinião mais republicana se sentirão totalmente servidos ao assistir a Fox News, por exemplo, onde a opinião democrata eh muito mais suprimida.

Compare-se isso como o Brasil! Nao ha comparação alguma! No Brasil eh como se houvesse somente Fox. Isso eh fato.

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04. TO MY SPEAKERS ENGLISH FRIENDS

Dear friends,

Not long ago I saw one interview about vote for teenagers under 18. An young man just said: “They we are not mature enough to vote. But if we to vote now and our voice not be heard, an elected president in 2016 can in 2018 send us to a war that we don’t want fight.”

Yes, it is one of the big deals for those who haven’t their voices heard. I think everyone should try to influence the only one destiny we have or be part of the destiny the others prepared for us.

We are leaving in an world that the people are been conduct as cattle. People do what is said to do. Everybody is looking at only his or her own future. But it doesn’t exist if we don’t take a look it collectively.

What I mean is that. Look at Brazil today. What you hear about it? Well, I leave in United States since 1993. Before it I was born and leaved there for others 35 uninterrupted years. So, I think I have a good ideia what going on there.

The problem is that. Someone who didn’t know Brazil like me is watching through tv only about: World Soccer Cup, Zica virus, criminality, corruption, impeachment and Olympics Games. Everything one-sided. I don’t want waste your time talking about the other world that going on in Brazil.

I just ask you to watch the video which I am sharing for starting. If you don’t yet know is a Coup d’stat going on in Brazil in these exact moment. Why you don’t heard about in your own television? Is just it that is bothering me.

If you watch CNN, MSNBC, ABC, NBC, Fox News, AON, BBC or any sports channels that are transmitting the Olympics Games you are not even seeing any of the spectators with posters saying “Fora Temer” (Go away Temer).

Yes. You can see it because if anyone bring such post to the field is dragged from the crowd. In Brazil today the equivalent of the second amendment was trashed from the Constitution. You will not watch the High School student been grabbed as a strain dog to a police station, although such type of imprisonment is prohibited by Brazilian law.

Why the American government is silent about it? I would indicate to you study about the military plot that happened in Brazil in 1964. Because we were at the first Cold War, United States help many coups through Latino America so to get the control of political power and resources produced around.

Back in 1964 until 1986 Brazilians leaved under a dictatorship. It was only possible because the right of opinion wasn’t heard off. All communications was strictly checked before goes out. Musicians where banned. Democratic politicians where exiled.

Even so, we had a small guerrilla movement. Even the American ambassador where kidnapped to be exchanged by prisoners of conscience.

Now. Imagine if things continue going on like it is going!

The democratically elected president that is being thrown away by the coup and her predecessor Lula da Silva are doing everything possible to avoid the worse. Lula already asked for protection of the Human Right Advocacy from the UN. Dilma Rousseff is asking the Organization of American States do the same. They are only asking that the law be restored.

If their voices not be heard I am worried that the worse will happen because despite of the capability of government block communications now a days, the internet is a strong instrument used to spread any news, true and false. Anyways, a good percentage of Brazilians are yet mobilized to keep the democratic institutions working.

If is be unsuccessful I am worried we will have, maybe, something like is going on in Libya, Iraq and Syria. Since the caos be established you must imagine that the radicals will also be there. Don’t be fooled by the impression that it will not happen in Latino America.

Venezuela is almost there. Costa Rica, Paraguay, Bolivia and Argentina already received the American intervention, through ways you will never be discussed on your tv or in your favorite internet site. The American government have been using its power of media, economics and special forces to secure puppets government in Latino America. So the next step is almost the caos for sure.

Now you are happy hear in United States. They are saying that ISIS will soon be defeated. The other terror groups will be controlled. In my next to 60 year old of age I saw groups called terrorists came and go. In the 60s, when I was a child, what they used to call terrorist group could be compared to a Catholic Seminary today.

It new wave of terror have became more and more violent. In my opinion, what going on is that, isn’t in interest of our countries to combat terrorism. They say they are doing it but what they are always doing is killing people. So when the new people look at what their predecessor did and get they conclude the answer is to become worse.

And more we try to contain the unsatisfied with force more strong they become. The United States government, the United Nations and others administrators of the world are not interested in asking what is the problem and what we can do to accommodate the unsatisfied. They are not interested on solve the problems of the world for that most people be attended and through it and the terrorism.

The only thing the countries are interested is to send our young to impose our order. And they don’t care who will pay the ultimate sacrifice to make it be. They are not interested on solve the problem also because most politicians are supported by the industry of armament. If those politician become interested on make peace they loose the support.

What you can do to avoid the worse? I think, if you don’t want be send or see your friends be send to fight against an enemy that aren’t ours but enemy only of the excuse interests of some in American you should not only be interested in the facts and also to participate in spread the truth, before it be too late again.

Unfortunately, senator Sanders for example didn’t said so about his opinion when the lights were shining on him. Anyways he is one who woke up. Se his post:

http://www.sanders.senate.gov/newsroom/press-releases/sanders-condemns-efforts-to-remove-brazils-democratically-elected-president

and also these other. Under you will find an English petition by 33 American senators asking for the restoration of democracy in Brazil:

http://www.cartacapital.com.br/revista/911/em-carta-deputados-americanos-criticam-o-impeachment-de-dilma

I think is urgent to spread the truth. Thank all.

 

03. A “TEOLOGIA” DO ODIO ESTA ATUANDO

O jornalista Paulo Nogueira nos brinda com mais essa pérola de analise bem feita: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/as-vaias-ao-frances-lavillenie-mostram-que-a-cultura-do-odio-triunfou-entre-nos-por-paulo-nogueira/.

Ha muito cheguei `a mesma conclusão e a venho debatendo em diversas oportunidades. A verdade eh que essa eh uma odiosa tática política. Hitler a usou muito bem para o beneficio de seu partido nazista.

A tática funciona com relativa simplicidade. Basta identificar-se algum ponto fraco da opinião popular e exarcerba-lo. No tempo de Hitler havia um sentimento anti-judaico, anti-cultura morena e anti tudo aquilo que não fosse classificado como ariano. Na verdade, a cultura ariana era mitológica, mas o povo também acreditou nela.

A propaganda nazista nao precisou criar o odio contra os judeus, ciganos, morenos e certos pensadores católicos. Precisou apenas caracturizar todos os judeus como sovinas, de pouca inteligência e os outros igualmente como parias e parasitas da sociedade. A sociedade idealizada como raça pura, branco-loira e todos os seus contornos.

De certa forma, os nazistas foram imensamente vitoriosos ao vender seu sonho de faz de conta. Foi preciso que os alemães fossem derrotados pelo resto do mundo e se vissem na condição de mendicância, recebendo ajuda do lado vencedor para que o povo chegasse `a conclusão de que havia sido enganado.

E, principalmente, que o ódio que ja existia nele próprio fora o cabresto que Hitler e os nazistas manipularam para fazer o povo pensar que estava sendo conduzido para um caminho correto. Nesse caso, o ilusionismo escondeu a verdade principalmente porque o povo não sabia como mas a Alemanha que fora totalmente destruída na I Grande Guerra parecia estar ressurgindo como fênix do ponto de vista econômico e industrial.

No Brasil tem-se usado apenas a metade do plano hitlerista. Defeitos sempre existiram. Malfeitos sempre fizeram parte da vida publica brasileira. O que não ha nada de novidade eh as mídias e opositores ter se aproveitado disso para insuflar o ódio contra um partido e algumas pessoas.

No Brasil nao houve o insuflar do ódio e um simultâneo o indicar de uma janela para o futuro. A palavra de ordem tem sido: ódio, ódio, ódio.

Claro, a politica do ódio não se mostraria tao massacrante se a presidenta tivesse sabido ter jogo de cintura política. Aqui nos Estados Unidos, por exemplo, a comunidade brasileira esta sob a mesma imposição ditatorial dos órgãos étnicos de comunicação. Temos jornais e radios onde predomina a mesma filosofia do incitamento ao ódio.

E durante uma visita feita pela presidenta, então candidata `a reeleição, Dilma Rousseff, respondeu `a ansiosa comunidade quando lhe pediram para que ajudasse aos estudantes brasileiros aqui a ingressarem nas universidades do pais.

Entenda-se. Existem milhares de brasileiros residindo sem documentos. Eles trabalham, fazem suas contribuições. Mas por causa da falta de documentos são tratados como cidadãos de segunda classe.

Nesse caso especifico, os estados tem faculdades que são chamadas de comunitárias. Algumas oferecem ensino ate de melhor qualidade que as privadas. Mas para os nativos e cidadãos legalizados ha uma taxa subsidiada, o que facilita a entrada para os filhos desses.

Aqueles que não possuem documentos são tratados como cidadãos de fora do estado, ou seja, não tem direito ao subsidio. O que torna o preço da faculdade absurdamente superior. Os imigrantes brasileiros aqui, solicitaram que o governo brasileiro criasse uma forma de ciências sem fronteiras para cobrir essa diferença.

Nossa presidenta respondeu com toda franqueza que não podia fazer nada. Disse ela que se se mudassem para o Brasil ela poderia atende-los naquilo que ja estava fazendo pelos outros brasileiros, dentro das fronteiras do pais, onde ela tinha jurisdição.

Para os brasileiros ansiosos aqui a resposta foi um choque. Para os adversários foi uma farra! Imediatamente choveram as opiniões contrarias ao governo brasileiro e, sob o tom das aparências, incentivou ainda mais a campanha de ódio que a presidenta e seu partido ja estavam sofrendo.

Para que tenham ideia do ódio que esta sendo incutido no publico brasileiro aqui, aconteceu a mim algo inesperado.

A valadarense Larissa Bonesi buscou carreira de atriz na India. E dia 12 de agosto foi lançada como heroína num filme produzido em Bollywood, com o nome Thikka. A principio pensei que fosse nossa prima pelo ramo Coelho. Isso porque a tenho no quadro de meus amigos e sabia da carreira dela via outros primos.

Independente disso, fiquei muito feliz com o sucesso dela. Para mim o primo não era essencial ja que era uma brasileira fazendo sucesso. Fiz a divulgação que pude dentro do meu limitado circulo de conhecimentos. Ai tomei na cara um: “Ai!!! Por que voce não luta para ter sucesso igual a ela? Ela esta se dando bem na vida e voce?”

Pensei! Bons tempos aqueles que a gente reconhecia que o mundo humano não passa de uma pirâmide. Esse sucesso espetacular foi feito para alguns aparecerem mas obviamente não ha lugar preparado para que todos possam brilhar.

Não se trata de lutar por um lugar ao Sol ou não. Não importa o esforço que todos fizerem, se a posição mais alta puder ser ocupada somente por uma pessoa, os outros terão que contentar-se com o aplaudir. “Lei da selva”: “o importante eh competir”. Nesse caso, não ha como eu ser competidor com a Larissa por razoes obvias!

O meu objetivo era compartilhar a minha alegria de ter uma pessoa próxima naquele lugar que nunca almejei. Nunca procurei. Mas o interlocutor levou a conversa para um lado em que pensava que ao invés de eu compartilhar a minha alegria para contagiar o mundo com ela eu deveria ceder, talvez, `a inveja e tornar-me depressivo porque a minha sorte não foi igual! Não encaro como estimulo para que eu busque algum sucesso!

Infelizmente, devo ate tocar no assunto. A media étnica brasileira aqui nos Estados Unidos eh dominada por pessoas particularmente convertidas ao ramo cristão evangélico. Estranhamente, aquele ramo que, nota-se, tem insistido mais a acusar a todos os muçulmanos de ser parte de um plano de dominância encabeçado por grupos radicais como o ISIS.

Ao mesmo tempo que tomam um grupo como o espelho de todos, arrotam que não ha o mesmo divisionismo no cristianismo. Tentam se enganar dizendo ate que eles são os verdadeiros cristãos, enquanto os católicos, naturalmente, são pagãos, porque “adoram” imagens.

Não ha o objetivo aqui de discutir o assunto, apenas reconhecer a existência de que existe parte dos cristãos que querem que vivamos sob uma forma especifica de sharia. Uma sharia de fundo cristão.

E, ainda em uma forma branda, porem, não totalmente diferente, uma sharia que permite pastores alegarem que homossexuais, por exemplo, deveriam ser apedrejados ate `a morte, como manda o Antigo Testamento, ou que se obriguem a voltar a esconder-se dentro dos armários. Ou seja, a velha hipocrisia, pode, o que não pode eh tornar-se publico.

O que temos assistido eh, sem duvida, o retorno da hipocrisia farisaica. Temos cristãos que se julgam melhores que os outros. Que pensam que o radicalismo eh coisa que so acontece no islamismo.

Pensam que devem combater os islamistas como se fossem blasfemos sem se lembrarem que se não fossem os grupos serem os radicais d’agora e não fossem os inimigos a ser atacados pelo menos por palavras, haveria uma guerra aberta hoje mesmo entre cristãos, cada um pensando ser o suprassumo de Cristo, quando na verdade estão apenas exalando o suor do diabo.

Lembrei-me desses fatos ligados `a religião apenas para não deixar esquecer que eles veem fazendo parte do circulo do ódio implantado no Brasil. Como aqui nos Estados Unidos, ha essa dicotomia política entre aqueles que apoiam a igualdade de direitos entre homo e heterossexuais e aqueles que odeiam.

No Brasil, por o Partido dos Trabalhadores fazer parte do rol dos chamados progressistas que apoiam a igualdade dos direitos civis, torna-se automaticamente alvo dos conservadores religiosos que apoiam partidos conservadores contrários `a igualdade e ate mesmo apoiam o retrocesso aos tempos bíblicos. Infelizmente, o ódio esta plantado nesse meio e ele nada possui de cristão.

De um modo geral, o brasileiro esta atacado pelo mal do ódio. Um ódio doentio que não se explica senão como a completa ausência de esperança.

O brasileiro foi levado ao ódio por razoes políticas. Para derrubar uma presidenta eleita pela maioria pelo menos minima de seu eleitorado, ou seja, 51% dos votos validos nas eleições passadas. Esta com ódio por razoes religiosas.

Para agravar mais ainda o quadro, ele perdeu o horizonte que afirmava ser filho do pais do futuro. O brasileiro hoje sabe que tirar sua presidenta eleita não garante solução para os problemas vividos. Muito pelo contrario, sabe que o que iria entrar no lugar dos eleitos, muito provavelmente, sera pior. Então, esperar o que?

Mas ai eh que esta a desgraca maior. O odio o impede de reconhecer que eh melhor voltar, deixar a presidenta concluir o mandato para o qual foi eleita e que o impeachment levantado contra ela tem bases falsas. Esse reconhecimento seria fundamental para haver reconciliação para que todos trabalhassem em conjunto em prol de soluções e não em prol de disputas ideológicas.

Como escrevi em comentario no artigo do Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo: o brasileiro esta ruim da cabeça e doente do pe. Perdeu o jogo de cintura, não sabe sambar. Um sambar no sentido de ir para frente e não ficar parado no tempo.

A unica forma de resolver-se a crise brasileira eh concentrar-se em soluções para seus problemas. Enquanto continuar-se a centrar o pensamento apenas nas disputas ideológicas, o pais se comportara como náufragos que por não saberem nadar se agarram a quem vai tentar salva-los afogando a todos.

O odio eh o pior conselheiro. Nota-se que o brasileiro hoje em dia não tem ao que amar.

Por isso um povo que antes foi considerado cortez e hospitaleiro, hoje eh capaz de vaiar ate mesmo a quem derrotou. As vaias contra o francês Renaud Lavillinie não foram em verdade contra a pessoa dele mas sim contra quem estava vaiando.

Foi o subconsciente se auto-acusando: “Eu me odeio. Eu nao sei fazer nada em favor do meu bem. Então, vou tornar a derrota dele algo torturante, pois, se o virmos mais pra baixo do que nos, talvez nos sentiremos melhores, pois, haverá alguém em situação pior que a nossa.”

Penso que o efeito colateral do clima de ódio lançado para derrubar um governo esta visivelmente refletido nos atletas brasileiros. Observando as derrotas das brasileiras em duplas do vôlei de praia pareceu-me enxergar isso.

No tempo em que o Bernardinho era jogador ainda, o Brasil era um time de volei e não o time. Mas se não conseguia as medalhas pelo menos havia uma garra entre os jogadores e torcedores que parecia faze-los render mais que aparentemente poderiam.

Atualmente parece que esta havendo um conformismo com a derrota. Parece que a chama da garra se apagou. Parece que a campanha do ódio esta fazendo ate mesmo os atletas de alto nível se conformarem com o participar sem dar tudo de si.

Parece que individualmente as pessoas ja estão começando a acreditar que o Brasil foi feito mesmo para as derrotas. Que não vale a pena lutar porque tanto faz vencer como perder, pois, isso não ira mudar os resultados.

Da mesma forma o povo brasileiro esta com o mesmo sentimento. Parece que ele esta pensando que o único caminho eh recolocar a Dilma em seu devido lugar e tudo continuar como estava ou tira-la de vez e arriscar-se, com quase certeza de que assim se dará, a ter que enfrentar um quadro pior ainda.

Nesse caso povo brasileiro, nem tudo esta perdido. Voce pode escolher recolocar a presidenta no cargo para o qual a maioria a elegeu e oferecer sua forca para o que precisar ser feito para transformar o pais naquilo que desejar.

O que eh preciso não eh apoiar golpes. Pelo contrario. Apoie-se em primeiro lugar a democracia. Então, sem o ódio, percebera que tudo eh possível para aquele que ama.

 

02. ESQUERDA/DIREITA, VOLVER!

Alguns me tomam por esquerdista, petista, lulista, dilmista, comunista etc. Nada como uma rotulacao para fugir ao principal, ou seja, assuntar objetivamente os problemas e suas soluções.

A maioria dos amigos que pensam que sou aquilo nao gostariam que os rotulasse de direitista, psdbesta, aecista, fhcista e capitalista inconsequente num mesmo pacote.

Mas, eh a vida! A gente concordar com parte nao significa concordar com tudo. E isso compoe a maioria das pessoas que usam inteligencia de ambos os lados do expectro.
Eu somente gostaria de indicar a todos assistirem o documentario:

http://www.indiewire.com/…/morgan-freeman-through-the-worm…/

Na sequencia da serie, ontem tivemos o episodio que trata do combate ao terrorismo. Aborda particularmente o combate ao grupo EI ou ISIS. Achei interessante porque os psicologos chegam ao final do programa `as conclusoes muito semelhantes `as minhas.

O ultimo deles eh muito claro. Afirma que o confronto direto como tem sido feito eh justamente jogar gasolina para apagar o fogo. Concordo em genero, numero e grau.

E tenho essa opiniao desde antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. As expressei atraves de carta publicada nos jornais daqui antes mesmo da invasao do Iraque. Ja esperava que o resultado nao seria o desejado.

Espantosa foi aquela que ele pensa ser a solucao. Ele afirma que se nada tivesse sido feito, e deixado as coisas se resolverem por elas mesmos, as consequencias teriam sido significativamente menores.

Ou seja, muito menos vidas teriam sido esperdicadas. Muito menos sofrimento teria sido infligido. E provavelmente a regiao ja estivesse em paz. Isso ele considera como solucao.

Eu concordo que o confronto deveria ter sido evitado desde a invasao do Iraque. E, principalmente, deveria ter se conversado com os terroristas da Al Qaeda antes que lancar-se as aventurosas guerras das quais ate agora nao saimos.

Como sempre disse, atacar os terroristas nao significa combater o terrorismo. Muito pelo contrario.
Ja o raciocinio para solucionar os problemas no Brasil passava por um caminho semelhante, em minha opiniao.

No meu ponto de vista, os direitismos e esquerdismos levam a situacoes muito semelhantes ao terrorismo. E no Brasil estamos de fato muito propensos a criar situacoes que poderao terminar em conflito aberto.

Acredito que se nao fossem as paixoes, todo mundo ja poderia ter enxergado isso. Talvez tivessem enxergado que sempre foi a tecla que insistir em bater nela.

Nunca fez grande sentido ficar procurando culpados para a crise que o pais estava passando. Fosse qual fosse a razao, todos deveriam ter se concentrado e buscar solucoes.
Se nao se gosta do cheiro do adversario, tape-se o nariz ou use uma mascara de gas. Aumentar a podriqueira so da no que ja deu. Agora estamos caminhando para o pior.
As decisoes das urnas em 2014 deveriam ter sido acatadas de imediato. Isso faz parte da democracia. Mas quando acharam que o resultado nao agradava, entao, preferiram um revide. Mas nao se preocuparam com as consequencias e o quando a instabilidade ira cessar.

O importante era estabilizar primeiro. Pensar ideologicamente somente depois que o pais estivessem em seguranca.

Explico porque as coisas sao assim. Mesmo que o argumento contra a presidenta estivesse absolutamente correto, existe parte da populacao que estava mais confortavel com a permanencia dela do que com a saida.

Portanto, tira-la nao era solucao. Se foi a administracao dela que realmente provocou os milhoes de desempregos que agora estao havendo isso jamais sera provado. E a saida dela nao ira recuperar o emprego de ninguem.

Se todos tivessem se manifestado a intencao de ajudar desde o inicio da reeleicao, o certo que talvez nao se tivesse perdido tantos e talvez nenhum emprego. E, possivelmente, ate ja se estivesse falando em sair-se da crise.

O que criou-se agora com o impeachment foram duas sensacoes entre aqueles que nao gostam do governo atual. A de que eh ilegitimo e a sensacao de a presidenta foi vitimizada.

E ha que reconhecer-se: se as pessoas assim pensam eles tem uma causa legitima para resistir. Nao quero afirmar que estejam irremediavelmente corretas. Mas essa eh a base da legitimidade das acoes que serao tomadas dagora para frente.

Quer se queira ou nao, os terroristas tambem tem suas causas. Sendo legitimas ou nao. Confronta-los somente lhes deu forca.

Coisa semelhante esta acontecendo no Brasil. A causa eh muito maior que simplesmente a suposta ilegitimidade do atual governo e a suposta vitimizacao da presidenta. Os direitistas tendem a enxerga-la atraves do prisma dos supostos malfeitos.

Os esquerdistas tendem a enxerga-la atraves do prisma das supostas conquistas. Por exemplo, o crer que os governos petistas retiraram 40 milhoes da extrema miseria nao podem ser esquecidos por causa dos infelizes que agora estao desempregados.

Se todos tivessem pensado no conjunto das coisas, teriam preferido colocar o Brasil como nacao primeiro. Antes que em seus proprios egos e credos ofendidos.

O que penso eh isso: quanto mais os adversarios continuarem com as provocacoes, salientando e aumentando por meio de propagandas e postagens agressivas os malfeitos uns dos outros ao inves de procurar as solucoes, o buraco que se esta cavando somente se tornara mais fundo. Seja como for, sair dele ficara cada vez mais dificil.

Nao quero impor conclusao alguma. Quem tiver oportunidade assista. Esta ainda somente em ingles. Mas nao sei se a serie eh automaticamente repassada em portugues ai no Brasil, nem que seja com atraso de alguns meses. Tirem suas proprias conclusoes.

 

01. “HANDOUT”, OU SIMPLESMENTE: “TE ENTREGA CORISCO”.

Nos últimos tempos as respostas mais raivosas contra minhas opiniões tem sido justamente daquelas pessoas que pensam que por nos termos saído do Brasil ha algum tempo, então, nada sabemos do que se passa por la.

Eh como se: “por que você não larga tudo ai e vem morar aqui? Assim você vai ver o desespero em que estamos vivendo!!!”, ou ainda, “Por que você não vai morar em Cuba ou Venezuela?” Com certeza eles não irão morar no Haiti, que eh capitalista, embora pensem que tenham ótimas razoes para não viver no Brasil!

Do meu lado penso que viver uma experiência ja eh o suficiente para saber se ela eh boa ou não. Não precisa repetir. Ja passei por dias piores no próprio Brasil, portanto, tenho que defender meu rol de soluções para os problemas, não necessariamente as atitudes de uma ou de outra tendência política.

Como costumamos dizer por aqui: “A gente sai do Brasil, mas o Brasil não sai da gente”. E por dois motivos. O primeiro eh que não saímos do Brasil crianças inocentes. Em meu caso particular, sai de la aos 35 anos de idade. Tempo suficiente para não enxergar as coisas com paixões nem com ilusões.

O outro motivo eh simples e surpreendente para alguns. Apesar da diferença de linguagem, da cultura e das aparências econômicas as situações políticas aqui e la não são tão diferentes que não possamos enxergar paralelos.

Muito pelo contrario. Nos últimos 12 anos que acompanho mais de perto a política aqui, porque tem esse tempo que quebrei a barreira não apenas de saber mas de compreender o inglês, o que se observa eh que ha uma temerária copia uma da outra. As estratégias adotadas numa eleição aqui serão as mesmas adotadas nas eleições seguintes no Brasil e vice-versa.

Como estamos entrando nos últimos dois meses de campanha eleitoral para a presidência dos EEUU podemos observar que a tática do Partido Republicano tem sido a mesma usada pelas oposições no Brasil, desde o período pre-eleitoral em 2013 ate `a atualidade, nesse III turno.

Os republicanos aqui, especialmente de parte do candidato Donald Trump, que eh pelos republicanos mas numa versão tão direitista que esta conseguindo um fato inusitado.

Isso porque os democratas são historicamente mais moderados e em eleições passadas, quando houveram candidatos democratas radicais contra republicanos moderados, alguns “cruzaram a linha”, ou seja, democratas votaram em candidatos republicanos.

Mas isso nunca tinha acontecido antes, como esta acontecendo agora, de tantos republicanos sairem do armário e declararem votos para a adversaria Hillary Clinton. E não se trata de ela ser bem vista. Pelo contrario.

Mas porque as propostas do Trump se mostram tão extremo-direita que parte dos republicanos não vai votar para nenhum dos dois ou se aliaram `a Hillary para salvar a ideologia do próprio partido. Ou seja, derrubando o Trump agora, depois poderão retornar aos trilhos que sempre percorreram.

Um paralelo entre as políticas brasileira e estadunidense eh o falar-se em corrupção. Para a turma do Trump nunca se viu tanta corrupção em Washington quanto esta havendo agora. E todo dia ele eleva o tom de voz para acusar `a adversaria de algum malfeito.

O que demonstra que ele, reconhecidamente beneficiário da mesma corrupção por longas décadas, precisa desesperadamente jogar os podres da adversaria no ventilador para coloca-la em posicionamento defensivo e não ter meios de ataca-lo.

Logicamente, as vulnerabilidades dele não são menores que as dela, por isso andam quase empatados nos respectivos índices de rejeição.

Uma posição um tanto quanto difícil para o Trump, pois, isso somente iria ilustrar melhor como o sistema favorece `a corrupção geral. Assim, os três poderes nos Estados

Unidos, como no Brasil estão, se veriam envolvidos na onda de ataques, fazendo com que a população desacredite no sistema como um todo, como aqui uma boa parte ja o fez.

Um dos paralelos mais interessantes entre as políticas dos dois países eh esse que aqui se chama de “handout”. Traduzindo ao pe-da-letra seria “dar esmola”. O que ha para admirar-se mesmo eh a forma como o espectro politico chamado de direita lida com a situação.

Vamos dar um exemplo pratico aqui. Quando um furacão passou pela cidade de Xanxerê, no dia 20.04.15, devastando-a, causando óbitos, muitos feridos e destruição material, deram-se imediatamente as campanhas de ajuda aos desabrigados. Quando a situação eh de catástrofe visível as pessoas não discutem.

Ninguém pensa que esta dando esmola. Esta-se sim sendo solidário. E o interessante eh que ninguém também pensa que pode estar ajudando gente rica ou pobre. Claro, ninguém esta imune a tais tipos de eventos infelizes. Tudo eh tratado como emergencia, por se-lo de verdade. Ninguém pensa a quem, quer ajudar.

Diga-se de passagem, Xanxerê fica em Santa Catarina, um dos estados mais ricos do Brasil, mas as contribuições brotaram de todo o resto do pais, inclusive dos pontos mais pobres dele. Mas, em casos assim, nunca será esmola!

Interessante! Nos Estados Unidos tivemos situações semelhantes não apenas quando furacões de verdade passaram. E outro dia o Estado da Georgia enfrentou algo parecido. Choveu tanto que inundou as planícies e diversas cidades foram para debaixo d’agua. Nesse caso, todos ajudam. O próprio Trump foi la para aparecer na fita distribuindo alimentos. Faz tudo pelo voto!

Eh o chamado Global Warming (Aquecimento Global) que tantos insistem em negar. Não se trata de um evento isolado. Os teoristas contrarios afirmam que eventos assim sempre aconteceram na Historia. Eh verdade. Existem eventos drásticos que acontecem de 10 em 10 anos; de 100 em 100 anos; de 1.000 em 1.000 anos etc.

Mas o que esta acontecendo agora eh que a temperatura geral da Terra esta se elevando e os eventos raros estão ficando cada vez mais frequentes. So não lê os sinais dos tempos os analfabetos do presente tempo.

Essa propaganda contraria `a assistência aos pobres não eh nada nova nos Estados Unidos. Em 1929 iniciou-se a Grande Quebradeira (Great Depression), onde a Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) entrou em colapso, causou desemprego recorde, fazendo as pessoas perderem tudo o que tinham.

Em seguida foi eleito o presidente Franklin D. Roosevelt. Para limitar o desespero ele investiu em infraestrutura do pais. Construiu rodovias que ate hoje são usadas. Construiu hidrelétricas e diversas outras obras, ocupando a mão-de-obra do pobre que teve seus sonhos roubados.

Entre outras coisas, criou o “food stamp”. Seria algo como o Cesta Básica, para as famílias mais pobres que estavam passando fome. Também criou um programa chamado de “Afordable Housing”. Seria um precursor para o Minha Casa Minha Vida. Esses programas continuam funcionando ate hoje.

Mulheres gravidas recebem a cesta básica para garantir a nutrição delas e suas gestações, pois, ninguém deseja que crianças nasçam com problemas advindos da ma nutrição ja que eh muito mais barato prevenir que remediar.

Mas o que aconteceu aqui, e continua acontecendo enquanto se repete no Brasil, eh o chamar de “handout” tais programas. Fato curioso foi durante as disputas eleitorais de 2012 o candidato republicano Mitt Romney ter tido um video vazado onde ele reclamava que os planos do adversário Obama tinham a função de comprar votos, e chamou de “handout” programas de governo, inclusive o chamado “Affordable Care” (saúde subsidiada).

Foi durante o governo do Romney em Massachusetts que o programa havia tido seu debut, e demonstrado que daria certo para cobrir as necessidades dos mais pobres. O objetivo era dar seguro saúde para quem não podia comprar, como medida preventiva, pois, quem não tem o seguro não se trata, podendo tornar-se foco de transmissão de doenças para a população de um modo geral, inclusive para aquela que tem dinheiro e seguro.

Nao se precisa explicar porque o Mitt Romney foi derrotado!

Apos `a II Guerra, houve o maior “handout” da Historia dos Estados Unidos. Os milhões de ex-combatentes retornando ao pais não encontrariam empregos. Então, passou-se a investir massivamente na educação deles. Centenas de milhares entraram em programas, que pode ate chamar-se de “cotas”, que garantiam a entrada em universidades para os que quisessem.

Outros programas investiram na capacitação técnica porque, `a época, os Estados Unidos haviam se transformado na usina do mundo e suas fabricas precisavam de uma mão-de-obra quase inexistente sem os ex-combatentes. A maior particularidade era a de que esses empregos criados eram, então, os melhores salários da Terra.

Se alguém deseja saber porque, por volta dos anos 50 ate 70, 50% da economia transnacional era monopolizada pelos Estados Unidos, essa eh a faixa de tempo que se deve estudar. Lembrando-se que Franklin D. Roosevelt ja havia preparado o terreno.

Diga-se de passagem, o ex-presidente foi xingado pelos adversários de comunista, socialista e tudo o mais que a verborragia política permite. Hoje os livros falam do grande estadista, do estrategista e do quase super-heroi FDR.

Talvez seja um fator não observado por outros estudiosos mas eh possível que presidentes com deficiências físicas, como o FDR ficou paralítico em consequência de uma paralisia infantil que sofreu ja adulto, desenvolvam melhor empatia e solidariedade com o menos favorecidos. Eles aprendem o que eh ser deixado para trás no processo da distribuição das riquezas e reconhecem que não se trata de incompetência.

O que se passa no Brasil a partir de 2003 eh, numa forma brejeira, o que se deu aqui nos Estados Unidos nos tempos do FDR. Uma tentativa de integrar a população destituída `a economia. Obviamente não eh a repetição exata da Historia.

As condições brasileiras eram mais desastrosas que aquelas vividas nos Estados Unidos no período pós 1929. Isso por causa da quantidade de descuidos que foram acumulados durante décadas, desde o final do Império Brasileiro com o decreto da emancipação dos escravos em 1888.

Não se esta aqui falando contra a Lei Aurea. Apenas fazendo alusão ao fato de que a população afrodescendente, nativo descendente e a eurodescendente pobre foi sempre abandonada. Ela foi transformada em um deposito de reserva, quando se precisou dela para fazer o trabalho grosso e pesado foi-se la para chamar alguns.

Nunca se havia investido para o crescimento para que procurasse solução própria. Muito pelo contrario, o que se havia tentado sempre foi encurrala-la de forma a nunca sair da dependência.

Com a quebradeira herdada da administração FHC algo diferente começou a ser feito. Apesar dos bons resultados iniciais, houve aquela indisposição do lado que sempre se achava “vencedor”. Mas foi o prosseguimento dos programas assistenciais que mais provocaram o ódio.

Talvez ate inconscientemente, boa parte da população brasileira com clara ascendência europeia não percebeu que a distribuição da renda tornou-se necessária e não se trata de um “handout”.

Assim como as vitimas de catástrofes merecem a nossa solidariedade, as vitimas de catástrofes premeditadas, como eh o caso da falta de distribuição de renda ao longo da Historia do Brasil, merecem muito mais respeito.

O grande problema no caso tem sido o fato de que a população habituou-se a ver o sofrimento dos outros como normal, como natural e culpa das próprias vitimas. Para essa parte da população, justamente a que esta se saindo melhor, ou pelo menos esta acima da media, o que estava sendo distribuído eh nada mais nada menos que “handout”. Uma gastança e não um investimento.

Muita gente resolveu assumir a posição de juiz e executor da classe pobre. Grita que a tentativa de distribuição de renda não passa de compra de votos e que somente ira fazer os pobres mais dependentes do governo e assim se acostumarão, tornando “indomáveis” e “indolentes”.

Como ja picharam tanto o indígena e foi preciso um indigenista acordar um euro-descendente `as 4hs da manha para que ele pudesse testemunhar os indígenas saindo para o trabalho na roca. Achava-se que o índio era indolente porque não trabalhava nas horas mais quentes do dia, preferindo se proteger das queimaduras solares.

O mesmo odio contra a distribuição de renda no Brasil esta fartamente impregnado nas mentes dos republicanos aqui nos Estados Unidos. Eles não querem compreender que os desastres que levaram as populações `a pobreza ao longo da Historia não são desastres como furacões, terremotos e grande erupções vulcânicas.

Essas catástrofes saltam mais aos olhos por ser “pirotécnicas”, um espetáculo que ninguém quer ver mas que carimba a alma de todas as testemunhas. As pessoas que passam por tais desastres ja possuem seu estilo de vida pronto. Recuperando suas vidas a partir do ponto que perderam os bens, poderão caminhar por suas próprias pernas como ja o faziam antes.

No caso da população pobre no entanto a coisa eh diferente. Não eh ela que eh errada. Eh o sistema que não ofereceu as mesmas oportunidades. Eh como Malcolm X, o famoso afrodescendente disse:

“Quando voce vive numa vizinhança pobre, voce esta vivendo em uma área onde tem uma escola pobre. Quando você tem escola pobre, você tem professores pobres. Quando você tem professores pobres, você tem educação pobre. Quando você tem uma educação pobre, você so consegue trabalhar em locais que te pagam salários baixos. E os salários baixos somente te dão poder aquisitivo para viver numa vizinhança pobre. Ai esta um verdadeiro ciclo vicioso!”

Entendo que seria muito bom que todas as pessoas tivessem a oportunidade de caminhar por suas próprias pernas. Na verdade, os governos, senão em casos especiais, não deveriam conceder benefícios a ninguém que trabalha. O que deveriam era impor as leis que ja existem, que garantem constitucionalmente o direito de salário digno pelo trabalho que as pessoas ja fazem.

Se trabalha, tem que receber em termos de dignidade. Quando os governos concedem benefícios ao cidadão que trabalha, na verdade esta repassando um “handout” não para o trabalhador. Esta sim subsidiando o salário dele para que os patrões que não pagam o que deveriam possam embolsar mais para si mesmos.

E quando as pessoas ficam desempregadas porque não existem vagas de empregos suficientes para todos trabalharem, a sociedade através do governo eh que deveria ser punida por isso, e não o trabalhador honesto que fica sem trabalho e sem recursos. Não se trata de caridade. Trata-se de justiça social e segurança para a própria sociedade.
Acaso não eh justamente nas comunidades abandonadas que a violência se torna mais acentuada e acaba espirrando violência para as menos abandonadas?

Malcolm X estava absolutamente correto. E o problema da pobreza não se resolve da noite para o dia. Isso porque os pobres nunca estiveram numa situação que tivessem meios de caminhar pelas próprias pernas. Sao como crianças recém-nascidas. Precisam praticamente começar tudo de novo.

Dificilmente recuperar-se-a aqueles pobres que ja sejam pais. Mas eh preciso investir neles para que os filhos tenham a oportunidade que a eles foi negada.

E para isso, sabemos, precisa-se investir neles pelo espaço equivalente de pelo menos uma geração, para dai se tornem independentes e grandes contribuintes para a sociedade. Isso foi o que se fez em países como os escandinavos e os balticos.

O negocio eh que, seja no Brasil quanto nos Estados Unidos, chama-se de “handout” o que eh distribuído com os pobres. Mas ai eh que esta, por que não se diz o mesmo quando a entrega se da para o melhor situado?

A verdade eh que se usa a palavra “handout” ou esmola para humilhar, fazer vergonha. Para parecer que a pessoa não tem direito algum ao que esta recebendo. A intenção eh clara, negar direitos. Tentar forcar os que se encontram numa situação difícil a recusar-se a receber a ajuda que todos gostariam de ter quando se encontrassem em dificuldades.

Muitos pensam que isso eh um incentivo para que a pessoa trabalhe, faca esforço por conta própria e saiba se virar. A coisa não passa bem por esse caminho.
Isso eh o equivalente `aquela chicotada que se da no cavalo de carroça para que ele, pela dor, faca um esforço superior `as suas possibilidades, mas faca feliz o dono da carroça que ira ganhar um pouquinho mais de dinheiro com a sua covardia.

O chicote nunca foi usado para libertar o cavalo. As chibatadas de linguagem usadas pelos reacionarios jamais fara outra coisa que não ferir e, talvez, acostumar o pobre ao sofrimento, senão instigar nele algum ódio também.

Havemos que nos lembrarmos que pobres também são seres humanos. E que merecem respeito mas não lições fora de lugar e ocasião.

Vamos, então, enumerar alguns “handouts” que o poder publico se ve obrigado a conceder aos melhores situados, mas que ninguém chama de esmola. Talvez assim as pessoas repensem suas posições contrarias e passem a ter um pouco mais de simpatia e solidariedade com aqueles que são desfavorecidos.

Ha longas décadas o Brasil tem suas universidades publicas e gratuitas. Quando estudei, entre 1982 e 1987 observávamos que a maioria dos estudantes naquelas universidades provinham de classe media para cima. Existiam alguns programas que ajudavam alguns mais pobres.

Disfarçadamente dizia-se que fosse o merito. Afinal, para entrar-se numa universidade federal tinha-se que alcançar notas elevadas porque a concorrência era muita.

Mas a verdade era muito outra. O nível intelectual dos estudantes que ingressavam não era superior `a media das pessoas que não conseguiam. A diferença estava mais nas escolas fundamentais. Muitas escolas boas eram pagas, portanto, não estava ao alcance dos pobres. O que regulava a entrada era o poder aquisitivo mesmo.

O reconhecimento era geral. Os melhor servidos eram justamente os mais ricos. Muitos dos quais não tinham necessidade alguma de estar recebendo aquela ajuda governamental de terem universidade gratuita. Mas tudo passava despercebido porque era disfarçado sob a forma de vestibular.

Quem entrava foi porque passou, mas para a maioria dos pobres nem sequer havia ensino de II grau. Era fazer 18 anos e encarar o trabalho. `As vezes antes disso.

Sobravam vagas para os pobres em universidades particulares. Muitas vezes conseguiam aprovação nessas e somente por esforço hercúleo próprio e dos pais conseguiam chegar ao final de algum curso. Mas, logicamente, nunca seria possível todos fazerem o mesmo com os pobres salários recebidos.

Os ricos sempre transformaram o dinheiro publico em instrumento de suas riquezas, mas de forma disfarçada para que nem todos enxerguem o que acontece. Uma das formas de transferir dinheiro publico para os ricos esta no que se chama de incentivos fiscais.

Normalmente, as empresas de grande porte, rifam suas instalações. Elas analisam o mercado e dizem que podem abrir a empresa numa gama de estados e cidades. Assim induzem os governantes a disputar os que oferecerão mais vantagens. Isso inclui terreno, infraestrutura e subsídios a impostos.

A desculpa eh que a empresa levaria desenvolvimento e empregos. Na verdade leva também corrupção. E o objetivo maior eh explorar um mercado que ja existe, construído pela população pobre.

Depois de instaladas ja com todos os “handouts” embolsados começa sim a empregar pessoas. Mas essas pessoas são obrigadas a aceitar o trabalho sob os critérios da empresa, o que inclui salários embutidos do que Marx identificou como “Mais Valia”.

Talvez fosse melhor expressar isso como menor valia. Isso quer dizer que o trabalho que o empregado realiza vale muito mais do que o dinheiro que ele recebe. A diferença eh embolsada pela empresa, que pode ser repassada para um único dono ou para diversos investidores.

Esse “excesso” pode também ser usado na expansão do negocio. Mas a expansão em nada remunera o trabalhador. A expansão eh fruto do trabalho dele mas os lucros dela vão todos para os bolsos de outrem.

Essa diferença eh um “handout” repassado diretamente do suor do trabalhador para o empregador. Para o trabalhador eh o sacrifício, mas para os donos tudo não passa de “negocio”.

As formas de “handout” por parte do poder publico para as empresas são as mais variadas. No Brasil isso fica mais claro porque pouca coisa da infraestrutura eh proporcionada pela iniciativa privada.

Exemplos bem claros sao as construções de estradas, de usinas de energia, a própria educação escolar etc.

As cidades do Centro-Nordeste de Minas Gerais passaram por mais de 50 anos sob a promessa de politicos da construção de estradas asfaltadas. A região ficou totalmente ao abandono ate que empresas siderúrgicas começaram a plantar eucalipto para seus autofornos.

Poucos anos depois de as plantações estarem sendo exploradas as estradas estavam prontas. E foram construídas através de “handouts” concedidos pelo governo do Estado. Ou seja, o povo somente teve o beneficio do asfalto após pagar por ele através de impostos que ja eram pagos ha mais de 50 anos.

Normalmente, usinas hidrelétricas nao eram construídas pelo poder privado, mesmo porque o setor era estatizado. Mas os preços da energia são diferentes para o consumo domestico e para as companhias. Elas pagam preço menor. A diferença eh um “handout” do publico para o privado.

As pessoas nunca param para pensar o quanto se entregou para tao poucos. Recordo-me que ha 50 anos atras as pessoas praticamente fabricavam grande parte do que se consumia.

Recordo-me dos fabricantes de sapato como o sr. Quincas e o sr. Antonio sapateiro e os filhos deste, Jaci e Zinho. Tempos mais anteriores a profissão era suficiente para sustentar a família com status de media ou acima. Isso, em um tempo em que poucos tinham dinheiro para comprar sapatos.

Eram centenas de outras profissões que davam oportunidade ao próprio povo servir uns aos outros e levar uma vida digna e respeitada.

Mas surgiram os fabricantes maiores, muitas vezes importados. Todos tinham em comum os subsídios dados pelos governos. Ao invés do poder publico investir no publico, preferiu investir no privado, o que provocou a concentração de renda em poucas mãos como se tem atualmente.

Os governantes poderiam ter tido a ideia brilhante de investir na melhoria da produção dos pequenos, o que os faria aptos a concorrer com os grandes e manter seu artesanato.

Mas o que se fez foi dar oportunidade aos grandes de concentrarem suas produções em cubículos localizados. Eh verdade que uma fabrica pode empregar milhares de pessoas. Mas ao mesmo tempo estava desempregando muitos milhares a mais espalhados pelo pais inteiro.

Alem disso, o empregado não tem a mesma autonomia que o artesão. Ele fica sujeito `as imposições patronais. O salário eh muito menor. Ou sobra dinheiro apenas nas mãos de alguns escolhidos que estão ali apenas como feitores dos outros trabalhadores.

Não adianta dizer que as fabricas diminuíram o custo da produção e tornou o produto acessível a todos. Sao apenas meio-verdades. A maior parte da produção atual eh feita mecanicamente e cada empregado tem que produzir o equivalente a dezenas de trabalhadores artesanais.

Porem o empregado, que tanto trabalha, não recebe o equivalente aos empregados que substitui. Aquilo que deixa de receber torna-se “handout” dado ao empregador.
Outra forma de “handout” recebido pelas empresas, principalmente as maiores, trata-se da famosa sonegação. Pode ser que não soneguem de todo mas retém grandes contribuições para ganharem com investimentos `as custas dos atrasos.

O que tem sido comum eh a completa sonegação. Passa-se anos sem os devidos recolhimentos. A ponto de a divida com o fisco tornar-se impagável. Isso obriga o poder publico a renegociar a divida oferecendo generosos descontos para os sonegadores.

Obviamente, certos governantes ficam muito felizes em proporcionar esse “handout”, particularmente porque não querem ser taxados como responsáveis pelo fechamento de local de empregos.

Isso se da também porque o perdão não eh sobre dinheiro que pertence a eles e, o que eh pior, porque por trás da operação pode surgir algum “amigo oculto” no final do ano.

Com a campanha eleitoral aqui nos Estados Unidos, neste ano de 2016, os “houdouts” surgiram como argumento politico com mais forca. Isso, enquanto o candidato Bernie Sanders estava na disputa.

Ja do lado de Donald Trump e Hillary Clinton o assunto nao eh igualmente bem vindo. Na administração do Bill Clinton, marido dela, houveram as celebrações de alguns tratados de livre comercio.

Objetivava com isso abrir os mercados de trabalho nos países em desenvolvimento para transferir para eles as fabricas, geradoras de poluições.

O raciocinio era simples. Usar a mao-de-obra barata e desprotegida de leis que garantem a segurança no trabalho e coberturas sociais para produzir produtos baratos que seriam importados a preços ridículos, os quais seriam transformados em fortunas exorbitantes e distribuídas entre os investidores da Wall Street.

A esperança era a de que o poder aquisitivo dos trabalhadores em países em desenvolvimento fossem elevados. Assim a população que eh muitas vezes maior fora dos países industrializados poderia comprar mais produtos de maior valor agregado da produção interna deles.

Obviamente, a coisa passa por dois “handouts”. O primeiro quando os pobres enviariam sua produção barata para os países ricos. O segundo quando os mesmos pobres comprariam produção cara dos mesmos. Seria mais ou menos o “dialogo do pescoço com a guilhotina”.

Mas somente as esquerdas estavam infelizes com isso. Quem se lembra do neoliberalismo lançado no Brasil pelo governo FHC pode ter boa ideia do assunto!

Na atualidade, tanto a candidata Hillary Clinton quanto o candidato Donald Trump tem se manifestado contra. Isso porque os postos de trabalho enviados para o exterior agora estão fazendo falta ao eleitor aqui nos Estados Unidos.

Dizem que irão trazer de volta os postos de trabalho perdidos. Uma inverdade porque nenhum trabalhador daqui se submeteria ao mesmo nível salarial que os trabalhadores de países pobres se submetem. Para trazer de volta os postos de trabalho a produção encareceria, o que restringiria o consumo e os ganhos dos tubarões.
Bilionarios como Trump fizeram a festa. Ele possui fabricas de roupas, gravatas, moveis e outras mais em países como China, India, Bangladesh, Mexico etc.

Mas “no meio do caminho havia uma pedra”. Um iceberg que quase afundou toda a frota de navios. Hoje podemos chama-lo de “Quebradeira de 2007”.

Foi quando os Estados Unidos foram quase sugados para o fundo do oceano por um esquema de pirâmide implantado na NYSE. E com ele foram a pique diversos outros países industrializados.

Daquela vez foram os países em desenvolvimento que conseguiram segurar a corda da economia. A administração Obama concedeu o maior de todos “handouts” ja concedidos ao poder privado.

Isso porque as empresas quebradas eram “grandes demais para quebrar” e os executivos eram “grandes demais para enjaular”. Quem pagou o pato foi o cidadão comum. Atualmente a divida publica dos Estados Unidos esta no recorde 19 trilhões de dólares e subindo.

Novamente, Donald Trump esta oferecendo uma forma de governo que inclui isenções de impostos ou diminuição de alíquotas para os milionários e bilionários com resultados que se calcula aumentara esse deficit entre 4 a 7 trilhões a mais.

Estima-se que os planos da Hillary Clinton não irão contribuir significativamente para o aumento dessa divida.

Por incrível que possa parecer, planos semelhantes aos do Trump estão sendo postos em pratica no Brasil, através do ainda governo interino que, ao que tudo indica, devera substituir definitivamente o governo democraticamente eleito da presidenta Dilma Rousseff.

Nesse caso, alem dos “handouts” estarem sendo repassados `as classes ricas ja estão preparando os que servirão aos investidores externos, como a entrega do pre-sal e outros.

Porque nao se compreende os “handouts” passados aos ricos como esmola talvez esteja na definição da palavra em inglês. A principal definição da palavra que esta no dicionário Webster II – New Riverside eh esta: “handout n. 1. Food, clothing, or cash given to the needy.” (1. Alimentos, vestuários ou dinheiro vivo dado aos necessitados).
Aqui fica automaticamente transcrito que, ja que eh “dado aos necessitados”, o dinheiro publico pode ser vastamente distribuído com os não necessitados que não será esmola.

Deve ser por isso que os ricos não sentem dor alguma de consciência em beneficiar-se das “doações” governamentais, pois, isso eh “direito” e não privilegio deles.

Para o governo ser “onesto” eh preciso mesmo que se acabe com isso de dar “esmola” aos pobres, pois, va la que eles se engracem e se independam! Quem ira ocupar tantos cargos de empregos destinados aos pobres, a preços camaradissimos para os ricos?

Não entendam o meu criticismo como uma condenação ao capitalismo e benção ao comunismo. Muito pelo contrario. O meu ponto de vista eh o de que todos precisam tornar-se independentes. Capitalismo e comunismo são apenas teorias econômicas que as pessoas podem usar tanto para fazer coisas boas quanto ruins.

O problema tem sido o ideologismo que acompanha ambos. Na pratica eh a mesma coisa. Sao a mesma droga com nomes fantasias diferentes.

No capitalismo temos os pobres sendo levados `a dependência dos capitalistas.

No comunismo temos os pobres sendo levados `a dependência dos burocratas.

O que, guardando-se pequenas diferenças, da tudo na mesma coisa.

As pessoas eh que precisam ficar mais espertas. Virar coriscos. Intencionalmente não coloquei a segunda frase da musica, cantada antigamente pelo Geraldo Vandre, no nome deste texto. Mas a sequencia eh essa: “Te entrega Corisco/Eu não me entrego não…”

De nada adianta os pobres por um lado desejarem independer-se e continuarem entregando tudo o que tem aos poucos mandachuvas da sociedade!!!

Para libertar-se os pobres precisariam usar a imaginação e perguntar-se, se houvesse uma catástrofe agora com seu vizinho, o que farias por ele?

Ao mesmo tempo pode também imaginar: Se uma catástrofe atingisse `a metade do pais em que vivem e todos os milionários e bilionários não fossem atingidos, o que você esperaria que fizessem por você se fosses uma das vitimas?

Comece a pensar com serenidade, pois, a catástrofe esta ai `as portas!!! Não por acontecer mas ja acontecendo!

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agosto 20, 2016

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0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

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7. IN INGLISH

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8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

Para que os que forem ler essas postagens não tenham dificuldades em compreender a numeração, explica-se que o índice esta invertido em relação `a postagem. Isso porque resolveu-se publicar a numeração no índice no sentido da postagem mais antiga para a mais recente enquanto na postagem propriamente dita a numeração esta no sentido regressivo, ou seja, da mais recente para a mais antiga.

 

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INDICE

01A/01B. PARA OS AMIGSARIOS/TO MY FRIENDENEMIES

02. ELEVACAO E SUBMERSAO NOS GOPLES DA TURQUIA E BRASIL

03. O USO DA BOMBA ATOMICA NA SEGUNDA GUERRA

04. POIS EH AMIGOS QUE PENSAM DIFERENTE!

05. POSICIONAMENTO POLITICO NO MUNDO

06. RIDICULO E ENGRACADO

07. INDO PELA CONTRA MAO

08. CAMINHANDO CONTRA O VENTO E INDO PELA CONTRAMAO

09. SUGESTAO DE ARTIGO PARA O AMIGO HISTORIADOR DANIEL MARQUES

10. RESSUSCITAR

11. ENFIM, O CIRCO

12. O SAGRADO FEMININO: DONAS SUSANA, MARIA, PASCHOA…

13. “ALUNA”, FRANCISCA KOGI, CINEMOI (236 VERIZON)

14. A LENDA VIVA JOHN LEWIS

15. A “CONSTRUCAO” NA ABERTURA DAS OLIMPIADAS 2016

16. A ESTRELA VALADARENSE SOBE

17. COMO AFIRMEI ANTES

18. “PENSO, LOGO EXISTO”. A LUSOFONIA EXISTE HOJE PORQUE O BRASIL EXISTIU DESDE ONTEM.

19. A HISTORIA SE REPETE

20. PIADINHA QUENTINHA PROFESSORES?!!!

21. BOTANDO UMA PEQUENA PA DE CAL NO ASSUNTO.

22. CARTA ABERTA A PRESIDENTA ELEITA PARA O STF, DONA CARMEN LUCIA ANTUNES ROCHA E `A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (ABL).

23. TO MY ENGLISH SPEAKERS FRIENDS

24. A “TEOLOGIA” DO ODIO ESTA ATUANDO

 

24. A “TEOLOGIA” DO ODIO ESTA ATUANDO

O jornalista Paulo Nogueira nos brinda com mais essa pérola de analise bem feita: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/as-vaias-ao-frances-lavillenie-mostram-que-a-cultura-do-odio-triunfou-entre-nos-por-paulo-nogueira/.

Ha muito cheguei `a mesma conclusão e a venho debatendo em diversas oportunidades. A verdade eh que essa eh uma odiosa tática política. Hitler a usou muito bem para o beneficio de seu partido nazista.

A tática funciona com relativa simplicidade. Basta identificar-se algum ponto fraco da opinião popular e exarcerba-lo. No tempo de Hitler havia um sentimento anti-judaico, anti-cultura morena e anti tudo aquilo que não fosse classificado como ariano. Na verdade, a cultura ariana era mitológica, mas o povo também acreditou nela.

A propaganda nazista nao precisou criar o odio contra os judeus, ciganos, morenos e certos pensadores católicos. Precisou apenas caracturizar todos os judeus como sovinas, de pouca inteligência e os outros igualmente como parias e parasitas da sociedade. A sociedade idealizada como raça pura, branco-loira e todos os seus contornos.

De certa forma, os nazistas foram imensamente vitoriosos ao vender seu sonho de faz de conta. Foi preciso que os alemães fossem derrotados pelo resto do mundo e se vissem na condição de mendicância, recebendo ajuda do lado vencedor para que o povo chegasse `a conclusão de que havia sido enganado.

E, principalmente, que o ódio que ja existia nele próprio fora o cabresto que Hitler e os nazistas manipularam para fazer o povo pensar que estava sendo conduzido para um caminho correto. Nesse caso, o ilusionismo escondeu a verdade principalmente porque o povo não sabia como mas a Alemanha que fora totalmente destruída na I Grande Guerra parecia estar ressurgindo como fênix do ponto de vista econômico e industrial.

No Brasil tem-se usado apenas a metade do plano hitlerista. Defeitos sempre existiram. Malfeitos sempre fizeram parte da vida publica brasileira. O que não ha nada de novidade eh as mídias e opositores ter se aproveitado disso para insuflar o ódio contra um partido e algumas pessoas.

No Brasil nao houve o insuflar do ódio e um simultâneo o indicar de uma janela para o futuro. A palavra de ordem tem sido: ódio, ódio, ódio.

Claro, a politica do ódio não se mostraria tao massacrante se a presidenta tivesse sabido ter jogo de cintura política. Aqui nos Estados Unidos, por exemplo, a comunidade brasileira esta sob a mesma imposição ditatorial dos órgãos étnicos de comunicação. Temos jornais e radios onde predomina a mesma filosofia do incitamento ao ódio.

E durante uma visita feita pela presidenta, então candidata `a reeleição, Dilma Rousseff, respondeu `a ansiosa comunidade quando lhe pediram para que ajudasse aos estudantes brasileiros aqui a ingressarem nas universidades do pais.

Entenda-se. Existem milhares de brasileiros residindo sem documentos. Eles trabalham, fazem suas contribuições. Mas por causa da falta de documentos são tratados como cidadãos de segunda classe.

Nesse caso especifico, os estados tem faculdades que são chamadas de comunitárias. Algumas oferecem ensino ate de melhor qualidade que as privadas. Mas para os nativos e cidadãos legalizados ha uma taxa subsidiada, o que facilita a entrada para os filhos desses.

Aqueles que não possuem documentos são tratados como cidadãos de fora do estado, ou seja, não tem direito ao subsidio. O que torna o preço da faculdade absurdamente superior. Os imigrantes brasileiros aqui, solicitaram que o governo brasileiro criasse uma forma de ciências sem fronteiras para cobrir essa diferença.

Nossa presidenta respondeu com toda franqueza que não podia fazer nada. Disse ela que se se mudassem para o Brasil ela poderia atende-los naquilo que ja estava fazendo pelos outros brasileiros, dentro das fronteiras do pais, onde ela tinha jurisdição.

Para os brasileiros ansiosos aqui a resposta foi um choque. Para os adversários foi uma farra! Imediatamente choveram as opiniões contrarias ao governo brasileiro e, sob o tom das aparências, incentivou ainda mais a campanha de ódio que a presidenta e seu partido ja estavam sofrendo.

Para que tenham ideia do ódio que esta sendo incutido no publico brasileiro aqui, aconteceu a mim algo inesperado.

A valadarense Larissa Bonesi buscou carreira de atriz na India. E dia 12 de agosto foi lançada como heroína num filme produzido em Bollywood, com o nome Thikka. A principio pensei que fosse nossa prima pelo ramo Coelho. Isso porque a tenho no quadro de meus amigos e sabia da carreira dela via outros primos.

Independente disso, fiquei muito feliz com o sucesso dela. Para mim o primo não era essencial ja que era uma brasileira fazendo sucesso. Fiz a divulgação que pude dentro do meu limitado circulo de conhecimentos. Ai tomei na cara um: “Ai!!! Por que voce não luta para ter sucesso igual a ela? Ela esta se dando bem na vida e voce?”

Pensei! Bons tempos aqueles que a gente reconhecia que o mundo humano não passa de uma pirâmide. Esse sucesso espetacular foi feito para alguns aparecerem mas obviamente não ha lugar preparado para que todos possam brilhar.

Não se trata de lutar por um lugar ao Sol ou não. Não importa o esforço que todos fizerem, se a posição mais alta puder ser ocupada somente por uma pessoa, os outros terão que contentar-se com o aplaudir. “Lei da selva”: “o importante eh competir”. Nesse caso, não ha como eu ser competidor com a Larissa por razoes obvias!

O meu objetivo era compartilhar a minha alegria de ter uma pessoa próxima naquele lugar que nunca almejei. Nunca procurei. Mas o interlocutor levou a conversa para um lado em que pensava que ao invés de eu compartilhar a minha alegria para contagiar o mundo com ela eu deveria ceder, talvez, `a inveja e tornar-me depressivo porque a minha sorte não foi igual! Não encaro como estimulo para que eu busque algum sucesso!

Infelizmente, devo ate tocar no assunto. A media étnica brasileira aqui nos Estados Unidos eh dominada por pessoas particularmente convertidas ao ramo cristão evangélico. Estranhamente, aquele ramo que, nota-se, tem insistido mais a acusar a todos os muçulmanos de ser parte de um plano de dominância encabeçado por grupos radicais como o ISIS.

Ao mesmo tempo que tomam um grupo como o espelho de todos, arrotam que não ha o mesmo divisionismo no cristianismo. Tentam se enganar dizendo ate que eles são os verdadeiros cristãos, enquanto os católicos, naturalmente, são pagãos, porque “adoram” imagens.

Não ha o objetivo aqui de discutir o assunto, apenas reconhecer a existência de que existe parte dos cristãos que q