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A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO

novembro 13, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

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https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

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2. RELIGIAO

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https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

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https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

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https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO

 

INDICE:

002. ENFIM ALGO CONCRETO A RESPEITO DA FAMÍLIA NUNES COELHO.

003. CONTATO CON DONA ANA ROCHA

004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS ENCONTRADOS NO SITE FAMILYSEARCH.

005. POLICARPO JOSE BARBALHO

006. “COROACI – ONTEM E HOJE”

007. O RESUMO EM ESQUELETOS GENEALOGICOS

008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?

009. GENEALOGIA DE ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO: UM POUCO DO CONTEÚDO DA “REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAPHICO BRAZILEIRO”

010. OS BARBALHO DO RIO DE JANEIRO, POR RHEINGANTZ

011. PRIMEIROS MORADORES DE GUANHAES, VIRGINOPOLIS E PECANHA …

012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

 

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002. ENFIM ALGO CONCRETO A RESPEITO DA FAMÍLIA NUNES COELHO.
Ha algum tempo atras o primo Balduíno Cesar Rabelo deu a dica de que o sr. Dione, da Família Nunes Coelho, fazia pesquisas a respeito mas guardava para si os resultados. Deu-me o contato e eu tentei. Não resultou o que gostaria.
Ha pouco mais de mês, o primo Walquirio Coelho de Oliveira contatou-me transmitindo a informação que o próprio senhor Dione gostaria de falar comigo, deu telefone e e-mail para o contato.
Mas ai fui eu quem demorou a retomar a iniciativa. Parecia ate ma vontade. Mas coincidiu que meus deveres diários, a ocorrência das eleições brasileiras de 2018 e o livro do monsenhor Otacilio Augusto de Sena Queiroz estavam ocupando muito espaço em minha mente.
Com todo respeito aos ancestrais desse nosso ramo da família, e em particular ao sr. Dione que havia dado o passo `a frente, eu me desculpo e lembro como desculpa o fato de que queria imensamente o contato, porem, preferia que ocorresse com tempo disponível para apreciar e deliciar quaisquer dados que nos chegassem.
Antes que eu retornasse quaisquer comunicações, recebi um e-mail, via Alessandra Nunes, do sr. Dione Ferreira Nunes, contendo o essencial da formação do tronco Nunes Coelho em nossa família.
Ao ver os dados encontrei informação chocante, no bom sentido, e outras muito boas. Mas as eleições ainda não haviam ocorrido. E correndo foi que respondi ja enviando a ele o principio da família do nosso tio Antonio Nunes Coelho, que fora para Peçanha, dados que haviam me sido passados pela prima Marina Raimunda Braga Leão, de la.
Ainda recorri `a prima Ivania Batista Coelho, autora da obra: “Arvore Genealógica da Família Coelho” para eliminar a ultima duvida. E ela confirmou a passagem que ate então eu a tinha por conflituosa.
Antes que prolongar, vou apresentar o que ja possuímos em relação ao principio do ramo Nunes Coelho, formado em Minas Gerais. Apos isso, tentarei dar apenas uma pincelada rápida para salientar os pontos que mais me chamam a atenção.
O ramo NUNES COELHO de nossa família inicia-se em THOMAS (THOME) NUNES FILGUEIRAS e D. ANNA COELHO. Ambos nascidos em 1770, mais ou menos, pois, contavam 70 anos `a data de 1840.
THOME e ANNA foram pais de:
01. MANOEL NUNES COELHO, em 1840 contava com 53 anos de idade, portanto, nascido em 1787, residia na Fazenda Estiva, em Itabira do Mato Dentro, Foi casado com VALERIANA (UBERIANA) ROSA GONÇALVES, com idade de 51 anos em 1840, nascida assim em 1789, filha de JOÃO ALVARES e MARIA GONÇALVES. Casaram-se em Itabira, na data de: 27 de agosto de 1804. Foram pais de:
a) Antonio Nunes Coelho, bat. a 09.11.1806
b) Agostinho Nunes Coelho, bat. a 18.01.1808.
c) João Nunes Coelho, bat. a 15.02.1812
d) Anna Nunes Coelho, bat. a 10.05.1814
e) Maria Nunes Coelho, bat. a 23.06.1816
f) Pantaleão Bento Nunes Coelho, nascido em 1819, com 21 anos em 1840.
g) Manoel Nunes Coelho Jr, bat. a 02.11.1818
h) Jose Thomáz, nascido em 1825, com 15 anos em 1840.
Os dados acima são a soma de dados enviados pelo sr. Dione ao que se encontra no site Familysearch. Somente os três mais novos surgem nos dados que o sr. Dione enviou-me. Manoel foi o único que se repetiu em ambas as listas.
Ressalve-se que os dados do sr. Dione foram retirados do Censo de 1840, portanto, os 3 eram os que residiam com os pais. Não ha o destino dos outros filhos.
O sr. Dione relata que Manoel Nunes Coelho Jr. teria 18 anos em 1840. O que não se encaixa exatamente na data de nascimento em 1818. Mas, naquele tempo era comum as crianças falecerem. Portanto, pode ser que o Manoel acima tenha falecido, e outro nascido em 1822 o tenha substituído.
Pela sequencia de nascimentos, deveríamos ter uma pessoa nascida em 1810. Mas não havia o registro de batismo no site. Pode ter acontecido abortamento, batismo em outro lugar ou impossibilidade de ler-se o registro devido `a deterioração do livro e, ainda, não ter existido.
Talvez tenha havido algum descanso entre partos. Observe-se que dona Valeriana casou-se aos 15 anos e aos 17 ja estava tendo o primeiro filho. `As vezes os intervalos se davam naturalmente, principalmente quando a mãe amamentava os filhos por longo tempo.
O esforço fisiológico da produção do leite pode regular as ovulações, protegendo mães e filhos.
No site ainda tem:
b) AGOSTINHO NUNES COELHO c. c. THEREZA FERNANDES MADEIRA, pais de:
b.1 Edovirgem Coelho, nasc. a 17.10.1840 e bat. a 16.02.1841
b.2 Julio, nasc. a 01.09.1844
b.3 Ignez, batizada a 19.10.1850 (dado do Livro de Batismos de Itabira, pag. 181)
No site prossegue:
MANOEL NUNES COELHO c. c. PRUDENCIA CANDIDA DE JESUS, pais de:
1. Maria Nunes, bat. a 12.12.1830 e Nasc. a 02.12.1830
2. Manoela Nunes, bat. a 09.05.1834.
Em outro documento esse Manoel surge com o sobrenome NUNES FILGUEIRAS, o que descartaria a possibilidade de ser o mesmo MANOEL em nossa família.
Outra presença interessante no site familysearch é o registro de batismo de:
Rita, batizada em 06.03.1847, e filha de: João Martinho Ferreira e FRANCISCA NUNES COELHO. Francisca essa que não ha outro registro dela para sabermos se se encaixa nessa mesma genealogia.
Os padrinhos da Rita foram: Fernando Antonio Drummond e Theresa Miquelina da Silveira. Possivelmente, um parente do poeta Carlos Drummond. Demonstrando um vinculo que não poderia ser diferente, pois, em cidades pequenas como Itabira era, todas as famílias são reunidas por laços familiares.
E, ainda, encontramos no site:
EGIDIO NUNES COELHO c.c. BENICIA GUILHERMINA DE JESUS, pais de:
a. Clara, nascida a 15.07.1857 e batizada a 27.09.1857
b. Maria, nascida a 11.07.1859 e batizada a 23.07.1859
c. Antonia, batizada a 09.07.1861
d. Antonio, nascido a 09.08.1863 e batizado a 08.09.1863
e. Vicente, nascido a 19.07.1866 e batizado a 08.09.1866
f. Antonio, nascido a 17.07.1868 e batizado a 02.08.1868
Os dados no site constam proceder de Santo Antonio de Santa Barbara, o que deveria ser a Paroquia, sendo que os registros todos devem ser relativos a Itabira, mas não menciona a igreja filial. Não se encontra ai o vinculo desse Egidio com a família.
02. Ten. EUZEBIO NUNES COELHO, segundo filho do casal THOME e ANNA COELHO
Casou-se com dona ANNA PINTO DE JESUS. Não temos nome dos pais dela. Alguém adicionou na Arvore Genealógica coletiva, montada no Familysearch, que o pai seria HONORATO PINTO.
Mas penso que seja apenas chute, pois, o professor Dermeval teria chamado ANNA de ANNA HONORATA. Então, HONORATO PINTO esta mais para uma dedução, ainda mais que a sugestão de data de nascimento foi 1770 e do falecimento 1880.
O professor Dermeval Jose Pimenta deixou escrito em livro que o ten. EUZEBIO iniciou a vida econômica na Fazenda Folheta, em São Domingos do Rio de Peixes, atual Dom Joaquim, Minas Gerais, onde os filhos nasceram.
De la mudou com a família para o então Arraial de são Miguel e Almas dos Guanhães, onde a família cresceu e multiplicou-se.
O Ten. EUZEBIO NUNES COELHO casou com dona ANNA PINTO DE JESUS e foram pais de:
a) Prudêncio Nunes Coelho, casado mas não teve filhos.
b) Clemente Nunes Coelho, casou-se com Anna Maria Pereira da Silva, filha de Manoel Pereira da Silva e de Maria Pereira Moreia. Clemente e Anna foram pais de:
b.1 Anésio Nunes Coelho c. c. Julita Soares Nunes,
b.2 Amável Nunes Coelho c. c. Sebastiana Petita Coelho,
b.3 Ulisses Nunes Coelho c. c. 1a. sua sobrinha (filha do Pio) Alzira Nunes Coelho; 2a. Maria Soares e 3a. Maria de Queiroz,
b.4 Pio Nunes Coelho c. c. Josephina Marcolina Coelho
b.5 Dermeval Nunes Coelho c. c. Julia Soares Nunes
b.6 Ernestina Nunes Coelho c. c. Pio Ferreira Nunes (avós do sr. Dione, o qual também descende via materna dos Borges Monteiro fundadores de Sabinópolis, que são os mesmos nossos ancestrais),
b.7 Maria Nunes Coelho c. c. João Januário da Silva Neto,
b.8 Aneglia Nunes Coelho c. c. Pedro Alves Barroso,
b.9 Alzira (ou Algiza) Nunes Coelho c. c. Jose Coelho Leão (estão no livro da Ivania, pag. 17. Jose era irmão do dr. Innocente Soares Leao, autor do livro: “Notas Históricas Sobre Guanhães).
b.10 Vitalina Nunes Coelho c. c. Altivo Rodrigues Coelho (no documento esta Nunes Coelho em ambos, mas o tio Altivo era irmão dos tios Lindolpho e Josephina, e eram 3 irmãos casados com 3 irmãos.
b.11 Marcolina Nunes Coelho c. c. Lindolpho Rodrigues Coelho,
b.12 Knesvita Nunes Coelho c. c. Benicio Alves Barroso
c) Bento Nunes Coelho c. c. Surpina Sophia Leite, pais de:
c.1 Prudencio Nunes Coelho (sobrinho)
c.2 Antonina Nunes Coelho c. c. Sebastiao Ferreira Rabelo (pais de: Pedralvo, Pedro, Antonio, Blandina c. c. Gabriel Nunes Coelho, Marietta c. c. Onésimo de Magalhaes Barbalho, Jose, Epitácio e, acrescentando, dona Maria Clara Nunes Rabelo c. c. Francisco Dias de Andrade Jr.)
d) Cap. Francisco Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho, pais de:
d.1 Salathiel Nunes Coelho c. c. Maria Julia de Campos,
d.2 America Nunes Braga c. c. Pedro de Oliveira Braga,
d.3 Dr. Heitor Nunes Coelho c. c. Modestina Ferreira da Matta,
d.4 Dr. Francisco Augusto Nunes Coelho (Chiquitinho) c. c. Inah de Carvalho
d.5 Claudionor Augusto Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Campos Nunes (sobrinha do marido, filha de seu irmão Salathiel e Maria Julia).
d.6 Etelvina Nunes Coelho, solteira.
e) Maria Honoria Nunes Coelho c. c. ten. João Batista Coelho e foram pais de:
e.1 João Batista Coelho Junior c. c. Quitéria (Titi) Rosa Pereira do Amaral,
e.2 Maria Honoria Coelho c. c. Jose Pereira da Silva,
e.3 Antonio Paulino Coelho c. c. Julia Salles Coelho,
e.4 Sebastiana Honoria Coelho c. c. Joaquim (Quinsoh) Nunes Coelho (filho),
e.5 Joaquim (Quim Bento) Bento Coelho c. c. Antonia Paschoalina da Silva Neto,
e.6 Anna Honoria Coelho c. c. Candido de Oliveira Freire,
e.7 Emigdia Honoria Coelho c. c. Amaro de Souza e Silva,
e.8 Antonia Honoria Coelho c. c. Pedro de Magalhaes Barbalho,
e.9 Virginia Honoria Coelho c. c. Antonio Candido de Oliveira,
e.10 Jose Batista Coelho c. c. 1a. Maria Marcolina Coelho e 2a. Virginia Marcolina Coelho,
e.11 Marcolina Honoria Coelho c. c. Demetrio Coelho de Oliveira
e.13 Francisco Batista Coelho c. c. 1a. Maria Rosa Coelho do Amaral e 2a. Maria Coelho de Oliveira (as duas esposas do ti Chico eram sobrinhas dele, a 1a, filha de João Jr. e a 2a. de Virginia e Antonio Cândido)
e.3 Julia Salles era filha extraconjugal, reconhecida, de Antonio Rodrigues Coelho, que era irmão de João Batista Coelho.
e.4 Quinsoh era filho de Joaquim Nunes Coelho, irmão de Maria Honória e de Francisca Eufrasia de Assis Coelho, irmã de João Batista Coelho, ou seja, o casal Quinsoh e Sebastiana era primo-irmãos.
e.7 e e.9 Cândido e Antonio Cândido eram irmãos entre si e se casaram com as 2 irmãs.
e.8 Antonia e Pedro eram primos em primeiro grau. Ele era filho de Eugenia Maria da Cruz e do capitão Francisco Marçal Barbalho.
Eugenia Maria da Cruz foi irmã de Francisca Eufrasia, João Batista e Antonio Rodrigues Coelho, filhos todos do capitão Jose Coelho da Rocha e sua esposa Luiza Maria do Espirito Santo, fundadores de Guanhães.
f) Ten. Joaquim Nunes Coelho c. c. Francisca Eufrasia de Assis Coelho, e tiveram filhos:
f.1 Euzebio, faleceu criança,
f.2 Joaquim Nunes Coelho c. c. Sebastiana Honoria Coelho,
f.3 Jose Coelho Nunes c. c. Emigdia de Magalhaes Barbalho,
f.4 Emygdio Nunes Coelho c. c. Camila Maria da Paixão,
f.5 Rita Nunes Coelho c. c. Marcos Xavier Caldeira,
f.6 Lino Nunes Coelho, solteiro
f.7 Autino Nunes Coelho (?)
f.8 João Nunes Coelho c. c. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho
f.9 Miguel Nunes Coelho c. c. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho
f.10 Luiza Nunes Coelho c. c. Luiz Furtado Leite
f.2 ja esta dito acima
f.3, f.8 e f.9 casaram na casa dos tios Eugenia e capitão Francisco Marçal.
g) Antonio Nunes Coelho c. c. Maria Araujo Ferreira e tiveram os filhos:
g.1 Virgilio Nunes Coelho (1862 + 1895)
g.2 Prudencio (1864)
g.3 Alexandre (*1873)
g.4 Leopoldina Nunes Coelho (1874) c. c. Vicente Xavier
g.5 Raymunda Nunes Coelho (1877) c. c. Antonio Moreira da Silva (1876)
g.6 Cassiano Nunes Coelho (1879) c. c. Maria Batista de Queiroz
g.7 Ana Nunes Coelho (1869) c. c. João Cardoso Furtado (1870)
g.8 Antonia Nunes Coelho (1883)
Esse ramo da família foi construído na Cidade de Peçanha. O professor Dermeval Jose Pimenta nos da noticias de que Antonio Nunes Coelho foi 3o suplente de subdelegado, no ano de 1875, quando foi criada a Vila do Rio Doce.
Em 1881 o nome mudou para Suaçui. Em 1886 houve o retorno ao antigo nome de Santo Antonio do Peçanha. Ja no período republicano o nome foi reduzido para a ultima palavra.
h) Jose Nunes Coelho c. c. Maria Luiza
O sr. Dione faz a observação de que os filhos do ten, Euzebio tinham os nomes de papas. E mencionou Joaquim, Antonio e Jose como exemplos de que ainda esta pesquisando. Mas o Francisco também não era nome de papa ate `a ultima eleição.
Observe-se que esses 4 não tem nomes de papas mas sim, talvez possamos dizer, santos da mais alta hierarquia da Igreja Católica. O que ja informou é que não encontrou a documentação mostrando a filiação deles.
Mas o Joaquim Nunes Coelho sempre foi considerado como filho de Euzebio e Anna em Virginópolis, onde criou e a família multiplicou-se, e muito.
Quem atestou que o Antonio também era, foi filho o professor Dermeval Jose Pimenta. Pelos dados que obteve dele, filiação paterna, Euzebio Nunes Coelho, e ano de nascimento, 1829, deduzo que pesquisou as listas de eleitores em Peçanha, na qual Antonio foi suplente de subdelegado em 1875 e eleitor em 1881.
Quanto ao Jose, torna-se novidade. Nunca o encontrei nem mesmo em menções. Embora, haja sim a menção a Jose Nunes Coelho no Almanak da Província de Minas Gerais, que deve ser ele.
A principio, por ter noticias de Jose Nunes Coelho, identifiquei-o como sendo o filho dos tios JOAQUIM e FRANCISCA EUFRASIA. Mas o filho deles assinava COELHO NUNES, talvez justamente para diferenciar-se do seu suposto, por enquanto, tio.
Possível será que houve algum planejamento familiar entre os patriarcas. Conhecendo os riscos dos casamentos muito consanguíneos para a descendência, podem ter decidido espalhar a família o máximo possível pelo grande território que passou a pertencer a Guanhães.
Poderia ser por isso que Maria Honória e Joaquim tenham se dirigido para o Patrocínio, atual Virginópolis. Bento e Clemente tinham fazendas bordejando os limites da atual Sabinópolis. Isso esta descrito na Ata de instalação da Vila de São Miguel e Almas, atual Guanhães.
Essas terras da Família Nunes Coelho eram imensas. Na conversa que tive em 20014 com o centenário MOACIR NUNES BARROSO ele contava das verdadeiras viagens que faziam para participar de festas maravilhosas e que as terras se estendiam ate SENHORA DO PORTO.
Creio que Francisco tenha ficado com a posse de terras da Fazenda do Grama, ou da Candonga. Ou seja, lado oposto a Sabinópolis, na direção de Virginópolis, porem, `a margem direita do Rio Corrente, que separa Virginópolis de Guanhães.
Como Prudêncio não teve filhos, também não faria diferença onde localizar-se. Falta-nos ai saber para onde Jose destinou-se, pois, sabe-se que Antonio seguiu para Peçanha e la teve sua família.
O território era mesmo tão grande que Jose poderia ter se instalado nas atuais áreas de Braúnas, Açucena, Dores de Guanhães ou mesmo no que sobrou para Virginópolis, quando emancipou-se e levou inclusive um naco do atual Município de Governador Valadares, que a descendência, se houve, tornou-se por desconhecida.
Se a intenção inicial foi espalhar para evitar a consanguinidade, ela não foi perfeita. Isso porque os consecutivos casamentos entre primos se deram e de forma tão perigosa que existem muitos descendentes com males que geralmente estão vinculados a esse fator.
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IMPRESSÕES QUE ESSAS NOVAS INFORMAÇÕES DESPERTAM
A) THOME NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO
Teremos que buscar informações mais profundas a respeito das famílias que deixaram nosso ancestrais alferes-de-milícias JOSE COELHO DE MAGALHAES, e a daquele que o professor Nelson Coelho de Senna apontou como pai dele: MANUEL RODRIGUES COELHO.
No ano em que o casal acima nasceu 1770, indica a possibilidade de que possam ter sido filhos de um ou outro dos patriarcas. Apenas 12 anos antes, 1758, o português Manuel Rodrigues Coelho havia obtido sesmarias em Cachoeira do Campo, distrito da atual Ouro Preto.
Professor Nelson também afirmava que a família havia se mudado para e se distribuído em Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro; embora localize a Fazenda Axupé, onde disse que ali nasceram os filhos do alferes-de-milícias, em Morro do Pilar. A qual fazia divisa com Conceição.
O professor Nelson fala em “De uma crônica da família Coelho (os Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho …. “O fundador dessas famílias norte-mineiras foi, no século XVIII (1774) o ja referido português MANUEL RODRIGUES COELHO, …..).
Embora não se possa ter certeza, ha ai a sugestão de que as famílias dos sobrenomes mencionados tinham origem na mesma pessoa. Pode ser, então, que dona ANNA COELHO fosse irmã, talvez filha, do alferes-de-milícias.
Em minhas pesquisas no livro “ARCHIVO HERÁLDICO-GENEALÓGICO” do visconde de SANCHES DE BAENA, encontrei menção a outro contemporâneo do MANUEL, em MARIANA-MG, que se chamava BENTO RODRIGUES COELHO.
Trata-se de uma Carta de Brasão, passada a DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ, filho do BENTO e D. MARIA DE QUEIROZ SEIXAS. DOMINGOS nasceu em MARIANA. A carta dele tem a numeração 610 e esta na pagina 153 do livro.
A carta remonta a genealogia ao herói português ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, atuante em 1640, quando da guerra de separação da coroa portuguesa da Espanha. Existe ai a possibilidade de MANUEL e BENTO ter sido irmãos.
Infelizmente, o professor Nelson ateve-se apenas `as tradições e “crônicas” que não são documentos próprios para comprovar-se as paternidades. São apenas indicativos ótimos mas não necessariamente de valor definitivo.
Mesmo o THOMAS poderia ser descendente de um ou outro. Temos que o alferes-de-milícias foi casado duas vezes. Embora o professor Nelson afirmou que a primeira esposa, ESCOLÁSTICA DE MAGALHAES, teve filhos, não os nomeou.
Afirmou também que da segunda esposa, EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, teve os 5 filhos: capitão Jose, capitão João, Antonio, Felix e Clara Maria de Jesus. Disse que todos, exceto Antonio, se casaram. Porem, dedicou-se apenas `a descendência do bisavô dele, capitão JOAO COELHO DE MAGALHAES.
Professor Nelson também afirmou que o alferes-de-milícias Jose Coelho DE MAGALHAES era português, da mesma forma que o suposto pai. E que o pai o havia levado para o Brasil. Sendo que em 1744 o português MANUEL RODRIGUES COELHO ja se encontrava na colônia.
Dado a essas informações, conclui-se que a idade de ambos poderia permitir ter sido pais de pelo menos um dos membros do casal: ANNA e THOMAS.
Embora o THOMAS tenha sobrenome diferente, não significa impossibilidade. Isso porque o sobrenome FILGUEIRAS (Felgueiras) era carne e osso com o COELHO. Desde os anos próximos a 1385, quando D. JOAO I, Mestre de Avis, assumiu o trono em Portugal, chamava-se o primeiro senhor de Felgueiras e Vieira: FERNAO COELHO.
Ali se dava o morgado da familia. Assim, natural seria que todas as famílias nobres do mesmo domínio se tornassem descendentes dos senhores locais. De forma que o próprio MANUEL RODRIGUES COELHO poderia ter ancestrais Filgueiras ou ter sido marido de alguém que assinasse.
Naquele tempo os filhos não herdavam necessariamente os sobrenomes dos pais. Mais comum era adotarem nomes de ancestrais e, muito comum durante os séculos XVIII e XIX, a combinação de diversos sobrenomes ancestrais. Meia dúzia era pouco!
Seria interessante se encontrássemos os inventários e, talvez, testamentos desses dois patriarcas e, quem sabe, toda a descendência nascida pelo menos no século XVIII. Isso para tirarmos ou comprovarmos essa duvida se ja não éramos consanguíneos desde la.
Outra possiblidade, porem, será a de que nossa ancestral ANNA COELHO nos dar consanguinidade via outro ramo.
Por volta do tempo em que ela nasceu, em 1775, nosso ancestral português, Antonio Borges Monteiro, casou-se no Serro com Maria Fiuza de Souza, que era filha de Norotea Barbosa Fiuza e João de Souza Azevedo.
Apos o professor Dermeval Jose Pimenta ter deixado essas informações ocorre que outros encontraram que os pais de João de Souza chamavam-se: Manuel de Souza Azevedo e Anna Coelho, sendo eles naturais de Vila Nova do Norte (?).
E, nesse caso, seria natural que alguma filha do João adotasse o nome da avó. Nem todos os membros das famílias em nosso ramo descendem deles via Dorotea. Mas podemos ai somar consangüinidades se os NUNES COELHO “sofrerem do mesmo mal”!
Mas não se pode ficar apenas em hipóteses, pois, os COELHO eram muitos na região. Portanto podemos esperar também a possibilidade de haver apenas coincidência, pois, quantas mulheres recebiam o nome de Anna naquela época e quantas tinham o COELHO como alcunha de famílias?!
Basta-nos perguntar: E quem não tem um Coelho como ancestral? Embora, o mesmo pode ser alguém ainda la na Idade Media portuguesa! Período esse que durou mais la que nos países mais instruídos.
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Ja fazem dias que escrevi o que estava acima. Hoje ja é 10.11.18. Mas o senhor DIONE FERREIRA NUNES continuou alimentando minhas buscas com outros documentos, os quais empolgaram-me tanto que não fechei esse capitulo ainda.
Bom, o que foi para mim “chocante”, no melhor sentido, foi sanar a antiga duvida quanto `a paternidade de nossa trisavó MARIA HONORIA NUNES COELHO. O causador dessa duvida foi o que encontrei no livro do professor PIMENTA.
`A pagina 71 do livro dele, “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”, ele escreveu expressamente que CLEMENTE NUNES COELHO fora pai de PRUDÊNCIO, ANTONIO e MARIA HONORIA NUNES COELHO, casada com JOAO BATISTA COELHO.
Quando conversei com a IVANIA, ela informou-me que no mapa que acompanha o livro dela: “Arvore Genealógica da Família Coelho”, constava que era filha de EUSEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.
Uma verdade que eu notei logo de inicio anos atras. Mas, `a pagina 221 do livro dela, copiou uma grade retirada do livro do professor DERMEVAL, inclusive com o erro. Deduzi que havia duvida.
Expliquei a mim mesmo que, como o professor DERMEVAL não havia encontrado o nome da esposa do CLEMENTE, com a qual havia tido os 3 filhos, entre outros, pensei que a IVANIA houvesse decidido ser melhor manter o nomes dos supostos avos em lugar dos pais. Quebrei o queixo!
E, como observou o senhor DIONE, ele havia observado esse erro do DERMEVAL e os que trataram do assunto posteriormente. Claro que, devido `a inocência, acabamos espalhando ao vento o que, não era uma mentira, porem, era informação falsa.
De qualquer forma, foi muito bom agora ter quebrado o queixo, pois, com isso podemos consertar nossa genealogia. Não teremos o incomodo mais de termos apenas um pai de uma ancestral porque a vaga estará ocupada.
Assim fica estabelecido que MARIA HONORIA e CLEMENTE eram, em verdade, irmãos. Todos ganhamos com a informação corrigida.
E o mais importante, embora temeroso por causa das consangüinidades dobrarem porque na nova situação, EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS deixam de ser nossos pentavós e passam a ser nossos tetravós.
O problema ai fica para quem terá neles a repetitividade como ancestrais. Nos temos primos que descendem de 4 dos filhos do casal JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, ao mesmo tempo que repetem ancestrais em 4 dos filhos da JOAO BATISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO.
Nesse caso, loucura pouca é bobagem!!! Ainda bem que a loucura, nesse caso, tem sido refletida na amabilidade e inteligência dos 12 primos que temos nessa situação. Parentes entre os quais eu mais gosto.
Mas foi por pura sorte que nos não nos engraçamos uns com os outros e não deu nenhum casamento entre nos. Desde que a família dispersou-se, a maioria tem se casado com “parentes” mais distantes.
Isso mesmo! Antes de conhecer como conheço atualmente nossa genealogia, ninguém sabia de todos os fatos. Alguns mais antigos tinham ideia. Mas eles acreditavam que o melhor era casarmos com parentes. Não conheciam exatamente os riscos para a descendência.
Mas ao retroagir alguns ramos ao século XVIII, encontrei alguns vínculos parentais entre atuais casados que não tinham conhecimento do parentesco.
Um exemplo que jamais poderíamos imaginar,. Na pagina 257 do livro do professor DERMEVAL, ja na primeira linha, ele registra o casamento entre dona ALICE REIS e senhor ALIPIO TEIXEIRA. Confirmados ser os mesmos antigos moradores de VIRGINÓPOLIS.
A neta deles, STELLA MARIS (falecida) foi esposa do nosso primo RUI HERCY COELHO. Acontece que dona ALICE encontra-se no livro por descender do tronco PIMENTA VAZ-BARBALHO.
Ainda não ha comprovação documental do nosso conhecimento que o capitão JOSE VAZ BARBALHO foi mesmo filho de MANOEL VAZ BARBALHO e dona JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, os fundadores daquele tronco.
Mas as duvidas de que assim será são poucas. E, nesse caso, constata-se pelo menos um vinculo parental, embora por enquanto remoto, entre o RUI e a saudosa STELLA MARIS.
Faltaria rebuscar os nossos e outros ramos ascendentes dela para, com certeza, encontrarmos outros. Principalmente porque quanto mais próximos chegarmos aos primeiros anos do século XVIII, a população que deixou descendência em MINAS GERAIS vai ficando cada vez mais reduzida.
Nesse caso, não sobra outra alternativa a não ser sermos descendentes repetidamente dos mesmos ancestrais. Ainda mais que os “reprodutores” eram poucos mas as proles eram enormes!!!
A observação apenas é que STELLA MARIS tinha pelo menos um avô “turco”, (natural do Líbano). Pelo menos ai se garante alguma diversidade entre ela e nos, os “puro-sangue”!!!
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BENTO NUNES COELHO c. c. SURPINA SOPHIA LEITE
Supimpa esse nome da tia SUPINA! possivelmente irá encaixar-se naquele ramo LEITE que multiplicou-se em Virginópolis, o qual acredito que a maioria ja esta na família.
Ja tinha conseguido desvendar a genealogia de dona ANTONINA NUNES COELHO c. c. SEBASTIAO FERREIRA RABELO DE MAGALHAES. Quem passou-me os dados foi o primo Balduíno Cezar Rabelo. Ate ai sabia. Não sabia o nome dos pais da dona ANTONINHA como a conheceu.
Agora fica desvendado os ramos das donas BLANDINA e MARIA CLARA, alem da tia MARIETTA, casada com o tio ONESIMO DE MAGALHAES BARBALHO.
O mundo gira, e a genealogia da voltas. Tínhamos tantos parentes descendentes das três sem fazer a menor ideia, primeiro de que tinham esses vínculos e eram NUNES COELHO, agora, que eles se dobram!
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Vou fechar, quase correndo, essas minhas reminiscências a respeito da genealogia NUNES COELHO. Ainda ha detalhes a ser comunicados. Mas eles estão também ligados ao ramo BARBALHO. Assim vamos deixar para o próximo capítulo.
Ha algum tempo atras, estudando as genealogias passadas a nos pelos nossos geneologos mais antigos, em especial o professor DERMEVAL, suspeitei um pouco das coincidências. O fato era que havia que desconfiar-se do fato de todo fim de linha que ele se deparava com ele era ocupado por MANOEL não sei das quantas!
Cheguei ate fazer piada. Parece que quando não se encontra os pais de alguém, por se julgar ser português, então, acrescenta-se mais uma geração e lasca no patriarca o mais famoso nome português: MANUEL!
Era assim com os PEREIRA DO AMARAL, tendo na raiz: MANOEL PEREIRA e MARIA DE BENEVIDES. Os NUNES COELHO contavam com MANOEL NUNES COELHO.
Posteriormente, nos BORGES MONTEIRO temos a raiz que, por enquanto, vai ate ao casal português: MANUEL DE SOUSA AZEVEDO e ANNA COELHO. E o professor NELSON DE SENNA nos deixou que o alferes-de-milícias JOSE era filho do MANUEL RODRIGUES COELHO.
Agora ficamos informados que pelo menos um desses não esta em nossa raiz, pois, nosso ancestral EUSEBIO não teve o MANOEL por pai e sim irmão. Mas não se pense de todo que o MANOEL não seja ancestral de pelo menos alguns de nos.
Mas aqui ha que nos lembrarmos que se dona ANNA COELHO, a esposa do THOME NUNES FILGUEIRAS, tiver sido filha do MANUEL RODRIGUES COELHO, sendo, então, irmã do alferes-de-milícias JOSE, vamos ter a mesma incógnita, por enquanto, em duas raizes.
Fiquei feliz porque pudemos decifrar nosso parentesco com a descendência do CLEMENTE NUNES COELHO e dona ANNA MARIA PEREIRA DA SILVA. Embora o perdemos como ancestral em termos coletivos, podemos agora inscreve-lo como antepassado alem de outros, dos nossos primos próximos descendentes deles.
Alem disso, encontrou-se ai o fio da meada, mostrando que o BENTO NUNES COELHO e dona SURPINA SOPHIA LEITE deixaram descendencia que nos é cara. Em especial cita-se ai os casais:
01. Blandina Nunes Rabelo c. c. Gabriel Nunes Coelho (tios PITU e JOAO).
02. Maria Clara Nunes Rabelo c. c. Francisco Dias de Andrade Junior
03. Marietta Nunes Rabelo c. c. Onesimo de Magalhaes Barbalho
Enfim, não vamos esgotar o assunto por agora senão depois perde a graça. Por enquanto posso adiantar apenas que entramos na turma do LEO. LEOPARDOS!!!

 

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003. CONTATO COM DONA ANA ROCHA

Prezada senhora Ana Rocha,
Ha questão de um mês aproximadamente minha prima Joria Martinho Goncalves solicitou-me informações de locais dos quais nossos ancestrais procederiam em Portugal, pois, desejava aproveitar a oportunidade de um passeio para ver de onde procedemos.
Entre os locais que mencionei, dei ênfase ao Santuário de São Francisco de Assis na Cidade do Porto.
Ao retornar, ela comunicou-me com essa nota: “Oi! Fui la no santuário de São Francisco. Por sorte, a diretora do museu tava na portaria. Ela disse pra você enviar e-mail que os alunos devem ter alguma informação. So que, em 1822 (se não me engano) houve um incêndio e vários documentos perdidos. Mas ha outra opção no arquivo distrital do Porto. La eles tem informações também.”
Em razão disso estou enviando-lhe o meu e-mail: valbarbalho@hotmail.com
O mesmo estou usando para essa mensagem. O que pode verificar.
Não recordo o quanto ou o que informei `a Joria a respeito do interesse que temos a respeito da genealogia da Família Barbalho. E a oportunidade de nos encontrarmos pessoalmente para conversarmos a respeito seria rara, pois, ela reside no Brasil e eu nos Estados Unidos.
Mas, basicamente, tinha a vontade de esclarecer a linhagem Barbalho da qual descendemos, as relações familiares que possuía com linhagens de outros sobrenomes e, particularmente, locais de procedências.
E o intuito era justamente para a ocasião dos passeios, que volta e meia meus familiares fazem a Portugal, indicar-lhes onde, quem e quando nossos antepassados viveram, o que deixaram por construído para assim podermos reencontrar nossas raizes.
Alias, observo que, entre outros mais antigos, talvez tenhamos um parentesco convosco via o sobrenome Rocha. Ate ha pouco tempo, porque o conhecimento genealógico de nossa família era restrito, conhecíamo-nos pelo apelido de Família Coelho.
Isso porque era sabido na família que descendíamos do português: alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães. Ele foi para o Brasil antes de 1744, segundo dados de tradição e pesquisa compilados pelo professor Nelson Coelho de Senna, em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, publicado em 1939.
Nessa brochura o professor Nelson afirmou que Jose fora levado por seu pai para o Brasil. Particularmente para a Província das Minas Gerais, onde estava ocorrendo o conhecido “Ciclo do Ouro”.
Segundo o professor, o nome do pai do Jose foi Manuel Rodrigues Coelho, que juntou grande fortuna `aquela época. Como prova de que ja se encontravam no Brasil, `aquela data, ha uma carta de sessão de sesmaria em nome do Manuel.
Essa no atual Distrito (Freguesia) de Santa Rita Durão, antigo Inficcionado, pertencente `a Cidade de Mariana, Minas Gerais. Em 1756 o mesmo obteve outra sesmaria na localidade de Cachoeira do Campo, pertencente `a Municipalidade de Ouro Preto.
Foi dito também que Jose casou-se duas vezes. A primeira com dona Escolástica de Magalhães, da qual temos apenas a informação do professor Nelson de que deixaram descendência, sem informar mais. E a segunda, e principal, com dona Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela, brasileira.
Segundo o professor Senna, a segunda foi nossa ancestral. Tendo gerado 5 filhos, sendo que a Joria e eu descendemos do capitão Jose Coelho de Magalhães Filho que, na realidade, continua mais conhecido como Jose Coelho da Rocha, fundador da Municipalidade de Guanhães, e grande multiplicador do sobrenome Coelho na região.
Algo senão inusitado, pelo menos curioso, é que a tradição mantem que também o alferes fora conhecido como Jose Coelho da Rocha.  O que seria de certa forma esquisito em tempos tão machistas iguais aqueles, o marido não ter se importado de ser conhecido pelo sobrenome da esposa.
Melhora a hipótese de que o primeiro Jose usava também o sobrenome da Rocha o fato de termos noticias que um dos filhos do capitão Jose recebeu o nome de Jose Coelho da Rocha Neto. O que, penso, não seria verdade se o avo não tivesse a assinatura. Mas pode ser engano de nossos genealogistas.
Portanto, penso haver a possibilidade de o sobrenome Rocha ser parte da linhagem Coelho antes mesmo daquele segundo casamento do alferes com Eugenia da Rocha. A possibilidade seria a de que também a mãe dele, da qual não temos nem mesmo suspeita do nome, ter pertencido ao ramo.
Posteriormente, outro genealogista na família, o professor Dermeval Jose Pimenta, escreveu que Eugenia fora filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
Possível será que esse Nicatigi esteja enganado. No livro dele o professor relatou que outro nosso ancestral, Antonio Borges Monteiro, procedia da Municipalidade de Geia. Mas trata-se da Freguesia de Pinhanços, Municipalidade de Seia, Distrito de Guarda. Imagino ser Nicatsi. Nome comum na Italia.
A informação acrescenta que Giuseppe tinha origem luso-italiana, inclusive informando que a parte italiana procedia da Calabria. Contudo, não temos nenhum outro dado que nos permita aprofundar o lado “da Rocha” que, presumivelmente, será a parte lusitana.
De qualquer forma, vemos ai a possibilidade de termos algum grau de parentesco por esse sobrenome com a senhora.
O que não seria impossível haver também outro pelo lado Rodrigues Coelho/Coelho de Magalhães. Isso porque o professor Nelson julgava que esse ramo procedia da antiga Província do Entre Douro e Minho. Muito provavelmente da área do Porto.
Caso tenhas ancestrais na região, provavelmente serão os mesmos que os nossos por ambos esses lados. No caso do “da Rocha”, li uma informação, salvo engano em Sanches de Baena, que coloca um único gerador do sobrenome, e seria um nobre procedente da Irlanda.
Quanto ao sobrenome Barbalho, foi por ele que me vi motivado a indicar o Santuário de São Francisco. Alão, em sua obra: “Pedatura Lusitana”, deixou uma observação que ditou a pista da relação entre o sobrenome e o local.
Ali ele afirma que os Barbalho “tiveram capela no Santuário de São Francisco do Porto.” Portanto, posso crer que ali estão os restos mortais de nossos ancestrais portugueses mais antigos do sobrenome. Alem da narrativa de sua Historia e Genealogia pregressa.
Como se poderá observar no tratado de Alão, copiado abaixo, ele vinculou a Família Barbalho `a Municipalidade do Porto.
Segundo noticias de autores mais antigos, foi com o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, 1535, que Brás Barbalho Feyo foi para o Brasil. E, salvo engano meu, deu origem a toda descendência desse e outros sobrenomes no pais.
Note-se que Pernambuco e São Vicente ( São Paulo, Rio e Minas Gerais) foram as únicas Capitanias Hereditárias que prosperaram desde o inicio da colonização.
A primeira em função da produção de açúcar de qualidade e a segunda por estar na rota marítima das Grandes Navegações. São Vicente tornou-se porto de abastecimento, reparo de navios e comercio escravo do “gentio da terra”.
Os primeiros colonos chegados a essas províncias foram os que deixaram a descendência “nobre da terra”. Foi ela que multiplicou primeiro e foi absorvendo em seu seio familiar os recém-chegados do Velho Continente. Alem de indígenas e afrodescendentes.
Foi essa descendência que chefiou a lenta colonização do continente brasileiro. Ela foi abrindo os primeiros caminhos, fundando os primeiros arraiais e suprindo com efetivos a exploração do imenso território.
Os Barbalho primeiro se multiplicaram em Pernambuco. Foram expulsos quando da Invasão Holandesa, em 1630, para a Bahia e o Sergipe. Iniciaram com outras famílias ja aparentadas a Reconquista do Nordeste, a partir de Pernambuco para o Norte.
A partir de 1640 estiveram, especialmente na pessoa de Agostinho Barbalho Bezerra, junto com os portugueses na Guerra da Restauração. Ha uma afirmação biográfica de que ele esteve envolvido em todos os embates que se deram na Praça de Elvas, salvo engano meu.
E com os irmãos e muitos outros parentes conseguiram também a restauração do Brasil `a coroa portuguesa, que se deu nas Batalhas dos Guararapes, em 1648-9.
Nesse ponto, o ancestral Luiz Barbalho Bezerra, em idade, debilitado por doença agravada pelo stress de guerra e sem sua fortuna que empenhara na reconquista, havia sido nomeado governador do Rio de Janeiro, para exercer durante os anos de 1643-5. Indo falecer no oficio em 1644.
Ele deixou filhos que se distribuíram em Pernambuco ou Paraiba, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro.
Durante o Ciclo do Ouro, a partir de 1698, houve um fluxo imenso das gentes da terra, de Portugal e estrangeiros para os. campos das ricas minas. Entre os migrados estão alguns descendentes de Luiz Barbalho.
Nessa nova colonia ha renovada multiplicação. E desde o final do século XVIII, quando do esgotamento do ouro farto, essa descendência inicia migração para os novos pontos de colonização, como faz o cirurgião-mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho, que mudou-se para o Rio Grande do Sul por volta de 1780.
Outros ramos dirigiram-se para o Santa Catarina. Depois Goiás. Dos ramos que permaneceram no Nordeste, ha noticias que se espalharam por todo o Norte do pais.
Na atualidade vemos a dispersão da Família por todos os pontos do pais. Sendo que ha registros de nordestinos dirigindo-se para paragens mais ao Sul e sulistas retornando `as suas origens nordestinas.
A descendência atual conta-se aos milhões. Porem, não ha um numero exato por causa da dificuldade em alinhavar uma Arvore Genealógica coletiva. Infelizmente, no Brasil o poder publico ainda não enxergou vantagens em digitalizar todos os documentos antigos e disponibiliza-los via eletrônica para consulta.
Talvez o recente incidente do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, possa alertar alguma autoridade mais responsável para o fato de que se esquecermos nossa Historia corremos o risco de nos colocarmos eternamente como se inferiores fossemos.
No entanto, sabemos que o povo brasileiro de um modo geral descende do povo que iniciou as Grandes Navegações e por elas pudemos ter o que hoje temos que é a interconexão global.
E, via portugueses, descendemos de todos os nobres que na atualidade são estudados nos livros da Historia Universal. E deles descendem todos os povos que habitam a terra.
Desculpe ter prolongado tanto. Mas tenho o defeito de não ser conciso
Agradeço-lhe carinhosamente a prontificação para ajudar-nos. Muito obrigado mesmo.
Saudações,
Valquirio de Magalhães Barbalho.
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APENDICE
A partir de agora vou adiantar-lhe os dados que ja reuni a respeito do tronco familiar Barbalho. Talvez, se algum aluno aceitar o desafio de decifrar por nos os vínculos familiares e lugares em Portugal, essas informações sejam facilitadoras.
Penso que do ramo devem descender todos os Barbalho do pais e uma multidão centenas de vezes maior de pessoas com essa ascendência, mesmo sem assinar ou saber.
Entre os famosos pode-se citar compositores como Chico Buarque de Holanda e Fernando Brant. O bispo D. Manoel Nunes Coelho. Os dois últimos ja falecidos. Acredito ser desnecessário continuar tais menções, pois, pode-se imaginar a abrangência de boa parte do povo brasileiro.
Destino esse apêndice `aqueles que se “atreverem” a aceitar o desafio de aprofundar um pouco essas raizes com nomes de pessoas e lugares. Considero um feito difícil, pois, outros pesquisadores não encontraram.
A mencionar, Nelson Barbalho, que faleceu sem poder encontrar a chave da ligação da família Barbalho brasileira e sua origem em Portugal. A respeito desse autor:
http://www.cbg.org.br/colegio/historia/galeria-socios/nelson-barbalho-de-siqueira/
Apenas desconfio que pesquisadores anteriores não tiveram o devido acesso aos estudos de Alão. E muito possivelmente realizaram pesquisas em documentos da Torre do Tombo, sem imaginar que havia a possibilidade de encontrar melhores noticias no Porto e região.
Vamos ao resumo do que tenho conhecimento:
1a. geração
Brás Barbalho Feyo. Foi dito que nasceu em Portugal e ido para o Brasil junto com o capitão-mor Duarte Coelho. Casou-se com Catarina ou Maria Tavares de Guardes. Ela era filha de: Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.
Por essa outra postagem abaixo, podemos seguir melhor:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios
Trata-se da Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda. De autoria de Pedro Wilson Carrano Albuquerque. Editada pela editora Usina de Letras.
Entre os décimos segundos avos do Chico Buarque, nos números: 9694 e 9695 temos Brás Barbalho Feyo e Maria Guardes. Mas ja vi publicação diferente dizendo ser Catarina.
Os números 9692 e 9693 são Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria Araújo, que são pais de Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda.
Na 13a. geração temos os números e donos dos números:
19386 Pantaleão Monteiro, Fundador do Engenho de São Pantaleão (do Monteiro)
19387 Maria Monteiro (Na verdade, Maria de Araújo)
19390 Francisco Carvalho de Andrade, senhor do Engenho de São Paulo da Várzea. “Foi …… e pessoa tão bem conceituada que conseguiu casar bem as filhas que teve c. Maria Tavares de Guardes: Ines e Leonor Guardes. Teve uma outra filha que casou com Brás Barbalho.”
19391 Maria Tavares de Guardes.
Engraçado ai foi que a outra filha, não teve a boa sorte de casar-se bem!
Maria de Araujo, esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, era filha de Pantaleão Monteiro e Maria de Araujo (Monteiro).
2a. Geração
Temos na 11a. geração de avós do Chico Buarque:
4846 – Guilherme (ou Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda. Com a esposa Camila Barbalho teve os filhos Luis e Felipe Barbalho Bezerra e Brasia Monteiro.
4847 – Camila Barbalho (filha de Brás Barbalho e Maria de Guardes).
Aqui a linhagem que vai ao Chico Buarque segue a de Brasia Monteiro, irmã do Luiz Barbalho Bezerra e do Felipe.
Brás Barbalho tornou-se senhor do Engenho de São Paulo em lugar do seu sogro Francisco Carvalho de Andrade.
Ha menção em outra publicação que Francisco Carvalho de Andrade foi também armeiro real na Capitania de Pernambuco.
3a. Geração
Luiz Barbalho Bezerra casou-se com Maria Furtado de Mendonça, filha de Fernand’Aires Furtado e Cecilia de Andrade Carneiro. Dos sogros nada tenho.
Luiz Barbalho foi senhor do Engenho Barbalho, que ficava no Cabo de Santo Agostinho. Nasceu em 1584 e faleceu em 1644, ocupando o cargo de governador no Rio de Janeiro.
Foi também mestre-de-campo de um terço das tropas na Bahia, durante as lutas contra os holandeses. Tornou-se notório quando liderou a retirada de suas tropas do Porto de Touro, no Rio Grande do Norte, ate Salvador na Bahia.
Enquanto não atravessou o Rio São Francisco, as tropas estavam cercadas pelo inimigo e mal municiadas e supridas. Por isso e pelos feitos a retirada foi considerada heróica.
Antes ele havia sido capturado pelos holandeses e deportado para a Holanda. Mas conseguiu fugir e entrar na Espanha, quando ainda havia a União Ibérica e Portugal e Brasil estavam sub-Júdice da Coroa Espanhola.
Em 1638 compartilhou a liderança do combate `a tentativa da invasão de Salvador pelos holandeses. Reforçou o Forte que passou a ser conhecido como Forte do Barbalho. Forte esse que não mais existe e cujo apelido tornou-se nome de bairro da cidade.
Esses dados são antigos. Contudo, a aceitação de alguns tem sido feita pelos genealogistas mais recentes, incluindo Rheingantz e Carlos Eduardo de Almeida Barata, autores de genealogias renomadas.
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ALGUMAS VERSÕES MAIS ANTIGAS:
Abaixo, copiei o titulo: “Barbalhos” do “Pedatura Lusitana”, de Cristóvão Alão de Morais:

pag. 343                    “BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g. Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

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(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

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Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hum engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

OBSERVAÇÕES MINHAS:

Infelizmente os trabalhos de Alão não nos dão ideias de datas para compararmos.

Mas creio na possibilidade de o primeiro filho de Fernão Barbalho, ANTONIO, ser o próprio Bras Barbalho Feyo. Pode ser que tivesse o nome de Antonio Brás, tendo Alão preferido o nome de batismo e os autores no Brasil preferido o nome pelo qual todos o conheciam.

Isso porque coincide que foi dito que o Brás foi pai de Felipe, Alvaro e Camila.

Por não ter tido noticias da existência da Camila foi que ele atribuiu a paternidade do governador Luiz Barbalho Bezerra ao próprio Antonio, que era o avô e não o pai.

Para isso ser verdade, porem, houve uma completa confusão de Alão. E seria necessário que o Brás, ou Antonio Brás, houvesse se casado 3 vezes. Sendo a terceira com Catarina ou Maria Tavares de Guardes.

Se tivéssemos datas de nascimentos e falecimentos do Antonio e do Brás, ou Antonio Brás, poderíamos saber se poderiam ter sido pais do governador Luiz Barbalho que nasceu em 1584.

Existem estudos recentes que dão nomes `as esposas do Antonio. Sendo que a segunda seria filha de Branca Dias, eternizada pelo processo inquisitorial que sofreu. E a noticia da transferencia Antonio (Brás) para o Brasil não tivesse chegado aos ouvidos do autor.

Claro, o Brás poderia ter sido um membro da família não mencionado por Alão, por não ter tido conhecimento da existência dele. Dai as confusões.

Interessante foi que Alão deve ter consultado alguns arquivos mas não ter se dirigido aos filhos do próprio governador Luiz Barbalho que ainda eram vivos.

Inclusive, por ocasião da escrita, Agostinho Barbalho Bezerra fora enviado a Lisboa, para responder a processo consequente da Revolta da Cachaça, acusação de crime pelo qual foi absolvido e requereu algumas mercês reais, em função dos serviços prestados `a coroa portuguesa pelo pai, ja falecido, e por ele próprio.

Entre as mercês concedidas estaria a da Capitania Hereditária de Santa Catarina, da qual nunca tomou posse por antes ter falecido.

`A ocasião alegou ter mãe e 3 irmãs, pelas quais ele era o responsável. Dessas 3 irmãs, somente através de Alão tenho informação que uma chamava-se Francisca Furtada.

Ate então, sabia os nomes de 6 varões e 3 mulheres. Como os destinos delas é sabido, talvez tenhamos mais uma (se Agostinho incluiu dona Cecilia que ja deveria ser viuva) ou duas (caso contrário), das quais não sabemos os nomes.

Seriam, então, um total de 11 ou 12 filhos, diferentemente do que foi dito por Borges da Fonseca serem 10.

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Esse e outros estudos estão numa pagina de meu blog cujo endereço é:

O extrato esta no capitulo:
008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?
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O sitio abaixo:

contem informações importantes a respeito dos engenhos pernambucanos. Os engenhos de açúcar estão organizados por ordem alfabética e os nomes de fundadores e senhores em sequencia cronológica.

Algumas das informações podem ter bom uso nas pesquisas genealógicas.
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Ha no site do google livros os estudos do frei Antonio de Santa Maria Jaboatão, (Antonio Coelho Meirelles, 1695 – 1779). Ali pude ler a genealogia que ele preservou voltada tanto para as primeiras famílias chegadas `a Bahia, principal, quanto para alguns ramos das chegadas a Pernambuco.
Frei Jaboatão fez uma descrição bem resumida da Família Barbalho, penso, principalmente porque descreve a descendência de apenas duas das filhas do governador Luiz Barbalho, sendo elas: donas Cosma e Antonia; e de um filho: Guilherme, cujos dois filhos mencionados não deixaram descendência.
Os estudos de Alão, mencionam mais um: Luiz Barbalho, filho de Guilherme, mas não lhe da sucessão. Foi o único autor, dos que conheço, que menciona esse filho.
Na pagina:
https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/
E capitulo:
008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ De Castro?
descrevi os estudos que fiz na obra, pois, ha uma oportunidade de, talvez, eu e familiares sermos descendentes das famílias portuguesas primeiro chegadas `a Bahia.
Entre elas a Barbalho, através de dona Antonia Barbalho Bezerra e seu marido Antonio Ferreira de Sousa.
Tentei reabrir a pagina no Google Livros no qual pude ler a obra do Frei Jaboatão. Mas não consegui. Para facilitar aos voluntários, copiarei aqui o que ja copiei de la:
                          BARBALHOS – (PAG. 310)
“Luiz Barbalho, o velho, natural de Pernambuco, filho de Antonio Barbalho, foi mestre de campo na Bahia (2) e na armada do Conde de Torre, por ir esta derrotada para (311) as Índias de Castela, passou dela ao porto de Touro na Costa do Brasil ao norte, donde caminhou por terra com a gente, que trazia, assim soldados como moradores, rompendo matos, atravessando pelos sertões, vencendo as dificuldades dos rios e brenhas, sofrendo fomes e gentio selvagem; o que engrandecem todos os que isto escreveram como D. Francisco Manoel na Epana, fora triunfante, e foi esta armada do Conde de Torre derrotada no ano de 1639. Depois governou a Bahia com o senado da câmara, o provedor da fazenda real Lourenço Correa, e o bispo D. Pedro da Silva* pela prisão do governador D. Jorge Mascarenhas, Marquez de Montalvão, primeiro vice-rei deste estado desde, 16 de Abril de 1641 ate 26 de agosto do mesmo ano. Casou com D. Maria Furtado de Mendonça , filha de Aires Furtado de Mendonca e de sua mulher Cecilia de Andrade Carneiro, e teve filhos:
  1. Agostinho Barbalho, que, servindo bem em todas as ocasiões em que se achou, na remoção de Salvador Correa de Sa e Benevides, governador do Rio de Janeiro, o degolou. Foi senhor da ilha de Santa Catarina, de que lhe fez mercê el-rei D. Afonso VI, por provisão de 4 de Fevereiro de 1664.

2. Guilherme Barbalho, que se segue

     3. Fernão Barbalho, que serviu ao infante D. Pedro, e morreu vedor da India, sem filhos, foi fidalgo da casa real, e capitão na fortaleza de N. S. do Populo.
     4. D. Antonia, mulher de Antonio Ferreira de Souza, filho este de Eusebio Francisco e de sua mulher D. Catharina de Souza, e casou D. Antonia com este Antonio Ferreira de Souza a 11 de Setembro de 1642, e foi ministro e padrinho o Sr. bispo D. Pedro da Silva na igreja de S. Bento da Bahia, padrinhos o mestre de campo Luiz Barbalho e o governador Lourenço Correa de Brito.
     5. D. Cosma, mulher de Francisco de Negreiros, na Patativa, a fl…., n. 6, e ali a sua descendencia.
      * por provisão regia de 4 de Março de 1641. (pag. 312)
     6. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, que, diz dele o Liv. 4 a fl. 304, que trata dos serviços das pessoas deste estado, era fidalgo da casa de Sua Majestade, como era o dito seu pai o mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra, e natural de Pernambuco, e que este seu filho Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, de idade de 8 anos, assentou praça de soldado na companhia de seu irmão Agostinho Barbalho Bezerra, uma das do mestre de campo D. Felipe de Moura, com seis cruzados por mês, em 20 de Fevereiro de 1642, e serviu de soldado em outras companhias ate 17 de Março de 1667, em que, passado seu irmão Fernão Barbalho para o serviço do Sr. Infante D. Pedro, como fica dito, entrou o dito Francisco Monteiro Bezerra, ou Barbalho Bezerra, por capitão do forte novo de N. Sra. do Populo do mar, de que era o dito seu irmão Fernão Barbalho, serviu neste ate 1704, que neste ano, que requeria os seus serviços, faziam 24 anos, 4 meses e 17 dias, que servia; e é o que dele achamos.
N. 2. Guilherme Barbalho, filho segundo de Luiz Barbalho, o mestre de campo, e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonca, serviu nas guerras de Pernambuco, foi fidalgo da casa real, cavaleiro da ordem de Christo, foi alcaide-mor da cidade de São Christovão de Sergipe de el-rei, coronel de um partido de auxiliares na Bahia, onde casou com D. Anna de Negreiros, filha de Domingos de Negreiros, a fl…, n. 2 e 5, e de sua mulher Maria Pereira, filha de Martim Lopes Soeiro e de sua mulher Anna Pereira, a fl…, e teve filhos:
     7. Domingos Barbalho Bezerra, que se segue:
     8. D. Marianna Barbalho, mulher de Manoel Alves da Silva, filho de Antonio Alves da Silva e de Luiza Freire, sua mulher, sem filhos.
     7. Domingos Barbalho Bezerra, filho de Guilherme Barbalho, n. 2, teve o foro de fidalgo, e comenda de alcaide-mor de seu pai e avô, viveu com seu pai na patativa, solteiro.”
     `As paginas 308 e 314, respectivamente, encontram-se breves descrições do inicio das famílias Negreiros de Sergipe do Conde e Ferreiras de Souza, nas quais casaram-se dona Cosma e Guilherme e dona Antonia, respectivamente. A sequencia de descendências se da em capítulos diversos.
     Nessa obra não se relata a existência dos filhos: Cecilia, Francisca, Jeronimo e Antonio. E Sergipe do Conde, é uma municipalidade do Estado da Bahia, na qual os Barbalho baianos se multiplicaram.
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Outro estudo importante que descreve o inicio da família Barbalho no Brasil esta no endereço:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf
Infelizmente, nesse momento, o site esta mostrando uma imagem distorcida da obra.
Trata-se do livro: “Nobiliarchia Pernambucana”, publicado pela Biblioteca Nacional. Uma reprodução dos “Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro” volume XLVII, de 1925. (A reprodução foi em 1925, a obra é anterior) O trabalho foi escrito por Antonio Jose Victoriano Borges da Fonseca.
Existem muitas criticas ao trabalho de Borges da Fonseca. Tratam-o por confuso e enganoso em certas partes. Não sei ate onde ele errou.
Mas observei, por exemplo, que ele disse que Jeronimo Barbalho Bezerra, que foi “degolado” (enforcado) em consequência da Revolta da Cachaça, teria sido filho do Felipe, irmão do governador Luiz Barbalho. Observe-se que ha o engano em Jaboatão ao afirmar que o “degolado” foi o Agostinho.
Na atualidade os genealogistas concordam que Jeronimo fora filho do governador Luiz. E os fatos comprovam que foi ele o enforcado.
Os genealogistas atuais também contradizem Borges da Fonseca em relação a um Antonio, o qual ele afirma ter sido filho do Felipe, irmão do Luiz Barbalho Bezerra. Isso se da em relação aos casamentos deles.
Borges da Fonseca afirma que Antonio, filho do Felipe, casou-se e foi para a Paraiba tornando-se o II senhor do riquíssimo Morgado de São Salvador do Mundo, instituído por Duarte Gomes da Silveira que, por não ter herdeiros, deixou para uma parente (neta para alguns e sobrinha para outros).
Outros, atuais, dizem que foi o Antonio Barbalho Bezerra, porem, filho do governador Luiz Barbalho Bezerra.
`A pagina 35, no “Titulo de Bezerras Felpa de Barbudas” fala que foi uma filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda e Brasia Monteiro: “3. Maria Monteiro, que casou com seu primo Antonio Bezerra, filho de Luiz Barbalho”.
`A pagina 189 do estudo abaixo ha outra menção. Fala-se que Antonio, o filho mais novo, (na verdade não deve ser, pois, o autor contava apenas 6 filhos, e que o casamento de Luiz e Maria Furtado de Mendonça  se dera em 1614). teria se casado com “Joanna Gomes da Silveira, neta do ilustre Duarte Gomes da Silveira, fundador do morgado …”
Sabe-se que o casamento deu-se em 6.10.1633. Guilherme foi o primogênito. Assim, para casar-se naquela data, Antonio teria que ter sido o 2o. ou 3o. Ainda assim, para casar-se por volta de seus 15 anos de idade, no máximo.
Algumas literaturas afirmam que Jeronimo nasceu em 1616 e Agostinho em 1619, havendo assim pouca margem para que Antonio pudesse ter sido o casado em 1633.
Acredito que Borges da Fonseca tenha razão quanto ao Antonio casado com Joana ter sido filho do Felipe. E Antonio, filho do governador Luiz, ter retornado a Pernambuco onde casou-se com a Maria Monteiro. A tese é esta:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
Borges da Fonseca, contudo, inicia o Titulo dos Barbalhos, `a pagina 139, assim:
” 1. Principia esta família em Brás Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco logo nos primeiros anos de sua povoação. Casou com D. Leonor Guardes, irmã de Ignez Guardes mulher do instituidor do Morgado do Cabo, e filhas de Francisco Carvalho de Andrade e sua mulher Maria Tavares de Guardes.
     Deste matrimonio de Bras Barbalho Feyo nasceram:
    2 – Alvaro Barbalho Feyo, que continua. (…)
    2 – Camilla Barbalho, que ja se acha nomeada no Livro Velho da Se, por madrinha de um batizamento feito a 7 de Novembro de 1608. Casou com Fernão Bezerra. E da sua descendência se da noticia em titulo de Bezerras Felpa de Barbudas. (…)
    2.- Braz Barbalho Feyo.”
Na verdade, quando ia falar a respeito da geração deixada por Camilla e “Fernão”, ele se omite a respeito da descendência de Luiz Barbalho, mencionando apenas que eram 10 e que outros ja os haviam mencionado. Salvo engano meu, ele menciona o autor Castrioto (que pode ser o nome da obra).
Alias, posso aqui postar as informações mais exatas, `a pagina 37 temos, em relação `a família Bezerra Felpa de Barbuda:
“2 – N…….. Bezerra Monteiro, casou com Camilla Barbalho, filha de Braz Barbalho, e de sua mulher N……. Guardes, em titulo de Barbalhos. A primeira Camilla de Braz Barbalho, vivia em Olinda em 1608. No Livro velho da Se se acha nomeada como madrinha de alguns batizados. Do referido matrimonio nasceram:
3 – Luiz Barbalho Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Comendador da Ordem de Christo e Mestre de Campo de infantaria, que governou a Bahia e o Rio de Janeiro, de quem os escritores da guerra dos Holandeses fazem muitas vezes, digo, fazem inumeráveis vezes a mais honrada memória, e seria prolixa a nossa se a fizéssemos de tantas, tão repetidas e gloriosas ações quando basta o que desse grande soldado disse o general Francisco de Brito Freire neste grande elogio: – A quem tantas continuadas ocasiões pelo decurso desta Historia, adiantaram ao insigne Mestre de Campo e deram ilustre fama principalmente naquela celebre e portentosa expedição em que socorreu a Bahia, penetrando quatrocentas léguas os desertos da America. Foi casado e teve 10 filhos, dos quais o mais velho foi o capitão Guilherme Barbalho Bezerra, mas como todos no ano de 1638 embarcaram para a Bahia, onde, e no Rio de Janeiro viveram, não tenho deles outras noticias.”
`A pagina 38 temos:
“4 – Felipe Barbalho Bezerra, consta no Livro Velho da Se que casou a 24 de Setembro de 1608 com Serafina de Morais, filha de Domingos da Silveira e de sua mulher Margarida Gomes Bezerra, em titulo de Bezerras, Morgados da Paraiba.” (pag. 37)
Deste matrimonio nasceram:
     5 – Jeronymo Barbalho Bezerra, que foi para o Rio de Janeiro, onde ha noticia que morrera degolado. (…)
     5 – Antonio Barbalho Bezerra, que ja se achava casado em 1633 com sua parente Joanna Gomes da Silveira, filha herdeira de seu tio, irmão de seu avô, Duarte Gomes da Silveira, que neles instituiu com faculdade regia o Morgado do Salvador do Mundo, da Paraiba a 6 de Dezembro do dito ano. Dele e da sua sucessão se escreve em titulo de Bezerras Morgados da Paraiba.”
`A pagina 384 o autor Borges da Fonseca, parte do livro na qual existem alguns Apêndices, retorna ao titulo Barbalhos e assim descreve, em seu inicio:
  1. “Principiou esta família em Braz Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco logo nos primeiros anos de sua povoação  casou com N …… Guradez, irmã de Ignez Guardes, mulher do instituidor do Morgado do Cabo e filha de Francisco Carvalho de Andrade, e de sua mulher Maria Tavares de Guardes, que foram os primeiros senhores do engenho de São Paulo da Várzea. (pag. 385)
Deste matrimonio de Braz Barbalho Feyo, nasceram:
     2 – Alvaro Barbalho Feyo, de quem acima se trata
     2 – Braz Barbalho Feyo, adiante,
     2 – Camilla Barbalho, que ja se acha nomeada no Livro velho da Se por madrinha de um baptisamento feito a 7 de Novembro de 1608. Casou com Fernão Bezerra, e da sua sucessão se da noticia em titulo de Bezerra Felpa de Barbuda, onde se verá quem foram os pais do famoso Luis Barbalho Bezerra.”
Dai para frente descreve-se a descendência dos irmãos da Camila.
Aqui ha que mencionar-se a insegurança do autor em relação ao nome da esposa do Bras Barbalho Feyo (1) e do marido da filha Camila. Embora ele houvesse anunciado antes que no primeiro caso seria Leonor Tavares de Guardes, encontrei a noticia do contrário com o Frei Jaboatão.
A obra do Frei esta publicada na “Revista Trimensal do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro” de 1889. Na pagina 43 ele inicia a descrição dos Albuquerques Maranhões em Pernambuco.
Ali fala que Leonor Tavares de Guardes era casada com Antonio Pinheiro Feyo. Esses, salvo engano porque não estou tendo acesso `a obra no momento, foram os sogros do Jeronymo de Albuquerque Maranhão, filho do Jeronymo de Albuquerque, o chamado “Adão de Pernambuco” por causa da numerosa descendência com varias mulheres.
E, no mais, a obra da noticia da descendência deles. Portanto, foi engano de Borges da Fonseca mencionar que Leonor fora esposa do Brás Barbalho Feyo. Confirmando-se ai que a esposa deste chamava-se Maria ou Catarina mesmo.
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A tese também pode ser consultada. Trata-se de um estudo a respeito da crise conhecida como: “A REVOLTA DA CACHAÇA”. Ocorrida no Rio de Janeiro entre o final de 1660 e o inicio de 1661.
Foi o embate de duas forças antagônicas entre os nobres descendentes dos fundadores do Rio de Janeiro e os que estavam sendo “empurrados com a barriga” pela corrupção no governo de Salvador Correia de Sa e Benevides.
A revolta teve como chefe maior Jeronimo Barbalho Bezerra, filho de Luiz Barbalho. O qual perdeu a vida ao final. Mas essa consequência provocou também a condenação do governador por todos os seus crimes. Veja:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
A partir da pagina 187, capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: a familia Barbalho”, encontra-se uma descrição resumida desse tronco familiar e da um parecer geral a respeito dos filhos de Luiz Barbalho, que estiveram no Rio de Janeiro.
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Talvez seja melhor visitarem o endereço:
https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/
Nessa pagina de meu blog eu disponibilizei muitos dados e menções `a família, que venho encontrando em minhas pesquisas.
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Espero que essas notas sejam uteis a quem for procurar decifrar os vínculos que tornam possível fazer a ponte que liga os Brasileiros do sobrenome Barbalho e Portugal, com seus devidos lugares, datas e pessoas.
Acredito que o estudo desse gênero e a divulgação de um resultado positivo poderá ajudar a desenvolver um fluxo de turismo dos Barbalho brasileiros a Portugal e seus parentes de Portugal para o Brasil, para apreciar os pontos históricos os quais se enfeitam com seus nomes.
Bom trabalho aos que aceitarem o desafio.
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004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
INDICE
01. 004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
02. OS DOCUMENTOS
03. OLHA OS ENGANOS!
04. O HUMILDE ANCESTRAL JOAQUIM COELHO DE ANDRADE
05. OS NOSSOS PEREIRA DO AMARAL
06. OS PEREIRA DO AMARAL – BENEVIDES
07. RESENHA FINAL
01. 004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
Ha muito estava adiando mas agora resolvi visitar o site Familysearch para ampliar os dados que ja possuía la e saber se aumentava meus conhecimentos, caso houvessem dados que não conheça.
Encontrei coisas interessantes. Ate mesmo maravilhosas. Mas ficou claro que ha muitos enganos.
Acredito que os enganos devam-se a ansiedades de iniciantes. Inclusive a minha.
Consta no site que o nosso ancestral, o alferes, Jose Coelho de Magalhães era filho do Bernardo Antonio e sua esposa Ana Josefa. Quem acompanha os meus estudos pode lembrar-se que “achei” que fossem. Inclusive passei isso para sites, mas ja me retratei.
Não tenho ate hoje como dizer que sim ou que não. Isso porque o professor Nelson Coelho de Senna afirmou que no lugar do Bernardo Antonio entraria um Manoel Rodrigues Coelho.
E estou dizendo um porque o professor não aprofundou na pesquisa dele, e eu ja encontrei mais de um possível ancestral com o nome Manoel Rodrigues Coelho que foram contemporâneos de nossos ancestrais em Minas Gerais.
O problema ate o momento tem sido que não encontrei documento algum que comprove qualquer hipótese.
Sei que deve haver algum Inventário e, possivelmente, Testamento do nosso ancestral, alferes-de-milicias, Jose Coelho de Magalhães, em Conceição do Mato Dentro onde foi dito que faleceu, ou no Serro que, em 1806 na data, era a única sede de Comarca na região.
Esse seria um documento que devemos guardar com carinho, pois, devera desfazer diversas duvidas e abrir novos horizontes para nossas pesquisas. Isso porque nada sabemos com segurança, pois, o que sabemos deles vem de tradições, o que podem ser falhas.
Os Testamento e Inventario do Jose Coelho de Magalhães poderiam, definitivamente, revelar com certeza se somos mesmo descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, como ate agora acredita-se, ou da Escolástica de Magalhães, primeira esposa dele.
Os documentos iriam, no minimo, informar-nos quem foram os filhos de cada esposa, com quem se casaram, os que ja eram casados. e talvez alguns netos que acaso fossem órfãos.
O Testamento poderia revelar quem foram os pais, onde nasceu e ate alguma resenha a respeito de ancestrais e da origem geográfica. Mas somente depois que encontrar-se algum documento revelador é que podemos fazer uma resenha segura. Ate la, tudo não passa de especulação.
Infelizmente, não tive a oportunidade de buscar em todos os locais possíveis de encontrar algo seguro a respeito do nosso, provável, ancestral Manoel Rodrigues Coelho. Ha que verificar na Casa dos Contos e no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto.
Se por la houver algum Inventario dele, então, poderá revelar se deixou um filho chamado Jose Coelho de Magalhães.
Algum documento do gênero devera existir, pois, foi dito ter sido muito rico. E ha a possibilidade de ele ser encontrado em documentos referentes ao Inficcionado, atual Santa Rita Durão, em Mariana, e Cachoeira do Campo, Distrito de Ouro Preto.
E não se pode descartar ainda a possibilidade de ter sido o próprio Manoel Rodrigues Coelho que tenha levado toda a família para o, então, Norte de Minas. Informa-nos o professor Nelson que a família espalhou-se por Santa Barbara, Itabira e Conceição do Serro (do Mato Dentro).
Mas não especificou quando se deu isso. Manoel ganhou a Sesmaria em Cachoeira do Campo em 1758, quando ja não havia ouro a explorar-se na região. Mas houveram outros surtos de ouro no Norte do Estado.
Talvez tenha sido atraído para a região de Conceição do Mato Dentro/Morro do Pilar, Fazenda do Axupé, onde o professor Coelho de Senna afirma que a família esteve estabelecida, ainda no século XVIII, antes de o nosso ramo ter ajudado a fundar e passar a residir em Guanhães.
Portanto, pode-se, talvez, encontrar-se algum Inventario e Testamento no Serro. Nunca se sabe. Enquanto não encontrarmos o “elo perdido” nada se pode afirmar.
Mas, queria resumir o máximo possível porque ha muito o que escrever com o que ja encontrei. Vamos, então, a apenas postar novamente alguns documentos. Deles não se pode duvidar da veracidade.
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02. OS DOCUMENTOS
a. Registro de batizado de POLICARPO JOSE BARBALHO
“Aos 21 dias do mês de novembro de 1779, na Capela de Santa Anna do (Percuava?), o padre Andre Vaz de Almeida batizou e pos os Santos Óleos a Policarpo, filho legitimo de Jose Vaz Barbalho e de sua mulher Anna Joaquina de Sam Jose. Foram padrinhos Manoel da Ponte e Delfina Soares, todos dessa freguesia (??) e por esse assino:
O vigário: Pedro Jose Pereira de Castro.”
b. Registro de batizado de PLACIDO JOSE BARBALHO
“Aos 18 dias do mês de Março de 1781 anos, nessa Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual Santa Rita Durão), batizei e pus os Santos Óleos a Plácido, párvulo, filho legitimo de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina sua mulher, postos forros, que viverão na Freguesia de Vila do Principe a partir dessa Freguesia do Inficcionado (??) do epifano a 9 do dito mês. Foi padrinho: Silvestre de Almeida do Freixo, dessa freguesia, o que foi aposto.
O Encomendado: Pedro Jose Pereira De Castro.”
Ambos os documentos os vi nas reprodução fotográfica do livro de batizados que pode ser visto no site Familysearch.
c. Sinopse do Inventario de POLYCARPO JOSEPH BARBALHO
“POLYCARPO JOSE BARBALHO – Faleceu a 20 de junho de 1801. Era natural da Vila do Principe do Cerro Frio, filho de Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza. Casou com Bernarda Maria de Azevedo, de quem teve 7 filhos: Constancia Joaquina, casada com Jose Bernardes Ribeiro; Josefa Pimenta de Souza, casada com Jose Peixoto de Miranda, Possidônio Jose Barbalho, Julio Vaz Barbalho, Eugenia Perpetua, Candida Hypolita e Manoel Vaz Barbalho (fls. 108v Liv 4)”
d. Sinopse do Inventario de BERNARDA MARIA DE AZEVEDO
“BERNARDA MARIA DE AZEVEDO – Faleceu a 13 de abril de 1813. Era natural da Vila do Rio Grande, filha de Silvestre Silveira e Ana Gomes de Azevedo. Casou com o cirurgião-mor Policarpo Jose Barbalho, de quem teve os filhos seguintes: Constância Joaquina, Josefa Pimenta, casada com Jose Peixoto de Miranda, Possidônio Jose Barbalho, Jose Antonio Julio, Candida, Eugenia e Manoel. Era irmã de Manoel de Moura Ribeiro. (fls. 41v Liv 10)”.
Esses dois resumos podem ser vistos no endereço abaixo:
https://www.scribd.com/doc/45971157/Sinopse-dos-Inventarios-e-Testamentos-de-Porto-Alegre-RS-1776-1852
Polycarpo esta registrado na pagina 12 e dona Bernarda na 33.
Observe-se ai a coincidência do nome Silvestre aparecer tanto como padrinho do Plácido quanto como pai da dona Bernarda. Tenho uma ligeira desconfiança que seja a mesma pessoa.
Obvio, ha a duvida das diferenças de sobrenomes. Mas ele poderia chamar-se Silvestre de Almeida da Silveira. O “do Freixo”, poderia ser menção ao local onde nasceu.
Freixo é um anexo `a Cidade do Porto, e fica `as margens do Rio Douro. Muito mencionado em genealogias que citam os filhos ilustres oriundos do local. Encontram-se ali exemplos dos Cernaches, família de nobreza que ali residia.
Podemos lembrar Freixo por seu palácio:
https://en.wikipedia.org/wiki/Palace_of_Freixo
Era muito comum os portugueses chegados ao Brasil adotarem entre os sobrenomes a localidade de onde procediam, mesmo que não fossem membros de uma família com o mesmo sobrenome.
E os escrivães antigos costumavam redigir os registros depois dos fatos. E eles colocavam os nomes nas pessoas de acordo como conheciam, algumas vezes usando pseudônimos e não os verdadeiros nomes.
Se, no caso, o Silvestre chamava-se mesmo Silvestre de Almeida da Silveira, nascido em Freixo, poderia ser ao mesmo tempo padrinho do Plácido, pai da dona Bernarda Maria e, talvez, nosso ancestral, caso fosse também pai da ancestral Anna Joaquina Maria de São Jose.
Como parece que Ana Joaquina não tenha tido sobrenomes mas sim uma sequencia de nomes que compõem a Família Sagrada, e não sabemos os nomes dos pais dela, ha essa possibilidade, mesmo em sendo remota.
Naquele tempo, os profissionais de determinadas áreas viajavam mais que o povo comum. Mas não se mencionava com frequência as profissões de padrinhos. Ja foi uma dadiva mencionarem a do Policarpo Joseph Barbalho, cirurgião-mor de Porto Alegre.
Observa-se que o mais provável seria que os pais de Ana Joaquina fossem os padrinhos do primogênito Policarpo. Seria menos comum que uma mulher naquela época, talvez muito jovem, se casasse e fosse morar longe da casa dos pais.
Portanto, os candidatos mais fortes a pais dela seriam Manoel da Ponte e dona Delfina Soares. Isso pelas tradições de os primogênitos serem batizados pelos avós.
Vamos a mais documentos:
e. Sargento-Mor, DOMINGOS BARBOSA MOREIRA
Esta mencionado no documento abaixo:
http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf
`A pagina 46 temos:
“101.1723/10/13 177-4; total em réis: 265.688; Sargento-mor Domingos Barbosa Moreira; quartéis da Comarca do Serro Frio.”
Na verdade, a postagem faz um translado do livro: “O LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA DA REAL FAZENDA DE MINAS GERAIS, 1722-1727”. Tradução essa feita por Angelo Alves Carrara.
f. FRANCISCO JOSE DE BARBOSA FRUAO
O Francisco aparece com os dados:
“data de entrada: 02/1747
 data de profissão: 10/1747
 1753, Juiz das marcações e medições de sesmarias.
 1764, Mestre de Noviços.”
Esses dados estão na pagina 273, da publicação:
http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf
Trata-se ai da pesquisa de doutorado do professor Cristiano de Oliveira de Sousa. E o nome pomposo da monografia foi:
“Prestigio, poder e hierarquia: A “elite dirigente” da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica (1751- 1804).”
1751 foi a data do estabelecimento oficial da ordem em Ouro Preto. Mas ja existia antes, pelas próprias datas de ingresso e profissão de nosso ancestral. Na verdade, ele descreve como se dava a “mafia” dos privilégios.
Para fazer parte da ordem, era preciso ter renda. E os estabelecidos nas ordem recebiam os favores das nomeações para os cargos cuja remuneração era elevada. Ou seja, dinheiro rendendo dinheiro. Uma divinização do Brasil atual.
Não se descreve detalhes da vida de nosso ancestral. Apenas passa aquelas informações e datas preciosas para os nossos estudos genealógicos. Mas o trabalho é super interessante de se ler para se ter conhecimento de como as coisas funcionavam no passado. O conhecimento não ocupa lugar.
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03. OLHA OS ENGANOS!
Resolvi falar primeiro dos enganos que encontrei na genealogia de nossa família que ja esta formada no familysearch.
Atribuo certos enganos ao que mencionei antes, ansiedades. E ja mencionei aquele meu engano de ter identificado como pais do alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães aos Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e sua esposa Ana Josepha de Magalhães Pinto.
Havia sim a possibilidade de terem sido em razão das possíveis idades. Mas não tenho nenhum documento a comprovar. E como o professor Nelson Coelho de Senna disse que o Jose era filho do Manuel Rodrigues Coelho, o chute fica parecendo mentira.
A ansiedade nesses casos pode ser traduzida por ansiedade mesmo, por um lado, mas também ha a vontade que fosse, quando as pessoas estão menos experientes.
Acontece que não tem sido fácil encontrar os dados corretos. Assim a gente pode passar a desejar que fosse aquele que primeiro aparecer. Mesmo que a coincidência seja apenas um nome.
Bom, para falar do que encontrei de fato.
Em nossa linhagem descrita pelo professor Dermeval Jose Pimenta, ele acrescentou ao que ja conhecíamos que Eugenia Rodrigues da Rocha, pentavó da minha geração, era filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
E no site esta que Maria Rodrigues foi filha do Policarpo Joseph Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo. E la ela esta identificada como Maria Rodrigues Barbalho. Ou seja, o Magalhães talvez não existisse mesmo.
O problema esta em que a data do nascimento recai em 1767. O que seria 15 anos antes do seu neto: Jose Coelho da Rocha, ou Jose Coelho de Magalhães Filho que, segundo os genealogistas da família nasceu em 1782.
Nesse caso, ja sabemos que essa data esta incorreta e que Bernarda Maria não poderia ter sido mãe dela. Ou, haveria uma possibilidade sim.
O professor Nelson Coelho de Senna disse que o casamento da Eugenia Rodrigues com o alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães deu-se em 1799. E também que ele era viuvo de dona Escolástica de Magalhães.
Nesse caso, a mãe da Eugenia poderia ter nascido em 1767. O que não poderia era ser a avo do Jose Coelho da Rocha que nasceu em 1782. Se em 1782, aos 15 anos de idade, dona Maria Rodrigues houvesse casado e tido a filha em 1783, Eugenia poderia ter se casado em 1799, também aos 16 anos de idade.
Então, o professor teria que ter-se enganado em relação `a data de nascimento do bisavô dele, tido por nascido em 1785, cuja data verdadeira poderia ter sido 1805. E isso tem fundamento de se pensar.
Isso porque ao narrar os eventos da família pelo lado materno dele, o professor Nelson da as datas de nascimento de 3 filhas. A avo dele Emilia Brasilina (1828); tia Eufrasia (1829) e tia Maria Eugenia (1835).
Ele narrou também que o casamento havia se dado em 1804. E que os bisavós dele, João e Bibiana Lourença de Araújo foram pais também de 3 filhos: João, Joaquim e Cassiano. Mas não revela as datas dos nascimentos desses tios dele.
Mas se aconteceu de o professor ter-se enganado, e o nascimento do tio João Coelho de Magalhães se deu em 1805, com o casamento se dando em 1824, teria havido espaço para o nascimento dos filhos, antes ou pelo menos um entre as mulheres.
Ao contrário, se o casamento houvesse sido mesmo em 1804, ficaria um espaço enorme demais para o nascimento dos 3 filhos, entre 1805-28 e muito curto para as 3 filhas. E a tia Bibiana teria tido uma vida fértil muito longa de 31 anos, mas somente 6 filhos.
Aviso: não seria impossível, contudo, muito pouco provável.
De toda forma, em tal suposição, nos, descendentes do Jose Coelho da Rocha, não seriamos descendentes da Eugenia e, muito provavelmente, seriamos descendentes da dona Escolástica de Magalhães.
Eu ja havia levantado a hipótese de o Jose Vaz Barbalho, por enquanto o tenho por filho do Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza, que foi pai, poderia ter sido fruto de um casamento anterior do Policarpo Joseph Barbalho, ou seja, não seria filho de dona Bernarda Maria.
Interessante aqui é que podemos observar, pelos Inventários, letras c e d, no capitulo de documentos acima, que Policarpo e Bernarda não tiveram filha com o nome Maria. Se tiveram, o nome dela não aparece nos inventários de nenhum dos dois. Algo diferente dos costumes.
Engraçado parece que pode ter havido mesmo um Jose. Observe-se que no Inventário do Policarpo, o que se confirma nos registros de batismos, que tiveram o Julio Vaz Barbalho.
Mas no Inventário de dona Bernarda ha um Jose Antonio Julio. Eu copiei como estava no documento na internet. Mas penso que foi engano de quem estava traduzindo o original para a sinopse. E o engano foi não ter colocado a ou as virgulas.
Nesse caso, eles podem ter tido Jose, Antonio e Julio. Ou Jose Antonio e Julio Vaz Barbalho.Observem que as filhas usavam dois nomes. Caso da Constância Joaquina. Os homens eram Vaz Barbalho ou Jose Barbalho.
Acredito, então, na possibilidade de que Constância Joaquina, Josefa, Jose e Antonio poderiam ter sido filhos de sangue apenas do Policarpo Joseph Barbalho. Isso porque não vi registros deles nos livros de Gravataí, como tem dos outros.
Mas de toda forma, fica aqui a dica de que não creio que nossa ancestral Maria Rodrigues tenha parentesco tão direto com Policarpo Joseph Barbalho. Acredito que ela fosse prima dele.
E a raiz onde se encontram seria na Eugenia, irmã do Manoel Vaz Barbalho, o velho. Ele nasceu em 1690 e ela em 1695, segundo o que esta no livro: “Primeiras Famílias do Rio de Janeiro”, de autoria de Carlos G. Rheingantz.
Maria poderia ter sido filha ou neta da Eugenia. E por isso teria tido a filha Eugenia Rodrigues da Rocha.
Outro erro que encontrei na Arvore foi que o nosso ancestral Antonio Jose Barbosa Fruão, foi pai do Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira. Nada contra. Apenas as datas não permitem. Os documentos “e” e “f” mostram isso.
Em 1723, Domingos era ja sargento-mor da Vila do Principe do Serro do Frio. O cargo era eletivo. Para ocupa-lo a pessoa precisava ter experiencia e prestigio. Não seria um recruta a ocupar o lugar. Portanto, estaria pelo menos na faixa dos 30 anos de idade.
E, para ser pai dele, o Antonio Jose teria que ter nascido uns bons 20 anos ou mais antes disso. Ou seja, teria que ter nascido por volta de 1673. O mais provável seria antes disso ainda.
Mas em 1764, o Antonio ainda estava na ativa, época em que provavelmente tornou-se também o pai da nossa ancestral Francisca Angelica da Encarnação. Isso porque, em 1781 a Francisca estava se tornando mãe do Francisco Pereira do Amaral e continuou tendo filhos pelo menos ate 1791, quando foi mãe do nosso ancestral: Malaquias Pereira do Amaral.
Tudo segundo as notas do professor Dermeval Jose Pimenta, no livro dele: “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”.
`Aquela época seria um fato inusitado para o Antonio Jose Barbosa Fruão ter vivido ate mais de 90 anos. E ainda estar tendo filhos ja seria uma hipótese um tanto quanto fabulosa!
Não verifiquei quem postou o Antonio como pai de dois de nossos ancestrais. Seja la quem for, acredito que tenha cometido apenas uma distração. Comum a todos nos que mexemos com esse quebra-cabeças.
Erro mesmo a gente verifica numa de nossas raizes mais profundas. La esta o nosso ancestral Lovesendo Ramires casado com Zaida ibn Zaydan. O que foi verdade.
O erro esta em que postaram a mesma pessoa da esposa casada com o pai dele, Ramiro II, rei de Leon. Pior, o Lovesendo teria sido o filho que teve relações com a própria mãe.
Esse foi um erro crasso. Isso porque a informação em outros sites, como o Geneall.net, podemos verificar que a mãe do Lovesendo chamava-se, provavelmente, Onega (?). Exato, a informação esta sob suspeita com um sinal de (?). Mas não se justificaria isso se a informação que esta no familysearch fosse conhecimento.
Fiz essa Prévia a respeito desses enganos e erro apenas para salientar que não devemos confiar em tudo por enquanto. Mas ha um computo geral positivo. Vamos seguir para frente porque as boas novidades estão por vir.
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04. O HUMILDE ANCESTRAL JOAQUIM COELHO DE ANDRADE
Apesar dos riscos dos enganos, penso que esta no site do Familysearch uma das linhagens que nos ligam ao remoto passado e que podemos segui-la geração a geração.
Antes disso, vou postar aqui um documento que, senão curioso, pode ser a origem do nosso humilde ancestral Joaquim Coelho de Andrade.
O amigo Mauro Moura de Andrade ja havia me passado um resumo, contendo dados menos detalhados. Mas buscando na internet, pude encontrar tudo com mais detalhes. A postagem esta no site:
01. https://genealogiafb.blogspot.com/2014/08/relacao-dos-emigrantes-acorianos-para.html, e os detalhes na pagina:
02. https://www.dropbox.com/s/8rbhu23v6s7w51s/arbelo-rel%2Bemigrantes%2Bbrasil%2Bpass1771-74-bihit%2Bvol.V%281947%29.pdf?dl=0
Trata-se da “Relação dos emigrantes açorianos para os Estados do Brasil, extraída do “Livro de Registros dos Passaportes da Capitania Geral dos Açores”. (Continuação da pagina 165 do volume 5o.)”. Por: Antonio Raimundo Belo.
Dessa pagina do trabalho, republicado no “Boletim do Instituto Histórico”, temos `a pagina 35, lista de emigrados da “Ilha Terceira”, “Ano de 1770”:
“ANTONIO COELHO LINHARES, da Vila Nova, `a Comarca de Vila do Sabará de Minas Gerais, com sua mulher Inez Francisca, e seus filhos: Mariana, Rosa, Maria, Clara, Ana, Rita e João, menores, para a fazenda que para ele comprou o seu filho Mateus Coelho, assistente nas ditas minas.”
A “escadinha” de filhos leva a supor que esse seria um segundo casamento do ANTÔNIO e, provavelmente, o MATEUS, pessoa ja adulta, devera ter sido filho de algum primeiro matrimonio.
OBS.: `A pagina 36 temos o registro de um senhor, JOSE NUNES COELHO, que dirigia-se para o Rio de Janeiro. Anotado ai apenas pela curiosidade de ter o mesmo sobrenome de nossos ancestrais.
E em 1770, procedentes também de Vila Nova, e ele levava consigo a esposa “Mariana Antonia, filho Jose Coelho e filha Esperança de Jesus.” Em 1770, acredito, nosso ancestral MANOEL NUNES COELHO deveria estar numa faixa de 10 anos de idade.
Mais certo será que o Coelho do ANTÔNIO e do JOSE era o mesmo. Portanto, se algum dia comprovarmos parentesco com um, muito certo será que teremos parentesco com o outro.
Quanto ao MANOEL, poderá, talvez, ser aquele que em 27.08.1804 teria tido um segundo, possível, casamento com VALERIANA ROSA GONÇALVES. Esse era filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Ha que se saber inclusive se ela seria filha do nosso suposto ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO.
Deixando de lado as conjecturas, vamos ao que interessa. As tradições da família nos afirmam que JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, teve um período de dificuldades econômicas.
E também que teria sido levado para a então, Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhães, atual Virginópolis, pelo bisavô da minha geração, MARCAL DE MAGALHÃES BARBALHO, por ser o prometido sogro dele.
A minha impressão é a de que devemos negar esse “levar”, pois, inclui-se na tradição que o bisavô prometia arcar com as despesas dos estudos da bisavó ERSILA COELHO DE ANDRADE, na Cidade de Diamantina, para se casarem depois que ela formasse.
Acontece que entre um e outro a diferença de idade era de apenas 6 anos. E eles se casaram em 5.7.1879. Ela aos 19 anos e ele aos 25 anos de idade. Ou seja, uns 5 anos antes do casamento ela devera ter se dirigido a Diamantina aos 14, enquanto ele teria em torno de 20 anos de idade.
Poderiam ate casar-se ja. Mas seria muito difícil ele possuir recursos próprios para bancar os estudos da noiva. O trato poderia ter sido feito entre os pais dos noivos, mas acho que não seria bem o caso.
A partir disso, imagino a possibilidade de alguns familiares do trisavô JOAQUIM ter-se dirigido para o PATROCÍNIO DE GUANHÃES, inclusive o próprio pai dele e, talvez, a mãe. Isso porque a PAROQUIA foi fundada em 1858.
Portanto, imediatamente nos anos seguintes deve ter atraído algumas dezenas de casais dispostos a explorar aquela nova fronteira de colonização. Essa era a grande oportunidade para as pessoas da época.
Essa minha conjectura se da porque sabemos que a família estabeleceu-se `as margens de um córrego. O córrego, antes sem nome, passou a ser chamado CÓRREGO DOS HONÓRIOS. E fica nas divisas das cidades de DIVINOLANDIA e GONZAGA – MG.
E nossa tradição atribuiu o nome do córrego ao trisavô JOAQUIM. Isso porque ele era conhecido pelo apelido de JOAQUIM HONÓRIO. Fica obvio para mim que o apelido revelava o nome do pai dele. E seria possível que outros irmãos e primos estavam juntos.
Ha pouco tempo o amigo Mauro Moura de Andrade enviou-me resumos dos assentamentos de batismos ocorridos em FERROS, atual cidade e, então, Distrito de ITABIRA.
Entre eles estavam os registros de JOAQUIM e ANTÔNIO, filhos de HONÓRIO COELHO DA SILVA, como consta no primeiro registro, e HONÓRIO COELHO LINHARES, no segundo. A mãe de ambos foi SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE.
E nos arquivos do site Familysearch encontram-se o registro de casamento do HONORIO e SIMPLICIANA. Ele foi filho de ANTONIO COELHO DA SILVEIRA e MARIA VIEIRA DA SILVA.
Ela era viuva de JOAO DE SOUZA E SILVA. No mesmo site encontra-se o registro desse primeiro matrimonio. Sendo ele filho de ALEXANDRE DA FONSECA E SOUSA e ANNA JOAQUINA DA SILVA. SIMPLICIANA era filha de JOSE JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA LUCIA DA SILVEIRA.
Porque o casamento da SIMPLICIANA com o JOÃO se deu em 1812 e com o HONÓRIO em 1822, imagino a possibilidade de esse ter sido um pouco mais novo que ela e aquele, mais velho.
Aqui temos, talvez, apenas uma coincidência. Mas o HONÓRIO, não sei se por algum engano, recebeu o sobrenome COELHO LINHARES. Mesmo sendo filho de um COELHO DA SILVEIRA.
Então, aventa-se a possibilidade de ele ter sido neto materno daquele ANTÔNIO COELHO LINHARES, procedente de Vila Nova da Ilha Terceira. A Comarca de SABARA era imensa, o que incluía Itabira e Ferros.
Não seria difícil que alguma das filhas do ANTÔNIO tenha sido esposa de marido da família SILVEIRA. E eles terem sido pais do ANTÔNIO COELHO DA SILVEIRA. Mas naquela época não se agarravam aos sobrenomes paternos.
Dava-se importância aos sobrenomes ancestrais. Muitas vezes os filhos adotavam os nomes de algum dos avós. Foi o caso, por exemplo, da JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, que era filha do POLICARPO JOSEPH BARBALHO. O nome da filha foi o mesmo do da mãe do pai dela, ou seja, da avó.
E isso era muito comum. As pessoas tanto somavam diversos sobrenomes ancestrais ou restringiam-se ao sobrenome que mais lhes aprouvesse. Não se sabe se o MATEUS, filho do ANTÔNIO dos Açores, tinha outros sobrenomes. Mas no documento aparece apenas o COELHO.
Bom, essas minhas conjecturas em relação aos sobrenomes pouco tem a ver com o caso que queria apresentar. Trata-se apenas de uma mensagem para o futuro. Quem sabe, saber disso um dia facilite outras pesquisas.
O que quero focar aqui era no fato de encontrarmos o nosso possível ancestral JOSE JOAQUIM DE ANDRADE. Estou colocando-o como possível porque precisamos comprovar via documentos que o JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, vulgo JOAQUIM HONÓRIO, foi mesmo o filho do HONÓRIO e SIMPLICIANA.
Se foi o caso, então, as janelas estão devidamente abertas para o nosso passado. Sabemos que a bisavó de nossa geração ERSILA COELHO DE ANDRADE contava aos netos que era parente do CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
Parece que tinham a informação como certa, de maneira que ninguém realmente esforçou-se para descobrir o como isso poderia dar-se. E o poeta teve realmente um tio-bisavô com o nome JOSE JOAQUIM DE ANDRADE, irmão do bisavô dele, Alferes, FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE.
Alem disso, informou-nos o amigo Mauro Moura de Andrade, que eles eram primos da esposa do Alferes FRANCISCO JOAQUIM, dona MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE. Mas a informação não aparece ainda no site do Familysearch.
Para simplificar, vou postar aqui umas sequencias genealógicas que acompanhei no site e que creio ser verdadeiras. Assim, a partir do JOSE JOAQUIM DE ANDRADE, vamos seguir a sequencia de pais, avos, bisavós ….
01. Jose Joaquim de Andrade c. c Maria Lucia da Silveira
02. Helena da Conceição Correia c. c. Jose Gaspar Godoi
03. Margarida Correa Alvarenga c. c. João Francisco de Basto
04. Mécia Leme de Andrade c. c. Elias Correa de Alvarenga
05. Manoel Monteiro de Alvarenga c. c. Guiomar de Castilho
06. Balthazar Alvares de Alvarenga c. c. Mécia Monteiro
07. Bernardo Anes Soeiro de Alvarenga c. c. Joana Vaz
08. Isabel ou Mécia Cardoso c. c. Alvaro Anes Soeiro de Albergaria
09. Vasco Pais Cardoso c. c. Brites Anes de Lourenço
10. Alvaro Vaz Cardoso c. c. Maria Rodrigues de Vasconcelos
11. Vasco Lourenço Cardoso c. c. Francisca Martins
12. Lourenco Vasco Cardoso c. c. ?
13. Vasco Ermiges Cardoso c. c. Cardosos (Quinta da Torre).
14. Ermigo Pais de Matos c. c. Mecia Soeiro Cardoso
15. Paio Viegas c. c. Aldara
16. Egas Ermiges c. c. Gontinha Eris Godosende
17. Ermigo Alboazar c. c. D. Dordia Osores
18. Alboazar Lovesendes c. c. Unisco Gondines
19. Lovesendo Ramires c. c. Artiga ou Zayra ibn Zaydan
20. D. Ramiro II, rei de Leon c. c. Onega (?)
Nesse ponto encontra-se o engano que mencionei antes. Zayra foi esposa do Lovesendo e não do pai dele. Acrescente-se ai que ela era descendente do profeta Mohammad.
Agora, retornando `a geração 06 e invertendo-a temos:
06. Mecia Monteiro c. c. Balthazar Alvares de Alvarenga
07. Gaspar Monteiro c. c. Catarina Dias Correa
08. Lopo Monteiro c. c. Guiomar de Oliveira
09. Gonçalo Monteiro c. c. Isabel Rodrigues de Vasconcelos
10. Lopo Martins Monteiro c. c. Florencia Vieira
11. Martim Afonso Monteiro c. c. ?
12. Afonso Nunes Monteiro c. c. ?
13. Nuno Mendes Monteiro c. c. ?
14. Martins Pais Monteiro c. c. Mariana
15. Teresa Anes de Leomil c. c. Payo Monteiro
16. Tereza Goncalves Bezerra c. c. João Soares de Leomil
17. Gonçalo Gonçalves Bezerra c. c. Bezerra
18. Gonçalo Viegas de Riba Douro c. c. Teresa
19. Egas Mendes de Riba Douro c. c Ausenda Garcia de Sande
20. Mem Viegas c. c. (?) no site esta errado
21. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Viegas de Riba Douro
22. Monio Ermiges de Riba Douro c. c. Ouroana
23. Ermigio Viegas de Riba Douro c. c. Unisco Pais
24. Toda Ermiges c. c. Egas Moniz de Riba Douro
25. Ermigio Aboazar c. c. Vivili Turtesendes
26. Aboazar Lovesendo c. c. Unisco Godinhes
27. Lovesendo Ramires c. c. Zayra ibn Zaydan
28. Ramiro II, rei de Leon c. c. Onega (?)
29. Ordonho II, rei de Leon c. c. Elvira Mendes de Portugal
30. Alfonso III, das Asturias c. c. Jimena Garces de Pamplona.
Coloquei essa sequencia apenas para ilustrar mas ela esta errada. Verifiquei em outros sites e ha essa passagem a partir do Mem Viegas para a descendência. Quem postou enganou-se.
Acontece que, mesmo assim, em algum momento, acertando-se o que estiver errado, com certeza iremos chegar aos mesmos ancestrais. No fundo no fundo vale aquele entendimento indígena.
Se a pessoa estiver num passado remoto e deixou descendência, então, será meu ancestral. Pode-se não saber como, mas que é, é!!! E, por incrível que pareça, é mesmo. E estou certo disso também.
Alias, para comprovar isso, busquei em outro site. Ali encontra-se a seguinte sequencia:
08. Alvaro Anes Soeiro de Albergaria c. c. Mécia Cardoso
09. Soeiro Fernandes de Albergaria c. c. Sancha Alvares Martins Bulhão
10. Fernão Soares c. c. (?)
11. Soeiro Fernandes c. c. Sancha Martins
12. D. Fernando Ermiges c. c. Maria Pais
13. Hermigio Mendes c. c. Sancha Pires de Bragança
14. Mem Moniz de Riba Douro c. c. Cristina Gonçalves das Asturias
15. Moninho Ermiges, o Gasco c. c. Ouroana
16. Ermigio Viegas c. c. Unisco Pais
17. Egas Moniz de Ribadouro c. c. Toda Ermiges
Obs.: Mem Moniz de Riba Douro era irmão do Egas Moniz, o Aio, que foi marido de Dordia Pais de Azevedo e de Teresa Afonso. E deles descendemos multiplas vezes.
14. D. Sancha Pires de Bragança, foi filha de Pero Fernandes, o Braganção, senhor de Bragança; e de D. Fruilhe Sanches de Celanova. Estavam entre as maiores nobrezas de Portugal `a época.
Melhor mesmo não postar algo mais que vi no familysearch devido `a duvida quanto `a certeza do que encontra-se la. Mas, de um modo geral pode-se garantir que com poucos consertos tornar-se-ia de grande credibilidade.
Apenas para esclarecer melhor o engano. No Familysearch esta que dona Tereza Fernandes de Marnel fora esposa do Mem Viegas de Riba Douro. Na verdade, ela foi esposa do Mem Viegas de Sousa. Ai temos:
20. Mem Viegas c. c. (?) no site esta errado
21. D. Egas Gomes de Sousa c. c. Gontinha Gonçalves da Maia
22. D. Gomes Echigues c. c. Gontronde Moniz de Touro
23. Echega Gucoi c. c. Aragunta Soares
24. D. Vizoi Viizois c. c. Munia
25. D. Ufo Ufes c. c. Teresa Soares
26. D. Hugo Soares Belfaguer c. c. Mendola
27. D. Sueiro Belfaguer c. c. Munia Ribeiro
28. Flavio Teodosio de Coimbra c. c. Munia Sueira de Coimbra
29. Flavio Alarico de Coimbra c. c. Flavia Teodia Atenerico
30. Flavio Ataulfo de Coimbra c. c. Lidoaria Atauldo
31. Egica
Essa linhagem vem dos reis visigóticos. Ai temos a linhagem Egica, Flavio e Rodrigo, que foi o ultimo rei eleito por parte da nobreza visigoda. A imposição do rei Rodrigo colocou os visigodos em clima de revolução civil.
Foi nesse instante que os muçulmanos se aproveitaram das fragilidades do adversário e invadiram e conquistaram a Península Ibérica, em 711 d. C.
Mas o importante a saber aqui é as nobrezas que reconquistaram Porto Cale e depois formaram o Reino de Portugal, descendem dessas e outras raizes.
Ja o Mem Viegas, filho do Egas Moniz, o Aio, não se sabe com quem se casou. Entao, no site familysearch deveria estar assim:
20. Mem Viegas c. c. (?)
19. Egas Mendes de Riba Douro c. c. (?)
18. Gonçalo Viegas de Riba Douro c. c. Tereza (?)
17. Mem Goncalves da Fonseca c. c. Maria Pires de Cambra + idem de Tavares.
Essa familia viveu no lugar de Fonte Seca. Conta-se que havia no local uma fonte que nos verões de secas prolongadas deixava de verter suas aguas. Dai o nome do local e que a corruptela do nome virou nome de família.
Alem dos “da Fonseca”, origina-se também de Egas Moniz, o Aio, os “de Vasconcelos” que descendem de dona Maria Soares Coelho, que casou-se com D. João Pires de Vasconcelos, senhor da Torre de Vasconcelos; e os “Coelho” que descendem do Soeiro Viegas Coelho, pai de dona Maria Soares, que era bisneto do Aio.
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05. OS NOSSOS PEREIRA DO AMARAL
Segundo as pesquisas processadas pelo professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, publicadas ainda nos anos de 1960, a família PEREIRA DO AMARAL procedeu da Ilha de São Miguel, do Arquipélago dos Açores.
Desse ramo descendem os RODRIGUES COELHO, descendentes de ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. E a sequencia que o professor deixou foi essa:
01. Maria Marcolina Borges do Amaral c. c. Antonio Rodrigues Coelho
02. Daniel Pereira do Amaral c. c. Maria Francelina Borges Monteiro
03. Malaquias Pereira do Amaral  c. c. Ana Maria de Jesus
04. Miguel Pereira do Amaral c. c. Francisca Angelica da Encarnação (Barbosa)
05. Manuel Pereira c. c. Maria de Benevides
O ultimo casal foi o que deu origem ao ramo sendo que não temos noticias de que tenha deixado sua terra natal para ir para o Brasil. Foi o filho Miguel quem levou a alcunha para la.
No site Familysearch não ha uma sequencia para a família Pereira. Mas ha para a ascendência da Maria de Benevides do Amaral. O que parece foi que todos os ramos do qual ela descende ficaram estacados em becos sem saída.
Melhor dizendo, foram encontrados ancestrais longínquos, porem, não foram ligados ainda a ancestrais mais antigos e que retornem `aqueles ancestrais das sequencias genealógicas anteriores.
E eu a procurei primeiro por ter visto algo em nossa ancestralidade, postado no site, ligado aos Benevides. Ou Benavides, como se fala em espanhol. Inclusive levou-me a pensar que fosse apelido italiano. Mas o resumo da origem da família pode ser lido no endereço:
https://www.heraldrysinstitute.com/lang/pt/cognomi/Benevides/Portugal/idc/601523/
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06. OS PEREIRA DO AMARAL – BENEVIDES
Foi um pouco trabalhoso reencontrar o que eu havia visto antes. Mas com o engano na postagem do site Familysearch, colocando nossos ancestrais FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNAÇÃO e  DOMINGOS BARBOSA MOREIRA como irmãos, apagara-se da memória o que vira antes.
Assim sendo, como o ANTÔNIO JOSE BARBOSA FRUÃO surge em ambas partes, vou admitir que em relação `a FRANCISCA a genealogia poderá vir a estar correta. E, se eu ainda tivesse a ansiedade de encontrar-me com os ancestrais mais antigos, pensaria que tenho a dupla ascendência.
Mas pelas razões ja resumidas anteriormente, melhor nos contentarmos com uma única vez. Vamos então abandonar a resenha e irmos direto ao assunto. Invertendo-se as posições da geração 04 acima:
04. Francisca Angelica da Encarnação c, c. Miguel Pereira do Amaral
05. Ana Maria de Jesus Benevides c. c. Francisco Jose Barbosa Fruão
06. Manuel de Souza Benevides c. c. Antonia Muniz Carneiro
07. Teresa de Benevides c. c. Jose Simões Cardoso
08. Isabel de Benevides Soares e Souza c. c. Manuel Velho Sueiro Baião
09. Tome Rodrigues de Souza Benevides c. c. Catarina Soares
10. Manuel Simões de Souza Benevides c. c. Isabel Ferreira
11. Manuel Simões de Benevides c. c. Catarina Dias Paes
12. Gaspar Rodrigues de Souza c. c. Jeronima Dias
13. Guiomar Rodrigues de Souza c c. João Goncalves da Rocha
14. Pedro Rodrigues de Sousa c. c. Violante de Benevides
15. Beatriz Afonso c. c. Bartolomeu Rodrigues
16. João Afonso Pimentel das Grotas Fundas c. c. Isabel Gonçalves de Bairros
17. Afonso Pimentel y Enriquez c. c. Maria Vigil de Quinhones y Toledo
18. Rodrigo Afonso Pimentel c. c. Leonor Enriquez de Mendonza
19. Joana Teles de Menezes c. c. conde, João Afonso Pimentel
20. D. Martim Afonso Telo de Menezes c. c, Aldonça Anes de Vasconcelos
21. Afonso Martins Teles Raposo c. c. Berengaria Lourença de Valadares
22. Gonçalo Anes, o Raposo c. c. Urraca Fernandes de Lima
23. Juan Afonso Tellez de Menezes c. c. Elvira Gonzalez de Giron
24. Teresa Sanches de Portugal c. c. Afonso Tellez de Menezes
25. Sancho I, rei de Portugal c. c. Maria Paes Ribeiro
26. Afonso I, rei de Portugal c. c. Matilda de Sabóia.
RETORNANDO `A GERACAO 20 TEMOS:
20. Aldonça Anes de Vasconcelos c. c. D. Martim Afonso Teles de Menezes
21. João Mendes Vasconcelos c. c. Aldara Afonso Alcoforado
22. Mem Rodrigues de Vasconcelos c. c. Maria Martins Zote
23. Rodrigo Anes de Vasconcelos c. c. Mércia Rodrigues de Penela
24. Maria Soares Coelho c. c. D. João Peres de Vasconcelos
25. Soeiro Viegas Coelho c. c. Maria Mendes de Gandarei
26. Egas Lourenço Coelho c. c. Senhorinha de Penagate
27. Lourenço Viegas, o Espadeiro c. c. Ortigueira
28. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Pais de Azevedo
RETORNANDO `A GERACAO 18 TEMOS AINDA:
18. Leonor Enriquez de Mendonza c. c. Rodrigo Afonso Pimentel
19. Alfonso Enriquez de Castilha c. c. Joana de Mendonza y Ayala
20. Fradique Alfonso de Castilha c. c. Leonora Paloma Gedalah
21. Alfonso XI, rei de Leon, Castela e Galicia c. c. Leonor Nunez de Guzman e P. L.
22. Constanca de Portugal c. c. Ferdinand de Burgundy
23. D. Dinis, rei de Portugal c. c. Isabel Elizabeth de Aragon
24. D. Afonso III, rei de Portugal c. c. Beatriz de Castela
25. D. Afonso II, rei de Portugal c. c. Urraca de Castela
26. D. Sancho I, rei de Portugal c. c. Aldonza
27. D. Afonso Henriques, rei de Portugal c. c. Matilda de Sabóia
Ai fica constatado que todos os caminhos acabam levando ao mesmo grupo de ancestrais do tempo da Reconquista de Portugal e Espanha aos mouros.
Isso não significa que todos nos não tenhamos outros ancestrais diversos. Essa foi a nata da elite daqueles tempos. E não haviam registros, ou se perderam no tempo, de todas as pessoas que nasceram, viveram e foram contemporâneas.
Os parcos documentos que sobreviveram recordam apenas os que tinham algum poder.
Acredito que essas sequencias estejam dentro de um nível aceitável de credito. Eu próprio esperava que os Barbosa em nossa família processem dessa elite.
Particularmente a partir de quando encontrei o nome do FRANCISCO JOSE BARBOSA FRUÃO como membro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica. Era uma ordem bastante elitizada, cuja participação restringia-se aos privilegiados e não necessariamente os com méritos.
O que tenho estranhado mesmo é estarmos tendo maiores dificuldades em encontrar os fios da meada que ligam os nossos diversos Coelho, Pereira, Magalhães, Moniz, Soares e tantos outros que eram sobrenomes frequentes junto a essa elite.
Talvez, com o passar do tempo, possam eles aparecer melhor “na fita”!
Não quis detalhar mais para não ficar por demais cansativo, e repetitivo, mas essas personalidades da Historia Ibérica descendiam de todas as figuras importantes de tempos anteriores.
A princesa Urraca de Castela, esposa do Afonso II, de Portugal, era filha de Eleanor Plantageneta, rainha de Castela. Eleanor foi irma dos reis Ricardo, Coração de Leão, e John, Irmão deles. O João sem terra. Aquele que foi obrigado a assinar a Magna Carta.
E por ai vamos da elite inglesa para francesa, para alemã, italiana, retornando e indo de novo. Alem disso, ha ramos que nos ligam aos Impérios Romano, Bizantino, Grego, Persa, Egípcio etc. Incluindo nisso a rainha Esther, aquela da Bíblia.
E isso se mostra em meus estudos mais antigos. Não precisamos repetir.
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07. RESENHA FINAL
A alegria aqui ficou um tanto quanto contida por causa dos enganos que detectamos e também por causa das limitações que contemplam as informações apenas alguns ramos da família.
Seria maior o prazer se ficasse definido ligações corretas entre os ancestrais dos casais tronco, a saber:
01. Giuseppe Nicatisi da Rocha c. c. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho
02. Eugenia Rodrigues da Rocha c. c. alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães, e
03. Antonio Jose Moniz c. c. Manoela do Espirito Santo.
Por enquanto, a ancestralidade desses 3 casais contemplaria a maior parte dos familiares com os quais tive contato durante a vida e cresci com eles.
Quanto `a informação encontrada no Familysearch de que Maria Rodrigues ter sido filha do Policarpo Joseph Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo, contradiz todas as nossas tradições, de descendermos da Eugenia Rodrigues da Rocha, filha dela.
Isso porque sabemos que o capitão Jose Coelho de Magalhães Filho (ou da Rocha) nasceu em 1782, na antiga Fazenda do Axupé, tida como ter existido em Morro do Pilar, segundo o professor Nelson Coelho de Senna, mas que poderia ser outra que existe atualmente em Conceição do Mato Dentro.
Ou seja, para ele ter sido filho da Eugenia Rodrigues da Rocha, a mãe dela teria que ter nascido em torno de 1750, pouco mais ou pouco menos. Mas ha indícios de que os dados no Familysearch estejam errados.
Um deles foi o professor Dermeval Jose Pimenta ter deixado que o nome completo da ancestral Maria inclui os sobrenomes Rodrigues de Magalhães Barbalho. No site o “de Magalhães” não aparece.
Por enquanto, uma possibilidade que encontrei, nos registros no próprio site, foi um batizado em nome de Maria Rodrigues. Esse seria o nome da batizanda, aleatoriamente escolhido por quem registrou.
Ali temos que Maria Rodrigues nasceu em 26 Jul 1750, filha de: Estevão Rodrigues de Magalhães e dona Anna Maria da Conceição. O registro vem do livro: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais Brazil.
Consta os números: C68o51-1 (Indexing Project  (Batch) Number; e 1284536 (GS Film Number). FHL, microfilm number 1,284,536.
Reforça a ideia de que a Maria não poderia ter sido filha do Policarpo e dona Bernarda os dados encontrados nos Inventários de ambos, nos quais não ha nenhuma menção a terem sido pais de alguma filha com o nome.
Naturalmente, nada nos garante que a Maria batizada em 1750 seja a nossa ancestral. Acredito apenas que seja uma forte candidata para o quadro.
Ela poderia ter se tornado avó em torno dos 32 anos, o que teria sido normal `aquela época. E o sobrenome do pai, Rodrigues de Magalhães, encaixa-se naquilo que o professor Dermeval publicou.
Faltar-nos-ia o complemento Barbalho. O que, infelizmente, pode estar oculto no nome Anna Maria da Conceição. `Aquela época  muitos dos nomes femininos evocavam uma devoção religiosa, suprimindo os nomes de famílias `as quais participavam.
Acredito na possibilidade de dona Anna Maria da Conceição poder ter sido descendente da Eugenia, senão de algum dos irmãos que quis lembra-la, a qual o iminente genealogista Carlos G. Rheingantz menciona como filha de Manoel de Aguiar.
Ele não identifica a esposa Maria da Costa Barbalho. No Capitulo AGUIAR, pagina 27, do livro: “Primeira Famílias do Rio de Janeiro (Sec. XVI e XVII)”, ele menciona que Manoel de Aguiar nasceu por volta de 1634 e fora casado por volta de 1664 com Domingas Martins.
Menciona ainda os nascimentos dos filhos: João de Aguiar Barbalho, Manuel Vaz Barbalho e Eugenia. E no site Familysearch ha o registro de casamento de Theodozia de Aguiar Barbalho, ocorrido a 17.12.1717; na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, de Mariana – MG, com Matheus Lage.
Portanto, cada um desses poderá ter sido nossos ancestrais, na passagem entre dona Anna Mari ate a Eugenia Rodrigues da Rocha. A suposição procede da presença do nome Eugenia ter permanecido na família. Inclusive existindo outra do nome entre as filhas do Policarpo Joseph Barbalho, registrada em 1791.
Quanto `a descendencia atual ANDRADE, especialmente dos trisavós: JOAQUIM HONÓRIO e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA, alias, devemos salientar que ela também pode ter alguma ascendência nos mesmos ancestrais ja que no passado as pessoas casavam muito entre primos, temos que ainda ter mais noção de como espalhou.
Acredito que no Córrego dos Honórios, localizado entre Divinolandia de Minas e Gonzaga, deverão ter se encontrado outros descendentes do HONÓRIO e SIMPLICIANA.
Acredito que uma JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, nascida por volta de 1826 e falecida, em Virginópolis, em 1916, aos 90 anos de idade, devera ser filha deles também.
Consta que falecera viuva de CASSIANO COELHO. Talvez seja ela a quem o professor Nelson Coelho de Senna, identificou como JOAQUINA SIMPLICIANA, esposa do tio-avô dele: CASSIANO COELHO DE ARAUJO.
Alem dela, deverão haver mais, pois, minha esposa também é ANDRADE. Cuja família procede da região entre Gonzaga, Santa Efigenia e Divinolandia. Três antigos distritos de Virginópolis.
E dela tenho os nomes de pais, avos e bisavós. Pelo lado paterno ela tem SOARES e LUIS DE ANDRADE. Esse ultimo inclusive identificado como presente na família do poeta CARLOS DRUMMOND.
Alem do VEIRA e ARAUJO E SILVA. O primeiro ligado `a mãe do HONÓRIO, Ja o ARAUJO encontra-se tanto no lado do professor NELSON, da bisavó dele, BIBIANA LOURENÇA DE ARAUJO, quanto do lado de mina esposa que é duplo ARAUJO, das bisavós: ANA DE ARAUJO E SILVA e MARIA VIEIRA DE ARAUJO.
Pelo lado materno, minha esposa é FONSECA., do bisavô: PEDRO BASILIO DA FONSECA. Pode ser que seja parente a trisavó, JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA.
Por isso penso que esses ANDRADE do HONÓRIO devem estar presentes também na cidade de Coroacy – MG. Foram diversos os virginopolitanos que la se estabeleceram ja na fundação. E o sobrenome ANDRADE esta bem presente.
Ja no lado PEREIRA DO AMARAL temos algo inusitado. Temos uma família com o sobrenome em Virginópolis. Descendendo ela de um de seus primeiros casais moradores, os tetravós: JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL e MARIA ROSA DOS SANTOS CARVALHAIS.
Conhecido foi que procedem de Sabinopolis. Mas não lhes temos os nomes dos pais. Por isso não sabemos se são ou não descendentes dos mesmos PEREIRA DO AMARAL.
A duvida se da porque encontrei na revista do Arquivo Publico Mineiro um artigo do alferes Luis Antonio Pinto, no qual menciona o escrivão da Camara do Serro JOSE PEREIRA DO AMARAL, em 1772.
Esse JOSE deve regular idade com nosso ancestral MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Poderia ser irmão, primo, talvez, tio. Mas também pode pertencer a outro ramo que se estabeleceu no Sul de Minas, na Comarca de São João d’El Rey. Esses procediam do continente.
Alem disso, ha a possibilidade de a descendência do JOSE, se teve, ter a mesma raiz dada por ANTÔNIO JOSE BARBOSA FRUÃO e ANNA MARIA DE JESUS BENEVIDES.
Isso porque era muito comum os de uma mesma família casar-se com os de outra família. Nesse caso, se o JOSE e o MIGUEL fossem irmãos ou primos, poderia o primeiro ter se casado com uma irmã da ANNA MARIA.
Mas precisamos antes provas de quem foram os pais e ancestrais do nosso JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL para ver se essa hipótese será verdadeira.
Mas, o que mais parece é que o tetravô JOAQUIM ira encaixar-se mesmo entre os PEREIRA DO AMARAL procedentes da Ilha de São Miguel. Não sendo, seria uma ironia, pois, eles são os que assinam os apelidos.
Mas, sendo PEREIRA e AMARAL, alem de outros sobrenomes de conhecida nobreza, com certeza alguém ira encontrar raiz nos mesmos ancestrais do passado.
O sangue PEREIRA DO AMARAL é um dos mais difundidos do Centro-Nordeste Mineiro. Alem desse ramo que nos foi passado pela trisavó MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL, ha aquele descrito pelo professor DERMEVAL, no livro dele.
A parte mais propriamente genealógica do livro aborda a descendência dos avos dele: MODESTO JOSE PIMENTA e ERMELINDA QUERUBINA PEREIRA DO AMARAL, que era irmã do nosso tetravô: DANIEL PEREIRA DO AMARAL. Portanto, nossa tia.
Então, alem de todas as cidades locais ja mencionadas, pode-se citar São João Evangelista e Sabinopolis, por causa da proximidade e sabermos que a família ajudou a fundar. Temos também noticias que diversas populações de outras cidades tem, em parte, sua origem nesse ramo pioneiro.
A familia é imensa. Mas esta tão espalhada e misturada que não se pode mais contar seus componentes na atualidade. E se mencionarmos inúmeros locais como registro de presença dela, com certeza, muitos outros que ficarem de fora da memória irão conter sangue dos mesmos PEREIRA DO AMARAL.
Inclusive, conhecidos temos na descendência de MARIA FRANCELINA, que foi casada com o senhor DAVID BARROSO. Ela era filha dos tetravós DANIEL e MARIA FRANCELINA. Herdou o nome da mãe.
Deles descendiam os senhores WALDOMIRO BARROSO e o cabo CICA. Ambas as famílias estiveram presentes desde minha infância e juventude.
Provavelmente, outros BARROSO na cidade poderão ter origem semelhante.
Aqui também podemos constatar a utilidade de buscarmos nas genealogias os nossos lados femininos. Muitas vezes, por causa da tradição de ter nos sido passados os sobrenomes paternos, nos somos induzidos a pensar que nos somos aquele sobrenome.
Mas a verdade pode ser bem outra. Os pais antigamente procuravam maridos para suas filhas entre seus aparentados, quando de origem na nobreza, ou entre aqueles feitos nobres por causa de seus feitos ou os feitos de seus pais, especialmente aqueles que recebiam favores reais.
Nesse caso, o sobrenome vindo do ancestral masculino frequentemente acarreta em fim de linha porque os ancestrais dele vinham do povo comum ou porque a família permaneceu longo prazo numa qualidade de nobreza secundaria.
Assim, o casamento geralmente servia para restaurar uma nobreza antiga, porem, os dados genealógicos que encontramos mais facilmente vem da linhagem materno/paterno.
Algo assim podemos verificar na linhagem genealógica a partir do FRANCISCO JOSE BARBOSA FRUÃO e ANNA MARIA DE JESUS BENEVIDES. Embora ele tenha sobrenomes de nobreza, tivesse uma posição social protegida, foi a partir dela que o rastreamento levou primeiro aos ancestrais de maior nobreza.
Ai devemos tomar conhecimento no que colocar nossa atenção quando estudamos.
Com isso podemos acrescentar ai o BARBOSA que, por enquanto, não leva aos ancestrais tidos como de maior nobreza. Isso se torna interessante ate porque se esperava que fosse o contrário.
Segundo a nossa cultura machista, eram os homens que serviam a nobreza `as suas linhagens. Mas as aparências muitas vezes enganam.
Veja-se a lista de familias mais nobres e mais ricas de Portugal `a epoca que o rei D. Manoel, o Venturoso, mandou gravar no Palacio de Sintra o registro:
https://www.vortexmag.net/talvez-tenha-sangue-real-e-nao-saiba-lista-dos-apelidos-das-familias-nobres-portuguesas/
Vejam que temos: Aguiar, Almeida, Andrade, Azevedo, Borges, Carvalho, Coelho, Ferreira, Miranda, Pereira, Pinto, Sousa (Souza).
Essas, somente a nivel de ancestrais mais recentes. Mas nenhum desses sobrenomes ainda nos levou `a descoberta de algum rastreamento mais profundo.
Outros sobrenomes que possuímos como Rodrigues, Magalhães, Monteiro, Rocha, inclusive o Benevides e outros são também de origem nobre. Esses não se encontram na lista das 72 famílias mais ricas e nobres do Reino de Portugal.
Não entraram porque `a época eram da chamada baixa nobreza. E a lista menciona apenas as de alta. Ao todo, o Visconde de Sanches de Baena, no seu “Archivo Heráldico-Genealógico” relata pelo menos umas 300. E nessas a população brasileira descendente de portugueses quase toda se encaixa.
Faço a observação também que no livro do professor Dermeval Jose Pimenta ha a menção `a presença de um ANTÔNIO COELHO DE LINHARES, como um dos primeiros moradores de São João Evangelista.
Antes pensei que pudesse ser o ANTÔNIO, batizado em 1838, em FERROS, e filho dos ancestrais HONÓRIO e SIMPLICIANA. Mas ele mencionou também que aquele teria nascido em 1826. Talvez não sejam o mesmo, mas a família poderá ser a mesma.
Acredito também que, pelos sobrenomes e por causa da época em que entram como agregados `a Família Coelho de Guanhães e Virginópolis, que dona ANTONIA NUNES LAGE e o senhor AMARO DE SOUZA E SILVA serão encaixados no mesmo grupo de famílias que migrou para Virginópolis durante o quarto final do século XIX.
Dona ANTONIA foi esposa do PEDRO NUNES COELHO e seo AMARO da tia-bisavó  EMIDIA HONORIA COELHO.

 

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005. POLICARPO JOSE BARBALHO

Sem propriamente buscar, encontrei o registro de batismo de certo PLACIDO VAZ BARBALHO.

Esse menino nasceu em 18.Mar.1781.

Por um acaso, o registro esta no livro do Distrito de Santa Rita Durão, que pertence a Mariana – MG.

Livro esse que estive com ele na mão quando visitei o Arquivo Arquidiocesano da Arquidiocese de Mariana. Mas sem os óculos, não pude ler os garranchos das letras cursivas. Cheguei a ver que havia la um POLICARPO. Qual era, não deu para definir.

Agora o site FamilySearch publicou as copias fotográficas do livro por la. Ainda não pude ler. Mas por baixo das paginas ha uma tradução do essencial. Vamos la pra ver!

Assim, lembrei-me de buscar nas paginas. E na 56 temos o PLÁCIDO, e o POLICARPO na 47.

POLICARPO DE SAM JOZE VAZ BARBALHO.

Batizado na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.

Filho de: JOZE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA DE SAM JOZE.

Local: Santa Rita Durão (antigo Inficcionado)

Data: 21.Mar.1779

Ou seja, o padre POLICARPO casou-se aos 29 anos, em 1808. Ja estava bem erado, como se costuma dizer e, talvez, ja fosse padre anterior ao casamento. Tudo depende das tradições que podem ocultar certos dados sensíveis das biografias de nossos antepassados.

Poderia ter abandonado as funções para depois, após ter ficado viuvo e ja com a idade aproximada de 71 anos, em torno de 1850, retornar ao seminário e `a ordenação. Mas as tradições afirmam que não chegou a ordenar antes.

O padre, nosso tio, EMIGDIO, filho do POLICARPO, ordenou-se em 1845 e dizia:

“Eu sou padre,

meu pai é padre,

eu não sou filho de padre,

e sou padre mais velho que meu pai.”

Vamos ver se aprendo a mexer nos botões. Se segurem ai!!!

Talvez consiga ver os livros de casamentos depois. E ai, se encontrar o casamento do JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA, ficaremos sabendo se somos ou não descendentes diretos do MANOEL VAZ BARBALHO e de JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Vejam a pagina, que esta aberta a quem tem assinatura, gratuita, no FamilySearch:

https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-65L9-RGR?i=46&cc=2177275

Ai encontra-se o registro do nascimento do POLICARPO. Mas antes descubra o nome do tio PLÁCIDO nos recordes e abra. No lado direito aparecera a foto do livro e para abrir basta clicar em cima.

2a. NOTA

Passei uma olhada no livro (na tradução resumida) e não encontrei outros parentes. Mas ja estou satisfeito em encontrar o tio PLÁCIDO, alem do registro do tetravô.

Infelizmente, algumas paginas estão sem a tradução, portanto, não deu para saber se os ancestrais JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAM JOSE tiveram mais algum filho em SANTA RITA DURAO.

No mesmo site tem os registros de casamento do POLICARPO (1808), GERVASIO (1813) e FIRMIANO (1822).

La esta que o GERVASIO nasceu em CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Mas como não tem a idade, não se sabe quando os ancestrais se mudaram para aquela cidade. E como ele casou-se em 1813, provavelmente devera ter sido o terceiro filho.

Se o PLÁCIDO não faleceu criança ainda, pode ter migrado para o RIO GRANDE DO SUL, onde la se encontrava parte da família, pois, o POLICARPO JOSEPH BARBALHO, filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, mudou-se para o Sul e, `a mesma época, registrou vários filhos em GRAVATAI, na região da Grande PORTO ALEGRE.

Digo isso porque naquele estado o nome PLÁCIDO parece ser comum, inclusive teve o PLÁCIDO DE CASTRO, nascido no RS, que tornou-se herói do ACRE, quando chefiou a revolta dos seringueiros para tomar o território da BOLÍVIA.

E, talvez haja ai ate alguma possível relação de parentesco.

O POLICARPO, que foi para o RS, deixou filhos com nomes tais: MANOEL, EUGENIA, UMBELINO, ANNA, POCIDONIO, JULIO e CANDIDA.

Como sabem, alguns desses nomes são comuns na nossa linhagem BARBALHO e também são no RIO GRANDE.

Assim fica mais essa evidencia que pode ligar-nos aos ancestrais MANOEL VAZ BARBALHO e JOSPHA PIMENTA DE SOUZA, o que tenho apenas como suspeita sem ainda um comprovante documental.

Alias, JOSEPHA era nome de outra filha do POLICARPO JOSEPH. Ela deve ser mais velha e não ha o registro de nascimento no site, porem, ha o de casamento com JOSE PEIXOTO DE MIRANDA, em 05.07.1794. Deve ter casado pouco mais que menina.

A filha mais velha registrada em GRAVATAI, chamava-se EUGENIA que nasceu em 28.09.1791 e batizada em 09.10.1791. Possível será que a JOSEPHA nasceu em 1780, e o registro estivesse em livro diferente, dai não ter aparecido.

De toda forma fica também comprovada a presença dos BARBALHO no mesmo local no qual o professor NELSON DE SENNA registrou a chegada dos RODRIGUES COELHO. Embora não vi pelo traduzido nenhuma referencia a eles.

Segundo o professor, ficaram muito ricos. Então, devem ter registrado sua presença em Ouro Preto ou MARIANA, que eram mais chique!

Mas ha outro detalhe, encontrei ja que o MANUEL RODRIGUES COELHO, suposto pai do JOSE COELHO MAGALHAES, ganhou mesmo a Sesmaria que o professor NELSON menciona no livro dele, em 1744, no INFICCIONADO.

Mas, mais tarde, 1756, ele obteve outra em CACHOEIRA DO CAMPO. E esse tempo deve ter sido quando os filhos estavam casando, portanto, os registros poderão ter sido feitos em CACHOEIRA, que é distrito de OURO PRETO, embora MARIANA sempre tenha sido a sede eclesiástica do Estado.

Mesmo assim, com certeza, os RODRIGUES COELHO e os BARBALHO ja se conheciam. E quando se casam os trisavós FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA COELHO, em GUANHÃES, o fato de se conhecerem ja era consumado.

Alem disso, ja possuíam o parentesco por a EUGENIA ter sido neta da EUGENIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. O que me faz supor que todas essas EUGENIAS na família receberam o nome em homenagem a EUGENIA, irmã do MANOEL VAZ BARBALHO.

Eu a descobri nos livros do CARLOS G. RHEINGANTZ. Essa EUGENIA, a meu ver, pode ter sido ancestral dos COELHO em nossa família e tia dos BARBALHO.  Ou, em outra hipótese, pode não ter tido filhos, porem, foi homenageada na descendência de seus irmãos.

Algo interessante é que quando prestei atenção que o JOSE, filho da ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO e do capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO, sendo ela filha do MANOEL VAZ e da JOSEPHA PIMENTA, havia nascido em 1768, pensei na possibilidade de ele ter sido o pai do nosso padre POLICARPO.

Isso porque o POLICARPO, ao casar-se em 1808, deixava uma margem de 40 anos de espaço de tempo. Assim, se tivesse nascido por volta de 1790, aquilo seria possível. Mas agora um dos “suspeitos” de ter sido pai do POLICARPO JOSE BARBALHO esta eliminado como tal.

Então, agora temos a possibilidade de o POLICARPO JOSEPH ter sido primeiro casado em MINAS GERAIS, antes de ter ido para o RIO GRANDE DO SUL, e deixado o filho JOSE para trás. Afinal, aquele nasceu em 1735 e somente aparece tendo filhos, no SUL, em 1780, aos 45 anos de idade.

Teria portanto a possibilidade de ter tido mais uma família entre seus 25 e 45 anos de idade. Muito raramente os homens naquele tempo, os que se casavam, não o fariam ate aos 30 anos. Isso porque, pela media de idade, não esperavam viver muito mais que isso.  Mas o POLICARPO do SUL viveu ate seus 65, falecendo em 1801, na VILA DE PORTO ALEGRE.

Tempo ele teve para ter outra família, porem, não ha nenhuma menção a isso nos documentos dele, presentes na internet, inclusive dados dos inventários.

Não sendo o POLICARPO do SUL, então, voltamos `a hipótese principal. O capitão JOSE VAZ BARBALHO deve ter sido mesmo filho do casal: MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Acredito nisso também porque não tenho conhecimento de o nome POLICARPO ter se repetido nas descendência do padre POLICARPO. Se o POLICARPO JOSEPH fosse avô dele, acredito que as homenagens aconteceriam.

Mas como era homenagem a um tio que depois ficou esquecido, isso pode explicar o sumiço da alcunha em nossa genealogia. Mesmo com a presença do padre POLICARPO nela.

Falta-nos apenas confirmar essa passagem para, enfim, definir de vez os nossos vínculos com os BARBALHO do RIO DE JANEIRO.

Não  se esqueçam de visitar:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

Ai poderão constatar a presença dos BARBALHO ja em ITABIRA. Ficamos ao lado dos ANDRADE e NUNES COELHO, que acabam se misturando em VIRGINÓPOLIS e GUANHÃES.

Por hoje é so. Não encontrei o livro de registros de casamentos. Mas o JOSE VAZ e a ANNA JOAQUINA devem ter se casado no SERRO ou CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Ele nasceu na primeira e ela na segunda.

3a. NOTA

Resolvi, entre outras coisas, fazer a leitura e copia completa do registro de batismo do padre POLICARPO. Contudo, vou atualizar os termos:

“Aos 21 do mes de novembro de 1779, na Capela de Santa Anna do (Percuava ??) o padre Andre Vaz de Almeida batizou e pos os Santos Oleos a Policarpo, filho legitimo de JOSE VAZ BARBALHO e de sua mulher ANNA JOAQUINA DE SAM JOSE. Foram padrinhos Manoel da Ponte e Delfina Soares, todos dessa Freguesia (??) e por este assino:

O vigário: Pedro Jose Pereira de Castro.”

Resolvi traduzir o registro do tio PLÁCIDO também. Segue:

“Aos 18 dias do mês de Março de 1781 anos, nessa Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual Santa Rita Durão), batizei e pus os Santos Óleos a PLÁCIDO, párvulo, filho legitimo JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA sua mulher, postos forros, que viverão na Freguesia de Vila do Principe, a partir dessa Freguesia do Inficcionado, (??) do epifano a 9 do dito mês. Foi Padrinho: Silvestre de Almeida do Freixo, dessa freguesia, o que foi aposto.

O Encomendado: Pedro Jose Pereira de Castro.”

Não posso garantir que fiz a tradução réis por réis. No registro do tio PLÁCIDO temos a menção a ele ser “párvulo”, que informa uma condição de saude delicada do recém-nascido. Expressão que também aparece no registro do padre Emigdio.

No segundo registro contem a informação de que o casal estava se dirigindo para ou procedia de Vila do Principe, atual Serro. O batismo se deu a 18.Mar.1781 e o menino havia nascido no dia 09. O padrinho unico deve indicar um batizado feito `as pressas.

O escrivão foi o mesmo, porem, parece que esta escrito o encomendado.

Talvez ai se confirme a mudança da capital para o Serro. Nesse caso, poderia ter sido para a Freguesia de Conceição do Serro (atual CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO), onde o casal teve outros filhos.

Ou, ainda, esteja ai a justificativa para que não tivessem mais filhos inscritos nos livros do Inficcionado (atual Santa Rita Durão).

A principio, tentei traduzir esses documentos pensando exatamente nos padrinhos. Era a primeira opção dos antigos buscar os avos para batizar os primogênitos. Ai tive a esperança de encontrar pelo menos um nome com a assinatura BARBALHO, o que poderia revelar nosso parentesco com MANOEL VAZ e JOSEPHA PIMENTA.

Como não foi possível, ficou a duvida se os padrinhos do padre POLICARPO não seriam os pais da ANNA JOAQUINA, da qual nada sabemos. Mas quando isso acontecia, a palavra avós precedia os nomes dos padrinhos. Porem, nem sempre a menção aparecia.

Ficou também a duvida quanto ao padre POLICARPO ser ou não o primogênito da família. Nas paginas que não tinham jeito de traduzir por meios ao nosso alcance talvez tenham outros filhos, caso ele não seja.

Para melhorar um pouco meus conhecimentos a respeito da viagem da família de Santa Rita Durão para o Serro, busquei ver se encontrava alguma Capela de Santana no percurso da estrada, que fosse antiga o suficiente para ser aquela mencionada no batismo do antepassado POLICARPO.

Existe sim, a atual Igreja de Santana, no Distrito de Cocais, que pertence `a Cidade de Barão de Cocais.

Encontrei poucas informações na internet, mas existe que a capela ja existia desde antes de 1769. Alem disso informa-se que foi capela particular das famílias: Furtado Leite e Pinto Coelho.

Ou seja, esta ai mais uma fonte de enriquecimento, pois, temos representantes de ambas as famílias em nossa genealogia. Mas esse seria assunto extra aqui neste breviário.

Segue uma postagem. Ha que rolar um pouco a matéria para chegar `a atual Igreja de Santana:

http://pelasestradasdeminas.com.br/cocais-mg-caminho-diamantes-estrada-real/

 

Mas não podemos nos esquecer que se o endereço final da viagem fosse em Conceição do Mato Dentro, poderiam ter escolhido o caminho alternativo que passa por Sabará.

Ai encontra-se outra Capela de Sant’Anna. Possivelmente um pouco mais velha que a anterior. Mas que não importa a idade ja que ambas são anteriores a 1779.

Acredito que a definição de qual delas deva-se ao nome “Percuava”, palavra que deve ser outra mas `a minha leitura foi o que deu para entender. Essa palavra pode definir o local.

Possivelmente, nosso ancestral nasceu durante a viagem dos pais, de sua origem em CONCEIÇÃO/SERRO para MARIANA/INFICCIONADO.

Pode-se ver aqui a descrição e fotografia da Capela ou Igreja de Sant’Anna:

http://www.infopatrimonio.org/?p=20213#!/map=38329&loc=-19.911423864036035,-43.826608657836914,14

 

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006. “COROACI – ONTEM E HOJE”

Esse é nome de um livro. Da autoria de dona Angela Rocha da Silva Chaves. Ela, natural da cidade cujo nome e menções são tantas em minha memória que parece ate ja ter ido la. Mas nunca fui.

No ano passado, 2017, em viagem ao Brasil pudemos rever a sobrinha de minha esposa, Olivia. Essa formou-se no curso de enfermagem e pela profissão atende na cidade. Seu parceiro Reinaldo é natural de Coroaci.

Ao conhece-lo, não pude deixar de mencionar que deveria ter muitos parentes na cidade. E ao dizer sobrenomes de pessoas ligadas `a família, eles mencionaram o livro. Em seguida veio a promessa que enviariam uma copia para mim.

Logo criei expectativas um pouco fora da realidade. Imaginei que poderia vir acompanhado de uma genealogia das famílias pioneiras. E, entre elas, identificaria facilmente nossa parentela.

Como isso foi `as vésperas de voltarmos, e estávamos em Santa Efigenia, o livro ficaria para depois. Ao retornar inclusive comuniquei aos amigos que tinha uma surpresa que logo seria compartilhada.

Mas passaram-se uns meses e acabei encontrando outro veio de dados preciosos na obra do Frei Jaboatão. Nesse intervalo meu filho foi ao Brasil e pode trazer a copia. Contudo foi difícil poder parar para ver o que de novo iriamos ver naquela obra.

Li e não havia nenhuma genealogia. Antes que ficar decepcionado, mesmo assim fiquei maravilhado com a obra da dona Angela. Coisa simples, modesta.

Mas são 185 paginas repletas daquelas informações do dia-a-dia do pequeno município que qualquer nativo adoraria ter para si. Para as pessoas de la deve ser como rever um filme da própria vida.

Os nomes dos personagens e personalidades locais são lembrados, os costumes e usos, tudo enfim tem uma pagina ou mais.

No capitulo religião são lembrados os padres e seus feitos. Os eventos, como a inauguração do primeiro grupo escolar, contam com a apresentação da ata inaugural. E nela consta os nomes das autoridades presentes, assim como os nomes de cada aluno matriculado.

Num numero total de uns 300. Então, como um habitante local não se maravilharia se ali encontrar os nomes de seus familiares, ancestrais, pessoas conhecidas etc.

Assim, segue o livro discorrendo sobre todas as atividades, desde as economicas locais, quanto a passagem de circos e touradas. Os primeiros comerciantes são lembrados. A atividade fabril, especialmente a extração da mica, com importância fundamental no desenrolar da II Guerra Mundial.

Alias, ha ate um artigo de membro da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que esteve na Italia, quando da tomada do Monte Castelo. O nome dele, Dirceu Guedes Ramos. Esse próprio escreveu também o prefacio do livro.

Enfim, existe a lista de prefeitos e membros da câmara. Conta ainda com dados de bandas de musica, primeira estrada de rodagem, futebol, folclore, correios, Historia, chegada de luz elétrica e mais outros detalhamentos.

Na lista de bibliografias consultadas é mencionado algumas obras que despertaram minha curiosidade. Logicamente, um dos livros nem tanto porque ja o possuo. Trata-se do “A Mata do Peçanha sua Historia e sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Mas também ha: “Peçanha e sua Historia”, do também nosso primo dr. Rui Pimenta Filho. O terceiro é o “Peçanha, sua Historia e sua Gente”, de Sady da Cunha Pereira. Afinal, observo que literatura existe.

Falta juntar tudo numa mesma coletânea para melhor servir a região, pois, ha uma interconexão enorme entre as genealogias das populações de todas as cidades da vizinhança.

Vamos passar, então, `a analise de alguns pontos do livro.

Ja os primeiros capítulos, naquele dedicado `a religião, mostram a presença de virginopolitanos ilustres e fundamentais na Historia de Coroaci. O segundo vigário do município foi o padre Manoel Nunes Coelho, padre Nelo, como era conhecido localmente.

D. Manoel, mais tarde bispo de Luz, foi quem elaborou a planta da Igreja de Santana. Entre os construtores temos Otoniel (So Tão) e Jose Nunes Coelho, irmãos do bispo.

Outro irmão deles, Gamaliel (seo Gama) Nunes Coelho era o mantenedor do jardim e tanques de peixes que ornamentavam o local.

Eles foram filhos dos tios-bisavós Miguel Nunes Coelho e Ambrosina (tia Sinha) de Magalhães Barbalho.

D. Manoel foi nomeado para paroquiar a cidade em 1908. Era o homem mais velho da casa, ja que tia Sinha perdera o primeiro, Ismael. Era o arrimo da família e estava com 24 anos, pois, tio Miguel havia falecido em 1903 e deixou 13 filhos vivos.

Ha uma informação por engano que consta D. Manoel como o mais velho. Mais velha que ele também tinha a Consuelo (Bebem). Mas `a época considerava-se a partir dos homens.

Alem dos ja citados, foram irmãos: Laurentina (Lala), Miguel, Notel, Laet, Maciel, Misael e Maria de Lourdes. Essa não deve ter conhecido o pai.

Entre os fundadores locais consta o casal: Demetrio Coelho de Oliveira e Marcolina Honória Coelho. Ela também nossa tia-bisavó e, naturalmente, o marido também fica no lugar de tio-bisavô, pelo casamento.

Observe-se que tia Marcolina, Sinha e Miguel eram primos em primeiro grau. Todos netos dos fundadores de Guanhães: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Alem de serem filhos de primeiros moradores de Virginópolis.

Demetrio foi parte de uma família Coelho de Oliveira, constituída pelo senhor Leonel Coelho e esposa. Foram donos da Fazenda da Lavrinha que os herdeiros venderam na década de 1920.

Talvez, acidentalmente, tenhamos encontrado o registro de batismo do senhor Leonel Coelho nos livros do município de Itabira. Não se pode dizer que seja certo mas sim um tiro de longo alcance.

A criança, Leonel, nasceu em 27.12.1837. Foi filho registrado apenas pela mãe, Bibiana de Souza Coelho. Padrinhos: Simpliciano da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus. Possível será que os padrinhos fossem os avos.

Bibiana foi mãe também de Jose (03.05.1841), Gil (31.05.1846) e Maria (30.04.1848). Faltaria comprovar que pelo menos o Leonel mudou-se para Guanhães, constituiu família e dela resultou Demetrio e irmãos.

A Lavrinha tinha esse nome por ter fornecido ouro aos primeiros moradores de Guanhães e Virginópolis, existindo atualmente a fazenda remanescente no território dessa segunda. Por isso é histórica.

A respeito do Demetrio revela-nos o livro que foi o primeiro boticário do município. O segundo foi o Octaviano, filho dos tios Demetrio e Marcolina. Houve outro, Urias Coelho, que não sei dizer a qual dos ramos Coelho pertencia.

Note-se que a familia Guedes também aparece no capitulo dedicado `a saúde local. Mas por falta de dados não tenho como dizer se ha parentesco entre eles e o sr. Guedes, que foi farmacêutico antigo em Virginópolis. Possivelmente sim, e a família deve também encontrar raiz em Itabira.

O livro cita o fundador Demetrio com boas palavras dizendo-o humilde e dedicado ao atendimento do próximo. Fez-se amigo da pobreza e atendia a todo momento que fosse chamado não visando pagamento. Acabou falecendo pobre em 1911.

Voltando ao capitulo da religião, foi a viuva Marcolina quem doou o madeirame ao padre Nelo, para a construção da Igreja de Santana.

`A pagina 86 temos as fotografias dos tios Demetrio e Marcolina. Não ha como descrever. Ambos transmitem grande simpatia. E se buscarmos fotografias antigas de pessoas mais velhas na família pode-se encontrar semelhanças com a tia Marcolina.

Pesar se tem apenas de que os recursos gráficos usados na produção do livro foram limitados. Mesmo as melhores fotografias se assemelham a copias xerograficas. Não se trata de defeito do conteúdo escrito do livro em si.

Pela foto, uma pessoa que lembro-me assemelhar-se `a tia Marcolina foi tia Cecy Marcolina Coelho. Pessoas com menos de 50 anos so deverão poder lembrar-se dela por fotografia.

Tia Cecy era sobrinha da tia Marcolina e irma do meu avo materno Juca Coelho. Os laços parentais são mais íntimos que a palavra tia revela, pois, o pai, Ze Coelho, era irmão da tia Marcolina e a mãe, Maria Marcolina, era prima em primeiro grau.

Para mim não parece complicado. Mas melhor explicar. Os fundadores de Guanhães, Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo foram pais de 4 filhos que nos interessam no momento.

Francisca Eufrazia que casou-se com Joaquim Nunes Coelho; Eugenia Maria da Cruz, casou-se com Francisco Marçal Barbalho; João Batista Coelho, casado com Maria Honoria Nunes Coelho e Antonio Rodrigues Coelho, casado com Maria Marcolina Borges do Amaral.

Joaquim foi filho de Eusebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus. Era irmão do Clemente, que foi o pai da Maria Honoria. Ou seja, eram tio e sobrinha casados com dois dos irmãos.

Joaquim e Francisca foram pais do Miguel Nunes Coelho. Eugenia e Francisco foram pais da tia Ambrosina. E Miguel e Ambrosina eram primos em primeiro grau e foram os pais do D. Manoel Nunes Coelho e seus irmãos.

Por causa do Antonio ter se casado com uma Maria Marcolina, todas as filhas deles foram chamadas Marcolina Coelho.

Todas as filhas do João Batista e Maria Honoria tinham o Honoria como nome do meio, antes do Coelho. Por isso o nome da tia era Marcolina Honoria Coelho. O mesmo acontece com Anna, Sebastiana, Emigdia e outras.

Nesse caso, a mãe do meu avo e da tia Cecy, chamava-se Maria Marcolina, mesmo nome da mãe dela, acrescido de Coelho. Essa casou-se com o Jose Batista Coelho (Ze Coelho), que era filho do João Batista e Maria Honoria também.

Por tradição o Ze Coelho deu nome de fulana Marcolina Coelho `as filhas. Esse foi o caso da tia Cecy. O mesmo se deu em relação `as filhas da segunda esposa dele, tia Virginia Marcolina Coelho, que era irmã da primeira.

Espero que não tenha ficado complicado demais para que os “de fora” não se percam!

Entre os médicos antigos ha o dr. Mario Serra. Também não sei dizer se foi o mesmo que serviu em Virginópolis. Entre as parteiras nota-se a Sa Marcolina.

Entre os médicos nascidos no local tem o dr. Cesar Coelho Xavier. Esse apenas posso supor um possível vinculo parental.

Isso porque não ha menção no livro de que nossos tios-bisavós: João Batista Coelho Neto e Lucinda Xavier de Andrade, ela natural de Coroaci, tenham vivido no município e deixado descendência por la.

Em nossos livros genealógicos a composição desse ramo da família também esta muito incompleto.

No capitulo a respeito da educação, temos uma surpresa ou coincidência. `A pagina 61 temos a menção a professora substituta: Candida de Magalhães, em 1942.

O nome é o mesmo da tia Candida, filha dos bisavós: Candida de Magalhães Barbalho e João Batista de Magalhães. A bisavó também era prima em primeiro grau da tia Marcolina.

Entre as diretoras do Ginásio Odilon Behrens existem varias com a assinatura Coelho, mas nenhuma que posso identificar com absoluta certeza pertencer ao ramo de nossa família.

Mas a diretora entre 1963-1965 chamava-se Lucilia Ferreira da Silva. Temos uma pessoa de mesmo nome na família. Tratava-se de filha dos tios-bisavos Luiza Marcolina Coelho e Emidio Ferreira da Silva.

A Lucilia em nossa família nasceu em 1893. Para tanto, teria sido diretora aos 70 anos de idade. O que não seria impossível. Acredito que a tia-avo Edith Coelho do Amaral deve ter passado dessa idade exercendo o mesmo cargo.

Mas a Lucilia retorna ao livro como diretora do Grupo Escolar Pe. Sady, ate 1975. Nisso fica a duvida, pois, estaria então com 82 anos de idade.

Não tenho data de falecimento de nossa prima Lucilia, mas foi casada com o senhor João Lopes Junior.

Entre os fundadores da biblioteca publica local conta-se com os irmãos Otoniel e Jose Nunes Coelho.

Por acidente, `a pagina 74, aparece o nome da dona Maria Madalena de Magalhães Souza. Brincadeira `a parte. Ela aparece como Supervisora de Area do antigo programa de alfabetização de adultos, o MOBRAL.

Esposa do ex-prefeito de Virginópolis, Gabriel Geraldo Soares de Souza, nosso parente, foi realmente supervisora do programa na região.

Entre os primeiros moradores menciona-se, naturalmente, Demetrio e Marcolina. Mas também aparecem Urias Coelho e Graciana, alem de João Henrique Coelho e Teodoro Coelho de Oliveira. Não sei de quem se tratam os quatro últimos.

Alem desses, existem diversos sobrenomes que poderiam ter algum vinculo parental conosco. Entre eles destaca-se o Pimenta. Que muito provavelmente seja o mesmo vinculado ao Barbalho desde os anos de 1732 com o casamento entre Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza, nossos muito prováveis ancestrais.

Em 1928 se deu a construção da estrada de rodagem (rodovia) entre Coroaci e Governador Valadares. No capitulo dedicado ao fato informa-se que houve uma festa de inauguração. Foi feito o corte da fita inaugural.

“O  corte da fita ficou a cargo da mais velha sobrevivente de um dos fundadores de Coroacy, sra. Marcolina Honoria Coelho (Siá Culina); e ao seu lado o Pe Sady e o Dr. Jose Paulo Fernandes.” Acredito que faltou a palavra esposa para completar melhor o sentido.

Conta-se ainda as voltinhas que foram oferecidas `a população naquela novidade que era um caminhão Ford 29. Seria, pela foto, classificado atualmente como uma camionete.

Os nomes dos filhos dos tios Demetrio e Marcolina foram: Hermiria, Antonietta, Julietta, Marietta, Octaviano, Maria, Juvenal, Jose (fal. menor), Valentina, Honoran e Annita.

No capitulo que aborda profissões e lojas temos diversos representantes com combinação de sobrenomes na qual entra o Coelho. Ai temos:

Otoniel (Oto) Nunes Coelho, Cicero de Oliveira Coelho, Teodoro Coelho de Oliveira, Jose Coelho Simões, Rua D. Manoel, Praça Demetrio Coelho, Demetrio e Otavio Coelho Simões, Geraldo da Costa Coelho, Abilio Ramos Coelho, Raimundo Nonato Coelho, Jose da Silva Coelho, Raimundo Martins Coelho, Jose Cecílio Coelho, Antonio de Almeida Coelho e Abel da Costa Coelho.

Não se pode afirmar que sim ou não. Alguns desses que não identificamos podem ser nossos aparentados. Lembramos que na fundação de Sabinópolis estavam os Coelho de Almeida, descendentes de Antonio Coelho de Almeida, nosso ancestral.

Os da Costa Coelho devem remontar ao Serro. Houve la uma família com esse sobrenome que remonta ao século XVIII. Dela descende o padre Lafayette da Costa Coelho, nascido no Serro e por muitos anos paroquiou em Santa Maria do Suaçui. Atualmente ele esta entre os candidatos a santo no altar católico.

Mas não seria surpresa se um bom numero dos não identificados sejam membros do mesmo ramo do nosso Coelho. Isso porque tanto o suposto ancestral Manoel Rodrigues Coelho quanto o alferes de milícias Jose Coelho de Magalhães poderão contar com muitos descendentes dos quais não temos noticias. Sabemos que tiveram mas não sabemos quem foram todos. E deles esses podem descender.

O progresso da cidade não poderia se dar sem a presença da luz elétrica. E foi levada para o local pelo padre Nelo que, viajando pela Europa resolveu comprar um dínamo, que usava o potencial energético do Córrego Santana.

Somente em 1964 essa pequena usina foi substituída pela Cemig. E a primeira iniciativa teve a participação dos irmãos Otoniel e Jose Nunes Coelho.

No capitulo dedicado `a emancipação surgem os diversos personagens com o sobrenome Coelho. Entre eles destaca-se o dr. Rafael Caio Nunes Coelho, então prefeito de Peçanha. Obviamente, nosso primo que mais tarde viria a tornar-se deputado por varias gestões.

O dr. Guilherme Machado, cuja família tem vínculos com os Coelho, também foi decisivo no capitulo.

Ai se da noticias de que um dos lideres da emancipação política foi o senhor Joaquim Campos do Amaral. Poderia ser coincidência, porem, temos uma pessoa de mesmo nome, que foi o marido de dona Maria Xavier.

O sobrenome dela denuncia a proximidade com Coroacy. O nosso conhecido foi filho do casal Antonio Ferreira Campos Baguary e professora Augusta Rabello do Amaral. Ela foi mais conhecida como Augusta Campos e virou nome de praça em Virginópolis. Essa família, umas das tradicionais locais.

Apos implantado o municipio, os Coelho se destacam na ocupação dos cargos eletivos. De grande influencia política foi o senhor Jose Coelho Simões. Foi vereador e prefeito mais de uma vez.

Na gestão dos anos 1955-1958 o prefeito contou com o vice na chapa Otoniel Nunes Coelho. Na gestão anterior dona Inez Nunes Coelho havia sido acessora da prefeitura, na área fazendária.

Na gestão 1963-1966 houve a posse de dois vereadores: Josias Coelho Pimenta e Jose de Almeida Coelho. Na gestão seguinte aparece o vereador Marcos Nunes Coelho. Os quais não conhecemos a procedência.

Nas gestões seguintes aparecem os nomes: João Crisóstomo Coelho, Afonso Coelho Pimenta, Geraldo Campos Coelho, Márcio Antonio Coelho Chaves, Amilcar Coelho de Almeida e entre os assessores surge dona Marta Helena Coelho Chaves.

Essa combinação Coelho Chaves existe entre nossos familiares. Contudo, não temos um acompanhamento dos Chaves de Virginópolis. A família foi uma das povoados locais.

A familia começou, em Virginópolis, com o casal: Francisco Chaves – Chico Carreiro e dona Joana Chaves. Segundo dados do livro “Historia de Virginópolis” da professora dona Filomena Dias de Andrade.

Dos seis filhos mencionados por dona Filomena, as filhas: Etelvina, casou-se com Jose Xavier e Matilde com Jose Rodrigues. Ela também informa que os maridos viviam em Coroacy. Os outros foram: Maria, Prudência, Olivia e Raimundo.

Entre os músicos ha a menção dos nomes: Jose, Silvio e Jorge Coelho da Rocha; Otto Nunes Coelho, Sady Coelho de Souza, Sergio Coelho da Silva e Raimundo Martins Coelho, da Lira Musical Santa Terezinha.

Uma banda anterior, a Santa Cecilia, havia sido fundada pelo D. Manoel Nunes Coelho.

Destaque para o futebol. `A pagina 150 temos a menção:

“Alguns afirmam que o Futebol com “Técnicas” foi trazido de Virginópolis, por Jose Simões, Cicero Coelho e Josio Avelino, os quais foram praticamente os primeiros jogadores de Futebol de Coroaci.”

Da familia Avelino de Virginópolis temos ainda a professora dona Conceição Avelino Coelho, viuva de nosso primo Jose Darcy Coelho. Não me recordo do sobrenome Simões relacionado a Virginópolis. Não estou dizendo isso no senso de negar, apenas não conheci.

Minha duvida ai seria se seria nosso primo Cicero Rodrigues Coelho ou o anteriormente citado Cicero de Oliveira Coelho, o qual não sei localizar em nossa Arvore Genealógica.

Entre os poetas que elaboraram odes a Coroaci constam 3 Coelho: Nilce G. Coelho, Marcio Antonio Coelho Chaves e Magda Coelho Rocha. Os Coelho da Rocha em nossa família tiveram homônimos em São João Evangelista. Porem, esses deverão ser nossos primos em outras raizes.

Talvez, entre as pessoas não mencionadas e que engrandeçam Coroaci esta, como casal, aos Notel Nunes Coelho e dona Maria Isabel Rodrigues. Ele foi mencionado pelo primeiro nome como irmão do D. Manoel.

Porem, o casal foi pai dentre outros do Monsenhor Omar Nunes Coelho. Este foi pároco em São Gotardo/Rio Paranaíba, MG. Nasceu em Coroaci em 1915 e faleceu na Diocese de Luz, em 18.01.2009. Gozava de grande respeito dos seus paroquianos.

Esse eh o resumo que faço do livro.

A ma noticia foi a de que resolvi procurar a autora para conversarmos a respeito da genealogia da cidade. Quando acessei o site da prefeitura vim a saber que ela havia falecido em setembro de 2017. Ou seja, poucos dias depois que tinha tido a noticia da existência da obra.

Dona Angela Rocha da Silva Chaves fora professora e bibliotecaria do municipio. `A pagina 184 deixou esse recado:

“Coloco-me `a inteira disposição, para futuras informações, que poderão um dia fazer parte da complemento da Historia de Coroaci.”

Resta-nos esperar que alguém com mais familiaridade e conhecimento local se anime e de continuidade a tão importante e sublime trabalho de manter nossos ancestrais vivos em seus feitos e realizações.

 

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007. O RESUMO EM ESQUELETOS GENEALOGICOS

01. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c. c. Isabel de Lemos (17)

02. Francisco Moniz de Menezes c. c. D. Maria Lobo de Mendonça

03. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Thereza de Souza

a. 04. D. Francisca Isabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto (1)

05. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c. c. Martinho Afonso de Mello (2)

06. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Martinho Moniz Barreto

07. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

b. 04. D. Luiza Josefa de Menezes, irma de D. Francisca Isabel c. c. Antonio Galas da Silveira (3)

05. Diogo Moniz da Silveira c. c. D. Anna Maria da Afonseca (4)

06. Martinho Moniz Barreto c. c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes

07. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

c. 01. Isabel de Lemos c. c. Jeronimo Moniz Barreto, o velho

02. João Rodrigues Palha c. c. Mécia de Lemos, e era filha do fidalgo cavaleiro Fernão de Lemos.

d. 02. D. Maria Lobo de Mendonça c. c. Francisco Moniz de Menezes

03. D. Victoria de Barros c. c. Manoel de Freitas do Amaral (5)

04. D. Catharina Lobo de Almeida c. c. Gaspar de Barros de Magalhães (6)

05. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo

06. Baltazar Lobo de Souza c. c. Joana Barbosa (*)

e. 03. D. Thereza de Souza c. c. Jeronimo Moniz Barreto

04. Antonia Barbalho Bezerra c. c. Antonio Ferreira de Souza

05. Luiz Barbalho Bezerra c. c. D. Maria Furtado de Mendonça (7)

06. Camilla Barbalho c. c. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda

07. Brás Barbalho Feyo c. c. Catharina Tavares de Guardes

f. 04. Antonio Galas da Silveira c. c. D. Luiza Josefa de Menezes

05. Agueda de Pina c. c. Lourenço de Oliveira Pita

06. Felipe de Lemos Palha c. c. Francisca Barbosa Caramuru

07. Joao Rodrigues Palha c. c. Mécia de Lemos, filha do fidalgo cavaleiro Fernão de Lemos.

g. 06. Francisca Barbosa Caramuru c. c. Felipe Palha de Lemos

07. Catarina Alvares c. c. Baltazar Barbosa de Araujo (8)

08. Genebra Alvares c. c. Vicente Dias de Beja (9)

09. Catharina du Brezil c. c. Diogo Alvares Correa, Caramuru (10)

10. Cacique Taparica, Carijó/Tupinamba

h. 04. Antonio Ferreira de Souza c. c. Antonia Barbalho Bezerra

05. D. Catharina de Souza c. c. Eusebio Ferreira (11)

06. Belchior de Souza Drummond c. c. D. Mecia de Armas (12)

07. Antonio de Souza Drummond c. c. D. Joana Barbosa Caramuru

08. Joao Goncalves Drummond c. c. D. Marta de Souza

09. Clara Anes Drummond c. c. Gaspar Goncalves Ferreira (13)

10. Sir John Drummond (16) c. c. D. Branca Afonso da Cunha (14)

11. Sir John Drummond, 12o. sr. de Lennox c. c. Elizabeth Sinclair of Roslin

i.  07. D. Joana Barbosa  Caramuru c. c. Antonio de Souza Drummond

08. Catarina Alvares c. c. Baltazar Barboza de Araujo (8)

09. Genebra Alvares c. c. Vicente Dias de Beja (9)

10. Catharina du Brezil c. c. Diogo Alvares Correa, Caramuru (10)

11. Cacique Taparica, Carijó/Tupinamba

j.  08. D. Marta de Souza c. c. Joao Gonçalves Drummond

09. Baltazar Lobo de Souza c. c. Joana Barboza (*)

Logo após ter escrito esse resumo e a descrição da numeração, lembrei-me que faltaram alguns componentes genealógicos para completar-se melhor o quadro. São apenas mais 4, mesmo que pensei antes fazer reservas a dois deles:

k. 03. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

04. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

05. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos (17), filho de:

06. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

07. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

08. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva(18), filho de:

09. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves (19) c.c. Ignez (20), filho de:

10. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

11. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

l.  05. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo, filho de:

06. 1492 Balthazar Lobo de Sousa c. c. Joana Barbosa (*) 1a. esposa.

07. 1472 Felipa de Souza c. c. Diogo Lobo

08. Joana da Guerra c. c. João Fernandes de Souza, 4o. sr. de Baião

09. Isabel da Guerra c. c. Gonçalo Vaz Coutinho

10. D. Ignez da Guerra c. c. Alvaro Pires da Távora

11. Pedro da Guerra c. c. D. Tereza Anes De Andeiro (21)

12. D. João de Portugal, duque de Valencia c. c. Desconhecida

13. D. Pedro I, rei de Portugal c. c. D. Ines de Castro

14. D. Afonso IV, o Bravo c. c. D. Beatriz de Molina e Castela

15. D. Dinis I, o Lavrador c. c. D. Isabel de Aragão

16. D. Afonso III c. c. D. Beatriz de Castela

17. D. Afonso II c. c. D. Urraca de Castela

18. D. Sancho I, o Povoador c. c. D. Dulce de Aragão

19. D. Afonso I Henriques, o Conquistador c. c. D. Mafalda de Sabóia

20. D. Teresa de Leon c. c. D. Henri de Borgonha

21. D. Alfonso VI de Leao e Castella c. c. Ximena Moniz

(*) O nome Joana Barbosa foi sugerido por Manuel Abranches, mas não se tem certeza.

m. 10. Sir John Drummond c. c. Branca Afonso da Cunha + Catarina Vaz

11. Sir John Drummond, 12th of Lennox c. c. Elizabeth Sinclair of Roslin

12. Sir John Drummond, 11th of Lennox c. c. Mary Montfex, Heiress of Stobhall

13. Sir Malcolm Drummond, 10th of Lennox c. c. Lady Annabella Graham

14. Sir Malcolm Drummond, 9th Thane of Lennox c. c. Margareth Graham

15. John Drummond, 8th thane of Lennox c. c. Elena Drummond

16. Sir Malcolm Drummond, 7th thane of Lennox c. c. Margareth Drummond

17. Malcolm Beg Drummond, Chamberlain of Len. c. c. Ada of Maldwin of Lennox

18. Malcolm II Drummond, 5th thane of Lennox c. c. ?

19. John Drummond, 4th thane of Lennox c. c. ?

20. Maurice Drummond, 3st thane of Lennox c. c. ?

21. Malcolm de Drummond, 2nd seneschal of Lennox c. c. ?

22. Maurice de Drummond, 1st Seneschal of Lennox c. c. ?

n. 02. Elizabeth Sinclair of Roslin c. c. Sir John Drummond

03. Henry Sinclair, 1st Earl of Orkney c. c. Jean Halyburton of Dirleton

04. William Sinclair of Roslin c. c. Isabel Graham of Strathean

05. Sir William Sinclair of Roslin c. c. Rosabelle

06. Sir Henry Sinclair of Roslin, 7th lord of Roslin c. c. Alice de Fenton

07. Sir William Sinclair of Roslin, 6th lord of Roslin c. c. Amicia de Roselyn

08. Robert de St. Clair c. c. Eleanor de Dreux

RESSALVE-SE QUE:

I. Na obra do Frei Jaboatão ha uma narrativa genealogia, que ocupa quase 3 paginas a partir da numero 135, de Baltazar Barboza de Araújo e de seu meio-irmão Francisco.

Muitos dos ancestrais de ambos os personagens serão os mesmos de outros que compõem as raizes dessa genealogia.

DESCREVENDO O NUMERADO:

(1) Francisco Moniz Barreto, casado com D. Francisca Isabel, era natural da Ilha Terceira, Açores, e filho de Guilherme Moniz Barreto e sua esposa D. Maria Faleiro. Pag. 374

(2) Martinho Afonso de Mello era natural de Maragogipe, BA, e filho do sargento-mor Jose Pereira da Cunha e de D. Ignacia Pereira de Mello, sua esposa. Pag. 376

(3) Antonio Galas da Silveira teve a merce do habito de Cristo que não professou por ter falecido antes de tomar posse. Pag. 376

(4) D. Anna Maria da Afonseca foi filha do capitão Antonio Diniz de Macedo e de sua esposa D. Virginia da Fonseca, filha do sargento-mor Francisco Pinto da Fonseca Deça. Pag. 376

(5) Manoel de Freitas do Amaral foi homem rico e cavaleiro fidalgo. Pag. 206

(6) Gaspar de Barros de Magalhães, viveu no Recôncavo Baiano foi muito rico e afazendado. Pag. 203

(7) D. Maria Furtado de Mendonça fez parte da família de igual sobrenome que fez Historia no Rio de Janeiro. Era filha de Fernand’Aires Furtado de Mendonça e de sua esposa D. Cecilia de Andrade Carneiro. Pag. 311

(8) Baltazar Barbosa de Araujo era natural de Ponte de Lima, Portugal, e filho de Gaspar Barboza de Araujo e sua esposa D. Maria de Araujo. Pag. 135 e segue.

(9) Vicente Dias de Beja, era natural da Provincia do Alentejo, era moço fidalgo da casa do infante D. Luis. Pag. 86

(10) Diogo Alvares Correa, Caramuru, era filho das principais famílias nobres de

Viana. Pag. 84

(11) Eusebio Ferreira, era natural de Porto Santo, na Ilha da Madeira, e filho de Leão Ferreira. Pag. 313.

(12) D. Mécia de Armas, foi segunda esposa de Rafael Telles, do qual não teve filhos; e filha de Luis de Armas e de D. Catharina Jacques, “pessoas nobres e principais da Bahia”. Pag. 175

(13) Gaspar Goncalves Ferreira. Era filho de Gonçalo Aires Ferreira.

(14) Branca Afonso da Cunha era natural de Covilha.

(15) Elizabeth Sinclair de Roslin descendia de Sir William Sinclair of Roslin, um nobre cavaleiro na Escócia que as tradições e provas atuais indicam que chefiou uma expedição exploratória que aportou na Nova Escócia, Província do Canada, por volta de 1360, ou seja, mais de um século antes de Colombo.

A missão de William Sinclair seria a de proteger supostos tesouros dos Cavaleiros Templários, Ordem que fora dissolvida pelo papa Clemente, em 1312.

Mas houve continuidade tanto na Escócia quanto em Portugal, onde a organização veio a chamar-se Ordem de Cristo.

(16) A familia Drummond, tanto quanto a Sinclair, formou-se a partir da nobreza francesa, porem, quando da transferencia do Sir John Drummond para a Madeira ja era ha mais de 1 século família escocesa.

(17) Izabel de Lemos era irma de Felipe de Lemos Palha, filhos de João Rodrigues Palha e D. Mécia de Lemos. Pags. 469 (batizada a 25.03.1568) e 161.

(18) D. Joana da Silva era filha de Gonçalo da Silva, regedor da justiça em Lisboa. Pag. 144.

(19) Guilherme Moniz Barreto foi também casado com D. Joanna da Costa Corte-Real, filha de João Vaz da Costa Corte-Real. Pag. 144

Talvez venhamos a ser descendentes desses também, pois, o (1) Francisco Moniz Barreto tinha por pai outro Guilherme Moniz Barreto. E antes de migrar para o Brasil a família estava radicada na Ilha Terceira, Açores.

(20) D. Ignez, era filha de Gonçalo Nunez Barreto, alcaide-mor do Faro. Pag. 144

(21) D. Teresa Anes de Andeiro, foi filha de João Fernandes de Andeiro, segundo Conde de Ourem, e sua esposa D. Maior Fernandes de Moscoso.

Maior Fernandes de Moscoso era então viuva de Fernão Bezerra. Deles descendem os Bezerra em Pernambuco, dos quais também descendia o governador Luiz Barbalho Bezerra, nosso ancestral.

Consta em genealogias um terceiro nobre casado com Maior Fernandes de Moscoso. Caso seja a mesma, teremos a oportunidade de descender dela por 3 vias, sendo pelo menos uma de cada marido.

Quem desejar aprofundar mais pode verificar os nomes e genealogias dos cônjuges de nossos possíveis ancestrais mais nobres, pois, estão expostos na internet.

Aconselho aos descendentes dos ancestrais ANTÔNIO JOSE MONIZ e MANOELA DO ESPIRITO SANTO, via Luiza Maria do Espirito Santo e seu marido, o fundador de Guanhães, capitão de milícias Jose Coelho da Rocha, a copiarem esse resumo para te-lo disponível.

A minha convicção de nosso ancestral Antonio Jose ser o mesmo ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO aumenta a cada retorno que faço a esses estudos. As evidencias disso são enormes.

Seria bom ter os dados guardados em mãos porque pode-se perder as informações na internet caso hajam mudanças indesejáveis no futuro. E também, fica mais fácil consultar os dados quando se for falar no assunto na ausência de um computador `as mãos.

Ha que lembrarmos também que nossa ancestral Manoela do Espirito Santo pode vir do mesmo núcleo de famílias primeiro fundadoras da Bahia.

E temos outra ancestral, Tereza (Fiuza) de Jesus, baiana, `a época, procedente de Itabaiana, atualmente em Sergipe, que devera ter pelo menos alguns dos mesmos ancestrais.

Ha a necessidade de sabermos isso para termos a ciência de que: aqueles ancestrais que pensamos ser antigos demais para termos vínculos parentais próximos com eles, em verdade, são nosso “bisavós-de-fato” devido a tantas vezes que nos são ancestrais.

 

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008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?

 

“ARGOLOS

Rodrigo Argolo foi um nobre Castellano, que passou `a Bahia nos princípios da sua fundação, e n’ella com Joana Barboza Lobo, uma das trez irmans orfans, filhas de Balthazar Lobo de Souza, que faleceu na carreira da India, as quaes trez irmans, com outras mais, também orfans e filhas de pessoas nobres, mandou a rainha D. Catharina, mulher do Sr. rei D. João III, no anno de 1551, na armada de que era capitão de mar e guerra Antonio de Oliveira Carvalhal, que foi o primeiro alcaide-mor da Bahia, e vieram a entregar estas orfans ao governador Thomé de Souza, primeiro que no anno de 1549 veio fundar esta cidade, mudando-a de Villa-Velha do Pereira para onde agora esta, recomendando el-rei e a rainha ao dito governador cazasse as taes donzellas com as pessoas principaes que houvesse na terra, e assim com o tal Rodrigo de Argolo, acima, que n’esta mesma ocazião, com o governador Thomé de Souza, ou na própria armada do Oliveira veio `a Bahia cazou o governador a D. Joana Barboza, a qual e suas duas irmans, nomeadas a fl… dizem as memórias, que d’ellas tratam, eram sobrinhas do Conde de Sortella. Foi este Rodrigo Argolo provedor da Alfândega da nova cidade do Salvador, Bahia de Todos os Santos, por mercê do Sr. rei D. João III, por cazar com a sobredita D.Joana Barboza, da qual teve os filhos seguintes:”

Acabo de fazer mais uma pequena revista nos escritos e encontrei, alem de outras, essa passagem bastante esclarecedora de nossa genealogia. Isso porque Balthazar Lobo de Sousa foi pai de:

01. Joana Barbosa Lobo c. c. Rodrigo de Argollo

02. Micia Lobo de Mendonça c. c. Francisco Bicudo

03. Catharina Lobo de Barbosa Almeida c. c. Gaspar de Barros Magalhães.

Cada um desses casais ira dar reflexo em nossa genealogia. Eu apenas não os analisei a contento. Mas sei que os Argollo irão depois misturar-se com nossos familiares.

Micia e Francisco serão pais de outra Micia. Essa será a primeira esposa de Jeronimo Moniz Barreto, o velho. Eles serão os pais do Egas Moniz Barreto, que será pai do Francisco Barreto de Menezes que, por sua vez, Egas Moniz Barreto, o marido de D. Ignez Teresa Barbalho Bezerra.

D. Ignez foi filha de Antonia Barbalho e Antonio Ferreira, e neta por via materna do governador Luiz Barbalho Bezerra e de sua esposa Maria Furtado de Mendonça. Por ai sai alguns títulos de nobreza do Imperio Brasileiro.

Ja a dona Catharina e seu esposo Gaspar foram pais de dona Vitoria de Barros que casou-se com Manoel de Freitas do Amaral.

Deles nasceu dona Maria Lobo de Mendonça que foi casar-se com Francisco Moniz de Menezes, observe-se como o nome eh parecido com o do Francisco Barreto de Menezes!

Maria Lobo e Francisco Moniz, porem, serão pais do Jeronimo Moniz Barreto, o mais moço que o anterior. Esse ira casar com dona Teresa de Souza, irmã da dona Ignez Teresa, também filha de Antonia Barbalho e Antonio Ferreira.

Dai para frente basta seguir na ordem descendente para encontrar-se poucas gerações depois o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO que, ate que se prove o contrario, devera ser nosso ancestral:

ANTONIO JOSE MONIZ, que se casou com MANUELA DO ESPIRITO SANTO e foram pais, em Conceição do Mato Dentro, da nossa preciosa ancestral, tetravó: LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO.

E que o Divino Espirito Santo proteja a todos no carnaval e todos os dias da vida.

Essa mensagem foi passada durante o carnaval de 2018. Eu estava satisfeito com o que havia encontrado ate então. Mas dai!

Retornando `a “REVISTA TRIMENSAL” parece-me que em alguma parte o autor da genealogia ou eu cometemos um grave engano. Assim, porei em sequencia para tirar as duvidas.

PAG. 161

“N. 3 – Jeronimo Moniz Barreto (2), filho terceiro de Egas Barreto, a fl…, e de sua mulher D. Maria da Silveira …………………, e ali cazou duas vezes, a primeira com D. Micia Lobo de Mendonça, filha de Francisco Bicudo e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça …………………. E dela teve filhos:

  1. Egas Muniz Barreto, que se segue.”

 

Teve ainda: Angela, Maria Francisca, casadas, e Izabel e Vasco, solteiros.

PAG. 162

“N.1 – Egas Moniz Barreto (1) filho primogenito de Jeronimo Moniz Barreto e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça, cazou trez vezes, a primeira com D. Agueda de Lemos, irman de sua madrasta D. Izabel de Lemos, acima, e a fl…, n.5, e della teve filho:

5. Francisco Barreto de Menezes, que se segue. Batizado em Paripe a 6 de Junho de 1602.

D. Micia de Menezes, mulher de Paulo Argol, a fl…”

`As paginas 177-8 surgem dois Paulo Argolo. Na revista faltou o “o” final. O primeiro era filho do Rodrigo Argolo Castellano e dona Joana Barbosa Lobo e  casou-se com Felicia Lobo, filha de Gaspar de Barros de Magalhães e sua esposa Catharina Lobo de Barbosa Almeida, ou seja, eram primos em primeiro grau pelos lados maternos.

O autor confundiu ao dizer que dona Joana Lobo era irmã da dona Felicia. Deveriam ser tia e sobrinha.

O segundo Paulo Argolo, filho do primeiro e dona Felicia, casou-se com Micia Lobo de Mendonça. Porem essa ja possuía um parentesco um pouco mais distante, pois, foi filha de Egas Moniz Barreto e sua esposa Agueda de Lemos.

Esse era o Egas Moniz, filho do Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua primeira esposa Micia Lobo de Mendonça. Por sua vez, essa era filha de Francisco Bicudo e a primeira Micia Lobo de Mendonça, uma das 3 irmãs que foram enviadas para casarem-se com as maiores figuras da terra. Seguindo:

“N. 5 – Francisco Barreto de Menezes, fidalgo escudeiro, filho de Egas Moniz, n. 1, e de sua primeira mulher Agueda de Lemos, cazou com D. Izabel de Aragão, filha de Melchior de Aragão (2) e de sua mulher Maria Dias, e teve filhos. Faleceu D. Izabel de Aragão a 19 de Maio de 1674, ja viuva. Sepultada em S. Francisco.

12. Egas Muniz Barreto, que se segue. Batizado na sé a 22 de Agosto de 1646.

________________________

(1) Fidalgo escudeiro. Faleceu a 23 de Outubro de 1646, sepultado em Camamu, onde era morador.

(2) Senhor do engenho Mataripe. Faleceu em 1669.

Dona Izabel de Aragão, aparece na pagina 110 da Revista. Sua mãe, Maria Dias, consta, na pagina 109, ter sido “outra filha de Maria Dias e seo marido Francisco de Araujo.” E Melchior era oriundo da Ilha da Madeira.

Maria Dias, esposa de Francisco de Araujo, foi filha de Genebra Alvares e seu marido Vicente Dias de Beja. Sendo Genebra Alvares filha de Diogo Alvares Correia, o Caramuru, e Catharina Alvares, a Paraguaçu. Ou seja, teriam então o mesmo sangue que nos. A menção esta na pagina 86.

PAG. 163.

“N. 12 – Egas Moniz Barreto, filho de Francisco Barreto de Menezes, n. 5, foi coronel escudeiro fidalgo, cazou com D. Ignez Barbalho Bezerra, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia, filha de Luiz Barbalho, a fl…”

FAZENDO O ESQUELETO GENEALOGICO I

01. Egas Moniz Barreto c. c. D. Ignez Barbalho, filho de:

02. Francisco Barreto de Menezes c. c. Izabel de Aragão, filho de:

03. Egas Moniz Barreto c. c. Agueda de Lemos, filho de:

04. Jeronimo Moniz Barreto c. c. Micia Lobo de Mendonça, filho de:

05. Egas Moniz Barreto c. c. D. Maria da Silveira.

PAG. 161

“Segunda vez cazou Jeronimo Moniz Barreto com D. Izabel de Lemos, filha de João Rodrigues Palha e de sua mulher Micia de Lemos e teve filhos:

4. Miguel Telles de Menezes, a fl… e ali o mais

4. Antonio Moniz Telles, adiante. Batizado na se a 19 de Abril de 1586

4. Vicente, Francisco, Jeronimo, D. Joana e Anna de Lemos, mulher de Christóvão Rabelo, com filhos, a fl…”

PAG. 372

“MONIZES DO SOCORRO

N. 1 – Francisco Moniz de Menezes, *filho de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua segunda mulher D. Izabel de Lemos, a fl…, foi fidalgo da caza real e cazou com D. Maria Lobo de Mendonca, filha de Manoel de Freitas do Amaral e de sua mulher D. Victoria de Barros, a fl…, n. 6, e teve filhos:

1. D. Victoria de Menezes, mulher de Vasco de Souza, a fl…, e depois de Jeronimo da Cruz, cazou com este a 30 de Abril de 1658.

________________________________

  • Faleceu a 1. de Abril de 1674, sepultado na capella-mor da Mizericordia na sepultura de seu avô Francisco de Araujo.”

 

PAG. 373

“2. Jeronimo Moniz Barreto, que se segue:

N. 2 – Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonça, cazou com D. Tereza de Souza, (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra, a fl. 269, e teve filhos:

3. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, que se segue, batizada a 21 de Janeiro de 1666″

…………………………………………………………..

5. D. Luiza Josefa de Menezes, depois, batizada a 25 de Setembro de 1687.”

FAZENDO O ESQUELETO GENEALOGICO II

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

01. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira, ambas filhas de:

02. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Thereza de Souza, filho de:

03. Francisco Moniz de Menezes c. c. D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

04. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Izabel de Lemos, filho de:

05. Egas Moniz Barreto, o velho c. c. D. Maria da Silveira

Assim, torna-se claro que enganei-me ao identificar ao Egas Moniz Barreto, casado com Ignez Thereza, como se fosse irmão de Jeronimo Moniz Barreto, casado com dona Thereza, irmã de dona Ignez.

Os Franciscos pais eram diferentes. O problema ai foi que a mistura era muito semelhante ja que nos lados maternos dona Agueda era irmã de D. Izabel de Lemos. E dona Maria Lobo era prima de dona Micia Lobo.

O Jeronimo da D. Thereza de Souza era da geração do Francisco, pai do Egas da Ignez Thereza.

Assim se desfaz alguns mal-entendidos e também se informa o quão as famílias no período colonial se entrelaçavam de forma muito semelhante ao que fariam as gerações descendentes ate `a altura de nossos pais e seus familiares.

Observe-se, então, os riscos para a saúde da descendência! Motivo ótimo para se estudar a genealogia e usa-la em medicina preventiva.

Para uma melhor compreensão do que ja passamos nessa revista, ha que repetir aqui o esqueleto maior, ate ao momento:

ESQUELETO GENEALOGICO III

01. Diogo Alvares Correia (Caramuru) c.c. Catharina Alvares, pais de:

02. Genebra Alvares c.c. Vicente Dias de Beja, pais de:

03. Catharina Alvares c.c. Balthazar Barboza de Araujo, pais de:

04. Francisca Barboza c.c. Felippe de Lemos, pais de:

05. Agueda de Pina c.c. Lourenço de Oliveira Pita, pais de:

06. Antonio Galas da Silveira c.c. D. Luiza Josefa de Menezes, pais de:

07. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

08. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

09. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Por ai se vê como poderemos chegar `a nossa genealogia, caso esse ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO seja o mesmo nosso tetravô ANTÔNIO JOSE MONIZ.

Ja vimos em nosso texto anterior, embora esteja ao depois no blog, que Baltasar Barbosa de Araújo tem ancestrais conhecidos `a sua época que remontam a anos anteriores ao ano 1.000 de nossa era.

Mas hoje sabemos que o ancestral apontado naquela carta sob o nome de Egas Moniz de Riba Douro, trata-se do senhor de Riba Douro, que se casou com Toda Ermiges. Ela foi bisneta do rei D. Ramiro I, de Leon.

A carta ate menciona que o conde D. Pedro dizia isso mas o autor não chegou `a informação. Egas e Toda foram os bisavós de Egas Moniz, o Aio. Esse foi o bisavô do D. Soeiro Viegas Coelho, o que iniciou a geração da assinatura Coelho.

D. Soeiro foi o pai de, entre outros, Maria Soares Coelho, que foi a esposa do D. João Peres, I senhor da Torre de Vasconcelos, e cuja família adotou o sobrenome por causa disso. Na carta aparece somente ele como D. João Pires de Vasconcelos. Tinha ele o apelido de “o Tenreiro”.

Outro que aparece naquela lista foi o D. Rui Gonçalves Pereira. Como ja mencionei, era primo próximo do D. Nuno Alvares Pereira. Estão eles entre as primeiras gerações desse nobre sobrenome da Pereira. E também são descendentes do rei D. Ramiro I.

A ascendência conhecida de D. Ramiro I remonta a tempos anteriores a Cristo. O que, alias, se confunde com a ascendência de toda a nobreza europeia.

01. D. Catarina Alvares foi filha do chefe Taparica, maioral dos Morubixabas, uma das tribos da nação Tupinamba.

04. Vejamos como Felipe de Lemos se enquadra num esqueleto.

ESQUELETO GENEALOGICO IV

01. Felipe de Lemos c. c. Francisca Barbosa, filho de:

02. Micia de Lemos c. c. João Rodrigues Palha, filha de:

03. Fernão de Lemos, fidalgo cavaleiro.

Dona Agueda de Lemos, que aparece na genealogia do Egas Moniz Barreto, acima, e Isabel de Lemos que aparece no Esqueleto Vi, abaixo, eram irmãs do Felipe de Lemos.

`A pagina 469 temos:

“5. Felippe de Lemos, cazado com filhos, e teve o foro de escudeiro fidalgo, e logo o de cavalleiro fidalgo por alvará de 18 de Janeiro de 1620, batizado na sé a 7 de Maio de 1576.”

Como nada se pode encontrar do Lourenço de Oliveira Pita e Anna Maria da Affonseca, vamos tratar do esqueleto seguinte:

ESQUELETO GENEALOGICO V

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Como se pode ver, essas foram as duas formas como chegamos ao mesmo, possível, ancestral ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO.

Falta-nos, então, a parte que nos cabe do capitulo MONIZ BARRETO:

ESQUELETO GENEALOGICO VI

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

02. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

03. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos, filho de:

04. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

05. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

06. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva, filho de:

07. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves c.c. (3) Ignez, filho de:

08. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

09. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

Aqui encontramos o quadro onde D. Izabel de Lemos foi irmã de Felippe de Lemos, acima, esqueleto IV.

ESQUELETO GENEALOGICO VII

01. D. Maria Lobo de Mendonça c. c. Francisco Moniz de Menezes, filha de:

02. D. Victoria de Barros c. c. Manoel de Freitas do Amaral, filha de:

03. Catharina Lobo de Barbosa Almeida c. c. Gaspar de Barros Magalhães, filha de:

04. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo, filho de:

05. 1492 Balthazar Lobo de Sousa c. c. Joana Barbosa (?) 1a. esposa.

06. 1472 Felipa de Souza c. c. Diogo Lobo

07. Joana da Guerra c. c. João Fernandes de Souza, 4o. sr. de Baião

08. Isabel da Guerra c. c. Gonçalo Vaz Coutinho

09. D. Ignez da Guerra c. c. Alvaro Pires da Távora

10. Pedro da Guerra c. c. D. Tereza Anes De Andeiro

11. D. João de Portugal, duque de Valencia c. c. Desconhecida

12. D. Pedro I, rei de Portugal c. c. D. Ines de Castro

13. D. Afonso IV, o Bravo c. c. D. Beatriz de Molina e Castela

14. D. Dinis I, o Lavrador c. c. D. Isabel de Aragão

15. D. Afonso III c. c. D. Beatriz de Castela

16. D. Afonso II c. c. D. Urraca de Castela

17. D. Sancho I, o Povoador c. c. D. Dulce de Aragão

18. D. Afonso I Henriques, o Conquistador c. c. D. Mafalda de Sabóia

19. D. Teresa de Leon c. c. D. Henri de Borgonha

20. D. Alfonso VI de Leao e Castella c. c. Ximena Moniz

(?) O nome Joana Barbosa foi sugerido por Manuel Abranches, mas não se tem certeza.

Consta que João Fernandes ficou órfão muito novo e era o único neto de Luis Alvares de Souza. E um trisavô dele chamava-se: D. Frei Alvaro Goncalves Camelo, que foi prior da Ordem do Hospital.

Ou seja, era da Ordem dos Templários, que em 1307 foi perseguida e extinta pela Igreja Católica, porem, foi ressuscitada em 1317 pelo rei D. Diniz, passando `a Ordem do Hospital, ou Ordem Militar de Malta ou, ainda, Ordem de Cristo.

Essas informações a mais aparecem na leitura:

http://www.soveral.info/mas/Argollo.htm

Aqui se afirma também que donas Joana e dona Micia (Mécia ou Maria) na verdade eram irmãs do Henrique Lobo e dona Catharina seria sobrinha e não irmã delas.

A leitura ai tem um pouco de tudo. Romance, drama etc.

Mesmo com certa modorra em ler-se texto tão complicado, resolvi fazer a leitura melhor detalhada. Foi por isso que pude reconstituir as 20 gerações de nossos muito prováveis ancestrais.

Bom, nesse caso, em se tratando do Antonio Jose Moniz Barreto. Caso não seja ele o nosso ancestral, e pode se-lo por alguma outra via, poderemos sim sermos descendentes das mesmas pessoas, apenas seguindo outras sequências que ainda não pudemos reconstituir.

Interessante foi que `a leitura do texto, pareceu-me que o professor Manuel Abranches de Soveral fez alusão ao fato do Frei Jaboatão ter se enganado ao incluir dona Catharina como irmã das três órfãs, e destaca que foi sobrinha.

Ele alega para a correção, não apenas o que esta escrito no “Pedatura Lusitana”, de autoria do Alão, mas também documentos comprovantes. O que chegou a convencer-me. Sem duvidas.

Também alega que as filhas de Balthasar Lobo de Souza não eram órfãs, pois, o pai delas se encontrava vivo. Contudo, estava do outro lado do mundo. Em sua missão nas Índias, Goa, com sua segunda esposa e 10 filhos para cuidar.

Elas não seriam órfãs de todo. Apenas não tinham mãe e o pai era ausente. Mas ele faz mais algumas revelações importantes. Tais como, eram mesmo 3 irmãs:

01. Joana Barbosa Lobo c. c. Rodrigo de Argolo

02. Micia Lobo de Mendonça c. c. Francisco Bicudo

03. Marta de Souza c. c. João Gonçalves Drummond

E com isso faz outra revelação que passa a ser nosso próximo esqueleto:

ESQUELETO GENEALOGICO VIII

01. Baltasar Lobo de Souza c. c. Joana Barbosa (?)

02. Marta de Souza c. c. João Gonçalves Drummond

03. Antonio de Souza Drummond c. c. Joana Barbosa

03. Melchior (Belchior) de Souza Drummond c. c. Mécia de Armas

04. Catharina de Souza c. c. Eusebio Ferreira

05. Antonio Ferreira de Souza c. c. Antonia Barbalho Bezerra.

06. Tereza de Souza c. c. Jeronimo Moniz Barreto

Esses foram pais de duas das ancestrais do Antonio Jose Moniz Barreto:

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

02. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira.

Abaixo, explicarei melhor que Joana Barbosa foi filha de Baltazar Barbosa de Araújo e dona Catarina Barbosa. Ou seja, era irmã da Francisca Barbosa, esposa do Felippe de Lemos. Esses estão no Esqueleto III, geração 4.

O trabalho do professor Soveral trata mesmo da família Argolo. O que será útil para o conhecimento da genealogia brasileira como um todo, inclusive com as preciosas informações da procedência dos títulos de nobreza do Império Brasileiro depois adquiridos pela descendência.

Fica ai mais essa dica interessante pois ele informa que tais nobres descendiam não apenas de uma das irmãs, mas de duas: dona Joana e dona Marta e da sobrinha delas, Catarina.

Ou seja, nos seriam aparentados em duplo, caso sejamos descendentes de dona Marta e dona Catarina.

Ressalve-se que na descrição de ancestrais do numero 4. Paulo Argollo, deixa escrito que Antonia Bezerra, casada com Antonio Ferreira de Souza, foi filha de Luiz Bartolo e Maria Furtado.

Não sei dizer o que levou ao engano. Pode ter sido interferência de outros dados no momento de escrever e `a revisão não ter percebido. Mas esses seriam os nossos ancestrais, Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonça. Tem-se que rolar 2 bons dedos na tela do laptop para localizar-se esse engano.

Alias, não foi por falta de literatura na qual basear-se. O casamento de Antonio Ferreira e Antonia Barbalho esta registrado tanto pelo Frei Jaboatão quanto pelo “Pedatura Lusitana”, do Alão. Vou ate repetir aqui para facilitar para os leitores. Dona Antonia e Antonio estão no numero 4:

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pag. 343                    “BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g. Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hu engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

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O próprio professor Manuel Abranches de Soveral haveria de convir que os tempos que aqueles escritores escreveram não eram fáceis para esse tipo de trabalho. Imagine-se, vasculhar séculos de documentação não catalogada!

No caso do Alão, Soveral bem mencionou que o irmão, Belchior de Souza Lobo, do Baltazar Lobo de Souza, e outros, não foram mencionados. Ai acima, no titulo “BARBALHOS”, existem outros mistérios também.

Pelos nomes dos filhos, acredito que o Antonio Barbalho, filho de Fernão Barbalho, deverá ser o mesmo Brás Barbalho Feyo, tão frequente na literatura genealogia brasileira, surgindo desde Frei Jaboatão ate Borges da Fonseca e, obviamente, todos os mais recentes.

Caso contrario, o Brás poderá ter sido um irmão não mencionado. E dai surgem outras confusões, tais como a de que o grande Luis Barbalho teria sido filho daquele Antonio. Os mesmos autores concordam que foi filho da Camila Barbalho e alguém da Família Bezerra.

Atualmente se acredita que o pai foi o Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda. O que, pela regressão de datas, posso dizer que seja o candidato mais forte.

Na verdade, eu não desejava ter extendido tanto esse capitulo de meus estudos. A intenção era a de resumir o que ja sabia, concentrando-o nos esqueletos que penso ser melhor explicativos. Mas a menção a que Baltazar seria sextoneto do Pedro I e dona Ines de Castro acabou incitando minha curiosidade.

Porem ha ai outro engano no trabalho do professor Soveral. Tive que buscar em outras fontes para esclarecer. Ele postou que D. João Fernandes de Andeiro teria sido filho do Infante D. João, filho de Pedro e Ines.

Na verdade foi o Pedro da Guerra quem era, como esta no esqueleto. Dona Teresa Anes de Andeiro, esposa do Pedro, era filha do João Andeiro e sua esposa Maior Fernandes de Moscoso, que tinha antes sido viuva de Fernão Bezerra.

Assim fica explicado o quão pequeno foi aquele mundo no qual nossos antepassados viviam. Ela ja era nossa ancestral via o lado Bezerra da família. Porem, com o primeiro marido. Agora as vezes podem multiplicar-se. E muito! Alem disso, descendia de D. Teresa de Leon e Henri de Borgonha.

A informação de que podemos ser descendentes do Pedro e Ines de Castro é realmente nova para mim. Ate hoje eu havia encontrado no máximo ao rei D. Diniz como nosso ancestral. Assim, a gente fica descendente de praticamente toda a Dinastia Afonsina.

Nesse caso, faltaria completar com o D. Sancho II, rei de direito, porem, deposto por desagradar `a Igreja Católica. Entrando no lugar dele o seu irmão, Afonso III.

E aqui temos um entroncamento interessante. Antes ha que nos lembrarmos que o rei D. Afonso IV foi quem ordenou a morte da rainha D. Ines de Castro. Ela e outros castelhanos que estavam em Portugal estavam ficando influentes demais junto ao príncipe herdeiro Pedro.

E como Pedro abandonou a rainha de direito Constança Manuel, em favor do amor por Ines, pensava o rei e sua corte ser melhor mata-la para evitar uma guerra com os espanhóis.

Os executores foram: Alvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e Pero Coelho. Houve praticamente uma revolução. Mas os nervos foram acalmados e Pedro prometeu não vingar depois que subisse ao trono. E a primeira coisa que fez foi quebrar a promessa, mandando executar seus desafetos.

Pedro I foi pai do rei de direito: Fernando I. Contudo esse não teve filhos do sexo masculino para ocupar o trono. A filha tornou-se esposa do rei de Castela. Então, com o falecimento de Fernando I, o rei João I de Castela invadiu Portugal.

As cortes em Coimbra ja haviam decidido que o rei seria João I, o Mestre de Avis, que ocuparia o trono. Esse João, Infante de Portugal, era filho do mesmo Pedro I, porem, extraconjugal.

De toda forma houve a guerra. Os portugueses derrotaram os castelhanos na Batalha de Aljubarrota. Mesmo com menor numero de pessoas nas forças militares. As táticas de guerra usadas pelos portugueses ajudados por ingleses foi superior. Os espanhóis contavam com ajuda dos aragoneses e franceses.

Decidido quem ficaria no trono e que Portugal permaneceria independente, a vida continuou. O grande general da época, D. Nuno Alvares Pereira, atualmente, Santo Nun’Alvares, tinha uma filha. Chamava-se Beatriz Pereira Alvim.

D. Nuno foi casado com Leonor Alvim. Essa era filha de primos: João Pires de Alvim e dona Branca Pires Coelho. Ambos descendiam do D. Egas Moniz, o Aio.

D. Beatriz Pereira Alvim, alem de ser filha única do D. Nuno, acabou casando-se com D. Afonso, filho do rei D. João I, de Portugal, e Ines Pires Esteves. Esse D. Afonso foi o primeiro Duque de Bragança. E do casal descende a Casa de Bragança.

Assim seguiram as duas linhagens. A que seguiu a Dinastia de Avis, se extinguiu em 1580, com o rei Felipe I da Espanha tomando a coroa de Portugal.

A Reconquista se deu a partir de 1640, com o restabelecimento da coroa portuguesa e a coroação de D. João IV, que então era o herdeiro do ducado de Bragança.

Assim se mostra que podemos não ser descendentes de outros reis portugueses mais recentes, porem, todos os reis de Portugal e Brasil que existiram depois descenderam de mesmos ancestrais que nos.

E quando digo nos, estou referindo-me a boa quantidade da população brasileira. Imagine-se apenas os fatos. As 3 filhas e a neta do Baltazar Lobo de Souza devem ser ascendentes de milhões.

E, logicamente, não devem ter elas sido as únicas descendentes a se mudarem para o Brasil `a época. Pedro governou apenas 10 anos, 1357 a 1367. Teve 6 filhos que chegaram `a idade adulta. Praticamente 200 anos após seu governo foi que elas foram para o Brasil.

200 anos era suficiente para que tivesse alguns milhares de descendentes, os quais nem todos estavam em situação financeira melhor, portanto, ir para o Brasil era o sonho de “fazer a America”.

Apesar de que, somente o Baltazar Lobo de Souza estava com 10 filhos vivendo nas Índias. Ha que se pensar nisso também. Podemos ter milhares, senão milhões, de familiares indianos sem o sabermos.

Diga-se de passagem, alem desses que estavam por la, haviam outros irmãos do Baltazar. E, provavelmente, outros parentes andavam `as voltas.

Alem deles, temos a noticia no texto do Alão que antes havia ido para as Índias: o Luis Barbalho, filho de Fernão Barbalho. Ao depois foi para la também o Fernão Barbalho Bezerra, filho do governador Luiz.

O que falta saber será se toda essa gente deixou descendência e se ela permaneceu no Oriente. Se ficou, devemos ter um parentesco relativamente próximo com, pelo menos, as gentes de Goa.

Em resumo, teremos parentesco obrigatório com as pessoas dos títulos descritos pelo Frei Jaboatão:

01. 42 Albuquerques Maranhões na Bahia (1)

01. 77 Bicudo

02. 84 Caramurus na Bahia

03. 111 Britos Freires com Caramurus na Bahia

04. 135 Araújos e Barbosas

05. 138 Caramurus

06. 140 Adornos e Caxoeira

07. 144 Monizes Barretos na Bahia

08. 146 Alomba

09. 160 Ulhoa

10. 174 Telles (2)

11. 177 Argollos

12. 180 Argollo Ribeiro

13. 182 Araujo, Barboza

14. 182 Argolos e Pereiras

15. 202 Torres

16. 203 Barros e Magalhães na Bahia

17. 211 Barros, Lobo e Velho

18. 212 Moreiras do Socorro (3)

19. 217 Cunha e Severin

20. 219 Pereiras Soares de Paripe

21. 224 Amorim, Barboza

22. 226 Pereiras de Paripe

23. 238  Vaz, etc

24. 242 Florianos na Bahia (4)

25. 243 Barros da França na Bahia

26. 274 Parui, Brito e Lobo (5)

27. 276 Britos e Castros

28. 279 Castros, Freires, Souzas e Tavoras

29. 281 Souzas de Andrade (6)

30. 308 Negreiros de Sergipe do Conde

31. 310 Barbalhos

32. 313 Ferreiras e Souzas

33. 372 Monizes do Socorro e Fiuzas

34. 382 Monteiros

35. 385 Rocha, Sa e Soutomaior (7)

35. 386 Maciel e Sa

36. 392 Brito Cassão

37. 395 Dormondo (Drummond) (8)

38. 407 Subtil e Siqueira

39. 427 Bravo (9)

40. 454 Paredes na Bahia (10)

41. 468 Palha

(1) A família “Albuquerques Maranhões na Bahia” entra em nosso ramo de parentela não por ser nossa ancestral mas por possuir ancestral que compartilhamos desde seu inicio.

Essa familia começa com Jeronimo de Albuquerque, o Torto, filho do Jeronimo de Albuquerque, o Adão de Pernambuco, e de sua companheira, a indígena D. Maria do Espirito Santo Arcoverde. O Torto ajudou a conquistar o Rio Grande e foi seu primeiro governador.

Foi casado com D. Catharina Pinheiro Feio. Essa foi filha de Antonio Pinheiro Feio, reinol, e de sua esposa, D. Leonor Tavares de Guardes.

Ela foi filha do senhor do engenho de São Paulo da Várzea do Capibaribe, Francisco Carvalho de Andrade e sua esposa Maria Tavares de Guardes.

Esses foram também pais de dona Ignez de Guardes, esposa do instituidor do riquíssimo morgado do Cabo de Santo Agostinho, João Paes Barreto.

Era também irmã das anteriores, Maria ou Catharina Tavares de Guardes, que foi a esposa de Brás Barbalho Feyo, que foram os avos do Luiz Barbalho Bezerra, via Camilla Barbalho.

Diga-se de passagem, nos, Barbalho em Minas Gerais, teríamos parentesco com todos os Albuquerques ja, pelo menos, pelo lado de Martim Afonso de Sousa, primeiro Governador Geral do Brasil.

Esse foi filho de Lopo de Sousa e D. Brites de Albuquerque. Que não se trata da mesma que casou-se com Duarte Coelho.

(2) Ha ai um parentesco colateral, pois, Rafael Telles, o patriarca, casou-se segunda vez com Micia de Armas, que era viuva de Belchior de Souza Drummond (Dormondo). Eles estão do Esqueleto VIII como nossos ancestrais.

(3) Outra vez, parentesco por via do tronco que gerou Martim Afonso de Sousa.

(4) O parentesco com esses esta indefinido mas deles ha os Corte Real que se misturaram com os Moniz Barreto. Na sequencia, Barros da Franca na Bahia, entram descendentes de donas Cosma e Antonia Barbalho Bezerra.

(5) Nosso parentesco se da com D. Joana de Argolo, esposa do dr. Sebastião Parui de Brito. Britos e Castros é sequencia do anterior. O mesmo se da com o 28.

(6) Parentesco por aproximação. D. Maria Furtado Barbalho casou-se com Nicolau de Souza de Andrade, porem, não tiveram filhos.

(7) Familia que começa em Diogo da Rocha de Sa, que casou-se com Ignez Barreto, filha de Egas Moniz Barreto e irma de Duarte Moniz Barreto. Sequencia em Maciel e Sa. Segue em Brito Cassão.

(8) Os Drummond da Bahia, nesse caso, se mostram nossos duplo parentes porque descendem simultaneamente dos casais: João Gonçalves Drummond e sua esposa dona Marta de Souza; e de Baltazar Barboza de Araújo e sua esposa Catarina Alvares, filha de Caramuru e Paraguaçu.

O primeiro casal foi pai de Antonio de Souza Drummond e o segundo de D. Joana Barbosa que se casaram e foram pais do Melchior (Belchior) de Souza Drummond que casou-se com Micia de Armas, filha de Luiz de Armas e sua esposa Catarina Jacques.

Antonio, que nasceu em Ilhéus, e Micia foram os pais da Catharina de Souza, esposa do Antonio Ferreira, sendo esses os pais do Antonio Ferreira, marido da Antonia Barbalho Bezerra. Como esta no esqueleto acima (VIII).

Alias, aqui acrescenta-se essa segunda descendência nos ancestrais: Caramuru e Guaimbim-Para (Paraguaçu).

(9) Começa em Antonio Bravo, natural do Porto. Quase certamente será parente de Miguel Gomes Bravo, também do Porto, nosso ancestral no Rio de Janeiro.

(10) Começa em João Paredes da Costa que casou-se com D. Paula de Barros, filha de Gaspar de Barros de Magalhães e D. Catharina Lobo, possivelmente, nossos ancestrais.

As 41 familias acima citadas são aquelas das quais descenderíamos diretamente ou suas raizes descendem das mesmas pessoas que nos. Isso não significa que as outras não possuam semelhante vinculo.

O que fica gravado ai é que as outras, não relacionadas por mim, tem ou terão vínculos após o tempo do Frei Jaboatão (1695 – 1779). Lembrando que ele concluiu seu trabalho genealógico em 1770.

A partir disso, teremos apenas o trabalho de encontrar quem foram os pais de nosso ancestral Antonio Jose Moniz, ou se ele assinava o Barreto também, para transformar esse estudo em nossa genealogia.

Por enquanto tudo isso, apesar da trabalheira, é apenas especulação.

Apenas como uma observação. Ja recebi opinião de que isso de estudar mais profundamente nossa genealogia não ajuda em nada. Afinal, por que quer-se saber de defuntos tão distantes?!!!

A verdade é que quem ja passou, e deixou herdeiro, não esta morto. Nossos antepassados vivem em nos. Quem tem aquela opinião teria razão num ponto:

Temos uma relação de descendência com nossos pais de 50%. Ou seja, a metade de cada um vive em nos. 25% é a cota de nossos avós. 12.5% de nossos bisavós. 6.25% de nossos trisavós. 3.125% de nossos tetravós. e + ou – 1.56% de nossos pentavós.

Realmente. Dai para frente seria quase que uma bobagem pensar em grau de parentesco, pois, essa será uma porcentagem próxima `aquela que o ser humano possui com seus primos mais próximos, os chimpanzés. Então, para que saber mais?!

Acontece que hão outros detalhes. Vamos tomar como exemplo as vezes possíveis que descenderíamos do Baltazar Barbosa de Souza. Ele foi pai da dona Marta e avo da dona Catarina.

Na sequencia, temos as duas personagens:

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

02. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira.

Ambas foram avós do Antonio Jose Moniz Barreto. Cada uma delas foi 2 vezes descendentes do Baltazar, portanto, o Antonio Jose foi 4 vezes descendente dele.

Agora, apenas caso o nosso pentavô Antonio Jose Moniz tenha sido a mesma pessoa, nos sabemos ser 5 vezes pentanetos e uma vez sextonetos dele. Ao todo 6. E multiplicando 6 X 4, temos o resultado de 24 vezes descendentes do Baltazar.

Ainda assim torna-se pouco, devido a distancia que ha entre ele e nos. O problema é não sabermos a origem da Manoela do Espirito Santo, a esposa do Antonio Jose, nosso ancestral. E se ela for baiana também?

Dela, não temos noticias mas sabemos que temos pelo menos outra ancestral baiana, cujo nome foi Teresa (Fiuza) de Jesus, esposa do sargento-mor Domingos Barbosa Moreira. Vejam ai a repetição do sobrenome Barbosa.

Ja ate não importa tanto buscar mais. 24 vezes em tal espaço de tempo ja nos da quase um grau de pentavô. Nesse caso, justifica-se a busca de ancestrais mais antigos, pois, na verdade não são tão distantes quanto imagina a nossa vã filosofia!

Mais ainda, justifica-se saber quem foram os pouco mais antigos que o Baltazar. Isso porque, esses deverão ser nossos ancestrais não apenas as possíveis 24 vezes que o Baltazar deverá ser.

Eles deverão ser os mesmos ancestrais de nossos ancestrais intermediários, cujos sangues chegaram ate a nos por outras linhagens.

Assim, embora mais antigos que o Baltazar, podem ser ate nossos parentes mais próximos. Essa ja seria uma boa justificativa. Mas, como se dizia antigamente, “o saber não ocupa lugar”!

Agora, imaginem o prazer que daria a uma criança atual, descobrindo os primeiros capítulos da Historia Universal, ao mesmo tempo podendo ter em mãos uma genealogia que mostre que os ilustres personagens são seus ancestrais ou terem algum grau de parentesco com ela!

Acredito que tal alegria não teria preço!!!

 

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009. GENEALOGIA DE ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO: UM POUCO DO CONTEÚDO DA “REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAPHICO BRAZILEIRO”

INDICE

01. INTRODUCAO

02. EXTRATOS DA REVISTA

03. PRIMEIROS COMENTARIOS

04. ESQUELETOS GENEALOGICOS

05. BUSCANDO ANCESTRAIS DO ANTONIO JOSE MONIZ

06. ANTEPASSADOS E FAMILIARES DO ANTONIO JOSE

07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE IAIA!!!

08. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE MAIS PARENTESCOS

09. UM POUCO DA DESCENDENCIA DA DONA COSMA BARBALHO

10. ANTONIO BARBALHO PINTO, NOSSO QUASE ANCESTRAL!

11. CONCLUSOES 

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01. INTRODUCAO

Sim, a grafia é essa mesma. Trata-se do exemplar numero 52, parte I, que foi publicada em 1889.

O engraçado, ou nota de alegria, foi que estava procurando ver se encontrava dados paternos do Gaspar de Souza Barbalho, ancestral da amiga Perlya, e encontrei algo que pode ser de grande importância para a genealogia do nosso ramo.

Na verdade, a publicação naquela revista poderia levar o nome de “Nobiliarquia Baiana”. Trata-se de estudo que abrange diversas famílias nobres. Registra pessoas que chegaram desde a implantação da Capitania ate `as ultimas décadas do século XVIII (1770). Os dados são de época. A publicação em 1889 foi uma reprodução.

`A medida que outras famílias vão chegando, ali se casam com a nobreza da terra, somando sangues de outras paragens portuguesas e brasileiras. Isso se da com a Família Barbalho.

Chegada em Pernambuco desde os tempos do capitão-mor Duarte Coelho, foge para a Bahia devido aos conflitos com os holandeses. Em 1638, o governador Luiz Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonça se instalam na, então, capital da colônia, São Salvador.

Em 1643 ele e parte da família se transferem para o Rio de Janeiro para assumir o cargo de governador daquela província. Porem deixa na Bahia duas filhas e três filhos. D. Cosma, D. Antonia, Guilherme, Fernão e Francisco Monteiro.

Somente recentemente, através do livro “Pedatura Lusitana”, tomei conhecimento que o Fernão foi casado. Mas ele, mais tarde foi transferido para Goa, onde exerceu a função de vedor, e não temos noticias de descendência.

Ha também a menção a Francisca Furtada. Os dados que tinha mencionavam 10 o total de filhos do governador e sua esposa. Por meus estudos, ate então, havia encontrado 9. Agora se completam com Cecilia, Agostinho, Antonio e Jeronimo.

Guilherme transferiu-se para São Cristóvão, antiga capital de Sergipe, na qual foi alcaide-mor. Depois passou a alcaidaria para o filho Domingos. Acredito que Guilherme tenha assumido a governadoria por 2 ou 3 anos também.

Por enquanto não descobrimos o estado civil do Francisco Monteiro. Sabe-se que foi capitão do Forte de Nossa Senhora da Conceição do Populo, ou Forte de São Marcelo. Esse forte fica dentro da Bahia de Todos os Santos e é um dos únicos com arquitetura circular no Brasil. Por histórico, é atração turística.

Francisco Monteiro aposentou-se em 1704, com pouco mais de 24 anos de serviço. Devia estar com mais de 60 anos de idade. Portando, se teve filhos em sua juventude poderia estar tornando-se bisavô.

Acredito que o autor do estudo preferiu não fazer um capitulo dedicado `a descendência Barbalho justamente por ela ter chegado depois. Ou seja, ele expõe um inicio entre as paginas 310 a 312.

As sequências da descendência esta dispersa nos vários capítulos nos quais ela se casou. Assim, `a pagina 308 iniciara-se os “NEGREIROS DE SERGIPE DO CONDE”, no qual dona Cosma e Guilherme se casaram.

Os “FERREIRAS E SOUZAS” iniciam a partir da pagina 313. Nesse capitulo temos parte da descendência de dona Antonia e seu marido Antonio Pereira de Souza. Ali temos que:

ANTONIO PEREIRA DE SOUZA c.c. ANTONIA BARBALHO BEZERRA, pais de:

01. D. Ignez Barbalho Bezerra c.c. Egas Moniz Barreto

02. D. Thereza de Souza c.c. Jeronimo Moniz Barreto

03. D. Catharina de Souza c.c. Rafael Soares de Franca

04. D. Maria Furtado de Souza c.c. Nicolao de Souza de Andrade

05. Euzebio Ferreira, falecido criança.

06. D. Francisca Barbalho c.c. Diogo de Sa Soto-maior.

Cada um desses casais aparece nos respectivos capítulos nos quais os sobrenomes das famílias dos maridos é estudado. Somente o Egas encontra-se no capitulo MONIZES BARRETO, a partir da pagina 144.

O irmão dele, Jeronimo Moniz Barreto, esta separado, aparecendo a partir da pagina 372, no capitulo MONIZES DO SOCORRO E FIUZAS. Somente o encontrei porque interessei-me em verificar os Fiúzas, pois, temos ancestrais com o sobrenome.

D. Maria Furtado de Souza foi a unica das irmãs que não teve filhos.

Penso ser melhor copiar os trechos da revista que interessaram-me anotar de imediato. Assim se poderá verificar algo da evolução da família e depois mostro meus comentários. Segue então:

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02. EXTRATOS DA REVISTA

Pag. 313.

                        “FERREIRAS DE SOUZAS

Euzebio Ferreira, natural de Porto-Santo na ilha da Madeira do reino de Portugal, filho de Leão Ferreira passou `a Bahia, e n’ella cazou com D. Catharina de Souza (1), filha de Melchior de Souza Dormondo e de sua mulher Catarina Jacques. De Euzebio Ferreira e sua mulher D. Catarina de Souza foram filhos:

(1) cazaram na Se a 13 de Maio de 1603, em caza, que os recebeu o coadjutor Antonio Viegas; testemunhas Christóvão de Aguiar e Melchior de Sa. E faleceu ao 1o. de Novembro de 1636.

D. Catarina sua mulher faleceu a 21 de Agosto de 1649, sepultada no Carmo.”

Pag. 314

N. 5. Antonio Pereira de Souza, filho de Euzebio Ferreira e de sua mulher D. Catharina de Souza, cazou com D. Antonia Bezerra (2), filha do mestre de campo Luiz Barbalho, o velho, a fl…, batizada na capela do Nome de Jezus do Socorro a 27 de Agosto de 1656, e teve filhos:” (acima)

Cont. “14. D. Ignez Barbalho Bezerra, que casou com o coronel Egas Moniz Barreto, irmão de D. Victoria de Menezes, filha esta de Francisco Moniz de Menezes, a fl…. n.4.”

A data do batismo esta fora de lugar, pois, o casamento se deu em 1642. Possivelmente seria, então, de 1626. Para melhor acompanhar os dados, resolvi retornar `a pagina 144 e verificar o inicio do titulo MONIZES BARRETOS NA BAHIA.

Antes, nao busquei ainda os dados da ancestral de D. Catharina de Souza, que pode também ter sido nossa ancestral.

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COMPLEMENTO INTERESSANTE ACRESCIDO A ESCRITA:

“GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO – TITULO LV

DRUMONDS (de Itabira)

– O capitão Antonio Carvalho Drumond e sua mulher Inácia Micaela de Freitas Henriques, nascidos e batizados na freguesia da se do Funchal, na ilha da Madeira, são os troncos dos Drumond de Itabira em Minas, os quais tem larga ramificação na zona do Carmo. Os primitivos Drumonds (Dormundos) fixaram-se em São Miguel do Piracicaba.”

NOTAS NO RODAPE:

3. “Ha farta bibliografia sobre a familia Drumond, cujos troncos escoceses se fixaram na Madeira: Consultem-se as coleções da revista do Instituto Genealógico Brasileiro.”

4. “Na Nobiliarchia Pernambucana de Antonio Jose Victoriano Borges da Fonseca, vol II – 253 (edição da Biblioteca Nacional 1935), ha noticia de Leandro Teixeira Escocia de Drumond, Juliana de Drumond, Manuel Escocia de Drumond, Carlos Maria de Drumond e outros.”

5. “Também, no Catalogo Genealógico de Jaboatão (edição da revista do Instituto Histórico), pag. 395, ha um titulo Dormondo que começa: “Antonio de Souza Dormondo, natural do Brazil, capitania dos Ilheos, era filho de João Gonçalves Dormondo, da ilha da Madeira, da ilustre família dos Dormondos, e fidalgo, e de sua mulher D. Marta de Souza ….”

Penso ser informação de grande importância, pois, ai se informa que a família Drummond procede da Escócia; ja desde o período colonial houveram esses diversos ramos imigrantes no Brasil e, especialmente, nos podemos descender do Melchior de Souza Drummond, portanto, outra vez aparentados do poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade.

Ha pouco tempo um de nossos primos fez exame de DNA. Em nossa família ha uma certa incidência de ruivos sardentinhos.

O exame dele, a meu ver, deu uma incidência elevada de porcentagem com origem no Reino Unido porque ate agora não havia encontrado ancestrais relativamente recentes como esses com essa origem.

Talvez essa informação agora feche essas contas. E também nos da uma grande evidencia de que, enfim, o nosso ANTÔNIO JOSE MONIZ foi encontrado com sua devida ascendência. Temos agora que ver o que nos falam os documentos dele, quando os encontrarmos.

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Pag. 144

                         “MONIZES BARRETOS NA BAHIA

Egas Moniz Barreto, natural da Ilha Terceira, etc, filho de Guilherme Moniz e sua mulher. Foi morgado, neto de Sebastião Moniz, também Morgado, e de sua mulher D. Joanna da Silva, filha de Gonçalo da Silva, regedor de Justiça de Lisboa, e bisneto de Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves, e de sua segunda mulher D. Ignez, filha de Gonçalo Nunes Barreto, alcaide-mor de Faro, do qual Guilherme Moniz Barreto, foi mulher D. Joanna da Costa Corte-Real, filha de Joao Vaz da Costa Corte-Real, terceiro-neto de Henrique Moniz, quarto-neto de Vasco Martim Moniz; foi este dito Egas Moniz Barreto o primeiro, que veio `a Bahia no tempo em que so havia a Villa-Velha e povoação do Pereira junto `a Victoria.

Foi cazado na mesma Ilha Terceira com D. Maria da Silveira, de quem teve trez filhos abaixo nomeados; sendo certo que se cazou com D. Anna como consta no assento do seu enterro, que diz assim: Faleceu Egas Moniz Barreto a 4 de Novembro de [PAG. 145] 1582, sepultado em Nossa Senhora da Ajuda, Testamenteira sua mulher D. Anna, a qual por outro assento consta faleceu a 4 de Setembro de 1596. Testamenteiro seu filho Duarte Moniz, sepultada em Nossa Senhora da Ajuda.

Nem se deve dizer, que na Bahia cazou segunda vez este Egas Moniz com outra mulher chamada D. Anna; porque a ser assim, não diria o tal assento do seu enterro, que fora testamenteiro seu filho Duarte Moniz; porque diz Cordeiro (1) no lugar citado, com os outros filhos de D. Maria da Silveira, podendo ser erro da escrita o por D. Maria, em lugar de D. Anna Soares, como se acha no seu testamento feito a 3 de Novembro de 1595. Faleceu a 4 de Setembro de 1596. Sepultada em Nossa Senhora da Ajuda pois o assento do óbito é manifesto. Foram filhos os seguintes:

       1. Duarte Moniz Barreto, que se segue;

       2. Henrique Moniz Barreto, ou Telles, abaixo

       3. Jeronimo Moniz Barreto, ou Telles, adiante

       4. Diogo Moniz Barreto, e D. Ignez Barreto a fl…., mulher de Diogo da Rocha de Sa, a fl….”

PAG. 161

‘N 3 – Jeronimo Moniz Barreto (2) filho terceiro de Egas Barreto, a fl…, e de sua mulher D. Maria da Silveira ou D. Anna, como ja ai fica anotado, passou `a Bahia com seu pai e irmãos, e ali cazou duas vezes, a primeira com D. Micia Lobo de Mendonça, filha de Francisco Bicudo e de sua primeira Mulher D. Micia

……………………………..

(1) Cordeiro, pag. 313

Lobo de Mendonça, a fl…, uma das 3 irmans orfans, que mandou a rainha D. Catharina para cazarem, com as pessoas principaes, como ja se tem dito; e della teve filhos:

          1. Egas Moniz Barreto, que se segue …”

PAG. 162

“N 1 – Egas Moniz Barreto (1) filho primeiro de Jeronimo Moniz Barreto e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça, cazou trez vezes, a primeira com D. Agueda de Lemos, irman de sua madrasta D. Izabel de Lemos, acima, e a fl…., n.5, e dela teve filho:

5. Francisco Barreto de Menezes, que se segue. Batizado em Paripe a 6 de Julho de 1602 ….

……………………………………………………..

N 5 Francisco Barreto de Menezes, fidalgo escudeiro, filho de Egas Moniz, n.1, e de sua primeira mulher Agueda de Lemos, cazou com D. Izabel de Aragão filha de Melchior de Aragão (2) e de sua mulher Maria Dias e teve filhos. Faleceu D. Izabel de Aragão a 19 de Maio de 1674, ja viuva. Sepultada em S. Francisco.

12. Egas Moniz Barreto, que se segue. Batizado na Se a 22 de Agosto de 1646.”

……………………………………………………………………………………..

PAG. 163

N 12 – Egas Moniz Barreto, filho de Francisco Barreto de Menezes, n.5, foi coronel escudeiro fidalgo, cazou com D. Ignez Barbalho Bezerra, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia, filha de Luiz Barbalho, a fl…, n.4, como consta do livro de cazamentos na Capella do Bom Jezus, a 8 de Janeiro de 1698, e teve filhos:

15. Antonio Ferreira de Souza, que segue”

……………………………………………………………………..

“N 15 – Antonio Ferreira de Souza, filho do coronel Egas Moniz Barreto, n 12, foi escudeiro fidalgo, como seu pai, e senhor do engenho de Mataripe, cazou com D. Izabel*, filha de seu tio Diogo Moniz, o Gordo, e teve filhos:

20. Antonio Ferreira de Souza, sem geração.

21. Egas Carlos de Souza Menezes, adiante

………………………………………………………………………..

PAG. 165

N. 21 – Egas Carlos de Souza de Menezes, filho de Antonio Ferreira de Souza, n. 15, e de sua mulher D. Izabel, cazou com D. Maria Francisca da Conceição, filha de Antonio Machado Velho, a fl…. n.9, e de sua mulher D. Antonia Maria de Menezes, e teve filhos:

32. Antonio Moniz de Souza Barreto, que se segue

N.32 – Antonio Moniz de Souza, filho de Egas Carlos de Souza de [PAG. 166] Menezes, n. 21, tem o foro de Fidalgo cavaleiro, como tem seu pai, com 1$500 de moradia e um alqueire de cevada por dia, por alvara de el-rei, de 30 de Maio de 1768. Cazou com D. Luiza Francisca Severina (1) filha de Luiz Coelho Ferreira, cavaleiro professo da Ordem de Christo, e mercador na praça da Bahia, e de sua mulher D. Maria Dias do Vale.”

…………………………………………………………………………..

Acrescente-se o que vai abaixo que ainda não podia ser anotado pelo autor por ainda ser futuro `a sua época.

“Antonio Moniz Barreto de Souza e Aragão c.c. Luiza Francisca Zeferina Coelho Ferreira, pais de:

I. Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragão, 1o. barão de Itapororoca, c.c. Josefa Joaquina Gomes Ferrão de Castelo-Branco, pais de:

I a. Maria Amalia Ferrão Moniz Barreto de Aragão c.c. Frutuoso Vicente Viana, 2o. barão de Rio de Contas.

I.b Emilia Augusta Ferrão Moniz Barreto de Aragão c.c. Joaquim Inacio de Aragão Bulcão, 1o. barão de Matuim.

II. Salvador Moniz Barreto de Aragão e Menezes, 1o. barão de Paraguassu c.c. Teresa Clara do Nascimento Viana, pais de:

II a. Francisco Moniz Barreto de Aragão, 2o. barão de Paraguassu (sem sucessão )

II b. Pedro Moniz Barreto de Aragão, 1o. barão de Rio de Contas c.c. Maria Joaquina de Aragão Bulcão (+ Carlota Lirio Ratton), pais de:

II b 1. Salvador Antonio Moniz Barreto de Aragão c.c. Maria Bernardina de Lima e Silva (sobrinha do duque de Caxias), filha de Jose Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, 1o. conde de Tocantins e de Maria Balbina da Fonseca Costa.

III Manuel Inácio Moniz Barreto de Aragão c.c. Francisca de Assis Viana, pais de:

III a. Francisca de Assis Viana Moniz Barreto, 1a. baronesa de Alenquer c.c. Custodio Ferreira Viana Bandeira.

OBS.: Maria Joaquina de Aragão Bulcão (acima) foi filha de:

Jose de Araujo Aragão Bulcão, 2o. barão de São Francisco c.c. Ana Rita Marinho Cavalcanti de Albuquerque. Foram pais de:

Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão c.c. Inácia Calmon du Pin e Almeida, pais de:

Antonio Araujo de Aragão Bulcão, 3o barão de São Francisco, c.c. Maria Clara e Maria Jose Moniz Viana. As duas esposas foram irmãs e filhas dos 2os. barões de Rio de Contas. (acima).

RETORNANDO `A REVISTA, PAG. 372

“MONIZES DO SOCORRO E FIUZAS

N 1 – Francisco Moniz de Menezes,* filho de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua segunda mulher D. Izabel de Lemos, a fl…, foi fidalgo da caza real e cazou com D. Maria Lobo de Mendonça, filha de Manoel de Freitas do Amaral e de sua mulher D. Victoria de Barros a fl…, n.6, e teve filhos:

1. D. Victoria de Menezes, mulher de Vasco de Souza, a fl…., e depois de Jeronimo Cruz, cazou com este a 30 de Abril de 1658.

…………………………………………………………………………..

*Faleceu a 1 de Abril de 1674, sepultado na Capella-mor da Mizericordia na sepultura de seu avo Francisco de Araujo.”

PAG. 373

2. Jeronimo Moniz Barreto, que se segue

N 2 – Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonça, cazou com D. Tereza de Souza (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra, a fl. 269, e teve filhos:

3. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, que se segue, batizada a 21 de Janeiro de 1666.

4. D. Joana de Souza Barreto c.c. dr. João de Aguiar Villas Boas

5. D. Eugenia Thereza de Menezes 25.09.1687

6. D. Luiza Josefa de Menezes 03.09.1673

7. D. Antonia 25.04.1672

8. D. Catarina Barreto de Menezes, 08.03.1682

9. Diogo Moniz Barreto 02.08.1677

N 3 – D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, cazou com o capitão Nicolao Lopes Fiuza (2) natural de Viana, freguezia de S. Maria Maior, filho d’este capitão Nicolau Lopes Fiuza e de sua mulher Izabel Lopes, o qual Nicolau Lopes Fiuza era viuvo de D. Izabel Maria de Aragão Menezes, filha do coronel Egas Moniz Barreto e de D. Ignez Barbalho Bezerra, sua mulher, e a sobredita Izabel Maria de Aragão era também viuva do coronel Antonio Machado Velho. Não teve a dita D. Francisca Izabel Barreto de Menezes do dito Nicolao Lopes Fiuza filho algum.

Segunda vez cazou esta na freguezia de N. S. da

…………………………………………………………………………………

(1) cazaram na capella do nome de Jezus da freguezia do Desterro a 24 de Junho de 1663, e os recebeu o padre Francisco de Souza, religioso do Carmo, irmão do pai do nubente.

(2) cazaram-se a 2 de Janeiro de 1707; sendo o consorcio celebrado pelo vigário de S. Pedro Velho da Bahia doutor Francisco Pinheiro Barreto.”

………………………………………………………………………………….

PAG. 374

“Ajuda da Bahia a 1 de Novembro de 1713, esta com o capitão de infantaria pago Francisco Moniz Barreto, fidalgo da caza real, e natural da ilha Terceira, filho de Guilherme Moniz Barreto, fidalgo da caza real, e de sua mulher D. Maria Faleiro, teve d’esse segundo marido os filhos seguintes:

7. D. Leonor Maria da Silva Corte-real, que se segue

8. D. Mariana Antonia Corte-real, que vive solteira recolhida no convento do Desterro.

N 7 – D. Leonor Maria da Silva Corte-real, filha de D. Francisca Izabel Barreto de Menezes e de seu marido capitão Francisco Moniz Barreto, cazou* com Martinho Affonso de Mello, natural da Villa de Maragogipe, que a tirou por justiça, o qual era filho do sargento-mor Joze Pereira da Cunha e de sua mulher D. Ignacia Pereira de Mello, natural da Bahia, e tiveram filhos:

9. D. Anna Maria de Mello, que segue

10. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, adiante

11. Jose Manoel de Menezes Corte-real, solteiro

12. Martinho Francisco de Menezes Corte-real, solteiro.

N 9 – D. Anna Maria de Mello Corte-real, filha de D. Leonor Maria da Silva e de seu marido Martinho Affonso de Mello, cazou com seu parente Antonio Galas da Silva, filho de Diogo Moniz da Silva da Silveira e de sua mulher Anna Maria da Fonseca, e foram dispensados no terceiro grao de consanguinidade, e tiveram filhos:

13. Francisco Joaquim da Silveira

14. Gonçalo Joze Galas da Silveira

15. Joana Senhorinha de Menezes Corte-real

16. Diogo Moniz Barreto da Silveira

17. Maria Francisca de Menezes Corte-real

18. Victorino Moniz Barreto da Silveira

Todos menores em 1770

…………………………………………………………………………..

  • Cazaram na Capella da ordem terceira do Carmo a 12 de Dezembro de 1736 com licença do cabido pelo coadjutor Jorge Francisco de Souza.

 

PAG. 375

N 10 – D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha segunda de D. Leonor Maria da Silva Corte-real e de seu marido Martinho Affonso de Mello, cazou com Martinho Moniz Barreto, filho de Diogo Moniz da Silveira, e de sua mulher D. Anna Maria da Fonseca, e foi também dispensado no terceiro grao de consanguinidade, por ser irmão de Antonio Galas, acima, e teve filhos:

19. D. Margarida Francisca de Menezes Corte-real

20. Antonio Jose Moniz Barreto

21. D. Luiza Thereza de Menezes.”

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03. PRIMEIROS COMENTARIOS

Interessou-me copiar ate aqui por causa da presença do “20. ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO”. Isso porque ele parece ser de idade semelhante `a de seus primos, filhos de dona Anna Maria de Mello, portanto poderá ter sido o mesmo ANTÔNIO JOSE MONIZ, casado com MANUELA DO ESPIRITO SANTO, e pai da nossa tetravó LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, que nasceu em 1789.

Como se pode observar, Egas Moniz Barreto, que se casou com D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra, era irmão do JERÔNIMO MONIZ BARRETO que se casou com a irmã dela, THEREZA DE SOUZA.

Ha mais tempo, encontrei no “Projeto Compartilhar” uma família Moniz. Trata-se do inventario de Antonio Muniz Barbosa, iniciado em 1786, que se encontra no museu, em São João Del Rei, e o local de moradia do Antonio Muniz era Baependi, MG.

Antonio Muniz teve um filho chamado também Antonio, batizado em 03.07.1758, e que poderia ter adotado o sobrenome Jose Moniz. Era comum trocar-se em cartório o Muniz pelo Moniz. Se fosse esse nosso ancestral, a idade dele seria compatível com a paternidade da ancestral LUIZA MARIA.

Mas ha esse outro detalhe de não termos nada alem do nome ANTÔNIO JOSE MONIZ, casado com MANUELA DO ESPIRITO SANTO. Nada que nos possa garantir alguma procedência dele.

O problema que enxergo em relação a esse Antonio, filho do senhor Antonio Muniz, ter sido nosso ancestral foi ele não ter comparecido ao testamento do pai. Poderia ser que não tivesse ultrapassado a idade infantil, como era tão comum naquele tempo.

Lógico, ele poderia ter crescido e desaparecido. Fica ai a dificuldade de dizer que fosse nosso ancestral, pois, ha na publicação apenas a informação de que “não compareceu ao testamento do pai”. Não se sabe se faleceu antes e, mesmo que não, não ha a informação com quais sobrenomes completou sua graça.

Ja, o professor Dermeval Jose Pimenta, que nos informa da existencia do ANTONIO JOSE MONIZ e sua esposa MANUELA DO ESPIRITO SANTO, talvez os possa ter achado no registro de casamento da filha LUIZA MARIA com o capitão JOSE COELHO DA ROCHA, e que foram nossos tetravós.

Caso tenha sido esse o caso, justificar-se-ia a supressão do ultimo sobrenome, BARRETO, porque era muito comum `a época abreviar-se nomes para economizar papel e tinta. Os nomes ANTÔNIO JOSE MONIZ era mais que suficiente para identificar a pessoa, pois, devia ser bem conhecido do escrivão.

O ideal mesmo seria encontrar deles o registro do próprio casamento. Esse seria o documento no qual os homens demonstravam sua independência e, geralmente, os nomes dos nubentes apareciam completos. Casamento era símbolo de status.

Nossos ancestrais JOSE e LUIZA MARIA, residiram primeiro em Conceição do Mato Dentro, numa sesmaria chamada Fazenda da Lapinha. Segundo informações do amigo Bento Silva, natural da cidade, era enorme e atualmente faz parte do território da vizinha Santana do Riacho.

Devido `as características do relevo a área foi transformada em capital nacional dos esportes radicais. E as montanhas e quedas d’agua dão ar e grande beleza dos locais antigos.

Por enquanto so posso especular que a sesmaria pertenceu ao ANTÔNIO JOSE MONIZ e sua esposa MANUELA DO ESPIRITO SANTO. O ancestral JOSE nascera na Fazenda Axupe, que foi localizada a principio na também vizinha cidade do Morro do Pilar. Talvez fosse na própria Conceição, na qual atualmente ainda existe uma propriedade de mesmo nome.

Presume-se, então, que para que o ancestral ANTÔNIO MONIZ tenha se tornado dono da Lapinha, ele ja teria posses antes de chegar a isso. Então, ser parte da família MONIZ BARRETO o favoreceria. A riqueza dela é ate lendária.

Mas não posso deixar de mencionar que ha algum tempo encontrei um personagem cujo nome foi JOSE COELHO DE MAGALHÃES. O mesmo de nosso patriarca Coelho. Mas ate ao momento tudo indica que foram homônimos e não a mesma pessoa.

Claro, nenhuma conclusão pode ser definitiva nesse ponto em que estamos. Outra possibilidade comum existe. Nada sabemos a respeito dos antecedentes dos familiares da avó MANUELA.

ANTONIO MONIZ poderia ter sido apenas um “consorte” da princesa. Poderia ser ela a herdeira de alguma das famílias primeiro chegadas a Conceição, no inicio do Ciclo do Ouro, que se dera ha poucas décadas antes do nascimento da geração deles.

Nesse estado, quaisquer ANTONIO MONIZ poderia encaixar-se no cargo de marido “consorte”.

Muito comum, no caso, pessoas como o “baiano” de tão alta estirpe ter optado pela carreira militar. E ao prestar seus serviços `a sua majestade, “que Deus a guarde”, pode ter sido destacado para o Serro e Diamantina. Conceição fazia parte por ser freguesia do Serro.

Por ser solteiro fardado, logo despertaria o interesse das donzelas “casadoiras”. E com isso justificaria tantas posses `a época.

Naturalmente, ele poderia ter a principio outra profissão, como advogado por exemplo, cuja demanda era enorme naquelas Minas Gerais em pleno Ciclo do Ouro. Ate mesmo o cargo de professor era muito requerido, e poderia ser regiamente pago.

Para comprovarmos qualquer hipótese, nada melhor que pesquisar no Serro (Museu General Carneiro + dos Otonni); Diamantina (Arquidiocese) ou Conceição (cartórios locais).

Nessas cidades, espera-se encontrar algum documento (casamento, inventario, testamento) que revele os nomes paternos dos ancestrais ANTÔNIO MONIZ e MANUELA.

Uma opção, talvez, mais direta, porem incerta, seria verificar os livros do genealogista Antonio de Araújo de Aragão Bulcão Sobrinho.

(www.cbg.org.br/colegio/historia/patronos/antonio-sobrinho/)

No endereço acima encontra-se uma biografia e a obra literária produzida por ele. Estou certo que nos era aparentado por descender dos BARBALHO nossos ancestrais.

Observe-se que os títulos da literatura genealógica escrita por ele relembram os mesmos sobrenomes envolvidos na porção genealógica que copiei da Revista Trimensal. Ali se pode destacar: Soeiro (1947), Monizes da Bahia (1950), Fiúza (1960), Bulcão (1961 a 1962) e Sa Menezes (1968). Todos entrelaçados com os BARBALHO.

A busca nessa literatura poderia encurtar a nossa procura se acaso ela revelar que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO casou-se com MANUELA DO ESPIRITO SANTO ainda na Bahia.

Alem disso, devera informar que não ficaram na Bahia, ja que a nossa genealogia supõe que LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO nasceu em Conceição do Mato Dentro, em 1789.

Mas se o ANTÔNIO mudou-se solteiro e foi casar-se em Conceição, muito possivelmente isso não será demonstrado pelo autor Antonio de Araújo.

Ha, porem, outro indicio de famílias baianas `a época na região do Serro. Havemos que nos lembrar que ja no inicio do século XVIII o português DOMINGOS BARBOSA MOREIRA casou-se com TEREZA DE JESUS, natural de Itabaiana, atualmente no Sergipe.

Eles foram os pais da NOROTEA BARBOSA FIUZA que se casou com outro português, JOAO DE SOUZA AZEVEDO. NOROTEA nasceu em São Gonçalo do Rio das Pedras, distrito do Serro.

Foram os pais da MARIA DE SOUZA FIUZA, que casou-se com mais um português, o ANTÔNIO BORGES MONTEIRO, natural de Seia da Guarda. Eles se tornaram grandes patriarcas na região. Esse casamento se deu em 1775, ja na época em que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO deveria ser jovem.

Meus estudos mais recentes encontraram o Sargento-mor DOMINGOS BARBOSA MOREIA e suas ligações intimas com a Bahia. Em 1723 ele quitou os dízimos dos quartéis da Comarca do Serro Frio.

Muito certamente, serviu de ponto de apoio e referencia para a transferencia de familiares da esposa dele, da Bahia para a região do Serro.

Em 1750 começa o declínio do Ciclo do Ouro. O ouro esgotou-se nas áreas mais tradicionais, aquelas representas pelas cidades históricas em torno da Estrada Real.

A consequência da queda de produção foi a expansão da área de colonização em busca de novas jazidas. E muitos encontros se deram na área mais ao Norte do Estado de Minas Gerais. Ai se inclui Minas Novas e Pecanha (1750-3), Itabira (1780), Guanhães/Virginópolis (1828), Barão de Cocais (1840).

Alem disso, a produção de diamantes na região de Diamantina ainda atraiu muita gente no período pós Ciclo do Ouro.

Nesse periodo pos Ciclo do Ouro, o que atraiu um grande contingente de migrantes também foi a fertilidade das terras para produção agropecuária.

O Estado de Minas tornou-se o preferido no Brasil para migrantes do mundo inteiro, ate por volta do ano de 1900. Em 1872, quando se deu o primeiro censo populacional brasileiro, dos 9.930 milhões de habitantes, 2.039 (mais de 20%) residiam em Minas Gerais.

Observe-se que somente a Bahia, que tivera em si a capital do Brasil por mais de 200 anos, tinha população acima de 1 milhão de habitantes, alem de Minas Gerais. Outrossim, em 1872 a Bahia ja contava com 320 anos de colonização europeia e Minas Gerais com apenas 174. Observe o mapa estatístico:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Censo_demográfico_do_Brasil_de_1872

Por ai se pode ver que, em termos genealógicos, toda a população brasileira tem vínculos com Minas Gerais, pois, no inicio a Província atraiu gente de todos os pontos de Portugal e das outras províncias brasileiras. Alem, claro, dos outros componentes que se misturam em nossa genética.

Os migrantes multiplicaram-se enormemente em Minas e, depois, com a expansão da colonização para outros interiores e a industrialização de São Paulo e Rio de Janeiro, os mineiros migraram para todos os locais que os atraíram.

Nesse caso, espera-se que cada família brasileira atual, tenha pelo menos um ancestral nascido em Minas Gerais.

Não se trata aqui de dizer-se que ha algo de melhor nos mineiros. Minha analise reflete apenas o numero de pessoas e não a qualidade.

Mesmo porque, os mineiros são produto da conspiração da natureza e não das pessoas. Imaginem, foram milhões e milhões de anos. Ela trabalhou muito para concentrar em nossas serras uma quantidade imensa de minerais que, antes de a população humana multiplicar-se e conhecer mineralogia, nada valiam.

Os que chegaram por sua própria vontade no inicio, foram atraídos pelo brilho dos minerais, tais quais os insetos são atraídos pela claridade de lâmpadas quando estão enxameados.

Como a maioria não encontrou o que buscava, acabou ficando no lugar. E as gentes que ficaram, cresceram e multiplicaram, como o fariam em quaisquer outros locais que estivessem.

Isso nunca foi merito de ninguém. E sim dadiva da natureza. Mas a consequência pratica foi que os mineiros tornaram-se também, junto com os outros que os precederam, grandes ancestrais da população brasileira e ja conta com parte da mundial.

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04. ESQUELETOS GENEALOGICOS

Baseado no que ja possuíamos anteriormente e somando ao que tenho encontrado ao longo de minhas pesquisas, vou expor os esqueletos genealógicos, possíveis, da família Barbalho Coelho, cujo ramo difundiu-se na região Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Naturalmente, as cidades bases foram Guanhães e Virginópolis. Mas dai ela se expandiu tanto para os antigos distritos delas quanto para os grandes centros, especialmente aqueles criados após sua multiplicação, tais como:  Belo Horizonte, Governador Valadares, Ipatinga e Brasilia.

Ainda, tenho noticias e contatos com pessoas de nossa família que vão desde o Rio Grande do Sul ao Acre. E de la para Aracaju e Salvador, alem de tudo o que esta dentro da Aquarela Brasileira e, em parte, exterior. Segue então:

I. PRIMEIRO ESQUELETO

01. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatigi da Rocha, pais de:

02. Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Jose Coelho de Magalhães, pais de:

03. Capitão Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo, pais de:

04.1 Jose Coelho da Rocha c.c. Candida Jovina Pereira e Maria de Deus Villa Real.

04.2 Maria Luiza Coelho (Nha Moça) – solteira

04.3 Francisca Eufrasia de Assis Coelho c.c. ten. Joaquim Nunes Coelho

04.4 Anna Maria de Jesus Coelho (Nha Ninha) – solteira

04.5 ten. João Batista Coelho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho

04.6. Eugenia Maria da Cruz Coelho c.c. cap. Francisco Marçal Barbalho

04.7 Antonina – faleceu criança

04.8 Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral e Virginia de Campos Nelson. E teve 2 filhas extraconjugais reconhecidas com: Getulia Justiniana de Aguiar (filha Emidia Justiniana) e Anna Girou Bonefoi (filha Julia Salles).

II. SEGUNDO ESQUELETO

01. Gov. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça, pais de:

02. cap. Jeronimo Barbalho Bezerra c.c. Isabel Pedrosa, pais de:

03. Páscoa Barbalho c.c. Pedro da Costa Ramires, pais de:

04. Maria da Costa Barbalho c.c. Manuel de Aguiar, pais de:

05. Manuel Vaz Barbalho c.c. Josefa Pimenta de Souza, pais de:

06. Isidora Maria da Encarnação c.c. cap. Antonio Francisco de Carvalho, pais de:

07.1 João (1761)

07.2 Victoriana Florinda de Ataide (1762) c.c. Damasio Rouco

07.3 Antonio (1764)

07.4 Luciano (1766)

07.5 Mariana (1767)

07.6 Jose (1769)

07.7 Francisco (1771)

07.8 Bernardo (1776)

07.9 Boaventura Jose Pimenta (1779) c.c. Maria Balbina de Santana Borges Monteiro. Esse casal foi pai de Modesto Jose Pimenta, que se casou com Ermelinda Querubina Pereira do Amaral.

Estes foram os avos, e seus pais os bisavós, do professor Dermeval Jose Pimenta e, basicamente, no livro genealógico escrito por ele: A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente, 1966, entram como a base da genealogia principal.

Tornam-se ai nossos parentes, pois, alem do Barbalho, a Maria Francelina Borges Monteiro foi irmã da Maria Balbina; e o Daniel Pereira do Amaral, irmão da Ermelinda Querubina.

Maria Francelina e Daniel foram os pais da Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa do ten. Antonio Rodrigues Coelho. São trisavós da minha geração.

III. TERCEIRO ESQUELETO.

“MANUEL DE AGUIAR, n. por volta de 1634, fal., casado por volta de 1664 com Domingas Martins. Pais de:

I.1 João de Aguiar Barbalho, n. no Rio (Guaratiba) por volta de 1685, fal., casado no Rio (Iraja 2o., 36) a 1.7.1710 (na igreja de Santo Antonio de Jacutinga, RJ) com Agueda Rodrigues (ou Jordão), n. no Rio (Iraja), filha de Fernando Rodrigues e de Luisa da Silva, pais de:

II.1 Francisco, n. no Rio (Iraja 6o. 107) bat. a 6.6.1709 (Legitimado)

I. 2 Manuel Vaz Barbalho, n. por volta de 1690

I.3 Eugenia, n. no Rio (Iraja 6o., 78) bat., a 28.4.1695.”

Essa pequena peça de esqueleto foi extraída do Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, de autoria do Carlos G. Rheingantz. E ele enganou-se quanto `a maternidade desses filhos. Foram filhos da Maria da Costa Barbalho que esta no II ESQUELETO.

João de Aguiar Barbalho teve também uma segunda ou primeira esposa cujo nome era Joana de Oliveira. Deles nasceu Thereza de Aguiar de Oliveira que casou-se em Mariana, a 24.06.1730 com Jose Rodrigues.

IV. QUARTO ESQUELETO (hipotético).

01. Eugenia de Aguiar Barbalho c.c. (desconhecido), pais de:

02. Anna Maria da Conceição c. c. Estevão Rodrigues de Magalhães, pais de:

03. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatigi da Rocha.

Essa situação hipotética, por enquanto, tenta explicar o sobrenome Rodrigues de Magalhães Barbalho em nossa ancestral Maria, do Primeiro Esqueleto.

Como se pode observar, Rheingantz encontrou uma Eugenia, filha do Manuel de Aguiar que, pela época do nascimento, foi também filha da Maria da Costa Barbalho.

O registro de nascimento de uma menina com o nome Maria, filha de Anna Maria e Estevão Rodrigues de Magalhães também existe. Ele encontra-se no site do

Familysearch. A menina nasceu em 1750, na cidade de Ouro Branco, MG.

Nosso ancestral Jose Coelho da Rocha nasceu em 1782. 32 anos de diferença de sua suposta avo Maria. A possibilidade de isso ter acontecido não chegava a ser absurda naquela época em que a mulheres costumavam casar com 15 anos de idade ou menos.

V. QUINTO ESQUELETO.

01. Gov. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça, pais de:

02. Antonia Barbalho Bezerra c.c. Antonio Ferreira de Souza, pais de:

03. D. Tereza de Souza c.c. Jeronimo Moniz Barreto, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

05. D. Leonor Maria da Silva Corte-real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

06. D. Francisca Isabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

07.1 D. Margarida Francisca de Menezes Corte-real

07.2 ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

07.3 D. Luiza Thereza de Menezes.

Claro, apenas em suposição, por enquanto, podemos dizer que o filho 07.2, ANTÔNIO, será o mesmo que se casou com MANUELA DO ESPIRITO SANTO e tornaram-se nossos ancestrais.

Note-se também que aqui não esta em discussão o fato de essas pessoas da genealogia baiana terem sido nossos familiares. Afinal, descendem do mesmo ramo BARBALHO do qual, supostamente mas com quase certeza, nos procedemos.

As únicas discussões aqui serão:

01. Se a Eugenia do terceiro esqueleto deu ascendência `a Maria Rodrigues ou não. E, em caso de não, se algum dos irmãos ou sobrinhos geraram um ramo do qual Maria Rodrigues foi descendente.

O fato de a Maria Rodrigues ter sido mãe da Eugenia Rodrigues, nossa quinta e, simultaneamente, sextavó, deixa quase claro que esse foi mesmo o caminho que o sobrenome BARBALHO foi introduzido na linhagem COELHO.

Mas não podemos descartar outras possibilidades que não conhecemos, ja que não sabemos quais outros BARBALHO estavam presentes na região de formação da família.

A propria presença do ANTÔNIO MONIZ em nossa genealogia, em sendo ele esse que agora encontramos, pode indicar que outros primos BARBALHO dele podem te-lo acompanhado. E de algum deles podemos descender, caso seja comprovada a primeira suposição.

Não podemos ignorar a evidencia também da presença da D. Luiza Thereza como irmã do Antonio Moniz. Naturalmente os nomes dela sugerem homenagem ao próprio governador Luiz e da neta dele, D. Thereza.

Portanto, nossa ancestral LUIZA MARIA pode ser uma sequencia normal de homenagem aos ancestrais. E, diga-se de passagem, mesmo sem o saber disso, as pessoas da família continuam usando o nome Luiza ate com alguma frequência maior que outros nomes comuns.

Outra evidencia importante, que não se pode desprezar, será o segundo matrimonio do nosso tio-trisavo Jose Coelho da Rocha com Maria de Deus Villa Real.

Era um sobrenome que junto ao Corte Real acompanhava os sobrenomes da mais alta nobreza portuguesa. Poderia ate que Jose e Maria de Deus fossem primos por ela também poder ter sido descendente do Antonio e Manuela.

VI. SEXTO ESQUELETO

01. Cap. Jose Vaz Barbalho c.c. Anna Joaquina Maria de Sao Jose, pais de:

02. Alferes, padre, Policarpo Jose Barbalho c.c. Isidora Francisca de Magalhães, pais de:

03. Cap. Francisco Marçal Barbalho c.c. Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Ou seja, essa será a ligação que, alem de levar o sobrenome Barbalho `a nossa genealogia, manteve o sobrenome e ate hoje corre na descendência.

A duvida aqui esta apenas na passagem do sobrenome do segundo esqueleto para esse. Isso porque houve tempo hábil para o Jose, filho da Isidora e do cap. Antonio Francisco ter sido pai do Policarpo Jose Barbalho, pois, o cap. Jose nasceu em 1769 e o Policarpo casou-se em 1808.

São 39 anos de espaço. Ou seja, um deles teria que ter se casado por volta dos 19 anos de idade e o outro com idade semelhante. O que não era muito comum para homens. Mas haviam os que tinham filhos antes do casamento. E isso não seria problema se a família fosse abastada.

Mas dentre os filhos do casal Manoel Vaz e Josefa Pimenta, alem de dona Isidora da Encarnação, por enquanto, encontrei apenas o cirurgião-mor, Policarpo Joseph Barbalho. Ele nasceu no Serro, exerceu o cargo em Porto Alegre e teve filhos em Gravatai – RS.

Ha a possibilidade de o Jose Vaz Barbalho ter sido irmão dos dois anteriores. Nisso, não encontraríamos dificuldades de idades, pois, o cirurgião-mor nasceu em 1735 e teve filhos ate aos anos de 1790. Dona Josefa nasceu por volta de 1712, portanto, ate por volta de 1752 ainda estaria em idade fértil.

O que calculo é que o nosso ancestral Policarpo tenha nascido em torno de 1780, mas poderia ter nascido ate em 1790, quando o pai poderia estar em torno dos 40 anos de idade dele. Em caso de ter sido filho de Manoel e Josefa.

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05. BUSCANDO ANCESTRAIS DO JOSE ANTONIO MONIZ

A partir do que ja havia encontrado, resolvi mergulhar um pouco mais nessa genealogia. e o primeiro que fiz foi buscar informações a respeito do pai do ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO.

Fui desde o principio do livro, numa leitura ultradinamica, observar se via o nome dele. Pouco mais de hora de vistoria, encontrei, logo depois dos dados maternos:

PAG. 376

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“N. 5 – D. Luiza Josefa de Menezes, filha quarta de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2; cazou com Antonio Galas da Silveira, *que teve a merce do habito da ordem de Christo, pelos serviços de seus avos, e não professou por falecer antes de o tomar; e era filho de Lourenço de Oliveira Pita e de sua mulher Agueda Pina Barboza, e para se receberem foram dispensados, e teve filhos:

29. Agueda, Joana e Thereza, que faleceram donzelas.

30. Diogo Moniz da Silveira, que se segue.

N. 30 – Diogo Moniz da Silveira, filho ultimo de D. Luiza Josefa de Menezes e de seu marido Antonio Galas da Silveira, cazou com D. Anna Maria de Afonseca, filha do capitão Antonio Diniz de Macedo, e de sua mulher D. Virginia da Fonseca, filha do Sargento-mor Francisco Pinto da Fonseca Deça, e teve filhos:

33. Jose Telles Moniz Barreto, solteiro

32. Antonio Galas da Silveira, cazou com D. Anna Maria de Mello, filha de Martim Alonso de Mello n.9.

33. Martinho Moniz Barreto, casado com D. Francisca Izabel Barreto, filha do sobredito Martinho Affonso.

“N. 34 – Diogo Moniz da Silveira, cazou com D. Margarida Josefa de Almeida Calmon, filha de João Calmon e de D. Ignácia de Nazareth, dispensados no parentesco por ser o dito Diogo primo co-irmão de sua esposa, e ate este anno de 1770 não teve filhos.”

35. Luiz Antonio Moniz da Silveira, cazado, mulher D. Apolónia.

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*Cazaram na Capella do Desterro da freguezia do Socorro a 2 de Fevereiro de 1690, e os recebeu o cônego Pedro de Teive, sendo testemunhas o sargento-mor Egas Moniz Barreto e o capitão Bartholomeu Vabo, e vigário João Ribeiro de Souza.

Segunda vez cazou com o capitão Martinho Ribeiro, sem filhos.”

PAG. 377

“36. Martinho Moniz Barreto, casado com sua prima segunda D. Francisca Izabel.

37. D. Maria Gertrudes, D. Anna Maria, donzelas.

Fr. Carlos de S. Bartolomeu, religioso menor na Bahia.

N. 33 – Marinho Moniz Barreto, filho de Diogo Muniz da Silveira, n. 30, e de sua mulher D. Anna Maria da Fonseca, cazou com sua prima segunda, D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha de D. Leonor da Silva Corte-Real e de seu marido Martinho Afonso de Mello, e foram dispensados no 3o. grao, e teve filhos:

38. Margarida Francisca de Menezes Corte-Real

39. Antonio Jose Moniz Barreto

40. D. Luiza Thereza de Menezes.”

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Ja de inicio deve-se observar que tomei nota do N. 34 como um complemento útil aos estudos, pois, ali se informa que 1770 foi a data exata da escrita do livro.

Parece-me que o autor da genealogia estava querendo terminar rápido o capitulo e talvez tenha cometido alguns enganos. A principio, ele postou 2 vezes o nome Martinho Moniz Barreto, 33 e 36, ambos casados com dona Francisca Izabel.

E por ultimo alterou o nome Martinho para Marinho. Possível será que o 36 se chamasse Marinho, e pode ter se casado com D. Francisca Izabel numa segundas núpcias dela. Porem, os filhos deverão mesmo ser do Martinho.

Foi um pouco difícil compreender o que o autor afirma ter sido eles primos em segundo grau e dispensados no 3o. grau de consanguinidade. Tive que preparar dois esqueletos genealógicos para verificação. E ai ficou assim:

PRIMEIRO ESQUELETO

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

SEGUNDO ESQUELETO

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Luiza Josefa de Menezes c.c. Antonio Galas da Silveira, pais de:

03. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

04. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Como se pode observar, tanto dona Francisca Izabel quanto Martinho eram bisnetos da dona Thereza e do Jeronimo. Então, serão primos em 3o. grau para nos atualmente, pois, as avos eram irmãs entre si.

A menos que haja outro parentesco entre os pais e que os dados presentes não nos permitam identificar. O que será bem provável porque ja percebi o quanto as famílias baianas se casavam entre primos.

Algo difícil de fugir quando os casamentos se dão em locais com populações menores. E era exatamente isso, alem dos preconceitos, que acontecia durante o período colonial brasileiro.

Os ricos buscavam casamentos em suas castas. Isso para garantir os privilégios que eram “os direitos de nobreza”.

E aqui ja podemos estar demonstrando que minhas hipóteses genealógicas estão se confirmando e ja podem ganhar o status de teorias. O que será uma fatalidade não se confirmar por verdade cientifica.

Meus objetivos de buscas genealógicas era comprovar que nossos ancestrais pouca coisa menos recentes são ancestrais de boa parte de nos, portanto, somos aparentados de todo mundo, especialmente das populações contidas em limites fronteiriços.

O segundo objetivo era justamente determinar via genealogia e com melhor grau de precisão a quantidade de consanguinidade que ha entre as pessoas. Junto a isso, levantar os males mais comuns que acompanham as famílias.

Esse objetivo tem uma função mais técnica e interessa mais ao meio medico. Via essa interação de dados, pode-se usar o conhecimento pratico na medicina preventiva. Aconselhando-se os casais antes do casamento para os riscos dessas heranças para os filhos.

E outro objetivo igualmente importante seria a facilitação do entendimento da evolução da Historia e da política no passar do tempo. Pois, se tivéssemos nossa genealogia mais completa antes de conhecer o que ensinam na Historia, iriamos verificar que ela corre em nossas veias também.

Vou apenas dizer por alto. Mas ja tenho a certeza que nossos familiares la na Bahia se entrelaçaram aos Sa de Soutomaior. Os representantes mais conhecidos desse ramo são o governador Mem de Sa, e os sobrinhos desse: o fundador do Rio de Janeiro Estacio de Sa e o governador Salvador Correia de Sa e Benevides.

Posteriormente pincelarei mais alguns dados dessa genealogia que nos permitirão demonstrar isso.

E nossa ligação não se da apenas por entrelaçamento. Salvador Correia de Sa e Benevides foi o governador do Rio de Janeiro que mandou executar nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra, em 1661. Diga-se de passagem, por pura pirraça!

Na verdade, a briga dos dois se deu em torno dos interesses políticos e econômicos que cada um defendia. Salvador defendia os privilégios de sua gangue. Jeronimo queria que a dele tivesse parte mais ampla.

Pode-se dizer que Jeronimo estava do lado menos errado. Seus companheiros de revolta depois foram perdoados e obtiveram ganho de causa. Mas ele perdeu a vida. Salvador perdeu o comando, os privilégios no Brasil e foi preso.

Quem desejar saber mais, informe-se pelo titulo: A Revolta da Cachaça no Rio de Janeiro.

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06. ANTEPASSADOS E FAMILIARES DO ANTONIO JOSE

Os esqueletos genealógicos entre D. Thereza de Souza, e seu marido Jeronimo Moniz Barreto, ate ao Antonio Jose ja estão prontos acima. Ja temos informações da ascendência dela em meus outros estudos.

Organizei, então, o terceiro esqueleto para tratar da ascendência do Jeronimo Moniz Barreto. Segue assim:

TERCEIRO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

02. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

03. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos, filho de:

04. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

05. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

06. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva, filho de:

07. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves c.c. (3) Ignez, filho de:

08. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

09. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

(1) D. Maria Lobo de Mendonça, filha de Manoel de Freitas do Amaral e Victoria de Barros.

(2) D. Joana da Silva, filha de Gonçalo da Silva, regedor da justiça em Lisboa.

(3) D. Ignez, filha de Gonçalo Nunez Barreto, alcaide-mor do Faro.

Para melhor completar esse quadro, repito aqui os outros esqueletos postados no capitulo anterior:

PRIMEIRO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

SEGUNDO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Luiza Josefa de Menezes c.c. Antonio Galas da Silveira, pais de:

03. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

04. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Nesse estagio da pesquisa, não encontrei, nesse livro, os antecessores de: Martinho Affonso de Mello, Antonio Galas da Silveira e Anna Maria da Affonseca. Fica difícil por uma busca simples.

Isso porque nos títulos aos quais os sobrenomes poderiam estar ligados temos os ancestrais mais longínquos. Ou seja, os que se instalaram no Brasil. Mas haver-se-ia que tomar cada pessoa daqueles capítulos e verificar se se casou com alguém de outro capitulo e se para la a descendência foi transferida.

Francisco Moniz Barreto era portugues recém chegado ao Brasil, portanto, os dados que o precedem não se encontram nessa literatura. Veja-se o que se encontra a respeito de D. Maria Lobo de Mendonça:

PAG. 203

“BARROS E MAGALHAES DA BAHIA

Gaspar de Barros de Magalhães, homem fidalgo, viveu no Brazil no recôncavo da Bahia, onde chamam São Paulo; e viera de Portugal exterminado, foi mui rico e afazendado, cazou na Bahia com Catharina Lobo Barros de Almeida, uma das trez irmans orfans que mandou a [204] rainha D. Catharina para a Bahia cazarem com as pessoas principaes, como ja foi dito, e d’ella teve filhos:

1. Jeronimo de Barros, que se segue

2. Baltazar Lobo de Souza, adiante

3. Gaspar Barreto de Magalhães, ao depois

4. D. Felicia Lobo, que foi cazada quatro vezes, a primeira com Pedro Dias de quem teve filhos, a fl… retro n.1; a segunda com Paulo Argolo, e teve filhos a fl….; a terceira com Vicente Coelho, e a quarta com Constantino Menelao, dos quais não achamos filhos.

5. D. Micia Lobo de Mendonça, a primeira mulher de Jeronimo Moniz Barreto, a fl…, n. 3. Não era filho d’este.

6. D. Victoria de Barros, mulher de Manuel de Freitas do Amaral, adiante, e D. Ignez de Barros Lobo, depois.”

PAG. 206.

“N. 6 – D. Victoria de Barros, filha sesta de Gaspar de Barros de Magalhães, o primeiro d’este nome, e de sua mulher Catharina Lobo de Almeida, cazou com Manoel de Freitas do Amaral, homem formado e Cavalleiro fidalgo.”

A respeito de D. Victoria, seu marido e descendência não se fala mais. Mas basta dar uma rápida passada d’olhos no capitulo para constatar que todas as outras famílias mais nobres das terras brasileiras estão entrelaçadas a esse tronco. E a presença dos sobrenomes presentes hoje-em-dia são comuns em todo o Brasil.

Observe-se que não se trata da primeira vez que encontramos a menção `as órfãs enviadas pela rainha D. Catharina para casarem-se com as pessoas principais da colonia. E essa foi uma estratégia colonialista bem inteligente!

Isso remonta desde os tempos dos primeiros colonizadores que se “promiscuíam” com as indígenas e negras escravas. O caso mais famoso foi o do Jeronimo de Albuquerque, cunhado do primeiro capitão hereditário de Pernambuco, Duarte Coelho.

Com a chegada dos padres jesuitas, inclusive Manoel da Nóbrega e Jose de Anchieta, os governantes portugueses foram informados e pressentiram que as relações “ilícitas e promiscuas” produziriam pessoas com características raciais diferentes daquelas comuns `a Europa.

Logo, pelo preconceito e temor, raciocinou-se que as misturas criariam povos não apenas com diferenças físicas, mas também com intelecto que logo perceberia as agruras do colonialismo, através do qual o povo, considerado inferior, era levado a trabalhar para sustentar os privilégios dos graúdos brancos.

Como se vivia muito pouco `a época, era comum os pais deixarem uma grande quantidade de filhos menores. Mesmo aqueles com origem na nobreza e, sem os provedores paternos, tornavam-se um “incomodo” para a coroa, pois, sem fortuna não tinham como se casar, pois, os costumes exigiam os dotes cuja obrigação era dos pais das filhas.

Essas eram criadas em conventos de freiras para que depois “tivessem alguma serventia”. E, claro, criadas em uma instituição intimamente ligada `a governança, ja que Igreja e Estado estavam unidos, as crianças também eram instruídas dentro dos valores impostos por tais instituições.

Nesse caso, envia-las para a colônia passou a ser uma estratégia de Estado e não uma ação caritativa. A finalidade disso era manter a pureza da raça, ao mesmo tempo que essas crianças, “adestradas segundo os créditos da imposição da dominação de uns pelos outros”, passassem para os filhos a mesma educação que receberam.

Não se tratava de ensinar humildade e sim subserviência. Não se tratava de democratizar os privilégios da nobreza. Era uma estratégia de dominância `a distancia, pois, essas famílias eram ensinadas a se crer superiores, embora submissas ao poder metropolitano.

Assim a reação se dava em cadeia. Os nobres de Portugal eram submissos aos reis e `a Igreja. O povo ficava abaixo. Os nobres na colonia, eram submissos ao mesmo, mas impunham ao povo colonial antes a submissão a eles próprios, como se fossem mais gente.

Essa é a origem do elitismo entre as classes dominantes brasileiras e do complexo de vira-lata entre os muitos afetados pelo mal no Brasil, dentro de todas as classes socioeconômicas. Seguimos, então, com a próxima:

Como se dizia antigamente: “estava atoa na vida” e ai passou um “passarinho verde” para dar-me duas palhinhas!

PAG. 468

“PALHA

João Rodrigues Palha, de quem não achamos noticia certa donde fosse natural, e so que fora dos primeiros povoadores da nova cidade de Salvador, Bahia de Todos os Santos, e que tivera o foro de escudeiro fidalgo e morador da freguezia de Matuim, e casado com Micia de Lemos, [469] que era irmã de Beatriz de Lemos, (1) e do chantre Jorge de Pina, filhos estes de Fernão de Lemos, fidalgo Cavalleiro. De sua mulher Micia de Lemos teve João Rodrigues Palha os filhos seguintes:

1. Constancia de Pina, que se segue.

2. Vicente Rodrigues Palha, (2) que ordenado se sacerdote foi doutor formado na Universidade de Coimbra em ambos os direitos, cônego, vigário geral na se da Bahia, e governador do seu bispado, e renunciando todas estas honras se recolheu religioso no convento de S. Francisco na cidade da mesma Bahia, no qual professou a 30 de Janeiro do anno de 1600; foi o 7o. custodio, e prelado maior da dita custodia antes de ser elevada a província, e n’ella faleceu com boa opinião no convento da Bahia, pelos annos de 1636 para 1639, com o nome de frei Vicente do Salvador.

3. Izabel de Lemos, segunda mulher de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, a fl…, e ahi o mais. Batizada na se a 25 de Março de 1568.

(1) Cazada esta com Antonio da Mota Fidalgo.

(2) Batizada na se a 28 de Janeiro de 1567.”

A primeira esposa do Jeronimo Moniz Barreto havia sido D. Micia Lobo de Mendonça, uma das 3 irmãs órfãs. Ou seja, por pouco não nos tornaríamos descendentes simultaneamente de pelo menos duas delas. Isso, obviamente, se o Antonio Moniz,  ai descendente, for mesmo o nosso ancestral.

Contudo não se para ai. Foi aqui que o “passarinho verde” disse aos meus ouvidos. Sem ter o porque, continuei lendo o que se passava.

PAG. 473

“N. 5 – Felippe de Lemos, filho de João Rodrigues Palha e de sua mulher Micia de Lemos, foi cazado com Francisca Barboza, (2) filha de Baltazar Barboza de Araújo e de Catharina Alvares, sua mulher, e era ja viuva esta Francisca Barboza de Christóvão  de Sa de Betencourt, do qual tinha dois filhos, Joanna Barboza, cazada com Miguel Telles de Menezes, e Francisco de Sa de Betencourt, casado com Anna de Souza, e d’este Felippe de Lemos teve mais:

Vicente Palha de Lemos, Lourenco de Lemos, Maria de Lemos ou Barboza e Agueda de Pina, cazada com Lourenco de Oliveira Pita, com filhos.

(2) Cazaram a 28 de Janeiro de 1620, e era viuvo de D. Maria Barboza. Piraja.

Ai esta. Antes que procurando, por sorte encontrei quem foram os pais de Antonio Galas da Silveira, marido de D. Luiza Josefa de Menezes. E ai vou ter que retornar ao livro para melhor compreender as relações de parentesco.

Certo, porem, é que, o autor do livro estava correto. O casamento entre pessoas com terceiro grau de parentesco, da aos filhos um terceiro grau de consanguinidade.

Ai se trata de genética para explicar, pois, a quantidade do DNA dos avos comuns dobram quando esses casamentos acontecem. Assim, essa quantidade se torna a mesma que ha entre pessoas primas em terceiro grau, mesmo sendo na genealogia consideradas primas em quarto grau.

Isso implica dizer que os filhos de primos em terceiro grau possuem a mesma quantidade do DNA de seus ancestrais na mesma proporção que seus pais. A cada geração, essa quantidade era para cair pela metade. Porem, a metade do lado materno se soma `a metade do lado paterno, produzindo um inteiro.

Nesse caso, ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO e irmãos eram primos terceiros por causa da linhagem Barbalho/Barreto. Mas também tinham o sangue acumulado do lado PALHA. Nesse caso, tornaram-se mais primos que o 3o. grau, o que poderia ser o 2o.

Para que não se percam no raciocínio, resolvi repetir aqui aquele pequeno trecho da pagina 376:

“N. 6 – D. Luiza Josefa de Menezes, filha quarta de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2; cazou com Antonio Galas da Silveira, * que teve a merce do habito da ordem de Christo, pelos serviços de seus avos, e não professou por falecer antes de o tomar; e era filho de Lourenço de Oliveira Pita e de sua mulher Agueda Pina Barbosa, e para se receberem foram dispensados, e teve filhos:”

Via Agueda Pina Barbosa constata-se que o Antonio Jose Moniz Barreto alem de Barbalho com Barbalho e Moniz Barreto com Moniz Barreto, foi também Palha com Palha. Era o Palhinha!

E assim se da porque o Francisco Moniz de Menezes ja era filho de D. Izabel de Lemos (Palha) e Jeronimo Moniz Barreto, o velho.

E observe-se que levando-se em conta apenas o Felippe de Lemos, que havia sido tio antepassado do Antonio Jose, veja-se com quantas famílias a raça se misturou. Alvares, Araújo, Barbosa, Sa de Betencourt, Souza, Oliveira e Pita.

Alias, esse Oliveira Pita do ancestral Lourenço talvez proceda dos de São Paulo. Pode ter sido um dos bravos que prontificou-se a defender a terras brasileiras conquistadas pelos holandeses.

Houveram alguns casos que paulistas se mantiveram no Nordeste e por la deixaram geração. Algo a se verificar. Não encontrei a família dele na Bahia.

Ou melhor, não encontrei o local ao qual ele possa estar inscrito. Isso porque ha um capitulo: ROCHA PITA, na Bahia. Trata-se de primeiros chegados cujos filhos podem ter se casado em outras famílias. Mas isso tem que ser verificado mas não tenho tempo agora.

Bom, ate aqui descobre-se que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO descende dos PALHA. Não consegui nada a respeito do Lourenço de Oliveira Pita. Tive, então, que ver o lado materno da ancestral dele, FRANCISCA BARBOZA.

PAG.113

Aqui o autor deu continuidade a capitulo anterior. So não foi completamente por acaso que encontrei porque busquei antes na internet. Assim, tive algumas informações previas e passando os olhos acabei encontrando o que procurava:

“Sucessão da sexta filha de Genebra Alvares e de seu marido Vicente Dias, a qual foi:

N.17 – Catharina Alvares, filha de Genebra Alvares e de seu marido Vicente Dias de Beja, moço fidalgo da caza do infante D. Luiz, cazou com Baltazar Barbosa de Araujo, natural de Ponte de Lima, filho de Gaspar Barboza de Araujo e de sua mulher D. Maria de Araujo. De Catharina Alvares e seu marido Balthazar Barbosa, foram filhos:

1. Francisca, batizada na se a 12 Fevereiro de 1579. Casada com Christóvão de Sa Betencourt, a fl…, e depois com Felippe de Lemos.”

Observe-se que as informações são suficientes para concluirmos que esses foram os pais que procurava. E, para encontrar que capitulo fazia aquela parte separada, não precisei buscar tanto assim. Faziam parte do CARAMURUS NA BAHIA.

PAG. 84

“CARAMURUS NA BAHIA

Diogo Alvares Correia, *da principal nobreza de Vianna, vindo `a Bahia por acazo da fortuna, sendo o primeiro Portuguez, que n’ella aportou, e pizou as suas praias, e pelo sucesso do seu naufrágio, e modo com que escapando d’elle com vida a conservou entre o gentio, que lhe acrescentou o cognome de – CARAMURU – é tão celebrado na tradição e historia. Depois de ter de uma

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  • Faleceu a 3 de Outubro de 1557, sepultado no mosteiro de Jezus, que era do collegio da Companhia: cadern. fl. 70 verso.

PAG. 85

filha do principal dos indios, que habitavam as costas da barra da Bahia, varias filhas illegítimas que n’esse lugar se assentaram, e chamado ainda então, como gentia, – Paraguaçu – como escrevem algumas memórias, ou com tem outras – Guaibim-Para – e tudo quer dizer o mesmo que – mar ou rio-grande – e conhecida depois de batizada por Catharina Alvares: d’esta e de seu marido Diogo Alvares Caramuru foram filhas legitimas:

1. Anna Alvares, que se segue.

2. Genebra Alvares, adiante.

3. Apolonia Alvares, depois.

4. Gracia Alvares, mulher de Antão Gil.”

PAG. 86

“Sucessão da segunda filha legitima de Catharina Alvares e seu marido Diogo Alvares Caramuru, que foi:

N. 2 – Genebra Alvares, filha segunda de Catharina Alvares e de seu marido Diogo Alvares Caramuru, cazou com Vicente Dias de Beja, natural da Provincia do Alentejo, moço fidalgo da caza do infante D. Luiz. Assim se acha em varios papeis manuscritos feitos por pessoas antigas, que tiveram o cuidado de escrever e fazer memória dos sugeitos, que casaram com estas filhas de Catharina Alvares e seu marido Diogo Alvares Caramuru, como também do Teatro Genealógico das arvores das principais famílias do reino de Portugal e suas conquistas.

De Genebra Alvares e seu marido Vicente Dias foram filhos:

12. Diogo Dias, que se segue.

13. Maria Dias (1) mulher de Francisco de Araújo, adiante.

14. Lourenço Dias, sem geração.

15. Melchior Dias, sem geração.

16. Vicente Dias, sem geração.

17. Catharina Alvares, (2) adiante.

***************************************

(1) Batizada na se a 5 de Janeiro de 1556

(2) Batizada na se a 18 de Julho de 1559.

PAG. 87

18. Andreza Dias, mulher de Diogo de Amorim Soares, (1) filho de Francisco Soares, de Ponte de Lima, sem geração.

19. Francisca Dias (2) mulher de Antonio de Araújo, irmão de Gaspar Barbosa, de Ponte de Lima, adiante `a fl… Segunda vez cazou essa Francisca Dias (3) como consta do assento seguinte: Aos 15 de Fevereiro de 1597 recebi eu o legado Pedro de Campos, deão da se, a Francisco de Aguiar, filho de Jacome Duarte e de sua mulher Izabel de Aguiar, moradores na cidade de Braga, freguezia de S. João de Souto, com Francisca Dias, filha de Vicente Dias e de sua mulher Genebra Alvares.”

**********************************

“(1) cazaram a 12 de Janeiro de 1586

(2) cazou com este a 8 de Janeiro de 1518. Na se. Padrinhos Antonio de Paiva e Antão Gil.

(3) Faleceu esta a 8 de Agosto de 1611. Sepultada em S. Francisco.”

As informações no livro são vagas. Busquei algo mais para dimensionar a importância da indígena Gauibim-Para. Entre as coisas que acho importante foi determinar que ela era Tupinamba e o nome do pai foi Taparica. Quem desejar ver um resuminho, abra:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_Paraguaçu

Para facilitar a leitura, vamos então fazer mais um esqueleto dessa genealogia. Assim saberemos como o Antonio Galas da Silveira descende desses ancestrais. Segue assim:

QUARTO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Diogo Alvares Correia (Caramuru) c.c. Catharina Alvares, pais de:

02. Genebra Alvares c.c. Vicente Dias de Beja, pais de:

03. Catharina Alvares c.c. Balthazar Barboza de Araujo, pais de:

04. Francisca Barboza c.c. Felippe de Lemos, pais de:

05. Agueda de Pina c.c. Lourenco de Oliveira Pita, pais de:

06. Antonio Galas da Silveira c.c. D. Luiza Josefa de Menezes, pais de:

07. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

08. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

09. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Penso que agora ficou demonstrado que mesmo que esse Antonio Jose não seja nosso ancestral, ele devera ter sido de outras pessoas no Brasil e a descendência dele poderá ser imensa, tanto quanto é a de nosso ancestral.

Imagine-se, então, o quanto maior devera ser a descendência do Diogo Alvares e Catharina Alvares! Pode ser que não sejamos descendentes deles através do Antonio Jose, mas difícil será não sermos por outros esqueletos.

De qualquer forma fica ai comprovado que o estudo da disciplina Historia ficaria muito mais prazeiroso se ao invés de estuda-la como se os personagens nos fossem alienígenas, eles fossem o que são: nossos ancestrais.

E, diga-se de passagem, de certa forma, íntimos. São apenas 9 gerações entre a primeira geração ate ao Antonio Jose. Caso o nosso ancestral seja esse mesmo temos apenas 6 gerações ate `a minha própria.

Pode parecer que o parentesco seria pequeno, contudo, os da casa de meus pais descendem 6 vezes do mesmo Antonio Jose Moniz. Ou seja, Isso soma tanto que ele e sua esposa se tornam praticamente nossos pais, por ser 6 vezes em apenas 6 gerações!

Para fechar esse capitulo vamos anotar apenas alguns exemplos do destino de nossos aparentados. Segue então:

PAG. 244

“BARROS DA FRANCA NA BAHIA

Affonso de Franca, foi um homem honrado, e fidalgo da bom procedimento, irmão de Andre Dias da Franca, o qual Affonso da Franca passou `a Bahia com sua mulher D. Catharina Corte-Real, e o pai d’este Affonso da Franca foi Lancerote de Franca. De Affonso de Franca e sua mulher foram filhos:”

PULANDO `A PAG. 247

N, 2 – Rafael Soares da Franca, filho de João Alvares Soares e de sua mulher D. Catharina Corte-Real, cazou com D. Catharina de Souza, filha de Antonio Pereira de Souza, Cavalleiro do habito de Santiago, e de sua mulher D. Antonia Bezerra, filha do mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra; foi homem rico e senhor de engenho no rio de Parana-mirim, teve filhos:”

PAG. 384

“ROCHA, SA E SOTOMAIOR

Diogo da Rocha de Sa, o 1o. aqui

Manoel de Sa Soutomaior, foi provedor da alfândega da Bahia, e cazado com Elena de Argolo, a fl… Era irmão de Diogo da Rocha de Sa, que aqui se segue, e naturaes da Villa de Viana, Foz de Lima, dos Sas e Soutomaiores, e filhos legítimos de Leonardo de Sa Soutomaior, pessoas nobres e de famílias principaes do reino de Portugal, donde se passaram para a Bahia nos princípios de sua fundação, e n’ella cazou Diogo da Rocha de Sa com D. Ignez Barreto, irman do alcaide-mor Duarte Moniz Barreto, e filhos ambos, com outros mais, que ja ficam a fl…, n. 1, e seus filhos e filhas com outros mais de Egas Moniz Barreto ahi a fl…, n. 1 e seg., e n’ella cazou Diogo da Rocha de Sa (1) e teve filhos:

1. Mem de Sa, que se segue.

2. D. Felippa de Sa, adiante

3. Diogo da Rocha de Sa, ao depois.

N. 1 – Mem de Sa, filho de Diogo da Rocha de Sa e de sua mulher D. Ignez Barreto, cazou com D. Maria Barboza, (2) filha de Francisco Barbuda, o velho, cavalleiro da caza de el-rei, e de sua segunda mulher Maria Barboza, que era irman inteira de Gaspar Dias Barboza Mello, e teve no decurso de 21 annos, que viveram cazados, os filhos seguintes:

************************************************

5. D. Escolastica, mulher do capitão Gaspar Maciel, adiante”

PAG. 386

“MACIEL E SA

N.6 Diogo de Sa Soutomaior, filho único de D. Escolastica de Sa, n. 5, e de seu marido Gaspar Maciel, capitão de mar e guerra, cazou com D. Guiomar da Rocha, primeira mulher, e teve:

************************************************

Segunda vez cazou Diogo de Sa Soutomaior com D. Francisca Barbalho, filha de Antonio Ferreira de Souza, filho de Euzebio Ferreira e de sua mulher Catharina de Souza, a fl…, n. 5 e 18: casaram na Capella do Bom Jezus do Socorro no 1o. de Dezembro de 1668.”

PAG. 391

“N. D. Roza Maria de Sa, filha do capitão-mor Mem de Sa, n. 10, e de sua mulher D. Mariana Cecilia da Serra, cazou com Egas Moniz Barreto, filho do coronel Egas Moniz Barreto e de sua mulher D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra, a fl…:

O padre Gonçalo de Sa Soutomaior

O capitão Roque Moniz Barreto, que faleceu solteiro.

Estacio de Sa Moniz Barreto, que se segue.

Egas Moniz Barreto, que faleceu solteiro.

Jose Sotero Moniz Barreto, cazado em Pernambuco

Nazario da Rocha de Sa Soutomaior, que cazou duas vezes, a primeira com D. Roza Maria Florentina, filha de Manoel Nunes de Vasconcellos e de sua mulher D. Catharina Barboza, e d’esta teve seis filhos que todos faleceram solteiros, que foram: Manoel, Mario, Augusto, Antonio, Roza e Catharina.

Vicente Vasco Jose, que faleceu solteiro

D. Antonia Maria Francisca, adiante.

D. Roza Maria de Sa, ao depois. [PAG. 392]

D. Maria Sofia de Jezus Maciel, adiante.

D. Mariana Cecilia Bezerra, ao depois.”

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Assim completamos o capitulo com a conclusão de que, fatalmente, em sendo descendentes do Antonio Jose Moniz Barreto, seremos em maior ou menor teor aparentados da maioria dos baianos e brasileiros de um modo geral.

E se fizermos uma genealogia mais completa dos descendentes desses ancestrais verificaremos que eles também serão, obrigatoriamente, ancestrais de todas as personalidades de todos os âmbitos de atividade.

Isso significa dizer que o maior coco da Bahia, Rui Barbosa; o poeta Castro Alves e tantos escritores e compositores terão algo de nossa genética recente.

E quanto mais gerações se passam, maior tendência será de sermos aparentados das gerações mais novas. Isso porque a cada novo entroncamento haverá a chance de os filhos nascerem de descendentes de nossos ancestrais, tanto do lado materno quanto paterno.

Essa se torna a grande verdade do estudo genealógico. Não se precisa casar com parentes próximos e conhecidos para deduzir que teremos parentesco com nossos cônjuges. Ja sabemos que temos, com qualquer pessoa. A genealogia somente confirma isso e da o grau!

Quem depois abrir esse livro, pode procurar que na sequencia da descendência do Diogo Caramuru e Paraguaçu, multiplica-se, entre outras, a Araújo de Aragão. Ou seja, aquela que depois ira se encontrar com o Barbalho Barreto na formação dos diversos títulos de nobreza do império.

Outro detalhe, não confundam o capitão-mor, aqui presente, Mem de Sa, como o governador geral do Brasil. Os Sa são os mesmos. E o nome também. Mas esse casamento se deu quando o governador ja era defunto.

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07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE YAYA!!!

Começando com uma brincadeira, abram para acompanhar a leitura:

http://www.tcm.com/mediaroom/video/1075601/Three-Caballeros-The-Movie-Clip-Os-Quindin-De-Ya-Ya.html

Sem palavras:

PAG. 135

“ARAUJOS E BARBOZAS

Balthazar Barboza de Araujo, *de quem era irmão bastardo Francisco Barboza de Araujo, a fl… n. 3, e ambos naturaes de Ponte de Lima, era filho legitimo de Gaspar Barboza de Araujo e de sua mulher D. Maria de Araujo, neto De Francisco Rodrigues de Araujo e de sua mulher D. Genebra Barboza, filha de Estevão Gonçalves Susteiro e de sua mulher D. Brites Barboza, filha de Gonçalo Fernandes de Barboza, que servio a el-rei D. João I com gente `a sua custa na batalha de Aljubarrota, o qual Gonçalo Fernandes de Barboza houve a dita D. Brites Barboza de sua mulher Beatriz Correa, filha de Fernão Affonso Correa, senhor de honra de Farelões, e das freguezias de S. Pedro do Monte e Villameana, e de sua mulher D. Leonor Rodrigues da Cunha, neta de Affonso Vasques Correa, senhor da honra de Farelões, e de D. Berengueira Nunes Pereira, filha de Rui Pereira, a quem chamara o Bravo, e de D. Violante Lopes de Albergaria, e neta de D. Rui Gonçalves Pereira e de D. Berengueira Nunes, filha de Nuno Martins Barreto, bisneto de Paio Correa de Alvaranntu e de D. Maria Mendes de Mello, filha de Mem Soares de Mello, terceira neta de Pedro Paes Correa, e de D. Dordens Paes, filha de D. Pedro Mendes de Aguiar, quarta neta de D. Paio Soares Correa, o velho, e de sua segunda mulher D. Maria Gomes da Silva, filha de [136] D. Gomes Paes da Silva, alcaide-mor do castello de Santa Olaia, quinta neta de D. Sueiro Paes Correa e de D. Urraca Sueiro, filha de D. Huergueda, sexta neta de D. Paio Ramiro, fidalgo portuguez, rico homem d’el-rei D. Affonso VI de Espanha.

Foi Gonçalo Fernandes de Barboza filho de D. Fernão Pires de Barboza e de sua mulher D. Mauroires, filha de Aires Paes de Torozelos e de D. Urraca Ramires, filha de Dom Rui Gonçalves da Cunha, neto de Martim de Barboza e de D. Margarida Eanes, filha de João Aires Duro e neta de Aires Rodrigues Duro e de D. Thereza de Vasconcellos, filha de João Pires de Vasconcellos, bisneto de Nuno Pires Barboza, e terceiro neto de D. Pedro Nunes de Barboza e de D. Elvira, filha de Martim Pires da Maia, Ojami, de alcunha, quarto neto de D. Nuno Sanches de Barboza e de sua mulher D. Thereza Alvares, filha do Conde D. Alvaro de Ferreira de Castella, quinto neto do Conde D. Sancho Nunes e da Condessa D. Thereza Mendes, filha de D. Mem Moniz de Riba-Douro, sexto neto do Conde D. Nuno de Salanova e de Sancha Gomes Echegui, sétimo neto de Guterre Arias, Conde de Tui, mordomo-mor d’el-rei D. Affonso Magno, oitavo neto de Ermenegildo, Conde de Tui, mordomo-mor e parente d’el-rei D. Affonso Magno, pelos annos de Christo de 864.

Foram Balthazar Barboza de Araujo e seu irmão Francisco de Araújo Barboza bisnetos de Rodrigo Alvares de Araujo, commendador da ordem de Santiago, e de D. Bibiana Alvares de Antas, filha de Alvaro Pires de Antas, e neta de Estevão Rodrigues de Antas, que se achou no escalamento de Tui, como refere Azurara na Chronica d’el-rei D. João I, e concorreo nos tempos d’el-rei D. Diniz, bisneta de Gonçalo Fernandes de Antas, senhor do Pasto de Antas, e do conselho de Fragão, e de sua mulher D. Ignez Aldred, filha de D. Vasque Aldred Da Silva, terceira neta de Garcia Vasques de Antas e de sua mulher D. Thereza de Novaes, filha de D. Paio de Novaes, senhor de Gondum, que era da caza de Castella, e de sua mulher D. Thereza Oerio, quarta neta [137] de Pedro Esteves de Antas e de D. Dordia Martins, filha de Martim Dadi, o velho, e de sua mulher D. Urraca Pires, filha de D. Pedro Mendes de Aguiar.

Foram os ditos Balthazar Barboza de Araújo e seu irmão Francisco de Araújo Barboza, terceiros netos de Alvaro Rodrigues de Araújo, commendador do Rio-Frio, e de D. Constança da Veiga Azevedo, filha de Rui Lopes da Veiga Azevedo, quartos netos de Paio Rodrigues de Araújo, que chamaram o cavalleiro, embaixador d’el-rei D. João I de Portugal, capitão da guarda do infante D. Henrique, e de sua mulher D. Leonor Pereira de Barbuda, senhor do solar de Barbudo, quintos netos de Pedro Anes de Araújo Portegueiro, maior de Cella-Nova, senhor da terra de Lindozo, e de sua mulher (não lhe explica o nome) filha do senhor de Pedrozo, sextos netos de Gonçalo Rodrigues de Araújo, vassalo d’el-rei D. Fernando de Portugal, senhor de Villar de Vallar, e do Ingar de Ladrões, e Cazal de Donez, e da terra de Lindozo, e de sua mulher, que foi filha de um senhor da caza de Ribeira, e da terra de Lindozo, e dos Susgados, e Portorgo de Castro Laboeiro, e de sua mulher, que foi filha de um senhor da caza de Ribeira em Galiza, sétimos netos de Pedro Anes de Araújo, fronteiro-mor contra a parte de Galiza, e de sua mulher N. Velozo, oitavos netos de Vasco Rodrigues de Araújo, o primeiro que teve esse apellido de Araújo, por ser senhor dessa Villa, Milmenda, Interino e 13 da ordem de Santiago e de sua mulher D. Leonor Gonçalves Velho, filha de Pedro Anes Velho, mestre da ordem de Santiago em Portugal, nonos netos de Paio Cavalleiro, em quem começou esta família.

O Marquez de Monte-Bello, nas notas ao Conde D. Pedro, affirma descender do infante D. Velozo, filho d’el-rei D. Ramiro. Foi este Paio Cavalleiro senhor das villas de Araújo, Interino, Guindeve, Milmenda, e Val de Pedras. Tudo o que aqui se refere anda nos livros das linhagens em Portugal, e no Conde D. Pedro; e nos autores, que escreveram as notas ao dito Conde D. Pedro; e também no 1o. tomo da Corografia Portugueza, cap. 14 fl. 253, se trata da família dos Araújos.”

Observem que nada tratei da descendencia do Francisco de Araujo Barboza, irmão do Balthazar.

Acredito não precisar por hora, pois, isso que anotei ja deu algum trabalho e nada nos valera; tanto se acaso do Antonio Jose Moniz Barreto não nos for ancestral direto, quanto se for mas não verificarmos isso por meio dos documentos que acaso isso mostre.

A vantagem será que se esses estudos de nada valerem para nos, pelo menos poderá valer para quem, com certeza, seja descendente das pessoas ai presentes. Se lerem meus escritos, tirem bom proveito.

Quando tratei da descendencia do Jose Coelho de Magalhães, pensando ser com certeza o nosso ancestral na linhagem Coelho, tive a oportunidade de ver diversos desses mesmos nomes. E outros que antecedem a esses. Portanto ja os sei ser descendentes das realezas europeias mais antigas.

Quanto ao Francisco de Araújo Barboza temos:

PAG. 93

“N. 3 – Maria Dias, filha segunda de Genebra Alvares, n. 2, e de seu marido Duarte Dias cazou com Francisco de Araujo, filho natural de Gaspar de Barboza Araújo, natural de Ponte de Lima, da nobilissima familia dos Araújos, que ha na provincia de Entre-Douro e Minho (1).

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(1) Theat. Geneal., arv. 36. Faleceu este a 27 de Agosto de 1602. Sepultado na Mizericordia.”

Essa nota sera interessante para quem se interessar em aprofundar mais porque a descendência do irmão do Balthazar poderá ser igualmente nossa parente próxima, caso sejamos descendentes do Antonio Jose Moniz Barreto.

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08. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE MAIS PARENTESCOS

A) Obviamente, não se encerrou ainda a nossa busca por nossos parentes. Não tive a oportunidade de verificar nada a respeito de nossa ancestral Manoela do Espirito Santo, que foi a esposa do pentavô Antonio Jose Moniz.

Caso ele seja o mesmo Antonio Jose Moniz Barreto, então, teríamos que buscar saber se ela era baiana e, em sendo, de qual família procedia. Caso seja, muito provavelmente terá ascendência semelhante `a do marido, com o risco, para nos que somos descendentes, de descender dos mesmos ancestrais que ele.

Se ela for mineira, terá ancestrais que serão ancestrais do marido. Essa torna-se uma fatalidade obrigatória. Contudo, em sendo ancestrais de varias gerações anteriores `as deles, não será grande problema para nos, pois, isso é o normal!

B) Alem dela temos outra oportunidade de descender do conjunto de ancestrais presentes nesse estudo. Trata-se de Thereza de Jezus. Apenas para manter a grafia daquela época.

Thereza de Jezus teve por marido ao português sargento-mor Domingos Barboza Moreira. Vejamos esse esqueleto para explicar como chegam ate a nos:

01. Domingos Barbosa Moreira c.c. Thereza de Jesus, pais de:

02. Norothea Barbosa Fiúza c.c. português, João de Souza Azevedo, pais de:

03. Maria de Souza Fiuza c.c. português, Antonio Borges Monteiro, pais de:

04. Antonio Borges Monteiro Jr. c.c. Maria Magdalena de Santana, pais de:

05. Maria Francelina Borges Monteiro c.c. Daniel Pereira do Amaral, pais de:

06. Maria Marcolina Borges do Amaral c.c. Antonio Rodrigues Coelho, e esses se tornaram nossos trisavós, tanto do lado materno quanto paterno.

02. João de Souza Azevedo foi natural de Vila Nova do Norte, Portugal, e filho de Manoel de Sousa de Azevedo e Anna Coelho.

03. Antonio Borges Monteiro foi natural da Vila de Seia, Freguesia de Pinhanços, do Distrito de Guarda, também de Portugal no continente. Foi filho de Antonio Borges e de sua segunda esposa Joanna Monteiro. Atualmente temos mais informações a respeito deles.

Segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, Thereza de Jesus procedia de Tabaiana, BA. Isso `a epoca que o Sergipe fazia parte da Bahia, pois, a atual cidade chama-se Itabaiana e é naquele estado. Aqui podemos supor que possa ter cometido algum engano.

A única informação que nos passou a respeito do sargento-mor Domingos Barbosa Moreira foi a de que era português. Não temos ainda sua procedência.

Encontramos informações interessantes a respeito dele, ja em Minas Gerais. Isso foi descrito na pagina:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

O que ha esta no ultimo capitulo: 10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

Dentro do capitulo acima, inicio a descrição do que encontrei a respeito do Domingos Barbosa no sub-capitulo 6. Ha que se rolar quase todo o conteúdo da pagina para encontrar.

De util para nossa genealogia mesmo encontrei que ele arrecadou os dízimos dos quartéis da Comarca do Serro do Frio em 1723, quando ja era sargento-mor.

Alem disso, como referencia, so tínhamos as datas a partir de 1775, quando a neta Maria de Souza Fiuza se casou. Outras referencias a ele dão conta que tinha ligações com cristãos-novos, inclusive alguns processados pela Inquisição.

Outro detalhe importante da vida dele foi que a literatura afirma que alegou ter lutado contra a rebelião de Felipe dos Santos, que se deu em 1720, em Minas Gerais.

Ele usou o argumento de que havia aumentado a fazenda real com suas ações, alem de ter protegido os interesses da coroa portuguesa `as próprias custas e com o “uso de gente e escravos”.

Assim, pode-se deduzir que foi abastado. Mesmo porque, somente se o fosse poderia ter ocupado os cargos que ocupou e pretender os privilégios de nobreza que requereu.

Alem disso, a data de 1720 torna-se imprescindível para deduzir que deveria ser maduro, apto ao casamento. Provavelmente, os filhos que teve, caso tenha tido outros alem da nossa ancestral, deverão ter nascido no máximo dentro da faixa dos 30 anos seguintes.

Então, precisamos retornar `a Revista Trimensal para encontrarmos alguns dados interessantes. Vejamos então:

PAG. 375

“N. 5 – D. Eugenia Thereza de Menezes, filha de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2, cazou com o Sargento-mor João Lopes Fiúza, * cavalleiro professo na ordem de Christo, natural de Ponte de Lima, villa de Viana, filho de Sebastião Fiúza e de sua mulher Izabel Lopes; e teve filhos:”

“23. D. Thereza Eugenia de Menezes, cazada com o capitão-mor João Felix Machado Soares em Santo-Amaro, e depois com o doutor Francisco Gomes de Sa, e de ambos sem filhos. Batizada a 11 de Maio de 1713, na Se.”

Pensar que D. Thereza Eugenia seja nossa ancestral, nessas circunstancias, seria querer demais. Mas não seria impossível.

Nascida em 1713, poderia estar pronta para o casamento por volta de 1725. `A época não seria considerado absurdo algum. Como ela não teve filhos dos seus dois maridos, nada mais consta em relação `a vida dela.

Mas algo não se pode negar. Aqui se registra o encontro das famílias Barbalho e Fiúza. Nesse caso, não se pode descartar a possibilidade de outros casamentos terem se dado entre as duas famílias. Ou Fiúza com outra família da qual, talvez, sejamos descendente.

O extremo da coincidencia ai poderia ser que D. Thereza Eugenia poderia ter tido seus dois maridos, que poderiam ter sido senhores mais velhos, e eles terem se casado com ela e falecido no espaço dos próximos 15 anos. Ou seja, antes de 1740.

Estando viuva e ainda jovem, em torno de 27 anos no máximo, poderia ter tido a terceira oportunidade de casar-se, dessa vez com um Domingos Barboza Moreira também ja maduro. Acredito que ele tenha nascido ao mais tardar em 1695, o que o faria chegar a 1740 aos 45 anos de idade.

Nesse caso, ate 1775, quando do casamento da ancestral Maria de Souza Fiúza, seriam 35 anos de espaço, perfeitamente dentro das possibilidades para os nascimentos dela e sua mãe, Dorothea Barboza Fiuza.

Construi essa hipótese apenas para alertar a respeito das possibilidades de sermos descendentes por tantas vias dos mesmos ancestrais. Não por desejo de que isso realmente tenha acontecido.

Mas para alertar a respeito dos riscos de ignorarmos a genealogia e não termos uma medida dos riscos que, por ignorância do passado, podemos estar expondo nossa descendência a eles.

A genealogia, nesse caso, devia ser um ótimo instrumento para uso em medicina preventiva. Todos deveriam te-la escrita. O médicos teriam que ser instruídos a respeito da matéria para orientar os nubentes.

E estes precisariam abrir suas consciências, pois, para eles próprios isso não seria problema, os problemas são passados para as gerações seguintes.

C) BRAVO, BRAVISSIMO. Naturalmente, havemos que considerar as diversas formas pelas quais devemos ser aparentados de todas as famílias brasileiras. O sobrenome Bravo entra como uma das possíveis chaves.

PAG. 427

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“BRAVO

Antonio Bravo, foi natural do Porto, e cazado com Margarida Antonia, e teve filhos:

1. Antonio Mendes Bravo, que se segue.”

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Esse foi apenas um inicio de um capitulo curto. Não quiz aprofundar. Somente vi que no fim do capitulo a descendência estava com o sobrenome Serrão. Será sobrenome que posteriormente produzira famílias com titulo de nobreza.

O interessante aqui foi que `a mesma época e no mesmo Porto registra-se a saída de nosso ancestral Miguel Gomes Bravo. Possibilidade de serem parentes para mim chega a 100%.

A diferença foi que nosso ancestral tomou rumo mais ao Sul. Foi para Vitoria-ES e depois Rio de Janeiro.

D) BARRETOS EM PERNAMBUCO. João Paes Barreto foi o maior entre os senhores de engenho no inicio da colonização de Pernambuco, contando com o senhorio de 10 engenhos. Foi casado com Ignez Guardes de Andrade, filha de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.

Brás Barbalho Feyo foi modesto em relação a ele. Foi senhor apenas do engenho São Paulo da Várzea do Capibaribe. Alias, engenho fundado pelo sogro que foi o mesmo Francisco. Foi casado com Catharina ou Maria Tavares de Guardes.

Em uma literatura ha uma descrição dizendo que Francisco havia sido uma pessoa tão bem conceituada que conseguira casar bem as filhas e outra que se casara com Brás Barbalho Feyo.

Brás foi o pai da Camilla Barbalho. Ela com o Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda foram os pais do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Guilherme foi neto de Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra. Um dos casais povoadores de Pernambuco. Praticamente todos os nascidos em Pernambuco deverão te-los como ancestrais.

Por ai se ve que os primeiros chegados a cada lugar tornam-se rapidamente ancestrais das futuras gerações. E a descendência que se desloca para outras paragens acaba se tornando ancestrais das futuras gerações do novo lugar.

Dessa forma se dão as multiplicações genealógicas e justamente por isso mesmo, nos acabamos nos tornando descendentes dos mesmos ancestrais que as outras pessoas também o são.

Em Pernambuco não descendemos dos Barreto. Mas eles descendem de nossos ancestrais. Se não formos descendentes dos Barreto da Bahia, eles serão descendentes de nossos ancestrais que foram para la.

Dado que, não quiz ainda repetir a informação, em São Paulo e Rio de Janeiro, alem de descenderem dos Gomes Bravo, descendem dos capitães-mores, Antonio de Oliveira e João Carvalho de Pimenta. O que também nos descendemos.

Creio que esse motivo nos basta para demonstrar o quão infame é o orgulho das pessoas que pensam ser melhores que as outras.

Deveríamos dar o máximo de nos para fazermos uma genealogia o mais completa possível. Assim, toda vez que alguns se arvorarem de melhores que os outros poderíamos esfregar em suas faces as origens de todos.

Esse mundo precisa de menos orgulho e mais união. De menos disputas e mais soluções.

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09. UM POUCO DA DESCENDENCIA DA DONA COSMA BARBALHO

Para não deixar sem uma menção, resolvi postar um pouco da descendência de dona Cosma Barbalho Bezerra e seu marido Francisco de Negreiros Sueiro. Isso ajuda a termos uma ideia de como se diversificou nossa família na Bahia.

Bom, a bem dizer, multiplicou-se em sobrenomes. Mas os ancestrais de todos acabam se encontrando nos mesmos nichos, especialmente em Portugal. E não pretendo extrair mais nada do livro, pois que senão terei que acabar de copia-lo integralmente! E a revista tem quase 500 paginas.

PAG. 308.

“NEGREIROS DE SERGIPE DO CONDE

     Jorge Esteves, que era filho de Jeronimo Esteves, passou com sua mulher Dorothea Fernandes, naturaes todos da Villa de Agua Revez, do arcebispado de Braga, para a Bahia, e na Villa de Sergipe do Conde foi juiz ordinário e dos órfãos, e teve filhos:

     1. Domingos de Negreiros, que se segue

     2. Jeronimo de Negreiros.

     N. 2 – Domingos de Negreiros, filho de Jorge Esteves, acima, foi cazado com Maria Pereira* filha de Martim Lopes Sueiro e de sua mulher Anna Pereira a fl…, n. 2 e teve filhos:

     1. Damião de Negreiros, mulher sua D. Luzia de Souza fl…

     4. O capitão Domingos de Negreiros Sueiro, que se ordenou de sacerdote no anno de 1645, e das suas inquirições consta, que era filho de Domingos de Negreiros, acima, e de sua mulher Maria Pereira, neto por parte paterna de Jorge Esteves e de sua mulher Dorotea Fernandes, naturaes da villa de Agua Revez, do arcebispado de Braga, e por parte materna neto de Martim Lopes Sueiro e de sua mulher Anna Pereira. Batizado na capella de S. Germano Patativa, pelo coadjutor Nicolao Viegas, a 17 de Marco de 1629. Padrinhos seu tio Jeronimo de Negreiros e D. Maria de Souza, mulher de Duarte Lopes Sueiro.

     5. D. Anna de Negreiros, mulher do capitão Guilherme Barbalho, a fl… n. 2.

     6. Francisco de Negreiros Sueiro, que se segue.

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     Cazaram a 4 de Fevereiro de 1607.

PAG. 309

N. 6 – Francisco de Negreiros Sueiro, filho de Domingos de Negreiros, n. 2, e de sua mulher Maria Pereira, foi cazado com D. Cosma Barbalho, filha do mestre de campo Luiz Barbalho e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonça, a fl…, e teve filho:

7. Luiz Barbalho de Negreiros, que se segue.

N. 7 – Luiz Barbalho de Negreiros, filho de Francisco de Negreiros, n. 6, e de sua mulher D. Cosma Barbalho cazou com D. Luiza Corte-Real, (1) filha de João Alvares de França, a fl…, e de sua mulher D. Catharina Corte-Real, e teve filhos.

8. Francisco de Negreiros Corte-Real, que se segue

9. João Alves Soares Corte-Real, batizado a 26 de Fevereiro de 1668

10. Domingos Soares Barbalho, batizado a 23 de Março de 1669, cazou com D. Izabel Barboza a 15 de Fevereiro de 1700.

11. Antonio Barbalho de França, adiante, batizado a 7 de Novembro de 1670.

12. Gonçalo Soares de França, batizado a 10 de Janeiro de 1678, clérigo.

13. Joze Barbalho Corte-Real, faleceu solteiro.

14. D. Maria Josefa Corte-Real, solteira.

N. 8 – Francisco de Negreiros Corte-Real, filho de Luiz Barbalho de Negreiros, n.7, e de sua mulher D. Luzia Corte-Real, casou com D. Antonia de Araújo ou de Aragão (2) filha de Pedro Camelo de Aragão Pereira e de sua segunda mulher D. Anna de Araújo, a fl…, n. 74, a qual D. Antonia era viuva de Pedro Paes Machado, como fica ahi, e d’este seu segundo marido Francisco de Negreiros teve filhos; segunda vez cazou com D. Elena Maria de Argolo Menezes, filha do capitão Antonio Moreira de Menezes e de sua mulher D. Anna de Menezes, a qual D. Elena ja era viuva do legado Bartolomeo Soares, não teve filhos.

15. D. Luiza Corte-Real, mulher do alferes Sebastião da Rocha Pita, a fl… n. 12, sem filhos.

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(1) faleceu esta a 23 de Janeiro de 1716

(2) cazaram a 7 de Outubro de 1697; na capella da Pena do Engenho da Ponta.

PAG. 310

16. Luiz Barbalho de Negreiros Corte-Real, cazou com D. Anna Joaquina de Almeida, irman do mestre de campo Bernardino Marques; não teve filhos.

17. D. Anna de Araújo ou Aragão, vive solteira

18. Antonio Joze de Negreiros Corte-Real; cazado com D. Catharina Josefa, sua parents, sem filhos.

N. 11 – Antonio Barbalho da França, filho de Luiz Barbalho de Negreiros, n. 7, e de sua mulher D. Luiza Corte-Real, cazou com D. Roza de Araújo de Aragão (1), filha de Pedro Camelo de Aragão Pereira, que ja fica acima, e era esta D. Roza irman de D. Antonia, e filhas ambas, do sobredito Pedro Camelo. De D. Roza e seu marido Antonio Barbalho da França foram filhos:

19. Ignacio, batizado a 8 de Dezembro de 1693

20. Luiz Barbalho de Negreiros

21. D. Anna de Aragão, mulher de Felix de Itaparica, sem filhos.

22. D. Antonia, mulher do doutor João Pereira de Vasconcellos, a fl… n. 76.

Segunda vez cazou Antonio Barbalho, acima, com D. Catharina Jozefa de Araújo Azevedo, filha do capitão Gaspar de Araújo Azevedo e de sua mulher D. Izabel Barboza, e teve também filhos:

Antonio e D. Cosma, que faleceram solteiros.”

Creio não precisar estender mais. Mesmo porque não ha no índice indicação dos nomes com os quais se casaram essa descendência. Pelo menos, o que ja esta ai da uma mostra geral.

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10. ANTONIO BARBALHO PINTO, NOSSO QUASE ANCESTRAL!

Desfazendo confusões. Anteriormente, havia postado uma pagina em meu blog na qual reproduzi o que encontrei no livro: “PEDATURA LUSITANA, NOBILIÁRIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL.” CAPITULO: “BARBALHOS”. O endereço da pagina é:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

Esta no capitulo da pagina: 08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO.

Basta rolar o material ate aproximadamente `a metade do conteúdo da pagina para encontrar a matéria.

Mas antes disso, vejam outro relato. O amigo Mauro Moura de Andrade enviou-me também noticias em forma de paginas do livro: A SAGA DOS CRISTÃOS-NOVOS NA PARAÍBA. De autoria de dona Zilma Ferreira Pinto.

Antes de tudo, veja-se o que ha de informações mais úteis para nosso estudo agora. Segue-se isso, da pagina 143:

“Antonio Barbalho Pinto, um neto de Branca Dias no Senhorio do Camaratuba. O homem que desacatou Paulo Linge. O nobre avoengo e ancestral dos grandes povoadores.”

Ao demonstrar que, ao contrario do que fora dito por Borges da Fonseca a respeito da morte de Antonio Barbalho Pinto, dado como morto por ele em 1625, na verdade, em 1645 ainda estava vivo; ela copia, de Diogo Lopes Santiago e Maximiano Machado, `a pagina 150, e temos:

“…. e também foram soltando alguns malsinados debaixo dos mesmos passaportes e prometimento de fidelidade com as grandes peitas que lhes deram, exceto Antonio Mendes de Azevedo, que mataram, por trazer um filho e um genro na guerra…

das outras freguesias das capitanias, desde o Rio São Francisco ate a Paraíba, prenderam a outros muitos homens, e da Paraíba veio preso Antonio Barbalho, que não soltaram com os mais…

posto que o governador Paulo Linge desejou bem de prender alguns dos moradores principais, como tinha por ordem e havia ja mandado prender a Antonio Barbalho …. (71)”

Do livro pude extrair um pouco da genealogia. Veja-se isso:

  1. Antonio Barbalho Pinto e

    1. Guiomar Barbalho, filhos de:

    2. Antonio Barbalho c.c. Violante Fernandes, filho de:

    3. Fernão Barbalho c.c. ?

Violante Fernandes foi filha de: Branca Dias c.c. Diogo Fernandes.

Branca Dias fora cristã-nova e Diogo cristão-velho.

Foram casados 2 vezes cada um:

1) Violante Fernandes c.c. Joao Pereira, pais de:

     a) Leonardo Pereira c.c. Brasia Pinto

     b) Mateus Pereira

2) Antonio Barbalho c.c. D. Antonia Bezerra

a) Felipe Barbalho

b) Luis Barbalho (N. 1601 aprox.)

Antonio Barbalho Pinto c.c. Anna da Silveira.

Vejamos agora o que nos trás de interessante o PEDATURA LUSITANA:

PAG. 343

“BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho …… e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ….. e teve

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar ……. m.er de Ignacio Cernache de Noronha co. g.

Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felipe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil …..

3. Luis Barbalho filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erão primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverão Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forão pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da caza delRei e com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.”

*************************

PAG. 354

“sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Caza delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:”

Na verdade, os genealogistas na atualidade seguem uma combinação de linhagens deixada por *Borges de Fonseca, e outros, na qual temos:

01. Brás Barbalho Feyo c.c. Maria (ou *Catarina) Tavares de Guardes, pais de:

02. Camila Barbalho c.c. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, pais de:

03. Luis Barbalho Bezerra c.c. D. Maria Furtado de Mendonça.

*Borges da Fonseca afirma, em parte, que o nome da esposa do Brás era Leonor, mas outros mencionam nome desconhecido, embora sabendo que houvesse uma filha chamada Leonor Tavares de Guardes, filha de Francisco de Andrade Carvalho e Maria Tavares de Guardes.

No capitulo, Barbalhos, pag. 139, ele escreveu que a esposa do Brás fora a Leonor. E que Camilla Barbalho, teria se casado com Fernão Bezerra. Na segunda não ousou escrever nomes.

Na verdade, a nobiliarquia escrita por Borges da Fonseca que verifiquei na internet contem três partes.

No capitulo BEZERRAS FELPA DE BARBUDA, pag. 35, menciona `a pag. 36 o nome N……….. Bezerra Monteiro como marido da Camilla.

A outra esta mais ao final da publicação, nos indexes. O que inicia-se `a pag. 384 também não nomeia a esposa do Brás, destaca apenas que havia sido irmã de Ines Guardes, “mulher do instituidor do Morgado do Cabo”.

Quem desejar verificar os detalhes, pode-se ler o livro no endereço:

http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_1925_00047.pdf

Por essas notas podemos observar que houve confusão do autor do Pedatura Lusitana. Na verdade, são dois troncos, por enquanto, separados, que deram origem `a Família Barbalho no Brasil. Aquele iniciado pelo Brás e o iniciado pelo Antonio Barbalho Pinto.

Segundo o Borges da Fonseca, o Brás ja estava no Brasil, Pernambuco, desde os tempos do primeiro proprietário da capitania, capitão-mor, Duarte Coelho. E dele nasceu Camilla Barbalho, a qual passou o sobrenome para os filhos.

Ao que tudo indica, para que tenhamos origem no Fernão Barbalho, como propõe o autor, este terá que não ter encontrado documentos dizendo que o Brás também fosse filho dele. Pela idade, acredito que Brás pode ter sido irmão do Fernão, talvez primo.

Enxergo outra pequena possibilidade também. A de que o Antonio, filho de Fernão Barbalho, fosse o próprio Brás Barbalho Feyo. Talvez se chamasse Antonio Brás Barbalho Feyo. E os autores não mencionaram.

Nesse caso, ele poderia ter sido pai de Antonio e D. Guiomar ainda em Portugal. Mas o autor do Pedatura deve ter recebido informações desencontradas ja que realmente teve filhos com os nomes Felipe e Alvaro.

O que ele também não ficou sabendo foi que teve a filha Camilla. Essa sim casou-se com Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, que fora neto do Pantaleão Monteiro e Brazia de Araújo ou Monteiro.

Nesse caso, Luiz Barbalho Bezerra e Felipe Barbalho Bezerra ja eram netos e não filhos do “Antonio” Brás. Dentro dessa possibilidade, o Antonio Barbalho Pinto, seria meio-irmão da Camilla Barbalho.

Porem, não se teria mais noticia desse parentesco. Em primeiro lugar ele não teria crescido na presença dele, e foi posteriormente para o Brasil.

No Brasil, poderiam ter residido distanciados. Então, quando da prisão do Antonio Pinto, poucos ou ninguém mais que ele próprio saberia de tal parentesco.

Talvez para preservar os parentes e a si próprio, mantivesse distancia por causa da condição de ser neto de uma cristã-nova.

Pareceu-me que a esposa não mencionada no Pedatura devera ser dona Violante Fernandes.

E a razão para ela não aparecer naquele livro deve ter sido justamente proceder de família cristã-nova. Isso seria motivo mais que suficiente para exclusão, para não “manchar” a nobreza porque estava-se em plena Inquisição.

Nesse caso, o Antonio Barbalho Pinto devera ter sido o primeiro filho do primeiro Antonio. E pode ter sido neto do Fernão Barbalho.

Possível será que dessa confusão tenham brotado outras, nas quais os antigos genealogistas apontavam Fernando Bezerra ou Antonio Bezerra Monteiro como pai do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Na verdade, os dois: Luis e Luiz Barbalho Bezerra foram contemporâneos. Ja havia visto essa menção de que o grande soldado havia nascido em torno de 1601.

Na verdade, o governador Luiz Barbalho nasceu em torno de 1584 ja que foi dito que casou-se aos 30 anos, em 1614, mesmo ano no qual nasceu seu primeiro filho, Guilherme Barbalho Bezerra.

Não seria impossível, mas bastante improvável que o Luiz começasse a ter filhos e se casado em torno de seus 14 anos de idade, mesmo naquela época. Naquele tempo o homem valia o quanto tinha no bolso.

Os homens de origem nobre buscavam casamentos, quando se casavam, depois que eram provados. Os pais eram os que determinavam com quem as filhas iriam se casar. E eles preparavam dotes para o casamento das filhas.

Esses dotes representavam verdadeiras fortunas. Quanto maior fosse o dote, mais elevado na escala social poderiam “comprar” um marido. O que pretendiam comprar era segurança para a própria descendência, portanto, tinham o cuidado de escolher maridos que ja tivessem mostrado valor.

O próprio governador Luiz Barbalho Bezerra casou-se aos 30 anos.

Não se põe data no casamento do filho dele Fernão. Mas o Pedatura menciona que foi casado com Maria de Macedo, e acrescenta: “m.er baixa”. O que deve significar, sem nobreza. E, também, sem dote. Talvez ele tenha se casado novo.

Existem mais duas evidencias que nos mostram que o governador Luiz Barbalho não foi filho do Antonio Barbalho. Primeiro porque o segundo casamento dele se deu por volta de 1586, quando o governador ja era nascido.

A segunda questão foi a de que Antonio Barbalho Pinto foi o filho de Antonio Barbalho e Violante Fernandes. E que, em teoria, teria sido irmão do governador.

Nesse caso, ele teria tido um irmão que chefiou a resistência `a invasão holandesa durante vários anos, sendo famosíssimo por conta desse fato.

O governador Luiz Barbalho faleceu em 1644, no comando do Rio de Janeiro. Mas neste interim seus filhos também foram valorosos soldados contra os invasores.

A biografia do Agostinho Barbalho Bezerra esta repleta de condecorações por seus atos de bravura. Fernão, Jeronimo, Guilherme, Antonio e Francisco Monteiro também se envolveram e se tornaram heróis da resistência.

Portanto, a prisão do Antonio Barbalho Pinto levaria ao mesmo resultado que a do senhor Antonio Mendes de Azevedo, que tinha somente um filho e um genro  envolvidos na guerra.

Muito possivelmente, o Brás Barbalho Feyo poderá ter sido um tio ou, no muito, um primo mais distante. Parentesco que ficava oculto nas brumas do passado que não permitia aos holandeses ter noticia dele.

Acredito que um pequeno detalhe, que demonstra as erratas no texto do Pedatura, foi o autor ter atribuído o nome Cecilia Carreiro `a mãe de nossa ancestral Maria Furtado de Mendonça.

Pode ter encontrado Cecilia Car.o, abreviado da forma que ele usava tanto. Apenas que em algumas abreviaturas cabiam mais de um nome. No caso dela, tinha o nome completo de Cecilia de Andrade Carneiro. Car.o era, nesse caso, Carneiro.

O nosso parentesco com os Monteiro e Bezerra da-se dessa forma:

01. Pantaleão Monteiro c.c. Brazia Araújo, ou Monteiro, pais de:

02. Maria de Araujo c.c. Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, pais de:

03. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda c.c. Camilla Barbalho, pais de:

04. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça.

Segundo os genealogistas mais recentes, Antonio Bezerra Felpa de Barbuda foi filho dos grandes povoadores de Pernambuco: Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra.

Antonio Felpa, nasceu em Ponte de Lima. Ao que tudo indica foi irmão de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Domingos nasceu em 1524, em Viana. Nisso, penso que Antonio fosse mais velho.

A razão que leva-me a pensar foi o fato de essa data remontar `a grande corrida consequente aos Grandes Descobrimentos. O que direcionou o desenvolvimento para as cidades portuárias, como era Viana.

Assim fica fácil imaginar que o movimento demográfico foi de Ponte de Lima para Viana. E ai sim para Pernambuco, pois, a maioria dos povoadores procediam do Entre-Douro e Minho, sediada esta província pela cidade do Porto.

Mais informações a respeito do Domingos encontramos na postagem:

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Quem desejar resumir a leitura, antecipe-se `a pagina 11. Observe-se que Domingos Bezerra de Barbuda foi tio-avô do governador Luiz Barbalho Bezerra. E foram dois irmãos, Antonio e Domingos, casados com duas irmãs, Maria e Brasia Monteiro (Araújo).

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11. CONCLUSOES

A maior e principal conclusão será a de que precisamos mesmo recorrer aos documentos de época para determinarmos com certeza de que o nosso ancestral ANTÔNIO JOSE MONIZ  seja esse que se completa com o sobrenome BARRETO.

Como devem ter residido ate ao falecimento em Conceição do Mato Dentro, pode ter deixado Inventários e, talvez, Testamento em algum cartório local. Ai podemos encontrar a menção a nome de pais.

Caso não se encontrem la, poderão estar no Serro, que `a época dele foi a única Comarca na região.

Ou pode ser que tenha casado nalguma das freguesias que compunham Conceição do Serro (do Mato Dentro). Nesse caso os registros devem encontrar-se no Arquivo Arquidiocesano da Diocese de Diamantina. O ideal seria encontrar o registro de casamento dele com MANOELA DO ESPIRITO SANTO.

Quem sabe, não foram pais de pelo menos mais uma meia dúzia de meninos e meninas, alem da nossa ancestral Luiza Maria, os quais podem ter tido tanta descendência quanto Luiza Maria e o capitão Jose Coelho da Rocha. Se for o caso, será difícil encontrar pessoa na região que não tenha ascendência nos avos Antonio Jose e Manoela.

Não se pode esquecer que os trabalhos do genealogista Antonio de Araújo Aragão Bulcão Sobrinho podem ja ter essa resposta. O Antonio Jose pode ter sido parente dele e se este casou-se na Bahia, pode aparecer na literatura produzida pelo genealogista. Se houver, pode encurtar nossa labuta.

Caso se comprove essa hipotese, de sermos descendente do ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO, talvez possamos explicar as brincadeiras que rodavam em torno da família Coelho.

Ha tempos dizia-se que os Coelho não podiam ver sombra que queriam se sentar. Ai ficaria explicado! São baianos de origem!

Ha também outro parecer do mesmo ramo familiar. Diziam que não se podia disputar uma cadeira com um Coelho. Ainda mais quando fosse preciso correr um pouco porque a cadeira não estivesse ao alcance rápido.

Isso porque o Coelho virava-se de costa e se sentava. A bunda grande chegava primeiro e ela depois puxava o corpo!!!

Em verdade, as brincadeiras eram uma celebração da dominância da família, imaginaria ou não. O certo foi que a nossa assinatura Coelho que deu maior força `as tradições chegou para o Brasil em data tardia.

Em 1744 foi passada a primeira carta de sesmarias ao português Manoel Rodrigues Coelho, que as tradições dizem ter sido o primeiro do ramo no Brasil.

Não lhe temos nomes de esposa(s). Mas também deve ter sido representante da nobreza portuguesa. Isso porque, a partir do filho dele, os casamentos se deram com pessoas das famílias que ja se encontravam no Brasil ha mais tempo.

Então, para que as gerações posteriores não tenham comentado a respeito de ancestrais tão antigos e ilustres, deve ter sido porque a bagagem que ele trazia tinha pelo menos fama igual.

E como foram muito poucas as pessoas preocupadas em guardar memória de seus ancestrais mais longínquos, os comuns contentaram-se com o vislumbre daquela figura mais nova. Mas nem precisava, por ser português da metrópole, os brasileiros ja o tinham por “superior”!

E, com esse deslumbramento por assinaturas, as gerações futuras não apenas se esqueceram da tradição anterior do recém chegado, como nem mesmo tomou nota do que era mais antigo. Assim deve ter sido a perda de nossa memória que agora precisava ser recuperada.

Escrevo apenas para que os futuros tenham onde encontrar.

Bom seria que fosse feita uma recuperação de tudo o que for possível e então fossem escritas enciclopédias novas, pois, assim poderiam as crianças de cada geração ter acesso não apenas `a Historia que nos parece de outros, mas sim a verdadeira Historia, aquela que inclui nossos ancestrais e a saga da descendência deles.

Essa é a unica e verdadeira Historia que existe. Aquela que conta a Historia dos acontecimentos e de como o sangue dos heróis circula em nossas veias.

 

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010. OS BARBALHO DO RIO DE JANEIRO, POR RHEINGANTZ

INDICE:

O1. INTRODUCAO

02. FAMILIA BARBALHO NO RIO DE JANEIRO SECULO XVII

03. MAIS BARBALHO NO RIO

04. OS BARBALHO DE AGUIAR NO RIO E MINAS

05. A NOSSA EUGENIA

06. UM POUCO MAIS DE DISCUSSÃO A RESPEITO DOS DADOS

07. UM POUCO MAIS DOS AGUIAR NA FAMILIA

08. TITULO CARVALHO

09. DOS COSTA

10. PONTOS DO NORDESTE TAMBEM SERIAM NOSSO?

01. INTRODUCAO

“Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)” Primeiro Volume.

Este é o titulo da grande obra do genealogista Carlos Grandmasson Rheingantz. A obra foi planejada para conter 3 volumes. Dos quais o primeiro foi publicado em 1965 e o segundo em 1967.

O autor não publicou o terceiro. O Colégio Brasileiro de Genealogia, sediado no Rio de Janeiro, tem publicado o terceiro em fascículos, publicação própria. Mas nunca tive acesso.

Acabo de ganhar fotos do capitulo entitulado BARBALHO, que foi resumido entre as paginas 188 a 191.

Vou manter esses dados para ajudar-nos em pesquisas maiores. Infelizmente acrescenta pouco ao que sabemos da linhagem que nos toca.

Foi bom ter este conhecimento novo porque a partir dele podemos ter uma ideia mais ampla de como se formou nossa família e, quem sabe, muito em breve, iremos poder seguir estes rastros para descobrirmos que temos uma grande parentela espalhada pelo mundo inteiro.

Ha também o senão. A presença da ancestral Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho na atual raiz, ate onde o professor Dermeval Jose Pimenta nos deixou decifrado, da Família Coelho. Assim, essa linhagem Barbalho da qual todos descendemos pode depois encaixar-se no capitulo escrito pelo Rheingantz.

Segue o encontrado. Agradeço `a amiga Perlya que enviou-me as fotos das paginas:

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02. FAMILIA BARBALHO NO RIO DE JANEIRO SECULO XVII

PAG. 188

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“BARBALHO

Luis Barbalho Bezerra, n. por volta de 1584 e fal. no Rio (Se 3o. 31v) a 16.4.1644 (sepultado na capela-mor do Colegio da Companhia de Jesus). Governador. Filho de Fernão Bezerra Monteiro e de d. Camila Barbalho. Casado por volta de 1614 com d. Maria de Mendonça. No ano de 1638 a família toda retirou-se de Pernambuco e vai para a Bahia. Pais de:

I.1 Capitão Guilherme Barbalho

I.2 Capitão Jeronimo Barbalho Bezerra, n. em Pernambuco (?) por volta de 1616, e fal. no Rio (Se 4o. 37) a 8.4.1661, expirou degolado no cadafalso. Casado por volta de 1644 com d. Isabel Pedrosa, n. no Rio (Se 2o., 123) bat. a 1.6.1631 e fal. no Rio (Se 7o., 150v) a 10.12.1709 (fal. fora da cidade), filha de Joao do Couto Carnide e de Cordula Gomes. Pais de:

II.1 Jeronimo. n. no Rio (Se 3o. 80) bat. a 26.6.1645

II.2 Felipe Barbalho Bezerra, n. no Rio (Se 3o. 88v) bat. a 18.9.1647, fal., casado no Rio (Se 2o., 21) a 2.7.1667 com Maria Pinta, n. por volta de 1649 e fal. no Rio (Candelaria 2o., 71) a 17.10.1704 (ja viuva). Pais de:

III.1 ajudante Julião Barbalho (Bezerra), n. no Rio (Candelária, 2o., 33v), bat. a 11.6.1668.

III.2 Maria de Lima, n. no Rio por volta de 1670, fal. no Rio (Se 10o., 86), casada no Rio (Se 2o., 101) a 24.2.1686 com Faustino de Souza Pinto. Pais de:

IV.1 Francisca de Souza Barbalho, n. no Rio (Se 5o., 56) bat. a 19.3.1687, fal. de parto em 8.1723, casada no Rio (Se 3o., 91) a 7.1.1705 com Manuel Dias Pataias, residente no Rio (Inhaúma) n. em N. S. da Esperança de Pataias, bisp. de Leiria por volta de 1667, fal., viuvo de Ursula da Fonseca, e filho de Manuel Dias Pataias e Domingas Rodrigues. Pais de:

V.1 Manuel Dias (Pataias) n. no Rio (Candelaria 3o., 60v) a 18.4.1706.

V.2 Nicolau, n. no Rio (Candelaria 3o., 72) bat. a 25.9.1707

V.3 Florencia, n. no Rio (Candelaria 3o. 83v) bat. a 2.4.1709

V.4 Joana, n. no Rio (Candelaria 3o., 93) bat. a 25.11.1710

V.5 Maria de Souza, n. no Rio (Candelaria 3o. 105) bat. a 18.7.1712, fal., casada no Rio (Candelaria 4o. 19v) a 21.5.1726 com Bento Gomes de Araujo, n. em Icarai, RJ, filho de Joao de Barcelos e de Luiza Faria.

V.6 Pedro, n. no Rio (Candelaria 3o., 115) bat. a 3.12.1713

V.7 Tereza, n. no Rio (Candelaria 3o., 133) bat. a 1/4.11.1715

V.8 Maria, n. no Rio (Candelaria 3o., 146) bat. a 13.1.1717

V.9 Clemente, n. no Rio (Candelaria 4o. 7v) bat. a 8.12.1718

V.10 Francisco, n. no Rio (Candelaria 4o. 33) bat. a 17.2.1721

V.11 Francisca, n. no Rio (Se 7o. 53v) bat. a 6.4.1722

V.12 Ignacio. n. no Rio (Candelaria 4o., 82) bat. a 4.8.1723

PAG. 189

IV.2 Padre Felipe de Souza, sacerdote de habito de São Pedro, n. no Rio (Se 5o., 68v) bat. a 4.9.1689

IV.3 Pedro. n. no Rio (Se 5o. 79) bat. a 23.2.1692, fal. menor

IV.4 Maria, n. no Rio (Se 5o. 90v) bat. a 19.5.1694, fal. menor

IV.5 Maria, n. no Rio (Se 5o. 103v) bat. a 19.3.1696, fal. menor

IV.6 Inácia, n. no Rio (Se 5o. 117) bat. a 13.7.1698, fal. menor

IV.7 Maria, n. no Rio (Se 5o. 125v) bat. a 12.10.1699, fal. menor

IV.8 Tomásia de Souza, n. no Rio (Se 5o., 145) bat. a 14.11.1701, solteira em 1720.

II.3 d. Páscoa Barbalho, n. no Rio (Se 3o. 99v) bat. a 1.5.1650, fal., casada no Rio (Se 2o., 22v) a 19.1.1668 (na Igreja de Sao Jose) com Pedro da Costa Ramires, n. no Rio (Se 3o., 74), batizado a 18.7.1644, fal., filho de Domingos Carvalho de Figueiredo e de Ines da Costa. (ver CARVALHO). Pais de:

III.1 Jose da Costa Barbalho, n. no Rio por volta de 1668, fal., no Rio (Se 7o. 79) a 3.3.1705, casado no Rio (Se 2o., 90) a 7.8.1683 (o noivo com 15 anos de idade …..) (na Igreja de N. S. do Parto) com d. Madalena de Campos, n. no Rio por volta de 1658 e fal. no Rio (Se 7o., 121v) a 27.7.1707, filha de Andre de Siqueira Lordelo de de Madalena de Campos. Ver SIQUEIRA e CAMPOS. Pais de:

IV.1 d. Páscoa Barbalho da Ressurreição, n. por volta de 1685, fal., casada no Rio (Se 3o. 70) a 21.1.1703 (na Igreja de São Jose) com Jose Vieira da Costa, fal. antes de 1744, filho de Salvador Vieira e de Francisca da Costa. Pais de, entre outros:

V.1 Gonçalo da Costa Barbalho. n. no Rio (Se 6o., 162) bat. a 24.02.1719, fal., casado no Rio (Se 7o. 109v) a 25.11.1747 com Maria Teresa, n. em Sao Nicolau do Su-Surui, RJ, filha de Francisco dos Reis e de Inácia Soares.

IV.2 d. Teresa Barbalho, n. por volta de 1686, fal., casada no Rio (Se 3o., 97) a 21.1.1706 (com dispensa de 3o. e 4o. graus) com seu primo Afonso Maciel Tourinho, filho de Manuel Gomes Pereira e de Ursula de Aguiar. Ver MACIEL.

IV.3 d. Ana Maria da Costa, n. por volta de 1688, fal., casada no Rio (Se 4o., 3) em 3.5 e 24.5.1708 (na Igreja de São Jose) com seu primo em 2o. grau, adiante citado, Francisco de Matos Bezerra, filho de João Batista de Matos e de d. Michaela Pedrosa.

IV.4 Uma filha que era viva ainda e 1707.

IV.5 d. Catarina de Siqueira, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1692, fal., casada e São Gonçalo, RJ a 22.2.1727 com Jose de Aguiar Daltro, n. no Rio (Se), filho de Jose de Aguiar Daltro e de Isabel Pedrosa.

II.4 Luis, n. no Rio (Se 3o., 104) bat. a 13.7.1651, fal. menor.

II.5 dona Michaela Pedrosa, n. no Rio (Se 3o. 111), bat. a 18.5.1653, fal. antes de 1723, casada por volta de 1671 com Joao Batista de Matos, n. em Lisboa por volta de 1641 e fal. no Rio (Candelaria) a 1.8.1717, filho do capitão Francisco Luis Lobo e de d. Catarina de Sene. Pais de:

III.1 Capitão Jeronimo Barbalho Bezerra, n. por volta de 1672 e fal. no Rio (Se) a 28.1.1717.

III.2 Luis de Matos Bezerra, n. por volta de 1674

III.3 Antonio Barbalho, n. por volta de 1676

III.4 Francisco de Matos Bezerra, n. por volta de 1678, fal., casado no Rio (Se 4o., 3) em maio de 1708 com sua prima em 2o. grau acima citada, d. Ana Maria da Costa (Barbalho), n. por volta de 1668, fal., filha de Jose da Costa Barbalho e de d. Madalena de Campos.

III.5 Inacio Barbalho Bezerra, n. por volta de 1681.

III.6 d. Isabel Pedrosa, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1684, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 24.2.1721, com o capitão Bento da Fonseca e Silva, n. por volta de 1664, fal., viuvo de dona Maria de Albuquerque Queixada, filho de Antonio da Fonseca e Silva e de Maria do Couto.

III.7 d. Catarina de Sene, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1687, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 24.2.1721 com Dom Diogo Queixada, n. em São Gonçalo, RJ, filho do capitão Bento da Fonseca e Silva e de sua primeira mulher d. Maria de Albuquerque Queixada.

III.8 Manuel de Matos Bezerra, n. por volta de 1691, e fal. no Rio (Se) a 28.12.1716 “de um tiro de espingarda”.

III.9 d. Teresa de Jesus Barbalho, n. em São Gonçalo por volta de 1694, fal., casada no Rio (Se 5o., 90) a 25.9.1723 (na Igreja da Misericórdia) com Mateus Lopes Vieira, viuvo de Brigida Correia, filho de Inacio Vieira de Magalhães e de Angela Tourinho.

III.10 d. Francisca Barbalho.

II.6 Luis, n. no Rio (Se 4o., 23) bat. a 20.5.1660. Seria este o capitão-mor Luis Barbalho Bezerra, casado por volta de 1690 com d. Ana Maria de Vasconcelos Pereira, e pais de:

III.1 Jeronimo Barbalho Bezerra, n. em Itaboraí, RJ, por volta de 1694, fal., casado em São Gonçalo, RJ, a 25.9.1724 (no oratório do pai da noiva) com sua prima em 3o. grau d. Ana de Albuquerque, filha do capitão Bento da Fonseca e Silva e de d. Maria de Albuquerque Queixada, sua primeira mulher.

I.3 Agostinho Barbalho Bezerra, n. em Pernambuco por volta de 1619, fal. no sertão do Rio Doce.

I.4 d. Cecilia Barbalho, n. em Pernambuco e fal. no Rio (Se 7o., 27v) a 9.2.1702, casada por volta de 1650 com o coronel Antonio Barbosa Calheiros. Pais de (entre outros):

II. 1 d. Antonia, n. no Rio (Iraja 6o., 8) bat. a 2.7.1654

II. 2 d. Isabel, n. no Rio (Iraja 6o., 12v) bat. a 23.4.1658

I.5 Francisco Monteiro (Bezerra), residente na Bahia.

I.6 a 1.10. Ne….”

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COMENTARIOS:

  1. Para nos o mais importante talvez seja a comprovação de que Jeronimo Barbalho Bezerra foi mesmo filho do governador Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonça. A duvida estava em que o “Nobiliarchia Pernambucana” oferecia a alternativa de ser filho do Felipe, irmão do Luiz. Ha que se crer nesse dado porque Rheingantz teve acesso ao registro de casamento do Jeronimo, no qual sempre se colocava os nomes dos pais dos noivos.
  2. Ja o nome para o pai do Luiz mais aceito na atualidade é Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda. Ha literatura antiga optando por Antonio com o mesmo sobrenome. No Nobiliarchia apresenta Fernão Bezerra numa parte e N…. (desconhecido do autor) em outra. Rheingantz talvez tenha encontrado o nome no registro de óbito. Mas não era comum registrar-se nomes paternos nos óbitos. De qualquer forma, em sendo um ou outro candidato o verdadeiro pai do Luiz, acredito não alterar significativamente nossa genealogia, pois, seriam parentes, Quiça irmãos.
  3. Talvez encontre-se ai a origem de um Inacio Barbalho presente no site Familysearch. O nome da esposa dele varia de Ines da Silva para Ines do Campo. Eles registraram 3 filhos na Igreja de N. S. da Consolação em Congonhas, MG. Foram: Antonio, 27.3.1737; Manoel, 5.4.1739 e Jose, 3.5.1743. Esse pode não ser o filho de Michaela Pedrosa e Joao Batista de Matos, por esse ter nascido em 1681, ou seja, estaria com 56 anos quando o mais novo nasceu. Não que fosse impossível mas não era comum. Nos temos na família o exemplo não muito distante na época do cirurgião-mor de Porto Alegre: Policarpo Joseph Barbalho. Ele foi pai de Josepha antes mas teve outros 7 filhos em Gravataí. As datas de nascimentos variavam entre 1782, quando ele estava com 47 anos, ate 1793, quando estava com 58. Isso comprova que a idade não era uma barreira intransponível mesmo `a época. O casamento do Jose da Costa Barbalho, filho dos ancestrais Páscoa e Pedro da Costa Ramires, com Madalena de Campos, registra a proximidade das duas famílias e, muito provavelmente, o casamento de Ignacio e Ines da Silva (do Campo) pode ja ter sido entre primos. Mas não tenho o destino tomado pelos 3 filhos.

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03. MAIS BARBALHO NO RIOAo final da pagina 190 o registro da assinatura segue com um exemplo a mais de Barbalho. Trata-se de Francisco Barbalho, o qual Rheingantz não revelou origem. Resolvi postar também porque poderá servir aos pesquisadores da assinatura:

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“FRANCISCO BARBALHO, n. por volta de 1641, casado por volta de 1671 com Inácia Rangel, n. no Rio e fal. no Rio (Se 14o., 111v) a 3.12.1737, filha do capitão Marcos de Azeredo Coutinho e de Paula Rangel de Macedo. Pais de:

I.1 Maria, n. no Rio (Se 4o., 81) bat. a 28.8.1672, fal. antes da mãe.

I.2 Paula, n. no Rio (Se 4o. 94v) bat. a 6.5.1674, fal. antes da mãe.

I.3 Miguel Jacome Barbalho, fal. antes de 1737, deixando um filho natural.

I.4 Esperança Barbalho Coutinho, n. por volta de 1689, fal., casada por volta de 1709 com o ajudante Bernardo de Meireles, fal. antes de 1737. Pais de:

II.1 Inácio, n. no Rio (Se 6o., 47) bat. a 19.7.1710

II.2 Jose, n. no Rio (Se 6o., 76) bat. a 4.2.1713

II.3 Sebastião, n. no Rio (Se 6o., 120) bat. a 13.5.1716

II.4 Joana, n. no Rio (Se 6o., 167v) bat. a 7.6.1719

I.5 Jose de Azeredo, fal. antes de 1737, deixando um filho natural.”

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COMENTARIOS:

01. No “Nobiliarchia Pernambucana” de Borges da Fonseca se apresenta o Titulo de BEZERRAS JACOME. Não encontrei nele um Francisco Barbalho que pudesse ser esse descoberto por Rheingantz no Rio de Janeiro.

O capitulo inicia a partir da pagina 44. E o livro pode ser pesquisado no endereço:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

02. Interessante também será verificar-se que a família Azeredo Coutinho ja estava entrelaçada com a Barbalho via o casamento de Jeronimo Barbalho Bezerra e dona Isabel Pedrosa, que era filha de João do Couto Carnide e Cordula Gomes.

Dona Cordula Gomes foi filha do cristão-novo Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia. Foi irmã de dona Antonia Pedrosa de Gouveia, casada esta com Belchior de Azeredo Coutinho.

Essa relação pode ser verificada, entre muitos outros, no endereço:

http://www.morrodomoreno.com.br/materias/familias-azevedo-e-azeredo.html

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04. OS BARBALHO DE AGUIAR NO RIO E MINAS

Na sequencia, a Perlya deu-me outro presente da maior importância para decifrar nossa genealogia.

Alias, ha algum tempo eu havia escrito que não iria preocupar-me com esse passado por enquanto, pois, previa que ja houvesse o decifrado. Queria concentrar-me apenas em solucionar as questões da passagem da Família do Rio para Minas primeiro.

O professor Dermeval Jose Pimenta havia nos deixado aquelas passagens no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Mas ele buscou apenas o ramo que seguiu ate `a Família Pimenta. Não se preocupou, ou não teve tempo, em decifrar os possíveis outros que derivam.

Seguem as passagens no livro do professor Dermeval:

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” I – LUIZ BEZERRA BARBALHO, herói brasileiro, nascido em Pernambuco, imortalizado nas lutas com os holandeses, e principalmente na sua famosa retirada `a testa de mil homens, desde o Rio Grande do Norte ate a Bahia, em 1638. Foi nomeado Governador do Rio de Janeiro. Faleceu em 1654. Pai de:

II – Capitão JERONIMO BEZERRA BARBALHO, casado com IZABEL PEDREIRA. Faleceu no cadafalso, no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 1661.

III – PASCOA BARBALHO, neta de JERONIMO BEZERRA BARBALHO, era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668. Deste casal procede:

IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá , distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.

V – MANOEL VAZ BARBALHO, casado em 18-9-1732, em Milho Verde, com JOSEFA PIMENTA, filha de BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO.”

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Em “Ascendentes de Josefa Pimenta” ele descreve que ela descendia do capitão MANOEL PIMENTA DE CARVALHO, que instalou-se no Rio de Janeiro por volta de 1620.

Mas essa origem hoje é questionada pelos atuais genealogistas, inclusive Rheingantz, que encontrou que BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO (1691), era filho de JOAO PIMENTA DE CARVALHO e MARIA MACHADO. Esse era em verdade descendente do capitão-mor, JOAO PIMENTA DE CARVALHO, irmão do capitão MANOEL.

Por enquanto, vou limitar-me a reproduzir apenas o que o professor disse a respeito da Josefa:

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“IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residencia de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora do Mosteiro, do Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIS ANTÔNIO PINTO).”

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O alferes Luis Antonio Pinto nasceu no Serro por volta de 1842, serviu na guerra do Paraguai, e retornou para o torrão natal onde tornou-se escrivão ate o falecimento em 1925.

Formou um arquivo que teria um enorme valor na atualidade, tanto para Historia quanto para genealogia. Esse arquivo foi desleixadamente abandonado por algum tempo. Os frangalhos estão sob a guarda do Arquivo Publico Mineiro. Mas ainda conserva informações preciosas.

Ai existem alguns enganos que pudemos corrigir. Luiz e Jeronimo eram Barbalho Bezerra e não o inverso. Luiz faleceu em 1644 quando exercia o cargo de governador. Páscoa Barbalho não era neta e sim filha do Jeronimo. E Isabel era Pedrosa e não Pedreira.

Como os registros do Rheingantz prometiam mais informações a respeito do Pedro da Costa Ramires no capitulo CARVALHO, solicitei `a amiga Perlya que enviasse as fotos. E no dia seguinte enviei outro pedido dizendo que talvez o AGUIAR fosse ate mais importante.

A minha duvida encontrava-se em que tinha referencia a filhos do MANUEL e MARIA BARBALHO que assinavam DE AGUIAR BARBALHO. Suspeitei da possibilidade de o MANUEL VAZ BARBALHO não ter sido filho deles. E ela prontamente enviou o AGUIAR e, a seguir o CARVALHO.

Segue o que estava no AGUIAR. Alias, são 23 pessoas encabeçando ramos de famílias com o sobrenome Aguiar no livro do Rheingantz. Desses, reproduzirei o mínimo necessário porque deverão posteriormente encaixar-se em nossa parentela.

Infelizmente, o Carlos Rheingantz não aprofundou muito no capitulo AGUIAR. Provavelmente concentrou-se mais em outras famílias copilando o que encontrou a partir de parentescos laterais com elas.

E claro, na busca que fazia foi anotando o que encontrou de excedente mas sem preocupar-se se havia relação parental entre uns e outros.

Assim, a maioria dos membros da Família Aguiar encontrados por ele parecem ja nascidos no local, em torno dos anos de 1630, pouco mais ou pouco menos. Origem mesmo ele cita de alguns que variam entre Sao Paulo e Portugal. Mas essas não podem ser origem de todos, nem sequer da maioria.

O infelizmente escrito acima não reflete uma decepção com o trabalho do grande genealogista. Deve ter feito o que pode, não o que desejava. O próprio professor Dermeval ja dizia que inclusive deixou um fichário, arquivado no CBG-RJ, com dados dos assentamentos que encontrou.

Muito provavelmente, esse fichário contenha dados alem do livro, pois, a própria menção pelo professor Dermeval `a Maria da Costa Barbalho ter sido nossa ancestral, embora ela não entre na descrição do livro do Rheingantz, ja é um grande indicativo da importância desse fichário para toda a genealogia brasileira.

Porem, o registro da presença do sobrenome AGUIAR no Rio de Janeiro remonta aos primeiros anos de sua fundação em 1565. Nesse estudo, endereço que segue, mostra-se a presença de:

http://revistaacervo.an.gov.br/images/pdf/Deoclecio.pdf

Gonçalo de Aguiar, chegou para o Rio entre 1567 e 1568, escrivão do 2o. oficio entre 1577 a 1618.

`As paginas 71-72 ha uma curta biografia dele. Contendo mais seus trabalhos. Foi casado com Ines Gomes e era do partido do governador Salvador Correa de Sa e Benevides, o “eterno inimigo” dos familiares Barbalho Bezerra no Rio de Janeiro.

Não menciona filhos. Mas se os houve pode ser a origem na qual os Aguiar de la se juntam. Se filhos não houveram, ele deve ter levado irmãos, primos, compadres etc, para ajudar a povoar o Rio de Janeiro, e deles devem descender diversos dos 23 patriarcas mencionados por Rheingantz.

Seria praticamente impossível `aquela época as pessoas ocuparem os cargos que ele ocupou sem o apoio de um partido grande de familiares, pois, so quem tinha sustentação que poderia ocupa-los.

Isso é o que demonstra o professor Joao Fragoso no trabalho dele, endereço abaixo:

http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf

Segue então a seleção de algumas paginas do livro do Rheingantz:

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”                                          AGUIAR

AMARO DE AGUIAR, n. no Rio (Se 3o., 40v) bat. a 21.1.1639, e fal. depois de 1701, filho de Manuel Vieira de Figueiredo e de Inácia de Aguiar, casado por volta de 1663 com dona Francisca de Almeida, n. no Rio (Candelaria 1o., 75v) bat. a 26.2.1646, e fal. antes de 1698, filha de Feliciano Coelho Madeira e de dona Maria de Oliveira. Pais de:

I.1 Inácia, n. por volta de 1664, citada em 1670, num legado.

I.2 Aleixo, n. no Rio (Iraja 6o., 20v) bat. a 24.8.1666

I.3 Teresa, n. no Rio (Iraja 6o. 24) bat. a 7.11.1669

I.4 d. Maria de Oliveira, n. no Rio (Iraja 6o. 27) bat. a 23.1.1671 e fal. entre 1707 e 1726, casada no Rio (Candelaria 1o., 27) a 13.1.1693, com Bernardo Jordão da Silva, n. no Rio (Iraja 6o. 31) bat. a 29.11.1666 e fal. antes de 1738, filho do sargento-mor Manuel Jordão da Silva e de Cipriana Martins. Com geração. Ver o titulo JORDAO.

I.5 Antonio Vieira de Aguiar, n. no Rio (Iraja 6o. 30) e bat. a 26.6.1673, fal., casado em primeiras nupcias no Rio (Candelaria 1o., 41v) a 17.9.1697 com Francisca das Chagas, n. no Rio, filha de Antonio Nunes e Lourença da Costa. Casado (com o nome de Antonio Vieira de Figueiredo) em segundas núpcias no Rio (Iraja 2o., 61) a 5.3.1734 com dona Isabel de Araujo, n. no Rio.

I.6 Jose, n. no Rio (Iraja 6o. 34) bat. a 2.4.1675

I.7 dona FRANCISCA DE ALMEIDA, n. no Rio (Iraja 6o., 37) bat. a 2.5.1677, fal., casada em primeiras nupcias no Rio (Campo Grande 3o., 6v) a 6.7.1693 (na capela de São João  de Trairaponga) com BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, fal. em 1700, com geração. Ver PIMENTA. Casada em segundas núpcias no Rio (Se 3o., 48) a 27.2.1701 (na igreja do Engenho dos Reverendos Padres da Cia. de Jesus) com Jose de Bittencourt Correia (ou também, Correia de Bittencourt), n. no Rio, filho de Pedro de Bittencourt Correia e de dona Catarina Sarmento. Pais de:

II.1 Inácio, n. no Rio (Iraja 6o. 121v) bat. a 19.5.1718

II.2 dona Rita Maria de Jesus, n. no Rio (Iraja) por volta de 1720, fal., casada no Rio (Se 8o., 21v) a 17.11.1749 com Miguel Machado Homem, n. em Meriti, RJ, filho de Bartolomeu Machado Homem de Oliveira e de dona Inácia Quaresma.

I.8 dona Florencia de Almeida, n. no Rio (Iraja 6o., 40v) bat. a 13.11.1698 (na igreja de São Jose) com Manuel da Cunha de Sampaio, n. no Rio e fal. antes de 1741, filho de Manuel Rodrigues de Andrade e de Maria da Cunha de Sampaio. Com geração.

I.9 João Vieira de Aguiar, n. no Rio (iraja 6o., 44v) bat. a 30.6.1681, fal., casado no Rio (Se 3o., 42) a 13.9.1700 com Maria Pinheiro da Silva.

I.10 Rosa, n. no Rio (Iraja 6o., 54) bat. a 13.8.1684″

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Resolvi copiar essa parte que se encontra na pagina 21 do livro porque dona Francisca de Almeida (acrescentei letras maiúsculas no extrato) junto com Belchior Pimenta de Carvalho são identificados como pais do Belchior Pimenta de Carvalho, que devera ter sido o pai da Josefa Pimenta de Souza.

Mas uma das razoes pelas quais esses não deverão responder pelo nome de pais do Belchior II foi este ter nascido em 1691. Ou seja, 2 anos depois do matrimonio dos supostos pais. Algo que não era incomum, porem, menos comum entre as famílias dominantes.

Saltando `a pagina 24 temos:

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“MANUEL DE AGUIAR, n. por volta de 1634, fal., casado por volta de 1664 com Domingas Martins. Pais de:

I.1 Joao de Aguiar Barbalho, n. no Rio (Guaratiba) por volta de 1685, fal., casado no Rio (Iraja 2o., 36) a 1.7.1710 (na igreja de Santo Antonio de Jacutinga, RJ) com Agueda Rodrigues (ou Jordão), n. no Rio (Iraja), filha de Fernando Rodrigues e de Luisa da Silva, pais de:

II.1 Francisco, n. no Rio (Iraja 6o. 107) bat. a 6.6.1709 (Legitimado)

I. 2 Manuel Vaz Barbalho, n. por volta de 1690

I.3 Eugenia, n. no Rio (Iraja 6o., 78) bat., a 28.4.1695.”

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Aqui estava realmente o que procurava nesse capitulo. Embora existam detalhes curiosos que não batam com o que temos em mãos.

Ha que pular-se um pouco as paginas. `A pagina 27 temos:

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“Ajudante MANUEL DE AGUIAR DO VALE, n. por volta de 1635, fal., casado por volta de 1665 com Domingas de Oliveira. Pais de:

I.1 Maria de Oliveira, n. no Rio (Candelaria 2o., 22) bat. a 10.6.1666 e fal. no Rio (Jacarepaguá 5o., 8) a 4.3.1690.

I.2 Miguel, n. no Rio (Jacarepaguá 1o., 4v) bat. a 6.10.1668

I.3 Teodosia, n. no Rio (Jacarepaguá 1o., 7) bat. a 8.7.1671

I.4 Tomas, n. por volta de 1675 e fal. no Rio (Jacarepaguá 5o., 8) a 1.4.1690.”

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Pode-se ter coincidências. Mas aqui chama a atenção por termos 2 Manuel, nascidos aproximadamente `as mesmas datas, casados `a mesma época, com mulheres de mesmo nome, embora havendo um pequeno desvio no sobrenome.

Ha a possibilidade sim de que as coincidências tenham acontecido. Mas fica difícil Manuel e Domingas Martins terem se casado em 1664 e os Filhos nascerem a partir de 1685 e continuarem nascendo, provavelmente, ate depois de 1695.

Uma possibilidade seria a de o Manuel do Vale e dona Domingas terem sido pais do Manuel de Aguiar em 1664. A hipótese pode, talvez, se verificar caso os papéis analisados por Rheingantz estivessem tão deteriorados que ele tenha sido obrigado a tirar conclusões a partir do que restou.

Também porque Rheingantz não devera ter encontrado o registro de batismo de Theodozia de Aguiar Barbalho. Eu não o tenho mas ela aparece no site do Familysearch casando com Joseph Carneiro da ……, filho de Matheus Lage e Maria Carneiro.

O casamento se deu na igreja de Nossa Senhora da Assunção, na cidade de Mariana, MG, a 17.12.1717. E consta que a noiva era filha de Manuel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Antes eu tinha duvidas quanto ao professor Dermeval ter identificado com acurácia os nomes dos pais do Manuel Vaz Barbalho. Mas ai fica comprovado que houveram sim os pais que ele mencionou.

A duvida permanecia apenas em relação ao sobrenome Vaz Barbalho. Mas com o atributo da paternidade do Manuel Vaz ao Manuel Aguiar também pelo Rheingantz, penso que ficou esclarecido que o professor Dermeval estava correto.

Embora, aqui ha que desconfiar-se que o Manuel Aguiar do Vale também ira se encaixar na família. Não sei como. Fica ai a evidencia de que ele foi pai de uma Teodosia. E o mesmo nome aparece em Theodozia de Aguiar Barbalho.

E no Familysearch encontra-se também o registro de casamento de Thereza de …….. de Oliveira com Jose Rodrigues, filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle. Esse casamento também se deu na N. S. da Assunção de Mariana.

Acontece que Thereza de …….. de Oliveira foi filha de João de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira. A data do casamento foi de 24.6.1730. Portanto, João teve duas esposas.

Por ai se pode notar que devem ter migrado para Minas Gerais, ja no inicio de sua colonização que intensificou-se no Ciclo do Ouro, os núcleos familiares que ja formavam um conglomerado de famílias entrelaçadas.

Observe-se que os Rodrigues, Vale, Barbalho, Oliveira e Aguiar se repetem. Para decifrar isso haver-se-a que juntar todos os dados possíveis daquela época num so livro.

Parece que Thereza também respondia pelo nome de Thereza Maria de Jesus. Como tal ela aparece como mãe em pelo menos 2 casamentos. Jose e ela foram pais de:

  1. Liandro Jose Barbalho que casou-se a 27.10.1753, na mesma N. S. da Assunção, com V. Barbalho. Essa de nome ilegível foi filha de Dionisio Barbalho Bezerra.
  2. Januário Jose Barbalho que casou-se a 26.1.1758, na igreja de N. S. da Conceição de Ouro Preto, MG, com Dionisia Coelho da Silva, filha de Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu.

Penso que ate ai fica esclarecido que realmente os descendentes de Manuel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza se encaixam no tronco principal da Família Barbalho do Rio de Janeiro exatamente no casal Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Registre-se também que sobrenomes como Fernandes de Abreu, Coelho da Silva e outros surgem nas mesmas povoações nas quais os Barbalho se distribuíram em Minas Gerais, deixando a entender que os laços familiares influíram na povoação e distribuição da carga genética da família.

Possivelmente, Manuel Aguiar não teve filhos com dona Domingas Martins, ou esses filhos seguiram destino diferente.

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05. A NOSSA EUGENIA

Isso mesmo, a palavra escrita sem acento. Eugenia significa similaridade. Ou, mistura da mesma coisa!

Algo mais que chamou a atenção foi a presença da filha Eugênia, irmã do Manuel Vaz Barbalho. Para esclarecer o que estou antevendo preciso remontar a um “causo” de família.

Meu irmão, Odon Jose, foi o primeiro a comentar o fato. Disse que nossa tia Maria Eugênia foi, na dinastia, a Eugênia IV.

O que ele queria revelar foi que nossa tia era neta de Eugênia (sinha Gininha). Sinha Gininha era neta de nossa trisavó Eugênia  Maria da Cruz. E essa fora neta da matriarca da família Coelho: Eugênia Rodrigues da Rocha. Portanto, III, II e I respectivamente.

Mas temos, pelos estudos do professor Dermeval, que Eugênia I seria filha de Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. E pela regressão de possíveis datas, temos que a Eugênia I deverá ter nascido por volta de 1760.

Supondo que ela tenha sido uma das ultimas entre os possíveis filhos da ancestral Maria, poderá ter nascido quando a mãe estivesse por volta de 36 anos de idade. Ou seja, Maria teria nascido em 1724. E pode ter sido filha da Eugênia, filha do Manuel Aguiar, que então contaria com 29 anos de idade.

Em sendo assim, a Eugênia I ja seria neta dessa outra Eugênia e a partir dela seria preciso acrescentar mais um I dinástico a cada Eugênia, e a tia Maro (Maria Eugênia) teria sido a V.

Não tenho como afirmar nada, pois, não ha noticias de que a Eugtênia do Manuel Aguiar tenha sobrevivido alem da idade infantil. Mas mesmo que ela não tenha sobrevivido, a presença do nome dela nesse ramo da família torna-se um indicio de que passe por ai mesmo também a origem do ramo Coelho do qual fazemos parte.

Tudo indica, porem, que essa Eugênia sobreviveu e devera ter migrado e morado nas mesmas proximidades que seu irmão Manuel Vaz Barbalho. Alem disso, deve ter sido uma pessoa que inspirasse empatia em todos os familiares.

Se os nomes tem o poder de moldar a personalidade das pessoas, então, ficara explicado porque as duas Eugênias da dinastia que conheci tinham toda razão de exalar a simpatia que transmitiam. Conheci minha tia e `a Sinha Gininha.

E pode ser justamente por isso que o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho deu nome Eugênia `a filha nascida na data de 28.9.1791, em Gravataí, RS. Ele foi filho do Manuel Vaz Barbalho e sobrinho da Eugênia I, filha do Manuel Aguiar.

Maior evidência, porem, dessa nossa ligação de descendência com a Eugênia I foi o fato de tanto o tetravô Jose Coelho da Rocha quanto o irmão dele, João Coelho de Magalhães, terem tido filhas com o nome Eugênia.

Obviamente, João e Jose foram filhos da Eugênia Rodrigues da Rocha (II). Dai pode nascer a justificativa para as filhas. Mas as somas das evidências é o que fortalece a hipótese.

No caso especifico, em se comprovando a hipótese, boa parte de nos será, no mínimo, duplo Barbalho e duplo Aguiar, alem dos diversos outros sobrenomes que os acompanham.

Aqui será preciso acrescentar o detalhe de que entre o possível nascimento da Eugênia I e 1750 passaram-se 55 anos. `Aquela época, idade que não era incomum as mulheres que sobreviviam `a essa idade verem nascer bisnetos.

Nesse caso pode ter havido uma geração a mais e a primeira Eugênia ter sido mãe da dona Anna Maria da Conceição.

Assim, Anna Maria poderia ter nascido por volta de 1725, quando a mãe estaria por dos 30 anos de idade. Essa suposição ganha corpo em função de outro registro que comentei, ha mais tempo, ter encontrado no Familysearch. Trata-se de:

Batismo de Maria “Rodrigues”, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. O evento deu-se `a 26-6-1750. O local que consta no registro é Ouro Branco, MG.

A nos da atualidade parece inconveniente apenas que entre 1750 e 1782 existir apenas 32 anos. Mas `aquela época era tempo aceitável para Maria ter sido mãe da Eugênia Rodrigues da Rocha, por volta de 1766, e esta tornar-se mãe do nosso tetravô Jose Coelho da Rocha em 1782.

Por enquanto, esse ultimo registro parece encaixar-se na presença do nome Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, sugerido para nossa sextavo pelo professor Dermeval Pimenta. Isso porque poderia ter tomado o Rodrigues de Magalhães do pai, mas não ha ainda a confirmação de que Anna pertencia ao ramo Barbalho.

Mas não existe nenhuma impossibilidade nessa suposta sequência de eventos que permita negar essa hipótese que levanto, por enquanto.

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06. UM POUCO MAIS DE DISCUSSÃO A RESPEITO DOS DADOS

Ha que registrar-se ainda um possível engano do professor Dermeval, por identificar a outra esposa do MANUEL AGUIAR como sendo ANA PEREIRA DE ARAUJO.

O nome aparece em um batizado no familysearch. O nome do marido aparece apenas como MANOEL VAZ. O filho aparece como JULIANO VAZ BARBALHO. E o evento se deu em 27.6.1723, na igreja de N. S. da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, MG.

No mesmo local ja havia acontecido, em 5.6.1722, o batismo de João Vas Barbalho. Ja o nome da mãe aparece como Anna Costa de Araújo.

Obviamente, essas trocas são muito comuns em documentos antigos. O mais comum era a supressão de alguns sobrenomes. E, ao que parece, suprimiram o Barbalho do Manoel Vaz.

Anna deveria ter parentes Costa e Pereira, dai o escrivão ter posto um sobrenome no primeiro registro e outro no segundo.

Antes eu havia confundido. Imaginei que essas anotações procedessem de casamentos, portanto, se fossem nubentes poderiam ter sido irmãos do Manoel Vaz. Mas `a essa época o Manoel Aguiar, supostamente, ja era falecido.

Levando-se ai em conta a data de nascimento que o Rheingantz atribuiu a ele. Se ele foi filho do Manuel Aguiar do Vale, e nascido em 1664, ai a coisa poderá mudar de rumo. Isso porque em 1723 estava prestes a completar 60 anos e ha poucos, porem ha, casos de homens que passaram pela idade formando família.

As datas de Rheingantz levam a concluir que o viuvo de Ana Pereira (Costa) de Araújo foi o MANOEL VAZ BARBALHO e não o pai dele. O alferes LUIZ ANTÔNIO PINTO ou o professor DERMEVAL devem ter se enganado ao compilar os dados.

Mas ha mesmo que se por uma pequena duvida quanto ao Manuel Aguiar ter nascido em 1634. Isso porque em 1684 estaria com 50 anos de idade. Nesse interim estaria se casando com Maria da Costa Barbalho, irmã do Jose da Costa Barbalho, descrito no capitulo BARBALHO, acima.

Pelas datas, ela deve ter nascido em torno de 1670. E estaria com 13 para 14 anos naquela época. Justamente `a idade que as mulheres estavam se casando. Mas os viúvos na idade do Manuel estavam tendo netos e casavam-se, preferencialmente, com mulheres de idades mais novas, porem, nem tanto.

Isso porque havia uma política vigorando `a época que alardeava o “crescer e multiplicar”, pois, a colônia como um todo era um verdadeiro vazio demográfico. E a coroa portuguesa tinha pressa em tomar posse efetiva, tanto para não perder o território como para poder taxar uma população maior, assim tornar-se mais rica e poderosa.

Mulheres na idade da Maria da Costa Barbalho não tinham muita escolha entre casar ou não casar. Eram praticamente obrigadas a faze-lo. Foi por isso que `a época a Cecilia Barbalho, tia-avo dela, construiu um abrigo junto `a Igreja d’Ajuda e internou-se nele com 2 filhas e outras.

Ela queria que se fundasse um convento feminino. Mas os manda-chuvas `a época não deixavam alegando falta de fundos, caso o convento não se sustentasse. Adiaram a construção ate 1750. Depois disso, os manda-chuvas internavam nele esposas e filhas que não quisessem fazer suas vontades.

De toda forma, não era nem proibido nem impossível alguém de mais idade casar-se com uma menina na idade da ancestral Maria da Costa Barbalho.

Mesmo porque, os casamentos eram tratados com os pais, e esses visavam a segurança financeira de sua descendência e não a satisfação dos filhos. Pessoas mais velhas, a partir de remediadas, tinham os privilégios.

O casamento entre Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta, em Milho Verde, se deu em 1732. Na oportunidade em que ele deveria ter enviuvado. Caso a falecida não tivesse sido esposa do pai dele, como o professor Dermeval entendeu.

Diga-se de passagem, a vida `a época era muito curta, particularmente para mulheres que tinham que passar por trabalhos de parto. Era um trabalho de altíssima periculosidade para elas e filhos,.

Assim, devemos poder acrescentar Juliano e João em nossa Arvore devido ao mesmo sangue correr nas veias. Alem disso, permanece ai mais esse indicio de que o COELHO e os BARBALHO do nosso ramo procedem da mesma raiz.

Alem disso o professor NELSON COELHO DE SENNA disse que os bisavós dele: JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO eram primos carnais.

Ele não deixou explicado como. Mas diante de tantas evidências acredito ja podermos imaginar que o Araújo da Anna (Costa) Pereira denuncie isso. Outros da família dela deverão ter migrado para Minas ja entrelaçados ou a ponto disso.

Ja no site Familysearch existem diversos PEREIRA BARBALHO batizados em Santana do Capivari, MG, que poderão descender dos mesmos ancestrais que nos. Mas por enquanto ainda não da para tirar a prova, pois, os batizados se dão em tordo de 1840, mais de 100 anos após os nascimentos de João e Juliano.

Ha também um casamento em Nossa Senhora da Conceição de Ouro Preto que data de 13 de fevereiro de 1768. Os nubentes foram Manoel da Costa Barbalho e Joanna Maria de Freitas. Mas não se da nenhum detalhe de quem foram os pais.

Em Itabira, em 1.3.1813, houve o casamento entre Gervasio Jose Barbalho e Anna de Freitas da Costa. Ele foi irmão do nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho.

Fica comprovado a falha de uma suposição exalada pelo professor Dermeval no livro dele. Ele propunha que o JOSE, como intermediário nos nomes masculinos da família, se devia a alguma homenagem `a ancestral Josepha Pimenta de Souza.

No ramo familiar do qual ele fazia parte usa-se o JOSE PIMENTA. Do nosso lado corre o JOSE BARBALHO. Entre os quais esta o Policarpo Joseph Barbalho, que foi cirurgião-mor em Porto Alegre no final do século XVIII e filho da ancestral Josepha e do Manoel Vaz Barbalho.

Acrescente-se ai o Policarpo Jose Barbalho, nosso ancestral e sobrinho ou sobrinho-neto do cirurgião-mor (que, presumivelmente, foi neto ou bisneto da mesma Josepha e Manoel). Faltando saber apenas quem foram os avos deste, pois, foi filho do capitão JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE.

Por causa dos Liandro e Januário Jose Barbalho, que não descendiam da ancestral Josefa, podemos dizer que ha outra origem para o Jose ao meio do nome. Como D. Jose I, rei de Portugal, nasceu em 6.6.1714, haverá que se lembrar dessa possível origem.

Mas pode haver outra explicação mais religiosa. Verificando-se pela leitura desses capítulos dos livros do Rheingantz contata-se que esse conglomerado de famílias do Rio congregava na Igreja de São Jose.

Pode ter acontecido que os mais antigos deixaram essa marca nos filhos para que não esquecessem a procedência deles. Algo como os portugueses chegados ao Brasil adotarem ou colocarem nos filhos o nome das cidades de onde procediam.

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07. UM POUCO MAIS DOS AGUIAR NA FAMILIA

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“JOSE DE AGUIAR DALTRO, n. no Rio por volta de 1658, fal., casado no Rio (Candelaria 1o., 18v) a 2.2.1688 com Isabel Pedrosa, n. no Rio, filha de Miguel Gomes Bravo. Pais de:” [PAG. 26]

“I.1 Manuel, n. no Rio (Se 5o., 68) bat. a 21.7.1688

I.2 Francisco Xavier, no Rio (Se 5o., 83) bat. a 6.10.1692, fal., casado no Rio (Se 5o., 29) a 26.5.1720 com Ines de Castro Amaral, n. no Rio (Se), filha de Jose Barreto do Amaral e de Teresa de Castro (Ver ANTUNES).

I. 3 Jose de Aguiar Daltro, n. no Rio (Se) por volta de 1697, fal., casado em São Gonçalo, RJ, a 22.2.1727 com d. Catarina de Siqueira, n. em São Gonçalo, filha de Jose da Costa Barbalho e de Madalena de Campos. (Ver BARBALHO).

I. 4 cabo de esquadra Antonio de Aguiar Daltro, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1704, fal., no Rio (Candelária 9o., 176) a 17.6.1741, casado no Rio (Candelária 4o. 111v) a 8.8.1734 com Guiomar Maria de Menezes, viuva de Antonio Ferreira.”

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Acredito aqui que o casamento entre Jose de Aguiar Daltro e Catarina de Siqueira ja se tratava de primo com prima. Muito provavelmente o Miguel Gomes Bravo, pai da Isabel Pedrosa, ja fosse neto do Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia.

Esses foram os pais de dona Cordula Gomes. Ela foi esposa do João do Couto Carnide, os pais de outra Isabel Pedrosa, aquela que casou-se com o Jeronimo Barbalho Bezerra. Se não foi neto poderá ter sido bisneto.

O primeiro Bravo nasceu por volta de 1553. E Isabel de Gouveia por volta de 1563. Ja estavam tendo terceiros e tetranetos `a época.

D. Isabel Pedrosa de Gouveia foi chamada de “a poderosa” por causa de sua idade avançada. Faleceu em torno de 1667, quando ja tinha um pouco mais de 100 anos.

AO FIM DA PAGINA 26 TEMOS:

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“SALVADOR DE AGUIAR MARINS, n. por volta de 1653, fal., filho de Francisco Fernandes de Aguiar e de Barbara Pinheiro, casado em S. Gonçalo, RJ, a 11.1.1683, com Teresa de Jesus, filha do capitão Gaspar Dias de Figueiredo e de Isabel Pedrosa de Gouveia. Pais de:

I.1 Maria Ana de Oliveira, n. em São Gonçalo, por volta de 1686, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 14.7.1706 com Antonio de Melo Vasconcelos, n. em São Gonçalo, RJ, filho de Cristóvão de Melo Vasconcelos e de Antonia Pereira Lobo.”

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Esse exemplo fica apenas para registrar a repetição do nome Isabel Pedrosa de Gouveia. Muito provavelmente, essa esposa do capitão Gaspar Dias de Figueiredo ja tinha parte na família.

E, talvez, o próprio poderá ter sido parente do Domingos Carvalho de Figueiredo, que a seguir apresentaremos sua inserção na família.

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08. TITULO CARVALHO

`A pagina 318 temos:

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“DOMINGOS CARVALHO DE FIGUEIREDO, n. em Chaves, Portugal, por volta de 1610 e fal., casado por volta de 1640 com Ines Da Costa, n. no Rio por volta de 1622 e fal., filha de Antonio da Costa Ramires e Beatriz da Costa. Pais de:

I.1 Salvador, n. no Rio (Se 3o., 57v) bat. a 26.4.1641

I.2 Jose de Carvalho Figueiredo, n. no Rio (Se 3o., 66v) bat. a 1.4.1643 e fal., habilitado “de genere” em 1689.

I.3 Pedro da Costa Ramires, n. no Rio (Se 3o., 74) bat. a 18.7.1644 e fal., casado no Rio (Se 2o., 22v) a 19.1.1668 (na igreja de São Jose) com d. Páscoa Barbalho [Pag. 319], n. no Rio e fal., filha do capitão Jeronimo Barbalho Bezerra e de d. Isabel Pedrosa, com geração, ver COSTA e BARBALHO.”

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Esses dados ja os tínhamos quase todos. Confirma-se aqui que Pedro era mesmo neto de Antonio da Costa Ramires. A suspeita foi levantada quando vi na tese do João Fragoso que Antonio havia fundado uma fazenda e o primeiro havia sido senhor do engenho.

Quem desejar ver novamente, pule `a pagina 106 do endereço:

http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf

Observe-se que alguns outros membros da família estão presentes na mesma pagina. Estou informando antes de ter o capitulo COSTA em mãos.

A minha previsão é a de que por trás do sobrenome iremos não apenas chegar a ancestrais presentes na fundação do Rio de Janeiro como também `as raizes da maioria de famílias pelo Brasil afora.

Para complementar o capitulo vou postar um segundo CARVALHO porque parece ter sido irmão do nosso ancestral DOMINGOS. Caso tenha sido, vamos poder constatar o quão maior se torna a nossa parentela. Segue então:

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“JOAO CARVALHO DE FIGUEIREDO, n. por volta de 1617 e fal. no Rio (Iraja 1o. 20) a 24.9.1708 (seria irmão do anterior?), casado por volta de 1647 com Adriana Barreto, n. no Rio (Se 1o. 41v) a 30.5.1621 e fal. no Rio (Iraja 1o., 20) a ?? 1/9.1708, filha de Antonio Pacheco Barreto e de Ursula de Brito e viuva de Escobar Meireles. Pais de:

I.1 João, n. no Rio (Se 3o., 92) bat. a 19.7.1648 e fal.

I.2 Sebastião Barreto de Brito, n. no Rio (Se 3o., 98v) bat. a 13.1.1650 e fal., casado no Rio (Se 2o., 34v) a 7.6.1672 com sua parente d. Barbara de Souza de Brito, n. no Rio e fal., filha de Jeronimo de Souza de Brito e de Ana de Azevedo. Pais de:

II.1 Antonio, n. no Rio (Candelaria 2o., 49v) bate a 24.12.1673 fal.

II.2 Antonia, n. no Rio (Candelaria 2o., 61) bat. a 12.7.1677

II.3 Maria, n. no Rio (Candelaria 2o., 66) bat. a 5.2.1679 e fal.

II.4 Adriana, n. no Rio (Iraja, 6o., 48v) bat. a 9.9.1682

II.5 Maria, n. no Rio (Iraja, 6o., 58) bat. a 26.12.1685

I.3 Inácio Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Iraja 6o. 5v) bat. a 19.5.1651 e fal. no Rio (Candelaria 3o., 123) a 14.8.1709, solteiro.

I.4 Andre, n. no Rio (Se 3o., 114) bat. a 7.12.1653

I.5 Teodosio Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Se 4o., 6) bat. a 19.5.1651 e fal., casado por volta de 1685 com Maria Pacheco de Lima, n. por volta de 1665 e fal., Pais de:

II.1 Barbara, n no Rio (Iraja 6o., 63) bat. a 23.5.1688

II.2 Sebastiana Barreto Machado, n. em Mereti, RJ, por volta de 1690 e fal., casada no Rio (Se 4o., 118) a 28.1.1715 (na igreja de São Jose) com Miguel Monteiro de Araujo, n. no Rio (Se) por volta de 1685 e fal., filho natural do padre João Monteiro e Jeronima Mendes de Brito (?).

I.6 Diogo Barbosa Rego, n. no Rio (Iraja 6o., 10v) bat. a 2.2.1657 e fal., casado por volta de 1681 com Inácia Machado, n. no Rio por volta de 1661 e fal., no Rio (Candelaria 3o., 140) a 25.11.1710 e talvez filha de Mateus Pacheco de Lima e de Maria Gago. Com geração, ver BARBOSA e GAGO. Pais de (entre outros):

II.1 João Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Iraja 6o, 48v) bat. a 21.9.1682, e fal., casado no Rio (Se 4o., 38) a 15.6.1711 (na igreja de São Jose) com sua prima-irmã Maria Pacheco de Lima, n. no Rio (Campo Grande) por volta de 1691 e fal., filha de Pascoal Barbosa e de Ines Pacheco de Medeiros. Pais de:

III.1 Diogo, n. no Rio (Candelaria 3o., 97) bat. a 18.3.1711

III.2 Ines de Carvalho de Figueiredo, n. em Pacobaiba, RJ, por volta de 1717 e fal., casada no Rio (Se 7o., 101) a 17.2.1747 com João Dantas de Abreu.

I.7 Agostinho, n. no Rio (Iraja 6o., 13v) bat. a 18.5.1659 e fal.

I.8 Pascoal Barbosa, n. no Rio (Iraja 6o., 14v) bat. a 13.8.1660 e fal. no Rio (Iraja 1o., 7) a 6.7.1697, casado por volta de 1681 com Ines Pacheco de Medeiros, n. por volta de 1661 e fal. Pais de:

II.1 Ana Barbosa, n. no Rio por volta de 1682 e fal., casada no Rio (Candelaria 2o., 1) a 15.8.1699 com Domingos da Silva Salgado, n. no Porto (Se) por volta de 1669 e fal., filho de Domingos da Silva Salgado e de Maria de Almeida. Pais de:

III.1 Rosa, n. no Rio (Se 6o, 15v) bat. a 7.7.1707

III.2 Domingos, n. no Rio (Se 6o., 35) bat. a 6.8.1709

II.2 a II.5 4 filhos homens

II.6 Maria Pacheco de Lima, n. no Rio (Campo Grande) por volta de 1691 e fal., casada no Rio (Se 4o., 38) a 15.6.1711 com seu primo-irmão João Carvalho de Figueiredo, ver acima.

II.7 a II.8 um filho e uma filha

II.9 Jose, n. no Rio (Candelaria 3o., s/n) bat. a 15.4.1697″

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Aqui se deve observar o quanto o Rio de Janeiro devia ser comparável a qualquer cidade interiorana. Por essas pequenas peças do quebra-cabeça de nossa Arvore Genealógica ja podemos verificar o quanto os sobrenomes se repetem, alem dos registros dos casamentos entre primos.

Observe-se que ai também temos presente o nome Teodosio. Pai, em primeiro lugar de Sebastiana Barreto Machado. Em segundo de Diogo Barbosa Rego, casado com Inácia Machado.

E, segundo o que os atuais genealogistas dizem, a ancestral Josepha Pimenta de Souza foi filha do Belchior Pimenta de Carvalho, filho de João Pimenta de Carvalho e Maria Machado. Ou seja, temos ai a possibilidade de possuir diversos graus de parentesco com esse tronco familiar.

Como nos conta o professor João Fragoso no trabalho acima mencionado neste capitulo, as elites andavam em bandos de famílias consorciadas. Como não existia uma divisão politico partidária na sociedade, as famílias se juntavam em partidos ou aglomerados para ter força política para poderem dominar o poder.

E deve ter sido este mesmo mote que levava esses conglomerados se mover a partir do mesmo grupo para os novos locais de colonização. Embora, isso deva ter sido um pouco mascarado `a chegada do Ciclo do Ouro e em Minas Gerais.

Isso por causa da formação dos partidos dos Paulistas e dos Emboabas. E com a constante chegada de “estrangeiros” como o português Jose Coelho de Magalhães.

Embora os novos chegados trazendo “nobreza nova” aos interiores tornassem os cabeças das famílias, as quais pareciam aos antigos genealogistas que houvessem sido as fundadoras delas, na verdade elas se casavam com pessoas da “nobreza da terra” que, se tivessem sido melhor estudadas, veria-se que pertenciam a raizes ate mesmo mais nobres, dos primeiros colonizadores do Brasil.

Não quero dizer com isso que alguns fossem melhor que os outros. Apenas observar que as famílias mais ricas das Capitanias de Pernambuco e São Vicente (que englobava Rio e São Paulo) descendiam de nobres como Martim Afonso de Sousa, o qual era relativamente descendente próximo dos reis.

Porem, como o tempo passou e como a multiplicação da população se deu, teve-se a impressão de que o sangue nobre diluiu.

Passados 2 séculos após ao inicio da colonização das províncias litorâneas, e com a descoberta do ouro, qualquer português cuja nobreza tivesse sofrido a mesma diluição em Portugal, ao chegar ao Brasil, passava a ser considerado mais nobre, pelo fato de ter nascido na metrópole e não porque isso fosse encontrado no sangue.

 

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09. DOS COSTA

Deixei esse espaço em branco por certo tempo. Houveram alguns contratempos e fiz uma confusão quando recebi o material, sem perceber que o que eu desejava estava la. Mas agora encontrei.

Ha somente um probleminha. Uma confirmação que desejava encontrar não esta na obra do Rheingantz. Tratava-se dos nomes dos pais de Antonio da Costa Ramires. De qualquer forma, copiarei aqui o que mais interessa:

PAG. 455

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“Antonio da Costa Ramires, n. por volta de 1589 e fal. no Rio (Se 3o., 54v) a 18.7.1648, casado por volta de 1619 com Beatriz da Costa, n. por volta de 1599 e fal. Pais de:

I 1. Inácio, n. no Rio (Se 1o., 32v) bat. a 5.6.1620

I 2. Ines da Costa, n. no Rio por volta de 1622 e fal., casada por volta de 1640 com Domingos Carvalho de Figueiredo, n. em Chaves, Portugal, por volta de 1610 e fal. Pais de: [PAG. 456]

II 1. Salvador, n. no Rio (Se 3o., 57v) bat. a 26.4.1641

II 2. Jose de Carvalho Figueiredo, n. no Rio (Se 3o., 66) bat. a 26.4.1641, e fal. Habilitado “de genere” em 1689.

II 3. Pedro da Costa Ramires …….”

Ali se repete o que se encontra a partir da pagina 188 do livro, capitulo Barbalho. Ja copiei acima (abaixo no blog), no capitulo 2, por o Pedro ter sido o nosso ancestral junto com Páscoa Barbalho. Foram mais 2 filhos de Antonio e Beatriz da Costa:

“I 3. Luis, n. no Rio (Se 2o., 88) batizado a 28.6.1628

I 4. Gregorio, n. no Rio (Se 2o., 121v) bat. a 22.3.1631″

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De grande importancia notar que a presença do sobrenome Costa no inicio da colonização do Rio de Janeiro era notável. Por maior que sejam os volumes, são 56 paginas ocupadas com a assinatura. Eles devem ter sido os Silva `a época!

Era meu objetivo verificar ai também quem teriam sido os pais da Isabel da Costa. Isso porque houveram casos de pessoas do sobrenome ser perseguidas no Rio de Janeiro pela Inquisição.

E era muito comum as famílias cristãs-novas casarem seus filhos entre si. Como se dizia antigamente: “para não espalhar a fortuna”. E a presença do nome Gregorio do ultimo filho pode ser coincidência, porem, foi também nome de membro na família perseguida.

Páscoa ja descendia do Miguel Gomes Bravo, reconhecido cristão-novo. Se o Costa da ancestral Isabel era de origem semelhante, seria natural essa ligação, pois, na verdade os cristãos-novos andavam juntos para tentar proteger uns aos outros.

Por infelicidade, segundo informações do genealogista Carlos Barata, no inicio o Rio de Janeiro não adotou o mandamento da Igreja Católica da obrigatoriedade dos livros de registro de batismos. Assim, não os havia nos primeiros 60-70 anos de existência da cidade.

Rheingantz coletou dados a partir do que existia. Podemos notar isso a partir dos inícios dos capítulos, pois ele adota datas mais ou menos nas descrições. Possível será que usou testamentos, inventários e documentos “de genere” como complementares, o que ajudou na composição inicial de algumas famílias.

Mas em outros casos não deve ter sido suficiente, ou tais documentos não foram encontrados. Esse parece ser o caso dos “da Costa”. Muito provável será que diversos dos presentes no capitulo tiveram algum ancestral comum entre os fundadores de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Mas o decifrar disso foi deixado para genealogistas posteriores, o que não sei se ja surgiu algum candidato para assumir esse trabalho de Titans.

Importante, para os candidatos a genealogistas da atualidade e depois, será saber que a publicação dos dois primeiros volumes teria sido “precipitada”. Isso é  comum em todos os trabalhos genealógicos.

O estudante em tal disciplina precisa estabelecer limites `as suas pesquisas. Isso porque todas as vezes que encontra uma ramificação, se ele não se mantiver em seus objetivos, jamais finda uma obra, pois, genealogia parece não ter fim.

A dificuldade era muito maior para os genealogistas dos tempos de Rheingantz. Eles não possuíam internet. Dificilmente podiam contar com respostas em literaturas anteriores. E o numero de estudantes da matéria era mais reduzido.

Atualmente, com a disponibilidade da internet e a criação de sites especializados no tema, pode-se somar os trabalhos de diversos autores. Mesmo assim não quer isso dizer que o trabalho ficou “fácil”. Assim como facilitou por um lado, dificultou também pelo volume muito maior de dados a ser pesquisados.

Mesmo assim ha que informar-se que, o trabalho do grande genealogista não parou nos dois primeiros volumes que publicou. Da mesma forma que os publicou como parte do objetivo atingido, tinha também o conhecimento de que podia amplia-los.

Continuou suas pesquisas e criou um fichário que arquivou junto `a entidade criada por ele que é o Colégio Brasileiro de Genealogia – CBG – na Cidade do Rio de Janeiro. Esse fichário contem uma continuidade.

Isso e esforços próprios de discípulos do Rheingantz resultaram na publicação do terceiro volume, em 1995, em forma de fascículos do CBG. Talvez ai se encontre muitas respostas que não encontramos nos dois primeiros livros.

Uma resposta que nos interessa muito será encontrar documentado a ponte entre os Barbalho, Aguiar e Costa, que o professor Dermeval Jose Pimenta descreveu no trabalho dele. Nessas três oportunidades, Rheingantz não nos deu nos dois primeiros volumes.

No capitulo BARBALHO ele menciona filhos do casal Pedro da Costa Ramires e Páscoa Barbalho. Entre eles não inclui Maria da Costa Barbalho. Ela foi esposa de Manoel de Aguiar, que ja era viuvo. E dela devera mesmo ter nascido os filhos que assinaram “de Aguiar Barbalho”. E também o Manoel Vaz Barbalho.

O casamento entre Maria e Manoel esta comprovado no registro de casamento da filha deles: Theodozia de Aguiar Barbalho, realizado em 1717, em Mariana, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Casou-se com Joseph Carneiro da ……, filho de Matheus Lage e Maria Carneiro.

Para ter-se casado em 1717, acredito que Theodozia tenha nascido em torno de 1700. O que torna suspeita a data de nascimento do Manoel Aguiar, por volta de 1634, sugerida por Rheingantz.

Isso o faria estar com mais de 60 anos ao nascimento da filha. Nada impossível em termos de considerar a virilidade desse membro da família. A dificuldade seria encontrar homens `aquela época vivos e produzindo filhos em tal idade.

Por isso acredito na possibilidade de que Manuel de Aguiar, como consta no capitulo do titulo acima (abaixo, no blog), casado com Domingas Martins, poderá ter sido pai do nosso suposto ancestral Manoel de Aguiar, e não ser o próprio. Nesse caso, talvez o complemento da informação se encontre no fichário deixado por Rheingantz.

Continuando, o grande interesse em saber os nomes dos pais do Antonio da Costa Ramires se deu porque encontrei, ha mais tempo, algo que guardei a espera da confirmação de que ele fosse avo do Pedro. Mas precisava saber-lhe os nomes dos pais para não deixar duvida alguma.

De qualquer forma, vou revelar aqui. Antes da confirmação e sob a égide de hipótese. Portanto, pode ser ele ou não. Encontrei o nome, porem, estava solteiro. Se houvessem revelado o nome da esposa, também poderia ter sido motivo de confirmação. Segue esse esqueleto genealógico então:

01. Antonio da Costa Ramires, filho de:

02. Alexandre Ramires Correia c. c. Jeronima Rodrigues, filho de:

03. Bras Correia da Costa c. c. Antonia Ramires da Costa, filho de:

04. Rui Vaz Correia c. c. N, filho de:

05. Duarte Vaz Correia c. c. N, filho de:

06. Trintão Vaz Correia c. c. N, filho de:

07. Izabel Correia c. c. Rui Vasques, filha de:

08. Fernão Afonso Correia, sr. da Honra de Monte Fralhães c. c. Leonor Anes da Cunha, filho de:

09. Afonso Correia c. c. Brites Martins da Cunha, filho de:

10. Paio Correia, o Alvarazento c. c. Maria Mendes de Melo, filho de:

11. Pero Pais Correia c. c. Dordia Pires de Aguiar, essa, filha de Pero Mendes de Aguiar e Estevainha Mendes de Gundar.

10. Maria Mendes de Melo c. c. Paio Correia, o Alvarazento, filha de:

11. Teresa Afonso Gato c.c. Mem Soares de Melo, filha de:

12. Urraca Fernandes de Lumiares c. c. Afonso Pires Gato, filha de:

13. Fernão Pires de Lumiares c. c. D. Urraca Vasques de Bragança, filho de:

14. Pedro Afonso Viegas c. c. N, filho de:

15. Afonso Viegas, o Moço c. c. Aldara Peres, filho de:

16. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Pais de Azevedo.

13, D. Urraca Vasques de Bragança c. c. Fernão Pires de Lumiares, filha de:

14. D. Vasco Pires de Bragança c. c. Sancha Pires de Baião, filho de:

15. D. Fruilhe Sanches de Barbosa c. c. D. Pero Fernandes de Bragança, filha de:

16. D. Sancha Henriques, infanta de Portugal c. c. Sancho Nunes de Barbosa, filha de:

17. Henry de Bourgogne c. c. Teresa de Leon, Condessa de Portugal.

Aqui temos coisas interessantes a constatar. Por exemplo, Egas Moniz, o Aio, foi o tutor do primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques. Esse era filho do casal da geração 17. Ou seja, isso nos faria sobrinhos dele.

Henry foi filho dos duques da Borgonha, ou Reino das Duas Sicilias, alem de ser descendente do Carlos Magno. Teresa foi filha do rei D. Alfonso VI. Aquele que concedeu as mãos das filhas aos nobres que o fossem ajudar na Reconquista de Portugal.

Egas Moniz, o Aio e Dordia Pais Azevedo foram bisavós do D. Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a assinar o sobrenome e a passa-lo `a sua descendência.

Aqui esta também a constatação de que todos os caminhos levam aos mesmos ancestrais. Se lerem meus trabalhos passados, ou se leram com atenção e se lembram, observarão que Henry de Borgonha e Teresa, condessa soberana de Portugal, são ancestrais também dos Bezerra.

Os que desejarem rememorar, podem consultar:

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Na postagem esta um pouco confuso, porem, observe-se `a pagina 11 que ali se menciona D. Teresa e Henry de Borgonha. Eles foram pais também de D. Urraca Henriques de Portugal. Não confundir com a rainha D. Urraca, meio-irmã da Teresa.

Basta agora retornar um pouco `a postagem numero 009 dessa pagina, capitulo: 07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE YAYA!!!. Ali foi descrita a genealogia do ancestral Balthazar Barbosa de Araujo.

Pode-se observar no primeiro parágrafo da descrição que ele descendia dos mesmos Correia presentes na ascendência de Antonio da Costa Ramires.

E, obviamente, não vou entrar em maiores detalhes. Mas cada casal dos ancestrais dele na longa descrição vai dar em mesmos ancestrais.

Ainda não tomei tempo para detalhar a genealogia dos Moniz Barreto que deram origem ao Antonio Jose Moniz Barreto, nosso possível ancestral, também no texto 009. Começando pelo segundo capitulo.

Mas sei que por terem sido da alta nobreza também descenderão dos mesmos ancestrais. O que varia são as proporções. `As vezes temos um sobrenome como mais comum, dai pensamos pertencer a tal “família”. Mas, a verdade é que assinamos, porem, não somos somente isso. Somos resultado de uma mistura oriunda das mesmas fontes.

A vantagem para nos em nossos dias é que essas relações familiares mais antigas estão acessíveis em sites, e ate mesmo na Wikipedia por exemplo. Não apenas os dados que estou apresentando agora, mas observe-se que se pode verificar as famílias das quais procedem os cônjuges. Ou seja, nossos outros ancestrais. Exemplo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Pires_Gato

A partir dai, pode-se observar que esse foi o pai da: 11. Teresa Afonso Gato c.c. Mem Soares de Melo. E caso alguém queira estender-se mais, pode ver que o Mem Soares de Melo foi o 1o. senhor de Melo. Dai se pode tanto seguir a ascendência quanto outras descendências deles.

Ha outro esqueleto genealogico que gostaria de repetir aqui para reafirmar a ideia. Trata-se daquela que parte de nossa, muitíssimo provável, ancestral Josepha Pimenta de Souza.

Ate, então, estava em duvida quanto ao professor Dermeval Pimenta ter identificado os nomes dos avos dela. Ao que parece, ele enganou-se. E seremos mesmo descendentes do capitão-mor João Pimenta de Carvalho e não, talvez em outra instancia, do irmão dele, capitão Manoel Pimenta de Carvalho.

Vejamos, então, o que nos aponta esse esqueleto:

01. Josepha Pimenta de Souza c. c. Manoel Vaz Barbalho, filha de:

02. Belchior Pimenta de Carvalho c. c. N, filho de:

03. João Pimenta de Carvalho c. c. Maria Machado, filho de:

04. D. Catarina Pimenta c. c. capitão Ambrosio de Araujo, filha de:

05. Capitão-mor João Pimenta de Carvalho c. c. Susana Requeixo Estrada.

Essa porção pode ser verificada na postagem:

http://www.asbrap.org.br/publicac/revista/rev18_art17.pdf

Observe-se que João Pimenta de Carvalho era filho de Gonçalo Pimenta de Carvalho e Maria Jacome de Melo. Não tenho as ascendências deles. Mas por suas ligações com Vila Viçosa tudo indica que tinham ascendência nobre.

O capitão-mor surge desde o inicio do trabalho. Porem, a descendência de dona Catarina Pimenta aparece a partir da pagina 281.

O que o professor Dermeval nos deixou foi que Belchior Pimenta de Carvalho teve as duas esposas descritas no trabalho. Contudo, salienta que teve a filha Josepha, em 1712, antes desses casamentos, sem revelar nome ou procedência da mãe.

Devido `a alta incidencia de genes afrodescendente no exame de DNA de um de nossos primos, (Benin/Togo 7%; Africa Sul Oriental Bantu 4%; Africa do Norte 3% e Nigeria 3%) resultando num total de 17% de origem africana, presumo que a mãe da Josepha fosse africana.

Assim penso porque isso corresponde a ele ter mais que um dos bisavós totalmente africano. E, ao que eu saiba, ele tem apenas nossa trisavó, Maria Honoria Nunes Coelho, como possivelmente mulata.

Se o foi, para nos ela passou apenas 3.125% da porção africana que possuía para nossa geração. Isso, no caso do primo que descende apenas uma vez dela. Eu descendo como trineto e tetraneto. Portanto, ai tenho que somar mais a metade disso.

Assim, temos que somar muito mais para chegar aos 17% no caso dele. Era preciso que Josepha fosse mulata e passasse sua ascendência por diversos caminhos para nos para somarmos mais uma pitadinha cada vez. Sei que devo descender 3 vezes dela. Do primo sei apenas uma.

Assim, nossos ancestrais africanos são múltiplos e variados. Isso, devido `a proporção e `as diversas regiões de procedência. O mais provável será que a maioria, senão todos, dos nossos ancestrais recentes ja teriam quantidades elevadas de sangue africano para chegar tamanha quantidade ao primo.

Para chegar 17% a ele, era preciso que um dos pais possuísse 34% ou ambos igualmente 17%, como media. Isso porque cada progenitor passa para os filhos apenas a metade do que possui. O restante vem do parceiro.

E, ao que sei, nos sabemos ter ascendência africana mas isso não é traduzido na aparência dos ancestrais recentes que tivemos.

Vejamos mais, então, a partir da ancestral Susana:

05. Susana Requeixo Estrada c. c. capitão-mor João Pimenta de Carvalho, filha de:

06. Felippa da Motta c. c. Afonso Mendes de Estrada, filha de:

07. Francisco de Oliveira Gago c. c. Ines Sardinha, filho de:

08. Felippa da Motta c. c. Manoel de Oliveira Gago, filha de:

09. Felipa Gomes da Costa c. c. Vasco Pires da Motta, filha de:

10. Isabel Lopes de Sousa c. c. Estevão Gomes da Costa, filha de:

11. Martim Afonso de Sousa c. c. N, filho de:

12. Lopo de Sousa c. c. Beatriz de Albuquerque, filho de:

13. Pedro de Sousa c. c. Isabel Pinheiro, filho de:

14. Martim Afonso de Sousa c. c. Violante Lopes da Távora, filho de:

15. Martim Afonso de Sousa c. c. Aldonça Rodrigues de Sa, filho de:

16. Vasco Afonso de Sousa c. c. Ines Dias Manoel, filho de:

17. Martim Afonso de Sousa c. c. Aldonça Gil de Briteiros, filho de:

18. Martim Afonso Chichorro c. c. Ines Lourenco de Sousa, filho de:

19. Afonso III, rei de Portugal c. c. Madragana (Mor Afonso), filho de:

20. Afonso II, rei de Portugal c. c. Urraca de Castela, filho de:

21. Sancho I, rei de Portugal c. c. Dulce Berenguer, filho de:

22. Afonso I Henriques, rei de Portugal c. c. Mahaut de Sabóia, filho de:

23. D. Teresa de Leão c. c. Henry de Borgonha.

Assim, apesar de todas as voltas, chegamos ao mesmo lugar. Nesse caso, quem desejar compreender melhor, pode fazer o exercício de navegar na internet em busca dos ancestrais das esposas ou maridos ai presentes.

Posso adiantar que Mafalda (Mahaut) de Savoia descendia da ilustre familia italiana, sua familia real. Madragana tinha origem judia, descendente de rabinos. E Ines Dias Manoel tem toda a realeza castelhana como ancestral. E Dulce vinha de Barcelona, antigo e, talvez, nova Aragão.

Por outro lado, podemos concluir por ai que, por causa da presença não apenas de sobrenomes como também pela procedência de seus primeiros nominados, as figuras históricas do passado são nossos ancestrais e as recentes descendem deles também.

O sobrenome Correia, por exemplo nos lembra o poeta Raimundo Correia. Para que se recordem: https://www.mensagenscomamor.com/poemas-raimundo-correia. “Vai-se a primeira pomba despertada…” Por esse verso pode-se lembrar bem a pessoa e de nossa infância.

Como também nos lembra Salvador Correia de Sa e Benevides. Tinha uma leve desconfiança que fosse nosso aparentado em função do Benevides, de nossa ancestral Maria, matriarca dos Pereira do Amaral, nossos ancestrais.

Sabia que por causa da origem dele na nobreza teríamos obrigatoriamente muitos ancestrais comuns. Agora fica patente que os comuns são nossos ancestrais também comuns.

Alem do parentesco dele com Mem de Sa, o governador geral do Brasil, foi um dos governadores do Rio de Janeiro. E o mesmo que mandou executar ao nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra, por causa da Revolta da Cachaça, em 1661.

Aqui fica também patente que nos aproximamos do poeta Carlos Drummond de Andrade, tanto por nossa ascendência nos Dormondo da Ilha da Madeira, quanto sermos todos descendentes do Martim Afonso de Sousa. Obviamente, alguns de nos ja sabemos ser dos mesmos Andrade.

E assim torna-se o mundo. Afonso I Henriques de Portugal é conhecidamente ascendente da maioria da população ocidental. Inclui-se ai 2/3 de ex-presidentes dos Estados Unidos. Alem de reis e rainhas de todas as monarquias europeias.

Obviamente, não apenas ele. Alem dele, outros de nossos ancestrais descendem dos mesmos ancestrais que ele, tais como do Carlos Magno, Hugo Capeto, reis Merovingios e imperadores romanos.

Estenda-se ai aos gregos, persas, egipcios, arabes e toda sorte de gente que ocupa paginas na Historia Universal. Inclusive os personagens bíblicos, por alguns genealogistas ja terem revelado a relação entre as monarquias da Península Ibérica e a rainha Esther.

Com certeza, as repetições não acabarão por ai. Os Pereira, os Coelho, os Furtado de Mendonça, os Carneiro de Andrade, os Andrade, os Menezes, os Corte-Real, os Moniz e tantos outros nossos ancestrais repetirão esses e outros ancestrais, o que nos faz  “cuspe e escarro” dos mesmos ancestrais.

Quando se diz que uma criança de parece com seus avos deve ser um fato de pura e absoluta inevitabilidade! Somos todos mesmo “farinha do mesmo saco!”

Alias, quem desejar exercitar um pouco mais, poderá jogar na busca do Google os diversos nomes de ancestrais do Balthazar Barbosa de Araújo. Entre eles temos D. Tereza, filha de João Pires de Vasconcellos.

Na verdade, trata-se do D. João Peres, senhor da Torre de Vasconcelos. Entre outros detalhes, tornou-se senhor de Penagate por casamento. Ele casou-se com dona Maria Soares Coelho, filha do D. Soeiro Viegas Coelho. Ou seja, tanto os Coelho quanto os Vasconcelos descendem das mesmas fontes.

Outro exemplo é o de D. Rui Gonçalves Pereira. Na verdade, o bisneto, que se casou com dona Berengaria Nunes Barreto. Foi bisneto de D. Rui Gonçalves Pereira. Esses são os senhores de Trastamarra.

Entre outras coisas, são eles do mesmo núcleo familiar do Nun’Alvares Pereira, atual Santo Nuno de Santa Maria, II Condestável de Portugal. E o que se espera é os Pereira dos quais descendemos irem entroncar-se na mesma raiz.

Fica assim concretizado minha aspiração. Conhecer e divulgar a genealogia de forma a que as pessoas passem a reconhecer que nossos ancestrais fizeram a Historia e ela corre pungente em nossas veias.

Acredito que, o saber não ocupa lugar, não pode ser tomado e, inexoravelmente, facilitaria muito aos jovens interessar-se pela disciplina Historia. Afinal, não se estuda nela os feitos de marcianos e venusianos. Tudo se trata de nossa ancestralidade.

 

MAIS DOS COSTA

Eu havia visto antes, porem, deixei passar por causa da importância maior do assunto discutido acima. Mas agora resolvi postar, como complemento, duas das curiosidades havidas no capitulo. Segue então:

PAG. 440

“MANOEL DA COSTA COELHO, n. por volta de 1652 e fal., casado por volta de 1682 com Mariana Pinheira, n. por volta de 1662 e fal. Pais de:

I. 1 – Joana de Faria, n. no Rio (Candelaria 2o., 82) bat. a 12.7.1683 e fal. no Rio (Candelaria 10o., 89) a 28.1.1746, casada por volta de 1699 com Ambrosio Ramos Ferreira, n. no Porto por volta de 1669 e fal. Pais de:”

PAG. 441

“II. 3 – Gracia Maria Da Cruz Ferreira, n. no Rio (Candelaria 3o., 104) bat. a 3.5.1712 e fal. casada no Rio (Candelaria 4o., 139v) a ?.?.1736 com o capitão Carlos Jose Ribas, n. em Lisboa (São Nicolau) por volta de 1706 e fal., filho de Miguel Ribeiro Ribas e de Arcangela Maria Josefa (ou de Souza). Pais de:

III. 1 – Jose Bonifacio Ribas, n. no Rio (Candelaria 6o., 54v) bat. a 6.6.1739 e fal. casado em São Sebastião – SP, por volta de 1764 com Ana Maria de Toledo e Oliveira, n. por volta de 1744 e fal. filha de Pedro Alvares da Paz e de Escolástica de Toledo. Pais de:

IV. 1 – d. Escolástica Bonifacia de Toledo Ribas, n. em São Sebastião, SP, a 22.4.1765 e fal. em São Paulo a 31.5.1859. Casada em São Paulo (Se) a 18.2.1784 com o coronel João de Castro do Canto e Melo, n. na Ilha Terceira por volta de 1740 e fal. em São Paulo ?.?.1826, visconde com as honras de Grandeza de CASTRO, por mercê de 12.10.1826, filho de João de Castro do Canto e Melo e de Rita Quitéria. Pais de:”

PAG. 442

“V. 1 – D. Domitila de Castro Canto e Melo, n. em São Paulo a 27.12.1797, (bat. a 7.3.1798) e fal. em São Paulo a 3.11.1867, viscondessa de SANTOS. Casada em primeiras nupcias em São Paulo (Se) 13.1.1813 com o alferes Felicio Pinto Coelho de Mendonça, n. em Sant’Ana de Cocais, MG, a ?.?.17.., e fal., filho do capitão-mor Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha e de d. Mariana Manuela Furtado Leite de Mendonça. Com geração. Casada em segundas núpcias em Sorocaba, SP, a 14.6.1842 com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Com geração.”

Aqui o Carlos G. Rheingantz fez uma daquelas extensões alem das datas propostas em sua coleção. Omitiu as ligações de D. Domitila com D. Pedro I. Ela ficou mais conhecida como Marquesa de Santos. A ligação entre eles também resultou em geração.

Queria apenas deixar ai a possibilidade de termos mais de um grau de parentesco com ela. Tanto pelo Coelho quanto pelo Costa iniciais. Alem da ligação dela com os Furtado Leite, mesmo de nossos primos. Por fim, o Mendonça.

Ha que lembrar-se que dona Maria Furtado de Mendonça foi a esposa do governador Luiz Barbalho Bezerra, nossos ancestrais.

PAG. 415

“BALTAZAR DA COSTA, n. por volta de 1565 e fal. casado por volta de 1595 com Andreza de Souza, n. por volta de 1575 e fal. no Rio (Se 4o., 11v) a 16.10.1655, fal. filha do capitão João de Souza Pereira Botafogo e de d. Maria da Luz Escorcia Drummond. Pais de:”

PAG. 416

“I. 3 – Jeronimo da Costa, n. por volta de 1609 e fal. no Rio (Se 3o., 48) a 13.5.1647, casado com Maria Pedrosa, irmã de Domingos Pedroso, n. por volta de 1619 e fal. no Rio (Se 6o., 156) a 10.7.1698, filha de Miguel Gomes Bravo e de Isabel Pedrosa de Gouveia. Teve de uma india livre, serva de Amador Ribeiro, um filho natural:

II. 1 – Miguel.”

Aqui queria salientar o inicio da família dessa nossa tia ancestral. Era irmã da ancestral Cordula Gomes, esposa do português João do Couto Carnide.

Não sei se a reencontraremos depois em capítulos como Gomes, Gomes Bravo, Couto ou Bravo. Parece que ha algo mais no livro. Mas ha que abri-lo para ver.

Tenho da familia esse resumo:

Miguel Gomes Bravo foi filho de Rui Dias Bravo e Antonia Rodrigues. Era nascido no Porto, aproximadamente em 1563. Foi casado com Isabel Pedrosa de Gouveia e tiveram os filhos:

01. Rui Dias Bravo (1597)

02. Maria Pedrosa (1600)

03. Cordula Gomes (1602) c. c. João do Couto Carnide

04. Domingos Pedroso (vivo em 1647)

05. Maria (1616)

06. Pascoal (1618)

07. Ursula (1620)

08. Maria Pedrosa (1622) c. c. Jeronimo da Costa

09. Manuel Gomes Bravo (1624)

10. Miguel Gomes Bravo

Não consta nessa lista, Antonia Pedrosa de Gouveia, que ficou em Vitoria – ES, onde se casou com Belchior de Azeredo Coutinho, filho do bandeirante Marcos Azeredo e dona Maria Coutinho.

Essa, Azeredo Coutinho, foi uma das famílias mais influentes no período colonial também no Rio de Janeiro. E isso se reflete em títulos de nobreza no período imperial.

Pode ser que hajam outros filhos. Mas não procurei ainda. Isso porque é conhecido que foram 10 ao todo, porem, deverão ter sido 10 que chegaram `a idade adulta.

Talvez as duas primeiras Marias tenham falecido criança para que a terceira tivesse o mesmo nome. Ou os nomes delas podem estar incompletos e Antonia ser uma delas.

Assim fica comprovada um pouco mais da extensão de nossa família.

E aqui fica uma possibilidade que não passa de suspeita por enquanto. Trata-se do fato de não termos os nomes dos pais da ancestral Isabel da Costa, esposa do Antonio da Costa Ramires. Ela pode ter sido filha do casal Baltazar e Andreza.

Claro, Baltazar e Andreza podem não ser meus ancestrais porque meus primos tem ancestrais diferentes dos meus. Não sei quanto de sangue inglês corre em minhas veias. Mas no primo que fez exame de DNA constam 13% da Gra-Bretanha.

Sabe-se que os Escócia Drummond procediam da Ilha da Madeira, porem, foram escoceses em transito por la. Obviamente, dona Maria da Luz Escócia Drummond passaria muito pouco do sangue para os descendentes atuais.

Contudo, como não temos conhecimento de escoceses recentes como ancestrais, ela pode ter somado a outros para chegar porcentagem tão alta como essa. Isso equivale a 1 dos bisavós 100% da Gra-Bretanha. O que sabemos, não temos, então, será preciso somar diversos ancestrais com ascendência la.

Ou, por outro lado, o que será mais provável, pode ser que os ingleses descendam tanto dos ibéricos quanto nos. Dai pode ter havido confusão no exame do DNA, não seriamos nos com sangue inglês e sim os ingleses com nosso sangue.

Apesar de podermos ter o Drummond da fonte baiana também. Nesse caso, tanto eu quanto o primo descendemos da mesma fonte.

Mas, buscando melhor na internet, nosso amigo Lenio Richa nos informa que Jeronimo não teve filhos com a esposa Maria Pedrosa. Como os dados procedem do Rheingantz não se pode afirmar isso com absoluta certeza.

Mesmo assim, não esperemos possuir ancestrais por essa via. Para que o primo ou nos possuirmos tamanha quantidade de certo sangue, preciso será que tenhamos um ancestral recente procedente da origem do sangue.

Ou, como alternativa, para se ter uma ascendência um pouco mais longínqua, todos ou a maioria dos nossos ancestrais recentes teriam que compartilhar dessa mesma ancestralidade. Assim, nossos pais teriam uma composição semelhante entre si e, por isso, a ancestralidade mais antiga não se perderia no sangue.

 

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10. PONTOS DO NORDESTE TAMBEM SERIAM NOSSO?

Encontrei algumas coincidências que chegam a ser um pouco mais que curiosas. E talvez elas acabem nos revelando um ramo da Família Barbalho que chegou ao Brasil via Pernambuco, foi para o Rio de Janeiro, adentrou Minas Gerais e, talvez, tenha projetado um galho ate ao Rio Grande do Norte.

E a distancia não pode ser empecilho, pois, o cirurgião-mor Policarpo encarregou-se da extensão ate ao Rio Grande do Sul. E a minha desconfiança é a de que um irmão ou sobrinho dele fez o caminho oposto.

Em nossa tradição familiar havia um dito mais ou menos assim: “A família procede do Nordeste, eram três irmãos. Um foi para o Rio Grande do Sul, outro retornou para o Nordeste e o terceiro foi aquele que deu origem ao nosso Barbalho.”

Penso que esse dito que ouvi solto quando ainda criança referia-se ao tetravô Policarpo Jose Barbalho. Embora tenhamos comprovação que teve dois irmãos, Gervasio e Firmiano, não tenho o destino deles. A existência deles esta marcada pelos registros de seus casamentos em Itabira.

Mas pelo que ja encontramos em Itabira, o mais provável foi que tenham tido outros irmãos, entre eles os senhores Modesto e Victoriano Jose Barbalho. Ha dados de descendência desses dois outros, porem, não temos nomes de seus pais.

Vamos a outra passagem. Essa relatada pelo professor Dermeval nas paginas 253 e 254 do livro dele:

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”     IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residência de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Mosteiro, no Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIZ ANTÔNIO PINTO.

Descendentes do casal Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza

Realizado o casamento em Milho Verde, aos 18-9-1732, esse casal, após alguns anos, fixou residência no Arraial de São Jose de Tapanhoacanga pertencente `a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila Nova do Principe, onde criou a família. Eh possível que tenham nascido outros filhos, mas so conseguimos obter dados sobre a sua filha ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO. Pais de:

F – 1 ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, batizada em 28 de maio de 1738, no Arraial de Tapanhoacanga, tendo por padrinho FRANCISCO DA COSTA MALHEIRO. Em 1759, no dia 30 de agosto, casou-se com o Capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO, o qual, em meados do século dezoito, veio para o Brasil e se estabeleceu naquela localidade. Era português, filho de ANTÔNIO LEAL, e Dona MARIA FRANCISCA, natural de Vila dos Colares, no Patriarcado de Lisboa. O Capitão ANTÔNIO FRANCISCO, durante muitos anos, foi sindico-geral dos Santos Lugares, na Comarca de Serro Frio. (Livros 2o. bat. fls. 98v e livro de casamento – capelas filiais fls. 6v). Pais de:

N 1 – JOãO, nascido em 1761,

N 2 – VITORIANA, nascida em 1762;

N 3 – ANTÔNIO, nascido em 1764;

N 4 – LUCIANO, nascido em 1766;

N 5 – MARIANA, nascida em 1767;

N 6 – JOSE, nascido em 1769;

N 7 – FRANCISCO, nascido em 1771;

N 8 – BERNARDO, nascido em 1776;

n 9 – BOAVENTURA JOSE PIMENTA, nascido em 1779.

OBSERVAçãO

    Do estudo que acabamos de proceder sobre a descendência do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, verificamos que este casal, entre outros, teve uma filha de nome ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO, casada naquele mesmo Arraial, com o português capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO. Foi nos dado constatar que este ultimo casal teve nove filhos, mas, somente de dois deles, VITORIANA e BOAVENTURA, pudemos obter dados sobre os seus descendentes, os quais receberam o sobrenome de JOSE PIMENTA, herdados de JOSEFA PIMENTA. Face a esta circunstância supomos que os demais filhos do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA bem como seus outros netos, filhos que eram de ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO, tenham também recebido o sobrenome de JOSE PIMENTA, derivado da avo JOSEFA. Ha fortes indícios de que as varias famílias PIMENTA residentes no Norte e Nordeste de Minas se originaram em São Jose do Tapanhoacanga e de Milho Verde. Todavia não desprezamos a hipótese de que alguns dos possíveis filhos do casal MANOEL e JOSEFA tenham usado o sobrenome de PIMENTA BARBALHO ou VAZ BARBALHO, os quais teriam dado origem `as famílias de sobrenomes VAZ ou BARBALHO.

    Como não dispomos de dados sobre todos estes nove filhos, vamos focalizar apenas VITORIANA e BOAVENTURA, respectivamente N-2 e N-9.”

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Acredito que o professor Dermeval Pimenta tenha tirado conclusão um pouco precipitada ao deixar-se pender para o lado do titulo do capitulo do livro dele: “TRONCO PIMENTA-VAZ BARBALHO”.

Geralmente, as regras de nomenclatura do século XVIII e antes não se encaixavam na lógica que a sociedade passou a adotar a partir dos séculos seguintes.

9 filhos de um mesmo casal poderiam cada um adotar um sobrenome diferente. Muito comumente esses sobrenomes variavam de acordo com que variavam os sobrenomes ate aos 8 bisavós dos filhos do casal.

Assim, sobrenomes sumidos em 3 gerações anteriores poderiam renascer, mas, por as pessoas da atualidade não terem acesso `a genealógica completa daquelas pessoas, pensar-se-ia que o sobrenome surgiu do nada.

Nesse caso especifico, porem, temos ainda os nomes dos senhores ANTÔNIO LEAL e MARIA FRANCISCA. Esse segundo nome dela pode inclusive ser da Família FRANCISCO. Naquela época os escrivães costumavam usar a versão femininizada dos sobrenomes masculinos como: FURTADA, COELHA e outros.

O certo aqui é que, pode ser que numa pesquisa mais profunda, se todos os filhos de ISIDORA e capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO chegaram `a idade e procriaram, podem ter deixado famílias com todos os sobrenomes ja havidos anteriormente na família. Isso inclui o “DA COSTA BARBALHO”.

Pulando-se mais uma cerca, andei verificando o capitulo BARBALHO do livro de nosso amigo ORMUZ BARBALHO SIMONETTI. Ali encontra-se o extrato:

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“Segundo o Historiador Hélio Galvão, do casal Brás Barbalho Feyo e Leonor Guardes descendem Catharina Barbalho, filha de Isabel de Vasconcellos e João Soares de Avellar. Catharina Barbalho, ao consorciar-se com Francisco Ribeiro Bessa, teve oito filhos, sendo a ultima Catharina Barbalho (segunda do nome) que se casou duas vezes: a primeira com o Tenente Jose de Mello, de Goyana, não deixando descendência, e segunda vez com Aniceto Ferreira Padilha e tiveram sete filhos. Um desses filhos de Catharina e Aniceto, ja nascido e naturalmente radicado `a terra, descende, sem duvida, Antonio Jose da Costa Barbalho, ou Antonio Barbalho da Costa, como de próprio punho escrevia ele o seu nome, sendo ele o patriarca dos Barbalho de Goianinha, vindo a falecer em 20 de novembro de 1827, aos 73 anos de idade e deixou inúmeros descendentes.”

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Acredito aqui que o “descendente, sem duvida,” deixou-me com uma enorme duvida. Ao que me pareceu, foi uma suposição e não uma certeza. Isso abre a possibilidade de o Antonio Jose da Costa Barbalho ser o mesmo “N 3 – ANTÔNIO  nascido em 1764″ anotado pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Veja-se que poderia ser mesmo ele se encaixando na tradição dos Barbalho. Os irmãos, em verdade, são mais que 3. Mas, por enquanto, não sabemos quantos nem quais poderiam ter assumido o sobrenome Barbalho.

Talvez, os outros não foram contados porque faleceram crianças como era tão comum acontecer naquela época. Ou podem ter sobrevivido, como aconteceu com o BOAVENTURA JOSE PIMENTA, porem, teriam sido apenas 3 que herdam o BARBALHO por sobrenome.

Existem outros indicios, porem, ajustáveis `a realidade. A afirmação do Ormuz é a de que o patriarca viveu 73 anos. Mas era muito comum acontecer enganos na contagem da idade. E chega a ser uma grande coincidência que justamente o Antonio da Isidora e capitão Antonio Francisco tenha nascido em 1864, ou seja, 63 anos antes do falecimento do senhor Antonio Jose.

Alem disso, ha ai a coincidência de o senhor Antonio ter recebido o JOSE, que era uma marca de nossa família, alem de assinar o “DA COSTA BARBALHO” ou “BARBALHO DA COSTA” como preferia assinar, que também era sobrenome em nosso ramo da família.

Pode ser mera coincidencia, porem, um dos filhos do senhor Antonio Jose da Costa Barbalho foi o Francisco Antonio Barbalho. No caso, uma possível inversão da ordem dos nomes do suposto avo: Antonio Francisco de Carvalho. Algo muito comum `aquela época.

Aqui ha que salientar-se que mesmo que a data de nascimento, 1754, e a idade ao falecimento, 73 anos, estejam corretas, não significa que minha hipótese seja falha. Muito pelo contrario.

Isso porque ainda não temos a relação de nomes dos supostos filhos do MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. Temos que foram pais da ISIDORA e do cirurgião-mor POLICARPO JOSEPH BARBALHO.

Mas não sabemos se houveram e quais teriam sido os possíveis outros. Os quais o professor Dermeval supunha que existiram.

E, em sendo o caso, teríamos ai quem foi para o Rio Grande do Sul, quem voltou para o Nordeste e a Isidora pode ter sido a representante de quem ficou em Minas Gerais.

Se acaso a tradição considerava apenas os homens, temos também essa opção. Trata-se do JOSE VAZ BARBALHO, o pentavô de minha geração. Enquanto não sei quem foram os pais dele, não posso descartar a possibilidade de ter sido filho do MANOEL e JOSEPHA.

Alem dessa opção, ele poderia ser o: “N 6 – JOSE, nascido em 1769″. Seria um pouco apertado, porem, por volta dos 19 anos, em 1789, este poderia estar casado. E por volta de 1789 poderia ter sido pai do nosso ancestral Policarpo Jose Barbalho.

Não tenho a data de nascimento desse ancestral. Mas tenho a do casamento que se deu em 1808, portanto, deveria estar com pelo menos 18 anos de idade. Mesmo depois dessa época ainda era comum casar-se tão jovem.

E existe uma tradição de família dizendo que ele havia ingressado no seminário, mas desistira ao apaixonar-se pela ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHÃES, e casou-se antes de ordenar-se.

Somente depois que teve os filhos, ficou viuvo e criou a família, inclusive tendo visto antes seu filho Emigdio de Magalhães Barbalho ser ordenado padre em 1845, foi que retornou ao seminário e buscou a ordenação, indo falecer, não sabemos a data, idoso e pastoreando o rebanho do antigo Inficcionado (atual Distrito de Santa Rita Durão, Mariana, MG), local em que nascera.

De todo esse capitulo nasce ai a hipótese de que o ramo Barbalho da região de Goianinha, RN, poderá fazer parte da imensa descendência do governador LUIZ BARBALHO BEZERRA e sua esposa MARIA FURTADO DE MENDONÇA. Tudo ainda a ser confirmado.

Acredito que agora falta-nos mesmo, referindo-me ao ramo BARBALHO e COELHO do Centro Nordeste de Minas Gerais, decifrar aquele pequeno espaço de tempo, entre 1720 e 1790 de nossa genealogia para constatar todas essas suspeitas.

Como venho repetindo em meus escritos anteriores, acredito que as respostas estejam nos arquivos forenses na cidade do Serro e/ou nos eclesiásticos da Arquidiocese de Diamantina, ambas em Minas Gerais.

Os dados dessa imensa região de Minas Gerais não tem sido devidamente publicados e, parece-me, somente um mergulho nos arquivos desfarão toda e qualquer duvida. Os meus estudos tem revelado que la temos respostas.

Não sabemos quais nem quando virão. Mas gostaria de poder pagar essa visita `a terra que passaram nossos ancestrais, porque é a única forma possível de deixarmos para as futuras gerações uma Historia de Família, o mais completa possível, para assim despertar o interesse delas por nosso passado.

Um passado que, não muito distante, nos também seremos parte dele.

 

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011. PRIMEIROS MORADORES DE GUANHAES, VIRGINOPOLIS E PECANHA …

INDICE:

O1. INTRODUCAO

02. OS “HOMENS BONS” DE PECANHA

03. OS DE GUANHAES

04. COMENTARIOS A RESPEITO DO PATROCINIO DE GUANHAES

05. A) FREGUESIA E DISTRICTO DO PATROCINIO

06. B) FREGUESIA E DISTRICTO DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (a)

07. C) DISTRICTO DE N. S. MãE DOS HOMENS DO TURVO

08. D) FREGUESIA E DISTRICTO DE N. S. DA PENHA DO RIO VERMELHO

09. NOSSA ANCESTRAL GENOVEVA NUNES FERREIRA

10. PRESENCA DE JOAO DA CUNHA MENEZES

11. BIOGRAFIA DE DONA DAMIANA DA CUNHA

12. BIOGRAFIA COMPLETA DE LUIZ BARBALHO BEZERRA

13. COMENTARIOS ENVOLVENDO A FAMILIA DA CUNHA MENEZES

14. COMO SABER SE OS DA CUNHA DESCENDEM DO LUIZ?

15. RELAÇÕES DE COMPADRIO NO BRASIL DO SECULO XVIII

16. VOLTANDO `AS ANALISES

01. INTRODUCAO

Resolvi passar uma revista no ALMANAK ADMINISTRATIVO, CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS.

A ideia surgiu porque estava revendo as fontes mencionadas pelo professor Nelson Coelho de Senna. Ele havia dito que no de 1870 tinha uma menção, ao capitão Jose Coelho da Rocha:

“Ja em 1821, um deles, elevado a Capitão de milícias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoação de São-Miguel-e-Almas, hoje cidade de Guanhaes, como refere Assis Martins…”

Não sei como o computador conseguiu mas ele abriu uma pagina que continha a referida publicação. Foi apenas um relance e, tendo que sair, quando retornei não mais encontrei a publicação.

Pelo menos pude comprovar que realmente havia a menção. Alem dela, outras informações a respeito da “Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio”, futura Cidade de Virginópolis. Depois eu conto.

Mas, rebuscando a internet novamente, pelo menos encontrei o ALMANAK editado em 1864. Em teoria, devia ser melhor ainda para o que eu queria. Assim, copiei as duas paginas que interessavam.

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02. OS “HOMENS BONS” DE PECANHA

Trata-se das relações de “homens bons” que viviam nos domínios das antigas Santo Antonio do Peçanha e São Miguel e Almas. Segue o que encontrei:

Pagina 205

“Freguezia e Districto de Santo Antonio do Peçanha foi creado pelo alvará de 1822. Dista da sede do termo 22 léguas, da capital 66 e de seus pontos extremos, ao norte 5, ao sul 6, `a leste 18 e a Oeste 7. Confina com a de S. Miguel e Almas pelo rio Correntes, e com a de Jacury pelo Suassuy. Sua população chega a 6,816 habitantes; da 368 votantes e 12 eleitores.

Juizes de paz:

1o. Remigio Electo de Souza

2o. Joao Batista Dias

3o. Jeronymo Electo de Souza

4o. Henrique Manoel Carvalho

Sub delegado:

Capitao Joao Batista de Queirós

Inspector Parochial:

Remigio Electo de Souza

Professor de primeiras letras:

Joaquim Lucas Coelho

Nao sabemos se a matriz esta provida de parocho.

Negociantes de Fazendas Secas:

Antonio Jose de Siqueira

Cyrino Jose Barbalho

Firmino Clementino da Silva

Francisco Bonifacio de Almeida Araujo

Jeronymo Electo de Souza

Jose Soares de Queirós

Remigio Electo de Souza

Negociantes de genero do pais:

Antonio da Rocha Oliveira

Elias Pereira do Nascimento

Joao Luiz Coelho

Joaquim Bernardes Vieira

Joaquim Affonso Pereira

Mathilde Delfina de Jesus

Vicente Jose do Nascimento

Fazendeiros que cultivão canna:

Antonio Eufrazio da Silva

Antonio Joaquim dos Santos

Antonio Jose de Siqueira

Antonio da Rocha Freitas

Clemente Xavier de Castro

Conrado Alves Sampaio

Cypriano Goncalves Ferreira

Francisco Antonio da Silva

Francisco Jose de Oliveira

Germano Jose Peixoto

Ildefonso da Rocha Freitas

Joao Batista de Queirós

Joao Bernardes Vieira

Joao Jose da Silva

Joao Paulo de Oliveira

Joao Vieira Simoes

Joao Pereira do Nascimento

D. Joaquina Angelica de Jesus

Jose Quirino da Silva

Jose de Sene e Silva

Manoel Francisco Pires

Manoel Gomes da Conceicao & Comp.

Manoel Netto da Silva

Manoel Rodrigues Atayde

Manoel Salles Martins

D. Maria Jose viuva de Antonio Pereira Affonso

Martinho da Rocha Freitas

D. Senhorinha Rosa de Jesus

Os herd. de Silverio dos Anjos Freitas

Thomas Antonio de Aquino

Valeriano Manso da Costa

Sapateiros:

Abel Marianno

Joao Jose d’Assuncao

Joao Jose de Oliveira

Manoel Ferreira

Ferreiros:

Eufrazio de Campos

Felicissimo Pinto

Felisberto Antonio de Aquino

Joaquim de Campos Martins

Modesto Borges”

Observe-se que Santo Antonio do Peçanha compreendia o território que hoje-em-dia esta subdivido em diversos outros municípios, inclusive Governador Valadares.

Muitos dos mencionados acima viviam nesses outros locais. Pelo livro do professor Dermeval Jose Pimenta a gente pode identificar ai diversos moradores de fazendas em São Joao Evangelista, a começar pelos que assinaram “da Rocha Freitas”.

D. Senhorinha Rosa de Jesus, então, ja devia ser a viuva do senhor Jose Carvalho da Fonseca. Eles residiram numa fazenda com terras banhadas pelo Ribeirão das Araras, próximas `a atual São Pedro do Suacui.

Foi filha de nossos pentavós: Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana.

Tenho duvidas quanto ao ultimo mencionado, Modesto Borges, não ser membro da família de Antonio Borges Monteiro, nosso sextavô.

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03. OS DE GUANHAES

“DISTRICTO DE S. MIGUEL E ALMAS {pags. 207-8}

Foi creado pela resolução de 14 de julho de 1832. Tem um distrito denominado – Patrocinio – criado pelo art. 2o. da lei n. 1:143 de 24 de setembro de 1862.

Juizes de Paz:

1o. Francisco Nunes Coelho

2o. Francisco de Souza Ferreira

3o. Jose Pereira da Silva

4o. Antonio Rodrigues Coelho

Subdelegado:

Francisco Nunes Coelho

Inspector Parochial:

Rev. Jose Julio de Oliveira (é vigario)

Professor de primeiras letras:

Joaquim Francisco de Aguiar

Vaccinador:

Joaquim Domingues Da Silva

Negociantes de Seccos:

D. Alexandrina Sevelly de Alkmim

Antonio Carlos da Conceicao

Antonio Francisco Vieira

Bento Goncalves Pimenta

Custodio Jose Moreira

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Francisco Jose Moreira

Francisco Nunes Coelho

Joao Luiz de Souza

Joao da Silva Netto

Joaquim Guardianno Teixeira

Jose Coelho da Rocha Ribeiro

Jose Pereira da Silva

Jose Rodrigues de Souza e Silva

Pio Ferreira da Silva

Ditos de Molhados:

Campos & Pinto

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Francisco Jose Moreira

Joao Luiz de Souza

Ditos de Generos do Pais:

Antonio Gomes de Brito

Antonio Jose de Queiroz

Bernardino Manoel Ribeiro

Clementino Goncalves da Silva

Custodio Jose Moreira

Francisco Jose Alves

Francisco Luiz da Rocha

Francisco Pinheiro de Araujo

Jeronymo Correa da Silva

Jeronymo Goncalves Lima

Jeronymo da Rocha Leme

Joao Angelo

Joao da Cunha Menezes

Joao Nepomuceno de Aguiar

Joao da Rocha Ramos

Joaquim Antonio Pereira

Joaquim Jose Da Silva

Jose Goncalves Guimaraes

Jose Justinianno de Aguiar

Jose da Silva Ribeiro

Jose Vaz Barbalho

Jose Vieira Braga

Jose Vieira de Souza

Luiz Antonio de Araujo

Manoel Augusto dos Passos

Martinianno Ignacio Ribeiro

Martinianno Vieira de Souza

Miguel Fernandes Maciel

Pedro Teixeira da Costa

Romao da Silva Chagas

Theodoro Rodrigues da Silva

Pharmaceuticos:

Modesto Alves Barbosa

Fazendeiros que cultivão canna:

Accacio Jose da Silva

Amancio da Silva Guimaraes

D. Anna Pinto de Jesus

Antonio Coelho Linhares

Antonio de Figueiredo

Antonio Rodrigues Coelho

D. Genoveva Nunes Ferreira

Joao Rodrigues Lemos

Joaquim Ferreira Pinto

Joaquim Jose de Figueiredo

Jose Coelho da Rocha

Jose Francisco de Azevedo

Jose Lopes Nunes

Jeronymo Maciel

Severianno Pereira Candido

Sapateiros:

Francisco Fernandes Maciel

Joaquim Roque

Jose Vicente dos Santos

Alfaiates:

Luiz Estrangeiro

Placido Jose de Souza

Seleiro:

Joao da Cunha Menezes

Carpinteiros:

Manoel de Moura Justo

Manoel de Souza e Silva

Rancheiro:

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Districto de Patrocinio:

Não obtivemos noticia alguma deste districto.”

Observe-se ai que temos a presença de nomes semelhantes, porem, de pessoas diferentes. Isso poderia provocar confusão em pessoas não familiarizadas com a genealogia local.

O negociante de secos, Jose Coelho da Rocha Ribeiro, foi também conhecido pelo apelido de ten. Jose Quirino. Foi assim chamado por ter sido criado por um irmão mais velho, cujo nome era Quirino Antonio Teixeira Coelho.

Esse Jose Coelho foi o marido de dona Emilia Brasilina Coelho da Rocha. Eles foram os avos maternos do professor Nelson Coelho de Senna, o qual descreve essa passagem em sua genealogia.

Ainda menciona que os avos eram primos, procedentes da Fazenda Axupe, donde nosso núcleo familiar Coelho viveu na segunda metade do século XVIII.

Entre os plantadores de “canna” em Guanhaes, encontra o Jose Coelho da Rocha. Esse segundo foi um dos filhos do fundador Jose Coelho da Rocha, que era casado com Luiza Maria do Espirito Santo.

Esse outro foi nosso tio-trisavô 5 vezes, por ter sido irmão de Joao Batista Coelho (1), Eugenia Maria da Cruz (2) e Antonio Rodrigues Coelho (2), alem de ter sido tio-sextavô uma vez, via Joao Batista Coelho e Joao Jr. Esses dois aparecem em Virginópolis.

Eugenia foi a matriarca dos Barbalho, com o capitão Francisco Marçal Barbalho.

Embora sem os devidos dados do Patrocínio de Guanhaes, acredito que nessa relação de São Miguel e Almas constam nomes de moradores da Paroquia.

Isso por causa dos relacionados Antonio Figueiredo, Joaquim Jose Figueiredo e os Pereira da Silva constarem como moradores na relação de 1872, em Virginópolis.

Pio Ferreira da Silva foi pai de Joao (Janjan) e Emidio Ferreira da Silva que foram maridos de filhas de Antonio Rodrigues Coelho.

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04. COMENTARIOS A RESPEITO DO PATROCINIO DE GUANHAES

Fica ai a razão pela qual não quis falar nada a respeito anteriormente. Eu queria tirar uma duvida porque 1864, data desse Almanak, foi justamente 6 anos após `a fundação da Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhaes, a atual Virginópolis.

No livro de 1870, 12 anos depois da fundação, constam os nomes de apenas dois fundadores. E o primeiro não é o do senhor Felix Gomes de Brito como sempre se pregou nas escolas locais.

O nome poderá ser o da mesma pessoa. Consta que o fundador se chamava Felicio Gomes (da Silva) não tenho certeza desse outro sobrenome.

Mas pode ter havido algo semelhante ao que aconteceu em São Joao Evangelista. Nesta os primeiros colonos portugueses a fixar residência foi a família do senhor Nicolau de Oliveira e a seguir os familiares do capitão Ildefonso da Rocha Freitas.

E foi esse capitão que destinou terras para a fundação do arraial. Porem, ele “faleceu em fins de 1873” e o inicio da fundação se deu em 1875. Assim os filhos dele aparecem como fundadores, ele não.

Sabe-se que o senhor Felix Gomes de Brito obteve junto `a Igreja Católica a autorização para a fundação da paroquia que veio a transformar-se na Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio.

Naquele tempo, Estado e Igreja funcionavam como entidades do mesmo governo. Para fundar-se algum local era preciso ter a autorização e conivência de ambos. Geralmente, devido `a religiosidade do povo, o inicio se dava por vias religiosas.

A autorização data de antes de 1839. Mas a fundação oficial somente acontece em 1958, porque ai se registra a paroquia. Nesse caso, pode ser que o senhor Felix ja houvesse falecido. Então, o nome do fundador, nessa data, pode ser o senhor Felicio Gomes da Silva mesmo.

No livro “Historia de Virginópolis”, da dona Maria Filomena de Andrade (D. Negra), consta que o senhor Felix fora casado com dona Maria de São Jose da Silva.

Nem ela nem nos encontramos fontes que tornassem possível pelo menos calcular as idades dessas pessoas, porem, a julgar pelo fato de possuirem aquela autorização para fundar uma paroquia, ja deveriam ter chegado `a maturidade em 1839, o que tornava estatisticamente difícil ter vivido em ou alem de 1858.

Portanto, muito provavelmente, mesmo sendo fundadores da paroquia, os filhos podem ter sido fundadores do arraial e não eles. Nesse caso, o senhor Felicio deve ter sido filho deles. O que contradiz o livro da dona Maria Filomena, pois, não o menciona como filho. Cita outros.

Alias, ela cita Candido e Rita do Felix como filhos. O que deve ter acontecido de também o serem. Porem, não cita os sobrenomes dos personagens, o que nos daria isso como evidencia.

Pelos nomes dos patriarcas, que ela deixou escrito, era esperado que os filhos do senhor Felix e dona Maria assinassem mesmo Gomes da Silva.

Mais abaixo, eu postei os dados do Almanak de 1872 (para valer em 1873), no qual consta, na relação de fazendeiros, um senhor Tadeu Gomes da Silva. Talvez seja outro da irmandade.

Outros nomes de filhos mencionados por dona Filomena constam o sobrenome Primo. O que penso na possibilidade de terem sido netos do senhor Felix e não filhos.

A minha duvida se da em função de a autora do Historia de Virginópolis ter recorrido mais `a memória que `a documentação. E nos pudemos comprovar algumas falhas de memória dela. Confusões normais quando trata de outras famílias.

Não temos a data de nascimento dela. Ela não recorreu a esse recurso, mas relacionou os filhos da segunda família do professor Francisco Dias de Andrade na qual ela consta como a segunda dos nascimentos.

O primeiro foi o senhor Ari Dias de Andrade, que por acaso temos o nascimento por ter se casado na família Coelho, tendo nascido ele em 11.05.1906. O que implica que o segundo nascimento se deu após essa data.

Dona Filomena publicou o livro dela em 1979, mais ou menos, recorrendo a uma memória que começou a funcionar, com enganos, por volta de 1912, quando deve ter completado 5 anos de idade.

Disso se pode deduzir que muito dificilmente terá conhecido filhos do casal Felix e dona Maria da Silva. Possível será que esses terão nascido ao final do século XVIII ou, no máximo, no abrir do século XIX.

Mas somente após uma investigação mais detalhada em documentos poderemos esclarecer essas duvidas. Por enquanto fica a sugestão de que ha que se investigar primeiro.

Penso aqui na ata de instalação do Arraial do Patrocínio que, por ter sido criado legalmente em 1862, devera ter sido efetivado, pela ata, nos anos logo seguintes.

Esse seria o documento ideal a ser encontrado, pois, constaria os nomes daqueles que correram atras da papelada, chamados esses de fundadores, mas também de pessoas que se reuniam em torno da paroquia.

Acredito que para fundar-se um Arraial naquele tempo seria preciso ter pelo menos uns 30 a 50 residentes. Isso, dentre os que tinham renda suficiente para ter direito a voto e vez.

Ser residente apenas nao era suficiente, pois, havia-se que responsabilizar-se pela construção da igreja e outras dependências de governo, o que naquele tempo não saia dos cofres públicos, a não ser em casos de interesse.

Alem disso precisava-se manter as dependências e os funcionários. Os padres recebiam salário do estado. Os cartórios eram mantidos pelos escrivães que precisavam do trabalho para ter renda e cobrir seus custos. Enfim tudo era diferente da atualidade. 

Nos dados acima, porem, louva-se a presença do senhor Antonio Gomes de Brito que devera ser membro da família. Tendo esse sido comerciante de gêneros do pais em Guanhaes, ate 1863 pelo menos, e poderá ter sido irmão ou parente próximo do primeiro morador de Virginópolis.

Util saber disso, pois, caso os descendentes do senhor Felix resolverem buscar dados genealógicos, e houver dificuldade de encontra-los via o ancestral, poderão buscar os do senhor Antonio, que deverão ser os mesmos a partir dos pais.

A assinatura “de Brito” é uma ótima pista de onde procedia a família em Portugal. Embora, não se possa afirmar que esse seja o caso. Muitas vezes os portugueses adotavam o sobrenome do local de onde procediam após chegar ao Brasil.

Mas, o que tudo indica eh que, mesmo que isso ocorreu nesse caso particular, os “de Brito” realmente descendiam dos alcunhados pelo sobrenome. Isso porque o sobrenome eh muito antigo e o local de origem muito pequeno. Visitando a Historia da Freguesia (atual Vila) de Brito:

http://www.freguesias.pt/freguesia.php?cod=030807

Como o Almanak de 1864 não nos trouxe os dados do “Patrocínio de Guanhaes”, busquei o que esta disponível na internet, o de 1872 para valer em 1873, para pelo menos ter uma ideia de quem eram os moradores locais, apenas 14 anos após `a fundação do Arraial.

Ha que se fazer essa observação. As relações nos Almanaques não são as de moradores totais obviamente. Somente constavam pessoas que as profissões lhes davam status e influencia.

Por tras desses vinham os agregados, escravos, familiares que não tinham posses etc. Por certo haviam também indígenas que eram incorporados `as sesmarias e fazendas que eram livres, porem, destituídos do direito de terem sido os verdadeiros donos das terras.

E, claro, não podemos nos esquecer que aquele foi o tempo do completo domínio dos homens. As mulheres eram aves raras que, quando apareciam, eram mais comum ser associadas aos maridos falecidos. Ou seja, mesmo mortos eram considerados mais importantes que elas. Mas houveram raras exceções!

Aproveitei para adicionar também os moradores de São Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis, do Distrito de Nossa Senhora Mãe dos Homens do Turvo, atual Materlandia e Distrito de Nossa Senhora da Penha do Rio Vermelho, atual Rio Vermelho. Segue então:

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05. A) FREGUESIA E DISTRICTO DO PATROCINIO

“Juizes de Paz:

1o. Joao Baptista Coelho

2o.    ”           ”            ”      Junior

3o. Jose Joaquim de Figueiredo

4o. Joaquim Jose Da Silva Pereira

Subdelegado:

Joao Baptista Coelho

Suplentes:

1o. Firmiano Ferreira Campos

2o. Pedro Goncalves Chaves

3o. vago

Parocho:

Reverendo Bento Felis. Ferreira

Fazendeiros:

D. Anna Bernarda de Oliveira

Alexandre da Silva Pereira

Antonio Joaquim da Silva Figueiredo

Firmiano Ferreira Coelho

Joao Bernardes de Castro

Joao dos Santos Figueiredo

Joao Baptista Coelho

Joaquim Nunes Coelho

Joaquim da Silva Pereira

Jose Joaquim de Carvalho

”          ”        de Figueiredo

Manoel Goncalves do Carmo

”      da Silva Pereira

Pedro da Costa Chaves

Tadeu Gomes da Silva

Negociantes:

Joao Martins Roriz.

Engenho de Canna

Antonio Joaquim de Figueiredo

D. Anna viuva de Joaquim Ferreira Pinto

Candido Ribeiro Freire

Joaquim Nunes Coelho”

O ten. Joaquim Nunes Coelho é considerado um dos fundadores de Virginópolis. Nos ja contávamos com um parentesco com ele por ter sido irmão de Clemente Nunes Coelho. Eles foram filhos de Eusebio Nunes Coelho e d. Anna Pinto de Jesus, ela aparece nos quadros em Guanhaes.

Joaquim foi casado com Francisca Eufrasia de Assis Coelho, que também fazia parte da irmandade, filhos de Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Portanto, foram nossos tios-trisavós.

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06. B) FREGUESIA E DISTRICTO DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (a)

“Sua denominação vem dos três ribeirões que o atravessam, os quais se denominam: Correntinho, Corrente do Meio e Corrente Canoa. Os dois primeiros desembocam no Jequitinhonha e o ultimo no rio Doce.

Alem destes ribeirões passa em seu território, `a distancia de três léguas do povoado, o rio Guanhaes. Dista do Serro 7 léguas, do Pessanha 12, do Rio Vermelho 9, do porto de Guanhaes 5, de S. Miguel e Almas 3 1/2, da Senhora Mãe dos Homens do Turvo, que é filial, 5, e confrontam suas divisas com todos estes lugares.

De uma estatística feita com zelo, ao que nos informa o Sr. Eduardo Alves Barroso 1o. Juiz de Paz do distrito a população em 1866 foi assim computada:

Homens livres ………….. 1470

Mulheres   ”     ………….. 1545

Homens escravos ……..   525

Mulheres      ”       ……..    353

Total                ………….. 3.893

Os quais todos empregam-se de preferencia na cultura.

________________________________________________________

(a) Devemos estas noticias ao Sr. Eduardo Alves Barroso

As transações comerciais se fazem para a Diamantina.

As molestias que mais graçam são as opilações e hydropesias.

Juizes de Paz:

1o. Eduardo Alves Barroso

2o. Joao Pereira do Amaral

3o. Miguel Pereira do Amaral Junior

4o. Jose Vaz Barbalho

Subdelegado:

Eduardo Alves Barroso

Suplentes:

1o. Joao Pereira do Amaral

2o. Maximino Ribeiro de Miranda

3o. Daniel Pereira do Amaral

Parocho:

Marcelino Rodrigues Ferreira

Delegado de Instrução:

o mesmo parocho

Professor:

vago.

Negociantes:

Augusto Rodrigues de Miranda

Jose da Rocha Pinto e Souza

Capitão Joaquim Barroso Alves

Joaquim Quirino da Silveira

Raymundo Jose Alves

Serrarias:

Anselmo da Costa Guimaraes

Maximino Ribeiro de Miranda

Severianno Vaz Mourão

Engenhos de Canna:

Antonio Joaquim de Oliveira

Elias da Costa Coelho

Daniel Pereira do Amaral

Herdeiros de Jacintho Carlos de Miranda

Joaquim Barroso Alves

”        Dias de Sa

Joao Pereira do Amaral

Jose Candido de Castro Lessa

Ludugero de Oliveira Costa

Manoel Antonio de Oliveira

Maximino Ribeiro de Miranda

Miguel Antonio dos Santos Junior

Reginaldo Ferreira Rabello

Simao Vaz Mourão

Venâncio Justinianno de Gouvea

Cafelista:

Capitão Antonio Jose de Queirós

Fabrica de Ferro:

Zeferino Monteiro de Carvalho”

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07. C) DISTRICTO DE N. S. MãE DOS HOMENS DO TURVO

Juizes de Paz:

1o. Antonio Candido de Araujo Abreu

2o. Miguel Pereira do Amaral

3o. Antonio Taveira de Queiroga

4o. Sabino Barroso Alves

Subdelegado:

Antonio Candido d’Araujo Abreu

Suplentes:

1o. Sabino Alves Barroso

2o. Miguel Pereira do Amaral

3o. Antonio Taveira de Queiroga

Delegado de instrucao:

Sabino Alves Barroso

Professor:

Jose Joaquim Gomes Da Cruz

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08. D) FREGUESIA E DISTRICTO DE N. S. DA PENHA DO RIO VERMELHO

Juizes de Paz:

1o. Joao Henrique Pereira

2o. Bernardino dos Santos Carvalhaes

3o. Antonio dos Santos Carvalhaes

4o. Honorio Fernandes de Mendonca

Subdelegado:

Joao Henrique Pereira

Suplentes:

1o. Tenente-coronel Bernardino dos Santos Carvalhaes

2o. Bernardino Pereira Affonso

3o. Celestino Monteiro de Carvalho

Parocho:

Revd. Antonio Alves dos Reis

Delegado de instrução:

o mesmo parocho

Professores:

Bento do Espirito Santo Aguiar

(interino)

sexo feminino, vago.”

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09. NOSSA ANCESTRAL GENOVEVA NUNES FERREIRA

Retornando aos dados de Guanhaes, não se pode deixar de notar a presença da fazendeira D. Genoveva Nunes Ferreira. Obviamente esse sobrenome Nunes Ferreira não era incomum na região. O que o torna interessante é mesmo o prefixo Genoveva.

Isso porque, por coincidencia ou não, trata-se do mesmo nome de nossa pentavó no ramo “de Magalhães Barbalho.

Outra coincidência torna-se a nossa ancestral ter sido fazendeira no município de Itabira, ate pelo menos aos idos de 1827, quando a filha falecida, Isidora Francisca de Magalhães, foi inventariada pelo marido, Policarpo Jose Barbalho, os quais são nossos tetravós.

Sabemos que no final dos anos 1820 houve uma corrida do ouro para o recém formado Arraial de São Miguel e Almas, que durou ate aos anos 1840. E que as famílias eram de mineradores. Possivelmente, migraram para Itabira quando para la houve uma corrida do ouro ao final do século XVIII.

Eh razoável pensar que a pessoa presente em Guanhaes seja mesmo nossa ancestral. Embora, o limite de idade para que isso tenha acontecido esteja na tampa da beirada! Vovó Geno estaria com um pouco mais ou menos de 90 anos de idade, no mínimo.

Isso porque a filha Isidora houvera se casado em 1808. Supondo que a mãe a tenha gerado aos 16 anos de idade e ela se casado aos 15, teremos que a data de nascimento da primeira retorna `a volta de 1777. Algo fantástico, porem, não de todo impossível.

Levando-se em conta que muita gente da família, especialmente as mulheres pequeninas da família Barbalho, costumavam atingir a essas idades avançadas, mesmo naqueles tempos de média tão inferiores, pode-se pensar que exista algum inventario dessa nossa parente nos cartórios de Guanhaes ou museu no Serro.

Esse devera tanto informar melhor a respeito da descendência dela, como a possível maternidade de outra filha, Michaela Nunes Ferreira, acontecido em 1812, em Itabira, registrada nos livros do Ribeirão de Santo Antonio de Santa Barbara, e consta no site Familysearch.

A menos que essa Genoveva mãe da Michaela seja uma outra filha da nossa ancestral Genoveva e que ainda não temos a noticia que nasceu. Nesse caso, poderá muito bem ter nascido em torno de 1790 e ter se mudado para Guanhaes onde estaria por volta dos 70 anos de vida. Isso seria mais fácil ter acontecido.

Policarpo e Isidora Francisca batizaram uma filha com o nome de Genoveva em 28.01.1812. Mas essa não consta no inventario da mãe. Presume-se que tenha falecido criança. Se não, poderia ter sido ela.

Essa nossa ancestral Geno foi independente. No casamento dos tetravós Policarpo e Isidora consta que Isidora fora “filha natural”. Nos inventários desta fica diversas vezes mencionadas através dos dizeres: “fazenda de dona Genoveva Nunes Ferreira, mãe da falecida”.

Ou seja, não era nem casada nem viuva de ninguém pois, se o fosse, ela seria a viuva do falecido.

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10. PRESENCA DE JOAO DA CUNHA MENEZES

Não vou mencionar, a respeito de Guanhaes, a presença das diversas outras pessoas identificáveis como parte e agregadas `a nossa genealogia. Praticamente todo mundo se enquadra.

Mas ha uma pessoa que torna-se necessário tratar que é o senhor Joao da Cunha Menezes. Aparece como comerciante e celeiro. Ha mais tempo observei a presença do nome dele em anos posteriores ao de 1864. Por isso tive duvidas.

Com o surgimento do nome deste em 1864 como homem ja feito, as duvidas se dissiparam. Não pode mesmo ser o mesmo senhor Joao da Cunha Menezes que veio a ser um dos patriarcas de família em Virginópolis.

Isso porque o senhor Joao da Cunha de la foi pai do Joao Sergio (Serginho) em 1931. Para ser o mesmo, teria que te-lo feito aos 100 ou mais anos de idade. Infelizmente não tenho as datas vitais do senhor Joao, em Virginópolis, quando faleceu e com qual idade. Mas se ele tivesse atingido a tal idade seria comentário obrigatório.

O certo é que ha a tradição de que os “da Cunha Menezes” de Virginópolis descendem do D. Luiz da Cunha Pacheco e Menezes, aquele que foi governador das províncias de Goiás primeiro e depois da de Minas Gerais.

E esse Joao da Cunha Menezes presente em Guanhaes, ja estabelecido pelo menos a partir de 1863, poderá ter nascido no nascer do século XIX, ou seja, ali por volta de 1805. Com extensão ate 1920.

Isso não da a ele a oportunidade de, por exemplo, ter sido filho do “Fanfarrão Minesio”, apelido dado ao governador Luiz no “Cartas Chilenas”. Não consta que o fanfarrão tenha sido casado. Consta que não era flor que se cheirasse!

O “Fanfarrão Minesio” faleceu em 1819, porem, ha muito ja em Portugal. Portanto, ha a possibilidade do senhor Joao de Guanhaes ter sido neto dele. E penso que tenho em mãos uma pista que pode ajudar a esclarecer isso.

Encontrei um livro super interessante. Trata-se do “ANNO BIOGRAPHICO BRAZILEIRO.” Não se assombrem não. A ortografia esta correta. Isso porque as regras em vigor remontam ao ano de 1876.

O autor era o Joaquim Manoel de Macedo. E a “editora” “Typographia e Lithographia do Imperial Instituto Artistico”. Entao, tratava-se de obra oficial de governo durante do imperio de D. Pedro II.

Vou copiar duas biografias ali encontradas. Elas saíram do primeiro volume. Este contem uma centena de biografias de personalidades conhecidas e não conhecidas ate por quem gosta de Historia de um modo geral.

Depois comento mais. Segue, então:

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11. BIOGRAFIA DE DONA DAMIANA DA CUNHA

(a partir da pag. 55)

“Os sertanejos paulistas descobridores do vasto territorio que veio a formar a provincia de Goyaz, (resolvi manter a grafia de alguns nomes, o resto traduzi) tinham visto uns depois de outros passar um século sem que com toda sua bravura abater e conter a tribo selvagem dos cayapos dominadora dos sertões de Camapuan.

Intrépidos e vingativos os cayapos ousavam chegar em suas correrias ate o norte da capitania de São Paulo, batiam-se impávidos com as bandeiras paulistas (companhias ou bandos de sertanejos) e roubavam as caravanas.

Luiz da Cunha Menezes governador e capitão general da capitania de Goyaz de 1778 ate 1783 resolveu empregar meios dóceis, conciliatórios e humanos para chamar `a civilização aquela tribo enérgica e guerreira e em 1780 fez

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partir um simples mas inteligente soldado de nome Luiz a frente de cincoenta goyases e tres indios em procura amigável dos cayapos.

Depois de alguns meses chegou de volta a Villa Boa (depois cidade de Goyaz) o soldado Luiz com os seus aventureiros, trazendo cerca de quarenta cayapos com o maioral da tribo, ancião ainda forte e de imponente aspecto. Entre as mulheres vinha a filha do maioral conduzindo pela mão a um menino, e `as costas em uma como rede de cipo bonita menina de poucos meses nascida.

A menina, neta do maioral recebeu no batismo o nome de Damiana, e o governador que foi seu padrinho, deu-lhe o seu apelido, da Cunha.

Os cayapos, cujo numero avultou por novos descimentos foram estabelecidos nas aldeias Maria, e de S. Jose.

Na aldeia de S. Jose cresceu, e casou-se com um brasileiro D. Damiana da Cunha, de quem Auguste de Saint-Hilaire que foi visita-la, quando ali esteve, fala com elogio e interesse. Era mulher bonita, amável, de espirito atilado, falando bem o português, e, o que mais importa, gozando a maior consideração entre os cayapos.

Mas a harmonia e a paz não duraram muito tempo: aqueles selvagens voltaram de novo `a guerra ainda mais terrível; porque não eram poucos os que desertando das aldeias depois de ter aprendido a manejar armas de fogo levaram esse poderoso recurso aos seus irmãos dos desertos.

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Então no meio da maior fúria da guerra, quando os cayapos atacavam bandeiras, incendiavam habitações, destruíam plantações, matavam e roubavam, e em consequência sofriam também perseguições igualmente cruel, acabando muitos em vingativas e horríveis matanças, D. Damiana da Cunha começou a ilustrar sua vida ja por virtudes louvadas, realizando, ela pobre e debil senhora, o que tinham feito Nobrega e Anchieta.

Heroína do amor fraternal, anjo de caridade, apostolo da fe, suave e potente elemento de civilização, D. Damiana da Cunha, toma o grande e glorioso empenho de ir aos sertões chamar os cayapos `a vida social, `a religião santa, e ao dever do trabalho.

Essa admirável e benemérita senhora quatro vezes maravilhou os goianos pelos seus triunfos, que lhe custavam longas e penosas marchas, vida exposta `as feras e a mil outros perigos, e meses de trabalhosa perseverança, que lhe esgotavam as forças.

Ela não levava soldados, nem guerreadores: levava no coração o amor, na alma a fe, e pendente sobre o peito a cruz do redentor.

Em 1808 depois de ter se internado ao sul nos sertões do Araguaya entrou D. Damiana na aldeia de São Jose, trazendo mais de 70 cayapos de ambos os sexos que receberam as aguas batismais.

Pouco antes de 1820 preparava-se ela para segunda entrada, quando recebeu a honrosa visita do sábio Saint-Hilaire que deixou entrever duvidas sobre o resultado da empresa: D. Damiana respondeu: “os cayapos me rés-

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peitam muito para deixar de atender-me.” E o êxito do segundo empenho igualou ao do primeiro.

Em 1824 a nobre senhora-apostolo internou-se nos sertões de Camapuan, e após sete meses de fadigas e de santa pregação conduziu `a pia batismal, e ao seio da civilização cento e dois cayapos de um e outro sexo.

Era muito: estava cansada, abatida e gasta de tanto subir montanhas, descer a extensos vales, arrostar perigos e morte, e provar mil privações nos desertos.

Mas no fim de 1829 os cayapos em avultado numero apresentaram-se ameaçadores, espalhando em sua marcha destruição e morte.

O presidente de Goyaz, desde 1822, provincia do Imperio do Brasil, apelou para D. Damiana da Cunha.

O anjo serenou a tormenta: os cayapos abrandaram-se `a sua voz, e a heroína abnegada, esquecendo as profundas alterações de sua saúde, recebeu instruções do presidente da provincia, e saiu em companhia de seu marido Manoel Pereira da Cruz, e de um índio e de uma índia, Jose e Maria, que a acompanhavam sempre, a procurar conseguir a paz, a amizade, e a conquista civilizadora da indomável tribo de seus irmãos.

A 24 de maio de 1830 pela quarta e ultima vez abismou-se nos sertões, e no fim de oito meses entrou de volta em sua aldeia a 12 de janeiro de 1831.

Alquebrada e doente so com o heroico esforço resistira a 8 meses de tormentoso labor: em tais condições pouco fizera: o séquito de cayapos conquistados por sua influencia

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era menos numeroso; Damiana porem completara o sacrifício de sua vida.

Os indios aldeados saíram a recebe-la com danças e festivas demonstrações; o presidente da provincia acudira a espera-la com todas as autoridades do lugar.

Honras vans do mundo! D. Damiana da Cunha entrou na aldeia apoiada nos braços dos índios seus irmãos; trazia nos olhos quase sem luz, e na face de palidez marmórea o selo da morte.

O dia 12 de janeiro de 1831 foi o anunciador da agonia da santa.

O dia 12 de janeiro de 1831 é a branca e gloria mortalha de D. Damiana da Cunha.

Poucos dias depois ela morreu.

Hoje ninguém sabe, onde é o lugar da sepultura dessa missionaria angélica.

Tenha D. Damiana da Cunha este simples epitafio na historia: Mulher-Apostolo.”

Gostei muito a partir da introdução. `A época “os sertanejos paulistas” cantavam mais alto que os de Goiás!!! Atualmente haveria apenas que traduzir a palavra por sertanistas para corresponder ao verdadeiro significado que o autor deu.

A segunda biografia retirada da mesma literatura nos conta a vida de Luiz Barbalho. Posto-a aqui por ser o melhor resumo das peripécias do herói brasileiro e que põe uma ordem cronológica aos feitos dele de melhor maneira que todos os que ja vi antes. Segue então:

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12. BIOGRAFIA COMPLETA DE LUIZ BARBALHO BEZERRA

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15 DE ABRIL

LUIZ BARBALHO BEZERRA

Filho legitimo de Antonio Barbalho Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho, Luiz Barbalho Bezerra nasceu em Pernambuco em um dos últimos anos {1584} do século decimo sexto.

Adotou a carreira das armas e havia quatorze anos que militava na pátria, quando em 1630 os holandeses invadiram Pernambuco, e tomaram a cidade de Olinda e o Recife.

Começou a guerra holandesa, e Luiz Barbalho levando seus dois filhos Agostinho e Guilherme, criados e escravos seus apresentou-se ao general Matias de Albuquerque na fortaleza do Arraial do Bom-Jesus de improviso construído, e desde logo principiou a distinguir-se.

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Fora preciso enumerar algumas dezenas de combates, de ataques e tomadas de redutos, de repulsa de assaltos do inimigo, e de assombrosas proezas para referir os feitos heróicos de Luiz Barbalho desde 1630 ate 1635.

Neste ultimo ano Matias de Albuquerque foi obrigado a apressar sua retirada para as Alagoas, e Luiz Barbalho e o sargento-mor Pedro Correa da Gama que comandavam na fortaleza de Nazareth, onde resistiram ao mais vigoroso e apertado cerco por quatro meses, capitularam a dois de julho com as maiores honras da guerra; mas em tal estado que ao sairem da praça alguns soldados caíram mortos por efeito da fome que a dias a guarnição sofria.

Luiz Barbalho, sua mulher e filhos ficaram prisioneiros, sendo ele logo depois mandado para a Holanda, d’onde conseguiu passar para a Espanha, e voltar para o Brasil, chegando `a Bahia a 16 de agosto de 1637, vindo nomeado mestre-de-campo de um terço que se levantara em Lisboa apenas com 250 soldados.

O cuidado da familia preocupava muito Luiz Barbalho e `a empenho seu o general Bagnuolo escreveu ao príncipe Mauricio de Nassau, pedindo que restituísse `aquele esposo e pai sua esposa e dez filhos conservados prisioneiros no Recife. O ilustre e generoso chefe holandês prontamente pôs termo ao cativeiro de dois anos dos objetos do amor do bravo Luiz Barbalho e apressou-se em manda-los para a Bahia.

Mas em 1638 Mauricio de Nassau vem com forças numerosas tentar a conquista da cidade de S. Salvador; Bagnuolo traz em socorro desta o pequeno exercito que se retirara de Pernambuco e que estava acampado na Torre de Garcia d’Avila.

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Luiz Barbalho sufoca o sentimento de gratidão pessoal e entre os defensores da cidade capital da Bahia e do estado do Brasil distingue-se como herói, e rechaçados os holandeses, recebe no ano seguinte prêmio conferido pelo rei, e deixa seu nome perpetuado em importante forte que construira.

Em 1639 chegara `a Bahia com poderosa armada o conde da Torre, e quase no fim do ano, pondo em execução vasto plano de campanha, deu a vela com numero excedente a 80 navios, levando forças de desembarque e os principais chefes brasileiros, entre os quais Luiz Barbalho.

Todo o plano do conde da Torre falhou; as tempestades o contrariaram, e a esquadra holandesa em combates e batalhas navais deixaram muito duvidosa a sua capacidade militar.

Depois dessas cruéis contrariedades o conde da Torre pôs em terra na povoação de Touros, quatorze léguas ao norte do Rio-Grande Luiz Barbalho com a gente do seu comando, e fez-se ao mar.

Era quase um sacrificio barbaro.

Luiz Barbalho assim abandonado com algumas centenas de valentes a quem o conde da Torre dera apenas ração para dois dias, ou tinha de entregar-se prisioneiro com os seus camaradas, ou atravessar o Rio-Grande, a Paraíba e Pernambuco, três capitanias sob o domínio holandês, e ainda Sergipe sem pontos de apoio e completamente exposto `as forças inimigas.

Luiz Barbalho não hesitou; preferiu a retirada quase impossível a render-se ao holandês.

Ele comandava cerca de mil soldados e alguns bravos

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capitães; falou-lhes com energia, e deu principio a retirada, saindo de um verdadeiro deserto; avançando para o sul, procurou de propósito as povoações; naquelas que não tinha guarnições holandesas acolhimento e socorros alimentícios, nas outras ocupadas pelo inimigo entrou `a força, tomou o necessário e incendiou o que não podia levar. Depois de mil trabalhos e dificuldades chegou `a Villa de Goyanna, onde os holandeses tinham 530 soldados, Barbalho atacou-os, e em furente peleja os venceu, e mandou passar `a espada os prisioneiros por não pode-los levar consigo.

Três mil holandeses divididos em três colunas saíram de Recife em perseguição a Barbalho, cuja retirada se tornou ainda mais áspera e tremenda.

O impavido mestre-de-campo viu-se forçado a marchar, fazendo grandes rodeios, a entranhar-se pelos sertões áridos e desertos, a abrir caminhos através de florestas, a transpor alguns rios engrossados pelas cheias, e outros em todo tempo mais ou menos caudalosos; as vezes urgido pela fome e pelas privações despedia partidas ligeiras em busca de alimentos; as vezes aparecendo `a descoberto oportunamente, batia-se, e forcando a recuar a coluna inimiga que de mais perto o perseguia, de novo penetrava nas matas, e iludindo com marchas falsas os holandeses, continuava a sua heróica retirada.

Por fim Luiz Barbalho chegou `a margem de S. Francisco, e passando alem dele, fez alto da parte do sul, dando descanso e alivio a seus admiráveis soldados e a não poucos imigrantes de ambos os sexos que fugindo ao jugo estrangeiro os acompanhavam.

O holandês não ousou persegui-lo alem do S. Francisco, e Luiz Barbalho depois de al-

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uns dias de repouso, prosseguiu em sua retirada, atravessou Sergipe, entrou na Bahia, e foi chegar `a cidade de S. Salvador no fim de quatro meses de marchas calculadas em mais de trezentas léguas, tendo combatido muitas vezes sempre com vantagem.

Foi este o feito talvez mais portentoso de toda a guerra holandesa.

A retirada de Luiz Barbalho mereceu o louvor insuspeito de escritores holandeses; os portugueses a compararam `a dos dez mil, e a ele chamaram o novo Xenofonte.

Pouco depois de chegar `a Bahia Luiz Barbalho é mandado de S. Salvador a desalojar os holandeses que se tinham fortificado no rio Real; atacou-os, rompeu suas fortificações, desbaratou-os e po-los em fuga depois de lhes matar mais de 300 homens.

Luiz Barbalho tinha adquirido gloriosa e fulgente fama.

Rompeu e triunfou a revolução regeneradora de Portugal. O Marquez de Montalvão, 1o. vice-rei do Brasil, aclamou D. Joao IV; mas porque dois irmãos do marquez tinham fugido para a Espanha, não querendo apoiar a causa da pátria, D. Joao desconfiou do vice-rei, e escrevendo-lhe carta autografa em que anunciava o grande acontecimento que o elevara ao trono, dizia-lhe também que adotasse a regeneração de Portugal, proclamando-o portanto no Brasil; dias depois porem faz seguir de Lisboa para a cidade de S. Salvador o padre jesuíta Francisco Vilhena, trazendo duas outras cartas, uma ao marquez, exonerando-o do cargo de vice-rei, e a segunda nomeando o bispo D. Pedro da Silva, o mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra, e o procurador-mor Lourenço de Brito Correa governadores interinos do Estado do Brasil.

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Estas duas cartas deviam servir para o caso de não querer o marquez de Montalvão proclamar o rei D. Joao IV ou de hesitar em faze-lo.

O padre Vilhena chegando `a Bahia, ja achou proclamado o rei D. Joao IV; mas por leviandade, ou ma fe, conspirou para seduzir os tres governadores interinos nomeados para o caso que alias não se dera, e, fazendo entrega das cartas, levou estes a depor o marquez de Montalvão, e `a prende-lo, mandando-o depois para Portugal.

A influencia e o dolo de Vilhena embaçaram por alguns meses a gloria de Luiz Barbalho, que em 1642 foi remetido preso para Portugal.

D. Joao IV reconheceu a inocência de Luiz Barbalho vitima, não de criminosa ambição de poder; mas de confiança nas instruções e nos abusivos impulsos do padre Vilhena; e não so lhe perdoou o erro involuntário, como o nomeou governador do Rio de Janeiro em 1649. {1643}

No governo desta capitania ostentava ele toda a sua atividade, e administração zelosa e enérgica, quando faleceu a 15 de abril de 1644.

Seus restos mortais foram sepultados na capela-mor da Igreja da Companhia de Jesus.”

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13. COMENTARIOS ENVOLVENDO A FAMILIA DA CUNHA MENEZES

Aos poucos irei explicando os fatos que os dados transmitem a meu parecer.

Em primeiro lugar, desconfiei muito do inicio da biografia de dona Damiana. Uma que o governador Luiz não era muito dado `a ética e `a politica de boa vizinhança.

As biografias naquela época foram redigidas ao estilo romântico. O autor parece estar copiando o romântico Jose de Alencar, autor de “IRACEMA” e “O GUARANI”, entre outros, que, alias, viveu e escreveu entre 1829-1877.

Desconfiei do fato de que dona Damiana aparece com avô, mãe e irmão mas o pai não é anunciado. Outro detalhe curioso torna-se a menção `a beleza da menina de meses. Quantos?

Nada anormal em relação a isso. Mas crianças saudáveis são sempre bonitas, seja la qual for a origem. Acontece que quando o numero de crianças torna-se maior, o que era esperado em relação a uma população considerável, a beleza vira comum e não chama a atenção.

O que chamaria a atenção mesmo seria o nascimento de uma criança híbrida. Quando ha a hibridização se da o que comumente se chama de choque sanguíneo. Ha uma probabilidade maior de os híbridos se tornarem mais saudáveis, portanto, parecerem mais bonitos.

Associado a isso, para confirmar podem ate mesmo procurar o livro na internet e buscarem a biografia de Joao Ramalho. Ele foi o primeiro morador europeu na região de São Paulo. Acredita-se que foi naufrago.

Foi encontrado por Martim Afonso de Sousa e ajudou a esse primeiro governador geral do Brasil a fundar a primeira cidade do pais, São Vicente, em 1532. Alem disso foi o fundador de Santo Andre, com grande participação própria e de suas diversas mulheres.

Entre os indigenas não havia preconceito quanto `a poligamia. Não era uma pratica totalitária, mas era muito bem aceita. Principalmente entre os chamados maiorais.

E um estrangeiro que fosse aceito numa tribo, talvez em função da facilitação da comunicação e obtenção de vantagens para a tribo junto aos outros estrangeiros, era também preferido pelos maiorais, que lhes traziam como presente as filhas para que o “enlace matrimonial”  gerasse um parentesco. Era uma forma de garantir a manutenção da paz e prosperidade.

Os portugueses que se prestaram a ser vínculos com as tribos inclusive davam a desculpa de que eram os índios que queriam que eles tivessem mais de uma “esposa”, contrariando os mandamentos da Igreja na Europa. E foi algo que escandalizou a Anchieta e Nobrega!

Mas esses fizeram o casamento de Joao Ramalho com pelo menos uma de suas concubinas, a Bartira, filha do cacique Tibiriçá, que depois recebeu o nome de batismo de Isabel Dias, e nos brasileiros descemos quase todos do personagem e suas mulheres.

Enfim, por esses fatos, fica mais fácil crer que o Luiz soldado, não era outro senão o próprio D. Luiz da Cunha Menezes. E o inicio da versão da biografia de dona Damiana pode ser uma “conversa pra boi dormir”.

Observe-se que a publicação foi feita mais para o final do século XIX. As praticas sexuais ate ao século XVIII eram completamente diferentes no Brasil. Tudo era muito difícil, casamento era símbolo de status e as pessoas não esperavam o surgimento de um sacerdote que podia nunca vir.

A moeda corrente era o concubinato. E isso não era visto como algum defeito. Embora, quando dos registros, fizessem questão de escrever “legitimo” aos que fossem casados e registrados. Aos outros cabia um debochado “natural”.

As coisas mudaram a partir do reino da rainha Victoria, na Inglaterra. Houve a partir do reino dela um incentivo `a ortodoxia. O nobre passou a ser a completa cobertura do corpo. A obediência cega aos dogmas. E a hipocrisia de que, o que acontecia “longe dos olhos ficava longe do coração”.

Muito provavelmente sera que logo depois do governador Luiz ter se apresentado ao posto em Goiás o problema a se resolver fosse fazer a paz com a tribo. Então, era de se esperar que o maioral oferecesse a filha dele ao “maioral branco” que era solteiro.

E o “maioral branco” não poderia fazer uma desfeita ao imponente cacique. E “para o bem do povo e felicidade geral da nação”, ele também “ficou”! Mais tarde, ao saber da gravidez via algum “pombo-correio”, resolveu penetrar o desconhecido e resgatar seu sangue.

Nesse caso, não duvido da possibilidade de que dona Damiana da Cunha tenha na realidade sido filha do governador. E se o foi, poderá ter sido mãe do primeiro Joao da Cunha Menezes, que residiu em Guanhaes.

E ha a possibilidade também de este Joao ter sido o pai do senhor Jose da Cunha Menezes, que foi o pai do senhor Joao da Cunha Menezes, o que deixou descendência extensa em Virginópolis.

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14. COMO SABER SE OS DA CUNHA DESCENDEM DO LUIZ?

O bom aqui será que pode-se tirar uma prova relativamente fácil da hipótese. Uma via seria verificar se algum descente fez exame de DNA para conhecer a procedência de ancestrais. Se não tem, o exame pode ser feito.

Pronto o exame, por essa via temos duas possibilidades. Se dona Damiana foi 100% indígena, a quantidade de sangue será o dobro nos atuais descendentes caso ela tenha sido apenas 50% indígena.

Mas assim fica estabelecido que o primeiro Joao teria 50 ou 25% de sangue. O sr. Jose teria entre 12.5 e 25%. O segundo Joao entre 6.25 e 12.5%. Temos filhos do sr. Joao ainda vivos. Então, esses deverão ter a metade disso. Os netos 1/4.

Mas os netos, por descenderem de indigenas por outras vias, deverão ter pouca coisa a mais. O que deveriam ter por essa via somados a pelo menos 1 ou 2%. Se isso acontecer, a hipótese estará praticamente confirmada.

A segunda via a verificar-se seria buscar nos livros de Cartório de 1o. Oficio em Guanhaes. Ali encontrar-se-ao os registros de eleitores da vila. Esses registros continham pelo menos os nomes dos pais dos eleitores e a idade com que contavam.

Nesse caso, o nome do pai do primeiro Joao da Cunha devera ser Manoel Pereira da Cruz, o marido de dona Damiana. Não constava os nomes das mães. Elas eram consideradas secundarias. Mas o fato é que não ha como negar que a mãe seria ela mesmo.

O restante seria apenas localizar o nome da esposa do primeiro Joao Menezes para levar a genealogia completa ate ao D. Luiz. Dai para trás, melhor dizendo, para as raizes, deve estar tudo decifrado em Portugal, e nos atuais sites de genealogias portuguesas.

Obviamente tudo isso não passa de hipótese.

Quanto aos “da Cunha Menezes” de Virginópolis, pelo menos os descendentes dos casais: Joao da Cunha – Eva Nunes Coelho/Emidia Nunes Coelho e Maria da Cunha Menezes – Durval Nunes Coelho, são também descendentes do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Os outros filhos do senhor Jose da Cunha Menezes e dona Maria Tereza Severino podem ou não ter descendência conjunta com o governador. Ao que se sabe ate agora é que os do ramo dos Barbalho são. Donas Eva, Emidia e o Durval descendiam da tia-bisavó Emigdia de Magalhães Barbalho.

Mas boa parte das outras famílias também o são porque tem ancestrais descendentes dele. Mesmo que ha muito não assinem o sobrenome.

Quanto ao sobrenome do primeiro Joao poder ter sido “da Cunha Menezes” e não “Pereira da Cruz”, como se esperaria atualmente. Ha que se lembrar que naquele tempo não havia empecilho algum de os descendentes escolherem para si sobrenomes de ancestrais mais proeminentes.

Por saber descender do governador, o primeiro Joao poderia ter adotado o “da Cunha Menezes”, que viria pelo lado materno, sem constrangimento algum. Essa ideia de preferencia pelo lado paterno somente surgiu posterior `aquela época.

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15. RELAÇÕES DE COMPADRIO NO BRASIL DO SECULO XVIII

Quanto `a questão dos batizados, eh preciso também informar-se em relação `as praticas da época. O compadrio com as pessoas que ocupavam altos cargos era imensamente buscado pelas pessoas, pois, isso significava abrir uma janela para as oportunidades.

Naquele tempo tudo girava em torno de privilégios. Sem um QI (quem indica) forte, ninguém conseguia nada na vida, a não ser aqueles que ja estavam por cima. A meritocracia funcionava de acordo com o volume das “burras”.

Por isso, eh bom dar uma olhadinha na tese abaixo. Ela descreve o compadrio em Minas Gerais. Sendo que os exemplos de padrinhos são os governadores. E um deles foi o governador da Cunha Menezes. Alias, foi o que mais aceitou afilhados.

Mas observe-se que a situação em Goiás era diferente da de Minas Gerais. Os apadrinhamentos aceitos pelo governador Luiz parece que faziam parte de uma estratégia usada por ele para fortalecer uma elite que se tornasse adversaria daquela que dominava anteriormente.

Lembremo-nos que ele estava no governo `a época em que havia muita revolta do povo da elite, inclusive a Inconfidência Mineira estava sendo gestada. A tática de dividir para enfraquecer eh estratégia mais antiga que ele. Foi por causa dela que os inconfidentes foram vencidos. A tese é essa:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882006000200012

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16. VOLTANDO `AS ANALISES
No caso especifico de Peçanha não ha muito o que comentar. Verifica-se a presença de pessoas que se encontram no livro do professor Dermeval Jose Pimenta: “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”.
Alem do acréscimo de outras que podem ter gerado vínculos parentais na atualidade. Salvo engano, o senhor Manoel Netto da Silva tornou-se ancestral de alguns Coelho.
Parece-me que a nossa “em lugar de bisavó”, Melita Penha Netto, descendia dele. Ela foi a segunda esposa do bisavô Joao Rodrigues Coelho.
Não aparecem ai o senhor Cyrino Jose Barbalho e o tio Antonio Nunes Coelho. Eles surgem a partir de 1875.
De Guanhaes temos que o Jose Vaz Barbalho mais tarde transferiu-se para Sabinópolis. Não tenho ainda algo mais certo a respeito dele.
Com a ajuda do amigo Mauro Moura de Andrade pude ler os inventario e testamento do Francisco Jose Barbalho. Ai encontrei que Francisco e Jose eram irmãos.
A revelacao se faz na autorga do encargo de testamenteiros. A ordem dos nomeados foi: 1o. a esposa Quintina Barbalho; 2o. o irmão Jose Vaz Barbalho; e o 3o. o capitão Francisco Marçal Barbalho.
Infelizmente não foi revelado o grau de parentesco que havia entre eles e o trisavô Francisco Marçal. Jose e Francisco Jose eram filhos de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo, e ela, `a época da abertura do inventario, estava com 90 anos.
Observe-se que também o trisavô Francisco Marçal não aparece nos dados de 1872 em Virginópolis. Deve ter se incorporado `a Paroquia mais tarde.
De Guanhaes também notei a ausência do nome do tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães. Segundo o professor Nelson Coelho de Senna ele continuou sendo eleito para o cargo de Juiz de Paz. Faleceu em 1879. Mas ai estava ausente.
De Virginópolis ha um dado interessante por mostrar a presença do sr. Firmiano Ferreira Campos. Isso porque demonstra que ele foi o primeiro da fila de irmãos a chegar no município. Os senhores Manoel e Antonio Ferreira Campos Baguary o terão seguido.
Alem disso, constata-se as possibilidades de enganos durante a redação dos Almanaques daquela época. Firmiano aparece com o nome correto como suplente de subdelegado. Como fazendeiro recebe o nome de Firmiano Ferreira Coelho.
Como antigamente versava o ditado: “Quem não é Coelho é couve”, nos arredores de Virginópolis, os redatores o salvaram!
A lista de Virginópolis começa com dois de nossos trisavós. O pai Joao Batista pelo lado materno e o filho, Junior, pelo lado paterno.
Interessante foi que não constaram como fundadores em 1870. Na verdade, não estavam presentes na fundação da Paroquia.
E segundo a tia-avo Ruth Coelho, deixando escrito em livro próprio, eles residiam numa propriedade em território guanhanense. Mudaram-se para o povoado depois. Ela conta:
“Meu pai, Jose Batista Coelho, dizia ter vindo para Patrocínio de Guanhaes aos seis meses de idade, de onde nunca mais saiu.”
O Ze Coelho havia nascido a 05.08.1864, indo falecer a 25.09.1944. Pelos dados, eles teriam ido para a cidade em fevereiro de 1875. Mas antes disso ja eram juizes de paz local. Deve ter havido engano da tia.
Geralmente contava-se que os fundadores de Virginópolis haviam sido os senhores Felix Gomes de Brito, Jose Antonio da Fonseca, ten. Joao Batista Coelho e ten. Joaquim Nunes Coelho. Mais recentemente ouvi uma versão incluindo um certo capitão Figueiredo.
Naturalmente, ha uma diferença pequena entre os que mexeram os pauzinhos ou os papeis para registrar o acontecimento e aqueles que assinaram a ata de fundação.
Na ata deve constar todos os mencionados nos almanaques e alguns outros mais. A fundação de um arraial no qual houvesse apenas dois moradores seria distorção da realidade.
Havia o arraial. Sabe-se ate hoje onde fica a casa na qual residiu o ten. Joao Batista Coelho. Fica aproximadamente 1 km distante do local da primeira igreja. Mas, talvez, não deviam ainda residir la.
Possível será que estavam desmatando, preparando o terreno e construindo a casa. Se essas coisas não fossem postas no lugar, também não se justificava o verbo residir em termos humanos.
O Joao Junior nasceu em 1845. Portanto, estava com 17 anos de idade no ano de 1862. O pai dele, nascido em 1822, estava com 40. Com isso se demonstra a necessidade da maturidade para assumir posições ao tempo. 17 anos era uma idade ainda prematura. Mas com o pai ao lado a coisa mudava de figura!
Estranhei também não ver a presença do Joaquim Pereira do Amaral, nosso tetravô paterno, em Virginópolis. O professor Dermeval menciona um do nome que surge em 1875 com engenho de serrar madeira.
Mas, segundo ele, esse era filho de nossos pentavós Malaquias Pereira do Amaral e sua esposa Anna Maria de Jesus. Então, sendo irmão do tetravô Daniel Pereira do Amaral, que residia em Sabinópolis.
 
Mas o autor afirma que foi casado e não teve filhos. Resta-nos esperar, então, que aquele que viveu em Virginópolis e foi nosso ancestral tenha sido filho de um dos irmãos do Malaquias: Francisco, Joao ou Miguel.
 
Nesse caso, o mais provável que nosso vinculo através do ancestral Joaquim ai, embora considerado de Sabinópolis, deve ter passado pelos distritos de Rio Vermelho e Materlândia.
 
Isso porque a esposa do ancestral Joaquim chamava-se Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Pode ser que as famílias ainda residiam em Sabinópolis quando se casaram e se mudaram para Patrocínio.
 
Mas por certo, todos os citados no almanaque de 1872 em relação a Materlândia tem vínculos estreitos com Sabinópolis. E ali esta a presença do Miguel Pereira do Amaral, que não deve ser o irmão do Malaquias.
 
Esse nascera em 1787. Então, poderia ter sido um filho dele e, talvez, irmão do Joaquim nosso ancestral.
 
Ja em Rio Vermelho temos, alem dos Antonio e ten.-cel. Bernardino dos Santos Carvalhaes, a presença do Celestino Monteiro de Carvalho. Ele foi filho de Senhorinha Rosa de Jesus e Jose Carvalho da Fonseca, que residiam em São Pedro do Suacui.
 
Senhorinha foi filha de nossos Pentavós Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana que fizeram parte do rol de fundadores de Sabinópolis.
 
irmã do Celestino, dona Maria Augusta Cesarina de Carvalho foi a esposa do tio, capitão Francisco Nunes Coelho. O mesmo que em Guanhaes era 1o. Juiz, subdelegado e negociante de secos.
 
Não aparece ainda como fazendeiro porque a mãe dele, Anna Pinto de Jesus, nossa pentavó com o Eusebio Nunes Coelho, ainda era viva.
 
Ele ainda foi politico dos mais respeitados e deixou uma linhagem de políticos que atuava por mais 100 anos depois daquela época.
 
Dos irmãos do Celestino, também o Maximiano Monteiro de Carvalho residiu em Rio Vermelho onde era casado, deixou filhos e era eleitor em 1865.
 
Outros três: Jose, Antonio e Manoel residiram em São Pedro do Suaçui. Obviamente, estou relembrando apenas uma das muitas famílias de nossos familiares que se instalaram na região. Imagine-se quando se desvendar as partes ocultas da nossa genealogia!!!
 
A respeito dos Alves Barroso ai presentes, são todos da família do Ary Barroso. O Sabino, por exemplo, mais tarde tornou-se deputado de muita relevância, chegando a tornar-se presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
 
Foi ele que deu o jeitinho para descolar a carreira do Ary, que era sobrinho dele. Era irmão do Joao Evangelista Barroso, o pai.
 
Tenho duvidas quanto ao farmacêutico que aparece nos dados de Guanhaes não ter o nome de Modesto Alves Barroso, ao invés de Barbosa. O Modesto Barroso deixou descendência que incorporou-se a família virginopolitana.
 
Entre os descendentes estava a dona Dinah Barroso, que foi esposa do senhor Antonio Moreira. Foram pais da Railda, esposa do tio Ozanan Barbalho e da Margarida, esposa do Lincoln Antonio Lucio.
 
Dessa miscelânea so podemos esperar mesmo mais parentesco de nossa parte com todo o circulo de cidades da região! E nos costumamos brincar que: “mesma coisa é um caminhão cheio de japoneses!” So se for em Minas Gerais!
 
PS. O Ney, meu irmão fez a observação de que os rios correntes que passam em Sabinópolis pertencem todos `a Bacia do Rio Doce. Então, esta incorreta a informação passada pelo Almanak em relação ao desaguar no Jequitinhonha.
 
A verdade passa pelo fato de que tanto o Rio Jequitinhonha quanto o Mucuri, que são os mais importantes da Região Nordeste de Minas Gerais, nascem naquelas imediações, porem, suas nascentes faziam parte do conjunto que formava o Serro e do qual Sao Sebastião dos Correntes fazia parte.
 
O nome Sabinópolis surgiu a partir do nome Sabino Alves Barroso que era ate então o filho mais ilustre da localidade. Alguns queriam que o Ary Barroso também tivesse nascido la. Mas o pai do Ary sim, nasceu la.
PS 2. Havemos de nos lembrar também que os genealogistas mais recentes afirmam que o nome do pai do Luiz Barbalho Bezerra era Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e não Antonio Barbalho Felpa de Barbuda como esta na biografia de 1876.
 
O sobrenome Barbalho Bezerra nasceu a partir da combinação com o sobrenome materno que procedeu de Camilla Barbalho.
 
Guilherme era filho de Antonio, com o mesmo sobrenome, que era filho do casal Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra. Procedia de Ponte de Lima. Antonio e Maria tiveram também o filho Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, nascido em Viana do Lima em 1524, e muitos outros.
 
Esse ramo da familia transferiu-se para o Brasil, levado pelo primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho.
 
Isso explica a alta frequência do sobrenome Bezerra, e também Barbalho, junto `a população nordestina. Alem destes aparecem os Araújo, Andrade, Monteiro, Tavares, Mendonça, Furtado, Carneiro e outros na formação do ramo que se dirigiu para o Rio de Janeiro e posteriormente para Minas e o Sul do pais.
 
O nome Guilherme para o pai do Luiz Barbalho parece comprovar-se pelo fato de o primeiro filho ter-se chamado também Guilherme.

 

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012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

INDICE:

01. O TRONCO

02. BUSCANDO INDICIOS DO MANUEL RODRIGUES COELHO

03. MANOEL RODRIGUES COELHO EM JARDINS DE ANGICOS-RN

04. CONTATO COM O AUTOR JOAO EVANGELISTA ROMAO

05. MANUEL RODRIGUES COELHO DA FARMACIA

06. UMA NOVIDADE A RESPEITO DO MANUEL RODRIGUES COELHO

07. MANOEL RODRIGUES COELHO NO FINAL DO SECULO XVIII

08. INFORMACOES VINDAS DO PROFESSOR NELSON

09. “PROJETO COMPARTILHAR”: PEDRO XAVIER E LUIZA BICUDA

10. MANOEL RODRIGUES COIMBRA E MARIA JOSE FERNANDES

11. ANTONIO MUNIZ BARBOSA E CLARA MARIA DE JESUS

12. SEQUENCIA DA HISTORIA DE FAMILIA

13. MAIS EVIDENCIAS NOS MAPAS

14. UM POUCO MAIS DE MANOEL RODRIGUES COELHO

15. BENTO RODRIGUES COELHO EM MINAS GERAIS

16. LOURENCO COELHO DE MAGALHAES

17. MANOEL COELHO RODRIGUES

 

012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

 

01. O TRONCO

De acordo com os genealogistas mais antigos na família, o ramo Coelho formou-se a partir de pessoas presentes ao início do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. E deles temos que o tronco que encontraram era formado por:

01. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatisi da Rocha, e foram pais de:

02. Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães, e foram pais de:

03. Capitão Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo.

01. A sugestão do primeiro casal aparece em edição mais recente do livro “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente” do professor Dermeval Jose Pimenta.

Não pude ir alem, porem, encontrei no site Familysearch que mostra o registro de:

“Maria, batizada a 26.Jul.1750. Filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição.”

Caso Anna Maria tenha sido oriunda da Família Barbalho podemos ter ai a sequencia exata para o sobrenome da batizanda Maria. Ela pode ter adotado o nome e ter-se tornado nossa ancestral.

O registro procede da cidade de Ouro Branco. Ha também o registro de Manoel, a 25 Feb 1752. Alem do casamento de Rosa Maria da Conceição, em Itatiaia-RJ, a 02 Sep 1795.

02. O Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães foi dito ser português, que havia chegado ao Brasil acompanhando a seu pai, o também português, Manuel Rodrigues Coelho.

A informação procede do professor Nelson Coelho de Senna. Mas, ao modo do professor Dermeval, não nos fornece documentação que confirme tais afirmações. Acredito que o professor Senna baseou-se em tradições de família.

03. Luiza Maria do Espirito Santo foi filha de Antonio Jose Moniz e Manuela do Espirito Santo. Foi dito que ela nasceu em Conceição do Mato Dentro, onde se casou e teve os primeiros filhos.

Mais tarde a familia mudou-se da Fazenda Lapinha, ainda em território da Cidade de Conceição, para onde haviam fundado o Arraial de São Miguel e Almas, que se tornou o atual Município de Guanhaes-MG.

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02. BUSCANDO INDICIOS DO MANUEL RODRIGUES COELHO

Aproveitando que estava revisando as literaturas para encontrar algo a respeito de nossos ancestrais Barbosa, resolvi estender um pouco a busca por esse nosso mencionado ancestral, Manuel Rodrigues Coelho.

Mencionado primeiramente pelo também, suposto, descendente dele, professor Nelson Coelho de Senna, em 1939, em sua obra: “Algumas Notas Genealógicas”.

Segundo o professor de Senna, seria o mesmo senhor que recebeu uma sesmaria do governador da Província de Minas Gerais, o general Gomes Freire de Andrade, em dezembro de 1744.

Mas eu não havia ate agora encontrado menções a esse elusivo Manuel senão num processo em Ouro Preto por disputa de direitos econômicos, na mencionada sesmaria e no site do IBGE a respeito da Cidade de Congonhas do Campo:

https://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?codmun=311800

Nesse ultimo menciona-se que: “Contribuíram com grandes quantias Francisco de Lima; Manuel Rodrigues Coelho, Bernardo Pires da Silva, de modo que se começou ….”

Ja no site da prefeitura de Congonhas ha uma menção que atravessa a informação do IBGE. Veja-se no endereço:

http://mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/igreja-do-senhor-bom-jesus-de-matosinhos

Ai se fala no quarto parágrafo a respeito do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos:

“O interior traz decoração rica e graciosa do período rococó da arte mineira. Entre 1765 e 1769, o entalhador Jeronimo Felix Teixeira fez os retábulos do cruzeiro, concluídos em 1772 por Manuel Rodrigues Coelho. A pintura e douramento são de autoria dos pintores Joao Carvalhais (altar de Santo Antonio) e Bernardo Pires da Silva (altar de São Francisco de Paula). O retábulo-mor foi entalhado por Joao Antunes de Carvalho, simultaneamente `a execução do respectivo altar, entre os anos de 1769 e 1775.”

Ou seja, pode ser que tenhamos ai um parente artista e não milionário. O que ate pode estar ai a verdade, pois, o Manuel deve ter sido ajudante do Jeronimo Felix Teixeira, o que pode indicar que esse tenha sido sogro daquele, o que explicaria os sobrenomes Coelho Teixeira ter se formado também dessa associação.

Observe-se que alem da presença de nossa família nos primórdios da fundação de Guanhaes estavam presentes também os Carvalho, Carvalhais e Teixeira. Talvez seja apenas uma coincidência, devido `a grande frequências desses sobrenomes em descendentes portugueses.

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03. MANOEL RODRIGUES COELHO EM JARDIM DE ANGICOS-RN

Outro Manoel Rodrigues Coelho aparece como povoador no Rio Grande do Norte. O livro, possível ler em parte no Google Livros: “Alem dos Jardins: Historia e Genealogia de Jardim de Angicos/RN” de autoria de Joao Evangelista Romão, traz:

“Referem-se os primeiros registros encontrados nos livros de sesmarias, no pós-guerra, que em 1709, Manoel Rodrigues Coelho possuía três léguas de terras no Taipu pelo rio Ceara-Mirim acima. No ano seguinte, seu irmão Francisco Rodrigues Coelho e Mauricio Brochado Ribeiro requeriam a data de No. 85, concedida a 10 de fevereiro de 1710.”

Se não pela presteza da informação para a nossa genealogia, pelo menos fica registrado que o nome Mano(u)el Rodrigues Coelho tornou-se comum `a época.

Aqui também se verifica a presença do sobrenome Ribeiro, que pode dar-nos uma evidência, pois, assinantes do sobrenome Coelho Ribeiro são chamados de nossos parentes pelo professor Nelson Coelho de Senna.

Ele narra em seu livro: “5o. Dona EMILIA BRASILINA COELHO DA ROCHA (minha avo materna, casada com o tenente JOSE COELHO DA ROCHA RIBEIRO, seo primo, ficando o casal desses meus avos maternos os nove filhos mais adiante enumerados); …”

Não creio que aquele Manoel tenha sido nosso ancestral porque ha uma menção a ele ter solicitado cargos em 1749, no RN. O nosso possível ancestral ganhou sesmaria em Minas Gerais, em dezembro de 1744.

Mas não se pode descartar a possibilidade de o primeiro ter sido pai de algum que tivesse ido para Minas Gerais no auge do Ciclo do Ouro.

Observe-se que a Guerra dos Emboabas deu-se entre 1707 e 1709. Então, foi nomeado para apaziguar os ânimos o governador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho.

Esse era filho do nobre Antonio de Albuquerque de Carvalho e Ines Maria Coelho. Nasceu no Maranhão, sendo que o pai era português.Havia sido governador do Grão-Para e do Maranhão.

E, pelo sobrenome Coelho, não se pode descartar a possibilidade de ter sido aparentado do Manoel Rodrigues Coelho, `a sua época povoando Jardim de Angicos-RN, o que facilitaria convidar parentes para ajuda-lo na tarefa de pacificar Minas Gerais.

Infelizmente, o que o Google Livros expõe do livro vai ate `a pagina 109, quando ainda não entra na parte genealógica. Assim não pude conferir mais detalhes que poderiam esclarecer nossa genealogia, caso haja vinculo entre nos e os de Jardins de Angicos.

Havemos de nos lembrar que Bento Rodrigues Coelho filho de Amaro Rodrigues Coelho estava em Minas Gerais por volta daqueles inícios de povoação europeia do Estado.

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04. CONTATO COM O AUTOR JOAO EVANGELISTA ROMAO

Fiz contato com o autor do livro acima mencionado. Pronta e gentilmente respondeu-me. Copio parte de sua resposta:

“Com relação a Manoel Rodrigues Coelho, não tenho sua nacionalidade. O que tenho, resumo:

Nas duas primeiras décadas de 1700, Manuel Rodrigues Coelho e seu irmão Francisco Rodrigues Coelho requereram e obtiveram três sesmarias em nossa região, no Rio Grande do Norte, começando no atual município Taipu, acompanhando o Rio Ceara-mirim, englobando terras atuais dos Poço Branco, Bento Fernandes, Jardim de Angicos e Caiçara do Rio do Vento.

Em 1724, Manoel Coelho vende parte de suas terras a Jose Pinheiro Teixeira e foi embora para a Capitania do Ceará. O restante das terras ficaram com seus descendentes entrelaçados principalmente aos Pinheiro Teixeira.

Casado com Izabel de Barros, entre seus filhos aparece Ana, batizada em 21 de outubro de 1691, Francisco Rodrigues Coelho batizado em 23 de agosto de 1697, Manoel Rodrigues Coelho batizado em 23 de abril de 1705 e também Maria Conceição de Barros que casou com Francisco Pinheiro Teixeira.”

Então, some-se mais esse Manoel Rodrigues Coelho, nascido em 1705, ao nosso rol de possibilidades. Caso ele tenha migrado para Minas Gerais por volta de seus 30 anos de idade, poderia encaixar-se em lugar do capitão-comandante de Lagoa Dourada, ou do escultor de fama.

Não se pode exclui-lo de ser o Manuel milionario que o professor Nelson identificou como português. As outras menções a esse não comentam a respeito de sua naturalidade, exceto aquelas feitas pelo professor Nelson que o da por português.

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05. MANUEL RODRIGUES COELHO DA FARMACIA

Para colorir um pouco mais a nossa variedade de Manuéis, menciono mais um da raça. Não porque o tenho por certo como possível colonizador em Minas Gerais. Mas porque também ele poderia ter tido algum filho que o tenha feito.

Trata-se do boticario Manuel Rodrigues Coelho. Apesar de ter sido boticário da corte, segundo o trabalho abaixo, “visava ter seu trabalho autorizado pelo governo, o que não conseguiu.” (`as paginas 13 para 14).

Tratava-se do trabalho: “Farmacia Tubalense Química Galenica, Teoria e Pratica.” Esse Manuel era natural de Setubal, dai o nome do livro.

Não estou encontrando maiores informações a respeito da vida dele via internet. O livro foi publicado em Coimbra, em 1735.

Seria uma grande oportunidade perdida se ele não tivesse pelo menos feito uma visita ao Brasil, pois, a farmacologia estava em seus inícios. As opções medicamentosas ainda eram parcas.

E alem da flora variada a ser estudada, haviam ja conhecimentos adquiridos dos indígenas que requeriam catalogação e confirmação.

Mas é possível que uma tentativa nesse gênero não fosse benvinda em Portugal, que possuía um governo altamente preconceituoso, ignorante e monopolista.

Os pesquisadores de países europeus mais desenvolvidos acabaram tirando proveito dessa falha dos portugueses, quando foram convidados a ir ao Brasil a partir da ida da corte portuguesa, em 1808, para la.

A postagem que mencionei acima esta no endereço da Universidade Cândido Mendes:

http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/K204126.pdf

Nesse outro estudo abaixo menciona-se muitas vezes o nome do autor da Farmacopeia Tubalense. Porem, por causa do estudo referir-se exatamente a respeito das publicações do autor. Ai se afirma que apenas 1 dos minerais usados como fármaco `a época procedia do Brasil. Portanto, não se justifica uma viagem ao pais.

http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/resources/anais/28/1400252072_ARQUIVO_ANPUH2014.pdf

Resta, então, a possibilidade de algum filho do farmacêutico Manuel Rodrigues Coelho ter tido a premissa de tornar-se um dos colonizadores.

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06. UMA NOVIDADE A RESPEITO DO MANUEL RODRIGUES COELHO

E no “Projeto Resgate” da “Rede Memória”, “Arquivo Histórico Ultramarino”, “Minas Gerais (1680-1832)”, ha essa confirmação, embora não tenha podido ler o documento, mas sim a descrição:

“Requerimento de Manuel Rodrigues Coelho, solicitando a confirmação de sesmaria de meia légua de terra em quadra, na freguesia de Cachoeira, no Termo de Vila Rica. – Anexo: Em anexo: 1 carta; 1 bilhete.”

“Data: A761, julho, 7.”

Tal requerimento deve referir-se a outra sesmaria com mesmas medidas que não a do Inficcionado. O professor Nelson de Senna menciona uma datada de 1758. Como aqui parece que a data é do ano de 1761, a confirmação desejada devera ser a dela.

Coincidência ou não, encontramos a família Rodrigues Coelho requerendo mais tarde uma concessão de sesmarias na Freguesia de Itabira, em 21.01.1779, para a FAZENDA CACHOEIRA. Assim a primeira, de 1758, estava no Município de Cachoeira do Campo, então freguesia de Vila Rica.

O Arquivo Publico Mineiro dispõe do registro da segunda:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=8227

Recordo que houve um Antonio Rodrigues Coelho cujos inventários se encontram em Ouro Preto, junto com os do seu filho Jose Antonio Rodrigues Coelho, nos quais se menciona a presença do segundo em Itabira.

Esses detalhes poderão ajudar-nos em futuros aprofundamentos das pesquisas.

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07. MANOEL RODRIGUES COELHO NO FINAL DO SECULO XVIII

No Arquivo Publico Mineiro existe o catalogo de dois documentos que mencionam o capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho. Importante notar que o local indicado no fichário chama-se Lagoa Dourada. Abra-se para ver:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=10579

A data 10.07.1784, associada ao local, parece indicar ser a mesma pessoa que aparece batizando uma criança: Maria, neta de Pedro Xavier, também em Lagoa Dourada. Dados mais abaixo.

O segundo documento, importante, tem endereço em Prados-MG. Lagoa Dourada era freguesia de Prados. Verifique-se no endereço:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=9993

Importante confirmar-se que esse capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho que não parece ser o mesmo rico senhor português Manuel Rodrigues Coelho e também não deve ser o escultor de mesmo nome. Então, nossa sorte conta ai com 3 ou mais chances!

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08. INFORMACOES VINDAS DO PROFESSOR NELSON

Mas as novidades mesmo são outras. Primeiramente, ha que deixar claro que o professor Nelson não nos deu nenhuma informação precisa para a origem do alegado ancestral Manuel Rodrigues Coelho.

Na descrição do livro dele menciona a Freguesia de Cete, atual Vila, como local de origem do sobrenome Coelho. O que não se confere. O sobrenome vem desde os idos de 1180 aproximadamente, com o cavaleiro Soeiro Viegas Coelho, que o passou aos descendentes.

Ja ao final dos anos 1300 e inicio dos 1400 estabelece-se o senhorio dos Coelho, descendentes do Soeiro, em Felgueiras e Vieira. Desde então eles passam `as diversas regiões de Portugal e alem mar.

Quem quiser conferir um pouco dessa genealogia pode visitar a pagina. Fernão Coelho foi o primeiro senhor de Felgueiras e Vieira.

http://pagfam.geneall.net/1180/pessoas.php?id=1044951

Naturalmente, o sobrenome não estava restrito a ele. Deve ter sido apenas o Coelho mais graúdo `a sua época. Interessante é que a esposa dele, Catarina de Freitas, foi quem acrescentou mais ascendências nas casas reais europeias ao ramo por eles encabeçado.

Entre os primeiros povoadores das Ilhas dos Açores ja se encontram os Coelho. O Joao Coelho, por exemplo, recebeu o apelido de “o povoador”.

Possivelmente, iremos descender deste, via os Coelho Linhares e Coelho da Silveira que 300 anos depois da colonização das ilhas estavam se mudando para o Brasil, especialmente Minas Gerais. Ali os encontramos ja no século XIX, em Itabira/Santa Barbara.

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09. “PROJETO COMPARTILHAR”: PEDRO XAVIER E LUIZA BICUDA

Porem, a Historia aqui é outra. Trata-se do site chamado “Projeto Compartilhar”. Os administradores tem feito um excelente trabalho ao desvendar dados genealógicos dos primeiros moradores das partes mais ao Sul do Estado de Minas Gerais.

Ali encontrei os primórdios da descendência de Pedro Xavier e Luzia Bicuda de Alvarenga. Ele, dito natural da França; e ela de Taubaté. Eles tiveram filhas em Guaratinguetá. As 4 filhas do casal casaram-se e tiveram família em Prados, Sul de Minas.

Um detalhe foi que a filha Izabel Bicuda de Alvarenga, casada com Sebastião Pereira de Avila, natural do Rio de Janeiro, teve filhos no distrito de Lagoa Dourada, hoje cidade. E ali esta escrito no batizado da filha Maria:

“3.2 Prados – MG – aos 28-10-1748 na capela da Lagoa Dourada filial desta matriz bat. a Maria, f.l. de Sebastião Pereira Davila e de s/m Izabel Bicuda, fregueses desta dita matriz e foram padrinhos Manoel Rodrigues Coelho, solteiro e Catarina Pereira mulher de Joao da Silva, todos desta dita freguesia.”

Aqui temos algo interessante, o fato do padrinho chamar-se Manoel Rodrigues Coelho e ser solteiro. Mas desde que vi os estudos de época no tese de doutorado:

http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf

do professor Cristiano Oliveira de Sousa, constatei que não eram raros os homens ricos que viviam solteiros, embora isso não os impedisse de manter relações estáveis e produzir descendência.

Em quadros dessa tese encontram-se menções ao nome de nosso ancestral Francisco Jose Barbosa Fruão ou Truão. Ele foi membro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Mais ao final da vida dele deve ter transferido residência para Congonhas do Campo onde encontramos sua filha Francisca Angelica da Encarnação casando-se com nosso também ancestral, o açoriano Miguel Pereira do Amaral, natural da Ilha de São Miguel.

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10. MANOEL RODRIGUES COIMBRA E MARIA JOSE FERNANDES

Mas ate ai não se pode afirmar nada. Existe outro tratado genealógico que chamou-me a atenção. Trata-se de Manoel Rodrigues Coimbra e sua esposa Maria Jose Fernandes.

Ele foi natural São Martinho da Arvore de Coimbra. Maria Jose era natural de Guaratinguetá. E os primeiros filhos nasceram na terra materna. Tiveram 7 filhos: Maria Jose, Domingos, Antonio, Ana Maria, Felicia, Jose e Joaquim.

Nada anormal. Apenas gostaria de postar aqui os dados de batismo do Jose:

“Prados, MG aos 26-09-1740 na capela de Santo Antonio da Lagoa Dourada bat. a Jose, f.l. de Manoel Rodrigues Coimbra e de s/m Maria Jose desta freguesia, foram padrinhos o Revdo. Padre Antonio de Medeiros, e Maria Pereira, mulher de Manoel Pacheco Barrosas desta freguesia.”

Os detalhes aqui são diversos. Os dados prosseguem com descendência de apenas 2 filhas, Maria Jose e Ana Maria. Com isso ha o problema de não revelar-se outros sobrenomes que andavam pela família.

Salve-se apenas que o Pereira aparece na filha Maria Jose. Muito possivelmente, ele vem por via paterna da Maria Jose Fernandes. Era comum as mulheres receberem somente os sobrenomes maternos. Nesse caso, a Maria Jose filha, e madrinha de seu irmão Jose, deve ter adotado o sobrenome do avô materno.

Um detalhe interessante foi que o casal  Manoel Rodrigues Coimbra e Maria Jose Fernandes ja devia ser de meia idade. Isso porque a filha Maria Jose casou-se em 1737 e os irmãos dela Jose e Joaquim eram mais novos que o filho dela, Manoel Pacheco Monteiro, nascido em 1738.

Acredito que o Manoel Rodrigues Coimbra poderia chamar-se na realidade Manuel Rodrigues Coelho.

A explicação para a possibilidade é a de que era muito comum aos portugueses chegados ao Brasil adotarem os nomes de seus torrões natais como sobrenome. E muitos usavam mais de um sobrenome, conforme cada caso, ou por engano dos escrivães que nem sempre eram tão letrados quanto deveriam.

Se essa hipotese puder ser comprovada verdadeira, poderá ser esse Manuel Rodrigues Coimbra fosse o verdadeiro Manuel Rodrigues Coelho, pai do nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães, e ai estaria o registro de batismo deste.

Observe-se que o marido da Maria Jose, filha, chamava-se Manoel Pacheco Barrosas, “natural da freguesia de Santo Estevão de Barrosas termo de Guimaraes Arc. de Braga.” Como o Coimbra, acredito que o Barrosas foi um acréscimo para distinção.

A possibilidade da mudança do sobrenome conta com a presença do outro Manoel Rodrigues Coelho. Muito provavelmente eles eram aparentados próximos e um pode ter sido chamado de Coimbra apenas para distinguir-se do outro. Mas o escrivão pode não ter atentado para esse detalhe.

Isso se daria em razão da frequência de mesmo nome ser elevada naquela época. Mesmo mais recente temos o exemplo do senhor Antonio Ferreira Campos, o qual o juiz do Serro acrescentou-lhe Baguari ao nome para distingui-lo dos muitos homônimos que existiam.

Claro, por que o professor Nelson contou outra Historia? Muito provavelmente, se a hipótese estiver correta, ele deve ter encontrado algum documento informando apenas o nome do pai do Jose.

Ai fica a situação. Onde estava esse Manuel Rodrigues Coelho? O professor Nelson não possuía sequer um milésimo da tecnologia que temos hoje. Ele faleceu em 02 de junho de 1952.

Por mais extensa que tenha sido a pesquisa dele, deve ter encontrado somente

menções ao rico senhor do nome. Era natural que concluísse aquele ser nosso ancestral.

E, então, ficamos nesse beco que o escolhido nos oferece resposta ao nome do pai, mas não encontramos mais documentos, por hora, que nos confirme ou negue a real paternidade.

Pelo menos fica-se sabendo que os sobrenomes Rodrigues e Coelho estavam presentes no mesmo local, Lagoa Dourada.

Falta-nos, então, localizar mais detalhes de ancestrais dessas pessoas ou da possível esposa ou companheira do capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho para explicar-se o nome Magalhães no Jose Coelho de Magalhães, nosso ancestral.

O certo é que o Magalhães era e permanece tão comum entre a descendência portuguesa que difícil será buscar 3 ou mais gerações de nossos ancestrais e não encontra-lo na mistura.

No proprio Projeto Compartilhar ha dados de descendência de alguém com o nome Caetano Alves de Magalhães e Araújo. Viveu nos arredores de Congonhas do Campo. Ele, entre outros diversos exemplos de assinantes, como Bento Pinto de Magalhães, que viveram ou deixaram descendência em cidades próximas a Prados.

Fiz a menção apenas para salientar o fato de o professor Nelson ter deixado escrito que os bisavós dele: Joao Coelho de Magalhães e Bebiana Lourença de Araújo eram primos carnais. Talvez algum parente do Caetano tenha nos legado tanto o Magalhães, quanto passado o Araújo para o ramo do tio Joao.

Mas o que chamou-me a atenção também para levantar a hipótese de que o Jose, filho do Manoel Rodrigues Coimbra, possa ter sido nosso ancestral esta no fato da data de nascimento ter-se dado em 1740.

Penso essa ser uma data razoável. Isso porque segundo noticias do professor Senna ele foi casado duas vezes e faleceu em 1806. Ou seja, 66 anos de idade para a época ja era praticamente uma benção. A media estava muito abaixo disso.

O nosso ancestral Jose Coelho da Rocha nasceu em 1782 e faleceu em 1844, ou seja, aos 62 anos de idade. Apesar de seu irmão Joao Coelho de Magalhães ter vivido bons 94 anos de vida, de 1785 a 1879.

Para ter sido filho do português Manuel Rodrigues Coelho e também ser português de origem como o professor Nelson alegou a respeito do Jose Coelho de Magalhães, ele devera ter nascido antes de 1740. Isso porque em 1744 ja estariam no Brasil como demonstra a data da primeira carta de sesmaria.

O Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães pode ter nascido ate por volta de 1730 e, nesse caso, falecido com 76 anos de idade.

Portanto, o rol de datas que temos em mãos não nos permite eliminar nenhuma possibilidade por enquanto.

Evidencia menor, por causa da alta frequência do nome `a época, foi haver uma filha do Manoel e Maria Jose Fernandes chamada Ana Maria. O Jose Coelho da Rocha também foi pai de uma Ana Maria (Sinh’Aninha).

O nome era muito comum mas a soma das pequenas evidencias é que sustenta a possibilidade!

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11. ANTONIO MUNIZ BARBOSA E CLARA MARIA DE JESUS

Ha algum tempo atras eu havia localizado outro núcleo de família no Projeto Compartilhar que parece coincidir com nossa parentela, com entroncamento na linhagem Rodrigues Coelho. Trata-se de Antonio Muniz Barbosa. Na descrição temos:

“Antonio Muniz Barbosa, nasceu na primeira metade do século XVIII na freguesia de São Pedro da Ilha de São Miguel, filho de Manoel Vieira Muniz, natural da freguesia de N. Sa. das Neves, e Apologia de Albernaz, natural da freguesia de S. Roque Ilha de S. Miguel, Bispado de Angra.”

“Aos 04-03-1753 casou com Clara Maria de Jesus, natural de Barbacena, filha de Francisco Mis [Martins], da freguesia de S. Pedro de Oliveira, Arc. de Braga e Ana Maria de Jesus natural da Ilha Terceira. Em Barbacena batizaram filhos.”

Por coincidência o casal consagrou o enlace matrimonial em Prados antes de se mudar para Barbacena. Ali lhes nasceu o filho Antonio, batizado em 03.07.1758.

Ao que se pode ver na pagina do Projeto Compartilhar, o sobrenome varia de Moniz para Muniz, o que se pode atribuir aos enganos dos escrivães.

Antonio não comparece no inventario paterno. Não se pode dizer com certeza a razão disso. O mais provável seria que fosse falecido antes do pai. Mas também pode haver outra explicação em conta.

Como se pode observar, o inventariante, Antonio Felisberto Costa, e genro do Antonio Muniz alega não saber sequer o nome da sogra; e da o sogro por nascido no Rio de Janeiro.

Outro detalhe é o que se alega de herança não parecer ser de maior importância. Alem de o inventario ter sido aberto em Baependi, que fica ao lado de Caxambu, bem no Sul de Minas e distante das áreas mais centrais do Estado.

Alem disso, se Antonio estivesse vivo em 1786, estaria com 28 anos de idade. Como o pai não era rico devia ter procurado meio próprio de vida e poderia estar vivendo em qualquer outro lugar do antigo Império Português.

Isso abre oportunidade para reavivarmos a teoria de que esse Antonio poderia ser o Antonio Jose Moniz, nosso ancestral pentavô, marido de Manoela do Espirito Santo, os pais de Luiza Maria do Espirito Santo.

Luiza foi a esposa do Jose Coelho da Rocha, filho do alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães, o suposto filho do Manuel Rodrigues Coelho.

Observe-se que em torno de 1750, os mais velhos viviam na região de Prados-MG. Algo que leva a concluir que ja havia conhecimento entre eles e, com boa chance de ter acontecido, haver grau de parentesco envolvido.

Uma evidencia que reforça minha hipótese de conhecimento prévio trata-se do nome de dona Clara Maria de Jesus. Era um nome comumente adotado pelas mulheres daquele tempo. Portanto, não necessitava o exemplo de uma primeira para que outras copiassem.

Mas seria uma feliz coincidencia se, por exemplo, o Antonio Barbosa ter se casado com uma, se acaso foi o filho deles que foi para Conceição do Mato Dentro, esse filho teve uma filha casada com o Jose Coelho da Rocha que tinha uma irmã cujo nome também era Clara Maria de Jesus.

Ou seja, a evidencia indica uma maior possibilidade de que os membros das famílias ja se conheciam.

Se estava vivo, outras razões para o ancestral Antonio Jose Moniz não ter comparecido `a abertura dos inventários do suposto pai incluiriam ele poder ter ganho algo como forma de adiantamento. O pai poderia te-lo ajudado a formar sua própria tropa e isso seria combinado como herança.

Claro, seria fato marcante também a distancia entre Santana do Riacho ou Conceição do Mato Dentro e Baependi/Caxambu. Atualmente essa distancia gira em torno de 500 km, em estrada asfaltada.

Seria um mês inteiro de viagem, ida e volta. Alem disso numa direção que não fazia parte do circuito de tropas que normalmente partiam do Centro-Nordeste de Minas Gerais e seguiam em direção ao Rio de Janeiro.

Uma viagem que não teria valor para ele ja que não iria rever nenhum dos pais, ja que ambos estavam falecidos. E pode ser que tivesse perdido o afeto da família antes mesmo do falecimento da mãe.

Outro detalhe seria que as noticias sempre chegariam dias ou meses após aos acontecimentos.

Aqui se abre outra oportunidade de termos parentesco com essa família. Isso porque a mãe da dona Clara Maria chamava-se Ana Maria e procedia da Ilha Terceira, nos Açores.

O nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral procedia da Ilha de São Miguel. A sogra dele, esposa do Francisco Jose Barbosa Fruão chamava-se Anna Maria de Jesus.

O filho do Miguel e Francisca Angelica, Malaquias Pereira do Amaral casou-se com outra Ana Maria de Jesus, natural de Congonhas do Campo e filha de Antonio Coelho de Almeida e s/m Ana Maria de Jesus.

Ou seja, não se deve dar grande credito `a possibilidade de parentesco em função do nome porque ele era muitíssimo comum. Mas isso faz uma pequena soma quando de trata de analise de evidencias possíveis.

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12. SEQUENCIA DA HISTORIA DE FAMILIA

Nos encontramos tanto o Jose Coelho de Magalhães quanto o Antonio Jose Moniz residindo na região de Conceição do Mato Dentro ao final do século XVIII e inicio do século XIX. Razão mais provável pela qual os filhos nasceram, se conheceram e casaram entre si.

O professor Nelson Coelho de Senna centra a família Coelho na Fazendo Axupe, antigamente incluída por ele no território do atual Município de Morro do Pilar. Mas na internet encontrei apenas uma fazenda com tal nome, no Município de Conceição do Mato Dentro. Confira a foto:

https://www.panoramio.com/photo/2352337

Alega-se também que Jose Coelho da Rocha e Maria Luiza moraram na Fazenda da Lapinha, território de Conceição do Mato Dentro. Contudo, com as divisões territoriais, essa propriedade enorme pertence `a vizinha Santana do Riacho, onde se encontra a Serra da Lapinha.

O que faz pensar é que `a medida que o ouro foi se esgotando, o que deve ter acontecido ja na primeira metade do século XVIII nas partes mais ao Sul do Estado de Minas, a população excedente preferiu migrar para os espaços mais vazios do Nordeste de Minas, em torno de sua, então, capital: Vila do Principe, a atual Serro.

O esgotamento precoce dos veios de ouro ao Sul deve ter acontecido por estar mais perto dos centros mais desenvolvidos como: São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo, e ter recebido maior quantidade de migrantes. O ouro pode ter se esgotado mas não a vontade de ficar rico aceleradamente.

Por enquanto, essas hipóteses que levanto procedem dos fatos que tenho em mãos. Mas para nega-las ou confirma-las basta-nos encontrar inventários dos personagens Manuel Rodrigues Coelho, que comprovaria ou negaria ter sido o pai do Jose Coelho de Magalhães. Mas dele não tenho o destino final.

Ja o professor Nelson alegou que o Alferes-de-Milicias Jose Coelho faleceu em Conceição do Mato Dentro, em 1806. Portanto, seus inventários e testamento, se houve, devem estar sob a custaria do Museu General Carneiro, no Serro.

Ali também, penso, deveriam estar os do Antonio Jose Moniz. Se os houverem, talvez tenhamos como jogar uma luz definitiva em nossa ancestralidade por essas linhagens que temos noticias de que chegaram ate a nos.

Quanto ao professor Nelson ter alegado que tanto o Manuel Rodrigues Coelho quanto o Jose Coelho de Magalhães tivessem sido portugueses ha que considerar-se ser uma tradição que pode não se confirmar.

Apenas relembrando, havia a tradição na família Barbalho de que o patriarca Policarpo procedia do Nordeste do Brasil e que teria tido dois irmãos, sendo que um havia retornado e outro migrado para o Rio Grande do Sul.

Agora ja sabemos que o Policarpo era mineiro de pai, mãe. E os ancestrais que procederam do Nordeste, muito provavelmente, remontam ao governador Luiz Barbalho Bezerra, pernambucano, que governou o Rio de Janeiro em 1643-4.

Da linhagem, sabemos que outro Policarpo Joseph Barbalho foi cirurgião-mor na Vila de Porto Alegre, onde faleceu em 1801, aos 66 anos de idade. Era também, mineiro, nascido na Vila do Principe, atual Serro.

Falta-nos saber se teve outros irmãos alem da Isidora Maria da Encarnação. Essa, talvez, tenha sido a irmã que permaneceu e, talvez também, tenha sido a avo do patriarca Policarpo. Então, devemos sim dar credito `as tradições, porem, com reservas!

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13. MAIS EVIDENCIAS NOS MAPAS

Tomando Congonhas do Campo como um centro regional, em torno da qual pode ser que tenha se formado nossa família, observa-se que as cidades mencionadas estão relativamente próximas entre si.

O mapa no endereço abaixo mostra bem os possíveis itinerários. E praticamente mostra o que Minas Gerais foi ate ao final do século XVIII. Temos aqui que imaginar uma linha reta entre São Joao Del’Rei e Barbacena. Prados pouca coisa ao norte, `a direita da primeira. Lagoa Dourada esta no caminho, embora não apareça, entre São Joao e Entre Rios de Minas:

http://www.abihouro.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=116&Itemid=501

Prados seria a mais distante, mais pela localização em relação `as estradas atuais. Hoje fica a 104 km de Congonhas. Contudo, o seu antigo distrito, Lagoa Dourada, fica a apenas 71. Gastava-se normalmente apenas 2 dias de viagem.

Barbacena fica a 96 km. Mas para ir-se de Barbacena para Congonhas ha que se passar por Carandaí. E de Carandaí ate Lagoa Dourada são apenas 40 km de chão. Ou seja era apenas um dia de viagem naquele tempo.

Entre Congonhas e Ouro Branco são apenas 25 km. Os mais espertos fariam a viagem na parte da manha, a partir da madrugada ate `as 11 horas.

Entre Congonhas e Ouro Preto são 57 km de distancia, mais 12 para chegar-se a Mariana. Refiro-me `a cidade. Ja em relação ao seu Distrito de Santa Rita Durão, antigo Inficcionado, passando por Ouro Preto, a distancia pesa um pouco mais, caindo nos 90 km.

O site “Distancia entre Cidades” esta um pouco desatualizado em relação `a distancia entre Congonhas e Cachoeira do Campo. Nele, a estrada mais usada seria a que vai a Ouro Preto e depois retorna pela estrada que liga esta a Belo Horizonte.

Mas via os antigos caminhos, que eram os de roça mesmo, não deve chegar a 40 km. Alias, essa deve ter sido a via que se tomava antigamente. Congonhas passando pelo Distrito de Santo Antonio do Leite ate Cachoeira do Campo. Dai para Ouro Preto são mais uns 20 km.

O que deve ter sido a via preferencial tomada por nossos ancestrais, pois, a distancia seria a mesma que o caminho anteriormente mencionado, entre Congonhas e Ouro Preto, com o conforto das paradas em núcleos urbanos.

O que faria Congonhas ser centro regional seria essa localização privilegiada. Alem de a partir da segunda metade do século XVIII contar com o Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, o que servia de atração turística desde o inicio e era o local de retiro para os muito ricos.

Os mais ricos da Capitania tinham no local suas estancias de descanso e lazer. Usavam o local para distanciar do burburinho cansativo das capitais Ouro Preto e Mariana.

Os das classes media e médio/baixa deveriam frequentar o local por devoção religiosa e para aproveitar para encontros “casuais” com pessoas da alta que lhes poderiam ajudar em seus pleitos por algum privilegio menor.

Naquela terra de privilégios e “meritocracias oligárquicas”, somente os que tinham QI (quem indicasse) alto é que deslanchavam na ordem e prosperidade!

E nossos ancestrais que foram abastados não fugiram `a regra!

A partir do século XIX os nossos ancestrais se deslocam do circuito da Estrada Real dirigindo-se para o leste. Ai os encontramos em Itabira, Ferros, Guanhães e Virginópolis. Passam a ocupar o caminho conhecido como Circuito do Rio Doce, que fazia a ligação da região central com o Oceano, em direção ao Espirito Santo.

Assim, com o estudo do mapa regional das localidades envolvidas nessa suposta trama genealógica, pode-se observar que seria possível aos envolvidos que formaram o tecido de nossa genética tenham sido conhecidos e ate sido parentes entre si, antes de picarem-a-mula um pouco mais para o Norte, formando os genes que resultaram na Família Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Tomando o mapa podemos observar que Manuel Rodrigues Coelho transitava entre Santa Rita Durão, Ouro Preto, Mariana, Cachoeira do Campo e Congonhas do Campo.

Manoel Rodrigues Coimbra, vivendo no circuito Prados/Lagoa Dourada deve ter frequentado Congonhas do Campo por estar no caminho de Ouro Preto e Mariana. Essas duas eram as capitais política e religiosa da Província.

O capitão-comandante Manoel Rodrigues Coelho, por evidencias encontradas em suas próprias cartas, teria mesmo que circular por Congonhas para resolver problemas relativos ao cargo, pois, era subalterno aos superiores em Ouro Preto.

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14. UM POUCO MAIS DE MANOEL RODRIGUES COELHO

Apenas para não descartar mais a possibilidade de termos alguma veia artística ligada ao nome. Confirma-se realmente que houve um artista com o nome. E ele deixou obra também em São João Del’Rei.

Ele foi mencionado nessa postagem:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/360875.pdf

Ai o nome dele aparece na quarta pagina do discurso, junto a outros artistas sacros que atuaram naquela cidade.

Esse outro endereço menciona não apenas o feito mas também a profissão que nosso possível ancestral exercia:

https://patrimonioespiritual.org/2017/07/16/igreja-da-ordem-terceira-de-nossa-senhora-do-carmo-sao-joao-del-rei-minas-gerais/

A postagem diz: “Os artísticos trabalhos em madeira da capela e altar-mor e dos púlpitos são de autoria do artista Manuel Rodrigues Coelho.”

Observe-se que a referencia se da `a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, de São João Del’Rei. Ai se repete a Ordem Terceira, que pode ter aproximado nossos ancestrais nas cidades históricas do Estado.

Francisco Jose Barbosa Fruão, mencionado no capitulo 7, fazia parte da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Para ver a menção a Manuel no segundo endereço ha que se ir `a metade da postagem.

Pelo valor da contribuição que foi atribuída ao Manuel Rodrigues Coelho para a construção do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, suponho que ele tenha participado de alguma Ordem Terceira, provavelmente da do Carmo de Mariana, ja que não aparece entre os mais influentes na de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Apenas para deixar marcado. O blog do nosso primo, Paulinho Cesar, também faz recordações `a nossa Historia Genealógica. Em homenagem póstuma a ele, deixo aqui o endereço como lembrança:

http://asagadevalente.blogspot.com/2010/09/

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15. BENTO RODRIGUES COELHO EM MINAS GERAIS

Decidi dar continuidade a esses estudos recordando alguns personagens que penso estar na parentela do Manuel Rodrigues Coelho, nosso aclamado ancestral.

Ha algum tempo atras encontrei no Archivo Heráldico-genealogico, do Visconde de Sanches de Baena, a Carta de Brasão passada a Domingos Rodrigues de Queirós. O documento esta na pagina 153 e é a carta de numero 610. Assim, repito-a aqui:

“Domingos Rodrigues de Queirós, cavalleiro professo na Ordem de Christo, bacharel formado pela Universidade de Coimbra, opositor aos lugares de letras, natural da cidade de Marianna, estado do Brazil; filho de Bento Rodrigues Coelho, e de sua mulher D. Maria de Queirós de Seixas; neto pela parte paterna de Amaro Rodrigues Coelho, e pela materna neto de João Queirós de Seixas, e de sua mulher D. Feliciana de Araújo Dantas; bisneto de Jacinto de Queirós, e de sua mulher Maria Coelho; terceiro neto de Antonio Francisco Marinho, e de sua mulher D. Maria de Queirós Seixas, descendentes de Antonio de Queirós Mascarenhas, bem conhecido n’este reino pela sua distincta qualidade, e conhecido valor.

Um escudo esquartelado; no primeiro e quarto quartéis as armas dos Coelho, no segundo as dos Queirós, e no terceiro as dos Seixas. – Br.p.a 2 de agosto de 1773. Reg. no Cart. da N., Liv. I, fl. 204v.”

Embora não apareça nenhum Manuel Rodrigues Coelho penso não ser errado esperar que um deles tenha sido parente próximo do Bento. Pelas idades prováveis, penso que um Manuel que viveu nas imediações de Mariana tenha sido irmão.

Mas também ha a possibilidade de ter sido filho e irmão do Domingos. Se esse for o caso e caso formos descendentes dele, então, seremos também descendentes do Antonio de Queiroz Mascarenhas. E, por este, descendentes do rei D. Afonso I, primeiro rei de Portugal.

O livro de Sanches de Baena pode ser lido no endereço:

https://archive.org/stream/archivoheraldic00unesgoog#page/n203/mode/2up

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16. LOURENCO COELHO DE MAGALHAES

Apenas para recordar também. O professor Nelson Coelho de Senna fez uma relação de sesmarias adquiridas por pessoas com a assinatura Coelho durante o século XVIII. Entre elas menciona uma do sr. Lourenço Coelho de Magalhães, datada de 1724.

Infelizmente, a menção parece ser única. Haveríamos que localizar tal carta para saber o local para o qual ela foi passada. Isso ajudaria.

Nessa oportunidade ha a possibilidade deste senhor Lourenço ter sido casado com alguém cuja assinatura que corria em família fosse o Rodrigues. Dai se pode ate supor que um filho do casal poderia ter adotado o nome de Manuel Rodrigues Coelho.

Ja o neto, Jose, poderia ter retornado `a alcunha ancestral e ter assinado Jose Coelho de Magalhães. São apenas conjecturas. Mas quem sabe algum dia elas venham a tornar-se realidade?!

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17. MANOEL COELHO RODRIGUES

Manoel Coelho Rodrigues foi outro personagem presente em Minas Gerais `a época do Ciclo do Ouro. O professor Nelson inclusive o menciona como recebedor de sesmaria em 1761.

A genealogia dele, mesmo incompleta, foi estudada pelo Cônego Raimundo Octavio Trindade. Não ha como descendermos dele.

Existe a possibilidade de ser algum parente próximo. Isso porque, ate mesmo para distinguir-se umas pessoas das outras, pessoas em uma mesma família costumavam usar a ordem inversa de assinaturas.

Um caso, por exemplo, seria o de irmãos com mesmo nome: João Francisco e Francisco Joao. Ou Francisco Pereira da Silva e Francisco de Assis da Silva Pereira.

Não estou colocando grande credito a essa tese, mas ha uma possibilidade, nem que sendo mínima!

No livro de Sanches de Baena encontra-se uma carta que se repete 3 vezes. Ela foi passada a 3 irmãos. `A pagina 189 a Francisco Coelho Brandão; `a pagina 548 a Pedro Coelho de Seabra (Alferes) e `a pagina 591 a Vicente Coelho da Silva Seabra Telles. Observe-se como os sobrenomes variavam.

As numerações no livro são: 753, 2163 e 2363, respectivamente. E em cada uma das vezes se lê, `a exceção dos nomes dos agraciados:

“2363. Vicente Coelho da Silva Seabra Telles. natural do termo de Villa-Rica do Oiro Preto, estado da America; filho do alferes de cavallaria Manuel Coelho Rodrigues e de sua mulher D. Josepha de Avila Figueiredo, neta do capitão João de Seabra de Guimarães; neto pela sua varonia do ajudante de infantaria Antonio Coelho, filho de Belchior Coelho, irmão do senhor de Felgueiras e Vieira.

Um escudo esquartelado; o primeiro quartel as armas dos Coelhos, no segundo as dos Seabras, no terceiro as dos Brandões, e no quarto as dos Avilas. – Br. p. a 23 de novembro de 1782. Reg. no Cart. da N., Liv. III, fl. 79.”

O iminente genealogista mineiro, Cônego Raimundo Octavio da Trindade estudou a formação da família Rocha Brandão. Entre outros livros, no Velhos Troncos Mineiros, surge:

“Tn 1 – Josefa de Avila e Silva e Figueiredo c. c. o Alferes Manuel Rodrigues Coelho, Tn 15 adiante.” e

“Tn 15 – Manuel Coelho Rodrigues c. c. Josefa de Avila e Silva e Figueiredo, Tn 1 retro. Filhos (Invent. de Manuel Coelho Rodrigues no Cart. do 1o. Of. de Ouro Preto – 1777):”

Os filhos enumerados por ele foram: Maria Jose, Pedro Coelho, Joaquim Coelho, Francisco Coelho da Silva Brandao, Francisca de Avila e Silva, Ana Francisca, Maria, Vicente Coelho de Seabra, Jose Coelho Rodrigues e Nicolau.

O Cônego Trindade não se aprofunda nos pormenores da descendência, não indo alem de netos de uns dois ou três filhos. Mesmo assim torna-se possível notar que não descendemos da família, pelo menos em nosso lado Rodrigues Coelho.

Seremos muito possivelmente parentes pelo lado Coelho, devido `as diversas vezes que o sobrenome aparece em nossos ancestrais como: Coelho no simples, Coelho de Magalhães, Coelho de Almeida, Coelho de Andrade e outros.

E esse Manuel Coelho Rodrigues e sua esposa Josefa de Avila, como se pode notar, ja eram primos pelo lado Rocha Brandão.

Dona Josefa nasceu no Brasil e os pais foram Francisco da Rocha Brandão, natural de Cabrobo na Bahia e Maria da Silva e Avila, natural de Santo Antonio do Bambu, também Bahia.

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18. CONCLUSAO

Acredito que a unica conclusão `a qual podemos chegar no caso é a de que tudo esta discutido, porém, nada resolvido!!!

Essas conjecturas são boas para exercitar nossas mentes mas o que vale mesmo são as provas!

Sinto que somente um mergulho nos arquivos em Ouro Preto, Mariana, Serro e Diamantina poderá sanar todas as duvidas com respostas absolutas e concretas.

As conjecturas serão apenas uma injeção de animo aos pesquisadores que vierem após mim, caso eu não tenha conseguido resolver as questões, para que não desanimem no surgimento de maiores dificuldades.

Afinal, eu fico de tão longe, torcendo para que outros tenham encontrado o que busco nas pesquisas deles e tendo toda a dificuldade de procurar em trabalhos que não são apropriados, sabendo que a lógica manda buscar nos ditos arquivos.

O problema sempre será: e onde encontrar a coberta que suporte a empreitada se meus fundos próprios não são suficientes para custea-la?! O nosso problema sempre foi a fartura! (Farta tudo!!!)

Por logica, deveria encontrar o registro de casamento do Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues da Rocha, que também tinha o nome de Eugenia Maria da Cruz. Segundo o professor Nelson, o enlace se deu a 7 de setembro de 1799.

Porem, não menciona o local, embora diga que tenham vivido na Fazenda Axupe, por ele localizada em Morro do Pilar. Mas pode ser Conceição do Mato Dentro.

Em outro caso, poder-se-ia buscar os inventários do Jose Coelho, dito falecido em Conceição; ou o dela, que foi sepultada no Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, ja viuva, em datas que variam entre 1806 a 1819, acredito eu.

Esse esforço se daria para certificarmos os nomes dos pais do casal. Em se confirmando que um Manuel Rodrigues Coelho foi pai dele, torcer para que apareçam nomes de avos, o que facilitaria em muito as pesquisas.

Em caso de não aparecerem nomes de avos nem mesmo no registro de matrimonio, torcer para que se esclareçam as origens dos nascimentos e dai seguir o veio dessa raiz que tanto tem se mostrada arredia `as nossas pesquisas.

No mais, o que vier será lucro!!!

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OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS

março 25, 2016

Conteudo deste blog – All contents

 

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

 

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

 

2. RELIGIAO

 

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

 

3. OPINIAO

 

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

 

4. MANIFESTO FEMINISTA

 

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

 

5. POLITICA BRASILEIRA

 

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

 

6. MISTO

 

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

 

7. IN INGLISH

 

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

 

8. IMIGRACAO

 

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

 

 

OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS

INDICE

01. LISTA DE DOCUMENTOS
02. OS RODRIGUES COELHO
03. OS BARBALHO

04. OS COELHO DE ANDRADE

05. A SINCRONIZACAO DAS FAMILIAS RODRIGUES COELHO E ANDRADE

06. “DOIS SECULOS DOS ANDRADE EM MINAS GERAIS”

07. MINAS GERAIS, SEUS CAMINHOS E SUAS GENEALOGIAS

08. VIDA NOVA

09. A VIAGEM AO BRASIL




01. LISTA DE DOCUMENTOS

DOCUMENTO O1.

                                                   “Nelson de Senna

                                 ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS

                                         (para um livro de familia)

                                                    separata da

            “REVISTA DO INSTITUTO DE ESTUDOS GENEALOGICOS”

                                                           1939

                   EMPREZAGRAPHICA DA “REVISTA DOS TRIBUNAIS”

                              Rua  Conde de Sarzedos, 38 – Sao Paulo

                                                              2

                                         NOTAS DE FAMILIA

                                                             Professor Nelson de Senna

                                          PROEMIO

“Historia das nacoes nao eh, com efeito, senao a biografia de individuos, a cronica das familias, os anais das povoacoes, formando tudo isso um conjunto de tradicoes gloriosas.”

Os livros domesticos e genealogicos, as recordacoes autobiograficas e de familias, representam um legitimo patrimonio historico.

Ao Brasil se pode aplicar o que disse J. Bodin para a Franca: “Eh impossivel que a Republica e o Estado tenham valor si as familias, que devem ser seus alicerces, sao mal edificadas.”

Nem por ser plebeu, e de origem modesta, deve o homem deixar de investigar as raizes da sua ascendencia. O grande BENJAMIN FRANKLIN, filho de um simples ferreiro, procurou os seus humildes antepassados em antigas geracoes da Inglaterra, remontando do fim do seculo 18o. aos meados do seculo 16o. Este exemplo eh mais eloquente do que quanto quizessemos dizer a tal respeito.

Em Minas, escasseiam as notas e assentamentos de familia e sao falhos os informes dos registros civis e eclesiasticos, para se poder organizar um bom quadro genealogico, uma arvore completa de antepassados. Os nossos arquivos particulares e domesticos vivem ao abandono. Ninguem cuida de tais estudos, entre nos.

O nosso intuito eh resgatar aqui os nomes de vultos dos ancestrais do nosso sangue e ensinar aos nossos filhos e netos que devem prezar e venerar os troncos das geracoes de que procedemos.”

                                                                         3

                                           A FAMILIA COELHO NO BRASIL

                                                     NOTAS DE FAMILIA

                                              (DESTINA A MEUS FILHOS)

Divisa dos Coelho: “Nos a sanguine Reginum venimus et nostro veniunt sanguine Regis.” (“Nos procedemos do sangue dos Reis e os Reis provem do nosso sangue.”

                                                           OS COELHOS MEUS ANTEPASSADOS
                                                                 (por meus troncos maternos)

De uma cronica da familia Coelho (os Coelho da Rocha, os Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho, Coelho Leao, Coelho de Araujo, Coelho de Senna) localizada nos municipios mineiros de Sao Miguel de Guanhaes, Virginopolis (antigo Patrocinio), Conceicao, Sant’Anna dos Ferros, Serro, Sabinopolis, Diamantina, Sao Joao Evangelista e Pecanha – constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no seculo XVIII (1774) o ja

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referido portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, em favor de quem o governador das Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade (primeiro conde de Bobadella), passou varias cartas de sesmarias e datas minerais, sendo a primeira concessao de 3 de dezembro de 1744. Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava avultados quintos de ouro a sua Magestade Fidelissima. Do Inficcionado, (hoje Santa Rita Durao, comarca de Mariana) seus descendentes se passaram a outros lugares dos atuais municipios de Santa Barbara, de Itabira do Mato Dentro e de Conceicao do Serro.

Dele procede o Alferes de Milicias Jose Coelho de Magalhaes (tambem portugues, natural da Provincia do Minho) mais conhecido por Jose Coelho da Rocha, na familia, tendo se casado, ao findar do seculo XVIII (a 7 de setembro de 1799), em Morro-do-Pilar-do-Gaspar-Soares, e em 2as. nupcias, com Dona Eugenia Maria da Cruz, a qual, ao morrer e ja entao viuva, foi sepultada na matriz do Arraial de Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, com o nome de Eugenia Rodrigues da Rocha; enquanto o seu marido, o dito Alferes Jose Coelho da Rocha, ja falecera em 1806, no entao arraial de Conceicao-do-Mato-Dentro (depois, Cidade de Conceicao do Serro), onde esta enterrado. Ele se casara, em primeiro matrimonio, com Dona Escholastica de Magalhaes; e dos seus dois consorcios houve descendencia.

Desse segundo casal de meus trisavos maternos Alferes Jose Coelho e sua mulher Dona Eugenia procederam cinco filhos: capitao Joao Coelho de Magalhaes (meu bisavo materno), Jose Coelho de Magalhaes, Antonio Coelho de Magalhaes, Felix Coelho da Trindade e Dona Clara Maria de Jesus; e todos (com excecao de Antonio Coelho de Magalhaes, que era abastado lavrador, deixou forra numerosa escravatura e morreu celibatario) constituiram familia, deixando numerosa e prolifica descendencia, hoje esparsa em varios pontos do Brasil, em Minas Gerais e outros estados, como Espirito Santo, Rio de Janeiro, S. Paulo, Bahia, Distrito Federal, etc.

O centro de minha familia pelo tronco materno dos Coelhos, veio, pois, a ser a velha povoacao de “Sao-Miguel-e-Almas-do-Aricanga” (mais tarde Freguezia e Villa de Sao Miguel de Guanhaes, e hoje Cidade de Guanhaes), para onde, nos comecos do seculo dezenove, se haviam transferido os cinco filhos de Jose Coelho e dona Eugenia (da regiao de Mato Dentro). Ja em 1821, um deles, elevado a Capitao de milicias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoacao de Sao-Miguel-e-Almas, hoje cidade de Guanhaes, conforme refere ASSIS MARTINS (“Almanaque de Minas”, de 1870, pag. 191). E do fundador dessa familia, no Nordeste de Minas, MANOEL RODRIGUES COELHO pode se ver a primeira “Carta de Sesmaria”, na “Revista” do Arquivo Publico Mineiro (tomo X, 1905, pag. 213).

Meu bisavo, o Capitao Joao Coelho de Magalhaes, nascido em 19 de marco de 1785, faleceu em Guanhaes, em 1879, exatamente no mesmo dia de Sao Jose, (19 de marco), quando completava noventa e quatro anos; era natural do Axupe (Freguezia do Morro-do-Pilar) e estudara no Seminario de Mariana, tendo depois abandonado os estudos eclesiasticos, por falta de vocacao para padre e se casando bem moco ainda, antes de 20 anos, em 1804, com sua prima carnal Dona Bebiana Lourenco de Araujo.”

OBSERVACAO: Postei o livro completo do professor Nelson Coelho de Senna neste blog, sob o endereco:  https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/.

O professor Nelson Coelho de Senna deu enfase `a familia do bisavo dele, capitao Joao Coelho de Magalhaes e cuja familia, a principio, adotou o sobrenome Coelho de Araujo. Aqui fazemos enfase tambem `a familia do tiobisavo dele: capitao Jose Coelho de Magalhaes, ou da Rocha, mais conhecido como o fundador de Guanhaes, MG. Este e sua esposa Luiza Maria do Espirito Santo foram pais de:

01. Jose Coelho da Rocha Neto – 1811
02. Maria Luiza Coelho (Nha Moca) – 1814
03. Francisca Eufrazia de Assis Coelho – 1818 – Joaquim Nunes Coelho
04. Ana Maria de Jesus (Nha Ninha) – 1819
05. Joao Baptista Coelho – 1822 – Maria Honoria Nunes Coelho
06. Eugenia Maria da Cruz – 1824 – cap. Francisco Marcal Barbalho
07. Antonina (falecida com 3 anos de idade)
08. Antonio Rodrigues Coelho – 1829 – Maria Marcolina Borges do Amaral.

Tres deles, acompanhados de conjuges, transferiram com suas familias de Guanhaes para Virginopolis, onde sao fundadores. Antonio Rodrigues Coelho mudou-se para a Fazenda Sao Pedro que fica no municipio de Guanhaes, porem, mais proxima do distrito sede de Virginopolis. 7 dos 16 filhos deste casaram-se com primos e criaram familias em Virginopolis e Guanhaes. Outros descendentes seguiram o mesmo caminho.

Jose Coelho da Rocha Neto casou-se duas vezes, porem, nao temos o acompanhamento da descendencia dele. Parece que ela nao fixou-se em Guanhaes nem em Virginopolis. 

DUAS CARTAS DE BRAZAO:

Abaixo encontram-se duas cartas de brazao concedidas a quatro personalidades mineiras do seculo XVIII, sendo o primeiro nascido na Cidade de Mariana e os outros tres (irmaos entre eles 3),  nascidos em Ouro Preto. Estas cartas foram copiadas do “ARCHIVO HERALDICO-GENEALOGICO” e que fazem parte do desse imenso compendio copilado pelo Visconde de Sanches de Baena. Compedio este muito util aos estudos genealogicos.

DOCUMENTO 02.

Esta eh a pessoa numerada como 610, `a pagina 153:

“DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ,

cavaleiro professo na Ordem de Cristo, bacharel formado pela Universidade de Coimbra, opositor aos lugares de letras, natural da Cidade de Mariana, Estado do Brazil; filho de Bento Rodrigues Coelho, e de sua mulher D. Maria de Queiroz Seixas; neto pela parte paterna de Amaro Rodrigues Coelho, e pela materna neto de Joao Queiroz de Seixas, e de sua mulher D. Feliciana de Araujo Dantas; bisneto de Jacinto de Queiroz, e de sua mulher D. Maria Coelho; terceironeto de Antonio Francisco Marinho, e de sua mulher D. Maria de Queiroz Seixas, descendentes de Antonio de Queiroz Mascarenhas, bem conhecido neste reino pela sua distinta qualidade, e conhecido valor.

Um escudo esquartelado; no primeiro e quarto quarteis as armas dos Coelho, no segundo as dos Queiroz, e no terceiro as dos Seixas. – Br. p. a 2 de agosto de 1773. Reg. no Cart. da N., Liv. I, fl. 204 v.”

Procurando posteriormente, encontrei uma pequena biografia com dados de ancestrais do senhor de qualidade e valor Antonio Queiroz de Mascarenhas. O endereco eh: http://informaticahb.blogspot.com/2014/08/amarante-pessoas-antonio-de-queiroz.html.

DOCUMENTO O3.

Numero 753, `a pagina 189; numero 2163, `a pagina 548 e numero 2363, `a pagina 591.

FRANCISCO COELHO BRANDAO, PEDRO COELHO DE SEABRA e VICENTE COELHO DA SILVA SEABRA TELLES.

“753. Francisco Coelho Brandao, natural do termo de Villa Rica do Oiro Preto, Estado da America; filho do alferes de cavalaria Manuel Coelho Rodrigues, e de sua mulher D. Josepha de Avila de Figueiredo, neta do capitao Joao Seabra de Guimaraes; neto o suplicante pela sua varonia do ajudante de infantaria Antonio Coelho, filho de Belchior Coelho, irmao do senhor de Filgueiras e Vieira.

Um escudo esquartelado; no primeiro quartel as armas dos Coelhos, no segundo as dos Seabras, no terceiro as dos Brandoes, e no quarto as dos Avilas. Br. p. a 23 de novembro de 1782. Reg. no Cart. da N., Liv. III, fl. 77v.”

Sao tres cartas de conteudo identico modificando-se apenas os nomes dos agraciados. Portanto, sao tres irmaos. O nome do pai deles aparece na lista de concessoes de sesmarias no livro do professor NELSON COELHO DE SENNA.
DOCUMENTO 04.CERTIDAO DE OBITO”Certifico que no livro de obito No. 03, F 94, R 1146 encontra-se o registro seguinte: Aos 03 de Agosto de 1916, foi sepultado no cemiterio paroquial o cadaver de Joaquina Coelho de Andrade, falecida com noventa anos de idade, viuva de Cassiano Coelho.Frei Felix Natalicio de Aguiar.Obs.: Extraido dia 22/01/2015 para fins de Documento.Jessica Fernanda Rocha.”(Com o timbre da Paroquia Nossa Senhora do Patrocinio, Virginopolis, MG. Ha o engano na data que deveria ser de 2016).

DOCUMENTO 05.

Extrato do folheto, Historia dos Bispos Mineiros, do conego RAIMUNDO OCTAVIO DA TRINDADE, datado de 1961, encontrado no Arquivo Arquidiocesano de Mariana, MG.

“17 – Dom Manuel Nunes Coelho – Primeiro Bispo de Luz (Olim Aterrado) Filho de Miguel Nunes Coelho e Ambrosina de Magalhaes Barbalho, nasceu em Virginopolis, a 12 de fevereiro de 1884. Ordenado em Diamantina, onde estudou, a 7 de abril de 1907. Eleito bispo a 10 de junho de 1920, sagrou-se a 14 de novembro do mesmo ano, tomando posse, no ano seguinte, a 10 de abril. Antes, como simples sacerdote, havia paroquiado Santana do Suacui, de 1908 a 1920. Ali construiu uma bela matriz.

Visitou por mais de uma vez todo o seu bispado. Celebrou o primeiro sinodo diocesano, recebendo por isso as bencaos e congratulacoes do Santo Padre. Fundou o Colegio Sao Rafael e o Cinema Pio XI. Deu grande impulso `a Obra das Vocacoes. Construiu a Vila Vecentina. `As suas atividades, deve a sede episcopal a sua remodelacao, assim como a construcao da nova catedral. Escreveu e publicou utilissima monografia historica, topografica e demografica de sua diocese, ilustrada com numerosos cliches. Ja educou e ordenou mais de uma dezena de sacerdotes. Mantem-se em constante contato com o clero e fieis, nao so por visitas frequentes, senao tambem por suas piedosas pastorais, que se elevam a mais de trinta e cinco. Deus prolongue por muitos anos a vida de Dom Manuel e prospere com as melhores bencaos o seu ja tao fecundo apostolado.”

O folheto data de 1961. Outros dados biograficos a respeito de D. Manoel Nunes Coelho podem ser lidos na enciclopedia eletronica, no endereco: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_Nunes_Coelho. Ali especifica que Santana do Suacui revela ser a atual Cidade de Coroaci, MG. D. Manoel faleceu em 1967.

02. OS RODRIGUES COELHO

Estando pois no Brasil, durante o breve periodo entre 19.01 ate 01.02.2016, puz-me a ocupar a mente e o espirito com um pouco de genealogia. Algo que muita gente nao se interessa e nem deseja saber o porque. Faz parte! No capitulo dos Coelho de Andrade darei uma razao mais forte para faze-lo. Aguardem! Nao quero convencer aos criticos. Quero apenas ver brotar as sementes lancadas naqueles que tem solo fertil no coracao.

Como se pode ver pelo extrato, que republiquei acima, do livreto do professor NELSON COELHO DE SENNA, ele garantia sermos descendentes do portugues Manuel Rodrigues Coelho, que fora dono de imensa fortuna durante o seculo XVIII.

Estando em Belo Horizonte por uma semana, fiz visitas ao Arquivo Publico da Cidade de Belo Horizonte (APCBH), ao Arquivo Publico Mineiro (APM) e Instituto Historico e Geografico de Minas Gerais (IHGMG). O meu raciocinio era o seguinte: se existe alguma genealogia ja publicada abordando a familia do professor NELSON, entao, deverei encontrar nela o vinculo exato que nosso antepassado Jose Coelho de Magalhaes tem com o Manuel Rodrigues Coelho e talvez encontrasse algo deste para as raizes.

No APCBH fomos otimamente recebidos pelos funcionarios. Meu sobrinho Ivan foi o motorista embora nao tenha entrado na entidade. Quem entrou comigo foi o cunhado Ricardo Almeida. Pude constatar que existe um acervo imenso, produzido pelo proprio professor NELSON, contudo, no que diz respeito `a genealogia dele proprio existem alguns manuscritos que sao os rascunhos do que ele utilizou-se para escrever o “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”.

Verificado isso, indaguei pelo livro: “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”, que o Paulo Cesar Pinheiro havia dito que se encontrava naquele instituto. Informaram que nao. Que a copia que possuiam havia sido enviada ao APM. Como chegamos a um beco-sem-saida resolvi visitar o segundo instituto.

No APM fomos igualmente recebidos pelos funcionarios. Sem nenhuma delonga ja estavamos vasculhando duas colecoes. Quando perguntei se o livro estava la, logo veio-me `a mente procurar pela colecao: “VELHOS TRONCOS MINEIROS” e por sugestao da funcionaria visitamos tambem o: “GENEALOGIAS MINEIRAS”, que nao tive a oportunidade nem sequer de verificar a autoria.

Ja era tardizinha e o APM nao demoraria fechar para o dia. E na ordem que as referencias foram postas no papel a funcionaria encarregada pegou apenas as duas colecoes, deixando para depois que acabassemos de verifica-las trazer o “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Velhos troncos esses de autoria do conego RAIMUNDO OCTAVIO DA TRINDADE. Na verdade, minha intencao eminente era verificar se a familia Gomes Coelho de Magalhaes, que sabia constar entre as estudadas, nao teria sua origem no MANUEL RODRIGUES COELHO. Mais tarde verifiquei que o nome dele nao era mencionado entre os ancestrais dela.

A coisa nao andava por esse caminho no entando. O fato eh que mal tinhamos tempo para verificar os principios de cada familia descrita. O ideal seria que houvesse tempo para ler todo o conteudo, pois, quando menos se espera encontra-se algo.

Um exemplo pratico disso foi quando eu vasculhei o titulo Rendons do Genealogias Paulistanas. Ali se encontrava uma pessoa com o nome de Maria Pimenta de Carvalho. Sobrenome este que o professor DERMEVAL PIMENTA havia afirmado fazer parte das familias com as quais os Barbalho se misturaram no Rio de Janeiro. Naquele titulo dona Maria nao aparece sozinha. O autor descreve quem haviam sido os pais e outros ancestrais. Tendo como ancestral a dona Maria Cardoso de Souto Maior, que havia sido esposa do capitao Manoel Pimenta de Carvalho.

Alem disso, o autor acrescentava ter sido ela irma completa de Helena de Soutomaior, a chamada viuva de pedra, e esta descendente dos legitimos Pontes Cardoso. Essa dica foi que levou-me a decifrar ancestrais que, atualmente, talvez nao sejam nossos. Isso porque pode ser que o professor DERMEVAL tenha se enganado colocando-nos como descendentes do capital Manoel quando o genealogista Rheingantz colocou-nos como descendentes do irmao dele: o capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho. Mas ai foge um pouco ao nosso assunto.

Antes de verificarmos o “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS” a reparticao tinha que fechar as portas. Somente no outro dia pude voltar para verifica-lo.

Dessa vez fui sozinho. E do pouco que pude ver encontrei apenas o titulo: “ROCHA BRANDAO”, a despertar a minha curiosidade, que esta entre as paginas 165-172.

O que chamou-me a atencao foi encontrar ali o TN 15, alferes MANUEL COELHO RODRIGUES. O mesmo que surge no “DOCUMENTO 03”, acima. Ja estava ate familiarizado com a familia dele sem ao menos imaginar a possibilidade de ser nosso ascendente. Mas sempre que procuro informacoes a respeito do nosso ancestral, ele acaba surgindo.

Apesar de nao crer ainda na possibilidade de esse personagem ser nosso ancestral, resolvi anotar-lhe pelo menos a lista de filhos, pois, nunca se sabe onde a genealogia da gente vai dar. Segue assim:

TN15 alferes, Manuel Coelho Rodrigues – Josefa de Avila da Silva Figueiredo, foram os pais de:

01. Maria Jose de Avila – Luis Lobo Leite Pereira
02. Jose Coelho Rodrigures
03. Joaquim Pedro Rodrigues
04. Francisca de Avila e Silva – Sgto. Mor Jose de Vasconcelos Parada e Sousa
05. Vicente Coelho de Seabra – Francisca Pimentel
06. Ana Francisca de Avila – Antonio Agostinho Lobo Leite Pereira (F7 de Lobo Leite)
07. Mariana de Avila – alferes Miguel da Silva
08. Pedro Coelho – Isabel
09. Nicolau Coelho – Luisa
10. Jose Coelho – Francisca

Desde que vi a lista notei a ausencia do FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDAO. E aqui fico na duvida quanto ao numero dois e o numero dez serem a mesma pessoa ou o primeiro faleceu antes de o segundo nascer. Mas ate ai pareceu-me completamente fora de proposito ajuntar mais esses dados.

Verifiquei duas coisas interessantes no APM. A primeira, comentada por meu cunhado quando verificou a colecao “GENEALOGIAS MINEIRAS”, aqueles livros estao limitados a familias do Centro-Sul Mineiro. Em se tocando aos livros do conego Trindade essa constatacao decepcionou-me um pouco. Isso porque o nome “VELHOS TRONCOS MINEIROS” dao a impressao de que deveria fazer um apanhado geral das familias que povoaram Minas Gerais. Talvez o nome do livro ficasse mais realista se fosse acrescentado “ALGUNS”, no inicio.

A minha decepcao nao foi com o conego. Desde que estou estudando minha genealogia compreendo as dificuldades encontradas por ele. Alias, um dos motivos que escolhi repetir parte do livro do professor NELSON COELHO DE SENNA eh justamente a queixa que ele deixou, fazendo saber o quao maltratados estavam as documentacoes em Minas Gerais. E isso nada mudou desde que ele publicou o livro dele em 1939. Pude constatar isso. Embora, o que sobrou esteja sendo melhor guardado atualmente.

O Conego Trindade tinha por base a documentacao da Arquidiocese de Mariana, onde foi o bibliotecario por varias decadas. Assim se explica, em parte, porque os estudos dele se concentraram na regiao em torno daquela Arquidiocese. Soma-se a isso ele pertencer `as familias da regiao.

A obra dele nao deixa de ser util para todo o Estado de Minas Gerais. Se nao encontramos na obra todas as familias que se formaram na regiao e se espalharam por outras areas atualmente, como os casamentos estao se dando entre pessoas que migraram de diversas partes do Brasil para regioes concentradoras de populacao, os nascidos mais recentemente deverao encontrar ancestrais nos livros publicados por ele, embora sempre terao que quebrar um pouco a cabeca para completar a parte que lhes falta, como eu o tenho feito.

Nada encontrado no APM resolvi visitar o Instituto Historico e Geografico de Minas Gerais. Foi uma visita rapida. Andei ate la. Fica uns dois ou mais kilometros de distancia. Na Rua Guajajaras, proximo ao famoso Predio JK. A visita, porem, nao teve frutos. Foi mostrado um livro da comemoracao dos 100 anos de nascimento do nosso nobre parente. Como grande contribuidor das areas humanas imaginei que as homenagens teriam sido escassas, pois, nada continha a respeito dos ancestrais dele.

Observei que ha por la um anfiteatro com o nome em homenagem ao professor DERMEVAL PIMENTA. O IHGMG foi realmente onde eles se encontravam. Afinal, um dos filhos do professor NELSON e o proprio professor DERMEVAL casaram-se com filhas do ex-governador JOAO PINHEIRO DA SILVA.

Ao mesmo tempo que as esperancas se esvaziavam e as dores das pernas inchadas comecavam a incomodar, resolvi aventurar-me mais. Havia sido quarta-feira da ultima semana que ficaria no Brasil. Resolvi fazer uma viagem surpresa a Mariana. Continuava com a ideia de procurar nao apenas o documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre POLICARPO JOSE BARBALHO quanto dar sequencia nas buscas pelas origens dos RODRIGUES COELHO.

Chegando a Mariana fui diretamente ao ARQUIVO ECLESIASTICO DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA (Rua Direita, 102). Para a minha surpresa, acabara de fechar para o almoco. Fui informado pelo menos que havia a CASA SETICENTISTA, na mesma rua, no lado oposto do quarteirao. Tambem estava fechada para o almoco. Ao lado desta segunda reparticao esta a SE. A Igreja seticentista por si mesma eh um verdadeiro museu de maravilhas. Usei o tempo de descanso dos funcionarios distraindo-me com tantas obras de valor incalculavel.

A CASA SETECENTISTA abriu primeiro. Ali encontrei os inventarios de FRANCISCO RODRIGUES COELHO, datado de 02.03.1792. Poderia tanto ter sido filho do MANUEL RODRIGUES COELHO quanto descendente do BENTO RODRIGUES COELHO. Isso nao estava claro porque nao havia a filiacao no documento. Dai nao foi possivel chegar a nenhuma conclusao.

 
Um grande problema para mim era o tempo diminuto, a capacidade menor de ler os “hieroglifos” das escritas documentais antigas e a vista que ja não esta ajudando quanto antigamente. Faltou-me tino inclusive de tentar decifrar a lista de herdeiros. Se tivesse lembrado de por em pratica esse detalhe poderia, talvez, dar soluções a alguma questão futura ou ate mesmo presente. Um caso especifico seria, por exemplo, encontrar nomes como o dos ancestrais Maria Rodrigues de Magalhães e/ou Giuseppe Nicatse da Rocha.
 
Na verdade, toda a minha intenção era encontrar os inventários ou o testamento do MANUEL RODRIGUES COELHO. Neste caso, se encontrasse, teria a oportunidade de comprovar que o nosso ancestral JOSE COELHO DE MAGALHÃES era mesmo filho dele. Assim eliminaria etapas na pesquisa. Como nada havia encontrado relativo a este, dirigi-me aos Arquivos da Arquidiocese.
 
O meu objetivo principal ali era o de encontrar algo relativo ao ancestral padre, POLICARPO JOSE BARBALHO. O Joberto Miranda Rodrigues havia encontrado o documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO. Pensei ser natural encontrar os que seriam do pai dele. Mas foi engano meu. Apesar de muito esforco, nada foi encontrado.
 
Busquei inclusive nos livros de registros de nascimentos do antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durao. Segundo os documentos do padre Emigdio o pai dele havia nascido naquele distrito. Mas os livros estavam muito difíceis de ler. As beiradas haviam sido comidos pela traca. Em alguns lugares a tinta esta se apagando. A escrita não ajudava. E era coisa demais para o pouco tempo que me restava.
 
Por fim pedi arrego. Perguntei apenas se acaso la havia copia do livreto “BIOGRAFIAS DOS BISPOS MINEIROS”, tambem de autoria do conego TRINDADE. Nao estava catalogado mas tinham. Foi quando pedi uma copia xerox da biografia do bispo D. MANOEL NUNES COELHO. O resultado eh o DOCUMENTO 05 da relacao acima.
 
Sem mais onde ir e ao chegar da tarde retornei a Belo Horizonte.
 
Estava indeciso mais resolvi que ocuparia a sexta-feira com mais pesquisas. Dessa vez em OURO PRETO. Na CASA SETECENTISTA informaram-me que la ficava a similar, CASA DO PILAR. Ja sabendo que a reparticao somente abriria, apos ao almoco, `as 14:00hs, então, deixei para sair mais tarde. Sao apenas duas horas de viagem.
 
Ao chegar a Ouro Preto e sem perguntar primeiro, desci a ladeira em frente `a Igreja que fica perto da rodoviária. Somente ai recordei o quao íngremes são as ladeiras daquela cidade. Diga-se de passagem, seria um parque de diversões caso ela fosse nos Estados Unidos. Vi mais turistas, mesmo assim muito poucos, em Mariana. Muita gente circulava nas ruas, porem, pessoas da própria cidade envolvidas com seus afazeres diários.
 
Para os moradores locais eh uma pena que no Brasil não se investe direito na industria do turismo. Aposto como milhões de aposentados aqui dos Estados Unidos adorariam visitar as duas cidades históricas mineiras. Mas para isso acredito que haveria que ter trens rápidos ligando Belo Horizonte a elas e precisava-se adaptar um sistema de bondes semelhantes ao que existe no Corcovado e Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Assim, seria permitido uma vista aérea das cidades sem precisar usar aviões.
 
Nao se pode alegar que essas coisas descaracterizariam os monumentos históricos. A descaracterização ja esta quase completa. O que se ve são apenas as fachadas do que era antigo. Dentro esta tudo tomado por comércios os mais variados possíveis. Observa-se que as casas serviam a moradia em seu tempo. Agora não se mora nelas mais.
 
Por incrivel que pareca perdi em Ouro Preto. No pe da serra que desci estava a IGREJA DO PILAR e logo atras a Rua do Pilar, onde fica a CASA DO PILAR. Mas fui sem perguntar e acabei subindo a serra novamente, distraido com linhas tortas da cidade monumento. Cheguei ate `a antiga Cadeia Publica e apos informar-me desci novamente. Mas ao perguntar onde ficava o que estava procurando as pessoas não sabiam informar.
 
Passando pela porta da CASA DOS CONTOS resolvi entrar e perguntar. Era mais em baixo. Bastava seguir descendo e quando chegasse `a Igreja era so seguir a rua. Mas as ruas são tao tortas e com segundas saídas que demorei algum tempo procurando. Enfim adentrei.
 
Como em todos os lugares anteriores, fui bem recebido e la estava o estagiário Andre. Entregou o index dos documentos ali guardados para que eu escolhesse os que me interessariam. Ajudou-me bastante. Pelo sobrenome Coelho encontrei 4 documentos. Três pareceram-me promissores.
 
Um deles eram os inventários do FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDAO. Desde o principio o descartei porque duvidava que me fossem úteis.
 
Outros dois eram referentes a ANTONIO RODRIGUES COELHO e JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO. Eram pai e filho. O primeiro coincidia ter o mesmo nome de nosso terceiravo. Faleceu no final do século XVIII, 1798, e o inventario havia sido feito em conjunto com o de sua mulher também defunta, QUITERIA RIBEIRO.
 
Era naturalmente outro candidato a ser irmão ou parente muito proximo do nosso quintavo JOSE COELHO DE MAGALHÃES. Mas novamente não continha a filiação, portanto, não ha como afirmar nada. E a respeito do processo escrevi num rascunho que estava fazendo:
 
Um processo imenso que envolve dezenas de paginas. Embora em boas condições de conservação ficou difícil fazer a leitura. Precisa-se de um caligrafista experimentado. Pode encontrar-se muitas informações, inclusive de filhos mas não de ancestrais. O processo foi feito junto com o inventario da esposa: Quiteria Ribeiro.
 
Ja estava desanimado. Estava tambem la um rapaz bem novo fazendo pesquisa, porem, com experiência na area. O nome dele eh Douglas Lima. Ofereceu-se para fazer uma leitura dinâmica. Mas não foi possível revelar alem do que eu próprio havia entendido, exceto que tratava-se de residente em Sao Sebastiao de Itabira, a atual ITABIRITO. Ou seja, reune condições que aproximam das informações da família ja que Itabirito fica próxima dos locais que se espera tenham sido residência e propriedade do MANUEL RODRIGUES COELHO.
 
Os inventarios do JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO foram bem mais modestos. Datam de 1807, ou seja, deve ter falecido poucos anos apos o pai. Em ambos os casos perdi a oportunidade de recolher pelo menos a lista de herdeiros.
 
Como o professor NELSON COELHO DE SENNA havia escrito que o nosso ancestral comum havia tido propriedade no INFICCIONADO, esperava que os inventários dele fossem encontrados naquelas repartições. Mas não estavam. Ai seria o caso de perguntar: “E agora Jose?”
 
Somente o quarto processo tratava mesmo do MANUEL RODRIGUES COELHO. Mas era uma acao civil. Segundo o Douglas, trata-se de uma pendência em que alguém estava cobrando uma divida e o acusado alegava que ja tivera despesas demais com o acusador e que não se cobrasse dele ja que umas pelas outras ele ainda sairia em desvantagem. A ação eh de 1757.
 
De qualquer forma, de nada adiantaria para o meu propósito. Observei que a escrita da primeira pagina estava bastante danificada. Parece ate que teria sido lavada devido a marca d’agua que ainda prevalece. 
 
O dia ja estava caminhando para o final. Eu precisava tomar o onibus de volta para Belo Horizonte. Nao havia mais tempo para, talvez, dar uma pequena busca na CASA DOS CONTOS. Estava por terminar em vão minhas aventuras de descobrimentos genealógicos em Minas Gerais. Para consolo resta a sensação de que realmente existiu uma família RODRIGUES COELHO da qual devemos mesmo ser descendentes.
 
Posteriormente, acessei o sitio Family Search em busca dos nomes Rodrigues Coelho. Ali existem algumas pessoas com a assinatura mas nada garante serem da mesma família. Mesmo que algum seja promissor, como um documento de JULIAO RODRIGUES COELHO, por proceder de Ouro Preto e ser datado de 1774.
 

Ha também aqui que resguardar-se o fato de o cônego TRINDADE não ter levantado os dados da família em seus livros. Segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, a descendência mudara-se para Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro. Apos esse deslocamento os familiares foram se espalhando, a principio, pelo imenso território que era dominado pela COMARCA DO SERRO. Imagina, se atualmente existe uma dificuldade em percorrermos todas as fontes documentais nessa area, ha 70 anos atras as dificuldades tornavam o feito quase impossível.

No quinto capitulo ha uma continuidade das notas gerais mas em particular serve a toda a FAMILIA RODRIGUES COELHO.

03. OS BARBALHO

Especificamente refiro-me aqui a descendentes do casal FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ.

Iniciando minhas buscas em Virginopolis, ja para comecar, duvidava que fosse encontrar algo. Queria localizar os registros de casamentos de dois filhos deste casal acima.

01. Marcal de Magalhaes Barbalho – Ercila Coelho de Andrade, e
02. Candida de Magalhaes Barbalho – Joao Batista de Magalhaes.

Estes sao meus bisavos paternos e maternos, respectivamente. Ja esperava que os registros de casamentos deles nao estivessem na cidade. Sabia que seria mais acertado buscar em Guanhaes ou talvez em Conceicao do Mato Dentro. Mas nunca se sabe quando algo surpreende a gente. E realmente estava correto em minha suposicao. Mas uma coisa puxa a outra. Estava concentrado em aprofundar o lado dos COELHO DE ANDRADE e o que encontrei sera melhor exposto no proximo capitulo.

Ja o que mais interessava a respeito do segundo casal era descortinar as nuvens que pairam sobre as origens do bisavo JOAOZINHO (tio Joaozinho como eh melhor conhecido na familia). Conta-se que era neto do padre POLICARPO JOSE BARBALHO. Este havia sido pai do JOSE BARBALHO que teve uma filha mulata, que soubemos ser conhecida pelo apelido de Sinh’ANNA. Supostamente o nome dela seria ANNA DE MAGALHAES. Mas nada era certo.

Conta-se tambem que ela, ainda muito nova, havia tido um caso com um senhor casado, da sociedade itabirana. Gravida e sem poder receber reparo do amante, o pai a enviou para os cuidados dos irmaos dele, ja residentes em Guanhaes, o padre EMIGDIO e o FRANCISCO MARCAL. Em Guanhaes arranjaram para ela um casamento com um homem chamado DOMINGOS. Tio JOAOZINHO acabou ficando conhecido tambem como JOAO DOMINGOS, por essa razao.

No documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre EMIGDIO encontra-se que o padre POLICARPO JOSE BARBALHO fora filho de JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE. E em algumas consultas no site do Google Livros encontrei no “ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS”, `a pagina 380, da edicao dos anos de 1874/1875, que houve em Sao Sebastiao dos Correntes, atual Sabinopolis, na lista de “Juizes de Paz”, o 4o. membro que chamava-se tambem JOSE VAZ BARBALHO.

Por desconfiar que esse fosse o nome real do avo do tio JOAOZINHO queria confirmar ou negar a hipotese, investigando no registro do casamento. Caso se confirmasse, teriamos encontrado o destino do provavel ancestral. Dai para frente poderiamos procurar mais informacoes a respeito da vida dele.

Mas os livros em Virginopolis, tanto os de registro civil quanto os religiosos, comecam a partir de 1879. Dai ficou constatado que ficaria para outra oportunidade descobrir o paradeiro dele.

Mesmo assim era sabido que Sinh’ANNA deveria ter falecido em Virginopolis. Insisti em buscar as referencias ao fato na Igreja. E realmente encontramos na lista de falecidos o nome: ANNA MARIA DE MAGALHAES. O problema eh que ela esta nos indices, contudo, a pagina nao se encontrava no livro 3, como indicado. Ja haviamos procurado por mais de uma hora e o momento nao era oportuno, pois, estavam se processando os festejos de Sao Sebastiao. A secretaria ficou de buscar quando pudesse para depois enviar-me os resultados. E mais esse misterio ficou sem solucao.

Nao posso afirmar que a ANNA MARIA DE MAGALHAES encontrada no livro de obitos da matriz em Virginopolis seja a mesma nossa ancestral. Mas se encontrarmos o documento, espero que tenha nele o nome de alguma pessoa conhecida com o grau de parentesco para podermos garantir que era a propria.

Por outro lado, ficou bem claro para mim que o padre POLICARPO JOSE BARBALHO nao estudou em MARIANA. Infelizmente nao temos nenhuma tradicao nos dizendo onde foi que ele estudou. Acredito nao ter sido no CARACA. Isso porque esta na internet a lista de matriculas no site do antigo colegio. A lista nao esta completa, dai uma pequena duvida. De qualquer forma, o nome dele nao esta no que esta publicado.

Apos retornar aos Estados Unidos ocorreu-me levantar os dados de fundacao do SEMINARIO DE DIAMANTINA. Encontrei que foi fundado em 1854. Eh uma data bem no final das possibilidades mas ainda pode haver tempo para ele encaixar-se como aluno.

Isso porque as nossas tradicoes dizem que o padre EMIGDIO afirmava:

“EU SOU PADRE,
MEU PAI EH PADRE,
NAO SOU FILHO DE PADRE,
E SOU PADRE MAIS VELHO QUE MEU PAI.”

Para completar, nossas tradicoes dizem que ele ja estava idoso quando retornou ao seminario. Na certidao de casamento dele ha o registro de ter-se casado em 30.08.1808. Entao, a data de nascimento dele deve variar entre 1780 a 1790. O que o coloca entre 64 e 74 anos de idade, em 1854. Dessa forma podemos com alguma seguranca garantir a possibilidade.

A tradicao tambem sustenta que ele estivera no seminario e o deixou depois de interessar-se pela futura esposa. Eh possivel que tenha apenas concluido os estudos, assim nao tera precisado ficar no seminario a mesma quantidade de anos que os outros sacerdotes levariam para ser ordenados sem a mesma educacao previa.

No documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre EMIGDIO ha a inclusao das certidoes de batismo dele proprio e do casamento dos pais. Por ai soubemos que a mae dele chamara-se ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES e era filha natural, naturalmente, de GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS (ou FERREIRA).

POLICARPO, o pai, era filho de JOSE VAZ BARBALHO e ANA JOAQUINA DE SAO JOSE. No site Family Search ha os registros de casamentos de dois irmaos do padre POLICARPO: GERVAZIO e FIRMIANO, e em um deles consta que ela chamava-se ANA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE. Ou seja, eh a reuniao dos nomes da SAGRADA FAMILIA, exceto o de JESUS, segundo as tradicoes catolicas.

Interessante aqui sera observar a necessidade de vasculhar-se a vida da ancestral GENOVEVA para saber se descendia de algum portador do sobrenome MAGALHAES para justifica-lo na ISIDORA. Caso contrario, para desvendar a existencia dele talvez devamos levantar a vida do sacristao, MANOEL ANTONIO DE MAGALHAES. Parece que ele foi testemunha do casamento. Pode bem ter sido o pai que, embora sem assumir, estaria presente.

Ha que investigar os inventarios e testamentos dos homens que assinaram MAGALHAES `a epoca, em ITABIRA, pois, um deles podera ter deixado alguma declaracao que assumia a paternidade de nossa ancestral e assim poderiamos melhorar o nosso quadro genealogico, ocupando o espaco em branco. Esse esforco tem a necessidade de conhecermos a origem do sobrenome que carregamos ate hoje na familia, e tem pelo menos dois seculos de Historia genealogica.

Uma evidencia que pode indicar a presenca do ancestral em Diamantina foi o fato de eu ter encontrado em um dos ALMANAKS DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS o registro da presenca de uma firma cujo nome era BARBALHO & SIMAO. Mesmo que ela nao fosse do POLICARPO deve ter sido de algum parente proximo. Estava no de 1872. A firma deveria existir ha mais tempo para figurar, pois, ja deveria ser estabelecida. Certamente que uma pessoa de mais idade `aquela epoca preferiria uma cidade onde ja tivesse alguem para contato.

Outros dois documentos “DE GENERE ET MORIBUS” que poderiamos buscar em Diamantina seriam os do Bispo D. MANOEL NUNES COELHO e o do Monsenhor ANTONIO PINHEIRO BRANDAO. Dou a explicacao para este no proximo capitulo.

Precisavamos de documentos mais precisos a respeito dos ancestrais do D. MANOEL. Apenas para limpar uma macula na genealogia atribuida a ele. Encontramos num site onde se menciona que seria bisneto de GENOVEVA, por parte materna e tambem do JOAO COELHO DE MAGALHAES. Nos casos, deveriam ser ISIDORA e JOSE COELHO DE MAGALHAES, ou DA ROCHA.

Acredito que se encontrassemos o “DE GENERE” do padre POLICARPO ja seria uma mao-na-roda encontrarmos os nomes dos avos dele. Assim poderiamos dizer com certeza como nos ligamos `a familia que se instalou no Rio de Janeiro com o ancestral LUIZ BARBALHO BEZERRA. Mas seria uma dadiva maior ainda se os membros da familia dele, que teve antes de tornar-se padre, fossem lembrados no documento.

Quando retornou ao seminario possuia diversos filhos. Ja localizamos alguns que nao sabiamos. E sao os lembrados: JOAO, EMIGDIO, GENOVEVA, MARIA, LUCINDA, FRANCISCO MARCAL, MANOEL e JOSE. Falta determinarmos se nao existem outros. Pode ser que tenha tido pelo menos mais o MODESTO JOSE BARBALHO. Ele aparece como negociante em ITABIRA, em 1872. Teve um filho cirurgiao que era o JUNIOR e outro que foi Juiz de Paz em PECANHA, o senhor CYRINO JOSE BARBALHO. Mas por enquanto nao se pode afirmar a respeito desses. Podem ser sobrinhos ou, talvez, um irmao mais novo do proprio pai POLICARPO.

04. OS COELHO DE ANDRADE

Os COELHO DE ANDRADE passaram a ser meus ancestrais a partir de meu avo paterno, TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO, por ele ter sido filho do casal: MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e ERCILA COELHO DE ANDRADE. Ele filho do casal FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ e ela de JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA MARIA UMBELINA DA FONSECA.

Ate esse ponto sabemos de cor. Mas sempre houve uma tradicao na familia afirmando que Dindinha ERCILA, como todos conheciam a essa nossa bisavo, dizia ser parente do poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. Alguns de nossos primos sempre tiveram a curiosidade de saber onde as arvores genealogicas se encontravam. Mas ate onde sei ninguem decifrou o misterio. Sempre quiz saber porque gostaria de entender onde os diversos COELHO na familia se encontram.

Com esse proposito foi que resolvi investigar em Virginopolis as nossas origens. E o encontro daquele registro de obito foi algo bastante positivo. Tao importante que resolvi repeti-lo aqui. Segue entao:

DOCUMENTO 04.

“CERTIDAO DE OBITO

Certifico que no livro de obito No. 03, F 94, R 1146 encontra-se o registro seguinte: Aos 03 de Agosto de 1916, foi sepultada no cemiterio paroquial o cadaver de Joaquina Coelho de Andrade, falecida com noventa anos de idade, viuva de Cassiano Coelho.

Frei Felix Natalicio de Aguiar.

Obs.: Extraido dia 22/01/2015 para fins de Documento.

Jessica Fernanda Rocha.”

(Com o timbre da Paroquia Nossa Senhora do Patrocinio, Virginopolis, MG. Ha o engano na data que deveria ser de 2016).

Desvio um pouco o meu proposito para falar algo a respeito das criticas que me foram enderecadas por fazer essa investigacao. Eh compreensivel que alguns pensem ser loucura ou ate idiotice buscar nossos vinculos ancestrais. Tudo bem! Nao me incomodam. Nao convencerei a esses e eles nao me convencerao, portanto, estamos empates.

Ha aqueles porem que tem a nobreza no coracao. Dai sera a estes que mando o recado. Eles precisam de incentivo para manterem-se no caminho e para nao desistirem por causa de criticas baratas.

Em primeiro lugar, existe um mandamento que fala: “Honraras pai e mae.” Nunca ouvi dizer que ele tenha sido revogado. O que Jesus ensinou eh que todos estavam incluidos no primeiro, e eram apenas consequencia dele, portanto, nao se deve esquecer disso.

As criticas a mim procediam do fato de que tinhamos acabado de enterrar a mae dos filhos da casa de meus pais. Ela faleceu no dia 19.01.16. E no dia seguinte ao enterro eu ja estava buscando informacoes. Tinha pressa sim, pois, haviam 5 anos que eu nao ia ao Brasil, fui para ve-la nos ultimos momentos e nao a encontrei viva. Os criticos pensam que eu deveria estar ocupado com os vivos e nao com os falecidos.

Para mim, porem, nao ha vivos e falecidos. Tudo eh uma sequencia. Os que ja se foram nos os seguiremos e os que virao se reunirao conosco. Genealogia eh isso mesmo. Vem de tras e segue para adiante.

Os criticos contribuiriam muito mais se fizessem uma vaquinha para estabelecer-me um salario suficiente para eu poder viver das pesquisas. Assim tambem eles se inteirariam dos cafundos do Judas de onde procedem e dos caminhos tortos por quais passam as genealogias de todos nos. Tou cansado de trabalhar a pago em amendoins. Talvez desista ou talvez nao. Nao depende deles ou de mim. Depende mais de eu continuar tempo a visao da necessidade para o futuro.

O que me importa mesmo eh honrar a memoria de nossos pais, pois, no futuro as pessoas precisarao dela. Nao vou descrever todas as lembrancas que tenho de meus pais. Mas recordo-me bem do tempo em que eramos pequenos. Viviamos numa parte da casa que pertenceu aos nossos bisavos paternos. Havia um quarto grande que fora designado para ser o quarto dos homens. Significava que nos os meninos dormiamos nele. Ao lado desse ficava um quarto menor designado para ser o quarto de costura.

E toda a noite, quando pequenos, anos 60, mamae nos punha para dormir. Nao tinhamos televisao para tomar conta de nos. Ela precisava daquele tempo de descanso e o usava para costurar, para permitir que a familia tivesse o que vestir. Minha cama ficava no caminho que o facho de luz do quarto de costura se projetava. A luz nao me incomodava mas mantinha-me alerta. Demorava a dormir. Acabava me cansando de ouvir o som da maquina de costura que me embalava ao mesmo tempo. Nao raro, apos um cochilo profundo, acordava e mamae estava la ainda.

Nao era somente isso. Algumas vezes vi mamae esconder-se para chorar porque a vida estava dificil. Eram os dentes que nao eram mais bonitos por causa das diversas gravidezes por quais passou. Eram as incertezas da vida que acomete a todo mundo. Apesar disso e todos os outros contratempos ela nunca deixou de ser o melhor exemplo que uma mae pode ser para a familia. Passadas as lagrimas o que ela fazia era tocar a vida dificil para adiante.

Papai tinha a mesma filosofia de vida. Explicando porque nunca comprou um carro respondeu que: “Carro no Brasil eh o mesmo que ter uma segunda familia. Eu nao posso ter uma segunda familia.” Ou seja, nao importa o quanto e o que lhes faltou. Eles sacrificariam as vidas deles para que nos os sucedescemos com um pouco de conforto.

Observem agora o atestado de obito. Hoje eh 20.02.16 e estaremos passando, em agosto, pelos exatos 100 anos do falecimento de dona “JOAQUINA COELHO DE ANDRADE”. E o que se diz dela? “Um cadaver enterrado no cemiterio”. Para honrar meus pais, sei que os pais deles fizeram sacrificios semelhantes por eles. Portanto, foi a vontade dos meus pais honrar aos pais deles. O mesmo se dira de nossos avos, os quais tinham o mesmo sentimento em relacao aos pais deles. Isso sucessivamente ate nao acabar mais. Portanto, levantar a nossa genealogia nao eh nenhuma loucura. Eh algo para os que querem honrar `aqueles que merecem a honra.

Um detalhe que as pessoas nao prestam atencao eh o que se passa na Historia. Historia eh uma materia um pouco complexa. Vejam o que acontece nos dias de hoje. Claramente reconhecemos que sao muitos os personagens que estao fazendo a Historia. Especialmente, cada individuo do povo esta contribuindo com seu tijolo nessa construcao. Mas o que se aprendera a respeito da atualidade no futuro? Ora, teremos um ou outro nome lembrado nos livros como se esses fossem os salvadores da patria.

No Brasil, por exemplo, estamos acostumados a estudar que D. Pedro I proclamou a INDEPENDENCIA do pais. Ele eh lembrado como se fosse o pai da liberdade da nacao. Mas a verdade eh obviamente outra. D. Joao VI ja havia dito a ele: “Antes que algum aventureiro o faca, faca voce.” Ou seja, se ele nao tivesse aproveitado a oportunidade ja se sabia que os outros fariam. Ele nao o fez por amor `a patria mas para tirar alguma vantagem do ato.

Mesmo que o Brasil nunca tivesse se independido, se isso fosse possivel, os atuais brasileiros estariam adaptados `a atual situacao para que nao o fizessem. E isso nao impediria a Historia das Familias continuarem se processando como sempre fez. Nos teriamos nascido as mesmas pessoas. Apenas viveriamos numa sociedade um pouco diferente.

Para as pessoas no entanto, suas Historias Genealogicas sao muito mais importantes. Isso porque se nao tivessemos os ancestrais que temos nos nao seriamos nos mesmos. Nasceriam outras pessoas em nosso lugar. Isso mesmo, cada pessoa em nossa genealogia eh fundamental. Trocando uma pessoa de lugar muda tudo. Deixamos de ser nos. Entram outros em nosso lugar.

As figuras historicas que estudamos sao mais importantes `a medida que elas desfrutam conosco os mesmos ancestrais. JOAQUIM JOSE DA SILVA XAVIER (o Tiradentes), GEORGE WASHINGTON, PEDRO I, THOMAS JEFERSON, DUQUE DE CAXIAS e todos os outros tem ancestrais os quais tambem sao nossos ancestrais. E eles fizeram Historia `a medida que nossos ancestrais comuns abriram o caminho dela para eles. Nossos familiares estiveram junto com eles fazendo a Historia mesmo que alguns teimem a atribui-la a eles apenas. Se ha uma razao melhor para conhecermos algo de nossa Historia, maior razao ha de conhecermos nossos ancestrais.

Lembrem-se disso. Daqui a um seculo os nomes que estarao nos livros de HISTORIA serao: JOSE SARNEY, FERNANDO COLLOR, ITAMAR FRANCO, FERNANDO H. CARDOSO, LUIZ INACIO, DILMA ROUSEFF, GEORGE BUSH, BILL CLINTON, BARACK OBAMA etc. Nos tempos romanos nos ensinam o que CALIGULA, NERO, MARCO ANTONIO, JULIO CESAR e outros fizeram. Agora ha que se perguntar: E nossos ancestrais? Ora, sera que essas pessoas representam os valores que a epoca em que viveram eram respeitados?

Por mais respeito que possamos ter pelos politicos que entrarao para os livros de HISTORIA, nenhum deles ira substituir aqueles que nos geraram, alimentaram, vestiram, protegeram, compartilharam conosco os bons e maus momentos. Nao quero que daqui a 100 anos algum descendente de meus pais, ou dos pais da minha esposa, ou dos ancestrais deles resolva buscar informar-se a respeito deles e encontrar apenas um laconico: “eh um cadaver enterrado no cemiterio”. O cemiterio nada eh. Tem muita boa coisa a ser lembrado antes de sermos enterrados.

Atraves da genealogia podemos celebrar a vida das pessoas que sao essenciais `a nossa vida e continuarao o sendo nas vidas das geracoes que nos seguirao.

Deixando de lado a filosofia, aproveitei os dias que fiquei em Virginopolis para visitar minha madrinha, a tia ONEIDA. Claro, com o “atestado de enterrro” na mao busquei saber quem era a pessoa, pois, sendo ela neta da DINDINHA ERCILA COELHO DE ANDRADE, talvez desse alguma noticia. Mas ela alegou que nao tinha como ajudar. Nao se recordava bem dos familiares da avo. Isso porque conviveu muito pouco com ela. Dindinha faleceu em 1937 e ela havia nascido em 1929. O vovo Cista gostava que os filhos mantivessem os cabelos compridos. E a mae dele dizia que quando eles fossem na casa dela ela iria corta-los. Tia Oneida tinha medo de acontecer e o pai brigar com ela.

Mas, de concreto ela retirou de suas lembrancas alguns rasgos de memoria. Assim pude anotar o nome do casal e filhos:

JOAQUIM COELHO DE ANDRADE – JOAQUINA UMBELINA MARIA DA FONSECA, pais de:

01. Ercila Coelho de Andrade – Marcal de Magalhaes Barbalho
02. Carmelita Coelho de Andrade
03. Francisca Coelho de Andrade
04. Jose (Juca) Coelho de Andrade – Maria (Lica) Soares
05. Joaquim Coelho de Andrade – Maria

Contou-me que o tio JOAQUIM havia sido enterrado em Virginopolis e que fora o OZANAN quem providenciou o sepultamento. OZANAN, o filho mais novo dos meus avos paternos, nascera em 1936. Portanto, o falecimento se deu apos 1950. Essa informacao foi-me passada no sabado, dia em que retornei para Belo Horizonte, e quando nao tinhamos mais o cartorio para as devidas vericacoes. Mas eu proprio nao estava entusiasmado por essa busca por causa da falta de padronizacao de registros naquela epoca. Sabia que informaria no maximo quem haviam sido os pais dele e isso ja sabia.

Sabe-se que o JUCA e LICA foram pais de SALVIO e GETULIO. Este faleceu no manicomio. Era pai tambem da CLARISSE. Pessoa que justificava o nome. Clara, loira, dos olhos verdes. Contou-me a madrinha que era tambem um doce de pessoa. Boas palavras tenho ouvido de quem se recorda dela.

SALVIO foi o pai do DELMIRO que eh o pai da NEIDE ANDRADE. Esta tornou-se uma amiga que encontrei na internet e temos mantido contato. Foi pai tambem de ADALGISA, SAULO e outros.

Enquanto no Brasil e logo depois que retornei para os Estados Unidos os dados daquele ” atestado de enterro” continuaram martelando em minha mente. E a pergunta que nao se calava era quem era dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, viuva de CASSIANO COELHO?!

Nao podia responder por mim mesmo. Mesmo assim fui elaborando algumas hipoteses:

01. Ela poderia ser uma irma mais velha do avo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE. Isso me parecia conveniente porque imaginava: porque a Dindinha ERCILA havia nascido em 1862 calculava por alto que o pai dela deveria ter nascido em media uns 30 anos antes.

02. Poderia ser a mae do avo JOAQUIM. Por ela ter falecido em 1916, aos 90 anos, seria 36 anos mais velha que Dindinha ERCILA. As mulheres naquela epoca muito comumente casavam-se por volta dos 15-16 anos. Casando-se nessa idade poderia ter sido mae dele em torno de 1841. Ele poderia muito bem ter sido pai inclusive antes dos 20 anos.

03. O padre FELIX NATALICIO DE AGUIAR poderia ter se enganado e trocado o sobrenome dela pelo do marido. Assim, ela seria a nossa trisavo mesmo, com a inconveniencia de ter sido esposa de outro homem! Essa hipotese parecia ser a que tinha menos senso.

Sem saber mais onde procurar, corri `a internet. A ideia era procurar na genealogia do poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE algum casamento de pessoas da familia dele com algum assinante COELHO. Pelo menos o “atestado de enterro” ja me dava um norte. Fosse quem dona JOAQUINA fosse as datas no obito evidenciavam que tinha que procurar da linhagem de bisavos dele para tras. Como ja estou acostumado, recorri primeiro ao geneaminas.com.br. Eles tem os mesmos dados que tenho anotados em casa, e eu estou na biblioteca, mas costumam ter mais alguns. Mas la estava:

FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE – MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE, foram pais de:

01. 1793 Cassimiro Carlos da Cunha Andrade – Senhorinha dos Santos Alvarenga
02. 1798 Francisco de Paula Andrade – Joana Rosa Lage
03. Claudio Jose de Andrade
04. Manoel Arcanjo de Andrade
05. Constancia Maria de Andrade
06. Rosa da Cunha Andrade
07. MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE – FRANCISCO LUIZ MARTINS SILVA BRANDAO
08. Elisa Augusta de Andrade – Raimundo Martins da Costa
09. Elias de Paula Andrade Sobrinho

Francisco de Paula eh quem esta na linha de ascendencia do poeta.

Ha muito tempo elaborei uma hipotese de que o mais provavel fosse que uma mulher da familia ANDRADE houvesse casado com um homem da familia COELHO e isso explicaria o COELHO DE ANDRADE em nossa familia. Mas isso nao pode ser confundido com regra. Naquele tempo a adocao de sobrenomes nao tinha a mesma importancia que passou a ter posteriormente. Basta retornar ao inicio do capitulo 02 e verificar os nomes dos filhos do alferes MANUEL COELHO RODRIGUES. Cada filho escolhia os sobrenomes que queriam usar. E algumas vezes remontavam aos bisavos para sacramentar algum sobrenome que ja havia sido deixado de usar.

Foi entao que imaginei que a melhor possibilidade fosse o casal: MARIA CANDIDA e FRANCISCO LUIZ. Por causa do sobrenome SILVA BRANDAO imagino que possa ter sido descendente do MANUEL, muito provavelmente, do FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDAO, justamente aquele que o conego TRINDADE nao encontrou dados a tempo de publicar o livro: “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Eh por isso que preciso mesmo encontrar o capitulo ROCHA BRANDAO, que deve estar revisado na colecao: “VELHOS TRONCOS MINEIROS”, por ser publicacao mais nova.

Mas o que de fato acrescenta `a Historia eh o fato de o casal postado no numero 07 surgir como pais do padre ANTONIO PINHEIRO BRANDAO DE SOUZA. Foi paroco em Sao Joao Evangelista e depois em Guanhaes onde, desde 1909, teve grande atividade. Fundou a CASA DE MISERICORDIA, salvo engano, atual HOSPITAL REGIONAL DE GUANHAES. Mas no site tem algo mais:

MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE – FRANCISCO LUIZ MARTINS SILVA BRANDAO, foram pais de:

01. Francisco Luiz Silva Andrade – Isabel Goncalves Couto
02. Antonio Pinheiro Brandao
03. Cassiana Luiz de Andrade – Irineu Pereira da Costa

O interessante aqui e salientar que alguns filhos do casal: FRANCISCO e ISABEL receberam o sobrenome LUIZ DE ANDRADE. Outro detalhe eh que o FRANCISCO LUIZ SILVA ANDRADE faleceu em BRAUNAS. Fica a poucos quilometros distante de VIRGINOPOLIS. Monsenhor ANTONIO BRANDAO faleceu em Diamantina, porem, a pedido de amigos, foi enterrado em GUANHAES, em 1957. E aqui posto o que encontrei na certidao de nascimento de meu sogro:

1932 Divino Luiz de Andrade – 1937 Geralda Francisca de Jesus, filho de:
Sebastiao (Tao Soares) Luiz de Andrade – Maria Vieira de Carvalho
Joaquim (Quinquim Soares) Soares de Andrade – Anna de Araujo e Silva.

Ha que observar-se que os dados no geneaminas nao devem estar inteiramente corretos. Isso por causa das datas de nascimentos dos irmaos de dona MARIA CANDIDA. Muito provavelmente ela nao teria sido mae do padre ANTONIO BRANDAO e ele ter falecido em 1957. No livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE” o professor DERMEVAL PIMENTA apresenta diversos dados biograficos dele. O Monselhor ANTONIO PINHEIRO BRANDAO, segundo o professor DERMEVAL PIMENTA, nasceu em 1861, no Distrito de MILHO VERDE, que ainda pertence `a Cidade do SERRO.

Pelos dados, dona MARIA CANDIDA deveria ter nascido depois de 1811, o que nao parece ser, para ser mae do Monsenhor PINHEIRO. Mesmo porque, no livro, o professor anota que o nome do pai dele era tambem ANTONIO PINHEIRO BRANDAO. O que tornaria mais provavel este ter se casado com uma filha do casal MARIA CANDIDA e FRANCISCO MARTINS BRANDAO, para serem os pais do monsenhor.

E nisso mora a importancia de se encontrar os dados corretos do padre PINHEIRO BRANDAO, mais facilmente via o documento “DE GENERE ET MORIBUS” na Arquidiocese de DIAMANTINA. Confirmar-se-ia ou negar-se-ia que ele foi mesmo membro da familia ANDRADE de ITABIRA. Caso se confirmasse, teriamos provas de que a familia espalhou-se naquela direcao. O que seria interessante como peca do quebra-cabecas, pois, outros ramos da familia ANDRADE como um todo procedem de la. Mais abaixo aponto alguns. Talvez isso confirme sermos todos de uma mesma familia proxima e nao ramo distinto que ja se encontrava no Brasil ou que teria vindo de Portugal em epocas diferentes.

Ha que observar-se aqui que no geneaminas.com.br ha uma inclusao indicando que QUINQUIM SOARES teria sido filho do casal MARIA CANDIDA e FRANCISCO BRANDAO. Acredito na possibilidade de ele ter sido neto por causa de o senhor TAO SOARES ter nascido na decada de 1890, e espera-se que o pai tenha nascido por volta de 30 anos antes. Ou seja, `a mesma epoca em que nasceu o Monsenhor. Precisamos afinar melhor os dados para chegarmos aos exatos.

A inclusao do ramo eh tambem corroborada por evidencia de a familia do Mons. BRANDAO ter tido falecidos em BRAUNAS. O que indica a extensao naquela area. O municipio de BRAUNAS fica numa antiga rota que segue o percurso do RIO SANTO ANTONIO. Esse grande rio da regiao passa por diversos locais, o que inclui FERROS, DORES DE GUANHAES, BRAUNAS e ACUCENA. Esse contorno que borda as fronteiras de GUANHAES e VIRGINOPOLIS tem influencia tambem em GONZAGA. Local de onde procede a familia da minha esposa, pelo lado SOARES DE ANDRADE.

Vem desse ultimo local tambem o JOAQUIM SOARES (QUINQUIM SOARES) DE OLIVEIRA. Esse foi o marido de tia VITA DE MAGALHAES BARBALHO, outra filha dos bisavos MARCAL e ERCILA. Pela semelhanca dos nomes, imagino que os dois QUINQUIM SOARES serao pelo menos primos. Assim, o que descobrir-se a respeito de um podera servir ao outro ramo da familia.

Outra evidencia a indicar a possibilidade de os ANDRADE de ITABIRA tenham se espalhado para misturar-se aos RODRIGUES COELHO em nossa regiao esta na HISTORIA. Nos anos entre 1820 a 1848 houve um surto de ouro em GUANHAES e VIRGINOPOLIS. Ali se encontraram as minas da CADONGA, do MEXIRICO e da LAVRINHA. E houve um rapido crescimento populacional devido `a atracao que isso provocou.

Terminado esse surto veio outro na area de DIAMANTINA, porem, da pedra preciosa que deu o nome ao local. O diamantes foram encontrados em grande quantidade a partir de 1720. Depois tornaram-se excassos. O novo surto envolveu as areas da Cidade do SERRO, como dos Distritos do MILHO VERDE e SAO GONCALO DO RIO DAS PEDRAS. Como o Monsenhor BRANDAO nasceu em MILHO VERDE, pode-se dizer onde os pais deles estavam.

Em seguida a promessa de desenvolvimento veio a ser uma saida da regiao para o mar. Os mineiros do NORTE DE MINAS se sentiam oprimidos desde os tempos coloniais, pois, eram obrigados a usar somente a ESTRADA REAL para buscar a mar, que era a grande avenida de comunicacao com o mundo. A partir do patriota TEOFILO OTONNI, as buscas por uma saida para o mar e mais terras ferteis para o cultivo e criacao, se intensificaram. Dai comecaram a surgir os novos assentamentos coloniais, entre os quais estao VIRGINOPOLIS, DIVINOLANDIA, ACUCENA, GONZAGA, SANTA EFIGENIA, COROACI, outros, e ate mesmo GOVERNADOR VALADARES. Antes disso essa ultima era apenas um posto avancado do exercito que o usava na repressao e reserva de indigenas mas nao era uma comunidade europeia organizada.

Uma evidencia menor eh a presenca do nome CASSIANO na familia de minha esposa. Acredito ter ouvido falar que ela tem um primo com esse nome. Mas nada se pode afirmar a esse respeito, pois, ha uma distancia temporal muito grande entre os antepassados e esse.

Retornando, porem, ao misterio de quem poderia ser dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, apesar de nao ter como dizer com 100% de certeza, recordei-me de algo util. Quando descobri que nossos terceiravos se chamavam JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA, expuz o fato, ha algum tempo atras, para informacao da parentalha na internet. A nossa prima JULIA ILCE CATAO, filha da tia OLGA DE MAGALHAES BARBALHO e FRANCISCO CATAO DE OLIVEIRA (tia OLGA era filha dos bisavos MARCAL e ERCILA), contou que a avo JOAQUINA havia falecido na casa da familia la em VIRGINOPOLIS.

Baseando-me nessa lembranca resolvi recorrer a ela. Pedi que confirmasse o que me contara antes, mas nao revelei nada a respeito do “atestado de enterro” que estava em minhas maos. Nao quis que ela soubesse porque sei que se colocamos na frente dados que a pessoa conhece de forma diferente isso pode provocar alguma confusao e as informacoes novas parecerem que ja estavam na lembranca da pessoa. Assim, ela poderia confirmar algo sem conhece-lo com certeza.

`A minha questao na pagina do Facebook dela, ILCE respondeu-me assim:

“Ola Valquirio,desde menina, nas conversas noturnas na cozinha de tia Tete, com mamae,tia Biloca, tios Marcial e Cista, Soli,,Alem da Filo e Vitoria, as historias de familia eram ali discorridas, e uma destas esta minha bisavo. Depois que ficou viuva, Dindinha a levou para morar com ela, so que ela quis um quarto independente, o qual foi preparado. Ficava entre a cozinha e a saleta de fora, sao dois quartos contiguos que tiveram as portas que se abriam para o salao, fechadas e a porta de entrada foi aberta para aquele corredor onde os cavalos entravam. Estou falando do espaco que havia entre a casa de tia Tete e a casa da Cidinha. A morte dela deve ter ocorrido entre 1908 a 1910, periodo em que mamae deixou de dormir com ela , a titulo de companhia. Me lembro que mamae dizia que ate +ou – , aos 10 anos de idade, desde os 5 anos ela dormia com a avo..Isto eu sei .Abracos.”

Respondi a ela em tom de brincadeira que era mentira. Nao disse que ela estivesse inventando alguma coisa. Apenas que quem havia falecido na casa devia ter sido a bisavo e nao a avo da mae dela. Isso porque eu havia encontrado o atestado de obito de uma JOAQUINA, cujo sobrenome nao era DA FONSECA. Procurei pelos possiveis obitos do JOAQUIM e da JOAQUINA, com o nome correto, e eles nao se encontravam nos registros de VIRGINOPOLIS. Portanto, julguei que os dois houvessem sido enterrados em DIVINOLANDIA, onde residiram ou na comunidade CORREGO DOS HONORIOS. Mas isso nao tinha como comprovar.

Mas a ILCE resolveu colaborar um pouco mais. Enviou-me via e-mail com mais esses dados:

“Valquirio, vou lhe repassar dados que eu tenho aqui oriundos de documentos e anotacoes em caderno de Dindinha. Ersila Coelho de Andrade (Dindinha), era filha de Joaquim Coelho de Andrade e de Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, isto e: era minha bisavo e apos a morte de seu marido, meu bisavo, foi morar no chamado ” quartinho” independente, com entrada e saida para fora da casa de Dindinha, este tal quartinho eram dois quartoes que existiam em casa de tia Tete.

Cunha de Andrade e Ataide de Freitas eram bisavos de mamae pelo lado paterno de Dindinha; os bisavos de mamae , pelo lado materno de Dindinha, eram: Gomes de Alvarenga e Mecia de Andrade Melo. A sequencia prossegue seguindo o ritmo anterior: Fernao Alvarez e Tereza Novais de Andrade; Rui Freire de Andrade e Aldanca de Novaes. Os dois ultimos casais sao portugueses

Quanto a Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, faleceu aproximadamente na data em que lhe falei ,pois mamae foi para o Colegio de Diamantina em 1911 e quando ela foi a bisa Maria Umbelina ja havia falecido. Abracos.”

Nao deu por essas informacoes chegar ao que desejo que eh identificar exatamente a nossa procedencia. No popular, como disse `a ILCE, quero dar nome aos bois. Nao nos informa ai a procedencia do COELHO. Embora eu saiba que o FREITAS muitas vezes acompanhava a nossa alcunha. Isso se da desde FERNAO COELHO, o primeiro senhor de FILGUEIRAS E VIEIRA e sua esposa, dona CATARINA DE FREITAS.

Ha que nos lembrarmos tambem que no livro “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, o professor DERMEVAL relata a presenca do casal: capitao ILDEFONSO DA ROCHA FREITAS e dona MARIA COELHO DA SILVEIRA, nos primordios da colonizacao de SAO JOAO EVANGELISTA. Infelizmente ele nao deu enfase aos familiares do fundador daquela cidade mineira. Apenas mostra que diversos familiares do casal estavam presentes naquele tempo.

FERNAO ALVAREZ e TEREZA NOVAIS DE ANDRADE, estao na linha de ancestrais de PEDRO ALVARES CABRAL. Isso mesmo! O navegador que nao por acaso atracou nas costas do BRASIL que ha muito ja havia sido descoberto. Mas o que fazer?! Ele tomou posse e ficou conhecido como o descobridor.

Algo tambem interessante eh verificarmos que o mencionado RUI FREIRE DE ANDRADE tem o mesmo sobrenome do governador, general GOMES FREIRE DE ANDRADE, primeiro Conde de Bobadella, quem passou a primeira Carta de Sesmarias ao alegado nosso ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO. Como ambos eram portugueses pode ai haver uma linhagem proxima de parentesco. GOMES FREIRE DE ANDRADE, porem, nasceu em 1685, segundo pesquisa que fiz ha algum tempo, o que o poria numa provavel linha da geracao de avos do RUI FREIRE DE ANDRADE. Se nao fosse o contrario.

Na internet temos informacoes de um casal, formado pelas pessoas: RUI FREIRE DE ANDRADE e ALDONCA DE MORAIS, procedente do seculo XIII, 1200s. Talvez as anotacoes da Dindinha ERCILA sejam retiradas de compendios que remontavam aos ancestrais mais distantes e nao propriamente a ancestrais imediatos dela. Referencia semelhante encontrei em relacao aos nomes GOMES DE ALVARENGA e MECIA DE ANDRADE MELO.

Talvez o caminho que nos aproxima do poeta seja o ALVARENGA. No numero 21, da genealogia do endereco abaixo, ha a nota de que dona ANA LUISA EMILIANA DE ALVARENGA nasceu em GUANHAES. Informacao que tenho por duvidosa. Isso porque ela esta na linha de terceiravos do poeta. E GUANHAES surgiu por volta de 1819, quando os bisavos do poeta ja deveriam ser casados. Contudo, a familia ALVARENGA ja se encontrava na regiao, porem, se espalhando a partir de SAO GONCALO DO RIO ABAIXO, que fica mais proxima de MORRO DO PILAR, onde o professor NELSON DE SENNA localiza a multiplicacao da familia COELHO, antes de dirigir-se para GUANHAES.

Para tentar fechar a questao, perguntei `a ILCE se ela sabia onde o corpo havia sido enterrado, ao que me respondeu:

“Oi Valquirio, ela foi enterrada em Virginopolis no antigo cemiterio que se localizava onde e hoje o super mercado do Joao da Luiza da tia Biloca. Abracos.”

Muita gente em VIRGINOPOLIS nao sabe mas onde se localiza a atual rodoviaria esteve a primeira Igreja. Era uma construacao de madeira e adobe. E o cemiterio era onde hoje estao os quintais das casas vizinhas, da Rua Sao Jose. Entre elas aquela que fora moradia da tia Biloca (ABILA PATROCINIO DE MAGALHAES), a filha mais nova dos bisavos MARCAL e ERCILA.

Perante aos dados que a ILCE passou-me e mais uma analise apressada que fiz no endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=189&cat=Ensaios, penso que sejamos aparentados do poeta CARLOS DRUMMOND, porem, um pouco mais distantes que imaginava. Preciso fazer uma analise mais detalhada para certificar-me. Se verificar-se no numero 21 na sequencia de ancestrais do poeta veremos que os sobrenomes FREIRE e ALVARENGA aparecem, alem do ANDRADE. Mas eh preciso conciliar-se melhor porque os nomes mencionados nas anotacoes passadas pela ILCE nao se repetem na postagem da USINA DE LETRAS.

Indaguei ainda da ILCE se ela tinha informacao de que Dindinha ERCILA fora aparentada de algum padre em Guanhaes. Nao citei o nome com o proposito. Mas ela nao respondeu a essa questao.

A casa antiga, `a qual ILCE mencionou, foi onde vivi ate aos meus 18 anos de idade. Era um verdadeiro “mundel”, como minha mae costumava falar. O assoalho parecia um toboga, cheio de altos e baixos por causa do empenado do assoalho. Os quartos mencionados foram derrubados por volta de 1975. Ficaram algumas dependencias frontais com a rua. Em 1977 papai construiu nossa casa sobre o que havia sido derrubado.

Assim a casa nova ficou bem distanciada da beirada da rua. Sempre nos incomodou a disposicao antiga onde o quartos eram separados da rua apenas pela parede da frente e suas janelas. Todo e qualquer barulho noturno incomodava o nosso sono. Em 1978 a construcao foi completada e a derrubada da antiga concluida.

Tia Tete (PHILOTEIA DE MAGALHAES BARBALHO) foi filha dos bisavos MARCAL e ERCILA. Era solteirona. PHILOMENA, a Philo, era uma afrobrasileira que dizia-se ter sido escrava. Era uma pessoa bonissima. Alem de dizermos que era a unica das moradoras que possuia algum juizo. Ja a VITORIA era outra moca que foi protegida da Dindinha ERCILA. Nunca se mencionou algum parentesco dela conosco. Mas era clara, com os mesmos olhos verdes dos COELHO DE ANDRADE. Nao era doida como diziam. Era retraida no mundo dela mas comunicava-se com as pessoas com quem era familiarizada.

“Soli” (ELIEZER DE MAGALHAES) era meu tiavo materno, sobrinho do bisavo MARCAL e filho dos meus bisavos CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO e JOAO BATISTA DE MAGALHAES.

Um grande problema em ser mais exato em relacao aos dados eh o fato de nao ter encontrado informacoes, via internet, de todos os conjuges dos tiobisavos do poeta CARLOS DRUMMOND: CLAUDIO, MANOEL, CONSTANCIA, ROSA e ELIAS poderiam muito bem ter se casado com alguem cuja assinatura fosse COELHO e deles podemos descender.

Entre as familias ANDRADE que conhecemos e todas com raizes em DIAMANTINA temos:

01. JOAO BENTO DE ANDRADE, deixou a sequencia:

Joao Bento de Andrade – ?
1822 Joaquim Bento de Andrade – Joanita Andrade
Joaquim Bento de Andrade Junior – Joaquina Augusta Dias de Andrade
1867 Joaquim Bento de Andrade Neto – Josefina Augusta Chaves
Ascendino Chaves de Andrade – 1896 Ondina Pimenta.

Essa sequencia esta no livro do professor DERMEVAL e se trada da familia ANDRADE que se radicou em Sao Joao Evangelista. JOAQUIM BENTO JUNIOR era conhecido pelo apelido de QUINCOTE. Era muito conhecido na regiao. Esse ramo da familia ANDRADE misturou-se com nossos familiares das familias PIMENTA VAZ BARBALHO, PEREIRA DO AMARAL e BORGES MONTEIRO.

02. PROFESSOR FRANCISCO DIAS DE ANDRADE

Ouvi dizer que ele vivia em DIAMANTINA, onde havia nascido e isso atestado no livro da filha dele, professora FILOMENA ANDRADE, conhecida como D. NEGRA, e passava dificuldades financeiras. `A mesma epoca o bisavo MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO era o representante da PAROQUIA DE NOSSA SENHORA DO PATROCINIO DE GUANHAES. Esse era o nome politico e eclesiastico da futura Cidade de VIRGINOPOLIS, junto `a Camara Municipal de Guanhaes. Tendo essa oportunidade, MARCAL ofereceu as condicoes para que a familia vivesse no entao Arraial e nele fizesse escola.

O professor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE tornou-se importante figura na educacao, que honra o nome dele em rua e unidade escolar. Foi casado duas vezes: a primeira com a professora dona CELESTINA CRISTINA DE SOUZA e a segunda com dona ANA MARIA DE ANDRADE. Alguns filhos deixaram numerosa descendencia local, atualmente misturada com a Familia COELHO e suas associadas.

03. Mas parece-nos que o que menos se espera acontece. Vejamos aqui alguns dados interessantes da Familia de JOAO COELHO DE MAGALHAES, o bisavo do professor NELSON COELHO DE SENNA. Ele foi casado com sua prima carnal, dona BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO.

JOAO COELHO DE MAGALHAES – BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO, foram pais de:

01. Joao Coelho de Araujo – Anna Rocha
02. Joaquim Coelho de Araujo – Maria Coelho de Souza
03. CASSIANO COELHO DE ARAUJO – JOAQUINA SIMPLICIANA
04. 1828 EMILIA BRASILINA COELHO DA ROCHA – JOSE COELHO DA ROCHA RIBEIRO
05. 1829 Euphrasia Coelho de Araujo – Jose de Queiroz
06. 1835 Maria Eugenia (Mana) Coelho – 1as. Duarte Bastos de Carvalho, 2as., Jose Felicio Leao

Acredito que o professor NELSON COELHO DE SENNA cometeu um pequeno engano, pois, narra que o bisavo dele, JOAO, havia se casado em 1804, com 19 anos de idade. Eh possivel que ele interpretou mal os rabiscos nos documentos que verificou, pois, apesar de nada dizer a respeito das datas de nascimento dos filhos, as mulheres nasceram muito depois, embora ele relate que houveram apenas 6 filhos. Ha margem ai para que a data do casamento tenha se dado em 1824, quando “tio” JOAO ja estava com 39 anos. Depois ele viveu ate 1879 e faleceu no dia que completaria 94 anos.

O professor NELSON quase nao descreve a formacao da familia deste bisavo dele. Aborda mais aquele ramo deixado por EMILIA BRASILINA que foi a avo materna dele. Dos homens pouco fala alem de dizer que todos haviam se mudado para DIAMANTINA, por la se casado, tido familias e que foram mineradores de diamantes. Quem se ocupar de ler todo o livro entendera a dificuldade. O livro data de 1939, epoca em que o professor estava passando por diversas dificuldades, inclusive o falecimento da esposa, dona EMILIA GENTIL GOMES CANDIDO DE SENNA.

Em relacao ao CASSIANO, por exemplo, ele foi bem laconico:

“3o. CASSIANO COELHO DE ARAUJO (que foi de Sao Miguel de Guanhaes, como seus precedentes irmaos, para Diamantina, antigo Arraial do Tejuco, e la se casou com Dona JOAQUINA SIMPLICIANA, indo viver nas Lavras de ITAIPABA, onde morreu, deixando descendentes).”

Senna, Nelson Coelho de; “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”, 1939, EMPREZAGRAPHICA DA “REVISTA DOS TRIBUNAIS”, Sao Paulo.

Parece que aqui chegamos a um encontro que sera dificil de negar haver alguma ligacao. Qual a probabilidade de dois homens, provavelmente de idades semelhantes, chamados CASSIANO COELHO, terem se casado com mulheres que se chamavam JOAQUINA, e entrarem na mesma familia?! Claro que a coincidencia pode ser possivel, embora acredito ser improvavel.

Neste caso estou inclinado a concluir que o COELHO do ramo COELHO DE ANDRADE em nossa familia procede deste CASSIANO. E ha que se pensar, procura-se longe aquilo que se encontra dentro da propria casa! A mencao a que fossemos parentes do poeta CARLOS DRUMMOND sempre desviou o sentido das pesquisas para o lado de ITABIRA.

Segundo nossas tradicoes, “o bisavo MARCAL estaria viajando entre GUANHAES e ITABIRA e encantara-se com os olhos verdes da menina ERCILA. O pai dela enfrentava dificuldades, com um numero grande de bocas para tratar. Entao, entraram num acordo, a menina seria mandada para estudar em DIAMANTINA com a promessa de casamento quando formasse.” Agora, se a hipotese de que o terceiravo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE for filho do CASSIANO COELHO e dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, na verdade JOAQUINA SIMPLICIANA, talvez, DE ANDRADE, se concretizar, veremos que essa tradicao nao passava de mitologia, para distrair a criancada.

Duas irmas do CASSIANO, EUPHRASIA e EMILIA BRASILINA faleceram novas. Antes do falecimento do pai delas. MARIA EUGENIA faleceu mais tarde mas nao foi tao longe. Dos outros nao sabemos. O provavel eh que o CASSIANO tambem nao tenha durado mais que as irmas. O terceiravo JOAQUIM devera ter sido o primeiro filho. Assim, quando o JOAO COELHO DE MAGALHAES faleceu, em 1879, pode ter sido ele que foi tomar posse da heranca.

Segundo o professor NELSON DE SENNA, os tres filhos foram para DIAMANTINA, onde foram mineradores de diamantes. No ALMANAK DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS, produzido em 1872 para ser usado em 1873, encontra-se o JOAQUIM COELHO DE ARAUJO na relacao de mineradores. JOAO e CASSIANO nao aparecem. Talvez ja fossem falecidos, dai nao se ouvir mais falar deles.

Se o trisavo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE tiver sido o primeiro filho do CASSIANO, muito provavelmente tera encabecado a familia e por essa epoca teria muitos irmaos e alguns filhos para tomar conta. Em 1879 alguns dos irmaos ja estariam chegando `a idade de tambem tomar posse de suas herancas.

Este foi o ano em que Dindinha ERCILA e bisavo MARCAL se casaram. O que deve ter prontificado o genro a ajudar o sogro a buscar terras onde estava se ampliando a colonizacao. Mais precisamente, o CORREGO DOS HONORIOS, entre DIVINOLANDIA e GONZAGA. O corrego veio a tomar esse nome por causa do apelido HONORIO, da familia como um todo.

Vai-se contra a tradicao que afirma que o casal MARCAL e ERCILA se conheceu ao acaso, por causa de alguma viagem dele, passando por algum lugar entre GUANHAES e ITABIRA. Muito provavelmente ja eram primos e sabiam disso. Embora o grau nao fosse tao proximo. A avo EUGENIA MARIA DA CRUZ era prima em primeiro grau do CASSIANO. Se este foi o pai do trisavo JOAQUIM HONORIO, entao, ele era primo em terceiro grau do bisavo MARCAL. Este seria primo em quarto grau da Dindinha ERCILA.

E sao essas coisas que me fascinam e ao mesmo tempo me apavoram na genealogia. Talvez essa informacao por ser tratada com tanta naturalidade pelos mais antigos tenha ficado escondida de todos nos. Provavelmente haveria uma mencao ao CASSIANO, porem, seria pouco lembrado porque havia falecido ha muito tempo atras. Em 1909 o bisavo MARCAL faleceu, os pais eram falecidos e era pouco o contado de alguns mais antigos com o ramo da familia que nao morava em VIRGINOPOLIS.

Claro, nao vamos aqui ja dar o caso por encerrado. Essas conjecturas sao apenas hipoteticas. Pode ate ser que a viuva do CASSIANO tenha sido enterrada em VIRGINOPOLIS sem ter esse parentesco tao proximo conosco. Talvez ela tenha passado a viver nas proximidades por assumir a heranca que foi do marido, embora nao tenhamos anotacoes de descendentes deles ja que o professor NELSON nao se ocupou deles `a epoca, em 1939.

Pelas declaracoes da ILCE, realmente temos duas JOAQUINAS na familia. A JOAQUINA SIMPLICIANA e a JOAQUINA UMBELINA. Sendo que a nossa trisavo UMBELINA faleceu antes de 1910. Tia OLGA nasceu em 1898, portanto, conviveu com a avo a partir de 1903. Penso apenas que haja um engano nas lembrancas de nossa prima em relacao ao enterro em VIRGINOPOLIS. Como nao encontrei o “atestado de enterro” nem do avo JOAQUIM nem o da avo UMBELINA, acredito que os dois tenham sido enterrados em DIVINOLANDIA.

Nesse caso depende-se de interpretacao. O trisavo JOAQUIM faleceu antes. Deve ter sido enterrado onde vivia e a maioria dos parentes o acompanhavam. A viuva foi levada para a casa da filha mais velha. Isso era convencional. Mas havia o costume de enterrar-se os conjuges na mesma cova. Entao, nao seria dificil transportar o corpo para DIVINOLANDIA. O que era feito a pe mesmo. Eram apenas uma duzia de quilometros.

JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, se foi a mae do JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, deve tambem ter ido pois que senao nao haveria a necessidade de ocupar-se dois quartos do antigo casarao. Ela deveria estar sob os cuidados do filho mais velho que agora tambem ja era falecido. Talvez tivesse casa propria. O certo eh que ela possui “atestado de enterro”, entao, nao se pode negar que foi enterrada em VIRGINOPOLIS. Podem talvez terem esquecido de anotar o enterro da avo UMBELINA. Acontecia. Mas para certificarmos disso haveria que verificar-se se nao o existe em DIVINOLANDIA. Encontrando-se la, estarao desfeitas as duvidas.

Uma outra interpretacao, que ate penso ser um pouco mais logica, sera a possibilidade de tanto a prima ILCE quanto o padre FELIX terem cometido algum engano. Isso porque ela cre que nossa ancestral JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA tenha falecido antes de 1910. Mas a pessoa identificada como JOAQUINA COELHO DE ANDRADE pode ser ela mesma. O padre FELIX poderia ter apenas deduzido que esse fosse o sobrenome dela porque era o sobrenome da Dindinha ERCILA. Era comum as filhas adotarem os mesmos sobrenomes das maes em contrario ao dos pais. Afinal, apos o casamento elas iriam “pertencer” aos maridos, como mandava a cultura machocentrica da epoca.

Outro engano que o padre FELIX pode ter cometido eh ter trocado o nome do homem do qual ela era viuva. Talvez ele tenha confundido e trocado pois ela seria viuva de JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, filho este de CASSIANO COELHO. Isso nos conduz `a hipotese de que em 1862, quando a Dindinha ERCILA nasceu, ela seria uma dos ultimos filhos da trisavo JOAQUINA, pois essa estaria com 38 anos. Tambem significa dizer que ela poderia ter tido filhos a partir dos anos 1840.

Se assim o foi, isso pode levar-nos a outra possibilidade. A de que o JOSE (JUCA) COELHO DE ANDRADE ter nascido por essa epoca e ter sido um dos irmaos mais velhos. Neste caso, como ele foi casado com MARIA (ZICA) SOARES, eles poderiam ter sido os pais do JOAQUIM (QUINQUIM SOARES) SOARES DE ANDRADE, o bisavo de minha esposa. Para isso tambem seria necessario que o professor NELSON COELHO DE SENNA estivesse correto em dizer que o bisavo dele casou-se em 1904.

Neste caso, o filho CASSIANO COELHO DE ARAUJO poderia ter sido o filho mais velho, ja que nao temos as datas dos nascimentos dos tres homens. Assim ele poderia ter, como o pai, casado-se novo, por volta dos 20 anos, e ter sido pai do avo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, que teria nascido por volta de 1825. Aquele QUINQUIM SOARES, contudo, pode ter sido filho de alguma irma do trisavo JOAQUIM, ou mesmo de uma filha dele, com marido assinante SOARES. Infelizmente so podemos especular essas coisas por enquanto ja que nao possuimos nem datas nem melhores informacoes.

Nos podemos ter nao maximo 8 bisavos. E 8 eh o numero que os filhos da casa de meus pais possuem mesmo. Na falta de outra opcao, sempre consolei-me com a ideia de que tinhamos pelo menos 2 que nao fossem COELHO DE MAGALHAES (ou RODRIGUES COELHO). Do ponto de vista de variabilidade genetica seria melhor que os ancestrais mais proximos nao fossem parentes entre eles mesmos.
Pensava que os bisavos Dindinha ERCILA e tio JOAOZINHO teriam algo diferente a acrescentar `a nossa genetica. Mas se a suposicao de que ela tenha o COELHO por parte do FRANCISCO LUIZ MARTINS DA SILVA BRANDAO e por parte do CASSIANO, nao fara diferenca alguma por o primeiro garantir-nos um pouquinho de variabilidade. Talvez possamos chamar a isso: “matar 2 COELHO com uma so cajadada!” Apesar de ser DE MAGALHAES BARBALHO, pode ser que o tio JOAOZINHO seja a nossa unica tabua de salvacao!
Eh facil compreender o porque de a Dindinha ERCILA ter mencionado nomes de fundadores dos ramos familiares como sendo os ancestrais dela. Isso era uma tradicao dos antigos. Na organizacao social medieval, que perdurou durante o Brasil colonial, mandava que os titulos e privilegios dos pais fossem passados aos primogenitos. Assim, `a medida que a descendencia ia se multiplicando, nao restava `aqueles que estavam ficando para tras lembrar-se em suas tradicoes de nomes de antepassados remotos.
Acontece que apos 600 anos que algum renomado de cada assinatura tivesse falecido, a probabilidade era a de que fosse ancestral de toda a populacao de paises pequenos como PORTUGAL. Basta contarmos 3 geracoes por seculo e multiplicar 5 (filhos possiveis que se casaram e tiveram filhos em cada geracao) elevado `a potencia 18. Ou seja: 5 filhos: 25 netos; 125 bisnetos; e assim por diante. No final, a descendencia sera tanta que podera ser maior que a populacao do proprio pais.
Nisso, as chances de todos descenderem dos mesmos ancestrais nao passa por uma questao duvidosa do se. Passa pela pergunta do como. Normalmente as pessoas que assinam o mesmo sobrenome de algum antepassado o fazem porque o receberam por uma linhagem masculina predominante. A maioria das outras pessoas descendem das mesmas pessoas, porem, assinam outros sobrenomes por provirem de outra linhagem onde um sobrenome diferente tornou-se predominante.
Em nosso caso particular sabermos ter ancestrais COELHO de todos os lados. Contudo, a linhagem masculina predominante na casa de nossos pais eh o BARBALHO. Dai nao assinamos o primeiro e ficamos restritos ao segundo.
Mas a tendencia da genealogia atual eh buscar a ascendencia de forma mais cientifica. Isso quer dizer que nao importa que se julga ser descendente de algum personagem eminente da mesma assinatura que possuimos. Importa mesmo eh levantar os dados de ancestrais de cada geracao anterior `a nossa. Assim vamos saber se somos mesmo descendentes de quem pensamos que somos, como o elemento superior de nos inteirarmos de como o somos.

No ALMANAK DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS, de 1872, existem varios CASSIANOS que foram listados como fazendeiros do MUNICIPIO DO SERRO. Isso demonstra que o nome era comum. Porem, um em particular chamou-me a atencao. Tratava-se de CASSIANO RODRIGUES DE ANDRADE. Parece que teve um irmao, na mesma lista, BALDUINO RODRIGUES DE ANDRADE. Talvez sejam filhos do CASSIANO COELHO DE ARAUJO. Mas somente pesquisas mais detalhadas irao informar isso.

Nao posso ir agora mesmo fazer essas verificacoes. E se o pudesse, logo apos ir a DIVINOLANDIA, dirigir-me-ia a DIAMANTINA. La buscaria os documentos:

01. “DE GENERE ET MORIBUS” do padre POLICARPO JOSE BARBALHO
02. “DE GENERE ET MORIBUS” do Monsenhor ANTONIO PINHEIRO BRANDAO DE SOUZA
03. “DE GENERE ET MORIBUS” do bispo D. MANUEL NUNES COELHO
04. REGISTRO DE CASAMENTO do casal CASSIANO e JOAQUINA SIMPLICIANA
05. REGISTRO DE CASAMENTO do casal JOAQUIM e JOAQUINA UMBELINA
06. REGISTRO DE CASAMENTO do casal MARIA JOAQUINA COELHO e AUGUSTO ELIAS KUBITSCHEK. Esse ultimo seria para esclarecer a duvida a respeito de quem sao os pais dela, pois, pode ser filha de um dos tres casais que foram para DIAMANTINA. Ela foi a avo do JUSCELINO KUBITSCHEK, mae de dona JULIA KUBITSCHEK.
07. REGISTRO DE CASAMENTOS do professor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE (o primeiro ou o segundo, apenas para verificar se seriamos aparentados dele, antes de os filhos terem se casado na familia).

08. REGISTRO  DE CASAMENTO de JOAQUIM BENTO DE ANDRADE e JOANITA ANDRADE.
09. Em DIAMANTINA ou outro lugar na regiao o REGISTRO DE CASAMENTO dos bisavos de minha esposa: JOAQUIM SOARES DE ANDRADE e ANNA DE ARAUJO E SILVA.

Essa soma de documentos poderia, talvez, decifrar outras coisas mas o poderia colocar os ANDRADE da regiao numa mesma raiz. Quem sabe, todos vinculados aquela raiz que chega tambem ao CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.

Esse ultimo seria fundamental para meus filhos, pois, pode ate ser que o JOAQUIM SOARES DE ANDRADE fosse neto do CASSIANO e JOAQUINA SIMPLICIANA.

E aqui estao algumas das razoes da minha fascinacao e apavoramento. Quando casei-me tinha apenas uma desconfianca de que tivesse casado com uma prima distante. Agora a distancia nao parece ser tanta. Alem de podermos ser parentes pelo lado ANDRADE, talvez entrarao tambem o COELHO, o ARAUJO e, pelo lado materno dela, o FONSECA.

Obviamente, cada um daqueles documentos teria sua funcao propria de solucionar alguma questao em nossa genealogia. Mesmo que o CASSIANO COELHO, marido falecido de dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, nao fosse o nosso parente, pode ser que nao estejamos de todo fora do fisgo desse anzol.

 

Isso se da porque nosso  ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO pode ter deixado muitos filhos. Alem deles, sabemos apenas que o ancestral JOSE COELHO DE MAGALHAES, marido da pentavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, teve antes a esposa ESCOLASTICA DE MAGALHAES e outros filhos dos quais nao temos anotacao alguma. Se eles se espalharam pela regiao como nos informa o professor NELSON DE SENNA, teremos a certeza que desse mato tiraremos muito mais COELHO do que possa imaginar a nossa va filosofia!

Eu ja estava comemorando a possibilidade de o nosso COELHO DE ANDRADE proceder do FRANCISCO LUIZ MARTINS DA SILVA BRANDAO e MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE. Isso nos daria pelo menos um pouco de variabilidade genetica ja que ele pode descender do MANUEL COELHO RODRIGUES e talvez nao do MANUEL RODRIGUES COELHO. O provavel sera que o COELHO sera o mesmo. O lado COELHO BRANDAO vem direto dos senhores de FELGUEIRAS E VIEIRA, fonte comum de todos os COELHO.

O RODRIGUES COELHO, sendo o mesmo do BENTO RODRIGUES COELHO teria uma fonte remota de COELHO, em D. MARIA COELHO, segundo o DOCUMENTO 02. Ela deve proceder dos mesmos COELHO, com a diferenca de ter entrado em uma familia um pouco melhor misturada. No minimo sera irma, filha, prima ou sobrinha dos senhores de FILGUEIRAS E VIEIRA. Isso faz-me lembrar que minha esposa descende dos VIEIRA. Meu Deus! O globo nao passa mesmo de uma aldeia minuscula.

Talvez essas relacoes todas esclarecam melhor algo que ouvi de meu pai. Ele contou que quando o avo CISTA (TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO) comprou a FAZENDA BOM JARDIM, contraiu uma divida enorme com um tempo relativamente curto para paga-la. Os adversarios politicos eram interessados que ele perdesse a posse, e essa razao os ajudava. Eles eram membros da mesma familia RODRIGUES COELHO mas tinham essa richa por serem de partidos adversarios.

Papai disse que quem emprestou o dinheiro para quitar a divida em tempo com os donos anteriores da fazenda foi o professor NELSON COELHO DE SENNA. Algo inesperado para mim, pois, o partido do vovo CISTA era menos influente, enquanto o da outra parte da familia era mais. o professor NELSON parecia ser igualmente parente de ambos. Mas se o CASSIANO tiver sido o pai do terceiravo JOAQUIM, entao, vovo CISTA e professor NELSON seriam primos em terceiro grau, o que tornava o apoio melhor apropriado.

Creio que o dinheiro nao tera procedido do professor NELSON. Mas eh certo que os contatos dele eram maiores.

Quem podera ter emprestado o dinheiro ao vovo CISTA, com o intermedio do professor COELHO DE SENNA, pode ter sido o genro deste, o senhor RONAN RODRIGUES BORGES. Figura que foi da sociedade de UBERABA, foi banqueiro e mudou-se para o RIO DE JANEIRO. E la ajudou a criar os netos do professor SENNA. A situacao ocorreu assim, comecando pela mae do professor:

MARIA BRASILINA COELHO DE SENNA – CANDIDO JOSE DE SENNA, pais de:

01. Dr. Nelson Coelho de Senna – Emilia Gentil Gomes Candido de Senna, pais de:

1.a Dr. Mucio Emilio de Senna – Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco, pais de:

1.a.1 Sylvia Emilia de M. F. Senna – Paulo Argemiro Hungria da Silva Machado, pais de:

1.a.1.1 Theodoro Hungria da Silva Machado – Maria Gabriela de Orleans e Braganca, princesa do Brasil
1.a.1.2 Silvia Amelia Hungria da Silva Machado – D. Afonso Duarte, principe de Orleans e Braganca

Se o Brasil ainda fosse monarquia, nossa familia seria uma das muitas que teriam os beneficios de ser proximas de suas magestades! O triste da Historia da familia do professor NELSON COELHO DE SENNA foi que ele foi o unico dos filhos de MARIA BRASILINA que chegou `a fase adulta. Os outros faleceram quando eram criancas. A nora Sylvia Amelia faleceu em 09.05.1934. O filho Mucio Emilio faleceu em 17.12.1938. E dona Emilia Gentil faleceu em 20.08.1939. No mesmo ano que ele publicava o livro genealogico da familia.

Sylvia Emilia teve um irmao chamado Francisco Cesario. Orfaos foram adotados pelos tios MARIA EMILIA DE SENNA e RONAN RODRIGUES BORGES. Eles educaram as criancas no RIO DE JANEIRO. E hoje a familia reside em PETROPOLIS. PAULO ARGEMIRO descende de um de dois irmaos hungaros que migraram para o Brasil durante o seculo XIX. Um multiplicou a familia no Estado de SAO PAULO. O segundo em MINAS GERAIS, mais precisamente na area de JUIZ DE FORA. Deste descende os atuais principes do BRASIL.

NAO POSSO ESQUECER TAMBEM DOS DOCUMENTOS E VISITAS A GUANHAES, CONCEICAO DO MATO DENTRO, SERRO E OURO PRETO:

10. Registro de casamento dos terceiravos: FRANCISCO MARCAL BARBALHO  e EUGENIA MARIA DA CRUZ
11. Registro de casamento dos bisavos: MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e ERCILA COELHO DE ANDRADE
12. Registro de casamento dos bisavos: JOAO BATISTA DE MAGALHAES e CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO
13. Inventario e Testamento do JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES ROCHA (em CONCEICAO DO MATO DENTRO,  o obito tambem deve estar la e devera revelar o nome do pai).
14. Registro de casamento dos quintavos: JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE
15. Em OURO PRETO, visitar a CASA DOS CONTOS para ver se encontra Inventario e Testamento do MANUEL RODRIGUES COELHO
16. Inventario e Testamento de JOAO COELHO DE MAGALHAES
17. Inventario e Testamento de ANNA MARIA COELHO (NHANINHA) Segundo os inventarios do alferes LUIZ ANTONIO PINTO, os dois ultimos documentos encontram-se no SERRO.
18. Registro de casamento, de 1732, dos ancestrais MANUEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA
19. Registro de casamento dos tios (quartavos): JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO
20. Inventario e Testamento dos quintavos: ANTONIO JOSE MONIZ e MANUELA DO ESPIRITO SANTO (pais da LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO)
21. Pelo menos o capitulo “ROCHA BRANDAO” dos livros do conego TRINDADE. Somente posteriormente recordei que nos somos DA ROCHA e nele pode encaixar-se a pentavo EUGENIA.
22. Em ITABIRA, tentar localizar documento que identifique a paternidade do MODESTO JOSE BARBALHO para saber como ele se encaixa em nossa Arvore Genealogica.
23. Qualquer outro documento que nos leve aos ancestrais de nossa ancestral GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS.
24. Buscar os INVENTARIOS e TESTAMENTO do FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE, em CAETE, ITABIRA, SABARA, OURO PRETO, CONCEICAO DO MATO DENTRO ou SERRO. Como ja temos os nomes dos conjuges dos filhos dele eh interessante saber de qual familia ele procede, pois, talvez descendamos de algum irmao dele.

Isso e tudo o mais que estes indicarem que precisamos obter para complementa-los.

Aqui esta um grande problema. Localizar, tentar ler e traduzir pode demandar tanto tempo que fica quase impossivel ser feito por uma unica pessoa sem ter tempo e financas exclusivos dedicados ao trabalho. Por outro lado, toda essa documentacao eh unica e corre serio risco de deterioracao e nao poder mais ser feita uma pesquisa que responda nossas questoes mais prementes.

Penso que o governo de MINAS GERAIS faria um grande favor `a populacao mineira promovendo a catalogacao, traducao e apostilacao de todos os documentos antigos. Os documentos traduzidos poderiam ser arquivados em uma biblioteca unica no estado e em regionais. Assim, mesmo que por algum acidente, ou crime, como o que aconteceu no DISTRITO DE BENTO RODRIGUES em MARIANA alguma coisa seja destruida, as informacoes seriam preservadas em outro lugar.

Eh fundamental preservar-se tais informacoes porque no futuro elas terao mais utilidade `a medida que a descendencia de nossos ancestrais se multiplica e se espalha pelo mundo. PORTUGAL ja deu um grande passo `a frente nessa empreitada. La os documentos legiveis tem sido scaneados e publicados em sites apropriados na internet. Isso nao apenas facilita o trabalho dos interessados. Isso incentiva aos iniciantes a pesquisarem por um meio que a condicao economica nao se contrapoe a ela.

Os dividendos dessa atitude sao enormes. Isso porque mais pessoas interessadas podem contribuir melhor com a preservacao dos originais. Alem disso, os mesmos interessados que descobrem os caminhos por onde seus ancestrais percorreram terao o incentivo de visitar os locais. O que eh uma otima forma de incentivar o turismo que se torna fonte de renda e oportunidade de emprego mais muitos que atualmente estao necessitados.

Importante lembrar da possibilidade de dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE ter sido irma e nao mae do trisavo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE. Neste caso a situacao nao muda tanto de figura ja que ela se tornaria tiavo afim do professor NELSON DE SENNA e quase todas as outras consequencias seriam semelhantes.

 
Fiz essas notas genealogicas com o intuito de mante-las comigo mesmo. Na verdade, por nao ser a pessoa mais organizada do universo e fazer minhas anotacoes em montes de papeis dispersos, tomei a decisao de juntar o que possuo e o que especulo num lugar so. Nao sei quando encontrarei oportunidade de aprofundar minhas pesquisas na area discutida. Assim o faco para nao perder de vista o que ja encontrei. Quando precisar retormar as pesquisas saberei onde minhas notas serao encontradas.
 

Compartilho-as com meus familiares para que possam usa-las como orientacao caso se sintam impulsionados a ajudar-nos a decifrar nossos misterios. O mesmo o faco em relacao a pesquisadores de genealogia outros que nao os da propria familia. Afinal, em poucas geracoes o numero de descendentes desses antepassados sera tao grande que nao havera pessoas dos paises onde vivemos que nao terao ancestrais comuns a nos. Assim, isso servira a todos que se interessarem.

05. A SINCRONIZACAO DAS FAMILIAS RODRIGUES COELHO E ANDRADE

Eu ja havia decidido fechar essa parte genealogica deste texto quando ocorreu-me `a memoria certos fatos. Para desencargo da consciencia resolvi consultar velhos guardados, que estao presentes tambem na internet. O primeiro esta no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. Quando estive recentemente no BRASIL, nao havia planejado uma pesquisa completa dos dados de nossos ancestrais. Assim, perdi a oportunidade de verificar essas coisas antes.

Naquele site existem dois documentos, presumivelmente, referentes ao nosso suposto ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO. Um de 03.04.1730, refere-se ao “pagamento do donativo real por 27 escravos”. Nao sei exatamente o que esse “donativo real” significa. O mais provavel eh ser um imposto sobre a compra dos escravos.

A segunda mencao data de 05.12.1733. Trata-se do laudo de sentenca de MANUEL RODRIGUES COELHO. Tambem nao da para saber do que se trata no conteudo. Possivelmente alguma acao civil `a qual ele respondeu mas nao da para saber se foi condenado ou nao.

Ha mais tempo vi uma ficha em onde mencionava-se que a CAMARA DE VILA RICA teve um TESOUREIRO cujo nome era MANUEL RODRIGUES COELHO, na data de 1719. Mas nao o estou encontrando mais. Portanto, tenho que descarta-lo por enquanto.

Em relacao ao primeiro documento ha que se especular um pouco. Possivel sera que os tais 27 escravos e outros, pois que, segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, MANUEL fora um dos homens mais ricos das GERAIS, nao deve ter ficado somente nesses escravos.

Para minorar a dor de consciencia de sermos descendentes de escravocratas podemos recorrer `a ideia de que trata-se tambem de ancestrais nossos. Isso mesmo! Se tais escravos deixaram descendentes, como alguns devem ter deixado, eh evidente que a descendencia passou como heranca aos descendentes do proprio MANUEL. Nesse caso, alguns deverao ter passado ao filho JOSE COELHO DE MAGALHAES que, devido `a multiplicacao, tera deixado outros para os herdeiros.

O proprio NELSON COELHO DE SENNA deixou escrito assim: “(com excecao de ANTONIO COELHO DE MAGALHAES, que era abastado lavrador, deixou forra numerosa escravatura e morreu celibatario)”. Pag. 09, “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”.

Ja no site da prefeitura de GUANHAES encontra-se algo da Historia local. Na versao escrita por ROGER ROCHA menciona-se a origem do BAIRRO MORRO DO CRUZEIRO. Fala que foram terras do proprietario ANTONIO COELHO DA ROCHA. Esses dois sobrenomes podem ser atribuidos ao mesmo ANTONIO. Embora ele possa ter adotado mesmo o nome de ANTONIO RODRIGUES COELHO, pois, tia RUTH COELHO dizia que o avo dela, de mesmo nome, recebera a alcunha em homenagem a um tio e padrinho que tinha nome igual.

ANTONIO COELHO DE MAGALHAES ou COELHO DA ROCHA deve ter sido neto do MANUEL RODRIGUES COELHO. E na versao da HISTORIA DE GUANHAES conta-se que o primeiro morador do MORRO DO CRUZEIRO chamava-se PRUDENCIO, que era escravo forro.

O que talvez nos associe a esse PRUDENCIO eh saber que o quartavo CLEMENTE NUNES COELHO teve uma mulher que muito provavelmente fosse afrodescendente, podendo ser filha do PRUDENCIO. CLEMENTE foi o pai da MARIA HONORIA NUNES COELHO. Sabemos que era escura ao ponto de ter sido confundida por escrava ao atender a um visitante na propria casa dela. Ela foi a esposa do tenente JOAO BAPTISTA COELHO, filho do fundador de GUANHAES, JOSE COELHO DA ROCHA, ou seja, irmao do ANTONIO, avo da Tia RUTH.

O que se relata no livro “ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO”, de autoria de nossa prima IVANIA BATISTA COELHO, eh que MARIA HONORIA teve um irmao com o nome PRUDENCIO NUNES COELHO. E esse nome esta presente em diversas pessoas da descendencia NUNES COELHO. Portanto, ha ai a possibilidade de no final das contas descendermos nao apenas de afrobrasileiros mas especificamente dos escravos da propriedade do MANUEL RODRIGUES COELHO.

E nos descendemos de afrobrasileiros por outras vias alem dessa, o que deve ser motivo de orgulho na familia, pois, descendemos daqueles que realmente construiram aquilo que outros tomaram como autoria propria.

Esses documentos, porem, colocam em duvida a veracidade da alegacao feita pelo professor NELSON COELHO DE SENNA de que o MANUEL RODRIGUES COELHO e seu filho JOSE COELHO DE MAGALHAES seriam ambos portugueses. Acredito que pelo menos de nascimento o JOSE COELHO DE MAGALHAES pode nao ser. O provavel sera que MANUEL e a esposa que nao sabemos o nome tenham sido portugueses de nascimento e assim tiveram um filho portugues, nascido no BRASIL.

A hipotese baseia-se no fato de que estando o portugues MANUEL no BRASIL desde antes de 1730 ele nao deve ter retornado a PORTUGAL para ter filhos. A solucao que suponho resolver a charada eh que o MANUEL RODRIGUES COELHO pode ter levado para o BRASIL um filho homonimo de si proprio, ou te-lo deixado em PORTUGAL. Como no BRASIL era proibido existirem escolas melhores, os colonos abastados eram obrigados a enviar os filhos para estudar em PORTUGAL.

Tanto faz, se o MANUEL deixou o filho em PORTUGAL ou se o enviou posteriormente para estudar. La este poderia ter se casado e ter sido pai do nosso ancestral JOSE COELHO DE MAGALHAES. Isso tambem sincroniza uma margem provavel de tempo que o JOSE viveu, pois, faleceu em 1806. A data esperada para o nascimento sera em torno de 1730 a 1760. Portanto poderia estar com mais de 60 anos. O que ja era muito alem da media de idade dos outros seres mortais.

Claro que isso nao pode ser tomado como ditado, pois, a media de idade girava em torno de 38 anos. Isso significa que uns poucos viviam ate aos 100 anos. Mas quase ninguem passava alem dos 75. Entao, ou o JOSE COELHO DE MAGALHAES viveu muito alem da media, ou nao era portugues de nascimento, ou sera mesmo neto e nao filho do MANUEL RODRIGUES COELHO.

Para corroborar com essa minha suposicao, existem alguns documentos mencionados no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO, referentes ao ano de 1784, em nome do comandante MANOEL RODRIGUES COELHO. Acredito que o portugues MANUEL RODRIGUES COELHO nao tenha vivido ate a essa data e se viveu nao estaria na ativa mais, assim, nao existiria uma carta sobre o “cumprimento de ordem recebida” em nome dele.

Acredito que a sicronia desses fatos com o DOCUMENTO 02 sugere que o MANUEL RODRIGUES COELHO devia ter idade semelhante ao do AMARO RODRIGUES COELHO; o MANOEL RODRIGUES COELHO deve ter tido idade equivalente ao do BENTO RODRIGUES COELHO; e o JOSE COELHO DE MAGALHAES teria idade semelhante ao do ANTONIO RODRIGUES COELHO, pai do JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO e do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ. Mas isso sera algo a ser revelado somente quando pudermos decifrar tudo o que for necessario.

E devera ser motivo de estudos mais aprofundados.

O que mais me chama a atencao nesse momento eh outro documento que esta indicado no fichario do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. La se encontra na notacao “CC – CX. 30 -10602” um documento de requerimento “SOBRE A CONCESSAO DE CARTA DE SESMARIA NA FREGUESIA DE ITABIRA – FAZENDA CACHOEIRA”. Constando despacho datado de 21.01.1799, em VILA RICA, ou seja, OURO PRETO. Os beneficiarios da concessao foram:

01. Angelica Rodrigues
02. Joana Rodrigues Coelho
03. Joao Rodrigues Coelho
04. Joaquim Rodrigues Coelho
05. JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO

Aqui se repara o engano meu e do DOUGLAS LIMA la em OURO PRETO. Quando retornei aos ESTADOS UNIDOS busquei na internet o nome referente a ITABIRITO e nao era aquele encontrado no INVENTARIO do JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO. Agora posso confirmar que o ITABIRA, nao tenho certeza se era SAO SEBASTIAO DE ITABIRA, referia-se mesmo ao atual MUNICIPIO DE ITABIRA. Nao resta duvida que o JOSE ANTONIO aqui eh o mesmo de la, dai, parece que encontramos um fio-da-meada.

Ha algum tempo atras eu havia visitado essa ficha no APM e ela pareceu-me diferente do que esta agora. Recordo-me que o requerimento incluia o nome do marido: FULANO COELHO, e da esposa, alem dos filhos. Quando a vi pensei na possibilidade de serem ancestrais do terceiravo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE. Mas recordo-me de ter sentido alivio porque o RODRIGUES do marido nao estava na ficha. Portanto pensei: “Pelo menos sao outros RODRIGUES COELHO dai, mesmo sendo, a nossa consanquinidade sera menor.” Ledo engano!

Na ficha nova nao ha a especificacao se ANGELICA RODRIGUES eh a matrona da familia. De qualquer forma sao, pelo menos 4 filhos, podendo ser muito mais caso os presentes fossem adultos jovens e seus nomes puderam entrar no requerimento, deixando os menores de fora. Mas de qualquer forma, conhecendo a FAMILIA RODRIGUES COELHO e a tendencia para ter descendencia, podemos esperar que estes 4 filhos terao tido pelo menos 20 filhos no conjunto. Pelo menos, 20 pessoas que constituiram familias e deixaram filhos. Eh possivel ate que ja tivessem filhos. Pelo menos eh o que se espera do JOSE ANTONIO, pois, em 1798 ja seria inventariante do pai.

Relembremos que o INVENTARIO do ANTONIO RODRIGUES COELHO foi feito em conjunto com o da esposa falecida, QUITERIA RIBEIRO. Vemos ai um detalhe. INVENTARIOS sao feitos para partilhar os bens dos falecidos. Eh, entao, possivel que nao vimos de pronto o nome de dona ANGELICA porque ela poderia ser uma segunda esposa, ainda nao falecida. O nome dela deve aparecer entre as diversas adendas, porem, nao fizemos exame com maior detalhe.

Ao examinarmos os dados de nascimento dos filhos dos terceiravos do poeta CARLOS DRUMMOND: Alferes FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE, ve-se que nasceram exatamente nessa mesma epoca. O FRANCISCO DE PAULA ANDRADE nasceu em 28.09.1798. Isso, possivelmente, sincroniza com os nascimentos dos familiares RODRIGUES COELHO. Eh facil concluir que pode inclusive ter havido mais de um casamento entre os RODRIGUES COELHO e os ANDRADE, por volta dos anos de 1820. E deles devera ter nascido a dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE.

Pode tambem ser que o nosso trisavo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE seja irmao desta ultima. Eles nao precisarao descender da MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE e do FRANCISCO LUIZ DA SILVA BRANDAO. Se assim for, melhor sera para nos, pois, evitariamos repetir o RODRIGUES COELHO, mais uma vez, em funcao do CASSIANO COELHO.

Infelizmente nao ha especificacao de onde ficava a tal FAZENDA CACHOEIRA. Ha que se lembrar que o poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE cresceu numa ITABIRA muito pequena. Pequena o suficiente para que todo mundo conhecesse todo mundo. Aqui esta se falando de data 100 anos anterior. O senao ai eh apenas em relacao ao local exato porque o territorio de ITABIRA naquela epoca era muito maior que na atualidade. Suas freguesias incluiam terras que atualmente sao ocupadas por diversos outros municipios, inclusive FERROS, ANTONIO DIAS e TIMOTEO, onde tiobisavos do poeta residiram.

De concreto mesmo precisamos saber se algum descendente desse ramo da FAMILIA RODRIGUES COELHO se casou com CLAUDIO JOSE, MANOEL ARCANJO, CONSTANCIA MARIA ou ROSA DA CUNHA ANDRADE. Nao importa o tamanho do municipio e se as criancas das duas familias nasceram proximas umas das outras. Uma coisa nao anula a outra porque o povo antigo andava mais que o diabo! Entao, se cresceram proximos, a possibilidade de ter havido os casamentos so aumenta. Se viveram distantes, isso nao impede que tenham se conhecido.

Acredito que nos resta as opcoes de atacar o problema em ambos os lados. O mais certo eh mesmo buscar os registros de casamento dos bisavos: MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e ERCILA COELHO DE ANDRADE. Se neles estiverem anotados os nomes dos avos, talvez sejamos capazes de determinar como se deu a uniao das duas familias. Possivel eh que os registros tragam somente os nomes dos pais dos noivos mas mencionem de onde procedem os avos JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA. Dai evidencie onde procurar por mais informacoes.

Faz-se aqui, porem, a observacao. As chances de descendermos dos mesmos RODRIGUES COELHO, tanto pelo lado COELHO de GUANHAES, quanto pelo lado COELHO de ITABIRA fica quase determinada com mais essa informacao.

Se nao encontrarmos a informacao que desejamos naqueles registros, entao, a outra opcao eh buscar os de casamento dos terceiravos JOAQUIM e JOAQUINA. Acredito que isso daria a palavra final em relacao `a uniao dos ANDRADE com os COELHO. Porem, restar-nos-a certificarmos se a procedencia do COELHO eh mesmo o RODRIGUES COELHO.

O outro lado que podemos atacar eh revisar os INVENTARIOS do ANTONIO e do JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO. Como neles aparecerao os nomes dos herdeiros, ha a possibilidade de encontrarmos o nome do nosso ancestral entre os herdeiros do JOSE ANTONIO. Mas podemos buscar encontrar os nomes dos conjuges dos tiobisavos do CARLOS DRUMMOND que nao sabemos. Assim poderemos fechar essas contas.

 

P.S. Essa questão ja esta resolvida no capitulo 06.

Tomando essa empreitada pelo outro fio-da-meada, o que poderiamos fazer era localizar os INVENTARIO e TESTAMENTO do terceiravo do poeta, FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE. No ARQUIVO PUBLICO MINEIRO encontra-se uma ficha indicando que ele requereu uma sesmaria, no ano de 1818. Eh possivel, entao, que estivesse bem ativo `a epoca e poderia ter vivido mais umas duas decadas. Nao se encontra as datas vitais dele nas fontes genealogicas ate o momento. Mas se isso aconteceu, podera ter visto todos os filhos se casarem e eles entrarao acompanhados dos conjuges no INVENTARIO. Melhor ainda se tiver falecido com TESTAMENTO.

Ha outra sincronia que talvez possa direcionar-nos melhor para a solucao da questao. Trata-se de outra familia COELHO que existia na regiao. Ela eh a PINTO COELHO que estabeleceu-se em SAO JOAO DO MORRO GRANDE, atual BARAO DE COCAIS. A cidade de BARAO DE COCAIS esta na microrregiao de ITABIRA. Continua fazendo divisa com CAETE, cidade esta da qual ITABIRA desmembrou-se para tornar-se cidade. Ou seja, por volta de 1800, ITABIRA e SAO JOAO DO MORRO GRANDE pertenciam a CAETE. E a cidade de grande influencia na regiao era SANTA BARBARA.

SANTA BARBARA foi o entreposto comercial por onde os tropeiros do regiao mais ao norte eram obrigados a passar para comercializar com a capital OURO PRETO ou com o RIO DE JANEIRO.

Os PINTO COELHO sao os mesmos da familia do JOSE FELICIANO PINTO COELHO DA CUNHA. Esse foi o nome do proprio BARAO DE COCAIS, o titulo. Devido a isso eh que ha o nome BARAO DE COCAIS como nome de cidade. Em homenagem ao filho mais ilustre dela.

 

Por coincidencia, ou nao, o JOSE FELICIANO foi quem passou sesmaria ao alferes FRANCISCO JOAQUIM quando foi governador da PROVINCIA DE MINAS GERAIS.

Os PINTO COELHO, nesse caso, tinham, com os ANDRADE do ramo do alferes FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE, em comum o “DA CUNHA”. Com certeza compartilhavam outras assinaturas ancestrais. O que os tornaria propensos a se casarem com pessoas do mesmo cla, como mandavam as tradicoes da epoca. Nesse caso, havera a possibilidade de o COELHO do nosso COELHO DE ANDRADE proceder dessa fonte.

Entre nossa parentalha existe a tiavo do professor NELSON COELHO DE SENNA, dona OLYMPIA PINTO COELHO, que ganhou essa assinatura gracas ao marido assina-lo e proceder de BARAO DE COCAIS. Mas ai somente quer-se demonstrar que se um PINTO COELHO foi a GUANHAES para encontrar sua cara-metade, poucas decadas depois de 1830, entao, nao esta fora de cogitacao que um PINTO COELHO tenha ido a ANTONIO DIAS ou FERROS, onde residia o FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE, buscar outra cara-metade nos mesmos anos.

A sincronia esta no fato de que a Familia PINTO COELHO estava se estabelecendo na antiga SAO JOAO DO MORRO GRANDE exatamente no final do seculo XVIII, ou seja, por volta de 1790. E ANTONIO DIAS faz parte do complexo em torno de ITABIRA. O mesmo se diz de FERROS que foi morada posterior dos patriarcas da familia CUNHA ANDRADE.

O nome do marido da dona OLYMPIA era GUSTAVO PINTO COELHO, nascido em MORRO GRANDE, atestado no livro do professor NELSON COELHO DE SENNA.

Caso encontremos que nosso ancestral seja um PINTO COELHO sera um ganho em termos de informacao genealogica, porem, nao muito a comemorar em relacao a questoes geneticas. Isso porque se os RODRIGUES COELHO forem descendentes imediatos dos senhores de FILGUEIRAS E VIEIRA, como os PINTO COELHO o eram, a consanguinidade sera a mesma. O mesmo se da em relacao aos COELHO DA SILVA. Durante o seculo XVIII MINAS GERAIS estava repleta de descendentes desses sobrenomes e todos procediam da mesma fonte.

Para descarrego dessa suspeita, encontra-se no “ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS”, do ano de 1874, uma relacao de COELHO que habitava ITABIRA e as Freguesias de: NOSSA SENHORA DO CARMO e SANT’ANNA DOS FERROS:

1. Antonio Coelho da Silva Junior
2. Claudino Abbade Coelho
3. Thome Coelho da Silva
4. Gregorio Coelho de Moraes
5. Jose Coelho Vieira
6. Jose Coelho Ferreira
7. Francisco Coelho Jacome
8. Porfirio de Souza Coelho
9. Capitao, Jose Lucas Coelho.

Dificilmente um deles seria nosso ancestral e nao ha como saber se descendiam de habitantes antigos ou se eram recem-chegados `a regiao. Contudo, qualquer um deles podera ser nosso aparentado se as raizes familiares deste estiverem fincadas em ITABIRA.

06. “DOIS SECULOS DOS ANDRADE EM MINAS GERAIS”

Novamente, nao havia planejado mais esse capitulo que agora inicio. Apenas coincidiu que entrei em contato com o MAURO ANDRADE MOURA e ele prontamente enviou-me endereço, dele próprio, onde publicou o livro “DOIS SECULOS DOS ANDRADE EM MINAS GERAIS”. Isso poe-me com ele numa divida de imensa gratidão. E agradeço `a iniciativa tao magnânima.

 
O livro nos tras boas e não tao boas noticias. A não tao boa, por enquanto, eh o fato de que não descendemos, aparentemente, dos ancestrais ANDRADE do poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, pelo menos ate ao nível do terceiravo dele. Isso porque, como se mostra abaixo, nenhum dos filhos do casal FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE assinava COELHO, o que seria necessário para formar a alcunha COELHO DE ANDRADE.
 
Mesmo os filhos do FRANCISCO LUIS DA SILVA BRANDAO e MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE nao assinaram COELHO como poderiam se ele for descendente mesmo do MANUEL COELHO RODRIGUES.
 
Resta-nos porem a possibilidade de descendermos do JOAO FRANCISCO BASTOS. Como fica explicado no livro, JOAO FRANCISCO procedia da região de BASTO, em PORTUGAL, onde se encontra CELORICO DE BASTO, e também fica o SOLAR DOS ANDRADE. Ele trocou o sobrenome pelo local de onde procedia, porem, os filhos retornaram ao ANDRADE. E como esta atestado no livro, JOAO FRANCISCO foi pai de SENHORINHA CLARA e JOAO FRANCISCO DE ANDRADE, entre outros, os quais nomes não foram citados. Chances são, então, que nos tenhamos oportunidade de termos vínculos com os ANDRADE da família do poeta, sem necessariamente descender dos mesmos ancestrais dele.
 

O MAJOS LAGE foi o pai da SENHORINHA DOS SANTOS ALVARENGA, esposa do CASEMIRO CARLOS DA CUNHA ANDRADE.

“Livro escrito por dona ORMI ANDRADE SILVA e JOSE GOMES BORGES

(A partir de anotacoes genealogicas de FRANCISCO DE PAULA ANDRADE e extrato de caderno de anotacoes do Dr. OLINTHO HORACIO DE PAULA ANDRADE)

Essa genealogia esta focada nos meandros genealogicos da familia do Comendador: FRANCISCO DE PAULA ANDRADE e sua esposa dona JOANA ROSA AMELIA DE ANDRADE LAGE.

1984

 

Abaixo, uma sequencia genealogica de dona MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE e os ancestrais dela.

Amador Bueno da Ribeira, “o Aclamado” –  Bernarda Luis
Isabel Ribeira – Domingos da Silva dos Guimaraes
Isabel da Silva Bueno – Domingos de Castro Correa
Joao Correa da Silva – Maria Pedroso de Morais
Escolastica de Morais – Joao da Cunha Ataide
MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE – Alf. FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE

Titulo I – “OS ANDRADES”

“Para Itabira passou, no seculo XVIII, JOAO FRANCISCO BASTOS, que se casou com MARGARIDA CORREA DE ALVARENGA, entre outros, foram seus filhos:

1. Joao Francisco de Andrade; e
2. Senhorinha Clara de Andrade, que se casou com FRANCISCO DA COSTA LAGE, pais de, entre outros, do Sargento Mor JOAQUIM DA COSTA LAGE, o Major Lage.”

Alf. FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE – MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE

1. Com. Casemiro Carlos da Cunha andrade – Senhorinha dos Santos Alvarenga
2. Ten. Claudio Jose de Andrade – Maria do Carmo Cunha
3. Manoel Arcanjo de Andrade – Umbelina Rosa da Cunha
4. Com. Francisco de Paula Andrade – Joana Rosa de Andrade Lage
5. Antonio Jose de Andrade – Francisca luis (sem geracao)
6. MARIA CANDIDA DE ANDRADE – FRANCISCO LUIS DA SILVA BRANDAO
7. Constanca Maria de Andrade – Antonio Isidoro F. Drummond
8. Rosa da Cunha Andrade – Manoel Caetano da Cunha.

 
Como se pode observar, não houve nenhum assinante COELHO como cônjuge da lista de filhos. Os filhos estavam nascendo `a mesma época em que nasceu dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, ela dificilmente poderia ser neta. A única possibilidade de sermos descendentes de algum deles, então, seria por vias extraconjugais. Mas isso o livro não denuncia ter existido, portanto, o melhor eh conformar com a ideia de não fazermos parte desse ramo da família. 
 
6. MARIA CANDIDA DE ANDRADE – FRANCISCO LUIZ DA SILVA BRANDAO
“Residiu o casal em Areias, Municipio de Guanhaes.”
 
1. Joaquim Silverio da Silva – filha de Moreira dos Santos
2. FRANCISCO DA SILVA LUIS – ISABEL GONCALVES DO COUTO
3. Albino da Silva Brandao – Antonia Moreira dos Santos
4. Jose Luis da Silva Brandao – filha de Moreira dos Santos
5. Maria Barbara Pereira da Costa – Amaro Pereira da Costa
6. Ana Pereira da Costa – Cel. Ponciano Pereira da Costa
7. Cassiana Pereira da Costa – Irineu Pereira da Costa
 
Atualmente ha uma comunidade com o nome de AREIAS no município de BRAUNAS. Isso pode ser constatado através do site da DIOCESE DE GUANHAES. Ha outra comunidade no município de DORES DE GUANHAES com o nome de AREIA. Possivelmente a família estabeleceu-se naquela area, pois, os dois municípios foram FREGUESIAS de GUANHAES.
 
6.2 FRANCISCO DA SILVA LUIS – ISABEL GONCALVES DO COUTO
 
1, Joao Candido da Silva
2. Severo Luis de Andrade
3. Sincero Luis de Andrade
4. Amancio Inacio de Andrade
5. Francisco Luis de Andrade
6. Benfica Luis de Andrade
7. Virgilio Luis de Andrade
8. Ponciano Luis de Andrade
9. Ilidia
10. Blandina – Francisco Albino
 
Esses sao netos do casal MARIA CANDIDA DE ANDRADE e FRANCISCO LUIS DA SILVA BRANDAO. Esta eh a maior evidencia, por enquanto, de que o bisavo de minha esposa fazia parte da familia, nao apenas porque moravam mais próximos de onde a familia dela multiplicou-se, em GONZAGA, Minas Gerais, mas porque nomes como BENFICA e PONCIANO se repetem.
 
Outro nome que pode, talvez, evidenciar a presenca de membros da Familia ANDRADE trata-se do lugarejo, que se localiza apos a cidade de SAO GERALDO DA PIEDADE, de nome PENHA DO CASSIANO. Eh possivel que dona CASSIANA e o senhor IRINEU tenham tido filho com tal nome e ele tenha imigrado para o local.
 
Ja estive na area, quando fui levado por meu cunhado NENZINHO para conhecer a parentalha deles. O curioso foi eu ter encontrado um de meus aparentados, casado com prima deles, e o tao amigo de todos passou ao meu ambito de amizades tambem. Nao guardei o nome do parente direito mas eh conhecido como “compadre JUCA do TAO” que, no caso, nao se trata do TAO SOARES, pai do meu sogro. Sei que eh bisneto do Ti Quim Bento (JOAQUIM BENTO COELHO).
 

Alias, BENFICA como nome proprio somente ouvi falar na família de minha esposa. No mais, somente o local e o time de futebol português.

Por raciocinio semelhante podemos esperar que dona ANTONIA NUNES LAGE, esposa que foi do PEDRO (Surdo) NUNES COELHO, proceda da familia do Cel. LAGE. PEDRO e dona ANTONIA foram pais, entre outros, de dona ZINA, esposa do sr. MINERVINO NUNES LEITE, e do tiavo HORACIO NUNES COELHO.

Aqui se constata o possivel engano do sitio www.geneaminas.com.br que indica o Monsenhor ANTONIO PINHEIRO BRANDAO DE SOUZA como parte desse ramo da familia. Dificilmente ele entraria como neto nesse ramo nascendo em 1861 como eh fato. Talvez ele pudesse ser neto por parte de algum dos filhos de MARIA CANDIDA e FRANCISCO LUIZ. Embora o sobrenome PINHEIRO teria que estar oculto nos nomes dos conjuges. `As vezes as filhas adotavam os sobrenomes da mae e os nomes dos avos reapareciam nos netos.

 
7. CONSTANCA MARIA DE ANDRADE – ANTONIO ISIDORO F. DRUMMOND
 
     4. Constanca Maria de Andrade (filha) – Osorio (portugues)
 
            1. Joaquim Osorio de Andrade – filha de Jose Justiniano da Fonseca
 
Extendi um pouco esse ramo genealógico apenas para demonstrar que a Familia FONSECA estava entre as que se casaram na família do poeta. Assim, ha a possibilidade de que a nossa terceiravo JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA tenha algum vinculo do qual não temos noticias.
 
Como eu havia previsto, houve casamento entre membro da Familia ANDRADE com a PINTO COELHO. Contudo isso se deu numa fase posterior ao nascimento tanto da JOAQUINA quanto do trisavô JOAQUIM COELHO DE ANDRADE. O casamento foi entre JOANA ROSA DE ANDRADE e o segundo marido dela ANTONIO MUNIZ PINTO COELHO. Porem ela foi neta do Com. FRANCISCO DE PAULA ANDRADE.
 

FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA CANDIDA DA CUNHA DE ATAIDE, residiram na fazenda DUAS BARRAS, situada no municipio de FERROS, o que fica nas vizinhancas tanto de DORES DE GUANHAES quanto de BRAUNAS e tambem justifica o fluxo natural da descendencia a se espalhar pela regiao de forma radial.

Por consequencia a isso podemos tambem supor que as familias dos senhores GERALDO ALVES PINTO, avo de meus sobrinhos; do senhor LONGINO (Bezinho) PEREIRA e pais da EDNA COELHO (PEREIRA), esposa do primo RAMON RODRIGUES COELHO poderao ter algum vinculo com esse ramo familiar, pois, procedem do Municipio de BRAUNAS.

Apenas para que conste aqui, vejam abaixo a linhagem que vai do FRANCISCO JOAQUIM ANDRADE ate ao terceiro neto dele CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, o poeta.

1902 – Carlos Drummond de Andrade – Dolores Dutra de Morais
1860 – Carlos de Paula Andrade – Julieta Augusta Drummond
1835 – Elias de Paula Andrade – Rosa Amelia da Silveira Drummond
1798 – Francisco de Paula Andrade – Joana Rosa de Andrade Lage
+-1758 – Francisco Joaquim Andrade – Maria Candida da Cunha Ataide.

Revendo nossa genealogia, recolhi nomes de agregados a ela que poderao bem encaixar-se tambem na familia do poeta. As irmas, MARIA BARBARA, ANA e CASSIANA, casaram-se com os respectivos AMARO, Cel. PONCIANO e IRINEU PEREIRA DA COSTA. No livro esta posta daquela forma mesmo, tendo elas recebido os sobrenomes dos maridos. ANA e Cel. PONCIANO nao tiveram filhos. Portanto resta-nos os outros dois casais que, se viveram ao redor de AREIAS, residiriam num territorio que `a epoca pertencia a GUANHAES.

Acontece que em GUANHAES, viviam os mais antigos da Familia RODRIGUES COELHO. Somente por volta de 1860, com a posse da Fazenda SAO PEDRO e com o desenvolvimento da PAROQUIA DE NOSSA SENHORA DO PATROCINIO foi que os mais novos instalaram-se em VIRGINOPOLIS. E provavelmente foi por essa razao que ficou facilitados alguns casamentos que penso serem dignos de nota, como segue:

01. Jose (Ti Juca) Rodrigues Coelho – Maria (Mariquinhas) Pereira da Silva
02. Emidia Justiniana de Aguiar – Joaquim Leandro Pereira
03. Celuta Rodrigues Coelho – Assirio Pereira da Silva
04. Zilda Rodrigues Coelho – Benedito Pereira da Silva
05. Maria Honoria Coelho – Jose Pereira da Silva.

Provavel sera que haverao outros mais. Explica-se que havera fundamento para que o PEREIRA DA SILVA tenha sido usado, pois, o casamento dos patriarcas partiam das familias PEREIRA DA COSTA e SILVA BRANDAO. E a realidade eh essa mesmo! Com o passar das geracoes nos precisamos fazer opcoes entre os muitos sobrenomes que herdamos quais nossos filhos irao usar. Os representantes da Familia RODRIGUES COELHO e da ANDRADE ai estao em sincronia de idade. Sao da mesma epoca, dai a possibilidade de realmente representarem lacos entre nossas familias.

EMIDIA JUSTINIANA fez parte da Familia RODRIGUES COELHO por ter sido filha extraconjugal, reconhecida, do terceiravo ANTONIO RODRIGUES COELHO. Portanto, era meio-irma do Ti JUCA. CELUTA e ZILDA eran netas. E MARIA HONORIA era sobrinha, filha do JOAO BAPTISTA COELHO, que assim foi chamado por ter nascido no dia do santo, porem, passou o BAPTISTA como assinatura para a descendencia.

07. MINAS GERAIS, SEUS CAMINHOS E SUAS GENEALOGIAS

Para muitos passa despercebido a importancia de conhecer-se a HISTORIA. Mas ela eh na maioria das vezes o resultado tanto da geografia quanto da genealogia.

Agora que estamos refletindo a respeito dos possiveis vinculos entre as Familias RODRIGUES COELHO e ANDRADE ocorreu-me alguns rasgos de memoria, onde nomes de cidades que estao vinculados `a memoria historica de nossos familiares. E nessas memorias os caminhos tornam-se importantes.

Em primeiro lugar, precisamos recordar-nos o que se passou na PROVINCIA DE MINAS GERAIS a partir do seculo XVIII. Como colonia portuguesa, os mineiros foram submissos inclusive a ordens que fariam pouco sentido nos atuais dias. Uma delas era a de que haveria apenas uma entrada e que seria a mesma saida. Essa era a ESTRADA REAL. Uma imensa serpente que percorria as serras menores que compoem a SERRA DO ESPINHACO.

Na verdade, um unico caminho com o objetivo unico de controlar o que entrava e, principalmente, o que saia. Claro, em se tratando de ouro e diamantes, a visao portuguesa era viva e oportuna.

Com a diminuicao da producao do ouro, a partir de 1750, a ordem foi a de expandir a colonizacao no sentido radial em relacao `as ja formadas CIDADES HISTORICAS. Tinha-se o objetivo de encontrar novas reservas de materiais preciosos sem perder-se o controle da producao. Os colonos poderiam distanciar-se um pouco da ESTRADA REAL, porem, teriam que retornar a ela para exportar o que produziam, comprar escravos e produtos que eram controlados pela coroa. Entre eles o sal que era uma comodidade essencial e somente produzida `a distancia.

Com o passar do tempo o ouro se foi. A partir dos anos de 1800 a busca voltou-se quase exclusivamente para terras novas e ferteis para a exploracao agropecuaria. Desde o século anterior a formacao genealogica do povo mineiro ja estava caracterizada.

Nao era sem proposito que as familias ja com alguma influencia na METROPOLE ou na COLONIA conseguiam verdadeiros feudos atraves das concessoes de sesmarias. Contudo, as mais privilegiadas e com influencia conseguiam concessoes em torno dos caminhos novos e estrategicamente localizadas. Tudo fazia parte do mesmo plano de dominio. Os caminhos eram a fonte para o transporte e o comercio e, em consequencia, o inicio da multiplicacao de renda.

Quando observa-se um caminho antigo nota-se claramente o surgimento dos assentamentos coloniais mais antigos. Eles normalmente distanciavam entre si numa faixa de 30 a 40 km de distancia, dependendo da morfologia do terreno. Era a distancia diaria coberta pelas tropas.

As familias que dominavam os pontos de passagem das tropas dominavam a producao e o comercio. Portanto, lhes eram garantidas nao apenas as riquezas mas tambem a chefia politica. Dai a importancia de requerer sesmarias nas linhas dos caminhos. Obviamente, nao era algo totalmente consciente, pois, nao se sabia exatamente qual caminho se mostraria de melhor futuro. Muitas familias deram com os “burros n’agua” por iniciarem caminhos que nao trouxeram prosperidade.

Ao observar a expansao da FAMILIA ANDRADE podemos notar que seus patriarcas tiveram sucesso em escolher caminhos de futuro. Quando a familia comecou a expandir nao se encontrava bem posicionada porque o ponto de partida foi a cidade de ANTONIO DIAS. Nada contra o local. Ela apenas nao se localizava numa linha promissora.

Quando o patriarca FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE optou por mudar-se para FERROS mostrou-se um visionario prudente. FERROS estava num dos circuitos naturais que levariam ao mar. Embora `aquela epoca ainda fosse proibitiva outras saidas para o mar que nao aquelas conhecidas como CAMINHO VELHO e CAMINHO NOVO da ESTRADA REAL. Naturalmente, com a PROCLAMACAO DA INDEPENDENCIA isso mudaria logo a seguir.

FERROS fica `a beira do Rio SANTO ANTONIO. Rio esse que era uma verdadeira avenida aberta para o mar, pois, desagua no Rio DOCE e este eh a maior via natural de toda a regiao. Dai, a difusao da familia nessa linha seria uma esperanca de futuro prospero para muitas geracoes que estavam por vir.

Absolutamente. Outras familias teriam visao semelhante. Uma delas foi a COELHO que se encontrava na regiao de GUANHAES. Eles tambem almejavam seu quinhao desse butim dos indios. Porem o projeto desta outra familia buscava um trajeto semelhante, contudo, em linha transversal. O projeto dos ANDRADE objetivava um inicio a partir de OURO PRETO e MARIANA, que eram as capitais politica e religiosa do estado, respectivamente. Ja os COELHO tinham o SERRO e CONCEICAO DO MATO DENTRO como ponto de origem, seguindo o Rio CORRENTES, tambem afluente do Rio DOCE. O encontro dos dois projetos se daria em torno de ACUCENA.

Em teoria, as familias nao competiam entre si. Elas se complementariam. E o esperado era que fizessem aliancas atraves do matrimonio entre os descendentes. Essas eram as duas formas de dominar. No principio era tomar posse dos feudos e a seguir construir aliancas.

Na verdade, todas as familias que buscavam dominar ja eram compostas por aliancas antigas e novas. Geralmente as familias de maior fama eram acompanhadas por inumeras agregadas. Agregadas ai era somente no nome, pois, o sangue ja estava misturado. Porem, os sobrenomes dos chefes predominavam. Mesmo que o sangue ja nem fosse o mesmo. Desfiando isso melhor: um chefe de cla casava-se com a filha de outro cla. Portanto o sangue ja era compartilhado, porem, sobrevivia o sobrenome do chefe.

O sucessor ja era um meio-sangue. E para fortalecer-se buscava casamento em um terceiro cla com influencia. O sobrenome permanecia mas os filhos teriam sua quantidade se sangue, descendente do sobrenome que usavam, reduzida para apenas 25%. Geralmente os casamentos retornavam aos proprios familiares na geracao seguinte mas isso garantia no maximo a permanencia do 1/4 sanguineo daquela alcunha.

 
Mesmo assim, inclusive apos 10 geracoes se passasando e os casamentos se dando com maior numero de familias agregadas, a alcunha chefe ficava. Entao, na maioria das vezes, nao somos na verdade aquilo que assinamos e sim o que corre em nossas veias. Embora, continuamos a dizer-nos ser gente da alcunha que assinamos.
 
A influencia dos caminhos ou estradas na formacao genetica e genealogica antigamente era grande. No caso particular das Familias RODRIGUES COELHO e ANDRADE podemos observar que haviam dois caminhos que se encontravam. A comunicacao com OURO PRETO/MARIANA ou RIO DE JANEIRO era fundamental para toda a PROVINCIA DE MINAS GERAIS. Quando a gente observa o mapa rodoviario atual perde um pouco a nocao do que foi antigamente. Um caso particular eh que BELO HORIZONTE nao existia ate 1889. Portanto o centro de gravidade do estado era outro.
 
Outro detalhe se da no atual trecho de estrada que liga SANTA MARIA DE ITABIRA a GUANHAES, passando ao largo de FERROS e, ate ha pouco tempo, tambem de SENHORA DO PORTO. Essa ultima ficava na rota entre GUANHAES e CONCEICAO DO MATO DENTRO mas nao tinha a preferencia dos tropeiros.
 
Aquele trecho novo faz algum sentido para os residentes em GUANHAES. Mas pelo mapa mostra-se inoperante para os viajantes virginopolitanos. Em primeiro lugar o trecho eh muito longo sem povoamento intermediario. Existe quase 50 kilometros de vazio demografico. Dito eh ate que o trecho foi construido gracas `a influencia de um deputado que possuia terras por onde a estrada teria que passar.
 
Bom, nunca mencionaram-me o nome do fulano. Mas sao 4 os candidatos. Eles são o dr. RAFAEL CAIO NUNES COELHO, dr. GUILHERME MACHADO, o sr. VICENTE GUABIROBA e o JOSE MACHADO SOBRINHO. Dos dois primeiros temos o resguardo dos antepassados de os terem por pessoas muito honestas para fazer tal falcatrua. Nada posso dizer em relacao aos dois ultimos. Conheci-os apenas de relance. E seria suspeito em relacao a levantar qualquer suspeita, pois, nunca fui eleitor deles. Acredito que os dois primeiros haviam se afastado da politica quando comecei a votar.
 
Isso torna-se importante por causa de o sentido de dominancia estar diretamente ligado `a disposicao dos caminhos. E as estradas do ESTADO DE MINAS GERAIS tiveram suas importancias totalmente alteradas a partir do momento em que decidiu-se, no governo GASPAR DUTRA, que: “Governar eh fazer estradas.” Mesmo antes houve influencia. Relembra-se o fato de que o plano da ESTRADA DE FERRO VITORIA A MINAS tinha um itinerario completamente diferente do que foi na pratica.
 
A estrada de ferro deveria seguir da FIGUEIRA (GOVERNADOR VALADARES) para o SERRO. E somente de la faria o torno de 90 graus em direcao a BELO HORIZONTE. Entre o plano e a construcao descobriu-se a exploracao do ferro em ITABIRA. Assim a estrada fez uma curva apressada, dirigindo-se `aquela nova localidade. Com isso o SERRO nunca teve uma ligacao veloz com o restante do mundo e isso a condenou, e `a regiao simultaneamente, a um isolamento. Que por um lado atrasou economicamente, porem, preservou parte da arquitetura colonial.
 
No mais, as estradas construidas durante o seculo XIX e XX completaram o isolamento da regiao. Tornando-a uma das mais pobres e uma das maiores contribuintes com o exodo rural. No passar de um seculo, cidades inteiras nao tiveram crescimento populacional algum. E embora os nascimentos foram muito maiores que os falecimentos, algumas tiveram suas populacoes diminuidas.
 
O que sacramentou o isolamento foram as construcoes de estradas como a RIO/BAHIA, a BR-O4O e outras margeando a regiao mas nunca servindo a consideravel area constituida pelo CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. Somente nas ultimas decadas foi que a estrada entre ITABIRA e GUANHAES foi asfaltada. O mesmo se deu em relacao de GUANHAES para o norte da regiao. Cruzando a mesma area realizou-se o asfaltamento do que deveria ser a estrada radial VITORIA/BRASILIA.
 
Desde quando a capital foi transferida para o PLANALTO CENTRAL, em 1960, havia o projeto de ligar todas as capitais dos estados `a capital federal. Parece que o desenvolvimento de VITORIA era tao pouco que ficou por ultimo. Com isso, o CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS, que antes fora um dos pontos desenvolvimentistas do ESTADO, gracas `a producao de ouro, diamantes, cafe, leite e muitos outros produtos, inclusive o ferro, ficou isolado ate `as ultimas decadas.
 
A partir de VIRGINOPOLIS, porem, ha que observar-se do mapa que os melhores caminhos que existiam para dirigir-se a OURO PRETO ou RIO DE JANEIRO eram:
 
a) para OURO PRETO via: DISTRITO DE FARIAS (GUANHAES), DORES DE GUANHAES, FERROS, SANTA MARIA DE ITABIRA, SAO GONCALO DO RIO ABAIXO, SANTA BARBARA, CATAS ALTAS, SANTA RITA DURAO (antigo INFICCIONADO) e OURO PRETO/MARIANA.
 
b) para seguir ate ao RIO DE JANEIRO, passando por OURO PRETO/MARIANA havia a alternativa: DISTRITO DE FARIAS (GUANHAES), DORES DE GUANHAES, FERROS, SANTO ANTONIO DO RIO ABAIXO, MORRO DO PILAR, SERRA DO CIPO, LAGOA SANTA, SANTA LUZIA, SABARA, NOVA LIMA, RIO ACIMA, ITABIRITO, AMARANTINA + CACHOEIRA DO CAMPO ate OURO PRETO/MARIANA. Dai para a frente seguia-se a ESTRADA REAL.
 
c) para o RIO DE JANEIRO havia a alternativa, mais racional, de a partir de SANTA LUZIA buscar o caminho de PITANGUI. Eh um caminho talvez maior em extensao aparente. Mas saia-se do itinerario da SERRA DO ESPINHACO, passando por uma area com relevo ameno. A distancia talvez nem chegasse a ser maior, pois, como dizia o antigo ditado mineiro: “ATRAS DE UMA SERRA VEM OUTRA SERRA”. O que se andava mais no relevo ameno descontava-se na necessidade de subir, descer e caminhar em longas voltas.
 
Os caminhos que se usava para contornar as serras nao podiam ser retos por causa do desgaste que animais de carga e pessoas sofreriam. Mesmo assim, o desgaste era maior no subir e descer serras, pois, por essa via nao se conseguia viajar mais que 30 quilometros por dia, principalmente em epoca de chuva. O que era uma costante na maior parte do ano antigamente. Ja no relevo moderado cobria-se facilmente 40 quilometros por dia. E na viagem ate ao RIO DE JANEIRO gastava-se 30 dias. Algo que devia ser muito bem calculado por nossos ancestrais.
 
Outro detalhe eh que a via maior evitava atravessar rios como o SANTO ANTONIO em meio ao caminho deles. Poucas pontes sobreviviam durante os periodos chuvosos. O inicio da caminhada obedecia o estatuto não escrito da ESTRADA REAL. Ou seja, ela ligava as cidade HISTORICAS. Das quais partiam os ramos para os assentamentos coloniais mais novos. O CENTRO-NORDESTE fora dominada pelo SERRO e a filial deste, CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO.
 
Por logica, os caminhos de conexão dirigiam-se para elas primeiro. Outra lógica era caminhar em direção ao ponto mais elevado da região, onde SERRO e CONCEIÇÃO se localizavam, acompanhando o leito dos rios maiores, no caso especifico o SANTO ANTONIO, em busca dos pontos onde eram menos largos e mais seguros de ser atravessados, mesmo em período de chuvas. 
 
E observando o mapa hidrografico de MINAS GERAIS, nota-se que a area dominada pelas cidades de DIAMANTINA, SERRO e CONCEICAO DO MATO DENTRO, alem do antigo Distrito do MORRO DO GASPAR SOARES (MORRO DO PILAR) funciona como nascente e divisor de aguas de varias bacias importantes no estado, como as dos rios JEQUITINHONHA, MUCURI, SUASSUI GRANDE, SANTO ANTONIO e VELHAS. (Este ultimo apenas de relance).
 
A viagem em direcao `a SERRA DO CIPO e continuando rumo ao caminho que liga PITANGUI ao RIO DE JANEIRO era mais segura nesse ponto, o de não precisar atravessar rios de grande importância nos locais onde se mostram mais largos, exceto ja no RIO DE JANEIRO. Alem, claro, do evitar as serras desgastantes do ESPINHACO.
 
Indo da area dominada por VIRGINOPOLIS antigamente, o problema maior, no período chuvoso, era o Rio CORRENTES. Esse eh o contorno e a divisa entre la e GUANHAES, o municipio. Mas para contornar a situacao existiam algumas pontes. Todas precarias `aquela epoca mas continuaram e continuam em uso, com reformas.
 
A mais antiga de todas deve ser a do RACHAPAU. Este eh nome de fazenda que fica aos pés das montanhas conhecidas como TRES MORROS. Antigamente era conhecida como CANDONGA. Dito eh que o significado da palavra, em dialeto africano, eh INTRIGA. Um reflexo do que aconteceu nos anos de 1820, quando foi encontrada uma mina de ouro e as disputas e fofocas andaram soltas.
 
Eh possível que essa ponte seja da época porque ela permitia um melhor acesso ao lado oposto do rio, e onde fundou-se a Fazenda SAO PEDRO, que pode ter funcionado como apoio aos mineradores e depois tornou-se sede para a Familia RODRIGUES COELHO. A própria RACHAPAU passou `a propriedade de JOSE RODRIGUES COELHO (Ti JUCA) que fora filho do terceiravo ANTONIO RODRIGUES COELHO, proprietário da anterior.
 
Do RACHAPAU nao seria difícil aos antepassados contornar os TRES MORROS. No lado oposto da montanha inclusive ha um distrito com o nome de TAQUARAL. Dali ja eh meio caminho andado para os FARIAS, os vizinhos da localidade de DORES DE GUANHAES.
 
Duas outras pontes, a do GAVIAO e a do SAPE talvez não sejam tao antigas. Porem, a do SAPE tem a vantagem em relação `as duas anteriores de estar localizada num estreito onde o terreno enforca o rio. A ponte fica muito acima do leito dele e provavelmente nunca aconteceu enchente capaz de atingi-la. Essas duas opções também levam aos FARIAS, passando ou não pelo TAQUARAL.
 
A ponte do SAO BENTO faz a ligacao para o distrito do mesmo nome `a SANTA RITA DE BRAUNAS. Como o nome ja indica, eh caminho para a propria BRAUNAS em cujo território passa o Rio SANTO ANTONIO, onde o governador JUSCELINO KUBITSCHEK mandou construir a Usina Hidreletrica do SALTO GRANDE, ainda nos anos de 1950. A opção então seria seguir de BRAUNAS para FERROS que são vizinhas.
 
A ultima ponte seria aquela que liga VIRGINOPOLIS ao Distrito de SAPUCAIA DE GUANHAES. SAPUCAIA fica a 17 km distante de VIRGINOPOLIS e quase 50 km da sede GUANHAES. Deve ter sido a preferida por alguns tropeiros de VIRGINOPOLIS, principalmente aqueles que habitavam areas dos limites entre o município de ACUCENA; alem de partes de DIVINOLANDIA DE MINAS, GONZAGA, SANTA IFIGÊNIA DE MINAS, SARDOA e SAO GERALDO DA PIEDADE, que foram distritos emancipados. O objetivo dessa travessia tanto poderia ser alcançar BRAUNAS quanto percorrer o leito oposto do Rio CORRENTES para chegar ao TAQUARAL e seguir para a sede de GUANHAES.
 
Assim se davam as opções para os tropeiros. E obviamente, por esses caminhos também se davam os casamentos. Eh importante lembrarmo-nos que as famílias dominantes se localizavam estrategicamente ao longo dos caminhos do comercio. E muitas vezes o clã de uma família passava a residir na area adjacente ao clã de outra família. Dai os casamentos entre clas tornava-se facilitado.
 
Outra opção comum era o de um clã mais antigo, melhor estabelecido e com mais representantes, enviar diversos descendentes para os estudos. E as opções mais comuns antigamente se resumiam aos cursos de medicina, que era raro, advocacia e professorado. Como não encontrariam trabalho para todos no mesmo vilarejo de onde procediam, iam ocupar vagas em vilarejos recém-formados.
 
Essa era a oportunidade de os clãs multiplicarem suas influencias, pois, os recém-chegados eram recebidos como bons partidos, quando não casados, ou os filhos dos ja casados eram absorvidos com bom grado pelos dominantes locais. E assim as alianças eram formadas não apenas no campo familiar como também no campo politico.
 
Recordando nossa tradição, foi dito que “o bisavô MARCAL DE MAGALHÃES BARBALHO encantou-se com os olhos verdes da menina ERCILA COELHO DE ANDRADE, e observando que os pais dela passavam por dificuldades com o grande numero de dependentes, tratou o casamento, ressalvando antes que ela deveria primeiro estudar em DIAMANTINA, com os estudos pagos pelo noivo.”
 
Os fatos podem desmentir ou colocar em duvida a tradição. Apesar de não sabermos ao certo, pode ser que o casamento entre dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE e CASSIANO COELHO (talvez o nosso primo COELHO DE ARAUJO), seja o primeiro encontro entre as duas famílias. E isso seria condizente com a premissa do ponto de congruência entre os feudos dos ANDRADE e os feudos dos COELHO de GUANHAES.
 
Nao temos em nossa genealogia anotacoes que registrem os assinantes COELHO nascidos no município de FERROS. Mas o professor NELSON COELHO DE SENNA cita que a família esteve presente por la. E FERROS foi ambiente natural dos ANDRADE, claro, com extensão registrada no município de BRAUNAS, precisamente na comunidade de AREIAS. Fato eh que AREIA também eh nome de comunidade em DORES DE GUANHAES. O que aproxima mais ainda as duas famílias.
 
Outro detalhe foi que o bisavô MARCAL era mais velho que a Dindinha ERCILA, porem, a distancia de idade não era tao maior. No detalhe, são 8 anos apenas de diferença. Pois eh dito que ela tinha 12 anos, o que faz dele ter 20 quando do suposto ocorrido. Dificilmente tal proposta teria sido feita por um moleque, praticamente, nessa idade, pois, a vida para ele ainda seria muito incerta. Ele proprio deveria estar concluindo seus estudos.
 
O que poderia ter facilitado um encontro seria se os terceiravos JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA residissem na beira do caminho entre GUANHAES e FERROS, que leva a ITABIRA tambem. Isso pela simples razão de que a Familia MAGALHAES BARBALHO foi formada em ITABIRA, com o casamento do “padre” POLICARPO JOSE BARBALHO e ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES.
 
Esses nossos quartavos foram pais do capitao FRANCISCO MARCAL BARBALHO, que levado por seu irmão, padre EMIGDIO DE MAGALHÃES BARBALHO, para GUANHAES, acabou se casando com EUGENIA MARIA DA CRUZ, a filha mais nova dos fundadores de SAO MIGUEL E ALMAS DE GUANHAES, atual GUANHAES: JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO. Sendo o bisavo MARCAL filho do casal anterior e neto desse ultimo, as ligacoes com ITABIRA facilitariam o conhecimento antigo das familias, portanto, o casamento não seria ao acaso.
 
Outro detalhe esta no caminho. No território de GUANHAES existe uma fazenda chamada PANELAO. Em anos anteriores aos de 1960 tem-se a noticia de ter sido propriedade dos nossos parentes. Particularmente do que tornou-se nosso tiavo HORACIO NUNES COELHO. Esse foi filho do PEDRO NUNES COELHO (o Surdo) e dona ANTONIA NUNES LAGE. E a fazenda localiza-se nas areas circunvizinhas a BRAUNAS e DORES DE GUANHAES.
 
A area pode ser admirada através do endereço: https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Estadual_Serra_da_Candonga.
 
PEDRO foi filho dos tiobisavos: EMIGDIA DE MAGALHAES BARBALHO e JOSE NUNES COELHO. O casal era primo em primeiro grau porque as mães eram irmãs. Tia FRANCISCA EUFRASIA era irma da terceiravo EUGENIA. O que torna o bisavo MARCAL tambem tio do PEDRO, porque tia EMIGDIA era irma dele.
 
O muito provável seria que a posse da Fazenda PANELAO remonte ao PEDRO ou mesmo ao pai dele, o JOSE. Ha que salientar-se que os LAGE, ANDRADE, PIRES CABRAL e outros faziam parte do conjunto chefiado pelos DA CUNHA ANDRADE, que se uniram obviamente ao DRUMMOND. Apesar de um ser tio e outro sobrinho, o casamento entre os bisavós MARCAL e ERCILA, e PEDRO e SA TONINHA devem ter se dado `a mesma época. Isso porque MARCAL deve ter se casado bem mais velho que o PEDRO.
 
Mas de todas as formas, MARCAL casou-se primeiro, o que não impede que os LAGE e ANDRADE tivessem sido vizinhos do casal JOSE e EMIGDIA. Nisso os casamentos do PEDRO com SA TONINHA e MARCAL com Dindinha ERCILA poderiam ter sido uma consequência natural do conhecimento prévio entre as famílias.
 
Certamente, nao se configura esses dois casamentos dentro de outra lógica. O que fica mais implícito eh que eles não terão ocorrido em torno da atual estrada que liga SANTA MARIA DE ITABIRA a GUANHAES. Eles são mais antigos que esse caminho.
 
Depois desses casamentos houveram outros. Um personagem que intriga e talvez venha algum dia a ajudar-nos a ajustar os pontos foi o poeta VULMAR PINTO COELHO. Fez a carreira dele em GUANHAES. Foi farmacêutico e prefeito, mas gostava mesmo era da poesia. Tenho os depoimentos a respeito dele, no endereço: http://joserabello1.blogspot.com/2011/03/vulmar-coelho-12021972-peneira-n-137-j.html. Ai o dr. RABELLINHO deixa em duvida se o poeta nasceu em SENHORA DO PORTO ou FERROS.
 
Penso que no livro: “Notas Historicas Sobre Guanhaes”, o nosso aparentado INNOCENTE LEAO SOARES deixou escrito que ele nasceu em DORES DE GUANHAES. Mas infelizmente não encontrei dados genealógicos do VULMAR. As duas opiniões são póstumas. Portanto, foram feitas com afago. Uma suspeita eh a de que este poeta tenha sido filho dos senhores: GUSTAVO e dona OLYMPIA PINTO COELHO, que era tia do professor NELSON COELHO DE SENNA. Mas este menciona o apenas os nomes de alguns filhos, citando-os como “dentre outros”. Não estão nem o VULMAR nem dona MARTHA.
 
Ja no DIARIO SECRETO DO VOVO CISTA ha uma menção `a política adversaria. Trata-se de opinião contemporânea em que o poeta foi prefeito de VIRGINOPOLIS. Não se trata de elogios. Apenas confirma que assim como o poeta era relapso em relação `as suas próprias  finanças, também o era em relação `a coisa publica. O avo CISTA era o maior conservador fiscal de quem ja ouvi falar, portanto, não sera nem bom publicar o escrito!
 
O poeta VULMAR PINTO COELHO casou-se mas nao deixou descendentes.
 
Outros casamentos que se seguiram e que podem apontar vínculos entre os COELHO e ANDRADE foram:
 
1. A tiavo NIZE COELHO DO AMARAL casou-se com JOSE CABRAL PIRES, que era natural de SANTA MARIA DE ITABIRA
 
2. O FABIO RODRIGUES COELHO, filho dos tiobisavos BENJAMIN RODRIGUES COELHO e JULIA COELHO DO AMARAL casou com dona HERCILIA GUERRA. GUERRA eh outra das assinaturas mais frequentes na genealogia dos ANDRADE. FABIO e HERCILIA nasceram em 1924 e casaram-se em 1947.
 
3. Mais recentemente, nosso parente ATHOS MARTINHO COELHO casou-se com MARIA INES PIRES. Ela natural de ITABIRA e sei que tem vinculos com os DRUMMOND mas pela genealogia ainda não cheguei `a ponte genealogica.
 
Com certeza, muitos outros serão os encontros, principalmente os mais recentes dos quais não temos nota alguma.
 
Talvez seja possível que a descoberta da MINA DE CANDONGA tenha tido uma influencia de maquiagem em nossa genealogia. A mina foi comprada por ingleses que a exploraram por cerca de 20 anos. Sabemos que deixaram descendência e nossos primos com o sobrenome LOTT são o comprovante disso. Mas nosso terceiravo, ANTONIO RODRIGUES COELHO, casou-se uma segunda vez, com dona VIRGINIA DE CAMPOS NELSON. Não tiveram filhos para efetivar essa união. Depois que ficou viuva, ela mudou-se para o RIO DE JANEIRO, onde faleceu. Não temos os devidos dados dela.
 
Apos o longo isolamento da região, e em função do crescimento urbano brasileiro tendendo a acumular o desenvolvimento em cidades polo, nas ultimas décadas pode-se notar que a genealogia acompanha o fluxo migratório. Assim, com a construção da nova capital de MINAS GERAIS, no final do século XIX, houve um fluxo grande de pessoas para BELO HORIZONTE. Os que se mudavam num passado mais distante dirigiam-se ao RIO DE JANEIRO e SAO PAULO.
 
A partir de 1940, com a construção da rodovia RIO/BAHIA, passando por GOVERNADOR VALADARES, houve um direcionamento da migração para aquela cidade, o que permaneceu ate aos anos 1970.
 
A partir dos anos 1960, porem, essa tendência passou a ser compartilhada tanto com BELO HORIZONTE quanto com ITABIRA, IPATINGA e BRASILIA. As quatro cidades tiveram crescimentos demográficos espantosos e o excesso populacional dos pequenos municípios mineiros do CENTRO-NORDESTE do estado de MINAS GERAIS foi praticamente descarregado nelas.
 
A partir dos anos 1980, com as inúmeras recessões passadas pela economia brasileira, o fluxo desviou-se para o exterior, sendo PORTUGAL, ESPANHA, ITALIA, FRANCA, INGLATERRA e ESTADOS UNIDOS a preferencia, com alguma escolha também para AUSTRALIA. Durante o inicio do século XXI a tendência tem sido a de espalhar-se em todas as direções em todos os pontos do planeta. No BRASIL temos anotados dados que variam desde o ACRE ao SERGIPE. E desde o MARANHAO ate ao RIO GRANDE DO SUL.
 
Havemos que aguardar um pouco mais de tempo para descobrirmos os vínculos que nos ligam a pelo menos mais uma casa de nobreza, criada no IMPERIO BRASILEIRO. Trata-se do Baronato de ALFIE. ALFIE atualmente eh um distrito pertencente ao município de SAO DOMINGOS DO PRATA. Teve inicio de sua colonização durante o inicio do século XVIII. Apesar da importância que possuiu, tornando motivo de estudos genealógicos por parte do cónego TRINDADE, nunca teve a oportunidade de desenvolver-se. Fica na area de influencia de ITABIRA. Foi grande o suficiente para virar titulo de nobreza.
 
O primeiro e unico barão de ALFIE foi JOAQUIM CARLOS DA CUNHA ANDRADE, que foi filho do casal: CASEMIRO CARLOS DA CUNHA ANDRADE e dona SENHORINHA DOS SANTOS ALVARENGA, ou seja, tiosbisavos do poeta CARLOS DRUMMOND.
 
O Distrito de ALFIE e as cidades de FERROS, BRAUNAS, DORES DE GUANHAES e mesmo a propria SERRO sao retratos do que os caminhos podiam dizer a respeito do futuro de um arraial nascente. Por 250 anos, por exemplo, o SERRO foi um dos municípios mais promissores do ESTADO DE MINAS. Com o desvio dos caminhos que por la passariam perdeu importância política e econômica para diversos desmembramentos feitos do seu território, como são os casos de MONTES CLAROS, DIAMANTINA, TEOFILO OTONNI, GOVERNADOR VALADARES e a pequena GUANHAES.
 
Pela importancia que teve, não se justificaria comparar-se SERRO a ITABIRA. Mas a primeira permanece ainda com seus 20.000 habitantes enquanto a segunda ja passou dos 100.000. O problema para ITABIRA agora eh manter-se sem a exploração do minério de ferro que esta se esgotando e a exploração sendo transferida para CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Talvez em breve MINAS GERAIS ganhara mais uma cidade de porte médio, enquanto a matriarca de todas continuara diminuta.
 
Um ultimo pensamento a respeito das influencias na genealogia, temos que: `a medida que os clãs adquiriam poder, seus representantes maiores acabavam se relacionando, formando outras alianças políticas e genealógicas. Bons exemplos disso ocorrem em relação a nossos parentes como os descendentes do professor NELSON COELHO DE SENNA e tio-bisavô ANTONIO RODRIGUES COELHO JUNIOR.
 
Foram dignos representantes da populacao interiorana, enviados pelo povo a representa-lo junto `as assembleias do ESTADO e do PAIS. Não necessariamente obedecendo a um plano pre-fixado, porem, com o convívio com representantes de outros representantes de famílias dominantes do ESTADO DE MINAS GERAIS e do PAIS, no RIO DE JANEIRO, os filhos acabaram formando alianças matrimoniais que mais se pareciam alianças políticas. 
 

E isso acabava dando a esses representantes poder e influencia que refletiam em todos os âmbitos. Talvez a descendência deles não tenha se tornado mais influente por causa dos sobe-e-desces da política brasileira. A carreira de ambos foi amputada pelo golpe de estado que deu origem ao chamado ESTADO NOVO, que no vulgar conhecemos como a DITADURA VARGAS. O “Diario Secreto do Vovo Cista” contem excelente observação `as personalidades envolvidas, para o bem e para o mal, naquele movimento antidemocrático.

Em revisao aos escritos mais antigos a respeito da FAMILIA COELHO, precisamente na obra do professor NELSON COELHO DE SENNA, ele menciona entre as localidades denominadas: “COELHOS”, no Estado de MINAS GERAIS, a FAZENDA DOS COELHOS, que ficaria no “antigo AXUPE DO MATO DENTRO”. Acredito que referia-se `a FAZENDA AXUPE, que teria sido o quartel general do ramo da FAMILIA COELHO que nos deu origem. Embora, dito tenha sido que ela localizava-se no MORRO DO PILAR, penso que fosse mesmo em CONCEICAO DO MATO DENTRO. Ou, pelo menos, as muitas mudancas territoriais ao longo da Historia pode ter ocasionado a confusao.

Existe atualmente um local chamado LAPINHA DA SERRA, entre SANTANA DO RIACHO e CONCEICAO DO MATO DENTRO. Esse sim eh o local mais proximo de onde a familia deve ter se instalado porque os quartavos JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA residiram na FAZENDA DA LAPINHA, onde tiveram os 4 filhos mais velhos do casal. Toda a regiao pertencia a CONCEICAO DO MATO DENTRO, dai a identificacao dos locais de nascimentos ser este. Embora tambem parta dai o riacho denominado AXUPE, que tambem passa por MORRO DO PILAR.

Nota-se que temos recordacoes genealogicas apenas do ramo da familia que dirigiu-se para as margens do Rio Graipu e ali fundou o Arrail de SAO MIGUEL E ALMAS DE GUANHAES. Mais tarde veio a tornar-se o atual municipio de GUANHAES. Por logica, como SANTANA DO RIACHO fica no topo da cabeceira do RIO SANTO ANTONIO, era esperado que a familia se alastrasse no curso desse por ser o maior em aguas daquela microrregiao.

Como o professor NELSON DE SENNA tambem relata que o bisavo dele, JOAO COELHO DE MAGALHAES, casou-se com sua prima-irma, BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO, era de esperar-se que outros ramos da FAMILIA COELHO fizessem parte do cla como um todo, `a altura do final do seculo XVIII. Entao, eh razoavel supor que ramos da mesma linhagem COELHO tenham descido o curso daquele rio indo aportar em SANTO ANTONIO DO RIO ABAIXO, FERROS, DORES DE GUANHAES e BRAUNAS. Com isso formando uma area de congruencia com o dominio dos ANDRADE. E, naturalmente, esses deverao ser a origem do nosso COELHO DE ANDRADE.

Infelizmente o professor NELSON nao descreveu a formacao do ramo ARAUJO que podera tambem ser COELHO. Sabe-se que o ARAUJO, como sobrenome, tambem foi frequente naquela regiao.

08. VIDA NOVA

Estou deixando em aberto esse espaco apenas por antecipacao. Estou esperando o desenrolar de alguns contatos que poderao esclarecer algumas coisas em nossa genealogia. Assim, caso tenha novidades, esse sera o capitulo para posta-las. O que tenho eh isso:

01. Espero consulta que fiz `a MITRA DA ARQUIDIOCESE DE DIAMANTINA
02. O capitulo “ROCHA BRANDAO” do livro do Conego TRINDADE podera ser-me enviado
03. Minha cunhada ficou de pesquisar o nome dos pais do bisavo deles: JOAQUIM SOARES DE ANDRADE
04. A tia NENEN tinha um arquivo secreto. Como ela faleceu apos 1979, quando da publicacao do livro da prima IVANIA, dados importantes que poderao estar nele deverao revelar-nos algo mais. Mas nao tenho certeza que obteremos tais dados tao cedo, pois, os museus de PETROPOLIS e BELO HORIZONTE estao competindo para ter tais documentos em maos. Mas pode ser tambem que nao revelem tanto de interesse `a nossa genealogia.

Abaixo resolvi postar a relacao de documentos que interessam de imediato, com algumas informacoes que poderao facilitar o encontro deles. Essa foi o que solicitei se encontrariam la em DIAMANTINA. Se pelo menos disseram que alguns estao por la, e que poderemos uma hora dessas buscar copias, ja tera sido um grande avanco. O que doi eh so ficar aguardando resposta.

 


A. DOCUMENTOS “DE GENERE ET MORIBUS”
1. Padre POLICARPO JOSE BARBALHOEra filho do capitao JOSE VAZ BARBALHO e dona ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE. Nasceu entre 1780-1790. Casou-se, em 1808, com ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, em ITABIRA, filha natural de dona GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS (ou FERREIRA). Apos ter a familia e ficado viuvo, antes de 1838, como consta no “DE GENERE” do filho EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO ordenado em 1845, em MARIANA, retornou ao seminario ja em idade avancada. (entre 64 e 74 anos). Se ordenou em DIAMANTINA, devera estar entre os primeiros ordenados do seminario dessa cidade, pois, em 1854, quando da fundacao, ja estaria na faixa de idade acima mencionada.Na edicao de 1873-4 do “ALMANAK ADMINISTRATIVO E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS” (Google Livros) aparece a casa de comercio “BARBALHO & SIMAO” que pode ter sido fundada por ele ou algum parente proximo.2. Bispo D. MANOEL NUNES COELHOEra filho de MIGUEL NUNES COELHO e dona AMBROSINA (SINHA) DE MAGALHAES BARBALHO. Nasceu em VIRGINOPOLIS, no ano de 1885. Cursou o seminario em DIAMANTINA, sendo ordenado em 1909. Foi o primeiro bispo de LUZ. Faleceu em 1967. Era bisneto do padre POLICARPO.3. Monsenhor ANTONIO PINHEIRO DE SOUZA BRANDAOFoi filho de ANTONIO PINHEIRO DA SILVA BRANDAO. Nasceu no Distrito de MILHO VERDE, em 1861. Foi ordenado no ano de 1885. Foi paroco em SAO JOAO EVANGELISTA e GUANHAES. Foi convidado a tornar-se VIGARIO-GERAL da ARQUIDIOCESE DE DIAMANTINA, pelo reverendissimo bispo D. JARDIM. Faleceu em 17-4-1957. A pedido dos fieis amigos, foi sepultado em GUANHAES.

B – REGISTROS DE CASAMENTOS

1. MANOEL VAZ BARBALHO – JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA

O casamento se deu em 18.9.1732, na CAPELA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES DE MILHO VERDE. Ele era filho de: MANOEL AGUIAR e dona MARIA DA COSTA BARBALHO. Ela, filha de: BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO. Nasceram no RIO DE JANEIRO. Apos casar-se em MILHO VERDE, o casal MANOEL e JOSEPHA viveu no atual Distrito de ITAPANHOACANGA, de ALVORADA DE MINAS.

2. JOSE VAZ BARBALHO – ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE

Nao tenho dados seguros alem de ele ser natural do SERRO e ela de CONCEICAO DO MATO DENTRO. Ele podera ser filho de MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. Tambem poderia ter sido filho de algum primeiro casamento de POLICARPO JOSEPH BARBALHO, que nasceu em 1735 e era filho do MANOEL e dona JOSEPHA.

3. CASSIANO COELHO DE ARAUJO – JOAQUINA SIMPLICIANA

Ele era filho de JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO. A unica informacao eh que casaram-se em DIAMANTINA. Isso tera que ter-se dado entre 1825 a 1845. Foi mineiro nas lavras de ITAIPABA, SAO JOAO DA CHAPADA e JEQUITAHY.

4. JOAQUIM COELHO DE ANDRADE – JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA

O casamento tera que ter se dado antes de 1862 quando nasceu a filha ERCILA. Podem proceder de GUANHAES ou DORES DE GUANHAES.

5. AUGUSTO ELIAS KUBITSCHEK – MARIA JOAQUINA COELHO

Foram os avos maternos do presidente JUSCELINO. Nao tenho dados especificos do casal. O casamento tera se dado por volta de 1870. Os pais da esposa deverao ser os casais numero 6 ou 7. Talvez o 3.

A tiavo EDITH COELHO DO AMARAL, nascida em VIRGINOPOLIS e 1898, residiu na casa de dona JULIA KUBITSCHEK enquanto cursava o Colegio em DIAMANTINA. No Memorial dele, JUSCELINO menciona os COELHO de VIRGINOPOLIS como primos dele.

6. JOAQUIM COELHO DE ARAUJO – MARIA COELHO DE SOUZA

Os pais dele foram JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO. Casaram-se por volta de 1825 a 1850. Deixaram numerosa descendencia. No ALMANAK, JOAQUIM aparece na lista de mineradores da Cidade de DIAMANTINA.

7. JOAO COELHO DE ARAUJO – ANNA ROCHA

Irmao do anterior e do numero 3. Devem ter casado no intervalo de tempo acima mencionado. Junto com CASSIANO, formam um trio de irmaos descritos no livro do professor NELSON COELHO DE SENNA, que era sobrinho neto dos 3, como “foram mineradores de diamantes e casaram-se em DIAMANTINA.” JOAO e ANNA residiram no BECO DO COQUEIRO e faleceram em DIAMANTINA. Deixaram numerosa descendencia.

8. FRANCISCO DIAS DE ANDRADE – CELESTINA CRISTINA DE SOUZA

Nao tenho nome dos pais. Deverao ter se casado por volta de 1890. Eram naturais de DIAMANTINA.

9. JOAO DIAS DE ANDRADE – MARIA DOS ANJOS DA MATA MACHADO

JOAO foi irmao do anterior. Eram de DIAMANTINA e casaram-se por volta de 1890 tambem.

10. JOAQUIM BENTO DE ANDRADE – JOANITA ANDRADE

Ele nasceu em DIAMANTINA, em 1822, e era filho de JOAO BENTO DE ANDRADE. Casamento em torno de 1850.

11. JOSE COELHO DE MAGALHAES – EUGENIA RODRIGUES ROCHA (tambem conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ (1a.))

Casaram-se em 7.9.1799 e viveram em MORRO DO PILAR. Podem ter se casado em CONCEICAO DO MATO DENTRO e ela era filha de GIUSEPPE NICATSE DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES (BARBALHO).

12. ANTONIO JOSE MONIZ – MANOELA DO ESPIRITO SANTO

Deverao ter se casado por volta de 1780 e viveram em CONCEICAO DO MATO DENTRO. Foram pais de LUIZA MARIA. Podem ter sido donos da FAZENDA DA LAPINHA que fica em SANTANA DO RIACHO atualmente.

13. JOSE COELHO DA ROCHA (ou DE MAGALHAES FILHO) – LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO

Casaram-se por volta de 1810 e eram filhos dos casais anteriores. Foram os frundadores do ARRAIAL DE SAO MIGUEL E ALMAS, atual GUANHAES. Comecaram a vida na FAZENDA DA LAPINHA, onde tiveram seus 4 primeiros filhos. Os outros 4 os tiveram em GUANHAES.

14. GIUSEPPE NICATSE DA ROCHA – MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES (BARBALHO)

Sabe-se apenas que foram pais da EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

15. FRANCISCO MARCAL BARBALHO – EUGENIA MARIA DA CRUZ (2a.)

Ele era filho de POLICARPO JOSE BARBALHO e ela do JOSE COELHO DA ROCHA. Casaram-se em GUANHAES, por volta de 1846. Foram os avos maternos do D. MANOEL.

16. MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO – ERCILA COELHO DE ANDRADE

Ele era filho docasal numero 15 e ela do numero 4. Casaram-se, provavelmente em GUANHAES, em 5-7-1879. Foram tios maternos do D. MANOEL.

17. JOAO BAPTISTA DE MAGALHAES – CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO

Eram tambem tios maternos do D. MANOEL. Casaram-se em GUANHAES ou VIRGINOPOLIS (PATROCINIO DE GUANHAES), em 30.6.1883. Ele era filho de ANNA MARIA DE MAGALHAES e ela de FRANCISCO MARCAL e EUGENIA MARIA DA CRUZ. JOAO BAPTISTA era bisneto do padre POLICARPO.

18. JOAQUIM SOARES DE ANDRADE – ANNA DE ARAUJO E SILVA

Nao tenho informacoes especificas. A descendencia esta centrada em torno da Cidade de GONZAGA. Deverao ter se casado por volta de 1890. Ha a possibilidade de procederem de GUANHAES ou DORES DE GUANHAES.

19. EUZEBIO NUNES COELHO – ANNA PINTO DE JESUS

Casaram-se possivelmente em SAO DOMINGOS DO RIO DE PEIXE, atual Cidade de DOM JOAQUIM, por volta de 1804. Ele era filho de MANOEL NUNES COELHO. Foram os bisavos do D. MANOEL.

20. JOAO COELHO DE MAGALHAES – BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO

O casal viveu em GUANHAES, eram primos carnais. Ele era filho do casal numero 11. Nasceu, supostamente, em 1785, e casaram-se em 1804. A data pode ser 1824 porque as datas de nascimentos das filhas foram: 1828, 1829 e 1835. Nao tenho datas dos nascimentos dos 3 filhos: JOAO, JOAQUIM e CASSIANO.

21. JOAO BAPTISTA COELHO – MARIA HONORIA NUNES COELHO

Ele foi um dos primeiros nascidos no Arraial de SAO MIGUEL, em 1822. Casaram-se por volta de 1845 quando nasceu o primeiro filho JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR. Ele era filho do casal numero 13. Ela era filha de CLEMENTE NUNES COELHO. CLEMENTE era filho do casal numero 19. E nao se sabe o nome da esposa com a qual teve mais filhos, entre os quais, ANTONIO e PRUDENCIO.

22. CLEMENTE NUNES COELHO – ANNA MARIA PEREIRA

Esqueci de pedir esse ultimo la em DIAMANTINA. Trata-se dos pais de tios VITALINA, MARCOLINA e PIO NUNES COELHO. Eles se casaram com filhos do trisavo ANTONIO RODRIGUES COELHO. Esse documento seria importante para desfazer a duvida se esse CLEMENTE seria o nosso quartavo ou, possivelmente, filho dele. Sabemos que nosso quartavo foi pai da MARIA HONORIA NUNES COELHO por volta de 1830. Isso porque ela foi mae do terceiravo JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR em 1845.

Os tres tios-bisavos nasceram nos anos 1860. Portanto, ou sao filhos do mesmo pai com uma esposa diferente ou sao netos do primeiro CLEMENTE. Tudo indica que esse segundo seja mesmo filho.

E aqui ha que atentar-se para o sobrenome PEREIRA dela, que pode ser daquele vinculado `a Familia ANDRADE. Se for o caso, teremos mais esse vinculo, pelo menos indiretamente em nosso particular. Alguns na familia contudo poderao ter o ANDRADE dobrado se esse for o caso. A descendencia de nossa tiavo MARIETTA NUNES RABELLO, que foi esposa do tio ONESIMO DE MAGALHAES BARBALHO e parte da descendencia da dona MARIA CLARA RABELLO, que foi esposa do senhor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE JUNIOR, podem ser ANDRADE por esse lado, por terem sido filhas da dona ANTONIA NUNES COELHO, da qual paira a duvida quanto a ser ou nao do casal CLEMENTE – ANNA MARIA.

 

ANALISE DAS GENEALOGIAS ROCHA BRANDAO E SILVA BRANDAO

 

Como primeiro resultado das minhas incursoes no assunto, onde falei antes que precisava estudar o tit. ROCHA BRANDAO do livro “VELHOS TRONCOS MINEIROS” do Conego TRINDADE, o amigo JOAO ALBERTO enviou-me copia do tal. Belo comeco. Como previa, tambem estava nele o filho do alferes de cavalaria MANUEL COELHO RODRIGUES, FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDAO, juntamente com a familia. O que nao aparecia no “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”.

Mas, tudo feito e ainda nada resolvido. Nada encontrei no capitulo que formasse vinculo direto com nossos ancestrais, por enquanto. Nao podemos descartar de todo a possibilidade de descendermos de pessoas inscritas no capitulo. Isso se da porque nenhuma genealogia eh completa.

No caso das genealogias que o Conego TRINDADE estudou, por exemplo, existem limites normais ao encontro completo das genealogias. Sabe-se que ele nasceu, viveu e trabalhou na regiao da ZONA DO CARMO, ou seja, nas imediacoes de OURO PRETO e MARIANA. Tambem que estudou familias locais, particularmente as que tinham vinculos parentais com os TRINDADE. Assim como ele tinha ao seu proprio favor o fato de ter sido guardador dos documentos eclesiasticos na ARQUIDIOCESE DE MARIANA, tambem foi diretor do MUSEU DA INCONFIDENCIA, em OURO PRETO, por outro lado, as obrigacoes na administracao junto `a ARQUIDIOCESE nao deve ter lhe dado tempo de aprofundar seus conhecimentos em freguesias mais distantes.

O resultado pratico disso eh que os dados recolhidos nos arquivos por ele administrados lhe davam uma grande vantagem. Ao mesmo tempo que a realidade da dinamica da expansao das familias produziam ramos que migravam para paragens `as vezes distantes e com isso ficava impedido de recolher dados a partir de alguma geracao.

Outro detalhe do trabalho dele, que facilitava, era poder vasculhar os documentos “DE GENERE ET MORIBUS” dos padres que se formavam em MARIANA. Tambem dos estudantes que estudaram nos colegios sob a administracao marianense. Os “DE GENERE” ofereciam uma janela mais ampla para o passado. Principalmente em relacao aos padres que cursaram o seminario antes da INQUISICAO ser extinta. Isso porque, para ser padre naquela condicao, era preciso provar-se que se era “CRISTAO (catolico) VELHO”, “sem nenhuma mancha de raca infecta”.

Pois eh! Assim era tratada a descendencia de “CRISTAOS NOVOS”, ou seja, judeus, muculmanos ou quaisquer outros que tivessem ancestrais ligados a eles. Para tornar-se padre era preciso ser “PURO SANGUE”. E para comprovar essa “pureza” tornava-se necessario examinar diversas geracoes. Eh por essa razao que os estudos do Conego TRINDADE geralmente passam por padres. Infelizmente, nao foi o caso da familia BARBALHO do nosso ramo.

Ela devia ser um objeto otimo para pesquisa segundo alguns criterios facilitadores aos estudos genealogicos. Nosso ramo comeca em um padre, POLICARPO JOSE BARBALHO, que entrou para o seminario, desistiu para casar, teve filhos, criou a familia, deu tempo ao filho EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO tornar-se padre, como ja era viuvo mesmo antes do padre EMIGDIO ingressar no seminario, retornou para ordenar-se quando ja idoso. O nosso problema eh o de nao sabermos onde o POLICARPO estudou antes da ordenacao.

Apesar do padre EMIGDIO ter estudado em MARIANA, o que deve ter oferecido dificuldade para o Conego TRINDADE estudar a familia foi ela ter-se se mudado para ITABIRA e dai para mais ao norte ainda. Assim, os proximos membros clerigos dela estudaram em outras pracas. Incluindo ai o bisneto do padre POLICARPO, o padre ordenado em 1907, MANOEL NUNES COELHO. Somente em 1920 foi nomeado bispo, o primeiro da cidade de LUZ, em MINAS GERAIS.

Nao sei dizer se algum neto do padre POLICARPO veio a tornar-se padre tambem. Temos anotados apenas 9 netos dele. A ANNA MARIA, filha do JOSE, e os 8 filhos do terceiravo FRANCISCO MARCAL: EMIGDIA, PETRONILHA (Pitu), QUITERIA, CANDIDA (Sa Candinha), AMBROSINA (Sinhah), JULIA (solteira), PEDRO e MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO. A relacao de filhos do padre POLICARPO nao foi pequena e conta ainda com GENOVEVA, MARIA, LUCINDA, JOAO, MANOEL e talvez mais alguns dos quais nao temos noticias. Assim, as possibilidades nao sao infinitas mas tambem nao sao pequenas.

As geracoes seguintes continuaram produzindo clerigos, como sao os casos da prima do bispo, SALVA DE MAGALHAES BARBALHO, intitulada irma HELENA, que foi filha do bisavo MARCAL e prima em primeiro grau do D. MANOEL, que foi filho da tia SINHAH. O proprio bispo teve um sobrinho, OMAR NUNES COELHO, que tornou-se Monsenhor. Esse, filho do NOTEL e MARIA ISABEL RODRIGUES. E uma prima, filha do PEDRO NUNES COELHO, MARIA NUNES COELHO, que tambem adotou o apelido de irma HELENA.

Essa foi superiora no hospicio em BARBACENA. Substituiu os tratamentos de choque por carinho para com os alienados, e os que sofriam ataques eram acalmadas com a presenca dela. Alguem disse que estao procurando canoniza-la. Mas preciso comprovar a informacao ainda. PEDRO era filho da tia EMIGDIA e foi casado com dona ANTONIA NUNES LAGE, da familia desse titulo em ITABIRA.

Fica ate dificil enumerar todos os membros clerigos da familia. No ramo da Sa CANDINHA e Tio JOAOZINHO, por exemplo, encontra-se o padre ARNALDO DE MAGALHAES ANDRADE. No ramo da tia EMIGDIA temos o frei ROBERTO e o JUQUINHA do Ti CACO. Os dois primeiros ja falecidos. E para nao ser injusto com os muito outros, necessario eh mencionar que existem. Sao diversos padres e freiras tanto no ramo apararentado dos RODRIGUES COELHO quanto no dos NUNES COELHO. E o Conego TRINDADE perdeu essa boa oportunidade de inclui-los num mesmo estudo, porque passaram a pertencer `a area da ARQUIDIOCESE DE DIAMANTINA, o que lhe limitava acesso aos documentos. O que se dira se tivessemos o acompanhamento completo de todos os filhos do padre POLICARPO e aparentados!

Voltando ao assunto, preciso agradecer ao amigo MAURO DE ANDRADE MOURA por tambem ter-me enviado um escaniado do livro “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Por ele podemos observar que a obra do Conego TRINDADE andou em evolucao. As familias estudadas no mais antigo: “GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO” foram basicamente as mesmas. E o “VELHOS TRONCOS MINEIROS” acrescenta `as mesmas familias e outras um pouco mais de cada genealogia. Nao apenas as atualizacoes decorrentes das diferentes datas de publicacoes de cada obra.

Com o tit. ROCHA BRANDAO em maos, agradecimentos ao amigo JOAO ALBERTO que o enviou-me, pude notar poucas coisas dignas de nota, por enquanto. Uma delas foi a que houveram nascimentos no Municipio de ANTONIO DIAS. O mesmo se dara em relacao ao tit. SILVA BRANDAO. Ou seja, formaram-se essas duas, em MINAS GERAIS, no mesmo nucleo geografico onde tambem se formaram os ANDRADE, de ITABIRA e imediacoes.

Mas para iniciar mesmo minha analise ha que se observar, talvez, uma coincidencia ou um encontro acidental de grande sorte. Entre os descendentes desse ramo ROCHA BRANDAO esta inscrita da Pn14 – dona CANDIDA MARIA DE AVILA LOBO LEITE PEREIRA. Ela casou-se com o senhor JOAO MARCIANO DE LIMA, casados em 1827, sendo ele natural de SANTA LUZIA. O Conego TRINDADE deu o acompanhamento da descendencia de apenas um filho e nao menciona se houveram outros.

A probabilidade eh que os tenham havido e, neste caso, se mudado para outras paragens fora do alcance da ARQUIDIOCESE DE MARIANA. E o mais certamente, teriam se mudado para a regiao do SERRO, que apos aos anos 1820 estava em franca expansao. Por essa epoca surgiram as Freguesias de SAO SEBASTIAO DOS CORRENTES e SAO MIGUEL E ALMAS DE GUANHAES, as atuais SABINOPOLIS e GUANHAES, respectivamente. Alem delas muitas outras foram surgindo no processo de expansao em direcao ao Oceano ATLANTICO, o que mais tarde teria GOVERNADOR VALADARES como intermediaria.

O filho unico anotado foi o senhor JOAO ELISARIO BRANDAO DE LIMA, que casou-se com a prima dele, EMILIA AUGUSTA BERNHAUSS DE LIMA. O casamento se deu em 1852.

O que ha nisso eh apenas a suspeita de uma pequena possibilidade. A de que o senhor JOAO MARCAL DE LIMA tenha sido membro desse mesmo ramo. Do sr. JOAO MARCAL temos pouco alem a contar. Pelo que calculo, ele devera ter nascido nao muito depois do casamento em 1852. Nao da para saber se os pais dele foi o casal. Mas poderia ser filho de algum possivel irmao do sr. JOAO ELISARIO.

Para casar-se, o sr. JOAO MARCAL foi buscar a dona ADELAIDE COELHO SOARES, em VIRGINOPOLIS. E eles foram pais de muitos, entre os quais temos apenas a dona ZINHA do sexo feminino. E os filhos que ja tivemos noticias inclui: ABEL, ABELAR (nao confundir com o prof. ABELAR DE ALMEIDA), JOSE, OSWALDO, JOAO e TARCISIO SOARES DE LIMA. Sabe-se tambem que dona ADELAIDE foi filha dos conhecidos locais: GILBERTO COELHO DA SILVA e dona MARCIANA SOARES DE SOUZA.

Para ficar mais claro, foram eles tambem os pais dos senhores GABRIEL (GABI) e FRANCISCO (CHICO) GILBERTO. Por ai ja esclarece alguma coisa. A descendencia de ambos enquandrou-se nas Familia COELHO e BARBALHO locais.

Da parte da dona ADELAIDE, quem enquadrou-se na Familia COELHO foi o senhor ABEL. Casou-se com MARIA, irma de minha mae, e depois com a CARMELITA, filha dos tiavos: ARMANDO e NAZINHA (a suposta filha do padre FELIX). Teve filhos fora esses casamentos dos quais nao tenho anotacoes. Tambem do senhor JOSE SOARES, que foi o marido de dona EFIGENIA, restou por ultimo, em VIRGINOPOLIS, os netos: RICARDO e DARTAGNAN, outros conjuges na Familia COELHO. Nao sei por onde anda o LEANDRO irmao deles que residia aqui e ha algum tempo nao o vejo.

E, ao que me lembre, somente a prima MARLY, esposa do JOSE DAS DORES ALBUQUERQUE, mais conhecido com Cabo DE, permanece na cidade. Nao tenho certeza se descendentes da dona ZINHA e senhor PAULO FERREIRA ainda sao residentes locais.

Ai fica no ar, por enquanto, a questao, seria o senhor JOAO MARCAL DE LIMA um fruto desse ramo da familia? Deixarei para que os membros da propria busquem e nos deem a resposta. Passarei a informacao para as amigas VERA LIMA, filha do senhor JOSE SOARES, e MERE LIMA, filha do senhor TARCISIO LIMA.

Ha outra oportunidade de haver vinculos parentais atraves do personagem BURIDAN GENEROSO LIMA. O BURIDAN nasceu em 1918, no SERRO e casou-se em VIRGINOPOLIS com a LILIA COELHO. Ela era filha do JOSE CLARO COELHO (Juquita) e JULIA COELHO DE MAGALHAES PACHECO. JUQUITA procedente do ramo BATISTA COELHO e ela do MAGALHAES BARBALHO. Ou seja, ja possuiam um vinculo parental, pois, ambos procediam do ramo RODRIGUES COELHO. BURIDAN e LILIA formaram os COELHO DE LIMA que migraram para a cidade de NOVA ERA, a principio, e atualmente esta no mundo.

Outro encontro auspicioso foi o de que o 8n2, Dr. JOAO CLAUDIO DE LIMA foi casado com dona MARIA PINHEIRO, filha do Dr. JOAO PINHEIRO DA SILVA e HELENA DE BARROS PINHEIRO. O pai dela foi o presidente (quando governadores recebiam esse titulo) do Estado de MINAS GERAIS. De pouca importancia essa informacao, nao fosse pelo fato de que mais duas filhas do casal de governadores se casaram com nossos parentes.

Dona AMANDA DE BARROS PINHEIRO foi a esposa do Dr. CAIO NELSON DE SENNA, filho do professor NELSON COELHO DE SENNA e dona EMILIA GENTIL GOMES CANDIDO DE SENNA. Ja a dona LUCIA PINHEIRO foi a esposa do professor DERMEVAL JOSE PIMENTA. Um terceiro encontro das familias, mais recente, foi o casamento entre ROGERIO DE MAGALHAES NUNES com MARIA AMELIA PINHEIRO JACOB. Ela, filha de MARIA ELISA PINHEIRO, filha, por sua vez, do tambem ex-governador ISRAEL PINHEIRO DA SILVA, filho do casal de governadores.

Outra possibilidade a nivel semelhante sera o caso da Tn13 – ANTONIA, ela casou-se com BERNARDO FERREIRA DE MAGALHAES. Ate onde o Conego TRINDADE deixou, eles tiveram duas filhas, BARBARA e FRANCISCA. Contudo, esse sobrenome FERREIRA DE MAGALHAES eh encontrado entre os ancestrais de nossas aparentadas MARIA CLARA, BLANDINA e tiavo MARIETTA, que foi a esposa do tio ONESIMO DE MAGALHAES BARBALHO.

Enfim, em nossa analise chegamos ao Tn15, o alferes de cavalaria MANUEL COELHO RODRIGUES. O Conego TRINDADE nos informa que verificou os Inventarios dele, datado de 1777, no Cartorio de 1o. Oficio, em OURO PRETO. Interessante foi que ele nao foi o primeiro chegado ao BRASIL como eu imaginava. O pai dele casou-se com a Bn12 MARIA SEABRA e, como confirma a Carta de Brazao passada aos 3 irmaos, chamava-se ANTONIO COELHO RODRIGUES.

A familia teve origem em MANUEL RODRIGUES BRANDAO e dona CATARINA ANDRE, naturais de SAO PEDRO FINS DE FERREIRA, PORTUGAL. A filha VITORIA RODRIGUES BRANDAO casou-se com marido nao revelado e foi mae de CATARINA RODRIGUES BRANDAO, que foi casada com JOAO DE SEABRA GUIMARAES. Esses foram os pais de dona MARIA SEABRA.

Claro, o ramo especifico do ANTONIO COELHO RODRIGUES vem de outras paragens e ele era filho do BELCHIOR COELHO, que foi irmao de um dos senhores de FILGUEIRAS E VIEIRA. Ja a esposa do MANUEL COELHO RODRIGUES, dona JOSEFA DE AVILA DA SILVA FIGUEIREDO, era prima dele e foi o Tn1 da mesma Familia ROCHA BRANDAO, segundo a numeracao usada no capitulo pelo Conego TRINDADE.

O ramo dela passa pela bisavo CATARINA RODRIGUES BRANDAO, outra filha do casal MANUEL RODRIGUES BRANDAO e CATARINA ANDRE. CATARINA foi casada e mae do FRANCISCO DA ROCHA BRANDAO, nascido em CABROBO, BAHIA, que casou-se com MARIA DA SILVA E AVILA, natural de SANTO ANTONIO DO BAMBU, da BAHIA. Ela era a F2 no tit. AVILA, o qual nao verifiquei.

Como o FRANCISCO foi o Bn1, inicia-se a sequencia de trinetos a partir dos filhos dele, onde o Tn1 era dona JOSEFA DE AVILA E SILVA E FIGUEIREDO.

Perdi a oportunidade de analisar os inventários do filho FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDÃO que se encontram na CASA DO PILAR, OURO PRETO, sob a titulacao: Ficha 253, codice 51 e Auto 624. O que seria importante verificar ali era se entre os filhos haveria aquele cujo nome era FRANCISCO LUIZ DA SILVA BRANDAO. Esta relacionado no livro o Pn 28 FRANCISCO. Mas esta registrado somente com esse primeiro nome, ao lado de outros 4 irmãos. FRANCISCO LUIZ foi o marido da dona MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE, tiabisavo do poeta CARLOS DRUMMOND.

Na verdade, nesse titulo o Conego TRINDADE não fez grandes acréscimos ao que ja possuia desde os “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Inclusive fez a relação dos diversos filhos do Alferes de Cavalaria MANUEL COELHO RODRIGUES, quase todos acompanhados de cônjuges, mas sem a sequencia de famílias. Assim, não se perde de toda a esperança de o trisavô JOAQUIM COELHO DE ANDRADE ser descendente deles.

Outro detalhe eh o de que as CARTAS DE BRAZOES recebidas pelos 3 irmãos foram datadas de 1782, ou seja, 5 anos após os inventários do MANUEL COELHO RODRIGUES. Então ja deviam ser adultos jovens. Entre eles e o trisavô podem ter existido 2 ou 3 gerações. O que não parece ser difícil de resolver mas nunca se sabe!

SILVA BRANDAO – A partir da pagina 175, do II volume do livro: “VELHOS TRONCOS MINEIROS”

Esse titulo eh uma verdadeira recapitulacao da HISTORIA DE MINAS GERAIS, e BRASIL. Ele começa em OLIVEIRA DE AZEMEIS, PORTUGAL, com os casais ANTONIO HENRIQUES DA SILVA BRANDAO e ISABEL FERREIRA; e MANOEL FERNANDES e DOMINGAS DA SILVA. Eles foram os pais, respectivamente, do casal: ANDRE HENRIQUES DA SILVA BRANDAO e ISABEL SOARES DA SILVA.

Os últimos foram os pais do Capitao JOAO DA SILVA BRANDAO, natural da terra dos pais, e que casou-se em SAO CAETANO DE MARIANA com ANTONIA MARIA DE OLIVEIRA, filha de ANTONIO RIBEIRO DE OLIVEIRA e ROSA MARIA DOS ANJOS, naturais do PORTO. Ela, neta paterna de MANUEL RIBEIRO e CATARINA DE OLIVEIRA; e neta materna de BENTO FERREIRA e MARIA DO ESPIRITO SANTO.

Para ilustrar um pouco, copio aqui o extrato da descrição de um dos filhos do Capitao JOAO: ” N7 Brigadeiro JOSE DA SILVA BRANDAO c. a 1- XII – 1781 c. ANA SANCHES DE SEIXAS DA SILVA E AVILA BRANDAO, Qn1 de ROCHA BRANDAO, moradores da rua dos Paulistas, em ANTONIO DIAS.”

A descricao continua monotona ate alcançar a Pn16, dona ADA RIBEIRO BRANDAO. Ela foi casada com nada mais nada menos que o Marechal JOAO BATISTA MASCARENHAS DE MORAIS. Nao foi pouca coisa, afinal, foi o militar brasileiro mais condecorado durante a II GUERRA MUNDIAL. Foi elogiado pelo General MARK CLARK que foi comandante geral dos exércitos aliados na Guerra da COREIA. Mas esse foi apenas um dos agregados.

Na sequencia, temos a descrição: “Tn 19 – FRANCISCA DE PAIVA SANCHES c. em OURO PRETO, em 1844, c. o Coronel EMIDIO DE PAIVA BUENO, n. em 1823, filho do Coronel EMIDIO DE PAIVA BUENO e MARIA FRANCISCA DA SILVA.”

Estes foram os pais das Qn 15 – MARIA ISABEL DE PAIVA e Qn 16 – ESTER DE PAIVA, que foram sucessivamente 1o. e 2o. matrimonios do primo delas, o governador Dr. FRANCISCO SILVIANO DE ALMEIDA BRANDAO. O SILVIANO BRANDAO, como eh mais conhecido.

Ja o Qn 20 – JULIO BUENO BRANDAO, foi senador e tambem governador do Estado de MINAS.

A Tn 20 – ANA ISABEL BUENO, foi a esposa do senhor JOSE CLARO DE ALMEIDA. Esses foram os pais do governador Dr. FRANCISCO SILVIANO DE ALMEIDA BRANDAO. Governou MINAS entre 1898 a 1902. Foi eleito vice-presidente do BRASIL mas faleceu antes da posse.

E as nossa genealogias encontram-se nesse ponto. O governador SILVIANO BRANDAO, com a primeira esposa MARIA ISABEL foi pai do Dr. MARCELO SILVIANO BRANDAO, que casou-se com dona YOLANDA CONSUELO DE SENNA, filha do professor NELSON COELHO DE SENNA e dona EMILIA GENTIL DE SENNA.

Como so tive oportunidade de estudar esses dois capítulos não posso dizer que o engano seguinte foi galatico. Eh que a relação de filhos do casal MARCELO e YOLANDA CONSUELO consta como: MARIA EMILIA, FABIO NELSON, LUCIO OTAVIO, JOSE FLAVIO E MARCELO B. SILVIANO BRANDAO. Em realidade, somente o ultimo eh filho. Os outros quatro são os irmãos mais novos de dona YOLANDA.

Os filhos do casal chamaram-se: VERENA, YOLANDINHA, ELIANA, MARIA DO CARMO (BIDU) e MARCELO BALTHAZAR. Isso pode ser verificado no livro do proprio professor NELSON.

Nao ha necessidade aqui de mencionar cada uma das figurinhas carimbadas nessa família. Houveram outros politicos conhecidos, tanto em MINAS quanto em SAO PAULO. Outros se destacaram em funções militares.

Importante aqui eh salientar como se fazia política antigamente, inclusive usando os casamentos entre os filhos das famílias mais influentes. Devemos levar em conta que somente em 1872 o BRASIL chegou `a cifra dos quase 10 milhoes de habitantes contados. Quase 2 milhoes habitavam MINAS GERAIS. Pelo que se pode imaginar, eram menos de 200 familias com 10 mil pessoas cada uma. Aqui falo em familias, nao em sobrenomes. As familias se compoem de muitos sobrenomes mas aqui quero salientar o sangue, ou seja, os ancestrais que sao mais comuns a um grupo de pessoas.

Nao vou entrar nos detalhes. O importante aqui eh mostrar como politica e familia estavam conectadas. Como mencionei antes no texto as familias depositavam em alguns de seus ramos a funcao de fazer a “diplomacia externa”. Ou seja, localmente apontava-se algum membro da familia para destacar-se, elegendo-o deputado ou senador (a nivel provincial ou imperial). Esses iam representar os interesses da familia nas capitais.

O que se passa eh que o BRASIL era completamente rural. Nao existiam grandes cidades. Mesmo RIO DE JANEIRO e SAO PAULO contavam com menos de 200 mil habitantes. Assim, os enviados pelas familias se aproximavam das outras familias dominantes. E do convivio acabavam surgindo os casamentos entre os filhos.

De volta aos interiores, muito conhecidos como “currais eleitorais”, todos vibravam, sentindo-se representados. Afinal, um parente mesmo que com menor proporcao consanguinea estava fazendo um enlace politico que irmanava pessoas de diferentes pontos da PROVINCIA ou do PAIS.

E todos se sentiam representados ja que as familias, embora vivessem numa situacao de injusticas sociais, sabiam da consanguinidade que havia dentro dela. Haviam os excluidos, como os afrobrasileiros e os nativobrasileiros. Mas sabia-se que havia proporcao de sangue de todos correndo em todas as veias. Um exemplo na familia COELHO era o de o quartavo CLEMENTE NUNES COELHO ter sido pai da MARIA HONORIA NUNES COELHO. Nao se sabe quem foi a mae, mas a MARIA HONORIA era afrodescendente.

MARIA HONORIA casou-se com o terceiravo JOAO BATISTA COELHO. E eles sao contados como primeiros moradores e grandes povoadores do municipio de VIRGINOPOLIS e imediacoes. Nos apenas nao sabemos como mas a certeza eh a de que os descendentes tem parte do mesmo sangue que corre nas veias daqueles que permaneceram classificados como afrobrasileiros, talvez porque os ancestrais seguintes deles nao se casaram com pessoas de origem europeia, a diferenca eh que as peles deles permaneceram mais escuras. Mas o parentesco existe. Apesar de as injusticas sociais terem separado uns como se fossem de menos valor que os outros.

Os nativo brasileiros deixaram sangue na familia tambem. Embora nao saibamos exatamente como aconteceu nos ramos COELHO e BARBALHO existem os tracos fisicos deixados em alguns. Como as familias sao o maior exemplo do calderao genetico brasileiro, podemos observar sempre que entre os numerosos filhos das familias mais antigas sempre surgiam os que se destavam pela pele escura, outros por tracos asiaticos, particularmente a formacao de olhos amendoados, alem das variacoes das cores e qualidades dos cabelos. Na pratica mesmo, o professor DERMEVAL PIMENTA descreveu que a avo materna dele era indigena pura.

A manifestacao pratica do envolvimento da politica e a genealogia se dava particularmente nas distribuicoes das oportunidades. O BRASIL, por sua imensidao demografica e por causa da cultura extrativista dos colonos, oferecia grandes oportunidades e recursos naturais. Como a falta de industrializacao dificultava a formacao de grandes nucleos demograficos, porque a atividade quase unica era a agropecuaria, sempre que a populacao se multiplicava alem do que comportavam as fazendas proximas, abria-se nova fronteira de colonizacao. Assim, representantes de diferentes aglomerados mais antigos se encontravam nos arraiais novos e ali as familias se expandiam.

Como a concentração em novos arraiais abria a oportunidade de continuar-se no mesmo sistema, onde novas fazendas eram iniciadas, dando emprego e prosperidade para as pessoas de nível mais elevado na economia, e os novos arraiais abriam empregos para os artesãos, como os arrieiros, os fabricantes de toda espécie de artigos usados no dia-a-dia; e também para os doutores recém-formados como dentistas, advogados, medicos, padres, professores, que formavam a classe media aspirante a rica, os brasileiros não sentiram a necessidade de entrar na era da industrialização por longas gerações, e assim perdendo o trem da Historia.

Quando boa parte do territorio nacional foi ocupado, principalmente NORDESTE e CENTRO SUL, alguns municipios governantes comecaram a crescer. E com a chegada da industrializacao, mesmo incipiente, as oportunidades melhores comecaram a surgir nas grandes capitais. Neste caso, as oportunidades de maior futuro eram direcionadas `as chamadas “boas familias”. A parentalha do interior era contemplada com um certo segundo escalao, quando alguem se mudava para la.

Mesmo os mais pobres nao eram de todo esquecidos. Claro, havia aquela situacao de que os pobres “precisavam saber o seu lugar”. Se as madames precisavam de alguma assistente, tinham os aparentados la no interior aos quais recorriam para enviar-lhes uma menina de boas qualidades para ocupar o cargo. E essa prerrogativa valia para todos que estavam destinados aos servicos gerais.

A vantagem para o povo eh que mudava-se para as capitais onde se concentravam realmente as melhores oportunidades. Assim, com o passar das geracoes, aqueles que foram enviados para servicais se multiplicaram. E muitas vezes tiveram melhor acesso `a educacao, por exemplo, que aqueles representantes das “boas familias” que permaneceram no interior. Alguns doutores sairam do ventre do povo e muitos da elite viraram povo comum.

As pessoas hoje pensam que havia menos coisa errada no passado. Mas a verdade era que, em alguns casos como o nepotismo, nao eh que nao houvesse. O nepotismo simplesmente nao era proibido e ao contrario de ser algo errado, era a regra. E `as vezes o nepotismo favorecia `as classes menos favorecidas.

O que mudou de uns tempos para ca mesmo foi que o nepotismo virou falta. A populacao cresceu muito. As pessoas perderam os vinculos. Nao se procura saber mais as genealogias. Assim, `as vezes se constrange a uns e outros por pensar-se nao se pertencer a uma mesma familia.

O grande problema no BRASIL sempre foi as elites que não souberam fazer o pais entrar na era tecnologica. Nossas elites continuaram presas ao sistema “casa grande/senzala”. Por causa do excesso de riqueza fácil que o imenso território oferecia, sempre optou-se por expandir as fronteiras agrícolas e nunca industrializar-se. O BRASIL ficou estagnado no ciclo vicioso de quando as riquezas de um lugar se esgotavam ou não podiam ser partilhado com justiça pela população crescente, partia-se para alem, ao invés de usar-se os cerebros para criar-se alternativas de riquezas.

O BRASIL tem perdido a corrida pelas respostas progressistas durante gerações. Enquanto isso, a população sofreu aumentos exponenciais ao mesmo tempo. Assim, mesmo os ricos, por causa da multiplicação de suas descendências, não criaram fortunas suficientes para mante-las no mesmo nível que tinham. Com o tempo, a maior parte das descendências dos milionários antigos misturou-se ao povo. Mas os que continuam no topo da pirâmide econômica continuam lutando pela manutenção “disfarcada” do sistema que comprometeu o desenvolvimento do pais nos últimos 5 séculos.

As disputas politicas atuais refletem essa verdade. O que esta ocorrendo eh a luta pelo poder entre pessoas de mesmo sangue, porque quem esta por cima hoje não enxerga que o compartilhamento das riquezas e dar acesso `a educação e `a cultura ao maior numero possível de cérebros faria com que as ideias mais avançadas surgissem e todos teriam acesso a um maior quinhão de riquezas fazendo o pais como um todo subir os degrais do desenvolvimento.

O problema politico no BRASIL chama-se miopia economica e analfabetismo politico, que sempre foi comum `a elite brasileira. Não se pode acusar a população pobre do mesmo erro porque ela nunca foi líder. Sempre se postou como seguidora de seus idolos e paga o preço por esse pecado mortal.

A elite brasileira do passado sempre raciocinou segundo o provérbio: “Mateus, Mateus, primeiro os meus”. E por causa da ganância, orgulho e preconceito condenou a própria descendência a herdar os problemas da atualidade. Para solucionar as cisões que brotaram do sistema falido e inapropriado, injusto para com os humildes, somente quando surgir um elemento conciliador, capaz de redistribuir a renda garantindo a segurança do todo. Somente a partir desse pressuposto eh que uma fase de progresso poderá por o pais a caminho da paz e direciona-lo no rumo correto para o desenvolvimento integral.

Outra forma que o sistema antigo usava para contenção das disparidades era o apadrinhamento. No sentido religioso bem entendido. Os grandes proprietários eram requeridos a se tornarem padrinhos dos filhos de seus agregados, o que amortizava um pouco o sentimento de diferença. E ocultava muitas vezes uma realidade de indiferença dos ricos em relação aos pobres.

Por ultimo haviam as incursões clandestinas. Os filhos e senhores de escravos se davam ao direito de abusar sexualmente das mucamas, sobremaneira as mais jovens. Delas obtinham filhos os quais, se não se casavam com pessoas de “boas famílias” eram relegadas ao titulo de cidadãos de segunda classe. Perdiam a condição de escravos, na maioria das vezes, mas nunca eram considerados como iguais aos seus irmãos de origem mais europeia.

As analises geneticas da população quilombola revelam justamente isso. Mais de 50% dos quilombolas brasileiros, do sexo masculino, tem em sua composição o cromossomo Y de origem europeia. Ja as do sexo feminino tem mais de 50% de seus cromossomas X também de origem europeia. Enquanto isso, a população branca, dita de origem europeia, tem mais de 50% de seus cromossomas X de origem africana ou indígena. Somente 20% da proporcao desse cromossoma se mostra de origem europeia, nesse grupo da população.

Dai surgiu o entendimento comum de que “embranquear a pele” resgatava os destituidos da sua condicao de “inferior”. Ha que estudar-se as estatísticas atuais para retirar alguma duvida que possa haver. Mas embora se saiba que quanto mais escura for a pele maiores serão as chances dos indivíduos pertencerem `as classes desfavorecidas, existe ja uma proporção considerável de pessoas com peles totalmente branca caindo para o mais baixo nível da pirâmide social. Algo totalmente esperado num sistema injusto. Pela lei da gravidade, eh mais fácil cair do que subir. O sistema piramidal foi feito para obedecer a essa lei.

Como mencionei antes, 200 famílias devem ter sido a base da populacao mineira desde 1872. Não se conta ai estrangeiros que ao chegarem ao pais deram assinaturas novas `a população, pois, o que criaram não foram famílias e sim um nome diferente. Como geralmente casaram-se com brasileiros, e as gerações seguintes repetiram o padrão de casamentos, então, o nome pode ter ficado mas o sangue dominante continuou brasileiro.

Numa analise idealizada, se numa geração cada uma das famílias se casasse com outra, na geração posterior teríamos apenas 100 famílias, com sangues misturados. E se a mistura continuasse por diversas gerações, esse numero seria reduzido sucessivamente para 50, 25, 12.5, 6.25, 3.125. Ou seja, na atualidade deveríamos ter apenas uma ou duas famílias.

Se considerarmos o restante da população brasileira, que era formada pelos outro 8 milhões de pessoas contadas, teríamos que esperar apenas mais duas gerações para que a mistura se completasse. Isso porque seriam outras 800 famílias que, nas duas gerações seguintes cairiam para 400 e 200. Ou seja, o mesmo numero de famílias `as quais a população mineira estaria reduzida no inicio desses cálculos.

Na pratica isso somente não aconteceu ainda porque muitas famílias tiveram seus integrantes casados monogamicamente, ou seja, casaram-se primos com primos, adiando o curso natural das coisas. O que se pode afirmar eh que, na atual condição de caldeirão genético, a sopa genealógica brasileira devera tornar-se uma única família nas próximas gerações que virão.

Porem, as assinaturas diferentes, o poder aquisitivo, as distancias entre as moradias no pais e a ignorância da realidade poderão ocultar o fato de que todos fazemos parte de uma mesma familia baseado em que descendemos de mesmos ancestrais.

A menos que todos tenhamos acesso aos dados que comprovem o que esta sendo afirmado, ou seja, tenhamos `a nossa disposição uma arvore genealógica o mais completa possível, demonstrando a única verdade que existe debaixo de todos os ceus, as concepções errôneas continuarão e continuara haver essa diferenciação esdruxula que dita haver os eles e os nos numa população que, em verdade, eh geneticamente irma.

 
 

09. A VIAGEM AO BRASIL

Nos dias anteriores ao dia 19.01.16, recebemos a noticia de que mamae sofrera um derrame muito extenso. As noticias nao eram boas. Ela foi levada para BELO HORIZONTE e o prognostico era de que faleceria em breve. E se por algum milagre escapasse viveria vegetativamente. Houve um desencontro de informacoes e esperei mais uns dois dias para decidir o que fazer.

Dia 19 seria numa terca-feira. E no sabado as coisas nao haviam melhorado. Conversei com a esposa e achamos que seria hora de eu ir. Fui procurar passagem. Encontrei a loja aberta mas nao sabia o quanto poderia gastar, portanto, não comprei, sabendo que a loja iria fechar em seguida. Quando retornei, procurei outro lugar. Por uma coincidencia nefasta houve uma pane no circuito eletrico e os computadores nao funcionavam.

Fui `a terceira e o preco estava exorbitante. Pensei que nao iria.

Mais tarde, recorremos ao computador em casa mesmo. Mundo moderno! Consegui marcar a viagem para a segunda-feira a um preco igual ou menor do que encontrei na primeira loja. Assim a viagem ficou definitivamente decidida graças `a Expedia.

O ruim de passagem barata sao as baldeacoes. Sai de BOSTON, com um frio de mais de 10 graus Celsius negativos. Desci em NOVA IORQUE e subi de novo para voltar a pousar em GUARULHOS. Nova perda de tempo, para retornar a outra aeronave e pousar em BELO HORIZONTE, exatas 24 horas apos iniciada a viagem. Na verdade foram 21 horas, em função do fuso horario. Nos dias a diferenca de horario eram de 2 horas. O que varia no percurso do ano, dependendo de qual pais estar vivendo o famigerado horario de verao.

Entre o aeroporto de CONFINS e o centro de BELO HORIZONTE perdi tempo semelhante ao de viagem entre SAO PAULO a BELO HORIZONTE. Desci no ponto final central dos ônibus executivos do aeroporto. Telefonei avisando que havia chegado e que poderiam buscar-me. O meu cunhado dr. EMERSON BRAGA foi dirigindo e junto com ele estava meu irmao JESSE. Quando estavamos saindo meu irmao disse com voz embargada: “Mamae acabou de morrer.”

Dirigimos ao hospital SOCOR sem trocarmos palavras. Ja esperava o fato mas faltou inspiracao para dar sequencia `a conversa.

Na recepcao do hospital encontramos alguns membros da familia fazendo um lanche rapido. Todos estavam calmos. Nao havia o sentimento de perda como geralmente acontece em outros casos. A gente tinha consciencia de que 90 anos de vida deixam suas marcas no corpo e dai para frente somente alguns premiados tem condicao de seguir como gostariam. Mamae foi sempre ativa. E tinha pavor de ficar entrevada numa cama. Havia dito que se fosse para ficar sofrendo sobre um leito o melhor mesmo era abreviar o tempo de permanencia na TERRA.

Mamae faleceu `as 16:30hs. Devo ter chegado aproximadamente 17:00hs no hospital. Um desencontro por um pequeno lapso de tempo. Minha irma LOLA (MARIA OLIMPIA) disse que havia dito a ela que eu estava para chegar, pela manha. E ela havia aberto um sorriso de satisfacao por isso. Haviam 5 anos desde a ultima vez que fui ao BRASIL.

Meu sobrinho IVAN ofereceu-se para levar-me ao necroterio para ver o corpo. Fui com a curiosidade de ver se eu reconheceria, pois, temia que a morte houvesse desfigurado aquela lembranca que pairava em minha memoria. A atendente abriu a mortalha deixando a vista o rosto inerte. Aproximei-me e percebi que era ela mesmo. Havia alguma alteracao mas nao uma completa desfiguracao. Para o susto da atendente, aproximei meu rosto, porem, nao toquei o corpo. Ela havia pedido para nao faze-lo.

O corpo estava inerte. Inerte como a imagem de uma santa nas IGREJAS CATOLICAS. Era a fe que ela tinha. Nao nas imagens mas na certeza de que as imagens representavam pessoas que faleceram mas nao perderam a vida. Para os catolicos de fe a vida continua, seja no purgatorio para aqueles que ainda tenham dividas a pagar ou junto a DEUS, para aqueles que tiveram a pureza em vida.

Nao creio que seja como os ceticos pensam que acreditar na transmutacao da vida seja apenas uma atitude reflexa da recusa de aceitar que a morte eh o fim de tudo. Dificil eh explicar porque tanto uma opiniao quanto a outra nao encontram bases cientificas para afirmação. Nao ha nenhum experimento cientifico capaz de provar que o outro lado da vida não exista, assim como nao existe a comprovacao de que ele possa ser negado.

O que nos resta eh apenas aquela premonicao de que o outro lado existe, para os que creem. Para mim, a morte eh como uma troca de carro velho por um carro novo. Muda-se o veiculo mas o motorista permanece o mesmo, pelo menos em consciência. Aos que cumpriram suas missoes na TERRA o veiculo novo recebido sera incorruptivel e, portanto, eternamente novo. D. JUDITH fez por merecer a proxima veste incorruptivel.

Diante do corpo de mamae tive a certeza de que ele nao representava mais os 90 anos que exerceu suas funcoes da melhor maneira possivel aqui na TERRA. Dona MARIA JUDITH COELHO BARBALHO nao sera apenas mais um “corpo enterrado no cemiterio” porque as lutas, o cumprimento do dever, a honestidade, os sacrificios, a fe, os valores e todos os ensinamentos vao reverberar na descendencia que deixou. A boa obra da qual ela participou sera lembrada por muitos que foram beneficiados por sua caridade.

MARIA JUDITH COELHO foi filha de JOSE (Juca) COELHO JUNIOR e DAVINA MAGALHAES. Neta paterna de JOSE (Ze Coelho) BAPTISTA COELHO e MARIA MARCOLINA (Sa Quinha) COELHO. Neta materna de JOAO BAPTISTA (tio Joaozinho) DE MAGALHAES e CANDIDA (Sa Candinha) DE MAGALHAES BARBALHO. Nasceu no Distrito de CORRENTINHO, pertencente a GUANHAES, na fazenda denominada de PERERECA, em 15.10.1925.

Casou-se a 10.01.1952 com o cirurgiao dentista ODON DE MAGALHAES BARBALHO, filho de TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO e dona ZULMIRA COELHO DE MAGALHAES. Neto paterno de MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e ERCILA COELHO DE ANDRADE. Neto materno de JOAO RODRIGUES COELHO e OLIMPIA COELHO DE AMARAL.

O complicador genetico foi que ZE COELHO era irmao de JOAO (Joaozinho) BATISTA COELHO JUNIOR, bisavo materno/materno do dr. ODON. MARIA MARCOLINA era irma de JOAO RODRIGUES. SA CANDINHA era irma de MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO. TIO JOAOZINHO era primo em segundo grau de MARCAL e SA CANDINHA. E no momento paira da duvida quanto se ha ou nao outro grau de parentesco entre ERCILA e todos os outros.

Como observado nos funerais, dona JUDITH faleceu no dia 19 do mes de nascimento do dr. ODON. Ele teria completado 94 anos de vida aos 7 de janeiro se estivesse vivo. Ele proprio havia falecido no dia 19 de outubro de 2003. Mes este que dona JUDITH havia completado 78 anos de vida aos 15 dias. E outras coincidencias foram observadas.

Deixaram eles nove filhos.

1. Fernando, que esperou completar 50 anos para casar-se com Rubia e sao pais do Henrique
2. Celeste Maria, que foi a primeira a casar na familia com Joaquim, e sao pais de Luiz Carlos, Carolina e Carla Andreia.
3. Jesse Geraldo, casou-se com Lisete, (divorciados) e sao pais dos gemeos identicos Breno e Diogo, e da menina Taize
4. Magada Maria, esposa de Ricardo e pais do Ivan
5. Valquirio, casou-se com Maria da Penha, e sao os pais de Teofilo e Maria Clara
6. Ney, casou-se com Antonia, e tiveram uma criança natimorta antes de: Vitor, Raoni e Ulisses
7. Odon Jose, casou-se com Mercia e sao os pais de Filipe e Iara
8. Maria Olimpia, casou-se com Ronaldo (divorciados) e sao os pais de Lucas e Rachel
9. Maria da Gloria, casou-se com Emerson e sao os pais de Gabriela e Beatriz.

Foram apenas 9 porque quando os patriarcas se casaram ja estavam sendo considerados solteiroes `a epoca. ODON nasceu em 1922 e havia acabado de completar 30, e JUDITH havia nascido em 1925 e havia completado 26 anos em outubro do ano anterior.

Por causa dos processos de canonizacoes na IGREJA CATOLICA as pessoas pensam que poucos sao os santos. Sao duas coisas diferentes. Existem os santos (exemplos) e os santos de nosso dia-a-dia. Os exemplos sao pessoas com alguma aptidao especial. Em tudo na vida existem pessoas melhor equipadas para desempenhar as funcoes. Albert Einstein tinha o dom da matematematica e fisica. Carlos Drummond de Andrade tinha dom para a poesia. Todos tem os mesmos dons mas nem todo mundo tem esses dons no mesmo nivel.

Os exemplos sao aqueles que possuem os dons e, apesar de toda a atencao direcionada para eles, se recusam a deixar-se dominar pelo orgulho. Muitas vezes, possuir tais dons torna-se um peso, pois, com eles tambem vem a responsabilidade maior. E eh mais facil os que possuem dons se perderem que as pessoas comuns.

Ora, se para levar para o altar a IGREJA precisa investigar e deixar um processo correr por anos para certificar-se da validade ou nao de que temos um santo, entao, fica humanamente impossivel levar todos os casos ao TRIBUNAL DOS SANTOS. Se assim o fosse, processos ficariam parados por milenios e nunca receberiam respostas. Assim, eh mais facil trabalhar com os exemplos para que sirvam de parametros para o povo.

Contudo, o povo que nao possui os mesmos talentos nao esta sujeito a tal escrutinio pela IGREJA. Ele eh examinado pelo proprio TRIBUNAL CELESTE, e a resposta para usar ou nao a veste nova eh imediata. Os que tem talentos tambem, mas a palavra da IGREJA eh que se torna tardia.

Para o povo ganhar a GRACA DIVINA o criterio de selecao passa por um processo mais simples. Ora, a ti nada foi dado em especial, portanto, tudo aquilo que fizestes por menos importante que pareca sera extraordinario. Aos que pouco foi dado menos sera cobrado.

E D. JUDITH e dr. ODON podem ser exemplos de vida de pessoas comuns para pessoas comuns. Quem os conheceu sabe disso. Um casal que comecou a vida por baixo, apesar do nascimento em familia dominante. Os dois almejaram mais o bem da familia que gozar os beneficios de suas posicoes e vaidades.

Como catolicos cumpriam seus papeis de cristaos. Nao lhes sobrava tempo para eles proprios por causa da familia grande mas torciam a agenda para servir de festeiros, pelo menos uma vez, para arrecadar fundos em beneficio da comunidade catolica. Se nao podiam encabecar alguma atividade filantropica pelo menos estavam sempre contribuindo para que os que estavam encabecando nao se sentissem abandonados e nao desistissem de suas boas acoes.

Como o dinheiro era pouco, eles apertavam o cinto dos gastos fazendo o orcamento chegar ao fim do mes e economisar o que era quase impossivel. Desde os anos 1960 sabiamos que o orcamento da familia tinha 3 destinos principais. Alimentacao, vestuario e educacao.

Um exemplo disso foi a televisao. Hoje em dia os mais jovens nao terao ideia do que se passava naquela epoca. Possuir uma televisao era quase o equivalente a possuir um carro. Mais pessoas tinham carro por causa de seus trabalhos que outras possuiam televisao em casa. Foi `aquela epoca que a difusao entrou no interior do pais. Os donos das poucas casas que tinham televisoes costumavam abrir as portas das casas para que os despossuidos pudessem ter acesso `a novidade.

A casa de tia BILOCA (ABILA PATROCINIO DE MAGALHAES) era conhecida por essa caridade. Como a porta da sala era de vidro, a televisao ficava voltada para aquela “janela” enquanto a audiencia se juntava na varanda como se fosse num cinema.

Na casa de nossos pais a televisao so entrou depois que as parcas economias se juntaram e foram suficiente para comprar um aparelho usado. Os pais nao se envergonhavam disso. O que passava num aparelho novo era a mesma coisa. A imagem nao era boa em qualquer das duas. Se algo de util se recebia atraves das ondas, era igual. O raciocinio era economisar e pensar no futuro de todos.

`Aquela epoca nao se pensava em educacao senao a nivel de primario. Somente os ricos com imaginacao ja pensavam nalguma faculdade para os filhos. Porem, na familia do dr. ODON e dona JUDITH todos eram obrigados a estudar. Estudar toda a familia seria um projeto impossivel. Mas nao se desistiu do futuro diante da impossibilidade.

Os passos foram dados no compasso que fossem necessario. Se para subir toda a escada era preciso passar por todos os degrais, entao, o racionio era subir um degrau a cada vez, e como fazer nos degrais mais elevados esperava-se o momento certo para decidir o que fazer. Nenhuma barreira futura impedia o caminhar da caravana, pois, era ultrapassada quando ela se apresentava. Foram 8 universitarios na familia e uma enfermeira a nivel de segundo grau.

E o que valia para os filhos era extendido aos funcionarios ou filhos dos funcionarios da casa. Os pais que nao podiam dar estudo para os filhos nao se acanhavam em pedir ao casal para as filhas se tornarem serventes da casa, pois, sabiam que enquanto estivessem em idade seriam obrigadas a estudar. Algumas se tornaram professoras, quando o titulo era dado a nivel de segundo grau, gracas a essa visao de construcao de futuro e partilha com todos.

Sobre os ombros da d. JUDITH recaia mais o encargo da educacao extracurricular dos filhos. Era mae em tempo integral. Ja o dr. ODON era o responsavel pela cata de salarios como provedor dessa funcao. Ele a cumpria como gerente da extinta MINASCAIXA, como dentista e, mais tarde, como proprietário da FAZENDA MACUCO. Na verdade, os salários vinham mesmo da função como funcionário publico. Os trabalhos dentários eram servidos. Mas muitos não podiam pagar ou se recusavam a faze-lo. Como não tinha a indole comercial, o patriarca deixava isso como perdido.


A propriedade agricola veio como heranca apos o falecimento do pai em 1969. Mas servia quase apenas para termos leite, queijo e feijao com abundancia. Propriedade agricola pequena no BRASIL tornou-se mais uma excentricidade que fonte de renda. Se nao se tem uma outra atividade para viver-se dela, e de vez em quando emprestar `a propriedade, so se conta prejuizos.
Dona JUDITH educava a filharada pelo exemplo e proverbios. “Se brigar e chegar apanhado da rua, em casa toma surra dobrada”. “Quem ta na rua come rua.” Para aqueles que nao observavam o estrito cronograma da casa. Havia horario para qualquer das atividades. Se nao estivesse em casa no horario combinado tambem ficava sem comida ate `a proxima refeicao. “Chumbo trocado nao doi.” Quando alguem ia contar a ela a novidade de que o irmao bateu.`A medida que os filhos iam crescendo tambem as responsabilidades eram aumentadas. Vivia-se em um tempo em que havia a diferenciacao entre obrigacoes femininas e obrigacoes masculinas. Entao, as meninas eram obrigadas a lavar a casa uma vez por semana. Faziam a faxina da mesma, todos os dias, a menos que tivessem alguma colaboradora para fazer isso.
 

Os homens eram ocupados com os servicos de rua. Uma delas era a de carregar a trouxa de roupa suja ate `a casa do senhor ZE DURAO, que ficava na Fazenda dos AMBROSIOS, onde o vovo JUCA residia. Eram bons 3 quilometros de caminhada entre subidas, descidas e muitas curvas. O prazer de andar suplantava o peso a carregar. Mais tarde veio o buscar o leite na Fazenda do MACUCO.

Os momentos agradaveis para a familia vinha aos domingos. Era o dia da macarronada especial feita pela propria dona da casa. Macarronada famosa e lembrada pelos primos que, em ferias principalmente, desfrutavam conosco da guloseima. Os mais velhos sentavamos `a mesa principal. O dr. Odon recusava sentar na honra da casa, cabeceira, ficando no assento do meio, donde o braco alcancava todas as iguarias servidas. Ele proprio servia os pratos para que os mais distantes nao fossem obrigados a transitar. A mae, preocupada com os afazeres na cozinha, ficava por ultimo mas ocupava o lugar reservado `a direita dele.

Natais eram especiais. O patriarca, avesso a qualquer tipo de bebida alcoolica, comprava um garrafao de vinho (CALAFETA ou SANGUE DE BOI) para que celebrassemos a passagem com um senso mais proximo da narrativa biblica. Apenas um copo pequeno para cada pessoa. Mesmo os menores nao tao menores. Para a alegria maior da criancada era permitida a compra de uma caixa de bombons da GAROTO. Cada um ganhava uma unidade, mas depois se dava jeito para obter mais uma.

D. JUDITH nao gostava de ver os filhos na casa dos outros. Exceto em ferias que podiamos passar a semana nas fazendas dos parentes, geralmente, irmas dela. Vez por outra visitavamos GOVERNADOR VALADARES, onde hospedavamos na casa dos tios JORGE NUNES COELHO e CAMILLA COELHO, irma dela.

 

Nossa intimidade com a familia materna sempre foi visivel. Obviamente, isso se deu em funcao de a maioria dos irmaos do patriarca ter-se mudado para VALADARES. Em VIRGINOPOLIS permaneceram o proprio vovo JUCA e diversos irmaos e irmas da matriarca. Assim, o contato era diario o que acabava se extendendo aos que residiam fora porque se juntavam mais na casa do avo.

O problema em relacao a d. JUDITH preferir que os filhos não saissem das proximidades da casa era a possibilidade de eles nao se comportarem como eram ensinados. Preferia que os filhos dos outros fossem `a nossa casa. Para que ninguem ficasse intimidado, tolerava que nos fizessemos campo de futebol do terreiro.

 

Nao era um espaco grande mas devia ter pelo menos a area de meia quadra de futebol de salao. Algumas arvores ficavam no caminho mas isso nao impedia. O incoveniente maior era um dos goles ficar em frente `a porta da cozinha, e as bolas, de plastico ou borracha, algumas vezes fossem parar dentro de casa. As janelas eram de madeira, portanto, menos problemas.

Antes que fazer aqui um relato biografico completo, ja que o plano eh capitulo e nao livro, o melhor sera lembrarmos d. JUDITH em sua essencia. Como ja deixei a entender, ela nao era uma pessoa que possuisse algum dom excepcional. Era uma pessoa comum. Mas um comum como as outras pessoas comuns que no fundo sao essenciais para todos nos.

Nos dias do falecimento dela o trato feito foi o de nao deixar as lamentacoes tomarem conta. Isso porque nao podiamos lamentar e sim comemorar a vida que eh muito mais importante que a morte. Sob sugestao de primos postou-se na pagina da familia as “tiradas da d. JUDITH”. Assim, lembrar uma ou duas ja sera o suficiente para mostrar a essencia.

Entre os “defeitos” de d. JUDITH, um sempre foi o de produzir gases. Claro, todos o fazemos, mas tem gente que nao gosta de tocar no assunto. D. JUDITH nunca teve reservas quanto a isso. Se precisava esvaziar os intestinos, o fazia nao de forma escandalosa mas sem esconder o que estava fazendo. Quando sentada, apenas tombava o corpo para o lado e deixava sair. Geralmente sem som.

Uma vez estava em casa com uma visita mais formal. Como faltava a intimidade necessaria ela guardou o pum enquanto pode. E a pessoa saiu sem saber que estava causando um sacrificio a ela. Aproveitando a oportunidade da ausencia daquela pessoa ela soltou o que estava preso, observando que a visita solene havia empatado a iniciativa por algum tempo. Uma de nossas tias, meio cheia de nao me toques, quiz dar a ela um sabao:

Oh JUDITH, voce sempre teve esse defeito!

Uai, retrucou a inocente, voce nao tem esse defeito nao?

Eu nao! – retornou a implicante ofendida.

Oh coitada! – dona JUDITH falou em tom consolador – Entao eh so esse o defeito que voce nao tem!

Por ocasiao do falecimento do pai, JUCA COELHO, aos 90 anos de idade, d. JUDITH viu o imao completo mais novo, JOSE FABIANO, num canto compenetrado, parecendo estar no maior sentimento de perda. Entao ela se inspirou a consola-lo: “E entao, como esta o orfaozinho?” JOSE FABIANO ja havia passado dos 40 anos.

Em outra oportunidade ela estava com passagem marcada para visita medica em BELO HORIZONTE. E la os primos, inclusive filhas dela, tinham uma republica onde os que estavam de passagem se hospedavam. Na vespera da viagem o irmao dela, LONGINO COELHO, havia sido internado `as pressas, e nao se sabia direito a gravidade. Quando d. JUDITH chegou no apartamento de madrugada notou que os outros membros estavam ausentes.

ANGELO, filho da tia LIA COELHO, comecou a gaguejar as palavras sem encontrar as oportunas para dar a novidade. Nisso ela olhou seria e soltou: “Oh ANGELO, acaso voce esta eh querendo me dizer que o LONGINO morreu?! O ANGELO foi quem perdeu a estrutura.

 
Dona JUDITH era um pouco “snob”. Quando o dr. ODON retornou a VIRGINOPOLIS, era o maior partido na cidade. Estava na meia-idade, recém-formado, bonitao, filho do ex-prefeito e chefe politico. Era o sonho da maioria.
 
Na intimidade da familia ela contou que, apesar de primos, não conhecia direito o ODON nem sabia dizer quem era ele entre os muitos irmãos. Convivera pouco com ele, pois, quando ela começou a se entender por gente ele estava estudando fora ou ficava muito tempo na fazenda do pai, que ficava a cerca de 2 km do centro da cidade. E quando ele quis namorar ela não queria. Mas ele insistiu tanto!…
 
A santidade vem acompanhada do dom da profecia. E profecia eh viver o intangivel ao poder humano. Vivia-se nos anos 50 e 60 a grande influencia da IGREJA CATOLICA no BRASIL. A ordem do papa era observada como se fosse a VONTADE DE DEUS. `Aquela epoca as mulheres tinham que ser submissas aos homens, pelo menos em teoria. E a ordem era “crescei e multiplicai” sem pensar nas consequências.
 
D. JUDITH, graças aos conselhos da avo PETRINA, que foi a madrasta dela, conhecia o método da “tabelinha”. Por raciocínio queria dar um maior espaço entre os nascimentos dos filhos para ter condições de prestar melhor assistência a cada um. Dr. ODON não concordava. Quando ela avisava que estava no período fértil e que deveriam esperar passar, ele respondia: “DEUS da, DEUS cria.”
 
Assim foram tendo filhos a cada ano. Em 12 anos completaram os 9.
 
Anos se passaram. Ate a IGREJA CATOLICA ja havia se conformado com a ideia, antes absurda, de que ha a necessidade de dar algum espaço de tempo entre um filho e outro.
 
Quando a maioria dos filhos estavam na fase universitária e multiplicando os gastos do orçamento familiar, o dr. ODON foi consolar-se nos ombros da esposa, porque o fardo estava pesado para ele. Ela com ar maroto e consolador disse para ele: “Preocupa não ODON! DEUS deu, DEUS esta criando!”
 
D. JUDITH sempre foi forte nas piores situacoes. E parece ter herdado a presenca de espirito do avo dela, Tio JOAOZINHO. Foi a rainha do bate-pronto.   
Se houver algo de correto na astrologia sera de que os que nascem `a mesma época do ano formam personalidades semelhantes. Tio JOAOZINHO foi mestre em resposta desconcertantes também. Os dois haviam nascido no mesmo dia 15 de outubro, Tio JOAOZINHO em 1862 e ela em 1925.
 
Casos pitorescos da familia como um todo foram contados nas paginas do: www.freewebs.com/certos-barbalhos-de-virginopolis.
 
Nao entrarei em maiores detalhes da biografia porque isso seria bom assunto para um livro completo. Continuando a minha viagem pelo BRASIL, passamos umas boas duas horas na recepção do hospital. Reencontrei alguns familiares e o clima não era exatamente o de condolências, apesar da enorme perda. A família eh assim mesmo! Prefere conversar a respeito das boas coisas.
 
Somente tarde da noite nos dirigimos `a casa da MAGDA e RICARDO, no Bairro SAO GERALDO. Pela manha teríamos uma viagem cansativa de BELO HORIZONTE para VIRGINOPOLIS. Precisavamos descansar um pouco. E ao chegarmos na casa foi que tirei os calcados pela primeira vez depois de mais de um dia. Os pés pareciam duas broas de tao inchados.
 
Pela madrugada o corpo seguiu num carro funerario com o RICARDO servindo de guia. Nos seguimos ainda cedo numa van contratada para o servico. Então pude reparar que a paisagem estava verde. Depois de alguns anos em que as noticias do tempo vinham sendo de seca prolongada no centro-sul do BRASIL, o EL NINO estava provocando o retorno das aguas.
 
Durante a viagem, porem, houve certo exagero de aguas. As chuvas foram ininterruptas com momentos de maior intensidade. Mesmo assim a viagem não deixou de ser agradável em função do bate-papo. As montanhas pareciam que estavam se desmanchando sobre as estradas. Muitas barreiras caidas. E o excesso de aguas ocasionou a ruptura de um ducto que corta a principal avenida na Cidade de GUANHAES. A viagem ja havia sido cautelosa ate então e ai perdemos mais algum tempo ate encontrarmos meios de retornar `a trajetória desejada.
 
Em VIRGINOPOLIS as chuvas não deram trégua o dia todo. O velorio foi na sala de nossa casa mesmo. A visitação se deu em numero de pessoas muito menor do que o esperado. D. JUDITH foi uma pessoa querida pela população e familiares. Somente depois foi que o fato foi explicado, pois, foi feito o anuncio do falecimento no dia anterior, em BELO HORIZONTE, mas não se informou na IGREJA quando nem onde seria o enterro. E as chuvas não deram trégua. Parecia os CEUS nos contemplando com uma manifestação de alegria. Sim, não eram chuvas de choro. Eram de celebração receptiva.
 
Ao que me recordo, em cerca de 30 anos, essa foi a primeira vez que os 9 irmãos se reuniram debaixo do mesmo teto. Ate no falecimento do dr. ODON não havíamos comparecido todos porque isso veio sem aviso. Eu ja tinha passagem comprada para o BRASIL para janeiro de 2004 e ele faleceu em outubro de 2003.
 
O cortejo, a missa de corpo presente e enterro se deram sob chuvas. O numero de pessoas que compareceram foi modesto. Dei graças a DEUS por isso. Nunca mais havia visitado o cemitério. E atualmente virou uma verdadeira favela de catacumbas. Não se respeitou nenhum tipo de organização que permitisse um maior numero de pessoas transitarem. Carregar o caixão por caminhos onde so se podia transitar em linha indígena foi um sacrifício para os que o fizeram. Se o numero de presentes fosse o esperado, com as chuvas intermitentes, talvez se desse uma missão impossível.
 
Por fim o nosso amigo PICHEH pode acomodar o caixao no estreito da sepultura. Todos se foram, exceto eu e JESSE. Ajudamos a colocar de volta as pecas de marmore que cobrem e identificam a sepultura. Um trabalho herculeo, mesmo para 4 homens que ali restavam. Alem do peso havia a inconveniência da falta de espaço para os movimentos.
 
Nao fosse a inconveniencia do momento, o cemitério seria um verdadeiro parque de diversões. Essa eh a impressão que se apresenta a qualquer genealogista. Pode parecer esquisito para as pessoas normais, porem, os cemiterios se mostram verdadeiras fontes de pesquisa para os entendidos. JESSE e eu passamos os olhos sobre as lapides identificatorias nas imediações. 
 
Cada cova tinha suas historias a nos contar. Aquela na qual mamãe acabara de ser deixada no seu descanso final servia de repouso para o nosso terceiravo JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR (Joaozinho); nossos avos: TRAJANO (Cista) e ZULMIRA; e agora o dr. ODON e ela. Acredito que sejam mais mas esses estavam anotados na lapide, exceto mamãe, claro, pelo fato do imediato.
 
Ao lado jazem membros da família do Tio CHICO (FRANCISCO BAPTISTA COELHO). Ele foi irmao do JOAOZINHO. Embora, ambos me sejam tiobisavos, pois, o bisavo materno JOSE BAPTISTA COELHO era irmao deles. E la estavam diversos corpos enterrados que foram pessoas de saudosa memória a todos da família e cidadãos outros do município.
 

Cheguei a pensar em mais tarde retornar com um caderno e caneta nas maos para anotar muitos dados úteis que nossa genealogia ainda não registra. Entre muitos o espaço de vida do saudoso amigo ANTONIO COELHO LEITE, o Toninho do tio ANTONIO. Tio ANTONIO, como era conhecido por todos na cidade, era filho do tio CHICO. Foi o tio de todos, mesmo daqueles que não tinham tal vinculo parental. Porem, acabei não tendo oportunidade de retornar.

Findas as obrigacoes funerarias retornamos para casa. Como fora antigamente, estava lotada com pessoas da familia. As manifestações eram de solidariedade. As fotos feitas pelos sobrinhos reunia os irmaos e nossos tios. Entre nos incluimos a WANDERCY, quase filha adotiva de nossos pais, e que os acompanhou ate os ultimos momentos, servindo-lhes de apoio e despertador para os horarios dos remedios.

Ela tem uma longa historia junto `a familia por ter sido filha de EMIDIA, que foi o pau-para-toda-obra desde os tempos do avo CISTA. EMIDIA casou-se mais velha com outro funcionario da fazenda, ELY, que eh cego e teve apenas dois filhos, o que inclui o mais novo WANDER. Os dois meninos cresceram frequentando nossa casa chegando a passar tempos nela, abrigados quando tiveram problemas de saude mais serio. A intimidade chega ao ponto de a WANDERCY brincar que tera parte na heranca. Quando se falou que ela, entao, tinha direito a participar nas despesas, respondeu: “Entao, agora so sou afilhada!”

Os acontecimentos seguintes foram os normais. Quase todos os que vieram de BELO HORIZONTE precisavam voltar na quinta-feira pela manha. JESSE e eu permanecemos. E quando estive no cartorio em busca de alguma informacao, repetiu-se uma informacao que talvez nos sera util no futuro. Repetiu-se porque eu ja estava inteirado dela. Mas o nosso primo JOAO CARLOS DE AGUIAR, filho primogenito da d. HELOISA DE MAGALHAES BARBALHO, contou-nos a respeito de um, antigamente, segredo de familia.

Ele nao auterou a voz. Quem o conhece reconhece aquela voz rouca acompanhada do ar pensativo. Nao se tratava nem de confidencia ou de inconfidencia. Nao recordo porque o assunto foi levantado mas ele disse que a tia NAZINHA era filha do padre FELIX NATALICIO DE AGUIAR. E completou, “Os filhos da tia NAZINHA nunca gostaram de admitir isso, mas ele era o pai dela.” Eu nao tinha essa informacao especifica. Sempre desconfiei de algum parentesco por causa do sobrenome, mas como nao tinha dados julgava que fosse sobrinha.

O segredo, ou nem tanto, sao as duas versoes de vida do reverendo padre. No popular dizia-se que ele teve filhos com uma ou mais carolas. E quando apareciam gravidas todos sabiam que eram filhos dele. Mas a versao oficializada era a de que ele nao seria responsavel pelo evento da gravidez. Como os pais nao assumiam, por caridade, ele registrava como filho dele para que as criancas nao ficassem sem pai. Tia NAZINHA foi a esposa do tiavo ARMANDO BAPTISTA COELHO. E deles temos uma grande descendencia de educadores e pessoas do bem.

JOAO CARLOS foi filho do FELIX AGUIAR, que nao era o padre. E apos a mae ficar viuva, casou-se novamente com GERALDO (Lalado) DIAS DE ANDRADE, que era neto do professor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE, atraves do filho FRANCISCO JUNIOR. A genealogia da familia esta postada na internet, no site www.geneaminas.com.br e outros, portanto, posso omitir aqui os detalhes.

Foi apos essa visita que resolvi comprar passagem de retorno a BELO HORIZONTE, junto com o JESSE, que tinha os compromissos dele em BRASILIA. Apesar da minha passagem de retorno para os ESTADOS UNIDOS estar marcada para somente dai a 10 dias nao parei para pensar que poderia ficar um pouco mais por la. Talvez tivesse sido mais produtivo para minhas inquiricoes se tivesse ido a GUANHAES e CONCEICAO DO MATO DENTRO. Mas nao pensei antes de comprar.

Nem mesmo no fato que minha sogra reside em SANTA EFIGENIA DE MINAS e que se ficasse mais uns dias poderia ver a inchacao dos meus pes melhorada e o tempo poderia colaborar diminuindo as chuvas e minimizando os riscos de me ver ilhado por causa de todos os desmoronamentos de estrada que andavam acontecendo. Nao pensei e quando acordei ja estava de volta a BELO HORIZONTE.

Chegamos na noite do sabado e nos dirigimos para a casa da ANDREIA e do EMERSON. Ali passamos a noite e pela manha o JESSE telefonou para a MAGDA, pois, iriamos visita-la. Tive o choque de ser comunicado naquele momento que estavam no cemiterio, fazendo as despedidas de nossa prima NIZA MARIA HERCY COELHO. (1948 + 2016). Sobrinha do papai e filha da tia ODETH. Nao sei porque eu desconhecia o fato do falecimento. Fui, entao, informado que fora o fim de uma longa e dolorosa luta contra um cancer.

NIZA sempre fora uma pessoa comunicativa e muito afavel. Naturalmente, os familiares mais proximos ja estavam melhor conformados, pois, a estavam acompanhando na luta.

Na volta do velorio, MAGDA, RICARDO e IVAN passaram e nos levaram. Na noite do domingo tivemos a oportunidade de reunirmos com a parentalha na capital de MINAS GERAIS porque foi celebrada a missa antecipada de setimo dia do falecimento em intencao `a dona JUDITH. Foi bom rever mais pessoas que ha muito eu nao via. Logo apos fizemos o bota-fora do JESSE que embarcaria no onibus para BRASILIA.

Durante a semana permaneci na casa da MAGDA e RICARDO e la sinto-me mais `a vontade em usar como base para as incursoes que faria pela cidade. O Bairro SAO GERALDO me eh familiar desde quando residi nele nos anos de 1978 e 1979. Praticamente nada fiz na segunda-feira. A partir da terca fiz as visitas aos ARQUIVOS que visitei em BELO HORIZONTE. Naturalmente, na quinta visitei MARIANA e na sexta a OURO PRETO. Assim meu tempo ficou resumido.

 

Uma unica nota diferente dessas viagens aconteceu quando passei pelo condomínio fechado de ALPHAVILLE. Fica no entroncamento da estrada que sai da BR-040 para dirigir-se a OURO PRETO, ainda no território de ITABIRITO. `A primeira vista o modelo de construção eh idêntico ao que se observa aqui nos ESTADOS UNIDOS. Uma copia quase perfeita.

No sabado fomos a outra missa de setimo dia. Dessa vez por intencao `a NIZA MARIA, e os primos fizeram a gentileza de incluir o nome da dona JUDITH com intencao igual. Haviam anos que nao me encontrava com muitos dos familiares mais proximos da tia ODETH. Alguns fiquei conhecendo ja que pelo fato de ela ter sido uma das primeiras a nascer na casa dos avos paternos e ter-se casado nova, hoje a familia ja esta bastante avancada na geracao dos bisnetos. Logo deverao comecar a aparecer os trinetos e tenho ja 22 anos de residencia nos ESTADOS UNIDOS.

A missa foi realizada na Igreja CURA D’ARS.

Logo depois fomos ao apartamento da tia MARIA HELENA onde passamos algumas horas no bom papo e no cafe acompanhado da mesa tradicional mineira.

No dia seguinte almocamos num restaurante, no Bairro SAO GERALDO. Estavam as familias da MAGDA e da ANDREIA. Na segunda embarquei de volta.

Do BRASIL tive algumas impressoes mistas. Em primeiro lugar a de que as reclamacoes tem sido injustas em relacao `a condicao economica do pais. Esta ruim para quem passou por um tempo melhor. Quem teve esse tempo e agora se sente em perdas, deve ter a impressao de que o mundo esta se acabando. Reconheco que vi o movimento nas ruas de intensa agitacao. Muita gente dando os seus proprios pulos para superar a crise. Muito vendedor ambulante.

Mas em compensacao, se se olha isso com um pouco mais de neutralidade, observa-se que o povo esta procurando o seu proprio jeito. E em comparacao com o tempo que saimos do BRASIL, a pobreza era tao imensa que todo esforço era contra o jeito. Quem ja estava estabelecido estava quebrando.

 

E a evasao de cidadaos para o exterior era uma torrente ininterrupta. O que nem de perto se compara com a atualidade. Naquele tempo, quem tentava dar seus pulos acabava quebrando as pernas porque todo o movimento financeiro a nivel de povao estava estagnado. As unicas saidas para os brasileiros eram mesmo as dos aeroportos internacionais. Por mais que se reclame hoje, nao se compara com aquele tempo.

Somente cerca de uma semana apos retornar foi que minha esposa disse-me que no ultimo domingo que passei no BRASIl havia falecido dona ALZIRA COELHO PERPETUO (1943 + 2016). Muitos da familia nao a conhecem mas foi bisneta de nossos tiobisavos: EMIGDIA HONORIA COELHO e AMARO DE SOUZA SILVA.

 

Tia EMIGDIA foi filha dos terceiravos: JOAO BAPTISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO. E tambem irma do ZE COELHO e JOAO BAPTISTA JUNIOR. Dona ALZIRA nasceu e foi criada na zona rural de VIRGINOPOLIS e ao casar-se com o senhor ANISIO MARTINS DA SILVA mudou-se para SANTA EFIGENIA DE MINAS, onde multiplicou a familia.

Foi com pesar que recebi a noticia. Tive pouco conhecimento com ela. Visitei-a ha cerca de 6 anos atras por ter ficado sabendo tratar-se de prima nossa para entrevista-la e conhecer melhor a genealogia que nos vinculava. Mostrou-se muito receptiva e amavel. Agora fiquei sabendo que sofreu um cancer devastador, que lhe causava dores brutais e constantes. Tratava-se de boa pessoa e a BOA PAGA lhe seja entregue pelas MAOS DIVINAS.

 
Ao retornar trouxe um exemplar do dia do jornal ESTADO DE MINAS. Chamou-me a atencao uma reportagem a respeito do contraste entre a seca passada e a presente situacao. Na postagem as fotos de um dos reservatorios de agua da capital. A primeira, do dia 27 de dezembro, as aguas não passam de um risco cercado das imensa marca de terreno seco. Em 27 de janeiro boa parte da paisagem seca estava inundada, embora o reservatório contasse com apenas 20% de sua capacidade preenchida.
 
Uma coincidencia que observo desde meus tempos de juventude. Quando faço viagens elas vem acompanhadas de chuvas. Quando em 1977 fui a primeira vez a Brasilia todos se admiraram de chuva que caiu em julho, época em que se aconselhava colocar bacias d’agua nos cômodos das casas para combater o excesso de falta de humidade.
 

Claro, nao estou querendo insinuar que as chuvas que estão faltando ao BRASIL chegaram por minha presença e não em função do EL NINO. Mas nesse ponto também não posso deixar de mencionar que tenho sido abençoado. Curiosidade eh que ja havia escrito esse pequeno paragrafo e agora conversei por telefone com uma de minhas cunhadas no BRASIL. Ela informou-me que as chuvas nao chegaram com a mesma forca em SANTA EFIGENIA.

Falou-me da longa seca, confirmando que quando houve o problema da ruptura da barragem de rejeitos da empresa SAMARCO no Distrito de BENTO RODRIGUES e GOVERNADOR VALADARES e outras cidades `a beira do RIO DOCE tiveram quase que ser evacuadas, os municipios da regiao estavam enviando caminhoes pipas em solidariedade `as populacoes sofridas. Logo em seguida foi preciso fazer-se o racionamento porque a vazao dos corregos nao estava sendo suficiente para suprir as necessidades nem mesmo das populacoes locais.

Ela informou que atualmente o racionamento foi levantado mas as chuvas nao tem sido frequentes como eram antigamente e que o calor esta muito acima do que tambem era no passado. Nao sei se a memoria da presente situacao esta mascarando o que aconteceu em torno do dia 19 de janeiro de 2016, ou se realmente as chuvas so acompanharam os caminhos por onde andei!

 
Outra observação interessante eh a de que, atualmente, as forcas de dominação do ser humano por seu semelhante não precisa mais do uso da posse da terra. Muito pelo contrario. Pouquíssimos são os que possuem poder por causa do controle de terras. Ja ha algum tempo atras o metodo usado passou para o domínio da industrialização.
 

Agora isso por uma variedade maior de domínios. Todos eles dependentes do mercado financeiro, dos bancos, da tecnologia e, principalmente, meios de comunicação. Alias, as emissoras da atualidade levam ao domínio dos caminhos sob os mesmos métodos do passado. Se o povo tivesse consciência do quanto eh manipulável e manipulado, seria capaz de controlar seu próprio destino e as desigualdades como existem não mais existiriam.

Da viagem tenho ainda que recordar a impressao. Somente apos o passar dos dias eh que a gente percebe como a rotina do mundo nos ESTADOS UNIDOS desgasta a gente. Voltar ao BRASIL, ao conforto da familia, eh como encontrar a paz e recarregar todas as baterias.

THE SUICIDAL AMERICA/A AMERICA SUICIDA

outubro 5, 2011

CONTEUDO DESTE BLOG – ALL CONTENTS

0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/

 

*The present book will be available in English and Portuguese languages. Portuguese version underneath the page. Sorry folks, my English is not enough good to be considered from a real writer but is good enough for most readers understand the meaning of my writings.
*Este livro esta disponivel em Ingles e Portugues. A versao portuguesa esta abaixo da versao inglesa.

INDEX

01. INTRODUCTION
02. THE SUICIDAL AMERICA
03. A LITTLE SOMETHING ABOUT HUMAN GENEALOGY
04. WHAT IS BE AN EUROPEAN?
05. SOMETHING ABOUT EUROPEAN GENEALOGY
06. A BETTER FUTURE FOR OUR CHILDREN AND…
07. A PINCH OF IBERIAN PENINSULA GENEALOGY
08. CENTURIES AND PEOPLE THAT DESIGNED OUR COMMON HISTORY
09. THE BEGINING OF NEW YORK AND UNITED STATES
10. THE RAISING OF OUR NATIONS
11. UNITED STATES AND BRAZIL TOGETHER
12. REPUBLIC, INVENTION OF THE AIRPLANE TO THE WWII
13. A RELATIONSHIP OF LOVE AND HATRED
14. IN SEARCH FOR THE LOST PARADISE, A FAMILY SAGA
15. IT WAS ALL ABOUT FAMILY – MY SAGA
16. “THESE ARE THE BEGINNINGS OF SORROWS” Mark 13:8
17. THE PYRAMIDAL PONZI SCHEME
18. WHO IS WINNING THE WAR OF TERRORISTS?
19. THE DISCOURSE OF NETANYAHU
20. THE DOOMSDAY THAT COMES ON THE DAY AFTER TOMORROW
21. SOLUTIONS
EPILOGUE
01. INTRODUCTION

The present book can be the last one I ever write. Despite the name I am not planing to go. The reason for it be the last one is very simple. I don’t remember since when I have been writing things with been no paid for. I always do it for the pleasure of giving my advise with the intention of be helpfull to people I don’t even know and to my friends. Buy the way it is taking much from my time. And I have a life. A life everybody say is modern. And in a modern life you have to pay for everything that you uses. And even sometimes for things that you will never use. And I’m not talking about anything out of the essential. In today’s money it is not chip. And, time is it.

By the way, as a hobby that I got, many times I have been paying for it. As a responsible father I think I need sacrifice myself pleasure in favor of to construct a safe future to my offspring.

Just a mere coincidence I am becoming a naturalized American citizen. Probably, as the 1st of september, 2011 is coming fast, today is August 11, I will not be able to finish it before that. I don’t know if it will be good enough and for how many people that would try to dismiss what I have to say using the old excuse: “But he’s not American!”. But I see those things from the bright side. As a new American nobody can say that I am a allien with envy.

Another positive side is that, I may be a Brazilianist with insights that the natural born American can’t have.

It is not new to me but is always usefull know that, speech is “one right or freedom from the First Amendment” on our Constitution. Although freedom of speech is a right “of everyone living in the United States”. Does not matter if is or not citizen. And finally, “give an elected official your opinion on an issue” is one “way that Americans can participate in their democracy”. In my way of see things, give an opinion is our right in first place and, secondly, is also our duty. Everything is in the brochure: “Learn About the United States Quick Civics Lessons for the Naturalization Test”, printed in name of the “U.S. Department of Homeland Security [U. S. Citizenship and Immigration Services].

I will offer this advise to all elected official in our Country, specially the presidents.

But somethings must be clear and loud around here. I’m not a doctor of anything. I don’t know nothing but what I had experienced in my own life. The opinion which I will express in these writings don’t come from any institution or nationality. I am the solely responsible for to think and write. The responsability for read and understand will be not mine. So I will ask you reader to excuse me for some incorrectly use of the words that can drive you to any wrong conclusion. You need know that I came to our country only after my 35th anniversary, without knowing almost nothing of English. And what I know now come from observation and nor from schoolling. As I am  used to write in Portuguese language I know that, some small change on the words can meant a big difference on what you want to say. So disregard the meaning of big man if I write it instead great man. In Portuguese language we have the same difference. But you write “homem grande” when you mean big man and “grande homem” when you mean great man.

What I want to write in these book is something about History, economics, politics, migration, prejudice and pride. Maybe, something about genealogy. I will use also some of my autobiography. I will try avoid the citations of names when it doesn’t make the issue. Otherwise I will be glad to name the people who I want to be clear about whom I am talking.

Since I don’t know details from the History of other countries, I mean, I know something about de Worldwide History collectively but not details from the particularly History of much of the countries, I will need to use Brazil’s History, which I know the most, for do some comparisons. I don’t mean to compare United States to Brazil. But I want point out some events where both of them were close allies, or events where each one were affected by events on another. I think that, in some historical facts many other countries were together, under the lead of United States, but certain details are out of my reach, even belonguing to Brasil itself.

My intention is organize my way of thinking in separated articles. Each one about a different issue. I will try to post it in a chronological events order. So, any reader can read the articles separated. But the meaning of everything shall be perceived when you read the articles altogether.

     Some who read these book shall be feel offended by my opinions. It does not come from my will. These is a problem from the human nature. Some people just cann’t allow others to think different of them. They just think the world in their mind is the best one. So, everything that appear to contradict it should be treated as abomination. I cann’t controll their feelings. I try to controll myself feelings letting them have themselves opinions although I donn’t agree with them. If they want to reasoning with me in a civilized way I am totally open to it.
     Some of those people will try to assume that, I am writing something for to harm United States. Maybe they will think that, I am part of a plot, like on some theory of conspiracy, to weak American image before the world. I am writing these before anyone read and get on such excuse to say specific that, I totally believe in truth. I don’t think any truth is made for harm. What harm is see the truth and deny it. What harm is see the truth and not take the responsability for it. Those who see the truth and assume their responsability on it are the ones who are dignified by respect.
     By the way, I get two big reasons for not try to harm United States. The first one is that, I am a Brazilian born. If somebody think I am writing to harm United States is because also think I would do it for, I don’t know in what way, benefit Brazil. For those who don’t know about the relationship that does exist between Brazil and United States know that, Brazil have a monetary reserve of about 320 billion dollares. And it is its only safeguard for any eventuality. Two thirds of it is invested in American Bounds. To harm United States would be the same as to do it to Brazil. Brazil is taking a serious risk to help United States on its moment of difficulties. If United States goes down, almost certainly, Brazil will be in trouble too. I wouldn’t do the same as Brazil is doing if it was not for family or great friendship.
     Another reason in my favor is that, I fathered two kids. My only ones. They are born and lives in United States and I never told them to be more Brazilians than Americans. I don’t put preasure on none of them. If on any day they feel like to choose between one or another country it will be their decision, not mine. What I want is the best for them by their own choice. As I would never harm my children I also have not intent on harm their country.
     Particularly, I think the better way of we solve our problems is get together. Peoples and countries. Until now, what we have been told is that, we need to compete because it will make us the best. I totally disagree on it. To compete impose that, some will be harmed in some way. I am in favor of team work. Everybody work for it. Everybody get the prize. Any time you compete you don’t get the best prize. When you are competing you expent to much energy doing things that harm yourself. If these energy wasted from both sides be used for do good things, the prize will always be doubled or tripled.
          02. THE SUICIDAL AMERICA
     This chapter will not obey my will of put things in a chronological order. But it will explain the name on the book and capture a similar issue present as a Public Health problem in modern American life.
     I use to hear 90.9 FM, Boston University Radio. Every time I get in my car I drive hearing something useful. It can be international or national news, shows about music or simple interviews. Usually they interview authors of best sellers books, movie producers or anything else linked to culture. And I love it.
     I have a long history learning from them. No longer after I came to United States I discovered the 89.7 FM Public Radio which transmit almost the same content. It helped me learn English, because they speaks in a good accent, so we can pick up it word by word. And I have interest in learn much of the issues showed on those radios stations. My only regret is that, along all those year, almost 17, I never had money to contribut with those Radios.
     Well, just by coincidence, recently I heard a show of interview about de suicide problem in United States. The interviewed was a doctor who wrote a book about the problem. Unfortunately I didn’t had much time for see everything. Not even learnned his name. I got only some importante information. So I looked for some more informations at the site of American Foundation for Suicide Prevention – AFSP.
     The statistics are some kind of shoking. The last data is from the year of 2007. About 34.000 Americans lost their lives in that year in suicidal attempts. It is the “11th leading cause of death in the United States.” “Suicide is the fourth leading cause of death for adults between the ages of 18 and 65 years in the United States (28,628 suicides).” “Ninety percent of all people who die by suicide have a diagnosable psychiatric disorder at the time of their death.” “There are four male suicides for every female suicide, but three times as many females as males attempt suicide.” “There are an estimated 8-25 attempted suicides for every suicide death.”
     We got many more interesting information about the problem at the site such as, “suicide is the third leading cause of death among those 15-24 years old”,  but their conclusion was that: “Studies indicate that the best way to prevent suicide is through the early recognition and treatment of depression and other psychiatric illnesses.”
     Learning about the problem through the interview on the 90.9 FM Radio, things doesn’t look so clear as the statistical numbers from the AFSP. First of all, the interviewed doctor let it clear: nobody knows exactly what drive people to suicide. They had a theory which say that, it come from the preassures of our times. Would be something linked to modern times. In opposition to it he pointed out that, a indigenous tribe in Amazon Region laughted when they knew that, suicide is a problem in America. They couldn’t understand because never knew none among them who took such idea. For them, suicide is a tabut.
     When the argument that in their primitive stile of life they probably shouldn’t have the same kind of preasure as in modern life came out, it is not so easy to have foundation in truth. The tribepeople is in the edge of existence. They get frequent tropical deseases. Their infant rates of death is about 50%. At the end, they got so much preasure as a New Yorkian. The difference would be that, New York offers much more ways of fun things to do than the entire Amazon River Basin.
     The doctor author interviewed said, not only that specific tribe but observing the humanity as a whole you can detect amazing endurance in people that live in the edge of life too. Why shouln’t the same be truthful for the now most successful societies in the world?! Suicide is not a problem only for United States.
     I don’t know if the interviewed doctor told anything about the relationship between suicide and genetical tendency. The data from AFSP doesn’t mention it. When I was living in Brasil I remember such mention. I don’t remember from who it came, but looks like some families have the problem with more frequence.
     On the interview the doctor also said that, often you know some fact that end triggering a suicidal attempt but you don’t know the origin of such will. He also said that, even suicide be a problem bigger than assassination you don’t see it in the news. Asked why it is happen, he wasn’t sure but offered an explanation. In assassination cases you have a clear vilain and a obvious victim. So, is easier to work with such news. I am not so sure about it. As hard is to sale the news of a suicide it a bigger problem and then it should be more important the public know the truth. But looks like even to our more advanced culture does exists something that are tabut. The suicide victim can be ourselves image and ourselves likeness.
     What amazed me in the AFSP report is that, they calculate in “8-25 attempted suicides for every suicide death.” So, it mean that, there are between 272,000 and 750,000 attempted suicides each year in United States. This is a big number! But if it is true, I am not convinced that it translate the whole truth. I am in doubt about some part of American population be affected by the tendency for suicide. These selfdestructive behavior is manifested through the prejudice shown by the Tea Party, KKK, Neo-Nazis and sectors from the Republican Party.
     Maybe, such behavior is unconscious and unintentional but bring the same result as it was. Those mad people don’t realize how their attitudes are driving United States to selfdestruction. I hope my concerns help them to reconsider their positions for the selfdestruction don’t come to happen.
     In my poor point of view I think assassination and suicide are part of the same problem. Those are result of frustrations. The different response come from the person be more egoistic or altruistic. The altruistic prefer to attempt against his or her own life. The opposite is verified on the the egoistic person. Case apart must be considered the “suicide bombs” because their are manipulated before they do it.
     The doctor also said that, whatever the number of attempted suicides come true it doubled the number of assanations. Yes, in United States the assassinations are more frequents than others industrialized countries. And, not matter how big this number is, suicides comes in doubled number.
     Now I have to assume some speculation. Is that all? And if, only if, is something much bigger than that? If part of deaths ruled as accidents is not but successful suicidal attempt. I am not thinking only in car accidents. You know. Most of deaths by car accidents is ruled as consequent of high speed. So, as it is well known as cause of death, why so many people still driving above the speed limit in every and each high way?
     Why should people keep smoking knowing that, it is a factor of risk to their health? Everybody know or heard about the polution problem but why only a small number of people is taking from their lives some modern comforts that result in polution? Is well known that, if each person in the world start consume like an average American we would have nowhere to extract goods for everybody. Then, why it is not enough to people to understand that is something wrong in our way of life and it need to be rethinked? Why so much resistence against the cleaner technology? All of it and many more issues couldn’t be ruled as attempt of suicide?
     I really mean that. I think does exist two types of suicide. One you could call by Acute Suicidal Syndrome. This is the one the interviewed doctor and the AFSP told us about. The other is a Chronical Behavioral Syndrome. This more like, I know I will die someday, then I want it but have no guts to do it quickly, so I better take some risk measurements that will end at where others do it quickly.
     I think such type of syndrome is present in people like George W. Bush, at those who controlls Wall Street etc. I am in doubt if the same behavior still inside the White House at the Obama administration!
     What they did and are doing looks like a cowardish type of behavior. They don’t want a peaceful life for themselves. So what they do is make others life an inferno. Looks like they think like that, if I have to go is better take everybody with me. Alone I donn’t want.
     I don’t blame nobody for to be in a suicidal mode. I think every and each one of us have it as secret plan B for life. Most just will never use it because life goes as it can be and not like we want. If I would say one word to those in these edge I would say that, Not matter how big your problem appear to your eyes if you take a time it will disappear by itself. Think about one problem you had 10 years ago. You probably not even remember it was there anymore. But if you attempt against your life and be successful on it, is a decision you cann’t repent for take because it is a non return decision. Never take a definitive decision in times of crisis. Nobody is perfect. A bad judgment can make you create a big problem from a non problem situation. Just be more pacient.
     We can take some interpretations about the numbers shown at the data from AFSP and the general causes of suicide. Those conclusions are not from academic research based but it from myself observations of modern life. In my point of view the primitive societies were adapted to conditions the world offered to it. Its ideal were look for happiness. Happiness can be found in simple things from life, like family, friendship etc. “Pursuit of happiness” is one answer for the question: “What are two rights in the Declaration of Independence?” of United States.
     Actually, our society is based on to have things. People are looking for to have their whole life. It includes to have another people for them. For that, they sacrifice the simple things in life and never find satisfaction on what they are doing. Like that, the depression comes inevitable and what is happen later is only the consequences.
     Maybe it explains why so many more women attempt suicide. Despite of women emancipation in the last century we still living on a macho oriented style of life world. We need to understand that men were competing against each other since thousands of years ago. Women were always among them but nature put us on the front of all risk. And we learn to be more aggressive, sometimes, irrationally aggressive. Because of that, reasonble women can be in more distress in such manly oriented world.
     Usually, the lay person attribute to ancient people or to non educated at school people some kind of inferiority. The lay person look at those people and think how their lives must be! They walk instead of drive a car. They don’t even have electrical devices or watch tv! Their lives must be so out of context! But what they lay person don’t know is how much more the “primitive people” giggles and laughs. How much more they take care of each others.
     We think that, the life we are having now is the best one since the rise of man in the face of Earth. The problem is that, so much of advance should be translated in more time for fun, more time for love and, specially, more money in the wallet of everyone. But what we are always getting is more and more bills to pay, less and less quality time with our family. So, like that I don’t think we are really in a way to Heaven. We are more in a way to doomsday.
     In a posterior chapter I intent to record something about some non schoolling educated people and persecuted non documented immigrant had proved wrong those unfounded in truth modern conceptions.
          03. A LITTLE SOMETHING ABOUT HUMAN GENEALOGY
     I heard from a lay person that, “you are relative of somebody only until the fourth degree”. To me it is a little complicated to explain on exactly words in English. But she did mean something like that, You don’t need to consider as relative your cousin if yours common ancestors are from your greatgrandparents generation or beyond. I don’t know from where she took such wrong idea. She mentioned something about religion, which I believe in a possibility of mistake made, or medical source, which I doubt. The reality is quite different.
     I have studied the genealogy of my family. So I got some good idea about what I am about to say. And I am a medic veterinarian by train and have a degree from college as animal doctor. One class that I got in trouble were just one that workes with, translating from Portugues language, Animal Development. Is something involving genetics and teachs how to make cows produce more milk, chickens lay more eggs, etc. Yes I had some trouble to complete the course because the math involved and I never was good in memorize formulas. I always felt more confortable rationalizing the problems. Getting in trouble in these case doesn’t mean I didn’t learned. Sometimes we learn better when we make mistakes but revise what went wrong. Well, I did it.
     Long ago before time some facts were truthfull for genealogy. Although genealogy wasn’t even thought. And when it came to be observed by some people many mistakes were made. Even today the first thing you think you know about genealogy is that, you come from that family with your last name. This is one of the wrong ideas the lay person have about it. Usually, your last name come from your father, who inherited it from his father and so on. So it is true only if you are thinking about what we call paternal lineage. But genetically it do mean little, sometimes, nothing.
     We know that, half and a little plus of our genetics come from our mother, and the rest from our father. Then you have to know that, If your greatgrandfather was marriaged to a woman not related to him, your grandparent will be practically half/half. If your grandfather were marriaged to another woman also not related to him, your father will be one quarter of whatsoever your greatgrandfather was. Then, if your mother is in not way found related to your father, you will receive only 1/8 from your greatgrandfather, although you can still have his last name. And you can pass it on to your children, and children of children and so on. Although your gradchildren could get almost nothing from your greatgrandparents.
     If you are a lay person, probably you now that, you have a mother and a father. And also, each one of them have a mother and father. So you got four grandparents. What you expect is to get 8 greatgrandparents. And the thing goes on. From each generation before yours you should doubled the number of your great-great-great… So if you are up to do a little exercise, then pick up your calculator and multiply 2 X 2 and keep multiplying the results by 2 for 33 generations. If you be persistent on that work you will learn that, on the 33rd generation before yours, you are supost have 8,589,934,592 great-greats. Too much for you? From the next generation your big number is more than 17 billions. And so on.
     The time! Time is more than precious. If you calculate for each generation an average of 30 years, at the end of 33 generations you will find roughly 1,000 years. It mean that, one thousand years ago you are supost have more than 8.5 billions of 33-great-grandparents. And it only from the generation number 33 not the adding of all of it. Now I say it to you, If you don’t have each and every one of those places fill up by some of your ancestors you don’t exist. And you who know something about the existent population from one thousand years ago shall ask, But how!? One thousand years ago we didn’t have people enough. Even today the whole population in the world is less than 7 billion people!
     That question get a simple answear. It is because some of your 33-great-grandparents are your ancestors over and over again. Some are probably millions of times and it is why is possible you be, despite of have so inferior number of ancestor than we should expect.
     But the extension of the problem is greater. If you do the opposite calculation, you will get the same numbers. What I mean is that, suppose you have two children. And each one of them have two children. And your four grandchildren have two another children for each one, and so on, for about 33 generations. You are expected to get 8.5 billions and plus of descendants just from that generation. It mean that, if you were born on one thousand of years ago, you were supost to have, at least, such number of offsprings. But, as does not exist enough number of people on Earth, where they are?! It is simple to answear.
     If your grandchildren, instead of marriage to someone else out of the family marriages to each other you will have not 8 great-grandchildren as expected but only four. I meant, if you have two grandaughters and two grandsons. To you get the expected number, they must have four children for each couple that they formed. Each time a cousin marriages to another our multiplication is expected to decline. When more generations come to pass and cousins marriages to cousins repeatedly, the average number of children to keep the expectation of your offspring is greater and greater. In some cases some couple had to have thousands or millions of children and it is not yet a simple task for human beings.
     The truth is that, not only your ancestors fill up repeatedly the places as your ancestors. They do the same to an enourmous number of another people. They are more or less cousins of yours even if you don’t know them. Let me say that, even if from one thousand years ago you have 10,000 couples as ancestors, which is just a fraction of we should expect, you can be in such kind of genetical trap. It is because your 10,000 couples of ancestors would be already close relatives. What prevented us from be extinct as especies were migration and multiplication without limit. Today, solely migration and marriage between different gentical lineages is the best way to keep out our species from extinction.
     If you want to simplify things, then know that. If 300 years ago, on the tenth generation before yours, one 10-great-ancestor couple had 10 children and everyone got marriaged, and also got 10 children and so on untill your generation. Then none of the offsprings from them had marriaged to each other, they were supposed to have 10 billion children, only from your generation. It is that cool?! As the people back then had as much children as nature allowed, we are suppost to have at least a couple of common ancestor from that generation with every and each one of our neighbors.
     But the thing is not so simple. Not everyone back then got so many children. Many of our uncles and aunties never had children. Even so, we expect that, all couples back then who had some children who got marriaged and had their own children until our generation must be great-grandparents of  thousands, maybe even 1 million people. And I am not talking about any polygamist person.
     Then, when some site of genealogy announces that, some personality found to be relative of some historical person through its site is because it is using the popularity of the personality for take advantage of the obvious. If you go after your ancestors, even don’t feeling like you are somebody of respect and, naturally, with some lucky because many of our ancestors didn’t have their records well done, you probably will find some historical figure as your ancestor. And then, the people from nowadays whom is said to be personalities are probably your cousins. Somebody once said about my family: “We come from the blood lineage of kings and kings come from our blood lineage.” It is absolutely true for all of us.
     And it is one of the reasons I start to study our genealogy. I am not exactly interested in identify kings in my list of ancestors. I am interested in history itself. Then when I find any personality as my ancestor I will be more interested in to know about his or her history. And it should be considered usefull to anyone nor for some.
     People use to say that, “History repeat itself over and over again.” I don’t think so! History can’t do nothing by itself. People repeat their mistakes over and over again because they ignore History. Know History is not a hobby for eccentric people but an way of selfdefense to people.
     Another reason that make genealogy important to me is that, the medical implications it means. Despite of we know so much about genetics in our days I think the consequences from our close kinship to most of humanity have been largely ignored by the governments. So I do think people should know better those things to prevent some future collapse of our society. Since we learned that we can’t keep having to many children as our ancestors did because our planet is limited we need to try avoid to have children with preventable problem. Our ancestors could have the luxury to have as many children as they preased and nature permited because some took care of others but if we have one healthier and another lack health, the problem will be greater in such small family. And if two children from the your family lack health?!…
     So, when somebody say that we are related to another people for about any number of generations is because he or she don’t know nothing about genetics. What is happen is that, our lives is too limited when we consider it by the space of time. Then we have the privilege to know such a small number of generations of our close relatives. Sometimes we consider more some people less related to us as relative than others more related because we are driven by the wrong idea that, relatives are those that we know.
     Based on what I know about genetics and animal management I could say that, human beings are more like a poultry bunch.
     And I say it consciously. Most people don’t know how ours scientists got to the poultry lineages that lay eggs and produce white meat for us today. What they did were that, selected the ones that naturally already laid more eggs or grow meat more quickly. Then they crossed the more productive to each other. And they repeatedly did it time after time for years in a roll. They even did it crossing mother to its children and father to its offspring.
     After they got what they wanted, it is, a lineage that laid more eggs or grew meat more quickly then started to commercialize it. But they have some secrets. They developed at least two lineages for each blend. So what you get on markets is the crossing of the two of them. Then if you try to start your own business from the chickens you can buy alive, it will not be productive as the original is. Unless you do a knew research which will take more time and money from you. For you have your own business in this area you need to partnership with them. And in this case you will do much of the work and them will share the money you made. It is business as they say.
     But what this kind of research also brought to our poultry bunch is that, it’s largely more susceptible to deseases and genetics problems. Also the management the chickens are submited, with so many in a small space, can make they spread the deseases to each other in a blink of eyes. So that is why our poultry bunch need many vaccinations and antibiotics added to its regular food. If you go to a farm that produces chicken eggs or meat you will be asked to use an appropriate garment to protect their business against contaminants that you can delivery, even not been aware of nothing.
     As our knowledge about genetics advances we learn how to read what is written in our DNA sequence. And, just after the first researchs, the scientists were amazed by the similitudes that does exist in the DNA of each one of us. Doesn’t matter if you are an Inuit, a Caucasion, a native South African or aborigene from Australia. We are more like poultry bunch in our DNA.
     If is that true, why we have so much differences on our appearences? I may have one explanation for these. In our primitive lives we were trained to look at the differences. To look at our similitudes was not so important. It is related to our enviroment. In Brazil we have an example of it. Some plants were used by peoples as basis in their diet. The Orientals had rice. The Middle Easterns got wheat. The North Americans through the Occidental South Americans got corn. And the Brazilians have mandioca (Manihot utilissima).
     It is a root like potato with more fiber and plenty of starch. We have many ways for cook it. And it can be delicious. But the plant of mandioca have its identical twin. Brazilians call it mandioca brava. I think we could call wild mandioca. The wild mandioca have one of most effective venoms in itself. It got the cyanide. So a little bit of the plant in your stomach and you will be history. Then know the difference between it was a question of life and death.
     Mandioca can bring a large amount of food to your table in a cultivated small area. Even the good mandioca can delivery enough syanide to kill anyone or anything that eats it. The good news is that, cooking it evaporates the poison. Brazilian use to feed their cattle with the natural product which is poisonous. But was learned that, if you slice that potato and expose it to sun light it will be clean. So it is done before the cows eat it.
     The most venomous part of the plant is its leaves. But a cleaver group of researchers developed a food supplement in there based on mandioca’s leaves. It is used to enrichment of poor in nourishment foods. A small daily quantity from this supplement in a nutritional inadequate food can quickly deliver good healty to malnourished children. The secret is just to take off the venom before it becomes food.
     And it all were learned from the called primitive native Brazilian. Now I can see a relationship between the mandioca leaves and undocumented immigrants. If you try to look them with less prejudice you can take off what you think is venom and could make from them a glorious future to United States. Although, I am sure about that, the venom is in the eyes of the people who got prejudice in themselves and not in the undocumented immigrants themselves. Later I will talk more about this issue.
     The prejudicial people were intelligent to detect their differences in the faces of others but not enough to learn separate what is different for bad from the difference with not malice.
     All enviroment had so many others examples of such things. People everywhere had to look carefully at the landscape before get out of their caves. Predators are known for to merge to the enviroment and not be detected. Who were not able to look hard at the differences probably had not any chance to pass enheritance to us.
     So the problem is not because we are so different from each other. Sometimes, back in Brazil, I was often mistaken by my cousins. Even in United States is common people look at me and to think I am an European American from old times. These can be like craziness but I intent to be back to these fact. My close relatives and frieds that I had in visual contact for long time never mistook me for somebody else. But those who had occasional contact just kept doing the same mistake. Even close relatives with less contact did it.
     It can be easily verified by parents who have identical twins. If they are identical how to make the difference from one and another? Minimal difference are the answear. You need to have all of your sense in alert to look at those. And it is a natural sense to anybody but you can be trained to enhance your natural sense. Depending on the culture you live on it can be largely used to drive prejudice against the differences. Prejudice is not a natural or rational sense. It is learned from devious cultures.
     Maybe, some dislike on what is different is not an intentional prejudice. Is just a natural reaction learned from millennia. What became intentional prejudice is the person start fight against reasoning. I mean, when you start see your skin is different from your neighbor and you know that, it is not any sign of danger but you accommodate on your first impression keeping the warning sign on, even start taking actions against your neighbors as they were really theating your life or your possessions.
     By the way, collor of skin is something linked to the enviroment. You have dark skin because of your ability to live on “caliente” tropical and equatorial enviroment. Is just a protein that almost all of us got the skill for produce it. Is called melanin. It works as a natural sun blocker. Lighter skin only mean that you had ancestors who lived long long time in a less luminous enviroment. Then they were selected by nature to let more sun light come through their skins for that they be able produce D vitamin.
     The problem is that, sometimes a good thing have some collateral damages. If somebody got pale face together with blue eyes and think it is a great advantage, can slow dow your horses. Blue eyes mean not melanin in your iris. Maybe it don’t make your vision bad but can bring you earlier cataract, if you have the tendency for this illness, if you be exposed to more sun light than you deserve.
     If a lighter skin people be submited to an hot enviroment for thousands of generations and the selection be natural, at the end of it every and each of their descendant will have a darker skin. The same is true if a people with darker skin be submited to conditions like in the North Pole. If they refuse to evolve on the apropriated way, they will be history. Unless the darker skin find another source of D vitamin like in pills and the lighter skin people start using a natural sun blocker. Otherwise the lighter skin have to have their activity only at night and sleep on day light.
     The prejudicial people are clever enough for see differences but not enough clever to be or to make the difference. Later I may get back to this topic.
          04. WHAT IS BE AN EUROPEAN?
     Probably, even Americans know that European is someone who was born in Europe. Even they don’t know exactly what or where Europe is. I am not say it by myself but just making fun of myself as it is wild spreaded the American geographical ignorance around the globe. But I am not only talking about the people who live in Europe today. Maybe I should name this chapter as, From Where Did The European People Came? This is a most interesting question.
     Fistly, not only European but the Human race came from Africa. If you don’t believe and can prove this theory wrong you probably will win the Nobel Prize just after you turn public your new knowledge.
     Sometimes I saw people screamming against this and others scientific theories because dislike or it appear to contradict their old religious beliefs. But I also saw the same people watching tv and believing that, some images were generated in Japan and almost instantly can be watched in United States. They also are capable of believe in doctors taking your heart from your chest, doing some surgical procedure, and reimplant it for you get another chance of life. Does not matter. Those things only are possible today because the long time gathering of knowledge scientists came up with.
     I know very well that, scientists make mistakes every day. I don’t have issues about it. We all make mistakes. It is in human nature. The problem is when somebody make any mistake and don’t learn nothing from it. And it is one reason we need some of us know better about human history because tracking all mistakes maybe you can try to avoid repeat it. One good example of it is that, in United States the population was learning to let go prejudicial feelings but looks like this illness were able to reinvent itself and rapidly overcomes the good will of part of the population. It is back now. And is more strong than ever.
     So, is really convenient believe in some scientific sayings but not that, all human beings had their origins in Africa. And that, every and any human being is close relative to each other. I don’t know what drive people not believe in such things but I am pretty sure have a big amount of prejudicial feeling on deny it.
     From Africa came not only one species of human being but many. But anyone else besides Homo sapiens sapiens is now extinct. The scientists attributed our endurance to our ability of adaptation. Adaptation can be translated as capacity of to solve problems. Not exactly as in math but is something like that. Sometimes it does not depend on our will. For example, it is happen when we encounter an epidemic situation where some new illness take down most of us but some survive because those got an inherent defense against that bad agent.
     Then the survivors pass on to their offspring that ability. We are plenty of examples of adaptations inherents to human beings. We live almost in every type of climate on Earth and it is possible only because we are able of modify our body accordling to each different ambient. But we need to say that too: “Slow down the stand because the saint were cast out of clay.” Its just a Brazilian saying for be careful and make no mistakes. Some adaptations need time for be effective and nobody is prepared for every sudden big change.
     Let’s though be back to our issue. From Africa all of us came. And some migrated to an area between the Black Sea and the Caspian Sea. That region is called Caucusus. And this first group of people who made their dwell there is called Caucasian. Caucasian thrived there and probably on nearby areas untill 75,000 years ago. Around this date is well known that a supervolcano erupted in Indonisia. Scientists are not sure if only it or something else were responsible for start a new ice age era.
     Scientists theorized that, the supervolcano erupted and launched so much dust and gases in the air that it blocked some amount of sunlight. And the polution stood on for an enough time to down the average temperature in Earth for some years. And it drove nature to keeping making snow but not melting it. When the atmosphere were clean again the sunlight returned but it were deflected by the now bigger Earth’s white surface. We know that, white sufaces reflects light, dark surfaces absorbs it. So Earth entered in a vicious cycle with no return.
     Down the temperature went. More snow came. Bigger the white surface becomes. More sunlight was deflected. Then the winter’s time went longer and colder. At 70,000 years ago the scientists can measure a clear sign that Earth was again in a new Ice Age. Cycles of lower and higher temperatures left their signatures on Earth’s landscape.
     Our planet is just like a book with layers of sediments as pages. If you don’t take dust out of your house for one entire year you can imagine what will be at the end of it. Earth also works in the same way. What happen on its surface for thousands of years transforms in sediment at lakes and ocean’s bottons. If it be for long time under pressure can become hard as a rock. And the layers can be distinguished from each other depend on the climate where it was formed. And each time it were formed can be measured by some atoms present in the material.
     So as the planet became colder it made food less available to many animals, included human beings. We were in a brink of extinction. Some scientists once says that, they calculated around 1,500 people or so alive just a little time after the supervolcano erupted. Today, some wild animals are returning from this condition with the help of animal protection foundations. Human beings at the time have not protection besides themselves adaptability. But they also used some of intelligence.
     Now you have to learn a great lesson from it. At that time we had at least two Homo Sapiens sapiens lineages, the pure African and Caucasian, struggling to keep life going on in Earth. Even the Neanthertal culture managed to do it so but not for too long. It just proved that, some of us, does not matter our genetic background, are made to be resiliant. And all of us who live today in Earth are simbols of this resiliancy from our most ancient ancestors.
     But, everyone of us must think about it and try to answear this simple question, If such kind of disaster strick us again how would you manage to keep your life and pass on to your offsprings the prof of your existence? If it happen again I must say that, probably, more than 90% of us will not survive. But the only way to try to keep your own genes around for the next million year is to give this counsel to your kids: be the most diversified as you can and teach your children and children of your children do the same. Stay in love with diversification and put any racial prejudice you learn from your ancestors behind you. To be racial pure is to take a disnecessary risk.
     Rather than say if I better should say when human being get back to a situation of near extinction the first victims will be the poultry bunch. Unfortunately, the scientists already know that many of enormous disasters that happen in the past will be happen again so it is not a question of if but when. And this answear nobody knows. When the poultry bunch be forced to live from what nature brings it will not be able to do so because the modifications that scientist did on those animals made it totally dependent on human beings. Is possible that the same come to human being himself because now almost everybody is not linked to natural conditions anymore. For the worse, a disruption such as an eruption of a supervulcano can alter nature itself in a such way that a feel natural things can survive for keep sustenable life by nature.
     From the North Pole came a big wall of ice. As layer after layer of snow gathered there it became too heavy. Then the preasure made the glaciation walk down in direction to subtropical places. In a sloth’s paces, year after year after year, it was gaining the landscape. Human beings were clever enough to know that, they had to look for shelter in a warmer place. And they were driven away southbound direction. And the population were divided in groups that ended in South India, probably in Middle East, and along the road through Iberian Peninsula. Basically it means Portugal and Spain.
     Let me now just take by loan from the Webster’s II New Riverside Dictionary – Revised Edition – the definition of Caucasian: “Of or being a proposed human racial classification distinguished by light to brown skin color and including peoples indigenous in Europe, N. Africa, W. Asia, and India – n, 1, A native or inhabitant of the Caucasus. 2, A member of the Caucasian racial classification.”
     What’s wrong with such definition? Firstly we now know that human being can not be classified by race. Yes! For we divide human being in groups of races we need certain amount of differences accumulated on some group and it can be verified in our DNA, but doesn’t have enough differences in it. We are just too similar, like a poultry bunch. Color of skin can’t be used in our case. Skins in Caucasians is not distinguished by light to brown skin color. If you get to some places in India you can verify that, their skin very from light to black color and don’t end in brown.
     Another thing, Caucasians were the first inhabitants of North America and their presence in here is measured from, at least, 17,000 years ago. And it is one of the big mistakes scientists made along History. The old ones theorized that human being was not able to come from Asia to America unless by foot and around 7,000 years ago when the meltdown of the Ice Age made a natural passage from Russia to the Great Plains in United States. Then they theorized that, those classified as Asian people was the first because in Americas after Europeans arrived had only Asians around.
     But now is wild known that, long before, Asians Caucasian had been here. But is possible that, Caucasian in North America became extinct even before Asians came. Nobody is really sure yet. A mega fauna which did existed in North America at the Ice Age was also extinct. Sabre toot tiger, mammoth, gigantic slots and car size armadillos were present in North America untill a catastrophic event happen swipping up the big fauna. Man could be among those. What we know for sure is that, man was here many thousand years before we had the passage between Asia and North America open. And Asiatic people could be among them.
     Another thing is that, the characteristics of Asiatic people starts to show in the records only from 25,000 years ago. What it suggests is that, they came from a Caucasian family who once lived in Mongolia. From there they multiply and took over Asia, Pacific Islands and Americas. Japan is a good example of both presence. The completely Caucasian people lived there untill 2,000 year ago when the Asiatic came. Even in the begining of the XX century had a small population of native Caucasian there but they were absorbed by the bigger number of Asian looking people.
     One more extra information. The first South Americans were not Caucasian nor Asian. They were African like people. It is shown in a skeleton found in Santa Luzia City, Minas Gerais State, Brazil. Older than 10,000 year, this fossil was revived through forensic techniques and had the face of Africans or Aborigenes from Australia. And if you take a look at your Mapa Mundi you can imagine that, If ice was so present at the Northern parts of the Globe is possible that it could be even more present in the Southern parts. It is because, at the North Pole you don’t have any land but in the South Pole we have an entire continent.
     Old scientists appear to tend ignore how resourceful any human being is. So they don’t like to imagine anyone from more than 10,000 years ago been able to navegate long distances or use the ice edges to do it. But the edge of ice around South Pole could be attractive to Africans because its plenitude of food. At the Ice Age it was much more close to South Africa and people from there could navegate to the edge of the ice cap and by just following the food or by accident ended up in Australia and South America.
     But in certain times of the years the climate were not welcoming to human life, so they had to migrate northbound. And it could explain how Aborigene Australian got there or in Brazil. And they walked far far away from South Pole. I can indicate a page on Internet for you make up a better conclusion. It is: http://www.andaman.org/BOOK/chapter54/text-PedraFurada/text-PedraFurada.htm. Is about the work of professor Niede Guidon in Brazil. It explain what evidences are that man inhabits South America before 36,000 years ago. Maybe 50,000 as professor Guidon believe.
     May does exist other possibilities how to explain the presence of human beings in South America in times so prior than we are used to believe. If you look at the map you wont see exactly what was 50,000 thousands years ago because the small islands were bigger and the space between continents was smaller. Even so, the distance between it would be enormous to travel by primitive boats. Although the distance between Brazilian Northeneast and West Africa is the least, I think that, the travel via Southern Atlantic was more likely to happen because ice would help as reference to where to go.
     Let’s though be back to our main issue in this chapter. Around 40,000 years ago Spain and Portugal was the better places in Europe to people live the entire year despite the cold. The same group of people found their way across Gibraltar and dwell in North Africa. At that time, they were living in the rushest stage of Ice Age.
     So much of water were transformed in ice that, at the edge of the glaciation in the line of New York City we got an wall of ice one mile thick. The line which comes through New York also pass on Portugal, Spain, Italy and over Greece. Since were much less liquid water around, the ocean’s level was much lower than today. So around about today’s shores had no water. To see the shore line in some cases you would need to walk more than 100 miles into the today’s seas and in dry feet.
     Even the Black Sea didn’t exist at the time. It was because the Mediterranean Sea was so lower that the communication between it was cut. What we had on its place was a much smaller body of sweet water. It was fed by the rivers around it. As the atmosphere preasure is higher in lower places and it turns to an higher temperature, in that time it could be a good place to live. But a good part of dry land in that Europe is now the botton of its seas. So is possible that, some evidences of existing at the time prehistorical primitive civilizations can be found if we dig in at seas bed sediments.
     So, from 40,000 to 13,000 years ago, Europeans were living on only at its southern parts. Around the year 13,000 ago something happen and the ice starts to meltdown. Some scientist theorized that, some iced deposit of gas at the ocean’s botton must have been ignated by a smaller volcanic eruption and it boiled at the botton of the North Atlantic. It produces to much CO2 and it have the ability on to absorb heat from sunlight to warm out the atmosphere. Then the glaciation start to move back to North Pole direction. 10,000 years ago, the big fat European family start to migrate again. Now their movement was northbound.
     Now use your imagination and make the links. As human beings are able of multiply themselves like I wrote before, I mean, just a couple having 2 children, who get 2 others each and so on untill the 33th generation, then it could become 8.5 billions in just 1 thousand years, you must understand that in Iberian Peninsula the European were sheltered for 30,000 years. What you expect from it is that, The first group that went there were at least close relatives. But Spain and Portugal together, plus some area under the sea, are not so big and not too small. That group must were organized like a tribe.
     After a while they probably were some thousands of people and still cousins. But as their numbers were added they must subdiveded themselves in others tribes. Although they stood close relatives and cousins it is inherent to alive beings have what is called variability. One practical example of it is that, my parents had nine children. Then each one of us, even having much of similitude also, have our differences. I am taller than everyone else. Some are short. My skin is an European like color and one of our brothers have darker skin. Some have curled hair and others waved. Some have dark and others brown hair, although as children the last ones were clear blonded hair. If we look at each item from our bodies we can see multiple combinations.
     Lets though imagine that. Our parents were kings and decided to divide the nation in 9 kingdons and each one of us would become new kings and queens. More, if in the division of that kingdom the king stablishs that, the people from the old kingdom would be divided by its looks and the most look alike to the new queens and kings should follow them by their own similitudes with each new sovereign. In this case, the tallest, more European looking, waved hair etcetera had to follow me. And so on to the others.
     Imagine though if we stood separated not by a generation but for thousands of years. The descendants of each one of us are expected to be more like ourselves but what should be most visible should be our differences. It should be a shocking meeting again in a reunion of our descendants. Some could never seen another people so taller in their whole lives. Others should never seen people in a such kind of dark skin. And as I said before, the differences could immediately sound the alarm to many. Remember, we are conditioned by nature to identify first the differences and to link it as warning of danger.
     A part of it was just what happen to European people. The History didn’t flow like that because about 10.000 years ago the people sheltered in Iberian Peninsula start to move to places more northbound but they kept a cultural link between them. Their religion were alike, they had meetings in some geographical points at their annual festivals, they didn’t have overpopulation and had more wild land to conquest. Also, aroud 7,000 years ago the Atlantic cost worked like an free way to trade from North Africa to Scandinavia. But at some time they totally forgot about be offsprings from one same group of people.
     Before I forget, the scientific community is yet to find out if had or not genetical crossing between Caucasians and another kind of human that florished from Middle East to the end of Europe. They are the Neanthertal people. As the Caucasian advanced in the European landscape that people appear to disappear. But have not enough evidence to say that, they made war and Neanthertal became extinct. What evidence show is that, in some cases they lived nearby each other. And does exist a skeleton of a child, from 25-28,000 thousands years ago found in Portugal that appear to be an hibrid between the two human families. Then European can have a little from Neeanthertal but not enough for anybody say it yet.
     Even if that possibility is true what I wrote above still valid because about 30,000 year ago neeanthertal man had vanished from the records. So at that time the European population was last gathering in Spain and Portugal. Then the families must have exchanged genetical material between themselves and everybody got the same inheritance. Some could have a little more than others but not enough to make any difference.
     What happen after is the big deal. Human beings start to develop all around the world what we call civilizations. Around the Mediterranean Sea we have the Foenicians or people of the sea. Greece came later and named the rest of Europeans as Keltai. Romans came after and inherit the same prejudice adapted to their languase, Celtae. In our language it is translated as Barbarian.
     Why the name? Was just because Barbarian were a people more rural than urban. They didn’t learn yet how to write their History. They use to bring their food to their mouth with their nives not spoons or forks. The civilized people would never do something like that! Instead, civilized people started to hunt and make war against them. Just because civilized people wanted their lands, whatsoever they were able to produce and to make slaves out of them. And with such intention Rome became the superpower on its time.
     Rome conquered the whole land around the Mediterranean Sea making from it its own lake. It even conquered England. England, France, Italy, Portugal, Spain, Greece are among the land conquered by Rome. Mostly the European from the Northern parts were saved by have nothing but slaves valiable to the Roman interest. Then Rome didn’t conquer North Europe but made incursions there to hunt slaves.
     And Rome implanted its Pax Romana. It meant that you are under Roman authority and had to follow its lead or otherwise you could be swept from existence. Under Roman lead you had to pay taxes but get nothing in return. Rome put its troops in your land as an excuse to protect you against alien invasion but mainly the troops were used against yourself interests. You had not right to have a different opinion.
     Although was like that, in one issue Roman administration was more open to democracy. You could follow your religion since it didn’t represented any obstacle to its interests. Even Jews could practice their religion despite they couldn’t worship the emperor. At first Romans were against Christianity, having or not reason for that, but later the Emperor Constantius made Christanity the official religion to the whole Empire. And it was not for good. What he wanted was that, everybody were subdued to himself and his followers.
     From there on the Empire start to disarray. Christianity were divided in various creeds. Constantius wanted a Church behind himself and wanted settle down the differences. For that he ordered the bishops to do a council at the city of Nicaea. After the Council of Nicaea they published the Creed of Nicaea that instituted everybody in the Empire had to be Christian and follow the dogma of the Trinity as statuted by the Creed of Nicaea. The opositors to these dogma as it was imposed were the Arian.
     The Arians gain this name around the time of the Council of Nicaea because the main defender of these Theology was called by the name Arius. The Arian Theology was  older than Arius and by obvious reasons knew that, have a Superior Entity which were not created. And the first Christian obvious knew that, Jesus was a creature begotten by that Entity. It is cristal clear through the words attributed to Jesus himself at John, 14:28, “for my Father is greater than I.” If it is so, then we can’t deceive ourselves saying Jesus and God are the same because not even God is Greater than Himself.
     The Arian Theology were considered as heretic by the first Council of Nicaea at 325 and later were reaccepted but it may have contributed to the fall of Rome. Even Jesus had warned his followers about the divided kingdom. What I am saying here is that, is important to allow different opinions among us, if in a respectfull way, because you can be alerted of your mistakes by somebody else. If everybody thought everything in the same way you would never know when you is wrong, mistaken or deceived.
     When you try to impose to another something which is not essential you will make enemies by an action that is not worthfull. In every dictatorship must have one group of people that believe in their supremacy into decide what are the best solutions in name of others. It is just a kind of selfishness, to attribute to oneself the destiny of others without even hear and be open to do what the others also want.
     So, untill the year 381 Arianism were tolerated and Rome were administrated by Arian Emperors. Even they sent some clergymen to teach Arian Christianism to Barbarian peoples outside the Empire’s borders. Then, at that time, in the first Council of Constatinople, Arianism were again considered heretic and the followers were persecuted. Much for a mere coincidence, the Barbarian lead by the Goths invaded and conquered the Empire at 411.
     Roman Empire was divided into two parts. Goths took Rome itself for them but the east part of the Empire with the capital in Constantinople or Bizantium stood stand. Later on it was renamed as Byzantine Empire.
     The Goths divided their conquest into two parts. On West Europe which includes Central and South France and Spain plus Portugal were taken by the Visigoths. And Italy and nearby lands were taken by Ostrogoths. Since the beginning of Ostrogoths administration the things didn’t worked well. They tried to conciliate things like be a stranger power governing another people in these people own land. The people had ties with the Roman Constantinople which was aways trying to conspire against Goths. Goths was Arian and the population was Nicaean oriented religion. They was open to tolerate different opinion about it but the others not.
     Historians classify this period as Middle Ages, sometimes it is remembered as Dark Ages. Ostrogoths were not long in power although their offspring stood in charge. Visigoths stood for longer. The splendor of ancient Rome was gone. Europe became a place for yearly wars. Each separated people trying to subdue its neighbors or trying to freed themselves from their despotism.
     Franks were another people from the same background as the Goths in Germany but were long ago allowded to live in Northern France by Roman Empire. Then they opposed to the Goths invasion and were defeated by them. Later on this people became the solely superpower in Europe. But something else happen before it.
     Muhammad started his Messianic preaching in the Middle East and 100 years later the Muslins Empire was the biggest ever. It elongated from India to North Africa. In 711 the Visigoths were in warfare against each other because succession disputes. Muslins seized the moment, crossed Gibraltar and invaded Europe from Spain to France. Immediately after came the reaction against it.
     One of the Frank’s leaders was Charles Martel or Charles the Hammer. He organized the counter attack and were in part successfull. He stop the advance of the enemy forces and made them retreat to Spain. From there they were unable to remove the invasor.
     Later on, the grandson of Charles the Hammer, Charlemagne, was in charge and conquered whole Central Europe. From Italy to Germany. Only some small kingdons were left out. At his time, the Pope in Rome was just a puppet in the hands of the Lombardians. Charlesmagne became not a regular Catholic but an extreme kind of it. Then he defeated the Lombardians and put himself under the blessing of the Roman Catholic Church. At 800 he was crowned as Sacred Roman Emperor. It was an attempt to restore the Roman Empire in the helm of Catholic Church.
     It didn’t went far. The Barbarians had the tradition on partnership. All sons of a king was also kings. And each one had the right of to take one part of the kingdom for themselves. Just after was common they make war against themselves to unify the kingdom again under one ruller. The best thing which could happening from it was when they agreed on just create new kingdons and leave the others alone. So, along the time, Europe was again more and more divided. But the real power ended in the Pope’s hands. So the Catholic Church became the real superpower in Europe.
     Charlemagne was a king that some wanted santify after his death. But alive he was capable of ordered the death of 10,000 Saxons because they refused let go their beliefs on Paganism. He is considered the father of France and Germany’s monarchies. Catholic he was but also had many wives. He was a schooling non educated person but created the regular system of schooling and ordered his children, even daughters, to be educated. He is more than one controversy.
     One information about his reign or his son, Charles, the Pious, that is useful is that, he was unable to reconquest Spain and Portugal and had his only defeat in life when was retreating from Spain and the rear of his army were surprised by the Basques. Later on Charles, the Pious, was able to reconquest Barcelona and the around about became a Frankish Kingdom of Aragon.
     What I have to mention about Europeans is that, they forgot about their primary origins. They divided themselves in little families. They named their families as Saxons, Bretons, Gauls, Goths, Lombards, Basques, Luzitans, Franks, Vikings and many many others. They created many opressions against each other and exported it through the America’s invasion and the colonial exploitation in every corner of the globe. They recreated slavery and worsened it. Europeans were able of create also the Inquisition. They exported wars like the Napolean’s wars, I and II World Wars.
     The present charpter was designed to point out some bad dids of Europeans. I don’t ignore their good did’s. But I think is necessary to look at the dark side of Europeans because much of the today’s prejudice in the world come from them or their offsprings. So if the prejudice that they feel against others is born from any feeling of superiority, the prejudicial people must be remembered about this dark side. Because if you don’t recognize your weakness and don’t fight against it, it always will turn against yourself.
          05. SOMETHING ABOUT EUROPEAN GENEALOGY
     Not long ago I start to take a look at myself genealogy. It is a tradition in my family back in Brazil and my father was kind of inspiration to whole family on it. My studies begun just at his and my mother 50 anniversary of marriage. My wife and I just got the notice that we got our green cards in november, 2001. We went Brazil for the first time after 8 years not been allowed to go there. I mean, we could go but had not guarantee to come back. In January 10, 2002 was the 50 anniversary.
     The commemorations took place on December because at January 7, 2002, we had another aniversary of marriage. Was the 60th aniversary of my aunt Odila and uncle Eurico. That day was also my father’s birthday. So we had not little to commemorate.
     Aunt Odila was my father’s sister until he died in 2003. And her daughter, Ivania, had authorship a book, Family’s Coelho Genealogic Tree. We had grown up with the book at home but never taked a close look in it. Sometimes it felt not necessary because much of the content in the book we already knew by knowing much of the people recorded in there. If we didn’t knew some personally, because they passed away long before we were born, they was still in our memories through our family’s around the fire meetings. I think a can name it like that but mostly of that meetings was at my mother’s father house or many others relative’s kitchen. In this case the fire was present in the stove, where the wood was light.
     Kitchen in our big family is a symbol and a way of life. Does not matter if the others use or not appropriated roons to do their meetings. Sometimes our birth place get a little cold, something under 60 Fahrenheit, even around 32. But our meetings around the fire would easily make us forget about the cold. The human heat ignited by the continous laughter was what driven our talking. And always the issue had something to do with our ancestors and their relatives.
     Then, at my aunt Odila’s house, my father had the idea of buy more samples of the book. My aunt gave him some and he gave me one. I brough it with me and start to study some details that I never took notice before. Specially how runs our kinship with almost 90% of the population in our town and others town around. But the book was lack on many of our family’s branchs genealogical tree. We call it Coelho’s Family but these name is not but a mention to one of our ancestors who was born in the middle of 1,700s.
     This ancestor himself was from Portugal and marriaged to a Brazilian woman. They had five children and two of them were marriaged. At that time, our birth state in Brazil was less than one hundred years old in terms of a bigger European colonization. The Minas Gerais State (General Mines) is what the name says. A big place, just about something less than Texas, with a cord of mountains lined up in what is called Serra do Espinhaco (Spine’s Mountain Hanger) from south to north. There was the place where gold, silver, iron, diamonds and much more stood together untill Europeans came.
      So, at the fist half of 1,700s, Brazil had its Gold Rush and Minas Gerais was the place. As a Colony, Portugal was in charge and tried to block migration to there. It wanted to control everything but it was not any easy. The rain forest dominated everything. The rivers, except for some, were difficult to navegate. It flowed to all four and intermediary directions. Sometimes the state is even called by the name, Brazil’s Water Tank. It is where most high altitude in Brazil take its place and its waters feed the rivers which make contact with many others states in South and Brazilian Northeast. Among the problems, some more hot places in the state was full of unknown tropical diseases.
     Then Europeans, specially Portuguese people, and Brazilians from others colonies disorderly invaded the place. And they started to bring African slaves. The native Brazilian was there long before anyone else and became subject to prey for slavery, forced conversion and the women was used to marriage after that.
     Our genealogy in that book starts on a little later, when the gold became rare and when the Mineiros (miners, the inhabitants of Minas Gerais) started to be more farmers than miners. The Portuguese ancestor who brought our family name, which many of us still using, had the name of Jose Coelho de Magalhaes. Coelho means rabbit. And I will talk later about the reason that name start to be used. Maybe, at the end of his life, he became known by the nickname, Jose Coelho da Rocha.
     Later on I learned that his wife, Eugenia Rodrigues Rocha, also called Eugenia Maria da Cruz, was a daughter of Giuseppe Nicatsi da Rocha and Maria Rodrigues. He was an half/half Italian and Portuguese. But untill now we don’t know nothing about his ancestors. Maria Rodrigues was Brazilian and some say she got others surnames which was, de Magalhaes Barbalho. Just like in my name but I am not sure about that. We have reasons to doubt it and one reason to admit that, at least the surname Barbalho was present in the area she probably was born in. But I am keeping looking for evidences to prove how was composed her real name.
     What I am interested now is to go back to the issue that entitled the present chapter. We had a tradition on that, our ancestor Jose Coelho de Magalhaes came from another Portuguese named Manoel Rodrigues Coelho. These Portuguese person was a rich man, who got his fortune from gold mining and went Minas Gerais State on the earlier days of the Gold Rush there. Then the tradition is lack on timing because we know that, both of them was born in Portugal. Jose was born around 1,750. Manoel became a public servant at Ouro Preto City, in 1,719. That time he had to be around his 25 or more years old because he took a good position.
     It is a little bit too complicated for a man at that time be around his 60s years old, rich and take a risk on to travel through the ocean, be remarriaged, have a son and get back one more time. On that time the expectation on to be successfull on any travel through the ocean was not more than 50/50. The things had to be like that because we have evidences that he was in Brazil later on. Manoel made big contributions to the construction of the Bom Jesus do Matosinhos Sanctuary, in Congonhas City. It is the most recognizable monument from that era in Minas Gerais State, and still been a mark in the marketing of the state. It beginning to be constructed in 1,757 and it ended around 30 years later.
     Then I start looking elsewhere for our ancestor origins. And I found someone with the same name, probably the same age, in a internet site. The site is named geneall.net – Portugal, and gathers genealogical information from the whole Europe and elsewhere. It is about ten years old but got records from old documents, maybe, since the activity of genealogy started on Earth. They don’t have everything but just enough data to amaze any lay person.
     From the Middle Ages or before what they got is something about the called noble families. But what is a noble family? Is nothing more than a regular family with titles. Then I say why it’s that so. It comes from since our tribal origins. A tribe is necessarily a group of people with many kinship ties. Scientists calculated ancient Egyptians that constructed the Great Pyramids in a number around 100,000 persons. But ancient Egyptian was a nation, not only a tribe.
     And, as far as I know yet, I have more than 100,000 relatives and counting. No. I am not talking about people that I know being my relative but I can’t point out any of their ancestors. I am talking just about the direct descendants of the pioneers that populated the cities around my birth place. So, in ancient times my family would be called a nation, not a family.
     Among us have some that have good positions as public servants. Others got their positions because their diplomas at colleges. Some got rich as business people. We have those as clergypeople and whatsoever you can say it, they are successful people. But, most of us are just common people. As they say in Brazil, “I have rich people as my relative but they don’t know me, and I also have poor people as relative but I don’t know them.”
     Nowadays if somebody say he or she works as weld nobody pay attention on them. 1,000 years ago they would be from the most noble family. That is what made the called nobility then and it came through the ages by genealogy. And nobility is not a exclusivity to Europeans. All around the world we had this kind of differenciation that separated some from the others. Although for too many of us looks like in Africa or ancient Americas you had not nobility it comes from ourselves ignorance about History. The Europeans crushed all existent cultures on those continents and monopolized the right on be noble. It was made easier because mostly of those crushed cultures didn’t use writings.
     Nobility doesn’t necessarily mean a noble character. Sometimes it is better applied to an adventurer, soldier of fortune or one who unscrupulously seeks wealth and social position, as defined in the dictionary.
     The justification for the existence of genealogy in ancient times had everything to do with succession. You need to think about it. If someone was king and had many children and just one of them had the immediate right to be the successor, the others was put aside but not away. They had to see if the new king was able or not to also have children and if his children would be able to be king. If so, everyone would still be in the line as eventual successor. We need to remember that, wasn’t uncommon that an epidemic situation or an disastrous war wipe out most of the noble people. Then, the next on the line would be choose by the proximity of his kinship with the dead king.
     But sometimes the line of successor was never broken for generations. And the brothers and sisters of the first king had themselves their offspringhood. At first, they was usually named for the best positions around the throne. Then their children was downgraded in favor of the children of the king. The grandchildren was dawngraded some more unless they marriaged to someone else equally graduated. Keeping the downgrade, five or ten generations later, most of the offsprings of the first king would be not more than simple peasant. And as a peasant they had to marriage to another from the same kind. It happens to most of us.
     In some cases it was why some families were more used to marriage to their kin. In Brazil the lack of information about it let the people start make fun on these in that saying, Is for not spread the fortune. But the intention was not to loose link with the royal blood. By the ignorance those families was putting their offspring at risk get degenarative deseases.
     Well, let be back to the issue again! Some of the offsprings of my ancestors, Jose Coelho de Magalhaes and Eugenia Rodrigues Rocha are already recorded in the site geneall.net. Based on some data that I gave, the first generation after them are also posted as descendents of the Jose Coelho de Magalhaes, the nobleman. Before it he was without family. But in reallity I can’t yet say they are the same person. But it does not matter so much. Why?
     If the nobleman is not our ancestor he must be our relative. If not him must be another person linked to the royal families that passed on to us the many surnames we have in our genealogy. As I demonstrated before any person born 1,000 years before us could easily be ancestors to everyone alive in Earth today. But because there was borders and prejudice since before 1,000 years ago, just a small number of ancestors must have generated the whole population of each country today. This little number can be thousands or even couple millions. It does not matter.
     Let take it as example. One thousand years ago Portugal must had less than a million persons. And there must had at least hundreds or couple thousands called noblepeople. Despite of some immigration occurred along History to there, it didn’t changed anything because the newcomers easily were marriaged to the initial families. So, our ancestor Jose Coelho de Magalhaes, born 750 years latter, would be a totally anomaly if he had not familial ties with them. And his surnames are the most significant evidence of those ties.
     Must be easy we be simultaneously descendants of every and each person who lived and made offspring in Portugal a thousand years ago. Since we know that, is possible we have more than 8.5 billions ancestors living in that time, we have more than enough space for be offspring of every and each one Portuguese 33 greats (grandparents) from that time plus a great quantity of Africans and native South Americans. I just wont include here the Asians from India to Japan and Islands around Pacific and Indian Oceans because we have not data that link us to them as our ancestors. Based on my calculations we have enough room to be offsprings of every and each noble and poor person from Iberian Peninsula repeatedly many many times, from 1,000 years ago.
     Now I need to do a briefing on the main events that made the Iberian and Portuguese genetics. As I said before the people living in, now and then, Iberian Peninsula was descendants from the group of Caucasians that stablished themselves in that area since around 40,000 years ago. Around 10,000 years ago some moved toward north and populated Europe. At the time before Chist the genetics kept unchanged.
     The people which lived in Portugal was called Luzitani. And their cousins lived around. They first had the cultural influence from Celtic culture. Later on they stood as Celtic but had a little influence of Greek and Cartaginean cultures. But those was cultural influences nothing that could make any changing in the genetics. After Romans conquered Cartago they were resistants to Roman influence.
     From 219 to 19 B.C. the Luzitani were the most ferocious battle frontier to Rome. Romans born wouldn’t be happy to be deployed in around Luzitani territory. But in 19 B.C., Julius Caesar with help of treason conquered that territory. So it became the Roman Province of Hispania Luzitania. But the name was short lived because the differences between the inhabitants of both territories. It were divided in two, Hispania and Luzitania.
     Curious fact occurred around 70 A.D. After the fierce repression on the first Jewish revolt in Israel, Romans sent part of the israeli people to live in Iberian Peninsula. They called themselves by the name of Saphardins with mean that they now was living far way from home. Now imagine that, if 1,000 is enough time for a couple have so much offsprings the Jews first comers there had almost 1,000 years for be ancestors of ours ancestors from 1,000 years ago. And they were not just a couple but, at least, a couple thousands.
     But their number was small compared to the whole population living in Iberian Peninsula that could be around 300,000. And the Jews multiply themselves in both ways by marriaging to each others and converting the Celtic Pagans Iberian inhabitants. Like that, the Jewish community became important part of Iberian life. Although their presence didn’t change much the genetics of the population as a whole.
     Another significant influence came around 400 years later. With the Goth invasion of Roman Empire, Iberian Peninsula was taken too. With the Goths came a people named Suevi. They installed themselves at the North Atlantic Cost of Spain and Portugal. They found the first considered true Medieval reign in there which was called Gaelecia. They must had been blonded hair because later on the word galego in Portuguese became synonym to blond.
     I don’t