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A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO

novembro 13, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

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https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

 

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

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https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

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2. RELIGIAO

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https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

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https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO

 

INDICE:

002. ENFIM ALGO CONCRETO A RESPEITO DA FAMÍLIA NUNES COELHO.

003. CONTATO CON DONA ANA ROCHA

004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS ENCONTRADOS NO SITE FAMILYSEARCH.

005. POLICARPO JOSE BARBALHO

006. “COROACI – ONTEM E HOJE”

007. O RESUMO EM ESQUELETOS GENEALOGICOS

008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?

009. GENEALOGIA DE ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO: UM POUCO DO CONTEÚDO DA “REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAPHICO BRAZILEIRO”

010. OS BARBALHO DO RIO DE JANEIRO, POR RHEINGANTZ

011. PRIMEIROS MORADORES DE GUANHAES, VIRGINOPOLIS E PECANHA …

012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

 

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002. ENFIM ALGO CONCRETO A RESPEITO DA FAMÍLIA NUNES COELHO.
Ha algum tempo atras o primo Balduíno Cesar Rabelo deu a dica de que o sr. Dione, da Família Nunes Coelho, fazia pesquisas a respeito mas guardava para si os resultados. Deu-me o contato e eu tentei. Não resultou o que gostaria.
Ha pouco mais de mês, o primo Walquirio Coelho de Oliveira contatou-me transmitindo a informação que o próprio senhor Dione gostaria de falar comigo, deu telefone e e-mail para o contato.
Mas ai fui eu quem demorou a retomar a iniciativa. Parecia ate ma vontade. Mas coincidiu que meus deveres diários, a ocorrência das eleições brasileiras de 2018 e o livro do monsenhor Otacilio Augusto de Sena Queiroz estavam ocupando muito espaço em minha mente.
Com todo respeito aos ancestrais desse nosso ramo da família, e em particular ao sr. Dione que havia dado o passo `a frente, eu me desculpo e lembro como desculpa o fato de que queria imensamente o contato, porem, preferia que ocorresse com tempo disponível para apreciar e deliciar quaisquer dados que nos chegassem.
Antes que eu retornasse quaisquer comunicações, recebi um e-mail, via Alessandra Nunes, do sr. Dione Ferreira Nunes, contendo o essencial da formação do tronco Nunes Coelho em nossa família.
Ao ver os dados encontrei informação chocante, no bom sentido, e outras muito boas. Mas as eleições ainda não haviam ocorrido. E correndo foi que respondi ja enviando a ele o principio da família do nosso tio Antonio Nunes Coelho, que fora para Peçanha, dados que haviam me sido passados pela prima Marina Raimunda Braga Leão, de la.
Ainda recorri `a prima Ivania Batista Coelho, autora da obra: “Arvore Genealógica da Família Coelho” para eliminar a ultima duvida. E ela confirmou a passagem que ate então eu a tinha por conflituosa.
Antes que prolongar, vou apresentar o que ja possuímos em relação ao principio do ramo Nunes Coelho, formado em Minas Gerais. Apos isso, tentarei dar apenas uma pincelada rápida para salientar os pontos que mais me chamam a atenção.
O ramo NUNES COELHO de nossa família inicia-se em THOMAS (THOME) NUNES FILGUEIRAS e D. ANNA COELHO. Ambos nascidos em 1770, mais ou menos, pois, contavam 70 anos `a data de 1840.
THOME e ANNA foram pais de:
01. MANOEL NUNES COELHO, em 1840 contava com 53 anos de idade, portanto, nascido em 1787, residia na Fazenda Estiva, em Itabira do Mato Dentro, Foi casado com VALERIANA (UBERIANA) ROSA GONÇALVES, com idade de 51 anos em 1840, nascida assim em 1789, filha de JOÃO ALVARES e MARIA GONÇALVES. Casaram-se em Itabira, na data de: 27 de agosto de 1804. Foram pais de:
a) Antonio Nunes Coelho, bat. a 09.11.1806
b) Agostinho Nunes Coelho, bat. a 18.01.1808.
c) João Nunes Coelho, bat. a 15.02.1812
d) Anna Nunes Coelho, bat. a 10.05.1814
e) Maria Nunes Coelho, bat. a 23.06.1816
f) Pantaleão Bento Nunes Coelho, nascido em 1819, com 21 anos em 1840.
g) Manoel Nunes Coelho Jr, bat. a 02.11.1818
h) Jose Thomáz, nascido em 1825, com 15 anos em 1840.
Os dados acima são a soma de dados enviados pelo sr. Dione ao que se encontra no site Familysearch. Somente os três mais novos surgem nos dados que o sr. Dione enviou-me. Manoel foi o único que se repetiu em ambas as listas.
Ressalve-se que os dados do sr. Dione foram retirados do Censo de 1840, portanto, os 3 eram os que residiam com os pais. Não ha o destino dos outros filhos.
O sr. Dione relata que Manoel Nunes Coelho Jr. teria 18 anos em 1840. O que não se encaixa exatamente na data de nascimento em 1818. Mas, naquele tempo era comum as crianças falecerem. Portanto, pode ser que o Manoel acima tenha falecido, e outro nascido em 1822 o tenha substituído.
Pela sequencia de nascimentos, deveríamos ter uma pessoa nascida em 1810. Mas não havia o registro de batismo no site. Pode ter acontecido abortamento, batismo em outro lugar ou impossibilidade de ler-se o registro devido `a deterioração do livro e, ainda, não ter existido.
Talvez tenha havido algum descanso entre partos. Observe-se que dona Valeriana casou-se aos 15 anos e aos 17 ja estava tendo o primeiro filho. `As vezes os intervalos se davam naturalmente, principalmente quando a mãe amamentava os filhos por longo tempo.
O esforço fisiológico da produção do leite pode regular as ovulações, protegendo mães e filhos.
No site ainda tem:
b) AGOSTINHO NUNES COELHO c. c. THEREZA FERNANDES MADEIRA, pais de:
b.1 Edovirgem Coelho, nasc. a 17.10.1840 e bat. a 16.02.1841
b.2 Julio, nasc. a 01.09.1844
b.3 Ignez, batizada a 19.10.1850 (dado do Livro de Batismos de Itabira, pag. 181)
No site prossegue:
MANOEL NUNES COELHO c. c. PRUDENCIA CANDIDA DE JESUS, pais de:
1. Maria Nunes, bat. a 12.12.1830 e Nasc. a 02.12.1830
2. Manoela Nunes, bat. a 09.05.1834.
Em outro documento esse Manoel surge com o sobrenome NUNES FILGUEIRAS, o que descartaria a possibilidade de ser o mesmo MANOEL em nossa família.
Outra presença interessante no site familysearch é o registro de batismo de:
Rita, batizada em 06.03.1847, e filha de: João Martinho Ferreira e FRANCISCA NUNES COELHO. Francisca essa que não ha outro registro dela para sabermos se se encaixa nessa mesma genealogia.
Os padrinhos da Rita foram: Fernando Antonio Drummond e Theresa Miquelina da Silveira. Possivelmente, um parente do poeta Carlos Drummond. Demonstrando um vinculo que não poderia ser diferente, pois, em cidades pequenas como Itabira era, todas as famílias são reunidas por laços familiares.
E, ainda, encontramos no site:
EGIDIO NUNES COELHO c.c. BENICIA GUILHERMINA DE JESUS, pais de:
a. Clara, nascida a 15.07.1857 e batizada a 27.09.1857
b. Maria, nascida a 11.07.1859 e batizada a 23.07.1859
c. Antonia, batizada a 09.07.1861
d. Antonio, nascido a 09.08.1863 e batizado a 08.09.1863
e. Vicente, nascido a 19.07.1866 e batizado a 08.09.1866
f. Antonio, nascido a 17.07.1868 e batizado a 02.08.1868
Os dados no site constam proceder de Santo Antonio de Santa Barbara, o que deveria ser a Paroquia, sendo que os registros todos devem ser relativos a Itabira, mas não menciona a igreja filial. Não se encontra ai o vinculo desse Egidio com a família.
02. Ten. EUZEBIO NUNES COELHO, segundo filho do casal THOME e ANNA COELHO
Casou-se com dona ANNA PINTO DE JESUS. Não temos nome dos pais dela. Alguém adicionou na Arvore Genealógica coletiva, montada no Familysearch, que o pai seria HONORATO PINTO.
Mas penso que seja apenas chute, pois, o professor Dermeval teria chamado ANNA de ANNA HONORATA. Então, HONORATO PINTO esta mais para uma dedução, ainda mais que a sugestão de data de nascimento foi 1770 e do falecimento 1880.
O professor Dermeval Jose Pimenta deixou escrito em livro que o ten. EUZEBIO iniciou a vida econômica na Fazenda Folheta, em São Domingos do Rio de Peixes, atual Dom Joaquim, Minas Gerais, onde os filhos nasceram.
De la mudou com a família para o então Arraial de são Miguel e Almas dos Guanhães, onde a família cresceu e multiplicou-se.
O Ten. EUZEBIO NUNES COELHO casou com dona ANNA PINTO DE JESUS e foram pais de:
a) Prudêncio Nunes Coelho, casado mas não teve filhos.
b) Clemente Nunes Coelho, casou-se com Anna Maria Pereira da Silva, filha de Manoel Pereira da Silva e de Maria Pereira Moreia. Clemente e Anna foram pais de:
b.1 Anésio Nunes Coelho c. c. Julita Soares Nunes,
b.2 Amável Nunes Coelho c. c. Sebastiana Petita Coelho,
b.3 Ulisses Nunes Coelho c. c. 1a. sua sobrinha (filha do Pio) Alzira Nunes Coelho; 2a. Maria Soares e 3a. Maria de Queiroz,
b.4 Pio Nunes Coelho c. c. Josephina Marcolina Coelho
b.5 Dermeval Nunes Coelho c. c. Julia Soares Nunes
b.6 Ernestina Nunes Coelho c. c. Pio Ferreira Nunes (avós do sr. Dione, o qual também descende via materna dos Borges Monteiro fundadores de Sabinópolis, que são os mesmos nossos ancestrais),
b.7 Maria Nunes Coelho c. c. João Januário da Silva Neto,
b.8 Aneglia Nunes Coelho c. c. Pedro Alves Barroso,
b.9 Alzira (ou Algiza) Nunes Coelho c. c. Jose Coelho Leão (estão no livro da Ivania, pag. 17. Jose era irmão do dr. Innocente Soares Leao, autor do livro: “Notas Históricas Sobre Guanhães).
b.10 Vitalina Nunes Coelho c. c. Altivo Rodrigues Coelho (no documento esta Nunes Coelho em ambos, mas o tio Altivo era irmão dos tios Lindolpho e Josephina, e eram 3 irmãos casados com 3 irmãos.
b.11 Marcolina Nunes Coelho c. c. Lindolpho Rodrigues Coelho,
b.12 Knesvita Nunes Coelho c. c. Benicio Alves Barroso
c) Bento Nunes Coelho c. c. Surpina Sophia Leite, pais de:
c.1 Prudencio Nunes Coelho (sobrinho)
c.2 Antonina Nunes Coelho c. c. Sebastiao Ferreira Rabelo (pais de: Pedralvo, Pedro, Antonio, Blandina c. c. Gabriel Nunes Coelho, Marietta c. c. Onésimo de Magalhaes Barbalho, Jose, Epitácio e, acrescentando, dona Maria Clara Nunes Rabelo c. c. Francisco Dias de Andrade Jr.)
d) Cap. Francisco Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho, pais de:
d.1 Salathiel Nunes Coelho c. c. Maria Julia de Campos,
d.2 America Nunes Braga c. c. Pedro de Oliveira Braga,
d.3 Dr. Heitor Nunes Coelho c. c. Modestina Ferreira da Matta,
d.4 Dr. Francisco Augusto Nunes Coelho (Chiquitinho) c. c. Inah de Carvalho
d.5 Claudionor Augusto Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Campos Nunes (sobrinha do marido, filha de seu irmão Salathiel e Maria Julia).
d.6 Etelvina Nunes Coelho, solteira.
e) Maria Honoria Nunes Coelho c. c. ten. João Batista Coelho e foram pais de:
e.1 João Batista Coelho Junior c. c. Quitéria (Titi) Rosa Pereira do Amaral,
e.2 Maria Honoria Coelho c. c. Jose Pereira da Silva,
e.3 Antonio Paulino Coelho c. c. Julia Salles Coelho,
e.4 Sebastiana Honoria Coelho c. c. Joaquim (Quinsoh) Nunes Coelho (filho),
e.5 Joaquim (Quim Bento) Bento Coelho c. c. Antonia Paschoalina da Silva Neto,
e.6 Anna Honoria Coelho c. c. Candido de Oliveira Freire,
e.7 Emigdia Honoria Coelho c. c. Amaro de Souza e Silva,
e.8 Antonia Honoria Coelho c. c. Pedro de Magalhaes Barbalho,
e.9 Virginia Honoria Coelho c. c. Antonio Candido de Oliveira,
e.10 Jose Batista Coelho c. c. 1a. Maria Marcolina Coelho e 2a. Virginia Marcolina Coelho,
e.11 Marcolina Honoria Coelho c. c. Demetrio Coelho de Oliveira
e.13 Francisco Batista Coelho c. c. 1a. Maria Rosa Coelho do Amaral e 2a. Maria Coelho de Oliveira (as duas esposas do ti Chico eram sobrinhas dele, a 1a, filha de João Jr. e a 2a. de Virginia e Antonio Cândido)
e.3 Julia Salles era filha extraconjugal, reconhecida, de Antonio Rodrigues Coelho, que era irmão de João Batista Coelho.
e.4 Quinsoh era filho de Joaquim Nunes Coelho, irmão de Maria Honória e de Francisca Eufrasia de Assis Coelho, irmã de João Batista Coelho, ou seja, o casal Quinsoh e Sebastiana era primo-irmãos.
e.7 e e.9 Cândido e Antonio Cândido eram irmãos entre si e se casaram com as 2 irmãs.
e.8 Antonia e Pedro eram primos em primeiro grau. Ele era filho de Eugenia Maria da Cruz e do capitão Francisco Marçal Barbalho.
Eugenia Maria da Cruz foi irmã de Francisca Eufrasia, João Batista e Antonio Rodrigues Coelho, filhos todos do capitão Jose Coelho da Rocha e sua esposa Luiza Maria do Espirito Santo, fundadores de Guanhães.
f) Ten. Joaquim Nunes Coelho c. c. Francisca Eufrasia de Assis Coelho, e tiveram filhos:
f.1 Euzebio, faleceu criança,
f.2 Joaquim Nunes Coelho c. c. Sebastiana Honoria Coelho,
f.3 Jose Coelho Nunes c. c. Emigdia de Magalhaes Barbalho,
f.4 Emygdio Nunes Coelho c. c. Camila Maria da Paixão,
f.5 Rita Nunes Coelho c. c. Marcos Xavier Caldeira,
f.6 Lino Nunes Coelho, solteiro
f.7 Autino Nunes Coelho (?)
f.8 João Nunes Coelho c. c. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho
f.9 Miguel Nunes Coelho c. c. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho
f.10 Luiza Nunes Coelho c. c. Luiz Furtado Leite
f.2 ja esta dito acima
f.3, f.8 e f.9 casaram na casa dos tios Eugenia e capitão Francisco Marçal.
g) Antonio Nunes Coelho c. c. Maria Araujo Ferreira e tiveram os filhos:
g.1 Virgilio Nunes Coelho (1862 + 1895)
g.2 Prudencio (1864)
g.3 Alexandre (*1873)
g.4 Leopoldina Nunes Coelho (1874) c. c. Vicente Xavier
g.5 Raymunda Nunes Coelho (1877) c. c. Antonio Moreira da Silva (1876)
g.6 Cassiano Nunes Coelho (1879) c. c. Maria Batista de Queiroz
g.7 Ana Nunes Coelho (1869) c. c. João Cardoso Furtado (1870)
g.8 Antonia Nunes Coelho (1883)
Esse ramo da família foi construído na Cidade de Peçanha. O professor Dermeval Jose Pimenta nos da noticias de que Antonio Nunes Coelho foi 3o suplente de subdelegado, no ano de 1875, quando foi criada a Vila do Rio Doce.
Em 1881 o nome mudou para Suaçui. Em 1886 houve o retorno ao antigo nome de Santo Antonio do Peçanha. Ja no período republicano o nome foi reduzido para a ultima palavra.
h) Jose Nunes Coelho c. c. Maria Luiza
O sr. Dione faz a observação de que os filhos do ten, Euzebio tinham os nomes de papas. E mencionou Joaquim, Antonio e Jose como exemplos de que ainda esta pesquisando. Mas o Francisco também não era nome de papa ate `a ultima eleição.
Observe-se que esses 4 não tem nomes de papas mas sim, talvez possamos dizer, santos da mais alta hierarquia da Igreja Católica. O que ja informou é que não encontrou a documentação mostrando a filiação deles.
Mas o Joaquim Nunes Coelho sempre foi considerado como filho de Euzebio e Anna em Virginópolis, onde criou e a família multiplicou-se, e muito.
Quem atestou que o Antonio também era, foi filho o professor Dermeval Jose Pimenta. Pelos dados que obteve dele, filiação paterna, Euzebio Nunes Coelho, e ano de nascimento, 1829, deduzo que pesquisou as listas de eleitores em Peçanha, na qual Antonio foi suplente de subdelegado em 1875 e eleitor em 1881.
Quanto ao Jose, torna-se novidade. Nunca o encontrei nem mesmo em menções. Embora, haja sim a menção a Jose Nunes Coelho no Almanak da Província de Minas Gerais, que deve ser ele.
A principio, por ter noticias de Jose Nunes Coelho, identifiquei-o como sendo o filho dos tios JOAQUIM e FRANCISCA EUFRASIA. Mas o filho deles assinava COELHO NUNES, talvez justamente para diferenciar-se do seu suposto, por enquanto, tio.
Possível será que houve algum planejamento familiar entre os patriarcas. Conhecendo os riscos dos casamentos muito consanguíneos para a descendência, podem ter decidido espalhar a família o máximo possível pelo grande território que passou a pertencer a Guanhães.
Poderia ser por isso que Maria Honória e Joaquim tenham se dirigido para o Patrocínio, atual Virginópolis. Bento e Clemente tinham fazendas bordejando os limites da atual Sabinópolis. Isso esta descrito na Ata de instalação da Vila de São Miguel e Almas, atual Guanhães.
Essas terras da Família Nunes Coelho eram imensas. Na conversa que tive em 20014 com o centenário MOACIR NUNES BARROSO ele contava das verdadeiras viagens que faziam para participar de festas maravilhosas e que as terras se estendiam ate SENHORA DO PORTO.
Creio que Francisco tenha ficado com a posse de terras da Fazenda do Grama, ou da Candonga. Ou seja, lado oposto a Sabinópolis, na direção de Virginópolis, porem, `a margem direita do Rio Corrente, que separa Virginópolis de Guanhães.
Como Prudêncio não teve filhos, também não faria diferença onde localizar-se. Falta-nos ai saber para onde Jose destinou-se, pois, sabe-se que Antonio seguiu para Peçanha e la teve sua família.
O território era mesmo tão grande que Jose poderia ter se instalado nas atuais áreas de Braúnas, Açucena, Dores de Guanhães ou mesmo no que sobrou para Virginópolis, quando emancipou-se e levou inclusive um naco do atual Município de Governador Valadares, que a descendência, se houve, tornou-se por desconhecida.
Se a intenção inicial foi espalhar para evitar a consanguinidade, ela não foi perfeita. Isso porque os consecutivos casamentos entre primos se deram e de forma tão perigosa que existem muitos descendentes com males que geralmente estão vinculados a esse fator.
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IMPRESSÕES QUE ESSAS NOVAS INFORMAÇÕES DESPERTAM
A) THOME NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO
Teremos que buscar informações mais profundas a respeito das famílias que deixaram nosso ancestrais alferes-de-milícias JOSE COELHO DE MAGALHAES, e a daquele que o professor Nelson Coelho de Senna apontou como pai dele: MANUEL RODRIGUES COELHO.
No ano em que o casal acima nasceu 1770, indica a possibilidade de que possam ter sido filhos de um ou outro dos patriarcas. Apenas 12 anos antes, 1758, o português Manuel Rodrigues Coelho havia obtido sesmarias em Cachoeira do Campo, distrito da atual Ouro Preto.
Professor Nelson também afirmava que a família havia se mudado para e se distribuído em Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro; embora localize a Fazenda Axupé, onde disse que ali nasceram os filhos do alferes-de-milícias, em Morro do Pilar. A qual fazia divisa com Conceição.
O professor Nelson fala em “De uma crônica da família Coelho (os Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho …. “O fundador dessas famílias norte-mineiras foi, no século XVIII (1774) o ja referido português MANUEL RODRIGUES COELHO, …..).
Embora não se possa ter certeza, ha ai a sugestão de que as famílias dos sobrenomes mencionados tinham origem na mesma pessoa. Pode ser, então, que dona ANNA COELHO fosse irmã, talvez filha, do alferes-de-milícias.
Em minhas pesquisas no livro “ARCHIVO HERÁLDICO-GENEALÓGICO” do visconde de SANCHES DE BAENA, encontrei menção a outro contemporâneo do MANUEL, em MARIANA-MG, que se chamava BENTO RODRIGUES COELHO.
Trata-se de uma Carta de Brasão, passada a DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ, filho do BENTO e D. MARIA DE QUEIROZ SEIXAS. DOMINGOS nasceu em MARIANA. A carta dele tem a numeração 610 e esta na pagina 153 do livro.
A carta remonta a genealogia ao herói português ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, atuante em 1640, quando da guerra de separação da coroa portuguesa da Espanha. Existe ai a possibilidade de MANUEL e BENTO ter sido irmãos.
Infelizmente, o professor Nelson ateve-se apenas `as tradições e “crônicas” que não são documentos próprios para comprovar-se as paternidades. São apenas indicativos ótimos mas não necessariamente de valor definitivo.
Mesmo o THOMAS poderia ser descendente de um ou outro. Temos que o alferes-de-milícias foi casado duas vezes. Embora o professor Nelson afirmou que a primeira esposa, ESCOLÁSTICA DE MAGALHAES, teve filhos, não os nomeou.
Afirmou também que da segunda esposa, EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, teve os 5 filhos: capitão Jose, capitão João, Antonio, Felix e Clara Maria de Jesus. Disse que todos, exceto Antonio, se casaram. Porem, dedicou-se apenas `a descendência do bisavô dele, capitão JOAO COELHO DE MAGALHAES.
Professor Nelson também afirmou que o alferes-de-milícias Jose Coelho DE MAGALHAES era português, da mesma forma que o suposto pai. E que o pai o havia levado para o Brasil. Sendo que em 1744 o português MANUEL RODRIGUES COELHO ja se encontrava na colônia.
Dado a essas informações, conclui-se que a idade de ambos poderia permitir ter sido pais de pelo menos um dos membros do casal: ANNA e THOMAS.
Embora o THOMAS tenha sobrenome diferente, não significa impossibilidade. Isso porque o sobrenome FILGUEIRAS (Felgueiras) era carne e osso com o COELHO. Desde os anos próximos a 1385, quando D. JOAO I, Mestre de Avis, assumiu o trono em Portugal, chamava-se o primeiro senhor de Felgueiras e Vieira: FERNAO COELHO.
Ali se dava o morgado da familia. Assim, natural seria que todas as famílias nobres do mesmo domínio se tornassem descendentes dos senhores locais. De forma que o próprio MANUEL RODRIGUES COELHO poderia ter ancestrais Filgueiras ou ter sido marido de alguém que assinasse.
Naquele tempo os filhos não herdavam necessariamente os sobrenomes dos pais. Mais comum era adotarem nomes de ancestrais e, muito comum durante os séculos XVIII e XIX, a combinação de diversos sobrenomes ancestrais. Meia dúzia era pouco!
Seria interessante se encontrássemos os inventários e, talvez, testamentos desses dois patriarcas e, quem sabe, toda a descendência nascida pelo menos no século XVIII. Isso para tirarmos ou comprovarmos essa duvida se ja não éramos consanguíneos desde la.
Outra possiblidade, porem, será a de que nossa ancestral ANNA COELHO nos dar consanguinidade via outro ramo.
Por volta do tempo em que ela nasceu, em 1775, nosso ancestral português, Antonio Borges Monteiro, casou-se no Serro com Maria Fiuza de Souza, que era filha de Norotea Barbosa Fiuza e João de Souza Azevedo.
Apos o professor Dermeval Jose Pimenta ter deixado essas informações ocorre que outros encontraram que os pais de João de Souza chamavam-se: Manuel de Souza Azevedo e Anna Coelho, sendo eles naturais de Vila Nova do Norte (?).
E, nesse caso, seria natural que alguma filha do João adotasse o nome da avó. Nem todos os membros das famílias em nosso ramo descendem deles via Dorotea. Mas podemos ai somar consangüinidades se os NUNES COELHO “sofrerem do mesmo mal”!
Mas não se pode ficar apenas em hipóteses, pois, os COELHO eram muitos na região. Portanto podemos esperar também a possibilidade de haver apenas coincidência, pois, quantas mulheres recebiam o nome de Anna naquela época e quantas tinham o COELHO como alcunha de famílias?!
Basta-nos perguntar: E quem não tem um Coelho como ancestral? Embora, o mesmo pode ser alguém ainda la na Idade Media portuguesa! Período esse que durou mais la que nos países mais instruídos.
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Ja fazem dias que escrevi o que estava acima. Hoje ja é 10.11.18. Mas o senhor DIONE FERREIRA NUNES continuou alimentando minhas buscas com outros documentos, os quais empolgaram-me tanto que não fechei esse capitulo ainda.
Bom, o que foi para mim “chocante”, no melhor sentido, foi sanar a antiga duvida quanto `a paternidade de nossa trisavó MARIA HONORIA NUNES COELHO. O causador dessa duvida foi o que encontrei no livro do professor PIMENTA.
`A pagina 71 do livro dele, “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”, ele escreveu expressamente que CLEMENTE NUNES COELHO fora pai de PRUDÊNCIO, ANTONIO e MARIA HONORIA NUNES COELHO, casada com JOAO BATISTA COELHO.
Quando conversei com a IVANIA, ela informou-me que no mapa que acompanha o livro dela: “Arvore Genealógica da Família Coelho”, constava que era filha de EUSEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.
Uma verdade que eu notei logo de inicio anos atras. Mas, `a pagina 221 do livro dela, copiou uma grade retirada do livro do professor DERMEVAL, inclusive com o erro. Deduzi que havia duvida.
Expliquei a mim mesmo que, como o professor DERMEVAL não havia encontrado o nome da esposa do CLEMENTE, com a qual havia tido os 3 filhos, entre outros, pensei que a IVANIA houvesse decidido ser melhor manter o nomes dos supostos avos em lugar dos pais. Quebrei o queixo!
E, como observou o senhor DIONE, ele havia observado esse erro do DERMEVAL e os que trataram do assunto posteriormente. Claro que, devido `a inocência, acabamos espalhando ao vento o que, não era uma mentira, porem, era informação falsa.
De qualquer forma, foi muito bom agora ter quebrado o queixo, pois, com isso podemos consertar nossa genealogia. Não teremos o incomodo mais de termos apenas um pai de uma ancestral porque a vaga estará ocupada.
Assim fica estabelecido que MARIA HONORIA e CLEMENTE eram, em verdade, irmãos. Todos ganhamos com a informação corrigida.
E o mais importante, embora temeroso por causa das consangüinidades dobrarem porque na nova situação, EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS deixam de ser nossos pentavós e passam a ser nossos tetravós.
O problema ai fica para quem terá neles a repetitividade como ancestrais. Nos temos primos que descendem de 4 dos filhos do casal JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, ao mesmo tempo que repetem ancestrais em 4 dos filhos da JOAO BATISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO.
Nesse caso, loucura pouca é bobagem!!! Ainda bem que a loucura, nesse caso, tem sido refletida na amabilidade e inteligência dos 12 primos que temos nessa situação. Parentes entre os quais eu mais gosto.
Mas foi por pura sorte que nos não nos engraçamos uns com os outros e não deu nenhum casamento entre nos. Desde que a família dispersou-se, a maioria tem se casado com “parentes” mais distantes.
Isso mesmo! Antes de conhecer como conheço atualmente nossa genealogia, ninguém sabia de todos os fatos. Alguns mais antigos tinham ideia. Mas eles acreditavam que o melhor era casarmos com parentes. Não conheciam exatamente os riscos para a descendência.
Mas ao retroagir alguns ramos ao século XVIII, encontrei alguns vínculos parentais entre atuais casados que não tinham conhecimento do parentesco.
Um exemplo que jamais poderíamos imaginar,. Na pagina 257 do livro do professor DERMEVAL, ja na primeira linha, ele registra o casamento entre dona ALICE REIS e senhor ALIPIO TEIXEIRA. Confirmados ser os mesmos antigos moradores de VIRGINÓPOLIS.
A neta deles, STELLA MARIS (falecida) foi esposa do nosso primo RUI HERCY COELHO. Acontece que dona ALICE encontra-se no livro por descender do tronco PIMENTA VAZ-BARBALHO.
Ainda não ha comprovação documental do nosso conhecimento que o capitão JOSE VAZ BARBALHO foi mesmo filho de MANOEL VAZ BARBALHO e dona JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, os fundadores daquele tronco.
Mas as duvidas de que assim será são poucas. E, nesse caso, constata-se pelo menos um vinculo parental, embora por enquanto remoto, entre o RUI e a saudosa STELLA MARIS.
Faltaria rebuscar os nossos e outros ramos ascendentes dela para, com certeza, encontrarmos outros. Principalmente porque quanto mais próximos chegarmos aos primeiros anos do século XVIII, a população que deixou descendência em MINAS GERAIS vai ficando cada vez mais reduzida.
Nesse caso, não sobra outra alternativa a não ser sermos descendentes repetidamente dos mesmos ancestrais. Ainda mais que os “reprodutores” eram poucos mas as proles eram enormes!!!
A observação apenas é que STELLA MARIS tinha pelo menos um avô “turco”, (natural do Líbano). Pelo menos ai se garante alguma diversidade entre ela e nos, os “puro-sangue”!!!
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BENTO NUNES COELHO c. c. SURPINA SOPHIA LEITE
Supimpa esse nome da tia SUPINA! possivelmente irá encaixar-se naquele ramo LEITE que multiplicou-se em Virginópolis, o qual acredito que a maioria ja esta na família.
Ja tinha conseguido desvendar a genealogia de dona ANTONINA NUNES COELHO c. c. SEBASTIAO FERREIRA RABELO DE MAGALHAES. Quem passou-me os dados foi o primo Balduíno Cezar Rabelo. Ate ai sabia. Não sabia o nome dos pais da dona ANTONINHA como a conheceu.
Agora fica desvendado os ramos das donas BLANDINA e MARIA CLARA, alem da tia MARIETTA, casada com o tio ONESIMO DE MAGALHAES BARBALHO.
O mundo gira, e a genealogia da voltas. Tínhamos tantos parentes descendentes das três sem fazer a menor ideia, primeiro de que tinham esses vínculos e eram NUNES COELHO, agora, que eles se dobram!
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Vou fechar, quase correndo, essas minhas reminiscências a respeito da genealogia NUNES COELHO. Ainda ha detalhes a ser comunicados. Mas eles estão também ligados ao ramo BARBALHO. Assim vamos deixar para o próximo capítulo.
Ha algum tempo atras, estudando as genealogias passadas a nos pelos nossos geneologos mais antigos, em especial o professor DERMEVAL, suspeitei um pouco das coincidências. O fato era que havia que desconfiar-se do fato de todo fim de linha que ele se deparava com ele era ocupado por MANOEL não sei das quantas!
Cheguei ate fazer piada. Parece que quando não se encontra os pais de alguém, por se julgar ser português, então, acrescenta-se mais uma geração e lasca no patriarca o mais famoso nome português: MANUEL!
Era assim com os PEREIRA DO AMARAL, tendo na raiz: MANOEL PEREIRA e MARIA DE BENEVIDES. Os NUNES COELHO contavam com MANOEL NUNES COELHO.
Posteriormente, nos BORGES MONTEIRO temos a raiz que, por enquanto, vai ate ao casal português: MANUEL DE SOUSA AZEVEDO e ANNA COELHO. E o professor NELSON DE SENNA nos deixou que o alferes-de-milícias JOSE era filho do MANUEL RODRIGUES COELHO.
Agora ficamos informados que pelo menos um desses não esta em nossa raiz, pois, nosso ancestral EUSEBIO não teve o MANOEL por pai e sim irmão. Mas não se pense de todo que o MANOEL não seja ancestral de pelo menos alguns de nos.
Mas aqui ha que nos lembrarmos que se dona ANNA COELHO, a esposa do THOME NUNES FILGUEIRAS, tiver sido filha do MANUEL RODRIGUES COELHO, sendo, então, irmã do alferes-de-milícias JOSE, vamos ter a mesma incógnita, por enquanto, em duas raizes.
Fiquei feliz porque pudemos decifrar nosso parentesco com a descendência do CLEMENTE NUNES COELHO e dona ANNA MARIA PEREIRA DA SILVA. Embora o perdemos como ancestral em termos coletivos, podemos agora inscreve-lo como antepassado alem de outros, dos nossos primos próximos descendentes deles.
Alem disso, encontrou-se ai o fio da meada, mostrando que o BENTO NUNES COELHO e dona SURPINA SOPHIA LEITE deixaram descendencia que nos é cara. Em especial cita-se ai os casais:
01. Blandina Nunes Rabelo c. c. Gabriel Nunes Coelho (tios PITU e JOAO).
02. Maria Clara Nunes Rabelo c. c. Francisco Dias de Andrade Junior
03. Marietta Nunes Rabelo c. c. Onesimo de Magalhaes Barbalho
Enfim, não vamos esgotar o assunto por agora senão depois perde a graça. Por enquanto posso adiantar apenas que entramos na turma do LEO. LEOPARDOS!!!

 

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003. CONTATO COM DONA ANA ROCHA

Prezada senhora Ana Rocha,
Ha questão de um mês aproximadamente minha prima Joria Martinho Goncalves solicitou-me informações de locais dos quais nossos ancestrais procederiam em Portugal, pois, desejava aproveitar a oportunidade de um passeio para ver de onde procedemos.
Entre os locais que mencionei, dei ênfase ao Santuário de São Francisco de Assis na Cidade do Porto.
Ao retornar, ela comunicou-me com essa nota: “Oi! Fui la no santuário de São Francisco. Por sorte, a diretora do museu tava na portaria. Ela disse pra você enviar e-mail que os alunos devem ter alguma informação. So que, em 1822 (se não me engano) houve um incêndio e vários documentos perdidos. Mas ha outra opção no arquivo distrital do Porto. La eles tem informações também.”
Em razão disso estou enviando-lhe o meu e-mail: valbarbalho@hotmail.com
O mesmo estou usando para essa mensagem. O que pode verificar.
Não recordo o quanto ou o que informei `a Joria a respeito do interesse que temos a respeito da genealogia da Família Barbalho. E a oportunidade de nos encontrarmos pessoalmente para conversarmos a respeito seria rara, pois, ela reside no Brasil e eu nos Estados Unidos.
Mas, basicamente, tinha a vontade de esclarecer a linhagem Barbalho da qual descendemos, as relações familiares que possuía com linhagens de outros sobrenomes e, particularmente, locais de procedências.
E o intuito era justamente para a ocasião dos passeios, que volta e meia meus familiares fazem a Portugal, indicar-lhes onde, quem e quando nossos antepassados viveram, o que deixaram por construído para assim podermos reencontrar nossas raizes.
Alias, observo que, entre outros mais antigos, talvez tenhamos um parentesco convosco via o sobrenome Rocha. Ate ha pouco tempo, porque o conhecimento genealógico de nossa família era restrito, conhecíamo-nos pelo apelido de Família Coelho.
Isso porque era sabido na família que descendíamos do português: alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães. Ele foi para o Brasil antes de 1744, segundo dados de tradição e pesquisa compilados pelo professor Nelson Coelho de Senna, em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, publicado em 1939.
Nessa brochura o professor Nelson afirmou que Jose fora levado por seu pai para o Brasil. Particularmente para a Província das Minas Gerais, onde estava ocorrendo o conhecido “Ciclo do Ouro”.
Segundo o professor, o nome do pai do Jose foi Manuel Rodrigues Coelho, que juntou grande fortuna `aquela época. Como prova de que ja se encontravam no Brasil, `aquela data, ha uma carta de sessão de sesmaria em nome do Manuel.
Essa no atual Distrito (Freguesia) de Santa Rita Durão, antigo Inficcionado, pertencente `a Cidade de Mariana, Minas Gerais. Em 1756 o mesmo obteve outra sesmaria na localidade de Cachoeira do Campo, pertencente `a Municipalidade de Ouro Preto.
Foi dito também que Jose casou-se duas vezes. A primeira com dona Escolástica de Magalhães, da qual temos apenas a informação do professor Nelson de que deixaram descendência, sem informar mais. E a segunda, e principal, com dona Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela, brasileira.
Segundo o professor Senna, a segunda foi nossa ancestral. Tendo gerado 5 filhos, sendo que a Joria e eu descendemos do capitão Jose Coelho de Magalhães Filho que, na realidade, continua mais conhecido como Jose Coelho da Rocha, fundador da Municipalidade de Guanhães, e grande multiplicador do sobrenome Coelho na região.
Algo senão inusitado, pelo menos curioso, é que a tradição mantem que também o alferes fora conhecido como Jose Coelho da Rocha.  O que seria de certa forma esquisito em tempos tão machistas iguais aqueles, o marido não ter se importado de ser conhecido pelo sobrenome da esposa.
Melhora a hipótese de que o primeiro Jose usava também o sobrenome da Rocha o fato de termos noticias que um dos filhos do capitão Jose recebeu o nome de Jose Coelho da Rocha Neto. O que, penso, não seria verdade se o avo não tivesse a assinatura. Mas pode ser engano de nossos genealogistas.
Portanto, penso haver a possibilidade de o sobrenome Rocha ser parte da linhagem Coelho antes mesmo daquele segundo casamento do alferes com Eugenia da Rocha. A possibilidade seria a de que também a mãe dele, da qual não temos nem mesmo suspeita do nome, ter pertencido ao ramo.
Posteriormente, outro genealogista na família, o professor Dermeval Jose Pimenta, escreveu que Eugenia fora filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
Possível será que esse Nicatigi esteja enganado. No livro dele o professor relatou que outro nosso ancestral, Antonio Borges Monteiro, procedia da Municipalidade de Geia. Mas trata-se da Freguesia de Pinhanços, Municipalidade de Seia, Distrito de Guarda. Imagino ser Nicatsi. Nome comum na Italia.
A informação acrescenta que Giuseppe tinha origem luso-italiana, inclusive informando que a parte italiana procedia da Calabria. Contudo, não temos nenhum outro dado que nos permita aprofundar o lado “da Rocha” que, presumivelmente, será a parte lusitana.
De qualquer forma, vemos ai a possibilidade de termos algum grau de parentesco por esse sobrenome com a senhora.
O que não seria impossível haver também outro pelo lado Rodrigues Coelho/Coelho de Magalhães. Isso porque o professor Nelson julgava que esse ramo procedia da antiga Província do Entre Douro e Minho. Muito provavelmente da área do Porto.
Caso tenhas ancestrais na região, provavelmente serão os mesmos que os nossos por ambos esses lados. No caso do “da Rocha”, li uma informação, salvo engano em Sanches de Baena, que coloca um único gerador do sobrenome, e seria um nobre procedente da Irlanda.
Quanto ao sobrenome Barbalho, foi por ele que me vi motivado a indicar o Santuário de São Francisco. Alão, em sua obra: “Pedatura Lusitana”, deixou uma observação que ditou a pista da relação entre o sobrenome e o local.
Ali ele afirma que os Barbalho “tiveram capela no Santuário de São Francisco do Porto.” Portanto, posso crer que ali estão os restos mortais de nossos ancestrais portugueses mais antigos do sobrenome. Alem da narrativa de sua Historia e Genealogia pregressa.
Como se poderá observar no tratado de Alão, copiado abaixo, ele vinculou a Família Barbalho `a Municipalidade do Porto.
Segundo noticias de autores mais antigos, foi com o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, 1535, que Brás Barbalho Feyo foi para o Brasil. E, salvo engano meu, deu origem a toda descendência desse e outros sobrenomes no pais.
Note-se que Pernambuco e São Vicente ( São Paulo, Rio e Minas Gerais) foram as únicas Capitanias Hereditárias que prosperaram desde o inicio da colonização.
A primeira em função da produção de açúcar de qualidade e a segunda por estar na rota marítima das Grandes Navegações. São Vicente tornou-se porto de abastecimento, reparo de navios e comercio escravo do “gentio da terra”.
Os primeiros colonos chegados a essas províncias foram os que deixaram a descendência “nobre da terra”. Foi ela que multiplicou primeiro e foi absorvendo em seu seio familiar os recém-chegados do Velho Continente. Alem de indígenas e afrodescendentes.
Foi essa descendência que chefiou a lenta colonização do continente brasileiro. Ela foi abrindo os primeiros caminhos, fundando os primeiros arraiais e suprindo com efetivos a exploração do imenso território.
Os Barbalho primeiro se multiplicaram em Pernambuco. Foram expulsos quando da Invasão Holandesa, em 1630, para a Bahia e o Sergipe. Iniciaram com outras famílias ja aparentadas a Reconquista do Nordeste, a partir de Pernambuco para o Norte.
A partir de 1640 estiveram, especialmente na pessoa de Agostinho Barbalho Bezerra, junto com os portugueses na Guerra da Restauração. Ha uma afirmação biográfica de que ele esteve envolvido em todos os embates que se deram na Praça de Elvas, salvo engano meu.
E com os irmãos e muitos outros parentes conseguiram também a restauração do Brasil `a coroa portuguesa, que se deu nas Batalhas dos Guararapes, em 1648-9.
Nesse ponto, o ancestral Luiz Barbalho Bezerra, em idade, debilitado por doença agravada pelo stress de guerra e sem sua fortuna que empenhara na reconquista, havia sido nomeado governador do Rio de Janeiro, para exercer durante os anos de 1643-5. Indo falecer no oficio em 1644.
Ele deixou filhos que se distribuíram em Pernambuco ou Paraiba, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro.
Durante o Ciclo do Ouro, a partir de 1698, houve um fluxo imenso das gentes da terra, de Portugal e estrangeiros para os. campos das ricas minas. Entre os migrados estão alguns descendentes de Luiz Barbalho.
Nessa nova colonia ha renovada multiplicação. E desde o final do século XVIII, quando do esgotamento do ouro farto, essa descendência inicia migração para os novos pontos de colonização, como faz o cirurgião-mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho, que mudou-se para o Rio Grande do Sul por volta de 1780.
Outros ramos dirigiram-se para o Santa Catarina. Depois Goiás. Dos ramos que permaneceram no Nordeste, ha noticias que se espalharam por todo o Norte do pais.
Na atualidade vemos a dispersão da Família por todos os pontos do pais. Sendo que ha registros de nordestinos dirigindo-se para paragens mais ao Sul e sulistas retornando `as suas origens nordestinas.
A descendência atual conta-se aos milhões. Porem, não ha um numero exato por causa da dificuldade em alinhavar uma Arvore Genealógica coletiva. Infelizmente, no Brasil o poder publico ainda não enxergou vantagens em digitalizar todos os documentos antigos e disponibiliza-los via eletrônica para consulta.
Talvez o recente incidente do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, possa alertar alguma autoridade mais responsável para o fato de que se esquecermos nossa Historia corremos o risco de nos colocarmos eternamente como se inferiores fossemos.
No entanto, sabemos que o povo brasileiro de um modo geral descende do povo que iniciou as Grandes Navegações e por elas pudemos ter o que hoje temos que é a interconexão global.
E, via portugueses, descendemos de todos os nobres que na atualidade são estudados nos livros da Historia Universal. E deles descendem todos os povos que habitam a terra.
Desculpe ter prolongado tanto. Mas tenho o defeito de não ser conciso
Agradeço-lhe carinhosamente a prontificação para ajudar-nos. Muito obrigado mesmo.
Saudações,
Valquirio de Magalhães Barbalho.
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APENDICE
A partir de agora vou adiantar-lhe os dados que ja reuni a respeito do tronco familiar Barbalho. Talvez, se algum aluno aceitar o desafio de decifrar por nos os vínculos familiares e lugares em Portugal, essas informações sejam facilitadoras.
Penso que do ramo devem descender todos os Barbalho do pais e uma multidão centenas de vezes maior de pessoas com essa ascendência, mesmo sem assinar ou saber.
Entre os famosos pode-se citar compositores como Chico Buarque de Holanda e Fernando Brant. O bispo D. Manoel Nunes Coelho. Os dois últimos ja falecidos. Acredito ser desnecessário continuar tais menções, pois, pode-se imaginar a abrangência de boa parte do povo brasileiro.
Destino esse apêndice `aqueles que se “atreverem” a aceitar o desafio de aprofundar um pouco essas raizes com nomes de pessoas e lugares. Considero um feito difícil, pois, outros pesquisadores não encontraram.
A mencionar, Nelson Barbalho, que faleceu sem poder encontrar a chave da ligação da família Barbalho brasileira e sua origem em Portugal. A respeito desse autor:
http://www.cbg.org.br/colegio/historia/galeria-socios/nelson-barbalho-de-siqueira/
Apenas desconfio que pesquisadores anteriores não tiveram o devido acesso aos estudos de Alão. E muito possivelmente realizaram pesquisas em documentos da Torre do Tombo, sem imaginar que havia a possibilidade de encontrar melhores noticias no Porto e região.
Vamos ao resumo do que tenho conhecimento:
1a. geração
Brás Barbalho Feyo. Foi dito que nasceu em Portugal e ido para o Brasil junto com o capitão-mor Duarte Coelho. Casou-se com Catarina ou Maria Tavares de Guardes. Ela era filha de: Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.
Por essa outra postagem abaixo, podemos seguir melhor:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios
Trata-se da Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda. De autoria de Pedro Wilson Carrano Albuquerque. Editada pela editora Usina de Letras.
Entre os décimos segundos avos do Chico Buarque, nos números: 9694 e 9695 temos Brás Barbalho Feyo e Maria Guardes. Mas ja vi publicação diferente dizendo ser Catarina.
Os números 9692 e 9693 são Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria Araújo, que são pais de Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda.
Na 13a. geração temos os números e donos dos números:
19386 Pantaleão Monteiro, Fundador do Engenho de São Pantaleão (do Monteiro)
19387 Maria Monteiro (Na verdade, Maria de Araújo)
19390 Francisco Carvalho de Andrade, senhor do Engenho de São Paulo da Várzea. “Foi …… e pessoa tão bem conceituada que conseguiu casar bem as filhas que teve c. Maria Tavares de Guardes: Ines e Leonor Guardes. Teve uma outra filha que casou com Brás Barbalho.”
19391 Maria Tavares de Guardes.
Engraçado ai foi que a outra filha, não teve a boa sorte de casar-se bem!
Maria de Araujo, esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, era filha de Pantaleão Monteiro e Maria de Araujo (Monteiro).
2a. Geração
Temos na 11a. geração de avós do Chico Buarque:
4846 – Guilherme (ou Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda. Com a esposa Camila Barbalho teve os filhos Luis e Felipe Barbalho Bezerra e Brasia Monteiro.
4847 – Camila Barbalho (filha de Brás Barbalho e Maria de Guardes).
Aqui a linhagem que vai ao Chico Buarque segue a de Brasia Monteiro, irmã do Luiz Barbalho Bezerra e do Felipe.
Brás Barbalho tornou-se senhor do Engenho de São Paulo em lugar do seu sogro Francisco Carvalho de Andrade.
Ha menção em outra publicação que Francisco Carvalho de Andrade foi também armeiro real na Capitania de Pernambuco.
3a. Geração
Luiz Barbalho Bezerra casou-se com Maria Furtado de Mendonça, filha de Fernand’Aires Furtado e Cecilia de Andrade Carneiro. Dos sogros nada tenho.
Luiz Barbalho foi senhor do Engenho Barbalho, que ficava no Cabo de Santo Agostinho. Nasceu em 1584 e faleceu em 1644, ocupando o cargo de governador no Rio de Janeiro.
Foi também mestre-de-campo de um terço das tropas na Bahia, durante as lutas contra os holandeses. Tornou-se notório quando liderou a retirada de suas tropas do Porto de Touro, no Rio Grande do Norte, ate Salvador na Bahia.
Enquanto não atravessou o Rio São Francisco, as tropas estavam cercadas pelo inimigo e mal municiadas e supridas. Por isso e pelos feitos a retirada foi considerada heróica.
Antes ele havia sido capturado pelos holandeses e deportado para a Holanda. Mas conseguiu fugir e entrar na Espanha, quando ainda havia a União Ibérica e Portugal e Brasil estavam sub-Júdice da Coroa Espanhola.
Em 1638 compartilhou a liderança do combate `a tentativa da invasão de Salvador pelos holandeses. Reforçou o Forte que passou a ser conhecido como Forte do Barbalho. Forte esse que não mais existe e cujo apelido tornou-se nome de bairro da cidade.
Esses dados são antigos. Contudo, a aceitação de alguns tem sido feita pelos genealogistas mais recentes, incluindo Rheingantz e Carlos Eduardo de Almeida Barata, autores de genealogias renomadas.
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ALGUMAS VERSÕES MAIS ANTIGAS:
Abaixo, copiei o titulo: “Barbalhos” do “Pedatura Lusitana”, de Cristóvão Alão de Morais:

pag. 343                    “BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g. Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

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(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

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Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hum engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

OBSERVAÇÕES MINHAS:

Infelizmente os trabalhos de Alão não nos dão ideias de datas para compararmos.

Mas creio na possibilidade de o primeiro filho de Fernão Barbalho, ANTONIO, ser o próprio Bras Barbalho Feyo. Pode ser que tivesse o nome de Antonio Brás, tendo Alão preferido o nome de batismo e os autores no Brasil preferido o nome pelo qual todos o conheciam.

Isso porque coincide que foi dito que o Brás foi pai de Felipe, Alvaro e Camila.

Por não ter tido noticias da existência da Camila foi que ele atribuiu a paternidade do governador Luiz Barbalho Bezerra ao próprio Antonio, que era o avô e não o pai.

Para isso ser verdade, porem, houve uma completa confusão de Alão. E seria necessário que o Brás, ou Antonio Brás, houvesse se casado 3 vezes. Sendo a terceira com Catarina ou Maria Tavares de Guardes.

Se tivéssemos datas de nascimentos e falecimentos do Antonio e do Brás, ou Antonio Brás, poderíamos saber se poderiam ter sido pais do governador Luiz Barbalho que nasceu em 1584.

Existem estudos recentes que dão nomes `as esposas do Antonio. Sendo que a segunda seria filha de Branca Dias, eternizada pelo processo inquisitorial que sofreu. E a noticia da transferencia Antonio (Brás) para o Brasil não tivesse chegado aos ouvidos do autor.

Claro, o Brás poderia ter sido um membro da família não mencionado por Alão, por não ter tido conhecimento da existência dele. Dai as confusões.

Interessante foi que Alão deve ter consultado alguns arquivos mas não ter se dirigido aos filhos do próprio governador Luiz Barbalho que ainda eram vivos.

Inclusive, por ocasião da escrita, Agostinho Barbalho Bezerra fora enviado a Lisboa, para responder a processo consequente da Revolta da Cachaça, acusação de crime pelo qual foi absolvido e requereu algumas mercês reais, em função dos serviços prestados `a coroa portuguesa pelo pai, ja falecido, e por ele próprio.

Entre as mercês concedidas estaria a da Capitania Hereditária de Santa Catarina, da qual nunca tomou posse por antes ter falecido.

`A ocasião alegou ter mãe e 3 irmãs, pelas quais ele era o responsável. Dessas 3 irmãs, somente através de Alão tenho informação que uma chamava-se Francisca Furtada.

Ate então, sabia os nomes de 6 varões e 3 mulheres. Como os destinos delas é sabido, talvez tenhamos mais uma (se Agostinho incluiu dona Cecilia que ja deveria ser viuva) ou duas (caso contrário), das quais não sabemos os nomes.

Seriam, então, um total de 11 ou 12 filhos, diferentemente do que foi dito por Borges da Fonseca serem 10.

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Esse e outros estudos estão numa pagina de meu blog cujo endereço é:

O extrato esta no capitulo:
008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?
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O sitio abaixo:

contem informações importantes a respeito dos engenhos pernambucanos. Os engenhos de açúcar estão organizados por ordem alfabética e os nomes de fundadores e senhores em sequencia cronológica.

Algumas das informações podem ter bom uso nas pesquisas genealógicas.
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Ha no site do google livros os estudos do frei Antonio de Santa Maria Jaboatão, (Antonio Coelho Meirelles, 1695 – 1779). Ali pude ler a genealogia que ele preservou voltada tanto para as primeiras famílias chegadas `a Bahia, principal, quanto para alguns ramos das chegadas a Pernambuco.
Frei Jaboatão fez uma descrição bem resumida da Família Barbalho, penso, principalmente porque descreve a descendência de apenas duas das filhas do governador Luiz Barbalho, sendo elas: donas Cosma e Antonia; e de um filho: Guilherme, cujos dois filhos mencionados não deixaram descendência.
Os estudos de Alão, mencionam mais um: Luiz Barbalho, filho de Guilherme, mas não lhe da sucessão. Foi o único autor, dos que conheço, que menciona esse filho.
Na pagina:
https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/
E capitulo:
008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ De Castro?
descrevi os estudos que fiz na obra, pois, ha uma oportunidade de, talvez, eu e familiares sermos descendentes das famílias portuguesas primeiro chegadas `a Bahia.
Entre elas a Barbalho, através de dona Antonia Barbalho Bezerra e seu marido Antonio Ferreira de Sousa.
Tentei reabrir a pagina no Google Livros no qual pude ler a obra do Frei Jaboatão. Mas não consegui. Para facilitar aos voluntários, copiarei aqui o que ja copiei de la:
                          BARBALHOS – (PAG. 310)
“Luiz Barbalho, o velho, natural de Pernambuco, filho de Antonio Barbalho, foi mestre de campo na Bahia (2) e na armada do Conde de Torre, por ir esta derrotada para (311) as Índias de Castela, passou dela ao porto de Touro na Costa do Brasil ao norte, donde caminhou por terra com a gente, que trazia, assim soldados como moradores, rompendo matos, atravessando pelos sertões, vencendo as dificuldades dos rios e brenhas, sofrendo fomes e gentio selvagem; o que engrandecem todos os que isto escreveram como D. Francisco Manoel na Epana, fora triunfante, e foi esta armada do Conde de Torre derrotada no ano de 1639. Depois governou a Bahia com o senado da câmara, o provedor da fazenda real Lourenço Correa, e o bispo D. Pedro da Silva* pela prisão do governador D. Jorge Mascarenhas, Marquez de Montalvão, primeiro vice-rei deste estado desde, 16 de Abril de 1641 ate 26 de agosto do mesmo ano. Casou com D. Maria Furtado de Mendonça , filha de Aires Furtado de Mendonca e de sua mulher Cecilia de Andrade Carneiro, e teve filhos:
  1. Agostinho Barbalho, que, servindo bem em todas as ocasiões em que se achou, na remoção de Salvador Correa de Sa e Benevides, governador do Rio de Janeiro, o degolou. Foi senhor da ilha de Santa Catarina, de que lhe fez mercê el-rei D. Afonso VI, por provisão de 4 de Fevereiro de 1664.

2. Guilherme Barbalho, que se segue

     3. Fernão Barbalho, que serviu ao infante D. Pedro, e morreu vedor da India, sem filhos, foi fidalgo da casa real, e capitão na fortaleza de N. S. do Populo.
     4. D. Antonia, mulher de Antonio Ferreira de Souza, filho este de Eusebio Francisco e de sua mulher D. Catharina de Souza, e casou D. Antonia com este Antonio Ferreira de Souza a 11 de Setembro de 1642, e foi ministro e padrinho o Sr. bispo D. Pedro da Silva na igreja de S. Bento da Bahia, padrinhos o mestre de campo Luiz Barbalho e o governador Lourenço Correa de Brito.
     5. D. Cosma, mulher de Francisco de Negreiros, na Patativa, a fl…., n. 6, e ali a sua descendencia.
      * por provisão regia de 4 de Março de 1641. (pag. 312)
     6. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, que, diz dele o Liv. 4 a fl. 304, que trata dos serviços das pessoas deste estado, era fidalgo da casa de Sua Majestade, como era o dito seu pai o mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra, e natural de Pernambuco, e que este seu filho Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, de idade de 8 anos, assentou praça de soldado na companhia de seu irmão Agostinho Barbalho Bezerra, uma das do mestre de campo D. Felipe de Moura, com seis cruzados por mês, em 20 de Fevereiro de 1642, e serviu de soldado em outras companhias ate 17 de Março de 1667, em que, passado seu irmão Fernão Barbalho para o serviço do Sr. Infante D. Pedro, como fica dito, entrou o dito Francisco Monteiro Bezerra, ou Barbalho Bezerra, por capitão do forte novo de N. Sra. do Populo do mar, de que era o dito seu irmão Fernão Barbalho, serviu neste ate 1704, que neste ano, que requeria os seus serviços, faziam 24 anos, 4 meses e 17 dias, que servia; e é o que dele achamos.
N. 2. Guilherme Barbalho, filho segundo de Luiz Barbalho, o mestre de campo, e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonca, serviu nas guerras de Pernambuco, foi fidalgo da casa real, cavaleiro da ordem de Christo, foi alcaide-mor da cidade de São Christovão de Sergipe de el-rei, coronel de um partido de auxiliares na Bahia, onde casou com D. Anna de Negreiros, filha de Domingos de Negreiros, a fl…, n. 2 e 5, e de sua mulher Maria Pereira, filha de Martim Lopes Soeiro e de sua mulher Anna Pereira, a fl…, e teve filhos:
     7. Domingos Barbalho Bezerra, que se segue:
     8. D. Marianna Barbalho, mulher de Manoel Alves da Silva, filho de Antonio Alves da Silva e de Luiza Freire, sua mulher, sem filhos.
     7. Domingos Barbalho Bezerra, filho de Guilherme Barbalho, n. 2, teve o foro de fidalgo, e comenda de alcaide-mor de seu pai e avô, viveu com seu pai na patativa, solteiro.”
     `As paginas 308 e 314, respectivamente, encontram-se breves descrições do inicio das famílias Negreiros de Sergipe do Conde e Ferreiras de Souza, nas quais casaram-se dona Cosma e Guilherme e dona Antonia, respectivamente. A sequencia de descendências se da em capítulos diversos.
     Nessa obra não se relata a existência dos filhos: Cecilia, Francisca, Jeronimo e Antonio. E Sergipe do Conde, é uma municipalidade do Estado da Bahia, na qual os Barbalho baianos se multiplicaram.
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Outro estudo importante que descreve o inicio da família Barbalho no Brasil esta no endereço:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf
Infelizmente, nesse momento, o site esta mostrando uma imagem distorcida da obra.
Trata-se do livro: “Nobiliarchia Pernambucana”, publicado pela Biblioteca Nacional. Uma reprodução dos “Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro” volume XLVII, de 1925. (A reprodução foi em 1925, a obra é anterior) O trabalho foi escrito por Antonio Jose Victoriano Borges da Fonseca.
Existem muitas criticas ao trabalho de Borges da Fonseca. Tratam-o por confuso e enganoso em certas partes. Não sei ate onde ele errou.
Mas observei, por exemplo, que ele disse que Jeronimo Barbalho Bezerra, que foi “degolado” (enforcado) em consequência da Revolta da Cachaça, teria sido filho do Felipe, irmão do governador Luiz Barbalho. Observe-se que ha o engano em Jaboatão ao afirmar que o “degolado” foi o Agostinho.
Na atualidade os genealogistas concordam que Jeronimo fora filho do governador Luiz. E os fatos comprovam que foi ele o enforcado.
Os genealogistas atuais também contradizem Borges da Fonseca em relação a um Antonio, o qual ele afirma ter sido filho do Felipe, irmão do Luiz Barbalho Bezerra. Isso se da em relação aos casamentos deles.
Borges da Fonseca afirma que Antonio, filho do Felipe, casou-se e foi para a Paraiba tornando-se o II senhor do riquíssimo Morgado de São Salvador do Mundo, instituído por Duarte Gomes da Silveira que, por não ter herdeiros, deixou para uma parente (neta para alguns e sobrinha para outros).
Outros, atuais, dizem que foi o Antonio Barbalho Bezerra, porem, filho do governador Luiz Barbalho Bezerra.
`A pagina 35, no “Titulo de Bezerras Felpa de Barbudas” fala que foi uma filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda e Brasia Monteiro: “3. Maria Monteiro, que casou com seu primo Antonio Bezerra, filho de Luiz Barbalho”.
`A pagina 189 do estudo abaixo ha outra menção. Fala-se que Antonio, o filho mais novo, (na verdade não deve ser, pois, o autor contava apenas 6 filhos, e que o casamento de Luiz e Maria Furtado de Mendonça  se dera em 1614). teria se casado com “Joanna Gomes da Silveira, neta do ilustre Duarte Gomes da Silveira, fundador do morgado …”
Sabe-se que o casamento deu-se em 6.10.1633. Guilherme foi o primogênito. Assim, para casar-se naquela data, Antonio teria que ter sido o 2o. ou 3o. Ainda assim, para casar-se por volta de seus 15 anos de idade, no máximo.
Algumas literaturas afirmam que Jeronimo nasceu em 1616 e Agostinho em 1619, havendo assim pouca margem para que Antonio pudesse ter sido o casado em 1633.
Acredito que Borges da Fonseca tenha razão quanto ao Antonio casado com Joana ter sido filho do Felipe. E Antonio, filho do governador Luiz, ter retornado a Pernambuco onde casou-se com a Maria Monteiro. A tese é esta:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
Borges da Fonseca, contudo, inicia o Titulo dos Barbalhos, `a pagina 139, assim:
” 1. Principia esta família em Brás Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco logo nos primeiros anos de sua povoação. Casou com D. Leonor Guardes, irmã de Ignez Guardes mulher do instituidor do Morgado do Cabo, e filhas de Francisco Carvalho de Andrade e sua mulher Maria Tavares de Guardes.
     Deste matrimonio de Bras Barbalho Feyo nasceram:
    2 – Alvaro Barbalho Feyo, que continua. (…)
    2 – Camilla Barbalho, que ja se acha nomeada no Livro Velho da Se, por madrinha de um batizamento feito a 7 de Novembro de 1608. Casou com Fernão Bezerra. E da sua descendência se da noticia em titulo de Bezerras Felpa de Barbudas. (…)
    2.- Braz Barbalho Feyo.”
Na verdade, quando ia falar a respeito da geração deixada por Camilla e “Fernão”, ele se omite a respeito da descendência de Luiz Barbalho, mencionando apenas que eram 10 e que outros ja os haviam mencionado. Salvo engano meu, ele menciona o autor Castrioto (que pode ser o nome da obra).
Alias, posso aqui postar as informações mais exatas, `a pagina 37 temos, em relação `a família Bezerra Felpa de Barbuda:
“2 – N…….. Bezerra Monteiro, casou com Camilla Barbalho, filha de Braz Barbalho, e de sua mulher N……. Guardes, em titulo de Barbalhos. A primeira Camilla de Braz Barbalho, vivia em Olinda em 1608. No Livro velho da Se se acha nomeada como madrinha de alguns batizados. Do referido matrimonio nasceram:
3 – Luiz Barbalho Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Comendador da Ordem de Christo e Mestre de Campo de infantaria, que governou a Bahia e o Rio de Janeiro, de quem os escritores da guerra dos Holandeses fazem muitas vezes, digo, fazem inumeráveis vezes a mais honrada memória, e seria prolixa a nossa se a fizéssemos de tantas, tão repetidas e gloriosas ações quando basta o que desse grande soldado disse o general Francisco de Brito Freire neste grande elogio: – A quem tantas continuadas ocasiões pelo decurso desta Historia, adiantaram ao insigne Mestre de Campo e deram ilustre fama principalmente naquela celebre e portentosa expedição em que socorreu a Bahia, penetrando quatrocentas léguas os desertos da America. Foi casado e teve 10 filhos, dos quais o mais velho foi o capitão Guilherme Barbalho Bezerra, mas como todos no ano de 1638 embarcaram para a Bahia, onde, e no Rio de Janeiro viveram, não tenho deles outras noticias.”
`A pagina 38 temos:
“4 – Felipe Barbalho Bezerra, consta no Livro Velho da Se que casou a 24 de Setembro de 1608 com Serafina de Morais, filha de Domingos da Silveira e de sua mulher Margarida Gomes Bezerra, em titulo de Bezerras, Morgados da Paraiba.” (pag. 37)
Deste matrimonio nasceram:
     5 – Jeronymo Barbalho Bezerra, que foi para o Rio de Janeiro, onde ha noticia que morrera degolado. (…)
     5 – Antonio Barbalho Bezerra, que ja se achava casado em 1633 com sua parente Joanna Gomes da Silveira, filha herdeira de seu tio, irmão de seu avô, Duarte Gomes da Silveira, que neles instituiu com faculdade regia o Morgado do Salvador do Mundo, da Paraiba a 6 de Dezembro do dito ano. Dele e da sua sucessão se escreve em titulo de Bezerras Morgados da Paraiba.”
`A pagina 384 o autor Borges da Fonseca, parte do livro na qual existem alguns Apêndices, retorna ao titulo Barbalhos e assim descreve, em seu inicio:
  1. “Principiou esta família em Braz Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco logo nos primeiros anos de sua povoação  casou com N …… Guradez, irmã de Ignez Guardes, mulher do instituidor do Morgado do Cabo e filha de Francisco Carvalho de Andrade, e de sua mulher Maria Tavares de Guardes, que foram os primeiros senhores do engenho de São Paulo da Várzea. (pag. 385)
Deste matrimonio de Braz Barbalho Feyo, nasceram:
     2 – Alvaro Barbalho Feyo, de quem acima se trata
     2 – Braz Barbalho Feyo, adiante,
     2 – Camilla Barbalho, que ja se acha nomeada no Livro velho da Se por madrinha de um baptisamento feito a 7 de Novembro de 1608. Casou com Fernão Bezerra, e da sua sucessão se da noticia em titulo de Bezerra Felpa de Barbuda, onde se verá quem foram os pais do famoso Luis Barbalho Bezerra.”
Dai para frente descreve-se a descendência dos irmãos da Camila.
Aqui ha que mencionar-se a insegurança do autor em relação ao nome da esposa do Bras Barbalho Feyo (1) e do marido da filha Camila. Embora ele houvesse anunciado antes que no primeiro caso seria Leonor Tavares de Guardes, encontrei a noticia do contrário com o Frei Jaboatão.
A obra do Frei esta publicada na “Revista Trimensal do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro” de 1889. Na pagina 43 ele inicia a descrição dos Albuquerques Maranhões em Pernambuco.
Ali fala que Leonor Tavares de Guardes era casada com Antonio Pinheiro Feyo. Esses, salvo engano porque não estou tendo acesso `a obra no momento, foram os sogros do Jeronymo de Albuquerque Maranhão, filho do Jeronymo de Albuquerque, o chamado “Adão de Pernambuco” por causa da numerosa descendência com varias mulheres.
E, no mais, a obra da noticia da descendência deles. Portanto, foi engano de Borges da Fonseca mencionar que Leonor fora esposa do Brás Barbalho Feyo. Confirmando-se ai que a esposa deste chamava-se Maria ou Catarina mesmo.
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A tese também pode ser consultada. Trata-se de um estudo a respeito da crise conhecida como: “A REVOLTA DA CACHAÇA”. Ocorrida no Rio de Janeiro entre o final de 1660 e o inicio de 1661.
Foi o embate de duas forças antagônicas entre os nobres descendentes dos fundadores do Rio de Janeiro e os que estavam sendo “empurrados com a barriga” pela corrupção no governo de Salvador Correia de Sa e Benevides.
A revolta teve como chefe maior Jeronimo Barbalho Bezerra, filho de Luiz Barbalho. O qual perdeu a vida ao final. Mas essa consequência provocou também a condenação do governador por todos os seus crimes. Veja:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
A partir da pagina 187, capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: a familia Barbalho”, encontra-se uma descrição resumida desse tronco familiar e da um parecer geral a respeito dos filhos de Luiz Barbalho, que estiveram no Rio de Janeiro.
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Talvez seja melhor visitarem o endereço:
https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/
Nessa pagina de meu blog eu disponibilizei muitos dados e menções `a família, que venho encontrando em minhas pesquisas.
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Espero que essas notas sejam uteis a quem for procurar decifrar os vínculos que tornam possível fazer a ponte que liga os Brasileiros do sobrenome Barbalho e Portugal, com seus devidos lugares, datas e pessoas.
Acredito que o estudo desse gênero e a divulgação de um resultado positivo poderá ajudar a desenvolver um fluxo de turismo dos Barbalho brasileiros a Portugal e seus parentes de Portugal para o Brasil, para apreciar os pontos históricos os quais se enfeitam com seus nomes.
Bom trabalho aos que aceitarem o desafio.
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004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
INDICE
01. 004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
02. OS DOCUMENTOS
03. OLHA OS ENGANOS!
04. O HUMILDE ANCESTRAL JOAQUIM COELHO DE ANDRADE
05. OS NOSSOS PEREIRA DO AMARAL
06. OS PEREIRA DO AMARAL – BENEVIDES
07. RESENHA FINAL
01. 004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
Ha muito estava adiando mas agora resolvi visitar o site Familysearch para ampliar os dados que ja possuía la e saber se aumentava meus conhecimentos, caso houvessem dados que não conheça.
Encontrei coisas interessantes. Ate mesmo maravilhosas. Mas ficou claro que ha muitos enganos.
Acredito que os enganos devam-se a ansiedades de iniciantes. Inclusive a minha.
Consta no site que o nosso ancestral, o alferes, Jose Coelho de Magalhães era filho do Bernardo Antonio e sua esposa Ana Josefa. Quem acompanha os meus estudos pode lembrar-se que “achei” que fossem. Inclusive passei isso para sites, mas ja me retratei.
Não tenho ate hoje como dizer que sim ou que não. Isso porque o professor Nelson Coelho de Senna afirmou que no lugar do Bernardo Antonio entraria um Manoel Rodrigues Coelho.
E estou dizendo um porque o professor não aprofundou na pesquisa dele, e eu ja encontrei mais de um possível ancestral com o nome Manoel Rodrigues Coelho que foram contemporâneos de nossos ancestrais em Minas Gerais.
O problema ate o momento tem sido que não encontrei documento algum que comprove qualquer hipótese.
Sei que deve haver algum Inventário e, possivelmente, Testamento do nosso ancestral, alferes-de-milicias, Jose Coelho de Magalhães, em Conceição do Mato Dentro onde foi dito que faleceu, ou no Serro que, em 1806 na data, era a única sede de Comarca na região.
Esse seria um documento que devemos guardar com carinho, pois, devera desfazer diversas duvidas e abrir novos horizontes para nossas pesquisas. Isso porque nada sabemos com segurança, pois, o que sabemos deles vem de tradições, o que podem ser falhas.
Os Testamento e Inventario do Jose Coelho de Magalhães poderiam, definitivamente, revelar com certeza se somos mesmo descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, como ate agora acredita-se, ou da Escolástica de Magalhães, primeira esposa dele.
Os documentos iriam, no minimo, informar-nos quem foram os filhos de cada esposa, com quem se casaram, os que ja eram casados. e talvez alguns netos que acaso fossem órfãos.
O Testamento poderia revelar quem foram os pais, onde nasceu e ate alguma resenha a respeito de ancestrais e da origem geográfica. Mas somente depois que encontrar-se algum documento revelador é que podemos fazer uma resenha segura. Ate la, tudo não passa de especulação.
Infelizmente, não tive a oportunidade de buscar em todos os locais possíveis de encontrar algo seguro a respeito do nosso, provável, ancestral Manoel Rodrigues Coelho. Ha que verificar na Casa dos Contos e no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto.
Se por la houver algum Inventario dele, então, poderá revelar se deixou um filho chamado Jose Coelho de Magalhães.
Algum documento do gênero devera existir, pois, foi dito ter sido muito rico. E ha a possibilidade de ele ser encontrado em documentos referentes ao Inficcionado, atual Santa Rita Durão, em Mariana, e Cachoeira do Campo, Distrito de Ouro Preto.
E não se pode descartar ainda a possibilidade de ter sido o próprio Manoel Rodrigues Coelho que tenha levado toda a família para o, então, Norte de Minas. Informa-nos o professor Nelson que a família espalhou-se por Santa Barbara, Itabira e Conceição do Serro (do Mato Dentro).
Mas não especificou quando se deu isso. Manoel ganhou a Sesmaria em Cachoeira do Campo em 1758, quando ja não havia ouro a explorar-se na região. Mas houveram outros surtos de ouro no Norte do Estado.
Talvez tenha sido atraído para a região de Conceição do Mato Dentro/Morro do Pilar, Fazenda do Axupé, onde o professor Coelho de Senna afirma que a família esteve estabelecida, ainda no século XVIII, antes de o nosso ramo ter ajudado a fundar e passar a residir em Guanhães.
Portanto, pode-se, talvez, encontrar-se algum Inventario e Testamento no Serro. Nunca se sabe. Enquanto não encontrarmos o “elo perdido” nada se pode afirmar.
Mas, queria resumir o máximo possível porque ha muito o que escrever com o que ja encontrei. Vamos, então, a apenas postar novamente alguns documentos. Deles não se pode duvidar da veracidade.
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02. OS DOCUMENTOS
a. Registro de batizado de POLICARPO JOSE BARBALHO
“Aos 21 dias do mês de novembro de 1779, na Capela de Santa Anna do (Percuava?), o padre Andre Vaz de Almeida batizou e pos os Santos Óleos a Policarpo, filho legitimo de Jose Vaz Barbalho e de sua mulher Anna Joaquina de Sam Jose. Foram padrinhos Manoel da Ponte e Delfina Soares, todos dessa freguesia (??) e por esse assino:
O vigário: Pedro Jose Pereira de Castro.”
b. Registro de batizado de PLACIDO JOSE BARBALHO
“Aos 18 dias do mês de Março de 1781 anos, nessa Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual Santa Rita Durão), batizei e pus os Santos Óleos a Plácido, párvulo, filho legitimo de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina sua mulher, postos forros, que viverão na Freguesia de Vila do Principe a partir dessa Freguesia do Inficcionado (??) do epifano a 9 do dito mês. Foi padrinho: Silvestre de Almeida do Freixo, dessa freguesia, o que foi aposto.
O Encomendado: Pedro Jose Pereira De Castro.”
Ambos os documentos os vi nas reprodução fotográfica do livro de batizados que pode ser visto no site Familysearch.
c. Sinopse do Inventario de POLYCARPO JOSEPH BARBALHO
“POLYCARPO JOSE BARBALHO – Faleceu a 20 de junho de 1801. Era natural da Vila do Principe do Cerro Frio, filho de Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza. Casou com Bernarda Maria de Azevedo, de quem teve 7 filhos: Constancia Joaquina, casada com Jose Bernardes Ribeiro; Josefa Pimenta de Souza, casada com Jose Peixoto de Miranda, Possidônio Jose Barbalho, Julio Vaz Barbalho, Eugenia Perpetua, Candida Hypolita e Manoel Vaz Barbalho (fls. 108v Liv 4)”
d. Sinopse do Inventario de BERNARDA MARIA DE AZEVEDO
“BERNARDA MARIA DE AZEVEDO – Faleceu a 13 de abril de 1813. Era natural da Vila do Rio Grande, filha de Silvestre Silveira e Ana Gomes de Azevedo. Casou com o cirurgião-mor Policarpo Jose Barbalho, de quem teve os filhos seguintes: Constância Joaquina, Josefa Pimenta, casada com Jose Peixoto de Miranda, Possidônio Jose Barbalho, Jose Antonio Julio, Candida, Eugenia e Manoel. Era irmã de Manoel de Moura Ribeiro. (fls. 41v Liv 10)”.
Esses dois resumos podem ser vistos no endereço abaixo:
https://www.scribd.com/doc/45971157/Sinopse-dos-Inventarios-e-Testamentos-de-Porto-Alegre-RS-1776-1852
Polycarpo esta registrado na pagina 12 e dona Bernarda na 33.
Observe-se ai a coincidência do nome Silvestre aparecer tanto como padrinho do Plácido quanto como pai da dona Bernarda. Tenho uma ligeira desconfiança que seja a mesma pessoa.
Obvio, ha a duvida das diferenças de sobrenomes. Mas ele poderia chamar-se Silvestre de Almeida da Silveira. O “do Freixo”, poderia ser menção ao local onde nasceu.
Freixo é um anexo `a Cidade do Porto, e fica `as margens do Rio Douro. Muito mencionado em genealogias que citam os filhos ilustres oriundos do local. Encontram-se ali exemplos dos Cernaches, família de nobreza que ali residia.
Podemos lembrar Freixo por seu palácio:
https://en.wikipedia.org/wiki/Palace_of_Freixo
Era muito comum os portugueses chegados ao Brasil adotarem entre os sobrenomes a localidade de onde procediam, mesmo que não fossem membros de uma família com o mesmo sobrenome.
E os escrivães antigos costumavam redigir os registros depois dos fatos. E eles colocavam os nomes nas pessoas de acordo como conheciam, algumas vezes usando pseudônimos e não os verdadeiros nomes.
Se, no caso, o Silvestre chamava-se mesmo Silvestre de Almeida da Silveira, nascido em Freixo, poderia ser ao mesmo tempo padrinho do Plácido, pai da dona Bernarda Maria e, talvez, nosso ancestral, caso fosse também pai da ancestral Anna Joaquina Maria de São Jose.
Como parece que Ana Joaquina não tenha tido sobrenomes mas sim uma sequencia de nomes que compõem a Família Sagrada, e não sabemos os nomes dos pais dela, ha essa possibilidade, mesmo em sendo remota.
Naquele tempo, os profissionais de determinadas áreas viajavam mais que o povo comum. Mas não se mencionava com frequência as profissões de padrinhos. Ja foi uma dadiva mencionarem a do Policarpo Joseph Barbalho, cirurgião-mor de Porto Alegre.
Observa-se que o mais provável seria que os pais de Ana Joaquina fossem os padrinhos do primogênito Policarpo. Seria menos comum que uma mulher naquela época, talvez muito jovem, se casasse e fosse morar longe da casa dos pais.
Portanto, os candidatos mais fortes a pais dela seriam Manoel da Ponte e dona Delfina Soares. Isso pelas tradições de os primogênitos serem batizados pelos avós.
Vamos a mais documentos:
e. Sargento-Mor, DOMINGOS BARBOSA MOREIRA
Esta mencionado no documento abaixo:
http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf
`A pagina 46 temos:
“101.1723/10/13 177-4; total em réis: 265.688; Sargento-mor Domingos Barbosa Moreira; quartéis da Comarca do Serro Frio.”
Na verdade, a postagem faz um translado do livro: “O LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA DA REAL FAZENDA DE MINAS GERAIS, 1722-1727”. Tradução essa feita por Angelo Alves Carrara.
f. FRANCISCO JOSE DE BARBOSA FRUAO
O Francisco aparece com os dados:
“data de entrada: 02/1747
 data de profissão: 10/1747
 1753, Juiz das marcações e medições de sesmarias.
 1764, Mestre de Noviços.”
Esses dados estão na pagina 273, da publicação:
http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf
Trata-se ai da pesquisa de doutorado do professor Cristiano de Oliveira de Sousa. E o nome pomposo da monografia foi:
“Prestigio, poder e hierarquia: A “elite dirigente” da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica (1751- 1804).”
1751 foi a data do estabelecimento oficial da ordem em Ouro Preto. Mas ja existia antes, pelas próprias datas de ingresso e profissão de nosso ancestral. Na verdade, ele descreve como se dava a “mafia” dos privilégios.
Para fazer parte da ordem, era preciso ter renda. E os estabelecidos nas ordem recebiam os favores das nomeações para os cargos cuja remuneração era elevada. Ou seja, dinheiro rendendo dinheiro. Uma divinização do Brasil atual.
Não se descreve detalhes da vida de nosso ancestral. Apenas passa aquelas informações e datas preciosas para os nossos estudos genealógicos. Mas o trabalho é super interessante de se ler para se ter conhecimento de como as coisas funcionavam no passado. O conhecimento não ocupa lugar.
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03. OLHA OS ENGANOS!
Resolvi falar primeiro dos enganos que encontrei na genealogia de nossa família que ja esta formada no familysearch.
Atribuo certos enganos ao que mencionei antes, ansiedades. E ja mencionei aquele meu engano de ter identificado como pais do alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães aos Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e sua esposa Ana Josepha de Magalhães Pinto.
Havia sim a possibilidade de terem sido em razão das possíveis idades. Mas não tenho nenhum documento a comprovar. E como o professor Nelson Coelho de Senna disse que o Jose era filho do Manuel Rodrigues Coelho, o chute fica parecendo mentira.
A ansiedade nesses casos pode ser traduzida por ansiedade mesmo, por um lado, mas também ha a vontade que fosse, quando as pessoas estão menos experientes.
Acontece que não tem sido fácil encontrar os dados corretos. Assim a gente pode passar a desejar que fosse aquele que primeiro aparecer. Mesmo que a coincidência seja apenas um nome.
Bom, para falar do que encontrei de fato.
Em nossa linhagem descrita pelo professor Dermeval Jose Pimenta, ele acrescentou ao que ja conhecíamos que Eugenia Rodrigues da Rocha, pentavó da minha geração, era filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
E no site esta que Maria Rodrigues foi filha do Policarpo Joseph Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo. E la ela esta identificada como Maria Rodrigues Barbalho. Ou seja, o Magalhães talvez não existisse mesmo.
O problema esta em que a data do nascimento recai em 1767. O que seria 15 anos antes do seu neto: Jose Coelho da Rocha, ou Jose Coelho de Magalhães Filho que, segundo os genealogistas da família nasceu em 1782.
Nesse caso, ja sabemos que essa data esta incorreta e que Bernarda Maria não poderia ter sido mãe dela. Ou, haveria uma possibilidade sim.
O professor Nelson Coelho de Senna disse que o casamento da Eugenia Rodrigues com o alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães deu-se em 1799. E também que ele era viuvo de dona Escolástica de Magalhães.
Nesse caso, a mãe da Eugenia poderia ter nascido em 1767. O que não poderia era ser a avo do Jose Coelho da Rocha que nasceu em 1782. Se em 1782, aos 15 anos de idade, dona Maria Rodrigues houvesse casado e tido a filha em 1783, Eugenia poderia ter se casado em 1799, também aos 16 anos de idade.
Então, o professor teria que ter-se enganado em relação `a data de nascimento do bisavô dele, tido por nascido em 1785, cuja data verdadeira poderia ter sido 1805. E isso tem fundamento de se pensar.
Isso porque ao narrar os eventos da família pelo lado materno dele, o professor Nelson da as datas de nascimento de 3 filhas. A avo dele Emilia Brasilina (1828); tia Eufrasia (1829) e tia Maria Eugenia (1835).
Ele narrou também que o casamento havia se dado em 1804. E que os bisavós dele, João e Bibiana Lourença de Araújo foram pais também de 3 filhos: João, Joaquim e Cassiano. Mas não revela as datas dos nascimentos desses tios dele.
Mas se aconteceu de o professor ter-se enganado, e o nascimento do tio João Coelho de Magalhães se deu em 1805, com o casamento se dando em 1824, teria havido espaço para o nascimento dos filhos, antes ou pelo menos um entre as mulheres.
Ao contrário, se o casamento houvesse sido mesmo em 1804, ficaria um espaço enorme demais para o nascimento dos 3 filhos, entre 1805-28 e muito curto para as 3 filhas. E a tia Bibiana teria tido uma vida fértil muito longa de 31 anos, mas somente 6 filhos.
Aviso: não seria impossível, contudo, muito pouco provável.
De toda forma, em tal suposição, nos, descendentes do Jose Coelho da Rocha, não seriamos descendentes da Eugenia e, muito provavelmente, seriamos descendentes da dona Escolástica de Magalhães.
Eu ja havia levantado a hipótese de o Jose Vaz Barbalho, por enquanto o tenho por filho do Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza, que foi pai, poderia ter sido fruto de um casamento anterior do Policarpo Joseph Barbalho, ou seja, não seria filho de dona Bernarda Maria.
Interessante aqui é que podemos observar, pelos Inventários, letras c e d, no capitulo de documentos acima, que Policarpo e Bernarda não tiveram filha com o nome Maria. Se tiveram, o nome dela não aparece nos inventários de nenhum dos dois. Algo diferente dos costumes.
Engraçado parece que pode ter havido mesmo um Jose. Observe-se que no Inventário do Policarpo, o que se confirma nos registros de batismos, que tiveram o Julio Vaz Barbalho.
Mas no Inventário de dona Bernarda ha um Jose Antonio Julio. Eu copiei como estava no documento na internet. Mas penso que foi engano de quem estava traduzindo o original para a sinopse. E o engano foi não ter colocado a ou as virgulas.
Nesse caso, eles podem ter tido Jose, Antonio e Julio. Ou Jose Antonio e Julio Vaz Barbalho.Observem que as filhas usavam dois nomes. Caso da Constância Joaquina. Os homens eram Vaz Barbalho ou Jose Barbalho.
Acredito, então, na possibilidade de que Constância Joaquina, Josefa, Jose e Antonio poderiam ter sido filhos de sangue apenas do Policarpo Joseph Barbalho. Isso porque não vi registros deles nos livros de Gravataí, como tem dos outros.
Mas de toda forma, fica aqui a dica de que não creio que nossa ancestral Maria Rodrigues tenha parentesco tão direto com Policarpo Joseph Barbalho. Acredito que ela fosse prima dele.
E a raiz onde se encontram seria na Eugenia, irmã do Manoel Vaz Barbalho, o velho. Ele nasceu em 1690 e ela em 1695, segundo o que esta no livro: “Primeiras Famílias do Rio de Janeiro”, de autoria de Carlos G. Rheingantz.
Maria poderia ter sido filha ou neta da Eugenia. E por isso teria tido a filha Eugenia Rodrigues da Rocha.
Outro erro que encontrei na Arvore foi que o nosso ancestral Antonio Jose Barbosa Fruão, foi pai do Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira. Nada contra. Apenas as datas não permitem. Os documentos “e” e “f” mostram isso.
Em 1723, Domingos era ja sargento-mor da Vila do Principe do Serro do Frio. O cargo era eletivo. Para ocupa-lo a pessoa precisava ter experiencia e prestigio. Não seria um recruta a ocupar o lugar. Portanto, estaria pelo menos na faixa dos 30 anos de idade.
E, para ser pai dele, o Antonio Jose teria que ter nascido uns bons 20 anos ou mais antes disso. Ou seja, teria que ter nascido por volta de 1673. O mais provável seria antes disso ainda.
Mas em 1764, o Antonio ainda estava na ativa, época em que provavelmente tornou-se também o pai da nossa ancestral Francisca Angelica da Encarnação. Isso porque, em 1781 a Francisca estava se tornando mãe do Francisco Pereira do Amaral e continuou tendo filhos pelo menos ate 1791, quando foi mãe do nosso ancestral: Malaquias Pereira do Amaral.
Tudo segundo as notas do professor Dermeval Jose Pimenta, no livro dele: “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”.
`Aquela época seria um fato inusitado para o Antonio Jose Barbosa Fruão ter vivido ate mais de 90 anos. E ainda estar tendo filhos ja seria uma hipótese um tanto quanto fabulosa!
Não verifiquei quem postou o Antonio como pai de dois de nossos ancestrais. Seja la quem for, acredito que tenha cometido apenas uma distração. Comum a todos nos que mexemos com esse quebra-cabeças.
Erro mesmo a gente verifica numa de nossas raizes mais profundas. La esta o nosso ancestral Lovesendo Ramires casado com Zaida ibn Zaydan. O que foi verdade.
O erro esta em que postaram a mesma pessoa da esposa casada com o pai dele, Ramiro II, rei de Leon. Pior, o Lovesendo teria sido o filho que teve relações com a própria mãe.
Esse foi um erro crasso. Isso porque a informação em outros sites, como o Geneall.net, podemos verificar que a mãe do Lovesendo chamava-se, provavelmente, Onega (?). Exato, a informação esta sob suspeita com um sinal de (?). Mas não se justificaria isso se a informação que esta no familysearch fosse conhecimento.
Fiz essa Prévia a respeito desses enganos e erro apenas para salientar que não devemos confiar em tudo por enquanto. Mas ha um computo geral positivo. Vamos seguir para frente porque as boas novidades estão por vir.
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04. O HUMILDE ANCESTRAL JOAQUIM COELHO DE ANDRADE
Apesar dos riscos dos enganos, penso que esta no site do Familysearch uma das linhagens que nos ligam ao remoto passado e que podemos segui-la geração a geração.
Antes disso, vou postar aqui um documento que, senão curioso, pode ser a origem do nosso humilde ancestral Joaquim Coelho de Andrade.
O amigo Mauro Moura de Andrade ja havia me passado um resumo, contendo dados menos detalhados. Mas buscando na internet, pude encontrar tudo com mais detalhes. A postagem esta no site:
01. https://genealogiafb.blogspot.com/2014/08/relacao-dos-emigrantes-acorianos-para.html, e os detalhes na pagina:
02. https://www.dropbox.com/s/8rbhu23v6s7w51s/arbelo-rel%2Bemigrantes%2Bbrasil%2Bpass1771-74-bihit%2Bvol.V%281947%29.pdf?dl=0
Trata-se da “Relação dos emigrantes açorianos para os Estados do Brasil, extraída do “Livro de Registros dos Passaportes da Capitania Geral dos Açores”. (Continuação da pagina 165 do volume 5o.)”. Por: Antonio Raimundo Belo.
Dessa pagina do trabalho, republicado no “Boletim do Instituto Histórico”, temos `a pagina 35, lista de emigrados da “Ilha Terceira”, “Ano de 1770”:
“ANTONIO COELHO LINHARES, da Vila Nova, `a Comarca de Vila do Sabará de Minas Gerais, com sua mulher Inez Francisca, e seus filhos: Mariana, Rosa, Maria, Clara, Ana, Rita e João, menores, para a fazenda que para ele comprou o seu filho Mateus Coelho, assistente nas ditas minas.”
A “escadinha” de filhos leva a supor que esse seria um segundo casamento do ANTÔNIO e, provavelmente, o MATEUS, pessoa ja adulta, devera ter sido filho de algum primeiro matrimonio.
OBS.: `A pagina 36 temos o registro de um senhor, JOSE NUNES COELHO, que dirigia-se para o Rio de Janeiro. Anotado ai apenas pela curiosidade de ter o mesmo sobrenome de nossos ancestrais.
E em 1770, procedentes também de Vila Nova, e ele levava consigo a esposa “Mariana Antonia, filho Jose Coelho e filha Esperança de Jesus.” Em 1770, acredito, nosso ancestral MANOEL NUNES COELHO deveria estar numa faixa de 10 anos de idade.
Mais certo será que o Coelho do ANTÔNIO e do JOSE era o mesmo. Portanto, se algum dia comprovarmos parentesco com um, muito certo será que teremos parentesco com o outro.
Quanto ao MANOEL, poderá, talvez, ser aquele que em 27.08.1804 teria tido um segundo, possível, casamento com VALERIANA ROSA GONÇALVES. Esse era filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Ha que se saber inclusive se ela seria filha do nosso suposto ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO.
Deixando de lado as conjecturas, vamos ao que interessa. As tradições da família nos afirmam que JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, teve um período de dificuldades econômicas.
E também que teria sido levado para a então, Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhães, atual Virginópolis, pelo bisavô da minha geração, MARCAL DE MAGALHÃES BARBALHO, por ser o prometido sogro dele.
A minha impressão é a de que devemos negar esse “levar”, pois, inclui-se na tradição que o bisavô prometia arcar com as despesas dos estudos da bisavó ERSILA COELHO DE ANDRADE, na Cidade de Diamantina, para se casarem depois que ela formasse.
Acontece que entre um e outro a diferença de idade era de apenas 6 anos. E eles se casaram em 5.7.1879. Ela aos 19 anos e ele aos 25 anos de idade. Ou seja, uns 5 anos antes do casamento ela devera ter se dirigido a Diamantina aos 14, enquanto ele teria em torno de 20 anos de idade.
Poderiam ate casar-se ja. Mas seria muito difícil ele possuir recursos próprios para bancar os estudos da noiva. O trato poderia ter sido feito entre os pais dos noivos, mas acho que não seria bem o caso.
A partir disso, imagino a possibilidade de alguns familiares do trisavô JOAQUIM ter-se dirigido para o PATROCÍNIO DE GUANHÃES, inclusive o próprio pai dele e, talvez, a mãe. Isso porque a PAROQUIA foi fundada em 1858.
Portanto, imediatamente nos anos seguintes deve ter atraído algumas dezenas de casais dispostos a explorar aquela nova fronteira de colonização. Essa era a grande oportunidade para as pessoas da época.
Essa minha conjectura se da porque sabemos que a família estabeleceu-se `as margens de um córrego. O córrego, antes sem nome, passou a ser chamado CÓRREGO DOS HONÓRIOS. E fica nas divisas das cidades de DIVINOLANDIA e GONZAGA – MG.
E nossa tradição atribuiu o nome do córrego ao trisavô JOAQUIM. Isso porque ele era conhecido pelo apelido de JOAQUIM HONÓRIO. Fica obvio para mim que o apelido revelava o nome do pai dele. E seria possível que outros irmãos e primos estavam juntos.
Ha pouco tempo o amigo Mauro Moura de Andrade enviou-me resumos dos assentamentos de batismos ocorridos em FERROS, atual cidade e, então, Distrito de ITABIRA.
Entre eles estavam os registros de JOAQUIM e ANTÔNIO, filhos de HONÓRIO COELHO DA SILVA, como consta no primeiro registro, e HONÓRIO COELHO LINHARES, no segundo. A mãe de ambos foi SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE.
E nos arquivos do site Familysearch encontram-se o registro de casamento do HONORIO e SIMPLICIANA. Ele foi filho de ANTONIO COELHO DA SILVEIRA e MARIA VIEIRA DA SILVA.
Ela era viuva de JOAO DE SOUZA E SILVA. No mesmo site encontra-se o registro desse primeiro matrimonio. Sendo ele filho de ALEXANDRE DA FONSECA E SOUSA e ANNA JOAQUINA DA SILVA. SIMPLICIANA era filha de JOSE JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA LUCIA DA SILVEIRA.
Porque o casamento da SIMPLICIANA com o JOÃO se deu em 1812 e com o HONÓRIO em 1822, imagino a possibilidade de esse ter sido um pouco mais novo que ela e aquele, mais velho.
Aqui temos, talvez, apenas uma coincidência. Mas o HONÓRIO, não sei se por algum engano, recebeu o sobrenome COELHO LINHARES. Mesmo sendo filho de um COELHO DA SILVEIRA.
Então, aventa-se a possibilidade de ele ter sido neto materno daquele ANTÔNIO COELHO LINHARES, procedente de Vila Nova da Ilha Terceira. A Comarca de SABARA era imensa, o que incluía Itabira e Ferros.
Não seria difícil que alguma das filhas do ANTÔNIO tenha sido esposa de marido da família SILVEIRA. E eles terem sido pais do ANTÔNIO COELHO DA SILVEIRA. Mas naquela época não se agarravam aos sobrenomes paternos.
Dava-se importância aos sobrenomes ancestrais. Muitas vezes os filhos adotavam os nomes de algum dos avós. Foi o caso, por exemplo, da JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, que era filha do POLICARPO JOSEPH BARBALHO. O nome da filha foi o mesmo do da mãe do pai dela, ou seja, da avó.
E isso era muito comum. As pessoas tanto somavam diversos sobrenomes ancestrais ou restringiam-se ao sobrenome que mais lhes aprouvesse. Não se sabe se o MATEUS, filho do ANTÔNIO dos Açores, tinha outros sobrenomes. Mas no documento aparece apenas o COELHO.
Bom, essas minhas conjecturas em relação aos sobrenomes pouco tem a ver com o caso que queria apresentar. Trata-se apenas de uma mensagem para o futuro. Quem sabe, saber disso um dia facilite outras pesquisas.
O que quero focar aqui era no fato de encontrarmos o nosso possível ancestral JOSE JOAQUIM DE ANDRADE. Estou colocando-o como possível porque precisamos comprovar via documentos que o JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, vulgo JOAQUIM HONÓRIO, foi mesmo o filho do HONÓRIO e SIMPLICIANA.
Se foi o caso, então, as janelas estão devidamente abertas para o nosso passado. Sabemos que a bisavó de nossa geração ERSILA COELHO DE ANDRADE contava aos netos que era parente do CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
Parece que tinham a informação como certa, de maneira que ninguém realmente esforçou-se para descobrir o como isso poderia dar-se. E o poeta teve realmente um tio-bisavô com o nome JOSE JOAQUIM DE ANDRADE, irmão do bisavô dele, Alferes, FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE.
Alem disso, informou-nos o amigo Mauro Moura de Andrade, que eles eram primos da esposa do Alferes FRANCISCO JOAQUIM, dona MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE. Mas a informação não aparece ainda no site do Familysearch.
Para simplificar, vou postar aqui umas sequencias genealógicas que acompanhei no site e que creio ser verdadeiras. Assim, a partir do JOSE JOAQUIM DE ANDRADE, vamos seguir a sequencia de pais, avos, bisavós ….
01. Jose Joaquim de Andrade c. c Maria Lucia da Silveira
02. Helena da Conceição Correia c. c. Jose Gaspar Godoi
03. Margarida Correa Alvarenga c. c. João Francisco de Basto
04. Mécia Leme de Andrade c. c. Elias Correa de Alvarenga
05. Manoel Monteiro de Alvarenga c. c. Guiomar de Castilho
06. Balthazar Alvares de Alvarenga c. c. Mécia Monteiro
07. Bernardo Anes Soeiro de Alvarenga c. c. Joana Vaz
08. Isabel ou Mécia Cardoso c. c. Alvaro Anes Soeiro de Albergaria
09. Vasco Pais Cardoso c. c. Brites Anes de Lourenço
10. Alvaro Vaz Cardoso c. c. Maria Rodrigues de Vasconcelos
11. Vasco Lourenço Cardoso c. c. Francisca Martins
12. Lourenco Vasco Cardoso c. c. ?
13. Vasco Ermiges Cardoso c. c. Cardosos (Quinta da Torre).
14. Ermigo Pais de Matos c. c. Mecia Soeiro Cardoso
15. Paio Viegas c. c. Aldara
16. Egas Ermiges c. c. Gontinha Eris Godosende
17. Ermigo Alboazar c. c. D. Dordia Osores
18. Alboazar Lovesendes c. c. Unisco Gondines
19. Lovesendo Ramires c. c. Artiga ou Zayra ibn Zaydan
20. D. Ramiro II, rei de Leon c. c. Onega (?)
Nesse ponto encontra-se o engano que mencionei antes. Zayra foi esposa do Lovesendo e não do pai dele. Acrescente-se ai que ela era descendente do profeta Mohammad.
Agora, retornando `a geração 06 e invertendo-a temos:
06. Mecia Monteiro c. c. Balthazar Alvares de Alvarenga
07. Gaspar Monteiro c. c. Catarina Dias Correa
08. Lopo Monteiro c. c. Guiomar de Oliveira
09. Gonçalo Monteiro c. c. Isabel Rodrigues de Vasconcelos
10. Lopo Martins Monteiro c. c. Florencia Vieira
11. Martim Afonso Monteiro c. c. ?
12. Afonso Nunes Monteiro c. c. ?
13. Nuno Mendes Monteiro c. c. ?
14. Martins Pais Monteiro c. c. Mariana
15. Teresa Anes de Leomil c. c. Payo Monteiro
16. Tereza Goncalves Bezerra c. c. João Soares de Leomil
17. Gonçalo Gonçalves Bezerra c. c. Bezerra
18. Gonçalo Viegas de Riba Douro c. c. Teresa
19. Egas Mendes de Riba Douro c. c Ausenda Garcia de Sande
20. Mem Viegas c. c. (?) no site esta errado
21. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Viegas de Riba Douro
22. Monio Ermiges de Riba Douro c. c. Ouroana
23. Ermigio Viegas de Riba Douro c. c. Unisco Pais
24. Toda Ermiges c. c. Egas Moniz de Riba Douro
25. Ermigio Aboazar c. c. Vivili Turtesendes
26. Aboazar Lovesendo c. c. Unisco Godinhes
27. Lovesendo Ramires c. c. Zayra ibn Zaydan
28. Ramiro II, rei de Leon c. c. Onega (?)
29. Ordonho II, rei de Leon c. c. Elvira Mendes de Portugal
30. Alfonso III, das Asturias c. c. Jimena Garces de Pamplona.
Coloquei essa sequencia apenas para ilustrar mas ela esta errada. Verifiquei em outros sites e ha essa passagem a partir do Mem Viegas para a descendência. Quem postou enganou-se.
Acontece que, mesmo assim, em algum momento, acertando-se o que estiver errado, com certeza iremos chegar aos mesmos ancestrais. No fundo no fundo vale aquele entendimento indígena.
Se a pessoa estiver num passado remoto e deixou descendência, então, será meu ancestral. Pode-se não saber como, mas que é, é!!! E, por incrível que pareça, é mesmo. E estou certo disso também.
Alias, para comprovar isso, busquei em outro site. Ali encontra-se a seguinte sequencia:
08. Alvaro Anes Soeiro de Albergaria c. c. Mécia Cardoso
09. Soeiro Fernandes de Albergaria c. c. Sancha Alvares Martins Bulhão
10. Fernão Soares c. c. (?)
11. Soeiro Fernandes c. c. Sancha Martins
12. D. Fernando Ermiges c. c. Maria Pais
13. Hermigio Mendes c. c. Sancha Pires de Bragança
14. Mem Moniz de Riba Douro c. c. Cristina Gonçalves das Asturias
15. Moninho Ermiges, o Gasco c. c. Ouroana
16. Ermigio Viegas c. c. Unisco Pais
17. Egas Moniz de Ribadouro c. c. Toda Ermiges
Obs.: Mem Moniz de Riba Douro era irmão do Egas Moniz, o Aio, que foi marido de Dordia Pais de Azevedo e de Teresa Afonso. E deles descendemos multiplas vezes.
14. D. Sancha Pires de Bragança, foi filha de Pero Fernandes, o Braganção, senhor de Bragança; e de D. Fruilhe Sanches de Celanova. Estavam entre as maiores nobrezas de Portugal `a época.
Melhor mesmo não postar algo mais que vi no familysearch devido `a duvida quanto `a certeza do que encontra-se la. Mas, de um modo geral pode-se garantir que com poucos consertos tornar-se-ia de grande credibilidade.
Apenas para esclarecer melhor o engano. No Familysearch esta que dona Tereza Fernandes de Marnel fora esposa do Mem Viegas de Riba Douro. Na verdade, ela foi esposa do Mem Viegas de Sousa. Ai temos:
20. Mem Viegas c. c. (?) no site esta errado
21. D. Egas Gomes de Sousa c. c. Gontinha Gonçalves da Maia
22. D. Gomes Echigues c. c. Gontronde Moniz de Touro
23. Echega Gucoi c. c. Aragunta Soares
24. D. Vizoi Viizois c. c. Munia
25. D. Ufo Ufes c. c. Teresa Soares
26. D. Hugo Soares Belfaguer c. c. Mendola
27. D. Sueiro Belfaguer c. c. Munia Ribeiro
28. Flavio Teodosio de Coimbra c. c. Munia Sueira de Coimbra
29. Flavio Alarico de Coimbra c. c. Flavia Teodia Atenerico
30. Flavio Ataulfo de Coimbra c. c. Lidoaria Atauldo
31. Egica
Essa linhagem vem dos reis visigóticos. Ai temos a linhagem Egica, Flavio e Rodrigo, que foi o ultimo rei eleito por parte da nobreza visigoda. A imposição do rei Rodrigo colocou os visigodos em clima de revolução civil.
Foi nesse instante que os muçulmanos se aproveitaram das fragilidades do adversário e invadiram e conquistaram a Península Ibérica, em 711 d. C.
Mas o importante a saber aqui é as nobrezas que reconquistaram Porto Cale e depois formaram o Reino de Portugal, descendem dessas e outras raizes.
Ja o Mem Viegas, filho do Egas Moniz, o Aio, não se sabe com quem se casou. Entao, no site familysearch deveria estar assim:
20. Mem Viegas c. c. (?)
19. Egas Mendes de Riba Douro c. c. (?)
18. Gonçalo Viegas de Riba Douro c. c. Tereza (?)
17. Mem Goncalves da Fonseca c. c. Maria Pires de Cambra + idem de Tavares.
Essa familia viveu no lugar de Fonte Seca. Conta-se que havia no local uma fonte que nos verões de secas prolongadas deixava de verter suas aguas. Dai o nome do local e que a corruptela do nome virou nome de família.
Alem dos “da Fonseca”, origina-se também de Egas Moniz, o Aio, os “de Vasconcelos” que descendem de dona Maria Soares Coelho, que casou-se com D. João Pires de Vasconcelos, senhor da Torre de Vasconcelos; e os “Coelho” que descendem do Soeiro Viegas Coelho, pai de dona Maria Soares, que era bisneto do Aio.
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05. OS NOSSOS PEREIRA DO AMARAL
Segundo as pesquisas processadas pelo professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, publicadas ainda nos anos de 1960, a família PEREIRA DO AMARAL procedeu da Ilha de São Miguel, do Arquipélago dos Açores.
Desse ramo descendem os RODRIGUES COELHO, descendentes de ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. E a sequencia que o professor deixou foi essa:
01. Maria Marcolina Borges do Amaral c. c. Antonio Rodrigues Coelho
02. Daniel Pereira do Amaral c. c. Maria Francelina Borges Monteiro
03. Malaquias Pereira do Amaral  c. c. Ana Maria de Jesus
04. Miguel Pereira do Amaral c. c. Francisca Angelica da Encarnação (Barbosa)
05. Manuel Pereira c. c. Maria de Benevides
O ultimo casal foi o que deu origem ao ramo sendo que não temos noticias de que tenha deixado sua terra natal para ir para o Brasil. Foi o filho Miguel quem levou a alcunha para la.
No site Familysearch não ha uma sequencia para a família Pereira. Mas ha para a ascendência da Maria de Benevides do Amaral. O que parece foi que todos os ramos do qual ela descende ficaram estacados em becos sem saída.
Melhor dizendo, foram encontrados ancestrais longínquos, porem, não foram ligados ainda a ancestrais mais antigos e que retornem `aqueles ancestrais das sequencias genealógicas anteriores.
E eu a procurei primeiro por ter visto algo em nossa ancestralidade, postado no site, ligado aos Benevides. Ou Benavides, como se fala em espanhol. Inclusive levou-me a pensar que fosse apelido italiano. Mas o resumo da origem da família pode ser lido no endereço:
https://www.heraldrysinstitute.com/lang/pt/cognomi/Benevides/Portugal/idc/601523/
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06. OS PEREIRA DO AMARAL – BENEVIDES
Foi um pouco trabalhoso reencontrar o que eu havia visto antes. Mas com o engano na postagem do site Familysearch, colocando nossos ancestrais FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNAÇÃO e  DOMINGOS BARBOSA MOREIRA como irmãos, apagara-se da memória o que vira antes.
Assim sendo, como o ANTÔNIO JOSE BARBOSA FRUÃO surge em ambas partes, vou admitir que em relação `a FRANCISCA a genealogia poderá vir a estar correta. E, se eu ainda tivesse a ansiedade de encontrar-me com os ancestrais mais antigos, pensaria que tenho a dupla ascendência.
Mas pelas razões ja resumidas anteriormente, melhor nos contentarmos com uma única vez. Vamos então abandonar a resenha e irmos direto ao assunto. Invertendo-se as posições da geração 04 acima:
04. Francisca Angelica da Encarnação c, c. Miguel Pereira do Amaral
05. Ana Maria de Jesus Benevides c. c. Francisco Jose Barbosa Fruão
06. Manuel de Souza Benevides c. c. Antonia Muniz Carneiro
07. Teresa de Benevides c. c. Jose Simões Cardoso
08. Isabel de Benevides Soares e Souza c. c. Manuel Velho Sueiro Baião
09. Tome Rodrigues de Souza Benevides c. c. Catarina Soares
10. Manuel Simões de Souza Benevides c. c. Isabel Ferreira
11. Manuel Simões de Benevides c. c. Catarina Dias Paes
12. Gaspar Rodrigues de Souza c. c. Jeronima Dias
13. Guiomar Rodrigues de Souza c c. João Goncalves da Rocha
14. Pedro Rodrigues de Sousa c. c. Violante de Benevides
15. Beatriz Afonso c. c. Bartolomeu Rodrigues
16. João Afonso Pimentel das Grotas Fundas c. c. Isabel Gonçalves de Bairros
17. Afonso Pimentel y Enriquez c. c. Maria Vigil de Quinhones y Toledo
18. Rodrigo Afonso Pimentel c. c. Leonor Enriquez de Mendonza
19. Joana Teles de Menezes c. c. conde, João Afonso Pimentel
20. D. Martim Afonso Telo de Menezes c. c, Aldonça Anes de Vasconcelos
21. Afonso Martins Teles Raposo c. c. Berengaria Lourença de Valadares
22. Gonçalo Anes, o Raposo c. c. Urraca Fernandes de Lima
23. Juan Afonso Tellez de Menezes c. c. Elvira Gonzalez de Giron
24. Teresa Sanches de Portugal c. c. Afonso Tellez de Menezes
25. Sancho I, rei de Portugal c. c. Maria Paes Ribeiro
26. Afonso I, rei de Portugal c. c. Matilda de Sabóia.
RETORNANDO `A GERACAO 20 TEMOS:
20. Aldonça Anes de Vasconcelos c. c. D. Martim Afonso Teles de Menezes
21. João Mendes Vasconcelos c. c. Aldara Afonso Alcoforado
22. Mem Rodrigues de Vasconcelos c. c. Maria Martins Zote
23. Rodrigo Anes de Vasconcelos c. c. Mércia Rodrigues de Penela
24. Maria Soares Coelho c. c. D. João Peres de Vasconcelos
25. Soeiro Viegas Coelho c. c. Maria Mendes de Gandarei
26. Egas Lourenço Coelho c. c. Senhorinha de Penagate
27. Lourenço Viegas, o Espadeiro c. c. Ortigueira
28. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Pais de Azevedo
RETORNANDO `A GERACAO 18 TEMOS AINDA:
18. Leonor Enriquez de Mendonza c. c. Rodrigo Afonso Pimentel
19. Alfonso Enriquez de Castilha c. c. Joana de Mendonza y Ayala
20. Fradique Alfonso de Castilha c. c. Leonora Paloma Gedalah
21. Alfonso XI, rei de Leon, Castela e Galicia c. c. Leonor Nunez de Guzman e P. L.
22. Constanca de Portugal c. c. Ferdinand de Burgundy
23. D. Dinis, rei de Portugal c. c. Isabel Elizabeth de Aragon
24. D. Afonso III, rei de Portugal c. c. Beatriz de Castela
25. D. Afonso II, rei de Portugal c. c. Urraca de Castela
26. D. Sancho I, rei de Portugal c. c. Aldonza
27. D. Afonso Henriques, rei de Portugal c. c. Matilda de Sabóia
Ai fica constatado que todos os caminhos acabam levando ao mesmo grupo de ancestrais do tempo da Reconquista de Portugal e Espanha aos mouros.
Isso não significa que todos nos não tenhamos outros ancestrais diversos. Essa foi a nata da elite daqueles tempos. E não haviam registros, ou se perderam no tempo, de todas as pessoas que nasceram, viveram e foram contemporâneas.
Os parcos documentos que sobreviveram recordam apenas os que tinham algum poder.
Acredito que essas sequencias estejam dentro de um nível aceitável de credito. Eu próprio esperava que os Barbosa em nossa família processem dessa elite.
Particularmente a partir de quando encontrei o nome do FRANCISCO JOSE BARBOSA FRUÃO como membro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica. Era uma ordem bastante elitizada, cuja participação restringia-se aos privilegiados e não necessariamente os com méritos.
O que tenho estranhado mesmo é estarmos tendo maiores dificuldades em encontrar os fios da meada que ligam os nossos diversos Coelho, Pereira, Magalhães, Moniz, Soares e tantos outros que eram sobrenomes frequentes junto a essa elite.
Talvez, com o passar do tempo, possam eles aparecer melhor “na fita”!
Não quis detalhar mais para não ficar por demais cansativo, e repetitivo, mas essas personalidades da Historia Ibérica descendiam de todas as figuras importantes de tempos anteriores.
A princesa Urraca de Castela, esposa do Afonso II, de Portugal, era filha de Eleanor Plantageneta, rainha de Castela. Eleanor foi irma dos reis Ricardo, Coração de Leão, e John, Irmão deles. O João sem terra. Aquele que foi obrigado a assinar a Magna Carta.
E por ai vamos da elite inglesa para francesa, para alemã, italiana, retornando e indo de novo. Alem disso, ha ramos que nos ligam aos Impérios Romano, Bizantino, Grego, Persa, Egípcio etc. Incluindo nisso a rainha Esther, aquela da Bíblia.
E isso se mostra em meus estudos mais antigos. Não precisamos repetir.
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07. RESENHA FINAL
A alegria aqui ficou um tanto quanto contida por causa dos enganos que detectamos e também por causa das limitações que contemplam as informações apenas alguns ramos da família.
Seria maior o prazer se ficasse definido ligações corretas entre os ancestrais dos casais tronco, a saber:
01. Giuseppe Nicatisi da Rocha c. c. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho
02. Eugenia Rodrigues da Rocha c. c. alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães, e
03. Antonio Jose Moniz c. c. Manoela do Espirito Santo.
Por enquanto, a ancestralidade desses 3 casais contemplaria a maior parte dos familiares com os quais tive contato durante a vida e cresci com eles.
Quanto `a informação encontrada no Familysearch de que Maria Rodrigues ter sido filha do Policarpo Joseph Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo, contradiz todas as nossas tradições, de descendermos da Eugenia Rodrigues da Rocha, filha dela.
Isso porque sabemos que o capitão Jose Coelho de Magalhães Filho (ou da Rocha) nasceu em 1782, na antiga Fazenda do Axupé, tida como ter existido em Morro do Pilar, segundo o professor Nelson Coelho de Senna, mas que poderia ser outra que existe atualmente em Conceição do Mato Dentro.
Ou seja, para ele ter sido filho da Eugenia Rodrigues da Rocha, a mãe dela teria que ter nascido em torno de 1750, pouco mais ou pouco menos. Mas ha indícios de que os dados no Familysearch estejam errados.
Um deles foi o professor Dermeval Jose Pimenta ter deixado que o nome completo da ancestral Maria inclui os sobrenomes Rodrigues de Magalhães Barbalho. No site o “de Magalhães” não aparece.
Por enquanto, uma possibilidade que encontrei, nos registros no próprio site, foi um batizado em nome de Maria Rodrigues. Esse seria o nome da batizanda, aleatoriamente escolhido por quem registrou.
Ali temos que Maria Rodrigues nasceu em 26 Jul 1750, filha de: Estevão Rodrigues de Magalhães e dona Anna Maria da Conceição. O registro vem do livro: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais Brazil.
Consta os números: C68o51-1 (Indexing Project  (Batch) Number; e 1284536 (GS Film Number). FHL, microfilm number 1,284,536.
Reforça a ideia de que a Maria não poderia ter sido filha do Policarpo e dona Bernarda os dados encontrados nos Inventários de ambos, nos quais não ha nenhuma menção a terem sido pais de alguma filha com o nome.
Naturalmente, nada nos garante que a Maria batizada em 1750 seja a nossa ancestral. Acredito apenas que seja uma forte candidata para o quadro.
Ela poderia ter se tornado avó em torno dos 32 anos, o que teria sido normal `aquela época. E o sobrenome do pai, Rodrigues de Magalhães, encaixa-se naquilo que o professor Dermeval publicou.
Faltar-nos-ia o complemento Barbalho. O que, infelizmente, pode estar oculto no nome Anna Maria da Conceição. `Aquela época  muitos dos nomes femininos evocavam uma devoção religiosa, suprimindo os nomes de famílias `as quais participavam.
Acredito na possibilidade de dona Anna Maria da Conceição poder ter sido descendente da Eugenia, senão de algum dos irmãos que quis lembra-la, a qual o iminente genealogista Carlos G. Rheingantz menciona como filha de Manoel de Aguiar.
Ele não identifica a esposa Maria da Costa Barbalho. No Capitulo AGUIAR, pagina 27, do livro: “Primeira Famílias do Rio de Janeiro (Sec. XVI e XVII)”, ele menciona que Manoel de Aguiar nasceu por volta de 1634 e fora casado por volta de 1664 com Domingas Martins.
Menciona ainda os nascimentos dos filhos: João de Aguiar Barbalho, Manuel Vaz Barbalho e Eugenia. E no site Familysearch ha o registro de casamento de Theodozia de Aguiar Barbalho, ocorrido a 17.12.1717; na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, de Mariana – MG, com Matheus Lage.
Portanto, cada um desses poderá ter sido nossos ancestrais, na passagem entre dona Anna Mari ate a Eugenia Rodrigues da Rocha. A suposição procede da presença do nome Eugenia ter permanecido na família. Inclusive existindo outra do nome entre as filhas do Policarpo Joseph Barbalho, registrada em 1791.
Quanto `a descendencia atual ANDRADE, especialmente dos trisavós: JOAQUIM HONÓRIO e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA, alias, devemos salientar que ela também pode ter alguma ascendência nos mesmos ancestrais ja que no passado as pessoas casavam muito entre primos, temos que ainda ter mais noção de como espalhou.
Acredito que no Córrego dos Honórios, localizado entre Divinolandia de Minas e Gonzaga, deverão ter se encontrado outros descendentes do HONÓRIO e SIMPLICIANA.
Acredito que uma JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, nascida por volta de 1826 e falecida, em Virginópolis, em 1916, aos 90 anos de idade, devera ser filha deles também.
Consta que falecera viuva de CASSIANO COELHO. Talvez seja ela a quem o professor Nelson Coelho de Senna, identificou como JOAQUINA SIMPLICIANA, esposa do tio-avô dele: CASSIANO COELHO DE ARAUJO.
Alem dela, deverão haver mais, pois, minha esposa também é ANDRADE. Cuja família procede da região entre Gonzaga, Santa Efigenia e Divinolandia. Três antigos distritos de Virginópolis.
E dela tenho os nomes de pais, avos e bisavós. Pelo lado paterno ela tem SOARES e LUIS DE ANDRADE. Esse ultimo inclusive identificado como presente na família do poeta CARLOS DRUMMOND.
Alem do VEIRA e ARAUJO E SILVA. O primeiro ligado `a mãe do HONÓRIO, Ja o ARAUJO encontra-se tanto no lado do professor NELSON, da bisavó dele, BIBIANA LOURENÇA DE ARAUJO, quanto do lado de mina esposa que é duplo ARAUJO, das bisavós: ANA DE ARAUJO E SILVA e MARIA VIEIRA DE ARAUJO.
Pelo lado materno, minha esposa é FONSECA., do bisavô: PEDRO BASILIO DA FONSECA. Pode ser que seja parente a trisavó, JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA.
Por isso penso que esses ANDRADE do HONÓRIO devem estar presentes também na cidade de Coroacy – MG. Foram diversos os virginopolitanos que la se estabeleceram ja na fundação. E o sobrenome ANDRADE esta bem presente.
Ja no lado PEREIRA DO AMARAL temos algo inusitado. Temos uma família com o sobrenome em Virginópolis. Descendendo ela de um de seus primeiros casais moradores, os tetravós: JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL e MARIA ROSA DOS SANTOS CARVALHAIS.
Conhecido foi que procedem de Sabinopolis. Mas não lhes temos os nomes dos pais. Por isso não sabemos se são ou não descendentes dos mesmos PEREIRA DO AMARAL.
A duvida se da porque encontrei na revista do Arquivo Publico Mineiro um artigo do alferes Luis Antonio Pinto, no qual menciona o escrivão da Camara do Serro JOSE PEREIRA DO AMARAL, em 1772.
Esse JOSE deve regular idade com nosso ancestral MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Poderia ser irmão, primo, talvez, tio. Mas também pode pertencer a outro ramo que se estabeleceu no Sul de Minas, na Comarca de São João d’El Rey. Esses procediam do continente.
Alem disso, ha a possibilidade de a descendência do JOSE, se teve, ter a mesma raiz dada por ANTÔNIO JOSE BARBOSA FRUÃO e ANNA MARIA DE JESUS BENEVIDES.
Isso porque era muito comum os de uma mesma família casar-se com os de outra família. Nesse caso, se o JOSE e o MIGUEL fossem irmãos ou primos, poderia o primeiro ter se casado com uma irmã da ANNA MARIA.
Mas precisamos antes provas de quem foram os pais e ancestrais do nosso JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL para ver se essa hipótese será verdadeira.
Mas, o que mais parece é que o tetravô JOAQUIM ira encaixar-se mesmo entre os PEREIRA DO AMARAL procedentes da Ilha de São Miguel. Não sendo, seria uma ironia, pois, eles são os que assinam os apelidos.
Mas, sendo PEREIRA e AMARAL, alem de outros sobrenomes de conhecida nobreza, com certeza alguém ira encontrar raiz nos mesmos ancestrais do passado.
O sangue PEREIRA DO AMARAL é um dos mais difundidos do Centro-Nordeste Mineiro. Alem desse ramo que nos foi passado pela trisavó MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL, ha aquele descrito pelo professor DERMEVAL, no livro dele.
A parte mais propriamente genealógica do livro aborda a descendência dos avos dele: MODESTO JOSE PIMENTA e ERMELINDA QUERUBINA PEREIRA DO AMARAL, que era irmã do nosso tetravô: DANIEL PEREIRA DO AMARAL. Portanto, nossa tia.
Então, alem de todas as cidades locais ja mencionadas, pode-se citar São João Evangelista e Sabinopolis, por causa da proximidade e sabermos que a família ajudou a fundar. Temos também noticias que diversas populações de outras cidades tem, em parte, sua origem nesse ramo pioneiro.
A familia é imensa. Mas esta tão espalhada e misturada que não se pode mais contar seus componentes na atualidade. E se mencionarmos inúmeros locais como registro de presença dela, com certeza, muitos outros que ficarem de fora da memória irão conter sangue dos mesmos PEREIRA DO AMARAL.
Inclusive, conhecidos temos na descendência de MARIA FRANCELINA, que foi casada com o senhor DAVID BARROSO. Ela era filha dos tetravós DANIEL e MARIA FRANCELINA. Herdou o nome da mãe.
Deles descendiam os senhores WALDOMIRO BARROSO e o cabo CICA. Ambas as famílias estiveram presentes desde minha infância e juventude.
Provavelmente, outros BARROSO na cidade poderão ter origem semelhante.
Aqui também podemos constatar a utilidade de buscarmos nas genealogias os nossos lados femininos. Muitas vezes, por causa da tradição de ter nos sido passados os sobrenomes paternos, nos somos induzidos a pensar que nos somos aquele sobrenome.
Mas a verdade pode ser bem outra. Os pais antigamente procuravam maridos para suas filhas entre seus aparentados, quando de origem na nobreza, ou entre aqueles feitos nobres por causa de seus feitos ou os feitos de seus pais, especialmente aqueles que recebiam favores reais.
Nesse caso, o sobrenome vindo do ancestral masculino frequentemente acarreta em fim de linha porque os ancestrais dele vinham do povo comum ou porque a família permaneceu longo prazo numa qualidade de nobreza secundaria.
Assim, o casamento geralmente servia para restaurar uma nobreza antiga, porem, os dados genealógicos que encontramos mais facilmente vem da linhagem materno/paterno.
Algo assim podemos verificar na linhagem genealógica a partir do FRANCISCO JOSE BARBOSA FRUÃO e ANNA MARIA DE JESUS BENEVIDES. Embora ele tenha sobrenomes de nobreza, tivesse uma posição social protegida, foi a partir dela que o rastreamento levou primeiro aos ancestrais de maior nobreza.
Ai devemos tomar conhecimento no que colocar nossa atenção quando estudamos.
Com isso podemos acrescentar ai o BARBOSA que, por enquanto, não leva aos ancestrais tidos como de maior nobreza. Isso se torna interessante ate porque se esperava que fosse o contrário.
Segundo a nossa cultura machista, eram os homens que serviam a nobreza `as suas linhagens. Mas as aparências muitas vezes enganam.
Veja-se a lista de familias mais nobres e mais ricas de Portugal `a epoca que o rei D. Manoel, o Venturoso, mandou gravar no Palacio de Sintra o registro:
https://www.vortexmag.net/talvez-tenha-sangue-real-e-nao-saiba-lista-dos-apelidos-das-familias-nobres-portuguesas/
Vejam que temos: Aguiar, Almeida, Andrade, Azevedo, Borges, Carvalho, Coelho, Ferreira, Miranda, Pereira, Pinto, Sousa (Souza).
Essas, somente a nivel de ancestrais mais recentes. Mas nenhum desses sobrenomes ainda nos levou `a descoberta de algum rastreamento mais profundo.
Outros sobrenomes que possuímos como Rodrigues, Magalhães, Monteiro, Rocha, inclusive o Benevides e outros são também de origem nobre. Esses não se encontram na lista das 72 famílias mais ricas e nobres do Reino de Portugal.
Não entraram porque `a época eram da chamada baixa nobreza. E a lista menciona apenas as de alta. Ao todo, o Visconde de Sanches de Baena, no seu “Archivo Heráldico-Genealógico” relata pelo menos umas 300. E nessas a população brasileira descendente de portugueses quase toda se encaixa.
Faço a observação também que no livro do professor Dermeval Jose Pimenta ha a menção `a presença de um ANTÔNIO COELHO DE LINHARES, como um dos primeiros moradores de São João Evangelista.
Antes pensei que pudesse ser o ANTÔNIO, batizado em 1838, em FERROS, e filho dos ancestrais HONÓRIO e SIMPLICIANA. Mas ele mencionou também que aquele teria nascido em 1826. Talvez não sejam o mesmo, mas a família poderá ser a mesma.
Acredito também que, pelos sobrenomes e por causa da época em que entram como agregados `a Família Coelho de Guanhães e Virginópolis, que dona ANTONIA NUNES LAGE e o senhor AMARO DE SOUZA E SILVA serão encaixados no mesmo grupo de famílias que migrou para Virginópolis durante o quarto final do século XIX.
Dona ANTONIA foi esposa do PEDRO NUNES COELHO e seo AMARO da tia-bisavó  EMIDIA HONORIA COELHO.

 

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005. POLICARPO JOSE BARBALHO

Sem propriamente buscar, encontrei o registro de batismo de certo PLACIDO VAZ BARBALHO.

Esse menino nasceu em 18.Mar.1781.

Por um acaso, o registro esta no livro do Distrito de Santa Rita Durão, que pertence a Mariana – MG.

Livro esse que estive com ele na mão quando visitei o Arquivo Arquidiocesano da Arquidiocese de Mariana. Mas sem os óculos, não pude ler os garranchos das letras cursivas. Cheguei a ver que havia la um POLICARPO. Qual era, não deu para definir.

Agora o site FamilySearch publicou as copias fotográficas do livro por la. Ainda não pude ler. Mas por baixo das paginas ha uma tradução do essencial. Vamos la pra ver!

Assim, lembrei-me de buscar nas paginas. E na 56 temos o PLÁCIDO, e o POLICARPO na 47.

POLICARPO DE SAM JOZE VAZ BARBALHO.

Batizado na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.

Filho de: JOZE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA DE SAM JOZE.

Local: Santa Rita Durão (antigo Inficcionado)

Data: 21.Mar.1779

Ou seja, o padre POLICARPO casou-se aos 29 anos, em 1808. Ja estava bem erado, como se costuma dizer e, talvez, ja fosse padre anterior ao casamento. Tudo depende das tradições que podem ocultar certos dados sensíveis das biografias de nossos antepassados.

Poderia ter abandonado as funções para depois, após ter ficado viuvo e ja com a idade aproximada de 71 anos, em torno de 1850, retornar ao seminário e `a ordenação. Mas as tradições afirmam que não chegou a ordenar antes.

O padre, nosso tio, EMIGDIO, filho do POLICARPO, ordenou-se em 1845 e dizia:

“Eu sou padre,

meu pai é padre,

eu não sou filho de padre,

e sou padre mais velho que meu pai.”

Vamos ver se aprendo a mexer nos botões. Se segurem ai!!!

Talvez consiga ver os livros de casamentos depois. E ai, se encontrar o casamento do JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA, ficaremos sabendo se somos ou não descendentes diretos do MANOEL VAZ BARBALHO e de JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Vejam a pagina, que esta aberta a quem tem assinatura, gratuita, no FamilySearch:

https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-65L9-RGR?i=46&cc=2177275

Ai encontra-se o registro do nascimento do POLICARPO. Mas antes descubra o nome do tio PLÁCIDO nos recordes e abra. No lado direito aparecera a foto do livro e para abrir basta clicar em cima.

2a. NOTA

Passei uma olhada no livro (na tradução resumida) e não encontrei outros parentes. Mas ja estou satisfeito em encontrar o tio PLÁCIDO, alem do registro do tetravô.

Infelizmente, algumas paginas estão sem a tradução, portanto, não deu para saber se os ancestrais JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAM JOSE tiveram mais algum filho em SANTA RITA DURAO.

No mesmo site tem os registros de casamento do POLICARPO (1808), GERVASIO (1813) e FIRMIANO (1822).

La esta que o GERVASIO nasceu em CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Mas como não tem a idade, não se sabe quando os ancestrais se mudaram para aquela cidade. E como ele casou-se em 1813, provavelmente devera ter sido o terceiro filho.

Se o PLÁCIDO não faleceu criança ainda, pode ter migrado para o RIO GRANDE DO SUL, onde la se encontrava parte da família, pois, o POLICARPO JOSEPH BARBALHO, filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, mudou-se para o Sul e, `a mesma época, registrou vários filhos em GRAVATAI, na região da Grande PORTO ALEGRE.

Digo isso porque naquele estado o nome PLÁCIDO parece ser comum, inclusive teve o PLÁCIDO DE CASTRO, nascido no RS, que tornou-se herói do ACRE, quando chefiou a revolta dos seringueiros para tomar o território da BOLÍVIA.

E, talvez haja ai ate alguma possível relação de parentesco.

O POLICARPO, que foi para o RS, deixou filhos com nomes tais: MANOEL, EUGENIA, UMBELINO, ANNA, POCIDONIO, JULIO e CANDIDA.

Como sabem, alguns desses nomes são comuns na nossa linhagem BARBALHO e também são no RIO GRANDE.

Assim fica mais essa evidencia que pode ligar-nos aos ancestrais MANOEL VAZ BARBALHO e JOSPHA PIMENTA DE SOUZA, o que tenho apenas como suspeita sem ainda um comprovante documental.

Alias, JOSEPHA era nome de outra filha do POLICARPO JOSEPH. Ela deve ser mais velha e não ha o registro de nascimento no site, porem, ha o de casamento com JOSE PEIXOTO DE MIRANDA, em 05.07.1794. Deve ter casado pouco mais que menina.

A filha mais velha registrada em GRAVATAI, chamava-se EUGENIA que nasceu em 28.09.1791 e batizada em 09.10.1791. Possível será que a JOSEPHA nasceu em 1780, e o registro estivesse em livro diferente, dai não ter aparecido.

De toda forma fica também comprovada a presença dos BARBALHO no mesmo local no qual o professor NELSON DE SENNA registrou a chegada dos RODRIGUES COELHO. Embora não vi pelo traduzido nenhuma referencia a eles.

Segundo o professor, ficaram muito ricos. Então, devem ter registrado sua presença em Ouro Preto ou MARIANA, que eram mais chique!

Mas ha outro detalhe, encontrei ja que o MANUEL RODRIGUES COELHO, suposto pai do JOSE COELHO MAGALHAES, ganhou mesmo a Sesmaria que o professor NELSON menciona no livro dele, em 1744, no INFICCIONADO.

Mas, mais tarde, 1756, ele obteve outra em CACHOEIRA DO CAMPO. E esse tempo deve ter sido quando os filhos estavam casando, portanto, os registros poderão ter sido feitos em CACHOEIRA, que é distrito de OURO PRETO, embora MARIANA sempre tenha sido a sede eclesiástica do Estado.

Mesmo assim, com certeza, os RODRIGUES COELHO e os BARBALHO ja se conheciam. E quando se casam os trisavós FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA COELHO, em GUANHÃES, o fato de se conhecerem ja era consumado.

Alem disso, ja possuíam o parentesco por a EUGENIA ter sido neta da EUGENIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. O que me faz supor que todas essas EUGENIAS na família receberam o nome em homenagem a EUGENIA, irmã do MANOEL VAZ BARBALHO.

Eu a descobri nos livros do CARLOS G. RHEINGANTZ. Essa EUGENIA, a meu ver, pode ter sido ancestral dos COELHO em nossa família e tia dos BARBALHO.  Ou, em outra hipótese, pode não ter tido filhos, porem, foi homenageada na descendência de seus irmãos.

Algo interessante é que quando prestei atenção que o JOSE, filho da ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO e do capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO, sendo ela filha do MANOEL VAZ e da JOSEPHA PIMENTA, havia nascido em 1768, pensei na possibilidade de ele ter sido o pai do nosso padre POLICARPO.

Isso porque o POLICARPO, ao casar-se em 1808, deixava uma margem de 40 anos de espaço de tempo. Assim, se tivesse nascido por volta de 1790, aquilo seria possível. Mas agora um dos “suspeitos” de ter sido pai do POLICARPO JOSE BARBALHO esta eliminado como tal.

Então, agora temos a possibilidade de o POLICARPO JOSEPH ter sido primeiro casado em MINAS GERAIS, antes de ter ido para o RIO GRANDE DO SUL, e deixado o filho JOSE para trás. Afinal, aquele nasceu em 1735 e somente aparece tendo filhos, no SUL, em 1780, aos 45 anos de idade.

Teria portanto a possibilidade de ter tido mais uma família entre seus 25 e 45 anos de idade. Muito raramente os homens naquele tempo, os que se casavam, não o fariam ate aos 30 anos. Isso porque, pela media de idade, não esperavam viver muito mais que isso.  Mas o POLICARPO do SUL viveu ate seus 65, falecendo em 1801, na VILA DE PORTO ALEGRE.

Tempo ele teve para ter outra família, porem, não ha nenhuma menção a isso nos documentos dele, presentes na internet, inclusive dados dos inventários.

Não sendo o POLICARPO do SUL, então, voltamos `a hipótese principal. O capitão JOSE VAZ BARBALHO deve ter sido mesmo filho do casal: MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Acredito nisso também porque não tenho conhecimento de o nome POLICARPO ter se repetido nas descendência do padre POLICARPO. Se o POLICARPO JOSEPH fosse avô dele, acredito que as homenagens aconteceriam.

Mas como era homenagem a um tio que depois ficou esquecido, isso pode explicar o sumiço da alcunha em nossa genealogia. Mesmo com a presença do padre POLICARPO nela.

Falta-nos apenas confirmar essa passagem para, enfim, definir de vez os nossos vínculos com os BARBALHO do RIO DE JANEIRO.

Não  se esqueçam de visitar:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

Ai poderão constatar a presença dos BARBALHO ja em ITABIRA. Ficamos ao lado dos ANDRADE e NUNES COELHO, que acabam se misturando em VIRGINÓPOLIS e GUANHÃES.

Por hoje é so. Não encontrei o livro de registros de casamentos. Mas o JOSE VAZ e a ANNA JOAQUINA devem ter se casado no SERRO ou CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Ele nasceu na primeira e ela na segunda.

3a. NOTA

Resolvi, entre outras coisas, fazer a leitura e copia completa do registro de batismo do padre POLICARPO. Contudo, vou atualizar os termos:

“Aos 21 do mes de novembro de 1779, na Capela de Santa Anna do (Percuava ??) o padre Andre Vaz de Almeida batizou e pos os Santos Oleos a Policarpo, filho legitimo de JOSE VAZ BARBALHO e de sua mulher ANNA JOAQUINA DE SAM JOSE. Foram padrinhos Manoel da Ponte e Delfina Soares, todos dessa Freguesia (??) e por este assino:

O vigário: Pedro Jose Pereira de Castro.”

Resolvi traduzir o registro do tio PLÁCIDO também. Segue:

“Aos 18 dias do mês de Março de 1781 anos, nessa Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual Santa Rita Durão), batizei e pus os Santos Óleos a PLÁCIDO, párvulo, filho legitimo JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA sua mulher, postos forros, que viverão na Freguesia de Vila do Principe, a partir dessa Freguesia do Inficcionado, (??) do epifano a 9 do dito mês. Foi Padrinho: Silvestre de Almeida do Freixo, dessa freguesia, o que foi aposto.

O Encomendado: Pedro Jose Pereira de Castro.”

Não posso garantir que fiz a tradução réis por réis. No registro do tio PLÁCIDO temos a menção a ele ser “párvulo”, que informa uma condição de saude delicada do recém-nascido. Expressão que também aparece no registro do padre Emigdio.

No segundo registro contem a informação de que o casal estava se dirigindo para ou procedia de Vila do Principe, atual Serro. O batismo se deu a 18.Mar.1781 e o menino havia nascido no dia 09. O padrinho unico deve indicar um batizado feito `as pressas.

O escrivão foi o mesmo, porem, parece que esta escrito o encomendado.

Talvez ai se confirme a mudança da capital para o Serro. Nesse caso, poderia ter sido para a Freguesia de Conceição do Serro (atual CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO), onde o casal teve outros filhos.

Ou, ainda, esteja ai a justificativa para que não tivessem mais filhos inscritos nos livros do Inficcionado (atual Santa Rita Durão).

A principio, tentei traduzir esses documentos pensando exatamente nos padrinhos. Era a primeira opção dos antigos buscar os avos para batizar os primogênitos. Ai tive a esperança de encontrar pelo menos um nome com a assinatura BARBALHO, o que poderia revelar nosso parentesco com MANOEL VAZ e JOSEPHA PIMENTA.

Como não foi possível, ficou a duvida se os padrinhos do padre POLICARPO não seriam os pais da ANNA JOAQUINA, da qual nada sabemos. Mas quando isso acontecia, a palavra avós precedia os nomes dos padrinhos. Porem, nem sempre a menção aparecia.

Ficou também a duvida quanto ao padre POLICARPO ser ou não o primogênito da família. Nas paginas que não tinham jeito de traduzir por meios ao nosso alcance talvez tenham outros filhos, caso ele não seja.

Para melhorar um pouco meus conhecimentos a respeito da viagem da família de Santa Rita Durão para o Serro, busquei ver se encontrava alguma Capela de Santana no percurso da estrada, que fosse antiga o suficiente para ser aquela mencionada no batismo do antepassado POLICARPO.

Existe sim, a atual Igreja de Santana, no Distrito de Cocais, que pertence `a Cidade de Barão de Cocais.

Encontrei poucas informações na internet, mas existe que a capela ja existia desde antes de 1769. Alem disso informa-se que foi capela particular das famílias: Furtado Leite e Pinto Coelho.

Ou seja, esta ai mais uma fonte de enriquecimento, pois, temos representantes de ambas as famílias em nossa genealogia. Mas esse seria assunto extra aqui neste breviário.

Segue uma postagem. Ha que rolar um pouco a matéria para chegar `a atual Igreja de Santana:

http://pelasestradasdeminas.com.br/cocais-mg-caminho-diamantes-estrada-real/

 

Mas não podemos nos esquecer que se o endereço final da viagem fosse em Conceição do Mato Dentro, poderiam ter escolhido o caminho alternativo que passa por Sabará.

Ai encontra-se outra Capela de Sant’Anna. Possivelmente um pouco mais velha que a anterior. Mas que não importa a idade ja que ambas são anteriores a 1779.

Acredito que a definição de qual delas deva-se ao nome “Percuava”, palavra que deve ser outra mas `a minha leitura foi o que deu para entender. Essa palavra pode definir o local.

Possivelmente, nosso ancestral nasceu durante a viagem dos pais, de sua origem em CONCEIÇÃO/SERRO para MARIANA/INFICCIONADO.

Pode-se ver aqui a descrição e fotografia da Capela ou Igreja de Sant’Anna:

http://www.infopatrimonio.org/?p=20213#!/map=38329&loc=-19.911423864036035,-43.826608657836914,14

 

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006. “COROACI – ONTEM E HOJE”

Esse é nome de um livro. Da autoria de dona Angela Rocha da Silva Chaves. Ela, natural da cidade cujo nome e menções são tantas em minha memória que parece ate ja ter ido la. Mas nunca fui.

No ano passado, 2017, em viagem ao Brasil pudemos rever a sobrinha de minha esposa, Olivia. Essa formou-se no curso de enfermagem e pela profissão atende na cidade. Seu parceiro Reinaldo é natural de Coroaci.

Ao conhece-lo, não pude deixar de mencionar que deveria ter muitos parentes na cidade. E ao dizer sobrenomes de pessoas ligadas `a família, eles mencionaram o livro. Em seguida veio a promessa que enviariam uma copia para mim.

Logo criei expectativas um pouco fora da realidade. Imaginei que poderia vir acompanhado de uma genealogia das famílias pioneiras. E, entre elas, identificaria facilmente nossa parentela.

Como isso foi `as vésperas de voltarmos, e estávamos em Santa Efigenia, o livro ficaria para depois. Ao retornar inclusive comuniquei aos amigos que tinha uma surpresa que logo seria compartilhada.

Mas passaram-se uns meses e acabei encontrando outro veio de dados preciosos na obra do Frei Jaboatão. Nesse intervalo meu filho foi ao Brasil e pode trazer a copia. Contudo foi difícil poder parar para ver o que de novo iriamos ver naquela obra.

Li e não havia nenhuma genealogia. Antes que ficar decepcionado, mesmo assim fiquei maravilhado com a obra da dona Angela. Coisa simples, modesta.

Mas são 185 paginas repletas daquelas informações do dia-a-dia do pequeno município que qualquer nativo adoraria ter para si. Para as pessoas de la deve ser como rever um filme da própria vida.

Os nomes dos personagens e personalidades locais são lembrados, os costumes e usos, tudo enfim tem uma pagina ou mais.

No capitulo religião são lembrados os padres e seus feitos. Os eventos, como a inauguração do primeiro grupo escolar, contam com a apresentação da ata inaugural. E nela consta os nomes das autoridades presentes, assim como os nomes de cada aluno matriculado.

Num numero total de uns 300. Então, como um habitante local não se maravilharia se ali encontrar os nomes de seus familiares, ancestrais, pessoas conhecidas etc.

Assim, segue o livro discorrendo sobre todas as atividades, desde as economicas locais, quanto a passagem de circos e touradas. Os primeiros comerciantes são lembrados. A atividade fabril, especialmente a extração da mica, com importância fundamental no desenrolar da II Guerra Mundial.

Alias, ha ate um artigo de membro da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que esteve na Italia, quando da tomada do Monte Castelo. O nome dele, Dirceu Guedes Ramos. Esse próprio escreveu também o prefacio do livro.

Enfim, existe a lista de prefeitos e membros da câmara. Conta ainda com dados de bandas de musica, primeira estrada de rodagem, futebol, folclore, correios, Historia, chegada de luz elétrica e mais outros detalhamentos.

Na lista de bibliografias consultadas é mencionado algumas obras que despertaram minha curiosidade. Logicamente, um dos livros nem tanto porque ja o possuo. Trata-se do “A Mata do Peçanha sua Historia e sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Mas também ha: “Peçanha e sua Historia”, do também nosso primo dr. Rui Pimenta Filho. O terceiro é o “Peçanha, sua Historia e sua Gente”, de Sady da Cunha Pereira. Afinal, observo que literatura existe.

Falta juntar tudo numa mesma coletânea para melhor servir a região, pois, ha uma interconexão enorme entre as genealogias das populações de todas as cidades da vizinhança.

Vamos passar, então, `a analise de alguns pontos do livro.

Ja os primeiros capítulos, naquele dedicado `a religião, mostram a presença de virginopolitanos ilustres e fundamentais na Historia de Coroaci. O segundo vigário do município foi o padre Manoel Nunes Coelho, padre Nelo, como era conhecido localmente.

D. Manoel, mais tarde bispo de Luz, foi quem elaborou a planta da Igreja de Santana. Entre os construtores temos Otoniel (So Tão) e Jose Nunes Coelho, irmãos do bispo.

Outro irmão deles, Gamaliel (seo Gama) Nunes Coelho era o mantenedor do jardim e tanques de peixes que ornamentavam o local.

Eles foram filhos dos tios-bisavós Miguel Nunes Coelho e Ambrosina (tia Sinha) de Magalhães Barbalho.

D. Manoel foi nomeado para paroquiar a cidade em 1908. Era o homem mais velho da casa, ja que tia Sinha perdera o primeiro, Ismael. Era o arrimo da família e estava com 24 anos, pois, tio Miguel havia falecido em 1903 e deixou 13 filhos vivos.

Ha uma informação por engano que consta D. Manoel como o mais velho. Mais velha que ele também tinha a Consuelo (Bebem). Mas `a época considerava-se a partir dos homens.

Alem dos ja citados, foram irmãos: Laurentina (Lala), Miguel, Notel, Laet, Maciel, Misael e Maria de Lourdes. Essa não deve ter conhecido o pai.

Entre os fundadores locais consta o casal: Demetrio Coelho de Oliveira e Marcolina Honória Coelho. Ela também nossa tia-bisavó e, naturalmente, o marido também fica no lugar de tio-bisavô, pelo casamento.

Observe-se que tia Marcolina, Sinha e Miguel eram primos em primeiro grau. Todos netos dos fundadores de Guanhães: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Alem de serem filhos de primeiros moradores de Virginópolis.

Demetrio foi parte de uma família Coelho de Oliveira, constituída pelo senhor Leonel Coelho e esposa. Foram donos da Fazenda da Lavrinha que os herdeiros venderam na década de 1920.

Talvez, acidentalmente, tenhamos encontrado o registro de batismo do senhor Leonel Coelho nos livros do município de Itabira. Não se pode dizer que seja certo mas sim um tiro de longo alcance.

A criança, Leonel, nasceu em 27.12.1837. Foi filho registrado apenas pela mãe, Bibiana de Souza Coelho. Padrinhos: Simpliciano da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus. Possível será que os padrinhos fossem os avos.

Bibiana foi mãe também de Jose (03.05.1841), Gil (31.05.1846) e Maria (30.04.1848). Faltaria comprovar que pelo menos o Leonel mudou-se para Guanhães, constituiu família e dela resultou Demetrio e irmãos.

A Lavrinha tinha esse nome por ter fornecido ouro aos primeiros moradores de Guanhães e Virginópolis, existindo atualmente a fazenda remanescente no território dessa segunda. Por isso é histórica.

A respeito do Demetrio revela-nos o livro que foi o primeiro boticário do município. O segundo foi o Octaviano, filho dos tios Demetrio e Marcolina. Houve outro, Urias Coelho, que não sei dizer a qual dos ramos Coelho pertencia.

Note-se que a familia Guedes também aparece no capitulo dedicado `a saúde local. Mas por falta de dados não tenho como dizer se ha parentesco entre eles e o sr. Guedes, que foi farmacêutico antigo em Virginópolis. Possivelmente sim, e a família deve também encontrar raiz em Itabira.

O livro cita o fundador Demetrio com boas palavras dizendo-o humilde e dedicado ao atendimento do próximo. Fez-se amigo da pobreza e atendia a todo momento que fosse chamado não visando pagamento. Acabou falecendo pobre em 1911.

Voltando ao capitulo da religião, foi a viuva Marcolina quem doou o madeirame ao padre Nelo, para a construção da Igreja de Santana.

`A pagina 86 temos as fotografias dos tios Demetrio e Marcolina. Não ha como descrever. Ambos transmitem grande simpatia. E se buscarmos fotografias antigas de pessoas mais velhas na família pode-se encontrar semelhanças com a tia Marcolina.

Pesar se tem apenas de que os recursos gráficos usados na produção do livro foram limitados. Mesmo as melhores fotografias se assemelham a copias xerograficas. Não se trata de defeito do conteúdo escrito do livro em si.

Pela foto, uma pessoa que lembro-me assemelhar-se `a tia Marcolina foi tia Cecy Marcolina Coelho. Pessoas com menos de 50 anos so deverão poder lembrar-se dela por fotografia.

Tia Cecy era sobrinha da tia Marcolina e irma do meu avo materno Juca Coelho. Os laços parentais são mais íntimos que a palavra tia revela, pois, o pai, Ze Coelho, era irmão da tia Marcolina e a mãe, Maria Marcolina, era prima em primeiro grau.

Para mim não parece complicado. Mas melhor explicar. Os fundadores de Guanhães, Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo foram pais de 4 filhos que nos interessam no momento.

Francisca Eufrazia que casou-se com Joaquim Nunes Coelho; Eugenia Maria da Cruz, casou-se com Francisco Marçal Barbalho; João Batista Coelho, casado com Maria Honoria Nunes Coelho e Antonio Rodrigues Coelho, casado com Maria Marcolina Borges do Amaral.

Joaquim foi filho de Eusebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus. Era irmão do Clemente, que foi o pai da Maria Honoria. Ou seja, eram tio e sobrinha casados com dois dos irmãos.

Joaquim e Francisca foram pais do Miguel Nunes Coelho. Eugenia e Francisco foram pais da tia Ambrosina. E Miguel e Ambrosina eram primos em primeiro grau e foram os pais do D. Manoel Nunes Coelho e seus irmãos.

Por causa do Antonio ter se casado com uma Maria Marcolina, todas as filhas deles foram chamadas Marcolina Coelho.

Todas as filhas do João Batista e Maria Honoria tinham o Honoria como nome do meio, antes do Coelho. Por isso o nome da tia era Marcolina Honoria Coelho. O mesmo acontece com Anna, Sebastiana, Emigdia e outras.

Nesse caso, a mãe do meu avo e da tia Cecy, chamava-se Maria Marcolina, mesmo nome da mãe dela, acrescido de Coelho. Essa casou-se com o Jose Batista Coelho (Ze Coelho), que era filho do João Batista e Maria Honoria também.

Por tradição o Ze Coelho deu nome de fulana Marcolina Coelho `as filhas. Esse foi o caso da tia Cecy. O mesmo se deu em relação `as filhas da segunda esposa dele, tia Virginia Marcolina Coelho, que era irmã da primeira.

Espero que não tenha ficado complicado demais para que os “de fora” não se percam!

Entre os médicos antigos ha o dr. Mario Serra. Também não sei dizer se foi o mesmo que serviu em Virginópolis. Entre as parteiras nota-se a Sa Marcolina.

Entre os médicos nascidos no local tem o dr. Cesar Coelho Xavier. Esse apenas posso supor um possível vinculo parental.

Isso porque não ha menção no livro de que nossos tios-bisavós: João Batista Coelho Neto e Lucinda Xavier de Andrade, ela natural de Coroaci, tenham vivido no município e deixado descendência por la.

Em nossos livros genealógicos a composição desse ramo da família também esta muito incompleto.

No capitulo a respeito da educação, temos uma surpresa ou coincidência. `A pagina 61 temos a menção a professora substituta: Candida de Magalhães, em 1942.

O nome é o mesmo da tia Candida, filha dos bisavós: Candida de Magalhães Barbalho e João Batista de Magalhães. A bisavó também era prima em primeiro grau da tia Marcolina.

Entre as diretoras do Ginásio Odilon Behrens existem varias com a assinatura Coelho, mas nenhuma que posso identificar com absoluta certeza pertencer ao ramo de nossa família.

Mas a diretora entre 1963-1965 chamava-se Lucilia Ferreira da Silva. Temos uma pessoa de mesmo nome na família. Tratava-se de filha dos tios-bisavos Luiza Marcolina Coelho e Emidio Ferreira da Silva.

A Lucilia em nossa família nasceu em 1893. Para tanto, teria sido diretora aos 70 anos de idade. O que não seria impossível. Acredito que a tia-avo Edith Coelho do Amaral deve ter passado dessa idade exercendo o mesmo cargo.

Mas a Lucilia retorna ao livro como diretora do Grupo Escolar Pe. Sady, ate 1975. Nisso fica a duvida, pois, estaria então com 82 anos de idade.

Não tenho data de falecimento de nossa prima Lucilia, mas foi casada com o senhor João Lopes Junior.

Entre os fundadores da biblioteca publica local conta-se com os irmãos Otoniel e Jose Nunes Coelho.

Por acidente, `a pagina 74, aparece o nome da dona Maria Madalena de Magalhães Souza. Brincadeira `a parte. Ela aparece como Supervisora de Area do antigo programa de alfabetização de adultos, o MOBRAL.

Esposa do ex-prefeito de Virginópolis, Gabriel Geraldo Soares de Souza, nosso parente, foi realmente supervisora do programa na região.

Entre os primeiros moradores menciona-se, naturalmente, Demetrio e Marcolina. Mas também aparecem Urias Coelho e Graciana, alem de João Henrique Coelho e Teodoro Coelho de Oliveira. Não sei de quem se tratam os quatro últimos.

Alem desses, existem diversos sobrenomes que poderiam ter algum vinculo parental conosco. Entre eles destaca-se o Pimenta. Que muito provavelmente seja o mesmo vinculado ao Barbalho desde os anos de 1732 com o casamento entre Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza, nossos muito prováveis ancestrais.

Em 1928 se deu a construção da estrada de rodagem (rodovia) entre Coroaci e Governador Valadares. No capitulo dedicado ao fato informa-se que houve uma festa de inauguração. Foi feito o corte da fita inaugural.

“O  corte da fita ficou a cargo da mais velha sobrevivente de um dos fundadores de Coroacy, sra. Marcolina Honoria Coelho (Siá Culina); e ao seu lado o Pe Sady e o Dr. Jose Paulo Fernandes.” Acredito que faltou a palavra esposa para completar melhor o sentido.

Conta-se ainda as voltinhas que foram oferecidas `a população naquela novidade que era um caminhão Ford 29. Seria, pela foto, classificado atualmente como uma camionete.

Os nomes dos filhos dos tios Demetrio e Marcolina foram: Hermiria, Antonietta, Julietta, Marietta, Octaviano, Maria, Juvenal, Jose (fal. menor), Valentina, Honoran e Annita.

No capitulo que aborda profissões e lojas temos diversos representantes com combinação de sobrenomes na qual entra o Coelho. Ai temos:

Otoniel (Oto) Nunes Coelho, Cicero de Oliveira Coelho, Teodoro Coelho de Oliveira, Jose Coelho Simões, Rua D. Manoel, Praça Demetrio Coelho, Demetrio e Otavio Coelho Simões, Geraldo da Costa Coelho, Abilio Ramos Coelho, Raimundo Nonato Coelho, Jose da Silva Coelho, Raimundo Martins Coelho, Jose Cecílio Coelho, Antonio de Almeida Coelho e Abel da Costa Coelho.

Não se pode afirmar que sim ou não. Alguns desses que não identificamos podem ser nossos aparentados. Lembramos que na fundação de Sabinópolis estavam os Coelho de Almeida, descendentes de Antonio Coelho de Almeida, nosso ancestral.

Os da Costa Coelho devem remontar ao Serro. Houve la uma família com esse sobrenome que remonta ao século XVIII. Dela descende o padre Lafayette da Costa Coelho, nascido no Serro e por muitos anos paroquiou em Santa Maria do Suaçui. Atualmente ele esta entre os candidatos a santo no altar católico.

Mas não seria surpresa se um bom numero dos não identificados sejam membros do mesmo ramo do nosso Coelho. Isso porque tanto o suposto ancestral Manoel Rodrigues Coelho quanto o alferes de milícias Jose Coelho de Magalhães poderão contar com muitos descendentes dos quais não temos noticias. Sabemos que tiveram mas não sabemos quem foram todos. E deles esses podem descender.

O progresso da cidade não poderia se dar sem a presença da luz elétrica. E foi levada para o local pelo padre Nelo que, viajando pela Europa resolveu comprar um dínamo, que usava o potencial energético do Córrego Santana.

Somente em 1964 essa pequena usina foi substituída pela Cemig. E a primeira iniciativa teve a participação dos irmãos Otoniel e Jose Nunes Coelho.

No capitulo dedicado `a emancipação surgem os diversos personagens com o sobrenome Coelho. Entre eles destaca-se o dr. Rafael Caio Nunes Coelho, então prefeito de Peçanha. Obviamente, nosso primo que mais tarde viria a tornar-se deputado por varias gestões.

O dr. Guilherme Machado, cuja família tem vínculos com os Coelho, também foi decisivo no capitulo.

Ai se da noticias de que um dos lideres da emancipação política foi o senhor Joaquim Campos do Amaral. Poderia ser coincidência, porem, temos uma pessoa de mesmo nome, que foi o marido de dona Maria Xavier.

O sobrenome dela denuncia a proximidade com Coroacy. O nosso conhecido foi filho do casal Antonio Ferreira Campos Baguary e professora Augusta Rabello do Amaral. Ela foi mais conhecida como Augusta Campos e virou nome de praça em Virginópolis. Essa família, umas das tradicionais locais.

Apos implantado o municipio, os Coelho se destacam na ocupação dos cargos eletivos. De grande influencia política foi o senhor Jose Coelho Simões. Foi vereador e prefeito mais de uma vez.

Na gestão dos anos 1955-1958 o prefeito contou com o vice na chapa Otoniel Nunes Coelho. Na gestão anterior dona Inez Nunes Coelho havia sido acessora da prefeitura, na área fazendária.

Na gestão 1963-1966 houve a posse de dois vereadores: Josias Coelho Pimenta e Jose de Almeida Coelho. Na gestão seguinte aparece o vereador Marcos Nunes Coelho. Os quais não conhecemos a procedência.

Nas gestões seguintes aparecem os nomes: João Crisóstomo Coelho, Afonso Coelho Pimenta, Geraldo Campos Coelho, Márcio Antonio Coelho Chaves, Amilcar Coelho de Almeida e entre os assessores surge dona Marta Helena Coelho Chaves.

Essa combinação Coelho Chaves existe entre nossos familiares. Contudo, não temos um acompanhamento dos Chaves de Virginópolis. A família foi uma das povoados locais.

A familia começou, em Virginópolis, com o casal: Francisco Chaves – Chico Carreiro e dona Joana Chaves. Segundo dados do livro “Historia de Virginópolis” da professora dona Filomena Dias de Andrade.

Dos seis filhos mencionados por dona Filomena, as filhas: Etelvina, casou-se com Jose Xavier e Matilde com Jose Rodrigues. Ela também informa que os maridos viviam em Coroacy. Os outros foram: Maria, Prudência, Olivia e Raimundo.

Entre os músicos ha a menção dos nomes: Jose, Silvio e Jorge Coelho da Rocha; Otto Nunes Coelho, Sady Coelho de Souza, Sergio Coelho da Silva e Raimundo Martins Coelho, da Lira Musical Santa Terezinha.

Uma banda anterior, a Santa Cecilia, havia sido fundada pelo D. Manoel Nunes Coelho.

Destaque para o futebol. `A pagina 150 temos a menção:

“Alguns afirmam que o Futebol com “Técnicas” foi trazido de Virginópolis, por Jose Simões, Cicero Coelho e Josio Avelino, os quais foram praticamente os primeiros jogadores de Futebol de Coroaci.”

Da familia Avelino de Virginópolis temos ainda a professora dona Conceição Avelino Coelho, viuva de nosso primo Jose Darcy Coelho. Não me recordo do sobrenome Simões relacionado a Virginópolis. Não estou dizendo isso no senso de negar, apenas não conheci.

Minha duvida ai seria se seria nosso primo Cicero Rodrigues Coelho ou o anteriormente citado Cicero de Oliveira Coelho, o qual não sei localizar em nossa Arvore Genealógica.

Entre os poetas que elaboraram odes a Coroaci constam 3 Coelho: Nilce G. Coelho, Marcio Antonio Coelho Chaves e Magda Coelho Rocha. Os Coelho da Rocha em nossa família tiveram homônimos em São João Evangelista. Porem, esses deverão ser nossos primos em outras raizes.

Talvez, entre as pessoas não mencionadas e que engrandeçam Coroaci esta, como casal, aos Notel Nunes Coelho e dona Maria Isabel Rodrigues. Ele foi mencionado pelo primeiro nome como irmão do D. Manoel.

Porem, o casal foi pai dentre outros do Monsenhor Omar Nunes Coelho. Este foi pároco em São Gotardo/Rio Paranaíba, MG. Nasceu em Coroaci em 1915 e faleceu na Diocese de Luz, em 18.01.2009. Gozava de grande respeito dos seus paroquianos.

Esse eh o resumo que faço do livro.

A ma noticia foi a de que resolvi procurar a autora para conversarmos a respeito da genealogia da cidade. Quando acessei o site da prefeitura vim a saber que ela havia falecido em setembro de 2017. Ou seja, poucos dias depois que tinha tido a noticia da existência da obra.

Dona Angela Rocha da Silva Chaves fora professora e bibliotecaria do municipio. `A pagina 184 deixou esse recado:

“Coloco-me `a inteira disposição, para futuras informações, que poderão um dia fazer parte da complemento da Historia de Coroaci.”

Resta-nos esperar que alguém com mais familiaridade e conhecimento local se anime e de continuidade a tão importante e sublime trabalho de manter nossos ancestrais vivos em seus feitos e realizações.

 

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007. O RESUMO EM ESQUELETOS GENEALOGICOS

01. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c. c. Isabel de Lemos (17)

02. Francisco Moniz de Menezes c. c. D. Maria Lobo de Mendonça

03. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Thereza de Souza

a. 04. D. Francisca Isabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto (1)

05. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c. c. Martinho Afonso de Mello (2)

06. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Martinho Moniz Barreto

07. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

b. 04. D. Luiza Josefa de Menezes, irma de D. Francisca Isabel c. c. Antonio Galas da Silveira (3)

05. Diogo Moniz da Silveira c. c. D. Anna Maria da Afonseca (4)

06. Martinho Moniz Barreto c. c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes

07. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

c. 01. Isabel de Lemos c. c. Jeronimo Moniz Barreto, o velho

02. João Rodrigues Palha c. c. Mécia de Lemos, e era filha do fidalgo cavaleiro Fernão de Lemos.

d. 02. D. Maria Lobo de Mendonça c. c. Francisco Moniz de Menezes

03. D. Victoria de Barros c. c. Manoel de Freitas do Amaral (5)

04. D. Catharina Lobo de Almeida c. c. Gaspar de Barros de Magalhães (6)

05. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo

06. Baltazar Lobo de Souza c. c. Joana Barbosa (*)

e. 03. D. Thereza de Souza c. c. Jeronimo Moniz Barreto

04. Antonia Barbalho Bezerra c. c. Antonio Ferreira de Souza

05. Luiz Barbalho Bezerra c. c. D. Maria Furtado de Mendonça (7)

06. Camilla Barbalho c. c. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda

07. Brás Barbalho Feyo c. c. Catharina Tavares de Guardes

f. 04. Antonio Galas da Silveira c. c. D. Luiza Josefa de Menezes

05. Agueda de Pina c. c. Lourenço de Oliveira Pita

06. Felipe de Lemos Palha c. c. Francisca Barbosa Caramuru

07. Joao Rodrigues Palha c. c. Mécia de Lemos, filha do fidalgo cavaleiro Fernão de Lemos.

g. 06. Francisca Barbosa Caramuru c. c. Felipe Palha de Lemos

07. Catarina Alvares c. c. Baltazar Barbosa de Araujo (8)

08. Genebra Alvares c. c. Vicente Dias de Beja (9)

09. Catharina du Brezil c. c. Diogo Alvares Correa, Caramuru (10)

10. Cacique Taparica, Carijó/Tupinamba

h. 04. Antonio Ferreira de Souza c. c. Antonia Barbalho Bezerra

05. D. Catharina de Souza c. c. Eusebio Ferreira (11)

06. Belchior de Souza Drummond c. c. D. Mecia de Armas (12)

07. Antonio de Souza Drummond c. c. D. Joana Barbosa Caramuru

08. Joao Goncalves Drummond c. c. D. Marta de Souza

09. Clara Anes Drummond c. c. Gaspar Goncalves Ferreira (13)

10. Sir John Drummond (16) c. c. D. Branca Afonso da Cunha (14)

11. Sir John Drummond, 12o. sr. de Lennox c. c. Elizabeth Sinclair of Roslin

i.  07. D. Joana Barbosa  Caramuru c. c. Antonio de Souza Drummond

08. Catarina Alvares c. c. Baltazar Barboza de Araujo (8)

09. Genebra Alvares c. c. Vicente Dias de Beja (9)

10. Catharina du Brezil c. c. Diogo Alvares Correa, Caramuru (10)

11. Cacique Taparica, Carijó/Tupinamba

j.  08. D. Marta de Souza c. c. Joao Gonçalves Drummond

09. Baltazar Lobo de Souza c. c. Joana Barboza (*)

Logo após ter escrito esse resumo e a descrição da numeração, lembrei-me que faltaram alguns componentes genealógicos para completar-se melhor o quadro. São apenas mais 4, mesmo que pensei antes fazer reservas a dois deles:

k. 03. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

04. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

05. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos (17), filho de:

06. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

07. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

08. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva(18), filho de:

09. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves (19) c.c. Ignez (20), filho de:

10. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

11. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

l.  05. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo, filho de:

06. 1492 Balthazar Lobo de Sousa c. c. Joana Barbosa (*) 1a. esposa.

07. 1472 Felipa de Souza c. c. Diogo Lobo

08. Joana da Guerra c. c. João Fernandes de Souza, 4o. sr. de Baião

09. Isabel da Guerra c. c. Gonçalo Vaz Coutinho

10. D. Ignez da Guerra c. c. Alvaro Pires da Távora

11. Pedro da Guerra c. c. D. Tereza Anes De Andeiro (21)

12. D. João de Portugal, duque de Valencia c. c. Desconhecida

13. D. Pedro I, rei de Portugal c. c. D. Ines de Castro

14. D. Afonso IV, o Bravo c. c. D. Beatriz de Molina e Castela

15. D. Dinis I, o Lavrador c. c. D. Isabel de Aragão

16. D. Afonso III c. c. D. Beatriz de Castela

17. D. Afonso II c. c. D. Urraca de Castela

18. D. Sancho I, o Povoador c. c. D. Dulce de Aragão

19. D. Afonso I Henriques, o Conquistador c. c. D. Mafalda de Sabóia

20. D. Teresa de Leon c. c. D. Henri de Borgonha

21. D. Alfonso VI de Leao e Castella c. c. Ximena Moniz

(*) O nome Joana Barbosa foi sugerido por Manuel Abranches, mas não se tem certeza.

m. 10. Sir John Drummond c. c. Branca Afonso da Cunha + Catarina Vaz

11. Sir John Drummond, 12th of Lennox c. c. Elizabeth Sinclair of Roslin

12. Sir John Drummond, 11th of Lennox c. c. Mary Montfex, Heiress of Stobhall

13. Sir Malcolm Drummond, 10th of Lennox c. c. Lady Annabella Graham

14. Sir Malcolm Drummond, 9th Thane of Lennox c. c. Margareth Graham

15. John Drummond, 8th thane of Lennox c. c. Elena Drummond

16. Sir Malcolm Drummond, 7th thane of Lennox c. c. Margareth Drummond

17. Malcolm Beg Drummond, Chamberlain of Len. c. c. Ada of Maldwin of Lennox

18. Malcolm II Drummond, 5th thane of Lennox c. c. ?

19. John Drummond, 4th thane of Lennox c. c. ?

20. Maurice Drummond, 3st thane of Lennox c. c. ?

21. Malcolm de Drummond, 2nd seneschal of Lennox c. c. ?

22. Maurice de Drummond, 1st Seneschal of Lennox c. c. ?

n. 02. Elizabeth Sinclair of Roslin c. c. Sir John Drummond

03. Henry Sinclair, 1st Earl of Orkney c. c. Jean Halyburton of Dirleton

04. William Sinclair of Roslin c. c. Isabel Graham of Strathean

05. Sir William Sinclair of Roslin c. c. Rosabelle

06. Sir Henry Sinclair of Roslin, 7th lord of Roslin c. c. Alice de Fenton

07. Sir William Sinclair of Roslin, 6th lord of Roslin c. c. Amicia de Roselyn

08. Robert de St. Clair c. c. Eleanor de Dreux

RESSALVE-SE QUE:

I. Na obra do Frei Jaboatão ha uma narrativa genealogia, que ocupa quase 3 paginas a partir da numero 135, de Baltazar Barboza de Araújo e de seu meio-irmão Francisco.

Muitos dos ancestrais de ambos os personagens serão os mesmos de outros que compõem as raizes dessa genealogia.

DESCREVENDO O NUMERADO:

(1) Francisco Moniz Barreto, casado com D. Francisca Isabel, era natural da Ilha Terceira, Açores, e filho de Guilherme Moniz Barreto e sua esposa D. Maria Faleiro. Pag. 374

(2) Martinho Afonso de Mello era natural de Maragogipe, BA, e filho do sargento-mor Jose Pereira da Cunha e de D. Ignacia Pereira de Mello, sua esposa. Pag. 376

(3) Antonio Galas da Silveira teve a merce do habito de Cristo que não professou por ter falecido antes de tomar posse. Pag. 376

(4) D. Anna Maria da Afonseca foi filha do capitão Antonio Diniz de Macedo e de sua esposa D. Virginia da Fonseca, filha do sargento-mor Francisco Pinto da Fonseca Deça. Pag. 376

(5) Manoel de Freitas do Amaral foi homem rico e cavaleiro fidalgo. Pag. 206

(6) Gaspar de Barros de Magalhães, viveu no Recôncavo Baiano foi muito rico e afazendado. Pag. 203

(7) D. Maria Furtado de Mendonça fez parte da família de igual sobrenome que fez Historia no Rio de Janeiro. Era filha de Fernand’Aires Furtado de Mendonça e de sua esposa D. Cecilia de Andrade Carneiro. Pag. 311

(8) Baltazar Barbosa de Araujo era natural de Ponte de Lima, Portugal, e filho de Gaspar Barboza de Araujo e sua esposa D. Maria de Araujo. Pag. 135 e segue.

(9) Vicente Dias de Beja, era natural da Provincia do Alentejo, era moço fidalgo da casa do infante D. Luis. Pag. 86

(10) Diogo Alvares Correa, Caramuru, era filho das principais famílias nobres de

Viana. Pag. 84

(11) Eusebio Ferreira, era natural de Porto Santo, na Ilha da Madeira, e filho de Leão Ferreira. Pag. 313.

(12) D. Mécia de Armas, foi segunda esposa de Rafael Telles, do qual não teve filhos; e filha de Luis de Armas e de D. Catharina Jacques, “pessoas nobres e principais da Bahia”. Pag. 175

(13) Gaspar Goncalves Ferreira. Era filho de Gonçalo Aires Ferreira.

(14) Branca Afonso da Cunha era natural de Covilha.

(15) Elizabeth Sinclair de Roslin descendia de Sir William Sinclair of Roslin, um nobre cavaleiro na Escócia que as tradições e provas atuais indicam que chefiou uma expedição exploratória que aportou na Nova Escócia, Província do Canada, por volta de 1360, ou seja, mais de um século antes de Colombo.

A missão de William Sinclair seria a de proteger supostos tesouros dos Cavaleiros Templários, Ordem que fora dissolvida pelo papa Clemente, em 1312.

Mas houve continuidade tanto na Escócia quanto em Portugal, onde a organização veio a chamar-se Ordem de Cristo.

(16) A familia Drummond, tanto quanto a Sinclair, formou-se a partir da nobreza francesa, porem, quando da transferencia do Sir John Drummond para a Madeira ja era ha mais de 1 século família escocesa.

(17) Izabel de Lemos era irma de Felipe de Lemos Palha, filhos de João Rodrigues Palha e D. Mécia de Lemos. Pags. 469 (batizada a 25.03.1568) e 161.

(18) D. Joana da Silva era filha de Gonçalo da Silva, regedor da justiça em Lisboa. Pag. 144.

(19) Guilherme Moniz Barreto foi também casado com D. Joanna da Costa Corte-Real, filha de João Vaz da Costa Corte-Real. Pag. 144

Talvez venhamos a ser descendentes desses também, pois, o (1) Francisco Moniz Barreto tinha por pai outro Guilherme Moniz Barreto. E antes de migrar para o Brasil a família estava radicada na Ilha Terceira, Açores.

(20) D. Ignez, era filha de Gonçalo Nunez Barreto, alcaide-mor do Faro. Pag. 144

(21) D. Teresa Anes de Andeiro, foi filha de João Fernandes de Andeiro, segundo Conde de Ourem, e sua esposa D. Maior Fernandes de Moscoso.

Maior Fernandes de Moscoso era então viuva de Fernão Bezerra. Deles descendem os Bezerra em Pernambuco, dos quais também descendia o governador Luiz Barbalho Bezerra, nosso ancestral.

Consta em genealogias um terceiro nobre casado com Maior Fernandes de Moscoso. Caso seja a mesma, teremos a oportunidade de descender dela por 3 vias, sendo pelo menos uma de cada marido.

Quem desejar aprofundar mais pode verificar os nomes e genealogias dos cônjuges de nossos possíveis ancestrais mais nobres, pois, estão expostos na internet.

Aconselho aos descendentes dos ancestrais ANTÔNIO JOSE MONIZ e MANOELA DO ESPIRITO SANTO, via Luiza Maria do Espirito Santo e seu marido, o fundador de Guanhães, capitão de milícias Jose Coelho da Rocha, a copiarem esse resumo para te-lo disponível.

A minha convicção de nosso ancestral Antonio Jose ser o mesmo ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO aumenta a cada retorno que faço a esses estudos. As evidencias disso são enormes.

Seria bom ter os dados guardados em mãos porque pode-se perder as informações na internet caso hajam mudanças indesejáveis no futuro. E também, fica mais fácil consultar os dados quando se for falar no assunto na ausência de um computador `as mãos.

Ha que lembrarmos também que nossa ancestral Manoela do Espirito Santo pode vir do mesmo núcleo de famílias primeiro fundadoras da Bahia.

E temos outra ancestral, Tereza (Fiuza) de Jesus, baiana, `a época, procedente de Itabaiana, atualmente em Sergipe, que devera ter pelo menos alguns dos mesmos ancestrais.

Ha a necessidade de sabermos isso para termos a ciência de que: aqueles ancestrais que pensamos ser antigos demais para termos vínculos parentais próximos com eles, em verdade, são nosso “bisavós-de-fato” devido a tantas vezes que nos são ancestrais.

 

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008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?

 

“ARGOLOS

Rodrigo Argolo foi um nobre Castellano, que passou `a Bahia nos princípios da sua fundação, e n’ella com Joana Barboza Lobo, uma das trez irmans orfans, filhas de Balthazar Lobo de Souza, que faleceu na carreira da India, as quaes trez irmans, com outras mais, também orfans e filhas de pessoas nobres, mandou a rainha D. Catharina, mulher do Sr. rei D. João III, no anno de 1551, na armada de que era capitão de mar e guerra Antonio de Oliveira Carvalhal, que foi o primeiro alcaide-mor da Bahia, e vieram a entregar estas orfans ao governador Thomé de Souza, primeiro que no anno de 1549 veio fundar esta cidade, mudando-a de Villa-Velha do Pereira para onde agora esta, recomendando el-rei e a rainha ao dito governador cazasse as taes donzellas com as pessoas principaes que houvesse na terra, e assim com o tal Rodrigo de Argolo, acima, que n’esta mesma ocazião, com o governador Thomé de Souza, ou na própria armada do Oliveira veio `a Bahia cazou o governador a D. Joana Barboza, a qual e suas duas irmans, nomeadas a fl… dizem as memórias, que d’ellas tratam, eram sobrinhas do Conde de Sortella. Foi este Rodrigo Argolo provedor da Alfândega da nova cidade do Salvador, Bahia de Todos os Santos, por mercê do Sr. rei D. João III, por cazar com a sobredita D.Joana Barboza, da qual teve os filhos seguintes:”

Acabo de fazer mais uma pequena revista nos escritos e encontrei, alem de outras, essa passagem bastante esclarecedora de nossa genealogia. Isso porque Balthazar Lobo de Sousa foi pai de:

01. Joana Barbosa Lobo c. c. Rodrigo de Argollo

02. Micia Lobo de Mendonça c. c. Francisco Bicudo

03. Catharina Lobo de Barbosa Almeida c. c. Gaspar de Barros Magalhães.

Cada um desses casais ira dar reflexo em nossa genealogia. Eu apenas não os analisei a contento. Mas sei que os Argollo irão depois misturar-se com nossos familiares.

Micia e Francisco serão pais de outra Micia. Essa será a primeira esposa de Jeronimo Moniz Barreto, o velho. Eles serão os pais do Egas Moniz Barreto, que será pai do Francisco Barreto de Menezes que, por sua vez, Egas Moniz Barreto, o marido de D. Ignez Teresa Barbalho Bezerra.

D. Ignez foi filha de Antonia Barbalho e Antonio Ferreira, e neta por via materna do governador Luiz Barbalho Bezerra e de sua esposa Maria Furtado de Mendonça. Por ai sai alguns títulos de nobreza do Imperio Brasileiro.

Ja a dona Catharina e seu esposo Gaspar foram pais de dona Vitoria de Barros que casou-se com Manoel de Freitas do Amaral.

Deles nasceu dona Maria Lobo de Mendonça que foi casar-se com Francisco Moniz de Menezes, observe-se como o nome eh parecido com o do Francisco Barreto de Menezes!

Maria Lobo e Francisco Moniz, porem, serão pais do Jeronimo Moniz Barreto, o mais moço que o anterior. Esse ira casar com dona Teresa de Souza, irmã da dona Ignez Teresa, também filha de Antonia Barbalho e Antonio Ferreira.

Dai para frente basta seguir na ordem descendente para encontrar-se poucas gerações depois o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO que, ate que se prove o contrario, devera ser nosso ancestral:

ANTONIO JOSE MONIZ, que se casou com MANUELA DO ESPIRITO SANTO e foram pais, em Conceição do Mato Dentro, da nossa preciosa ancestral, tetravó: LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO.

E que o Divino Espirito Santo proteja a todos no carnaval e todos os dias da vida.

Essa mensagem foi passada durante o carnaval de 2018. Eu estava satisfeito com o que havia encontrado ate então. Mas dai!

Retornando `a “REVISTA TRIMENSAL” parece-me que em alguma parte o autor da genealogia ou eu cometemos um grave engano. Assim, porei em sequencia para tirar as duvidas.

PAG. 161

“N. 3 – Jeronimo Moniz Barreto (2), filho terceiro de Egas Barreto, a fl…, e de sua mulher D. Maria da Silveira …………………, e ali cazou duas vezes, a primeira com D. Micia Lobo de Mendonça, filha de Francisco Bicudo e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça …………………. E dela teve filhos:

  1. Egas Muniz Barreto, que se segue.”

 

Teve ainda: Angela, Maria Francisca, casadas, e Izabel e Vasco, solteiros.

PAG. 162

“N.1 – Egas Moniz Barreto (1) filho primogenito de Jeronimo Moniz Barreto e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça, cazou trez vezes, a primeira com D. Agueda de Lemos, irman de sua madrasta D. Izabel de Lemos, acima, e a fl…, n.5, e della teve filho:

5. Francisco Barreto de Menezes, que se segue. Batizado em Paripe a 6 de Junho de 1602.

D. Micia de Menezes, mulher de Paulo Argol, a fl…”

`As paginas 177-8 surgem dois Paulo Argolo. Na revista faltou o “o” final. O primeiro era filho do Rodrigo Argolo Castellano e dona Joana Barbosa Lobo e  casou-se com Felicia Lobo, filha de Gaspar de Barros de Magalhães e sua esposa Catharina Lobo de Barbosa Almeida, ou seja, eram primos em primeiro grau pelos lados maternos.

O autor confundiu ao dizer que dona Joana Lobo era irmã da dona Felicia. Deveriam ser tia e sobrinha.

O segundo Paulo Argolo, filho do primeiro e dona Felicia, casou-se com Micia Lobo de Mendonça. Porem essa ja possuía um parentesco um pouco mais distante, pois, foi filha de Egas Moniz Barreto e sua esposa Agueda de Lemos.

Esse era o Egas Moniz, filho do Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua primeira esposa Micia Lobo de Mendonça. Por sua vez, essa era filha de Francisco Bicudo e a primeira Micia Lobo de Mendonça, uma das 3 irmãs que foram enviadas para casarem-se com as maiores figuras da terra. Seguindo:

“N. 5 – Francisco Barreto de Menezes, fidalgo escudeiro, filho de Egas Moniz, n. 1, e de sua primeira mulher Agueda de Lemos, cazou com D. Izabel de Aragão, filha de Melchior de Aragão (2) e de sua mulher Maria Dias, e teve filhos. Faleceu D. Izabel de Aragão a 19 de Maio de 1674, ja viuva. Sepultada em S. Francisco.

12. Egas Muniz Barreto, que se segue. Batizado na sé a 22 de Agosto de 1646.

________________________

(1) Fidalgo escudeiro. Faleceu a 23 de Outubro de 1646, sepultado em Camamu, onde era morador.

(2) Senhor do engenho Mataripe. Faleceu em 1669.

Dona Izabel de Aragão, aparece na pagina 110 da Revista. Sua mãe, Maria Dias, consta, na pagina 109, ter sido “outra filha de Maria Dias e seo marido Francisco de Araujo.” E Melchior era oriundo da Ilha da Madeira.

Maria Dias, esposa de Francisco de Araujo, foi filha de Genebra Alvares e seu marido Vicente Dias de Beja. Sendo Genebra Alvares filha de Diogo Alvares Correia, o Caramuru, e Catharina Alvares, a Paraguaçu. Ou seja, teriam então o mesmo sangue que nos. A menção esta na pagina 86.

PAG. 163.

“N. 12 – Egas Moniz Barreto, filho de Francisco Barreto de Menezes, n. 5, foi coronel escudeiro fidalgo, cazou com D. Ignez Barbalho Bezerra, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia, filha de Luiz Barbalho, a fl…”

FAZENDO O ESQUELETO GENEALOGICO I

01. Egas Moniz Barreto c. c. D. Ignez Barbalho, filho de:

02. Francisco Barreto de Menezes c. c. Izabel de Aragão, filho de:

03. Egas Moniz Barreto c. c. Agueda de Lemos, filho de:

04. Jeronimo Moniz Barreto c. c. Micia Lobo de Mendonça, filho de:

05. Egas Moniz Barreto c. c. D. Maria da Silveira.

PAG. 161

“Segunda vez cazou Jeronimo Moniz Barreto com D. Izabel de Lemos, filha de João Rodrigues Palha e de sua mulher Micia de Lemos e teve filhos:

4. Miguel Telles de Menezes, a fl… e ali o mais

4. Antonio Moniz Telles, adiante. Batizado na se a 19 de Abril de 1586

4. Vicente, Francisco, Jeronimo, D. Joana e Anna de Lemos, mulher de Christóvão Rabelo, com filhos, a fl…”

PAG. 372

“MONIZES DO SOCORRO

N. 1 – Francisco Moniz de Menezes, *filho de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua segunda mulher D. Izabel de Lemos, a fl…, foi fidalgo da caza real e cazou com D. Maria Lobo de Mendonca, filha de Manoel de Freitas do Amaral e de sua mulher D. Victoria de Barros, a fl…, n. 6, e teve filhos:

1. D. Victoria de Menezes, mulher de Vasco de Souza, a fl…, e depois de Jeronimo da Cruz, cazou com este a 30 de Abril de 1658.

________________________________

  • Faleceu a 1. de Abril de 1674, sepultado na capella-mor da Mizericordia na sepultura de seu avô Francisco de Araujo.”

 

PAG. 373

“2. Jeronimo Moniz Barreto, que se segue:

N. 2 – Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonça, cazou com D. Tereza de Souza, (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra, a fl. 269, e teve filhos:

3. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, que se segue, batizada a 21 de Janeiro de 1666″

…………………………………………………………..

5. D. Luiza Josefa de Menezes, depois, batizada a 25 de Setembro de 1687.”

FAZENDO O ESQUELETO GENEALOGICO II

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

01. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira, ambas filhas de:

02. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Thereza de Souza, filho de:

03. Francisco Moniz de Menezes c. c. D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

04. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Izabel de Lemos, filho de:

05. Egas Moniz Barreto, o velho c. c. D. Maria da Silveira

Assim, torna-se claro que enganei-me ao identificar ao Egas Moniz Barreto, casado com Ignez Thereza, como se fosse irmão de Jeronimo Moniz Barreto, casado com dona Thereza, irmã de dona Ignez.

Os Franciscos pais eram diferentes. O problema ai foi que a mistura era muito semelhante ja que nos lados maternos dona Agueda era irmã de D. Izabel de Lemos. E dona Maria Lobo era prima de dona Micia Lobo.

O Jeronimo da D. Thereza de Souza era da geração do Francisco, pai do Egas da Ignez Thereza.

Assim se desfaz alguns mal-entendidos e também se informa o quão as famílias no período colonial se entrelaçavam de forma muito semelhante ao que fariam as gerações descendentes ate `a altura de nossos pais e seus familiares.

Observe-se, então, os riscos para a saúde da descendência! Motivo ótimo para se estudar a genealogia e usa-la em medicina preventiva.

Para uma melhor compreensão do que ja passamos nessa revista, ha que repetir aqui o esqueleto maior, ate ao momento:

ESQUELETO GENEALOGICO III

01. Diogo Alvares Correia (Caramuru) c.c. Catharina Alvares, pais de:

02. Genebra Alvares c.c. Vicente Dias de Beja, pais de:

03. Catharina Alvares c.c. Balthazar Barboza de Araujo, pais de:

04. Francisca Barboza c.c. Felippe de Lemos, pais de:

05. Agueda de Pina c.c. Lourenço de Oliveira Pita, pais de:

06. Antonio Galas da Silveira c.c. D. Luiza Josefa de Menezes, pais de:

07. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

08. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

09. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Por ai se vê como poderemos chegar `a nossa genealogia, caso esse ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO seja o mesmo nosso tetravô ANTÔNIO JOSE MONIZ.

Ja vimos em nosso texto anterior, embora esteja ao depois no blog, que Baltasar Barbosa de Araújo tem ancestrais conhecidos `a sua época que remontam a anos anteriores ao ano 1.000 de nossa era.

Mas hoje sabemos que o ancestral apontado naquela carta sob o nome de Egas Moniz de Riba Douro, trata-se do senhor de Riba Douro, que se casou com Toda Ermiges. Ela foi bisneta do rei D. Ramiro I, de Leon.

A carta ate menciona que o conde D. Pedro dizia isso mas o autor não chegou `a informação. Egas e Toda foram os bisavós de Egas Moniz, o Aio. Esse foi o bisavô do D. Soeiro Viegas Coelho, o que iniciou a geração da assinatura Coelho.

D. Soeiro foi o pai de, entre outros, Maria Soares Coelho, que foi a esposa do D. João Peres, I senhor da Torre de Vasconcelos, e cuja família adotou o sobrenome por causa disso. Na carta aparece somente ele como D. João Pires de Vasconcelos. Tinha ele o apelido de “o Tenreiro”.

Outro que aparece naquela lista foi o D. Rui Gonçalves Pereira. Como ja mencionei, era primo próximo do D. Nuno Alvares Pereira. Estão eles entre as primeiras gerações desse nobre sobrenome da Pereira. E também são descendentes do rei D. Ramiro I.

A ascendência conhecida de D. Ramiro I remonta a tempos anteriores a Cristo. O que, alias, se confunde com a ascendência de toda a nobreza europeia.

01. D. Catarina Alvares foi filha do chefe Taparica, maioral dos Morubixabas, uma das tribos da nação Tupinamba.

04. Vejamos como Felipe de Lemos se enquadra num esqueleto.

ESQUELETO GENEALOGICO IV

01. Felipe de Lemos c. c. Francisca Barbosa, filho de:

02. Micia de Lemos c. c. João Rodrigues Palha, filha de:

03. Fernão de Lemos, fidalgo cavaleiro.

Dona Agueda de Lemos, que aparece na genealogia do Egas Moniz Barreto, acima, e Isabel de Lemos que aparece no Esqueleto Vi, abaixo, eram irmãs do Felipe de Lemos.

`A pagina 469 temos:

“5. Felippe de Lemos, cazado com filhos, e teve o foro de escudeiro fidalgo, e logo o de cavalleiro fidalgo por alvará de 18 de Janeiro de 1620, batizado na sé a 7 de Maio de 1576.”

Como nada se pode encontrar do Lourenço de Oliveira Pita e Anna Maria da Affonseca, vamos tratar do esqueleto seguinte:

ESQUELETO GENEALOGICO V

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Como se pode ver, essas foram as duas formas como chegamos ao mesmo, possível, ancestral ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO.

Falta-nos, então, a parte que nos cabe do capitulo MONIZ BARRETO:

ESQUELETO GENEALOGICO VI

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

02. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

03. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos, filho de:

04. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

05. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

06. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva, filho de:

07. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves c.c. (3) Ignez, filho de:

08. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

09. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

Aqui encontramos o quadro onde D. Izabel de Lemos foi irmã de Felippe de Lemos, acima, esqueleto IV.

ESQUELETO GENEALOGICO VII

01. D. Maria Lobo de Mendonça c. c. Francisco Moniz de Menezes, filha de:

02. D. Victoria de Barros c. c. Manoel de Freitas do Amaral, filha de:

03. Catharina Lobo de Barbosa Almeida c. c. Gaspar de Barros Magalhães, filha de:

04. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo, filho de:

05. 1492 Balthazar Lobo de Sousa c. c. Joana Barbosa (?) 1a. esposa.

06. 1472 Felipa de Souza c. c. Diogo Lobo

07. Joana da Guerra c. c. João Fernandes de Souza, 4o. sr. de Baião

08. Isabel da Guerra c. c. Gonçalo Vaz Coutinho

09. D. Ignez da Guerra c. c. Alvaro Pires da Távora

10. Pedro da Guerra c. c. D. Tereza Anes De Andeiro

11. D. João de Portugal, duque de Valencia c. c. Desconhecida

12. D. Pedro I, rei de Portugal c. c. D. Ines de Castro

13. D. Afonso IV, o Bravo c. c. D. Beatriz de Molina e Castela

14. D. Dinis I, o Lavrador c. c. D. Isabel de Aragão

15. D. Afonso III c. c. D. Beatriz de Castela

16. D. Afonso II c. c. D. Urraca de Castela

17. D. Sancho I, o Povoador c. c. D. Dulce de Aragão

18. D. Afonso I Henriques, o Conquistador c. c. D. Mafalda de Sabóia

19. D. Teresa de Leon c. c. D. Henri de Borgonha

20. D. Alfonso VI de Leao e Castella c. c. Ximena Moniz

(?) O nome Joana Barbosa foi sugerido por Manuel Abranches, mas não se tem certeza.

Consta que João Fernandes ficou órfão muito novo e era o único neto de Luis Alvares de Souza. E um trisavô dele chamava-se: D. Frei Alvaro Goncalves Camelo, que foi prior da Ordem do Hospital.

Ou seja, era da Ordem dos Templários, que em 1307 foi perseguida e extinta pela Igreja Católica, porem, foi ressuscitada em 1317 pelo rei D. Diniz, passando `a Ordem do Hospital, ou Ordem Militar de Malta ou, ainda, Ordem de Cristo.

Essas informações a mais aparecem na leitura:

http://www.soveral.info/mas/Argollo.htm

Aqui se afirma também que donas Joana e dona Micia (Mécia ou Maria) na verdade eram irmãs do Henrique Lobo e dona Catharina seria sobrinha e não irmã delas.

A leitura ai tem um pouco de tudo. Romance, drama etc.

Mesmo com certa modorra em ler-se texto tão complicado, resolvi fazer a leitura melhor detalhada. Foi por isso que pude reconstituir as 20 gerações de nossos muito prováveis ancestrais.

Bom, nesse caso, em se tratando do Antonio Jose Moniz Barreto. Caso não seja ele o nosso ancestral, e pode se-lo por alguma outra via, poderemos sim sermos descendentes das mesmas pessoas, apenas seguindo outras sequências que ainda não pudemos reconstituir.

Interessante foi que `a leitura do texto, pareceu-me que o professor Manuel Abranches de Soveral fez alusão ao fato do Frei Jaboatão ter se enganado ao incluir dona Catharina como irmã das três órfãs, e destaca que foi sobrinha.

Ele alega para a correção, não apenas o que esta escrito no “Pedatura Lusitana”, de autoria do Alão, mas também documentos comprovantes. O que chegou a convencer-me. Sem duvidas.

Também alega que as filhas de Balthasar Lobo de Souza não eram órfãs, pois, o pai delas se encontrava vivo. Contudo, estava do outro lado do mundo. Em sua missão nas Índias, Goa, com sua segunda esposa e 10 filhos para cuidar.

Elas não seriam órfãs de todo. Apenas não tinham mãe e o pai era ausente. Mas ele faz mais algumas revelações importantes. Tais como, eram mesmo 3 irmãs:

01. Joana Barbosa Lobo c. c. Rodrigo de Argolo

02. Micia Lobo de Mendonça c. c. Francisco Bicudo

03. Marta de Souza c. c. João Gonçalves Drummond

E com isso faz outra revelação que passa a ser nosso próximo esqueleto:

ESQUELETO GENEALOGICO VIII

01. Baltasar Lobo de Souza c. c. Joana Barbosa (?)

02. Marta de Souza c. c. João Gonçalves Drummond

03. Antonio de Souza Drummond c. c. Joana Barbosa

03. Melchior (Belchior) de Souza Drummond c. c. Mécia de Armas

04. Catharina de Souza c. c. Eusebio Ferreira

05. Antonio Ferreira de Souza c. c. Antonia Barbalho Bezerra.

06. Tereza de Souza c. c. Jeronimo Moniz Barreto

Esses foram pais de duas das ancestrais do Antonio Jose Moniz Barreto:

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

02. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira.

Abaixo, explicarei melhor que Joana Barbosa foi filha de Baltazar Barbosa de Araújo e dona Catarina Barbosa. Ou seja, era irmã da Francisca Barbosa, esposa do Felippe de Lemos. Esses estão no Esqueleto III, geração 4.

O trabalho do professor Soveral trata mesmo da família Argolo. O que será útil para o conhecimento da genealogia brasileira como um todo, inclusive com as preciosas informações da procedência dos títulos de nobreza do Império Brasileiro depois adquiridos pela descendência.

Fica ai mais essa dica interessante pois ele informa que tais nobres descendiam não apenas de uma das irmãs, mas de duas: dona Joana e dona Marta e da sobrinha delas, Catarina.

Ou seja, nos seriam aparentados em duplo, caso sejamos descendentes de dona Marta e dona Catarina.

Ressalve-se que na descrição de ancestrais do numero 4. Paulo Argollo, deixa escrito que Antonia Bezerra, casada com Antonio Ferreira de Souza, foi filha de Luiz Bartolo e Maria Furtado.

Não sei dizer o que levou ao engano. Pode ter sido interferência de outros dados no momento de escrever e `a revisão não ter percebido. Mas esses seriam os nossos ancestrais, Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonça. Tem-se que rolar 2 bons dedos na tela do laptop para localizar-se esse engano.

Alias, não foi por falta de literatura na qual basear-se. O casamento de Antonio Ferreira e Antonia Barbalho esta registrado tanto pelo Frei Jaboatão quanto pelo “Pedatura Lusitana”, do Alão. Vou ate repetir aqui para facilitar para os leitores. Dona Antonia e Antonio estão no numero 4:

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pag. 343                    “BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g. Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hu engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

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O próprio professor Manuel Abranches de Soveral haveria de convir que os tempos que aqueles escritores escreveram não eram fáceis para esse tipo de trabalho. Imagine-se, vasculhar séculos de documentação não catalogada!

No caso do Alão, Soveral bem mencionou que o irmão, Belchior de Souza Lobo, do Baltazar Lobo de Souza, e outros, não foram mencionados. Ai acima, no titulo “BARBALHOS”, existem outros mistérios também.

Pelos nomes dos filhos, acredito que o Antonio Barbalho, filho de Fernão Barbalho, deverá ser o mesmo Brás Barbalho Feyo, tão frequente na literatura genealogia brasileira, surgindo desde Frei Jaboatão ate Borges da Fonseca e, obviamente, todos os mais recentes.

Caso contrario, o Brás poderá ter sido um irmão não mencionado. E dai surgem outras confusões, tais como a de que o grande Luis Barbalho teria sido filho daquele Antonio. Os mesmos autores concordam que foi filho da Camila Barbalho e alguém da Família Bezerra.

Atualmente se acredita que o pai foi o Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda. O que, pela regressão de datas, posso dizer que seja o candidato mais forte.

Na verdade, eu não desejava ter extendido tanto esse capitulo de meus estudos. A intenção era a de resumir o que ja sabia, concentrando-o nos esqueletos que penso ser melhor explicativos. Mas a menção a que Baltazar seria sextoneto do Pedro I e dona Ines de Castro acabou incitando minha curiosidade.

Porem ha ai outro engano no trabalho do professor Soveral. Tive que buscar em outras fontes para esclarecer. Ele postou que D. João Fernandes de Andeiro teria sido filho do Infante D. João, filho de Pedro e Ines.

Na verdade foi o Pedro da Guerra quem era, como esta no esqueleto. Dona Teresa Anes de Andeiro, esposa do Pedro, era filha do João Andeiro e sua esposa Maior Fernandes de Moscoso, que tinha antes sido viuva de Fernão Bezerra.

Assim fica explicado o quão pequeno foi aquele mundo no qual nossos antepassados viviam. Ela ja era nossa ancestral via o lado Bezerra da família. Porem, com o primeiro marido. Agora as vezes podem multiplicar-se. E muito! Alem disso, descendia de D. Teresa de Leon e Henri de Borgonha.

A informação de que podemos ser descendentes do Pedro e Ines de Castro é realmente nova para mim. Ate hoje eu havia encontrado no máximo ao rei D. Diniz como nosso ancestral. Assim, a gente fica descendente de praticamente toda a Dinastia Afonsina.

Nesse caso, faltaria completar com o D. Sancho II, rei de direito, porem, deposto por desagradar `a Igreja Católica. Entrando no lugar dele o seu irmão, Afonso III.

E aqui temos um entroncamento interessante. Antes ha que nos lembrarmos que o rei D. Afonso IV foi quem ordenou a morte da rainha D. Ines de Castro. Ela e outros castelhanos que estavam em Portugal estavam ficando influentes demais junto ao príncipe herdeiro Pedro.

E como Pedro abandonou a rainha de direito Constança Manuel, em favor do amor por Ines, pensava o rei e sua corte ser melhor mata-la para evitar uma guerra com os espanhóis.

Os executores foram: Alvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e Pero Coelho. Houve praticamente uma revolução. Mas os nervos foram acalmados e Pedro prometeu não vingar depois que subisse ao trono. E a primeira coisa que fez foi quebrar a promessa, mandando executar seus desafetos.

Pedro I foi pai do rei de direito: Fernando I. Contudo esse não teve filhos do sexo masculino para ocupar o trono. A filha tornou-se esposa do rei de Castela. Então, com o falecimento de Fernando I, o rei João I de Castela invadiu Portugal.

As cortes em Coimbra ja haviam decidido que o rei seria João I, o Mestre de Avis, que ocuparia o trono. Esse João, Infante de Portugal, era filho do mesmo Pedro I, porem, extraconjugal.

De toda forma houve a guerra. Os portugueses derrotaram os castelhanos na Batalha de Aljubarrota. Mesmo com menor numero de pessoas nas forças militares. As táticas de guerra usadas pelos portugueses ajudados por ingleses foi superior. Os espanhóis contavam com ajuda dos aragoneses e franceses.

Decidido quem ficaria no trono e que Portugal permaneceria independente, a vida continuou. O grande general da época, D. Nuno Alvares Pereira, atualmente, Santo Nun’Alvares, tinha uma filha. Chamava-se Beatriz Pereira Alvim.

D. Nuno foi casado com Leonor Alvim. Essa era filha de primos: João Pires de Alvim e dona Branca Pires Coelho. Ambos descendiam do D. Egas Moniz, o Aio.

D. Beatriz Pereira Alvim, alem de ser filha única do D. Nuno, acabou casando-se com D. Afonso, filho do rei D. João I, de Portugal, e Ines Pires Esteves. Esse D. Afonso foi o primeiro Duque de Bragança. E do casal descende a Casa de Bragança.

Assim seguiram as duas linhagens. A que seguiu a Dinastia de Avis, se extinguiu em 1580, com o rei Felipe I da Espanha tomando a coroa de Portugal.

A Reconquista se deu a partir de 1640, com o restabelecimento da coroa portuguesa e a coroação de D. João IV, que então era o herdeiro do ducado de Bragança.

Assim se mostra que podemos não ser descendentes de outros reis portugueses mais recentes, porem, todos os reis de Portugal e Brasil que existiram depois descenderam de mesmos ancestrais que nos.

E quando digo nos, estou referindo-me a boa quantidade da população brasileira. Imagine-se apenas os fatos. As 3 filhas e a neta do Baltazar Lobo de Souza devem ser ascendentes de milhões.

E, logicamente, não devem ter elas sido as únicas descendentes a se mudarem para o Brasil `a época. Pedro governou apenas 10 anos, 1357 a 1367. Teve 6 filhos que chegaram `a idade adulta. Praticamente 200 anos após seu governo foi que elas foram para o Brasil.

200 anos era suficiente para que tivesse alguns milhares de descendentes, os quais nem todos estavam em situação financeira melhor, portanto, ir para o Brasil era o sonho de “fazer a America”.

Apesar de que, somente o Baltazar Lobo de Souza estava com 10 filhos vivendo nas Índias. Ha que se pensar nisso também. Podemos ter milhares, senão milhões, de familiares indianos sem o sabermos.

Diga-se de passagem, alem desses que estavam por la, haviam outros irmãos do Baltazar. E, provavelmente, outros parentes andavam `as voltas.

Alem deles, temos a noticia no texto do Alão que antes havia ido para as Índias: o Luis Barbalho, filho de Fernão Barbalho. Ao depois foi para la também o Fernão Barbalho Bezerra, filho do governador Luiz.

O que falta saber será se toda essa gente deixou descendência e se ela permaneceu no Oriente. Se ficou, devemos ter um parentesco relativamente próximo com, pelo menos, as gentes de Goa.

Em resumo, teremos parentesco obrigatório com as pessoas dos títulos descritos pelo Frei Jaboatão:

01. 42 Albuquerques Maranhões na Bahia (1)

01. 77 Bicudo

02. 84 Caramurus na Bahia

03. 111 Britos Freires com Caramurus na Bahia

04. 135 Araújos e Barbosas

05. 138 Caramurus

06. 140 Adornos e Caxoeira

07. 144 Monizes Barretos na Bahia

08. 146 Alomba

09. 160 Ulhoa

10. 174 Telles (2)

11. 177 Argollos

12. 180 Argollo Ribeiro

13. 182 Araujo, Barboza

14. 182 Argolos e Pereiras

15. 202 Torres

16. 203 Barros e Magalhães na Bahia

17. 211 Barros, Lobo e Velho

18. 212 Moreiras do Socorro (3)

19. 217 Cunha e Severin

20. 219 Pereiras Soares de Paripe

21. 224 Amorim, Barboza

22. 226 Pereiras de Paripe

23. 238  Vaz, etc

24. 242 Florianos na Bahia (4)

25. 243 Barros da França na Bahia

26. 274 Parui, Brito e Lobo (5)

27. 276 Britos e Castros

28. 279 Castros, Freires, Souzas e Tavoras

29. 281 Souzas de Andrade (6)

30. 308 Negreiros de Sergipe do Conde

31. 310 Barbalhos

32. 313 Ferreiras e Souzas

33. 372 Monizes do Socorro e Fiuzas

34. 382 Monteiros

35. 385 Rocha, Sa e Soutomaior (7)

35. 386 Maciel e Sa

36. 392 Brito Cassão

37. 395 Dormondo (Drummond) (8)

38. 407 Subtil e Siqueira

39. 427 Bravo (9)

40. 454 Paredes na Bahia (10)

41. 468 Palha

(1) A família “Albuquerques Maranhões na Bahia” entra em nosso ramo de parentela não por ser nossa ancestral mas por possuir ancestral que compartilhamos desde seu inicio.

Essa familia começa com Jeronimo de Albuquerque, o Torto, filho do Jeronimo de Albuquerque, o Adão de Pernambuco, e de sua companheira, a indígena D. Maria do Espirito Santo Arcoverde. O Torto ajudou a conquistar o Rio Grande e foi seu primeiro governador.

Foi casado com D. Catharina Pinheiro Feio. Essa foi filha de Antonio Pinheiro Feio, reinol, e de sua esposa, D. Leonor Tavares de Guardes.

Ela foi filha do senhor do engenho de São Paulo da Várzea do Capibaribe, Francisco Carvalho de Andrade e sua esposa Maria Tavares de Guardes.

Esses foram também pais de dona Ignez de Guardes, esposa do instituidor do riquíssimo morgado do Cabo de Santo Agostinho, João Paes Barreto.

Era também irmã das anteriores, Maria ou Catharina Tavares de Guardes, que foi a esposa de Brás Barbalho Feyo, que foram os avos do Luiz Barbalho Bezerra, via Camilla Barbalho.

Diga-se de passagem, nos, Barbalho em Minas Gerais, teríamos parentesco com todos os Albuquerques ja, pelo menos, pelo lado de Martim Afonso de Sousa, primeiro Governador Geral do Brasil.

Esse foi filho de Lopo de Sousa e D. Brites de Albuquerque. Que não se trata da mesma que casou-se com Duarte Coelho.

(2) Ha ai um parentesco colateral, pois, Rafael Telles, o patriarca, casou-se segunda vez com Micia de Armas, que era viuva de Belchior de Souza Drummond (Dormondo). Eles estão do Esqueleto VIII como nossos ancestrais.

(3) Outra vez, parentesco por via do tronco que gerou Martim Afonso de Sousa.

(4) O parentesco com esses esta indefinido mas deles ha os Corte Real que se misturaram com os Moniz Barreto. Na sequencia, Barros da Franca na Bahia, entram descendentes de donas Cosma e Antonia Barbalho Bezerra.

(5) Nosso parentesco se da com D. Joana de Argolo, esposa do dr. Sebastião Parui de Brito. Britos e Castros é sequencia do anterior. O mesmo se da com o 28.

(6) Parentesco por aproximação. D. Maria Furtado Barbalho casou-se com Nicolau de Souza de Andrade, porem, não tiveram filhos.

(7) Familia que começa em Diogo da Rocha de Sa, que casou-se com Ignez Barreto, filha de Egas Moniz Barreto e irma de Duarte Moniz Barreto. Sequencia em Maciel e Sa. Segue em Brito Cassão.

(8) Os Drummond da Bahia, nesse caso, se mostram nossos duplo parentes porque descendem simultaneamente dos casais: João Gonçalves Drummond e sua esposa dona Marta de Souza; e de Baltazar Barboza de Araújo e sua esposa Catarina Alvares, filha de Caramuru e Paraguaçu.

O primeiro casal foi pai de Antonio de Souza Drummond e o segundo de D. Joana Barbosa que se casaram e foram pais do Melchior (Belchior) de Souza Drummond que casou-se com Micia de Armas, filha de Luiz de Armas e sua esposa Catarina Jacques.

Antonio, que nasceu em Ilhéus, e Micia foram os pais da Catharina de Souza, esposa do Antonio Ferreira, sendo esses os pais do Antonio Ferreira, marido da Antonia Barbalho Bezerra. Como esta no esqueleto acima (VIII).

Alias, aqui acrescenta-se essa segunda descendência nos ancestrais: Caramuru e Guaimbim-Para (Paraguaçu).

(9) Começa em Antonio Bravo, natural do Porto. Quase certamente será parente de Miguel Gomes Bravo, também do Porto, nosso ancestral no Rio de Janeiro.

(10) Começa em João Paredes da Costa que casou-se com D. Paula de Barros, filha de Gaspar de Barros de Magalhães e D. Catharina Lobo, possivelmente, nossos ancestrais.

As 41 familias acima citadas são aquelas das quais descenderíamos diretamente ou suas raizes descendem das mesmas pessoas que nos. Isso não significa que as outras não possuam semelhante vinculo.

O que fica gravado ai é que as outras, não relacionadas por mim, tem ou terão vínculos após o tempo do Frei Jaboatão (1695 – 1779). Lembrando que ele concluiu seu trabalho genealógico em 1770.

A partir disso, teremos apenas o trabalho de encontrar quem foram os pais de nosso ancestral Antonio Jose Moniz, ou se ele assinava o Barreto também, para transformar esse estudo em nossa genealogia.

Por enquanto tudo isso, apesar da trabalheira, é apenas especulação.

Apenas como uma observação. Ja recebi opinião de que isso de estudar mais profundamente nossa genealogia não ajuda em nada. Afinal, por que quer-se saber de defuntos tão distantes?!!!

A verdade é que quem ja passou, e deixou herdeiro, não esta morto. Nossos antepassados vivem em nos. Quem tem aquela opinião teria razão num ponto:

Temos uma relação de descendência com nossos pais de 50%. Ou seja, a metade de cada um vive em nos. 25% é a cota de nossos avós. 12.5% de nossos bisavós. 6.25% de nossos trisavós. 3.125% de nossos tetravós. e + ou – 1.56% de nossos pentavós.

Realmente. Dai para frente seria quase que uma bobagem pensar em grau de parentesco, pois, essa será uma porcentagem próxima `aquela que o ser humano possui com seus primos mais próximos, os chimpanzés. Então, para que saber mais?!

Acontece que hão outros detalhes. Vamos tomar como exemplo as vezes possíveis que descenderíamos do Baltazar Barbosa de Souza. Ele foi pai da dona Marta e avo da dona Catarina.

Na sequencia, temos as duas personagens:

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

02. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira.

Ambas foram avós do Antonio Jose Moniz Barreto. Cada uma delas foi 2 vezes descendentes do Baltazar, portanto, o Antonio Jose foi 4 vezes descendente dele.

Agora, apenas caso o nosso pentavô Antonio Jose Moniz tenha sido a mesma pessoa, nos sabemos ser 5 vezes pentanetos e uma vez sextonetos dele. Ao todo 6. E multiplicando 6 X 4, temos o resultado de 24 vezes descendentes do Baltazar.

Ainda assim torna-se pouco, devido a distancia que ha entre ele e nos. O problema é não sabermos a origem da Manoela do Espirito Santo, a esposa do Antonio Jose, nosso ancestral. E se ela for baiana também?

Dela, não temos noticias mas sabemos que temos pelo menos outra ancestral baiana, cujo nome foi Teresa (Fiuza) de Jesus, esposa do sargento-mor Domingos Barbosa Moreira. Vejam ai a repetição do sobrenome Barbosa.

Ja ate não importa tanto buscar mais. 24 vezes em tal espaço de tempo ja nos da quase um grau de pentavô. Nesse caso, justifica-se a busca de ancestrais mais antigos, pois, na verdade não são tão distantes quanto imagina a nossa vã filosofia!

Mais ainda, justifica-se saber quem foram os pouco mais antigos que o Baltazar. Isso porque, esses deverão ser nossos ancestrais não apenas as possíveis 24 vezes que o Baltazar deverá ser.

Eles deverão ser os mesmos ancestrais de nossos ancestrais intermediários, cujos sangues chegaram ate a nos por outras linhagens.

Assim, embora mais antigos que o Baltazar, podem ser ate nossos parentes mais próximos. Essa ja seria uma boa justificativa. Mas, como se dizia antigamente, “o saber não ocupa lugar”!

Agora, imaginem o prazer que daria a uma criança atual, descobrindo os primeiros capítulos da Historia Universal, ao mesmo tempo podendo ter em mãos uma genealogia que mostre que os ilustres personagens são seus ancestrais ou terem algum grau de parentesco com ela!

Acredito que tal alegria não teria preço!!!

 

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009. GENEALOGIA DE ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO: UM POUCO DO CONTEÚDO DA “REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAPHICO BRAZILEIRO”

INDICE

01. INTRODUCAO

02. EXTRATOS DA REVISTA

03. PRIMEIROS COMENTARIOS

04. ESQUELETOS GENEALOGICOS

05. BUSCANDO ANCESTRAIS DO ANTONIO JOSE MONIZ

06. ANTEPASSADOS E FAMILIARES DO ANTONIO JOSE

07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE IAIA!!!

08. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE MAIS PARENTESCOS

09. UM POUCO DA DESCENDENCIA DA DONA COSMA BARBALHO

10. ANTONIO BARBALHO PINTO, NOSSO QUASE ANCESTRAL!

11. CONCLUSOES 

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01. INTRODUCAO

Sim, a grafia é essa mesma. Trata-se do exemplar numero 52, parte I, que foi publicada em 1889.

O engraçado, ou nota de alegria, foi que estava procurando ver se encontrava dados paternos do Gaspar de Souza Barbalho, ancestral da amiga Perlya, e encontrei algo que pode ser de grande importância para a genealogia do nosso ramo.

Na verdade, a publicação naquela revista poderia levar o nome de “Nobiliarquia Baiana”. Trata-se de estudo que abrange diversas famílias nobres. Registra pessoas que chegaram desde a implantação da Capitania ate `as ultimas décadas do século XVIII (1770). Os dados são de época. A publicação em 1889 foi uma reprodução.

`A medida que outras famílias vão chegando, ali se casam com a nobreza da terra, somando sangues de outras paragens portuguesas e brasileiras. Isso se da com a Família Barbalho.

Chegada em Pernambuco desde os tempos do capitão-mor Duarte Coelho, foge para a Bahia devido aos conflitos com os holandeses. Em 1638, o governador Luiz Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonça se instalam na, então, capital da colônia, São Salvador.

Em 1643 ele e parte da família se transferem para o Rio de Janeiro para assumir o cargo de governador daquela província. Porem deixa na Bahia duas filhas e três filhos. D. Cosma, D. Antonia, Guilherme, Fernão e Francisco Monteiro.

Somente recentemente, através do livro “Pedatura Lusitana”, tomei conhecimento que o Fernão foi casado. Mas ele, mais tarde foi transferido para Goa, onde exerceu a função de vedor, e não temos noticias de descendência.

Ha também a menção a Francisca Furtada. Os dados que tinha mencionavam 10 o total de filhos do governador e sua esposa. Por meus estudos, ate então, havia encontrado 9. Agora se completam com Cecilia, Agostinho, Antonio e Jeronimo.

Guilherme transferiu-se para São Cristóvão, antiga capital de Sergipe, na qual foi alcaide-mor. Depois passou a alcaidaria para o filho Domingos. Acredito que Guilherme tenha assumido a governadoria por 2 ou 3 anos também.

Por enquanto não descobrimos o estado civil do Francisco Monteiro. Sabe-se que foi capitão do Forte de Nossa Senhora da Conceição do Populo, ou Forte de São Marcelo. Esse forte fica dentro da Bahia de Todos os Santos e é um dos únicos com arquitetura circular no Brasil. Por histórico, é atração turística.

Francisco Monteiro aposentou-se em 1704, com pouco mais de 24 anos de serviço. Devia estar com mais de 60 anos de idade. Portando, se teve filhos em sua juventude poderia estar tornando-se bisavô.

Acredito que o autor do estudo preferiu não fazer um capitulo dedicado `a descendência Barbalho justamente por ela ter chegado depois. Ou seja, ele expõe um inicio entre as paginas 310 a 312.

As sequências da descendência esta dispersa nos vários capítulos nos quais ela se casou. Assim, `a pagina 308 iniciara-se os “NEGREIROS DE SERGIPE DO CONDE”, no qual dona Cosma e Guilherme se casaram.

Os “FERREIRAS E SOUZAS” iniciam a partir da pagina 313. Nesse capitulo temos parte da descendência de dona Antonia e seu marido Antonio Pereira de Souza. Ali temos que:

ANTONIO PEREIRA DE SOUZA c.c. ANTONIA BARBALHO BEZERRA, pais de:

01. D. Ignez Barbalho Bezerra c.c. Egas Moniz Barreto

02. D. Thereza de Souza c.c. Jeronimo Moniz Barreto

03. D. Catharina de Souza c.c. Rafael Soares de Franca

04. D. Maria Furtado de Souza c.c. Nicolao de Souza de Andrade

05. Euzebio Ferreira, falecido criança.

06. D. Francisca Barbalho c.c. Diogo de Sa Soto-maior.

Cada um desses casais aparece nos respectivos capítulos nos quais os sobrenomes das famílias dos maridos é estudado. Somente o Egas encontra-se no capitulo MONIZES BARRETO, a partir da pagina 144.

O irmão dele, Jeronimo Moniz Barreto, esta separado, aparecendo a partir da pagina 372, no capitulo MONIZES DO SOCORRO E FIUZAS. Somente o encontrei porque interessei-me em verificar os Fiúzas, pois, temos ancestrais com o sobrenome.

D. Maria Furtado de Souza foi a unica das irmãs que não teve filhos.

Penso ser melhor copiar os trechos da revista que interessaram-me anotar de imediato. Assim se poderá verificar algo da evolução da família e depois mostro meus comentários. Segue então:

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02. EXTRATOS DA REVISTA

Pag. 313.

                        “FERREIRAS DE SOUZAS

Euzebio Ferreira, natural de Porto-Santo na ilha da Madeira do reino de Portugal, filho de Leão Ferreira passou `a Bahia, e n’ella cazou com D. Catharina de Souza (1), filha de Melchior de Souza Dormondo e de sua mulher Catarina Jacques. De Euzebio Ferreira e sua mulher D. Catarina de Souza foram filhos:

(1) cazaram na Se a 13 de Maio de 1603, em caza, que os recebeu o coadjutor Antonio Viegas; testemunhas Christóvão de Aguiar e Melchior de Sa. E faleceu ao 1o. de Novembro de 1636.

D. Catarina sua mulher faleceu a 21 de Agosto de 1649, sepultada no Carmo.”

Pag. 314

N. 5. Antonio Pereira de Souza, filho de Euzebio Ferreira e de sua mulher D. Catharina de Souza, cazou com D. Antonia Bezerra (2), filha do mestre de campo Luiz Barbalho, o velho, a fl…, batizada na capela do Nome de Jezus do Socorro a 27 de Agosto de 1656, e teve filhos:” (acima)

Cont. “14. D. Ignez Barbalho Bezerra, que casou com o coronel Egas Moniz Barreto, irmão de D. Victoria de Menezes, filha esta de Francisco Moniz de Menezes, a fl…. n.4.”

A data do batismo esta fora de lugar, pois, o casamento se deu em 1642. Possivelmente seria, então, de 1626. Para melhor acompanhar os dados, resolvi retornar `a pagina 144 e verificar o inicio do titulo MONIZES BARRETOS NA BAHIA.

Antes, nao busquei ainda os dados da ancestral de D. Catharina de Souza, que pode também ter sido nossa ancestral.

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COMPLEMENTO INTERESSANTE ACRESCIDO A ESCRITA:

“GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO – TITULO LV

DRUMONDS (de Itabira)

– O capitão Antonio Carvalho Drumond e sua mulher Inácia Micaela de Freitas Henriques, nascidos e batizados na freguesia da se do Funchal, na ilha da Madeira, são os troncos dos Drumond de Itabira em Minas, os quais tem larga ramificação na zona do Carmo. Os primitivos Drumonds (Dormundos) fixaram-se em São Miguel do Piracicaba.”

NOTAS NO RODAPE:

3. “Ha farta bibliografia sobre a familia Drumond, cujos troncos escoceses se fixaram na Madeira: Consultem-se as coleções da revista do Instituto Genealógico Brasileiro.”

4. “Na Nobiliarchia Pernambucana de Antonio Jose Victoriano Borges da Fonseca, vol II – 253 (edição da Biblioteca Nacional 1935), ha noticia de Leandro Teixeira Escocia de Drumond, Juliana de Drumond, Manuel Escocia de Drumond, Carlos Maria de Drumond e outros.”

5. “Também, no Catalogo Genealógico de Jaboatão (edição da revista do Instituto Histórico), pag. 395, ha um titulo Dormondo que começa: “Antonio de Souza Dormondo, natural do Brazil, capitania dos Ilheos, era filho de João Gonçalves Dormondo, da ilha da Madeira, da ilustre família dos Dormondos, e fidalgo, e de sua mulher D. Marta de Souza ….”

Penso ser informação de grande importância, pois, ai se informa que a família Drummond procede da Escócia; ja desde o período colonial houveram esses diversos ramos imigrantes no Brasil e, especialmente, nos podemos descender do Melchior de Souza Drummond, portanto, outra vez aparentados do poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade.

Ha pouco tempo um de nossos primos fez exame de DNA. Em nossa família ha uma certa incidência de ruivos sardentinhos.

O exame dele, a meu ver, deu uma incidência elevada de porcentagem com origem no Reino Unido porque ate agora não havia encontrado ancestrais relativamente recentes como esses com essa origem.

Talvez essa informação agora feche essas contas. E também nos da uma grande evidencia de que, enfim, o nosso ANTÔNIO JOSE MONIZ foi encontrado com sua devida ascendência. Temos agora que ver o que nos falam os documentos dele, quando os encontrarmos.

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Pag. 144

                         “MONIZES BARRETOS NA BAHIA

Egas Moniz Barreto, natural da Ilha Terceira, etc, filho de Guilherme Moniz e sua mulher. Foi morgado, neto de Sebastião Moniz, também Morgado, e de sua mulher D. Joanna da Silva, filha de Gonçalo da Silva, regedor de Justiça de Lisboa, e bisneto de Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves, e de sua segunda mulher D. Ignez, filha de Gonçalo Nunes Barreto, alcaide-mor de Faro, do qual Guilherme Moniz Barreto, foi mulher D. Joanna da Costa Corte-Real, filha de Joao Vaz da Costa Corte-Real, terceiro-neto de Henrique Moniz, quarto-neto de Vasco Martim Moniz; foi este dito Egas Moniz Barreto o primeiro, que veio `a Bahia no tempo em que so havia a Villa-Velha e povoação do Pereira junto `a Victoria.

Foi cazado na mesma Ilha Terceira com D. Maria da Silveira, de quem teve trez filhos abaixo nomeados; sendo certo que se cazou com D. Anna como consta no assento do seu enterro, que diz assim: Faleceu Egas Moniz Barreto a 4 de Novembro de [PAG. 145] 1582, sepultado em Nossa Senhora da Ajuda, Testamenteira sua mulher D. Anna, a qual por outro assento consta faleceu a 4 de Setembro de 1596. Testamenteiro seu filho Duarte Moniz, sepultada em Nossa Senhora da Ajuda.

Nem se deve dizer, que na Bahia cazou segunda vez este Egas Moniz com outra mulher chamada D. Anna; porque a ser assim, não diria o tal assento do seu enterro, que fora testamenteiro seu filho Duarte Moniz; porque diz Cordeiro (1) no lugar citado, com os outros filhos de D. Maria da Silveira, podendo ser erro da escrita o por D. Maria, em lugar de D. Anna Soares, como se acha no seu testamento feito a 3 de Novembro de 1595. Faleceu a 4 de Setembro de 1596. Sepultada em Nossa Senhora da Ajuda pois o assento do óbito é manifesto. Foram filhos os seguintes:

       1. Duarte Moniz Barreto, que se segue;

       2. Henrique Moniz Barreto, ou Telles, abaixo

       3. Jeronimo Moniz Barreto, ou Telles, adiante

       4. Diogo Moniz Barreto, e D. Ignez Barreto a fl…., mulher de Diogo da Rocha de Sa, a fl….”

PAG. 161

‘N 3 – Jeronimo Moniz Barreto (2) filho terceiro de Egas Barreto, a fl…, e de sua mulher D. Maria da Silveira ou D. Anna, como ja ai fica anotado, passou `a Bahia com seu pai e irmãos, e ali cazou duas vezes, a primeira com D. Micia Lobo de Mendonça, filha de Francisco Bicudo e de sua primeira Mulher D. Micia

……………………………..

(1) Cordeiro, pag. 313

Lobo de Mendonça, a fl…, uma das 3 irmans orfans, que mandou a rainha D. Catharina para cazarem, com as pessoas principaes, como ja se tem dito; e della teve filhos:

          1. Egas Moniz Barreto, que se segue …”

PAG. 162

“N 1 – Egas Moniz Barreto (1) filho primeiro de Jeronimo Moniz Barreto e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça, cazou trez vezes, a primeira com D. Agueda de Lemos, irman de sua madrasta D. Izabel de Lemos, acima, e a fl…., n.5, e dela teve filho:

5. Francisco Barreto de Menezes, que se segue. Batizado em Paripe a 6 de Julho de 1602 ….

……………………………………………………..

N 5 Francisco Barreto de Menezes, fidalgo escudeiro, filho de Egas Moniz, n.1, e de sua primeira mulher Agueda de Lemos, cazou com D. Izabel de Aragão filha de Melchior de Aragão (2) e de sua mulher Maria Dias e teve filhos. Faleceu D. Izabel de Aragão a 19 de Maio de 1674, ja viuva. Sepultada em S. Francisco.

12. Egas Moniz Barreto, que se segue. Batizado na Se a 22 de Agosto de 1646.”

……………………………………………………………………………………..

PAG. 163

N 12 – Egas Moniz Barreto, filho de Francisco Barreto de Menezes, n.5, foi coronel escudeiro fidalgo, cazou com D. Ignez Barbalho Bezerra, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia, filha de Luiz Barbalho, a fl…, n.4, como consta do livro de cazamentos na Capella do Bom Jezus, a 8 de Janeiro de 1698, e teve filhos:

15. Antonio Ferreira de Souza, que segue”

……………………………………………………………………..

“N 15 – Antonio Ferreira de Souza, filho do coronel Egas Moniz Barreto, n 12, foi escudeiro fidalgo, como seu pai, e senhor do engenho de Mataripe, cazou com D. Izabel*, filha de seu tio Diogo Moniz, o Gordo, e teve filhos:

20. Antonio Ferreira de Souza, sem geração.

21. Egas Carlos de Souza Menezes, adiante

………………………………………………………………………..

PAG. 165

N. 21 – Egas Carlos de Souza de Menezes, filho de Antonio Ferreira de Souza, n. 15, e de sua mulher D. Izabel, cazou com D. Maria Francisca da Conceição, filha de Antonio Machado Velho, a fl…. n.9, e de sua mulher D. Antonia Maria de Menezes, e teve filhos:

32. Antonio Moniz de Souza Barreto, que se segue

N.32 – Antonio Moniz de Souza, filho de Egas Carlos de Souza de [PAG. 166] Menezes, n. 21, tem o foro de Fidalgo cavaleiro, como tem seu pai, com 1$500 de moradia e um alqueire de cevada por dia, por alvara de el-rei, de 30 de Maio de 1768. Cazou com D. Luiza Francisca Severina (1) filha de Luiz Coelho Ferreira, cavaleiro professo da Ordem de Christo, e mercador na praça da Bahia, e de sua mulher D. Maria Dias do Vale.”

…………………………………………………………………………..

Acrescente-se o que vai abaixo que ainda não podia ser anotado pelo autor por ainda ser futuro `a sua época.

“Antonio Moniz Barreto de Souza e Aragão c.c. Luiza Francisca Zeferina Coelho Ferreira, pais de:

I. Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragão, 1o. barão de Itapororoca, c.c. Josefa Joaquina Gomes Ferrão de Castelo-Branco, pais de:

I a. Maria Amalia Ferrão Moniz Barreto de Aragão c.c. Frutuoso Vicente Viana, 2o. barão de Rio de Contas.

I.b Emilia Augusta Ferrão Moniz Barreto de Aragão c.c. Joaquim Inacio de Aragão Bulcão, 1o. barão de Matuim.

II. Salvador Moniz Barreto de Aragão e Menezes, 1o. barão de Paraguassu c.c. Teresa Clara do Nascimento Viana, pais de:

II a. Francisco Moniz Barreto de Aragão, 2o. barão de Paraguassu (sem sucessão )

II b. Pedro Moniz Barreto de Aragão, 1o. barão de Rio de Contas c.c. Maria Joaquina de Aragão Bulcão (+ Carlota Lirio Ratton), pais de:

II b 1. Salvador Antonio Moniz Barreto de Aragão c.c. Maria Bernardina de Lima e Silva (sobrinha do duque de Caxias), filha de Jose Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, 1o. conde de Tocantins e de Maria Balbina da Fonseca Costa.

III Manuel Inácio Moniz Barreto de Aragão c.c. Francisca de Assis Viana, pais de:

III a. Francisca de Assis Viana Moniz Barreto, 1a. baronesa de Alenquer c.c. Custodio Ferreira Viana Bandeira.

OBS.: Maria Joaquina de Aragão Bulcão (acima) foi filha de:

Jose de Araujo Aragão Bulcão, 2o. barão de São Francisco c.c. Ana Rita Marinho Cavalcanti de Albuquerque. Foram pais de:

Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão c.c. Inácia Calmon du Pin e Almeida, pais de:

Antonio Araujo de Aragão Bulcão, 3o barão de São Francisco, c.c. Maria Clara e Maria Jose Moniz Viana. As duas esposas foram irmãs e filhas dos 2os. barões de Rio de Contas. (acima).

RETORNANDO `A REVISTA, PAG. 372

“MONIZES DO SOCORRO E FIUZAS

N 1 – Francisco Moniz de Menezes,* filho de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua segunda mulher D. Izabel de Lemos, a fl…, foi fidalgo da caza real e cazou com D. Maria Lobo de Mendonça, filha de Manoel de Freitas do Amaral e de sua mulher D. Victoria de Barros a fl…, n.6, e teve filhos:

1. D. Victoria de Menezes, mulher de Vasco de Souza, a fl…., e depois de Jeronimo Cruz, cazou com este a 30 de Abril de 1658.

…………………………………………………………………………..

*Faleceu a 1 de Abril de 1674, sepultado na Capella-mor da Mizericordia na sepultura de seu avo Francisco de Araujo.”

PAG. 373

2. Jeronimo Moniz Barreto, que se segue

N 2 – Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonça, cazou com D. Tereza de Souza (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra, a fl. 269, e teve filhos:

3. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, que se segue, batizada a 21 de Janeiro de 1666.

4. D. Joana de Souza Barreto c.c. dr. João de Aguiar Villas Boas

5. D. Eugenia Thereza de Menezes 25.09.1687

6. D. Luiza Josefa de Menezes 03.09.1673

7. D. Antonia 25.04.1672

8. D. Catarina Barreto de Menezes, 08.03.1682

9. Diogo Moniz Barreto 02.08.1677

N 3 – D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, cazou com o capitão Nicolao Lopes Fiuza (2) natural de Viana, freguezia de S. Maria Maior, filho d’este capitão Nicolau Lopes Fiuza e de sua mulher Izabel Lopes, o qual Nicolau Lopes Fiuza era viuvo de D. Izabel Maria de Aragão Menezes, filha do coronel Egas Moniz Barreto e de D. Ignez Barbalho Bezerra, sua mulher, e a sobredita Izabel Maria de Aragão era também viuva do coronel Antonio Machado Velho. Não teve a dita D. Francisca Izabel Barreto de Menezes do dito Nicolao Lopes Fiuza filho algum.

Segunda vez cazou esta na freguezia de N. S. da

…………………………………………………………………………………

(1) cazaram na capella do nome de Jezus da freguezia do Desterro a 24 de Junho de 1663, e os recebeu o padre Francisco de Souza, religioso do Carmo, irmão do pai do nubente.

(2) cazaram-se a 2 de Janeiro de 1707; sendo o consorcio celebrado pelo vigário de S. Pedro Velho da Bahia doutor Francisco Pinheiro Barreto.”

………………………………………………………………………………….

PAG. 374

“Ajuda da Bahia a 1 de Novembro de 1713, esta com o capitão de infantaria pago Francisco Moniz Barreto, fidalgo da caza real, e natural da ilha Terceira, filho de Guilherme Moniz Barreto, fidalgo da caza real, e de sua mulher D. Maria Faleiro, teve d’esse segundo marido os filhos seguintes:

7. D. Leonor Maria da Silva Corte-real, que se segue

8. D. Mariana Antonia Corte-real, que vive solteira recolhida no convento do Desterro.

N 7 – D. Leonor Maria da Silva Corte-real, filha de D. Francisca Izabel Barreto de Menezes e de seu marido capitão Francisco Moniz Barreto, cazou* com Martinho Affonso de Mello, natural da Villa de Maragogipe, que a tirou por justiça, o qual era filho do sargento-mor Joze Pereira da Cunha e de sua mulher D. Ignacia Pereira de Mello, natural da Bahia, e tiveram filhos:

9. D. Anna Maria de Mello, que segue

10. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, adiante

11. Jose Manoel de Menezes Corte-real, solteiro

12. Martinho Francisco de Menezes Corte-real, solteiro.

N 9 – D. Anna Maria de Mello Corte-real, filha de D. Leonor Maria da Silva e de seu marido Martinho Affonso de Mello, cazou com seu parente Antonio Galas da Silva, filho de Diogo Moniz da Silva da Silveira e de sua mulher Anna Maria da Fonseca, e foram dispensados no terceiro grao de consanguinidade, e tiveram filhos:

13. Francisco Joaquim da Silveira

14. Gonçalo Joze Galas da Silveira

15. Joana Senhorinha de Menezes Corte-real

16. Diogo Moniz Barreto da Silveira

17. Maria Francisca de Menezes Corte-real

18. Victorino Moniz Barreto da Silveira

Todos menores em 1770

…………………………………………………………………………..

  • Cazaram na Capella da ordem terceira do Carmo a 12 de Dezembro de 1736 com licença do cabido pelo coadjutor Jorge Francisco de Souza.

 

PAG. 375

N 10 – D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha segunda de D. Leonor Maria da Silva Corte-real e de seu marido Martinho Affonso de Mello, cazou com Martinho Moniz Barreto, filho de Diogo Moniz da Silveira, e de sua mulher D. Anna Maria da Fonseca, e foi também dispensado no terceiro grao de consanguinidade, por ser irmão de Antonio Galas, acima, e teve filhos:

19. D. Margarida Francisca de Menezes Corte-real

20. Antonio Jose Moniz Barreto

21. D. Luiza Thereza de Menezes.”

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03. PRIMEIROS COMENTARIOS

Interessou-me copiar ate aqui por causa da presença do “20. ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO”. Isso porque ele parece ser de idade semelhante `a de seus primos, filhos de dona Anna Maria de Mello, portanto poderá ter sido o mesmo ANTÔNIO JOSE MONIZ, casado com MANUELA DO ESPIRITO SANTO, e pai da nossa tetravó LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, que nasceu em 1789.

Como se pode observar, Egas Moniz Barreto, que se casou com D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra, era irmão do JERÔNIMO MONIZ BARRETO que se casou com a irmã dela, THEREZA DE SOUZA.

Ha mais tempo, encontrei no “Projeto Compartilhar” uma família Moniz. Trata-se do inventario de Antonio Muniz Barbosa, iniciado em 1786, que se encontra no museu, em São João Del Rei, e o local de moradia do Antonio Muniz era Baependi, MG.

Antonio Muniz teve um filho chamado também Antonio, batizado em 03.07.1758, e que poderia ter adotado o sobrenome Jose Moniz. Era comum trocar-se em cartório o Muniz pelo Moniz. Se fosse esse nosso ancestral, a idade dele seria compatível com a paternidade da ancestral LUIZA MARIA.

Mas ha esse outro detalhe de não termos nada alem do nome ANTÔNIO JOSE MONIZ, casado com MANUELA DO ESPIRITO SANTO. Nada que nos possa garantir alguma procedência dele.

O problema que enxergo em relação a esse Antonio, filho do senhor Antonio Muniz, ter sido nosso ancestral foi ele não ter comparecido ao testamento do pai. Poderia ser que não tivesse ultrapassado a idade infantil, como era tão comum naquele tempo.

Lógico, ele poderia ter crescido e desaparecido. Fica ai a dificuldade de dizer que fosse nosso ancestral, pois, ha na publicação apenas a informação de que “não compareceu ao testamento do pai”. Não se sabe se faleceu antes e, mesmo que não, não ha a informação com quais sobrenomes completou sua graça.

Ja, o professor Dermeval Jose Pimenta, que nos informa da existencia do ANTONIO JOSE MONIZ e sua esposa MANUELA DO ESPIRITO SANTO, talvez os possa ter achado no registro de casamento da filha LUIZA MARIA com o capitão JOSE COELHO DA ROCHA, e que foram nossos tetravós.

Caso tenha sido esse o caso, justificar-se-ia a supressão do ultimo sobrenome, BARRETO, porque era muito comum `a época abreviar-se nomes para economizar papel e tinta. Os nomes ANTÔNIO JOSE MONIZ era mais que suficiente para identificar a pessoa, pois, devia ser bem conhecido do escrivão.

O ideal mesmo seria encontrar deles o registro do próprio casamento. Esse seria o documento no qual os homens demonstravam sua independência e, geralmente, os nomes dos nubentes apareciam completos. Casamento era símbolo de status.

Nossos ancestrais JOSE e LUIZA MARIA, residiram primeiro em Conceição do Mato Dentro, numa sesmaria chamada Fazenda da Lapinha. Segundo informações do amigo Bento Silva, natural da cidade, era enorme e atualmente faz parte do território da vizinha Santana do Riacho.

Devido `as características do relevo a área foi transformada em capital nacional dos esportes radicais. E as montanhas e quedas d’agua dão ar e grande beleza dos locais antigos.

Por enquanto so posso especular que a sesmaria pertenceu ao ANTÔNIO JOSE MONIZ e sua esposa MANUELA DO ESPIRITO SANTO. O ancestral JOSE nascera na Fazenda Axupe, que foi localizada a principio na também vizinha cidade do Morro do Pilar. Talvez fosse na própria Conceição, na qual atualmente ainda existe uma propriedade de mesmo nome.

Presume-se, então, que para que o ancestral ANTÔNIO MONIZ tenha se tornado dono da Lapinha, ele ja teria posses antes de chegar a isso. Então, ser parte da família MONIZ BARRETO o favoreceria. A riqueza dela é ate lendária.

Mas não posso deixar de mencionar que ha algum tempo encontrei um personagem cujo nome foi JOSE COELHO DE MAGALHÃES. O mesmo de nosso patriarca Coelho. Mas ate ao momento tudo indica que foram homônimos e não a mesma pessoa.

Claro, nenhuma conclusão pode ser definitiva nesse ponto em que estamos. Outra possibilidade comum existe. Nada sabemos a respeito dos antecedentes dos familiares da avó MANUELA.

ANTONIO MONIZ poderia ter sido apenas um “consorte” da princesa. Poderia ser ela a herdeira de alguma das famílias primeiro chegadas a Conceição, no inicio do Ciclo do Ouro, que se dera ha poucas décadas antes do nascimento da geração deles.

Nesse estado, quaisquer ANTONIO MONIZ poderia encaixar-se no cargo de marido “consorte”.

Muito comum, no caso, pessoas como o “baiano” de tão alta estirpe ter optado pela carreira militar. E ao prestar seus serviços `a sua majestade, “que Deus a guarde”, pode ter sido destacado para o Serro e Diamantina. Conceição fazia parte por ser freguesia do Serro.

Por ser solteiro fardado, logo despertaria o interesse das donzelas “casadoiras”. E com isso justificaria tantas posses `a época.

Naturalmente, ele poderia ter a principio outra profissão, como advogado por exemplo, cuja demanda era enorme naquelas Minas Gerais em pleno Ciclo do Ouro. Ate mesmo o cargo de professor era muito requerido, e poderia ser regiamente pago.

Para comprovarmos qualquer hipótese, nada melhor que pesquisar no Serro (Museu General Carneiro + dos Otonni); Diamantina (Arquidiocese) ou Conceição (cartórios locais).

Nessas cidades, espera-se encontrar algum documento (casamento, inventario, testamento) que revele os nomes paternos dos ancestrais ANTÔNIO MONIZ e MANUELA.

Uma opção, talvez, mais direta, porem incerta, seria verificar os livros do genealogista Antonio de Araújo de Aragão Bulcão Sobrinho.

(www.cbg.org.br/colegio/historia/patronos/antonio-sobrinho/)

No endereço acima encontra-se uma biografia e a obra literária produzida por ele. Estou certo que nos era aparentado por descender dos BARBALHO nossos ancestrais.

Observe-se que os títulos da literatura genealógica escrita por ele relembram os mesmos sobrenomes envolvidos na porção genealógica que copiei da Revista Trimensal. Ali se pode destacar: Soeiro (1947), Monizes da Bahia (1950), Fiúza (1960), Bulcão (1961 a 1962) e Sa Menezes (1968). Todos entrelaçados com os BARBALHO.

A busca nessa literatura poderia encurtar a nossa procura se acaso ela revelar que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO casou-se com MANUELA DO ESPIRITO SANTO ainda na Bahia.

Alem disso, devera informar que não ficaram na Bahia, ja que a nossa genealogia supõe que LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO nasceu em Conceição do Mato Dentro, em 1789.

Mas se o ANTÔNIO mudou-se solteiro e foi casar-se em Conceição, muito possivelmente isso não será demonstrado pelo autor Antonio de Araújo.

Ha, porem, outro indicio de famílias baianas `a época na região do Serro. Havemos que nos lembrar que ja no inicio do século XVIII o português DOMINGOS BARBOSA MOREIRA casou-se com TEREZA DE JESUS, natural de Itabaiana, atualmente no Sergipe.

Eles foram os pais da NOROTEA BARBOSA FIUZA que se casou com outro português, JOAO DE SOUZA AZEVEDO. NOROTEA nasceu em São Gonçalo do Rio das Pedras, distrito do Serro.

Foram os pais da MARIA DE SOUZA FIUZA, que casou-se com mais um português, o ANTÔNIO BORGES MONTEIRO, natural de Seia da Guarda. Eles se tornaram grandes patriarcas na região. Esse casamento se deu em 1775, ja na época em que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO deveria ser jovem.

Meus estudos mais recentes encontraram o Sargento-mor DOMINGOS BARBOSA MOREIA e suas ligações intimas com a Bahia. Em 1723 ele quitou os dízimos dos quartéis da Comarca do Serro Frio.

Muito certamente, serviu de ponto de apoio e referencia para a transferencia de familiares da esposa dele, da Bahia para a região do Serro.

Em 1750 começa o declínio do Ciclo do Ouro. O ouro esgotou-se nas áreas mais tradicionais, aquelas representas pelas cidades históricas em torno da Estrada Real.

A consequência da queda de produção foi a expansão da área de colonização em busca de novas jazidas. E muitos encontros se deram na área mais ao Norte do Estado de Minas Gerais. Ai se inclui Minas Novas e Pecanha (1750-3), Itabira (1780), Guanhães/Virginópolis (1828), Barão de Cocais (1840).

Alem disso, a produção de diamantes na região de Diamantina ainda atraiu muita gente no período pós Ciclo do Ouro.

Nesse periodo pos Ciclo do Ouro, o que atraiu um grande contingente de migrantes também foi a fertilidade das terras para produção agropecuária.

O Estado de Minas tornou-se o preferido no Brasil para migrantes do mundo inteiro, ate por volta do ano de 1900. Em 1872, quando se deu o primeiro censo populacional brasileiro, dos 9.930 milhões de habitantes, 2.039 (mais de 20%) residiam em Minas Gerais.

Observe-se que somente a Bahia, que tivera em si a capital do Brasil por mais de 200 anos, tinha população acima de 1 milhão de habitantes, alem de Minas Gerais. Outrossim, em 1872 a Bahia ja contava com 320 anos de colonização europeia e Minas Gerais com apenas 174. Observe o mapa estatístico:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Censo_demográfico_do_Brasil_de_1872

Por ai se pode ver que, em termos genealógicos, toda a população brasileira tem vínculos com Minas Gerais, pois, no inicio a Província atraiu gente de todos os pontos de Portugal e das outras províncias brasileiras. Alem, claro, dos outros componentes que se misturam em nossa genética.

Os migrantes multiplicaram-se enormemente em Minas e, depois, com a expansão da colonização para outros interiores e a industrialização de São Paulo e Rio de Janeiro, os mineiros migraram para todos os locais que os atraíram.

Nesse caso, espera-se que cada família brasileira atual, tenha pelo menos um ancestral nascido em Minas Gerais.

Não se trata aqui de dizer-se que ha algo de melhor nos mineiros. Minha analise reflete apenas o numero de pessoas e não a qualidade.

Mesmo porque, os mineiros são produto da conspiração da natureza e não das pessoas. Imaginem, foram milhões e milhões de anos. Ela trabalhou muito para concentrar em nossas serras uma quantidade imensa de minerais que, antes de a população humana multiplicar-se e conhecer mineralogia, nada valiam.

Os que chegaram por sua própria vontade no inicio, foram atraídos pelo brilho dos minerais, tais quais os insetos são atraídos pela claridade de lâmpadas quando estão enxameados.

Como a maioria não encontrou o que buscava, acabou ficando no lugar. E as gentes que ficaram, cresceram e multiplicaram, como o fariam em quaisquer outros locais que estivessem.

Isso nunca foi merito de ninguém. E sim dadiva da natureza. Mas a consequência pratica foi que os mineiros tornaram-se também, junto com os outros que os precederam, grandes ancestrais da população brasileira e ja conta com parte da mundial.

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04. ESQUELETOS GENEALOGICOS

Baseado no que ja possuíamos anteriormente e somando ao que tenho encontrado ao longo de minhas pesquisas, vou expor os esqueletos genealógicos, possíveis, da família Barbalho Coelho, cujo ramo difundiu-se na região Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Naturalmente, as cidades bases foram Guanhães e Virginópolis. Mas dai ela se expandiu tanto para os antigos distritos delas quanto para os grandes centros, especialmente aqueles criados após sua multiplicação, tais como:  Belo Horizonte, Governador Valadares, Ipatinga e Brasilia.

Ainda, tenho noticias e contatos com pessoas de nossa família que vão desde o Rio Grande do Sul ao Acre. E de la para Aracaju e Salvador, alem de tudo o que esta dentro da Aquarela Brasileira e, em parte, exterior. Segue então:

I. PRIMEIRO ESQUELETO

01. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatigi da Rocha, pais de:

02. Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Jose Coelho de Magalhães, pais de:

03. Capitão Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo, pais de:

04.1 Jose Coelho da Rocha c.c. Candida Jovina Pereira e Maria de Deus Villa Real.

04.2 Maria Luiza Coelho (Nha Moça) – solteira

04.3 Francisca Eufrasia de Assis Coelho c.c. ten. Joaquim Nunes Coelho

04.4 Anna Maria de Jesus Coelho (Nha Ninha) – solteira

04.5 ten. João Batista Coelho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho

04.6. Eugenia Maria da Cruz Coelho c.c. cap. Francisco Marçal Barbalho

04.7 Antonina – faleceu criança

04.8 Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral e Virginia de Campos Nelson. E teve 2 filhas extraconjugais reconhecidas com: Getulia Justiniana de Aguiar (filha Emidia Justiniana) e Anna Girou Bonefoi (filha Julia Salles).

II. SEGUNDO ESQUELETO

01. Gov. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça, pais de:

02. cap. Jeronimo Barbalho Bezerra c.c. Isabel Pedrosa, pais de:

03. Páscoa Barbalho c.c. Pedro da Costa Ramires, pais de:

04. Maria da Costa Barbalho c.c. Manuel de Aguiar, pais de:

05. Manuel Vaz Barbalho c.c. Josefa Pimenta de Souza, pais de:

06. Isidora Maria da Encarnação c.c. cap. Antonio Francisco de Carvalho, pais de:

07.1 João (1761)

07.2 Victoriana Florinda de Ataide (1762) c.c. Damasio Rouco

07.3 Antonio (1764)

07.4 Luciano (1766)

07.5 Mariana (1767)

07.6 Jose (1769)

07.7 Francisco (1771)

07.8 Bernardo (1776)

07.9 Boaventura Jose Pimenta (1779) c.c. Maria Balbina de Santana Borges Monteiro. Esse casal foi pai de Modesto Jose Pimenta, que se casou com Ermelinda Querubina Pereira do Amaral.

Estes foram os avos, e seus pais os bisavós, do professor Dermeval Jose Pimenta e, basicamente, no livro genealógico escrito por ele: A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente, 1966, entram como a base da genealogia principal.

Tornam-se ai nossos parentes, pois, alem do Barbalho, a Maria Francelina Borges Monteiro foi irmã da Maria Balbina; e o Daniel Pereira do Amaral, irmão da Ermelinda Querubina.

Maria Francelina e Daniel foram os pais da Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa do ten. Antonio Rodrigues Coelho. São trisavós da minha geração.

III. TERCEIRO ESQUELETO.

“MANUEL DE AGUIAR, n. por volta de 1634, fal., casado por volta de 1664 com Domingas Martins. Pais de:

I.1 João de Aguiar Barbalho, n. no Rio (Guaratiba) por volta de 1685, fal., casado no Rio (Iraja 2o., 36) a 1.7.1710 (na igreja de Santo Antonio de Jacutinga, RJ) com Agueda Rodrigues (ou Jordão), n. no Rio (Iraja), filha de Fernando Rodrigues e de Luisa da Silva, pais de:

II.1 Francisco, n. no Rio (Iraja 6o. 107) bat. a 6.6.1709 (Legitimado)

I. 2 Manuel Vaz Barbalho, n. por volta de 1690

I.3 Eugenia, n. no Rio (Iraja 6o., 78) bat., a 28.4.1695.”

Essa pequena peça de esqueleto foi extraída do Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, de autoria do Carlos G. Rheingantz. E ele enganou-se quanto `a maternidade desses filhos. Foram filhos da Maria da Costa Barbalho que esta no II ESQUELETO.

João de Aguiar Barbalho teve também uma segunda ou primeira esposa cujo nome era Joana de Oliveira. Deles nasceu Thereza de Aguiar de Oliveira que casou-se em Mariana, a 24.06.1730 com Jose Rodrigues.

IV. QUARTO ESQUELETO (hipotético).

01. Eugenia de Aguiar Barbalho c.c. (desconhecido), pais de:

02. Anna Maria da Conceição c. c. Estevão Rodrigues de Magalhães, pais de:

03. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatigi da Rocha.

Essa situação hipotética, por enquanto, tenta explicar o sobrenome Rodrigues de Magalhães Barbalho em nossa ancestral Maria, do Primeiro Esqueleto.

Como se pode observar, Rheingantz encontrou uma Eugenia, filha do Manuel de Aguiar que, pela época do nascimento, foi também filha da Maria da Costa Barbalho.

O registro de nascimento de uma menina com o nome Maria, filha de Anna Maria e Estevão Rodrigues de Magalhães também existe. Ele encontra-se no site do

Familysearch. A menina nasceu em 1750, na cidade de Ouro Branco, MG.

Nosso ancestral Jose Coelho da Rocha nasceu em 1782. 32 anos de diferença de sua suposta avo Maria. A possibilidade de isso ter acontecido não chegava a ser absurda naquela época em que a mulheres costumavam casar com 15 anos de idade ou menos.

V. QUINTO ESQUELETO.

01. Gov. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça, pais de:

02. Antonia Barbalho Bezerra c.c. Antonio Ferreira de Souza, pais de:

03. D. Tereza de Souza c.c. Jeronimo Moniz Barreto, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

05. D. Leonor Maria da Silva Corte-real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

06. D. Francisca Isabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

07.1 D. Margarida Francisca de Menezes Corte-real

07.2 ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

07.3 D. Luiza Thereza de Menezes.

Claro, apenas em suposição, por enquanto, podemos dizer que o filho 07.2, ANTÔNIO, será o mesmo que se casou com MANUELA DO ESPIRITO SANTO e tornaram-se nossos ancestrais.

Note-se também que aqui não esta em discussão o fato de essas pessoas da genealogia baiana terem sido nossos familiares. Afinal, descendem do mesmo ramo BARBALHO do qual, supostamente mas com quase certeza, nos procedemos.

As únicas discussões aqui serão:

01. Se a Eugenia do terceiro esqueleto deu ascendência `a Maria Rodrigues ou não. E, em caso de não, se algum dos irmãos ou sobrinhos geraram um ramo do qual Maria Rodrigues foi descendente.

O fato de a Maria Rodrigues ter sido mãe da Eugenia Rodrigues, nossa quinta e, simultaneamente, sextavó, deixa quase claro que esse foi mesmo o caminho que o sobrenome BARBALHO foi introduzido na linhagem COELHO.

Mas não podemos descartar outras possibilidades que não conhecemos, ja que não sabemos quais outros BARBALHO estavam presentes na região de formação da família.

A propria presença do ANTÔNIO MONIZ em nossa genealogia, em sendo ele esse que agora encontramos, pode indicar que outros primos BARBALHO dele podem te-lo acompanhado. E de algum deles podemos descender, caso seja comprovada a primeira suposição.

Não podemos ignorar a evidencia também da presença da D. Luiza Thereza como irmã do Antonio Moniz. Naturalmente os nomes dela sugerem homenagem ao próprio governador Luiz e da neta dele, D. Thereza.

Portanto, nossa ancestral LUIZA MARIA pode ser uma sequencia normal de homenagem aos ancestrais. E, diga-se de passagem, mesmo sem o saber disso, as pessoas da família continuam usando o nome Luiza ate com alguma frequência maior que outros nomes comuns.

Outra evidencia importante, que não se pode desprezar, será o segundo matrimonio do nosso tio-trisavo Jose Coelho da Rocha com Maria de Deus Villa Real.

Era um sobrenome que junto ao Corte Real acompanhava os sobrenomes da mais alta nobreza portuguesa. Poderia ate que Jose e Maria de Deus fossem primos por ela também poder ter sido descendente do Antonio e Manuela.

VI. SEXTO ESQUELETO

01. Cap. Jose Vaz Barbalho c.c. Anna Joaquina Maria de Sao Jose, pais de:

02. Alferes, padre, Policarpo Jose Barbalho c.c. Isidora Francisca de Magalhães, pais de:

03. Cap. Francisco Marçal Barbalho c.c. Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Ou seja, essa será a ligação que, alem de levar o sobrenome Barbalho `a nossa genealogia, manteve o sobrenome e ate hoje corre na descendência.

A duvida aqui esta apenas na passagem do sobrenome do segundo esqueleto para esse. Isso porque houve tempo hábil para o Jose, filho da Isidora e do cap. Antonio Francisco ter sido pai do Policarpo Jose Barbalho, pois, o cap. Jose nasceu em 1769 e o Policarpo casou-se em 1808.

São 39 anos de espaço. Ou seja, um deles teria que ter se casado por volta dos 19 anos de idade e o outro com idade semelhante. O que não era muito comum para homens. Mas haviam os que tinham filhos antes do casamento. E isso não seria problema se a família fosse abastada.

Mas dentre os filhos do casal Manoel Vaz e Josefa Pimenta, alem de dona Isidora da Encarnação, por enquanto, encontrei apenas o cirurgião-mor, Policarpo Joseph Barbalho. Ele nasceu no Serro, exerceu o cargo em Porto Alegre e teve filhos em Gravatai – RS.

Ha a possibilidade de o Jose Vaz Barbalho ter sido irmão dos dois anteriores. Nisso, não encontraríamos dificuldades de idades, pois, o cirurgião-mor nasceu em 1735 e teve filhos ate aos anos de 1790. Dona Josefa nasceu por volta de 1712, portanto, ate por volta de 1752 ainda estaria em idade fértil.

O que calculo é que o nosso ancestral Policarpo tenha nascido em torno de 1780, mas poderia ter nascido ate em 1790, quando o pai poderia estar em torno dos 40 anos de idade dele. Em caso de ter sido filho de Manoel e Josefa.

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05. BUSCANDO ANCESTRAIS DO JOSE ANTONIO MONIZ

A partir do que ja havia encontrado, resolvi mergulhar um pouco mais nessa genealogia. e o primeiro que fiz foi buscar informações a respeito do pai do ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO.

Fui desde o principio do livro, numa leitura ultradinamica, observar se via o nome dele. Pouco mais de hora de vistoria, encontrei, logo depois dos dados maternos:

PAG. 376

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“N. 5 – D. Luiza Josefa de Menezes, filha quarta de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2; cazou com Antonio Galas da Silveira, *que teve a merce do habito da ordem de Christo, pelos serviços de seus avos, e não professou por falecer antes de o tomar; e era filho de Lourenço de Oliveira Pita e de sua mulher Agueda Pina Barboza, e para se receberem foram dispensados, e teve filhos:

29. Agueda, Joana e Thereza, que faleceram donzelas.

30. Diogo Moniz da Silveira, que se segue.

N. 30 – Diogo Moniz da Silveira, filho ultimo de D. Luiza Josefa de Menezes e de seu marido Antonio Galas da Silveira, cazou com D. Anna Maria de Afonseca, filha do capitão Antonio Diniz de Macedo, e de sua mulher D. Virginia da Fonseca, filha do Sargento-mor Francisco Pinto da Fonseca Deça, e teve filhos:

33. Jose Telles Moniz Barreto, solteiro

32. Antonio Galas da Silveira, cazou com D. Anna Maria de Mello, filha de Martim Alonso de Mello n.9.

33. Martinho Moniz Barreto, casado com D. Francisca Izabel Barreto, filha do sobredito Martinho Affonso.

“N. 34 – Diogo Moniz da Silveira, cazou com D. Margarida Josefa de Almeida Calmon, filha de João Calmon e de D. Ignácia de Nazareth, dispensados no parentesco por ser o dito Diogo primo co-irmão de sua esposa, e ate este anno de 1770 não teve filhos.”

35. Luiz Antonio Moniz da Silveira, cazado, mulher D. Apolónia.

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*Cazaram na Capella do Desterro da freguezia do Socorro a 2 de Fevereiro de 1690, e os recebeu o cônego Pedro de Teive, sendo testemunhas o sargento-mor Egas Moniz Barreto e o capitão Bartholomeu Vabo, e vigário João Ribeiro de Souza.

Segunda vez cazou com o capitão Martinho Ribeiro, sem filhos.”

PAG. 377

“36. Martinho Moniz Barreto, casado com sua prima segunda D. Francisca Izabel.

37. D. Maria Gertrudes, D. Anna Maria, donzelas.

Fr. Carlos de S. Bartolomeu, religioso menor na Bahia.

N. 33 – Marinho Moniz Barreto, filho de Diogo Muniz da Silveira, n. 30, e de sua mulher D. Anna Maria da Fonseca, cazou com sua prima segunda, D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha de D. Leonor da Silva Corte-Real e de seu marido Martinho Afonso de Mello, e foram dispensados no 3o. grao, e teve filhos:

38. Margarida Francisca de Menezes Corte-Real

39. Antonio Jose Moniz Barreto

40. D. Luiza Thereza de Menezes.”

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Ja de inicio deve-se observar que tomei nota do N. 34 como um complemento útil aos estudos, pois, ali se informa que 1770 foi a data exata da escrita do livro.

Parece-me que o autor da genealogia estava querendo terminar rápido o capitulo e talvez tenha cometido alguns enganos. A principio, ele postou 2 vezes o nome Martinho Moniz Barreto, 33 e 36, ambos casados com dona Francisca Izabel.

E por ultimo alterou o nome Martinho para Marinho. Possível será que o 36 se chamasse Marinho, e pode ter se casado com D. Francisca Izabel numa segundas núpcias dela. Porem, os filhos deverão mesmo ser do Martinho.

Foi um pouco difícil compreender o que o autor afirma ter sido eles primos em segundo grau e dispensados no 3o. grau de consanguinidade. Tive que preparar dois esqueletos genealógicos para verificação. E ai ficou assim:

PRIMEIRO ESQUELETO

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

SEGUNDO ESQUELETO

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Luiza Josefa de Menezes c.c. Antonio Galas da Silveira, pais de:

03. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

04. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Como se pode observar, tanto dona Francisca Izabel quanto Martinho eram bisnetos da dona Thereza e do Jeronimo. Então, serão primos em 3o. grau para nos atualmente, pois, as avos eram irmãs entre si.

A menos que haja outro parentesco entre os pais e que os dados presentes não nos permitam identificar. O que será bem provável porque ja percebi o quanto as famílias baianas se casavam entre primos.

Algo difícil de fugir quando os casamentos se dão em locais com populações menores. E era exatamente isso, alem dos preconceitos, que acontecia durante o período colonial brasileiro.

Os ricos buscavam casamentos em suas castas. Isso para garantir os privilégios que eram “os direitos de nobreza”.

E aqui ja podemos estar demonstrando que minhas hipóteses genealógicas estão se confirmando e ja podem ganhar o status de teorias. O que será uma fatalidade não se confirmar por verdade cientifica.

Meus objetivos de buscas genealógicas era comprovar que nossos ancestrais pouca coisa menos recentes são ancestrais de boa parte de nos, portanto, somos aparentados de todo mundo, especialmente das populações contidas em limites fronteiriços.

O segundo objetivo era justamente determinar via genealogia e com melhor grau de precisão a quantidade de consanguinidade que ha entre as pessoas. Junto a isso, levantar os males mais comuns que acompanham as famílias.

Esse objetivo tem uma função mais técnica e interessa mais ao meio medico. Via essa interação de dados, pode-se usar o conhecimento pratico na medicina preventiva. Aconselhando-se os casais antes do casamento para os riscos dessas heranças para os filhos.

E outro objetivo igualmente importante seria a facilitação do entendimento da evolução da Historia e da política no passar do tempo. Pois, se tivéssemos nossa genealogia mais completa antes de conhecer o que ensinam na Historia, iriamos verificar que ela corre em nossas veias também.

Vou apenas dizer por alto. Mas ja tenho a certeza que nossos familiares la na Bahia se entrelaçaram aos Sa de Soutomaior. Os representantes mais conhecidos desse ramo são o governador Mem de Sa, e os sobrinhos desse: o fundador do Rio de Janeiro Estacio de Sa e o governador Salvador Correia de Sa e Benevides.

Posteriormente pincelarei mais alguns dados dessa genealogia que nos permitirão demonstrar isso.

E nossa ligação não se da apenas por entrelaçamento. Salvador Correia de Sa e Benevides foi o governador do Rio de Janeiro que mandou executar nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra, em 1661. Diga-se de passagem, por pura pirraça!

Na verdade, a briga dos dois se deu em torno dos interesses políticos e econômicos que cada um defendia. Salvador defendia os privilégios de sua gangue. Jeronimo queria que a dele tivesse parte mais ampla.

Pode-se dizer que Jeronimo estava do lado menos errado. Seus companheiros de revolta depois foram perdoados e obtiveram ganho de causa. Mas ele perdeu a vida. Salvador perdeu o comando, os privilégios no Brasil e foi preso.

Quem desejar saber mais, informe-se pelo titulo: A Revolta da Cachaça no Rio de Janeiro.

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06. ANTEPASSADOS E FAMILIARES DO ANTONIO JOSE

Os esqueletos genealógicos entre D. Thereza de Souza, e seu marido Jeronimo Moniz Barreto, ate ao Antonio Jose ja estão prontos acima. Ja temos informações da ascendência dela em meus outros estudos.

Organizei, então, o terceiro esqueleto para tratar da ascendência do Jeronimo Moniz Barreto. Segue assim:

TERCEIRO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

02. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

03. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos, filho de:

04. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

05. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

06. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva, filho de:

07. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves c.c. (3) Ignez, filho de:

08. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

09. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

(1) D. Maria Lobo de Mendonça, filha de Manoel de Freitas do Amaral e Victoria de Barros.

(2) D. Joana da Silva, filha de Gonçalo da Silva, regedor da justiça em Lisboa.

(3) D. Ignez, filha de Gonçalo Nunez Barreto, alcaide-mor do Faro.

Para melhor completar esse quadro, repito aqui os outros esqueletos postados no capitulo anterior:

PRIMEIRO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

SEGUNDO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Luiza Josefa de Menezes c.c. Antonio Galas da Silveira, pais de:

03. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

04. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Nesse estagio da pesquisa, não encontrei, nesse livro, os antecessores de: Martinho Affonso de Mello, Antonio Galas da Silveira e Anna Maria da Affonseca. Fica difícil por uma busca simples.

Isso porque nos títulos aos quais os sobrenomes poderiam estar ligados temos os ancestrais mais longínquos. Ou seja, os que se instalaram no Brasil. Mas haver-se-ia que tomar cada pessoa daqueles capítulos e verificar se se casou com alguém de outro capitulo e se para la a descendência foi transferida.

Francisco Moniz Barreto era portugues recém chegado ao Brasil, portanto, os dados que o precedem não se encontram nessa literatura. Veja-se o que se encontra a respeito de D. Maria Lobo de Mendonça:

PAG. 203

“BARROS E MAGALHAES DA BAHIA

Gaspar de Barros de Magalhães, homem fidalgo, viveu no Brazil no recôncavo da Bahia, onde chamam São Paulo; e viera de Portugal exterminado, foi mui rico e afazendado, cazou na Bahia com Catharina Lobo Barros de Almeida, uma das trez irmans orfans que mandou a [204] rainha D. Catharina para a Bahia cazarem com as pessoas principaes, como ja foi dito, e d’ella teve filhos:

1. Jeronimo de Barros, que se segue

2. Baltazar Lobo de Souza, adiante

3. Gaspar Barreto de Magalhães, ao depois

4. D. Felicia Lobo, que foi cazada quatro vezes, a primeira com Pedro Dias de quem teve filhos, a fl… retro n.1; a segunda com Paulo Argolo, e teve filhos a fl….; a terceira com Vicente Coelho, e a quarta com Constantino Menelao, dos quais não achamos filhos.

5. D. Micia Lobo de Mendonça, a primeira mulher de Jeronimo Moniz Barreto, a fl…, n. 3. Não era filho d’este.

6. D. Victoria de Barros, mulher de Manuel de Freitas do Amaral, adiante, e D. Ignez de Barros Lobo, depois.”

PAG. 206.

“N. 6 – D. Victoria de Barros, filha sesta de Gaspar de Barros de Magalhães, o primeiro d’este nome, e de sua mulher Catharina Lobo de Almeida, cazou com Manoel de Freitas do Amaral, homem formado e Cavalleiro fidalgo.”

A respeito de D. Victoria, seu marido e descendência não se fala mais. Mas basta dar uma rápida passada d’olhos no capitulo para constatar que todas as outras famílias mais nobres das terras brasileiras estão entrelaçadas a esse tronco. E a presença dos sobrenomes presentes hoje-em-dia são comuns em todo o Brasil.

Observe-se que não se trata da primeira vez que encontramos a menção `as órfãs enviadas pela rainha D. Catharina para casarem-se com as pessoas principais da colonia. E essa foi uma estratégia colonialista bem inteligente!

Isso remonta desde os tempos dos primeiros colonizadores que se “promiscuíam” com as indígenas e negras escravas. O caso mais famoso foi o do Jeronimo de Albuquerque, cunhado do primeiro capitão hereditário de Pernambuco, Duarte Coelho.

Com a chegada dos padres jesuitas, inclusive Manoel da Nóbrega e Jose de Anchieta, os governantes portugueses foram informados e pressentiram que as relações “ilícitas e promiscuas” produziriam pessoas com características raciais diferentes daquelas comuns `a Europa.

Logo, pelo preconceito e temor, raciocinou-se que as misturas criariam povos não apenas com diferenças físicas, mas também com intelecto que logo perceberia as agruras do colonialismo, através do qual o povo, considerado inferior, era levado a trabalhar para sustentar os privilégios dos graúdos brancos.

Como se vivia muito pouco `a época, era comum os pais deixarem uma grande quantidade de filhos menores. Mesmo aqueles com origem na nobreza e, sem os provedores paternos, tornavam-se um “incomodo” para a coroa, pois, sem fortuna não tinham como se casar, pois, os costumes exigiam os dotes cuja obrigação era dos pais das filhas.

Essas eram criadas em conventos de freiras para que depois “tivessem alguma serventia”. E, claro, criadas em uma instituição intimamente ligada `a governança, ja que Igreja e Estado estavam unidos, as crianças também eram instruídas dentro dos valores impostos por tais instituições.

Nesse caso, envia-las para a colônia passou a ser uma estratégia de Estado e não uma ação caritativa. A finalidade disso era manter a pureza da raça, ao mesmo tempo que essas crianças, “adestradas segundo os créditos da imposição da dominação de uns pelos outros”, passassem para os filhos a mesma educação que receberam.

Não se tratava de ensinar humildade e sim subserviência. Não se tratava de democratizar os privilégios da nobreza. Era uma estratégia de dominância `a distancia, pois, essas famílias eram ensinadas a se crer superiores, embora submissas ao poder metropolitano.

Assim a reação se dava em cadeia. Os nobres de Portugal eram submissos aos reis e `a Igreja. O povo ficava abaixo. Os nobres na colonia, eram submissos ao mesmo, mas impunham ao povo colonial antes a submissão a eles próprios, como se fossem mais gente.

Essa é a origem do elitismo entre as classes dominantes brasileiras e do complexo de vira-lata entre os muitos afetados pelo mal no Brasil, dentro de todas as classes socioeconômicas. Seguimos, então, com a próxima:

Como se dizia antigamente: “estava atoa na vida” e ai passou um “passarinho verde” para dar-me duas palhinhas!

PAG. 468

“PALHA

João Rodrigues Palha, de quem não achamos noticia certa donde fosse natural, e so que fora dos primeiros povoadores da nova cidade de Salvador, Bahia de Todos os Santos, e que tivera o foro de escudeiro fidalgo e morador da freguezia de Matuim, e casado com Micia de Lemos, [469] que era irmã de Beatriz de Lemos, (1) e do chantre Jorge de Pina, filhos estes de Fernão de Lemos, fidalgo Cavalleiro. De sua mulher Micia de Lemos teve João Rodrigues Palha os filhos seguintes:

1. Constancia de Pina, que se segue.

2. Vicente Rodrigues Palha, (2) que ordenado se sacerdote foi doutor formado na Universidade de Coimbra em ambos os direitos, cônego, vigário geral na se da Bahia, e governador do seu bispado, e renunciando todas estas honras se recolheu religioso no convento de S. Francisco na cidade da mesma Bahia, no qual professou a 30 de Janeiro do anno de 1600; foi o 7o. custodio, e prelado maior da dita custodia antes de ser elevada a província, e n’ella faleceu com boa opinião no convento da Bahia, pelos annos de 1636 para 1639, com o nome de frei Vicente do Salvador.

3. Izabel de Lemos, segunda mulher de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, a fl…, e ahi o mais. Batizada na se a 25 de Março de 1568.

(1) Cazada esta com Antonio da Mota Fidalgo.

(2) Batizada na se a 28 de Janeiro de 1567.”

A primeira esposa do Jeronimo Moniz Barreto havia sido D. Micia Lobo de Mendonça, uma das 3 irmãs órfãs. Ou seja, por pouco não nos tornaríamos descendentes simultaneamente de pelo menos duas delas. Isso, obviamente, se o Antonio Moniz,  ai descendente, for mesmo o nosso ancestral.

Contudo não se para ai. Foi aqui que o “passarinho verde” disse aos meus ouvidos. Sem ter o porque, continuei lendo o que se passava.

PAG. 473

“N. 5 – Felippe de Lemos, filho de João Rodrigues Palha e de sua mulher Micia de Lemos, foi cazado com Francisca Barboza, (2) filha de Baltazar Barboza de Araújo e de Catharina Alvares, sua mulher, e era ja viuva esta Francisca Barboza de Christóvão  de Sa de Betencourt, do qual tinha dois filhos, Joanna Barboza, cazada com Miguel Telles de Menezes, e Francisco de Sa de Betencourt, casado com Anna de Souza, e d’este Felippe de Lemos teve mais:

Vicente Palha de Lemos, Lourenco de Lemos, Maria de Lemos ou Barboza e Agueda de Pina, cazada com Lourenco de Oliveira Pita, com filhos.

(2) Cazaram a 28 de Janeiro de 1620, e era viuvo de D. Maria Barboza. Piraja.

Ai esta. Antes que procurando, por sorte encontrei quem foram os pais de Antonio Galas da Silveira, marido de D. Luiza Josefa de Menezes. E ai vou ter que retornar ao livro para melhor compreender as relações de parentesco.

Certo, porem, é que, o autor do livro estava correto. O casamento entre pessoas com terceiro grau de parentesco, da aos filhos um terceiro grau de consanguinidade.

Ai se trata de genética para explicar, pois, a quantidade do DNA dos avos comuns dobram quando esses casamentos acontecem. Assim, essa quantidade se torna a mesma que ha entre pessoas primas em terceiro grau, mesmo sendo na genealogia consideradas primas em quarto grau.

Isso implica dizer que os filhos de primos em terceiro grau possuem a mesma quantidade do DNA de seus ancestrais na mesma proporção que seus pais. A cada geração, essa quantidade era para cair pela metade. Porem, a metade do lado materno se soma `a metade do lado paterno, produzindo um inteiro.

Nesse caso, ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO e irmãos eram primos terceiros por causa da linhagem Barbalho/Barreto. Mas também tinham o sangue acumulado do lado PALHA. Nesse caso, tornaram-se mais primos que o 3o. grau, o que poderia ser o 2o.

Para que não se percam no raciocínio, resolvi repetir aqui aquele pequeno trecho da pagina 376:

“N. 6 – D. Luiza Josefa de Menezes, filha quarta de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2; cazou com Antonio Galas da Silveira, * que teve a merce do habito da ordem de Christo, pelos serviços de seus avos, e não professou por falecer antes de o tomar; e era filho de Lourenço de Oliveira Pita e de sua mulher Agueda Pina Barbosa, e para se receberem foram dispensados, e teve filhos:”

Via Agueda Pina Barbosa constata-se que o Antonio Jose Moniz Barreto alem de Barbalho com Barbalho e Moniz Barreto com Moniz Barreto, foi também Palha com Palha. Era o Palhinha!

E assim se da porque o Francisco Moniz de Menezes ja era filho de D. Izabel de Lemos (Palha) e Jeronimo Moniz Barreto, o velho.

E observe-se que levando-se em conta apenas o Felippe de Lemos, que havia sido tio antepassado do Antonio Jose, veja-se com quantas famílias a raça se misturou. Alvares, Araújo, Barbosa, Sa de Betencourt, Souza, Oliveira e Pita.

Alias, esse Oliveira Pita do ancestral Lourenço talvez proceda dos de São Paulo. Pode ter sido um dos bravos que prontificou-se a defender a terras brasileiras conquistadas pelos holandeses.

Houveram alguns casos que paulistas se mantiveram no Nordeste e por la deixaram geração. Algo a se verificar. Não encontrei a família dele na Bahia.

Ou melhor, não encontrei o local ao qual ele possa estar inscrito. Isso porque ha um capitulo: ROCHA PITA, na Bahia. Trata-se de primeiros chegados cujos filhos podem ter se casado em outras famílias. Mas isso tem que ser verificado mas não tenho tempo agora.

Bom, ate aqui descobre-se que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO descende dos PALHA. Não consegui nada a respeito do Lourenço de Oliveira Pita. Tive, então, que ver o lado materno da ancestral dele, FRANCISCA BARBOZA.

PAG.113

Aqui o autor deu continuidade a capitulo anterior. So não foi completamente por acaso que encontrei porque busquei antes na internet. Assim, tive algumas informações previas e passando os olhos acabei encontrando o que procurava:

“Sucessão da sexta filha de Genebra Alvares e de seu marido Vicente Dias, a qual foi:

N.17 – Catharina Alvares, filha de Genebra Alvares e de seu marido Vicente Dias de Beja, moço fidalgo da caza do infante D. Luiz, cazou com Baltazar Barbosa de Araujo, natural de Ponte de Lima, filho de Gaspar Barboza de Araujo e de sua mulher D. Maria de Araujo. De Catharina Alvares e seu marido Balthazar Barbosa, foram filhos:

1. Francisca, batizada na se a 12 Fevereiro de 1579. Casada com Christóvão de Sa Betencourt, a fl…, e depois com Felippe de Lemos.”

Observe-se que as informações são suficientes para concluirmos que esses foram os pais que procurava. E, para encontrar que capitulo fazia aquela parte separada, não precisei buscar tanto assim. Faziam parte do CARAMURUS NA BAHIA.

PAG. 84

“CARAMURUS NA BAHIA

Diogo Alvares Correia, *da principal nobreza de Vianna, vindo `a Bahia por acazo da fortuna, sendo o primeiro Portuguez, que n’ella aportou, e pizou as suas praias, e pelo sucesso do seu naufrágio, e modo com que escapando d’elle com vida a conservou entre o gentio, que lhe acrescentou o cognome de – CARAMURU – é tão celebrado na tradição e historia. Depois de ter de uma

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  • Faleceu a 3 de Outubro de 1557, sepultado no mosteiro de Jezus, que era do collegio da Companhia: cadern. fl. 70 verso.

PAG. 85

filha do principal dos indios, que habitavam as costas da barra da Bahia, varias filhas illegítimas que n’esse lugar se assentaram, e chamado ainda então, como gentia, – Paraguaçu – como escrevem algumas memórias, ou com tem outras – Guaibim-Para – e tudo quer dizer o mesmo que – mar ou rio-grande – e conhecida depois de batizada por Catharina Alvares: d’esta e de seu marido Diogo Alvares Caramuru foram filhas legitimas:

1. Anna Alvares, que se segue.

2. Genebra Alvares, adiante.

3. Apolonia Alvares, depois.

4. Gracia Alvares, mulher de Antão Gil.”

PAG. 86

“Sucessão da segunda filha legitima de Catharina Alvares e seu marido Diogo Alvares Caramuru, que foi:

N. 2 – Genebra Alvares, filha segunda de Catharina Alvares e de seu marido Diogo Alvares Caramuru, cazou com Vicente Dias de Beja, natural da Provincia do Alentejo, moço fidalgo da caza do infante D. Luiz. Assim se acha em varios papeis manuscritos feitos por pessoas antigas, que tiveram o cuidado de escrever e fazer memória dos sugeitos, que casaram com estas filhas de Catharina Alvares e seu marido Diogo Alvares Caramuru, como também do Teatro Genealógico das arvores das principais famílias do reino de Portugal e suas conquistas.

De Genebra Alvares e seu marido Vicente Dias foram filhos:

12. Diogo Dias, que se segue.

13. Maria Dias (1) mulher de Francisco de Araújo, adiante.

14. Lourenço Dias, sem geração.

15. Melchior Dias, sem geração.

16. Vicente Dias, sem geração.

17. Catharina Alvares, (2) adiante.

***************************************

(1) Batizada na se a 5 de Janeiro de 1556

(2) Batizada na se a 18 de Julho de 1559.

PAG. 87

18. Andreza Dias, mulher de Diogo de Amorim Soares, (1) filho de Francisco Soares, de Ponte de Lima, sem geração.

19. Francisca Dias (2) mulher de Antonio de Araújo, irmão de Gaspar Barbosa, de Ponte de Lima, adiante `a fl… Segunda vez cazou essa Francisca Dias (3) como consta do assento seguinte: Aos 15 de Fevereiro de 1597 recebi eu o legado Pedro de Campos, deão da se, a Francisco de Aguiar, filho de Jacome Duarte e de sua mulher Izabel de Aguiar, moradores na cidade de Braga, freguezia de S. João de Souto, com Francisca Dias, filha de Vicente Dias e de sua mulher Genebra Alvares.”

**********************************

“(1) cazaram a 12 de Janeiro de 1586

(2) cazou com este a 8 de Janeiro de 1518. Na se. Padrinhos Antonio de Paiva e Antão Gil.

(3) Faleceu esta a 8 de Agosto de 1611. Sepultada em S. Francisco.”

As informações no livro são vagas. Busquei algo mais para dimensionar a importância da indígena Gauibim-Para. Entre as coisas que acho importante foi determinar que ela era Tupinamba e o nome do pai foi Taparica. Quem desejar ver um resuminho, abra:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_Paraguaçu

Para facilitar a leitura, vamos então fazer mais um esqueleto dessa genealogia. Assim saberemos como o Antonio Galas da Silveira descende desses ancestrais. Segue assim:

QUARTO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Diogo Alvares Correia (Caramuru) c.c. Catharina Alvares, pais de:

02. Genebra Alvares c.c. Vicente Dias de Beja, pais de:

03. Catharina Alvares c.c. Balthazar Barboza de Araujo, pais de:

04. Francisca Barboza c.c. Felippe de Lemos, pais de:

05. Agueda de Pina c.c. Lourenco de Oliveira Pita, pais de:

06. Antonio Galas da Silveira c.c. D. Luiza Josefa de Menezes, pais de:

07. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

08. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

09. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Penso que agora ficou demonstrado que mesmo que esse Antonio Jose não seja nosso ancestral, ele devera ter sido de outras pessoas no Brasil e a descendência dele poderá ser imensa, tanto quanto é a de nosso ancestral.

Imagine-se, então, o quanto maior devera ser a descendência do Diogo Alvares e Catharina Alvares! Pode ser que não sejamos descendentes deles através do Antonio Jose, mas difícil será não sermos por outros esqueletos.

De qualquer forma fica ai comprovado que o estudo da disciplina Historia ficaria muito mais prazeiroso se ao invés de estuda-la como se os personagens nos fossem alienígenas, eles fossem o que são: nossos ancestrais.

E, diga-se de passagem, de certa forma, íntimos. São apenas 9 gerações entre a primeira geração ate ao Antonio Jose. Caso o nosso ancestral seja esse mesmo temos apenas 6 gerações ate `a minha própria.

Pode parecer que o parentesco seria pequeno, contudo, os da casa de meus pais descendem 6 vezes do mesmo Antonio Jose Moniz. Ou seja, Isso soma tanto que ele e sua esposa se tornam praticamente nossos pais, por ser 6 vezes em apenas 6 gerações!

Para fechar esse capitulo vamos anotar apenas alguns exemplos do destino de nossos aparentados. Segue então:

PAG. 244

“BARROS DA FRANCA NA BAHIA

Affonso de Franca, foi um homem honrado, e fidalgo da bom procedimento, irmão de Andre Dias da Franca, o qual Affonso da Franca passou `a Bahia com sua mulher D. Catharina Corte-Real, e o pai d’este Affonso da Franca foi Lancerote de Franca. De Affonso de Franca e sua mulher foram filhos:”

PULANDO `A PAG. 247

N, 2 – Rafael Soares da Franca, filho de João Alvares Soares e de sua mulher D. Catharina Corte-Real, cazou com D. Catharina de Souza, filha de Antonio Pereira de Souza, Cavalleiro do habito de Santiago, e de sua mulher D. Antonia Bezerra, filha do mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra; foi homem rico e senhor de engenho no rio de Parana-mirim, teve filhos:”

PAG. 384

“ROCHA, SA E SOTOMAIOR

Diogo da Rocha de Sa, o 1o. aqui

Manoel de Sa Soutomaior, foi provedor da alfândega da Bahia, e cazado com Elena de Argolo, a fl… Era irmão de Diogo da Rocha de Sa, que aqui se segue, e naturaes da Villa de Viana, Foz de Lima, dos Sas e Soutomaiores, e filhos legítimos de Leonardo de Sa Soutomaior, pessoas nobres e de famílias principaes do reino de Portugal, donde se passaram para a Bahia nos princípios de sua fundação, e n’ella cazou Diogo da Rocha de Sa com D. Ignez Barreto, irman do alcaide-mor Duarte Moniz Barreto, e filhos ambos, com outros mais, que ja ficam a fl…, n. 1, e seus filhos e filhas com outros mais de Egas Moniz Barreto ahi a fl…, n. 1 e seg., e n’ella cazou Diogo da Rocha de Sa (1) e teve filhos:

1. Mem de Sa, que se segue.

2. D. Felippa de Sa, adiante

3. Diogo da Rocha de Sa, ao depois.

N. 1 – Mem de Sa, filho de Diogo da Rocha de Sa e de sua mulher D. Ignez Barreto, cazou com D. Maria Barboza, (2) filha de Francisco Barbuda, o velho, cavalleiro da caza de el-rei, e de sua segunda mulher Maria Barboza, que era irman inteira de Gaspar Dias Barboza Mello, e teve no decurso de 21 annos, que viveram cazados, os filhos seguintes:

************************************************

5. D. Escolastica, mulher do capitão Gaspar Maciel, adiante”

PAG. 386

“MACIEL E SA

N.6 Diogo de Sa Soutomaior, filho único de D. Escolastica de Sa, n. 5, e de seu marido Gaspar Maciel, capitão de mar e guerra, cazou com D. Guiomar da Rocha, primeira mulher, e teve:

************************************************

Segunda vez cazou Diogo de Sa Soutomaior com D. Francisca Barbalho, filha de Antonio Ferreira de Souza, filho de Euzebio Ferreira e de sua mulher Catharina de Souza, a fl…, n. 5 e 18: casaram na Capella do Bom Jezus do Socorro no 1o. de Dezembro de 1668.”

PAG. 391

“N. D. Roza Maria de Sa, filha do capitão-mor Mem de Sa, n. 10, e de sua mulher D. Mariana Cecilia da Serra, cazou com Egas Moniz Barreto, filho do coronel Egas Moniz Barreto e de sua mulher D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra, a fl…:

O padre Gonçalo de Sa Soutomaior

O capitão Roque Moniz Barreto, que faleceu solteiro.

Estacio de Sa Moniz Barreto, que se segue.

Egas Moniz Barreto, que faleceu solteiro.

Jose Sotero Moniz Barreto, cazado em Pernambuco

Nazario da Rocha de Sa Soutomaior, que cazou duas vezes, a primeira com D. Roza Maria Florentina, filha de Manoel Nunes de Vasconcellos e de sua mulher D. Catharina Barboza, e d’esta teve seis filhos que todos faleceram solteiros, que foram: Manoel, Mario, Augusto, Antonio, Roza e Catharina.

Vicente Vasco Jose, que faleceu solteiro

D. Antonia Maria Francisca, adiante.

D. Roza Maria de Sa, ao depois. [PAG. 392]

D. Maria Sofia de Jezus Maciel, adiante.

D. Mariana Cecilia Bezerra, ao depois.”

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Assim completamos o capitulo com a conclusão de que, fatalmente, em sendo descendentes do Antonio Jose Moniz Barreto, seremos em maior ou menor teor aparentados da maioria dos baianos e brasileiros de um modo geral.

E se fizermos uma genealogia mais completa dos descendentes desses ancestrais verificaremos que eles também serão, obrigatoriamente, ancestrais de todas as personalidades de todos os âmbitos de atividade.

Isso significa dizer que o maior coco da Bahia, Rui Barbosa; o poeta Castro Alves e tantos escritores e compositores terão algo de nossa genética recente.

E quanto mais gerações se passam, maior tendência será de sermos aparentados das gerações mais novas. Isso porque a cada novo entroncamento haverá a chance de os filhos nascerem de descendentes de nossos ancestrais, tanto do lado materno quanto paterno.

Essa se torna a grande verdade do estudo genealógico. Não se precisa casar com parentes próximos e conhecidos para deduzir que teremos parentesco com nossos cônjuges. Ja sabemos que temos, com qualquer pessoa. A genealogia somente confirma isso e da o grau!

Quem depois abrir esse livro, pode procurar que na sequencia da descendência do Diogo Caramuru e Paraguaçu, multiplica-se, entre outras, a Araújo de Aragão. Ou seja, aquela que depois ira se encontrar com o Barbalho Barreto na formação dos diversos títulos de nobreza do império.

Outro detalhe, não confundam o capitão-mor, aqui presente, Mem de Sa, como o governador geral do Brasil. Os Sa são os mesmos. E o nome também. Mas esse casamento se deu quando o governador ja era defunto.

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07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE YAYA!!!

Começando com uma brincadeira, abram para acompanhar a leitura:

http://www.tcm.com/mediaroom/video/1075601/Three-Caballeros-The-Movie-Clip-Os-Quindin-De-Ya-Ya.html

Sem palavras:

PAG. 135

“ARAUJOS E BARBOZAS

Balthazar Barboza de Araujo, *de quem era irmão bastardo Francisco Barboza de Araujo, a fl… n. 3, e ambos naturaes de Ponte de Lima, era filho legitimo de Gaspar Barboza de Araujo e de sua mulher D. Maria de Araujo, neto De Francisco Rodrigues de Araujo e de sua mulher D. Genebra Barboza, filha de Estevão Gonçalves Susteiro e de sua mulher D. Brites Barboza, filha de Gonçalo Fernandes de Barboza, que servio a el-rei D. João I com gente `a sua custa na batalha de Aljubarrota, o qual Gonçalo Fernandes de Barboza houve a dita D. Brites Barboza de sua mulher Beatriz Correa, filha de Fernão Affonso Correa, senhor de honra de Farelões, e das freguezias de S. Pedro do Monte e Villameana, e de sua mulher D. Leonor Rodrigues da Cunha, neta de Affonso Vasques Correa, senhor da honra de Farelões, e de D. Berengueira Nunes Pereira, filha de Rui Pereira, a quem chamara o Bravo, e de D. Violante Lopes de Albergaria, e neta de D. Rui Gonçalves Pereira e de D. Berengueira Nunes, filha de Nuno Martins Barreto, bisneto de Paio Correa de Alvaranntu e de D. Maria Mendes de Mello, filha de Mem Soares de Mello, terceira neta de Pedro Paes Correa, e de D. Dordens Paes, filha de D. Pedro Mendes de Aguiar, quarta neta de D. Paio Soares Correa, o velho, e de sua segunda mulher D. Maria Gomes da Silva, filha de [136] D. Gomes Paes da Silva, alcaide-mor do castello de Santa Olaia, quinta neta de D. Sueiro Paes Correa e de D. Urraca Sueiro, filha de D. Huergueda, sexta neta de D. Paio Ramiro, fidalgo portuguez, rico homem d’el-rei D. Affonso VI de Espanha.

Foi Gonçalo Fernandes de Barboza filho de D. Fernão Pires de Barboza e de sua mulher D. Mauroires, filha de Aires Paes de Torozelos e de D. Urraca Ramires, filha de Dom Rui Gonçalves da Cunha, neto de Martim de Barboza e de D. Margarida Eanes, filha de João Aires Duro e neta de Aires Rodrigues Duro e de D. Thereza de Vasconcellos, filha de João Pires de Vasconcellos, bisneto de Nuno Pires Barboza, e terceiro neto de D. Pedro Nunes de Barboza e de D. Elvira, filha de Martim Pires da Maia, Ojami, de alcunha, quarto neto de D. Nuno Sanches de Barboza e de sua mulher D. Thereza Alvares, filha do Conde D. Alvaro de Ferreira de Castella, quinto neto do Conde D. Sancho Nunes e da Condessa D. Thereza Mendes, filha de D. Mem Moniz de Riba-Douro, sexto neto do Conde D. Nuno de Salanova e de Sancha Gomes Echegui, sétimo neto de Guterre Arias, Conde de Tui, mordomo-mor d’el-rei D. Affonso Magno, oitavo neto de Ermenegildo, Conde de Tui, mordomo-mor e parente d’el-rei D. Affonso Magno, pelos annos de Christo de 864.

Foram Balthazar Barboza de Araujo e seu irmão Francisco de Araújo Barboza bisnetos de Rodrigo Alvares de Araujo, commendador da ordem de Santiago, e de D. Bibiana Alvares de Antas, filha de Alvaro Pires de Antas, e neta de Estevão Rodrigues de Antas, que se achou no escalamento de Tui, como refere Azurara na Chronica d’el-rei D. João I, e concorreo nos tempos d’el-rei D. Diniz, bisneta de Gonçalo Fernandes de Antas, senhor do Pasto de Antas, e do conselho de Fragão, e de sua mulher D. Ignez Aldred, filha de D. Vasque Aldred Da Silva, terceira neta de Garcia Vasques de Antas e de sua mulher D. Thereza de Novaes, filha de D. Paio de Novaes, senhor de Gondum, que era da caza de Castella, e de sua mulher D. Thereza Oerio, quarta neta [137] de Pedro Esteves de Antas e de D. Dordia Martins, filha de Martim Dadi, o velho, e de sua mulher D. Urraca Pires, filha de D. Pedro Mendes de Aguiar.

Foram os ditos Balthazar Barboza de Araújo e seu irmão Francisco de Araújo Barboza, terceiros netos de Alvaro Rodrigues de Araújo, commendador do Rio-Frio, e de D. Constança da Veiga Azevedo, filha de Rui Lopes da Veiga Azevedo, quartos netos de Paio Rodrigues de Araújo, que chamaram o cavalleiro, embaixador d’el-rei D. João I de Portugal, capitão da guarda do infante D. Henrique, e de sua mulher D. Leonor Pereira de Barbuda, senhor do solar de Barbudo, quintos netos de Pedro Anes de Araújo Portegueiro, maior de Cella-Nova, senhor da terra de Lindozo, e de sua mulher (não lhe explica o nome) filha do senhor de Pedrozo, sextos netos de Gonçalo Rodrigues de Araújo, vassalo d’el-rei D. Fernando de Portugal, senhor de Villar de Vallar, e do Ingar de Ladrões, e Cazal de Donez, e da terra de Lindozo, e de sua mulher, que foi filha de um senhor da caza de Ribeira, e da terra de Lindozo, e dos Susgados, e Portorgo de Castro Laboeiro, e de sua mulher, que foi filha de um senhor da caza de Ribeira em Galiza, sétimos netos de Pedro Anes de Araújo, fronteiro-mor contra a parte de Galiza, e de sua mulher N. Velozo, oitavos netos de Vasco Rodrigues de Araújo, o primeiro que teve esse apellido de Araújo, por ser senhor dessa Villa, Milmenda, Interino e 13 da ordem de Santiago e de sua mulher D. Leonor Gonçalves Velho, filha de Pedro Anes Velho, mestre da ordem de Santiago em Portugal, nonos netos de Paio Cavalleiro, em quem começou esta família.

O Marquez de Monte-Bello, nas notas ao Conde D. Pedro, affirma descender do infante D. Velozo, filho d’el-rei D. Ramiro. Foi este Paio Cavalleiro senhor das villas de Araújo, Interino, Guindeve, Milmenda, e Val de Pedras. Tudo o que aqui se refere anda nos livros das linhagens em Portugal, e no Conde D. Pedro; e nos autores, que escreveram as notas ao dito Conde D. Pedro; e também no 1o. tomo da Corografia Portugueza, cap. 14 fl. 253, se trata da família dos Araújos.”

Observem que nada tratei da descendencia do Francisco de Araujo Barboza, irmão do Balthazar.

Acredito não precisar por hora, pois, isso que anotei ja deu algum trabalho e nada nos valera; tanto se acaso do Antonio Jose Moniz Barreto não nos for ancestral direto, quanto se for mas não verificarmos isso por meio dos documentos que acaso isso mostre.

A vantagem será que se esses estudos de nada valerem para nos, pelo menos poderá valer para quem, com certeza, seja descendente das pessoas ai presentes. Se lerem meus escritos, tirem bom proveito.

Quando tratei da descendencia do Jose Coelho de Magalhães, pensando ser com certeza o nosso ancestral na linhagem Coelho, tive a oportunidade de ver diversos desses mesmos nomes. E outros que antecedem a esses. Portanto ja os sei ser descendentes das realezas europeias mais antigas.

Quanto ao Francisco de Araújo Barboza temos:

PAG. 93

“N. 3 – Maria Dias, filha segunda de Genebra Alvares, n. 2, e de seu marido Duarte Dias cazou com Francisco de Araujo, filho natural de Gaspar de Barboza Araújo, natural de Ponte de Lima, da nobilissima familia dos Araújos, que ha na provincia de Entre-Douro e Minho (1).

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(1) Theat. Geneal., arv. 36. Faleceu este a 27 de Agosto de 1602. Sepultado na Mizericordia.”

Essa nota sera interessante para quem se interessar em aprofundar mais porque a descendência do irmão do Balthazar poderá ser igualmente nossa parente próxima, caso sejamos descendentes do Antonio Jose Moniz Barreto.

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08. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE MAIS PARENTESCOS

A) Obviamente, não se encerrou ainda a nossa busca por nossos parentes. Não tive a oportunidade de verificar nada a respeito de nossa ancestral Manoela do Espirito Santo, que foi a esposa do pentavô Antonio Jose Moniz.

Caso ele seja o mesmo Antonio Jose Moniz Barreto, então, teríamos que buscar saber se ela era baiana e, em sendo, de qual família procedia. Caso seja, muito provavelmente terá ascendência semelhante `a do marido, com o risco, para nos que somos descendentes, de descender dos mesmos ancestrais que ele.

Se ela for mineira, terá ancestrais que serão ancestrais do marido. Essa torna-se uma fatalidade obrigatória. Contudo, em sendo ancestrais de varias gerações anteriores `as deles, não será grande problema para nos, pois, isso é o normal!

B) Alem dela temos outra oportunidade de descender do conjunto de ancestrais presentes nesse estudo. Trata-se de Thereza de Jezus. Apenas para manter a grafia daquela época.

Thereza de Jezus teve por marido ao português sargento-mor Domingos Barboza Moreira. Vejamos esse esqueleto para explicar como chegam ate a nos:

01. Domingos Barbosa Moreira c.c. Thereza de Jesus, pais de:

02. Norothea Barbosa Fiúza c.c. português, João de Souza Azevedo, pais de:

03. Maria de Souza Fiuza c.c. português, Antonio Borges Monteiro, pais de:

04. Antonio Borges Monteiro Jr. c.c. Maria Magdalena de Santana, pais de:

05. Maria Francelina Borges Monteiro c.c. Daniel Pereira do Amaral, pais de:

06. Maria Marcolina Borges do Amaral c.c. Antonio Rodrigues Coelho, e esses se tornaram nossos trisavós, tanto do lado materno quanto paterno.

02. João de Souza Azevedo foi natural de Vila Nova do Norte, Portugal, e filho de Manoel de Sousa de Azevedo e Anna Coelho.

03. Antonio Borges Monteiro foi natural da Vila de Seia, Freguesia de Pinhanços, do Distrito de Guarda, também de Portugal no continente. Foi filho de Antonio Borges e de sua segunda esposa Joanna Monteiro. Atualmente temos mais informações a respeito deles.

Segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, Thereza de Jesus procedia de Tabaiana, BA. Isso `a epoca que o Sergipe fazia parte da Bahia, pois, a atual cidade chama-se Itabaiana e é naquele estado. Aqui podemos supor que possa ter cometido algum engano.

A única informação que nos passou a respeito do sargento-mor Domingos Barbosa Moreira foi a de que era português. Não temos ainda sua procedência.

Encontramos informações interessantes a respeito dele, ja em Minas Gerais. Isso foi descrito na pagina:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

O que ha esta no ultimo capitulo: 10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

Dentro do capitulo acima, inicio a descrição do que encontrei a respeito do Domingos Barbosa no sub-capitulo 6. Ha que se rolar quase todo o conteúdo da pagina para encontrar.

De util para nossa genealogia mesmo encontrei que ele arrecadou os dízimos dos quartéis da Comarca do Serro do Frio em 1723, quando ja era sargento-mor.

Alem disso, como referencia, so tínhamos as datas a partir de 1775, quando a neta Maria de Souza Fiuza se casou. Outras referencias a ele dão conta que tinha ligações com cristãos-novos, inclusive alguns processados pela Inquisição.

Outro detalhe importante da vida dele foi que a literatura afirma que alegou ter lutado contra a rebelião de Felipe dos Santos, que se deu em 1720, em Minas Gerais.

Ele usou o argumento de que havia aumentado a fazenda real com suas ações, alem de ter protegido os interesses da coroa portuguesa `as próprias custas e com o “uso de gente e escravos”.

Assim, pode-se deduzir que foi abastado. Mesmo porque, somente se o fosse poderia ter ocupado os cargos que ocupou e pretender os privilégios de nobreza que requereu.

Alem disso, a data de 1720 torna-se imprescindível para deduzir que deveria ser maduro, apto ao casamento. Provavelmente, os filhos que teve, caso tenha tido outros alem da nossa ancestral, deverão ter nascido no máximo dentro da faixa dos 30 anos seguintes.

Então, precisamos retornar `a Revista Trimensal para encontrarmos alguns dados interessantes. Vejamos então:

PAG. 375

“N. 5 – D. Eugenia Thereza de Menezes, filha de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2, cazou com o Sargento-mor João Lopes Fiúza, * cavalleiro professo na ordem de Christo, natural de Ponte de Lima, villa de Viana, filho de Sebastião Fiúza e de sua mulher Izabel Lopes; e teve filhos:”

“23. D. Thereza Eugenia de Menezes, cazada com o capitão-mor João Felix Machado Soares em Santo-Amaro, e depois com o doutor Francisco Gomes de Sa, e de ambos sem filhos. Batizada a 11 de Maio de 1713, na Se.”

Pensar que D. Thereza Eugenia seja nossa ancestral, nessas circunstancias, seria querer demais. Mas não seria impossível.

Nascida em 1713, poderia estar pronta para o casamento por volta de 1725. `A época não seria considerado absurdo algum. Como ela não teve filhos dos seus dois maridos, nada mais consta em relação `a vida dela.

Mas algo não se pode negar. Aqui se registra o encontro das famílias Barbalho e Fiúza. Nesse caso, não se pode descartar a possibilidade de outros casamentos terem se dado entre as duas famílias. Ou Fiúza com outra família da qual, talvez, sejamos descendente.

O extremo da coincidencia ai poderia ser que D. Thereza Eugenia poderia ter tido seus dois maridos, que poderiam ter sido senhores mais velhos, e eles terem se casado com ela e falecido no espaço dos próximos 15 anos. Ou seja, antes de 1740.

Estando viuva e ainda jovem, em torno de 27 anos no máximo, poderia ter tido a terceira oportunidade de casar-se, dessa vez com um Domingos Barboza Moreira também ja maduro. Acredito que ele tenha nascido ao mais tardar em 1695, o que o faria chegar a 1740 aos 45 anos de idade.

Nesse caso, ate 1775, quando do casamento da ancestral Maria de Souza Fiúza, seriam 35 anos de espaço, perfeitamente dentro das possibilidades para os nascimentos dela e sua mãe, Dorothea Barboza Fiuza.

Construi essa hipótese apenas para alertar a respeito das possibilidades de sermos descendentes por tantas vias dos mesmos ancestrais. Não por desejo de que isso realmente tenha acontecido.

Mas para alertar a respeito dos riscos de ignorarmos a genealogia e não termos uma medida dos riscos que, por ignorância do passado, podemos estar expondo nossa descendência a eles.

A genealogia, nesse caso, devia ser um ótimo instrumento para uso em medicina preventiva. Todos deveriam te-la escrita. O médicos teriam que ser instruídos a respeito da matéria para orientar os nubentes.

E estes precisariam abrir suas consciências, pois, para eles próprios isso não seria problema, os problemas são passados para as gerações seguintes.

C) BRAVO, BRAVISSIMO. Naturalmente, havemos que considerar as diversas formas pelas quais devemos ser aparentados de todas as famílias brasileiras. O sobrenome Bravo entra como uma das possíveis chaves.

PAG. 427

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“BRAVO

Antonio Bravo, foi natural do Porto, e cazado com Margarida Antonia, e teve filhos:

1. Antonio Mendes Bravo, que se segue.”

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Esse foi apenas um inicio de um capitulo curto. Não quiz aprofundar. Somente vi que no fim do capitulo a descendência estava com o sobrenome Serrão. Será sobrenome que posteriormente produzira famílias com titulo de nobreza.

O interessante aqui foi que `a mesma época e no mesmo Porto registra-se a saída de nosso ancestral Miguel Gomes Bravo. Possibilidade de serem parentes para mim chega a 100%.

A diferença foi que nosso ancestral tomou rumo mais ao Sul. Foi para Vitoria-ES e depois Rio de Janeiro.

D) BARRETOS EM PERNAMBUCO. João Paes Barreto foi o maior entre os senhores de engenho no inicio da colonização de Pernambuco, contando com o senhorio de 10 engenhos. Foi casado com Ignez Guardes de Andrade, filha de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.

Brás Barbalho Feyo foi modesto em relação a ele. Foi senhor apenas do engenho São Paulo da Várzea do Capibaribe. Alias, engenho fundado pelo sogro que foi o mesmo Francisco. Foi casado com Catharina ou Maria Tavares de Guardes.

Em uma literatura ha uma descrição dizendo que Francisco havia sido uma pessoa tão bem conceituada que conseguira casar bem as filhas e outra que se casara com Brás Barbalho Feyo.

Brás foi o pai da Camilla Barbalho. Ela com o Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda foram os pais do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Guilherme foi neto de Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra. Um dos casais povoadores de Pernambuco. Praticamente todos os nascidos em Pernambuco deverão te-los como ancestrais.

Por ai se ve que os primeiros chegados a cada lugar tornam-se rapidamente ancestrais das futuras gerações. E a descendência que se desloca para outras paragens acaba se tornando ancestrais das futuras gerações do novo lugar.

Dessa forma se dão as multiplicações genealógicas e justamente por isso mesmo, nos acabamos nos tornando descendentes dos mesmos ancestrais que as outras pessoas também o são.

Em Pernambuco não descendemos dos Barreto. Mas eles descendem de nossos ancestrais. Se não formos descendentes dos Barreto da Bahia, eles serão descendentes de nossos ancestrais que foram para la.

Dado que, não quiz ainda repetir a informação, em São Paulo e Rio de Janeiro, alem de descenderem dos Gomes Bravo, descendem dos capitães-mores, Antonio de Oliveira e João Carvalho de Pimenta. O que também nos descendemos.

Creio que esse motivo nos basta para demonstrar o quão infame é o orgulho das pessoas que pensam ser melhores que as outras.

Deveríamos dar o máximo de nos para fazermos uma genealogia o mais completa possível. Assim, toda vez que alguns se arvorarem de melhores que os outros poderíamos esfregar em suas faces as origens de todos.

Esse mundo precisa de menos orgulho e mais união. De menos disputas e mais soluções.

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09. UM POUCO DA DESCENDENCIA DA DONA COSMA BARBALHO

Para não deixar sem uma menção, resolvi postar um pouco da descendência de dona Cosma Barbalho Bezerra e seu marido Francisco de Negreiros Sueiro. Isso ajuda a termos uma ideia de como se diversificou nossa família na Bahia.

Bom, a bem dizer, multiplicou-se em sobrenomes. Mas os ancestrais de todos acabam se encontrando nos mesmos nichos, especialmente em Portugal. E não pretendo extrair mais nada do livro, pois que senão terei que acabar de copia-lo integralmente! E a revista tem quase 500 paginas.

PAG. 308.

“NEGREIROS DE SERGIPE DO CONDE

     Jorge Esteves, que era filho de Jeronimo Esteves, passou com sua mulher Dorothea Fernandes, naturaes todos da Villa de Agua Revez, do arcebispado de Braga, para a Bahia, e na Villa de Sergipe do Conde foi juiz ordinário e dos órfãos, e teve filhos:

     1. Domingos de Negreiros, que se segue

     2. Jeronimo de Negreiros.

     N. 2 – Domingos de Negreiros, filho de Jorge Esteves, acima, foi cazado com Maria Pereira* filha de Martim Lopes Sueiro e de sua mulher Anna Pereira a fl…, n. 2 e teve filhos:

     1. Damião de Negreiros, mulher sua D. Luzia de Souza fl…

     4. O capitão Domingos de Negreiros Sueiro, que se ordenou de sacerdote no anno de 1645, e das suas inquirições consta, que era filho de Domingos de Negreiros, acima, e de sua mulher Maria Pereira, neto por parte paterna de Jorge Esteves e de sua mulher Dorotea Fernandes, naturaes da villa de Agua Revez, do arcebispado de Braga, e por parte materna neto de Martim Lopes Sueiro e de sua mulher Anna Pereira. Batizado na capella de S. Germano Patativa, pelo coadjutor Nicolao Viegas, a 17 de Marco de 1629. Padrinhos seu tio Jeronimo de Negreiros e D. Maria de Souza, mulher de Duarte Lopes Sueiro.

     5. D. Anna de Negreiros, mulher do capitão Guilherme Barbalho, a fl… n. 2.

     6. Francisco de Negreiros Sueiro, que se segue.

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     Cazaram a 4 de Fevereiro de 1607.

PAG. 309

N. 6 – Francisco de Negreiros Sueiro, filho de Domingos de Negreiros, n. 2, e de sua mulher Maria Pereira, foi cazado com D. Cosma Barbalho, filha do mestre de campo Luiz Barbalho e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonça, a fl…, e teve filho:

7. Luiz Barbalho de Negreiros, que se segue.

N. 7 – Luiz Barbalho de Negreiros, filho de Francisco de Negreiros, n. 6, e de sua mulher D. Cosma Barbalho cazou com D. Luiza Corte-Real, (1) filha de João Alvares de França, a fl…, e de sua mulher D. Catharina Corte-Real, e teve filhos.

8. Francisco de Negreiros Corte-Real, que se segue

9. João Alves Soares Corte-Real, batizado a 26 de Fevereiro de 1668

10. Domingos Soares Barbalho, batizado a 23 de Março de 1669, cazou com D. Izabel Barboza a 15 de Fevereiro de 1700.

11. Antonio Barbalho de França, adiante, batizado a 7 de Novembro de 1670.

12. Gonçalo Soares de França, batizado a 10 de Janeiro de 1678, clérigo.

13. Joze Barbalho Corte-Real, faleceu solteiro.

14. D. Maria Josefa Corte-Real, solteira.

N. 8 – Francisco de Negreiros Corte-Real, filho de Luiz Barbalho de Negreiros, n.7, e de sua mulher D. Luzia Corte-Real, casou com D. Antonia de Araújo ou de Aragão (2) filha de Pedro Camelo de Aragão Pereira e de sua segunda mulher D. Anna de Araújo, a fl…, n. 74, a qual D. Antonia era viuva de Pedro Paes Machado, como fica ahi, e d’este seu segundo marido Francisco de Negreiros teve filhos; segunda vez cazou com D. Elena Maria de Argolo Menezes, filha do capitão Antonio Moreira de Menezes e de sua mulher D. Anna de Menezes, a qual D. Elena ja era viuva do legado Bartolomeo Soares, não teve filhos.

15. D. Luiza Corte-Real, mulher do alferes Sebastião da Rocha Pita, a fl… n. 12, sem filhos.

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(1) faleceu esta a 23 de Janeiro de 1716

(2) cazaram a 7 de Outubro de 1697; na capella da Pena do Engenho da Ponta.

PAG. 310

16. Luiz Barbalho de Negreiros Corte-Real, cazou com D. Anna Joaquina de Almeida, irman do mestre de campo Bernardino Marques; não teve filhos.

17. D. Anna de Araújo ou Aragão, vive solteira

18. Antonio Joze de Negreiros Corte-Real; cazado com D. Catharina Josefa, sua parents, sem filhos.

N. 11 – Antonio Barbalho da França, filho de Luiz Barbalho de Negreiros, n. 7, e de sua mulher D. Luiza Corte-Real, cazou com D. Roza de Araújo de Aragão (1), filha de Pedro Camelo de Aragão Pereira, que ja fica acima, e era esta D. Roza irman de D. Antonia, e filhas ambas, do sobredito Pedro Camelo. De D. Roza e seu marido Antonio Barbalho da França foram filhos:

19. Ignacio, batizado a 8 de Dezembro de 1693

20. Luiz Barbalho de Negreiros

21. D. Anna de Aragão, mulher de Felix de Itaparica, sem filhos.

22. D. Antonia, mulher do doutor João Pereira de Vasconcellos, a fl… n. 76.

Segunda vez cazou Antonio Barbalho, acima, com D. Catharina Jozefa de Araújo Azevedo, filha do capitão Gaspar de Araújo Azevedo e de sua mulher D. Izabel Barboza, e teve também filhos:

Antonio e D. Cosma, que faleceram solteiros.”

Creio não precisar estender mais. Mesmo porque não ha no índice indicação dos nomes com os quais se casaram essa descendência. Pelo menos, o que ja esta ai da uma mostra geral.

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10. ANTONIO BARBALHO PINTO, NOSSO QUASE ANCESTRAL!

Desfazendo confusões. Anteriormente, havia postado uma pagina em meu blog na qual reproduzi o que encontrei no livro: “PEDATURA LUSITANA, NOBILIÁRIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL.” CAPITULO: “BARBALHOS”. O endereço da pagina é:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

Esta no capitulo da pagina: 08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO.

Basta rolar o material ate aproximadamente `a metade do conteúdo da pagina para encontrar a matéria.

Mas antes disso, vejam outro relato. O amigo Mauro Moura de Andrade enviou-me também noticias em forma de paginas do livro: A SAGA DOS CRISTÃOS-NOVOS NA PARAÍBA. De autoria de dona Zilma Ferreira Pinto.

Antes de tudo, veja-se o que ha de informações mais úteis para nosso estudo agora. Segue-se isso, da pagina 143:

“Antonio Barbalho Pinto, um neto de Branca Dias no Senhorio do Camaratuba. O homem que desacatou Paulo Linge. O nobre avoengo e ancestral dos grandes povoadores.”

Ao demonstrar que, ao contrario do que fora dito por Borges da Fonseca a respeito da morte de Antonio Barbalho Pinto, dado como morto por ele em 1625, na verdade, em 1645 ainda estava vivo; ela copia, de Diogo Lopes Santiago e Maximiano Machado, `a pagina 150, e temos:

“…. e também foram soltando alguns malsinados debaixo dos mesmos passaportes e prometimento de fidelidade com as grandes peitas que lhes deram, exceto Antonio Mendes de Azevedo, que mataram, por trazer um filho e um genro na guerra…

das outras freguesias das capitanias, desde o Rio São Francisco ate a Paraíba, prenderam a outros muitos homens, e da Paraíba veio preso Antonio Barbalho, que não soltaram com os mais…

posto que o governador Paulo Linge desejou bem de prender alguns dos moradores principais, como tinha por ordem e havia ja mandado prender a Antonio Barbalho …. (71)”

Do livro pude extrair um pouco da genealogia. Veja-se isso:

  1. Antonio Barbalho Pinto e

    1. Guiomar Barbalho, filhos de:

    2. Antonio Barbalho c.c. Violante Fernandes, filho de:

    3. Fernão Barbalho c.c. ?

Violante Fernandes foi filha de: Branca Dias c.c. Diogo Fernandes.

Branca Dias fora cristã-nova e Diogo cristão-velho.

Foram casados 2 vezes cada um:

1) Violante Fernandes c.c. Joao Pereira, pais de:

     a) Leonardo Pereira c.c. Brasia Pinto

     b) Mateus Pereira

2) Antonio Barbalho c.c. D. Antonia Bezerra

a) Felipe Barbalho

b) Luis Barbalho (N. 1601 aprox.)

Antonio Barbalho Pinto c.c. Anna da Silveira.

Vejamos agora o que nos trás de interessante o PEDATURA LUSITANA:

PAG. 343

“BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho …… e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ….. e teve

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar ……. m.er de Ignacio Cernache de Noronha co. g.

Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felipe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil …..

3. Luis Barbalho filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erão primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverão Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forão pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da caza delRei e com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.”

*************************

PAG. 354

“sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Caza delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:”

Na verdade, os genealogistas na atualidade seguem uma combinação de linhagens deixada por *Borges de Fonseca, e outros, na qual temos:

01. Brás Barbalho Feyo c.c. Maria (ou *Catarina) Tavares de Guardes, pais de:

02. Camila Barbalho c.c. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, pais de:

03. Luis Barbalho Bezerra c.c. D. Maria Furtado de Mendonça.

*Borges da Fonseca afirma, em parte, que o nome da esposa do Brás era Leonor, mas outros mencionam nome desconhecido, embora sabendo que houvesse uma filha chamada Leonor Tavares de Guardes, filha de Francisco de Andrade Carvalho e Maria Tavares de Guardes.

No capitulo, Barbalhos, pag. 139, ele escreveu que a esposa do Brás fora a Leonor. E que Camilla Barbalho, teria se casado com Fernão Bezerra. Na segunda não ousou escrever nomes.

Na verdade, a nobiliarquia escrita por Borges da Fonseca que verifiquei na internet contem três partes.

No capitulo BEZERRAS FELPA DE BARBUDA, pag. 35, menciona `a pag. 36 o nome N……….. Bezerra Monteiro como marido da Camilla.

A outra esta mais ao final da publicação, nos indexes. O que inicia-se `a pag. 384 também não nomeia a esposa do Brás, destaca apenas que havia sido irmã de Ines Guardes, “mulher do instituidor do Morgado do Cabo”.

Quem desejar verificar os detalhes, pode-se ler o livro no endereço:

http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_1925_00047.pdf

Por essas notas podemos observar que houve confusão do autor do Pedatura Lusitana. Na verdade, são dois troncos, por enquanto, separados, que deram origem `a Família Barbalho no Brasil. Aquele iniciado pelo Brás e o iniciado pelo Antonio Barbalho Pinto.

Segundo o Borges da Fonseca, o Brás ja estava no Brasil, Pernambuco, desde os tempos do primeiro proprietário da capitania, capitão-mor, Duarte Coelho. E dele nasceu Camilla Barbalho, a qual passou o sobrenome para os filhos.

Ao que tudo indica, para que tenhamos origem no Fernão Barbalho, como propõe o autor, este terá que não ter encontrado documentos dizendo que o Brás também fosse filho dele. Pela idade, acredito que Brás pode ter sido irmão do Fernão, talvez primo.

Enxergo outra pequena possibilidade também. A de que o Antonio, filho de Fernão Barbalho, fosse o próprio Brás Barbalho Feyo. Talvez se chamasse Antonio Brás Barbalho Feyo. E os autores não mencionaram.

Nesse caso, ele poderia ter sido pai de Antonio e D. Guiomar ainda em Portugal. Mas o autor do Pedatura deve ter recebido informações desencontradas ja que realmente teve filhos com os nomes Felipe e Alvaro.

O que ele também não ficou sabendo foi que teve a filha Camilla. Essa sim casou-se com Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, que fora neto do Pantaleão Monteiro e Brazia de Araújo ou Monteiro.

Nesse caso, Luiz Barbalho Bezerra e Felipe Barbalho Bezerra ja eram netos e não filhos do “Antonio” Brás. Dentro dessa possibilidade, o Antonio Barbalho Pinto, seria meio-irmão da Camilla Barbalho.

Porem, não se teria mais noticia desse parentesco. Em primeiro lugar ele não teria crescido na presença dele, e foi posteriormente para o Brasil.

No Brasil, poderiam ter residido distanciados. Então, quando da prisão do Antonio Pinto, poucos ou ninguém mais que ele próprio saberia de tal parentesco.

Talvez para preservar os parentes e a si próprio, mantivesse distancia por causa da condição de ser neto de uma cristã-nova.

Pareceu-me que a esposa não mencionada no Pedatura devera ser dona Violante Fernandes.

E a razão para ela não aparecer naquele livro deve ter sido justamente proceder de família cristã-nova. Isso seria motivo mais que suficiente para exclusão, para não “manchar” a nobreza porque estava-se em plena Inquisição.

Nesse caso, o Antonio Barbalho Pinto devera ter sido o primeiro filho do primeiro Antonio. E pode ter sido neto do Fernão Barbalho.

Possível será que dessa confusão tenham brotado outras, nas quais os antigos genealogistas apontavam Fernando Bezerra ou Antonio Bezerra Monteiro como pai do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Na verdade, os dois: Luis e Luiz Barbalho Bezerra foram contemporâneos. Ja havia visto essa menção de que o grande soldado havia nascido em torno de 1601.

Na verdade, o governador Luiz Barbalho nasceu em torno de 1584 ja que foi dito que casou-se aos 30 anos, em 1614, mesmo ano no qual nasceu seu primeiro filho, Guilherme Barbalho Bezerra.

Não seria impossível, mas bastante improvável que o Luiz começasse a ter filhos e se casado em torno de seus 14 anos de idade, mesmo naquela época. Naquele tempo o homem valia o quanto tinha no bolso.

Os homens de origem nobre buscavam casamentos, quando se casavam, depois que eram provados. Os pais eram os que determinavam com quem as filhas iriam se casar. E eles preparavam dotes para o casamento das filhas.

Esses dotes representavam verdadeiras fortunas. Quanto maior fosse o dote, mais elevado na escala social poderiam “comprar” um marido. O que pretendiam comprar era segurança para a própria descendência, portanto, tinham o cuidado de escolher maridos que ja tivessem mostrado valor.

O próprio governador Luiz Barbalho Bezerra casou-se aos 30 anos.

Não se põe data no casamento do filho dele Fernão. Mas o Pedatura menciona que foi casado com Maria de Macedo, e acrescenta: “m.er baixa”. O que deve significar, sem nobreza. E, também, sem dote. Talvez ele tenha se casado novo.

Existem mais duas evidencias que nos mostram que o governador Luiz Barbalho não foi filho do Antonio Barbalho. Primeiro porque o segundo casamento dele se deu por volta de 1586, quando o governador ja era nascido.

A segunda questão foi a de que Antonio Barbalho Pinto foi o filho de Antonio Barbalho e Violante Fernandes. E que, em teoria, teria sido irmão do governador.

Nesse caso, ele teria tido um irmão que chefiou a resistência `a invasão holandesa durante vários anos, sendo famosíssimo por conta desse fato.

O governador Luiz Barbalho faleceu em 1644, no comando do Rio de Janeiro. Mas neste interim seus filhos também foram valorosos soldados contra os invasores.

A biografia do Agostinho Barbalho Bezerra esta repleta de condecorações por seus atos de bravura. Fernão, Jeronimo, Guilherme, Antonio e Francisco Monteiro também se envolveram e se tornaram heróis da resistência.

Portanto, a prisão do Antonio Barbalho Pinto levaria ao mesmo resultado que a do senhor Antonio Mendes de Azevedo, que tinha somente um filho e um genro  envolvidos na guerra.

Muito possivelmente, o Brás Barbalho Feyo poderá ter sido um tio ou, no muito, um primo mais distante. Parentesco que ficava oculto nas brumas do passado que não permitia aos holandeses ter noticia dele.

Acredito que um pequeno detalhe, que demonstra as erratas no texto do Pedatura, foi o autor ter atribuído o nome Cecilia Carreiro `a mãe de nossa ancestral Maria Furtado de Mendonça.

Pode ter encontrado Cecilia Car.o, abreviado da forma que ele usava tanto. Apenas que em algumas abreviaturas cabiam mais de um nome. No caso dela, tinha o nome completo de Cecilia de Andrade Carneiro. Car.o era, nesse caso, Carneiro.

O nosso parentesco com os Monteiro e Bezerra da-se dessa forma:

01. Pantaleão Monteiro c.c. Brazia Araújo, ou Monteiro, pais de:

02. Maria de Araujo c.c. Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, pais de:

03. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda c.c. Camilla Barbalho, pais de:

04. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça.

Segundo os genealogistas mais recentes, Antonio Bezerra Felpa de Barbuda foi filho dos grandes povoadores de Pernambuco: Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra.

Antonio Felpa, nasceu em Ponte de Lima. Ao que tudo indica foi irmão de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Domingos nasceu em 1524, em Viana. Nisso, penso que Antonio fosse mais velho.

A razão que leva-me a pensar foi o fato de essa data remontar `a grande corrida consequente aos Grandes Descobrimentos. O que direcionou o desenvolvimento para as cidades portuárias, como era Viana.

Assim fica fácil imaginar que o movimento demográfico foi de Ponte de Lima para Viana. E ai sim para Pernambuco, pois, a maioria dos povoadores procediam do Entre-Douro e Minho, sediada esta província pela cidade do Porto.

Mais informações a respeito do Domingos encontramos na postagem:

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Quem desejar resumir a leitura, antecipe-se `a pagina 11. Observe-se que Domingos Bezerra de Barbuda foi tio-avô do governador Luiz Barbalho Bezerra. E foram dois irmãos, Antonio e Domingos, casados com duas irmãs, Maria e Brasia Monteiro (Araújo).

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11. CONCLUSOES

A maior e principal conclusão será a de que precisamos mesmo recorrer aos documentos de época para determinarmos com certeza de que o nosso ancestral ANTÔNIO JOSE MONIZ  seja esse que se completa com o sobrenome BARRETO.

Como devem ter residido ate ao falecimento em Conceição do Mato Dentro, pode ter deixado Inventários e, talvez, Testamento em algum cartório local. Ai podemos encontrar a menção a nome de pais.

Caso não se encontrem la, poderão estar no Serro, que `a época dele foi a única Comarca na região.

Ou pode ser que tenha casado nalguma das freguesias que compunham Conceição do Serro (do Mato Dentro). Nesse caso os registros devem encontrar-se no Arquivo Arquidiocesano da Diocese de Diamantina. O ideal seria encontrar o registro de casamento dele com MANOELA DO ESPIRITO SANTO.

Quem sabe, não foram pais de pelo menos mais uma meia dúzia de meninos e meninas, alem da nossa ancestral Luiza Maria, os quais podem ter tido tanta descendência quanto Luiza Maria e o capitão Jose Coelho da Rocha. Se for o caso, será difícil encontrar pessoa na região que não tenha ascendência nos avos Antonio Jose e Manoela.

Não se pode esquecer que os trabalhos do genealogista Antonio de Araújo Aragão Bulcão Sobrinho podem ja ter essa resposta. O Antonio Jose pode ter sido parente dele e se este casou-se na Bahia, pode aparecer na literatura produzida pelo genealogista. Se houver, pode encurtar nossa labuta.

Caso se comprove essa hipotese, de sermos descendente do ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO, talvez possamos explicar as brincadeiras que rodavam em torno da família Coelho.

Ha tempos dizia-se que os Coelho não podiam ver sombra que queriam se sentar. Ai ficaria explicado! São baianos de origem!

Ha também outro parecer do mesmo ramo familiar. Diziam que não se podia disputar uma cadeira com um Coelho. Ainda mais quando fosse preciso correr um pouco porque a cadeira não estivesse ao alcance rápido.

Isso porque o Coelho virava-se de costa e se sentava. A bunda grande chegava primeiro e ela depois puxava o corpo!!!

Em verdade, as brincadeiras eram uma celebração da dominância da família, imaginaria ou não. O certo foi que a nossa assinatura Coelho que deu maior força `as tradições chegou para o Brasil em data tardia.

Em 1744 foi passada a primeira carta de sesmarias ao português Manoel Rodrigues Coelho, que as tradições dizem ter sido o primeiro do ramo no Brasil.

Não lhe temos nomes de esposa(s). Mas também deve ter sido representante da nobreza portuguesa. Isso porque, a partir do filho dele, os casamentos se deram com pessoas das famílias que ja se encontravam no Brasil ha mais tempo.

Então, para que as gerações posteriores não tenham comentado a respeito de ancestrais tão antigos e ilustres, deve ter sido porque a bagagem que ele trazia tinha pelo menos fama igual.

E como foram muito poucas as pessoas preocupadas em guardar memória de seus ancestrais mais longínquos, os comuns contentaram-se com o vislumbre daquela figura mais nova. Mas nem precisava, por ser português da metrópole, os brasileiros ja o tinham por “superior”!

E, com esse deslumbramento por assinaturas, as gerações futuras não apenas se esqueceram da tradição anterior do recém chegado, como nem mesmo tomou nota do que era mais antigo. Assim deve ter sido a perda de nossa memória que agora precisava ser recuperada.

Escrevo apenas para que os futuros tenham onde encontrar.

Bom seria que fosse feita uma recuperação de tudo o que for possível e então fossem escritas enciclopédias novas, pois, assim poderiam as crianças de cada geração ter acesso não apenas `a Historia que nos parece de outros, mas sim a verdadeira Historia, aquela que inclui nossos ancestrais e a saga da descendência deles.

Essa é a unica e verdadeira Historia que existe. Aquela que conta a Historia dos acontecimentos e de como o sangue dos heróis circula em nossas veias.

 

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010. OS BARBALHO DO RIO DE JANEIRO, POR RHEINGANTZ

INDICE:

O1. INTRODUCAO

02. FAMILIA BARBALHO NO RIO DE JANEIRO SECULO XVII

03. MAIS BARBALHO NO RIO

04. OS BARBALHO DE AGUIAR NO RIO E MINAS

05. A NOSSA EUGENIA

06. UM POUCO MAIS DE DISCUSSÃO A RESPEITO DOS DADOS

07. UM POUCO MAIS DOS AGUIAR NA FAMILIA

08. TITULO CARVALHO

09. DOS COSTA

10. PONTOS DO NORDESTE TAMBEM SERIAM NOSSO?

01. INTRODUCAO

“Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)” Primeiro Volume.

Este é o titulo da grande obra do genealogista Carlos Grandmasson Rheingantz. A obra foi planejada para conter 3 volumes. Dos quais o primeiro foi publicado em 1965 e o segundo em 1967.

O autor não publicou o terceiro. O Colégio Brasileiro de Genealogia, sediado no Rio de Janeiro, tem publicado o terceiro em fascículos, publicação própria. Mas nunca tive acesso.

Acabo de ganhar fotos do capitulo entitulado BARBALHO, que foi resumido entre as paginas 188 a 191.

Vou manter esses dados para ajudar-nos em pesquisas maiores. Infelizmente acrescenta pouco ao que sabemos da linhagem que nos toca.

Foi bom ter este conhecimento novo porque a partir dele podemos ter uma ideia mais ampla de como se formou nossa família e, quem sabe, muito em breve, iremos poder seguir estes rastros para descobrirmos que temos uma grande parentela espalhada pelo mundo inteiro.

Ha também o senão. A presença da ancestral Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho na atual raiz, ate onde o professor Dermeval Jose Pimenta nos deixou decifrado, da Família Coelho. Assim, essa linhagem Barbalho da qual todos descendemos pode depois encaixar-se no capitulo escrito pelo Rheingantz.

Segue o encontrado. Agradeço `a amiga Perlya que enviou-me as fotos das paginas:

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02. FAMILIA BARBALHO NO RIO DE JANEIRO SECULO XVII

PAG. 188

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“BARBALHO

Luis Barbalho Bezerra, n. por volta de 1584 e fal. no Rio (Se 3o. 31v) a 16.4.1644 (sepultado na capela-mor do Colegio da Companhia de Jesus). Governador. Filho de Fernão Bezerra Monteiro e de d. Camila Barbalho. Casado por volta de 1614 com d. Maria de Mendonça. No ano de 1638 a família toda retirou-se de Pernambuco e vai para a Bahia. Pais de:

I.1 Capitão Guilherme Barbalho

I.2 Capitão Jeronimo Barbalho Bezerra, n. em Pernambuco (?) por volta de 1616, e fal. no Rio (Se 4o. 37) a 8.4.1661, expirou degolado no cadafalso. Casado por volta de 1644 com d. Isabel Pedrosa, n. no Rio (Se 2o., 123) bat. a 1.6.1631 e fal. no Rio (Se 7o., 150v) a 10.12.1709 (fal. fora da cidade), filha de Joao do Couto Carnide e de Cordula Gomes. Pais de:

II.1 Jeronimo. n. no Rio (Se 3o. 80) bat. a 26.6.1645

II.2 Felipe Barbalho Bezerra, n. no Rio (Se 3o. 88v) bat. a 18.9.1647, fal., casado no Rio (Se 2o., 21) a 2.7.1667 com Maria Pinta, n. por volta de 1649 e fal. no Rio (Candelaria 2o., 71) a 17.10.1704 (ja viuva). Pais de:

III.1 ajudante Julião Barbalho (Bezerra), n. no Rio (Candelária, 2o., 33v), bat. a 11.6.1668.

III.2 Maria de Lima, n. no Rio por volta de 1670, fal. no Rio (Se 10o., 86), casada no Rio (Se 2o., 101) a 24.2.1686 com Faustino de Souza Pinto. Pais de:

IV.1 Francisca de Souza Barbalho, n. no Rio (Se 5o., 56) bat. a 19.3.1687, fal. de parto em 8.1723, casada no Rio (Se 3o., 91) a 7.1.1705 com Manuel Dias Pataias, residente no Rio (Inhaúma) n. em N. S. da Esperança de Pataias, bisp. de Leiria por volta de 1667, fal., viuvo de Ursula da Fonseca, e filho de Manuel Dias Pataias e Domingas Rodrigues. Pais de:

V.1 Manuel Dias (Pataias) n. no Rio (Candelaria 3o., 60v) a 18.4.1706.

V.2 Nicolau, n. no Rio (Candelaria 3o., 72) bat. a 25.9.1707

V.3 Florencia, n. no Rio (Candelaria 3o. 83v) bat. a 2.4.1709

V.4 Joana, n. no Rio (Candelaria 3o., 93) bat. a 25.11.1710

V.5 Maria de Souza, n. no Rio (Candelaria 3o. 105) bat. a 18.7.1712, fal., casada no Rio (Candelaria 4o. 19v) a 21.5.1726 com Bento Gomes de Araujo, n. em Icarai, RJ, filho de Joao de Barcelos e de Luiza Faria.

V.6 Pedro, n. no Rio (Candelaria 3o., 115) bat. a 3.12.1713

V.7 Tereza, n. no Rio (Candelaria 3o., 133) bat. a 1/4.11.1715

V.8 Maria, n. no Rio (Candelaria 3o., 146) bat. a 13.1.1717

V.9 Clemente, n. no Rio (Candelaria 4o. 7v) bat. a 8.12.1718

V.10 Francisco, n. no Rio (Candelaria 4o. 33) bat. a 17.2.1721

V.11 Francisca, n. no Rio (Se 7o. 53v) bat. a 6.4.1722

V.12 Ignacio. n. no Rio (Candelaria 4o., 82) bat. a 4.8.1723

PAG. 189

IV.2 Padre Felipe de Souza, sacerdote de habito de São Pedro, n. no Rio (Se 5o., 68v) bat. a 4.9.1689

IV.3 Pedro. n. no Rio (Se 5o. 79) bat. a 23.2.1692, fal. menor

IV.4 Maria, n. no Rio (Se 5o. 90v) bat. a 19.5.1694, fal. menor

IV.5 Maria, n. no Rio (Se 5o. 103v) bat. a 19.3.1696, fal. menor

IV.6 Inácia, n. no Rio (Se 5o. 117) bat. a 13.7.1698, fal. menor

IV.7 Maria, n. no Rio (Se 5o. 125v) bat. a 12.10.1699, fal. menor

IV.8 Tomásia de Souza, n. no Rio (Se 5o., 145) bat. a 14.11.1701, solteira em 1720.

II.3 d. Páscoa Barbalho, n. no Rio (Se 3o. 99v) bat. a 1.5.1650, fal., casada no Rio (Se 2o., 22v) a 19.1.1668 (na Igreja de Sao Jose) com Pedro da Costa Ramires, n. no Rio (Se 3o., 74), batizado a 18.7.1644, fal., filho de Domingos Carvalho de Figueiredo e de Ines da Costa. (ver CARVALHO). Pais de:

III.1 Jose da Costa Barbalho, n. no Rio por volta de 1668, fal., no Rio (Se 7o. 79) a 3.3.1705, casado no Rio (Se 2o., 90) a 7.8.1683 (o noivo com 15 anos de idade …..) (na Igreja de N. S. do Parto) com d. Madalena de Campos, n. no Rio por volta de 1658 e fal. no Rio (Se 7o., 121v) a 27.7.1707, filha de Andre de Siqueira Lordelo de de Madalena de Campos. Ver SIQUEIRA e CAMPOS. Pais de:

IV.1 d. Páscoa Barbalho da Ressurreição, n. por volta de 1685, fal., casada no Rio (Se 3o. 70) a 21.1.1703 (na Igreja de São Jose) com Jose Vieira da Costa, fal. antes de 1744, filho de Salvador Vieira e de Francisca da Costa. Pais de, entre outros:

V.1 Gonçalo da Costa Barbalho. n. no Rio (Se 6o., 162) bat. a 24.02.1719, fal., casado no Rio (Se 7o. 109v) a 25.11.1747 com Maria Teresa, n. em Sao Nicolau do Su-Surui, RJ, filha de Francisco dos Reis e de Inácia Soares.

IV.2 d. Teresa Barbalho, n. por volta de 1686, fal., casada no Rio (Se 3o., 97) a 21.1.1706 (com dispensa de 3o. e 4o. graus) com seu primo Afonso Maciel Tourinho, filho de Manuel Gomes Pereira e de Ursula de Aguiar. Ver MACIEL.

IV.3 d. Ana Maria da Costa, n. por volta de 1688, fal., casada no Rio (Se 4o., 3) em 3.5 e 24.5.1708 (na Igreja de São Jose) com seu primo em 2o. grau, adiante citado, Francisco de Matos Bezerra, filho de João Batista de Matos e de d. Michaela Pedrosa.

IV.4 Uma filha que era viva ainda e 1707.

IV.5 d. Catarina de Siqueira, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1692, fal., casada e São Gonçalo, RJ a 22.2.1727 com Jose de Aguiar Daltro, n. no Rio (Se), filho de Jose de Aguiar Daltro e de Isabel Pedrosa.

II.4 Luis, n. no Rio (Se 3o., 104) bat. a 13.7.1651, fal. menor.

II.5 dona Michaela Pedrosa, n. no Rio (Se 3o. 111), bat. a 18.5.1653, fal. antes de 1723, casada por volta de 1671 com Joao Batista de Matos, n. em Lisboa por volta de 1641 e fal. no Rio (Candelaria) a 1.8.1717, filho do capitão Francisco Luis Lobo e de d. Catarina de Sene. Pais de:

III.1 Capitão Jeronimo Barbalho Bezerra, n. por volta de 1672 e fal. no Rio (Se) a 28.1.1717.

III.2 Luis de Matos Bezerra, n. por volta de 1674

III.3 Antonio Barbalho, n. por volta de 1676

III.4 Francisco de Matos Bezerra, n. por volta de 1678, fal., casado no Rio (Se 4o., 3) em maio de 1708 com sua prima em 2o. grau acima citada, d. Ana Maria da Costa (Barbalho), n. por volta de 1668, fal., filha de Jose da Costa Barbalho e de d. Madalena de Campos.

III.5 Inacio Barbalho Bezerra, n. por volta de 1681.

III.6 d. Isabel Pedrosa, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1684, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 24.2.1721, com o capitão Bento da Fonseca e Silva, n. por volta de 1664, fal., viuvo de dona Maria de Albuquerque Queixada, filho de Antonio da Fonseca e Silva e de Maria do Couto.

III.7 d. Catarina de Sene, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1687, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 24.2.1721 com Dom Diogo Queixada, n. em São Gonçalo, RJ, filho do capitão Bento da Fonseca e Silva e de sua primeira mulher d. Maria de Albuquerque Queixada.

III.8 Manuel de Matos Bezerra, n. por volta de 1691, e fal. no Rio (Se) a 28.12.1716 “de um tiro de espingarda”.

III.9 d. Teresa de Jesus Barbalho, n. em São Gonçalo por volta de 1694, fal., casada no Rio (Se 5o., 90) a 25.9.1723 (na Igreja da Misericórdia) com Mateus Lopes Vieira, viuvo de Brigida Correia, filho de Inacio Vieira de Magalhães e de Angela Tourinho.

III.10 d. Francisca Barbalho.

II.6 Luis, n. no Rio (Se 4o., 23) bat. a 20.5.1660. Seria este o capitão-mor Luis Barbalho Bezerra, casado por volta de 1690 com d. Ana Maria de Vasconcelos Pereira, e pais de:

III.1 Jeronimo Barbalho Bezerra, n. em Itaboraí, RJ, por volta de 1694, fal., casado em São Gonçalo, RJ, a 25.9.1724 (no oratório do pai da noiva) com sua prima em 3o. grau d. Ana de Albuquerque, filha do capitão Bento da Fonseca e Silva e de d. Maria de Albuquerque Queixada, sua primeira mulher.

I.3 Agostinho Barbalho Bezerra, n. em Pernambuco por volta de 1619, fal. no sertão do Rio Doce.

I.4 d. Cecilia Barbalho, n. em Pernambuco e fal. no Rio (Se 7o., 27v) a 9.2.1702, casada por volta de 1650 com o coronel Antonio Barbosa Calheiros. Pais de (entre outros):

II. 1 d. Antonia, n. no Rio (Iraja 6o., 8) bat. a 2.7.1654

II. 2 d. Isabel, n. no Rio (Iraja 6o., 12v) bat. a 23.4.1658

I.5 Francisco Monteiro (Bezerra), residente na Bahia.

I.6 a 1.10. Ne….”

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COMENTARIOS:

  1. Para nos o mais importante talvez seja a comprovação de que Jeronimo Barbalho Bezerra foi mesmo filho do governador Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonça. A duvida estava em que o “Nobiliarchia Pernambucana” oferecia a alternativa de ser filho do Felipe, irmão do Luiz. Ha que se crer nesse dado porque Rheingantz teve acesso ao registro de casamento do Jeronimo, no qual sempre se colocava os nomes dos pais dos noivos.
  2. Ja o nome para o pai do Luiz mais aceito na atualidade é Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda. Ha literatura antiga optando por Antonio com o mesmo sobrenome. No Nobiliarchia apresenta Fernão Bezerra numa parte e N…. (desconhecido do autor) em outra. Rheingantz talvez tenha encontrado o nome no registro de óbito. Mas não era comum registrar-se nomes paternos nos óbitos. De qualquer forma, em sendo um ou outro candidato o verdadeiro pai do Luiz, acredito não alterar significativamente nossa genealogia, pois, seriam parentes, Quiça irmãos.
  3. Talvez encontre-se ai a origem de um Inacio Barbalho presente no site Familysearch. O nome da esposa dele varia de Ines da Silva para Ines do Campo. Eles registraram 3 filhos na Igreja de N. S. da Consolação em Congonhas, MG. Foram: Antonio, 27.3.1737; Manoel, 5.4.1739 e Jose, 3.5.1743. Esse pode não ser o filho de Michaela Pedrosa e Joao Batista de Matos, por esse ter nascido em 1681, ou seja, estaria com 56 anos quando o mais novo nasceu. Não que fosse impossível mas não era comum. Nos temos na família o exemplo não muito distante na época do cirurgião-mor de Porto Alegre: Policarpo Joseph Barbalho. Ele foi pai de Josepha antes mas teve outros 7 filhos em Gravataí. As datas de nascimentos variavam entre 1782, quando ele estava com 47 anos, ate 1793, quando estava com 58. Isso comprova que a idade não era uma barreira intransponível mesmo `a época. O casamento do Jose da Costa Barbalho, filho dos ancestrais Páscoa e Pedro da Costa Ramires, com Madalena de Campos, registra a proximidade das duas famílias e, muito provavelmente, o casamento de Ignacio e Ines da Silva (do Campo) pode ja ter sido entre primos. Mas não tenho o destino tomado pelos 3 filhos.

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03. MAIS BARBALHO NO RIOAo final da pagina 190 o registro da assinatura segue com um exemplo a mais de Barbalho. Trata-se de Francisco Barbalho, o qual Rheingantz não revelou origem. Resolvi postar também porque poderá servir aos pesquisadores da assinatura:

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“FRANCISCO BARBALHO, n. por volta de 1641, casado por volta de 1671 com Inácia Rangel, n. no Rio e fal. no Rio (Se 14o., 111v) a 3.12.1737, filha do capitão Marcos de Azeredo Coutinho e de Paula Rangel de Macedo. Pais de:

I.1 Maria, n. no Rio (Se 4o., 81) bat. a 28.8.1672, fal. antes da mãe.

I.2 Paula, n. no Rio (Se 4o. 94v) bat. a 6.5.1674, fal. antes da mãe.

I.3 Miguel Jacome Barbalho, fal. antes de 1737, deixando um filho natural.

I.4 Esperança Barbalho Coutinho, n. por volta de 1689, fal., casada por volta de 1709 com o ajudante Bernardo de Meireles, fal. antes de 1737. Pais de:

II.1 Inácio, n. no Rio (Se 6o., 47) bat. a 19.7.1710

II.2 Jose, n. no Rio (Se 6o., 76) bat. a 4.2.1713

II.3 Sebastião, n. no Rio (Se 6o., 120) bat. a 13.5.1716

II.4 Joana, n. no Rio (Se 6o., 167v) bat. a 7.6.1719

I.5 Jose de Azeredo, fal. antes de 1737, deixando um filho natural.”

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COMENTARIOS:

01. No “Nobiliarchia Pernambucana” de Borges da Fonseca se apresenta o Titulo de BEZERRAS JACOME. Não encontrei nele um Francisco Barbalho que pudesse ser esse descoberto por Rheingantz no Rio de Janeiro.

O capitulo inicia a partir da pagina 44. E o livro pode ser pesquisado no endereço:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

02. Interessante também será verificar-se que a família Azeredo Coutinho ja estava entrelaçada com a Barbalho via o casamento de Jeronimo Barbalho Bezerra e dona Isabel Pedrosa, que era filha de João do Couto Carnide e Cordula Gomes.

Dona Cordula Gomes foi filha do cristão-novo Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia. Foi irmã de dona Antonia Pedrosa de Gouveia, casada esta com Belchior de Azeredo Coutinho.

Essa relação pode ser verificada, entre muitos outros, no endereço:

http://www.morrodomoreno.com.br/materias/familias-azevedo-e-azeredo.html

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04. OS BARBALHO DE AGUIAR NO RIO E MINAS

Na sequencia, a Perlya deu-me outro presente da maior importância para decifrar nossa genealogia.

Alias, ha algum tempo eu havia escrito que não iria preocupar-me com esse passado por enquanto, pois, previa que ja houvesse o decifrado. Queria concentrar-me apenas em solucionar as questões da passagem da Família do Rio para Minas primeiro.

O professor Dermeval Jose Pimenta havia nos deixado aquelas passagens no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Mas ele buscou apenas o ramo que seguiu ate `a Família Pimenta. Não se preocupou, ou não teve tempo, em decifrar os possíveis outros que derivam.

Seguem as passagens no livro do professor Dermeval:

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” I – LUIZ BEZERRA BARBALHO, herói brasileiro, nascido em Pernambuco, imortalizado nas lutas com os holandeses, e principalmente na sua famosa retirada `a testa de mil homens, desde o Rio Grande do Norte ate a Bahia, em 1638. Foi nomeado Governador do Rio de Janeiro. Faleceu em 1654. Pai de:

II – Capitão JERONIMO BEZERRA BARBALHO, casado com IZABEL PEDREIRA. Faleceu no cadafalso, no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 1661.

III – PASCOA BARBALHO, neta de JERONIMO BEZERRA BARBALHO, era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668. Deste casal procede:

IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá , distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.

V – MANOEL VAZ BARBALHO, casado em 18-9-1732, em Milho Verde, com JOSEFA PIMENTA, filha de BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO.”

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Em “Ascendentes de Josefa Pimenta” ele descreve que ela descendia do capitão MANOEL PIMENTA DE CARVALHO, que instalou-se no Rio de Janeiro por volta de 1620.

Mas essa origem hoje é questionada pelos atuais genealogistas, inclusive Rheingantz, que encontrou que BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO (1691), era filho de JOAO PIMENTA DE CARVALHO e MARIA MACHADO. Esse era em verdade descendente do capitão-mor, JOAO PIMENTA DE CARVALHO, irmão do capitão MANOEL.

Por enquanto, vou limitar-me a reproduzir apenas o que o professor disse a respeito da Josefa:

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“IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residencia de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora do Mosteiro, do Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIS ANTÔNIO PINTO).”

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O alferes Luis Antonio Pinto nasceu no Serro por volta de 1842, serviu na guerra do Paraguai, e retornou para o torrão natal onde tornou-se escrivão ate o falecimento em 1925.

Formou um arquivo que teria um enorme valor na atualidade, tanto para Historia quanto para genealogia. Esse arquivo foi desleixadamente abandonado por algum tempo. Os frangalhos estão sob a guarda do Arquivo Publico Mineiro. Mas ainda conserva informações preciosas.

Ai existem alguns enganos que pudemos corrigir. Luiz e Jeronimo eram Barbalho Bezerra e não o inverso. Luiz faleceu em 1644 quando exercia o cargo de governador. Páscoa Barbalho não era neta e sim filha do Jeronimo. E Isabel era Pedrosa e não Pedreira.

Como os registros do Rheingantz prometiam mais informações a respeito do Pedro da Costa Ramires no capitulo CARVALHO, solicitei `a amiga Perlya que enviasse as fotos. E no dia seguinte enviei outro pedido dizendo que talvez o AGUIAR fosse ate mais importante.

A minha duvida encontrava-se em que tinha referencia a filhos do MANUEL e MARIA BARBALHO que assinavam DE AGUIAR BARBALHO. Suspeitei da possibilidade de o MANUEL VAZ BARBALHO não ter sido filho deles. E ela prontamente enviou o AGUIAR e, a seguir o CARVALHO.

Segue o que estava no AGUIAR. Alias, são 23 pessoas encabeçando ramos de famílias com o sobrenome Aguiar no livro do Rheingantz. Desses, reproduzirei o mínimo necessário porque deverão posteriormente encaixar-se em nossa parentela.

Infelizmente, o Carlos Rheingantz não aprofundou muito no capitulo AGUIAR. Provavelmente concentrou-se mais em outras famílias copilando o que encontrou a partir de parentescos laterais com elas.

E claro, na busca que fazia foi anotando o que encontrou de excedente mas sem preocupar-se se havia relação parental entre uns e outros.

Assim, a maioria dos membros da Família Aguiar encontrados por ele parecem ja nascidos no local, em torno dos anos de 1630, pouco mais ou pouco menos. Origem mesmo ele cita de alguns que variam entre Sao Paulo e Portugal. Mas essas não podem ser origem de todos, nem sequer da maioria.

O infelizmente escrito acima não reflete uma decepção com o trabalho do grande genealogista. Deve ter feito o que pode, não o que desejava. O próprio professor Dermeval ja dizia que inclusive deixou um fichário, arquivado no CBG-RJ, com dados dos assentamentos que encontrou.

Muito provavelmente, esse fichário contenha dados alem do livro, pois, a própria menção pelo professor Dermeval `a Maria da Costa Barbalho ter sido nossa ancestral, embora ela não entre na descrição do livro do Rheingantz, ja é um grande indicativo da importância desse fichário para toda a genealogia brasileira.

Porem, o registro da presença do sobrenome AGUIAR no Rio de Janeiro remonta aos primeiros anos de sua fundação em 1565. Nesse estudo, endereço que segue, mostra-se a presença de:

http://revistaacervo.an.gov.br/images/pdf/Deoclecio.pdf

Gonçalo de Aguiar, chegou para o Rio entre 1567 e 1568, escrivão do 2o. oficio entre 1577 a 1618.

`As paginas 71-72 ha uma curta biografia dele. Contendo mais seus trabalhos. Foi casado com Ines Gomes e era do partido do governador Salvador Correa de Sa e Benevides, o “eterno inimigo” dos familiares Barbalho Bezerra no Rio de Janeiro.

Não menciona filhos. Mas se os houve pode ser a origem na qual os Aguiar de la se juntam. Se filhos não houveram, ele deve ter levado irmãos, primos, compadres etc, para ajudar a povoar o Rio de Janeiro, e deles devem descender diversos dos 23 patriarcas mencionados por Rheingantz.

Seria praticamente impossível `aquela época as pessoas ocuparem os cargos que ele ocupou sem o apoio de um partido grande de familiares, pois, so quem tinha sustentação que poderia ocupa-los.

Isso é o que demonstra o professor Joao Fragoso no trabalho dele, endereço abaixo:

http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf

Segue então a seleção de algumas paginas do livro do Rheingantz:

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”                                          AGUIAR

AMARO DE AGUIAR, n. no Rio (Se 3o., 40v) bat. a 21.1.1639, e fal. depois de 1701, filho de Manuel Vieira de Figueiredo e de Inácia de Aguiar, casado por volta de 1663 com dona Francisca de Almeida, n. no Rio (Candelaria 1o., 75v) bat. a 26.2.1646, e fal. antes de 1698, filha de Feliciano Coelho Madeira e de dona Maria de Oliveira. Pais de:

I.1 Inácia, n. por volta de 1664, citada em 1670, num legado.

I.2 Aleixo, n. no Rio (Iraja 6o., 20v) bat. a 24.8.1666

I.3 Teresa, n. no Rio (Iraja 6o. 24) bat. a 7.11.1669

I.4 d. Maria de Oliveira, n. no Rio (Iraja 6o. 27) bat. a 23.1.1671 e fal. entre 1707 e 1726, casada no Rio (Candelaria 1o., 27) a 13.1.1693, com Bernardo Jordão da Silva, n. no Rio (Iraja 6o. 31) bat. a 29.11.1666 e fal. antes de 1738, filho do sargento-mor Manuel Jordão da Silva e de Cipriana Martins. Com geração. Ver o titulo JORDAO.

I.5 Antonio Vieira de Aguiar, n. no Rio (Iraja 6o. 30) e bat. a 26.6.1673, fal., casado em primeiras nupcias no Rio (Candelaria 1o., 41v) a 17.9.1697 com Francisca das Chagas, n. no Rio, filha de Antonio Nunes e Lourença da Costa. Casado (com o nome de Antonio Vieira de Figueiredo) em segundas núpcias no Rio (Iraja 2o., 61) a 5.3.1734 com dona Isabel de Araujo, n. no Rio.

I.6 Jose, n. no Rio (Iraja 6o. 34) bat. a 2.4.1675

I.7 dona FRANCISCA DE ALMEIDA, n. no Rio (Iraja 6o., 37) bat. a 2.5.1677, fal., casada em primeiras nupcias no Rio (Campo Grande 3o., 6v) a 6.7.1693 (na capela de São João  de Trairaponga) com BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, fal. em 1700, com geração. Ver PIMENTA. Casada em segundas núpcias no Rio (Se 3o., 48) a 27.2.1701 (na igreja do Engenho dos Reverendos Padres da Cia. de Jesus) com Jose de Bittencourt Correia (ou também, Correia de Bittencourt), n. no Rio, filho de Pedro de Bittencourt Correia e de dona Catarina Sarmento. Pais de:

II.1 Inácio, n. no Rio (Iraja 6o. 121v) bat. a 19.5.1718

II.2 dona Rita Maria de Jesus, n. no Rio (Iraja) por volta de 1720, fal., casada no Rio (Se 8o., 21v) a 17.11.1749 com Miguel Machado Homem, n. em Meriti, RJ, filho de Bartolomeu Machado Homem de Oliveira e de dona Inácia Quaresma.

I.8 dona Florencia de Almeida, n. no Rio (Iraja 6o., 40v) bat. a 13.11.1698 (na igreja de São Jose) com Manuel da Cunha de Sampaio, n. no Rio e fal. antes de 1741, filho de Manuel Rodrigues de Andrade e de Maria da Cunha de Sampaio. Com geração.

I.9 João Vieira de Aguiar, n. no Rio (iraja 6o., 44v) bat. a 30.6.1681, fal., casado no Rio (Se 3o., 42) a 13.9.1700 com Maria Pinheiro da Silva.

I.10 Rosa, n. no Rio (Iraja 6o., 54) bat. a 13.8.1684″

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Resolvi copiar essa parte que se encontra na pagina 21 do livro porque dona Francisca de Almeida (acrescentei letras maiúsculas no extrato) junto com Belchior Pimenta de Carvalho são identificados como pais do Belchior Pimenta de Carvalho, que devera ter sido o pai da Josefa Pimenta de Souza.

Mas uma das razoes pelas quais esses não deverão responder pelo nome de pais do Belchior II foi este ter nascido em 1691. Ou seja, 2 anos depois do matrimonio dos supostos pais. Algo que não era incomum, porem, menos comum entre as famílias dominantes.

Saltando `a pagina 24 temos:

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“MANUEL DE AGUIAR, n. por volta de 1634, fal., casado por volta de 1664 com Domingas Martins. Pais de:

I.1 Joao de Aguiar Barbalho, n. no Rio (Guaratiba) por volta de 1685, fal., casado no Rio (Iraja 2o., 36) a 1.7.1710 (na igreja de Santo Antonio de Jacutinga, RJ) com Agueda Rodrigues (ou Jordão), n. no Rio (Iraja), filha de Fernando Rodrigues e de Luisa da Silva, pais de:

II.1 Francisco, n. no Rio (Iraja 6o. 107) bat. a 6.6.1709 (Legitimado)

I. 2 Manuel Vaz Barbalho, n. por volta de 1690

I.3 Eugenia, n. no Rio (Iraja 6o., 78) bat., a 28.4.1695.”

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Aqui estava realmente o que procurava nesse capitulo. Embora existam detalhes curiosos que não batam com o que temos em mãos.

Ha que pular-se um pouco as paginas. `A pagina 27 temos:

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“Ajudante MANUEL DE AGUIAR DO VALE, n. por volta de 1635, fal., casado por volta de 1665 com Domingas de Oliveira. Pais de:

I.1 Maria de Oliveira, n. no Rio (Candelaria 2o., 22) bat. a 10.6.1666 e fal. no Rio (Jacarepaguá 5o., 8) a 4.3.1690.

I.2 Miguel, n. no Rio (Jacarepaguá 1o., 4v) bat. a 6.10.1668

I.3 Teodosia, n. no Rio (Jacarepaguá 1o., 7) bat. a 8.7.1671

I.4 Tomas, n. por volta de 1675 e fal. no Rio (Jacarepaguá 5o., 8) a 1.4.1690.”

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Pode-se ter coincidências. Mas aqui chama a atenção por termos 2 Manuel, nascidos aproximadamente `as mesmas datas, casados `a mesma época, com mulheres de mesmo nome, embora havendo um pequeno desvio no sobrenome.

Ha a possibilidade sim de que as coincidências tenham acontecido. Mas fica difícil Manuel e Domingas Martins terem se casado em 1664 e os Filhos nascerem a partir de 1685 e continuarem nascendo, provavelmente, ate depois de 1695.

Uma possibilidade seria a de o Manuel do Vale e dona Domingas terem sido pais do Manuel de Aguiar em 1664. A hipótese pode, talvez, se verificar caso os papéis analisados por Rheingantz estivessem tão deteriorados que ele tenha sido obrigado a tirar conclusões a partir do que restou.

Também porque Rheingantz não devera ter encontrado o registro de batismo de Theodozia de Aguiar Barbalho. Eu não o tenho mas ela aparece no site do Familysearch casando com Joseph Carneiro da ……, filho de Matheus Lage e Maria Carneiro.

O casamento se deu na igreja de Nossa Senhora da Assunção, na cidade de Mariana, MG, a 17.12.1717. E consta que a noiva era filha de Manuel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Antes eu tinha duvidas quanto ao professor Dermeval ter identificado com acurácia os nomes dos pais do Manuel Vaz Barbalho. Mas ai fica comprovado que houveram sim os pais que ele mencionou.

A duvida permanecia apenas em relação ao sobrenome Vaz Barbalho. Mas com o atributo da paternidade do Manuel Vaz ao Manuel Aguiar também pelo Rheingantz, penso que ficou esclarecido que o professor Dermeval estava correto.

Embora, aqui ha que desconfiar-se que o Manuel Aguiar do Vale também ira se encaixar na família. Não sei como. Fica ai a evidencia de que ele foi pai de uma Teodosia. E o mesmo nome aparece em Theodozia de Aguiar Barbalho.

E no Familysearch encontra-se também o registro de casamento de Thereza de …….. de Oliveira com Jose Rodrigues, filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle. Esse casamento também se deu na N. S. da Assunção de Mariana.

Acontece que Thereza de …….. de Oliveira foi filha de João de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira. A data do casamento foi de 24.6.1730. Portanto, João teve duas esposas.

Por ai se pode notar que devem ter migrado para Minas Gerais, ja no inicio de sua colonização que intensificou-se no Ciclo do Ouro, os núcleos familiares que ja formavam um conglomerado de famílias entrelaçadas.

Observe-se que os Rodrigues, Vale, Barbalho, Oliveira e Aguiar se repetem. Para decifrar isso haver-se-a que juntar todos os dados possíveis daquela época num so livro.

Parece que Thereza também respondia pelo nome de Thereza Maria de Jesus. Como tal ela aparece como mãe em pelo menos 2 casamentos. Jose e ela foram pais de:

  1. Liandro Jose Barbalho que casou-se a 27.10.1753, na mesma N. S. da Assunção, com V. Barbalho. Essa de nome ilegível foi filha de Dionisio Barbalho Bezerra.
  2. Januário Jose Barbalho que casou-se a 26.1.1758, na igreja de N. S. da Conceição de Ouro Preto, MG, com Dionisia Coelho da Silva, filha de Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu.

Penso que ate ai fica esclarecido que realmente os descendentes de Manuel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza se encaixam no tronco principal da Família Barbalho do Rio de Janeiro exatamente no casal Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Registre-se também que sobrenomes como Fernandes de Abreu, Coelho da Silva e outros surgem nas mesmas povoações nas quais os Barbalho se distribuíram em Minas Gerais, deixando a entender que os laços familiares influíram na povoação e distribuição da carga genética da família.

Possivelmente, Manuel Aguiar não teve filhos com dona Domingas Martins, ou esses filhos seguiram destino diferente.

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05. A NOSSA EUGENIA

Isso mesmo, a palavra escrita sem acento. Eugenia significa similaridade. Ou, mistura da mesma coisa!

Algo mais que chamou a atenção foi a presença da filha Eugênia, irmã do Manuel Vaz Barbalho. Para esclarecer o que estou antevendo preciso remontar a um “causo” de família.

Meu irmão, Odon Jose, foi o primeiro a comentar o fato. Disse que nossa tia Maria Eugênia foi, na dinastia, a Eugênia IV.

O que ele queria revelar foi que nossa tia era neta de Eugênia (sinha Gininha). Sinha Gininha era neta de nossa trisavó Eugênia  Maria da Cruz. E essa fora neta da matriarca da família Coelho: Eugênia Rodrigues da Rocha. Portanto, III, II e I respectivamente.

Mas temos, pelos estudos do professor Dermeval, que Eugênia I seria filha de Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. E pela regressão de possíveis datas, temos que a Eugênia I deverá ter nascido por volta de 1760.

Supondo que ela tenha sido uma das ultimas entre os possíveis filhos da ancestral Maria, poderá ter nascido quando a mãe estivesse por volta de 36 anos de idade. Ou seja, Maria teria nascido em 1724. E pode ter sido filha da Eugênia, filha do Manuel Aguiar, que então contaria com 29 anos de idade.

Em sendo assim, a Eugênia I ja seria neta dessa outra Eugênia e a partir dela seria preciso acrescentar mais um I dinástico a cada Eugênia, e a tia Maro (Maria Eugênia) teria sido a V.

Não tenho como afirmar nada, pois, não ha noticias de que a Eugtênia do Manuel Aguiar tenha sobrevivido alem da idade infantil. Mas mesmo que ela não tenha sobrevivido, a presença do nome dela nesse ramo da família torna-se um indicio de que passe por ai mesmo também a origem do ramo Coelho do qual fazemos parte.

Tudo indica, porem, que essa Eugênia sobreviveu e devera ter migrado e morado nas mesmas proximidades que seu irmão Manuel Vaz Barbalho. Alem disso, deve ter sido uma pessoa que inspirasse empatia em todos os familiares.

Se os nomes tem o poder de moldar a personalidade das pessoas, então, ficara explicado porque as duas Eugênias da dinastia que conheci tinham toda razão de exalar a simpatia que transmitiam. Conheci minha tia e `a Sinha Gininha.

E pode ser justamente por isso que o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho deu nome Eugênia `a filha nascida na data de 28.9.1791, em Gravataí, RS. Ele foi filho do Manuel Vaz Barbalho e sobrinho da Eugênia I, filha do Manuel Aguiar.

Maior evidência, porem, dessa nossa ligação de descendência com a Eugênia I foi o fato de tanto o tetravô Jose Coelho da Rocha quanto o irmão dele, João Coelho de Magalhães, terem tido filhas com o nome Eugênia.

Obviamente, João e Jose foram filhos da Eugênia Rodrigues da Rocha (II). Dai pode nascer a justificativa para as filhas. Mas as somas das evidências é o que fortalece a hipótese.

No caso especifico, em se comprovando a hipótese, boa parte de nos será, no mínimo, duplo Barbalho e duplo Aguiar, alem dos diversos outros sobrenomes que os acompanham.

Aqui será preciso acrescentar o detalhe de que entre o possível nascimento da Eugênia I e 1750 passaram-se 55 anos. `Aquela época, idade que não era incomum as mulheres que sobreviviam `a essa idade verem nascer bisnetos.

Nesse caso pode ter havido uma geração a mais e a primeira Eugênia ter sido mãe da dona Anna Maria da Conceição.

Assim, Anna Maria poderia ter nascido por volta de 1725, quando a mãe estaria por dos 30 anos de idade. Essa suposição ganha corpo em função de outro registro que comentei, ha mais tempo, ter encontrado no Familysearch. Trata-se de:

Batismo de Maria “Rodrigues”, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. O evento deu-se `a 26-6-1750. O local que consta no registro é Ouro Branco, MG.

A nos da atualidade parece inconveniente apenas que entre 1750 e 1782 existir apenas 32 anos. Mas `aquela época era tempo aceitável para Maria ter sido mãe da Eugênia Rodrigues da Rocha, por volta de 1766, e esta tornar-se mãe do nosso tetravô Jose Coelho da Rocha em 1782.

Por enquanto, esse ultimo registro parece encaixar-se na presença do nome Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, sugerido para nossa sextavo pelo professor Dermeval Pimenta. Isso porque poderia ter tomado o Rodrigues de Magalhães do pai, mas não ha ainda a confirmação de que Anna pertencia ao ramo Barbalho.

Mas não existe nenhuma impossibilidade nessa suposta sequência de eventos que permita negar essa hipótese que levanto, por enquanto.

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06. UM POUCO MAIS DE DISCUSSÃO A RESPEITO DOS DADOS

Ha que registrar-se ainda um possível engano do professor Dermeval, por identificar a outra esposa do MANUEL AGUIAR como sendo ANA PEREIRA DE ARAUJO.

O nome aparece em um batizado no familysearch. O nome do marido aparece apenas como MANOEL VAZ. O filho aparece como JULIANO VAZ BARBALHO. E o evento se deu em 27.6.1723, na igreja de N. S. da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, MG.

No mesmo local ja havia acontecido, em 5.6.1722, o batismo de João Vas Barbalho. Ja o nome da mãe aparece como Anna Costa de Araújo.

Obviamente, essas trocas são muito comuns em documentos antigos. O mais comum era a supressão de alguns sobrenomes. E, ao que parece, suprimiram o Barbalho do Manoel Vaz.

Anna deveria ter parentes Costa e Pereira, dai o escrivão ter posto um sobrenome no primeiro registro e outro no segundo.

Antes eu havia confundido. Imaginei que essas anotações procedessem de casamentos, portanto, se fossem nubentes poderiam ter sido irmãos do Manoel Vaz. Mas `a essa época o Manoel Aguiar, supostamente, ja era falecido.

Levando-se ai em conta a data de nascimento que o Rheingantz atribuiu a ele. Se ele foi filho do Manuel Aguiar do Vale, e nascido em 1664, ai a coisa poderá mudar de rumo. Isso porque em 1723 estava prestes a completar 60 anos e ha poucos, porem ha, casos de homens que passaram pela idade formando família.

As datas de Rheingantz levam a concluir que o viuvo de Ana Pereira (Costa) de Araújo foi o MANOEL VAZ BARBALHO e não o pai dele. O alferes LUIZ ANTÔNIO PINTO ou o professor DERMEVAL devem ter se enganado ao compilar os dados.

Mas ha mesmo que se por uma pequena duvida quanto ao Manuel Aguiar ter nascido em 1634. Isso porque em 1684 estaria com 50 anos de idade. Nesse interim estaria se casando com Maria da Costa Barbalho, irmã do Jose da Costa Barbalho, descrito no capitulo BARBALHO, acima.

Pelas datas, ela deve ter nascido em torno de 1670. E estaria com 13 para 14 anos naquela época. Justamente `a idade que as mulheres estavam se casando. Mas os viúvos na idade do Manuel estavam tendo netos e casavam-se, preferencialmente, com mulheres de idades mais novas, porem, nem tanto.

Isso porque havia uma política vigorando `a época que alardeava o “crescer e multiplicar”, pois, a colônia como um todo era um verdadeiro vazio demográfico. E a coroa portuguesa tinha pressa em tomar posse efetiva, tanto para não perder o território como para poder taxar uma população maior, assim tornar-se mais rica e poderosa.

Mulheres na idade da Maria da Costa Barbalho não tinham muita escolha entre casar ou não casar. Eram praticamente obrigadas a faze-lo. Foi por isso que `a época a Cecilia Barbalho, tia-avo dela, construiu um abrigo junto `a Igreja d’Ajuda e internou-se nele com 2 filhas e outras.

Ela queria que se fundasse um convento feminino. Mas os manda-chuvas `a época não deixavam alegando falta de fundos, caso o convento não se sustentasse. Adiaram a construção ate 1750. Depois disso, os manda-chuvas internavam nele esposas e filhas que não quisessem fazer suas vontades.

De toda forma, não era nem proibido nem impossível alguém de mais idade casar-se com uma menina na idade da ancestral Maria da Costa Barbalho.

Mesmo porque, os casamentos eram tratados com os pais, e esses visavam a segurança financeira de sua descendência e não a satisfação dos filhos. Pessoas mais velhas, a partir de remediadas, tinham os privilégios.

O casamento entre Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta, em Milho Verde, se deu em 1732. Na oportunidade em que ele deveria ter enviuvado. Caso a falecida não tivesse sido esposa do pai dele, como o professor Dermeval entendeu.

Diga-se de passagem, a vida `a época era muito curta, particularmente para mulheres que tinham que passar por trabalhos de parto. Era um trabalho de altíssima periculosidade para elas e filhos,.

Assim, devemos poder acrescentar Juliano e João em nossa Arvore devido ao mesmo sangue correr nas veias. Alem disso, permanece ai mais esse indicio de que o COELHO e os BARBALHO do nosso ramo procedem da mesma raiz.

Alem disso o professor NELSON COELHO DE SENNA disse que os bisavós dele: JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO eram primos carnais.

Ele não deixou explicado como. Mas diante de tantas evidências acredito ja podermos imaginar que o Araújo da Anna (Costa) Pereira denuncie isso. Outros da família dela deverão ter migrado para Minas ja entrelaçados ou a ponto disso.

Ja no site Familysearch existem diversos PEREIRA BARBALHO batizados em Santana do Capivari, MG, que poderão descender dos mesmos ancestrais que nos. Mas por enquanto ainda não da para tirar a prova, pois, os batizados se dão em tordo de 1840, mais de 100 anos após os nascimentos de João e Juliano.

Ha também um casamento em Nossa Senhora da Conceição de Ouro Preto que data de 13 de fevereiro de 1768. Os nubentes foram Manoel da Costa Barbalho e Joanna Maria de Freitas. Mas não se da nenhum detalhe de quem foram os pais.

Em Itabira, em 1.3.1813, houve o casamento entre Gervasio Jose Barbalho e Anna de Freitas da Costa. Ele foi irmão do nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho.

Fica comprovado a falha de uma suposição exalada pelo professor Dermeval no livro dele. Ele propunha que o JOSE, como intermediário nos nomes masculinos da família, se devia a alguma homenagem `a ancestral Josepha Pimenta de Souza.

No ramo familiar do qual ele fazia parte usa-se o JOSE PIMENTA. Do nosso lado corre o JOSE BARBALHO. Entre os quais esta o Policarpo Joseph Barbalho, que foi cirurgião-mor em Porto Alegre no final do século XVIII e filho da ancestral Josepha e do Manoel Vaz Barbalho.

Acrescente-se ai o Policarpo Jose Barbalho, nosso ancestral e sobrinho ou sobrinho-neto do cirurgião-mor (que, presumivelmente, foi neto ou bisneto da mesma Josepha e Manoel). Faltando saber apenas quem foram os avos deste, pois, foi filho do capitão JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE.

Por causa dos Liandro e Januário Jose Barbalho, que não descendiam da ancestral Josefa, podemos dizer que ha outra origem para o Jose ao meio do nome. Como D. Jose I, rei de Portugal, nasceu em 6.6.1714, haverá que se lembrar dessa possível origem.

Mas pode haver outra explicação mais religiosa. Verificando-se pela leitura desses capítulos dos livros do Rheingantz contata-se que esse conglomerado de famílias do Rio congregava na Igreja de São Jose.

Pode ter acontecido que os mais antigos deixaram essa marca nos filhos para que não esquecessem a procedência deles. Algo como os portugueses chegados ao Brasil adotarem ou colocarem nos filhos o nome das cidades de onde procediam.

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07. UM POUCO MAIS DOS AGUIAR NA FAMILIA

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“JOSE DE AGUIAR DALTRO, n. no Rio por volta de 1658, fal., casado no Rio (Candelaria 1o., 18v) a 2.2.1688 com Isabel Pedrosa, n. no Rio, filha de Miguel Gomes Bravo. Pais de:” [PAG. 26]

“I.1 Manuel, n. no Rio (Se 5o., 68) bat. a 21.7.1688

I.2 Francisco Xavier, no Rio (Se 5o., 83) bat. a 6.10.1692, fal., casado no Rio (Se 5o., 29) a 26.5.1720 com Ines de Castro Amaral, n. no Rio (Se), filha de Jose Barreto do Amaral e de Teresa de Castro (Ver ANTUNES).

I. 3 Jose de Aguiar Daltro, n. no Rio (Se) por volta de 1697, fal., casado em São Gonçalo, RJ, a 22.2.1727 com d. Catarina de Siqueira, n. em São Gonçalo, filha de Jose da Costa Barbalho e de Madalena de Campos. (Ver BARBALHO).

I. 4 cabo de esquadra Antonio de Aguiar Daltro, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1704, fal., no Rio (Candelária 9o., 176) a 17.6.1741, casado no Rio (Candelária 4o. 111v) a 8.8.1734 com Guiomar Maria de Menezes, viuva de Antonio Ferreira.”

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Acredito aqui que o casamento entre Jose de Aguiar Daltro e Catarina de Siqueira ja se tratava de primo com prima. Muito provavelmente o Miguel Gomes Bravo, pai da Isabel Pedrosa, ja fosse neto do Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia.

Esses foram os pais de dona Cordula Gomes. Ela foi esposa do João do Couto Carnide, os pais de outra Isabel Pedrosa, aquela que casou-se com o Jeronimo Barbalho Bezerra. Se não foi neto poderá ter sido bisneto.

O primeiro Bravo nasceu por volta de 1553. E Isabel de Gouveia por volta de 1563. Ja estavam tendo terceiros e tetranetos `a época.

D. Isabel Pedrosa de Gouveia foi chamada de “a poderosa” por causa de sua idade avançada. Faleceu em torno de 1667, quando ja tinha um pouco mais de 100 anos.

AO FIM DA PAGINA 26 TEMOS:

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“SALVADOR DE AGUIAR MARINS, n. por volta de 1653, fal., filho de Francisco Fernandes de Aguiar e de Barbara Pinheiro, casado em S. Gonçalo, RJ, a 11.1.1683, com Teresa de Jesus, filha do capitão Gaspar Dias de Figueiredo e de Isabel Pedrosa de Gouveia. Pais de:

I.1 Maria Ana de Oliveira, n. em São Gonçalo, por volta de 1686, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 14.7.1706 com Antonio de Melo Vasconcelos, n. em São Gonçalo, RJ, filho de Cristóvão de Melo Vasconcelos e de Antonia Pereira Lobo.”

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Esse exemplo fica apenas para registrar a repetição do nome Isabel Pedrosa de Gouveia. Muito provavelmente, essa esposa do capitão Gaspar Dias de Figueiredo ja tinha parte na família.

E, talvez, o próprio poderá ter sido parente do Domingos Carvalho de Figueiredo, que a seguir apresentaremos sua inserção na família.

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08. TITULO CARVALHO

`A pagina 318 temos:

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“DOMINGOS CARVALHO DE FIGUEIREDO, n. em Chaves, Portugal, por volta de 1610 e fal., casado por volta de 1640 com Ines Da Costa, n. no Rio por volta de 1622 e fal., filha de Antonio da Costa Ramires e Beatriz da Costa. Pais de:

I.1 Salvador, n. no Rio (Se 3o., 57v) bat. a 26.4.1641

I.2 Jose de Carvalho Figueiredo, n. no Rio (Se 3o., 66v) bat. a 1.4.1643 e fal., habilitado “de genere” em 1689.

I.3 Pedro da Costa Ramires, n. no Rio (Se 3o., 74) bat. a 18.7.1644 e fal., casado no Rio (Se 2o., 22v) a 19.1.1668 (na igreja de São Jose) com d. Páscoa Barbalho [Pag. 319], n. no Rio e fal., filha do capitão Jeronimo Barbalho Bezerra e de d. Isabel Pedrosa, com geração, ver COSTA e BARBALHO.”

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Esses dados ja os tínhamos quase todos. Confirma-se aqui que Pedro era mesmo neto de Antonio da Costa Ramires. A suspeita foi levantada quando vi na tese do João Fragoso que Antonio havia fundado uma fazenda e o primeiro havia sido senhor do engenho.

Quem desejar ver novamente, pule `a pagina 106 do endereço:

http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf

Observe-se que alguns outros membros da família estão presentes na mesma pagina. Estou informando antes de ter o capitulo COSTA em mãos.

A minha previsão é a de que por trás do sobrenome iremos não apenas chegar a ancestrais presentes na fundação do Rio de Janeiro como também `as raizes da maioria de famílias pelo Brasil afora.

Para complementar o capitulo vou postar um segundo CARVALHO porque parece ter sido irmão do nosso ancestral DOMINGOS. Caso tenha sido, vamos poder constatar o quão maior se torna a nossa parentela. Segue então:

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“JOAO CARVALHO DE FIGUEIREDO, n. por volta de 1617 e fal. no Rio (Iraja 1o. 20) a 24.9.1708 (seria irmão do anterior?), casado por volta de 1647 com Adriana Barreto, n. no Rio (Se 1o. 41v) a 30.5.1621 e fal. no Rio (Iraja 1o., 20) a ?? 1/9.1708, filha de Antonio Pacheco Barreto e de Ursula de Brito e viuva de Escobar Meireles. Pais de:

I.1 João, n. no Rio (Se 3o., 92) bat. a 19.7.1648 e fal.

I.2 Sebastião Barreto de Brito, n. no Rio (Se 3o., 98v) bat. a 13.1.1650 e fal., casado no Rio (Se 2o., 34v) a 7.6.1672 com sua parente d. Barbara de Souza de Brito, n. no Rio e fal., filha de Jeronimo de Souza de Brito e de Ana de Azevedo. Pais de:

II.1 Antonio, n. no Rio (Candelaria 2o., 49v) bate a 24.12.1673 fal.

II.2 Antonia, n. no Rio (Candelaria 2o., 61) bat. a 12.7.1677

II.3 Maria, n. no Rio (Candelaria 2o., 66) bat. a 5.2.1679 e fal.

II.4 Adriana, n. no Rio (Iraja, 6o., 48v) bat. a 9.9.1682

II.5 Maria, n. no Rio (Iraja, 6o., 58) bat. a 26.12.1685

I.3 Inácio Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Iraja 6o. 5v) bat. a 19.5.1651 e fal. no Rio (Candelaria 3o., 123) a 14.8.1709, solteiro.

I.4 Andre, n. no Rio (Se 3o., 114) bat. a 7.12.1653

I.5 Teodosio Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Se 4o., 6) bat. a 19.5.1651 e fal., casado por volta de 1685 com Maria Pacheco de Lima, n. por volta de 1665 e fal., Pais de:

II.1 Barbara, n no Rio (Iraja 6o., 63) bat. a 23.5.1688

II.2 Sebastiana Barreto Machado, n. em Mereti, RJ, por volta de 1690 e fal., casada no Rio (Se 4o., 118) a 28.1.1715 (na igreja de São Jose) com Miguel Monteiro de Araujo, n. no Rio (Se) por volta de 1685 e fal., filho natural do padre João Monteiro e Jeronima Mendes de Brito (?).

I.6 Diogo Barbosa Rego, n. no Rio (Iraja 6o., 10v) bat. a 2.2.1657 e fal., casado por volta de 1681 com Inácia Machado, n. no Rio por volta de 1661 e fal., no Rio (Candelaria 3o., 140) a 25.11.1710 e talvez filha de Mateus Pacheco de Lima e de Maria Gago. Com geração, ver BARBOSA e GAGO. Pais de (entre outros):

II.1 João Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Iraja 6o, 48v) bat. a 21.9.1682, e fal., casado no Rio (Se 4o., 38) a 15.6.1711 (na igreja de São Jose) com sua prima-irmã Maria Pacheco de Lima, n. no Rio (Campo Grande) por volta de 1691 e fal., filha de Pascoal Barbosa e de Ines Pacheco de Medeiros. Pais de:

III.1 Diogo, n. no Rio (Candelaria 3o., 97) bat. a 18.3.1711

III.2 Ines de Carvalho de Figueiredo, n. em Pacobaiba, RJ, por volta de 1717 e fal., casada no Rio (Se 7o., 101) a 17.2.1747 com João Dantas de Abreu.

I.7 Agostinho, n. no Rio (Iraja 6o., 13v) bat. a 18.5.1659 e fal.

I.8 Pascoal Barbosa, n. no Rio (Iraja 6o., 14v) bat. a 13.8.1660 e fal. no Rio (Iraja 1o., 7) a 6.7.1697, casado por volta de 1681 com Ines Pacheco de Medeiros, n. por volta de 1661 e fal. Pais de:

II.1 Ana Barbosa, n. no Rio por volta de 1682 e fal., casada no Rio (Candelaria 2o., 1) a 15.8.1699 com Domingos da Silva Salgado, n. no Porto (Se) por volta de 1669 e fal., filho de Domingos da Silva Salgado e de Maria de Almeida. Pais de:

III.1 Rosa, n. no Rio (Se 6o, 15v) bat. a 7.7.1707

III.2 Domingos, n. no Rio (Se 6o., 35) bat. a 6.8.1709

II.2 a II.5 4 filhos homens

II.6 Maria Pacheco de Lima, n. no Rio (Campo Grande) por volta de 1691 e fal., casada no Rio (Se 4o., 38) a 15.6.1711 com seu primo-irmão João Carvalho de Figueiredo, ver acima.

II.7 a II.8 um filho e uma filha

II.9 Jose, n. no Rio (Candelaria 3o., s/n) bat. a 15.4.1697″

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Aqui se deve observar o quanto o Rio de Janeiro devia ser comparável a qualquer cidade interiorana. Por essas pequenas peças do quebra-cabeça de nossa Arvore Genealógica ja podemos verificar o quanto os sobrenomes se repetem, alem dos registros dos casamentos entre primos.

Observe-se que ai também temos presente o nome Teodosio. Pai, em primeiro lugar de Sebastiana Barreto Machado. Em segundo de Diogo Barbosa Rego, casado com Inácia Machado.

E, segundo o que os atuais genealogistas dizem, a ancestral Josepha Pimenta de Souza foi filha do Belchior Pimenta de Carvalho, filho de João Pimenta de Carvalho e Maria Machado. Ou seja, temos ai a possibilidade de possuir diversos graus de parentesco com esse tronco familiar.

Como nos conta o professor João Fragoso no trabalho acima mencionado neste capitulo, as elites andavam em bandos de famílias consorciadas. Como não existia uma divisão politico partidária na sociedade, as famílias se juntavam em partidos ou aglomerados para ter força política para poderem dominar o poder.

E deve ter sido este mesmo mote que levava esses conglomerados se mover a partir do mesmo grupo para os novos locais de colonização. Embora, isso deva ter sido um pouco mascarado `a chegada do Ciclo do Ouro e em Minas Gerais.

Isso por causa da formação dos partidos dos Paulistas e dos Emboabas. E com a constante chegada de “estrangeiros” como o português Jose Coelho de Magalhães.

Embora os novos chegados trazendo “nobreza nova” aos interiores tornassem os cabeças das famílias, as quais pareciam aos antigos genealogistas que houvessem sido as fundadoras delas, na verdade elas se casavam com pessoas da “nobreza da terra” que, se tivessem sido melhor estudadas, veria-se que pertenciam a raizes ate mesmo mais nobres, dos primeiros colonizadores do Brasil.

Não quero dizer com isso que alguns fossem melhor que os outros. Apenas observar que as famílias mais ricas das Capitanias de Pernambuco e São Vicente (que englobava Rio e São Paulo) descendiam de nobres como Martim Afonso de Sousa, o qual era relativamente descendente próximo dos reis.

Porem, como o tempo passou e como a multiplicação da população se deu, teve-se a impressão de que o sangue nobre diluiu.

Passados 2 séculos após ao inicio da colonização das províncias litorâneas, e com a descoberta do ouro, qualquer português cuja nobreza tivesse sofrido a mesma diluição em Portugal, ao chegar ao Brasil, passava a ser considerado mais nobre, pelo fato de ter nascido na metrópole e não porque isso fosse encontrado no sangue.

 

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09. DOS COSTA

Deixei esse espaço em branco por certo tempo. Houveram alguns contratempos e fiz uma confusão quando recebi o material, sem perceber que o que eu desejava estava la. Mas agora encontrei.

Ha somente um probleminha. Uma confirmação que desejava encontrar não esta na obra do Rheingantz. Tratava-se dos nomes dos pais de Antonio da Costa Ramires. De qualquer forma, copiarei aqui o que mais interessa:

PAG. 455

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“Antonio da Costa Ramires, n. por volta de 1589 e fal. no Rio (Se 3o., 54v) a 18.7.1648, casado por volta de 1619 com Beatriz da Costa, n. por volta de 1599 e fal. Pais de:

I 1. Inácio, n. no Rio (Se 1o., 32v) bat. a 5.6.1620

I 2. Ines da Costa, n. no Rio por volta de 1622 e fal., casada por volta de 1640 com Domingos Carvalho de Figueiredo, n. em Chaves, Portugal, por volta de 1610 e fal. Pais de: [PAG. 456]

II 1. Salvador, n. no Rio (Se 3o., 57v) bat. a 26.4.1641

II 2. Jose de Carvalho Figueiredo, n. no Rio (Se 3o., 66) bat. a 26.4.1641, e fal. Habilitado “de genere” em 1689.

II 3. Pedro da Costa Ramires …….”

Ali se repete o que se encontra a partir da pagina 188 do livro, capitulo Barbalho. Ja copiei acima (abaixo no blog), no capitulo 2, por o Pedro ter sido o nosso ancestral junto com Páscoa Barbalho. Foram mais 2 filhos de Antonio e Beatriz da Costa:

“I 3. Luis, n. no Rio (Se 2o., 88) batizado a 28.6.1628

I 4. Gregorio, n. no Rio (Se 2o., 121v) bat. a 22.3.1631″

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De grande importancia notar que a presença do sobrenome Costa no inicio da colonização do Rio de Janeiro era notável. Por maior que sejam os volumes, são 56 paginas ocupadas com a assinatura. Eles devem ter sido os Silva `a época!

Era meu objetivo verificar ai também quem teriam sido os pais da Isabel da Costa. Isso porque houveram casos de pessoas do sobrenome ser perseguidas no Rio de Janeiro pela Inquisição.

E era muito comum as famílias cristãs-novas casarem seus filhos entre si. Como se dizia antigamente: “para não espalhar a fortuna”. E a presença do nome Gregorio do ultimo filho pode ser coincidência, porem, foi também nome de membro na família perseguida.

Páscoa ja descendia do Miguel Gomes Bravo, reconhecido cristão-novo. Se o Costa da ancestral Isabel era de origem semelhante, seria natural essa ligação, pois, na verdade os cristãos-novos andavam juntos para tentar proteger uns aos outros.

Por infelicidade, segundo informações do genealogista Carlos Barata, no inicio o Rio de Janeiro não adotou o mandamento da Igreja Católica da obrigatoriedade dos livros de registro de batismos. Assim, não os havia nos primeiros 60-70 anos de existência da cidade.

Rheingantz coletou dados a partir do que existia. Podemos notar isso a partir dos inícios dos capítulos, pois ele adota datas mais ou menos nas descrições. Possível será que usou testamentos, inventários e documentos “de genere” como complementares, o que ajudou na composição inicial de algumas famílias.

Mas em outros casos não deve ter sido suficiente, ou tais documentos não foram encontrados. Esse parece ser o caso dos “da Costa”. Muito provável será que diversos dos presentes no capitulo tiveram algum ancestral comum entre os fundadores de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Mas o decifrar disso foi deixado para genealogistas posteriores, o que não sei se ja surgiu algum candidato para assumir esse trabalho de Titans.

Importante, para os candidatos a genealogistas da atualidade e depois, será saber que a publicação dos dois primeiros volumes teria sido “precipitada”. Isso é  comum em todos os trabalhos genealógicos.

O estudante em tal disciplina precisa estabelecer limites `as suas pesquisas. Isso porque todas as vezes que encontra uma ramificação, se ele não se mantiver em seus objetivos, jamais finda uma obra, pois, genealogia parece não ter fim.

A dificuldade era muito maior para os genealogistas dos tempos de Rheingantz. Eles não possuíam internet. Dificilmente podiam contar com respostas em literaturas anteriores. E o numero de estudantes da matéria era mais reduzido.

Atualmente, com a disponibilidade da internet e a criação de sites especializados no tema, pode-se somar os trabalhos de diversos autores. Mesmo assim não quer isso dizer que o trabalho ficou “fácil”. Assim como facilitou por um lado, dificultou também pelo volume muito maior de dados a ser pesquisados.

Mesmo assim ha que informar-se que, o trabalho do grande genealogista não parou nos dois primeiros volumes que publicou. Da mesma forma que os publicou como parte do objetivo atingido, tinha também o conhecimento de que podia amplia-los.

Continuou suas pesquisas e criou um fichário que arquivou junto `a entidade criada por ele que é o Colégio Brasileiro de Genealogia – CBG – na Cidade do Rio de Janeiro. Esse fichário contem uma continuidade.

Isso e esforços próprios de discípulos do Rheingantz resultaram na publicação do terceiro volume, em 1995, em forma de fascículos do CBG. Talvez ai se encontre muitas respostas que não encontramos nos dois primeiros livros.

Uma resposta que nos interessa muito será encontrar documentado a ponte entre os Barbalho, Aguiar e Costa, que o professor Dermeval Jose Pimenta descreveu no trabalho dele. Nessas três oportunidades, Rheingantz não nos deu nos dois primeiros volumes.

No capitulo BARBALHO ele menciona filhos do casal Pedro da Costa Ramires e Páscoa Barbalho. Entre eles não inclui Maria da Costa Barbalho. Ela foi esposa de Manoel de Aguiar, que ja era viuvo. E dela devera mesmo ter nascido os filhos que assinaram “de Aguiar Barbalho”. E também o Manoel Vaz Barbalho.

O casamento entre Maria e Manoel esta comprovado no registro de casamento da filha deles: Theodozia de Aguiar Barbalho, realizado em 1717, em Mariana, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Casou-se com Joseph Carneiro da ……, filho de Matheus Lage e Maria Carneiro.

Para ter-se casado em 1717, acredito que Theodozia tenha nascido em torno de 1700. O que torna suspeita a data de nascimento do Manoel Aguiar, por volta de 1634, sugerida por Rheingantz.

Isso o faria estar com mais de 60 anos ao nascimento da filha. Nada impossível em termos de considerar a virilidade desse membro da família. A dificuldade seria encontrar homens `aquela época vivos e produzindo filhos em tal idade.

Por isso acredito na possibilidade de que Manuel de Aguiar, como consta no capitulo do titulo acima (abaixo, no blog), casado com Domingas Martins, poderá ter sido pai do nosso suposto ancestral Manoel de Aguiar, e não ser o próprio. Nesse caso, talvez o complemento da informação se encontre no fichário deixado por Rheingantz.

Continuando, o grande interesse em saber os nomes dos pais do Antonio da Costa Ramires se deu porque encontrei, ha mais tempo, algo que guardei a espera da confirmação de que ele fosse avo do Pedro. Mas precisava saber-lhe os nomes dos pais para não deixar duvida alguma.

De qualquer forma, vou revelar aqui. Antes da confirmação e sob a égide de hipótese. Portanto, pode ser ele ou não. Encontrei o nome, porem, estava solteiro. Se houvessem revelado o nome da esposa, também poderia ter sido motivo de confirmação. Segue esse esqueleto genealógico então:

01. Antonio da Costa Ramires, filho de:

02. Alexandre Ramires Correia c. c. Jeronima Rodrigues, filho de:

03. Bras Correia da Costa c. c. Antonia Ramires da Costa, filho de:

04. Rui Vaz Correia c. c. N, filho de:

05. Duarte Vaz Correia c. c. N, filho de:

06. Trintão Vaz Correia c. c. N, filho de:

07. Izabel Correia c. c. Rui Vasques, filha de:

08. Fernão Afonso Correia, sr. da Honra de Monte Fralhães c. c. Leonor Anes da Cunha, filho de:

09. Afonso Correia c. c. Brites Martins da Cunha, filho de:

10. Paio Correia, o Alvarazento c. c. Maria Mendes de Melo, filho de:

11. Pero Pais Correia c. c. Dordia Pires de Aguiar, essa, filha de Pero Mendes de Aguiar e Estevainha Mendes de Gundar.

10. Maria Mendes de Melo c. c. Paio Correia, o Alvarazento, filha de:

11. Teresa Afonso Gato c.c. Mem Soares de Melo, filha de:

12. Urraca Fernandes de Lumiares c. c. Afonso Pires Gato, filha de:

13. Fernão Pires de Lumiares c. c. D. Urraca Vasques de Bragança, filho de:

14. Pedro Afonso Viegas c. c. N, filho de:

15. Afonso Viegas, o Moço c. c. Aldara Peres, filho de:

16. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Pais de Azevedo.

13, D. Urraca Vasques de Bragança c. c. Fernão Pires de Lumiares, filha de:

14. D. Vasco Pires de Bragança c. c. Sancha Pires de Baião, filho de:

15. D. Fruilhe Sanches de Barbosa c. c. D. Pero Fernandes de Bragança, filha de:

16. D. Sancha Henriques, infanta de Portugal c. c. Sancho Nunes de Barbosa, filha de:

17. Henry de Bourgogne c. c. Teresa de Leon, Condessa de Portugal.

Aqui temos coisas interessantes a constatar. Por exemplo, Egas Moniz, o Aio, foi o tutor do primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques. Esse era filho do casal da geração 17. Ou seja, isso nos faria sobrinhos dele.

Henry foi filho dos duques da Borgonha, ou Reino das Duas Sicilias, alem de ser descendente do Carlos Magno. Teresa foi filha do rei D. Alfonso VI. Aquele que concedeu as mãos das filhas aos nobres que o fossem ajudar na Reconquista de Portugal.

Egas Moniz, o Aio e Dordia Pais Azevedo foram bisavós do D. Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a assinar o sobrenome e a passa-lo `a sua descendência.

Aqui esta também a constatação de que todos os caminhos levam aos mesmos ancestrais. Se lerem meus trabalhos passados, ou se leram com atenção e se lembram, observarão que Henry de Borgonha e Teresa, condessa soberana de Portugal, são ancestrais também dos Bezerra.

Os que desejarem rememorar, podem consultar:

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Na postagem esta um pouco confuso, porem, observe-se `a pagina 11 que ali se menciona D. Teresa e Henry de Borgonha. Eles foram pais também de D. Urraca Henriques de Portugal. Não confundir com a rainha D. Urraca, meio-irmã da Teresa.

Basta agora retornar um pouco `a postagem numero 009 dessa pagina, capitulo: 07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE YAYA!!!. Ali foi descrita a genealogia do ancestral Balthazar Barbosa de Araujo.

Pode-se observar no primeiro parágrafo da descrição que ele descendia dos mesmos Correia presentes na ascendência de Antonio da Costa Ramires.

E, obviamente, não vou entrar em maiores detalhes. Mas cada casal dos ancestrais dele na longa descrição vai dar em mesmos ancestrais.

Ainda não tomei tempo para detalhar a genealogia dos Moniz Barreto que deram origem ao Antonio Jose Moniz Barreto, nosso possível ancestral, também no texto 009. Começando pelo segundo capitulo.

Mas sei que por terem sido da alta nobreza também descenderão dos mesmos ancestrais. O que varia são as proporções. `As vezes temos um sobrenome como mais comum, dai pensamos pertencer a tal “família”. Mas, a verdade é que assinamos, porem, não somos somente isso. Somos resultado de uma mistura oriunda das mesmas fontes.

A vantagem para nos em nossos dias é que essas relações familiares mais antigas estão acessíveis em sites, e ate mesmo na Wikipedia por exemplo. Não apenas os dados que estou apresentando agora, mas observe-se que se pode verificar as famílias das quais procedem os cônjuges. Ou seja, nossos outros ancestrais. Exemplo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Pires_Gato

A partir dai, pode-se observar que esse foi o pai da: 11. Teresa Afonso Gato c.c. Mem Soares de Melo. E caso alguém queira estender-se mais, pode ver que o Mem Soares de Melo foi o 1o. senhor de Melo. Dai se pode tanto seguir a ascendência quanto outras descendências deles.

Ha outro esqueleto genealogico que gostaria de repetir aqui para reafirmar a ideia. Trata-se daquela que parte de nossa, muitíssimo provável, ancestral Josepha Pimenta de Souza.

Ate, então, estava em duvida quanto ao professor Dermeval Pimenta ter identificado os nomes dos avos dela. Ao que parece, ele enganou-se. E seremos mesmo descendentes do capitão-mor João Pimenta de Carvalho e não, talvez em outra instancia, do irmão dele, capitão Manoel Pimenta de Carvalho.

Vejamos, então, o que nos aponta esse esqueleto:

01. Josepha Pimenta de Souza c. c. Manoel Vaz Barbalho, filha de:

02. Belchior Pimenta de Carvalho c. c. N, filho de:

03. João Pimenta de Carvalho c. c. Maria Machado, filho de:

04. D. Catarina Pimenta c. c. capitão Ambrosio de Araujo, filha de:

05. Capitão-mor João Pimenta de Carvalho c. c. Susana Requeixo Estrada.

Essa porção pode ser verificada na postagem:

http://www.asbrap.org.br/publicac/revista/rev18_art17.pdf

Observe-se que João Pimenta de Carvalho era filho de Gonçalo Pimenta de Carvalho e Maria Jacome de Melo. Não tenho as ascendências deles. Mas por suas ligações com Vila Viçosa tudo indica que tinham ascendência nobre.

O capitão-mor surge desde o inicio do trabalho. Porem, a descendência de dona Catarina Pimenta aparece a partir da pagina 281.

O que o professor Dermeval nos deixou foi que Belchior Pimenta de Carvalho teve as duas esposas descritas no trabalho. Contudo, salienta que teve a filha Josepha, em 1712, antes desses casamentos, sem revelar nome ou procedência da mãe.

Devido `a alta incidencia de genes afrodescendente no exame de DNA de um de nossos primos, (Benin/Togo 7%; Africa Sul Oriental Bantu 4%; Africa do Norte 3% e Nigeria 3%) resultando num total de 17% de origem africana, presumo que a mãe da Josepha fosse africana.

Assim penso porque isso corresponde a ele ter mais que um dos bisavós totalmente africano. E, ao que eu saiba, ele tem apenas nossa trisavó, Maria Honoria Nunes Coelho, como possivelmente mulata.

Se o foi, para nos ela passou apenas 3.125% da porção africana que possuía para nossa geração. Isso, no caso do primo que descende apenas uma vez dela. Eu descendo como trineto e tetraneto. Portanto, ai tenho que somar mais a metade disso.

Assim, temos que somar muito mais para chegar aos 17% no caso dele. Era preciso que Josepha fosse mulata e passasse sua ascendência por diversos caminhos para nos para somarmos mais uma pitadinha cada vez. Sei que devo descender 3 vezes dela. Do primo sei apenas uma.

Assim, nossos ancestrais africanos são múltiplos e variados. Isso, devido `a proporção e `as diversas regiões de procedência. O mais provável será que a maioria, senão todos, dos nossos ancestrais recentes ja teriam quantidades elevadas de sangue africano para chegar tamanha quantidade ao primo.

Para chegar 17% a ele, era preciso que um dos pais possuísse 34% ou ambos igualmente 17%, como media. Isso porque cada progenitor passa para os filhos apenas a metade do que possui. O restante vem do parceiro.

E, ao que sei, nos sabemos ter ascendência africana mas isso não é traduzido na aparência dos ancestrais recentes que tivemos.

Vejamos mais, então, a partir da ancestral Susana:

05. Susana Requeixo Estrada c. c. capitão-mor João Pimenta de Carvalho, filha de:

06. Felippa da Motta c. c. Afonso Mendes de Estrada, filha de:

07. Francisco de Oliveira Gago c. c. Ines Sardinha, filho de:

08. Felippa da Motta c. c. Manoel de Oliveira Gago, filha de:

09. Felipa Gomes da Costa c. c. Vasco Pires da Motta, filha de:

10. Isabel Lopes de Sousa c. c. Estevão Gomes da Costa, filha de:

11. Martim Afonso de Sousa c. c. N, filho de:

12. Lopo de Sousa c. c. Beatriz de Albuquerque, filho de:

13. Pedro de Sousa c. c. Isabel Pinheiro, filho de:

14. Martim Afonso de Sousa c. c. Violante Lopes da Távora, filho de:

15. Martim Afonso de Sousa c. c. Aldonça Rodrigues de Sa, filho de:

16. Vasco Afonso de Sousa c. c. Ines Dias Manoel, filho de:

17. Martim Afonso de Sousa c. c. Aldonça Gil de Briteiros, filho de:

18. Martim Afonso Chichorro c. c. Ines Lourenco de Sousa, filho de:

19. Afonso III, rei de Portugal c. c. Madragana (Mor Afonso), filho de:

20. Afonso II, rei de Portugal c. c. Urraca de Castela, filho de:

21. Sancho I, rei de Portugal c. c. Dulce Berenguer, filho de:

22. Afonso I Henriques, rei de Portugal c. c. Mahaut de Sabóia, filho de:

23. D. Teresa de Leão c. c. Henry de Borgonha.

Assim, apesar de todas as voltas, chegamos ao mesmo lugar. Nesse caso, quem desejar compreender melhor, pode fazer o exercício de navegar na internet em busca dos ancestrais das esposas ou maridos ai presentes.

Posso adiantar que Mafalda (Mahaut) de Savoia descendia da ilustre familia italiana, sua familia real. Madragana tinha origem judia, descendente de rabinos. E Ines Dias Manoel tem toda a realeza castelhana como ancestral. E Dulce vinha de Barcelona, antigo e, talvez, nova Aragão.

Por outro lado, podemos concluir por ai que, por causa da presença não apenas de sobrenomes como também pela procedência de seus primeiros nominados, as figuras históricas do passado são nossos ancestrais e as recentes descendem deles também.

O sobrenome Correia, por exemplo nos lembra o poeta Raimundo Correia. Para que se recordem: https://www.mensagenscomamor.com/poemas-raimundo-correia. “Vai-se a primeira pomba despertada…” Por esse verso pode-se lembrar bem a pessoa e de nossa infância.

Como também nos lembra Salvador Correia de Sa e Benevides. Tinha uma leve desconfiança que fosse nosso aparentado em função do Benevides, de nossa ancestral Maria, matriarca dos Pereira do Amaral, nossos ancestrais.

Sabia que por causa da origem dele na nobreza teríamos obrigatoriamente muitos ancestrais comuns. Agora fica patente que os comuns são nossos ancestrais também comuns.

Alem do parentesco dele com Mem de Sa, o governador geral do Brasil, foi um dos governadores do Rio de Janeiro. E o mesmo que mandou executar ao nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra, por causa da Revolta da Cachaça, em 1661.

Aqui fica também patente que nos aproximamos do poeta Carlos Drummond de Andrade, tanto por nossa ascendência nos Dormondo da Ilha da Madeira, quanto sermos todos descendentes do Martim Afonso de Sousa. Obviamente, alguns de nos ja sabemos ser dos mesmos Andrade.

E assim torna-se o mundo. Afonso I Henriques de Portugal é conhecidamente ascendente da maioria da população ocidental. Inclui-se ai 2/3 de ex-presidentes dos Estados Unidos. Alem de reis e rainhas de todas as monarquias europeias.

Obviamente, não apenas ele. Alem dele, outros de nossos ancestrais descendem dos mesmos ancestrais que ele, tais como do Carlos Magno, Hugo Capeto, reis Merovingios e imperadores romanos.

Estenda-se ai aos gregos, persas, egipcios, arabes e toda sorte de gente que ocupa paginas na Historia Universal. Inclusive os personagens bíblicos, por alguns genealogistas ja terem revelado a relação entre as monarquias da Península Ibérica e a rainha Esther.

Com certeza, as repetições não acabarão por ai. Os Pereira, os Coelho, os Furtado de Mendonça, os Carneiro de Andrade, os Andrade, os Menezes, os Corte-Real, os Moniz e tantos outros nossos ancestrais repetirão esses e outros ancestrais, o que nos faz  “cuspe e escarro” dos mesmos ancestrais.

Quando se diz que uma criança de parece com seus avos deve ser um fato de pura e absoluta inevitabilidade! Somos todos mesmo “farinha do mesmo saco!”

Alias, quem desejar exercitar um pouco mais, poderá jogar na busca do Google os diversos nomes de ancestrais do Balthazar Barbosa de Araújo. Entre eles temos D. Tereza, filha de João Pires de Vasconcellos.

Na verdade, trata-se do D. João Peres, senhor da Torre de Vasconcelos. Entre outros detalhes, tornou-se senhor de Penagate por casamento. Ele casou-se com dona Maria Soares Coelho, filha do D. Soeiro Viegas Coelho. Ou seja, tanto os Coelho quanto os Vasconcelos descendem das mesmas fontes.

Outro exemplo é o de D. Rui Gonçalves Pereira. Na verdade, o bisneto, que se casou com dona Berengaria Nunes Barreto. Foi bisneto de D. Rui Gonçalves Pereira. Esses são os senhores de Trastamarra.

Entre outras coisas, são eles do mesmo núcleo familiar do Nun’Alvares Pereira, atual Santo Nuno de Santa Maria, II Condestável de Portugal. E o que se espera é os Pereira dos quais descendemos irem entroncar-se na mesma raiz.

Fica assim concretizado minha aspiração. Conhecer e divulgar a genealogia de forma a que as pessoas passem a reconhecer que nossos ancestrais fizeram a Historia e ela corre pungente em nossas veias.

Acredito que, o saber não ocupa lugar, não pode ser tomado e, inexoravelmente, facilitaria muito aos jovens interessar-se pela disciplina Historia. Afinal, não se estuda nela os feitos de marcianos e venusianos. Tudo se trata de nossa ancestralidade.

 

MAIS DOS COSTA

Eu havia visto antes, porem, deixei passar por causa da importância maior do assunto discutido acima. Mas agora resolvi postar, como complemento, duas das curiosidades havidas no capitulo. Segue então:

PAG. 440

“MANOEL DA COSTA COELHO, n. por volta de 1652 e fal., casado por volta de 1682 com Mariana Pinheira, n. por volta de 1662 e fal. Pais de:

I. 1 – Joana de Faria, n. no Rio (Candelaria 2o., 82) bat. a 12.7.1683 e fal. no Rio (Candelaria 10o., 89) a 28.1.1746, casada por volta de 1699 com Ambrosio Ramos Ferreira, n. no Porto por volta de 1669 e fal. Pais de:”

PAG. 441

“II. 3 – Gracia Maria Da Cruz Ferreira, n. no Rio (Candelaria 3o., 104) bat. a 3.5.1712 e fal. casada no Rio (Candelaria 4o., 139v) a ?.?.1736 com o capitão Carlos Jose Ribas, n. em Lisboa (São Nicolau) por volta de 1706 e fal., filho de Miguel Ribeiro Ribas e de Arcangela Maria Josefa (ou de Souza). Pais de:

III. 1 – Jose Bonifacio Ribas, n. no Rio (Candelaria 6o., 54v) bat. a 6.6.1739 e fal. casado em São Sebastião – SP, por volta de 1764 com Ana Maria de Toledo e Oliveira, n. por volta de 1744 e fal. filha de Pedro Alvares da Paz e de Escolástica de Toledo. Pais de:

IV. 1 – d. Escolástica Bonifacia de Toledo Ribas, n. em São Sebastião, SP, a 22.4.1765 e fal. em São Paulo a 31.5.1859. Casada em São Paulo (Se) a 18.2.1784 com o coronel João de Castro do Canto e Melo, n. na Ilha Terceira por volta de 1740 e fal. em São Paulo ?.?.1826, visconde com as honras de Grandeza de CASTRO, por mercê de 12.10.1826, filho de João de Castro do Canto e Melo e de Rita Quitéria. Pais de:”

PAG. 442

“V. 1 – D. Domitila de Castro Canto e Melo, n. em São Paulo a 27.12.1797, (bat. a 7.3.1798) e fal. em São Paulo a 3.11.1867, viscondessa de SANTOS. Casada em primeiras nupcias em São Paulo (Se) 13.1.1813 com o alferes Felicio Pinto Coelho de Mendonça, n. em Sant’Ana de Cocais, MG, a ?.?.17.., e fal., filho do capitão-mor Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha e de d. Mariana Manuela Furtado Leite de Mendonça. Com geração. Casada em segundas núpcias em Sorocaba, SP, a 14.6.1842 com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Com geração.”

Aqui o Carlos G. Rheingantz fez uma daquelas extensões alem das datas propostas em sua coleção. Omitiu as ligações de D. Domitila com D. Pedro I. Ela ficou mais conhecida como Marquesa de Santos. A ligação entre eles também resultou em geração.

Queria apenas deixar ai a possibilidade de termos mais de um grau de parentesco com ela. Tanto pelo Coelho quanto pelo Costa iniciais. Alem da ligação dela com os Furtado Leite, mesmo de nossos primos. Por fim, o Mendonça.

Ha que lembrar-se que dona Maria Furtado de Mendonça foi a esposa do governador Luiz Barbalho Bezerra, nossos ancestrais.

PAG. 415

“BALTAZAR DA COSTA, n. por volta de 1565 e fal. casado por volta de 1595 com Andreza de Souza, n. por volta de 1575 e fal. no Rio (Se 4o., 11v) a 16.10.1655, fal. filha do capitão João de Souza Pereira Botafogo e de d. Maria da Luz Escorcia Drummond. Pais de:”

PAG. 416

“I. 3 – Jeronimo da Costa, n. por volta de 1609 e fal. no Rio (Se 3o., 48) a 13.5.1647, casado com Maria Pedrosa, irmã de Domingos Pedroso, n. por volta de 1619 e fal. no Rio (Se 6o., 156) a 10.7.1698, filha de Miguel Gomes Bravo e de Isabel Pedrosa de Gouveia. Teve de uma india livre, serva de Amador Ribeiro, um filho natural:

II. 1 – Miguel.”

Aqui queria salientar o inicio da família dessa nossa tia ancestral. Era irmã da ancestral Cordula Gomes, esposa do português João do Couto Carnide.

Não sei se a reencontraremos depois em capítulos como Gomes, Gomes Bravo, Couto ou Bravo. Parece que ha algo mais no livro. Mas ha que abri-lo para ver.

Tenho da familia esse resumo:

Miguel Gomes Bravo foi filho de Rui Dias Bravo e Antonia Rodrigues. Era nascido no Porto, aproximadamente em 1563. Foi casado com Isabel Pedrosa de Gouveia e tiveram os filhos:

01. Rui Dias Bravo (1597)

02. Maria Pedrosa (1600)

03. Cordula Gomes (1602) c. c. João do Couto Carnide

04. Domingos Pedroso (vivo em 1647)

05. Maria (1616)

06. Pascoal (1618)

07. Ursula (1620)

08. Maria Pedrosa (1622) c. c. Jeronimo da Costa

09. Manuel Gomes Bravo (1624)

10. Miguel Gomes Bravo

Não consta nessa lista, Antonia Pedrosa de Gouveia, que ficou em Vitoria – ES, onde se casou com Belchior de Azeredo Coutinho, filho do bandeirante Marcos Azeredo e dona Maria Coutinho.

Essa, Azeredo Coutinho, foi uma das famílias mais influentes no período colonial também no Rio de Janeiro. E isso se reflete em títulos de nobreza no período imperial.

Pode ser que hajam outros filhos. Mas não procurei ainda. Isso porque é conhecido que foram 10 ao todo, porem, deverão ter sido 10 que chegaram `a idade adulta.

Talvez as duas primeiras Marias tenham falecido criança para que a terceira tivesse o mesmo nome. Ou os nomes delas podem estar incompletos e Antonia ser uma delas.

Assim fica comprovada um pouco mais da extensão de nossa família.

E aqui fica uma possibilidade que não passa de suspeita por enquanto. Trata-se do fato de não termos os nomes dos pais da ancestral Isabel da Costa, esposa do Antonio da Costa Ramires. Ela pode ter sido filha do casal Baltazar e Andreza.

Claro, Baltazar e Andreza podem não ser meus ancestrais porque meus primos tem ancestrais diferentes dos meus. Não sei quanto de sangue inglês corre em minhas veias. Mas no primo que fez exame de DNA constam 13% da Gra-Bretanha.

Sabe-se que os Escócia Drummond procediam da Ilha da Madeira, porem, foram escoceses em transito por la. Obviamente, dona Maria da Luz Escócia Drummond passaria muito pouco do sangue para os descendentes atuais.

Contudo, como não temos conhecimento de escoceses recentes como ancestrais, ela pode ter somado a outros para chegar porcentagem tão alta como essa. Isso equivale a 1 dos bisavós 100% da Gra-Bretanha. O que sabemos, não temos, então, será preciso somar diversos ancestrais com ascendência la.

Ou, por outro lado, o que será mais provável, pode ser que os ingleses descendam tanto dos ibéricos quanto nos. Dai pode ter havido confusão no exame do DNA, não seriamos nos com sangue inglês e sim os ingleses com nosso sangue.

Apesar de podermos ter o Drummond da fonte baiana também. Nesse caso, tanto eu quanto o primo descendemos da mesma fonte.

Mas, buscando melhor na internet, nosso amigo Lenio Richa nos informa que Jeronimo não teve filhos com a esposa Maria Pedrosa. Como os dados procedem do Rheingantz não se pode afirmar isso com absoluta certeza.

Mesmo assim, não esperemos possuir ancestrais por essa via. Para que o primo ou nos possuirmos tamanha quantidade de certo sangue, preciso será que tenhamos um ancestral recente procedente da origem do sangue.

Ou, como alternativa, para se ter uma ascendência um pouco mais longínqua, todos ou a maioria dos nossos ancestrais recentes teriam que compartilhar dessa mesma ancestralidade. Assim, nossos pais teriam uma composição semelhante entre si e, por isso, a ancestralidade mais antiga não se perderia no sangue.

 

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10. PONTOS DO NORDESTE TAMBEM SERIAM NOSSO?

Encontrei algumas coincidências que chegam a ser um pouco mais que curiosas. E talvez elas acabem nos revelando um ramo da Família Barbalho que chegou ao Brasil via Pernambuco, foi para o Rio de Janeiro, adentrou Minas Gerais e, talvez, tenha projetado um galho ate ao Rio Grande do Norte.

E a distancia não pode ser empecilho, pois, o cirurgião-mor Policarpo encarregou-se da extensão ate ao Rio Grande do Sul. E a minha desconfiança é a de que um irmão ou sobrinho dele fez o caminho oposto.

Em nossa tradição familiar havia um dito mais ou menos assim: “A família procede do Nordeste, eram três irmãos. Um foi para o Rio Grande do Sul, outro retornou para o Nordeste e o terceiro foi aquele que deu origem ao nosso Barbalho.”

Penso que esse dito que ouvi solto quando ainda criança referia-se ao tetravô Policarpo Jose Barbalho. Embora tenhamos comprovação que teve dois irmãos, Gervasio e Firmiano, não tenho o destino deles. A existência deles esta marcada pelos registros de seus casamentos em Itabira.

Mas pelo que ja encontramos em Itabira, o mais provável foi que tenham tido outros irmãos, entre eles os senhores Modesto e Victoriano Jose Barbalho. Ha dados de descendência desses dois outros, porem, não temos nomes de seus pais.

Vamos a outra passagem. Essa relatada pelo professor Dermeval nas paginas 253 e 254 do livro dele:

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”     IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residência de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Mosteiro, no Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIZ ANTÔNIO PINTO.

Descendentes do casal Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza

Realizado o casamento em Milho Verde, aos 18-9-1732, esse casal, após alguns anos, fixou residência no Arraial de São Jose de Tapanhoacanga pertencente `a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila Nova do Principe, onde criou a família. Eh possível que tenham nascido outros filhos, mas so conseguimos obter dados sobre a sua filha ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO. Pais de:

F – 1 ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, batizada em 28 de maio de 1738, no Arraial de Tapanhoacanga, tendo por padrinho FRANCISCO DA COSTA MALHEIRO. Em 1759, no dia 30 de agosto, casou-se com o Capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO, o qual, em meados do século dezoito, veio para o Brasil e se estabeleceu naquela localidade. Era português, filho de ANTÔNIO LEAL, e Dona MARIA FRANCISCA, natural de Vila dos Colares, no Patriarcado de Lisboa. O Capitão ANTÔNIO FRANCISCO, durante muitos anos, foi sindico-geral dos Santos Lugares, na Comarca de Serro Frio. (Livros 2o. bat. fls. 98v e livro de casamento – capelas filiais fls. 6v). Pais de:

N 1 – JOãO, nascido em 1761,

N 2 – VITORIANA, nascida em 1762;

N 3 – ANTÔNIO, nascido em 1764;

N 4 – LUCIANO, nascido em 1766;

N 5 – MARIANA, nascida em 1767;

N 6 – JOSE, nascido em 1769;

N 7 – FRANCISCO, nascido em 1771;

N 8 – BERNARDO, nascido em 1776;

n 9 – BOAVENTURA JOSE PIMENTA, nascido em 1779.

OBSERVAçãO

    Do estudo que acabamos de proceder sobre a descendência do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, verificamos que este casal, entre outros, teve uma filha de nome ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO, casada naquele mesmo Arraial, com o português capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO. Foi nos dado constatar que este ultimo casal teve nove filhos, mas, somente de dois deles, VITORIANA e BOAVENTURA, pudemos obter dados sobre os seus descendentes, os quais receberam o sobrenome de JOSE PIMENTA, herdados de JOSEFA PIMENTA. Face a esta circunstância supomos que os demais filhos do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA bem como seus outros netos, filhos que eram de ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO, tenham também recebido o sobrenome de JOSE PIMENTA, derivado da avo JOSEFA. Ha fortes indícios de que as varias famílias PIMENTA residentes no Norte e Nordeste de Minas se originaram em São Jose do Tapanhoacanga e de Milho Verde. Todavia não desprezamos a hipótese de que alguns dos possíveis filhos do casal MANOEL e JOSEFA tenham usado o sobrenome de PIMENTA BARBALHO ou VAZ BARBALHO, os quais teriam dado origem `as famílias de sobrenomes VAZ ou BARBALHO.

    Como não dispomos de dados sobre todos estes nove filhos, vamos focalizar apenas VITORIANA e BOAVENTURA, respectivamente N-2 e N-9.”

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Acredito que o professor Dermeval Pimenta tenha tirado conclusão um pouco precipitada ao deixar-se pender para o lado do titulo do capitulo do livro dele: “TRONCO PIMENTA-VAZ BARBALHO”.

Geralmente, as regras de nomenclatura do século XVIII e antes não se encaixavam na lógica que a sociedade passou a adotar a partir dos séculos seguintes.

9 filhos de um mesmo casal poderiam cada um adotar um sobrenome diferente. Muito comumente esses sobrenomes variavam de acordo com que variavam os sobrenomes ate aos 8 bisavós dos filhos do casal.

Assim, sobrenomes sumidos em 3 gerações anteriores poderiam renascer, mas, por as pessoas da atualidade não terem acesso `a genealógica completa daquelas pessoas, pensar-se-ia que o sobrenome surgiu do nada.

Nesse caso especifico, porem, temos ainda os nomes dos senhores ANTÔNIO LEAL e MARIA FRANCISCA. Esse segundo nome dela pode inclusive ser da Família FRANCISCO. Naquela época os escrivães costumavam usar a versão femininizada dos sobrenomes masculinos como: FURTADA, COELHA e outros.

O certo aqui é que, pode ser que numa pesquisa mais profunda, se todos os filhos de ISIDORA e capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO chegaram `a idade e procriaram, podem ter deixado famílias com todos os sobrenomes ja havidos anteriormente na família. Isso inclui o “DA COSTA BARBALHO”.

Pulando-se mais uma cerca, andei verificando o capitulo BARBALHO do livro de nosso amigo ORMUZ BARBALHO SIMONETTI. Ali encontra-se o extrato:

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“Segundo o Historiador Hélio Galvão, do casal Brás Barbalho Feyo e Leonor Guardes descendem Catharina Barbalho, filha de Isabel de Vasconcellos e João Soares de Avellar. Catharina Barbalho, ao consorciar-se com Francisco Ribeiro Bessa, teve oito filhos, sendo a ultima Catharina Barbalho (segunda do nome) que se casou duas vezes: a primeira com o Tenente Jose de Mello, de Goyana, não deixando descendência, e segunda vez com Aniceto Ferreira Padilha e tiveram sete filhos. Um desses filhos de Catharina e Aniceto, ja nascido e naturalmente radicado `a terra, descende, sem duvida, Antonio Jose da Costa Barbalho, ou Antonio Barbalho da Costa, como de próprio punho escrevia ele o seu nome, sendo ele o patriarca dos Barbalho de Goianinha, vindo a falecer em 20 de novembro de 1827, aos 73 anos de idade e deixou inúmeros descendentes.”

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Acredito aqui que o “descendente, sem duvida,” deixou-me com uma enorme duvida. Ao que me pareceu, foi uma suposição e não uma certeza. Isso abre a possibilidade de o Antonio Jose da Costa Barbalho ser o mesmo “N 3 – ANTÔNIO  nascido em 1764″ anotado pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Veja-se que poderia ser mesmo ele se encaixando na tradição dos Barbalho. Os irmãos, em verdade, são mais que 3. Mas, por enquanto, não sabemos quantos nem quais poderiam ter assumido o sobrenome Barbalho.

Talvez, os outros não foram contados porque faleceram crianças como era tão comum acontecer naquela época. Ou podem ter sobrevivido, como aconteceu com o BOAVENTURA JOSE PIMENTA, porem, teriam sido apenas 3 que herdam o BARBALHO por sobrenome.

Existem outros indicios, porem, ajustáveis `a realidade. A afirmação do Ormuz é a de que o patriarca viveu 73 anos. Mas era muito comum acontecer enganos na contagem da idade. E chega a ser uma grande coincidência que justamente o Antonio da Isidora e capitão Antonio Francisco tenha nascido em 1864, ou seja, 63 anos antes do falecimento do senhor Antonio Jose.

Alem disso, ha ai a coincidência de o senhor Antonio ter recebido o JOSE, que era uma marca de nossa família, alem de assinar o “DA COSTA BARBALHO” ou “BARBALHO DA COSTA” como preferia assinar, que também era sobrenome em nosso ramo da família.

Pode ser mera coincidencia, porem, um dos filhos do senhor Antonio Jose da Costa Barbalho foi o Francisco Antonio Barbalho. No caso, uma possível inversão da ordem dos nomes do suposto avo: Antonio Francisco de Carvalho. Algo muito comum `aquela época.

Aqui ha que salientar-se que mesmo que a data de nascimento, 1754, e a idade ao falecimento, 73 anos, estejam corretas, não significa que minha hipótese seja falha. Muito pelo contrario.

Isso porque ainda não temos a relação de nomes dos supostos filhos do MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. Temos que foram pais da ISIDORA e do cirurgião-mor POLICARPO JOSEPH BARBALHO.

Mas não sabemos se houveram e quais teriam sido os possíveis outros. Os quais o professor Dermeval supunha que existiram.

E, em sendo o caso, teríamos ai quem foi para o Rio Grande do Sul, quem voltou para o Nordeste e a Isidora pode ter sido a representante de quem ficou em Minas Gerais.

Se acaso a tradição considerava apenas os homens, temos também essa opção. Trata-se do JOSE VAZ BARBALHO, o pentavô de minha geração. Enquanto não sei quem foram os pais dele, não posso descartar a possibilidade de ter sido filho do MANOEL e JOSEPHA.

Alem dessa opção, ele poderia ser o: “N 6 – JOSE, nascido em 1769″. Seria um pouco apertado, porem, por volta dos 19 anos, em 1789, este poderia estar casado. E por volta de 1789 poderia ter sido pai do nosso ancestral Policarpo Jose Barbalho.

Não tenho a data de nascimento desse ancestral. Mas tenho a do casamento que se deu em 1808, portanto, deveria estar com pelo menos 18 anos de idade. Mesmo depois dessa época ainda era comum casar-se tão jovem.

E existe uma tradição de família dizendo que ele havia ingressado no seminário, mas desistira ao apaixonar-se pela ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHÃES, e casou-se antes de ordenar-se.

Somente depois que teve os filhos, ficou viuvo e criou a família, inclusive tendo visto antes seu filho Emigdio de Magalhães Barbalho ser ordenado padre em 1845, foi que retornou ao seminário e buscou a ordenação, indo falecer, não sabemos a data, idoso e pastoreando o rebanho do antigo Inficcionado (atual Distrito de Santa Rita Durão, Mariana, MG), local em que nascera.

De todo esse capitulo nasce ai a hipótese de que o ramo Barbalho da região de Goianinha, RN, poderá fazer parte da imensa descendência do governador LUIZ BARBALHO BEZERRA e sua esposa MARIA FURTADO DE MENDONÇA. Tudo ainda a ser confirmado.

Acredito que agora falta-nos mesmo, referindo-me ao ramo BARBALHO e COELHO do Centro Nordeste de Minas Gerais, decifrar aquele pequeno espaço de tempo, entre 1720 e 1790 de nossa genealogia para constatar todas essas suspeitas.

Como venho repetindo em meus escritos anteriores, acredito que as respostas estejam nos arquivos forenses na cidade do Serro e/ou nos eclesiásticos da Arquidiocese de Diamantina, ambas em Minas Gerais.

Os dados dessa imensa região de Minas Gerais não tem sido devidamente publicados e, parece-me, somente um mergulho nos arquivos desfarão toda e qualquer duvida. Os meus estudos tem revelado que la temos respostas.

Não sabemos quais nem quando virão. Mas gostaria de poder pagar essa visita `a terra que passaram nossos ancestrais, porque é a única forma possível de deixarmos para as futuras gerações uma Historia de Família, o mais completa possível, para assim despertar o interesse delas por nosso passado.

Um passado que, não muito distante, nos também seremos parte dele.

 

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011. PRIMEIROS MORADORES DE GUANHAES, VIRGINOPOLIS E PECANHA …

INDICE:

O1. INTRODUCAO

02. OS “HOMENS BONS” DE PECANHA

03. OS DE GUANHAES

04. COMENTARIOS A RESPEITO DO PATROCINIO DE GUANHAES

05. A) FREGUESIA E DISTRICTO DO PATROCINIO

06. B) FREGUESIA E DISTRICTO DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (a)

07. C) DISTRICTO DE N. S. MãE DOS HOMENS DO TURVO

08. D) FREGUESIA E DISTRICTO DE N. S. DA PENHA DO RIO VERMELHO

09. NOSSA ANCESTRAL GENOVEVA NUNES FERREIRA

10. PRESENCA DE JOAO DA CUNHA MENEZES

11. BIOGRAFIA DE DONA DAMIANA DA CUNHA

12. BIOGRAFIA COMPLETA DE LUIZ BARBALHO BEZERRA

13. COMENTARIOS ENVOLVENDO A FAMILIA DA CUNHA MENEZES

14. COMO SABER SE OS DA CUNHA DESCENDEM DO LUIZ?

15. RELAÇÕES DE COMPADRIO NO BRASIL DO SECULO XVIII

16. VOLTANDO `AS ANALISES

01. INTRODUCAO

Resolvi passar uma revista no ALMANAK ADMINISTRATIVO, CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS.

A ideia surgiu porque estava revendo as fontes mencionadas pelo professor Nelson Coelho de Senna. Ele havia dito que no de 1870 tinha uma menção, ao capitão Jose Coelho da Rocha:

“Ja em 1821, um deles, elevado a Capitão de milícias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoação de São-Miguel-e-Almas, hoje cidade de Guanhaes, como refere Assis Martins…”

Não sei como o computador conseguiu mas ele abriu uma pagina que continha a referida publicação. Foi apenas um relance e, tendo que sair, quando retornei não mais encontrei a publicação.

Pelo menos pude comprovar que realmente havia a menção. Alem dela, outras informações a respeito da “Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio”, futura Cidade de Virginópolis. Depois eu conto.

Mas, rebuscando a internet novamente, pelo menos encontrei o ALMANAK editado em 1864. Em teoria, devia ser melhor ainda para o que eu queria. Assim, copiei as duas paginas que interessavam.

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02. OS “HOMENS BONS” DE PECANHA

Trata-se das relações de “homens bons” que viviam nos domínios das antigas Santo Antonio do Peçanha e São Miguel e Almas. Segue o que encontrei:

Pagina 205

“Freguezia e Districto de Santo Antonio do Peçanha foi creado pelo alvará de 1822. Dista da sede do termo 22 léguas, da capital 66 e de seus pontos extremos, ao norte 5, ao sul 6, `a leste 18 e a Oeste 7. Confina com a de S. Miguel e Almas pelo rio Correntes, e com a de Jacury pelo Suassuy. Sua população chega a 6,816 habitantes; da 368 votantes e 12 eleitores.

Juizes de paz:

1o. Remigio Electo de Souza

2o. Joao Batista Dias

3o. Jeronymo Electo de Souza

4o. Henrique Manoel Carvalho

Sub delegado:

Capitao Joao Batista de Queirós

Inspector Parochial:

Remigio Electo de Souza

Professor de primeiras letras:

Joaquim Lucas Coelho

Nao sabemos se a matriz esta provida de parocho.

Negociantes de Fazendas Secas:

Antonio Jose de Siqueira

Cyrino Jose Barbalho

Firmino Clementino da Silva

Francisco Bonifacio de Almeida Araujo

Jeronymo Electo de Souza

Jose Soares de Queirós

Remigio Electo de Souza

Negociantes de genero do pais:

Antonio da Rocha Oliveira

Elias Pereira do Nascimento

Joao Luiz Coelho

Joaquim Bernardes Vieira

Joaquim Affonso Pereira

Mathilde Delfina de Jesus

Vicente Jose do Nascimento

Fazendeiros que cultivão canna:

Antonio Eufrazio da Silva

Antonio Joaquim dos Santos

Antonio Jose de Siqueira

Antonio da Rocha Freitas

Clemente Xavier de Castro

Conrado Alves Sampaio

Cypriano Goncalves Ferreira

Francisco Antonio da Silva

Francisco Jose de Oliveira

Germano Jose Peixoto

Ildefonso da Rocha Freitas

Joao Batista de Queirós

Joao Bernardes Vieira

Joao Jose da Silva

Joao Paulo de Oliveira

Joao Vieira Simoes

Joao Pereira do Nascimento

D. Joaquina Angelica de Jesus

Jose Quirino da Silva

Jose de Sene e Silva

Manoel Francisco Pires

Manoel Gomes da Conceicao & Comp.

Manoel Netto da Silva

Manoel Rodrigues Atayde

Manoel Salles Martins

D. Maria Jose viuva de Antonio Pereira Affonso

Martinho da Rocha Freitas

D. Senhorinha Rosa de Jesus

Os herd. de Silverio dos Anjos Freitas

Thomas Antonio de Aquino

Valeriano Manso da Costa

Sapateiros:

Abel Marianno

Joao Jose d’Assuncao

Joao Jose de Oliveira

Manoel Ferreira

Ferreiros:

Eufrazio de Campos

Felicissimo Pinto

Felisberto Antonio de Aquino

Joaquim de Campos Martins

Modesto Borges”

Observe-se que Santo Antonio do Peçanha compreendia o território que hoje-em-dia esta subdivido em diversos outros municípios, inclusive Governador Valadares.

Muitos dos mencionados acima viviam nesses outros locais. Pelo livro do professor Dermeval Jose Pimenta a gente pode identificar ai diversos moradores de fazendas em São Joao Evangelista, a começar pelos que assinaram “da Rocha Freitas”.

D. Senhorinha Rosa de Jesus, então, ja devia ser a viuva do senhor Jose Carvalho da Fonseca. Eles residiram numa fazenda com terras banhadas pelo Ribeirão das Araras, próximas `a atual São Pedro do Suacui.

Foi filha de nossos pentavós: Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana.

Tenho duvidas quanto ao ultimo mencionado, Modesto Borges, não ser membro da família de Antonio Borges Monteiro, nosso sextavô.

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03. OS DE GUANHAES

“DISTRICTO DE S. MIGUEL E ALMAS {pags. 207-8}

Foi creado pela resolução de 14 de julho de 1832. Tem um distrito denominado – Patrocinio – criado pelo art. 2o. da lei n. 1:143 de 24 de setembro de 1862.

Juizes de Paz:

1o. Francisco Nunes Coelho

2o. Francisco de Souza Ferreira

3o. Jose Pereira da Silva

4o. Antonio Rodrigues Coelho

Subdelegado:

Francisco Nunes Coelho

Inspector Parochial:

Rev. Jose Julio de Oliveira (é vigario)

Professor de primeiras letras:

Joaquim Francisco de Aguiar

Vaccinador:

Joaquim Domingues Da Silva

Negociantes de Seccos:

D. Alexandrina Sevelly de Alkmim

Antonio Carlos da Conceicao

Antonio Francisco Vieira

Bento Goncalves Pimenta

Custodio Jose Moreira

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Francisco Jose Moreira

Francisco Nunes Coelho

Joao Luiz de Souza

Joao da Silva Netto

Joaquim Guardianno Teixeira

Jose Coelho da Rocha Ribeiro

Jose Pereira da Silva

Jose Rodrigues de Souza e Silva

Pio Ferreira da Silva

Ditos de Molhados:

Campos & Pinto

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Francisco Jose Moreira

Joao Luiz de Souza

Ditos de Generos do Pais:

Antonio Gomes de Brito

Antonio Jose de Queiroz

Bernardino Manoel Ribeiro

Clementino Goncalves da Silva

Custodio Jose Moreira

Francisco Jose Alves

Francisco Luiz da Rocha

Francisco Pinheiro de Araujo

Jeronymo Correa da Silva

Jeronymo Goncalves Lima

Jeronymo da Rocha Leme

Joao Angelo

Joao da Cunha Menezes

Joao Nepomuceno de Aguiar

Joao da Rocha Ramos

Joaquim Antonio Pereira

Joaquim Jose Da Silva

Jose Goncalves Guimaraes

Jose Justinianno de Aguiar

Jose da Silva Ribeiro

Jose Vaz Barbalho

Jose Vieira Braga

Jose Vieira de Souza

Luiz Antonio de Araujo

Manoel Augusto dos Passos

Martinianno Ignacio Ribeiro

Martinianno Vieira de Souza

Miguel Fernandes Maciel

Pedro Teixeira da Costa

Romao da Silva Chagas

Theodoro Rodrigues da Silva

Pharmaceuticos:

Modesto Alves Barbosa

Fazendeiros que cultivão canna:

Accacio Jose da Silva

Amancio da Silva Guimaraes

D. Anna Pinto de Jesus

Antonio Coelho Linhares

Antonio de Figueiredo

Antonio Rodrigues Coelho

D. Genoveva Nunes Ferreira

Joao Rodrigues Lemos

Joaquim Ferreira Pinto

Joaquim Jose de Figueiredo

Jose Coelho da Rocha

Jose Francisco de Azevedo

Jose Lopes Nunes

Jeronymo Maciel

Severianno Pereira Candido

Sapateiros:

Francisco Fernandes Maciel

Joaquim Roque

Jose Vicente dos Santos

Alfaiates:

Luiz Estrangeiro

Placido Jose de Souza

Seleiro:

Joao da Cunha Menezes

Carpinteiros:

Manoel de Moura Justo

Manoel de Souza e Silva

Rancheiro:

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Districto de Patrocinio:

Não obtivemos noticia alguma deste districto.”

Observe-se ai que temos a presença de nomes semelhantes, porem, de pessoas diferentes. Isso poderia provocar confusão em pessoas não familiarizadas com a genealogia local.

O negociante de secos, Jose Coelho da Rocha Ribeiro, foi também conhecido pelo apelido de ten. Jose Quirino. Foi assim chamado por ter sido criado por um irmão mais velho, cujo nome era Quirino Antonio Teixeira Coelho.

Esse Jose Coelho foi o marido de dona Emilia Brasilina Coelho da Rocha. Eles foram os avos maternos do professor Nelson Coelho de Senna, o qual descreve essa passagem em sua genealogia.

Ainda menciona que os avos eram primos, procedentes da Fazenda Axupe, donde nosso núcleo familiar Coelho viveu na segunda metade do século XVIII.

Entre os plantadores de “canna” em Guanhaes, encontra o Jose Coelho da Rocha. Esse segundo foi um dos filhos do fundador Jose Coelho da Rocha, que era casado com Luiza Maria do Espirito Santo.

Esse outro foi nosso tio-trisavô 5 vezes, por ter sido irmão de Joao Batista Coelho (1), Eugenia Maria da Cruz (2) e Antonio Rodrigues Coelho (2), alem de ter sido tio-sextavô uma vez, via Joao Batista Coelho e Joao Jr. Esses dois aparecem em Virginópolis.

Eugenia foi a matriarca dos Barbalho, com o capitão Francisco Marçal Barbalho.

Embora sem os devidos dados do Patrocínio de Guanhaes, acredito que nessa relação de São Miguel e Almas constam nomes de moradores da Paroquia.

Isso por causa dos relacionados Antonio Figueiredo, Joaquim Jose Figueiredo e os Pereira da Silva constarem como moradores na relação de 1872, em Virginópolis.

Pio Ferreira da Silva foi pai de Joao (Janjan) e Emidio Ferreira da Silva que foram maridos de filhas de Antonio Rodrigues Coelho.

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04. COMENTARIOS A RESPEITO DO PATROCINIO DE GUANHAES

Fica ai a razão pela qual não quis falar nada a respeito anteriormente. Eu queria tirar uma duvida porque 1864, data desse Almanak, foi justamente 6 anos após `a fundação da Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhaes, a atual Virginópolis.

No livro de 1870, 12 anos depois da fundação, constam os nomes de apenas dois fundadores. E o primeiro não é o do senhor Felix Gomes de Brito como sempre se pregou nas escolas locais.

O nome poderá ser o da mesma pessoa. Consta que o fundador se chamava Felicio Gomes (da Silva) não tenho certeza desse outro sobrenome.

Mas pode ter havido algo semelhante ao que aconteceu em São Joao Evangelista. Nesta os primeiros colonos portugueses a fixar residência foi a família do senhor Nicolau de Oliveira e a seguir os familiares do capitão Ildefonso da Rocha Freitas.

E foi esse capitão que destinou terras para a fundação do arraial. Porem, ele “faleceu em fins de 1873” e o inicio da fundação se deu em 1875. Assim os filhos dele aparecem como fundadores, ele não.

Sabe-se que o senhor Felix Gomes de Brito obteve junto `a Igreja Católica a autorização para a fundação da paroquia que veio a transformar-se na Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio.

Naquele tempo, Estado e Igreja funcionavam como entidades do mesmo governo. Para fundar-se algum local era preciso ter a autorização e conivência de ambos. Geralmente, devido `a religiosidade do povo, o inicio se dava por vias religiosas.

A autorização data de antes de 1839. Mas a fundação oficial somente acontece em 1958, porque ai se registra a paroquia. Nesse caso, pode ser que o senhor Felix ja houvesse falecido. Então, o nome do fundador, nessa data, pode ser o senhor Felicio Gomes da Silva mesmo.

No livro “Historia de Virginópolis”, da dona Maria Filomena de Andrade (D. Negra), consta que o senhor Felix fora casado com dona Maria de São Jose da Silva.

Nem ela nem nos encontramos fontes que tornassem possível pelo menos calcular as idades dessas pessoas, porem, a julgar pelo fato de possuirem aquela autorização para fundar uma paroquia, ja deveriam ter chegado `a maturidade em 1839, o que tornava estatisticamente difícil ter vivido em ou alem de 1858.

Portanto, muito provavelmente, mesmo sendo fundadores da paroquia, os filhos podem ter sido fundadores do arraial e não eles. Nesse caso, o senhor Felicio deve ter sido filho deles. O que contradiz o livro da dona Maria Filomena, pois, não o menciona como filho. Cita outros.

Alias, ela cita Candido e Rita do Felix como filhos. O que deve ter acontecido de também o serem. Porem, não cita os sobrenomes dos personagens, o que nos daria isso como evidencia.

Pelos nomes dos patriarcas, que ela deixou escrito, era esperado que os filhos do senhor Felix e dona Maria assinassem mesmo Gomes da Silva.

Mais abaixo, eu postei os dados do Almanak de 1872 (para valer em 1873), no qual consta, na relação de fazendeiros, um senhor Tadeu Gomes da Silva. Talvez seja outro da irmandade.

Outros nomes de filhos mencionados por dona Filomena constam o sobrenome Primo. O que penso na possibilidade de terem sido netos do senhor Felix e não filhos.

A minha duvida se da em função de a autora do Historia de Virginópolis ter recorrido mais `a memória que `a documentação. E nos pudemos comprovar algumas falhas de memória dela. Confusões normais quando trata de outras famílias.

Não temos a data de nascimento dela. Ela não recorreu a esse recurso, mas relacionou os filhos da segunda família do professor Francisco Dias de Andrade na qual ela consta como a segunda dos nascimentos.

O primeiro foi o senhor Ari Dias de Andrade, que por acaso temos o nascimento por ter se casado na família Coelho, tendo nascido ele em 11.05.1906. O que implica que o segundo nascimento se deu após essa data.

Dona Filomena publicou o livro dela em 1979, mais ou menos, recorrendo a uma memória que começou a funcionar, com enganos, por volta de 1912, quando deve ter completado 5 anos de idade.

Disso se pode deduzir que muito dificilmente terá conhecido filhos do casal Felix e dona Maria da Silva. Possível será que esses terão nascido ao final do século XVIII ou, no máximo, no abrir do século XIX.

Mas somente após uma investigação mais detalhada em documentos poderemos esclarecer essas duvidas. Por enquanto fica a sugestão de que ha que se investigar primeiro.

Penso aqui na ata de instalação do Arraial do Patrocínio que, por ter sido criado legalmente em 1862, devera ter sido efetivado, pela ata, nos anos logo seguintes.

Esse seria o documento ideal a ser encontrado, pois, constaria os nomes daqueles que correram atras da papelada, chamados esses de fundadores, mas também de pessoas que se reuniam em torno da paroquia.

Acredito que para fundar-se um Arraial naquele tempo seria preciso ter pelo menos uns 30 a 50 residentes. Isso, dentre os que tinham renda suficiente para ter direito a voto e vez.

Ser residente apenas nao era suficiente, pois, havia-se que responsabilizar-se pela construção da igreja e outras dependências de governo, o que naquele tempo não saia dos cofres públicos, a não ser em casos de interesse.

Alem disso precisava-se manter as dependências e os funcionários. Os padres recebiam salário do estado. Os cartórios eram mantidos pelos escrivães que precisavam do trabalho para ter renda e cobrir seus custos. Enfim tudo era diferente da atualidade. 

Nos dados acima, porem, louva-se a presença do senhor Antonio Gomes de Brito que devera ser membro da família. Tendo esse sido comerciante de gêneros do pais em Guanhaes, ate 1863 pelo menos, e poderá ter sido irmão ou parente próximo do primeiro morador de Virginópolis.

Util saber disso, pois, caso os descendentes do senhor Felix resolverem buscar dados genealógicos, e houver dificuldade de encontra-los via o ancestral, poderão buscar os do senhor Antonio, que deverão ser os mesmos a partir dos pais.

A assinatura “de Brito” é uma ótima pista de onde procedia a família em Portugal. Embora, não se possa afirmar que esse seja o caso. Muitas vezes os portugueses adotavam o sobrenome do local de onde procediam após chegar ao Brasil.

Mas, o que tudo indica eh que, mesmo que isso ocorreu nesse caso particular, os “de Brito” realmente descendiam dos alcunhados pelo sobrenome. Isso porque o sobrenome eh muito antigo e o local de origem muito pequeno. Visitando a Historia da Freguesia (atual Vila) de Brito:

http://www.freguesias.pt/freguesia.php?cod=030807

Como o Almanak de 1864 não nos trouxe os dados do “Patrocínio de Guanhaes”, busquei o que esta disponível na internet, o de 1872 para valer em 1873, para pelo menos ter uma ideia de quem eram os moradores locais, apenas 14 anos após `a fundação do Arraial.

Ha que se fazer essa observação. As relações nos Almanaques não são as de moradores totais obviamente. Somente constavam pessoas que as profissões lhes davam status e influencia.

Por tras desses vinham os agregados, escravos, familiares que não tinham posses etc. Por certo haviam também indígenas que eram incorporados `as sesmarias e fazendas que eram livres, porem, destituídos do direito de terem sido os verdadeiros donos das terras.

E, claro, não podemos nos esquecer que aquele foi o tempo do completo domínio dos homens. As mulheres eram aves raras que, quando apareciam, eram mais comum ser associadas aos maridos falecidos. Ou seja, mesmo mortos eram considerados mais importantes que elas. Mas houveram raras exceções!

Aproveitei para adicionar também os moradores de São Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis, do Distrito de Nossa Senhora Mãe dos Homens do Turvo, atual Materlandia e Distrito de Nossa Senhora da Penha do Rio Vermelho, atual Rio Vermelho. Segue então:

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05. A) FREGUESIA E DISTRICTO DO PATROCINIO

“Juizes de Paz:

1o. Joao Baptista Coelho

2o.    ”           ”            ”      Junior

3o. Jose Joaquim de Figueiredo

4o. Joaquim Jose Da Silva Pereira

Subdelegado:

Joao Baptista Coelho

Suplentes:

1o. Firmiano Ferreira Campos

2o. Pedro Goncalves Chaves

3o. vago

Parocho:

Reverendo Bento Felis. Ferreira

Fazendeiros:

D. Anna Bernarda de Oliveira

Alexandre da Silva Pereira

Antonio Joaquim da Silva Figueiredo

Firmiano Ferreira Coelho

Joao Bernardes de Castro

Joao dos Santos Figueiredo

Joao Baptista Coelho

Joaquim Nunes Coelho

Joaquim da Silva Pereira

Jose Joaquim de Carvalho

”          ”        de Figueiredo

Manoel Goncalves do Carmo

”      da Silva Pereira

Pedro da Costa Chaves

Tadeu Gomes da Silva

Negociantes:

Joao Martins Roriz.

Engenho de Canna

Antonio Joaquim de Figueiredo

D. Anna viuva de Joaquim Ferreira Pinto

Candido Ribeiro Freire

Joaquim Nunes Coelho”

O ten. Joaquim Nunes Coelho é considerado um dos fundadores de Virginópolis. Nos ja contávamos com um parentesco com ele por ter sido irmão de Clemente Nunes Coelho. Eles foram filhos de Eusebio Nunes Coelho e d. Anna Pinto de Jesus, ela aparece nos quadros em Guanhaes.

Joaquim foi casado com Francisca Eufrasia de Assis Coelho, que também fazia parte da irmandade, filhos de Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Portanto, foram nossos tios-trisavós.

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06. B) FREGUESIA E DISTRICTO DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (a)

“Sua denominação vem dos três ribeirões que o atravessam, os quais se denominam: Correntinho, Corrente do Meio e Corrente Canoa. Os dois primeiros desembocam no Jequitinhonha e o ultimo no rio Doce.

Alem destes ribeirões passa em seu território, `a distancia de três léguas do povoado, o rio Guanhaes. Dista do Serro 7 léguas, do Pessanha 12, do Rio Vermelho 9, do porto de Guanhaes 5, de S. Miguel e Almas 3 1/2, da Senhora Mãe dos Homens do Turvo, que é filial, 5, e confrontam suas divisas com todos estes lugares.

De uma estatística feita com zelo, ao que nos informa o Sr. Eduardo Alves Barroso 1o. Juiz de Paz do distrito a população em 1866 foi assim computada:

Homens livres ………….. 1470

Mulheres   ”     ………….. 1545

Homens escravos ……..   525

Mulheres      ”       ……..    353

Total                ………….. 3.893

Os quais todos empregam-se de preferencia na cultura.

________________________________________________________

(a) Devemos estas noticias ao Sr. Eduardo Alves Barroso

As transações comerciais se fazem para a Diamantina.

As molestias que mais graçam são as opilações e hydropesias.

Juizes de Paz:

1o. Eduardo Alves Barroso

2o. Joao Pereira do Amaral

3o. Miguel Pereira do Amaral Junior

4o. Jose Vaz Barbalho

Subdelegado:

Eduardo Alves Barroso

Suplentes:

1o. Joao Pereira do Amaral

2o. Maximino Ribeiro de Miranda

3o. Daniel Pereira do Amaral

Parocho:

Marcelino Rodrigues Ferreira

Delegado de Instrução:

o mesmo parocho

Professor:

vago.

Negociantes:

Augusto Rodrigues de Miranda

Jose da Rocha Pinto e Souza

Capitão Joaquim Barroso Alves

Joaquim Quirino da Silveira

Raymundo Jose Alves

Serrarias:

Anselmo da Costa Guimaraes

Maximino Ribeiro de Miranda

Severianno Vaz Mourão

Engenhos de Canna:

Antonio Joaquim de Oliveira

Elias da Costa Coelho

Daniel Pereira do Amaral

Herdeiros de Jacintho Carlos de Miranda

Joaquim Barroso Alves

”        Dias de Sa

Joao Pereira do Amaral

Jose Candido de Castro Lessa

Ludugero de Oliveira Costa

Manoel Antonio de Oliveira

Maximino Ribeiro de Miranda

Miguel Antonio dos Santos Junior

Reginaldo Ferreira Rabello

Simao Vaz Mourão

Venâncio Justinianno de Gouvea

Cafelista:

Capitão Antonio Jose de Queirós

Fabrica de Ferro:

Zeferino Monteiro de Carvalho”

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07. C) DISTRICTO DE N. S. MãE DOS HOMENS DO TURVO

Juizes de Paz:

1o. Antonio Candido de Araujo Abreu

2o. Miguel Pereira do Amaral

3o. Antonio Taveira de Queiroga

4o. Sabino Barroso Alves

Subdelegado:

Antonio Candido d’Araujo Abreu

Suplentes:

1o. Sabino Alves Barroso

2o. Miguel Pereira do Amaral

3o. Antonio Taveira de Queiroga

Delegado de instrucao:

Sabino Alves Barroso

Professor:

Jose Joaquim Gomes Da Cruz

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08. D) FREGUESIA E DISTRICTO DE N. S. DA PENHA DO RIO VERMELHO

Juizes de Paz:

1o. Joao Henrique Pereira

2o. Bernardino dos Santos Carvalhaes

3o. Antonio dos Santos Carvalhaes

4o. Honorio Fernandes de Mendonca

Subdelegado:

Joao Henrique Pereira

Suplentes:

1o. Tenente-coronel Bernardino dos Santos Carvalhaes

2o. Bernardino Pereira Affonso

3o. Celestino Monteiro de Carvalho

Parocho:

Revd. Antonio Alves dos Reis

Delegado de instrução:

o mesmo parocho

Professores:

Bento do Espirito Santo Aguiar

(interino)

sexo feminino, vago.”

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09. NOSSA ANCESTRAL GENOVEVA NUNES FERREIRA

Retornando aos dados de Guanhaes, não se pode deixar de notar a presença da fazendeira D. Genoveva Nunes Ferreira. Obviamente esse sobrenome Nunes Ferreira não era incomum na região. O que o torna interessante é mesmo o prefixo Genoveva.

Isso porque, por coincidencia ou não, trata-se do mesmo nome de nossa pentavó no ramo “de Magalhães Barbalho.

Outra coincidência torna-se a nossa ancestral ter sido fazendeira no município de Itabira, ate pelo menos aos idos de 1827, quando a filha falecida, Isidora Francisca de Magalhães, foi inventariada pelo marido, Policarpo Jose Barbalho, os quais são nossos tetravós.

Sabemos que no final dos anos 1820 houve uma corrida do ouro para o recém formado Arraial de São Miguel e Almas, que durou ate aos anos 1840. E que as famílias eram de mineradores. Possivelmente, migraram para Itabira quando para la houve uma corrida do ouro ao final do século XVIII.

Eh razoável pensar que a pessoa presente em Guanhaes seja mesmo nossa ancestral. Embora, o limite de idade para que isso tenha acontecido esteja na tampa da beirada! Vovó Geno estaria com um pouco mais ou menos de 90 anos de idade, no mínimo.

Isso porque a filha Isidora houvera se casado em 1808. Supondo que a mãe a tenha gerado aos 16 anos de idade e ela se casado aos 15, teremos que a data de nascimento da primeira retorna `a volta de 1777. Algo fantástico, porem, não de todo impossível.

Levando-se em conta que muita gente da família, especialmente as mulheres pequeninas da família Barbalho, costumavam atingir a essas idades avançadas, mesmo naqueles tempos de média tão inferiores, pode-se pensar que exista algum inventario dessa nossa parente nos cartórios de Guanhaes ou museu no Serro.

Esse devera tanto informar melhor a respeito da descendência dela, como a possível maternidade de outra filha, Michaela Nunes Ferreira, acontecido em 1812, em Itabira, registrada nos livros do Ribeirão de Santo Antonio de Santa Barbara, e consta no site Familysearch.

A menos que essa Genoveva mãe da Michaela seja uma outra filha da nossa ancestral Genoveva e que ainda não temos a noticia que nasceu. Nesse caso, poderá muito bem ter nascido em torno de 1790 e ter se mudado para Guanhaes onde estaria por volta dos 70 anos de vida. Isso seria mais fácil ter acontecido.

Policarpo e Isidora Francisca batizaram uma filha com o nome de Genoveva em 28.01.1812. Mas essa não consta no inventario da mãe. Presume-se que tenha falecido criança. Se não, poderia ter sido ela.

Essa nossa ancestral Geno foi independente. No casamento dos tetravós Policarpo e Isidora consta que Isidora fora “filha natural”. Nos inventários desta fica diversas vezes mencionadas através dos dizeres: “fazenda de dona Genoveva Nunes Ferreira, mãe da falecida”.

Ou seja, não era nem casada nem viuva de ninguém pois, se o fosse, ela seria a viuva do falecido.

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10. PRESENCA DE JOAO DA CUNHA MENEZES

Não vou mencionar, a respeito de Guanhaes, a presença das diversas outras pessoas identificáveis como parte e agregadas `a nossa genealogia. Praticamente todo mundo se enquadra.

Mas ha uma pessoa que torna-se necessário tratar que é o senhor Joao da Cunha Menezes. Aparece como comerciante e celeiro. Ha mais tempo observei a presença do nome dele em anos posteriores ao de 1864. Por isso tive duvidas.

Com o surgimento do nome deste em 1864 como homem ja feito, as duvidas se dissiparam. Não pode mesmo ser o mesmo senhor Joao da Cunha Menezes que veio a ser um dos patriarcas de família em Virginópolis.

Isso porque o senhor Joao da Cunha de la foi pai do Joao Sergio (Serginho) em 1931. Para ser o mesmo, teria que te-lo feito aos 100 ou mais anos de idade. Infelizmente não tenho as datas vitais do senhor Joao, em Virginópolis, quando faleceu e com qual idade. Mas se ele tivesse atingido a tal idade seria comentário obrigatório.

O certo é que ha a tradição de que os “da Cunha Menezes” de Virginópolis descendem do D. Luiz da Cunha Pacheco e Menezes, aquele que foi governador das províncias de Goiás primeiro e depois da de Minas Gerais.

E esse Joao da Cunha Menezes presente em Guanhaes, ja estabelecido pelo menos a partir de 1863, poderá ter nascido no nascer do século XIX, ou seja, ali por volta de 1805. Com extensão ate 1920.

Isso não da a ele a oportunidade de, por exemplo, ter sido filho do “Fanfarrão Minesio”, apelido dado ao governador Luiz no “Cartas Chilenas”. Não consta que o fanfarrão tenha sido casado. Consta que não era flor que se cheirasse!

O “Fanfarrão Minesio” faleceu em 1819, porem, ha muito ja em Portugal. Portanto, ha a possibilidade do senhor Joao de Guanhaes ter sido neto dele. E penso que tenho em mãos uma pista que pode ajudar a esclarecer isso.

Encontrei um livro super interessante. Trata-se do “ANNO BIOGRAPHICO BRAZILEIRO.” Não se assombrem não. A ortografia esta correta. Isso porque as regras em vigor remontam ao ano de 1876.

O autor era o Joaquim Manoel de Macedo. E a “editora” “Typographia e Lithographia do Imperial Instituto Artistico”. Entao, tratava-se de obra oficial de governo durante do imperio de D. Pedro II.

Vou copiar duas biografias ali encontradas. Elas saíram do primeiro volume. Este contem uma centena de biografias de personalidades conhecidas e não conhecidas ate por quem gosta de Historia de um modo geral.

Depois comento mais. Segue, então:

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11. BIOGRAFIA DE DONA DAMIANA DA CUNHA

(a partir da pag. 55)

“Os sertanejos paulistas descobridores do vasto territorio que veio a formar a provincia de Goyaz, (resolvi manter a grafia de alguns nomes, o resto traduzi) tinham visto uns depois de outros passar um século sem que com toda sua bravura abater e conter a tribo selvagem dos cayapos dominadora dos sertões de Camapuan.

Intrépidos e vingativos os cayapos ousavam chegar em suas correrias ate o norte da capitania de São Paulo, batiam-se impávidos com as bandeiras paulistas (companhias ou bandos de sertanejos) e roubavam as caravanas.

Luiz da Cunha Menezes governador e capitão general da capitania de Goyaz de 1778 ate 1783 resolveu empregar meios dóceis, conciliatórios e humanos para chamar `a civilização aquela tribo enérgica e guerreira e em 1780 fez

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partir um simples mas inteligente soldado de nome Luiz a frente de cincoenta goyases e tres indios em procura amigável dos cayapos.

Depois de alguns meses chegou de volta a Villa Boa (depois cidade de Goyaz) o soldado Luiz com os seus aventureiros, trazendo cerca de quarenta cayapos com o maioral da tribo, ancião ainda forte e de imponente aspecto. Entre as mulheres vinha a filha do maioral conduzindo pela mão a um menino, e `as costas em uma como rede de cipo bonita menina de poucos meses nascida.

A menina, neta do maioral recebeu no batismo o nome de Damiana, e o governador que foi seu padrinho, deu-lhe o seu apelido, da Cunha.

Os cayapos, cujo numero avultou por novos descimentos foram estabelecidos nas aldeias Maria, e de S. Jose.

Na aldeia de S. Jose cresceu, e casou-se com um brasileiro D. Damiana da Cunha, de quem Auguste de Saint-Hilaire que foi visita-la, quando ali esteve, fala com elogio e interesse. Era mulher bonita, amável, de espirito atilado, falando bem o português, e, o que mais importa, gozando a maior consideração entre os cayapos.

Mas a harmonia e a paz não duraram muito tempo: aqueles selvagens voltaram de novo `a guerra ainda mais terrível; porque não eram poucos os que desertando das aldeias depois de ter aprendido a manejar armas de fogo levaram esse poderoso recurso aos seus irmãos dos desertos.

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Então no meio da maior fúria da guerra, quando os cayapos atacavam bandeiras, incendiavam habitações, destruíam plantações, matavam e roubavam, e em consequência sofriam também perseguições igualmente cruel, acabando muitos em vingativas e horríveis matanças, D. Damiana da Cunha começou a ilustrar sua vida ja por virtudes louvadas, realizando, ela pobre e debil senhora, o que tinham feito Nobrega e Anchieta.

Heroína do amor fraternal, anjo de caridade, apostolo da fe, suave e potente elemento de civilização, D. Damiana da Cunha, toma o grande e glorioso empenho de ir aos sertões chamar os cayapos `a vida social, `a religião santa, e ao dever do trabalho.

Essa admirável e benemérita senhora quatro vezes maravilhou os goianos pelos seus triunfos, que lhe custavam longas e penosas marchas, vida exposta `as feras e a mil outros perigos, e meses de trabalhosa perseverança, que lhe esgotavam as forças.

Ela não levava soldados, nem guerreadores: levava no coração o amor, na alma a fe, e pendente sobre o peito a cruz do redentor.

Em 1808 depois de ter se internado ao sul nos sertões do Araguaya entrou D. Damiana na aldeia de São Jose, trazendo mais de 70 cayapos de ambos os sexos que receberam as aguas batismais.

Pouco antes de 1820 preparava-se ela para segunda entrada, quando recebeu a honrosa visita do sábio Saint-Hilaire que deixou entrever duvidas sobre o resultado da empresa: D. Damiana respondeu: “os cayapos me rés-

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peitam muito para deixar de atender-me.” E o êxito do segundo empenho igualou ao do primeiro.

Em 1824 a nobre senhora-apostolo internou-se nos sertões de Camapuan, e após sete meses de fadigas e de santa pregação conduziu `a pia batismal, e ao seio da civilização cento e dois cayapos de um e outro sexo.

Era muito: estava cansada, abatida e gasta de tanto subir montanhas, descer a extensos vales, arrostar perigos e morte, e provar mil privações nos desertos.

Mas no fim de 1829 os cayapos em avultado numero apresentaram-se ameaçadores, espalhando em sua marcha destruição e morte.

O presidente de Goyaz, desde 1822, provincia do Imperio do Brasil, apelou para D. Damiana da Cunha.

O anjo serenou a tormenta: os cayapos abrandaram-se `a sua voz, e a heroína abnegada, esquecendo as profundas alterações de sua saúde, recebeu instruções do presidente da provincia, e saiu em companhia de seu marido Manoel Pereira da Cruz, e de um índio e de uma índia, Jose e Maria, que a acompanhavam sempre, a procurar conseguir a paz, a amizade, e a conquista civilizadora da indomável tribo de seus irmãos.

A 24 de maio de 1830 pela quarta e ultima vez abismou-se nos sertões, e no fim de oito meses entrou de volta em sua aldeia a 12 de janeiro de 1831.

Alquebrada e doente so com o heroico esforço resistira a 8 meses de tormentoso labor: em tais condições pouco fizera: o séquito de cayapos conquistados por sua influencia

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era menos numeroso; Damiana porem completara o sacrifício de sua vida.

Os indios aldeados saíram a recebe-la com danças e festivas demonstrações; o presidente da provincia acudira a espera-la com todas as autoridades do lugar.

Honras vans do mundo! D. Damiana da Cunha entrou na aldeia apoiada nos braços dos índios seus irmãos; trazia nos olhos quase sem luz, e na face de palidez marmórea o selo da morte.

O dia 12 de janeiro de 1831 foi o anunciador da agonia da santa.

O dia 12 de janeiro de 1831 é a branca e gloria mortalha de D. Damiana da Cunha.

Poucos dias depois ela morreu.

Hoje ninguém sabe, onde é o lugar da sepultura dessa missionaria angélica.

Tenha D. Damiana da Cunha este simples epitafio na historia: Mulher-Apostolo.”

Gostei muito a partir da introdução. `A época “os sertanejos paulistas” cantavam mais alto que os de Goiás!!! Atualmente haveria apenas que traduzir a palavra por sertanistas para corresponder ao verdadeiro significado que o autor deu.

A segunda biografia retirada da mesma literatura nos conta a vida de Luiz Barbalho. Posto-a aqui por ser o melhor resumo das peripécias do herói brasileiro e que põe uma ordem cronológica aos feitos dele de melhor maneira que todos os que ja vi antes. Segue então:

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12. BIOGRAFIA COMPLETA DE LUIZ BARBALHO BEZERRA

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15 DE ABRIL

LUIZ BARBALHO BEZERRA

Filho legitimo de Antonio Barbalho Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho, Luiz Barbalho Bezerra nasceu em Pernambuco em um dos últimos anos {1584} do século decimo sexto.

Adotou a carreira das armas e havia quatorze anos que militava na pátria, quando em 1630 os holandeses invadiram Pernambuco, e tomaram a cidade de Olinda e o Recife.

Começou a guerra holandesa, e Luiz Barbalho levando seus dois filhos Agostinho e Guilherme, criados e escravos seus apresentou-se ao general Matias de Albuquerque na fortaleza do Arraial do Bom-Jesus de improviso construído, e desde logo principiou a distinguir-se.

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Fora preciso enumerar algumas dezenas de combates, de ataques e tomadas de redutos, de repulsa de assaltos do inimigo, e de assombrosas proezas para referir os feitos heróicos de Luiz Barbalho desde 1630 ate 1635.

Neste ultimo ano Matias de Albuquerque foi obrigado a apressar sua retirada para as Alagoas, e Luiz Barbalho e o sargento-mor Pedro Correa da Gama que comandavam na fortaleza de Nazareth, onde resistiram ao mais vigoroso e apertado cerco por quatro meses, capitularam a dois de julho com as maiores honras da guerra; mas em tal estado que ao sairem da praça alguns soldados caíram mortos por efeito da fome que a dias a guarnição sofria.

Luiz Barbalho, sua mulher e filhos ficaram prisioneiros, sendo ele logo depois mandado para a Holanda, d’onde conseguiu passar para a Espanha, e voltar para o Brasil, chegando `a Bahia a 16 de agosto de 1637, vindo nomeado mestre-de-campo de um terço que se levantara em Lisboa apenas com 250 soldados.

O cuidado da familia preocupava muito Luiz Barbalho e `a empenho seu o general Bagnuolo escreveu ao príncipe Mauricio de Nassau, pedindo que restituísse `aquele esposo e pai sua esposa e dez filhos conservados prisioneiros no Recife. O ilustre e generoso chefe holandês prontamente pôs termo ao cativeiro de dois anos dos objetos do amor do bravo Luiz Barbalho e apressou-se em manda-los para a Bahia.

Mas em 1638 Mauricio de Nassau vem com forças numerosas tentar a conquista da cidade de S. Salvador; Bagnuolo traz em socorro desta o pequeno exercito que se retirara de Pernambuco e que estava acampado na Torre de Garcia d’Avila.

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Luiz Barbalho sufoca o sentimento de gratidão pessoal e entre os defensores da cidade capital da Bahia e do estado do Brasil distingue-se como herói, e rechaçados os holandeses, recebe no ano seguinte prêmio conferido pelo rei, e deixa seu nome perpetuado em importante forte que construira.

Em 1639 chegara `a Bahia com poderosa armada o conde da Torre, e quase no fim do ano, pondo em execução vasto plano de campanha, deu a vela com numero excedente a 80 navios, levando forças de desembarque e os principais chefes brasileiros, entre os quais Luiz Barbalho.

Todo o plano do conde da Torre falhou; as tempestades o contrariaram, e a esquadra holandesa em combates e batalhas navais deixaram muito duvidosa a sua capacidade militar.

Depois dessas cruéis contrariedades o conde da Torre pôs em terra na povoação de Touros, quatorze léguas ao norte do Rio-Grande Luiz Barbalho com a gente do seu comando, e fez-se ao mar.

Era quase um sacrificio barbaro.

Luiz Barbalho assim abandonado com algumas centenas de valentes a quem o conde da Torre dera apenas ração para dois dias, ou tinha de entregar-se prisioneiro com os seus camaradas, ou atravessar o Rio-Grande, a Paraíba e Pernambuco, três capitanias sob o domínio holandês, e ainda Sergipe sem pontos de apoio e completamente exposto `as forças inimigas.

Luiz Barbalho não hesitou; preferiu a retirada quase impossível a render-se ao holandês.

Ele comandava cerca de mil soldados e alguns bravos

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capitães; falou-lhes com energia, e deu principio a retirada, saindo de um verdadeiro deserto; avançando para o sul, procurou de propósito as povoações; naquelas que não tinha guarnições holandesas acolhimento e socorros alimentícios, nas outras ocupadas pelo inimigo entrou `a força, tomou o necessário e incendiou o que não podia levar. Depois de mil trabalhos e dificuldades chegou `a Villa de Goyanna, onde os holandeses tinham 530 soldados, Barbalho atacou-os, e em furente peleja os venceu, e mandou passar `a espada os prisioneiros por não pode-los levar consigo.

Três mil holandeses divididos em três colunas saíram de Recife em perseguição a Barbalho, cuja retirada se tornou ainda mais áspera e tremenda.

O impavido mestre-de-campo viu-se forçado a marchar, fazendo grandes rodeios, a entranhar-se pelos sertões áridos e desertos, a abrir caminhos através de florestas, a transpor alguns rios engrossados pelas cheias, e outros em todo tempo mais ou menos caudalosos; as vezes urgido pela fome e pelas privações despedia partidas ligeiras em busca de alimentos; as vezes aparecendo `a descoberto oportunamente, batia-se, e forcando a recuar a coluna inimiga que de mais perto o perseguia, de novo penetrava nas matas, e iludindo com marchas falsas os holandeses, continuava a sua heróica retirada.

Por fim Luiz Barbalho chegou `a margem de S. Francisco, e passando alem dele, fez alto da parte do sul, dando descanso e alivio a seus admiráveis soldados e a não poucos imigrantes de ambos os sexos que fugindo ao jugo estrangeiro os acompanhavam.

O holandês não ousou persegui-lo alem do S. Francisco, e Luiz Barbalho depois de al-

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uns dias de repouso, prosseguiu em sua retirada, atravessou Sergipe, entrou na Bahia, e foi chegar `a cidade de S. Salvador no fim de quatro meses de marchas calculadas em mais de trezentas léguas, tendo combatido muitas vezes sempre com vantagem.

Foi este o feito talvez mais portentoso de toda a guerra holandesa.

A retirada de Luiz Barbalho mereceu o louvor insuspeito de escritores holandeses; os portugueses a compararam `a dos dez mil, e a ele chamaram o novo Xenofonte.

Pouco depois de chegar `a Bahia Luiz Barbalho é mandado de S. Salvador a desalojar os holandeses que se tinham fortificado no rio Real; atacou-os, rompeu suas fortificações, desbaratou-os e po-los em fuga depois de lhes matar mais de 300 homens.

Luiz Barbalho tinha adquirido gloriosa e fulgente fama.

Rompeu e triunfou a revolução regeneradora de Portugal. O Marquez de Montalvão, 1o. vice-rei do Brasil, aclamou D. Joao IV; mas porque dois irmãos do marquez tinham fugido para a Espanha, não querendo apoiar a causa da pátria, D. Joao desconfiou do vice-rei, e escrevendo-lhe carta autografa em que anunciava o grande acontecimento que o elevara ao trono, dizia-lhe também que adotasse a regeneração de Portugal, proclamando-o portanto no Brasil; dias depois porem faz seguir de Lisboa para a cidade de S. Salvador o padre jesuíta Francisco Vilhena, trazendo duas outras cartas, uma ao marquez, exonerando-o do cargo de vice-rei, e a segunda nomeando o bispo D. Pedro da Silva, o mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra, e o procurador-mor Lourenço de Brito Correa governadores interinos do Estado do Brasil.

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Estas duas cartas deviam servir para o caso de não querer o marquez de Montalvão proclamar o rei D. Joao IV ou de hesitar em faze-lo.

O padre Vilhena chegando `a Bahia, ja achou proclamado o rei D. Joao IV; mas por leviandade, ou ma fe, conspirou para seduzir os tres governadores interinos nomeados para o caso que alias não se dera, e, fazendo entrega das cartas, levou estes a depor o marquez de Montalvão, e `a prende-lo, mandando-o depois para Portugal.

A influencia e o dolo de Vilhena embaçaram por alguns meses a gloria de Luiz Barbalho, que em 1642 foi remetido preso para Portugal.

D. Joao IV reconheceu a inocência de Luiz Barbalho vitima, não de criminosa ambição de poder; mas de confiança nas instruções e nos abusivos impulsos do padre Vilhena; e não so lhe perdoou o erro involuntário, como o nomeou governador do Rio de Janeiro em 1649. {1643}

No governo desta capitania ostentava ele toda a sua atividade, e administração zelosa e enérgica, quando faleceu a 15 de abril de 1644.

Seus restos mortais foram sepultados na capela-mor da Igreja da Companhia de Jesus.”

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13. COMENTARIOS ENVOLVENDO A FAMILIA DA CUNHA MENEZES

Aos poucos irei explicando os fatos que os dados transmitem a meu parecer.

Em primeiro lugar, desconfiei muito do inicio da biografia de dona Damiana. Uma que o governador Luiz não era muito dado `a ética e `a politica de boa vizinhança.

As biografias naquela época foram redigidas ao estilo romântico. O autor parece estar copiando o romântico Jose de Alencar, autor de “IRACEMA” e “O GUARANI”, entre outros, que, alias, viveu e escreveu entre 1829-1877.

Desconfiei do fato de que dona Damiana aparece com avô, mãe e irmão mas o pai não é anunciado. Outro detalhe curioso torna-se a menção `a beleza da menina de meses. Quantos?

Nada anormal em relação a isso. Mas crianças saudáveis são sempre bonitas, seja la qual for a origem. Acontece que quando o numero de crianças torna-se maior, o que era esperado em relação a uma população considerável, a beleza vira comum e não chama a atenção.

O que chamaria a atenção mesmo seria o nascimento de uma criança híbrida. Quando ha a hibridização se da o que comumente se chama de choque sanguíneo. Ha uma probabilidade maior de os híbridos se tornarem mais saudáveis, portanto, parecerem mais bonitos.

Associado a isso, para confirmar podem ate mesmo procurar o livro na internet e buscarem a biografia de Joao Ramalho. Ele foi o primeiro morador europeu na região de São Paulo. Acredita-se que foi naufrago.

Foi encontrado por Martim Afonso de Sousa e ajudou a esse primeiro governador geral do Brasil a fundar a primeira cidade do pais, São Vicente, em 1532. Alem disso foi o fundador de Santo Andre, com grande participação própria e de suas diversas mulheres.

Entre os indigenas não havia preconceito quanto `a poligamia. Não era uma pratica totalitária, mas era muito bem aceita. Principalmente entre os chamados maiorais.

E um estrangeiro que fosse aceito numa tribo, talvez em função da facilitação da comunicação e obtenção de vantagens para a tribo junto aos outros estrangeiros, era também preferido pelos maiorais, que lhes traziam como presente as filhas para que o “enlace matrimonial”  gerasse um parentesco. Era uma forma de garantir a manutenção da paz e prosperidade.

Os portugueses que se prestaram a ser vínculos com as tribos inclusive davam a desculpa de que eram os índios que queriam que eles tivessem mais de uma “esposa”, contrariando os mandamentos da Igreja na Europa. E foi algo que escandalizou a Anchieta e Nobrega!

Mas esses fizeram o casamento de Joao Ramalho com pelo menos uma de suas concubinas, a Bartira, filha do cacique Tibiriçá, que depois recebeu o nome de batismo de Isabel Dias, e nos brasileiros descemos quase todos do personagem e suas mulheres.

Enfim, por esses fatos, fica mais fácil crer que o Luiz soldado, não era outro senão o próprio D. Luiz da Cunha Menezes. E o inicio da versão da biografia de dona Damiana pode ser uma “conversa pra boi dormir”.

Observe-se que a publicação foi feita mais para o final do século XIX. As praticas sexuais ate ao século XVIII eram completamente diferentes no Brasil. Tudo era muito difícil, casamento era símbolo de status e as pessoas não esperavam o surgimento de um sacerdote que podia nunca vir.

A moeda corrente era o concubinato. E isso não era visto como algum defeito. Embora, quando dos registros, fizessem questão de escrever “legitimo” aos que fossem casados e registrados. Aos outros cabia um debochado “natural”.

As coisas mudaram a partir do reino da rainha Victoria, na Inglaterra. Houve a partir do reino dela um incentivo `a ortodoxia. O nobre passou a ser a completa cobertura do corpo. A obediência cega aos dogmas. E a hipocrisia de que, o que acontecia “longe dos olhos ficava longe do coração”.

Muito provavelmente sera que logo depois do governador Luiz ter se apresentado ao posto em Goiás o problema a se resolver fosse fazer a paz com a tribo. Então, era de se esperar que o maioral oferecesse a filha dele ao “maioral branco” que era solteiro.

E o “maioral branco” não poderia fazer uma desfeita ao imponente cacique. E “para o bem do povo e felicidade geral da nação”, ele também “ficou”! Mais tarde, ao saber da gravidez via algum “pombo-correio”, resolveu penetrar o desconhecido e resgatar seu sangue.

Nesse caso, não duvido da possibilidade de que dona Damiana da Cunha tenha na realidade sido filha do governador. E se o foi, poderá ter sido mãe do primeiro Joao da Cunha Menezes, que residiu em Guanhaes.

E ha a possibilidade também de este Joao ter sido o pai do senhor Jose da Cunha Menezes, que foi o pai do senhor Joao da Cunha Menezes, o que deixou descendência extensa em Virginópolis.

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14. COMO SABER SE OS DA CUNHA DESCENDEM DO LUIZ?

O bom aqui será que pode-se tirar uma prova relativamente fácil da hipótese. Uma via seria verificar se algum descente fez exame de DNA para conhecer a procedência de ancestrais. Se não tem, o exame pode ser feito.

Pronto o exame, por essa via temos duas possibilidades. Se dona Damiana foi 100% indígena, a quantidade de sangue será o dobro nos atuais descendentes caso ela tenha sido apenas 50% indígena.

Mas assim fica estabelecido que o primeiro Joao teria 50 ou 25% de sangue. O sr. Jose teria entre 12.5 e 25%. O segundo Joao entre 6.25 e 12.5%. Temos filhos do sr. Joao ainda vivos. Então, esses deverão ter a metade disso. Os netos 1/4.

Mas os netos, por descenderem de indigenas por outras vias, deverão ter pouca coisa a mais. O que deveriam ter por essa via somados a pelo menos 1 ou 2%. Se isso acontecer, a hipótese estará praticamente confirmada.

A segunda via a verificar-se seria buscar nos livros de Cartório de 1o. Oficio em Guanhaes. Ali encontrar-se-ao os registros de eleitores da vila. Esses registros continham pelo menos os nomes dos pais dos eleitores e a idade com que contavam.

Nesse caso, o nome do pai do primeiro Joao da Cunha devera ser Manoel Pereira da Cruz, o marido de dona Damiana. Não constava os nomes das mães. Elas eram consideradas secundarias. Mas o fato é que não ha como negar que a mãe seria ela mesmo.

O restante seria apenas localizar o nome da esposa do primeiro Joao Menezes para levar a genealogia completa ate ao D. Luiz. Dai para trás, melhor dizendo, para as raizes, deve estar tudo decifrado em Portugal, e nos atuais sites de genealogias portuguesas.

Obviamente tudo isso não passa de hipótese.

Quanto aos “da Cunha Menezes” de Virginópolis, pelo menos os descendentes dos casais: Joao da Cunha – Eva Nunes Coelho/Emidia Nunes Coelho e Maria da Cunha Menezes – Durval Nunes Coelho, são também descendentes do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Os outros filhos do senhor Jose da Cunha Menezes e dona Maria Tereza Severino podem ou não ter descendência conjunta com o governador. Ao que se sabe ate agora é que os do ramo dos Barbalho são. Donas Eva, Emidia e o Durval descendiam da tia-bisavó Emigdia de Magalhães Barbalho.

Mas boa parte das outras famílias também o são porque tem ancestrais descendentes dele. Mesmo que ha muito não assinem o sobrenome.

Quanto ao sobrenome do primeiro Joao poder ter sido “da Cunha Menezes” e não “Pereira da Cruz”, como se esperaria atualmente. Ha que se lembrar que naquele tempo não havia empecilho algum de os descendentes escolherem para si sobrenomes de ancestrais mais proeminentes.

Por saber descender do governador, o primeiro Joao poderia ter adotado o “da Cunha Menezes”, que viria pelo lado materno, sem constrangimento algum. Essa ideia de preferencia pelo lado paterno somente surgiu posterior `aquela época.

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15. RELAÇÕES DE COMPADRIO NO BRASIL DO SECULO XVIII

Quanto `a questão dos batizados, eh preciso também informar-se em relação `as praticas da época. O compadrio com as pessoas que ocupavam altos cargos era imensamente buscado pelas pessoas, pois, isso significava abrir uma janela para as oportunidades.

Naquele tempo tudo girava em torno de privilégios. Sem um QI (quem indica) forte, ninguém conseguia nada na vida, a não ser aqueles que ja estavam por cima. A meritocracia funcionava de acordo com o volume das “burras”.

Por isso, eh bom dar uma olhadinha na tese abaixo. Ela descreve o compadrio em Minas Gerais. Sendo que os exemplos de padrinhos são os governadores. E um deles foi o governador da Cunha Menezes. Alias, foi o que mais aceitou afilhados.

Mas observe-se que a situação em Goiás era diferente da de Minas Gerais. Os apadrinhamentos aceitos pelo governador Luiz parece que faziam parte de uma estratégia usada por ele para fortalecer uma elite que se tornasse adversaria daquela que dominava anteriormente.

Lembremo-nos que ele estava no governo `a época em que havia muita revolta do povo da elite, inclusive a Inconfidência Mineira estava sendo gestada. A tática de dividir para enfraquecer eh estratégia mais antiga que ele. Foi por causa dela que os inconfidentes foram vencidos. A tese é essa:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882006000200012

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16. VOLTANDO `AS ANALISES
No caso especifico de Peçanha não ha muito o que comentar. Verifica-se a presença de pessoas que se encontram no livro do professor Dermeval Jose Pimenta: “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”.
Alem do acréscimo de outras que podem ter gerado vínculos parentais na atualidade. Salvo engano, o senhor Manoel Netto da Silva tornou-se ancestral de alguns Coelho.
Parece-me que a nossa “em lugar de bisavó”, Melita Penha Netto, descendia dele. Ela foi a segunda esposa do bisavô Joao Rodrigues Coelho.
Não aparecem ai o senhor Cyrino Jose Barbalho e o tio Antonio Nunes Coelho. Eles surgem a partir de 1875.
De Guanhaes temos que o Jose Vaz Barbalho mais tarde transferiu-se para Sabinópolis. Não tenho ainda algo mais certo a respeito dele.
Com a ajuda do amigo Mauro Moura de Andrade pude ler os inventario e testamento do Francisco Jose Barbalho. Ai encontrei que Francisco e Jose eram irmãos.
A revelacao se faz na autorga do encargo de testamenteiros. A ordem dos nomeados foi: 1o. a esposa Quintina Barbalho; 2o. o irmão Jose Vaz Barbalho; e o 3o. o capitão Francisco Marçal Barbalho.
Infelizmente não foi revelado o grau de parentesco que havia entre eles e o trisavô Francisco Marçal. Jose e Francisco Jose eram filhos de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo, e ela, `a época da abertura do inventario, estava com 90 anos.
Observe-se que também o trisavô Francisco Marçal não aparece nos dados de 1872 em Virginópolis. Deve ter se incorporado `a Paroquia mais tarde.
De Guanhaes também notei a ausência do nome do tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães. Segundo o professor Nelson Coelho de Senna ele continuou sendo eleito para o cargo de Juiz de Paz. Faleceu em 1879. Mas ai estava ausente.
De Virginópolis ha um dado interessante por mostrar a presença do sr. Firmiano Ferreira Campos. Isso porque demonstra que ele foi o primeiro da fila de irmãos a chegar no município. Os senhores Manoel e Antonio Ferreira Campos Baguary o terão seguido.
Alem disso, constata-se as possibilidades de enganos durante a redação dos Almanaques daquela época. Firmiano aparece com o nome correto como suplente de subdelegado. Como fazendeiro recebe o nome de Firmiano Ferreira Coelho.
Como antigamente versava o ditado: “Quem não é Coelho é couve”, nos arredores de Virginópolis, os redatores o salvaram!
A lista de Virginópolis começa com dois de nossos trisavós. O pai Joao Batista pelo lado materno e o filho, Junior, pelo lado paterno.
Interessante foi que não constaram como fundadores em 1870. Na verdade, não estavam presentes na fundação da Paroquia.
E segundo a tia-avo Ruth Coelho, deixando escrito em livro próprio, eles residiam numa propriedade em território guanhanense. Mudaram-se para o povoado depois. Ela conta:
“Meu pai, Jose Batista Coelho, dizia ter vindo para Patrocínio de Guanhaes aos seis meses de idade, de onde nunca mais saiu.”
O Ze Coelho havia nascido a 05.08.1864, indo falecer a 25.09.1944. Pelos dados, eles teriam ido para a cidade em fevereiro de 1875. Mas antes disso ja eram juizes de paz local. Deve ter havido engano da tia.
Geralmente contava-se que os fundadores de Virginópolis haviam sido os senhores Felix Gomes de Brito, Jose Antonio da Fonseca, ten. Joao Batista Coelho e ten. Joaquim Nunes Coelho. Mais recentemente ouvi uma versão incluindo um certo capitão Figueiredo.
Naturalmente, ha uma diferença pequena entre os que mexeram os pauzinhos ou os papeis para registrar o acontecimento e aqueles que assinaram a ata de fundação.
Na ata deve constar todos os mencionados nos almanaques e alguns outros mais. A fundação de um arraial no qual houvesse apenas dois moradores seria distorção da realidade.
Havia o arraial. Sabe-se ate hoje onde fica a casa na qual residiu o ten. Joao Batista Coelho. Fica aproximadamente 1 km distante do local da primeira igreja. Mas, talvez, não deviam ainda residir la.
Possível será que estavam desmatando, preparando o terreno e construindo a casa. Se essas coisas não fossem postas no lugar, também não se justificava o verbo residir em termos humanos.
O Joao Junior nasceu em 1845. Portanto, estava com 17 anos de idade no ano de 1862. O pai dele, nascido em 1822, estava com 40. Com isso se demonstra a necessidade da maturidade para assumir posições ao tempo. 17 anos era uma idade ainda prematura. Mas com o pai ao lado a coisa mudava de figura!
Estranhei também não ver a presença do Joaquim Pereira do Amaral, nosso tetravô paterno, em Virginópolis. O professor Dermeval menciona um do nome que surge em 1875 com engenho de serrar madeira.
Mas, segundo ele, esse era filho de nossos pentavós Malaquias Pereira do Amaral e sua esposa Anna Maria de Jesus. Então, sendo irmão do tetravô Daniel Pereira do Amaral, que residia em Sabinópolis.
 
Mas o autor afirma que foi casado e não teve filhos. Resta-nos esperar, então, que aquele que viveu em Virginópolis e foi nosso ancestral tenha sido filho de um dos irmãos do Malaquias: Francisco, Joao ou Miguel.
 
Nesse caso, o mais provável que nosso vinculo através do ancestral Joaquim ai, embora considerado de Sabinópolis, deve ter passado pelos distritos de Rio Vermelho e Materlândia.
 
Isso porque a esposa do ancestral Joaquim chamava-se Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Pode ser que as famílias ainda residiam em Sabinópolis quando se casaram e se mudaram para Patrocínio.
 
Mas por certo, todos os citados no almanaque de 1872 em relação a Materlândia tem vínculos estreitos com Sabinópolis. E ali esta a presença do Miguel Pereira do Amaral, que não deve ser o irmão do Malaquias.
 
Esse nascera em 1787. Então, poderia ter sido um filho dele e, talvez, irmão do Joaquim nosso ancestral.
 
Ja em Rio Vermelho temos, alem dos Antonio e ten.-cel. Bernardino dos Santos Carvalhaes, a presença do Celestino Monteiro de Carvalho. Ele foi filho de Senhorinha Rosa de Jesus e Jose Carvalho da Fonseca, que residiam em São Pedro do Suacui.
 
Senhorinha foi filha de nossos Pentavós Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana que fizeram parte do rol de fundadores de Sabinópolis.
 
irmã do Celestino, dona Maria Augusta Cesarina de Carvalho foi a esposa do tio, capitão Francisco Nunes Coelho. O mesmo que em Guanhaes era 1o. Juiz, subdelegado e negociante de secos.
 
Não aparece ainda como fazendeiro porque a mãe dele, Anna Pinto de Jesus, nossa pentavó com o Eusebio Nunes Coelho, ainda era viva.
 
Ele ainda foi politico dos mais respeitados e deixou uma linhagem de políticos que atuava por mais 100 anos depois daquela época.
 
Dos irmãos do Celestino, também o Maximiano Monteiro de Carvalho residiu em Rio Vermelho onde era casado, deixou filhos e era eleitor em 1865.
 
Outros três: Jose, Antonio e Manoel residiram em São Pedro do Suaçui. Obviamente, estou relembrando apenas uma das muitas famílias de nossos familiares que se instalaram na região. Imagine-se quando se desvendar as partes ocultas da nossa genealogia!!!
 
A respeito dos Alves Barroso ai presentes, são todos da família do Ary Barroso. O Sabino, por exemplo, mais tarde tornou-se deputado de muita relevância, chegando a tornar-se presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
 
Foi ele que deu o jeitinho para descolar a carreira do Ary, que era sobrinho dele. Era irmão do Joao Evangelista Barroso, o pai.
 
Tenho duvidas quanto ao farmacêutico que aparece nos dados de Guanhaes não ter o nome de Modesto Alves Barroso, ao invés de Barbosa. O Modesto Barroso deixou descendência que incorporou-se a família virginopolitana.
 
Entre os descendentes estava a dona Dinah Barroso, que foi esposa do senhor Antonio Moreira. Foram pais da Railda, esposa do tio Ozanan Barbalho e da Margarida, esposa do Lincoln Antonio Lucio.
 
Dessa miscelânea so podemos esperar mesmo mais parentesco de nossa parte com todo o circulo de cidades da região! E nos costumamos brincar que: “mesma coisa é um caminhão cheio de japoneses!” So se for em Minas Gerais!
 
PS. O Ney, meu irmão fez a observação de que os rios correntes que passam em Sabinópolis pertencem todos `a Bacia do Rio Doce. Então, esta incorreta a informação passada pelo Almanak em relação ao desaguar no Jequitinhonha.
 
A verdade passa pelo fato de que tanto o Rio Jequitinhonha quanto o Mucuri, que são os mais importantes da Região Nordeste de Minas Gerais, nascem naquelas imediações, porem, suas nascentes faziam parte do conjunto que formava o Serro e do qual Sao Sebastião dos Correntes fazia parte.
 
O nome Sabinópolis surgiu a partir do nome Sabino Alves Barroso que era ate então o filho mais ilustre da localidade. Alguns queriam que o Ary Barroso também tivesse nascido la. Mas o pai do Ary sim, nasceu la.
PS 2. Havemos de nos lembrar também que os genealogistas mais recentes afirmam que o nome do pai do Luiz Barbalho Bezerra era Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e não Antonio Barbalho Felpa de Barbuda como esta na biografia de 1876.
 
O sobrenome Barbalho Bezerra nasceu a partir da combinação com o sobrenome materno que procedeu de Camilla Barbalho.
 
Guilherme era filho de Antonio, com o mesmo sobrenome, que era filho do casal Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra. Procedia de Ponte de Lima. Antonio e Maria tiveram também o filho Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, nascido em Viana do Lima em 1524, e muitos outros.
 
Esse ramo da familia transferiu-se para o Brasil, levado pelo primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho.
 
Isso explica a alta frequência do sobrenome Bezerra, e também Barbalho, junto `a população nordestina. Alem destes aparecem os Araújo, Andrade, Monteiro, Tavares, Mendonça, Furtado, Carneiro e outros na formação do ramo que se dirigiu para o Rio de Janeiro e posteriormente para Minas e o Sul do pais.
 
O nome Guilherme para o pai do Luiz Barbalho parece comprovar-se pelo fato de o primeiro filho ter-se chamado também Guilherme.

 

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012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

INDICE:

01. O TRONCO

02. BUSCANDO INDICIOS DO MANUEL RODRIGUES COELHO

03. MANOEL RODRIGUES COELHO EM JARDINS DE ANGICOS-RN

04. CONTATO COM O AUTOR JOAO EVANGELISTA ROMAO

05. MANUEL RODRIGUES COELHO DA FARMACIA

06. UMA NOVIDADE A RESPEITO DO MANUEL RODRIGUES COELHO

07. MANOEL RODRIGUES COELHO NO FINAL DO SECULO XVIII

08. INFORMACOES VINDAS DO PROFESSOR NELSON

09. “PROJETO COMPARTILHAR”: PEDRO XAVIER E LUIZA BICUDA

10. MANOEL RODRIGUES COIMBRA E MARIA JOSE FERNANDES

11. ANTONIO MUNIZ BARBOSA E CLARA MARIA DE JESUS

12. SEQUENCIA DA HISTORIA DE FAMILIA

13. MAIS EVIDENCIAS NOS MAPAS

14. UM POUCO MAIS DE MANOEL RODRIGUES COELHO

15. BENTO RODRIGUES COELHO EM MINAS GERAIS

16. LOURENCO COELHO DE MAGALHAES

17. MANOEL COELHO RODRIGUES

 

012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

 

01. O TRONCO

De acordo com os genealogistas mais antigos na família, o ramo Coelho formou-se a partir de pessoas presentes ao início do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. E deles temos que o tronco que encontraram era formado por:

01. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatisi da Rocha, e foram pais de:

02. Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães, e foram pais de:

03. Capitão Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo.

01. A sugestão do primeiro casal aparece em edição mais recente do livro “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente” do professor Dermeval Jose Pimenta.

Não pude ir alem, porem, encontrei no site Familysearch que mostra o registro de:

“Maria, batizada a 26.Jul.1750. Filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição.”

Caso Anna Maria tenha sido oriunda da Família Barbalho podemos ter ai a sequencia exata para o sobrenome da batizanda Maria. Ela pode ter adotado o nome e ter-se tornado nossa ancestral.

O registro procede da cidade de Ouro Branco. Ha também o registro de Manoel, a 25 Feb 1752. Alem do casamento de Rosa Maria da Conceição, em Itatiaia-RJ, a 02 Sep 1795.

02. O Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães foi dito ser português, que havia chegado ao Brasil acompanhando a seu pai, o também português, Manuel Rodrigues Coelho.

A informação procede do professor Nelson Coelho de Senna. Mas, ao modo do professor Dermeval, não nos fornece documentação que confirme tais afirmações. Acredito que o professor Senna baseou-se em tradições de família.

03. Luiza Maria do Espirito Santo foi filha de Antonio Jose Moniz e Manuela do Espirito Santo. Foi dito que ela nasceu em Conceição do Mato Dentro, onde se casou e teve os primeiros filhos.

Mais tarde a familia mudou-se da Fazenda Lapinha, ainda em território da Cidade de Conceição, para onde haviam fundado o Arraial de São Miguel e Almas, que se tornou o atual Município de Guanhaes-MG.

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02. BUSCANDO INDICIOS DO MANUEL RODRIGUES COELHO

Aproveitando que estava revisando as literaturas para encontrar algo a respeito de nossos ancestrais Barbosa, resolvi estender um pouco a busca por esse nosso mencionado ancestral, Manuel Rodrigues Coelho.

Mencionado primeiramente pelo também, suposto, descendente dele, professor Nelson Coelho de Senna, em 1939, em sua obra: “Algumas Notas Genealógicas”.

Segundo o professor de Senna, seria o mesmo senhor que recebeu uma sesmaria do governador da Província de Minas Gerais, o general Gomes Freire de Andrade, em dezembro de 1744.

Mas eu não havia ate agora encontrado menções a esse elusivo Manuel senão num processo em Ouro Preto por disputa de direitos econômicos, na mencionada sesmaria e no site do IBGE a respeito da Cidade de Congonhas do Campo:

https://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?codmun=311800

Nesse ultimo menciona-se que: “Contribuíram com grandes quantias Francisco de Lima; Manuel Rodrigues Coelho, Bernardo Pires da Silva, de modo que se começou ….”

Ja no site da prefeitura de Congonhas ha uma menção que atravessa a informação do IBGE. Veja-se no endereço:

http://mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/igreja-do-senhor-bom-jesus-de-matosinhos

Ai se fala no quarto parágrafo a respeito do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos:

“O interior traz decoração rica e graciosa do período rococó da arte mineira. Entre 1765 e 1769, o entalhador Jeronimo Felix Teixeira fez os retábulos do cruzeiro, concluídos em 1772 por Manuel Rodrigues Coelho. A pintura e douramento são de autoria dos pintores Joao Carvalhais (altar de Santo Antonio) e Bernardo Pires da Silva (altar de São Francisco de Paula). O retábulo-mor foi entalhado por Joao Antunes de Carvalho, simultaneamente `a execução do respectivo altar, entre os anos de 1769 e 1775.”

Ou seja, pode ser que tenhamos ai um parente artista e não milionário. O que ate pode estar ai a verdade, pois, o Manuel deve ter sido ajudante do Jeronimo Felix Teixeira, o que pode indicar que esse tenha sido sogro daquele, o que explicaria os sobrenomes Coelho Teixeira ter se formado também dessa associação.

Observe-se que alem da presença de nossa família nos primórdios da fundação de Guanhaes estavam presentes também os Carvalho, Carvalhais e Teixeira. Talvez seja apenas uma coincidência, devido `a grande frequências desses sobrenomes em descendentes portugueses.

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03. MANOEL RODRIGUES COELHO EM JARDIM DE ANGICOS-RN

Outro Manoel Rodrigues Coelho aparece como povoador no Rio Grande do Norte. O livro, possível ler em parte no Google Livros: “Alem dos Jardins: Historia e Genealogia de Jardim de Angicos/RN” de autoria de Joao Evangelista Romão, traz:

“Referem-se os primeiros registros encontrados nos livros de sesmarias, no pós-guerra, que em 1709, Manoel Rodrigues Coelho possuía três léguas de terras no Taipu pelo rio Ceara-Mirim acima. No ano seguinte, seu irmão Francisco Rodrigues Coelho e Mauricio Brochado Ribeiro requeriam a data de No. 85, concedida a 10 de fevereiro de 1710.”

Se não pela presteza da informação para a nossa genealogia, pelo menos fica registrado que o nome Mano(u)el Rodrigues Coelho tornou-se comum `a época.

Aqui também se verifica a presença do sobrenome Ribeiro, que pode dar-nos uma evidência, pois, assinantes do sobrenome Coelho Ribeiro são chamados de nossos parentes pelo professor Nelson Coelho de Senna.

Ele narra em seu livro: “5o. Dona EMILIA BRASILINA COELHO DA ROCHA (minha avo materna, casada com o tenente JOSE COELHO DA ROCHA RIBEIRO, seo primo, ficando o casal desses meus avos maternos os nove filhos mais adiante enumerados); …”

Não creio que aquele Manoel tenha sido nosso ancestral porque ha uma menção a ele ter solicitado cargos em 1749, no RN. O nosso possível ancestral ganhou sesmaria em Minas Gerais, em dezembro de 1744.

Mas não se pode descartar a possibilidade de o primeiro ter sido pai de algum que tivesse ido para Minas Gerais no auge do Ciclo do Ouro.

Observe-se que a Guerra dos Emboabas deu-se entre 1707 e 1709. Então, foi nomeado para apaziguar os ânimos o governador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho.

Esse era filho do nobre Antonio de Albuquerque de Carvalho e Ines Maria Coelho. Nasceu no Maranhão, sendo que o pai era português.Havia sido governador do Grão-Para e do Maranhão.

E, pelo sobrenome Coelho, não se pode descartar a possibilidade de ter sido aparentado do Manoel Rodrigues Coelho, `a sua época povoando Jardim de Angicos-RN, o que facilitaria convidar parentes para ajuda-lo na tarefa de pacificar Minas Gerais.

Infelizmente, o que o Google Livros expõe do livro vai ate `a pagina 109, quando ainda não entra na parte genealógica. Assim não pude conferir mais detalhes que poderiam esclarecer nossa genealogia, caso haja vinculo entre nos e os de Jardins de Angicos.

Havemos de nos lembrar que Bento Rodrigues Coelho filho de Amaro Rodrigues Coelho estava em Minas Gerais por volta daqueles inícios de povoação europeia do Estado.

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04. CONTATO COM O AUTOR JOAO EVANGELISTA ROMAO

Fiz contato com o autor do livro acima mencionado. Pronta e gentilmente respondeu-me. Copio parte de sua resposta:

“Com relação a Manoel Rodrigues Coelho, não tenho sua nacionalidade. O que tenho, resumo:

Nas duas primeiras décadas de 1700, Manuel Rodrigues Coelho e seu irmão Francisco Rodrigues Coelho requereram e obtiveram três sesmarias em nossa região, no Rio Grande do Norte, começando no atual município Taipu, acompanhando o Rio Ceara-mirim, englobando terras atuais dos Poço Branco, Bento Fernandes, Jardim de Angicos e Caiçara do Rio do Vento.

Em 1724, Manoel Coelho vende parte de suas terras a Jose Pinheiro Teixeira e foi embora para a Capitania do Ceará. O restante das terras ficaram com seus descendentes entrelaçados principalmente aos Pinheiro Teixeira.

Casado com Izabel de Barros, entre seus filhos aparece Ana, batizada em 21 de outubro de 1691, Francisco Rodrigues Coelho batizado em 23 de agosto de 1697, Manoel Rodrigues Coelho batizado em 23 de abril de 1705 e também Maria Conceição de Barros que casou com Francisco Pinheiro Teixeira.”

Então, some-se mais esse Manoel Rodrigues Coelho, nascido em 1705, ao nosso rol de possibilidades. Caso ele tenha migrado para Minas Gerais por volta de seus 30 anos de idade, poderia encaixar-se em lugar do capitão-comandante de Lagoa Dourada, ou do escultor de fama.

Não se pode exclui-lo de ser o Manuel milionario que o professor Nelson identificou como português. As outras menções a esse não comentam a respeito de sua naturalidade, exceto aquelas feitas pelo professor Nelson que o da por português.

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05. MANUEL RODRIGUES COELHO DA FARMACIA

Para colorir um pouco mais a nossa variedade de Manuéis, menciono mais um da raça. Não porque o tenho por certo como possível colonizador em Minas Gerais. Mas porque também ele poderia ter tido algum filho que o tenha feito.

Trata-se do boticario Manuel Rodrigues Coelho. Apesar de ter sido boticário da corte, segundo o trabalho abaixo, “visava ter seu trabalho autorizado pelo governo, o que não conseguiu.” (`as paginas 13 para 14).

Tratava-se do trabalho: “Farmacia Tubalense Química Galenica, Teoria e Pratica.” Esse Manuel era natural de Setubal, dai o nome do livro.

Não estou encontrando maiores informações a respeito da vida dele via internet. O livro foi publicado em Coimbra, em 1735.

Seria uma grande oportunidade perdida se ele não tivesse pelo menos feito uma visita ao Brasil, pois, a farmacologia estava em seus inícios. As opções medicamentosas ainda eram parcas.

E alem da flora variada a ser estudada, haviam ja conhecimentos adquiridos dos indígenas que requeriam catalogação e confirmação.

Mas é possível que uma tentativa nesse gênero não fosse benvinda em Portugal, que possuía um governo altamente preconceituoso, ignorante e monopolista.

Os pesquisadores de países europeus mais desenvolvidos acabaram tirando proveito dessa falha dos portugueses, quando foram convidados a ir ao Brasil a partir da ida da corte portuguesa, em 1808, para la.

A postagem que mencionei acima esta no endereço da Universidade Cândido Mendes:

http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/K204126.pdf

Nesse outro estudo abaixo menciona-se muitas vezes o nome do autor da Farmacopeia Tubalense. Porem, por causa do estudo referir-se exatamente a respeito das publicações do autor. Ai se afirma que apenas 1 dos minerais usados como fármaco `a época procedia do Brasil. Portanto, não se justifica uma viagem ao pais.

http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/resources/anais/28/1400252072_ARQUIVO_ANPUH2014.pdf

Resta, então, a possibilidade de algum filho do farmacêutico Manuel Rodrigues Coelho ter tido a premissa de tornar-se um dos colonizadores.

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06. UMA NOVIDADE A RESPEITO DO MANUEL RODRIGUES COELHO

E no “Projeto Resgate” da “Rede Memória”, “Arquivo Histórico Ultramarino”, “Minas Gerais (1680-1832)”, ha essa confirmação, embora não tenha podido ler o documento, mas sim a descrição:

“Requerimento de Manuel Rodrigues Coelho, solicitando a confirmação de sesmaria de meia légua de terra em quadra, na freguesia de Cachoeira, no Termo de Vila Rica. – Anexo: Em anexo: 1 carta; 1 bilhete.”

“Data: A761, julho, 7.”

Tal requerimento deve referir-se a outra sesmaria com mesmas medidas que não a do Inficcionado. O professor Nelson de Senna menciona uma datada de 1758. Como aqui parece que a data é do ano de 1761, a confirmação desejada devera ser a dela.

Coincidência ou não, encontramos a família Rodrigues Coelho requerendo mais tarde uma concessão de sesmarias na Freguesia de Itabira, em 21.01.1779, para a FAZENDA CACHOEIRA. Assim a primeira, de 1758, estava no Município de Cachoeira do Campo, então freguesia de Vila Rica.

O Arquivo Publico Mineiro dispõe do registro da segunda:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=8227

Recordo que houve um Antonio Rodrigues Coelho cujos inventários se encontram em Ouro Preto, junto com os do seu filho Jose Antonio Rodrigues Coelho, nos quais se menciona a presença do segundo em Itabira.

Esses detalhes poderão ajudar-nos em futuros aprofundamentos das pesquisas.

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07. MANOEL RODRIGUES COELHO NO FINAL DO SECULO XVIII

No Arquivo Publico Mineiro existe o catalogo de dois documentos que mencionam o capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho. Importante notar que o local indicado no fichário chama-se Lagoa Dourada. Abra-se para ver:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=10579

A data 10.07.1784, associada ao local, parece indicar ser a mesma pessoa que aparece batizando uma criança: Maria, neta de Pedro Xavier, também em Lagoa Dourada. Dados mais abaixo.

O segundo documento, importante, tem endereço em Prados-MG. Lagoa Dourada era freguesia de Prados. Verifique-se no endereço:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=9993

Importante confirmar-se que esse capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho que não parece ser o mesmo rico senhor português Manuel Rodrigues Coelho e também não deve ser o escultor de mesmo nome. Então, nossa sorte conta ai com 3 ou mais chances!

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08. INFORMACOES VINDAS DO PROFESSOR NELSON

Mas as novidades mesmo são outras. Primeiramente, ha que deixar claro que o professor Nelson não nos deu nenhuma informação precisa para a origem do alegado ancestral Manuel Rodrigues Coelho.

Na descrição do livro dele menciona a Freguesia de Cete, atual Vila, como local de origem do sobrenome Coelho. O que não se confere. O sobrenome vem desde os idos de 1180 aproximadamente, com o cavaleiro Soeiro Viegas Coelho, que o passou aos descendentes.

Ja ao final dos anos 1300 e inicio dos 1400 estabelece-se o senhorio dos Coelho, descendentes do Soeiro, em Felgueiras e Vieira. Desde então eles passam `as diversas regiões de Portugal e alem mar.

Quem quiser conferir um pouco dessa genealogia pode visitar a pagina. Fernão Coelho foi o primeiro senhor de Felgueiras e Vieira.

http://pagfam.geneall.net/1180/pessoas.php?id=1044951

Naturalmente, o sobrenome não estava restrito a ele. Deve ter sido apenas o Coelho mais graúdo `a sua época. Interessante é que a esposa dele, Catarina de Freitas, foi quem acrescentou mais ascendências nas casas reais europeias ao ramo por eles encabeçado.

Entre os primeiros povoadores das Ilhas dos Açores ja se encontram os Coelho. O Joao Coelho, por exemplo, recebeu o apelido de “o povoador”.

Possivelmente, iremos descender deste, via os Coelho Linhares e Coelho da Silveira que 300 anos depois da colonização das ilhas estavam se mudando para o Brasil, especialmente Minas Gerais. Ali os encontramos ja no século XIX, em Itabira/Santa Barbara.

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09. “PROJETO COMPARTILHAR”: PEDRO XAVIER E LUIZA BICUDA

Porem, a Historia aqui é outra. Trata-se do site chamado “Projeto Compartilhar”. Os administradores tem feito um excelente trabalho ao desvendar dados genealógicos dos primeiros moradores das partes mais ao Sul do Estado de Minas Gerais.

Ali encontrei os primórdios da descendência de Pedro Xavier e Luzia Bicuda de Alvarenga. Ele, dito natural da França; e ela de Taubaté. Eles tiveram filhas em Guaratinguetá. As 4 filhas do casal casaram-se e tiveram família em Prados, Sul de Minas.

Um detalhe foi que a filha Izabel Bicuda de Alvarenga, casada com Sebastião Pereira de Avila, natural do Rio de Janeiro, teve filhos no distrito de Lagoa Dourada, hoje cidade. E ali esta escrito no batizado da filha Maria:

“3.2 Prados – MG – aos 28-10-1748 na capela da Lagoa Dourada filial desta matriz bat. a Maria, f.l. de Sebastião Pereira Davila e de s/m Izabel Bicuda, fregueses desta dita matriz e foram padrinhos Manoel Rodrigues Coelho, solteiro e Catarina Pereira mulher de Joao da Silva, todos desta dita freguesia.”

Aqui temos algo interessante, o fato do padrinho chamar-se Manoel Rodrigues Coelho e ser solteiro. Mas desde que vi os estudos de época no tese de doutorado:

http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf

do professor Cristiano Oliveira de Sousa, constatei que não eram raros os homens ricos que viviam solteiros, embora isso não os impedisse de manter relações estáveis e produzir descendência.

Em quadros dessa tese encontram-se menções ao nome de nosso ancestral Francisco Jose Barbosa Fruão ou Truão. Ele foi membro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Mais ao final da vida dele deve ter transferido residência para Congonhas do Campo onde encontramos sua filha Francisca Angelica da Encarnação casando-se com nosso também ancestral, o açoriano Miguel Pereira do Amaral, natural da Ilha de São Miguel.

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10. MANOEL RODRIGUES COIMBRA E MARIA JOSE FERNANDES

Mas ate ai não se pode afirmar nada. Existe outro tratado genealógico que chamou-me a atenção. Trata-se de Manoel Rodrigues Coimbra e sua esposa Maria Jose Fernandes.

Ele foi natural São Martinho da Arvore de Coimbra. Maria Jose era natural de Guaratinguetá. E os primeiros filhos nasceram na terra materna. Tiveram 7 filhos: Maria Jose, Domingos, Antonio, Ana Maria, Felicia, Jose e Joaquim.

Nada anormal. Apenas gostaria de postar aqui os dados de batismo do Jose:

“Prados, MG aos 26-09-1740 na capela de Santo Antonio da Lagoa Dourada bat. a Jose, f.l. de Manoel Rodrigues Coimbra e de s/m Maria Jose desta freguesia, foram padrinhos o Revdo. Padre Antonio de Medeiros, e Maria Pereira, mulher de Manoel Pacheco Barrosas desta freguesia.”

Os detalhes aqui são diversos. Os dados prosseguem com descendência de apenas 2 filhas, Maria Jose e Ana Maria. Com isso ha o problema de não revelar-se outros sobrenomes que andavam pela família.

Salve-se apenas que o Pereira aparece na filha Maria Jose. Muito possivelmente, ele vem por via paterna da Maria Jose Fernandes. Era comum as mulheres receberem somente os sobrenomes maternos. Nesse caso, a Maria Jose filha, e madrinha de seu irmão Jose, deve ter adotado o sobrenome do avô materno.

Um detalhe interessante foi que o casal  Manoel Rodrigues Coimbra e Maria Jose Fernandes ja devia ser de meia idade. Isso porque a filha Maria Jose casou-se em 1737 e os irmãos dela Jose e Joaquim eram mais novos que o filho dela, Manoel Pacheco Monteiro, nascido em 1738.

Acredito que o Manoel Rodrigues Coimbra poderia chamar-se na realidade Manuel Rodrigues Coelho.

A explicação para a possibilidade é a de que era muito comum aos portugueses chegados ao Brasil adotarem os nomes de seus torrões natais como sobrenome. E muitos usavam mais de um sobrenome, conforme cada caso, ou por engano dos escrivães que nem sempre eram tão letrados quanto deveriam.

Se essa hipotese puder ser comprovada verdadeira, poderá ser esse Manuel Rodrigues Coimbra fosse o verdadeiro Manuel Rodrigues Coelho, pai do nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães, e ai estaria o registro de batismo deste.

Observe-se que o marido da Maria Jose, filha, chamava-se Manoel Pacheco Barrosas, “natural da freguesia de Santo Estevão de Barrosas termo de Guimaraes Arc. de Braga.” Como o Coimbra, acredito que o Barrosas foi um acréscimo para distinção.

A possibilidade da mudança do sobrenome conta com a presença do outro Manoel Rodrigues Coelho. Muito provavelmente eles eram aparentados próximos e um pode ter sido chamado de Coimbra apenas para distinguir-se do outro. Mas o escrivão pode não ter atentado para esse detalhe.

Isso se daria em razão da frequência de mesmo nome ser elevada naquela época. Mesmo mais recente temos o exemplo do senhor Antonio Ferreira Campos, o qual o juiz do Serro acrescentou-lhe Baguari ao nome para distingui-lo dos muitos homônimos que existiam.

Claro, por que o professor Nelson contou outra Historia? Muito provavelmente, se a hipótese estiver correta, ele deve ter encontrado algum documento informando apenas o nome do pai do Jose.

Ai fica a situação. Onde estava esse Manuel Rodrigues Coelho? O professor Nelson não possuía sequer um milésimo da tecnologia que temos hoje. Ele faleceu em 02 de junho de 1952.

Por mais extensa que tenha sido a pesquisa dele, deve ter encontrado somente

menções ao rico senhor do nome. Era natural que concluísse aquele ser nosso ancestral.

E, então, ficamos nesse beco que o escolhido nos oferece resposta ao nome do pai, mas não encontramos mais documentos, por hora, que nos confirme ou negue a real paternidade.

Pelo menos fica-se sabendo que os sobrenomes Rodrigues e Coelho estavam presentes no mesmo local, Lagoa Dourada.

Falta-nos, então, localizar mais detalhes de ancestrais dessas pessoas ou da possível esposa ou companheira do capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho para explicar-se o nome Magalhães no Jose Coelho de Magalhães, nosso ancestral.

O certo é que o Magalhães era e permanece tão comum entre a descendência portuguesa que difícil será buscar 3 ou mais gerações de nossos ancestrais e não encontra-lo na mistura.

No proprio Projeto Compartilhar ha dados de descendência de alguém com o nome Caetano Alves de Magalhães e Araújo. Viveu nos arredores de Congonhas do Campo. Ele, entre outros diversos exemplos de assinantes, como Bento Pinto de Magalhães, que viveram ou deixaram descendência em cidades próximas a Prados.

Fiz a menção apenas para salientar o fato de o professor Nelson ter deixado escrito que os bisavós dele: Joao Coelho de Magalhães e Bebiana Lourença de Araújo eram primos carnais. Talvez algum parente do Caetano tenha nos legado tanto o Magalhães, quanto passado o Araújo para o ramo do tio Joao.

Mas o que chamou-me a atenção também para levantar a hipótese de que o Jose, filho do Manoel Rodrigues Coimbra, possa ter sido nosso ancestral esta no fato da data de nascimento ter-se dado em 1740.

Penso essa ser uma data razoável. Isso porque segundo noticias do professor Senna ele foi casado duas vezes e faleceu em 1806. Ou seja, 66 anos de idade para a época ja era praticamente uma benção. A media estava muito abaixo disso.

O nosso ancestral Jose Coelho da Rocha nasceu em 1782 e faleceu em 1844, ou seja, aos 62 anos de idade. Apesar de seu irmão Joao Coelho de Magalhães ter vivido bons 94 anos de vida, de 1785 a 1879.

Para ter sido filho do português Manuel Rodrigues Coelho e também ser português de origem como o professor Nelson alegou a respeito do Jose Coelho de Magalhães, ele devera ter nascido antes de 1740. Isso porque em 1744 ja estariam no Brasil como demonstra a data da primeira carta de sesmaria.

O Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães pode ter nascido ate por volta de 1730 e, nesse caso, falecido com 76 anos de idade.

Portanto, o rol de datas que temos em mãos não nos permite eliminar nenhuma possibilidade por enquanto.

Evidencia menor, por causa da alta frequência do nome `a época, foi haver uma filha do Manoel e Maria Jose Fernandes chamada Ana Maria. O Jose Coelho da Rocha também foi pai de uma Ana Maria (Sinh’Aninha).

O nome era muito comum mas a soma das pequenas evidencias é que sustenta a possibilidade!

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11. ANTONIO MUNIZ BARBOSA E CLARA MARIA DE JESUS

Ha algum tempo atras eu havia localizado outro núcleo de família no Projeto Compartilhar que parece coincidir com nossa parentela, com entroncamento na linhagem Rodrigues Coelho. Trata-se de Antonio Muniz Barbosa. Na descrição temos:

“Antonio Muniz Barbosa, nasceu na primeira metade do século XVIII na freguesia de São Pedro da Ilha de São Miguel, filho de Manoel Vieira Muniz, natural da freguesia de N. Sa. das Neves, e Apologia de Albernaz, natural da freguesia de S. Roque Ilha de S. Miguel, Bispado de Angra.”

“Aos 04-03-1753 casou com Clara Maria de Jesus, natural de Barbacena, filha de Francisco Mis [Martins], da freguesia de S. Pedro de Oliveira, Arc. de Braga e Ana Maria de Jesus natural da Ilha Terceira. Em Barbacena batizaram filhos.”

Por coincidência o casal consagrou o enlace matrimonial em Prados antes de se mudar para Barbacena. Ali lhes nasceu o filho Antonio, batizado em 03.07.1758.

Ao que se pode ver na pagina do Projeto Compartilhar, o sobrenome varia de Moniz para Muniz, o que se pode atribuir aos enganos dos escrivães.

Antonio não comparece no inventario paterno. Não se pode dizer com certeza a razão disso. O mais provável seria que fosse falecido antes do pai. Mas também pode haver outra explicação em conta.

Como se pode observar, o inventariante, Antonio Felisberto Costa, e genro do Antonio Muniz alega não saber sequer o nome da sogra; e da o sogro por nascido no Rio de Janeiro.

Outro detalhe é o que se alega de herança não parecer ser de maior importância. Alem de o inventario ter sido aberto em Baependi, que fica ao lado de Caxambu, bem no Sul de Minas e distante das áreas mais centrais do Estado.

Alem disso, se Antonio estivesse vivo em 1786, estaria com 28 anos de idade. Como o pai não era rico devia ter procurado meio próprio de vida e poderia estar vivendo em qualquer outro lugar do antigo Império Português.

Isso abre oportunidade para reavivarmos a teoria de que esse Antonio poderia ser o Antonio Jose Moniz, nosso ancestral pentavô, marido de Manoela do Espirito Santo, os pais de Luiza Maria do Espirito Santo.

Luiza foi a esposa do Jose Coelho da Rocha, filho do alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães, o suposto filho do Manuel Rodrigues Coelho.

Observe-se que em torno de 1750, os mais velhos viviam na região de Prados-MG. Algo que leva a concluir que ja havia conhecimento entre eles e, com boa chance de ter acontecido, haver grau de parentesco envolvido.

Uma evidencia que reforça minha hipótese de conhecimento prévio trata-se do nome de dona Clara Maria de Jesus. Era um nome comumente adotado pelas mulheres daquele tempo. Portanto, não necessitava o exemplo de uma primeira para que outras copiassem.

Mas seria uma feliz coincidencia se, por exemplo, o Antonio Barbosa ter se casado com uma, se acaso foi o filho deles que foi para Conceição do Mato Dentro, esse filho teve uma filha casada com o Jose Coelho da Rocha que tinha uma irmã cujo nome também era Clara Maria de Jesus.

Ou seja, a evidencia indica uma maior possibilidade de que os membros das famílias ja se conheciam.

Se estava vivo, outras razões para o ancestral Antonio Jose Moniz não ter comparecido `a abertura dos inventários do suposto pai incluiriam ele poder ter ganho algo como forma de adiantamento. O pai poderia te-lo ajudado a formar sua própria tropa e isso seria combinado como herança.

Claro, seria fato marcante também a distancia entre Santana do Riacho ou Conceição do Mato Dentro e Baependi/Caxambu. Atualmente essa distancia gira em torno de 500 km, em estrada asfaltada.

Seria um mês inteiro de viagem, ida e volta. Alem disso numa direção que não fazia parte do circuito de tropas que normalmente partiam do Centro-Nordeste de Minas Gerais e seguiam em direção ao Rio de Janeiro.

Uma viagem que não teria valor para ele ja que não iria rever nenhum dos pais, ja que ambos estavam falecidos. E pode ser que tivesse perdido o afeto da família antes mesmo do falecimento da mãe.

Outro detalhe seria que as noticias sempre chegariam dias ou meses após aos acontecimentos.

Aqui se abre outra oportunidade de termos parentesco com essa família. Isso porque a mãe da dona Clara Maria chamava-se Ana Maria e procedia da Ilha Terceira, nos Açores.

O nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral procedia da Ilha de São Miguel. A sogra dele, esposa do Francisco Jose Barbosa Fruão chamava-se Anna Maria de Jesus.

O filho do Miguel e Francisca Angelica, Malaquias Pereira do Amaral casou-se com outra Ana Maria de Jesus, natural de Congonhas do Campo e filha de Antonio Coelho de Almeida e s/m Ana Maria de Jesus.

Ou seja, não se deve dar grande credito `a possibilidade de parentesco em função do nome porque ele era muitíssimo comum. Mas isso faz uma pequena soma quando de trata de analise de evidencias possíveis.

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12. SEQUENCIA DA HISTORIA DE FAMILIA

Nos encontramos tanto o Jose Coelho de Magalhães quanto o Antonio Jose Moniz residindo na região de Conceição do Mato Dentro ao final do século XVIII e inicio do século XIX. Razão mais provável pela qual os filhos nasceram, se conheceram e casaram entre si.

O professor Nelson Coelho de Senna centra a família Coelho na Fazendo Axupe, antigamente incluída por ele no território do atual Município de Morro do Pilar. Mas na internet encontrei apenas uma fazenda com tal nome, no Município de Conceição do Mato Dentro. Confira a foto:

https://www.panoramio.com/photo/2352337

Alega-se também que Jose Coelho da Rocha e Maria Luiza moraram na Fazenda da Lapinha, território de Conceição do Mato Dentro. Contudo, com as divisões territoriais, essa propriedade enorme pertence `a vizinha Santana do Riacho, onde se encontra a Serra da Lapinha.

O que faz pensar é que `a medida que o ouro foi se esgotando, o que deve ter acontecido ja na primeira metade do século XVIII nas partes mais ao Sul do Estado de Minas, a população excedente preferiu migrar para os espaços mais vazios do Nordeste de Minas, em torno de sua, então, capital: Vila do Principe, a atual Serro.

O esgotamento precoce dos veios de ouro ao Sul deve ter acontecido por estar mais perto dos centros mais desenvolvidos como: São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo, e ter recebido maior quantidade de migrantes. O ouro pode ter se esgotado mas não a vontade de ficar rico aceleradamente.

Por enquanto, essas hipóteses que levanto procedem dos fatos que tenho em mãos. Mas para nega-las ou confirma-las basta-nos encontrar inventários dos personagens Manuel Rodrigues Coelho, que comprovaria ou negaria ter sido o pai do Jose Coelho de Magalhães. Mas dele não tenho o destino final.

Ja o professor Nelson alegou que o Alferes-de-Milicias Jose Coelho faleceu em Conceição do Mato Dentro, em 1806. Portanto, seus inventários e testamento, se houve, devem estar sob a custaria do Museu General Carneiro, no Serro.

Ali também, penso, deveriam estar os do Antonio Jose Moniz. Se os houverem, talvez tenhamos como jogar uma luz definitiva em nossa ancestralidade por essas linhagens que temos noticias de que chegaram ate a nos.

Quanto ao professor Nelson ter alegado que tanto o Manuel Rodrigues Coelho quanto o Jose Coelho de Magalhães tivessem sido portugueses ha que considerar-se ser uma tradição que pode não se confirmar.

Apenas relembrando, havia a tradição na família Barbalho de que o patriarca Policarpo procedia do Nordeste do Brasil e que teria tido dois irmãos, sendo que um havia retornado e outro migrado para o Rio Grande do Sul.

Agora ja sabemos que o Policarpo era mineiro de pai, mãe. E os ancestrais que procederam do Nordeste, muito provavelmente, remontam ao governador Luiz Barbalho Bezerra, pernambucano, que governou o Rio de Janeiro em 1643-4.

Da linhagem, sabemos que outro Policarpo Joseph Barbalho foi cirurgião-mor na Vila de Porto Alegre, onde faleceu em 1801, aos 66 anos de idade. Era também, mineiro, nascido na Vila do Principe, atual Serro.

Falta-nos saber se teve outros irmãos alem da Isidora Maria da Encarnação. Essa, talvez, tenha sido a irmã que permaneceu e, talvez também, tenha sido a avo do patriarca Policarpo. Então, devemos sim dar credito `as tradições, porem, com reservas!

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13. MAIS EVIDENCIAS NOS MAPAS

Tomando Congonhas do Campo como um centro regional, em torno da qual pode ser que tenha se formado nossa família, observa-se que as cidades mencionadas estão relativamente próximas entre si.

O mapa no endereço abaixo mostra bem os possíveis itinerários. E praticamente mostra o que Minas Gerais foi ate ao final do século XVIII. Temos aqui que imaginar uma linha reta entre São Joao Del’Rei e Barbacena. Prados pouca coisa ao norte, `a direita da primeira. Lagoa Dourada esta no caminho, embora não apareça, entre São Joao e Entre Rios de Minas:

http://www.abihouro.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=116&Itemid=501

Prados seria a mais distante, mais pela localização em relação `as estradas atuais. Hoje fica a 104 km de Congonhas. Contudo, o seu antigo distrito, Lagoa Dourada, fica a apenas 71. Gastava-se normalmente apenas 2 dias de viagem.

Barbacena fica a 96 km. Mas para ir-se de Barbacena para Congonhas ha que se passar por Carandaí. E de Carandaí ate Lagoa Dourada são apenas 40 km de chão. Ou seja era apenas um dia de viagem naquele tempo.

Entre Congonhas e Ouro Branco são apenas 25 km. Os mais espertos fariam a viagem na parte da manha, a partir da madrugada ate `as 11 horas.

Entre Congonhas e Ouro Preto são 57 km de distancia, mais 12 para chegar-se a Mariana. Refiro-me `a cidade. Ja em relação ao seu Distrito de Santa Rita Durão, antigo Inficcionado, passando por Ouro Preto, a distancia pesa um pouco mais, caindo nos 90 km.

O site “Distancia entre Cidades” esta um pouco desatualizado em relação `a distancia entre Congonhas e Cachoeira do Campo. Nele, a estrada mais usada seria a que vai a Ouro Preto e depois retorna pela estrada que liga esta a Belo Horizonte.

Mas via os antigos caminhos, que eram os de roça mesmo, não deve chegar a 40 km. Alias, essa deve ter sido a via que se tomava antigamente. Congonhas passando pelo Distrito de Santo Antonio do Leite ate Cachoeira do Campo. Dai para Ouro Preto são mais uns 20 km.

O que deve ter sido a via preferencial tomada por nossos ancestrais, pois, a distancia seria a mesma que o caminho anteriormente mencionado, entre Congonhas e Ouro Preto, com o conforto das paradas em núcleos urbanos.

O que faria Congonhas ser centro regional seria essa localização privilegiada. Alem de a partir da segunda metade do século XVIII contar com o Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, o que servia de atração turística desde o inicio e era o local de retiro para os muito ricos.

Os mais ricos da Capitania tinham no local suas estancias de descanso e lazer. Usavam o local para distanciar do burburinho cansativo das capitais Ouro Preto e Mariana.

Os das classes media e médio/baixa deveriam frequentar o local por devoção religiosa e para aproveitar para encontros “casuais” com pessoas da alta que lhes poderiam ajudar em seus pleitos por algum privilegio menor.

Naquela terra de privilégios e “meritocracias oligárquicas”, somente os que tinham QI (quem indicasse) alto é que deslanchavam na ordem e prosperidade!

E nossos ancestrais que foram abastados não fugiram `a regra!

A partir do século XIX os nossos ancestrais se deslocam do circuito da Estrada Real dirigindo-se para o leste. Ai os encontramos em Itabira, Ferros, Guanhães e Virginópolis. Passam a ocupar o caminho conhecido como Circuito do Rio Doce, que fazia a ligação da região central com o Oceano, em direção ao Espirito Santo.

Assim, com o estudo do mapa regional das localidades envolvidas nessa suposta trama genealógica, pode-se observar que seria possível aos envolvidos que formaram o tecido de nossa genética tenham sido conhecidos e ate sido parentes entre si, antes de picarem-a-mula um pouco mais para o Norte, formando os genes que resultaram na Família Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Tomando o mapa podemos observar que Manuel Rodrigues Coelho transitava entre Santa Rita Durão, Ouro Preto, Mariana, Cachoeira do Campo e Congonhas do Campo.

Manoel Rodrigues Coimbra, vivendo no circuito Prados/Lagoa Dourada deve ter frequentado Congonhas do Campo por estar no caminho de Ouro Preto e Mariana. Essas duas eram as capitais política e religiosa da Província.

O capitão-comandante Manoel Rodrigues Coelho, por evidencias encontradas em suas próprias cartas, teria mesmo que circular por Congonhas para resolver problemas relativos ao cargo, pois, era subalterno aos superiores em Ouro Preto.

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14. UM POUCO MAIS DE MANOEL RODRIGUES COELHO

Apenas para não descartar mais a possibilidade de termos alguma veia artística ligada ao nome. Confirma-se realmente que houve um artista com o nome. E ele deixou obra também em São João Del’Rei.

Ele foi mencionado nessa postagem:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/360875.pdf

Ai o nome dele aparece na quarta pagina do discurso, junto a outros artistas sacros que atuaram naquela cidade.

Esse outro endereço menciona não apenas o feito mas também a profissão que nosso possível ancestral exercia:

https://patrimonioespiritual.org/2017/07/16/igreja-da-ordem-terceira-de-nossa-senhora-do-carmo-sao-joao-del-rei-minas-gerais/

A postagem diz: “Os artísticos trabalhos em madeira da capela e altar-mor e dos púlpitos são de autoria do artista Manuel Rodrigues Coelho.”

Observe-se que a referencia se da `a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, de São João Del’Rei. Ai se repete a Ordem Terceira, que pode ter aproximado nossos ancestrais nas cidades históricas do Estado.

Francisco Jose Barbosa Fruão, mencionado no capitulo 7, fazia parte da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Para ver a menção a Manuel no segundo endereço ha que se ir `a metade da postagem.

Pelo valor da contribuição que foi atribuída ao Manuel Rodrigues Coelho para a construção do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, suponho que ele tenha participado de alguma Ordem Terceira, provavelmente da do Carmo de Mariana, ja que não aparece entre os mais influentes na de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Apenas para deixar marcado. O blog do nosso primo, Paulinho Cesar, também faz recordações `a nossa Historia Genealógica. Em homenagem póstuma a ele, deixo aqui o endereço como lembrança:

http://asagadevalente.blogspot.com/2010/09/

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15. BENTO RODRIGUES COELHO EM MINAS GERAIS

Decidi dar continuidade a esses estudos recordando alguns personagens que penso estar na parentela do Manuel Rodrigues Coelho, nosso aclamado ancestral.

Ha algum tempo atras encontrei no Archivo Heráldico-genealogico, do Visconde de Sanches de Baena, a Carta de Brasão passada a Domingos Rodrigues de Queirós. O documento esta na pagina 153 e é a carta de numero 610. Assim, repito-a aqui:

“Domingos Rodrigues de Queirós, cavalleiro professo na Ordem de Christo, bacharel formado pela Universidade de Coimbra, opositor aos lugares de letras, natural da cidade de Marianna, estado do Brazil; filho de Bento Rodrigues Coelho, e de sua mulher D. Maria de Queirós de Seixas; neto pela parte paterna de Amaro Rodrigues Coelho, e pela materna neto de João Queirós de Seixas, e de sua mulher D. Feliciana de Araújo Dantas; bisneto de Jacinto de Queirós, e de sua mulher Maria Coelho; terceiro neto de Antonio Francisco Marinho, e de sua mulher D. Maria de Queirós Seixas, descendentes de Antonio de Queirós Mascarenhas, bem conhecido n’este reino pela sua distincta qualidade, e conhecido valor.

Um escudo esquartelado; no primeiro e quarto quartéis as armas dos Coelho, no segundo as dos Queirós, e no terceiro as dos Seixas. – Br.p.a 2 de agosto de 1773. Reg. no Cart. da N., Liv. I, fl. 204v.”

Embora não apareça nenhum Manuel Rodrigues Coelho penso não ser errado esperar que um deles tenha sido parente próximo do Bento. Pelas idades prováveis, penso que um Manuel que viveu nas imediações de Mariana tenha sido irmão.

Mas também ha a possibilidade de ter sido filho e irmão do Domingos. Se esse for o caso e caso formos descendentes dele, então, seremos também descendentes do Antonio de Queiroz Mascarenhas. E, por este, descendentes do rei D. Afonso I, primeiro rei de Portugal.

O livro de Sanches de Baena pode ser lido no endereço:

https://archive.org/stream/archivoheraldic00unesgoog#page/n203/mode/2up

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16. LOURENCO COELHO DE MAGALHAES

Apenas para recordar também. O professor Nelson Coelho de Senna fez uma relação de sesmarias adquiridas por pessoas com a assinatura Coelho durante o século XVIII. Entre elas menciona uma do sr. Lourenço Coelho de Magalhães, datada de 1724.

Infelizmente, a menção parece ser única. Haveríamos que localizar tal carta para saber o local para o qual ela foi passada. Isso ajudaria.

Nessa oportunidade ha a possibilidade deste senhor Lourenço ter sido casado com alguém cuja assinatura que corria em família fosse o Rodrigues. Dai se pode ate supor que um filho do casal poderia ter adotado o nome de Manuel Rodrigues Coelho.

Ja o neto, Jose, poderia ter retornado `a alcunha ancestral e ter assinado Jose Coelho de Magalhães. São apenas conjecturas. Mas quem sabe algum dia elas venham a tornar-se realidade?!

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17. MANOEL COELHO RODRIGUES

Manoel Coelho Rodrigues foi outro personagem presente em Minas Gerais `a época do Ciclo do Ouro. O professor Nelson inclusive o menciona como recebedor de sesmaria em 1761.

A genealogia dele, mesmo incompleta, foi estudada pelo Cônego Raimundo Octavio Trindade. Não ha como descendermos dele.

Existe a possibilidade de ser algum parente próximo. Isso porque, ate mesmo para distinguir-se umas pessoas das outras, pessoas em uma mesma família costumavam usar a ordem inversa de assinaturas.

Um caso, por exemplo, seria o de irmãos com mesmo nome: João Francisco e Francisco Joao. Ou Francisco Pereira da Silva e Francisco de Assis da Silva Pereira.

Não estou colocando grande credito a essa tese, mas ha uma possibilidade, nem que sendo mínima!

No livro de Sanches de Baena encontra-se uma carta que se repete 3 vezes. Ela foi passada a 3 irmãos. `A pagina 189 a Francisco Coelho Brandão; `a pagina 548 a Pedro Coelho de Seabra (Alferes) e `a pagina 591 a Vicente Coelho da Silva Seabra Telles. Observe-se como os sobrenomes variavam.

As numerações no livro são: 753, 2163 e 2363, respectivamente. E em cada uma das vezes se lê, `a exceção dos nomes dos agraciados:

“2363. Vicente Coelho da Silva Seabra Telles. natural do termo de Villa-Rica do Oiro Preto, estado da America; filho do alferes de cavallaria Manuel Coelho Rodrigues e de sua mulher D. Josepha de Avila Figueiredo, neta do capitão João de Seabra de Guimarães; neto pela sua varonia do ajudante de infantaria Antonio Coelho, filho de Belchior Coelho, irmão do senhor de Felgueiras e Vieira.

Um escudo esquartelado; o primeiro quartel as armas dos Coelhos, no segundo as dos Seabras, no terceiro as dos Brandões, e no quarto as dos Avilas. – Br. p. a 23 de novembro de 1782. Reg. no Cart. da N., Liv. III, fl. 79.”

O iminente genealogista mineiro, Cônego Raimundo Octavio da Trindade estudou a formação da família Rocha Brandão. Entre outros livros, no Velhos Troncos Mineiros, surge:

“Tn 1 – Josefa de Avila e Silva e Figueiredo c. c. o Alferes Manuel Rodrigues Coelho, Tn 15 adiante.” e

“Tn 15 – Manuel Coelho Rodrigues c. c. Josefa de Avila e Silva e Figueiredo, Tn 1 retro. Filhos (Invent. de Manuel Coelho Rodrigues no Cart. do 1o. Of. de Ouro Preto – 1777):”

Os filhos enumerados por ele foram: Maria Jose, Pedro Coelho, Joaquim Coelho, Francisco Coelho da Silva Brandao, Francisca de Avila e Silva, Ana Francisca, Maria, Vicente Coelho de Seabra, Jose Coelho Rodrigues e Nicolau.

O Cônego Trindade não se aprofunda nos pormenores da descendência, não indo alem de netos de uns dois ou três filhos. Mesmo assim torna-se possível notar que não descendemos da família, pelo menos em nosso lado Rodrigues Coelho.

Seremos muito possivelmente parentes pelo lado Coelho, devido `as diversas vezes que o sobrenome aparece em nossos ancestrais como: Coelho no simples, Coelho de Magalhães, Coelho de Almeida, Coelho de Andrade e outros.

E esse Manuel Coelho Rodrigues e sua esposa Josefa de Avila, como se pode notar, ja eram primos pelo lado Rocha Brandão.

Dona Josefa nasceu no Brasil e os pais foram Francisco da Rocha Brandão, natural de Cabrobo na Bahia e Maria da Silva e Avila, natural de Santo Antonio do Bambu, também Bahia.

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18. CONCLUSAO

Acredito que a unica conclusão `a qual podemos chegar no caso é a de que tudo esta discutido, porém, nada resolvido!!!

Essas conjecturas são boas para exercitar nossas mentes mas o que vale mesmo são as provas!

Sinto que somente um mergulho nos arquivos em Ouro Preto, Mariana, Serro e Diamantina poderá sanar todas as duvidas com respostas absolutas e concretas.

As conjecturas serão apenas uma injeção de animo aos pesquisadores que vierem após mim, caso eu não tenha conseguido resolver as questões, para que não desanimem no surgimento de maiores dificuldades.

Afinal, eu fico de tão longe, torcendo para que outros tenham encontrado o que busco nas pesquisas deles e tendo toda a dificuldade de procurar em trabalhos que não são apropriados, sabendo que a lógica manda buscar nos ditos arquivos.

O problema sempre será: e onde encontrar a coberta que suporte a empreitada se meus fundos próprios não são suficientes para custea-la?! O nosso problema sempre foi a fartura! (Farta tudo!!!)

Por logica, deveria encontrar o registro de casamento do Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues da Rocha, que também tinha o nome de Eugenia Maria da Cruz. Segundo o professor Nelson, o enlace se deu a 7 de setembro de 1799.

Porem, não menciona o local, embora diga que tenham vivido na Fazenda Axupe, por ele localizada em Morro do Pilar. Mas pode ser Conceição do Mato Dentro.

Em outro caso, poder-se-ia buscar os inventários do Jose Coelho, dito falecido em Conceição; ou o dela, que foi sepultada no Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, ja viuva, em datas que variam entre 1806 a 1819, acredito eu.

Esse esforço se daria para certificarmos os nomes dos pais do casal. Em se confirmando que um Manuel Rodrigues Coelho foi pai dele, torcer para que apareçam nomes de avos, o que facilitaria em muito as pesquisas.

Em caso de não aparecerem nomes de avos nem mesmo no registro de matrimonio, torcer para que se esclareçam as origens dos nascimentos e dai seguir o veio dessa raiz que tanto tem se mostrada arredia `as nossas pesquisas.

No mais, o que vier será lucro!!!

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ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO

outubro 22, 2016

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE:

01. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO.

02. CAMPO DE ESTRELAS OU COMPOSTELA.

03. HIPOTESES: INDO MAIS ALEM EM NOSSA GENEALOGIA

04. OUTRAS NOTAS GENEALOGICAS

05. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1827 a 1844

06. “POST SCRIPTUM”

07. RETORNO

08. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1845 a 1852

09. RESUMO PARA RECORDAR: BARBALHO, COELHO E OUTRAS FAMILIAS DE ITABIRA

10. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO

11. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO II

12. QUASE CHEGANDO LA!!! OU UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!

13. ENFIM, ALGO DE CONCRETO!

14. INVENTARIOS DE MODESTO JOSE BARBALHO E RITA DA ROCHA – 1868

15. UMA CHACOALHANDO A NOSSA GENEALOGIA

16. HOMENAGEM A NOSSO PRIMO/AMIGO DIMAS RODRIGUES COELHO.

17. DESPEDIDAS DO TIO OVIDIO DE MAGALHAES BARBALHO

18. MAIS UM ENCONTRO DE DESPEDIDA

19. SEGUNDO DESASTRE EM UM ANO
01. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO.

Uma pequena informação para a descendência do tio JOAOZINHO e dos COELHO em geral. Ele foi conhecido como pai da vovó DAVINA; tias MILUCA, MARICAS e CANDIDA; alem de diversos meninos, como: JOAO JR., ELIEZER (LI), GASTAO, WILSON (SAO) E GETULIO.

Encontrei novamente o nome do JOSE VAZ BARBALHO no ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS. Trata-se da relacao de eleitores. O nome dos eleitores se repete duas vezes na mesma lista, no caso, porque ha a lista de eleitores gerais e de eleitores especiais. A novidade eh que eram eleitores de Sao Miguel de Guanhaes, para os anos de 1864 ate 1874.

Revendo a mesma publicacao, encontrei o nome dele na lista de comerciantes de produtos do pais, em Guanhaes. Mas aparece no endereco: http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=393428&pagfis=1040&pesq=&url=http://memoria.bn.br/docreader#, somente `a pagina 208. E na lista esta tambem o sr. JOAO DA CUNHA MENEZES, que deve ter sido bem mais novo que ele.

No ano de 1874, para servir no ano de 1875, ele aparece como 4o. Juiz de Paz, em Sao Sebastiao dos Correntes, o que ja sabiamos.

A novidade que talvez esteja implicita ai seria a de que nossas tradicoes nao estao batendo com a presenca desse nome. Observe que, tradicionalmente, nos conhecemos o tio Joaozinho por neto do JOSE DE MAGALHAES BARBALHO. Porem, penso que o nome real deve ter sido JOSE VAZ BARBALHO.

Isso porque o avo do JOSE, filho do padre POLICARPO, tambem se chamava JOSE VAZ BARBALHO. Portanto, era natural que o neto seguisse a mesma grafia nominal.

O que a data de 1864 nos revela, porque os Almanaks eram elaborados em anos anteriores para valer nos subsequentes, eh que talvez tambem esteja enganada aquela tradicao que afirmava que o avo JOSE havia enviado a filha Sinh’ANNA para Sao Miguel e Almas (Guanhaes), para os cuidados dos tios dela: FRANCISCO MARCAL e padre EMYGDIO, porque ela ficara gravida sem casamento em Itabira.

A tradicao nao esta batendo direito com a possibilidade de o nosso ancestral ja residir em Guanhaes. Isso eh suposto porque o tio JOAOZINHO nasceu em 15.10.1862. Ano que vem completar-se-ao 155 anos desde entao! 1864 foi, aproximadamente, 1 ano e pouco depois de o nome do JOSE VAZ BARBALHO ter sido incluido na lista de eleitores.

Para ser eleitor `aquela epoca era preciso ser “macho” e ter renda suficiente. O que implica que, provavelmente, o JOSE VAZ ja residisse ha mais tempo nas imediacoes de Guanhaes. E, ao contrario do que mencionavam nossas tradicoes, pode ter sido o JOSE que tenha puxado a familia para Guanhaes e nao o padre EMYGDIO.

Mas ai sera um caso a investigar-se melhor. A gente sabe que o padre Emygdio foi ordenado em 1845. E o mais provavel eh que o casamento dos terceiravos FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ tenha se dado em 1846. A essa epoca o EMYGDIO ainda nao era paroco em Guanhaes.

Em todo caso, a lista no Almanak tras somente os nomes dos eleitores. Mas nos registros em cartorio mostrava-se a idade do eleitor, o que torna possivel calcular o ano de nascimento, e o nome do pai. Entao, deve haver em Guanhaes o nome do pai desse JOSE VAZ BARBALHO que, em sendo o POLICARPO, matara 2 coelhos com a mesma cajadada.

Isso porque podemos supor que o JOSE tenha se casado com alguem da familia do CLEMENTE NUNES COELHO, nosso quartavo pelo lado da MARIA HONORIA NUNES COELHO, que foi a esposa de um dos fundadores de VIRGINOPOLIS, o JOAO BATISTA COELHO. Isso porque a MARIA HONORIA foi confundida como se fosse escrava. E a Sinh’ANNA tambem era mulata. Ha a possibilidade de a esposa do JOSE ter sido irma da MARIA HONORIA.

Assim fica o risco! Dos 8 bisavos possiveis dos meninos da casa dos meus pais, o tio JOAOZINHO era o unico ate agora que se suspeitava que nao tivesse algum ancestral COELHO. Mas, se for o caso, completamos as 8 raizes no mesmo tronco!!! Vai ser COELHO assim la no Ceu!!!

O fato de o JOSE VAZ (ou DE MAGALHAES) BARBALHO nao ter sido lembrado como presente em Guanhaes, no livro de genealogia da nossa prima IVANIA, talvez coincida com a realidade de que ele morasse a uma certa distancia. E, muito possivelmente, tenha falecido antes ou em torno de 1880.

Acontece que Guanhaes, Pecanha e Sabinopolis faziam parte da grande Cidade da Villa do Principe (Serro). Entao, os residentes em torno das freguesias tinham a oportunidade de optar onde preferiam ser eleitores. Acontece que a lei de emancipacao de Guanhaes e Pecanha se deu em 1875. A partir dai o JOSE VAZ deve ter continuado como residente de Sabinopolis (Sao Sebastiao dos Correntes), que continuou pertencendo ao Serro.

Outro detalhe interessante eh o de que a divisa entre Guanhaes e Sabinopolis passou a ser feita `a altura das fazendas dos senhores CLEMENTE e BENTO NUNES COELHO. O que leva a imaginar a possibilidade de que o JOSE VAZ tivesse propriedade vizinha `as deles.

Nisso complica-se ainda mais a possibilidade da consanguinidade em certos ramos em nossa familia. Que somos COELHO DE MAGALHAES ate perder de vista ja sabiamos. Que somos BARBALHO em razao, talvez, um pouco mais moderada tambem tinhamos conhecimento. O que nao sabemos eh o quanto somos NUNES COELHO, e se esses e os COELHO DE MAGALHAES se encontram na mesma raiz originada no MANUEL RODRIGUES COELHO, suposto pai do alferes de milicia JOSE COELHO DE MAGALHAES.

O que complica, porem, eh que podemos sair de uma armadilha de consanguinidade para cair em outra.

Explicando! A noticia que tinhamos ate agora, segundo o professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, era a de que a Familia NUNES COELHO originou-se de um certo MANUEL NUNES COELHO, que foi o pai do EUZEBIO NUNES COELHO, aquele que tornou-se o patriarca da familia em Guanhaes. Acontece que as mencoes a eles eh a de que procediam de Sao Domingos dos Rio de Peixe, a atual Dom Joaquim.

Mas os avos EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JEZUS, segundo a grafia que encontra-se la, registraram o filho MANOEL NUNES COELHO, em 10.01.1811, na capela de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA, ou seja, ITABIRA. Portanto, a ida deles para DOM JOAQUIM deve ter sido posterior. O tio JOAQUIM nasceu em 1814.

Outro registro encontrado no mesmo endereco eh o casamento de MANUEL NUNES COELHO com VALERIANA ROSA GONCALVES. Ha um senao, porem, em relacao a esse casamento. Ele se deu em 27.08.1804.

Esse MANOEL pode nao ser o pai mas talvez um primo do ancestral EUZEBIO. Mas nao podemos descartar a possibilidade de ser o proprio, contudo, esse seria um possivel segundo casamento dele, ja que dona VALERIANA nao deve ter sido mae do avo EUZEBIO, que ja estaria se casando `a mesma epoca. Ha o registro do filho da dona VALERIANA, AGOSTINHO, nascido do casal, em 1808.

Em todo caso, se esse MANOEL NUNES COELHO for o mesmo, em caso de um segundo casamento, ele foi filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Nao sei ainda quem sao eles mas temos o registro de casamento do padre POLICARPO onde se fala que a esposa dele, ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, era filha natural de dona GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS, ou FERREIRA. ISADORA FRANCISCA era natural de ITABIRA.

Ai eh que a coisa se complica, pois, a avo GENOVEVA poderia ser uma irma do THOMAS. Nesse caso, se nao nos encontramos exatamente na raiz COELHO, fatalmente poderemos nos encontrar na raiz FILGUEIRAS/BARBALHO. MUNDO PEQUENO, PEQUENO MUNDO!!!

Aqui acontecem outras possibilidades. Nao temos as datas exatas de muita coisa mas o professor NELSON COELHO DE SENNA identificou a primeira carta de sesmaria e datas minerais recebida pelo MANUEL RODRIGUES COELHO como passada em 1744. O que eh confirmado nos registros do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. Ele tambem dizia que o ancestral, alferes de milicia, JOSE COELHO DE MAGALHAES havia vindo de Portugal com o pai dele e que seria o MANUEL RODRIGUES COELHO.

Isso nos da a possibilidade de vincular a ancestral dos NUNES COELHO, ANNA COELHO, ao mesmo MANUEL. O recebimento da carta de sesmaria e datas minerais indica que o MANUEL ja fora casado e constituia familia. Portanto, uma possivel filha dele com o nome ANNA ja poderia ter nascido bons anos antes de 1744. Mesmo que fossem somente uns 7.

Isso implica dizer que por volta de 1750, segundo o costume da epoca, ela ja poderia e deveria estar pronta para o casamento. Essa seria uma data provavel para o nascimento do MANOEL NUNES COELHO. E este poderia ter sido o pai do ancestral EUZEBIO em torno do ano de 1780. Isso justificaria o nascimento de filhos por volta de 1806, data sugerida para o nascimento de nosso quartavo CLEMENTE NUNES COELHO.

De qualquer forma ai fica esse resumo. Os NUNES COELHO e os MAGALHAES BARBALHO podem fazer parte de um mesmo ramo familiar que eh os “DE FILGUEIRAS”. O que pode ate ter outro conteudo lamentavel, pois, essa segunda familia tambem podera ser COELHO por seculos seguidos.

Isso porque os COELHO multiplicaram muito a partir de sua toca que foi o senhorio de FELGUEIRAS E VIEIRA. O primeiro senhor foi nosso antepassado FERNAO COELHO e sua esposa CATARINA DE FREITAS. E por diversos seculos que se seguiram o sobrenome permaneceu, mesmo com combinacoes como COELHO DA SILVA ou PINTO COELHO.

Ha a pequena esperanca de que o MANUEL RODRIGUES COELHO tenha sido irmao do BENTO ou do AMARO RODRIGUES COELHO (filho e pai). Por volta da epoca o BENTO tambem residia em MARIANA. Foi o pai do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ. Aquele que esta no livro das cartas de brasoes da nobiliarquia portuguesa.

Nesse caso, a raiz da familia deles nos associaria a ramos mais diversificados. Exceto por uma bisavo do Domingos, que se chamava D. MARIA COELHO. Nesse caso, os ancestrais de dona D. MARIA eh que devem ser dos COELHO de FELGUEIRAS E VIEIRA. O que mantem e propaga a assinatura, embora, com pouca dosagem de sangue.

Ja os NUNES COELHO e COELHO DE MAGALHAES se encontrariam na mesma raiz COELHO.

O que vira farinha do mesmo saco, contudo, eh que, segundo o professor DERMEVAL PIMENTA, foi ancestral dos COELHO DE MAGALHAES o casal GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Embora nao sendo o mesmo DE MAGALHAES BARBALHO que assinamos, o BARBALHO fatalmente sera o mesmo. Assim sendo, nao somos mistura, somos mesmo um mexido de feijao com feijoada!

Isso me faz conceber a nossa Arvore Genealogica como a projecao de uma imagem num espelho. Se tomarmos o casal JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA como ponto de partida vemos que o que se projeta a partir deles eh o mesmo que chega ate eles. Basta procurar que eh isso que iremos encontrar. Ou seja, o que somos, nossos ancestrais ja foram.

E observando melhor a carta de brasao passada ao DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ podemos verificar que ele ja era COELHO em duplicidade. A carta esta na pagina 153, numero 610, do ARCHIVO HERALDICO E GENEALOGICO, compilado pelo Visconde de SANCHES DE BAENA. O resumo eh este:

DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ

* Cavaleiro da Ordem de Christo
* Nascido em Mariana, Minas Gerais

Filho de:

* Bento Rodrigues Coelho e
* D. Maria de Queiroz Seixas

neto paterno de:

* Amaro Rodrigues Coelho

neto materno de:

* Joao de Queiroz de Seixas e
* Feliciana de Araujo Dantas

bisneto de:

*Jacinto de Queiroz e
*D. Maria Coelho

terceiro neto de:

* Antonio Francisco Marinho e
* D. Maria de Queiroz Seixas

descendentes de:

* Antonio de Queiroz Mascarenhas, pessoa das mais conhecidas no reino.

O nome do filho do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS foi ANTONIO DE QUEIROZ DA SILVA, o que pode ser o mesmo ANTONIO FRANCISCO MARINHO ou, talvez, um filho.

D. FELICIANA DE ARAUJO DANTAS pode ser uma evidencia de que pertencemos mesmo a essa linhagem familiar. A razão levantada para isso eh a de que durante a expansão colonial os membros da nobreza se moviam aos bandos, ou seja, quando fundavam um entreposto colonial iam juntos membros de assinaturas diferentes, porem, ja com vínculos parentais.

Segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, o bisavo dele, JOAO COELHO DE MAGALHAES, irmão do JOSE COELHO DA ROCHA, casou-se com uma prima carnal deles: BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO. Isso pode indicar que por mais de 100 anos as duas assinaturas ja andavam juntas e aparentadas.

Por aqui observa-se que quem elaborou a genealogia do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ preferiu seguir a linhagem materna. Possivelmente porque o AMARO RODRIGUES COELHO deve ter sido pai extraconjugal. E o COELHO dele deve ser de pais diferentes do da D. MARIA COELHO.

Observe-se tambem que os D. (dona) antes do nome indicam pessoas que procediam da alta nobreza, o que talvez indique uma procedencia mais baixa de nobreza para os RODRIGUES COELHO.

A preferencia tambem pode vir por outro motivo. O custo da tinta. ANTONIO QUEIROZ DE MASCARENHAS tornou-se heroi conhecido durante a GUERRA DA ACLAMACAO, ou seja, do tempo em que a coroa portuguesa foi restaurada, onde o 8o. Duque de Braganca, D. JOAO, tornou-se o rei D. JOAO IV por ela. A restauracao se deu em 1640.

Vide mais: https://informaticahb.blogspot.com/2014/08/amarante-pessoas-antonio-de-queiroz.html

O nosso tio ancestral AGOSTINHO BARBALHO BEZERRA foi contemporaneo do ANTONIO DE MASCARENHAS e lutaram na mesma guerra. AGOSTINHO esteve presente na Praça de Elvas, deixando a luta em 1644, quando recebeu a noticia do falecimento do pai dele no Rio de Janeiro, o governador LUIS BARBALHO BEZERRA.

Ja a pessoa proeminente de assinatura RODRIGUES COELHO foi outro MANUEL. Foi um compositor de grande fama e que faleceu em 1635, antes da restauracao. Talvez nao descendamos desse MANUEL mas podemos ter algum parentesco com ele.

vide: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Rodrigues_Coelho

O problema aqui seria vincular os RODRIGUES COELHO com ele. Demandaria mais trabalho e mais tinta para escrever a carta de armas. E tinta nao era barata `a época. Alem do mais, convinha mais aos interesses de época fazer o vinculo direto com um herói de guerra do que com um expoente musical que teria o “defeito” de ter sido servidor da corte espanhola.

Infelizmente nao temos mais datas alem do dia do registro da carta de brasao passado ao DOMINGOS. Ela se deu em 2 de agosto de 1773. Pelos cargos que ele ocupava, penso que ele andava numa faixa de idade entre 33 e 63 anos de idade. Ou seja, no minimo nascera em 1740 e no maximo em 1710.

Essa ultima idade seria a ideal para nossa especulacao. Isso porque haveria a possibilidade de ele ter sido irmao do MANUEL RODRIGUES COELHO, nosso suposto ancestral, ate agora. Assim, a genealogia dele passaria para nos. A data de 1710 nos daria a possibilidade de o MANUEL poder ter sido irmao do BENTO e tio do DOMINGOS.

Ate ai tudo estaria ocorrendo nos devidos conformes para nos. Mas se a data do nascimento do DOMINGOS foi cerca de 1740 e o MANUEL RODRIGUES COELHO fosse bem mais velho, ele poderia ser irmão do AMARO RODRIGUES COELHO. E ai a coisa se complicaria para nos, pois, embora mencione-se na carta ser descendentes do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, nao da para ter-se absoluta certeza de que isso se refira aos dois RODRIGUES COELHO.

Assim, poderiamos ser descendentes, na melhor das hipoteses, mas teriamos que buscar outras fontes para descobrir o caminho porque nao me parece que JOAO QUEIROZ e FELICIANA DE ARAUJO foram pais do AMARO. Embora naquele tempo tudo era possivel porque os filhos nao adotavam necessariamente os sobrenomes dos pais e podiam adotar sobrenomes de ancestrais anteriores.

De toda forma se o DOMINGOS nasceu em 1740 a data de 1710 seria normal para D. MARIA DE QUEIROZ ter nascido. 1680 caberia a JOAO QUEIROZ. 1650 encaixaria na de JACINTO DE QUEIROZ. E 1630 seria uma otima data para a da primeira D. MARIA QUEIROZ DE SEIXAS, o que combina com data provavel em que ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS ja pudesse ser o pai dela.

Nesse caso, o nome ANTONIO FRANCISCO MARINHO pode estar correto, mas nao sendo por ele que passa a hereditariedade do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS.

Por falar nisso, penso que se encontrarmos os Inventarios do MANUEL RODRIGUES COELHO e do JOSE COELHO DE MAGALHAES, a metade dos esclarecimentos que precisávamos ficariam resolvidos. Primeiro porque nos Inventarios do MANUEL dissipariamos a duvida quanto a sermos ou nao descendentes diretos dele e por qual via. Embora, os Inventarios nao constem os nomes dos pais.

Para o caso do MANUEL RODRIGUES COELHO precisariamos buscar outros documentos como possiveis casamentos e, talvez, os Testamentos. Estes tambem nem sempre revelam antepassados. Mas as vezes incluem uma pequena genealogia pregressa alem da indicacao de lugares de procedencias, o que eh a maior mao-na-roda!

Ja nos Inventarios do JOSE COELHO DE MAGALHAES, que faleceu em Conceicao do Mato Dentro, em 1806, portanto os documentos devem ter sido registrados no Serro ou mesmo em Conceicao, nos comprovariam se os outros filhos da avo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, alem do JOSE e do JOAO, se casaram ou nao.

E tambem teriamos conhecimento dos filhos e conjuges resultantes do primeiro casamento do avo JOSE com dona ESCHOLASTICA DE MAGALHAES. Alias, eu ate suspeito que como a data de casamento entre ele e a EUGENIA teria se dado em 1799, segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, a ESCHOLASTICA eh que podera ter sido mãe do JOSE COELHO DE MAGALHAES (ou COELHO DA ROCHA, como era conhecido), o filho.

Sei nao! O melhor eh pesquisar para depois tirar as melhores conclusoes.

O que esta me faltando mesmo sao voluntarios que nos possam ajudar a desatar certos pequenos nos, encontrando os documentos comprobatorios para que confirmemos tantos vinculos genealogicos. Imaginem, se com o pouco que sabemos ja temos a certeza de que nossa familia ja eh a maior loucura, e se descobrirmos os vinculos entre os outros filhos do avo JOSE COELHO DE MAGALHAES e do possivel pai dele, MANUEL RODRIGUES COELHO?!!! Vai ter batecao de cabeca entre os ticos e tecos de muita gente!!!

De pratico mesmo, o que precisariamos fazer seria 1. verificar, claro, se o JOSE VAZ BARBALHO que aparece nos ALMANAK DE MINAS GERAIS eh mesmo o nosso quartavo, o que nao tera maiores consequencias senao aquelas de costume, ou seja, mais tarde poderiamos verificar se ele deixou outros filhos e quem seriam nossos parentes na atualidade por parte dele.

2. Confirmar que o JOSE VAZ BARBALHO, o mais velho, o que seria avo do mencionado no numero anterior, era mesmo filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

O que tenho ate agora sao evidencias fortes. No caso, ja esta comprovado que o casal teve um filho chamado POLICARPO JOSE BARBALHO, que foi cirurgiao-mor em Porto Alegre – RS e faleceu em 1801 naquela Vila. Esse POLICARPO nasceu no Serro. Nao por coincidencia, penso, o mesmo lugar onde nasceu o JOSE VAZ BARBALHO, o velho.

A idade de ambos eh semelhante, portanto, a probalidade eh elevada que sejam irmaos. Parece que havia intimidade entre eles porque o JOSE deu nome de POLICARPO tambem ao nosso quartavo. O POLICARPO, o mais velho, poderia ter sido ate um irmao/padrinho, caso o JOSE tenha nascido entre 1750 e 1760. Segundo o professor DERMEVAL, isso seria possivel ja que disse que a data provavel de nascimento da avo JOSEPHA se deu em torno de 1716.

3. Assim chegamos `as possibilidades das inconveniencias consaguineas. Se o professor DERMEVAL estiver correto tambem em relacao ao nome do casal GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO, existe a pequena possibilidade de ela ser outra irma nascida de MANOEL e JOSEPHA.

Numa hipotese mais provavel, ela sera neta de JOAO DE AGUIAR BARBALHO e JOANNA DE OLIVEIRA. Eles foram pais de THEREZA DE (AGUIAR) DE OLIVEIRA que casou-se com JOSE RODRIGUES, em 24.06.1730, na Cidade de Mariana. 1730 e mais alguns anos entram na faixa provavel de nascimento da ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO.

Segundo o professor DERMEVAL, MARIA e GIUSEPPE foram os pais da quintavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, também conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, a esposa do português JOSE COELHO DE MAGALHÃES.

4. Como se nao faltasse os fatores complicadores de consanguinidade, para nos, precisariamos pesquisar se o MANOEL NUNES COELHO que se casou em 1804 em Itabira eh o mesmo nosso ancestral. Em caso de conclusao positiva, ha que se saber se a mae dele, ANNA COELHO, tinha algum parentesco imediato com o alferes de milicia, JOSE COELHO DE MAGALHAES, o marido da avo EUGENIA.

Sendo o caso, havera muita mistura da mesma coisa!

5. Sera quase fatal que, entao, o THOMAS NUNES FILGUEIRAS tera um parentesco proximo com a nossa quintavo GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS, ou FERREIRA. Como os NUNES FILGUEIRAS estavam presentes em ITABIRA e la a nossa quartavo ISIDORA FRANCISCA nasceu, entao, essa ligacao sera quase certa. O que nao sera grande preocupacao caso os FILGUEIRAS de la sejam de ramo que ja estivesse afastado dos COELHO ha mais tempo, ainda em Portugal.

Enfim, a minha sugestão para começo de conversa eh essa: tentar localizar os Inventarios e possiveis Testamentos do JOSE COELHO DE MAGALHAES em Conceicao do Mato Dentro ou Serro e do MANUEL RODRIGUES COELHO em Ouro Preto ou, quem sabe, Congonhas do Campo.

Em Ouro Preto faltou-me verificar na Casa dos Contos e no Museu da Inconfidencia. Mas talvez possamos encontrar nalgum cartorio, penso eu, no de 1o. Oficio. No mais tenho que aguardar!!!

Para que alguns melhor visualizem os vinculos proximos resolvi somar pequenos resumos das raizes da Familia que considero COELHO BARBALHO da regiao do CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. Pela forma gráfica muitos enxergarão os entrenós melhor.

RAIZES DA FAMILIA. FINAL DO SEC. XVII AO INICIO DO SEC. XIX

I. RAIZ PIMENTA-VAZ BARBALHO

* Maria da Costa Barbalho – c.c. Manoel de Aguiar (viuva de Anna Pereira de Araujo), pais de:

* 1. Theodozia de Aguiar Barbalho c.c., em 1717, Joseph Carneiro da ….

* 2. (hipotese) Joao de Aguiar Barbalho c.c. Joanna de Oliveira, pais de:

* 2.1 Thereza de (Aguiar) de Oliveira c.c., em 1730, Jose Rodrigues

* 3. Manoel Vaz Barbalho c.c., em 1732, Josepha Pimenta de Souza, pais de:

* 3.1 Policarpo Joseph Barbalho c.c. Bernarda Maria de Azevedo (R.S.)

* 3.2 Isidora Maria da Encarnacao c.c. Antonio Francisco de Carvalho, pais de:

* 3.2.1 Boaventura Jose Pimenta c.c. Maria Balbina de Santana, pais de:

* 3.2.1.1 Modesto Jose Pimenta c.c. Ermelinda Querubina Pereira do Amaral

Este eh o ramo da Familia Pimenta-Vaz Barbalho descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta na obra dele: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”.

* 3.3 (hipotese) Jose Vaz Barbalho c.c. Anna Joaquina Maria de Sao Jose, pais de:

* 3.3.1 Firmiano Jose Barbalho c.c., em 1822, Izabel Moreira de Jesus

* 3.3.2 Gervazio Jose Barbalho c.c., em 1813, Anna de Freitas Costa

* 3.3.3 Policarpo Jose Barbalho c.c., em 1808, Isidora Francisca de Magalhaes, pais de:

* 3.3.3.1 Francisco Marcal Barbalho c.c. Eugenia Maria da Cruz

* 3.3.3.2 Jose de Magalhaes (ou Vaz) Barbalho

Foram tambem pais de Joao, padre Emygdio, Maria, Genoveva, Lucinda, Manoel e, talvez, Modesto.

II. RAIZ RODRIGUES COELHO OU COELHO DE MAGALHAES

1. Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho c.c. Giuseppe Nicatisi da Rocha, pais de:

1.1 Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Jose Coelho de Magalhaes, pais de:

1.1.1 Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo.

Foram fundadores de Guanhaes e pais de 4 grandes povoadores de Guanhaes e Virginopolis. Ela era filha de Antonio Jose Moniz e Manoela do Espirito Santo. Os 4 filhos povoadores foram:

1.1.1.1 Francisca Eufrazia de Assis c.c. Joaquim Nunes Coelho

1.1.1.2 Joao Baptista Coelho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho

1.1.1.3 Eugenia Maria da Cruz c.c. Francisco Marcal Barbalho

1.1.1.4 Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral

1.1.2 Joao Coelho de Magalhães c.c. Bebiana Lourenca de Araujo.

Nota 1. Supoe-se, pelos escritos do professor Nelson Coelho de Senna, que Jose Coelho de Magalhaes tenha sido filho de Manuel Rodrigues Coelho e por ele se ligaria ao ramo anteriormente descrito do receptor da carta de brasao Domingos Rodrigues de Queiroz.

Nota 2. Maria Marcolina Borges do Amaral era filha de Daniel Pereira do Amaral (irmao de Ermelinda Querubina) com Maria Francelina Borges Monteiro (irma de Maria Balbina de Santana).

Nota 3. Os ramos Borges Monteiro e Pereira do Amaral ja contavam com ancestrais Coelho como se vera mais `a frente.

III. RAIZ NUNES FILGUEIRAS, DE ITABIRA

1. Thomas Nunes Filgueiras c.c. Anna Coelho, pais de:

1.1 Manoel Nunes Coelho c.c., em 1804, Valeriana Rosa Goncalves

Nota 4. Nao se sabe se esse Manoel seria o mesmo que origina o ramo Nunes Coelho de Guanhaes e Virginopolis.

2. Genoveva Nunes Filgueiras (ou Ferreira), foi mae de:

2.1 Isidora Francisca de Magalhaes c.c., em 1808, Policarpo Jose Barbalho

IV. RAIZ NUNES COELHO

1. Manoel Nunes Coelho, foi pai de:

1.1 Eusebio Nunes Coelho c.c. Anna Pinto de Jesus, pais de:

1.1.1 Clemente Nunes Coelho c.c. ? Foi pai de:

1.1.1.1 Maria Honoria Nunes Coelho c.c. Joao Baptista Coelho

1.1.1,2 Prudencio Nunes Coelho

1.1.1.3 Antonio Nunes Coelho

1.1.1.4 (hipotese) Clemente Nunes Coelho c.c. Anna Maria Pereira

1.1.2 Joaquim Nunes Coelho c.c. Francisca Eufrazia de Assis

1.1.3 Francisco Nunes Coelho c.c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho

1.1.4 Antonio Nunes Coelho c.c. Maria Araujo Ferreira (residiram em Pecanha onde deixaram familia)

1.1.5 Bento Nunes Coelho

Nota 5. Houveram outros filhos mas não temos a lista completa

Nota 6. Maria Augusta Cesarina de Carvalho foi filha de Jose Carvalho da Fonseca e sua esposa Senhorinha Rosa de Jesus, que era irma de Maria Balbina de Santana e de Maria Francelina Borges Monteiro.

V. RAIZ PEREIRA DO AMARAL

Essa raiz procede da Ilha de Sao Miguel, dos Acores, nao se sabendo a Freguesia. De la procede:

1. Manoel Pereira c.c. Maria de Benevides, pais de:

1.1 Miguel Pereira do Amaral c.c. Francisca Angelica da Encarnacao, pais de:

1.1.1 Malaquias Pereira do Amaral c.c. Anna Maria de Jesus, pais de:

1.1.1.1 Ermelinda Querubina Pereira do Amaral c.c. Modesto Jose Pimenta

1.1.1.2 Daniel Pereira do Amaral c.c. Maria Francelina Borges Monteiro, pais de:

1.1.1.2.1 Maria Marcolina Borges do Amaral c.c. Antonio Rodrigues Coelho

VI. RAIZ BORGES MONTEIRO

Inicia-se essa raiz na Cidade da Seia, Distrito de Guarda e Freguesia de Pinhancos, Portugal.

Ali nasceu, em 1751, Antonio Borges Monteiro. Pode ter sido ele irmao de Manoel Borges Monteiro, que foi pai de Jose Borges Monteiro e, por este, avo do Barão da Grandeza de Itaúna, Dr. Candido Borges Monteiro, que foi medico particular da Familia Imperial Brasileira, tendo assistido ao nascimento da princesa Isabel e filhos dela.

Em resumo:

1. Caetano Borges c.c. Joanna Monteiro, pais de:

1.1 Antonio Borges Monteiro c.c. Maria de Souza Fiuza, pais de:

1.1.1 Antonio Borges Monteiro Junior c.c. Maria Magdalena de Santana, pais de:

1.1.1.1 Maria Balbina de Santana c.c. Boaventura Jose Pimenta

1.1.1.2 Maria Francelina Borges Monteiro c.c. Daniel Pereira do Amaral

1.1.1.3 Senhorinha Rosa de Jesus c.c. Jose Carvalho da Fonseca

VII RAIZ COELHO/AZEVEDO

Da Vila Nova do Norte procedia o casal:

1. Manoel de Souza Azevedo c.c. Anna Coelho, pais de:

1.1 Joao de Souza Azevedo c.c. Norothea Barbosa Fiuza, pais de:

1.1.1 Maria de Souza Fiuza c.c. Antonio Borges Monteiro

RAIZ A DESCOBRIR-SE ENCAIXE:

1. Modesto Jose Barbalho, viveu em Itabira e foi pai de:

1.1 Dr. Modesto Jose Barbalho Junior, foi capitao cirurgiao

1.2 Cirino Jose Barbalho, foi o 1o. Juiz de Paz em Pecanha em 1875, onde deixou familia.

1.3 Francisco Jose Barbalho, tambem em Itabira.

Nota 7. Ha que descobrir-se o nome do pai do senhor Modesto ja que ha a possibilidade de ele ter sido filho do Jose Vaz Barbalho, o velho, ou do filho deste, Policarpo Jose Barbalho.

Ha que descobrir-se como se encaixa tambem na familia o Jose Vaz Barbalho que viveu em Guanhaes e Sabinopolis.

Nota 8. Norothea Barbosa Fiuza era filha do Sargento-Mor, no Serro, Domingos Barbosa Moreira, portugues, e de Tereza de Jesus que eh mencionada como procedente de Itabaiana, atualmente em Sergipe. Os Barbosa Moreira foram os fundadores de Sao Goncalo do Rio das Pedras, atual distrito do Serro.

Nota 9. Nao postei todos os irmaos de cada familia nesse resumo para nao complicar-se mais ainda o entendimento do complicado novelo hereditario que chega a nos.

Nota 10. Maria da Costa Barbalho era bisneta do governador Luis Barbalho Bezerra e da esposa dele Maria Furtado de Mendonca, via a mae Paschoa Barbalho e o avo Jeronimo Barbalho Bezerra. E por eles, descendentes de alguns portugueses primeiro moradores da Capitania de Pernambuco.

Nota 11. Josepha Pimenta de Souza era descendente de outros portugueses primeiro moradores da Capitania de Sao Vicente. Entre eles estao o proprio fundador, Martim Afonso de Sousa, e os capitaes mores: Antonio de Oliveira e Joao Pimenta de Carvalho.

Nota 12. Segundo os escritos do professor Dermeval Pimenta ha a sugestão de que a família do ancestral Antonio Coelho de Almeida residia na Cidade de Congonhas, MG, local que também se registra a presença do português MANUEL RODRIGUES COELHO. Isso se transforma em suspeita de termos mais um vinculo consanguineo por essa via.

Nota 13. Os 4 povoados das Famílias COELHO e BARBALHO tiveram em conjunto 43 filhos que se casaram. 13 deles casaram entre si. 3 outros casaram com primos em segundo grau. E suspeita-se que outros casaram com pessoas aparentadas. E nas 3 gerações seguintes os casamentos entre primos permaneceram como uma constante.

Talvez seja essa a razão maior do surgimento de situações ligadas `a saúde da III idade em idades cada vez mais jovens. Embora a longevidade da família em conjunto esteja entre as mais elevadas do Brasil.

A situação tem se reduzido com a dispersão dos membros mais jovens que estão tendo oportunidade de casar-se com diferentes ramos, porem, não necessariamente adversas das raízes iniciais.

Nota especial 14. Considero que existem duas variedades de COELHO. Uma eh a que assina o sobrenome e a outra eh a que eh, somente não assina.

Quase passei batido numa questão muito clara. Quando deixei a inspiração fluir para escrever esse texto, a minha intenção primeira era a de deixar preparado um roteiro que nos ajudasse a encontrar ou negar vínculos entre as raízes de nossa família.

Por causa desse intento concentrei primeiro na solução dos entrenós parentais entre o JOSE COELHO DE MAGALHÃES e o suposto pai dele MANUEL RODRIGUES COELHO; alem de tentar desvendar o vinculo entre o MANUEL e o DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ.

Quando vi a biografia do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, passei uma vista tao descompromissada que nao percebi o detalhe. Porque ele seria uma questão a preocupar-se mais alem, em caso de confirmar-se a nossa ascendência nele, não tomei conhecimento de quem foi filho. Isso porque os sobrenomes dele, como era costume acontecer `a época, em nada recordam os do pai.

Agora revendo a biografia vi a menção a MANUEL MENDES DE VASCONCELOS. O que esta oculto la eh que o (7o.) refere-se ao titulo: VII senhor da TORRE DE VASCONCELOS.

Nisso entra a questão, ja adiantando em muito o que se seguira se comprovarmos que somos mesmo membros dessa linhagem familiar. O senhorio da TORRE DE VASCONCELOS inicia-se em D. JOAO PERES, o Tenreiro.

Nao seria de grande nota aqui se a esposa dele não tivesse sido D. MARIA SOARES COELHO, filha do cavaleiro D. SOEIRO VIEGAS COELHO, o primeiro a adotar o sobrenome e passa-lo `a descendência. Assim, poderemos somar mais essa medalha Cunicula em nossa corrente sanguínea.

Somente para esclarecer melhor. D. MARIA foi irma do JOAO SOARES COELHO. Ao que parece, ele foi quem deu continuidade `a assinatura após o pai deles. A descendência de D. MARIA seguiu obviamente assinando DE VASCONCELOS.

Alem do fato de D. SOEIRO ter sido bisneto de um dos fundadores do Reino de Portugal, o D. EGAS MONIZ, o AIO, que foi quem tutorou o D. AFONSO HENRIQUES, primeiro rei de Portugal, temos que o senhorio da TORRE DE VASCONCELOS foi um titulo de nobreza do mais alto grau.

Implicando isso em que cada um dos senhores anteriores ao MANUEL MENDES tera se casado com DONAS também da mais alta nobreza. O que leva `a conclusão de que a principal raiz em nossa família, ate o momento identificável, ja possuía uma intensa consanguinidade desde tempos que remontam `a IDADE MEDIA.

O que faz essa identificação um tanto quanto preocupante para a nossa saúde. Restando, pois, torcer para que o ramo representado pelo casal ANTONIO JOSE MONIZ e MANUELA DO ESPIRITO SANTO, nossos quintavos, sirvam como um bloqueio a tanta consanguinidade. Embora o sobrenome MONIZ, muitas vezes ligado a famílias da alta nobreza, não seja um bom indicativo disso.

A esperança nesse sentido, então, recai sobre nossas raízes africanas e nativobrasileiras. Sabemos que as temos. O que não sabemos eh o quanto participam em nossa composição genética. O que, via genealogia, infelizmente não devera ser possível determinar ja que essas raízes sempre foram maltratadas nos registros oficiais. Precisaremos do exame de DNA completo para ter certeza.

 

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02. CAMPO DE ESTRELAS OU COMPOSTELA.

Abrirei essa passagem com o nome de Campo de Estrelas nao apenas por causa das estrelinhas que a emolduram. Leiam para compreender.

Nao se pode ainda afirmar com absoluta certeza. Afinal, coincidências podem existir.

Quando comecei a estudar o livro do professor DERMEVAL PIMENTA estava la que a fundacao da Cidade de Sao Joao Evangelista se deveu `a Familia COELHO DA ROCHA. Por analogia imaginei que houvesse algum parentesco proximo com o fundador de Guanhaes, a vizinha cidade daquela, JOSE COELHO DA ROCHA, nosso ancestral.

Mas, pelo que ele deixou escrito, logo percebi que poderia ser coincidencia ja que afirma que o capitao ILDEFONSO DA ROCHA FREITAS e dona MARIA COELHO DA SILVEIRA, os patriarcas da familia descrita por ele, eram portugueses chegados ao Brasil por volta de 1830. Ja o nosso ramo de familia COELHO parece que se encontrava no Brasil desde o inicio do CICLO DO OURO, 100 anos antes.

Penso ser interessante reprisar pequeno extrato do livro: “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS” (17 – X – 1939) do professor NELSON COELHO DE SENNA. Observe-se porque:

Pag. 08:

“No governo do general GOMES FREIRE DE ANDRADE (Conde de Bobadella), nosso antepassado MANOEL RODRIGUES COELHO obteve, em 3 de dezembro de 1744, carta de sesmaria de meia legoa de terras em quadra, no territorio do INFICCIONADO (Municipio de MARIANA). Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava quintos `a sua magestade (Rev. do Arquivo Publico Mineiro, vol. X, 1905, pag. 213).”

Pags. 09 e 10:

“De uma cronica da familia Coelho (os Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho, Coelho Leao, Coelho de Araujo, Coelho de Senna) localizada nos municipios mineiros de Sao Miguel de Guanhaes, Virginopolis (antigo Patrocinio), Conceicao, Sant’Anna dos Ferros, Serro, Sabinopolis, Diamantina, Sao Joao Evangelista e Pecanha – constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no seculo XVIII (1774) o ja referido portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, em favor de quem o governador das Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade (primeiro conde de Bobadella), passou varias cartas de sesmaria e datas minerais, sendo a primeira concessao de 3 de dezembro de 1744. Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava avultados quintos de ouro a sua Magestade Fidelissima. Do Inficcionado, (hoje Santa Rita Durao, Comarca de Mariana) seus descendentes se passaram a outros lugares dos atuais municipios de SANTA BARBARA, de ITABIRA DO MATO DENTRO e de CONCEICAO DO SERRO.”

Prosseguindo na pagina 09 de seu livro, o professor NELSON COELHO DE SENNA fala a respeito de MANUEL RODRIGUES COELHO:

“Delle procede o Alferes de Milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES (tambem portugues, natural da PROVINCIA DO MINHO) mais conhecido por JOSE COELHO DA ROCHA, na familia,…”

Aqui, entao, o que precisamos descobrir eh obivio. E ai torna-se fundamental saber duas coisas: 1. se MANUEL RODRIGUES COELHO foi pai de ANNA COELHO, esposa do THOMAS NUNES FELGUEIRAS; e 2. se o MANOEL NUNES COELHO, marido da dona VALERIANA seria o mesmo pai do nosso ancestral EUZEBIO NUNES COELHO.

Penso ter as evidencias que sim. Ao contrario do COELHO DA ROCHA de Guanhaes e Sao Joao Evangelista os 2 ou o unico MANOEL NUNES COELHO viveu pelo menos boa parte de sua vida em ITABIRA, local para onde foi parte da familia do MANUEL RODRIGUES, nosso ancestral. Portanto torna-se mais difícil serem duas pessoas diferentes.

E aqui exponho evidencias que encontrei no site FamilySearch. La temos:

* MANOEL NUNES COELHO I

* Filho de: Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho
* esposa: Valeriana Rosa Goncalves
* sogros: Joao Alvares e Maria Goncalves
* data do cas.: 27 de agosto de 1804
* local: Santo Antonio de Santa Barbara (Itabira)

Nasceram deles os seguintes filhos, no mesmo local:

* 01. Antonio Nunes Coelho (bat. 09.11.1806)
* 02. Agostinho Nunes Coelho (nasc. 11.01.1808 e bat. 18.01.1808)
* 03. Joao Nunes Coelho (bat. 15.02.1812)
* 04. Anna Nunes Coelho (bat. 10.05.1814)
* 05. Maria Nunes Coelho (bat. 23.06.1816)
* 06. Manoel Nunes Coelho (bat. 02.11.1818).

* MANOEL NUNES COELHO II

* esposa: Prudencia Candida de Jesus
* filhas: * Maria Nunes Coelho (nasc. 02.12.1830 e bat. 12.12.1830)
* Manoela Nunes Coelho (bat. 09.05.1833)

* AGOSTINHO NUNES COELHO

* esposa: Thereza Fernandes Madeira
* filha: * Edovirgem Coelho (nasc. 17.10.1840 e bat. 16.02.1841)

Obviamente tambem, torna-se duplamente necessario a nos que descendemos tanto dos NUNES COELHO quanto dos RODRIGUES COELHO/COELHO DE MAGALHAES verificarmos os Inventarios e Testamento do portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, pois, o mais provavel podera ser que o alferes de milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES e dona ANNA COELHO serao irmaos. O que nos torna duplamente comprometidos pela consanguinidade.

Alias, a situacao fica mais “cafusa” para nos que somos tambem MAGALHAES BARBALHO, pois, o FELGUEIRAS pode se repetir em nossa raiz tanto quanto na dos NUNES COELHO. Nos somos atingidos pela tripla coroa de consanguinidade!!!

Bom, não tenho como definir o que o professor NELSON DE SENNA deixou escrito porque ali ha duplo sentido. Nao da para ter absoluta certeza, embora isso tambem esteja entendido, que os NUNES COELHO em geral sejam mesmo descendentes do MANUEL RODRIGUES COELHO.

A gente sabe que aqueles que se casaram na descendencia do JOSE COELHO DE MAGALHAES serao. E de todos os sobrenomes mencionados por ele esses casamentos houveram. Resta saber se ja o eram antes dos casamentos.

Aqui estao mais dados que venho colecionando e que se transformam em evidencia de que os MANOEL NUNES COELHO eram o mesmo.

Nossa tia LUCINDA DE MAGALHAES BARBALHO foi batizada em 10.07.1824. Ela casou-se com MANOEL GERALDO FERNANDES MADEIRA. THEREZA FERNANDES MADEIRA, esposa do AGOSTINHO NUNES COELHO deve ter sido de idade semelhante `as deles, pois, em 1840 estava tendo a filha EDOVIRGEM.

Alem desse indicativo temos que EMIDIO FERNANDES MADEIRA foi eleito vereador na eleicao e constituicao da primeira camara de vereadores, na data de 1881, de Pecanha. Nos falta o acompanhamento da descendencia de LUCINDA e MANOEL GERALDO dai nao podemos concluir imediatamente que o EMIDIO tenha sido filhos deles. O que podemos afirmar eh que os NUNES COELHO e os FERNANDES MADEIRA foram juntos para Pecanha.

As chances sao boas. EMIDIO tornou-se um nome frequente na familia, creio, em homenagem ao segundo paroco de Guanhaes (1853 – 1859), EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO, que foi irmao da LUCINDA, que tambem era filha do POLICARPO JOSE BARBALHO e ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES.

O EMIDIO MADEIRA viveu em SAO PEDRO DO SUACUI, que pertencia a PECANHA e la faleceu em 1922. O que faz SAO PEDRO cidade irma `as outras mencionadas pelo professor NELSON. Foi casado com MARIA BALBINA PIMENTA que, com certeza, ja lhe era prima por causa de ambos pertencerem ao ramo PIMENTA/VAZ BARBALHO.

Acredito eu que as familias MAGALHAES BARBALHO, NUNES COELHO e FERNANDES MADEIRA ja estavam seguramente atadas em ITABIRA. O que deve ter feito seus representantes se mover em bloco para o CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS poderá estar contido na Historia da Regiao e do Estado.

A principio os primeiros chegados se entrelaçaram nas Cidades Historicas onde abundava o ouro e a atividade era intensa. Quando o ouro comecou a desaparecer naquelas cidades, em 1750, seguiram o fluxo migratório da populacao em busca de outros veios. Entre os lugares novos se encontraram ITABIRA e imediacoes de SANTA BARBARA e CONCEICAO DO SERRO.

No inicio do seculo XIX os antigos povoados ja estavam superpovoados em relacao `as atividades economicas da epoca. Assim, foram abertos novos pontos de colonizacao tais como: SABINOPOLIS (1819) e GUANHAES (1821).

Para ali se dirigiram as familias que ja estavam no ramo da mineracao, pois, GUANHAES e VIRGINOPOLIS, que lhe pertencia, ofereceram um surto de encontro de ouro que perdurou entre os anos de 1824 e foi ate 1848.

Mais tarde ainda o FRANCISCO NUNES COELHO tambem encontrou ouro em sua fazenda. Alem de ferro que o tornou dono de fabrica de instrumentos de agricultura (forjas).

A regiao continuou oferecendo terras para a agricultura, motivo pelo qual a populacao prolongou a permanencia e continuou seguindo depois junto `a expansao colonial. Essa terceira onda se deu em razao da busca de uma forma de comunicacao entre a regiao do SERRO e a saida para o mar.

TEOPHILO OTONNI tornou-se a figura historica nesse intento. Porem, foram os COELHO e as familias agregadas que estabeleceram os caminhos que ligavam a regiao ao ESTADO DO ESPIRITO SANTO.

Nesses caminhos surgiram cidades que eles participaram na fundacao e multiplicacao populacional. Dois exemplos sao as cidades de GOVERNADOR VALADARES e COROACI.

Corroborando com a minha suposicao de que nossos ancestrais sao os mesmos tenho um pequeno mapa da familia de ANTONIO NUNES COELHO. Segundo o professor DERMEVAL, ele nasceu em 1829 e sabemos que foi Juiz de Paz em PECANHA. Esse ANTONIO foi identificado como filho do ancestral EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.

O mapa me foi cedido por nossa aparentada, genealogista em PECANHA, MARINA RAIMUNDA BRAGA. Por acaso, esposa de um dos descendentes do tio ANTONIO. Ela propria descende do senhor MODESTO JOSE BARBALHO, que nao sabemos ainda como se encaixa em nossa Arvore.

Basicamente, o mapa foi retirado de documentos do Arquivo de PECANHA e contem apenas a descendencia do ANTONIO. Porem ele contem as mencoes a MARIA e ALTIVO NUNES COELHO, suspeitos de ser filhos do ancestral EUZEBIO. Alem deles contem tambem ANA e JOANA NUNES COELHO, mencionadas como senhoras de escravos em 1874.

MARIA e ANNA deverao ser as filhas ja mencionadas do MANOEL I e dona VALERIANA. Observe-se que dona VALERIANA tinha 1 filho a cada 2 anos. Porem, o ano de 1810 esta vago em relacao aos dados de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA. Eh quase certo que um dos 2 ausentes nasceu naquele ano. O outro podera ter nascido em 1820.

Outra pequena evidencia nesse fato foi que o terceiravo ANTONIO RODRIGUES COELHO teve um filho ao qual deu o nome de ALTIVO RODRIGUES COELHO. ANTONIO havia nascido em 1829, portanto, deve ter conhecido, sido amigo e ter resolvido homenagear o parente.

Nao creio que o MANOEL II seja o proprio com a terceira mulher. Eh muito provavel que em 1830 o MANOEL I ja estivesse com mais de 70 anos, o que seria um fenomeno em relacao `a epoca. O que penso ser eh que o II era o filho do EUZEBIO, por ter nascido em 03.01.1811. Assim, estaria sendo pai aos 19 anos. Normal para a epoca.

A presenca dele em ITABIRA se explicaria pelo fato de talvez ter sido “dado” ao avo. Geralmente o neto preferido tomava conta dos negocios do avo quando a sombra da morte de avizinhava.

Eh possivel que o primeiro ja houvesse falecido, e o filho dele de mesmo nome, que nascera em 1818, era jovem demais para assumir as responsabilidades. Os filhos mais velhos deveriam estar ocupados demais resolvendo suas próprias vidas.

Bom sabe-se que COELHO, NUNES e MANOEL estavam entre os mais comuns entre os nomes portugueses. Portanto, não seria tao difícil coincidir de 2 MANOEIS terem compartilhado o mesmo tempo em um mesmo lugar pequeno. A dificuldade seria apenas a de que ainda não fossem aparentados.

Também pode-se abrir um parênteses para o fato de que o professor DERMEVAL não foi preciso em todas as informações que colheu. Foi muita coisa que ele reuniu em sua obra e deixou escrito que lhe faltara tempo para dedicar-se melhor a ela. Nesse caso, ha a possibilidade de nosso ancestral EUZEBIO não ter sido filho do MANOEL e, talvez, um irmão.

Resguardadas essas cautelas formou-se em meus conceitos uma hipótese que precisa ser comprovada. Levando em conta que o nome do pai do ancestral EUZEBIO seja mesmo MANOEL, pode-se formular a Historia deles mais ou menos assim:

Baseado no que foi dito a respeito do MANUEL RODRIGUES COELHO e seu filho JOSE COELHO DE MAGALHAES, imagino que ANNA COELHO poderá ter nascido também em Portugal. Devia ser ainda criança quando chegou ao Brasil.

O futuro marido THOMAS NUNES FELGUEIRAS podera ter chegado também criança com sua família. Ou mesmo logo após ao ano de 1755, ja adulto jovem, em consequência ao terrível terremoto de Lisboa. Certo seria que não muito tempo depois eles se casaram e tiveram o filho MANOEL NUNES COELHO.

MANOEL NUNES COELHO, com a queda da produção de ouro nas minas da família em redor do INFICCIONADO deve ter perambulado pela região em busca de novas. Como senhor de posses e ainda jovem, devia possuir entre seus escravos uma mucama, servindo ela ao senhor em mais de uma função.

Deles poderá ter nascido o ancestral EUZEBIO NUNES COELHO. Isso se daria no mais tardar por volta de 1885, quando MANOEL estaria entre 19 e 25 anos de idade. Com toda persistência, MANOEL conseguiu encontrar ouro na FAZENDA FOLHETA, em DOM JOAQUIM.

Explorado o ouro, manteve a fazenda para agricultura. Mas com o dinheiro acumulado resolveu viver em ITABIRA, onde casou-se com dona VALERIANA, e ali residiram e tiveram os filhos. A principio, o ancestral EUZEBIO o seguiu, porem, retornou depois para a FOLHETA, onde teve outros filhos alem do CLEMENTE e do MANOEL.

Porem, o MANOELZINHO devera ter sido deixado com o avo. Posteriormente, com a ampliação da colonização, toda a família mudou-se para a região, indo habitar terras talvez continuas que futuramente fariam as divisas entre SENHORA DO PORTO, GUANHAES, SABINOPOLIS, SAO JOAO EVANGELISTA e entrando no território de PECANHA, onde atualmente formou-se o MUNICIPIO DE CANTAGALO, cidade onde tive noticias que dona JOANA NUNES COELHO deixou descendência.

A minha suposição de que o ancestral EUZEBIO ja fosse mulato esta no fato da menção de que a neta, filha do CLEMENTE, MARIA HONORIA, era de cor escura o suficiente para ser confundida como escrava.

Outra pessoa da familia com pele escura foi o CLEMENTE que foi marido de ANNA MARIA PEREIRA (CUTINHA), que era muito clara, e foram os pais, ja na segunda metade do século XIX, de muitos filhos, entre eles: MARCOLINA, VITALINA e PIO NUNES COELHO que se tornaram cônjuges de LINDOLPHO, ALTIVO e JOSEPHINA, respectivamente, filhos do trisavô ANTONIO RODRIGUES COELHO.

O senhor MOACIR NUNES BARROSO, que foi neto do casal, nasceu em 1909, e aos 105 anos de idade informou-me que o avo CLEMENTE, ele ouvira em criança, era de idade bem avançada, embora ele próprio não chegou a conhece-lo, conheceu `a avo ANNA MARIA.

A minha unica duvida era a de que esse CLEMENTE seria o mesmo que teve alguns filhos por volta de 1830, incluindo nossa trisavo MARIA HONORIA NUNES COELHO, ou se fosse outro, pois, ainda ignoramos quais foram os pais do marido da ANNA MARIA. Em caso de outro, poderia ser filho do CLEMENTE, o velho, que, em torno de 1909 ja estaria, senão com, muito perto dos 80 anos de idade.

Mas o mais provavel eh que, tambem nesse caso, o CLEMENTE eh o mesmo. Segundo calculos por alto ele teria nascido por volta de 1806. Portanto, para o senhor MOACIR nao o ter conhecido e dizer dele que fora muito velho e que ja havia falecido algum tempo antes de ele nascer, podera ter falecido durante as decadas de 1880 `a 1890. O que o colocaria em uma idade respeitavel para a epoca.

Bom seria mesmo que encontrassemos as documentacoes vitalicias e postumas do ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO. No caso de encontrarmos os Inventarios deveremos tirar a duvida quanto `a paternidade dele em relacao `a ANNA e ao JOSE COELHO DE MAGALHAES. Caso estejam presentes aparecerao os nomes dos conjuges que excluiria possibilidade de homonimos.

Acredito que ha uma possibilidade, menor, de encontrar-se o nome do ancestral ANTONIO COELHO DE ALMEIDA tambem. A diferenca de assinaturas nao seria problema em caso de serem irmãos.

ALMEIDA era um nome muito comum e poderia vir do lado materno deles, ja que nao tenho o dado de quem foi a esposa do MANOEL R. COELHO. E poderiam ser filhos de casamentos diferentes. Nao se sabe quantas vezes o MANOEL foi casado.

Mas a menor possibilidade refere-se ao fato de que nosso ancestral MALAQUIAS PEREIRA DO AMARAL nasceu em 1791, ja em CONCEICAO DO MATO DENTRO. Casou em 1813, com ANNA MARIA DE JESUS, filha de ANTONIO COELHO DE ALMEIDA e outra ANNA MARIA DE JESUS, que era natural de CONGONHAS DO CAMPO.

A menos que o MALAQUIAS tenha se casado com esposa um pouco mais velha, o que nao era tao incomum, ela devera ter nascido por volta de 1795. O que nao sabemos eh se ela foi uma filha da juventude do pai ANTONIO ou filha da maturidade.

No primeiro caso, a possibilidade eh que ele fosse neto, como o MANOEL NUNES COELHO, do MANOEL RODRIGUES. No segundo ele poderia ser neto, embora, o RODRIGUES COELHO poderia ter sido pai de qualquer forma porque viveu ate pelo menos na decada de 1760.

O quintavo JOSE COELHO DE MAGALHAES, porem, faleceu em 1806. Por essa epoca o antepassado DE ALMEIDA devia estar ainda ativo porque existe no ARQUIVO PUBLICO MINEIRO um requerimento para a concessao do oficio de “Escrivao de Guardamoria de Ribeirao do Corrente de Santo Antonio da Meia Canoa.” Ao que tudo indica ele deve ter querido fundar tal lugar em 30.07.1803. Local esse que acredito ser nas imediacoes da atual SABINOPOLIS.

O que precisamos mesmo eh tomar um pouco mais de cuidado em relação `as suspeitas e `as informações passadas pelos antepassados. A gente, a começar pelos genealogistas passados, assumiam algumas coisas como certas por causa de tradições que ouviram dizer. Mas somente uma boa investigação e verificação de documentos pode dar o certo pelo certo.

O que a gente assume eh que as pessoas que assinaram o mesmo sobrenome terão uma relação de ascendência e descendência. Mas a genealogia não demonstra isso na realidade. Nossas suspeitas são as de que quem assinou o sobrenome COELHO devera ter pai com o mesmo sobrenome. Mas pode não ser!

Algo que não sabemos, e talvez possa concretizar-se, eh quem eram os pais de ANA MARIA DE JESUS, esposa de ANTONIO JOSE BARBOSA FRUAO. Segundo o professor DERMEVAL, eles foram os pais da FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNAÇÃO que foi esposa do açoriano MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Esses foram os pais do ancestral MALAQUIAS. E FRANCISCA ANGELICA nasceu também em CONGONHAS DO CAMPO.

Ai eh que esta, eles seriam contemporâneos do MANUEL RODRIGUES COELHO na mesma cidade. A possibilidade de essa primeira ANA MARIA DE JESUS ter sido filha dele não eh infinita, ja que o local era pequeno.

Ja o ANTONIO COELHO DE ALMEIDA, marido da segunda ANA MARIA DE JESUS e pai da terceira, a que casou com o ancestral MALAQUIAS, poderia ser um parente ou mesmos pertencer `a mesma Familia COELHO, porem, de ramo ja separado ate por séculos atras.

O problema no caso eh que as pessoas na época tinham por medicina apenas as plantas medicinais em suas hortas e, principalmente, a fe. Por isso era comum as mulheres adotarem nomes religiosos e não os sobrenomes.

Como exemplo disso, nossa quintavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, na verdade, era conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, antes de falecer e ser enterrada com o nome anterior. A única filha dela mencionada pelo professor NELSON DE SENNA foi a CLARA MARIA DE JESUS. E em torno daquelas datas os nomes femininos eram mesmo dedicados `a Família Sagrada ou aos santos.

Assim, o avo MALAQUIAS teve por avo, esposa e sogra pessoas com o mesmo nome. E não sera tao surpreendente que a avo e a esposa ja possuíssem alguma relação parental ja que ambas procediam da mesma CONGONHAS DO CAMPO.

Isso nos faz lembrar que precisamos exercitar o nosso raciocínio pensando na possibilidade do oposto. Apenas pelas tradições o professor NELSON COELHO de SENNA menciona que JOSE COELHO DE MAGALHÃES e MANUEL RODRIGUES COELHO eram filho e pai e ambos portugueses. Também menciona que o pai havia levado o filho para o Brasil.

Talvez nao seja precisa essa assunção. Ha algum tempo vi no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO um documento dando conta que MANUEL RODRIGUES COELHO havia sido eleito para o cargo de TESOUREIRO DA CAMARA DE VILLA RICA em 1719. Mas ultimamente não reencontrei essa informação la.

O que esta la eh outro documento informando que em 1733 MANUEL RODRIGUES COELHO foi envolvido em um processo qualquer. Esse processo tive a oportunidade de ver em OURO PRETO.

Duas coisas sao certas. COELHO, RODRIGUES e MANUEL eram nomenclaturas das mais comuns, portanto, a combinação MANUEL RODRIGUES COELHO pode ter ocorrido em muitas vezes. E havia uma pessoa com esse nome pelo menos antes de 1733.

Isso torna improvável que MANUEL fosse pai do JOSE, que ambos tivessem nascido em Portugal, e que tivessem migrado juntos para o Brasil. O que não eh uma impossibilidade. Mas sim uma improbabilidade. Ainda mais se o dado de 1719 estiver correto!

JOSE faleceu em 1806. Ja estaria de uma certa idade para casar-se com a avo EUGENIA em 1799 como afirma o professor COELHO DE SENNA.

Partindo dessas premissas, penso que devemos levar em conta que, talvez, quem foi filha do MANUEL RODRIGUES foi a dona ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES, a primeira esposa do JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que na família era conhecido como JOSE COELHO DA ROCHA.

O problema aqui eh que não temos o nome da(s) esposa(s) do ancestral MANUEL. Pelo habito das famílias portuguesas, era muito comum as filhas herdarem os sobrenomes das mães e não dos pais.

Isso coloca numa mesma linha a MARIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. Ela foi a esposa do luso-italiano GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA, os pais da EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

Nesse caso, o também português, JOSE COELHO DE MAGALHÃES, poderia ter chegado de Portugal depois do MANUEL, tendo o sobrenome COELHO, sendo aparentado proximo ou não, e ter se casado com a filha. Como as tradições passadas via oral nem sempre são exatas, a família poderá ter confundido o parentesco por causa do sobrenome igual entre os homens.

Nesse caso, ha a possibilidade de o JOSE COELHO DE MAGALHAES ter se casado com uma filha em primeiras núpcias e com a sobrinha da esposa numa segunda. Tudo normal dentro dessa família. O mais comum mesmo era uma irma mais nova tomar o lugar de outra falecida, mas ha casos de tia e sobrinha ter sido esposas do mesmo marido.

Esse foi o caso de EVANGELINA e EMIDIA NUNES COELHO que foram as esposas do sr. JOAO DA CUNHA MENEZES.

O que, no caso dos NUNES COELHO e BARBALHO, poderia não ser necessariamente uma coincidência se os ancestrais GENOVEVA e THOMAS NUNES FELGUEIRAS terem também sido filhos do mesmo MANUEL RODRIGUES COELHO. A gente suspeita que a ANNA COELHO fosse mas poderia ser uma ja aparentada.

E a ausência do sobrenome COELHO neles não significa necessariamente uma negativa, pois, dependeria de quem foi a mãe. FELGUEIRAS e COELHO ja deveriam ser aparentados. Dai alguns filhos, talvez de uma esposa diferente, poderiam ter homenageado seus ancestrais de uma linhagem e não da outra. Naquele tempo era uma questão de escolha e o sistema funcionava totalmente diferente da atualidade.

Ha inclusive a possibilidade de o professor NELSON DE SENNA ter se enganado em um dado vital do bisavo dele. Ele afirma que o JOAO COELHO DE MAGALHAES, o bisavo, nasceu em 1785 e casou-se em 1804. Sendo ele filho da EUGENIA, que casou-se com o JOSE COELHO DE MAGALHAES em 1799.

Acredito que o JOSE COELHO DE MAGALHAES ainda fosse casado com a ESCOLÁSTICA em 1782, quando foram pais do JOSE COELHO DA ROCHA FILHO, o fundador de Guanhaes. No caso, os dois seriam meio-irmãos e não irmãos completos.

O que leva-me a pensar assim eh que o professor SENNA cita que foram 6 os filhos do bisavô dele. Porem, menciona as datas de nascimento apenas das 3 filhas. Elas teriam nascido em 1828, 29 e 35. Portanto, entre 1804 e 28 teriam nascido os 3 filhos. O que não parece provável.

Eles poderiam ter nascido entre 1825 a 1828 se tiveram apenas um ano de diferença entre os nascimentos. Tudo eh possível, mas não parece provável levar 24 anos para ter 3 filhos e as filhas nascerem num espaço relativamente curto.

De qualquer forma, penso que o melhor eh nao ficar apenas nas especulacoes. Torna-se imprescindivel encontrar os documentos de Inventarios e Testamento, se possivel, do ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO em primeiro lugar. Dai para frente a conversa sera diferente!!!

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Mais uma adenta a essa pagina. Pesquisei mais algumas coisas e talvez nos traga depois melhores resultados. Segue entao:

 

03. HIPOTESES: INDO MAIS ALEM EM NOSSA GENEALOGIA

Em consequencia do que escrevi em minha nova pagina: https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/, estou treinando os neuronios a absorver melhor as informacoes.

Eh possivel que possamos dar um grande salto em relacao `a possibilidade de sermos da Familia FELGUEIRAS tanto via DE MAGALHAES BARBALHO quanto NUNES COELHO.

Revendo os arquivos do site FAMILY SEARCH observo que a familia FELGUEIRAS ja andava por MINAS GERAIS desde pelo menos os anos de 1730. O que coincide com a epoca dos registros de presenca do nosso possivel ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO.

O mais interessante eh que os FILGUEIRAS estavam muito presentes em MARIANA vindo depois surgir em massa tambem em SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA, ou seja ITABIRA DO MATO DENTRO, atual ITABIRA. `Aquela epoca existia a ITABIRA DO CAMPO, atual ITABIRITO.

Outro pequeno detalhe eh a presenca em ambos os lugares do ramo FILGUEIRAS DA COSTA. Em ACURUI aparecem tambem o ramo DA COSTA FILGUEIRAS. Infelizmente, nao ha mais dados alem do casamento do MANOEL NUNES COELHO e dona VALERIANA onde aparece o nome do THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO.

Existe outro casamento, em 23.11.1800, entre FRANCISCA NUNES FILGUEIRAS e MANOEL GONCALVES FERREIRA, onde ela aparece como filha de E. NUNES FILGUEIRA e dona ANNA MARIA COELHO. O que indica que os FILGUEIRAS e os FERREIRA estavam presentes na mesma vila, portanto, nossa ancestral poderia ja ser GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS e FERREIRA e nao ou.

O que tem sido muito comum naquele arquivo eh encontrar-se os registros de filhos diferentes do mesmo casal e os pais aparecerem com nomes incompletos em uns e nao nos outros. Pode ser que o THOMAS tivesse um segundo nome e captaram somente a primeira letra deste e nao o THOMAS. Assim, dona FRANCISCA seria irma do nosso suposto ancestral MANOEL NUNES COELHO.

Se for, talvez nao sera boa noticia, pois, uma irma dele casando-se em 1800 poderia ser sinal de que o MANOEL seria novo demais para ser pai do ancestral EUZEBIO.

A vantagem eh que estariamos mesmo na pista.

Outro fato animador eh o de que, talvez, iremos ter apenas um trabalho relativamente minimo para esclarecer como estamos ligados aos FILGUEIRAS. Finda essa parte ha apenas outro detalhe. A saber, se existiam duas familias diferentes: os FILGUEIRAS e os FELGUEIRAS.

O que normalmente acontecia era as pessoas chegarem ao Brasil e os escrivaes locais nao estarem familiarizados com as assinaturas portuguesas e as passava para o papel de acordo com a pronuncia, dai muitas vezes modificarem o original.

Exemplos disso sao os nomes Luis e Luisa terem passados a ser escritos com z no Brasil. Muito comum tambem foi o sobrenome Sousa ser transformado em Souza. Salvo engano, quando estudei, os livros falavam em MARTIM AFONSO DE SOUZA, quando na verdade seria SOUSA. Mas esse nao deve ser grande problema e o FILGUEIRAS no Brasil deve ser o mesmo FELGUEIRAS em Portugal.

Se esse for o caso talvez estamos muito proximos de descobrir nossa genealogia remontando a tempos imemoriais. Isso porque talvez tenhamos um parente famoso com o sobrenome. Quem desejar ver para crer, visite o endereco: http://wikivisually.com/lang-pt/wiki/Manuel_Jos%C3%A9_da_Costa_Felgueiras_Gaio/wiki_ph_id_0. Nao se preocupem. A biografia eh curta.

Ai temos a biografia do MANUEL JOSE DA COSTA FELGUEIRAS GAYO. Ele viveu entre 1750 ate 1831. Foi servente dos reis D. MARIA I, D. PEDRO III, D. JOAO VI e D. MIGUEL I. O interessante aqui eh que, muito provavelmente, acompanhou a Corte Portuguesa durante o exilio entre 1808 a 1821 quando ela transferiu-se para o Brasil fugindo das confusoes napoleonicas.

Ha o livro chamado: “1808 …”. Eh uma visao distorcida da Historia mas tem algumas informacoes interessantes. Uma delas eh a de que o bonachao D. JOAO VI adorava as secoes de beija-mao. E durante aqueles varios anos no Brasil ele se submetia a ela, recebendo as gentes de todo o pais, para receber os respeitos e, provavelmente, as bajulacoes.

O livro mencionado acima “esconde” o fato de que muitos proprietarios no futuro Estado de MINAS GERAIS correram a acodir a Cidade do RIO DE JANEIRO, transportando alimentos e outros generos de primeira necessidade logo depois da corte instalar-se la porque nada havia se preparado para a fuga e a chegada inesperada de tanta gente provocou a fome local.

Provavelmente, alguns membros da FAMILIA FELGUEIRAS seriam donos de tropas e devem ter atendido ao pedido de auxilio. O que levou `a reciprocidade do senhor rei. Os favores que eram pedidos tambem eram atendidos.

Alem disso, em torno de 1808 o FELGUEIRAS GAYO deveria estar em sua melhor fase como escritor. A idade o poria com a experiencia, conhecimento e agilidade de pensamento. Como ja deveria estar juntando dados genealogicos certamente ficaria alerta ao ouvir os nomes dos apresentados para o beija-mao e logo puxaria uma conversa para saber donde procederia aquele sobrenome que lhe seria familiar, em ambos os sentidos.

Ai eh que esta. Se os FELGUEIRAS ou FILGUEIRAS foram aparentados relativamente proximos do FELGUEIRAS GAYO ele deve ter dedicado a eles alguma atencao em sua colecao genealogica. Nesse caso, pode ser que a parte pregressa de nossa genealogia ja esteja decifrada por ele.

Note-se que GENOVEVA e THOMAS NUNES FILGUEIRAS foram contemporaneos do FELGUEIRAS GAYO e, muito provavelmente, de idades quase identicas. Mas pode tambem ser que pertenciamos ao ramo pobre da familia. Talvez nao tenhamos sido lembrados em hipotese alguma.

Talvez, pelo menos, o tenha feito ate ancestrais como os pais ou avos de nossos ancestrais GENOVEVA e THOMAS NUNES FILGUEIRAS. Ou seja, precisariamos apenas comprovar essa raiz de nosso nome e localizar os possiveis casamentos que tiveram, pois, os nomes dos pais ou dos avos poderiam ja estar presentes na obra do FELGUEIRAS GAYO.

O que nos faltaria era localizar onde encontrar os volumes para fazer uma pesquisa. O nome da obra eh NOBILIARIO DAS FAMILIAS DE PORTUGAL. Seria impossivel que ele nao tenha tratado da propria assinatura FELGUEIRAS em pelo menos 1 dos 33 volumes.

E pelo que vi na WIKIPEDIA esta mesmo no volume XIV. Ao lado dos FIUZAS de Barcelos. Com os quais tambem deveriamos estar aparentados via a raiz BORGES MONTEIRO, ja que a primeira esposa do ANTONIO BORGES MONTEIRO chamava-se MARIA FIUZA, que foi ancestral da nossa avo MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL.

Devemos, pois, nao aguardar e sim procurar, porque “quem procura acha!”

DUAS NOTICIAS

*  A primeira eh que via google pode-se acessar o livro do FELGUEIRAS GAYO. Depois verificarei isso.

*A segunda eh que encontrei um registro de nascimento nos registros de OURO BRANCO, MG. La temos:

MARIA RODRIGUES (batizanda)

data: 26 jul 1750

pais: ESTEVAO RODRIGUES DE MAGALHAES e ANNA MARIA DA CONCEICAO

Se essa ANNA MARIA foi descendente BARBALHO, entao, a filha podera ser nossa ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Ha que pesquisar-se para ver.

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04. OUTRAS NOTAS GENEALOGICAS

1a. Novidade:

Localizei o endereço: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nobiliário_de_Fam%C3%ADlias_de_Portugal

Nele encontra-se o indice da obra do MANUEL JOSE DA COSTA FELGUEIRAS GAYO. Pelo indice pode-se clicar sobre as setas `a frente dos nomes de cada familia tratada. Isso nos transporta diretamente para o site da BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL.

No portal basta escolher o formato que se queira, PDF ou FLASH ADOBE. Ao clicar sobre a escolha voce ira baixar o livro no qual o nome de familia escolhida se encontra. Assim voce pode baixar e arquivar como quiser.

A novidade eh que não tive nem paciência para estudar completamente o sobrenome FELGUEIRAS. Trata-se de anotações gerais sem chegar a detalhes da dispersão da família no Brasil.

Na verdade ele praticamente se detém `as pessoas que estiveram mais próximas `a alta nobreza. Claro, seria mesmo impossível detalhar muito os séculos de existência de tantas famílias naquela época. Assim, nos restara desenvolver mais o que ja temos para ver se o nosso “galho” se encaixa no tronco descrito pelo gajo (FELGUEIRAS GAIO).

2a. novidade.

Na falta de melhores indicios, ja que pelo nome completo dos nossos ancestrais no tronco RODRIGUES COELHO/COELHO DE MAGALHÃES nada encontrei, verifiquei o nome MARIA RODRIGUES no site FamilySearch.

Encontrei dezenas delas. Mas eh preciso observar que os sobrenomes que aparecem no dados de batismos naquele site nem sempre foram adotados na realidade pela pessoa. Os dados foram copiados por pessoas aqui dos EEUU. Pela tradição, os filhos aqui adotam o ultimo sobrenome vindo do lado paterno.

No Brasil, principalmente antigamente, as coisas não funcionavam assim. E no batismo as crianças recebiam apenas o nome próprio. Assim, nossa MARIA RODRIGUES pode ate nunca ter assinado o sobrenome.

Entre tantas chamou-me a atenção de uma cujos pais foram:

* ESTEVAO RODRIGUES DE MAGALHAES e
* ANNA MARIA DA CONCEICAO.

O batizado se deu na Cidade de OURO BRANCO. Cidade esta que esta muito próxima de OURO PRETO e MARIANA, locais onde se encontram os dados de presença da Família BARBALHO mais antigos que encontrei ate agora.

O batismo se deu em 26 Jul 1750. Data num limite razoável, para a época, para que essa MARIA se tornasse avo, aos 32 anos, do nosso ancestral JOSE COELHO DA ROCHA, filho do JOSE COELHO DE MAGALHÃES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, cuja data de nascimento que temos foi de 1782.

Se assim aconteceu, nao seria grande surpresa, pois, 16 anos era considerada idade mais que suficiente para casamentos durante o século XVIII, XIX e, inclusive, XX. Pelo que se pode verificar na biografia de D. JOAQUINA DO POMPEU: https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquina_de_Pompéu, a situação era bastante diferenciada em relação `a atualidade.

D. JOAQUINA nasceu em 1752. Aos 11 anos ja estava prometida. Mas não gostou da escolha dos pais e preferiu o capitão INACIO DE OLIVEIRA CAMPOS como cara-metade e a decisão dela prevaleceu, indo casar-se em 20.08.1764, aos 12 anos, e eles foram pais de 10 filhos.

Nos registros de OURO BRANCO ha o outro batizado que se deu em 25 Fev. 1752. O nome do batizando no site foi MANOEL MAGALHAES e foi irmão da MARIA.

Um terceiro registro no site nos da conta da existência de outra filha. Tratava-se de ROSA MARIA DA CONCEIÇÃO. Ela casou-se com JOAO MARTINS FERREIRA, natural de CONGONHAS DO CAMPO. ROSA havia nascido em OURO BRANCO também.

A data do casamento foi de 2 Set 1795. E se deu em ITATIAIA, RJ, na Igreja de SAO JOSE. Isso leva a crer que o casal ESTEVAO e ANNA MARIA havia se mudado para la.

Nao se sabe com absoluta certeza se os pais de nossa quintavo: EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA se chamavam mesmo GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Mas, em caso de ser, bastaria que dona ANNA MARIA DA CONCEICAO tenha sido descendente da Familia BARBALHO para que todos os sobrenomes da avo MARIA se justificassem.

Outro detalhe eh que o nome DA CONCEICAO para as mulheres da Família BARBALHO no RIO DE JANEIRO era comum, portanto, essa não eh uma possibilidade totalmente sem mérito.

Mas a unica forma de ter-se certeza eh fazer todas as verificações. Nesse caso, haver-se-ia que localizar-se os registros de casamento dos avos JOSE COELHO DE MAGALHÃES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA em primeiro lugar. Ou, quem sabe os registros vitalícios dos avos GIUSEPPE e MARIA. Alem disso tentar encontrar a origem da ANNA MARIA DA CONCEIÇÃO.

Caso tudo acima esteja dentro da verdade, nos que descendemos da MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL teremos que verificar se por acaso esse ESTEVÃO RODRIGUES DE MAGALHÃES não teria ligação próxima com outro ESTEVÃO RODRIGUES. Este foi avo de ANTONIO BORGES MONTEIRO, que foi bisavô da MARIA MARCOLINA. E nos somamos quase tanto RODRIGUES quanto COELHOS!

Um outro pequeno detalhe nessa discussão eh o de que não se pode afirmar que “a Inez eh morta.” Pode ser que essas informações apenas pareçam mas não sejam exatas.

Nao descrevi no inicio dessa postagem outros membros da Família BARBALHO nas imediações de OURO PRETO e MARIANA. Apontei o casamento entre a THEREZA DE (AGUIAR) DE OLIVEIRA e o JOSE RODRIGUES. Sendo que ela foi filha de JOAO DE AGUIAR BARBALHO e JOANNA DE OLIVEIRA.

THEREZA e JOSE RODRIGUES, foram pais de, pelo menos:

01. LIANDRO JOSE BARBALHO, casou-se em 27.10.1753, com V. BARBALHO. Ela era filha de DIONISIO BARBALHO BEZERRA e nao ha outras informações no site.

02. JANUARIO JOSE BARBALHO, casou-se em 26.01.1758, com DIONISIA COELHO DA SILVA. Os pais da esposa se chamavam ANTONIO COELHO DA SILVA e THEREZA FERNANDES DE ABREU.

Em ambos os registros não se tem o nome completo da mãe dos noivos. Ela aparece como THERESA MARIA DE JESUS e simplesmente THERESA MARIA, respectivamente.

E como o casal THEREZA e JOSE RODRIGUES se casou em 1730, ele podera ter tido uma filha MARIA com os devidos sobrenomes de nossa ancestral e essa poderia ter se tornado mãe também em 1750. Dependeria da data de nascimento.

Existem, no entanto, outros possíveis candidatos a pais ou avos para nossa ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. O que faltaria seria encontrar sobrenomes nas famílias por eles iniciadas que coincidissem com os dela.

Mas entre os candidatos podemos citar a própria “tia” THEODOZIA DE AGUIAR BARBALHO, que se casou com JOSEPH CARNEIRO DA …, em 17.12.1717. Nesse intervalo, pelo andar da carruagem naquela época, THEODOZIA teria tido tempo para tornar-se avo com todas as folgas em 1750.

Existem outros que nao citarei agora. E os casamentos ocorreram na Igreja de NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO, na Cidade de MARIANA.

 

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05. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1827 a 1844

 

Meus queridos, apresento-lhes um presente do Ceu.

Agradecimentos sem limites ao amigo Mauro de Andrade Moura, que selecionou, anotou e enviou-me dados encontrados no “Livro de Batizados de Itabira, 1827 a 1844”. Foi um presentao antecipado de natal. Não tenho palavras para descrever a imensa gratidão.
Vou compartilhar a selecao de alguns, os quais ja podemos afirmar que se encaixam em nossa genealogia ou ha promessa disso.
O Mauro enviou-me uma lista enorme. Contem muitos Coelho. Mas a maioria deles não faço ideia como entrarão na Arvore Genealogica.
A particularidade nesse caso foi que o professor Nelson Coelho de Senna disse que nosso lado Coelho chega de Portugal na pessoa de portugues Manuel Rodrigues Coelho. E ele aparece em documentos remontando ao inicio do Ciclo do Ouro, em 1719, 1730, 1733, 1744 e outros.
O professor de Senna tambem afirmou que a descendencia distribuiu-se por Santa Barbara, Itabira e Conceicao do Mato Dentro. Mas, infelizmente, nao fez o acompanhamento ate chegar a essas cidades.
O professor Nelson disse também que “dele procede o alferes de milicias Jose Coelho de Magalhaes”. Mas nao disse o grau exato de parentesco. Supoe-se que fosse filho.
Do Jose para ca eh que temos uma ideia, pois, casou-se com uma segunda esposa, Eugenia Rodrigues da Rocha, e dela procedemos nos. Apenas em duvida porque ele fora casado com Escolástica de Magalhães e tivera descendencia.
Entao, sera presumivel que o Manuel tenha deixado outros filhos, os quais precisavamos encontrar pelo menos nos inventarios do patriarca para saber quais foram. E do Jose precisariamos saber quais foram os filhos da primeira esposa e as descendencias deles.
Dos filhos do Jose temos algum acompanhamento apenas do Joao, bisavo do professor Nelson, e do Jose Coelho da Rocha, que foi o fundador de Guanhaes e o nosso principal ancestral na Família Coelho.
O fato eh que, a partir do Manuel, deverao existir 3 ou 4 geracoes ate chegar aos dados daqueles batizados em Itabira. Portanto, sem o acompanhamento nao ha como saber se quem aparece na lista faz parte da família.
No caso do Jose serao 2 ou 3 geracoes. Nisso, os sobrenomes poderao ter mudado e a gente nao tem como dizer quem eh quem.
Por esse fato, vou manter da lista apenas as pessoas que posso dizer algo a respeito. Segue:

“Bom dia, Valquirio.

Abaixo a lista com os Coelhos, Nunes e Barbalhos que encontrei no livro mais antigo da paróquia aqui, espero que lhe seja útil.

Ainda há um inventáio de um Barbalho que irei fotografá-lo na próxima semana.

É muita leitura com letra penosa, muito lento e da parte dos meus parentes ando pedido uma contribuição a eles no estudo que todos irão usufruir.

Há de se tomar cuidado com os Coelhos, porque alguns aqui, quando eram alforriados, começaram a usar o sobrenome Coelho;

Boa leitura,

Mauro

REGISTRO MUITO INTERESSANTE

23/03/1828 – pag 40v

Jose, filho de Victorino Jose Barbalho e Maria do Carmo

Por padrinhos Jose Luis Rodrigues de Moura e Maria Joaquina da Siva (Maia)

(os patrinhos sao meus tetravos paternos)

registro abaixo consta padrinhos Humilianna filha do Victorino Jose Barbalho

Obs.: Existe registros de batizados de filhos desse Victorino Jose Barbalho  e Maria do Carmo de Macedo no site Familysearch. Mas ainda nao consegui encaixa-lo na Arvore.

11/11/1829 – pag 64

Francisco filho de Joam Coelho da Matta e Anna Rangel

por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho

Obs.: Esse Manuel Nunes Coelho podera ser nosso ancestral, o pai do Euzebio Nunes Coelho. E Anna Maria deve ser a filha dele. Mas pode tambem ser o Manoel, filho do avo Euzebio com a possivel tia como padrinhos.

No ramo Coelho de Magalhães, tivemos uma tia dessa época que chamou-se Anna Maria Coelho. Ela tinha o apelido de Sinhá Ninha. E ela e o Manuel poderiam ser primos em segundo grau, portanto, não seria estranho estarem fazendo o batizado de algum parente. Mas eram tantos Coelho na mesma area que não creio que a Sinhá Ninha tivesse se deslocado de Guanhaes para um batizado em Itabira. Embora tudo fosse possível!

28/08/1832 – pag. 72
Joaquim filho de Severino Coelho da Silveira e Maria Joanna de Jesus

por padrinhos S.M. Joaquim da Costa Lage e Roza de Alvarenga Andrade

Obs.: Interessante essa conexao. A data esta na faixa esperada do nascimento do nosso terceiravo Joaquim Coelho de Andrade. Os sobrenomes dos padrinhos indicam a proximidade com a Familia Andrade, cujos sobrenomes Alvarenga, Costa, Lage tambem sao frequentes.

Para confirmar mesmo so seria possivel se encontrassemos o registro do casamento do trisavo Joaquim com a trisavo Joaquina Maria Umbelina da Fonseca.

Nao se pode afirmar ai, mas pode ser que fossem os avos sendo padrinhos do neto. Nesse caso, Maria Joanna de Jesus poderia ter fornecido o lado Andrade, apenas nao assinava, como era comum `a epoca as mulheres adotarem nomes totalmente religiosos.

Se for o caso, verificando-se o ano de 1826 dos batizados (o que nao esta incluido nesse resumo) o mesmo casal de pais devera aparecer batizando a filha Joaquina. O obito que encontrei em Virginopolis podera ser de uma irma do trisavo Joaquim. Ela faleceu aos 90 anos, em 1916. E consta Joaquina Coelho de Andrade.

Nao sei dizer quantos filhos o trisavo Joaquim teve. Sei de alguns. A bisavo Ersila Coelho de Andrade nasceu em 1862. Portanto o casamento dos avos Joaquim e Joaquina devera ter se dado entre 1852 e 61. Dindinha Ersila nasceu em 04.03.1862.

Aqui tambem ha que abrir-se um paralelo que existe. Descrevendo no “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, o professor Dermeval afirma que os fundadores de Sao Joao Evangelista foram, por testamento, os portugueses capitao Ildefonso da Rocha Freitas e dona Maria Coelho da Silveira. Eles deixaram numerosa familia de 12 filhos, que foram os Coelho da Rocha.

O professor tambem registrou a presenca de diversos outros membros das duas familias, dizendo que haviam imigrado para o Brasil no final da decada de 1820 ou inicio da de 1830. Eh possivel que o Severino Coelho da Silveira fosse membro de um contingente maior do mesmo grupo de familias e que permaneceu na regiao de Itabira.

Isso talvez justifique o dialogo que tive com a prima Julia Ilce, filha da tia Olga de Magalhaes Barbalho, que eh de uma geracao anterior `a minha, ou seja, ela eh bisneta dos avos Joaquim/Joaquina e eu trineto. Mas o que ela escreveu-me foi isso:

“Valquirio, vou lhe repassar dados que eu tenho aqui oriundos de documentos e anotacoes em caderno de Dindinha. Ersila Coelho de Andrade (Dindinha), era filha de Joaquim Coelho de Andrade e de Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, isto e: era minha bisavo e apos a morte de seu marido, meu bisavo, foi morar no chamado ” quartinho” independente, com entrada e saida para fora da casa de Dindinha, este tal quartinho eram dois quartoes que existiam em casa de tia Tete.
Cunha de Andrade e Ataide de Freitas eram bisavos de mamae pelo lado paterno de Dindinha; os bisavos de mamae , pelo lado materno de Dindinha, eram: Gomes de Alvarenga e Mecia de Andrade Melo. A sequencia prossegue seguindo o ritmo anterior: Fernao Alvarez e Tereza Novais de Andrade; Rui Freire de Andrade e Aldanca de Novaes. Os dois ultimos casais sao portugueses
Quanto a Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, faleceu aproximadamente na data em que lhe falei, pois mamae foi para o Colegio de Diamantina em 1911 e quando ela foi a bisa Maria Umbelina ja havia falecido. Abracos.”
Nesse caso, se o Joaquim do batizado for mesmo o nosso ancestral e ele descender da mesma familia de portugueses que fundou Sao Joao Evangelista, iremos contar com mais essa ramificacao de parentesco com essa cidade.
Os casais portugueses que ela mencionou no segundo paragrafo, na verdade, sao os fundadores daquelas familias e viveram na Idade Media. Eles podem e devem ter sido ancestrais da Dindinha Ersila. Mas nao seriam do tempo que a descricao da Ilce parece indicar.
03/09/1832 – pág. 72
Gracianna filha de Manuel da Silva Fernandes e Maria Gonçalves Nunes

por padrinhos Thome Nunes Figueiras e Anna Maria Coelho p.p. Felizardo Coelho

Obs.: Aqui indica-se a intimidade pelos padrinhos. Temos os registros de que o Manoel Nunes Coelho (nao sabemos se o mesmo pai do avo Euzebio) foi filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Se for o caso, esse Thome também sera nosso parente, nao sabendo como ainda.

07/10/1832 – pág. 73
Maria filha de Manuel Alves Rodis e Anna Joaquina das Chagas

por padrinhos Polycarpo Jozé Barbalho e Lucinda Francisca de Magalhaes

Obs.: Aqui podemos constatar a presenca do quartavo Polycarpo e a filha dele Lucinda. Tia Lucinda foi esposa do Manoel Geraldo Fernandes Madeira. Ela nasceu em 1824 e era gemea do trisavo Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho.

Não tinhamos em nossas anotacoes que ela usava o Francisca tambem. O que confirma ainda mais o carater familiar ja que a esposa do Polycarpo foi a avo Isidora Francisca de Magalhaes

10/03/1833 – pág. 77

Maria filha de Joam de Mello e Emiliana Barbalho

Obs.: Nao faco ideia de quem seja Emiliana Barbalho. Ha a possibilidade de ela ter sido mais uma dos filhos do Polycarpo mas que ainda nao temos o registro. Ela tambem podera ser filha do irmao do Polycarpo, Gervazio Jose Barbalho. Temos que ele casou-se em Itabira, em 1813, mas nao temos a lista de possíveis filhos.

17/03/1838 – pág. 77 v
Margarida filha de Jozé de Malhaes Barbalho e Maria Germana

por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Genoveva Nunes Ferreira

Obs.: De todos talvez seja esse a maior benção. Aqui se consagra a uniao entre a Familia Barbalho e a Nunes Coelho demonstrando que se ligam, talvez, por laços de irmandande entre Thomas Nunes Filgueiras e Genoveva Nunes Ferreira.

Nao tenho de quem Thomas e Genoveva foram filhos. Mas nos registros encontrados no Familysearch acham-se os casamentos entre os membros das Familias Filgueiras e Ferreira. Pode ser que a avo Genoveva tomou o sobrenome paterno e materno e o Thomas somente o paterno.

No registro de batismo do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho ela aparece como avo materna, porem, nao se sabia ao certo se o sobrenome dela era Filgueiras ou Ferreira. Parece que aqui a duvida se dissipa.

Na mensagem o nome esta Joze Malhaes Barbalho. Mas nao deve ser outra pessoa. Antigamente as escrituras ficavam caras demais por causa do valor das tintas. Entao, um dos recursos era o uso das abreviações.

Seguindo em frente, Jose de Magalhaes Barbalho eh nosso quartavo. Ele foi pai tambem de Anna Maria de Magalhaes, conhecida por nos apenas como Sinh’Anna anteriormente.

A avo Sinh’Anna foi a mãe do tio Joaozinho (Joao Batista de Magalhaes). O tio Joaozinho foi marido da Sa Candinha (Candida de Magalhaes Barbalho). Candida foi filha do trisavo Francisco Marcal e mãe da nossa avo Davina Magalhães.

Isso esclarece a duvida de o Jose Vaz Barbalho, que aparece como Juiz de Paz de Sabinopolis em 1875, ser ou nao o nosso ancestral. Ai fica claro que nao.

Resta entao saber quem sera o pai desse Jose Vaz. Talvez ele tambem sera filho do Modesto Jose Barbalho, que foi o pai do sr. Cirino Jose Barbalho, tambem Juiz de Paz em Pecanha no mesmo ano. Jose Vaz Barbalho havia sido nome do pai do Polycarpo. Se o sr. Modesto tiver sido pai do Juiz de Paz de Sabinopolis, fica comprovado que eh do nosso ramo familiar.

Aqui outra duvida. Agora sabemos que o pai Jose tinha Maria Germana como companheira. Falta saber se ela foi mae tambem da avo Sinh’Anna. Se for o caso, poderemos preencher esse espaco vago em nossa genealogia, pois, nao tinhamos conhecimento do nome de nossa ancestral.

O que, pelo nome, independente de preconceito, o nome Maria Germana possibilita ser nome de batismo de afrodescendente. Acontece que a nossa avo Sinh’Anna era mulata. Talvez isso confirme que agora podemos contar com o nome de nossa quartavo e tambem da tia Margarida. De toda forma, as duas entrarão em nossa Arvore.

Outro detalhe aqui, eh que nao ficou claro ai se essa Genoveva Nunes Ferreira seria a mae da nossa ancestral Isidora. Isso porque ha o registro de nascimento (28.01.1812) da filha Genoveva do casal Polycarpo e Isidora Francisca. Ela pode ter adotado o nome completo da avo.

Isso nao seria novidade na familia. O cirurgiao-mor Polycarpo Joseph Barbalho, que era tio do avo Polycarpo, deu nome `a primeira filha de Josepha Pimenta de Souza, que era a mãe dele.

A avo Sinh’Anna devera ter nascido no maximo em 1848. Portanto, pouca coisa fora da abrangencia desses registros. Mas tambem nao deve ter nascido antes de 1845.

Essa suposicao se da pelo que nos contam nossos antepassados. Ela teria ficado gravida em Itabira de um homem casado e membro da sociedade local. O certo eh que foi levada para Guanhaes para ocultar o malfeito. E em 1862 nasceu o tio Joaozinho. Segundo o que nos contavam ela era ainda muito jovem.

Outra parte que nao consta na tradicao eh a possibilidade de sermos “de Andrade” tambem por essa via. Nosso tio Murillo Coelho, que chegou a conhecer a bisavo dele, Sinh’Anna, eh que contava isso e sabia ate o nome do pai do tio Joaozinho. Mas tenho que pesquisar para ver se alguem na familia saberia dizer.

Em Guanhaes a Sinh’Anna casou-se com um homem que chamava-se Domingos. Mas nao era o pai do bisavo Joaozinho.

Importante mesmo seria encontrar o registro de casamento dos quartavos Jose e Maria Germana. Ali deve mencionar a origem racial dela. Geralmente se escrevia se era escrava, liberta ou livre. Se havia sido comprada dava-se inclusive o nome do dono anterior.

Talvez em se descobrindo isso podera facilitar-nos responder a questao se e como somos parentes dos Barbalho da Cidade de Gonzaga. La eles sao afrodescendentes. E eh muito provavel que alguem da descendencia do “pai” Jose continuou se casando com outros afrodescendentes para que a familia herdasse o sobrenome mesmo nao tendo a mesma aparencia de cor da nossa. Fisionamicamente, porem, nao ha grandes diferencas.

Uma evidencia de que seja mesmo essa a origem eh o fato de os Coelho de Andrade descendentes dos avos Joaquim e Joaquina compartilham residencia na mesma regiao que os Barbalho de la. Eh a familia feijao com arroz ou cafe com leite. Nao sei se houve casamentos entre membros das duas familias por la, mas se tiver havido devera ter dado um resultado muito bonito. Virariam canela!!!

29/05/1833 – pag. 79 v

Juvenato filho de Modesto Jozé Barbalho e Rita da Rocha

Obs.: Agora nos falta saber quem foi o pai do sr. Modesto. Temos o nome da esposa, o que nao tinhamos. Ha um Francisco Jose Barbalho que tambem devera ter sido filho dele. O cirurgiao Modesto Jose Barbalho Junior, certamente eh. O sr. Cirino Jose Barbalho tambem eh. Nao se sabe se o Jose Vaz Barbalho que residiu em Guanhaes e Sabinopolis sera.

Ate agora, a possibilidade maior sera ser filho do Polycarpo. O Gervazio tambem poderia ser, pois, casou-se em 1813 com Anna de Freitas da Costa. Nesse caso, o sr. Modesto tera se casado bem novo. Se a Dindinha Ersila foi Freitas, entao, o Gervazio e dona Anna deverao formar duplo parentesco conosco.

Outra possibilidade sera ter sido irmao do Polycarpo, Gervazio e Firmiano, que eram filhos do Jose Vaz Barbalho mais antigo e da quintavo Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

No livro dele, o professor Dermeval descreve a familia da pessoa que ele da o nome de Rita Cirino Barbalho. Foi casada com Sebastiao da Costa Rocha, que era cidadao de Itabira. Eles comecaram a ter filhos em 1884. O descrito esta na pagina 124. Mas Rita nao aparece como herdeira nos inventarios do sr. Cirino la em Pecanha. Portanto, deve ter sido irma do sr. Cirino.

10/06/1834 – pag. 95

Antonio filho de Thome Nunes Figueiras Junior e Anna Pereira Costa

Obs.: falta-nos saber se o Thome eh nosso parente.

22/11/1834 – pag. 99

Modesto Jozé Barbalho e Rita Maria de Jesus

Obs.: so tem os nomes mesmo. Nao indica de quem foi o batizado.

03/12/1835 – pag. 109

Salustiano filho de Honorio da Maia e Anna Coelho

por padrinhos Joaquim Espinola da Silva e Luiza Baptista

Obs. Esses poderiam ter sido pais do avo Joaquim tambem. Desde que um dos pais do Salustiano fosse “de Andrade” tambem. A razao disso eh que o trisavo Joaquim era conhecido como Joaquim Honório.

Poderia ser “filho do Honorio”. Porem, nao teria sido registrado no Livro de Batizados de Itabira. Ate hoje o corrego para o qual ele se mudou, entre Gonzaga e Divinolandia de Minas, tem nome em homenagem indireta a ele, ou seja: Corrego dos Honorios.

19/10/1840 – pag 182 v

Joaquim filho de Veturino Nunes e Leberia Joaquina de Andrade
por padrinhos Cap. Cacemiro Carlos da Cunha Andrade e Joanna Roza de Andrade

(Cassemiro é um tetravô meu, a pessoa que construiu o sobrado do Hotel Itabira)

Obs.: O cap. Cassimiro e outros homens da familia, alem de cada homem da sociedade itabirana da epoca, sao apenas suspeitos de ser meu terceiravo com a Sinh’Anna. Infelizmente nao tenho um nome certo para saber quem.

15/11/1840 – nascido 30/10/1840

Querino filho de Joaquim Jozé Barbalho e Anna Carlota de Jezus

Obs. Talvez o Joaquim sera mais um filho do Polycarpo ou do Gervazio. Ainda nao devera ser do Firmiano porque esse casou-se em 1822 com Izabel Moreira. Eh pouco provavel que ja tivessem tendo filho sendo pai.

28/11/1840 – nascido 360/08/1840 – pag, 183 v

Sebastianna filha de Joaquina Maria Ribeira e Francisco Rodrigues Barbalho

Obs. Ha a possibilidade do Francisco Rodrigues Barbalho ter sido filho de algum dos filhos mais velhos do Polycarpo que casou-se em 1808 com a Isidora Francisca. E pode tambem descender do Jose Antonio Rodrigues Coelho, cuja familia mudou-se de Mariana para Itabira em torno de 1800. Eles foram donos da sesmaria chamada Fazenda Cachoeira. Mas nao sei onde ficava. Os documentos estao no site do Arquivo Publico Mineiro.

08/01/1841 – nascida 31/12/1840 – pag. 186

Maria filha de Jozé Joaquim Coelho e Maria do Carmo
por padrinhos Thome Nunes Figueira e Anna Maria Coelha

Obs.: Somente para constar.

18/05/1841 – pag. 196

Francisca filha de Antonio Maxado e Maria Coelho
por padrinhos João Baptista Drumond e Maria do Carmo de Freitas

Obs.: Apenas registrando a presenca do Freitas ligado aos Drumond.

14/08/1841 – pag. 204

Justina filha de Candido Jos[e Barbalho e Maria de Jeus

Obs.: Precisava do registro de casamento dos pais para saber se e como o Candido se liga `a nossa Arvore.

03/10/1841 – pag. 209
João filho de Martiniano da Costa Torres e Maria Carolina
por padrinhos João Camillo d’Oliveira e Rita da Rocha BarbalhoObs. Aparece dona Rita, esposa do sr. Modesto.
28/08/1842 – pag. 242 v

Emilia filha de Sincero José Barbalho e Jesuina Maria de Andrade

Obs.: Casamento de Barbalho com Andrade. Mas ha que verificar-se o casamento dos pais para saber como se encaixam na Arvore.

04/12/1842 – pag. 249
Joaquim  filho de Luis José Coelho e Joanquina Rosa de Jesus
por padrinhos Joaquim Coelho Pereira e Joanna Rosa de JesusObs.: Acho que daqui para frente seria dificil o avo Joaquim ter nascido e ter sido pai da Dindinha em 1862. Mas seria possivel. Caso dona Joaquina Rosa fosse da Familia Andrade ai tornar-se-ia um pouco mais possivel esse batizando ser ele.
17/04/1843 – pag. 261 v

Maria filha de Joauim Barbalho e Anna Carlota

Obs.: Outro que se precisa verificar o casamento dos pais.

10/6/1843 – pag. 265

Joaquina filha de José Gonaçlves Coelho e Joaquina Fernandes

Obs.: Poderia ser a avo Joaquina Umbelina, desde que dona Joaquina Fernandes tivesse alguma ligacao com a Familia Fonseca que eh como ela assinava. Mas nao creio.

24/06/1843 – pag. 266 v
João filho de João Soares do Amaral e Barbara Nunes Coelho
por padrinhos José Joaquim Coelho por procuração representou Clemente Gonçalves dos Santos e Joanna Florença das FloresObs.: Tambem verificar o registro de casamento dos pais, pois, Barbara devera encaixar-se na familia
01/09/1844 – pag. 297

Julio filho de Agostinho Nunes Coelho e Thereza E. Madeira

Obs.: Agostinho Nunes Coelho era filho de Manoel Nunes Coelho e Valeriana Rosa Goncalves. Os pais dele se casaram em 17.08.1804. Agostinho nasceu em 11.01.1808, e foi batizado em 18.01.1808.

O que nao sei aqui eh se o mesmo Manoel Nunes Coelho, que era filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho, foi anteriormente pai do nosso ancestral Eusebio Nunes Coelho. O nome do pai do avo Eusebio era Manoel Nunes Coelho. Falta saber se eh um so. Nesse caso, o Manoel pai do Agostinho teve filhos em Itabira, com dona Valeriana, ate 1819.

Outro Manoel ou o proprio teve mais duas filhas: Maria (1830) e Manoela (1933). A esposa desse foi Prudencia Candida de Jesus. Ha que encontrar-se pelo menos os inventarios do Manoel Nunes Coelho que devera ter falecido nao muito distante dessas datas para verificar as informacoes que nos faltam.

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06. “POST SCRIPTUM”

Logo apos fazer a revisao, por alto, dos dados que o Mauro gentilmente enviou-me puxei um pouco pela memoria e consultei a internet. Em primeiro lugar, ali se informa que, na evolucao administrativa, Itabira foi elevada a Distrito de San’Anna a 25.01.1827. Ai se explica o porque dos livros de la iniciarem nesse ano. O Distrito estava subordinado a Caete. Em 1833 foi elevada a Vila e em 1848 `a Cidade de Itabira.

Antes disso sabemos que houve a influencia da Cidade de Santa Barbara, que era a ligacao entre a parte sulista mais povoada e civilizada com o norte vazio e desconhecido ainda. Ao norte existiam os pontos de civilizacao centrados nalgumas freguesias da Villa do Principe, atual Serro. Entao existiam outras freguesias mas destacavam apenas Serro, Diamantina, Conceicao do Mato Dentro e Itabira.

As outras freguesias ja existentes ou no inicio de sua evolucao eram dependentes dessas, particularmente do Serro que era a capital regional.

Mas dentro da evolucao da Familia Barbalho, havia-me esquecido de verificar minhas anotacoes mais antigas.

Esquecia-me onde tinha anotado os dados com o sr. Victoriano Jose Barbalho e esposa Maria do Carmo de Macedo. Em minhas anotacoes eles aparecem nos dados de Santo Antonio de Santa Barbara. E la existem registros de duas outras filhas:

a. Maria, nascida a 31.12.1818
b. Anna, nascida a 10.08.1823

Entao, elas foram irmas do Jose, registrado em Itabira. Pelas datas de nascimentos das duas irmas ja se pode afirmar que o Victoriano nao sera filho do nosso quartavo Polycarpo. Mas podera ser um irmao dele.

Alguns dos Barbalho presentes na lista acima poderao nao seguir a linhagem de nossos quintavos Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Assim como os Rodrigues Coelho sairam da regiao central e administrativa, em torno de Ouro Preto e Mariana, partindo para o Norte, o mesmo deve ter acontecido com os Barbalho que viveram no inicio do Ciclo do Ouro, na mesma area central.

Mas os de mais ao Sul eram do mesmo tronco familiar. Registra-se no site Familysearch, por exemplo, o casamento entre Theodozia de Aguiar Barbalho com Joseph Carneiro da …, em Mariana, a 17.12.1717. Mas nao temos nenhum seguimento alem desta anotacao.

Outro casamento se deu em Mariana a 24.06.1730. Foi de Thereza de (Aguiar) de Oliveira e Jose Rodrigues. Ela foi filha de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira. Acredito que Theodozia, Joao e Manoel Vaz Barbalho fossem irmaos, pois, a Theodozia e o Manoel foram filhos de Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Isso esta no registro de casamento da Theodozia e o professor Dermeval anotou os mesmos nomes de pais para o Manoel Vaz.

Ele casou-se com Josepha Pimenta de Souza e julgo que tenham sido os pais do Jose Vaz Barbalho, o pai do Polycarpo, Gervazio e Firmiano.

Mas a Thereza com o Jose Rodrigues foram pais de:

a. Liandro Jose Barbalho c.c. V. Barbalho, filha de Dionisio Barbalho Bezerra, em Mariana, a 27.10.1753
b. Januario Jose Barbalho c.c. Dionisia Coelho da Silva, tambem em Mariana, a 26.01.1758.

Eh possivel que o Francisco Rodrigues Barbalho, citado no batizado de Sebastianna, 1840, tenha origem nesse ramo da familia e nao nos do Serro que descendiam do Manoel Vaz Barbalho.

Quando eliminei da lista acima a maioria dos registros deixou de transparecer a intensa presenca dos Coelho em Itabira. Embora o sobrenome Rodrigues Coelho nao estivesse presente, o Mauro informou-me que a antiga Fazenda da Cachoeira ficava na saida de Itabira para Santa Maria de Itabira. A sesmaria da Fazenda Cachoeira pertenceu `a familia do Jose Antonio Rodrigues Coelho.

Ele era filho de Antonio Rodrigues Coelho que verifiquei os Inventarios em Ouro Preto. O mesmo em relacao aos do Jose Antonio. O pai faleceu no final do seculo XVIII e o filho no inicio do XIX. Portanto, poderao ser ancestrais do nosso terceiravo Joaquim Coelho de Andrade. No caso, o Jose Antonio poderia ser avo dele.

Outro registro interessante no familysearch eh a presença do casal Ignacio Barbalho e Ignez de Campos da Silva. La tem que foram pais de 3 filhos:
a. Antonio (1737)
b. Manoel (1739) e
c. Jose (1743)
Eles poderão ser a origem de alguns dos Barbalho em Itabira. O que quaisquer um dos casais ja mencionados, de períodos mais antigo, poderão ser. Somente um estudo da descendência dos mais antigos eh que poderá confirmar. Mas são algumas gerações entre estes e os registrados na terra do Carlos Drummond.
Interessante aqui eh a possibilidade de meu ramo familiar ter duas oportunidades de ser mais Barbalho.
Numa delas temos uma Anna Maria de Jesus que foi esposa de Jose Barbosa Fruao. Eles foram pais de Francisca Angelica da Encarnação. Ela foi a esposa do nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral.
Essa Anna Maria deve ter nascido entre os anos de 1730 a 1750, pois, em 1781 ja estava sendo avo. E era natural de Congonhas do Campo. Mas não sabemos quem foram os pais dela.
Ja o filho do Miguel, Malaquias Pereira do Amaral, também nosso ancestral, casou-se com outra Anna Maria de Jesus. Essa era filha de Antonio Coelho de Almeida e de mais uma Anna Maria de Jesus.
Nesse caso, também nada temos a respeito da Anna Maria mãe alem de que nasceu em Congonhas do Campo. Não seria muito difícil ate mesmo que ambas Anna Marias iniciais tivessem origem Barbalho.
Uma terceira probabilidade foi a que encontrei ha poucos dias. Segundo o professor Nelson de Senna, o tronco da Família Coelho de Magalhães iniciar-se-ia com o português Jose Coelho de Magalhães que casou-se com Eugenia Rodrigues da Rocha. Porem, segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, a Eugenia foi filha de Giuseppe Nicatisi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
Buscando no Familysearch encontrei um registro de nascimento em Ouro Branco, que era da menina Maria. Ela foi batizada em 26.06.1750. E era filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição.
Por dedução, a Maria poderia ter adotado o nome de Maria Rodrigues de Magalhães, por parte do pai, e faltaria apenas comprovar que a mãe Anna Maria da Conceição procedesse da Família Barbalho. Como ela foi mãe em 1750, devera ter nascido de 1735 para trás.
Aqui temos um fato que pode ser inusitado para os dias atuais mas comum `a época. Segundo o professor Dermeval, Josepha Pimenta de Souza nasceu por volta de 1717. Ela casou-se em 1732 com o Manoel Vaz Barbalho. E foram pais do cirurgião mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho, em 1735, segundo os documentos dele.
Então, ha um pequeno espaço entre 1732 e 1735 para que possam ter sido pais também da Anna Maria da Conceição. Se o foram, complica-se nossa genética. Se ela for mesmo Barbalho e a Maria filha for a nossa ancestral, melhor que tenha descendido de outros ramos mais diversificados, geneticamente falando, pelo bem da nossa saúde!

O mais inusitado esta no fato de que Josepha podera ter nascido em 1717, pode ter gerado a Anna Maria em 1733, que teria gerado a Maria em 1750, que teria sido a mae da Eugenia Rodrigues da Rocha, por volta de 1766, que foi a mae do Jose Coelho de Magalhaes (Coelho da Rocha) Filho em 1782. Seriam 5 geracoes dentro de um mesmo seculo, com a possibilidade de mais duas. Nossos ancestrais teriam sido feras!!!

Nesse caso, ficam ai as diversas possibilidades de sermos mais Barbalho. O problema eh que não seria bom para a nossa saúde genética. A vantagem eh que ja existiam milhares de outras famílias em Minas Gerais, portanto, eh possível que pelo menos 2 daquelas Anna Marias não sejam Barbalho.
Contra esse argumento ha uma lógica. A de que os nobres andavam em bandos, segundo o professor da UFRJ, Joao Fragoso. Isso quer dizer que não eh sem explicação que encontramos os Barbalho em Itabira misturados aos Coelho, da Costa, Freitas, Andrade e outros. Os mesmos sobrenomes aparecem em alianças procedentes do século XVII no Rio de Janeiro.
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07.  RETORNO

11/11/1829 – pag 64
Francisco filho de Joam Coelho da Matta e Anna Rangel
por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho

03/09/1832 – pág. 72
Gracianna filha de Manuel da Silva Fernandes e Maria Gonçalves Nunes
por padrinhos Thome Nunes Figueiras e Anna Maria Coelho p.p. Felizardo Coelho

08/01/1841 – nascida 31/12/1840 – pag. 186
Maria filha de Jozé Joaquim Coelho e Maria do Carmo
por padrinhos Thome Nunes Figueira e Anna Maria Coelha

10/05/1842 – nascida 16/04/1842 – pag. 234 v
Anna filha de Manoel Coelho Vieira e Marianna Josefa da Conceição
por padrinhos Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

20/02/1842 – pag. 252
Joaquim filho de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

19/11/1843 – pag. 278 v
Marianna filha de Domingos Luiz Alves e Catharina Coelho Vieira
por padrinhos Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

Apenas reconsiderando esses 6 apontamentos. Antes eu pensei na possibilidade de Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho serem pai e filha. Mas nos registros do familysearch aparece que Manuel foi pai de duas filhas: Anna e Maria e nao Anna Maria.

Também havia levantado a possibilidade de essa Anna Maria ter sido a minha tia-terceiravo mas achei que fosse pouco provável porque ela residia em Guanhaes. Mas o batizado de Graciana indica que ela não residia em Itabira ja que, o provável, so passaria uma procuração se acaso morasse longe e não pudesse comparecer.

No livro do professor Nelson Coelho de Senna ele deixou escrito que os filhos dos quintavos Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues da Rocha foram: Jose (meu quartavo), Joao, Antonio Rodrigues Coelho (solt.), Felix Coelho da Trindade e Clara Maria de Jesus.

Também afirmou que 4 foram casados e afirma que tinhamos parentalha em Sant’Anna dos Ferros. As famílias do Jose e do Joao foram para Guanhaes, Virginópolis e Diamantina, no principio. Não temos apontamentos das outras duas, mas sera bem possível que fosse a elas que o professor Nelson referiu-se que foram para Ferros.

Os apontamentos dos batizados trazem Maria Clara e não Clara Maria, o que pode ser um indicativo de que não sejam a mesma pessoa. Mas muita coisa que o professor Nelson escreveu foi tirado da memória e o engano poderá ter sido dele.

Segundo ele também, o casamento entre Jose e Eugenia se deu em 1799. Embora ele registre o nascimento do Joao em 1785 e sabemos que o Jose nasceu em 1782. Não sei dizer porque da discrepância. Mas eh possível que a Clara Maria de Jesus tenha nascido entre 1800 e 1806, quando o pai faleceu.

Sendo assim, seria possível que ela pudesse ainda ter o filho Joaquim, em 1842. Infelizmente o professor não mencionou o nome do marido para que tivéssemos certeza agora.

Mas as relações familiares ai se dariam pelo fato de o Manuel Nunes Coelho ter sido filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Muito dificilmente a Anna Coelho seria filha do Jose Coelho de Magalhães com a primeira esposa dele, dona Escolástica de Magalhães. Mas não seria impossível, porem, não sabemos as idades corretas deles para saber com certeza.

Penso ser mais provavel que Anna Coelho fosse irma do Jose Coelho de Magalhães, se ambos foram filhos do Manuel Rodrigues Coelho.

Nesse caso, Manuel Nunes Coelho seria sobrinho do Jose Coelho de Magalhães, pai da Clara Maria ou Maria Clara e do Jose Filho. O Jose Filho foi pai da Anna Maria Coelho.

Ela deve ter nascido na Fazenda da Lapinha, que era em Conceição do Mato Dentro, mas agora fica em Santana do Riacho, em 1819. E em 1822 os pais levaram a familia para o recém-criado Arraial de Sao Miguel e Almas de Guanhaes, atual Guanhaes.

Essa tia Anna Maria (Nha Ninha) acabou ficando solteira. Mas quando ainda jovem deve ter sondado os caminhos entre Guanhaes e Itabira para ver se encontrava alguma cara metade dentro da parentalha. Seria o cumprimento de uma obrigação `a época.

Segundo ainda o professor Nelson, havia um verdadeiro Arraial dos Coelho em torno da Fazenda Axupe, entre Morro do Pilar e Conceição do Mato Dentro, onde os quintavos Jose e Eugenia tiveram seus filhos. E de la os filhos e primos cujas origens o professor não mencionou se espalharam pela região.

Tenho informações passadas pelo parente Moacyr Nunes Barroso que os Nunes Coelho, descendentes do ancestral Euzebio, filho do Manoel Nunes Coelho mas não com a esposa Valeriana, ocupavam as terras entre Guanhaes, Sabinopolis e Senhora do Porto.

Isso eh corroborado no documento de emancipação de Guanhaes onde informa que a divisa entre Guanhaes e Sabinopolis se daria `a altura das Fazendas de Bento e Clemente Nunes Coelho.

A Sesmaria da Fazenda Cachoeira pertencia `a familia do Jose Antonio Rodrigues Coelho que, mais certamente, sera sobrinho do Jose Coelho de Magalhães. Eh possível que Maria Clara de Jesus e o marido Thome Coelho Vieira ja fossem primos e deverão ter residido em Ferros.

Ate na atualidade existem muitas fazendas entre Guanhaes, passando pelo Distrito de Farias, Dores de Guanhaes e Ferros que pertencem `a descendencia dos Coelho. Também entre os Farias e Virginópolis as terras permanecem ou pertenceram aos Coelho.

Na verdade, as familias daquele tempo, que viviam do comercio, procuravam estabelecer-se em propriedades com um intervalo máximo de 30 Km entre uma e outra. Isso era o dia de viagem das tropas. Assim, os tropeiros teriam onde arranchar todo o tempo da viagem.

O ancestral Manuel Rodrigues Coelho teve posses no Distrito de Santa Rita Durão e a familia, segundo o professor de Senna, espalhou-se por Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro. Isso indica que deve ter se distribuido no caminho entre o Norte e a capital Ouro Preto.

A seguir os mesmos Coelho continuam a expansão via Guanhaes e Virginópolis, passando por Açucena e depois Divinolandia de Minas e Sardoa para atingir Governador Valadares. Na verdade, esse não era o destino final, o qual seria Vitoria no Espirito Santo.

Foi devido `a construção da ferrovia EFVMG e depois com a passagem da Rio-Bahia em Governador Valadares que as tropas perderam a forca. Os Coelho ajudaram muito a fabricar a explosão demográfica que se deu em Valadares a partir de 1940 ate 1970.

Em 40 la tinha apenas 5.000 habitantes. Em 60 ja eram 70.000. Nos 70 a população triplicou. Mas nos 80, a falta de industrialização e o surgimento dela na area de Ipatinga, alem da recessão no Brasil, transformou Valadares no maior exportador de imigrantes do pais, que partiram em todas as direções do compasso.

Os Andrade fizeram caminho semelhante. E devem ter alternado propriedades com os Coelho no mesmo caminho. O mais provável eh que, por terem sido vizinhos de propriedades, tenhamos diversos casamentos entre a descendência do Cel. Lage e do Manuel Rodrigues Coelho no período da expansão e dos quais não sabemos porque não temos um acompanhamento completo das descendências dos dois.

Algo outro que tenho relutado para admitir eh a possibilidade de que seja possível que o senhor Thomé Nunes Figueiras e dona Anna Maria Coelho serão os pais do Manuel Nunes Coelho.

No registro do Familysearch os nomes estao: Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Mas ha a possibilidade de que quem passou os dados para o site ter se enganado e trocado o Thome pelo Thomas. E Anna Coelho pode ter sido uma abreviatura do nome completo por causa do custo do registro.

Infelizmente nao temos as idades dos personagens para comprovar isso. Mas se o Thomé ou Thomas nasceu em torno de 1750 e a Anna em torno de 1755 eles poderiam ter sido pais do Manuel por volta de 1770.

Por sua vez o Manuel poderia ter tido algum caso com alguma escrava do qual tera nascido o nosso ancestral Euzebio, entre 1785 e 1778. Isso poderia explicar a cor escura da descendência do avo Euzebio, embora, a outra parte dos Nunes Coelho fosse loira.

Em 1832, quando batizaram a Gracianna, o Thome poderia estar com 82 anos e a Anna Maria com 77. A saúde na idade avançada para a época poderia explicar a ausência da madrinha ou dos padrinhos ao batizado, mesmo que morassem em Itabira mesmo. O mais certo eh que morariam em alguma fazenda, talvez, distante, ou em freguesia diferente.

Poderia ser ate que residissem na Fazenda Folheta, que eh onde o professor Dermeval localiza o inicio da familia Nunes Coelho. A fazenda ficava na atual Dom Joaquim, que se chamava Sao Domingos do Rio de Peixes e era freguesia do Serro e subjurisdicao de Conceição. E o nome Folheta foi em função de terem encontrado ouro em forma de folheado.

Por essa ocasião também, a descendência do ancestral Euzebio mudou-se para a Fazenda do Grama em Guanhaes, `as margens do Ribeirão Graipu. Ali também encontraram ouro. Isso significa que havia uma tradição de mineradores, o que justificaria a riqueza e os casamentos prematuros, mesmo dos homens, na família.

Posteriormente, o capitão Francisco Nunes Coelho inclusive passou a minerar ferro em sua fazenda e tinha uma fabrica (forja) de instrumentos agrícolas.

Se acaso o Thome for o mesmo Thomas, isso nos leva `a conclusão de que por volta de 1832 ja estavam presenciando o inicio da geração de trinetos dele. Ele estaria casado por volta de 60 anos. Seria uma raridade de acontecimento.

E os trinetos seriam os Antonio, Prudêncio e nossa terceiravo Maria Honoria Nunes Coelho. Eles foram filhos do Clemente, filho do Euzebio. Mas talvez esteja aqui a origem da cor escuro da parte da nossa família, pois, sabe-se que a Maria Honoria foi confundida como escrava e houve um Clemente escuro `a mesma época, que poderia ser um filho ou o próprio Clemente, filho do Euzebio.

E o Euzebio deve ter se casado por volta de 1805, quando estaria por volta de 20 anos. `A mesma época em que o pai Manuel Nunes Coelho casou-se, em 1804, com dona Valeriana Rosa Gonçalves.

Mas se o Thome e Anna Maria nao forem os mesmos Thomas e Anna, pelo menos um dos dois ou os dois poderão ter sido filhos desse ultimo casal e sido irmãos do Manuel. Nesse caso, não seria necessário que Anna Maria fosse nossa tia terceiravo. Poderia ser prima dela.

Algo interessante que encontrei no Google Livros a respeito do Thomé Nunes Figueiras eh que no volume 1 da Revista do Arquivo Publico Mineiro (APM) ha essa nota:

“Como procurador do Capitão Thome Nunes Figueiras com queixa atestada, o Padre Joze Antonio de Araujo.”

No site do APM nada consta a esse respeito. Portanto não tenho datas nem locais em que se deu o fato. Mas o provável eh que os personagens sejam a mesma pessoa. Ai fica informado que o Thomé usava a patente de capitão.

Outro indicio importante de que fizesse parte da nossa família foi ter sido representado pelo padre Jose Antonio de Araújo.

Pode ser coincidencia porque o sobrenome Araujo era muito difundido no Brasil. Mas o professor Nelson Coelho de Senna nos informa no livro: “Algumas Notas Genealógicas”, que o bisavo dele, Joao Coelho de Magalhães:

“estudara no Seminario de Mariana, tendo depois abandonado os estudos eclesiásticos, por falta de vocação para padre e se casando bem moco ainda, antes de 20 anos, em 1804, com sua prima carnal Dona Bebiana Lourença de Araújo (são eles os meus bisavós pelo lado materno).” Bisavós do professor. Nos descendemos do Jose, irmão do Joao.

Eh muito provável que o padre Araújo fosse parte do grupo de sobrenomes que faziam parte da mesma Família, da qual participariam os Nunes Figueiras (ou Filgueiras), Barbalho, Costa, Coelho e outros.

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08. LIVRO DE BATISMOS DE ITABIRA – 1845 a 1852

“Então, ó Barbalho, lendo muito registo?

Vai mais e ainda falta três livros:
e o Thome Coelho Ferreira é mesmo filho de Manoel Coelho, confira o anexo.”

PS. Conferi o anexo. O Thomé Coelho Ferreira talvez seja filho do Manoel Coelho, porem, não se trata o Manuel Rodrigues Coelho nosso suposto ancestral.

Acredito que o Thomé Coelho Vieira talvez entrara na família por ter se casado com a Clara Maria de Jesus e ela penso que se encaixara na Arvore.

Para falar a verdade, ha chances de diversos dos Coelho na lista entrarem na familia, seja por ser da mesma procedência ou via casamento. O que falta eh decifrar antes o núcleo, ou raiz da Arvore, quando os Coelho invadiram Minas Gerais por causa do inicio do Ciclo do Ouro.

25/01/1845 – pág. 1 – nasceu 02/01/1845
Silvina filha de Modesto José Barbalho e Rita Maria da Rocha

PS. Vou tentar reunir os familiares num mesmo nicho para facilitar o entendimento. Nos falta saber quem foram os pais do senhor Modesto.

11/04/1848 – pág. 106 – nasceu 24/02/1848
Pedro filho de Mudesto José Barbalho e Rita Pessoa
padrinhos Joaquim Cassemiro Lage e Delfina Rosa

PS. Mudei para aqui esse outro registro. O Pessoa no nome de dona Rita deve ter sido alguma barbeiragem do escrivão. Talvez ela pertença `a Família Pessoa mas não tenho registro de ancestrais dela.

Temos membros da Familia Lage em nossos registros. Acredito que os senhores Joaquim e Delfina Rosa poderiam ter sido pais ou avos de dona Antonia Nunes Lage, que foi a esposa de um dos Pedro Nunes Coelho na família.

19/12/1851 – pág. 2258 – nasceu 05/09/1851
Donata filha de Modesto José Barbalho e Rita Maria da Roxa
padrinho Cyrino José Barbalho

PS. Juntei mais esse extrato ao time do sr. “Mudesto”. Aqui se observa que o padrinho era o irmão da batizanda. O senhor Cyrino deixou a descendencia dele em Pecanha, onde foi o Juiz de Paz, em 1875.

Outro detalhe eh a possibilidade de o Rocha (Roxa) de dona Rita Maria nos dar grau duplo de parentesco com a descendencia dela e do senhor Modesto. Isso porque o nosso lado Coelho, ate onde ja sabemos, começaria com Giuseppe Nicatisi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.

Como a frequência de casamentos entre pessoas ja aparentadas era muito alto, pode ser que dona Rita fosse descendente do casal Giuseppe e Maria Rodrigues. Nos so temos anotado uma única filha que foi a nossa quintavo Eugenia Rodrigues da Rocha mas poderiam ser diversos outros. Ela foi a esposa do Jose Coelho de Magalhães, o alferes e patriarca dos Coelho de Magalhães em nossa região.

E eles viveram na mesma area, pois, a quintavo viveu em Morro do Pilar ou, talvez, em Conceição do Mato Dentro, mas quando faleceu foi enterrada em Sao Gonçalo do Rio Abaixo.

Infelizmente temos muito poucos dados das famílias nessa época, portanto, não da para afirmar nada. Pode ser que os Rochas venham de fontes diferentes. Apenas coincidiu de encontrar-se em uma mesma região no Brasil.

21/11/1852 – pág. 275
Felisberto filho de Policarpo José Barbalho e Anna Catharina das Mercês

PS. Esse era um dos últimos da lista e resolvi transcreve-lo aqui para ficar junto com outros membros da família.

Foi a maior supresa ate agora. O pai, Policarpo, poderia tanto ser o nosso quartavo quanto um filho, um neto ou um sobrinho dele. Não sei dizer porque nunca tivemos noticias de nenhuma possível segunda esposa do avo Policarpo.

Ele ja era viuvo desde antes de 1838 porque isso consta da matricula no seminário do filho, padre Emigdio de Magalhães Barbalho. Nesse ano Emigdio era órfão de mãe. Portanto, o Policarpo não tinha impedimento.

A questão eh que o Policarpo casou-se com a quartavo Isidora Francisca de Magalhães em 1808. Por isso calculo que o Policarpo nasceu entre 1780 e 1790. Ou seja, em 1852 estaria entre 62 e 72 anos de idade.

Ele poderia ter tido o filho, naturalmente! Mas ficaria um pouco difícil de conciliar o fato com o que fala as nossas tradições que: depois de mais velho o Policarpo retornou ao seminário, que havia abandonado para casar-se, para ordenar-se e foi pároco ate falecer, no Inficcionado, atual Santa Rita Durão, local que foi o do seu nascimento, também segundo os documentos apresentados na matricula do padre Emigdio.

Não encontrei matricula do Policarpo nem no seminário em Mariana nem no Caraca que eram seminários os mais antigos. Por isso suponho que teria estudado em Diamantina, que iniciou em 1854.

O que ficaria difícil conciliar seria ele ter angariado a responsabilidade da paternidade ao mesmo tempo que começaria a estudar para ordenar-se. Se criasse a criança antes de retornar aos estudos, possivelmente não teria tempo de concluir, devido `a idade avançada.

Ainda assim a possibilidade eh razoável, caso não fosse casado com a mãe do filho, ou tivesse ficado viuvo uma segunda vez, de ele ter deixado a tarefa de criar o filho para um dos muitos filhos mais velhos que teve.

Por aquela época, havia uma firma de varejo com o nome SIMOES & BARBALHO, na Cidade de Diamantina. Penso que ou foi dele próprio ou de algum parente proximo. O que justificaria retornar aos estudos no seminário recém criado, pois, tinha uma grande parentela no local, o que serviria de apoio a uma pessoa de mais idade.

05/04/1845 – pág. 4
José filho de Manoel Lino Coelho e Anna Prisca
padrinhos Francisco José Barbalho e L. Francisca

PS. Esse L. deve significar Lucinda e o nome que falta eh o Barbalho. Foi nossa tia. Ja o Francisco poderá também ter sido filho do Modesto Jose Barbalho e devera ser cunhado da tia Lucinda. Mais em baixo existe um registro que indica a condição de cunhado.

15/07/1845 – pág. 10
Marianno filho de José Maxado e Anna Barbalho

PS. Anna Barbalho eh candidata a ser filha do Policarpo Jose Barbalho, nosso quartavo. A mae do Policarpo chamava-se Anna Joaquina Maria de Sao Jose. E ele deu nomes dos pais dele e da sogra aos filhos.

Temos os registros das filhas Maria e Genoveva (nome sogra e avo dos filhos) no site FamilySearch. Ha o Jose (nome do pai e avo) que conhecemos de tradição. E aparece Joaquina de Magalhães Barbalho (sobrenome característico da família) num batizado mais abaixo.

24/06/1849 – pág. 135 – nasceu 02/06/1849
Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhães Barbalho
padrinhos Francisco José Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

PS. Mudei para aqui esse outro registro. Eh possível que a Quintina Francisca sera filha do quartavo Policarpo Jose Barbalho. O mesmo se dará com a Joaquina.

08/09/1851 – pág. 229 – nasceu 20/07/1851
Rita filha de Germano do Carmo e Joaquina Barbalho
padrinhos José Maxado Ribeiro e Anna Joaquina Barbalho

PS. Mudei mais esse extrato de lugar. Observe-se que acima e abaixo o sobrenome do pai eh diferente. Deve ser, porem, a mesma pessoa. O problema eh que `as vezes os párocos faziam os batizados em freguesias diferentes e depois eh que iam fazer os apontamentos. E algumas vezes confundiam os nomes das pessoas.

13/04/1845 – pág. 5v
Maria filha de Candido José Barbalho e Maria Antonia
padrinhos João Martins da Costa e Anna Roiz Malta

PS. O pai Candido tem os nomes Jose Barbalho que caracterizou a familia durante os séculos XVIII e XIX. Mas não sei dizer de quem foi filho para encaixa-lo na Arvore.

12/09/1846 – pág. 38v – nasceu 03/8/1846
Maria filha de Germano Hermenegildo Pereira e Joaquina Barbalho

PS. Deviam haver 2 Joaquinas Barbalho `a mesma época. E essa poderia ser filha tanto do Gervasio quanto do Firmiano que foram irmãos do Policarpo Jose Barbalho.

Interessante eh que, por dados aqui e em outros lugares, o nome Germano (a) era muito comum em Itabira `a época. Inclusive entre os Fernandes Madeira, família na qual se casaram a tia Lucinda Francisca Barbalho e o, talvez, tio Agostinho Nunes Coelho.

Talvez a Maria Germana, esposa do Jose de Magalhães Barbalho foi deles.

21/09/1846 – pág. 39 – nasceu 10/08/1846
Emilia filha de Basilio Coelho de Carvalho e Jacintha Esmeria de Jesus
padrinhos José João de Freitas Drumond e Thereza Miquelina da Silveira

P.S. Tenho a impressão que ja ouvi falar algo a respeito do casal de padrinhos. Ha um primo nosso, Athos Nunes Coelho, casado em Itabira. A esposa chama-se Maria Ines Pires, mas tem ancestrais Drummond. Talvez sejam ancestrais dela.

08/05/1846 – pág. 50
Marianna filha de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus
padrinhos José Coelho Vieira e Anna Joaquina da Conceição

PS. Os pais sao suspeitos de ser nossos tios-quartavos.

12/08/1850 – pág. 183 v
Emilia filha de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

PS. Idem. Porem, se fosse nossa tia ela ja estaria com mais de 40 anos. Isso eh o que poe em duvida que seja.

26/05/1852 – pág. 253
João filho de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus
padrinhos Antonio Affonso de Souza Guerra e Carolina Constança de Figueiredo

PS. Mais esse. Eh possível que essa Maria Clara de Jesus fosse filha de nossa tia Clara Maria de Jesus e não a própria. Isso porque o Jose Coelho de Magalhães, pai da nossa tia, faleceu em 1806. Isso faz com que ela tenha nascido no máximo em 1807.

Em 1852 estaria no mínimo com 46 anos, o que seria muito difícil estar ainda tendo filhos.

A familia Guerra, do padrinho, tem marca em nossa família também. Em 1924 nasceram dona Hercilia Guerra em Itabira e nosso primo Fabio Rodrigues Coelho em Virginópolis. Quando chegou o tempo eles se casaram e deixaram descendência.
09/08/1846 – pág. 50v
Joaquina filha de Manoel Coelho Vieira e Marianna Josefa da Conceição

PS. O pai muito provavelmente sera irmão do Thomé.

06/03/1847 – pág. 62
Rita filha de João Martinho Ferreira e Francisca Nunes Coelho
padrinhos Fernando Antonio Drumond e Theresa Miquilina da Silveira

PS. Nao sei a origem da mãe Francisca. O sobrenome a entrega. E os padrinhos se encaixam na mesma observação acima.

16/05/1847 – pág. 75 – nasceu 02/05/1847
Romualdo filho de Romualdo Nunes Figueira e Flavia Martins

PS. Acredito que o Nunes Figueira sera parte de nossa família. Eh possível que o Figueiras seja corruptela do Felgueiras ou Filgueiras.

20/05/1847 – pág. 75 – nasceu 12/04/1847
Joaquim filho de João Soares do Amaral e Barbara Nunes Figueira
padrinhos Francisco José Barbalho e Ernestina Francisca

PS. A mãe do Joaquim se soma ao padrinho. Deverão ser pelo menos primos e entram em nossa Arvore. Falta saber como.

22/11/1847 – pág. 87
José filho de Julião Coelho Vieira e Maria Marques

PS. Mais um que deve ser pelo menos primo colateral.

20/12/1847 – pág. 89 – nasceu 28/10/1847
Anna filha de José Serafim de Souza e Maria Nunes Gonçalves

PS. A Maria Nunes Gonçalves deve fazer parte pelo menos como parente por afinidade.

A esposa do casamento de 1804 do Manoel Nunes Coelho, que penso ter sido pai fora do casamento do nosso ancestral Euzebio Nunes Coelho, dona Valeriana Rosa Goncalves, era filha de Joao Alvares e Maria Goncalves.

Como o sobrenome aparece frequentemente, devia ser uma familia grande em Itabira e deve ter se aparentado com todas as outras.

28/04/1849 – pág. 132 – nasceu 28/02/1849
Antonio filho de Antonio Nunes Gonçalves e Maria Gonçalves

PS. Outro exemplo de Nunes Gonçalves que deve ser, pelo menos, parente afim.

05/06/1850 – pág. 168
Anna filha de Joaquim de Meirelles Coelho e Marianna Fernandes
padrinhos João José da Costa Cruz e Anna Joaquina de Jesus (meu tetravô e minha pentavó)

PS. a relação de parentesco eh com nosso amigo Mauro Andrade Moura.

19/10/1850 – pág. 186
Ignes filha de Agostinho Nunes Coelho e Theresa Fernandes Macieira
padrinhos Antonio Gonçalves Nunes e Maria Germana do Rosario

PS. Agostinho era filho do Manoel Nunes Coelho e dona Valeriana. Por enquanto não da para ter-se certeza que seja nosso tio antepassado, pois, não sei se o Manoel eh o mesmo que foi o pai do Euzebio Nunes Coelho, nosso ancestral.

-1/12/1850 – pág. 192 v
Francisco filho de Francisco Dias Coelho de Souza e Efigenia Rosa de Jesus
padrinhos Francisco Coelho Guimaraes e Anna Rosa de Jesus

PS. Coincidentemente, o professor Francisco Dias de Andrade, que deixou fabulosa família em Virginópolis, poderia ser o Francisco ai batizando. Infelizmente o nome da mãe ou, talvez da avo como madrinha, não menciona se acaso se justificaria o Andrade no nome dele.

Se algum dos primos sabem quais foram os nomes dos pais do professor Chico Dias ainda não me os revelou. Ha a tradição de serem primos do poeta Carlos Drummond.

Se for o caso, teremos também mais um ramo da Familia Coelho em Virginópolis.

30/01/1850 – pág. 192 v
Antonia filha de José Coelho Ferreira e Maria Rosa de Jesus

02/01/1851 – pág. 195
Maria filha de Manoel Coelho Maxado e Cassimira Monteiro
padrinhos Manoel Monteiro Guimaraes e Joaquina Maria de Jesus

03/02/1851 – pág. 196
Claudino filho de José Coelho Guimaraes e Anna Rodrigues de Morais

22/11/1851 – pág. 206 v
Manoel filho de Antonio Roiz e Maria Coelho Maxado
padrinhos Prudencio Coelho Maxado e Fructuosa Alves Gonçalves

PS. Deixei essa sequencia porque ela leva `a suspeita de que o grupo de famílias representados pelos sobrenomes faziam parte de um entrelaçamento entre elas.

Eh possível que a Maria Rosa de Jesus fosse irma da Efigênia Rosa de Jesus e, talvez, filhas da Anna Rosa de Jesus.

Ja os “de Guimarães” podem ser gente de uma mesma família que entrelaçou-se com os nossos aparentados da Família Pimenta.

O professor Dermeval Jose Pimenta descreveu no livro dele o ramo da familia assim:

“Prof. Manoel Coelho de Moura Guimarães. Nascido em Itambé do Mato Dentro, Minas Gerais, a 4 de novembro de 1842 e falecido em Sao Joao Evangelista a 20 de marco de 1921, filho de Jose Coelho de Moura, natural da Cidade de Guimarães, Portugal, e de Mariana Justina de Moura, nascida e batizada na Freguesia de Sao Joao do Morro Grande, atual Barão de Cocais, Minas Gerais.

Pela linha paterna, neto de Jose Coelho de Moura, apreciado escritor portugues…”

O Guimarães foi uma adoção quando chegaram ao Brasil, o que era comum. E o prof. Manoel casou-se com Maria Francelina Pimenta, que era prima dos Barbalho.

O sobrenome Machado (Maxado), presente em diversos outros registros que apaguei para fazer os presentes comentários, ja poderia ser ramo agregado `a Família Barbalho.

No final dos anos 1600 registra-se o casamento entre Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado que foram ancestrais dos Barbalho que se instalaram na região do Serro, descendentes do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, avos do Policarpo. Josepha foi neta do casal Joao e Maria, filha do Belchior Pimenta de Carvalho.

21/04/1851 – pág. 227 v nasceu 06/04/1851
Emerenciana filha de Manoel Xavier Nunes e Rita Valentina Coelho
padrinhos Mudesto José Barbalho Junior e Rita da Rocha Barbalho

PS. Registre-se os padrinhos.

07/03/1852 – pág. 251 v
Delfina filha de Manoel Coelho Maxado Junior e Cassimira Monteiro Guimaraes
José Monteiro Guimaraes e Marianna Julia Vianna

PS. Apenas para constar. Talvez esses estejam vinculados aos Coelho de Moura Guimarães em nossa família.

15/07/1849 – pág. 137 v
Marianna filha de Emilio Gomide Pinto Coelho da Cunha e Roza Emilia d’Oliveira Gomide
padrinhoso Antonio de Sampaio e Silva e Angelica Candida da Silva

22/06/1850 – pág. 170
Modestina filha de Emilio Gomide Pinto Coelho e Rosa Emilia d´Oliveira

19/05/1852 – pág. 285 – nasceu 28/12/1851
Manoel filho de Emilio Gomide Pinto Coelho da
Cunha e Rosa Maria d’Oliveira

PS. Reuni esses 3 últimos apontamentos apenas para fazer uma resenha. Podemos verificar a origem do comendador Emilio Gomide Pinto Coelho da Cunha no endereço:

http://www.projetocompartilhar.org/Familia/PintoCoelhodaCunha.htm

Emilio foi filho da 1.4 Mariana Florinda de Ataide e do senador Dr. Antonio Gonçalves Gomide. Possivelmente, o cargo de senador era da Assembleia mineira e nao do Imperio. `A epoca também as assembleias provinciais tinham as duas câmaras.

O caso aqui eh que o comendador Emilio Gomide era primo primeiro, por parte de avo, do 3.3 Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barão de Cocais.

Observe-se que o Projeto Compartilhar não registra os filhos Marianna e Manoel. Esses registros são novos para os pesquisadores.

Outro detalhe que nao aparece ai eh que o Barão teve uma família extra conjugal. E segundo as tradições da Família Leite de Virginópolis ele foi o pai do senhor Antonio Furtado Leite, o qual tem atualmente uma descendência enorme espalhada pelo mundo inteiro.

Falta-nos registros que comprovem as tradições. Sabemos que a família extra conjugal realmente existiu. E dizem também que os documentos existem. Mas nunca tive a oportunidade de verifica-los.

Outro detalhe aqui eh a possibilidade da família do comendador Emilio Gomide ter permanecido em Itabira ate pelo menos o inicio de 1862.

Contam nossas tradições que a Anna Maria, filha do Jose de Magalhães Barbalho, teve um “caso” com alguém da sociedade itabirana onde, provavelmente, aconteceu a concepção de um filho por volta do dia 15 de janeiro.

Como o senhor era casado e não podia assumir o compromisso, enviaram, a quase menina ainda para Guanhaes, para ficar aos cuidados dos tios: padre Emigdio e capitão Francisco Marçal Barbalho.

`A epoca Guanhaes era apropriada porque era um dos lugares da fronteira de colonização mais perdido no espaço. So perdia para o então criado Arraial do Patrocínio (1858), a atual Virginópolis, que ficava a poucas léguas distante daquela.

Ali arranjaram um casamento para Anna Maria, e o filho, que nasceu em 15.10.1862, veio a se chamar Joao Batista de Magalhães (o bisavô que gostava de ser chamado de tio Joaozinho recusando-se o titulo de avo). Mas o tio Joaozinho acabou ficando conhecido também como Joao Domingos. Domingos era o nome do padrasto dele.

Ha que verificar-se se nao existiu algum membro da sociedade itabirana com o nome Domingos! Não eh de todo impossível que parte da nossa tradição seja estoria para distrair as crianças. Muitas explicações para fatos dos quais se tinha vergonha eram preenchidas por fantasias. Fabulas que viravam tradições.

As tradições também mantiveram a informação de que o fato não era tao escondido quanto se fazia parecer. Tanto eh que o pai do tio Joaozinho não o teria abandonado totalmente, e os dois mantinham contato. O nome do pai também era conhecido.

Acredito que o escondido acabou se dando pelo tempo. Tio Joaozinho acabou se tornando tao querido na família, por ser uma pessoa multifuncional ao tornar-se um musico exímio em diversos instrumentos, ter suas outras atividades profissionais e principalmente pelas lições de vida que passava como se fosse um verdadeiro psicólogo antes de existir a função.

Como ele transformou-se em centro das atrações eh possível que os ancestrais dele deixaram de chamar a atenção e a curiosidade dos netos e bisnetos que o conheceram, sendo que ele faleceu ainda em 1942, no dia que completava 80 anos de idade, não enxergaram a importância em registrar a genealogia dele.

O nome do padrasto ficou mais evidente que o da própria mãe que poucos sabiam se tratar de Anna Maria, que deve ter falecido na década de 1920. Somente em idade adulta vim a ouvir falar a respeito do nome dela.

Ja a aparência da Anna Maria esta marcada com afeto na memoria de todos nos que tivemos a felicidade de conviver com nossa tia Maria Angela Coelho. Conhecida pelo apelido de Ju, era o xodó do avo, tio Joaozinho, justamente por ter a aparência física da mãe dele.

E tia Ju foi uma moreninha muito bonita. O que se nota pelas fotografias dela ainda jovem. Tia Ju não tinha preconceito da raça mas sentia-se desconfortável com a própria cor, mais chegada ao mulata que o moreno claro ou loiro dos muitos irmãos que teve.

Mas isso se dava pelo preconceito que outros tinham em relação `a cor que representava a nódoa da escravidão, sendo que quando eles nasceram essa infâmia havia sido abolida ha muito pouco tempo.

Afinal, a infâmia foi cometida pela própria sociedade que, ao invés de guardar preconceito, deveria ter tido eh vergonha do mal que fez aos pobres africanos nossos ancestrais.

Mas aqui esta a questão. Quem tera sido o pai do tio Joaozinho? Sabia-se ate o nome dele na família antigamente. Mas não ouvi nada a respeito de quem ainda hoje por acaso o saiba!

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09. RESUMO PARA RECORDAR: BARBALHO, COELHO E OUTRAS FAMILIAS DE ITABIRA

Resolvi retornar `as minhas notas para somar algo que se encontra no site Familysearch e os Livros de Batismos de Itabira (1827-1844 e 1845-1852).

O fato torna-se interessante porque uns 4 registros que encontrei mudarão um pouco a perspectiva que ate agora tinha da formação da família. Posso dizer, desde ja, que a coisa complicou um pouco. Vamos la então:

I. FAMILIA BARBALHO

Ate agora podemos considerar essa família, por comprovação documental, começando, em Minas Gerais, com o casal JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE.

Por enquanto, temos quase certeza de que o JOSE VAZ foi filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, casados no distrito de MILHO VERDE, pertencente ao SERRO, em 18.09.1732. Casal esse procedente do Rio de Janeiro.

JOSE nasceu no SERRO em torno de 1750 e ANNA JOAQUINA em CONCEICAO DO MATO DENTRO, que fazia parte do conglomerado imenso que formava a VILLA DO PRINCIPE, atual SERRO.

JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE se casaram e foram pais de, pelo menos:

1. Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes (30.08.1808)
2. Gervazio Jose Barbalho – Anna de Freitas da Costa (01.03.1813)
3. Firmiano Jose Barbalho – Izabel Moreira de Jezus (25.01.1822)

Acredito que os 3 casamentos tenham sido realizados na Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara, segundo consta no registro de casamento de POLICARPO e ISADORA.

mãe de Isadora: Genoveva Nunes Filgueiras (ou Ferreira, ambos constam na habilitação do padre Emigdio)

pais de Anna: Manoel de Freitas Costa e Victoria Nunes

mãe de Izabel: Anna Soares de Andrade

Curiosamente nao existe a presença dos casais 2 e 3 nos registros de Itabira. Ha a tradição na família, descendente do Policarpo, que eram 3 irmãos. Um teria migrado para o Rio Grande do Sul e outro para o Nordeste do Brasil. Mas não encontramos ainda os rastros.

Registros encontrados no Familysearch:

1. Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes, foram pais de:

1.1 Joao, nasc. 27.05.1809 e bat. 01.06.1809

1.2 Genoveva, bat. 28.01.1812

1.3 Padre, Emigdio de Magalhães Barbalho, bat. 30.03.1813

1.4 Maria, bat. 01.03.1817

1.4 Lucinda, bat. 10.07.1824

Constam ainda como filhos, citados no livro “Arvore Genealógica da Família Coelho”, de autoria de Ivania Batista Coelho, 1979, os filhos: Francisco Marçal (nas. 30.06.1824 e fal. 29.11.1900), Jose e Manoel.

As datas de nascimento do Francisco Marçal e do batismo de Lucinda leva a crer que foram gêmeos. Embora existe uma razão para imaginar que fossem filhos de mesmo pai com mães diferentes.

Isso se da pelo fato de que o site http://www.sfreinobreza.com/ tinha publicado anteriormente, no resumo da genealogia do bispo D. Manoel Nunes Coelho, que o Francisco Marçal seria filho do Policarpo e Genoveva de Magalhães. Mas nao apresenta as fontes.

No mesmo site havia o engano de identificar `a terceiravo Eugenia Maria da Cruz como filha de Joao Coelho de Magalhães e Maria Luiza. Maria Luiza do Espirito Santo era a mãe dela, porem, o pai foi o Jose Coelho de Magalhães, mais conhecido por Jose Coelho da Rocha, um dos fundadores de Guanhaes.

Eh possível que os dados tenham sido retirados do casamento de Eugenia e Francisco Marçal, quando a esposa do Policarpo, Isidora Francisca, ja havia falecido, e quem deveria estar presente seria a filha, Genoveva.

O Jose Coelho da Rocha também era falecido, então, quem deveria estar presente ao casamento, representando o pai, poderia ser o irmão Joao Coelho de Magalhães, que estava vivo ate 1879.

Existem razoes para crer que o uso do sobrenome Magalhães Barbalho somente tem acontecido no Brasil entre a descendência do capitão Francisco Marçal Barbalho e Eugenia Maria da Cruz (Coelho).

* 21/11/1852 – pag 275

Felisberto filho de Policarpo Jose Barbalho e Anna Catharina das Merces

Nao temos ideia de quem seria esse Policarpo. Poderia ser o nosso quartavo, pois, estaria vivo e viuvo. Mas poderia ser um filho, sobrinho ou neto.

Encontram-se os registros seguintes nos Livros de Batizados de Itabira:

* 07/10/1832 – pag 73

Maria, filha de Manuel Alves da Rocha e Anna Joaquina das Chagas
padrinhos: Polycarpo Jose Barbalho e Lucinda Francisca Barbalho

Ha a possibilidade de Anna Joaquina ter sido irma do Polycarpo e Lucinda Francisca deve ter sido a filha dele.

* 10/03/1833 – pag 77

Maria filha de Joam de Mello e Emiliana Barbalho

* 17/03/1833 – pag 77v

Margarida filha Jose de Malhaes Barbalho e Maria Germana.

Possivelmente o pai sera o Jose de Magalhaes Barbalho cujo sobrenome sofreu uma abreviação, muito provavelmente em função do custo da tinta `a época.

* 29/05/1833 – pag 79v

Juvenato filho de Modesto Joze Barbalho e Rita da Rocha

* 25/01/1845 – pag 1 (nasc. 02.01.1845)

Silvina filha de Modesto Jose Barbalho e Rita Maria da Rocha

* 11/04/1845 – pag 106 – (nasc. 24.02.1848)

Pedro filho de Modesto Jose Barbalho e Rita Pessoa
padrinhos: Joaquim Cassimiro Lage e Delfina Rosa

* 19/12/1851 – pag 258 – (nasc. 05.09.1851)

Donata filha de Modesto Jose Barbalho e Rita Maria da Roxa
padrinho Cyrino Jose Barbalho

* 22/11/1834 – pag. 99 (?)
Modesto Jose Barbalho e Rita Maria de Jesus

* 21/04/1851 – pag 227v (nasc. 06.04.1851)

Emerenciana filha de Manoel Xavier Nunes e Rita Valentina Coelho
padrinhos: Modesto Jose Barbalho Junior e Rita da Rocha Barbalho

Nota-se aqui o apadrinhamento da afilhada Donata pelo irmão dela Cyrino. Ele foi Juiz de Paz em Pecanha, em 1875, e la construiu familia. No ultimo se registra a presença do Modesto Junior. Outro que não temos o registro de batismo.

* 23/03/1828 – pag 40v

Jose filho de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo
padrinhos: Jose Luis Rodrigues de Moura e Maria Joaquina da Silva (Maia)
os padrinhos foram tetravós do amigo Mauro Andrade Moura

* ? ?

Humiliana filha de Victorino Jose Barbalho e Maria do Carmo

Registros no Familysearch:

* 31/12/1818

Maria filha de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo de Macedo

* 10/08/1823

Anna filha de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo

Retornando `as notas dos Livros de Batismos de Itabira

* 15/11/1840 – (nasc. 30.10.1840)

Querino filho de Joaquim Jose Barbalho e Anna Coelho de Jesus

* 28/11/1840 – pag 183v – (nac. 30.08.1840)

Sebastianna filha de Joaquina Maria Ribeiro e Francisco Rodrigues Barbalho

Obs.: Eh possível que o Rodrigues Barbalho proceda de um ramo da família que se estabeleceu em Mariana, descendente de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira, os quais foram pais de Thereza de (Aguiar) de Oliveira, que se casou com Jose Rodrigues, filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle.

O casal Jose e Thereza foi pai de:

1. Liandro Jose Barbalho – V. Barbalho (27.10.1753), filha de Dionisio Barbalho Bezerra

2. Januário Jose Barbalho – Dionisia Coelho da Silva (26.01.1758), filha de Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu.

* 14/08/1841 – pag 204

Justina filha de Candido Jose Barbalho e Maria de Jesus

* 13/04/1845 – pag 5v

Maria filha de Candido Jose Barbalho e Maria Antonia
padrinhos: Joao Martins da Costa e Anna Roiz Malta

* 28/08/1842 – pag 242v

Emilia filha de Sincero Jose Barbalho e Jesuina Maria de Andrade

* 17/04/1843 – pag 261v

Maria filha de Joaquim Barbalho e Maria Carlota

* 05/04/1845 – pag 4

Jose filho Manoel Lino Coelho e Anna Prisca
padrinhos Francisco Jose Barbalho e L. Francisca

Supõe-se que o L. refira-se a Lucinda. Francisco Jose Barbalho aparece como eleitor na lista de Itabira do ano de 1875. Eh possível que tenha sido também filho do sr. Modesto Jose Barbalho mas esta sem o registro. E, talvez, tenha sido cunhado da Lucinda Francisca.

* 15/07/1845 – pag 10

Marianno filho de Jose Maxado e Anna Barbalho

Interessante aqui e verificar-se que, supostamente, descenderíamos de Maria Machado e Joao Pimenta de Carvalho (um descendente do capitão-mor de mesmo nome). Então ha a possibilidade de as duas famílias ja estarem juntas desde o século XVII, no Rio de Janeiro.

* 24/06/1849 – pag 229 – (nasc. 20.07.1849)

Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhães Barbalho
padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

Ha a possibilidade tanto de a Joaquina quanto a Quintina Barbalho serem filhas do Policarpo Jose Barbalho mas não temos seus registros. E caso o Francisco tenha sido marido da Quintina, constatar-se-ia a relação de cunhado dos irmãos dela.

* 08/09/1851 – pag 229 – (nasc. 20/07/1851)

Rita filha de Germano do Carmo e Joaquina Barbalho
padrinhos: Jose Maxado Ribeiro e Anna Joaquina Barbalho

* 12/09/1846 – pag 38v – (nasc. 03.08.1846)

Maria filha de Germano Hermenegildo Pereira e Joaquina Barbalho

O quase certo eh que o Germano seja o mesmo, apesar dos nomes diferentes. Muitas vezes os apontamentos somente eram feitos muito depois da cerimonia e os escrivães usavam suas próprias memórias e seus conhecimentos para faze-los.

E as pessoas tinham nomes diferentes junto `a Igreja, ao jurídico, alem de pseudónimos. E não havia a preocupação em unifica-los, pois, todos se conheciam e sabiam da existência de todos. Exceto em casos como o avo Cista era conhecido por esse apelido e poucos sabiam que o nome próprio era Trajano.

VOLTANDO AO FAMILYSEARCH

* 29/09/1812

Michaela filha de Genoveva Nunes Ferreira

Esse foi o primeiro dos apontamentos complicadores de nossa genealogia, pois, os documentos não esclarecem exatamente quem realmente são os pais.

Desde que nossa quintavo Genoveva houvesse nascido em torno de 1770 ela poderia muito bem ter sido mãe da Isadora em torno de 1790. Esta teria casado em 1808 por volta de 18 anos.

Em 28.01 Genoveva teria sido novamente avo e em 29.09 tornar-se-ia mãe novamente aos 42 anos de idade.

Mas também haveria a possibilidade de a Genoveva mãe da Michaela ter sido filha da Genoveva avo. Alem disso, poderia ser apenas uma parente dando a luz `a Michaela. Infelizmente não da para saber por esses dados.

07/10/1832 – pág. 73
Maria filha de Manuel Alves Rodis e Anna Joaquina das Chagas
por padrinhos Polycarpo Jozé Barbalho e Lucinda Francisca de Magalhães

Nao havia percebido antes que o assentamento estava em duplicata e o nome do pai da criança estava ligeiramente alterado.

17/03/1838 – pág. 77 v
Margarida filha de Jozé de Malhaes Barbalho e Maria Germana
por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Genoveva Nunes Ferreira

Aqui se repete para demonstrar a confusão ja que torna-se inapropriado afirmar-se que a madrinha seja nossa ancestral e quase comprova não ser ela.

Se nossa ancestral foi mãe da Isidora Francisca aos 14 anos e esta se casou também aos 14 anos de idade, a ancestral estaria com pelo menos 58 anos de idade.

O mais provavel eh que estivesse entre 68 e 78, idade pouco provável que tenha atingido `aquela época. E se tivesse atingindo seria pouco provável que fosse madrinha, pois, os padrinhos eram escolhidos para tornar-se segundos pais. Ja que a vida era muito curta, na falta dos pais os padrinhos assumiam as responsabilidades.

II. FAMILIA NUNES FIGUEIRAS

Alguns dados que pesquisei das famílias em Itabira ou aquelas que estão identificadas como de Santo Antonio de Santa Barbara no site Familysearch não esclareceram muito mas resolvi anota-las pois no futuro se encaixarão como membros da família. Segue então:

A) Leandro Nunes Filgueiras – Luiza Marcelina da Rocha, pais de:

1. Gertrudes, bat. 28.09.1806
2. Manoel I, nasc. 23.11.1809 e bat. 29.11.1809
3. Manoel II, bat. 11.05.1811
4. Genoveva Nunes Filgueiras, bat. 25.07.1813
5. Firmiana, bat. 19.12.1814
6. Lucia, bat. 07.04.1816
7. Luiza, bat. 16.10.1816

Aqui fica a duvida quanto esse ramo da família ter algum vinculo familiar através de nossa ancestral Genoveva Nunes. Como ha duvida quanto ao sobrenome dela ter sido Ferreira ou Filgueiras, ela poderia ter sido mãe também do Leandro. Mesmo que ela fosse Ferreira, o pai de Leandro poderia ser Filgueiras.

B) Francisca Nunes Filgueiras – Manoel Gonçalves Ferreira, pais de:

1. Maria, bat. 02.07.1806
2. Thome, nasc. 23.08.1807 e bat. 12.09.1807
3. Francisca I, bat. 24.07.1809
4. Manoel, bat. 02.05.1811
5. Izabel, bat. 07.11.1812
6. Francisca II, bat. 03.05.1814
7. Candida, bat. 15.10.1815
8. Umiliana, bat. 03.08.1818
9. Rita Gonçalves Ferreira, bat. 19.03.1823

III. FAMILIAS COELHO

1. FAMILIA COELHO VIEIRA

A. Antonio Coelho Vieira – Maria Victoria, pais de:

1. Manoel Coelho Vieira – (07.04.1823) – *Mariana Josepha da Conceicao
2. Antonio Coelho Vieira – (07.04.1823) – *Thereza Maria de Jesus
3. (hipotese) Jose Coelho Vieira — Anna Joaquina da Conceicao

1* Mariana Josefa da Conceicao foi filha de Thome Ferreira da Costa e Josefa Maria da Conceicao.

2* Tereza Maria de Jesus era irma de Maria Josefa.

B. Joaquim Coelho vieira — Catharina Mendes, pais de:

1. Joaquim Coelho Vieira —
nasc. 19.05.1809 bat. 04.06.1809

2. Thome Coelho Vieira — (hipotese) Maria Clara de Jesus
nasc. 13.06.1811

C. Thome Ferreira da Costa – (31.01.1799) – Josefa Maria da Conceicao
filho de: Thome da Costa e Rosa Ferreira da Silva
filha de: Thome …. Vieira – Isabel Dias da Silva

A.1. Manoel Coelho Vieira – Marianna Josepha da Conceicao, pais de:

1. Joanna (27.07.1844) – pag 294v
2. Joaquim (09.08.1846) – pag 50v

A.2. Antonio Coelho Vieira – Thereza Maria de Jesus, pais de:

1. Antonio (24.10 + 22.09.1844) – pag 302v

B.1. Thome Coelho Vieira — Maria Clara de Jesus, pais de:

1. Joaquim (20.02.1842) – pag 252
2. Marianna (08.05.1846) – pag 50
3. Anna (28.07 + 06.07.1847) – pag 78
4. Emilia (12.08.1850) – pag 183v
5. Joao (26.05.1852) – pag 253

Temos apenas suspeita de que a dona Maria Clara de Jesus tenha sido filha de Clara Maria de Jesus, filha do alferes de milicias Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues Rocha, nossos quintavos.

(?) Juliao Coelho Vieira — Maria Marques, pais de:

1. Jose (22.11.1847) – pag 87

Aqui ha que verificar-se a pista que nos leva a crer que os Coelho que imigraram para o Brasil `a epoca do Ciclo do Ouro eram basicamente do ramo que permaneceu na antiga Provincia do Entre-Douro e Minho. Notadamente ao que se refere aos atuais Distritos de Porto, Viana do Castelo, Braga e partes de Vila Real, Viseu e Aveiro.

O sobrenome Coelho Vieira sugere a ascendencia nos senhorios de Felgueiras e Vieira o que infere que esses Coelho tenham partido da região de Vieira.

Outra evidencia eh a presença dos Pinto Coelho da Cunha, a principio, em Sao Joao do Morro Grande, atual Barão de Cocais.

Do livro: “OS PINTO COELHO DA CUNHA” de Wendel Albert Oliveira Pereira, pag. 06, Introdução, temos:

“Ja Goncalo Coelho da Silva 6o. senhor de Felgueiras, neto de Goncalo Coelho por seu filho Aires Coelho, 5o. senhor de Felgueiras faleceu na segunda e desastrosa expedição de Alcácer Quibir em 4 de agosto de 1578, onde faleceram tres geracoes dos Coelho, avo, filho e neto: Goncalo Coelho da Silva, seu filho Aires Coelho, 7o. senhor de Felgueiras e Francisco Coelho o primogenito deste.

O ja citado Francisco Pinto da Cunha instituiu os morgados de Ratcaes e Simaes com a obrigação dos herdeiros usarem dai em diante os apelidos de Pinto Coelho, seu filho primogenito, descendente e herdeiro dos senhorios de Felgueiras e Vieira, Antonio Pinto Coelho foi o 9o. senhor de Vieira e Felgueiras, e foi o patriarca desta familia da qual descendem os Pinto Coelho Pereira da Silva, os Pinto Coelho e os Pinto Coelho da Cunha, alem de outras familias.

Em 1640, nasceu Francisco Pinto Coelho filho do 9o. senhor de Vieira e Felgueiras Antonio Pinto Coelho, e de D. Francisca de Ataide.

Na segunda metade do século XVII, nasceu Antonio Caetano Pinto Coelho, filho de Francisco Pinto Coelho e de sua esposa D. Francisca Maria da Silva Castro – filha de D. Pedro Taveira de Sottomayor Muito nobre, 4o. neto de D. Pedro Alvarez de Sotomayor, 1o. conde de Caminha. (Titulo este criado por D. Afonso V, rei de Portugal por carta de 05-07-1476) e visconde de Tui.

Antonio Caetano Pinto Coelho, por volta de 1717 emigrou para o Brasil, onde se tornou Patriarca desta Familia no Brasil…”

Observe-se que a genealogia do Projeto Compartilhar, no endereço: http://www.projetocompartilhar.org/Familia/PintoCoelhodaCunha.htm, inicia-se exatamente no Antonio Caetano.

Eh possível que essa passagem de uma ideia geral do porque naquela mesma região de Minas Gerais encontrarmos os Pinto Coelho, os Pinto Coelho da Cunha, os Coelho da Silva, os Cunha sem Pinto Coelho, os Andrade e os Ataíde, alem de diversas outras famílias entrelaçadas.

No Familysearch encontrei:

“Bento Coelho — Maria Mendes, pais de:

Anna Coelho
nasc. 14.01.1704 bat. 20.01.1704

Em Sao Martinho, Cedofeita, Porto, Porto, Portugal.”

Eu estava procurando ver se encontrava uma Anna Coelho que foi esposa de Manoel de Sousa Azevedo, que foram pais de Joao de Souza Azevedo, ancestral dos Borges Monteiro na região do Serro, meus ancestrais.

Interessante aqui eh que essa Anna Coelho foi a única que encontrei dessa época. Alem disso ela nasceu na mesma região onde reinavam os Coelho. Mas não encontrei uma sequencia, por exemplo, o possível casamento dela.

Coincide, porem, que talvez tenhamos um Bento Rodrigues Coelho que foi pai do Domingos Rodrigues de Queiroz, que recebeu carta de brasão em 02.08.1773. Bento era neto de Jacinto de Queiroz e D. Maria Coelho.

O Domingos nasceu em Mariana, o que deve ter acontecido por volta da mesma época em que os Pinto Coelho da Cunha chegaram a Minas Gerais.

Se acaso comprovarmos mesmo que somos descendentes do Manuel Rodrigues Coelho e este tiver sido irmão do Bento, teremos a possibilidade de sermos descendentes do entroncamento de Coelho com Coelho e todos da mesma ninhada.

2. FAMILIA NUNES COELHO

A. Thomas Nunes Filgueiras — Anna Coelho, pais de:

1. Manoel Nunes Coelho – (27.08.1804) – Valeriana Rosa Goncalves, filha de: Joao Alvares e Maria Goncalves.

MANOEL e VALERIANA foram pais de:

1. Antonio Nunes Coelho
bat. 09.11.1806

2. Agostinho Nunes Coelho – Thereza Fernandes Madeira
nasc. 11.01 e bat. 18.01.1808

3. Joao Nunes Coelho
bat. 15.02.1812

4. Anna Nunes Coelho
bat. 10.05.1814

5. Maria Nunes Coelho
bat. 23.06.1816

6. Manoel Nunes Coelho
bat. 02.11.1818

A.1.2. Agostinho Nunes Coelho — Thereza Fernandes Madeira, pais de:

1. Edovirgem
nasc. 17.10.1840 bat. 16.02.1841

2. Julio
bat. 01.09.1844 – pag 297

3. Ignes
bat. 19.10.1850 – pag 186

Em duvida quanto a ser a mesma pessoa ou outra com o mesmo nome:

(?) Manoel Nunes Coelho — Prudencia Candida de Jesus (Gomes), pais de:

1. Anna Nunez Coelho
bat. 05.04.1819

2. Maria Nunes Coelho I
bat. 06.05.1823

3. Maria Nunes Coelho II
nasc. 02.12.1830 bat. 12.12.1830

4. Manoela Nunes Coelho
bat. 09.05.1833

Os dois primeiros nascimentos eh que são novos para mim e que confundem o que sabíamos. Aqui se observa algo que parece tirar a duvida quanto um e outro Manoel Nunes Coelho ser duas ou a mesma pessoa.

O Manoel, filho de dona Valeriana, nasceu poucos meses antes de Anna, filha de dona Prudencia. O que dificulta a possibilidade de os pais serem a mesma pessoa. Possibilidade difícil, porem, não impossível. Dai o restar de um pouco de duvida.

Ate onde nos foi dito, o pai do nosso ancestral Eusebio Nunes Coelho chamava-se Manoel Nunes Coelho. O que julgo eh que tera sido o mesmo ou um dos dois.

Em nosso lado familiar temos a presença do nome Prudêncio Nunes Coelho sendo o primeiro, filho do Clemente Nunes Coelho filho do Eusebio, que devera ter nascido por volta de 1830.

Agora isso faz-me pensar que seria, então, em homenagem `a Prudência, esposa do bisavô da criança.

A possibilidade de o Manoel Nunes Coelho ja estar em relacionamento com a Prudência mesmo antes do falecimento de dona Valeriana, ja que o divorcio era expressamente proibido nos países católicos, não eh pequena.

Talvez no passado intermediario, correspondente ao período vitoriano do Império Britânico e um pouco mais alem, enquanto a Igreja Católica ditava as regras sociais no Brasil, essas relações eram consideradas escandalosas.

Em períodos anteriores, porem, isso era considerado um “normal diferente”. Haja vista que desde o período inicial da colonização brasileira reclamavam os ultra conservadores da liberalidade na qual viviam os senhores portugueses no Brasil. Muitos tinham diversas mulheres mesmo sem as bençãos da Igreja. Os senhores de escravos coabitavam com as escravas na senzala.

O polígamo mais conhecido da Historia Brasileira foi Jeronymo de Albuquerque. De tantos filhos que teve em diversos relacionamentos simultâneos foi apelidado de o Adão de Pernambuco.

No Centro-Sul do Brasil temos o exemplo do Joao Ramalho. Casado em Portugal, naufragou e viveu entre os indios. A filha do Cacique Tibiriçá, Bartira, apaixonou-se por ele e assim formaram o primeiro par nativo/europeu conhecido no pais. Ela depois foi batizada com o nome de Isabel Dias.

Mas os costumes indigenas previam que as pessoas de destaque tinham o poder de passar algo especial aos filhos. O que levou outros caciques a oferecer filhas e assim formar alianças que fortalecessem suas respeitabilidades junto as tribos que guiavam.

Segundo o que esta escrito na Wikipedia: “porém João teve filhos também com numerosíssimas índias…” Joao Ramalho aceitou sua função de reprodutor e atualmente deve ter milhões de descendentes junto `a população brasileira e estrangeira.

Por essa razão, e sem documentos comprovando uma coisa ou outra, não tenho como afirmar ainda quantos Manoel Nunes Coelho tivemos na mesma, então, pequena Itabira.

Caso o Manoel Nunes Coelho seja o mesmo nas 3 instancias em que tornou-se pai, 3 mulheres diferentes, a Maria Nunes Coelho que aparece nos dados de senhores de escravos em 1875, em Pecanha, devera ser a que nasceu em 1830 e ela deve ter herdado o nome devido ao falecimento de duas de suas irmãs, com o mesmo nome de batismo.

(?) Egidio Nunes Coelho — Benicia Guilhermina de Jesus (ou do Espirito Santo), pais de:

1. Clara
nasc. 15.07.1857 bat. 27.09.1857

2. Maria
nasc. 11.07.1859 bat. 23.07.1859

3. Antonia
bat. 09.07.1861

4. Antonio
nasc. 09.08.1863 bat. 08.09.1863

5. Vicente
nasc. 19.07.1866 bat. 08.09.1866

6. Antonio II
nasc. 17.07.1868 bat. 02.08.1868

Atualmente temos outro Egidio Nunes Coelho na família. Ele reside em Santa Efigenia de Minas. Porem, tenho o rastreamento de ancestrais paternos dele sem que passe por esse Egidio como ancestral. Porem, pode ser um indicativo que o nome ja fosse comum na família.

(?) Dito foi que Manoel Nunes Coelho foi pai de Eusebio Nunes Coelho que, possivelmente, devera ter nascido por volta de 1780. Em torno de 1804 ja se encontrava casado com Anna Pinto de Jesus. Esse Eusebio foi nosso ancestral.

(?) EUSEBIO NUNES COELHO — ANNA PINTO DE JESUS, foram pais de:

1. cap. Francisco Nunes Coelho (+ – 1805) — Maria Augusta Cesarina de Carvalho
2. Clemente Nunes Coelho (+ – 1806)
3. Bento Nunes Coelho
4. Manoel Nunes Coelho
nasc. 03.01.1811 bat. 10.01.1811 (fonte Familysearch)
5. Joaquim Nunes Coelho (1814) — Francisca Eufrasia de Assis (Coelho)
6. Antonio Nunes Coelho (1829)

1. O capitão Francisco foi importante politico e vereador do Serro, com grande atuação nas emancipações dos municípios de Guanhaes e Pecanha.

2. Clemente Nunes Coelho foi pai de pelo menos Prudencio, Antonio e Maria Honoria Nunes Coelho. Esta filha foi esposa do tenente Joao Batista Coelho, um dos fundadores de Virginópolis.

3. Bento Nunes Coelho e Clemente aparecem como referencia na divisão territorial entre Guanhaes e Sabinopolis. As fazendas deles, `a altura do Ribeirão da Lagoa, tornaram-se a referencia, em 9 de setembro de 1879. Nao ha certeza de que o Clemente mencionado seja o irmão do Bento ou algum Clemente filho do primeiro.

4. Nao temos noticias do que o Manoel se tornou.

5. O tenente Joaquim Nunes Coelho casou-se com Francisca, filha dos fundadores de Guanhaes, Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Ele foi um dos fundadores de Virginópolis.

6. Antonio Nunes Coelho aparece como 3o. suplente de subdelegado de Pecanha em 1875. Ele ja fazia parte da administracao do freguesia desde pelo menos 1871.

continuando o livro de batismos de Itabira

06/03/1847 – pag 62

Rita filha de Joao Martinho Ferreira e Francisca Nunes Coelho
padrinhos: Fernando Antonio Drummond e Theresa Miquelina da Silveira

Nao tenho ideia de quem Francisca seja

3. FAMILIA COELHO DE MAGALHAES OU RODRIGUES COELHO

Giuseppe Nicatisi da Rocha — Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, pais de:

1. Eugenia Rodrigues da Rocha – 1799 – alferes de milicias, Jose Coelho de Magalhães, pais de:

1. Jose Coelho de Magalhães Filho – 1808 – Luiza Maria do Espirito Santo
nasc. 1782 fal. 1844

2. Joao Coelho de Magalhães – 1804 – Bebiana Lourença de Araujo
nasc. 1785 fal. 1879

3. Antonio Rodrigues Coelho – solteiro

4. Felix Coelho da Trindade ou Felix Coelho de Magalhães (?)

5. Clara Maria de Jesus (?)

Apenas suspeito que Clara Maria de Jesus ou talvez o Felix Coelho da Trindade tenham se casado e um deles tera sido progenitor da Maria Clara de Jesus, esposa do Thome Coelho Vieira que aparecem diversas vezes nos livros de batismos de Itabira.

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10. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO

INDICE

01. INTRODUCAO
02. LIVRO DE BATIZADOS DE FERROS – 1833 a 1854
03. ALGUNS DADOS TRANSCRITOS DO SITE FAMILYSEARCH
04. OUTROS DOCUMENTOS
05. PEQUENAS NOTAS ENCONTRADAS AO LONGO DAS PESQUISAS
06. MINHAS CONCLUSÕES
07. OUTROS ANCESTRAIS DOS BARBALHO

01. INTRODUCAO

Apenas rapidamente. De repente choveu dados sobre a minha mesa. Assim, resolvi reuni-los todos numa mesma conversa, embora, nem tudo esteja estritamente na mesma linha de pensamento.

Encontrei evidencias ótimas que podem levar-nos a decifrar donde procede a assinatura Coelho de Andrade no trisavô da minha geração: Joaquim Coelho de Andrade, também conhecido pelo apelido de Joaquim Honório. Parece-se que descobrimos simultaneamente os nomes das gerações de pais e avos dele, alem de outros parentes.

Pelos documentos encontrados nao se pode afirmar mas podemos especular com uma boa chance de acertar. E o que indica eh que houve um grupo de famílias estabelecidas em Ferros e Itabira, desde os finais do século XVII,I que darão origem a diversos ramos que mais adiante irão, após dispersar-se pelo território das antigas Guanhaes e Virginópolis, reencontrar-se como família.

Parece-me que a mesma população estabelecida em Ferros devera ter migrado para Dores de Guanhaes e Braúnas e alguns descentes mais recentes se dirigiram para Virginópolis onde estabeleceram famílias e, atualmente, outros reencontraram parentes sem ter a menor ideia de que isso estava acontecendo, ou seja, não era um encontro entre pessoas de famílias diferentes e sim extensões diferentes da mesma família se reencontrando.

Quando o amigo Mauro Andrade Moura enviou-me os batismos de Ferros ele os mandou de acordo com a ordem dos nascimentos. Rearrumei os dados por unidade de família e o conjunto delas para tentar facilitar a compreensão dos estudos. Não copiei todos os dados que recebi. Copiei os que me pareceram ajudar-nos na compreensão imediata.

Quem ler os dados ira notar que alguma escrita difere da atual. Fiz poucas modificações. O que da a impressão foi que os escrivães eram semi-alfabetizados.

Outro detalhe são as confusões que faziam com os sobrenomes e nomes dos indivíduos. Como os dados enviados pelo Mauro são apenas de batismos, pouco da para entender-se dos entrelaces das famílias. A leitura tem que ser um pouco subjetiva.

As situações chegam a ser embaraçosas, pois, ha casos de maridos e esposas trocadas ou, pelo menos, alguém ficou viuvo e casou-se novamente com a viuva do vizinho. Mas não da para afirmar-se nada em alguns casos.

Os enganos devem ter acontecido porque as anotações eram feitas depois das cerimonias passarem. E como os escrivães usavam suas próprias memórias e seus conhecimentos, muitas vezes falhos, talvez tenha dai brotado alguns enganos.

Tirei dados também encontrados no site Familysearch. Nesse caso encontram-se registros de casamentos que tornam algumas situações mais esclarecedoras.

Uma delas sera o encontro dos possíveis avos do trisavô Joaquim. Eles não apareciam no registro dele nem no casamento do pai com a mãe dele. Ali esta apenas que era viuva. Por sorte, ha o registro do primeiro casamento e la estão os nomes dos pais.

Acredito, por esses dados que ainda não nos dão a certeza definitiva, que vamos encontrar na mesma mistura de famílias a origem de pessoas como o nosso tio-avo Joaquim Soares de Oliveira, do tio bisavô Amaro de Souza e Silva, dos Alves Pinto, de alguns Pereira, dos Silveira de Virginópolis, a parentalha da minha esposa e diversos outros ramos que ajudaram a povoar a antiga Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhaes, que inclui atualmente Virginópolis, Divinolandia de Minas, Gonzaga, Santa Efigenia de Minas, Sardoa e Sao Geraldo da Piedade, alem de muita coisa de uma parte muito conhecida de Coroaci e Governador Valadares.

Seque então:

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02. LIVRO DE BATIZADOS DE FERROS – 1833 a 1854

* 10.01.1834
Custodio – Custodio Meireles Coelho e Roza Angelica de Nazareth

* 05/12/1836
Maria – Manoel Meireles Coelho e Julianna Dias de Oliveira
padrinhos: Jose Meireles Coelho e Maria Magdalena d’Oliveira

* 28.01.1841
Manoel – Custodio Meireles Coelho e Rosa Caetano de Nazareth

* 09.02.1841
Rita – Custodio Meireles Coelho e Rosa Augusta de Nazreth

* 31.12.1836
Matilde – Joaquim Meireles Coelho e Joaquina Caetana de Nazareth

* 28.03.1838
Simplicio – Francisco Meireles Coelho e Maria Pereira Alves
padrinhos: Antonio Teixeira de Godoy e Clara Maria da Luz

* 01.10.1843
Edwiges – Francisco Meireles Coelho e Maria Pinta Alves

* 12.04.1834
Antonia – filha exposta de Domingos Coelho da Silva
padrinhos – Marcelino Coelho da Silva e Antonia Maria do Altissimo

* 01.01.1840
Maria – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Souza

* 26.12.1842
Anna – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira da Silva
padrinhos: Joaquim Costa Valgas e Anna Julia da Silveira

* 05.11.1843
Maria – Marcelino Coelho Vieira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus

* 12.02.1844
Rita – Marcelino Coelho da Silveira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Joaquim Nunes M…. e Anna Julia da Silveira

* 26.04.1846
Jose – Marcelino Coelho da Silveira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Germano Alves da Silva e Anna Lourenca

* 07.06.1848
Julia – Marcelino Coelho da Silva e Roza Maria de Jesus

* 20.05.1850
Joaquim – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Jesus

* 16.05.1852
Maria – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Jesus

* 25.12.1838
Maria – Germano da Silva Coelho e Francisca Correia de Jesus
padrinhos: Antonio Izidoro de Andrade e Constancia Maria de Andrade

* 14.01.1839
Pedro – Francisco Coelho da Silva e Luiza Antonia d’Almeida

* 27.08.1844
Joanna – Francisco Coelho da Silva e Luiza de Almeida
padrinhos: Joaquim Affonso de Azevedo e Thereza Moreira Ferreira

* 19.04.1841
Francisca – Francisco Coelho da Silva e Luiza Maria de Almeida
padrinhos: Germano Carlos Marques e Anna Angelica

* 05.01.1843
Joaquim – Francisco Coelho da Silva e Luiza Maria de Almeida
padrinhos: Reginaldo Francisco de Assis e Joaquina Soares de Almeida

* 14.04.1850
Jose – Francisco Coelho da Silva e Luiza de Almeida

* 20.12.1841
Juvencio – Roberto Francisco de Paiva e Maria Coelho da Silva
padrinhos: Antonio Coelho Linhares e Dizidora Coelho da Silva

* 08.05.1845
Francelina – Roberto Francisco de Paiva e Maria Coelho da Silva
padrinhos: Sanches Jose Leao e Catarina Maria de Jesus

*13.08.1847
Julia – Raymundo Baptista Soares e Anna Coelho da Silva
padrinhos: Jose Luis Coelho e Anna Rosa Umbelina

* 15.10.1848
Manoel – Venancio Gomes Pinto e Dezideria Coelho da Silva

* 30.07.1849
Antonio – Venancio Gomes Pinto e Dezideria Coelho da Silva
padrinhos: Antonio Coelho Linhares e Joanna Gomes da Silva

* 17.02.1849
Sebastiao – Porfirio da Silva Coelho e Rosinda Maria dos Santos

* 02.02.1851
Manoel – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos
padrinhos: Francisco Carvalho de Andrade e Thomazia Marianna da Silva

* 07.04.1852
Jose – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos

* 24.07.1853
Germana – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos
padrinhos: Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 13.06.1835
Joaquim – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus

* 09.02.1841
Anna – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Joam Jose Soares e Rita Constancia d’Oliveira

* 09.08.1842
Joao – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Joao Coelho Vieira e Rosa Maria de Jesus

* 13.10.1844
Marianno – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Manoel Jose Soares e Maria Madureira

* 17.01.1847
Anna – Marcelino Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
[obs.: parece-me que o escrivao trocou o nome dos pais aqui]

* 05.06.1853
Francisco – Marcelino Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Manoel Caetano da Cunha e Roza de Andrade

* 27.12.1837
Leonel – Bibiana de Sousa Coelho
padrinhos: Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus

* 03.05.1841
Jose – Bibiana de Souza Coelho
padrinhos: Lino Jose Pereira e Maria Perpetua Roiz

* 31.05.1846
Gil – Bibiana de Souza Coelho

* 30.04.1848
Maria – Bibiana de Souza Coelho
padrinhos: Porfirio de Souza Coelho e Rozinda dos Santos

* 13.06.1835
Sincero – Pedro de Sousa Coelho e Anna Mendes

* 28.07.1836
Jose – Pedro de Souza Coelho e Anna
padrinhos: Joaquim Roiz dos Reis e Barbara de Souza Coelho

* 16.04.1838
Salvelina – Pedro de Souza Coelho e Anna Maria Mendes

* 1839
Salvelino – (natimorto) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Francisco de Souza Coelho

* 31.10.1841
Genoveva – (gemea) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Antonio Ferreira da Costa e Carlota Maria Ferreira

* 31.10.1841
Raymundo – (gemeo) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Joaquim Caetano de Souza e Rita Noberta Pinta

* 11.12.1842
Honorato – Joaquim Caetano de Souza Coelho e Rita Noberta Pinta
padrinhos: Lourenco Jose Botelho e Candida Maria do Nascimento

* 16.03.1845
Jose – Simplicianno de Souza Coelho e Maria Edwiges Pereira
padrinhos: Germano Alves da Silva e Felisbina Maria da Conceicam

* 08.12.1847
Joaquim – Simplicianno de Souza Coelho e Maria Edwiges

* 20.01.1848
Laurianna – Francisco Coelho de Souza e Luiza Coelho de Almeida
padrinhos: Maria Germana de Souza e Marianna Coelho Vieira

* 24.06.1849
Francisco – Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 13.05.1852
Anna – Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 06.01.1843
Francisco – Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges
padrinhos: Francisco Caetano da Silva e Umbelina Maria da Silva

* 14.09.1839
Guilhermina – Joaquim da Costa Coelho Linhares e Maria Jose da Silva
padrinhos: Manoel Dias Duarte e Claudina Candida de Jesus

* 01.01.1843
Anna – Zacarias Coelho Linhares e Maria Joaquina da Silva
padrinhos: Simao Affonso de Azevedo e Maria Thencia da Silva

* 08.12.1854
Joaquim – Roberto Francisco de Paiva e Thereza Coelho Linhares

* 26.09.1833
Joaquim – Honorio Coelho da Silva e Simplizanna Rosa de A…..

* 18.02.1838
Antonio – Honorio Coelho Linhares e Simplicianna Roza de Andrade
padrinhos: Alexandre Fonseca de Souza e Izabel de Azevedo e Silva

[PARA AMPLIAR AS EVIDENCIAS, COPIEI OS DOIS BATIZADOS SEGUINTES DO FAMILYSEARCH

* 13.12.1809
Maria – Justiniano da Silva e Maria Freire de Oliveira

* 05.02.1817
Maria – filha de Anna Freire de Oliveira]

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03. ALGUNS DADOS TRANSCRITOS DO SITE FAMILYSEARCH

1o.) Honório Coelho Linhares, c. em 12.01.1822 c. Simplicianna Roza de Andrade
filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva
Simplicianna era viuva de Joao de “Soisa” e Silva (nao apresenta os nomes paternos)

2o.) Joaquim Coelho Linhares, c. em 09.12.1778 c. Anna Maria de Jesus
Ela era nascida em Espirito Santo, Ilha 3a., Angra, Acores, Portugal
Ele filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Antonio Coelho de Linhares e Ignacia Francisca de Jesus

3o.) Joao Coelho Linhares c. em 09.09.1783 c. Antonia Maria de “Soisa” e Silva
Joao era nascido em Angra também.
Ele filho de Antonio Coelho de Linhares e Iganacia Francisca de Jesus
Ela filha de Joao da Silva e “Soisa” e Teresa Maria de Azevedo

4o.) Firmino Coelho Linhares c. em 06.09.1815 c. Anna Maria Joaquina da Conceição
Firmino nasceu em Conceição do Mato Dentro
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Francisco da Silva e Anna Maria

5o.) Antonio Coelho Linhares c. em 08.08.1819 c. Maria Emerenciana Conceição Jacome
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Joao Coelho Jacome e Joaquina Maria da Conceição

6o.) Manoel Coelho Linhares c. em 30.08.1843 c. Joanna Rodrigues de Almeida
Ele filho de Antonio Coelho Linhares e Sebastiana Maria da Conceição
Ela filha de Joao Rodrigues de Almeida e Eugenia Rodrigues da Fonseca

7o.) Domingos Coelho c. em 24.05.1808 c. Florinda Rodrigues dos Santos
Ele filho de Domingos Coelho de Linhares e Antonia da C. Soares
Ela filha de Jose Rodrigues dos Santos e Quitéria Maria Rodrigues

8o.) Domingos Barboza da Silva c. em 16.05.1805 c. Maria Luiza de Jesus
Ele filho de Antonio da Silva Ferreira e Anna Maria Barboza
Ela filha de Joao Coelho Linhares e Antonia Maria de “Soisa” e Silva

9o.) Joao Policarpo Coelho c. em 06.02.1804 c. Maria Luiza de Jesus
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria de Jesus
Ela filha de:…..

10o.) Lourenço Coelho Linhares c. c. Maria de Jesus, foram pais de:
1. Anna nascida em 01.10.1748 em Sao Caetano, Mons. Horta, MG.

11o.) Manoel Coelho Linhares c. c. Rita Maria do Espirito Santo, foram pais de:
1. Joao nascido em 03.04.1804 em Sao Caetano, Mons. Horta, MG.

12o.) Manoel Gonçalves de Oliveira c. em 07.02.1804 c. Izabel Maria dos Anjos
Ele filho de Soterio Gonçalves Couto e Maria Angelica da Assunção
Ela filha de Joao Coelho Linhares e Antonia Maria de “Soiza”

13o.) Maria Vieira da Silva c. c. Manoel Fernandes Machado, foram pais de:
1. Joanna nascida em 01.12.1764, em Nossa Senhora da Assunção, Mariana, MG.

14o.) Joao de Sousa e Silva c. em 22.07.1812 com Simpliciana Roza de Andrade
Ele filho de Alexandro da Fonseca e Sousa e Anna Joaquina da Silva
Ela filha de Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira

Joao de Sousa e Simpliciana Roza foram pais de, pelo menos:
1. Maria nascida em 13.11.1814

Todos os documentos dessa segunda parte estão identificados como procedentes de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA. No site, quando coloca-se essa identificação, normalmente refere-se `a Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara. Assim eram chamados os lugares `a época.

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04. OUTROS DOCUMENTOS

A) Registro de casamentos de meus sogros:

Divino Luiz de Andrade c. c. Geralda Francisca de Jesus
Ele filho de:
Sebastião Luiz de Andrade e Maria Vieira de Carvalho
Neto paterno de:
Joaquim Soares de Andrade e Anna de Araujo e Silva
Neto materno de:
Manoel dos Reis de Carvalho e Maria Vieira de Araujo

Ela filha de:
Francisco Martins de Sousa e Maria Florinda de Jesus
Neta materna de:
Pedro Basilio da Fonseca e Olivia Florinda de Jesus

nota: minha sogra foi criada separada dos familiares paternos e não soube informar quem foram os avos dela. E eles também não estavam na certidão.

B) MAIS REGISTROS DO FAMILYSEARCH

I) Manoel dos Reis de Carvalho c. c. Joana Roza das Dores (Gonçalves, no II registro) e foram pais de:

1. Balduino – bat. 21.11.1814
2. Manoel – bat.16.02.1822

Penso na possibilidade de o filho Manoel ter sido o avo materno do meu sogro.

II) Modesto dos Reis de Carvalho c. em 27.02.1827 c. Lucinda Roza de Jesus

Nada consta a mais.

III.) Manoel de Araujo e Silva c. c. Lucinda Roza de Jesus, e foram pais de:

1. Anna “de Araujo e Silva”, batizada em 1816

Penso na possibilidade de essa Anna ter sido mãe da Anna avo do meu sogro.

Os documentos acima também são identificados como de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA.

IV.) Francisco Martins de Sousa c. c. Balbina G. D’Aguiar, e foram pais de:

1. Apprigio, bat. em 13.11.1887

Esse documento aparece como de SANTA CATARINA, NATERCIA, MG.

CASAMENTOS DE SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA

V.) Simpliciano de Souza Coelho c. em 08.08.1835 c. Maria Eduviges de Jesus

VI.) Germano Jose da Silva c. em 13.01.1825 c. Felisbina Maria do Espirito Santo
filho de: Luiz Alvares da Silva e Anna Maria de Mendonça
filha de Caethano de Souza Coelho e Joaquina

VII.) Candida de Oliveira c. em 1815 c. ?
filha de Manoel Jose de Oliveira e Maria Roza da Conceição

MAIS UM BATIZADO:

24.10.2869
Fortunata, filha de Dionizio de Sousa Coelho e Izabel de Moura
realizado na Igreja de Sao Joaquim, Porteirinha, MG. (Esse talvez sera de maior interesse para o amigo Mauro Moura.)

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05. PEQUENAS NOTAS ENCONTRADAS AO LONGO DAS PESQUISAS

01.) Fundadores de Sao Joao Evangelista

“ANTONIO COELHO LINHARES

Fazendeiro, casado, eleitor em 1871, com a idade de 45 anos, nascido em 1826. Entrelaçado com a família de IIDEFENSO DA ROCHA FREITAS, tendo deixado vários descendentes.”

Nota retirada do livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, I edição, 1966, de autoria do professor Dermeval Jose Pimenta. pag. 87.

A nota parece contradizer o proprio autor, ou melhor, contradiz uma suposição dele. O capitão Ildefonso e outro morador chamado Nicolau Jose de Oliveira, que deve ter sido natural do Norte de Minas Gerais, deverão ter sido os primeiros residentes europeus do local. O capitão havia comprado as terras aos indígenas.

Ildefonso era casado com dona Maria Coelho da Silveira. E a suposição era a de que o casal fosse portugues. Ele pode nao estar enganado, pois, eles poderiam pertencer a uma nova leva de migrantes.

Sempre foi assim. Um parente que fosse na frente, e encontrasse recompensa, logo incentivaria outros parentes em dificuldades, em sua região de origem, para se juntarem a ele.

Mas o nome Antonio Coelho Linhares aparece em pessoas ja assentadas anteriormente, sendo que o anterior casou-se em 1819, em Itabira, sendo filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira.

O mais provável eh que o Antonio morador de Sao Joao Evangelista fosse primo da esposa do capitão Ildefonso. E, como mandava o padrão de época, estava entrelaçado na família.

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Observe-se mais essas notas e comentarios:

“Caríssimo Valquirio.

Não tenho dúvidas a respeito do nosso parentesco com o JK. Primeiro porque quando estive em Diamantina e vi a fotografia dela, na árvore genealógica da família do ex-presidente, a confundi com a Tia Mercês, dada a semelhança. Segundo porque o nariz dela é carimbo perfeito. E, terceiro, porque o próprio JK, em seu livro de memórias, fazia referências aos “primos de Virginópolis”. Aliás, se vc. assistir à minissérie que passou na Globo, verá que também nela se faz referência a parentes de VGP, conhecidos de todos.
Abraços.
Carlúcio.”

O Carlucio Rodrigues Campos Coelho eh primo, nascido em Guanhaes, porem de Virginópolis porque foi `aquela cidade somente para nascer. Eh também um fa incondicional do ex-presidente. Tia Mercês foi irma da mãe dele e de minha mãe.

Agora observe esse pequeno trecho do livro: “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”, do professor Nelson Coelho de Senna:

“Do consorcio dos meus bisavós maternos Capitão Joao Coelho de Magalhães e Dona Bebiana Lourenca de Araujo provieram os seis filhos seguintes:

1o. – Joao Coelho de Araujo (nascido no Arraial do Morro do Pilar e casado em Diamantina com Dona Anna Rocha e ali residiu, no Beco do Coqueiro, falecendo na mesma cidade Diamantinense, onde deixou numerosa descendencia, os Coelhos de Araujo, mineradores de lavras diamantinenses, na Itaipaba, Sao Joao da Chapada e Jequitahy);

2o. – Joaquim Coelho de Araujo (também como o precedente nascido em Morro do Pilar e casado em Diamantina com Dona Maria Coelho de Souza, ali morrendo com grande descendência, havendo se dedicado ao comercio e `a mineração de diamantes);

3o.- Cassiano Coelho de Araujo (que foi de Sao Miguel de Guanhaes, como seus precedentes irmaos, para Diamantina, antigo Arraial do Tejuco, e la se casou com Dona Joaquina Simpliciana, indo viver nas lavras de Itaipaba, onde morreu, deixando descendentes)”

As outras tres foram as filhas:

4a. – D. Euphrasia Coelho de Araujo c.c. Jose Queiroz

5a. – D. Emilia Brasilina Coelho da Rocha c.c. Jose Coelho da Rocha Ribeiro (esses foram os avos do professor Nelson e Jose era primo de Emilia Brasilina).

6a. – D. Maria Eugenia Coelho (Mana), “(a qual não teve filhos de seus dois consórcios)” casou duas vezes: com Duarte Bastos de Carvalho e depois com o tenente Jose Felicio Leao.

As mulheres nao se mudaram de Guanhaes e nenhuma delas teve filha com o nome de Joaquina.

Por fim, ja contei que encontrei um “certificado de enterro”, em Virginópolis, quando estive la, no principio do presente ano de 2016, ate daqui a umas poucas horas, para o sepultamento de minha mãe, que faleceu aos 90 anos de idade. E nele estava escrito:

“Certifico que no livro de óbito No. 03, F 94, R 1146 encontra-se o registro seguinte: Aos 03 de Agosto de 1916, foi sepultado no cemitério paroquial o cadaver de Joaquina Coelho de Andrade, falecida com noventa anos de idade, viuva de Cassiano Coelho.

Frei Felix Natalicio de Aguiar.

Obs.: Extraído dia 22/01/2015, para fins de Documento.”

A secretaria da Igreja, Jessica Fernanda Rocha, enganou-se no momento de datilografar a data que foi de 2016.

Aqui vai a analise. A avo do Juscelino, a que era a foto da tia Mercês, dona Maria Joaquina Coelho, nasceu em 1843. Por isso poderá ter sido filha de qualquer dos três casais formados pelos filhos do tio Joao Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo.

Quando encontrei o “atestado de enterro” fiquei em duvida de qual seria o grau de parentesco que dona Joaquina Coelho de Andrade teria com meu trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Agora ficou claro para mim que foi irma dele e não a mãe que eu pensava que poderia ter sido. A confusão foi porque a esposa dele, que também chamava-se Joaquina, havia falecido em Virginópolis. Mas não encontrei o óbito dela e sim dessa nossa tia.

Veja que o professor Nelson disse que o tio Cassiano dele havia se casado com Joaquina Simpliciana, mas não revela o sobrenome. O simpliciana obviamente pode ter sido em homenagem `a mãe “Simplizanna”, como esta escrito no primeiro registro, do filho Joaquim.

Pode ter sido conhecida por esse complemento enquanto viva, assim como meu trisavô era conhecido como Joaquim Honório, que penso ser em homenagem ao pai.

Pela idade, Joaquina Coelho de Andrade nasceu em 1826. Se não foi encontrado o assentamento do batizado em Ferros, não poderia ser em Itabira que começou a partir de 1827, então, deve estar nos livros de Santa Barbara, pois, Itabira fazia parte da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara.

Mas nao importa muito. O que eu queria mesmo dizer eh que o Juscelino Kubitschek de Oliveira tera 33.33% de chance de ser Coelho de Andrade, pois, para que ele tenha sido primo proximo nosso, a ponto de o próprio ex-presidente saber disso, a dona Maria Joaquina, avo dele, devera ter sido filha de um dos 3 irmãos que foram para Diamantina.

Claro, outros 33.33% recaem sobre o casal Joaquim e Maria Coelho de Souza, o que soma 66.66% de chances de ele ter sido duplo Coelho.

Para somar os 100%, ao casar-se com dona Anna Rocha o irmão Joao Coelho de Araujo deve ter ido buscar a esposa na casa de algum parente, pois, o professor Nelson relata que o bisavo Joao Coelho de Magalhães casou-se com a prima carnal Bebiana Lourença de Araujo. Sao 100% chances de ser Coelho e quase quantidade igual de ser duplo!

Qual dos casais sera bisavô do Juscelino eh uma das questões que ando querendo resolver. Infelizmente não ha nenhuma referencia na internet.

E a melhor forma, penso ser, de encontrar a informação seria buscando o registro do casamento de dona Maria Joaquina Coelho com Augusto Elias Kubitschek, que foram os pais de dona Julia Kubitschek, a mãe do ex-presidente.

Infelizmente esse registro deve encontrar-se em Diamantina e não tenho como ir la verificar tao cedo.

Estranho eh alguns sites possuírem a ascendência paterna do Juscelino por diversas gerações e não mostrarem nem sequer quem foram os bisavós dele, pelo lado Coelho. Talvez estejam me aguardando. Brincadeira!!!

Uma pena o professor Nelson de Senna não ter procurado pelo menos identificar os nomes dos filhos dos tios-avos dele. Se o tivesse feito talvez ja tivéssemos nos livrado desse mistério.

Embora, como ele disse que todos tiveram vasta descendência, não sera muito difícil que todos tenham tido filha com o nome Maria Joaquina. Pelo menos o Joaquim e o Cassiano tiveram motivos para isso, pelo nome de um e o da esposa do outro.

O professor Nelson publicou o livro dele em 1939, um pouco antes de o Juscelino ter enveredado pela política e se tornado prefeito de Belo Horizonte e, depois, vindo a ser o presidente do Brasil. Se esses fatos tivessem se consumado antes ele teria feito o serviço completo.

Nao sei porque a tia Joaquina Coelho de Andrade decidiu ir morar em Virginópolis antes de falecer. Mas o provavel deve ter sido porque os filhos se dispersaram e ela tinha mais parentes próximos em Virginópolis.

Penso que o Cassiano tera falecido ainda novo, pois, no ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS, de 1872 para valer em 1873, somente o Joaquim Coelho de Araujo aparece como minerador em Diamantina.

Assim a Joaquina Coelho de Andrade devera ter ficado viuva com muitos filhos e devera ter procurado abrigo entre os parentes que se mudaram para Virginópolis. Entre eles estaria o irmão dela, o trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

E, como esse nosso trisavô, ela deve ter ido para Divinolandia de Minas, que era um distrito de Virginópolis e muito proximo. Penso assim porque os nomes Cassiano (a) são mais frequentes naquele lugar.

Em 1916 e ja adoentada deve ter procurado assistência da sobrinha, Ercila Coelho de Andrade, nossa bisavó, porque Virginópolis tinha mais recursos que seus distritos, indo ali falecer. O irmão dela, Joaquim, e a cunhada, Joaquina Umbelina, ja eram falecidos.

No texto em meu blog:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

eu ja abordei o assunto relativo a esses nossos ancestrais e tenho grande duvida quanto `a informação que nossa prima Julia Ilce, que a ouviu melhor da tia-avo, Olga, mãe dela passou. Aqui esta um extrato de la:

“`A minha questao na pagina do Facebook dela, ILCE respondeu-me assim:

“Ola Valquirio,desde menina, nas conversas noturnas na cozinha de tia Tete, com mamãe, tia Biloca, tios Marcial e Cista, Soli, Alem da Filo e Vitoria, as historias de familia eram ali discorridas, e uma destas esta minha bisavo. Depois que ficou viuva, Dindinha a levou para morar com ela, so que ela quis um quarto independente, o qual foi preparado. Ficava entre a cozinha e a saleta de fora, sao dois quartos contiguos que tiveram as portas que se abriam para o salao, fechadas e a porta de entrada foi aberta para aquele corredor onde os cavalos entravam. Estou falando do espaco que havia entre a casa de tia Tete e a casa da Cidinha. A morte dela deve ter ocorrido entre 1908 a 1910, periodo em que mamae deixou de dormir com ela , a titulo de companhia. Me lembro que mamae dizia que ate +ou – , aos 10 anos de idade, desde os 5 anos ela dormia com a avo..Isto eu sei .Abracos.”

Respondi a ela em tom de brincadeira que era mentira. Nao disse que ela estivesse inventando alguma coisa. Apenas que quem havia falecido na casa devia ter sido a bisavo e nao a avo da mae dela. Isso porque eu havia encontrado o atestado de obito de uma JOAQUINA, cujo sobrenome nao era DA FONSECA. Procurei pelos possiveis obitos do JOAQUIM e da JOAQUINA, com o nome correto, e eles nao se encontravam nos registros de VIRGINOPOLIS. Portanto, julguei que os dois houvessem sido enterrados em DIVINOLANDIA, onde residiram ou na comunidade CORREGO DOS HONORIOS. Mas isso nao tinha como comprovar.

Mas a ILCE resolveu colaborar um pouco mais. Enviou-me via e-mail com mais esses dados:

“Valquirio, vou lhe repassar dados que eu tenho aqui oriundos de documentos e anotacoes em caderno de Dindinha. Ersila Coelho de Andrade (Dindinha), era filha de Joaquim Coelho de Andrade e de Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, isto e: era minha bisavo e apos a morte de seu marido, meu bisavo, foi morar no chamado ” quartinho” independente, com entrada e saida para fora da casa de Dindinha, este tal quartinho eram dois quartoes que existiam em casa de tia Tete.

Cunha de Andrade e Ataide de Freitas eram bisavos de mamae pelo lado paterno de Dindinha; os bisavos de mamae , pelo lado materno de Dindinha, eram: Gomes de Alvarenga e Mecia de Andrade Melo. A sequencia prossegue seguindo o ritmo anterior: Fernao Alvarez e Tereza Novais de Andrade; Rui Freire de Andrade e Aldanca de Novaes. Os dois ultimos casais sao portugueses
Quanto a Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, faleceu aproximadamente na data em que lhe falei ,pois mamae foi para o Colegio de Diamantina em 1911 e quando ela foi a bisa Maria Umbelina ja havia falecido. Abracos.”]

O maior argumento que posso usar agora eh que os nomes de “bisavós” da Dindinha Ersila foram ancestrais dos Freire de Andrade e Cunha de Andrade ainda na Idade Media. Assim, creio que a Julia Ilce e ou a tia Olga e parentes fizeram confusão. E isso nada tem de anormal, pois, seria mesmo complicado as pessoas terem tudo de memória.

Outros detalhes sao esses: o trisavô Joaquim não deve ter falecido em Virginópolis e se o foi deve ter sido enterrado em Divinolandia ou Gonzaga. Ja que não conheço a parte que ele tinha no Córrego dos Honórios, porção de terra fica em uma e outra cidades, e se aquilo aconteceu, o que seria normal ja que a maioria da descendência vivia no Corrego, a descendência iria buscar o corpo da antepassada para enterra-los juntos, como reza a tradição.

Outro detalhe eh que, segundo também as tradições, os trisavós da minha geração, Joaquim Honório e Joaquina Umbelina eram pobres. Uma das razoes pelas quais o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho os teria levado para terem do que se sustentar, no Córrego que acabou recebendo o nome de Honórios. O que faz pensar que outros descendentes do Honório Coelho Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade foram junto.

Em sendo assim, ficaria um pouco inapropriado uma mãe ir residir na casa da própria filha e pedir separação do restante da casa.

O que poderia ate ser um tanto arrogante, porem, menos afrontoso, se o caso fosse de uma tia, que tivesse condições de pagar as próprias contas. E no caso a tia Joaquina Coelho de Andrade deveria ter, pois, fora esposa de fazendeiro e minerador de diamantes.

Não se pode dizer com certeza que herdou fortuna, porem, poderia ter o ranço do acreditar ser um pouco melhor que os parentes. Talvez por descender de imigrantes europeus que haviam chegado ao Brasil duas gerações anteriores. Enquanto os parentes ali fossem ja da mistura de famílias muito antigas no Brasil.

Eh um preconceito que não estava tao longe do comportamento chamado de normal para a época.

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06. MINHAS CONCLUSÕES

I. Começando pelo trisavô Joaquim Coelho de Andrade

Acredito que encontramos o batizado dele e nomes de pais e avos. Podemos chegar `a conclusão por formula estatística.

Minas Gerais não possuía mais que 1.5 milhões de habitantes quando ele nasceu sendo que a expectativa de nascimentos gira em torno de 50% para nascimento feminino e masculino individualmente. Ou seja, casais em condições de ter filhos estariam reduzidos a bem menos de 750 mil.

Mesmo que nascessem umas duzentas mil crianças por ano, isso nos daria um total possível de 1.5 milhões de meninos em 15 anos. O numero de nomes, no entanto, são bem maiores que 1.500. Alem disso, Honório, mesmo naquele tempo, não era tao comum quanto Manoel, Joaquim, Jose, Antonio, Joao etc. Portanto, não existiam tantos pais com esse nome.

Outro detalhe, o pai teria que ter o sobrenome Coelho ou Andrade ou, ainda, Coelho de Andrade. E a esposa teria que ter a combinação oposta para formar o Coelho de Andrade da família.

Outro detalhe que reduz muito as chances de ser outro eh que não se poderia calcular em relação a Minas Gerais, pois, sabemos que nossos ancestrais procediam da região entre Guanhaes e Itabira. Ou seja, a população seria minima.

A unica possibilidade de o nosso ancestral Joaquim ser outro que não o do assentamento de batismo encontrado em Ferros sera se o encontrado tiver falecido e ter nascido um irmão que recebeu o mesmo nome.

Alem disso existem outras evidencias, como a presença de uma Joaquina Coelho de Andrade, `a mesma época, e que foi chamada de Joaquina Simpliciana, pelo professor Nelson de Senna. Obvio que a mãe seria a mesma. Dona Joaquina deve ter nascido em 1826 e os pais haviam se casado em 1822, o que configura com a hipótese possível.

Algo a ser decifrado também foi saber que o Honório Coelho Linhares era filho do Antonio Coelho da Silveira. Isso nos soma mais duas alcunhas derivadas do Coelho.

O que nos leva a pensar que as famílias que nos originaram faziam parte de um grupo de sobrenomes que ja formavam uma mesma raiz famíliar, pois, sempre que aprofundamos pouca coisa numa de nossas raízes, nela se encontra um Coelho ajudando a formar a linhagem.

Acredito precisar nem mesmo exercitar mais a cabeça para dizer: “caso encerrado”. Exceto que, naturalmente, sera muito melhor quando encontrarmos documentos comprovantes da hipótese.

Foi bom saber que o trisavô Joaquim Honório teve por pais ao Honório Coelho Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Ótimo foi saber que teve por avos paternos ao Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Alem dos avos maternos: Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Sabemos agora que temos pelo menos dois tios do passado: a Maria (meio-irmã do Joaquim) e o Antonio (irmão completo). Deve ter muita gente mais.

Algo que fica definido, por esse lado, eh que: como a Simpliciana casou-se a primeira vez em 1812, isso leva a data de nascimento dela de 1800 para trás. Isso significa que os pais terão nascido pelo menos por volta de 1770.

O que implica eh que, para acharmos o fio da meada que leve a uma relação do nosso Andrade com o Andrade que corre nas veias da família do poeta Carlos Drummond, teremos que procurar nos ancestrais mais antigos que os bisavós dele Francisco Joaquim de Andrade e Maria Candida da Cunha Ataíde.

Talvez Francisco Joaquim e Jose Joaquim fossem irmãos. Afinal alguns pais tinham o habito de homenagear o santo de sua predileção, senão a si próprios e no caso o pai poderia chamar-se Joaquim, dando aos filhos um segundo prenome para isso. Conheço famílias onde todos os homens são Jose e muitas mais onde todas as filhas são Maria.

Ha outra chance, porem, mais complicada, de a trisavó Joaquina Umbelina Maria da Fonseca ser prima deles. Sei que o Fonseca esta na fabrica da familia mas nao vejo a possibilidade de encontrar isso facilmente!

2. Contradizendo sem contrariar o professor Nelson de Coelho de Senna

`A pagina 9 do livro dele: “Algumas Notas Genealógicas”, ele menciona a Cidade de Sant’Anna dos Ferros como um dos locais para onde a família materna dele se espalhou, dando a entender que os Coelho de la fossem descendentes, pelo menos do Manoel Rodrigues Coelho ou do, suposto filho, alferes de milícias Jose Coelho de Magalhães.

Acredito que ele adotou os Coelho de Andrade e os Coelho de Souza como parentes próximos sem verificar se descendiam mesmo ou não dos personagens mencionados acima.

Nao estou dizendo que seja impossível. Apenas pareceu-me que os Coelho Linhares e os Coelho da Silveira la presentes procederam de Angra do Heroismo, local cito na Ilha Terceira do Arquipélago dos Açores e, segundo o próprio Nelson, Manoel e Jose procediam do Minho, que fica no continente.

Ha que observar-se que ate hoje nada consegui a respeito dos herdeiros do Manoel Rodrigues Coelho. Pode ser que ele foi marido de alguém das Famílias Silveira ou Linhares. Ou filhas dele casaram-se com senhores de tais sobrenomes. Tudo eh possível.

Obviamente, todos acabarão se encontrando em ancestrais comuns, pois, o sobrenome Coelho iniciou-se no Continente, bem antes de começar-se a povoação dos Açores e, quando isso aconteceu, o sobrenome ja apareceu em Joao Coelho, o povoador. Mas essa eh outra historia e que ficaria para depois.

Nesse caso tornamos-nos candidatos a descendentes do Joao Coelho, mais uma vez, mas ha o senão de que existiam famílias Coelho de Linhares e Coelho da Silveira, cuja ascendência não passava pelo Joao e procedem do continente. Pode ser que os de Linhares e da Silveira dos Açores sejam procedentes de outra migração.

Também creio que o professor Nelson poderá ter-se enganado ao dizer que os 3 irmãos casaram-se em Diamantina. Como nasceram numa area relativamente próxima a Ferros poderão ter se casado e levado as esposas para Diamantina. O que não elimina a possibilidade de terem mesmo se casado por la.

Naturalmente, os mineiros daquela época estavam ávidos pelas riquezas minerais. E houve um surto de novas minas de diamantes em torno das décadas de 1830 e 1850.

Eh possível que alguns Coelho de Linhares, Coelho de Andrade, Dias de Andrade e Souza Coelho levaram suas famílias para Diamantina, sendo que os Coelho de Araújo tomaram a mesma decisão, e la se encontraram.

3. Os batizados que escolhi

Organizei por familias. Iniciei pelos Meireles Coelho porque penso que terão algo a ver com o senhor Antonio Meireles, que foi prefeito do Município de Virginópolis. As famílias estão entrelaçadas. Mas não tenho os dados da assinatura Meireles.

Postei os Coelho da Silva e Silva Coelho por causa de ser assinaturas dos Coelho do senhorio de Felgueiras e Vieira, mais antigas, e porque o escrivão enganou-se no registro do filho Joaquim, do Honório Coelho Linhares.

Ele pode nao ter se enganado totalmente, e as assinaturas poderiam mudar embora o tronco familiar que tenha dado origem a todos ser o mesmo. Assim, os postei para facilitar a busca posterior. Talvez sejamos Coelho da Silva que rendeu o Coelho Linhares e o Coelho da Silveira. Por conhecer algum ancestral o escrivão pode ter-se enganado!

O mesmo se da com os Coelho Vieira que ja foram reunidos também nos dados de Itabira que, alias, devem estar contidos num mesmo ramo de família.

Ja os Souza Coelho ha um pouco mais o que contar. Claro, ha o possível parentesco deles com o ex-presidente Juscelino. Mas o que alertou meus neurônios foi o registro:

* 27.12.1837
Leonel – filho de Bibiana de Sousa Coelho
padrinhos: Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus

Isso por dois motivos. O de o nome Leonel ser tao raro naquela região que ate ao momento somente ouvi falar de dois. E outra porque os dois estão envolvidos em nossa genealogia.

E a primeira pessoa a falar-me a respeito de um deles foi o Paulo Cesar Pinheiro, amigo que fotografou e enviou-me o livro “Algumas Notas Genealógicas” do professor Nelson Coelho de Senna. Ele entrou em contato comigo e essas duas mensagens dele resumem o assunto:

“Eu tenho o livro da Ivania, alem dela ter sido minha colega de sala no mit. O Demetrio eh irmão do meu bisavô Joao Coelho de Oliveira, do Theodoro Coelho de Oliveira e de Epifânio Sete de Abril”

“No geneaminas os dados do Demetrio são os dados da Ivania. Tem alguma coisa sobre o Epifânio mas não tem a ascendência de nenhum dos dois. O pai dos dois pela informação de uma tia avo se chamava Leonel Coelho e a mãe do Demetrio, Candida. O Epifânio eh filho da 2a. esposa do Leonel.”

O que penso ser outro Leonel trata-se de um que esta numa versão mais nova que não tenho do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Ele estava descrevendo a família do senhor Cândido de Oliveira Freire (Candinho velho) e dona Bernardina. O casal foi pai de Maria Tereza, que casou-se com Leonel Coelho de Oliveira.

O mesmo casal foi pai da Quitéria, que foi esposa do Afonso Coelho de Oliveira. Nunca soubemos os nomes dos pais dos dois maridos.

O que posso eh desconfiar que sejam filhos do Leonel mais velho e dona Candida.

Para quem nao estiver familiarizado com a genealogia de nossa família, Demetrio Coelho de Oliveira foi marido de uma das tias-bisavos da minha geração. Ele casou-se com tia Marcolina Honória Coelho. Essa foi filha de Joao Baptista Coelho e Maria Honória Nunes Coelho, um dos casais fundadores de Virginópolis.

Demetrio consta como um dos fundadores do Municipio de Coroacy, Minas Gerais. E para la levou a descendencia, da qual temos anotações apenas dos filhos.

Dois filhos do Candinho velho e dona Bernardina: Antonio Candido e Candido, casaram-se respectivamente com Virginia e Anna Honória Coelho, irmas da Marcolina mencionada acima.

Foi por essa razão que busquei no site familysearch e anotei dados de alguns Oliveira, entre os quais uma dona Candida de Oliveira. O que procurava não encontrei. Pior se deu quando procurei por Cândido de Oliveira.

Mas ao somar os dados, a hipótese que levanto eh a de que Cândido de Oliveira Freire (o Candinho velho), muito provavelmente foi irmão da dona Candida, esposa do Leonel Coelho, que penso ser o filho da dona Bibiana de Souza Coelho.

Essa suposição se da por causa da presença dos nomes Cândido(a) e por ambos os casamentos terem resultado em famílias Coelho de Oliveira. A principio pensei que os Coelho de Oliveira do senhor Leonel fossem mais velhos mas agora percebo que são de idades semelhantes.

Interessante foi que os filhos do Candinho velho, Joao e Joaquim casaram-se respectivamente com Maria e Anna Pinto Coelho. Como não temos o acompanhamento de descendência deles eh possível que existam muito mais pessoas com o sobrenome Coelho de Oliveira, sendo de uma mesma família, sem que se saiba como se enlaçam.

O professor Nelson de Senna descreveu a familia da tia-avo Olympia Pinto Coelho dele muito resumidamente. Ela deve ter adotado no sobrenome do marido que foi o ten. Gustavo Pinto Coelho. Natural de Barão de Cocais.

O professor falou apenas que Olympia e Gustavo foram pais de Miguel, Raphael, Gabriel, Elisa, Maria da Conceição. Vitalina (Lina) e Antonio Pinto Coelho. Mas os citou como: “dentre outros”. Talvez a Maria do Joao seja a mencionada da Conceição. E dentre os outros poderiam estar donas Anna e Martha.

Tomei conhecimento de dona Martha porque ela foi mãe de dona Olympia neta; que foi mãe do senhor Haroldo de Faria. Esse foi duas vezes prefeito de Pote, vive atualmente por volta dos 84 anos de vida. Ele e dona Marly Campos são os pais da Olympia, minha vizinha da porta de frente aqui no condomínio.

Outra pessoa que deve fazer parte dos Coelho de Oliveira do senhor Leonel Coelho e dona Candida devera ser o senhor Januário Coelho de Oliveira. Ele foi marido de dona Ilidia Augusta de Lacerda. O casal foi patriarca da Família Coelho de Lacerda que atualmente eh numerosissima dentre as de Virginópolis e região.

4. Ascendencia do Amaro de Souza e Silva

Outra de nossas tias bisavós, Emygdia Honória Coelho foi a esposa do Amaro de Souza e Silva. Deixaram familia enorme e atualmente contando com milhares de pessoas. A principio, espalhou-se por Virginópolis, Divinolandia de Minas, Santa Efigenia de Minas e Gonzaga. Atualmente esta no mundo.

O professor Matosinhos de Souza Figueiredo, neto do casal, vem fazendo pesquisas para catalogar essa descendencia, pesquisa praticamente concluida.

Mas esta havendo a dificuldade de encontrar-se dados anteriores ao patriarca. Pelo visto nos dados que encontram-se na relação que fiz de casamentos talvez não esteja tao difícil de encontrar-se assim. O que não se tinha era ideia da procedência geográfica dele.

Cito ai o registro de casamento da Simpliciana Rosa de Andrade com o primeiro marido, Joao de “Soisa” e Silva. Tios Emygdia e Amaro foram pais do sr. Joao de Souza Coelho e este foi o pai do professor Matosinhos. Pode ser que tenha prestado homenagem ao possível bisavo da criança!

De qualquer forma, os “Soisa” e Silva que aparecem também em outros registros devem ser de uma mesma família, e que deve também ser a do tio Amaro.

No livro “Historia de Virginópolis”, de autoria da professora Maria Filomena de Andrade, por apelido “Dona Negra”, dona Filomena descreve principios de algumas famílias primeiro moradoras do local.

Dentre elas a do senhor Jose Joaquim da Silva, apelido “Guarda-mor”. Ele foi casado com dona Modesta Carolina de Souza. Dona Filomena da relato de 10 filhos mas menciona somente os primeiros nomes embora acrescente os completos dos cônjuges.

Em meu texto: “Familias Tradicionais em Virginópolis” copiei essa parte genealógica do livro, que me foi enviada pelo primo Adamar Nunes Coelho. Entre os cônjuges estão alguns Nunes Coelho de nossa família.

Por enquanto so posso especular que esses “Souza e Silva” também procedam do mesmo grupo de famílias de Itabira e Ferros.

5. Meu parentesco com minha esposa e outros membros da família

Desde que minha sogra sucumbiu `a minha insistência e mostrou-me a certidão de casamento dela venho especulando que devemos ter algum grau de parentesco, pelo lado do Andrade do marido dela e do Fonseca que ela descende.

Agora a coisa complicou mais ao verificar que podemos ter linhas de parentesco também via Carvalho, Araújo e Vieira. Alias, o Vieira era a assinatura que eu menos esperava encontrar tao rapidamente na lista de meus ancestrais.

A sorte dos nossos filhos eh que não parece que o lado materno deles tenha a presença dos Magalhães, Barbalho e Coelho. Talvez isso va ajudar a evitar problemas genéticos com manifestação na III idade!

O motivo que eu não esperava ter o Vieira entre meus sobrenomes recentes eh que são poucas as pessoas conhecidas que sei ser Vieira em Virginópolis. E, embora hajam os casados na família, sempre me pareceram aquisições de lugares distantes. Mas nunca conheci a genealogia deles a fundo.

Uma delas foi dona Ali Vieira (D. Lili). Casou-se com nosso primo Washington da Cunha Menezes (Ostino) e os filhos deles casaram em sua maioria com outros primos nossos. Mas nunca soube nada a respeito de antecedentes dela.

Outra que entrou na família foi dona Maria Vieira. Essa agora não tenho a menor duvida que ja tinha parentesco conosco. Nasceu em Ferros e foi esposa do senhor Gil Pacheco de Magalhães.

A família deles me fugiu ao conhecimento pessoal, pois, o senhor Gil Pacheco, nascido em Virginópolis e filho dos tios-bisavos: Quitéria de Magalhães Barbalho e Joaquim Pacheco Moreira, tornou-se pioneiro de Governador Valadares em 1916, e la multiplicou a família.

Eu fui conhecer Valadares ja com 11 anos de idade, no verão chuvoso de 1969. E do senhor Gil Pacheco somente ouvi falar, o qual foi fazendeiro de larga monta e um dos mais ricos do local.

Nada contra ser Vieira. Alias, era mesmo esperado ter o Barbalho associado ao Vieira mais frequentemente. Afinal, desde os tempos do padre Vieira (1608 – 1697) a família ja estava no Brasil.

`A mesma epoca (1613 – 1681) viveu Joao Fernandes Vieira. Ele foi aquele que tornou-se senhor de engenho em Pernambuco e foi um dos chefes maiores da Insurreição Pernambucana. Quem desejar fazer melhor ideia de quem estou falando, acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/João_Fernandes_Vieira

Esse grande herói portugues e da Historia do Brasil compartilhou com os Barbalho as mesmas dificuldades e as mesmas lutas, nos mesmos lugares. Não sei se os descendentes de ambos os ramos se uniram. Exceto que a esposa Vieira do meu irmão Odon Jose procede de la!

Se nao aconteceu devera ter sido porque o ramo Barbalho do qual fazemos parte se desprendeu do grupo familiar e dirigiu-se para o Rio de Janeiro em 1643.

Outro detalhe. Os familiares de Ferros devem ser descendentes dos primeiros habitantes europeus em Minas Gerais. Isso se da pelo fato de no município ter-se encontrado ouro ja no inicio da exploração.

Alem disso, em Ferros esta um Distrito (Freguesia em Portugal) que foi fundado por Manoel de Borba Gato. Chama-se atualmente Borba Gato, em homenagem ao fundador.

Manoel de Borba Gato ao sofrer perseguições pela influencia que exercia sobre os paulistas preferiu retirar-se para o local onde encontrou ouro e fundou o arraial. Ele foi bandeirante e genro do grande bandeirante Fernão Dias Paes Leme.

Não seria surpresa se toda a população de Ferros, 100 anos depois do casamento do Manoel, fosse descendente de ambos os bandeirantes. Claro, os Vieira, Soares e outros deverão ser.

Para os que tem curiosidade de saber um pouco mais, visitem a pagina: http://cmd.mg.gov.br/nossa-historia/quanto-tudo-comecou

Ai se vera que desde 1701 os bandeirantes haviam encontrado ouro farto na cabeceira do Rio Santo Antonio (Conceição do Mato Dentro) e Borba Gato estava em Minas em época anterior. Ja sabia que bastava seguir o curso do rio para encontrar mais ouro.

6. Silveira, Carvalho, Araujo e Souza

Esse eh um grupo de famílias ligadas por laços matrimoniais entre elas próprias e que também se entrelaçaram com os Coelho e Barbalho em Virginópolis e região. Os nomes `as vezes não aparecem mas estão pelo menos nos ancestrais.

Mas a referencia que possuo dessas famílias eh o casal Jose Gonçalves de Souza (seo Ze Simao) e dona Regina Silveira da Silva. Em meus tempos de criança foram vizinhos de rua de meus pais e residiram numa casa construída pelo nosso bisavô Joao Rodrigues Coelho.

Tiveram diversos filhos, entre os quais, dona Madalena Gonçalves de Souza que foi a primeira esposa do Everardes Rodrigues Coelho. O filho deles, Ricardo Rodrigues Coelho e o cunhado dele Joberto Miranda Rodrigues juntaram dados que formaram o site gencoelho. Pode-se acessa-lo via o endereço:

http://gencoelho.xpg.uol.com.br/jose_vicente_de_miranda/pafg70.htm#18

Dona Regina teve irmãos que foram para Virginópolis ou deixaram descendência por la.

Acredito que essas sejam famílias que seguiram o curso natural da colonização, no sentido rio abaixo, ou seja, prosseguindo a colonização orientada pelo Rio Santo Antonio que em suas cabeceiras conta com a Cidade de Conceição do Mato Dentro, passa por Morro do Pilar e Sao Gonçalo do Rio Abaixo, segue em direção a Ferros e prossegue a Dores de Guanhaes, Braúnas e Açucena.

7. Familias e enlaces em Braúnas

Nao apenas os Souza e Silveira fizeram esse itinerário migratório. O Teixeira do senhor Alípio Teixeira procede de Dom Joaquim. Ele passou em Nossa Senhora do Porto de Guanhaes e levou dona Alice Reis. Dona Alice foi uma descendente do tronco Pimenta Vaz-Barbalho, descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Com fazenda em Braúnas, o casal residiu em Virginópolis e tiveram descendência casada com nosso Coelho e Barbalho.

De la também procede um ramo Pereira que acredito ter relação familiar com o senhor Ponciano Pereira da Costa e Anna Maria da Silva. O casal aparece como padrinhos em um batizado de 1845 que não transcrevi.

Deve ter sido parente do senhor Longino Pereira, ex-prefeito e fazendeiro de Braúnas, que foi genro do senhores Alípio e Alice e as diversas filhas estão entrelaçadas com a família Coelho e Barbalho.

Entre elas esta a Alice (neta) que casou-se com o Geraldo e tiveram o Icaro. O Icaro eh o marido da prima Camila Coelho Figueiredo. Ambos são primos entre si e nossos.

Por fim, de la procede a Familia Pinto Alves. A familia ja foi retratada em livro de genealogia. Faz parte dela o senhor Geraldo Alves, antigo morador de Virginópolis, em cuja família meu irmão Ney Barbalho casou-se.

A familia esta espalhada na região. E muitos residem ou nasceram em Santa Efigenia de Minas. La eh domínio dela. O ex-deputado Geraldo Sardinha faz parte da família.

Antes que me esqueça por essa via também devem ter passado alguns Coelho da Silva. Alguns chegaram a Virginópolis mas não tenho o acompanhamento deles. Sei que ha ramo que chegou a Sao Geraldo da Piedade, na antiga divisa de Virginópolis com Governador Valadares.

Houve o senhor Gilberto Coelho da Silva que deixou numerosa descendência mas parece ter vindo de outra procedência, pelo lado do Serro ou Curvello. Era casado com dona Marciana Soares de Souza. Dizem que era preto casado com uma branca. O Icaro descende dele.

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07. OUTROS ANCESTRAIS DOS BARBALHO

Inadvertidamente, fiz uma referencia ao amigo Mauro de Andrade Moura a respeito do endereço:

https://www.genealogieonline.nl/en/rodriguez-lopez-y-uribe-senior/I455.php

Ja ha algum tempo o primo Jacques Soares o havia me passado. Nossa curiosidade a respeito dele se dava por ter sido marido de dona Paschoa Barbalho o Pedro da Costa Ramires. E em época anterior a eles viveu no Rio de Janeiro o Duarte Ramires de Leon, alias, Benjamin Beneviste.

Mas `a epoca parece-me que o documento não dizia que um dos filhos do Duarte era o Domingos Rodrigues Ramires ou eu não sabia ainda que o pai do Pedro chamava-se Domingos. Revendo, então, o documento e percebendo a presença do nome, penso que bateu a evidencia com os dados.

Assim agora temos:

Duarte Ramires de Leao c. em 02.08.1617 c. Beatriz da Costa, e foram pais de:

1. Gregorio Mendes de Leao c. em 1655 c. Ester Barzilay (+ Ines de Lima)

Esther Barzilay foi filha de Joao Rodrigues Nunes (ou Jacob Barzilay)
2. Branca Henriques
3. Isabel Gomes da Costa c. c. Manoel do Vale da Silveira
4. Domingos Rodrigues Ramires c. c. Brites da Costa

* Brites da Costa era filha de Manoel do Vale e sobrinha do marido Domingos Rodrigues
* Domingos teve também uma amasia com Maria de Andrade.

Encontrei dados também no livro: “A INQUISIÇÃO CONTRA AS MULHERES: RIO DE JANEIRO, SÉCULOS: XVII E XVIII”. O extrato pertence ao capitulo: “OS MENDES-VALE”, pags. de 74 a 78.

Ali se informa que Benjamin era parente de ISHACK DE MATHATIA ABOAB.

Interessante a respeito dessa identidade foi que os judeus `a época da Invasão Holandesa de Pernambuco foram chefiados por Isaac Aboab da Fonseca. Apos a expulsão ele dirigiu-se para a Holanda. Quem desejar saber mais veja o endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Aboab_da_Fonseca

Devera ser parente também do Duarte Ramirez de Leon, que era espanhol.

Do livro pude extrair mais esses detalhes da genealogia:

Gaspar de Cea (Seia) foi provedor da Misericordia de Viana. Foi o pai de Gregorio Mendes de Cea, natural de Aveiro, casou-se com Izabel Gomes (crista-nova) e natural da Vila de Caminha, era filha de Gabriel Ribeiro da Costa, natural de Lisboa, e Caterina Rodrigues, natural de Caminha; foram pais de:

1. Izabel Mendes de Cea (Viana, 1589) – Luis Pires
2. Messia Barbosa
3. Beatriz da Costa c. em 02.08.1617 c. Duarte (Benyamin Benveniste) Ramires de Leao.

Do livro: “A Inquisição Contra as Mulheres: Rio de Janeiro, Séculos XVII e XVIII” cap. “Os Mendes-Vale”, pags. 74 a 78, temos:

Gabriel Ribeiro da Costa c. c. Caterina Rodrigues, pais de:

1. Isabel Gomes – Gregorio Mendes de Cea

2. Messia Barbosa – Paulo Rodrigues e pais de: Gregorio, Manoel e Isabel

3. Beatriz da Costa – Duarte Ramirez de Leon, pais de: Branca, Gregorio, Antonia, Jose, Leonor e Isabel.

Acrescente-se mais esse registro de casamento retirado do Familysearch:

Jose Rodrigues c. em 24.06.1730 c. Thereza de (Aguiar) de Oliveira
Ele filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle
Ela filha de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira

O casamento aconteceu na Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mariana, MG.

Acredito que Joao de Aguiar Barbalho foi filho de Manoel de Aguiar e dona Maria da Costa Barbalho, que era filha do Pedro da Costa Ramires e Paschoa Barbalho.

Talvez esse casamento comprove a aliança que houve entre os Mendes-Vale e os Barbalho.

Acredito que os antigos “associados” da comunicação em Minas Gerais (Tvs Tupi, e membros Alterosa e Itacolomy, alem dos jornais Estado de Minas e Diário da Tarde) tiveram associação com as famílias de Braúnas.

Lembro-me de minha infancia ouvir os sobrenomes Costa Val e Teixeira da Costa ligados aos órgãos de comunicação. Mas de memória agora não sei ligar os fatos e distinguir a relação. Creio que o Val eh o mesmo Vale ou Valle. Talvez disfarçado para ocultar a origem crista-nova `a época da Inquisição!

OBS.: TROCANDO EM PORMENORES

Temos que deixar essa parte do nosso dialogo genealógico de molho por enquanto. Cometi um engano ao ligar as aparências `a identidade das pessoas.

Eu tinha uma previa a respeito de que o pai do nosso ancestral Pedro da Costa Ramires chamava-se Domingos … Porem não sabia-lhe o complemento do nome. Quando apareceu o Domingos Rodrigues Ramires como possível candidato e, verificando os sobrenomes dos ancestrais deste, pensei ter encontrado o nome dos genitores dele.

O engano se desfez com a verificação no livro: “O Cristão-Novo na Obra de Carlos G. Rheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)”; dos autores Egon Wolff, Frieda Wolff et ali, 1990, Brazil, 166 pages.

Ali temos uma pequena descrição onde se encontra: Páscoa Barbalho foi casada com “Pedro da Costa Ramires, filho de Domingos de Carvalho de Figueiredo e Ines da Costa, que foram pais de Jose da Costa Barbalho …”

Algo que fez-me alertar e buscar melhor foi retornar ao endereço: http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf. Esse trabalho excelente do professor Joao Fragoso traz em sua paginas finais um anexo (1) com o quadro de “Fundadores e Primeiros Senhores de Engenho das Famílias Senhoriais do Rio de Janeiro.”

Inicia-se `a pagina 103 e ja na pagina 106 temos que houve um engenho fundado em 1619 por Antonio da Costa Ramires que, em 1668, era do Pedro da Costa Ramires. Isso levou-me ao raciocinio de que havia mais de uma possibilidade de o sobrenome “da Costa Ramires” entrar no nome do nosso ancestral Pedro.

Pelo que ja encontrei, somente os pais dele, não tenho como afirmar que o Antonio seja parente dele. Também não tenho como excluir a possibilidade de a esposa do pai dele, Ines da Costa, pertencer `a mesma linhagem procedente do Gregorio Mendes e do Gaspar de Cea. Portanto ha que esperar-se um pouco mais para tirar uma conclusão mais concreta.

Algo que ja posso afirmar eh que o quadro do trabalho do professor Joao Fragoso ja nos mostra ligações e possíveis ligações com diversos senhores de engenho da elite senhorial do Rio de Janeiro `aquele tempo. Claro, o quadro mostra os irmãos: Jeronymo e Agostinho Barbalho Bezerra (pág 106).

O Jeronymo, nosso ancestral, foi genro do Joao do Couto Carnide e a esposa dele, Isabel Pedrosa, foi filha da dona Cordula Gomes, que era filha do Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia, a poderosa (porque viveu 100 anos), pag. 107.

Ja o Agostinho casou-se com Brites de Lemos. Ela foi filha do riquíssimo Joao Alvares Pereira (pag. 112). E era neta, por parte materna do Diogo de Montarroyos (talvez pag. 111, a duvida se da porque poderá ser um filho, pois, o Diogo ganhou terras que haviam sido do Bras Cubas que, apos ajudar a conquistar o Rio de Janeiro aos Tamoios e franceses, preferiu dirigir-se para Santos, SP, onde eh fundador.

`A pagina 109 aparece o Joao Pimenta de Carvalho mas nao apresenta a data do engenho. Nesse caso temos duas chances de ser nosso ancestral, pois, temos o Joao que foi o capitão-mor da Capitania de Sao Vicente e residiu na Ilha Grande, casado com Susana Requeixo Estradas, salvo engano, terceiro-neta do Martim Afonso de Sousa, o primeiro Governador Geral do Brasil.

O outro Joao Pimenta de Carvalho eh um descendente deles que foi casado com Maria Machado. Eles foram pais do Belchior Pimenta de Carvalho. Este, segundo o professor Dermeval Pimenta, foi o pai da Josefa Pimenta de Souza, esposa do Manoel Vaz Barbalho, que suponho ser pais do Jose Vaz Barbalho, o pai do nosso conhecido quartavo, padre Policarpo Jose Barbalho.

Falta apenas comprovar essas passagens, pois, o professor Pimenta atribuiu pais diferentes ao Belchior que, para ele, seria neto do capitão Manoel Pimenta de Carvalho, irmão do capitão-mor Joao. Ambos foram filhos de Gonçalo Pimenta de Carvalho, natural de Vila de Portel, e Maria Jacome de Melo, natural de Vila Viçosa. E essa parte da genealogia pode ser verificada através do estudo, contido no endereço:

http://livrozilla.com/doc/1620336/primeiras-gerações-dos-pimentas-de-carvalho.

Para confirmar que dona Susana Requeixo Estrada foi descendente do Martim Afonso de Sousa, basta visitar o site via o endereço:

http://www.marcelobarbio.net.br/pafg439.htm#9202.

Aqui basta clicar o espaço de pais (parents) a frente do nome dela e seguir a linhagem feminina que chegar-se-a ao Governador Geral. Claro, quem optar por ver mais ira encontrar os nossos ancestrais que chegam `as cortes reais portuguesa e todas as outras europeias.

Mas antes de tudo, esta me faltando a oportunidade de estudar a coleção do Rheingantz, “Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)”. Eh possível que nele eu encontre ligações familiares de nossos ancestrais com boa parte da elite senhorial do Rio de Janeiro. A começar pela primeira pagina (103) onde o Belchior Pontes e o Belchior Andrade e Araújo foram cabeças de famílias nas quais o Manoel Pimenta de Carvalho se casou.

Nessa coleção devera ser possível encontrar ancestrais do Manoel de Aguiar, marido de dona Maria da Costa Barbalho, filha dos Pedro e Páscoa, os quais foram os pais do Manoel Vaz Barbalho. Gostaria de buscar os ancestrais dele, pois, se minhas conclusões estiverem corretas, vem da linhagem dele o nosso cromossoma Y que se propagou através do ramo Barbalho e que chegou ate a nos.

Outros que deverão entrar como membros colaterais da nossa família serão os Calheiros. Segundo o que tenho, a irma dos Jeronymo e Agostinho, Cecilia Barbalho Bezerra, foi esposa do Antonio Barbosa Calheiros. Embora tenha sido dito que ele era proveniente da nobreza, ao mesmo tempo que deixou fortuna parca para a viuva.

O pouco que tinha ela construiu um anexo `a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda para abrigar candidatas ao sacerdócio feminino. Foi a precursora do primeiro Convento feminino instalado no Rio de Janeiro, instalação que somente foi findada em 1750.

 

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11. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO II

`As vezes as coisas estão em nossa frente e a gente não as enxerga como deveriam ser vistas. Postei em minha nota anterior diversos registros de casamento da Família Coelho Linhares, lavrados em SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA (provavelmente ITABIRA), mas não havia analisado-os a ponto de chegar a melhores conclusões.

Reorganizando, então, posso compreender melhor como a família se formou e quem sabe, talvez, facilitar os estudos que seguirão. Segue assim:

1. Antonio Coelho de Linhares c. c. Ignácia Francisca de Jesus e foram pais de:

I. Anna Maria de Jesus, nascida em Angra, Acores, c. em 09.02.1778 c. Joaquim Coelho Linhares, filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira.

II. Joao Coelho de Linhares c. em 09.09.1783 c. Antonia Maria de Sousa e Silva, filha de Joao da Silva e Sousa, natural de Angra, Acores, e Teresa Maria de Azevedo.

I. Anna Maria de Jesus c. c. Joaquim Coelho Linhares e foram pais de:

I.1 Joao Policarpo Coelho c. em 06.02.1804 c. Maria Rosa Pereira

I.2 Firmino Coelho Linhares c. em 06.09.1815 c. Anna Maria Joaquina da Conceição, filha de Francisco da Silva e Anna Maria

I.3 Antonio Coelho Linhares c. em 08.08.1819 c. Maria Emerenciana Conceição Jacome, filha de Joao Coelho Jacome e Joaquina Maria da Conceição.

II. Joao Coelho de Linhares c. c. Antonia Maria de Sousa e Silva e foram pais de:

II.1 Izabel Maria dos Anjos c. 07.02.1804 c. Manoel Gonçalves de Oliveira, filho de Soterio Gonçalves Couto e Maria Angelica da Assunção.

II.2 Maria Luiza de Jesus c. em 16.05.1805 c. Domingos Barbosa da Silva, filho de Antonio da Silva Ferreira e Anna Maria Barbosa.

II.3 Custodia Jacinta de Jesus c. em 16.05.1805 c. Antonio Gonçalves do Couto filho de . Gonçalves e Maria Angelica da Assunção.

Obs.: provavelmente o pai do Antonio foi Soterio Gonçalves do Couto e o nome nao pode ser lido no casamento dele, porem o foi no casamento de Manoel e Izabel. Sao, portanto, 2 irmãos casados com 2 irmãs. Encontrei a Custodia posteriormente a ter escrito a primeira parte.

Por aqui pode-se observar que todos pertenciam a uma mesma família. E as datas de casamentos nos ajudam a fazer uma estimativa aleatória provável das datas de nascimentos dos personagens.

Uma hipotese(*):

II.4 Antonio Coelho da Silveira c. c. Maria Vieira da Silva, pais de:

1. Honório Coelho de Linhares c. em 12.01.1822 c. Simplicianna Rosa de Andrade, filha de Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira, e foram pais de:

a. Joaquim, nascido a 26.09.1833, em Sant’Anna dos Ferros
b. Antonio, nascido a 18.02.1838, em Sant’Anna dos Ferros
c. (*) Joaquina Simpliciana Coelho de Andrade, nascida em 1826, em Sant’Anna dos Ferros, e c. c. Cassiano Coelho de Araujo, filho do capitão Joao Coelho de Magalhães e Bebiana Lourença de Araujo. Joaquina foi enterrada em Virginópolis, em 1916.

* Aqui estou levantando a hipotese de que o Antonio, pai do Honório, foi filho do Joao Coelho de Linhares e Antonia Maria de Sousa e Silva.

1′ Simplicianna Rosa de Andrade c. em 22.07.1812 c. Joao de Sousa e Silva. filho de Alexandro da Fonseca Sousa e Anna Joaquina da Silva, e foram pais de:

a. Maria, nascida a 13.11.1814, em Itabira.

Aqui também não sera difícil imaginar que os dois maridos da Simplicianna Rosa, Joao e Honório, foram aparentados.

Outra possibilidade sera a de que, sendo Joaquim (1833) o nosso trisavô, ele tera se casado com outra aparentada, Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, que, talvez, tenha sido neta do casal: Alexandro da Fonseca Sousa e Anna Joaquina da Silva.

Algo que estranhei, e por mais que tenha procurado, não encontrei registros de famílias no site familysearch com os sobrenomes Coelho da Silveira ou Coelho Linhares `a época nas Ilhas dos Açores.

Embora no registro do casamento da Anna Maria com o Joaquim esteja escrito que ela tenha nascido la. Talvez eles procedessem de outras paragens e o escrivão enganou-se. Ou talvez procedessem de alguma freguesia que o site não fotografou os documentos.

Baseado nessas conjunturas e outras levantei a suspeita de que poderiam proceder de Pernambuco, quem sabe, da Bahia. Bom, nessas conjunturas todas, penso que temos pelo menos 3 oportunidade de descendermos dessas famílias através de: (hipóteses)

1. O Coelho da Silveira, o Coelho de Linhares e o Coelho de Vieira procediam diretamente de Portugal, mas nao tive acesso aos ancestrais deles;

2. Os Linhares, Silveira e Vieira chegaram no inicio da povoação de Minas Gerais e se encontraram com os Coelho também primeiro chegados formando as 3 assinaturas;

3. Os sobrenomes ja haviam se formado no Brasil mesmo, e seus componentes migraram para Minas durante o Ciclo do Ouro.

Em primeiro lugar temos em linha no mapa de Portugal, Linhares, Vieira de Leiria e Silveira. Ha a Silveira do Minho, onde possivelmente seria mais fácil formar-se a família Coelho de Vieira ja que o Minho e circunferências do Porto foram uma toca deles.

Deve haver na região de Leiria alguns Coelho, pois, ha restaurantes e hotéis com esse sobrenome. O problema eh que a internet não esta oferecendo nada dos tempos mais antigos.

Realmente, na internet nao encontrei nada mais promissor. Nenhum dos 3 sobrenomes pretendidos deu-me alguma resposta favorável. Exceto por um pequeno detalhe. E que esta no endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_Coelho_da_Silveira

Trata-se do pintor Bento Coelho da Silveira, nascido em 1617 e falecido em 1708. Mas não tive acesso `a genealogia dele. Ele deve ter deixado pelo menos descendentes no senso da arte. Eh possível que os discípulos dele geraram ao Mestre Ataíde, que completou com sua arte a fabulosa criação do Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa).

As outras combinações de sobrenomes existiam em tempos passados. Mas `aquela época não se tinha o conceito de família em função de muitos dos sobrenomes. Não era automático um pai assinar um sobrenome e os filhos seguirem a mesma assinatura, exceto em casos particulares.

Alias, ate aos anos 1500 a preferencia era mesmo pelo nome simples. E se fazia homenagem a qualquer dos ancestrais, não necessariamente aos pais. A partir de então parece que popularizou-se a coleção de sobrenomes de família. Principalmente entre os nobres temos os que assinavam 5, 6, 10 etc sobrenomes.

O objetivo disso era garantir o privilegio da nobreza. Se a pessoa tinha em seus ancestrais mais títulos de nobreza também garantiria melhores oportunidades. Esqueçam a fantasia da “meritocracia”. So se for na Suíça, não em Portugal e colónias!!!

Como se pode observar, o centro dos sobrenomes Coelho da Silveira e Coelho Linhares, na região de Itabira foi o casal: 1. Antonio Coelho de Linhares c. c. Ignácia Francisca de Jesus.

Pelo conjunto de dados disponíveis ja deviam pertencer a uma mesma família, embora usassem alternadamente o Linhares ou o Silveira. Outra conclusão importante eh a de que, pela data dos dois casamentos seguintes, Antonio e Ignácia Francisca terão nascido em torno dos anos 1730.

Embora nao fosse necessario, pode ser que algum deles tenha sido filho de algum dos patriarcas Coelho que se instalaram em Minas Gerais no inicio do Ciclo do Ouro. Bastava que as esposas de tais tivesse ascendência nos Linhares.

E um dos tais poderia inclusive ser nosso suposto ancestral Manuel Rodrigues Coelho. Sabe-se com absoluta certeza que nos anos 1730 ele ja rondava por Minas Gerais. O que não tenho eh(são) o(s) registro(s) de casamento(s) dele.

Nesse caso, o professor Nelson Coelho de Senna não teria se enganado ao incluir Sant’Anna dos Ferros como ponto de multiplicação de nossos possíveis parentes, e nos ja seriamos aparentados inclusive do nosso ancestral Joaquim Coelho de Andrade, mesmo antes de ele ser nosso ancestral.

Como por esses caminhos nada consegui, resolvi por em teste outra hipótese. A de que os Silveira procediam de dentro do Brasil mesmo. E para isso recordei meus antigos conhecimentos e observações.

Em primeiro lugar, o autor da “Nobiliarchia Pernambucana”, Antonio Borges da Fonseca, ja nos havia dado uma pequena introdução ao assunto. Na descrição da família de Felippe Barbalho Bezerra, informa que fora casado com uma prima. Felippe era irmão do Luiz Barbalho Bezerra.

Felippe foi casado “a 24 de setembro de 1608 com Seraphina de Moraes, filha de Domingos da Silveira e de sua mulher Margarida Gomes Bezerra, em titulo de Bezerras, Morgados da Parahyba.”

No livro dele também esta escrito que Jeronymo Barbalho Bezerra: “que foi para o Rio de Janeiro, onde ha noticia que morrera degolado.” Atualmente os genealogistas afirmam que o “degolado” era filho do Luiz. Indiferentemente disso, esse Jeronymo eh o nosso ancestral.

Ele também afirmava que o Antonio Barbalho Bezerra que casou-se com Joanna Gomes da Silveira, herdeira de Duarte Gomes da Silveira, um dos conquistadores da Parahyba, e que instituiu o riquíssimo “Morgado do Salvador do Mundo da Parahyba” em nomes dos nubentes, era filho do Felippe e nao do Luiz, como afirma-se atualmente.

Ja o filho do Luiz, ele da como casado com Maria Monteiro, filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, que era tio dos filhos do Luiz.

Por essas discrepancias entre os passados antigo e mais antigo eu havia estudado um pouco a genealogia dos Silveira.

E via internet fui informado que houve um patriarca na família que durante o período da conquista do Norte da Africa, entre pouco antes e o inicio dos 1500, tomou uma princesa local para casar-se. E deles procedem os “da Silveira” inicialmente de Pernambuco.

Baseando-me também na atualidade não tao recente recordo-me que os descendentes dos Silveira em Virginópolis apresentam uma característica inegável da mistura de raças. Não ha muito predomínio de ascendência europeia nem de algum ramo de pele mais escura.

Para quem os conhece em Virginópolis, posso citar os amigos Henrique e Denis, filhos do senhor Efigênio Henrique; o Geraldo “Lay” e a Nina, filhos do senhor Raimundo “Simao” e ate mesmo a Dione e o Ricardo, filhos do Everardes Rodrigues Coelho e dona Magdalena Gonçalves.

Eles variam entre o louro e o escuro. Mas os olhos claros estão presentes em todos.

Eu jamais poderia esquecer os tao famosos olhos verdes da bisavó Dindinha Ercila que tanto encantaram o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho.

Pensando nisso também foi que levantei a hipótese de que encontraria membros das Famílias Coelho e Silveira se encontrando por volta ou antes do inicio do Ciclo do Ouro. E recorri ao Borges da Fonseca para confirmar ou negar isso.

E na pagina 49 da Nobiliarquia dele encontrei:

“Narcisa Gomes [no capitulo dos Silveira] que casou com Ayres de Sousa Coutinho, filho de Manoel Coelho e de sua mulher D. Guiomar Coutinho. E de sua sucessão se trata em titulo de Sousas Coutinhos,” Bom, o tit. Sousas Coutinhos esta a partir da pagina 81.

Infelizmente, nao ha a informação prometida ali. Talvez seja porque ela esteja no vol. 2 da Nobiliarquia, o qual não tenho acesso.

Contudo, ha um titulo que não esta no índice. E ele esta na sequencia dos Sousas Coutinho. Eh tao interessante que resolvi copia-lo por inteiro. Isso porque ele não apenas menciona a maioria dos sobrenomes de famílias que prosperaram na região de Itabira e Ferros.

O capitulo se difere da estrutura do restante da Nobiliarquia do Borges da Fonseca. O que me leva a crer que ele o copiou de alguma solicitação de Carta de Brasão, ou a própria sem o mencionar.

Gostaria que quem o lesse o fizesse com muita atenção. Observa-se ai a presença de dois ramos que se encontram com a raiz Coelho. Leia-se, então:
‘                                                     “ANNAES DA BIBLIOTHECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO
‘                                                                                               VOLUME XLVII
‘                                                                                                          1925
‘                                                                               NOBILIARCHIA PERNAMBUCANA
‘                                                                                                          POR
‘                                                                ANTONIO JOSE VICTORIANO BORGES DA FONSECA
‘                                                                                                          VOL. 1
‘                                                                                             RIO DE JANEIRO
‘                                                                                     BIBLIOTHECA NACIONAL
‘                                                                                                           1935

Pagina 85

‘ “FAMILIAS DE MOURA COUTINHO, CALHEIROS E
‘ SILVA VIEIRA

‘ Pedro Cardoso de Moura, natural de Lamego, filho de Francisco de Moura, natural da freguesia de Santa Maria de Sedielo do Conselho de Penaguiao, Senhor da Ilha de Graciosa, do Conselho d’Estado, Commendador da Commenda de S. Miguel Dio, na Ordem de Christo, neto de Pedro Annes, natural do mesmo lugar e sobrinho de Goncalo Lopes de Guadelupe, descendente de Antonio de Guadelupe, Cirurgiao-Mor do papa Clemente V e do Imperador Augusto Cesar. Casou com D. Catharina da Costa natural da Villa do Conde, legitima filha de Sebastiao Pires e de sua mulher Guiomar Fernandes moradores na dita Villa do Conde, neta por via paterna de Marcos Pires e de sua mulher Catharina Fernandes, por via materna neta de Duarte Fernandes e de susa mulher Leonor Pires. Deste matrimonio, alem de outros filhos, nasceo Manoel da Costa Moura, natural de Sedielo, bispado de Lamego, veio de tenra idade em companhia de seus pais a Pernambuco no principio de sua povoacao servindo de secretario dos Orphaos em 1641. Casou com D. Margarida Coutinho natural de Lisboa que veio a Pernambuco convidada por seu tio o Padre Fr. Angelo, Monge Benedictino, foi duas vezes D. Abbade do Mosteiro de Sao Bento de Olinda, a primeira em 1620 a segunda em 1624, sendo depois Provincial desta Provincia do Brasil, filha legitima de Fernao Coutinho Commendador do Soto, filho legitimo de Antonio de Asevedo Coutinho, Fidalgo honrado, e de sua mulher D. Isabel de Noronha Sarnache; de seu matrimonio nasceo entre outros filhos, D. Custodia Coutinho, que casou com Lasaro de Barros Catanho, proprietario dos officios de Escrivao da Alfandega da Parahyba, Contador e Guarda Livros da mesma e Juiz do Peso do Pao Brasil, o qual era filho de Manoel Francisco e Isabel Gomes Catanho, natural da Ilha da Madeira, que era filha de Manoel Catanho e de sua mulher Gracia do Rego Barreto, naturais da Ilha da Madeira; de seu matrimonio nasceo D. Gracia de Barros Catanho, que casou com o Sargento-Mor Manoel da Silva Vieira, natural da Ilha da Madeira, o qual era filho de Sebastiao Nunes, natural da Comarca de Lobos da Ilha da Madeira, e de sua mulher Brites Vieira da Silva natural do mesmo lugar, de cujo matrimonio nasceo, entre outros filhos, D. Theresa da Silva Vieira que casou com o Doutor Francisco Calheiros, o qual era filho de Gaspar Calheiros, natural de Iguarassu e de sua mulher Clara da Rocha, neta pela parte paterna de Goncalo Calheiros, natural de Vianna e de sua mulher Maria Vieira natural de Iguarassu; e pela parte materna neta de Antonio Coelho, natural de Telheiros, Patriarchado de Lisboa, e sua mulher Andresa da Rocha, natural da Villa de Iguarassu, que era filha de Manoel da Rocha. (este filho de Francisco Dias da Rocha, o qual era filho de Diogo Lopes e de sua mulher Violante Fernandes, do Conselho de Barqueiro, que era filha de Joao Lopes do Ribeiro e de sua mulher D. Beatriz Dias) e sua mulher Graca Dias da Rocha. Do matrimonio de D. Theresa da Silva Vieira e do Dr. Francisco Calheiros nasceram cinco filhos: D. Francisca, casou com Jose da Costa Bezerra; D. Clara da Silva Vieira, casou com o Capitao Francisco de Mello e Silva; D. Antonia casou com Francisco Pinto Correia, senhor do engenho Inhobim; D. Custodia Coutinho, casou com Jose Goncalves Teles; D. Maria Jose do Desterro, que terceira vez casou com o Sargento-Mor Miguel Alvares Lima, Escrivao da Fazenda Real e da Camara Episcopal (o qual era filho do Tenente Antonio Alvares Lima, Familiar de numero do Santo Officio, e de sua mulher D. Marianna Monteiro, neto pela parte paterna de Balthasar Goncalves Lima e sua mulher Maria Mendes Pereira, naturaes da Villa de Barcelos, neto pela parte materna de Domingos Monteiro de Oliveira e sua mulher Maria Dias Vieira) de cujo matrimonio nasceram seis filhos: Fr. Francisco de Jesus Maria, Religioso da Ordem de N. Senhora do Monte do Carmo; Fr. Jose Joaquim, Religioso da mesma Ordem; O Pe. Antonio Jose Alvares de Lima; D. Paula Monteiro de Lima que casou na Parahyba com seu primo o Coronel Francisco Pinto Correia Junior, senhor de engenho; D. Marianna Monteiro de Lima, que casou em Olinda com o Capitao de Ordenanca Antonio Dantas Correia, Senhor do engenho Fragoso; o Capitao Francisco Alvares Lima; senhor do engenho Muribequinha, que casou com D. Antonia Nogueira, legitima filha do Mestre de Campo General de Infantaria Goncalo Pinto Calheiros, Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Jeronyma Thenorio de Inojosa Velasques Selidar, digo, de Inojosa, irma de Manoel de Inojosa Velasques Selidar, Governador do Alvarve, ambos legitimos filhos do Tenente General Jeronymo de Inojosa Velasques Selidar, Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Maria Mendes Thenorio; (de seu matrimonio nasceo, entre outros filhos, o Capitao-Mor Christovao Miz Inojosa, Cavalleiro da Ordem de Christo, que casou com D. Catharina de Menezes que era filha do Tenente Jose da Fonceca Barbosa e sua mulher D. Lucinda de Mendonca; neta pela parte paterna de Pedro Fonceca Barbosa e sua mulher Barbara da Fonseca, neta parte materna do Tenente Coronel da Capitania de Itamaraca Jose Diogo de Menezes e sua mulher D. Maria Mendonca e Sal. Deste matrimonio nasceo, entre outros filhos, D. Josepha de Inojosa, que casou com Jose Goncalves de Oliveira, irmao do Reverendo da Cathedral de Olinda Aleixo Manoel do Carmo, e do Sargento Mor Agustinho Gohcalves de Oliveira Escrivao da Vedoria Geral da gente de Guerra da Capitania de Pernambuco, todos legitimos filhos do Capitao-Mor Agustinho Goncalves de Oliveira, natural do Porto e sua mulher, digo, e pela parte materna neto de Manoel Coelho Ferreira, natural de Muribeca; (deste matrimonio nasceo, entre outros filhos, Manoel do Carmo Inojosa Capitao de Ordenancas do Recife, por patente regia, e Sargento-Mor graduado; Guarda-Mor e Escrivao da Mesa Grande de Estiva da Alfandega de Pernambuco, que casou com D. Joanna Felicia do Espirito Santo, irma do Reverendo Conego da Cathedarl de Olinda e Vigario da parochia de Santa Lusia do Norte, Antonio Alvares de Miranda Varejao cavo. da Ordem de Christo, e de Joao Alvares de Miranda Varejao Official-Maior da Secretaria de Estado dos Negocios do Reino, Commendador e Fidalgo da Casa Real, naturaes do Recife, todos filhos do Capitao Bartholomeo Alvares Martins e de sua mulher Ursula Mara ida Conceicao; netos pela parte paterna do Sargento-Mor Custodio Alvares Martins, Senhor do engenho Santo Estevao, e do Sertao Rodellas em Pageu de Flores, e de sua mulher D. Julianna de Oliveira, legitima filha do Sargento-Mor Alvaro Marreiros de Oliveira e sua mulher D. Lusia Barreto, e pela parte materna neto de Antonio JoseCorreia da Silva Lobo, Cavalleiro da Ordem de Christo, negociante na Praca do Recife, natural de Santa Maria Real dos Portos, Arcebispado de Braga e sua mulher D. Joanna Vieira da Fonceca, que era filha do Coronel Antonio de Miranda Vieira, natural de Portugal, e sua mulher D. Ursula Maria da Fonceca, irma dos Reverendos Drs. Pedro e Antonio de Siqueira Varejao, naturaes de Pernambuco, todos filhos do Coronel de Cavallaria Antonio de Siqueira Varejao Castello Branco, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, e sua mulher D. Joanna Pinto da Fonceca, naturaes de Portugal, neta pela parte paterna do Tnente General e General do Reino de Angola Antonio de Siqueira Varejao Castello Branco, Fidalgo da Casa Real, Alcayde-Mor de Obido, etc. e sua mulher D. Anna. Vide Livro 4o. folhas 33, folhas 161, verso, folhas 338 e no verso folhas 524 e no Liv. 3o. folhas 138, e folhas 140. Liv. 1o. folhas 260 e folhas 261.”

Final na pagina 87.

Para resumir, fiz esse esquema da essência da genealogia.

Pedro Cardoso de Moura c. c. D. Catharina da Costa, pais de:
Manoel da Costa Moura c. c. D. Margarida Coutinho, pais de:
D. Custodia Coutinho c. c. Lasaro de Barros Catanha, pais de:
D. Gracia de Barros Catanho c. c. Manoel da Silva Vieira, pais de:
D. Theresa da Silva Vieira c. c. Dr. Francisco Calheiros, pais de:

1. D. Francisca c. c. Jose da Costa Bezerra
2. D. Clara da Silva Vieira c. c. Francisco de Mello e Silva
3. D. Antonia c. c. Francisco Pinto Correa
4. D. Custodia Coutinho c. c. Jose Goncalves Teles
5. D. Maria Jose do Desterro c. c. Miguel Alvares Lima, pais de:

I. Fr. Francisco de Jesus Maria
II. Fr. Jose Joaquim
III. Pe. Antonio Jose Alvares de Lima
IV. D. Paula Monteiro de Lima c. c. Francisco Pinto Correia Jr.
V. D. Marianna Monteiro de Lima c. c. Antonio Dantas Correia
VI. Francisco Alvares de Lima c. c. D. Antonia Nogueira

O restante da carta de apresentação trata da ascendência de cada membro que eh introduzido como cônjuge.

Ai se explica que D. Antonia Nogueira, entre os ancestrais da alta nobreza, teve tambem por ancestral a Manoel Coelho Ferreira. Ai se informa que esse Manoel ja vivia em Muribeca ou o neto dele nasceu la.

Muribeca atualmente eh um distrito de Jaboatao de Pernambuco, area onde se deram as famosas Batalhas dos Guararapes nas quais os brasileiros e portugueses saíram vencedores e os holandeses se renderam. A ultima se deu em 1654 mas os últimos dispositivos do armistício foram cumpridos em 1657.

Nao posso dizer com certeza alguma mas penso que o Manoel Coelho mencionado como pai de Ayres de Sousa Coutinho, marido de dona Narcisa Gomes (da Silveira), deve ser o mesmo Manoel Coelho Ferreira.

Nao sendo, so teremos a esperar que tenham havido mais assinantes do nome Coelho na região, o que possibilitaria muito mais oportunidades de os nossos Coelho fossem formados la.

Interessante eh que no capitulo da Historia de Minas Gerais, logo no inicio do Ciclo do Ouro, afirma-se que os Emboabas eram pessoas provindas geralmente da Bahia ou de Portugal que, por terem chegado depois dos paulistas, eram exploradas pelos primeiro chegados.

Nao menciono o caso dos Barbalho que eram a principio pernambucanos, porem, uma parte deles que chegou a Minas Gerais ja haviam se instalado no Rio de Janeiro ha 60 anos antes do inicio do capitulo.

Acredito que nos ensinaram assim devido aos poucos detalhes de informação que o povo mais antigo possuía. Para os mineiros daquela época, todo nordestino deveria ser conjuntivado no termo “baiano”. Assim como na atualidade muitos chamam os nordestinos de “paraíba”, como se houvesse apenas um gentílico comum a todos!

Outro detalhe que nao posso tirar conclusões a respeito dele eh o de que a Família Coelho Ferreira realmente tornou-se uma potência na Bahia. Assim como o Barbalho e outras famílias que migraram primeiramente para Pernambuco mas foram obrigadas a ir para a Bahia por causa das guerras contra os holandeses. O que não saberia informar eh se o tal Manoel Coelho Ferreira seria o tronco de todos.

Como os Silveira, os Coelho, provavelmente os Linhares, os Sousa , os Silva, os Costa, os Pinto, os Moura, os Ferreira e outros também podem ter formado núcleos baianos durante aquele período e o resultante da descendência poderia ter se mudado para os centros mais antigos de Minas Gerais, atingindo Itabira, Ferros e cercanias, o que inclui Virginópolis e Guanhaes.

Claro, mesmo que isso tenha acontecido não se pode descartar a presença dos outros veios que chegaram aos mesmos lugares, ou seja, os procedentes de Portugal, sejam eles das Ilhas ou do Continente.

No fim, nos somos mesmo eh “farinha do mesmo saco”!

 

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12. QUASE CHEGANDO LA!!! OU UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!

Essa eh principalmente para a descendencia do “Onoro” (JOAQUIM “HONORIO” COELHO DE ANDRADE)

O amigo Mauro de Andrade Moura passou-me a LISTA DE EMIGRANTES AÇORIANOS PARA O BRASIL, numa edição limitada a poucos anos do século XVIII. Por pouco que seja eh de grande utilidade para a genealogia brasileira. Inclusive a nossa em particular poderá beneficiar-se.

A lista contem material suficiente para uma boa crônica. Nela encontra-se o que transcrevo abaixo:

“Antonio Coelho Linhares, de Vila Vicosa, `a comarca da Vila de Sabará de Minas Gerais, com sua mulher Ignez Francisca, e seus filhos Mariana, Rosa, Maria, Clara, Anna, Rita e Joao, menores, para a fazenda que para ele comprou o seu filho Mateus Coelho, assistente nas ditas Minas.”

Fui ao Google Livros para procurar pelo Mateus Coelho nos arquivos do site. No prospecto da “Revista Genealogica Latina, volumes 5-7, pag. 209” encontra-se alguns dos mesmos dizeres acima. A revista não esta disponível para leitura. Fica ai a duvida se ha alguma genealogia ja preparada onde entra o personagem ou apenas se repete a lista que agora tenho em mãos?!!! Ha que se buscar.

Anteriormente, como mostrei nos capitulos 10 e 11, GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO I e II, no endereco abaixo:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

tinhamos o casal Antonio Coelho Linhares e Ignacia Francisca de Jesus que haviam tido pelo menos um casal de filhos: Joao Coelho Linhares e Anna Maria de Jesus, que se casaram em Santo Antonio de Santa Barbara e tiveram filhos. Os registros de casamentos de 3 filhos de cada um deles tambem se encontram no site do familysearch.

Mas como acontecia antigamente, cada registro tem alguma variante nos nomes. Por isso julgo que Ignez na lista de emigrantes eh a mesma Ignacia. Assim como Honorio Coelho da Silva era o mesmo Honorio Coelho Linhares, casado com Simpliciana Rosa de Andrade. Deles nasceu o Joaquim, em 1833 e em Ferros. Acredito ser o nosso trisavô. E tambem o Antonio, 1838.

Esse Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Agora observe-se a coincidencia. O pai era “da Silveira”, porem, o filho era de “Linhares”. Tudo indica que o Honório herdou o Linhares por parte do avo. Faltar-nos-ia descobrir quem foi o pai e/ou mãe do pai dele. Em qualquer dos casos penso que um casal de avos foi o Antonio e a Ignez Ignacia.

Pelos dados que tinha antes pensei que o mais provável seria que o Joao Coelho Linhares e sua esposa Antonia Maria de Sousa e Silva fossem os pais do Antonio Coelho da Silveira.

Agora amplia-se a possibilidade, pois, poderia ser o Mateus Coelho (e possivelmente Linhares) que devera ter se casado com alguém da família “da Silveira”. Mas também tem a serie de nomes das “meninas” que poderiam ter se casado com homens da mesma família.

O interessante eh que fica quase eliminada a hipotese que levantei antes de descendermos dos “da Silveira” de Pernambuco. E essa conclusão se verifica pelo fato de que na lista de emigrados o sobrenome Silveira eh um dos mais frequentes.

Ou seja, a familia que saiu de Portugal para multiplicar-se em Pernambuco também o fez nos Açores e ja contava com um grande numero de membros por la `a época.

Outra conclusao eh a de que o Coelho que nos vem pelo trisavô Joaquim procede dos Açores. O que ja seria um alivio saber que nao se trata de Coelho muito proximo do nosso ancestral Jose Coelho de Magalhaes. Melhor pelo fato, em nao sendo, diminuir um pouco o nosso risco de consanguinidade.

E o Coelho do ancestral Joaquim procede muito provavelmente da Ilha Terceira e particularmente de Vila Nova. Com um pouco mais de busca podemos ate chegar ao Joao Coelho, o povoador, um dos primeiros moradores do arquipélago e um dos multiplicadores do sobrenome Coelho por la.

Parece-me que foi ele o navegador que ja havia feito navegações `as ilhas caribenhas antes da tomada de posse por Colombo. Ao passar pelos Açores, Colombo se valeu das informações do navegador para redescobrir as Americas. Que, alias, ja haviam sido descobertas desde tempos imemoriais, por diversos povos de diversos lugares do mundo velho e que depois foram chamados comumente de indígenas.

Entao, so nos faltaria agora comprovar que o Joaquim, filho do Honorio e Simpliciana, eh o nosso Joaquim “Onoro”. E que o Antonio, avo paterno dele, seria neto do Antonio Coelho Linhares e Ignez Ignácia.

Havemos que ficar atentos para outras informações que estão ainda ocultas nos dados que temos. A Anna Maria de Jesus casou-se com o Joaquim Coelho Linhares que, obviamente, não poderia ser irmão dela.

Consta no registro de casamento deles que Joaquim foi filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira. Nao se indica ai nem a procedencia dos tres e nem se haviam outros membros da mesma família.

Joaquim e Anna Maria tiveram um filho chamado Antonio em cujo casamento registra-se Coelho Linhares. Algo quase fora de cogitação, mas não impossível de ter acontecido naquela época, os mesmos pais poderiam ter dois filhos com o mesmo nome mudando de Linhares para “da Silveira”. Nesse caso, ate isso seria possível, porem, improvável.

Nada melhor que culminar uma hipotese com a coleta de documentos comprobatorios dela. E nesse caso não me sinto inclinado a buscar mais alem, antes de limpar as arestas confirmando primeiro se o Joaquim do Honório e Simpliciana eh mesmo no nosso ancestral.

Observe-se no detalhe que de centenas de pessoas que viajaram para o Brasil, de memoria, so me recordo que essa familia foi mencionada que viajaria para a Comarca de Sabará (Comarca de Rio das Velhas, criada em 1714). Era uma comarca enorme. Deve ter sido a maior do mundo quando foi criada, pois, todo o interior do Brasil pertenceu a ela.

Mas o tamanho dela durou pouco. Em 1720, quando a Comarca do Serro Frio foi criada, essa tomou o lugar dela. E as duas fizeram divisa durante todo o resto do seculo XVIII e parte do XIX. Itabira e Ferros pertenciam `a de Sabara. E parte da nossa familia multiplicou-se nos dois lados da divisa.

Infelizmente, o que pertencia ao Serro, que inclui Conceicao do Mato Dentro, Guanhaes, Pecanha, Virginopolis e outras, nao teve dados fotocopiados pelo familysearch porque o bispo ultraconservador de Diamantina, `a epoca, nao permitiu. Assim vamos ter que esperar mais um pouco para confirmarmos ou negarmos as hipoteses.

O que se pode adiantar eh que temos ancestrais em Pernambuco mas nao os Silveira e Coelho Linhares. De la temos os Barbalho Feyo, Carvalho de Andrade, Monteiro, Bezerra Felpa de Barbuda, Tavares de Guardes, Araujo, Furtado de Mendonca e outros. Embora haja a duvida, pequena, se nosso ramo Barbalho descende mesmo do Luiz Barbalho Bezerra ou do Felippe, irmao dele. O Felippe casou-se na Familia da Silveira.

E a familia consangüínea do Joaquim Honório deve ja contar com mais de milhão de pessoas. Isso, claro, se descender mesmo do Antonio e da Ignez Ignácia e se cada um dos filhos deles se multiplicou como eh o costume dos Coelho. Vai faltar espaço nos livros para incluir todo mundo!

Ha um outro registro de casamento no site do familysearch que talvez possa, no futuro nos ajudar. Aparentemente, nao se encaixa na descricao: “da mesma familia”. Nao por nao ser, mas porque nao mostra claramente.Os dados sao estes:

Domingos Coelho c. em 24.05.1808 c. Florinda Rodrigues dos Santos
filho de Domingos Coelho de Linhares e Antonia da C. Soares
filha de Jose Rodrigues dos Santos e Quiteria Maria Rodrigues.

Seria um pouco dificil que o Domingos Coelho que casou-se fosse irmao do Joaquim Coelho Linhares, marido da Anna Maria de Jesus por causa de os dois terem se casado com 30 anos de diferenca. Mas ha a possibilidade, pois, poderia ser meio-irmaos ja que o nome da esposa eh diferente. E nao parece ser engano do escrivao!

De qualquer forma fica o registro para que se tenha onde encontrar, caso venha ser necessario mais tarde.

Existem outras pessoas de interesse na lista. Embora nao saberia dizer algo de imediato. La encontra-se, tambem da Ilha Terceira:

1. “1767 – Jose Coelho Linhares, de 59 anos, `a Bahia, para companhia de seu filho”

Talvez nao terao deixado descendentes em Minas Gerais mas deverao ter deixado na Bahia e por ai ficamos sabendo de uma extensao de nossa familia naquele estado.

2. “1770 – Jose Nunes Coelho, da Vila Nova, ao Rio de Janeiro, com sua mulher Mariana Antonia, filho Jose Coelho e filha Esperanca de Jesus.”

Isso pode confundir-nos um pouco. Bom para preparar nosso espirito para alguma surpresa menos esperada. Como nao temos os dados que a familia produziu na Comarca do Serro Frio, poderia ser que esse Jose Nunes Coelho tivesse algum filho mais velho com o nome de Manoel Nunes Coelho. E esse poderia ter sido o pai do nosso antepassado Eusebio Nunes Coelho.

Nesse caso, pode ser que a coincidencia que eu nao esperava tenha acontecido, e dois Manoel Nunes Coelho, de origem diferentes, tenham habitado a nossa regiao. Contudo, nada saberemos de definitivo enquanto nao soubermos quem foram os pais do nosso ancestral Manoel.

3. “1785 – Caetano de Sousa Coelho, das Lagens, `a mesma cidade [R.J.], para companhia de um seu tio.”

Muito interessante logo depois aparecer um bom numero de assinantes do sobrenome Souza Coelho em Itabira e Ferros. O Caetano pode nao ser o unico. Torna-se um candidato a ancestral dos que tivemos noticias.

Muito provavel que tenha sido aparentado dos Coelho Linhares. E pela experiencia que temos de migracao, observa-se que quando um parente vai para um lugar e se da bem logo chama outros. E esse pode ter sido o caso.

Mais um, para complicar, embora seja procedente da Ilha de Santa Maria. Vamos la, entao:

1. “1784 – Inacio Jose Coelho de Andrade, `a cidade do Rio de Janeiro, para a companhia dum seu irmao.”

O agente complicador aqui foi a assinatura ter sido a mesma dos nossos ancestrais. Isso quer dizer que ja existia uma familia ou iniciou-se la uma familia Coelho de Andrade. A dificuldade aqui seria comprovar-se que esses personagens ou os descendentes deles se mudaram para Minas Gerais.

Alem disso, precisariam ter gerado pelo menos um Honorio Coelho de Andrade e que tivesse multiplicado em Itabira ou suas dependencias.

O que temos de concreto eh um Honorio Coelho Linhares que casou-se com Simpliciana Rosa de Andrade e que poderao ter deixado a fortuna chamada Familia Coelho de Andrade. E tudo indica que essa versao mais facil da hipotese ira concretizar-se como verdadeira. Mas ha que se provar antes!

Algo interessante tambem eh que, em calculos aleatorios, penso que 90% dos emigrados das Ilhas dos Acores foram para o Rio de Janeiro. Contudo o que me parece foi que as mencoes referiam-se ao porto de destino.

Isso porque no final do seculo XVIII e inicio do XIX a expansao colonial estava se dando em Minas Gerais e no Sul do Brasil. Em Minas Gerais porque era ainda muito pouco habitada e constantemente apareciam surtos de encontro de ouro e pedras preciosas.

`A epoca, embora o Rio de Janeiro tambem nao fosse muito povoado, o que se dava era a constante busca por terras novas. Um fato consequencial do sistema economico no qual Portugal estava preso. Como nao se industrializou e tinha terras sobrando em suas colonias, permaneceu no mesmo sistema agropastoril dos tempos medievais.

Quando se fundava um arraial, criava-se um numero limitado de posicoes de trabalho de acordo com a quantidade de terras para estabelecer-se fazendas ao redor. Somava-se ai alguns cargos burocraticos. Mas, ja na segunda geracao, os patriarcas tinham mais filhos do que o lugar oferecia empregos. Portanto, tornava-se imprescindivel continuar expandindo.

A Europa viveu seculos na mesma ratoeira. E a solucao encontrada quando se dava a superpulacao era uma nova guerra. As guerras se tornaram a fonte de riqueza para alguns e serviam como sistema de controle de natalidade para todos. Cruel. Mas essa era a Europa ate acontecerem as duas guerras mundiais. Outra forma de controle de natalidade, antes das vacinas, foram as pestes muito frequentes.

Algo que se observa nas entrelinhas da lista de imigrantes acorianos para o Brasil eh o controle do Estado sobre a vida da populacao. Para terem direito a viajar as pessoas tinham que oferecer uma justificativa. E a mais comum usada era a de que havia um parente em condicoes financeiras de receber o viajante. Nem mesmo os da alta nobreza escapavam.

Por outro lado, observa-se tambem o clima de possivel corrupcao ao qual o sistema levava. Boa parte das justificativas eram como a do Inacio Jose Coelho de Andrade: “para a companhia dum seu irmao”. A maioria devia ser verdade. Mas os que nao tinham ombros largos poderiam muito bem incluir um “parente proximo” inexistente no rol de desculpas. Como o sistema sempre foi falho, muita gente deve ter viajado clandestinamente e nas barbas das autoridades!

Nao foi atoa que esse clima de desconfianca e supervisao acabou deflagrando a Inconfidencia Mineira. Nao foi apenas uma insurreicao nacionalista. Portugueses de nascimento, como o Tomas Antonio Gonzaga, se uniram. O que lutavam contra era a tirania e nao necessariamente Portugal em si.

Alias, essa coisa de nacionalismo nunca foi suficiente para explicar-se as razoes de revoltas no Novo Mundo. O argumento eh muito fraco. Tao fraco quanto as pessoas denegrirem os colonialismos portugues e espanhol e exaltar o ingles. O povo bobo costuma arrotar a ironia, como se fosse verdade, que a colonizacao inglesa foi melhor e por isso resultou em paises mais desenvolvidos que os de origem espanhola e portuguesa. Hahaha! So rindo!

Podemos tomar o exemplo dos Estados Unidos. Alguns pensam que os ingleses eram mais evoluidos e que colonizaram os Estados Unidos com uma filosofia mais avancada, de liberdade. Se nao fosse mito, ate seria uma boa explicacao.

Os fatos sao esses. Havia uma perseguicao religiosa sim. E ela foi uma das razoes para a colonizacao dos Estados Unidos. Mas a razao obvia era a economica. Nao cabia no Reino Unido toda a populacao que nascia sob o mesmo sistema economico antiquado. Para sustentar todo mundo era preciso expandir. Mas as ilhas ja estavam totalmente ocupadas.

Perseguir as minorias sempre foi a solucao encontrada pelas elites. Assim, por tras da perseguicao religiosa estava oculta a disputa pela economia e pelo poder.

O mesmo foi feito na Espanha e Portugal com a Inquisicao. Perseguiu-se todos os de religioes diferentes e nao apenas os judeus. Obrigando-os a sair ou a se converter e fugir para as colonias abriu espaco para os poderosos se manterem no poder.

Contudo, os imigrantes ingleses que se transportaram para os Estados Unidos eram tanto ou mais atrasados que os poderosos que ficaram no Reino Unido. Basta olhar-se as leis que criaram, de total intolerancia a outras religioes e outros povos. Nesse caso, os maiores perseguidos eram os indigenas e os catolicos. Isso por causa dos conflitos que o surgimento do protestantismo causou.

Um detalhe da colonizacao inglesa foi que iniciou-se muito depois nos Estados Unidos. Foi por volta de 1621, quando Portugal e Espanha ja haviam plantado suas colonias ha mais de seculo.

Cerca de 180 anos apos implantadas as primeiras colonias, veio a Independencia. Porem, a Independencia se deu apenas nas 13 colonias iniciais. Nova Iorque nem era colonia inglesa. Era colonia holandesa, Nova Amsterda, e havia sido barganhada recentemente em troca da antiga Guiana Holandesa.

Logo depois, deu-se a compra da Louisiana. Que nao eh o atual estado e sim uma extensa faixa de terra que quase dobrou o territorio das 13 colonias. A colonizacao era francesa. O que nao acrescenta coisa boa ao sistema.

As partes do Sul dos Estados Unidos foram sendo tomadas da Espanha e do Mexico. Ou seja, a colonizacao era toda espanhola. E as aquisicoes foram se dando ao longo do seculo XIX, com mais de 300 anos de colonizacao latina.

O Noroeste do pais foi conquistado porque nao tinha um dono europeu de fato. Em teoria, foi da Espanha, tomado pela Inglaterra mas quem tomou posse foram os Estados Unidos. Chegou primeiro. Contudo, muito depois da Independencia. Nao houve colonizacao inglesa.

Por fim o Alasca. Era Russo. E alguem pode pensar que o tsar traiu a nacao ao aceitar vender. Mas eh melhor verificar do ponto de vista estrategico. Os russos tambem nao tinham populacao para ocupar o territorio. Era distante demais da mae Russia. A Russia tinha que se preocupar com as constantes guerras contra europeus e o Japao era outro poder que desafiava os russos.

Ao ver o que os Estados Unidos ja tinham feito `a Inglaterra, Espanha e Mexico, o tsar devia saber que seria inutil tentar segurar, pois, se nao vendesse seria tomado. Foi uma questao de inteligencia. Melhor perder so as joias que os dedos junto!

Outros paises de colonizacao inglesa somente se tornaram candidatos a primeiro mundo depois de suas emancipacoes efetivas. Esses sao os casos da Nova Zelandia e Australia. Ja o restante das colonias inglesas, como a India, China e Oriente Medio, ao contrario, chegaram a ser desenvolvidas antes da colonizacao. Com a colonizacao foram reduzidas apenas a mercado explorado. E ate hoje aguentam as consequencias disso.

E isso faz-me ate suspeitar de que nosso aparentado, o inconfidende Jose Joaquim da Maia e Barbalho, nem foi um heroi por ter procurado ajuda dos Estados Unidos para a Inconfidencia.

Isso porque essa pode ter sido a causa involuntaria da derrocada. As pessoas pensam que a biografia construida dos pais da Independencia dos Estados Unidos os torna quase santos. Mas a verdade eh completamente outra. Se as pessoas estudarem melhor a biografia de um Benjamin Franklin ou do Andrew Jackson ira compreender porque ate hoje os indigenas nao aceitam as notas de 20 dollares, a que tem a efingie do segundo.

Eram pessoas sem o menor escrupulos quando se tratava de atingir seus objetivos. Franklin tornou-se inimigo do proprio filho. E mesmo depois da Independencia nunca mais se falaram. O filho dele foi para Inglaterra e la morreu ingles.

Alias, para a informacao dos que nao sabem, o povo nos Estados Unidos era como foi o povo brasileiro. Nao queria a Revolucao de Independencia. Queria continuar pertencendo ao Imperio. Foi uma elite mais esclarecida que decidiu a levar em frente a revolucao. Alias, o mesmo povo tambem nao queria a compra da California. So ficou convencido depois da compra e o encontro do ouro por la.

Eh possivel que o Joaquim Silverio dos Reis nao passou de bode expiatorio, para acreditarem que ele deu com a lingua nos dentes para sair-se das dividas com Portugal. Mas essa explicacao eh vazia, pois, se a Inconfidencia desse certo ele nao apenas teria as dividas esquecidas como teria muito mais `a sua disposicao do que Portugal oferecia. Nao se pode desconsiderar a versao oficial mas tambem eh muito simplorio nao contesta-la.

E no tempo logo apos `a Independencia ja se tinha a ambicao nos Estados Unidos de expandir o imperio ate ao Oceano Pacifico. E no imaginario de alguns dos politicos de ca, o Brasil seria um concorrente que ja estava muito `a frente na corrida, pois, tinha todo o territorio central da America do Sul a seu dispor. Portanto, delatar a inconfidencia nao seria, para eles, um crime mas apenas uma eliminacao da concorrencia.

Pelo que se sabe atualmente das vidas particulares e politicas dos homens que fundaram a Republica dos Estados Unidos nao duvido quanto `a questao de que seriam capazes de fazer isso se se sentissem pelo menos um pouquinho de ameaca ao seu projeto de dominio. A questao a se levantar eh apenas a de que: eles ja tinham ou nao o Brasil como um futuro concorrente?

Nao estou aqui colocando em duvida a honestidade pessoal do Thomas Jefferson que foi contatado pelo Barbalho. Ele nao tinha o poder `a epoca. Era embaixador em Paris. Ouviu o projeto dos inconfidentes mineiros e contou o que ouviu para o Conselho Continental. A decisao de nao ajudar e, talvez, delatar nao foi dele. Como eram muitos decidindo, alguns foram voto vencido.

Nem se trata meus amigos brasileiros de criar uma imagem negativa dos Estados Unidos e de seus herois da independencia. Nao eh que eles seriam inimigos da independencia do Brasil. Nao eh um caso particular contra a nacao. Eh um caso de pura e simples concorrencia. Nao eh porque eh o Brasil. Eles fariam o mesmo contra todo e qualquer outro pais que ameacasse seu projeto imperialista.

Quanto `as questoes ao atraso economico e educacional brasileiros foi mais um problema intrinseco que intervencao exterior. A intervencao se deu durante o periodo colonial. Portugal queria manter o Brasil como seu servente e para isso fez de tudo para alcancar o objetivo. Em particular, proibiu a educacao. Era proibido ter universidades no Brasil.

Mas isso poderia ter sido superado a partir de que a Independencia do Brasil se deu em 1822. O problema foi que o que vitimou os brasileiros foi a qualidade de elite que se produziu no pais. Ela tinha a mesma mente atrasada que os antigos compatriotas portugueses.

Grande parte da populacao foi alijada do poder economico e do conhecimento. Com isso, como o Brasil herdou de Portugal o atraso da falta de industria, continuou no mesmo caminho, nao preparando a populacao para uma revolucao industrial.

Os dados estatisticos populacionais de 1900 ajudam muito a explicar isso. `Aquela epoca o Brasil tinha 17 milhoes de habitantes cadastrados no censo. Enquanto os Estados Unidos possuiam algo em torno de 70 milhoes. O que se pode pensar eh que a diferenca nao seria tao grande assim, ou seja, cerca de 4 vezes mais.

Contudo, a grande diferenca nao estava nesses numeros. Estava no detalhamento deles. No Brasil ainda se vivia no tempo dos favorecimentos dinasticos. Ou seja, vivia-se ainda os privilegios de nobreza. A quem tinha era dado muito mais e a quem nao tinha nao era dada a menor chance, nao interessava o merito.

Com isso, dos 17 milhoes de brasileiros da epoca nao deveriam existir mais que 3.5 milhoes de consumidores. Enquanto que nos Estados Unidos essa cifra era pelo menos 10 vezes superior.

O sistema consumista tinha la suas vantagens `a epoca. Nao se produzia plastico e a poluicao ainda era minima. Mas o que se tinha para consumir o era em larga escala. O resultado disso foi a criacao da riqueza de muitos.

Aqui nos Estados Unidos as pessoas tem e eh incentivada a ter a ilusao de que o pais eh excepcional em sua forma de criacao. Faz-se acreditar quase que numa protecao divina contra outras influencias. E essa suposta protecao divina eh que seria a responsavel pela imensa riqueza e prosperidade que o pais experimentou nas ultimas decadas.

Tudo uma falsa impressao. Nao vejo diferenca alguma no nivel de inteligencia do povo brasileiro ou do povo nos Estados Unidos. Ambos sao igualmente criativos. A diferenca esta apenas no detalhe da crenca de que todos tem o mesmo direito ao acesso `as riquezas. O que isso influencia?

Como todos sao convidados a consumir, mesmo as ideias que nao sao muito inteligentes tem a vantagem de ser consumidas. Para comparacao, temos o cinema de alta qualidade e o cinema de pessima qualidade. Nao interessa. Em meio a uma populacao de 310 milhoes de pessoas tem gosto para tudo.

Se a producao for de ma qualidade mas tiver pelo menos 1% da populacao como consumidora, ira conseguir mais publico que as boas producoes de cinema no Brasil. Isso eh bom porque mesmo fazendo producoes de baixa qualidade o mercado prepara cineastas que acabarao aprendendo a fazer coisas de boa qualidade em funcao da pratica. Enquanto no Brasil as oportunidades serao minimas.

E isso se processa em todas as atividades humanas. Enquanto muitos bons profissionais jamais se projetarao no Brasil, pessimos profissionais nos Estados Unidos terao mais chances de se projetarem e, com o tempo, se transformarem em bons. Nao ha nada de excepcionalidade nisso. Tudo eh uma questao de oportunidade.

O que, no Brasil, sempre foi comprimida e reprimida. Nao eh atoa que andou-se revoltando com o acesso dos pobres a sistema de consumo. Junto com o consumo essa camada tambem passaria a produzir. Producao nova significa concorrencia. O que essa elite do tempo medieval menos acredita eh em concorrencia.

Melhor dizendo acredita nela `a semelhanca do Trump que se acha um genio por ser bilionario e ter comecado a vida com tudo o que podia `a sua disposicao, inclusive o emprestimo paterno de 1 milhao de dollares, coisa que na atualidade se traduziria por dezenas de milhoes.

Por falar nisso, acredito que nos entramos em uma fase nova, em que nao ha mais como expandir, pois, nao ha mais territorio habitavel no qual as pessoas possam iniciar novas colonizacoes.

E com isso as elites retrogradas mundiais estao mesmo tentando forcar o retorno `aquele tempo em que os beneficios do trabalho coletivo se concentrem nos privilegios dos “bem nascidos.” E isso eh o que se pode verificar na atual politica economica no Brasil e na que esta entrando nos Estados Unidos.

Notavelmente, me enganei quanto `a definicao de inteligencia, pois, pensei que do passado deveriamos repetir o que fora bom. Dos outros deveriamos copiar o que deles brotasse de excelente. Mas o que estamos assistindo eh o Brasil voltando ao passado e os Estados Unidos copiando o que de pior sempre aconteceu no Brasil!!! “Um triste fim para o Policarpo Quaresma!!!”

E isso eh o que me inspirou escrever das entrelinhas que consegui decifrar na lista de imigrantes acorianos para o Brasil.

Leitura recomendada: https://www.letras.com/carlos-drummond-de-andrade/460647/

 

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13. ENFIM, ALGO DE MAIS CONCRETO!

Nossos eternos agradecimentos ao amigo Mauro Andrade Moura.

Ele localizou e enviou-me as fotografias dos Inventarios de dona IZIDORA FRANCISCA DE MAGALHAENS. O inventariante foi o viuvo dela: POLICARPO JOSE BARBALHO. E a data foi de 15 de maio de 1827.

Antes de qualquer coisa, façamos uma breve revisão da Historia da Família para que as pessoas menos familiarizadas com nossa genealogia entendam melhor as ligações parentais. Vejamos entao:

“O centro de minha familia pelo tronco materno dos Coelhos, veio, pois, a ser a velha povoação de “Sao-Miguel-e-Almas-do-Aricanga” (mais tarde Freguezia e Villa de Sao Miguel de Guanhaes, e hoje Cidade de Guanhaes), para onde, nos começos do século dezenove, se haviam transferido os cinco filhos de Jose Coelho e dona Eugenia (da regiao de Mato Dentro). Ja em 1821, um deles, elevado a Capitão de milicias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoação de Sao-Miguel-e-Almas, hoje Cidade de Guanhaes, conforme refere ASSIS MARTINS (“Almanaque de Minas”, de 1870, pag. 191). E do fundador dessa familia, no Nordeste de Minas, MANOEL RODRIGUES COELHO pode se ver a primeira “Carta de Sesmaria”, na “Revista” do Arquivo Publico Mineiro (Tomo X, 1905, pag. 213).”

Extrado do livro:

“ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS
(para um livro de familia)
separata da
“REVISTA DO INSTITUTO DE ESTUDOS GENEALOGICOS”
1939
EMPREZAGRAPHICA DA “REVISTA DOS TRIBUNAIS”
Rua Conde de Sarzedos, 38 – Sao Paulo”

Autoria do professor Nelson Coelho de Senna.

TRONCO COELHO (RODRIGUES COELHO OU COELHO DE MAGALHAES)

Do fundador de Guanhaes e sua esposa, Luiza Maria do Espirito Santo, filha de Antonio Jose Moniz e Manoela do Espirito Santo, nasceram os filhos seguintes:

01. Jose Coelho da Rocha Neto c. c. Candida Jovina Pereira e em 2as. Maria de Deus Villa Real
02. Maria Luiza Coelho, solt. (Nha Moca)
03. Francisca (Francisquinha) Eufrasia de Assis Coelho c. c. Ten. Joaquim Nunes Coelho
04. Anna Maria de Jesus Coelho solt. (Nha Ninha)
05. Ten. Joao Batista Coelho c. c. Maria Honoria Nunes Coelho
06. Eugenia Maria da Cruz c. c. Cap. Francisco Marçal Barbalho
07. Antonina, fal. crianca
08. Antonio Rodrigues Coelho c. c. Maria Marcolina Borges do Amaral e em 2as. c. c. Virginia Campos Nelson. E teve extraconjugal duas filhas reconhecidas, com Anna Girou Bonefoi e Getulia Justiniana de Aguiar.

TRONCO NUNES COELHO

Do lado Nunes Coelho temos que, Manoel Nunes Coelho foi pai de:

I. Eusebio Nunes Coelho c. c. Anna Pinto de Jesus, e foram pais de, pelo menos:

01. Clemente Nunes Coelho. Nao se sabe com quem se casou mas foi pai de Maria Honoria Nunes Coelho
02. Capitão, Francisco Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho
03. Joaquim Nunes Coelho c. c. Francisca (Francisquinha) Eufrasia de Assis Coelho
04. Bento Nunes Coelho
05. Antonio Nunes Coelho (1829) c. c. Maria de Araujo Ferreira

TRONCO “DE MAGALHAES BARBALHO”

Ate entao, tinhamos a informacao de que Francisco Marcal Barbalho era filho de Policarpo Jose Barbalho. Deste Policarpo foram filhos:

01. Joao, fal. crianca
02. Jose de Magalhaens Barbalho c. c. Maria Germana (segue)
03. Genoveva, fal. crianca
04. Emigdio de Magalhaens Barbalho (padre)
05. Maria, fal. crianca
06. Cap. Francisco Marcal Barbalho c. c. Eugenia Maria da Cruz (segue)
07. Lucinda Francisca de Magalhaens c. c. Manoel Geraldo Fernandes Madeira

02. Jose de Magalhaens Barbalho c. c. Maria Germana, pais de:

01. Margarida (1833)
02. Anna Maria (hipotese)

06. Cap. Francisco Marcal Barbalho c. c. Eugenia Maria da Cruz, pais de:

01. Emigdia de Magalhaes Barbalho c. c. Jose Coelho Nunes
02. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho c. c. Joao Nunes Coelho
03. Marçal de Magalhães Barbalho* c. c. Ersila Coelho de Andrade
04. Pedro Marçal de Magalhaes Barbalho* c. c. Antonia Honoria Coelho
05. Quiteria (Quitirinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Joaquim Pacheco Moreira
06. Candida (Sa Candinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Joao (tio Joaozinho) Batista de Magalhaes
07. Julia de Magalhaes Barbalho, solt.
08. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Miguel Nunes Coelho

Para quem desejar acompanhar maiores detalhes dessa genealogia ha o site a disposição: http://www.geneaminas.com.br/index-2017-2-9.html

* Marcal teve extraconjugal a filha Adelina Magalhaes
* Pedro foi pai extraconjugal do filho Pedro de Magalhaes Barbalho
Ambos tiveram suas familias com as esposas.

Anna Maria, filha de Jose de Magalhaens Barbalho foi a mãe de Joao Batista de Magalhães. Ele casou-se com sua prima em segundo grau.

Jose, Antonio e Miguel foram filhos de Francisca (Francisquinha) Eufrasia e Joaquim Nunes Coelho. Foram 3 irmãos casados com 3 irmas e eram primos em primeiro grau por partes maternas.

Antonia Honoria era prima em primeiro grau do marido Pedro de Magalhaes Barbalho por ela ter sido filha de Joao Batista Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho.

Os tenentes Joao Batista Coelho e Joaquim Nunes Coelho constam na lista de primeiros moradores e fundadores do municipio de Virginopolis. 7 filhos e filhas do Ten. Antonio Rodrigues Coelho casaram com 6 descendentes do Ten. Joao Batista Coelho. E a descendencia deles continuou casando entre si ate aos anos atuais.

Nao preciso contar em detalhes a alegria que foi descobrir algo mais concreto desse nosso ilusivo quartavo, o alferes Policarpo Jose Barbalho. Algumas coisas que foram ditas a respeito dele, dentro das tradições, ja se provaram ser irreais. A maior mesmo foi a de que assinasse “de Magalhães”, o que nao era. Outra fora que nascera no Nordeste e, para nossa surpresa, ele nasceu no antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durão, Município de Mariana.

Ver o documento que pode ter sido escrito `a mão por ele proprio ja foi outra Historia. Pelo menos a assinatura era a dele. E assinava Alferes Policarpo Jose Barbalho. O mais importante que o documento revelou nao foi que foi casado com Izidora Francisca de Magalhaens. O importante mesmo foi que ela foi a mãe tanto do nosso ancestral Jose de Magalhaens Barbalho quanto do ancestral Capitao Francisco Marçal Barbalho. E comprova que este não assinava o Magalhaens.

E aqui vou copiar algumas anotacoes que fiz, copia do que li no documento:

“Itabira, Maio (rabiscos) 1827. [D.a…? a 15 de Maio de 1827, estava na margem]

Inventario e partilha dos bens que ficaram na casa da falecida Dona Izidora Francisca de Magalhaens, moradora que foi no Arraial da Itabira termo de villa Nova da Rainha de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Caeté de quem ficou viuvo o Alferes Policarpo Jose Barbalho…………………

Policarpo Jose Barbalho viuvo da falecida Dona Izidora Francisca de Magalhaens morador no Arraial do Itabira deste termo que reconheco pelo………… de que fico………………….dito……………………tutor dos Orfaos.

Orfaos que venha aceitar juizo para governar todos os bens que ficaram por falecimento da dita……………”

Bom, era coisa demais para ler. Pelo menos 40 paginas numa grafia que nao estou acostumado a faze-lo e num documento ja deteriorado com o tempo, alem de uma grande mancha que parece ter sido causada por, em algum tempo da vida do papel, ele ter sido molhado.

Mesmo as linhas semi-apagadas pela mancha d’agua pode-se ler algo com um contraste de luz. Experimentei isso movimentando a tela do laptop. A dificuldade mesmo eh ler as letras na grafia antiga.

Tive apenas algumas horas de acesso ao documento porque ele me foi enviado na forma temporaria. No dia 9 sera apagado. E o laptop eh instrumento para os estudos do meu filho. As horas que tive foram as de fim de semana, enquanto ele trabalhava no horario da manha. Assim, desisti de copiar o que li. Anotei algo que pensei ser de maior importancia. Aqui vai o que anotei:

Herdeiros:

Joze de Magalhaens Barbalho de 16 para 17 anos.
Emidio de Magalhaens Barbalho de 14 para 15 anos.
Francisco Marçal Barbalho de 6 para 7 anos.
Lucinda Francisca de Magalhaens de 2 para 3 anos.

Avo das criancas: Genoveva Nunes Ferreira
Guarda-Mor: Joao Baptista Ferreira de Souza, cavaleiro da Ordem de Christo e da Ordem do Cruzeiro

Parece-me que esse Joao Baptista era também Juiz dos Órfãos. O que seria importante era verificar se o Ferreira dele foi o mesmo da ancestral Genoveva, pois, talvez por ele se possa aprofundar mais facilmente nos estudos de nossas raízes.

Relacao de escravos:

1. Manoel da nacao Benguella de idade de 50 anos + ou –
2. Jose Ducarmo com 28 anos
3. Martinho, pardo, de 14 anos
4. Maria, da nacao Angolla, de 28 anos (?)
5. Josefa, da nacao Angolla, de (30 anos ???)
6. Bazilia, creoula, de 14 anos.

Algo que notei foi que a familia poderia nao ser considerada rica mas estava bem acima da situacao da população comum.

Ha algum tempo li numa tese que as familias precisavam possuir pelo menos um escravo e o dono da casa precisava trabalhar de igual para igual com ele para pelo menos ter quitado o custo de vida mínimo necessário. Ou seja, seria viver de pagamento em pagamento com a corda no pescoco.

Nesse caso, a familia possuia um escravo para cada membro, então, estava bem melhor de situação. Nao era o caso de ser o que se chamava de “dono de plantel”. Não chegava a ser escala industrial.

Sem se levar em conta o horror que era a escravidão, nao imaginem tambem que fosse algo mais cruel do que realmente era. Vivia-se em uma sociedade em que o unico meio de sobreviver era possuir escravos porque a sociedade estava toda estruturada no sistema escravagista. Alias, escravos libertos e em situação melhor também possuíam escravos.

A estrutura da sociedade e os lideres que impunham essa ordem, como governo, Igreja e alta nobreza, os que realmente compartilhavam o poder, tinham maior culpa.

Os pequenos senhores de escravos, embora com o poder sobre eles, não podiam dar-se ao luxo de ser cruéis e tinham de trata-los com algum respeito reservado, pois, eram como se fossem suas maquinas de trabalho, se se quebrassem não teriam produção.

Poucos foram os que pensavam diferente e viveram o que pensavam. Conheço o caso do Teofilo Otonni. Ele foi republicano e a favor da emancipacao dos escravos. Pelo ideal que seguia devia ser considerado o “Mártir da Republica” assim como em Minas Gerais considera-se Tiradentes como Mártir da Independencia. Isso porque o Teofilo passou a vida lutando pelo ideal e faleceu contrariado com seus contemporâneos.

Muita gente homenageada como proclamador da republica no Brasil nunca foi democrata como Teofilo Otonni. Nem mesmo queria a libertação dos escravos mas, “depois de a Ines ja morta”, virou republicano para vingar o “mal-feito” da princesa Isabel.

Nao estou querendo justificar. Mas as coisas continuam quase as mesmas. Muita gente acha que eh alguma coisa a mais na vida, por causa de si mesmo. Pensa que tem mérito maior que os outros. Mas eh so pensar em qualquer cirurgião de fama. Sera que ele sozinho eh a razão do próprio sucesso?

Se alguem pensa ser, entao, que explique: o que eh um cirurgiao famoso sem um hospital bem montado, as dependências devidamente limpas e esterilizadas, os instrumentadores competentes, o faxineiro que carrega o material infectado, os enfermeiros que farão os turnos assistindo aos pacientes e dezenas, senao milhares, de outros colaboradores?!!!

Assim como atualmente todos dependemos uns dos outros, naquele sistema antigo todos dependiam dos escravos. E sem a emancipação nao havia como fugir da situação. Haja vista que quem governava eram os escravocratas mais ferrenhos. Ser contra era convidar a perseguição contra si mesmo!

Seguindo em frente, ha a menção de muitos outros bens. Isso porque os escravos eram considerados bens, e cerca de metade da fortuna da família era o valor dos escravos.

E entre esses outros bens figura um quarto de sesmaria. Uma sesmaria variava de medida mas a grosso modo podemos dizer que corresponde a 6 X 6 km. Ou seja, seria algo em torno de 900 hectares. Ou pouco menos que 200 alqueires mineiros. Na verdade um fazendao. Mas que `a época nao era considerado assim.

A fazenda ainda estava coberta por matas virgens mas ja continha cafezal. Tambem se trabalhava com gado. Entre os bens que entraram no inventario estava o “boteco” e ate um relógio.

Nao sei se me recordo de algo de tradição mencionando um relógio. Mas, observe-se que o que atualmente não passa de bijouteria era sinal de status `aquela época de tanta “faltura”!

Ha uma referencia interessante a uma “fabrica de ferro” que ficava “na fazenda de Genoveva Nunes Ferreira mãe da falecida”. O interessante eh que o Capitão Francisco Marçal Barbalho aparece no “Almanak de Minas” como fazendeiro em Patrocinio de Guanhaes e dono de uma fabrica de ferro.

Havia uma casa de morada. Não era algo comum `a época. Isso porque as pessoas que tinham fazenda moravam na casa da fazenda. O que não era separada da propriedade. Fazia parte. Então, a casa era na cidade e devia ser anexa ao estabelecimento comercial.

Infelizmente, o documento nao menciona a localização de nenhuma das propriedades. Seria preciso verificar outros documentos, talvez os inventários da ancestral Genoveva Nunes Ferreira, para saber pelo menos onde ficavam as fazendas.

O problema eh que não deve adiantar grandes coisas. Isso porque a grande briga do poeta Carlos Drummond com a cidade foi justamente o desrespeito com que tratava sua memória histórica. Se não tiveram respeito nem pelo poeta, imagina se tera tido respeito por aparentados menos famosos!

Atualmente, quem perde mesmo eh Itabira. Ela poderia ter conservado essas memórias de suas primeiras famílias. Locais esses que poderiam transformar-se em pontos de peregrinação da descendência. Hoje somos milhares de Barbalho que poderíamos fazer pelo menos uma visita turística na vida. E a tendência eh de essa descendência multiplicar-se a cada geração.

Mas, sem a referencia, so estive em Itabira uma vez. Para visitar tios que moravam la. Mas se houvesse a referencia, teria ido outras vezes e estou certo que outros parentes teriam feito o mesmo. Diga-se de passagem, não são apenas os Barbalho que fariam o mesmo. Sao dezenas e dezenas de outras famílias.

Quando os senhores de Itabira fizeram opção pela riqueza rápida com a exploração do minério não pensaram no obvio. O minério iria acabar um dia, mas a genealogia so cresce com o passar dos tempos.

O turismo ligado `a genealogia era a melhor opção, pois, dura para sempre e não para de crescer. Se no tempo do Carlos Drummond o tivessem ouvido os pais da época teriam se acostumado a levar os filhos para visitar os locais onde os ancestrais viveram. E atualmente os netos estariam repetindo a mesma rotina.

Como ultima item de propriedade que anotei temos uma “bateia”. Parece ser ridículo incluir o instrumento, na atualidade! Mas acontece que essa “bateia” não tem um significa exclusivo. Pode referir-se a uma lavra na fazenda, um escravo especializado em mineração ou uma concessão de mineração.

Esse eh mais um fato que evidencia sermos descendentes do Manoel Vaz Barbalho e da Josepha Pimenta de Souza. Eles estavam presentes em Minas Gerais no inicio do Ciclo do Ouro quando a grande atividade era a mineração. Alem disso, residiram em Itapanhoacanga, atual distrito de Alvorada de Minas, que chegou a ser um dos maiores centros de produção do ouro durante uma curta temporada no século XVIII.

Essa informação poderia ser crucial para explicar o vinculo entre os Barbalho de Itabira e Guanhaes/Virginópolis. Segundo me comunicou meu irmão Odon Jose, a tradição afirma que o padre Emigdio foi para Guanhaes e la retirou alguma quantidade de ouro na Lavrinha. Com esse ouro pode levar para la o irmão Francisco Marçal.

A Historia, porem, precisa ser interpretada. Começando por um pequeno extrato do livro: “NOTAS HISTORICAS SOBRE GUANHAES”. `A pagina 32 temos:

“A LAVRA DO MEXERICO

Foi descoberta mais uma lavra em Sao Miguel e Almas localizada no antigo Patrocínio de Guanhaes, ja pelos anos de 1825 a 1827.

Devido aos excelentes resultados iniciais com o trabalho da mineração, foi organizada uma sociedade com o único objetivo de explorar a nova lavra”

“Alem da lavra do Mexerico, surgiu na mesma zona, a denominada “LAVRINHA”, cuja fazenda pertenceu ao Sr. Leonel de Oliveira, e, por seu falecimento passou para seus herdeiros, que, mais tarde a venderam ao Sr. Benjamim Leão.”

Acredito que houve um engano ao identificar o senhor Leonel como “de Oliveira” ou ele ja assinava Coelho de Oliveira. Penso que esse Leonel devera ser aquele batizado em Ferros, em 27.12.1837, sendo filho extraconjugal de Bibiana de Sousa Coelho.

E penso que ele devera ter se casado com Candida, que muito provavelmente pertencia `a Família Oliveira Freire. Assim, pela lógica de localização, ele deve ter sido vizinho do senhor Cândido de Oliveira Freire, que foi marido da dona Bernardina.

Cândido e Bernardina tiveram duas filhas casadas com dois filhos dos senhores Leonel e Candida. Tiveram outros dois filhos filhos que se casaram com filhas dos antepassados: Joao Baptista Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho. Eles moraram no Sao Felipe, outra area de Virginópolis, vizinha da Lavrinha e do Mexerico.

Os filhos do senhor Leonel ja assinavam Coelho de Oliveira. E os netos dos senhores Cândido e Bernardina acabaram adotando a mesma assinatura.

Eh possível que o senhor Leonel não assinasse o Oliveira mas fosse conhecido como tal justamente por residir proximo e ter sido assimilado pelos Oliveira Freire. Confusão um tanto quanto comum no passado.

Segundo o professor Nelson Coelho de Senna, na intimidade da família, o nosso ancestral Jose Coelho de Magalhães era conhecido como Jose Coelho da Rocha. Sendo que o Rocha era assinatura da esposa, Eugenia Rodrigues da Rocha. E também foi dito que o Policarpo assinava “de Magalhães Barbalho”. Quando também o Magalhães vinha da esposa Isidora.

A autor do livro, Inocêncio Soares Leão, foi filho so Sr. Benjamim. Inocêncio foi nosso primo, na descendência do tioquartavo Joao Coelho de Magalhães. E, atualmente, a Lavrinha pertence ao nosso primo Sandro (Fubá) de Magalhães Barbalho.

Ha algumas coisas interessantes a deduzir-se dai. Vou apenas retirar mais um extrato do mesmo livro. Este esta nas paginas 30/31. Segue:

“Alguns anos mais tarde o Cap. F. Nunes Coelho, o Revmo. Padre E. Magalhães Barbalho, Vigário da freguesia que a paroquiou de 1853 a 1859, associaram-se com o Cap. Venâncio Gomes Chaves, Euzébio N. Coelho, e outros vindos das Lavras do Candonga, organizando uma sociedade com o especial escopo de explorarem, como de fato, o fizeram, a conhecida zona aurífera das Almas, também rica em jazidas de ferro, de boa qualidade que, certamente, poderá ser ainda objeto de nova exploração.”

O autor Inocencio menciona inclusive a presença na Fazenda das Almas de uma pedra com cerca de 1m de diametro, com qualidade de ima. Na verdade, essa pedra deve ser o vestígio de algum meteorito e não ter origem terrestre. Atualmente deve valer uma pequena fortuna.

De preferencia, o melhor uso dela seria como peca de um museu, que poderá render visitas turísticas por todo tempo ao município. Talvez seja maior ate que o famoso meteorito “Bendengo”, encontrado na Bahia nos tempos do Império Brasileiro.

Aqui esta onde parece que as informações se imbricam. O inventario da ancestral Isidora se deu em 1827. A família possuía uma “bateia”. E, supostamente, foi o padre Emigdio quem levou nosso ancestral Francisco Marçal para Guanhaes.

Outros fatos são o de que o custo de estudar alguém `a época no Brasil era absurdo. Podem pensar em termos assim. Para estudar-se um brasileiro aqui nos Estados Unidos gasta-se algo que varia entre 20.000 a 60.000 dólares por ano estudado. O custo era semelhante a isso, porem, ganhando-se o dinheiro no Brasil.

Para estudar, geralmente os filhos ou tinham pais muito ricos ou tinham que trabalhar anos e anos para adquirir um pe-de-meia e, so então, seguir os estudos. O que me parece foi que o Emigdio não quiz queimar a herança que recebeu da mãe para pagar os estudos.

Deve ter preferido conservar o que ja estava na mão para a segurança da família e seguir para Guanhaes. Ali a tradição afirma que retirou ouro na Lavrinha. E ele permaneceu trabalhando ate 1838, quando ingressou no seminário, indo ser consagrado em 1845.

Coincidentemente, em 1838 o Francisco Marçal estava completando 18 anos de idade, portanto, o irmão poderá te-lo colocado como cabeça dos negócios. Nessa ocasião, a trisavó Eugenia Maria da Cruz estava com 14 anos, era moradora de Guanhaes, e filha do seu fundador, Jose Coelho da Rocha (ou de Magalhães Filho).

Mas eles vieram a se casar por volta de 1845, quando da ordenação do padre seu irmão. Talvez tenha aguardado a ocasião exatamente pelo respeito que o irmão inspirava.

Retornando ao custo de formar-se um padre na família, ha que perguntar-se o porque de as famílias naquela época inclinarem-se tanto a trocarem tudo para formar um. Acontece que existiam dois motivos básicos. Um eh o obvio, o fervor religioso. Isso não se discute.

Por outro lado havia também a realidade da época. A morte era uma presença constante. O caso da ancestral Isidora era o fato comum. E o padre na família funcionava como um “fundo de pensão”. Principalmente para as mulheres que ficavam viuvas cedo e seus filhos menores.

Ha que nos lembrarmos que o padre que assumia uma paroquia de imediato tinha um salário pago pelo Estado. Estado e Igreja faziam parte de uma entidade única e compartilhavam as funções de governar. Em segundo lugar tornavam-se senhores do cartório de registros civis.

Como consequência da função também tinham diversas rendas que iam desde a comida na mesa e a moradia por conta dos paroquianos ate `as “joias” que as famílias agradecidas por uma extrema-unção que resultara em retorno do moribundo a uma vida plena.

Os padres geralmente carregavam um séquito de seguidores que o auxiliavam nas obrigações diárias, em particular a sua própria família. Alem disso, as irmãs e irmãos dos padres eram considerados bons partidos para matrimónios e acabavam se casando nas famílias mais ricas. Enfim, era a segurança do Céu ja usufruída, em parte, na Terra.

Muito frequentemente os padres se tornavam senhores de vastas terras. Isso não quer dizer, necessariamente, que retirassem das suas funções sacerdotais. O fato eh que para se tornarem padres precisavam proceder, na maioria das vezes, de famílias com bens.

Eles herdavam dos pais e faziam o capital crescer. Talvez seja porque “em terra de cego o caolho eh rei”! Eles tinham noções melhores de educação, enquanto a maioria da população era analfabeta.

Outra parte da nossa tradição dizia que o Policarpo não tinha dado muita sorte na vida. E que a mudança para Guanhaes era explicada pela situação difícil em Itabira. Pelo que se vê, para que isso tenha sido verdade seria preciso que ele tivesse se casado uma segunda vez, tido muitos filhos e perdido toda ou parte da fortuna que ja possuía. Mas por enquanto não se sabe!

A melhor maneira de se saber das coisas seria encontrar inventários e testamento dele próprio e/ou o documento “De Genere Et Moribus”. Talvez esse ultimo seja o sonho do genealogista nessa situação. Talvez o documento revele antepassados, principalmente quem foram os avos, esposa(s), filhos ainda não conhecidos e ate netos e bisnetos.

O encontro do ouro na Fazenda das Almas ja não explicaria mais uma transferencia do Capitão Francisco Marçal. Isso porque ela se deu depois de 1845, quando ele ja devia estar residindo la. Nesse caso, justificaria o oposto, a ida do padre sob a proteção do capitão. E, então, se daria a sociedade nessas minas.

O que justificaria essa nova descoberta, que se deu bem mais tardia, seria a confirmação de nossas tradições de que nosso ancestral Policarpo retornou ao seminário (conta-se que antes de casar em 1808 ele estava no seminário e desistiu por amor `a bela Isidora) e foi ordenado depois do filho, padre Emigdio.

De qualquer forma, vamos ao que mais interessa. O documento proporcionou decifrar uma passagem super importante em nossa genealogia. Eu ja havia encontrado os documentos de nossos familiares no site familysearch e sabia que o Alferes Policarpo fora casado com Izidora Francisca de Magalhaens. Mas o que não tinha era uma menção clara de que ela fora a mãe do nosso trisavô Francisco Marcal Barbalho. Muito pelo contrario, as evidencias que tinha diziam outra coisa.

Meu irmão Odon Jose havia conversado com nosso pai, que era o cofre que guardava de memoria a genealogia e causos da familia, e a uma pergunta de quem fora a esposa, pensou, pensou e respondeu sem grandes conviccoes que fora Vita. E as evidencias seguintes corroboravam com tal suspeita.

Primeiro meu irmão e depois eu mesmo encontramos esse extrato no site Sfreinobreza. La estava a “Relacao de Bispos Brasileiros de 1551 a 1952.” Entre eles encontrava-se o proeminente D. Manuel Nunes Coelho. E la estava escrito:

“215) D. Manuel Nunes Coelho, nascido em 12 de Fevereiro de 1884, em N. S. do Patrocinio de Guanhaes (hoje Virginopolis) – MG. Ordenou-se a 7 de Abril de 1907, 1o. Bispo de Aterrado [atualmente Luz] foi sagrado a 14 de Novembro de 1920 e tomou posse a 10 de Abril de 1921. Filho de Miguel Nunes Coelho e de Ambrosina de Magalhaes Barbalho; neto paterno de Joaquim Nunes Coelho (1) e de Francisca de Assiz Coelho (2); neto materno de Francisco Marçal Barbalho (3) e de Eugenia Coelho (4).

1. Filho de Eusebio Nunes Coelho e de Ana Honorata, neto de Manuel Nunes Coelho.

2. Filha de Jose Coelho da Rocha e de Luiza do Espirito Santo; neta paterna de Jose Coelho de Magalhães e de Eugenia Rodrigues da Rocha; neta materna de Antonio Jose Moniz e de Manuela do Espirito Santo.

3. Filho de Policarpo Barbalho e de Genoveva de Magalhães.

4. Filha de Joao Coelho da Rocha e de Luiza de Magalhães.

O site, na versao que existia antes, nao esta mais na internet. Encontrei esse endereco: https://archive.is/www.sfreinobreza.com. Mas não esta me dando acesso ao conteúdo. Não posso dizer se ja pesquisaram e corrigiram os enganos.

Mas diante das evidencias chegamos a pensar que a mãe do Francisco Marcal chamasse mesmo Genoveva. Vita seria o nome da intimidade familiar, ou seja, abreviatura de Genovevita.

Outra evidencia foi que o nome Vita ficou na familia. Inclusive tivemos uma bisneta, Vita de Magalhães Barbalho, por tia-avo, que foi neta, via Marcal, do Francisco Marçal. Mas nunca me conformei com a ideia, pois, havia encontrado a Izidora no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio. Mesmo pensando que poderiam ser duas as esposas, era preciso fazer a prova dos 9.

Cheguei a pensar na possibilidade de o Francisco Marçal ter sido filho da Genoveva filha. Mas nao sabia que ela nao havia chegado `a idade adulta, pois, que não tivesse falecido criança teria herdado da mae.

O certo eh que o documento retira diversas duvidas. Entre elas estão:

1. Nossa quartavo chamava-se Isidora Francisca de Magalhaens.

2. A mãe dela chamava-se Genoveva Nunes Ferreira. O documento do padre Emigdio deixou a duvida quanto a ser Ferreira ou Filgueiras. Mas com as diversas repetições “Genoveva Nunes Ferreira, mãe da falecida…”, não ha mais como ter duvida alguma.

3. Fica registrado que pode estar correto o livro da prima Ivania Batista Coelho incluindo entre os filhos do Policarpo um certo Manoel de Magalhaes Barbalho. Mas fica claro que não foi filho da Izidora.

4. Corrige-se o mesmo livro que atribuiu o Magalhães da família ao próprio Policarpo, o que ele nao assinava.

5. Francisco Marçal nao usava o Magalhaens e a Lucinda usava o Magalhaens mas nao o Barbalho.

6. No livro da prima Ivania ha um engano de datas. La temos para data de nascimento do Francisco Marçal o 30.06.1824. Porem, em 1827 ele estava com 6 para 7 anos o que retroage o nascimento dele para 1820. Assim fica determinado que ao falecer em 1900 ele estava com 80 anos completos ou quase isso e nao 76 anos de idade.

7. Eh provável que a data de 30.06.1824 seja a do nascimento da Lucinda Francisca de Magalhaens, pois, o batizado dela se deu 10 dias depois. Nao tenho hipotese alguma para esclarecer a ocorrência.

8. Acaba-se a especulação que tinha de que o senhor Modesto Jose Barbalho pudesse ter sido filho do casal. Mais facil sera que ele tenha sido irmão ou sobrinho do Policarpo.

Alias, o amigo Mauro disse que ha outro inventario onde aparece o inventariante Modesto de Souza Barbalho, por volta dos anos de 1850. Pelo nome sera mais logico ter sido ele o pai do sr. Modesto, porem, nao ha porque afirma-lo ou saber da procedência dele.

9. Acabam-se outras especulações de que outras pessoas de assinatura Barbalho nos livros de registros de Itabira pudessem ser filhas do mesmo casal, Policarpo e Isidora.

10. Comprova-se que a minha especulação a respeito de o “pai” Jose ter nascido por volta de 1820 nao tinha fundamento. Ele tornou-se o primogênito ja que o filho Joao, nascido em 1809, exatos 9 meses após ao casamento, não aparece como herdeiro. Isso faz com que Jose de Magalhaens Barbalho, então com 16 para 17 anos, tenha nascido mais provavelmente em 1810.

Preciosa essa comprovação, pois, torna-se perfeitamente viável a paternidade dele, em 1833, da filha Margarida. Ela esta presente nos registros de Itabira, mas o pai tem o nome Joze de Malhaes Barbalho. Pode ter sido abreviado. E o Jose ja teria mesmo idade para ter se casado ou, pelo menos, ter filhos.

11. Uma especulação que volta `a tona eh a paternidade do Jose Vaz Barbalho, Juiz de Paz em Sabinopolis, no ano de 1875. Como o mais provável sera que o Policarpo não tenha dado o nome a outro filho, isso não impede que o Jose pudesse te-lo feito.

O que nao ficou explicado nesse caso foi a menção no item 4 do site onde acrescenta que Eugenia Coelho (4) era “Filha de Joao Coelho da Rocha e de Luza de Magalhães.” Na verdade, a trisavó Eugenia Maria da Cruz (Coelho) foi filha dos mesmos Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo, pais da tia Francisca Eufrasia de Assis (Coelho).

Alias, embora o Jose Coelho da Rocha tenha sido assim mais conhecido eh provável que tenha tido o mesmo nome do pai, Jose Coelho de Magalhaes, acrescido de Filho. As duas versões são apontadas no “Genealogia da Familia Coelho” da prima Ivania.

Quanto `a lembrança dos familiares de que tivemos uma ancestral conhecida por Vita e não uma Isidora primeiro, talvez não seja grande mistério. E penso que isso esta subentendido no inventario da ancestral Isidora Francisca de Magalhaens.

Alias, estou repetindo a grafia Magalhaens justamente para recordar. Essa grafia eh ate atualmente usada por pessoas de descendência espanhola. E do documento do padre Emigdio pudemos retirar que a Genoveva foi “mãe natural” da Isidora. O termo significa apenas que ela foi mãe. Natural, todas são. Mas `a epoca isso significava que teve a filha sem se casar e nenhum homem assumira a responsabilidade.

As coisas eram assim mesmo. Mas ai eh que esta. Isso evidencia muito o caráter da nossa ancestral Genoveva. Naquela época a mulher nao tinha independência e era considerada uma propriedade dos homens.

Quando nascia pertencia ao pai. Casava-se e passava a pertencer ao marido. Se ficasse viuva, logo procurava casar-se novamente. E quando não o fazia, o filho mais velho ficava “responsável” por ela.

Algo que observo aqui eh que os dados enganados que encontramos no sfreinobreza poderão ter sido passados através de memórias do próprio bispo D. Manoel Nunes Coelho que teria se valido da memória falha das tradições. Era o que o povo da família acreditava que era e ninguém dignou-se a inquirir o que diziam os documentos de época.

A avo Genoveva deve ter nascido em torno de 1770. Seria um extremo ela ter nascido em 1780 e em 1808 estar casando a filha Isidora. Mas também poderia ter nascido por volta de 1740. O que a colocaria com cerca de 87 anos, em 1827, quando se deu o inventario. Acredito que as duas datas extremas não correspondem `a realidade.

Outro detalhe interessante que esta no inventario sao as diversas menções `a “fazenda de Genoveva Nunes Ferreira mãe da fallecida”. Isso quer dizer que ela teve pelo menos uma filha, criou, adquiriu posses e não dependia de homem algum. Algo, senão único, muito raro naquele tempo. Ou seja, ela foi uma mulher independente, quando nem mesmo muitos “homens barbados” não o eram!

Dai podemos inferir que ela, talvez sem a menor intenção, impos seu nome sobre o da filha. Ela deve ter sido a “mãe de criação” pelo menos para o Francisco Marçal e Lucinda Francisca. O Francisco deve ter tido poucas lembrancas da mãe verdadeira e deve ter fortes da avo. O fato de ter ficado órfão na mais tenra idade pode te-lo transformado numa pessoa introspectiva.

Em segundo lugar ele deve ter-se mudado o mais cedo que pode para Guanhaes. La ele se estabeleceu na zona rural, provavelmente no que depois passaria a pertencer a Virginópolis. Como a area ainda estava em inicio de colonização, deve ter-se dedicado ao trabalho duro como ja deveria estar acostumado. Desde criança devia trabalhar ombro a ombro com os escravos da familia.

Casou-se com, talvez, 25 anos de idade. Isso porque deve ter sido pai da Emigdia de Magalhães Barbalho, a primogénita, em 1847. Dai para a frente os outros filhos chegaram e o tempo de relembrar os detalhes de família era pequeno.

Vez por outra devia mencionar aos filhos algo feito pela Genoveva e outras vezes a chamava de mãe. Dai ter sido o nome dela lembrado pelos netos, embora ela fosse a bisavó e não a avo.

Alias, cabe aos historiadores refazerem a Historia da Mulher Brasileira nos Séculos XVIII e XIX. Geralmente tem-se a ideia de mulheres submissas. Mas a ancestral Genoveva foi contemporânea da dona Joaquina do Pompeu, da dona Beja, Chica da Silva e outras.

Em nossa familia, alem da ancestral Genoveva, temos a própria Eugenia Rodrigues Rocha, a ancestral Anna (Honorata) Pinto de Jesus e, pelo menos, dona Bernardina de Oliveira que foram “paraibas”.

Eh possível que as figuras de D. Maria I e Carlota Joaquina tenham servido muito mais como espelho que como mal exemplos do que os nossos livros de Historia ou versões interpretadas antigos lhes concedia!!!

Tivemos a bisavó Sa Candinha, talvez, como um retrato exato do que foi a ancestral Genoveva. Não nos mesmos detalhes mas na pessoa de uma mulher dominante. O que, alias, ate virou causo de família! E para relembrar vamos usar fatos concretos.

Ha algum tempo atras, quando ainda jovens, meu cunhado Joaquim Gervasio costumava passar ferias na casa de meus pais. E boa parte das vezes ele chamava quem estivesse proximo para tomar uma cervejinha nalgum dos bares perto da casa, para esperar o horario de almoco.

Mais tarde vinha o recado de que o almoco estava pronto. E não me recordo como ele ficou sabendo que era tratado como o Joaquim da Celeste, minha irma.

Então ele ja entrava na casa perguntando: “Que negocio eh esse de mandar chamar o Joaquim da Celeste, dona Judith?! Eu nao sou Joaquim da Celeste coisissima nenhuma! A Celeste eh que eh minha.”

Mas a resposta nao ficava sem retruco: “Celeste do Joaquim so se for em Nova Era (terra dele)! Aqui voce esta em Virginopolis!” Nem eh preciso relatar que a farra dos familiares era completa.

E se o Joaquim resolvesse dar corda para a conversa logo vinha alguém com o corretivo: “Quem mandou casar com generoa?!!!”

Generoa veio a ser um neologismo para descrever as mulheres dominantes, com muitos exemplos na familia. De certa forma, deve ter sido o significado que bem descreveria a “vovo” Vita (Genoveva).

E pelo esquecimento do nome verdadeiro de nossa ancestral acabamos não tendo exemplos de Isidoras dentre os nomes da descendência. Mas Vita o temos ate nascida no século XXI.

O documento nos da algumas respostas ao mesmo tempo que sugere mais perguntas. Agora temos a certeza que Isidora Francisca de Magalhães foi nossa quartavo. E, naturalmente, a mãe dela, Genoveva Nunes Ferreira fica confirmada como uma de nossas quintavos.

Automaticamente o pesquisador de genealogia se pergunta: e de onde procedem esses sobrenomes?

A principio ocorreu-me buscar na internet nome de possível bandeirante com o sobrenome Ferreira. E, de repente, encontrei um trabalho que casa de uma forma ou outra os sobrenomes. Ele esta no endereço:

http://www.ilb.ufop.br/IIIsimposio/27.pdf

Retornamos ao assunto de capítulos anteriores. Quem retornar ou recordar eu havia me enganado ao identificar o cristão novo Domingos Rodrigues Ramires como possível pai de nosso ancestral Pedro da Costa Ramires. Na verdade, acabei encontrando que os pais dele foram: Domingos Figueiredo de Carvalho e Ignez da Costa.

Agora veja a coincidencia. Essa tese inicia-se com os nomes Ana do Vale, Manuel Nunes da Paz e Francisco Ferreira Isidoro. Foram alguns dos cristãos-novos processados pela Inquisição, em Minas Gerais. Por azar não faz o acompanhamento genealógico dos personagens.

Porem, havia me chamado a atenção que o sobrenome Magalhaens de nossos ancestrais era a mesma grafia espanhola. Ate onde sabemos não ficou esclarecido porque ele foi usado nessa forma.

Agora observa-se que nossa ancestral veio a chamar-se Isidora Francisca de Magalhaens. E era filha de Genoveva Nunes Ferreira. Alem disso, veio a se casar com um descendente do Pedro da Costa Ramires e Páscoa Barbalho, ambos descendentes de ramos judeo-cristao-novo.

Podem verificar na tese, Francisco Ferreira Isidoro era espanhol. Talvez venha a ser o bisavo ou avo da ancestral Isidora.

Para mim chega a ser mais que coincidência. Principalmente por causa dessa outra postagem na internet:

http://anussim.org.br/algumas-familias-mineiras-tradicoes-e-costumes/

Quem se der ao trabalho de abrir pode observar que mais ou menos na metade da postagem ha uma relação de cidades e os nomes de famílias crista-novas que as ajudaram a povoar. Observem que em Sabará temos alem dos Ferreira temos os Ferreira Isidoro, como ultimo sobrenome mencionado de la.

Levando-se em conta que não devera ser a atual cidade mas sim a comarca, vemos que pode mesmo haver uma relação parental entre os personagens na tese e os nossos ancestrais.

Apesar de tudo, não podemos tirar conclusões apressadas. Eles não foram os únicos Ferreira na região. Podemos verificar em outra postagem muito interessante aqui mesmo na internet. Abram o endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Antônio_Soares_Ferreira

Vejam que Antonio Soares Ferreira foi o bandeirante que descobriu ouro na região do Serro. Com ele estava o filho Joao Soares Pais e outros, inclusive o Gaspar Soares Ferreira, que descobriu ouro no local que recebeu o nome de Morro do Gaspar Soares, atual Morro do Pilar.

Temos ali também a presença do Gabriel Ponce de Leon, aquele que de uma única bateada sacou 20/8 de ouro no Córrego do Vintém na, então, futura Conceição do Mato Dentro. E a Família Arzão esta entre os descobridores do ouro no Serro e Diamantina.

Ou seja, o melhor eh ler a relação de nomes dos membros da expedição do Antonio Soares Ferreira como prováveis nossos ancestrais e não apenas como personagens da Historia de Minas Gerais.

Eh muito provável que tanto o Ferreira da ancestral Genoveva quanto o Soares de parte de nossos primos estejam ligados a este mesmo núcleo familiar bandeirante.

Uma vantagem se comprovarmos que pertencemos tanto a um quanto a outra fonte Ferreira sera a de que ja teremos nossa genealogia melhor decifrada, deles para as raízes. Os Ferreira dos bandeirantes procedia de Guarulhos e estão descritos na Genealogia Paulistana.

O ramo Ferreira Isidoro esta ligado ao Domingos Rodrigues Ramires. O ramo familiar dele ja possui estudos por causa das perseguições inquisitórias sofridas por familiares.

Com a descoberta de que a nossa ancestral Genoveva Nunes Ferreira teve fazenda e propriedades, deve facilitar um pouco encontrar-se os ancestrais dela. Inclusive devera haver também o inventario dos bens dela, no qual os filhos da Isidora deverão entrar como herdeiros.

Nao creio que ela tenha sido tao “generoa” que tenha conquistado tudo do próprio muque. Deve ter herdado em parte do pai. E, espero, que isso facilite chegarmos `a origem mais remota de nossa família por essa linhagem também.

Quanto ao Polycarpo, ele deve ter ficado viuvo com idade entre 37 e 47 anos. E não ficava bem ao homem da época permanecer viuvo por muito tempo enquanto a idade lhe permitisse. Antigamente essas ja eram idades em que as pessoas estavam entregando os pontos. Quem vivia tanto estava dentro de uma media elevada. Quaisquer doenças matava.

Mas o que parece eh que o quartavo Polycarpo teve ótima saúde, mesmo sem os recursos modernos. Nossa tradição afirma que ele retornou ao seminário, depois que o filho Emigdia ja se ordenara padre, o que se deu em 1845, e também ordenou-se e foi padre. Acredito que ele tenha retornado após 1854, quando o seminário em Diamantina foi fundado. O que implica que ele tenha vivido em torno de, pelo menos, 80 anos.

O fato de ele aparecer como padrinho do batismo da filha Maria, de Manuel Alves da Rocha e Anna Joaquina das Chagas, em 07.10.1832 eh coisa menor. O que, alias, pelo nome, Anna Joaquina talvez tenha sido irma dele. Ambos teriam sido filhos do capitão Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, segundo consta a respeito dele no documento De Genere do padre Emigdio.

Ter sido ele próprio o pai do Felisberto, batizado em 21.11.1852, eh que sera algo surpreendente. Nesse caso, o nome da mãe da criança foi Anna Catharina das Merces. Sendo ele próprio o pai, então, fica confirmada parte da longevidade e da saúde. Resta comprovar apenas que ele viveu algo mais que uma década! Anna Catharina poderá ter sido também mãe do Manoel, mencionado no livro da prima Ivania.

O que vai ficar nos faltando também sera construir a Arvore Genealogica que inclua todos os Barbalho presentes nos Arquivos em Itabira. A principio, desde o inicio do Ciclo do Ouro, existem os documentos que comprovam a presenca deles em dois centros distintos. Um representado pelo eixo Ouro Preto/Mariana e o outro pelo conjunto de freguesias em torno do Serro.

Acredito que pessoas dos dois centros poderão ter convergido em Itabira. Do nosso lado sabemos que Jose Vaz nasceu no Serro e Anna Joaquina em Conceição do Mato Dentro. Nao se sabe porque foram ter o Polycarpo em Santa Rita Durão.

Porem, o filho Gervasio nasceu em Conceicao do Mato Dentro. E os dois filhos mais o Firmiano casaram-se em Itabira. Portanto, diversos dos personagens identificados ate ao momento pertencem ao ramo serrano.

Do Serro temos também que la nasceu o Policarpo Joseph Barbalho. Ele foi filho de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. O casal eh o “culpado” pela existencia dos Barbalho no Serro, por ter se mudado do Rio de Janeiro, casado em 1732, e por la construido família. Presumo que esse Policarpo tenha sido irmão do Jose Vaz Barbalho, pai do Polycarpo Jose Barbalho. Mas ainda não tenho o comprovante de paternidade do Jose.

Polycarpo Joseph Barbalho foi cirurgião-mor da Vila de Porto Alegre. Teve diversos filhos registrados em Gravatai. Casou la uma filha, tambem chamada de Josefa Pimenta de Souza, em 1794. E, pelo que parece, o cirurgião-mor instalou-se em Porto Alegre em torno de 1775. Ou seja, ja com 40 anos de idade.

Por ter sido cirurgião, antes de que fosse permitido a implantacao de colégios de medicina no Brasil, presume-se que tenha estudado em Portugal. Ou seria apenas um charlatão! (medico pratico e não um enganador) O que nao era mal nome `a epoca.

Mas o que faria sentido era que ele tivesse se casado uma primeira vez, no Brasil ou em Portugal, e tido uma primeira família. Nesse caso, muitos da família poderiam descender dele, inclusive o próprio Jose Vaz Barbalho, que poderia ser filho.

Ha pelo menos outra fonte possível dos Barbalho em Itabira. No livro “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE” o professor Dermeval Jose Pimenta descreve superficialmente a familia da terceiravo dele, Isidora Maria da Encarnacao. Ela foi esposa do capitao Antonio Francisco de Carvalho. E foram pais de:

1. Joao, 1761
2. Vitoriana Florinda de Ataide, 1762, c. c. Jose Damásio Rouco
3. Antonio, 1764
4. Luciano, 1766
5. Mariana, 1767
6. Jose, 1769
7. Francisco, 1771
8. Bernardo, 1776
9. Boaventura Jose Pimenta, 1779 c. c. Maria Balbina de Santana (nossa tia quartavo), filha de Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana, fundadores de Sabinopolis.

Bom, o professor Dermeval deu uma geral, por cima, na descendência de dona Victoriana e detalhou mais o ramo do bisavô dele, Boaventura Jose Pimenta. Ainda disse que os netos receberam o nome do meio, Jose, em homenagem `a avo Josepha. Alem disso, os que descreveu, receberam também o Pimenta que vinha do ramo dela.

Ele deve ter pesquisado os dois ramos por causa de terem deixado descendência com o mesmo sobrenome que ele usava. Deve ter ficado mais fácil pesquisar, pois, todo Jose Pimenta que encontrasse supostamente seria da familia. E ele próprio deixou escrito que os outros poderiam ter assinado Barbalho mas não tinha como comprovar isso.

Alias, sabia da existencia de muitas familias Pimenta no Centro-Nordeste de Minas Gerais. O que o fez presumir que fossem parte da descendência mas não poderia garantir. Os Barbalho ele não pesquisou por falta de tempo.

De qualquer forma, fica ai a possibilidade de uma parte dos Barbalho de Itabira proceder dessas fontes e de outras que ainda não identificamos. O que, infelizmente, não sera possível identificar sem uma pesquisa árdua nos arquivos do Serro e Diamantina.

Alias também, devo recordar aqui que o primo Glauco Batista Coelho ha pouco tempo confidenciou-me que, la pelos anos de 1960 ou 1970, nosso primo, o frei Roberto, andou por Conceição do Mato Dentro para ajudar nas comemorações do Jubileu. E disse que havia um verdadeiro tesouro de dados de nossa familia nos documentos da cidade.

Acontece que a documentação que o frei Roberto teve acesso deve ter sido transferida para o Arquivo da Arquidiocese de Diamantina. Pelo menos os eclesiásticos. E la estão confinados e a espera de que alguém faca uma consulta. Somente assim poderemos esclarecer melhor as origens dos Barbalho em Itabira.

Inclusive, decifrar o que nos falta agora, ou seja, talvez encontrar os inventários do Manoel Vaz e Josepha Pimenta que poderão dizer quem foram os pais do Jose Vaz Barbalho. E o registro de casamento deles poderá esclarecer qual Belchior Pimenta de Carvalho foi o pai da Josepha.

Preenchendo essas lacunas teremos uma avenida aberta desde a atualidade ate aos reis e rainhas mais antigos da Europa e outros lugares, ligados `a nossa ancestralidade.

Algumas coisas, porem, o professor Dermeval não teve o tino imediato de especular. Uma delas eh que os nomes dos pais do capitão Antonio Francisco de Carvalho foram: Antonio Leal e Maria Francisca, naturais de Vila de Colares, Patriarcado de Lisboa.

Muito provavelmente o Carvalho procedia dos avos. E os filhos do capitão Antonio Francisco também poderão ter assinado Carvalho, Leal e outros sobrenomes ancestrais, como era de costume `a época.

Naturalmente, uma possibilidade minima também sera a de que o filho Jose seja o nosso ancestral Jose Vaz Barbalho. Em primeiro lugar, sabe-se ate agora apenas que esse Jose foi batizado. Não sabemos se chegou `a idade adulta.

Outro detalhe eh o de que nasceu em 1769 e o “padre” Policarpo Jose Barbalho casou-se em 1808. Isso implicaria em que os dois teriam se casado quase na idade minima que os homens de famílias de classes media e alta usavam fazer. Se o Jose casou-se em 1788 ele poderia ter sido pai por volta de 1879-90. E, se o filho foi o Policarpo, as contas ficariam fechadas. Mas aviso que não seria fato muito comum acontecer.

Alem do valor familiar, esse documento deve ter um valor histórico também para os Municípios de Itabira e Caeté. Isso porque a emancipacao de Caeté se deu exatamente em janeiro de 1827. E o inventario se não foi o primeiro foi, com certeza, um dos primeiros do Arraial elevado `a categoria de Vila.

Itabira e Caeté antes pertenciam ao Ribeirao de Santa Barbara, atual Cidade de Santa Barbara. A municipalidade durou pouco na formação que era no inicio, pois, Itabira foi emancipada em 1833.

E o registro da filha Margarida do Jose de Magalhaens Barbalho e Maria Germana deve ter sido um dos últimos da antiga formação, pois, a nova emancipação se deu em Junho e Margarida foi batizada em marco.
UM EXAME DO DNA DE NOS OS LOIROS!

Um de nossos primos, vou reservar-me ao direito de não revelar qual porque não pedi autorização para divulgar, fez o exame de DNA e enviou-me os resultados:

Benin/Togo 7%
Africa Sul Oriental Bantu 4%
Africa do Norte 3%
Nativo Brasileiro 2%
Italia/Grecia 32%
Irlanda 15%
Peninsula Iberica 15%
Grã Bretanha 13%
Escandinavia 2%
Europa Oriental 2%
Finlandia/Russia 1%
Oriente Medio 1%

Seria interessante ter o exame em outra pessoa da família. Não tenho o acompanhamento genealógico completo dele. Ele descende da Maria Honoria Nunes Coelho que sabemos ter sido mulata. Sendo que ele eh trineto dela.

Através dela ele receberia no máximo 3.125% de sangue africano. O que implica dizer que tem mais ancestrais africanos alem dela. Embora ele seja Barbalho, não descende do Jose e Maria Germana. Pelo menos ate onde sei.

O mais provável eh que uma parte de nos tera um percentual africano mais elevado. Talvez, eu próprio, por descender 2 vezes da Maria Honoria (trineto e quartoneto) alem de quartoneto da Maria Germana.

Algo bem interessante serão essas proporções. Os seres humanos possuem 23 pares de cromossomas, ou seja, são ao todo 46. Cada cromossoma individualmente representaria cerca de 2% do nosso DNA, em media. Eh necessário acrescentar esse, em media, porque uns pares são um tanto maiores que os outros, portanto, correspondem a porcentagens maiores.

Vide a imagem: fotografia dos cromossomos humanos

Mesmo assim, a grosso modo, podemos dizer que ele possui 7 cromossomos vindos da Africa e um dos nativos brasileiros.

Penso que a grande surpresa eh aparecerem somente 7,5 cromossomos com origem na Peninsula Iberica.

Mas, de qualquer forma, fica ai um bom exemplo de como se forma um “branquelo” no Brasil. Ele pode não ter sido o mais branco dos irmãos. Mas tem os filhos de mesmo pai e mãe com tonalidade ruiva e loira.

Infelizmente, nossos estudos não são completos o suficiente para explicar o resultado do exame. Caso ja tivéssemos umas 10 ou 12 linhagens nos mostrando ancestrais dominantes desde 1.000 anos atras ja poderíamos observar se a genealogia e a genética realmente andam juntas.

De qualquer forma, não foi muito diferente do que eu imaginava que seria.

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14. INVENTARIOS DE MODESTO JOSE BARBALHO E RITA DA ROCHA – 1868

Mais esse presente que o amigo Mauro de Andrade Moura nos ofereceu. Pude analisar de perto mais esses inventarios, através das fotos enviadas por ele.

O chato de recolher dados via inventarios eh que, na maioria das vezes, não nos oferece os ancestrais dos inventariados. E nesse caso, continua nos faltando encontrar a ligação do Alferes Modesto Jose Barbalho e sua mulher Rita da Rocha com os troncos principais das genealogias que tenho estudado. Seria o máximo encontrar isso.
Desconfio que eles sejam dos ramos que se encontravam nas freguesias que compunham o Serro, particularmente, Conceição do Mato Dentro. Pelos dados acredito que ja posso excluir o sr. Modesto da possibilidade de ser filho do Policarpo. Acredito poder ser irmão. E, se casou-se em Conceição, não haveria mesmo como encontrar o registro de casamento deles no famylysearch. O superconservador D. Segaud nao deixou.
Mas o surgimento deles em Itabira `a mesma época em que se encontravam la os Policarpo, Gervasio e Firmiano Jose Barbalho leva `a suspeita que seja filho do Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, nossos pentavos.
O que se completa com a suspeita de que dona Anna Joaquina das Chagas, que aparece com o esposo Manuel Alves da Rocha, batizando a Maria, que teve como padrinhos ao Policarpo e tia Lucinda Francisca, também fara parte da irmandade. (Livro de Batizados de Itabira, 07/10/1832 – pag. 73).

Penso que esses “da Rocha”, o que inclui dona Rita, poderão ser dos mesmos “da Rocha” que entraram na formação da Família Coelho, a partir da Fazenda Axupe, que ficava entre Morro do Pilar e Conceição. E atualmente esta nessa ultima.

Acredito que ha a possibilidade enorme de o sr. Modesto proceder do mesmo ramo que mencionei no capitulo anterior, ou seja, poderá ser neto da Isidora Maria da Encarnação e seu marido, o capitão Antonio Francisco de Carvalho. E se o filho deles, Jose, foi o pai, poderá mesmo ter sido irmão do Policarpo. Mas existem os outros que poderiam se-lo e, entao, seriam primos.

Existe uma evidencia fraca de que as coisas sejam assim mas ha que nos lembrarmos do fato de o filho do casal, Boaventura Jose Pimenta, que casou-se com nossa tia-quartavo Maria Balbina de Santana, deu também o nome Modesto a um de seus filhos, o qual foi pai de outro Modesto. Portanto, o nome estava na família. Pode ser que fosse moda na epoca.

Talvez possamos contar tambem como evidencia a presenca em Itabira do Francisco Jose Barbalho e do Francisco Rodrigues Barbalho. Nota-se que Isidora e Antonio Francisco tiveram filho chamado Francisco, ou seja, havia mais de uma razao para os filhos darem nome de Francisco aos proprios filhos. Ja os sobrenomes estavam presentes nos arredores de Conceicao do Mato Dentro, ao que sabemos.

Dentre os filhos do sr. Modesto Jose Barbalho, pelo menos, do ramo do sr. Cyrino temos noticias de descendencia atual la em Pecanha. E ja devem ser alguns milhares de pessoas. Faltando apenas cadastra-las.
Mas vamos então ao resumo do pouco que pude traduzir do documento:
“18 de fevereiro de 1868
Inventario e Partilha dos finados: Alferes Modesto Jose Barbalho e sua mulher Rita da Rocha Barbalho. (inventariados)
Inventariante: Modesto Jose Barbalho Junior.”
Pareceu-me conter um engano `a pagina 05, pois, ali esta escrito: “………dias em que faleceram seus pais os finados Alferes Modesto Jose Barbalho Junior e sua mulher Dona Rita da Rocha Barbalho…………..” Deram a alcunha Junior do filho ao pai, talvez por alguma distracao.
`A pagina 6 encontrei a lista dos herdeiros, que segue:
“1o. Cyrino Jose Barbalho, solt. de idade 36 anos
2o. Juvenata da Rocha Barbalho, casada e ausente………, mas consta que residia em lugar chamado Vai-Vem, na Província de Goyas.
3o. Modesto Jose Barbalho Junior, casado
4o. Affonso Jose Barbalho, solt. 26 anos
5o. Virgilio Jose Barbalho, solt. 23 anos
6o. Pedro Jose Barbalho, solt. 21 anos
7o. Dona Donata da Rocha Barbalho, solt. de 16 anos.”

Numa das folhas onde os herdeiros assinam pude verificar que a ultima assinava Donata Modestina da Rocha Barbalho.

Ha uma pequena discrepancia entre um dado aqui e os inventarios do sr. Cyrino Jose Barbalho, em Pecanha. Aqui afirma-se que ele era solteiro. E la calcula-se que ja fosse pai. Alem disso, o primeiro filho, Modesto Jose Barbalho teria nascido em 1867.

Sao duas coisas conciliaveis com os costumes de epoca. Em primeiro lugar, os autos podem ter sido escritos em tempos anteriores. Mas como nao eh novidade que a justica no Brasil sempre andou a pe, entao, os dados de data e idades podem ter sido acrescentados depois, `a epoca dos despachos.

Outra possibilidade eh a de que ele ja vivesse com a esposa antes do casamento oficial. Habito tambem comum `a epoca. Devido `a falta de padres ou devido `as condicoes do tempo quando nao haviam estradas possiveis de viajar-se. Nosso tio-bisavo Antonio Rodrigues Coelho Junior tambem nasceu antes da sacramentacao do casamento dos pais.

Depois que continuei a revisão da leitura encontrei algo interessante, porem, não sei explicar com certeza. `A pagina 12 aparece a menção ao casal: Francisco Jose Barbalho e Camila Borges da Costa Lage. Não da para saber se eram casados ou são mencionados como dois vizinhos das propriedades em partilha.

O Mauro leu para mim B. Noronha da Costa Lage. O B. vem de Barbara. Esta foi viuva de Manoel da Costa Lage, irmao mais velho do coronel Lage. Mas nao tenho o laptop em maos agora. De qualquer forma eh melhor acreditar nele. E aquele Francisco Barbalho teve por esposa a dona Quintina Francisca.

Esta ai a presença do Francisco outra vez. Ele aparece no “Almanak Administrativo Civil e Industrial da Província de Minas Gerais (Google Livros), como morador e membro da Guarda Nacional. Alem de aparecer como padrinho em registros de batismos. Mas ainda não encontrei os nomes de pais.
Talvez, se localizar a lista de eleitores de Itabira podemos encontrar as origens do Francisco e do sr. Modesto. Tais listas continham os nomes dos pais, homens, dos listados.

Pelas idades dos filhos solteiros do senhor Modesto sera provável deduzir que também ele não se casou muito cedo. O que se presume eh que o senhor Cyrino tenha nascido em torno de 1831. Portanto, a data presumível para o nascimento do pai gira em torno de 1800.

Isso o coloca no tempo possível em que os pais do Policarpo, Gervasio e Firmiano ainda estavam tendo filhos. Como se pode observar, o filho mais velho da dona Rita da Rocha era 20 anos mais velho que a caçula dos filhos.

O que, em se assumindo que o Policarpo nasceu em torno de 1790, demonstra que a ancestral Anna Joaquina poderia ter tido filhos ate 1810, ou um pouco mais. Infelizmente não temos as idades exatas dos mais velhos.
Outro detalhe importante que não pude esclarecer foi a referencia ao nome local: “agua santa”. Era a localização de algumas propriedades dos inventariados. Ha uma palavra antes que pareceu-me “rua”, porem, “agua santa” não seria o nome dela, pois, as letras estão em minúsculas. O Mauro soprou-me ser Rua da Agua Santa.
Poderia ser local onde nascia uma fonte de aguas consideradas santas, e a rua sem nome fosse assim referida.
Uma boa curiosidade foi a informação de que dona Juvenata da Rocha Barbalho residia em algum lugar de Goyaz. Para orientarmo-nos melhor, podemos usar as descrições e os mapas na postagem abaixo, para sabermos o que era o Goyaz da época:
Mas também podemos conhecer melhor o local através do nome atual. Retornei `as fotos do inventario e decifrei o nome antigo. Era Vai-Vem. E o histórico do local bate exatamente com a época em que eh referida. Ou seja, quando dona Juvenata deve ter ido para la, ja nos primórdios da colonização. Ver mais informações na postagem:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ipameri

Ipameri na linguagem indigena significa terra entre dois rios. Ou seja, temos por la, em antigo grego, uma Mesopotamia. Alias, o Brasil eh repleto de Mesopotamias. Inclusive o Triangulo Mineiro.


Podemos ver que o Goyaz antigo era bem maior que o atual Goias somado ao recente Tocantins. Diga-se de passagem era dono ate do Campo da Farinha Podre. Para quem não sabe, esse era o nome do atual Triângulo Mineiro, que depois foi incorporado a Minas Gerais.

Devemos nos lembrar também que 1868 marca a época em que o Brasil estava envolvido na Guerra do Paraguai (1865-1870). A area era perigosa de se viver. As fronteiras não estavam ainda devidamente delimitadas.

O Goiaz era praticamente a fronteira do Brasil com o restante da America do Sul, exceto nos extremos Norte e Sul. As areas intermediarias eram areas contestadas pelo Brasil, Paraguai e Argentina, alem da Bolivia. Mais tarde o Brasil conquistaria os Mato Grossos, Rondônia e Acre.

De antemão nao se pode afirmar nada. Talvez o marido da dona Juvenata fosse militar que fora convocado para a guerra. Mesmo que não fosse, deve ter sido alguém que fizesse parte da Guarda Nacional.

O exercito brasileiro era muito pequeno. Os nobres da época não queriam um exercito forte por medo de eles se insurgirem para derrubar a monarquia e implantar uma republica.

Inteligentemente, o Patriarca da Independência, Jose Bonifácio de Andrade e Silva, criou a Guarda Nacional, que era uma forca paramilitar com todos os privilégios, econômicos e politicos. Para participar da Guarda Nacional era preciso ter renda. E as patentes eram adquiridas de acordo com o rendimento anual. Quanto maior a renda maior era a patente.

Foi assim que impuseram a monarquia. Como os privilégios eram garantidos aos membros da Guarda Nacional, não havia motivos para revoltas, segundo a visão elitista. Mandava mais quem tinha mais.

O contratempo era que, em caso de guerra, o membro da Guarda Nacional era considerado militar. `A epoca da Guerra do Paraguai o Brasil possuía uma forca de cerca de 12.000 membros. Ja o efetivo da Guarda Nacional contava com cerca de 650.000. O numero de Guardas Nacionais que foram `a guerra era maior que o de militares.

O pratico nisso tudo eh que nos falta saber se houve e progrediu a descendência de dona Juvenata. Se a resposta for positiva, o que se pode esperar eh que outros membros da família foram chamados para Ipameri.

E deles deverão descender algumas famílias tradicionais do atual Estado de Goias, senao todas. Depende da quantidade dos que foram e como se espalharam pelo territorio.

Assim, depois dos registros que encontramos de familiares nossos nos estados litorâneos brasileiros, alem de Minas Gerais, claro, agora se atesta a presença do sobrenome Barbalho na colonização também de Goias.


Segundo as informações me passadas pela genealogista Marina Raimunda Braga Leão, descendente do senhor Cyrino Jose Barbalho, ele casou-se com pessoa de nome Rita. Tiveram entre outros o filho Modesto Jose Barbalho que casou-se com Eliza.

O segundo casal foi pai de dona Rita Eliza Barbalho e outros irmãos. Essa casou-se com Virgilio Gomes da Silva, que aparecem `a pagina 53 do livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do professor Dermeval Jose Pimenta. O sr. Virgilio procedia das familias Vieira da Silva e Gomes da Silva, procedentes de Ponte Nova, MG, e que se tornaram tradicionais em Pecanha.

Foram os pais, entre outros, da dona Eliza Gomes Barbalho, que esposou o senhor Otacilio Pinto da Rocha, também família tradicional de Pecanha. E foram pais do sr. Francisco (Chico) Viriato da Rocha.

O sr. Chico casou-se com dona Rattcliff da Silva Braga, e se tornaram pais do dr. Jose Geraldo Braga, juiz aposentado da Comarca de Virginópolis.

Maiores informações podem ser obtidas no sitio genealógico www.geneaminas.com.br.

Informacoes curiosas e importantes podem ser retiradas do “Almanak de Minas Gerais”, edicao de 1872, para valer em 1873. Ali vemos que o municipio de Itabira ainda vivia, em boa parte, da mineracao de ouro e ferro. Ali afirma que o ouro foi encontrado em 1781, por Joao Francisco de Andrade e o cunhado dele Francisco da Costa Martins Lage. Na verdade esse foi um segundo surto. O ouro ja havia sido encontrado por la muito antes.

Tambem informa por outro lado que ambos ficaram riquissimos, mas que naquela atualidade a descendencia formava partidos rivais. E cuja rivalidade impedia o progresso da cidade. O que falta saber eh o lado que os Barbalho estavam metidos, ja que sao muito chegados `a politica. Talvez o menos interessado foi mesmo o Francisco Marcal Barbalho que `a primeira oportunidade mudou-se para Guanhaes ainda muito jovem!

Embora, ja ouvi dizer-se dele que foi perseguido por rivais politicos em Guanhaes. Mas creio que tenha sido em consequencia da possivel participacao dele na revolta liberal mineira, em 1842. A revolta foi chefiada por Theophilo Otonni e pelo Barao de Cocais. E participaram dela Manoel Coelho Linhares e Modesto Jose Pimenta, segundo registros em livros.

A mencao ao segundo esta no livro do professor Dermeval, e tratava-se do avo dele. Ja o primeiro aparece no livro: “Os Oficiais do Povo: A Guarda Nacional em Minas Gerais Oitocentista, 1831-1850”, do autor Flavio Henrique Dias Saldanha. Google Livros.

Pelos dados que ja possuimos penso que podemos eliminar tanto ao Polycarpo quanto ao Modesto Jose Barbalho como pais do Jose Vaz Barbalho, aquele que esta mencionado como Juiz de Paz de Sabinopolis, por volta de 1875. Mas agora aumenta a possibilidade de ele poder ter sido filho do Jose de Magalhaes Barbalho, se estivesse numa idade entre 30 e 40 anos `a epoca, ou do casal Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, se for mais velho.

O que essas pesquisas tem demonstrado eh que, me parece, estamos cada vez mais proximos de concluir que os Barbalho de Itabira descendem todos do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, que se casou em 1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, do atual Distrito de Milho Verde, pertencente ao Serro. Mas contudo, a familia pode ter ter sido mais relacionada a Conceicao do Mato Dentro.

E explico porque. Torna-se cada vez mais obvio que o conjunto de familias das quais descendemos eram primariamente mineradoras. E isso pode ser notado pelo ciclos colonizadores da Historia de Minas Gerais. Em primeiro lugar, o que atraiu os primeiros colonizadores foi o encontro do ouro de aluviao, ou seja, encontrado nos leitos dos corregos e rios, “faceis de catar”.

Essa primeira fase coincide com a primeira metade do seculo XVIII (1700). E a colonizacao se deu ao longo da Serra do Espinhaco, indo desde o Sul de Minas ate aos arredores de Diamantina. Era um caminho estreito, nao se vivia muito longe da Estrada Real.

Na primeira fase temos noticias tanto dos Barbalho quanto dos Rodrigues Coelho. Segundo o professor Dermeval, o patriarca Manoel Jose Barbalho foi para o Milho Verde na expectativa de receber autorizacao real para explorar diamantes. Como a coroa portuguesa demorou a dar a resposta ele levou a familia para o arraial de Tapanhoacanga. Atual Distrito de Itapanhoacanga, pertendente ao Municipio de Alvorada de Minas. Por volta de 1750 Itapanhoacanga foi um dos veios de ouro mais produtivo da colonia.

Ja o patriarca Manuel Rodrigues Coelho destacou-se ao redor do centro Mariana/Ouro Preto, possuindo lavras no Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durao, pertencente a Mariana. Onde tambem diversos Barbalho se encontravam, sendo alguns descendentes de irmaos do Manoel Vaz Barbalho.

A segunda fase da colonizacao mineira se da com a queda de producao do ouro, em torno de 1750. Entao, os antigos mineiros buscam jazidas novas no sentido radial, em torno dos centros mais antigos. Assim, encontramos os Barbalho, os Rodrigues Coelho e os Nunes Coelho em Itabira e Dom Joaquim. E `a medida que o numero de membros das familias vai se multiplicando eles se veem na necessidade de expandir mais.

A terceira fase da colonizacao se da mais em torno da busca de terras para a atividade agropecuaria, embora ainda se aproveita uma ou outra oportunidade de mineirar nos surtos que surgiam de hora em hora. Assim as tres familias que estavam radicadas em Itabira e Conceicao do Mato Dentro se envolvem na colonizacao de Guanhaes e Virginopolis. Apos a colheita do rescaldo de ouro, as familias ja entrelacadas se tornam puramente agropecuaristas.

Nessa forma as viemos conhecer ate aos anos de 1960 quando, entao, inicia-se a grande dispersao e a busca por novos lugares e novas profissoes. Infelizmente para os familiares e para o Brasil nao se deu uma quebra de tradicoes no qual se substituisse as atividades primarias pela industrial. Assim, o atraso tornou-se geral, levando a familia a espalhar-se pelo mundo.

Ao que parece, as 3 familias ja eram uma e a mesma familia, com uma grande quantidade de antepassados em comum. Com o tempo e a falta de acompanhamento genealogico os familiares esqueceram-se dessa realidade e muitas vezes se tratam como estranhos.

Os nomes de pessoas que ja encontramos em Itabira deve ser uma otima evidencia de pertencermos todos ao ramo Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta.

Temos la, por exemplo, o Victoriano Jose Barbalho, casado com Maria do Carmo de Macedo. Tiveram pelo menos 4 filhos em Itabira. Anna (1818), Maria (1823), Jose (1828) e Humiliana (sem data). Alias, esse Jose poderia muito bem ser o Jose Vaz Barbalho, de Sabinopolis.

Nao temos de quem o Victoriano foi filho. Mas o professor Dermeval descreve um pouco a familia de dona Victoriana Florinda de Ataide, talvez nossa tia antepassada. Ela foi filha da Isidora, que era filha do Manoel e Josepha. Mas o professor descreve descendencia apenas dos filhos: Hermenegildo (1801) e Lucio (1802). A essa epoca ela ja estava com 40 anos de idade, pois, nascera em 1762.

Ha a possibilidade de o professor Dermeval ter encontrado os dados deles mais facilmente porque assinavam Jose Pimenta, como ele proprio. Mas pela mesma razao que dona Victoriana teve filhos assinando Jose Pimenta, teve tambem para que chamassem Jose Barbalho. Alem disso, o Victoriana dela poderia muito bem ter sido inspiracao para um filho Victoriano. Ou para algum sobrinho.

Quanto ao senhor Modesto ja comentei antes que houveram os Modestos Jose Pimenta na familia. Portanto eh bem provavel que ambos os lados nasceram dos mesmos entrelaces. A variacao de sobrenome era muito comum naquele passado. Irmaos usavam sobrenomes diferentes dos de outros irmaos.

Por fim, ja comentado em outras oportunidades, sabemos que o casal Manoel/Josepha foi pai do cirurgiao-mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho. Ou seja, o nome eh identico ao nosso quartavo Polycarpo Jose Barbalho e, com absoluta certeza, nao sao a mesma pessoa.

 

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15. UMA CHACOALHADA EM NOSSA GENEALOGIA

Mais uma passagem, e desta vez com muito conteúdo em pequeno frasco. O Mauro presenteou-nos com mais um inventario. Trata-se da partilha dos bens do nosso conhecido, alferes Francisco Jose Barbalho.

Apenas para recordação, eu ja o havia encontrado em algumas literaturas, inclusive nos famosos: “Almanak Administrativo Civil e Industrial da Província de Minas Gerais”, como o de 1872 para valer em 1873.

Nele se da conta da polivalência do nosso aparentado. Ele aparece na lista de alfaiates. E também como alferes da Guarda Nacional, porem, ja deveria ter se afastado por motivo de doença, pois, o cargo na “1a. Cia. (Parada no Largo de Sant’Anna da Itabira)” estava vago, embora o nome ainda fosse mencionado.

Agora, encontrei na lista de bens que possuía uma biblioteca respeitável para a época, incluindo diversos livros dos assuntos legais. Isso leva a crer que tenha exercido a profissão de advogado ou, pelo menos, de rabula (douto pratico), tao comum `a época. Não deve ter tido o titulo porque ao nome dele se atribui a patente alferes e não ou doutor, comum aos profissionais forenses.

Junto aos inventarios acompanha o testamento. Francisco Jose Barbalho faleceu em 22.12.1873. O inventario foi aberto em 02.09.1874. O testamento havia sido encomendado ao escrivão, Jose de Magalhães Barbalho, e havia sido escrito em 06.07.1870. Boa surpresa para os que descendemos do pai Jose, pois, ninguem nos havia informado da profissao dele antes.

Ja de inicio revela coisas que não se encontram em inventários. Ele diz que o pai, Victoriano Jose Barbalho, era falecido. A mãe, dona Maria do Carmo Macedo, ser-lhe-ia herdeira, em caso de ele falecer antes dela. O que realmente aconteceu.

Não pude determinar a idade dele. Contudo, nos inventários consta que a esposa, Quintina Francisca Barbalho, vivia por volta dos 59 anos de idade. E a mãe dona Maria do Carmo estava por volta dos 90 anos. Eh provável que o alferes estivesse entre os 60 e 70 anos. O casal não teve filhos. As idades delas encontra-se na pagina 16. E residiram na Rua de Sant’Anna.

No testamento ele nomeou 3 inventariantes na ordem:

1o. a esposa, dona Quintina Francisca Barbalho

2o. o irmão, Jose Vaz Barbalho

3o. o capitão, Francisco Marçal Barbalho.

O casal tinha vínculos com o Arraial ou Freguesia de Nossa Senhora do Itambé do Mato Dentro. Local simpatico que fica entre Itabira e Conceição do Mato Dentro. Cidade pequena, rica em Historia e acidentes geográficos, entre montanhas e cachoeiras. Boa para turismo radical e de descanso.

Indo mesmo ao que interessa, o alferes, pelos meus cálculos, devera ter nascido entre 1803 e 1813. O que joga a época de nascimento do pai dele, baseado também na idade alegada da mãe, para em torno de 1780, ou seja, idade semelhante `a do tetravô Policarpo Jose Barbalho.

Isso reduz um pouco a possibilidade de o alferes Policarpo e o sr. Victoriano terem sido irmãos por parte do Jose, filho de Isidora Maria da Encarnação e do capitão Antonio Francisco de Carvalho. Mas existe uma margem boa de probabilidade para supor-se isso.

Aqui fica claro que uma boa estratégia seria buscar os inventários do capitão Francisco e Isidora, alem dos de Jose Vaz Barbalho e sua esposa Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Alias, este ultimo nos informaria com certeza se alem dos dois não entraria também na irmandade o sr. Modesto Jose Barbalho.

Em caso positivo, fecharíamos as contas, ficando por resolver apenas quem seriam os pais do casal Jose e Anna Joaquina. O que a verificação dos inventários do capitão Antonio Francisco e Isidora revelariam seria apenas se o filho Jose assinava o Vaz Barbalho ou não, ja que os inventários que ja verificamos não revelaram com quem os filhos dos finados se casaram. Se revelasse que esse era mesmo o nome e casado com Anna Joaquina, ai sim as contas da equacao zerariam.

“A Familia Barbalho veio do Nordeste Brasileiro sendo que eram três irmãos. Um deles voltou para as origens, outro dirigiu-se para o Rio Grande do Sul e o terceiro permaneceu em Minas Gerais.” Tradição oral dos Barbalho de Virginópolis.

Julgava-se que tal tradição referia-se ao padre Policarpo Jose Barbalho e seus irmãos. Contudo ja encontramos que nem ele, irmãos ou pais procediam do Nordeste. Nasceram mesmo em Minas Gerais.

Também, ate onde se sabe, o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza teve pelo menos dois filhos: Policarpo Joseph Barbalho, que foi para o Rio Grande do Sul, tornando-se o cirurgiao-mor da Villa de Porto Alegre, e Isidora Maria da Encarnação, esposa do capitão Antonio Francisco de Carvalho, que permaneceu em Minas Gerais.

Aqui fica, então, a possibilidade de as tradições conterem mesmo um fundo de verdade. Poderia ate ser que o casal Manoel e Josepha tenha sido pai do Jose Vaz Barbalho nosso ancestral e ele e o Policarpo Joseph terem tido algum terceiro irmão que mudou-se para o Nordeste.

A tradição poderia ter ignorado a existência da Isidora, e talvez outras mulheres, pelo fato de ela ser mulher e as mulheres `a época pertenciam aos pais e passavam a pertencer aos maridos após os casamentos.

Mantinha-se a tradição de que a Família procedesse do Nordeste, porem, essa passagem havia se dado cerca de 90 anos antes de a Família entrar em Minas Gerais, ou seja, em 1643, quando o governador Luiz Barbalho Bezerra e filhos, nascidos em Pernambuco e com passagem breve pela Bahia, se mudaram para o Rio de Janeiro.

Lembra-se disso agora porque ha a impressão de que, pelas datas esperadas para os nascimentos do Policarpo Jose Barbalho e/ou do Victoriano, seria mais pratico esperar que o Jose Vaz Barbalho, pai de ambos se acaso forem mesmo irmãos, tenha sido filho do casal Manoel e Josepha. Mas não eh impossível ter acontecido a alternativa e ter sido filho da Isidora e capitao Antonio Francisco, tornando-se neto do casal anterior. (Para mais informacoes leia-se o capitulo anterior deste texto).

Algo da genealogia ja podemos começar a reunir pelos dados encontrados. Assim, temos o casal e os filhos que ja temos noticias:

Victoriano Jose Barbalho c. c. Maria do Carmo Macedo, e foram pais de:

01. Francisco Jose Barbalho c. c. Quintina Francisca Barbalho

02. Maria Barbalho (31.12.1818)

03. Anna Barbalho (10.08.1823)

04. Humiliana Barbalho (?)

05. Jose Vaz Barbalho (23.03.1828)

A presença desse Jose Vaz Barbalho parece nos responder duas questões que ainda não temos provas. A primeira eh a de que o Victoriano tenha mesmo sido filho de outro Jose com o sobrenome igual.

A segunda eh a de que deve ser este o tao procurado Jose Vaz Barbalho que aparece como primeiro Juiz de Paz de Sabinopolis, no ano de 1875. Claro, poderiam ser mais de um com o mesmo nome e o Juiz de Paz ser um parente próximo. Mas pelo modo que a Família dispersou, indo de Itabira para Guanhaes e imediações, leva a pensar que seja uma única pessoa. E isso praticamente sacramento os laços de família. Em exemplares mais antigo ele aparece como morador de Guanhaes.

O senhor Modesto Jose Barbalho também aparece em algumas promissórias como credor no processo do inventario. Ao que se sabe, ele foi dono de comercio de secos e molhados em Itabira. E os comerciantes `a época suprimiam a ausência de bancos nas pequenas cidades tornando-se verdadeiras entidades de credito.

As familias ate mesmo portavam um caderno onde as compras eram registradas. E os comerciantes guardavam uma copia. Os preços das mercadorias não eram anotados. Quando o cliente ia quitar a conta, geralmente `a época de suas colheitas, eh que se colocava os preços do dia do pagamento.

Como o dinheiro nao circulava porque poucas pessoas recebiam salários regulares, os comerciantes precisavam possuir um capital de giro superior ate mesmo ao que possuíam de valor de estoque. Quem não podia emprestar, também não conseguia clientes.

Mesmo assim, a presença do senhor Modesto repetidas vezes no inventario pode ser um indicio de que fosse parente muito próximo de todos. Disso deduzo que ele e o Victoriano eram irmãos do Policarpo, Gervasio e Firmiano ou primos em primeiro grau deles.

Uma curiosidade eh o fato de que os registros oficiais nem sempre acompanhavam a realidade. Isso porque no Almanak para valer em 1873 continua-se a registrar o alferes Francisco Jose Barbalho como alfaiate, mas com a desculpa de que faleceu ao final do ano. Mas tambem continua registrando o Tenente, Modesto Jose Barbalho, que ja havia sido inventariado em 1868.

Nos inventarios do alferes, o nome do tenente continua a aparecer sem nenhuma alusao a que ele ja havia falecido. Somente na relacao dos membros da Guarda Nacional faz-se mencao a que o cargo de alferes se encontrava vago. E nela aparece o senhor Modesto Jose Barbalho Junior como cirurgiao, levando a crer que o nome do pai dele continuava `a frente dos negocios, embora ja falecido.

A presença do tetravô Jose de Magalhães Barbalho como escrivão no testamento não teria maior significado ja que, tendo sido escrivão, poderia estar em outros documentos sem necessariamente ter parentesco próximo.

Porem, a nomeação do trisavô Francisco Marçal como testamenteiro, em caso de falta das duas primeiras nomeações, soma muito, pois, a preferencia no caso caia em mãos dos familiares.

A unica duvida que fica eh se o parentesco deles se passasse por via de dona Quintina Francisca Barbalho. O sobrenome dela não parece ter saido do casamento. Não da para fazer uma distinção ou unificação do Barbalho do marido e da esposa. Mas, em todos os casos, devera haver parentesco e o laço de família devera atar-se mesmo no casal Manoel Vaz e Josepha Pimenta.

Apenas supondo que o Jose, filho do capitão Antonio Francisco de Carvalho, tenha sido pai do Policarpo e os irmãos dele, vamos decrescer um pouco o grau de parentesco que teremos com nossos ancestrais mais antigos. Por exemplo, o Policarpo deixa de ser um suposto neto do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, e passa a ser bisneto.

Por outro lado, de gerações mais recentes, a gente fica mais proximo. O Boaventura Jose Pimenta, que o temos por tio por afinidade, por ter se casado com nossa tia-tetravo Maria Balbina de Santana, passaria a nosso tio verdadeiro. Nesse caso, teremos com a descendência dos dois um grau maior de intimidade genética.

O compositor Fernando Brant e a escritora Paula Pimenta, por exemplo, compartilharão conosco o dobro da porcentagem de gens que ja sabemos que temos em comum.

O nosso primo Rui Hercy Coelho que casou com a Stella Maris Siman sem ter a menor ideia que ambos eram Barbalho, por ela descender da dona Victoriana Florinda de Ataide, agora saberá que os filhos deles teriam dose dobrada daquela porcentagem. Eh, mundo pequeno, pequeno mundo!

E, alem disso, se tivermos o sr. Modesto Jose Barbalho por tio-tetra e trisavô, não aumentara a porcentagem alem do que eu esperava se tivesse sido filho do Policarpo mas o prazer de ter a descendencia dele como aparentada de qualquer maneira eh o mesmo.

Penso que com os dados novos que agora somamos `a nossa genealogia, estamos mais ainda umbilicalmente unidos `a Conceição do Mato Dentro e ao Serro. Tomara que encontremos logo a provas que nos faltam.

Algo estranho mesmo eh que os irmaos do avo Policarpo, Gervasio e Firmiano, depois se seus casamentos, desapareceram completamente dos dados que procedem de Itabira. Talvez um deles tenha mesmo ido para o Rio Grande do Sul para reencontrar-se com os familiares do tio Policarpo Joseph Barbalho; e o outro poderia ter seguido para o Nordeste do Brasil, validando ambos, em parte, as tradicoes de familia.

Outra alternativa seria a de que tenham se mudado para alguma outra freguesia na area, como a de Itambe do Mato Dentro, e as minhas desconfiancas de existirem mais cidades irmas se revelarao verdadeiras.

Aparentemente o Tronco Pimenta/Vaz Barbalho, inicialmente descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta em sua obra: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, compartilhava o dominio politico-administrativo da regiao com outras familias dominantes atraves do exercicio das letras. Senao, observe-se a relacao abaixo:

Alferes, Francisco Jose Barbalho, provavelmente rabula

Tenente, Modesto Jose Barbalho Junior, cirurgiao

Jose de Magalhaes Barbalho, escrivao

Capitao, Francisco Marcal Barbalho

Cyrino Jose Barbalho, Juiz de Paz em Pecanha

Jose Vaz Barbalho, Juiz de Paz em Sabinopolis

Emigdio de Magalhaes Barbalho, padre em Guanhaes

Marcal de Magalhaes Barbalho, Juiz de Paz em Virginopolis

Jose Coelho da Rocha, fundador e Juiz de Paz em Guanhaes

Joao Coelho da Rocha, Juiz de Paz em Guanhaes

Boaventura Jose Pimenta, advogado no Serro

Modesto Jose Pimenta, advogado no Serro

Hermenegildo (Hermenegildao) Jose Pimenta, contador e distribuidor da Comarca do Serro Frio

Hermengildo Jose Pimenta (filho), professor do sexo masculino em Pecanha

Maria Josefina Pimenta, professora em Sao Jose do Jacuri

Estes, claro, para mencionar apenas alguns.

Apos publicar as notas lembrei ser necessario alguns adendos. Em primeiro lugar, acrescentei os nomes dos Pimenta. Eu os tinha de memoria mas nao recordava os detalhes das profissoes.

O Juiz Provedor, Dr. Francisco Ferreira Dias Duarte, aparece nos Almanaks como Juiz da Cidade de Itabira.

Os “louvados” avaliadores dos bens no inventario: Jose da Silva Gomes e o capitao Lucio Jose da Circuncisao Ottoni talvez seriam impedidos na atualidade para atuar como tais naquele processo especifico. Ou melhor, pelo menos o capitao Lucio, pois, ele era credor do inventariado. Dai pode-se ate levantar a hipotese de que tivesse algum vinculo familiar com os Barbalho.

Isso se da tambem por causa do ultimo sobrenome, e verifiquei na internet, o implica na Revolucao Liberal de 1842. Revolucao essa que membros da familia haviam participado. Alem disso, o sobrenome tambem o vincula ao Serro, onde a Familia Ottoni multiplicou-se ao lado dos troncos Pimenta/Vaz Barbalho, Pereira do Amaral e Borges Monteiro desde aos decorridos anos de 1700.

Infelizmente nao encontrei sinais de genealogias dos personagens, que deverao ter deixado imensa e prospera descendencia, para verificar se ja havia algum laco de familia por essa via.

Quem falou na dominancia desses troncos com orgulho do fato foi o professor Dermeval Jose Pimenta em sua obra genealogica. Eu apenas aproveitei uma carona, observando inclusive que nao se tratou de dominancia e sim co-dominancia ja que o nosso tronco estava entrelacado com diversas outras familias. Alias, o tronco liderado pelos Pimenta e Barbalho deveria chamar-se pelo menos: Aguiar Barbalho Bezerra Carvalho da Costa Pimenta e Vaz. Isso para somar somente alguns.

Lembrei-me tambe que ha a possibilidade de a Isidora Maria da Encarnacao ter sido quem ficou em Minas Gerais entre os 3 irmaos que mencionados sem nome. Ja descobrimos que o Policarpo Joseph Barbalho foi mesmo para o Rio Grande do Sul. Faltaria o terceiro(a) que teria ido para o Nordeste. Encontrar os inventarios dos pais deles, Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza seria a solucao para a questao.

Como mencionei no capitulo anterior, o casal Isidora Maria da Encarnacao e o capitao Antonio Francisco de Carvalho tiveram os filhos seguintes: Joao, Victoriana, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco, Bernardo e Boaventura. Esses nomes, pelo menos os de pouco uso, podem ajudar a encontrar-se extensoes da familia em outras genealogias.

Nao eh tao obvio mas eh uma evidencia consideravel termos o Victoriano Jose Barbalho e o nome dele aparecer na sequencia do nome de dona Victoriana em tempo que ela poderia ter sido mae dele. Talvez seja mesmo pelo grau de parentesco que ja existia foi que ele aparece com outros membros da familia na mesma Cidade de Itabira. Inclusive aparece em dois batizados que repito aqui:

* 24/06/1845

Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhaes Barbalho

padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

* 05/04/1845

Jose filho de Manoel Lino Coelho e Anna Prisca

padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Lucinda Francisca.

Os batizados refeririam ao parentesco entre os de Magalhaes Barbalho e o inventariado, Francisco Jose Barbalho. Por todas as evidencias ja reunidas, penso que o Victoriano sera mesmo filho de dona Victoriana Florinda de Athaide. O mais provavel sera que a Joaquina tera sido filha do tetravo Jose de Magalhaes Barbalho. E, ao que parece, a Quintina Francisca devera ter sido filha do Jose Vaz e Anna Joaquina, ou seja, seria irma do Policarpo, Gervasio e Firmiano Jose Barbalho.

Faltar-nos-ia ai fechar mesmo as contas. Encontrar, pelo menos, os nomes dos pais do Jose Vaz. Claro, a unica solucao mesmo eh rebuscar os Arquivos no Serro, referentes `a propria cidade e a Conceicao do Mato Dentro, porque tudo pertencia `a Comarca do Serro Frio; e/ou os documentos eclesiasticos que deverao estar todos reunidos no Arquivo da Arquidiocese de Diamantina.

Alias, ha aqui que anunciar outra novidade. Entrei em contato com dona Lourdes Barbalho Mendes, que havia tido referencia através do site: Ipameri – Interior de Goiás. Ela não soube dizer-me, por enquanto, se descende da dona Juvenata da Rocha Barbalho. Contudo, informou-me que o avo dela chamava-se Modesto Jose Barbalho.

O que fica obvio não ser o mesmo Modesto de Itabira. A filha dele, Juvenata, nasceu em 19.05.1833. Jamais poderia ser mãe da dona Lourdes. Outras informações que ela passou-me foi que eles realmente procediam de Itabira do Mato Dentro; tem parentes que assinam Rocha Barbalho, como dona Idalina da Rocha Barbalho, mencionada por ela; alem de ter conhecido 2 Juvenatos na cidade, membros da família.

Assim, pode-se observar que todas essas coincidências não são meros acasos. Possível sera que encontramos mais uma cidade irma no Brasil. O que resta saber sera se outros membros da família alem da dona Juvenata se mudaram para o antigo Vai-Vem.

Como comentei com dona Lourdes, os muitos parentes conhecidos nossos que se mudaram para Brasilia devem cruzar com familiares de Ipameri todos os dias sem ao menos imaginar que tem algum grau de parentesco!

Eh ate mesmo possível que a atual Cidade de Itambé do Mato Dentro tenha algo mais de nosso sangue que imaginamos. Embora o alferes Francisco e a Quintina não tenham tido filhos, o mais provável eh que outros membros da família multiplicaram por la.

Alem disso, temos os membros da família que descendem dos Coelho de Lacerda. Eles foram para Virginópolis nas pessoas dos senhores Januário Coelho de Oliveira e Ilidia Augusta de Lacerda. Segundo o amigo Pedro, antigo tratorista do Posto Agropecuário (Fazenda da Escola – CNEC), casado na família, eles procediam de Itambé. Não atentei para perguntar se fora o do Mato Dentro ou o do Serro.

De qualquer forma ha essa possibilidade ate alta que ja houvesse sangue comum entre as duas famílias antes de partes delas se reencontrarem em Virginópolis. Seja tanto pelo lado Barbalho quanto pelo lado Coelho.

 

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16. HOMENAGEM A NOSSO PRIMO/AMIGO DIMAS RODRIGUES COELHO.

Justamente no momento em que estava preparando o texto anterior para publica-lo no blog vi que havia entrado uma mensagem na minha pagina do Facebook. Fiz o que planejara antes e so depois abri a mensagem.

Foi nosso amigo LUIZ CLAUDIO PASSOS publicando a foto do senhor DIMAS e anunciando o falecimento. Ontem foi 22.10.2016. Exatamente 1 mes antes de nosso primo completar 93 anos de vida.

O amigo LUIZ CLAUDIO tornou-se o divulgador oficial de eventos relativos a VIRGINOPOLIS. Isso graças `a sua atividade paralela de registro da Historia do Municipio em fotos. A coleção que ja possui supera a casa de 2 milhares. Entre elas muitas preciosidades raras que estão ligadas `a Historia das Famílias locais.

Seo DIMAS, o TIDIMAS, como era mais conhecido por minha geração, foi filho de DANIEL RODRIGUES COELHO e MARINA (tia NENEM) COELHO DE OLIVEIRA. Neto paterno do ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. Neto materno de CANDIDO DE OLIVEIRA FREIRE e ANNA HONORIA COELHO.

Tia ANNA era filha do casal JOAO BAPTISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO. Ou seja, o bisavo materno era irmão do avo paterno.

Seo DIMAS deixa a esposa, MARIA APARECIDA DE MAGALHAES BARBALHO e os 8 filhos que sobreviveram ate `a idade adulta: HELVÉCIO, EDUARDO, WILSON, WILLER, MARIA DO ROSARIO, NORMA, RUBENS e MARGARETH, por ordem de nascimentos. Alem disso deixa netos, bisnetos, irmãos, cunhados e muitos outros familiares.

Contava o tio DIMAS com 92 anos. Mais que o pesar da perda ficam as boas lembranças da Historia de Vida. Cada pessoa que o conheceu tera em memória algo agradável para contar dele.

Seja como funcionario da prefeitura, comerciante no ramo de restaurante ou disciplinario da C.N.E.G. (atualmente C.N.E.C.). Em particular a função de diciplinario devera ser a que mais tenha deixado lembranças.

Isso porque a função desperta a suspeita de que tenha sido um repressor de travessuras, como mandava o figurino de época. Mas com ele exercendo a função os jovens estudantes não corriam a se esconder dele e sim para abraça-lo.

Era ele bonachao, de fino trato. Uma pessoa que pelos movimentos corporais poderia dizer-se elétrica, indicando saúde de boa qualidade. Fisicamente poderia ser confundido por um português regular.

Para mim, alem disso, foi o eterno vizinho do lado de meus pais. Os filhos de meus pais cresceram junto aos filhos dele. Tendo alguns sido colegas dos outros.

Mais que homenagens póstumas vou apenas mencionar alguns dados. Tia NENEM foi a mulher mais longeva da família que temos noticia. Faleceu aos 101 anos de idade. Um sobrinho dela, senhor GABRIEL COELHO DE OLIVEIRA, faleceu o mais longevo masculino aos 103.

Claro, ha o senhor MOACIR BAR