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A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

março 11, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE

01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO

03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!

06. A QUEBRA DO ENCANTO EM GOVERNADOR VALADARES E OUTROS CASOS DE VIAGEM.

07. FILHO DE VALADARENSE E VIRGINOPOLITANA SE DESTACA EM MODA E RECEBE TITULO DE NOBREZA.

08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO

09. ARQUIVO HISTORICO ULTRAMARINHO – FUNDO CONSELHO ULTRAMARINHO – SUMARIOS DAS CONSULTAS MISTAS. (AHU_CU_CONSULTAS MISTAS, COD. 13-18

10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

 

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01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

Contrariando minha disposição anterior, resolvi iniciar mais esse titulo em meu blog. Isso se da porque a pagina que estava usando:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/,

começou a ficar um pouco longa. Assim, essa nova pagina devera funcionar como II Volume daquela.

Apenas recordando alguns dados importantes que la encontramos. Fica então facultativo aos pesquisadores buscarem maiores informações a respeito de documentos usados para comprovarmos novos dados e maiores detalhes.

01. Jose Vaz Barbalho foi filho de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo. Nasceu em Itabira onde o casal vivia.

02. Francisco Jose Barbalho, marido de Quintina Francisca Barbalho foi irmão do Jose Vaz.

03. Pode-se comprovar, ao contrario do que afirmava-se na Revista Genealogica Latina e no site sfreinobreza, que a bisavo do bispo D. Manoel Nunes Coelho chamava-se Isidora Francisca de Magalhães e nao Genoveva de Magalhães.

Pode-se verificar também que o casal Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães foram pais dos filhos que chegaram `a vida adulta:

I. tabelião, Jose de Magalhães Barbalho (1810)
II. padre, Emigdio de Magalhães Barbalho (1813)
III. capitão, Francisco Marçal Barbalho (1820)
IV. Lucinda Francisca de Magalhães (1824)

04. O nome da mãe de Isidora Francisca foi mesmo Genoveva Nunes Ferreira. Deve ter sido uma mulher alem do seu tempo, pois, parece nunca ter se casado, não precisava de um homem que responsabilizasse por ela, possuía fazenda própria e era senhora da própria vida.

05. Modesto Jose Barbalho foi casado com dona Rita da Rocha e entre os diversos filhos encontrava-se dona Juvenata da Rocha Barbalho, que em 1868 se da noticia de ser casada e que residia no lugar chamado Vai-Vem, no Estado de Goiás.

Vai-Vem atualmente chama-se Ipameri, fica no Sul do Estado, relativamente próxima `a Cidade de Catalão. Na cidade ainda existe remanescentes do ramo da Rocha Barbalho. Inclusive houve a presença de pessoas com o nome Modesto Jose Barbalho e Juvenato.

06. Foram encontrados documentos que parecem comprovar que Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório, foi filho de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Simpliciana foi filha do cabo-de-esquadra e guarda-mor Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Para iniciarmos esse novo capitulo, resolvi reproduzir aqui esse comunicado que postei em minha pagina no facebook, convocando aos parentes para ajudar-nos nas buscas.

CONVOCACAO URGENTE.

Pessoal, acabo de encontrar alguns dados que ate estou meio “afogado” para transmitir. Mas com ela vira um pouco de responsabilidade. Vejam isso:

ENCONTRADO NO GOOGLE LIVROS:

1. “A IGREJA NA HISTORIA DE SAO PAULO: 1821 – 1851”

pag. 294 – aparece o nome “Policarpo Jose Barbalho”
pag. 302 – aparece: “Barbalho – Pe. Policarpo Jose: 294”

2. “REVISTA DO ARQUIVO PUBLICO MINEIRO”

pag. 229 – “Tenente Policarpo Joze Barbalho”
pag. 230 – “Policarpo Joze Barbalho”

O ultimo aparece no artigo:

“MEMORIAS DOS MUNICIPIOS (pag. 225)
I — CAMARA DO CAETE
Manifestacoes sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.”

Parece-me ai que encontramos outra paixao que nosso tetra e pentavo tinha: a politica. Portanto, não estamos roubando nada, estamos somente herdando.

Antes do mais, ha muito que venho queimando fosfato para descobrir onde o pe. Policarpo estudou. E, pelo que parece, foi em Sao Paulo. E essa informação ja ajuda bastante.

A minha dedução vem do fato de que ele foi ordenado depois do filho, pe. Emigdio, que foi ordenado em 1845. E a minha suposição era a de, por não ter encontrado rastros dele em Mariana nem no Caraca, que tivesse estudado em Diamantina. Mas o seminário de Diamantina so foi aberto em 1854.

E, pelo espaço de tempo que o livro aborda, 1821-1851, ele somente poderia ter sido ordenado em outro lugar. Talvez em 1851 ele ainda não fosse padre, mas ja seria, no mínimo, seminarista para que o chamassem Pe.

Essa foi a primeira vez que vi essa menção fora das nossas tradições. Tai confirmado que foi mesmo padre.

Agora vem a dolorosa. Não sera para mim. ksksksksks.

Convoco aos primos: Glauco, Sueli e Vilma a entrarem num confabulo, para saber se irão os 3 juntos, ou aquele que puder e, talvez, residir mais proximo `a sede da Arquidiocese de Sao Paulo.

Pela idade do documento, aproximadamente 150 anos, imagino que somente pode estar guardado nos arquivos arquidiocesanos.

O documento se chama: “DE GENERE ET MORIBUS”. Funciona como um historico escolar do seminarista. E presta informações ate ao falecimento.

No similar do padre Emigdio foi que encontramos a registro de nascimento dele e de casamento dos pais: Policarpo Jose Barbalho e Isodora Francisca de Magalhães.

Acredito que o documento do pe. Policarpo devera ser mais informativo, pois, foi casado, teve filhos e penso que deve ter sido obrigado a apresentar as provas de que fosse livre para ser ordenado. Deve conter registros de nascimentos e falecimentos.

Mas se tiver somente o nascimento dele e o casamento dos pais sera o suficiente. O que precisamos mesmo eh saber quem foram os avos dele, de imediato, para confirmar se era mesmo neto ou bisneto do casal: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Se isso ficar confirmado, ja temos a linhagem Barbalho ate ao Descobrimento do Brasil. E, via Bezerra, do Barbalho Bezerra do governador Luiz Barbalho, ate aos reis da Peninsula Ibérica.

O certo eh que so falta isso mesmo. La no Arquivo devera ter que pedirem para fazer uma consulta. Ai eles explicam o que fazer para isso. Melhor telefonar antes para saber o que fazer e quais os horários e dias de atendimento. Alguns arquivos dificultam um pouco, pois, os documentos são antigos, delicados e, `as vezes, valorizados.

Qualquer coisa, digam que estamos fazendo a genealogia do Bispo D. Manoel Nunes Coelho e o pe. Policarpo foi o bisavô dele. Isso deve facilitar um pouco o acesso.

Tai gente! A oportunidade de saber primeiro as informacoes eh dos 3 que ja residem em torno de Sao Paulo. A menos que alguem outro more por la e nao tenho a informação, ou tenha alguém disposto a fazer uma pequena viagem.

Conto com a colaboracao dos convocados e de todos que puderem ajudar. Grandes abracos, do de sempre:

Valquirio.

ADENDO PRECIOSO

Fiz uma leitura dinamica na Ata da Camara Municipal de Caeté de 12/10/1822. Leitura proveitosa para todos. Demonstra que nossos ancestrais não foram apenas politicos mas foram os cabras que assinaram embaixo para a Independência do Brasil.

Eh possível que exista documento similar abrangendo a Comarca do Serro. E nele devemos encontrar outros de nossos ancestrais.

Alias, esse ancestrais refere-se a, provavelmente, toda a população atual do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Pelo menos foi a impressão que tive pela presença de sobrenomes bastante conhecidos. Não no sentido isolado mas nas combinações de nomes.

Exemplos bem conhecidos são os Jacome Coelho, Pinto Coelho da Cunha, alias, os membros desta família `a época estavam quase todos presentes, os homens, claro, porque mulheres eram impedidas na participação política; os Meirelles Coelho, etc.

Alguns nomes que estão nos registros de Itabira e Ferros encontram-se naquela ata também.

O nome Policarpo Jose Barbalho aparece duas vezes. Ele assinou por si e como procurador do Alferes, Jose de Moura Ribeiro, assistente do Arraial da Itabira.

Alias, diga-se de passagem que o território era todo de Caeté. E ele abrangia cidades atuais como Itabira, Ferros, Sao Gonçalo do Rio Abaixo, Brumado, Brumadinho, Barão de Cocais e muitos outros.

Melhor dizendo, ate 1827 Caeté era Sede de Concelho mas não era emancipada. Pertencia a Santa Barbara que, então, abrangia um território muito maior. Em 1827 Caeté foi emancipada, carregando consigo diversos dos atuais municípios.

Em 1833 veio a emancipação de Itabira que carregou junto atuais municípios ao seu redor e toda a area que ocupada a partir dela para o seu Norte.

Dai se pode observar que os “homens bons” da terra e que assinaram, ou foram assinados, passam de 1.000 pessoas. Suficientes para ser ancestrais de toda Minas Gerais atualmente. So não o são porque deixam de ser ascendentes de outros para nos ser ascendentes repetidas vezes.

O nome que aparece logo antes da primeira assinatura do Policarpo eh do Alferes de Ordenanças, Manoel Nunes Coelho. Falta-nos apenas decifrar se ele foi ou não o nosso ancestral.

Duas linhas antes, `a pagina 229, assina o senhor Jose Luis Rodrigues de Moura, que presumo ter sido, o tetravô do amigo Mauro Andrade Moura.

Outro que compareceu foi o Sargento-Mor Jose Joaquim de Andrade. Ja não era mais cabo de esquadra como aparece no documento que se encontra no Arquivo Publico Mineiro, requerendo nova patente. Ate ao momento ele teria sido avo do nosso trisavô: Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório.

Enfim, na ata encontra-se de tudo um pouco. Provavelmente teremos outros ancestrais e parentes que poderemos identificar quando existir uma Arvore Genealógica das famílias que compõem o nosso clã.

Digo assim porque la aparece um senhor Joao Fernandes Madeira e outros de mesmo sobrenome. Não tenho ascendência nele, mas ele devera ser ascendente de aparentados nossos.

Poderia mesmo ter sido sogro da tia Emigdia Francisca de Magalhães e do Agostinho Nunes Coelho, filho do Manoel. Ela foi esposa do Manoel Geraldo e ele da Theresa Fernandes Madeira.

Muitíssimo interessante a leitura da curta declaração que fazem no inicio e da relação de nomes. Mas tem que ser historiador ou genealogista para ter paciência para ler a segunda parte.

O mesmo.

01. A HISTORIA E A FAMILIA NA HISTORIA

Resolvi copiar parte da Ata da reunião em Caeté para que todos possam ter acesso mais fácil. Ela eh um documento histórico de importância fundamental para a Historia do Brasil e por ela podemos pegar uma carona genealógica também. Alias, são duas disciplinas inseparáveis, como ja venho insistindo ha tanto tempo. Pena que nem todos compreendam assim.

Bom, vou copiar e depois fazer os comentários. Quem ler observara o que eh ser imprescindível. Segue então:

Revista do Archivo Publico Mineiro, ano I, 1896. Ouro Preto. Imprensa Official do Estado de Minas Gerais.

a partir da pagina 225 (copiei ja transcrevendo as palavras para o vernáculo atual)

MEMORIAS DOS MUNICIPIOS
(Manuscriptos do Archivo)

I – – CAMARA DO CAETE

Manifestações sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.

Ano do Nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e oitocentos e vinte e dois, aos doze do mes de outubro , Nesta Vila Nova da Rainha do Caeté, nos Passos do Concelho, onde se acham presentes O Guarda Mor Geral das Minas Joao Baptista Teixeira de Sousa Coutinho Juiz Ordinario Presidente da Camara, Vereador e Procurador dela, o Juiz dos órfãos, o Almotacel, os Homens Bons da Governança, os Reverendos Párocos desta Vila, o do Arraial de S. Joao Baptista do Morro Grande, com os seus Clérigos, o Barão de S. Joao Marcos e muitas outras pessoas da Nobreza do Brasil e muitos oficiais Maiores e Subalternos dos Corpos de Milicias e Ordenanças e Cidadãos de todas as classes; por todos unanimemente foi declarado que julgando-se a Patria atacada nos seus mais sagrados Direitos, desprezada a sua dignidade, insultados seus Representantes em Portugal e perdida toda a confiança no Congresso de Lisboa que so tenta escravizar de novo este riquíssimo Império, postergando nossas representações e todos os deveres e relações de confraternidade, que deveriam ligar os dois hemisférios habitados por homens da mesma Religião, do mesmo sangue, da mesma Lingua, tendo-se outrossim deliberado a convocação da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, e sendo por isso necessário que o poder executivo esteja plenamente autorizado para executar as Leis que se forem promulgando, o que não podia efetivar-se, estando o Principe Regente como delegado de El-Rey; e constando alem disso que o Sr. D. Joao Sexto se acha em estado de coação e obrigado a sancionar tudo quanto querem as Cortes de Lisboa, como aconteceu ha pouco; expedindo Decretos para Remessa de Tropas para acometer-nos; e exigindo finalmente a grandeza deste Continente, que nele se funde a Sede do Governo, que nos felicite; por tantos e poderosos motivos, e atendendo ao incansável desvelo com que o Principe Regente e Herdeiro da Coroa tem desempenhado o titulo de Defensor Perpetuo do Brasil concordaram todos de suas muito livres vontades em ratificar Solenemente a proclamada Independência do Brasil; protestando darem por ela as vidas; e aclamar com as devidas serenidades neste dia o mesmo Principe Regente e Defensor Perpetuo, Senhor Dom Pedro de Alcantara, Primeiro Imperador do Brasil, com a condição de que o mesmo Augusto Senhor Jure previamente, Guardar, Manter e Defender a Constituição política, que fizer a Assembleia Geral Constituinte. – Depois disto mandou o Presidente ao Primeiro Vereador, ao Segundo e ao Terceiro fazerem Aclamação seguinte: “Imperial, Imperial, pelo Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Constitucional do Brasil” – a qual sendo aplaudida com vivas da maior alegria e entusiasmo por todo o povo seguiram todos os cidadãos para a Igreja Matriz para unirem seus votos pela prosperidade do Império do Brasil, do Imperador e de sua Imperial Família e para renderem ao Supremo arbitro dos Impérios as devidas graças, por tao justos motivos. E desta sorte houveram por finda esta Ata que todos assinarão comigo Jose Antonio Fecundo Velloso, Escrivão da Camara que escrevi. O Juiz Presidente Joao Baptista Ferreira de Sousa Coutinho, o vereador Jose Sa de Bittencourt e Camara, o vereador Francisco Thomaz Carneiro de Miranda, o vereador Manoel da Mota Teixeira, o procurador Pedro Lino da Silva Lopes, o escrivão da câmara, Jose Antonio Fecundo Velloso, o juiz de órfãos Manoel Jose Pires da Silva Pontes, o juiz almotacel Jose Ferreira Pinto, o juiz almotacel Policeno da Costa Pacheco, Afonso Isidoro da Silva Diniz, vigário Manoel Gonçalves de Almeida, o padre Jose Sebastião de Carvalho Pena, o padre Manoel Pinto Ferreira, coadjutor de S. Joao Baptista, o padre Joao Afonso Mendes, o padre Nicolau Gomes de Sousa, capelão da Penha, o Barão de S. Joao Marcos Antonio Thomaz de Figueiredo Neves, Tenente-coronel Jose de Mello de Sousa Almeida Brandao e Menezes, coronel Jose de Sa Bittencourt, Jacinto Pinto Teixeira, coronel agregado, coronel Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha, coronel Joao da Mota Ribeiro, Jose Feliciano Pinto Coelho [da Cunha, então, o futuro Barão de Cocais], major de cavalaria, o capitão-mor Felisberto Jose Corrêa de Miranda, o comandante interino das ordenanças Ignacio Jose Borges, capitão de ordenanças Jose Ferreira da Silva, Joao Gomes de Araújo, Joaquim Jose de Senna, capitão Severino da Costa Ribeiro, capitão Antonio Jose Ferreira Bretas, S. Mor tenente Manoel Dias de Freitas e Mosa, ajudante Joaquim Claudino de Sousa Brandao, guarda-mor e P. estandarte Joao Antonio Magalhães, Manoel Campos Cruz, Jose Anchieta Teixeira, capitão comandante de milícias Pedro Pereira de Andrade Rego, Manoel Thomaz Pinto de Figueiredo, Egas Muniz Pinto Coelho da Cunha, Joao Miz de Oliveira Salazar, tenente Manoel Miz de Oliveira Leme, alferes Joao Duarte de Lacerda….”

Ate ao momento copiei a Ata em sua integra, no intuito de recordar os nomes de muitas pessoas conhecidas dos genealogistas, alem de demonstrar a variedade de sobrenomes que, na atualidade, se repetem em boa parte da população brasileira.

Selecionarei d’agora para frente nomes que ja entram em nossa genealogia conhecida ou daqueles que tenho a impressão que entrarão no futuro, quando houver estudos mais completos.

Melhor dizendo, para se fazer isso teria que copiar tudo na integra. Copiarei os nomes que virão porque tenho algum conhecimento da existência deles ou porque tenho vaga lembrança de te-los ouvido antes.

A Ata contem mais 10 paginas, em sua maioria absoluta uma relação da presença das mais de 1.000 pessoas, que calculo por alto. Ficaria difícil copiar os nomes um por um.

Segue então: pag. 227

Alferes, Felix Antonio Dislandes de Monlevade
Maximiano Augusto Pinto de Moura
Giuseppe Musaglio – italiano
Manuel Furtado Pinto Coelho
Jacinto Jose Pimenta de Figueiredo Vasconcelos
Tenente, Jose Correa Araujo
Quartel-Mestre da Cia. de Milicias Joao Jose Carneiro de Miranda
Capitao e Guarda-Mor Quintiliano Justino de Oliveira Horta
Porta Estandarte Manoel Ribeiro de Magalhaes

pag. 228

Joao Ribeiro de Macedo
Antonio Xavier Vieira
Joaquim de Oliveira Pacheco
Joao Jose da Rocha
Camillo Maria de Lelis
Jose e Antonio Rodrigues Lima
Capitao de Ordenancas Matheus Lopes de Magalhaens
Eusebio da Costa Seabra
Braz e Antonio Pereira da Affonseca
Alferes, Manoel Jose Dias Alves
Vicente Ferreira da Silva
Manoel Joaquim dos Santos
Capitao dos Cacadores do Mato, Jacinto Jose Andrade
Advogado nao formado, Joao Jose dos Santos
Jose Goncalves da Fonseca
Quintiliano Jose de Oliveira Alvarenga

pag. 229

Ajudante, Manoel Goncalves de Carvalho
Cabo de Esquadra, Manoel Alves Pinto
Ten. da 2a. Linha, Joaquim Jose de Faria
Emilio Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Fernandes Madeira (por procuração)
Joao Francisco de Andrade
Alferes de Ordenanças Joao de Deus Fonseca Aleixo
Alferes de Ordenanças Joao Ribeiro da Fonseca
Antonio Coelho Ferreira
***Capitão de Ordenanças Cassimiro Carlos da Cunha Andrade [futuro comendador]
Manoel de Magalhaens e Silva
Joao Coelho de Carvalho
Jose Joaquim Coelho
***Jose Luis Rodrigues de Moura [tetravô do amigo Mauro de Andrade Moura]
***Guarda-Mor Teotonio da Costa Lage
***Alferes de Ordenanças Manoel Nunes Coelho
***Tenente Policarpo Jose Barbalho
Manoel Pereira de Senna

Pag. 230

Alferes Jose de Moura Ribeiro, p. p. Policarpo Jose Barbalho
Francisco Machado da Rocha
Manoel Gonçalves da Affonseca
Joaquim Jose de Lacerda
Furriel, Jose Teixeira Coelho
Cabo de Esquadra, Manoel de Oliveira Pacheco
Joao Gonsalves de Carvalho
Francisco Nunes Figueira
Antonio Caetano Vas
Joao Ferreira de Queiroz
Antonio de Magalhaens Portilho
Alferes, Joaquim Ferreira da Silva
Sargento-Mor, Bernardo Joaquim dos Santos
Alferes, Claudio Jose dos Santos
Alferes, Joaquim Jose dos Santos
Manoel de Soiza Machado Chaves

Pag. 231

Tenente, Joaquim Gomes Drumond
Guarda-Mor da Freguesia de S. Miguel, Manoel Moreira de Figueiredo Mascarenhas
***Guarda-Mor Jose Joaquim de Andrade
***Manoel da Costa Lage
Alferes, Jose Gervasio
***Manoel dos Reis Carvalho
Luiz Alves Pinto Ferreira
Gregorio Coelho de Moraes
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
***Manoel Furtado Leite
***Guilherme Furtado Leite
Alferes, Joao Vieira de Carvalho
***Luiz Jose Pinto Coelho da Cunha
***Francisco de Assis Pinto Coelho da Cunha

Pag. 232

Francisco de Paula Coelho
***Guarda-Mor Joaquim Coelho Linhares
***Ignacio Furtado Leite
***Padre, Jose Antonio de Araujo
Joaquim da Costa Lage, p.p. o padre acima
G.M. Jose da Costa Lage, p.p. o padre acima
***Capitao, Thome Nunes Figueiras, p.p. o padre acima
Alferes de Ordenancas, Joao Jose dos Santos, p.p. o padre acima
***Joao Paulo Andrade
***Victoriano de Andrade Gomes

Pag. 233

Manoel Dias de Araujo
Manoel Jose dos Santos
Jose Alexandre da Fonseca
Francisco de Magalhaes Bastos
Maximo Teixeira de Andrade
Joao Vieira
Sebastião Carvalho de Araujo
Pedro Lino da Silva Lopes

Pag. 234

Nicolau de Tolentino Araujo
Alferes Francisco de Paula Moura, p.p.
Luiz Fernandes Vieira
Manoel Coelho Ferreira
Pe. Antonio de Souza Reis
***Antonio de Meirelles Coelho
***Estevão de Meirelles Coelho
***Joao Francisco de Aguiar
***Bernardo Martins de Carvalho
Capitão de Milicias, Joao Ignacio da Rocha
Vicente de Souza Santos

Pag. 235

Ajudante de 2a. Linha, Manoel Joaquim de Araujo
Antonio Caldeira Brant
Manoel Ferreira da Silva
Manoel Jose da Affonseca
***Joao Coelho Jacome, alferes.
Alexandre Machado Coelho, p.p. Joao Coelho Jacome
Leandro Nunes Figueiras, p.p. Joao Coelho Jacome
Manoel Monis Rabello
Sargento de Infantaria da 2a. Linha e Comandante da 8a. Cia. de Sao Gonçalo do Rio Abaixo e “agraduado” em Capitão, Manoel Antonio Teixeira

Pag. 236

***Joaquim de Meirelles Coelho
Manoel Avelino da Costa
***Francisco de Meirelles Coelho
Manoel Bicudo de Alvarenga
Jose Vieira de Senna

Pag. 237

Jose Dias Bicalho
Silverio Dias Bicalho, p.p. pe. Luis Antonio da Costa Passos
Manoel e Jose de Soiza Reis
***Francisco Joaquim de Andrade, p.p. Romão de Souza Ribeiro

Pag. 238

Joao Pereira de Andrade
Francisco Fernandes Madeiras
Boaventura Gonçalves Coelho
Felício dos Reis de Carvalho

*** Sinal para identificar pessoas que penso ter parentesco mais proximo conosco.

Ontem, 17.03.17, dia de Sao Patricio, resolvi reler a lista e anotar outros nomes dos presentes, alguns se repetem, que penso divulgar na intenção de facilitar pesquisas de possíveis descendentes que merecem ter o conhecimento da participação dos ancestrais nesse movimento fundamental da Historia do Brasil. Segue então:

Pag. 227

Joao da Motta Teixeira
Antonio Teixeira Almeida e Silva
***Quintiliano Martins da Costa
Manoel Mariano de Azeredo Coutinho
Jose de Aguiar Leite
Quintiliano Justino de Oliveira Horta

Pag. 228

Jose Caetano Teixeira Souto
Felippe Antonio Teixeira Motta
***Quintiliano Jose Ferreira de Alvarenga
Francisco Jose Duarte
Lourenço Justiniano Duarte

Pag. 229

Joao Rosa Nepomuceno
Caetano Jose de Carvalho Pena
***Antonio Coelho Ferreira
***Joao Bicudo de Alvarenga Leme

Pag. 230

Joaquim Jose de Lacerda
Jose Teixeira Coelho
Jose Nunes Ferreira Brandao
Antonio de Araujo Quintao de Miranda (profeçor de cyrurgia)
Clemente Eugenio Rebello e Castro
Joao Baptista Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Duarte de Moraes
Antonio Baião de Almeida
Joao Baptista Barrozo

Pag. 231

Manoel Antonio de Moraes Castro
Jose Joaquim Teixeira Pena
Joao Duarte de Lacerda
Domingos Antonio Teixeira da Costa
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
Joao Duarte de Lacerda (devem ser pai e filho)

Pag. 232

Cypriano de Lacerda
Christovao Dias Duarte

Pag. 233

Manoel Teixeira de Miranda
Manoel Francisco de Quadros
Caetano Lopes da Silveira
Jose Alexandre da Fonseca
Joaquim Ferraz Tibaens
Maximo Teixeira de Andrade
Manoel da Roxa Evangelho

Pag. 234

Pe. Jose Dias Duarte
Jose Teixeira da Silva
Jose Anxieta Teixeira
Manoel Teixeira Borges Aranha
Luiz Borges Teixeira Amada
***Manoel Coelho Ferreira
Antonio Teixeira
Joao Teixeira de Souza
Bento dos Reis Filgueiras

Pag. 235

Nicolau de Souza Teixeira
Manoel Brandao de Mello
Manoel Antonio Teixeira (sargento “agraduado” a capitão)

Pag. 236

Jose Caetano Teixeira da Motta
***Manoel Bicudo de Alvarenga
***Innocêncio Rodrigues de Castro
Sebastiam Joao Duarte
Manoel Dias Duarte
Domingos Dias Duarte
Joaquim da Mota Teixeira

Pag. 237

Estanislau Domingues da Silveira
***Pe. Leandro Rebello Peixoto e Castro
Felicio Pereira Barroso
Jose Gonçalves de Gurgel
Joaquim Brandao de Mello
Luis Barboza Teyxeira
Francisco Barboza Teyxeira
Luiz Mariano da Silva Perdigão
Antonio Alves Barroso

Pag. 238

Balthazar Gonçalves Martins (morador de Sao Miguel(?))
***Manoel Martins da Costa (morador de Rio do Peixe, possivelmente, Sao Domingos do Rio do Peixe, atual Dom Joaquim) p.p. Jose Anchieta Teixeira, porque estava enfermo.

Naturalmente, as pessoas cujas famílias são tradicionais da circunvizinhança de Caeté deverão ter diversos ancestrais nesse emaranhado de nomes.

Exemplo que ja identificamos antes, o nosso amigo Mauro de Andrade Moura conta com o tetravô Jose Luis Rodrigues Moura, alem dos ancestrais: Manoel Martins da Costa, pai do Quintiliano (227); Manoel da Costa Lage (231), Joaquim da Costa Lage (232), Francisco Joaquim de Andrade (trisavô do Carlos Drummond, 237).

Desculpem a falta dos paragrafos se acharem que ficou dificil de ler. O fato eh que o documento nao continha nem mesmo as divisoes que fiz. Sinal daqueles tempos quando a tinta e o papel eram caros demais. A economia era total.

Nao deu para fazer uma seleção como prometi antes. Copiei alguns nomes como exemplos. Existem algumas familias que parece estavam em maior numero. Assim evitei ficar copiando todos para nao alongar demais. E os nomes aqui presentes nem sempre são do nosso interesse imediato. Postei-os como exemplos das famílias.

Entre as coisas que desejava observar mesmo, uma foi aquela que ja debati em outros escritos meus. O fato de que a Historia que nos contam através de livros didáticos nem sempre foi a que aconteceu. E por aqui podemos comprovar uma das teorias que levantei.

Os livros didáticos procuram exaltar figuras históricas. Por exemplo, D. Pedro I foi usado como marco da Independência do Brasil. Mas a verdade a Historia oficial sempre foi usada para direcionar o raciocínio das pessoas em determinada direção. Aquela que interessa ao chamado status quo, ou aos interesses dominantes.

Em minha tese eu dizia que nos livros sempre jogaram o povo para o escanteio. Neles passa-se a impressão que determinados homens são excepcionalmente melhores que os outros. E que sem os tais a Historia se passaria completamente diferente, o que pode ser uma verdade, porem com menor significância e muito provavelmente com prejuizo para todos.

O que eu falava era que não. Que o povo eh que fazia e que as figuras historicas tiravam proveito. E a Independência do Brasil foi um dos meus exemplos. Em meus escritos eu afirmava que D. Pedro ou Duque de Caxias nada seriam se nao houvessem milhares ou milhões de pessoas por trás trabalhando para que as ações deles tivessem bons resultados.

E quando estudamos a Historia do Brasil, justamente no capitulo da Independencia, praticamente se fala apenas que D. Pedro I deu o “Grito do Ipiranga” e tudo se resolveu. Piada pronta!!!

Segundo os historiadores, D. Joao VI, ao retornar a Portugal em 1821, havia soprado no ouvido do filho Pedro: “Antes que outros façam, faca voce.” Referia-se `a Independência do Brasil. Ou seja: nao seja bobo, mais cedo ou mais tarde esse povo vai abrir os olhos e voce pode mante-los sem enxergar e ainda parecer que foi o “salvador da patria”.

Eles sabiam muito bem. Em 1789 havia acontecido a Inconfidência Mineira. Em 1817 a Revolução Pernambucana. Antes disso tinha acontecido as Revoluções de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Republicana na Franca (1779). No intermeio tivemos as diversas revoluções que criaram novos paises na America do Sul, inclusive: Paraguai e Argentina.

E fica absolutamente claro que nao foi o grito do Pedro que iniciou tudo. Ja havia uma grande inquietação com as intenções das cortes portuguesas em relação ao Brasil. E o que chamavam “escravizar novamente” era retornar ao que fora antes, quando o Brasil fora uma colônia relegada `a obediência sem retribuição. Foi o mesmo o que ocasionou a Revolução nos Estados Unidos. (Taxação sem representação).

Desde 1808 o Brasil fora transformado em Reino Unido a Portugal e Algarve. Antes, as capitanias eram dependentes. O governo português impedia a construção de estradas e a liberdade de se comunicarem. O comercio era feito entre a capitanias e a metropole. Não se podia comercializar capitania com capitania. Nem mesmo com outros países sem uma autorização real especial.

Não se podia fundar escolas superiores. Quem quizesse estudar tinha que ir a Portugal, para ser adestrado nos modos de vida do reino. Enfim, era a completa falta de liberdade.

E o objetivo era justamente o de dividir para manter a conquista. Sabia-se que a imensidão brasileira iria produzir um numero muito maior de cidadãos. E se todos unissem em torno de qualquer objetivo ele seria realizado. E a independência estava na cabeca de todos, faltava a união.

Outra fantasia que foi validada por muito tempo eh o afirmar que a Independência do Brasil não foi violenta. Pode não ter havido o derramamento de sangue em abundância como aconteceu na Independência dos Estados Unidos, ou na Revolução Francesa. Mas a violência estava nas intenções. O que Portugal não tinha era a capacidade de leva-la a cabo.

Como descreve a Ata acima, D. Joao VI ja havia sido obrigado a assinar a autorização para usarem a forca para submeter o povo. E uma expedição chegaria `a Bahia. O problema, para as forcas portuguesas, foi justamente a diferença entre a estrutura colonial delas e as da Inglaterra.

Os ingleses mantinham um exercito de ocupação. Claro, podiam se dar ao luxo de fazer isso porque era um império emergente, industrializado e rico. Mesmo assim instituia impostos aos colonos para o soldo das tropas.

As forcas portuguesas eram menores e o império estava em decadência. A estrutura de defesa passava pelo próprio povo. As patentes expressas antecedendo aos nomes de nossos ancestrais não eram “compradas” como comumente se fala. O Brasil vivia num estado de semi-militarismo caracteristico de época. As pessoas viviam nas fronteiras coloniais. Precisam de conhecimentos militares para defender-se.

Mesmo a segurança publica era exercida pelos “homens bons”. Nome comum aos membros da baixa nobreza que participavam da governança das instituições. Melhor dizendo, a segurança ficava entregue `a vontade de Deus.

E os que sabiam que tinham pouca fe carregavam seus trabucos para quaisquer eventualidades. Como se vivia na fronteira da colonização, havia que estar-se preparado para tudo. Todos tinham que ter um pouco “de medicos, cientistas e loucos”.

As milicias, depois da Independência substituidas pela Guarda Nacional, eram a organização de defesa da vida e do território. Na verdade eram grupos paramilitares cuja função era também ajudar a Portugal manter o Império.

Em recompensa os membros eram agraciados com privilégios. Ou seja, os próprios milicianos eram responsáveis por expandir a colonização. Conquistadas novas terras e implantados os arraiais, a coroa distribuia a autorização legal de posses e a distribuição dos privilégios em forma de cargos.

A saber, porem, que os colonos de ascendência portuguesa que colonizaram o Brasil faziam parte da baixa nobreza. Eram assim chamados os nobres de linhagem. Aqueles que num passado não tao recente tiveram ascendentes na realeza. Os reis procuravam ter o máximo de filhos para garantir o direito de permanência de sua dinastia.

Mas o direito integral so era permitido ao primogênito, ou ao sucessor seguinte, `a medida que a linhagem fosse decrescida devido ao falecimento do primogênito ou por seu impedimento. De qualquer forma, sempre sobravam alguns filhos que não herdavam todos os privilégios e que também faziam seus filhos.

`A medida que a família se multiplicava, e ja temos bisavós com mais de 1.000 descendentes, não haviam cargos dentro do governo para os últimos, ou os cargos eram menores. E como os reis seguintes também tinham suas prerrogativas, as descendências dos ancestrais ia ficando cada vez mais com cara de povo, “povificando”.

Então, a transferencia para as colonias era a oportunidade de voltar a ser grande, pois, quem conseguia mais riquezas tambem tinha mais oportunidades. E a Guarda Nacional, criada pelo Patricarca da Independência, Jose Bonifacio de Andrada e Silva, foi o melhor exemplo disso. Quanto mais rico, maior era a patente que o cidadão recebia pelo privilegio. E quanto maior era a patente, maior era o poder sobre seus domínios e dominados.

E a população brasileira era predominantemente de cor. Era indígena ou africana, alem das misturas. Enquanto que na linhagem de dominância e privilégios se destacavam os de origem claramente europeia. Nunca houve uma meritocracia verdadeira.

Obvio eh, porem, que muitos dos chamados “nobres da terra” tinham alguma ascendência nativa e/ou africana. Mas se ocultava o preconceito buscando-se casamentos dos filhos com os recém-chegados de Portugal, para que a pele fosse clareada e a diferença de pele valesse mais que o conteúdo do sangue.

Nos livros, estudamos que a Independência do Brasil se deu com o “Grito do Ipiranga”. Uma versão distanciada da verdade!

Na verdade, havemos que comparar isso com os dias atuais. D. Pedro I, nem mesmo falou o que os livros dizem que disse, ao receber a correspondência das cortes de Portugal ordenando que ele retornasse e tomasse outras providencias contra a emancipação brasileira. Mas muito antes, como comentei anteriormente, tinha a ideia de aproveitar-se da onda e tornar-se a “salvação do Brasil”. Aquela foi justamente a oportunidade.

Ele nada poderia fazer sozinho. Então, o recurso era transformar a sua própria causa em causa de todos. E na realidade, com ou sem D. Pedro, o povo ja estava contaminado pelas “asas da liberdade que abriam sobre nos”.

Ja mencionei os Estados Unidos. Porem, toda a America do Sul espanhola ja havia dado seu grito de independência a comecar pela Venezuela. Quem quiser ver a sequencia, pode visitar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Am%C3%A9rica_Espanhola

Portanto, a Independência do Brasil era uma questão de dias, senão horas. O que atrasou foi a transferencia da corte portuguesa para o Brasil em 1808. O Brasil deixou de ser mera colônia e passou a ser a Sede do Império, ja que Portugal caira sob o domínio francês bonapartino.

O retorno da Família Real para Portugal e, se Pedro tivesse ido também, seria o estopim aceso para a Independência e criação da Republica. Mas o Pedro I resolveu aproveitar a oportunidade de adiar e guardar o sumo privilegio para sua família.

Ele porem dependia do apoio dos milhões de brasileiros. Finda a bravataria do Ipiranga, retornou ao Rio de Janeiro e enviou mensagem a todos os brasileiros para incentiva-los a aderir ao movimento.

Agora devemos pensar como se estivéssemos nos dias atuais. Algo dessa magnitude eh atualmente empoderada pela internet. Se acontecesse, o pais inteiro assistiria a “coisa” no Ipiranga acontecer ao vivo. Logo se convocaria manifestações. Levar-se-ia pelo menos uns dois dias para fazer algo mais organizado. Ajuntar voluntários e mostrar as unhas e os dentes.

Mas naquele tempo nao existia sequer o telegrafo. Muito menos o radio ou televisão. As comunicações eram feitas nas costas de cavalos. Eh provável que a noticia tenha chegado a Ouro Preto cerca de uma semana depois. Dai para Caeté mais uns dias. Em Caeté deve ter sido chamada reunião da governança e então deve ter saído a convocação para a reunião.

Ha que lembrar-se que o fato inicial se deu a 7 de setembro. Era época em que as chuvas tropicais começavam a lavar o terreno. Então, o povo do interior precisava ja estar preparado para arar a terra e plantar. Se passasse da época não conseguiria fazer, por causa do excesso de chuvas em outubro e novembro. As estradas ficavam intransitáveis.

Mesmo assim, a convocação feita pela Concelho em Caeté deve ter levado dias para chegar ao reduto mais distante. A atual Cidade de Ferros, por exemplo, estava nesse itinerário.

La residia o Francisco Joaquim de Andrade, trisavô do poeta Carlos Drummond e pai do Comendador Cassimiro. Somente depois de tomadas as decisoes familiares eh que a reunião se daria. E isso eh o equivalente aos parcos dias com os quais se pode reunir o povo do pais inteiro atualmente, via internet.

Ha que lembrar-se tambem que Minas Gerais e Rio de Janeiro são próximos. E que os confins do Império eram algumas vezes mais distantes. Mesmo assim, sera possível que todos os principais Concelhos no pais tenham se reunido em datas semelhantes. Ou seja, pouco mais de 1 mês após ao recebimento das intimações `a beira do Ipiranga.

Foi então que se pode dar o “Grito do Caeté . Esse eh o nome do córrego que banha a cidade. E como esse devem ter sido dados outras centenas de gritos, através dos quais se proclamou a verdadeira Independência do Brasil. Ela jamais existiria sem a participação do povo.

Para barrar a Independência Portugal decidiu por implantar uma “ponta de lanca” no coração do pais. O que fez foi reunir suas forcas de ocupação em Salvador. E para la mandou também a sua primeira leva de expedicionários.

Entenda o leitor que o decadente Portugal não tinha forca naval para transportar muitos milhares de soldados ao mesmo tempo. Ele precisava ter um porto assegurado e local para organizar-se na tentativa de retomada. E os restantes das tropas iriam chegando com intervalos de meses a cada leva.

Esse era justamente o tendão de Aquiles. Em primeiro lugar, porque o domínio do pais ja era feito pelas forcas paramilitares e que agora eram revoltosas. E em segundo porque foi na Bahia que morreram as esperancas de Portugal. E foi a primeira a morrer, não a ultima!

Os portugueses chegaram a dominar a Cidade de Salvador e seus arredores. Mas os revoltosos retiraram-se para a cidade de Cachoeira, e de la e outros lugares deu-se a resistência que acabou derrotando os portugueses e fez heróis e heroínas, como as famosas Maria Quitéria e a mártir soror Joana Angelica.

Para que melhor compreendam, deixo que os próprio baianos falem por si mesmos. Vejam a publicação da Fundação Pedro Calmon e do governo do Estado da Bahia:

http://200.187.16.144:8080/jspui/bitstream/bv2julho/312/1/A%20Bahia%20na%20Independência%20Nacional%20-%20Coletânea%202%20de%20julho.pdf

Em termos de estratégia, os portugueses cometeram os maiores erros que se podia cometer. Certo era que Salvador havia sido a capital do pais e se tomassem efetivamente, seria meio caminho andado para reconquistar o restante do pais.

O problema era que as forcas na Bahia ficariam entre quatro fogos. A capital baiana poderia ser facilmente sitiada pelo norte com os pernambucanos. Ao sul e oeste pelas províncias de Minas Gerais, Espirito Santo e Goiás. Pelo mar haveriam os sulistas, paulistas e cariocas que representavam a forca naval brasileira.

Os portugueses, se fossem mais espertos teriam escolhido o Rio Grande do Norte para iniciar a reconquista. La era o ponto mais proximo de Portugal e a pequena forca naval portuguesa economizaria dias de ida e volta. Alem do mais havia uma menor população brasileira que não teria como resistir. Alem de ficar mais distante para os brasileiros se defenderem.

Somente depois que a ponta-de-lança estivesse bem estabelecida, e essa tática seria repetida no famoso Dia D, durante a chamada II Grande Guerra, tornar-se-ia possível ocupar-se em retomar o pais. Mas, mesmo que os portugueses houvessem sido mais táticos, a causa deles era perdida.

Outra chance que teriam seria a de reclamar `a Inglaterra a ajuda prometida de defesa reciproca, tratada desde o século XIV, como desenvolvimento da Crise de !383-1385. Nela, portugueses e ingleses haviam lutado em conjunto para manter a coroa portuguesa contra a inimiga comum, a Espanha.

`A mesma época, a Inglaterra possuía pelo menos 1.000 navios que utilizara para ajudar a derrotar Napoleão Bonaparte. Mas o problema não era usar a forca. O problema era a experiência que estava falando mais alto.

Muitos pensam que os livros de Historia estão corretos ao dizer que tivemos duas guerras mundiais ate agora. Mas o conceito eh apenas didático, não se trata de uma realidade. A I Guerra Mundial foram mesmo as chamadas Guerras Napoleônicas. Elas mexeram com todas as pedras. A diferença eh que nem todas caíram.

Todos os Imperios Europeus foram envolvidos. E, por extensão, todas as colónias se viram envolvidas. Pouco se fala, por exemplo, na participação brasileira. Mas como parte do Império Português o Brasil foi atacado com a invasão de Portugal.

E do Brasil, após tornar-se a nova Sede do Império, um dos primeiros atos do Regente Joao VI foi ordenar a invasão da Guiana Francesa. Algo que as forcas armadas não tiveram trabalho para fazer e a ocupação durou ate ao Tratado de Versalles – 1919. Tratado do qual o Brasil fez parte.

Um problema para os ingleses entrarem eh que haviam acabado de sair daquela I Guerra Mundial que ocasionara, por baixo, 5 milhões de mortes. Porem, na contagem oficial não se contabiliza os conflitos periféricos.

Os Estados Unidos, por exemplo, declararam guerra contra a Inglaterra em 1812. Essa guerra eh considerada a segunda guerra de Independência porque se perdesse a Inglaterra retomaria o território.

E os motivos maiores foram porque a Inglaterra estava insuflando os ataques dos indígenas contra a recém criada nação e, por causa da guerra contra a Franca, por não ter marinheiros suficientes para a guerra, estava recrutando a forca, em alto mar, os marinheiros dos Estados Unidos para combater o Napoleão.

E a Inglaterra tomou uma segunda lição na Batalha de Nova Orleans. Os ingleses queriam tomar a cidade porque era o portão de entrada para o interior da nação americana. Sem isso o pais não teria como se defender.

A invasão foi planejada com 10.000 soldados. Todos experientes e bem armados. Uma parte era exercito e o restante naval. Os defensores dos Estados Unidos não tinham como vencer aparentemente.

Era uma forca muito reduzida, talvez 5.000 homens, nunca tinham participado de guerras. A maioria não era soldado mas apenas egressos das fronteiras de colonização. Enquanto os ingleses estavam armados com as armas mais poderosas da época os do outro lado tinham suas armas de caçadores.

A estratégia dos defensores foi simples. Bloqueou-se a entrada da baia para impedir os navios de entrar. Afundaram os navios que tinham ja que usa-los numa batalha de igual para igual era perda de tempo. Concentraram a defesa no único forte na entrada da baia.

O exercito inglês desembarcou para atacar a cidade. E marchou naquela formação clássica, que a gente vê em filmes de guerras antigas. Os pelotões formando quadrados e mandando bala, num duelo no qual vence o que for mais rápido ou quem souber movimentar melhor suas pecas.

Os defensores se postaram em trincheiras e pontos estratégicos. Tinham escolhido o local onde lutar, com vantagem para si mesmo. E se postaram como no habito dos caçadores. Na espreita.

Quando as forcas inglesas atacaram em sua formação apropriada para enfrentar outros exércitos bem treinados os defensores fizeram a farra. Foi como atirar em um bando de patos. Os defensores se postaram como franco-atiradores e a cada tiro caia um inglês. Enquanto o retorno não era verdadeiro.

Percebendo que não havia chance alguma de vencer, os ingleses abandonaram a batalha deixando uma baixa de pelo menos 20% do seu contingente. Os defensores, entre mortos e feridos, podiam ser contados em poucas dúzias.

E essa passou a ser a realidade `aquela época. Quando os colonos estavam melhor preparados tinham a vantagem. Isso por dois motivos essenciais. Primeiro porque conheciam as táticas dos europeus. E segundo porque sabiam lutar do modo indígena, atacando de surpresa, causando baixas e desaparecendo antes que o inimigo reagisse.

Na guerra, se voce causa medo no adversario a ponto de faze-lo desacreditar em si mesmo, ja eh meia vitoria. Mesmo antes da batalha.

E os Estados Unidos contribuíra com dois exemplos disso. Nessa e na Guerra da Independência. A Espanha estava sendo varrida dos seus antigos domínios.

Num certo passado ate então, os brasileiros e portugueses haviam derrotado ao mesmo tempo duas superpotências europeias da época. Na luta contra a Invasão Holandesa e na Guerra da Aclamação, quando Portugal recuperou sua coroa tomada pelos Felipes da Espanha.

Mas a grande vantagem dos povos americanos tanto do Sul quanto do Norte foi que eles estavam jogando dentro de casa. A gente sabe que jogar dentro de casa sempre traz vantagens para o mandante.

Foi por isso que após os portugueses ser batidos pelos baianos o restante do Brasil nem sequer precisou lutar. Nessa época, brava gente mesmo foram praticamente so os baianos. Eles salvaram o Brasil da possibilidade de ser reduzido novamente a colônia.

Mas isso seria apenas uma possibilidade, pois, se todos entrassem com a mesma vontade na luta o mais provável seria que Portugal nem mesmo com todas as suas forcas armadas fosse ter a menor chance.

Deve ter sido devido `as experiências que a Inglaterra não se interessou em ajudar. E também não era do interesse dela. Preferiu aconselhar Portugal a aceitar a perda da colônia e fazer as pazes.

A Inglaterra tinha mais que motivos para fazer isso. A esposa do D. Pedro I foi a D. Maria Leopoldina, da Austria. O Imperio Austro-Hungaro era um dos mais fortes da Europa. Seria mexer com cumbuca.

Como mencionei, a Europa havia acabado de sair da I Grande Guerra (Napoleônicas). E isso poderia levar a uma segunda.

Outra, um dos primeiros atos de D. Joao VI quando as cortes portuguesas desembarcaram no Brasil foi abrir os portos para as “nações amigas”. Subentendido, a Inglaterra. As intenções de Portugal limitariam a liberdade de negócios para a Inglaterra.

E, entre outras riquezas que os ingleses estavam explorando no Brasil, contam-se diversas minas de ouro e diamantes, inclusive aquelas nas cidades de Diamantina, Itabira e Guanhaes. Ajudar Portugal nesse projeto seria lutar contra os próprios interesses.

E assim se confirmou a Independência brasileira. Muito mais que pelo “Grito do Ipiranga” e sim pelo “Grito de cada Rincão Brasileiro”. E se alguém disser que D. Pedro deu Independência ao Brasil, converse com os baianos para ver se eles aprovam isso! Foi o sangue deles que correu e evitou sangramento maior.

D. Pedro apenas se beneficiou, como fazem todos os politicos desde então ate hoje. A bem dizer, o Pedro I não esta com essa bola toda não! Nosso antepassado, Ramises II, do Egito, ja tinha mestres da propaganda trabalhando para ele. Quem conhece a Historia sabe disso!

Esse eh o tipo de documento que eu venho ha muito esperando encontrar. A razão maior eh a de que encontramos nomes de nossos ancestrais, porem, ha tambem a razão de que por ele podemos comprovar que os nomes deles deveriam fazer parte dos livros de Historia ou, pelo menos, como eh comum fazer-se aqui nos Estados Unidos, construir-se murais nas cidades onde houveram tais reuniões com a publicação das Atas e todos os nomes dos que assinaram ou foram representados. (p.p.)

Documentos como esses são guardados como tesouros no Smithsonian ou na Livraria do Congresso. As pessoas podem pedir para consultar e copiar. Através disso elas aprendem que a Historia eh construida pelo povo e não se depende de indivíduos especiais para faze-la acontecer. Foram nossos ancestrais que fizeram a Independência do Brasil.

Gostaria de ver se encontro as Atas de outros Concelhos como deve ter havido as de Conceição do Mato Dentro e Serro. Não posso esperar o mesmo de Diamantina porque essa vivia sob um regime especial e era como se fosse independente do restante do Brasil. Os portugueses queriam ter o absoluto controle da produção dos diamantes e deveriam ter um forte contingente de milicianos para reprimir quaisquer atividades suspeitas.

Os Arraiais de Sao Sebastiao dos Correntes (Sabinopolis – 1819) e Sao Miguel e Almas (Guanhaes – 1822) eram recém-criados. E os fundadores eram em sua maioria egressos das duas localidades mais antigas. Muitos eram nossos ancestrais e parentes. Portanto, os nomes deles deverão ser encontrados la e não no documento de Caeté.

Estou sem saber como explicar a ausência de qualquer Barbalho alem do Policarpo. `A mesma época estavam nascendo outros o que implica que os pais poderiam ser eleitores. Mas ainda nao deveriam ser.

Pelos meus calculos, baseado nos nomes que reconheci, todos os assinantes haviam nascido entre os anos de 1750 ate um pouco antes de 1800. Era natural, pois, poucos jovens teriam renda para tornar-se miliciano e eleitor. As mulheres estavam totalmente ausentes, como mandava o figurino de época. Mesmo que, para resolver, elas podiam lutar, como fez Maria Quitéria na Bahia.

Estranhei mais a ausência dos irmãos do Policarpo: Gervasio e Firmiano. Ambos se casaram em Itabira. Porem o Firmiano era recém-casado. Talvez seja deles mesmo que as tradições guardam que um foi para o Rio Grande do Sul e outro para o Nordeste. Sendo o caso, poderiam não ser eleitores mesmo em Caeté.

Ja outros, como o Victoriano Jose Barbalho, Boaventura Jose Pimenta, Miguel Pereira do Amaral, Antonio Borges Monteiro, Jose Coelho da Rocha, Joao Coelho de Magalhães e tantos outros que teriam idade para estar envolvidos nos movimento não apareceriam senão nos documentos do Serro ou Conceição Eh possível que nessas cidades identificariamos dezenas de parentes nossos ou suspeitos de se-lo.

Mas do conteúdo desse documento podemos tirar algumas lições. Uma delas eh a de que devemos agradecer `as cortes portuguesas por terem sido tao insensíveis em relação ao sentimento pátrio do povo brasileiro. Raramente se ve nalgum movimento politico tamanha unanimidade.

Deve ter havido inimigos pessoais que se abraçaram durante a reunião em torno do pacto de interesse comum. Algo que esta faltando aos jovens atualmente no Brasil. Mesmo não se tratando de inimigos!

Em segundo lugar devemos notar que o brasileiro não mudou muita coisa desde a declaração da Independência. Observe-se que a Ata faz a ressalva muito bem escrita de que o apoio a D. Pedro era condicional a ele obedecer `a Constituicao e `a Constituinte.

Pois, quem conhece a Historia sabe, ele so esperou que as coisas entre os revoltosos e Portugal se resolvessem para “dar um caminhão de bananas para o povo”. Ele dissolveu a Constituinte e recusou-se a obedecer `a Constituição, tornando-se o ditador real.

Alguma semelhança entre o passado e a atualidade não eh mera coincidência! O que eh interessante mesmo eh o povo não conhecer sua própria Historia e ficar repetindo-a tantas e tantas vezes!!!

Geralmente, os nossos livros de Historia local não a vinculam aos acontecimentos mundiais. Então, as pessoas deveriam perguntar-se: Por que los hermanos da America Latina resolveram de uma hora para outra libertar-se do jugo espanhol e o brasileiro ficou acomodado. Ai entram dois fatos. O primeiro foi que D. Joao VI enganou Napoleão e conseguiu fugir para o Brasil, enquanto o rei espanhol não foi tao esperto.

O segundo e igualmente importante foi que Napoleão empossou o irmao dele, Jose Bonaparte, como rei da Espanha e da India. E, naturalmente, los hermanos tinham o sonho da republica. Somente os conservadores, então no poder, queriam que tudo permanecesse o mesmo. Com a imposição de Jose Bonaparte a coisa mudou muito. Seria encarado pela elites como um desqualificado feito rei. E isso nem os conservadores suportariam!

As guerras e mudanças que se deram ate umas décadas depois da queda de Napoleão tem uma relação direta com as tripolias que ele aprontou, embora os livros não façam esse vinculo.

Naturalmente, a Revolucao Liberal que tomou conta de Portugal nos anos de D. Pedro I do Brasil, o mesmo Pedro IV de Portugal, e a convulsão que o Brasil passou enquanto D. Pedro II não foi empossado, tiveram outros motivos, porem, obvio eh que sem a interferencia de Napoleão a Historia seria completamente diferente.

E nisso se explica porque a verdadeira I Guerra Mundial foram as Guerras Napoleônicas Existiu um mundo antes dele e surgiu outro após ele. E os conflitos se deram no mundo inteiro.

Enquanto isso, nas Americas, particularmente no Brasil, talvez pela própria necessidade e porque estavam sob o domínio de uma forca estrangeira, nossos ancestrais tinham consciência da influencia alienígena sobre os interesses do Brasil e outras colônias.

O que parece eh que, na atualidade, as pessoas se esqueceram totalmente que os interesses externos continuam os mesmos. Mas nem todos percebem as formas ocultas de exercer o mesmo domínio que existia antes sobre os povos desavisados.

Uma delas eh justamente promover movimentos com gritos de liberdade sem se olhar quem ira exercer o poder em substituição ao que era antes. Ai esta! Os pobres lutam, lutam, e terminam sob dominâncias que nunca gerarão a mesma liberdade para todos. Enquanto o povo estiver dividido, sempre valera o ditado: “Todos são iguais perante a lei, mas tem aqueles que serão “mais iguais” que outros!”

A grande vantagem de se poder vincular os nomes de nossos ancestrais aos movimentos de importância histórica eh a de demonstrar para as crianças e jovens que eles não estudam a Historia “dos outros”.

Nos somos o resultado da Historia porque ela foi feita por nossos ancestrais. E nos cabe fazer o melhor possível pela Historia presente, pois, que eh dela que viverão nossa descendência E como descendemos de muitos indivíduos da Historia do passado, muitos do presente serão ancestrais conosco da mesma descendência.

Possível sera que, `a medida que a Historia for ensinada mostrando-se a presença de nossos ancestrais nela, as crianças e jovens irão aprende-la com mais gosto e identificar-se melhor com os fatos.

A consequência que espero disso eh que, devido a esse relacionamento familiar e intimo com a disciplina, jamais esqueçam de suas realidades e assim poderão evitar repetir os mesmos erros dos antepassados.

Da lista de presentes assinantes no documento de apoio `a Independência do Brasil existem os 3 mencionados como nossos ancestrais: Policarpo Jose Barbalho, Manoel Nunes Coelho e Jose Joaquim de Andrade. Refiro-me apenas em relação `a chamada Família Coelho dos arredores de Guanhaes e Virginópolis e dos filhos desses antepassados os quais podemos vincular na relação de ascendência/descendência.

Policarpo Jose Barbalho tornou-se ancestral dos “de Magalhaes Barbalho”. O filho dele, Francisco Marçal Barbalho, por ter se casado com Eugenia Maria da Cruz Coelho e terem se multiplicado em Virginópolis tem uma vasta descendência Embora, somente uma quantidade menor dela usa o sobrenome.

O irmão do Francisco, Jose de Magalhães Barbalho, tambem deixou descendência no mesmo ramo. Ele foi pai da Ana Maria, que foi a mãe do Joao Baptista de Magalhães (conhecido com tio Joaozinho). Este casou-se com sua prima Candida de Magalhães Barbalho (Sa Candinha), e deles descendem muitos.

Não sabemos ainda com certeza se esse Manoel Nunes Coelho eh o mesmo alegado pai do Eusebio Nunes Coelho que, ao casar-se e ter filhos com Anna Pinto de Jesus, tornou-se o grande patriarca da familia em Guanhaes, Virginópolis e região.

Não temos a certeza porque esse Manoel casou-se em 1804 em Itabira e teve filhos la. `A mesma época que também se casavam Eusebio e Anna Pinto. Portanto, temos que saber se aquele era ou nao um segundo casamento do pai.

Manoel pode ser o iniciador da multiplicação desse sobrenome na região pois, foi filho de Thomaz Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Embora a combinação Nunes Coelho ja existisse e existem outras famílias com o mesmo nome espalhadas pelo mundo, o nosso ramo inicia-se ai.

Na Familia Coelho sao Nunes Coelho todos os que obviamente assinam. Joaquim Nunes Coelho, filho do Eusebio, casou-se com Francisca Eufrasia de Assis Coelho. Foi um dos fundadores de Virginópolis.

A sobrinha daquele, Maria Honória Nunes Coelho, filha do Clemente, casou-se com Joao Baptista Coelho, irmao da Francisca. Deles descende os Batista Coelho que também sao Nunes Coelho.

No campo do outro irmão: Antonio Rodrigues Coelho, 3 dos 14 filhos que se casaram o fizeram diretamente com membros da Família Nunes Coelho. Outros 7 casaram-se no ramo Batista Coelho. Portanto, a maioria absoluta eh Nunes Coelho.

No campo dos Barbalho, dos 7 filhos casados, 3 filhas casaram-se com filhos do Joaquim e Francisca. E boa parte dos netos e bisnetos misturaram-se aos Batista Coelho/Rodrigues Coelho, formando tambem descendência Nunes Coelho.

Por fim, o Jose Joaquim de Andrade foi pai de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se com Honório Coelho de Linhares. Deles nasceu um filho, entre outros, que recebeu o nome de Joaquim. Como conhecemos o nosso trisavô pelo apelido de Joaquim Honório acredito que seja nosso ancestral o filho do casal.

Joaquim Honório deixou a maior parte de sua descendência no local denominado de Córrego dos Honórios. O local fica entre os municípios de Divinolandia de Minas e Gonzaga. Mas dele nasceu nossa bisavó: Ersila Coelho de Andrade. Portanto, a descendência dela e de diversos outros estava representada com a assinatura do ancestral naquele documento.

Alem deles, acredito que o Joaquim Coelho Linhares sera aparentado por essa via. Pelos dados que tenho em mãos não da para afirmar nem deduzir o grau de parentesco. Espero que com o tempo ele apareça.

Diversos outros presentes deverão também ter algum vinculo familiar conosco. Isso eh obvio mas eh impossível definir isso por enquanto. Se nossos ancestrais estavam presentes, o esperado eh que aparentados em diversos graus tambem o fizessem. Mesmo que os sobrenomes fossem completamente diferentes. Somente depois de uma pesquisa mais completa dos ancestrais dos presentes e que poderiamos determinar isso.

Alem disso, muitos dos presentes terão vínculos conosco por ser ascendentes de nossos aparentados ou mesmo parentes. Citando alguns, temos os Pinto Coelho da Cunha, os Furtado Leite, possivelmente o capitao Thome Nunes Filgueiras, os Meirelles Coelho, os Andrade da familia do Carlos Drummond, os Araujo e, entre outros mais, o senhor Manoel dos Reis Carvalho. Minha esposa tem um antepassado com nome igual e esse pode ter sido pai ou avo dele.

Interessante eh também deixar anotado que na Revista do Arquivo Publico Mineiro ha a reprodução de diversos documentos ligados `a Comarca do Serro. Entre eles ha as primeiras menções ao “Descoberto do Pecanha”.

Na sequencia temos também a narrativa do inicio da ocupação do atual Municipio de Rio Vermelho. Ali menciona, por exemplo, a presença do Tenente-coronel Antonio dos Santos Carvalhaes. Os sobrenomes me são familiares porque também aparecem nos Almanaks da Província de Minas Gerais por volta dos anos de 1872. Alem disso, eh o mesmo sobrenome de nossa ancestral Maria Rosa dos Santos Carvalhais (ou do Espirito Santo Carvalhais).

Ela foi a esposa do Joaquim Pereira de Andrade que ja no inicio da ocupação do solo virginopolitano possuia fazendas no local. Sao ancestrais dos Pereira do Amaral, Coelho de Amaral e diversas outras combinações de sobrenomes. Eh possível que tenhamos vinculos com os mesmos do Rio Vermelho.

Mas eh muita coisa. Para ter uma melhor ideia somente uma lida muito atenciosa e longa. E tempo, infelizmente, nao esta sobrando no momento.

Infelismente os documentos das outras cidades, mesmo parecendo-me ser de fundamental importância para suas Historias, não incluem documentos referentes `as noticias de como participaram no movimento de Independência do Brasil. Seria interessante se os redatores tivessem estabelecido um assunto para cada exemplar de publicação Agora nos facilitaria. O assunto deve estar espalhado nas diversas edições durante o século XX.

Par melhor compreenderem, bom sera que conheçam também o valor das patentes que nossos antepassados possuiram. O Jose Joaquim, por exemplo, foi Cabo-de-esquadra e aparece no documento como Guarda-Mor. O Policarpo aparece como Tenente e depois era Alferes. Foi a primeira vez que vi a menção ao Alferes de Ordenanças ligado ao Manoel Nunes Coelho.

Cabo-de-esquadra era um comandante de 20 arqueiros durante a Idade Media. Depois passou a ser usado para chefes de destacamentos. Podia ser usado para os chefes de delegacias policiais. Guarda-Mor estava mais antigamente ligado apenas `a fiscalização de alfândega e de navios. Com o tempo passou a ser usado para outros fiscais do fisco.

Alferes era o equivalente na atualidade ao segundo tenente. O famoso Joaquim Jose da Silva Xavier, o Tiradentes, foi alferes.

Os membros das ordenanças eram como um quadro de reserva. Eram mais solicitados para fazer o recrutamento quando havia necessidade de aumentar as forcas armadas. Os militares de primeira linha estavam entre esses e aqueles efetivos, tambem chamados de “tropas pagas”. A primeira linha na verdade era uma reserva das tropas efetivas.

Almotacel atualmente poderia ser o mesmo que funcionário do Instituto de Pesos e Medidas. Muitos imaginam e tem nossos ancestrais como perfeitos. Mas havia tanto roubo no peso das mercadorias que houve a necessidade de haver um oficial com o poder de regular o padrão de pesos e medidas.

Ha que salientar-se aqui a importância de Caeté para a Historia do Estado de Minas Gerais e do Brasil no decorrer do século XIX e durante a primeira metade do século XX. Nesse período praticamente não existiram cidades grandes no Brasil. Destacavam-se as que eram sede de concelhos. Elas eram como capitais regionais. E delas dependiam suas subalternas, as freguesias e arraiais.

Ha que destacar-se aqui também a importância da reunião e da decisão naquele concelho. Para Portugal, a reunião como aquela com tal decisão era um crime de lesa patria e lesa majestade alem de sedição. A Ata da reunião seria a melhor prova do crime! Nenhum dos participantes sabia, como nos dias de hoje se poderia saber, qual teria sido as decisões tomadas pelos outros concelhos.

Se o Concelho de Caeté fosse único com tal decisão as consequências seriam as mesmas que as da Inconfidência, ou piores, para os participantes.

Sao muitas as famílias na reunião de Caeté que se fizeram representar e delas surgiram nomes que fizeram a Historia. Alguns com ascendência direta nos personagens presentes e outros por causa das relações de parentesco com eles.

Destaco algumas familias com vínculos nessa reunião e cujos membros e aparentados tiveram grande influencia politica, econômica e cultural, particularmente a partir da reunião ate aos anos de 1960. Observa-se que as familias em cada geração costumavam mudar de local de morada. Haviam participantes como o Policarpo Barbalho que possuía raiz no Serro, mudou-se para Itabira, tornando-se parte do Concelho de Caeté e depois distribuiu-se por outros recantos do Estado.

Menciono então numeradas, 10 assinaturas de influentes ai representadas. Claro, estão presentes muitas mais, mas relaciono-as com a nossa genealogia em particular:

01. Familia Lott. O sobrenome foi de Exeter, na Inglaterra, para Minas Gerais na pessoa de Edward Wiliam Jacobson Lott. Ele casou-se com a serrana Maria Teresa Gomes da Silva Caldeira. Mudaram-se para Guanhaes onde ele tornou-se dono de mina de ouro. Depois mudaram-se para Caeté onde o patriarca esta sepultado.

Foram os avos do Marechal Lott. E a familia tem vínculos genealógicos com as famílias fundadoras de Guanhaes, inclusive os Barbalho e Coelho.

02. Familia Pinheiro da Silva. A familia formou-se no Serro com o italiano Giuseppe Pignataro. Ele foi casado com dona Helena de Barros Leite. Foram os pais do governador Joao Pinheiro da Silva. Pinheiro foi a tradução do sobrenome italiano, acrescentado do “da Silva” como declaracao de adoção `a nova patria. A mãe do Joao Pinheiro, então residente em Guanhaes, mudou-se para Caeté para poder atender melhor `a família.

Joao Pinheiro, entre muitos, foi pai tambem do governador Israel Pinheiro da Silva. Também de dona Amanda, esposa do dr. Caio Nelson de Senna, e de dona Lucia Pinheiro, esposa do professor Dermeval Jose Pimenta. Outras ligações da família se deram com os Barbalho e Coelho.

03. Os Barbalho Coelho. Ha a relação de descendencia direta ai entre o Barbalho e o Nunes Coelho com o bispo D. Manoel Nunes Coelho. Ele foi bisneto do Policarpo e do Manuel.

04. Os Nunes Coelho. Destacam-se, entre outros, o senador Francisco Nunes Coelho (Dr. Chiquitinho) e seu filho o deputado Rafael Caio Nunes Coelho. Também descendência direta do Barbalho e Coelho.

05. Alves Barroso. Ajudaram a fundar Sabinopolis. Os representantes mais conhecidos foram o deputado Sabino Alves Barroso e o compositor Ary Barroso. Atualmente existem ramos de entrelace entre eles e os Barbalho Coelho.

06. Barbalho Pimenta de Carvalho. Tronco no qual estão envolvidos os ancestrais do Policarpo. Entre os membros de destaque esta o próprio professor Dermeval Jose Pimenta.

07. Coelho de Senna. Ramo também que se liga ao Barbalho nos ancestrais maternos do professor Nelson Coelho de Senna. Com destaque para toda a familia.

08. Rodrigues Coelho Ferreira de Salles. Descendem dos Barbalho e dos ancestrais do Policarpo. Destaca-se o antigo juiz de direito e deputado dr. Antonio Rodrigues Coelho Junior. Teve filhos com participação política e burocrática como o dr. Alyrio Coelho Salles.

09. Barbalho Coelho Kubitschek de Oliveira. Familia que nao precisa apresentação Produziu o prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas e presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

10. Campos do Amaral. Familia multiplicada no Serro e imediações que produziu em Virginópolis o coronel Octavio Campos do Amaral. Ele foi de grande importância na Historia de Minas Gerais com envolvimento na Historia do Brasil. Pouco destacado, talvez, por ter apoiado o ditador Getulio Vargas.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_independ%C3%AAncia_do_Brasil

 

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02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO.

Não fiz um estudo completo. Mas por uma rápida olhada no histórico da existência da Cidade de Pecanha, na Revista do Archivo Publico Mineiro, de 1896, deu para ligar as antenas em relação ao assunto genealógico.

O histórico não difere em síntese daquilo que o professor Dermeval Jose Pimenta descreve no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Eh possível que ele ate tenha usado a mesma fonte de consulta.

Os artigos foram enviados `a revista pelo nosso velho conhecido, o alferes Luiz Antonio Pinto. `A época era ele o escrivão da Camara Municipal do Serro. Cidade esta que, quando sob o nome de Vila do Principe do Serro do Frio, tinha a primazia de ser a sede municipal de todo Norte e Nordeste de Minas Gerais.

O Alferes foi jornalista e autor de um famoso Arquivo que, depois de esfacelado, foi passado para a tutoria do Arquivo Publico Mineiro. Tinha um carinho especial pela genealogia da gente serrana, porem, parece não se ter dado ao trabalho de reunir seus achados em uma obra que, para nos, na atualidade seria a declaração de verdadeiro amor `a disciplina.

O alferes era a pessoa a quem todos que queriam saber algo de seus antepassados nos antigos domínios do Serro recorriam. O professor Dermeval inclusive registra correspondência entre o avo dele, Modesto Jose Pimenta, e o alferes, a pedido do primo Henrique Borges Monteiro, consultando-se a respeito de nossos tios: Isidro e Umbelino Borges Monteiro.

Henrique era filho do Isidro, que era filho do tio Isidro e neto do portugues Antonio Borges Monteiro, o que chegou de Portugal ao Serro por volta de 1770. Era natural do Distrito de Guarda, Cidade de Seia, Freguesia de Pinhancos, e nascera em 1751. O ancestral Antonio havia mandado os dois filhos mencionados acima para estudarem no Rio de Janeiro e por la progrediram.

Mas o que fez-me abrir esse novo capitulo foi uma sequencia de escrivães da Camara Municipal do Serro, ainda no século XVIII. Possível sera que houveram outros. Mas os documentos aos quais o alferes recorreu revelam apenas os que seguem:

A partir da pagina 765,

27.02.1745, Francisco Jose Coutinho
29.07.1748, Francisco de Andrada(e) de Arahujo
09.12.1770, Antonio Bernardo Sobral e Almeida
21.12.1772, Jose Pereira do Amaral
05.11.1781, Inácio Ribeyro de Queiroz (num paragrafo aparte o autor informa que esse fora filho dos portugueses: alferes Manoel Ribeiro da Costa e D. Anna Maria de Jesus Queiroz, ambos de Vianna do Minho).
28.04.1792, Marcelino Jose de Queiroz.

Tudo pode ser coincidencia. Dai espero que o leitor desse capitulo não tome essas conjecturas como conclusões.

Nada falo a respeito do Coutinho.

Ha que desconfiar-se um pouco do sobrenome Andrade de Araujo. Esse sobrenome aparece em Belchior de Andrade de Araujo, natural de Arcos de Valdevez, e senhor de engenho no Rio de Janeiro. Foi marido de Maria Cardoso de Souto Mayor, descendente dos Pontes Maciel, familia nobre das ilhas portuguesas. Tlt. Rendons, Genealogia Paulistana.

O professor Dermeval ao cometer o engano, presumo, ao identificar Josepha Pimenta de Souza como trineta deles acabou abrindo a porta para as conexões genealógicas. A filha do casal acima, Maria Andrade, foi esposa do capitão Manoel Pimenta de Carvalho, irmão do capitão-mor Joao Pimenta de Carvalho. Segundo os atuais genealogistas, Josepha descendia deste e nao daquele.

Mas fica ai a ligação através do Pimenta de Carvalho. E como Josepha entrelaçou-se na Família Barbalho, ao casar-se, no Serro, em 1832, com Manoel Vaz Barbalho fica possível imaginar que Josepha e o Francisco de Andrada(e) Araújo tenham sido primos. Dai se explica a presença de ambos aproximadamente `a mesma época e mesmo local.

Como segunda alteração feita no dia 18.02.17, lembrei-me ontem e pesquisei agora de manha para confirmar: consta no “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS” Do Cônego Raimundo Octavio da Trindade, vol. II, pág. 13, um titulo denominado Andrade.

Ali se nota, `a pagina 12: “Tristão Antonio de Andrade casado com Maria Carolina da Rocha. Pais de: …

F1 – Antonio de Paula Andrade c. c. Domiciana Nogueira. Filhos:
….
N4 – Orozimbo de Paula Andrade c. c Josefina Coelho Fontoura, descendente de Jose Bonifacio de Oliveira (irmão do Padre Belchior Pinheiro de Oliveira) dos Andrada de Diamantina (Tejuco).”

Muito possível que os Andrada de Diamantina tiveram inicio por la no Francisco de Andrada de Arahujo ou, quem dirá, nos pais dele. Deles talvez descendam os Dias de Andrade com ramificação em Sao Joao Evangelista e Virginópolis.

Também pode-se sonhar com a possibilidade de ele ou parente ter sido nosso ancestral por outras vias. O professor Nelson Coelho de Senna afirma que os bisavós dele, Joao Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo foram “primos carnais”. Infelizmente não explicou como.

Então, abriu a janela de possibilidade de os Coelho também terem o sangue Araújo. Mas ate aqui sera pura especulação.

Embora, `a 762, procurando comprovar a possível presença de descendentes do Mestre de Campo Lucas de Freitas de Azevedo, o alferes Jose Antonio Pinto recorre, entre outros, ao documento de batismo de Catharina, filha da escrava Maria, em 1718.

O que ha de particular ai foi que a Maria pertencia a Manoel da Silva Pinto, que reconheceu a paternidade da criança. [Sabe-se la que sera por essa via que chegou a nos o sangue de nossa ancestral Anna Pinto de Jesus, esposa do ancestral Eusebio Nunes Coelho! Afinal, sabemos que temos teor africano na linhagem] Alem disso a Catharina foi batizada pelo vigário padre Antonio de Mendanha Sotto Maior e o padrinho foi Manoel de Mattos Sotto Maior.

`A pagina 761 ja havia revelado que a esposa do Mestre de Campo chamara-se Izabel de Mendanha de Souto Maior. Importante ai eh nos lembrarmos que ja havia aliança entre os Souto Maior e Andrade de Araujo no Rio de Janeiro, datando de 100 anos antes do batizado acima mencionado.

Ja o Antonio Bernardo Sobral e Almeida tem comum conosco o Almeida. Sobrenome que aparece nos nossos ancestrais através da conjunção do Antonio Coelho de Almeida que era sogro do Malaquias Pereira do Amaral, co-fundador de Sabinopolis.

Tanto a esposa de um quanto a de outro chamavam-se Ana Maria de Jesus. O Malaquias nasceu em Conceição do Mato Dentro. Mas a esposa teria nascido em Congonhas do Campo, assim como a mãe do Malaquias, também dita nascida em Congonhas, e esposa do pai: Miguel Pereira do Amaral.

Os dados aparecem no livro do professor Dermeval. Tudo sera possível, principalmente porque depois de 1750, com a queda brusca da produção de ouro nos centros produtivos tradicionais, a expansão da colonização foi feita `a base da busca de novos veios que foram encontrados nos arredores de Conceição, Serro e Itabira.

E nossa genealogia registra a migração de outros ramos primeiro implantados em torno de Ouro Preto e Mariana e depois migrados para tais regiões. Entre eles estão os Coelho de Magalhães (ou Rodrigues Coelho, segundo o professor Nelson de Senna).

Mas aqui ha a possibilidade de o ancestral Antonio Coelho de Almeida descender do mesmo escrivão Antonio Sobral. Ao que parece, Antonio ja habitava a area onde surgiria a futura Sabinopolis, e haviam familias Coelho no Serro, desde o inicio verificado pela presença do procurador Leandro Coelho Mestre, presente `a pagina 765, em 1752.

A presença do Jose Pereira do Amaral poe um pouco de duvida em relação `a narrativa do professor Dermeval em relação `a entrada do sobrenome na família a partir do Miguel Pereira do Amaral que teria migrado da Ilha de Sao Miguel dos Açores. Possível eh!

Mas Jose Pereira do Amaral ja devia ser adulto, mesmo que jovem, em 1772. Enquanto o Miguel deveria ser criança. E o professor Dermeval não substancia as alegações dele com base documental, senão em outros casos.

Acredito que ele tenha se baseado em memórias. Especialmente da avo Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. Depois que ficou viuva em 1881 ela foi residir na casa do filho, coronel Cornelio Jose Pimenta. Mas faleceu em 1906, aos 10 anos de idade do professor, e o pai em 1918, aos 22 anos do mesmo.

Na maioria das vezes as tradições nos enganam porque a memória pode misturar os fatos. Jose poderia ter sido o pai, um tio e ate um irmão mais velho do Miguel. Qualquer que for o caso temos nota ai de que a família dessa assinatura devera ser pelo menos o dobro do que temos conhecimento!

A presença dos Queiroz talvez seja a que tenha a importância imediata maior. Não tive contato maior a respeito da família como um todo. Porem, entre amigos e parentes devemos ter muitos da mesma linhagem. Ha que mandar um alo `a amiga genealogista Marina Raimunda Braga Leão em Pecanha.

A respeito de Pecanha, o professor Dermeval descreve no livro dele que para instalar-se a Vila de Pecanha, em 1880, os prédios necessários para instalação da Camara Municipal, Escolas e Cadeia Publica foram doados por iniciativa privada e um dos doadores foi o senhor Marcelino Batista de Queirós.

Esse, por sinal, havia sido o 7o. filho do casal: capitão Joao Batista de Queiroz e dona Edwiges Soares da Encarnação. No livro o professor escreveu Edwiges Carvalho de Queiroz, corrigido pela Marina, que eh descendente do casal.

Obviamente, nao se pode afirmar que o Queiroz seja o mesmo. Contudo ha uma boa possibilidade de ai termos uma linhagem de família, procedente de Viana do Minho ate aos atuais Queiroz.

Seria uma coincidência “desagradável” o senhor Marcelino Jose de Queiroz não ter sido avo ou bisavô do senhor Marcelino Batista de Queiroz que, alias, “foi Intendente, Vereador, Vice-Presidente e Presidente da Camara Municipal de Pecanha”.

Nao sei se a Marina ja aprofundou a genealogia da familia dela a ponto de constatar ou negar que por ai entraram os Queiroz de nossa região.

Meu interesse na linhagem eh o esclarecimento da presença do sobrenome entre os conhecidos e especialmente aos parentes e aparentados.

Não faz muito tempo que o amigo de infância Dilermando Lucio de Oliveira informou-me que a avo dele, Sa Ritinha, chamava-se Rita de Queiroz e procedia do Serro. Ela devera ter nascido `a mesma epoca que meus avos, ou seja, em torno da década de 1890. E presumo que a possibilidade de descender dos escrivães do Serro eh grande.

Sa Ritinha foi esposa do senhor Jose (Zeze) Lucio de Oliveira, que foi um dos, senão o, melhores prefeitos de Virginópolis. Foi mãe do também ex-prefeito Henrique Lucio de Oliveira.

Alem disso foi sogra do tio Oldack de Magalhães Barbalho e dos primos: Hercilio de Magalhães Barbalho e Alípio Coelho. Isso sem contar a recorrência de outros descendentes casados com os Coelho.

Logicamente me interesso pelo que me eh proprio mas também pelo que vale `a humanidade toda. E da-me prazer dedicar esses resumos `as pessoas que fizeram parte da minha vida, particularmente da infância.

Apos escrever essas notas, ja corrigidas e acrescidas, desliguei o computador. O particular eh que escrevo na forma de e-mail e envio para mim mesmo. Assim faço com a intenção de copiar e revisar quantas vezes necessárias antes de publicar.

Ontem, 14.03.17, foi um dia de confinamento em casa. Isso acontece quando se esta esperando tempestade de neve. E o que anunciaram poderia ser um verdadeiro desastre fora de época.

Ja estava cansado de escrever e com fome. E pensando na neve que limparia mais tarde. Após almoçar e descansar assistindo a alguma comedia na televisão, veio-me a ideia. Vou enviar o que ja tenho `a Marina e solicitar a ela que acrescentasse alguma correção necessária.

Ao reabrir minha correspondencia, deparei-me com um e-mail dela com, alem de palavras para o meu incentivo, a informação: “Quanto ao Joao Batista de Queiroz, era filho de Marcelino Jose de Queiroz (em 1792, Escrivão da Vila do Principe) e Reduzinda Ermelinda de Queiroz.”

Por um momento imaginei que estivesse ocorrendo algo sobrenatural! Pensei logo, sera que meu computador esta grampeado também ou forcas mais elevadas estão nos guiando?!

Porem, meu intuito cientifico logo começou a indagar qual poderia ser a lógica de vir a resposta antes da inquirição. Não demorou muito para chegar ao acontecido.

Quando mencionara no nome dela no primeiro escrito, consultei a lista de contatos para certificar-me do sobrenome que ela usa. Ao fazer isso, automaticamente a inclui na lista de endereçados e o cansaço impediu-me perceber isso antes. Certo foi que quando fui plantar o milho ela ja me deu a farinha pronta!

E ai esta se desenhando outro comprovante de minhas teorias. Não se trata apenas de que `a medida que vamos encontrando nossos ancestrais mais antigos, a nossa genealogia, no exemplo de nos que vimos de Minas Gerais, vai se afunilando em direção `as cidades mais antigas.

E acabamos encontrando nelas não apenas nossos ancestrais como também de todo o restante da população porque os ancestrais de uns são ancestrais de outros também.

Em comum temos com a Marina nossa raiz no sobrenome Barbalho ja que ela descende do senhor Modesto Jose Barbalho. Possivelmente teremos o Rocha, da dona Rita, esposa daquele e de outros ancestrais nossos. E muito provavelmente nos encontraremos também nesse Queiroz. Porem em um tempo pouco mais afastado.

Para os que visitarem as outras paginas do blog poderão encontrar as menções ao Domingos Rodrigues de Queiroz, cuja carta de brasão eh descrita pelo Sanches de Baena. Domingos nasceu em Mariana, foi filho de Bento e neto de Amaro Rodrigues Coelho. Estudou em Portugal. Recebeu a carta em 1772.

`A epoca em que ele vivia deve ter conhecido ao Manoel Rodrigues Coelho, português também morador de Mariana. E o professor Nelson Coelho de Senna alega em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, ter sido este de quem procedia o nosso quintavo Jose Coelho de Magalhães.

Sendo o caso, suponho a possibilidade de que o Manoel foi irmão do Bento Rodrigues Coelho. O que torna comum a ambos os ancestrais que tiveram. E um ancestral do Bento foi o Antonio de Queiroz Mascarenhas, mencionado na carta de brasão. Sabe-se que a família procedia do mesmo Minho, origem dos Coelho, Vasconcelos e tantos outros dos sobrenomes mais tradicionais de Portugal.

Assim sendo os Queiroz no Serro e os Rodrigues Coelho em Mariana, que ja eram contemporâneos em sua entrada em Minas Gerais, poderão também ter sido primos em Portugal e, portanto, continuaram primos no Brasil.

Repetirei aqui o endereço da biografia e genealogia do Antonio de Queiroz Mascarenhas. Ele devera ser ancestral de todos nos ja que tornou-se personalidade importante da Historia de Portugal quando lutou, `a mesma epoca que Jeronymo e Agostinho Barbalho Bezerra, na Guerra da Aclamação, que se deu ainda na primeira metade do século XVII. Visitem:

https://www.geni.com/people/Antonio-de-Queiroz-Mascarenhas/6000000017888812821

 

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03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

A mensagem atinge especialmente aos descendentes dos trisavós: Joaquim Coelho de Andrade (Joaquim Honorio) e Joaquina Umbelina da Fonseca; senhores pais da Dindinha Ersila, Jose (Juca), Joaquim e outros.

O nosso amigo Mauro Andrade Moura enviou-me a mensagem:

“Segue a última descoberta, perdida em meio a muitos livros no Memorial Drummond de Andrade. É a primeira divulgação da genealogia da família, os Andrades e os Lages de Itabira, um artigo do Dr. Mário Barata com colaboração do nosso Poeta. Este artigo deve ter sido editado na Revista do Instituto de Genealogia do Brasil ainda na década de 30.

Arquivos para leitura:

primeira parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_pr

segunda parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_se”

Quem verificar a leitura, primeira parte, observara que ha um Jose Joaquim de Andrade, irmão do Francisco Joaquim Andrade. O Francisco Joaquim foi o bisavô do poeta Carlos Drummond.

Segundo o que encontrei no site Familysearch, houve um Jose Joaquim de Andrade, em Itabira, que foi casado com Maria Lucia da Silveira.

Esse casal foi o feliz pais de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se duas vezes, a primeira em 22.07.1812, com Joao de Sousa e Silva.

A segunda vez Simpliciana casou-se com Honorio Coelho de Linhares, em 12.01.1822.

Esse ultimo casal foi pai, em 26.09.1833, na Município de Ferros, da criança que recebeu os santos olhos e foi batizada com o nome Joaquim.

Aqui, por enquanto, eh apenas suposição que esse Joaquim seja o nosso trisavô, Joaquim Honorio.

Na contramão do suposto inicio dessa sequencia, o livro afirma que o Jose Francisco de Andrade faleceu solteiro. Portanto, esse não poderia ser o pai da Simpliciana, nossa provável tetravo.

Isso também seria uma suposição. O fato eh que ele aparece como pai dela no registro do casamento com o Joao de Sousa. E aparece também o nome da mae, Maria Lucia da Silveira, que não deveria aparecer sem a menção de “filha natural”, relativo `a Simpliciana, como era o costume da época. Sem a menção, presume-se que foram casados.

A nosso favor, contudo, ha sempre aquele senão. Era comum os genealogistas mais antigos cometerem enganos dessa natureza. Por mais que procurassem, não encontravam registros ou menções a casamento, automaticamente concluíam pelo solteiro.

Então, ficamos dependentes de encontrar em algum ponto de Minas Gerais, um registro de casamento entre o Jose Joaquim contra a Maria Lucia. Nele devera estar registrado os nomes dos pais de ambos. Ai a duvida se dissiparia, a favor ou contra.

Estou otimista em relação `a constatação da hipótese favorável. Isso porque, mesmo os nomes Jose, Joaquim e Andrade terem sido muito comuns, e podendo haver ate mais de duas pessoas `a mesma época com o mesmo nome, penso ser improvável a coincidência.

Lembrem-se, improvável, mas nao impossível.

Nesse caso, e sendo verdade, será verossímil que a Dindinha não se enganou quando dizia ser aparentada do Carlos Drummond. Acredito que caberia a nos esforçarmos um pouco mais para comprovarmos que a santidade dela não falhou.

Outra informação que complementa isso eh que o Honorio foi filho do Antonio Coelho da Silveira e de Maria Vieira da Silva.

Em escritos anteriores eu me enganei. Citei de memoria e dei o sobrenome Vieira `a ancestral Maria Lucia, que era Silveira.

Se essa parte da genealogia aqui exposta encaixar-se exatamente como estou pensando, então, seremos duplo “da Silveira”. E alguns membros desse ramo procederiam da “Ilha Terceira”, nos Açores.

E, talvez, a familia da tia-bisavo Emigdia Honoria Coelho tenha algum vinculo, pelo menos em meio termos. Ela foi esposa do seo Amaro de Sousa e Silva. Ou seja, mesmo sobrenome do primeiro marido, Joao, da tetravo Simpliciana Rosa de Andrade.

O seo Amaro poderia ter sido por volta de neto da Simpliciana. Ela e o Joao de Sousa foram pais, pelo menos, de uma filha, Maria, em 1814. Podem ter tido outros filhos, e o sr. Joao de Souza, filho dos tios Emigdia e Amaro, poderá ter recebido nome em homenagem ao bisavô.

Havia me esquecido ontem. Escrevi ja a noite e passava da hora porque aqui: “a marcha do veado começa cedo!” rsrsrsrsrsrs. Apenas parafraseando o nosso colega de moradia, natural de Pains, la na republica em Viçosa, o Gege. Ele contava que a mãe dele os acordava com a frase, ao que ele retrucava: “Ce bobo mãe!!!”

Mas enfim, temos que não esquecer de pelo menos mais um ramo Andrade em nossa família que procede de Itabira. Trata-se da descendência da dona Antonia Nunes Lage. Ela nasceu la e tornou-se a esposa do Pedro (Surdo) Nunes Coelho.

Refiro-me ela como também Andrade porque podemos verificar que na segunda parte do tratado genealógico acima informa-se que os “da Costa Lage” eram dos mesmos Andrade. E, muito provavelmente, muitos se casaram primos com primos, segundo o que o próprio estudo menciona.

Sa Toninha e o Pedro foram pais de:

01. Emidia Nunes Coelho – Joao da Cunha Menezes
02. Eucalina Nunes Coelho – Joao Pereira
03. Ebe Nunes Coelho – 1o. Lolo Pereira, 2o. Felipe
04. Euripedes (Dodo) Nunes Coelho – Maria Laura Candida
05. Mario Nunes Coelho
06. Maria Nunes Coelho (Irma Helena)
07. Carina Nunes Coelho – Vicente Loyola
08. Horacio Nunes Coelho – 1o. Maria Marcolina Coelho, 2o. Noemi Marcolina Coelho
09. Lauro (Pitimba) Nunes Coelho – Maria dos Anjos Rabello
10. Zinah Nunes Coelho – Minervino Nunes Leite

O senhor Joao da Cunha Menezes foi primeiro, marido de Evangelina (Eva) Nunes Coelho, que fora irmã do Pedro Nunes Coelho. Naturalmente, essa primeira família não compartilha, dentro do que ja sabemos, dos mesmo gens Andrade que a segunda.

Os dados que temos aqui, alem da porção encontrada no Familysearch, acima mencionado, também procedem da coleção de outros dados que o amigo Mauro de Andrade tem me fornecido, sobretudo a parte que toca em relação ao período 1827 a 1870 e oriundos de Itabira e Ferros.

De la para ca são dados do livro da nossa prima Ivania Batista Coelho, com adendos fornecidos por parentes, como o nome da esposa do Euripedes, fornecido pela neta deles, Vilma Natalicia Nunes.

Pedro Nunes Coelho foi filho de Jose Coelho Nunes e Emigdia de Magalhães Barbalho. Eles foram primos em primeiro grau, pois, foram filhos respectivamente das irmãs: Francisca Eufrasia de Assis Coelho e Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Acredito que a inversão do sobrenome Nunes Coelho para Coelho Nunes pode ser devido ao Jose ter sido o primeiro neto dos fundadores de Guanhaes: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Os outros irmãos do Jose assinaram Nunes Coelho, e foram filhos do fundador de Virginópolis, Joaquim Nunes Coelho.

Outras familias antigas em Virginópolis “correm o risco” de ter parentescos com os Andrade e Lage de Itabira. Isso porque a família expandiu-se na mesma direção que corre o Rio Santo Antonio.

Assim, alguns que tem ascendência em cidades como Itabira, Santa Maria de Itabira, Ferros, Dores de Guanhaes, Senhora do Porto, Guanhaes, Virginópolis e Açucena serão candidatos a encontrar, principalmente do sexo feminino, se não assinarem atualmente Lage ou Andrade, ancestrais que se encaixam no tronco dessa família.

E pelo que se conhece da capacidade reprodutiva dessas famílias no passado, torna-se uma chance que pode bem ultrapassar 50% de chances da possibilidade.

Por enquanto não tenho como dizer nada a respeito dos Dias de Andrade em nossa família. A origem deles esta no professor Francisco Dias de Andrade que se acredita ter procedido de Diamantina, que pertencia ao Serro, local onde havia o ramo Andrade de Araújo, família histórica do Rio de Janeiro, juntamente com os Barbalho, Aguiar, Costa Ramires e outras.

Nao se descarta nenhuma possibilidade, pois, houve movimento migratório no sentido Itabira/Ferros para Diamantina no final da primeira metade do século XIX.

Inclusive acredito que Joaquina “Simpliciana” Coelho de Andrade, esposa do Cassiano Coelho de Araujo, tio-avo do professor Nelson Coelho de Senna, devera ter sido irmã do trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Ela tera nascido por volta de 1826, indo falecer em 1916, sendo sepultada em Virginópolis. Fonte, atestado do obito dela. E, segundo o professor Nelson, o casal criou família nas lavras de diamantes de Diamantina.

 

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04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

 

Por enquanto eh especulação, mas vejamos se a nossa parentela concorda ou não com as evidencias que ja colhi.

Vamos nos lembrarmos em primeiro lugar que o professor Nelson Coelho de Senna foi o primeiro a escrever um compendio a respeito da família dele. A esse deu o nome de “ALGUMAS NOTAS GENEALÓGICAS”, publicado em 1939.

Descrevendo os próprios familiares maternos, ele afirma que um casal de trisavós se chamava: alferes, Jose Coelho de Magalhães (também conhecido, na família, por Coelho da Rocha) e Eugenia Maria da Cruz. Os filhos do casal foram:

01. Jose Coelho da Rocha – Luiza Maria do Espirito Santo
02. Joao Coelho de Magalhães – Bibiana Lourença de Araujo
03. Antonio Coelho de Magalhães, solt. (na verdade, Rodrigues Coelho)
04. Felix Coelho da Trindade
05. Clara Maria de Jesus.

Disse também que todos, exceto Antonio, foram casados. O que sabemos eh que Joao foi o bisavô do professor, o qual o conheceu por o professor ter nascido em 1876 e ele ter falecido em 1879. Nasceu e faleceu na mesma data: 19 de março, dia de Sao Jose.

Aqui entra um detalhe das Notas Genealógicas que falta esclarecer. O casal de trisavos dele teria se casado em 7 de setembro de 1799. Ou seja, muito depois do nascimento dos dois primeiros filhos.

Alega ainda que o bisavô dele casou-se com sua prima carnal Bibiana Lourença de Araujo. Foge a mim o significado de prima carnal. Obviamente, trata-se de primos reais mas nao define o grau.

O professor nao nos da datas de nascimento dos 3 filhos do casal Joao/Bibiana. Porem, da das 3 filhas. Euphrasia 1829; Maria Brasilina, avo do professor, 1828; e Maria Eugenia, 1835. Os 3 irmãos foram: Cassiano, Joao e Joaquim Coelho de Araujo.

O professor alegou que os bisavós dele casaram-se em 1804, antes que o bisavo completasse 20 anos. A disparidade eh que, para isso ter acontecido, tia Bibiana teria que estar com por volta de 50 anos de idade quando teve a ultima filha, e teria que ter havido muita distancia entre o casamento e os últimos nascimentos.

Acredito, então, que ele pode ter se enganado ao dar o bisavô falecido aos 94 anos. Eh possível que ele tenha nascido em 1805, e não em 1785. Assim, teria se casado em 1824 e não em 1804. A leitura em documentos antigos muitas vezes engana a gente.

Assim, entre 1825 e 1828, poderiam ter nascido os 3 irmãos. O problema eh não termos fatos conhecidos, por mim, das vidas deles que o comprove. Tenho que o Joaquim foi mesmo minerador em Diamantina. Mas isso aparece no Almanak de Minas, em 1872. Isso confirma informações passadas pelo professor Nelson.

Pela data do casamento dos nossos supostos ancestrais Jose e Eugenia, 1799, acredito na possibilidade de o professor ter se enganado quanto ao filho Jose ter sido filho dela. O Jose pai teve uma esposa anterior, cujo nome foi Escolástica de Magalhães. Então, seria mais condizente que essa fosse a nossa ancestral e não a Eugenia.

O professor também afirma que a Eugenia Maria da Cruz, ao morrer e ser sepultada no Arraial-de-Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, hoje cidade, ficou revelado o nome de Eugenia Rodrigues da Rocha.

A informação de que ela foi sepultada em Rio Abaixo leva a supor que casou-se de novo, por ainda ser jovem, pois, os filhos se mudaram para Guanhaes, juntamente com o irmão mais velho, Jose Coelho da Rocha, que foi o fundador local.

Dona Eugenia pode ter deixado os filhos para que o enteado fosse o tutor dos irmãos. Talvez, devido `a ocupação com outra suposta, por mim, família. Sendo que o outro marido ja poderia ter seus próprios filhos.

Segundo informação desta pagina, no site:

http://gencoelho.xpg.uol.com.br/inferior_files/origens/coelho_de_magalhaes.htm

 

Eugenia Rodrigues da Rocha teria sido filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Como se pode observar na pagina, a informação teria sido coletada do livro: “A Mata do Peçanha Sua Historia e Sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Tenho copia da primeira edição do livro, datada de 1966, na qual a informação ainda não aparece. Mesmo assim, baseado nas informações primarias encontradas por esses autores, tenho pesquisado e encontrado evidencias de que algo disso tudo seja verdade.

Nao muito tempo atras, encontrei no site Familysearch o registro de batismo que diz:

Maria Magalhães, nascida a 26.07.1750, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. Foi então que especulei que se dona Anna Maria tivesse ancestrais com o sobrenome Barbalho, essa Maria poderia muito bem ter sido nossa sexta-avo.

O que pensei ser bem provável porque existem outras mulheres na Família Barbalho, `a época, que preferiam ter os nomes ligados aos santos, muito frequentemente em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

O problema maior esta em saber se essa Anna Maria tem ou não ligação com a Família Barbalho, pois, era comum o Conceição aparecer em outras famílias também.

As pessoas `aquela época não eram batizadas com o sobrenome. O site acrescenta o ultimo sobrenome do pai, como eh o costume aqui nos Estados Unidos. Portanto, o registro de batismo deve dizer apenas Maria. Ja os nomes dos pais, por ser adultos, aparecem.

Embora os de mães costumam variar de batismo para batismo. Muito comumente não se dava a elas um sobrenome. A não ser que fosse de alta classe.

O batismo da menina Maria se deu na Igreja de Santo Antonio, no municipio de Ouro Branco.

O que animou-me a retornar a esse assunto foram mais quatro registros que encontrei no mesmo site. Sao eles, dois de batismos:

01. Juliano Vaz Barbalho, filho de Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo. O batizado se deu na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, a 27 de Jun 1723.

02. Joao Vas Barbalho, filho de Manoel Vas e Anna Costa de Araujo, na mesma Igreja, local e na data de 05 Jun 1722.

dois de casamentos:

01. Antonio de Almeida Leitão – Izabel da Quaresma
filho de: Manoel de Almeida – Josefa Maria Cardoso
filha de: Antonio Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse casamento se deu em 16 Out 1731

02. Luis Barbosa de Sousa – Mariana Francisca da Conceição
filho de: Luis Barbosa de Souza – Francisca das Chagas
filha de: Antônyo Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse outro se deu em 10 Fev 1750

No segundo eh que se identifica o sobrenome Quaresma do pai da esposa.

Penso que aqui temos o que pensar. Em parte porque não fica explicado o porque de os filhos do primeiro casal: Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo terem recebido o sobrenome Barbalho, a não ser que tivessem suprimido esse sobrenome do Manoel.

Então, nesse caso, poderíamos supor que ele poderia ser o mesmo que se tornaria marido de Josepha Pimenta de Souza e daria origem ao ramo da família na região do Serro do Frio (Villa do Principe). Em sendo o caso, nossa família cresceria muito.

Essa especulação torna-se possível e, quem sabe, provável, pois, o que sabemos eh que dona Paschoa Barbalho nasceu em 1650 e casou-se com Pedro da Costa Ramires em 1668.

Caso especulemos que a filha deles, Maria da Costa Barbalho, nasceu por volta de 1670, também poderia estar tendo filhos por volta de 1690.

Maria casou-se com o viuvo Manoel de Aguiar. Então, eh possível pensar que o primeiro filho foi o Manoel Vaz Barbalho, que casou-se com a Josepha e, talvez, com a Anna Costa de Araújo.

Mas como ele poderia ter nascido em torno de 1690, por volta de 1712 ja poderia ter se casado com Anna da Costa (ou Pereira) de Araujo. Observe-se que o nome provável dela pode mesmo ser da Costa, o mesmo do Pedro da Costa Ramires, que ja era o avo do Manoel.

O da Costa aparece muito frequentemente entre os cristãos novos que conhecidamente ja tinham o costume de casar-se parente com parente.

A presença do Araújo no sobrenome talvez justificasse a alegação de que tios Bibiana e Joao eram primos carnais.

As assinaturas Araújo, da Costa e Barbalho eram muito frequentes no Rio de Janeiro, de onde procediam, durante os séculos XVI e XVII e, como a cidade era algo como hoje conhecemos por interior, a possibilidade de se terem aparentado desde então eh enorme.

Mas são os registros de casamentos que talvez ofereçam a melhor possibilidade de ponte entre os Coelho e os Barbalho. Aqui temos que especular que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido mesmo a menina Maria de Magalhães no assentamento de batismo de Ouro Branco.

Sabemos que a mãe dessa Maria chamou-se Anna Maria da Conceição. Ela poderia ter sido a filha da Maria da Conceição Barbalho e seu marido Antônyo Dias Quaresma.

Mas aqui, para encaixar-se melhor `a nossa genealogia, teríamos que admitir que essa Maria da Conceição Barbalho fosse irmã do Manoel Vaz Barbalho, ou seja, fosse também filha da Maria da Costa Barbalho e Manoel de Aguiar. O que parece bem possível.

Precisava mesmo ter os estudos do Carlos Grandmasson Rheingantz em mãos para ver no que isso será ou não possível.

Sei que ele recordou muito da Família Barbalho na coleção: PRIMEIRAS FAMÍLIAS DO RIO DE JANEIRO (SECULOS XVI E XVII). 3 volumes. Deve constar nele os filhos do Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Alias, nao sei se explica ou complica. Acabo de abrir o livro do professor Dermeval para certificar-me de um dado e ali reli:

“IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Iraja, distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL DE AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.”

Também resolvi abrir o familyseach novamente e la revi outro assento de casamento:

01. Manoel da Costa Barbalho – Joanna Maria de Freitas
Filho de: Anna da Costa – nao aparece marido
Filha de: Josefa de Freitas – nao aparece marido
O casamento se deu na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de Ouro Preto, em 13.02.1768.

Na verdade, as informações encontradas no familysearch a respeito de Joao e Juliano Vaz Barbalho estão incompletas, embora sendo batizados, consta que os nomes são mencionados, porem, deixa duvidas quanto a serem os batizandos. Isso porque os nomes aparecem completos, o que iriam usar em outros documentos que não os dos próprios batizados.

Acredito que aqui encontramos mais uma indefinição. O professor Dermeval alega que usou dados de notas do Arquivo do alferes Luis Antonio Pinto e não os documentos originais de dados relativos ao Serro. E isso pode te-lo induzido a alguns enganos.

Um que pode ter acontecido seria a informação de que Manoel de Aguiar teria tido duas esposas. No registro de casamento da Theodosia com o Joseph Carneiro da… aparece o nome do pai dela: Manoel Aguiar. O mesmo que o professor usou no livro dele.

Ja no registro em que o nome do Juliano aparece, os nomes dos pais são: Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo, ou seja, o mesmo nome que o professor registrou como esposa do Manoel Aguiar.

Talvez esteja havendo uma troca ali, e quem terá casado duas vezes será o Manoel Vaz Barbalho. Isso porque o Barbalho aparece tanto no registro do Juliano quanto do Joao.

Acredito que para economizar nosso trabalho devemos primeiro buscarmos encontrar mais dois registros de casamentos em seus originais. Ambos deverão estar nos arquivos da Arquidiocese de Diamantina.

Sao eles do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, dos livros da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde; e do capitão Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose que, por ela ter nascido em Conceição do Mato Dentro, devera ser encontrado nos registros de la.

Assim, depois deveremos verificar como essas peças se juntam. E, enfim, concluiríamos pelo menos uma etapa do encontro da ponte entre os Barbalho e os Coelho.

Detalhe importante sera nos lembrarmos que, mesmo que não sejamos descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, isso não implica de imediato que os Coelho descendentes do Jose Coelho da Rocha deixem de ser “do Barbalho”!

Como os autores antigos nada disseram a respeito, será possível também que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido irmã da primeira esposa dele, Escolástica de Magalhães.

Se assim o foi, verifica-se um caso clássico na família, ou seja, uma esposa falece e o marido dela casa-se com uma sobrinha dela. Muitas vezes uma irmã mais nova preenchia a vaga.

E isso se dava porque antigamente existia o total preconceito contra um homem tomar conta sozinho dos próprios filhos menores. Ate porque faltava tempo para isso.

Segundo tradições antigas, os casamentos nesses casos se davam como um cala-boca `as mas línguas. Quando um homem ficava viuvo com filhos novos logo se escolhia a moça mais apropriada da família para tomar conta das crianças.

Mas ai abria-se a oportunidade para as mas línguas levantarem suspeitas, pois, o que se dizer de uma moça solteira, vivendo na mesma casa com um viuvo e seus filhos?!!! Então, os pais mais atentos tratavam logo do casamento, não dando tempo `as mas línguas de levantarem os falsos.

E, se esse foi o caso, os Coelho descendentes de dona Escolástica não serão menos Barbalho que seus parentes descendentes da Eugenia. O que teriam a menos seria o lado italiano calabres do Giuseppe Nicatsi da Rocha. O que não impede que tenhamos outras ascendências italianas, pois, isso ja foi constatado em exame de DNA de primos.

Desconfio que essa seja a ortografia correta do sobrenome do Giuseppe. Nos documentos antigos as caligrafias do S e do G se pareciam muito. E o professor Dermeval traduziu o nome da Cidade portuguesa de Seia por Geia. Assim como pode ter traduzido Nicatsi por Nicatigi.

Mas, de toda forma, iríamos acrescentar o Dias Quaresma na lista de sobrenomes de nossos ancestrais. A Familia Dias Quaresma tem sua presença marcada na colonização brasileira. Como tantas outras que ja se encaixam em nossa genealogia.

Mas o que iria continuar faltando também eh a ponte entre o nosso velho JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que atravessa o Atlantico, do Brasil a Portugal, com as nossas origens portuguesas, por essa via!

O professor Nelson informou apenas que o tio-avo dele, Cassiano Coelho de Araujo, casou-se com Joaquina Simpliciana. Mas eu encontrei em Virginópolis o atestado de obito de Joaquina Coelho de Andrade, viuva de Cassiano Coelho.

Ao que eu suponho, essa Joaquina foi irmã de nosso trisavô Joaquim Coelho de Andrade. Pelos dados de filhos de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade, imagino que Joaquina tenha sido filha deles também, nascida em Ferros, como os irmãos: Joaquim, 1833, e Antonio, 1838.

Pelo atestado, Joaquina faleceu aos 90 anos, em 1916. O que põe o nascimento dela em 1826. Época em que o casal Honório e Simpliciana ja eram casados, pois, o fizeram a 12 Jan 1822.

E Cassiano e Joaquina Simpliciana poderiam ter sido pais da avo do Juscelino Kubistchek, dona Maria Joaquina Coelho. Sei que Joaquina Simpliciana tinha idade para ter sido mãe da avo do Juscelino. Falta confirmar eh se o Cassiano tinha idade para ser o pai.

Outros documentos que posto para que fiquem juntos quando precisarmos consultar:

Casamento:

01. Rosa Maria da Conceição – Joao Martins Ferreira
filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
filho de Domingos Martins Ferreira e Luiza Soares de Jesus
data: 02 Set 1795
local: Sao Jose, Itatiaia, Rio de Janeiro, Brasil

batismo:

01. Manoel, filho de: Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
batizado: 25 Fev 1752
nascimento: 16 Fev 1752
local: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais, Brasil.

Apos publicar a parte acima deste capitulo, recordei-me que havia planejado antes fazer uma inspeção na localização das cidades mencionadas nos documentos, pois, muitas vezes isso também influencia nos estudos genealógicos. E não deu outra!

Em primeiro lugar, temos as cidades de Diogo de Vasconcelos e Ouro Branco. Segundo as informações do site distanciaentrecidades.com.br, em linha reta não passa de 54 km. Mas a estrada forma um grande arco, transformando a viagem em 82 km.

https://www.distanciaentreascidades.com.br/distancia-de-ouro-branco-mg-brazil-ate-diogo-de-vasconcelos-minas-gerais-mg

Interessante eh que no meio do caminho ha que passar-se por Ouro Preto e Mariana. Ai eh que as coisas se esclarecem melhor ainda.
Outro detalhe que esclarece também são as Historias dos Municípios.

Ai temos de Ouro Branco:

01. http://www.ourobranco.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/historia-de-ouro-branco/6495

e Diogo de Vasconcelos:

02. http://folhadediogo.blogspot.com/2009/06/historia-de-diogo-de-vasconcelos.html

Quem entrar nessa segunda poderá colher a informação de que o padre Domingos Coelho da Rocha, filho de fazendeiro local, ergueu uma ermida modesta em homenagem a Sao Domingos de Gusmão. Em torno desta formou-se o povoado que ja em 1754 recebia a pia batismal.

Isso elimina a possibilidade de os irmãos Joao e Juliano terem sido batizados em Diogo de Vasconcelos. Na verdade, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção era a de Mariana, `a qual as terras ainda pertenciam.

Em outra reportagem afirma-se que o nome completo do padre era Domingos Pinto Coelho da Rocha. Nao faz diferença, o que eu queria ressaltar era a coincidencia do sobrenome dele, Coelho da Rocha, que também faz parte do nosso ramo familiar.

De toda forma, acredito que a presença desses Barbalho nas proximidades de Mariana e Ouro Preto reforçam a hipótese de pertencerem a um mesmo ramo familiar.

Isso porque no mesmo site Familysearch também ja encontrei outros registros. Entre eles os dos casamentos:

01. Theodozia de Aguiar Barbalho – Joseph Carneiro da ………
filha de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
filho de: Matheus Lage e Maria Carneiro
O casamento se deu na Igreja N. S. Assunção, em Mariana, a 17.12.1717

02. Thereza de …….. de Oliveira – Jose Rodrigues
filha de: Joao de Aguiar Barbalho e Joana de Oliveira
filho de: Jose Rodrigues e Magdalena do Valle
Também na N. S. Assunção, Mariana, a 24.06.1730

03. Liandro Jose Barbalho – V. Barbalho
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria de Jesus
Filha de: Dionisio Barbalho Bezerra
Outro em N. S. Assunção, Mariana, a 27.10.1753

04. Januário Jose Barbalho – Dionisia Coelho da Silva
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria
Filha de: Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu
Igreja de N. S. da Conceição, Ouro Preto, em 26.01.1758

Naturalmente, acredito que o nome da mãe do Januário e do Liandro so aparece completo no casamento dela e Jose Rodrigues. Era comum as mulheres terem o nome social e o religioso.

Algo mais que aumenta a aproximação, foi o local de nascimento do nosso tetravô, Policarpo Jose Barbalho. Ele, que se tornou padre depois da família criada, nasceu no antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durão, pertencente a Mariana. Deve ter nascido por volta de 1790, pois, casou-se em 1808, em Itabira.

Não se sabe porque o padre Policarpo nasceu naquele Distrito, pois, o pai havia nascido no Serro e a mãe em Conceição do Mato Dentro. Ja o irmão dele, Gervasio Jose Barbalho, também nasceu em Conceição do Mato Dentro.

Outra ligação indireta, trata-se de que o professor Nelson Coelho de Senna sugeriu que nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães procedesse do rico português Manuel Rodrigues Coelho, que possuiu datas minerais também no Distrito de Santa Rita Durão.

Aqui temos um pouco a respeito do Distrito:

http://www.pmmariana.com.br/distritos/santa-rita-durao

Em nossa familia temos ainda ligação com essa área historia do Ciclo do Ouro através da Cidade de Congonhas do Campo. Segundo o que ha na internet, Manuel Rodrigues Coelho contribuiu com algum dinheiro para a construção do Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, que foi transformado em um dos símbolos de Minas Gerais.

Possivelmente, tenha ate mantido residência no local, pois, todos os ricos e afamados de Ouro Preto e Mariana tinham o local como ambiente de retiro, para fugir do burburinho das antigas capitais.

E também ligação genealogica mesmo, pois, segundo informações retiradas do livro do professor Dermeval Jose Pimenta, nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral casou-se com Francisca Angelica da Encarnação, filha do português: Francisco Jose Barbosa Fruão e Anna Maria de Jesus. Elas, naturais de Congonhas.

Sendo que Miguel foi nosso sextavô, o nosso pentavô, filho dele, Malaquias Pereira do Amaral, casou-se com Anna Maria de Jesus, também congonhense, filha de Antonio Coelho de Almeida e outra Anna Maria de Jesus.

Assim sendo, podemos dizer que nosso tronco familiar foi plantado em Minas Gerais nos arredores de suas primeiras capitais, `a época de suas fundações, sendo que no virar do primeiro século, ainda ali estabelecida, espalhou-se tomando o rumo de Itabira, Morro do Pilar, Conceição do Mato Dentro e Serro, antes de projetar-se para Guanhães e Virginópolis.

Por esse lado, a irmanação dos Coelho com os Barbalho do nosso ramo devera estar representada pelos dados expostos pelo professor Dermeval Jose Pimenta. Ele nos da os dados dos casamentos:

01. Manoel Vaz Barbalho – Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
Filha de: Belchior Pimenta de Carvalho e mãe nao mencionada
O evento se deu a 18.9.1732, “na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde”, que continua Distrito do Municipio do Serro.

02. Isidora Francisca da Encarnação – cap. Antonio Francisco de Carvalho
Filha de: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Antonio Leal e Maria Francisca (portugueses).

Isidora e Antonio Francisco foram pais de: Joao (1761); Victoriana (1762); Antonio (1764); Luciano (1766); Mariana (1767); Jose (1769); Francisco (1771); Bernardo (1776) e Boaventura Jose Pimenta (1779).

Aqui ha que expor-se uma duvida que tenho por não ter em mãos documentos que comprovem. Sabemos que nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho foi filho do capitão Jose Vaz Barbalho e dona Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Ha uma janela muito estreita que permitiria que o capitão Jose seja o mesmo nascido em 1769. Em 1788 ele poderia ja estar casado aos 19 anos de idade.

Porem, a ideia que penso ser mais provável seria a de que o capitão nosso ancestral tenha sido filho do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. `A pagina 236 do livro dele o professor Pimenta registrou que Josepha teria nascido em 1712.

Casou-se aos 20 anos e poderia ter tido filhos por mais 20 anos. Como não tenho a data do nascimento do tetravô Policarpo, fica difícil saber qual a possibilidade se encaixa melhor.

De todo jeito, so se pode obter a certeza dos fatos através de documentos que ainda não encontramos. Isso porque existe a possibilidade de estarmos incorrendo em engano e pode ser que iremos nos encaixar em outro ramo de aparentados que não seja o do Manoel Vaz e Josepha Pimenta.

No livro dele, o professor Pimenta nos da apenas um breviário a respeito da descendência de dois dos filhos de dona Victoriana e mais detalhes da descendência do bisavô dele, Boaventura.

Isidora foi a unica filha do casal Manoel e Josepha por ele mencionada no livro. Em minhas pesquisas encontrei o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho, que criou família em Gravataí, em torno dos anos de 1780, pertencente a Villa de Porto Alegre, local onde se deu o falecimento dele, em 1801.

Se também houve um filho chamado Jose e mais outros alem desses não tenho a informação ainda.

E no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio de Magalhães Barbalho esta incluida a anotação dos dados de casamento dos pais dele:

01. Padre Emigdio de Magalhães Barbalho, filho de:
Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhães
Filho de: cap. Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose
Filha de: Genoveva Nunes Ferreira (nao consta nome do pai)
O casamento se deu em 1808, em Itabira, de onde a noiva e mãe procediam.

Mais detalhes da familia encontrei no Inventario de Isidora Francisca que faleceu deixando 4 filhos vivos: Jose (1810), meu pentavô materno; Padre Emigdio (1813); Francisco Marçal (1820), meu trisavô paterno e materno; e Lucinda Francisca de Magalhães (1824). Outros 3: Joao, Genoveva e Maria devem ter falecido crianças.

O cap. Jose Vaz e Anna Joaquina foram pais de pelo menos dois outros filhos: Gervasio e Firmiano. Possível será que tenham sido pais de Victoriano e Modesto Jose Barbalho também. Ha ainda o que pesquisar.

Nesse caso, caso se confirme que Eugenia Rodrigues da Rocha foi mesmo filha de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, que pode ser filha de Anna Maria da Conceição, e esta, filha de dona Maria da Conceição Barbalho, constataremos o vinculo parental entre os dois sobrenomes presentes em nosso ramo familiar.

Obviamente, devemos ressaltar que podemos descender pelo lado Coelho de dona Escolástica de Magalhães que, talvez, será irmã da Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.

Não haverá a necessidade de que dona Maria da Conceição Barbalho tenha sido filha do casal Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar para que pertença ao nosso ramo familiar. Sabe-se que Maria da Costa não foi filha única. Pelo menos Jose da Costa Barbalho foi irmão dela.

Alem deles, haviam outros descendentes do governador, mestre de campo, Luiz Barbalho Bezerra e dona Maria Furtado de Mendonça no Rio de Janeiro. Uma dos irmãos de dona Páschoa Barbalho, Michaela Pedrosa Barbalho Bezerra (filhas do Jeronymo Barbalho e netas do governador Luiz) deixou descendência conhecida.

Uma das descendentes de dona Micaela foi dona Maria Nicolacia da Conceição Bezerra de Mesquita que se tornou a Baronesa de Cacequi (Rio Grande do Sul) por casamento com o barão: Frederico Augusto de Mesquita.

https://www.geni.com/people/Maria-Nicolácia-da-Conceição-Bezerra-de-Mesquita-baronesa-de-Cacequi/6000000011649732808

A irma do Jerônimo, Cecilia Barbalho Bezerra, esposa de Antonio Barbosa Calheiros, também deixou pelo menos um casal de filhos que poderão preceder a dona Maria da Conceição Barbalho.

Sabemos que Agostinho Barbalho Bezerra, outro filho do governador Luiz, foi casado com dona Brites (Beatriz) de Lemos, mas não tenho noticias de descendência deles, se houve.

D. Brites era filha de Joao Alvares Pereira e dona Isabel de Montarroyo. Das familias mais antigas e tradicionais do Rio de Janeiro.

Qualquer que for o vinculo da linhagem de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho e em sendo dona Escolástica de Magalhães sua parente materna, nos fica garantido a irmanação entre os Coelho e os Barbalho do nosso ramo familiar.

Ha aqui que salientar-se que penso que Joao de Aguiar Barbalho tenha sido irmão da dona Theodosia e do Manoel Vaz Barbalho.

A exceção seria apenas se dona Maria da Costa Barbalho tiver tido pelo menos uma irmã que também tenha se casado com membro da família Aguiar. Nos tempos de colonização das terras brasileiras tudo era possível.

Uma irmã mais nova que ela poderia ate ter se casado com algum filho do Manoel Aguiar que ja era viuvo. Os laços familiares na verdade trabalhavam como aliança entre famílias. Não era incomum 2, 3 e ate 4 irmãos se casarem com outros irmãos de outra família.

Em nossa familia temos o exemplo extremo de 4 irmãos e uma prima da família Nunes (Coelho)/Barroso se casando na família dos tios Pio Nunes Coelho e Josephina Marcolina Coelho. E isso era o comum, justificando-se mais ainda a possibilidade da irmanação entre os mesmo Barbalho e os Coelho do nosso ramo.

 

ACRESCIMO IMPORTANTE.

Nada como uma boa caminhada, como a que fiz ontem com nosso melhor amigo Rudy, de mais de uma hora, ou um bom conselho do travesseiro para abrir melhor nossas mentes, principalmente, recordar detalhes.

Primeiramente, retornarei a uma informação que tenho do passado de pesquisas. Trata-se do documento produzido pelo professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ, publicado no endereço:

http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/mauricio_abreu.pdf

Quem desejar ir diretamente `a pagina 9, poderá verificar, no ano de 1702, o enunciado:

“Dona Páscoa Barbalho, viuva de Pedro da Costa Ramiro, em dote de casamento a Jose vieira da Costa, para casar com sua neta Dona Páscoa, doa “tres safras livres do partido que tem em seu engenho”.

Pode-se observar que os próximos quadros tratam da mesma propriedade, no Mutua, Sao Gonçalo do Rio de Janeiro, onde reuniam-se os revoltosos da chamada “Revolta da Cachaça”, e que pertencera a Jeronimo Barbalho Bezerra, o pai de dona Páscoa Barbalho.

Acredito que essas mesmas terras tenham passado como herança desde os tempos de Miguel Gomes Bravo, avo que foi de dona Isabel Pedrosa, esposa do Jeronimo. Miguel deve ter sido natural do Porto, foi contratador nos Açores, mudou-se para o Espirito Santo e depois residiu no Rio de Janeiro, deixando descendência significativa nesses lugares.

Acredito que no intervalo de 1702 e antes de 1705, a avo dona Páscoa tera falecido. E Jose Antunes de Matos, que aparece em 1705, pode ser sobrinho dela. Talvez ser filho ou neto da irma de dona Páscoa, Michaela Pedrosa, que foi esposa do portugues lisboeta, Joao Batista de Matos.

Dai pulamos para os dados contidos nos assentamentos dos Juliano e Joao Vaz Barbalho. Consta terem sido filhos de Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo.

Anna Pereira de Araujo, alegado pelo professor Dermeval, seria o nome da primeira esposa do Manoel de Aguiar, que depois casou-se com Maria da Costa Barbalho, em 1732.

Aqui vejo uma possibilidade, mesmo que vaga, de a Anna Costa (Pereira) de Araújo, ter sido filha mais velha do casal Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Ai eh que esta, ele poderia mesmo ter sido viuvo de outra pessoa com o mesmo nome da filha.

Pode parecer esquisito para alguns. Mas não era incomum no passado. Meus avos maternos foram o “Juca” Coelho e Davina Magalhães. Entre falecidos e sobreviventes tiveram 19 filhos. Nenhuma das filhas chamou-se Davina.

Momentos depois de minha avo ter falecido, deixando um grande numero de filhos menores, meu avo casou-se novamente com a avo Petrina Nunes Pereira. E a primeira filha nascida do segundo casamento veio a chamar-se Davina Coelho.

Pode parecer um pouco morbido. Mas não se tratava nem mesmo de uma manifestação de amor dos homens por suas mulheres. Era mais como um tributo, uma homenagem aos falecidos.

E no caso da Anna, o nome pode ter sido completo. O Costa que aparece no assento do Joao (Anna Costa de Araujo), pode ser em homenagem a dona Maria da Costa Barbalho. E também ficaria explicada a razão de ele e o Juliano assinarem Vaz Barbalho.

Vaz do pai e Barbalho da avo. Se isso tiver acontecido, eu terei que rever meu conceito em relação ao sobrenome. Isso porque ate agora descobri que são 15 gerações desde que o nome entrou no Brasil ate chegar `a minha geração.

Nessas 15 gerações pelo menos um dos cônjuges nelas assinou o sobrenome. Se acontecer de descendermos por essa via, dona Anna será uma geração a mais, porem, o sobrenome a menos. A menos que o marido Manoel Vaz tenha sido Vaz Barbalho e o sobrenome tenha sido suprimido nos documentos.

E aqui haveríamos que ressaltar a possibilidade de o professor Dermeval e/ou o alferes Luiz Antonio Pinto terem se enganado quanto `a paternidade do Manoel Vaz Barbalho.

Ele poderia ter sido filho do Manoel Vaz e Anna em contrapartida a Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Assim, ao invés de filho, seria neto desse segundo casal.

A possibilidade eh razoável, pois, em 1702 dona Páscoa Barbalho, aos 52 anos de idade, ja estava cumprindo a tradição doar dote para uma neta, Páscoa Barbalho, que eu ainda não tinha reparado ainda.

O que alias, trata-se de dona Páscoa Barbalho da Ressurreição, nascida por volta de 1785, filha de Jose da Costa Barbalho e dona Magdalena Campos. O casamento se deu em 1703.

Pelo menos eh o que esta no site de nosso amigo Lenio Luiz Richa. Jose foi filho de dona Páscoa e Pedro da Costa Ramires. Isso pode ser verificado no endereço:

http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptregos.htm

Ai temos informações interessantes, onde se mostra que as irmãs de dona Páscoa da Ressurreição: Teresa e Anna Maria casaram-se com primos.

As tres foram irmãs do capitão-mor Gonçalo da Costa Barbalho, que exerceu o cargo na Província do Espirito Santo.

Essas informações estão um pouco abaixo da metade da postagem. E no final dela temos um resumo dos primeiros Barbalho no Rio de Janeiro.

De qualquer forma repito, as conjecturas que faço foram apenas para preparar o espirito para quaisquer coisas que ficarem comprovadas através de documentação. Isso sim seria o que importa, pois, tudo o que eu disse pode tanto estar correto como errado.

E mencionei antes que precisávamos procurar os assentamentos dos casamentos dos casais: Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose; e Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Nao sei dizer onde se realizou o primeiro. Suponho que tenha sido em Conceição do Mato Dentro. E, em sendo o caso, eh suposto que estejam na Arquidiocese de Diamantina.

Interessante seria encontrar também, em caso de o Jose Vaz ter sido filho deles, o do capitão Antonio Francisco de Carvalho e Isidora Francisca da Encarnação. Eles se casaram em 30.08.1759, em Tapanhoacanga, atual Distrito de Itapanhoacanga, Município de Alvorada de Minas, cujo registro também se encontra em Diamantina.

Outros documentos, como os inventários e testamentos, se houverem, referentes a esses personagens, deverão encontrar-se no Museu General Carneiro, na Cidade do Serro, porque ali se encontram os documentos referentes `a Comarca do Serro do Frio. Era a única na região, enquanto não se criaram outras cidades por la e quando tais foram elevadas a novas comarcas.

Porem, para um ramo particular de nossa família, talvez, essas buscas poderiam ser resumidas a um único documento. Ou uma pasta completa. Tratar-se-ia do “DE GENERE ET MORIBUS” do padre Policarpo Jose Barbalho. Difícil esta localizar-se onde o DE GENERE se encontra.

Não sei dizer ao certo porque, fala nossa tradição que, ele era seminarista. Mas deixou a carreira para casar-se com a Isidora Francisca de Magalhães. Casamento que se deu em Itabira, em 30.08.1808.

Importante ai eh notar-se que ainda era tempo da Inquisição. Ou seja, era proibido estudantes serem descendentes de judeus “ou outras raças infectas” como tratavam os que não fossem cristãos. Em função disso, fazia-se uma verdadeira devassa genealógica dos seminaristas. Alguns apresentavam ate 5 gerações anteriores a eles próprios.

O padre Policarpo ficou viuvo em 1827. O filho Emigdio tornou-se padre primeiro que ele, em 1845. Segundo informações indiretas, o Policarpo ja era padre em 1851. Ou seja, para isso deve ter aproveitado o currículo e a matricula em sua juventude.

Isso faz-me crer que, devido `as circunstancias, no “DE GENERE” dele deve encontrar-se tanto informações ancestrais quanto de descendência, para a comprovação de que não havia impedimento algum para que se ordenasse.

Talvez seja esse o atalho que nos falta para tirarmos toda e qualquer duvida quanto a sermos a sequencia gerada e registrada nos livros genealógicos que procedem de Pernambuco, Rio de Janeiro e Sao Paulo, nos séculos XVI e XVII, antes de retornarmos a Portugal.

Pelo menos com sentido `a assinatura Barbalho. Outros ancestrais como Miguel Gomes Bravo, Joao do Couto Carnide, Manuel Rodrigues Coelho, Jose Coelho de Magalhães etc, chegaram de Portugal ja com o bonde andando.

 

 

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05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!!!

 

Ha pouco tempo o nosso primo Jacques Soares enviou-me o resumo do resultado de exame de DNA dele. Ali se informa que ele tem ligações genéticas com quase todo o Globo Terrestre.

Benin, Togo, Africa do Sul, Nigeria, nativo americano, Italia/Grecia, Irlanda, Escandinavia, Grão Bretanha, Peninsula Iberica, Europa Oriental, Finlandia/Russia, alem do Oriente Medio. De todos ele tem um pouco.

O que chamou-me atenção `a época foram os 32% relativos a Italia/Grécia. Como explicar tal coisa, em contrapartida, por exemplo, aos parcos 15% da Península Ibérica, a surpresa dos 15% da Irlanda e 13% da Grão Bretanha. Claro, eu ja esperava que os 17% combinados de origem africana.

Julgo que a porção italiana iria girar em torno dos 20%. E uma explicação relativamente obvia seria a de que nossa linguagem eh a “mais fina flor do Lacio” Dela nos falou Olavo Bilac na linda poesia: http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp

Obviamente, alem do latim, o portugues eh essencialmente fruto do grego.

Para tentar explicar o lado italiano, recordei-me que descendemos do Giuseppe Nicatsi da Rocha, segundo informou o professor Dermeval Jose Pimenta. Mas ai ha um problema. O Giuseppe era italo-lusitano. Portanto, era somente meio-italiano.

E nos passamos a nossos descendentes apenas metade de nossos genes. Portanto, ai fica complicado!

Dos 50% que possuía, Giuseppe passou 25% para Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela baixou 12.5% para o Jose Coelho da Rocha, que passou adiante somente 6.25% para a Eugenia Maria da Cruz.

Nossa trisavó passou 3.125% para o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho. Ele deixou de herança para a tia Vita cerca de 1.6%. O Raul Soares herdou apenas 0.8% da parte italiana do avo Giuseppe. Portanto o Jacques teve direito apenas a 0.4%.

Mas ha o outro lado. A mãe dele, Maria Helena, também foi descendente do Giuseppe. Na altura do Jose Coelho da Rocha ha a opção de descender do filho Joao Batista Coelho. Este foi o pai da tia Emigdia Honória, que foi a mãe do Cesario, pai da Maria Helena.

Nesse caso, da direito ao Jacques de herdar mais 0.4%.

Acontece que não tenho o acompanhamento das outras famílias das quais o Jacques descende. Mas sei que os Soares, Perpetuo e Coelho Lacerda fizeram estagio na mesma região entre Itabira e Conceição do Mato Dentro, especificamente Itambé do Mato Dentro, alem das duas primeiras, que os Coelho de Magalhães.

Talvez, essas 3 outras famílias tenham encontros genealógicos com o próprio Giuseppe ou com os parentes dele. Mesmo assim, isso não somaria mais que uns 2% inteiros a mais. Então, devemos supor que nossos outros ancestrais também foram italianos ou o português de um modo geral tem porcentagem elevada de sangue italiano nas veias.

Ou pelo menos, os portugueses que se dirigiram depois para o Brasil o deviam ter. Para tentar explicar isso, devemos recorrer `a Historia.

Sabemos que em 1492 o genovês Cristóvão Colombo, a soldo dos reis católicos da Espanha, tomou posse das Américas para Espanha e Portugal. Ele não a descobriu em hipótese alguma como ja sabemos atualmente. Mesmo porque, ja encontrou os indígenas como prova de que ja as haviam descoberto ha milênios atras.

O acordo das Tordesilhas somente seria assinado em 1496. Supostamente, antes de o Brasil ter sido desvendado pelo navegante europeu!

Mas, claro, se o Giuseppe não explica o lado italiano, Colombo muito menos.

Então havemos que retroceder um pouco mais na Historia. Antes que Portugal e Espanha entrassem no capitulo das Grandes Navegações, o comercio entre o Oriente e o Ocidente era dominado, na Europa, pelos venezianos.

Ai eh que esta, como diz a lenda dos marinheiros, em cada porto uma paixão. Entre uma viagem e outra os venezianos devem ter descansado em Portugal.

Mas logo em seguida, com a transferencia do centro econômico para Madrid e Lisboa, os capitalistas italianos também se moveram para la.

Outro detalhe importante eh sabermos que as famílias reais casavam entre si. Então, todas as famílias reais europeias tem uma mistura do sangue italiano. No caso especifico de Portugal, ha o casamento do primeiro rei, D. Afonso Henriques, com uma italiana, que foi a Mahaut (Mafalda) de Sabóia, a família real italiana.

O fato eh que, para se ter uma quantidade de 20% de sangue italiano por essa via esses encontros ainda são poucos. A menos que fossemos descendentes recentes das realezas europeias. O que não somos, mas sim das famílias reais, em doses diluídas.

Ha que voltar-se um pouco mais na Historia. Sabemos que a Península Ibérica foi dominada em ordem inversa pelos muçulmanos, godos/alanos e romanos. Talvez, aqui esteja a fonte.

Portugal resistiu muito. Roma entrou na antiga Hispania entre 218 a 200 a.C. Ja os povos lusitani, um tanto quanto ferozes, resistiram ate 19. Ai se destaca Viriato (140 a.C.), o herói portugues da resistência, que acabou sendo morto a traição.

O governo romano, porem, durou por apenas 4 séculos. Isso porque os godos e alanos invadiram a Península a partir de 411. Mesmo assim, a o segredo da Historia pode estar ai.

Com a invasão da Península, os romanos fundaram a cidade de Leon. Durante a Historia ali se estabeleceram a VI Legião Victrix e a VII Legião Gemina das forças expedicionárias romanas. Embora o exercito romano era multiétnico, com certeza uma parcela dele era formada por italianos de origem, principalmente o comando.

E o que corrobora com a ideia foi inclusive o nascimento do Imperador Romano Trajano ter se dado na Peninsula Iberica. Ele poderia ter sido estrangeiro com cidadania romana. Mas relata-se que pelo menos o pai era soldado italiano.

O que se infere ate ai seria que teria se formado uma elite de origem romano-italiana que por quaisquer motivos multiplicou-se sem se misturar muito. Essa porção da população relativamente pura se manteve no poder, como co-dominante pelo menos, sendo que dessa população teríamos herdado os nossos genes italianos.

Ha que nos lembrarmos que isso deverá ser quase uma verdade absoluta e não apenas uma hipótese, pois, 25% de ascendência eh o equivalente a se ter um dos 4 avos italiano.

Sabemos que não o temos, e que nossa ascendência italiana conhecida eh esporádica. Portanto, para chegar `a faixa de 20% em nosso sangue haverá que existir essa porcentagem num âmbito inteiro da nossa população ancestral.

Nos sabemos que Leon posteriormente tornou-se a capital que dominou a Peninsula antes de o territorio repartir-se em reinos. Mas as elites continuaram sendo as mesmas.

Por fim, vejam o que o nosso primo Luis Antonio Barbalho Silva, filho da Roxane, filha do dr. Helio, filho do tio Onesimo, filho também do bisavô Marçal, enviou. Não sei copiar mas ele enviou-me uma foto de uma lapide no Vaticano. Indica-se que Scipionis Barbati esta ali enterrado.

Na verdade, o nome completo do patriarca da família seria Lucius Cornelius Scipio Barbatus. (plural Barbati). Familia nobre italiana que ate atualmente usa a grafia plural do sobrenome.

Nessa outra postagem, pode-se ver o histórico da nobre Famiglia Barbati:

http://www.heraldrysinstitute.com/cognomi/Barbati/Italia/idc/801380

Abram e observem também, quem conhece, como os escudos de família se parecem muito.

Quem desejar ouvir a Historia do domínio romano da Etruria, fato que deu mesmo origem ao Império na Italia, pode acessar o video/audio:

Da Historia, devemos recordar também que a Família Barbalho estava ligada a produção do açúcar de cana desde quando entrou no Brasil. Antes disso, deve ter trabalhado com o mesmo produto na Ilha da Madeira.

Se não, eh provável que fosse família com experiência semelhante, porem, procedendo dos antigos domínios muçulmanos, que incluíam a Sicilia. Na ilha os muçulmanos introduziram a cana-de-açúcar, que haviam importado da India, e a usavam como fonte de lucro para manter seu império.

Havemos que nos lembrar ainda que a Borgonha chegou a ser chamada de Reino das duas Sicilias. A própria Sicilia fez parte de seu reinado. E o Henri da Borgonha, pai do Afonso Henriques, procedia da Borgonha. E isso praticamente garante que tivesse ancestrais italianos.

Infelizmente não encontrei ainda algo que de-me alguma certeza a respeito da origem do sobrenome Barbalho. Mas pode ser que tenhamos mais de 2.000 anos de Historia para contar.

Coincidentemente, não muito tempo depois da tomada da Etruria deu-se também a tomada de Cartago e, na sequencia, inicia-se a conquista da Península Ibérica, o que pode ter associado por essa via o sangue italiano `as elites locais e deles terá chegado ate a nos.

Existe um compendio de genealogia das familias nobres denominado: “PEDATURA LUSITANA (NOBILIARIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL)”. Um pouco dele pode ser lido via Google Livros. Porem ali tem apenas alguns volumes.

O livro organizado por Cristóvão Alão de Morais, foi publicado em 1673. No Tomo Quarto, Volume Primeiro, estão no índice as famílias Barbalho e Bezerra. Porem, ambas deverão encontrar-se em outro volume que não pode ser lido.

A coletânea naturalmente esta arquivada na Torre do Tombo, `a Alameda Universidade, 1649-010, em Lisboa. Mas ha que fazer-se uma viagem e tanto para ir-se la. So mesmo para verificar mais que isso.

Estou informado, porem, que o pesquisador Marcelo Meira Bogaciovas esteve la e xerocou a coleção. Contudo a copia esta arquivada na biblioteca do Mosteiro de Sao Bento. A qual estava fechada para as festas de final de semana e iria reabrir em fevereiro.

Ele enviou-nos o telefone: (11) 3328-8799. Talvez possamos conseguir dar um passinho `a frente e desvendar se o nosso Barbalho tem ou não algo a ver com o Barbatus e o Barbati italiano.

Pelo jeito, para ainda estar em nosso sangue tanta porcentagem greco-romana somente mesmo se tivermos mais que alguns ancestrais distantes. Será preciso que sejamos o produto de uma boa concentração azurra em nosso sangue. E que viva a Italia.

 

 

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06. A QUEBRA DO ENCANTO EM GOVERNADOR VALADARES E OUTROS CASOS DE VIAGEM.

 

  1. Estive no Brasil por uma semana prolongada. E não pude aproveitar como desejava. Isso, no sentido de que busquei apenas alguns poucos documentos genealógicos e não tive tempo para visitar outros lugares que não Virginópolis, passagem relâmpago por Divinolandia e Santa Efigenia de Minas.

Porem, tive essa noticia. Meu irmão, Fernando, contou por alto que temos mais uma personalidade na família. Trata-se do atual prefeito de Governador Valadares, conhecido mais pelos nomes Andre Merlo.

Fernando contou-me que ele eh sobrinho da dona Tunita (Antonia Coelho da Silva, Ferreira por casamento com o professor Jose Ferreira Junior, muito conhecido nos tempos que viveram e lecionou em Virginópolis).

Como não acessei a internet la no Brasil e não tive o livro, estava emprestado, da genealogia da família la em Virginópolis, não pude confirmar.

Agora descobri que ele eh neto da Maria Leticia da Silva Coelho. Essa, filha do Joel da Silva Coelho e Maria da Conceição Rodrigues Mourão. Não tenho informações da bisavó, mas pelo sobrenome devera ter vínculos com Sabinopolis ou Serro.

Os Mourão estão entrelaçados conosco desde o século XVIII. Mas não se pode dizer que todos que assinam são nossos aparentados próximos.

O Joel, bisavô do Andre, foi filho dos meus tios-bisavos Joaquim Bento Coelho e Antonia Paschoalina da Silva Neto (tia Cunuta). Não tenho informações a respeito dela mas ele foi mais conhecido como Ti Quim Bento.

Quim Bento foi filho dos fundadores de Virginópolis, Joao Batista Coelho (o velho) e Maria Honória Nunes Coelho. Fica, então, estabelecido esse vinculo direto com o ramo Batista Coelho da nossa família.

Apenas recordando, foram 12 irmãos, filhos de Joao Batista e Maria Honória . Os quais inclui meu trisavô paterno Joao Batista Coelho Junior e meu bisavô materno Jose (Ze Coelho) Batista Coelho.

Entre os irmãos ainda temos: Maria Honória (filha), Antonio Paulino, Sebastiana Honória, Anna Honória, Emigdia Honória, Antonia Honória, Marcolina Honória e Francisco, o Ti Chico. As mulheres assinavam o Honória da mãe e os homens, exceto o Antonio Paulino e o Quim Bento, o Batista Coelho.

Batista não eh nome de Família. O Joao I o tinha em homenagem ao santo do dia de seu aniversario. Mas passou para os filhos como se fosse sobrenome. E o sobrenome permanece ainda em muitos da descendência.

Os dados podem ser acompanhados nas paginas 149, 150, 151 e 136 do livro Arvore Genealógica da Família Coelho, da prima Ivania Batista Coelho. Outros dados estão no inicio do livro e no site www.geneaminas.com.br.

Ao entrar no site, basta jogar no espaço de busca o nome do Andre Luis Coelho Merlo. Abrira uma pagina intermediaria com o nome dele. Ai basta clicar sobre o nome. Dai para frente basta ir clicando sobre os nomes paternos para acompanhar toda a parentela.

Mas o que acontece eh que quando as pessoas fazem parte da família, muitas vezes o fazem parte, como nos diz o primo Carlos do No, “de com força”. O avo do Andre Merlo era o Lindolfo Rodrigues Coelho (apelido Fica).

Fica e Maria Leticia foram os pais da Creuza Coelho Merlo. Merlo por causa do marido, Jose Miguel Merlo, do qual não tenho informações genealógicas. Esses são os pais do Andre, o atual prefeito.

E o mesmo Fica entra `a pagina 31 do livro, por ser filho do Esdras Rodrigues Coelho e Maria Amelia. Esses, procedentes de Guanhaes, do tempo em que nossa família estava tanto concentrada de um lado quando do outro da divisa entre Guanhaes e Virginópolis.

Não tenho dados do lado materno mas o Esdras foi filho dos também meus tios-bisavos: Lindolpho Rodrigues Coelho e Marcolina (Marca) Nunes Coelho. E o Coelho dela eh próprio e não do casamento.

Nunes Coelho e Rodrigues Coelho são duas linhagens diferentes dos Coelho. Mas em nossa região existem tantos casamentos entre eles que quase não existem mais uns ou outros. Somos os dois ao mesmo tempo.

O que acontece eh que alguns ancestrais são diferentes e o que ainda não descobri eh como ambas famílias se encontram na raiz Coelho. O Coelho eh um so. O que falta saber eh quem foram os pais comuns `as duas.

Acredito que a tia Marca tenha sido sobrinha da Maria Honória, esposa do Joao Batista, o velho. Mas ainda não tenho provas.

Maria Honória foi filha de um Clemente Nunes Coelho, filho do Eusebio e Anna Pinto de Jesus, e ela nasceu por volta de 1830. A tia Marca foi filha de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira, o qual não sei dizer se eh o mesmo ou outro, talvez, um filho do primeiro. Em caso de ter sido o mesmo, elas terão sido meio-irmãs.

O tio Lindolpho foi filho dos trisavós: Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral. (Borges Monteiro e Pereira do Amaral que procede de Sabinopolis e, antes, do Serro, migrados respectivamente de Seia, no continente, e Sao Miguel, nos Acores).

Antonio Rodrigues Coelho foi patriarca dos que usam o sobrenome dele e de muitos outros na região de Guanhaes/Virginópolis. E ele foi irmão do Joao Batista Coelho, o velho, os quais foram filhos dos fundadores de Guanhaes: Jose Coelho de Magalhães Filho (mais conhecido como da Rocha) e Luiza Maria do Espirito Santo.

O que torna inusitada a eleição do Andre Merlo eh ele quebrar o encanto de ate então não ter tido prefeito nascido no município de Governador Valadares. Ele se torna o primeiro nascido e eleito por seus conterrâneos.

Nem digo inusitado pelo fato de a família estar sendo contemplada com um prefeito local.

Sao tantos os membros da família que se mudaram para a cidade, mesmo antes de o ser, e cuja população ainda era mínima (5.000 habitantes em 1945) que seria uma fatalidade um dos milhares dos atuais descendentes jamais tornar-se prefeito.

Mesmo porque, o Antonio Rodrigues Coelho Junior, Toninho Coelho, bisneto do primeiro com o nome, este nosso trisavô, ja foi vice na gestão do Jose Bonifácio Mourão. Jose Bonifácio, deputado, também primo da gente por diversos caminhos. Porem, natural de Sabinopolis.

Assim fica definido ser maior o grau de consanguinidade que temos com o atual prefeito de Governador Valadares (Valadolares) do que as primeiras noticias nos diziam.

http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/com-grande-folga-andré-é-eleito-prefeito-de-governador-valadares-no-primeiro-turno-1.417402

Para facilitar o entendimento, descreverei aqui as linhagens que nos ligam ao Andre. Começando por ele, o primeiro nome a aparecer na linha seguinte será do pai ou da mãe, na linhagem Coelho, do colocado acima. A sequencia será inversa na segunda linhagem. Os números romanos indicarão as gerações:

I. Andre Luis Coelho Merlo c.c. Andreia Carvalho, filho de:

II. Creuza Coelho Merlo c.c. Jose Miguel Merlo, filha de:

III. Maria Leticia da Silva Coelho c.c. Lindolfo (Fica) Rodrigues Coelho, filha de:

IV. Joel da Silva Coelho c.c. Maria da Conceição Rodrigues Mourão, filho de:

V. Joaquim (Quim) Bento Coelho c.c. Antonia Paschoalina (tia Cunuta) da Silva Neto, filho de:

VI. Joao Batista Coelho, o velho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho, filho de:

VII. Jose Coelho de Magalhães Filho (da Rocha) c.c. Luiza Maria do Espirito Santo, pais também de:

VI. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral, pais de:

V. Lindolpho Rodrigues Coelho c.c. Marcolina (Marca) Nunes Coelho, pais de:

IV. Esdras Rodrigues Coelho c.c. Maria Amelia

III. Lindolpho (Fica) Rodrigues Coelho c.c. Maria Leticia Coelho da Silva.

Duas outras filhas do casal Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria contribuíram significantemente para a povoação de Virginópolis. Foram elas:

01. Francisca Eufrasia de Assis Coelho c.c. Joaquim Nunes Coelho (fundadores locais)

02. Eugenia Maria da Cruz Coelho c.c. Francisco Marçal Barbalho (também meus trisavós materno e paterno.

Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina foram meus trisavós materno e paterno. A filha Maria Marcolina foi minha bisavó materna e o filho Joao Rodrigues foi meu bisavô paterno.

Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina foram pais de 14 filhos e filhas. Eles foram: Antonio Jr (dr. Coelho), Lindolpho, Altivo, Josephina, Maria Marcolina, Joao Rodrigues, Jose (ti Juca), Luiza, Angelina, Benjamin (fal. criança), Daniel, Virginia, Benjamin e Maria Carmelita.

Alem desses, Antonio foi pai de mais 2 filhas extra conjugais: Julia Salles Coelho que foi esposa do primo deles Antonio Paulino Coelho, e Emidia Justiniana de Aguiar.

Para complicar um pouquito mas. O primo Marcos Ferreira fez um comentário na previa que publiquei no facebook. Informou-me que a esposa do Andre eh a Andreia de Carvalho. Ela aparece na pagina 76 do livro da prima Ivania Batista Coelho.

Para resumir, vou postar as linhagens pelas quais somos primos também dela:

I. Andreia de Carvalho c.c. Andre Luis Coelho Merlo, filha de:

II. Maria Augusta (Guguta) Ferreira de Carvalho c.c. Antonio Carlos Carvalho, filha de:

III. Elgita Coelho do Amaral c.c. Cantidio Ferreira da Silva, filha de:

IV. Joao Rodrigues Coelho c.c. Olimpia Rosa Coelho do Amaral, filho de:

V. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral.

III. Cantidio Ferreira da Silva c.c. Elgita Coelho do Amaral, filho de:

IV. Angelina Marcolina Coelho Ferreira c.c. Joao Ferreira da Silva, filha de:

V. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral.

Observe-se por ai que os ancestrais dos filhos deles: Angelina, Lindolpho e Joao Rodrigues foram irmãos e filhos dos nossos trisavós: Antonio e Maria Marcolina.

Outro detalhe eh que a Dindinha Olimpia Rosa foi filha do Joao Batista Coelho Junior e Quiteria (Titi) Rosa Pereira do Amaral sendo, portanto, sobrinha do Ti Quim Bento.

Então, quando se fala, primos “de com força” eh ate bobagem! O melhor eh dizer logo irmãos por parte de pais diferentes.

E olhem que tenho apenas razoes para suspeitar e certeza nenhuma. O Carvalho do pai da Andreia tem boas chances de ser o mesmo que se instalou em Guanhaes `a época da colonização da área, tendo sido uma das famílias dominantes por la.

Coincide também, segundo dados do livro “A Mata do Peçanha, Sua Historia e Sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta, que nos os Barbalho temos o Pimenta de Carvalho como alcunha de família.

E muitos dela se embrenharam pelas antigas matas virgens de Minas Gerais por ocasião do Ciclo do Ouro. Pode ate ter havido migrantes, com a assinatura, diretamente de Portugal ou outros ramos ja instalados no Brasil antes.

Os Barbalho associaram-se aos Carvalho de Andrade, do casal Francisco Carvalho de Andrade, senhor do Engenho Sao Paulo, e Maria Tavares de Guardes ainda `a epoca da primeira leva de colonizadores da Capitania de Pernambuco.

Braz Barbalho Feyo, primeiro do nome que temos noticias, casou-se com Maria (ou Catharina) Tavares de Guardes, filha dele. E deles procede o “Barbalhal” brasileiro.

Alem disso, o Carvalho da região do Serro/Conceição do Mato Dentro pode ter origem comum aos Pimenta e Barbalho. O professor Dermeval Pimenta não foi mais a fundo e limitou-se a decifrar apenas a origem do próprio sobrenome, porem, deixou algumas dicas.

Ele conta que a família começou, em Minas Gerais, com o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Procediam do Rio de Janeiro, casaram-se em 1732 na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, distrito do Serro. Ele provinha da familia Barbalho, naturalmente, e ela da Pimenta de Carvalho.

Deles nasceu a filha Isidora Maria da Encarnação. Ela casou-se, em 1759, com o português, capitão Antonio Francisco de Carvalho, que foi sindico-geral dos Santos Lugares, da Comarca de Serro do Frio. O capitão era natural da Vila de Colares e filho de Antonio Leal e dona Maria Francisca.

Por esses dados fica o mistério do como surge o Carvalho no nome do capitão Antonio Francisco. Mas por suposição e experiência sei que os sobrenomes `aquela época não procediam necessariamente dos pais.

Podiam vir como homenagem a avos e ate bisavós. Em caso de títulos e morgados que eram passados de pai para os primogênitos, eles adicionavam a seus nomes os sobrenomes de varias de suas famílias ancestrais para mostrar o parentesco com os “maiorais”.

Um exemplo: Caetano Segismundo de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas e Silva, nao passava do nome proprio do Duque de Lafoes (1797 – 1851). Exceto pelo Ligne os outros sobrenomes dele encontrar-se-ao facilmente no rolo de nossos ancestrais.

Mas o caso eh que o professor Dermeval da os nomes de batismos de 9 filhos do casal Isidora e capitão Francisco. Foram eles: Joao, Victoriana, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco, Bernardo e Boaventura. Somente da sua tia Victoriana e do bisavo ele revela o outros nomes.

Cita que o bisavô dele, Boaventura Jose Pimenta, herdou o sobrenome da avo Josepha. E supos que outros filhos adotaram também essa tradição. Não descartou a possibilidade de alguns dos outros terem adotado o sobrenome Barbalho do avo Manoel Vaz.

Mas esqueceu-se de mencionar que algum deles pode ter adotado o sobrenome Carvalho do pai. E, por ai, pode ter surgido os Ribeiro de Carvalho que ao final dos anos 1800 estavam bastante enraizados em Guanhaes.

Descrita pelo professor Dermeval, `as paginas 71-73, a familia contou com o senhor Getulio Ribeiro de Carvalho, politico de grande expressão local, e sua irmã: Inah de Carvalho Nunes Coelho, a esposa do dr. Chiquitinho, também senador estadual.

O vinculo com os Barbalho pode estar no filho Jose, do casal Isidora e capitão Antonio Francisco de Carvalho. Assim como o Carvalho pode ter surgido no nome deste por homenagem a algum ancestral, o Jose pode ter assinado Vaz Barbalho em homenagem ao avo Manoel Vaz Barbalho, caso realmente seja neto.

Se tiver sido o caso, então, ele poderá ser o capitão Jose Vaz Barbalho que casou-se com Anna Joaquina Maria de Sao Jose e tornaram-se os pais do patriarca de nosso ramo: aquele que após `a viuvez tornou-se padre, Policarpo Jose Barbalho.

O padre Policarpo foi o pai do capitão Francisco Marçal Barbalho, o patriarca dos que usam o sobrenome na área de Virginópolis. 

Por ai se ve como os estudos genealógicos podem ajudar a aproximar as pessoas. E veja que do todo eu so conheço uma pequena cifra. Para desvendar outra parte devera que ser a troco de esforço quase descomunal!

Dona Antonia da Silva Coelho (Ferreira), dona Tunita, eh tia-avo do Andre Merlo. Os pais dela também foram o Joel da Silva Coelho e dona Conceição Mourão.

Observação: o Marcos Ferreira eh filho dos nosos primos Paulo e Maria do Rosario. Paulo também foi filho dos tios Elgita e Cantidio. Ja a Maria do Rosario foi filha do Francisco Augusto Nunes Coelho (Dr. Chiquitinho) e Inah de Carvalho. E nem caberá aqui explicar mais uma vez a proximidade genetica que temos com todos!

2. NO CEMITERIO DE VIRGINOPOLIS

Uma das necessidades que tinhamos de visitar o Brasil foi um tratamento de saúde psicológica de minha filha. Desde que minha mãe faleceu em 19.01.16 ela desenvolveu um trauma muito forte.

Como os sintomas não diminuíram, tivemos o conselho medico de visitar com ela a sepultura da avo. Seria para tentar faze-la aceitar a realidade da vida e virar essa pagina.

Apos termos nos instalado em Santa Efigenia, nos próximos dias fizemos a visita. Junto foram meus irmãos Fernando e Celeste com familiares.

Quando nos aproximamos da sepultura, expliquei a minha filha quem eram os sepultados naquela tumba. Ela teve um momento de engasgo quando falei-lhe os nomes dos avos: Odon e Judith.

O problema maior que ela tem eh a dificuldade de lidar com perdas. Mesmo aquelas que se nos parece um pouco irracionais, como: o avô Odon faleceu poucos meses antes do nascimento dela. E so viu a avo Judith em encontros rápidos em 2009, quando Maria Clara tinha apenas 5 anos. 

Não lhe passamos as mãos na cabeça. Ela não chorou nem demonstrou desconforto em estar ali. Acredito que as orações puxadas pela Celeste a fizeram acalmar e compreender a realidade.

Depois disso, senti-me `a vontade. O fato eh que também os cemitérios funcionam, de certa forma, como um parque de diversões para os genealogistas. E observei um fato que não havia notado quando sepultamos mamãe.

Na cova ao lado estão enterrados a trisavó Quitéria (Titi) Rosa do Amaral e o genro dela Joao Rodrigues Coelho. Foi ai que percebi que uma de nossas linhagens se completa nas duas covas.

Acredito que os trisavós Joao Batista Coelho Jr. e Quitéria Rosa devem ter sido enterrados como mandava a tradição, um ao lado do outro. Porem, a bisavó Dindinha Olimpia foi enterrada com o pai dela. Quando o bisavô Joao Rodrigues faleceu, o enterraram com a sogra, por causa da tradição.

Mais tarde vieram a falecer meus avos paternos: Dindinha Zulmira e Trajano (Cista). Eles faleceram com 6 anos de diferença, 1963 e 1969. Assim puderam ser sepultados na mesma cova, junto com Joao Jr. e Dindinha Olimpia.

40 anos depois da própria mãe, foi a vez de meu pai adentrar a mesma sepultura. Completando-se a linhagem com minha mãe no ano passado.

O unico detalhe observado ai foi a cova da trisavó Titi e bisavo Joao Rodrigues estar um tanto quanto descuidada. Os nomes deles estão se apagando. E não tem datas vitais acompanhando os nomes.

Parece que o cemitério também esta passando por uma reforma. Por ela a renovação de posse das sepulturas junto `a prefeitura ira mais que decuplicar de preço. Assim as pessoas estão correndo para renovar pelo valor antigo. A posse eh valida por 25 anos. Ao fim dos quais perde-se a posse, caso não haja renovação.

Algo ate compreensível no sentido de manutenção. Mas, de certa forma, surpreendente ja que essas pessoas fazem parte do patrimônio histórico do município. Os primeiros são da leva de primeiros moradores.

Embora, os fundadores mesmo devem todos ter sido enterrados no local antigo. Era ou debaixo do assoalho da igrejinha antiga, onde atualmente eh a rodoviária, ou no local destinado a cemitério anexo `a igrejinha, que são alguns quintais próximos, na Rua Sao Jose.

Tenho o obito da “tia” Joaquina “Simpliciana” Coelho de Andrade que consta ter sido sepultada, aos 90 anos, em 1916, no cemitério antigo. O atual deve ter iniciado por volta dos anos 1930, quando da construção da atual Matriz de N. S. do Patrocínio.

Apos essas constatações, Fernando mostrou-me outras sepulturas nas quais se encontram restos de nossos ancestrais da linhagem materna Barbalho. Entre os sepultados encontra-se a nossa bisavó Sa Candinha (Candida de Magalhães Barbalho).  

O que colhi no cemitério de Virginópolis foi a data de falecimento dela. Sabíamos que tinha vivido quase 100 anos. Mas faltava-me o comprovante.

O falecimento se deu a 09.09.1956. Tinhamos os dados de nascimento em 10.01.1858.

Nota-se ai que não ficou muito distante de completar 99 anos de idade. E por pouco não me passou o bastão, pois, nasci em 58 do século anterior ao atual, quando ela completaria os 100 anos de vida.

Entre os muitos falecidos nonagenários, inclusive uns poucos centenários, tenho conhecimento de outras 2 sobrinhas dela que chegaram aos 99 completos. Foram elas: tias Vita e Olga, filhas dos bisavós paternos Marçal de Magalhães Barbalho e Ersila Coelho de Andrade.

A própria Sa Candinha teve a filha Maria (Maricas) que também chegou aos 99 anos.

3. OLHOS CLAROS.

Pela primeira vez notei que os olhos de minha sogra, dona Geralda, são verdes. Não se trata de uma descoberta inusitada. Mas a minha desconfiança eh a de que o falecido sogro, Divino Luiz de Andrade, e ela mesma tem vínculos parentais com minha bisavó Ersila Coelho de Andrade.

Cheguei a procurar em Divinolandia o registro de casamento dos pais de minha sogra: Francisco Martins de Sousa e Maria Florinda de Jesus. Minha sogra não teve a oportunidade de conhecer o lado da família paterna. Perdeu o pai quando tinha 2 anos de idade.

Pelo lado paterno ela foi neta de Pedro Basilio da Fonseca. Talvez seja o mesmo Fonseca da mãe da Dindinha Ersila, Joaquina Umbelina da Fonseca. O pai da Dindinha foi o trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

A avo paterna de minha esposa chamava-se Maria (Quita) Vieira de Carvalho. E creio que a bisavo paterno/paterno da bisavo Ersila chamava-se Maria Vieira da Silva.

E ao que sabemos eh que a Dindinha Ersila também tinha olhos verdes encantadores. O que não eh uma pista por si so, mas indicativo de algum parentesco com minha sogra.

A combinação olhos verdes com 3 sobrenomes comuns: Fonseca, Andrade e Vieira, alem de todos terem ido morar numa mesma proximidade, entre Divinolandia de Minas e Gonzaga, eh o que levanta a desconfiança de não ser mera coincidência.

Alem disso, os sobrenomes e ascendências indicam uma origem comum nas migrações que se deram para os atuais municípios mineiros de Itabira e Ferros.

Mas esses são casos ainda a ser resolvidos.

4. OUTRAS NOTICIAS:

Não pude nem pensar em ir ao Serro ou Diamantina. Assim ficou adiado quaisquer investidas no sentido de esclarecer nossas duvidas em relacao `as pontes que nos faltam para decifrar nossas raízes do inicio do século XVIII e, com isso, ligar ao que ja temos de Portugal e de outras genealogias brasileiras.

Inclusive nao pude averiguar em tais cidades a origem do casal Elias Corrêa Alvarenga e Messia Lemes de Andrade. Pode ser que ele seja ancestral do Jose Joaquim de Andrade. Esse, pai da Simpliciana Rosa de Andrade, que pode ter sido a mãe do trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Ja comentei a respeito deles em meus escritos anteriores.

Fotografei uma placa de rua la em Santa Efigenia. O nome de interesse eh o Lino Pereira. Esse sobrenome homenageia uma das familias mais tradicionais do local. Não por mera coincidência, eh o mesmo sobrenome da minha nora, Letícia.

Somente depois dela e o Teofilo se casarem, ela revelou-me que o pai havia nascido em Divinolandia de Minas. Ele havia sido criado em Tarumirim-MG e pensávamos que fosse de la.

Ja a mãe da Leticia, Lourdes, nasceu em Santo Antonio do Porto. Um distrito ao longo da estrada que leva a Governador Valadares. Leticia nasceu em G.V., onde os pais viveram antes de mudarem-se para os USA.

Interessante eh que cerca de 40 anos atras fui de G.V. a Virginópolis de carona com meu cunhado Joaquim Gervasio. Paramos em Santo Antonio do Porto onde o bar da parada de ônibus pertencia a um conhecido dele. Parece-me que ele o havia apresentado como um irmão.

Como havia conversado com a Lourdes e dito que conhecia o tal dono resolvi perguntar ao cunhado Joaquim de quem se tratava. Não era irmão. Era um amigo que fora criado junto com ele em Nova Era. As famílias haviam migrado de Itabira para Nova Era.

O nome do conhecido eh Moacyr Martins Quintão. O que sei ser família tradicional em Itabira. Mas não tenho dados para tirar do novelo um fio de proximidade.

Por fim, tive algumas promessas de livros que poderão ajudar a decifrar algo mais de nossa genealogia. Mas como ja tive outras que não se concretizaram no passado, vou aguardar primeiro alguma concretização antes de comentar detalhes.

 

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07. FILHO DE VALADARENSE E VIRGINOPOLITANA SE DESTACA EM MODA E RECEBE TITULO DE NOBREZA.

Assim que publiquei o artigo que incluía nossos primos, prefeito e primeira dama de Governador Valadares, a Roxane Barbalho comunicou que temos mais um nobre titulado na família.

Trata-se do Adriano Coelho Carvalhais, filho da Elda, filha dos tios Eurico e Odila, e do Jose Havas Carvalhais. Alias, esse Carvalhais pode ser o mesmo que aparece no nome da Maria Rosa dos Santos Carvalhais, nossa tetravó comum, esposa do Joaquim Pereira do Amaral.

Quero dizer, tetravó meu e da Elda e pentavó do Adriano. Assim ele terá pelo menos um duplo Carvalhais.

Acredito que os nossos Carvalhais tenham se instalado em torno do Serro, de onde partiram para a fundação da antiga Sao Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis, junto com os Pereira do Amaral e Borges Monteiro (1819).

Ele obteve o titulo de Conde. Penso que a honraria esteja ligada ao movimento pro retorno da monarquia nas atuais republicas: brasileira e portuguesa. O retorno de títulos a descendentes de antepassados nobres, julgo, deve estar ligado a pessoas que estejam na vanguarda do movimento.

Faço saber que não tenho parte no movimento. Muito pelo contrario. Não se trata de ter aversão sem sentido. Trata-se de não enxergar validade e mérito em títulos que surgem por nascimento. Os títulos monárquicos, na maioria das vezes, partem do nascimento e não do merecimento.

Não será, porem, o caso do Adriano que muito pouco conheço. Recordo-me dele ainda adolescente numa festa dos descendentes dos bisavós Joao Rodrigues Coelho e Olimpia Coelho do Amaral. Por Dindinha Olimpia vem o nosso Carvalhais, por ter sido neta da tetravó Maria, via trisavó Titi.

Corrigindo, o titulo do Adriano tem algo a ver com a ascendência sim. Isso porque, por mais competentes que sejamos, a maioria dos brasileiros descende dos mais variados personagens da Historia Mundial.

Em nosso caso particular, descendemos no mínimo dos Amaral, Andrade, Barbalho, Bezerra, Borges, Carvalhais, Carvalho, Coelho, Pereira, Magalhães, Moniz, Monteiro e diversas outras. Eram todas famílias consideradas nobres. Mas qual eh o brasileiro que não descende dessas e outras famílias nobres?!!!  

Não se pode esquecer que a festa era da descendência do Joao Rodrigues. E isso inclui parte da descendência da segunda esposa, Melita da Penha Neto. Os do segundo casamento dela fazem parte da família, mas não são descendentes do bisavô e sim do primo Antonio Nunes Coelho.

Em resumo, pode-se ver na reportagem abaixo a noticia da conquista do titulo. Aproveita-se para ver uma fotografia atual do Adriano.

http://guitorres.com.br/um-conde-entre-nos-adriano-carvalhais-recebe-titulo-de-nobreza/

Diga-se de passagem, também podemos recordar outras vias pelas quais estamos intimamente ligados `a atual família imperial brasileira. Vejamos a sequencia genealógica:

I. Jose Coelho de Magalhães c.c. Eugenia Rodrigues da Rocha, pais de:

II. Joao Coelho de Magalhães c.c. Bibiana Lourença de Araujo, pais de:

III. Emilia Brasilina Coelho c.c. Jose Coelho da Rocha Ribeiro, pais de:

IV. Maria Brasilina Coelho c.c. Candido Jose de Senna, pais de:

V. Nelson Coelho de Senna c.c. Emilia Gentil Gomes Candido, pais de:

VI. Múcio Emilio c.c. Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco, pais de:

VII. Sylvia Emilia c.c. Paulo Argemiro Hungria da Silva Machado, pais de:

VIII 1. Theodoro Hungria da Silva Machado c.c. princesa d. Maria Gabriela

VIII 2. Sylvia Amelia Hungria da Silva Machado c.c. principe d. Afonso Duarte.

Ambos membros da realeza, da Casa de Orleans e Bragança.

Penso que a restauração da monarquia no Brasil somente teria um ponto realmente positivo, caso aos moldes da monarquia inglesa. Trata-se de criar com isso uma fonte de incentivo ao turismo.

Na verdade, os ingleses se curvam aos monarcas justamente porque as comemorações festivas despertam grande interesse do mundo inteiro, ocasionando uma fonte imensa de riquesas.

Nem todos se recordam mas imaginem o que gerou o casamento da princesa Diana com o príncipe Charles. A festa foi maior que a do casamento do atual príncipe, filho deles.

O problema que vejo ai eh o risco de não levar-se em conta que, pode-se apostar na chegada de uma princesa Diana ao trono e ser sorteada no lugar dela uma Carlota Joaquina da vida!!! E o risco da segunda opção desanima.

O nosso parentesco mais visível com os casados na família imperial brasileira eh o de que o primeiro casal foi nosso pentavô. O tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães era irmão do nosso tetravô Jose Coelho da Rocha. Este, o fundador de Guanhaes e pai de fundadores de Virginópolis.

Mas existem outros vínculos. Entre eles o de que o próprio professor Nelson disse que a bisavó dele, tia Bibiana, era prima do marido.

Disse que o Ten. Ze Quirino, também era primo da esposa Emilia Brasilina.

Quem talvez fosse parente mais distante devera ser o professor Candinho de Senna, o pai do professor Nelson. Esse nasceu em Rio de Contas, na Bahia, que fica próxima `a atual divisa com o Estado de Minas Gerais.

E a familia Barbalho e outras deixaram grande descendência na Bahia, tornando-se quase impossível que ja não tivesse vinculo parental algum.

D. Milota procedia de familia ultra-tradicional da Zona do Carmo. Ou seja, do Vale do Ribeirão do Carmo, que drena as aguas a partir do entorno de Mariana. Ela descendia dos antigos bandeirantes povoadores de Minas Gerais. Diga-se de passagem, ascendentes de pelo menos metade da população brasileira atual.  

No caso dos ascendentes mais recentes a Historia se repete. Os Alvim de Mello Franco tem ascendencia nos Coelho portugueses. O que devera dar de encontro com os diversos Coelho dos quais descendemos.

No caso do Paulo Argemiro, sabemos que o Hungria dele procede do pais de mesmo nome. Mas os lados femininos dele são brasileiros. Inclusive destaca-se o Silva Machado que, separados, estão na lista de nossos ancestrais.

Isso tudo, sem contarmos que a Família Imperial Brasileira descende de mesmos ancestrais que nos. E isso, repetidas vezes!!!

Portanto, quando se pensa em ser parente distante, primeiro eh preciso consultar a genealogia antes de afirmar quaisquer coisas. E como não temos nem um decimo de nossa genealogia, devemos imaginar que são muitos outros os pontos de encontro.

No video abaixo, mostra-se uma pequena janela do movimento pro retorno da monarquia. E a estrela entrevistada eh a propria princesa, descendente direta da princesa Isabel, quinta na linha sucessória do trono imperial brasileiro, dona Maria Gabriela de Orleans e Bragança:

https://www.youtube.com/watch?v=Uc0DnLoF5mU

Por fim, para nos que descendemos dos Borges Monteiro, também fundadores de Sabinopolis, em 1819, temos la outro parente com titulo adquirido da nobreza. Trata-se do Eduardo Pellew Wilson, 2o. Conde de Wilson.

Não encontrei uma fotografia para mostrar, na internet. Mas quem visitar o geneaminas.com, endereço abaixo, pode seguir os ancestrais dele. Quando chegar ao lado Borges Monteiro, basta manter.

Ele descende do nosso sextavô, o português Antonio Borges Monteiro. Mas ai fica a duvida quanto `a consanguinidade que temos com ele, pois, essa eh a única linhagem dele que ja confirmei coincidir com a nossa. E ela foi pela metade porque descendemos da primeira esposa do Antonio e ele da segunda.

http://geneaminas.com.br/genealogia-mineira/restrita/enlace.asp?codenlace=1313185

 

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08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO

Fui contatado por uma pessoa residente na Alemanha. Ela esta procurando o rumo ancestral do antepassado dela, Gaspar de Souza Barbalho. E passou-me os dados que procura:

“Gaspar de Souza Barbalho” Ele nasceu em Pernambuco em torno de 1673;

Data da morte: 1 de Jul de 1711.

Local do obito: Quixeramobim, Ceara, Brasil que fica a menos de 100km de Mombaça.

Casado com Vitoria Leonor de Montes (e Silva)

Nascida em torno de 1674 em Penedo, Alagoas, Brasil

Filha do Coronel Joao de Montes Bocarro ou “Bucaro”.

Caso haja algum outro pesquisador com informações que possam ajudar, favor contatar. O nome da nossa nova amiga eh Perlya. Intermedio o contato. Consegui apontar para ela algumas possíveis ligações do ancestral dela com os nossos.

E adiantando o andamento desse capitulo, vou repetir aqui o endereço:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

Trata-se de copia da obra do Borges da Fonseca, intitulada “Nobiliarchia Pernambucana”, escrita por volta de 1750 mas com acréscimos, que notei, ate por volta de 1780.

O Indice esta no rodapé da postagem. Ai temos capítulos como:

Titulo de Bezerras Felpa de Barbuda, pag. 35

Titulo de Barbalhos Silveiras, pag. 45

Titulo dos Barbalhos, pag. 139

Titulo dos Uchoas, pag. 141

Titulo dos Bezerras Barrigas, pag. 164 e, entre outros,

Appendix, pag. 384 (esse apêndice trata de descendencia do Felippe Barbalho Bezerra).

Todos tem algo interessante. E naturalmente, os Barbalho se entrelaçaram com todas as outras famílias da nobiliarquia pernambucana.

O que me falta eh disponibilidade para construir uma Arvore Genealógica a partir do livro porque isso facilitaria muito o entendimento e a procura por nomes. Mas não seria trabalho pouco. O que não me intimida. Mas também não sou relógio, embora venha atuando tal e qual!!!

Bom, para encurtar o discurso, a Perlya fez uma retribuição inestimável. Enviou-me a copia das únicas 3 paginas do capitulo “Barbalhos” da obra escrita por Cristóvão Alão de Morais, sob o titulo: “Pedatura Lusitana, Nobiliário de Familias de Portugal”.

Como ja mencionei antes, faz parte do Tomo Quarto, volume segundo. Antes que descrever mais coisas, vamos logo ao que interessa! Vou postar as 3 paginas.

Perlya enviou-me mais alguma coisa, inclusive o capitulo dos “Bezerras”, mas não se encaixa em nossa genealogia. Segue então:

“pag. 343                    BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g.

Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste video no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hu engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

Assim se encerram as informações. `A primeira vista pensei que fosse um horror! Isso por causa da inferência que o governador Luiz Barbalho tenha sido filho do Antonio Barbalho e de Antonia Bezerra ou Monteira.

Não teria nada contra, não fossem as muitas outras literaturas garantindo que ele foi filho do Guilherme (Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda e de Camila Barbalho. Assim se inverte a procedência do sobrenome dele.

No entanto, quando copiei `a mão o que estava escrito pude conceber melhores ideias. Claro, ha que desculpar-se o autor Cristóvão Alão de Morais. A publicação data de 1673. E ele escreveu a respeito de toda a fidalguia portuguesa. Ou seja, no mínimo umas 500 famílias. Algumas ate com certa profundidade.

Imagine-se, então, buscar todos esses dados num amontoado de papeis, escritos por centenas de outros escrivães, cada qual com sua caligrafia. Documentos esses que ja deviam estar em processo de deterioração.

Alem disso, haviam escrivães que o eram porque não existia outro que soubesse manejar a pena, não porque fosse algum completo alfabetizado!

Um exemplo que prejudicou os trabalhos desse autor pode ser verificado via o sobrenome da sogra do governador Luiz Barbalho. Ele identificou-a com Cecilia Carreira. Na verdade, os atuais genealogistas devem ter pesquisado em maior numero de fontes com letras mais legíveis, pois, dão a ela o nome de Cecilia Carneiro de Andrade.

Certamente, não eh o nosso caso quando, apesar de buscarmos em originais vez por outra, em poucas oportunidade, temos a internet `a nossa disposição. Mesmo que ainda não esteja uma maravilha, em comparação, chega a ser quase o Céu. Exceto quando as informações que estamos procurando ainda estão em branco por essa via!

E observe-se que genealogia costuma ser tão complicado que por quaisquer distrações menores a gente costuma cometer erros crassos!

O certo eh que, após copiar, as coisas não são exatamente como pensei `a primeira vista. A publicação de Borges da Fonseca eh uma das muitas que contradizem essa versão para a origem do governador Luiz.

No entanto, a Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro, vol. 52, também publica um breviário da genealogia “Barbalhos” no qual afirma que o governador Luiz foi filho de Antonio Barbalho.

Mas não aprofunda alem disso. Como a publicação eh posterior `a “Pedatura Lusitana”, o pesquisador pode ter usado-a como fonte. Mas não o menciona.

A passagem que descreve o titulo “Barbalhos” encontra-se a partir da pagina 310. `A pagina 308 inicia a descrição da família “Negreiros de Sergipe do Conde”. Ficam ai descritos os casamentos dos filhos do governador Luiz: dona Cosma com Francisco de Negreiros Sueiro e Guilherme com dona Anna de Negreiros.

Contudo nessa publicação ficou escrito que Guilherme e Anna foram pais de Domingos Barbalho Bezerra, o que corresponde ao que esta na Pedatura, e de dona Mariana Barbalho, esposa de Manoel Alves da Silva, sem geração.

Do Domingos confirma os dados e acrescenta que ficou solteiro. Nada menciona a respeito do filho Luis. Nesse caso, podemos esperar que haja em Sergipe alguma descendência desse nosso ramo familiar.

Ja `a pagina 313 inicia a descricao da Familia “Ferreiras e Souzas”. Começando por Eusebio Ferreira e seu pai, Leao Ferreira, naturais de Porto-Santo, Ilha da Madeira. Eusebio casou-se com Catarina de Souza filha de Melchior de Souza Dormondo e Micia Darmas, filha de Luiz Darmas e Catarina Jacques.

Eusebio e Catarina foram os pais do Antonio Pereira de Souza, marido da dona Antonio Barbalho Bezerra.

Nessa publicação temos que os filhos do casal Luiz Barbalho e Maria Furtado de Mendonça foram apenas 6: Agostinho, Guilherme, Fernão,  D. Antonia, D. Cosma e Francisco Monteiro.

Veja-se mais essa postagem:

http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf

Essa eh uma tese do professor Antonio Filipe Pereira Caetano, com o pomposo nome de:

“Entre a Sombra e o Sol – A Revolta da Cachaca, A Freguesia de Sao Gonçalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense (Rio de Janeiro, 1640-1667)”.

O de maior importância no momento esta a partir da pagina 187, no capitulo: “Os Honoratiores Gonçalenses: a família Barbalho”. Ali também afirma-se que Luiz Barbalho e Maria Furtado houveram 6 filhos: Antonio, Guilherme, Francisco Monteiro, Cecilia, Agostinho e Jeronimo.

Fazendo a soma, observa-se que ate ai são 9. Isso porque Guilherme, Francisco Monteiro e Agostinho são repetidos em ambas as listas.

Quem abrir a publicação observara que as ascendências do casal Luiz Barbalho e Maria Furtado são declaradas. Tendo o Luiz como pais: Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho. E era neto paterno de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

Ja a Camilla Barbalho foi filha mesmo do Bras Barbalho Feyo e de Catarina Tavares de Guardes.

Aqui ocorre-me a possibilidade de o Brás ter usado o nome completo de Antonio Bras Barbalho Feyo. E como abreviava-se muito os nomes das pessoas para economizar tinta, e mesmo verbalmente, uns escritores podem não ter captado o Antonio e outros o Brás.

Obvio que a tese do professor Antonio Felipe não eh voltada para a genealogia. Contudo, os dados foram retirados de obras genealógicas, citadas `a pagina 187, rodapé, de genealogistas muitíssimo conhecidos como Carlos G. Rheingantz e Carlos Eduardo de Almeida Barata, o Cau Barata.

Ja `a pagina 37, da obra de Borges da Fonseca, temos esse extrato:

“3. Luiz Barbalho Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Commendador da Ordem de Christo e Mestre de Campo de infantaria, que governou a Bahia e o Rio de Janeiro, de quem os escriptores da guerra dos Hollandezes fazem muitas vezes, digo, fazem innumeráveis vezes a mais honrada memória, e seria prolixa a nossa se a fizéssemos de tantas, tão repetidas e gloriosas acções quando basta o que deste grande soldado disse o general Francisco de Brito Freire neste grande elogio: – A quem tantas continuadas occasiões pelo decurso desta Historia, adiantaram ao insigne Mestre de Campo e deram illustre fama principalmente naquela celebre e portentosa expedição em que socorreo a Bahia, penetrando quatrocentas légoas os desertos da America. Foi casado e teve 10 filhos, dos quais o mais velho foi o Capitão Guilherme Barbalho Bezerra, mas como todos no anno de 1638 embarcaram para a Bahia onde, e no Rio de Janeiro viveram, não temos delles outras noticiais.”

Nessa ai o Borges da Fonseca falhou feio conosco! Fez aquela brincadeira: “eu sei mas não te conto.” Seria inestimável encontrar os escritos do general Francisco de Brito Freire, e outros nos quais se basearam, que nos contassem quem e quais foram os ascendentes de descentes do grande brasileiro, dito por pessoa de tempo mais próximo.

Pode ser que temos ai a primeira constatação da presença de um decimo rebento na família. Tratar-se-ia de dona “Francisca “Furtada”, mencionada apenas no Pedatura. E ai se completam os 10, anunciados via Borges da Fonseca.

Antes de iniciar essa escrita, imaginei que poderíamos ir logo colocando um fim na questão da paternidade do governador Luiz, pois, imaginei: “parece-me que os personagens Fernão Barbalho e Antonio Barbalho, primeiro e segundo mencionados no Pedatura, deverão ser pessoas mais antigas.”

Nesse caso, se encontrássemos datas que me permitissem comprovar isso, chegaríamos `a conclusão de que quem pode ter sido filho do Antonio Barbalho, não identificado pelo Cristóvão Alão de Morais, foi o (Antonio) Brás Barbalho Feyo.

A unica pista que encontrei na internet, nesse sentido, foi a Historia das Maldivas. Esta na Wikipedia, no endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maldivas

Ai se fala que o dominio português deu-se apenas entre 1558 a 1573. Ja o que se diz a respeito de Luis Barbalho, segundo filho de Fernão Barbalho, eh que foi pai da esposa de D. Luis de Sousa (ou da Sylva), os quais haviam sido pais do rei das Maldivas. Muito provavelmente, vice-rei.

Ou seja, se `aquela época tinhamos um bisneto do Fernão Barbalho naquele governo, seria praticamente impossível ao Luis Barbalho Bezerra ter sido neto do mesmo Fernão Barbalho, pois, a data do nascimento dele se deu em 1584.

Portanto, a relação de descendência e ascendência entre Fernão e Luiz Barbalho Bezerra teria mesmo que passar por outras gerações, nesse caso: o avo Brás e a mãe Camilla.

O problema também em relação aos enganos dos genealogistas muito antigos foi não terem documentos disponíveis e datados, para que calculassem primeiro, antes de fazer afirmações. Cristóvão Alão de Morais deve ter tido acesso a documentos que indicassem a procedência dos Barbalho em Pernambuco mas não atinou para esses detalhes.

Com isso nos deixou apenas pistas ótimas a seguir. Entre as quais a de agora sabermos que procedemos da antiga Província do Entre Douro e Minho, o que se repete em nosso lado Coelho.

Torna-se vital também a informação que tivemos “Capela em Sao Francisco do Porto”. Ai podemos buscar, futuramente, os dados que comprovem definitivamente esta ligação com a fidalguia via também os Barbalho. Abram a postagem:

https://www.jornaldaslajes.com.br/integra/igreja-sao-francisco-do-porto-tem-400-a-600-kg-de-ouro-mineiro/1789

Ha ai um pouco da Historia do monumento. Inclusive anuncia-se que ha túmulos que não se pode identificar os enterrados. Pode ser que entre esses existam alguns Barbalho. Somente por muita sorte deveremos encontrar em escritos de época as referencias que confirmariam a informação do Cristóvão Alão de Morais.

Pelo menos, a partir de agora os descendentes Barbalho brasileiros e pelo mundo afora tem um ponto de referencia que eh essa maravilhosa obra arquitetônica. Diga-se de passagem, nos de Minas Gerais teremos duplo motivo para visitar, ja que também poderemos admirar obras de arte tecidas com o ouro mineiro.

Se algum dia for visitar Portugal, O Porto será um de meus destinos. E, em particular, a Igreja de Sao Francisco do Porto.

Observe-se que entre as famílias identificadas com direito a sepultura no interior da Igreja encontra-se a Carneiro. O que indica a proximidade entre ela e a Barbalho. O que, possivelmente, nos da a pista para a origem do Carneiro da ancestral Cecilia.

Mais uma outra publicação interessante:

https://guerradarestauracao.wordpress.com/tag/joao-lopes-barbalho/

Ai se narra batalhas pela restauração da monarquia portuguesa. Logo no inicio ja começa aparecer o nome do “tenente de mestre de campo general Joao Lopes Barbalho”.

As referidas batalhas se deram em 1645. Mas não da para saber a relação de tempo anterior porque o texto no Pedatura apenas diz que os filhos do Fernão Barbalho eram primos do Mel. Francisco Barbalho, que era pai da Clara, a mãe do Joao L. Barbalho.

Não fica explicado primos por qual via nem o grau. Não ha como dizer quem era o mais velho ou o mais novo nessa relação parental.

A reportagem menciona nomes de outros brasileiros que lutaram juntos como: Antonio Soares da Costa, Pedro Craveiro de Campos, Felipe do Vale Caldeira, Simao de Oliveira da Gama, Alvaro Saraiva, Manuel Machado Caldeira e Domingos da Silveira. Todos com recomendação de títulos e honras por bravura. E eram veteranos da expulsão dos holandeses.

Apenas para ilustração, na tese abaixo o capitão Joao Lopes Barbalho eh mencionado, `a pagina 44, como natural de Pernambuco. Veja-se:

http://www.historia.uff.br/stricto/td/1371.pdf

Em caso disso ser verdade, ajuda a confirmar que o mais provável será que a Família Barbalho mudou-se em peso para aquele estado. O que reforça a ideia de que nosso ancestral Luiz Barbalho, alias, mencionado pelo próprio Joao Lopes Barbalho, pertencia ao mesmo ramo de família.

Mais uma postagem que engrandece o sobrenome da Familia Barbalho:

http://historiapostal.blogspot.com/2008/02/o-ofcio-de-correio-mor-de-mar-e-terra.html?m=0

Ai se relata como o Agostinho Barbalho Bezerra conseguiu o “oficio de correio-mor do Brasil”. Foi em 1662, logo após ter sido julgado e absolvido de culpa na participação dele no evento conhecido como A Revolta da Cachaça, e em consequência da qual o Jeronimo foi degolado e esquartejado.

Ao finalzinho do 12o. paragrafo da postagem acima temos:

“…. gastando nelas não so a fazenda, mas ate a mesma vida, por cuja causa ficaram seus filhos falta dela e ele Agostinho Barbalho, com o encargo de três irmãs e uma mãe que esta obrigado a amparar.”

Essa eh uma passagem que foge um pouco `a compreensão. Em primeiro lugar, ele referia-se a que o pai dele, e ele próprio, haviam empenhado todo o patrimônio que possuíam nas guerras que lutaram para defender os interesses do governo português.

Mas a menção a mãe e três irmãs sugere que houve mais uma filha na família e que ainda não consegui identificar. Isso porque D. Cecilia vivia no Rio de Janeiro, ficara viuva e reclamava pobreza. Agora sabe-se que havia a Francisca “Furtada”, que talvez fosse solteira.

Fica ai a satisfação de saber que em 1662 a ancestral Maria Furtado de Mendonça ainda vivia, tendo ela nascido por volta de 1595. Ou seja, estaria com 67 anos. O que falta eh saber qual outra irmã estava sob obrigação do Agostinho. Donas Cosma e Antonia eram casadas na Bahia e tinham filhos e filhas.

A menos que a terceira pessoa, não mencionada, fosse a ancestral Isabel Pedrosa, que se tornou viuva do Jeronimo. O filho mais velho deles, Jeronimo Barbalho, estaria ja com ou completaria 17 anos em 1662. Assim ela entraria como irmã, no lugar do falecido.

Outra possibilidade eh a de que o Jeronimo Barbalho Bezerra da Conjuração Fluminense fosse mesmo o sobrinho do governador Luiz Barbalho. Assim, a 3a. irmã seria mesmo outra pessoa e que ainda não descobrimos.

A informação de que o Fernão, filho do Luiz, foi casado também eh nova para mim. Desde que soube que ele havia ido para a India (Goa), para tornar-se Vedor da Fazenda, fiquei imaginando se não terá deixado herdeiros e por la existam alguns de nossos primos distantes.

Agora fica confirmada que essa possibilidade pode ser real. Ainda mais com a informação de que outro Luis Barbalho, mais antigo, também frequentou a India. Ha a possibilidade de por la ate existir uma Família Barbalho com alguma alteração no sobrenome, devido ao tempo e `a mudança de linguagem.

Quanto ao “mulher baixa” referente `a dona Maria de Macedo, esposa do Fernão, acredito que refira-se `a condição social dela, ou seja, de classe que não fosse de nobreza. Ou da considerada baixa nobreza.

Fica por esclarecer também se o Francisco Monteiro deixou herdeiros. Ele aposentou-se em 1704, como capitão do Forte de Sao Marcelo, também conhecido como Populo. Hoje eh uma atração turística na Baia de Sao Salvador:

https://patrimoniodesalvador.wordpress.com/2009/05/10/forte-de-sao-marcelo/

Faltaram, então, apenas dois nomes de filhos do governador Luiz Barbalho na obra do Cristóvão Alão de Morais. Seriam eles o Jeronimo e o Antonio Barbalho Bezerra. Diga-se de passagem, os dois dão alguma dor de cabeça aos genealogistas antigos.

No caso do Antonio, ha uma disputa entre o texto do Borges da Fonseca e os dados expostos por Rheingantz e levantados no Rio de Janeiro. Segundo Rheingantz, esse Antonio foi o marido da Joana Gomes da Silveira, neta de Duarte Gomes da Silveira, e tornou-se, por casamento, o segundo senhor do Morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraíba.

Para o autor Borges da Fonseca, pag. 38, o Antonio que casou-se com a herdeira era filho do Felippe Barbalho Bezerra, irmão do governador Luiz. De qualquer forma, seja qual for, tudo fica em família.

`A mesma pagina 38, o mesmo autor declara que o Jeronymo que morreu degolado no Rio de Janeiro, em consequência da Revolta da Cachaça, era também filho do Felippe. Por azar nosso, o “Titulo de Bezerras Morgados da Pahyba” não esta incluído na publicação, do primeiro endereço postado no presente texto.

Ja `a pagina 35, Borges da Fonseca faz essa afirmação: “3 – Maria Monteiro, que casou com o seu primo Antonio Bezerra, filho de Luiz Barbalho.” Entre tantos Luizes que deviam existir `a epoca, acredito que a intenção dele foi a de identificar o governador.

Em caso de qualquer um deles estiver correto não altera grande coisa em nossa genealogia, pois, no fundo, todos ja descendiam dos mesmos ancestrais. Apenas pode acontecer de repetir mais vezes a nossa ascendência.

Em caso de descendermos do Felippe e nao do Luiz, através do Jeronimo, passaremos a ser da Silveira e Morais. Perderemos ai nosso vinculo com os Furtado de Mendonça e os Carneiro de Andrade, da avo Maria.

Mas, talvez, por outra via o nosso ramo familiar ira encontrar raiz no casal Luiz Barbalho e Maria Furtado de Mendonça, porque somos Barbalho também em nosso lado Coelho de Magalhães.

Sabe-se que dois de nossos sextavos foram: Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Mas não sabemos ainda quem foram os ancestrais dessa avo Maria Rodrigues.

Ha algum tempo notei que o governador Luiz Barbalho deu os nomes de seus ancestrais a seus filhos. Assim são Antonia e Antonio. Francisca e Francisco. Cecilia e Guilherme. Os que faltavam seriam Cosma, Agostinho, Jeronimo e Fernão.

Agora podemos acrescentar o Fernão, pois, foi a primeira vez que vi o nome Fernand’Aires para o pai da Maria Furtado de Mendonça. Consta apenas Aires Furtado de Mendonça nas diversas literaturas que o encontrei.

Apesar do apego aos ancestrais, estranho não ter posto o nome Camilla, da própria mãe, em alguma das filhas. Nem o Brás que foi o avô materno. Isso reforça a possibilidade mesmo de ambos ter tido outros nomes alem dos quais ficaram conhecidos.

Como ja sugeri, o Brás poderia ter se chamado Antonio Brás. Ja a mãe do Luiz poderia ter chamado Francisca Camilla, ou Cosma Camilla. Ou, ainda, esses poderiam ter sido filhos que faleceram na infância, dai não existirem e não aparecerem em literaturas.

Em ultimo e caso especifico, a 3a. irmã mencionada pelo Agostinho poderá ter sido esquecida pelos genealogistas e chamar-se Camilla. 

Agostinho parece ser homenagem a santo de devoção. E Jeronimo era uma situação difícil de escapar, pois, alem do santo ha também o “demônio”. Temos que nos lembrarmos do Jeronimo de Albuquerque, conhecido como o Adão de Pernambuco, por conta de sua promiscuidade e prolífica.

Alem desse Jeronimo, houveram outros descendentes com o mesmo nome que ajudaram na chefia da luta contra a Invasão Holandesa.

Enfim, não podemos negar nem acreditar em tudo que os autores antigos escreveram. Entre as falhas do Pedatura Lusitana, a obvia foi não ter sequer mencionado que Agostinho Barbalho foi casado.

A esposa dele chamava-se Brites Lemes. Filha de Joao Alvares Pereira e Izabel de Montarroyos. Mas não sei se deixou descendência. Ela era neta de um dos fundadores do Rio de Janeiro, Diogo de Montarroyos.

Para facilitar o entendimento vou postar aqui as ascendências do governador Luiz Barbalho Bezerra. A começar do sobrenome Bezerra:

  • Antonio Martins Bezerra c. c. Maria Martins Bezerra, pais de:
  • Antonio Bezerra Felpa de Barbuda c. c. (1) Maria de Araujo, pais de:
  • Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda c. c. (2) Camilla Barbalho, pais de:
  • Luiz Barbalho Bezerra c. c. (3) Maria Furtado de Mendonça
 
(1) Maria de Araujo foi filha dos senhores do Engenho de Sao Pantaleão: Pantaleão Monteiro e Brasia Araujo. O engenho de açúcar fundado por eles depois foi chamado de Engenho do Monteiro.
 
(2) Camilla Barbalho foi filha de Brás Barbalho Feyo e Catarina Tavares de Guardes. Foi neta materna de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.
 
Brás foi senhor do Engenho do Barbalho que ficava no Cabo de Santo Agostinho e do de Sao Paulo da Várzea do Capibaribe, que havia sido fundado por seu sogro.
 
http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html
(3) Maria Furtado de Mendonça foi filha de Fernand’Aires Furtado de Mendonça e dona Cecilia Carneiro de Andrade.
 
Francisco e Maria foram pais também de Ines, a qual foi casada com Joao Paes Velho, que se tornou dono de diversos engenhos de açúcar naquele tempo. Era dos mais ricos de Pernambuco. Francisco foi o primeiro senhor do Engenho de Sao Paulo da Várzea do Capibaribe. Era também armeiro real por profissão.

Os Bezerra procediam, antes de entrarem em Portugal, do Reino da Galicia. Eram naturais da Provincia de Lugo, na Freguesia de Becerrea. Esta faz parte do circuito dos Caminhos de Santiago de Compostela.

Era uma familia da alta nobreza local. Descendiam do rei D. Alfonso VI, de Leao e Castela. Esse ofereceu a mao de suas filhas em casamento aos nobres europeus que o ajudassem a expulsar os mouros.

Dois primos, Raimundo e Henrique da Borgonha aceitaram o desafio. Raimundo casou-se com a filha herdeira, Urraca; e Henrique com a condessa de Portugal, Teresa. Eles foram os pais do Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e de Urraca de Portugal, que casou-se com Bermudo Perez de Trava. Esses sao ancestrais dos Bezerras.

Ao final dessa postagem, abaixo, pode-se seguir as passagens das gerações ai implicadas. Trata-se da linhagem do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, irmão do Antonio do cabeçalho da linhagem postada acima.

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Domingos teria nascido em 1524. E foi natural de Viana do Lima. Antonio havia sido natural de Ponte de Lima. Acredito que isso o faça  mais velho que o Domingos.

Explica-se assim porque, com a posse do território brasileiro por Portugal, as cidades portuárias devem ter tido um visível crescimento. O que atraia populações novas. Seria natural que moradores de Ponte de Lima, dentro do território português, se mudassem para Viana, que eh litorânea.

Outro detalhe foi que o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, ja deveria estar arregimentando pessoas para implantar o que foi dado a dele. Segundo dados históricos, a implantação se deu em 1535. A carta de doação assinada por D. Joao III foi de 10 de março de 1534.

Isso implica que os preparativos tenham se iniciado muito antes. Ou seja, era preciso procurar famílias voluntárias. Tinha-se que construir navios. Provavelmente os maridos seguiram `a frente para “limpar caminho” para receber suas famílias.

E isso representaria gasto de tempo considerável para os dias atuais. Seriam anos de preparação. As pessoas que se mudaram para Pernambuco no inicio de sua implantação ou eram adultos nascidos em torno de 1500 ou seus filhos com idades variadas.

Nesse caso especifico: Antonio Martins e esposa ja maiores de 30 anos e os filhos Domingos e Antonio Bezerra Felpa de Barbuda ja por volta de suas adolescências.

Minha hipótese também explica a sequencia de gerações. Tomando 30 anos como espaço médio entre uma geração e outra temos, a partir do ano de nascimento do Luiz Barbalho Bezerra: 1584, 1554, 1524, 1494.

Essas seriam as datas bases para cada uma das gerações descritas acima. Não posso afirmar que a minha hipótese encaixa-se de todo na realidade. Acredito que seria muito difícil as gerações substituírem umas `as outras em menos tempo.

E vejam que muitos outros adotam 25 anos, ou seja, 4/século. Isso porque os casamentos podiam se dar em idades mais tenras, podendo as mulheres se casar aos 12 anos de idade.

O que acontece eh que as pessoas viviam pouco, em media. Mas poucos descendem dos primogênitos em cada geração. Sendo assim, haviam filhos que nasciam `a altura das idades próximas a 40 anos de seus pais. E deles descendemos tanto quanto dos que nasceram em suas juventudes.

Antonio e Maria foram pais do Domingos em 1524. Se o filho Antonio filho nasceu por volta de 1520, o Guilherme não devera ter sido filho do primeiro casal, e ter sido pai em 1584. Não era incomum alguns homens chegarem aos 60 anos de idade. Incomum era ser pais com idade tão avançada para a época!

O mais provável foi ter havido uma geração intermediaria que eh representada pelo Antonio filho e Maria Araújo.

Para os que me leem com frequência, irão notar que repeti muitas coisas de escritos anteriores. Assim o fiz para facilitar `as pesquisas que outros poderão fazer a partir desse novo texto. Quero apenas facilitar para os outros e também para mim mesmo.

Principalmente quando precisar consultar todas essas referencias. Vez por outra as busco nos mecanismos eletrônicos e eles se negam a responder satisfatoriamente. E ai fica uma recordação melhorada dos meus textos mais antigos.

 

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09. ARQUIVO HISTORICO ULTRAMARINHO – FUNDO CONSELHO ULTRAMARINHO – SUMARIOS DAS CONSULTAS MISTAS. (AHU_CU_CONSULTAS MISTAS, COD. 13-18

Creio que essas referencias não nos ajudariam em nossas buscas a respeito de nossa genealogia. Mas devem existir muitos dados para fazer-se as biografias dos personagens.

Estudar isso agora seria um adiantamento em relação ao trabalho. Mas por precaução ja vou anotando as referencias, pois, quem sabe algum dia vou a Portugal, para fazer um verdadeiro livro a respeito de nossos familiares!?

Antes disso era mesmo preciso fazer o “mais facil”!!!:

Visitar o Serro e Diamantina para ver se encontramos os fios das meadas, tanto em relação ao sobrenome Barbalho quanto ao Coelho.

Aos Barbalho nos resta aquela passagem entre o Jose Vaz Barbalho e seus pais e avós. Alem de buscar saber o mesmo em relação `a esposa, Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Dos Coelho resta-nos pelo menos o encaixe entre o avo Jose Coelho de Magalhães e seu possível pai, Manuel Rodrigues Coelho e deste para as raizes.

Alem disso, certificar que a Eugenia Rodrigues da Rocha, esposa do Jose Coelho (ou a primeira esposa dele, Escholastica de Magalhaes), era descendente Barbalho. Para tentar encaixar-se uma raiz com a outra.

Se fosse `as duas cidades do Centro-Norte de Minas Gerais, com tempo para pesquisar, faria questão de verificar todos os nossos outros emaranhados genealógicos, como pelos lados Andrade, Moniz, Pinto e dos familiares correlatos, como os Cunha de Meneses, Coelho Pinto, Coelho de Oliveira, Sousa e Silva e muitos mais.

Por enquanto, fiquemos apenas com o que temos:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUF006a002/AHU_CU_ConsultasMistas_13_18.pdf

`A segunda pagina do ano de 1667 existem duas menções interessantes:

“16 235 Agostinho Barbalho Bezerra da conta da sua jornada ao descobrimento das minas, e serra das esmeraldas, e outros particulares, e vão as cartas e certidões que se acusam 28 SET 1667”

“16 236V Nomeação de pessoas para o cargo de vedor-geral da fazenda do Estado da India. 20 OUT 1667” [nessa segunda devera haver a menção do nome do Fernando Barbalho Bezerra].

CORRECAO:

“16 282v Sobre o que escreve o Provedor-Mor da Fazenda do Brasil acerca de se haver extinto o oficio de guarda-mor da barra da Baia, e ser provido Fernão Barbalho no posto de capitão e governador do forte de Nossa Senhora do Populo, com as entradas e saídas dos navios. 26 MAI 1668.”

O que mostra que nossas datações estão incorretas relativas ao Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, irmão do Fernão, ter assumido o cargo em 1667.

Mesmo porque, foi dito que o Francisco Monteiro aposentou-se em 1704, com um pouco mais de 24 anos de serviço. O que jogaria a posse dele para em torno de 1680.

Foi dito também que eles serviram nesses cargos ao rei Pedro II de Portugal, cuja coroação se deu em 1683, porem, houve um período de regência anterior, a partir de 1668, quando passou a governador em lugar do seu irmão, D. Afonso VI.

MAIS A RESPEITO DOS BARBALHO

“13 90v Com a carta inclusa de Luis Barbalho Bezerra, capitão-mor do Rio de Janeiro sobre a partida da frota 9 ABR 1964”

“13 122 Francisco de Soutomayor, governador do Rio de Janeiro, da conta de como tomou posse daquele governo e avisa de alguns particulares tocantes `a segurança daquela companhia. 28 SET 1644.”

3 cartas: 2 de 7 ABR 1661 e outra de 16 MAI 1661, a respeito dos acontecimentos durante o que se conhece como A Revolta da Cachaça. Consta que a revolta se deu contra Tome Correia de Alvarenga, quando foi contra Salvador Correia de Sa e Benevides, que estava em Sao Paulo e deixou o primo dele em seu lugar.

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc017/CU-RioJaneiro.pdf

Nessa outra publicacao registra-se:

113. 1643, Outubro, 31, Rio de Janeiro.

Carta da Camara Municipal do Rio de Janeiro dando conta da chegado do capitão-mor Luis Barbalho Bezerra e outras deliberações.

AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 31

AHU_CU_017, cx 2, D. 113

116. 1644, Fevereiro, 4, Rio de Janeiro

116- 1644, Fevereiro, 4, Rio de Janeiro CARTA dos oficiais da Câmara da cidade do Rio de Janeiro ao rei [D. João IV] sobre a chegada do novo capitão-mor e governador desta praça Luís Barbalho Bezerra; a aceitação do subsídio dos vinhos e vintena nos bens dos moradores, a fim de socorrer a Infantaria e o presídio do Rio de Janeiro; informando a pobreza em que se encontra a capitania devido à epidemia de bexigas que dizimou os escravos e reduziu a produção do açúcar; solicitando que parte das moeda cunhada nesta capitania seja aplicada nela para a criação de uma fortaleza; acusando o recebimento de ferros para marcar as patacas e a continuação do trabalho da cunhagem da moeda, conforme ordem do governador-geral do Estado do Brasil, António Teles da Silva. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 36 AHU_CU_017, Cx. 2, D. 116.

118- 1644, Abril, 20, Lisboa CARTA RÉGIA (minuta) do rei [D. João IV] ao governador e capitão-mor do Rio de Janeiro, Luís Barbalho Bezerra, ordenando que os provedores da Fazenda Real das capitanias do Rio de Janeiro, de São Paulo e de São Vicente enviem todas as sobras da Fazenda Real para o Governo do Rio de Janeiro, bem como o dinheiro dos dízimos, da nova imposição dos vinhos e vintenas, e do cunho da moeda, para se meter em um cofre de três chaves, sob a responsabilidade do dito governador, do reitor dos padres da Companhia de Jesus e do almoxarife, do qual não se gastará nenhum dinheiro sem ordem régia. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 39. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 118.

120- 1644, Maio, 19, Rio de Janeiro CARTA do provedor da Fazenda Real do Rio de Janeiro, Francisco da Costa Barros, ao rei [D. João IV] sobre não haver efeitos para as despesas necessárias desta cidade, devido ao pouco rendimento do vinho, dos vinténs por cada caixa de açúcar e da falta de renda proveniente da graxa de baleia; informando a tentativa falhada do último governador [Luís Barbalho Bezerra] em impôr o subsídio dos vinhos e a vintena nos bens dos moradores, por causa da pouca vontade dos oficiais da Câmara em cumprir tais ordens após a morte do mesmo; a necessidade de rendas para o sustento do presídio e da infantaria; indicando como é arrendado o contrato dos dízimos e como a Fazenda Real sai prejudicada; solicitando instruções acerca do caso do prelado administrador eclesiástico da repartição do sul. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 42. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 120.

121- 1644, Maio, 20, Rio de Janeiro CARTA do governador eleito do Rio de Janeiro, Duarte Correia Vasqueanes, ao rei [D. João IV] sobre o falecimento de seu antecessor, Luís Barbalho Bezerra, sua nomeação feita pela Câmara e povo da cidade; as medidas tomadas para enviar a frota ao Reino; a falta de artilharia, armas e munições para as fortalezas da Barra; a necessidade de reparos nas fortalezas e de armas para os soldados que as guarnecem, sugerindo o aumento das companhias de infantaria existentes naquela cidade e informando que foram levantados tanto o subsídio do vinho, quanto à vintena, ficando o presídio sem rendimento, e sua preocupação com a defesa daquela capitania, por causa do perigo holandês que ainda anda por aquela costa. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 43. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 121.

132- 1645, Janeiro, 9, Rio de Janeiro CARTA dos oficiais da Câmara da cidade do Rio de Janeiro ao rei [D. João IV] sobre a disputa política existente entre o governador desta capitania, Duarte Correia Vasqueanes, e o sargento-mor Simão Dias Salgado, gerada após o falecimento do governador do [Rio de Janeiro] Luís Barbalho Bezerra, solicitando resolução acerca do impasse. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 55. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 132.

A DENUNCIA NA CARTA ABAIXO EH DE INTERESSE PARA FAZER A BIOGRAFIA DE JERONIMO BARBALHO BEZERRA, POIS, FOI CONTRA O SALVADOR CORREIA DE SA E BENEVIDES QUE SE DEU A REVOLTA DA CACHACA (1660-61) E O JERONIMO FOI DEGOLADO POR ORDENS DELE.

135- 1645, Janeiro, 18, Rio de Janeiro CARTA do [governador nomeado para o Rio de Janeiro], Francisco de Souto Maior ao rei [D. João IV] sobre o estado das fortalezas da barra, a falta de artilharia e munições, armas e pólvora e as medidas que tomou para melhorar o seu funcionamento; a administração temporal e espiritual dos jesuítas sobre as três aldeias dos índios desta capitania e uma outra administrada pelo capitãomor dos índios Martim Afonso; informando a influência de Catarina Ugarth, esposa do [ex-governador] Salvador Correia de Sá e Benevides, sobre o principal da aldeia de Martim de Sá, Manuel Ubará Pitanga, além das irregularidades praticadas por aquele governador; descrevendo o estado de insegurança em que vivem os moradores, devido à falta da aplicação da Justiça nesta praça. Anexo: cartas. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 57. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 135.

MAIS UM ENDERECO:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc030/CU-ServicoPartes.pdf

15- [post. 1644, Lisboa] INFORMAÇÃO do Conselho Ultramarino sobre os serviços de Guilherme Barbalho Bezerra, fidalgo e comendador da Ordem de Cristo, filho de Luís Barbalho Bezerra, como soldado, alferes e capitão de Infantaria, de [1622] até Dezembro de 1644, na luta contra os holandeses, acompanhado de criados e escravos em Pernambuco, onde foi feito prisioneiro e enviado às Índias, regressou ao Reino e voltou para a defesa de São Salvador, lutou no cerco do conde de Nassau em 1638, tendo regressado para a defesa do Alentejo na companhia do mestre-decampo Luís da Silva Teles. AHU_CU_030, Cx. 1, D. 15.

412- [post. 1684, Agosto, 23, Lisboa] INFORMAÇÃO do Conselho Ultramarino sobre os serviços de Antônio Barbalho, de 1 de Agosto de 1634 a 23 de Agosto de 1684, como soldado, alferes e capitão de Infantaria, contra os holandeses em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Bahia. AHU_CU_030, Cx. 3, D. 412.

RESOLVI DAR CONTINUIDADE:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc017s01/CU-RJaneiroCA.pdf

1644, Janeiro, 31, Lisboa e 1644, Setembro, 6:

AHU_CU_017-01

CONSULTA (2) do Conselho Ultramarino, sobre o agravo que tirou o Capitão Antonio Corrêa do Capitão mor e Governador do Rio de Janeiro Luiz Barbalho Bezerra por se recusar a dar-lhe posse da companhia de Infantaria de que se lhe fizera mercê.
AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 276-277.

S. d.

CAPÍTULO 35 do Regimento dos Governadores do Estados do Brasil, relativo a sua competência para o provimento das serventias dos ofícios de justiça, guerra e fazenda.
Anexa ao n.o 277.

AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 278.

1644, fevereiro, 13, Lisboa

CONSULTA do Conselho Ultramarino, sobre o dinheiro que se mandara abonar ao Governador e Capitão mor Luiz Barbalho Bezerra para socorrer a gente de guerra que do Rio de Janeiro levava para Angola D. Antonio Ortiz de Mendonça.
AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 279-281.

1661, maio, 14, Lisboa

INFORMAÇÃO do Conselho da Fazenda acerca dos documentos referentes mesma sublevação.
Anexa ao n.o 875.
AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 876.

1660, dezembro, 9, Rio de Janeiro

AUTO que mandou fazer o juiz Ordinário Diogo Lobo Pereira a requerimento dos procuradores do Povo da cidade do Rio de Janeiro, sobre a conjuração que se descobrira estar preparada no Convento de São Bento.
Anexa ao n.o 875.

AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 878.

1660, outubro, 30, Rio de Janeiro

AUTOS que se processarão sobre a expulsão que fez o Povo do Rio de Janeiro do governo a Salvador Corrêa de Sá, Thomé Corrêa d’Alvarenga e nova eleição do Governador Agostinho Barbalho Bezerra, prisão dos ditos e cio provedor da Fazenda Real Pedro de Sousa Pereira.

Anexa ao n.o 875.

AHU-Rio de Janeiro-Calmeida, cx. 5, doc. 879. AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 879.

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc014/CU-Paraiba.pdf

  1. 11-  [post. 1619, Lisboa]INFORMAÇÂO do [Conselho Ultramarino] sobre pertencer a Luís Barbalho de Vasconcelos, por renúncia de seus pais, os serviços de seu avô Luís Mendes de Vasconcelos.
    AHU-Paraíba, mç. 33AHU_CU_014, Cx. 1, D. 11.##########################################################

    1. 53-  [ant. 1663, março, 1, Paraíba]REQUERIMENTO de Filipe Barbalho Bezerra, ao rei [D. Afonso VI], solicitando o título de fidalgo da casa real, o hábito da Ordem de Cristo com comenda de cem mil réis e provimento de capitão-mor da capitania do Rio Grande ou Ceará,quando houver vaga, pelos serviços prestados na Paraíba e na guerra holandesa.Anexo: 4 docs. AHU-Paraíba, cx. 1 AHU_CU_014, Cx. 1, D. 53.######################################################
    Mais que interessante essa ultima referencia! Isso porque, pode ser que hajam mais Filipes. O que tenho noticias são 3 Filipe Barbalho Bezerra na família.
Segundo o autor Borges da Fonseca, houve o irmão do governador Luis Barbalho. Contudo, também afirma que esse casou-se em 24 de setembro de 1608. Ou seja, deveria estar pelo menos com uns 20 anos.
O que o colocaria com uma idade de 75 anos em 1663. Decerto, não deveria haver alguma utilidade para ele tal carta de fidalguia. Se solicitou alguma, devera te-lo feito muito antes da data.
O segundo Filipe mencionado eh o filho daquele primeiro. Dele foi dito ter sido “Cavalleiro da Ordem de Sao Bento, que não casou.” Então, em 1663, por não termos a data de seu nascimento, estaria por volta de seus 50 anos de vida.
Aqui ha um meio termo. Poderia ser ele solicitando um beneficio a mais. Isso porque, naquela idade, quando a maioria dos seus contemporâneos de idade ja haviam falecido, ele ja deveria ter alcançado seus privilégios antes dessa idade. Mas não se sabe!!!
O terceiro e ultimo que tenho noticias foi o segundo filho do Jeronymo Barbalho Bezerra. Jeronymo o qual Borges da Fonseca o deu como filho do Filipe, o primeiro, mas Rheingantz o da por filho do governador Luis Barbalho Bezerra.
Desse terceiro Filipe temos o ano de nascimento que foi em 1647. Ou seja, em 1663 estaria por volta de seus 16 anos de idade. Nesse caso especifico, as guerras contra os holandeses ja haviam terminado. Mesmo que meninos de 8 anos de idade podiam ser alistados pelos pais, não houve tempo hábil para ele lutar nela.
O unico senão de possibilidade ai seria se o Filipe do Jeronymo estivesse requerendo uma compensação em razão de o pai ter lutado na expulsão dos holandeses. E assim poderia ser feito `aquela época.
Isso porque o pai, Jeronymo Barbalho, havia perdido a vida em 1661, em consequência de degolamento e esquartejamento ordenado por Salvador Correia de Sa e Benevides, como punição por ter sido o líder do episódio histórico, ocorrido no Rio de Janeiro, denominado de A Revolta da Cachaça.
Mas os revoltosos, após julgados, foram considerados inocentes das acusações que o ex-governador Sa e Benevides os acusou. Então, o governo português ficou com essa bomba suja em suas mãos para resolver.
Era uma familia que se tornara órfã. O filho mais velho, Jeronymo também, estaria completando 18 anos. Nesse caso, haveria uma tendência a compensar `a família com alguns privilégios da nobreza, da qual os Barbalho Bezerra faziam parte.
Nesse caso, a patente que o pai possuía e o senhorio de engenho devem ter sido passados para o filho mais velho, capitão Jeronymo Barbalho Bezerra. E o Filipe deve ter escolhido a tal carta de fidalgo.
Não posso garantir mas imagino que a carta de fidalguia deveria garantir ao dono todos os privilégios de nobreza. Isso quer dizer que quando houvesse algum cargo chave na administração governamental, os fidalgos tinham prioridade. E cargo correspondia a renda. Dai o privilegio.
Estou me baseando apenas em suspeita e não em conhecimento. Isso porque, dos filhos do Jeronymo tenho certeza apenas que Páschoa e Michaela casaram-se e permaneceram no Rio de Janeiro mesmo. Não tenho o destino dos outros.
Alias, o quinto filho chamou-se Luis Barbalho Bezerra, pois, um irmão de mesmo nome havia falecido criança.
A suspeita de que o Filipe possa ter ido para Pernambuco ou Paraíba se baseia em que Rheigantz também identificou o tio dele, Antonio Barbalho Bezerra, como marido da Joana Gomes da Silveira. E por isso tornou-se o II senhor do riquíssimo Morgado do Salvador do Mundo da Paraíba.
Outro que ficou no Rio de Janeiro, o Agostinho Barbalho Bezerra, clamou dificuldades financeiras após a Revolta da Cachaça. Em seu pedido de mercês ao sr. rei, argumentou que tinha mãe e 3 irmãs pelas quais era responsável.
Assim, os outros devem ter compartilhado as responsabilidades na assistência `a família do Jeronymo, o enforcado. E se o Antonio, marido da Joana, foi mesmo irmão dele, maior teria sido essa responsabilidade.
Alias, seriam irmãos tanto se ambos foram filhos do Filipe quanto se foram do governador Luis. E isso justificaria a presença do Filipe (III) la na Paraíba. E haviam muitos parentes próximos e abastados na área entre Pernambuco e Paraíba.
Novamente, eh apenas uma suspeita não um conhecimento. Imagino que a solicitação de  “titulo de fidalgo da casa real” devia ter os mesmos componentes do pedido de brasão de armas das famílias. Nesse caso, deveria vir acompanhada de uma resenha genealógica.
E ai eh que gostaria de chegar. Se la no Arquivo Histórico Ultramarino houver o registro completo, poderemos ter acesso a pelo menos os nomes dos pais e avos desse Filipe. E ate talvez uma resenha que remonte a mais de 10 gerações.
Torcendo para que seja o Filipe, filho do Jeronymo, isso jogaria por terra a duvida quanto a Borges da Fonseca ou Rheingantz estar correto em relação `a paternidade do Jeronymo.
E mesmo que o Filipe seja um dos outros dois, iríamos jogar uma pa de cal na questão da paternidade do Luis Barbalho Bezerra. Como ele foi irmão do Filipe, e tio do filho deste, os pais do primeiro, ou avos do segundo, serão os pais do Luis.
Em caso de ficar sanada a duvida em favor do Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho, então, constata-se o engano cometido no Pedatura Lusitana, que tem o Luis como filho de Antonio Barbalho e esposa que poderia ser Bezerra ou “Monteira”.
Quiça, haja na documentação uma boa e longa genealogia. Se o Filipe for tanto o irmão quanto o sobrinho do governador, que do lado Barbalho siga por pelo menos umas 5 gerações, porque ai, talvez, iremos descobrir que Antonio Barbalho e Fernão Barbalho foram também nossos ancestrais e, por isso, o engano no Pedatura terá sido menor.
Contudo, essas reflexões são positivas. Ha que nos lembrarmos que a possibilidade de ter havido outro Filipe Barbalho Bezerra eh relativamente alta. E pode ser primo distante, de forma a que a genealogia dele não esclareça a nossa. Portanto ha que se preparar o espirito para uma resposta menos generosa.
O que nos faltaria eh um candidato para fazer essa verificação!!!

 

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10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

 

Esse novo capitulo se abriu em razão de eu ter sido contatado por uma aparentada de nome Anália Faria. Mais uma com essa assinatura a revelar parentesco. Procurou-me via facebook porque descende o Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira também. Ela desejava saber se eu tinha informações mais profundas do ramo da família.

Não tinha. Eu havia abandonado esse lado de nossas raízes pela dificuldade de levantar dados via internet, ja que não tenho como fazer pesquisas in loco no Brasil. Falta-me o cacau e tempo próprios para isso ou o patrocínio de um mecenas.

Como os ancestrais que tenho mais recentes são os Coelho e os Barbalho, e deles conheço boa parte da descendência, os meus sentidos de busca acabam se voltando para esse lado. Eh como os pescadores. Querem buscar os peixes que estão acostumados a eles embora não irão desprezar outros que cairem nas redes.

Imediatamente, no sentido de ajudar `a Anália e a mim mesmo, resolvi reconsultar a internet para ver se encontraria algo de novo. Algo de surpresa encontrei no site www.geneaminas.com.br/.

Diga-se de passagem, eu próprio postei dados das famílias `as quais pertencemos. Os livros que juntaram mais dados a respeito dos meus ramos foram os: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do prof. Dermeval Jose Pimenta; e “ARVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA COELHO, da prima Ivania Batista Coelho.

Vez por outra, outros pesquisadores acrescentam dados. E la se encontram dados novos que não postei e não conhecia. Isso porque temos outro ancestral cujo nome foi Francisco Jose Barbosa Fruão (desconfio que esse ultimo sobrenome seja Frois(es)). E o engano poderá ter ocorrido em função da tradução feita das caligrafias antigas para o padrão gráfico.

Agora o site informa que Francisco Jose seria filho de Antonio Barbosa da Silva e Tereza Maria de Jesus, esses, naturais de Santarem, Lisboa, Portugal. Nao diz a fonte.

Tem também uma data. 1725. Ha uma cruz que poderia indicar ser o falecimento do Antonio Jose. Mas pode ser data de batismo dele. Se for o caso, então, a informação seria perfeita.

Ja no caso do Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira escreveram que seria irmão do Antonio Jose. O que, devido a outros dados concretos que encontrei, contrasta em muito com a data acima. Embora não se pode dizer com certeza.

A falta de outras datas importantes como as de nascimentos de cada um e dos pais não permite descartar ainda a possibilidade.

Se alguém encontrou mesmo algum documento do Francisco Jose, 1725 terá que ser a data do nascimento dele. Isso porque entre 25 e 40 anos depois ele estaria sendo pai. O que corroboraria com o nascimento da filha Francisca Angelica por volta de 1760.

Ela nos entra como ancestral no ramo Pereira do Amaral tendo sido junto com o açoriano Miguel Pereira do Amaral a matriarca do sobrenome. E o primeiro filho dela, anotado pelo professor Dermeval, Joao, nasceu em 1781.

Se 1725 tivesse sido a data de falecimento do pai, ela teria que ter nascido por aquela época. Em 1781 estaria no mínimo com 56 anos. Não poderia começar a gerar filhos e muito menos ter outros que nasceram depois. Como o caso de um dos fundadores de Sabinopolis, Malaquias Pereira do Amaral, nosso ancestral, que nasceu em 1791.

A data de 1725 esta mesmo posta como de falecimento. Então, a única possibilidade de ser pessoas da mesma família será se alguém com o mesmo nome ter falecido em 1725, porem, ter tido um filho de nome igual.

Esse filho sim poderia ter sido pai da Francisca Angelica. E quem encontrou os dados viu o nome mas não percebeu essa diferença. Mas estou quase certo que o engano foi cometido no momento de postar o dado, trocando a data de nascimento pela de falecimento.

A dificuldade de o Francisco Jose e o Domingos Barbosa ser irmãos é que em 13.10.1723 o Domingos ja era Sargento-Mor na cidade do Serro. Para chegar ao cargo era preciso ter carreira militar anterior e ainda conseguir ser eleito. Isso quer dizer que devia ter pelo menos entre 25 e 35 anos de idade.

A possibilidade de serem irmãos por parte de pai e mãe será bem pequena. Podendo ser com mais facilidade se for apenas por parte de pai.

As idades para exercer as funções de Sargento-Mor acima poderiam ser ligeiramente reduzidas em função de nobiliarquia, influencia econômica e indicação superior. Como podemos verificar adiante, se ele fosse filho de um Matias Barbosa, as portas se abririam.

Poderiam sim ter sido irmãos se a hipótese de terem existido dois Francisco Jose e não apenas um for correta. E o primeiro poderia ate mesmo ter falecido em 1725. Mas ai ha que verificar-se as biografias de ambos para ter certeza.

Continuando a busca, esbarrei no “O LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA REAL DA FAZENDA DE MINAS GERAIS, 1722-1727”. http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf. `A pagina 46 encontra-se a menção ao Domingos, seus serviços e a data acima.

Foi organizado por Angelo Alves Carrara. Trata-se de uma “tradução” do primeiro livro do gênero da então recém-criada Capitania de Minas Gerais. Observem que a descoberta do ouro ja era passado. Mas o livro eh o primeiro.

Isso se da porque antes não haviam limites definidos. E o quadro geral da administração política no Brasil do Sul no inicio das descobertas estava atribuído ao Rio de Janeiro.

Apos `a Guerra dos Emboabas, ou em seus rescaldos, o pacificador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho criou as Capitanias do Rio de Janeiro e de Sao Paulo e Minas do Ouro.

Em 1720 se da a Sedição de Vila Rica, na qual criou-se um mito a ser enforcado, Felipe dos Santos, enquanto outros sediciosos foram salvos por suas ligações com o poder. Para não perder o controle separaram-se em duas a província anterior, criando-se as de Sao Paulo e a de Minas do Ouro (Gerais).

Essa separação se deu para ter uma administração bem perto da fonte de produção dos minerais que eram as joias da coroa portuguesa. Minas Gerais passou a ser a atração única. E o governo português queria um controle rígido.

Inclusive, quando do esgotamento das fontes “fáceis” do ouro, em torno de 1750, fez-se a expansão das buscas. A essa época encontrou-se mais ouro em Sao Joao Batista (Minas Novas) que ficava em território do Sul da Bahia.

Para que não se perdesse o controle, e ja existia uma intendência no Serro, o governo português tomou o Sul da Bahia e o passou a Minas Gerais, tornando aquele território o atual Norte do segundo Estado, como ate atualmente o é.

Ha que se fazer essa observação aqui. Entre 1698 ate 1740 a produção de ouro e diamantes mantinha o Império Português. Com o declínio da produção, a situação econômica no reino foi aos poucos declinando.

Por essa época, um numero cada vez maior de portugueses migrou para o Brasil. A crise chegou `a penúria. Em 1750 os reis de Portugal autorizaram, por exemplo, o transporte de 5.000 pessoas, por estarem passando fome, das Ilhas da Madeira para a Ilha de Santa Catarina.

Em 1755 houve o grande terremoto de Lisboa. O que por pouco não extinguiu de vez o Império Português. Novamente, o Brasil surgiu como solução. Por um lado foi de onde se retiraram os recursos para a reconstrução. Por outro tornou-se a Terra Prometida para milhares de portugueses pobres e/ou falidos.

O que observei nos livros do Cônego Trindade eh que ele usou muito essa janela para iniciar os dados dos títulos das famílias descritas por ele. Ele preocupou-se mais com as famílias que chegaram do que com aquelas que ja estavam no Brasil e as receberam, fornecendo cônjuges para os chegados ou seus descendentes.

Uma lastima os interesses genealógicos do Cônego Raimundo Octavio não ser semelhante aos meus. Se assim o fosse, independente das famílias, eu escolheria ter escrito fascículos que envolvessem os moradores dos séculos XVIII e XIX das cidades e suas freguesias históricas.

Tem la sua validade o estudo das famílias em separado. Mas um estudo amplificado, como o que proponho, nos daria hoje a oportunidade de encontrarmos nossos enlaces genealógicos como peças de um quebra-cabeças a ser montado.

E mais importante, hoje poderíamos encontrar ancestrais mais longínquos de pessoas que se agregaram `as famílias dos estudos específicos do cônego. O que, alias, ate poderia nos oferecer a oportunidade de termos genealogias quase completas nesses 300 e poucos anos de ocupação territorial de Minas Gerais.

Embora com os registros em mãos, das antigas filiais da Diocese de Mariana, fez referencias a nascidos em ou agregados a famílias do antigo Inficcionado, atual Santa Rita Durão, e Congonhas do Campo. Mas parece que não tivemos a sorte de ele ter achado importantes nossos ancestrais que viveram nesses lugares.

Porem, ha que perdoa-lo. Era vigário da imensa Arquidiocese de Mariana. Havia muito trabalho a fazer alem desse divertimento. E se usava o provérbio: “Primeiro a obrigação e depois a devoção”.

Como os dados encontrados não me satisfizeram, continuei as buscas. E encontrei algumas menções aos personagens com sobrenome Barbosa, encontrados no trabalho do Carrara ou outros de minhas informações.

Por fim, lembrei-me dos livros do cônego Raimundo Octavio Trindade. Recorri mais uma vez `a preciosa ajuda do amigo Mauro Moura de Andrade. Ele prontamente enviou-me o VELHOS TRONCOS MINEIROS. Alias, reenviou, pois mandou-me antes e demorei a baixar, fazendo o envio perder a validade.

E o meu calculo ao buscar nos livros (a internet ja me oferece o GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO) do santo genealogista era esse: não espero encontrar um titulo abrangendo meus familiares, mas poderia ser que os encontrasse nas reminiscências dos agregados.

O que quero dizer com isso é que algumas vezes na menção aos membros das famílias estudadas o genealogista acrescenta: casou com fulano(a)……. filho(a)de……… e neto (a) de……. Dependendo, vai ate a algumas outras gerações anteriores.

Assim, procurei todo o primeiro livro para encontrar apenas uma referencia interessante a um Barbosa. E copio abaixo:

Tit. TASSARA DE PADUA

Pag. 195 “Tn6 Agostinho Jose Cabral, advogado, c. c. Isabel Maria Barbosa da Silva, filha do Conselheiro Quintiliano Jose da Silva que foi presidente da Provincia de 1845 a 1847 e de Maria Isabel Barbosa da Silva (Cf. Artur Resende – Geneal. Mineira, vol. II. 59). Filhos:”

Eh uma evidencia pálida. Mas foi a única que alem dos nomes dos personagens o cônego nos deixou a referencia literária na qual ampliar a noticia. Se o Barbosa é  dos nossos ancestrais pode ser ou não. Mas não custa verificar quando houver oportunidade.

Encontrei alguns outros agregados com o sobrenome Barbosa mas mesmo aparecendo em diversos casos outros, todos trazem apenas o nome do cônjuge que entrou nas famílias. Não ha referencias de pais. Alem disso, são de tempos mais recentes. Seria difícil liga-los a nossos ancestrais.

Mais `a frente vamos ver que esses Barbosa da Silva poderão descender do Mestre-de-campo Mathias Barbosa da Silva. Mas também pode vir de outros, inclusive dos nossos associados a alguém da Silva.

Aproveitei para extender meus estudos a outros personagens. O Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado, ao lado do Mestre-de-Campo Mathias Barbosa foram verdadeiras potências no início do Ciclo do Ouro. E eles entraram em meus estudos por mais de uma razão.

Ambos procedem da mesma área de Portugal. `Area esta que não fica muito distante da Cidade de Barcelos, local do qual o professor Dermeval disse que o Francisco Jose procedia. Ambos foram contemporâneos de nossos ancestrais.

Algo que também não deve ser coincidência eh o fato de o nosso ancestral Domingos Barbosa Moreira ter se casado com uma “baiana” (natural de Itabaiana que agora faz parte do Estado de Sergipe) e ter assentado residência na região do Serro.

Na biografia do Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado consta que residiu antes na Bahia. Tornou-se Capitão-Mor em Vila Rica, mas arrematou os dízimos das Comarcas de Sabará e Serro do Frio.

Talvez haja ai uma relação de pai e filho. Uma pena não termos os outros livros disponíveis na internet. Talvez haja alguma referencia a alguma ligação familiar entre eles. Alem disso, mais tarde entrariam na lista outros nossos familiares chegados depois.

Ao final desse texto postarei outros extratos dos livros do Cônego Trindade que talvez nos ajudem a localizar o paradeiro de outros nossos familiares que usaram outros sobrenomes que não o Barbosa.

Observa-se que a nossa ascendência no Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira nos vem através dos Borges Monteiro. Por descendermos do casal Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro podemos ter dois irmãos Barbosa como ancestrais. De antemão ja somos pelo menos duplo Barbosa, mesmo que não sejam irmãos.

De pronto podemos dizer que alem dos Borges Monteiro e Pereira do Amaral, descendem dos mesmos: os Rodrigues Coelho, a descendência do David Barroso, os Rodrigues Avila e pelo menos um ramo da família Faria e outras. Famílias todas da antiga região dominada pela Vila do Principe do Serro do Frio, atual Serro.

Por enquanto, segue o que encontrei a respeito dos expoentes do sobrenome Barbosa `a época do inicio do CICLO DO OURO em MINAS GERAIS.

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  1. Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado

Encontrado na tese: 01.  http://www3.ufrb.edu.br/simposioinquisicao/wp-content/uploads/2014/02/2013-Texto_Natalia_Ribeiro.pdf

O CRISTÃO-NOVO DIOGO NUNES HENRIQUES: A TRAJETÓRIA DE UM CONTRATADOR DE DÍZIMOS DAS MINAS ATÉ O PAÇO DOS ESTAUS (1670-1729)

NATÁLIA RIBEIRO MARTINS1

Pag. 05.

Destarte, talvez o laço mais importante que tenha estabelecido tenha sido com Sebastião Barbosa Prado, à época capitão da infantaria da Ordenança e também criador de gado, que posteriormente, quando capitão-mor das Minas, arrematou o contrato da Comarca de Sabará para o mesmo triênio arrematado por Diogo, pela Comarca de Vila Rica.

  1. http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434338138_ARQUIVO_ANPUH2015-ServindoestagracadeexemploparaosmaisqueservemnasMinas.pdf

“Servindo esta graça de exemplo para os mais que servem nas Minas”: as solicitações de hábito da Ordem de Cristo por vassalos mineiros na primeira metade do séc. XVIII.

TARCÍSIO DE SOUZA GASPAR

“Internamente, como demonstra o Quadro III, o termo da Vila do Carmo foi a localidade mais referenciada nos serviços, o que permite afirmar terem residido e trabalhado ali a maior porção relativa de aspirantes ao hábito. Vila Rica concentrou o segundo séquito de solicitantes, a que se seguiram, com incidências menores, vilas e áreas situadas na comarca do Rio das Velhas, como Sabará, Vila Nova da Rainha, Vila do Príncipe e o Sertão do São Francisco. A preponderância do Carmo se deveu a dois fatores interligados: a importância da vila, sede político-militar das Minas ao longo da década de 1710, morada dos governadores dom Brás Baltasar e dom Pedro de Almeida e de alguns dos mais destacados homens principais da capitania; e a extensão de seu termo, a abrigar distritos populosos como Sumidouro, Inficionado e Catas Altas, onde residiram alguns cavaleiros. No termo de Vila Rica, o distrito de São Bartolomeu abrigou dois requerentes e a sede principal, os demais. Comparada à da comarca do Ouro Preto, a representatividade do Rio das Velhas atesta a sua posição secundarizada.

Os cavaleiros dessa região haviam sido expoentes dos primeiros tempos, como Manuel Nunes Viana, *********Sebastião Barbosa Prado **********e Antônio Pereira Jardim, atuantes num contexto em que era maior a relevância estratégica do Rio das Velhas, núcleo dos principais paulistas, berço da guerra dos Emboabas e área de jurisdição disputada pelos governos do Rio de Janeiro e da Bahia.”

39 Sebastião Barbosa Prado Santa Marinha de Oleiros, Vila do Prado (Arceb. de Braga) Recôncavo (BA) Currais (MG) 13 anos e 20 dias H.C. e 100 mil réis de tença efetiva. H.C. e 20 mil réis de tença efetiva.
(23/7/1729)

Fui eu quem postou os asteriscos para facilitar a visualização do nome de Sebastião Barbosa Prado.

  1. http://www.ufjf.br/lahes/files/2010/03/c1-a9.pdf

Pag. 02

“Conforme tal tabela, em oito ocasiões as realizações obradas em 1720 foram utilizadas na solicitação de mercês e privilégios. Caso sejam considerados os pedidos de patente ou de sua confirmação, o número sobe para vinte. Dentre os mais relevantes, destaquei dois casos, a saber, ********Sebastião Barbosa Prado ******** e Henrique Lopes e Araújo.

Por volta de 1729, *****Sebastião Barbosa Prado***** escreveu a El-Rei dando conta dos seus valorosos serviços prestados em benefício do “bem comum dos povos” e de Sua Majestade. Afirmou ser natural da freguesia da Santa Marinha de Queiros, termo de Vila do Prado do arcebispado de Praga e filho de Gregório Gonçalves, assistente no recôncavo da cidade da Bahia. Como de costume nesse tipo de requerimento, *****Sebastião Barbosa *****enumerou suas ocupações; serviu como almotacé em Vila Rica por eleição dos oficiais da câmara; ocupou, em 1713, o ofício de tesoureiro da Fazenda Real, dos bens confiscados aos presos pelo Santo Ofício e da fazenda dos defuntos e ausentes em Vila Rica e seu termo; fez “um grande serviço a Vossa Majestade” na ocasião em que arrematou o contrato da Bahia por 25 arrobas “devendo-lhe o grande crescimento que teve aquele contrato”; auxiliou na angariação de recursos para o estabelecimento da Casa da Moeda em função da junta convocada por D. Lourenço de Almeida com os principais das Minas para darem execução ao seu estabelecimento; por fim, *****Sebastião Barbosa***** declarou que serviu ao governador D. Pedro de Almeida, conde de Assumar, com muitos negros seus armados na contenção da revolta de Vila Rica; termina sua solicitação ressaltando que El-Rei havia

5 Faz-se necessário ressaltar que o número total por mim reunido acerca dos indivíduos que atuaram na revolta converge em 154 nomes.

Pag. 03.

ordenado a D. Lourenço de Almeida lhe agradecer por essa realização, sendo que lhe faria muito quando houvesse ocasião.6

*****Sebastião Barbosa Prado***** estava valendo-se de seus serviços para solicitar a El-Rei o Hábito da Ordem de Cristo com cem mil réis de tença efetiva. Não estou sugerindo que a participação na contenção da revolta de Vila Rica, como foi o caso de *****Sebastião Barbosa,***** tenha funcionado como pedra angular na solicitação do suplicante. Também não é relevante para os objetivos propostos saber se a solicitação foi atendida. O que proponho é destacar uma das facetas da instrumentalização da participação em 1720, qual seja, sua utilização como moeda de negociação objetivando mercês e privilégios. A partir de 1720, os indivíduos principiaram a incorporar suas contribuições na contenção da revolta em suas solicitações e requerimentos por mercês e privilégios. Repito, o episódio referiu-se a um pleito pela mercê do Hábito da Ordem de Cristo.”

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  1. OBSERVACOES:

Algo que sempre quis saber foi o posicionamento de nossos ancestrais em relação ao episódio da INCONFIDÊNCIA MINEIRA. Claro, ela aconteceu quase 70 anos após 1720.

E nossos ancestrais, mesmo alguns sendo portugueses de nascimento, também eram mineradores, e muitos dos inconfidentes foram portugueses. Eu queria saber justamente a posição do Alferes de Milícias Jose Coelho de Magalhães.

Esse devera ter nascido em torno de 1730 e 1750. Era português, talvez procedente da Freguesia de Cête do Concelho de Paredes. Não tenho nada que indique isso, apenas a menção ao local pelo professor Nelson Coelho de Senna. Mas isso não vem ao caso agora.

A Revolta de Vila Rica, também conhecida como Revolta de Felipe dos Santos, aconteceu em 1720. Para melhor clarear aos que não tem familiaridade com a Historia de Minas Gerais, aconselho o texto curto:

http://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/?revoltas_categoria=1720-revolta-vila-rica-minas-gerais

Algo de interessante a respeito do desfecho dessa revolta é ela relembrar com realismo alguns fatos da atualidade. Veja que a revolta, a principio, eh encaminhada sem nenhum planejamento.

Foi iniciada e liderada por aqueles que estavam com a barriga cheia que queriam manter seus ganhos, mesmo que esses ganhos fossem ilícitos. No caso, a circulação de “ouro em po” facilitava ludibriar o fisco.

A escolha da época também foi errada. Entre os mineradores não havia ainda a formação de um sentimento realmente nativista. Mesmo que muitos brasileiros ja pudessem ter um sonho de liberdade, o que estava acontecendo no momento não favorecia.

Isso porque ate então a população genuinamente brasileira era pequena. As Províncias não eram concebidas como parte de um mesmo pais. Pernambucano, baiano, paulista eram denominações que se usavam como se fosse de países diferentes.

Alem disso, com a descoberta do ouro de aluvião, `a época ha apenas 22 anos atras, provocou um movimento migratório intenso de portugueses para a colônia.

Portugal vivia num sistema praticamente medieval. As pessoas bem colocadas e informadas sobreviviam em torno de privilégios, os quais eram concedidos pelo governo central, ou seja, o rei. Então, os que possuíam algo tinham algum sentimento de gratidão para com sua majestade.

Nesse caso especifico, ha também a influencia do analfabetismo ortográfico, funcional e politico no qual se vivia. O sistema educacional era praticamente inexistente. Justamente para que o povo não criasse ideias de independência.

Mas nesse movimento perdeu-se a grande chance de se colocar o Brasil na vanguarda mundial do pensamento político. Se os próprios portugueses em terras brasileiras tivessem alguma aspiração de futuro melhor, eles teriam chegado `as mesmas conclusões que os patriarcas da Revolução Americana chegaram.

Foi a oportunidade de os moradores do Brasil: portugueses, brasileiros, espanhóis, nativos e africanos terem se unido e declarado a Independência. Isso teria sido estratégico porque os ouro, diamantes e outras pedras poderiam ter sido usados para criar uma civilização avançada.

O restante viria a rodo, pois, os povos que mais tarde preferiram dirigir-se para as Américas, passariam a automaticamente escolher ao Brasil e não aos Estados Unidos, com a vantagem maior de essa migração iniciar-se com quase um século de antecedência.

Nesse caso, os migrantes que desenvolveram o embrião da nação desenvolvida que se tornaram os Estados Unidos teriam se dirigido para o Brasil e, nesse caso, a genialidade deles seria a mesma, apenas mudaria sua aplicação de lugar.

O movimento de Felipe dos Santos, contudo foi como o que se verifica atualmente no Brasil. Muito entusiasmo de um lado e muita esperteza do outro.

Não se pode culpar ao Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado de ter servido `a metrópole em detrimento da colônia. Ele era português e empregado do rei. Fazia a fiscalização dos caminhos por onde as mercadorias, especialmente o ouro e os diamantes, passavam para cobrar o que era devido pela lei, assinada por ela, `a sua majestade.

E por esse trabalho era regiamente pago. Conhecendo a natureza humana, era mesmo impossível esperar atitude diferente de um fiel vassalo.

A intentona, porem, caiu no lugar comum e histórico. Terminou no mesmo script das outras no Brasil. Os revoltosos foram derrotados e escolheram um bobo-da-corte para servir de lição ao povo.

Como se pode observar, os verdadeiros lideres foram: “Pascoal da Silva Guimarães, Dr. Manoel Mosqueira da Rosa, Frei Vicente Botelho e Frei Francisco de Monte Alverne (ou Manuel Nunes Viana).

Algo de nota eh que Manuel Nunes Viana era reincidente em revoltas. Ele foi lider dos Emboabas, nas escaramuças que se deram durante aquela guerra. Havia acontecido entre 1707 a 1709. Foi perdoado e assumiu o habito de monge para evitar maiores suspeitas a respeito dele.

Ao que parece, a execução de Felicio dos Santos foi a mais cruel possível. Antigamente faziam a representação de 4 cavalos puxando cada membro dele. O trabalho diz que foi enforcado.

Mas eh possível que o que se fez mesmo foi usar 8 animais. Quatro de cada lado, ligados por arreios a um arrastão de madeira. Em cada ponta dos arrastões eh que se ligaria as cordas que se prenderiam aos membros do executado.

A morte seria crudelissima. Isso porque, a não ser que a tração provocasse a ruptura da coluna espinhal, os membros se separariam do corpo, que permaneceria vivo por minutos agonizantes. A morte se daria pela hemorragia, embora contida em parte por causa do estiramento dos vasos sanguíneos, o que bloquearia em parte a hemorragia profusa.

Esse quadro foi copia do que se usou na pessoa de Jeronymo Barbalho Bezerra em 1661, por causa da liderança dele no movimento chamado “A REVOLTA DA CACHAÇA”. Nesse caso, a revolta nada tinha a ver com independência. Era contrario `as corrupções do governo do Rio de Janeiro, embora, também para proteger os ganhos dos produtores.

Nesse caso de 1661 os revoltosos depois tiveram o ganho de causa nos tribunais. Mas para Jeronymo o perdão chegou mais que tarde. Não virou sequer símbolo de alguma coisa.

A dose se repete na Inconfidência Mineira. O pato da vez foi o Joaquim Jose da Silva Xavier.

Em 1817 temos o Frei Caneca como a vitima da expiação dos pecados do mundo. Mais tarde, mesmo sem vitimas fatais como exemplo para a horda popular, houveram as revoltas liberais.

Vejam que quanto mais tenebrosas possam parecer as execuções, trata-se de com isso infligir terror na população para que ela ficasse acomodada em seu lugar. Esse eh o chamado terrorismo de Estado. Que muito se tenta impor no Brasil atual através das execuções extrajudiciais e condições subumanas de cárcere. O recado eh simples, não mexa conosco, pois, você terá que enfrentar tais consequências.

Em 1889, Proclamação da Republica, a própria família real foi vitimada com o confisco de bens e o exílio.

A seguir, com exemplos sanguinários, houveram as punições aos seguidores de Antonio Conselheiro e aos Revoltosos da Chibata.

Ou seja, o que se vê de comum em todos os movimentos reprimidos no Brasil eh a escolha de vitimas, com a clara intenção de mandar o povo ficar quietinho em seu lugar, pois, quem se revoltar poderá ser a próxima vitima.

No atual movimento golpista brasileiro ja escolheram o trofeu ou a vitima. Trata-se de Luiz Inacio Lula da Silva. O problema para os golpistas eh que ele esta demonstrando ser “duro de matar”.

Querem fazer parecer que tudo eh legal mas dessa vez ha uma parte da população que não aceita o conchavo.

Por ai se vê o quanto se torna precioso o conhecimento mais detalhado da Historia para se defender de possíveis mal feitos dos políticos. Se todo mundo conhecesse os fatos do passado em detalhes, teria a consciência de que eles se repetem sempre, com pequenas variações aqui e acolá.

Se todos soubessem dessas coisas, talvez agora não estaríamos tantos passando tanta vergonha por ter auxiliado o pior acontecer. Teríamos abraçado outros métodos de combate `a corrupção que dessem resultados realísticos e sem o sacrifício de alguém para intimidar o próprio povo. Ou fazer o povo sofrer tanto quanto o esta.

As teses numero 02. e 03. trazem informações ligeiramente contrastantes em relação `a procedência do capitão-mor Sebastião Barbosa Prado. O primeiro indica que ele procedia de Santa Marinha de Oleiros, Vila do Prado.

O segundo como Santa Marinha de Queirós, mas da mesma Vila do Prado. Em ambos os casos, do Arcebispado de Braga. Embora esteja escrito Praga nesse ultimo.

A Freguesia de Santa Marinha ainda existe. E atualmente faz parte do Concelho de Vila Verde:

https://www.google.com/maps/place/Santa+M.nha,+Portugal/@41.7149719,-8.3814049,14z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0xd250466222dec33:0x500ebbde4908520!8m2!3d41.7019246!4d-8.3623307?hl=en

Fica no Distrito (Estado) de Viana do Castelo. Alem disso, não muito distante de lugares como: Barcelos, Braga, Ponte de Lima e a própria Viana do Castelo. Cidades que estão no Norte de Portugal, e próximas da fronteira com a Galiza, na Espanha.

Nossos primeiros ancestrais chegados de Portugal para povoar a Capitania de Pernambuco procediam da mesma região. Justamente aquela que fora chamada de Entre-Douro e Minho, ou mais frequentemente apenas Minho.

Interessante eh que outras freguesias nas adjacências indicam a possível procedência de sobrenomes comuns entre nos. Entre eles podemos anotar Sa, Ribeira(o), Passos, Lajes, Quintais, Senra, Barros, Ramalha(o), Quintela, Nogueira e outros. Embora, alguns desses nomes se repitam em diferentes locais de Portugal.

De grande interesse eh observarmos que o capitão-mor Sebastião e o sargento-mor Domingos Barbosa, a principio, se mudaram para a Bahia. No caso do capitão, isso eh confirmado nas teses e estudos. (“assistente no recôncavo da cidade da Bahia”).

No caso do Domingos, isso pode ser verdade porque ele casou-se com Tereza de Jesus, brasileira, natural de Itabaiana. Que `a epoca fazia parte da Bahia, porque o territorio de Sergipe estava anexado `aquela Província. Depois, 1823, Sergipe foi emancipado.

Se não for um simples caso de coincidencia, e por não termos datas de nascimentos para os dois personagens, podemos supor como linha de investigação que, foram irmãos ou tiveram uma relação de pai (Sebastião) e filho (Domingos).

Caso seja verdade, poderíamos inferir que entre os nossos ancestrais encontra-se mais um ou dois nomes, ou seja, Gregorio Gonçalves e Sebastião Barbosa Prado.

 

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3. UMA TEORIA QUE LOGO SE QUEDA!

`As vesperas do Halloween escrevi e postei essa mensagem:

INSERCAO AO
https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/
Quem desejar rever a Historia toda seja benvindo `a pagina do meu blog. Fiz um acréscimo interessante quase ao final da pagina. Ao que me parece, vamos ter que rever o verdadeiro nome de um de nossos ancestrais.
Se a mudança que sugiro estiver correta, então, esta aberta a porta para somar mais gente `a nossa parentela. O que acrescentei esta abaixo:
“Apos toda essa escrita pronta, no dia 30.10.17, ocorreu-me uma inspiração que talvez tenha encaixado de vez o nosso parentesco com o Capitão-Mor Sebastião Barbosa.
Recordei-me que o professor Dermeval identificou aquele nosso ancestral como Francisco Jose Barbosa Fruão. E, obviamente, não se pode esquecer dos problemas resultantes da ma conservação de documentos antigos no Brasil.
Infelizmente, Dermeval Pimenta apenas menciona o fato sem indicar uma fonte exata na qual encontrou a informação.
Mas por outras traduções da escrita antiga para a atual em que enganou-se nos significados, penso que a ligação entre os dois personagens fica `a vista, ao se levar em conta que não consegui confirmar a existência do sobrenome Fruão em nenhum outro lugar.
O que penso que possa ter acontecido é que a parte superior da palavra foi danificada no documento original. Não precisa nem mesmo reescreve-la ao modo manuscrito para verificar-se o que estou enxergando.
Basta completar o F, transformando-o em um P. Fechando-se o u, obtemos um a. E ao ã basta ligar o til ao a. Contudo, devemos nos lembramos que o “a” manuscrito é o circulo com a pequena puxada, semelhante ao d.
Agindo assim, fica fácil verificar que o Fruão na verdade é o Prado.
Para comprovar minha hipótese, o que fiz foi escrever Prado ao modo manuscrito. E com o papel liquido apaguei os excedentes, permitindo transformar o sobrenome em Fruão.
Acredito que essa seria a evidencia mais forte que temos de grau de parentesco entre o Sebastião e nosso ancestral Francisco Jose, alem do Barbosa de ambos.
Juntando as informações, ja mencionadas, de que o Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira primeiro passou pela Bahia (ou casou-se com uma baiana em Minas Gerais) e o Capitão-Mor Sebastião fez o mesmo trajeto, ha que desconfiar-se que os três personagens pertenceram a uma mesma família.
Nesse caso, sem envolvimento com o Antonio Barbosa de Sousa da Silva registrado no sitio geneaminas.com.br como pai do Francisco Jose e do Domingos.
A possibilidade aqui seria a de que o Sebastião e o Domingos tenham sido irmãos. E o Francisco Jose tenha sido filho de um dos dois. Ou haverão outros membros da família envolvidos no parentesco, dos quais ainda não temos noticias.
Se todos forem primos, a origem final será a mesma!”
Pareceu-me que a teoria acima fosse ótima. E creio que seja mesmo como um exercício de treinamento mental.
Mesmo descobrindo que a hipótese não se comprova ha que se manter a mente aberta para as possibilidades. E, claro, penso que a transformação do Prado em Fruão teria sido perfeitamente possível.
Ontem `a noite, porem, ainda em dia de Todos os Santos, retornei `a internet para testar o nome do ancestral Francisco Jose. De pronto descobri que não apenas o sobrenome Fruão existe ou existiu como ha outros dignos representantes dele.
No Google Livros encontrei a menção ao dr. Francisco da Villas Boas Fruão. Trata-se de uma carta de sesmaria, passada em 1741, e copiada na Revista do Arquivo Publico Mineiro, volume 7, parte 1.
A carta foi passada ao Pe. Antonio de Almeyda Barros Margulhão, assinada pelo nosso conhecido Gomes Freyre de Andrade.
Ha também outro livro escrito em francês. De nome “Voyage au Zambese”, de autoria de Paul Guyot.
`A pagina 259 ele menciona o governador de Tête Antonio Roberto de Barbosa de Villas Boas Fruão. A data para o fato circula entre 1807 e 1808. Interessante para mim foi que recordei um pouquinho do meu fraco francês.
Saber disso ja seria algo semelhante a estar em Virginópolis, numa roda de amigos e primos, iniciando o ritual de tomar uma cachaça de jabuticaba pura. O gosto do desmentido torna-se difícil de tragar, como se da com a primeira dose da cachaça. Mas, depois, tudo torna-se so alegria.
Mas como não basta pouca alegria, encontrei a prova final de que nosso ancestral chamava-se mesmo Francisco Jose Barbosa Fruão. Tudo esta numa tese, cujo endereço é o seguinte:
http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf
Trata-se de uma tese de doutorado em Historia, do professor Cristiano Oliveira de Sousa. A tese foi defendida perante a banca da Universidade Federal de Juiz de Fora. E o nome bastante pomposo foi:
“Prestigio, poder e hierarquia: A “elite dirigente” da Venerável Ordem Terceira de Sao Francisco de Assis de Vila Rica (1751 – 1804).”
A tese torna-se um livro completo. São 383 paginas no total. Todas ocupadas com os mínimos detalhes da Historia e existência da sagrada Ordem Terceira. Um tratado como aqueles que gosto de fazer a respeito de tudo que escrevo.
 
De mais útil para o momento, busquei porque no enunciado do endereço no google surgia o nome do nosso ancestral. E não foi fácil encontrar a primeira menção a ele que identifiquei.
 
A leitura foi ultra super dinâmica. Passando as vistas nas paginas e atentando para as letras maiúsculas, particularmente que indicassem nomes de pessoas. Ja estava pensando em deixar isso para depois quando deparei-me com o quadro de “Mestres de Noviços” `a pagina 161.
 
A lista se encontra em ordem alfabética e o decimo relacionado não é outro que não o ancestral Francisco Jose Barbosa Fruão. Exatamente, com todas essas mesmas letras.
 
Ao descobrir mais 3 vezes que o nome aparece, conclui definitivamente que não houve engano algum em relação `a transcrição do nome.
 
`A pagina 246 temos um quadro de ofícios ocupados pelos membros da Ordem. Francisco Jose aparece em 1753 como “Juiz das demarcações e medições das sesmarias”.
 
`A pagina 273, melhores informações a respeito da pessoa. Ali temos:
 
data de entrada: 02/1747
data de profissão: 10/1747 
* 1753, Juiz das demarcações e medições das sesmarias 
* 1764, Mestre dos Noviços
 
`A pagina 378, em novo quadro, para o ano de 1764, o nome dele aparece na chapa eleita como Mestre dos Novicos.
 
Apenas para observação. Não estava procurando. Apenas vi porque passei os olhos. No ano de 1773, daquele quadro, surge dona Páscoa da Ressurreição de Jesus. Ela foi ministra da Ordem para o sexo feminino.
 
O nome Páscoa da Ressurreição de Jesus era muito comum. E uma delas foi a filha do Capitão-Mor Jose da Costa Barbalho. Essa casou-se no Rio de Janeiro em 1703. Poderá então ter sido uma filha desta ou a própria. Parte da família instalou-se na área de Vila Rica.
 
Mas essa sera pesquisa para outra ocasião.
 
Ainda não passei olhos para ver se encontro o nome de nosso ancestral no texto. O professor Cristiano de Oliveira tomou alguns nomes dos irmãos da Ordem e deu alguma esmiuçada em detalhes biográficos deles, como local de nascimento, possíveis datas, nomes de pais etc.
 
Se não tivermos a felicidade de encontrarmos na tese essas descrições, pelo menos fica na lista de abreviaturas os nomes das instituições onde se encontrarão dados individuais dos membros da referida Ordem Terceira.
 
Provavelmente encontrar-se-ão detalhes maiores no Arquivo Histórico da Casa dos Contos, Arquivo Histórico do Museu da Inconfidência – Casa do Pilar, Arquivo Histórico da Paroquia de Nossa Senhora da Conceição, Casa dos Contos e na Camara Municipal de Ouro Preto.
 
A tese em si pode não servir-nos nas particularidades maiores da biografia de nosso ancestral, mas será útil para verificação de muitas outras genealogias que renderam descendência a partir de Minas Gerais para todo o Brasil.
 
Alguns nomes mencionados são históricos e recorrentes, exatamente por causa da grande riqueza que alguns membros detinham.
 
A Ordem era composta pelas elites. Mas quando se fala a palavra ha que restringi-la porque muitas pessoas eram incluídas nelas pelo simples fato de terem sido brancas. Esse era o primeiro passo para obter privilégios. Os privilégios geravam posses.
 
Os que ocuparam postos na Ordem deverão ter sido os mais ricos. Contudo, ha no trabalho a ressalva de que o cargo de “Mestre de Noviços”, ocupado por nosso ancestral, era reservado para os menores, dos irmãos maiores da Ordem.
 
Ou seja, deve ter sido de classe media-baixa. Não ficou determinado ainda qual era a atividade profissional que ocupava. O trabalho menciona que a Ordem Terceira de Vila Rica era formada em sua maioria absoluta por pessoas com profissões urbanizadas.
 
Possível será que o Francisco Jose Barbosa Fruão tenha tido como profissão quaisquer dos serviços mecânicos ou da área intelectual. Mas somente depois de melhores estudos podemos confirmar ou negar isso.
 
Um detalhe que ficou patente foi que a data de falecimento para ele, postada no site geneaminas.com.br, como sendo em 1725, não se comprova.
 
Penso inclusive ser difícil ele ter nascido em tal data. Isso porque entrou para a Ordem Terceira de São Francisco em 1747. Ocasião em que, se a data fosse verídica, estaria com 22 anos de idade. A media de entrada na Ordem girava em torno dos 35 anos. Mas raramente excedia a 50 anos.
 
Para entrar-se seria necessario ter posses elevadas em relação `a media da população. E isso comumente so surgia após o cidadão completar 25 anos de idade. Difícil seria. Mas ha que se ressalvar que não era impossível. Proibido era ser menor de 18 anos.
 
De qualquer forma, esta ai um grande aprendizado novo!
 
Uma coincidencia foi a da minha primeira visita que fiz a Ouro Preto. Estavam a Albina (Bininha) da tia Ruth e um amigo dela de nome Eliseu. Foi a única vez que o vi na vida, em 1978, e o nome não me saiu da memória!
 
Estando la, o que mais me encantou foi a fachada da Igreja de Sao Francisco de Assis. Estava recém ou em processo de restauração. Inclusive bati uma foto do monumento que ficou perfeita. Devido `as obras não pudemos ver como era o interior.
 
A maquina era daquelas que se respirasse, a foto saia tremida. Como não havia tripe para coisa tão barata, coloquei a câmera sobre um muro de pedra próximo para dar a estabilidade necessária.
 
Nem eu nem a Bininha jamais poderíamos imaginar que estivéssemos perante a uma obra da qual nosso ancestral fez parte.
 
Verifiquem foto da Igreja:
 
http://www.ouropreto.com.br/atrativos/religiosos/igrejas/igreja-sao-francisco-de-assis
 
Apos ao que escrevi acima, rebusquei um pouco mais na internet. Ai encontrei mais este endereço:
https://archive.org/stream/saofranciscodeas00trin/saofranciscodeas00trin_djvu.txt
Trata-se do texto: “São  Francisco de Assis de Ouro Preto: Cronica Narrada Pelos Documentos da Ordem” de autoria do Cônego Raimundo Octavio da Trindade. Dei apenas uma passada d’olhos dinamica.
Encontrei 2 informações com conteúdo útil para nossas pesquisas. Não estou aqui desmerecendo o livro. Ele descreve a construção da Igreja de São Francisco em mínimos detalhes. Outras pessoas poderão verificar a presença de seus ancestrais entre os milhares ali citados.
Talvez tenhamos tido menor sorte de não vermos os nossos. Mas encontrei ao redor da pagina 244 a lista de ministros da Ordem. No ano de 1875, naquela pagina, consta o senhor Francisco Afonso Painhas.
Acontece que `a mesma época, ou pouco antes, terá nascido nosso tio-avô Joaquim Afonso Painhas, em Portugal, sem menção a lugar. Por volta de 1904 ele vem a casar-se com tia Adelina Coelho Magalhães.
Tia Adelina nasceu do bisavo Marçal de Magalhães Barbalho, em 24.6.1878 sem a menção ao nome materno em nossos livros genealógicos.
Joaquim e tia Adelina tiveram seus filhos: Vicente (1905), Geraldina (Sinhá) (1908), Joaquim (1914) e Maria (Mariinha) (1917) na mesma cidade de Ouro Preto.
Fica ai a possibilidade e quase certeza que Francisco e Joaquim Afonso Painhas terão algum grau de parentesco, muito provavelmente serão pai e filho.
O outro detalhe importante foi que ha a menção de contendas entre a Ordem e algumas pessoas. Ha uma pequena lista `a pagina 247. Ou, pelo menos é o que presumo, pois, no texto ha um salto entre a pagina 247 para a 254.
Porem, constam da lista:
  1. Francisco Jose Barbosa, letrado
  2. Francisco Barbosa Truão, advogado.
Antes dos nomes ha essa promessa do cônego:
“De alguns destes pleitos tratarei em outra parte deste trabalho. Nessas contendas, aparecem as seguintes pessoas:”, então segue a lista.
Ao repassar a vista no texto não encontrei menções aos pleitos. Mas talvez fica adiantado que muito provavelmente o nosso ancestral exerceu mesmo uma função intelectual.
No caso, ele pode não ser um contendor. Pode ter exercido a defesa da Ordem da qual fazia parte. Mas como não são apresentadas datas na lista, não se pode dizer que seja mesmo nosso ancestral em um ou em ambos os casos.
E agora pode ser que tenhamos que encontrar uma fonte desempate para a verdadeira grafia do nome que seria, talvez, Truão e não Fruão.

 

 

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4. CORONEL MATIAS BARBOSA DA SILVA

Recordei-me do nome porque o fixei desde quando estudava na Universidade Federal de Viçosa, MG. Vez por outra o ouvíamos. O que eh natural, pois, foi ele o fundador de Barra Longa, também na Zona da Mata Mineira.

No livro: “GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO”, o autor: Cônego Raimundo Trindade, dedicou um capitulo a ele. Pouca coisa diz, principalmente a respeito de sua genealogia. Menciona apenas a filha que deixou descendência em Portugal. E filhos extra-maritais, tendo apenas um sido nomeado: Joao Barbosa. Ha que ler-se a biografia e a parte do Testamento deixado pelo personagem:

http://www.arvore.net.br/trindade/TitMatias.htm

O Cônego Trindade era natural de Barra Longa e esse livro dele descreve exatamente algumas genealogias ligadas `a família dele. Esperava que ele dedicasse um pouco mais ao fundador local. Talvez o tenha feito no “VELHOS TRONCOS MINEIROS”. (Apos verificado a resposta foi negativa).

Como se ve, o cônego o dava por nascido em Santa Marinha de Anais, Concelho de Penda, Arcebispado de Braga. Na verdade, o Concelho era o de Penela. Era apenas a dificuldade de traduzir os (a)rabiscos do passado.

Em 1700 esse sertanista ja estava no Brasil, quando adquiriu uma concessão de sesmarias na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Local que transformou em um “Registro”, ou posto de recolhimento fiscal. E na atualidade é o local onde esta a cidade deixada pelo povoador, atualmente com o nome de Matias Barbosa.

O “Registro” era o local onde se cobravam os impostos imperiais. Por isso, não se deve admirar que o personagem tenha se transformado em uma das pessoas de maiores fortunas de todas as Américas. Basta verificar o pouco do testamento para constatar isso.

Embora deva ter sido mais velho que os outros personagens que estamos estudando, procurei os dados dele porque pode ser um aparentado de todos, ja que compartilham o sobrenome Barbosa. Refiro-me por enquanto a: Domingos Barbosa Moreira, Sebastião Barbosa Prado e Antonio Jose Barbosa Fruão (ou Frois).

Alem disso, Santa Marinha de Anais fica atualmente em Vila Verde. Ou seja, fica no mesmo Concelho onde existe a outra Santa Marinha, a do Prado, onde nasceu o Sebastião Barbosa Prado. E um pouco de sua Historia pode ser lida no endereço:

http://jf-anais.com/historia/

Como se pode observar, não fica longe de Barroselas, outro local no qual encontrei possíveis vínculos com os Barbosa.

Do testamento do mestre-de-campo e coronel, Mathias Barbosa da Silva, o cônego Raimundo Trindade, entre outros, destacou os trechos:

“….e não ter eu ainda cargo algum que constituísse no grau de Nobreza necessária pura me serem os filhos naturais insucessiveis, pois só vivia então do algum negocio, com que andava de uma parte para outra, mas não a cavalo, porque nem o possuía, nem os havia a esse tempo em Santos e São Paulo, de sorte que por falta d’elles até o. cabos de guerra e pessoas principaes da terra todas andavam a pé…….”

“…(Estava o testador em duvida sobre ser ou não ser seu filho um certo Joao Barbosa) ………que sendo seu filho o dito Joao Barbosa, pode ser seu herdeiro, por eu e ela sermos ambos solteiros………….”

“Declaro que tenho somente uma filha por nome Dona Maria Barbosa da Silva, que se acha casada com o Brigadeiro Domingos Teixeira de Andrade, os quaes do Rio de Janeiro passaram para o reino e nelle vivem……….”

O primeiro trecho é antológico. Em outras palavras o cel. Mathias Barbosa da Silva deixa atestado que não somente ele quanto os maiorais de Sao Paulo estavam “batendo na bunda de quem passa”, trocando em miúdos: eram pobres.

Foi preciso encontrar o ouro e pedras preciosas das Minas Gerais para que isso fosse se modificando. Obviamente ele não levou em conta alguns potentados daquele tempo que viviam da captura e venda de indígenas como escravos, como foi o caso da família de Fernão Dias Paes Leme.

Da Historia do Municipio de Matias Barbosa temos que o próprio obteve uma concessão de sesmarias em 1700. E segundo a biografia exposta no Wikipedia, ele obteve a patente de mestre-de-campo também em 1700.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Matias_Barbosa_da_Silva

Nessa mesma biografia temos que faleceu em 25 de julho de 1742. Nada afirma a respeito do quanto tempo viveu para que calculássemos quando nasceu. Mas, por ter obtido a patente, ha que supor-se que ja não era tão jovem em 1700, deveria estar acima de 30 anos, mas sem uma quantidade mais precisa.

Por ter falecido em 1742, podemos esperar que estivesse numa faixa de idade máxima por volta do 40 anos então.

Nisso se encaixam a menções biográficas. Ali ele reconhece que teve filhos naturais. Mas o reverendo cônego não se dignou a menciona-los. Temos nas duas fontes que foi filho de Francisco Gomes da Silva e D. Isabel Barbosa de Caldas.

O que posso dizer com isso eh que levanto aqui a possibilidade de o Cel. Mathias Barbosa estar na faixa de 40 anos, por volta do ano de 1700, e ter sido pai do Gregorio Gonçalves, que foi o pai do Domingos Barbosa Prado.

Essa suposição se basearia em uma evidencia um pouco fraca, pois, não tenho dados mais precisos com os quais se possa calcular as idades dos outros. Em 1723 o Domingos ja era Sargento-Mor na Vila do Principe do Serro do Frio.

Ou seja, ou ja deveria ter alguma maturidade maior em termos de idade ou teria algum apadrinhamento forte. No caso, se Mathias foi o avo dele, isso poderia ter ocorrido. Poderia alcançar o cargo por volta dos 23 anos, o que não seria tão anormal nem comum.

De qualquer forma os próprios Barbosa mais jovens da época poderiam ter sido filhos, que talvez estejam relacionados no testamento completo do coronel.

E são diversos os desse sobrenome mencionados no “LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA DA REAL FAZENDA DE MINAS GERAIS – 1722-1727”.

Outros dados que encontrei, que parecem estar ligados aos nossos familiares, podem ser verificados no endereço:

https://www.geni.com/people/Antonio-Barbosa-da-Silva/6000000021210136563

Segundo os dados encontrados atualmente no geneaminas.com.br, o cel. Antonio Barbosa da Silva teria sido irmão do Francisco Jose.

O que resta eh provar que o Francisco Jose seja mesmo parte desse núcleo familiar. (Vejam o que esta nos escritos abaixo do gráfico da família do cel. Antonio).

Vejam que na parte do testamento que o Cônego Trindade reproduziu o Mathias Barbosa havia reconhecido ter tido filhos (no plural) fora do casamento. Mas o cônego mencionou apenas um, Joao Barbosa.

Pode ser que iremos entrar na herança genealogica dele de alguma forma, pois, tanto o Domingos quanto o Francisco Jose poderiam ter sido filhos dele. Pelo menos, enquanto não encontrarmos com certeza quem foram os pais deles.

O triste ai foi a hipocrisia de epoca. Aos pais extra-conjugais era permitido ignorar a existencia desses filhos, sob a alegação de que a mãe pudesse ter mantido relações com outro homem e não se podia provar em contrario.

E muitos pais extra-conjugais do passado, mesmo tendo a certeza de que os filhos eram seus, usavam do expediente de torna-los “cidadãos de segunda classe”. Quando muito lhes deixavam algumas “esmolas” da herança.

Os mais conscientes procuravam dar um meio de vida a esses filhos. Nos casos de pessoas influentes como o Mathias Barbosa, poderiam ajuda-los a comprar terras longe do local onde criavam suas famílias “legitimas”.

A hipocrisia era a de pensar-se que as chamadas familias “legitimas” tinham toda a primasia. Era como se um filho extra-conjugal que herdasse estivesse roubando de seus irmãos “legítimos”.

E, infelizmente, essa “legitimidade” e “bastardia” se encontram como nódoa ate hoje no imaginário do publico brasileiro comum. Basta ver aqueles que se julgam mais donos dos destinos do pais porque descendem mais da Casa Grande e não tanto das Senzalas!!!

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5. MATIAS BARBOSA II

Uma tese que encontrei na internet, porem, não li mas que traz informações a respeito da família de Matias Barbosa da Silva é essa:

“O DECLÍNIO DAS PROPRIEDADES DA FAMÍLIA SOUZA COUTINHO NA CAPITANIA DAS MINAS GERAIS

Francisco Eduardo Pinto1”

Deixo ai a dica de pesquisa para o caso de a posteriori descobrir-se algum parentesco conosco.

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6. http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf

O Professor Angelo Alves Carrara fez a tradução do manuscrito e reproduziu os resumos das contribuições feitas ao fisco pelos “homens bons” da época na Província de Minas Gerais.

No livro não aparece nenhuma contribuição fiscal feita pelo coronel Mathias Barbosa. Talvez o tenha feito no Rio de Janeiro. Ou o tenha feito através de terceiros. Existem menções a pagamentos feitos por câmaras municipais sem explicar-se em nome de quem.

Fiz uma leitura com anotações dos nomes acompanhados de sobrenome Barbosa e as numerações nas quais aparecem. Na primeira parte são 520 anotações. O nome Sebastião Barbosa Prado eh um recordista. Aparece nos números:

pag. 40: 8, 9 e 22;

pag. 41: 41;

pag. 43: 63;

pag. 46: 106 e 107;

pag. 47: 125;

Pag. 48: 139 e 146;

Pag. 49: 163;

pag. 50: 172;

pag. 51: 185 e 188;

pag. 52: 205;

pag. 55: 251, 256 e 162;

pag. 56: 179, 180 3 281;

pag. 58: 311;

pag. 63: 391, 392 e 394.

Ou seja, algo em torno de 5% das anotações de contribuições foram feitas em nome do capitão-mor Sebastião Barbosa Prado.

Os outros Barbosa aparecerem apenas uma vez cada:

Domingos Barbosa Moreira: pag. 46 no. 101

Francisco Rebelo Barbosa: pag. 51 no. 190

Sebastião Barbosa Pereira: pag. 52 no. 203

Francisco Leite Barbosa: pag. 54 no. 242

Barbosa Rosa: pag. 62 no. 386

Jose de Abreu Barbosa: pag. 64 no. 425

Francisco Barbosa Mesquita: pag. 69 no. 515

Numa seção seguinte, que o autor alega leitura dificultosa pela qualidade de conservação do livro, encontra-se o nome Barbosa da Costa Bandeira: pag. 69 no. 26.

Soma-se a esses nomes o do Francisco Jose Barbosa Fruão que, talvez assinasse Frois. O nome dele não se encontra na lista. Possivelmente será porque ou não tinha poderes ou nasceu em épocas mais recentes.

Isso eh o que indica, pois, a filha dele, Francisca Angelica da Encarnação, teve o primeiro filho: Francisco Pereira do Amaral, em 1781. E o nosso ancestral Malaquias nasceu em 1791. Assim ela devera ter nascido no máximo uns 25 anos antes do nascimento do Francisco, o que nos da uma data de 1756.

Quanto `a paternidade do Francisco Rebelo Barbosa, ha um suspeito mais forte. Esta no endereço:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc011/CU-MinasGerais.pdf

519- [ant. 1725, Janeiro, 25]

REQUERIMENTO de Faustino Rabelo Barbosa, mestre do Campo, solicitando o treslado da ordem que lhe foi dada pelo ouvidor-geral e provedor da Fazenda de Vila Rica, Bernardo Barreira de Gusmão, para que o suplicante estabelecesse e arrendasse as passagens do rio das Velhas. Anexo: certidões.

No de inventário no catálogo: 513 AHU-Minas Gerais, cx. 6, doc. 9 AHU_CU_011, Cx. 6, D. 519.

Fora esse, não encontrei os nomes dos outros em outra referencia.

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7. OUTRAS EVIDENCIAS ENCONTRADAS NO “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”.

  1. A) TIT. FIGUEIREDO NEVES

Bn 7 Cônego Joao Batista de Figueiredo. Foi vigário em Santa Barbara `a qual pertencia Itabira. O nome dele aparece nas certidões de casamento de nossos tetravós: Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães, e de batismo do padre Emigdio de Magalhães Barbalho, usadas no “De Genere” do padre, 1838.

O Bn 4 foi também o padre Joao Batista de Figueiredo, que foi primo do primeiro e atuou em Catas Altas.

No mesmo titulo temos:

“Tn 2 Antonia Tomásia de Figueiredo Neves c. a 2-2-1819, na Capela de Santa Quitéria, filial de Santa Barbara do Mato Dentro c. o Sargento-Mor Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, Barão de Cocais. Filhos em Silva Leme. vol. 4o. pag. 341.”

Não nos serve diretamente porque a suposta ascendência de nossos familiares no Barão se da por vias extra-conjugais. Pelo menos fica o registro do casamento oficial.

“Bn 16 Major Jose Joaquim de Figueiredo Neves ( T a 1-18-1843 em Porto Alegre) c. 1 no Rio Pardo (RS) em 1800 c. Francisca Ermelinda de Andrade, filha do Ten. de Dragões Joaquim Tomas de Andrade e Siqueira e Maria Joaquina da Assunção; c. 2 ainda no Rio Pardo, em 1814 c. Clara Bernardina de Magalhães. Cf Geneal. Rio Grandense de F. Guimarães e G. Felizardo. pags. 86 e 172.”

Interessante apenas pela possibilidade de ai termos outro Joao Batista de Figueiredo nessa família, o ultimo ditador militar após o golpe civil-militar de 1964.

  1. B) TIT. MURTAS

Pag. 83 “Tn9 Maria dos Anjos Murta c.c. o capitão Bernardino Cardoso Nunes, comerciante e agricultor em sua Fazenda de Santa Rita, em Sao Domingos do Arassuai. Filhos:”

Aqui se registra talvez apenas uma coincidência. A família de nosso tio-tetravô, Antonio Nunes Coelho, assinou Cardoso Nunes. Inclusive ele teve uma filha chamada Bernardina Cardoso Nunes. Talvez o capitão tenha sido um filho não localizado. Eram naturais de Pecanha, MG. Aracuai fica ao norte de nossa região.

Pag. 87 “Pn 11 Mario Fernandes Murta c. c. Teresa Lott, filha de Walter Lott de Aguiar e Ana Ferreira Lott. Sg.”

Apesar da falta de geração, devera ser parente dos Lott, nossos familiares.

Pag. 89 “Qn 15 Dr. Mario Moreira Murta, medico, residente em Governador Valadares c. c. Eponina Neiva de Figueiredo, filha de Antonio Guedes de Figueiredo e Aurea Neiva de Figueiredo. Filhos:”

Não sei dizer mas talvez seja esse o Seo. Guedes, que foi farmacêutico em Virginópolis.

  1. C) TIT. PIMENTA DA COSTA

Pag. 111 &2o. “N2 Maria Teodora da Silva c. c. capitão Domingos Jose Ferreira” que dao origem aos Ferreira Bretas. Faltou pags. 116 e 117, quando se registra a entrada da familia em Itabira.

  1. D) TIT. ROLAS

Pag. 150 “F2 Guarda-Mor Antonio Rodrigues Afonso, natural como seu irmão de Barra Longa, c. c. Caetana Correia de Magalhães Pinto, filha de Jeronimo de Magalhães Pinto e Maria Correia, moradores do Inficcionado. Filhos:”

Outra evidencia interessante para nossa família. Isso porque ha algum tempo atras eu encontrei no Geneall.net o casal: BERNARDO ANTÔNIO PINTO DE MESQUITA e ANA JOSEFA DE MAGALHAES PINTO.

Por coincidencia, ou não, tiveram um filho chamado JOSE COELHO DE MAGALHÃES, em cujo site não se mostra se teria sido casado ou não. O nosso pentavô também tinha esse mesmo nome. O professor Nelson Coelho de Senna atribuiu a paternidade do nosso ancestral ao português MANUEL RODRIGUES COELHO.

Como não encontrei nenhuma evidencia do achado do professor Nelson, acreditei que Bernardo Antonio e Ana Josefa teriam sido nossos sextavós. O problema eh que também não tenho certeza disso.

O Coelho daquele JOSE vem por meio dos avos maternos: Joao de Magalhães Coelho e Isabel Maria Pinto de Magalhães. Ou seja, Magalhães, Coelho e Pinto procediam de um mesmo ramo familiar.

Obviamente, Pinto e Magalhães são dois sobrenomes muito comuns `as famílias de origem portuguesa. Dai devem existir dezenas, o que dira milhares, de Magalhães Pinto espalhados pelo mundo. Portanto não se pode afirmar que o Jeronimo tenha tido parentesco próximo com a Ana Josefa.

Mas com certeza somam-se evidencias. Pode-se dizer que, ao longo dos mais de 300 anos desde 1700, devemos encontrar milhares de pessoas assinando “de Magalhães Pinto”. Mas o mesmo não se pode dizer de poucos anos em torno de 1700, portanto, a evidencia do tempo é forte.

Também foi dito que o nosso possível sextavô, MANUEL RODRIGUES COELHO, teve negócios no Inficcionado, inclusive obteve sesmarias e datas minerais, naquele local, em 1744. E o nome do suposto filho dele era idêntico ao do filho do BERNARDO ANTÔNIO e ANA JOSEFA.

Por isso, não descarto a possibilidade de o MANUEL RODRIGUES COELHO ter mesmo sido pai do nosso JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que não seria o que se encontra no Geneall.net, filho do casal acima mencionado.

Mas fica ai a possibilidade de o JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO ter sido parente proximo da ANA JOSEFA, podendo ainda ter ele sido sogro do MANUEL RODRIGUES COELHO, dai, por caráter de parentesco próximo, ter também dado nome igual ao filho.

Uma das nossas grandes dificuldades ate hoje é a de não termos encontrado documentos relacionados ao MANUEL RODRIGUES COELHO, como seria o caso de seus inventários e, se houve, testamento. Certamente eles nos dariam nome(s) de esposa(s) e filho(s).

E de quem como ele foi dito ter sido senhor de considerável fortuna não se pode esperar que não se tenha feito seus inventários. Quando estive em Ouro Preto não tive tempo de ir `a CASA DOS CONTOS nem ao MUSEU DA INCONFIDÊNCIA que poderão estar abrigando documentos de tamanha importância para nossa família.

Essas coincidencias podem indicar ate que o MANUEL ja fosse aparentado da ANA JOSEFA e muito provável do BERNARDO ANTONIO também. Seria muita coincidência não o serem e acabar se encontrando no microcosmo do Inficcionado, atual Santa Rita Durão, o MANUEL, o JERONIMO e o JOSE COELHO DE MAGALHÃES.

Como diz o ditado: “Um é pouco, dois é bom e três é demais!” Possível será ate que o próprio JOSE COELHO DE MAGALHÃES não apareça com família naquele site porque foi para o Brasil.

Antes poderá, se não for o próprio, ter sido padrinho do parente de mesmo nome. Essa seria uma razão para que tivessem nomes idênticos e se vissem no mesmo local e tempo, isso se os JOSE não forem uma única pessoa.

Mas jamais podemos negar o poder das coincidencias. No livro GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO ha um pequeno tit. que trata dos MAGALHÃES do tronco que povoou a região do Rio Piracicaba. Abra-se o endereço:

http://www.arvore.net.br/trindade/TitMagalhaes.htm

Observe-se que alem do titulo ser MAGALHAES, ha também a matriarca que tinha o nome JERONIMA. Embora não fosse ela a de Magalhães na família, poderia ter avos com o sobrenome, mais o Pinto. Nesse caso, poderia ser ela ate mesmo irmã do JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO.

Não estou querendo mencionar que o JOSE COELHO DE MAGALHÃES, nosso ancestral, proceda do ramo descrito pelo cônego. Pelas datas parece-me que o ramo seria muito novo para isso.

A data de nascimento do JOSE se perdeu por enquanto nas brumas do passado. Mas ha uma pista deixada pelo professor Nelson Coelho de Senna que alegou ser ele português de origem, e ter sido levado para o Brasil pelo pai, MANUEL RODRIGUES COELHO.

Registra também o professor que a primeira carta de datas minerais e sesmarias foi passada ao MANUEL em 1744, pelo governador GOMES FREIRE DE ANDRADE. Ou seja, para tudo ser verdade o JOSE terá que ter nascido antes disso. O professor NELSON alega que JOSE faleceu em 1806.

Portanto, se tiver falecido aos 70 anos de vida, terá nascido em 1736. Aos 80, em 1726. E, aos 90, em 1716. Acredito que a ultima possibilidade seria raríssima, mas não impossível.

O certo eh que o professor NELSON também alega que o JOSE casou-se primeiro com dona ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES.

Nisso surge a possibilidade de nos encaixarmos nesse ramo. Sim porque tenho duvida quando ao nosso ancestral, o JOSE FILHO, ter sido filho da primeira ou segunda esposas do alferes-de-milícias JOSE.

A segunda esposa chamava-se EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA. Alega-se ser ela a nossa pentavó. Mas ha o detalhe do filho ter nascido em 1782 e o casamento dos supostos pais ter se dado em 1799. Dai a minha duvida.

O detalhe foi que a mãe da EUGENIA, segundo notas do professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, chamara-se MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO.

Como ja mencionei anteriormente, ha um nascimento em Ouro Branco, de 1750, cujos pais foram: ESTEVÃO RODRIGUES DE MAGALHAES e ANNA MARIA DA CONCEIÇÃO com a batizanda chamando MARIA. Se a mãe proceder da familia BARBALHO, deverão esses ser nossos ancestrais, em caso de descendermos mesmo da EUGENIA.

Ressalvando ainda que a MARIA RODRIGUES poderia ter sido irmã da ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES. Nesse caso, o alferes teria sido primeiro marido da tia e segundo da sobrinha. O que nos coloca no mesmo ramo familiar e era comum acontecer na época.

A possibilidade de pertencermos ao ramo RODRIGUES DE MAGALHÃES nos distancia um pouco do ramo descrito no livro do Cônego TRINDADE. Isso porque o sobrenome aparece em outros personagens em tempos anteriores a 1700. Parece que ja era uma família organizada pelo sobrenome.

De quaisquer formas, temos ai as diversas possibilidades sobre a mesa. Não podemos descartar a possibilidade de que a primeira esposa do alferes JOSE, ESCOLÁSTICA, tenha algum vinculo parental com o JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO.

Afinal, tanto os filhos dele quanto os do MANUEL RODRIGUES COELHO deverão ter crescido no microcosmo que ate atualmente é o INFICCIONADO. Então, por que não poderia filha de um e filho do outro se casar ela com ele?

E como se dizia naqueles tempos, e se fossem todos ja aparentados, melhor seria: “para não espalhar a fortuna!” O que não daria para saber de imediato seria qual parentesco que a EUGENIA RODRIGUES teria ai.

Mas, observe-se também outro detalhe. O tit. MAGALHÃES do ZONA DO CARMO esta bastante incompleto. Aponta apenas um filho descoberto pelo Cônego TRINDADE e não tem descrição de possível família do primeiro filho.

Outro detalhe, o Bn 18 do F3 eh o D. SILVERIO, reverendo ARCEBISPO DE DIAMANTINA. Alias, o interesse maior, ou os dados mais fáceis que encontrou, do cônego foram as genealogias que incluíam pessoas do clero, do qual o próprio fazia parte.

Pena que ele não nos descobriu, mesmo o bispo D. MANOEL NUNES COELHO ter sido contemporâneo dele, e ter se tornado bispo antes que ele editasse seus estudos genealógicos!

Outra grande “coincidencia” em nosso ramo familiar é o de não termos ideia por quais motivos o nosso tetravô POLICARPO JOSE BARBALHO foi nascer no INFICCIONADO. E ainda se casou, em 1808, com a tetravó ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHÃES.

Ela foi filha “natural” da tetravó GENOVEVA NUNES FERREIRA. Pode ser que o pai da avo GENOVEVA assinasse DE MAGALHAES. Justificar-se-ia ela assinar somente o sobrenome que poderá ser da mãe dela porque isso era o costume da epoca.

Mas por não termos maiores dados, não temos ideia se esse MAGALHÃES procederia do avo materno ou do pai biológico. Os documentos não revelaram ainda. Ai se abre a possibilidade de sermos MAGALHÃES tanto pelo lado COELHO quanto pelo lado BARBALHO de uma origem única no INFICCIONADO.

O que não se sabe ate hoje foi o porque de o Capitão FRANCISCO MARCAL BARBALHO resolveu dar sequencia ao sobrenome DE MAGALHÃES BARBALHO nos filhos. Os irmãos dele, JOSE e padre EMIGDIO ja o usavam.

Mas nos filhos dele ele acrescentou o MAGALHÃES que poderia tanto ser o da mãe, ISIDORA, quanto o da esposa: EUGENIA MARIA DA CRUZ, que era neta paterna do alferes-de-milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

Ou, pelo menos, eh o que se pensa ser, caso não for a ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES. Não podemos esquecer mais essa evidencia, pois, nossa trisavó EUGENIA MARIA deve ter recebido o nome, provavelmente, por ter sido neta e não porque o pai teria tido uma madrasta com o mesmo nome!

Ha esse detalhe em nossa genealogia. Os dois filhos do Alferes-de-milicias, Jose Coelho de Magalhães: Jose Coelho de Magalhães Filho (ou Coelho da Rocha) e Joao Coelho de Magalhães, dos quais temos dados de descendência, tiveram filhas `as quais deram nomes Eugenia.

Desde eles nenhuma Escolástica. Tenho certa desconfiança que o alferes terá “ficado” com a ancestral Eugenia antes de ter ficado viuvo. Assim, somente no final da vida dele pode oficializar o segundo matrimonio.

Talvez isso explique o casamento ter se dado tempos depois do nascimento dos filhos, a ausência do nome Escolástica na família e a completa ignorância que temos a respeito da nossa parentela deixada por ela.

 

  1. E) TIT. ROCHA BRANDAO

Pag. 192 “8n 2 Dr. Joao Claudio de Lima, diretor do Departamento de Caça e Pesca do Ministerio da Agricultura, c. c. Marta Pinheiro de Lima, filha do Presidente Joao Pinheiro da Silva. Filhos:”

Apenas para gravar aqui, pois, temos outros aparentados casados na família do governador Joao Pinheiro, inclusive o professor Dermeval Pimenta, que casou-se com dona Lucia Pinheiro Pimenta.

  1. F) SOBREIROS

Esse titulo esta um pouco deslocado no livro VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS. Vou postar algo mais para explicar e dizer como talvez alguns de nos ira se encaixar nessa genealogia:

Pag. 191 “Antonio Gonçalves e sua mulher Maria Gonçalves, naturais de Rua de Lixa, Freguesia de Sao Miguel da Borda de Gondim, foram pais de:

F1 Isabel Gonçalves c. c. Joao Ribeiro, Filho:

N1 Manuel Ribeiro Filgueiras bat. a 7.1.1685, c. c. Ana Maria de Campos, nat. de Campo Santo, Freguesia de Santo Antonio do Recife, filha de Joao de Campos Rabelo, nat. de Lisboa (Rua da Rosa da Partilha) e de Luisa da Penha, de Corpo Santo, por esta, bisneta de Manuel de Albernaz e de Maria Machado. Filhos:

Bn 4 Ana Maria da Conceição c. c. Manuel Machado, N3 infra

F 3 Maria Gonçalves c. c. Francisco Machado, filho de Joao Francisco e Ana Machado, naturais de Rua de Lixa. Filho unico q. d.:

N 3 Manuel Machado c. em Vila Rica em 1739 c. Ana Maria da Conceição, Bn 4 supra. Filhos:

Bn 14 Maria da Conceição de Jesus, nat. de Vila Rica, c. c. o Capitão Joao Ribeiro da Silva, nat. de Sao Miguel de Vilarinho, filho de Francisco Alves Portela e Maria Vieira, esta, de S. Paio de Moreira dos Cônegos, termo de Guimarães, e aquele de Vilarinho. Dos 13 filhos, nascidos em Congonhas do Campo, inscrevo os dois seguintes:

Tn 3 Cap. Joao Ribeiro da Silva c. c. Ana Felizarda de Oliveira

Tn 4 Emerenciana Constancia de Jesus c. c. Cirurgião-Mor Joaquim Jose dos Santos.”

Aqui esta uma janela de possibilidades boas. Uma é a de que pode estar entre os 11 outros filhos alguém que possa ter se casado com algum de nossos ancestrais e também ser nosso ancestral. O problema foi o cônego Trindade ter feito a brincadeira: “sei quem são mas não conto!!!”

Uma esperança boa será a de que entre os 11 uma devera ter herdado o nome da avo: MARIA VIEIRA. Alem disso poderá ter acrescido o DA SILVA. Ou seja, pode ter assinado MARIA VIEIRA DA SILVA.

Buscar a informação dos outros 11 filhos, que talvez estejam revelados no livro, também do cônego Trindade: “VELHOS TRONCOS MINEIROS” poderia mostrar que essa MARIA poderá ter se casado com ANTÔNIO COELHO DA SILVEIRA.

A importancia disso para nos é que esses seriam pais do HONORIO COELHO DA SILVA ou DE LINHARES, os dois sobrenomes surgem nos assentos de batismos de Itabira. Esse casou-se com SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE, em 12.01.1822.

Como HONORIO COELHO DA SILVA, casado com SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE, foi pai no batismo de JOAQUIM, em ITABIRA, a 26.09.1833, acredito que esse veio a ser o JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, um de nossos trisavós pelo lado paterno.

Em sendo, teremos aqui o que venho buscando ha muito, ou seja, a ponte transoceânica que liga nossos genes `as raízes portuguesas com os endereços de saída e de chegada.

Quando vi o titulo SOBREIROS imaginei ate que o Cônego estivesse de brincadeira. Será que ele estava fazendo referencias aos que sobraram ou seriam so obreiros?!!!

Porem as explicações chegaram quando li dinamicamente o “GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO”. La ja estava o titulo SOBREIROS, mas com uma versão completamente diferente:

“Domingos Vaz e D. Luisa Sobreiros, naturais de Lixa, Freguesia de Sao Miguel, onde se casaram, e foram pais de:

F1 Manuel Teixeira Sobreiro “natural de Rua de Lixa, Freguesia de Sao Salvador”, c. c. D. Maria Ribeiro da Conceição, n. em Vila Rica, filha de Manuel Ribeiro Filgueiras e de D. Ana Maria de Campos. Filhos:

N1. Pe. Jose Teixeira Sobreiro

N2. Pe. Joaquim Teixeira Sobreiro

N3. D. Teresa Teixeira Sobreiro c. c. o Guarda-Mor Joao Pedro Cotta, Ger. em Cottas.”

Como se pode observar, dona Maria Ribeiro da Conceição, esposa de Manuel Teixeira Sobreiro, era irma de dona Ana Maria da Conceição, esposa e prima do Manuel Machado. Ou seja, o capitulo nos OUROPRETANOS poderia ser GONCALVES, que se completam com SOBREIROS do ZONA DO CARMO.

Certo é que podemos ter ligação dupla com as famílias caso descendamos da Ana Maria e do Manuel Machado. Eles foram pais, entre outros, do pe. Manoel Machado Ribeiro, que foi habilitado para ordens em 1764. Data que podemos usar para comparações.

Devemos ainda lembrar que ha em nossa família os COELHO RIBEIRO. Deles so temos noticias por terem se casado no ramo de nosso tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães.

E o professor Nelson afirmou que eram nossos primos, ancestrais dele. Talvez tenham saído da combinação Ribeiro ai presente com o Coelho de Magalhães ou Rodrigues Coelho do inicio do século XVIII.

Ha que nos lembrarmos também que pode ser que o nosso ancestral MANOEL NUNES COELHO tenha sido filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Eles tiveram um filho com nome idêntico.

Falta-nos comprovar que era mesmo o nosso ancestral. Nesse caso o FILGUEIRAS pode ser o mesmo que aparece no do MANUEL RIBEIRO FILGUEIRAS. E o COELHO ja ser o que nos pertence.

  1. G) TIT. ABREU E SILVA – XI DO GENEALOGIAS DO CARMO

“Felipe de Abreu e Silva, c. a 9-10-1757, no Inficcionado, c. D. Maria Joana de Jesus, filha de Jose da Rocha Vieira e de D. Maria Teresa de Jesus (Cf. rs) Cha Vieira N7).

Talvez venham a ser dos Rocha e/ou Vieira, familias que também estão no principio de nossas raízes em Minas Gerais.

  1. H) TIT. AIRES GOMES

Qn 13 Padre Pedro Maciel Vidigal.

Apenas pela curiosidade de saber que o capelão na Universidade Federal de Viçosa quando estudamos la, 1980s, era o sisudo padre Vidigal, com seus mais de 80 anos de idade.

Por fim, encontrei agregados, no livro, um Barbosa Coelho e outro Barbosa Leal que podem ser do nosso novelo familiar. Mas nada indica que sim por enquanto.

Não vou repetir aqui que temos pessoas da família casadas no GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO. No tit. GOMES CÂNDIDO o professor NELSON DE SENNA se casou. Ai ja estarei repetindo achados que estão em estudos anteriores.

J) ARQUIVO PUBLICO MINEIRO

Resolvi acrescentar aqui os dados de 3 cartas de sesmarias que são mencionadas no site do Arquivo Publico Mineiro:

03.dez.1744 – Manuel Rodrigues Coelho

03.dez.1744 – Caetano Borges

25.fev.1745 – Antonio Barbosa de Magalhães Coelho

O segundo ai foi para constar. Ja sabia que tinha existido um Caetano Borges na região do Serro `a época. Coincide que uma pessoa de mesmo nome foi o pai do ANTÔNIO BORGES MONTEIRO, nosso sextavô.

Foi a amiga Anamaria Nunes Vieira Ferreira, que pesquisa o lado da familia do Manuel Borges Monteiro, avo do dr. Candido Borges Monteiro, que o mencionou anteriormente. Pensamos que Antonio e Manuel foram irmãos.

Para que esse CAETANO BORGES seja o nosso ancestral, terá que ter retornado a Portugal, e la ter sido, com a segunda esposa JOANA MONTEIRO, pai do ANTONIO, em 1751. Acredito ser apenas homônimos.

Em relação ao ANTONIO BARBOSA, é obvio que desejo inclui-lo para somar aos outros do sobrenome. Mas não tenho outra referencia a ele. Contudo, os sobrenomes podem indicar ja algum grau de parentesco conosco.

 

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HISTORICO DO POVOAMENTO MINEIRO, GENEALOGIA COELHO, CIDADE POR CIDADE

fevereiro 24, 2011

CONTEUDO DESTE BLOG – ALL CONTENTS

0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2015/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/

 

HISTORICO DO POVOAMENTO MINEIRO, GENEALOGIA COELHO, CIDADE POR CIDADE

UTILIDADE PUBLICA

Antes que comece o texto a que me propuz. O sr. Adenor Rodrigues, natural da regiao de Vitoria da Conquista, na Bahia, procurou-me e pediu ajuda para tentar localizar um irmao dele, ou familiares deste.

A historia da familia eh aquela que se repete muitas vezes. O pai ficou viuvo por volta dos anos 1.950 e distribuiu as criancas com outras familias. Assim, os filhos foram criados separados. Depois o pai casou-se novamente e teve mais filhos.

Dentre os filhos da primeira familia estava o Manoel Rodrigues (ou Ferreira dos Santos e, talvez, Coelho) cujo apelido era, ou eh, Neo. O Neo nasceu com a gemea Dalva.

O senhor Adenor Rodrigues, conhecido como Adenor Baiano, mudou-se ainda novo para Brasilia, por ocasiao da fundacao (1.960), e viveu como funcionario publico ate se aposentar. Hoje continua vivendo em Brasilia, e com extensao em Caldas Novas por questao de saude.

Adenor, Dalva e familiares gostariam muito de restabelecer contato, tanto com o Neo e/ou a descendencia dele, e tambem com a segunda familia do pai, que nao conhecem. Pedem uma certa urgencia por causa das idades e temem nao conseguir isso devido ao nosso tempo limitado na Terra.

Os pais se chamavam: Heitor Rodrigues/Anesia Ferreira dos Santos Rodrigues e os avos: Teodorico Ferreira Coelho/Maria Rita Ferreira Coelho. Quem souber de algo concreto a respeito do assunto, o e-mail do sr. Adenor eh: adenorbaiano@hotmail.com. Que Deus Abencoe a quem sentir a dor dos outros e os socorrer nas dificuldades.

INTRODUCAO

O que eu fiz no presente texto foi recolher dados das Historias das cidades mineiras, sobretudo aquelas que estao no Centro-Nordeste do estado. Na verdade, eu fiz uma pequena associacao entre a Historia do Estado de Minas Gerais, o movimento migratorio que deu origem a algumas cidades mineiras e, em parte, a genealogia da familia Coelho.

Este estudo eh incompleto porque falta-me dados do grupo de familias que deu origem aa familia Coelho, principalmente aquelas que viveram no seculo XVIII. Alem disso, os dados que temos se concentram na descencia do portugues Jose Coelho de Magalhaes e sua esposa brasileira Eugenia Rodrigues Rocha.

Para fazer o acompanhamento completo, deveriamos ter acesso aos dados de descendencia dos avos, pais e irmaos da avo Eugenia que, provavelmente, teve o mesmo destino que ela, ou seja, deram origem a familias que migraram de cidade para cidade e ajudaram na composicao das atuais cidades mineiras. O mesmo acontece com o acompanhamento das familias Nunes Coelho, Borges Monteiro, Coelho de Almeida, Pereira do Amaral, Magalhaes, Barbalho, Andrade, Fonseca, outros Coelho, e muitas outras que aportaram em Minas Gerais no seculo XVIII, em pleno Ciclo do Ouro ou logo apos ele.

Tirando essa deficiencia de origem, falta-nos tambem o acompanhamento das familias que se agregaram `a familia Coelho por meio dos casamentos. Se isso fosse feito, provavelmente, teriamos que computar os dados de todas as pessoas com origens em Minas Gerais e os estudos abrangeriam todos os municipios mineiros. Mas isso ja seria um pouco de utopia. Talvez, daqui a algum tempo isso acabara sendo possivel. Quando os documentos antigos estiverem disponiveis e juntarmos numa so as pesquisas de muitos.

O coroamento do presente trabalho eh o capitulo 59, Cidade por Cidade, onde relacionei os nomes das cidades e paises aos sobrenomes pre-existentes e os novos criados. Muitas vezes, o nome da cidade eh lembrado apenas porque alguem nasceu nela e se casou na familia, mesmo que tenha sido em outra cidade completamente diferente. Nessa cidade, as vezes, aparece a combinacao dos sobrenomes, indicando que ali nasceu portador deles. Talvez as pessoas nao encontrarao mais vestigios daqueles sobrenomes em suas cidades porque toda a familia possa ter migrado para outros lugares.

Quem desejar conhecer mais detalhes disso, basta ir ao geneaminas.com.br e jogar no espaco de busca o sobrenome de interesse. Este sera servido com os nomes dos portadores de tal sobrenome e, quando possivel, localizacoes de nascimento. Dai eh so clicar o nome de interesse para entrar em detalhes do ramo familiar a que pertence. Bom sera que quem ainda nao o fez, associe-se. Eh gratuito. Ajude a atualizar o que ja temos. Tanto no que se refere a descendencia quanto ascendencia dos ja registrados. No futuro, penso que isso ira ajudar `as pessoas interessadas em localizar suas raizes.

Que facam bom uso.

Estou retornando a este texto hoje, 10 de junho de 2011, e nos proximos dias para ampliar um pouco o conteudo dele. O fato novo foi que tive acesso ao conteudo do livro: A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE, de autoria do primo DEMERVAL JOSE PIMENTA. Primo mais proximo dos meus avos que nasceram em torno do mesmo ano que ele, 1893. Este livro foi publicado em 1966. Ele descreve parte do povoamento da regiao conhecida com MATA DO PECANHA que hoje-em-dia chamamos de CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS.

O nome eh homenagem ao bandeirante JOAO PECANHA que por volta de 1752 chefiou uma expedicao de reconhecimento das matas virgens a leste da Cidade do Serro. Naquele tempo, Minas Gerais comecara a sofrer declinio na producao do ouro que dera o pontape inicial de seu povoamento. Era urgente encontrar-se novas jazidas para que o Ciclo do Ouro se prolongasse. Mas os veios que outrora haviam sido tao fecundos nao mais se repetiram em quantidade e em producao.

Houveram alguns surtos dignos de nota como o que levou ao surgimento da Cidade de Minas Novas e o ocorrido entre Guanhaes e Virginopolis, porem, nao passaram de surtos. Ha que se fazer mencao tambem ao existido na cidade de Barao de Cocais, antigo Sao Joao do Morro Grande. Esse acrescimo se deve ao fato de ramos de nossa Arvore Genealogica sao descendentes dos pais de Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barao de Cocais, o titulo do qual derivou o nome do municipio.

No livro A MATA DO PECANHA, o professor Demerval Jose Pimenta nos da uma visao limitada da Historia e da Genealogia da regiao. Na parte genealogica ele se concentra mesmo na porcao que toca `a familia PIMENTA e, particularmente, na porcao que residiu em Sao Joao Evangelista, ali se multiplicou e, atualmente, esta espalhada por todo o Brasil.

Interessante eh dizer-se que esta genealogia nos da uma fotografia congelada dos 1960. Por o livro ter sido publicado em 1966, os registros de nascimentos dificilmente passam de 1964. Isso nos deixa como que no ar, na indagacao de o que pode ter acontecido com as criancas nos ultimos 50 anos que se seguem ate os dias de hoje.

Na maioria absoluta das vezes nao identificamos as pessoas. Outras vezes podemos cruzar os dados encontrados la com as genealogias mais recentes. Este eh o exemplo dos primos Emilio Carlos Pires Pinheiro que se casou com Agueda Rondas Pimenta. Ele, oriundo dos Coelho de Virginopolis e, ela, dos Pimenta de Pecanha. Foram encontrar-se em Governador Valadares. Ja eram primos sem sabe-lo.

Por ultimo, somente com muita sorte e boa memoria eh que podemos identificar que os, entao, jovens: JOSE BONIFACIO BARROSO MOURAO, deputado e ex-prefeito de Governador Valadares; ROBERTO LUCIO ROCHA BRANT, politico de conduta suspeita; FERNANDO ROCHA BRANT, irmao do anterior e parceiro de musicas do MILTON NASCIMENTO [CANCAO DA AMERICA, RACA, MARIA-MARIA, MILAGRE DOS PEIXES, CORACAO CIVIL, TRAVESSIA e outras mais] e outros; mais o JOSE ADOLFO RIBEIRO, ex-prefeito de Virginopolis, tem algum grau relativamente proximo de parentesco conosco.

Daqui em diante, preciso considerar menos a parte do titulo deste texto como sendo, GENEALOGIA COELHO. Isso porque embora tambem COELHO, nos temos uma origem comum nos BORGES MONTEIRO e PEREIRA DO AMARAL. O Borges Monteiro chegou ate nos via o portugues ANTONIO BORGES MONTEIRO, nascido em 1751, no Distrito (Freguesia) de Pinhancos, da Cidade (Concelho) da Seia, no Estado (Distrito) da Guarda. Ele migrou para o Serro. Casou-se e foi pai do ANTONIO JUNIOR.

O avo ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR tem um lado COELHO, atraves de uma das bisavos maternas dele, em ANNA COELHO, esposa de nosso ancestral: MANUEL DE SOUSA AZEVEDO. Eram portugueses de Vila Nova do Norte que nao tenho ideia ao que este nome leva. Sabe-se ser Portugal, mas nao qual das Vilas Novas. ANTONIO JUNIOR casou-se no Serro com MARIA MAGDALENA DE SANTANA e teve filhos. Junto com outros pioneiros fundou o arraial de Sao Sebastiao dos Correntes, atual Sabinopolis. Dai a familia distribuiu-se por toda a regiao.

Ja o PEREIRA DO AMARAL chegou a Minas Gerais via o ancestral MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Ele provem da ILHA DE SAO MIGUEL, no ARQUIPELAGO DOS ACORES, onde nasceu de Manoel Pereira e Maria de Benevides. Migrou para CONGONHAS DO CAMPO onde se casou com FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNACAO. Eles sao de idade semelhante ao ANTONIO BORGES MONTEIRO. Tiveram varios filhos, entre os quais: Francisco, JOAO, Miguel e MALAQUIAS.

JOAO e MALAQUIAS aparecem tambem como fundadores de Sabinopolis. MALAQUIAS casou-se com a congonhense ANA MARIA DE JESUS, filha de ANTONIO COELHO DE ALMEIDA e de outra ANA MARIA DE JESUS.

Entre outros encontros essas duas familias se ligaram desta forma: 1) DANIEL PEREIRA DO AMARAL casou-se com MARIA FRANCELINA BORGES MONTEIRO. Os dois eram filhos dos fundadores de Sabinopolis e pais da MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. Essa casou-se com ANTONIO RODRIGUES COELHO e ajudaram a multiplicar a populacao de Guanhaes e Virginopolis.

2) MARIA BALBINA DE SANTANA, filha dos avos ANTONIO JUNIOR/MAGDALENA, casou-se com BOAVENTURA JOSE PIMENTA. Eles foram os pais do MODESTO JOSE PIMENTA que casou-se com a tia ERMELINDA QUERUBINA PEREIRA DO AMARAL, que era filha dos avos MALAQUIAS/ANA MARIA.

O casal MODESTO e tia ERMELINDA teve 12 filhos, entre os quais: CORNELIO JOSE PIMENTA que se casou com Dona JOSEFINA CARVALHO DE SOUZA, oriunda de Sao Jose do Jacuri, e juntos ajudaram a fundar e a povoar a Cidade de SAO JOAO EVANGELISTA. Estes sao os pais do prof. DEMERVAL JOSE PIMENTA e dos muitos irmaos dele.

Dona JOSEFINA era filha de MANOEL CARVALHO DE SOUZA e da indigena FRANCELINA CATARINA DE SOUZA. O pai dela era filho de MANOEL DE CARVALHO e MARIA ROSA ou ROSA MARIA. O prof. Pimenta nao tinha certeza. O importante em lembrar essa parte da genealogia eh que o casal MANOEL/MARIA ROSA teve origem em GOUVEA, perto de DIAMANTINA e SERRO e tomou posse de grande porcao de terras em Ribeirao D’Anta, proximo a SAO JOSE DO JACURI. E se tornaram grandes patriarcas na cidade. E varios outros enlaces entre as duas familias ocorreram.

Se tomarmos Diamantina e Serro como referencia para localizarmos Gouvea basta pensa-las como em um relogio. Fazendo uma analogia, Diamantina seria o meio-dia e Serro 6:00. Gouvea esta mais ou menos na posicao ocupada pelas 10:00. Datas eh outra cidade que esta entre-meio a elas, perto de Gouvea e dentro do triangulo formado pelas tres outras.

O prof. PIMENTA tambem manifesta a suspeita de que o MANOEL CARVALHO fosse irmao do JOSE CARVALHO DA FONSECA. O JOSE se casou com SENHORINHA ROSA DE JESUS, tambem filha do casal ANTONIO JUNIOR/MARIA MAGDALENA. JOSE e tia SENHORINHA tomaram posse de terras nas proximidades do Ribeirao das Araras, situadas nas proximidades de SAO PEDRO DO SUACUI.

Filha do casal JOSE/tia SENHORINHA foi a MARIA AUGUSTA CESARINA DE CARVALHO que se casou com o tio, capitao FRANCISCO NUNES COELHO. Ele foi um dos politicos com grande influencia sobre a regiao e o que mais articulou para a emancipacao de Guanhaes e Pecanha. Viveram em Guanhaes, deixando vasta descendencia que esta entremeada com os outros COELHO e outras familias presentes na regiao. Foram os pais do medico e senador, Dr. FRANCISCO AUGUSTO NUNES COELHO FILHO (Chiquitinho). Que, por sua vez, foi o pai do ex-deputado, com grande fama de integridade, Dr. RAFAEL CAIO NUNES COELHO.

O professor DEMERVAL tambem nos da noticia das origens do sobrenome PIMENTA na regiao e menciona o Distrito de Milho Verde, ate hoje pertencente ao Serro, como ponto de entrada. Depois mudou-se para o Distrito de Taponhoacanga, que pertencia a Conceicao do Mato Dentro. Hoje, esse distrito se chama Itaponhoacanga e pertence `a Cidade de Alvorada de Minas. O distrito e a cidade sao os locais onde a familia primeiro se multiplicou antes de espalhar-se por toda a regiao. Em Milho Verde os Pimenta chegaram por volta de 1732.

Antes disso, sao procedentes de familias do Rio de Janeiro. Em Milho Verde houve, naquela data, o casamento de MANUEL VAZ BARBALHO com dona JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. O BARBALHO seria descendencia dos herois de monta nacional LUIZ BARBALHO BEZERRA, que foi o pai de JERONIMO BARBALHO BEZERRA. O primeiro destacou-se no combate aos holandeses no Nordeste. O segundo chefiou o fato conhecido como A Revolta da Cachaca, no Rio de Janeiro, juntamente com o irmao, ex-governador do Rio de Janeiro: AGOSTINHO BARBALHO BEZERRA.

O PIMENTA acabou sendo herdado por origem materna. O neto de Dona JOSEFA PIMENTA DE SOUZA: BOAVENTURA JOSE PIMENTA, teria herdado o sobrenome em homenagem a avo. E ele multiplicou a homenagem. Alias, o tio por afinidade, BOAVENTURA era o bem aventurado filho de Dona ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, filha de Dona JOSEPHA/MANUEL, com o marido: capitao ANTONIO FRANCISCO DE CARVALHO, sindico-geral dos Santos Lugares, na Comarca do Serro Frio, durante muitos anos.

Alias, o sobrenome PIMENTA parece ter sido retirado em uma combuca em que se rifaram varios outros dentre os presentes nas familias do Rio de Janeiro `a epoca. Dona JOSEFA teve ancestrais com sobrenomes: AGUIAR, ALMEIDA, CARVALHO, CARDOSO e ANDRADE, com boas perspectivas de procederem da nobreza portuguesa. Mas a sorte que caiu para ela foi mesmo o PIMENTA.

Aqui ha uma possibilidade de existir um vinculo com a familia que comumente apelidamos de COELHO DO CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. Isso se da por haver mencoes ao casal MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO/GIUSEPPE NICATSI DA ROCHA, como sendo pais de EUGENIA RODRIGUES ROCHA. Nao sabemos quem sao os pais da avo MARIA. Mas por aparecer na mesma regiao e no tempo certo, haveria a possibilidade de ela ser filha do casal JOSEFA PIMENTA/MANOEL BARBALHO.

A avo EUGENIA RODRIGUES ROCHA foi a esposa do portugues, Alferes de Milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES. Estes sao os pais dos Capitaes JOSE e JOAO COELHO DE MAGALHAES, tambem conhecidos por COELHO DA ROCHA. O capitao JOSE COELHO DA ROCHA eh fundador e um dos primeiros moradores de Sao Miguel e Almas, a atual Guanhaes. Eh tambem, com MARIA LUIZA DO ESPIRITO SANTO, o pai do ANTONIO RODRIGUES COELHO e outros irmaos que, junto com os primos, filhos do capitao JOAO, sao os patriarcas da FAMILIA COELHO DO CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS.

Tudo isso justifica a ampliacao deste texto e, principalmente, a introducao das cidades citadas na lista das Cidade-por-cidade. Nas cidades que ja estavam na lista, como Sabinopolis, Diamantina, Serro, Pecanha e Sao Joao Evangelista, o livro nos enriquece com o conhecimento de registros de nascimentos de familiares nossos. Agora, o parentesco das populacoes dessas cidades se tornam fatos registrados e nao apenas fatos conhecidos. Sao milhares desses registros, principalmente em Sao Joao Evangelista.

Hoje eh 5 de julho de 2.012. Estou retornando a este texto para algumas correcoes necessarias. Como se pode ver, aqui eu mencionara minha suspeita de a Familia Coelho descender do casal: MANOEL VAZ BARBALHO/JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. O que eu menos esperava era que o sobrenome Barbalho presente no ramo familiar do qual herdei meu sobrenome deve pedir a bencao dos ancestrais a este casal.

A verdade era que os fatos eram ignorados. Havia uma tradicao mencionando o nosso tetravo POLICARPO JOSE BARBALHO (o padre POLICARPO) como sendo oriundo do Nordeste do Brasil. Dai eu jamais pensei na reviravolta que agora estamos vivendo em relacao `a nossa genealogia. Existe sim uma razao para pensar-se no Nordeste Brasileiro como a origem de nossa familia. O sobrenome BARBALHO chegou ao Brasil via CAPITANIA DE PERNAMBUCO e ja se encontrava la desde a chegada do primeiro Capitao-Mor: DUARTE COELHO.

A tradicao verdadeira seria essa origem em OLINDA, onde os primeiros BARBALHO brasileiros nasceram. A seguir, o ramo de LUIS BARBALHO BEZERRA migrou para a Bahia, de onde se mudou para o Rio de Janeiro. Durante cerca de 100 anos a familia foi fluminense indo ressurgir em Minas Gerais, em 1.732, com o casamento de MANOEL VAZ/JOSEPHA PIMENTA. Do casal, o professor Demerval tinha conhecimento, em 1.966, apenas que tivera a filha ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO e eh a partir dela que ele da sequencia `a genealogia, por ser uma das ancestrais dele.

Sinto ser um evento lamentavel, tanto para o professor Demerval quanto outras pessoas na familia como meu pai, Odon de Magalhaes Barbalho e o primo Raul Soares, nao terem tido a oportunidade de conhecer os dados mais a fundo. Foram pessoas que muito incentivaram as buscas e tinham grande interesse em desvendar as nossas nuances genealogicas. Porem, embora certas respostas estivessem proximas a eles, relativamente falando, eles nao tiveram a oportunidade de fazer uso da internet para conhecerem melhor o que tanto gostavam.

Com as descobertas que temos feito ultimamente, gracas a pistas encontradas na internet, percebemos que no passar das geracoes nos fomos iludidos pelas tradicoes. Acredito que alguem misturou os fatos e atribuiu o nascimento nordestino ao nosso ancestral Policarpo Barbalho em razao de o sobrenome realmente ter origem naquela regiao. Contudo, esta comprovado que o padre Policarpo era mineiro, nascido no atual Distrito de Santa Rita Durao, da Cidade de Mariana, em Minas Gerais.

Por o pai dele chamar-se JOSE VAZ BARBALHO e ter nascido na Cidade do Serro, sera o mais provavel que tenha sido neto do MANOEL VAZ BARBALHO. Portanto, ja tinhamos grau de parentesco com os PIMENTA, via BORGES MONTEIRO e PEREIRA DO AMARAL. Agora estamos esperando a confirmacao de o se-lo tambem pelo ramo PIMENTA – VAZ BARBALHO. E, em nosso caso particular, talvez em doses multiplas caso se confirme que a ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO tambem seja descendente dos mesmos patriarcas.

Mesmo que, neste caso, os COELHO DO CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS, nao tenham o casal MANOEL VAZ BARBALHO/JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA como ancestrais comuns aos ramos BARBALHO e PIMENTA, nao sera sem motivo que esperamos que o BARBALHO que aparece no nome da ancestral MARIA RODRIGUES devera ser oriundo dos BARBALHO BEZERRA do Rio de Janeiro. Assim, em algum ponto da Historia, as tres familias encontrar-se-ao em um casal de ancestrais comum.

Aviso que isso nao sera surpresa nem algo incomum. Eh mesmo o esperado, pois, qualquer casal que tenha vivido ha 300 atras, ou mais, devera ter dado origem a centenas ou ate mesmo milhares de familias que, normalmente, pensamos ser diferentes mas nao sao. Para um melhor enriquecimento do conhecimento a respeito dessas ultimas informacoes, recomendo que visitem tambem o endereco: https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/. Recomendo todo o livro, porem, no Epilogo encontrarao as informacoes que nos levam a crer ter decifrado os vinculos que temos com os PIMENTA, os BARBALHO BEZERRA e todas as outras familias entrelacadas.

NOTA DE ALEGRIA

Nota de Alegria foi a expressao usada pelo Marcos Ferreira da Silva para repassar-me um e-mail do irmao dele, Nelson. Ele convida a alegrarmo-nos com uma conquista muitissimo importante do sobrinho. Antes que transmitir do que se trata, com minhas proprias palavras, peco licenca ao Nelson e ao Marcos para deixar de lado a privacidade da correspondencia. Creio que nenhum autor consegue traduzir em palavras as emocoes de pai, e do tio, com as conquistas de alguem que tenham embalado no colo. Reproduzirei aqui a boa nova enviada pelo Nelson:

“Prezados, quero compartilhar com vocês, porque sei que tambem irão ficar satisfeitos, meu orgulho e alegria por conquista do Bernardo, que foi convidado para assumir a posição de Professor de Genética da área de Saúde Pública da Escola de Medicina de Harvard ( Harvard Medical School/ Boston ), depois de uma seleção inicial com cerca de 400 concorrentes e, em seguida, meses de entrevistas pessoais, exposições e debates de trabalhos com outros sete finalistas. É realmente uma conquista excepcional, de muito, muito prestígio e reconhecimento,dado que Harvard, como sabem, é considerada a melhor universidade americana e a Harvard Medical School é um centro de excelência reconhecida internacionalmente. O Bernardo,que gosta muito de morar por lá e tudo indica que vai fazer carreira por lá mesmo, dirigirá um laboratório específico a partir de Agosto, com verba própria e pessoal técnico escolhido por ele, mas terá de fazer sua área auto-sustentável em poucos anos. Está agora na fase dos procedimentos burocráticos para ser contratado e obter o visto de trabalho nos Estados Unidos, e evidentemente muito satisfeito, mas um pouco apreensivo com as tarefas e responsabilidades que terá. É isso aí, queria dividir esta minha alegria com vocês, depois dou mais detalhes pessoalmente, abraço, nelson.”

Dr. Bernardo Lemos Ferreira eh o nome completo. O pai eh o Nelson Ferreira da Silva. Filho do Paulo Ferreira da Silva, filho dos tios-avos: Cantidio Ferreira da Silva e Elgita Coelho do Amaral. A mae do Nelson era a Maria do Rosario Nunes Coelho, filha do Dr. Francisco Augusto Nunes Coelho Filho e Inah Carvalho. O Dr. Francisco era filho dos tios-tetravos: Capitao Francisco Nunes Coelho e Maria Augusta Cesarina de Carvalho.

Nao vou aprofundar mais para nao complicar. Mas ai estao expressas contribuicoes geneticas de Virginopolis, Guanhaes, Sabinopolis, Sao Pedro do Suacui, Serro, Conceicao do Mato Dentro, Gouveia e outras. Nao nos esquecendo que a mae do Dr. Bernardo eh a Diama Lemos Ferreira que, acredito, seja carioca. Isto nao esta claro na pagina 75 do livro ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO, da prima Ivania, onde o nascimento do Bernardo esta registrado na Arvore.

Agora temos mais uma referencia na familia. Ele que descende de um dos pioneiros em Governador Valadares e do emancipador, em 1.875, de Guanhaes e Pecanha torna-se por si mesmo numa referencia na familia. A competencia dele ja esta mais que comprovada. Mesmo assim eh sinal de grande amadurecimento estar preocupado com a responsabilidade que lhe recai sobre os ombros.

Como disse Louis Pasteur: “A sorte favorece ao espirito preparado.” Comprovado esta que o espirito esta preparado. Desejemos entao a sorte. Nao pensem que o sucesso esteja garantido. As ciencias geneticas sao a maior sensacao e tambem o maior campo de concorrencia do momento. Eh uma area muito recente do conhecimento humano e avanca a passos gigantescos. Foi somente nos anos de 1.950 que foi proposta a teoria de que o DNA era composto por dupla helice.

De la para ca decifrou-se que o DNA eh um ”guia” que pode ser lido e interpretado. Mas nem tudo foi decifrado ainda. Somente recentemente o genoma humano foi “lido”. Agora falta saber o que cada linha desse livro significa e quais as consequencias disso. Talvez, um pesquisador ira decifrar uma pagina inteira e compreender tudo o que esta escrito nela. Mas outro podera estar fazendo o mesmo e quem explicar corretamente o significado primeiro tera a honra. Portanto, a sorte passa a ser um importante fator nessa corrida.

Alem de saber ler, eh preciso encontrar-se aplicacoes praticas para o que foi lido. Nao se pode ir devagar com as interpretacoes. Mas tambem eh preciso ter cautela. Ha a promessa de curas nunca imaginadas. Mas eh preciso saber quais os efeitos colaterais os tratamentos poderao levar.

De certa forma, eu estou duplamente alegre com a noticia. Uma por ser um primo tao proximo. Outra porque uma das razoes pela qual eu “brinco” com a genealogia eh abrir caminho para a genetica. Uma forma pratica de aplicacao genetica eh o estudo da genealogia. Nao essa parte que antigamente era importante, ou seja, seguir a descendencia de um sobrenome ou pessoa de reconhecida nobreza.

Geneticamente, o importante eh conhecer todos ancestrais e descendentes da pessoa. Nao importanto o sobrenome que ela carrega. Isso, porem, eh uma discussao que nao tem lugar no momento.

Importante eh estarmos felizes juntos com mais um conquistador na familia. O meu desejo eh que de ao Brasil um Premio Nobel.

INDICE E REFERENCIAS

01. Um Pouco de Historia de Minas Gerais http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Minas_Gerais & http://www.cidadeshistoricas.art.br/congonhas/cgn_his_p.php
02. A Guerra dos Emboabas http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Emboabas
03. Um Coelho na Solucao do Problema http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_de_Albuquerque_Coelho_de_Carvalho
04. Cidade de Congonhas do Campo http://www.cidadeshistoricas.art.br/congonhas/cgn_his_p.php
05. Municipio de Sabara http://citybrazil.com.br/mg/sabara/historia-da-cidade & http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/cidades/Sabara/port/historia.asp
06. Belo Horizonte http://www.bhservico.com.br/belo-horizonte.htm
07. Cidade do Morro do Pilar http://www.ferias.tur.br/informacoes/3454/morro-do-pilar-mg.html
08. Cidade de Conceicao do Mato Dentro http://www.guiadecachoeiras.com.br/conteudo_cidades.php?cidade=CONCEI%C7%30%20D0%MATO%20DENTRO&cod_cidade=&cod_tipo=2 & http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?…
09. Santo Antonio do Rio Abaixo http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Ant%C3%B4nio_do_Rio_Abaixo
10. Itambe do Mato Dentro http://citybrazil.uol.com.br/mg/itambematodentro/historia-da-cidade
11. Itabira do Mato Dentro ou Simplesmente Itabira http://citybrazil.uol.com.br/mg/itabira/historia-da-cidade
12. Ferros http://citybrazil.uol.com.br/mg/ferros/historia.php
13. Dom Joaquim http://www.ferias.tur.br/informacoes/3054/dom-joaquim-mg.html & http://citybrazil.uol.com.br/mg/domjoaquim/historia-da-cidade
14. Historia de Senhora do Porto http://www.ferias.tur.br/informacoes/3964/senhora-do-porto-mg.html
15. Pecanha http://citybrazil.uol.com.br/mg/pecanha/historia.php
16. Serro (Vila do Principe) http://citybrazil.uol.com.br/mg/serro/historia-da-cidade
A. Sao Goncalo do Rio da Pedras
B. Milho Verde
17. Sabinopolis http://citybrazil.uol.com.br/mg/sabinopolis/historia-da-cidade
18. Barcelos
19. Vila Nova do Norte
20. Ilha de Sao Miguel, Acores, Portugal
21. Exeter, England http://saaeguanhaes.com.br/guanhaes/historia/87-lott-o-fundador-da-mineracao-do-candonga
22. Algum Lugar na Franca
23. Freguesia de Pinhancos, Concelho de Seia, Distrito de Guarda, Portugal
24. Maria Pereira/Mombaca/Ceara http://www.mariapereiraweb.net?area=quemsou
25. Cete, Concelho de Paredes, OPorto
26. Guanhaes, Antiga Sao Miguel e Almas http://guanhaes.mg.gov.br/guanhaes/historia/170-historia-porflucilia.html & http://www.guanhaes.mg.gov.br/guanhaes/historia/172-comecou-guanhaes.html & http://guanhaes.mg.gov.br/guanhaes/historia/169-historiagh-ibge.html
27. Distrito do Correntinho de Guanhaes
28. Sao Joao Evangelista http://www.sje.mg.gov.br/index.php & http://pt.wikipedia.org/wiki/5%C3%A3o_Jo%C3%A3o_Evangelista_(Minas_Gerais)
29. Virginopolis http://www.achetudoeregiao.com.br/MG/virginopolis/historia.htm & Site Diocese de Guanhaes
30. Braunas http://citybrazil.uo.com.br/mg/braunas/historia-da-cidade
31. Acucena http://www.achetudoeregiao.com.br/mg/acucena/historia.htm
32. Sapucaia de Guanhaes
33. Divinolandia de Minas http://www.saaedivinolandia.com.br/saaediv?index.php/divinolandia
34. Gonzaga http://pt.wikipedia.org/wiki/Gonzaga
35. Santa Efigenia de Minas http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Efig%C3%AAnia_de_Minas
36. Sardoa http://www.ferias.tur.br/informacoes/3948/sardoa-mg.html & http://clandestinos.globo.com/platb/programa/category/marcela/
37. Sao Geraldo da Piedade http://citybrazil.uol.com.br/mg/sgeraldopiedade/historia-da-cidade
38. Coroaci ou Coroacy http://www.ferias.tur.br/informacoes/2988/coroaci-mg.html
39. Cantagalo http://citybrazil.uol.com.br/mg/cantagalo/historia-da-cidade
40. Santa Maria do Suacui http://www.smsuacui.mg.gov.br/portal/municipio/historia.asp?iIdMun=100131680 & http:/pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Maria_do_Sua%C3%A7u%C3%AD
41. Gouveia http://www.diamantina.com.br
42. Sao Jose do Jacuri http://pt.wikipedia.org/wiki/5%C3%A3o_JosC3%A9_do_Jacuri
43. Sao Pedro do Suacui
44. Virgolandia, Antigo Ramalhete http://pt.wikipedia.org/wiki/Virgol%C3%A2ndia#Hist.C3.B3ria
45. Coluna http://pt.wikipedia.org/wiki/Coluna_(Minas_Gerais)
46. Teofilo Otoni e a Hidrografia do Antigo Serro Frio
Itamarandiba
Minas Novas
Itambacuri
Teofilo Otoni
Pescador
47. Rio Vermelho http://citybrazil.uol.com.br/mg/riovermelho/historia-da-cidade
48. Nacip Raydan http://citybrazil.uol.com.br/mg/nacipraydan/historia-da-cidade
49. Frei Inocencio http://citybrazil.uol.com.br/mg/freiinocencio/index.php
50. Mathias Lobato, Antiga Vila Mathias http://pt.wikipedia.org/wiki/Mathias_Lobato
51. Diamantina http://citybrazil.uol.com.br/mg/diamantina/historia-da-cidade
52. Governador Valadares http://www.classificadosgv.com.br/dados_gerais_gv.asp & http://www.joberto31.oi.com.br/inferior_file/relato/relato_historico_governador_valadares.htm & http://www.valadares.mg.gov.br/current/portal/historia_de_governador_valadares
53. Coronel Fabriciano, Ipatinga e Timoteo http://www.cnm.org.br/municipio/historia.asp & http://wikipedia.org/wiki/Tim%C3%B3teo
54. Joanesia http://pt.wikipedia.org/wiki/Joan%C3%A9sia
55. Mesquita http://www.mesquitamg.com/Historia.htm
56. Nova Era http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Era(Minas_Gerais)
57. Dores de Guanhaes http://pt.wikipedia.org/wiki/Dores_de_Guanh%C3%A3es
58. Distrito de Milho Verde
59. Distrito de Itapanhoacanga http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvorada_de_Minas
60. Alvorada de Minas http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvorada_de_Minas
61. Resuminho da Historia da Povoacao Mineira
62. Site: Rodrigues da Cunha Mattos, Martins Marquez, Goncalves Borges & Correlatas, Sintese Genealogica.
63. Site Coelho da Silva
64. Site Genealogia Dona Joaquina do Pompeu
65. Concelho (Cidade) de Ponte de Lima, Portugal. pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_de_Lima
66. Historia de Pernambuco, Olinda e Recife http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios&vinda=S & engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html
67. Salvador, Bahia http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Bahia http://www.bahia.com.br/viverbahia/hist%C3%B3ria http://www.viagemdeferias.com/salvador/bahia/historia.php
68. Historia do Rio de Janeiro http://www.inepac.rj.gov.br/arquivos/Historico_Estado.pdf http://www.portalbrasil.net/brasil_cidades_riodejaneiro.htm http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/hrsxviii.htm
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70. Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, Portugal: antikuices.blogspot.com/2011/09/historia-de-arcos-de-valdevez-e-antigo.html
71. Vila Vicosa, antigo Alentejo: pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Vicosa
72. Freguesia de Colares, Sintra, Portugal, pt.wikipedia.org/wiki/Colares_(Portugal) & pt.wikipedia.org/wiki/Sintra
73. Concelho (Cidade) de Almeida, Distrito (Estado) de Guarda, Portugal. http://www.cm-almeida.pt/tudosobrealmeida/historiadealmeida/Paginas/default.aspx & http://www.genealogiahistoria.com.br/index_baroesviscondes.asp?categoria=3&categoria2=2&subcategoria=67.
74. Historia de Gravatai, http://www.gravatai.rs.gov.br/site/cidade/historia.php http://www.gravatai.rs.gov.br/site/cidade/perfil.php
75. Florianopolis e Santa Catarina http://pt.wikipedia.org/wiki/Florian%C3%B3polis http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Catarina
76. Rio de Contas http://www.vertentes.ufba.br/rio-de-contas
77. Goianinha http://pt.wikipedia.org/wiki/Goianinha http://www.ferias.tur.br/informacoes/7176/goianinha-rn.html
78. Sao Francisco do Conde, Bahia http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/bahia/saofranciscodoconde.pdf & http://www.fazendaengenhodagua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7&Itemid=5
79. Sao Christovao, Sergipe http://www.wagnerlemos.com.br/apostilahistoriadesergipe.pdf http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=373883
80. Itabaiana, Sergipe http://www.itabaiana.se.gov.br/acidade_historia.asp
81. Cidade de Sao Goncalo do Rio de Janeiro – http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
82. Joao Pessoa, Paraiba – utinga.wordpress.com/2010/09/21/marianna-paschoa-bezerra-o-santo-oficio-e-os-rocha-bezerra/
83. Miscelania
84. Cidade por Cidade
85. Igreja Magestosa
86. Bibliografia

01. UM POUCO DA HISTORIA DE MINAS GERAIS

Nao pretendo aqui contar a verdadeira Historia de Minas Gerais porque, pelo que vi nos artigos que li na Internet, ninguem sabe ao certo. Infelizmente, nesse campo existem fontes muito limitadas, principalmente no que se trata do registro dos primeiros moradores.

Anteriormente, eu havia feito afirmacao de que Minas Gerais pertencera aa Capitania de Sao Paulo. Mas as coisas nao sao exatamente como eu pensava. Na verdade, Sao Paulo, Minas Gerais e todo o oeste central do Brasil pertenciam `a Capitania de Sao Vicente (o Rio de Janeiro tornou-se capital). Por isso, no periodo logo anterior aos descobrimentos das minas e um pouco depois a capitania que governava todo o sul, sudeste e oeste brasileiros era a de Sao Vicente, antes de tomar o nome de Sao Paulo.

Como capital e tendo um porto que centralizava o comercio com a metropole, Portugal, os fluminenses nao pareciam muito afeitos a grandes aventuras. Por outro lado, os paulistas estavam mais inquietos pela busca de riquezas, talvez por nao se satisfazerem com o estar em segundo plano junto `a coroa portuguesa. Por isso, foram eles que mais Entradas e Bandeiras organizaram em busca de montanhas mitologicas de ouro e esmeraldas.

Devemos entao imaginar qual a forma mais logica de se fazer tais expedicoes exploratorias quando ainda nos seculos XVI e XVII. Sair com um exercito de 400 homens em busca de qualquer riqueza esbarrava numa impossibilidade. Como fornecer alimentacao regular a tantas pessoas? Logicamente, precisariam carregar “caminhoes” de mantimentos e utensilios para a lida com as escavacoes, construcoes de abrigos etc. Nao havia rico que possuisse escravos e dinheiro suficientes para por tanto dinheiro em risco.

A solucao mais rapida, embora bastante demorada para os dias de hoje, foi o enviar expedicoes de batetores na frente, talvez anos na frente, para encontrar as melhores terras cultivaveis onde nelas se instalassem plantacoes, criatorios de animais para o consumo e transporte, ranchos para abrigo dos bandeirantes, contatos com os indigenas locais e outras acoes preparatorias. Com isso se formaram alguns nucleos de moradas, antes mesmo de se formarem os povoados.

Muitas vezes, os verdadeiros exploradores, ou mateiros como eram chamados, nao tiveram seus nomes gravados pela historia, por serem os empregados e nao os senhores das Bandeiras e Entradas.

Outra particularidade era o fato de nao haver estradas, muitas vezes, nem mesmo caminhos nas terras recem exploradas. Dai a preferencia era buscar os rios maiores e navegaveis. Eh por isso que um desses campos de morada foi na localidade onde hoje se encontra a cidade de Sabara. Por estar onde o Rio das Velhas se tornava navegavel, Sabara tornou-se um importante ponto de partida para explorar-se os grandes sertoes que iam ate o Sao Francisco no sentido leste-oeste e dai no sentido norte-sul.

Sabara e Nova Lima sao dois dos pontos referencias dessa primeira fase. Nessa fase, o grande nome eh o de Fernao Dias Paes Leme, o cacador de esmeraldas. Percorreu Minas Gerais e outras regioes do Brasil mas as riquezas que encontrou foram turmalinas, nada do que realmente procurava.

Quem deu mais sorte foi o Borba Gato, genro do Fernao Dias, que seguindo os passos do antecessor encontrou ouro no Sabara. Assim, nos anos que se seguiram a 1.698 houve uma explosao de descobertas de ouro pelos paulistas. (01) ”Mafalda P. Zemella resume assim essas descobertas:

“Garcia Roiz Pais pode ser considerado o primeiro descobridor do ouro dos ribeiros que correm da Serra de Sabarabucu; Bartolomeu Bueno de Siqueira, buscando a Casa da Casca, achou ouro na Itaverava; Salvador Furtado no Carmo; o Padre Joao de Faria no Ouro Preto; Joao Lopes de Lima achou mais no Carmo; Borba Gato no Sabara; Salvador Faria de Albernaz, no Inficcionado; Domingos Roiz da Fonseca Leme no Ribeirao do Campo; Mateus Leme no Itatiaiucu; Domingos Borges nas Catas Altas; os Raposos no Rio das Velhas; Tome Portes del Rei, Joao de Siqueira Afonso e Antonio Garcia Cunha no Rio das Mortes.”

Acrescenta-se aqui que artigo do site do IBGE menciona que Borba Gato encontrou ouro na regiao de Conceicao do Mato Dentro. Porem foram Gabriel Ponce de Leon, Gaspar Soares e Manuel Correia de Paiva os responsaveis por encontrar “as mais ricas lavras auriferas de toda a regiao nordeste da Capitania.”

No site CityBrasil fala-se em controversia em quem encontrou ouro primeiro no municipio do Serro mas menciona o prof. Nelson Coelho de Senna que afirmava serem os primeiros descobridores e moradores: os irmaos Correia Arzao, Baltazar Leme, Lourenco Carlos, Gaspar Soares, Lucas de Azevedo, Bartolomeu Bueno de Siqueira, Jeronimo Arzao, e Pedro de Miranda, isso, em 1703.

Gaspar Soares deve ter sido um dos bandeirantes mais ativos porque eh dedicada a ele a autoria da descoberta de ouro, em 1.701 no local que tomou nome de Morro do Gaspar Soares a principio para depois vir a chamar-se Morro do Pilar.

Com isso explode o povoamento de origem luzitana no Estado de Minas Gerais. Houve um turbilhao de pessoas correndo em busca do ouro. A preocupacao do rei D. Pedro II se mostrou logo nos primeiros anos e em carta regia de 7 de fevereiro de 1.701 proibiu a comunicacao e comercio entre a Capitania da Bahia e o que cita como ”minas de Sao Paulo.

A prevencao do rei, porem, eh ineficaz porque nao havia como policiar ja que nao haviam exercitos reais para faze-lo. Preocupado com o esvaziamento da Bahia, o proprio governador tenta intervir procurando impedir a saida da populacao com seus escravos. Em 1.705 a grosso modo ja se considerava a populacao mineira ser maior que 30 mil pessoas. Possivelmente, nao considerados ai escravos e, com toda certeza, indigenas.

Ha que se lembrar aqui. A divisao geografica brasileira era completamente diferente. Existiam apenas as capitanias de Sao Vicente (Rio de Janeiro/Sao Paulo e Minas), Espirito Santo, Bahia, Pernambuco, Maranhao e Grao Para. Sendo que o oeste da Bahia ainda pertencia `a capitania de Sao Vicente que era a unica que fazia divisa com todas as outras. Nao existia uma nacao que pudesse ser chamada brasileira. Cada capitania era independente umas das outras e os governadores prestavam contas ao rei de Portugal. Haviam rivalidades entre eles.

O elemento portugues era o unico que dava uma certa semelhanca ao conjunto. Eles eram os donos sobre os outros. As populacoes mesticas guardavam suas diferencas nas diversas tribos indigenas que antes formavam o pais. O elemento africano tambem vinha de diversas origens geneticas da Africa.

02. A GUERRA DOS EMBOABAS

Esse episodio, que eu ja chamei de escaramucas, nao passou disso. Pode ter sido chamada de guerra mas nao houve envolvimento de exercitos e sim dois grupos que queriam impor-se um sobre o outro.

Ela se deu no periodo entre 1.707 a 1.709. Com a descoberta das minas, o afluxo de pessoas foi desordenado. A principio, os Vicentinos, ou seja, os oriundos de Sao Vicente que conhecemos mais como bandeirantes paulistas, davam abrigo e alimento aos que chegavam. Alem disso, tambem davam credito ate que o recem-chegado pudesse andar pelas proprias pernas. Mas os ”estrangeiros” comecaram a prosperar. Esses ”estrangeiros” eram representados pelo portugueses e os nativos de outras capitanias. A maior parte desses ”estrangeiros” vinha da Bahia.

Os “estrangeiros”, que chegavam a Minas Gerais andando, cobriam suas pernas com panos ou pecas de couro para evitar se ferirem nos caminhos. Dai passaram a ser chamados pejorativamente de emboabas pelos vicentinos. `A medida que os emboabas comecaram a prosperar, os paulistas vicentinos, que dominavam o comercio, elevaram exorbitantemente os precos dos alimentos e materiais alem de reinvindicarem o monopolio de se tornarem donatarios das minas.

As condicoes nao tardaram em provocar conflitos menores o que levou cada lado a se armar o mais que pode ate chegar ao conflito deliberado. O lado dos vicentinos foi chefiado por Borba Gato e o lado dos emboabas por Manuel Nunes Viana. As escaramucas se deram com a derrota humilhante dos paulistas. E os emboabas expulsaram boa parte deles do Estado de Minas Gerais. Eles acabaram se reagrupando e partiram para a regiao que hoje representa os Estados de Goias e Mato Grosso, onde tambem encontraram ouro e fundaram cidades tais como Pirenopolis.

O episodio mais triste dessa luta fratricida foi o chamado “Capao da Traicao”. As forcas paulistas ja estavam tomando o caminho de volta quando parou nas imediacoes de Sao Joao del Rei. Os emboabas tomaram isso como uma tentativa de reagrupar. Os paulistas, tentando aproveitar a ocasiao, mandaram um pequeno grupo atacar e fugir passando pelo Capao, onde o grosso da forca havia preparado uma emboscada.

As forcas emboabas, apos sofrer as primeiras baixas, recuou e se reagrupou. Cercou os paulistas em desvantagem numerica e que se entregaram sem maiores resistencias. Embora houvesse jurado pela Santissima Trindade que nao iria devolver com alguma represalia, o chefe dos emboabas naquela escaramuca, Bento do Amaral Coutinho, mandou executar os paulistas desarmados.

03. UM COELHO NA SOLUCAO DO CONFLITO

Apos a evolucao do conflito eh chamado Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho (o filho) para resolver os problemas. Ele ja havia sido governador do Maranhao e do Grao Para e estava acostumado a lidar com dificuldades. Uma das primeiras medidas foi desmembrar a Capitania de Sao Vicente, criando-se as Capitania de Sao Paulo e Minas de Ouro e a do Rio de Janeiro.

Acredita-se que tenha conversado diretamente com Manuel Nunes Viana, entao fugitivo da justica e com o lado derrotado. A sede do novo governo foi em Sao Paulo. Foi aos poucos organizando o governo, a forma de tributacao e outros detalhes.

Deve ter criado o jeitinho brasileiro de governar. Elevou Mariana `a condicao de primeia Vila do Estado de Minas e deu a administracao a Borba Gato. Em seguida deu o carater de Vila tambem a outras Vilas que eram dominio dos emboabas.

Em 1.714 foram criadas as tres primeiras comarcas do estado. A de Ouro Preto, com sede em Vila Rica. A do Rio das Mortes na recem-criada Sao Joao del-Rei. A do Rio das Velhas, com sede na Vila de Sabara.

A comarca da Vila de Sabara recebeu jurisdicao sobre a maior parte do territorio da Capitania. O que abrangia todo o norte de Minas, oeste da Bahia, Centro-Oeste Brasileiro e mais uns retalhos do pais.

Em 1.720 a Vila do Principe (Serro), que houvera sido criada em 1.714, passou tambem a ser sede de comarca. O territorio da Vila do Principe ja havia sido desmembrado do da Vila de Sabara.

Tambem em 1.720 tem-se a decisao mais marcante da administracao desse Coelho. A antiga Capitania foi dividida em duas, criando-se a de Sao Paulo e a das Minas Gerais.

Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho governou ate 1.720. Retornou a Portugal e foi designado para Angola, onde faleceu em 1.725. Existe uma boa literatura a respeito dele na Internet. Quem desejar se informar mais, busque tambem pelo nome de Antonio de Albuquerque Coelho, o filho dele. O Albuquerque Coelho de Carvalho era filho de pai com nome homonimo.

Indico a leitura a respeito do filho e neto porque nasceu no Brasil. Era um brasileiro tipico. Neto de mulato com mameluco e foi governar em Goa e Timor Leste. Parte da vida dele eh contada em livro. Eh uma mistura de drama e aventura. Numa composicao que nem mesmo Camoes ou Sheakspeare chegaram a imaginar. Ha resumos na internet ja que a ultima edicao do livro se deu em 1.905.

Dei uma pequena olhada nas biografias dos Albuquerque Coelho porque pensei que pudesse haver alguma ligacao de parentesco entre eles e um de nossos ancestrais, o Antonio Coelho de Almeida, que falarei um pouco a respeito dele mais tarde.

04. CIDADE DE CONGONHAS DO CAMPO

Existem varias versoes para o surgimento de Congonhas do Campo. Ha mencoes que localizam seu inicio por volta de 1.700. Porem, a data mais segura eh a de 1.734 com a descoberta de ouro no leito do Rio Maranhao.

Nao sao citados nomes de fundadores. Fala-se que a igreja mais antiga data do final dos 1.600, construida por escravos, antes da chegada dos mineradores e tem o nome de Nossa Senhora do Rosario. Em 1.749 inicia-se a construcao da Matriz de Nossa Senhora da Conceicao.

Contudo a cidade eh mais conhecida por causa do Santuario do Senhor Bom Jesus de Matozinhos. Foi iniciado como pagamento de uma promessa feita pelo portugues Feliciano Mendes que se curou de enfermidade grave. Eh cercado pelos famosos profetas do Aleijadinho e decorado por pinturas do mestre Ataide.

Em 1.746 correu uma lista secreta nomeando as maiores fortunas da Capitania, entre os quais 10 eram moradores da cidade e tambem mineradores.

Nao relacionado com isso, Manuel Rodrigues Coelho eh citado como um dos que deu polpudas contribuicoes para a construcao do santuario. ”Dele procede o Alferes de Milicia, Jose Coelho de Magalhaes.” Essas sao palavras retiradas das anotacoes do prof. Nelson Coelho de Senna que tambem atribui ao mesmo personagem a geracao dos diversos ramos Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Sao informacoes ainda a serem comprovadas.

Congonhas do Campo pode ter tido a presenca de muitas fortunas como moradores mas nao obrigatoriamente que tenham mineirado no territorio dela. Eh que a cidade tornou-se refugio de campo para os ricos que comerciavam e governavam em Ouro Preto. Manuel Rodrigues Coelho deve ter sido um caso tipico, pois, eh citado como tesoureiro da cidade de Vila Rica em documentos de 1.719, guardados pelo Arquivo Publico Mineiro (APM).

Congonhas do Campo eh um dos bercos da familia Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Como orientacao, temos referencia apenas a data de nascimento de nosso ancestral Malaquias Pereira do Amaral que foi de 1.791. Segundo o professor Demerval ele nasceu ja em Conceicao do Mato Dentro e casou-se com Ana Maria de Jesus, que era congonhense.

A mae do Malaquias, Francisca Angelica da Encarnacao, tambem eh dada como congonhense. Essa era filha de Francisco Jose Barbosa Fruao, natural de Barcelos em Portugal, casado com outra Ana Maria de Jesus. Por ai se presume que a mae do Malaquias pode ter nascido por volta de uns 25 anos antes dele e a avo uns 50. Portanto, eh possivel que tenhamos uma raiz penetrando firme na fundacao da cidade de Congonhas do Campo e do Estado de Minas Gerais, ou estejamos fincados la desde 1.741.

A avo Ana Maria de Jesus, esposa do Malaquias, era filha de outra Ana Maria de Jesus. Assim, ele tinha esposa, sogra e avo com o mesmo nome. O marido da sogra dele era o ancestral Antonio Coelho de Almeida, citado acima.

Por documentos existentes no Arquivo Publico Mineiro sabe-se que o avo Antonio pleiteou o cargo publico para: “o oficio de escrivao de guardamoria de Ribeirao do Corrente de Santo Antonio da Meia Canoa”, para onde deve ter se mudado. Nao imagino no que traduzir esse nome. Mas o despacho foi dado em 30.07.1.803 em Vila Rica. Talvez se refira ao que hoje eh o distrito ouropretano de Santo Antonio do Leite.

Temos duvidado do nome de nossa ancestral ser realmente MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Porem, entre as decobertas realizadas recentemente, pudemos constatar que, ja no inicio da colonizacao do Estado de Minas, havia a presenca dos sobrenomes BARBALHO e MAGALHAES, alem do proprio MANUEL RODRIGUES COELHO, como moradores locais. Desde a constatacao, suponho ser possivel ter havido casamentos entre essas familias e que pudessem produzir aquele sobrenome.

Estou fazendo esta observacao aqui agora por causa de o professor NELSON COELHO DE SENNA ter assumido que o nosso ancestral portugues e genro da avo MARIA RODRIGUES: JOSE COELHO DE MAGALHAES procedesse desse MANUEL. Porem, devido `as evidencias encontradas, se mesmo houver alguma relacao de ascendencia entre ele e nossa familia, parece-me ele ser avo ou pai da avo MARIA RODRIGUES, e a suposta procedencia provir de meios indiretos (ou tortos), sendo os filhos dele tendo a procedencia e ele apenas a afinidade. Se esta relacao for constatada, entao, teremos dois ramos formadores da familia oriundos de CONGONHAS DO CAMPO.

Retornando a essa postagem, observo o quanto ela esta desatualizada. Ainda estou em busca de descobrir documentos que comprovem o vinculo parental entre os portugueses Manuel Rodrigues Coelho e o alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhaes. Mas nos outros textos mais novos ja pude acrescentar que encontrei um registro de batismo, no site familysearch, de Maria, filha de Estevao Rodrigues de Magalhaes e Anna Maria da Conceicao. O registro se deu na cidade de Ouro Branco, na data de 1750.

Aqui torna-se claro que se a Anna Maria da Conceicao pertenceu `a Familia Barbalho, a crianca poderia ter se tornado nossa possivel ancestral Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho, esposa do Giuseppe Nicatisi da Rocha e mae da Eugenia Rodrigues Rocha, a esposa do alferes-de-milicias. Mas as pesquisas precisam prosseguir.

05. MUNICIPIO DE SABARA

Foi elevado aa categoria de Vila em 1.711 pelo governador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho, com a denominacao de Vila Real de Nossa Senhora da Conceicao do Sabarabucu. Antes disso, tinha o nome complicado de Arraial de Santo Antonio do Bom Retiro da Roca Grande. O patrimonio foi doado por Manoel de Borba Gato, seu primeiro guarda-mor e genro do Fernao Dias Paes Leme.

Faz parte dos poucos arraiais que ja existiam em Minas Gerais antes da mineracao aurifera. Eh possivel que se tivermos que apontar um lugar como o ponto de partida para o povoamento europeu no Estado essa primazia devera ser preenchida por Sabara. Atualmente continua uma cidade com aspectos interioranos, com suas construcoes antigas do tempo da colonizacao, porem, sendo abracada pelo crescimento nao planejado de Belo Horizonte.

Bairros em torno do Bairro Sao Geraldo, onde residi em 1.978-9, tais como Caetano Furquim e Casa Branca, foram implantados no Municipio de Sabara, embora estejam catalogados no mapa da capital mineira.

A importancia de Sabara em nossa genealogia ainda eh desconhecida. Sabe-se apenas que dela para o norte era o centro administrativo e juridico de Minas Gerais. Isso mudou apenas em 1.714 com a criacao da Vila do Principe (Serro). Nao ainda no sentido juridico. Somente mais tarde o Serro foi elevado `a categoria de Comarca.

06. BELO HORIZONTE

O povoamento de Belo Horizonte comecou por volta de 1.701 com o bandeirante Joao Leite da Silva Ortiz. Nao encontrou os materiais preciosos mas resolveu permanecer no local por causa das terras ferteis e do clima, entao, agradavel. Fundou a Fazenda do Cercado onde plantou e criou gado.

Transformou-se em ponto de parada para os boiadeiros baianos que traziam o rebanho para comercializar nos centros auriferos. Logo surgiu o arraial que recebeu o nome de Curral del Rei. Tornado freguesia subordinada a Sabara chegou a contar 18.000 moradores mas numa extensao territorial que ia ate Sete Lagoas.

No final do seculo XIX contava com cerca de 4.000 habitantes. Em 1.891, o presidente do estado, Augusto de Lima, decidiu transferir a capital mineira de Ouro Preto para outro lugar mais higienico. Formou-se uma comissao de estudos que decidiu que o local seria Curral del Rei. Os antigos moradores nao foram levados em conta, o arraial foi retirado e os moradores transferidos, principalmente, para Venda Nova.

Ate os anos da decada de 1.940, Belo Horizonte era uma cidade media, atraindo moradores de todas as outras regioes do Estado. Tinha, entao, apenas 200.000 habitantes. A regiao do Centro-Nordeste do Estado de Minas Gerais, alem de contribuir muito com excedentes de populacao para o crescimento de Governador Valadares, tambem enviou um grande contingente para a capital.

Nos anos 60 e 70 esse exodo populacional foi partilhado com Ipatinga e Brasilia. Eh possivel que estas 4 cidades sejam hoje o torrao natal de dezenas de milhares de nossos primos mais proximos. A Grande BH conta com mais de 5 e Brasilia com quase 4 milhoes de habitantes atualmente.

07. CIDADE DO MORRO DO PILAR

O bandeirante Gaspar Soares encontrou ouro, em 1.701, no alto de um morro que ficou conhecido como Morro do Gaspar Soares. Ele proprio construiu uma capela dedicada a Nossa Senhora do Pilar. Em torno da producao de ouro o arraial surgiu. Em 1.743 essa atividade foi abandonada em razao de um desmoronamento que matou 18 escravos. Em 1.814 foi criada a Real Fabrica de Ferro que nao durou muito mas eh ponto turistico local.

Atualmente, Morro do Pilar conta com cerca de 3.500 habitantes apenas.

Ate o momento, temos em nossas anotacoes Morro do Pilar como sendo o ponto de partida para o comeco da familia Coelho do nosso ramo. Temos la uma sede onde se encontra Axupe. Este nome, que eh uma referencia ao passarinho conhecido como Guaxo e Joao Congo, provavelmente, refere-se a uma fazenda. Porem, atualmente, localizei apenas uma fazenda com esse nome na Internet e ela esta localizada em Conceicao do Mato Dentro.

Assim, eh dito que o Alferes de Milicia, Jose Coelho de Magalhaes, implantou sua fazenda. Casou-se com Eugenia Rodrigues Rocha. Nao ha referencias ao local de nascimento dela. Apenas menciona-se que era filha do luso-italiano Giuseppe Nicatigi (ou Nicatsi) da Rocha com Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Acredito ser um engano da parte do prof. Demerval Jose Pimenta, em seu livro: A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente, o de citar que a avo Maria portasse tambem a alcunha ”de Magalhaes Barbalho”.

Na provavel Fazenda do Axupe, nasceram: Jose Coelho de Magalhaes Filho (tambem conhecido como Jose Coelho da Rocha) em 1.782; Joao Coelho de Magalhaes, em 1.785; e Antonio, Felix e Clara Maria de Jesus, que nao se casaram.

Ha a possibilidade de a Fazenda Axupe ter pertencido a Morro do Pilar numa primeira instancia e depois ter sido transferida para Conceicao do Mato Dentro porque os limites territoriais das cidades foram muito voluveis ao longo da Historia. Isso precisa ser investigado.

08. CIDADE DE CONCEICAO DO MATO DENTRO

O inicio de Conceicao do Mato Dentro se deu com a descoberta de ouro pelos bandeirantes: Gabriel Ponce de Leon, Gaspar Soares e Manuel Correa de Paiva. Eram os primeiros anos de 1.700 e Gabriel Ponce de Leon levantou a primeira capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceicao.

Alguns quilometros da sede existe um curso d’agua cujo nome eh Corrego da Prata. Posivelmente, com o mesmo nome, existe ou existiu uma fazenda naquele terreno pedregoso. Tanto o Corrego da Prata quanto o Corrego do Axupe serpenteiam por la. A fazenda deve ter sido propriedade do casal: Antonio Jose Moniz e Manuela do Espirito Santo. Nao temos a procedencia deles mas sao os pais de Luiza Maria do Espirito Santo, a esposa do capitao Jose Coelho de Magalhaes Filho.

A ideia de que esse ramo da familia tenha comecado em Conceicao do Mato Dentro esta no fato de que nossos dados genealogicos de datas conhecidas indicam que os primeiros filhos do casal nasceram nela. Assim, Jose Coelho da Rocha, o neto, 1.811; Maria Luiza Coelho (Nha Moca) 22.3.1814; Francisca Eufrasia de Assis, 1.818; Ana Maria de Jesus (Nha Ninha), 1.819 sao naturais de Conceicao. Os outros quatro nasceram em Guanhaes.

Ja podemos acrescentar aqui o casal JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE. Segundo os dados encontrados no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho, JOSE VAZ nasceu no Serro e ANNA JOAQUINA em Conceicao do Mato Dentro, onde devem ter se casado. Eh provavel que tenham se mudado para Mariana, numa primeira instancia, e depois para Itabira. Tres dos filhos, Policarpo, Gervasio e Firmiano casaram-se em Itabira. Os filhos do padre Policarpo nasceram tambem nessa cidade.

Ao mencionar Guanhaes e Itabira, voltarei a falar desse ponto em diante.

09. SANTO ANTONIO DO RIO ABAIXO

Nao sei dizer se eu encontraria essa cidade no mapa e falaria a respeito dela nessas notas, nao fosse por uma informacao que acredito ser inusitada. Primeiramente, porque nunca ouvira falar nada dela. Porem existe, e parece ter tido alguma importancia em nossa genealogia.

Segundo o que dizem, iniciou-se com a chegada de bandeirantes portugueses cujas assinaturas vinham dos ramos Duarte e Alvarenga. Fundaram a Fazenda Morro Grande. Tornou-se distrito de Conceicao do Mato Dentro em 1.875.

No site em que encontrei a Historia de Santo Antonio do Rio Abaixo menciona-se que apos ter descoberto ouro em Sabara, Borba Gato buscou a preciosidade tambem no Rio Santo Antonio e acabou fixando residencia no territorio pertencente atualmente `a cidade de Ferros. Foi assim que surgiu o povoado de Borba Gato, que fica a meio-caminho das duas cidades.

Em 1.787 a populacao local, fixada na margem direita do Santo Antonio, ja contava com cerca de 400 pessoas. Foi quando Jose Ferreira Santiago enviou pedido ao rei para erigir a capela de Santo Antonio. A concessao se deu em 10 de marco de 1.788.

Eu ja havia feito o plano de verificar depois os cursos que os rios Santo Antonio e Suacui Grande tomam porque eles serviram como vias de transporte e comunicacao do Centro-Nordeste mineiro com o Espirito Santo, particularmente com a capital Vitoria. Afinal, temos que recordar que antes de 1.808 era proibido a construcao de estradas sem a autorizacao do governo portugues. Mas nao havia como proibir a navegacao em hidrovias que ja existiam naturalmente. E se considerarmos os caminhos abertos pelos pioneiros como ruas, os rios Santo Antonio e Suacui Grande eram verdadeiras avenidas.

Para nos da familia Coelho, a informacao vital aqui eh essa: encontrei no site GeneAll.net a mencao de que a pentavo Eugenia Rodrigues Rocha faleceu em Santo Antonio do Rio Abaixo. Isso leva a especulacoes interessantes. Uma eh a possibilidade de ela ter deixado parentalha por la. Afinal ela eh a unica filha dos avos Giuseppe Nicatigi (Nicatsi) da Rocha e Maria Rodrigues que nossas tradicoes guardaram o nome. Nao eh impossivel que tenha tido irmaos e irmas e, sendo o caso, nossa familia por la e por outras bandas sera muito mais numerosa do que imaginamos.

A cidade nao fica longe de, foi distrito de, Conceicao do Mato Dentro e tem como vizinha mais proxima a Morro do Pilar. Praticamente, forma uma linha reta entre as tres, em que Santo Antonio esta no meio de Morro do Pilar e Ferros. Conceicao do Mato Dentro, ficando ao norte de Morro do pilar, completa um L formado pelas quatro.

Morro do Pilar nao esta exatamente na beira do Rio Santo Antonio mas tem corregos que correm para ele e, possivelmente, tenha territorio banhado por este rio. Importante aqui eh lembrarmo-nos tambem que, alem de Santo Antonio e Ferros, estao numa mesma linha e margeadas por este rio, as cidades de Braunas e Acucena. Elas irao entrar nessas recordacoes quando falarmos de Guanhaes que foi a metropole da qual tambem elas se emanciparam, nos proprios capitulos de cada uma.

Tambem no GeneAll.net existem umas datas relativas aos ancestrais Jose Coelho de Magalhaes, marido da avo Eugenia Rodrigues Rocha e o suposto pai dele, Manuel Rodrigues Coelho, que por um lado confundem e por outro esclarecem a saga da familia Coelho.

Que nos sirva de aviso o lamento que encontrei na Internet. Vou reproduzi-lo aqui: “Em 1962, a vila emancipou e em 1º de março de 1963, o município foi instalado. Não se sabe o local exato onde a capelinha foi construida, pois daqueles tempos nenhum documento ficou. Do cartório foi queimado, da escola foi molhado, da Igreja destroçado, deixando assim para trás parte do passado.” A autoria eh da professora Creuza Geralda Madureira Duarte. (http://www.saaraonline.com.br/historia.php.

Eh um risco grande nao procurarmos manter nossas historias em diversos lugares diferentes. Talvez, o que se tenha perdido em Santo Antonio do Rio Abaixo nao possa ser reproduzido mais porque estava em unica via. Se nao nos previnirmos, depois nao adianta ir buscar no cemiterio a solucao para as questoes dos vivos.

10. ITAMBE DO MATO DENTRO

Itambe do Mato Dentro surge como povoado no surto do Ciclo do Ouro. Menciona-se como primeiro morador o bandeirante Romao Granacho. Foi primeiro conhecida como Nossa Senhora da Oliveira do Itambe. Pertenceu a Conceicao e Itabira antes de ser passada a Santa Maria de Itabira da qual emancipou-se em 1.961.

Infelizmente eh excassa a bibliografia a respeito da cidade. Nao temos ancestrais conhecidos que tenham vindo dela. Mas sabemos que de la sairam os Coelho Lacerda que se agregaram posteriormente. O Coelho deles talvez tenha raizes diferentes dos outros, a menos que sejam corretos os dizeres citados pelo prof. Nelson Coelho de Senna e repetidos pela Ivania: “De uma cronica da familia Coelho constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no sec. XVIII (1774) o ja referido portugues Manuel Rodrigues Coelho,”.

11. ITABIRA DO MATO DENTRO OU SIMPLESMENTE ITABIRA

Existem citacoes de que o povoamento de Itabira tenha comecado junto com as outras povoacoes fundadas nos primeiros anos do Ciclo do Ouro. Mas a data mais aceita eh a de 1.720. Ai conta-se que os irmaos Francisco e Salvador Faria de Albernaz mineravam em Itambe e avistaram uma montanha ao longe. Seguiram ate la e deram a ela o nome de Caue, que em dialeto africano significa irmaos. A abundancia do ouro atraiu mais moradores. Os irmaos eram bandeirantes paulistas.

Itabira emancipou-se de Caete, mas nao sem antes ter pertencido a Santo Antonio do Ribeirao de Santa Barbara, o que atualmente se resume `a Cidade de Santa Barbara.

Os nomes conhecidos de outros pioneiros sao: Joao Pereira da Silva, 1.737; Antonio Pereira da Silva, 1.739; Antonio Lopes, Pedro Manoel do Rosario e Joao Ferreira Ramos, 1.764.

Logo apos aos primeiros temos Francisco da Costa Lage e Francisco de Paula Andrade. Dona Maria do Couto leva a primazia de ser a primeira mulher pioneira a entrar em Itabira do Mato Dentro.

Ha que se frisar aqui dois pontos importantes. Francisco de Paula Andrade deve ter chegado um certo tempo depois porque nasceu em 1.798. Ele eh um dos bisavos do poeta Carlos Drummond de Andrade. Era casado com Joana Rosa de Andrade Lage. Esta era filha de Joaquim da Costa Lage e, talvez, fosse cunhado do Francisco da Costa Lage. Na relacao de filhos do Joaquim existe um Francisco Carlos da Costa Lage.

O que ha de salientar-se aqui eh que tanto o sr. Francisco Dias de Andrade (prof. Chico Dias) quanto o pai da bisavo Ercila Coelho de Andrade, o trisavo Joaquim Coelho de Andrade, devem ser descendentes do casal: Francisco Joaquim de Andrade & Maria Candida da Cunha Ataide, pais do Francisco de Paula Andrade e trisavos do Carlos Drummond. Falta-nos encontrarmos os vinculos corretos porque os rumores disso sao antigos.

Alem do avo Joaquim Coelho de Andrade, supomos que a esposa dele, Joaquina Umbelina da Fonseca tambem tenha origem em Itabira.

Ja o lado Lage tambem pode ter seus entroncamentos em nossa familia. Nao falo dos casamentos de poucas decadas. Refiro-me ao casamento do Pedro Nunes Coelho (Surdo) com a Sa Toninha, cujo nome era Antonia Nunes Lage.

Ele era filho da tia-bisavo Emygdia (Emidia) de Magalhaes Barbalho e Jose Coelho Nunes (creio que essa mencao esteja incorreta no livro da Ivania e trate-se do Jose Nunes Coelho, filho do tios-trisavos tenente Joaquim Nunes Coelho & Francisca Eufrasia de Assis (Coelho), que estao entre os primeiros residentes de Virginopolis e sao os avos paternos do bispo Dom Manoel Nunes Coelho.

Ha que se esquecer aqui uma parte das nossas tradicoes. Elas creditavam a familia: “de Magalhaes Barbalho” como oriunda de Itabira, o que se mostra correto. Porem, houve certa confusao no passar das geracoes. Em primeiro nao temos uma tetravo com o sobrenome: “de Magalhes”, nascida em Mariana. Ela era filha de familia itabirana. O nome dela nao era Genoveva e sim Isidora Francisca de Magalhaes, cuja mae, tambem de Itabira, chamava-se Genoveva Nunes Filgueiras (ou Ferreira).

O marido da tetravo Isidora Francisca foi Policarpo Jose Barbalho (que apos ficar viuvo veio a tornar-se o padre Policarpo). Nossas tradicoes novamente nos enganaram afirmando que ele fosse oriundo do Nordeste. A verdade eh que era mineiro, filho de pai nascido na Cidade do Serro (Jose Vaz Barbalho) e mae nascida em Conceicao do Mato Dentro (Anna Joaquina Maria de Sao Jose).

Para contradizer um pouco mais as nossas tradicoes, ele sim nasceu no Distrito do Inficcionado, que atualmente se chama Santa Rita Durao, e que pertence `a Cidade de Mariana. Por esta via nega-se que tenhamos essa linhagem paterna como itabirana, porem, corrige o fato de termos o lado materno plantado na Itabira de Carlos Drummond. E nossas tradicoes dizem que o padre Policarpo terminou seus dias no Inficcionado tambem. Ha ainda que se confirmar.

Os nossos estudos nao estao concluidos ainda. A ancestral Genoveva aparece com a possibilidade de dois sobrenomes. O Ferreira podera vincular-nos a Joao Ferreira Ramos citado entre os primeiros moradores. O Filgueiras podera vincular-nos a um nucleo familiar com este sobrenome e que compunha a lista de moradores de Santa Barbara, o que pode significar que o nucleo morava mesmo em Itabira, que era ainda um distrito de Santa Barbara.

Infelizmente, fica a duvida quanto `a origem do Magalhaes porque a ancestral Genoveva foi mae da tetravo Isidora Francisca, porem, o nome do pai foi omitido. Embora os registros indiquem que haviam pessoas que assinavam o sobrenome Magalhaes em Itabira. Os detalhes das descobertas mais recentes se encontram no endereco, ja citado: https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/. Leiam o Epilogo.

Nada encontrei a respeito de Santa Maria de Itabira. A mencao a esta se da na Historia de Itabira. Atualmente, porem, encontrei mencoes no livro A MATA DO PECANHA referindo a descendentes da familia PIMENTA naquela cidade.

12. FERROS

Ha controversias mas sao contados como primeiros chegados a Ferros: Pedro Fernandes Alves, Jose Ferreira Santiago e Pedro da Silva Chaves. Observem que os sobrenomes sao comuns em nossa genealogia. Sao poucas os vinculos que temos com aquela cidade. Entre eles esta Luzia Dias, esposa do Henrique (1.912) filho dos tios-bis e avos: Evencio Batista Coelho & Emygdia (Emidia) Magalhaes.

Uma ligacao recente que podemos ter com Ferros eh a presenca do sobrenome Alves na descendencia de meus pais. O Ney casou com a Antonia Alves Pinto que esta registrada como procedente de Santa Efigenia de Minas. Porem sabe-se que o seo Geraldo Alves, o pai dela, tem vinculos com Braunas. E Ferros eh vizinha de Braunas com ligacao fluvial pelo Rio Santo Antonio. Eh possivel que os Alves tenham se espalhado por esse caminho.

13. DOM JOAQUIM

Eh dito que Dom Joaquim surgiu por volta de 1.750 quando o portugues Domingos Barbosa de Carvalho teria se apossado de Sesmarias de matas virgens. O primeiro nome do arraial foi Sao Domingos do Rio do Peixe. Em 1.818 o arraial precisa mudar de lugar por ter sido construido no morro e tinha problemas de acesso a agua. Outro portugues, Joao Lopes Albuquerque doa terreno para a nova localidade.

O nome Dom Joaquim eh uma homenagem ao famoso primeiro bispo de Diamantina Dom Joaquim Silverio de Souza.

Em Dom Joaquim temos a mencao ao inicio da familia Nunes Coelho. Eh dito que, nao se sabendo suas procedencias, se instalaram os ancestrais Eus(z)ebio Nunes Coelho e Ana Pinto de Jesus. Ele era filho de Manuel Nunes Coelho mas nao temos o nome materno. Posteriormente o casal muda-se para Sao Miguel e Almas de Guanhaes e a familia se multiplica.

No livro do prof. Demerval eh citado que em Dom Joaquim a familia morava na Fazenda Folheta e em Guanhaes na Fazenda do Grama, nas margens do Ribeirao Graipu, a 4 km da cidade. Os ancestrais Eusebio e Ana foram pais de, pelo menos: capitao Francisco Nunes Coelho; tenente Joaquim Nunes Coelho; Clemente Nunes Coelho; Bento Nunes Coelho e Antonio Nunes Coelho.

O ten. Joaquim foi o marido da tia Francisca Eufrasia e ajudaram a fundar Virginopolis sendo parceiros na lista de primeiros moradores da cidade.

O antepassado Clemente Nunes Coelho foi casado e, entre outros filhos, deixou a trisavo Maria Honoria Nunes Coelho, esposa do trisavo Joao Baptista Coelho, primeiro filho do capitao Jose Coelho da Rocha a nascer em Guanhaes e tambem sao fundadores de Virginopolis.

Nao tenho informacoes precisas. Apenas sabemos que a trisavo Maria Honoria era parda. Tambem que ha a mencao de que o primeiro morador do bairro Morro do Cruzeiro em Guanhaes foi o escravo forro de nome Prudencio. O avo Clemente teve um filho com o nome Prudencio, levando aa suspeita de que o escravo forro Prudencio possa ser avo dos filhos do avo Clemente. Portanto, pode bem ser ancestral de toda a descendencia do trisavo Joao Baptista Coelho.

O capitao Francisco Nunes Coelho Casou-se com Maria Augusta Cesarina de Carvalho, filha do fazendeiro Jose Carvalho da Fonseca & dona Senhorinha Rosa de Jesus. A tia Senhorinha era filha dos ancestrais Antonio Borges Monteiro Junior & Maria Magdalena de Santana. Mas ai ja entramos no reino de Sabinopolis. Na verdade, estamos no reino de Sao Pedro do Suacui tambem. O casal Jose Carvalho/tia Senhorinha tiveram a familia naquele local.

A respeito do tio ANTONIO NUNES COELHO, assim esta escrito a respeito dele no A MATA DO PECANHA, pagina 71: “nascido em 1829. Era casado, fazendeiro e residia em Pecanha, onde foi qualificado com eleitor em 1881.” Quanto a esse residir em Pecanha, seria preciso investigar-se melhor. Essa referencia pode significar que residia nalgum ponto do municipio e nao necessariamente na cidade. `Aquela epoca, Pecanha era um imenso territorio, abrangendo desde Sao Joao Evangelista, inclusive, a leste, ate Governador Valadares, a oeste.

14. HISTORIA DE SENHORA DO PORTO

Ha pouquissima informacao na internet. Surge como distrito em 1.854. Teve o nome de freguesia como Nossa Senhora do Porto de Guanhaes. Passou a distrito de Conceicao. Em 1.938 recebe o nome de Senhora do Porto e passa a ser distrito de Dom Joaquim. Emancipa-se em 12 de dezembro de 1.953.

Temos pelo menos um vinculo conhecido com Senhora do Porto na atualidade. A familia da Aparecida da Silva, esposa do Agnello, filho do Jose Darcy do tio-avo Darcy Batista Coelho tem vinculos naquela cidade.

Mais recentemente encontrei alguns nascimentos do ramo Pimenta de nossa familia. Eles irao aparecer na Arvore Genealogica postada no sitio: geneaminas.com.br.

15. PECANHA

Pecanha difere um pouco em origem das outras ao redor. Isso porque, por volta de 1.750, as tradicionais fontes de ouro comecaram a exaurir-se. Nisso iniciaram-se novas expedicoes em busca de fontes novas.

Em 1.752 o governador de Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade comissiona uma dessas expedicoes. Ela eh chefiada por Joao Pecanha Falcao e sai da Vila do Principe, atual Cidade do Serro. No alto de um morro esplanado, juntamente com o vigario Francisco Martins, estabeleceu uma pousada que passou a chamar-se Descoberto do Pecanha. Com a construcao de pequena capela e algumas casas surgiu o povoado de Santo Antonio do Bom Sucesso do Descoberto do Pecanha.

A freguesia de Santo Antonio do Pecanha foi criada em 1.758 pelo Arcebispo de Mariana. Segundo a Cartilha do Cidadao, edicao 99, da Prefeitura Municipal de Guanhaes, o povoamento da area conhecida como Matas do Pecanha, que corresponde a varias cidades da regiao, so se tornou possivel a partir de 1.807, quando o governador da epoca instituiu um quartel “munido de homens e armas”.

Praticamente nao conheco ligacoes genealogicas na formacao inicial da familia Coelho com a Cidade de Pecanha. Existem sim ramos que se cruzaram posteriormente. Falarei mais a respeito da Historia de pecanha no decorrer dessas notas.

Quanto ao escrito anteriormente, por ainda nao ter acesso ao conteudo total do livro A MATA DO PECANHA, eu ignorava os nossos vinculos com Pecanha. Nao se pode afirmar ao certo porque o livro nao indica o lugar exato e o municipio de Pecanha era enorme. Porem, temos que Antonio Nunes Coelho, filho dos pentavos Eusebio Nunes Coelho/Ana Pinto de Jesus, residia, era fanzendeiro, casado e foi qualificado como eleitor, em 1881, em Pecanha.

Muitos primos nossos na familia Pimenta tambem nasceram em Pecanha. Um exemplo foi o Rui Pimenta, neto do primo Modesto Jose Pimenta e tia Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. Ele casou-se com dona Reduzinda Braga e foi residir naquela cidade, onde foram pais do Dr. Rui Pimenta Filho que tem importante biografia como medico em Governador Valadares e Belo Horizonte. Irmao deste eh o professor Aluisio Pimenta que foi reitor da UFMG. Nao citarei nome-a-nome para nao ocupar espaco muito grande.

A Historia contada no livro nao se detem muito no que competiria a Pecanha. Uma das divisoes dele recebeu o titulo de: “MUNICIPIO DE PECANHA.” Porem ele cita nomes de grande interesse genealogico para a populacao pecanhence. Numa eleicao ocorrida em 2 de setembro de 1863 para representantes da Paroquia de Santo Antonio do Bom Sucesso do Pecanha, termo da cidade do Serro, assim ele descreve:

“Eram eleitos pelos cidadaos ativos da freguesia, convocados por edital e reunidos no corpo da Igreja Matriz da Paroquia. Procedeu-se `a eleicao, aos 2-9-1863, presidida pela mesa, composta do Juiz de Paz, Capitao Remigio Electo de Souza e dos Cidadaos Afonso Jose Marcelino e Tenente Henrique Manoel Coelho.

Feita a apuracao, sao diplomados eleitores os 12 (doze) cidadaos: Capitao Remigio Electo de Souza, Cipriano Gomes Ferreira, Joao Vieira Simoes, Cirino Jose Barbalho, Jeronimo Electo de Souza, Francisco Conrado Alves Sampaio, Jose Goncalves Moreira, Joaquim Pereira Afonso, Goncalo de Almeida Costa, Jose Marcelino de Souza, Antonio Pereira Afonso e Jose Fernandes do Amaral, conforme consta do Livro de Atas das Eleicoes, anos 1863/1872, do Arquivo da Camara Municipal de Pecanha.”

Quando da elevacao a Vila, em 1875, e invocando o nome de Rio Doce, estas eram as autoridades locais: do 1o. ao 4o. Juiz de Paz, respectivamente: Cirino Jose Barbalho, Francisco Goncalves Pires, Joao Evangelista de Oliveira e Felicissimo Ernesto da Silva. O subdelegado era o sr. Jeronimo Electo de Souza e os tres suplentes eram: 1o. Joao Carlos de Leao Mendes, 2o. Joao Evangelista de Oliveira e 3o. Antonio Nunes Coelho. O paroco era o padre Alexandre Generoso de Almeida e o professor para o sexo masculino era Hermenegildo Jose Pimenta.

Em 1881, no ato de instalacao da Vila, a Camara Municipal ficou assim constituida: Presidente, Marcelino Batista de Queiroz; Secretario, Joaquim Electo de Souza; Vereadores, Jose Simoes de Souza, Jose Carvalho de Souza Leite, Antonio Luiz Braga, Firmino Clementino da Silva, Santos Jose Ribeiro e Emidio Fernandes Madeira. Mais dois funcionarios foram eleitos: Fiscal, Sincero Simoes de Souza e Porteiro, Luiz Teixeira da Costa.

Em 1881 o deputado e padre Venancio Cafe, residente em Guanhaes, logrou aprovar uma lei que mudava o nome da Vila de Rio Doce para Suacui. Ja em 1886 o paroco local e tambem deputado, padre Alexandre Generoso de Almeida e Silva propos outra lei que mudou o nome de Suacui para Santo Antonio do Pecanha.

Em 31 de janeiro de 1890 realizou-se nova eleicao. Foi eleito para o cargo de Presidente da Camara e Chefe Executivo (Prefeito), o farmaceutico Simao da Cunha Pereira. O candidato derrotado foi o sr. Zeferino Monteiro de Carvalho que residia em Sao Joao Evangelista. Os vereadores gerais foram: Tiburcio Alves Pereira, Marcelino Batista de Queiroz, Belizario Luiz Braga, Francisco Marcelino de Carvalho e Joaquim Ferreira da Costa Pedra.

Os Vereadores Especiais dos Distritos foram: Cidade de Pecanha, Lindolfo Gomes da Silva; Sao Joao Evangelista, Arthur Borges do Amaral; Santa Maria do Sao Felix (atual do Suacui), Antonio Julio Ribeiro; Sao Jose do Jacuri, Major Joaquim Teodoro Gomes Drummond; Santa Tereza do Bonito [que se mantem como Distrito], Jose Goncalves de Oliveira e Sao Pedro do Suacui, Aureliano Borges Pimenta.

Pelos nomes citados como: Aureliano Borges Pimenta, Arthur Borges do Amaral, Zeferino Monteiro de Carvalho, padre Venancio Cafe, Antonio Nunes Coelho, Hermenegildo Jose Pimenta, pode-se afirmar que a familia teve grande influencia no desenvolvimento do Municipio de Pecanha. Estes sao nomes de membros da familia facilmente identificaveis. Ja outros, como Cirino Jose Barbalho, Santos Jose Ribeiro, Simao da Cunha Pereira, que depois tambem foi Senador Estadual, e capitao Remigio Electo de Souza, se ja nao eram familia, entram como sogros de membros dela.

O tenente Henrique Manoel Coelho era filho do capitao Idelfonso da Rocha Freitas e de dona Maria Coelho da Silveira, os portugueses que fundaram a Fazenda de Sao Joao que posteriormente tornou-se o local sede da Cidade de Sao Joao Evangelista e, talvez, possa ser o sr. Henrique Coelho, citado como um dos primeiros moradores da Cidade de Coroaci. A descendencia do capitao Idelfonso se entrelacou com a descendencia de varios de nossos ancestrais.

Nome de importancia, presente na Ata de Instalacao da Vila, eh o do professor Candido Jose de Senna. Ele, com a segunda esposa, Maria Brasiliana Coelho (Mariquinhas), eram os pais do professor Nelson Coelho de Senna. Outra personalidade presente foi do cidadao Semiao Ferreira Rabelo, Presidente interino da Camara Municipal da Cidade do Serro.

Temos uma parte genealogica de alguns representantes de Pecanha que estara encaixada na Arvore plantada no geneaminas.com.br. O texto deste blog: https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/ ajudara muito a compreensao do entrelacamento das familias formadoras da genealogia pecanhense.

16. SERRO (VILA DO PRINCIPE)

Ja iniciei anteriormente a falar algo a respeito do Serro. Mas resolvi passar outras cidades na frente para buscar o momento mais oportuno de aumentar os comentarios.

Entre a versao levantada pelo prof. Nelson Coelho de Senna e comentada por mim na Historia de Minas existe uma controversia que atribui a Lucas de Freitas o primeiro branco a penetrar o Muncipio de Serro. Antonio Ferreira Soares, em 1.702, outra alternativa e estava acompanhado do filho Joao Soares Ferreira, pelo escrivao Manuel Correia, pelo procurador regio Baltazar Lemos de Morais Navarro e por Lourenco Carlos Mascarenhas e Araujo.

Nao estou interessado aqui na controversia. Preferi ressaltar os nomes das pessoas que foram tidas como primeiros, pelas diferentes fontes, por causa dos sobrenomes. Nao faco a minima ideia se estas pessoas deixaram descendencia em Minas Gerais. O fato eh que os sobrenomes sao tao comuns que ha a possibilidade de alguns deles serem ancestrais de alguns ramos em nossa grande familia.

Em verdade, estou fazendo uma computacao geral de sobrenomes e entremeando as Historias das cidades com a genealogia Coelho. O objetivo eh demonstrar que fica muito mais facil compreender a disciplina Historia quando conhecemos a genealogia.

Bom, a antiga Vila do Principe nao foi apenas mais uma cidade na Historia do Centro-Nordeste mineiro. Ela foi “a cidade”.

Foi a primeira Vila, instituida em 1.714, tornando-se a quinta do Estado de Minas. Ela se foi, por assim dizer, a capital regional. Ela embalou nos bracos as cidades de Conceicao do Mato Dentro, Sabinopolis, Guanhaes e Pecanha. Em Sabinopolis e Guanhaes se juntou o caldo de cultura responsavel pela formatacao do Gen Coelho. Pecanha, representada por seu distrito maior, Governador Valadares, o destino preferido por duas ou tres geracoes, antes que nos espalhassemos pelo mundo.

Uma de nossas raizes que se formou no Serro foi o Borges Monteiro, embora, os outros ramos tambem sejam serranos no sentido estrito. Sendo Pecanha e Guanhaes territorios submissos ao Serro ate 1.879 todos os que nasceram antes dessa data nesses lugares e suas freguesias eram serranos.

O Serro era nossa capital e a mae que gerava a nossa cultura. Perdeu-se da memoria das atuais geracoes por causa do percurso da Historia que, acidentalmente, foi desviando-se dela. O que matou o Serro foram os esgotamentos das minas, os crescimentos e emancipacoes de seus protetorados e, por fim, a disposicao das novas estradas que foram construidas em Minas Gerais. Tanto as estradas de ferro quanto as asfaltadas de maior importancia foram criadas em trajetos muito distantes daquela cidade. Dai veio o isolamento e a estagnacao. Em contrapartida temos a preservacao do patrimonio material e cultural tipicamente mineiros.

Assim, chegou ao Serro, ainda jovem, Antonio Borges Monteiro. Casou-se em primeiras nupcias com Maria de Souza Fiuza em 15.11.1.775. Foram pais de Antonio Jr, o Borjinha, Doroteia e Joao. Ela faleceu em 1.780.

A ancestral Maria de Souza Fiuza era filha de Joao de Souza Azevedo & dona Doroteia Barbosa Fiuza. Neta materna do Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira (natural de Portugal) & Teresa de Jesus, natural de Tabaiana que pertencia `a Bahia. Com a emancipacao do Sergipe em 1823, Tabaiana passou para este Estado e depois foi rebatizada por Itabaiana. Neta paterna de Manuel de Sousa Azevedo & Anna Coelho. A familia paterna eh oriunda de Vila Nova do Norte, Portugal. (voltarei a esse assunto no capitulo 19).

Antonio Borges Monteiro (vide 23) casou-se em segundas nupcias com: Margarida Maria do Rosario. Era filha de Domingos Lourenco Seixas e dona Maria Caetana de Pinho Oliveira. Era neta paterna de Joao Lourenco e Maria Gomes. Dona Margarida era natural do Serro. Os filhos foram: Maria, Margarida, Manoel, Jose, Ana, Umbelino, Francisco e Isidro. Quem desejar acompanhar a descendencia do tio Isidro no Geneall.net, vera que ele mudou-se para o Rio de Janeiro e eh ancestral do Eduardo Pellew Wilson, 2o. conde de Wilson, na atualidade.

A respeito do tio Isidro, esta escrito no A MATA DO PECANHA: “nascido na Vila do Principe, gemeo [de Francisco Borges Monteiro], batizado em 13 de marco de 1796. Foi levado pelo seu pai, juntamente com o seu irmao UMBELINO, para o Rio de Janeiro, onde se educou e se estabeleceu, constituindo familia. Um dos seus filhos, que recebera o mesmo nome do pai, ISIDRO BORGES MONTEIRO, formou-se em Direito, exerceu o cargo de Desembargador e o de Chefe de Policia no periodo de 1857 a 1860.” Pag. 246.

A respeito do tio Umbelino eh informado que foi para Iguacu, no Rio de Janeiro, teve tambem um filho com nome UMBELINO BORGES MONTEIRO, que ocupou o cargo de coletor.

Atraves dos estudos mais recentes a nossa Arvore Genealogica tem mostrado as nossas relacoes mais intimas com as cidades do Serro e Conceicao do Mato Dentro. Ao estudar e conhecer simultaneamente os fatos da Historia e da genealogia, `a medida que saimos do seculo XIX e passamos ao seculo XVIII, viajando no tempo de tras para frente, observa-se que as cidades vao desaparecendo, sendo substituidas por matas virgens e inexploradas. Apenas algumas clareiras surgem.

Nestas destacam-se o Serro e Conceicao do Mato Dentro no Centro-Nordeste de Minas Gerais, onde a atividade mineradora era intensa. Assim tambem, os primeiros nucleos familiares de origem europeia sao formados e deles surgem os nossos ancestrais. Os mais antigos, vindos de diferentes partes do Brasil e de Portugal e, ao mesmo tempo, registramos tambem os primeiros nascidos mineiros. A nossa identidade foi formada a partir dos muitos costumes que foram introduzidos pelos imigrantes nas terras mineiras.

A. SAO GONCALO DO RIO DAS PEDRAS

`A medida que desvendamos a genealogia vamos tambem de encontro `a Historia. Sao Goncalo eh um Distrito pertencente ao Municipio do Serro. Visitem o endereco para descobri-lo: http://www.desvendar.com/cidades/saogoncalodoriodaspedras/default.asp Nao posso afirmar que a Historia contida no texto do endereco seja inteiramente verdadeira. Isso porque eh afirmado nele que foi descoberto por Domingos Barbosa, em 1.789. Ao que me parece, essa data deveria ser de pelo menos uns cincoenta anos antes.

Assim se da porque, segundo o livro do professor Demerval Jose Pimenta, nasceu em Sao Goncalo a nossa ancestral Norotea (Noroteia ou Doroteia) Barbosa Fiuza. Esta era filha do Sargento-Mor: Domingos Barbosa Moreira, portugues, que casou-se com a brasileira Teresa de Jesus, nascida em Itabaiana, Sergipe. A ancestral Norotea foi a mae de Maria de Souza Fiuza, que eh nossa ancestral, juntamente com Antonio Borges Monteiro, o sr. Monteiro, casados em 1.775, vindo ela a falecer em 1.780.

Parece que antes de o Arraial de Sao Goncalo ter sido criado, ali ja era usado como entreposto de tropas que seguiam do Serro para mais ao norte do seu territorio. Pela sequencia de nossa genealogia, presumo que o ancestral Domingos Barbosa Moreira nasceu por volta dos anos 1.700, podendo ser um pouco antes ou um pouco depois. Portanto, ele nao estaria presente na criacao do Arraial, nao devendo ser ele o fundador. Contudo, eh de se supor que o fundador tenha sido filho ou neto dele.

As imagens e os textos que a internet nos oferece, com respeito a Sao Goncalo do Rio das Pedras sao suficientes para que nos apaixonemos por suas belezas antes mesmo de visita-las pessoalmente. O local atualmente eh turistico e eh tambem apresentado pela Prefeitura Municipal do Serro.

B. MILHO VERDE

Comecemos por indicar os enderecos na internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Distrito_de_Milho_Verde e http://www.desvendar.com/cidades/milhoverde/default.asp As versoes sao ligeiramente diferentes, porem, ambas chegam `a mesma conclusao de que, atualmente, Milho Verde eh um destino turistico muito apreciado por sua beleza, simplicidade e natureza.

A Historia de Milho Verde se mistura com a Historia do Ciclo do Ouro e o inicio da colonizacao do Estado de Minas Gerais. Foi la que o primeiro diamante brasileiro foi encontrado. Tambem em seus dominios a personagem historica Chica da Silva foi batizada. Em 1.732 o lugar ja era habitado e possuia a Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, onde se casaram naquele ano: MANOEL VAZ BARBALHO & JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Nao sabemos se ali tiveram filhos, porem, segundo a Historia, naquele mesmo ano havia uma proibicao de mineracao no local pela coroa portuguesa. Talvez tenha sido esse motivo que tenha levado o casal Manoel e Josepha mudar-se para o Distrito de Itaponhoacanga, atualmente parte do Municipio de Alvorada de Minas. No livro A Mata do Pecanha, o professor Demerval Jose Pimenta relata apenas o nascimento de Isidora Maria da Encarnacao em 1.738, ja em Itaponhoacanga, que se tornou a matriarca da Familia Pimenta.

Naquela epoca, Itaponhoacanga pertencia a Conceicao do Mato Dentro. Contudo, os dados encontrados em documentos referentes ao nosso tio-trisavo: padre Emigdio de Magalhaes Barbalho apontam que seu avo, Jose Vaz Barbalho, nasceu no Municipio do Serro, podendo ter sido em qualquer de suas antigas Freguesias.

Em local nao indicado ha a mencao do nascimento de Policarpo Jose Barbalho, em 1.735, e que migrou para a Cidade de Gravatai-RS, vindo a falecer em 1.801, na Vila de Porto Alegre. (Obs. O padre Policarpo era filho do Jose Vaz, portanto, sobrinho do primeiro Policarpo). Para todos os efeitos, como o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza era oriundo do Rio de Janeiro, Milho Verde tornou-se o ponto inicial tambem do tronco Barbalho de nossa familia, no Estado de Minas Gerais.

17. SABINOPOLIS

Do pouco que se encontra na Internet a respeito de Sabinopolis extrai-se isso: erguida a capela em homenagem a Sao Sebastiao, “o que deu origem ao povoado do Sao Sebastiao dos Correntes, elevado a paroquia em 1.870. Em 1.923, criou-se o novo municipio, desmembrado do Serro e com a denominacao de Sabinopolis, em homenagem ao deputado Sabino Barroso, constituinte de 1.891″.

No livro do prof. Demerval Jose Pimenta encontra-se a consistente informacao: “Antonio Borges Monteiro Junior, nasceu em 3 de maio de 1.777, na Vila do Principe, atual cidade do Serro, em Minas Gerais. Casou-se na mesma Vila, na Igreja Matriz, em 17 de novembro de 1.805, com Maria Magdalena de Santana, filha de Jose Vicente de Miranda e Dona Maria da Encarnacao.

Deste casamento nasceram oito filhos: Antonio Borges Monteiro Filho, Maria Balbina de Santana, Senhorinha Rosa de Jesus” [ja mencionada nas origens dos Nunes Coelho em Dom Joaquim, 13], “Leonel Tolentino Monteiro, Blandina Flora do Patrocinio, Jose Polidoro Monteiro, Manoel Borges Monteiro e Maria Francelina Borges Monteiro.

Antonio Borges Monteiro Junior ou Borginha como era mais conhecido, residiu na Vila do Principe, durante varios anos, e no ano de 1.819, transferiu-se para o Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes, hoje Cidade de Sabinopolis, que entao se achava em formacao, sendo um dos seus fundadores.

Nos arredores desse povoado, adquiriu grande extensao de terras, construindo a Fazenda de Santo Antonio da Penitencia, banhada pelo Rio Correntes. Era senhor de muitos escravos. Foi o primeiro Juiz de Paz do Arraial e o primeiro Escrivao, ali instalado em 1.834, conforme consta no Livro no. 1, desse Cartorio. Exerceu grande e benefica influencia na vida politica, social e economica daquele Arraial, onde tambem possuia um armazem.”

“Desta familia procedem os Borges Amaral, Pimenta, Pimenta Mourao, Nunes Coelho, Rodrigues Coelho, Ferreira da Silva, Monteiro, Monteiro Carvalho, Tolentino, Polidoro, Rodrigues Rocha, Carvalho, Carvalho da Fonseca e Amaral, espalhadas pelos Municipios de Diamantina, Serro, Sabinopolis, Guanhaes, Virginopolis, Sao Joao Evangelista, Pecanha, Governador Valadares e Belo Horizonte, bem como a familia Borges Monteiro, no Rio de Janeiro”.

Ha ai, em parte, exagero e, em parte, substima. Ao citar, por exemplo, que a familia Nunes Coelho descenda dos Borges Monteiro eh um exagero porque a familia Nunes Coelho iniciou-se em Dom Joaquim e descende dos ancestrais Eusebio Nunes Coelho & Ana Pinto de Jesus, sendo que apenas o filho Francisco casou-se com uma Borges Monteiro e os outros tiveram outras descendencias. Outro engano, por ainda nao saber disso, eh que houve outro ramo dos Borges Monteiro no Rio de Janeiro, do qual me ocuparei mais tarde (capitulo 23).

A subestima recai por conta de as anotacoes ja estarem desatualizadas quando o livro foi publicado em 1.966. Observe-se que nem mesmo eh citado a, entao, novissima capital do Brasil, Brasilia. E para ela todas as descendencias mineiras estavam enviando representacao. Inclusive a Borges Monteiro sob o sobrenome Coelho de Miranda, entre outros.

Na porcao genealogica do livro, porem, existem uns poucos registros de nascimentos da familia Pimenta, descendente da tia Maria Balbina de Santana, em Brasilia. Ha inclusive um datado de 1959, antes da inauguracao da cidade em 1960.

Aqui eh preciso citar um encontro interessante onde se da a multiplicacao da assinatura Rodrigues Coelho em nossa familia. Quando abordei o capitulo 4, Congonhas do Campo, eu mencionei a passagem por la dos Pereira do Amaral e parei na pessoa do avo Malaquias Pereira do Amaral e esposa dele, Ana Maria de Jesus. Eles, contudo, sao os pais de Daniel Pereira do Amaral que se casou com a Maria Francelina Borges Monteiro, a filha cacula do Borginha.

Daquele ultimo casal citado no paragrafo anterior nasceu a Maria Marcolina Borges do Amaral. Essa eh a esposa de Antonio Rodrigues Coelho, o filho mais novo do capitao Jose Coelho da Rocha & Luiza Maria do Espirito Santo, que estao no capitulo 8, Conceicao do Mato Dentro, e que irao iniciar o de Guanhaes, 26. Dos avos Daniel & Maria Francelina nasceu tambem o tio Arthur Borges do Amaral que entrara entre os primeiros moradores de Sao Joao Evangelista, 27.

Na porcao mais antiga deste texto eu praticamente nao tinha conhecimento de registros de nascimentos de familiares nossos na Cidade de Sabinopolis. Porem, la foram registrados os 12 filhos da tia Maria Balbina de Santana e Boaventura Jose Pimenta. Dai a descendencia foi multiplicada e registrada em todas as cidades circunvizinhas. Agora estes registros podem ser acompanhados (ate a decada de 1960) via o site geneaminas.com.br.

Eh preciso agora fazer uma pausa. Abrirei alguns capitulos para mostrar algumas de nossas coneccoes internacionais. Principalmente com Portugal.

18. BARCELOS (VIA GOOGLE EARTH)

Barcelos, em Portugal, eh onde nasceu o avo Francisco Jose Barbosa Fruao. Ele ja entrou no capitulo de Congonhas do Campo (4) na formacao da familia Pereira do Amaral. Barcelos eh uma cidade que atualmente esta no Distrito de Braga, portanto, nao fica longe dessa famosa cidade.

Alem da propria Barcelos existem outras localidades genealogicamente importantes para nos como: Ponte de Lima, Viana do Castelo, Braga, Vila Nova de Famalicao, Guimaraes e a propria cidade do Porto. Ou seja, o lugar eh ali, onde Portugal nasceu, e que antigamente a regiao era conhecida como Entre Douro e Minho, ou apenas Minho para os mais intimos.

Infelizmente, nao ha outra mencao alem do nome Barcelos na biografia do avo Francisco Jose. Naquele tempo, em que ele nasceu, Barcelos deve ter possuido dezenas de freguesias que posteriormente podem ter virado Concelhos (cidades) independentes.

Como o avo Francisco foi sogro do avo Malaquias, que nasceu em 1.791, entao, deve ter nascido em torno de 1.760.

19. VILA NOVA DO NORTE (VIA GOOGLE EARTH)

Esta eh outra localidade mencionada em nossa genealogia. No capitulo do Serro mencionei que um dos sogros do avo Antonio Borges Monteiro foi o ancestral Joao de Souza Azevedo. Encontrei no geneaminas.com.br a mencao de que ele fosse filho de Manuel de Sousa Azevedo & Anna Coelho e que os tres teriam nascido em Vila Nova do Norte.

Contudo, nao encontrei nenhuma informacao a respeito desse nome composto. Existem sim tres Vilas Novas em Portugal. As tres sao: Vila Nova de Gaia, que fica ao lado da Cidade do Porto; Vila Nova de Familicao que esta perto de Barcelos e Braga e, finalmente, simplesmente Vila Nova. Esta ultima fica na ilha Terceira, que eh uma das ilhas centrais do Arquipelago dos Acores. Essa Vila Nova fica exatamente no norte da Ilha, em oposicao `a famosa Angra do Heroismo.

O problema de determinarmos qual dessas Vila Nova estamos ligados eh que estariamos falando de uma data em torno de 1.730 para o nascimento da avo Anna Coelho. Nesse ponto, o Coelho ja estava espalhado por todos os cantos em Portugal e colonias. E nao tenho nenhum outro dado que possa estreitar o caminho para encontrarmos o local exato dessas nossas raizes.

Estou publicando essas notas justamente para que outros as leiam e, quem sabe, alguem com maiores informacoes leia e nos mande o que saiba. Ao que agradeceria muito o favor.

20. ILHA DE SAO MIGUEL, ACORES, PORTUGAL (VIA GOOGLE EARTH)

Infelizmente, nossas tradicoes nao guardaram o nome da cidade. Embora nao se tenha muitas opcoes, porque sao poucas que existem na Ilha de Sao Miguel. Atualmente, a populacao total do Arquipelado dos Acores anda por volta de 250.000 habitantes. Possivelmente, era muito menos por volta de 1.770. Mas a descendencia acoriana deve contar com alguns milhoes de pessoas, e nao poucos.

Os Acores sao um conjunto de umas dez ilhas habitaveis, sendo que a do lado mais a leste eh a de Sao Miguel. No meio ha um conjunto em que sobressai a Terceira. A oeste, bem uma centena de milhas nauticas adiante, encontram-se as ilhas das Flores e do Corvo.

A capital e a maior populacao ficam na Ilha de Sao Miguel. Os primeiros povoadores aportaram por la na epoca dos Grandes Descobrimentos. Desde o inicio ja existia membros da familia Coelho. E o que ha de se esperar eh que os primeiros moradores ja eram consanguineos e se multiplicaram entre eles. Eles devem ter recebido novos moradores que logo casavam-se com a descendencia dos moradores mais antigos.

O empecilho de multiplicar-se exageradamente nas condicoes dos Acores eh que nao ha territorio para sustentar nenhuma grande populacao sem algum tipo de intensiva industrializacao e volumoso comercio com outras regioes do planeta. Como isso nao ocorreu no passado e continua assim, o recurso era adotar o metodo de dividir as familias, ou seja, escolhia-se quem iria ficar para tomar conta dos pais idosos e os outros teriam que migrar.

O Brasil esta repleto de locais que no passado foram colonias acorianas. Temos populacao em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Parana, Sul de Minas e outros. Mas tambem temos os casos isolados. Esta eh a situacao do nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral. Ele foi o pai do avo Malaquias, em Conceicao do Mato Dentro, sendo a esposa dele de Congonhas do Campo, e procede da Ilha de Sao Miguel. Era filho de Manuel Pereira e Maria de Benevides que devem ter nascido por volta de 1.740.

Ja encontrei aqui nos Estados Unidos um descendente acoriano com o sobrenome Pereira. Ele nasceu neste pais mas os pais vieram dos Acores. Isso indica que o sobrenome permanece por la e, muito provavelmente pode ter ascendencia no avo Manuel e avo Maria.

Ha que se lembrar que o sobrenome eh apenas uma questao de tradicao. Geralmente herdamos os sobrenomes dos nossos progenitores masculinos, muitas vezes, exclusivamente. Isso indica que esse nosso parente tem descendencia por linhagem masculina de alguem que no passado assinou Pereira. Mas, a cada geracao que se passou desde o primeiro ate ao atual, houveram participacoes de muitas outras assinaturas esquecidas, atraves dos lados femininos.

A genetica nao faz diferenca entre sobrenomes. Ela acolhe igualmente todas as contribuicoes que chegarem, tornando-se mais forte e resistente quanto maior for o numero de aquisicoes. Recentemente, com os meus estudos se aprofundando, verifiquei que a regiao da Grande Porto Alegre foi povoada por imigrantes oriundos dos Acores. As cidades de Gravatai e Viamao sao referencias nesse assunto. De um modo geral, o povoamento do Sul do Brasil, comecou com paulistas e mineiros associados aos acorianos e outros portugueses.

21. EXETER, ENGLAND

Uma parte de nossa familia, que usa o sobrenome Lott, tem essa ligacao recente com a Inglaterra. Edward Willian Jacobson Lott nasceu em 1.812 na cidade de Exeter, Inglaterra. Esteve na Vila do Principe e foi parar em Guanhaes para explorar ouro. Fundou, ou comprou a concecao de uma companhia anterior a brasileiros, a The Candonga Gold Mining Ltda em 1.834.

Casou-se com Maria Teixeira da Silva Caldeira Brant, entao com 16 anos, no Serro e em 1.848. Para isso teve que jurar que a familia seria batizada e educada no catolicismo ou nao teria casamento. Mudou-se definitivamente para Caete em 1.885 onde faleceu em 1.900.

Ha ainda o que se investigar, porque nao temos o acompanhamento da genealogia Lott desde o Edward. Temos o registro do casamento do capitao Gabriel da Silva Lott, que poderia ser filho dele, com a Maria Eugenia, filha do major Innocente de Leao Freire e Agueda (Guedah) Coelho Leao. Esta, filha da Emilia Brasiliana Coelho, filha dos tios-tetravos Joao Coelho de Magalhaes e Bebiana Lourenca de Araujo.

22. ALGUM LUGAR NA FRANCA

O trisavo Antonio Rodrigues Coelho foi o membro mais internacionalizado na familia antigamente. Em primeiro lugar ele nao casou mas teve uma filha com a francesa Anna Girou Bonefoi. Nao temos informacoes de que parte da franca ela era oriunda. O nome da crianca veio a ser Julia Salles Coelho que se casou com o primo em primeiro grau dela, tio-bisavo Antonio Paulino Coelho.

Antonio Rodrigues Coelho tambem teve outra filha com Getulia Justiniana de Aguiar, sem as formalidades do casamento. Essa veio a chamar-se Emygdia (Emidia) Justiniana de Aguiar. Nao temos nem data de nascimento, nem a descendencia dela. Sabemos que se casou com Joaquim Leandro Pereira.

Por fim, apos ter se casado com a trisavo Maria Marcolina Borges do Amaral, ter tido 14 filhos com ela e ficado viuvo, casou-se novamente com Virginia de Campos Nelson. O sobrenome denuncia um lado ingles na genealogia dela. A presenca dos ingleses em Minas Gerais tornou-se algo muito frequente apos a vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1.808. Eles tinham varios interesses no Brasil, particularmente, na area de mineracao, como mencionado no capitulo 21, Exeter, England.

Alias, indico, a quem goste de Historia, ler o livro: “1.808, Como uma rainha louca, um principe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleao e mudaram a Historia de Portugal e do Brasil”, do jornalista Laurentino Gomes. Ele praticamente nao menciona Minas Gerais. Mas da uma geral naquilo que foi a Historia do Brasil e Portugal na epoca.

Por analogia leva a entender um pouco do que aconteceu em Minas Gerais tambem. Nao falo no capitulo 58 mas a biografia de Dona Joaquina do Pompeu afirma que ela salvou o Rio de Janeiro da fome, pela chegada abrupta dos 15.000 novos moradores trazidos pelas cortes portuguesas. O jornalista Laurentino nao menciona isso no livro dele.

Na Historia narrada pelo jornalista, a gente percebe que o “Ciclo do Ouro” teria sido uma epoca que nao faria falta alguma ao Brasil, nao fosse pelo povoamento e a heranca deixada ao patrimonio historico e cultural brasileiros. O ouro, assim como foi abundante na primeira metade do seculo XVIII, somente ensinou aos senhores que se enriqueceram a se tornarem perdularios.

Contribuiu muito para isso a administracao despotica da monarquia portuguesa. Ela instituiu proibicoes que impediam a facilitacao das comunicacoes entre as Capitanias e institucionalizou o analfabetismo e o monopolio do comercio. Assim, o pais que tinha uma agricultura incipiente apesar de: “em se plantando tudo da” e produzia ouro numa abundancia nunca vista no mundo, era obrigado a importar de tudo um muito. Quando as minas se esgotaram, Minas Gerais em particular ficou com o “comido pelo ganhado”.

Nao se considerando, repito, as benfeitorias e as populacoes. Ate mesmo Portugal nao levou tantas vantagens como poderia, porque ao longo dos 3 seculos em que promoveu os descobrimentos junto com a Espanha e apesar da fortuna imensuravel que tomou de suas colonias, nao se industrializou nem deixou as colonias faze-lo. Com isso, acabou se tornando a maior vitima de sua propria imprevidencia.

Procurem ler o livro citado acima porque assim compreenderao melhor quando eu der uma pincelada no assunto: Genealogia Dona Joaquina do Pompeu, capitulo 58.

23. FREGUESIA DE PINHANCOS, CONCELHO DE SEIA, DISTRITO DE GUARDA, PORTUGAL

Traduzindo em bom “brasileiro” o dito acima significa: distrito de Pinhos Grandes, Cidade da “Santa” Seia, Estado da Guarda, Portugal. Este eh um dos lugares em que estao fincadas as nossas raizes. Quando passei pelo Serro (16) e Sabinopolis (17) eu prometera anunciar mais algumas coisas. Pois eh, ai nasceu o avo Antonio Borges Monteiro que foi batizado na Igreja de Santa Luzia, bispado de Coimbra.

Devemos essas revelacoes ao primo Felix Tolentino que colhe dados biograficos do nosso ancestral e que visitou aquela localidade, alem de conseguir copia da certidao de nascimento do avo Antonio. Ele foi mais alem, pois, ja era conhecido que era filho de Caettano Borges e Maria Monteiro. O que nao sabiamos eh que era neto paterno de Manoel Borges & Izabel Rodrigues. Tambem que era neto materno de Estevao Rodrigues & Maria Monteiro. E foi afilhado do tio: padre Estevao Rodrigues Monteiro.

Destes ancestrais, apenas a avo Maria Monteiro nao nasceu na cidade da Seia. Segundos os dados levantados pelo Felix, ela veio de uma certa Vila Almeida. Procurando no mapa de Portugal, encontrei apenas Almeida. Claro, atualmente deve ter virado Concelho.

Almeida tambem fica no Distrito de Guarda, porem, no lado oposto. Seia fica mais no centro de Portugal, no provavel caminho que se fazia entre Braganca e Coimbra, antiga capital, ou Lisboa que fica mais ao sul. Ja Almeida esta quase na fronteira com a Espanha, bem mais proxima de Braganca do que Seia esta.

Essa minha ilacao tem um porque. Se se lembrarem, no capitulo Congonhas do Campo falei do nosso ancestral Antonio Coelho de Almeida, do qual nao sabemos a origem. Contudo, o sobrenome dele sugere que em algum tempo no passado ele teve um ancestral procedente de Almeida, com a possibilidade de ele proprio ter vindo de la. Tudo eh possivel, mas ha que se procurar.

Para completar as revelacoes nos trazida pelo Felix, ele encontrou que o avo Antonio Borges Monteiro nasceu em 06.11.1.751.

Agora vou fazer aquele desvio que prometi antes no capitulo Sabinopolis. Eh que o prof. Demerval Jose Pimenta, no livro de 1.966, supondo que “estavamos sos”, deixou escrito isso: “Eh ele o chefe da familia Borges Monteiro no Brasil.”

Quando comecei a estudar nossa genealogia descobri outros Borges Monteiro no Brasil, porem, “farinha do mesmo saco”. Os ancestrais Caettano Borges e Maria Monteiro tiveram outro filho que deram o nome de Manoel Borges Monteiro. Este casou-se com Maria Vaz e foram pais do Jose Borges Monteiro.

O Jose deve ter ido para o Brasil em 1.808 junto com as cortes portuguesas e casou-se em 1.809 com dona Gertrudes Maria da Conceicao e tiveram nada mais nada menos que 16 rebentos que nasceram no espaco de 1.810 ate 1.836.

Nao vou aqui tratar da genealogia desses nossos primos. Apenas citar dois deles. A sexta foi Ilydia Maria Candida Borges. Ela casou-se com Bernardo Casimiro de Freitas, 1o. Barao da Lagoa. Assim, tornou-se baronesa, via casamento.

O 3o. dos filhos foi o dr. Candido Borges Monteiro. Tem uma biografia tao extensa que nao cabera nos meus comentarios. Porem, foi o 1o. Barao e 1o. Visconde da Grandeza de Itauna. Medico, atendeu `a familia imperial brasileira. Assistiu ao parto em que dona Leopoldina deu `a luz a princesa Izabel. Depois deu a mesma assistencia aos partos da propria princesa.

A servico do imperador D. Pedro II, chegou a ser nomeado presidente do Estado de Sao Paulo. O resto eh so procurar pelo nome dele na Internet. Especialmente no que se trata da Nobiliarquia do Dr. Candido Borges Monteiro.

Pela capacidade reprodutiva do primo Jose Borges Monteiro eh possivel que boa parte do Rio de Janeiro e Sao Paulo tenham um vinculo genealogico recente conosco. Nao nos esquecamos que alguns da descendencia do avo Antonio tambem foram para la. Posso citar que alem dos tios Isidro e Umbelino foram tambem os descendentes do tio-bisavo Antonio Rodrigues Coelho Junior.

Nota: Em contato com a pesquisadora Ana Maria Nunes, descendente do Manoel Borges Monteiro, fui informado que nao temos provas ainda de que Manoel e Antonio Borges Monteiro sejam irmaos. Ela levantou essa hipotese por causa das informacoes encontradas no livro A Mata do Pecanha e por o Manoel tambem ter nascido no Concelho (Cidade) da Seia. Caso nao sejam irmaos, havemos entao que concordar que deverao ser primos, fazendo com que sejamos da mesma familia, praticamente, da mesma forma.

24. MARIA PEREIRA/MOMBACA/CEARA

Reabrirei este capitulo para informar que parte do que acreditavamos da Historia de nossa familia nos veio por meio de tradicoes. E o defeito das tradicoes eh serem passadas por via oral, sofrendo alteracoes a cada passagem. A tradicao de que a Familia Barbalho iniciou-se no Brasil, vinda de Portugal e em Pernambuco, tem seu fundamento de verdade. E penso que isso levou nossos parentes mais recentes a crer que nosso ancestral: Policarpo Jose Barbalho, fosse originario do Nordeste.

Com a recente descoberta dos documentos referentes a ele, verificamos que era mineiro, filho de pais mineiros e neto de avos fluminenses. Outra vez, no Epilogo do livro: A America Suicida, disponivel no endereco: https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/ mostro as provas disso. Contudo, nao tirarei Mombaca desse Historico por uma otima razao. Pudemos tracar a linhagem que sai de Pernambuco, passa pelo Rio de Janeiro e chega ate a nos.

Esse deve ser um padrao que todos os assinantes ou descendentes sem assinar do sobrenome Barbalho deverao seguir. Nao importando o local no Brasil que tenhamos nascido, estaremos sempre ligados por linhagens que, em sendo comprovadas, irao demonstrar que a familia eh uma so. Os meus estudos ja levaram-me a localizar nucleos da assinatura Barbalho em Santa Catarina e Rio Grande do Sul que fazem parte da mesma linhagem que os Barbalho mineiros.

Outros nossos primos vem de Goianinha, no Rio Grande do Norte. Posteriormente abrirei um capitulo a respeito dela. Mas quem desejar ja ir adiantando, recomendo o blog no enderco: http://ormuzsimonetti.blogspot.com/. Este eh do nosso primo Ormuz Barbalho Simonetti que eh escritor, jornalista, genealogista e funcionario aposentado do Banco do Brasil. Ele eh autor da Arvore Genealogica de 10 das maiores familias de Goianinha e tracou a linhagem genealogica que liga genealogicamente a familia de Goianinha aos primeiros Barbalho em Pernambuco. Segue, entao, o texto antigo.

Resolvi abrir estes breves comentarios a respeito da cidade de Mombaca no Ceara apenas porque nao sabemos onde nasceu o nosso ancestral Policarpo Barbalho. O que sabemos eh apenas que ele procede do Ceara ou do Rio Grande do Norte. No sitio Genealogias Cearenses encontrei a mencao a Pedro Barbalho como um dos primeiros residentes no Ceara. Tambem a informacao que teria se aliado `a sogra Maria Pereira para iniciar o nucleo de moradia no sertao que viria a receber o nome da primeira moradora.

Como estou fazendo essas notas muito rapidamente nao estudei ainda com a devida atencao o assunto. Encontrei a genealogia de Francisco Antonio Lima Cruz (http://www.mariapereiraweb.net?area=quemsou). Ele eh descendende do Pedro de Souza Barbalho que se casou com a filha de Maria Pereira, Maria Teresa de Souza. Portanto, nao herdou o sobrenome Barbalho.

Depois de varias trocas de nome, o municipio de Maria Pereira acomodou-se como Mombaca. E, pela genealogia dada pelo Francisco Antonio, a familia vinha de Pernambuco. Repito esse pequeno trecho para ir mais alem nessa genealogia: “o livro “Nobiliarchia pernambucana”, vol. IV, p. 258-261, esclarece: o casal Joao da Cunha Pereira e Maria Pereira da Silva morava em Pernambuco, quando pediu terras no Banabuiu [rio]. Maria Pereira da Silva era casada com Joao da Cunha Pereira, irma de Antonio Pereira da Cunha e filha de Cosme Pereira da Cunha, almoxarife da Fazenda Real em Pernambuco e de Brites da Silva.”

A razao de eu abrir esse espaco aqui eh apenas para chamar a atencao de algum possivel leitor dessas notas, interessado no assunto genealogia, e que talvez possa ajudar-nos a encontrar algum Policarpo Barbalho, nascido em torno dos anos 1.800, podendo proceder tanto do Ceara quanto do Rio Grande do Norte. Esse nosso ancestral migrou para a cidade de Mariana, Minas Gerais, por volta de 1.815 para cursar o seminario. Ao contrario de vestir batina, casou-se com Genoveva (Vita) de Magalhaes e deram inicio a aqueles que portam a assinatura de Magalhaes Barbalho, como eu, e muitas outras combinacoes. Apos ficar viuvo, Policarpo Barbalho voltou ao seminario e ordenou-se padre, findando seus dias e funcoes no antigo Inficcionado, atual distrito de Santa Rita Durao, na cidade de Mariana.

25. CETE, CONCELHO DE PAREDES, OPORTO

Ate ha poucos dias nao tinha a informacao de termos raizes em Cete. Ha mais de ano recebi um e-mail do primo Milton Rodrigues Coelho lembrando-me que o prof. Nelson Coelho de Senna deixara escrito que o nosso ancestral portugues, Jose Coelho de Magalhaes e o, possivel, pai dele, Manuel Rodrigues Coelho, eram procedentes de Cette (com dois ts).

Nossas buscas no sentido de encontrarmos tal lugar em Portugal foram infrutiferas ate que eu li algumas notas no site de genealogias: “Familias: Rodrigues da Cunha Mattos, Martins Marquez, Goncalves Borges & Correlatas, Sintese Genealogica.” O site, que eh coordenado por Antonio de Castilho, cita o Mosteiro de Cete como fonte de pesquisa justamente para esclarecer um certo lado Coelho do autor. Imediatamente a ficha caiu e raciocinei que Cete eh a origem e a grafia anterior deve ser antiga, e ha muito fora de uso.

Aqui copiarei um trecho do livro: ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS, do professor Nelson Coelho de Senna, I edicao, Sao Paulo, 1.939. Eh uma parte reproduzida no livro ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO, da Ivania Batista Coelho. Assim segue:

“Tambem a familia do legendario EGAS MONIZ, lealissimo fidalgo portugues medievo e contemporaneo da fundacao da monarquia por Dom Afonso Henriques (Sec. XII), perpetuara o apelido casteliano “Coello”, em varios dos seus descendentes, aportuguesando-o para “Coelho”, sendo o solar de Felgueiras, entre Douro e Minho, o antigo senhorio da casa fundada por EGAS MONIZ; e desde entao os Coelhos se firmaram no Reino de Portugal, com seus brasoes e foros de fidalguia. Suas armas vem descritas no vol. 3o., pag. 125, da “Enciclopedia Ilustrada Portuguesa”, edicoes do Porto – Lisboa. E a origem lusitana do cognome, seja este provindo de uma terra chamada “Coelha” ou “Coelhosa”, `as margens do Rio Douro e pertencente `a familia de Egas Moniz, ou seja, derivado da povoacao “Coelho”, no chamdo Concelho de Paredes, pode-se ver no “Dicionario” Portuguez, de Dom Rafael BLUTTEAU, no “Lucidario” de VITERBO, no “Diccionario Contemporanio”, de PINHEIRO CHAGAS e outros autores.

Eh, portanto, fato historico que desde os fins da Idade Media os COELHOS, no velho reino Portucalense, deram nome `a povoacao de “COELHO”, da Freguezia de Cette, no referido Concelho de Paredes (Provincia do Douro), do entao Bispado e Comarca do Porto. A Vila de Sao Pedro de Cette data do seculo IX, e nela se firmou o Morgadio dos COELHOS, o qual assim ficou ligado `a historia e `as tradicoes lusitanas.

A tradicao atribui, pois, a colonos portugueses, provindos dessa Freguezia de Cette, Concelho de Paredes (regiao entre Douro e Minho), a transmissao do apelido COELHO `as primeiras familias da Bahia, chegadas em 1549 com o 1o. Governador Geral THOME DE SOUZA, ja antes, porem, em Pernambuco, se firmara a linhagem dos COELHOS DE ALBUQUERQUE, descendentes de DUARTE COELHO, o 1o. donatario ali posto por DOM JOAO III (1535).

Como o professor Nelson atribui tais escritos `as tradicoes e nao a fatos comprovados, podemos perdoar-lhe e considera-lo sem maculas. No fundo ele nao estava totalmente errado no que acreditava, porem, nao sei se por nao sabe-lo, a informacao eh a de que Egas Moniz, o Aio, nao era apenas um contemporaneo do rei Afonso Henriques, foi o tutor, dai o apelido de “o Aio”.

Outro fato eh que Egas Moniz, o Aio, nao perpetuou o sobrenome Coelho em sua familia, nem mesmo conheceu tal sobrenome entre seus descendentes. O bisneto dele, SOEIRO VIEGAS COELHO, foi quem o adotou e o repassou aos filhos algum tempo apos o falecimento de seu bisavo.

Antes dele a familia era chamada comumente por Ribadouro, porque seus ancestrais haviam sido os Senhores de Ribadouro. E o Soeiro, recebeu o apelido, por causa da tatica que ele empregava, durante a Guerra da Reconquista de Portugal, aos mouros, de infiltrar-se despercebidamente na retaguarda das forcas inimigas, “parecendo minar de tocas de coelho”. Assim contaram ao rei as facanhas dele e o apelido virou sobrenome e multiplicou-se.

Cete eh, atualmente, algumas ruas na cidade de Paredes, do Distrito OPorto. Assim mesmo se escreve. Eh bem proximo a outra Freguesia de grande importancia, Paco de Sousa, onde um ancestral do ancestral Egas Moniz, o Aio, construiu outro Mosteiro. O apelido, O Aio, refere-se a Egas Moniz ter sido o tutor do menino Afonso Henriques, que se tornaria o primeiro rei de Portugal. Egas Moniz eh um dos bisavos do ancestral Soeiro Viegas Coelho, o primeiro desse nome a institui-lo como nome de familia.

Isso nos faz suspeitar que, realmente, estao corretas as nossas tradicoes que tinham fe em sermos descendentes da alta nobreza portuguesa. Porem, ainda falta-nos enveredar por essas raizes para confirmarmos ou negarmos isso. Nao querendo dizer que essa seja a unica raiz pela qual nos ligamos `a nobreza portuguesa ja que os nobres tinham o preconceito de se “casarem contra” os pobres.

Aqui tambem eh preciso voltarmos ao assunto dados encontrados no site GeneAll.net Portugal. Como nao sou um associado premium do site, nao tenho acesso a todas as informacoes. Somente `aquelas a que qualquer outro navegador pode acessar via Internet. Porem naquele site esta registrado que o nosso ancestral Jose Coelho de Magalhaes nasceu em 1.759, sendo filho de Manuel Rodrigues Coelho, nascido em 1.721. Em adendo, apenas cito que a data de nascimento da avo Eugenia Rodrigues Rocha, encontrada nele, eh de 1.766.

Nao tenho informacoes de quais bases eles colocaram tais datas. Se apenas usaram uma estimativa ou se realmente tem documentos comprobatorios. Mas, se as datas estiverem corretas, teremos importantes desdobramentos quanto `a nossa genealogia.

Isso porque, em “Algumas Notas Genealogicas” o prof. Nelson Coelho de Senna nos fala que o portugues Jose Coelho de Magalhaes ”procede” do tambem portugues, Manuel Rodrigues Coelho e ambos teriam nascido em Cete. Ele nao afirmou que fossem pai e filho. Porem deixa claro que a quem se referia era o portugues Manuel Rodrigues Coelho a ”quem o Governador das Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade (1o. Conde de Bobadella) passou varias cartas de sesmarias e datas mineiras, sendo a 1a. concessao de 03 de dezembro de 1.774.”

O problema eh que o general havia falecido no Rio de Janeiro em 01.01.1.763. Por sorte, a carta esta arquivada no Arquivo Publico Mineiro e data de 03.12.1.744. O APM guarda tambem um documento dizendo que Manuel Rodrigues Coelho era o tesoureiro da Camara Municipal de Vila Rica em 1.719. Portanto, se as datas do GeneAll.net estiverem corretas, ha que se imaginar que houveram duas pessoas com o mesmo nome. Tambem que, o primeiro pode ter sido pai do segundo.

Bom, como era comum `a epoca, devido `a proibicao da coroa portuguesa de nao poder existir educandarios alem daqueles destinados ao oficio sacerdotal, as elites enviavam seus filhos para se educarem na metropole. Essa foi, por exemplo, a opcao que o governador Antonio Albuquerque Coelho de Carvalho fez para o filho estudar em tempos pouco anteriores. (Cap. 03 acima).

Se o primeiro Manuel Rodrigues Coelho enviou o filho a Portugal para estudar eh, entao, necessario que este tenha preferido permanecer por algum tempo por la porque, para quem nasceu em 1.721 nao seria esperado que estivesse estudando ainda em 1.759, como sugere a suposta data de nascimento do portugues, Jose Coelho de Magalhaes.

Outra opcao seria que o Manuel Rodrigues Coelho, o suposto filho, fizesse as vezes de emissario do pai para tratar de negocios na metropole. Ao pai eh dado ter sido proprietario de concessao de exploracao de ouro no antigo Inficcionado, atual distrito de Santa Rita Durao, em Mariana. E em 1.759 nao se espera que guardasse saude necessaria para aventurar-se numa viagem transatlantica que era demorada, insalubre e arriscada. Naquela data ele ja deveria estar nos seus respeitosos 70 anos de vida.

Como o Santuario de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, foi iniciado em 1.757, e concluido uns 20 anos depois, ainda sem as esculturas do Aleijadinho, eh possivel que o mencionado doador das polpudas contribuicoes para sua construcao seja o Manuel filho. Isso porque, no possivel falecimento do pai nesse periodo, pode ter-se repatriado trazendo consigo o filho, Jose Coelho de Magalhaes, portugues e Alferes de Milicia. A media de vida das pessoas na epoca nao passava de 43 anos, dai a presuncao de falecimento do primeiro Manuel.

Mas nao podemos deixar de fazer a observacao, cabivel nesse ponto, de que nao esta eliminada a possibilidade de o nosso, reconhecido ancestral, Jose Coelho de Magalhaes, poder nao ser filho dos Manuel Rodrigues Coelho citados acima. A mencao de procedencia, e nao uma clara declaracao de filiacao feita pelo prof. Nelson Coelho de Senna, indica que nao tinha informacoes precisas. Dai eu ter levantado a hipotese de termos procedencia em um dos Manuel Rodrigues Coelho pelo lado da pentavo Eugenia Rodrigues Rocha. O nome da mae dela, Maria Rodrigues, sugere exatamente isso. O prof. Nelson pode ter tido a informacao baseada apenas em tradicao de familia, sem a definicao da “procedencia” ser materna ou paterna.

Para complicar nossas buscas nesse sentido, encontramos mencoes de que haveria um escultor com o nome de Manuel Rodrigues Coelho. As mencoes dao a entender isso mas podem ser erroneas. Eh dito que existem esculturas tanto no Santuario de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas, quanto em Sao Joao del Rei desse autor. Mas tambem ha mencao de polpudas contribuicoes desembolsadas por Manuel Rodrigues Coelho para a construcao do Santuario de Congonhas. Pode ser que confundiu-se doacao com execucao do trabalho.

Seria otimo que encontrassemos descendentes do Manuel Rodrigues Coelho que possuissem anotacoes genealogicas dele, particularmente, relativas `a descendencia no seculo XVIII. Este eh o seculo que parece ter feito desaparecer os rastros de procedencia e descendencia dos patriarcas no Estado de Minas Gerais. Mas que agora estamos comecando a reencontra-los por meio de pesquisas. Tenho a esperanca de encontrar dados a esse respeito no livro: VELHOS TRONCOS MINEIROS, do Conego Trindade.

A data estabelecida no site GeneAll.net para o nascimento da avo Eugenia Rodrigues Rocha, 1.766, nos leva a concluir que aos 16 anos ja estava tendo o primeiro filho. O Jose Coelho de Magalhaes Filho tambem conhecido como Jose Coelho da Rocha nasceu em 1.782. Se a data do casamento tiver se dado antes de ele nascer, como era de se esperar, e for 07.07.1.779 e nao 1.799 como registrado no livro da Ivania, ela teria se casado aos 13 anos. Eram barbarismos que nao preocupavam ninguem na epoca. Pelo contrario, era motivo de jubilo.

A data de falecimento para o pentavo Jose Coelho de Magalhaes proposta no GeneAll.net eh de 1.806. Uma data que realmente se encaixa no que se segue de nossa genealogia. Ai houve um tempo habil para fazer-se o inventario, “passar as propriedades nos cobres” em Conceicao do Mato Dentro ou Morro do Pilar, e investir no campo novo que foi Sao Miguel e Almas de Guanhaes, para onde o novo chefe da familia transferiu-se. Ele e os irmaos devem ter seguido na frente para preparar o terreno e transferindo as familias de Conceicao do Mato Dentro somente por volta de 1.820.

Quem desejar enriquecer a cultura, indico tambem o endereco: http://www.namewrite.pt/senhoradovale/CETE.htm. Ai se encontra a indicacao de uma possivel origem arabe, nao apenas da Freguesia, como tambem, possivelmente, de parte de nossos gens.

26. GUANHAES, ANTIGO SAO MIGUEL E ALMAS

A Historia propriamente dita de Guanhaes comeca num novo periodo das Historias Mineira e do Brasil. O ouro que havia sido a mola mestra da interiorizacao das populacoes europeia e africana comecara a se esgotar a partir dos anos 1.750.

Nao podemos esquecer que ai acontecem dois terremotos em Portugal, o grande de Lisboa em 1.755 e o Marquez de Pombal. Isso e a avidez por ganhos faceis da coroa portuguesa, que continuara exigir pagamentos de quintos do ouro que nao se encontrava tao facilmente mais, havia levado `a Inconfidencia Mineira em 1.789.

Abafada a Inconfidencia Mineira, Portugal se viu frente a perigo muito maior que foram as chamadas, Guerras Napoleonicas. Em 1.808, na eminencia de Portugal ser invadido pelos franceses, o principe regente, D. Joao VI, transfere-se com toda a corte para o Brasil. Seria de grande valia as pessoas lerem o livro: 1.808, que ja recomendei anteriormente.

Como ja comentei antes, o governador mineiro ja havia mandado instalar, em 1.807, um quartel em Pecanha, “dotado de municoes e de armas, capazes de combater os terriveis canibais (Tribo dos Botocudos)” A Mata do Pecanha, pagina 27. Somente com essa protecao os colonos criaram coragem de se instalarem em maior numero na regiao. Embora, o bandeirante Joao de Azevedo Leme ja houvesse encontrado ouro nos “Descobertos auriferos do Graypu” desde 1.752. Graypu eh o nome de um pequeno rio no territorio de Guanhaes, afluente do Correntes. Atravessa a estrada entre Guanhaes e Virginopolis.

O principe regente concedeu um Alvara Regio, de 26 de janeiro de 1.811, para a construcao da primeira capela em homenagem a Sao Miguel, o anjo da devocao de Jose Coelho de Magalhaes Filho, ou Jose Coelho da Rocha. Ela so foi constituida canonicamente em 17 de junho de 1.828, quando tambem foi concedida a pia batismal. A paroquia foi criada em 14 de julho de 1.832. E o primeiro paroco foi o pe. Firmiano Alves de Oliveira.

Aqui eh preciso esclarecer os processos de criacoes formais dos nucleos habitacionais antigamente. As coisas nao dependiam apenas do Estado. Estado e Igreja estavam geminados, assim, os nucleos habitacionais somente passavam a existir no papel quando todos os protocolos estivessem cumpridos, embora, os primeiros moradores ja habitassem o lugar. Muitas vezes, os primeiros moradores registrados nao eram, necessariamente, as primeiras pessoas a morarem na regiao.

Importante eh lembrarmos que, exceto quando era de interesse, a coroa nao dispendia um centavo sequer nessas implantacoes. O povo eh que tinha que mobilizar-se e se dispor a arcar com as despesas das formalizacoes. O Estado vinha para recolher os impostos. Em contrapartida, apenas concedia instrumento legal da existencia concreta do povoamento.

Muitas vezes os nucleos de moradia surgiam a partir de uma fazenda. O chefe da familia aportava no lugar, tomava posse, implantava sua fazenda. Com ele vinham os agregados, os filhos e, em grande parte dos casos, os escravos. As casas nao eram organizadas como numa cidade planejada. Eram construidas nas proximidades do rocado que cada morador iria partilhar com o dono da terra.

A fazenda central funcionava como entreposto comercial tanto para os moradores da area quanto pousada para as tropas de outros locais que usassem aquela localidade como passagem. Os caminhos eram abertos para servir aos moradores. Com o aumento da populacao, acabavam virando ruas. Em razao tambem do relevo, isso explica a falta de geometria de nossas cidades nao planejadas.

O capitao Jose Coelho da Rocha eh considerado o primeiro morador da cidade de Guanhaes, porem, compartilha essa gloria com: Francisco de Souza Ferreira; Manoel, Joaquim e Jose de Oliveira Rosa; Antonio de Oliveira Braga e Faustino Xavier Caldeira. Observem aqui que os sobrenomes sao comuns e permanecem na populacao regional e sao familiares em nossa genealogia.

Como eu ja havia iniciado no capitulo de Conceicao do Mato Dentro (08) os nascimentos na familia do capitao Jose Coelho da Rocha & Luiza Maria do Espirito Santo continuam em Guanhaes. Ai nasceram: Joao Baptista Coelho (5.4.1.822); Eugenia Maria da Cruz (Coelho) (10.9.1.824): Antonina, falecida crianca e Antonio Rodrigues Coelho (22.1.1.829).

Nas Historias de Guanhaes faltam os registros da chegada do tio capitao Joao Coelho de Magalhaes. O irmao do tetravo Jose Coelho da Rocha deve te-lo acompanhado em todos os movimentos. Tambem os outros irmaos solteiros, Antonio, Felix e Clara Maria de Jesus. Os capitaes Jose e Joao foram eleitos os primeiro e segundo Juizes de Paz de Guanhaes, juntamente com os senhores Jose Joaquim de Carvalho e Antonio Lourenco (vulgo Fuba) em 14.7.1.832.

Guanhaes foi elevada a distrito do Serro em 1.828 e a freguesia em 14.07.1.832. Segundo ao que da a entender a Historia de Guanhaes, de autoria da professora Lucilia Ferreira Lopes, Guanhaes foi elevada `a categoria de Freguesia em 1.834, com autorga do bispo D. Antonio Ferreira Vicoso, ligada ao bispado de Mariana. Essa informacao torna-se preciosa porque podem haver documentos arquivados naquele local, onde possam constar dados genealogicos que nao conhecemos.

No periodo entre 1.840 a 1.859 Guanhaes passou para o dominio de Conceicao do Serro, atual Conceicao do Mato Dentro, no final do qual voltou a pertencer ao Serro.

Em 1.875 havia alcancado a categoria de Vila de Sao Miguel de Guanhaes, sendo instalada em 1.879, em sessao presidida pelo vereador, capitao Francisco Nunes Coelho. Em 13 de setembro de 1.881 a vila ganhou a categoria de cidade, sob o nome de Guanhaes. Portanto, estara completando 130 anos, agora em 2011.

Veio a tornar-se comarca em 05.05.1.892, e seu primeiro juiz foi o dr. Edgardo Carlos da Cunha Pereira, sendo o promotor de justica o dr. Pedro Soares. O Dr. Edgardo era natural da Cidade do Serro e, segundo o registrado na pagina 54 do livro A Mata do Pecanha, acumulou o cargo de Juiz de Pecanha no mesmo ano. Ele fixou residencia nesta ultima cidade, onde ja residia seu irmao: o farmaceutico Simao da Cunha Pereira. Foi juiz em Mar de Espanha, Muriae e Diamantina. Foi tambem chefe da policia mineira no governo Silviano Brandao.

Em sua primeira organizacao, Guanhaes contava com os distritos de Divino (Divinolandia de Minas); Nossa Senhora do Patrocinio (Virginopolis); Braunas; Travessao (Acucena); Jequitiba; Sapucaia; Farias e Corretinho (antigo Santo Antonio).

Na verdade ai estao muitos dos ingredientes que tornaram possivel incubar o sobrenome Coelho no Centro-Nordeste de Minas Gerais. A Historia de Guanhaes nao se resume somente ao que deixo escrito. Ela deve ter tido um dos ultimos surtos auriferos de aluviao no estado. Ai acontenceram as exploracoes na Lavrinha, Candonga, Mexirico e Fazenda das Almas. Essa ultima de propriedade do grande politico local que foi o tio-tetravo Francisco Nunes Coelho.

O capitao Francisco Nunes Coelho foi quem organizou um longo abaixo assinado que culminou na emancipacao tanto de Guanhaes quando de Pecanha. Grandes emancipacoes como essas acabaram ajudando o isolamento da cidade do Serro que viu o seu, antes imenso, territorio sendo “comido pelas beiradas.”

Do Serro emanciparam alem de Guanhaes e Pecanha, Conceicao do Mato Dentro, Diamantina, Sabinopolis, Montes Claros entre outras. Assim, a antiga mae de todos foi sendo reduzida aos limites dos dias atuais. O mesmo destino que posteriormente tiveram os grandes territorios emancipados. Haja vista que, Minas Gerais que possuia apenas uns cinco nucleos habitacionais elevados a Vila em 1.714, conta atualmente com mais de 1.000 municipios.

Desse ponto para tras eu mencionei mais as origens genealogicas, tanto familiares quanto geograficas. As cidades citadas funcionaram como caixa d’agua que represaram e multiplicaram as aguas. Delas partiram as descendencias que foram se encontrando em novos nucleos habitacionais e dando origem `as atuais cidades do Centro-Norte mineiros.

Nisso podemos compreender a relacao que existia entre os nossos antepassados, particularmente a geracao de nossos bisavos e avos, e as populacoes dos mais diversos pontos da regiao. Nossos bisavos tinham seus ancestrais originados nas cidades estanques e seus irmaos, tios e primos se espalharam por toda a regiao. Alem disso, tinham relacoes comerciais com os novos nucleos de moradia. Como as populacoes eram relativamente pequenas em relacao ao imenso territorio, tornava-se facil terem conhecido exemplos em cada familia.

Para eles era facil identificar as origens das pessoas observando-lhes apenas os tracos fisionomicos. O que, nos dias de hoje, nao eh tao facil assim porque ja sao passados cerca de 150 anos desde que nossos bisavos nasceram. As populacoes multiplicaram-se absurdamente. Desde entao houveram introducoes de contingentes geneticos novos e, principalmente, as descendencias de todas as familias originais estao agora miscigenadas entre si. No que dou Gracas a Deus.

Enfim, como parte da Historia do Municipio de Guanhaes, podemos tambem citar que esta registrado na documentacao inerente ao padre Emigdio de Magalhaes Barbalho que ele foi Paroco de Guanhaes durante o periodo de 1.853 a 1.859. Eh provavel que tenha sido transferido a partir dessa data, porque foi quando ouve a transferencia da Freguesia de Sao Miguel e Almas dos dominios de Conceicao do Mato Dentro para o retorno aos dominios da Cidade do Serro. Muitas vezes os membros do clero eram funcionarios da Paroquia, portanto, tornando-se intransferiveis ou da Diocese, ficavam sujeitos ao comando dos bispos.

27. DISTRITO DO CORRENTINHO DE GUANHAES

O Distrito de Correntinho de Guanhaes nao tem uma Historia publicada. Mas ela faz parte da vida dos moradores da regiao. Deve ter surgido por volta de 1840 ou ate antes um pouco. Nas imediacoes estao as Fazendas do ”Mixirico” e da Lavrinha. Sao dois pontos onde foi encontrado ouro naquela epoca dentro do territorio guanhanense.

Nao muito tempo atras era conhecido como Santo Antonio do Correntinho. Devido `as casas terem sido construidas ao longo da estrada que passa por ele, dando-lhe um aspecto alongado, os vizinhos, que sempre tinham apelidos de uns para com os outros, o chamavam de Santo Antonio da Linguica. Apelido que muito desagradava os moradores. Os apelidos dos vizinhos nao ficavam atras: Virginopolis era o Choca Pintos; Divinolandia, o Bota Ovo; Guanhaes era o Ovo Gouro; Pecanha era Paneleiro e por assim vai.

Brincadeiras `a parte o povo do Correntinho sempre foi hospitaleiro. Tinhamos apenas uma mencao de familia por la do fato de minha mae ter nascido no local. Nao me lembro de nenhuma Historia quanto a meus avos, Juca Coelho e Davina Magalhaes, terem morado la por muito tempo. Todos os filhos estao registrados como virginopolitanos, porem, em casa sabemos isso nao ser verdade.

Mas o que fez-me incluir o Correntinho aqui, como capitulo, se deve ao artista chamado Olimpio Jose Pimenta. Ele eh o segundo filho daquele que ja nos era primo, o sr. Modesto Jose Pimenta, com a nossa tia-tetravo, Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. O sr. Olimpio nasceu e casou-se por duas vezes em Sabinopolis. As primeiras nupcias dele foi com a tia-trisavo: Ludugeria Francelina do Amaral, irma da trisavo Maria Marcolina Borges do Amaral.

Em segundas nupcias casou-se com outra prima: Quiteria Rosa de Jesus Amaral. Em terceiras nupcias casou-se com dona Rita Augusta Lacerda, irma do Padre Joaquim Lacerda, o 1o. Vigario de Sao Joao Evangelista. Alem disso, teve mais uma mulher com o nome de Sebastiana (D. Inha) Pereira Amaral com quem teve mais um casal de filhos.

D. Inha foi a segunda esposa do nosso tetravo Daniel Pereira do Amaral, com quem teve tres filhos: Georgina, Lilia e Elpidio. Ja com o tio por afinidade Olimpio Jose Pimenta foi mae de Maria Carolina (Quinha) e Antonio Augusto, pagina 150 do A Mata do Pecanha.

Olimpio teve 8 filhos com a primeira esposa. 2 com a segunda. Mais os dois por fora. No Correntinho, com dona Rita, teve mais 9. Estes 9 filhos nasceram entre 1.909 ate 1.925, no mesmo ano que minha mae nasceu. A primeira filha, da primeira esposa, dona Erminia Pimenta, deve ter nascido em 1872.

Infelizmente o prof. Pimenta nao deixa claro quantos filhos, netos e bisnetos permaneceram no Correntinho ate ao ano de 1.960. Mas qualquer numero que seja, deve ser dificil aos menos de 2.500 habitantes do Distrito nao descenderem do ”tio” Olimpio. O avo Juca Coelho deve ter tomado a este “tio” dele como exemplo, porque, mesmo tendo apenas duas esposas, teve 22 filhos.

Eh dito tambem no livro que o “tio” Olimpio nao foi o unico entre os Pimenta a residir no Correntinho. Por certo, somos muito mais parentes daquela populacao que antes pudessemos imaginar. Dos filhos dele com dona Rita Augusta recordo-me vagamente de boas mencoes a dona Eremita Pimenta, esposa de sr. Heitor da Silva Leite.

28. SAO JOAO EVANGELISTA

Misturando agora um pouco a genealogia das cidades, Sao Joao Evangelista eh uma das cidades mais proximas. Ela fica dentro do quadrilatero formado por Guanhaes, Pecanha, Sabinopolis e Virginopolis. O municipio foi criado em 1.911 e implantado em 1.912, e o seu primeiro chefe executivo [prefeito] foi o coronel Antonio Borges do Amaral. Antonio nasceu em 1.855, em Sabinopolis e era filho dos tetravos: Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro. (pagina 126, do A Mata do Pecanha).

Antes disso, diz-nos a Historia de Sao Joao Evangelista que comecou entre 1.820 a 1.830 quando o portugues Idelfonso da Rocha Freitas construiu ali sua fazenda. A fazenda recebeu o nome de Sao Joao em homenagem ao santo de devocao da matriarca da familia, dona Maria Coelho da Silveira. Por isso o arraial formado por familiares do primeiro morador recebeu o nome de Sao Joao Novo. As terras para o arraial foram doadas pela familia em 1.874. Tendo o filho do casal, Valeriano Coelho da Rocha, construido a primeira casa do Arraial.

Em 1.880 o povoado foi elevado `a categoria de Freguesia com o nome de Sao Joao do Suacui. Depois foi mudado para Sao Joao Evangelista.

O que nos chama a atencao eh a lista de nomes de outros moradores. Nela Constam: Joao Gualberto, Jose Pedro & Antonio Pedro Goncalves; Valeriano & Manoel Coelho da Rocha; Sebastiao da Costa Rocha; Zeferino Monteiro de Carvalho; Santos Jose Ribeiro; Raimundo & Clarimundo Jose Alves; Vicente & Honorio Luiz da Rocha; o tio-trisavo Arthur Borges do Amaral & o coronel Cornelio Jose Pimenta.

Desta relacao de primeiros moradores da Cidade de Sao Joao Evangelista, os que ainda nao eram tiveram suas descendencias casadas com a descendencida de nossos ancestrais. As relacoes parentais estao demonstradas, em parte, no endereco: https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/. E o coronel Cornelio Jose Pimenta se faz nosso primo atraves dos tres troncos: Pereira do Amaral, Borges Monteiro e Barbalho/Pimenta.

Na conclusao do autor do texto que estou me servindo estao essas palavras: “alem de outros, que se constituiram troncos de familias ate hoje radicadas, em sua maioria, no municipio.” Sao Joao Evangelista esta agora, em 2.011, completando seus 100 anos de emancipacao. O que podemos imaginar eh que o processo de formacao da populacao se deu `a semelhanca ao que acontece em todas as outras cidades brasileiras. Sendo assim, o esperado eh que a atual populacao de Sao Joao tenha uma mistura de ascendencias em seus patriarcas e que, a maioria, tem vinculos familiares com a familia Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Dois exemplos de reencontro das familias se dao com o casamento do tio-bisavo Salatiel Batista Coelho que se casou com a saojoanense Iracema Campos Goncalves. E o tio Murillo de Magalhaes Barbalho tambem foi buscar a tia Maria Geralda de Lourdes Rocha (nos a conhecemos apenas por tia Lourdes) em Sao Joao Evangelista.

Antes de eu conhecer o conteudo do livro A MATA DO PECANHA, era impossivel tracar um melhor julgamento dos nomes dos fundadores e/ou primeiros moradores de Sao Joao Evangelista. Nao podemos dizer que o prof. DEMERVAL troucou tudo em miudos porque ele deu enfase maior `as ligadas diretas com ele proprio. Porem, faz boa mencao `as outras tambem. A Genealogia apresentada por ele eh basicamente a da Familia Pimenta, descendente do avo, Modesto Jose Pimenta. As outras familias entram como agregadas.

Com respeito aos Coelho da Rocha, fui levado ao engano de pensar que descendessem dos Coelho da Rocha de Guanhaes mas tudo nao passa de uma pequena coincidencia de sobrenomes. Os de Sao Joao Evangelista sao descendentes do capitao Idelfonso da Rocha Freitas e da esposa dele: Dona Maria Coelho da Silveira. Eles nasceram e se casaram em Portugal, mudando para o Brasil e instalando-se em terras compradas a indigenas. Eles fundaram a Fazenda Sao Joao.

Tiveram 12 filhos sendo que julga-se que pelo menos o Manoel Coelho da Rocha tenha nascido em Portugal. O Valeriano Coelho da Rocha foi o quarto filho. A filha Delfina Maria foi a esposa de Antonio Pedro Goncalves. Todos os outros fundadores e primeiros moradores acabaram tendo sua descendencia mesclada `a genealogia do capitao Idelfonso e sua esposa.

Ha que se destacar aqui que o coronel Cornelio Jose Pimenta e seus primos Antonio Borges do Amaral, Arthur Borges do Amaral e Zeferino Monteiro de Carvalho eram estranhos, no inicio, em Sao Joao Evangelista. Antonio e Arthur eram irmaos e filhos dos tetravos: Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro.

Zeferino Monteiro de Carvalho era primo deles por ser filho da tia Senhorinha e Jose Carvalho da Fonseca. Ja o coronel Cornelio era neto da tia Maria Balbina, irma das Maria Francelina e Senhorinha e filho do Modesto Jose Pimenta, tambem filho da tia Maria Balbina e casado com a tia Ermelinda Querubina Pereita do Amaral, irma do tetravo Daniel.

Nao entrarei em detalhes a respeito de todos os primeiros colonos de Sao Joao Evangelista nem de seus primeiros moradores. Sao dezenas apontadas pelo prof. Dermeval. O livro dele eh uma otima dica de leitura para os que desejarem saber mais. Embora seja dificil de ser encontrado ate mesmo em ”sebos”. Alem disso, o preco eh salgado segundo uma unica possibilidade que encontrei na Internet. Porem havera que se o encontrar em bibliotecas e institutuos historicos.

Entre os filhos do capitao Idelfonso e Dona Maria ha um com o nome de Henrique Manoel Coelho. Tenente da Guarda Nacional e casado com Felisbina Maria de Jesus. Ele nao aparece na lista de primeiros moradores de Sao Joao Evangelista. Porem existe a citacao do nome Henrique Coelho entre os primeiros moradores de Coroaci. Pela idade do personagem e pela semelhanca de epocas em que Coroaci e Sao Joao Evangelista foram fundadas, acredito tratar-se da mesma pessoa.

O problema da falta de certeza esta no fato de os resumos historicos das fundacoes das cidades geralmente ignorarem as esposas dos fundadores. Assim nao posso afirmar nada. Os dados afirmam que foi Juiz de Paz em 1885. O inicio de Coroacy teria se dado em 1879. Mas nao eh apontada a data que cada primeiro morador acorreu para la. O que havia em comum entre Coroacy e Sao Joao Evangelista eh que ambas eram freguesias de Pecanha em tais datas.

Para completar agora o capitulo de Sao Joao Evangelista ha apenas que anunciar que ja se encontram `a disposicao do geneaminas.com.br mais de 1.000 registros de nascimentos contidos na Genealogia do A MATA DO PECANHA. Basicamente sao os dados da familia Pimenta. Em breve pretendo acoplar `a Arvore ali plantada os dados das outras familias fundadoras e moradoras do municipio.

Como os dados do livro vao apenas ate ao inicio da decada de 1960, muita gente nem mais sera conhecida por la. Foi no final dos anos 50, com grande explosao nos anos 70, que as familias mudaram-se em massa para outras localidades que estavam oferecendo atrativos melhores. Entre elas, estao Governador Valadares, Ipatinga, Belo Horizonte e Brasilia.

O livro A MATA DO PECANHA registra o inicio dessa tendencia, lembrando-nos que Ipatinga e Brasilia estavam em suas mais tenras infancias, portanto, Belo Horizonte e Governador Valadares eram mais destacadas. O que, cincoenta anos depois, pode nao representar, necessariamente, verdade alguma.

O assunto em torno das familias em Sao Joao Evangelista nao se esgota aqui. Agora que tenho uma melhor consciencia do conteudo do livro A MATA DO PECANHA, pretendo, posteriormente, fazer uma revisao do texto https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/. Creio que la eu poderei fazer uma analise menos superficial.

29. VIRGINOPOLIS

Antes de Virginopolis comecar a ter sua Historia escrita eh dito que Felix Gomes de Brito tinha uma concessao para construir uma capela, datada de 1.839, em local nao determinado. Assim, para cumprir as formalidades, doou terras `a Igreja e o aldeamento se desenvolve por volta de 1.858. A santa de devocao desse personagem era Nossa Senhora da Conceicao, que la virou Nossa Senhora do Patrocinio, por causa do primeiro nome da localidade, Patrocinio de Guanhaes.

Contudo, a Historia propriamente dita inicia-se um pouco antes daquela ultima data e em lugares um pouco diferentes da atual sede. Ha informacoes da Historia de Guanhaes que a lavra aurifera do Mexerico iniciou-se em 1.828. Outra informacao eh que o pe. Emygdio (Emidio) de Magalhaes Barbalho encontrou um pouco de ouro, possivelmente na Fazenda da Lavrinha. Com o dinheiro, o padre pode transferir parte da familia que se encontrava em dificuldade em Itabira para Guanhaes. Ai se entenda o irmao, Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho, com certeza e, talvez, a irma deles, tia Lucinda.

Ainda no territorio que permanece como dominio guanhanense inicia-se a implantacao da Fazenda Sao Pedro. Ela fica mais proxima de Virginopolis e foi onde os descendentes do primeiro morador de Guanhaes, capitao Jose Coelho da Rocha, comecaram a multiplicar-se. Nao todos porque o tenente Joao Baptista Coelho tinha propriedade entre Guanhaes e Sabinopolis anteriormente. Para entender-se melhor essa parte da Historia, eh preciso saber que a Fazenda Sao Pedro reunia varias outras propriedades agricolas atuais em seu torno, que foram desmembradas a partir das sucessivas partilhas entre herdeiros. A sede dela fica na beira da estrada entre Gunhaes e Virginopolis. Sendo inclusive parada de onibus.

Em 1.858 se deu o aldeamento de Nossa Senhora do Patrocinio de Guanhaes, com a participacao, alem de Felix Gomes de Brito, dos tenentes Joaquim Nunes Coelho e Joao Baptista Coelho, e Jose Antonio da Fonseca e capitao Figueiredo. Joaquim Nunes Coelho era marido da tia Francisca (Francisquinha) Eufrasia de Assis e irmao do influente filantropo de Guanhaes, capitao Francisco Nunes Coelho. Joao Baptista Coelho era irmao da tia Francisquinha, e eram filhos do capitao Jose Coelho da Rocha. Joao Batista era casado com Maria Honoria Nunes Coelho, sobrinha dos irmaos Nunes Coelho e filha do Clemente Nunes Coelho.

Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho casou-se com outra filha do capitao Jose, Eugenia Maria da Cruz, e permaneceu na Fazenda Sao Pedro.

O filho mais novo do capitao Jose Coelho da Rocha, Antonio Rodrigues Coelho, que era 5 anos mais novo que a trisavo Eugenia e 11 menos que tia Francisquinha, embora tenha tido filhas antes do casamento, casou-se mais tarde, em 1.863, tendo mais 14 filhos com a esposa Maria Marcolina Borges do Amaral. Os filhos nasceram em outra fazenda, antes de tambem se mudarem para a Fazenda Sao Pedro. Os filhos mais novos do casal nasceram ao mesmo tempo em que ja estavam nascendo os netos dos irmaos mais velhos do trisavo Antonio.

Tambem eh preciso dizer que houveram outras familias que provavelmente se instalaram na area rural atual de Virginopolis. Os Oliveira estavam radicados na area do Canga e Sao Filipe. O Sao Filipe foi dividido com os Coelho Lacerda procedentes de Itambe. Lembro-me que em minha infancia haviam Moreira radicados no Mexirico. Os Figueiredo continuam ate hoje na area do Samora e Betume, nao se contando, claro, os que foram para Divinolandia de Minas e para outros centros urbanos e rurais.

Enfim, nao ha como colocar todas as familias que acorreram para a area porque temos os registros de membros das familias se agregando via casamentos `a familia Coelho, mas nao temos os registros genealogicos e geograficos das procedencias dessas familias. Geralmente, a procedencia delas se atem a Guanhaes, Serro e Conceicao do Mato Dentro.

Ha que se observar um particular da familia do sr. Jose Antonio da Fonseca. Nao temos a evolucao genealogica dela. Tambem nao me lembro de outros moradores de Virginopolis com a assinatura Fonseca no passado, senao o Fonseca e dona Lia. Me parece, porem, que passaram a morar na cidade somente em data relativamente recente, quando eu era crianca, por ele ter perdido a visao.

Atualmente eu sei que o sobrenome Fonseca esta presente nas areas dos municipios de Divinolandia de Minas e Gonzaga. Vim a descobrir isso quando consegui alguns dados da familia da minha sogra, que tem Fonseca antigos entre os ancestrais dela, inclusive casados na descendencia da familia Coelho por parte dos tios-bisavos: Emygdia Honoria Coelho/Amaro de Souza Silva. Isso leva a imaginar que a familia do sr. Jose Antonio da Fonseca tenha, logo depois da implantacao do aldeamento, continuado o movimento migratorio de expansao em direcao a leste. Dai se explica a ausencia de mais Fonseca na cidade de Virginopolis.

Em 1.862 Patrocinio de Guanhaes ja estava elevado a autarquia de distrito. Como ja foi dito no titulo Guanhaes, ficou confirmado em 1.875.

Esse eh o periodo em que a geracao dos nossos bisavos estavam nascendo. A familia Coelho permanece, em sua maioria, multiplicando-se nos antigos dominios das cidades do Serro, Diamantina, Conceicao do Mato Dentro, Guanhaes, Virginopolis, Pecanha e Sabinopolis. E a multiplicacao somente nao foi maior em razao dos multiplos casamentos entre primos.

Em 1.923 eh promulgada a lei de emancipacao da Cidade de Virginopolis, sendo instalada a 09 de marco de 1.924, data que se torna o aniversario do municipio. Em sua primeira formacao ja conta com os distritos de Divino, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoa e Sao Geraldo da Piedade.

Uma observacao interessante eh a de que o terceiro paroco de Virginopolis foi o Pe. Joaquim Gomes Coelho da Silva, que substituiu o Pe. Virgolino Jose Batista Nogueira, que fora precedido pelo Pe. Bento Ferreira. Segundo o site da Diocese de Guanhaes, o padre Joaquim Gomes Coelho da Silva procedia da cidade do Serro. Posteriormente comentarei a respeito do site da familia Coelho da Silva na Internet (57).

Estou fazendo essa observacao para registrar que eh possivel que tenhamos ai mais uma familia Coelho compondo o nosso “pool” genetico. Vemos esse sobrenome se casando com os da Silva Coelho, descendentes do tio-bisavo: Quim Bento. Eh possivel que o Pe. Joaquim tenha levado para Virginopolis outros membros de sua familia e ja encontrei a mesma assinatura tambem em Sao Geraldo da Piedade. Observem a diferenca, o Ti Quim Bento originou os da Silva Coelho e a outra familia assina Coelho da Silva.

Abro aqui uma pausa para recordar comportamentos antigos que, conhecendo-os, nos ajudam a entender um pouco mais nossas Historias. Era sonho das maes antigamente ter um filho padre. Assim como era o sonho dos pais ter um filho advogado. Nao era atoa que nosso pais era o paraiso desses dois profissionais.

A necessidade de se ter um filho advogado era obvia. Num pais que sempre teve um emaranhado de leis e onde gracava o analfabetismo, ter um advogado na familia era meio caminho andado para o sucesso. Em terra de cegos, quem tem um olho eh rei, ou caolho. Era semelhante a ter um jogador de futebol profissional famoso na familia hoje-em-dia.

Ter um filho padre tinha a razao obvia do conforto espiritual. Nos sabemos que a Igreja Catolica e o Estado estavam unidos por lei. Estado e religiao eram um. A separacao dos dois somente veio a acontecer com a Proclamacao da Republica, em 1.889.

Mas tambem tinha outra razao mais pratica. A idade media do homem brasileiro nao passava dos 43 anos na epoca. Como muitas mulheres viviam mais que os homens, as chances de uma mulher tornar-se viuva, enquanto ainda cuidando de diversos filhos menores era alta. Alem disso, muito poucas mulheres estavam treinadas para trabalhar do lado de fora de suas casas.

O resultado dessa realidade era que um alto numero de filhos acabava se tornando arrimos de familias. Nada melhor para o conforto de uma viuva, entao, que ter um filho padre. As maes e as irmas dos padres acabavam se tornando as ajudantes deles sem receber nada por isso, porem, os salarios que os padres recebiam do governo eram suficientes para dar a assistencia necessaria `as familias. Os padres funcionavam como uma garantia de pensao. Somente os que tinham “pedigree” tinham a mesma regalia como funcionarios publicos.

Em Virginopolis havia um antigo dizer: “Quem nao eh Coelho eh couve.” Era uma referencia `a dominancia da familia em relacao `as outras. Sabiamos que no principio havia ate mesmo um grande preconceito. Alguns descendentes dos Coelho com Coelho se achavam melhores que outros. E esse preconceito instigava uma certa antipatia da populacao em relacao aos “Coelho”.

Mas essa antipatia nao era restrita `as outras familias. O preconceito chegava a ser tal que quando um Coelho se casava com alguem considerado de classe inferior (couve) a descendencia podia sofrer o mesmo preconceito, como se vivessemos em sistemas das castas indianas onde nos casamentos entres castas consideradas inferiores e superiores a descendencia era automaticamente degradada `a classificacao de inferior.

Atualmente nota-se que o preconceito eh que foi degradado e posto em seu devido lugar. Os casamentos acontecem aleatoriamente, segundo o agrado dos nubentes, e ja nao existe tanta diferenca entre a descendencias de uns ou de outros. Embora, ha que se mencionar que, no Brasil como um todo, existe o preconceito das unioes entre ricos e pobres. Ai nao faz diferenca de qual assinatura a pessoa provenha. Sendo ricas, mesmo de origem pobre, as pessoas sao consideradas melhores que as outras. Infelizmente. Ha a valorizacao em relacao ao que se possui nao `as pessoas que todos nos somos. “Ser ou nao ser, eis a questao”.

Seria interessante que as pessoas que agora estao unidas pelos casamentos nao deixassem de recordar todos os seus ancestrais. Mesmo os de origem mais humildes. Os grandes sempre tiveram seus valores reconhecidos. Porem, de uma forma torta. As Historias os recorda como construtores e realizadores quando, na verdade, eles dirigiam mas o trabalho arduo sempre foi feito pelas pessoas que a Historia oficial se negou a reconhecer.

30. BRAUNAS

Fugindo um pouco ao itinerario que eu tinha pensado antes, abrirei espaco para Braunas e Acucena. Braunas foi distrito de Guanhaes. Faz parte do circuito que mencionei anteriormente, no capitulo 09, Santo Antonio do Rio Abaixo, alinhado pelo Rio Santo Antonio. Conta-se que iniciou-se em 1.825 com a concessao de doze sesmarias passadas `a familia Figueiredo Neves. As sesmarias posteriormente passaram para a posse dos descendentes do alferes Fortunato do Carmo.

Os considerados fundadores do municipio sao o alferes Bento Pinto de Aguiar e Joaquim Francisco Vieira. A emancipacao se deu em 1.953.

Tudo eh especulacao por enquanto mas pode haver ligacoes da descencia desses dois fundadores com a descendencia Coelho. Temos a presenca do sobrenome Aguiar entrando na familia atraves da tia-avo Nazinha (Maria das Dores Aguiar) esposa do tio Armando Baptista Coelho. Eles sao os ancestrais dos Aguiar em Virginopolis. Embora a tia Nazinha tenha nascido no Serro.

Ja o sobrenome Vieira o vemos em dona Ali Vieira. Ninguem em Virginopolis saberia dizer quem eh, senao os descendentes dela. Eh a conhecida dona Lili do Ostino (Washington da Cunha Menezes), filho da Eva da tia Emygdia de Magalhaes Barbalho. A Eva foi a primeira esposa do seo Joao da Cunha Menezes.

Outra Vieira na familia eh a dona Maria Vieira. Esta eh a esposa do seo Gil Pacheco de Magalhaes. Filho da tia Quiteria e sobrinho da tia Emygdia. Outra via que o Vieira entra na familia eh atraves da avo de minha esposa, dona Quita (Maria Vieira de Carvalho).

Ha que se lembrar que Braunas foi o local escolhido para a construcao da Usina Hidreletrica do Salto Grande. Hoje em dia a grandiosidade de outras megaconstrucoes encobriram a importancia que essa usina teve para a Historia Regional.

31. ACUCENA

Eh dito que Acucena surgiu em 1.824 com a chegada de Joao Maciel da Costa, sob ordens de D. Pedro I e auxiliado por 80 pracas, para aldeiar os indios botocudos da regiao. Fala-se que a primeira missa so foi rezada em 1.860, pelo padre Felix Ferreira, vigario de Joanesia. Tambem que ordas de foragidos do Serro, Conceicao e Itabira ai se instalaram para viverem da agricultura. Nasceu com o nome de Travessao.

Em 1.891 foi elevado a distrito, pertencendo a Sao Miguel de Guanhaes. Somente em 31.12.1.943 o distrito de Travessao eh elevado `a categoria de cidade, separando-se de Guanhaes, e adotando o nome de Acucena. Naquele inicio ja contava com quatro distritos, o sede, Jequitiba de Guanhaes, Naque e Felicina. Em 1.948 eh criado o distrito de Pedra Corrida e Jequitiba de Guanhaes recebe o nome de Aramirim.

Com o passar do tempo sao criados novos distritos no municipio, tais como: Gama, Periquito, Sao Sebastiao do Baixio, Naque Nanuque tornando, entao, a cidade composta por 9 distritos.

Em 1.992 Acucena perde os distritos de Naque e Sao Sebastiao do Baixio para a formacao da cidade de Naque. Perde tambem os distritos de Periquito e Pedra Corrida para formar o municipio de Periquito. Os novos municipios sao instalados em 1.997.

Antes de eu conhecer esses pequenos detalhes da Historia de Acucena eu ficava um pouco perdido em relacao `a nossa genealogia porque temos varios registros apontando nascimentos em Felicina e Aramirim que imaginava serem outras cidades que nunca encontrei no mapa de Minas Gerais.

32. SAPUCAIA DE GUANHAES

Eh preciso incluir esse distrito de Guanhaes nesse circuito porque tornou-se parte importante da genealogia Coelho. Era ponto de parada das tropas que saiam de Guanhaes e Virginopolis em direcao ao distrito de Figueira, pertencente a Pecanha, e atual Governador Valadares, e que facilitava a comunicacao com Vitoria, Espirito Santo.

Temos varios ramos da familia que se multiplicaram em Sapucaia como parte dos Rodrigues Coelho, Nunes Leite, particularmente as descendencias dos tios-bisavos Daniel/Marina (tia Nenen) e Sa America e d. Isaura, respectivamente.

Ainda por volta dos anos 1.940, a viagem entre Virginopolis e Figueira era feita a cavalo, passando por Sapucaia, Acucena, Pedra Corrida e Naque. Salvo engano, ai se tomava o trem. Ao todo gastava-se 3 dias de viagem. Hoje-em-dia, uma hora e meia eh considerado uma duracao quase lenta. Usando-se a outra estrada que passa por Divinolandia de Minas e outros antigos distritos.

Sem conhecer a Historia nao se compreende muito a razao da existencia desse atual distrito de Guanhaes. Sapucaia fica a 50 km de Guanhaes e apenas 17 de Virginopolis, passando-se pela unica estrada asfaltada que faz esse percurso. Eh uma faixinha estreita de terra, parecendo uma cauda a partir do territorio guanhanense que contorna parte consideravel do municipio de Virginopolis.

Mas o fato eh que usaram os rios Correntinho e Corrente Grande como limites na emancipacao de Virginopolis. Como Acucena e Braunas continuaram fazendo parte do territorio de Guanhaes, havia logica para Sapucaia continuar. Quando Acucena foi criada, os sapucaienses preferiram permanecer pertencendo `a “capital”. O mesmo se deu quando Braunas foi criada. Por fim, recusaram-se a transferir-se para Virginopolis.

A consequencia disso eh que dificilmente Sapucaia de Guanhaes ira algum dia emancipar-se. Acucena, Virginopolis ou Braunas nao quererao ceder territorio para que ela emancipe e o territorio que possui nao eh suficiente para fazer isso por conta propria. A menos que consiga a instalacao de alguma industria de peso em seu territorio, Sapucaia devera permanecer como distrito por muitos anos ainda.

33. DIVINOLANDIA DE MINAS

Divinolandia de Minas ja eh citada como comunidade do Divino em 1.875 na implantacao da cidade Guanhaes. Porem, eh citado como marco historico a data de 1.887, quando da edificacao da capela dedicada ao Divino Espirito Santo e `a Nossa Senhora da Gloria pelos moradores locais. Foi separada de Guanhaes em 1.923 quando Virginopolis emancipou-se e em 30 de dezembro de 1.962 virou cidade a partir do desmembramento de Virginopolis.

Nao encontrei nomes dos primeiros moradores mas conhecemos varios patriarcas na regiao. Talvez os mais antigos sejam os trisavos Joaquim Coelho de Andrade/Joaquina Umbelina da Fonseca. Eles deram origem `a comunidade do Corrego dos Honorios. Sao os pais da Dindinha Ercila que nasceu em 1.862, portanto, devem ter nascido pelo menos uns 20 anos antes disso. Mas foram para Divinolandia algum tempo depois.

Por outro lado, e tao ligados a Divinolandia quanto a Gonzaga, esta a familia dos tios-bisavos Emygdia Honoria Coelho/Amaro de Souza Silva. Estes sao os pais, dentre outros, do sr. Cesario Coelho de Souza, pai do antigo ex-prefeito, Jose Perpetuo. A tia Emygdia nasceu por volta de 1.857, assim, em 1.877 ja deveria ter-se casado e mudado.

Entre os filhos dos tios-bisavos que deixaram descendencia em Divinolandia, Gonzaga e Santa Efigenia estao: Emidio/Zica Soares; Gabriel/Isabel Alves; Prudencio/Rita; Miguel/Julinha Pacheco; Virginia/Mariano Valois Guimaraes; Elisa/Antoninho Perpetuo e Joao de Souza/Genoveva Fausta Figueiredo.

Ha uma duvida quanto `a tia-trisavo Lucinda de Magalhaes Barbalho que foi esposa de Manoel Geraldo Fernandes Madeira. Ela deve ter nascido antes de 1.830 porque 1.824 eh o ano do nascimento do trisavo Francisco Marcal, irmao logo acima dela. Nao tenho dados da familia da tia Lucinda, contudo, o sobrenome Madeira entra no rol das dominantes em Divinolandia, bem representada pelo seo Zeca Madeira, tambem ex-prefeito da cidade e pai de pessoas casadas na familia da tia Emygdia Honoria.

Segundo dados encontrados recentemente, ha a sugestao de que a tia Lucinda tambem nasceu em 1.824 e teria sido gemea do trisavo Francisco Marcal.

No livro A MATA DO PECANHA, o prof. Demerval cita varios outros personagens com o sobrenome Fernandes Madeira, porem, nao cita o tio-afim Manoel Geraldo. Os personagens citados por ele sao mais novos, podendo ter nascido a partir dos anos 1840 podendo, portanto, serem filhos dele. Porem eles estao ligados `as familias Pimenta e Carvalho na Pecanha antiga que incluia os atuais municipios de Sao Joao Evangelista e Sao Jose do Jacuri.

Ha que se lembrar tambem da forte presenca dos Figueiredo. Nossas notas genealogicas registram o casamento de Jeronymo Jose Figueiredo, divinolandense, com Carlota Pacheco de Magalhaes. Ela, filha da tia Quiteria de Magalhaes Barbalho com Joaquim Pacheco Moreira. Nascida em 1.878.

Outros que deixaram suas marcas genealogicas em Divinolandia sao os tios-bisavos Jose Coelho Sobrinho (seo Juca) e Maria Marcolina Pereira do Amaral (Culina). Eles moraram em uma fazenda proxima a Gonzaga, vizinha da Fazenda do Seo Joao de Souza, que eh marco na estrada entre as duas cidades. E sao os pais da Sebastiana Coelho do Amaral, esposa do seo Heitor de Aquino. Esses nomes sao facilmente reconheciveis pelos divinolandenses.

Outro nome que nao pode faltar eh o do seo Eloi Perpetuo. Ele casou-se com uma de minhas tias-trisavos. Infelizmente nao temos o nome dela, apenas o apelido que era tia Biquita. Tia Biquita era tia da tia Culina do seo Juca mencionados acima e irma da Quiteria (Titi) Rosa do Amaral, que se casou com o, simultaneamente, meu tio-bisavo (irmao do Ze Coelho), pelo lado materno, e trisavo, pelo lado paterno, Joao Baptista Coelho Junior (pai da bisavo Dindinha Olimpia).

Outro casal que deixou heranca genetica em Divinolandia foi os tios-bisavos Pedro de Magalhaes Barbalho/Antonia Marcolina Coelho. A descendencia deles guardou o sobrenome Magalhaes e Magalhaes Barbalho.

34. GONZAGA

Gonzaga atualmente eh mais conhecida pelo incidente ocorrido com o seu ex-cidadao, Jean Charles de Menezes no metro de Londres.

O provavel primeiro morador foi Sebastiao Gonzaga quem doou terras a Sao Sebastiao, nas margens do ribeirao Gonzaga, para o aldeamento. A data que encontrei foi 1.911 para o surgimento do povoado mas desde a criacao do municipio de Guanhaes em 1.875 Gonzaga consta como distrito. Em 1.911 os netos dos tios-bisavos Emygdia Honoria Coelho e Amaro de Souza Silva ja estavam comecando a nascer na Fazenda do Seo Joao de Souza. A mais velha de la, Maria de Souza Figueiredo naceu em 19.8.1.911.

Nao sei quais outras familias tornaram-se importantes no surgimento e crescimento de Gonzaga mas alem dos ja citados, com certeza a familia dos tios-bisavos Juca/Culina e os Soares tambem estavam presentes. Ao redor de Gonzaga tambem estavam os Fonseca, possivelmente, da descendencia do Jose Antonio da Fonseca, um dos fundadores de Virginopolis.

Outra presenca sao os Figueiredo, representado por dona Genoveva Fausta de Figueiredo, esposa do seo Joao de Souza Coelho. Esta era sobrinha do seo Jeronymo Jose Figueiredo, que esta entre os patriarcas de Divinolandia.

Recentemente contaram-me uma curiosidade dos anos 1970, a respeito de Gonzaga. Parece-me que a casa mais charmosa, `a epoca, de la pertencia ao casal Antonino Perpetuo/Ritinha. Ele, filho do casal Elisa de Souza Coelho/Antoninho Perpetuo. Alem da casa e tambem hotel, tinham um jeep. Daqueles comuns. Porem o jeep causava inveja a outros rapazes porque os filhos do seo Antonino podiam andar de “carro” e chamar a atencao das meninas. Pois eh, naquela epoca, jeep era considerado carro! Jeep eh anterior ao advento dos fuscas.

A respeito dos Soares tenho a dizer que o nosso tio-avo, Joaquim Soares de Oliveira (Quinquim Soares), esta registrado como gonzaguense, nascido em 12.9.1.885. Ele era o marido da tia-avo Vita de Magalhaes Barbalho. Embora tenham tido alguns dos filhos nascidos em Gonzaga, a descendencia deles nao permaneceu la. A presenca dela na cidade esta lembrada atraves do nome da biblioteca local que recebe o nome de Vita de Magalhaes Barbalho. Pode ter sido a primeira professora.

Coincidencia ou nao, nascido na mesma area e mais ou menos na mesma epoca, Gonzaga teve outro Quinquim Soares. O nome era Joaquim Soares de Andrade, casado com Ana de Araujo e Silva. Eles sao bisavos de minha esposa

Gonzaga emancipou-se de Virginopolis tambem em 1.962.

35. SANTA EFIGENIA DE MINAS

Quase nao existem dados a respeito de Santa Efigenia de Minas na Internet. Consta que o pioneiro Joao Soares doou terras para o surgimento da povoacao. Pela proximidade desta com Gonzaga o mais provavel eh que o pioneiro tenha vinculos familiares com os Soares de la. Foi outro distrito de Virginopolis que emancipou-se em 1.962.

A cidade de Santa Efigenia de Minas eh ponto de encontro de varias familias dominantes. La se encontram: Almeida, Carvalho, Cunha, Lino, Pereira, Pinto, Perpetuo, Souza, e, como nao poderia deixar de ser, Coelho. Nao que esses sejam os unicos. Apenas estou citando aqueles que tenho guardado na memoria.

A minha ligacao com Santa Efigenia eh mais intima que com as outras cidades ao redor porque a familia da minha esposa vive la. E os sobrenomes usados pela familia dela sao Sousa, Fonseca, Soares, Andrade, Vieira, Carvalho, Reis, Araujo, Silva e Martins. Presumivelmente, todos devem estar representados na cidade.

Ha alguma presenca do Coelho na cidade. Particularmente no que se trata da descendencia dos tios-bisavos, Emygdia Honoria Coelho/Amaro de Souza Silva. La encontrei a descendencia do Miguel de Souza Coelho/Julia (Julinha) Pacheco, atraves do Jose de Souza Coelho (Ze Miguel)/Teresa de Jesus Guimaraes. Dona Teresa e Ze Miguel sao primos, sendo ela neta da Virginia de Souza Coelho/Mariano Valois Guimaraes.

Descende tambem do Miguel de Souza Coelho & Julia (Julinha) Pacheco, a dona Alzira Coelho (Perpetuo) Martins, viuva do sr. Anisio Martins da Silva.

Temos tambem a familia do seo Joao Perpetuo (filho de Elisa de Souza Coelho/Antonio (Antoninho) Perpetuo) e dona Maria (Lia) Soares. Essa, sobrinha do avo de minha esposa (Tao Soares).

Outro Coelho esta presente na familia do sr. Paulo Almeida, por ele ter se casado com dona Zilda Coelho Perpetuo, filha da Maria de Lourdes de Souza Coelho & sr. Jose (Yeyeh) Coelho Lacerda. Ela, filha dos tios-bisavos Emygdia/Amaro e, ele, dos Coelho de Itambe, porem, a familia formou-se em Virginopolis e dona Zilda foi para Santa Efigenia depois do casamento.

Por ultimo, esta identificado o Egidio, filho de Eliezer Nunes Coelho & Geralda Solange (Dica) Magalhaes.

Existem mais ramos, como exemplo, os irmaos da dona Teresa do Ze Miguel. Mas nao tive informacoes dos dados deles.

Recentemente me foi informado que a Familia Furtado Leite eh descendente de Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barao de Cocais. Tres irmaos Furtado Leite mudaram-se para Virginopolis onde deixaram farta descendencia. Sao eles: Francisco, marido de America Nunes Coelho; Luiz, casado com Luiza Nunes Coelho e Modesto que levou a esposa: Valeriana Maria de Jesus. Os dois primeiros tiveram suas descendencias automaticamente incorporadas `a Familia Coelho.

A descendencia do sr. Modesto e d. Valeriana tambem esta entrelacada com a Familia Coelho. Contudo quero apenas destacar que as moradoras de Santa Efigenia: Maria da Conceicao (Conceicaozinha) e Maria da Gloria (Glorinha) Leite sao netas do casal. E Virginopolis esta repleta de primos delas, possivelmente, todos os representantes da Familia Leite.

36. SARDOA

Outra cidade com pouco registro de Historia. Assinala-se que foi distrito de Virginopolis desde 1.948 com o nome de Santo Antonio do Sardoa. Emancipou-se tambem em 1.962 e tambem de Virginopolis.

Tive apenas a informacao de que existe mais uma pessoa com o apelido de Juca Coelho por la. Nao tive oportunidade de ter contato mais informativo. Nao sei dizer se ha alguma relacao entre os nossos Coelho e ele.

Recentemente ficou clara outra relacao da familia Coelho com cidadaos locais. Com a subta popularidade alcancada pela atriz Marcela Stephany Pereira Coelho no seriado Clandestino da Rede Globo de Televisao recebi algumas informacoes a respeito dela. Nasceu em Resplendor por falta de recursos medicos em Sardoa mas foi criada nessa ultima. Eh filha de nossa prima Rosemai Coelho Gloria que foi professora local. O pai eh o Chico do Correio. Este, ex-prefeito na cidade. Os pais sao separados. Marcela tem uma irma que se chama Priscila, segundo informado por Marilene Pereira, prima paterna delas que mora aqui em Framingham.

Eh obvio que o Chico eh da familia Pereira mas tambem tem vinculos com os Lino. Quando ele era prefeito em Sardoa, o primo dele, Dr. Lino, era prefeito em Santa Efigenia. Foi quando comecei a frequentar Santa Efigenia. Por coincidencia, a mae do Chico, d. Geralda, foi a madrinha de batismo da minha sogra que recebeu o mesmo nome.

37. SAO GERALDO DA PIEDADE

Talvez seja Sao Geraldo da Piedade o distrito emancipado de Virginopolis que menos tenho dados. Reza a Historia que os irmaos Joaquim, Lindolfo e Alfredo Pains implantaram uma fazenda no local. Na formacao da vila recebeu o nome de Bananal do Bugre. Emancipou-se em 1.962 e os moradores adotaram o nome de Sao Geraldo da Piedade.

Sei que existem representantes da familia Coelho em Sao Geraldo. Dona Teresa do Ze Miguel falou-me em dois irmaos dela que residem na Serra de Sao Geraldo mas nao especificou se ja em dominios da cidade ou de Santa Efigenia ou Sardoa.

Existe uma serie de distritos depois de Sao Geraldo, nas direcoes de Governador Valadores e Acucena. Um deles eh o da Paca. Nao sei a qual cidade pertence. Mas la moram os compadres Juca do Tao e comadre Bizoca. Ele eh bisneto do tio-bisavo Joaquim Bento Coelho, conhecido como Ti Quim Bento. O Ti Quim Bento foi o marido da tia Cunuta (Antonia Paschoalina da Silva Neto) e formaram a familia da Silva Coelho. Eh preciso investigar mais.

Em Sao Geraldo tambem existem representantes da familia Coelho da Silva. Mas essa talvez esteja ligada `a familia do pe. Joaquim Gomes Coelho da Silva. Nao sei dizer se ha mais algum vinculo da familia Coelho com Sao Geraldo da Piedade.

Como figura no quadro do capitulo 59, temos agregado por casamento em um dos distritos logo depois de Sao Geraldo da Piedade que se chama Penha do Cassiano. Contudo nao sei dizer a qual municipio Penha pertence. Acredito que seja Governador Valadares.

Interessante o primeiro prefeito local ter sido o Intendente Raul Soares. Porem nao foi o ex-governador do Estado de Minas Gerais mas sim o filho dos tios-avos Vita/Quinquim Soares. A filha do Raul, Christina, passou-me essa informacao e nenhum dos descendentes do Raul fixou residencia em Sao Geraldo.

38. COROACI OU COROACY

Eu havia pensado fazer essas notas daqui para frente abordando somente as cidades desmembradas de Pecanha. Mas devido aa proximidade de outras que pertencem ao circuito do Vale do Rio Suacui Grande, vou misturar um pouco a ordem.

Ha tambem que fazer uma nota aqui. Os dados genealogicos que nos permitem conhecer origens de parte dos moradores estao mais restritos `a descendencia do Capitao Jose Coelho de Magalhaes Filho, tambem conhecido como Jose Coelho da Rocha, com a esposa dele, Luiza Maria do Espirito Santo.

O capitao Jose eh considerado o primeiro morador de Guanhaes. Mas sabemos que a descendencia dele, em sua maioria, multiplicou-se no sentido horizontal desde Guanhaes ate Governador Valadares. Falta-nos dados inclusive do filho deles, Jose Coelho da Rocha Neto que, presumo, tenha ido morar em Conceicao do Mato Dentro, onde ele nasceu, ou no sentido contrario `a descendencia dos outros irmaos.

Nao temos o necessario acompanhamento das descendencias de outros casais patriarcas que ajudaram a formar a Familia Coelho. Falta-nos inclusive grande parte da descendencia do irmao casado do capitao Jose, que eh o tio-tetravo, capitao Joao Coelho de Magalhaes e da esposa dele, Bibiana Lourenca de Araujo.

Quanto a esse detalhe, penso que nao seja nenhum segredo. A realidade eh que nao tive ainda acesso aos dados do livro ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS, escrito pelo prof. e primo de idade semelhante `a de nossos bisavos: Nelson Coelho de Senna, em 1939, editado em Sao Paulo. Segundo informacoes encontradas no A MATA DO PECANHA, parte da descendencia do capitao Joao transferiu-se para Diamantina e la se multiplicou.

Nossas anotacoes da descendencia destes se restringem `as da filha Maria Brasiliana Coelho, que eh a avo do prof. Nelson Coelho de Senna, o primeiro a preocupar-se em publicar algo a respeito de nossa genealogia. Inclui-se ai a tia dele, Agueda (Gueda) Coelho, esposa do major Innocente de Leao Freire cujos varios descendentes acabaram se casando com a descendencia do capitao Jose, tornando-se, assim, nossos parentes em, pelo menos, dose dupla.

Voltando `a Historia de Coroacy. Eh dito que sua povoacao comecou por volta de 1.872 com a instalacao das familias dos fazendeiros: Manoel Lage, Manoel Francisco e Francisco Ramalho. Ja em 1.879 o coronel Manoel Lage cedeu terras para a capela e o cemiterio e em 26 de julho daquele ano o vigario pe. Alexandre Generoso rezou a primeira missa aos pes de um cruzeiro.

Os primeiros chefes de familias que acorreram para la foram: Francisco Vieira Simoes, Demetrio Coelho de Oliveira, Rogerio de Avila, Joaquim Pereira Candido, Jose Gomes, Henrique Coelho, Joao Duarte, Cornelio Vaz e outros.

Pelos sobrenomes eh possivel observar-se certas repeticoes comuns a outras cidades ja mencionadas. Um nome particular ai eh do Demetrio Coelho de Oliveira. Infelizmente nao temos anotacoes dos pais ou outros ancestrais dele. Ao que parece, ja devia pertencer `a familia. O que a Historia de Coroacy nao fala eh que a esposa dele se chamava Marcolina Honoria Coelho e era filha de um dos fundadores de Virginopolis, o tenente Joao Baptista Coelho e esposa, Maria Honoria Nunes Coelho.

De nossas anotacoes podemos tirar tambem que mudaram-se para la o casal: Ambrosina (tia Sinhah) de Magalhaes Barbalho & Miguel Nunes Coelho. A partir de 1.895, cinco dos filhos nasceram em Coroaci. Sao eles: Gamaliel, Jose, Ottaniel, Misael e Maria de Lourdes. Os tios-bisavos Miguel e Sinhah sao tambem os pais do bispo, dom Manoel Nunes Coelho e mais oito outros. O Notel, com a esposa Maria Isabel Rodrigues, foram pais do monsenhor Omar Nunes Coelho que serviu em Ibia e depois ajudou o tio bispo na Diocese do Aterrado, atual cidade de Luz, MG. O bispo nasceu em Virginopolis e o monsenhor em Coroaci.

Parte da descendencia dos tios-bisavos Joao Baptista Coelho Neto & Lucinda Xavier Andrade tambem se mudou para la. Com certeza, o resultado dessas migracoes eh a atual populacao de Coroacy ter um alto conteudo genealogico Coelho. Infelizmente, perdemos contato com muitos e nao temos um bom banco de dados a respeito disso. Espero que os primos em Coroaci e espalhados pelo mundo leiam essas notas e atualizem os dados no geneaminas.com.br.

Coroacy foi tambem chamada de Santana do Onca, em 1.900, como distrito de Pecanha, passou a chamar-se Santana do Suacui. Em 1.923 adotou o nome de Coroacy. Em 1o. de janeiro de 1.949 emancipou-se com o nome de Coroaci.

Retirando das anotacoes do prof. Demerval Jose Pimenta, no livro A MATA DO PECANHA, gostaria de apresentar estes dados: “HENRIQUE MANOEL COELHO, Tenente da Guarda Nacional, casado com FELISBINA MARIA DE JESUS. Em 13 de setembro de 1863, como eleitor, assinou a ata da primeira eleicao verificada na Freguesia de Santo Antonio de Pecanha. Em eleicao realizada em 5 de novembro de 1883, serviu como integrante da mesa presidida por CORNELIO JOSE PIMENTA. Nesta eleicao, foram votados para deputados `a Assembleia Legislativa provincial, o Padre VENANCIO RIBEIRO DE AGUIAR CAFE, Diretor do Colegio Sao Miguel de Guanhaes, e SIMAO DA CUNHA PEREIRA, farmaceutico, residente em Pecanha. Em 1885, foi Juiz de Paz. Nasceu em 1813.” pagina 84.

Nao posso dizer, com certeza, que o Henrique Coelho que esta entre os primeiros moradores de Coroaci seja o mesmo. Cabe aos descendentes dele verificarem se o nome da esposa coincide. Caso isso ocorrer, entao, poderemos adiantar que o Henrique Manoel Coelho eh filho do capitao Idelfonso da Rocha Freitas e dona Maria Coelho da Silveira, que estao na relacao de primeiros moradores do Municipio de Sao Joao Evangelista. Todos os personagens citados no paragrafo anterior entram na Arvore Genealogica Geral.

39. CANTAGALO

Cantagalo eh tao nova como cidade que nem tempo ainda teve para ter historia. Foi criada em 1.995 e instalado em 1.997, demembrando-se de Pecanha.

Lembro-me do distrito de Cantagalo. Passei algumas vezes por la, indo de Virginopolis para jogar bola contra o Gremio ou o Malalis, em Pecanha. A viagem parecia interminavel nos anos 70, toda em terra, saindo de qualquer das duas cidades passava-se por Correntinho, Sao Joao Evangelista e Cantagalo ou vice-versa.

Tenho apenas a informacao de que la existe descendencia dos Nunes Coelho. Encontrei no forum do GeneAll.net um pedido de informacoes a respeito da familia Nunes. Foi emitido pelo Suede, filho de Jose Luiz, filho de Herminia Nunes Costa, filha de Joana Nunes Coelho. Nao pude estabelecer o vinculo entre nossa familia e a dona Joana. O nosso banco de dados da familia Nunes Coelho eh bastante incompleto. Talvez alguem saiba e nos mande a informacao.

Com os dados do livro A MATA DO PECANHA podemos, talvez, estar proximos a desvendar a ascendencia do Suede e de grande parte dos atuais moradores de Cantagalo. Na pagina 71, assim esta escrito: “Antonio Nunes Coelho, nascido em 1829, Era casado, fazendeiro e residia em Pecanha, onde foi qualificado como eleitor em 1881.”

Infelizmente nada mais eh revelado da descendencia do tio-tetravo Antonio Nunes Coelho. O prof. Pimenta nao revelou o nome da esposa dele. Porem ha a possibilidade de ele ser o trisavo do Suede e pai de sua bisavo, Joana Nunes Coelho. Pelo que esta escrito, ele residia em Pecanha, nao necessariamente dentro da cidade. Era fazendeiro e tal fazenda poderia estar proxima ou ate ter dado origem ao Distrito de Cantagalo. Mas isso eh apenas especulacao por enquanto.

Fato eh que esse Antonio Nunes Coelho (1829) era filho dos pentavos Eus(z)ebio Nunes Coelho e Ana Pinto de Jesus. So conhecemos o nome do avo paterno que era Manuel Nunes Coelho. A Historia deles esta bastante resumida no livro. Mas Guanhaes e Pecanha devem boa parte de suas emancipacoes `a dedicacao do capitao Francisco Nunes Coelho, irmao do Antonio.

Por outro lado, o professor Pimenta descreve a mudanca de alguns membros de sua familia que tiveram fazendas no Distrito de Cantagalo. Portanto, eh muito provavel que a atual Cidade de Cantagalo tenha ainda muitos descendentes da familia. Como os dados que estao agora tambem no geneaminas.com.br vao ate 1.960, nao sera dificil para essa descendencia identificar seus pais ou avos entre as geracoes daquela epoca. Se o fizerem, poderao constatar, em seguida, ancestrais que remontam aos tempos coloniais. Basta verificar se entre os seus ancestrais existe algum com a assinatura Pimenta e agregados.

Ha tambem o registro de que Americo Carvalho da Fonseca neto da tia-tetravo Senhorinha Rosa de Jesus, que foi esposa de Jose Carvalho da Fonseca e filha dos pentavos: Antonio Borges Monteiro Junior/Maria Magdalena de Santana, foi fazendeiro no Ribeirao do Sujo, nas proximidades de Cantagalo. Eh provavel que tenhamos ai muitos primos Carvalho com essa origem.

40. SANTA MARIA DO SUACUI

A regiao foi visitada pelo bandeirante Fernao Dias Paes Leme em 1.681 onde encontrou turmalinas ao inves das esmeraldas que procurava.

Apos a expulsao dos indigenas, o arraial foi iniciado em 1.865 com o nome de Santa Maria do Sao Felix em terras doados por Camilo dos Santos Lima e Cassiano Bruno de Souza. Tornou-se distrito em 1.870 ligado `a Freguesia de Sao Joao Batista (Itamarandiba). Posteriormente foi transferido para Pecanha. Foi desmembrado em 1.923, quando adotou definitivamente o nome de Santa Maria do Suacui.

As familias tradicionais sao: Lopes, Salomao, Petrucelli, Peixoto, Garcia, Temponi, Lacerda e outras. Os reconhecidos primeiros moradores foram: Camilo dos Santos Lima, Fortunato Chaves, Ana Alves de Oliveira, Francisca Maria da Costa, Manuel Filipe, Meofaldo Floriano e Inhambu. A fundacao do municipio de Santa Maria do Suacui se deu a 7 de setembro de 1.923.

Ainda nao encontrei vinculos diretos em Santa Maria do Suacui com a familia Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais, embora, ela tenha uma das Historias mais completas `a disposicao na Internet. Atualmente existirao muitos casamentos entre descendentes das familias tradicionais de la e os da familia Coelho, porem, nossas notas ainda nao permitem registrar isso. Embora eu saiba que ha Temponi em Governador Valadares e ja facam parte da familia.

O morador mais proeminente de Santa Maria foi o pe. Lafayette da Costa Coelho. Foi beatificado e a comunidade e a Diocese de Guanhaes estao esforcando por ve-lo entre os eleitos para o altar da santidade. Padre Lafayette nasceu no Serro ainda nao ha nenhum vinculo visivel entre a assinatura Coelho dele e os diferentes Coelho em nossa familia. O meu acesso `a genealogia dele permitiu-me saber que ele era da familia Costa Coelho desde o avo, portanto, se houvesse um vinculo proximo, nos ultimos 200 anos, nos o saberiamos.

Nota. Conheco de Santa Maria do Suacui o colega Adriano que estudou comigo em Vicosa. Esqueci o sobrenome dele. O apelido era Zebrinha. Nao sei explicar porque.

Esta nesta cidade tambem o pe. Sebastiao Madureira da Silva. Natural de Virginopolis, era um dos companheiros em algumas peladas.

No livro A MATA DO PECANHA, o professor Dermeval Jose Pimenta nao entrou em particulares a respeito de Santa Maria. Contudo, registra alguns nascimentos da familia Pimenta que ocorreram la. Ele faz mencoes a mais nascimentos ocorridos no Distrito conhecido como Folha Larga. Acredito que esse nome foi substituido recentemente para Jose Raidan que emancipou e virou cidade.

Estejam, entao, atentos os portadores de assinaturas tais como Pimenta e Carvalho ou que seus ancestrais as tenham usado. Tudo indica que sejam oriundos de Sao Jose do Jacuri, Sao Pedro do Suacui ou Sao Joao Evangelista e, talvez, diretamente do Serro ou Diamantina. Todos podem pertencer ao mesmo ramo familiar.

41. GOUVEIA

Precisarei alterar um pouco as ordem e numeracao dos capitulos a partir de agora. Gouveia nao fazia parte da lista de cidades que pretendia abordar antes de tomar conhecimento do conteudo do livro A MATA DO PECANHA. Mas a importancia dela na origem de parte da familia torna imprescindivel estas notas.

Estou escrevendo a presente nota apos ter escrito o capitulo dedicado a Sao Jose do Jacuri, logo abaixo, portanto, nao tinha conhecimento da Historia de Gouveia antes de escrever aquele. Como ja antecipei, se fizermos uma analogia com um relogio, Diamantina poderia ser representada pelo meio-dia e Serro as 6 horas. Gouveia seria 10 horas.

Iniciou-se em 1.715 com a descoberta de ouro e diamantes. O nome da cidade eh homenagem `a dona Maria Gouveia, viuva portuguesa que possuia lavras e muitos escravos.

Em Gouveia, o portugues Capitao-mor, Bernardo da Fonseca Lobo constituiu familia. Ele foi o autor da descoberta dos diamantes no mundo ocidental porque a preciosidade somente era encontrada anteriormente na India. Foi sepultado na Igreja Matriz de Santo Antonio antiga. Quando foram construir a Matriz nova, no mesmo local, encontraram vestigios de uma cova com alguns utensilios indicando riqueza, como uma espada.

Em 1887, o 1o. Barao de Sao Roberto, o portugues de Castelo de Viana, Quintiliano Alves Ferreira (1821-1895) fundou a Fabrica de Fiacao e Tecidos de Sao Roberto, que ate hoje eh importante fonte economica para a cidade. O Barao de Sao Roberto deixou descendencia que ate hoje vive em Gouveia e parte dela mudou-se para Belo Horizonte.

Tem na Capela de Nossa Senhora das Dores um altar que pode ser um relicario de Chica da Silva.

Outro residente de importancia na cidade foi o bandeirante Francisco Jose Velho Cabral.

Gouveia tem na natureza e suas festas tradicionais os atrativos para o turismo que la tambem floresce atualmente.

42. SAO JOSE DO JACURI

Inciou-se com a chegada, proveniente da Bahia, da familia de Miguel Pereira do Nascimento. O distrito foi criado em 1.852 e, em 1.953, emancipado de Pecanha. Nao ha dados suficientes para estabelecer vinculos mas menciona-se a Cachoeira dos Alves e Ribeirao Fonseca o que pode indicar a presenca dessas familias por la.

Ao contrario de meus conhecimentos anteriores o professor Pimenta dedica cerca de 22 paginas de seu livro `a Historia e Genealogia de Sao Jose do Jacuri. Gracas `a coincidencia de ele ter tido a mae nascida nos arredores da cidade. Conta ele que Manoel de Carvalho e dona Maria Rosa tinham suas vidas desenvolvidas em Gouveia, nas proximidades do Serro e Diamantina. Atraidos pelas terras produtivas da Mata do Pecanha se transferiram para as terras banhadas pelos Ribeiroes Jacuri, Anta e Matinada.

A tomada de posse das terras devem ter ocorrido por volta do ano de 1830. Ele conta tambem que dois outros ex-moradores de Gouveia, Vicente Alves Ferreira e Joao Paulo Alves teriam ido ao incalco do casal, talvez por problemas com suas familias, para solicitar abrigo. Nao apenas receberam abrigo como tambem se tornaram genros dos anfitrioes. Assim iniciaram-se as familias Alves e Carvalho em Sao Jose do Jacuri.

Copiarei aqui um trecho da pagina 209 do livro que ira melhorar um pouco o entendimento da Historia: “Na ocasiao em que estivemos em Sao Jose do Jacuri procedendo a pesquisa sobre os descendentes da Familia CARVALHO, o Senhor VICENTE GOMES, um dos seus descendentes, informou-nos ser de tradicao desta Familia, que, quando MANOEL DE CARVALHO e sua mulher MARIA ROSA ou ROSA MARIA, se estabeleceram com fazenda, nas terras da margem esquerda do Rio Suacui Grande, foram procurados por dois rapazes: VICENTE ALVES FERREIRA e JOAO PAULO. Estes mocos, tendo abandonado o Arraial de Gouvea, em decorrencia de motivos familiares, dirigiram-se para aquela fazenda `a cata de trabalho. Possivelmente ja seriam conhecidos ou mesmo parentes daqueles fazendeiros, com cujas filhas se casaram. Com relacao a VICENTE ALVES FERREIRA, focalizaremos os seus descendentes. Quanto a JOAO PAULO ALVES, nao conseguimos obter dados sobre a sua familia.”

Na porcao genealogica do livro encontra-se que o nascimento do primeiro neto, Emidio Alves Ferreira, filho do Vicente Alves Ferreira e dona Francisca Maria de Souza, a primeira filha do casal Manoel Carvalho/Maria Rosa, se deu em 1834. Disso se conclui o desentendimento familiar referido nao se ter dado com o Barao de Sao Roberto, Quintiliano Alves Ferreira, que nasceu em 1821.

O prof. Demerval Pimenta nao pesquisou ou nao revelou em seu livro se havia ou nao algum parentesco entre os ancestrais de Vicente Alves Ferreira e o Barao. Pelo que parece, nao sabia da existencia dessa coincidencia de sobrenomes. Por minha experiencia, verifico que esse tipo de coincidencia de duas familias com o mesmo nome surgindo no mesmo lugar eh raro, porem, eh razoavel supor-se que ja haviam representantes da familia do Barao, em Gouveia, quando ele migrou de Portugal para la. O que resultaria na origem de todos, nao indicada no A MATA DO PECANHA, poder ser Castelo de Viana.

Ele nao conseguiu identificar a descendencia do Joao Paulo Alves. Identificou a de Vicente Alves Ferreira, um dos avos dele, contudo, encontrou muitas pessoas com a assinatura Alves e Carvalho que nao eram descendentes deste. Presumiu, entao, que sejam descendentes do Joao Paulo e ou de outros filhos do casal Manoel Carvalho/Maria Rosa.

O proprio professor Pimenta foi filho de Dona Josefina Carvalho de Souza. Esta era filha de Manoel Carvalho de Souza com a indigena Francelina Catarina de Souza. O Manoel Carvalho de Souza era o quarto filho do Manoel Carvalho e Maria Rosa. Este casal, atraves da neta Josefina, eh patriarca de alguns milhares de descendentes na atualidade, porem, a maior parte registrada em Sao Joao Evangelista. Ou melhor, entre as geracoes logo subsequentes aos netos, porem, eh provavel que tenham muito mais espalhado por todo o mundo.

Os dados genealogicos das familias descritas no livro A MATA DO PECANHA, ja foram postadas no site geneaminas.com.br.

43. SAO PEDRO DO SUACUI

Quando escrevi a primeira versao deste texto, comi mosca em nao lembrar-me de Sao Pedro do Suacui, ou nao ter conseguido localiza-la atraves do Google Earth. Pretendo redimir-me agora. Noto, porem, que pode haver algum engano na Historia oficial encontrada no site da prefeitura.

Dizem nele que ”havia apenas uma fazenda de cafe rodeada de matas, pertencente ao Sr. Belarmino Alves Salema, que em sua residencia prestava servicos aos tropeiros, oferecia condicoes de descanso e alguns servicos de tralha. Isso deu inicio ao desenvolvimento de um povoado que surge, em 1.875, incorporado ao municipio de Suacui, atual cidade de Pecanha.”

Foi elevado a Distrito em 1882 e Freguesia em 1887. Passou a ser chamado de Tourinho em 1.923 e retornou ao antigo nome em 1.925. O municipio se deu em 1962, desmembrando-se de Pecanha. O primeiro intendente do municipio foi o sr. Geraldo Pires Franca. Apos as eleicoes realizadas em 1963, formou-se a primeira administracao constituida por: Francisco Viriato da Rocha, prefeito; Pedro Caldeira Brant, vice-prefeito; e Vicente Amaral, Raimundo Ferreira Frois, Raimundo Pereira do Nascimento, Pedro Gomes Ribeiro, Jose Rangel de Almeida, Jose Amaral de Oliveira, Joao Soares de Matos, Antonio Vilarino Leal e Antonio Luiz Braga, vereadores.

No livro eh dito que formou-se, em Sabinopolis, o casal Jose Carvalho da Fonseca e Senhorinha Rosa de Jesus, nascida em 1.809, terceira filha do fazendeiro e tabeliao ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR, um dos fundadores da localidade (Sabinopolis). Este casal teria ido morar nas terras ferteis banhadas pelo Ribeirao das Araras, afluente da margem direita do Rio Suacui Grande, nas proximidades da atual cidade de Sao Pedro do Suacui. Os filhos comecaram a nascer na decada de 1820. Embora nao tenham nascido em Sao Pedro, em 1.875 o casal ja teria que estar radicado la, pois, ja estava idoso. Portanto, talvez a sede da cidade tenha surgido a partir de uma unica fazenda, porem, o municipio nao.

A parte genealogica que toca a Sao Jose do Jacuri seria menos importante se fossemos ater apenas `aqueles que nos sao consanguineos. Embora nao tenhamos dados que nos liguem todos a Sao Jose do Jacuri eh preciso continuar a Historia recitada pelo autor de A MATA DO PECANHA. Eh que ele nao deu certeza absoluta mas pensava que o Jose Carvalho da Fonseca fosse irmao do Manoel Carvalho.

Dos filhos do Jose Carvalho da Fonseca e Senhorinha Rosa de Jesus, o Jose Carvalho da Fonseca (Juca) residiu com a esposa Hipolita de Oliveira na Fazenda da Gameleira; o Antonio Monteiro de Carvalho, morou no municipio com duas esposas, porem, so eh revelado o nome de dona Adelaide de Carvalho; e o Manoel Carvalho da Fonseca (Manuelzinho) tambem residiu em Sao Pedro, casado com a sobrinha, Maria Salome da Fonseca (Dona Inha).

Os outros residiram em Paulistas, Maximiano Mondeiro de Carvalho; Sao Joao Evangelista, Zeferino Monteiro de Carvalho; Rio Vermelho, Celestino Monteiro de Carvalho; Paulistas, Joaquim Monteiro de Carvalho; Guanhaes, Maria Augusta Cesarina de Carvalho; Sao Joao Evangelista, Senhorinha Candida de Carvalho Alves; e Sao Joao Evangelista, Salvina de Carvalho.

Ha que se lembrar aqui que a Maria Augusta foi a esposa do tio-tetravo, Capitao Francisco Nunes Coelho, aquele que ativamente articulou a emancipacao de Guanhaes e Pecanha.

Mas o importante eh recordarmos que se todas as conjecturas levantadas aqui forem fatos, entao, Gouveia, Sao Jose do Jacuri, Sao Pedro do Suacui e Sao Joao Evangelista, alem de parte de Guanhaes, Rio Vermelho e Paulistas tiveram suas populacoes irmanadas pelas assinaturas Alves, Carvalho e Ferreira. Claro, estes foram alguns dos sobrenomes iniciais mas atualmente a Historia pode ser diferente.

44. VIRGOLANDIA, ANTIGO RAMALHETE

Data de 1.872 a entrada das primeiras familias. Andrade, Climerio, Aguiar, Leite, Malta e Maya. Recebeu como primeiro nome, Sao Goncalo do Ramalhete. Dona Maria Malta foi quem doou as terras para o aldeamento. Cita-se como politicos proeminente os senhores Florencio Malta e Joaquim Electo.

Existe no livro A MATA DO PECANHA algumas mencoes a nascimentos da familia Pimenta registrados no antigo Ramalhete. Porem, nao guardei na memoria de quem se trata. Ha que se fazer referencia aqui `a importancia da familia Electo tambem na Cidade de Pecanha. O sobrenome consta em casamentos de uma e outra familia.

45. COLUNA

Os primeiros moradores foram Manoel Goncalves Prudente e sua esposa Delfina Maria da Conceicao. Seo Manoel era tratado tambem como Manoel Pena. Eles doaram as terras para o aldeiamento em 1.885.

Em 1.889 registra-se a chegada de novos moradores como: Francisco Gomes Lisboa, Joaquim Marques da Fonseca, Herculano da Silva Torres, Teofilo Pereira de Oliveira, Joaquim Gomes de Oliveira.

Em. 1.923 o nome do distrito foi reduzido para Coluna e transferido de Pecanha para Sao Joao Evangelista. Data de 1.953 a criacao do Municipio de Coluna.

Apesar de ter pertencido tanto ao Municipio de Pecanha quanto ao de Sao Joao Evangelista, nao me recordo de mencao a ele no livro do prof. Demerval. Contudo Existem ramos das familias cujos patriarcas sao Jose Coelho de Magalhaes, Antonio Borges Monteiro e Miguel Pereira do Amaral que nao foram abordados por ele ou pela prima Ivania Batista Coelho. Mas foram tratados por outros como o prof. Nelson Coelho de Senna e o dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourao. Se conseguir localizar os dados contidos nestas duas outras obras teremos fatos genealogicos mais precisos das familias que povoaram os entornos dos Municipios do Serro e Diamantina.

46. TEOFILO OTONI E A HIDROGRAFIA DO ANTIGO SERRO FRIO

Aqui fechamos, por enquanto, o destino que tomou o antigo territorio ligado a atual cidade de Pecanha que teve varios outros nomes, como: Santo Antonio do Bom Sucesso do Descoberto de Pecanha, Santo Antonio do Pecanha, Rio Doce ou Vila do Rio Doce, Suassui e finalmente Pecanha.

Mas eh preciso que observemos os mapas fisico e politico da regiao para compreendermos partes muito importantes da Historia da regiao antigamente dominada pelo Serro. A formacao montanhosa, com alguns planaltos intercalados, tornou-se historica logo no inicio da colonizacao do Estado de Minas por causa de suas ricas jazidas de ouro em aluviao.

Apos a primeira fase, em que o ouro foi a motivacao para a colonizacao, sobrou a estagnacao. Entao, nao restou aos nossos antepassados outra alternativa que migrar dos pontos de mineracao para buscar novas jazidas ou partir para a doma da floresta com o fim de promover a exploracao agropecuaria. Um dos pontos de encontro de novas jazidas foi o local onde hoje se situa a cidade de Minas Novas.

No Inicio do seculo XVIII, o local ainda desabitado por europeus, pertencia aa Provincia da Bahia. Pela distancia entre Salvador e pela proximidade do Serro, visando ter um melhor controle da producao de diamantes e ouro, a coroa portuguesa transferiu um imenso territorio para Minas Gerais, entregando a administracao ao Serro.

Agora, eh preciso visualizar o mapa hidrografico de Minas Gerais. A Serra do Espinhaco pode ser chamada de a Mae das Aguas. Dela brotam varios rios importantes. Particularmente, ligados ao Serro e regiao estao o Santo Antonio e o Suacui Grande, ambos afluentes do Doce e desaguam nele um pouco acima e um pouco abaixo, respectivamente, de Governador Valadares. Outros dois de imensa importancia sao o Mucuri e o Jequitinhonha.

Estes cursos d’agua nos fazem entender melhor a mente dos norte-nordeste-mineiros entre 250 a 70 anos atras. A principio, eles estavam forcados pelas imposicoes da coroa portuguesa a se servirem apenas da Estrada Real para se comunicarem com o mundo exterior. Para a parte mais ao sul do estado isso poderia parecer logico porque estavam mais proximos do Rio e Sao Paulo.

Para os do Centro-Nordeste, sempre fora o sonho encontrar outras vias de comunicacao com o mar. Ja se sabia que a distancia entre o Serro e Vitoria, via rios, era muito mais curta que ate o Rio de Janeiro. O que impediu uma tomada de decisao no sentido de abrir-se logo esse caminho foram as muitas doencas tropicais que infestavam o Vale do Rio Doce, sobretudo em torno do leito mais proximo a esse, devido ao clima quente, propicio `a multiplicacao dos mosquitos vetores das doencas.

Outros impedimentos foram nao ter-se descoberto nenhuma jazida mineral preciosa e tambem o numero de habitantes que ainda era excasso em relacao ao imenso territorio. Porem, a pressao para buscar terras novas aumentou muito a partir do inicio dos anos 1.800, onde as manifestacoes do ouro quase nao existiam mais e a populacao comecou a multiplicar-se.

Note-se que sem atrair grandes contingentes externos, o que foi proporcionado pela existencia de ouro no inicio, a unica forma de fazer a populacao crescer era a reproducao. Assim, os saltos de aumento da populacao tinham que surgir a partir da sucessao de geracoes. O que eh mais demorado que nas ocasioes de movimentacao migratoria.

Nos anos de 1.820-30, Teofilo Otonni foi o visionario da ideia de transformar os rios locais em vias que levassem `a saida para o mar. Ele fundou a Companhia Filadelfia com a intencao de transformar o Rio Mucuri, em uma estrada fluvial. O nome Filadelfia tinha vinculos com os ideais politicos do Teofilo em nossa Historia. Filadelfia foi onde algumas ideias da constituicao americana foram fermentadas.

Ele liderou a Revolucao Constitucionalista, em 1.842, por causa do despotismo dos conservadores no poder. Esta foi a revolta a favor da antecipacao e manutencao da maioridade de Pedro II, aos 14 anos de idade.

A partir do Serro, e atraves de Minas Novas, ele implantou o nucleo que acabou resultando no surgimento do distrito de Filadelfia, atual Cidade deTeofilo Otoni. O Projeto Filadelfia tambem foi responsavel pelo surgimento de outros distritos que evoluiram para cidades. Uma dessas eh Nanuque e, possivelmente, Itambacuri.

Naquele tempo em que nao havia ainda uma total consciencia de brasilidade ou uma unidade nacional, as cabecas dos mineiros estava muito atenta `a necessidade de Minas Gerais possuir uma saida para o mar. Independente do Rio de Janeiro, Sao Paulo e mesmo de Vitoria. Era um grande temor pensar que o Brasil fosse ter o mesmo destino que o territorio espanhol, que dividiu-se em varios paises. Nesse caso, se Minas Gerais nao encontrasse uma saida para o mar ficaria refem dos outros.

Ao longo de nossa Historia surgiiram ideias como a compra ou troca de territorio com a Bahia. Nao esta nos livros de Historia mas parece-me que, nao tanto tempo atras assim, um coronel desses peitudos que gracavam em Minas Gerais juntou a jaguncama dele e invadiu o palacio de governo do Espirito Santo. De la enviou um telegrama avisando ao governador que o problema ja estava resolvido, que o Espirito Santo era nosso. Foi preciso que o governador usasse de toda a diplomacia para evitar consequencias maiores.

Em meu tempo de crianca os mapas de Minas Gerais vinham com uma subdivisao. A area ao norte do leito do Rio Doce era marcada com um Zona Litigiosa. Era reinvindicada pelo Espirito Santo mas isso foi resolvido gracas `a preferencia que Minas deu por transformar Vitoria em seu porto maritimo. O Espirito Santo cedeu quanto a suas reinvindicacoes enquanto Minas Gerais injetou desenvolvimento economico por causa do imenso fluxo das exportacoes minerais, particularmente a de ferro.

Ha que se fazer tambem mais uma mencao honrosa aos muitos rios que partem da nossa regiao. Um dos maiores problemas que se espera enfrentar da segunda metade do seculo XXI em diante sera a escassez de agua doce no planeta. Eh o tempo, entao, de planejar-se o melhor aproveitamento desses rios e enxergar neles o potencial economico que terao.

Em regioes mais ricas do planeta eles ja teriam dezenas de represas produzindo energia eletrica. Suas aguas estariam irrigando todo o Nordeste Mineiro, Sul Bahiano e Norte do Espirito Santo. As aguas seriam multiplicadas com o multiuso. Ou seja, pode-se usa-las nas cabeceiras para o criatorio de peixes. As represas produziriam energia mas tambem regulariam o fluxo recolhendo aguas nos anos chuvosos e deixando-as correr mais, nos anos de falta.

A irrigacao poderia ser feita por gotejamento, explorando-a da melhor maneira possivel em culturas que exijam menos aguas. Enfim, planejando-se com antecedencia e consciencia esta se tornaria a regiao prometida.

A regiao deve equivaler ao tamanho de 2 ou aos 3 estados da Regiao Sul do Brasil. Eh uma regiao de contrastes, envolvendo extremas pobrezas e riquezas ao mesmo tempo. Tudo pode produzir e esta numa area ainda pouco ocupada. Em torno dela estao as regioes metropolitanas de Salvador, Vitoria, Rio de Janeiro e nao muito distantes, Belo Horizonte, Brasilia e Sao Paulo. Somadas, sao pelo menos 40 milhoes de consumidores apenas nessas regioes metropolitanas.

Outra particularidade, a regiao esta em contato direto com o mar e sua ligacao com ele pode ser feita pelo proprios rios. Do outro lado do Oceano Atlantico esta um dos mercados de consumo em expansao que eh a Africa. Enfim, essa eh a ”terra prometida”, da qual a nenhum profeta foi permitido revelar.

ITAMARANDIBA

Em meu texto original nao consta um titulo a respeito da Cidade. Por enquanto farei esse comentario provisorio. Ela vem de tempos mais antigos e talvez date dos anos 1.500 ou 1.600. Tinha o nome de Sao Joao Batista antes de tornar-se Itamarandiba.

Por informacoes, sabe-se que o sobrenome Coelho esteve presente la naquela epoca. Nao saberia dizer se se trata do mesmo Coelho de alguns dos ramos que somos descendentes.

Podemos lembrar que o Manuel Rodrigues Coelho, tesoureiro da Camara Municipal de Vila Rica em 1719, dono de lavras de ouro no Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durao em Mariana – MG, e que recebeu Cartas de Sesmarias do General Gomes Freire de Andrade em 1744, eh tido como, “O fundador dessas familias norte-mineiras”.

Esse Manuel Rodrigues Coelho foi apontado como antecedente do nosso ancestral portugues, Jose Coelho de Magalhaes. O que me parece um engano ja que ambos eram portugueses sendo o primeiro, muito provavel, nascido no final dos anos 1.600 e, por volta de 1.750, o segundo. Eh conhecido que a descendencia do Manuel migrou para Santa Barbara, Itabira e Conceicao do Mato Dentro. Entao, nao seria dificil imaginar que, por volta dos anos 1.750, algum neto dele ja estivesse espalhando o sobrenome em Sao Joao Batista.

Mas a origem desse Coelho tambem pode ser outra. O Norte de Minas fazia parte da Provincia da Bahia ate por volta do surgimento de Minas Novas, por volta de 1.750. Como cada Provincia era considerada praticamente um pais independente, a coroa portuguesa percebeu o risco em ter uma mina tao proxima da fronteira entre as duas Provincias e tao distante da capital Salvador.

O risco era o contrabando do ouro e diamantes. Assim, ela transferiu parte do territorio da Provincia da Bahia para a de Minas Gerais. Sao Joao Batista, a futura Itamarandiba, veio junto nesse pacote. Porem, ai ja poderia morar algum Coelho de ascendencia da tradicional familia Coelho bahiana e nao mineira.

No livro A MATA DO PECANHA, o prof. Dermeval registra varios nascimentos da familia Pimenta em Itamarandiba. Tratando-se de pessoas que nasceram no maximo no inicio da decada de 1960, entao, podemos esperar um bom numero de representantes atualmente. Aqui nao estou contando as descendencias das familias, Borges Monteiro, Pereira do Amaral, Barbosa Moreira, Souza Azevedo, Coelho de Almeida e mesmo do Tronco Pimenta-Vaz Barbalho, das quais descendemos e que muito ajudaram no povoamente do Nordeste Mineiro em geral.

Precisava ter acesso aos conteudos dos livros: ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS, do professor NELSON COELHO DE SENNA, e: GENEALOGIA E BIOGRAFIAS DE SERRANOS E DIAMANTINENSES, do nosso primo Dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourao, pois, os estudos deles dao grande contribuicao ao esclarecimento da formacao genealogica da populacao regional.

MINAS NOVAS

Minas Novas eh uma cidade que surgiu por volta dos anos 1750. O nome ja indica a origem. Com o esgotamento das minas dos antigos centros mineradores la foi o lugar onde alguem tirou a sorte grande. Nao pesquisei a Historia dela direito. Sei que tornou-se o motivo de Minas Gerais “herdar” uma parte do antigo territorio bahiano.

No Serro ja existia a Intendencia do Ouro e que era a mao da coroa nos quintos da producao. Assim, foi uma decisao economica extender o poder da Intendencia para melhor controlar os lucros. Os registros de nascimentos em Minas Novas da familia sao muitos excassos. Mas o que se pode esperar eh que serao maiores quando encontrarmos dados que nos vincule aos primeiros moradores das Cidades do Serro e Diamantina porque seus descendentes nao devem ter perdido essa corrida do ouro nas novas minas.

ITAMBACURI

Tambem surgiu com o movimento deflagrado por Teofilo Otoni e seu Projeto Filadelfia. Temos um vinculo com Itambacuri muito forte, porem, trata-se dos ramos Batista Coelho e Magalhaes Barbalho. Os dois ramos, a principio, nao descendem dos Borges Monteiro ou Pereira do Amaral. Os contatos com essas familias se dao posteriormente.

Em Virginopolis nasceu o tio-bisavo Pedro de Magalhaes Barbalho e a tia-bisavo Antonia Honoria Coelho. Eles casando, em 1876, ja formam uma das muitas aliancas entre os dois ramos Coelho. Deles nasceu, em 9.5.1.903, o Milton de Magalhaes Barbalho que se casa com dona Zulmira Monteiro Magalhaes. Dona Zulmira era natural de Itambacuri e la a familia se multiplica. Talvez o Monteiro dela provenha da Familia Borges Monteiro.

Uma das filhas do casal, a Elzira Magalhaes Scofield, torna-se esposa do natural de Teofilo Otoni, Valmir de Oliveira Scofield. Deixam, nada mais nada menos, que 16 filhos. A mais nova, Silma Scofield, nasceu em 1.965. O restante da Historia precisa ainda ser desvendada porque nao tenho os dados dai para a frente.

Eh provavel que muita gente mudou-se de la para todos os cantos do planeta, particularmente para Governador Valadares e o exterior. Mas, com essa capacidade reprodutiva, nao precisa mesmo que todos ficassem para supor-se que um bom numero de descendentes ainda esteja residindo la.

TEOFILO OTONI

De Teofilo Otoni propriamente, temos a informacao apenas de nascidos la que se casaram na familia, porem, nao temos registros de nascimentos de pessoas da familia na cidade. Nao que nao existam. O fato eh que nosso banco de dados eh limitado. Alem do Valmir de Oliveira Scofield podemos citar o Dr. Francisco Antonio Lins Leal. O segundo tambem nasceu em Teofilo Otoni e foi encontrar a tia Otacilia de Magalhaes Barbalho em Virginopolis. Vivem em Governador Valadares.

Recordo-me de ter visto que um dos antigos da familia residiu em Teofilo Otoni. Contudo, o prof. Demerval nao especificou se houvera se casado ou nao e se deixou descendencia.

PESCADOR.

O antigo Sao Pedro Pescador fica entre Itambacuri e Teofilo Otoni. Nao temos registros de nascimentos la. Talvez por deficiencia do nosso banco de dados. Sei que o Abel Coelho, marido de sua prima Maria do Socorro Coelho, tinha fazenda na distrito com o nome de Cibrao. Era vizinho dos irmaos Nunes Coelho, filhos do tio Horacio Nunes Coelho/Maria Marcolina Coelho (Nelson, Jose Maria, Jorge e Pedro).

Os donos das propriedades sempre residiram em Governador Valadares. Mas o Buru [Luiz Gustavo], filho dos tios Jorge Nunes Coelho/Camila Coelho foi pescar a sua cara-metade Ivanilda Maria Costa Coelho la. Tia Camila eh a mais recente octogenaria na familia. Irma de minha mae e querida por todos.

47. RIO VERMELHO

Comecarei agora uma sequencia nova. Citarei alguns municipios do circuito do Rio Suacui Grande que nao se desmembraram de Pecanha.

Talvez Rio Vermelho tenha algum haver com alguem da familia. Eh dito que o primeiro morador era conhecido apenas por Magalhaes. Mas o arraial teria sido fundado em 1.776 por Antonio Goncalves Torreao. Ela fica no cruzamento das estradas de Diamantina para Minas Novas e “Filadelfia”. Conta com o distrito de Mae dos Homens e foi desmembrada do Serro.

O livro do prof. Pimenta ja tras os registros de alguns nascimentos da familia em Rio Vermelho. Como o livro foi publicado em 1966, esses registro ja podem ter sido multiplicados por varias vezes. Os que assinarem Pimenta, Carvalho ou Monteiro ou tiverem ancestrais com outros nomes mais frequentes na familia podem esperar serem parte dela.

Ha, no livro, inclusive uma parte historica da cidade, onde se le: “CELESTINO MONTEIRO DE CARVALHO, residia na Freguesia de Rio Vermelho, onde era eleitor em 1865 e Juiz de Paz em 1875. Por informacoes que obtivemos de sua sobrinha, MARIA AMELIA DE CARVALHO FONSECA, residente em Pecanha, era ele casado com MARIA FERNANDES DA SILVA, de cujo casamento, entre outros filhos, nasceram: CARLOTA CARVALHO e MARIA AUGUSTA CARVALHO. Entre seus descendentes, podemos citar a sua neta MARIA RIBEIRO MIRANDA, mae de OLIVEIRO BATISTA, funcionario do Banco do Brasil, na Cidade de Paracatu.” A Mata do Pecanha, pagina 207, I edicao, 1966.

48. NACIP RAYDAN

Cita-se como primeiros moradores do antigo Bananal de Virgolandia a Bernardo Guimaraes e a familia Alvarenga. Tem origem no ciclo da formacao das fazendas. Pertencia a Virgolandia ate 1.962 quando se emancipou. Tanto Alvarenga quando Guimaraes sao sobrenomes comuns na descendencia Coelho.

49. FREI INOCENCIO

Situa-se proxima `a foz do Suacui Grande que desagua no Rio Doce, logo apos este passar por Governador Valadares. Tem origem no projeto Filadelfia do colonizador Teofilo Otonni. O primeiro nome do povoado foi Fazenda do Suacui. Em 1.953 foi elevado a distrito, pertencendo a Itambacuri. Em 1.962 emancipa e o nome eh homenagem ao capuchinho, frei Inocencio de Comido.

50. MATHIAS LOBATO, ANTIGA VILA MATHIAS

Dificilmente se poderia dizer que Mathias Lobato tivesse historia diferente de Frei Inocencio ja que as duas cidades sao uma a continuidade da outra. Refiro-me literalmente `as ruas. Porem as Historias das duas diferem pelo fato de a antiga Vila Mathias advir do desmembramento do territorio de Governador Valadares. Virou distrito em 1.953 e em 1.962 tornou-se municipio.

Conta-se que a mudanca do nome para Mathias Lobato se deu porque os moradores pensavam que ter a palavra Vila no nome fosse apequenar a importancia. Estranha essa concepcao. Mudar o nome nao ira alterar o fato de a cidade ser uma das menores do Estado.

Nao estou aqui querendo menosprezar ninguem. Estou apenas achando graca. O Brasil ainda esta caminhando para um dia chegar ao que temos hoje nos Estados Unidos. Aqui sempre foi a regra o respeito de cada um ter o direito de possuir o seu proprio meio de transporte. Com isso algumas coisas se invertem em relacao ao Brasil.

Nos Estados Unidos, geralmente, onde se reside nao ha pontos comerciais. Os maiores pontos comerciais se instalam ao longo das antigas estradas, numa area mais rural, onde houver espaco para um estacionamento maior que o estabelecimento comercial e que, aqui, sao chamados de Shopings. Esse lugar fechado que no Brasil deram o mesmo nome, aqui, sao denominados Mall.

As pessoas mais ricas geralmente, como se diz no Brasil, “nao moram, se escondem”. Elas procuram os locais nao tao distantes, porem, longe o suficiente para nao sofrerem os efeitos da poluicao sonora e do ar das cidades maiores. Com carro, facilmente se faz 100 km em 1 hora. As pequenas cidades se esmeram em oferecer as melhores condicoes para os candidatos a residentes. O lugar onde a Gisele Bundchen e o Tom Braddy escolheram para morar aqui na regiao, nao deve ser maior que Vila Mathias.

Alias, se as condicoes fossem semelhantes, possivelmente a cidade de Mathias Lobato seria um dos refugios para os abonados de Governador Valadares. Aqui eh comum darem nomes tais como Cottage Village, Natick Village ou qualquer outra Village da vida. Alias, o Brasil esta infestado de condominios fechados, onde os ricos moram, com nomes copiados daqui e sobrenome Village.

Nao encontrei dados que me permitam afirmar que temos ligacoes familiares em Mathias Lobato. Apenas posso citar uma breve lembranca de ter ouvido falar em Vila Mathias, quando ainda jovem, que me parece ter sido local onde alguns Nunes Coelho de nossa familia residiam.

51. DIAMANTINA

Fugindo um pouco `a ordem, voltarei aos dominios do Serro. Diamantina nasceu com o nome de Arraial do Tijuco e nao se mostrou abundante em ouro como a mae, Serro. Somente em 1.729 os diamantes foram descobertos por Bernardo da Fonseca Lobo. Por causa do valor das pedras preciosas a populacao foi submetida por longo tempo ao codigo que controlava os atos dela sob varios aspectos. Ele foi decretado pela Real Coroa e escrito no celebre Livro da Capa Verde. Somente apos 1.821 o poderio dessas leis foi abrandado.

A criacao do distrito se deu em 1.819, passou a Vila em 1.831 quando adotou o nome de Diamantina. Em 6 de marco de 1.838 ja era cidade, emancipando do Serro. Diamantina tornou-se um importante centro cultural.

Eh mais em razao da cultura que temos ligacoes com Diamantina, embora tenhamos de la uma trisavo “torta”. Ela foi a segunda esposa, de papel passado, do trisavo Antonio Rodrigues Coelho. Contudo eles nao tiveram descendencia. Ela se chamava Virginia de Campos Nelson, nasceu em Diamantina e faleceu no Rio de Janeiro.

Foi de Diamantina que saiu o professor Francisco Dias de Andrade que levou para Virginopolis o, entao, revolucionario metodo de ensino. Foi sob a orientacao dele que o Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio foi Construido em 1.910.

Antes disso a professora local era a Dindinha Ercila Coelho de Andrade, a bisavo junto com o bisavo Marcal de Magalhaes Barbalho. Nao sabemos se havia parentesco entre os dois Andrade. Sabemos que ela estudou em Diamantina e la pode ter conhecido o futuro professor de geracoes de virginopolitanos.

Nao se sabe o local onde a Dindinha Ercila nasceu. Relata-se na familia que morava com os pais em uma fazenda entre Itabira e Guanhaes. O bisavo Marcal contratou o casamento e enviou-a para Diamantina, para casarem-se apos concluida a educacao dela.

Outra suspeita de ligacao com Diamantina esta no cidadao mais conhecido daquel cidade. Juscelino Kubitschek de Oliveira, o presidente que implantou Brasilia no coracao do pais, era neto de dona Maria Joaquina Coelho, a mae de dona Julia Kubistschek. Eh possivel que o Oliveira deles esteja ligado ao de Joao Fernandes de Oliveira que em 1.738 foi nomeado contratador do Tijuco.

Contratador foi a figura criada para controlar as concessoes de mineracao de diamantes e era quem fazia obedecer o codigo real e recebia os impostos. Infelizmente, nao tenho acesso a dados das raizes de dona Maria Joaquina.

Apenas se sabe que dona Julia Kubistschek sobrevivia hospedando estudantes em sua residencia. Uma de suas inquilinas foi a tia-avo Edith Coelho do Amaral. Ela conheceu o Juscelino ainda crianca (ele) e nunca aprendeu a trata-lo por outro nome senao pelo apelido de infancia que era Nono.

Atualmente existem muitas outras ligacoes genealogicas com Diamantina. Embora nos faltem dados para provar que sejam realmente muitas. Alem do que conhecemos, temos a mencao disso no livro, A Mata do Pecanha, do professor Demerval Jose Pimenta. Ele se referiu aos Borges Monteiro mas parte eh Coelho tambem.

Tudo muda agora que conheco o conteudo do livro do professor Pimenta. Existem dezenas de membros da familia registrados como nascidos em Diamantina. Inclua-se entre os nascidos la os 5 filhos dos tios-tetravos Maria Balbina de Santana e Boaventura Jose Pimenta. Foram eles: Modesto Jose Pimenta, casado com a tia-tetravo, Ermelinda Querubina Pereira do Amaral [o livro do prof. Dermeval versa basicamente a respeito da descendencia desse casal]; Francisco de Assis Pimenta, casado com Francisca Augusta Pires, e dele eh dito:

“Eh o segundo filho de Boaventura Jose Pimenta e Dona Maria Balbina de Santana, filha de Antonio Borges Monteiro Junior e Dona Maria Madalena de Santana. Nasceu em Diamantina, batizado em 8-12-1825, e ali casado com Dona Francisca Augusta Pires. Foi negociante de fazendas, ourives, dentista, Capitao da Guarda Nacional do Estado Maior do Quarto Esquadrao de Cavalaria e Chefe do Recrutamento de Voluntarios para a Guerra do Paraguai. Falecido em Belo Horizonte, em 10 de julho de 1908.”

Isso eh dito do terceiro filho: “Antonio de Padua Pimenta. Eh o terceiro filho do senhor Boaventura Pimenta. Nasceu em Diamantina, em 12 de junho de 1827, onde residiu e se casou com Dona Maria (Mariquita). Foi Sargento do Quartel-Mestre da Guarda Nacional e 1o. Batalhao, no. 19, do Estado Maior e Menor de Diamantina.”

A quarta eh a Senhorinha Augusta Pimenta. “Nasceu em Diamantina e faleceu em Sao Jose do Jacuri, em 2 de outubro de 1908. Nao se casou.”

A quinta filha parece ter sido identificada posteriormente `a elaboracao do texto do livro pelo professor Demerval Pimenta. Registrada na pagina 242, assim esta escrito a respeito dela: “BN-4-A – MARIA JOSEFINA, filha de MARIA BALBINA SANTANA, nascida em Diamantina, casada com o farmaceutico JOSEFINO RODRIGUES DA COSTA, em Diamantina. Transferiram-se para Sao Jose do Jacuri, onde foi professora. Ali criaram a familia e faleceream.”

Do lado Coelho esta bem especificado que alguns filhos dos tios-tetravos: Joao Coelho de Magalhaes/Bebiana Lourenca de Araujo foram para e se casaram em Diamantina. Nao consegui ainda o livro: “Algumas Notas Genealogicas” do prof. Nelson Coelho de Senna mas ele deve conter mais “algumas notas genealogicas” do nosso parentesco com a populacao de Diamantina.

A minha certeza disso esta no fato de o prof. Nelson ter sido bisneto do casal Joao/Bebiana, portanto, ele devera ter colhido bons dados genealogicos da propria familia. Alias, para quem desejar acompanhar um pouquinho da genealogia dele, de como a descendencia dele se tornou ascendente de membros da familia real brasileira, basta ir ao site Geneall.net – Portugal. Mandando buscar o nome do Jose Coelho de Magalhaes, 1782, poderao seguir os nomes descendentes: Joao, Emilia, Maria, Nelson, Mucio, Silvia Emilia. Dai poderao ver com quem os filhos da ultima se casaram. Eu espero encontrar tambem nesse livro, publicado em 1939, algo mais a respeito do sobrenome Senna.

Mas tambem quero buscar o livro: “Genealogia e Biografias de Serranos e Diamantinenses.” O autor nao eh outro senao o Dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourao, filho do casal: Josefina Ermelina Pimenta e Joao Raimundo Mourao Junior. Ela era professora publica e filha do casal Francisco de Assis Pimenta e Francisca Augusta Pires citado acima. Eh razoavel esperar que ele tenha abordado de forma mais ampla a descendencia dos Borges Monteiro e outros.

Como o livro do dr. Luiz Eugenio eh de 1952, o professor Demerval nao repete todos os dados por ele recolhidos. Apenas apresenta, nas 3 ultimas paginas do A MATA DO PECANHA, um resuminho. Mas, por esse resumo ja da para imaginar que a nossa consanguinidade com as populacoes daquele lado do Estado de Minas nao eh pequena e, provavelmente, cumulativa por diversos caminhos.

52. GOVERNADOR VALADARES, ANTIGA FIGUEIRA

No dizer dos mineiros, eu estava ”rodeando toco” para entrar no assunto Governador Valadares. Existe uma certa tendencia `a mitologia quando se trata do aspecto origem do municipio. Eh uma tendencia ao romantismo. Portanto, vou ater-me ao minimo possivel.

O local foi destinado desde milhoes de anos a tornar-se ponto de uma povoacao qualquer. Eh onde o Rio Doce faz uma curva de 90 graus ganhando a direcao do Estado do Espirito Santo. Ao contrario da maior parte da regiao, possui baixadas amplas, com pouca declividade. O Rio Doce torna-se mais navegavel a partir dai. Ele que nasce na Zona da Mata com o nome de Piranga tem a direcao, no sentido sul-norte, espremida entre a Serra do Espinhaco e a Serra Geral. Em Valadares descobriu um ponto fraco na Serra Geral e cavou seu leito em busca do mar, desembocando na regiao de Linhares, um pouco ao norte de Vitoria.

Em 1.808 uma das primeiras ordens do entao chegado principe regente, D. Joao VI, foi o de criar seis Divisoes Militares no Rio Doce. Por ser ponto estrategico, por ter o Pico do Ibituruna como referencia para as futuras incursoes expedicionarias, tornou-se um desses quarteis. Porem, ja naquele tempo, o que o governo decidia era uma coisa, sua execucao era outra.

O Quartel D. Manoel so foi estabelecido em 1.823. Sem ouro ou outros materiais preciosos que atraissem levas de moradores e com o calor abafado que favorecia a presenca endemica de febres tropicais, o aldeamento permanece por um seculo estagnado.

Mesmo que em 1.884 tenha sido criado o distrito de Santo Antonio da Figueira, a distancia entre os tradicionais nucleos mineradores e ele se mostravam importante obstaculo para seu crescimento. Foi preciso que as familias da regiao de Pecanha, Guanhaes e outros lugares se multiplicassem e a cada geracao criassem povoados cada vez mais proximos daquele distrito para que o local fosse redescoberto.

Em 1.902 teria sido a premicia do grande futuro que estava reservado para o lugar. O decreto lei 4.337 criaria a famosa Estrada de Ferro Vitoria Minas, EFVM. O itinerario original dessa estrada passaria por Pecanha e Diamantina. Porem a descoberta das jazidas de ferro em Itabira provocou a decisao de mudar o itinerario em 90 graus, exatamente como faz o Rio Doce. Assim entre Vitoria e Governador Valadares o plano nao sofreu alteracao. Mas essa mudanca inverteu o foco do desenvolvimento de uma regiao para outra, decretou o isolamento dos antigos dominios do Serro Frio.

Dessa fase temos os dados que indicam que qualquer historia anterior pode ser mitologica pois em 1.909 o distrito contava com mais ou menos 200 habitantes. Em 1.910 eh inaugurada a EFVM. Entao comeca a aceleracao. Em 1.912 ja contava com 300 habitantes. O que da mais ou menos uma rua nao muito grande `a epoca.

Em 1.918 foi aberta a primeira “estrada de boi” em plena mata virgem, entre Itambacuri e Chonim. Chonim eh um distrito proximo, pertencia tambem a Pecanha antes que Valadares emancipasse.

No curso de sua Historia a cidade teve diversos nomes: Porto de Dom Manuel, Porto de Figueira do Rio Doce, Santo Antonio de Bom Sucesso, Porto do Figueira dos Botocudos, Baguari, Santo Antonio da Figueira, Figueira do Rio Doce, Figueira, ate Governador Valadares. O nome definitivo foi uma homenagem ao ex-governador Benedito Valadares que foi quem assinou a emancipacao do municipio.

Mas o crescimento de Governador Valadares deu-se mesmo a partir da segunda Guerra Mundial nos anos 40. Isso porque, alem da estrada de ferro, os americanos construiram, em tempo recorde, a BR-116 ou Rio-Bahia. Eles precisavam de materias primas para uso na II Grande Guerra e que eram abundantes na regiao e tambem que o transporte desta fosse interiorizado para evitar os ataques dos submarinos alemaes. Assim a populacao que em 1.940 ja era de 5.734 habitantes, pulou, respectivamente, para 20.357 e 70.494 em 1.950 e 1.960.

Nos anos 70 falava-se muito na explosao demografica em Governador Valadares. Era o municipio brasileiro com a taxa mais elevada de crescimento nesse sentido. Mas o municipio sofreu grande reves a partir de entao, pelo pecado de nao ter se industrializado. O foco desse crescimento acelerado moveu-se em direcao a Joao Monlevade, Ipatinga e Timoteo por causa das recem-criadas aciarias instaladas nelas.

A partir dos anos 80 a saida que os moradores de Valadares encontraram foi a do aeroporto, para o exterior. Essa saida massiva, que envolvia, em boa parte, os moradores jovens que haviam nascido nas cidades circunvizinhas e morado um certo tempo em Valadares, acabou dando uma certa estabilidade `a economia local, pois, o envio de dinheiro do exterior sustentou o moderado crescimento que se deu a partir de entao.

Bom, mas esse nao eh o meu objetivo principal agora. Essas comparacoes sao importantes sobretudo quando cruzadas com o trio: Joao Monlevade, Ipatinga e Timoteo, e com uma ajudazinha de Santana do Paraiso e Belo Horiente, que foi transformado no polo industrial regional.

Infelizmente nao tenho uma lista de primeiros moradores da Figueira. A lista que tive acesso eh a dos pioneiros. Nao sei qual foi o criterio usado para o surgimento dessa lista. Sei que os valadarenses sempre mencionam os pioneiros mas nao sei em que sentido eles foram eleitos pioneiros.

Citarei a lista completa somente do ano 1.916 que eh o primeiro ano. Sao eles: Irmaos Mafra, Gil Pacheco Magalhaes, Sinval Rodrigues Coelho, Saluto de Morais, Crispim Lopes, Alfredo Fabri, Otaviano Fabri, Nelson Morais, Alvaro Rocha, Jose Mesquita Filho, Jose Paulo Fernandes, Antonio Alcibiades Pinto e Joaquim Campos Amaral.

Dois tenho absoluta certeza que sao Coelho, naturalmente, o tio-avo Sinval Rodrigues Coelho cuja esposa era a tia-avo Maria (Maricas) Magalhaes. Ambos nasceram em Virginopolis. Ele era irmao da avo Dindinha Zulmira e ela da avo Davina. Nascidos em 1.897 e 1.899, respectivamente, obviamente nao constam dos primeiros moradores de Valadares.

O outro eh o seo Gil Pacheco. Filho dos tios-bisavos, Quiteria de Magalhaes Barbalho e Joaquim Pacheco Moreira, nasceu em 1.898 em Virginopolis. Era casado com Maria Vieira (de Magalhaes), nascida em Borba Gato. (mencionei Borba Gato em 9. Santo Antonio do Rio Abaixo).

Menciono, de 1.920, a presenca de dona Laura Merces Cabral por, possivelmente, ser parente do Jose Cabral Pires, casado com a tia-avo Nize Coelho do Amaral. Ele veio de Santa Maria de Itabira. E, de 1.923, o sr. Lincoln Byrro, que pode ter alguma ligacao com dona Conceicao Byrro, esposa do “tio” Secundo Coelho de Oliveira. Ele eh tio de meus primos, Coelho de Virginopolis, irmao do tio Miguel/tia Lia, irma de minha mae.

Cito ainda: de 1934, tio-avo Antonio Rodrigues Coelho, casou-se com Iracema de Carvalho que eh natural de Vermelho Novo. De 1.938, o tio Odilon de Magalhaes Barbalho, irmao do meu pai, que casou com a tia Dora Cunha Magalhaes, natural de Piumhy, MG. E, de 1.939, o tio-avo, por ter se casado com a tia-avo Elgita Coelho do Amaral (irma dos tios Sinval e Nize e Dindinha Zulmira) Cantidio Ferreira da Silva. Ele ja era Coelho por ser filho dos tios bisavos Angelina Marcolina Coelho & Joao Ferreira da Silva. Eles eram naturais de Guanhaes. Tia Elgita, de Virginopolis.

Bom pela quantidade de membros da familia Coelho migrados para Governador Valadares eh impossivel que algum valadarense possa dizer que nao conheca duzias deles. Para dar uma pequena ideia, tenho apenas uma tia do lado da minha mae que mudou-se para la (tia Camila/Jorge Nunes Coelho).

Ja irmaos do meu pai foram oito. (Murillo, Odilon, Otacilio, Odila, Otto, Oldack, Otacilia e Ovidio, em ordem de nascimento). Assim como aconteceu com os de Virginopolis, que sao os que eu mais tenho intimidade, nao deve ter sido diferente com os membros da familia de toda a regiao.

Digamos assim que o livro do prof. Demerval Pimenta nos mostra um outro lado da moeda. Os dados recolhidos no livro: “Arvore Genealogica da Familia Coelho” de autoria da prima Ivania Batista Coelho, mostra o grosso da multiplicacao da familia no sentido horizontal, saindo de Guanhaes, passando por Virginopolis e outras povoacoes ate Governador Valadares. Este eh o lado acompanhando, a grosso modo, o leito do Rio Santo Antonio e seus afluentes.

Ja o livro do prof. Pimenta salienta o lado da familia que se multiplicou mais no entorno dos Rios Suacui Pequeno e Grande. Eh presumivel supor-se que grande parte da descendencia da populacao que se multiplicou no antigo territorio de Pecanha tenha tambem se dirigido, em determinado momento, para Governador Valadares. Como os dados colhidos se restrigem ao inicio da decada de 1960, essa tendencia se mostra, porem, nao tanto acentuada quanto aconteceu no final da decada e perdurou ate ao inicio dos 1980.

Para nao falar muito a respeito de tantos moradores que migraram para Governador Valadares, vou citar apenas um exemplo bastante ilustrativo. Esta na pagina 357 do livro A MATA DO PECANHA e assim discorre:

“DR. RUI PIMENTA FILHO, nascido em Pecanha, em 22 de dezembro de 1919, medico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, casado com MARY MAGALHAES RONDAS, em Belo Horizonte, em (08/02) 1947. Exerceu medicina em Sabinopolis e em Governador Valadares, onde fundou o Hospital Sao Lucas. Reside atualmente em Belo Horizonte.”

Claro, naquele tempo, 1966, o prof. Demerval nao poderia prever tudo que aconteceria com esse primo segundo dele. Destacou-se como professor na U.F.M.G. e faleceu em 15.07.1993, em Belo Horizonte. Sobreviveu ao prof. Demerval por apenas 3 anos ja que este faleceu em 1990, no alto de seus 97 anos. Citei o Dr. Rui Pimenta porque nao havera Valadarense que nao o tenha conhecido ou ouvido falar dele.

Dr. Rui era o primeiro filho do casal Rui Pimenta/Reduzinda Braga. O pai era filho do casal Lermino Jose Pimenta/Perciliana Nunes Rabelo. O avo era filho do casal Modesto Jose Pimenta/Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. O bisavo era filho do casal Boaventura Jose Pimenta/Maria Balbina de Santana. E a bisavo do Casal Malaquias Pereira do Amaral/Ana Maria de Jesus. E ai ha encontros de origens entre os Pimenta e os Coelho, que se dao em Sabinopolis.

53. CORONEL FABRICIANO, IPATINGA E TIMOTEO

Farei uma mistura de historias dessas tres cidades porque elas atualmente compartilham de um mesmo destino e somente os moradores antigos sabem onde comeca uma e onde termina a outra. Das tres, a cidade de Timoteo eh a que tem uma versao mais antiga de Historia. Conta-se que foi o fazendeiro Francisco de Paula Silva o primeiro a entrar, recebendo carta de sesmarias em 1.832, quando ali instalou a Fazendo do Alegre.

A Vila de Timoteo, no surgimento, pertenceu `a Freguesia de Sant’Ana de Alfie, atual Dionisio, juntamente com Sao Domingos do Prata e Jaguaracu. Porem, o desenvolvimento da area so tem inicio mesmo com a construcao da estrada de ferro para a exportacao do minerio de Itabira.

Outra versao atribui o inicio do povoamento a Joao e Manuel Lino de Sa que adquiriram as terras do antigo proprietario, Francisco de Santa Maria. Assim eles teriam trocado o nome antigo, Sao Francisco de Santa Maria para Sao Francisco do Alegre. Por volta de 1.915 o mascate Manoel Timoteo teria montado uma tenda para comercializar com os trabalhadores das fazendas locais. Dai o apelido de Tendinha do Timoteo acabou sendo adotado quando foi elevado a distrito em. 1.938.

As versoes sao diferentes mas parece que em 1.938 pertencia ao municipio de Antonio Dias sendo depois transferido para o de Coronel Fabriciano. Com a criacao da Acesita (Cia Acos Especiais Itabira) em 1.944, Timoteo deu um salto e, em 1.962, emancipou-se.

O municipio faz homenagens tambem a Edelberto de Lelles Ferreira, agente executivo (prefeito) que criou a escola primaria; a Maria Quintao de Miranda, primeira diretora que atuou por pouco tempo e a dona Maria Chaves, que alfabetizou geracoes de timotenses. O primeiro juiz de paz foi Joaquim Ferreira de Souza e o primeiro escrivao, Jose Moreira de Castro.

Eh dito que em 1.922 Coronel Fabriciano nao passava de matas virgens. Em 1.923 foi elevado a categoria de distrito com o nome de Melo Viana. Em agosto de 1.940 foi rebatizado por Coronel Fabriciano por ocasiao do centenario do coronel Fabriciano Felisberto de Brito. Em 1.948 o municipio foi criado e emancipado do de Antonio Dias.

Conta-se de Ipatinga que Jose Feliciano Gomes desmatou a area para exercer a atividade agricola. A seguir a posse das terras passou para as maos de Jose Candido Meira para extracao de madeira. Em seguida caiu nas maos de Alberto Giovanni que era criador de gado.

Em 1.934 a Cia Belgo Mineira adquiriu as terras para extrair madeira e produzir carvao vegetal, assim o local foi habitado por tropeiros e carvoeiros. O distrito foi criado em 1.953 pertencendo a Coronel Fabriciano. Em 1.956 o local foi escolhido para a implantacao da Usina Intendente Camara, iniciada em 1.958 e inaugurada em 1.962 pelo ex-presidente Joao Goulart.

O restante da Historia dessas cidades faz parte do cotidiano da minha geracao. Os numeros estatisticos sao os que chamam a atencao. O Censo de 2010 mostra Ipatinga, 224.636 habitantes; Coronel Fabriciano, 103.008 habitantes e Timoteo, 77.316 habitantes. Nao vou contar as historias. Apenas citar duas cidades ligadas ao complexo industrial. Ou seja, Belo Horiente, cidade sede da Cenibra (Celulose Nipo-Brasileira), 23.115 habitantes e Santana do Paraiso, 26.810 habitantes. Para locais que nao passavam de mata virgem e propriedades agricolas ha 80 anos atras eh um salto exagerado.

Dessas nao vou citar nossos vinculos familiares porque conheco poucos porem sei que sao consideraveis. O fluxo migratorio apos a corrida para Governador Valadares ate `a decada de 1.970 foi totalmente desviado para essa nova area industrial. Parte da propria populacao de Valadares migrou para la.

Conheco exemplo na familia de pessoa nascida em Virginopolis, criada em Governador Valadares que ganhou a vida como funcionario da Usiminas. Mas vou deixar que os detalhes se manifestem no ultimo capitulo desse texto, quando relacionarei os nomes das cidades registradas em nosso banco de dados genealogicos e as relacionarei com os sobrenomes dos nascidos nelas.

Nao tenho como nao mencionar dados bem importantes citados pelo professor Demerval Jose Pimenta. Ele usa o espaco de cerca de duas paginas do livro dele para expor a propria biografia ate entao. Vou reproduzir apenas um trecho:

“No governo do General EURICO GASPAR DUTRA, em 1946, foi nomeado Presidente da Cia. Vale do Rio Doce, ali permanecendo ate principios de 1951.” … Durante os 10 anos seguintes ele permaneceu como Diretor-Geral da Rede Mineira de Viacao, que corresponderia `a Secretaria dos Transporte, hoje-em-dia. “Em 1961, a Companhia Acos Especiais Itabira S/A o elegeu para o cargo de Presidente de sua Diretoria, ali permanecendo ate 1964.” …

“Fez viagens de estudos aos Estados Unidos, comissionado pela Rede Ferroviaria Federal. Percorreu Usinas Siderurgicas e Ferroviarias da Franca, Alemanha e Italia, a convite dos industriais destes tres paises. Fez parte de uma Comissao Mista Nipo-Brasileira, para a organizacao da USIMINAS – Usinas Siderurgicas de Minas Gerais, tendo percorrido varias Usinas no Japao.”

O que podemos concluir a respeito dessas prestacoes de servicos do prof. Pimenta dadas ao Estado de Minas e `as aciarias eh que ele teve boa influencia no destino industrial das tres cidades. E, por certo, transferiu para la um bom contingente de membros da familia que o acompanhavam em todas as suas realizacoes. O curriculum dele ficou parado no tempo dentro do texto mas, certamente, seguiu prestando servicos que no livro nao poderiam ser descritos porque ainda eram futuro.

54. JOANESIA

Eu nao havia planejado colocar as proximas duas cidades porque nao tenho registros de vinculos com a nossa genealogia. Mas fica estranho nao cita-las, pois, entre Guanhaes/Virginopolis existe apenas Braunas, Mesquita e Joanesia para chegar-se a Ipatinga. Eh um caminho pouco utilizado, porem, mais proximo. Acredito que tenhamos vinculos com Mesquita mas nao sei os dados. Joanesia apenas uns contatos de amizade.

Encontrei muito pouco ao que se refere a Joanesia. Apenas comecou com a chegada do porturgues deportado, Antonio Pereira do Nascimento. Em 1.939 foi elevada a distrito anexado a Mesquita, da qual emancipou em 1.953.

55. MESQUITA

Conta-se que o primeiro morador de Mesquita foi o sesmeiro Pedro Martins de Carvalho junto a Manoel Teotonio e Lourenco Alves. Note-se que Mesquita, Ferros e Braunas estao muito proximas umas das outras dai seria logico pensar que o sobrenome Alves ai detectado nas tres seja o mesmo.

Em 1.869, com o nome de povoado de Santo Antonio de Caratinga foi elevada `a categoria de distrito vinculado a Ferros.

Deve ter sido por essa ocasiao que aportou no local, Jeronimo Jose de Mesquita, o 1o. Barao de Mesquita. Conta-se que ele chegou como um digno representante do coronelismo, querendo dar ordem a todos. Mas com o passar dos tempos abrandou e passou a tomar uma atitude mais de aconselhamento junto `a populacao. Residiu apenas uma decada no local. Por ter problemas de saude, resolveu mudar para procurar recursos medicos para ela.

Ele era procedente de Vila Rica e a familia acabou se instalando em fazendas do Rio de Janeiro, no lugar onde hoje ha a cidade homonima da mineira. A 7 de julho de 1.923 Mesquita adquiriu o alvara de emancipacao, fazendo homenagem ao seu mais ilustre ex-residente.

Pode ser que haja um vinculo parental solido nosso com os baroes de Mesquita. Eh que temos duvidas quanto aa paternidade de nosso ancestral portugues Jose Coelho de Magalhaes ser realmente do tambem portugues Manuel Rodrigues Coelho. Caso estejamos corretos, uma alternativa para essa paternidade eh o minhoto Bernardo Antonio Pinto de Mesquita que, com Ana Josefa de Magalhaes Pinto, foi pai do nobre Jose Coelho de Magalhaes. Este, alem de ser minhoto, como mandam as nossas tradicoes, nasceu por volta de 1.750. Uma data que se encaixa em nossos registros genealogicos.

56. NOVA ERA

Era outra cidade que nao havia planejado colocar nessa relacao porque nao faz exatamente parte do circuito que imaginei no inicio. Quando passei por Itabira (11) mencionei isso apenas sublinhando que ela havia sido distrito daquela. Mas existem vinculos solidos conosco.

Conta-se que perto dos anos 1.700, os irmaos portugueses, Jose e Antonio de Miranda, oriundos da Vila de Mirandela, partiram, de Taubate, Sao Paulo, junto com a bandeira de Antonio Dias de Oliveira.

Ao encontrarem um pouco de ouro no Rio de Peixe, afluente do Rio Piracicaba, separaram-se da bandeira em segredo e ai instalaram suas fazendas. Antonio de Miranda construiu a Fazenda Rio de Peixe, onde residiu. Aumentando o patrimonio, adquiriu depois as sesmarias da Passagem, Pedra Furada e Macacos.

Outras fazendas surgiram na area, tais como: Fazenda Figueira, Fazenda Bom Jesus e Perdoes e Fazenda Barra do Prata.

A freguesia foi criada em 1.848. O primeiro nome era Arraial de Sao Jose da Lagoa. Pertenceu a Caete, Santa Barbara, Rio Piracicaba e, por fim, Itabira.

Em 1.936 foi inaugurada ali a Estacao de Ferro Central do Brasil. E em 1.938 o ex-governador Benedito Valadares assinou o ato de emancipacao do municipio com o nome de Presidente Vargas. O primeiro agente executivo foi o Dr. Nelson de Lima Bruzzi, natural de Sao Jose da Lagoa.

Nomes de pessoas influentes: Jose Coelho de Lima, diretor do Grupo Escolar Desembargador Drumond. Pe. Pedro Maciel Vidigal. Dr. Jose Moreira, engenheiro. Dr. Leao de Araujo, elaborou projetos de desenvolvimento economico. Fazendeiros, Arthur de Araujo, Joaquim Martins Guerra e Jose Maximo Bruzzi.

Em 1.942 a cidade adotou o nome de Nova Era, numa ilusao de que o Estado Novo criado por Getulio Vargas fosse levar o Vale do Rio Doce a uma nova era.

Em 1.962, o unico distrito dependente de Nova Era, ex-povoado de Sao Sebastiao da Boa Vista, emancipou-se adotando o nome de Bela Vista de Minas.

Pode ser apenas coincidencia mas temos em nossas anotacoes o casamento da Lilia Coelho, nascida em Virginopolis, com Buridan Generoso de Lima, natural do Serro, que tiveram filhos em Nova Era e cuja assinatura veio a tornar-se Coelho de Lima. A familia eh ecletica. Os filhos nasceram em Capelinha, Nova Era, Guanhaes e Virginopolis. Sao 8 anotacoes ao todo. Nao temos, porem, a anotacao de nenhum Jose Coelho de Lima que pudesse ser o citado diretor do grupo escolar em Nova Era. Poderia ser, talvez, um neto.

Lilia Coelho eh filha de Jose Claro Coelho e Julia de Magalhaes Pacheco (irma do seo Gil Pacheco citado como pioneiro em Governador Valadares). O Ze Claro eh mais complicado explicar a origem por ser filho dos tios-bisavos Franciso Batista Coelho (Ti Chico) & Maria Rosa Coelho do Amaral (tia Mariquinhas). Porem o Ze Claro eh pai tambem da Lucia Coelho, a viuva do tio Longino Coelho, irmao da mamae.

Outras ligacoes atuais que temos em Nova Era sao o casamento da Celeste, filha da casa dos meus pais, com Joaquim Gervasio Filho, natural da cidade e sao atuais residentes de la. Tambem o Arley Coelho de Albuquerque, outro residente.

57. DORES DE GUANHAES

Dores de Guanhaes havia me escapado da memoria. A historia de la comeca com um episodio tragico sendo a familia de Joaquim Cavaco morta pelos indios. Em 1.817 foi concedido sesmarias para os novos habitantes que ficava proximo ao massacre da familia Cavaco e do Quartel de Barretos. Foi criado, em 1.854, o distrito de paz de Capelinha das Dores, subalterno ao municipio de Conceicao do Mato Dentro.

Em 1.870 eh elevado a Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Guanhaes. Em 1.923 muda o nome para distrito de Dores de Guanhaes, pertencendo a Guanhaes. Em 1.962 eh dada a emancipacao.

Existe um pequeno numero de registros de nascimentos no livro do prof. Dermeval em Dores de Guanhaes. Portanto, se houver Pimenta por la, possivelmente, eh da familia.

Agora preciso alterar a numeracao dos capitulos e acrescentar uns poucos municipios e distritos que nao tinha dados anteriormente. Vamos la entao.

58. DISTRITO DE MILHO VERDE

Milho Verde ainda continua sendo um Distrito no Municipio do Serro. Eh um local tipico do interior minieiro, guardando todas as tradicoes religiosas e culturais. Realizam-se la varias festas do calendario tradicional, o que atrai o turismo.

Tambem foi o local em que a familia Pimenta iniciou-se na regiao. Conta o prof. Dermeval que os ancestrais da familia se casaram aos 18-9-1732 na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres. Eram Josefa Pimenta de Souza e Manoel Vaz Barbalho. Que agora descobrimos ser tambem os patriarcas da familia de meus pais, ambos descendentes Barbalho, dos quais o herdei.

59. DISTRITO DE ITAPANHOACANGA

O casal Josefa/Manoel mudou-se para o Arraial de Sao Jose do Tapanhoacanga. Esse foi o primeiro nome antes do atual. Conta-se que foi um dos veios auriferos mais produtivos na Freguesia de Conceicao do Serro (Conceicao do Mato Dentro). Em 1.746 circulou uma lista das pessoas mais ricas da Provincia e nela figurava Joao Simoes, um fregues local. Foi um antigo pouso da antiga Estrada Real, portanto, passagem obrigatoria para os pesquisadores John Mawe (1.808) e Saint-Hilaire (1.816).

A Igreja de Sao Jose eh tombada pelo IPHAN. Esta contem pinturas feitas pelo mestre Manoel Antonio da Fonseca e por provaveis discipulos do Mestre Ataide.

Continua como Distrito e pertence a Alvorada de Minas. Ai nasceu a unica filha do casal Manoel/Josefa que o prof. Pimenta conseguiu identificar. Com o nome de Isidora Maria da Encarnacao, casou-se com o portugues, Capitao Antonio Francisco de Carvalho. Eles sao os pais de Vitoriana Florinda de Ataide e de Modesto Jose Pimenta, alem dos outros irmaos. O livro tras um pouco do Ramo da Vitoriana em cuja descendencia eu pude identificar a Dona Alice Reis. Ela foi esposa do seo Alipio Teixeira, que viveram em Virginopolis, e cuja parte da descendencia esta atualmente entrelacada com a Familia Coelho.

Aqui pode ter havido um encontro de origem entre os ramos Coelho e Pimenta. Pois nao tinhamos como explicar o suposto nome de uma de nossas ancestrais, Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Bom, nada se pode dizer senao especular, porem, o sobrenome Barbalho ja existia na regiao e a data de nascimento da avo Maria deve ser semelhante ao de Dona Isidora.

Segundo o site Geneall.net – Portugual, a avo Eugenia Rodrigues Rocha, esposa do portugues, Alferes de Milicia, Jose Coelho de Magalhaes foi em 1.766. Entao, qualquer data entre 1.732 ate 1.750 se encaixaria em possibilidade provavel para o nascimento da avo Maria.

Porem ha que se fazer uma ressalva. O prof. Demerval nao tinha maiores informacoes a respeito, nem explicou como foi que o casal Manoel/Joana foi se encontrar em Milho Verde. Se ja se conheciam desde o Rio de Janeiro de onde eram oriundos talvez tivessem se casado por la mesmo. Se o Manoel foi antes e depois mandou buscar a noiva seria a possibilidade mais provavel.

Mas ha a possibilidade de as duas familias, Pimenta e Barbalho, terem se mudado juntas ou em tempos semelhantes. Devemos nos lembrar que o povoamento da regiao iniciou-se com o encontro das minas de ouro, no inicio dos anos 1.700. O surgimento dos aldeiamentos se deram tumultuadamente. E de todas as outras provincias surgiram representantes.

Pode ser que as duas familias tenham feito essa tentativa de enriquecimento rapido. Se foi o caso, ha a possibilidade de algum irmao ou irma do Manoel Vaz Barbalho tambem ter estado na leva de migrantes. Dai os pais da avo Maria sejam outros, embora, tenha restado pelo menos um vinculo familiar.

A unica solucao para os questionamentos eh procurar alguma evidencia documental. Talvez haja no Serro ou em Conceicao do Mato Dentro uma pequena peca de papel com as escritas que nos esclarecam tudo!

Misterio que nao era conhecido, por causa da tradicao afirmar que o nosso ancestral, Policarpo Barbalho, fosse oriundo do Nordeste Brasileiro, acabou sendo recentemente desvendado. Policarpo Jose Barbalho, como foi o nome completo dele, era mineiro e filho do mineiro, nascido no Serro: Jose Vaz Barbalho, que foi o marido de Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Associado ao fato do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza terem sido pais de outro Policarpo Jose Barbalho, nos parece que nao havera outro caminho que o de tambem os termos como ancestrais. Falta-nos apenas localizar algum documento comprobatorio de que Manoel e Josepha foram os pai de Jose Vaz Barbalho ou, em ultimo caso, avos.

60. ALVORADA DE MINAS

Alvorada de Minas surgiu nos primeiros anos do seculo XVIII e estava ligada `a mireracao do ouro. Tinha o nome de Santo Antonio do Rio do Peixe o que deve te-la irmanado com a Cidade de Sao Domingos do Rio do Peixe, a atual Dom Joaquim. Atualmente tem somente 3.500 habitantes.

Alem de ser a sede `a qual o Distrito de Itapanhoacanga pertence, o prof. Pimenta registra nascimentos de pessoas da familia nesta cidade. Portanto, os que tiverem ancestrais Pimenta com idades superiores a 50 anos podem esperar encontra-los no geneaminas.com.br.

61. RESUMINHO DA HISTORIA DA POVOACAO MINEIRA

Aqui fica concluida, por enquanto, essa minha pesquisa que procura detectar os vinculos que existem entre a ocupacao geografica, o estabelecimento da divisao politica e a distribuicao da genealogia Coelho do Centro-Nordeste do Estado de Minas Gerais. E que agora precisa ser acrescida da alcunha Barbalho porque os ultimos levantamentos revelam ser este o tronco das Familia Pimenta, Barbalho e, talvez, tambem do Coelho.

O meu estudo nao foi nem completo nem definitivo. Algumas cidades ficaram sem analise. Este eh por exemplo o caso de Itambacuri e o caso de Pescador. Itambacuri tem varias ocorrencias da presenca da familia, tanto nos dados quanto na memoria. Pescador, antigo Sao Pedro, esta na memoria. Pescador eh onde o Abel Coelho, filho do Ze Claro/Julia Coelho e tio Jorge Nunes Coelho criaram gado.

Varias cidades mais ao norte de Governador Valadares tem a presenca economica da familia Coelho, porem, sem a contrapartida dos vinculos genealogicos. Isso se deve por causa da facilidade de transporte que a rodovia Rio-Bahia proporcionou apos implantada. Como Governador transformou-se numa especie de “metropole” regional, oferecendo confortos que as cidades menores nao possuiam, tornou-se possivel os fazendendeiros manterem residencia em Governador enquanto suas propriedades estavam `a distancia.

Como a maior atividade da regiao era voltada para a criacao de gado de corte, nao havia a necessidade de o “olho do dono engordar os bois”. Os fazendeiros limitavam-se a fazer visitas semanais, em casos de propriedades mais distantes, ou mesmo indo e voltando diariamente, em caso de propriedades mais proximas. Fazendeiros residentes em Governador Valadares adotaram esse sistema mesmo possuindo propriedades no sul da Bahia. Por isso Valadares tornou-se um importante ponto de comercio de gado. E sao muitas as historias contadas em torno disso.

Quanto ao movimento migratorio da familia relacionado aos eventos que se desenvolveram em torno da Historia de Minas Gerais, creio que podemos resumi-lo em poucas palavras. Nossos ancestrais entraram em Minas Gerais em busca de materiais preciosos. O encontro destes levou ao fluxo migratorio das varias partes do Brasil e da Europa o que resultou no que chamamos de Ciclo do Ouro. Algo que se assemelha `a Historia dos Estados Unidos na California e Oregon, 140-180 anos depois, que recebeu o nome de “Gold Rush” (Corrida do Ouro).

A atividade mineradora proporcionou o surgimento de diversos nucleos residenciais, basicamente os que se encontram ao longo da Serra do Espinhaco, que corta Minas Gerais no sentido sul-norte. Com o esgotamento da exploracao do ouro na maioria dos centros tradicionais, a populacao comeca a deslocar-se no sentido radial em busca de novos veios ou de terras para a exploracao agropecuaria. A importancia da exploracao aurifera se deu no seculo XVIII, dando mostra de esgotamento a partir de 1.750.

Na segunda fase Minas Gerais continua recebendo levas de portugueses. As estrelas da nova fase sao o plantio de fumo, cana-de-acucar e, principalmente, cafe. Estes eram os produtos que tinham maior valor economico porque eram produtos de exportacao. Os outros produtos como feijao, milho, arroz, mandioca etc, eram apenas para o consumo interno. Alem do gado bovino, na pecuaria tem-se o destaque da producao de porcos. Como nao se produzia ainda o oleo vegetal em grande escala, a banha do porco era o combustivel para todas as cozinhas.

Assim, podemos afirmar que todos temos ancestrais nascidos nas Cidades Historicas do Estado. Eles sao, geralmente, nossos pentavos e tetravos ou anteriores. Dai em diante, a cada geracao, sao implantados novas faixas de povoamentos, cada vez mais distantes dos centros de mineracao. Nossos avos e pais chegaram aos ultimos redutos virgens do Estado. No tempo deles os municipios ainda eram reduzidos e distantes uns dos outros, porem, cercados de muitos distritos que logo foram emancipados.

Terminadas as migracoes pioneiras, nossa geracao continuou migrando. O movimento anterior era no sentido de desconcentracao da populacao. Mas o sistema de industrializacao adotado no Brasil fez opcao por concentrar a industrializacao em polos. Assim, o nosso movimento migratorio foi em direcao `as cidades que estavam se destacando pelo crescimento demografico, economico e educacional. Esta eh a razao pela qual a familia Coelho deslocou-se primordialmente para Governador Valadares, Belo Horizonte e Brasilia nas duas ultimas geracoes. Ha que se destacar nesse quadro tambem Ipatinga.

Essa tendencia eh compartilhada a partir dos anos 1.980 com o exterior, tendo os Estados Unidos e a Europa, particularmente Portugal, como destinos principais. Houve tambem breves modas que levaram representantes da familia para Rondonia, Acre, Para, Mato Grosso, Goias e Mato Grosso do Sul. Porem, a tendencia atual eh de se espalhar por todo o restante do Brasil e mundo. Isso se da em funcao do bom nivel escolar que as atuais geracoes adquiriram. Muitos conquistaram o nivel superior e, nesse caso, vao para onde o trabalho os chamam. “Os bobos vao para o exterior”.

Assim se resume o quadro imigratorio atual da familia Barbalho, Pimenta e Coelho e seus agregados de sobrenome.

Nao analisei todas as cidades do Centro-Nordeste. Nao sei dizer quais nao analisei. Tambem nao fiz uma analise apropriada das cidades situadas aa margem direita do Rio Doce. Hoje-em-dia devemos ter vinculos com quase todas as cidades de Minas. Isso se verifica, principalmente, devido `a concentracao populacional nas chamadas cidades polo.

Governador Valadares, Ipatinga, Belo Horizonte e Brasilia sao os melhores exemplos disso em relacao aos nossos estudos. Elas sao pontos de atracao para pessoas oriundas do Brasil inteiro. E nelas os jovens se conhecem e se casam, promovendo vinculos genealogicos de toda e qualquer denominacao. E essa eh a nossa grande riqueza.

62. SITE: RODRIGUES DA CUNHA MATTOS, MARTINS MARQUEZ, GONCALVES BORGES & CORRELATAS, SINTESE GENEALOGICA

Citarei agora alguns sitios de genealogia que encontrei na Internet que, a principio, nunca diriamos que teriam qualquer coisa conosco mas a analise superficial sempre engana.

Encontrei o site acima porque procurei pelo nome do Ronan Rodrigues Borges. Ele foi o marido da Maria Emilia, filha do prof. Nelson Coelho de Senna. O coordenador do site, Antonio de Castilho, eh primo do Ronan.

Nao encontrei outro vinculo familiar definitivo, alem do citado acima. Porem, vejam as coincidencias. A matriarca deles se chama Antonia Maria do Espirito Santo. A nossa, Maria Luiza do Espirito Santo que era filha de Manuela do Espirito Santo. O patriarca deles eh Borges e nasceu em Congonhas do Campo, onde a genealogia deles comeca. Alem disso, o coordenador tem um lado Coelho procedente da Ilha das Flores, no Arquipelago dos Acores. Nos temos ancestrais em Sao Miguel, tambem no Arquipelago dos Acores, que passaram por Congonhas do Campo, onde temos duas ancestrais registradas como nascidas la.

Temos tambem um lado Coelho que somente sabemos que veio de Vila Nova do Norte, podendo esta Vila ser a atual Vila Nova que esta no norte da Ilha Terceira, tambem nos Acores. Em Portugal temos um ramo nascido na Cidade da Seia, que eh o Borges Monteiro. Portanto, eh genealogicamente quase impossivel nao termos alguma ligacao recente com a familia.

O patriarca deles eh o capitao Manoel Polvora, um dos fundadores de Uberaba. O site esta no endereco: http://www.angelfire.com/biz2/castilho/familia.html.

63. SITE COELHO DA SILVA

Este eh outro site que tenho tido contato. Coordenado pelo sr. Egydio Coelho da Silva. Ele eh jornalista e descende tambem de familias acorianas. Porem, a familia dele originou-se das levas de imigrantes que foram para o Brasil no final do seculo XIX e inicio do seculo XX. Coordena um forum da familia na Internet que acaba sendo ponto de encontro de Coelho de toda natureza.

Foi atraves do Forum dele que descobri existir uma familia Coelho da Silva na cidade de Sao Geraldo da Piedade. Atualmente, descobri que o terceiro paroco de Virginopolis era um Coelho da Silva. Foi o pe. Joaquim Gomes Coelho da Silva. Porem, nao sei dizer se ha vinculo entre ele, o sr. Egydio e/ou os de Sao Geraldo da Piedade. Temos Coelho da Silva casados na familia, especialmente na familia do Ti Quim Bento, que iniciou o ramo da Silva Coelho. O pe. Joaquim era natural da Cidade do Serro.

Quem desejar acessar o site da familia Coelho da Silva eh so buscar por esse nome na Internet. Ou diretamente no endereco: http://www.ajorb.com.br/egydio.htm.

64. SITE GENEALOGIA DONA JOAQUINA DO POMPEU

Foi procurando um pouco da Historia de Curvelo que acabei sendo notificado da existencia dessa grande mineira. O nome dela nao eh modesto: Joaquina Maria Bernarda da Silva Abreu Castelo Branco Souto-Mayor de Oliveira Campos. Era filha de imigrantes portugueses e nasceu em Marianaa 20.08.1752. Casou-se com o capitao-mor Inacio de Oliveira Campos. Morou em Pitangui. Compraram uma fazenda que ela administrou na ausencia do marido. Nessa fazenda teve origem a cidade de Pompeu.

Conta-se que ganhou os apelidos de Rainha do Sertao e Sinha Braba. A Internet esta repleta de dados a respeito dela. Um que chama a atencao foi o de ela ter fornecido mantimentos para salvar a bagatela de 15.000 routos que foi a comitiva do principe regente D. Joao VI ao chegar ao Rio de Janeiro em 1.808. A Cidade de Pompeu rendeu-lhe a homenagem no nome.

Encontrei essas coisas na Internet porque estava buscando informacoes a respeito das origens de nossos primos que assinam Valadares. A dona Joaquina do Pompeu teve um genro com assinatura Valadares, alem disso, conta-se que a familia dela estava ligada aos condes de Valadares, em Portugal.

Temos duas ocorrencias antigas ligadas a esse nome. A mais nova eh o da dona Meiga de Alvarenga Valadares. Ela foi a esposa do Mucio Rodrigues Coelho, filho dos tios-bisavos: Benjamin/Julia (Nhazinha). Era natural de Curvelo, proximo a Pompeu, e nasceu em 17.6.1.912.

A segunda ocorrencia eh do sr. Tarcisio de Oliveira Valadares. O filho dele, meu concunhado, Rinaldo, contou-me que era de 1.909 e que a origem provavel tambem era Curvelo. Seo Tarcisio casou-se com a Ilidia Coelho do Amaral, filha dos tios-bisavos Jose Coelho Sobrinho/Maria Marcolina Pereira do Amaral. Estes eram os que tinham fazenda perto de Gonzaga, vizinhos a outros tios-bisavos: Emigdia Honoria Coelho/seo Amaro de Souza Silva.

Nao sei dizer mas, talvez, o seo Tarcisio ja tenha nascido na nossa regiao. Os pais dele foram Josue de Oliveira Valadares e Joana Miquelina de Oliveira. Talvez sejam realmente descendentes de dona Joaquina. E, mais ainda, existe uma localidade para o lado de Sapucaia de Guanhaes que tem tambem o nome de Pompeu. Acredito ser uma fazenda. Pode ser que tenha sido uma colonizacao daquela familia. Eles estavam mais ligados a Divinolandia de Minas.

Por informacoes mais recentes fui informado que sao dois lugares com nome Pompeu, proximos um do outro. Um em Divinolandia de Minas e outro em Acucena. Ja se tornaram comunidades rurais e, talvez, ja sejam distritos. Somado `a presenca de familiares do sr. Tarcisio nos locais, e pela assinatura Valadares, creio isso ser boas pistas a indicar a possivel ascendencia em D. Joaquina.

As minhas consideracoes a respeito de dona Joaquina do Pompeu tem outra conotacao. Ela foi um exemplo de vida que, acredito, ira agradar `as “meninas” da familia Barbalho, Coelho, Pimenta. O estilo dela parece ter sido semelhante ao de algumas matriarcas em nossa familia. Alem do mais, eh bom ter a noticia de outros exemplos femininos na Historia de Minas Gerais. Talvez dona Joaquina tenha tido um quilate superior ao de D. Beja e Chica da Silva. Que as mulheres descidam esse quesito. A mim eh bastante saber que temos mais uma protagonista de peso na Historia de Minas Gerais.

Existem livros com o conteudo da genealogia e biografia da personagem. Sobretudo de autoria dos Drs. Coriolando Pinto Ribeiro e atualizacao do filho dele Deusdedit Pinto Ribeiro de Campos. Se alguem ai dos primos no Brasil resolver presentear-me, nao vou reclamar. Nem vou citar enderecos na Internet. Ela oferece muita coisa a respeito. Eh so mandar googar.

65. CONCELHO (CIDADE) DE PONTE DE LIMA, PORTUGAL

Ponte de Lima eh uma municipalidade do Distrito (Estado) de Viana do Castelo, que se localiza no extremo Norte de Portugal, a pouca distancia da fronteira com a Galicia, na Espanha. Possui um total de 43.500 habitantes distribuidos em 51 Freguesias, tendo a sede apenas 2.800 habitantes.

Fica `as margens do Rio de Lima, justo quando este veio d’agua ganha as terras mais planas e comeca avolumar-se. A importancia historica e estrategica da ponte que deu nome `a localidade remonta `a epoca do Imperio Romano, quando a Luzitania (Portugal) ja fazia parte deste Imperio.

A carta de foral criando a Vila se deu pela autoridade de D. Teresa em 1125. D. Teresa foi a mae de Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. Entao, Portugal existia apenas como Condado cujos limites eram o Rio Douro e fazia parte do Reino de Leao. A familia dominante na epoca era conhecida como Ribadouro, da qual Egas Moniz, o Aio eh a figura mais eminente.

Algumas Freguesias de Ponte de Lima e que aparecem como indicativo de procedencia em muitas genealogias nobres sao: Calheiros, Cepoes, Correlha, Facha, Feitosa, Fornelos, Freixo, Gandra, Poiares, Ponte de Lima, Rendufe, Ribeira, Sa, Sao Pedro d’Arcos e Souto de Rebordoes.

O primeiro marques de Ponte de Lima foi D. Tomas Xavier de Lima Nogueira Vasconcelos Teles da Silva que acumulou o cargo de 14o. visconde de Vila Nova de Cerveira, herdado de sua mae: D. Maria Xavier de Lima e Hohenloe. Ele descende de Fernao Anes de Lima que foi alcaide-mor de Ponte de Lima ainda no seculo XIV. Observem as evidencias nos sobrenomes.

A nossa ligacao genealogica com Ponte de Lima remonta a nosso ancestral Antonio Bezerra Felpa de Barbuda. Ele eh citado como ancestral de Francisco Buarque de Holanda (Chico Buarque), no endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios&vinda=S ou Chico Buarque e seus antepassados – Usina de Letras, de autoria de Pedro Wilson Carrano Albuquerque:

“9692 – Antonio Bezerra Felpa de Barbuda. N. em Ponte de Lima, Portugal. Veio para Pernambuco com o 1o. Donatario, Duarte Coelho. C. c. Maria de Araujo. Pais de Domingos, Bernardo e de Guilherme Felpa de Barbuda.” Observem que ja temos aqui uma ancestral cuja assinatura era Araujo. Voltarei ao assunto no capitulo 70, Arcos de Valdevez.

Alias, aqui temos uma sequencia importante para o cabecalho de nossa familia no Brasil. O texto segue, descrevendo a 12a. geracao do compositor Chico Buarque:

“9693 – Maria de Araujo
9694 – Bras Brabalho Feio. Um dos primeiros povoadores de Pernambuco. C. c. uma filha de Francisco Carvalho de Andrade e de Maria Tavares de Guardes. Pais de Alvaro Barbalho Feio e Camila Barbalho.
9695 – Maria ou Catharina Tavares de Guardes. “Seu prenome nao foi registrado na “Nobiliarquia Pernambucana”, de Borges da Fonseca, mas Macedo Leme, em suas “Memorias”, informa ter sido Maria (conforme mencionado por Pedro Calmon no seu livro “Introducao a Notas ao Catalogo Genealogico das Principais Familias, de Frei Jaboatao”)”

Na decima primeira geracao encontra-se mais esta chave no decifrar de nossa genealogia:

“4847 – Guilherme (ou Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda. Com a esposa Camila Barbalho teve os filhos Luis e Felipe Barbalho Bezerra e Brasia Monteiro.
4847 – Camila Barbalho. Foi madrinha de batismo em 7-NOV-1608 em Olinda (PE), conforme consta do Livro Velho da Se.”

Voltando aos decimos terceiros avos do Chico Buarque, o documento estabelece que:

“19.390 – Francisco Carvalho de Andrade. Senhor do Engenho de Sao Paulo da Varzea. Foi um dos primeiros povoadores de Pernambuco e pessoa tao conceituada que conseguiu bem casar as filhas que teve C. c. Maria Tavares de Guardes: Ines e Leonor Guardes. Teve uma outra filha que foi casada com Bras Barbalho.” Ou seja, a nossa ancestral Maria ou Catharina Tavares de Guardes nao era bem casada!…
“19.391 – Maria Tavares de Guardes”

A genealogia do Chico Buarque segue mostrando que ele descende de Brasia Monteiro. O texto nao acompanha a descendencia de Luis Barbalho Bezerra mas eh justamente dele que descendemos. Pelo menos presumo ser por esta via que herdamos o sobrenome Barbalho. O mais provavel eh descendermos tambem de outras formas do mesmo grupo familiar.

Numa rapida analise que fiz, nao encontrei muitas informacoes a respeito dos sobrenomes Felpa e Barbuda anteriores ao seculo XIV. Algo que eu ja ouvira falar era que o sobrenome Bezerra teria surgido na Galicia de onde passou para Portugal. Ele fora usado pela nobreza local. A Galicia eh a regiao Norte da Espanha que se limita com o Norte de Portugal.

E, pelo que parece, a informacao esta correta. O nome aparece em dados genealogicos registrados no geneall.net, desde o seculo XII. Tem origem no lugar de Becerrea (Bezerreira), na Galicia, Provincia de Lugo. Becerrea fica no caminho que liga Braga a Astorga. E o sobrenome foi traduzido do espanhol Becerra para o portugues, Bezerra.

Ainda nos falta a procedencia do sobrenome Barbalho, porem, aqui tornou-se claro que o nosso ancestral mais antigo a usa-lo, por enquanto, foi o colono Bras Barbalho Feio. Contudo temos mais essas informacoes, retiradas do endereco: engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra-s,html “162. Engenho Sao Paulo da Varzea (?) Proprietario/Morador/Rendeiro: Bras Barbalho Feio – Fidalgo. Casou-se com uma filha de Francisco Carvalho de Andrade, fidalgo da Casa Real e senhor do engenho Sao Paulo da Varzea.”

Mais `a frente especificarei melhor os nossos vinculos parentais com este nucleo familiar. Atualmente ja encontrei a informacao que Maria Araujo, esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, foi filha de Pantaleao Monteiro e Brasia de Araujo, ou Monteiro. E Francisco Carvalho de Andrade foi Escudeiro Real.

66. HISTORIA DE PERNAMBUCO, OLINDA E RECIFE

1.501 O navegador Gaspar de Lemos fundou feitorias no litoral

1.534 – 1.536 D. Joao III cria as Capitanias Hereditarias. Somente duas destas Capitanias tiveram bons resultados: a de Sao Vicente (Sao Paulo e Rio de Janeiro) e a de Pernambuco, tambem chamada de Nova Luzitania.

1.535 Duarte Coelho Pereira eh o primeiro Donatario da Capitania de Pernambuco e funda a Capital Olinda.

1.500s Os Engenhos de Acucar sao implantados e multiplicados. O acucar torna-se o primeiro produto agricola a movimentar o comercio exterior. O valor do produto eh absurdamente alto. Forma-se uma elite de fidalgos que dominam o comercio local. Sao estes os senhores de engenhos que sao feitos, se ja nao o fossem, fidalgos de influencia.

1.580 A monarquia portuguesa perde a cabeca, em consequencia da loucura de D. Sebastiao, e a coroa passa `as maos de Felipe II, rei da Espanha. Os portugueses continuam administrando seu Imperio, sob as ordens da Dinastia Filipina.

1.500 – 1.600s Ao mesmo tempo, os Paises Baixos, que pertenciam ao Imperio de Felipe II, se revoltam, declarando a Independencia. Ai se reunem o que representa hoje a Holanda, Luxemburgo, Belgica e partes do Sul da Alemanha. Associados a eles esta o poderio economico da epoca, largamente representado pelos judeus que haviam sido perseguidos pelos monarcas espanhois e que implantaram contra eles e os muculmanos a “Santa” Inquisicao.

1.630 Apos uma primeira invasao falha a Salvador – BA, as forcas da federacao dos paises baixos, representadas pela Companhia das Indias Ocidentais – WIC – invadem e conquistam Pernambuco, a Capitania mais rentavel do reino. Da-se o inicio da luta contra os holandeses, com muitos senhores de engenho fugindo para os sertoes e adotando a tatica de guerrilha.

Os holandeses incendiam Olinda porque preferem o Recife, por pensar ser mais facil defende-lo. Isso tem fundo na experiencia militar dos moradores dos paises baixos que estavam acostumados aos alagados. Eram especialistas em alagados e usaram suas taticas para nao serem conquistados inclusive pelo grande general Carlos Magno, no seculo IX. O Recife era cercado de mangues.

A resistencia comeca levando vantagem por ter conhecimento territorial e por usar taticas de guerrilhas indigenas, porem, foi traida por Domingos Fernandes Calabar. Os lideres Matias de Albuquerque, neto de Duarte Coelho Pereira e Luis Barbalho Bezerra lideram a retirada de muitos dos antigos colonos para a Bahia.

1.637 Chega ao Brasil o conde Mauricio de Nassau que promove um grande desenvolvimento da regiao, oferece ajuda financeira aos senhores de engenho (os que permaneceram) e, com isso, desanima a resistencia. Os retirados perdem todas as propriedades ou as vendem.

1.638 Animado com as vitorias, Mauricio de Nassau resolve expandir o dominio holandes no Brasil e tenta invadir a Bahia. Nisso eh rechacado pelo governador Pedro da Silva, pelo indio Felipe Camarao e pelo Mestre de Campo Luis Barbalho Bezerra.

1.640 Conta-se que apesar de ter sido derrotada militarmente por causa do numero de tropas, a resistencia da Bahia causou tamanhas baixas e prejuizos que nao foi permitido aos holandeses ocupa-la. Luis Barbalho Bezerra teria sido levado cativo para a Holanda, de onde fugiu e chegou a Portugal, a tempo de apoiar a revolta contra o dominio espanhol e ajudar na restauracao da monarquia portuguesa. Entao, ele teria retornado para instalar-se no Rio de Janeiro e emprestar sua experiencia militar para a defesa da cidade.

1.645 Da-se a Insurreicao Pernambucana. Com os gastos e prejuizos causados pela invasao falha da Bahia, o principe Mauricio de Nassau se retira para a Holanda. Seus sucessores exigem a execucao das dividas dos senhores de engenho que estavam em dificuldades, por causa de uma seca prolongada. Sem com o que pagar, nasce a revolta. Agora, com a monarquia portuguesa restaurada e com a motivacao economica, os pernambucanos se unem sob as liderancas dos senhores de engenhos, representados por Andre Vidal de Negreiros, Felipe Camarao, Henrique Dias, Joao Fernandes Vieira e Antonio Dias Cardoso.

Importante aqui eh salientar que nem todos os colonos instalados pelos holandeses foram expulsos ou se mudaram de Pernambuco. Os gens deles permaneceram mesclados no pool genetico brasileiro. Os historiadores consideram a Insurreicao Pernambucana como o marco do inicio do sentimento nativista brasileiro.

Olinda eh reconstruida e volta a ser a capital do Estado. Mas eh Recife, com sua experiencia de comercio passada pelos invasores que se desenvolve.

1.710 Recife eh elevada `a categoria de Vila. Isso provoca a inveja dos orgulhosos nobres de Olinda. Da-se a Revolta dos Mascates por causa dos privilegios que os senhores de engenho queriam manter sobre os direitos da populacao. Eh importante salientar que o convivio com a dominancia holandesa, com sua relativa estrutura liberal em comparacao com o sistema feudal da administracao portugusa, muito deve ter influido nas concepcoes de governo dos brasileiros.

1.817 Pernambuco lidera a revolta das provincias do Norte do Nordeste, na tentativa de proclamar uma Republica separada de Portugal. Eh a epoca em que o Frei Caneca eh executado.

1.848 Da-se a Revolta Praeira. Foi uma revolta de carater Liberal, seguindo `as de Sao Paulo (1.840) e Minas Gerais (1.842), provocadas pelas incertezas do inicio do II Imperio (D. Pedro II, 1.840-1.889) e com o objetivo de proclamar-se uma Republica.

Os outros fatos e os detalhes da Historia de Pernambuco podem ser acompanhados em livros e artigos da internet. O importante aqui eh deixar claro que eu visitei muitos deles, e ate perdi a conta, para encontrar as respostas que queria. Mas os que deixo assinalados: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios&vinda=S de Pedro Wilson Carrano Albuquerque e engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html foram os mais interessantes.

O primeiro trata-se da genealogia do compositor Chico Buarque. O segundo eh um portal do qual estou citando apenas uma das paginas. As outras podem ser acessadas atraves do clique nas outras letras do alfabeto, postados no lado direito da pagina. Este segundo eh super interessante por trazer um fichario a respeito dos Engenhos de Acucar Pernambucanos. Sao uns 800 mais ou menos.

Sao engenhos de todas as epocas. Porem, os primeiros remontam aos anos de 1.500s. Ha descricoes dos engenhos e seus proprietarios, incluindo-se dados genealogicos. Creio que se houvesse tempo seria possivel tracar um esboco da genealogia pernambucana e brasileira atraves dos dados contidos neles. Os sobrenomes sao um resumo da familia brasileira de um modo geral. E como se trata de muitas pessoas que nasceram ha mais de 400 anos, eh possivel esperar que sejam ancestrais de quase toda a populacao brasileira atual.

Exporei aqui alguns dados de familiares nossos daquela epoca. Eles explicam como foi o inicio da formacao de nossa familia no comeco da colonizacao brasileira. Segue entao:

Pantaleao Monteiro – Brasia de Araujo
1. Maria de Araujo – Antonio Bezerra Felpa de Barbuda
2. Brasia Monteiro – Domingos Bezerra Felpa de Barbuda

Francisco (Fernandes) Carvalho de Andrade – Maria Tavares de Guardes, pais de:
1. Ines Tavares de Guardes – Joao Paes Velho Barreto
2. Leonor de Guardes
3. Maria ou Catharina Tavares de Guardes – Bras Barbalho Feio

Antonio Bezerra Felpa de Barbuda – Maria de Araujo, pais de:
1. Domingos Bezerra Felpa de Barbuda
2. Bernardo Bezerra Felpa de Barbuda
3. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda – (? Camila Barbalho)

Bras Barbalho Feio – Maria ou Catharina Tavares de Guardes, pais de:
1. Alvaro Barbalho Feio
2. Camila Barbalho – Guilherme (ou Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda

Guilherme (ou Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda – Camila Barbalho, pais de:
1. Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca
2. Felipe Barbalho Bezerra
3. Brasia Monteiro – Luiz Bras Bezerra (estes sao ancestrais do Chico Buarque)

Nos enderecos indicados acima temos as informacoes de que: Francisco Carvalho de Andrade era fidalgo da Casa Real e senhor do Engenho Sao Paulo, na Varzea do Capeberibe. Joao Paes Velho Barreto tornou-se o senhor de engenho mais rico de sua epoca, sendo dono de numerosos deles. Um exemplo eh o de Ilha dos Martins. Foi pai de Joao, Estevao, Felipe, Cristovao, Miguel, Diogo, Catarina e Maria. Vejam essa sequencia genealogica:

1.779 Francisco Pais Barreto, 1o. marques do Recife – Teresa Luisa Caldas Barreto
Estevao Jose Pais Barreto – Maria Isabel Pais Barreto
Joao Paes Barreto – Maria Luisa de Melo
Joao Paes Barreto – Maria Maior de Albuquerque
Estevao Paes Barreto – Maria Barreto Albuquerque
Estevao Paes Barreto – Catarina de Castro da Tavora
Ines Tavares Guardes – Joao Paes Velho Barreto
Francisco (Fernandes) Carvalho de Andrade – Maria Tavares de Guardes

Francisco Fernandes ou Francisco Carvalho de Andrade foi Escudeiro Real.

Nao tive acesso aos dados de Luis Barbalho Moniz Fiuza Barreto de Menezes, 1o. barao de Bom Jardim. Porem, observando os dados genealogicos presentes nos senhores de engenho de Pernambuco, nao ha como negar-se a mais provavel origem dele.

Bras Barbalho Feio parece ser o primeiro a ostentar o sobrenome Barbalho no Brasil. Era fidalgo e senhor do Engenho Barbalho, que ficava no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. O unico que tem apontada sua origem em Portugal foi Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, natural de Ponte de Lima, cap. 65 acima.

Nao esta claro ainda quem foi o marido de Camila Barbalho. O mais provavel eh que tenha sido o Guilherme, ou ela teria sido a segunda esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda. O nome de Maria Furtado de Mendonca nao eh encontrado em todas as literaturas como sendo o da esposa de Luis Barbalho Bezerra. Parece que Maria Furtado eh seguro, falta comprovar o Mendonca. No geneall.net Portugal o nome eh citado como Maria Furtado.

Mal havia publicado o texto revisado desta pagina quando tive a oportunidade de estudar mais a fundo a genealogia desse nucleo familiar e encontrei novas informacoes, tao importantes que merecem essa nova revisao. Com essas descobertas terei que revisar tambem o capitulo 67, abaixo, alem de acrescentar pelo menos mais duas cidades na lista de onde nossos ancestrais e seus descendentes tiveram presenca marcante. Sao elas: Sao Francisco do Conde na Bahia e Sao Cristovao em Sergipe. Comecarei por comentar a respeito do nosso recem-incluido ancestral: Pantaleao Monteiro.

Pantaleao Monteiro chegou ao Brasil junto com o primeiro donatario da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho. Foi senhor de engenho e o engenho que governou foi o de Sao Pantaleao. Este engenho eh mais conhecido como do Monteiro. Nao sei dizer se por causa do sobrenome dele ou de dono posterior com o mesmo sobrenome. No endereco: http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenho-m.html, encontram-se umas poucas informacoes a respeito do engenho, porem, em tempos posteriores ao que Pantaleao viveu. Ficava tambem na Varzea do Capibaribe, margem esquerda, e atualmente existe no Recife um bairro com o nome Monteiro, surgido em terras que pertenceram ao engenho. Este eh mais um ponto de referencia que nossa familia tera em Pernambuco.

Antes eu estava um pouco perdido em relacao ao surgimento do nome Brasia e o sobrenome Monteiro presentes em alguns de nossos familiares dos seculos XVI e XVII. Agora ficam explicados os dois. Inclusive a presenca do sobrenome Monteiro ate no bisneto dele: Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, filho do mestre de campo Luis Barbalho e Maria Furtado de Mendonca.

Informacao muito importante encontrei no endereco: http://www.institutodoceara.org.br/aspx/images/revporano/1976/1976-OsBezerradeMenezesAsOrigens.pdf. A autoria eh de Vinicius de Barros Leal e esta publicado pela Revista do Instituto do Ceara. O assunto tem como fundo a mesma genealogia apontada no outro endereco logo abaixo. Porem, este texto deixa mais claro quem era o Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Brasia Monteiro, filha de Pantaleao Monteiro. Eu, erroneamente, havia identificado a pessoa como sendo o filho do Antonio de mesmo sobrenome e Maria Araujo, tambem filha do mesmo Pantaleao. Nisso nao havia muita logica porque seria o casamento de uma tia com um sobrinho. Mas eu ainda nao contava o Pantaleao entre os nossos ancestrais.

Tentei abrir a url acima e nao deu certo. Porem, chamando o google e mandando buscar a frase: “os BEZERRA oE MENEZES As onicEms” chega-se ao ponto desejado. Mesmo sem entender o que esta escrito ai. Outra forma eh buscar no google parte do endereco, ate no primeiro 1976.

Alem desta Brasia Monteiro, existiram tambem, pelo menos, a Brasia Monteiro, filha do Antonio (ou Guilherme) e Camila Barbalho, que se casou com Luiz Braz Bezerra e que tiveram a neta Brasia Monteiro, casada com Francisco Coelho Negromonte, todos presentes na genealogia de ancestrais do Chico Buarque de Holanda.

Encontrei a informacao de que Pantaleao Monteiro e Brasia Araujo eram nossos ancestrais na Revista Genealogica Latina, volumes 8-16, Titulo C) Araujos de Pernambuco e subtitulo VI) Maria de Araujo. Os dados estavam na pagina 16. Ha inclusive ali uma pequena sequencia genealogica que podemos copiar para ajudar a fazer o diferencial. Observem o que eh dito no texto daquela revista:

“Maria de Araujo (11a.) filha de Pantaleao Monteiro e Brasia de Araujo, veiu para Pernambuco em companhia de seu marido Antonio Bezerra Felpa Barbuda, ainda com Duarte Coelho. O Araujo nao foi transmitido `a familia. Pais de:
F1) Antonio Barbalho [possivelmente o autor quiz dizer Bezerra] Felpa de Barbuda, c.c. Camila Barbalho, filha de Braz Barbalho Feio e Catarina Guardes, pai de:
N1) Brasia Monteiro (4a.) c. c. Luiz Braz Bezerra. Pais de:
B1) Antonia Bezerra (3a.) c.c. Alvaro Teixeira Mesquita. Pais de:
T1) Brasia Monteiro (6a) c.c. Francisco Coelho Nigromonte. Pais de:
Q1) Manuel Coelho Nigromonte c. c. Adriana Wanderley (2a.). Pais de:
P1) Maria Lins (5a.) c.c. Manuel de Barros (1o.). Pais de:
S1) Ana Rita M. Wanderley c. c. Francisco Xavier P. de Melo (1o.). Pais de:
7o.1) Maria Rita Wanderley c. c. Francisco Xavier Paes de Melo (2o.). Pais de:
8o.1) Manuel Xavier Paes Barreto (1o.) c. c. Margarida F. Paes de Melo. Pais de:

Vou fazer apenas um resuminho, como dizem os baianos: “de carreirinha”, do que encontrei no endereco: http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html. Por favor, visitem-no para melhor entenderem. Aqui porei apenas a sequencia genealogica que compete, e algumas explicacoes depois. Deixo tambem as homenagens que o autor do artigo elevou a todos os envolvidos no levantamento destes dados, sem esquecer a ele proprio que as merece igualmente. Segue entao:

Pedro ou Domingos Nunes Bezerra – Brazia Monteiro (filha de Pantaleao Monteiro)
Antonio Pires Bezerra (ou Martins Barbuda) – Maria Martins Bezerra
Martim Bezerra – esposa nao revelada
D. Rodrigo ou Affonso Bezerra – Violante de Moscoso
Lopo Fernandes Bezerra – esposa nao revelada
Fernao Lopes Bezerra – esposa nao revelada
Lopo Bezerra de Moscoso – esposa nao revelada
Martim Bezerra de Moscoso – N. do Campo
Fernao Bezerra – D. Maior Fernandes de Moscoso
Soeiro Gomes Bezerra – esposa nao revelada
Goncalo Gomes Bezerra, o surdo – esposa nao revelada
D. Maria Rodrigues Codorniz – Joao ou Goncalo Anes Bezerra
D. Teresa Bermudes de Trava – D. Fernando Aires de Lima
D. Bermudo Peres de Trava – D. Urraca Henriques de Portugal
D. Teresa Henriques – D. Pedro Peres de Trava
D. Teresa de Leao e Castela – D. Henri de Bourgogne
D. Alfonso VI, rei de Castela – Ximena Moniz
D. Fernando I, el Magno, rei de Castela e Leao – Sancha, infanta herdeira de Leao (Sancha era filha de D. Alfonso V, rei de Leao e de D. Elvira Mendes, condessa soberana de Portugal.

Os dados que nao estao no artigo acima recomendado eu os completei com alguns retirados do Geneall.net, apenas para completar as informacoes deixadas naquela pagina. Alem dos reis acima citados e muitos outros, os Bezerra sao, por meio destes, descendentes de Carlos Magno, dos primeiros reis da Franca e da dinastia antiga da Inglaterra alem, claro, dos reis mais antigos de todas as monarquias em torno do Mediterraneo e tambem do profeta Mohammad. Se observarem bem, ha a citacao na lateral direita da pagina mencionada acima que o sobrenome Bezerra teria origem judaica, porem, nao se explica o como.

Aqui devo esclarecer que existem controversias em relacao aos nomes completos dos personagens. Porem, fica claro que o Pedro, ou Domingos Nunes Bezerra eh o mesmo Domingos Bezerra Felpa de Barbuda que se casou com Brazia Monteiro. E foi precipitado de minha parte identifica-lo como filho do Antonio (de mesmo sobrenome) e Maria de Araujo. Isso porque Maria e Brasia eram irmas. Assim, o casamento entre eles nao era uma impossibilidade, porem, era uma improbabilidade.

Penso que Antonio e Domingos Bezerra Felpa de Barbuda sejam irmaos. Acredito que, o maximo de diferenca de parentesco que encontrariamos entre eles seria a categoria de primos. O que nao altera o fato de a partir dos avos deles termos os mesmos ancestrais nessa linhagem. Fica, pois, esclarecido que os Barbalho, atraves da meiacao do sangue com os Bezerra, tambem sao descendentes da nobreza iberica.

Estou reeditando estes escritos (08.10.12) e encontrei uma referencia que leva a concluir que Domingos e Antonio realmente eram irmaos. Contudo essa fonte mistura um pouco os dados, pois afirma que o Guilherme, casado com Camila Barbalho era filho de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e depois deixa entender que o mesmo Guilherme fora filho de Antonio Martins Bezerra (ou Bezerra Felpa) e Maria Martins Bezerra. Na verdade, estes eram os pais do Domingos que se casou com Brazia Monteiro e, penso, do Antonio que se casou com a Maria Araujo, ambas filhas de Pantaleao Monteiro. A nova fonte informa que Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra estavam entre os colonos levados de Portugal para o Brasil por Duarte Coelho Pereira.

Pelas datas que tenho, a de que o Domingos teria nascido em 1526, acredito que fica razoavel pensar que o Antonio tenha nascido por volta de 1524, podendo ter se tornado pai do Guilherme por volta de 1554 e este, 30 anos depois, poder ter se tornado pai do Luiz Barbalho Bezerra, em 1584, que se casou com d. Maria Furtado de Mendonca 30 anos apos nascido, segundo apontado por esta nova fonte. Porei os detalhes genealogicos dessa fonte no capitulo a ser aberto neste texto, em homenagem a cidade de Sao Goncalo – RJ, para onde os nossos ancestrais vao, antes de se embrenharem nos rincoes das Minas Gerais.

Ha somente uma duvida quanto a Antonio e Domingos serem irmaos. Eh que o primeiro nasceu em Ponte de Lima e o segundo em Viana do Castelo. Porem isto nao se constitui em impedimento. Ponte de Lima e Viana do Castelo estao no mesmo Vale do Rio de Lima sendo que Viana esta na foz deste e sao vizinhas uma da outra. A explicacao para a familia ter mudado de uma cidade para outra esta na Historia. Domingos nasceu em 1526, pouco tempo apos o inicio das Grandes Descobertas. E Viana do Castelo tornou-se um dos portos de entrada das riquezas provenientes das colonias e de saida dos colonos. Portanto, estava atraindo muitos moradores temporarios. (Segundo o Family Bezerra Intenational, Domingos teria sido mais de 20 anos mais velho que a esposa Brazia).

No endereco: http://lendasetradicoes.blogs.sapo.pt/9626.html podemos ainda ler: “Em 1502, para defesa em relacao `a pirataria, foi construida uma fortificacao na barra denominada Torre da Roqueta. A 1 de junho de 1512, D. Manuel concede Foral Novo a Viana por a considerar importante polo de comercio maritimo. Em 1563, D. Sebastiao classifica Viana como “Vila Notavel”, dizendo-a uma das mais nobres e de maior rendimento do reino.”

Em relacao a Antonio e Domingos, nao eh um pequeno detalhe eles terem se casado na mesma casa. Pode ter sido o caso classico de duas irmas casando-se com dois irmaos, se nao houverem outros. O sogro deles, Pantaleao Monteiro, foi tido como “marrano”. Era como os judeus convertidos ou Cristaos-Novos eram tratados pejorativamente naquela epoca.

Tambem existe uma lenda de que Pantaleao teria deixado tesouros enterrados em suas propriedades e que foram descobertos por um antigo empregado dele que os entregou aos holandeses. A estoria nao parece ter fundamento porque ele era, pelo menos, da mesma idade dos genros, ou seja, deve ter nascido entre 1.500 e 1.530. E a invasao se deu em 1.630. Nessa epoca os herdeiros ja deveriam ser tantos que a fortuna ja estaria bem dividida.

Quando lerem o texto acima indicado, nao se assustem com a insinuacao de que alguem da assinatura Bezerra nessa linhagem cometeu ato de traicao. Nao esta claro para mim a respeito do que se tratou. Porem parece ter sido questao religiosa e ele preferiu o partido do papa. Nao se caracteriza, em verdade, ato traicoeiro. Pode ter sido uma questao de preferencia partidaria.

Porem, ha que lembrar-se que a descendencia dos “de Trava” nao era benquista em Portugal. Isso porque a D. Teresa, esposa do Henri de Bourgogne, teve um amante, apos o falecimento do marido, que era dos “de Trava”. E ele foi o comandante das forcas que tentaram impedir a criacao do Reino de Portugal. A Teresa filha, era irma do D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal e quem acabou vencendo a batalha, matando o amante da mae deles e ordenando a clausura da propria mae para o resto da vida dela.

http://pt.wikipedia.org/wiki/D._Teresa A respeito dessa alianca com os “de Trava” o texto da Wikipedia a respeito de D. Teresa nos afirma isso: “Em alianca com D. Teresa na revolta galaico-portuguesa contra Urraca esteve Fernao Peres de Trava, da mais poderosa casa do Reino de Galiza. Os triunfos nas batalhas de Vilasobroso e Lanhoso selaram a alianca entre os Trava e Teresa de Portugal. (…) A sua alianca e ligacao com o conde galego Fernao Peres de Trava, de quem teve uma filha, indispos contra ela os nobres portucalenses e o seu filho Afonso Henriques.”

Alem dessa predisposicao contraria, ha a tal acusacao de traicao. Nao sei dizer de qual parte exata da Historia de Portugal a insinuacao se refere. A falta de datas no texto nao facilita a busca. Contudo nada altera o fato de termos ascendencia nobre nas mais altas elites do passado.

E o que eh o mais importante eh que os Bezerra, Barbalho, Monteiro, Silva, Camarao e muitos outros estavam presentes num dos momentos mais dificeis da Historia Brasileira. E este momento se iguala ao do descobrimento por Pedro Alvares Cabral. Se Cabral descobriu oficialmente o Brasil, foram as familias que ja se encontravam nele que expulsaram os holandeses e iniciaram o sentimento de amor `a patria, que resultou na unidade brasileira.

Sem o sacrificio de nossos ancestrais o Brasil nao seria apenas uma nacao multicultural como eh, teria hoje um mapa cheio de divisoes politicas com diferentes nacionalidades. Sem a expulsao de franceses, ingleses e holandeses o mapa do Brasil seria apenas um retalho do que a Europa fez de si mesma.

A questao de traicao, em caso de ter-se tomado o partido do papa, pode referir-se `a conturbada transicao de governo entre Sancho II e Afonso III. Ambos eram irmaos, filhos de Afonso II e bisnetos do D. Afonso Henriques. Antes de Afonso II, quem governou foi Sancho I, o segundo rei de Portugal. Sancho II era o rei, porem, houve um serio problema economico e de deficiencia de producao agricola no reino. Isso levou Sancho II a cortar os privilegios da Igreja Catolica, que era a superpotencia da epoca.

Com isso, Sancho II foi excomungado e o papa autorizou a substituicao do rei pelo irmao mais novo. Assim houve guerra civil e Afonso III acabou sucedendo ao irmao, mesmo tendo menor apoio da nobreza no inicio. Foi a pressao da Santa Se que desanimou os partidarios de Sancho II e abriu as portas para a coroacao de Afonso III. Ela se deu em 1.248. Afonso III deve ser nosso ancestral pelos lados Coelho e Andrade., como ja descobri ser na linhagem Barbalho.

A sequencia que encontrei no site http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html esta confirmada no geneall.net Portugal. Existem algumas pequenas diferencas nos nomes de uns poucos membros, contudo, sem alteracao das pessoas.

Existe tambem uma diferenca enorme. E o que acontece eh que D. Teresa Henriques e D. Urraca Henriques, infanta de Portugal eram irmas. E no site geneall.net a D. Teresa nao entra na sequencia genealogica proposta pelo Family Bezerra International. Nem mesmo ha a necessidade de que entrasse. Com a eliminacao da geracao representada por D. Teresa e D. Pedro Peres de Trava nos ficamos com um grau de parentesco mais proximo com as familias reais ibericas. Embora, se a proposicao do site estivesse correta, teriamos a heranca genetica dobrada.

A sequencia genealogica foi postada ate o nome de Antonio Pires Bezerra (que eu encontrei como Antonio Martins Barbuda tambem) provisoriamente. Faltam, entao, apenas as coneccoes. O que nao aparece ainda eh a partir da Maria Martins Bezerra, suposta esposa do Antonio Pires Bezerra. Talvez haja nos dados algum engano e dona Maria Martins Bezerra seria quem fosse filha do Martim Bezerra. Assim ficaria melhor explicada a presenca do Bezerra e Barbuda na descendencia. Tambem ha a possibilidade de que dois Martim Bezerra terem existido na mesma epoca. Um seria pai do Antonio Barbuda e o outro da Maria e, nesse caso, deverao ser primos e nos teremos carga genetica dupla da mesma origem.

Ha que se fazer esta ultima observacao. Atentem para o fato de que o inquiridor do “Santo Oficio”, que entrevistou o Domingos Bezerra, se chamava Heitor Furtado de Mendonca. Ai ha um certo padrao que pode conspirar para a indicacao de, pelo menos, algum grau de parentesco. Lembremos que a esposa do Luis Barbalho, Maria, fora filha de Aires Furtado de Mendonca. Nao duvido que os raios tenham caido duas vezes em nossa Arvore!

Encontrei um pouco da genealogia do visitador Heitor Furtado de Mendonca, porem, poucas informacoes. Ele seria filho de Amador Collaco e Leonarda Lampreia de Mendonca. Neto paterno de Amador Collaco Bagageu e Brites Goncalves Beleguina. Neto materno de Heitor Lampreia, descendente de nobres da familia Arraes, de Algarves. Como nao encontrei nada que aprofunde o conhecimento que tenho a respeito do Furtado de Mendonca da esposa do Luis Barbalho Bezerra nao descobri vinculo algum. Os dados acima podem ser verificados no endereco: historia.ricafonte.com/textos/historiografia/Inquisidor…pdf. O autor atribui `a autoria de Capistrano de Abreu a localizacao dos dados.

No “google livros para ler”, encontrei a “Revista do Instituto Geographico e Historico da Bahia: Edicao 61” em cuja enunciata se le: “1935 – 19 – Aires Furtado de Mendonca, casou-se com Cecilia Andrade Carneiro e teve filhos: Maria Furtado de Mendonca” Em seguida aparece o numero 20, levando a entender-se que se trata da genealogia de ancestrais e descendentes deles e de Maria Furtado de Mendonca. Eh possivel que a Edicao 61 daquela revista dara oportunidade de aprofundarmos um pouco mais as nossas raizes Furtado de Mendonca.

A investigacao do Bezerra de Menezes que resultou na identificacao dos ancestrais portugueses iniciou-se a partir do requerimento de brazao de armas, fidalguia e nobreza por um certo capitao Amaro Bezerra. Claro, que certamente sera nosso aparentado. A certidao foi passada em Portugal a 10 de julho de 1.718. Depois ela foi preservada no conteudo do livro da Nobiliarchia Pernambucana escrito por Borges da Fonseca.

Acredito que documento de semelhante teor deva ter sido passado a Luiz Barbalho Bezerra e aos seus filhos que foram das mais altas fidalguias portuguesa e brasileira. Mas com o tanto que fizeram pelo Brasil, eh inimaginavel que nao tenham tido preservados seus dados genealogicos em diversas outras fontes. Porem, leiam o texto do Family Bezerra Internacional os que queiram saber onde encontrar mais detalhes dos ancestrais.

Eu detesto essas linhagens onde as esposas nao aparecem. Quando elas estao presentes fica muito mais facil fazer a interpretacao genealogica por causa da frequencia grande de nomes repetido entre os homens. Quando elas estao presentes, dificilmente temos dois casais com os nomes iguais.

Outro detalhe eh que, nos tempos antigos, as mulheres eram apenas objetos dos homens, seus pais e maridos. Sendo assim, elas viravam premio dados aos homens por grandes feitos ou riqueza. E muitas vezes se torna mais facil buscar as linhagens maternas para chegarmos aos dados de nobreza. Eh preciso entender que os casamentos no passado tinham o componente do puro interesse.

Para os pais nobres era de grande interesse fazer alianca com os jovens que se destacaram nas batalhas, mesmo nao sendo de origem de nobreza maior. Era a esperanca de obter seguranca para o patrimonio ao mesmo tempo que deixar descendencia forte porque a Europa da Idade Media e mesmo posteriormente era uma verdadeira “terra de Marlboro”. Somente os fortes sobreviviam. O nobre que nao tivesse filhas para segurar esses “herois”, corria o risco de perde-los para os adversarios.

Para os jovens vencedores era uma porta aberta para a ascendencia social. Ja, para as “sinhoritas casadoiras”, era a oportunidade de ter um marido com posicao social inferior ao delas. Se pensam que isso fosse ruim, do ponto de vista delas, se enganaram. Isso quereria dizer que o marido nao teria a mesma autoridade sobre elas, dando-lhes uma oportunidade de serem pouca coisa mais independentes, porque um “pe-rapado” qualquer nao iria dar “ordens” a uma senhora da nobreza!

Observem como o poder da combinacao da Historia com a Genealogia torna muito mais apreciavel o estudo de ambas. Se eu estivesse estudando os fatos apenas como Historia sem a combinacao com a genealogia, nao guardaria na memoria a metade dos dados que tenho visto e vice-versa!

67. SALVADOR, BAHIA

Nao pretendo explorar os vinculos com a Bahia mais a fundo. Apenas anotar algumas datas importantes porque nao encontrei ainda as ramificacoes mais intimas de nossa genealogia com a do povo daquele Estado. Claro, temos muitos baianos na familia, o que nos falta eh encontrarmos as raizes que nos ligam `a Bahia. Exemplos disso, os Meira, os Cardoso e os Lins devem ter ancestrais entre os senhores de engenho de Pernambuco, por os nomes estarem presentes entre eles.

Temos o registro de nossa ancestral, Teresa de Jesus, esposa do Sargento-Mor: Domingos Barbosa Moreira. Teresa era natural de Itabaiana (capitulo 80) que, `a epoca, pertencia `a Bahia e que atualmente eh de Sergipe. Tambem temos da Bahia as raizes do ramo Senna, procedente de Vila Velha do Rio de Contas, atual Rio de Contas – BA. (sugestao: http://www.vertentes.ufba.br/rio-de-contas) Vide cap. 76 do presente texto.

Contudo, ao que sabemos, foi na Bahia que se deu a descoberta oficial do Brasil, em 22 de abril de 1.500, na atual Cidade de Porto Seguro. Em 1.534 comeca a ser povoada por europeus. Somente em 1.549 eh fundada a capital: Salvador. Esta passou a ser a capital do Brasil mas entre 1.573 a 1.763 dividiu esse titulo com o Rio de Janeiro, que se tornou a Capital do Brasil do Sul. Salvador era a Capital do Brasil do Norte naquele periodo.

Foi atacada por piratas em 1.599 (ingleses) e em 1.612 (franceses), rechacando os ataques.

Foi saqueada pelos holandeses em 1.624. Em 1.640 eles retornaram e ai eh quando encontram o velho inimigo: Luis Barbalho Bezerra. A cidade eh salva e Barbalho deixa ali para sempre a sua assinatura, com a construcao do Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo que, para simplificar, o povo apelidou com o nome de Forte do Barbalho. Este forte acabou dando a um bairro de Salvador esse mesmo nome.

Em 1.938, o Instituto Geografico e Historico da Bahia mandou gravar no local a placa com os dizeres: “Aos 18 de Maio de 1638 Luiz Barbalho deste reducto destrocou definitivamente as tropas de Mauricio de Nassau.”

A partir de 1.763 ate 1.960 a Cidade do Rio de Janeiro passa a ser a unica capital do pais, perdendo a regalia apenas para Brasilia, inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira naquela ultima data.

Outras datas importantes para as Historias Bahiana e Brasileira foram: a passagem de D. Joao VI em 1.808; A Guerra da Independencia em 1.822, quando apenas a forte presenca de portugueses na Bahia ensaiou uma pequena resistencia; a Revolta dos Males (escravos muculmanos) em 1.835; a Revolta chamada de Sabinada, 1.837; o movimento pela emancipacao dos escravos que culminou com a Lei Aurea, em 1.888 e a Guerra de Canudos ou “O Exterminio Sem Causa” de 1.897.

Tenho agora que retornar a este texto para retificar que Luis Barbalho Bezerra nao deixou apenas o sobrenome. Deixou tambem larga e importante genealogia na Capitania da Bahia. Nos documentos que eu havia analisado anteriormente os dados se restringiam mais ao Rio de Janeiro e que davam a impressao de que fora apenas de passagem que Luis teve em Salvador, porem, a Historia desmente a impressao. Iniciei o conhecimento mais a fundo ao verificar, de relance, o conteudo da “Revista Trimensal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro” Volume LII. Eh assim mesmo que se escreve o Geographico, porque trata-se de uma edicao ainda de 1.889.

A revista, com mais de 500 paginas, tem um conteudo superinteressante em boa parte um “Catalogo Genealogico”. Trata-se da reuniao de informacoes genealogicas de varias familias baianas, durante os seculos XVI e XVII. A partir da pagina 308 temos os Negreiros de Sergipe do Conde; da 310 temos os Barbalhos e da 313 os Ferreiras e Souzas. Outras paginas como: 163, 247, 373, 386 e 391 tambem contem informacoes a respeito do nucleo Barbalho, associado a outras familias, como os Maciel e Sa e Franca. Infelizmente, nao terei tempo para fazer um estudo a fundo do volume inteiro, mas extrai para os leitores de minhas notas algumas curiosidades.

Comeco indicando o texto: http://tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_3f.htm. Trata-se de um especial da Tribuna do Norte, jornal do Rio Grande do Norte, onde se resume a Invasao Holandesa no Nordeste. Porem ha um destaque para a participacao do mestre de campo Luis Barbalho Bezerra. Apos o grande reves de 1.638 sofrido pelas tropas holandesas na Bahia, o rei espanhol, que ainda era o senhor de Portugal e do Brasil, enviou uma pequena esquadra, chefiada pelo conde de Torre, D. Fernando Mascarenhas que nao conseguiu vencer os holandeses no mar.

Assim segue o texto: “o Conde de Torre desembarcou em Touros, Rio Grande do Norte, mais de mil homens “sob comando do Mestre de Campo Luis Barbalho Bezerra, destemido cabo de guerra que iria agora – numa travessia de centenas de leguas, em busca da Bahia, por trilhas desconhecidas, em territorio ocupado por conquistadores deslamdaos e barbaras gentes, sem recurso de qualquer natureza, forcado pela necessidade e estimulado pelo patriotismo a escrever uma das paginas mais gloriosas da historia da luta com os invasores”, segundo conta Tavares de Lyra.”

Em outro texto, encontrei que nosso ancestral Luis Barbalho tambem nao foi santo. Ele chefiou esse pelotao atraves dos sertoes provocando o terror no inimigo. Aos brasileiros colaboracionistas ele nao deu perdao, liquidando-os e fazendo a politica de terra arrasada em suas propriedades. Aos inimigos que vencia dava o mesmo fim `as propriedades e fez prisioneiros para transferi-los `a Bahia. Estes prejuizos somados eh que ajudaram a enfraquecer o adversario holandes e preparou os brasileiros para a proxima fase da guerra. Fase final esta que Luis Barbalho nao participou por ter falecido em 1644. Mas que os filhos honraram o nome em seu lugar.

Na Bahia, Luis Barbalho inclusive teve que assumir o governo interino que dividiu com outras autoridades locais. Durante a presenca na Bahia houve a oportunidade de casar as filhas D. Antonia (Barbalho) Bezerra e D. Cosma Barbalho, respectivamente com: Antonio Ferreira de Souza e Francisco Negreiros de Sueiro, que deixaram descendencia na Bahia. Guilherme Barbalho Bezerra casou-se com D. Anna de Negreiros, irma do Francisco.

Falarei um pouco mais a respeito da descendencia no capitulo novo (78), a respeito de Sao Francisco do Conde – BA. Darei tambem uma pincelada em dados do Guilherme Barbalho no capitulo 79, Sao Christovao de Sergipe, para onde ele foi e foi nomeado alcaide-mor do local.

Outros dois filhos, Fernao Barbalho e Francisco Monteiro Bezerra, ou Barbalho Bezerra, tambem permaneceram na Bahia. Porem, na capital, Salvador. Do Fernao Barbalho foi dito: “que serviu ao infante D. Pedro, e morreu vedor da India, sem filhos; foi fidalgo da caza real, e capitao da fortaleza de N. S. do Populo.

O Forte Nossa Senhora do Populo, tambem conhecido como Forte Sao Marcelo, e diversos outros nomes, eh um monumento da Historia Baiana e Brasileira. Fica dentro da Baia de Todos os Santos e de frente para o centro historico de Salvador. O desenho redondo de suas muradas eh unico em todas as Americas. Quem ja fez turismo em Salvador nao deve ter perdido a oportunidade de conhece-lo por causa da importancia historica dele. Eh comparavel ao Santuario de Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas do Campo ou, pelo menos, `a Igreja de Sao Francisco em Ouro Preto, para os mineiros.

Fernao Barbalho levou para este Forte o irmao, Francisco Monteiro Bezerra. Francisco este que havia comecado a vida militar aos oito anos de idade. Como todos os homens, filhos do mestre de campo Luis Barbalho, enfrentou os holandeses. Embora eu nao houvesse visto mencao anterior, e isso tenha comentado, inclusive Jeronimo Barbalho Bezerra enfrentou os mesmos adversarios. Porem os autores baianos e pernambucanos nao se lembraram dele com mais precisao por causa de ele ter se tornado mais famoso com os feitos no Rio de Janeiro.

Ha mais algumas informacoes a respeito do Francisco. Inclui-se ai que tornou-se fidalgo da Casa de Sua Magestade. Comecou a carreira militar aos oito anos e com um soldo de “seis cruzados por mez”. “…passado seu irmao Fernao Barbalho para o servico do sr. Infante D. Pedro, como fica dito, entrou o dito Francisco Monteiro Bezerra, ou Barbalho Bezerra, por capitao do forte novo de N. Sra. do Populo do mar, …” Ai serviu por mais de 24 anos, ate 1.704.

Nao posso afirmar que encontrei informacoes genealogicas do Francisco porque o autor cita o casamento de uma filha de Francisco Monteiro Bezerra. Contudo nao entra em detalhes de quem exatamente se tratava. Alegando apenas que outros autores ja o haviam mencionado. Apenas penso que seja o mesmo e imagino que a Baia de Todos os Santos esteja povoada por muitos descendentes dele.

Retornei `a Revista Trimensal para conferir e na pagina 22 esclareci que nao se tratava do Francisco Monteiro Bezerra, filho do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado. Trata-se outro Francisco, filho de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda e de sua mulher Brazia Monteiro, ou seja era, talvez, primo-irmao do Luiz Barbalho.

A Revista Trimensal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52 (LII), nao faz alarde disso mas deixa a entender que diversos personagens dos mais de 1.000 homens liderados pelo mestre de campo Luis Barbalho Bezerra na travessia dos sertoes nordestinos naquela epoca se alojaram na Bahia. Assim, houve uma “hibridizacao” entre as familias de primeiros moradores de Pernambuco com as familias de primeiros moradores da Bahia. Posteriormente sabemos que o intercambio genetico se deu no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. E esta eh a razao maior para que a maioria dos brasileiros atualmente tenham ascendencia comum entre os primeiros colonos chegados ao Brasil.

A sequencia da genealogia da Familia Barbalho e suas associacoes a partir daqui estao postas nos capitulos de Sao Francisco do Conde e Sao Christovao mais abaixo.

68 HISTORIA DO RIO DE JANEIRO

1.502 – Navegadores portugueses chefiados por Gaspar de Lemos avistam a Baia da Guanabara e pensam tratar-se do estuario de um rio grande e, por ser no mes de janeiro, dao-lhe o nome de Rio de Janeiro. Outro bom resumo da Historia do Rio a ser visitado esta no endereco: http://www.rio-turismo.com/historia.htm

1.555/1.567- O Estado do Rio de Janeiro atual tinha suas terras partilhadas pelas Capitanias de Sao Vicente e Sao Tome. Os portugueses nao tomaram posse efetiva do local por causa da ferocidade dos Tamoios. Nicolau Durand de Villegagnon entra em contato com as tribos e comeca a instalar a utopica Franca Antartica. Uma ideia posterior seria a de instalar uma colonia francesa onde os protestantes, principalmente os uguenotes, pudessem viver sem as perseguicoes ocorridas na Europa.

1.559 – Mem de Sa, o terceiro Governador Geral do Brasil, promove uma expedicao da Bahia que destroi o Forte Coligny. Porem, nao estabelece uma defesa do local e os franceses foragidos nos interiores e seus aliados indigenas continuam o comercio com a Franca.

1.564 – Estacio de Sa, sobrinho de Mem de Sa, estabelece o cerco aos franceses na Baia da Guanabara. Os nomes dos ajudantes na empreitada aparecem como: Braz Fragoso, da Bahia; Belchior de Azevedo e o indigena Arariboia; e os navegadores Paulo Dias Adorno, Antonio da Costa, alem de Duarte Martins Mourao. Arariboia era o chefe dos Temiminos, tribo originariamente habitante da Baia de Guanabara e que havia sido expulsa pelos franceses e tamoios em 1.555. Haviam se refugiado no Espirito Santo e ali foram catequizados.

1.565 – Apos retirar-se para Sao Vicente, em busca de reforcos, Estacio de Sa reune suas forcas que incluem os padres Jose de Anchieta, Manoel da Nobrega e Goncalo de Oliveira, alem de mamelucos e indigenas (entre os quais os Tupiniquins). E a 1o. de marco de 1.565 constroi uma palicada (Fortaleza de Sao Joao) e declara a fundacao de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro, a futura Capital do Brasil.

A partir de entao comecam as distribuicoes de Sesmarias para povoar, cultivar e defender o territorio. As autoridades constituidas foram: Joao Prosse (Procurador do Concelho), Antonio Martins (Meirinho) e Pedro da Costa (Tabeliao do Publico e Judiciario). Entre os muitos sesmeiros estavam: Marim Paris (frances coaptado pelos portugueses), Duarte Martins e Fernao Valdez.

1.567 – Estacio de Sa recebe reforcos de seu tio, da Bahia, e consegue impor uma grade derrota `a coligacao de Tamoios e franceses, a 20 de janeiro daquele ano. Contudo, falece um mes depois em consequencia de ferimentos sofridos na batalha.

Estacio de Sa havia convencido Arariboia, entao rebatizado como Martim Afonso, a se estabelecer com sua tribo na margem oposta da Baia de Guanabara, em relacao ao Rio de Janeiro. Ali ele fundou a Vila de Sao Lourenco dos Indios que posteriormente veio a se tornar Niteroi.

1.600 – Segundo as estimativas de Jose de Anchieta, a populacao do Rio e arredores girava em torno de 3.850 habitantes: 3.000 indios, 750 brancos e 100 negros.

1.634 – Eh criada a Freguesia da Candelaria. O governador eh Francisco de Miranda Henriques.

1.637 – Salvador Correia de Sa e Benevides inicia o primeiro mandato como governador da provincia. Permanece no cargo ate 1.642 quando tem que retornar a Lisboa para responder a processo contra ele.

1.643 – Luis Barbalho Bezerra eh o governador da provincia. Com suas experiencias militares e de batalhas reorganiza a defesa da cidade. “Dada a reputação «de homem ponderado e íntegro, de inatacável honestidade, de que vinha precedido o novo governador, a população o acolheu com muita esperança e grande satisfação, entre vivas demonstrações de júbilo.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Barbalho_Bezerra. Falece em 1.644.

1.644 – Francisco de Souto Maior eh o governador e cria a Freguesia de Iraja.

1.645 – Eh enviada uma expedicao do Brasil com navios da Bahia e do Rio de Janeiro para tentar expulsar os holandeses que haviam tomado Luanda, na Angola. A tropa bahiana que havia sido treinada pelo heroi pernambucano Henrique Dias, e foi chefiada por Domingos Lopes de Siqueira, foi dizimada pelos jagas, tribo aliada ao invasor.

1.648 – Salvador Correia de Sa e Benevides volta a ser governador mas sai para chefiar outra expedicao com a finalidade de expulsar os holandeses que haviam tomado Luanda. A expedicao eh vitoriosa e ele eh aclamado governador de Angola.

1.659 – Salvador Correia de Sa e Benevides retorna ao governo do Rio. Institui a proibicao da producao da cachaca e revolta os produtores canavieiros. Ele queria proteger a producao da aguardente bagaceira, feita dos restos de uva na producao do vinho, que era importada de Portugal. Porem, para os produtores da aguardente de cana, o produto era fundamental porque servia como produto de esacambo de escravos na Africa. Ao fazer visita de inspencao em Sao Vicente, deixa Tome Correia de Alvarenga ocupando o seu posto. Eclode a Revolta da Cachaca, chefiada pelos irmaos Jeronimo e Agostinho Barbalho Bezerra.

1.660 – Agostinho Barbalho Bezerra eh aclamado governador do Rio de Janeiro.

1.661 – A Revolta havia levado Jernonimo ao governo provisorio do Rio. Porem, enquanto se esperava uma resposta de Portugal, Salvador Correia retorna de surpresa e domina os revoltosos que nao esperavam tal reacao. Salvador manda enforcar, esquartejar e espalhar as partes de Jeronimo Barbalho para servir de exemplo. Contudo, a razao eh posteriormente dada aos revoltosos e Correia de Sa eh chamado de volta a Portugal, para nunca mais retornar ao Brasil.

Joao Correia de Sa eh empossado como governador e eh criada a Freguesia de jacarepagua. Somente em 1.699 outro Sa retornaria a governar o Estado. Foi Artur de Sa Menezes.

1.749 – A estimativa eh que o Rio de Janeiro tenha 24.000 habitantes.

Nao continuarei a detalhar a Historia do Rio de Janeiro porque eh muita coisa e nem tudo tem relacao direta com nossos ancestrais. O que de mais importante aconteceu foi a chegada das cortes portuguesas em 1.808, a elevacao do Brasil `a categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves, alem da libertacao dos escravos (Lei Aurea) e a Proclamacao da Republica.

Em 1.732 os nossos ancestrais Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza ja se casaram em Minas Gerais (Distrito de Milho Verde, Vila do Principe, atual Serro). Porem, com o texto aqui postado ja podemos ter uma ideia de que o nucleo formador da populacao fluminense, provavelmente, nos concede elos geneticos muito proximos `a boa parte da populacao do Rio de Janeiro.

Temos, entao, que clarificar melhor essa afirmacao. Porei aqui as sequencias genealogicas que venho encontrando em sites da internet e do livro do professor Demerval Jose Pimenta (A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente). Segue entao:

Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca, pais de:

1. Agostinho Barbalho Bezerra – Cecilia Barbosa, (Cecilia Barbalho)
2. Guilherme Barbalho Bezerra – Anna de Negreiros
3. Fernao Barbalho
4. Antonia Bezerra – Antonio Ferreira de Sousa (Cavaleiro de Santiago)
5. Cosma Barbalho – Francisco Negreiros de Sueiro
6. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra –
7. Jeronimo Barbalho Bezerra – Isabel Pedroso (Pedreira ou Pedrosa)
8. Celia Carreiro – Fernao Aires Furtado
9. Cecilia Barbalho (?)

7. Jeronimo Barbalho Bezerra – Isabel Pedreira (I sequencia genealogica)
(?) Agostinho Barbalho Bezerra – Brites ou Beatriz de Lemos (Nilopolis)
(?) Pascoa Barbalho – Pedro da Costa (cas. 19.01.1668)
Maria da Costa Barbalho (batizada em Iraja) – Manoel Aguiar (1)
Manoel Vaz Barbalho – Josepha Pimenta de Souza

(1) Manoel de Aguiar era viuvo de Ana Pereira de Araujo

Belchior de Andrade de Araujo – Maria Cardoso (II sequencia genealogica)
Maria de Andrade – cap. Manoel Pimenta de Carvalho (nac. Vila Vicosa – Pt)
Belchior Pimenta de Carvalho (nascido em Campo Grande) – Francisca de Almeida (2)
Belchior Pimenta de Carvalho (batizado em Iraja) – esposa nao identificada
Josepha Pimenta de Souza – Manoel Vaz Barbalho

(2) Francisca de Almeida, batizada em Iraja a 2-5-1677, era filha de Amaro de Aguiar e outra Francisca de Almeida.

Observem como os nomes dos filhos nem sempre estavam diretamente vinculados aos dos pais. A filha do Luis: Celia Carreiro, tem seu sobrenome vinculado aos avos maternos. Indo ao geneall.net Portugal pode-se verificar uma longa linhagem Carreiro que remonta aos anos medievais. Vide Agostinho sobrinho tambem no capitulo de Nilopolis (69).

Quanto a afirmacao acima ha o que se explicar. No geneall.net Portugal tem-se que a esposa de Luis Barbalho chamar-se-ia Maria Furtado e os pais dela seriam Maria Nunes de Andrade e Pedro Carreiro Salema. Porem, tanto na Revista do Instituto Geographico e Historico da Bahia: Edicao 61 quanto na Revista Trimensal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro …, Volume 51, Catalogo Genealogico, consta que ela se chamaria Maria Furtado de Mendonca e seria filha de Aires Furtado de Mendonca e Cecilia de Andrade Carneiro. Os seis primeiros filhos mencionados acima sao relacionados como filhos da Maria Furtado de Mendonca.

Ja os tres seguintes nao encontrei mencao materna. Sendo que tanto o Jeronimo quanto a Celia Carreiro sao citados apenas como filhos do Luis Barbalho Bezerra, sem mencionar o nome da mae. A Cecilia Barbalho eh lembrada as vezes como filha e outras como nora. Portanto nao posso dar aqui certeza do que ela foi.

Teremos muito o que destrinchar. A comecar de que, levado por um possivel engano do autor do livro Memorial Nilopolitano – Tomo I, reproduzido no endereco: http://blogdassecretarias.com.br/cultura/?page_id=220, identifiquei um Agostinho Barbalho Bezerra como sendo filho do Jeronimo Barbalho Bezerra. No livro ha uma pequena genealogia de Joao Alvares Pereira, que atribui ao possivel neto de Luis Barbalho ser genro daquele. Na verdade, nao tenho como afirmar muita coisa por nao ter os dados exatos dos nascimentos dos filhos de Luis Barbalho Bezerra.

No Google Livros esta publicado o “Pantheon Fluminense: Esbocos Biographicos” de Presalindo de Lery Santos. Pela grafologia pode-se notar que eh um livro bem antigo e nele estao pequenas notas biograficas dedicadas a Cecilia Barbalho. Eh dito que ela era fluminense e de importante familia da nobreza e, com todas as letras, que fora casada com Agostinho Barbalho Bezerra, filho do mestre de Campo, Luis Barbalho Bezerra. http://books.google.com/books/about/Pantheon_fluminense.html?id=OwCKt1vW_dwC

Medindo e pesando as informacoes, eu havia levantado a hipotese de sermos descendentes do Jeronimo, atraves do suposto filho, Agostinho. Isso se da porque o livro do professor Demerval garantia que dona Pascoa Barbalho seria neta do Jeronimo que: “Faleceu no cadafalso, no Rio de Janeiro…” Porem, observo que talvez haja um engano e dona Pascoa possa ser filha e nao neta do mesmo Jeronimo. Isso se da assim porque o professor Pimenta nos da a data de casamento de dona Pascoa, que fora “em 19 de janeiro de 1668.”

Mas o texto da Wikipedia afirma que (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Barbalho_Bezerra): “O prestígio de que gozava entre a população foi herdado pelos filhos, Jerónimo Barbalho Bezerra e Agostinho Barbalho Bezerra, então ainda jovens, mas que mais tarde desempenhariam papel saliente na história do Rio de Janeiro.” O Luis deve ter chegado para o Rio de Janeiro por volta de 1.640, apos ter lutado contra os holandeses na Bahia, em 1.638, levando seus filhos ainda jovens. E, segundo o texto do Memorial Nilopolitano, o Agostinho casou-se por volta de 1.645.

Isso nos faz concluir que o Jeronimo deve ter se casado na mesma epoca e, embora possivel, seria uma quase improbabilidade que uma neta dele estivesse se casando em 1.668. Pode ser que ele tenha chegado ao Rio de Janeiro ja casado e ja tivesse filhos, mas baseado na informacao que teria chegado muito jovem, o mais provavel eh que o tenha feito ja no Rio. Neste caso, teria que ter tido uma filha por volta de 1.640 e esta ter tido a nossa ancestral Pascoa Barbalho uns 12-13 anos depois e, por fim, a dona Pascoa teria se casado com idade semelhante.

Essa hipotese nao coaduna com a opiniao de outros descendentes do Jeronimo. No site GENi encontramos uma ramificacao que descende de Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, filha do Jeronimo, cuja data provavel de nascimento indicada eh de 1.653. Ela foi batizada no mesmo ano. Portanto, eh provavel que dona Pascoa tenha nascido por essa volta, o que a torna, mais certamente, filha e nao neta de Jeronimo Barbalho Bezerra. Em razao de ela ter se casado em 1.668, enquanto dona Micaela teria se casado em 1.671.

“Tia” Micaela casou-se com Joao Batista de Matos, que era portugues. A boa noticia eh que, talvez, todas as minhas conjecturas a respeito de nossa genealogia se facam desnecessarias. Eh possivel que tudo esteja revelado e nem precisariamos fazer grandes esforcos para chegarmos `as conclusoes corretas porque o genealogista: Rheingantz, Carlos Grandmasson – ja publicou ha muito o livro: PRIMEIRAS FAMILIAS DO RIO DE JANEIRO (Seculos XVI e XVII). Foi nele que a descendencia de Joao e Micaela confirmaram algumas informacoes. Eh provavel que a Familia Barbalho no Rio de Janeiro, da epoca, esteja toda recordada na colecao de tres volumes, em seu volume I.

No endereco: http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiras_Fam%C3%ADlias_do_Rio_de_Janeiro_(S%C3%A9culos_XVI_e_XVII) encontra-se a informacao que a publicacao do “PRIMEIRAS FAMILIAS…” volumes I e II se deram em 1.965 e 1.967. Portanto, nao houve tempo habil para o professor Demerval comparar os dados que possuia para a primeira edicao do livro dele (1.966).

A “tia” Cecilia esta na pagina 235 do livro “Pantheon Fluminense, Esbocos Biographicos”, logo depois do Dr. Candido Borges Monteiro, nosso primo, na pagina 229. A data de nascimento para ela eh de 18 de novemtro de 1.613. Uma data compativel com a idade do Luis Barbalho Bezerra que tem sua data de nascimento apontada como sendo 1.590. Neste caso, por volta de 1.610 ele ja poderia estar sendo pai, e o Agostinho poderia ter nascido por essa epoca. Segundo a publicacao de genealogia pernambucana ele nasceu em 1609.

Porem, teria que ser um pouco enganoso a mencao no texto da Wikipedia de que ele teria chegado ainda jovem ao Rio de Janeiro ja que seria realmente jovem para os nossos dias, porem adulto, por volta dos 30 anos, naquele tempo em que a media de vida da populacao nao passava dos 36 anos.

Contudo, o que tambem esta pesando nessa duvida eh que ha uma biografia dedicada a Agostinho Barbalho Bezerra no endereco: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_Barbalho_Bezerra em que se afirma que fora o Agostinho, filho de Luis Barbalho Bezerra, o marido de Brites de Lemos que, em fins de 1.667, viajara a Lisboa para requerer os salarios e despesas do marido com a fracassada Entrada que fizera para encontrar esmeraldas, no Vale do Rio Doce, no Espirito Santo, e que resultara em sua morte.

Assim encontram-se duas viuvas de Agostinho Barbalho Bezerra ao mesmo tempo. Neste caso, eh possivel que tambem o Jeronimo Barbalho Bezerra, filho do Luis de mesmo sobrenome, houvesse nascido em torno de 1.610. Sendo assim ser perfeitamente possivel ter-se tornado pai de Agostinho Barbalho Bezerra (sobrinho), que se casara com D. Brites de Lemos e ambos Agostinhos houvessem falecido no mesmo desastre. Sendo que a historiografia nao acompanhou a genealogia e confundiu os elementos. Ate aqui me parece que as biografias de ambos foram somadas em nome apenas do tio.

A biografia de Cecilia Barbalho no Pantheon Fluminense, endereco: http://books.google.com/books?id=OwCKt1vW_dwC&pg=PA235&source=gbs_toc_r&cad=4#v=onepage&q&f=false deixa bem claro que ela foi a esposa do Agostinho, filho do mestre de campo Luis Barbalho Bezerra. Tambem no Google Livros ha a exposicao do livro: “Diccionario Biographico de Pernambucanos Celebres”, de Francisco Augusto Pereira da Costa, onde se afirma que o nome original de “tia” Cecilia era Cecilia Barbosa. O endereco na net eh um exagero mas vamos la: http://books.google.com.br/books?id=5FxKAAAAYAAJ&pg=PA6&lpg=PA6&dq=Diccionario+Biographico+de+Pernambucanos+Celebres,+Agostinho+Barbalho+e+Cecilia+Barbosa&source=bl&ots=mQU246je4S&sig=CRnUlF3KzhbA80jieq6G3qPQzb0&hl=pt-BR&sa=X&ei=fRcLUIf1LqSW0QHWkvH6Aw&ved=0CEsQ6AEwAA#v=onepage&q=Diccionario%20Biographico%20de%20Pernambucanos%20Celebres%2C%20Agostinho%20Barbalho%20e%20Cecilia%20Barbosa&f=false

Ai temos uma biografia mais completa de Agostinho, que lutou nao apenas contra os holandeses mas tambem foi heroi da emancipacao de Portugal em relacao `a Espanha. Embora se diga que o dominio Espanhol se deu ate 1.640, apos essa data houveram batalhas nas quais Agostinho participou a seu proprio custo. Leiam a biografia completa. Eh muito interessante. Realmente, no endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=42170&cat=Artigos&vinda=S, encontrei que a data de nascimento do primeiro Agostinho de seu em 1.609 em Pernambuco e falecimento, no Rio de Janeiro, antes de 1.675. Isso nos leva a concluir que quem faleceu em 1.667 e era esposo de D. Brites de Lemos era o Agostinho Sobrinho.

Pelos dados colhidos acima, pode-se perceber que Agostinho Barbalho Bezerra, filho do mestre de campo Luis Barbalho nao era tao jovem quanto se poderia imaginar, a partir daquele texto na Wikipedia mais acima. Tambem nao parece configurar-se como fato a versao de que “tia” Cecilia fosse anti-casamento. Ela teria sido impelida a isso pelo fato de o “tio” Agostinho te-la deixado sem recursos que a pudesse dar bons dotes `as outras filhas, para que se casassem em “boas” familias. Isso eh o que se pode constatar pelo livro: “Alfandega do Rio de Janeiro” de Jose Eduardo Pimentel de Godoy, que se encontra no endereco na net: http://www.receita.fazenda.gov.br/Memoria/aduana/publicacoes/alfandega_RJ.pdf. Na passagem da pagina 16 para 17 esta escrito:

“Joao Barbosa Calheiros – Provedor e Contador da Fazenda Real, e Juiz da Alfandega, no Rio de Janeiro, em 1629. Sua identidade e um tanto incerta. Talvez seja o que se casou em 1655 com Izabel Cabral; mas, pode ser o mesmo Sargento-Mor Joao Barbosa, que era genro do provedor Joao de Basto [pags. 14-15]; era certamente parente de Antonio Barbosa Calheiros, genro de Agostinho Barbalho Bezerra, e cunhado de Jeronimo Barbalho Bezerra, poderosa familia que desafiou o predominio de Salvador Correa de Sa e Benevides (Fonte – ABN, 59:121 – Rheingantz, Primeiras Familias do Rio de Janeiro, 1:195 – Tombos das Cartas de Sesmarias do Rio de Janeiro, XVI).

Se ela realmente fosse contraria a casamentos, ela e o Agostinho nao seriam sogros de Antonio Barbosa Calheiros que, provavelmente, era parente dela, por causa da assinatura Barbosa. Estao ai as fontes citadas pelo Jose Eduardo e o “Primeiras Familias do Rio de Janeiro” configura-se mesmo como uma provavel resposta `as nossas buscas. O negocio eh busca-lo para encontra-la.

Cecilia Barbalho eh uma figura de grande interesse na Historia Fluminense. Ha mencoes indicando que teria nascido em 1.613 e que foi a esposa de Agostinho Barbalho Bezerra, filho do Mestre de Campo Luis Barbalho Bezerra. Assim, tudo se confunde porque outras fontes garantem que ela fosse parente proxima de Luis Barbalho, sem indicar a relacao parental. Neste caso, voltamos `a possibilidade de o Jeronimo Barbalho Bezerra ter mesmo tido um filho de mesmo nome de seu irmao e, este, ter sido o marido de Brites de Lemos.

Mas aqui o que interessa eh dizer que ela, apos ficar viuva em data anterior a julho de 1.675 e nao aceitando as imposicoes da epoca, e com a ajuda de senhoras de posses, constroi uma vivenda anexa `a ermida de Nossa Senhora da Ajuda. O sonho dela era o de construir um convento para abrigar as mocas e senhoras que nao aceitassem as imposicoes de casamento de seus pais e maridos. Em outras palavras, foi ela uma feminista aos moldes do seculo XVII. Recolheu-se na vivenda com suas filhas (2 ou 3, dependendo da literatura).

Houve oposicao por partes dos governantes. A desculpa era a de que o convento, se nao tivesse meios de autossustentar-se, acabaria aumentando as despesas do governo. Mas o que mais os preocupava era que a colonia era um vasto vazio demografico, dai a necessidade de se produzir o maximo de filhos possivel, segundo o parecer machista da epoca. E dar a opcao `as mulheres de nao se casarem seria uma ameaca aos desejos deles. Apos concluido, o Convento prestou grandes servicos `a Cidade do Rio de Janeiro, assistindo `as comunidades mais pobres.

Para impedir a realizacao do sonho de D. Cecilia fizeram circular a ideia de que ela era snob, que nao queria que as filhas se casassem porque se achava superior. Como nao teria recursos para leva-las a Portugal onde poderia arranjar-lhes casamentos com filhos de nobres hierarquicamente mais elevados, teria preferido o recolhimento.

Por fim a construcao do Convento de Nossa Senhora da Conceicao da Ajuda foi autorizada em 1.705, ja sem a presenca de sua idealizadora, mas somente foi iniciado em 1.745 e concluido em 1.750. Foi inaugurado na presenca do governador, nosso velho conhecido, general Gomes Freire de Andrade. (Aquele que passou Cartas de Sesmarias ao Manuel Rodrigues Coelho). A principio, o Convento foi de grande importancia na Historia do Rio de Janeiro, porque foi o primeiro e pelas causas assitenciais que abracou. Mais tarde, foi na Capela de Nossa Senhora da Ajuda que os membros da monarquia eram sepultados. http://www.jblog.com.br/rioantigo.php?itemid=14481

Durante o Imperio, porem, o objetivo de D. Cecilia Barbalho foi distorcido pela nobreza do Rio de Janeiro. Seus membros comecaram a internar no Convento as filhas que nao queriam submeter-se `as suas decisoes de casa-las com quem eles quizessem. O mesmo se dava com as esposas que os desobedeciam. Assim, aquilo que fora pensado para ser usado como opcao voluntaria passou a ser imposicao.

A situacao piorou com a Proclamacao da Republica e com o abandono total do Convento. Os imoveis foram demolidos e o local virou a Cinelandia onde gracavam os inferninhos e a vida boemia. Um pouco da Historia pode ser vista no endereco: http://rememorarte.blog.br/?p=2201. Outros detalhes, como o de que o Convento ainda existe, porem, na Vila de Santa Isabel, podem ser constatado no endereco: http://www.vila-isabel.de/tourismus/kloster-port.htm

Encontrei que Guilherme Barbalho Bezerra requereu de D. Afonso VI a Alcaideria-Mor da Cidade de Sao Cristovao em Sergipe d’El Rei. E ha informacoes de que o teria conseguido.

Sao Cristovao foi a quarta cidade a ser implantada no Brasil (1.590) e foi a capital da Capitania. Para que isso tenha acontecido, temos uma pequena janela de tempo porque D. Afonso VI subiu ao trono em 1.656 mas foi impedido de governar a partir de 1.668, por causa de problemas de saude, talvez causados por meningite, que o levou a sequelas fisicas, pisicologicas e `a impotencia sexual. Na biografia de seu irmao Agostinho (“Diccionario Biographico de Pernambucanos Celebres”), os dois sao citados com mencoes honrosas em suas participacoes na guerra contra os holandeses e ao lado do pai deles, Luis Barbalho.

Ampliando um pouco a analise a respeito dos nomes presentes em nossa genealogia, observei com alguma curiosidade o nome de nosso ancestral Pedro da Costa, marido de D. Pascoa Barbalho. Tudo pode nao passar de coincidencia, porem, o casamento deles se deu 103 anos depois da fundacao da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro. Na data de 1.564 aparece o nome de Antonio da Costa e na fundacao propriamente dita, 1.565, aparece o nome do escrivao Pedro da Costa. Claro, durante tao longo periodo (80 anos entre a fundacao e o provavel nascimento de D. Pascoa) outros “da Costa” podem ter buscado refugio no Rio de Janeiro, porem, pode ser que ai estejam nomes de ancestrais de nossos ancestrais.

O livro “Primeiras Familias do Rio de Janeiro” devera esclarecer-nos tais duvidas. O volume III dele nunca foi publicado a nao ser na atualidade, atraves do Colegio Brasileiro de Genealogia, em forma de fasciculos. Acredito que se mergulharmos mais nessa busca iremos encontrar mais ancestrais nossos com vinculos geneticos com outros fundadores nao citados aqui. Olhando a Ata escrita no dia em que o povo exigiu que Agostinho Barbalho Bezerra assumisse o governo encontrei muitos nomes, entre os quais: Joao Pimenta de Carvalho, que pode ser nosso parente.

Vendo tais dados a gente sente realmente a genealogia fluindo em nossas veias. Os fatos historicos deixam de ser a Historia de gente desconhecida para tornar-se a nossa propria Historia. Era o sentimento que eu gostaria de despertar nas novas geracoes, para que elas nao apenas conhecessem mas tambem respeitassem os ancestrais. A Historia que outros fizeram no passado sera a mesma Historia que as pessoas do futuro reconhecerao como delas, em que nos fomos seus agentes.

Nestes escritos eu tenho dado certa enfase `a presenca do arquiinimigo dos Barbalho la no Rio de Janeiro, o governador Salvador Correia de Sa e Benevides. Tenho dois motivos para faze-lo e um deles nao sera o de denegrir a imagem dele. As proprias atitudes dele ja o denigriram o suficiente, nao preciso eu “urinar na onca morta”. O que ele fez nao foi nada diferente do que politicos comuns tem aprontado nos dias de hoje.

Que me perdoem os autores portugueses que o querem isentar de suas culpas e engrandece-lo acima da verdade. Quem desejar ler um pouco a respeito, sugiro a leitura: http://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_Correia_de_S%C3%A1_e_Benevides. Ai encontrarao uma opiniao favoravel a ele. O que desejo eh apontar alguns contrastes. A visao apresentada por outros eh unilateral. Mas o que se parece uma defesa vira uma constatacao da incapacidade administrativa, por falta de preparo de nossas autoridades do passado.

Os erros cometidos por Correia de Sa tornaram-se pessimos para Portugal e, a longo prazo, bom para o Brasil. Ele desejou impor um bordao sobre as costas dos brasileiros. Ele e outros administradores que pensavam que seus nascimentos em Portugal lhes davam mais cidadania que aos outros. A propria administracao carrasca das metropoles, e aqui nao faco excecao ja que outros paises europeus nao fugiram `a regra, foram as responsaveis pelo surgimento do sentimento nativista nas colonias. Os portugueses nascidos no Brasil tinham o mesmo sentimento de amor por Portugal que seus pares nascidos em Portugal. Mas quando se viram tratados como inferiores eh que se rebelaram e preferiram seguir caminho proprio, independente da metropole.

Um dos motivos apontados pelos americanos para o surgimento da Revolucao de Independencia foi o que se chama de: “Taxacao sem representacao”. O povo era obrigado a pagar impostos mas somente os nascidos na metropole se tornavam governadores. Correia de Sa era clientelista e nepotista. Distribuia todos os cargos com os membros da propria familia e aliados e dos outros queria exigir os mesmos impostos.

Correia de Sa e Benevides iniciou a construcao de navios de grande porte no Rio de Janeiro. Querendo para isso impor altos impostos `a populacao. No fim constatou que nao podia continuar no intento porque “nao havia mao de obra especializada para faze-lo”. Essa eh uma classica desculpa dos mau governantes. Qual o engenheiro que antes de comecar a construir nao faz primeiro o levantamento do material e dos custos da obra? Ele comecou a construir sem fazer o levantamento e, alem disso, fazia uso indevido dos bens publicos para o seu proprio beneficio.

A propria descricao da tomada de Luanda, realizada por ele e suas tropas, eh anedotica. Eh impossivel crer que um militar tenha tomado tantas decisoes incoerentes. E, apesar disso, dar tudo certo. A nao ser, claro, como sempre aconteceu, os vencedores escreveram a Historia como o quizeram, com fatos proporcionados pelos seus proprios egos e nao pela verdade. Como os holandeses eram bem organizados deverao ter uma versao diferente para o acontecimento. E isso deveria ter sido consultado antes de escrever-se uma biografia com tantos erros.

Contudo, como tudo passa, o motivo que levou-me a escrever essas ultimas notas eh notar que, nao duvido que somos aparentados, relativamente proximos, de Salvador Correia de Sa e Benevides. Quem esta familiarizado com meus escritos genealogicos deve lembrar-se do ramo Pereira do Amaral, oriundo da Ilha de Sao Miguel, Acores, na familia.

Ate o momento, o que temos eh que naquela Ilha, nossos ancestrais Manoel Pereira e Maria de Benevides foram pais de Miguel Pereira do Amaral que, em meados do seculo XVIII, mudou-se para o Brasil e la deixou uma imensa heranca genetica, da qual grande parte da populacao do Centro-Nordeste de Minas Gerais faz parte.

Nao apenas em relacao ao Benevides. O provavel eh que tenhamos muitas outras ligacoes genealogicas com ele. O melhor eh dizer que, apesar do Benevides porque, numa rapida inspecao que fiz no Geneall.net Portugal, o Salvador o herdou de suas origens espanholas e nao vi vinculos entre o Benevides dele e os de Portugal.

Ao que podemos constatar, a nossa assinatura Barbalho foi carioca por cerca de 100 anos. Chegou ao Rio de Janeiro em torno de 1.643 e reaparece em Minas Gerais em 1.732. Outros cento e poucos anos perambulou pelas cidades historicas de Minas Gerais. Veio descansar-se por aproximadamente mais um seculo no municipio de Virginopolis, considerando-se apenas os meus parentes mais intimos, de onde se espalhou tanto que sera dificil reunir todos os dados genealogicos.

Outras informacoes interessantes. No inicio do Ciclo do Ouro o Rio de Janeiro passou por um desenvolvimento intenso por se tornar o entreposto para o comercio do produto com o mundo. Contudo, seus Engenhos se esvaziaram das muitas almas humanas que se dirigiram para as zonas mineradoras. Agostinho Barbalho Bezerra, o tio, teve fazendas na Freguesia de Sao Goncalo.

Quanto aos Agostinhos Barbalho Bezerra, nao ha mesmo duvida que sao dois. Um que gasta tudo com a patria e nao lega grandes coisas `a viuva e `as filhas. O outro tambem gasta, porem, pede as promissorias para depois a viuva ter como cobrar. As viuvas foram: Cecilia Barbosa que foi mais conhecida como Cecilia Barbalho e Brites ou Beatriz de Lemos, respectivamente.

O Agostinho Barbalho Bezerra (sobrinho) foi casado com dona Brites de Lemos, filha de Joao Alvares Pereira e d. Izabel de Montarroios. Esta, era filha de Diogo de Montarroios. Joao Alvares Pereira fundou a Fazenda de Sao Mateus, em terras que a partir de 26.02.1647 passaram a pertencer `a entao criada Freguesia de Sao Joao Batista de Trairaponga. E assim inicia Nilopolis. http://blogdassecretarias.com.br/cultura/?page_id=220

69. HISTORIA EM NILOPOLIS

Nao encontrei o nome do autor do “MEMORIAL NILOPOLITANO – TOMO I”, endereco na net: http://blogdassecretarias.com.br/cultura/?page_id=220 mas muito temos a agradecer a quem quer que seja.

Ali se revela que uma grande area do litoral brasileiro foi dada como Sesmaria ao fidalgo Bras Cubas. Este havia chegado ao Brasil junto com a expedicao de Martim Afonso de Sousa, em 1.531. Foi Capitao-Mor de Sao Vicente e fundador de Santos. O personagem do livro: “Memorias Postumas de Bras Cubas” de Machado de Assis, nao representa o personagem historico. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Br%C3%A1s_Cubas).

Contudo, Bras Cubas nao toma posse de fato das terras no Rio de Janeiro e elas depois sao distribuidas a outros sesmeiros. Um deles foi Diogo de Montarroi(y)os. Este teria sido pai de Izabel de Montarroi(y)os, esposa de Joao Alvares Pereira.

Outros sesmeiros na mesma area foram: Domingos de Braga, Lourenco Luiz, Antonio e Francisco Alvarenga, Diogo de Brito, Belchior Tavares, reverendo Martim Fernandes, Simao Rodrigues Peres, Jordao Homem da Costa e Joao Homem.

Assim, o inicio dos anos 1.600s comecaram com a rapida multiplicacao dos engenhos de cana-de-acucar e fazendas de gado. Em 1.634, Joao Alvares Pereira construiu a Fazenda de Sao Mateus na qual erigiu uma capela dedicada ao mesmo santo. A area, junto `a Serra do Tingua fazia parte da Freguesia de Sao Joao do Trairaponga (Sao Joao do Meriti), criada em 26 de fevereiro de 1.647.

Quando vi o nome Sao Joao do Tarairaponga no livro do professor Demerval Jose Pimenta eu nao consegui pronuncia-lo sem sequer imaginar o sotaque a ser usado. Agora que vi a simplificacao para Trairaponga eh que lembrei ter ouvido falar em minha infancia que o peixe traira era tambem conhecido como taraira. O nome talvez tenha o significado de “alto da traira” ou “traira do elevado” ou, talvez, “traira dificil de fisgar”.

Joao Alvares Pereira tornou-se grande senhor de terras e entre outras propriedades: “Possuiu tambem a Fazenda de Sao Diogo, em Marapicu (Nova Iguacu), cuja metade deixou de dote para sua filha Brites de Lemos e a outra metade para seu filho de mesmo nome.”

A regiao alcancou consideravel desenvolvimento a partir de 1.700 com o descobrimento das minas de ouro em Minas Gerais e de 1.763 quando a capital do pais foi transferida de Salvador na Bahia para o Rio de Janeiro.

A Fazenda de Sao Mateus permaneceu por 220 anos nas maos da familia de Joao Alvares Pereira, de 1.634 ate 1.854, quando foi vendida pela viuva D. Clara Augusta a Jose Francisco de Mesquita, o barao de Bonfim.

Em 1.858 chega ali a Estrada de Ferro D. Pedro II.

A Fazenda Sao Mateus vai sendo desmembrada com o tempo e dando origem a diversas atuais municipios do Estado do Rio de Janeiro. Entre eles estao Nova Iguacu, Mesquita, Sao Joao do Meriti.

Em 1.914 a Fazenda foi loteada por seu dono: Joao Alves Mirandela que encomendou ao engenheiro da Central do Brasil, Theodomiro Goncalves Ferreira, a planta para o povoado.

Por causa da atuacao do engenheiro Lucas Soares Neiva em favor da criacao da estacao ferroviaria no local, eh dado o nome de Engenheiro Neiva, que nao dura por muito tempo. O nome foi mudado para Nilopolis, em homenagem ao ex-presidente, Nilo Pecanha.

Por fim, Nilopolis obtem sua emancipacao em 21 de agosto de 1.947, separando-se de Nova Iguacu.

O livro “Memorial Nilopolitano – Tomo I”, traz um conteudo genealogico interessante, contudo, ressaltando apenas a linhagem dos sucessores de Joao Alvares Pereira que se mantiveram como donos da Fazenda Sao Mateus. De nosso interesse particular, entao, ficam as primeiras geracoes. As outras geracoes nao deixam de ser interessantes porque, afinal, nos informam parte do nosso grau de parentesco com a populacao do Rio de Janeiro e do Brasil. Vou copiar apenas o necessario:

Joao Alvares Pereira – Izabel de Montarroi(y)os, tiveram 5 filhos:

1. Brites ou Beatriz de Lemos – nasceu no Rio de Janeiro e foi batizada em 14 de julho de 1.627. Casada, provavelmente em 1.645, com o capitao Agostinho Barbalho Bezerra, filho do governador Jeronimo Barbalho Bezerra.

2. Merencia ou Emerenciana de Barcelos (1.629) – Joao Fernandes Pedra + Jose Pereira Sarmento. O segundo marido dela administrou a fazenda, porem, ela teve filhos apenas com o primeiro marido e a propriedade passou para o genro dela. Filhos:

2.a Pedro Alvares (1.659)
2.b Izabel de Barcelos (1.662) – Manuel Freire Alemao
2.c Joana de Barcelos (1.665) – Domingos Machado Homem
2.d Pascoa de Araujo (1.668) – Joao Pereira Barreto

3. Joao Alvares Pereira (filho – 1.635) – Paula de Galegos, pais de:

3.a Izabel de Azevedo Coutinho (1.661) – Luis de Souza Coutinho
3.b Antonio de Azevedo Coutinho (1.664)

4. Luis Alvares Pereira (1.638) – Izabel da Costa

5. Izabel Pereira de Montarroi(y)os (1.642) – Antonio Pach(x)eco Calheiros

Seguindo apenas a genealogia dos donos da Fazenda Sao Mateus:

Joao Alvares Pereira – Izabel de Montarroi(y)os, pais de:
Merencia de Barcelos – Joao Fernandes Pedra, pais de:
Joana de Barcelos – Domingos Machado Homem, pais de:
1. padre Matheus Machado Homem – foi dono ate falecer
2. Emerenciana de Barcelos – Joao de Souza Coutinho, pais de:
1. padre Francisco de Souza Coutinho – partilhou a fazenda com o irmao ate falecer.
2. brigadeiro Ambrosio de Souza Coutinho – Joana Thereza de Oliveira, pais de:
Vicente de Souza Coutinho – Clara Augusta de Bulhoes Coutinho.

No livro “Memorial Nilopolitano – Tomo I” ha a mencao de que alguns membros da familia de Joao Alvares Pereira foram perseguidos pela Inquisicao por praticarem a religiao de Moises. Isso deve incluir descendentes que se casaram com pessoas de origem judaica porque era proibido pela Inquisicao ordernar-se padres aos descendentes de Cristaos Novos. E o padre Matheus era bisneto, uma geracao muito proxima para passar despercebida pelos inquisitores.

Em 1.853, a viuva d. Clara Augusta vende a propriedade para Jose Francisco de Mesquita, o barao de Bonfim. O barao fora feito visconde e, em 1.864, passa a Fazenda a seu filho: Jeronimo Jose de Mesquita, o barao de Mesquita.

Aqui encontra-se um paralelo entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. O barao era natural de Ouro Preto. Residiu alguns anos em Santo Antonio de Caratinga e, por esta razao, mais tarde o local mineiro recebeu o nome de Mesquita (capitulo 55). A presenca dele no Rio de Janeiro deu origem `a outra Cidade de Mesquita.

Com a morte do barao, a Fazenda Sao Mateus eh herdada pelo filho: Jeronimo Roberto de Mesquita, o II barao de Mesquita. Apos a abolicao dos escravos, em 1.888, a Fazenda vira capoeira e eh hipotecada por Manuel Miguel Martins, o barao de Itacurussa, marido de D. Jeronima Elisa de Mesquita, irma do barao de Mesquita.

Em 1.900 a Fazenda eh vendida a Lazaro de Almeida e Joao Alves de Mirandela. Em 1.913 este ultimo encomenda a planta de loteamento que da origem a Nilopolis.

Nilopolis atualmente tem como seu principal atrativo o turismo, representado por sua escola de samba: Beija-Flor, que tem conquistado diversos titulos de campea do carnaval do Rio de Janeiro.

Como podemos observar, a nossa genealogia esta diretamente ligada aos primeiros moradores de Nilopolis. Contudo, penso que a Fazenda Sao Diogo seja no que hoje se apresenta como Nova Iguacu. Isso porque nela esta a Igreja de Nossa Senhora da Conceicao de Marapicu, nome da Freguesia que deu origem a Nova Iguacu e a Queimados. A Fazenda Sao Diogo foi dote dado a Brites de Lemos, esposa de Agostinho Barbalho Bezerra, o sobrinho.

Mais dois argumentos levam-me a crer que estes sejam mesmo os nossos ancestrais e pais de dona Pascoa Barbalho. Um deles eh que penso ser este o Agostinho que foi encarregado de buscar as minas de materiais preciosos e faleceu na tentativa. Meu pensamento baseia-se em que o rei Afonso VI despachara cartas a muitos outros fidalgos do pais para ajudarem-no. Uma delas foi enviada a Fernando Ortiz de Camargo, nestes termos:

“Fernando de Camargo, Eu El-Rei vos envio muito saudar. Bem sei que nao e necessario persuadir-vos a que concorrais de vossa parte com o que for necessario para o descobrimento das Minas a que envio Agostinho Barbalho Bezerra, considerando ser natural desse Estado e que como tal mostra particular desejo dos aumentos dele e esperando pela experiencia que tenho do bem com que ate agora me serviu, que assim o fara em tudo o que lhe encarregar,…” Isso esta tanto no endereco: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_Barbalho_Bezerra quanto no espaco dedicado a Fernando Ortiz Camargo.

A dificuldade aqui eh determinar em qual momento o texto deixa de referir-se a Agostinho e passa a referir-se ao destinatario. Seria uma afronta o rei chamar ao Agostinho, o tio, “natural desse Estado”. Nao porque houvesse alguma diferenca em ser pernambucano ou ser natural da Capitania de Sao Vicente, que incluia, entre outros: Rio, Sao Paulo e Minas Gerais. Mas porque o Agostinho tio tinha sido heroi nos combates aos holandeses em Pernambuco e Bahia, alem de ter lutado em Portugal, pela independencia deste. O rei, que nasceu em 1.643, deve te-lo conhecido pessoalmente e muito bem sabia que era pernambucano de nascimento.

Como o rei estava pensando em prestar apoio ao Agostinho, o sobrinho, sabia ele muito bem que seria necessario dar enfase ao fato de ele ser natural do lugar, porque os “sulistas” ja deviam estar fartos de ouvir elogios `as duas geracoes de Barbalho anteriores, representadas por Luis e Agostinho Barbalho Bezerra, o tio. A ma vontade com que a maioria dos fidalgos teve para com o Agostinho, o sobrinho, tambem eh uma forte evidencia.

Essa rejeicao dever-se-ia a ele ser a terceira geracao, considerada estrangeira, a ter apoio oficial da coroa portuguesa. Somente se fosse o jovem Agostinho eh que se explicaria a retorica contraria do governador do Rio de Janeiro: D. Pedro de Melo. Vide texto da Wikipedia. Se fosse o Agostinho tio, haveria um maior respeito pelos cabelos brancos, pela biografia e pela conhecida ponderacao. O Agostinho que recebeu a incumbencia do soberano parece ser jovem, irrequieto e impetuoso.

Outra razao importante pode ser deduzida da documentacao de 1663 quando o Agostinho Barbalho Bezerra requereu algumas merces junto ao Conselho Ultramarinho e `a Coroa Portuguesa. Na argumentacao ele alega que tinha mae e tres irmaos para ajudar a criar. Os fatos sao esses, Luis Barbalho Bezerra faleceu em 1644, portanto, em 63 nao tinha filhos menores, alias, diga-se de passagem, em 1642 d. Antonia Bezerra ja havia se casado. Ela era a quarta dos filhos de d. Maria Furtado de Mendonca, segundo a Revista do Instituto Historico Brasileiro, Volume 52.

A esposa do Luiz Barbalho, d. Maria Furtado de Mendonca, em 1644, deveria estar com 49 anos pois ha mencao a ter nascido em 1595. Entao, mesmo que se casasse uma segunda vez nao teria mais filhos. Por outro lado, quem foi enforcado e esquartejado em 1661 foi o Jeronimo Barbalho Bezerra, alegado pai do Agostinho sobrinho. Neste caso eh razoavel pensar que tenha deixado filhos ainda jovens. Lembro que o calculo para o nascimento de d. Micaela Barbalho Bezerra Pedroso foi de 1653. Ela estaria com 10 anos em 1.663.

Mais uma razao eh a que esta no livro do professor Demerval Jose Pimenta. Na pagina 253 do A Mata do Pecanha ele nos informa que o nosso ancestral, Belchior Pimenta de Carvalho, casou-se com Francisca de Almeida, em 1.693, na Capela de Sao Joao do Tarairaponga. Hoje eh Sao Joao do Meriti, que fazia parte dos dominios da Fazenda de Sao Mateus. Pode ser apenas coincidencia, porem, ha ai outra evidencia da proximidade que havia entre o ramo Barbalho e o ramo Pimenta. Eram os avos de Josepha Pimenta de Souza se casando nos dominios dos bisavos do Manoel Vaz Barbalho.

Interessante eh que, se o Agostinho sobrinho nao tivesse falecido tao prematuramente e tivesse permanecido no cargo de “cacador das esmeraldas” e materiais preciosos nas Minas Gerais, haveriam muito mais pessoas assinando Barbalho no Brasil. Muitos que abandonaram o sobrenome em favor de outros pensariam duas vezes por causa do prestigio que isso daria a nos, os descendentes.

Nao importa qual seja o Agostinho Barbalho Bezerra que estivesse fazendo as prospeccoes minerais e veio a falecer no “Espirito Santo”. Ele estava absolutamente correto em sua avaliacao de que os materiais preciosos seriam encontrados no Brasil. Foi um visionario afortunado nessa premunicao. Ele precedeu inclusive ao Fernao Dias Pais Leme, embora, este ja estivesse envolvido com a busca por conta propria.

O “Ciclo do Ouro” teria acontecido no Brasil de forma completamente diferente se nao fosse a grande coragem desses homens. Sem a grande populacao que Minas Gerais atraiu para o Brasil durante o “Ciclo do Ouro”, talvez, o pais nao chegasse `a metade do que eh atualmente.

Menos de 30 anos apos ao alegado falecimento do “tio” Agostinho Barbalho Bezerra, Minas Gerais transformou-se num canteiro imenso de producao aurifera. Mas ai tambem passa por minha cabeca uma outra explicacao para essa estoria. Como os americanos costumam usar a palavra: eh ludicro (ridiculo e engracado) pensar que haja alguma verdade na Historia oficial.

Nos anos de 1.650 o territorio mineiro ja era vasculhado de lado-a-lado. Ja existia um aldeiamento onde hoje se localiza Sabara. Rocas Grandes (Nova Lima) ficava ali ao lado. E ninguem procurou ouro antes? Os indios, habitantes locais por milenios, conheciam exatamente onde as pedras amarelas afloravam na terra. E eles revelavam os “segredos” por dois motivos. O ouro e pedras nao tinham importancia para eles. E se nao falassem eram torturados.

Acredito que os dois Agostinhos subiram o Rio Doce e se embrenharam pelo curso do Santo Antonio. No alto da Serra encontraram os mineradores paulistas. E, devido `a conhecida lealdade deles para com a coroa portuguesa acabaram sendo mortos. A ideia da morte por febre palustre eh ridiculamente ludicra. O “tio” Agostinho foi homem de pantanos e guerras. Foi lobo-do-mar e general nas batalhas no Brasil e em Portugal. Talvez tivesse ate um pouco de sangue indigena. Ja estava vacinado contra as febres que dizimavam os europeus. O nosso ancestral Agostinho deve te-lo acompanhado em tudo, desde crianca.

Ja os “paulistas” eram verdadeiros mafiosos. O ouro foi encontrado, pela Historia oficial, simultaneamente de Norte a Sul do Estado. Eh ludicro pensar que o ouro encontrado em Mariana, Sabara, Catas Altas e outras nao os fosse segurar naqueles locais ate que se esgotasse. Somente, entao, passariam a explorar outras minas no sentido radial destas primeiras.

Porem, novamente pela Historia oficial, o ouro foi encontrado e, ao inves de atrair os bandeirantes para o local, eles teriam se dirigido para locais tao ermos quanto Conceicao do Mato Dentro e Serro. Centenas de quilometros distante. Eh preciso lembrar-se aqui que os paulistas se negaram a aderir ao movimento conhecido como “A Revolta da Cachaca”, que foi genuinamente popular, e permaneceram no partido de Salvador Correia de Sa e Benevides. E nao esta perfeitamente claro porque este ultimo foi preso, repatriado para Portugal e condenado, apesar da suposta “imensa lista de servicos heroicos prestados `a coroa”.

No fim, ficou comprovada a teoria dos paulistas terem mesmo comportado como mafiosos. Foi por causa das atitudes deles que a Guerra dos Emboabas foi provocada. Eles queriam tudo para si mesmos e acabaram perdendo grande parte do que ja tinham em maos. Foram mandados em exilio para Goias, onde 20 anos depois tambem encontraram ouro. Apesar dessas diferencas, nos somos descendentes tanto de um lado quanto do outro. Eh por isso que fica constatada a acertiva, brigar nao vale a pena porque no fundo somos todos iguais. ( Como os nossos pais).

70. ARCOS DE VALDEVEZ, VIANA DO CASTELO, PORTUGAL

Arcos de Valdevez eh uma cidade no Distrito (Estado) de Viana do Castelo. Conta atualmente com aproximadamente 23.000 habitantes. Eh composta por 51 Freguesias. Para simplificar, citarei apenas algumas que possam lembrar algo em relacao a nossa genealogia. Sao elas: Couto, Eiras, Extremo, Miranda, Oliveira, Parada, Portela, Sa, Salvador, Santa Maria de Tavora, Sao Paio, Sao Vicente de Tavora e Vilela.

Conta-se que ja estava no mapa desde o dominio romano e com o nome de Arcobrica. Com certeza passou ao dominio da Gaelecia, o primeiro reino tipicamente medieval na Europa. Mais tarde veio a tornar-se a Galicia. Sabe-se que no tempo do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, ja existia e foi confirmada pelo rei D. Manuel.

Fez parte da antiga Provincia do Minho (Entre Douro e Minho). 1.128 eh data de batalha vencida pelo infante Afonso Henriques, antes de sua coroacao.

A Vila foi cabeca de condado, sendo seu primeiro conde, nomeado por Felipe IV de Castela, D. Lourenco de Brito e Lima, cuja dinastia terminou em seu filho. O terceiro conde foi D. Tomas de Noronha, cuja descendencia persiste. Dados retirados e adaptados do texto de Ignacio Vilhena Barbosa, no endereco: antikuices.blogspot.com/2011/09/historia-de-arcos-de-valdevez-e-antigo.html.

Segundo a pagina: http://www.arvore.net.br/Paulistana/ACastanhos.htm, eh natural de Vila dos Arcos de Valdevez o nosso ancestral Belchior de Andrade de Araujo que, juntamente com Maria Cardoso, foi trisavo de Josepha Pimenta de Souza, a esposa de Manoel Vaz Barbalho que, casando-se no Distrito de Milho Verde, Cidade do Serro, Minas Gerais, em 1.732, deram inicio aos ramos Barbalho e Pimenta do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Belchior Andrade e Maria Cardoso foram pais de Maria de Andrade, esposa do capitao Manoel Pimenta de Carvalho.

No Epilogo do livro A America Suicida, tambem publicado neste blog, sem o saber disso fiz uma previsao, baseada nas evidencias de em varias oportunidades encontrarmos a associacao dos sobrenomes Araujo e Barbalho, de que teriamos ancestrais com o sobrenome Araujo. Certamente, foi uma surpresa descobrir nao apenas que estava correto em minha previsao, porem, nao esperava que fosse dessa forma. Acreditava que alguem com a assinatura Barbalho houvesse se casado com alguem de assinatura Araujo.

E essa saga de familias continua e quem conhece Governador Valadares sabe que Araujo, Barbalho e Coelho fazem parte do imenso contingente de alcunhas familiares presentes naquele lugar. Destaca-se ali a principal ilha formada pelo Rio Doce naquele lugar cujo nome veio a ser Ilha dos Araujos. O nome Araujos se deve ao fato de a ilha ter sido propriedade da familia do pioneiro Joaquim Alves Araujo.

Nao tive como confirmar isso na Historia de Governador Valadares, mas dizem as tradicoes que uma das pessoas envolvidas no loteamento da Ilha dos Araujos e sua transformacao em um dos bairros mais concorridos de Valadares foi o tambem pioneiro Odilon de Magalhaes Barbalho. Nem preciso lembrar que eh meu tio.

71. VILA VICOSA, ANTIGO ALENTEJO

Vila Vicosa eh outro Concelho (Cidade) que fica proxima `a fronteira com a Espanha. Pertence ao Distrito (Estado) de Evora. Tem uma area de menos de 200 km2, com 8.319 habitantes. Faz divisa com as municipalidades de Elvas, Alandroal, Redondo e Borba. Foi dominio dos duques de Braganca por varios seculos.

Vila Vicosa foi reconquistada aos mouros pelo rei D. Afonso II, em 1.217, e em 1.270 o rei D. Afonso III deu-lhe o nome definitivo que antes era Vale Vicoso. Foi em 1.461 que Vila Vicosa passou a fazer parte do Ducado de Braganca. Durante a Dinastia Filipina (Dominio espanhol de 1.580-1.640), Vila Vicosa era a sede do maior ducado da Peninsula Iberica.

Em 1.640 a monarquia portuguesa foi restaurada e o duque de Braganca, D. Joao II, foi convidado a assumir a cabeca do reino, tornando-se o rei D. Joao IV de Portugal. D. Joao IV consagrou a coroa portuguesa a Nossa Senhora da Conceicao que passou a ser a Rainha e Padroeira de Portugal. Isso nos faz voltar `a Historia do Brasil e recordar que muitos dos municipios tomaram Nossa Senhora da Conceicao como sua padroeira, muitas vezes, com titulos novos, como o de Nossa Senhora do Patrocinio.

A cidade foi fortemente atingida pelo terremoto de 1.755 e sofreu a Invasao Napoleonica em 1.808.

Apos `a Proclamacao da Republica, 1.910, em Portugal, Vila Vicosa sofreu a perseguicao dos republicanos aos monarquistas sendo quase apagada da Historia. Hoje-em-dia, com a abertura do Palacio Ducal de Vila Vicosa, tornou-se um importante destino turistico em Evora. Outra atividade economica importante eh a extracao do marmore o que a fez conhecida como a Capital Portuguesa do Marmore.

“I – Capitao MANOEL PIMENTA DE CARVALHO, nascido em Vila Vicosa, Alentejo em Portugal, por volta de 1610 e falecido no Rio (Candelaria 2o., 25v) em 6-7-1676; foi casado nos anos de 1640, com MARIA DE ANDRADE, nascida por volta de 1622, filha de BELCHIOR DE ANDRADE e de MARIA CARDOSO.” Esta introducao apresenta esse nosso ancestral, que era o bisavo de Josepha Pimenta de Souza, na pagina 253 do livro: A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente, do professor Demerval Jose Pimenta.

Buscando por maiores informacoes genealogicas, esbarrei com os personagens acima no endereco: http://www.arvore.net.br/Paulistana/ACastanhos.htm. No que seria o finalzinho da pagina 424, na divisa com a 425, esta escrito: “6-1 Manoel Pimenta de Sampaio, nobre cidadão do Rio de Janeiro em 1671, sendo então capitão de ordenança de Jacarepaguá, casado com Anna Joaquina de Menezes, f.ª de Francisco Moniz de Albuquerque e de Maria Pimenta de Menezes, n. p. de Pedro Moniz Tello (este irmão de Manoel Pimenta Tello, que foi mestre de campo dos auxiliares no Rio de Janeiro) e de Ignez de Andrade, naturais do Rio de Janeiro, bisn. de Egas Moniz Tello, cavaleiro fidalgo, natural da ilha da Madeira, e de Maria Pimenta de Carvalho (irmã direita do revdmo doutor João Pimenta de Carvalho, que foi deão da sé do Rio de Janeiro); tern. de Manoel Pimenta de Carvalho, natural da Vila Viçosa de Além Tejo, e de Maria de Andrade, natural do Rio de Janeiro, esta f.ª de Belchior de Andrade de Araujo, natural da vila dos Arcos de Valdevez.”

Ao que parece, aqui temos o encontro de dois ramos da Familia Pimenta, um procedente da Madeira e outro de Vila Vicosa. No livro do professor Pimenta ele apresenta como meio-irmaos de nossa ancestral Josepha os irmaos completos: Matias Pimenta Teles e Joao Pimenta de Menezes. Nao sei dizer se alguma das duas fontes se enganou ou se o Deao da Se do Rio de Janeiro era primo deles. O certo eh que descendia dos nossos ancestrais. Deao significa apenas um lider entre os sacerdotes.

A Genealogia Paulistana acrescenta aos nossos conhecimentos o fato de o nome completo do nosso ancestral ser Belchior de Andrade de Araujo. O professor Pimenta havia omitido o Araujo. Tambem, muito importante, ressalta mais um local em Portugal do qual procedemos. A partir de agora, Arcos de Valdevez passara a fazer parte de cidades de onde procedem os nossos ancestrais.

72. FREGUESIA DE COLARES, SINTRA, PORTUGAL

Colares atualmente eh uma Freguesia da Cidade de Sintra, com 7.628 habitantes. Esta encrustrada na Costa Atlantica do municipio. A Freguesia foi sede de antigo municipio que contava apenas com a Freguesia de Colares. Em 1.801 possuia aproximadamente 2.000 e, em 1.849, cerca de 3.350 habitantes.

Sintra e suas outras Freguesias, alem de Colares, fazem parte da Historia da Monarquia Portuguesa numa relacao semelhante ao que representa Petropolis para a monarquia brasileira. La eh o local onde a alta nobreza portuguesa escolheu para suas residencias de verao e, atualmente, eh tombada como Patrimonio Historico da Humanidade pela UNESCO.

O Paco Real de Sintra apresenta no Salao de Brasoes, os escudos das familias mais ilustres de Portugal no tempo do rei D. Manuel I, o Venturoso. O diferencial adotado consta de honra, historia e bens. Sao elas: Aboim, Abreu, Aguiar, Albergaria, Albuquerque, Almada, Almeida, Cabral, Carvalho, Castelo-Branco, Castro, Castro (da Penha Verde), Cerveira, Coelho, Corte Real, Costa, Coutinho, Cunha, Eca, Faria, Febos Monis, Ferreira, Gama, Goios, Gois, Gouveia, Henriques, Lemos, Lima, Lobato, Lobo, Malafaia, Manuel, Mascarenhas, Meira, Melo, Mendonca, Meneses, Miranda, Mota, Moura, Nogueira, Noronha, Pacheco, Pereira, Pessanha, Pestana, Pimentel, Pinto, Queiroz, Ribeiro, Sa, Sampaio, Sequeira, Serpa, Silva, Sotomaior, Sousa, Tavares, Tavora, Teixeira, Valente, Vasconcelos e Vieira. Muitos nomes de nobres nao estao lembrados nesta lista. Alguns por serem originalmente da Espanha, como o Gusmao e o Maia.

Ha um fato historico de Colares que demonstra a sua importancia. Apos vencida a grande Batalha de Aljubarrota, em que as forcas portuguesas assitidas por ingleses venceram as forcas catelhanas coligadas a franceses, e assegurada a monarquia portuguesa que passou a primazia de governar ao rei D. Joao I, o monarca presenteou Colares a D. Nuno Alvares Pereira, o II Condestavel de Portugal.

D. Nuno foi casado com D. Leonor de Alvim, que era filha de Joao Pires de Alvim e Branca Pires Coelho. Ela era uma legitima descendente de Soeiro Viegas Coelho, o primeiro desse nome a usa-lo como nome de familia. D. Nuno e D. Leonor tiveram como filha unica a D. Beatriz Pereira de Alvim. Esta casou-se com Afonso, primeiro duque de Braganca. Afonso era filho extraconjugal do rei D. Joao I com Ines Pires, que tambem descendia de Egas Moniz, o Aio, via a filha deste: Dordia Viegas.

Os duques de Braganca sao numerados ate ao VIII, o qual se torna rei de Portugal, sob o titulo de D. Joao IV, quando da restauracao da monarquia portuguesa, em 1.640. Durante o periodo em que eram os duques de Braganca, os outros filhos e filhas que se casaram, o fizeram nas diversas outras casas da nobreza portuguesa e espanhola, tornando quase impossivel aos membros de toda a nobreza da Peninsula Iberica nao ter se tornado descendente deles.

Apesar da prodigalidade com que alguns se reproduziram, boa parte dos descendentes nao deixou descendencia. Em parte por causa da dedicacao ao sacerdocio catolico e, em outra, mais certo eh ser por causa da alta consanguinidade que ja existia entre os nobres.

Em Sintra tambem se encontra o famoso Palacio de Queluz. Este eh o local onde nasceu o infante Pedro, filho do, entao, futuro rei D. Joao VI e Carlota Joaquina (a Rainha Devassa). Este Pedro veio a tornar-se o declarador da Independencia do Brasil e assumiu o titulo de D. Pedro I, imperador do Brasil. Mais tarde, deixou o futuro D. Pedro II no Brasil para assumir o titulo de D. Pedro IV, de Portugal.

No final do seculo XVIII em diante Sintra e Colares perderam parte do glamour que tanto atraia os nobres por causa da preferencia dada pelos monarcas bragantinos a Vila Vicosa. Por ser Patrimonio da Humanidade, nao precisa de mais descricoes. Quem o desejar, veja na net o Palacio Nacional de Sintra e outras paisagens turisticas.

Apos tanto bla-bla-bla, vamos ao que interessa. Pagina 254 do livro A Mata do Pecanha: “F 1 – ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, batizada em 28 de maio de 1738, no Arraial de Tapanhoacanga, tendo por padrinho FRANCISCO DA COSTA MALHEIRO. Em 1759, no dia 30 de agosto, casou-se com o Capitao ANTONIO FRANCISCO DE CARVALHO, o qual, em meados do seculo dezoito, veio para o Brasil e se estabeleceu naquela localidade. Era portugues, filho de ANTONIO LEAL e Dona MARIA FRANCISCA, natural de Vila de Colares, no Patriarcado de Lisboa.”

Estes nao sao meus ancestrais em particular mas sim de um grande ramo da familia cuja assinatura inicial foi o Pimenta. Isidora e Francisco Leal foram pais de: Joao, Vitoriana, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco, Bernardo e Boaventura. O professor Demerval Jose Pimenta descreveu apenas parte da descendencia de d. Vitoriana Florinda de Ataide e do cacula, Boaventura Jose Pimenta, que era o bisavo dele.

Das pessoas que conheci, ele aponta D. Alice Reis, esposa do Sr. Alipio Teixeira, como descendente de D. Vitoriana e do marido dela: Jose Damasio Rouco. Segundo ele a familia do segundo casal multiplicou-se inicialmente nas localidades do Serro, Conceicao do Mato Dentro, Senhora do Porto, Dom Joaquim, Alvorada de Minas, Setubinha e Pote, todas no Estado de Minas Gerais.

Ja em Virginopolis, e muito provavelmente em todas as cidades da regiao, uma parte da descendencia casou-se com outras descendencias do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza (pais de D. Isidora) sem ter a menor ideia de tratar-se de primos. Este eh o caso, por exemplo, de Stela Maris Siman e Rui Hercy Coelho e das irmas: Maria de Fatima Pereira e Geraldo (Pagavela) Batista Coelho & Maria de Lourdes (Marilou) Pereira e Adriano (Chefe) de Magalhaes Barbalho.

73. CIDADE DE ALMEIDA, DISTRITO (ESTADO) DE GUARDA, PORTUGAL

A partir de agora comecarei a acrescentar mais alguns capitulos a essa coletanea. `A medida que estamos aumentando os nossos conhecimentos a respeito de nossa genealogia, haveremos entao que acrescentar mais locais. Comecarei pela Cidade de Almeida. Ela esta irmanada com as Cidades do Serro e Sabinopolis em Minas Gerais, por causa do sobrenome Monteiro em nossa genealogia. Mas tambem com o sobrenome Almeida, porem, nao sabemos como o sobrenome “de Almeida” saiu daquela cidade. Sabemos apenas que, em alguns pontos ele entrou na familia.

O que todos concordam eh que a palavra Almeida tem origem arabe. Almeida tem um significado de topo de mesa, ou seja, foi construida no altiplano muito proximo `a fronteira com a Espanha. Fica na margem direita do Rio Coa e nos primeiros anos da criacao do Reino de Portugal tinha importancia estrategica na defesa do territorio portugues.

Almeida hoje eh sede do que fora tres diferentes partes politicas da divisao geografica de Portugal durante a Idade Media. Castelo Mendo, o mais antigo, data de 1.229; Almeida e Castelo Bom, de 1.296. As duas ultimas criadas pelo rei D. Diniz e revogadas por D. Manoel I, em 1.510, juntamente com Castelo Mendo.

Durante sua Historia, Almeida anexou e perdeu territorios. Ao que parece, desde a origem guarda as Freguesias de Vale da Coelha, Vale da Mula e Junca. Melhor sera seguirem as mudancas atraves do endereco: http://www.cm-almeida.pt/tudosobrealmeida/historiadealmeida/Paginas/default.aspx. Eclesiasticamente pertenceu aos bispados de Cidade Rodrigo, Lamego e Pinhel, e atualmente permanece como parte da Diocese da Guarda.

Joao Fernandes, chamado de Almeida, eh o primeiro a aparecer na Historia usando o sobrenome. Ele fundou a Aldeia de Almeida por volta de 1.223 a 1.245. Joao Fernandes era filho de Fernao Canelas, o senhor das Quintas de Pinheiro e Canelas. Seu neto: Lourenco Anes de Almeida foi o Alcaide-Mor de Linhares e Castelo Novo.

Fernao Alvares de Almeida foi o Aio dos filhos do primeiro rei da Dinastia de Avis, D. Joao I. Seu filho: Diogo Fernandes de Almeida passou o titulo de Conde de Abrantes `a descendencia ate 1.530. Extinto o titulo, foi renovado entre 1.645-1.656 com Miguel de Almeida, que foi um dos fidalgos da Restauracao da Coroa Portuguesa (Dinastia de Braganca), em 1.640.

A Familia Almeida foi a titular em tres dos postos de nobreza, sendo elas: Casa dos Condes de Abrantes, Casa dos Condes de Avintes e Casa dos Condes de Assumar. Pedro de Almeida, o 1o. Conde de Assumar, foi tambem Vice-Rei das Indias.

D. Pedro Miguel de Almeida Portugal foi para o Brasil em 1.717, para assumir o cargo de governador da, entao, nova Capitania de Sao Paulo de das Minas de Ouro. Ele foi o II Conde de Assumar, titulo esse que, em 1.748, passou a ser Marques de Alorna, por causa de ele ter conquistado essa praca de guerra. Foi na epoca do governo dele, 1.720, que se deu a Revolta de Vila Rica, onde o lider da revolta: Filipe dos Santos Freire, foi feito martir dos movimentos nativistas brasileiros.

Agora que estamos conhecendo melhor a nossa genealogia, temos a presenca do sobrenome Almeida em Francisca de Almeida, nascida em 1.677, no Rio de Janeiro (Iraja). Ela casou-se com Belchior Pimenta de Almeida, filho do portugues de Vila Vicosa, Alentejo, Manoel Pimenta de Carvalho e Maria de Andrade. Francisca de Almeida era filha de Amaro de Aguiar e outra Francisca de Almeida.

O sobrenome Almeida tambem aparece na pessoa de Antonio Coelho de Almeida que juntamente com Ana Maria de Jesus sao os pais de Ana Maria de Jesus. A Ana filha foi a esposa do Malaquias Pereira do Amaral, nascido em 1.791 e pai do nosso tetravo Daniel Pereira do Amaral. O APM guarda em Belo Horizonte um despacho do pedido do nosso ancestral Antonio Coelho de Almeida para a concecao de um cartorio. Infelizmente, o nome do local onde se instalaria tal cartorio nao se encontra nas recordacoes da internet.

Atualmente temos muitas pessoas que assinam Almeida na familia, porem, estou atendo-me apenas aos mais antigos. Por enquanto, o Concelho (Cidade) de Almeida nao esta entrando aqui por causa do sobrenome. O que temos de concreto eh o nome de Maria Monteiro registrada como nascida em Vila Almeida. Ela eh a avo do ancestral Antonio Borges Monteiro e foi a unica deste nucleo familiar de ancestrais nao procedente do Concelho (Cidade) da Seia. Como o hexavo Antonio nasceu em 1.751, acredito que a avo dele tenha nascido por volta de 1.700.

Junto com a certidao de nascimento dele, conseguida e gentilmente nos sedida pelo nosso primo Felix Tolentino, ha uma informacao de grande valor, que podera ajudar-nos muito nesse particular de nossas origens em Almeida. Eh que a certidao registra o nome do padrinho e tambem tio do avo Antonio, que foi o padre Estevao Rodrigues Monteiro. Caso consigamos localizar o documento: “De Genere Et Moribus” do tio padre, deveremos tambem identificar, talvez, ate seus bisavos, que seriam trisavos do avo Antonio.

Lembro que ate aos anos 1.700 as leis da Inquisicao eram observadas. Neste caso, o levantamento genealogico dos candidatos ao clero era mais minucioso, por causa dos preconceitos contra os Cristaos-Novos. Esse preconceito no passado, agora podera ajudar-nos a encontrar mais dados a respeito de novos ancestrais e, talvez, facilitar-nos encontrar o fio-da-meada que nos levaria aos primeiros usuarios do sobrenome “de Almeida”, quica tambem do Monteiro.

Para os informes a respeito dos dados genealogicos da linhagem Almeida, usei o endereco: http://www.genealogia.historia.com.br/index_baroesviscondes.asp?categoria=3&categoria2=2&subcategoria=67. Ou Brasao Almeida – Genealogia Historia. E segundo o site Geneall.net Portugal, o Joao Fernandes, chamado de Almeida, era bisavo do Lourenco Anes de Almeida, o Alcaide-Mor de Linhares e Castelo Novo.

74. HISTORIA DE GRAVATAI

As primeiras cidades dos Estados do Sul do Brasil tem uma historia semelhante. E Gravatai eh uma delas. Embora boa parte da area fosse legalmente espanhola, devido ao Tratado de Tordesilhas, os espanhois nao conseguiram ocupar efetivamente o imenso territorio que lhes coube por aquele tratado. Assim, os portugueses tiveram oportunidade de, em inumeros casos, chegar primeiro.

Toda a Historia esta ligada aos acontecimentos mundiais e nacionais. Com o fim do “Ciclo do Acucar”, a transferencia de parte da producao mundial para as Antilhas pelos holandeses e a grande producao nas Capitanias de Pernambuco, Bahia e Rio de janeiro, o preco caiu muito. Isso afetou mais as antigas colonias das Ilhas da Madeira e Sao Tome. Alem disso, as Ilhas dos Acores estavam superpovoadas.

No caso especifico de Gravatai ja havia ali instalada uma aldeia com o nome de Aldeia dos Anjos. Devido aos conflitos que houveram com os guaranis dos Sete Povos das Missoes, o capitao Antonio Pinto Carneiro transferiu cerca de 1.000 indios para as proximidades do aldeamento, em 1.762.

A coroa portuguesa ja havia contemplado com Sesmarias a Pedro Goncalvex Sandoval, natural de Lima no Peru, e ao capitao Joao Lourenco Veloso. Deles foi comprada uma parte para, em 1.763, fundar-se oficialmente a Aldeia de Nossa Senhora dos Anjos.

O local era chamado de Rincao de Gravatai, nos campos de Viamao, devido `a grande presenca da planta gravata. Em 1.772 ja os acorianos comecam a chegar. Com a chegada de Jose Marcelino de Figueiredo, governador da Provincia de Sao Pedro, o aldeamento eh urbanizado com a construcao de escolas, olarias e moinhos.

Em 1.795 eh desmembrada da Freguesia de Nossa Senhora da Conceicao de Viamao e elevada `a categoria de Freguesia (distrito) da Vila de Porto Alegre, em 1.806. Em 1.880 eh emancipada de Porto Alegre sob o nome de Vila de Nossa Senhora dos Anjos de Gravatai. Durante o seculo XIX e metade do XX a principal atividade era o cultivo da mandioca e exportava a farinha para o resto do pais e o exteriror.

Nos anos 60-70 teve instalado seu parque industrial. Em 1.997 instalou-se ali o complexo industrial da General Motors. Atualmente a cidade possui mais de 250.000 habitantes. Faz parte da Regiao Metropolitana da Grande Porto Alegre. Em 1.870 era habitada por pouco menos de 6.000 pessoas.

O nosso vinculo intimo com Gravatai inicia-se cerca de 100 anos antes de 1.870, quando ali comecam a aparecer os registros de nascimentos dos filhos do casal: Policarpo Jose Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo. Policarpo era filho dos nossos ancestrais: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Policarpo nasceu em 1.735 e teve o registro de obito escriturado em 1.801, na Vila de Porto Alegre.

Nao temos muitas informacoes a respeito da familia, porem, foram pais, em Gravatai, das criancas: Umbelino (1.782), Anna (1.783), Pocidonio (1.785), Julio (1.788), Candida (1.789), Eugenia (1.791) e Manoel (1.793). O casal foi pai tambem de Josefa Pimenta de Souza, mais provavelmente em Minas Gerais (talvez no Serro ou Conceicao do Mato Dentro), que se casou em 1.794, em Gravatai, com Jose Peixoto, filho de Jose Peixoto Cabral e Eufrasia Maria Caetana. Eh possivel que o ex-prefeito de Gravatai, Lidio da Silveira Peixoto (69-72), seja um dos descendentes deles.

Se os filhos, netos e bisnetos foram tao produtivos quanto os pais, com uma media de 8 filhos por pessoa, e nenhum tenha saido de Gravatai ou se casado com os primos, em 1.870 quase toda a populacao da cidade, ou seja, por volta de 4.500 pessoas seriam descendentes do casal. Imagine-se, entao, quantos nao serao os descendentes deles nos dias de hoje, 230 anos apos terem chegado a Gravatai!

No Epilogo do livro: A America Suicida, publicado no presente blog, fiz uma rapida discussao a respeito dos detalhes dos dados, entao, recentemente descobertos por nos. Pelas evidencias levantei a hipotese de que este Policarpo Jose Barbalho pudesse ter tido outra familia em Minas Gerais, antes dessa em Gravatai. E tambem comentei que Jose Vaz Barbalho, nosso ancestral, deveria ser irmao dele. Contudo, vejo aqui uma segunda possibilidade: a de este Policarpo Jose Barbalho ser o pai de Jose Vaz Barbalho.

Isso faz sentido porque o Policarpo nasceu em 1.735. Em 1.765 ele ja estaria com 30 anos. Uma idade em que a maioria absoluta dos homens da epoca ja teriam se casado, se esta fosse a intencao de vida deles. Digamos que ele tivesse se casado por volta dos 25 anos. Em torno de 1.760 ele poderia estar sendo pai do Jose Vaz Barbalho. O Jose, por sua vez, poderia estar se casando por volta dos 25 anos de idade tambem e, em tal epoca, ter se tornado pai do nosso ancestral: padre Policarpo Jose Barbalho.

Se este raciocino estiver correto, a data provavel do nascimento do padre Policarpo seria de 1.785. Como ele se casou em 1.808, poderia ter se casado em torno de seus 23 anos de idade, o que era perfeitamente normal para a epoca. Estes meus racionios estao sendo feitos aqui porque nao temos as informacoes completas ainda, porem, as datas realmente sugerem tal hipotese.

Se alguem ler apenas esta parte do texto, pelo interesse exclusivo na Historia de Gravatai, informo que o nosso tetravo: padre Policarpo Jose Barbalho casou-se, ficou viuvo, terminou de criar a familia e, so entao, retornou ao seminario e ordenou-se padre. De qualquer forma, nao se auteraria o fato de sermos descendentes da familia Barbalho Bezerra oriunda de Pernambuco e que migrou para o Rio de Janeiro, antes de alcancar Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O interessante seria apenas que teriamos mais uma avo no caminho. Ela seria uma possivel primeira esposa do Policarpo Jose Barbalho I.

Acredito que D. Maria Bernarda teria sido a segunda esposa porque nao creio que ela sobreviveria, naquela epoca, se tivesse comecado a ter filhos, no mesmo ritmo, desde os anos 60 ate 1.793. Ela iria ter mais de 20 filhos. Algo que era a maior causa de mortes das mulheres naquele tempo. Parto era o maior assassino de mulheres em tempos anteriores ao seculo XX.

Varios detalhes de nossa genealogia foram encontrados no documento: “De Genere et Moribus” do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho, que foi filho do padre Policarpo e sua esposa Isidora Francisca de Magalhaes. Estamos aguardando encontrar documento semelhante do padre Policarpo, onde encontrariamos os nomes dos avos dele e, quica, dos bisavos, mais parentes da esposa, relacao de todos os filhos e, possivelmente, nomes de conjuges dos que ja seriam casados. Padre Emigdio ordenou-se em Mariana, em 1.845, e o pai dele ordenou-se numa data, nao revelada, posterior a esta.

75. FLORIANOPOLIS E SANTA CATARINA

Como todos os lugares no Brasil, a Ilha de Santa Catarina foi habitada por civilizacoes pre-colombianas. A Ilha era visitada por navegadores desde os primeiros anos dos descobrimentos europeus, onde os navios paravam para reabastecer-se de agua e viveres. Quando os primeiros portugueses chegaram, encontraram os carijos, indios pacificos que pertenciam ao grupo tupi-guarani.

Embora ja existissem algumas concessoes de Sesmarias na Ilha de Santa Catarina, Agostinho Barbalho Bezerra obtem do Conselho Ultramarinho e por Carta Regia o cargo de “Senhor e Governador Perpetuo da Ilha de Santa Catarina”, como uma forma de indenizacao pelos muitos servicos prestados por ele proprio e seu pai, Luis Barbalho Bezerra, `a coroa portuguesa. A concessao foi de 1.663, porem, ele falece em 1.667, supostamente na tentativa de encontrar a “Serra das Esmeraldas” (Sabarabucu), atraves do Vale do Rio Doce, ainda no Espirito Santo, e nunca assume nem nomeia sucessor.

No processo de peticao ele alega que estao sob sua responsabilidade sua mae viuva e mais tres irmaos. Haviam se passado 20 anos apos o falecimento do pai dele e o Jeronimo ja havia sido executado, durante A Revolta da Cachaca. Nao sei se ele estava incluindo a si proprio. E talvez estivesse se referindo `aos filhos do Jeronimo que poderiam estar sob sua guarda.

Em minhas pesquisas tenho encontrado dificuldades em identificar o Agostinho que faleceu em 1.667 como sendo o filho de Luis Barbalho. Parece ter sido o sobrinho de mesmo nome, porem, para isso ter acontecido os historiadores nao fizeram o acompanhamento genetico da familia porque alguns citam como esposa do heroi Agostinho como sendo Brites de Lemos, o que nao deve ser verdade. Ele casou-se com Cecilia Barbosa, importante figura na Historia do Rio de Janeiro e que ficou conhecida como Cecilia Barbalho. Vide capitulos do Rio de Janeiro (68) e Nilopolis (69).

Em 1.675 toma posse de uma Sesmaria na Ilha de Santa Catarina o bandeirante Francisco Dias Velho. Porem, ele foi morto por piratas. Embora sua presenca tenha plantado no lugar a primeira igreja, invocando o nome de Nossa Senhora do Desterro, local onde se encontra a Diocese de Florianopolis e que da o nome `a capital, antes de mudar para Florianopolis.

Relativo `a colonizacao do Sul do Brasil eh a Historia do Arquipelago da Madeira. O arquipelago foi descoberto pelos portugueses Joao Goncalves Zarco, Tristao Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo. Estes o colonizaram e foram os primeiros donatarios das recem-criadas instituicoes das Capitanias Hereditarias e Concessoes de Sesmarias. Este modelo foi posteriormente levado para o Brasil.

Outro paralelo foi que o modelo deu certo, em boa parte por causa da exploracao da cana-de-acucar, entao, reconhecida como uma especiaria de grande valor. A producao era pequena para o crescente mercado europeu e foi por isso que foi partilhada com o Brasil. Os descobrimentos do Arquipelago da Madeira e sua colonizacao foi o que gabaritou Portugal a se tornar lider mundial na epoca dos Grandes Descobrimentos. O Arquipelago da Madeira foi redescoberto em 1.418 e 1.419, porque os romanos ja o conheciam.

Nos seculos XVII e XVIII contudo houve o reverso. E assim eh narrado no texto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Aut%C3%B3noma_da_Madeira:

“Nos seculos XVII e XVIII, uma grave crise economica e alimentar motivaram a Diaspora madeirense. Milhares de familias partiram para as colonias. Na Madeira, o povo sofria com a fome e a miseria. Em 1.747, D. Joao V ordenou o recrutamento voluntario de casais para povoarem a Ilha de Santa Catarina. Em 1.751, o governador Saldanha da Gama escreve: Nalguns portos da Ilha, o povo so se alimenta de raizes, flor de giesta e frutos. No mesmo ano, o rei D. Jose mandou recrutar, so na cidade de Funchal, mil casais sem meios de subsistencia para promover o povoamento das colonias, sobretudo o Brasil.”

Atualmente o Arquipelago todo conta com cerca de 250.000 habitantes, sendo cerca de 100.000 somente no Funchal. Imagine-se, entao, qual foi o impacto de tal exodo numa populacao que deve ter sido 10 vezes menor!

Entre 1.440 e 1.450, quando foram estabelecidas as Capitanias Hereditarias na Madeira, haviam sido levadas para la pessoas da pequena nobreza, gente de condicoes modestas e presos do reino. Iniciou-se com o cultivo do trigo que era exportado para o continente. Apos ter sido introduzida a cana-de-acucar, tambem foram levados os escravos originarios da Africa. Foi da Madeira que Martim Afonso de Sousa levou as primeiras mudas de cana para o Brasil.

Em 1.726, com o governo do brigadeiro Jose da Silva Pais na Ilha de Santa Catarina, o povoado de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianopolis, foi elevado `a condicao de Vila. Desde entao a Ilha de Santa Catarina se transforma no entreposto militar que protege as costas do Sul do Brasil e permite a colonizacao dos outros Estados. O colete verde do uniforme dos militares da ao povo o apelido de “barriga verde”.

No total, cerca de 5.000 madeirenses e acorianos sao fixados na terra, Ilha de Santa Catarina, nas datas de 1.748 e 1.756.

Somente a partir da segunda metade do seculo XVIII eh que o interior serrano do Estado de Santa Catarina comecou a ser povoado pelos europeus, por intervencao do paulista D. Luis Antonio de Sousa Botelho Mourao que queria criar uma passagem segura entre Sao Paulo e os Pampas Gauchos. Ele enviou Antonio Correia Pinto e, em 1.775, foi fundada a Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages. Nessa epoca ja havia povoacoes no litoral catarinense tambem.

Em Lages temos logo a presenca dos mineiros. No livro “Genealogia Tropeira” encontram-se informacoes a este respeito. Esta no endereco: http://www.alfredo.com.br/arquivos/gentrop1.pdf. Numa verificada pouco atenciosa encontrei Antonio Jose Muniz e o sogro dele, Caetano Saldanha. Chamou-me a atencao por termos um pentavo com o nome de Antonio Jose Moniz, trocando-se apenas uma letra. Temos ainda que aprofundar nossos conhecimentos para sabermos se somos ou nao da mesma familia, porque o pai do Antonio Muniz assinava Moniz.

Em 1.820 Lages passou a ser governada pelas autoridades da Ilha, dando `a Provincia o formato aproximado do que hoje eh o Estado de Santa Catarina. Em 1.829, no governo do brigadeiro Francisco de Albuquerque Melo, iniciou-se a chegada de colonos alemaes. Em 1.831 eh lancado o primeiro jornal da Provincia, dirigido pelo capitao Jeronimo Francisco Coelho. Joinville, Blumenau e Brusque foram fundadas em 1.849, 1.850 e 1.860, respectivamente.

Em 1.870 a populacao se Santa Catarina, o Estado, era de 160.000 habitantes e, 200.000, em 1.890. O restante da Historia da Ilha, da capital e do Estado assemelha-se `a Historia do restante do pais. O que desejo aqui eh introduzir nossos familiares nesse Historico.

Ate ao momento, temos que nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra teve dois filhos. O primeiro tinha o mesmo nome que seu tio: Agostinho Barbalho Bezerra. O tio foi casado com Cecilia Barbosa, tambem conhecida como Cecilia Barbalho, a mentoura intelectual da criacao do Convento de Nossa Senhora da Conceicao da Ajuda, no Rio de Janeiro. Vide capitulo 68.

O segundo Agostinho foi casado com Brites ou Beatriz de Lemos. Vide capitulo de Nilopolis, 69. Este era filho do Jeronimo, filho do heroi e governador do Rio de Janeiro, Luis Barbalho Bezerra. Vide capitulos de Pernambuco e Salvador-BA.

A sequencia genealogica abaixo retrata o que encontrei no site GENi. Trata-se de descendentes de Micaela Barbalho Bezerra, tambem filha do Jeronimo:

Jeronimo Barbalho Bezerra – Isabel Pedroso
Micaela Barbalho Bezerra Pedroso – Joao Batista de Matos
Jeronimo Barbalho Bezerra – Lucrecia Leme
Guilherme Barbalho Bezerra – Inacia Francisca do Sacramento
Ursula Maria das Virgens – Francisco Caetano Soares
Jose Barbalho Bezerra – Custodia Francisca da Silva

Nao sei exatamente quando a familia mudou-se para Santa Catarina. Nem tenho a menor ideia de quantas e quais pessoas assinam o sobrenome Barbalho no Estado e, muito menos, quem sao os descendentes que nao o assinam, porem, a informacao eh de que o Jose Barbalho Bezerra nasceu em 30 de outubro de 1.795. Se ele teve mais alguns irmaos e todos permaneceram por la, eh possivel que tenham algumas dezenas de milhares deles. Alem disso, pode ser que outros ramos da Familia Barbalho tenham se dirigido para la tambem.

Entre os novos residentes da familia em Santa Catarina, posso citar o Alexandre Rodolfo Coelho Soares, nosso primo e filho do Raul Soares, este, filho da tia-avo Vita de Magalhaes Barbalho.

76. RIO DE CONTAS – BA

Rio de Contas eh uma simpatica cidade do sertao bahiano. Surgiu por volta de 1.690 numa rota que ia de Salvador, cortava o Norte de Minas, indo em direcao a Goias. Era necessario, de intervalo em intervalo, estabelecer-se pontos de pouso para os viajantes e, com isso, surgiu o povoado chamado de Creoulos. Localizava-se na Serra das Almas, na margem esquerda do Rio Brumado.

Em seguida foi encontrado ouro tres leguas acima deste local, no leito do Rio das Contas e seus afluentes. Para la se dirigiram os vicentinos (nome comum dado aos mineiros, paulistas e fluminenses, antes de seus Estados terem sido separados). E os Jesuitas fundaram novo povoado invocando o nome de Santo Antonio.

Em 1.718 foi criada a Freguesia de Santo Antonio do Mato Grosso. E em 1.722 eh criada a Vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas de Rio de Contas, 12 km abaixo do antigo povoado de Creoulos. Esta eh a atual Cidade de Livramento do Brumado. Em 1.745 houve a mudanca da localizacao da sede para o Povoado de Creoulos, sob o nome de: Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento de Minas do Rio das Contas. A sede anterior ficou conhecida como Vila Velha.

A Freguesia de Mato Grosso perdeu espaco para a Vila de Contas. E o crescimento estagnou-se com o esgotamento da producao de ouro. O nome da cidade tambem foi diminuindo. Em 1.840 passou a chamar-se Minas do Rio de Contas. Em 1.931 ja era apenas Rio de Contas.

“Tendo sido criada a Freguesia de Paz, em 1.880, foi logo apos criada a Escola Publica do sexo masculino. Para dirigi-la, foi escolhido o professor Candido Jose de Senna que entao lecionava na cidade de Serro Frio. Era baiano, natural de Vila Velha do Rio das Contas, onde nasceu em 4 de dezembro de 1843.” Assim se nos eh apresentado o pai do professor Nelson Coelho de Senna, pelo professor Demerval Jose Pimenta, no livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. pags. 118-119. Ele se referia ao professor Candido ter ido lecionar em Sao Joao Evangelista, tendo sido inclusive autor do hino da cidade. Em varias outras partes do livro a familia eh retratada.

O professor Nelson Coelho de Senna que era filho do professor Candido e de sua segunda esposa, nossa prima: Maria Brasiliana Coelho, casou-se com D. Emilia Gentil Horta Gomes Candido, natural de Mariana. Ela era quadrineta (tetraneta) de Antonio Gomes Candido e Andreza Maria, naturais da Freguesia de Santa Maria de Olivais, ao lado de Lisboa. Maiores informacoes, visitem: http://www.arvore.net.br/trindade/TitGomesCandido.htm.

Particularmente tenho apenas essas informacoes a respeito do lado paterno do professor Nelson. Contudo, isso se deve ao fato de eu nao ter tido acesso ainda ao livro dele: “Algumas Notas Genealogicas”, I edicao, Sao Paulo, 1.939. Nele a genealogia Senna devera aprofundar-se mais.

Nos textos a respeito dos Engenhos de Pernambuco ha a mencao ao “Engenho das Coelhas”, em Serinhaem. Um dos senhores do local foi Francisco da Rocha Pontual, que era irmao de Antonio dos Santos Pontual, o Barao de Flecheiras e de Bernardino de Senna Pontual, o Barao de Petrolina. Fonte: engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/nome-de-engenhos-letra-c.html. Contudo, o endereco: http://www.araujo.eti.br/ancestral.asp?numPessoa+41298&dir=genxdir/ nao demonstra que eles tivessem algum ancestral que assinasse Senna.

77. GOIANINHA

Goianinha eh uma cidade situada no Sul e extremo Leste do Rio Grande do Norte. Esta a pequena distancia da divisa com a Paraiba e relativamente proxima a Pernambuco.

Sua historia remonta aos tempos em que os indigenas brasileiros eram os donos da terra. Ali residiam os indios janduis. Foram expulsos pelos portugueses. Em 1.635 a aldeia era chamada de Goacana. Alguns moradores europeus teriam chegado em 1.687.

O inicio efetivo da povoacao branca se da com a distribuicao de Sesmarias a vendedores ambulantes, oriundos de Goiana Grande, na Capitania de Pernambuco, por isso recebe o nome de Goiana Pequena.

Goianinha fez parte do territorio de Ares, que ja era Vila desde 1.760. E, em 1.832, foi elevada `a categoria de Vila, virando cidade em 1.928.

Estou introduzindo este capitulo dedicado a Goianinha para registrar a serie de cidades onde a descendencia de nossos ancestrais se encontra. Temos la o primo Ormuz Barbalho Simonetti. Podem usar o nome dele para encontra-lo na internet. Busquem o Blog do Ormuz.

Ele eh um contato muito especial. Divide conosco a paixao pela genealogia e eh autor do lancamento recente: “Genealogia dos Troncos Familiares de Goianinha”. Tem blog literario, alem de desenvolver a atividade de jornalista. Como alguns em nosso lado familiar, eh tambem aposentado como funcionario publico – Banco do Brasil.

A especialidade genealogica dele sao 10 sobrenomes presentes na historica Goianinha, incluindo o Barbalho, rastreados desde os primeiros chegados a Pernambudo e ainda em Portugal. E nao ha outra regiao do Brasil onde exista mais Barbalho que o Nordeste. Com toda certeza todos estao ligados a nos, de uma forma ou de outra.

Indico o Blog do Ormuz a todos que desejarem se ocupar com boas leituras. http://ormuzsimonetti.blogspot.com/

78. SAO FRANCISCO DO CONDE, BAHIA

A razao para o nome do municipio comeca em 1.561 quando foi construido um Engenho de Acucar no local. As terras haviam sido doadas por Mem de Sa a Fernao Rodrigues Castelo-Branco. Com a morte do senhor do engenho a propriedade passou para o conde de Linhares. Esse “conde de Linhares” eh o sucessor de Miguel de Noronha, 4o. conde de Linhares e se chamava Fernando de Noronha, porem, nao o mesmo Fernao de Noronha que emprestou o nome ao Arquipelago. Ele herdou a propriedade atraves de sua esposa, Helena, filha do senhor do engenho.

Desde entao ha ocupacao das terras. Em 1.629 ja havia a instalacao de um convento de frades franciscanos. E em 1.693 houve o decreto para se criarem vilas no Reconcavo Baiano. D. Joao de Lancastre foi o responsavel pela fundacao em 1.697 e instalacao em 1.698 da Vila do Sao Francisco da Barra de Sergipe do Conde. O Sergipe eh derivado do nome do rio local que, atualmente, se chama Sergi-mirim.

No texto do IBGE ha um paragrafo interessante que informa: “Sao Francisco do Conde teve assinalada participacao nas lutas da independencia. O Tenente-coronel Comandante Joaquim Inacio de Siqueira Bulcao, natural do Municipio e primeiro Barao de Sao Francisco, eh mesmo cognominado “Patriarca da liberdade baiana”.

Eh franciscano tambem Mario Augusto Teixeira de Freitas, idealizador e fundador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. IBGE. Outros detalhes da formacao do municipio podem ser observados no texto http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/bahia/saofranciscodoconde.pdf.

Sao Francisco do Conde eh atualmente o maior pib per/capita no Brasil. Isso se deve ao fato da producao petrolifera e a relativa pequena populacao, 31.000 habitantes aproximadamente.

O endereco: http://www.fazendaengenhodagua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7&Itemid=5 nos presta maiores informacoes a respeito da Fazenda do Engenho d’Agua, propriedade que pertenceu e serviu de moradia para os baroes de Sao Francisco. Vale a pena abrir este endereco para tambem ter-se uma visao panoramica da fazenda.

Uma parte do que temos com Sao Francisco do Conde eh apresentada na Revista Trimensal do Instituto Historico e Geografico Brasileiro – Volume 52, a partir da pagina 308. Ali sao apresentados os Negreiros de Sergipe do Conde. Nao ha um acompanhamento maior, mas o que ha eh suficiente para constatar-se que Francisco de Negreiros Sueiro casou-se com “D. Cosma Barbalho, filha do mestre de campo Luiz Barbalho e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonca”.

Na genealogia encontram-se varias informacoes curtas, porem importantes. Por exemplo, eh dito que o filho Luiz Barbalho de Negreiros casou-se com D. Luiza Corte-Real, filha de Joao Alvares de Franca e da esposa, D. Catharina Corte-Real. O neto do casal, Francisco de Negreiros Corte-Real casou-se duas vezes: primeiro “com D. Antonia de Araujo ou de Aragao, filha de Pedro Camelo de Aragao Pereira e de sua segunda mulher D. Anna de Araujo, …; segunda vez cazou com D. Elena Maria de Argolo Menezes, filha do capitao Antonio Moreira de Menezes e de sua mulher D. Anna de Menezes…”

Apenas gostaria de observar que na descendencia comum das tias-bisavos Josephina e Angelina Marcolina Coelho, por via do Mozart Nunes Coelho, temos a presenca da assinatura Argolo tambem. O encontro se deu em Governador Valadares. E o resultado pode ser apreciado no geneaminas.com.br. Nao posso afirmar que a origem seja a mesma. Mas nunca se sabe!

Bom, vou entao apresentar uma sequencia genealogica que muitos deverao gostar. Segue:

Luiz Barbalho Bezerra – Maria Furtado Mendonca
Antonia (Barbalho) Bezerra – Antonio Ferreira de Souza
Ines Barbalho Bezerra – Egas Moniz Barreto*
Antonio Ferreira de Sousa – Isabel de Menezes
Egas Carlos de Sousa Moniz Barreto – Maria Francisca da Conceicao
Antonio Moniz Barreto de Sousa e Aragao – Luiza Francisca Zeferina Coelho Ferreira, Pais de:

AI. Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragao, 1o. barao de Itapororoca – Josefa Joaquina Gomes Ferrao de Castelo-Branco, pais de:

Ia. Maria Amalia Ferrao Moniz Barreto Aragao – Frutuoso Vicente Viana, 2o. barao de Rio das Contas
Ib. Emilia Augusta Ferrao Moniz Aragao – Joaquim Inacio de Aragao Bulcao, 1o. Barao de Matuim

AII. Salvador Moniz Barreto de Aragao e Menezes, 1o. Barao de Paraguassu – Teresa Clara do Nascimento Viana

IIa. Francisco Moniz Barreto de Aragao, 2o. barao de Paraguassu (faltou acesso)
IIb. Pedro Moniz barreto de Aragao, 1o. barao de Rio das Contas – Maria Joaquina de Aragao Bulcao, pais de:
IIb.a. Salvador Antonio Moniz Barreto de Aragao – Maria Bernardina de Lima e Silva (sobrinha do Duque de Caxias)

BI. Manuel Inacio Moniz Barreto de Aragao – Francisca de Assis Viana, pais de:

I. Francisca de Assis Viana Moniz Bandeira, 1a. baronesa de Alenquer – Custodio Ferreira Viana Bandeira

Obs.1 : Maria Joaquina de Aragao Bulcao era filha de Jose de Araujo Aragao Bulcao, 2o. barao de Sao Francisco e Ana Rita Marinho Cavalcanti de Albuquerque.

Obs.2 : Joaquim Inacio de Siqueira Bulcao – Inacia Calmon du Pin e Almeida, foram pais de:

Antonio Araujo de Aragao Bulcao, 3o. barao de Sao Francisco – Maria Clara (1o.) e Maria Jose Moniz Viana (2o. casamento). As duas esposas eram irmas e filhas de Maria Amalia Ferrao Moniz Barreto Aragao e de Frutuoso Vicente Viana (acima), 2o. barao de Rio das Contas, ou seja, voltamos `a descendencia do Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca.

Antonia, filha de Luiz Barbalho e de Maria de Mendonca eh mais encontrada como assinando Antonia Bezerra e outras vezes como Antonia Barbalho. Mas nao importa porque o sobrenome Barbalho foi preservado em alguns descendentes dela.

Estudos muito mais completos a respeito dessa genealogia deverao ser encontrados nos escritos do genealogista: Antonio de Araujo de Aragao Bulcao Sobrinho (1.898 – 1.965). Foi membro do Colegio Brasileiro de Genealogia (cbg) e esta na pagina: http://www.cbg.org.br/patronos_27.html. Um dos livros publicados por ele eh: Familias baianas – Fiuza – 1960.

Alem de outras coisas, nao consegui apurar nada a respeito da genealogia de Renato e Ricardo Corte-Real. O Renato foi o mais conhecido em minha infancia e o Ricardo, filho dele, fez o Socrates no “Familia Trapo”. O elenco era formado somente por feras tais como: Ronald Golias (Carlos Bronco de Nossauro), Renata Fronzi (Helena), Otello Zeloni (Pepino), Cidinha Campos (Verinha) e Jo Soares ( o criado Gordon).

Para quem gosta hoje da producao da Rede Globo de Televisao, “A Grande Familia”, havera que fazer a mesma ideia do sucesso que era a Familia Trapo. Somente com o diferencial de que quase nao existiam ainda televisoes nos anos 60 no Brasil. Quem desejar aprofundar os conhecimentos ou matar alguma saudade, eh so buscar o nome do programa ou dos membros do elenco. Quem conhece a Cidinha Campos somente como a “dona braba”, deputada “federal”, nao imagina que foi uma grande comediante!

Outra pessoa que veio-me `a memoria foi Florinda Bulcao. Ela eh cearense, porem, o sobrenome eh o mesmo dos baroes de Sao Francisco. Pode ser que haja alguma relacao parental ai e ela tambem tenha algum resquicio do sangue Barbalho. Para os jovens, ela foi no passado o que a Gisele Bundchen eh hoje como representante da mulher ativa brasileira. Outra vez, ela so nao foi mais famosa porque os meios de comunicacoes ainda eram incipientes. Saiba mais visitando: http://www.florindabolkan.com/ (escolha a linguagem) ou acesse o: http://florindabolkan.com/pt/. Ela modificou a grafia do sobrenome para tornar mais palatavel ao mercado internacional. Como se precisasse!

Na pagina 247 da revista do Instituto Historico tem essa nota: “Rafael Soares de Franca, filho de Joao Alvares Soares e de sua mulher D. Catharina de Souza, filha de Antonio Pereira de Souza, cavalleiro de habito de Santiago, e de sua mulher D. Antonia Bezerra, filha do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra; foi homem rico e senhor de engenho no rio de Parana-mirim; teve filhos.”

Perante estas poucas mencoes a respeito de nossos parentes na Bahia, so posso imaginar que a elite baiana e boa parte do restante da populacao dela devera ter um pouco de sangue Barbalho em sua historia. Isso sem contar com os outros nossos consanguineos que devem ter alcancado a Bahia juntamente com o lider Luiz Barbalho, apos a retirada do Ceara a Salvador.

Nota. Eh possivel que a familia famosa dos Coelho Ferreira da Bahia tenham atualmente ascendencia tambem em nosso Barbalho. Observem que o sinal disso ja esta presente com D. Luiza Francisca Zeferina Coelho Ferreira, acima. O meu amigo Adenor Rodrigues, o Adenor Baiano, foi extraido do ramo Coelho Ferreira. E os varios outros amigos que fizemos quando estudamos em Vicosa-MG, de origem baiana, (Elder, Gaguinho, Paulo e outros), nao devem escapar de tambem terem ascendencia comum `a nossa.

*Quem desejar perscrutar a ascendencia de Egas Moniz Barreto basta pagar uma visitinha ao geneall.net Portugal. Ele descende atraves de varios caminhos das familias reais ibericas. Porem, por enquanto, o nome Barreto nao esta vinculado diretamente `a ascendencia real. A fidalguia deve ter sido conquistada por bravura de Goncalo Nunes Barreto, primeiro senhor do Morgado de Quarteira. Este casou-se com D. Ines de Menezes que, por sua vez, descende, entre outros, do rei D. Sancho I e D. Maria Pais Ribeiro, a Ribeirinha. Visitei varias vezes essa linhagem quando estudei a ascendencia do nosso suposto ancestral, ou homonimo dele, Jose Coelho de Magalhaes.

Neste caso, D. Inez e sr. Egas ja tinham ancestrais comuns. D. Sancho I foi filho do D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal que, por sua vez, era irmao de D. Urraca Henriques, ancestral de D. Inez. Esta ai mais uma comprovacao da minha teoria genealogica. As linhagens seguem direcoes que se parecem com as linhas que desenham um tabuleiro de xadrez. No fim todas reencontram umas com as outras.

79. SAO CRISTOVAO, SERGIPE

Sergipe foi uma das areas determinadas a tornar-se Capitania Hereditaria e que nao deu certo. E com a criacao do Governo Geral do Brasil a partir de 1.549, com a capital em Salvador, a capitania foi comprada do herdeiro de Francisco Pereira Coutinho e transformada em Capitania Real. Houve uma iniciacao de catequese dos indios pelos jesuitas mas os soldados que estavam na protecao dos catequistas comecaram a roubar os pertences das tribos e a abusar das indigenas. Com isso os europeus foram expulsos por eles.

A conquista do Sergipe se deu de forma violenta. Como sempre, como nao se tinha argumentos para tomar do indigena o que era dele e a ambicao superava a razao e as negociacoes nao eram levadas em conta, decidiu-se pelo exterminio dos resistentes. Em 1.590, Cristovao de Barros chefiou a segunda invasao de exterminio e conseguiu dominar o territorio. A primeira havia sido feita pelo governador da Bahia, Luis de Brito.

Em primeiro de janeiro de 1.590 foi instalada a primeira cidade, Sao Cristovao, que se tornaria desde entao a capital e Tome da Rocha foi escolhido para capitao-mor. As desculpas que levaram `a conquista de Sergipe foram: tomar as terras dos indios e escraviza-los; fazer o contato via caminhos entre a Bahia e Pernambuco; expulsar os franceses que mantinham escambo com os indios; explorar riquezas minerais e utilizacao das terras na agricultura canavieira e pecuaria.

A cidade foi mudada de lugar algumas vezes ate encontrar-se o local mais apropriado `a margem do rio Paramopama, afluente do Vasa-Barris. A cidade veio a chamar-se Sao Cristovao de Sergipe d’El Rei e Simao de Andrade teria sido o primeiro a adquirir terras entre o Caipe e o Vasa-Barris. A principal atividade economica foi a criacao de gado para abastecer a Bahia. Tambem possuiu engenhos de acucar.

Sao Cristovao eh a quarta cidade mais antiga do Brasil. Em 1.637 foi invadida pelos holandeses e incendiada. Os holandeses foram expulsos dela em 1.645 deixando-a destruida. Foi totalmente reconstruida nos meados do seculo XVIII. Sergipe fazia parte da Bahia e foi emancipado por decreto de D. Joao VI em 8 de julho de 1.820.

Enquanto pertencente `a Bahia, Sao Cristovao foi sede de ouvidoria. Os baianos nao aceitaram a emancipacao e prederam o governador e a restauracao definitiva somente se deu em 1.822 com a acao do general Labatut.

Sao Cristovao era uma capital de estado litoraneo que nao fora construida de frente para o mar. Como o seu porto era fluvial, nao dava passagem para navios de maior porte. Por essa razao os comerciantes do estado, especialmente os senhores de engenhos, fizeram um movimento para mudar a capital, o que se tornou realidade em 1.855, estando a presidencia da Provincia sob a batuta de Inacio Joaquim Barbosa. Assim a capital foi transferida para Aracaju e continua ate hoje.

O que temos haver com Sao Cristovao e eh do meu conhecimento esta no Revista Trimensal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, Part 1 – Catalogo Genealogico. Paginas de 310 a 312. Copiarei para facilitar:

“N.2. Guilherme Barbalho, filho segundo de Luiz Barbalho, o mestre de campo, e de sua mulher D. Maria Furtado de Menconca, servio nas guerras de Pernambuco, foi fidalgo da caza real, cavalleiro da ordem de Christo, foi alcaide-mor da cidade de Sao Christovao de Sergipe de el-rei, coronel de um partido de auxiliares na Bahia, onde cazou com D. Anna de Negreiros, [irma de Francisco Negreiros de Sueiro, marido de D. Cosma Barbalho – vide Sao Francisco do Conde, capitulo 78] filha de Domingos de Negreiros, a fl…, n. 2 e 5, e de sua mulher Maria Pereira, filha de Martim Lopes Soeiro e de sua mulher Anna Pereira, a fl…, e teve filhos:

7. Domingos Barbalho Bezerra, que se segue:

8. D. Mariana Barbalho, mulher de Manoel Alves da Silva, filho de Antonio Alves da Silva e de Luiza Freire, sua mulher, sem filhos.

Manoel Alves da Silva, cavalleiro professo na ordem de Christo.

N.7. Domingos Barbalho Bezerra, filho de Guilherme Barbalho, n. 2, teve o foro de fidalgo, e commenda e alcaidaria de seu pai e avo, viveu com seu pai na Patativa, solteiro.”

Pelo que parece, em Sergipe nao ficou descendencia identificada na revista do mestre de campo Luis Barbalho Bezerra. Contudo, nao posso garantir isso com certeza. Ha que se levar em conta que Sao Cristovao ficou no caminho entre Salvador, passando por Sao Francisco do Conde para chegar-se ao Recife e Olinda. Com certeza, toda oportunidade que apareceu nesse caminho deixou margem para que algum descendente dele, de linhagem diferente da do Guilherme, a aproveitasse.

Tambem tinha alguma esperanca de verificar se havia alguma relacao incial com Itabaiana, tambem no Sergipe, por causa de nossa ascendente, Teresa de Jesus, esposa do sargento-mor, Domingos Barbosa Moreira, ter nascido la. Itabaiana e Sao Cristovao nao ficam tao distantes uma da outra e o mais provavel eh que os primeiros moradores de ambas tenham algum grau de parentesco. Sendo assim, devemos ter lacos familiares com as duas.

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=373883 Recomento este endereco a quem desejar conhecer Sao Cristovao atraves de fotografias. A Praca de Sao Francisdo, em Sao Cristovao, foi elevada a Patrimonio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Mais informacoes na pagina: http://viagem.uol.com.br/ultnot/efe/2010/08/01/praca-em-sao-cristovao-no-sergipe-agora-e-patrimonio-da-humanidade.jhtm.

80. ITABAIANA – SERGIPE

Nao havia observado anteriormente que nao tinha aberto ainda um capitulo para Itabaiana neste texto. Mencionei tantas vezes a cidade em outros escritos meus, devido `a importancia dela em nossa formacao genealogica, que pensei ja ter feito isso anteriormente. Vou explorar apenas o site da prefeitura porque ele tras um conteudo mais completo. Sao inumeros encontrados na Internet mas, geralmente, as informacoes sao repetidas em todos. Vamos la entao.

Aqui se encontra a informacao de que o filho do donatario da Capitania de Sergipe, Francisco Pereira Coutinho, se chamava Manoel Pereira Coutinho e foi ele quem vendeu a Capitania `a Coroa Portuguesa. Os Coutinho formam familias importantes mais tarde tambem no Rio de Janeiro, os quais estavam interligados aos Barbalho.

As primeiras sesmarias em Sergipe sao dadas a colonos oriundos de Portugal e da Bahia. Um deles, Ayres da Rocha Peixoto, era casado com uma neta do Caramuru. Caramuru eh um nome Tupi que significa moreia. Mais tarde foi traduzido como homem do fogo, talvez por causa da lenda. As terras de Ayres da Rocha correspondem ao que atualmente seriam as cidades de Itabaiana, Riachuelo e Santo Amaro das Brotas.

A cidade comecou com a fundacao do Arraial de Santo Antonio, conhecido atualmente como Igreja Velha e que fica a seis quilometros distante do centro de Itabaiana. A sede do municipio encontra-se no que fora conhecido como Caatinga de Ayres da Rocha. Ali a Irmandade das Almas de Itabaiana construiu uma igreja em homenagem a Santo Antonio e logo surgiu a Freguesia de Santo Antonio e Almas de Itabaiana que substituiu o antigo nucleo como sede da povoacao.

Passou a distrito em 1.678 e paroquia em 1.675. Tornou-se vila em 1.698 sob a denominacao de Vila do Santo Antonio e Almas de Itabaiana. E, em 1.727, ja possuia sua camara propria representando o municipio. Ha mencao de que se tenha explorado minerais como o ouro, prata e salitre na Serra de Itabaiana, desde os tempos em que Sergipe foi ocupado pelos holandeses, por volta de 1.641, mas esta afirmacao pode nao passar de lenda.

Outro personagem que figura na Historia da Colonizacao de Itabaiana eh Simao Dias Frances. Segundo os autores, dificil eh separar a Historia das lendas que envolvem o personagem. O que se conta eh que quando da investida feita pelo governador da Bahia, Luiz de Brito e Almeida, contra os franceses e seus aliados indigenas, um soldado frances que tinha relacoes amorosas com uma indigena se embrenhou na mata em fuga. Posteriormente a indigena deu `a luz uma crianca e faleceu. O nascimento teria se dado em Itabaiana, antes da existencia desta. Cerca de um ano depois, o pai tambem foi morto pelos portugueses e a crianca foi encontrada sendo amamentada por uma cabra. Os portugueses a recolheram e adotaram.

O menino, Simao Dias, cresce e se torna vaqueiro de Luiz ou Braz Rabelo. Com a invasao holandesa em 1.637, Simao Dias se retira para as matas de caicara e comeca a colonizacao das terras que mais tarde recebem seu nome. O municipio de Simao Dias embora esteja um pouco distante de Itabaiana, teve sua origem nessa fuga dos moradores daquela cidade, portanto, havera que ter acontecido casamentos entre as duas populacoes. Simao Dias eh tambem citado com o sobrenome Fontes e nao Frances.

A 9 de julho de 1.853 foi criada a Comarca de Itabaiana, que foi desmembrada de Sao Cristovao e que era constituida pelas povoacoes de Itabaiana, Simao Dias, Nossa Senhora das Dores, Campo do Brito e Frei Paulo.

Itabaiana foi elevada `a categoria de cidade em 28 de agosto de 1.888, na presidencia provincial de Francisco de Paula Preste Pimentel.

Nossa ligacao com Itabaiana eh explicada no livro do professor Demerval Jose Pimenta, “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. Na pagina 248, temos:

“Sargento-Mor DOMINGOS BARBOSA MOREIRA, portugues, casado com TERESA DE JESUS, brasileira, natural de Tabaiana [nome antigo do local], na Bahia. [antes da emancipacao de Sergipe]. Pais de:

F 1 – NOROTEA BARBOSA FIUZA, brasileira, natural de Sao Goncalo, casada com JOAO DE SOUZA AZEVEDO, natural de Portugal. [Joao de Sousa Azevedo seria natural de Vila Nova do Norte, nao tendo atualmente local com essa denominacao naquele pais e deve ser Sao Goncalo do Rio das Pedras, distrito do Serro, o local de nascimento de Doroteia]. Pais de:

N 1 – MARIA DE SOUZA FIUZA, nascida na Vila do Principe, atual Cidade do Serro. Casou-se em 15 de nobembro de 1775, na mesma Vila, com ANTONIO BORGES MONTEIRO. Faleceu em 20 de novembro de 1780. Pais de:

BN 1 – ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR (Borginha), nascido na Vila do Principe e ali batizado em 3 de maio de 1777.”

O livro do professor Pimenta eh praticamente tomado pela descendencia desses personagens. Ele apenas adiciona os troncos PEREIRA DO AMARAL e PIMENTA-VAZ BARBALHO, fazendo-os uma raiz comum para as familias que apresenta. Em nosso caso particular, descendemos de Maria Francelina Borges Monteiro [filha do Borginha e Maria Madalena de Santana, e esposa de Daniel Pereira do Amaral], que foi mae de Maria Marcolina Borges do Amaral. Esta ultima foi a esposa do tenente Antonio Rodrigues Coelho que multiplicou em muito este sobrenome nos municipios de Guanhaes e Virginopolis.

Foi em funcao da presenca do sobrenome Fiuza em nossas ancestrais que fiz questao de citar a obra “Familias Baianas – Fiuza” do genealogista Antonio de Araujo de Aragao Bulcao Sobrinho (1.898 – 1.965), no capitulo 68, Sao Francisco do Conde. Eh possivel que estejamos ligados `a familia atraves dessas nossas avos que receberam a alcunha Fiuza. Ha que se procurar entre eles uma Teres(z)a de Jesus e, talvez, cujos dados de casamento ja constem na genealogia. Nada temos alem do que se encontra no livro do professor Demerval.

Pela regressao de datas, Ja que o Borginha nasceu em 1.777, eh provavel que a mae dele tenha nascido por volta de 20 anos antes, a avo Doroteia outros 20 e a bisavo Teresa outros tantos. Neste caso parece que o nascimento de Teresa tenha se dado pouco antes de 1.700 ate 1.720. Havendo a possibilidade ate de encontrarmos ai mais algum Barbalho entre os nossos ancestrais atraves desta linhagem.

No fichario que o ARQUIVO PUBLICO MINEIRO – APM disponibiliza na internet existem: Cartas de Sesmarias, 25 de agosto de 1739, passadas a DOMINGOS BARBOSA MOREIRA. Nem sempre as Cartas de Sesmarias trazem informacoes genealogicas, mas se as houverem poderemos abrir uma janela importantissima caso descubramos, pelo menos, a origem geografica de onde nosso ancestral partiu de Portugal.

Lembremo-nos que Barbosa eh uma familia de origem nobre. Alias, diga-se de passagem, a irma do D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal: D. Sancha Henriques, casou-se com Sancho Nunes de Barbosa. Temos indicios que indicam que somos descendentes, por outras vias, de Sancho e Sancha, porem, no capitulo 66, Historia de Pernambuco, Olinda e Recife, acima, demonstra-se que seriamos, pelo menos, sobrinhos do casal, pelo lado Barbalho, atraves de D. Urraca Henriques e seu marido, D. Bermudo Peres de Trava.

Tenho para mim que nosso ancestral Domingos Barbosa Moreira poderia ter casado com pessoa de qualquer origem mesmo que ele fosse de origem nobre. Afinal, o regime de castas da sociedade portuguesa antiga funcionava de forma contraria do regime de castas na India. Na India, quem se casava com alguem de casta considerada inferior perdia a posicao e caia na escala social. Em Portugal se dava o contrario, a pessoa de classe mais elevada mantinha o status e a cara-metade se elevava.

Contudo, pelas tradicoes de epoca, um jovem oriundo de Portugal presente no Brasil deveria ser ambicioso. Neste caso procuraria uma pessoa das classes sociais mais elevadas. Por outro lado, os brasileiros sempre foram hospitaleiros nesse sentido, dando grande valor a todos que vinham de fora. E era reconhecida a vantagem de ser portugues de origem porque era dado a estes as melhores oportunidades. Se esta acertiva prevaleceu, como se deu na maioria dos casos, deveremos ter ascendencia com status social elevado, tambem em nossa avo Teresa de Jesus.

Observe-se que o nome “de Jesus” nada tem haver com sobrenome algum. Os pais dela podem ter assinado qualquer outro sobrenome comum portugues. Naquela epoca porem muitas mulheres substituiam os sobrenomes por suas devocoes religiosas. E o “de Jesus” pode ser apenas uma homenagem ao personagem Jesus e nao uma alcunha adotada por seus ancestrais.

A palavra Fiuza vem do latim cuja origem eh fiducia. Existem dois sentidos para a palavra. O primeiro trata-se de confianca, seguranca. Ja o segundo, no popular, eh descrito por: atrevimento, audacia, prosapia. Prosapia eh definido como progenie, raca, linhagem e ascendencia. Tambem fanfarrice, altivez, orgulho, soberba. Tudo esta no Aurelio.

E talvez seja por causa do primeiro sentido de prosapia que alguns Cristaos-Novos o adotaram. Isso nao nos garante que tenhamos ascendencia judaica por essa via porque os judeus convertidos adotaram diversos nomes comuns portugueses para nao serem detectados facilmente pela Inquisicao. Foi a forma que encontraram de esconder-se `a vista de todos.

Ha uma versao que fala de italianos que entraram na Espanha via Rio Minho, cujo sobrenome era Fiudicci. Com as adaptacoes populares acabou se transformando em Fiuza.

81. CIDADE DE SAO GONCALO, RIO DE JANEIRO

Este capitulo deveria ser encaixado entre meio o do Rio de Janeiro e o de Nilopolis. Mas somente nos ultimos dias, hoje eh 12.10.2012, consegui algumas informacoes que tanto procurava. Alias, encontrei ate um pouco mais. Isso se deu gracas a uma navegacao que fiz na Internet e, por curiosidade cliquei sobre o endereco: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf.

Ali se encontra uma tese intitulada: “ENTRE A SOMBRA E O SOL, A REVOLTA DA CACHACA, A FREGUESIA DE SAO GONCALO DE AMARANTE E A CRISE POLITICA FLUMINENSE (RIO DE JANEIRO, 1640-1667). O autor eh Antonio Filipe Pereira Caetano. A tese dele eh complexa e longa, porem, da pagina 187 a 194 ha um capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho” que, logico, despertou mais o meu interesse.

Nao li toda a tese, porem, ressaltou `as minhas vistas o detalhe de o autor defender o casamento entre a Historia e a Genealogia para melhor compreensao dos fatos. Pensei: perfeito, justamente o que venho debatendo em meus proprios estudos. Embora, ha que se adicionar tambem Geografia. Geralmente, os estudiosos mais antigos procuram estudar o que eh chamado de “fato”. Contudo, na maioria das vezes eles nos apresentam topicos com uma boa dosagem de opiniao. Isso se da porque nunca os fatos sao aquilo que aconteceu porque eles sao consequencia de processos que, muitas vezes, transcorrem ao longo de muitos anos.

Aquilo que aconteceu em 11 de setembro de 2011 aqui nos Estados Unidos nao foi um fato, foi apenas um capitulo de uma extensa novela que vem se desenrolando ao longo dos seculos. E quem pensa como a maioria dos americanos que resolvera a questao reagindo apenas em funcao daquele “topico” de nossa Historia, ira perder o tempo dele e somente ira prolongar mais as consequencias desastrosas das respostas irresponsaveis. Isso foi o que o presidente George W. Bush fez. Mas aqui estou desviando um pouco do nosso assunto. Que isso sirva apenas de um parametro de como as coisas realmente sao.

Nao posso afirmar que o autor Antonio Filipe tenha sido perfeito na tese dele ja que nao a li por completo. Porem, a ideia de aliar-se a genealogia com a Historia faz um sentido perfeito. E os dados que ele nos passa em sua obra comprova isso ja que temos inumeras literaturas ja arroladas em nossos estudos que, como veremos mais na frente, estao repletas de dados falsos, portanto, nao podem ser consideradas pontos de Historia e sim fantasias que misturam fatos e interpretacoes erroneas.

Vou dar um credito para o Antonio Filipe em alguns dados que ele fornece no capitulo acima mencionado. Principalmente naqueles que ele recolheu de estudos anteriores e que tenham ligacao direta com Sao Goncalo. Depois mencionarei algumas informacoes que, a meu ver, sao distorcidas. Nao que ele as tenha inventado, porem, nao creio que as literaturas que ele consultou apresentem a essencia da verdade. E, claro, nos que somos humanos e tentamos trabalhar com uma gama enorme de informacoes ao mesmo tempo, estamos sujeitos aos nossos proprios erros. Eu proprio estou sempre procurando voltar e consertar os meus. Uma pequena distracao e … la se vai a vaca para o brejo!

Vamos, entao, primeiro passar uma pequena pincelada pela Historia de Sao Goncalo, do Rio de Janeiro. E para isso eu estou recorrendo `as postagens de Historia de Sao Goncalo nos sites da Prefeitura de la e da Wikipedia. Enderecos: http://www.saogoncalo.rj.gov.br/historia.php & http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Gon%C3%A7alo_(Rio_de_Janeiro).

A regiao em torno da Baia da Guanabara foi habitada pelos indios tamoios. Como ja vimos no capitulo do Rio de Janeiro, essa nacao indigena era arredia em relacao aos portugueses e preferia o contato com os franceses. Logo apos `a implantacao da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro e o exterminio dos indios resistentes, comecou-se a distribuicao de Sesmarias para que os colonos ocupassem e fizessem a defesa do territorio.

No site da prefeitura ha um “quadro sinotico” que resume o processo historico da cidade. Vou copiar e depois dar mais detalhes. Segue:

1579 – a area eh dada como Sesmaria ao nobre Goncalo Goncalves. Ele funda o arraial em torno da capela erguida em homenagem ao santo de sua devocao, Sao Goncalo do Amarante que, na verdade, foi beatificado porem nao canonizado.
16… – Foi implantada uma fazenda conhecida como Colubande, pelos jesuitas. A sede da fazenda foi preservada e hoje eh usada pelo Batalhao da Policia Florestal do Estado do Rio de Janeiro.
1644 – O arraial eh elevado `a categoria de freguesia.
1645 – Pedido de Jurisdicao da freguesia
1646 – Elevacao `a categoria de Paroquia de Sao Goncalo do Amarante. Contava, entao, com 6.000 habitantes.
1647 – confirmacao da freguesia.
1660/1661 – De Sao Goncalo e Niteroi nasce A Revolta da Cachaca, importante marco na Historia Fluminense.
1819 – Suspensao da condicao de Freguesia e eh rebaixada a distrito de Niteroi.
1890 – Elevada a Vila e Municipio. Instalacao do Municipio no mesmo ano, em 12.10.
1892 – Supressao do Municipio em maio e restauracao em dezembro.
1922 – Elevacao `a categoria de cidade.
1923 – Supressao da condicao de Cidade e retorno `a de Vila.
1929 – Restauracao definitiva `a condicao de Cidade.
1940/1950 – Instalam-se grandes industrias e recebe o apelido de “Manchester Fluminense”.

Atualmente, Sao Goncalo eh a segunda cidade mais populosa do Rio de Janeiro e conta com 1.1 milhoes de habitantes aproximadamente. Alguns pontos turisticos podem ser observados a partir do endereco: http://www.saogoncalo.rj.gov.br/sao_goncalo.php.

Talvez os estudiosos que escreveram os dois primeiros textos referidos logo acima nao tenham feito a ligacao dos fatos, pelo menos aparentes, de que as datas de 1644 a 1661 coincidem com a chegada e o assentamento da Familia Barbalho no Estado do Rio de Janeiro, particularmente, na Cidade de Sao Goncalo. Desde 1643 ate 15.04.1644, quando faleceu, o governador do Rio de Janeiro era Luiz Barbalho Bezerra que viera da Bahia para este fim, substituindo a Salvador Correia de Sa e Benevides que teria que viajar para Portugal, para responder a processo aberto contra ele.

Devido `a proximidade da data do falecimento de Luiz Barbalho e a implantacao da Freguesia, eh presumivel pensar que o ato tenha nascido na mesa daquele governador, embora implantado pelo seu sucessor: Francisco de Souto-Maior. Francisco de Souto-Maior era mestre de campo de um terco na Bahia e, certamente, tinha bom relacionamento com Luiz Barbalho que fora mestre de campo tambem na Bahia antes de dirigir-se para o Rio de Janeiro. (Talvez seja nosso aparentado pelo lado Pimenta de Carvalho. Os detalhes mais intimos dessa ligacao encontram-se no meu texto: https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/).

A observacao que se faz aqui eh a de que a comitiva que deve ter acompanhado Luiz Barbalho, incluindo seus filhos, deve ter se instalado toda em Sao Goncalo, dai o crescimento e a melhoria do local poder ter sido a justificativa para o acelaramento do crescimento no seculo XVII. Tambem nao podemos ignorar a razao obvia de que os recem-chegados tinham o interesse de consolidar um status social elevado que traziam desde Pernambuco.

A criacao da Freguesia significava uma oportunidade de se verem representados nos meios politicos locais. Cada freguesia devia ter o direito a ser representada por pelo menos um senador na Camara Municipal. E isso fazia parte das tramitacoes politicas naquela epoca, como o eh hoje, em escala maior.

Nao ha necessidade de aprofundarmos muito em relacao `a Historia de Sao Goncalo – RJ. Temos acima os enderecos na Internete para os que desejarem mais alguns detalhes. Infelizmente nao temos muito mais `a nossa disposicao. Percebi que o estudo do Antonio Filipe apresenta um pouco mais de genealogia alem da da Familia Barbalho. Contudo, eh muito pouco para o que eu desejava.

O que pretendo agora eh mostrar um pouco de nossa genealogia, suspeita e/ou confirmada, com ligacoes diretas com a Cidade de Sao Goncalo. Comecarei por outro ramo que nao o Barbalho. Copiarei aqui um pequeno extrato do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, do professor Demerval Jose Pimenta, que se encontra na pagina 248:

“Os ascendentes da primeira mulher de ANTONIO BORGES MONTEIRO, de nome MARIA DE SOUZA FIUZA, progenitora de ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR (Borginha), fazendeiro em Sao Sebastiao dos Correntes {atual Sabinopolis – MG}, sao os seguintes:

Sargento-Mor DOMINGOS BARBOSA MOREIRA, portugues, casado com TERESA DE JESUS, brasileira, natural de Tabaiana, na Bahia. {atualmente se chama Itabaiana, e localiza-se em Sergipe}.

Pais de:

F 1 – NOROTEA BARBOSA FIUZA, brasileira, natural de Sao Goncalo, casada com JOAO DE SOUZA AZEVEDO, natural de Portugal.

Pais de:

N 1 – MARIA DE SOUZA FIUZA, nascida na Vila do Principe, atual Cidade do Serro. Casou-se em 15 de novembro de 1775, na mesma Vila, com ANTONIO BORGES MONTEIRO. Faleceu em 20 de novembro de 1780.”

Estes foram os pais de Antonio Jr, Dorothea e Joao Borges Monteiro. Atualmente encontramos os dados de que Joao de Souza Azevedo, portugues, natural de Vila Nova do Norte, era filho de Manoel de Sousa Azevedo e Anna Coelho. Suspeito que o nome Vila Nova do Norte se refira a Vila Nova de Gaia, Vila Nova do Famalicao ou Vila Nova, no extremo norte da Ilha Terceira, Acores. O problema eh que nao encontrei nenhuma referencia a Vila Nova do Norte em Portugal.

Outro problema a ser resolvido eh saber a qual Sao Goncalo se refere o local de nascimento da ancestral Norothea. A principio eu optei por dar a resposta mais simples `a questao, ou seja, que ela tivesse nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras, que eh um Distrito da antiga Vila do Principe. Alem do mais, consta que este Sao Goncalo surgiu como arraial por volta de 1779 e foi implantado por Domingos Barbosa.

Existe no Arquivo Publico Mineiro – APM – o registro de uma Carta de Sesmarias, datada de 25 de agosto de 1739. O sesmeiro contemplado chamava-se Domingos Barbosa Moreira. Porem, nao obtive informacao se a tal carta trata da posse do local. Mas torna-se razoavel pensar que o fundador do Arraial tenha sido, talvez, um filho do sargento-mor. Isso por causa das datas que podemos deduzir a partir do que temos de concreto.

Maria de Souza Fiuza casou-se em 1775. Deveria ter no minimo 15 anos. Se a mae dela nasceu uns 15 anos antes, seria possivel que esta ja houvesse nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras, embora, o local nao tivesse tal nome. Poderia ter sido o nome da Sesmaria. Mas se a media de casamento da mae e da filha foi 18 anos, temos que o nascimento de d. Dorothea foi na epoca ou anterior `a Sesmaria, dai ela teria que ter nascido em outro Sao Goncalo, e a cidade candidata mais provavel seria a do Rio de Janeiro.

Como foi dito que Domingos era portugues e casou-se com Teresa de Jesus, de Sergipe, era muito provavel que tivessem residido no Rio de Janeiro antes de “assentarem praca” em Minas Gerais. Outro detalhe eh o de que nao sabemos dizer se Dorothea foi a primogenita de Teresa, e Maria Fiuza foi a primogenita de Dorothea. Se nao foram, as datas podem recuar ate por volta de trinta anos ao ano de 1739. Dai o nascimento de Manoel e Teresa poderiam recuar para as voltas de 1680, o que tornaria inviavel tanto eles estarem presentes na fundacao do Arraial quanto Dorothea ter nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras.

Contudo, tudo isso nao passa de hipoteses. O que temos de concreto eh o nome desses ancestrais e o de Sao Goncalo como referencia. Qual deles, nao podemos tomar partido ainda.

Vamos, entao, `a tese do Antonio Filipe Pereira Caetano, referencia acima. Logo de inicio, no capitulo “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho” ele da uma versao para o inicio da Familia Barbalho Bezerra no Brasil. Ali ele menciona o casal Antonio Martins Bezerra , tambem conhecido como Felpa Bezerra, e Maria Martins Bezerra. A novidade maior para mim eh a informacao de que o casal foi para o Brasil junto com o primeiro donatario de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira.

Recorramos entao a outras fontes para sabermos quem era esse Antonio Felpa Bezerra. Para simplificar, postarei aqui uma linhagem genealogica a partir dos reis da Peninsula Iberica, dos quais ele descendia. A primeira informacao que encontrei dos ancestrais dele encontra-se no endereco: http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html. E em segundo plano, confirmei no sitio http://www.geneall.net Portugal. Segue e depois explico:

1016 Fernando I Magno, rei de Castela e Leao – Sancha, infanta herdeira de Leao
1039 Alfonso VI, rei de Castela – Ximena Moniz
1080 Teresa de Leao, condessa soberana de Portugal – Henri de Bourgogne
1095 D. Urraca Henriques – Bermudo Perez de Trava
D. Teresa Bermudez de Trava – D. Fernando Aires de Lima
1176 D. Rodrigo Fernandes, o Codorniz – ? Rodrigues
1198 Maria Rodrigues Codorniz – Joao Bezerra
Goncalo Gomes Bezerra – ?
Soeiro Goncalvez Bezerra – ?
1340 Fernao Bezerra – Maior Fernandes de Moscoso
Martim Bezerra de Moscoso – ? do Campo
Lopo Bezerra de Moscoso – N
Fernao Lopes Bezerra – ?
Lopo Fernandes Bezerra – ?
Rodrigo ou Affonso Bezerra – Violante Moscoso
Martim Bezerra – ?
Antonio Pires ( ou Martins) Bezerra – Maria Martins Bezerra
1526 Domingos Bezerra Felpa de Barbuda – Brasia Monteiro

O autor do texto da Familia Bezerra nao menciona os primeiro reis no topo dessa linhagem. Ele comeca de Teresa, a condessa soberana de Portugal. Ela foi a mae tambem do Afonso Henriques, que foi tutorado pelo famoso Egas Moniz, o Aio. Afonso Henriques tornou-se o primeiro rei de Portugal. Egas Moniz foi o bisavo do Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a adotar o sobrenome e a passa-lo para os filhos.

No final da linhagem apresenta-se a definicao que o Antonio Martins Bezerra tambem foi mencionado como Antonio Pires, porem, para ser filho de Martim, a regra determinava que ele fosse cognominado mesmo de Martins. E a sequencia leva a Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Brasia Monteiro. Brasia era filha de Pantaleao Monteiro e Brasia Araujo. Essa sequencia leva `a uma das muitas linhagens da familia Bezerra no Nordeste brasileiro.

O que nos interessa aqui eh o autor Antonio Filipe nos ter informado que Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra se instalaram em Pernambuco. Porem, por outras fontes, acredito que ele tenha cometido um engano ao dizer que o casal fora tambem os pais de Guilhereme Bezerra Felpa de Barbuda. Pode ate ser, porem, este sera outro Guilherme, acredito, um tio do Guilherme casado com Camila Barbalho.

No endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios&vinda=S, “Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda”, de autoria de Pedro Wilson Carrano de Albuquerque, disponibilizado pela Usina de Letras, nao temos os nomes do Antonio Martins Bezerra e Maria, porem, temos o de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Maria Araujo, irma da Brasia Monteiro. Estes sim sao indicados como pais de um Guilherme, possivel, marido da Camila Barbalho, que era filha de Braz Barbalho Feyo e Catharina Tavares de Guardes. Catharina era filha de Francisco Carvalho de Andrade, armeiro real, e Maria Tavares de Guardes, tambem chegados a Pernambuco com Duarte Coelho Pereira.

Desta parte para cima deste capitulo eu o estava escrevendo diretamente no computador, no qual deixei o escrito no inbox. Agora o terminei no papel antes de passa-lo para o computador.

A razao pela qual nao estou podendo continuar meu trabalho no aparelho se da por minha esposa e eu termos tido uma briga sem maiores fundamentos. Porem ela eh a dona dele e decidiu que nao poderia mais manipula-lo. (Morre de ciumes de eu estar procurando namorada ali…, ah aha ha!…). De minha parte, posso a abster-me da regalia de mexer no que eh dela e guardado com tanto ciume. Estou agora usando algumas horas de emprestimo para tornar publico os meus pensamentos.

Voltando um pouco aos dados que ja coletei, temos que o nucleo inicial que formou o ramo Barbalho (e a Familia Brasileira de um modo geral) ao qual pertencemos se compoe a partir de tres senhores de engenho, assentados em Pernambuco, desde o periodo em que Duarte Coelho Pereira foi seu primeiro Capitao-Mor. Sao Eles:

1. Pantaleao Monteiro, casou-se com Brazia de Araujo. Foi senhor do Engenho de Sao Pantaleao, que ficava na Varzea do Beberibe. Este engenho passou a ser conhecido como Engenho do Monteiro, porem, por causa do sobrenome de dono posterior. No local onde existiu o engenho, atualmente se encontra o Bairro do Monteiro, em Recife. Pantaleao e Brazia foram pais de: Maria de Araujo, esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

2. Francisco Carvalho de Andrade, casou-se com Maria Tavares de Guardes. Foi senhor do Engenho Sao Paulo, tambem na Varzea do Capibaribe. Era armeiro real. O casal foi pai de Catharina ou Maria Tavares de Guardes que se casou com Braz Barbalho Feyo.

3. Braz Barbalho Feyo, casou-se com Catharina (ou Maria) Tavares de Guardes. Foi senhor do Engenho do Barbalho, que se encontrava no Cabo de Santo Agostinho, tambem em Pernambuco. Foram pais de Camila Barbalho que se casou com Guilherme ou Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

Segundo o pesquisador Antonio Filipe Pereira Caetano, foi desta mesma epoca a chegada do casal Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra a Pernambuco. Ele atribui a paternidade do Guilherme a este casal, enquanto que no estudo: “Chico Buarque e seus Antepassados” especifica-se que houve um filho com esse nome atribuido a Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria Araujo.

Creio que a segunda versao faca mais sentido. Isso porque no site familybezerrainternational (vejam o resumo no final do texto) mostra-se que Antonio e Maria Martins Bezerra foram os pais de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, que foi o marido de Brazia Monteiro, tambem filha dos senhores de engenho: Pantaleao Monteiro e Maria Araujo.

Naquele site ha tambem a infromacao de que Domingos nascera em Viana, em 1526. Disso podemos deduzir que os pais dele terao nascido em torno de 1500, podendo ser um pouco mais ou um pouco menos. Nao muito menos ou mais para o caso da Maria Martins, por causa do limite util da vida reprodutiva feminina.

No ensaio publicado pela Usina de Letras ha a informacao de que Antonio Bezerra Felpa de Barbuda nasceu na Cidade de Ponte de Lima. Ele esta identificado no estudo sob a numeracao: 9692. Maria Araujo eh o numero seguinte. O proximo eh Braz Barbalho Feyo, seguido da esposa: Catharina (ou Maria) Tavares de Guardes. Observando-se o mapa de Portugal, percebe-se que Ponte de Lima e Viana estao na mesma linha do Vale do Rio de Lima e sao vizinhas.

Isso leva ao pensamento de que Antonio e Maria Martins tenham iniciado suas vidas em Ponte de Lima e depois se mudado para Viana, antes de embarcarem para Pernambuco. A razao para isso eh que, ja no inicio dos anos 1500 a Cidade de Viana experimentou um grande progresso por ter sido favorecida pelo fato de estar nas proximidades do oceano e, por esta razao, ter se tornado um dos mais ativos entrepostos comerciais na epoca das Grandes Descobertas. Portanto, seria natural que houvesse um fluxo migratorio nesse sentido. Neste caso, a data esperada para o nascimento do irmao do Domingos, o Antonio, seria anterior a 1526.

O que, em segunda hipotese, o fluxo migratorio ser invertido. Isso porque os primeiros exploradores embarcados junto com Duarte Coelho foram para o Brasil por volta de 1535. Naturalmente, deverao ter seguido apenas os homens que implantaram primeiro algumas construcoes, fizeram os contatos com os indigenas e decidiram locais de moradas. Temos que nos lembrar que a viagem que atualmente se da em questao de horas sobre o Atlantico era feita em meses naquela epoca. Ate as primeiras mulheres poderem ter sido levadas passaram-se uns poucos anos.

Porem, isso nao implica que a mudanca da familia tenha sido no sentido que apresensei primeiro. Se a Maria Martins fosse natural de Ponte de Lima poderia ter sido mais conveniente para ela voltar a residir na cidade natal, enquanto esperava o marido. E este podera ter feito viagens de visita, embora as dificuldades fossem enormes. Mas nunca se sabe! O que atualmente considerariamos grande dificuldade, muitas vezes, era considerado como sendo apenas “parte da vida” por nossos ancestrais. Para alguns, a travessia do Atlantico talvez fosse diversao, como hoje eh a pratica de esportes superradicais para uns poucos.

Se essa segunda opcao ocorreu eles poderiam ter sido pais de um dos Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, que poderia ter nascido entre 1535 e 1550, caso a Maria Martins tivesse se casado bastante nova. Ai sim este, com certa dificuldade, poderia ter se casado com a Camila Barbalho que seria bem mais nova que ele. Mas o que penso ser mais provavel eh encaixar-se ai uma geracao intermediaria entre o nascimento dos filhos do casal: Antonio e Maria Martins Bezerra e o provavel bisneto (e nao neto) Luis Barbalho Bezerra, nascido “em 1584, na propria Capitania de Pernambuco.”

Como na primeira hipotese espera-se que o Antonio Bezerra Felpa de Barbudo tenha nascido por volta de 1524, ou antes, em Ponte de Lima, sera perfeitamente esperado que possa ter sido pai do Guilherme, cerca de 30 anos depois e ter-se tornado avo, outros 30 anos seguintes do nosso heroi Luis Barbalho Bezerra. A media de 30 anos entre geracoes eh ate um pouco esticada em relacao `as condicoes da epoca, onde a media de vida das pessoas girava em torno de 30 anos. Apenas nos dias de hoje essa media eh considerada normal.

Neste caso, eh perfeitamente possivel que o Guilherme, filho do Antonio e que realmente existiu, seja mesmo o pai do Luis, o bisneto de Antonio e Maria Martins Bezerra. Contudo, se a segunda hipotese ocorreu e o Guilherme foi um filho tardio do casal Antonio e Maria, ha tambem a possibilidade de o Luis ter sido um filho tardio do Guilherme.

Observem aqui que nao estou querendo contradizer o pesquisador Antonio Filipe e os autores que ele consultou apenas para ser “do contra”. Ele nos revela que outros autores encontravam informacoes que corroboram com uma hipotese que eu levantei antes, ou seja, que Antonio e Maria Martins Bezerra, pais do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda seriam tambem nossos ancestrais. E, ate entao, que o Domingos e o Antonio de mesmo sobrenome dele eram irmaos.

O importante eh que o trabalho do Antonio Filipe ajudou-me a preencher duas lacunas que existiam em minha hipotese de linhagem de familia que vinculava a Familia Barbalho do Centro-Nordeste de Minas Gerais a alguns reis da Peninsula Iberica. Neste ponto, a resposta que eu procurava ja foi confirmada. Nos temos a linhagem entre as familias reais ate ao Antonio Martins Bezerra. Agora sabemos que ele eh, via Guilherme ou via Antonio e Guilherme, ancestral do Jeronimo Barbalho Bezerra. A segunda lacuna, que veremos mais `a frente, diz respeito aos filhos do Jeronimo, que nos poe diretamente ligados com os mesmos ancestrais.

O autor do “Entre a Sombra e o Sol …” menciona que a origem do sobrenome Bezerra se deu na Provincia de Lugo, na Galiza, que eh a parte Noroeste da Espanha, vizinha do Norte de Portugal. Galiza ou Galicia foi o primeiro reino de sistema medieval implantado na Europa e se deu com a queda do Imperio Romano em 511 d. C., com as invasoes germanicas. Os galegos (ou gaios) e os visigodos foram os ancestrais loiros das familias iberoamericanas. Eu acrescento que o local foi Becerrea, uma Freguesia onde os Becerra eram dominantes. Passando para Portugal o sobrenome foi traduzido para Bezerra.

O interessante eh que, do ponto de vista genealogico, aos descendentes que desejam sentir-se mais proximos das familias reais, a hipotese de que foi o Guilherme, filho do Antonio e Maria, o nosso ancestral sera mais atrativa porque economisa-se uma geracao, o que dobraria os nossos vinculos geneticos. Mas o meu questionamento vem em funcao da questao do tempo da passagem das geracoes. Entre 1494, data de nascimento provavel que eu hipotetizo como sendo a do Antonio Martins Bezerra, e 1584, data de nascimento do Luis, passam-se 90 anos. Essa distancia entre avo e neto nao era impossivel naquela epoca, mas era improvavel, e eh mais apropriada para a relacao entre bisavo e bisneto.

Dando sequencia `a nossa linhagem genealogica temos entao o seguinte:

1494 Antonio Martins Bezerra – Maria Martins Bezerra
1524 Antonio Bezerra Felpa de Barbuda – Maria Araujo
1554 Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda – Camila Barbalho
1584 Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca
1616 Jeronimo Barbalho Bezerra – Izabel Pedroso
1650 Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramiro
1678 Maria da Costa Barbalho – Manoel Aguiar
1706 Manoel Vaz Barbalho – 1716 Josepha Pimenta de Souza
1738 Isidora Maria da Encarnacao – Antonio Francisco Carvalho
1779 Boaventura Jose Pimenta – Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro)
1821 Modesto Jose Pimenta – Ermelinda Querubina Pereira do Amaral
1853 Cornelio Jose Pimenta – Josephina Carvalho de Souza
1893 Demerval Jose Pimenta – Lucia Pinheiro Pimenta

As tres primeiras datas e as para Maria e seu filho Manoel sao hipoteticas apenas para que tenhamos nocao de uma linha de tempo razoavel. Por razoes obvias estiquei a genealogica ate ao autor do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. O pai dele, coronel Cornelio, foi um dos primeiros moradores do Arraial que deu origem ao Municipio de Sao Joao Evangelista – MG, onde ja residia antes da fundacao. Os nossos vinculos com eles se dao pela linhagem Barbalho; atraves da bisavo Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro) e da avo: Ermelinda Querubina Pereira do Amaral.

A segunda lacuna que o Antonio Filipe nos ajudou a preencher foi o fato de ele ter encontrado que d. Paschoa Barbalho era filha do Jeronimo Barbalho Bezerra. Descrevendo o ramo Barbalho ate onde conseguiu dados, foi o professor Pimenta quem nos passou a consciencia de sermos descendentes do Luis Barbalho Bezerra. Nome este que esta invertido em seu livro. A descricao apresentada pelo professor Demerval eh a seguinte:

“Ascendentes de Manoel Vaz Barbalho

I – LUIZ BEZERRA BARBALHO, heroi brasileiro, nascido em Pernambuco, imortalizado nas lutas contra os holandeses, e principalmente na sua famosa retirada `a testa de mil homens, desde o Rio Grande do Norte ate a Bahia, em 1638. Foi nomeado Governador do Rio de Janeiro. Faleceu em 1654.

Pais de:

II – Capitao JERONIMO BEZERRA BARBALHO, casado com IZABEL PEDREIRA. Faleceu no cadafalso, no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 1661.

III – PASCOA BARBALHO, neta de JERONIMO BEZERRA BARBALHO, era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de Janeiro de 1668. Deste casal procede:

IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentacao de Iraja, distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.

Pais de:

V – MANOEL VAZ BARBALHO, casado em 18.9.1732, em Milho Verde, com JOSEFA PIMENTA, filha de BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO.”

Apesar dos pequenos enganos do professor Demerval, como a inversao da assinatura; a troca da data de falecimento do dia 6 para o dia 8; a troca do sobrenome Pedroso, em Izabel, para Pedreira, e a data para o falecimento do Luis, de 1644 para 1654, acredito que possamos confiar nos resultados das pesquisas dele, embora, sempre havera que se fazer uma verificacao.

Uma dessas verificacoes foi a que encontrei numa tese a respeito dos engenhos do Rio de Janeiro (www.ub.edu/geocrit/sn/sn-218-32.htm, segundo quadro – 1686 – 1705) onde se comprova que d. Paschoa Barbalho realmente existiu; o nome completo do marido dela era Pedro da Costa Ramiro, e no final do seculo XVII foram donos do Engenho de Sao Bento, situado no Mutua, nas bandas de Sao Goncalo.

Quanto ao sobrenome “da Costa”, gostaria de verificar posteriormente se tinha algum relacionamento com Antonio da Costa, o navegador que participou da conquista do Rio de Janeiro, apoiando Estacio de Sa, e/ou com Pedro da Costa, o primeiro “tabeliao do publico e judiciario” da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro.

Essa curiosidade a respeito de relacionamento se extende tambem ao sobrenome Aguiar, em Manoel Aguiar, marido de Maria da Costa Barbalho. Sabemos que estes sobrenomes permanecem presentes no Rio de Janeiro entre as familias mais conhecidas de la. Eh possivel que estejam ligados aos fundadores e personalidades historicas do Rio de Janeiro, pelo menos no que se trata `as familias da classe de servidores publicos.

Voltando entao ao trabalho do Antonio Filipe Pereira Caetano e a Sao Goncalo. Na pagina 179 encontram-se algumas informacoes da passagem da geracao do Jeronimo Barbalho Bezerra para a de Paschoa Barbalho. Levantei anteriormente varias hipoteses baseadas nos indicios distorcidos que encontrei em textos na internet. Todas erradas, exceto por uma.

Num resumo de biografia do mestre de campo Luis Barbalho Bezerra, na Wikipedia, foi dito que os irmaos Jeronimo e Agostinho haviam chegado jovens ao Rio de Janeiro, com os pais deles. Eles foram para la em 1643. Portanto seria algo totalmente inesperado que uma neta do Jeronimo estivesse se casando em 1668, segundo o proposto pelo professor Demerval. Assim, sugeri que ela fosse filha. Tambem duvidei da informacao da Wikipedia a respeito das idades dos personagens. O dado de que o Jeronimo nasceu por volta de 1616 o coloca com 28 anos, o que era para la de meia-idade naquela epoca.

Mas o que mais ajudou em nosso caso foram os dados abaixo:

Joao do Couto Carnide – Cordula Gomes, pais de:
Isabel Pedroso – Jeronimo Barbalho Bezerra

Estes nossos ancestrais foram pais de : Jeronimo Barbalho, 1645; Felipe Barbalho Bezerra, 1647; Paschoa Barbalho, 1650; Luis Barbalho, 1651 (falecido antes de 1660); Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, 1653; e Luis Barbalho Bezerra, 1660. O Antonio Filipe informa que estes filhos nasceram no Rio de Janeiro, porem, os netos, principalmente os oriundos das filhas possuiram ligacoes com Sao Goncalo.

Os dados que ja encontraramos realmente informam que Agostinho e Jeronimo possuiram fazendas em Sao Goncalo. A nota da presenca do Agostinho em Sao Goncalo nos vem na biografia dele, escrita por Francisco Augusto Pereira da Costa, no “Diccionario Biographico de Pernambucanos Celebres”.

Ja a presenca do Jeronimo eh mais especifica. O trabalho do Antonio Filipe e outros afirmam que teve fazenda na Ponta do Bravo. Este foi o local onde ocorreram as reunioes que decidiram pela eclosao do feito mais conhecido do Jeronimo que foi liderar “A Revolta da Cachaca”. Ele foi o unico dos lideres que foi sumariamente condenado e executado. Os outros foram presos e, julgados em Portugal, ganharam as simpatias dos cabecas da realeza, e que os deram por inocentes, enquanto Salvador Correa de Sa e Benevides tornou-se reu e culpado do assassinato de um dos herois da resistencia ao invasor holandes.

Fica, assim, confirmado os nossos vinculos com Sao Goncalo e justificado a abertura deste capitulo.

Numa das literaturas que consultei ha a mencao de que houvera um segundo Luiz Barbalho Bezerra que aparece como capitao no Rio de Janeiro. O que posso presumir eh que o tal seja o filho mais novo do Jeronimo.

As fontes literarias consultadas pelo Antonio Filipe, em relacao `a nossa genealogia, foram o “Dicionario das Familias Brasileiras”, p. 368 (Barbalho Bezerra) de Afonso Henriques da Cunha Bueno & Carlos Eduardo de Almeida Barata, lancado em 2000; e “Primeiras Familias do Rio de Janeiro (seculos XVI e XVII), pags. 188-195 do Carlos Rheingantz, lancado em 1965. O “Dicionario de Familias Brasileiras” a partir de agora fara parte de literaturas a serem consultadas para a ampliacao dos nossos conhecimentos genealogicos. Foi a primeira vez que ouvi mencao a respeito dele.

Acrescente-se agora a definicao de que Cecilia Barbalho era mesmo filha do Luis Barbalho Bezerra, o velho, e nao esposa do Agostinho, como muitos erroneamente o indicaram. Este erro esta inclusive anotado na propria biografia dela. No livro “Pantheon Fluminense; Esbocos Biographicos” este engano esta ali registrado tambem. Observe-se que ali se menciona a presenca de filhas do casal, porem, nao da nome a elas.

Outra grande novidade, para mim, que o trabalho do Antonio Filipe nos da eh a de que houve um filho dos ancestrais Luis Barbalho e Maria Mendonca chamado Antonio Barbalho Bezerra, casado com Joana Gomes da Silveira. Nao posso afirmar com certeza mas penso que possa have ai um engano de informacao. O casal realmente existiu e faz parte da Historia da Vila de Nossa Senhora das Neves, atual Joao Pessoa.

Ao mencionar o Antonio Barbalho Bezerra o Antonio Filipe pode ter cometido os enganos de dizer que ele fora o filho mais novo (“casou, em 6 de novembro de 1633”) e de que a esposa fosse neta de Duarte Gomes da Silveira. Acredito que o Francisco Monteiro tenha sido o filho mais novo e antes eu calculei errado que tivesse nascido em 1634. O mais provavel eh que tenha nascido em 1644, pois, recebeu a aposentadoria compulsoria em 1704. Se bem recordo, as aposentadorias compulsorias no servico militar se davam aos 60 anos e nao aos 70. Oferecerei mais detalhes da vida do Antonio Bezerra no capitulo 82, dedicado `a Cidade de Joao Pessoa.

Outro engano que o Antonio Filipe cometeu tambem foi o dizer que Luis Barbalho Bezerra foi pai de apenas seis filhos. Acredito que os genealogistas baianos basearam os estudos deles apenas nos documentos encontrados na Bahia. O mesmo deve ter sido feito no Rio de Janeiro. Assim, ambos os times encontraram o numero 6, porem, a relacao de nomes difere uma da outra lista. Da Bahia constam: Agostinho, Guilherme, Fernao, Antonia, Cosma e Francisco Monteiro. No Rio temos: Antonio, Guilherme, Cecilia, Francisco Monteiro, Agostinho e Jeronimo. Ou seja, 3 sao repetidos, o que nos da um total de 9 filhos.

Infelizmente, perdi a fonte onde encontrei o nome Celia Carreiro. Nao posso usar o geneall.net Portugal como referencia porque fui eu quem indicou o nome e a referencia. Ela parece nao ser filha da Maria Furtado de Mendonca, por nao se encontrar em nenhuma das listas. E, talvez, se encaixe perfeitamente como filha de alguma possivel primeira esposa falecida do Luis Barbalho, por causa do indicativo da data de 1600 para o nascimento do marido dela: Fernao Aires Furtado.

Segundo o Antonio Filipe, Luis Barbalho e Maria Furtado teriam se casado em 1644, quando o Luis contava 30 anos. Algo nao muito comum para os homens de familias bem posicionadas socialmente como era a dele.

Assim ficam definidos 9 filhos e filhas de Luis Barbalho Bezerra (mais uma a ser confirmada) e Maria Furtado de Mendonca. Eh interessante que, se esta lista estiver correta, nos podemos ter uma visao de como uma unica familia poderia dominar o cenario nacional naquele tempo, bastando ser numerosa, fazer parte da nobreza da terra e colocar-se `a disposicao do servico Publico, ou de sua magestade.

Nao posso dizer que a familia tivesse um plano de dominio do pais mas isso poderia ter ocorrido se alguns acontecimentos infelizes nao tivessem ocorrido. Certamente, nao houve um planejamento porque foram as guerras contra os holandeses que praticamente forcaram a familia a entrar toda para o servico militar e, em consequencia disso, ser dispersada para os pontos estrategicos da nacao `a epoca.

Tirando Pernambuco que, aparentemente, Luis Barbalho nao deixou descendentes e tambem nao seria necessario porque ja possuia vinculos familiares com os mais poderosos locais, vejamos para onde foram os filhos. Observando-se antes que, em Pernambuco, o avo do Luis Barbalho: Bras Barbalho Feyo, era concunhado de Joao Paes Velho Barreto que se tornou o senhor de engenhos mais prospero daquela Capitania. Joao Paes casou-se com Ines e Bras com Catharina (ou Maria), filhas de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes. Outros Barbalho da familia tambem devem ter permanecido em Pernambuco.

Por um certo tempo, o Guilherme foi o alcaide-mor de Sao Christovao, a entao capital de Sergipe. E o filho dele, Domingos, o sucedeu.

Em tambem sendo filho, o Antonio tornou-se o segundo senhor do morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraiba. Foi um morgado riquissimo e criado pelo sogro dele: Duarte Gomes da Silveira (ou avo de sua esposa Joana Gomes da Silveira).

Em Salvador, o Fernao Barbalho era capitao do Forte de Sao Marcelo, tambem conhecido como Nossa Senhora do Populo. Ele deixou o cargo para servir ao Infante e futuro rei D. Pedro, em Portugal. Este Pedro foi o cabeca da armacao que destituiu o rei Afonso VI em 1668, tornando-se Pedro, o regente, antes de tornar-se rei apos `a morte do irmao em 1686.

Fernao colocou em seu posto como capitao do Forte de Sao Marcelo o seu irmao: Francisco Monteiro Barbalho Bezerra. Essa manobra manteve um dos varoes da familia na Bahia, porem, enfraqueceu um pouco o poder dela no pais porque o Francisco poderia ter sido destacado para algum outro ponto estrategico, como a Capitania de Sao Paulo por exemplo, onde nao tinha representantes.

As aliancas continuam na Bahia, com os casamentos das filhas Antonia e cosma. Elas se casaram respectivamente com Antonio Ferreira de Souza e Francisco de Negreiros Sueiro. Familias estas que dominavam o rico Reconcavo Baiano. Para se ter uma melhor ideia dessas aliancas, d. Ines Theresa Barbalho Bezerra, filha de d. Antonia, casou-se com o fidalgo Egas Moniz Barreto, que no mesmo ano do casamento foi promovido a coronel, e que cuja influencia genetica nas familias nobres do Imperio torna-se bastante acentuada.

A existencia do Jeronimo fora discreta, sobressaindo-se apenas durante “A Revolta da Cachaca”. Nao tenho como afirmar realmente que fora discreta porque existe a possibilidade de os inimigos deles terem queimado alguns documentos com registros da presenca dele na Terra. Um tipo de vinganca ate facil de prever em casos de pessoas que eram executadas, principalmente de forma sumaria. Talvez ele tenha aparecido menos justamente por talvez ter sido encarregado de ser o Aio da familia. Enquanto tinha ainda irmaos menores, filhos e sobrinhos, alem dos mais velhos estarem envolvidos nas guerras, alguem teria que assumir os negocios e a pageanca do cla.

O falecimento do Jeronimo em consequencia da “Revolta da Cachaca” deve ter castrado as mehores oportunidades da familia porque os filhos eram ainda muito jovens e nao poderiam assumir cargos de maiores responsabilidades.

No Rio de Janeiro a familia teve la seu apice com o Agostinho. Alem de “bem casado” e bem relacionado com as altas esferas do poder, tinha um curriculum invejavel e quase impecavel. A ambicao dele foi enorme. Pediu e ganhou o direito perpetuo sobre a Ilha de Santa Catarina. Mas nunca tomou posse porque faleceu logo depois de ter conseguido. Lembremos que Santa Catarina, a ilha, onde hoje se localiza Florianopolis, foi o quartel avancado que assegurou a posse dos Estados da Regiao Sul para o Brasil.

Na ocasiao do falecimento dele, ele acumulava o cargo de “cacador das esmeraldas”. Era administrador das minas de Sao Paulo. Se o encontro das minas tivesse se dado na administracao dele, Minas Gerais teria ganhado pelo menos um marques com o sobrenome Barbalho.

Ainda no Rio de Janeiro, a Cecilia Barbalho casara-se com Antonio Barbosa Calheiros. Oriundo de familia (Barbosa) que fazia parte das altas rodas do poder. Igualmente triste, neste sentido, foi a Cecilia ter ficado viuva sem que o marido lhe tivesse deixado heranca muito relevante. Foi dito que por esta razao internou-se, com as filhas, em um abrigo construido por ela propria na propriedade da Capela de Nossa Senhora da Conceicao, na famosa Rua da Ajuda. Mais tarde ela tornou-se a mentora do Convento de Nossa Senhora da Ajuda. Foi o primeiro convento feminino do Rio de Janeiro

Ha que se fazer aqui uma ressalva. Parece que a informacao a respeito dos detalhes genealogicos da Cecilia Barbalho encontram-se no “Primeiras Familias do Rio de Janeiro, 1:195”, do genealogista Carlos Rheingantz. No livro: “Alfandega do Rio de Janeiro”, do Jose Eduardo Pimentel de Godoy, na passagem das paginas 16 para 17, a respeito de Joao Barbosa Calheiros, ele menciona que este personagem: “era certamente parente de Antonio Barbosa Calheiros, genro de Agostinho Barbalho Bezerra, e cunhado de Jeronimo Barbalho Bezerra, poderosa familia que desafiou o predominio de Salvador Correa de Sa e Benevides.”

Obviamente, o Antonio Filipe, abrindo a mesma pagina do mesmo livro, informa-nos que Antonio Barbosa foi cunhado do Agostinho e do Jeronimo simultaneamente, ao dizer que a esposa: Cecilia Barbalho, era irma deles. Tudo eh possivel mas estou dando credito maior ao Antonio Filipe. Todos estamos sujeitos a distracoes. Mas a segunda hipotese parece ter mais logica.

Outro detalhe dessa genealogia foi que eu havia encontrado na pagina: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/Cantagalo_ptazercout.htm, do nosso confrade Lenio Richa, no capitulo 6o., paragrafo 1o., item 3 – 6, que Inacia Rangel havia se casado com Francisco Barbalho. O Lenio sugeria que esse Francisco fosse filho ou neto do Luis Barbalho e que o nascimento provavel dele teria se dado por volta de 1650.

Baseado em minha interpretacao anterior de que o Francisco Monteiro Barbalho Bezerra havia nascido em 1634, sugeri que aquele Francisco Barbalho pudesse ser neto.

Com a eventualidade de o nascimento do Francisco Monteiro poder ter se dado em 1644, penso ai haver uma remota possibilidade de serem a mesma pessoa, embora, ressalte-se que os filhos de Inacia e Francisco nasceram no Rio, praticamente impedindo essa possibilidade, em funcao de o Francisco Monteiro ter-se capitao do Forte de Nossa Senhora do Populo, na Bahia, desde 1667 ate 1704.

Se acaso o Francisco Barbalho, marido da Inacia Rangel, for mesmo descendente dos nossos ancestrais, nao sera filho do Jeronimo como pensei primeiro. Podera ser filho do Agostinho, embora, nao tenho a relacao de filhos dele.

Voltando agora ao assunto principal deste capitulo que eh o nosso relacionamento com a Cidade de Sao Goncalo, no Rio de Janeiro, fiz contato com a administracao da “SAL” – Sociedade de Artes e Letras de Sao Goncalo – que agora estou impedido de manter contato frequente via internet. O contato era no sentido de encontrar entre os associados alguem mais interessado tambem em genealogia. O primeiro contato havia sido otimo, com pronto retorno.

Com o impedimento, penso que o assunto podera morrer ai. Havia enviado uma treplica apenas falando por alto o que eu pretendia, porem, nao havia posto substancia em minhas ideias ainda. Mas o que eu gostaria de incentivar era o contato entre as pessoas e penso que com isso poderia ocorrer um movimento turistico em torno da genealogia. Tomo a Familia Barbalho apenas como um exemplo mas as outras linhagens familiares brasileiras poderiam espelhar-se no padrao e fazer o mesmo.

O que pretendo precisava do apoio das pessoas que ja se ocupam com genealogia, historia, cultura e com as prefeituras e seus orgaos correspondentes. Dentro do que visualizo, cada prefeitura poderia ter pelo menos uma salinha para abrigar um genealogista local que tivesse acesso `as documentacoes antigas. Melhor seria entao que se criasse um site novo de genealogia ou aproveitar-se algum ja existente.

Assim poderiamos combinar todos os nossos achados genealogicos num unico local, para podermos desvendar os graus de parentesco que existe na populacao como um todo. Lembrem-se que o principio podera ser dificultoso, porem, eh um trabalho que se fara uma vez e servira para sempre, dependendo apenas de manutencao e atualizacao corriqueira.

Outra contribuicao importante ao plano sera a identificacao de locais e propriedades relacionadas aos ancestrais. Ha a necessidade de presevar-se esse patrimonio historico e de familia. Um exemplo disso eh a preservacao de casas que pertencderam ou foram locais onde os personagens historicos nasceram, tornando-as museus patrimoniais e biograficos deles.

Neste ponto gostaria de salientar que a Cidade de Sao Goncalo nao esta aproveitando a oportunidade que possui em maos. Ate ao momento nao encontrei relacionamento historico algum entre os pontos turisticos que ela explora e o sobrenome Barbalho. As unicas referencias q Baue encontrei sao as indicacoes de que atualmente o Bairro do Gradim se encontra em terras que antes faziam parte da Ponta do Bravo que, agora, relaciono com a propriedade que pertenceu a Jeronimo Barbalho. Tambem que houve um engenho, invocando o nome de Sao Bento, que foi propriedade de d. Paschoa Barbalho e Pedro da Costa Ramiro, nossos ancestrais.

Tenho a curiosidade de saber onde e como os meus ancestrais viveram. E penso que se todos os descendentes deles tambem soubessem que os tem como ascendentes, teriam curiosidade igual e ate maior. O problema eh que a informacao nao esta disponivel para todos. Digo mais. Esta restrita a uma minoria! Ora, quem no Brasil sabe quem foram e o que fizeram Luis, Jeronimo, Antonio, Fernao, Gulherme, Agostinho, Francisco e outros Barbalho Bezerra daquela e outras epocas? A divulgacao da genealogia facilitaria o despertar da curiosidade das pessoas pelos fatos historicos e pelos locais por onde passaram os ancestrais delas.

Se eu fosse visitar Sao Goncalo hoje, entre um hotel cinco estrelas e uma pousada num local das fazendas que pertenceram aos meus ancestrais eu preferiria a pousada, desde que eu pudesse realmente conhecesse a relacao que existe entre a minha pessoa e os antigos moradores do local. Claro, ficaria satisfeito tambem se encontrasse outras pessoas, atuais moradoras da cidade, que fossem descendentes dos mesmos ancestrais.

Bom, a seguir, o projeto passaria para uma segunda etapa. Identificados os personagens historicos e suas propriedades, juntamente com a identificacao das descendencias, viriam as comemoracoes. Digamos que, devido ao projeto estar em fase apenas de elaboracao, podemos tomar a data de 2030 como uma possivel data de inicio. Dai para frente observe-se o que ha por se lembrar:

2030 – Encontro cultural Brasil/Holanda e discussoes dos 400 anos da Invasao Holandesa em Pernambuco.

2032 – 300 anos do casamento dos patriarcas Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, ocorrido em Minho Verde, distrito da Cidade do Serro, MG.

2034 – 400 anos da Invasao Holandesa em Joao Pessoa.

2038 – 400 anos da rechacao da Invasao Holandesa `a Bahia, importante capitulo da Historia. Existem varias datas em torno deste acontecimento como, por exemplo, a construcao do Forte de Nossa Senhora da Conceicao, tambem conhecido como o Forte do Barbalho, por Luis Barbalho Bezerra.

2043 – Chegada da Familia Barbalho ao Rio de Janeiro e instalacao do governador Luis Barbalho Bezerra. Estas sao outras comemoracoes quarto-centenarias.

2044 – 15 de abril, quarto-centenario do falecimento do governador Luis Barbalho, no Rio de Janeiro.

2060/2061 – Comemoracao do quarto-centenario da “Revolta da Cachaca”, com enfase especial em Sao Goncalo, Niteroi e Rio de Janeiro.

2084 – Quinto-centenario do nascimento de Luis Barbalho Bezerra.

Aqui estou apresentando apenas um resumo de datas a serem comemoradas nao me atendo a acontecimentos menores como os de criacoes de muitos municipios do pais, nos quais estavam presentes a descendencia dos personagens. Seria o caso, por exemplo, da criacao da Paroquia de Nossa Senhora do Patrocinio de Guanhaes, atual Virginopolis, MG, em 1858. Dai havera o que se comemorar em 2058. (duocentenario).

A descendencia tambem se extende ao Rio Grande do Sul – Gravatai em particular – desde o final dos anos 1700. O mesmo se da em Florianopolis. Possivelmente haverao personagens e feitos importantes de descendentes a que se comemorar e ser colocado no calendario comemorativo. Nossas pesquisas precisam ser construidas a muitas maos em conjunto para obtermos um conhecimento mais completo de nossos parentes.

O objetivo dessas comemoracoes seria tambem o de criar-se um fluxo continuo de turismo da descendencia aos locais vinculados aos seus ancestrais em anos e datas nao comemorativos. Creio que somente da descendencia Barbalho existam ja milhoes de brasileiros e estrangeiros. Entre os que assinam e os que nao assinam o sobrenome. Se cada uma dessas pessoas pagarem pelo menos uma visita na vida aos locais de seus ancestrais, este fluxo estara criado. E vira o tempo em que se tornara ate superlotado.

E aqui estou mencionando apenas uma linhagem familiar. Imagine-se o que se dara se o levantamento genealogico for feito nas inumeras familias ou, pelo menos, em relacao aos principais patri e matriarcas, desde as primeiras colonizacoes no pais ate aos dias de hoje!…

Quanto `as informacoes a respeito de moradores e/ou nascidos no exterior, visitem o Family Search e busquem o sobrenome Barbalho. Observarao nao muitas mas ja ha um numero razoavel de pessoas com este sobrenome aqui nos EEUU. A maioria delas pertencem ao ramo familiar do qual herdei meu sobrenome e as conheci pessoalmente. Acredito que quanto mais o tempo passar, mais este numero se multiplicara, e seria saudavel para a economia de todos nos que estas pessoas nao perdessem os rumos de onde vieram. Mas se os descendentes delas nao tiverem referencias fisicas de onde os seus ancestrais partiram, o que as motivara visitar o pais de origem deles?

Um dos pontos que penso ser necessario para que o projeto de certo eh fazer a pesquisa e a divulgacao dos feitos heroicos praticados pelos ancestrais. Livros a respeito das vidas do Luis, do Agostinho, do Jeronimo e outros ajudariam muito.

Uso este argumento por uma razao. Se poucos sao os que no Brasil podem dizer: conheco os personagens, no exterior eles sao totalmente ignorados. Mesmo que as acoes deles no Brasil tenham tido o efeito nao intencional de influenciar na Historia dos Estados Unidos, por exemplo.

Com a expulsao dos holandeses do Brasil, alguns judeus preferiram voltar para a Europa mas acabaram atracando em Nova Amisterda, atual Nova Iorque. Ali fundaram a primeira, e por quase dois seculos a unica, sinagoga no pais. Estes portugueses e espanhois de origem e brasileiros temporarios deixaram descendentes que lutaram nas Guerras de Independencia e na de 1812, alem de terem ajudado a criar o sistema economico que fez deste pais a nacao mais poderosa do mundo durante o decorrer do seculo XX.

Apesar dessa verdade, entrei em contato com uma empresa de pesquisa de heraldica aqui. Alegaram possuir um banco de dados contendo mais de um milhao de sobrenomes mas que nem sequer tinham noticia do sobrenome Barbalho. Ate parece piada!

Certamente, os outros nomes comuns portugueses e espanhois eles possuem porque fazem parte da heranca genetica de passado mais remoto por aqui. Isso em parte porque metade do territorio da parte continental continua dos Estados Unidos foi tomada aos mexicanos e espanhois e nela os espanhois de origem foram assimilados. Em outra parte por causa da migracao portuguesa que vem ocorrendo desde os tempos coloniais para aqui tambem. Portanto, eh muito comum encontramos americanos “velhos” com assinaturas tais como Pereira, Mesquita, Sanchez e outros.

Aproveitando que estou recordando, gostaria de fazer aqui algumas observacoes a respeito da genealogia dos Barbalho no Rio de Janeiro. Inclusive o Antonio Filipe repete no trabalho dele a data de nascimento do Agostinho Barbalho como sendo 1619. Vi apenas uma mencao como sendo 1609, mas creio que devo levantar o alerta para que se pesquise melhor a respeito da duvida porque a ultima data parece se encaixar melhor em alguns fatos da vida dele.

Neste caso, o dado de que o Luis Barbalho Bezerra, o velho, tenha nascido em 1584 e se casado 30 anos depois nao se casa com dados de outros pesquisadores. A biografia da Cecilia, no “Pantheon Fluminense”, afirma que ela nascera em 1613.

Tambem temos o fato de que o Agostinho foi elevado `a patente de capitao pelo conde de Torre em 1639. `A epoca ele servia sob o comando do proprio pai, Luis Barbalho, e se ele tivesse nascido em 1619 seria mais novo que Antonio, Guilherme, Fernao e Jeronimo, alem de centenas de outros que estariam prestando servico na mesma companhia. Alem dessa clausula de hierarquia em funcao de idade, note-se que os que possuissem recursos proprios teriam preferencia.

Segundo informacoes mais que conhecidas, Luis Barbalho Bezerra havia gasto tudo o que possuia combatendo os holandeses, a ponto de que quando chegou ao Rio de Janeiro para governa-lo foi-lhe concedida uma pensao para ele, pelo menos, poder alugar uma casa de morada. Seria quase hilario o pai alegar peticao de miseria enquanto o filho estivesse em condicao financeira aceitavel mas nao o ajudasse. A ressurreicao financeira do Agostinho deve ter-se dado atraves do dote que recebeu, “pelo sacrificio que fez” de casar-se com Brites ou Beatriz de Lemos, filha do riquissimo Joao Alvares Pereira.

Face a estas razoes, penso que seja mais logico que Agostinho tenha nascido em 1609 e sido promovido a capitao por volta dos 30 anos, o que o faria um dos mais velhos em sua companhia e menos necessario estar com as burras cheias de dinheiro para tal. Alem disso, sendo mais velho que o Jeronimo, ficaria explicado o fato de o povo ter recorrido a ele primeiro para governar o Rio de Janeiro. O lider da Revolta da Cachaca foi o Jeronimo e nao o Agostinho. Este aceitou o cargo somente sob ameaca de morte. Se ele nao fosse o mais velho, possivelmente, o Jeronimo teria assumido o governo desde o inicio porque hierarquicamente ambos preencheriam os mesmos requisitos.

Como pudemos observar anteriormente, ficou completamente comprovado que a Familia Pimenta e suas correlatas por descendencia desta eh mesmo descendente das familias reais ibericas e alhures. Isso significa que todos os nossos primos que sao “folhas” na Arvore Genealogica do Tronco Pimenta – Vaz Barbalho, descrito pelo professor Demerval Jose Pimenta em sua obra prima: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente” fazem parte da linhagem nobre descendente do ramo Bezerra oriundo da Galiza.

O que falta agora em minha pesquisa eh a confirmacao de que as Familias Barbalho e Coelho, do Norte e Centro-Nordeste de Minas Gerais tenham vinculo igual ou semelhante com o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Quanto `a linhagem Barbalho ela ja esta definida ate Jose Vaz Barbalho, natural do Serro, que se casou com Anna Joaquina Maria de Sao Jose, natural de Conceicao do Mato Dentro, ambas cidades em Minas Gerais. A data presumivel do nascimento do Jose Vaz Barbalho o colocam na possibilidade de ser filho ou neto do casal Manoel/Josepha. E o sobrenome quase o “condena” a isso.

O documento que poderia nos mostrar todas as comprovacoes que precisamos em relacao ao sobrenome Barbalho seria “os Autos de Genere” do padre Policarpo Jose Barbalho. Estes deverao ser encontrados em Mariana – MG. O padre Policarpo foi filho de Jose/Anna Joaquina e este vinculo paterno foi constatado nos “Autos de Genere” do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho, filho do padre Policarpo e sua esposa Isidora Francisca de Magalhaes. Nao ha confusao nenhuma ai. O padre Policarpo casou-se, ficou viuvo, criou a familia e retornou ao seminario que comecara antes de casar-se em 1808.

Uma alternativa seria encontrarmos os registros do casamento de Jose Vaz e Anna Joaquina. Provavelmente, as nupcias se deram em Conceicao do Mato Dentro ou em alguma de suas muitas Freguesias na epoca. Embora nao tenhamos data para este acontecimento, ele deve ter ocorrido entre 1760 a 1780. Depende do nascimento do Jose que pode ter nascido entre 1733 a 1755.

Quanto ao ramo Coelho, creio que tanto os registros de casamento de Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues da Rocha, quanto os do casamento dos pais dela: Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho mostrariam o casal Manoel/Josepha como pais da Maria Rodrigues, caso assim o for mesmo. As datas que temos como base indicam que Maria Rodrigues poderia ser filha mas nao teria tempo habil para ser neta. Porem, podera haver grau alternativo de parentesco.

Essa duvida quanto a ser filha ou nao deriva dos sobrenomes Rodrigues de Magalhaes que, segundo anotacao posterior do professor Demerval, ela usava. Por volta dos anos de 1600 e 1700 tornou-se muito comum as pessoas de origem nobre usarem um maior numero de sobrenomes, na maioria dos casos relacionados a ancestrais mais antigos e, algumas vezes, em homenagem a padrinhos. Como nao sabemos ainda quem foram os ancestrais da Maria Rodrigues, nao temos como explicar o sobrenome completo dela.

Uma hipotese alternativa seria a de ela ter sido irma, sobrinha ou prima do Manoel Vaz Barbalho. Pelo o que o professor Demerval nos apresentou na genealogia encontrada por ele, Manoel Vaz Barbalho era filho de Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar, todos naturais do Rio de Janeiro, muito provavelmente de Sao Goncalo. E existe uma razao muito boa para que um possivel nucleo familiar tenha se mudado para Minas Gerais na decada de 1720. O mesmo pode ter se dado com parte da familia de Josepha Pimenta, dai a razao de os dois se encontrarem em Milho Verde e ali se casarem.

Em primeiro lugar, Minas Gerais atraiu milhares de aventureiros a partir de 1700 em razao da descoberta das minas de ouro e por isso ter se dado o inicio do “Ciclo do Ouro” no pais. Porem na decada de 20 a febre inicial ja deveria ter se arrefecido porque os veios conhecidos ja tinham donos e estavam sendo explorados. Mas em 1720 houveram tres fatos que deverao ter dado um impulso menor, porem certeiro, ao fluxo imigratorio para Minas.

Em primeiro lugar, 1720 marca a data da revolta chefiada por Filipe dos Santos Freire. Essa foi uma revolta quase nos mesmos moldes da chamada “Guerra dos Emboabas” que nao apenas estava vinculada `a exploracao do ouro mas, principalmente, com a falta de liberdade do povo da terra e o monopolio do comercio garantido aos lusitanos. Dominada a revolta, o governador da entao Capitania de Sao Paulo e das Minas de Ouro: Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho, criou a nova Capitania das Minas Gerais separando-a da de Sao Paulo para obter maior controle da situacao. O risco de ocorrer outro movimento de emancipacao incentivou essa criacao.

Junto com a criacao da nova Capitania criou-se tambem a Comarca do Serro Frio, os diamantes foram encontrados no Distrito do Tejuco (atual Diamantina) e, em 1725, foi criada a casa de fundicao na Vila do Principe, atual Serro. Destes fatos, o de menor importancia para o movimento migratorio foi o encontro dos diamantes porque o monopolio de exploracao foi tao acirrado que muitos moradores (mesmo os escravos) foram expulsos para prevenir o extravio da riqueza. Restou, naturalmente, o fluxo migratorio de servidores publicos que, certamente, ha muito esperavam tal oportunidade de arranjar um bom cabide de emprego naquela terra que estava praticamente sem lei.

Eh possivel que tenha sido este o contexto que pode ter levado toda a Familia Aguiar da Costa Barbalho para, primeiramente, Milho Verde. Este distrito fazia parte do quadrilatero dos diamantes e a demora do governo portugues em autorizar concessoes de exploracao da pedra pode ter sido o motivo que levou o casal Manoel Barbalho/Josepha Pimenta a mudar-se dele para Tapanhoacanga (atual distrito de Alvorada de Minas, Itapanhoacanga). Local este que pertencia a Conceicao do Mato Dentro, que ainda fazia parte da Vila do Principe (Serro), e que `a epoca era um dos maiores produtores de ouro da Capitania.

Neste contexto podemos ter tido mais de um membro da familia se instalando na regiao. D. Paschoa Barbalho havia nascido em 1650 e se casado em 1668. Desde entao ate 1690 poderia perfeitamente ter filhos. Supondo que Maria da Costa Barbalho tenha nascido em torno de 1685, nao seria impossivel ter sido mae da Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Apesar de o sobrenome de Magalhaes Barbalho indicar a maior probabilidade de ai ter ocorrido uma geracao intermediaria. Sabemos que a Eugenia Rodrigues Rocha nasceu apos 1750. Portanto, a mae dela tera que ter nascido, no maximo, por volta de 40 anos antes.

O que poe o nascimento da mae dela em torno de 1720 ou mais. Espaco suficiente para que o avo ou a avo dela, na linhagem Barbalho, tenha sido filho ou filha da Maria da Costa Barbalho, nao sendo o Manoel Vaz Barbalho. O que tambem nao elimina a possibilidade de a linhagem Coelho descender dos outros irmaos de d. Paschoa Barbalho. Nao quero fazer mais conjecturas a este respeito. Por enquanto, o que temos de concreto eh que o casal Manoel Vaz/Josepha Pimenta residiam no local e no tempo certo em que a Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho nasceu. Portanto, eles sao os primeiros candidatos a serem os pais dela.

So mesmo com os documentos esclareceremos as duvidas. E creio que qualquer que venha a ser o resultado, penso que os registros dos casamentos acima citados estejam todos em Conceicao do Mato Dentro. So espero que algum anjo os localize e nos mande os resultados porque estou impedido de tentar acha-los por conta propria.

Outro fato eh este, se em ambos os casos, Barbalho e Coelho, encontrarmos respostas positivas em relacao a todos sermos ramos do mesmo tronco Pimenta – Vaz Barbalho, poderemos afirmar que o Norte e Nordeste de Minas Gerais terao se tornado um grande feudo de ascendencia Barbalho Bezerra, embora, o sobrenome Barbalho tenha sido mantido apenas em uma pequena parcela da populacao. Outros sobrenomes predominam em numero de assinantes mas a maioria teria igual ascendencia Barbalho.

Apenas concluindo este capitulo. Uma das razoes de minha esposa manter as discordias dela comigo eh a questao dela muito agradar-se de torturar-me com as frequentes perguntas: “E em que isso esta de dando dinheiro? Os outros estao ganhando dinheiro e nao estao nem ai para suas pesquisas, e quanto a sua familia esta te pagando? O que os seus antepassados vao te dar agora?”

As perguntas sao realmente embaracosas se colocarmos somente a prespectiva financeira como objetivo. Para minha esposa, como para a maioria das pessoas na atualidade, o prazer esta em possuir. Ela que foi e continua uma das pessoas destituidas em nossa Historia, jamais compreendera que o dinheiro jamais comprara todos os prazeres da vida.

Descendermos de determinados ancestrais nos da um prazer que nao depende de dinheiro algum. Conheco milhares de descendentes de meus ancestrais e a classe social financeira desta descendencia varia dos mais pobres aos mais ricos. Portanto, a presenca ou a ausencia do dinheiro nao impede de termos o mesmo prazer. Neste caso hao apenas duas alternativas: ou se eh ou nao se eh descendente.

Nao ha meios termos. Sendo que quem nao for podera ser descendente de outros ancestrais ingualmente importantes, e dos quais nos nao somos. Dai o prazer eh para todos. Nao se faz distincao alguma. Porem, quando tratamos de ancestrais que nasceram ha mil anos anteriores ao nosso nascimento, quase que podemos afirmar com absoluta certeza que o prazer eh para todos, exceto em casos excepcionais.

Quem nao descente de determinados ancestrais, pode ser rico do jeito que for, nao tera dinheiro para tornar-se descendente. O dinheiro nao compra ascendencia para ninguem, portanto, cada um tenha prazer naquela heranca que lhe eh propria, sabendo que os descendentes que acaso gerar acabarao se tornando tambem descendentes de outros ancestrais que este cada um nao foi. Ora, se alguem tem prazer em seus ancestrais, maior prazer terao os descendentes dele, porque terao mais ancestrais do que aqueles que os geraram.

O conhecimento da genealogia so aumenta o nosso prazer. Quanto mais conhecemos maior eh o nosso prazer. E deixar estes estudos como heranca `a nossa descendencia eh a garantia de que deixaremos heranca prazeirosa que nao se acabar; so se multiplica. Heranca genealogica eh algo que nao se compra e algo que nao se vende mas, por ser eterna, vale mais que todos os valores financeiros da Terra.

Nao comparo os valores espirituais com os valores genealogicos. Mas se a espiritualidade depende do surgimento de um primeiro casal formatado pelas Maos de um Creador, entao, a genealogia eh uma Carta Escrita pelo Creador, atraves de suas letras geneticas. Desde a formacao do primeiro casal a receita para a nossa formacao ja estava escrita. Genetica e genealogia andam juntas. Nos somos a traducao da Ordem do Creador de crescermos e multiplicarmo-nos. Nos somos o que os nossos ancestrais ja foram e o que sera a nossa descendencia. Se houve um Creador no surgimento do primeiro casal, entao, ha uma ligacao direta entre o Creador e nos atraves de nossa genetica.

Alguem podera dizer que falo do prazer genealogico mas que nao conheco o prazer do dinheiro. Eh verdade! Dinheiro eh algo que jamais tive na vida. Nem nunca esforcei para te-lo. Ou melhor, esforcei por coisas que acabaram nao me dando dinheiro algum. Mas observando o mundo percebo que o prazer na genealogia eh maior porque o dinheiro nao foi feito para que todos o tenham em abundancia. Por mais que todos se esforcem igualmente, sempre haverao os que ficarao com a maior parte, enquanto outro nao o terao. Ja a genetica parece ser algo que brota da Fonte Divina, pois, todos possuimos com abundancia. Falta-nos apenas conhecer o que nos cabe. E nossa parte ninguem toma.

*Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, filha de Jeronimo Barbalho Bezerra e Izabel Pedroso, casou-se com o portugues Joao Batista de Matos. Existem diversas referencias a ela na internet e ao ramo genealogico que partiu dela e foi para Santa Catarina. Agora podemos confirmar que este e o nosso Barbalho eh o mesmo com a constatacao de que Micaela e Paschoa Barbalho eram irmas.

Maiores informacoes a respeito da nossa genealogia Barbalho na pagina: https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/.

Acrescentarei mais um assunto aqui neste capitulo que tem apenas uma relacao indireta com a nossa genealogia. Ha alguns anos atras fui premiado com a inscricao e possibilidade de visitar o site geneall.net Portugal. Algo que apareceu como um “pop up” no computador. Aceitei, me inscrevi e gozei de otimos momentos estudando o banco de dados que eles possuem, particularmente no que se trata da genealogia pregressa de um certo Jose Coelho de Magalhaes, nobre de ascendencia e com todas as caracteristicas de poder ser o nosso ancestral de mesmo nome.

Recentemente, apos perder minha regalia de ter a conveniencia de possuir um computador dentro de casa, desejei voltar ao site para enviar aos administradores o encontro da ligacao entre d. Paschoa Barbalho e os pais dela: Jeronimo Barbalho Bezerra e Isabel Pedreira (Pedroso). Para minha surpresa, a inscricao havia sido cancelada e em lugar dela a oferta de associar-me sob um preco confortavel, por seis meses e, claro, a consequente expiracao no final do contrato e a automatica elevacao de meus custos.

A surpresa nao foi nada agradavel. Nao que eu seja mal agradecido. Ao contrario, fico devendo eterna gratidao pela oportunidade que me foi dada nos ultimos anos. O problema eh que a administracao do site mexeu com a pessoa errada com esta atitude comercial. Claro, eu pagaria a anuidade com o maior prazer se o dinheiro em meu bolso estivesse sobrando. Mas a realidade eh justamente o contrario. O que estao sobrando sao as minhas dividas e nao posso dar-me ao luxo de acrescentar nem mais um centavo a elas.

Neste caso, termina aqui nossa parceria. Nao creio que para mim havera consequencia maior porque sei que o que tenho que buscar eh justamente aquilo que nao se encontra naquele site. Alias, como gratuitamente recebi o direito de acesso a parte dos dados que la se encontram, gratuitamente enviei tambem as minhas descobertas que, na maioria dos casos, so nao foram mais completas porque o site nao atualizou o que enviei, assim, nao pude dar sequencia ao que considero o mais importante da genealogia.

Sendo sincero neste ponto, o site geneall.net Portugal possui mais dados a respeito de pessoas do passado. Eh contido primeiramente de nossos falecidos. Estes, em muitos casos, foram personalidades da Historia Universal e seus aparentados mais proximos. Claro, eles sao o atrativo para o site, porem nem tanto. Refiro-me ao fato de serem os nossos falecidos e somente atrairao mais usuarios se eles forem conectados com a descendencia que estiver viva. A verdade pode ser cruel, porem, os falecidos nao compram nada.

Se nao os ligarmos `as pessoas que estao vivas, eles despertarao o interesse apenas de alguns mais abinegados, como os historiadores que ja conhecam o fato de que a genealogia esta diretamente afetando os fatos historicos. Com a genealogia ha uma melhor compreensao e uso deles. Porem, acredito que os sites genealogicos somente terao sucesso completo quando oferecerem dados que liguem a maioria das pessoas vivas `a rede de linhagens ascendentes e que demonstrem que temos ligacoes parentais com todas ou a maioria das personalidades historicas.

Constatei isso atraves do desenvolvimento da minha propria curiosidade pelo assunto. Se nao tivesse encontrado naquele site uma pessoa, que pudesse ser meu ancestral, ha alguns anos atras, as minhas visitas nao teriam passado de uma ou duas. E jamais teria voltado porque ficaria para mim dificil sentir as pessoas que la estao como referencia em minha vida. Nao sou professor de Historia, portanto, so me interessariam aqueles que tivessem algum vinculo comigo, direta ou indiretamente. Hoje seria, por exemplo, o caso dos presidentes dos Estados Unidos que tem vinculo genetico conosco, incluindo o atual. Sao por volta de 75% deles.

Voltando `a ligacao que estava prestes a passar para o geneall.net Portugal, a ligacao de nossa ancestral d. Paschoa Barbalho ao pai dela, conecta naquele mesmo site o inicio da familia do professor Demerval Jose Pimenta, ou seja, os nossos primos Pimenta. Mesmo os dados do livro do professor nao conecta toda a familia `as pessoas da atualidade. Como a publicacao se deu em 1965, existem 2 ou 3 geracoes ainda sem recordar. Importante agora seria que os dados estivessem disponiveis no site porque os possiveis inscritos contribuintes dos dias de hoje poderiam reconhecer seus pais, avos e/ou bisavos. Se as geracoes permanecerem como la estao, no campo dos tri, tetra e pentavos, a maioria nao tera informacao para fazer tal coneccao e o interesse nao sera despertado em todos, apenas em alguns poucos como eu. Que infelizmente, poderao, como eu, nao ter a disposicao financeira de comprar o acesso.

Este eh o caso particular das familias Coelho e Magalhaes Barbalho ja parcialmente postadas naquele site. Do lado Magalhaes Barbalho, a pessoa mais antiga com a assinatura Barbalho e, provavelmente, conectavel `a mesma linhagem eh o Jose Vaz Barbalho, que eh pentavo da minha geracao mas que ja possui nonanetos e esta a caminho da proxima geracao. Se nao se descobrir e fazer a devida coneccao, seria muito dificil estes descendentes mais distantes encontrarem as informacoes que nos, que estamos a caminho do encerramento de nossa visita `a Terra, temos ainda em nossas memorias. Estes sim seriam os clientes mais almejados pelo site, porque terao mais o que viver e mais com que contribuir, financeiramente.

Pelo lado Coelho temos a hexavo (sextavo) Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Ha a possibilidade de ser irma do Jose Vaz Barbalho e ambos serem filhos do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Mas tambem pode nao ser irma e sim uma parente proxima. Qualquer que seja a verdade, precisamos encontrar os dados que conectem as tres linhagens. Caso consigamos, entao, poderemos realmente dizer que podemos fazer este “negocio”, como dizem os bons mineiros. Ou seja, nos ficaremos felizes com a coneccao entre os nossos vivos e os nossos falecidos. E os sites de genealogia poderao faturar melhor com a oportunidade de se abrir um numero muito maior de candidatos a associados.

E aqui esta uma das razoes pelas quais a minha esposa odeia o que eu tenho feito. Para ela, as pessoas que entendem dos assuntos de internet eh que sao as inteligentes. Segundo ela, enquanto a gente tem que dar um duro danado para conseguirmos o nosso dinheiro suado, os inteligentes ficam la do outro lado, sentados em suas cadeiras e mesas, apenas elaborando falcatruas para o toma-lo de nos. E nisso nao discordo plenamente dela. As pessoas que estao do outro lado da coneccao nao se interessam pelo sacrificio que temos feito, elas desejam que contribuamos com nossos achados e com nosso suado dinheiro. E as informacoes que tornamos publicas se revertem em beneficios para elas, a cada vez que conseguem outro “pato” de nossa familia em seu quadro de associados.

Aqui preciso pedir desculpas aos meus primos pelas muitas vezes que indiquei o geneall.net Portugal como fonte de acesso a dados genealogicos. Sempre pensei que os dados mais antigos fossem publicos e nao imaginava que os estava indicando uma arapuca. De agora para sempre, entao, continuo recomendando o site, quando isso for absolutamente necessario, porem, com o aviso de que precisarao contribuir para ter acesso. Quem nao se importar de contribuir podera ter suas curiosidades satisfeitas.

O melhor de tudo, porem, eh que nao precisam do geneall.net Portugal para terem acesso aos dados relativos ao sobrenome Barbalho em nosso ramo. Eles estao disponiveis no http://www.geneaminas.com.br. Pelo menos, por enquanto, eh do dominio publico e a matricula eh gratuita, em caso de haver o interesse. O que, alias, esta muito mais completo porque ja lancei la todos os dados que ja coletei ate hoje. Assim, nao sera dificil para milhares de pessoas que nao tenho os dados encontrarem seus ancestrais proximos. Apenas alerto para o fato de que a nossa coneccao com as familias reais da Peninsula Iberica ja estar pronta la, porem, por enquanto apenas em relacao ao ramo Pimenta da familia. O Coelho e o Magalhaes Barbalho esta pendente.

Quando a confirmacao dos dados que ali se encontram registrados, caso alguem os queiram comprovar, indico o familybezerrainternational para os dados entre o Antonio Martins Bezerra e os ancestrais Teresa de Leao, condessa de Portugal e Henri de Bourgogne. Sao umas dez geracoes, indo dos anos 1.000 a 1500 aproximadamente. Mais dados em relacao a este nucleo familiar podem ser obtidos atraves da Wikipedia. Geralmente o site oferece biografias e informacoes genealogicas das personalidades historicas. Assim fica ate melhor informativo porque podemos aprender algo mais em relacao a nossos ancestrais.

No caso da Teresa de Leao, por exemplo, podemos ver que foi filha do rei Alfonso VI e neta dos Fernando I Magno e Sancha, Infanta de Leao. Passando para a biografia deles tambem pode-se ver que entre os ancestrais deles estao o heroi Vimara Peres, e outros reis e imperadores de varias realezas europeias e outras. Teresa e Henri tambem foram os pais de Afonso Henriques, fundador da monarquia e primeiro rei de Portugal.

A coneccao do Antonio Martins Bezerra e sua descendencia Barbalho Bezerra pode ser feita atraves do trabalho do Antonio Filipe Pereira Caetano. “Entre a Sombra e o Sol, A Revolta da Cachaca, a Freguesia de Sao Goncalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense” paginas de 187 a 194: “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho.” Deste ponto em diante encontramos com o livro do professor Demerval Pimenta. Cuja coneccao eh feita ao livro da Ivania Batista Coelho: “Arvore Genealogica da Familia Coelho” atraves das assinaturas Borges Monteiro e Pereira do Amaral, por enquanto. Em breve o faremos atraves do Barbalho tambem.

Assim, chegamos aos dias modernos, porem, ha que se ressalvar que eu estou colocando uma geracao a mais que o Antonio Filipe indicou. Assim, pode-se visitar tambem o ensaio de genealogia do Chico Buarque de Holanda no site da Usina de Letras. Outro site que enriquece o nosso conhecimento eh aquele que contem os dados a respeito dos “Engenhos Pernambucanos”. Ali podemos buscar os engenhos: Barbalho, Monteiro (ou Sao Pantaleao) e Sao Paulo. Todos pertencentes aos nossos ancestrais que foram primeiros povoadores de Pernambuco. No Rio de Janeiro temos o Engenho de Sao Bento, na regiao do Mutua, Sao Goncalo, que pertenceu a d. Paschoa Barbalho e a seu marido: Pedro da Costa Ramiro.

Enfim, no mais eh continuar pesquisando. Antes que me esqueca, nos sites GENi e Google Genealogia podemos ver nossas ligacoes com a Familia Barbalho em Santa Catarina atraves da irma de d. Paschoa Barbalho: Micaela Barbalho Bezerra Pedroso; e do Rio Grande do Sul, atraves do site Family Search, atraves de Policarpo Joseph Barbalho, particularmente com Gravatai. A busca continua.

82. JOAO PESSOA, PARAIBA

Iniciarei este capitulo um pouco no escuro porque nao tive tempo de fazer um estudo mais profundo, antes de eu perder a coneccao com meu antigo computador. Exceto por alguns dados que ja os estava ajuntando, o restante vira da memoria propria e, portanto, sujeito a enganos. Envitarei aprofundar muito para procurar evitar tambem os erros.

Como se sabe, apos descoberto o Brasil, Portugal estava envolvido com a franca expansao economica, por causa da descoberta do caminho alternativo para as Indias Orientais, por D. Vasco da Gama. Portugal nao abandonou totalmente o Brasil pela simples razao de que, se o fizesse outros tomariam posse. No inicio foram feitas apenas algumas feitorias nas costas de Pindorama, para que os degredados por la fizessem contato com os indigenas, colhessem deles o que lhes parecesse ter algum valor para ser enviado a Portugal, a troco de bugingangas e ferramentas de metal.

O que fez os portugueses acordarem para o que estavam perdendo foi a intervencao dos destituidos europeus, pelo Tratado de Tordesilhas. Por este Tratado, sob as bencaos poderosas do papa, as Americas tornaram-se feudo exclusivo da Espanha e de Portugal. Inconformados, franceses, ingleses e nierlandeses (conglomerado dos paises-baixos e vizinhos) passaram a fazer contato com tribos indigenas, hostis aos portugueses, e comercio com elas, em termos extremamente vantajosos para os europeus. Somente assim Portugal descobriu o Brasil de riquezas a serem exploradas.

Dentro deste quadro, temos um padrao que ocorre desde o inicio, em tres pontos do territorio brasileiro. Sao eles: Rio de Janeiro, Paraiba e Sergipe. Nestes tres pontos os franceses chegaram e se instalaram primeiro. Posteriormente da-se tambem a invasao francesa ao Maranhao. Mas Rio e Sergipe ja se encontram recordados nestes meus escritos. Falta, entao, a Paraiba.

Os portugueses, com a criacao das Capitanias Hereditarias no Brasil, haviam se firmado em Sao Vicente (Sao Paulo), Salvador (Bahia) e Olinda (Pernambuco). O restante da costa estava excassamente habitada por europeus e as distancias imensas impediam uma acao de protecao policial maior. Assim os navios mercantes e piratas de outras nacoes nao encontravam o menor problema em aportar e negociar diretamente com o homem da terra e esse comercio levou a relacoes de amizade entre nativos e franceses. Em alguns casos tambem a relacionamento parental.

No caso especifico da Paraiba aconteceu de os portugueses ja estarem procurando implantar ali engenhos de acucar, a entao mola propulsora do comercio internacional. Por volta dos anos 1570 houve o rapto da filha de um dos caciques paraibanos. O autor da facanha foi um empregado mas um senhor de engenho se encantou pela beleza da menina e a tomou para si. Nisso os franceses sentiram a oportunidade de fazer a intriga e instigar a vinganca por parte dos indigenas. A tribo cometeu o maior massacre a moradores, tanto na area ocupada pelo engenho quanto na regiao. Fala-se em 600 mortos.

A Paraiba estava entre as Capitanias de Pernambuco e Marica. Marica pertencia a Pero Lopes de Sousa, irmao do Martim Afonso de Sousa, o primeiro Governador-Geral do Brasil e donatario e fundador da Capitania de Sao Vicente. Mas como a Capitania de Pernambuco era muito mais prospera, foi dela que partiu a reacao. A primeira ordem real foi a de criar-se a Capitania Real da Paraiba, em 1574. Assim como foram criadas as Capitanias de Sergipe d’El Rei e a Capitania Real do Rio de Janeiro. Estes territorios foram recomprados pela coroa, que nomeou para elas administradores. Essa recompra ja havia sido feita tambem na Bahia.

De inicio, em relacao `a Paraiba, a criacao ficou apenas no papel, enquanto se davam as guerras de conquista. Houveram algumas tentativas rechacadas pelos indigenas e franceses mas, em 1585, a expedicao de Joao Tavares eliminou a resistencia. Foi ai que se deu a criacao da Vila Real de Nossa Senhora das Neves, em homenagem `a santa do dia. Este nome muda para Felipeia de Nossa Senhora das Neves, em homenagem a Felipe II. (3 Felipes governaram a Uniao Iberica entre 1580 e 1640).

A cidade recebe outro nome a partir de 1634, quando os holandeses a conquistaram. Retorna ao primeiro nome 20 anos depois, 1654, quando os holandeses foram expulsos e, ja no seculo XX, troca o nome para Joao Pessoa. Sendo o ultimo nome uma homenagem ao “presidente do Estado” que foi assassinado por razoes politicas na sublevacao da Ditadura Vargas.

Desde o inicio de sua criacao ate aos meados do seculo XX, a Cidade de Joao Pessoa teve a caracteristica de ser uma municipalidade quartel, servindo de residencia para militares e funcionarios do setor publico em primeiro lugar. Por esta razao sempre foi uma cidade mais com caracteristicas bucolicas interioranas, vindo a despertar-se para a industrializacao e desenvolvimento apenas a partir da segunda metade do seculo XX. Ou seja, acompanhou o lento processo brasileiro de despertar de seu “berco explendido”.

O professor Antonio Filipe referiu-se a Antonio Barbalho Bezerra (poder) ser filho dos nossos ancestrais: o governador Luis Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonca. Se ele estiver correto, a Paraiba tambem sera “nossa” (aparentada).

Brincadeira `a parte, temos que falar um pouco a respeito de quem foi Duarte Gomes da Silveira. Segundo informacoes soltas, encontrei que era neto de Antonio Gomes Bezerra, um descendente da Casa do Morgado de Paredes de Viana do Castelo. Este Antonio Gomes havia sido expedicionario no Norte da Africa, na epoca em que Portugal estava estabelecendo ali suas conquistas. Na africa ele tomou para si uma escrava, descendente de Aboali, um dos conquistadores da Peninsula Iberica, quando os mouros a tomaram. Levando a esposa para Portugal, ela lhe gerou Maria Gomes Bezerra que, ao contrario do que fala o autor onde li essa passagem, nao deveria ser mulata e sim morena como parte das espanholas e portuguesas.

Aqui ha que se fazer essa distincao que ja abordei antes no texto: A Historia da Familia Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Ali fica claro que a populacao europeia e do Norte da Africa, sobretudo aquela mais proxima ao Estreito de Gibraltar, teve origem comum. Com a dispersao apos a ultima Era Glacial, houveram distincoes entre os diversos grupos familiares europeus do Norte, do Centro e do Sul Europeus e do Norte da Africa, sendo que, as miscigenacoes ocorreram em maior quantidade nas partes mais ao Sul. Contudo, o que fica claro eh que os habitantes do Norte da Africa nao tem as mesmas caracteristicas dos africanos subsaarianos. Dai nao se pode caracterizar, sem sombra de duvida, que o resultado do casamento de Antonio Gomes Bezerra e uma descendente do Aboali fosse mulata. Mais certamente era morena.

O certo eh que, Maria Gomes Bezerra foi esposa de Pedro Alves da Silveira, casal tambem pioneiro em Pernambuco nos tempos de Duarte Coelho Pereira. Estes foram os pais de: Domingos, Duarte, Ana e outros filhos. O Domingos estudou em Portugal e ocupou cargos de relevancia, que dependiam de escrituracao, em Pernambuco.

O irmao Duarte, porem, foi o aventureiro. Casou-se com D. Fulgencia Tavares, filha de Joao Tavares, o conquistador e primeiro governador efetivo da Paraiba. Para o Duarte, essa situacao apenas “juntou a fome com a vontade de comer”. Junto com o sogro fora um dos combatentes mais efetivos aos adversarios franceses e indigenas. Com as vitorias vieram-lhe os premios, em forma de benesses e propriedades de terras. Alem disso, teve a cobertura do irmao Domingos e da nata administradora de Pernambuco que a tudo lhe dava o crivo de aprovado.

A fortuna de Duarte Gomes da Silveira constituiu-se de, pelo menos, dois engenhos: o Velho e o Novo, nos arredores de Joao Pessoa e diversas outras fazendas de gado no sertao. Foi a partir disso que ele criou o riquissimo morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraiba.

Como possuia economias de sobra e desejava por todos os meios ver a Vila de Nossa Senhora das Neves properar, estabeleceu premios aos que construissem casas de qualidade o local. Com isso deve ter garantido a prosperidade inicial da capital do futuro Estado da Paraiba.

Mas a vida dele nem sempre foi sucesso. Durante a invasao holandesa perdeu o unico filho e um dos irmaos. Nao deixou herdeiros considerados corretos `a epoca. E aqui ha uma discordancia entre a informacao no trabalho do Antonio Filipe (capitulo 81) e outroas fontes diversas. Segundo aquele, Joana Gomes da Silveira era neta e para as outras fontes foi filha extra-conjugal. Mas o que importa eh que ela foi a herdeira de fato que, casando-se com o Antonio Barbalho Bezerra, passou ao “consorte” o morgadio de Sao Salvador do Mundo da Paraiba.

Outro detalhe da vida de Duarte Gomes da Silveira foi o de ter sido processado por sonegacao de impostos e de ter sido colaboracionista com o invasor holandes. Li essas informacoes rapidamente e me parece que existem teses que desaprovam tais ideias. Eu proprio questionaria tais insinuacoes porque ele deve ter falecido antes de 1654, quando da retomada da Paraiba pelos brasileiros, portanto, nao teria sobrado tempo para ser acusado no caso de traicao.

Uma virada de sorte na vida de uma membro dessa familia nos presta maiores informacoes genealogicas a respeito dela. Em 1731, Marianna Paschoa Bezerra* foi obrigada a comparecer ao Tribunal do Santo Oficio, em Lisboa, para responder `a acusacao de pratica de judaismo. Embora tenha alegado ser crista velha, pareceu-me que foi condenada. Penso que foi uma verdadeira caca `as bruxas. (Hoje eh Halloween, e ha ai um certo paralelo entre este caso e o das bruxas de Salem aqui em Massachusetts).

Na internet encontrei o endereco: utinga.wordpress.com/2010/09/21/marianna-paschoa-bezerra-o-santo-oficio-e-os-rocha-bezerra/. Parece-me que a postagem foi feita pelo genealogista Joao Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com). Existe la um link para o site da Torre do Tombo, Portugal, em que o processo completo pode ser analisado. Eu busquei apenas o que ja estava mastigado. E isso se restringe ao que, em um depoimento, a Marianna Paschoa cita tanto sua genealogia paterna quanto materna. Mostro aqui apenas a materna, acompanhando o autor Joao Felipe.

Faco ainda a ressalva de que nao tenho como garantir que o Antonio Barbalho Bezerra tenha mesmo sido filho do nosso ancestral: Luis Barbalho Bezerra. Tudo pode acontecer mas isso me parece um tanto quanto grandioso, mas as mencoes nos textos de autores nordestinos nao mencionam a relacao parental. Nao eh um tanto esquisito isso!?

Outra informacao que vi e que nao consegui voltar `a mesma fonte foi a de que existiu outro Antonio Barbalho Bezerra, um com e outro sem o Pinto no final. Parece-me que o primeiro casou-se com Anna da Silveira, irma do Duarte. Foi dito que o tal Antonio era natural do reino, dai penso poder ser irmao ou parente proximo do Bras Barbalho Feyo, o avo materno do Luis Barbalho.

Em todos casos, ja eh dificil esperar que o Antonio, suposto filho do Luis, tenha se casado com uma filha do Duarte, cuja data proposta de nascimento eh de 1555, muito menos com uma irma dele. Mas Anna e Joana sao duas pessoas diferentes que, talvez, tenham mesmo se casado com homonimos.

Segue entao o resumo que fiz do pouco de genealogia coletado na pagina do Utinga.

Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca (acrescimo meu)
Antonio Barbalho Bezerra – Joana Gomes da Silveira, pais de:

1. Serafina Moraes – solteira
2. Antonio Barbalho Bezerra – Maria Teixeira
3. Antonio Bezerra Monteiro – foi casado, com pessoa nao identificada.
4. Duarte Gomes da Silveira
5. Maria Barbalho Bezerra – Balthasar da Rocha Bezerra
6. Victoria Barbalho Bezerra – Diogo Nunes Thomas

2. Antonio Barbalho Bezerra – Maria Teixeira, pais de:

2.1 Salvador – falecido crianca
2.2 Andreza – falecida crianca
2.3 Joana – Joao Peixoto

2.3 Joana – Joao Peixoto, paid de:

2.3.1 Jose Gomes
2.3.2 Luzia
2.3.3 Joana
2.3.4 Quiteria
2.3.5 Antonio Barbalho
2.3.6 Joao Peixoto
2.3.7 Duarte Gomes
2.3.8 Bartholomeu Peixoto
2.3.9 Jose

5. Maria Barbalho Bezerra – Balthasar da Rocha Bezerra, pais de:

5.1 Antonio da Rocha Bezerra
5.2 Manoel da Rocha Bezerra – Magdalena Luna
5.3 Balthasar da Rocha Bezerra – Marianna
5.4 Miguel Barbalho Bezerra – Maria Jacome Barbalho
5.5 Maria Bezerra Vasconcelos – Manoel Ribeiro de Carvalho
5.6 Archangela da Silveira – Ventura Pereira Parente + Pedro da Rocha Bezerra
5.7 Simao da Rocha Bezerra

5.2 Manoel da Rocha Bezerra – Magdalena Luna, pais de:

5.2.1 Antonio da Rocha Bezerra – (?) Josefa de Oliveira Leite

Obs.: Manoel da Rocha Bezerra foi tambem pai extra-conjugal de um filho, com sua prima: 6.5 Joana Gomes da Silveira (abaixo)

6.5.1 Joao Gomes da Silveira

5.6 Archangela da Silveira -I- Ventura Pereira Parente, pais de:

5.6.1 Maria Barbalho
5.6.2 Ignacia
5.6.3 Luzia
5.6.4 Joao – falecido crianca

Obs.: Os filhos foram naturais e moradores de Taquara, no Bispado de Pernambuco. Ventura Pereira Parente foi senhor de engenho.

5.6 Archangela da Silveira – II – Pedro da Rocha Bezerra, pais de:

5.6.5 – Marcos (natural e morador de Juazeiro).

Obs.: “A Sesmaria 552 concedida ao Sargento-Mor Jose Pedro Tinoco, na Ribeira do Assu, pertenceu aos irmaos Capitao-Mor Balthasar da Rocha Bezerra, Coronel Miguel Barbalho Bezerra e seu cunhado Pedro da Rocha Bezerra.”

6. Victoria Barbalho Bezerra – Diogo Nunes Thomas, pais de:

6.1 Antonio Barbalho – falecido crianca
6.2 Luiza Barbalho – solteira
6.3 Thereza Barbalho – solteira
6.4 Joanna Gomes da Silveira*
6.5 Maria da Silveira – Gaspar Henriques
6.6 Guiomar Nunes
6.7 Diogo Nunes Thomas – Catharina Ferreira Barreto
6.8 Marianna Paschoa Bezerra*

Obs.: Diogo Nunes Thomas, pai de Marianna Paschoa e seus irmaos, era filho de outro Diogo Nunes Thomas e de Guiomar Nunes, todos naturais de Pernambuco.

6.5 Joanna Gomes da Silveira* foi a mae do filho extra-conjugal de seu primo 5.2 Manoel da Rocha (acima), pais de:

6.5.1 Joao Gomes da Silveira

O que reforca a hipotese de tratar-se essa familia de descendencia do possivel filho do governador Luis Barbalho Bezerra: Antonio Barbalho Bezerra, eh o nome Antonio Bezerra Monteiro entre seus filhos. Temos que recordar que o sobrenome Monteiro corria na familia como secundario e tratando-se de heranca genetica proveniente de Pantaleao Monteiro. Isso reforca a hipotese de sermos mesmo descendentes do Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, que foi marido da Maria Araujo, filha daquele senhor de engenho. O proprio Luis Barbalho teve uma irma com o nome de Brasia Monteiro. Ela casou-se com Luis Bras Bezerra e sao eles que se alinham como ancestrais do Chico Buarque de Holanda. O Luis, nosso ancestral, colocou o nome Francisco Monteiro Barbalho Bezerra no filho mais novo.

Por outro lado, eh suspeito que a Marianna Paschoa Bezerra* nao tenha tido a brilhante ideia de citar os Luis Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonca como bisavos dela no processo que enfrentou. Naquela hora dificil, o nome deles continuariam valendo como peso favoravel `a sua defesa. Por outro lado, eh possivel que ela nem sequer soubesse disso, pois, nascendo em 1681, nao deve ter conhecido sequer os avos, que supostamente teriam se casado em 1633. Parece que o intervalo de geracoes foi realmente longo para o caso de ela se lembrar do detalhe.

Saindo do assunto genealogia de pessoas e passando ao de genealogia de cidades, ha que se corrigir as ambicoes das cidades de Joao Pessoa-PB e Sao Christovao-SE de serem, respectivamente, as terceira e quarta cidades a serem criadas no Brasil. Nao foi preciso grande esforco para verificar algumas outras datas de fundacoes mais antigas, apenas de algumas cidades que conheco a parte de suas Historias ligadas `a Historia do Brasil.

Sao Vicente, fundada por Martim Afonso de Sousa, surgiu em 22.01.1532; Olinda, fundada por Duarte Coelho Pereira, em 09.03.1535; em seguida surge Vila Velha do Espirito Santo, 23.05.1535; Salvador eh de 1549; Vitoria surge em 08.09.1551; a propria Sao Paulo foi criada em 1560 e o Rio de Janeiro, fundado por Estacio de Sa, em 01.03.1565. Estes foram apenas os nomes que lembrei-me de imediato e que estao ligados aos primeiros administradores que o pais teve.

83. MISCELANIA

Gostaria de acrescentar esta impressao que me vem aqui. No Principio eram os colonos, e eles habitaram em Pernambuco. E tudo iniciou-se com eles. Chegaram os Barbalho, Bezerra e Barreto que foram amarrados nos Andrade de Guardes. E eles se misturaram aos Cavalcante, Albuquerque, Holanda, Vasconcelos, Lins, Almeida, Coelho e outros. E todo o Brasil descende deles.

Outro fato que funciona quase como piada. Meus irmaos que residem em Brasilia tem colegas nordestinos, que assinam Barbalho, e que brincam com eles dizendo que sao Barbalho falsos. O que eles querem dizer eh que nao acreditam que o nosso Barbalho e o Barbalho que hoje persiste tambem no Nordeste do Brasil seja o mesmo. So mesmo a genealogia para provar o contrario e estas ultimas cidades que analisamos comprovam justamente isto.

Apenas como curiosidade. Passeando pela net acabei esbarrando num importante personagem historica da musica aqui nos Estados Unidos. Trata-se de John Philip Sousa. Ele nasceu nos Estados Unidos, porem, era filho de portugues. Infelizmente nao tive acesso `a genealogia completa dele mas pode-se afirmar que seja aparentado de todos os de origem iberica. Com certeza, algum ancestral dele eh tambem nosso ancestral. Eh considerado o Rei das Bandas (Martial Bands). Compos muitas musicas para as bandas, sobretudo para os fuzileiros navais, corpo do qual ele fazia parte. Ha mais informacoes mas quem desejar ver algo mais pode comecar por: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Philip_Sousa & http://www.terra.es/personal2/danubio/sousa.htm

Outra ativista literaria na familia esta nos prestando um grande servico. Trata-se da Celina Consuelo Campos Bandeira, que nos conhecemos mais por Celina da D. Maria Aguiar. D. Maria foi professora e diretora do Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio e casada com o advogado em Virginopolis: Dr. Jose Rabello Campos. D. Maria Aguiar era filha do tio-avo Armando Batista Coelho, irmao completo do vovo Juca.

Alias, irmao completo eh um pleonasma vicioso empregado aqui. Eles eram filhos do bisavo Ze Coelho que se casou duas vezes: com a bisavo Maria Marcolina (Sa Quinha) Coelho e tia Virginia Marcolina Coelho, que eram irmas completas. Assim, os filhos das duas eram meio-irmaos e primo-irmaos ao mesmo tempo. Portanto, com uma carga de consaguinidade tao pesada so poderiam ser irmaos completos. Diga-se de passagem, o Ze Coelho era primo em primeiro grau das Sa Quinha e tia Virginia.

Voltando `a Celina, ela produziu um blog e esta publicando as cronicas do pai dela. Originalmente, o Dr. Rabelinho, como era conhecido, escrevia para o “A Peneira”, jornalzinho de Virginopolis que fora fundado pelo nosso primo Dr. Amilar da Cunha Menezes, tambem advogado. Em minha infancia lembro-me de aguardarmos o lancamento de cada numero do jornal e quase disputa-lo a tapas para saber quem o iria ler primeiro la em casa. O mesmo faziamos em relacao ao Estado de Minas e `as revistas: Manchete e O Cruzeiro. O gosto pela leitura devemos ao papai que os assinava ou comprava e `a mamae que nos presenteava com a revista: Familia Crista.

Entre os autores que nos deliciavam no A Peneira se encontravam o proprio Dr. Rabelinho; D. Meme (poetisa Salome Campos e nossa tia-bisavo por afinidade por ter se casado com o tio Francisco Coelho Sobrinho – seo Chiquim); D. Bernadete Campos, (tambem ex-diretora do Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio, poetisa da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais); o Ze do Bodoque (Dr. Jose Fabiano Coelho, irmao de minha mae e tambem advogado); Dr. Angelo Figueiredo Leite, (outro advogado, excelente humorista, e membro da familia Leite da regiao que descende do ramo Furtado Leite, oriunda de Barao de Cocais com ascendencia proxima em Feliciano Pinto Coelho da Cunha o Barao de Cocais) e varios outros.

Visitem o blog da Celina no endereco: http://joserabello1.blogspot.com/2011/03/do-sao-bento-ao-caraca-nossas-mae-ficou.html

A partir das novas introducoes no capitulo 66. Historia de Pernambuco, Olinda e Recife, creio que ficou provado que a Familia Barbalho, descendente do ramo Bezerra Barbalho, eh mesmo descendente das familias reais ibericas. O que esta nos faltando eh definir tres pontos. Nao necessariamente desfazer duvidas e sim descobrir os nomes exatos das pessoas que nos ligam a elas. Os tres pontos sao:

1. Determinar qual o grau de descendencia o nosso ancestral Jose Vaz Barbalho tem com Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, se ele eh filho ou neto do casal. Essa comprovacao podera ser obtida com o encontro do documento: “De Genere et Moribus” do padre Policarpo Jose Barbalho, que devera ser encontrado em Mariana-MG. O processo dele deve ter sido aberto antes de 1.808, quando se casou, porque nossas tradicoes dizem que deixou de ordenar-se para casar-se, ou logo apos 1.845, quando o filho dele Emigdio de Magalhaes Barbalho foi ordenado.

2. Descobrir qual foi o nome dos pais de D. Pascoa Barbalho, esposa de Pedro da Costa, cujo casamento teria se dado em 19 de janeiro de 1.668, segundo o que foi indicado no livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente” do professor Demerval Jose Pimenta. De acordo com o mesmo, D. Pascoa Barbalho era neta de Jeronimo Barbalho Bezerra e D. Izabel Pedreira [ou Pedroso], filho do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra e D. Maria Furtado de Mendonca. Este misterio podera ser desvendado atraves da leitura cuidadosa do livro: “Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Seculos XVI e XVII)” do genealogista: Carlos Grandmasson Rheingantz.

3. Descobrir o ancestral comum que tera Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, marido de D. Maria de Araujo, com Domingos Bezerra de Barbuda, esposo de D. Brazia Monteiro. Ambas sao filhas de Pantaleao Monteiro e sua esposa Brazia de Araujo, segundo o que deixei exposto no capitulo 66.

Agora nos falta tambem defender o nosso Coelho nesse sentido. Creio que a opcao mais direta de comprovarmos a nossa ascendencia junto `as familias reais ibericas por meio desta linhagem seria a de encontrarmos o registro de casamento de nosso patriarca Jose Coelho de Magalhaes (que podera ter sido conhecido como Jose Coelho da Rocha, o velho) com a matriarca Eugenia Rodrigues Rocha (que foi conhecida como Eugenia Maria da Cruz tambem, nome este de uma de suas netas, casada com Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho).

Segundo o que conhecemos, parecem ser pais de Eugenia Rodrigues da Rocha o luzo-italiano Giuseppe Nicatsi da Rocha e sua suposta esposa: Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. O registro de casamento deles devera ser encontrado em Conceicao do Mato Dentro, se a dona Maria tiver nascido naquela cidade ou em alguma de suas muitas freguesias na epoca. Suspeitamos que ela tambem seja filha do casal: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Estes nomes deveriam aparecer no registro de casamento de Jose e Eugenia como os avos maternos desta, caso a teoria se concretize.

Quanto ao nosso ancestral Jose Coelho de Magalhaes, cuja tradicao que nos foi passada o conta como filho do portugues Manoel Rodrigues Coelho, podera ser comprovado ser filho de outras pessoas da nobreza portuguesa que nos vinculariam `as casas reais ibericas. Contudo, se as tradicoes forem provadas verdadeiras e ele foi filho do sr. Manoel Rodrigues Coelho, teremos muito ainda a buscar para comprovar ou negar outra tradicao que afirma serem eles descendentes da nobreza portuguesa.

Antes de hoje, quinta-feita, 16 de agosto de 2012, `as vezes eu tenho deixado escrita esta observacao: D. Maria Furtado de Mendonca que no geneall.net Portugal se encontra com o nome Maria Nunes de Andrade. Isso eh uma mencao erronea, talvez em consequencia do amigo Alzheimer que ja esteja aproximando mesmo, ou puro cansaco. Naquele site a sequencia que consta eh esta:

Maria Furtado – Luis Barbalho Bezerra
Maria Nunes de Andrade – Pedro Carreiro Salema
Aires Furtado de Mendonca – Cecilia de Andrade Carneiro

Sendo que a colocacao de Aires Furtado e Cecilia de Andrade foi sugestao minha. Distracao dificil de entender. Na verdade, a menos que o casal de pais de dona Maria Furtado usasse dois nomes diferentes, ha um grande engano na postagem do site desde o inicio. Todas as literaturas brasileiras que tenho consultado tem sido unanimes em afirmar que Aires Furtado de Mendonca e d. Cecilia de Andrade Carneiro foram os pais de d. Maria Furtado de Mendonca, esposa do mestre de campo Luis Barbalho Bezerra.

Inclusive ha uma afirmacao interessante no enunciado da Revista do Instituto Geographico e Historico da Bahia: Edicao 61, no “Google Livros para ler”, com datacao de 1935. Ali se le: “19. Aires Furtado de Mendonca, casou-se com Cecilia Andrade Carneiro e teve filhos: Maria Furtado de Mendonca”. O que ha de interessante ai vem do fato de parecer que naquela literatura a familia Furtado de Mendonca esta descrita, dando-nos a esperanca de que atraves dela possamos aprofundar os estudos de nossas raizes. Como nao tenho acesso a mais que isso nem a disposicao financeira para comprar a obra, aguardarei noticias futuras.

No mesmo “Google livros” onde se encontram os “Estatutos do Instituto Historico e Geographico Brasileiro …, Volume 52”, de 1889, totalmente disponivel para leitura, esta especificado na pagina 311 que Luis Barbalho Bezerra casou com Maria Furtado de Mendonca, filha de Aires Furtado de Mendonca e Cecilia de Andrade Carneiro.

Numa consulta rapida ao Google descobri diversas pessoas importantes que portaram o sobrenome Furtado de Mendonca. A irma do explorador portugues Cristovao Furtado de Mendonca, D. Joana, por exemplo, casou-se com o D. Jaime, 4o. duque de Braganca, embora nao tenham tido descendencia. Cristovao de Mendonca foi o explorador portugues que chegou ate `a Australia.

A confusao no Geneall.net pode ter alguma razao. Acredito haver a possibilidade de Luis Barbalho Bezerra ter-se casado duas vezes mas o nome da primeira esposa estar ainda perdido no emaranhado da burocracia. Esta outra poderia ter sido filha de Pedro Carreiro Salema e Maria Nunes de Andrade. Somente assim ficaria explicado o aparecimento de uma filha dele com o nome Celia Carreiro. E no Volume 52 da instituicao historica brasileira nao constam os nomes nem da Celia nem do Jeronimo como filhos de d. Maria Furtado de Mendonca. Neste caso, eles poderiam ser irmaos completos e meio-irmaos dos filhos de Maria Furtado de Mendonca.

Nao tenho como tirar as provas disso. Porem deixo aqui estas observacoes para quem o puder, atente para a existencia da discrepancia. Assim talvez cheguemos ao esclarecimento de mais um misterio genealogico.

84. CIDADE POR CIDADE

Justificando agora a parte do titulo deste texto, farei a relacao das cidades onde encontramos nascimentos e/ou procedencia dos agregados `as Familias Barbalho, Coelho e Pimenta do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Algumas vezes as pessoas pensarao que nao se justifica isso porque eh comum os casais terem nascido em cidades diferentes e se casado numa terceira. Porem, citarei os nomes das cidades e farei uma relacao de sobrenomes. Estes sobrenomes identificarao as familias provenientes da cidade citada e/ou o sobrenome criado para os filhos da uniao.

Ressalvo que nao perderei tempo de incluir Guanhaes e Virginopolis porque nelas as pessoas estao devidamente familiarizadas com os sobrenomes na familia. E eh dificil saber se alguns dos sobrenomes antigos permanecem nelas por causa dos desfalques causados pela gorda corrente migratoria que ja aconteceu a partir delas. Nelas nao faz muita diferenca os sobrenomes que as pessoas usam, boa parte das populacoes descendem dos mesmos ancestrais. O mesmo pode ser dito a respeito das outras cidades na regiao.

ABAETE, MG: Vaz Leao
ABRE CAMPO, MG: Ferreira, Ferreira de Magalhaes, Pinto
ACAICA, MG: Campos Coelho
ACESITA, MG: Carvalho Barbalho, Martins, Coelho Fialho, Coelho Magalhaes, Martins Coelho
ACUCENA, MG: Alves Coelho, Alves de Lima, Ferreira Ramos, Magalhaes, Moraes Siman, Rodrigues Coelho, Tiradentes Goncalves
AFONSO CLAUDIO, ES: Lopes Schwartz
AIMORES, MG: Bosser, Fortunato, Oliveira Coelho, Silva, Silva Matos
AIURUOCA, MG: Siqueira Pinto,
ALEGRE, ES: Coelho Louback, Melo, Melo Coelho, Vargas
ALEM PARAIBA, MG: Barbosa Coutinho
ALEMANHA (pais): Knipp
ALFENAS, MG: Coutinho, Lemos Domingues
ALMENARA, MG: Souto
AMAZONAS, AM: Campelo de Carvalho
ANDRE FERNANDES, atualmente, CACHOEIRA DO PAJEU, MG: Santana
ANTONIO DIAS, MG: Aranha Lima, Pinheiro de Freitas, Moreira
ARACUAI, MG: Almeida
ARAGUARI, MG: Aguiar, Aguiar Tiradentes
ARAMIRIM, MG (distrito de Acucena, ex-Jequitiba de Guanhaes): Coelho, Coelho Barroso, Miranda, Neves Barbosa
ARARUAMA, RJ: Coelho Ribeiro,
ARAXA, MG: Franca
ARGELIA (pais): Saadi
BAHIA, BA: Ferreira de Carvalho, Wanderley do Pinho, Silva
BARRA LONGA, MG: Rolla, Rolla Coelho, Vasconcelos Lana e Sousa
BARRA MANSA, RJ: Batista da Silva, Silva Viana,
BELEM, PA: Garcia Cota, Gualberto, Protasio Coelho
BELO HORIZONTE, MG: Aguiar Coelho, Aguiar Menezes Cavallieri, Aguilar, Alvarenga, Amaral, Amaral Haddad, Almeida Pinto, Alves Coelho, Alvim de Mello Franco, Amaral, Amaral Andrade, Andrade Catao, Andrade Hercy, Andrade Ladeira, Araujo Oliveira, Araujo Serra, Assis Coelho, Avila, Avila Rodrigues, Barbalho Aguiar, Barbalho Braga, Barbalho Coelho, Barbalho Gomides, Barbalho Meira, Barbosa, Barbosa Coelho, Barroca, Batista, Batista Ferreira, Bellezia, Botelho Coelho, Braga Coelho, Braga Coelho de Oliveira, Braga de Souza, Bravo Ferreira da Silva, Cafe, Cafe Birman, Cafe de Souza Novais, Cafe Moratti, Camilo de Assis, Campos Bandeira, Campos Coelho, Campos de Salles Coelho, Campos Silva, Carpentiere de Andrade, Carvalho de Aguiar, Carvalho Silva Ferreira, Catao Vilela, Cavallieri, Chagas, Chagas Cunha Coelho, Coelho Andrade, Coelho Albuquerque, Coelho Amaral, Coelho Avelar, Coelho Barbalho de Almeida Pinto, Coelho Bachour, Coelho Barbosa, Coelho Batista, Coelho Climaco, Coelho Conde, Coelho de Andrade, Coelho do Amaral, Coelho dos Santos, Coelho Ferreira, Coelho Galvao, Coelho Leao, Coelho Linhares, Coelho Lott, Coelho Louback, Coelho Rebuzzi, Coelho Rodrigues, Coelho Serra, Coelho Teixeira, Coelho Vasconcelos, Coelho Vianna, Costa, Coutinho Mendonca, Coutinho Moravia, Coutinho Pereira, Coutinho Pereira do Amaral, Coutinho Shimabukuro, Cunha Coelho, Dias, Dilorio Andrade, Drumond Amaral, Drubscky de Campos, Duarte Coelho, Duarte Vaz, Fantini, Faustini, Fernandes Soalheiro, Ferreira, Ferreira Cafe, Ferreira Coelho, Ferreira da Silva, Ferreira Lott, Figueiredo, Flores Lopes, Franca Aguiar, Franca Guabiroba, Freitas Coelho, Fonseca Braga, Fonseca Coelho, Fontana, Fontana Meira, Franzem de Lima, Galvao, Garofalo, Garofalo Carvalho Coelho, Geraldi, Gesteira, Gesteira Coelho, Goncalves Menezes, Hercy Coelho, Hercy Silva, Hermeto Coelho, Hermeto Correa da Costa, Hermeto Magalhaes, Kangussu Ferreira, Knipp, Knipp Ladeira, Lage Meira, Lamego Ferreira da Silva, Lopes de Moura, Lott Carvalho, Lott Peixoto, Lourenco Catao, Lourenco Silva, Machado, Machado Coelho, Magalhaes Andrade, Magalhaes Figueiredo, Magalhaes Viana, Marques Linhares, Mendes, Mendes Barbalho, Magalhaes, Magalhaes Cruz, Magalhaes Viana, Malaggie, Malaggie de Magalhaes, Marques Lisboa, Marques Oliveira, Martinho Goncalves, Martinho Ribeiro, Martins Vieira, Martins Vieira Coelho Ferreira, Mascarenhas Cafe, Matos Menezes, Meira Machado, Mendes Coelho, Messias Machado, Miranda, Miranda Coelho, Miranda de Menezes, Miranda Ferreira, Moura, Moura Magalhaes, Mourao Meira, Nogueira, Nogueira Coelho, Nunes Braga, Nunes Coelho, Nunes Coelho Cerqueira Pereira, Nunes Coelho Fantini, Nunes Coelho Lana e Sousa, Nunes Matos, Oliveira Coelho, Pinel Bitencourt Silva, Reis Queiroz, Rodrigues Coelho, Sotto Mayor Filizola, Oliveira, Oliveira Bellezia, Oliveira Coelho, Ottone Coelho de Pinho, Ottone de Pinho, Pena, Pena Amaral, Pereira Coelho, Pereira de Mendonca Procopio, Pereira do Amaral, Pires de Alvarenga, Praeiro Coelho, Reis Leao, Ramos de Magalhaes Barbalho, Rezende, Rezende Coelho, Rezende do Amaral, Ribeiro Coelho, Ribeiro Hercy, Rocha Coelho Pires, Rodrigues Coelho, Rodrigues Cruz, Rosa, Rosa de Magalhaes, Santana, Santana Bicalho, Santana Coelho, Saraiva Coelho, Silva, Silva Magalhaes, Silva Neto, Silva Viana, Soares, Soares de Melo, Soares Pontes, Souto Lucio de Oliveira, Souza Carvalho Coelho, Souza Coelho, Tavares, Teixeira de Oliveira, Torres Coelho, Valadares Coelho Batista, Vaz de Melo, Vaz de Melo Bravo, Veloso, Viana Braga Torres, Viana Lessa Batista, Viana Pinto, Vidigal Ferreira, Vilaca, Vilaca Painhas, Vilela, Villany de Andrade, Villas Boas Coelho, Wilki Andrade, Zicker,
BETIM, MG: Saraiva
BIAS FORTES, MG: Paulino de Oliveira,
BOA ESPERANCA, MG: Silva, Silva Coelho,
BOM DESPACHO, MG: Batista dos Santos
BORBA GATO (Distrito de Ferros), MG: Campos, Vieira
BRASILIA, DF: Coelho de Andrade, Coelho Miranda, Coelho Sena, Coelho Serra, Coelho Serra Goncalves, Coelho Serra Goncalves Barbalho, Coutinho Moravia, Gusmao Jacob Miranda, Jacob Gusmao, Magalhaes, Magalhaes Coelho, Magalhaes Martins, Magalhaes Nunes, Mendes de Magalhaes Barbalho, Miranda Batista, Miranda Campos, Miranda Coelho, Pereira Sena, Silva Coelho, Vieira Barbalho
BRAUNAS, MG: Alves, Furbino da Silva, Guimaraes Lage, Pereira, Siman,
BREJAUBINHA, MG: Soares Santos,
BRIGHTON, MA, USA: Andrade de Magalhaes Barbalho,
BRUMADO, BA: Meira
BRUMADINHO, MG: Barbosa
CACHOEIRA DO ITAPEMIRIM, ES: Ribeiro Tavares,
CAETANOPOLIS, MG: Coelho Soares, Silva
CAETE, MG: Dias, Dias Magalhaes, Pinheiro da Silva
CAETITE, BA: Carvalho
CAMAPUA, BA: Simao Coelho
CAMPANARIO, MG: Nunes Coelho, Pinheiro Oliveira, Salomao Nunes,
CAMPINAS, SP: Amorim Cafe, Magalhaes, Magalhaes de Castro
CAMPO BELO, MG: Abreu, Almeida Magalhaes, Vilela
CAMPO GRANDE, MS: Filiu Albuquerque
CAMPOS, RJ: Marques, Quitete
CANTA GALO, MG: Carvalho, Carvalho da Fonseca, Carvalho da Rocha, Nunes Coelho
CONTAGEM, MG: Rezende Coelho
CAPITOLIO, MG: Gomes Cunha
CARANDAI, MG: Silva
CARANGOLA, MG: Letiere Silva
CARATINGA, MG: Carvalho, Coelho Paranhos, Ferreira de Souza, Magalhaes Menezes, Marcal, Meireles, Nascimento, Pinheiro da Silva, Vieira Neto
CARMO DA MATA, MG: Rios Dias
CARMO DO PARAIBA, RJ: Noronha e Silva
CASTELO, ES: Perim
CEARA, CE: Gomes da Silva, Nunes
CENTRAL DE MINAS, MG: Oliveira
COLARES, Portugal: Carvalho
COLATINA, ES: Bronzoni, Coelho dos Santos
CONCEICAO DAS ALAGOAS, AL: Ambrosio de Morais, Ferreira de Souza
CONCEICAO DO IPANEMA, MG: Coelho Albuquerque, Soares
CONCEICAO DO MATO DENTRO, MG: Barbalho, Carvalho e Silva, Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Moreira Ferreira, Pereira, Pinto Coelho, Rodrigues da Rocha, Villa Real,
CONSELHEIRO LAFAIETE, MG: Coelho Duarte, Coelho Sampaio, Machado Sampaio
CONSELHEIRO PENA, MG: Siqueira, Siqueira Barbosa
CONTAGEM, MG: Catao da Costa, Coelho da Costa, Oliveira, Oliveira Coelho,
COROACI, MG: Coelho de Oliveira, Coelho Neto, Coelho Xavier, Figueira, Nunes Coelho, Oliveira, Rodrigues, Xavier
CORONEL FABRICIANO, MG: Barbosa, Coelho, Coelho Dias, Dias Correa, Guimaraes Carvalho, Vilela Barroso
COSTA SENA, MG: Ottone
CURVELO, MG: Alvarenga Valadares, Caldeira Coelho, Gomes Viana, Pena Mascarenhas
CUIABA, MT: Praeiro
CUITE, PB: Amorim,
DOM JOAQUIM, MG: Almeida Pires, Nunes Coelho, Pires Figueiredo
DOM SILVERIO, MG: Ribeiro
DORES DE GUANHAES, MG: Barroso, Bretas, Dias Duarte
DIAMANTINA, MG: Azevedo, Bicalho, Carvalhaes, Carvalho Soares, Campos Nelson, Flecha, Leite, Rocha, Pimenta
DIVINOLANDIA, MG: Andrade, Aquino, Coelho, Coelho de Aquino, Coelho Perpetuo, Cunha Menezes, Fernandes Soalheiro, Figueiredo, Magalhaes, Magalhaes Silva, Menezes, Pereira, Santos, Silva, Silva Coelho, Souza
DRUMMOND, MG: Brandao
DUMAS, USA: Cloret,
ESPIRITO SANTO (Estado): Diniz Rocha, Gomes, Perim
ESTADOS UNIDOS: Kinzo Coelho, O’Connell
FELICINA (Distrito de Acucena), MG: Miranda, Miranda Coelho, Nunes,
FERROS, MG: Dias, Santos, Silva
FLORIANOPOLIS: Barbalho Bezerra, Soares Coelho
FOLHA LARGA, MG: Penha Neto
FORMIGA, MG: Tonelli Vaz, Toscano de Brito
FORTALEZA, CE: Bezerra Coelho, Botelho, Nascimento Bezerra, Saraiva Pontes
FORTLAUDERDALE, FL, USA: Barbalho Werner, Lewis Chadwisk
FRAMINGHAM, MA, USA: Andrade de Magalhaes Barbalho, Barbosa Meira, Cintra Hachicho, Figueiredo Barbalho, Handsen Silva Coelho, Pereira Barbalho, Reis Hachicho,
FRUTAL, MG: Amaral
FUNDAO, BA: Franca
GALILEIA, MG: Lopes de Carvalho
GOIANIA, GO: Coelho Oliveira, Ferreira,
GOIANINHA, RN: Barbalho Simonetti
GONZAGA, MG: Andrade, Araujo e Silva, Fonseca, Reis de Carvalho, Soares de Andrade, Soares de Oliveira, Souza Coelho, Souza Figueiredo, Souza Silva, Vieira de Araujo, Vieira de Carvalho
GOUVEIA, MG: Alves Ferreira, Carvalho, Carvalho da Fonseca, Carvalho de Souza
GOVERNADOR VALADARES, MG: Aguiar Coelho, Aguiar de Lima, Aguiar de Oliveira, Aguiar Ferreira, Aguiar Gomes, Aguiar Menezes, Aguiar Moreira, Albergaria Magalhaes, Almeida Tiradentes, Alvarenga Souza, Alves Teixeira, Alves de Aquino, Amaral Andrade, Amaral Coelho, Amorim Aguiar, Andrade Magalhaes, Aniceto de Magalhaes, Aquino Coelho, Aranha, Armond Coelho, Azevedo Magalhaes, Bachour Coelho, Barbalho de Andrade, Barbalho Diniz, Barbalho Drubscky, Barbalho Gama, Barbalho Gualberto, Barbalho Lage, Barbalho Leal, Barbalho Marques, Barbalho Milholo, Barbalho Paulino, Barbalho Rocha, Barbalho Silva, Barbalho Soares, Barbalho Teixeira Mota, Barbalho Vargas, Barbalho Vieira, Barbalho Zandomenico, Barra, Barros, Bastos, Bastos Coelho, Batista Coelho, Batista Neto, Betine Coelho, Borges Coelho, Bretas, Brito Gross, Bronzoni Barbalho, Bumachar, Cabral Coelho, Caetano Pimentel, Campos Coelho Mourao, Cangussu Barbalho, Carneiro, Carvalho, Carvalho Coelho, Castelo Branco, Castelo Branco Coelho, Castelo Branco de Paula, Cecato, Chinaglia Breda, Coelho Aguiar, Coelho Araujo, Coelho Argolo, Coelho Bitencourt, Coelho Bretas, Coelho Carvalhais, Coelho Cecato, Coelho Coutinho, Coelho Cunha, Coelho da Silva, Coelho Dantas, Coelho de Andrade Horta Barbosa, Coelho de Freitas, Coelho do Amaral, Coelho Fava, Coelho Fortunato, Coelho Moraes, Coelho de Paula, Coelho de Oliveira, Coelho de Souza Lima, Coelho dos Santos, Coelho Dias, Coelho Ferreira, Coelho Leal, Coelho Leao, Coelho Magalhaes, Coelho Merlo, Coelho Mesquita, Coelho Miranda, Coelho Oliveira, Coelho Paranhos, Coelho Resende, Coelho Rodrigues, Coelho Saraiva, Coelho Vivian, Costa Coelho, Cunha Coelho, Cunha Mafra, Cunha Magalhaes Menezes, Delgado Barbalho, Dias Coelho, Dias Magalhaes, Dias Pinheiro, Dutra, Dutra Coelho, Farias Coelho, Fernandes Raldway, Ferraz Aguiar, Ferreira Aguiar, Ferreira da Silva, Ferreira de Souza, Ferreira Pires, Ferreira Souto, Fonseca, Fraga Moreira, Franca Aguiar, Franca Ferreira, Franco, Freitas, Freitas Barbalho, Freitas Coelho, Garcia Barbalho, Garcia Martins, Girelli, Girelli Coelho, Gomes Coelho, Gomes de Barros, Gomes Soares, Goncalves, Goncalves Coelho, Havas Carvalhais, Hermeto Coelho, Hercy Coelho, Hercy de Oliveira, Hercy Santos, Hercy Silva, Horta, Lacerda Cabral, Laert, Lagares Pessoa, Lana Aguiar, Leal Cordeiro, Leal de Menezes, Leao, Leite, Leite Coelho, Leite Nunes Coelho, Liborio Soares, Lima de Magalhaes, Lorentz, Lorentz Coelho, Luhchal Amaral, Machado Barbalho, Magalhaes Barbalho, Magalhaes Barbalho Nunes Pinto, Magalhaes Cangussu, Magalhaes Coelho, Magalhaes Menezes, Magalhaes Aranha, Magalhaes Camilo, Magalhaes Paula, Magalhaes Siman, Magalhaes Souto, Magalhaes Vilela, Marcal de Oliveira, Marcal Coelho, Mariano de Magalhaes Barbalho, Marques Leal, Martins Bretas, Martins de Magalhaes, Martins Ferreira, Martins Guedes, Martins Perpetuo, Martins Perpetuo Barbalho, Melo Coelho, Mendes de Andrade, Mendonca Coelho, Menezes Amaral, Menezes da Cunha, Menezes Guedes, Menezes Peres, Menezes Pimentel, Metzker, Miranda Magalhaes, Miranda Menezes, Monteiro de Andrade, Moreira, Moreira Coelho, Moreira de Magalhaes Barbalho, Murta, Murta Coelho, Nascimento Braga, Negri Coelho, Neiva Ferreira, Nery Pimenta, Neves Ferreira, Oliveira Ferreira, Oliveira Mariano, Oliveira Pires, Pereira Barbalho, Nogueira Dias, Nunes Abreu, Nunes Coelho, Nunes Coelho Siqueira Pinto, Oliveira F., Oliveira de Magalhaes, Pacheco Guabiroba, Pacheco Pedra, Paula Coelho, Paula de Magalhaes Barbalho, Paula Souza Lima, Pedra, Pedra de Magalhaes, Pereira, Pereira Coelho, Perim, Perim Xavier, Perpetuo, Perpetuo Coelho, Perpetuo Franco, Pinheiro da Silva, Pinheiro Dias, Pinheiro Menequine, Pinto Bessa, Pinto Bessa Magalhaes, Pinto Coelho, Pires Ferreira, Pires Pinheiro, Rabello Ferreira, Raminho Coelho, Rezende Albergaria, Ribeiro, Ribeiro Coelho, Rios Dias, Rocha Barbalho, Rodrigues Coelho, Rodrigues Miranda, Sabino Aguiar, Santana, Santos Coelho, Silva, Silva Aguiar, Silva Almeida, Silva Guabiroba, Silva Magalhaes, Silva Pinheiro, Simao Coelho, Simoes, Simoes Coelho, Soares Gama, Soares Magalhaes, Soares Magalhaes Souto, Souza, Souza Aguiar, Souza Coelho, Souza Lima Coelho, Stocchi Campos Coelho, Teixeira Costa, Vargas de Paula, Vieira, Vieira Menezes, Zandomenico, Zanon Magalhaes
GRANADA, ??: Magalhaes Vieira
GRAVATAI, RS: Azevedo, Barbalho, Peixoto
GUAPARE, RS: Vivian
GUARANI, MG: Noronha Mendonca
GUAXUPE, MG: Villas Boas
GUIDOVAL, MG: Oliveira
GUIRICEMA, MG: Almeida
HUDSON, MA, USA: Lam Barbalho
IAPU, MG: Pinho,
IBETETUBA, BA: Silva
IBIA, MG: Costa Serra, Fonseca da Costa, Terra
IMPERATRIZ, MA: Barbalho Zandomenico
INHAPIM, MG: Carvalho,Silva
ILHEUS, BA: Pereira da Silva,
IPANEMA, MG: Teixeira,
IPATINGA, MG: Barbalho Alves, Barreto Coelho, Bretas Ferreira, Coelho Bachour, Coelho Barbosa, Coelho Bretas, Coelho de Andrade, Cunha Mafra, Faustini Coelho, Guimaraes Rodrigues Coelho, Rodrigues Coelho, Rocha Coelho Pires, Rodrigues Coelho, Sirio Coelho, Souza Lima Coelho, Vilela Barroso
ITABAIANA, BA: Ferreira da Silva
ITABIRA, MG: Barbalho, Barros, Ferreira, Filgueiras, Hercy de Oliveira, Magalhaes, Magalhaes Barbalho, Martins da Costa, Miranda Coelho, Oliveira, Siman de Oliveira
ITABIRINHA, MG: Paula Brandao
ITABIRITO, MG: Dilorio, Gouveia, Gouveia Coelho, Nunes da Silva, Oliveria Braga, Rofrigues, Telles Coelho,
ITAJUBA, MG: ??
ITALIA (pais): Nicatsi ou Nicatigi, Pignataro (Pinhataro), transformado em Pinheiro da Silva, Marcatti
ITAMARANDIBA, MG: Fernandes Guabiroba,
ITAMBACURI, MG: Dias Pereira, Fernandes Scofield, Magalhaes, Magalhaes Barbalho, Magalhaes Coelho, Magalhaes Scofield, Monteiro, Monteiro Magalhaes, Pinheiro Scofield, Scofield, Silva Scofield
ITAMBE DO SERRO, MG: Aguiar,
ITANHOMI, MG: Gomes Andrade
ITAPECIRICA, RJ: Lamounier Pereira, Lamounier Pereira Coelho
ITAPERUNA, RJ: Armond, Armond Coelho,
ITAUNA, MG: Moravia de Carvalho, Nogueira do Amaral
ITUETA, MG: Fava, Coelho Fava
ITUMBIARA, SP: Alves Pires
JAICOS, PI: Figueira de Matos
JANAUBA, MG: Silveira Coelho
JANUARIA, MG: Ferreira Lima, Queiroz Braga, Senna Normanha
JEQUIE, BA: Campos, Campos Magalhaes, Eca de Argolo,
JEQUITIBA, MG (distrito de Acucena que passou a chamar-se ARAMIRIM): Soares
JEQUITINHONHA, MG: Amorim Pinto, Gil dos Santos,
JOAIMA, MG: Kangussu S.
JOAO MONLEVADE, MG: Moreira Pinto, Pinto,
JOAO NEIVA, ES: Negri
JOAO PESSOA, PB: Silva, Silva Delgado
JOAO PINHEIRO, MG: Goncalves Menezes
JUIZ DE FORA, MG: Andres Ribeiro de Oliveira, Coelho Mendonca, Coelho Queiroz, Cruz, Dantas, Furtado de Mendonca, Guedes Magalhaes, Hungria, Rodrigues Coelho, Souza
LAGINHA, MG: Alvim Drumond Lage, Campos Ribeiro, Goncalves da Silva, Miranda
LAMBARI, MG: Souza
LARANJA DA TERRA, MG: Werner
LAVRAS, MG: Olenka de Azevedo
LAZAR DO PRAGA, MG: Gomides
LEOPOLDINA, MG: Cunha de Magalhaes
LISBOA, Portugal: Ferreira
MACAPA, RR: Pacheco
MACHADO, MG: Coelho Rocha
MALACACHETA, MG: Teles Himer,
MANAUS, AM: Gama Cerqueira Pereira, Gualberto Coelho
MANHUACU, MG: Lemos Birman, Silveira
MANHUMIRIM, MG: Freitas, Marone Miranda
MATO VERDE, MG: Dias Correa, Siveira, Silveira Coelho
MARIANA, MG: Barbalho, Gentil Gomes Candido, Souza, Souza Novais
MARLIERIA, MG: Gonzaga de Andrade Castro
MATIPO, MG: Leal Mafra
MENDES, RJ: Silva,
MESQUITA, MG: Barroso de Assis, Oliveira Barbosa, Oliveira Barroso
MIMOSO DO SUL, RS: Menequine
MONTE CARMELO, MG: Mendes Andrade, Paranhos
MONTES CLAROS, MG: Campos Leite, Gomes do Amaral, Magalhaes Gervasio
MORADA NOVA, MG: Telles
MORRO DO PILAR, MG: Coelho da Rocha Ribeiro,
MURIAE, MG: Freitas, Pinheiro de Freitas
MURICY, AL: Barrao Cajueiro
MUTUM, MG: Henrique, Lima de Paula, Mesquita da Conceicao
NEWARK, NJ, USA: Barbosa Meira,
NACIP RAIDAN, MG: Coelho de Oliveira
NAQUE, MG: Diniz, Rettich
NAVEGANTES, BA: Coelho
NOVA CANAAN, BA: Neto
NOVA ERA, MG: Barbalho Vargas, Coelho de Lima, Gervasio, Magalhaes Gervasio
NOVA LIMA, MG: Duarte
NOVA VENEZIA, ES: Magalhaes do Carmo
OLIVEIRA, MG: Haddad, Resende
OURINHOS, MG: Franca Guabiroba,
OURO PRETO, MG: Magalhaes, Magalhaes Cruz, Moratti, Santos Painhas,
PAINS, MG: Rabello
PAO DE ACUCAR, AL: Vieira
PARA DE MINAS, MG: Hermeto, Mendonca,
PARACATU, MG: Adjuto Wachsmuth, Amaral, Batista, Borges, Borges Coelho, Cardoso Naves, Castro Tavares, Coelho Naves, Coelho Wachsmuth, Faria, Faria Coelho, Hachicho Coelho
PARAGOMINAS, PA: Nunes Coelho
PARAGUACU, MG: Andrade
PARAGUAI (pais): Kioyasu Shimabukuro
PARAIBA DO SUL, RJ: Oliveira
PARANA, PR: Kinzo
PARAOPEBA, MG: Figueiredo
PASSA QUATRO, MG: Garcia
PASSA TEMPO, MG: Amorim
PASSOS, MG: Beraldo de Oliveira, Hachicho Coelho, Marques, Silveira Beraldo
PATROCINIO, MG: Amaral,
PAVAO, MG: Pereira Rocha,
PECANHA, MG: Albuquerque, Cardoso, Cardoso Coelho, Coelho, Coelho Leao, Fernandes Raldway, Leal de Carvalho, Melo Pereira, Menezes Guedes, Pereira, Nunes Coelho, Pimenta, Rondas Pimenta, Vilela Barroso
PEDRO LEOPOLDO, MG: Coelho da Silva, Lessa Batista, Portela da Silva, Silva
PENHA DO CASSIANO, MG: Gomes de Oliveira,
PESCADOR, MG: Costa
PINHEIROS, MG: Campos,
PIRAPORA, MG: Cardoso de Souza, Moreira Catao, Rodrigues Moreira,
PITANGUI, MG: Amaral
PIUNHI, MG: Soares
POCOES, BA: Franca
POMPEU, MG: Santana
PONTE NOVA, MG: Avelar, Vieira de Vasconcelos, Pinheiro, Souza Climaco, Tensal
PORTEIRINHA, MG: Costa Martins
PORTO ALEGRE, RS: Beck
PORTUGAL (pais): Condes, Painhas
POTE, MG: Gomes
PRESIDENTE BERNARDES, MG: Coelho Barroso,
RAUL SOARES, MG: Rocha
RECIFE, PE: Albuquerque, Fernandes Ribeiro, Oliveira
RIFAINA, SP: Magalhaes Barbalho
RIO CASCA, MG: Braga, Lana, Vianna
RIO DAS CONTAS, BA: Senna,
RIO DE JANEIRO, RJ: Aguiar, Aguiar Medeiros, Andrade, Almeida, Almeida Magalhaes, Almeida Magalhaes Medeiros, Alvares Pereira, Andrada Tostes, Baldin Milholo Caldas Brito, Barbalho Bezerra, Barbalho e Silva, Barbalho Paulino, Barbosa, Betine, Borges Monteiro, Breda de Matos, Cardoso, Coelho Botton, Coelho Garcia, Coelho Louback, Coelho Marques, Coelho Oliveira, Coelho Vilela, Costa, Costa Barbalho, Coutinho de Moura, Dias Farias, Freire Hermeto, Leme, Lemos, Lima, Magalhaes Amaral, Pimenta de Carvalho, Pimenta de Souza, Pimenta Teles, Rodrigo Otavio, Teles de Meneses, Tostes Almeida Magalhaes, Vasconcelos Amaral, Vaz Barbalho, Viana Barbosa, Xavier, Xavier Amaral, Xavier Hermeto,
RIO VERMELHO, MG: Camara
SABARA, MG: Batista, Ferreira, Lamego, Lessa Batista,
SABINOPOLIS, MG: Amaral, Barroso, Barroso Mourao, Borges do Amaral, Borges Monteiro, Carvalho, Carvalho da Fonseca, Carvalho do Amaral, Monteiro, Nunes Coelho, Nunes Rabelo, Pereira do Amaral, Pimenta, Pimenta Mourao, Pinho, Pinho Mourao, Polidoro Monteiro, Queiroz, Rodrigues Rocha, Tolentino Monteiro,
SAID, Libano: Hachicho
SALTO DA DIVISA, MG: Oliveira
SALVADOR, BA: Andrade Garrido Cima, Costa Serra, Garrido Cima,
SANTA BARBARA, MG: Coelho Batista, Figueiredo
SANTA CATARINA, SC: Martins
SANTA FE DE MINAS, MG: Perena Goncalves
SANTA EFIGENIA DE MINAS, MG: Almeida Martins, Alves Pinto, Alves Martins, Andrade, Araujo Souza, Coelho, Coelho Cunha, Coelho da Silva, Coelho Perpetuo, Coelho Souza, Cunha, Martins da Silva, Martins de Souza, Menezes Goncalves, Perpetuo, Pereira, Pereira Guerra, Pinto, Roberto, Roberto Martins, Silva, Souza Coelho
SANTA MARIA DE ITABIRA, MG: Cabral Pires, Mesquita Pires,
SANTA QUITERIA, CE: Porto
SANTA TEREZA, ES: Merlo
SANTIAGO, RS: Carvalho
SANTO ANDRE, SP: Rebuzzi
SANTO ANTONIO, ??: Carvalho, Salgado
SANTOS, SP: Franca Aguiar, Mendes
SANTOS DUMONT, MG: Lima
SAPUCAIA DE GUANHAES, MG: Campos, Campos Coelho, Carvalho, Coelho Chaves, Coelho Lopes, Coelho Pinheiro, Dias Chaves, Fabri Leite, Leite, Lopes do Carmo, Magalhaes Coelho, Nunes Leite, Rodrigues Coelho, Silva Coelho, Soares
SAO DOMINGOS DO PRATA, MG: Bachour, Braga Torres, Pinto Coelho,
SAO FELIPE, ES: Rocha,
SAO GERALDO DA PIEDADE, MG: Coelho, Coelho da Silva, Silva Coelho
SAO GONCALO DO SAPUCAI, RJ: Magalhaes Ambrosio,
SAO GOTARDO, MG: Ladeira
SAO JOAO EVANGELISTA, MG: Amaral, Amaral Andrade, Bicalho, Borges do Amaral, Campos Goncalves, Evangelista Amaral, Ferreira, Nunes Coelho, Oliveira, Pascoal, Queiroga, Queiroga Lasmar, Queiroga Tamm, Silva Pires, Ribeiro, Rocha, Teixeira da Silva,
SAO JOAO DEL REI, MG: Magalhaes Viana, Teixeira de Vasconcelos,
SAO JOSE DO JACURI, MG: Alves, Alves Ferreira, Carvalho, Carvalho de Souza
SAO LUIZ, MA: Barbalho Teixeira Mota, Teixeira Mota,
SAO PAULO, SP: Andrade Coelho, Andrade Magalhaes, Campos, Catto, Catto Coelho, Guimaraes, Iassudo, Kioyasu Shimabukuro, Magalhaes Ambrosio, Ribeiro Coelho, Rodrigues de Leao Coelho, Stocchi, Viesti,
SAO PEDRO DOS FERROS, MG: Peres
SAO PEDRO DO SUACUI, MG: Carvalho, Carvalho da Fonseca
SAO VICENTE, ??: Flores Lopes
SARDOA, MG: Magalhaes Vieira, Pereira, Pereira Coelho, Lino,
SENHORA DO PORTO, MG: Almeida, Marques, Silva
SERRA, ES: Ribeiro Carmo,
SERRO, MG: Barbosa Fiuza, Borges Monteiro, Barbosa Moreira, Coelho de Senna, Ferreira Salles, Generoso de Lima, Leao Freire, Pinheiro da Silva, Pinho Oliveira, Salles Coelho, Silva Reis, Souza Azevedo, Vasconcelos,
SETE LAGOAS, MG: Coelho, Maia,
SOBRALIA, MG: Neves da Silva
SOC TRANG, Vietnam: Lam
TAMBORIL, CE: Freire Bandeira
TAQUARITINGA, SP: Andrade
TARUMIRIM, SP: Campos Coelho, Coelho Araujo, Coelho Magalhaes, Ferreira de Resende, Oliveira Araujo, Raminho
TAUBATE, SP: Medeiros Ambrosio
TEOFILO OTONI, MG: Barbosa, Barreto, Camilo, Cangussu, Carvalho, Franca, Lins Leal, Magalhaes, Pinheiro Cangussu, Scofield
TIMOTEO, MG: Bronzoni Barbalho, Faustini,
TRES CORACOES, MG: Avelar, Avelar e Silva,
TRES PONTAS, MG: Chaves de Mendonca, Conde
TUMIRITINGA, MG: Liborio, Paula Costa
UBA, MG: Magalhaes Barbalho
UBERABA, MG: Rodrigues Borges, Magalhaes Cangussu,
UBERLANDIA, MG: Oliveira
VALENCA, RJ: Paciello Silva
VARGEM ALEGRE, MG: Oliveira, Oliveira Viana
VARGINHA, MG: Resende Paiva
VERMELHO NOVO, MG: Carvalho
VICOSA, MG: Araujo, Araujo Figueiredo, Ladeira, Soares Coelho, Torres
VIRGINIA, MG:
VIRGOLANDIA, EX-RAMALHETE, MG: Silva
VITORIA, ES: Coelho Fraga Moreira, Freotas, Gama Soares, Henrique Coelho, Liborio Soares, Magalhaes do Carmo, Magalhaes Siman, Pinheiro Ramos, Ramos, Sa, Sa Coelho, Teixeira Costa
VITORIA DA CONQUISTA, BA: Coelho de Andrade, Mendes de Andrade, Moreira
VOLTA REDONDA, RJ: Ferreira Barbosa, Freitas, Magalhaes Viana Freitas, Oliveira Viana, Viana e Silva

Considerem este capitulo apenas um resumo. Uma amostragem defasada da realidade. Isso se da porque nao temos em maos a atualizacao completa de nossa Arvore Genealogica. A maior referencia usada foi o livro: ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO, de autoria da Ivania Batista Coelho, que a publicou em 1.979. Temos em maos nesse momento apenas as atualizacoes da familia do bisavo Jose Baptista Coelho (Ze Coelho), sendo 1.996 a data desta e dos avos Cista/Dindinha Zulmira que retrata ate o inicio dos anos 2.000.

Outras atualizacoes que possuimos e que se encontram nos computadores nao foram usadas em sua totalidade. A razao eh o processo muito trabalhoso que seria acessar cada uma delas. Muitas nao estao devidamente confirmadas.

Este capitulo foi a parte mais trabalhosa desse texto. Mas valeu a pena porque deixo um bom material para os que precisarem pesquisar no futuro. Por meio dos nomes das cidades e dos sobrenomes presentes nelas, cada pessoa da localidade podera ter uma referencia qual o parentesco tera com a nossa familia Coelho. Caso alguem desejar aprofundar suas buscas, basta associar o presente texto ao site geneaminas.com.br. Buscando pelos sobrenomes naquele site poderao localizar os nascidos na cidade referencia com aqueles sobrenomes e, assim, poderao ter a resposta ao que procurarem.

85. IGREJA MAGESTOSA

Eh apenas um sonho meu. Mas vou partilha-lo com quem ler. O titulo ja existe. Salvo engano eh musica orquestrada por Wagner Tiso ou outro mineiro de peso musical. Eh maravilhosa.

Nada mais mineiro que o nosso mar de montanhas. Embora, o lado oposto do nosso do Estado seja plano e igualmente belo. Minas sao mesmo muitas. E grande.

Desde a minha infancia tinha o habito de subir o alto das serras ao redor de Virginopolis, so para parar um pouquinho e admirar a paisagem. Do alto a gente houve o eco do vozerio na cidade. Parece que o som eh amplificado e, possivelmente, com muita sensibilidade da para ouvir-se ate os cochichos. Mas, ao mesmo tempo, a paisagem nos da uma boa sensacao de paz. Principalmente dos altos em que o vozerio nao possa ser ouvido.

Nesses pontos calados e mais distantes eh que temos o melhor visual da paisagem. Sobretudo quando na noite anterior um arremesso de tempestade lavou as serras e pos abaixo o fumaceiro da poluicao do ar. Nos dias em que o sol desponta com toda a alegria e vivacidade suscitando a nossa morenice.

Assim se ve, parece ate que estamos usando binoculos de grande aumento, desde a Serra do Paraguai ou do Sao Bento, o magestoso Pico do Itambe. Era meu plano, nalguma oportunidade, subir os Tres Morros. Conta-se que de la se avista o Ibituruna. Nao duvido porque desde Virginopolis ao Itambe a distancia deve ser mais longa que dos Tres Morros ao Ibituruna. Da Serra do Sao Bento nao eh possivel avista-lo porque logo apos Divinolandia ha outra serra impedindo a visao. Porem os Tres Morros sao mais elevados.

Sobre essa imensa beleza na Terra vem o abobadado do ceu. Esse conjunto de coisas maravilhosas parecem formar uma igreja mais que magestosa. Eh algo transcendente. Tao admiravel que nao da vontade de descer a montanha, enquanto a noite nao apagar em parte o alcance da visao. Imagino que durante as noites se possa admirar, alem das estrelas e da Lua, o tremular das iluminacoes das cidades vizinhas, como se fossem lampioes na entrada das fazendas.

Foi dessas experiencias de juventude e dos tratos com nossas tradicoes mineiras que veio-me a ideia de um dia construir nos espigoes das serras da regiao os ”Caminhos dos Penitentes”. Seria uma versao mista, mistica e atletica, dos Caminhos de Santiago de Compostela.

O objetivo seria levar os penitentes a fazerem uma viagem interior. Ao mesmo tempo que teria uma visao exterior maravilhosa. Claro, haveria que ter-se diversos circuitos e mais de uma forma de percorre-los, para que fossem adaptados `as condicoes fisicas dos penitentes. Pelo que imagino, umas cinco ou mais cidades entrariam no circuito, os Caminhos se tornariam boa pista de treino para ultramaratonistas.

Nos altos mais planos eu pretendia construir Igrejas. Seriam pontos de apoio para descanso e refresco dos penitentes, ao mesmo tempo que serviriam de retiro espiritual. Nao com a intencao de privilegiar religiao alguma. Ao contrario. Todos os ramos religiosos que optassem teriam sua representatividade.

Os caminhos teriam, por outro lado, o poder de relembrar aos penitentes as dificuldades que os bandeirantes e nossos ancestrais enfrentaram para povoar nossa terra. Mesmo com os Caminhos sendo pavimentados e, por isso, tornados relativamente faceis de serem percorridos, levar-nos-a a imaginar como foi a vida sofrida por eles para penetrar as matas, sem estradas, e sem conhecer um rumo certo.

Claro, havera que, no entorno do Caminho, conservar e ampliar o que nos resta de natureza. Seria bom que os circuitos incluissem as cachoeiras, corregos e rios tao abundantes na regiao. Estes locais tambem poderiam ser incluidos como pontos de paradas.

Enfim, essa eh a sintese da ideia. Loucura? Nao menos que sensatez. Para os que pensarem a favor ou contra, sugiro que facam visitas aos cumes das montanhas quando sentirem a necessidade de algum retiro. Nao que os altos das montanhas tenham algum poder magico de solucionar nossos problemas. Nao sao eles que devem ser cultuados. Mas Aquele que esta acima de todas as coisas NA IGREJA MAGESTOSA CRIADA POR ELE.

86. BIBLIOGRAFIA

01. Pimenta, Demerval Jose. “A Mata do Pecanha, Sua Historia e sua Gente”. 1a. Edicao, Belo Horizonte, 1.966

02. Coelho, Ivania Batista. “Arvore Genealogica da Familia Coelho.” 1a. Edicao, Grafica Fiel, Governador Valadares. 1.979

03. Coelho, Ruth & Coelho, Mariza Martins. “Arvore Genealogica da Familia de Jose Batista Coelho” 1a. edicao, editora nao mencionada, Belo Horizonte, 1996.

04. Gomes, Laurentino (jornalista) ”1.808, Como uma rainha louca, um principe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleao e mudaram a Historia de Portugal e do Brasil”, 3a. edicao – Sao Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2.009.

05. Barbalho, Valquirio de Magalhaes. citado de memoria.