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A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO

novembro 13, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

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https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

 

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

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https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

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2. RELIGIAO

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https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

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https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO

 

INDICE:

002. ENFIM ALGO CONCRETO A RESPEITO DA FAMÍLIA NUNES COELHO.

003. CONTATO CON DONA ANA ROCHA

004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS ENCONTRADOS NO SITE FAMILYSEARCH.

005. POLICARPO JOSE BARBALHO

006. “COROACI – ONTEM E HOJE”

007. O RESUMO EM ESQUELETOS GENEALOGICOS

008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?

009. GENEALOGIA DE ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO: UM POUCO DO CONTEÚDO DA “REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAPHICO BRAZILEIRO”

010. OS BARBALHO DO RIO DE JANEIRO, POR RHEINGANTZ

011. PRIMEIROS MORADORES DE GUANHAES, VIRGINOPOLIS E PECANHA …

012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

 

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002. ENFIM ALGO CONCRETO A RESPEITO DA FAMÍLIA NUNES COELHO.
Ha algum tempo atras o primo Balduíno Cesar Rabelo deu a dica de que o sr. Dione, da Família Nunes Coelho, fazia pesquisas a respeito mas guardava para si os resultados. Deu-me o contato e eu tentei. Não resultou o que gostaria.
Ha pouco mais de mês, o primo Walquirio Coelho de Oliveira contatou-me transmitindo a informação que o próprio senhor Dione gostaria de falar comigo, deu telefone e e-mail para o contato.
Mas ai fui eu quem demorou a retomar a iniciativa. Parecia ate ma vontade. Mas coincidiu que meus deveres diários, a ocorrência das eleições brasileiras de 2018 e o livro do monsenhor Otacilio Augusto de Sena Queiroz estavam ocupando muito espaço em minha mente.
Com todo respeito aos ancestrais desse nosso ramo da família, e em particular ao sr. Dione que havia dado o passo `a frente, eu me desculpo e lembro como desculpa o fato de que queria imensamente o contato, porem, preferia que ocorresse com tempo disponível para apreciar e deliciar quaisquer dados que nos chegassem.
Antes que eu retornasse quaisquer comunicações, recebi um e-mail, via Alessandra Nunes, do sr. Dione Ferreira Nunes, contendo o essencial da formação do tronco Nunes Coelho em nossa família.
Ao ver os dados encontrei informação chocante, no bom sentido, e outras muito boas. Mas as eleições ainda não haviam ocorrido. E correndo foi que respondi ja enviando a ele o principio da família do nosso tio Antonio Nunes Coelho, que fora para Peçanha, dados que haviam me sido passados pela prima Marina Raimunda Braga Leão, de la.
Ainda recorri `a prima Ivania Batista Coelho, autora da obra: “Arvore Genealógica da Família Coelho” para eliminar a ultima duvida. E ela confirmou a passagem que ate então eu a tinha por conflituosa.
Antes que prolongar, vou apresentar o que ja possuímos em relação ao principio do ramo Nunes Coelho, formado em Minas Gerais. Apos isso, tentarei dar apenas uma pincelada rápida para salientar os pontos que mais me chamam a atenção.
O ramo NUNES COELHO de nossa família inicia-se em THOMAS (THOME) NUNES FILGUEIRAS e D. ANNA COELHO. Ambos nascidos em 1770, mais ou menos, pois, contavam 70 anos `a data de 1840.
THOME e ANNA foram pais de:
01. MANOEL NUNES COELHO, em 1840 contava com 53 anos de idade, portanto, nascido em 1787, residia na Fazenda Estiva, em Itabira do Mato Dentro, Foi casado com VALERIANA (UBERIANA) ROSA GONÇALVES, com idade de 51 anos em 1840, nascida assim em 1789, filha de JOÃO ALVARES e MARIA GONÇALVES. Casaram-se em Itabira, na data de: 27 de agosto de 1804. Foram pais de:
a) Antonio Nunes Coelho, bat. a 09.11.1806
b) Agostinho Nunes Coelho, bat. a 18.01.1808.
c) João Nunes Coelho, bat. a 15.02.1812
d) Anna Nunes Coelho, bat. a 10.05.1814
e) Maria Nunes Coelho, bat. a 23.06.1816
f) Pantaleão Bento Nunes Coelho, nascido em 1819, com 21 anos em 1840.
g) Manoel Nunes Coelho Jr, bat. a 02.11.1818
h) Jose Thomáz, nascido em 1825, com 15 anos em 1840.
Os dados acima são a soma de dados enviados pelo sr. Dione ao que se encontra no site Familysearch. Somente os três mais novos surgem nos dados que o sr. Dione enviou-me. Manoel foi o único que se repetiu em ambas as listas.
Ressalve-se que os dados do sr. Dione foram retirados do Censo de 1840, portanto, os 3 eram os que residiam com os pais. Não ha o destino dos outros filhos.
O sr. Dione relata que Manoel Nunes Coelho Jr. teria 18 anos em 1840. O que não se encaixa exatamente na data de nascimento em 1818. Mas, naquele tempo era comum as crianças falecerem. Portanto, pode ser que o Manoel acima tenha falecido, e outro nascido em 1822 o tenha substituído.
Pela sequencia de nascimentos, deveríamos ter uma pessoa nascida em 1810. Mas não havia o registro de batismo no site. Pode ter acontecido abortamento, batismo em outro lugar ou impossibilidade de ler-se o registro devido `a deterioração do livro e, ainda, não ter existido.
Talvez tenha havido algum descanso entre partos. Observe-se que dona Valeriana casou-se aos 15 anos e aos 17 ja estava tendo o primeiro filho. `As vezes os intervalos se davam naturalmente, principalmente quando a mãe amamentava os filhos por longo tempo.
O esforço fisiológico da produção do leite pode regular as ovulações, protegendo mães e filhos.
No site ainda tem:
b) AGOSTINHO NUNES COELHO c. c. THEREZA FERNANDES MADEIRA, pais de:
b.1 Edovirgem Coelho, nasc. a 17.10.1840 e bat. a 16.02.1841
b.2 Julio, nasc. a 01.09.1844
b.3 Ignez, batizada a 19.10.1850 (dado do Livro de Batismos de Itabira, pag. 181)
No site prossegue:
MANOEL NUNES COELHO c. c. PRUDENCIA CANDIDA DE JESUS, pais de:
1. Maria Nunes, bat. a 12.12.1830 e Nasc. a 02.12.1830
2. Manoela Nunes, bat. a 09.05.1834.
Em outro documento esse Manoel surge com o sobrenome NUNES FILGUEIRAS, o que descartaria a possibilidade de ser o mesmo MANOEL em nossa família.
Outra presença interessante no site familysearch é o registro de batismo de:
Rita, batizada em 06.03.1847, e filha de: João Martinho Ferreira e FRANCISCA NUNES COELHO. Francisca essa que não ha outro registro dela para sabermos se se encaixa nessa mesma genealogia.
Os padrinhos da Rita foram: Fernando Antonio Drummond e Theresa Miquelina da Silveira. Possivelmente, um parente do poeta Carlos Drummond. Demonstrando um vinculo que não poderia ser diferente, pois, em cidades pequenas como Itabira era, todas as famílias são reunidas por laços familiares.
E, ainda, encontramos no site:
EGIDIO NUNES COELHO c.c. BENICIA GUILHERMINA DE JESUS, pais de:
a. Clara, nascida a 15.07.1857 e batizada a 27.09.1857
b. Maria, nascida a 11.07.1859 e batizada a 23.07.1859
c. Antonia, batizada a 09.07.1861
d. Antonio, nascido a 09.08.1863 e batizado a 08.09.1863
e. Vicente, nascido a 19.07.1866 e batizado a 08.09.1866
f. Antonio, nascido a 17.07.1868 e batizado a 02.08.1868
Os dados no site constam proceder de Santo Antonio de Santa Barbara, o que deveria ser a Paroquia, sendo que os registros todos devem ser relativos a Itabira, mas não menciona a igreja filial. Não se encontra ai o vinculo desse Egidio com a família.
02. Ten. EUZEBIO NUNES COELHO, segundo filho do casal THOME e ANNA COELHO
Casou-se com dona ANNA PINTO DE JESUS. Não temos nome dos pais dela. Alguém adicionou na Arvore Genealógica coletiva, montada no Familysearch, que o pai seria HONORATO PINTO.
Mas penso que seja apenas chute, pois, o professor Dermeval teria chamado ANNA de ANNA HONORATA. Então, HONORATO PINTO esta mais para uma dedução, ainda mais que a sugestão de data de nascimento foi 1770 e do falecimento 1880.
O professor Dermeval Jose Pimenta deixou escrito em livro que o ten. EUZEBIO iniciou a vida econômica na Fazenda Folheta, em São Domingos do Rio de Peixes, atual Dom Joaquim, Minas Gerais, onde os filhos nasceram.
De la mudou com a família para o então Arraial de são Miguel e Almas dos Guanhães, onde a família cresceu e multiplicou-se.
O Ten. EUZEBIO NUNES COELHO casou com dona ANNA PINTO DE JESUS e foram pais de:
a) Prudêncio Nunes Coelho, casado mas não teve filhos.
b) Clemente Nunes Coelho, casou-se com Anna Maria Pereira da Silva, filha de Manoel Pereira da Silva e de Maria Pereira Moreia. Clemente e Anna foram pais de:
b.1 Anésio Nunes Coelho c. c. Julita Soares Nunes,
b.2 Amável Nunes Coelho c. c. Sebastiana Petita Coelho,
b.3 Ulisses Nunes Coelho c. c. 1a. sua sobrinha (filha do Pio) Alzira Nunes Coelho; 2a. Maria Soares e 3a. Maria de Queiroz,
b.4 Pio Nunes Coelho c. c. Josephina Marcolina Coelho
b.5 Dermeval Nunes Coelho c. c. Julia Soares Nunes
b.6 Ernestina Nunes Coelho c. c. Pio Ferreira Nunes (avós do sr. Dione, o qual também descende via materna dos Borges Monteiro fundadores de Sabinópolis, que são os mesmos nossos ancestrais),
b.7 Maria Nunes Coelho c. c. João Januário da Silva Neto,
b.8 Aneglia Nunes Coelho c. c. Pedro Alves Barroso,
b.9 Alzira (ou Algiza) Nunes Coelho c. c. Jose Coelho Leão (estão no livro da Ivania, pag. 17. Jose era irmão do dr. Innocente Soares Leao, autor do livro: “Notas Históricas Sobre Guanhães).
b.10 Vitalina Nunes Coelho c. c. Altivo Rodrigues Coelho (no documento esta Nunes Coelho em ambos, mas o tio Altivo era irmão dos tios Lindolpho e Josephina, e eram 3 irmãos casados com 3 irmãos.
b.11 Marcolina Nunes Coelho c. c. Lindolpho Rodrigues Coelho,
b.12 Knesvita Nunes Coelho c. c. Benicio Alves Barroso
c) Bento Nunes Coelho c. c. Surpina Sophia Leite, pais de:
c.1 Prudencio Nunes Coelho (sobrinho)
c.2 Antonina Nunes Coelho c. c. Sebastiao Ferreira Rabelo (pais de: Pedralvo, Pedro, Antonio, Blandina c. c. Gabriel Nunes Coelho, Marietta c. c. Onésimo de Magalhaes Barbalho, Jose, Epitácio e, acrescentando, dona Maria Clara Nunes Rabelo c. c. Francisco Dias de Andrade Jr.)
d) Cap. Francisco Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho, pais de:
d.1 Salathiel Nunes Coelho c. c. Maria Julia de Campos,
d.2 America Nunes Braga c. c. Pedro de Oliveira Braga,
d.3 Dr. Heitor Nunes Coelho c. c. Modestina Ferreira da Matta,
d.4 Dr. Francisco Augusto Nunes Coelho (Chiquitinho) c. c. Inah de Carvalho
d.5 Claudionor Augusto Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Campos Nunes (sobrinha do marido, filha de seu irmão Salathiel e Maria Julia).
d.6 Etelvina Nunes Coelho, solteira.
e) Maria Honoria Nunes Coelho c. c. ten. João Batista Coelho e foram pais de:
e.1 João Batista Coelho Junior c. c. Quitéria (Titi) Rosa Pereira do Amaral,
e.2 Maria Honoria Coelho c. c. Jose Pereira da Silva,
e.3 Antonio Paulino Coelho c. c. Julia Salles Coelho,
e.4 Sebastiana Honoria Coelho c. c. Joaquim (Quinsoh) Nunes Coelho (filho),
e.5 Joaquim (Quim Bento) Bento Coelho c. c. Antonia Paschoalina da Silva Neto,
e.6 Anna Honoria Coelho c. c. Candido de Oliveira Freire,
e.7 Emigdia Honoria Coelho c. c. Amaro de Souza e Silva,
e.8 Antonia Honoria Coelho c. c. Pedro de Magalhaes Barbalho,
e.9 Virginia Honoria Coelho c. c. Antonio Candido de Oliveira,
e.10 Jose Batista Coelho c. c. 1a. Maria Marcolina Coelho e 2a. Virginia Marcolina Coelho,
e.11 Marcolina Honoria Coelho c. c. Demetrio Coelho de Oliveira
e.13 Francisco Batista Coelho c. c. 1a. Maria Rosa Coelho do Amaral e 2a. Maria Coelho de Oliveira (as duas esposas do ti Chico eram sobrinhas dele, a 1a, filha de João Jr. e a 2a. de Virginia e Antonio Cândido)
e.3 Julia Salles era filha extraconjugal, reconhecida, de Antonio Rodrigues Coelho, que era irmão de João Batista Coelho.
e.4 Quinsoh era filho de Joaquim Nunes Coelho, irmão de Maria Honória e de Francisca Eufrasia de Assis Coelho, irmã de João Batista Coelho, ou seja, o casal Quinsoh e Sebastiana era primo-irmãos.
e.7 e e.9 Cândido e Antonio Cândido eram irmãos entre si e se casaram com as 2 irmãs.
e.8 Antonia e Pedro eram primos em primeiro grau. Ele era filho de Eugenia Maria da Cruz e do capitão Francisco Marçal Barbalho.
Eugenia Maria da Cruz foi irmã de Francisca Eufrasia, João Batista e Antonio Rodrigues Coelho, filhos todos do capitão Jose Coelho da Rocha e sua esposa Luiza Maria do Espirito Santo, fundadores de Guanhães.
f) Ten. Joaquim Nunes Coelho c. c. Francisca Eufrasia de Assis Coelho, e tiveram filhos:
f.1 Euzebio, faleceu criança,
f.2 Joaquim Nunes Coelho c. c. Sebastiana Honoria Coelho,
f.3 Jose Coelho Nunes c. c. Emigdia de Magalhaes Barbalho,
f.4 Emygdio Nunes Coelho c. c. Camila Maria da Paixão,
f.5 Rita Nunes Coelho c. c. Marcos Xavier Caldeira,
f.6 Lino Nunes Coelho, solteiro
f.7 Autino Nunes Coelho (?)
f.8 João Nunes Coelho c. c. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho
f.9 Miguel Nunes Coelho c. c. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho
f.10 Luiza Nunes Coelho c. c. Luiz Furtado Leite
f.2 ja esta dito acima
f.3, f.8 e f.9 casaram na casa dos tios Eugenia e capitão Francisco Marçal.
g) Antonio Nunes Coelho c. c. Maria Araujo Ferreira e tiveram os filhos:
g.1 Virgilio Nunes Coelho (1862 + 1895)
g.2 Prudencio (1864)
g.3 Alexandre (*1873)
g.4 Leopoldina Nunes Coelho (1874) c. c. Vicente Xavier
g.5 Raymunda Nunes Coelho (1877) c. c. Antonio Moreira da Silva (1876)
g.6 Cassiano Nunes Coelho (1879) c. c. Maria Batista de Queiroz
g.7 Ana Nunes Coelho (1869) c. c. João Cardoso Furtado (1870)
g.8 Antonia Nunes Coelho (1883)
Esse ramo da família foi construído na Cidade de Peçanha. O professor Dermeval Jose Pimenta nos da noticias de que Antonio Nunes Coelho foi 3o suplente de subdelegado, no ano de 1875, quando foi criada a Vila do Rio Doce.
Em 1881 o nome mudou para Suaçui. Em 1886 houve o retorno ao antigo nome de Santo Antonio do Peçanha. Ja no período republicano o nome foi reduzido para a ultima palavra.
h) Jose Nunes Coelho c. c. Maria Luiza
O sr. Dione faz a observação de que os filhos do ten, Euzebio tinham os nomes de papas. E mencionou Joaquim, Antonio e Jose como exemplos de que ainda esta pesquisando. Mas o Francisco também não era nome de papa ate `a ultima eleição.
Observe-se que esses 4 não tem nomes de papas mas sim, talvez possamos dizer, santos da mais alta hierarquia da Igreja Católica. O que ja informou é que não encontrou a documentação mostrando a filiação deles.
Mas o Joaquim Nunes Coelho sempre foi considerado como filho de Euzebio e Anna em Virginópolis, onde criou e a família multiplicou-se, e muito.
Quem atestou que o Antonio também era, foi filho o professor Dermeval Jose Pimenta. Pelos dados que obteve dele, filiação paterna, Euzebio Nunes Coelho, e ano de nascimento, 1829, deduzo que pesquisou as listas de eleitores em Peçanha, na qual Antonio foi suplente de subdelegado em 1875 e eleitor em 1881.
Quanto ao Jose, torna-se novidade. Nunca o encontrei nem mesmo em menções. Embora, haja sim a menção a Jose Nunes Coelho no Almanak da Província de Minas Gerais, que deve ser ele.
A principio, por ter noticias de Jose Nunes Coelho, identifiquei-o como sendo o filho dos tios JOAQUIM e FRANCISCA EUFRASIA. Mas o filho deles assinava COELHO NUNES, talvez justamente para diferenciar-se do seu suposto, por enquanto, tio.
Possível será que houve algum planejamento familiar entre os patriarcas. Conhecendo os riscos dos casamentos muito consanguíneos para a descendência, podem ter decidido espalhar a família o máximo possível pelo grande território que passou a pertencer a Guanhães.
Poderia ser por isso que Maria Honória e Joaquim tenham se dirigido para o Patrocínio, atual Virginópolis. Bento e Clemente tinham fazendas bordejando os limites da atual Sabinópolis. Isso esta descrito na Ata de instalação da Vila de São Miguel e Almas, atual Guanhães.
Essas terras da Família Nunes Coelho eram imensas. Na conversa que tive em 20014 com o centenário MOACIR NUNES BARROSO ele contava das verdadeiras viagens que faziam para participar de festas maravilhosas e que as terras se estendiam ate SENHORA DO PORTO.
Creio que Francisco tenha ficado com a posse de terras da Fazenda do Grama, ou da Candonga. Ou seja, lado oposto a Sabinópolis, na direção de Virginópolis, porem, `a margem direita do Rio Corrente, que separa Virginópolis de Guanhães.
Como Prudêncio não teve filhos, também não faria diferença onde localizar-se. Falta-nos ai saber para onde Jose destinou-se, pois, sabe-se que Antonio seguiu para Peçanha e la teve sua família.
O território era mesmo tão grande que Jose poderia ter se instalado nas atuais áreas de Braúnas, Açucena, Dores de Guanhães ou mesmo no que sobrou para Virginópolis, quando emancipou-se e levou inclusive um naco do atual Município de Governador Valadares, que a descendência, se houve, tornou-se por desconhecida.
Se a intenção inicial foi espalhar para evitar a consanguinidade, ela não foi perfeita. Isso porque os consecutivos casamentos entre primos se deram e de forma tão perigosa que existem muitos descendentes com males que geralmente estão vinculados a esse fator.
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IMPRESSÕES QUE ESSAS NOVAS INFORMAÇÕES DESPERTAM
A) THOME NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO
Teremos que buscar informações mais profundas a respeito das famílias que deixaram nosso ancestrais alferes-de-milícias JOSE COELHO DE MAGALHAES, e a daquele que o professor Nelson Coelho de Senna apontou como pai dele: MANUEL RODRIGUES COELHO.
No ano em que o casal acima nasceu 1770, indica a possibilidade de que possam ter sido filhos de um ou outro dos patriarcas. Apenas 12 anos antes, 1758, o português Manuel Rodrigues Coelho havia obtido sesmarias em Cachoeira do Campo, distrito da atual Ouro Preto.
Professor Nelson também afirmava que a família havia se mudado para e se distribuído em Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro; embora localize a Fazenda Axupé, onde disse que ali nasceram os filhos do alferes-de-milícias, em Morro do Pilar. A qual fazia divisa com Conceição.
O professor Nelson fala em “De uma crônica da família Coelho (os Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho …. “O fundador dessas famílias norte-mineiras foi, no século XVIII (1774) o ja referido português MANUEL RODRIGUES COELHO, …..).
Embora não se possa ter certeza, ha ai a sugestão de que as famílias dos sobrenomes mencionados tinham origem na mesma pessoa. Pode ser, então, que dona ANNA COELHO fosse irmã, talvez filha, do alferes-de-milícias.
Em minhas pesquisas no livro “ARCHIVO HERÁLDICO-GENEALÓGICO” do visconde de SANCHES DE BAENA, encontrei menção a outro contemporâneo do MANUEL, em MARIANA-MG, que se chamava BENTO RODRIGUES COELHO.
Trata-se de uma Carta de Brasão, passada a DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ, filho do BENTO e D. MARIA DE QUEIROZ SEIXAS. DOMINGOS nasceu em MARIANA. A carta dele tem a numeração 610 e esta na pagina 153 do livro.
A carta remonta a genealogia ao herói português ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, atuante em 1640, quando da guerra de separação da coroa portuguesa da Espanha. Existe ai a possibilidade de MANUEL e BENTO ter sido irmãos.
Infelizmente, o professor Nelson ateve-se apenas `as tradições e “crônicas” que não são documentos próprios para comprovar-se as paternidades. São apenas indicativos ótimos mas não necessariamente de valor definitivo.
Mesmo o THOMAS poderia ser descendente de um ou outro. Temos que o alferes-de-milícias foi casado duas vezes. Embora o professor Nelson afirmou que a primeira esposa, ESCOLÁSTICA DE MAGALHAES, teve filhos, não os nomeou.
Afirmou também que da segunda esposa, EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, teve os 5 filhos: capitão Jose, capitão João, Antonio, Felix e Clara Maria de Jesus. Disse que todos, exceto Antonio, se casaram. Porem, dedicou-se apenas `a descendência do bisavô dele, capitão JOAO COELHO DE MAGALHAES.
Professor Nelson também afirmou que o alferes-de-milícias Jose Coelho DE MAGALHAES era português, da mesma forma que o suposto pai. E que o pai o havia levado para o Brasil. Sendo que em 1744 o português MANUEL RODRIGUES COELHO ja se encontrava na colônia.
Dado a essas informações, conclui-se que a idade de ambos poderia permitir ter sido pais de pelo menos um dos membros do casal: ANNA e THOMAS.
Embora o THOMAS tenha sobrenome diferente, não significa impossibilidade. Isso porque o sobrenome FILGUEIRAS (Felgueiras) era carne e osso com o COELHO. Desde os anos próximos a 1385, quando D. JOAO I, Mestre de Avis, assumiu o trono em Portugal, chamava-se o primeiro senhor de Felgueiras e Vieira: FERNAO COELHO.
Ali se dava o morgado da familia. Assim, natural seria que todas as famílias nobres do mesmo domínio se tornassem descendentes dos senhores locais. De forma que o próprio MANUEL RODRIGUES COELHO poderia ter ancestrais Filgueiras ou ter sido marido de alguém que assinasse.
Naquele tempo os filhos não herdavam necessariamente os sobrenomes dos pais. Mais comum era adotarem nomes de ancestrais e, muito comum durante os séculos XVIII e XIX, a combinação de diversos sobrenomes ancestrais. Meia dúzia era pouco!
Seria interessante se encontrássemos os inventários e, talvez, testamentos desses dois patriarcas e, quem sabe, toda a descendência nascida pelo menos no século XVIII. Isso para tirarmos ou comprovarmos essa duvida se ja não éramos consanguíneos desde la.
Outra possiblidade, porem, será a de que nossa ancestral ANNA COELHO nos dar consanguinidade via outro ramo.
Por volta do tempo em que ela nasceu, em 1775, nosso ancestral português, Antonio Borges Monteiro, casou-se no Serro com Maria Fiuza de Souza, que era filha de Norotea Barbosa Fiuza e João de Souza Azevedo.
Apos o professor Dermeval Jose Pimenta ter deixado essas informações ocorre que outros encontraram que os pais de João de Souza chamavam-se: Manuel de Souza Azevedo e Anna Coelho, sendo eles naturais de Vila Nova do Norte (?).
E, nesse caso, seria natural que alguma filha do João adotasse o nome da avó. Nem todos os membros das famílias em nosso ramo descendem deles via Dorotea. Mas podemos ai somar consangüinidades se os NUNES COELHO “sofrerem do mesmo mal”!
Mas não se pode ficar apenas em hipóteses, pois, os COELHO eram muitos na região. Portanto podemos esperar também a possibilidade de haver apenas coincidência, pois, quantas mulheres recebiam o nome de Anna naquela época e quantas tinham o COELHO como alcunha de famílias?!
Basta-nos perguntar: E quem não tem um Coelho como ancestral? Embora, o mesmo pode ser alguém ainda la na Idade Media portuguesa! Período esse que durou mais la que nos países mais instruídos.
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Ja fazem dias que escrevi o que estava acima. Hoje ja é 10.11.18. Mas o senhor DIONE FERREIRA NUNES continuou alimentando minhas buscas com outros documentos, os quais empolgaram-me tanto que não fechei esse capitulo ainda.
Bom, o que foi para mim “chocante”, no melhor sentido, foi sanar a antiga duvida quanto `a paternidade de nossa trisavó MARIA HONORIA NUNES COELHO. O causador dessa duvida foi o que encontrei no livro do professor PIMENTA.
`A pagina 71 do livro dele, “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”, ele escreveu expressamente que CLEMENTE NUNES COELHO fora pai de PRUDÊNCIO, ANTONIO e MARIA HONORIA NUNES COELHO, casada com JOAO BATISTA COELHO.
Quando conversei com a IVANIA, ela informou-me que no mapa que acompanha o livro dela: “Arvore Genealógica da Família Coelho”, constava que era filha de EUSEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.
Uma verdade que eu notei logo de inicio anos atras. Mas, `a pagina 221 do livro dela, copiou uma grade retirada do livro do professor DERMEVAL, inclusive com o erro. Deduzi que havia duvida.
Expliquei a mim mesmo que, como o professor DERMEVAL não havia encontrado o nome da esposa do CLEMENTE, com a qual havia tido os 3 filhos, entre outros, pensei que a IVANIA houvesse decidido ser melhor manter o nomes dos supostos avos em lugar dos pais. Quebrei o queixo!
E, como observou o senhor DIONE, ele havia observado esse erro do DERMEVAL e os que trataram do assunto posteriormente. Claro que, devido `a inocência, acabamos espalhando ao vento o que, não era uma mentira, porem, era informação falsa.
De qualquer forma, foi muito bom agora ter quebrado o queixo, pois, com isso podemos consertar nossa genealogia. Não teremos o incomodo mais de termos apenas um pai de uma ancestral porque a vaga estará ocupada.
Assim fica estabelecido que MARIA HONORIA e CLEMENTE eram, em verdade, irmãos. Todos ganhamos com a informação corrigida.
E o mais importante, embora temeroso por causa das consangüinidades dobrarem porque na nova situação, EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS deixam de ser nossos pentavós e passam a ser nossos tetravós.
O problema ai fica para quem terá neles a repetitividade como ancestrais. Nos temos primos que descendem de 4 dos filhos do casal JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, ao mesmo tempo que repetem ancestrais em 4 dos filhos da JOAO BATISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO.
Nesse caso, loucura pouca é bobagem!!! Ainda bem que a loucura, nesse caso, tem sido refletida na amabilidade e inteligência dos 12 primos que temos nessa situação. Parentes entre os quais eu mais gosto.
Mas foi por pura sorte que nos não nos engraçamos uns com os outros e não deu nenhum casamento entre nos. Desde que a família dispersou-se, a maioria tem se casado com “parentes” mais distantes.
Isso mesmo! Antes de conhecer como conheço atualmente nossa genealogia, ninguém sabia de todos os fatos. Alguns mais antigos tinham ideia. Mas eles acreditavam que o melhor era casarmos com parentes. Não conheciam exatamente os riscos para a descendência.
Mas ao retroagir alguns ramos ao século XVIII, encontrei alguns vínculos parentais entre atuais casados que não tinham conhecimento do parentesco.
Um exemplo que jamais poderíamos imaginar,. Na pagina 257 do livro do professor DERMEVAL, ja na primeira linha, ele registra o casamento entre dona ALICE REIS e senhor ALIPIO TEIXEIRA. Confirmados ser os mesmos antigos moradores de VIRGINÓPOLIS.
A neta deles, STELLA MARIS (falecida) foi esposa do nosso primo RUI HERCY COELHO. Acontece que dona ALICE encontra-se no livro por descender do tronco PIMENTA VAZ-BARBALHO.
Ainda não ha comprovação documental do nosso conhecimento que o capitão JOSE VAZ BARBALHO foi mesmo filho de MANOEL VAZ BARBALHO e dona JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, os fundadores daquele tronco.
Mas as duvidas de que assim será são poucas. E, nesse caso, constata-se pelo menos um vinculo parental, embora por enquanto remoto, entre o RUI e a saudosa STELLA MARIS.
Faltaria rebuscar os nossos e outros ramos ascendentes dela para, com certeza, encontrarmos outros. Principalmente porque quanto mais próximos chegarmos aos primeiros anos do século XVIII, a população que deixou descendência em MINAS GERAIS vai ficando cada vez mais reduzida.
Nesse caso, não sobra outra alternativa a não ser sermos descendentes repetidamente dos mesmos ancestrais. Ainda mais que os “reprodutores” eram poucos mas as proles eram enormes!!!
A observação apenas é que STELLA MARIS tinha pelo menos um avô “turco”, (natural do Líbano). Pelo menos ai se garante alguma diversidade entre ela e nos, os “puro-sangue”!!!
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BENTO NUNES COELHO c. c. SURPINA SOPHIA LEITE
Supimpa esse nome da tia SUPINA! possivelmente irá encaixar-se naquele ramo LEITE que multiplicou-se em Virginópolis, o qual acredito que a maioria ja esta na família.
Ja tinha conseguido desvendar a genealogia de dona ANTONINA NUNES COELHO c. c. SEBASTIAO FERREIRA RABELO DE MAGALHAES. Quem passou-me os dados foi o primo Balduíno Cezar Rabelo. Ate ai sabia. Não sabia o nome dos pais da dona ANTONINHA como a conheceu.
Agora fica desvendado os ramos das donas BLANDINA e MARIA CLARA, alem da tia MARIETTA, casada com o tio ONESIMO DE MAGALHAES BARBALHO.
O mundo gira, e a genealogia da voltas. Tínhamos tantos parentes descendentes das três sem fazer a menor ideia, primeiro de que tinham esses vínculos e eram NUNES COELHO, agora, que eles se dobram!
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Vou fechar, quase correndo, essas minhas reminiscências a respeito da genealogia NUNES COELHO. Ainda ha detalhes a ser comunicados. Mas eles estão também ligados ao ramo BARBALHO. Assim vamos deixar para o próximo capítulo.
Ha algum tempo atras, estudando as genealogias passadas a nos pelos nossos geneologos mais antigos, em especial o professor DERMEVAL, suspeitei um pouco das coincidências. O fato era que havia que desconfiar-se do fato de todo fim de linha que ele se deparava com ele era ocupado por MANOEL não sei das quantas!
Cheguei ate fazer piada. Parece que quando não se encontra os pais de alguém, por se julgar ser português, então, acrescenta-se mais uma geração e lasca no patriarca o mais famoso nome português: MANUEL!
Era assim com os PEREIRA DO AMARAL, tendo na raiz: MANOEL PEREIRA e MARIA DE BENEVIDES. Os NUNES COELHO contavam com MANOEL NUNES COELHO.
Posteriormente, nos BORGES MONTEIRO temos a raiz que, por enquanto, vai ate ao casal português: MANUEL DE SOUSA AZEVEDO e ANNA COELHO. E o professor NELSON DE SENNA nos deixou que o alferes-de-milícias JOSE era filho do MANUEL RODRIGUES COELHO.
Agora ficamos informados que pelo menos um desses não esta em nossa raiz, pois, nosso ancestral EUSEBIO não teve o MANOEL por pai e sim irmão. Mas não se pense de todo que o MANOEL não seja ancestral de pelo menos alguns de nos.
Mas aqui ha que nos lembrarmos que se dona ANNA COELHO, a esposa do THOME NUNES FILGUEIRAS, tiver sido filha do MANUEL RODRIGUES COELHO, sendo, então, irmã do alferes-de-milícias JOSE, vamos ter a mesma incógnita, por enquanto, em duas raizes.
Fiquei feliz porque pudemos decifrar nosso parentesco com a descendência do CLEMENTE NUNES COELHO e dona ANNA MARIA PEREIRA DA SILVA. Embora o perdemos como ancestral em termos coletivos, podemos agora inscreve-lo como antepassado alem de outros, dos nossos primos próximos descendentes deles.
Alem disso, encontrou-se ai o fio da meada, mostrando que o BENTO NUNES COELHO e dona SURPINA SOPHIA LEITE deixaram descendencia que nos é cara. Em especial cita-se ai os casais:
01. Blandina Nunes Rabelo c. c. Gabriel Nunes Coelho (tios PITU e JOAO).
02. Maria Clara Nunes Rabelo c. c. Francisco Dias de Andrade Junior
03. Marietta Nunes Rabelo c. c. Onesimo de Magalhaes Barbalho
Enfim, não vamos esgotar o assunto por agora senão depois perde a graça. Por enquanto posso adiantar apenas que entramos na turma do LEO. LEOPARDOS!!!

 

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003. CONTATO COM DONA ANA ROCHA

Prezada senhora Ana Rocha,
Ha questão de um mês aproximadamente minha prima Joria Martinho Goncalves solicitou-me informações de locais dos quais nossos ancestrais procederiam em Portugal, pois, desejava aproveitar a oportunidade de um passeio para ver de onde procedemos.
Entre os locais que mencionei, dei ênfase ao Santuário de São Francisco de Assis na Cidade do Porto.
Ao retornar, ela comunicou-me com essa nota: “Oi! Fui la no santuário de São Francisco. Por sorte, a diretora do museu tava na portaria. Ela disse pra você enviar e-mail que os alunos devem ter alguma informação. So que, em 1822 (se não me engano) houve um incêndio e vários documentos perdidos. Mas ha outra opção no arquivo distrital do Porto. La eles tem informações também.”
Em razão disso estou enviando-lhe o meu e-mail: valbarbalho@hotmail.com
O mesmo estou usando para essa mensagem. O que pode verificar.
Não recordo o quanto ou o que informei `a Joria a respeito do interesse que temos a respeito da genealogia da Família Barbalho. E a oportunidade de nos encontrarmos pessoalmente para conversarmos a respeito seria rara, pois, ela reside no Brasil e eu nos Estados Unidos.
Mas, basicamente, tinha a vontade de esclarecer a linhagem Barbalho da qual descendemos, as relações familiares que possuía com linhagens de outros sobrenomes e, particularmente, locais de procedências.
E o intuito era justamente para a ocasião dos passeios, que volta e meia meus familiares fazem a Portugal, indicar-lhes onde, quem e quando nossos antepassados viveram, o que deixaram por construído para assim podermos reencontrar nossas raizes.
Alias, observo que, entre outros mais antigos, talvez tenhamos um parentesco convosco via o sobrenome Rocha. Ate ha pouco tempo, porque o conhecimento genealógico de nossa família era restrito, conhecíamo-nos pelo apelido de Família Coelho.
Isso porque era sabido na família que descendíamos do português: alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães. Ele foi para o Brasil antes de 1744, segundo dados de tradição e pesquisa compilados pelo professor Nelson Coelho de Senna, em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, publicado em 1939.
Nessa brochura o professor Nelson afirmou que Jose fora levado por seu pai para o Brasil. Particularmente para a Província das Minas Gerais, onde estava ocorrendo o conhecido “Ciclo do Ouro”.
Segundo o professor, o nome do pai do Jose foi Manuel Rodrigues Coelho, que juntou grande fortuna `aquela época. Como prova de que ja se encontravam no Brasil, `aquela data, ha uma carta de sessão de sesmaria em nome do Manuel.
Essa no atual Distrito (Freguesia) de Santa Rita Durão, antigo Inficcionado, pertencente `a Cidade de Mariana, Minas Gerais. Em 1756 o mesmo obteve outra sesmaria na localidade de Cachoeira do Campo, pertencente `a Municipalidade de Ouro Preto.
Foi dito também que Jose casou-se duas vezes. A primeira com dona Escolástica de Magalhães, da qual temos apenas a informação do professor Nelson de que deixaram descendência, sem informar mais. E a segunda, e principal, com dona Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela, brasileira.
Segundo o professor Senna, a segunda foi nossa ancestral. Tendo gerado 5 filhos, sendo que a Joria e eu descendemos do capitão Jose Coelho de Magalhães Filho que, na realidade, continua mais conhecido como Jose Coelho da Rocha, fundador da Municipalidade de Guanhães, e grande multiplicador do sobrenome Coelho na região.
Algo senão inusitado, pelo menos curioso, é que a tradição mantem que também o alferes fora conhecido como Jose Coelho da Rocha.  O que seria de certa forma esquisito em tempos tão machistas iguais aqueles, o marido não ter se importado de ser conhecido pelo sobrenome da esposa.
Melhora a hipótese de que o primeiro Jose usava também o sobrenome da Rocha o fato de termos noticias que um dos filhos do capitão Jose recebeu o nome de Jose Coelho da Rocha Neto. O que, penso, não seria verdade se o avo não tivesse a assinatura. Mas pode ser engano de nossos genealogistas.
Portanto, penso haver a possibilidade de o sobrenome Rocha ser parte da linhagem Coelho antes mesmo daquele segundo casamento do alferes com Eugenia da Rocha. A possibilidade seria a de que também a mãe dele, da qual não temos nem mesmo suspeita do nome, ter pertencido ao ramo.
Posteriormente, outro genealogista na família, o professor Dermeval Jose Pimenta, escreveu que Eugenia fora filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
Possível será que esse Nicatigi esteja enganado. No livro dele o professor relatou que outro nosso ancestral, Antonio Borges Monteiro, procedia da Municipalidade de Geia. Mas trata-se da Freguesia de Pinhanços, Municipalidade de Seia, Distrito de Guarda. Imagino ser Nicatsi. Nome comum na Italia.
A informação acrescenta que Giuseppe tinha origem luso-italiana, inclusive informando que a parte italiana procedia da Calabria. Contudo, não temos nenhum outro dado que nos permita aprofundar o lado “da Rocha” que, presumivelmente, será a parte lusitana.
De qualquer forma, vemos ai a possibilidade de termos algum grau de parentesco por esse sobrenome com a senhora.
O que não seria impossível haver também outro pelo lado Rodrigues Coelho/Coelho de Magalhães. Isso porque o professor Nelson julgava que esse ramo procedia da antiga Província do Entre Douro e Minho. Muito provavelmente da área do Porto.
Caso tenhas ancestrais na região, provavelmente serão os mesmos que os nossos por ambos esses lados. No caso do “da Rocha”, li uma informação, salvo engano em Sanches de Baena, que coloca um único gerador do sobrenome, e seria um nobre procedente da Irlanda.
Quanto ao sobrenome Barbalho, foi por ele que me vi motivado a indicar o Santuário de São Francisco. Alão, em sua obra: “Pedatura Lusitana”, deixou uma observação que ditou a pista da relação entre o sobrenome e o local.
Ali ele afirma que os Barbalho “tiveram capela no Santuário de São Francisco do Porto.” Portanto, posso crer que ali estão os restos mortais de nossos ancestrais portugueses mais antigos do sobrenome. Alem da narrativa de sua Historia e Genealogia pregressa.
Como se poderá observar no tratado de Alão, copiado abaixo, ele vinculou a Família Barbalho `a Municipalidade do Porto.
Segundo noticias de autores mais antigos, foi com o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, 1535, que Brás Barbalho Feyo foi para o Brasil. E, salvo engano meu, deu origem a toda descendência desse e outros sobrenomes no pais.
Note-se que Pernambuco e São Vicente ( São Paulo, Rio e Minas Gerais) foram as únicas Capitanias Hereditárias que prosperaram desde o inicio da colonização.
A primeira em função da produção de açúcar de qualidade e a segunda por estar na rota marítima das Grandes Navegações. São Vicente tornou-se porto de abastecimento, reparo de navios e comercio escravo do “gentio da terra”.
Os primeiros colonos chegados a essas províncias foram os que deixaram a descendência “nobre da terra”. Foi ela que multiplicou primeiro e foi absorvendo em seu seio familiar os recém-chegados do Velho Continente. Alem de indígenas e afrodescendentes.
Foi essa descendência que chefiou a lenta colonização do continente brasileiro. Ela foi abrindo os primeiros caminhos, fundando os primeiros arraiais e suprindo com efetivos a exploração do imenso território.
Os Barbalho primeiro se multiplicaram em Pernambuco. Foram expulsos quando da Invasão Holandesa, em 1630, para a Bahia e o Sergipe. Iniciaram com outras famílias ja aparentadas a Reconquista do Nordeste, a partir de Pernambuco para o Norte.
A partir de 1640 estiveram, especialmente na pessoa de Agostinho Barbalho Bezerra, junto com os portugueses na Guerra da Restauração. Ha uma afirmação biográfica de que ele esteve envolvido em todos os embates que se deram na Praça de Elvas, salvo engano meu.
E com os irmãos e muitos outros parentes conseguiram também a restauração do Brasil `a coroa portuguesa, que se deu nas Batalhas dos Guararapes, em 1648-9.
Nesse ponto, o ancestral Luiz Barbalho Bezerra, em idade, debilitado por doença agravada pelo stress de guerra e sem sua fortuna que empenhara na reconquista, havia sido nomeado governador do Rio de Janeiro, para exercer durante os anos de 1643-5. Indo falecer no oficio em 1644.
Ele deixou filhos que se distribuíram em Pernambuco ou Paraiba, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro.
Durante o Ciclo do Ouro, a partir de 1698, houve um fluxo imenso das gentes da terra, de Portugal e estrangeiros para os. campos das ricas minas. Entre os migrados estão alguns descendentes de Luiz Barbalho.
Nessa nova colonia ha renovada multiplicação. E desde o final do século XVIII, quando do esgotamento do ouro farto, essa descendência inicia migração para os novos pontos de colonização, como faz o cirurgião-mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho, que mudou-se para o Rio Grande do Sul por volta de 1780.
Outros ramos dirigiram-se para o Santa Catarina. Depois Goiás. Dos ramos que permaneceram no Nordeste, ha noticias que se espalharam por todo o Norte do pais.
Na atualidade vemos a dispersão da Família por todos os pontos do pais. Sendo que ha registros de nordestinos dirigindo-se para paragens mais ao Sul e sulistas retornando `as suas origens nordestinas.
A descendência atual conta-se aos milhões. Porem, não ha um numero exato por causa da dificuldade em alinhavar uma Arvore Genealógica coletiva. Infelizmente, no Brasil o poder publico ainda não enxergou vantagens em digitalizar todos os documentos antigos e disponibiliza-los via eletrônica para consulta.
Talvez o recente incidente do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, possa alertar alguma autoridade mais responsável para o fato de que se esquecermos nossa Historia corremos o risco de nos colocarmos eternamente como se inferiores fossemos.
No entanto, sabemos que o povo brasileiro de um modo geral descende do povo que iniciou as Grandes Navegações e por elas pudemos ter o que hoje temos que é a interconexão global.
E, via portugueses, descendemos de todos os nobres que na atualidade são estudados nos livros da Historia Universal. E deles descendem todos os povos que habitam a terra.
Desculpe ter prolongado tanto. Mas tenho o defeito de não ser conciso
Agradeço-lhe carinhosamente a prontificação para ajudar-nos. Muito obrigado mesmo.
Saudações,
Valquirio de Magalhães Barbalho.
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APENDICE
A partir de agora vou adiantar-lhe os dados que ja reuni a respeito do tronco familiar Barbalho. Talvez, se algum aluno aceitar o desafio de decifrar por nos os vínculos familiares e lugares em Portugal, essas informações sejam facilitadoras.
Penso que do ramo devem descender todos os Barbalho do pais e uma multidão centenas de vezes maior de pessoas com essa ascendência, mesmo sem assinar ou saber.
Entre os famosos pode-se citar compositores como Chico Buarque de Holanda e Fernando Brant. O bispo D. Manoel Nunes Coelho. Os dois últimos ja falecidos. Acredito ser desnecessário continuar tais menções, pois, pode-se imaginar a abrangência de boa parte do povo brasileiro.
Destino esse apêndice `aqueles que se “atreverem” a aceitar o desafio de aprofundar um pouco essas raizes com nomes de pessoas e lugares. Considero um feito difícil, pois, outros pesquisadores não encontraram.
A mencionar, Nelson Barbalho, que faleceu sem poder encontrar a chave da ligação da família Barbalho brasileira e sua origem em Portugal. A respeito desse autor:
http://www.cbg.org.br/colegio/historia/galeria-socios/nelson-barbalho-de-siqueira/
Apenas desconfio que pesquisadores anteriores não tiveram o devido acesso aos estudos de Alão. E muito possivelmente realizaram pesquisas em documentos da Torre do Tombo, sem imaginar que havia a possibilidade de encontrar melhores noticias no Porto e região.
Vamos ao resumo do que tenho conhecimento:
1a. geração
Brás Barbalho Feyo. Foi dito que nasceu em Portugal e ido para o Brasil junto com o capitão-mor Duarte Coelho. Casou-se com Catarina ou Maria Tavares de Guardes. Ela era filha de: Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.
Por essa outra postagem abaixo, podemos seguir melhor:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios
Trata-se da Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda. De autoria de Pedro Wilson Carrano Albuquerque. Editada pela editora Usina de Letras.
Entre os décimos segundos avos do Chico Buarque, nos números: 9694 e 9695 temos Brás Barbalho Feyo e Maria Guardes. Mas ja vi publicação diferente dizendo ser Catarina.
Os números 9692 e 9693 são Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria Araújo, que são pais de Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda.
Na 13a. geração temos os números e donos dos números:
19386 Pantaleão Monteiro, Fundador do Engenho de São Pantaleão (do Monteiro)
19387 Maria Monteiro (Na verdade, Maria de Araújo)
19390 Francisco Carvalho de Andrade, senhor do Engenho de São Paulo da Várzea. “Foi …… e pessoa tão bem conceituada que conseguiu casar bem as filhas que teve c. Maria Tavares de Guardes: Ines e Leonor Guardes. Teve uma outra filha que casou com Brás Barbalho.”
19391 Maria Tavares de Guardes.
Engraçado ai foi que a outra filha, não teve a boa sorte de casar-se bem!
Maria de Araujo, esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, era filha de Pantaleão Monteiro e Maria de Araujo (Monteiro).
2a. Geração
Temos na 11a. geração de avós do Chico Buarque:
4846 – Guilherme (ou Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda. Com a esposa Camila Barbalho teve os filhos Luis e Felipe Barbalho Bezerra e Brasia Monteiro.
4847 – Camila Barbalho (filha de Brás Barbalho e Maria de Guardes).
Aqui a linhagem que vai ao Chico Buarque segue a de Brasia Monteiro, irmã do Luiz Barbalho Bezerra e do Felipe.
Brás Barbalho tornou-se senhor do Engenho de São Paulo em lugar do seu sogro Francisco Carvalho de Andrade.
Ha menção em outra publicação que Francisco Carvalho de Andrade foi também armeiro real na Capitania de Pernambuco.
3a. Geração
Luiz Barbalho Bezerra casou-se com Maria Furtado de Mendonça, filha de Fernand’Aires Furtado e Cecilia de Andrade Carneiro. Dos sogros nada tenho.
Luiz Barbalho foi senhor do Engenho Barbalho, que ficava no Cabo de Santo Agostinho. Nasceu em 1584 e faleceu em 1644, ocupando o cargo de governador no Rio de Janeiro.
Foi também mestre-de-campo de um terço das tropas na Bahia, durante as lutas contra os holandeses. Tornou-se notório quando liderou a retirada de suas tropas do Porto de Touro, no Rio Grande do Norte, ate Salvador na Bahia.
Enquanto não atravessou o Rio São Francisco, as tropas estavam cercadas pelo inimigo e mal municiadas e supridas. Por isso e pelos feitos a retirada foi considerada heróica.
Antes ele havia sido capturado pelos holandeses e deportado para a Holanda. Mas conseguiu fugir e entrar na Espanha, quando ainda havia a União Ibérica e Portugal e Brasil estavam sub-Júdice da Coroa Espanhola.
Em 1638 compartilhou a liderança do combate `a tentativa da invasão de Salvador pelos holandeses. Reforçou o Forte que passou a ser conhecido como Forte do Barbalho. Forte esse que não mais existe e cujo apelido tornou-se nome de bairro da cidade.
Esses dados são antigos. Contudo, a aceitação de alguns tem sido feita pelos genealogistas mais recentes, incluindo Rheingantz e Carlos Eduardo de Almeida Barata, autores de genealogias renomadas.
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ALGUMAS VERSÕES MAIS ANTIGAS:
Abaixo, copiei o titulo: “Barbalhos” do “Pedatura Lusitana”, de Cristóvão Alão de Morais:

pag. 343                    “BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g. Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

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(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

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Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hum engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

OBSERVAÇÕES MINHAS:

Infelizmente os trabalhos de Alão não nos dão ideias de datas para compararmos.

Mas creio na possibilidade de o primeiro filho de Fernão Barbalho, ANTONIO, ser o próprio Bras Barbalho Feyo. Pode ser que tivesse o nome de Antonio Brás, tendo Alão preferido o nome de batismo e os autores no Brasil preferido o nome pelo qual todos o conheciam.

Isso porque coincide que foi dito que o Brás foi pai de Felipe, Alvaro e Camila.

Por não ter tido noticias da existência da Camila foi que ele atribuiu a paternidade do governador Luiz Barbalho Bezerra ao próprio Antonio, que era o avô e não o pai.

Para isso ser verdade, porem, houve uma completa confusão de Alão. E seria necessário que o Brás, ou Antonio Brás, houvesse se casado 3 vezes. Sendo a terceira com Catarina ou Maria Tavares de Guardes.

Se tivéssemos datas de nascimentos e falecimentos do Antonio e do Brás, ou Antonio Brás, poderíamos saber se poderiam ter sido pais do governador Luiz Barbalho que nasceu em 1584.

Existem estudos recentes que dão nomes `as esposas do Antonio. Sendo que a segunda seria filha de Branca Dias, eternizada pelo processo inquisitorial que sofreu. E a noticia da transferencia Antonio (Brás) para o Brasil não tivesse chegado aos ouvidos do autor.

Claro, o Brás poderia ter sido um membro da família não mencionado por Alão, por não ter tido conhecimento da existência dele. Dai as confusões.

Interessante foi que Alão deve ter consultado alguns arquivos mas não ter se dirigido aos filhos do próprio governador Luiz Barbalho que ainda eram vivos.

Inclusive, por ocasião da escrita, Agostinho Barbalho Bezerra fora enviado a Lisboa, para responder a processo consequente da Revolta da Cachaça, acusação de crime pelo qual foi absolvido e requereu algumas mercês reais, em função dos serviços prestados `a coroa portuguesa pelo pai, ja falecido, e por ele próprio.

Entre as mercês concedidas estaria a da Capitania Hereditária de Santa Catarina, da qual nunca tomou posse por antes ter falecido.

`A ocasião alegou ter mãe e 3 irmãs, pelas quais ele era o responsável. Dessas 3 irmãs, somente através de Alão tenho informação que uma chamava-se Francisca Furtada.

Ate então, sabia os nomes de 6 varões e 3 mulheres. Como os destinos delas é sabido, talvez tenhamos mais uma (se Agostinho incluiu dona Cecilia que ja deveria ser viuva) ou duas (caso contrário), das quais não sabemos os nomes.

Seriam, então, um total de 11 ou 12 filhos, diferentemente do que foi dito por Borges da Fonseca serem 10.

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Esse e outros estudos estão numa pagina de meu blog cujo endereço é:

O extrato esta no capitulo:
008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?
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O sitio abaixo:

contem informações importantes a respeito dos engenhos pernambucanos. Os engenhos de açúcar estão organizados por ordem alfabética e os nomes de fundadores e senhores em sequencia cronológica.

Algumas das informações podem ter bom uso nas pesquisas genealógicas.
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Ha no site do google livros os estudos do frei Antonio de Santa Maria Jaboatão, (Antonio Coelho Meirelles, 1695 – 1779). Ali pude ler a genealogia que ele preservou voltada tanto para as primeiras famílias chegadas `a Bahia, principal, quanto para alguns ramos das chegadas a Pernambuco.
Frei Jaboatão fez uma descrição bem resumida da Família Barbalho, penso, principalmente porque descreve a descendência de apenas duas das filhas do governador Luiz Barbalho, sendo elas: donas Cosma e Antonia; e de um filho: Guilherme, cujos dois filhos mencionados não deixaram descendência.
Os estudos de Alão, mencionam mais um: Luiz Barbalho, filho de Guilherme, mas não lhe da sucessão. Foi o único autor, dos que conheço, que menciona esse filho.
Na pagina:
https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/
E capitulo:
008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ De Castro?
descrevi os estudos que fiz na obra, pois, ha uma oportunidade de, talvez, eu e familiares sermos descendentes das famílias portuguesas primeiro chegadas `a Bahia.
Entre elas a Barbalho, através de dona Antonia Barbalho Bezerra e seu marido Antonio Ferreira de Sousa.
Tentei reabrir a pagina no Google Livros no qual pude ler a obra do Frei Jaboatão. Mas não consegui. Para facilitar aos voluntários, copiarei aqui o que ja copiei de la:
                          BARBALHOS – (PAG. 310)
“Luiz Barbalho, o velho, natural de Pernambuco, filho de Antonio Barbalho, foi mestre de campo na Bahia (2) e na armada do Conde de Torre, por ir esta derrotada para (311) as Índias de Castela, passou dela ao porto de Touro na Costa do Brasil ao norte, donde caminhou por terra com a gente, que trazia, assim soldados como moradores, rompendo matos, atravessando pelos sertões, vencendo as dificuldades dos rios e brenhas, sofrendo fomes e gentio selvagem; o que engrandecem todos os que isto escreveram como D. Francisco Manoel na Epana, fora triunfante, e foi esta armada do Conde de Torre derrotada no ano de 1639. Depois governou a Bahia com o senado da câmara, o provedor da fazenda real Lourenço Correa, e o bispo D. Pedro da Silva* pela prisão do governador D. Jorge Mascarenhas, Marquez de Montalvão, primeiro vice-rei deste estado desde, 16 de Abril de 1641 ate 26 de agosto do mesmo ano. Casou com D. Maria Furtado de Mendonça , filha de Aires Furtado de Mendonca e de sua mulher Cecilia de Andrade Carneiro, e teve filhos:
  1. Agostinho Barbalho, que, servindo bem em todas as ocasiões em que se achou, na remoção de Salvador Correa de Sa e Benevides, governador do Rio de Janeiro, o degolou. Foi senhor da ilha de Santa Catarina, de que lhe fez mercê el-rei D. Afonso VI, por provisão de 4 de Fevereiro de 1664.

2. Guilherme Barbalho, que se segue

     3. Fernão Barbalho, que serviu ao infante D. Pedro, e morreu vedor da India, sem filhos, foi fidalgo da casa real, e capitão na fortaleza de N. S. do Populo.
     4. D. Antonia, mulher de Antonio Ferreira de Souza, filho este de Eusebio Francisco e de sua mulher D. Catharina de Souza, e casou D. Antonia com este Antonio Ferreira de Souza a 11 de Setembro de 1642, e foi ministro e padrinho o Sr. bispo D. Pedro da Silva na igreja de S. Bento da Bahia, padrinhos o mestre de campo Luiz Barbalho e o governador Lourenço Correa de Brito.
     5. D. Cosma, mulher de Francisco de Negreiros, na Patativa, a fl…., n. 6, e ali a sua descendencia.
      * por provisão regia de 4 de Março de 1641. (pag. 312)
     6. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, que, diz dele o Liv. 4 a fl. 304, que trata dos serviços das pessoas deste estado, era fidalgo da casa de Sua Majestade, como era o dito seu pai o mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra, e natural de Pernambuco, e que este seu filho Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, de idade de 8 anos, assentou praça de soldado na companhia de seu irmão Agostinho Barbalho Bezerra, uma das do mestre de campo D. Felipe de Moura, com seis cruzados por mês, em 20 de Fevereiro de 1642, e serviu de soldado em outras companhias ate 17 de Março de 1667, em que, passado seu irmão Fernão Barbalho para o serviço do Sr. Infante D. Pedro, como fica dito, entrou o dito Francisco Monteiro Bezerra, ou Barbalho Bezerra, por capitão do forte novo de N. Sra. do Populo do mar, de que era o dito seu irmão Fernão Barbalho, serviu neste ate 1704, que neste ano, que requeria os seus serviços, faziam 24 anos, 4 meses e 17 dias, que servia; e é o que dele achamos.
N. 2. Guilherme Barbalho, filho segundo de Luiz Barbalho, o mestre de campo, e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonca, serviu nas guerras de Pernambuco, foi fidalgo da casa real, cavaleiro da ordem de Christo, foi alcaide-mor da cidade de São Christovão de Sergipe de el-rei, coronel de um partido de auxiliares na Bahia, onde casou com D. Anna de Negreiros, filha de Domingos de Negreiros, a fl…, n. 2 e 5, e de sua mulher Maria Pereira, filha de Martim Lopes Soeiro e de sua mulher Anna Pereira, a fl…, e teve filhos:
     7. Domingos Barbalho Bezerra, que se segue:
     8. D. Marianna Barbalho, mulher de Manoel Alves da Silva, filho de Antonio Alves da Silva e de Luiza Freire, sua mulher, sem filhos.
     7. Domingos Barbalho Bezerra, filho de Guilherme Barbalho, n. 2, teve o foro de fidalgo, e comenda de alcaide-mor de seu pai e avô, viveu com seu pai na patativa, solteiro.”
     `As paginas 308 e 314, respectivamente, encontram-se breves descrições do inicio das famílias Negreiros de Sergipe do Conde e Ferreiras de Souza, nas quais casaram-se dona Cosma e Guilherme e dona Antonia, respectivamente. A sequencia de descendências se da em capítulos diversos.
     Nessa obra não se relata a existência dos filhos: Cecilia, Francisca, Jeronimo e Antonio. E Sergipe do Conde, é uma municipalidade do Estado da Bahia, na qual os Barbalho baianos se multiplicaram.
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Outro estudo importante que descreve o inicio da família Barbalho no Brasil esta no endereço:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf
Infelizmente, nesse momento, o site esta mostrando uma imagem distorcida da obra.
Trata-se do livro: “Nobiliarchia Pernambucana”, publicado pela Biblioteca Nacional. Uma reprodução dos “Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro” volume XLVII, de 1925. (A reprodução foi em 1925, a obra é anterior) O trabalho foi escrito por Antonio Jose Victoriano Borges da Fonseca.
Existem muitas criticas ao trabalho de Borges da Fonseca. Tratam-o por confuso e enganoso em certas partes. Não sei ate onde ele errou.
Mas observei, por exemplo, que ele disse que Jeronimo Barbalho Bezerra, que foi “degolado” (enforcado) em consequência da Revolta da Cachaça, teria sido filho do Felipe, irmão do governador Luiz Barbalho. Observe-se que ha o engano em Jaboatão ao afirmar que o “degolado” foi o Agostinho.
Na atualidade os genealogistas concordam que Jeronimo fora filho do governador Luiz. E os fatos comprovam que foi ele o enforcado.
Os genealogistas atuais também contradizem Borges da Fonseca em relação a um Antonio, o qual ele afirma ter sido filho do Felipe, irmão do Luiz Barbalho Bezerra. Isso se da em relação aos casamentos deles.
Borges da Fonseca afirma que Antonio, filho do Felipe, casou-se e foi para a Paraiba tornando-se o II senhor do riquíssimo Morgado de São Salvador do Mundo, instituído por Duarte Gomes da Silveira que, por não ter herdeiros, deixou para uma parente (neta para alguns e sobrinha para outros).
Outros, atuais, dizem que foi o Antonio Barbalho Bezerra, porem, filho do governador Luiz Barbalho Bezerra.
`A pagina 35, no “Titulo de Bezerras Felpa de Barbudas” fala que foi uma filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda e Brasia Monteiro: “3. Maria Monteiro, que casou com seu primo Antonio Bezerra, filho de Luiz Barbalho”.
`A pagina 189 do estudo abaixo ha outra menção. Fala-se que Antonio, o filho mais novo, (na verdade não deve ser, pois, o autor contava apenas 6 filhos, e que o casamento de Luiz e Maria Furtado de Mendonça  se dera em 1614). teria se casado com “Joanna Gomes da Silveira, neta do ilustre Duarte Gomes da Silveira, fundador do morgado …”
Sabe-se que o casamento deu-se em 6.10.1633. Guilherme foi o primogênito. Assim, para casar-se naquela data, Antonio teria que ter sido o 2o. ou 3o. Ainda assim, para casar-se por volta de seus 15 anos de idade, no máximo.
Algumas literaturas afirmam que Jeronimo nasceu em 1616 e Agostinho em 1619, havendo assim pouca margem para que Antonio pudesse ter sido o casado em 1633.
Acredito que Borges da Fonseca tenha razão quanto ao Antonio casado com Joana ter sido filho do Felipe. E Antonio, filho do governador Luiz, ter retornado a Pernambuco onde casou-se com a Maria Monteiro. A tese é esta:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
Borges da Fonseca, contudo, inicia o Titulo dos Barbalhos, `a pagina 139, assim:
” 1. Principia esta família em Brás Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco logo nos primeiros anos de sua povoação. Casou com D. Leonor Guardes, irmã de Ignez Guardes mulher do instituidor do Morgado do Cabo, e filhas de Francisco Carvalho de Andrade e sua mulher Maria Tavares de Guardes.
     Deste matrimonio de Bras Barbalho Feyo nasceram:
    2 – Alvaro Barbalho Feyo, que continua. (…)
    2 – Camilla Barbalho, que ja se acha nomeada no Livro Velho da Se, por madrinha de um batizamento feito a 7 de Novembro de 1608. Casou com Fernão Bezerra. E da sua descendência se da noticia em titulo de Bezerras Felpa de Barbudas. (…)
    2.- Braz Barbalho Feyo.”
Na verdade, quando ia falar a respeito da geração deixada por Camilla e “Fernão”, ele se omite a respeito da descendência de Luiz Barbalho, mencionando apenas que eram 10 e que outros ja os haviam mencionado. Salvo engano meu, ele menciona o autor Castrioto (que pode ser o nome da obra).
Alias, posso aqui postar as informações mais exatas, `a pagina 37 temos, em relação `a família Bezerra Felpa de Barbuda:
“2 – N…….. Bezerra Monteiro, casou com Camilla Barbalho, filha de Braz Barbalho, e de sua mulher N……. Guardes, em titulo de Barbalhos. A primeira Camilla de Braz Barbalho, vivia em Olinda em 1608. No Livro velho da Se se acha nomeada como madrinha de alguns batizados. Do referido matrimonio nasceram:
3 – Luiz Barbalho Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Comendador da Ordem de Christo e Mestre de Campo de infantaria, que governou a Bahia e o Rio de Janeiro, de quem os escritores da guerra dos Holandeses fazem muitas vezes, digo, fazem inumeráveis vezes a mais honrada memória, e seria prolixa a nossa se a fizéssemos de tantas, tão repetidas e gloriosas ações quando basta o que desse grande soldado disse o general Francisco de Brito Freire neste grande elogio: – A quem tantas continuadas ocasiões pelo decurso desta Historia, adiantaram ao insigne Mestre de Campo e deram ilustre fama principalmente naquela celebre e portentosa expedição em que socorreu a Bahia, penetrando quatrocentas léguas os desertos da America. Foi casado e teve 10 filhos, dos quais o mais velho foi o capitão Guilherme Barbalho Bezerra, mas como todos no ano de 1638 embarcaram para a Bahia, onde, e no Rio de Janeiro viveram, não tenho deles outras noticias.”
`A pagina 38 temos:
“4 – Felipe Barbalho Bezerra, consta no Livro Velho da Se que casou a 24 de Setembro de 1608 com Serafina de Morais, filha de Domingos da Silveira e de sua mulher Margarida Gomes Bezerra, em titulo de Bezerras, Morgados da Paraiba.” (pag. 37)
Deste matrimonio nasceram:
     5 – Jeronymo Barbalho Bezerra, que foi para o Rio de Janeiro, onde ha noticia que morrera degolado. (…)
     5 – Antonio Barbalho Bezerra, que ja se achava casado em 1633 com sua parente Joanna Gomes da Silveira, filha herdeira de seu tio, irmão de seu avô, Duarte Gomes da Silveira, que neles instituiu com faculdade regia o Morgado do Salvador do Mundo, da Paraiba a 6 de Dezembro do dito ano. Dele e da sua sucessão se escreve em titulo de Bezerras Morgados da Paraiba.”
`A pagina 384 o autor Borges da Fonseca, parte do livro na qual existem alguns Apêndices, retorna ao titulo Barbalhos e assim descreve, em seu inicio:
  1. “Principiou esta família em Braz Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco logo nos primeiros anos de sua povoação  casou com N …… Guradez, irmã de Ignez Guardes, mulher do instituidor do Morgado do Cabo e filha de Francisco Carvalho de Andrade, e de sua mulher Maria Tavares de Guardes, que foram os primeiros senhores do engenho de São Paulo da Várzea. (pag. 385)
Deste matrimonio de Braz Barbalho Feyo, nasceram:
     2 – Alvaro Barbalho Feyo, de quem acima se trata
     2 – Braz Barbalho Feyo, adiante,
     2 – Camilla Barbalho, que ja se acha nomeada no Livro velho da Se por madrinha de um baptisamento feito a 7 de Novembro de 1608. Casou com Fernão Bezerra, e da sua sucessão se da noticia em titulo de Bezerra Felpa de Barbuda, onde se verá quem foram os pais do famoso Luis Barbalho Bezerra.”
Dai para frente descreve-se a descendência dos irmãos da Camila.
Aqui ha que mencionar-se a insegurança do autor em relação ao nome da esposa do Bras Barbalho Feyo (1) e do marido da filha Camila. Embora ele houvesse anunciado antes que no primeiro caso seria Leonor Tavares de Guardes, encontrei a noticia do contrário com o Frei Jaboatão.
A obra do Frei esta publicada na “Revista Trimensal do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro” de 1889. Na pagina 43 ele inicia a descrição dos Albuquerques Maranhões em Pernambuco.
Ali fala que Leonor Tavares de Guardes era casada com Antonio Pinheiro Feyo. Esses, salvo engano porque não estou tendo acesso `a obra no momento, foram os sogros do Jeronymo de Albuquerque Maranhão, filho do Jeronymo de Albuquerque, o chamado “Adão de Pernambuco” por causa da numerosa descendência com varias mulheres.
E, no mais, a obra da noticia da descendência deles. Portanto, foi engano de Borges da Fonseca mencionar que Leonor fora esposa do Brás Barbalho Feyo. Confirmando-se ai que a esposa deste chamava-se Maria ou Catarina mesmo.
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A tese também pode ser consultada. Trata-se de um estudo a respeito da crise conhecida como: “A REVOLTA DA CACHAÇA”. Ocorrida no Rio de Janeiro entre o final de 1660 e o inicio de 1661.
Foi o embate de duas forças antagônicas entre os nobres descendentes dos fundadores do Rio de Janeiro e os que estavam sendo “empurrados com a barriga” pela corrupção no governo de Salvador Correia de Sa e Benevides.
A revolta teve como chefe maior Jeronimo Barbalho Bezerra, filho de Luiz Barbalho. O qual perdeu a vida ao final. Mas essa consequência provocou também a condenação do governador por todos os seus crimes. Veja:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
A partir da pagina 187, capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: a familia Barbalho”, encontra-se uma descrição resumida desse tronco familiar e da um parecer geral a respeito dos filhos de Luiz Barbalho, que estiveram no Rio de Janeiro.
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Talvez seja melhor visitarem o endereço:
https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/
Nessa pagina de meu blog eu disponibilizei muitos dados e menções `a família, que venho encontrando em minhas pesquisas.
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Espero que essas notas sejam uteis a quem for procurar decifrar os vínculos que tornam possível fazer a ponte que liga os Brasileiros do sobrenome Barbalho e Portugal, com seus devidos lugares, datas e pessoas.
Acredito que o estudo desse gênero e a divulgação de um resultado positivo poderá ajudar a desenvolver um fluxo de turismo dos Barbalho brasileiros a Portugal e seus parentes de Portugal para o Brasil, para apreciar os pontos históricos os quais se enfeitam com seus nomes.
Bom trabalho aos que aceitarem o desafio.
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004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
INDICE
01. 004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
02. OS DOCUMENTOS
03. OLHA OS ENGANOS!
04. O HUMILDE ANCESTRAL JOAQUIM COELHO DE ANDRADE
05. OS NOSSOS PEREIRA DO AMARAL
06. OS PEREIRA DO AMARAL – BENEVIDES
07. RESENHA FINAL
01. 004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
Ha muito estava adiando mas agora resolvi visitar o site Familysearch para ampliar os dados que ja possuía la e saber se aumentava meus conhecimentos, caso houvessem dados que não conheça.
Encontrei coisas interessantes. Ate mesmo maravilhosas. Mas ficou claro que ha muitos enganos.
Acredito que os enganos devam-se a ansiedades de iniciantes. Inclusive a minha.
Consta no site que o nosso ancestral, o alferes, Jose Coelho de Magalhães era filho do Bernardo Antonio e sua esposa Ana Josefa. Quem acompanha os meus estudos pode lembrar-se que “achei” que fossem. Inclusive passei isso para sites, mas ja me retratei.
Não tenho ate hoje como dizer que sim ou que não. Isso porque o professor Nelson Coelho de Senna afirmou que no lugar do Bernardo Antonio entraria um Manoel Rodrigues Coelho.
E estou dizendo um porque o professor não aprofundou na pesquisa dele, e eu ja encontrei mais de um possível ancestral com o nome Manoel Rodrigues Coelho que foram contemporâneos de nossos ancestrais em Minas Gerais.
O problema ate o momento tem sido que não encontrei documento algum que comprove qualquer hipótese.
Sei que deve haver algum Inventário e, possivelmente, Testamento do nosso ancestral, alferes-de-milicias, Jose Coelho de Magalhães, em Conceição do Mato Dentro onde foi dito que faleceu, ou no Serro que, em 1806 na data, era a única sede de Comarca na região.
Esse seria um documento que devemos guardar com carinho, pois, devera desfazer diversas duvidas e abrir novos horizontes para nossas pesquisas. Isso porque nada sabemos com segurança, pois, o que sabemos deles vem de tradições, o que podem ser falhas.
Os Testamento e Inventario do Jose Coelho de Magalhães poderiam, definitivamente, revelar com certeza se somos mesmo descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, como ate agora acredita-se, ou da Escolástica de Magalhães, primeira esposa dele.
Os documentos iriam, no minimo, informar-nos quem foram os filhos de cada esposa, com quem se casaram, os que ja eram casados. e talvez alguns netos que acaso fossem órfãos.
O Testamento poderia revelar quem foram os pais, onde nasceu e ate alguma resenha a respeito de ancestrais e da origem geográfica. Mas somente depois que encontrar-se algum documento revelador é que podemos fazer uma resenha segura. Ate la, tudo não passa de especulação.
Infelizmente, não tive a oportunidade de buscar em todos os locais possíveis de encontrar algo seguro a respeito do nosso, provável, ancestral Manoel Rodrigues Coelho. Ha que verificar na Casa dos Contos e no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto.
Se por la houver algum Inventario dele, então, poderá revelar se deixou um filho chamado Jose Coelho de Magalhães.
Algum documento do gênero devera existir, pois, foi dito ter sido muito rico. E ha a possibilidade de ele ser encontrado em documentos referentes ao Inficcionado, atual Santa Rita Durão, em Mariana, e Cachoeira do Campo, Distrito de Ouro Preto.
E não se pode descartar ainda a possibilidade de ter sido o próprio Manoel Rodrigues Coelho que tenha levado toda a família para o, então, Norte de Minas. Informa-nos o professor Nelson que a família espalhou-se por Santa Barbara, Itabira e Conceição do Serro (do Mato Dentro).
Mas não especificou quando se deu isso. Manoel ganhou a Sesmaria em Cachoeira do Campo em 1758, quando ja não havia ouro a explorar-se na região. Mas houveram outros surtos de ouro no Norte do Estado.
Talvez tenha sido atraído para a região de Conceição do Mato Dentro/Morro do Pilar, Fazenda do Axupé, onde o professor Coelho de Senna afirma que a família esteve estabelecida, ainda no século XVIII, antes de o nosso ramo ter ajudado a fundar e passar a residir em Guanhães.
Portanto, pode-se, talvez, encontrar-se algum Inventario e Testamento no Serro. Nunca se sabe. Enquanto não encontrarmos o “elo perdido” nada se pode afirmar.
Mas, queria resumir o máximo possível porque ha muito o que escrever com o que ja encontrei. Vamos, então, a apenas postar novamente alguns documentos. Deles não se pode duvidar da veracidade.
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02. OS DOCUMENTOS
a. Registro de batizado de POLICARPO JOSE BARBALHO
“Aos 21 dias do mês de novembro de 1779, na Capela de Santa Anna do (Percuava?), o padre Andre Vaz de Almeida batizou e pos os Santos Óleos a Policarpo, filho legitimo de Jose Vaz Barbalho e de sua mulher Anna Joaquina de Sam Jose. Foram padrinhos Manoel da Ponte e Delfina Soares, todos dessa freguesia (??) e por esse assino:
O vigário: Pedro Jose Pereira de Castro.”
b. Registro de batizado de PLACIDO JOSE BARBALHO
“Aos 18 dias do mês de Março de 1781 anos, nessa Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual Santa Rita Durão), batizei e pus os Santos Óleos a Plácido, párvulo, filho legitimo de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina sua mulher, postos forros, que viverão na Freguesia de Vila do Principe a partir dessa Freguesia do Inficcionado (??) do epifano a 9 do dito mês. Foi padrinho: Silvestre de Almeida do Freixo, dessa freguesia, o que foi aposto.
O Encomendado: Pedro Jose Pereira De Castro.”
Ambos os documentos os vi nas reprodução fotográfica do livro de batizados que pode ser visto no site Familysearch.
c. Sinopse do Inventario de POLYCARPO JOSEPH BARBALHO
“POLYCARPO JOSE BARBALHO – Faleceu a 20 de junho de 1801. Era natural da Vila do Principe do Cerro Frio, filho de Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza. Casou com Bernarda Maria de Azevedo, de quem teve 7 filhos: Constancia Joaquina, casada com Jose Bernardes Ribeiro; Josefa Pimenta de Souza, casada com Jose Peixoto de Miranda, Possidônio Jose Barbalho, Julio Vaz Barbalho, Eugenia Perpetua, Candida Hypolita e Manoel Vaz Barbalho (fls. 108v Liv 4)”
d. Sinopse do Inventario de BERNARDA MARIA DE AZEVEDO
“BERNARDA MARIA DE AZEVEDO – Faleceu a 13 de abril de 1813. Era natural da Vila do Rio Grande, filha de Silvestre Silveira e Ana Gomes de Azevedo. Casou com o cirurgião-mor Policarpo Jose Barbalho, de quem teve os filhos seguintes: Constância Joaquina, Josefa Pimenta, casada com Jose Peixoto de Miranda, Possidônio Jose Barbalho, Jose Antonio Julio, Candida, Eugenia e Manoel. Era irmã de Manoel de Moura Ribeiro. (fls. 41v Liv 10)”.
Esses dois resumos podem ser vistos no endereço abaixo:
https://www.scribd.com/doc/45971157/Sinopse-dos-Inventarios-e-Testamentos-de-Porto-Alegre-RS-1776-1852
Polycarpo esta registrado na pagina 12 e dona Bernarda na 33.
Observe-se ai a coincidência do nome Silvestre aparecer tanto como padrinho do Plácido quanto como pai da dona Bernarda. Tenho uma ligeira desconfiança que seja a mesma pessoa.
Obvio, ha a duvida das diferenças de sobrenomes. Mas ele poderia chamar-se Silvestre de Almeida da Silveira. O “do Freixo”, poderia ser menção ao local onde nasceu.
Freixo é um anexo `a Cidade do Porto, e fica `as margens do Rio Douro. Muito mencionado em genealogias que citam os filhos ilustres oriundos do local. Encontram-se ali exemplos dos Cernaches, família de nobreza que ali residia.
Podemos lembrar Freixo por seu palácio:
https://en.wikipedia.org/wiki/Palace_of_Freixo
Era muito comum os portugueses chegados ao Brasil adotarem entre os sobrenomes a localidade de onde procediam, mesmo que não fossem membros de uma família com o mesmo sobrenome.
E os escrivães antigos costumavam redigir os registros depois dos fatos. E eles colocavam os nomes nas pessoas de acordo como conheciam, algumas vezes usando pseudônimos e não os verdadeiros nomes.
Se, no caso, o Silvestre chamava-se mesmo Silvestre de Almeida da Silveira, nascido em Freixo, poderia ser ao mesmo tempo padrinho do Plácido, pai da dona Bernarda Maria e, talvez, nosso ancestral, caso fosse também pai da ancestral Anna Joaquina Maria de São Jose.
Como parece que Ana Joaquina não tenha tido sobrenomes mas sim uma sequencia de nomes que compõem a Família Sagrada, e não sabemos os nomes dos pais dela, ha essa possibilidade, mesmo em sendo remota.
Naquele tempo, os profissionais de determinadas áreas viajavam mais que o povo comum. Mas não se mencionava com frequência as profissões de padrinhos. Ja foi uma dadiva mencionarem a do Policarpo Joseph Barbalho, cirurgião-mor de Porto Alegre.
Observa-se que o mais provável seria que os pais de Ana Joaquina fossem os padrinhos do primogênito Policarpo. Seria menos comum que uma mulher naquela época, talvez muito jovem, se casasse e fosse morar longe da casa dos pais.
Portanto, os candidatos mais fortes a pais dela seriam Manoel da Ponte e dona Delfina Soares. Isso pelas tradições de os primogênitos serem batizados pelos avós.
Vamos a mais documentos:
e. Sargento-Mor, DOMINGOS BARBOSA MOREIRA
Esta mencionado no documento abaixo:
http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf
`A pagina 46 temos:
“101.1723/10/13 177-4; total em réis: 265.688; Sargento-mor Domingos Barbosa Moreira; quartéis da Comarca do Serro Frio.”
Na verdade, a postagem faz um translado do livro: “O LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA DA REAL FAZENDA DE MINAS GERAIS, 1722-1727”. Tradução essa feita por Angelo Alves Carrara.
f. FRANCISCO JOSE DE BARBOSA FRUAO
O Francisco aparece com os dados:
“data de entrada: 02/1747
 data de profissão: 10/1747
 1753, Juiz das marcações e medições de sesmarias.
 1764, Mestre de Noviços.”
Esses dados estão na pagina 273, da publicação:
http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf
Trata-se ai da pesquisa de doutorado do professor Cristiano de Oliveira de Sousa. E o nome pomposo da monografia foi:
“Prestigio, poder e hierarquia: A “elite dirigente” da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica (1751- 1804).”
1751 foi a data do estabelecimento oficial da ordem em Ouro Preto. Mas ja existia antes, pelas próprias datas de ingresso e profissão de nosso ancestral. Na verdade, ele descreve como se dava a “mafia” dos privilégios.
Para fazer parte da ordem, era preciso ter renda. E os estabelecidos nas ordem recebiam os favores das nomeações para os cargos cuja remuneração era elevada. Ou seja, dinheiro rendendo dinheiro. Uma divinização do Brasil atual.
Não se descreve detalhes da vida de nosso ancestral. Apenas passa aquelas informações e datas preciosas para os nossos estudos genealógicos. Mas o trabalho é super interessante de se ler para se ter conhecimento de como as coisas funcionavam no passado. O conhecimento não ocupa lugar.
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03. OLHA OS ENGANOS!
Resolvi falar primeiro dos enganos que encontrei na genealogia de nossa família que ja esta formada no familysearch.
Atribuo certos enganos ao que mencionei antes, ansiedades. E ja mencionei aquele meu engano de ter identificado como pais do alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães aos Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e sua esposa Ana Josepha de Magalhães Pinto.
Havia sim a possibilidade de terem sido em razão das possíveis idades. Mas não tenho nenhum documento a comprovar. E como o professor Nelson Coelho de Senna disse que o Jose era filho do Manuel Rodrigues Coelho, o chute fica parecendo mentira.
A ansiedade nesses casos pode ser traduzida por ansiedade mesmo, por um lado, mas também ha a vontade que fosse, quando as pessoas estão menos experientes.
Acontece que não tem sido fácil encontrar os dados corretos. Assim a gente pode passar a desejar que fosse aquele que primeiro aparecer. Mesmo que a coincidência seja apenas um nome.
Bom, para falar do que encontrei de fato.
Em nossa linhagem descrita pelo professor Dermeval Jose Pimenta, ele acrescentou ao que ja conhecíamos que Eugenia Rodrigues da Rocha, pentavó da minha geração, era filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
E no site esta que Maria Rodrigues foi filha do Policarpo Joseph Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo. E la ela esta identificada como Maria Rodrigues Barbalho. Ou seja, o Magalhães talvez não existisse mesmo.
O problema esta em que a data do nascimento recai em 1767. O que seria 15 anos antes do seu neto: Jose Coelho da Rocha, ou Jose Coelho de Magalhães Filho que, segundo os genealogistas da família nasceu em 1782.
Nesse caso, ja sabemos que essa data esta incorreta e que Bernarda Maria não poderia ter sido mãe dela. Ou, haveria uma possibilidade sim.
O professor Nelson Coelho de Senna disse que o casamento da Eugenia Rodrigues com o alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães deu-se em 1799. E também que ele era viuvo de dona Escolástica de Magalhães.
Nesse caso, a mãe da Eugenia poderia ter nascido em 1767. O que não poderia era ser a avo do Jose Coelho da Rocha que nasceu em 1782. Se em 1782, aos 15 anos de idade, dona Maria Rodrigues houvesse casado e tido a filha em 1783, Eugenia poderia ter se casado em 1799, também aos 16 anos de idade.
Então, o professor teria que ter-se enganado em relação `a data de nascimento do bisavô dele, tido por nascido em 1785, cuja data verdadeira poderia ter sido 1805. E isso tem fundamento de se pensar.
Isso porque ao narrar os eventos da família pelo lado materno dele, o professor Nelson da as datas de nascimento de 3 filhas. A avo dele Emilia Brasilina (1828); tia Eufrasia (1829) e tia Maria Eugenia (1835).
Ele narrou também que o casamento havia se dado em 1804. E que os bisavós dele, João e Bibiana Lourença de Araújo foram pais também de 3 filhos: João, Joaquim e Cassiano. Mas não revela as datas dos nascimentos desses tios dele.
Mas se aconteceu de o professor ter-se enganado, e o nascimento do tio João Coelho de Magalhães se deu em 1805, com o casamento se dando em 1824, teria havido espaço para o nascimento dos filhos, antes ou pelo menos um entre as mulheres.
Ao contrário, se o casamento houvesse sido mesmo em 1804, ficaria um espaço enorme demais para o nascimento dos 3 filhos, entre 1805-28 e muito curto para as 3 filhas. E a tia Bibiana teria tido uma vida fértil muito longa de 31 anos, mas somente 6 filhos.
Aviso: não seria impossível, contudo, muito pouco provável.
De toda forma, em tal suposição, nos, descendentes do Jose Coelho da Rocha, não seriamos descendentes da Eugenia e, muito provavelmente, seriamos descendentes da dona Escolástica de Magalhães.
Eu ja havia levantado a hipótese de o Jose Vaz Barbalho, por enquanto o tenho por filho do Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza, que foi pai, poderia ter sido fruto de um casamento anterior do Policarpo Joseph Barbalho, ou seja, não seria filho de dona Bernarda Maria.
Interessante aqui é que podemos observar, pelos Inventários, letras c e d, no capitulo de documentos acima, que Policarpo e Bernarda não tiveram filha com o nome Maria. Se tiveram, o nome dela não aparece nos inventários de nenhum dos dois. Algo diferente dos costumes.
Engraçado parece que pode ter havido mesmo um Jose. Observe-se que no Inventário do Policarpo, o que se confirma nos registros de batismos, que tiveram o Julio Vaz Barbalho.
Mas no Inventário de dona Bernarda ha um Jose Antonio Julio. Eu copiei como estava no documento na internet. Mas penso que foi engano de quem estava traduzindo o original para a sinopse. E o engano foi não ter colocado a ou as virgulas.
Nesse caso, eles podem ter tido Jose, Antonio e Julio. Ou Jose Antonio e Julio Vaz Barbalho.Observem que as filhas usavam dois nomes. Caso da Constância Joaquina. Os homens eram Vaz Barbalho ou Jose Barbalho.
Acredito, então, na possibilidade de que Constância Joaquina, Josefa, Jose e Antonio poderiam ter sido filhos de sangue apenas do Policarpo Joseph Barbalho. Isso porque não vi registros deles nos livros de Gravataí, como tem dos outros.
Mas de toda forma, fica aqui a dica de que não creio que nossa ancestral Maria Rodrigues tenha parentesco tão direto com Policarpo Joseph Barbalho. Acredito que ela fosse prima dele.
E a raiz onde se encontram seria na Eugenia, irmã do Manoel Vaz Barbalho, o velho. Ele nasceu em 1690 e ela em 1695, segundo o que esta no livro: “Primeiras Famílias do Rio de Janeiro”, de autoria de Carlos G. Rheingantz.
Maria poderia ter sido filha ou neta da Eugenia. E por isso teria tido a filha Eugenia Rodrigues da Rocha.
Outro erro que encontrei na Arvore foi que o nosso ancestral Antonio Jose Barbosa Fruão, foi pai do Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira. Nada contra. Apenas as datas não permitem. Os documentos “e” e “f” mostram isso.
Em 1723, Domingos era ja sargento-mor da Vila do Principe do Serro do Frio. O cargo era eletivo. Para ocupa-lo a pessoa precisava ter experiencia e prestigio. Não seria um recruta a ocupar o lugar. Portanto, estaria pelo menos na faixa dos 30 anos de idade.
E, para ser pai dele, o Antonio Jose teria que ter nascido uns bons 20 anos ou mais antes disso. Ou seja, teria que ter nascido por volta de 1673. O mais provável seria antes disso ainda.
Mas em 1764, o Antonio ainda estava na ativa, época em que provavelmente tornou-se também o pai da nossa ancestral Francisca Angelica da Encarnação. Isso porque, em 1781 a Francisca estava se tornando mãe do Francisco Pereira do Amaral e continuou tendo filhos pelo menos ate 1791, quando foi mãe do nosso ancestral: Malaquias Pereira do Amaral.
Tudo segundo as notas do professor Dermeval Jose Pimenta, no livro dele: “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”.
`Aquela época seria um fato inusitado para o Antonio Jose Barbosa Fruão ter vivido ate mais de 90 anos. E ainda estar tendo filhos ja seria uma hipótese um tanto quanto fabulosa!
Não verifiquei quem postou o Antonio como pai de dois de nossos ancestrais. Seja la quem for, acredito que tenha cometido apenas uma distração. Comum a todos nos que mexemos com esse quebra-cabeças.
Erro mesmo a gente verifica numa de nossas raizes mais profundas. La esta o nosso ancestral Lovesendo Ramires casado com Zaida ibn Zaydan. O que foi verdade.
O erro esta em que postaram a mesma pessoa da esposa casada com o pai dele, Ramiro II, rei de Leon. Pior, o Lovesendo teria sido o filho que teve relações com a própria mãe.
Esse foi um erro crasso. Isso porque a informação em outros sites, como o Geneall.net, podemos verificar que a mãe do Lovesendo chamava-se, provavelmente, Onega (?). Exato, a informação esta sob suspeita com um sinal de (?). Mas não se justificaria isso se a informação que esta no familysearch fosse conhecimento.
Fiz essa Prévia a respeito desses enganos e erro apenas para salientar que não devemos confiar em tudo por enquanto. Mas ha um computo geral positivo. Vamos seguir para frente porque as boas novidades estão por vir.
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04. O HUMILDE ANCESTRAL JOAQUIM COELHO DE ANDRADE
Apesar dos riscos dos enganos, penso que esta no site do Familysearch uma das linhagens que nos ligam ao remoto passado e que podemos segui-la geração a geração.
Antes disso, vou postar aqui um documento que, senão curioso, pode ser a origem do nosso humilde ancestral Joaquim Coelho de Andrade.
O amigo Mauro Moura de Andrade ja havia me passado um resumo, contendo dados menos detalhados. Mas buscando na internet, pude encontrar tudo com mais detalhes. A postagem esta no site:
01. https://genealogiafb.blogspot.com/2014/08/relacao-dos-emigrantes-acorianos-para.html, e os detalhes na pagina:
02. https://www.dropbox.com/s/8rbhu23v6s7w51s/arbelo-rel%2Bemigrantes%2Bbrasil%2Bpass1771-74-bihit%2Bvol.V%281947%29.pdf?dl=0
Trata-se da “Relação dos emigrantes açorianos para os Estados do Brasil, extraída do “Livro de Registros dos Passaportes da Capitania Geral dos Açores”. (Continuação da pagina 165 do volume 5o.)”. Por: Antonio Raimundo Belo.
Dessa pagina do trabalho, republicado no “Boletim do Instituto Histórico”, temos `a pagina 35, lista de emigrados da “Ilha Terceira”, “Ano de 1770”:
“ANTONIO COELHO LINHARES, da Vila Nova, `a Comarca de Vila do Sabará de Minas Gerais, com sua mulher Inez Francisca, e seus filhos: Mariana, Rosa, Maria, Clara, Ana, Rita e João, menores, para a fazenda que para ele comprou o seu filho Mateus Coelho, assistente nas ditas minas.”
A “escadinha” de filhos leva a supor que esse seria um segundo casamento do ANTÔNIO e, provavelmente, o MATEUS, pessoa ja adulta, devera ter sido filho de algum primeiro matrimonio.
OBS.: `A pagina 36 temos o registro de um senhor, JOSE NUNES COELHO, que dirigia-se para o Rio de Janeiro. Anotado ai apenas pela curiosidade de ter o mesmo sobrenome de nossos ancestrais.
E em 1770, procedentes também de Vila Nova, e ele levava consigo a esposa “Mariana Antonia, filho Jose Coelho e filha Esperança de Jesus.” Em 1770, acredito, nosso ancestral MANOEL NUNES COELHO deveria estar numa faixa de 10 anos de idade.
Mais certo será que o Coelho do ANTÔNIO e do JOSE era o mesmo. Portanto, se algum dia comprovarmos parentesco com um, muito certo será que teremos parentesco com o outro.
Quanto ao MANOEL, poderá, talvez, ser aquele que em 27.08.1804 teria tido um segundo, possível, casamento com VALERIANA ROSA GONÇALVES. Esse era filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Ha que se saber inclusive se ela seria filha do nosso suposto ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO.
Deixando de lado as conjecturas, vamos ao que interessa. As tradições da família nos afirmam que JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, teve um período de dificuldades econômicas.
E também que teria sido levado para a então, Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhães, atual Virginópolis, pelo bisavô da minha geração, MARCAL DE MAGALHÃES BARBALHO, por ser o prometido sogro dele.
A minha impressão é a de que devemos negar esse “levar”, pois, inclui-se na tradição que o bisavô prometia arcar com as despesas dos estudos da bisavó ERSILA COELHO DE ANDRADE, na Cidade de Diamantina, para se casarem depois que ela formasse.
Acontece que entre um e outro a diferença de idade era de apenas 6 anos. E eles se casaram em 5.7.1879. Ela aos 19 anos e ele aos 25 anos de idade. Ou seja, uns 5 anos antes do casamento ela devera ter se dirigido a Diamantina aos 14, enquanto ele teria em torno de 20 anos de idade.
Poderiam ate casar-se ja. Mas seria muito difícil ele possuir recursos próprios para bancar os estudos da noiva. O trato poderia ter sido feito entre os pais dos noivos, mas acho que não seria bem o caso.
A partir disso, imagino a possibilidade de alguns familiares do trisavô JOAQUIM ter-se dirigido para o PATROCÍNIO DE GUANHÃES, inclusive o próprio pai dele e, talvez, a mãe. Isso porque a PAROQUIA foi fundada em 1858.
Portanto, imediatamente nos anos seguintes deve ter atraído algumas dezenas de casais dispostos a explorar aquela nova fronteira de colonização. Essa era a grande oportunidade para as pessoas da época.
Essa minha conjectura se da porque sabemos que a família estabeleceu-se `as margens de um córrego. O córrego, antes sem nome, passou a ser chamado CÓRREGO DOS HONÓRIOS. E fica nas divisas das cidades de DIVINOLANDIA e GONZAGA – MG.
E nossa tradição atribuiu o nome do córrego ao trisavô JOAQUIM. Isso porque ele era conhecido pelo apelido de JOAQUIM HONÓRIO. Fica obvio para mim que o apelido revelava o nome do pai dele. E seria possível que outros irmãos e primos estavam juntos.
Ha pouco tempo o amigo Mauro Moura de Andrade enviou-me resumos dos assentamentos de batismos ocorridos em FERROS, atual cidade e, então, Distrito de ITABIRA.
Entre eles estavam os registros de JOAQUIM e ANTÔNIO, filhos de HONÓRIO COELHO DA SILVA, como consta no primeiro registro, e HONÓRIO COELHO LINHARES, no segundo. A mãe de ambos foi SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE.
E nos arquivos do site Familysearch encontram-se o registro de casamento do HONORIO e SIMPLICIANA. Ele foi filho de ANTONIO COELHO DA SILVEIRA e MARIA VIEIRA DA SILVA.
Ela era viuva de JOAO DE SOUZA E SILVA. No mesmo site encontra-se o registro desse primeiro matrimonio. Sendo ele filho de ALEXANDRE DA FONSECA E SOUSA e ANNA JOAQUINA DA SILVA. SIMPLICIANA era filha de JOSE JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA LUCIA DA SILVEIRA.
Porque o casamento da SIMPLICIANA com o JOÃO se deu em 1812 e com o HONÓRIO em 1822, imagino a possibilidade de esse ter sido um pouco mais novo que ela e aquele, mais velho.
Aqui temos, talvez, apenas uma coincidência. Mas o HONÓRIO, não sei se por algum engano, recebeu o sobrenome COELHO LINHARES. Mesmo sendo filho de um COELHO DA SILVEIRA.
Então, aventa-se a possibilidade de ele ter sido neto materno daquele ANTÔNIO COELHO LINHARES, procedente de Vila Nova da Ilha Terceira. A Comarca de SABARA era imensa, o que incluía Itabira e Ferros.
Não seria difícil que alguma das filhas do ANTÔNIO tenha sido esposa de marido da família SILVEIRA. E eles terem sido pais do ANTÔNIO COELHO DA SILVEIRA. Mas naquela época não se agarravam aos sobrenomes paternos.
Dava-se importância aos sobrenomes ancestrais. Muitas vezes os filhos adotavam os nomes de algum dos avós. Foi o caso, por exemplo, da JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, que era filha do POLICARPO JOSEPH BARBALHO. O nome da filha foi o mesmo do da mãe do pai dela, ou seja, da avó.
E isso era muito comum. As pessoas tanto somavam diversos sobrenomes ancestrais ou restringiam-se ao sobrenome que mais lhes aprouvesse. Não se sabe se o MATEUS, filho do ANTÔNIO dos Açores, tinha outros sobrenomes. Mas no documento aparece apenas o COELHO.
Bom, essas minhas conjecturas em relação aos sobrenomes pouco tem a ver com o caso que queria apresentar. Trata-se apenas de uma mensagem para o futuro. Quem sabe, saber disso um dia facilite outras pesquisas.
O que quero focar aqui era no fato de encontrarmos o nosso possível ancestral JOSE JOAQUIM DE ANDRADE. Estou colocando-o como possível porque precisamos comprovar via documentos que o JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, vulgo JOAQUIM HONÓRIO, foi mesmo o filho do HONÓRIO e SIMPLICIANA.
Se foi o caso, então, as janelas estão devidamente abertas para o nosso passado. Sabemos que a bisavó de nossa geração ERSILA COELHO DE ANDRADE contava aos netos que era parente do CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
Parece que tinham a informação como certa, de maneira que ninguém realmente esforçou-se para descobrir o como isso poderia dar-se. E o poeta teve realmente um tio-bisavô com o nome JOSE JOAQUIM DE ANDRADE, irmão do bisavô dele, Alferes, FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE.
Alem disso, informou-nos o amigo Mauro Moura de Andrade, que eles eram primos da esposa do Alferes FRANCISCO JOAQUIM, dona MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE. Mas a informação não aparece ainda no site do Familysearch.
Para simplificar, vou postar aqui umas sequencias genealógicas que acompanhei no site e que creio ser verdadeiras. Assim, a partir do JOSE JOAQUIM DE ANDRADE, vamos seguir a sequencia de pais, avos, bisavós ….
01. Jose Joaquim de Andrade c. c Maria Lucia da Silveira
02. Helena da Conceição Correia c. c. Jose Gaspar Godoi
03. Margarida Correa Alvarenga c. c. João Francisco de Basto
04. Mécia Leme de Andrade c. c. Elias Correa de Alvarenga
05. Manoel Monteiro de Alvarenga c. c. Guiomar de Castilho
06. Balthazar Alvares de Alvarenga c. c. Mécia Monteiro
07. Bernardo Anes Soeiro de Alvarenga c. c. Joana Vaz
08. Isabel ou Mécia Cardoso c. c. Alvaro Anes Soeiro de Albergaria
09. Vasco Pais Cardoso c. c. Brites Anes de Lourenço
10. Alvaro Vaz Cardoso c. c. Maria Rodrigues de Vasconcelos
11. Vasco Lourenço Cardoso c. c. Francisca Martins
12. Lourenco Vasco Cardoso c. c. ?
13. Vasco Ermiges Cardoso c. c. Cardosos (Quinta da Torre).
14. Ermigo Pais de Matos c. c. Mecia Soeiro Cardoso
15. Paio Viegas c. c. Aldara
16. Egas Ermiges c. c. Gontinha Eris Godosende
17. Ermigo Alboazar c. c. D. Dordia Osores
18. Alboazar Lovesendes c. c. Unisco Gondines
19. Lovesendo Ramires c. c. Artiga ou Zayra ibn Zaydan
20. D. Ramiro II, rei de Leon c. c. Onega (?)
Nesse ponto encontra-se o engano que mencionei antes. Zayra foi esposa do Lovesendo e não do pai dele. Acrescente-se ai que ela era descendente do profeta Mohammad.
Agora, retornando `a geração 06 e invertendo-a temos:
06. Mecia Monteiro c. c. Balthazar Alvares de Alvarenga
07. Gaspar Monteiro c. c. Catarina Dias Correa
08. Lopo Monteiro c. c. Guiomar de Oliveira
09. Gonçalo Monteiro c. c. Isabel Rodrigues de Vasconcelos
10. Lopo Martins Monteiro c. c. Florencia Vieira
11. Martim Afonso Monteiro c. c. ?
12. Afonso Nunes Monteiro c. c. ?
13. Nuno Mendes Monteiro c. c. ?
14. Martins Pais Monteiro c. c. Mariana
15. Teresa Anes de Leomil c. c. Payo Monteiro
16. Tereza Goncalves Bezerra c. c. João Soares de Leomil
17. Gonçalo Gonçalves Bezerra c. c. Bezerra
18. Gonçalo Viegas de Riba Douro c. c. Teresa
19. Egas Mendes de Riba Douro c. c Ausenda Garcia de Sande
20. Mem Viegas c. c. (?) no site esta errado
21. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Viegas de Riba Douro
22. Monio Ermiges de Riba Douro c. c. Ouroana
23. Ermigio Viegas de Riba Douro c. c. Unisco Pais
24. Toda Ermiges c. c. Egas Moniz de Riba Douro
25. Ermigio Aboazar c. c. Vivili Turtesendes
26. Aboazar Lovesendo c. c. Unisco Godinhes
27. Lovesendo Ramires c. c. Zayra ibn Zaydan
28. Ramiro II, rei de Leon c. c. Onega (?)
29. Ordonho II, rei de Leon c. c. Elvira Mendes de Portugal
30. Alfonso III, das Asturias c. c. Jimena Garces de Pamplona.
Coloquei essa sequencia apenas para ilustrar mas ela esta errada. Verifiquei em outros sites e ha essa passagem a partir do Mem Viegas para a descendência. Quem postou enganou-se.
Acontece que, mesmo assim, em algum momento, acertando-se o que estiver errado, com certeza iremos chegar aos mesmos ancestrais. No fundo no fundo vale aquele entendimento indígena.
Se a pessoa estiver num passado remoto e deixou descendência, então, será meu ancestral. Pode-se não saber como, mas que é, é!!! E, por incrível que pareça, é mesmo. E estou certo disso também.
Alias, para comprovar isso, busquei em outro site. Ali encontra-se a seguinte sequencia:
08. Alvaro Anes Soeiro de Albergaria c. c. Mécia Cardoso
09. Soeiro Fernandes de Albergaria c. c. Sancha Alvares Martins Bulhão
10. Fernão Soares c. c. (?)
11. Soeiro Fernandes c. c. Sancha Martins
12. D. Fernando Ermiges c. c. Maria Pais
13. Hermigio Mendes c. c. Sancha Pires de Bragança
14. Mem Moniz de Riba Douro c. c. Cristina Gonçalves das Asturias
15. Moninho Ermiges, o Gasco c. c. Ouroana
16. Ermigio Viegas c. c. Unisco Pais
17. Egas Moniz de Ribadouro c. c. Toda Ermiges
Obs.: Mem Moniz de Riba Douro era irmão do Egas Moniz, o Aio, que foi marido de Dordia Pais de Azevedo e de Teresa Afonso. E deles descendemos multiplas vezes.
14. D. Sancha Pires de Bragança, foi filha de Pero Fernandes, o Braganção, senhor de Bragança; e de D. Fruilhe Sanches de Celanova. Estavam entre as maiores nobrezas de Portugal `a época.
Melhor mesmo não postar algo mais que vi no familysearch devido `a duvida quanto `a certeza do que encontra-se la. Mas, de um modo geral pode-se garantir que com poucos consertos tornar-se-ia de grande credibilidade.
Apenas para esclarecer melhor o engano. No Familysearch esta que dona Tereza Fernandes de Marnel fora esposa do Mem Viegas de Riba Douro. Na verdade, ela foi esposa do Mem Viegas de Sousa. Ai temos:
20. Mem Viegas c. c. (?) no site esta errado
21. D. Egas Gomes de Sousa c. c. Gontinha Gonçalves da Maia
22. D. Gomes Echigues c. c. Gontronde Moniz de Touro
23. Echega Gucoi c. c. Aragunta Soares
24. D. Vizoi Viizois c. c. Munia
25. D. Ufo Ufes c. c. Teresa Soares
26. D. Hugo Soares Belfaguer c. c. Mendola
27. D. Sueiro Belfaguer c. c. Munia Ribeiro
28. Flavio Teodosio de Coimbra c. c. Munia Sueira de Coimbra
29. Flavio Alarico de Coimbra c. c. Flavia Teodia Atenerico
30. Flavio Ataulfo de Coimbra c. c. Lidoaria Atauldo
31. Egica
Essa linhagem vem dos reis visigóticos. Ai temos a linhagem Egica, Flavio e Rodrigo, que foi o ultimo rei eleito por parte da nobreza visigoda. A imposição do rei Rodrigo colocou os visigodos em clima de revolução civil.
Foi nesse instante que os muçulmanos se aproveitaram das fragilidades do adversário e invadiram e conquistaram a Península Ibérica, em 711 d. C.
Mas o importante a saber aqui é as nobrezas que reconquistaram Porto Cale e depois formaram o Reino de Portugal, descendem dessas e outras raizes.
Ja o Mem Viegas, filho do Egas Moniz, o Aio, não se sabe com quem se casou. Entao, no site familysearch deveria estar assim:
20. Mem Viegas c. c. (?)
19. Egas Mendes de Riba Douro c. c. (?)
18. Gonçalo Viegas de Riba Douro c. c. Tereza (?)
17. Mem Goncalves da Fonseca c. c. Maria Pires de Cambra + idem de Tavares.
Essa familia viveu no lugar de Fonte Seca. Conta-se que havia no local uma fonte que nos verões de secas prolongadas deixava de verter suas aguas. Dai o nome do local e que a corruptela do nome virou nome de família.
Alem dos “da Fonseca”, origina-se também de Egas Moniz, o Aio, os “de Vasconcelos” que descendem de dona Maria Soares Coelho, que casou-se com D. João Pires de Vasconcelos, senhor da Torre de Vasconcelos; e os “Coelho” que descendem do Soeiro Viegas Coelho, pai de dona Maria Soares, que era bisneto do Aio.
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05. OS NOSSOS PEREIRA DO AMARAL
Segundo as pesquisas processadas pelo professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, publicadas ainda nos anos de 1960, a família PEREIRA DO AMARAL procedeu da Ilha de São Miguel, do Arquipélago dos Açores.
Desse ramo descendem os RODRIGUES COELHO, descendentes de ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. E a sequencia que o professor deixou foi essa:
01. Maria Marcolina Borges do Amaral c. c. Antonio Rodrigues Coelho
02. Daniel Pereira do Amaral c. c. Maria Francelina Borges Monteiro
03. Malaquias Pereira do Amaral  c. c. Ana Maria de Jesus
04. Miguel Pereira do Amaral c. c. Francisca Angelica da Encarnação (Barbosa)
05. Manuel Pereira c. c. Maria de Benevides
O ultimo casal foi o que deu origem ao ramo sendo que não temos noticias de que tenha deixado sua terra natal para ir para o Brasil. Foi o filho Miguel quem levou a alcunha para la.
No site Familysearch não ha uma sequencia para a família Pereira. Mas ha para a ascendência da Maria de Benevides do Amaral. O que parece foi que todos os ramos do qual ela descende ficaram estacados em becos sem saída.
Melhor dizendo, foram encontrados ancestrais longínquos, porem, não foram ligados ainda a ancestrais mais antigos e que retornem `aqueles ancestrais das sequencias genealógicas anteriores.
E eu a procurei primeiro por ter visto algo em nossa ancestralidade, postado no site, ligado aos Benevides. Ou Benavides, como se fala em espanhol. Inclusive levou-me a pensar que fosse apelido italiano. Mas o resumo da origem da família pode ser lido no endereço:
https://www.heraldrysinstitute.com/lang/pt/cognomi/Benevides/Portugal/idc/601523/
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06. OS PEREIRA DO AMARAL – BENEVIDES
Foi um pouco trabalhoso reencontrar o que eu havia visto antes. Mas com o engano na postagem do site Familysearch, colocando nossos ancestrais FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNAÇÃO e  DOMINGOS BARBOSA MOREIRA como irmãos, apagara-se da memória o que vira antes.
Assim sendo, como o ANTÔNIO JOSE BARBOSA FRUÃO surge em ambas partes, vou admitir que em relação `a FRANCISCA a genealogia poderá vir a estar correta. E, se eu ainda tivesse a ansiedade de encontrar-me com os ancestrais mais antigos, pensaria que tenho a dupla ascendência.
Mas pelas razões ja resumidas anteriormente, melhor nos contentarmos com uma única vez. Vamos então abandonar a resenha e irmos direto ao assunto. Invertendo-se as posições da geração 04 acima:
04. Francisca Angelica da Encarnação c, c. Miguel Pereira do Amaral
05. Ana Maria de Jesus Benevides c. c. Francisco Jose Barbosa Fruão
06. Manuel de Souza Benevides c. c. Antonia Muniz Carneiro
07. Teresa de Benevides c. c. Jose Simões Cardoso
08. Isabel de Benevides Soares e Souza c. c. Manuel Velho Sueiro Baião
09. Tome Rodrigues de Souza Benevides c. c. Catarina Soares
10. Manuel Simões de Souza Benevides c. c. Isabel Ferreira
11. Manuel Simões de Benevides c. c. Catarina Dias Paes
12. Gaspar Rodrigues de Souza c. c. Jeronima Dias
13. Guiomar Rodrigues de Souza c c. João Goncalves da Rocha
14. Pedro Rodrigues de Sousa c. c. Violante de Benevides
15. Beatriz Afonso c. c. Bartolomeu Rodrigues
16. João Afonso Pimentel das Grotas Fundas c. c. Isabel Gonçalves de Bairros
17. Afonso Pimentel y Enriquez c. c. Maria Vigil de Quinhones y Toledo
18. Rodrigo Afonso Pimentel c. c. Leonor Enriquez de Mendonza
19. Joana Teles de Menezes c. c. conde, João Afonso Pimentel
20. D. Martim Afonso Telo de Menezes c. c, Aldonça Anes de Vasconcelos
21. Afonso Martins Teles Raposo c. c. Berengaria Lourença de Valadares
22. Gonçalo Anes, o Raposo c. c. Urraca Fernandes de Lima
23. Juan Afonso Tellez de Menezes c. c. Elvira Gonzalez de Giron
24. Teresa Sanches de Portugal c. c. Afonso Tellez de Menezes
25. Sancho I, rei de Portugal c. c. Maria Paes Ribeiro
26. Afonso I, rei de Portugal c. c. Matilda de Sabóia.
RETORNANDO `A GERACAO 20 TEMOS:
20. Aldonça Anes de Vasconcelos c. c. D. Martim Afonso Teles de Menezes
21. João Mendes Vasconcelos c. c. Aldara Afonso Alcoforado
22. Mem Rodrigues de Vasconcelos c. c. Maria Martins Zote
23. Rodrigo Anes de Vasconcelos c. c. Mércia Rodrigues de Penela
24. Maria Soares Coelho c. c. D. João Peres de Vasconcelos
25. Soeiro Viegas Coelho c. c. Maria Mendes de Gandarei
26. Egas Lourenço Coelho c. c. Senhorinha de Penagate
27. Lourenço Viegas, o Espadeiro c. c. Ortigueira
28. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Pais de Azevedo
RETORNANDO `A GERACAO 18 TEMOS AINDA:
18. Leonor Enriquez de Mendonza c. c. Rodrigo Afonso Pimentel
19. Alfonso Enriquez de Castilha c. c. Joana de Mendonza y Ayala
20. Fradique Alfonso de Castilha c. c. Leonora Paloma Gedalah
21. Alfonso XI, rei de Leon, Castela e Galicia c. c. Leonor Nunez de Guzman e P. L.
22. Constanca de Portugal c. c. Ferdinand de Burgundy
23. D. Dinis, rei de Portugal c. c. Isabel Elizabeth de Aragon
24. D. Afonso III, rei de Portugal c. c. Beatriz de Castela
25. D. Afonso II, rei de Portugal c. c. Urraca de Castela
26. D. Sancho I, rei de Portugal c. c. Aldonza
27. D. Afonso Henriques, rei de Portugal c. c. Matilda de Sabóia
Ai fica constatado que todos os caminhos acabam levando ao mesmo grupo de ancestrais do tempo da Reconquista de Portugal e Espanha aos mouros.
Isso não significa que todos nos não tenhamos outros ancestrais diversos. Essa foi a nata da elite daqueles tempos. E não haviam registros, ou se perderam no tempo, de todas as pessoas que nasceram, viveram e foram contemporâneas.
Os parcos documentos que sobreviveram recordam apenas os que tinham algum poder.
Acredito que essas sequencias estejam dentro de um nível aceitável de credito. Eu próprio esperava que os Barbosa em nossa família processem dessa elite.
Particularmente a partir de quando encontrei o nome do FRANCISCO JOSE BARBOSA FRUÃO como membro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica. Era uma ordem bastante elitizada, cuja participação restringia-se aos privilegiados e não necessariamente os com méritos.
O que tenho estranhado mesmo é estarmos tendo maiores dificuldades em encontrar os fios da meada que ligam os nossos diversos Coelho, Pereira, Magalhães, Moniz, Soares e tantos outros que eram sobrenomes frequentes junto a essa elite.
Talvez, com o passar do tempo, possam eles aparecer melhor “na fita”!
Não quis detalhar mais para não ficar por demais cansativo, e repetitivo, mas essas personalidades da Historia Ibérica descendiam de todas as figuras importantes de tempos anteriores.
A princesa Urraca de Castela, esposa do Afonso II, de Portugal, era filha de Eleanor Plantageneta, rainha de Castela. Eleanor foi irma dos reis Ricardo, Coração de Leão, e John, Irmão deles. O João sem terra. Aquele que foi obrigado a assinar a Magna Carta.
E por ai vamos da elite inglesa para francesa, para alemã, italiana, retornando e indo de novo. Alem disso, ha ramos que nos ligam aos Impérios Romano, Bizantino, Grego, Persa, Egípcio etc. Incluindo nisso a rainha Esther, aquela da Bíblia.
E isso se mostra em meus estudos mais antigos. Não precisamos repetir.
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07. RESENHA FINAL
A alegria aqui ficou um tanto quanto contida por causa dos enganos que detectamos e também por causa das limitações que contemplam as informações apenas alguns ramos da família.
Seria maior o prazer se ficasse definido ligações corretas entre os ancestrais dos casais tronco, a saber:
01. Giuseppe Nicatisi da Rocha c. c. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho
02. Eugenia Rodrigues da Rocha c. c. alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães, e
03. Antonio Jose Moniz c. c. Manoela do Espirito Santo.
Por enquanto, a ancestralidade desses 3 casais contemplaria a maior parte dos familiares com os quais tive contato durante a vida e cresci com eles.
Quanto `a informação encontrada no Familysearch de que Maria Rodrigues ter sido filha do Policarpo Joseph Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo, contradiz todas as nossas tradições, de descendermos da Eugenia Rodrigues da Rocha, filha dela.
Isso porque sabemos que o capitão Jose Coelho de Magalhães Filho (ou da Rocha) nasceu em 1782, na antiga Fazenda do Axupé, tida como ter existido em Morro do Pilar, segundo o professor Nelson Coelho de Senna, mas que poderia ser outra que existe atualmente em Conceição do Mato Dentro.
Ou seja, para ele ter sido filho da Eugenia Rodrigues da Rocha, a mãe dela teria que ter nascido em torno de 1750, pouco mais ou pouco menos. Mas ha indícios de que os dados no Familysearch estejam errados.
Um deles foi o professor Dermeval Jose Pimenta ter deixado que o nome completo da ancestral Maria inclui os sobrenomes Rodrigues de Magalhães Barbalho. No site o “de Magalhães” não aparece.
Por enquanto, uma possibilidade que encontrei, nos registros no próprio site, foi um batizado em nome de Maria Rodrigues. Esse seria o nome da batizanda, aleatoriamente escolhido por quem registrou.
Ali temos que Maria Rodrigues nasceu em 26 Jul 1750, filha de: Estevão Rodrigues de Magalhães e dona Anna Maria da Conceição. O registro vem do livro: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais Brazil.
Consta os números: C68o51-1 (Indexing Project  (Batch) Number; e 1284536 (GS Film Number). FHL, microfilm number 1,284,536.
Reforça a ideia de que a Maria não poderia ter sido filha do Policarpo e dona Bernarda os dados encontrados nos Inventários de ambos, nos quais não ha nenhuma menção a terem sido pais de alguma filha com o nome.
Naturalmente, nada nos garante que a Maria batizada em 1750 seja a nossa ancestral. Acredito apenas que seja uma forte candidata para o quadro.
Ela poderia ter se tornado avó em torno dos 32 anos, o que teria sido normal `aquela época. E o sobrenome do pai, Rodrigues de Magalhães, encaixa-se naquilo que o professor Dermeval publicou.
Faltar-nos-ia o complemento Barbalho. O que, infelizmente, pode estar oculto no nome Anna Maria da Conceição. `Aquela época  muitos dos nomes femininos evocavam uma devoção religiosa, suprimindo os nomes de famílias `as quais participavam.
Acredito na possibilidade de dona Anna Maria da Conceição poder ter sido descendente da Eugenia, senão de algum dos irmãos que quis lembra-la, a qual o iminente genealogista Carlos G. Rheingantz menciona como filha de Manoel de Aguiar.
Ele não identifica a esposa Maria da Costa Barbalho. No Capitulo AGUIAR, pagina 27, do livro: “Primeira Famílias do Rio de Janeiro (Sec. XVI e XVII)”, ele menciona que Manoel de Aguiar nasceu por volta de 1634 e fora casado por volta de 1664 com Domingas Martins.
Menciona ainda os nascimentos dos filhos: João de Aguiar Barbalho, Manuel Vaz Barbalho e Eugenia. E no site Familysearch ha o registro de casamento de Theodozia de Aguiar Barbalho, ocorrido a 17.12.1717; na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, de Mariana – MG, com Matheus Lage.
Portanto, cada um desses poderá ter sido nossos ancestrais, na passagem entre dona Anna Mari ate a Eugenia Rodrigues da Rocha. A suposição procede da presença do nome Eugenia ter permanecido na família. Inclusive existindo outra do nome entre as filhas do Policarpo Joseph Barbalho, registrada em 1791.
Quanto `a descendencia atual ANDRADE, especialmente dos trisavós: JOAQUIM HONÓRIO e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA, alias, devemos salientar que ela também pode ter alguma ascendência nos mesmos ancestrais ja que no passado as pessoas casavam muito entre primos, temos que ainda ter mais noção de como espalhou.
Acredito que no Córrego dos Honórios, localizado entre Divinolandia de Minas e Gonzaga, deverão ter se encontrado outros descendentes do HONÓRIO e SIMPLICIANA.
Acredito que uma JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, nascida por volta de 1826 e falecida, em Virginópolis, em 1916, aos 90 anos de idade, devera ser filha deles também.
Consta que falecera viuva de CASSIANO COELHO. Talvez seja ela a quem o professor Nelson Coelho de Senna, identificou como JOAQUINA SIMPLICIANA, esposa do tio-avô dele: CASSIANO COELHO DE ARAUJO.
Alem dela, deverão haver mais, pois, minha esposa também é ANDRADE. Cuja família procede da região entre Gonzaga, Santa Efigenia e Divinolandia. Três antigos distritos de Virginópolis.
E dela tenho os nomes de pais, avos e bisavós. Pelo lado paterno ela tem SOARES e LUIS DE ANDRADE. Esse ultimo inclusive identificado como presente na família do poeta CARLOS DRUMMOND.
Alem do VEIRA e ARAUJO E SILVA. O primeiro ligado `a mãe do HONÓRIO, Ja o ARAUJO encontra-se tanto no lado do professor NELSON, da bisavó dele, BIBIANA LOURENÇA DE ARAUJO, quanto do lado de mina esposa que é duplo ARAUJO, das bisavós: ANA DE ARAUJO E SILVA e MARIA VIEIRA DE ARAUJO.
Pelo lado materno, minha esposa é FONSECA., do bisavô: PEDRO BASILIO DA FONSECA. Pode ser que seja parente a trisavó, JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA.
Por isso penso que esses ANDRADE do HONÓRIO devem estar presentes também na cidade de Coroacy – MG. Foram diversos os virginopolitanos que la se estabeleceram ja na fundação. E o sobrenome ANDRADE esta bem presente.
Ja no lado PEREIRA DO AMARAL temos algo inusitado. Temos uma família com o sobrenome em Virginópolis. Descendendo ela de um de seus primeiros casais moradores, os tetravós: JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL e MARIA ROSA DOS SANTOS CARVALHAIS.
Conhecido foi que procedem de Sabinopolis. Mas não lhes temos os nomes dos pais. Por isso não sabemos se são ou não descendentes dos mesmos PEREIRA DO AMARAL.
A duvida se da porque encontrei na revista do Arquivo Publico Mineiro um artigo do alferes Luis Antonio Pinto, no qual menciona o escrivão da Camara do Serro JOSE PEREIRA DO AMARAL, em 1772.
Esse JOSE deve regular idade com nosso ancestral MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Poderia ser irmão, primo, talvez, tio. Mas também pode pertencer a outro ramo que se estabeleceu no Sul de Minas, na Comarca de São João d’El Rey. Esses procediam do continente.
Alem disso, ha a possibilidade de a descendência do JOSE, se teve, ter a mesma raiz dada por ANTÔNIO JOSE BARBOSA FRUÃO e ANNA MARIA DE JESUS BENEVIDES.
Isso porque era muito comum os de uma mesma família casar-se com os de outra família. Nesse caso, se o JOSE e o MIGUEL fossem irmãos ou primos, poderia o primeiro ter se casado com uma irmã da ANNA MARIA.
Mas precisamos antes provas de quem foram os pais e ancestrais do nosso JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL para ver se essa hipótese será verdadeira.
Mas, o que mais parece é que o tetravô JOAQUIM ira encaixar-se mesmo entre os PEREIRA DO AMARAL procedentes da Ilha de São Miguel. Não sendo, seria uma ironia, pois, eles são os que assinam os apelidos.
Mas, sendo PEREIRA e AMARAL, alem de outros sobrenomes de conhecida nobreza, com certeza alguém ira encontrar raiz nos mesmos ancestrais do passado.
O sangue PEREIRA DO AMARAL é um dos mais difundidos do Centro-Nordeste Mineiro. Alem desse ramo que nos foi passado pela trisavó MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL, ha aquele descrito pelo professor DERMEVAL, no livro dele.
A parte mais propriamente genealógica do livro aborda a descendência dos avos dele: MODESTO JOSE PIMENTA e ERMELINDA QUERUBINA PEREIRA DO AMARAL, que era irmã do nosso tetravô: DANIEL PEREIRA DO AMARAL. Portanto, nossa tia.
Então, alem de todas as cidades locais ja mencionadas, pode-se citar São João Evangelista e Sabinopolis, por causa da proximidade e sabermos que a família ajudou a fundar. Temos também noticias que diversas populações de outras cidades tem, em parte, sua origem nesse ramo pioneiro.
A familia é imensa. Mas esta tão espalhada e misturada que não se pode mais contar seus componentes na atualidade. E se mencionarmos inúmeros locais como registro de presença dela, com certeza, muitos outros que ficarem de fora da memória irão conter sangue dos mesmos PEREIRA DO AMARAL.
Inclusive, conhecidos temos na descendência de MARIA FRANCELINA, que foi casada com o senhor DAVID BARROSO. Ela era filha dos tetravós DANIEL e MARIA FRANCELINA. Herdou o nome da mãe.
Deles descendiam os senhores WALDOMIRO BARROSO e o cabo CICA. Ambas as famílias estiveram presentes desde minha infância e juventude.
Provavelmente, outros BARROSO na cidade poderão ter origem semelhante.
Aqui também podemos constatar a utilidade de buscarmos nas genealogias os nossos lados femininos. Muitas vezes, por causa da tradição de ter nos sido passados os sobrenomes paternos, nos somos induzidos a pensar que nos somos aquele sobrenome.
Mas a verdade pode ser bem outra. Os pais antigamente procuravam maridos para suas filhas entre seus aparentados, quando de origem na nobreza, ou entre aqueles feitos nobres por causa de seus feitos ou os feitos de seus pais, especialmente aqueles que recebiam favores reais.
Nesse caso, o sobrenome vindo do ancestral masculino frequentemente acarreta em fim de linha porque os ancestrais dele vinham do povo comum ou porque a família permaneceu longo prazo numa qualidade de nobreza secundaria.
Assim, o casamento geralmente servia para restaurar uma nobreza antiga, porem, os dados genealógicos que encontramos mais facilmente vem da linhagem materno/paterno.
Algo assim podemos verificar na linhagem genealógica a partir do FRANCISCO JOSE BARBOSA FRUÃO e ANNA MARIA DE JESUS BENEVIDES. Embora ele tenha sobrenomes de nobreza, tivesse uma posição social protegida, foi a partir dela que o rastreamento levou primeiro aos ancestrais de maior nobreza.
Ai devemos tomar conhecimento no que colocar nossa atenção quando estudamos.
Com isso podemos acrescentar ai o BARBOSA que, por enquanto, não leva aos ancestrais tidos como de maior nobreza. Isso se torna interessante ate porque se esperava que fosse o contrário.
Segundo a nossa cultura machista, eram os homens que serviam a nobreza `as suas linhagens. Mas as aparências muitas vezes enganam.
Veja-se a lista de familias mais nobres e mais ricas de Portugal `a epoca que o rei D. Manoel, o Venturoso, mandou gravar no Palacio de Sintra o registro:
https://www.vortexmag.net/talvez-tenha-sangue-real-e-nao-saiba-lista-dos-apelidos-das-familias-nobres-portuguesas/
Vejam que temos: Aguiar, Almeida, Andrade, Azevedo, Borges, Carvalho, Coelho, Ferreira, Miranda, Pereira, Pinto, Sousa (Souza).
Essas, somente a nivel de ancestrais mais recentes. Mas nenhum desses sobrenomes ainda nos levou `a descoberta de algum rastreamento mais profundo.
Outros sobrenomes que possuímos como Rodrigues, Magalhães, Monteiro, Rocha, inclusive o Benevides e outros são também de origem nobre. Esses não se encontram na lista das 72 famílias mais ricas e nobres do Reino de Portugal.
Não entraram porque `a época eram da chamada baixa nobreza. E a lista menciona apenas as de alta. Ao todo, o Visconde de Sanches de Baena, no seu “Archivo Heráldico-Genealógico” relata pelo menos umas 300. E nessas a população brasileira descendente de portugueses quase toda se encaixa.
Faço a observação também que no livro do professor Dermeval Jose Pimenta ha a menção `a presença de um ANTÔNIO COELHO DE LINHARES, como um dos primeiros moradores de São João Evangelista.
Antes pensei que pudesse ser o ANTÔNIO, batizado em 1838, em FERROS, e filho dos ancestrais HONÓRIO e SIMPLICIANA. Mas ele mencionou também que aquele teria nascido em 1826. Talvez não sejam o mesmo, mas a família poderá ser a mesma.
Acredito também que, pelos sobrenomes e por causa da época em que entram como agregados `a Família Coelho de Guanhães e Virginópolis, que dona ANTONIA NUNES LAGE e o senhor AMARO DE SOUZA E SILVA serão encaixados no mesmo grupo de famílias que migrou para Virginópolis durante o quarto final do século XIX.
Dona ANTONIA foi esposa do PEDRO NUNES COELHO e seo AMARO da tia-bisavó  EMIDIA HONORIA COELHO.

 

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005. POLICARPO JOSE BARBALHO

Sem propriamente buscar, encontrei o registro de batismo de certo PLACIDO VAZ BARBALHO.

Esse menino nasceu em 18.Mar.1781.

Por um acaso, o registro esta no livro do Distrito de Santa Rita Durão, que pertence a Mariana – MG.

Livro esse que estive com ele na mão quando visitei o Arquivo Arquidiocesano da Arquidiocese de Mariana. Mas sem os óculos, não pude ler os garranchos das letras cursivas. Cheguei a ver que havia la um POLICARPO. Qual era, não deu para definir.

Agora o site FamilySearch publicou as copias fotográficas do livro por la. Ainda não pude ler. Mas por baixo das paginas ha uma tradução do essencial. Vamos la pra ver!

Assim, lembrei-me de buscar nas paginas. E na 56 temos o PLÁCIDO, e o POLICARPO na 47.

POLICARPO DE SAM JOZE VAZ BARBALHO.

Batizado na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.

Filho de: JOZE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA DE SAM JOZE.

Local: Santa Rita Durão (antigo Inficcionado)

Data: 21.Mar.1779

Ou seja, o padre POLICARPO casou-se aos 29 anos, em 1808. Ja estava bem erado, como se costuma dizer e, talvez, ja fosse padre anterior ao casamento. Tudo depende das tradições que podem ocultar certos dados sensíveis das biografias de nossos antepassados.

Poderia ter abandonado as funções para depois, após ter ficado viuvo e ja com a idade aproximada de 71 anos, em torno de 1850, retornar ao seminário e `a ordenação. Mas as tradições afirmam que não chegou a ordenar antes.

O padre, nosso tio, EMIGDIO, filho do POLICARPO, ordenou-se em 1845 e dizia:

“Eu sou padre,

meu pai é padre,

eu não sou filho de padre,

e sou padre mais velho que meu pai.”

Vamos ver se aprendo a mexer nos botões. Se segurem ai!!!

Talvez consiga ver os livros de casamentos depois. E ai, se encontrar o casamento do JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA, ficaremos sabendo se somos ou não descendentes diretos do MANOEL VAZ BARBALHO e de JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Vejam a pagina, que esta aberta a quem tem assinatura, gratuita, no FamilySearch:

https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-65L9-RGR?i=46&cc=2177275

Ai encontra-se o registro do nascimento do POLICARPO. Mas antes descubra o nome do tio PLÁCIDO nos recordes e abra. No lado direito aparecera a foto do livro e para abrir basta clicar em cima.

2a. NOTA

Passei uma olhada no livro (na tradução resumida) e não encontrei outros parentes. Mas ja estou satisfeito em encontrar o tio PLÁCIDO, alem do registro do tetravô.

Infelizmente, algumas paginas estão sem a tradução, portanto, não deu para saber se os ancestrais JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAM JOSE tiveram mais algum filho em SANTA RITA DURAO.

No mesmo site tem os registros de casamento do POLICARPO (1808), GERVASIO (1813) e FIRMIANO (1822).

La esta que o GERVASIO nasceu em CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Mas como não tem a idade, não se sabe quando os ancestrais se mudaram para aquela cidade. E como ele casou-se em 1813, provavelmente devera ter sido o terceiro filho.

Se o PLÁCIDO não faleceu criança ainda, pode ter migrado para o RIO GRANDE DO SUL, onde la se encontrava parte da família, pois, o POLICARPO JOSEPH BARBALHO, filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, mudou-se para o Sul e, `a mesma época, registrou vários filhos em GRAVATAI, na região da Grande PORTO ALEGRE.

Digo isso porque naquele estado o nome PLÁCIDO parece ser comum, inclusive teve o PLÁCIDO DE CASTRO, nascido no RS, que tornou-se herói do ACRE, quando chefiou a revolta dos seringueiros para tomar o território da BOLÍVIA.

E, talvez haja ai ate alguma possível relação de parentesco.

O POLICARPO, que foi para o RS, deixou filhos com nomes tais: MANOEL, EUGENIA, UMBELINO, ANNA, POCIDONIO, JULIO e CANDIDA.

Como sabem, alguns desses nomes são comuns na nossa linhagem BARBALHO e também são no RIO GRANDE.

Assim fica mais essa evidencia que pode ligar-nos aos ancestrais MANOEL VAZ BARBALHO e JOSPHA PIMENTA DE SOUZA, o que tenho apenas como suspeita sem ainda um comprovante documental.

Alias, JOSEPHA era nome de outra filha do POLICARPO JOSEPH. Ela deve ser mais velha e não ha o registro de nascimento no site, porem, ha o de casamento com JOSE PEIXOTO DE MIRANDA, em 05.07.1794. Deve ter casado pouco mais que menina.

A filha mais velha registrada em GRAVATAI, chamava-se EUGENIA que nasceu em 28.09.1791 e batizada em 09.10.1791. Possível será que a JOSEPHA nasceu em 1780, e o registro estivesse em livro diferente, dai não ter aparecido.

De toda forma fica também comprovada a presença dos BARBALHO no mesmo local no qual o professor NELSON DE SENNA registrou a chegada dos RODRIGUES COELHO. Embora não vi pelo traduzido nenhuma referencia a eles.

Segundo o professor, ficaram muito ricos. Então, devem ter registrado sua presença em Ouro Preto ou MARIANA, que eram mais chique!

Mas ha outro detalhe, encontrei ja que o MANUEL RODRIGUES COELHO, suposto pai do JOSE COELHO MAGALHAES, ganhou mesmo a Sesmaria que o professor NELSON menciona no livro dele, em 1744, no INFICCIONADO.

Mas, mais tarde, 1756, ele obteve outra em CACHOEIRA DO CAMPO. E esse tempo deve ter sido quando os filhos estavam casando, portanto, os registros poderão ter sido feitos em CACHOEIRA, que é distrito de OURO PRETO, embora MARIANA sempre tenha sido a sede eclesiástica do Estado.

Mesmo assim, com certeza, os RODRIGUES COELHO e os BARBALHO ja se conheciam. E quando se casam os trisavós FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA COELHO, em GUANHÃES, o fato de se conhecerem ja era consumado.

Alem disso, ja possuíam o parentesco por a EUGENIA ter sido neta da EUGENIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. O que me faz supor que todas essas EUGENIAS na família receberam o nome em homenagem a EUGENIA, irmã do MANOEL VAZ BARBALHO.

Eu a descobri nos livros do CARLOS G. RHEINGANTZ. Essa EUGENIA, a meu ver, pode ter sido ancestral dos COELHO em nossa família e tia dos BARBALHO.  Ou, em outra hipótese, pode não ter tido filhos, porem, foi homenageada na descendência de seus irmãos.

Algo interessante é que quando prestei atenção que o JOSE, filho da ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO e do capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO, sendo ela filha do MANOEL VAZ e da JOSEPHA PIMENTA, havia nascido em 1768, pensei na possibilidade de ele ter sido o pai do nosso padre POLICARPO.

Isso porque o POLICARPO, ao casar-se em 1808, deixava uma margem de 40 anos de espaço de tempo. Assim, se tivesse nascido por volta de 1790, aquilo seria possível. Mas agora um dos “suspeitos” de ter sido pai do POLICARPO JOSE BARBALHO esta eliminado como tal.

Então, agora temos a possibilidade de o POLICARPO JOSEPH ter sido primeiro casado em MINAS GERAIS, antes de ter ido para o RIO GRANDE DO SUL, e deixado o filho JOSE para trás. Afinal, aquele nasceu em 1735 e somente aparece tendo filhos, no SUL, em 1780, aos 45 anos de idade.

Teria portanto a possibilidade de ter tido mais uma família entre seus 25 e 45 anos de idade. Muito raramente os homens naquele tempo, os que se casavam, não o fariam ate aos 30 anos. Isso porque, pela media de idade, não esperavam viver muito mais que isso.  Mas o POLICARPO do SUL viveu ate seus 65, falecendo em 1801, na VILA DE PORTO ALEGRE.

Tempo ele teve para ter outra família, porem, não ha nenhuma menção a isso nos documentos dele, presentes na internet, inclusive dados dos inventários.

Não sendo o POLICARPO do SUL, então, voltamos `a hipótese principal. O capitão JOSE VAZ BARBALHO deve ter sido mesmo filho do casal: MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Acredito nisso também porque não tenho conhecimento de o nome POLICARPO ter se repetido nas descendência do padre POLICARPO. Se o POLICARPO JOSEPH fosse avô dele, acredito que as homenagens aconteceriam.

Mas como era homenagem a um tio que depois ficou esquecido, isso pode explicar o sumiço da alcunha em nossa genealogia. Mesmo com a presença do padre POLICARPO nela.

Falta-nos apenas confirmar essa passagem para, enfim, definir de vez os nossos vínculos com os BARBALHO do RIO DE JANEIRO.

Não  se esqueçam de visitar:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

Ai poderão constatar a presença dos BARBALHO ja em ITABIRA. Ficamos ao lado dos ANDRADE e NUNES COELHO, que acabam se misturando em VIRGINÓPOLIS e GUANHÃES.

Por hoje é so. Não encontrei o livro de registros de casamentos. Mas o JOSE VAZ e a ANNA JOAQUINA devem ter se casado no SERRO ou CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Ele nasceu na primeira e ela na segunda.

3a. NOTA

Resolvi, entre outras coisas, fazer a leitura e copia completa do registro de batismo do padre POLICARPO. Contudo, vou atualizar os termos:

“Aos 21 do mes de novembro de 1779, na Capela de Santa Anna do (Percuava ??) o padre Andre Vaz de Almeida batizou e pos os Santos Oleos a Policarpo, filho legitimo de JOSE VAZ BARBALHO e de sua mulher ANNA JOAQUINA DE SAM JOSE. Foram padrinhos Manoel da Ponte e Delfina Soares, todos dessa Freguesia (??) e por este assino:

O vigário: Pedro Jose Pereira de Castro.”

Resolvi traduzir o registro do tio PLÁCIDO também. Segue:

“Aos 18 dias do mês de Março de 1781 anos, nessa Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual Santa Rita Durão), batizei e pus os Santos Óleos a PLÁCIDO, párvulo, filho legitimo JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA sua mulher, postos forros, que viverão na Freguesia de Vila do Principe, a partir dessa Freguesia do Inficcionado, (??) do epifano a 9 do dito mês. Foi Padrinho: Silvestre de Almeida do Freixo, dessa freguesia, o que foi aposto.

O Encomendado: Pedro Jose Pereira de Castro.”

Não posso garantir que fiz a tradução réis por réis. No registro do tio PLÁCIDO temos a menção a ele ser “párvulo”, que informa uma condição de saude delicada do recém-nascido. Expressão que também aparece no registro do padre Emigdio.

No segundo registro contem a informação de que o casal estava se dirigindo para ou procedia de Vila do Principe, atual Serro. O batismo se deu a 18.Mar.1781 e o menino havia nascido no dia 09. O padrinho unico deve indicar um batizado feito `as pressas.

O escrivão foi o mesmo, porem, parece que esta escrito o encomendado.

Talvez ai se confirme a mudança da capital para o Serro. Nesse caso, poderia ter sido para a Freguesia de Conceição do Serro (atual CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO), onde o casal teve outros filhos.

Ou, ainda, esteja ai a justificativa para que não tivessem mais filhos inscritos nos livros do Inficcionado (atual Santa Rita Durão).

A principio, tentei traduzir esses documentos pensando exatamente nos padrinhos. Era a primeira opção dos antigos buscar os avos para batizar os primogênitos. Ai tive a esperança de encontrar pelo menos um nome com a assinatura BARBALHO, o que poderia revelar nosso parentesco com MANOEL VAZ e JOSEPHA PIMENTA.

Como não foi possível, ficou a duvida se os padrinhos do padre POLICARPO não seriam os pais da ANNA JOAQUINA, da qual nada sabemos. Mas quando isso acontecia, a palavra avós precedia os nomes dos padrinhos. Porem, nem sempre a menção aparecia.

Ficou também a duvida quanto ao padre POLICARPO ser ou não o primogênito da família. Nas paginas que não tinham jeito de traduzir por meios ao nosso alcance talvez tenham outros filhos, caso ele não seja.

Para melhorar um pouco meus conhecimentos a respeito da viagem da família de Santa Rita Durão para o Serro, busquei ver se encontrava alguma Capela de Santana no percurso da estrada, que fosse antiga o suficiente para ser aquela mencionada no batismo do antepassado POLICARPO.

Existe sim, a atual Igreja de Santana, no Distrito de Cocais, que pertence `a Cidade de Barão de Cocais.

Encontrei poucas informações na internet, mas existe que a capela ja existia desde antes de 1769. Alem disso informa-se que foi capela particular das famílias: Furtado Leite e Pinto Coelho.

Ou seja, esta ai mais uma fonte de enriquecimento, pois, temos representantes de ambas as famílias em nossa genealogia. Mas esse seria assunto extra aqui neste breviário.

Segue uma postagem. Ha que rolar um pouco a matéria para chegar `a atual Igreja de Santana:

http://pelasestradasdeminas.com.br/cocais-mg-caminho-diamantes-estrada-real/

 

Mas não podemos nos esquecer que se o endereço final da viagem fosse em Conceição do Mato Dentro, poderiam ter escolhido o caminho alternativo que passa por Sabará.

Ai encontra-se outra Capela de Sant’Anna. Possivelmente um pouco mais velha que a anterior. Mas que não importa a idade ja que ambas são anteriores a 1779.

Acredito que a definição de qual delas deva-se ao nome “Percuava”, palavra que deve ser outra mas `a minha leitura foi o que deu para entender. Essa palavra pode definir o local.

Possivelmente, nosso ancestral nasceu durante a viagem dos pais, de sua origem em CONCEIÇÃO/SERRO para MARIANA/INFICCIONADO.

Pode-se ver aqui a descrição e fotografia da Capela ou Igreja de Sant’Anna:

http://www.infopatrimonio.org/?p=20213#!/map=38329&loc=-19.911423864036035,-43.826608657836914,14

 

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006. “COROACI – ONTEM E HOJE”

Esse é nome de um livro. Da autoria de dona Angela Rocha da Silva Chaves. Ela, natural da cidade cujo nome e menções são tantas em minha memória que parece ate ja ter ido la. Mas nunca fui.

No ano passado, 2017, em viagem ao Brasil pudemos rever a sobrinha de minha esposa, Olivia. Essa formou-se no curso de enfermagem e pela profissão atende na cidade. Seu parceiro Reinaldo é natural de Coroaci.

Ao conhece-lo, não pude deixar de mencionar que deveria ter muitos parentes na cidade. E ao dizer sobrenomes de pessoas ligadas `a família, eles mencionaram o livro. Em seguida veio a promessa que enviariam uma copia para mim.

Logo criei expectativas um pouco fora da realidade. Imaginei que poderia vir acompanhado de uma genealogia das famílias pioneiras. E, entre elas, identificaria facilmente nossa parentela.

Como isso foi `as vésperas de voltarmos, e estávamos em Santa Efigenia, o livro ficaria para depois. Ao retornar inclusive comuniquei aos amigos que tinha uma surpresa que logo seria compartilhada.

Mas passaram-se uns meses e acabei encontrando outro veio de dados preciosos na obra do Frei Jaboatão. Nesse intervalo meu filho foi ao Brasil e pode trazer a copia. Contudo foi difícil poder parar para ver o que de novo iriamos ver naquela obra.

Li e não havia nenhuma genealogia. Antes que ficar decepcionado, mesmo assim fiquei maravilhado com a obra da dona Angela. Coisa simples, modesta.

Mas são 185 paginas repletas daquelas informações do dia-a-dia do pequeno município que qualquer nativo adoraria ter para si. Para as pessoas de la deve ser como rever um filme da própria vida.

Os nomes dos personagens e personalidades locais são lembrados, os costumes e usos, tudo enfim tem uma pagina ou mais.

No capitulo religião são lembrados os padres e seus feitos. Os eventos, como a inauguração do primeiro grupo escolar, contam com a apresentação da ata inaugural. E nela consta os nomes das autoridades presentes, assim como os nomes de cada aluno matriculado.

Num numero total de uns 300. Então, como um habitante local não se maravilharia se ali encontrar os nomes de seus familiares, ancestrais, pessoas conhecidas etc.

Assim, segue o livro discorrendo sobre todas as atividades, desde as economicas locais, quanto a passagem de circos e touradas. Os primeiros comerciantes são lembrados. A atividade fabril, especialmente a extração da mica, com importância fundamental no desenrolar da II Guerra Mundial.

Alias, ha ate um artigo de membro da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que esteve na Italia, quando da tomada do Monte Castelo. O nome dele, Dirceu Guedes Ramos. Esse próprio escreveu também o prefacio do livro.

Enfim, existe a lista de prefeitos e membros da câmara. Conta ainda com dados de bandas de musica, primeira estrada de rodagem, futebol, folclore, correios, Historia, chegada de luz elétrica e mais outros detalhamentos.

Na lista de bibliografias consultadas é mencionado algumas obras que despertaram minha curiosidade. Logicamente, um dos livros nem tanto porque ja o possuo. Trata-se do “A Mata do Peçanha sua Historia e sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Mas também ha: “Peçanha e sua Historia”, do também nosso primo dr. Rui Pimenta Filho. O terceiro é o “Peçanha, sua Historia e sua Gente”, de Sady da Cunha Pereira. Afinal, observo que literatura existe.

Falta juntar tudo numa mesma coletânea para melhor servir a região, pois, ha uma interconexão enorme entre as genealogias das populações de todas as cidades da vizinhança.

Vamos passar, então, `a analise de alguns pontos do livro.

Ja os primeiros capítulos, naquele dedicado `a religião, mostram a presença de virginopolitanos ilustres e fundamentais na Historia de Coroaci. O segundo vigário do município foi o padre Manoel Nunes Coelho, padre Nelo, como era conhecido localmente.

D. Manoel, mais tarde bispo de Luz, foi quem elaborou a planta da Igreja de Santana. Entre os construtores temos Otoniel (So Tão) e Jose Nunes Coelho, irmãos do bispo.

Outro irmão deles, Gamaliel (seo Gama) Nunes Coelho era o mantenedor do jardim e tanques de peixes que ornamentavam o local.

Eles foram filhos dos tios-bisavós Miguel Nunes Coelho e Ambrosina (tia Sinha) de Magalhães Barbalho.

D. Manoel foi nomeado para paroquiar a cidade em 1908. Era o homem mais velho da casa, ja que tia Sinha perdera o primeiro, Ismael. Era o arrimo da família e estava com 24 anos, pois, tio Miguel havia falecido em 1903 e deixou 13 filhos vivos.

Ha uma informação por engano que consta D. Manoel como o mais velho. Mais velha que ele também tinha a Consuelo (Bebem). Mas `a época considerava-se a partir dos homens.

Alem dos ja citados, foram irmãos: Laurentina (Lala), Miguel, Notel, Laet, Maciel, Misael e Maria de Lourdes. Essa não deve ter conhecido o pai.

Entre os fundadores locais consta o casal: Demetrio Coelho de Oliveira e Marcolina Honória Coelho. Ela também nossa tia-bisavó e, naturalmente, o marido também fica no lugar de tio-bisavô, pelo casamento.

Observe-se que tia Marcolina, Sinha e Miguel eram primos em primeiro grau. Todos netos dos fundadores de Guanhães: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Alem de serem filhos de primeiros moradores de Virginópolis.

Demetrio foi parte de uma família Coelho de Oliveira, constituída pelo senhor Leonel Coelho e esposa. Foram donos da Fazenda da Lavrinha que os herdeiros venderam na década de 1920.

Talvez, acidentalmente, tenhamos encontrado o registro de batismo do senhor Leonel Coelho nos livros do município de Itabira. Não se pode dizer que seja certo mas sim um tiro de longo alcance.

A criança, Leonel, nasceu em 27.12.1837. Foi filho registrado apenas pela mãe, Bibiana de Souza Coelho. Padrinhos: Simpliciano da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus. Possível será que os padrinhos fossem os avos.

Bibiana foi mãe também de Jose (03.05.1841), Gil (31.05.1846) e Maria (30.04.1848). Faltaria comprovar que pelo menos o Leonel mudou-se para Guanhães, constituiu família e dela resultou Demetrio e irmãos.

A Lavrinha tinha esse nome por ter fornecido ouro aos primeiros moradores de Guanhães e Virginópolis, existindo atualmente a fazenda remanescente no território dessa segunda. Por isso é histórica.

A respeito do Demetrio revela-nos o livro que foi o primeiro boticário do município. O segundo foi o Octaviano, filho dos tios Demetrio e Marcolina. Houve outro, Urias Coelho, que não sei dizer a qual dos ramos Coelho pertencia.

Note-se que a familia Guedes também aparece no capitulo dedicado `a saúde local. Mas por falta de dados não tenho como dizer se ha parentesco entre eles e o sr. Guedes, que foi farmacêutico antigo em Virginópolis. Possivelmente sim, e a família deve também encontrar raiz em Itabira.

O livro cita o fundador Demetrio com boas palavras dizendo-o humilde e dedicado ao atendimento do próximo. Fez-se amigo da pobreza e atendia a todo momento que fosse chamado não visando pagamento. Acabou falecendo pobre em 1911.

Voltando ao capitulo da religião, foi a viuva Marcolina quem doou o madeirame ao padre Nelo, para a construção da Igreja de Santana.

`A pagina 86 temos as fotografias dos tios Demetrio e Marcolina. Não ha como descrever. Ambos transmitem grande simpatia. E se buscarmos fotografias antigas de pessoas mais velhas na família pode-se encontrar semelhanças com a tia Marcolina.

Pesar se tem apenas de que os recursos gráficos usados na produção do livro foram limitados. Mesmo as melhores fotografias se assemelham a copias xerograficas. Não se trata de defeito do conteúdo escrito do livro em si.

Pela foto, uma pessoa que lembro-me assemelhar-se `a tia Marcolina foi tia Cecy Marcolina Coelho. Pessoas com menos de 50 anos so deverão poder lembrar-se dela por fotografia.

Tia Cecy era sobrinha da tia Marcolina e irma do meu avo materno Juca Coelho. Os laços parentais são mais íntimos que a palavra tia revela, pois, o pai, Ze Coelho, era irmão da tia Marcolina e a mãe, Maria Marcolina, era prima em primeiro grau.

Para mim não parece complicado. Mas melhor explicar. Os fundadores de Guanhães, Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo foram pais de 4 filhos que nos interessam no momento.

Francisca Eufrazia que casou-se com Joaquim Nunes Coelho; Eugenia Maria da Cruz, casou-se com Francisco Marçal Barbalho; João Batista Coelho, casado com Maria Honoria Nunes Coelho e Antonio Rodrigues Coelho, casado com Maria Marcolina Borges do Amaral.

Joaquim foi filho de Eusebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus. Era irmão do Clemente, que foi o pai da Maria Honoria. Ou seja, eram tio e sobrinha casados com dois dos irmãos.

Joaquim e Francisca foram pais do Miguel Nunes Coelho. Eugenia e Francisco foram pais da tia Ambrosina. E Miguel e Ambrosina eram primos em primeiro grau e foram os pais do D. Manoel Nunes Coelho e seus irmãos.

Por causa do Antonio ter se casado com uma Maria Marcolina, todas as filhas deles foram chamadas Marcolina Coelho.

Todas as filhas do João Batista e Maria Honoria tinham o Honoria como nome do meio, antes do Coelho. Por isso o nome da tia era Marcolina Honoria Coelho. O mesmo acontece com Anna, Sebastiana, Emigdia e outras.

Nesse caso, a mãe do meu avo e da tia Cecy, chamava-se Maria Marcolina, mesmo nome da mãe dela, acrescido de Coelho. Essa casou-se com o Jose Batista Coelho (Ze Coelho), que era filho do João Batista e Maria Honoria também.

Por tradição o Ze Coelho deu nome de fulana Marcolina Coelho `as filhas. Esse foi o caso da tia Cecy. O mesmo se deu em relação `as filhas da segunda esposa dele, tia Virginia Marcolina Coelho, que era irmã da primeira.

Espero que não tenha ficado complicado demais para que os “de fora” não se percam!

Entre os médicos antigos ha o dr. Mario Serra. Também não sei dizer se foi o mesmo que serviu em Virginópolis. Entre as parteiras nota-se a Sa Marcolina.

Entre os médicos nascidos no local tem o dr. Cesar Coelho Xavier. Esse apenas posso supor um possível vinculo parental.

Isso porque não ha menção no livro de que nossos tios-bisavós: João Batista Coelho Neto e Lucinda Xavier de Andrade, ela natural de Coroaci, tenham vivido no município e deixado descendência por la.

Em nossos livros genealógicos a composição desse ramo da família também esta muito incompleto.

No capitulo a respeito da educação, temos uma surpresa ou coincidência. `A pagina 61 temos a menção a professora substituta: Candida de Magalhães, em 1942.

O nome é o mesmo da tia Candida, filha dos bisavós: Candida de Magalhães Barbalho e João Batista de Magalhães. A bisavó também era prima em primeiro grau da tia Marcolina.

Entre as diretoras do Ginásio Odilon Behrens existem varias com a assinatura Coelho, mas nenhuma que posso identificar com absoluta certeza pertencer ao ramo de nossa família.

Mas a diretora entre 1963-1965 chamava-se Lucilia Ferreira da Silva. Temos uma pessoa de mesmo nome na família. Tratava-se de filha dos tios-bisavos Luiza Marcolina Coelho e Emidio Ferreira da Silva.

A Lucilia em nossa família nasceu em 1893. Para tanto, teria sido diretora aos 70 anos de idade. O que não seria impossível. Acredito que a tia-avo Edith Coelho do Amaral deve ter passado dessa idade exercendo o mesmo cargo.

Mas a Lucilia retorna ao livro como diretora do Grupo Escolar Pe. Sady, ate 1975. Nisso fica a duvida, pois, estaria então com 82 anos de idade.

Não tenho data de falecimento de nossa prima Lucilia, mas foi casada com o senhor João Lopes Junior.

Entre os fundadores da biblioteca publica local conta-se com os irmãos Otoniel e Jose Nunes Coelho.

Por acidente, `a pagina 74, aparece o nome da dona Maria Madalena de Magalhães Souza. Brincadeira `a parte. Ela aparece como Supervisora de Area do antigo programa de alfabetização de adultos, o MOBRAL.

Esposa do ex-prefeito de Virginópolis, Gabriel Geraldo Soares de Souza, nosso parente, foi realmente supervisora do programa na região.

Entre os primeiros moradores menciona-se, naturalmente, Demetrio e Marcolina. Mas também aparecem Urias Coelho e Graciana, alem de João Henrique Coelho e Teodoro Coelho de Oliveira. Não sei de quem se tratam os quatro últimos.

Alem desses, existem diversos sobrenomes que poderiam ter algum vinculo parental conosco. Entre eles destaca-se o Pimenta. Que muito provavelmente seja o mesmo vinculado ao Barbalho desde os anos de 1732 com o casamento entre Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza, nossos muito prováveis ancestrais.

Em 1928 se deu a construção da estrada de rodagem (rodovia) entre Coroaci e Governador Valadares. No capitulo dedicado ao fato informa-se que houve uma festa de inauguração. Foi feito o corte da fita inaugural.

“O  corte da fita ficou a cargo da mais velha sobrevivente de um dos fundadores de Coroacy, sra. Marcolina Honoria Coelho (Siá Culina); e ao seu lado o Pe Sady e o Dr. Jose Paulo Fernandes.” Acredito que faltou a palavra esposa para completar melhor o sentido.

Conta-se ainda as voltinhas que foram oferecidas `a população naquela novidade que era um caminhão Ford 29. Seria, pela foto, classificado atualmente como uma camionete.

Os nomes dos filhos dos tios Demetrio e Marcolina foram: Hermiria, Antonietta, Julietta, Marietta, Octaviano, Maria, Juvenal, Jose (fal. menor), Valentina, Honoran e Annita.

No capitulo que aborda profissões e lojas temos diversos representantes com combinação de sobrenomes na qual entra o Coelho. Ai temos:

Otoniel (Oto) Nunes Coelho, Cicero de Oliveira Coelho, Teodoro Coelho de Oliveira, Jose Coelho Simões, Rua D. Manoel, Praça Demetrio Coelho, Demetrio e Otavio Coelho Simões, Geraldo da Costa Coelho, Abilio Ramos Coelho, Raimundo Nonato Coelho, Jose da Silva Coelho, Raimundo Martins Coelho, Jose Cecílio Coelho, Antonio de Almeida Coelho e Abel da Costa Coelho.

Não se pode afirmar que sim ou não. Alguns desses que não identificamos podem ser nossos aparentados. Lembramos que na fundação de Sabinópolis estavam os Coelho de Almeida, descendentes de Antonio Coelho de Almeida, nosso ancestral.

Os da Costa Coelho devem remontar ao Serro. Houve la uma família com esse sobrenome que remonta ao século XVIII. Dela descende o padre Lafayette da Costa Coelho, nascido no Serro e por muitos anos paroquiou em Santa Maria do Suaçui. Atualmente ele esta entre os candidatos a santo no altar católico.

Mas não seria surpresa se um bom numero dos não identificados sejam membros do mesmo ramo do nosso Coelho. Isso porque tanto o suposto ancestral Manoel Rodrigues Coelho quanto o alferes de milícias Jose Coelho de Magalhães poderão contar com muitos descendentes dos quais não temos noticias. Sabemos que tiveram mas não sabemos quem foram todos. E deles esses podem descender.

O progresso da cidade não poderia se dar sem a presença da luz elétrica. E foi levada para o local pelo padre Nelo que, viajando pela Europa resolveu comprar um dínamo, que usava o potencial energético do Córrego Santana.

Somente em 1964 essa pequena usina foi substituída pela Cemig. E a primeira iniciativa teve a participação dos irmãos Otoniel e Jose Nunes Coelho.

No capitulo dedicado `a emancipação surgem os diversos personagens com o sobrenome Coelho. Entre eles destaca-se o dr. Rafael Caio Nunes Coelho, então prefeito de Peçanha. Obviamente, nosso primo que mais tarde viria a tornar-se deputado por varias gestões.

O dr. Guilherme Machado, cuja família tem vínculos com os Coelho, também foi decisivo no capitulo.

Ai se da noticias de que um dos lideres da emancipação política foi o senhor Joaquim Campos do Amaral. Poderia ser coincidência, porem, temos uma pessoa de mesmo nome, que foi o marido de dona Maria Xavier.

O sobrenome dela denuncia a proximidade com Coroacy. O nosso conhecido foi filho do casal Antonio Ferreira Campos Baguary e professora Augusta Rabello do Amaral. Ela foi mais conhecida como Augusta Campos e virou nome de praça em Virginópolis. Essa família, umas das tradicionais locais.

Apos implantado o municipio, os Coelho se destacam na ocupação dos cargos eletivos. De grande influencia política foi o senhor Jose Coelho Simões. Foi vereador e prefeito mais de uma vez.

Na gestão dos anos 1955-1958 o prefeito contou com o vice na chapa Otoniel Nunes Coelho. Na gestão anterior dona Inez Nunes Coelho havia sido acessora da prefeitura, na área fazendária.

Na gestão 1963-1966 houve a posse de dois vereadores: Josias Coelho Pimenta e Jose de Almeida Coelho. Na gestão seguinte aparece o vereador Marcos Nunes Coelho. Os quais não conhecemos a procedência.

Nas gestões seguintes aparecem os nomes: João Crisóstomo Coelho, Afonso Coelho Pimenta, Geraldo Campos Coelho, Márcio Antonio Coelho Chaves, Amilcar Coelho de Almeida e entre os assessores surge dona Marta Helena Coelho Chaves.

Essa combinação Coelho Chaves existe entre nossos familiares. Contudo, não temos um acompanhamento dos Chaves de Virginópolis. A família foi uma das povoados locais.

A familia começou, em Virginópolis, com o casal: Francisco Chaves – Chico Carreiro e dona Joana Chaves. Segundo dados do livro “Historia de Virginópolis” da professora dona Filomena Dias de Andrade.

Dos seis filhos mencionados por dona Filomena, as filhas: Etelvina, casou-se com Jose Xavier e Matilde com Jose Rodrigues. Ela também informa que os maridos viviam em Coroacy. Os outros foram: Maria, Prudência, Olivia e Raimundo.

Entre os músicos ha a menção dos nomes: Jose, Silvio e Jorge Coelho da Rocha; Otto Nunes Coelho, Sady Coelho de Souza, Sergio Coelho da Silva e Raimundo Martins Coelho, da Lira Musical Santa Terezinha.

Uma banda anterior, a Santa Cecilia, havia sido fundada pelo D. Manoel Nunes Coelho.

Destaque para o futebol. `A pagina 150 temos a menção:

“Alguns afirmam que o Futebol com “Técnicas” foi trazido de Virginópolis, por Jose Simões, Cicero Coelho e Josio Avelino, os quais foram praticamente os primeiros jogadores de Futebol de Coroaci.”

Da familia Avelino de Virginópolis temos ainda a professora dona Conceição Avelino Coelho, viuva de nosso primo Jose Darcy Coelho. Não me recordo do sobrenome Simões relacionado a Virginópolis. Não estou dizendo isso no senso de negar, apenas não conheci.

Minha duvida ai seria se seria nosso primo Cicero Rodrigues Coelho ou o anteriormente citado Cicero de Oliveira Coelho, o qual não sei localizar em nossa Arvore Genealógica.

Entre os poetas que elaboraram odes a Coroaci constam 3 Coelho: Nilce G. Coelho, Marcio Antonio Coelho Chaves e Magda Coelho Rocha. Os Coelho da Rocha em nossa família tiveram homônimos em São João Evangelista. Porem, esses deverão ser nossos primos em outras raizes.

Talvez, entre as pessoas não mencionadas e que engrandeçam Coroaci esta, como casal, aos Notel Nunes Coelho e dona Maria Isabel Rodrigues. Ele foi mencionado pelo primeiro nome como irmão do D. Manoel.

Porem, o casal foi pai dentre outros do Monsenhor Omar Nunes Coelho. Este foi pároco em São Gotardo/Rio Paranaíba, MG. Nasceu em Coroaci em 1915 e faleceu na Diocese de Luz, em 18.01.2009. Gozava de grande respeito dos seus paroquianos.

Esse eh o resumo que faço do livro.

A ma noticia foi a de que resolvi procurar a autora para conversarmos a respeito da genealogia da cidade. Quando acessei o site da prefeitura vim a saber que ela havia falecido em setembro de 2017. Ou seja, poucos dias depois que tinha tido a noticia da existência da obra.

Dona Angela Rocha da Silva Chaves fora professora e bibliotecaria do municipio. `A pagina 184 deixou esse recado:

“Coloco-me `a inteira disposição, para futuras informações, que poderão um dia fazer parte da complemento da Historia de Coroaci.”

Resta-nos esperar que alguém com mais familiaridade e conhecimento local se anime e de continuidade a tão importante e sublime trabalho de manter nossos ancestrais vivos em seus feitos e realizações.

 

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007. O RESUMO EM ESQUELETOS GENEALOGICOS

01. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c. c. Isabel de Lemos (17)

02. Francisco Moniz de Menezes c. c. D. Maria Lobo de Mendonça

03. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Thereza de Souza

a. 04. D. Francisca Isabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto (1)

05. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c. c. Martinho Afonso de Mello (2)

06. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Martinho Moniz Barreto

07. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

b. 04. D. Luiza Josefa de Menezes, irma de D. Francisca Isabel c. c. Antonio Galas da Silveira (3)

05. Diogo Moniz da Silveira c. c. D. Anna Maria da Afonseca (4)

06. Martinho Moniz Barreto c. c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes

07. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

c. 01. Isabel de Lemos c. c. Jeronimo Moniz Barreto, o velho

02. João Rodrigues Palha c. c. Mécia de Lemos, e era filha do fidalgo cavaleiro Fernão de Lemos.

d. 02. D. Maria Lobo de Mendonça c. c. Francisco Moniz de Menezes

03. D. Victoria de Barros c. c. Manoel de Freitas do Amaral (5)

04. D. Catharina Lobo de Almeida c. c. Gaspar de Barros de Magalhães (6)

05. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo

06. Baltazar Lobo de Souza c. c. Joana Barbosa (*)

e. 03. D. Thereza de Souza c. c. Jeronimo Moniz Barreto

04. Antonia Barbalho Bezerra c. c. Antonio Ferreira de Souza

05. Luiz Barbalho Bezerra c. c. D. Maria Furtado de Mendonça (7)

06. Camilla Barbalho c. c. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda

07. Brás Barbalho Feyo c. c. Catharina Tavares de Guardes

f. 04. Antonio Galas da Silveira c. c. D. Luiza Josefa de Menezes

05. Agueda de Pina c. c. Lourenço de Oliveira Pita

06. Felipe de Lemos Palha c. c. Francisca Barbosa Caramuru

07. Joao Rodrigues Palha c. c. Mécia de Lemos, filha do fidalgo cavaleiro Fernão de Lemos.

g. 06. Francisca Barbosa Caramuru c. c. Felipe Palha de Lemos

07. Catarina Alvares c. c. Baltazar Barbosa de Araujo (8)

08. Genebra Alvares c. c. Vicente Dias de Beja (9)

09. Catharina du Brezil c. c. Diogo Alvares Correa, Caramuru (10)

10. Cacique Taparica, Carijó/Tupinamba

h. 04. Antonio Ferreira de Souza c. c. Antonia Barbalho Bezerra

05. D. Catharina de Souza c. c. Eusebio Ferreira (11)

06. Belchior de Souza Drummond c. c. D. Mecia de Armas (12)

07. Antonio de Souza Drummond c. c. D. Joana Barbosa Caramuru

08. Joao Goncalves Drummond c. c. D. Marta de Souza

09. Clara Anes Drummond c. c. Gaspar Goncalves Ferreira (13)

10. Sir John Drummond (16) c. c. D. Branca Afonso da Cunha (14)

11. Sir John Drummond, 12o. sr. de Lennox c. c. Elizabeth Sinclair of Roslin

i.  07. D. Joana Barbosa  Caramuru c. c. Antonio de Souza Drummond

08. Catarina Alvares c. c. Baltazar Barboza de Araujo (8)

09. Genebra Alvares c. c. Vicente Dias de Beja (9)

10. Catharina du Brezil c. c. Diogo Alvares Correa, Caramuru (10)

11. Cacique Taparica, Carijó/Tupinamba

j.  08. D. Marta de Souza c. c. Joao Gonçalves Drummond

09. Baltazar Lobo de Souza c. c. Joana Barboza (*)

Logo após ter escrito esse resumo e a descrição da numeração, lembrei-me que faltaram alguns componentes genealógicos para completar-se melhor o quadro. São apenas mais 4, mesmo que pensei antes fazer reservas a dois deles:

k. 03. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

04. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

05. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos (17), filho de:

06. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

07. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

08. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva(18), filho de:

09. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves (19) c.c. Ignez (20), filho de:

10. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

11. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

l.  05. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo, filho de:

06. 1492 Balthazar Lobo de Sousa c. c. Joana Barbosa (*) 1a. esposa.

07. 1472 Felipa de Souza c. c. Diogo Lobo

08. Joana da Guerra c. c. João Fernandes de Souza, 4o. sr. de Baião

09. Isabel da Guerra c. c. Gonçalo Vaz Coutinho

10. D. Ignez da Guerra c. c. Alvaro Pires da Távora

11. Pedro da Guerra c. c. D. Tereza Anes De Andeiro (21)

12. D. João de Portugal, duque de Valencia c. c. Desconhecida

13. D. Pedro I, rei de Portugal c. c. D. Ines de Castro

14. D. Afonso IV, o Bravo c. c. D. Beatriz de Molina e Castela

15. D. Dinis I, o Lavrador c. c. D. Isabel de Aragão

16. D. Afonso III c. c. D. Beatriz de Castela

17. D. Afonso II c. c. D. Urraca de Castela

18. D. Sancho I, o Povoador c. c. D. Dulce de Aragão

19. D. Afonso I Henriques, o Conquistador c. c. D. Mafalda de Sabóia

20. D. Teresa de Leon c. c. D. Henri de Borgonha

21. D. Alfonso VI de Leao e Castella c. c. Ximena Moniz

(*) O nome Joana Barbosa foi sugerido por Manuel Abranches, mas não se tem certeza.

m. 10. Sir John Drummond c. c. Branca Afonso da Cunha + Catarina Vaz

11. Sir John Drummond, 12th of Lennox c. c. Elizabeth Sinclair of Roslin

12. Sir John Drummond, 11th of Lennox c. c. Mary Montfex, Heiress of Stobhall

13. Sir Malcolm Drummond, 10th of Lennox c. c. Lady Annabella Graham

14. Sir Malcolm Drummond, 9th Thane of Lennox c. c. Margareth Graham

15. John Drummond, 8th thane of Lennox c. c. Elena Drummond

16. Sir Malcolm Drummond, 7th thane of Lennox c. c. Margareth Drummond

17. Malcolm Beg Drummond, Chamberlain of Len. c. c. Ada of Maldwin of Lennox

18. Malcolm II Drummond, 5th thane of Lennox c. c. ?

19. John Drummond, 4th thane of Lennox c. c. ?

20. Maurice Drummond, 3st thane of Lennox c. c. ?

21. Malcolm de Drummond, 2nd seneschal of Lennox c. c. ?

22. Maurice de Drummond, 1st Seneschal of Lennox c. c. ?

n. 02. Elizabeth Sinclair of Roslin c. c. Sir John Drummond

03. Henry Sinclair, 1st Earl of Orkney c. c. Jean Halyburton of Dirleton

04. William Sinclair of Roslin c. c. Isabel Graham of Strathean

05. Sir William Sinclair of Roslin c. c. Rosabelle

06. Sir Henry Sinclair of Roslin, 7th lord of Roslin c. c. Alice de Fenton

07. Sir William Sinclair of Roslin, 6th lord of Roslin c. c. Amicia de Roselyn

08. Robert de St. Clair c. c. Eleanor de Dreux

RESSALVE-SE QUE:

I. Na obra do Frei Jaboatão ha uma narrativa genealogia, que ocupa quase 3 paginas a partir da numero 135, de Baltazar Barboza de Araújo e de seu meio-irmão Francisco.

Muitos dos ancestrais de ambos os personagens serão os mesmos de outros que compõem as raizes dessa genealogia.

DESCREVENDO O NUMERADO:

(1) Francisco Moniz Barreto, casado com D. Francisca Isabel, era natural da Ilha Terceira, Açores, e filho de Guilherme Moniz Barreto e sua esposa D. Maria Faleiro. Pag. 374

(2) Martinho Afonso de Mello era natural de Maragogipe, BA, e filho do sargento-mor Jose Pereira da Cunha e de D. Ignacia Pereira de Mello, sua esposa. Pag. 376

(3) Antonio Galas da Silveira teve a merce do habito de Cristo que não professou por ter falecido antes de tomar posse. Pag. 376

(4) D. Anna Maria da Afonseca foi filha do capitão Antonio Diniz de Macedo e de sua esposa D. Virginia da Fonseca, filha do sargento-mor Francisco Pinto da Fonseca Deça. Pag. 376

(5) Manoel de Freitas do Amaral foi homem rico e cavaleiro fidalgo. Pag. 206

(6) Gaspar de Barros de Magalhães, viveu no Recôncavo Baiano foi muito rico e afazendado. Pag. 203

(7) D. Maria Furtado de Mendonça fez parte da família de igual sobrenome que fez Historia no Rio de Janeiro. Era filha de Fernand’Aires Furtado de Mendonça e de sua esposa D. Cecilia de Andrade Carneiro. Pag. 311

(8) Baltazar Barbosa de Araujo era natural de Ponte de Lima, Portugal, e filho de Gaspar Barboza de Araujo e sua esposa D. Maria de Araujo. Pag. 135 e segue.

(9) Vicente Dias de Beja, era natural da Provincia do Alentejo, era moço fidalgo da casa do infante D. Luis. Pag. 86

(10) Diogo Alvares Correa, Caramuru, era filho das principais famílias nobres de

Viana. Pag. 84

(11) Eusebio Ferreira, era natural de Porto Santo, na Ilha da Madeira, e filho de Leão Ferreira. Pag. 313.

(12) D. Mécia de Armas, foi segunda esposa de Rafael Telles, do qual não teve filhos; e filha de Luis de Armas e de D. Catharina Jacques, “pessoas nobres e principais da Bahia”. Pag. 175

(13) Gaspar Goncalves Ferreira. Era filho de Gonçalo Aires Ferreira.

(14) Branca Afonso da Cunha era natural de Covilha.

(15) Elizabeth Sinclair de Roslin descendia de Sir William Sinclair of Roslin, um nobre cavaleiro na Escócia que as tradições e provas atuais indicam que chefiou uma expedição exploratória que aportou na Nova Escócia, Província do Canada, por volta de 1360, ou seja, mais de um século antes de Colombo.

A missão de William Sinclair seria a de proteger supostos tesouros dos Cavaleiros Templários, Ordem que fora dissolvida pelo papa Clemente, em 1312.

Mas houve continuidade tanto na Escócia quanto em Portugal, onde a organização veio a chamar-se Ordem de Cristo.

(16) A familia Drummond, tanto quanto a Sinclair, formou-se a partir da nobreza francesa, porem, quando da transferencia do Sir John Drummond para a Madeira ja era ha mais de 1 século família escocesa.

(17) Izabel de Lemos era irma de Felipe de Lemos Palha, filhos de João Rodrigues Palha e D. Mécia de Lemos. Pags. 469 (batizada a 25.03.1568) e 161.

(18) D. Joana da Silva era filha de Gonçalo da Silva, regedor da justiça em Lisboa. Pag. 144.

(19) Guilherme Moniz Barreto foi também casado com D. Joanna da Costa Corte-Real, filha de João Vaz da Costa Corte-Real. Pag. 144

Talvez venhamos a ser descendentes desses também, pois, o (1) Francisco Moniz Barreto tinha por pai outro Guilherme Moniz Barreto. E antes de migrar para o Brasil a família estava radicada na Ilha Terceira, Açores.

(20) D. Ignez, era filha de Gonçalo Nunez Barreto, alcaide-mor do Faro. Pag. 144

(21) D. Teresa Anes de Andeiro, foi filha de João Fernandes de Andeiro, segundo Conde de Ourem, e sua esposa D. Maior Fernandes de Moscoso.

Maior Fernandes de Moscoso era então viuva de Fernão Bezerra. Deles descendem os Bezerra em Pernambuco, dos quais também descendia o governador Luiz Barbalho Bezerra, nosso ancestral.

Consta em genealogias um terceiro nobre casado com Maior Fernandes de Moscoso. Caso seja a mesma, teremos a oportunidade de descender dela por 3 vias, sendo pelo menos uma de cada marido.

Quem desejar aprofundar mais pode verificar os nomes e genealogias dos cônjuges de nossos possíveis ancestrais mais nobres, pois, estão expostos na internet.

Aconselho aos descendentes dos ancestrais ANTÔNIO JOSE MONIZ e MANOELA DO ESPIRITO SANTO, via Luiza Maria do Espirito Santo e seu marido, o fundador de Guanhães, capitão de milícias Jose Coelho da Rocha, a copiarem esse resumo para te-lo disponível.

A minha convicção de nosso ancestral Antonio Jose ser o mesmo ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO aumenta a cada retorno que faço a esses estudos. As evidencias disso são enormes.

Seria bom ter os dados guardados em mãos porque pode-se perder as informações na internet caso hajam mudanças indesejáveis no futuro. E também, fica mais fácil consultar os dados quando se for falar no assunto na ausência de um computador `as mãos.

Ha que lembrarmos também que nossa ancestral Manoela do Espirito Santo pode vir do mesmo núcleo de famílias primeiro fundadoras da Bahia.

E temos outra ancestral, Tereza (Fiuza) de Jesus, baiana, `a época, procedente de Itabaiana, atualmente em Sergipe, que devera ter pelo menos alguns dos mesmos ancestrais.

Ha a necessidade de sabermos isso para termos a ciência de que: aqueles ancestrais que pensamos ser antigos demais para termos vínculos parentais próximos com eles, em verdade, são nosso “bisavós-de-fato” devido a tantas vezes que nos são ancestrais.

 

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008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?

 

“ARGOLOS

Rodrigo Argolo foi um nobre Castellano, que passou `a Bahia nos princípios da sua fundação, e n’ella com Joana Barboza Lobo, uma das trez irmans orfans, filhas de Balthazar Lobo de Souza, que faleceu na carreira da India, as quaes trez irmans, com outras mais, também orfans e filhas de pessoas nobres, mandou a rainha D. Catharina, mulher do Sr. rei D. João III, no anno de 1551, na armada de que era capitão de mar e guerra Antonio de Oliveira Carvalhal, que foi o primeiro alcaide-mor da Bahia, e vieram a entregar estas orfans ao governador Thomé de Souza, primeiro que no anno de 1549 veio fundar esta cidade, mudando-a de Villa-Velha do Pereira para onde agora esta, recomendando el-rei e a rainha ao dito governador cazasse as taes donzellas com as pessoas principaes que houvesse na terra, e assim com o tal Rodrigo de Argolo, acima, que n’esta mesma ocazião, com o governador Thomé de Souza, ou na própria armada do Oliveira veio `a Bahia cazou o governador a D. Joana Barboza, a qual e suas duas irmans, nomeadas a fl… dizem as memórias, que d’ellas tratam, eram sobrinhas do Conde de Sortella. Foi este Rodrigo Argolo provedor da Alfândega da nova cidade do Salvador, Bahia de Todos os Santos, por mercê do Sr. rei D. João III, por cazar com a sobredita D.Joana Barboza, da qual teve os filhos seguintes:”

Acabo de fazer mais uma pequena revista nos escritos e encontrei, alem de outras, essa passagem bastante esclarecedora de nossa genealogia. Isso porque Balthazar Lobo de Sousa foi pai de:

01. Joana Barbosa Lobo c. c. Rodrigo de Argollo

02. Micia Lobo de Mendonça c. c. Francisco Bicudo

03. Catharina Lobo de Barbosa Almeida c. c. Gaspar de Barros Magalhães.

Cada um desses casais ira dar reflexo em nossa genealogia. Eu apenas não os analisei a contento. Mas sei que os Argollo irão depois misturar-se com nossos familiares.

Micia e Francisco serão pais de outra Micia. Essa será a primeira esposa de Jeronimo Moniz Barreto, o velho. Eles serão os pais do Egas Moniz Barreto, que será pai do Francisco Barreto de Menezes que, por sua vez, Egas Moniz Barreto, o marido de D. Ignez Teresa Barbalho Bezerra.

D. Ignez foi filha de Antonia Barbalho e Antonio Ferreira, e neta por via materna do governador Luiz Barbalho Bezerra e de sua esposa Maria Furtado de Mendonça. Por ai sai alguns títulos de nobreza do Imperio Brasileiro.

Ja a dona Catharina e seu esposo Gaspar foram pais de dona Vitoria de Barros que casou-se com Manoel de Freitas do Amaral.

Deles nasceu dona Maria Lobo de Mendonça que foi casar-se com Francisco Moniz de Menezes, observe-se como o nome eh parecido com o do Francisco Barreto de Menezes!

Maria Lobo e Francisco Moniz, porem, serão pais do Jeronimo Moniz Barreto, o mais moço que o anterior. Esse ira casar com dona Teresa de Souza, irmã da dona Ignez Teresa, também filha de Antonia Barbalho e Antonio Ferreira.

Dai para frente basta seguir na ordem descendente para encontrar-se poucas gerações depois o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO que, ate que se prove o contrario, devera ser nosso ancestral:

ANTONIO JOSE MONIZ, que se casou com MANUELA DO ESPIRITO SANTO e foram pais, em Conceição do Mato Dentro, da nossa preciosa ancestral, tetravó: LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO.

E que o Divino Espirito Santo proteja a todos no carnaval e todos os dias da vida.

Essa mensagem foi passada durante o carnaval de 2018. Eu estava satisfeito com o que havia encontrado ate então. Mas dai!

Retornando `a “REVISTA TRIMENSAL” parece-me que em alguma parte o autor da genealogia ou eu cometemos um grave engano. Assim, porei em sequencia para tirar as duvidas.

PAG. 161

“N. 3 – Jeronimo Moniz Barreto (2), filho terceiro de Egas Barreto, a fl…, e de sua mulher D. Maria da Silveira …………………, e ali cazou duas vezes, a primeira com D. Micia Lobo de Mendonça, filha de Francisco Bicudo e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça …………………. E dela teve filhos:

  1. Egas Muniz Barreto, que se segue.”

 

Teve ainda: Angela, Maria Francisca, casadas, e Izabel e Vasco, solteiros.

PAG. 162

“N.1 – Egas Moniz Barreto (1) filho primogenito de Jeronimo Moniz Barreto e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça, cazou trez vezes, a primeira com D. Agueda de Lemos, irman de sua madrasta D. Izabel de Lemos, acima, e a fl…, n.5, e della teve filho:

5. Francisco Barreto de Menezes, que se segue. Batizado em Paripe a 6 de Junho de 1602.

D. Micia de Menezes, mulher de Paulo Argol, a fl…”

`As paginas 177-8 surgem dois Paulo Argolo. Na revista faltou o “o” final. O primeiro era filho do Rodrigo Argolo Castellano e dona Joana Barbosa Lobo e  casou-se com Felicia Lobo, filha de Gaspar de Barros de Magalhães e sua esposa Catharina Lobo de Barbosa Almeida, ou seja, eram primos em primeiro grau pelos lados maternos.

O autor confundiu ao dizer que dona Joana Lobo era irmã da dona Felicia. Deveriam ser tia e sobrinha.

O segundo Paulo Argolo, filho do primeiro e dona Felicia, casou-se com Micia Lobo de Mendonça. Porem essa ja possuía um parentesco um pouco mais distante, pois, foi filha de Egas Moniz Barreto e sua esposa Agueda de Lemos.

Esse era o Egas Moniz, filho do Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua primeira esposa Micia Lobo de Mendonça. Por sua vez, essa era filha de Francisco Bicudo e a primeira Micia Lobo de Mendonça, uma das 3 irmãs que foram enviadas para casarem-se com as maiores figuras da terra. Seguindo:

“N. 5 – Francisco Barreto de Menezes, fidalgo escudeiro, filho de Egas Moniz, n. 1, e de sua primeira mulher Agueda de Lemos, cazou com D. Izabel de Aragão, filha de Melchior de Aragão (2) e de sua mulher Maria Dias, e teve filhos. Faleceu D. Izabel de Aragão a 19 de Maio de 1674, ja viuva. Sepultada em S. Francisco.

12. Egas Muniz Barreto, que se segue. Batizado na sé a 22 de Agosto de 1646.

________________________

(1) Fidalgo escudeiro. Faleceu a 23 de Outubro de 1646, sepultado em Camamu, onde era morador.

(2) Senhor do engenho Mataripe. Faleceu em 1669.

Dona Izabel de Aragão, aparece na pagina 110 da Revista. Sua mãe, Maria Dias, consta, na pagina 109, ter sido “outra filha de Maria Dias e seo marido Francisco de Araujo.” E Melchior era oriundo da Ilha da Madeira.

Maria Dias, esposa de Francisco de Araujo, foi filha de Genebra Alvares e seu marido Vicente Dias de Beja. Sendo Genebra Alvares filha de Diogo Alvares Correia, o Caramuru, e Catharina Alvares, a Paraguaçu. Ou seja, teriam então o mesmo sangue que nos. A menção esta na pagina 86.

PAG. 163.

“N. 12 – Egas Moniz Barreto, filho de Francisco Barreto de Menezes, n. 5, foi coronel escudeiro fidalgo, cazou com D. Ignez Barbalho Bezerra, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia, filha de Luiz Barbalho, a fl…”

FAZENDO O ESQUELETO GENEALOGICO I

01. Egas Moniz Barreto c. c. D. Ignez Barbalho, filho de:

02. Francisco Barreto de Menezes c. c. Izabel de Aragão, filho de:

03. Egas Moniz Barreto c. c. Agueda de Lemos, filho de:

04. Jeronimo Moniz Barreto c. c. Micia Lobo de Mendonça, filho de:

05. Egas Moniz Barreto c. c. D. Maria da Silveira.

PAG. 161

“Segunda vez cazou Jeronimo Moniz Barreto com D. Izabel de Lemos, filha de João Rodrigues Palha e de sua mulher Micia de Lemos e teve filhos:

4. Miguel Telles de Menezes, a fl… e ali o mais

4. Antonio Moniz Telles, adiante. Batizado na se a 19 de Abril de 1586

4. Vicente, Francisco, Jeronimo, D. Joana e Anna de Lemos, mulher de Christóvão Rabelo, com filhos, a fl…”

PAG. 372

“MONIZES DO SOCORRO

N. 1 – Francisco Moniz de Menezes, *filho de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua segunda mulher D. Izabel de Lemos, a fl…, foi fidalgo da caza real e cazou com D. Maria Lobo de Mendonca, filha de Manoel de Freitas do Amaral e de sua mulher D. Victoria de Barros, a fl…, n. 6, e teve filhos:

1. D. Victoria de Menezes, mulher de Vasco de Souza, a fl…, e depois de Jeronimo da Cruz, cazou com este a 30 de Abril de 1658.

________________________________

  • Faleceu a 1. de Abril de 1674, sepultado na capella-mor da Mizericordia na sepultura de seu avô Francisco de Araujo.”

 

PAG. 373

“2. Jeronimo Moniz Barreto, que se segue:

N. 2 – Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonça, cazou com D. Tereza de Souza, (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra, a fl. 269, e teve filhos:

3. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, que se segue, batizada a 21 de Janeiro de 1666″

…………………………………………………………..

5. D. Luiza Josefa de Menezes, depois, batizada a 25 de Setembro de 1687.”

FAZENDO O ESQUELETO GENEALOGICO II

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

01. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira, ambas filhas de:

02. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Thereza de Souza, filho de:

03. Francisco Moniz de Menezes c. c. D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

04. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Izabel de Lemos, filho de:

05. Egas Moniz Barreto, o velho c. c. D. Maria da Silveira

Assim, torna-se claro que enganei-me ao identificar ao Egas Moniz Barreto, casado com Ignez Thereza, como se fosse irmão de Jeronimo Moniz Barreto, casado com dona Thereza, irmã de dona Ignez.

Os Franciscos pais eram diferentes. O problema ai foi que a mistura era muito semelhante ja que nos lados maternos dona Agueda era irmã de D. Izabel de Lemos. E dona Maria Lobo era prima de dona Micia Lobo.

O Jeronimo da D. Thereza de Souza era da geração do Francisco, pai do Egas da Ignez Thereza.

Assim se desfaz alguns mal-entendidos e também se informa o quão as famílias no período colonial se entrelaçavam de forma muito semelhante ao que fariam as gerações descendentes ate `a altura de nossos pais e seus familiares.

Observe-se, então, os riscos para a saúde da descendência! Motivo ótimo para se estudar a genealogia e usa-la em medicina preventiva.

Para uma melhor compreensão do que ja passamos nessa revista, ha que repetir aqui o esqueleto maior, ate ao momento:

ESQUELETO GENEALOGICO III

01. Diogo Alvares Correia (Caramuru) c.c. Catharina Alvares, pais de:

02. Genebra Alvares c.c. Vicente Dias de Beja, pais de:

03. Catharina Alvares c.c. Balthazar Barboza de Araujo, pais de:

04. Francisca Barboza c.c. Felippe de Lemos, pais de:

05. Agueda de Pina c.c. Lourenço de Oliveira Pita, pais de:

06. Antonio Galas da Silveira c.c. D. Luiza Josefa de Menezes, pais de:

07. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

08. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

09. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Por ai se vê como poderemos chegar `a nossa genealogia, caso esse ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO seja o mesmo nosso tetravô ANTÔNIO JOSE MONIZ.

Ja vimos em nosso texto anterior, embora esteja ao depois no blog, que Baltasar Barbosa de Araújo tem ancestrais conhecidos `a sua época que remontam a anos anteriores ao ano 1.000 de nossa era.

Mas hoje sabemos que o ancestral apontado naquela carta sob o nome de Egas Moniz de Riba Douro, trata-se do senhor de Riba Douro, que se casou com Toda Ermiges. Ela foi bisneta do rei D. Ramiro I, de Leon.

A carta ate menciona que o conde D. Pedro dizia isso mas o autor não chegou `a informação. Egas e Toda foram os bisavós de Egas Moniz, o Aio. Esse foi o bisavô do D. Soeiro Viegas Coelho, o que iniciou a geração da assinatura Coelho.

D. Soeiro foi o pai de, entre outros, Maria Soares Coelho, que foi a esposa do D. João Peres, I senhor da Torre de Vasconcelos, e cuja família adotou o sobrenome por causa disso. Na carta aparece somente ele como D. João Pires de Vasconcelos. Tinha ele o apelido de “o Tenreiro”.

Outro que aparece naquela lista foi o D. Rui Gonçalves Pereira. Como ja mencionei, era primo próximo do D. Nuno Alvares Pereira. Estão eles entre as primeiras gerações desse nobre sobrenome da Pereira. E também são descendentes do rei D. Ramiro I.

A ascendência conhecida de D. Ramiro I remonta a tempos anteriores a Cristo. O que, alias, se confunde com a ascendência de toda a nobreza europeia.

01. D. Catarina Alvares foi filha do chefe Taparica, maioral dos Morubixabas, uma das tribos da nação Tupinamba.

04. Vejamos como Felipe de Lemos se enquadra num esqueleto.

ESQUELETO GENEALOGICO IV

01. Felipe de Lemos c. c. Francisca Barbosa, filho de:

02. Micia de Lemos c. c. João Rodrigues Palha, filha de:

03. Fernão de Lemos, fidalgo cavaleiro.

Dona Agueda de Lemos, que aparece na genealogia do Egas Moniz Barreto, acima, e Isabel de Lemos que aparece no Esqueleto Vi, abaixo, eram irmãs do Felipe de Lemos.

`A pagina 469 temos:

“5. Felippe de Lemos, cazado com filhos, e teve o foro de escudeiro fidalgo, e logo o de cavalleiro fidalgo por alvará de 18 de Janeiro de 1620, batizado na sé a 7 de Maio de 1576.”

Como nada se pode encontrar do Lourenço de Oliveira Pita e Anna Maria da Affonseca, vamos tratar do esqueleto seguinte:

ESQUELETO GENEALOGICO V

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Como se pode ver, essas foram as duas formas como chegamos ao mesmo, possível, ancestral ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO.

Falta-nos, então, a parte que nos cabe do capitulo MONIZ BARRETO:

ESQUELETO GENEALOGICO VI

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

02. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

03. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos, filho de:

04. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

05. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

06. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva, filho de:

07. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves c.c. (3) Ignez, filho de:

08. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

09. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

Aqui encontramos o quadro onde D. Izabel de Lemos foi irmã de Felippe de Lemos, acima, esqueleto IV.

ESQUELETO GENEALOGICO VII

01. D. Maria Lobo de Mendonça c. c. Francisco Moniz de Menezes, filha de:

02. D. Victoria de Barros c. c. Manoel de Freitas do Amaral, filha de:

03. Catharina Lobo de Barbosa Almeida c. c. Gaspar de Barros Magalhães, filha de:

04. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo, filho de:

05. 1492 Balthazar Lobo de Sousa c. c. Joana Barbosa (?) 1a. esposa.

06. 1472 Felipa de Souza c. c. Diogo Lobo

07. Joana da Guerra c. c. João Fernandes de Souza, 4o. sr. de Baião

08. Isabel da Guerra c. c. Gonçalo Vaz Coutinho

09. D. Ignez da Guerra c. c. Alvaro Pires da Távora

10. Pedro da Guerra c. c. D. Tereza Anes De Andeiro

11. D. João de Portugal, duque de Valencia c. c. Desconhecida

12. D. Pedro I, rei de Portugal c. c. D. Ines de Castro

13. D. Afonso IV, o Bravo c. c. D. Beatriz de Molina e Castela

14. D. Dinis I, o Lavrador c. c. D. Isabel de Aragão

15. D. Afonso III c. c. D. Beatriz de Castela

16. D. Afonso II c. c. D. Urraca de Castela

17. D. Sancho I, o Povoador c. c. D. Dulce de Aragão

18. D. Afonso I Henriques, o Conquistador c. c. D. Mafalda de Sabóia

19. D. Teresa de Leon c. c. D. Henri de Borgonha

20. D. Alfonso VI de Leao e Castella c. c. Ximena Moniz

(?) O nome Joana Barbosa foi sugerido por Manuel Abranches, mas não se tem certeza.

Consta que João Fernandes ficou órfão muito novo e era o único neto de Luis Alvares de Souza. E um trisavô dele chamava-se: D. Frei Alvaro Goncalves Camelo, que foi prior da Ordem do Hospital.

Ou seja, era da Ordem dos Templários, que em 1307 foi perseguida e extinta pela Igreja Católica, porem, foi ressuscitada em 1317 pelo rei D. Diniz, passando `a Ordem do Hospital, ou Ordem Militar de Malta ou, ainda, Ordem de Cristo.

Essas informações a mais aparecem na leitura:

http://www.soveral.info/mas/Argollo.htm

Aqui se afirma também que donas Joana e dona Micia (Mécia ou Maria) na verdade eram irmãs do Henrique Lobo e dona Catharina seria sobrinha e não irmã delas.

A leitura ai tem um pouco de tudo. Romance, drama etc.

Mesmo com certa modorra em ler-se texto tão complicado, resolvi fazer a leitura melhor detalhada. Foi por isso que pude reconstituir as 20 gerações de nossos muito prováveis ancestrais.

Bom, nesse caso, em se tratando do Antonio Jose Moniz Barreto. Caso não seja ele o nosso ancestral, e pode se-lo por alguma outra via, poderemos sim sermos descendentes das mesmas pessoas, apenas seguindo outras sequências que ainda não pudemos reconstituir.

Interessante foi que `a leitura do texto, pareceu-me que o professor Manuel Abranches de Soveral fez alusão ao fato do Frei Jaboatão ter se enganado ao incluir dona Catharina como irmã das três órfãs, e destaca que foi sobrinha.

Ele alega para a correção, não apenas o que esta escrito no “Pedatura Lusitana”, de autoria do Alão, mas também documentos comprovantes. O que chegou a convencer-me. Sem duvidas.

Também alega que as filhas de Balthasar Lobo de Souza não eram órfãs, pois, o pai delas se encontrava vivo. Contudo, estava do outro lado do mundo. Em sua missão nas Índias, Goa, com sua segunda esposa e 10 filhos para cuidar.

Elas não seriam órfãs de todo. Apenas não tinham mãe e o pai era ausente. Mas ele faz mais algumas revelações importantes. Tais como, eram mesmo 3 irmãs:

01. Joana Barbosa Lobo c. c. Rodrigo de Argolo

02. Micia Lobo de Mendonça c. c. Francisco Bicudo

03. Marta de Souza c. c. João Gonçalves Drummond

E com isso faz outra revelação que passa a ser nosso próximo esqueleto:

ESQUELETO GENEALOGICO VIII

01. Baltasar Lobo de Souza c. c. Joana Barbosa (?)

02. Marta de Souza c. c. João Gonçalves Drummond

03. Antonio de Souza Drummond c. c. Joana Barbosa

03. Melchior (Belchior) de Souza Drummond c. c. Mécia de Armas

04. Catharina de Souza c. c. Eusebio Ferreira

05. Antonio Ferreira de Souza c. c. Antonia Barbalho Bezerra.

06. Tereza de Souza c. c. Jeronimo Moniz Barreto

Esses foram pais de duas das ancestrais do Antonio Jose Moniz Barreto:

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

02. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira.

Abaixo, explicarei melhor que Joana Barbosa foi filha de Baltazar Barbosa de Araújo e dona Catarina Barbosa. Ou seja, era irmã da Francisca Barbosa, esposa do Felippe de Lemos. Esses estão no Esqueleto III, geração 4.

O trabalho do professor Soveral trata mesmo da família Argolo. O que será útil para o conhecimento da genealogia brasileira como um todo, inclusive com as preciosas informações da procedência dos títulos de nobreza do Império Brasileiro depois adquiridos pela descendência.

Fica ai mais essa dica interessante pois ele informa que tais nobres descendiam não apenas de uma das irmãs, mas de duas: dona Joana e dona Marta e da sobrinha delas, Catarina.

Ou seja, nos seriam aparentados em duplo, caso sejamos descendentes de dona Marta e dona Catarina.

Ressalve-se que na descrição de ancestrais do numero 4. Paulo Argollo, deixa escrito que Antonia Bezerra, casada com Antonio Ferreira de Souza, foi filha de Luiz Bartolo e Maria Furtado.

Não sei dizer o que levou ao engano. Pode ter sido interferência de outros dados no momento de escrever e `a revisão não ter percebido. Mas esses seriam os nossos ancestrais, Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonça. Tem-se que rolar 2 bons dedos na tela do laptop para localizar-se esse engano.

Alias, não foi por falta de literatura na qual basear-se. O casamento de Antonio Ferreira e Antonia Barbalho esta registrado tanto pelo Frei Jaboatão quanto pelo “Pedatura Lusitana”, do Alão. Vou ate repetir aqui para facilitar para os leitores. Dona Antonia e Antonio estão no numero 4:

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pag. 343                    “BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g. Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hu engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

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O próprio professor Manuel Abranches de Soveral haveria de convir que os tempos que aqueles escritores escreveram não eram fáceis para esse tipo de trabalho. Imagine-se, vasculhar séculos de documentação não catalogada!

No caso do Alão, Soveral bem mencionou que o irmão, Belchior de Souza Lobo, do Baltazar Lobo de Souza, e outros, não foram mencionados. Ai acima, no titulo “BARBALHOS”, existem outros mistérios também.

Pelos nomes dos filhos, acredito que o Antonio Barbalho, filho de Fernão Barbalho, deverá ser o mesmo Brás Barbalho Feyo, tão frequente na literatura genealogia brasileira, surgindo desde Frei Jaboatão ate Borges da Fonseca e, obviamente, todos os mais recentes.

Caso contrario, o Brás poderá ter sido um irmão não mencionado. E dai surgem outras confusões, tais como a de que o grande Luis Barbalho teria sido filho daquele Antonio. Os mesmos autores concordam que foi filho da Camila Barbalho e alguém da Família Bezerra.

Atualmente se acredita que o pai foi o Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda. O que, pela regressão de datas, posso dizer que seja o candidato mais forte.

Na verdade, eu não desejava ter extendido tanto esse capitulo de meus estudos. A intenção era a de resumir o que ja sabia, concentrando-o nos esqueletos que penso ser melhor explicativos. Mas a menção a que Baltazar seria sextoneto do Pedro I e dona Ines de Castro acabou incitando minha curiosidade.

Porem ha ai outro engano no trabalho do professor Soveral. Tive que buscar em outras fontes para esclarecer. Ele postou que D. João Fernandes de Andeiro teria sido filho do Infante D. João, filho de Pedro e Ines.

Na verdade foi o Pedro da Guerra quem era, como esta no esqueleto. Dona Teresa Anes de Andeiro, esposa do Pedro, era filha do João Andeiro e sua esposa Maior Fernandes de Moscoso, que tinha antes sido viuva de Fernão Bezerra.

Assim fica explicado o quão pequeno foi aquele mundo no qual nossos antepassados viviam. Ela ja era nossa ancestral via o lado Bezerra da família. Porem, com o primeiro marido. Agora as vezes podem multiplicar-se. E muito! Alem disso, descendia de D. Teresa de Leon e Henri de Borgonha.

A informação de que podemos ser descendentes do Pedro e Ines de Castro é realmente nova para mim. Ate hoje eu havia encontrado no máximo ao rei D. Diniz como nosso ancestral. Assim, a gente fica descendente de praticamente toda a Dinastia Afonsina.

Nesse caso, faltaria completar com o D. Sancho II, rei de direito, porem, deposto por desagradar `a Igreja Católica. Entrando no lugar dele o seu irmão, Afonso III.

E aqui temos um entroncamento interessante. Antes ha que nos lembrarmos que o rei D. Afonso IV foi quem ordenou a morte da rainha D. Ines de Castro. Ela e outros castelhanos que estavam em Portugal estavam ficando influentes demais junto ao príncipe herdeiro Pedro.

E como Pedro abandonou a rainha de direito Constança Manuel, em favor do amor por Ines, pensava o rei e sua corte ser melhor mata-la para evitar uma guerra com os espanhóis.

Os executores foram: Alvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e Pero Coelho. Houve praticamente uma revolução. Mas os nervos foram acalmados e Pedro prometeu não vingar depois que subisse ao trono. E a primeira coisa que fez foi quebrar a promessa, mandando executar seus desafetos.

Pedro I foi pai do rei de direito: Fernando I. Contudo esse não teve filhos do sexo masculino para ocupar o trono. A filha tornou-se esposa do rei de Castela. Então, com o falecimento de Fernando I, o rei João I de Castela invadiu Portugal.

As cortes em Coimbra ja haviam decidido que o rei seria João I, o Mestre de Avis, que ocuparia o trono. Esse João, Infante de Portugal, era filho do mesmo Pedro I, porem, extraconjugal.

De toda forma houve a guerra. Os portugueses derrotaram os castelhanos na Batalha de Aljubarrota. Mesmo com menor numero de pessoas nas forças militares. As táticas de guerra usadas pelos portugueses ajudados por ingleses foi superior. Os espanhóis contavam com ajuda dos aragoneses e franceses.

Decidido quem ficaria no trono e que Portugal permaneceria independente, a vida continuou. O grande general da época, D. Nuno Alvares Pereira, atualmente, Santo Nun’Alvares, tinha uma filha. Chamava-se Beatriz Pereira Alvim.

D. Nuno foi casado com Leonor Alvim. Essa era filha de primos: João Pires de Alvim e dona Branca Pires Coelho. Ambos descendiam do D. Egas Moniz, o Aio.

D. Beatriz Pereira Alvim, alem de ser filha única do D. Nuno, acabou casando-se com D. Afonso, filho do rei D. João I, de Portugal, e Ines Pires Esteves. Esse D. Afonso foi o primeiro Duque de Bragança. E do casal descende a Casa de Bragança.

Assim seguiram as duas linhagens. A que seguiu a Dinastia de Avis, se extinguiu em 1580, com o rei Felipe I da Espanha tomando a coroa de Portugal.

A Reconquista se deu a partir de 1640, com o restabelecimento da coroa portuguesa e a coroação de D. João IV, que então era o herdeiro do ducado de Bragança.

Assim se mostra que podemos não ser descendentes de outros reis portugueses mais recentes, porem, todos os reis de Portugal e Brasil que existiram depois descenderam de mesmos ancestrais que nos.

E quando digo nos, estou referindo-me a boa quantidade da população brasileira. Imagine-se apenas os fatos. As 3 filhas e a neta do Baltazar Lobo de Souza devem ser ascendentes de milhões.

E, logicamente, não devem ter elas sido as únicas descendentes a se mudarem para o Brasil `a época. Pedro governou apenas 10 anos, 1357 a 1367. Teve 6 filhos que chegaram `a idade adulta. Praticamente 200 anos após seu governo foi que elas foram para o Brasil.

200 anos era suficiente para que tivesse alguns milhares de descendentes, os quais nem todos estavam em situação financeira melhor, portanto, ir para o Brasil era o sonho de “fazer a America”.

Apesar de que, somente o Baltazar Lobo de Souza estava com 10 filhos vivendo nas Índias. Ha que se pensar nisso também. Podemos ter milhares, senão milhões, de familiares indianos sem o sabermos.

Diga-se de passagem, alem desses que estavam por la, haviam outros irmãos do Baltazar. E, provavelmente, outros parentes andavam `as voltas.

Alem deles, temos a noticia no texto do Alão que antes havia ido para as Índias: o Luis Barbalho, filho de Fernão Barbalho. Ao depois foi para la também o Fernão Barbalho Bezerra, filho do governador Luiz.

O que falta saber será se toda essa gente deixou descendência e se ela permaneceu no Oriente. Se ficou, devemos ter um parentesco relativamente próximo com, pelo menos, as gentes de Goa.

Em resumo, teremos parentesco obrigatório com as pessoas dos títulos descritos pelo Frei Jaboatão:

01. 42 Albuquerques Maranhões na Bahia (1)

01. 77 Bicudo

02. 84 Caramurus na Bahia

03. 111 Britos Freires com Caramurus na Bahia

04. 135 Araújos e Barbosas

05. 138 Caramurus

06. 140 Adornos e Caxoeira

07. 144 Monizes Barretos na Bahia

08. 146 Alomba

09. 160 Ulhoa

10. 174 Telles (2)

11. 177 Argollos

12. 180 Argollo Ribeiro

13. 182 Araujo, Barboza

14. 182 Argolos e Pereiras

15. 202 Torres

16. 203 Barros e Magalhães na Bahia

17. 211 Barros, Lobo e Velho

18. 212 Moreiras do Socorro (3)

19. 217 Cunha e Severin

20. 219 Pereiras Soares de Paripe

21. 224 Amorim, Barboza

22. 226 Pereiras de Paripe

23. 238  Vaz, etc

24. 242 Florianos na Bahia (4)

25. 243 Barros da França na Bahia

26. 274 Parui, Brito e Lobo (5)

27. 276 Britos e Castros

28. 279 Castros, Freires, Souzas e Tavoras

29. 281 Souzas de Andrade (6)

30. 308 Negreiros de Sergipe do Conde

31. 310 Barbalhos

32. 313 Ferreiras e Souzas

33. 372 Monizes do Socorro e Fiuzas

34. 382 Monteiros

35. 385 Rocha, Sa e Soutomaior (7)

35. 386 Maciel e Sa

36. 392 Brito Cassão

37. 395 Dormondo (Drummond) (8)

38. 407 Subtil e Siqueira

39. 427 Bravo (9)

40. 454 Paredes na Bahia (10)

41. 468 Palha

(1) A família “Albuquerques Maranhões na Bahia” entra em nosso ramo de parentela não por ser nossa ancestral mas por possuir ancestral que compartilhamos desde seu inicio.

Essa familia começa com Jeronimo de Albuquerque, o Torto, filho do Jeronimo de Albuquerque, o Adão de Pernambuco, e de sua companheira, a indígena D. Maria do Espirito Santo Arcoverde. O Torto ajudou a conquistar o Rio Grande e foi seu primeiro governador.

Foi casado com D. Catharina Pinheiro Feio. Essa foi filha de Antonio Pinheiro Feio, reinol, e de sua esposa, D. Leonor Tavares de Guardes.

Ela foi filha do senhor do engenho de São Paulo da Várzea do Capibaribe, Francisco Carvalho de Andrade e sua esposa Maria Tavares de Guardes.

Esses foram também pais de dona Ignez de Guardes, esposa do instituidor do riquíssimo morgado do Cabo de Santo Agostinho, João Paes Barreto.

Era também irmã das anteriores, Maria ou Catharina Tavares de Guardes, que foi a esposa de Brás Barbalho Feyo, que foram os avos do Luiz Barbalho Bezerra, via Camilla Barbalho.

Diga-se de passagem, nos, Barbalho em Minas Gerais, teríamos parentesco com todos os Albuquerques ja, pelo menos, pelo lado de Martim Afonso de Sousa, primeiro Governador Geral do Brasil.

Esse foi filho de Lopo de Sousa e D. Brites de Albuquerque. Que não se trata da mesma que casou-se com Duarte Coelho.

(2) Ha ai um parentesco colateral, pois, Rafael Telles, o patriarca, casou-se segunda vez com Micia de Armas, que era viuva de Belchior de Souza Drummond (Dormondo). Eles estão do Esqueleto VIII como nossos ancestrais.

(3) Outra vez, parentesco por via do tronco que gerou Martim Afonso de Sousa.

(4) O parentesco com esses esta indefinido mas deles ha os Corte Real que se misturaram com os Moniz Barreto. Na sequencia, Barros da Franca na Bahia, entram descendentes de donas Cosma e Antonia Barbalho Bezerra.

(5) Nosso parentesco se da com D. Joana de Argolo, esposa do dr. Sebastião Parui de Brito. Britos e Castros é sequencia do anterior. O mesmo se da com o 28.

(6) Parentesco por aproximação. D. Maria Furtado Barbalho casou-se com Nicolau de Souza de Andrade, porem, não tiveram filhos.

(7) Familia que começa em Diogo da Rocha de Sa, que casou-se com Ignez Barreto, filha de Egas Moniz Barreto e irma de Duarte Moniz Barreto. Sequencia em Maciel e Sa. Segue em Brito Cassão.

(8) Os Drummond da Bahia, nesse caso, se mostram nossos duplo parentes porque descendem simultaneamente dos casais: João Gonçalves Drummond e sua esposa dona Marta de Souza; e de Baltazar Barboza de Araújo e sua esposa Catarina Alvares, filha de Caramuru e Paraguaçu.

O primeiro casal foi pai de Antonio de Souza Drummond e o segundo de D. Joana Barbosa que se casaram e foram pais do Melchior (Belchior) de Souza Drummond que casou-se com Micia de Armas, filha de Luiz de Armas e sua esposa Catarina Jacques.

Antonio, que nasceu em Ilhéus, e Micia foram os pais da Catharina de Souza, esposa do Antonio Ferreira, sendo esses os pais do Antonio Ferreira, marido da Antonia Barbalho Bezerra. Como esta no esqueleto acima (VIII).

Alias, aqui acrescenta-se essa segunda descendência nos ancestrais: Caramuru e Guaimbim-Para (Paraguaçu).

(9) Começa em Antonio Bravo, natural do Porto. Quase certamente será parente de Miguel Gomes Bravo, também do Porto, nosso ancestral no Rio de Janeiro.

(10) Começa em João Paredes da Costa que casou-se com D. Paula de Barros, filha de Gaspar de Barros de Magalhães e D. Catharina Lobo, possivelmente, nossos ancestrais.

As 41 familias acima citadas são aquelas das quais descenderíamos diretamente ou suas raizes descendem das mesmas pessoas que nos. Isso não significa que as outras não possuam semelhante vinculo.

O que fica gravado ai é que as outras, não relacionadas por mim, tem ou terão vínculos após o tempo do Frei Jaboatão (1695 – 1779). Lembrando que ele concluiu seu trabalho genealógico em 1770.

A partir disso, teremos apenas o trabalho de encontrar quem foram os pais de nosso ancestral Antonio Jose Moniz, ou se ele assinava o Barreto também, para transformar esse estudo em nossa genealogia.

Por enquanto tudo isso, apesar da trabalheira, é apenas especulação.

Apenas como uma observação. Ja recebi opinião de que isso de estudar mais profundamente nossa genealogia não ajuda em nada. Afinal, por que quer-se saber de defuntos tão distantes?!!!

A verdade é que quem ja passou, e deixou herdeiro, não esta morto. Nossos antepassados vivem em nos. Quem tem aquela opinião teria razão num ponto:

Temos uma relação de descendência com nossos pais de 50%. Ou seja, a metade de cada um vive em nos. 25% é a cota de nossos avós. 12.5% de nossos bisavós. 6.25% de nossos trisavós. 3.125% de nossos tetravós. e + ou – 1.56% de nossos pentavós.

Realmente. Dai para frente seria quase que uma bobagem pensar em grau de parentesco, pois, essa será uma porcentagem próxima `aquela que o ser humano possui com seus primos mais próximos, os chimpanzés. Então, para que saber mais?!

Acontece que hão outros detalhes. Vamos tomar como exemplo as vezes possíveis que descenderíamos do Baltazar Barbosa de Souza. Ele foi pai da dona Marta e avo da dona Catarina.

Na sequencia, temos as duas personagens:

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

02. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira.

Ambas foram avós do Antonio Jose Moniz Barreto. Cada uma delas foi 2 vezes descendentes do Baltazar, portanto, o Antonio Jose foi 4 vezes descendente dele.

Agora, apenas caso o nosso pentavô Antonio Jose Moniz tenha sido a mesma pessoa, nos sabemos ser 5 vezes pentanetos e uma vez sextonetos dele. Ao todo 6. E multiplicando 6 X 4, temos o resultado de 24 vezes descendentes do Baltazar.

Ainda assim torna-se pouco, devido a distancia que ha entre ele e nos. O problema é não sabermos a origem da Manoela do Espirito Santo, a esposa do Antonio Jose, nosso ancestral. E se ela for baiana também?

Dela, não temos noticias mas sabemos que temos pelo menos outra ancestral baiana, cujo nome foi Teresa (Fiuza) de Jesus, esposa do sargento-mor Domingos Barbosa Moreira. Vejam ai a repetição do sobrenome Barbosa.

Ja ate não importa tanto buscar mais. 24 vezes em tal espaço de tempo ja nos da quase um grau de pentavô. Nesse caso, justifica-se a busca de ancestrais mais antigos, pois, na verdade não são tão distantes quanto imagina a nossa vã filosofia!

Mais ainda, justifica-se saber quem foram os pouco mais antigos que o Baltazar. Isso porque, esses deverão ser nossos ancestrais não apenas as possíveis 24 vezes que o Baltazar deverá ser.

Eles deverão ser os mesmos ancestrais de nossos ancestrais intermediários, cujos sangues chegaram ate a nos por outras linhagens.

Assim, embora mais antigos que o Baltazar, podem ser ate nossos parentes mais próximos. Essa ja seria uma boa justificativa. Mas, como se dizia antigamente, “o saber não ocupa lugar”!

Agora, imaginem o prazer que daria a uma criança atual, descobrindo os primeiros capítulos da Historia Universal, ao mesmo tempo podendo ter em mãos uma genealogia que mostre que os ilustres personagens são seus ancestrais ou terem algum grau de parentesco com ela!

Acredito que tal alegria não teria preço!!!

 

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009. GENEALOGIA DE ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO: UM POUCO DO CONTEÚDO DA “REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAPHICO BRAZILEIRO”

INDICE

01. INTRODUCAO

02. EXTRATOS DA REVISTA

03. PRIMEIROS COMENTARIOS

04. ESQUELETOS GENEALOGICOS

05. BUSCANDO ANCESTRAIS DO ANTONIO JOSE MONIZ

06. ANTEPASSADOS E FAMILIARES DO ANTONIO JOSE

07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE IAIA!!!

08. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE MAIS PARENTESCOS

09. UM POUCO DA DESCENDENCIA DA DONA COSMA BARBALHO

10. ANTONIO BARBALHO PINTO, NOSSO QUASE ANCESTRAL!

11. CONCLUSOES 

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01. INTRODUCAO

Sim, a grafia é essa mesma. Trata-se do exemplar numero 52, parte I, que foi publicada em 1889.

O engraçado, ou nota de alegria, foi que estava procurando ver se encontrava dados paternos do Gaspar de Souza Barbalho, ancestral da amiga Perlya, e encontrei algo que pode ser de grande importância para a genealogia do nosso ramo.

Na verdade, a publicação naquela revista poderia levar o nome de “Nobiliarquia Baiana”. Trata-se de estudo que abrange diversas famílias nobres. Registra pessoas que chegaram desde a implantação da Capitania ate `as ultimas décadas do século XVIII (1770). Os dados são de época. A publicação em 1889 foi uma reprodução.

`A medida que outras famílias vão chegando, ali se casam com a nobreza da terra, somando sangues de outras paragens portuguesas e brasileiras. Isso se da com a Família Barbalho.

Chegada em Pernambuco desde os tempos do capitão-mor Duarte Coelho, foge para a Bahia devido aos conflitos com os holandeses. Em 1638, o governador Luiz Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonça se instalam na, então, capital da colônia, São Salvador.

Em 1643 ele e parte da família se transferem para o Rio de Janeiro para assumir o cargo de governador daquela província. Porem deixa na Bahia duas filhas e três filhos. D. Cosma, D. Antonia, Guilherme, Fernão e Francisco Monteiro.

Somente recentemente, através do livro “Pedatura Lusitana”, tomei conhecimento que o Fernão foi casado. Mas ele, mais tarde foi transferido para Goa, onde exerceu a função de vedor, e não temos noticias de descendência.

Ha também a menção a Francisca Furtada. Os dados que tinha mencionavam 10 o total de filhos do governador e sua esposa. Por meus estudos, ate então, havia encontrado 9. Agora se completam com Cecilia, Agostinho, Antonio e Jeronimo.

Guilherme transferiu-se para São Cristóvão, antiga capital de Sergipe, na qual foi alcaide-mor. Depois passou a alcaidaria para o filho Domingos. Acredito que Guilherme tenha assumido a governadoria por 2 ou 3 anos também.

Por enquanto não descobrimos o estado civil do Francisco Monteiro. Sabe-se que foi capitão do Forte de Nossa Senhora da Conceição do Populo, ou Forte de São Marcelo. Esse forte fica dentro da Bahia de Todos os Santos e é um dos únicos com arquitetura circular no Brasil. Por histórico, é atração turística.

Francisco Monteiro aposentou-se em 1704, com pouco mais de 24 anos de serviço. Devia estar com mais de 60 anos de idade. Portando, se teve filhos em sua juventude poderia estar tornando-se bisavô.

Acredito que o autor do estudo preferiu não fazer um capitulo dedicado `a descendência Barbalho justamente por ela ter chegado depois. Ou seja, ele expõe um inicio entre as paginas 310 a 312.

As sequências da descendência esta dispersa nos vários capítulos nos quais ela se casou. Assim, `a pagina 308 iniciara-se os “NEGREIROS DE SERGIPE DO CONDE”, no qual dona Cosma e Guilherme se casaram.

Os “FERREIRAS E SOUZAS” iniciam a partir da pagina 313. Nesse capitulo temos parte da descendência de dona Antonia e seu marido Antonio Pereira de Souza. Ali temos que:

ANTONIO PEREIRA DE SOUZA c.c. ANTONIA BARBALHO BEZERRA, pais de:

01. D. Ignez Barbalho Bezerra c.c. Egas Moniz Barreto

02. D. Thereza de Souza c.c. Jeronimo Moniz Barreto

03. D. Catharina de Souza c.c. Rafael Soares de Franca

04. D. Maria Furtado de Souza c.c. Nicolao de Souza de Andrade

05. Euzebio Ferreira, falecido criança.

06. D. Francisca Barbalho c.c. Diogo de Sa Soto-maior.

Cada um desses casais aparece nos respectivos capítulos nos quais os sobrenomes das famílias dos maridos é estudado. Somente o Egas encontra-se no capitulo MONIZES BARRETO, a partir da pagina 144.

O irmão dele, Jeronimo Moniz Barreto, esta separado, aparecendo a partir da pagina 372, no capitulo MONIZES DO SOCORRO E FIUZAS. Somente o encontrei porque interessei-me em verificar os Fiúzas, pois, temos ancestrais com o sobrenome.

D. Maria Furtado de Souza foi a unica das irmãs que não teve filhos.

Penso ser melhor copiar os trechos da revista que interessaram-me anotar de imediato. Assim se poderá verificar algo da evolução da família e depois mostro meus comentários. Segue então:

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02. EXTRATOS DA REVISTA

Pag. 313.

                        “FERREIRAS DE SOUZAS

Euzebio Ferreira, natural de Porto-Santo na ilha da Madeira do reino de Portugal, filho de Leão Ferreira passou `a Bahia, e n’ella cazou com D. Catharina de Souza (1), filha de Melchior de Souza Dormondo e de sua mulher Catarina Jacques. De Euzebio Ferreira e sua mulher D. Catarina de Souza foram filhos:

(1) cazaram na Se a 13 de Maio de 1603, em caza, que os recebeu o coadjutor Antonio Viegas; testemunhas Christóvão de Aguiar e Melchior de Sa. E faleceu ao 1o. de Novembro de 1636.

D. Catarina sua mulher faleceu a 21 de Agosto de 1649, sepultada no Carmo.”

Pag. 314

N. 5. Antonio Pereira de Souza, filho de Euzebio Ferreira e de sua mulher D. Catharina de Souza, cazou com D. Antonia Bezerra (2), filha do mestre de campo Luiz Barbalho, o velho, a fl…, batizada na capela do Nome de Jezus do Socorro a 27 de Agosto de 1656, e teve filhos:” (acima)

Cont. “14. D. Ignez Barbalho Bezerra, que casou com o coronel Egas Moniz Barreto, irmão de D. Victoria de Menezes, filha esta de Francisco Moniz de Menezes, a fl…. n.4.”

A data do batismo esta fora de lugar, pois, o casamento se deu em 1642. Possivelmente seria, então, de 1626. Para melhor acompanhar os dados, resolvi retornar `a pagina 144 e verificar o inicio do titulo MONIZES BARRETOS NA BAHIA.

Antes, nao busquei ainda os dados da ancestral de D. Catharina de Souza, que pode também ter sido nossa ancestral.

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COMPLEMENTO INTERESSANTE ACRESCIDO A ESCRITA:

“GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO – TITULO LV

DRUMONDS (de Itabira)

– O capitão Antonio Carvalho Drumond e sua mulher Inácia Micaela de Freitas Henriques, nascidos e batizados na freguesia da se do Funchal, na ilha da Madeira, são os troncos dos Drumond de Itabira em Minas, os quais tem larga ramificação na zona do Carmo. Os primitivos Drumonds (Dormundos) fixaram-se em São Miguel do Piracicaba.”

NOTAS NO RODAPE:

3. “Ha farta bibliografia sobre a familia Drumond, cujos troncos escoceses se fixaram na Madeira: Consultem-se as coleções da revista do Instituto Genealógico Brasileiro.”

4. “Na Nobiliarchia Pernambucana de Antonio Jose Victoriano Borges da Fonseca, vol II – 253 (edição da Biblioteca Nacional 1935), ha noticia de Leandro Teixeira Escocia de Drumond, Juliana de Drumond, Manuel Escocia de Drumond, Carlos Maria de Drumond e outros.”

5. “Também, no Catalogo Genealógico de Jaboatão (edição da revista do Instituto Histórico), pag. 395, ha um titulo Dormondo que começa: “Antonio de Souza Dormondo, natural do Brazil, capitania dos Ilheos, era filho de João Gonçalves Dormondo, da ilha da Madeira, da ilustre família dos Dormondos, e fidalgo, e de sua mulher D. Marta de Souza ….”

Penso ser informação de grande importância, pois, ai se informa que a família Drummond procede da Escócia; ja desde o período colonial houveram esses diversos ramos imigrantes no Brasil e, especialmente, nos podemos descender do Melchior de Souza Drummond, portanto, outra vez aparentados do poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade.

Ha pouco tempo um de nossos primos fez exame de DNA. Em nossa família ha uma certa incidência de ruivos sardentinhos.

O exame dele, a meu ver, deu uma incidência elevada de porcentagem com origem no Reino Unido porque ate agora não havia encontrado ancestrais relativamente recentes como esses com essa origem.

Talvez essa informação agora feche essas contas. E também nos da uma grande evidencia de que, enfim, o nosso ANTÔNIO JOSE MONIZ foi encontrado com sua devida ascendência. Temos agora que ver o que nos falam os documentos dele, quando os encontrarmos.

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Pag. 144

                         “MONIZES BARRETOS NA BAHIA

Egas Moniz Barreto, natural da Ilha Terceira, etc, filho de Guilherme Moniz e sua mulher. Foi morgado, neto de Sebastião Moniz, também Morgado, e de sua mulher D. Joanna da Silva, filha de Gonçalo da Silva, regedor de Justiça de Lisboa, e bisneto de Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves, e de sua segunda mulher D. Ignez, filha de Gonçalo Nunes Barreto, alcaide-mor de Faro, do qual Guilherme Moniz Barreto, foi mulher D. Joanna da Costa Corte-Real, filha de Joao Vaz da Costa Corte-Real, terceiro-neto de Henrique Moniz, quarto-neto de Vasco Martim Moniz; foi este dito Egas Moniz Barreto o primeiro, que veio `a Bahia no tempo em que so havia a Villa-Velha e povoação do Pereira junto `a Victoria.

Foi cazado na mesma Ilha Terceira com D. Maria da Silveira, de quem teve trez filhos abaixo nomeados; sendo certo que se cazou com D. Anna como consta no assento do seu enterro, que diz assim: Faleceu Egas Moniz Barreto a 4 de Novembro de [PAG. 145] 1582, sepultado em Nossa Senhora da Ajuda, Testamenteira sua mulher D. Anna, a qual por outro assento consta faleceu a 4 de Setembro de 1596. Testamenteiro seu filho Duarte Moniz, sepultada em Nossa Senhora da Ajuda.

Nem se deve dizer, que na Bahia cazou segunda vez este Egas Moniz com outra mulher chamada D. Anna; porque a ser assim, não diria o tal assento do seu enterro, que fora testamenteiro seu filho Duarte Moniz; porque diz Cordeiro (1) no lugar citado, com os outros filhos de D. Maria da Silveira, podendo ser erro da escrita o por D. Maria, em lugar de D. Anna Soares, como se acha no seu testamento feito a 3 de Novembro de 1595. Faleceu a 4 de Setembro de 1596. Sepultada em Nossa Senhora da Ajuda pois o assento do óbito é manifesto. Foram filhos os seguintes:

       1. Duarte Moniz Barreto, que se segue;

       2. Henrique Moniz Barreto, ou Telles, abaixo

       3. Jeronimo Moniz Barreto, ou Telles, adiante

       4. Diogo Moniz Barreto, e D. Ignez Barreto a fl…., mulher de Diogo da Rocha de Sa, a fl….”

PAG. 161

‘N 3 – Jeronimo Moniz Barreto (2) filho terceiro de Egas Barreto, a fl…, e de sua mulher D. Maria da Silveira ou D. Anna, como ja ai fica anotado, passou `a Bahia com seu pai e irmãos, e ali cazou duas vezes, a primeira com D. Micia Lobo de Mendonça, filha de Francisco Bicudo e de sua primeira Mulher D. Micia

……………………………..

(1) Cordeiro, pag. 313

Lobo de Mendonça, a fl…, uma das 3 irmans orfans, que mandou a rainha D. Catharina para cazarem, com as pessoas principaes, como ja se tem dito; e della teve filhos:

          1. Egas Moniz Barreto, que se segue …”

PAG. 162

“N 1 – Egas Moniz Barreto (1) filho primeiro de Jeronimo Moniz Barreto e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça, cazou trez vezes, a primeira com D. Agueda de Lemos, irman de sua madrasta D. Izabel de Lemos, acima, e a fl…., n.5, e dela teve filho:

5. Francisco Barreto de Menezes, que se segue. Batizado em Paripe a 6 de Julho de 1602 ….

……………………………………………………..

N 5 Francisco Barreto de Menezes, fidalgo escudeiro, filho de Egas Moniz, n.1, e de sua primeira mulher Agueda de Lemos, cazou com D. Izabel de Aragão filha de Melchior de Aragão (2) e de sua mulher Maria Dias e teve filhos. Faleceu D. Izabel de Aragão a 19 de Maio de 1674, ja viuva. Sepultada em S. Francisco.

12. Egas Moniz Barreto, que se segue. Batizado na Se a 22 de Agosto de 1646.”

……………………………………………………………………………………..

PAG. 163

N 12 – Egas Moniz Barreto, filho de Francisco Barreto de Menezes, n.5, foi coronel escudeiro fidalgo, cazou com D. Ignez Barbalho Bezerra, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia, filha de Luiz Barbalho, a fl…, n.4, como consta do livro de cazamentos na Capella do Bom Jezus, a 8 de Janeiro de 1698, e teve filhos:

15. Antonio Ferreira de Souza, que segue”

……………………………………………………………………..

“N 15 – Antonio Ferreira de Souza, filho do coronel Egas Moniz Barreto, n 12, foi escudeiro fidalgo, como seu pai, e senhor do engenho de Mataripe, cazou com D. Izabel*, filha de seu tio Diogo Moniz, o Gordo, e teve filhos:

20. Antonio Ferreira de Souza, sem geração.

21. Egas Carlos de Souza Menezes, adiante

………………………………………………………………………..

PAG. 165

N. 21 – Egas Carlos de Souza de Menezes, filho de Antonio Ferreira de Souza, n. 15, e de sua mulher D. Izabel, cazou com D. Maria Francisca da Conceição, filha de Antonio Machado Velho, a fl…. n.9, e de sua mulher D. Antonia Maria de Menezes, e teve filhos:

32. Antonio Moniz de Souza Barreto, que se segue

N.32 – Antonio Moniz de Souza, filho de Egas Carlos de Souza de [PAG. 166] Menezes, n. 21, tem o foro de Fidalgo cavaleiro, como tem seu pai, com 1$500 de moradia e um alqueire de cevada por dia, por alvara de el-rei, de 30 de Maio de 1768. Cazou com D. Luiza Francisca Severina (1) filha de Luiz Coelho Ferreira, cavaleiro professo da Ordem de Christo, e mercador na praça da Bahia, e de sua mulher D. Maria Dias do Vale.”

…………………………………………………………………………..

Acrescente-se o que vai abaixo que ainda não podia ser anotado pelo autor por ainda ser futuro `a sua época.

“Antonio Moniz Barreto de Souza e Aragão c.c. Luiza Francisca Zeferina Coelho Ferreira, pais de:

I. Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragão, 1o. barão de Itapororoca, c.c. Josefa Joaquina Gomes Ferrão de Castelo-Branco, pais de:

I a. Maria Amalia Ferrão Moniz Barreto de Aragão c.c. Frutuoso Vicente Viana, 2o. barão de Rio de Contas.

I.b Emilia Augusta Ferrão Moniz Barreto de Aragão c.c. Joaquim Inacio de Aragão Bulcão, 1o. barão de Matuim.

II. Salvador Moniz Barreto de Aragão e Menezes, 1o. barão de Paraguassu c.c. Teresa Clara do Nascimento Viana, pais de:

II a. Francisco Moniz Barreto de Aragão, 2o. barão de Paraguassu (sem sucessão )

II b. Pedro Moniz Barreto de Aragão, 1o. barão de Rio de Contas c.c. Maria Joaquina de Aragão Bulcão (+ Carlota Lirio Ratton), pais de:

II b 1. Salvador Antonio Moniz Barreto de Aragão c.c. Maria Bernardina de Lima e Silva (sobrinha do duque de Caxias), filha de Jose Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, 1o. conde de Tocantins e de Maria Balbina da Fonseca Costa.

III Manuel Inácio Moniz Barreto de Aragão c.c. Francisca de Assis Viana, pais de:

III a. Francisca de Assis Viana Moniz Barreto, 1a. baronesa de Alenquer c.c. Custodio Ferreira Viana Bandeira.

OBS.: Maria Joaquina de Aragão Bulcão (acima) foi filha de:

Jose de Araujo Aragão Bulcão, 2o. barão de São Francisco c.c. Ana Rita Marinho Cavalcanti de Albuquerque. Foram pais de:

Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão c.c. Inácia Calmon du Pin e Almeida, pais de:

Antonio Araujo de Aragão Bulcão, 3o barão de São Francisco, c.c. Maria Clara e Maria Jose Moniz Viana. As duas esposas foram irmãs e filhas dos 2os. barões de Rio de Contas. (acima).

RETORNANDO `A REVISTA, PAG. 372

“MONIZES DO SOCORRO E FIUZAS

N 1 – Francisco Moniz de Menezes,* filho de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua segunda mulher D. Izabel de Lemos, a fl…, foi fidalgo da caza real e cazou com D. Maria Lobo de Mendonça, filha de Manoel de Freitas do Amaral e de sua mulher D. Victoria de Barros a fl…, n.6, e teve filhos:

1. D. Victoria de Menezes, mulher de Vasco de Souza, a fl…., e depois de Jeronimo Cruz, cazou com este a 30 de Abril de 1658.

…………………………………………………………………………..

*Faleceu a 1 de Abril de 1674, sepultado na Capella-mor da Mizericordia na sepultura de seu avo Francisco de Araujo.”

PAG. 373

2. Jeronimo Moniz Barreto, que se segue

N 2 – Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonça, cazou com D. Tereza de Souza (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra, a fl. 269, e teve filhos:

3. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, que se segue, batizada a 21 de Janeiro de 1666.

4. D. Joana de Souza Barreto c.c. dr. João de Aguiar Villas Boas

5. D. Eugenia Thereza de Menezes 25.09.1687

6. D. Luiza Josefa de Menezes 03.09.1673

7. D. Antonia 25.04.1672

8. D. Catarina Barreto de Menezes, 08.03.1682

9. Diogo Moniz Barreto 02.08.1677

N 3 – D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, cazou com o capitão Nicolao Lopes Fiuza (2) natural de Viana, freguezia de S. Maria Maior, filho d’este capitão Nicolau Lopes Fiuza e de sua mulher Izabel Lopes, o qual Nicolau Lopes Fiuza era viuvo de D. Izabel Maria de Aragão Menezes, filha do coronel Egas Moniz Barreto e de D. Ignez Barbalho Bezerra, sua mulher, e a sobredita Izabel Maria de Aragão era também viuva do coronel Antonio Machado Velho. Não teve a dita D. Francisca Izabel Barreto de Menezes do dito Nicolao Lopes Fiuza filho algum.

Segunda vez cazou esta na freguezia de N. S. da

…………………………………………………………………………………

(1) cazaram na capella do nome de Jezus da freguezia do Desterro a 24 de Junho de 1663, e os recebeu o padre Francisco de Souza, religioso do Carmo, irmão do pai do nubente.

(2) cazaram-se a 2 de Janeiro de 1707; sendo o consorcio celebrado pelo vigário de S. Pedro Velho da Bahia doutor Francisco Pinheiro Barreto.”

………………………………………………………………………………….

PAG. 374

“Ajuda da Bahia a 1 de Novembro de 1713, esta com o capitão de infantaria pago Francisco Moniz Barreto, fidalgo da caza real, e natural da ilha Terceira, filho de Guilherme Moniz Barreto, fidalgo da caza real, e de sua mulher D. Maria Faleiro, teve d’esse segundo marido os filhos seguintes:

7. D. Leonor Maria da Silva Corte-real, que se segue

8. D. Mariana Antonia Corte-real, que vive solteira recolhida no convento do Desterro.

N 7 – D. Leonor Maria da Silva Corte-real, filha de D. Francisca Izabel Barreto de Menezes e de seu marido capitão Francisco Moniz Barreto, cazou* com Martinho Affonso de Mello, natural da Villa de Maragogipe, que a tirou por justiça, o qual era filho do sargento-mor Joze Pereira da Cunha e de sua mulher D. Ignacia Pereira de Mello, natural da Bahia, e tiveram filhos:

9. D. Anna Maria de Mello, que segue

10. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, adiante

11. Jose Manoel de Menezes Corte-real, solteiro

12. Martinho Francisco de Menezes Corte-real, solteiro.

N 9 – D. Anna Maria de Mello Corte-real, filha de D. Leonor Maria da Silva e de seu marido Martinho Affonso de Mello, cazou com seu parente Antonio Galas da Silva, filho de Diogo Moniz da Silva da Silveira e de sua mulher Anna Maria da Fonseca, e foram dispensados no terceiro grao de consanguinidade, e tiveram filhos:

13. Francisco Joaquim da Silveira

14. Gonçalo Joze Galas da Silveira

15. Joana Senhorinha de Menezes Corte-real

16. Diogo Moniz Barreto da Silveira

17. Maria Francisca de Menezes Corte-real

18. Victorino Moniz Barreto da Silveira

Todos menores em 1770

…………………………………………………………………………..

  • Cazaram na Capella da ordem terceira do Carmo a 12 de Dezembro de 1736 com licença do cabido pelo coadjutor Jorge Francisco de Souza.

 

PAG. 375

N 10 – D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha segunda de D. Leonor Maria da Silva Corte-real e de seu marido Martinho Affonso de Mello, cazou com Martinho Moniz Barreto, filho de Diogo Moniz da Silveira, e de sua mulher D. Anna Maria da Fonseca, e foi também dispensado no terceiro grao de consanguinidade, por ser irmão de Antonio Galas, acima, e teve filhos:

19. D. Margarida Francisca de Menezes Corte-real

20. Antonio Jose Moniz Barreto

21. D. Luiza Thereza de Menezes.”

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03. PRIMEIROS COMENTARIOS

Interessou-me copiar ate aqui por causa da presença do “20. ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO”. Isso porque ele parece ser de idade semelhante `a de seus primos, filhos de dona Anna Maria de Mello, portanto poderá ter sido o mesmo ANTÔNIO JOSE MONIZ, casado com MANUELA DO ESPIRITO SANTO, e pai da nossa tetravó LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, que nasceu em 1789.

Como se pode observar, Egas Moniz Barreto, que se casou com D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra, era irmão do JERÔNIMO MONIZ BARRETO que se casou com a irmã dela, THEREZA DE SOUZA.

Ha mais tempo, encontrei no “Projeto Compartilhar” uma família Moniz. Trata-se do inventario de Antonio Muniz Barbosa, iniciado em 1786, que se encontra no museu, em São João Del Rei, e o local de moradia do Antonio Muniz era Baependi, MG.

Antonio Muniz teve um filho chamado também Antonio, batizado em 03.07.1758, e que poderia ter adotado o sobrenome Jose Moniz. Era comum trocar-se em cartório o Muniz pelo Moniz. Se fosse esse nosso ancestral, a idade dele seria compatível com a paternidade da ancestral LUIZA MARIA.

Mas ha esse outro detalhe de não termos nada alem do nome ANTÔNIO JOSE MONIZ, casado com MANUELA DO ESPIRITO SANTO. Nada que nos possa garantir alguma procedência dele.

O problema que enxergo em relação a esse Antonio, filho do senhor Antonio Muniz, ter sido nosso ancestral foi ele não ter comparecido ao testamento do pai. Poderia ser que não tivesse ultrapassado a idade infantil, como era tão comum naquele tempo.

Lógico, ele poderia ter crescido e desaparecido. Fica ai a dificuldade de dizer que fosse nosso ancestral, pois, ha na publicação apenas a informação de que “não compareceu ao testamento do pai”. Não se sabe se faleceu antes e, mesmo que não, não ha a informação com quais sobrenomes completou sua graça.

Ja, o professor Dermeval Jose Pimenta, que nos informa da existencia do ANTONIO JOSE MONIZ e sua esposa MANUELA DO ESPIRITO SANTO, talvez os possa ter achado no registro de casamento da filha LUIZA MARIA com o capitão JOSE COELHO DA ROCHA, e que foram nossos tetravós.

Caso tenha sido esse o caso, justificar-se-ia a supressão do ultimo sobrenome, BARRETO, porque era muito comum `a época abreviar-se nomes para economizar papel e tinta. Os nomes ANTÔNIO JOSE MONIZ era mais que suficiente para identificar a pessoa, pois, devia ser bem conhecido do escrivão.

O ideal mesmo seria encontrar deles o registro do próprio casamento. Esse seria o documento no qual os homens demonstravam sua independência e, geralmente, os nomes dos nubentes apareciam completos. Casamento era símbolo de status.

Nossos ancestrais JOSE e LUIZA MARIA, residiram primeiro em Conceição do Mato Dentro, numa sesmaria chamada Fazenda da Lapinha. Segundo informações do amigo Bento Silva, natural da cidade, era enorme e atualmente faz parte do território da vizinha Santana do Riacho.

Devido `as características do relevo a área foi transformada em capital nacional dos esportes radicais. E as montanhas e quedas d’agua dão ar e grande beleza dos locais antigos.

Por enquanto so posso especular que a sesmaria pertenceu ao ANTÔNIO JOSE MONIZ e sua esposa MANUELA DO ESPIRITO SANTO. O ancestral JOSE nascera na Fazenda Axupe, que foi localizada a principio na também vizinha cidade do Morro do Pilar. Talvez fosse na própria Conceição, na qual atualmente ainda existe uma propriedade de mesmo nome.

Presume-se, então, que para que o ancestral ANTÔNIO MONIZ tenha se tornado dono da Lapinha, ele ja teria posses antes de chegar a isso. Então, ser parte da família MONIZ BARRETO o favoreceria. A riqueza dela é ate lendária.

Mas não posso deixar de mencionar que ha algum tempo encontrei um personagem cujo nome foi JOSE COELHO DE MAGALHÃES. O mesmo de nosso patriarca Coelho. Mas ate ao momento tudo indica que foram homônimos e não a mesma pessoa.

Claro, nenhuma conclusão pode ser definitiva nesse ponto em que estamos. Outra possibilidade comum existe. Nada sabemos a respeito dos antecedentes dos familiares da avó MANUELA.

ANTONIO MONIZ poderia ter sido apenas um “consorte” da princesa. Poderia ser ela a herdeira de alguma das famílias primeiro chegadas a Conceição, no inicio do Ciclo do Ouro, que se dera ha poucas décadas antes do nascimento da geração deles.

Nesse estado, quaisquer ANTONIO MONIZ poderia encaixar-se no cargo de marido “consorte”.

Muito comum, no caso, pessoas como o “baiano” de tão alta estirpe ter optado pela carreira militar. E ao prestar seus serviços `a sua majestade, “que Deus a guarde”, pode ter sido destacado para o Serro e Diamantina. Conceição fazia parte por ser freguesia do Serro.

Por ser solteiro fardado, logo despertaria o interesse das donzelas “casadoiras”. E com isso justificaria tantas posses `a época.

Naturalmente, ele poderia ter a principio outra profissão, como advogado por exemplo, cuja demanda era enorme naquelas Minas Gerais em pleno Ciclo do Ouro. Ate mesmo o cargo de professor era muito requerido, e poderia ser regiamente pago.

Para comprovarmos qualquer hipótese, nada melhor que pesquisar no Serro (Museu General Carneiro + dos Otonni); Diamantina (Arquidiocese) ou Conceição (cartórios locais).

Nessas cidades, espera-se encontrar algum documento (casamento, inventario, testamento) que revele os nomes paternos dos ancestrais ANTÔNIO MONIZ e MANUELA.

Uma opção, talvez, mais direta, porem incerta, seria verificar os livros do genealogista Antonio de Araújo de Aragão Bulcão Sobrinho.

(www.cbg.org.br/colegio/historia/patronos/antonio-sobrinho/)

No endereço acima encontra-se uma biografia e a obra literária produzida por ele. Estou certo que nos era aparentado por descender dos BARBALHO nossos ancestrais.

Observe-se que os títulos da literatura genealógica escrita por ele relembram os mesmos sobrenomes envolvidos na porção genealógica que copiei da Revista Trimensal. Ali se pode destacar: Soeiro (1947), Monizes da Bahia (1950), Fiúza (1960), Bulcão (1961 a 1962) e Sa Menezes (1968). Todos entrelaçados com os BARBALHO.

A busca nessa literatura poderia encurtar a nossa procura se acaso ela revelar que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO casou-se com MANUELA DO ESPIRITO SANTO ainda na Bahia.

Alem disso, devera informar que não ficaram na Bahia, ja que a nossa genealogia supõe que LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO nasceu em Conceição do Mato Dentro, em 1789.

Mas se o ANTÔNIO mudou-se solteiro e foi casar-se em Conceição, muito possivelmente isso não será demonstrado pelo autor Antonio de Araújo.

Ha, porem, outro indicio de famílias baianas `a época na região do Serro. Havemos que nos lembrar que ja no inicio do século XVIII o português DOMINGOS BARBOSA MOREIRA casou-se com TEREZA DE JESUS, natural de Itabaiana, atualmente no Sergipe.

Eles foram os pais da NOROTEA BARBOSA FIUZA que se casou com outro português, JOAO DE SOUZA AZEVEDO. NOROTEA nasceu em São Gonçalo do Rio das Pedras, distrito do Serro.

Foram os pais da MARIA DE SOUZA FIUZA, que casou-se com mais um português, o ANTÔNIO BORGES MONTEIRO, natural de Seia da Guarda. Eles se tornaram grandes patriarcas na região. Esse casamento se deu em 1775, ja na época em que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO deveria ser jovem.

Meus estudos mais recentes encontraram o Sargento-mor DOMINGOS BARBOSA MOREIA e suas ligações intimas com a Bahia. Em 1723 ele quitou os dízimos dos quartéis da Comarca do Serro Frio.

Muito certamente, serviu de ponto de apoio e referencia para a transferencia de familiares da esposa dele, da Bahia para a região do Serro.

Em 1750 começa o declínio do Ciclo do Ouro. O ouro esgotou-se nas áreas mais tradicionais, aquelas representas pelas cidades históricas em torno da Estrada Real.

A consequência da queda de produção foi a expansão da área de colonização em busca de novas jazidas. E muitos encontros se deram na área mais ao Norte do Estado de Minas Gerais. Ai se inclui Minas Novas e Pecanha (1750-3), Itabira (1780), Guanhães/Virginópolis (1828), Barão de Cocais (1840).

Alem disso, a produção de diamantes na região de Diamantina ainda atraiu muita gente no período pós Ciclo do Ouro.

Nesse periodo pos Ciclo do Ouro, o que atraiu um grande contingente de migrantes também foi a fertilidade das terras para produção agropecuária.

O Estado de Minas tornou-se o preferido no Brasil para migrantes do mundo inteiro, ate por volta do ano de 1900. Em 1872, quando se deu o primeiro censo populacional brasileiro, dos 9.930 milhões de habitantes, 2.039 (mais de 20%) residiam em Minas Gerais.

Observe-se que somente a Bahia, que tivera em si a capital do Brasil por mais de 200 anos, tinha população acima de 1 milhão de habitantes, alem de Minas Gerais. Outrossim, em 1872 a Bahia ja contava com 320 anos de colonização europeia e Minas Gerais com apenas 174. Observe o mapa estatístico:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Censo_demográfico_do_Brasil_de_1872

Por ai se pode ver que, em termos genealógicos, toda a população brasileira tem vínculos com Minas Gerais, pois, no inicio a Província atraiu gente de todos os pontos de Portugal e das outras províncias brasileiras. Alem, claro, dos outros componentes que se misturam em nossa genética.

Os migrantes multiplicaram-se enormemente em Minas e, depois, com a expansão da colonização para outros interiores e a industrialização de São Paulo e Rio de Janeiro, os mineiros migraram para todos os locais que os atraíram.

Nesse caso, espera-se que cada família brasileira atual, tenha pelo menos um ancestral nascido em Minas Gerais.

Não se trata aqui de dizer-se que ha algo de melhor nos mineiros. Minha analise reflete apenas o numero de pessoas e não a qualidade.

Mesmo porque, os mineiros são produto da conspiração da natureza e não das pessoas. Imaginem, foram milhões e milhões de anos. Ela trabalhou muito para concentrar em nossas serras uma quantidade imensa de minerais que, antes de a população humana multiplicar-se e conhecer mineralogia, nada valiam.

Os que chegaram por sua própria vontade no inicio, foram atraídos pelo brilho dos minerais, tais quais os insetos são atraídos pela claridade de lâmpadas quando estão enxameados.

Como a maioria não encontrou o que buscava, acabou ficando no lugar. E as gentes que ficaram, cresceram e multiplicaram, como o fariam em quaisquer outros locais que estivessem.

Isso nunca foi merito de ninguém. E sim dadiva da natureza. Mas a consequência pratica foi que os mineiros tornaram-se também, junto com os outros que os precederam, grandes ancestrais da população brasileira e ja conta com parte da mundial.

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04. ESQUELETOS GENEALOGICOS

Baseado no que ja possuíamos anteriormente e somando ao que tenho encontrado ao longo de minhas pesquisas, vou expor os esqueletos genealógicos, possíveis, da família Barbalho Coelho, cujo ramo difundiu-se na região Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Naturalmente, as cidades bases foram Guanhães e Virginópolis. Mas dai ela se expandiu tanto para os antigos distritos delas quanto para os grandes centros, especialmente aqueles criados após sua multiplicação, tais como:  Belo Horizonte, Governador Valadares, Ipatinga e Brasilia.

Ainda, tenho noticias e contatos com pessoas de nossa família que vão desde o Rio Grande do Sul ao Acre. E de la para Aracaju e Salvador, alem de tudo o que esta dentro da Aquarela Brasileira e, em parte, exterior. Segue então:

I. PRIMEIRO ESQUELETO

01. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatigi da Rocha, pais de:

02. Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Jose Coelho de Magalhães, pais de:

03. Capitão Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo, pais de:

04.1 Jose Coelho da Rocha c.c. Candida Jovina Pereira e Maria de Deus Villa Real.

04.2 Maria Luiza Coelho (Nha Moça) – solteira

04.3 Francisca Eufrasia de Assis Coelho c.c. ten. Joaquim Nunes Coelho

04.4 Anna Maria de Jesus Coelho (Nha Ninha) – solteira

04.5 ten. João Batista Coelho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho

04.6. Eugenia Maria da Cruz Coelho c.c. cap. Francisco Marçal Barbalho

04.7 Antonina – faleceu criança

04.8 Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral e Virginia de Campos Nelson. E teve 2 filhas extraconjugais reconhecidas com: Getulia Justiniana de Aguiar (filha Emidia Justiniana) e Anna Girou Bonefoi (filha Julia Salles).

II. SEGUNDO ESQUELETO

01. Gov. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça, pais de:

02. cap. Jeronimo Barbalho Bezerra c.c. Isabel Pedrosa, pais de:

03. Páscoa Barbalho c.c. Pedro da Costa Ramires, pais de:

04. Maria da Costa Barbalho c.c. Manuel de Aguiar, pais de:

05. Manuel Vaz Barbalho c.c. Josefa Pimenta de Souza, pais de:

06. Isidora Maria da Encarnação c.c. cap. Antonio Francisco de Carvalho, pais de:

07.1 João (1761)

07.2 Victoriana Florinda de Ataide (1762) c.c. Damasio Rouco

07.3 Antonio (1764)

07.4 Luciano (1766)

07.5 Mariana (1767)

07.6 Jose (1769)

07.7 Francisco (1771)

07.8 Bernardo (1776)

07.9 Boaventura Jose Pimenta (1779) c.c. Maria Balbina de Santana Borges Monteiro. Esse casal foi pai de Modesto Jose Pimenta, que se casou com Ermelinda Querubina Pereira do Amaral.

Estes foram os avos, e seus pais os bisavós, do professor Dermeval Jose Pimenta e, basicamente, no livro genealógico escrito por ele: A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente, 1966, entram como a base da genealogia principal.

Tornam-se ai nossos parentes, pois, alem do Barbalho, a Maria Francelina Borges Monteiro foi irmã da Maria Balbina; e o Daniel Pereira do Amaral, irmão da Ermelinda Querubina.

Maria Francelina e Daniel foram os pais da Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa do ten. Antonio Rodrigues Coelho. São trisavós da minha geração.

III. TERCEIRO ESQUELETO.

“MANUEL DE AGUIAR, n. por volta de 1634, fal., casado por volta de 1664 com Domingas Martins. Pais de:

I.1 João de Aguiar Barbalho, n. no Rio (Guaratiba) por volta de 1685, fal., casado no Rio (Iraja 2o., 36) a 1.7.1710 (na igreja de Santo Antonio de Jacutinga, RJ) com Agueda Rodrigues (ou Jordão), n. no Rio (Iraja), filha de Fernando Rodrigues e de Luisa da Silva, pais de:

II.1 Francisco, n. no Rio (Iraja 6o. 107) bat. a 6.6.1709 (Legitimado)

I. 2 Manuel Vaz Barbalho, n. por volta de 1690

I.3 Eugenia, n. no Rio (Iraja 6o., 78) bat., a 28.4.1695.”

Essa pequena peça de esqueleto foi extraída do Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, de autoria do Carlos G. Rheingantz. E ele enganou-se quanto `a maternidade desses filhos. Foram filhos da Maria da Costa Barbalho que esta no II ESQUELETO.

João de Aguiar Barbalho teve também uma segunda ou primeira esposa cujo nome era Joana de Oliveira. Deles nasceu Thereza de Aguiar de Oliveira que casou-se em Mariana, a 24.06.1730 com Jose Rodrigues.

IV. QUARTO ESQUELETO (hipotético).

01. Eugenia de Aguiar Barbalho c.c. (desconhecido), pais de:

02. Anna Maria da Conceição c. c. Estevão Rodrigues de Magalhães, pais de:

03. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatigi da Rocha.

Essa situação hipotética, por enquanto, tenta explicar o sobrenome Rodrigues de Magalhães Barbalho em nossa ancestral Maria, do Primeiro Esqueleto.

Como se pode observar, Rheingantz encontrou uma Eugenia, filha do Manuel de Aguiar que, pela época do nascimento, foi também filha da Maria da Costa Barbalho.

O registro de nascimento de uma menina com o nome Maria, filha de Anna Maria e Estevão Rodrigues de Magalhães também existe. Ele encontra-se no site do

Familysearch. A menina nasceu em 1750, na cidade de Ouro Branco, MG.

Nosso ancestral Jose Coelho da Rocha nasceu em 1782. 32 anos de diferença de sua suposta avo Maria. A possibilidade de isso ter acontecido não chegava a ser absurda naquela época em que a mulheres costumavam casar com 15 anos de idade ou menos.

V. QUINTO ESQUELETO.

01. Gov. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça, pais de:

02. Antonia Barbalho Bezerra c.c. Antonio Ferreira de Souza, pais de:

03. D. Tereza de Souza c.c. Jeronimo Moniz Barreto, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

05. D. Leonor Maria da Silva Corte-real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

06. D. Francisca Isabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

07.1 D. Margarida Francisca de Menezes Corte-real

07.2 ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

07.3 D. Luiza Thereza de Menezes.

Claro, apenas em suposição, por enquanto, podemos dizer que o filho 07.2, ANTÔNIO, será o mesmo que se casou com MANUELA DO ESPIRITO SANTO e tornaram-se nossos ancestrais.

Note-se também que aqui não esta em discussão o fato de essas pessoas da genealogia baiana terem sido nossos familiares. Afinal, descendem do mesmo ramo BARBALHO do qual, supostamente mas com quase certeza, nos procedemos.

As únicas discussões aqui serão:

01. Se a Eugenia do terceiro esqueleto deu ascendência `a Maria Rodrigues ou não. E, em caso de não, se algum dos irmãos ou sobrinhos geraram um ramo do qual Maria Rodrigues foi descendente.

O fato de a Maria Rodrigues ter sido mãe da Eugenia Rodrigues, nossa quinta e, simultaneamente, sextavó, deixa quase claro que esse foi mesmo o caminho que o sobrenome BARBALHO foi introduzido na linhagem COELHO.

Mas não podemos descartar outras possibilidades que não conhecemos, ja que não sabemos quais outros BARBALHO estavam presentes na região de formação da família.

A propria presença do ANTÔNIO MONIZ em nossa genealogia, em sendo ele esse que agora encontramos, pode indicar que outros primos BARBALHO dele podem te-lo acompanhado. E de algum deles podemos descender, caso seja comprovada a primeira suposição.

Não podemos ignorar a evidencia também da presença da D. Luiza Thereza como irmã do Antonio Moniz. Naturalmente os nomes dela sugerem homenagem ao próprio governador Luiz e da neta dele, D. Thereza.

Portanto, nossa ancestral LUIZA MARIA pode ser uma sequencia normal de homenagem aos ancestrais. E, diga-se de passagem, mesmo sem o saber disso, as pessoas da família continuam usando o nome Luiza ate com alguma frequência maior que outros nomes comuns.

Outra evidencia importante, que não se pode desprezar, será o segundo matrimonio do nosso tio-trisavo Jose Coelho da Rocha com Maria de Deus Villa Real.

Era um sobrenome que junto ao Corte Real acompanhava os sobrenomes da mais alta nobreza portuguesa. Poderia ate que Jose e Maria de Deus fossem primos por ela também poder ter sido descendente do Antonio e Manuela.

VI. SEXTO ESQUELETO

01. Cap. Jose Vaz Barbalho c.c. Anna Joaquina Maria de Sao Jose, pais de:

02. Alferes, padre, Policarpo Jose Barbalho c.c. Isidora Francisca de Magalhães, pais de:

03. Cap. Francisco Marçal Barbalho c.c. Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Ou seja, essa será a ligação que, alem de levar o sobrenome Barbalho `a nossa genealogia, manteve o sobrenome e ate hoje corre na descendência.

A duvida aqui esta apenas na passagem do sobrenome do segundo esqueleto para esse. Isso porque houve tempo hábil para o Jose, filho da Isidora e do cap. Antonio Francisco ter sido pai do Policarpo Jose Barbalho, pois, o cap. Jose nasceu em 1769 e o Policarpo casou-se em 1808.

São 39 anos de espaço. Ou seja, um deles teria que ter se casado por volta dos 19 anos de idade e o outro com idade semelhante. O que não era muito comum para homens. Mas haviam os que tinham filhos antes do casamento. E isso não seria problema se a família fosse abastada.

Mas dentre os filhos do casal Manoel Vaz e Josefa Pimenta, alem de dona Isidora da Encarnação, por enquanto, encontrei apenas o cirurgião-mor, Policarpo Joseph Barbalho. Ele nasceu no Serro, exerceu o cargo em Porto Alegre e teve filhos em Gravatai – RS.

Ha a possibilidade de o Jose Vaz Barbalho ter sido irmão dos dois anteriores. Nisso, não encontraríamos dificuldades de idades, pois, o cirurgião-mor nasceu em 1735 e teve filhos ate aos anos de 1790. Dona Josefa nasceu por volta de 1712, portanto, ate por volta de 1752 ainda estaria em idade fértil.

O que calculo é que o nosso ancestral Policarpo tenha nascido em torno de 1780, mas poderia ter nascido ate em 1790, quando o pai poderia estar em torno dos 40 anos de idade dele. Em caso de ter sido filho de Manoel e Josefa.

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05. BUSCANDO ANCESTRAIS DO JOSE ANTONIO MONIZ

A partir do que ja havia encontrado, resolvi mergulhar um pouco mais nessa genealogia. e o primeiro que fiz foi buscar informações a respeito do pai do ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO.

Fui desde o principio do livro, numa leitura ultradinamica, observar se via o nome dele. Pouco mais de hora de vistoria, encontrei, logo depois dos dados maternos:

PAG. 376

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“N. 5 – D. Luiza Josefa de Menezes, filha quarta de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2; cazou com Antonio Galas da Silveira, *que teve a merce do habito da ordem de Christo, pelos serviços de seus avos, e não professou por falecer antes de o tomar; e era filho de Lourenço de Oliveira Pita e de sua mulher Agueda Pina Barboza, e para se receberem foram dispensados, e teve filhos:

29. Agueda, Joana e Thereza, que faleceram donzelas.

30. Diogo Moniz da Silveira, que se segue.

N. 30 – Diogo Moniz da Silveira, filho ultimo de D. Luiza Josefa de Menezes e de seu marido Antonio Galas da Silveira, cazou com D. Anna Maria de Afonseca, filha do capitão Antonio Diniz de Macedo, e de sua mulher D. Virginia da Fonseca, filha do Sargento-mor Francisco Pinto da Fonseca Deça, e teve filhos:

33. Jose Telles Moniz Barreto, solteiro

32. Antonio Galas da Silveira, cazou com D. Anna Maria de Mello, filha de Martim Alonso de Mello n.9.

33. Martinho Moniz Barreto, casado com D. Francisca Izabel Barreto, filha do sobredito Martinho Affonso.

“N. 34 – Diogo Moniz da Silveira, cazou com D. Margarida Josefa de Almeida Calmon, filha de João Calmon e de D. Ignácia de Nazareth, dispensados no parentesco por ser o dito Diogo primo co-irmão de sua esposa, e ate este anno de 1770 não teve filhos.”

35. Luiz Antonio Moniz da Silveira, cazado, mulher D. Apolónia.

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*Cazaram na Capella do Desterro da freguezia do Socorro a 2 de Fevereiro de 1690, e os recebeu o cônego Pedro de Teive, sendo testemunhas o sargento-mor Egas Moniz Barreto e o capitão Bartholomeu Vabo, e vigário João Ribeiro de Souza.

Segunda vez cazou com o capitão Martinho Ribeiro, sem filhos.”

PAG. 377

“36. Martinho Moniz Barreto, casado com sua prima segunda D. Francisca Izabel.

37. D. Maria Gertrudes, D. Anna Maria, donzelas.

Fr. Carlos de S. Bartolomeu, religioso menor na Bahia.

N. 33 – Marinho Moniz Barreto, filho de Diogo Muniz da Silveira, n. 30, e de sua mulher D. Anna Maria da Fonseca, cazou com sua prima segunda, D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha de D. Leonor da Silva Corte-Real e de seu marido Martinho Afonso de Mello, e foram dispensados no 3o. grao, e teve filhos:

38. Margarida Francisca de Menezes Corte-Real

39. Antonio Jose Moniz Barreto

40. D. Luiza Thereza de Menezes.”

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Ja de inicio deve-se observar que tomei nota do N. 34 como um complemento útil aos estudos, pois, ali se informa que 1770 foi a data exata da escrita do livro.

Parece-me que o autor da genealogia estava querendo terminar rápido o capitulo e talvez tenha cometido alguns enganos. A principio, ele postou 2 vezes o nome Martinho Moniz Barreto, 33 e 36, ambos casados com dona Francisca Izabel.

E por ultimo alterou o nome Martinho para Marinho. Possível será que o 36 se chamasse Marinho, e pode ter se casado com D. Francisca Izabel numa segundas núpcias dela. Porem, os filhos deverão mesmo ser do Martinho.

Foi um pouco difícil compreender o que o autor afirma ter sido eles primos em segundo grau e dispensados no 3o. grau de consanguinidade. Tive que preparar dois esqueletos genealógicos para verificação. E ai ficou assim:

PRIMEIRO ESQUELETO

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

SEGUNDO ESQUELETO

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Luiza Josefa de Menezes c.c. Antonio Galas da Silveira, pais de:

03. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

04. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Como se pode observar, tanto dona Francisca Izabel quanto Martinho eram bisnetos da dona Thereza e do Jeronimo. Então, serão primos em 3o. grau para nos atualmente, pois, as avos eram irmãs entre si.

A menos que haja outro parentesco entre os pais e que os dados presentes não nos permitam identificar. O que será bem provável porque ja percebi o quanto as famílias baianas se casavam entre primos.

Algo difícil de fugir quando os casamentos se dão em locais com populações menores. E era exatamente isso, alem dos preconceitos, que acontecia durante o período colonial brasileiro.

Os ricos buscavam casamentos em suas castas. Isso para garantir os privilégios que eram “os direitos de nobreza”.

E aqui ja podemos estar demonstrando que minhas hipóteses genealógicas estão se confirmando e ja podem ganhar o status de teorias. O que será uma fatalidade não se confirmar por verdade cientifica.

Meus objetivos de buscas genealógicas era comprovar que nossos ancestrais pouca coisa menos recentes são ancestrais de boa parte de nos, portanto, somos aparentados de todo mundo, especialmente das populações contidas em limites fronteiriços.

O segundo objetivo era justamente determinar via genealogia e com melhor grau de precisão a quantidade de consanguinidade que ha entre as pessoas. Junto a isso, levantar os males mais comuns que acompanham as famílias.

Esse objetivo tem uma função mais técnica e interessa mais ao meio medico. Via essa interação de dados, pode-se usar o conhecimento pratico na medicina preventiva. Aconselhando-se os casais antes do casamento para os riscos dessas heranças para os filhos.

E outro objetivo igualmente importante seria a facilitação do entendimento da evolução da Historia e da política no passar do tempo. Pois, se tivéssemos nossa genealogia mais completa antes de conhecer o que ensinam na Historia, iriamos verificar que ela corre em nossas veias também.

Vou apenas dizer por alto. Mas ja tenho a certeza que nossos familiares la na Bahia se entrelaçaram aos Sa de Soutomaior. Os representantes mais conhecidos desse ramo são o governador Mem de Sa, e os sobrinhos desse: o fundador do Rio de Janeiro Estacio de Sa e o governador Salvador Correia de Sa e Benevides.

Posteriormente pincelarei mais alguns dados dessa genealogia que nos permitirão demonstrar isso.

E nossa ligação não se da apenas por entrelaçamento. Salvador Correia de Sa e Benevides foi o governador do Rio de Janeiro que mandou executar nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra, em 1661. Diga-se de passagem, por pura pirraça!

Na verdade, a briga dos dois se deu em torno dos interesses políticos e econômicos que cada um defendia. Salvador defendia os privilégios de sua gangue. Jeronimo queria que a dele tivesse parte mais ampla.

Pode-se dizer que Jeronimo estava do lado menos errado. Seus companheiros de revolta depois foram perdoados e obtiveram ganho de causa. Mas ele perdeu a vida. Salvador perdeu o comando, os privilégios no Brasil e foi preso.

Quem desejar saber mais, informe-se pelo titulo: A Revolta da Cachaça no Rio de Janeiro.

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06. ANTEPASSADOS E FAMILIARES DO ANTONIO JOSE

Os esqueletos genealógicos entre D. Thereza de Souza, e seu marido Jeronimo Moniz Barreto, ate ao Antonio Jose ja estão prontos acima. Ja temos informações da ascendência dela em meus outros estudos.

Organizei, então, o terceiro esqueleto para tratar da ascendência do Jeronimo Moniz Barreto. Segue assim:

TERCEIRO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

02. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

03. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos, filho de:

04. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

05. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

06. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva, filho de:

07. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves c.c. (3) Ignez, filho de:

08. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

09. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

(1) D. Maria Lobo de Mendonça, filha de Manoel de Freitas do Amaral e Victoria de Barros.

(2) D. Joana da Silva, filha de Gonçalo da Silva, regedor da justiça em Lisboa.

(3) D. Ignez, filha de Gonçalo Nunez Barreto, alcaide-mor do Faro.

Para melhor completar esse quadro, repito aqui os outros esqueletos postados no capitulo anterior:

PRIMEIRO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

SEGUNDO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Luiza Josefa de Menezes c.c. Antonio Galas da Silveira, pais de:

03. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

04. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Nesse estagio da pesquisa, não encontrei, nesse livro, os antecessores de: Martinho Affonso de Mello, Antonio Galas da Silveira e Anna Maria da Affonseca. Fica difícil por uma busca simples.

Isso porque nos títulos aos quais os sobrenomes poderiam estar ligados temos os ancestrais mais longínquos. Ou seja, os que se instalaram no Brasil. Mas haver-se-ia que tomar cada pessoa daqueles capítulos e verificar se se casou com alguém de outro capitulo e se para la a descendência foi transferida.

Francisco Moniz Barreto era portugues recém chegado ao Brasil, portanto, os dados que o precedem não se encontram nessa literatura. Veja-se o que se encontra a respeito de D. Maria Lobo de Mendonça:

PAG. 203

“BARROS E MAGALHAES DA BAHIA

Gaspar de Barros de Magalhães, homem fidalgo, viveu no Brazil no recôncavo da Bahia, onde chamam São Paulo; e viera de Portugal exterminado, foi mui rico e afazendado, cazou na Bahia com Catharina Lobo Barros de Almeida, uma das trez irmans orfans que mandou a [204] rainha D. Catharina para a Bahia cazarem com as pessoas principaes, como ja foi dito, e d’ella teve filhos:

1. Jeronimo de Barros, que se segue

2. Baltazar Lobo de Souza, adiante

3. Gaspar Barreto de Magalhães, ao depois

4. D. Felicia Lobo, que foi cazada quatro vezes, a primeira com Pedro Dias de quem teve filhos, a fl… retro n.1; a segunda com Paulo Argolo, e teve filhos a fl….; a terceira com Vicente Coelho, e a quarta com Constantino Menelao, dos quais não achamos filhos.

5. D. Micia Lobo de Mendonça, a primeira mulher de Jeronimo Moniz Barreto, a fl…, n. 3. Não era filho d’este.

6. D. Victoria de Barros, mulher de Manuel de Freitas do Amaral, adiante, e D. Ignez de Barros Lobo, depois.”

PAG. 206.

“N. 6 – D. Victoria de Barros, filha sesta de Gaspar de Barros de Magalhães, o primeiro d’este nome, e de sua mulher Catharina Lobo de Almeida, cazou com Manoel de Freitas do Amaral, homem formado e Cavalleiro fidalgo.”

A respeito de D. Victoria, seu marido e descendência não se fala mais. Mas basta dar uma rápida passada d’olhos no capitulo para constatar que todas as outras famílias mais nobres das terras brasileiras estão entrelaçadas a esse tronco. E a presença dos sobrenomes presentes hoje-em-dia são comuns em todo o Brasil.

Observe-se que não se trata da primeira vez que encontramos a menção `as órfãs enviadas pela rainha D. Catharina para casarem-se com as pessoas principais da colonia. E essa foi uma estratégia colonialista bem inteligente!

Isso remonta desde os tempos dos primeiros colonizadores que se “promiscuíam” com as indígenas e negras escravas. O caso mais famoso foi o do Jeronimo de Albuquerque, cunhado do primeiro capitão hereditário de Pernambuco, Duarte Coelho.

Com a chegada dos padres jesuitas, inclusive Manoel da Nóbrega e Jose de Anchieta, os governantes portugueses foram informados e pressentiram que as relações “ilícitas e promiscuas” produziriam pessoas com características raciais diferentes daquelas comuns `a Europa.

Logo, pelo preconceito e temor, raciocinou-se que as misturas criariam povos não apenas com diferenças físicas, mas também com intelecto que logo perceberia as agruras do colonialismo, através do qual o povo, considerado inferior, era levado a trabalhar para sustentar os privilégios dos graúdos brancos.

Como se vivia muito pouco `a época, era comum os pais deixarem uma grande quantidade de filhos menores. Mesmo aqueles com origem na nobreza e, sem os provedores paternos, tornavam-se um “incomodo” para a coroa, pois, sem fortuna não tinham como se casar, pois, os costumes exigiam os dotes cuja obrigação era dos pais das filhas.

Essas eram criadas em conventos de freiras para que depois “tivessem alguma serventia”. E, claro, criadas em uma instituição intimamente ligada `a governança, ja que Igreja e Estado estavam unidos, as crianças também eram instruídas dentro dos valores impostos por tais instituições.

Nesse caso, envia-las para a colônia passou a ser uma estratégia de Estado e não uma ação caritativa. A finalidade disso era manter a pureza da raça, ao mesmo tempo que essas crianças, “adestradas segundo os créditos da imposição da dominação de uns pelos outros”, passassem para os filhos a mesma educação que receberam.

Não se tratava de ensinar humildade e sim subserviência. Não se tratava de democratizar os privilégios da nobreza. Era uma estratégia de dominância `a distancia, pois, essas famílias eram ensinadas a se crer superiores, embora submissas ao poder metropolitano.

Assim a reação se dava em cadeia. Os nobres de Portugal eram submissos aos reis e `a Igreja. O povo ficava abaixo. Os nobres na colonia, eram submissos ao mesmo, mas impunham ao povo colonial antes a submissão a eles próprios, como se fossem mais gente.

Essa é a origem do elitismo entre as classes dominantes brasileiras e do complexo de vira-lata entre os muitos afetados pelo mal no Brasil, dentro de todas as classes socioeconômicas. Seguimos, então, com a próxima:

Como se dizia antigamente: “estava atoa na vida” e ai passou um “passarinho verde” para dar-me duas palhinhas!

PAG. 468

“PALHA

João Rodrigues Palha, de quem não achamos noticia certa donde fosse natural, e so que fora dos primeiros povoadores da nova cidade de Salvador, Bahia de Todos os Santos, e que tivera o foro de escudeiro fidalgo e morador da freguezia de Matuim, e casado com Micia de Lemos, [469] que era irmã de Beatriz de Lemos, (1) e do chantre Jorge de Pina, filhos estes de Fernão de Lemos, fidalgo Cavalleiro. De sua mulher Micia de Lemos teve João Rodrigues Palha os filhos seguintes:

1. Constancia de Pina, que se segue.

2. Vicente Rodrigues Palha, (2) que ordenado se sacerdote foi doutor formado na Universidade de Coimbra em ambos os direitos, cônego, vigário geral na se da Bahia, e governador do seu bispado, e renunciando todas estas honras se recolheu religioso no convento de S. Francisco na cidade da mesma Bahia, no qual professou a 30 de Janeiro do anno de 1600; foi o 7o. custodio, e prelado maior da dita custodia antes de ser elevada a província, e n’ella faleceu com boa opinião no convento da Bahia, pelos annos de 1636 para 1639, com o nome de frei Vicente do Salvador.

3. Izabel de Lemos, segunda mulher de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, a fl…, e ahi o mais. Batizada na se a 25 de Março de 1568.

(1) Cazada esta com Antonio da Mota Fidalgo.

(2) Batizada na se a 28 de Janeiro de 1567.”

A primeira esposa do Jeronimo Moniz Barreto havia sido D. Micia Lobo de Mendonça, uma das 3 irmãs órfãs. Ou seja, por pouco não nos tornaríamos descendentes simultaneamente de pelo menos duas delas. Isso, obviamente, se o Antonio Moniz,  ai descendente, for mesmo o nosso ancestral.

Contudo não se para ai. Foi aqui que o “passarinho verde” disse aos meus ouvidos. Sem ter o porque, continuei lendo o que se passava.

PAG. 473

“N. 5 – Felippe de Lemos, filho de João Rodrigues Palha e de sua mulher Micia de Lemos, foi cazado com Francisca Barboza, (2) filha de Baltazar Barboza de Araújo e de Catharina Alvares, sua mulher, e era ja viuva esta Francisca Barboza de Christóvão  de Sa de Betencourt, do qual tinha dois filhos, Joanna Barboza, cazada com Miguel Telles de Menezes, e Francisco de Sa de Betencourt, casado com Anna de Souza, e d’este Felippe de Lemos teve mais:

Vicente Palha de Lemos, Lourenco de Lemos, Maria de Lemos ou Barboza e Agueda de Pina, cazada com Lourenco de Oliveira Pita, com filhos.

(2) Cazaram a 28 de Janeiro de 1620, e era viuvo de D. Maria Barboza. Piraja.

Ai esta. Antes que procurando, por sorte encontrei quem foram os pais de Antonio Galas da Silveira, marido de D. Luiza Josefa de Menezes. E ai vou ter que retornar ao livro para melhor compreender as relações de parentesco.

Certo, porem, é que, o autor do livro estava correto. O casamento entre pessoas com terceiro grau de parentesco, da aos filhos um terceiro grau de consanguinidade.

Ai se trata de genética para explicar, pois, a quantidade do DNA dos avos comuns dobram quando esses casamentos acontecem. Assim, essa quantidade se torna a mesma que ha entre pessoas primas em terceiro grau, mesmo sendo na genealogia consideradas primas em quarto grau.

Isso implica dizer que os filhos de primos em terceiro grau possuem a mesma quantidade do DNA de seus ancestrais na mesma proporção que seus pais. A cada geração, essa quantidade era para cair pela metade. Porem, a metade do lado materno se soma `a metade do lado paterno, produzindo um inteiro.

Nesse caso, ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO e irmãos eram primos terceiros por causa da linhagem Barbalho/Barreto. Mas também tinham o sangue acumulado do lado PALHA. Nesse caso, tornaram-se mais primos que o 3o. grau, o que poderia ser o 2o.

Para que não se percam no raciocínio, resolvi repetir aqui aquele pequeno trecho da pagina 376:

“N. 6 – D. Luiza Josefa de Menezes, filha quarta de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2; cazou com Antonio Galas da Silveira, * que teve a merce do habito da ordem de Christo, pelos serviços de seus avos, e não professou por falecer antes de o tomar; e era filho de Lourenço de Oliveira Pita e de sua mulher Agueda Pina Barbosa, e para se receberem foram dispensados, e teve filhos:”

Via Agueda Pina Barbosa constata-se que o Antonio Jose Moniz Barreto alem de Barbalho com Barbalho e Moniz Barreto com Moniz Barreto, foi também Palha com Palha. Era o Palhinha!

E assim se da porque o Francisco Moniz de Menezes ja era filho de D. Izabel de Lemos (Palha) e Jeronimo Moniz Barreto, o velho.

E observe-se que levando-se em conta apenas o Felippe de Lemos, que havia sido tio antepassado do Antonio Jose, veja-se com quantas famílias a raça se misturou. Alvares, Araújo, Barbosa, Sa de Betencourt, Souza, Oliveira e Pita.

Alias, esse Oliveira Pita do ancestral Lourenço talvez proceda dos de São Paulo. Pode ter sido um dos bravos que prontificou-se a defender a terras brasileiras conquistadas pelos holandeses.

Houveram alguns casos que paulistas se mantiveram no Nordeste e por la deixaram geração. Algo a se verificar. Não encontrei a família dele na Bahia.

Ou melhor, não encontrei o local ao qual ele possa estar inscrito. Isso porque ha um capitulo: ROCHA PITA, na Bahia. Trata-se de primeiros chegados cujos filhos podem ter se casado em outras famílias. Mas isso tem que ser verificado mas não tenho tempo agora.

Bom, ate aqui descobre-se que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO descende dos PALHA. Não consegui nada a respeito do Lourenço de Oliveira Pita. Tive, então, que ver o lado materno da ancestral dele, FRANCISCA BARBOZA.

PAG.113

Aqui o autor deu continuidade a capitulo anterior. So não foi completamente por acaso que encontrei porque busquei antes na internet. Assim, tive algumas informações previas e passando os olhos acabei encontrando o que procurava:

“Sucessão da sexta filha de Genebra Alvares e de seu marido Vicente Dias, a qual foi:

N.17 – Catharina Alvares, filha de Genebra Alvares e de seu marido Vicente Dias de Beja, moço fidalgo da caza do infante D. Luiz, cazou com Baltazar Barbosa de Araujo, natural de Ponte de Lima, filho de Gaspar Barboza de Araujo e de sua mulher D. Maria de Araujo. De Catharina Alvares e seu marido Balthazar Barbosa, foram filhos:

1. Francisca, batizada na se a 12 Fevereiro de 1579. Casada com Christóvão de Sa Betencourt, a fl…, e depois com Felippe de Lemos.”

Observe-se que as informações são suficientes para concluirmos que esses foram os pais que procurava. E, para encontrar que capitulo fazia aquela parte separada, não precisei buscar tanto assim. Faziam parte do CARAMURUS NA BAHIA.

PAG. 84

“CARAMURUS NA BAHIA

Diogo Alvares Correia, *da principal nobreza de Vianna, vindo `a Bahia por acazo da fortuna, sendo o primeiro Portuguez, que n’ella aportou, e pizou as suas praias, e pelo sucesso do seu naufrágio, e modo com que escapando d’elle com vida a conservou entre o gentio, que lhe acrescentou o cognome de – CARAMURU – é tão celebrado na tradição e historia. Depois de ter de uma

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  • Faleceu a 3 de Outubro de 1557, sepultado no mosteiro de Jezus, que era do collegio da Companhia: cadern. fl. 70 verso.

PAG. 85

filha do principal dos indios, que habitavam as costas da barra da Bahia, varias filhas illegítimas que n’esse lugar se assentaram, e chamado ainda então, como gentia, – Paraguaçu – como escrevem algumas memórias, ou com tem outras – Guaibim-Para – e tudo quer dizer o mesmo que – mar ou rio-grande – e conhecida depois de batizada por Catharina Alvares: d’esta e de seu marido Diogo Alvares Caramuru foram filhas legitimas:

1. Anna Alvares, que se segue.

2. Genebra Alvares, adiante.

3. Apolonia Alvares, depois.

4. Gracia Alvares, mulher de Antão Gil.”

PAG. 86

“Sucessão da segunda filha legitima de Catharina Alvares e seu marido Diogo Alvares Caramuru, que foi:

N. 2 – Genebra Alvares, filha segunda de Catharina Alvares e de seu marido Diogo Alvares Caramuru, cazou com Vicente Dias de Beja, natural da Provincia do Alentejo, moço fidalgo da caza do infante D. Luiz. Assim se acha em varios papeis manuscritos feitos por pessoas antigas, que tiveram o cuidado de escrever e fazer memória dos sugeitos, que casaram com estas filhas de Catharina Alvares e seu marido Diogo Alvares Caramuru, como também do Teatro Genealógico das arvores das principais famílias do reino de Portugal e suas conquistas.

De Genebra Alvares e seu marido Vicente Dias foram filhos:

12. Diogo Dias, que se segue.

13. Maria Dias (1) mulher de Francisco de Araújo, adiante.

14. Lourenço Dias, sem geração.

15. Melchior Dias, sem geração.

16. Vicente Dias, sem geração.

17. Catharina Alvares, (2) adiante.

***************************************

(1) Batizada na se a 5 de Janeiro de 1556

(2) Batizada na se a 18 de Julho de 1559.

PAG. 87

18. Andreza Dias, mulher de Diogo de Amorim Soares, (1) filho de Francisco Soares, de Ponte de Lima, sem geração.

19. Francisca Dias (2) mulher de Antonio de Araújo, irmão de Gaspar Barbosa, de Ponte de Lima, adiante `a fl… Segunda vez cazou essa Francisca Dias (3) como consta do assento seguinte: Aos 15 de Fevereiro de 1597 recebi eu o legado Pedro de Campos, deão da se, a Francisco de Aguiar, filho de Jacome Duarte e de sua mulher Izabel de Aguiar, moradores na cidade de Braga, freguezia de S. João de Souto, com Francisca Dias, filha de Vicente Dias e de sua mulher Genebra Alvares.”

**********************************

“(1) cazaram a 12 de Janeiro de 1586

(2) cazou com este a 8 de Janeiro de 1518. Na se. Padrinhos Antonio de Paiva e Antão Gil.

(3) Faleceu esta a 8 de Agosto de 1611. Sepultada em S. Francisco.”

As informações no livro são vagas. Busquei algo mais para dimensionar a importância da indígena Gauibim-Para. Entre as coisas que acho importante foi determinar que ela era Tupinamba e o nome do pai foi Taparica. Quem desejar ver um resuminho, abra:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_Paraguaçu

Para facilitar a leitura, vamos então fazer mais um esqueleto dessa genealogia. Assim saberemos como o Antonio Galas da Silveira descende desses ancestrais. Segue assim:

QUARTO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Diogo Alvares Correia (Caramuru) c.c. Catharina Alvares, pais de:

02. Genebra Alvares c.c. Vicente Dias de Beja, pais de:

03. Catharina Alvares c.c. Balthazar Barboza de Araujo, pais de:

04. Francisca Barboza c.c. Felippe de Lemos, pais de:

05. Agueda de Pina c.c. Lourenco de Oliveira Pita, pais de:

06. Antonio Galas da Silveira c.c. D. Luiza Josefa de Menezes, pais de:

07. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

08. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

09. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Penso que agora ficou demonstrado que mesmo que esse Antonio Jose não seja nosso ancestral, ele devera ter sido de outras pessoas no Brasil e a descendência dele poderá ser imensa, tanto quanto é a de nosso ancestral.

Imagine-se, então, o quanto maior devera ser a descendência do Diogo Alvares e Catharina Alvares! Pode ser que não sejamos descendentes deles através do Antonio Jose, mas difícil será não sermos por outros esqueletos.

De qualquer forma fica ai comprovado que o estudo da disciplina Historia ficaria muito mais prazeiroso se ao invés de estuda-la como se os personagens nos fossem alienígenas, eles fossem o que são: nossos ancestrais.

E, diga-se de passagem, de certa forma, íntimos. São apenas 9 gerações entre a primeira geração ate ao Antonio Jose. Caso o nosso ancestral seja esse mesmo temos apenas 6 gerações ate `a minha própria.

Pode parecer que o parentesco seria pequeno, contudo, os da casa de meus pais descendem 6 vezes do mesmo Antonio Jose Moniz. Ou seja, Isso soma tanto que ele e sua esposa se tornam praticamente nossos pais, por ser 6 vezes em apenas 6 gerações!

Para fechar esse capitulo vamos anotar apenas alguns exemplos do destino de nossos aparentados. Segue então:

PAG. 244

“BARROS DA FRANCA NA BAHIA

Affonso de Franca, foi um homem honrado, e fidalgo da bom procedimento, irmão de Andre Dias da Franca, o qual Affonso da Franca passou `a Bahia com sua mulher D. Catharina Corte-Real, e o pai d’este Affonso da Franca foi Lancerote de Franca. De Affonso de Franca e sua mulher foram filhos:”

PULANDO `A PAG. 247

N, 2 – Rafael Soares da Franca, filho de João Alvares Soares e de sua mulher D. Catharina Corte-Real, cazou com D. Catharina de Souza, filha de Antonio Pereira de Souza, Cavalleiro do habito de Santiago, e de sua mulher D. Antonia Bezerra, filha do mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra; foi homem rico e senhor de engenho no rio de Parana-mirim, teve filhos:”

PAG. 384

“ROCHA, SA E SOTOMAIOR

Diogo da Rocha de Sa, o 1o. aqui

Manoel de Sa Soutomaior, foi provedor da alfândega da Bahia, e cazado com Elena de Argolo, a fl… Era irmão de Diogo da Rocha de Sa, que aqui se segue, e naturaes da Villa de Viana, Foz de Lima, dos Sas e Soutomaiores, e filhos legítimos de Leonardo de Sa Soutomaior, pessoas nobres e de famílias principaes do reino de Portugal, donde se passaram para a Bahia nos princípios de sua fundação, e n’ella cazou Diogo da Rocha de Sa com D. Ignez Barreto, irman do alcaide-mor Duarte Moniz Barreto, e filhos ambos, com outros mais, que ja ficam a fl…, n. 1, e seus filhos e filhas com outros mais de Egas Moniz Barreto ahi a fl…, n. 1 e seg., e n’ella cazou Diogo da Rocha de Sa (1) e teve filhos:

1. Mem de Sa, que se segue.

2. D. Felippa de Sa, adiante

3. Diogo da Rocha de Sa, ao depois.

N. 1 – Mem de Sa, filho de Diogo da Rocha de Sa e de sua mulher D. Ignez Barreto, cazou com D. Maria Barboza, (2) filha de Francisco Barbuda, o velho, cavalleiro da caza de el-rei, e de sua segunda mulher Maria Barboza, que era irman inteira de Gaspar Dias Barboza Mello, e teve no decurso de 21 annos, que viveram cazados, os filhos seguintes:

************************************************

5. D. Escolastica, mulher do capitão Gaspar Maciel, adiante”

PAG. 386

“MACIEL E SA

N.6 Diogo de Sa Soutomaior, filho único de D. Escolastica de Sa, n. 5, e de seu marido Gaspar Maciel, capitão de mar e guerra, cazou com D. Guiomar da Rocha, primeira mulher, e teve:

************************************************

Segunda vez cazou Diogo de Sa Soutomaior com D. Francisca Barbalho, filha de Antonio Ferreira de Souza, filho de Euzebio Ferreira e de sua mulher Catharina de Souza, a fl…, n. 5 e 18: casaram na Capella do Bom Jezus do Socorro no 1o. de Dezembro de 1668.”

PAG. 391

“N. D. Roza Maria de Sa, filha do capitão-mor Mem de Sa, n. 10, e de sua mulher D. Mariana Cecilia da Serra, cazou com Egas Moniz Barreto, filho do coronel Egas Moniz Barreto e de sua mulher D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra, a fl…:

O padre Gonçalo de Sa Soutomaior

O capitão Roque Moniz Barreto, que faleceu solteiro.

Estacio de Sa Moniz Barreto, que se segue.

Egas Moniz Barreto, que faleceu solteiro.

Jose Sotero Moniz Barreto, cazado em Pernambuco

Nazario da Rocha de Sa Soutomaior, que cazou duas vezes, a primeira com D. Roza Maria Florentina, filha de Manoel Nunes de Vasconcellos e de sua mulher D. Catharina Barboza, e d’esta teve seis filhos que todos faleceram solteiros, que foram: Manoel, Mario, Augusto, Antonio, Roza e Catharina.

Vicente Vasco Jose, que faleceu solteiro

D. Antonia Maria Francisca, adiante.

D. Roza Maria de Sa, ao depois. [PAG. 392]

D. Maria Sofia de Jezus Maciel, adiante.

D. Mariana Cecilia Bezerra, ao depois.”

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Assim completamos o capitulo com a conclusão de que, fatalmente, em sendo descendentes do Antonio Jose Moniz Barreto, seremos em maior ou menor teor aparentados da maioria dos baianos e brasileiros de um modo geral.

E se fizermos uma genealogia mais completa dos descendentes desses ancestrais verificaremos que eles também serão, obrigatoriamente, ancestrais de todas as personalidades de todos os âmbitos de atividade.

Isso significa dizer que o maior coco da Bahia, Rui Barbosa; o poeta Castro Alves e tantos escritores e compositores terão algo de nossa genética recente.

E quanto mais gerações se passam, maior tendência será de sermos aparentados das gerações mais novas. Isso porque a cada novo entroncamento haverá a chance de os filhos nascerem de descendentes de nossos ancestrais, tanto do lado materno quanto paterno.

Essa se torna a grande verdade do estudo genealógico. Não se precisa casar com parentes próximos e conhecidos para deduzir que teremos parentesco com nossos cônjuges. Ja sabemos que temos, com qualquer pessoa. A genealogia somente confirma isso e da o grau!

Quem depois abrir esse livro, pode procurar que na sequencia da descendência do Diogo Caramuru e Paraguaçu, multiplica-se, entre outras, a Araújo de Aragão. Ou seja, aquela que depois ira se encontrar com o Barbalho Barreto na formação dos diversos títulos de nobreza do império.

Outro detalhe, não confundam o capitão-mor, aqui presente, Mem de Sa, como o governador geral do Brasil. Os Sa são os mesmos. E o nome também. Mas esse casamento se deu quando o governador ja era defunto.

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07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE YAYA!!!

Começando com uma brincadeira, abram para acompanhar a leitura:

http://www.tcm.com/mediaroom/video/1075601/Three-Caballeros-The-Movie-Clip-Os-Quindin-De-Ya-Ya.html

Sem palavras:

PAG. 135

“ARAUJOS E BARBOZAS

Balthazar Barboza de Araujo, *de quem era irmão bastardo Francisco Barboza de Araujo, a fl… n. 3, e ambos naturaes de Ponte de Lima, era filho legitimo de Gaspar Barboza de Araujo e de sua mulher D. Maria de Araujo, neto De Francisco Rodrigues de Araujo e de sua mulher D. Genebra Barboza, filha de Estevão Gonçalves Susteiro e de sua mulher D. Brites Barboza, filha de Gonçalo Fernandes de Barboza, que servio a el-rei D. João I com gente `a sua custa na batalha de Aljubarrota, o qual Gonçalo Fernandes de Barboza houve a dita D. Brites Barboza de sua mulher Beatriz Correa, filha de Fernão Affonso Correa, senhor de honra de Farelões, e das freguezias de S. Pedro do Monte e Villameana, e de sua mulher D. Leonor Rodrigues da Cunha, neta de Affonso Vasques Correa, senhor da honra de Farelões, e de D. Berengueira Nunes Pereira, filha de Rui Pereira, a quem chamara o Bravo, e de D. Violante Lopes de Albergaria, e neta de D. Rui Gonçalves Pereira e de D. Berengueira Nunes, filha de Nuno Martins Barreto, bisneto de Paio Correa de Alvaranntu e de D. Maria Mendes de Mello, filha de Mem Soares de Mello, terceira neta de Pedro Paes Correa, e de D. Dordens Paes, filha de D. Pedro Mendes de Aguiar, quarta neta de D. Paio Soares Correa, o velho, e de sua segunda mulher D. Maria Gomes da Silva, filha de [136] D. Gomes Paes da Silva, alcaide-mor do castello de Santa Olaia, quinta neta de D. Sueiro Paes Correa e de D. Urraca Sueiro, filha de D. Huergueda, sexta neta de D. Paio Ramiro, fidalgo portuguez, rico homem d’el-rei D. Affonso VI de Espanha.

Foi Gonçalo Fernandes de Barboza filho de D. Fernão Pires de Barboza e de sua mulher D. Mauroires, filha de Aires Paes de Torozelos e de D. Urraca Ramires, filha de Dom Rui Gonçalves da Cunha, neto de Martim de Barboza e de D. Margarida Eanes, filha de João Aires Duro e neta de Aires Rodrigues Duro e de D. Thereza de Vasconcellos, filha de João Pires de Vasconcellos, bisneto de Nuno Pires Barboza, e terceiro neto de D. Pedro Nunes de Barboza e de D. Elvira, filha de Martim Pires da Maia, Ojami, de alcunha, quarto neto de D. Nuno Sanches de Barboza e de sua mulher D. Thereza Alvares, filha do Conde D. Alvaro de Ferreira de Castella, quinto neto do Conde D. Sancho Nunes e da Condessa D. Thereza Mendes, filha de D. Mem Moniz de Riba-Douro, sexto neto do Conde D. Nuno de Salanova e de Sancha Gomes Echegui, sétimo neto de Guterre Arias, Conde de Tui, mordomo-mor d’el-rei D. Affonso Magno, oitavo neto de Ermenegildo, Conde de Tui, mordomo-mor e parente d’el-rei D. Affonso Magno, pelos annos de Christo de 864.

Foram Balthazar Barboza de Araujo e seu irmão Francisco de Araújo Barboza bisnetos de Rodrigo Alvares de Araujo, commendador da ordem de Santiago, e de D. Bibiana Alvares de Antas, filha de Alvaro Pires de Antas, e neta de Estevão Rodrigues de Antas, que se achou no escalamento de Tui, como refere Azurara na Chronica d’el-rei D. João I, e concorreo nos tempos d’el-rei D. Diniz, bisneta de Gonçalo Fernandes de Antas, senhor do Pasto de Antas, e do conselho de Fragão, e de sua mulher D. Ignez Aldred, filha de D. Vasque Aldred Da Silva, terceira neta de Garcia Vasques de Antas e de sua mulher D. Thereza de Novaes, filha de D. Paio de Novaes, senhor de Gondum, que era da caza de Castella, e de sua mulher D. Thereza Oerio, quarta neta [137] de Pedro Esteves de Antas e de D. Dordia Martins, filha de Martim Dadi, o velho, e de sua mulher D. Urraca Pires, filha de D. Pedro Mendes de Aguiar.

Foram os ditos Balthazar Barboza de Araújo e seu irmão Francisco de Araújo Barboza, terceiros netos de Alvaro Rodrigues de Araújo, commendador do Rio-Frio, e de D. Constança da Veiga Azevedo, filha de Rui Lopes da Veiga Azevedo, quartos netos de Paio Rodrigues de Araújo, que chamaram o cavalleiro, embaixador d’el-rei D. João I de Portugal, capitão da guarda do infante D. Henrique, e de sua mulher D. Leonor Pereira de Barbuda, senhor do solar de Barbudo, quintos netos de Pedro Anes de Araújo Portegueiro, maior de Cella-Nova, senhor da terra de Lindozo, e de sua mulher (não lhe explica o nome) filha do senhor de Pedrozo, sextos netos de Gonçalo Rodrigues de Araújo, vassalo d’el-rei D. Fernando de Portugal, senhor de Villar de Vallar, e do Ingar de Ladrões, e Cazal de Donez, e da terra de Lindozo, e de sua mulher, que foi filha de um senhor da caza de Ribeira, e da terra de Lindozo, e dos Susgados, e Portorgo de Castro Laboeiro, e de sua mulher, que foi filha de um senhor da caza de Ribeira em Galiza, sétimos netos de Pedro Anes de Araújo, fronteiro-mor contra a parte de Galiza, e de sua mulher N. Velozo, oitavos netos de Vasco Rodrigues de Araújo, o primeiro que teve esse apellido de Araújo, por ser senhor dessa Villa, Milmenda, Interino e 13 da ordem de Santiago e de sua mulher D. Leonor Gonçalves Velho, filha de Pedro Anes Velho, mestre da ordem de Santiago em Portugal, nonos netos de Paio Cavalleiro, em quem começou esta família.

O Marquez de Monte-Bello, nas notas ao Conde D. Pedro, affirma descender do infante D. Velozo, filho d’el-rei D. Ramiro. Foi este Paio Cavalleiro senhor das villas de Araújo, Interino, Guindeve, Milmenda, e Val de Pedras. Tudo o que aqui se refere anda nos livros das linhagens em Portugal, e no Conde D. Pedro; e nos autores, que escreveram as notas ao dito Conde D. Pedro; e também no 1o. tomo da Corografia Portugueza, cap. 14 fl. 253, se trata da família dos Araújos.”

Observem que nada tratei da descendencia do Francisco de Araujo Barboza, irmão do Balthazar.

Acredito não precisar por hora, pois, isso que anotei ja deu algum trabalho e nada nos valera; tanto se acaso do Antonio Jose Moniz Barreto não nos for ancestral direto, quanto se for mas não verificarmos isso por meio dos documentos que acaso isso mostre.

A vantagem será que se esses estudos de nada valerem para nos, pelo menos poderá valer para quem, com certeza, seja descendente das pessoas ai presentes. Se lerem meus escritos, tirem bom proveito.

Quando tratei da descendencia do Jose Coelho de Magalhães, pensando ser com certeza o nosso ancestral na linhagem Coelho, tive a oportunidade de ver diversos desses mesmos nomes. E outros que antecedem a esses. Portanto ja os sei ser descendentes das realezas europeias mais antigas.

Quanto ao Francisco de Araújo Barboza temos:

PAG. 93

“N. 3 – Maria Dias, filha segunda de Genebra Alvares, n. 2, e de seu marido Duarte Dias cazou com Francisco de Araujo, filho natural de Gaspar de Barboza Araújo, natural de Ponte de Lima, da nobilissima familia dos Araújos, que ha na provincia de Entre-Douro e Minho (1).

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(1) Theat. Geneal., arv. 36. Faleceu este a 27 de Agosto de 1602. Sepultado na Mizericordia.”

Essa nota sera interessante para quem se interessar em aprofundar mais porque a descendência do irmão do Balthazar poderá ser igualmente nossa parente próxima, caso sejamos descendentes do Antonio Jose Moniz Barreto.

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08. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE MAIS PARENTESCOS

A) Obviamente, não se encerrou ainda a nossa busca por nossos parentes. Não tive a oportunidade de verificar nada a respeito de nossa ancestral Manoela do Espirito Santo, que foi a esposa do pentavô Antonio Jose Moniz.

Caso ele seja o mesmo Antonio Jose Moniz Barreto, então, teríamos que buscar saber se ela era baiana e, em sendo, de qual família procedia. Caso seja, muito provavelmente terá ascendência semelhante `a do marido, com o risco, para nos que somos descendentes, de descender dos mesmos ancestrais que ele.

Se ela for mineira, terá ancestrais que serão ancestrais do marido. Essa torna-se uma fatalidade obrigatória. Contudo, em sendo ancestrais de varias gerações anteriores `as deles, não será grande problema para nos, pois, isso é o normal!

B) Alem dela temos outra oportunidade de descender do conjunto de ancestrais presentes nesse estudo. Trata-se de Thereza de Jezus. Apenas para manter a grafia daquela época.

Thereza de Jezus teve por marido ao português sargento-mor Domingos Barboza Moreira. Vejamos esse esqueleto para explicar como chegam ate a nos:

01. Domingos Barbosa Moreira c.c. Thereza de Jesus, pais de:

02. Norothea Barbosa Fiúza c.c. português, João de Souza Azevedo, pais de:

03. Maria de Souza Fiuza c.c. português, Antonio Borges Monteiro, pais de:

04. Antonio Borges Monteiro Jr. c.c. Maria Magdalena de Santana, pais de:

05. Maria Francelina Borges Monteiro c.c. Daniel Pereira do Amaral, pais de:

06. Maria Marcolina Borges do Amaral c.c. Antonio Rodrigues Coelho, e esses se tornaram nossos trisavós, tanto do lado materno quanto paterno.

02. João de Souza Azevedo foi natural de Vila Nova do Norte, Portugal, e filho de Manoel de Sousa de Azevedo e Anna Coelho.

03. Antonio Borges Monteiro foi natural da Vila de Seia, Freguesia de Pinhanços, do Distrito de Guarda, também de Portugal no continente. Foi filho de Antonio Borges e de sua segunda esposa Joanna Monteiro. Atualmente temos mais informações a respeito deles.

Segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, Thereza de Jesus procedia de Tabaiana, BA. Isso `a epoca que o Sergipe fazia parte da Bahia, pois, a atual cidade chama-se Itabaiana e é naquele estado. Aqui podemos supor que possa ter cometido algum engano.

A única informação que nos passou a respeito do sargento-mor Domingos Barbosa Moreira foi a de que era português. Não temos ainda sua procedência.

Encontramos informações interessantes a respeito dele, ja em Minas Gerais. Isso foi descrito na pagina:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

O que ha esta no ultimo capitulo: 10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

Dentro do capitulo acima, inicio a descrição do que encontrei a respeito do Domingos Barbosa no sub-capitulo 6. Ha que se rolar quase todo o conteúdo da pagina para encontrar.

De util para nossa genealogia mesmo encontrei que ele arrecadou os dízimos dos quartéis da Comarca do Serro do Frio em 1723, quando ja era sargento-mor.

Alem disso, como referencia, so tínhamos as datas a partir de 1775, quando a neta Maria de Souza Fiuza se casou. Outras referencias a ele dão conta que tinha ligações com cristãos-novos, inclusive alguns processados pela Inquisição.

Outro detalhe importante da vida dele foi que a literatura afirma que alegou ter lutado contra a rebelião de Felipe dos Santos, que se deu em 1720, em Minas Gerais.

Ele usou o argumento de que havia aumentado a fazenda real com suas ações, alem de ter protegido os interesses da coroa portuguesa `as próprias custas e com o “uso de gente e escravos”.

Assim, pode-se deduzir que foi abastado. Mesmo porque, somente se o fosse poderia ter ocupado os cargos que ocupou e pretender os privilégios de nobreza que requereu.

Alem disso, a data de 1720 torna-se imprescindível para deduzir que deveria ser maduro, apto ao casamento. Provavelmente, os filhos que teve, caso tenha tido outros alem da nossa ancestral, deverão ter nascido no máximo dentro da faixa dos 30 anos seguintes.

Então, precisamos retornar `a Revista Trimensal para encontrarmos alguns dados interessantes. Vejamos então:

PAG. 375

“N. 5 – D. Eugenia Thereza de Menezes, filha de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2, cazou com o Sargento-mor João Lopes Fiúza, * cavalleiro professo na ordem de Christo, natural de Ponte de Lima, villa de Viana, filho de Sebastião Fiúza e de sua mulher Izabel Lopes; e teve filhos:”

“23. D. Thereza Eugenia de Menezes, cazada com o capitão-mor João Felix Machado Soares em Santo-Amaro, e depois com o doutor Francisco Gomes de Sa, e de ambos sem filhos. Batizada a 11 de Maio de 1713, na Se.”

Pensar que D. Thereza Eugenia seja nossa ancestral, nessas circunstancias, seria querer demais. Mas não seria impossível.

Nascida em 1713, poderia estar pronta para o casamento por volta de 1725. `A época não seria considerado absurdo algum. Como ela não teve filhos dos seus dois maridos, nada mais consta em relação `a vida dela.

Mas algo não se pode negar. Aqui se registra o encontro das famílias Barbalho e Fiúza. Nesse caso, não se pode descartar a possibilidade de outros casamentos terem se dado entre as duas famílias. Ou Fiúza com outra família da qual, talvez, sejamos descendente.

O extremo da coincidencia ai poderia ser que D. Thereza Eugenia poderia ter tido seus dois maridos, que poderiam ter sido senhores mais velhos, e eles terem se casado com ela e falecido no espaço dos próximos 15 anos. Ou seja, antes de 1740.

Estando viuva e ainda jovem, em torno de 27 anos no máximo, poderia ter tido a terceira oportunidade de casar-se, dessa vez com um Domingos Barboza Moreira também ja maduro. Acredito que ele tenha nascido ao mais tardar em 1695, o que o faria chegar a 1740 aos 45 anos de idade.

Nesse caso, ate 1775, quando do casamento da ancestral Maria de Souza Fiúza, seriam 35 anos de espaço, perfeitamente dentro das possibilidades para os nascimentos dela e sua mãe, Dorothea Barboza Fiuza.

Construi essa hipótese apenas para alertar a respeito das possibilidades de sermos descendentes por tantas vias dos mesmos ancestrais. Não por desejo de que isso realmente tenha acontecido.

Mas para alertar a respeito dos riscos de ignorarmos a genealogia e não termos uma medida dos riscos que, por ignorância do passado, podemos estar expondo nossa descendência a eles.

A genealogia, nesse caso, devia ser um ótimo instrumento para uso em medicina preventiva. Todos deveriam te-la escrita. O médicos teriam que ser instruídos a respeito da matéria para orientar os nubentes.

E estes precisariam abrir suas consciências, pois, para eles próprios isso não seria problema, os problemas são passados para as gerações seguintes.

C) BRAVO, BRAVISSIMO. Naturalmente, havemos que considerar as diversas formas pelas quais devemos ser aparentados de todas as famílias brasileiras. O sobrenome Bravo entra como uma das possíveis chaves.

PAG. 427

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“BRAVO

Antonio Bravo, foi natural do Porto, e cazado com Margarida Antonia, e teve filhos:

1. Antonio Mendes Bravo, que se segue.”

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Esse foi apenas um inicio de um capitulo curto. Não quiz aprofundar. Somente vi que no fim do capitulo a descendência estava com o sobrenome Serrão. Será sobrenome que posteriormente produzira famílias com titulo de nobreza.

O interessante aqui foi que `a mesma época e no mesmo Porto registra-se a saída de nosso ancestral Miguel Gomes Bravo. Possibilidade de serem parentes para mim chega a 100%.

A diferença foi que nosso ancestral tomou rumo mais ao Sul. Foi para Vitoria-ES e depois Rio de Janeiro.

D) BARRETOS EM PERNAMBUCO. João Paes Barreto foi o maior entre os senhores de engenho no inicio da colonização de Pernambuco, contando com o senhorio de 10 engenhos. Foi casado com Ignez Guardes de Andrade, filha de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.

Brás Barbalho Feyo foi modesto em relação a ele. Foi senhor apenas do engenho São Paulo da Várzea do Capibaribe. Alias, engenho fundado pelo sogro que foi o mesmo Francisco. Foi casado com Catharina ou Maria Tavares de Guardes.

Em uma literatura ha uma descrição dizendo que Francisco havia sido uma pessoa tão bem conceituada que conseguira casar bem as filhas e outra que se casara com Brás Barbalho Feyo.

Brás foi o pai da Camilla Barbalho. Ela com o Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda foram os pais do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Guilherme foi neto de Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra. Um dos casais povoadores de Pernambuco. Praticamente todos os nascidos em Pernambuco deverão te-los como ancestrais.

Por ai se ve que os primeiros chegados a cada lugar tornam-se rapidamente ancestrais das futuras gerações. E a descendência que se desloca para outras paragens acaba se tornando ancestrais das futuras gerações do novo lugar.

Dessa forma se dão as multiplicações genealógicas e justamente por isso mesmo, nos acabamos nos tornando descendentes dos mesmos ancestrais que as outras pessoas também o são.

Em Pernambuco não descendemos dos Barreto. Mas eles descendem de nossos ancestrais. Se não formos descendentes dos Barreto da Bahia, eles serão descendentes de nossos ancestrais que foram para la.

Dado que, não quiz ainda repetir a informação, em São Paulo e Rio de Janeiro, alem de descenderem dos Gomes Bravo, descendem dos capitães-mores, Antonio de Oliveira e João Carvalho de Pimenta. O que também nos descendemos.

Creio que esse motivo nos basta para demonstrar o quão infame é o orgulho das pessoas que pensam ser melhores que as outras.

Deveríamos dar o máximo de nos para fazermos uma genealogia o mais completa possível. Assim, toda vez que alguns se arvorarem de melhores que os outros poderíamos esfregar em suas faces as origens de todos.

Esse mundo precisa de menos orgulho e mais união. De menos disputas e mais soluções.

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09. UM POUCO DA DESCENDENCIA DA DONA COSMA BARBALHO

Para não deixar sem uma menção, resolvi postar um pouco da descendência de dona Cosma Barbalho Bezerra e seu marido Francisco de Negreiros Sueiro. Isso ajuda a termos uma ideia de como se diversificou nossa família na Bahia.

Bom, a bem dizer, multiplicou-se em sobrenomes. Mas os ancestrais de todos acabam se encontrando nos mesmos nichos, especialmente em Portugal. E não pretendo extrair mais nada do livro, pois que senão terei que acabar de copia-lo integralmente! E a revista tem quase 500 paginas.

PAG. 308.

“NEGREIROS DE SERGIPE DO CONDE

     Jorge Esteves, que era filho de Jeronimo Esteves, passou com sua mulher Dorothea Fernandes, naturaes todos da Villa de Agua Revez, do arcebispado de Braga, para a Bahia, e na Villa de Sergipe do Conde foi juiz ordinário e dos órfãos, e teve filhos:

     1. Domingos de Negreiros, que se segue

     2. Jeronimo de Negreiros.

     N. 2 – Domingos de Negreiros, filho de Jorge Esteves, acima, foi cazado com Maria Pereira* filha de Martim Lopes Sueiro e de sua mulher Anna Pereira a fl…, n. 2 e teve filhos:

     1. Damião de Negreiros, mulher sua D. Luzia de Souza fl…

     4. O capitão Domingos de Negreiros Sueiro, que se ordenou de sacerdote no anno de 1645, e das suas inquirições consta, que era filho de Domingos de Negreiros, acima, e de sua mulher Maria Pereira, neto por parte paterna de Jorge Esteves e de sua mulher Dorotea Fernandes, naturaes da villa de Agua Revez, do arcebispado de Braga, e por parte materna neto de Martim Lopes Sueiro e de sua mulher Anna Pereira. Batizado na capella de S. Germano Patativa, pelo coadjutor Nicolao Viegas, a 17 de Marco de 1629. Padrinhos seu tio Jeronimo de Negreiros e D. Maria de Souza, mulher de Duarte Lopes Sueiro.

     5. D. Anna de Negreiros, mulher do capitão Guilherme Barbalho, a fl… n. 2.

     6. Francisco de Negreiros Sueiro, que se segue.

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     Cazaram a 4 de Fevereiro de 1607.

PAG. 309

N. 6 – Francisco de Negreiros Sueiro, filho de Domingos de Negreiros, n. 2, e de sua mulher Maria Pereira, foi cazado com D. Cosma Barbalho, filha do mestre de campo Luiz Barbalho e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonça, a fl…, e teve filho:

7. Luiz Barbalho de Negreiros, que se segue.

N. 7 – Luiz Barbalho de Negreiros, filho de Francisco de Negreiros, n. 6, e de sua mulher D. Cosma Barbalho cazou com D. Luiza Corte-Real, (1) filha de João Alvares de França, a fl…, e de sua mulher D. Catharina Corte-Real, e teve filhos.

8. Francisco de Negreiros Corte-Real, que se segue

9. João Alves Soares Corte-Real, batizado a 26 de Fevereiro de 1668

10. Domingos Soares Barbalho, batizado a 23 de Março de 1669, cazou com D. Izabel Barboza a 15 de Fevereiro de 1700.

11. Antonio Barbalho de França, adiante, batizado a 7 de Novembro de 1670.

12. Gonçalo Soares de França, batizado a 10 de Janeiro de 1678, clérigo.

13. Joze Barbalho Corte-Real, faleceu solteiro.

14. D. Maria Josefa Corte-Real, solteira.

N. 8 – Francisco de Negreiros Corte-Real, filho de Luiz Barbalho de Negreiros, n.7, e de sua mulher D. Luzia Corte-Real, casou com D. Antonia de Araújo ou de Aragão (2) filha de Pedro Camelo de Aragão Pereira e de sua segunda mulher D. Anna de Araújo, a fl…, n. 74, a qual D. Antonia era viuva de Pedro Paes Machado, como fica ahi, e d’este seu segundo marido Francisco de Negreiros teve filhos; segunda vez cazou com D. Elena Maria de Argolo Menezes, filha do capitão Antonio Moreira de Menezes e de sua mulher D. Anna de Menezes, a qual D. Elena ja era viuva do legado Bartolomeo Soares, não teve filhos.

15. D. Luiza Corte-Real, mulher do alferes Sebastião da Rocha Pita, a fl… n. 12, sem filhos.

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(1) faleceu esta a 23 de Janeiro de 1716

(2) cazaram a 7 de Outubro de 1697; na capella da Pena do Engenho da Ponta.

PAG. 310

16. Luiz Barbalho de Negreiros Corte-Real, cazou com D. Anna Joaquina de Almeida, irman do mestre de campo Bernardino Marques; não teve filhos.

17. D. Anna de Araújo ou Aragão, vive solteira

18. Antonio Joze de Negreiros Corte-Real; cazado com D. Catharina Josefa, sua parents, sem filhos.

N. 11 – Antonio Barbalho da França, filho de Luiz Barbalho de Negreiros, n. 7, e de sua mulher D. Luiza Corte-Real, cazou com D. Roza de Araújo de Aragão (1), filha de Pedro Camelo de Aragão Pereira, que ja fica acima, e era esta D. Roza irman de D. Antonia, e filhas ambas, do sobredito Pedro Camelo. De D. Roza e seu marido Antonio Barbalho da França foram filhos:

19. Ignacio, batizado a 8 de Dezembro de 1693

20. Luiz Barbalho de Negreiros

21. D. Anna de Aragão, mulher de Felix de Itaparica, sem filhos.

22. D. Antonia, mulher do doutor João Pereira de Vasconcellos, a fl… n. 76.

Segunda vez cazou Antonio Barbalho, acima, com D. Catharina Jozefa de Araújo Azevedo, filha do capitão Gaspar de Araújo Azevedo e de sua mulher D. Izabel Barboza, e teve também filhos:

Antonio e D. Cosma, que faleceram solteiros.”

Creio não precisar estender mais. Mesmo porque não ha no índice indicação dos nomes com os quais se casaram essa descendência. Pelo menos, o que ja esta ai da uma mostra geral.

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10. ANTONIO BARBALHO PINTO, NOSSO QUASE ANCESTRAL!

Desfazendo confusões. Anteriormente, havia postado uma pagina em meu blog na qual reproduzi o que encontrei no livro: “PEDATURA LUSITANA, NOBILIÁRIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL.” CAPITULO: “BARBALHOS”. O endereço da pagina é:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

Esta no capitulo da pagina: 08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO.

Basta rolar o material ate aproximadamente `a metade do conteúdo da pagina para encontrar a matéria.

Mas antes disso, vejam outro relato. O amigo Mauro Moura de Andrade enviou-me também noticias em forma de paginas do livro: A SAGA DOS CRISTÃOS-NOVOS NA PARAÍBA. De autoria de dona Zilma Ferreira Pinto.

Antes de tudo, veja-se o que ha de informações mais úteis para nosso estudo agora. Segue-se isso, da pagina 143:

“Antonio Barbalho Pinto, um neto de Branca Dias no Senhorio do Camaratuba. O homem que desacatou Paulo Linge. O nobre avoengo e ancestral dos grandes povoadores.”

Ao demonstrar que, ao contrario do que fora dito por Borges da Fonseca a respeito da morte de Antonio Barbalho Pinto, dado como morto por ele em 1625, na verdade, em 1645 ainda estava vivo; ela copia, de Diogo Lopes Santiago e Maximiano Machado, `a pagina 150, e temos:

“…. e também foram soltando alguns malsinados debaixo dos mesmos passaportes e prometimento de fidelidade com as grandes peitas que lhes deram, exceto Antonio Mendes de Azevedo, que mataram, por trazer um filho e um genro na guerra…

das outras freguesias das capitanias, desde o Rio São Francisco ate a Paraíba, prenderam a outros muitos homens, e da Paraíba veio preso Antonio Barbalho, que não soltaram com os mais…

posto que o governador Paulo Linge desejou bem de prender alguns dos moradores principais, como tinha por ordem e havia ja mandado prender a Antonio Barbalho …. (71)”

Do livro pude extrair um pouco da genealogia. Veja-se isso:

  1. Antonio Barbalho Pinto e

    1. Guiomar Barbalho, filhos de:

    2. Antonio Barbalho c.c. Violante Fernandes, filho de:

    3. Fernão Barbalho c.c. ?

Violante Fernandes foi filha de: Branca Dias c.c. Diogo Fernandes.

Branca Dias fora cristã-nova e Diogo cristão-velho.

Foram casados 2 vezes cada um:

1) Violante Fernandes c.c. Joao Pereira, pais de:

     a) Leonardo Pereira c.c. Brasia Pinto

     b) Mateus Pereira

2) Antonio Barbalho c.c. D. Antonia Bezerra

a) Felipe Barbalho

b) Luis Barbalho (N. 1601 aprox.)

Antonio Barbalho Pinto c.c. Anna da Silveira.

Vejamos agora o que nos trás de interessante o PEDATURA LUSITANA:

PAG. 343

“BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho …… e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ….. e teve

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar ……. m.er de Ignacio Cernache de Noronha co. g.

Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felipe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil …..

3. Luis Barbalho filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erão primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverão Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forão pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da caza delRei e com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.”

*************************

PAG. 354

“sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Caza delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:”

Na verdade, os genealogistas na atualidade seguem uma combinação de linhagens deixada por *Borges de Fonseca, e outros, na qual temos:

01. Brás Barbalho Feyo c.c. Maria (ou *Catarina) Tavares de Guardes, pais de:

02. Camila Barbalho c.c. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, pais de:

03. Luis Barbalho Bezerra c.c. D. Maria Furtado de Mendonça.

*Borges da Fonseca afirma, em parte, que o nome da esposa do Brás era Leonor, mas outros mencionam nome desconhecido, embora sabendo que houvesse uma filha chamada Leonor Tavares de Guardes, filha de Francisco de Andrade Carvalho e Maria Tavares de Guardes.

No capitulo, Barbalhos, pag. 139, ele escreveu que a esposa do Brás fora a Leonor. E que Camilla Barbalho, teria se casado com Fernão Bezerra. Na segunda não ousou escrever nomes.

Na verdade, a nobiliarquia escrita por Borges da Fonseca que verifiquei na internet contem três partes.

No capitulo BEZERRAS FELPA DE BARBUDA, pag. 35, menciona `a pag. 36 o nome N……….. Bezerra Monteiro como marido da Camilla.

A outra esta mais ao final da publicação, nos indexes. O que inicia-se `a pag. 384 também não nomeia a esposa do Brás, destaca apenas que havia sido irmã de Ines Guardes, “mulher do instituidor do Morgado do Cabo”.

Quem desejar verificar os detalhes, pode-se ler o livro no endereço:

http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_1925_00047.pdf

Por essas notas podemos observar que houve confusão do autor do Pedatura Lusitana. Na verdade, são dois troncos, por enquanto, separados, que deram origem `a Família Barbalho no Brasil. Aquele iniciado pelo Brás e o iniciado pelo Antonio Barbalho Pinto.

Segundo o Borges da Fonseca, o Brás ja estava no Brasil, Pernambuco, desde os tempos do primeiro proprietário da capitania, capitão-mor, Duarte Coelho. E dele nasceu Camilla Barbalho, a qual passou o sobrenome para os filhos.

Ao que tudo indica, para que tenhamos origem no Fernão Barbalho, como propõe o autor, este terá que não ter encontrado documentos dizendo que o Brás também fosse filho dele. Pela idade, acredito que Brás pode ter sido irmão do Fernão, talvez primo.

Enxergo outra pequena possibilidade também. A de que o Antonio, filho de Fernão Barbalho, fosse o próprio Brás Barbalho Feyo. Talvez se chamasse Antonio Brás Barbalho Feyo. E os autores não mencionaram.

Nesse caso, ele poderia ter sido pai de Antonio e D. Guiomar ainda em Portugal. Mas o autor do Pedatura deve ter recebido informações desencontradas ja que realmente teve filhos com os nomes Felipe e Alvaro.

O que ele também não ficou sabendo foi que teve a filha Camilla. Essa sim casou-se com Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, que fora neto do Pantaleão Monteiro e Brazia de Araújo ou Monteiro.

Nesse caso, Luiz Barbalho Bezerra e Felipe Barbalho Bezerra ja eram netos e não filhos do “Antonio” Brás. Dentro dessa possibilidade, o Antonio Barbalho Pinto, seria meio-irmão da Camilla Barbalho.

Porem, não se teria mais noticia desse parentesco. Em primeiro lugar ele não teria crescido na presença dele, e foi posteriormente para o Brasil.

No Brasil, poderiam ter residido distanciados. Então, quando da prisão do Antonio Pinto, poucos ou ninguém mais que ele próprio saberia de tal parentesco.

Talvez para preservar os parentes e a si próprio, mantivesse distancia por causa da condição de ser neto de uma cristã-nova.

Pareceu-me que a esposa não mencionada no Pedatura devera ser dona Violante Fernandes.

E a razão para ela não aparecer naquele livro deve ter sido justamente proceder de família cristã-nova. Isso seria motivo mais que suficiente para exclusão, para não “manchar” a nobreza porque estava-se em plena Inquisição.

Nesse caso, o Antonio Barbalho Pinto devera ter sido o primeiro filho do primeiro Antonio. E pode ter sido neto do Fernão Barbalho.

Possível será que dessa confusão tenham brotado outras, nas quais os antigos genealogistas apontavam Fernando Bezerra ou Antonio Bezerra Monteiro como pai do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Na verdade, os dois: Luis e Luiz Barbalho Bezerra foram contemporâneos. Ja havia visto essa menção de que o grande soldado havia nascido em torno de 1601.

Na verdade, o governador Luiz Barbalho nasceu em torno de 1584 ja que foi dito que casou-se aos 30 anos, em 1614, mesmo ano no qual nasceu seu primeiro filho, Guilherme Barbalho Bezerra.

Não seria impossível, mas bastante improvável que o Luiz começasse a ter filhos e se casado em torno de seus 14 anos de idade, mesmo naquela época. Naquele tempo o homem valia o quanto tinha no bolso.

Os homens de origem nobre buscavam casamentos, quando se casavam, depois que eram provados. Os pais eram os que determinavam com quem as filhas iriam se casar. E eles preparavam dotes para o casamento das filhas.

Esses dotes representavam verdadeiras fortunas. Quanto maior fosse o dote, mais elevado na escala social poderiam “comprar” um marido. O que pretendiam comprar era segurança para a própria descendência, portanto, tinham o cuidado de escolher maridos que ja tivessem mostrado valor.

O próprio governador Luiz Barbalho Bezerra casou-se aos 30 anos.

Não se põe data no casamento do filho dele Fernão. Mas o Pedatura menciona que foi casado com Maria de Macedo, e acrescenta: “m.er baixa”. O que deve significar, sem nobreza. E, também, sem dote. Talvez ele tenha se casado novo.

Existem mais duas evidencias que nos mostram que o governador Luiz Barbalho não foi filho do Antonio Barbalho. Primeiro porque o segundo casamento dele se deu por volta de 1586, quando o governador ja era nascido.

A segunda questão foi a de que Antonio Barbalho Pinto foi o filho de Antonio Barbalho e Violante Fernandes. E que, em teoria, teria sido irmão do governador.

Nesse caso, ele teria tido um irmão que chefiou a resistência `a invasão holandesa durante vários anos, sendo famosíssimo por conta desse fato.

O governador Luiz Barbalho faleceu em 1644, no comando do Rio de Janeiro. Mas neste interim seus filhos também foram valorosos soldados contra os invasores.

A biografia do Agostinho Barbalho Bezerra esta repleta de condecorações por seus atos de bravura. Fernão, Jeronimo, Guilherme, Antonio e Francisco Monteiro também se envolveram e se tornaram heróis da resistência.

Portanto, a prisão do Antonio Barbalho Pinto levaria ao mesmo resultado que a do senhor Antonio Mendes de Azevedo, que tinha somente um filho e um genro  envolvidos na guerra.

Muito possivelmente, o Brás Barbalho Feyo poderá ter sido um tio ou, no muito, um primo mais distante. Parentesco que ficava oculto nas brumas do passado que não permitia aos holandeses ter noticia dele.

Acredito que um pequeno detalhe, que demonstra as erratas no texto do Pedatura, foi o autor ter atribuído o nome Cecilia Carreiro `a mãe de nossa ancestral Maria Furtado de Mendonça.

Pode ter encontrado Cecilia Car.o, abreviado da forma que ele usava tanto. Apenas que em algumas abreviaturas cabiam mais de um nome. No caso dela, tinha o nome completo de Cecilia de Andrade Carneiro. Car.o era, nesse caso, Carneiro.

O nosso parentesco com os Monteiro e Bezerra da-se dessa forma:

01. Pantaleão Monteiro c.c. Brazia Araújo, ou Monteiro, pais de:

02. Maria de Araujo c.c. Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, pais de:

03. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda c.c. Camilla Barbalho, pais de:

04. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça.

Segundo os genealogistas mais recentes, Antonio Bezerra Felpa de Barbuda foi filho dos grandes povoadores de Pernambuco: Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra.

Antonio Felpa, nasceu em Ponte de Lima. Ao que tudo indica foi irmão de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Domingos nasceu em 1524, em Viana. Nisso, penso que Antonio fosse mais velho.

A razão que leva-me a pensar foi o fato de essa data remontar `a grande corrida consequente aos Grandes Descobrimentos. O que direcionou o desenvolvimento para as cidades portuárias, como era Viana.

Assim fica fácil imaginar que o movimento demográfico foi de Ponte de Lima para Viana. E ai sim para Pernambuco, pois, a maioria dos povoadores procediam do Entre-Douro e Minho, sediada esta província pela cidade do Porto.

Mais informações a respeito do Domingos encontramos na postagem:

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Quem desejar resumir a leitura, antecipe-se `a pagina 11. Observe-se que Domingos Bezerra de Barbuda foi tio-avô do governador Luiz Barbalho Bezerra. E foram dois irmãos, Antonio e Domingos, casados com duas irmãs, Maria e Brasia Monteiro (Araújo).

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11. CONCLUSOES

A maior e principal conclusão será a de que precisamos mesmo recorrer aos documentos de época para determinarmos com certeza de que o nosso ancestral ANTÔNIO JOSE MONIZ  seja esse que se completa com o sobrenome BARRETO.

Como devem ter residido ate ao falecimento em Conceição do Mato Dentro, pode ter deixado Inventários e, talvez, Testamento em algum cartório local. Ai podemos encontrar a menção a nome de pais.

Caso não se encontrem la, poderão estar no Serro, que `a época dele foi a única Comarca na região.

Ou pode ser que tenha casado nalguma das freguesias que compunham Conceição do Serro (do Mato Dentro). Nesse caso os registros devem encontrar-se no Arquivo Arquidiocesano da Diocese de Diamantina. O ideal seria encontrar o registro de casamento dele com MANOELA DO ESPIRITO SANTO.

Quem sabe, não foram pais de pelo menos mais uma meia dúzia de meninos e meninas, alem da nossa ancestral Luiza Maria, os quais podem ter tido tanta descendência quanto Luiza Maria e o capitão Jose Coelho da Rocha. Se for o caso, será difícil encontrar pessoa na região que não tenha ascendência nos avos Antonio Jose e Manoela.

Não se pode esquecer que os trabalhos do genealogista Antonio de Araújo Aragão Bulcão Sobrinho podem ja ter essa resposta. O Antonio Jose pode ter sido parente dele e se este casou-se na Bahia, pode aparecer na literatura produzida pelo genealogista. Se houver, pode encurtar nossa labuta.

Caso se comprove essa hipotese, de sermos descendente do ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO, talvez possamos explicar as brincadeiras que rodavam em torno da família Coelho.

Ha tempos dizia-se que os Coelho não podiam ver sombra que queriam se sentar. Ai ficaria explicado! São baianos de origem!

Ha também outro parecer do mesmo ramo familiar. Diziam que não se podia disputar uma cadeira com um Coelho. Ainda mais quando fosse preciso correr um pouco porque a cadeira não estivesse ao alcance rápido.

Isso porque o Coelho virava-se de costa e se sentava. A bunda grande chegava primeiro e ela depois puxava o corpo!!!

Em verdade, as brincadeiras eram uma celebração da dominância da família, imaginaria ou não. O certo foi que a nossa assinatura Coelho que deu maior força `as tradições chegou para o Brasil em data tardia.

Em 1744 foi passada a primeira carta de sesmarias ao português Manoel Rodrigues Coelho, que as tradições dizem ter sido o primeiro do ramo no Brasil.

Não lhe temos nomes de esposa(s). Mas também deve ter sido representante da nobreza portuguesa. Isso porque, a partir do filho dele, os casamentos se deram com pessoas das famílias que ja se encontravam no Brasil ha mais tempo.

Então, para que as gerações posteriores não tenham comentado a respeito de ancestrais tão antigos e ilustres, deve ter sido porque a bagagem que ele trazia tinha pelo menos fama igual.

E como foram muito poucas as pessoas preocupadas em guardar memória de seus ancestrais mais longínquos, os comuns contentaram-se com o vislumbre daquela figura mais nova. Mas nem precisava, por ser português da metrópole, os brasileiros ja o tinham por “superior”!

E, com esse deslumbramento por assinaturas, as gerações futuras não apenas se esqueceram da tradição anterior do recém chegado, como nem mesmo tomou nota do que era mais antigo. Assim deve ter sido a perda de nossa memória que agora precisava ser recuperada.

Escrevo apenas para que os futuros tenham onde encontrar.

Bom seria que fosse feita uma recuperação de tudo o que for possível e então fossem escritas enciclopédias novas, pois, assim poderiam as crianças de cada geração ter acesso não apenas `a Historia que nos parece de outros, mas sim a verdadeira Historia, aquela que inclui nossos ancestrais e a saga da descendência deles.

Essa é a unica e verdadeira Historia que existe. Aquela que conta a Historia dos acontecimentos e de como o sangue dos heróis circula em nossas veias.

 

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010. OS BARBALHO DO RIO DE JANEIRO, POR RHEINGANTZ

INDICE:

O1. INTRODUCAO

02. FAMILIA BARBALHO NO RIO DE JANEIRO SECULO XVII

03. MAIS BARBALHO NO RIO

04. OS BARBALHO DE AGUIAR NO RIO E MINAS

05. A NOSSA EUGENIA

06. UM POUCO MAIS DE DISCUSSÃO A RESPEITO DOS DADOS

07. UM POUCO MAIS DOS AGUIAR NA FAMILIA

08. TITULO CARVALHO

09. DOS COSTA

10. PONTOS DO NORDESTE TAMBEM SERIAM NOSSO?

01. INTRODUCAO

“Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)” Primeiro Volume.

Este é o titulo da grande obra do genealogista Carlos Grandmasson Rheingantz. A obra foi planejada para conter 3 volumes. Dos quais o primeiro foi publicado em 1965 e o segundo em 1967.

O autor não publicou o terceiro. O Colégio Brasileiro de Genealogia, sediado no Rio de Janeiro, tem publicado o terceiro em fascículos, publicação própria. Mas nunca tive acesso.

Acabo de ganhar fotos do capitulo entitulado BARBALHO, que foi resumido entre as paginas 188 a 191.

Vou manter esses dados para ajudar-nos em pesquisas maiores. Infelizmente acrescenta pouco ao que sabemos da linhagem que nos toca.

Foi bom ter este conhecimento novo porque a partir dele podemos ter uma ideia mais ampla de como se formou nossa família e, quem sabe, muito em breve, iremos poder seguir estes rastros para descobrirmos que temos uma grande parentela espalhada pelo mundo inteiro.

Ha também o senão. A presença da ancestral Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho na atual raiz, ate onde o professor Dermeval Jose Pimenta nos deixou decifrado, da Família Coelho. Assim, essa linhagem Barbalho da qual todos descendemos pode depois encaixar-se no capitulo escrito pelo Rheingantz.

Segue o encontrado. Agradeço `a amiga Perlya que enviou-me as fotos das paginas:

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02. FAMILIA BARBALHO NO RIO DE JANEIRO SECULO XVII

PAG. 188

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“BARBALHO

Luis Barbalho Bezerra, n. por volta de 1584 e fal. no Rio (Se 3o. 31v) a 16.4.1644 (sepultado na capela-mor do Colegio da Companhia de Jesus). Governador. Filho de Fernão Bezerra Monteiro e de d. Camila Barbalho. Casado por volta de 1614 com d. Maria de Mendonça. No ano de 1638 a família toda retirou-se de Pernambuco e vai para a Bahia. Pais de:

I.1 Capitão Guilherme Barbalho

I.2 Capitão Jeronimo Barbalho Bezerra, n. em Pernambuco (?) por volta de 1616, e fal. no Rio (Se 4o. 37) a 8.4.1661, expirou degolado no cadafalso. Casado por volta de 1644 com d. Isabel Pedrosa, n. no Rio (Se 2o., 123) bat. a 1.6.1631 e fal. no Rio (Se 7o., 150v) a 10.12.1709 (fal. fora da cidade), filha de Joao do Couto Carnide e de Cordula Gomes. Pais de:

II.1 Jeronimo. n. no Rio (Se 3o. 80) bat. a 26.6.1645

II.2 Felipe Barbalho Bezerra, n. no Rio (Se 3o. 88v) bat. a 18.9.1647, fal., casado no Rio (Se 2o., 21) a 2.7.1667 com Maria Pinta, n. por volta de 1649 e fal. no Rio (Candelaria 2o., 71) a 17.10.1704 (ja viuva). Pais de:

III.1 ajudante Julião Barbalho (Bezerra), n. no Rio (Candelária, 2o., 33v), bat. a 11.6.1668.

III.2 Maria de Lima, n. no Rio por volta de 1670, fal. no Rio (Se 10o., 86), casada no Rio (Se 2o., 101) a 24.2.1686 com Faustino de Souza Pinto. Pais de:

IV.1 Francisca de Souza Barbalho, n. no Rio (Se 5o., 56) bat. a 19.3.1687, fal. de parto em 8.1723, casada no Rio (Se 3o., 91) a 7.1.1705 com Manuel Dias Pataias, residente no Rio (Inhaúma) n. em N. S. da Esperança de Pataias, bisp. de Leiria por volta de 1667, fal., viuvo de Ursula da Fonseca, e filho de Manuel Dias Pataias e Domingas Rodrigues. Pais de:

V.1 Manuel Dias (Pataias) n. no Rio (Candelaria 3o., 60v) a 18.4.1706.

V.2 Nicolau, n. no Rio (Candelaria 3o., 72) bat. a 25.9.1707

V.3 Florencia, n. no Rio (Candelaria 3o. 83v) bat. a 2.4.1709

V.4 Joana, n. no Rio (Candelaria 3o., 93) bat. a 25.11.1710

V.5 Maria de Souza, n. no Rio (Candelaria 3o. 105) bat. a 18.7.1712, fal., casada no Rio (Candelaria 4o. 19v) a 21.5.1726 com Bento Gomes de Araujo, n. em Icarai, RJ, filho de Joao de Barcelos e de Luiza Faria.

V.6 Pedro, n. no Rio (Candelaria 3o., 115) bat. a 3.12.1713

V.7 Tereza, n. no Rio (Candelaria 3o., 133) bat. a 1/4.11.1715

V.8 Maria, n. no Rio (Candelaria 3o., 146) bat. a 13.1.1717

V.9 Clemente, n. no Rio (Candelaria 4o. 7v) bat. a 8.12.1718

V.10 Francisco, n. no Rio (Candelaria 4o. 33) bat. a 17.2.1721

V.11 Francisca, n. no Rio (Se 7o. 53v) bat. a 6.4.1722

V.12 Ignacio. n. no Rio (Candelaria 4o., 82) bat. a 4.8.1723

PAG. 189

IV.2 Padre Felipe de Souza, sacerdote de habito de São Pedro, n. no Rio (Se 5o., 68v) bat. a 4.9.1689

IV.3 Pedro. n. no Rio (Se 5o. 79) bat. a 23.2.1692, fal. menor

IV.4 Maria, n. no Rio (Se 5o. 90v) bat. a 19.5.1694, fal. menor

IV.5 Maria, n. no Rio (Se 5o. 103v) bat. a 19.3.1696, fal. menor

IV.6 Inácia, n. no Rio (Se 5o. 117) bat. a 13.7.1698, fal. menor

IV.7 Maria, n. no Rio (Se 5o. 125v) bat. a 12.10.1699, fal. menor

IV.8 Tomásia de Souza, n. no Rio (Se 5o., 145) bat. a 14.11.1701, solteira em 1720.

II.3 d. Páscoa Barbalho, n. no Rio (Se 3o. 99v) bat. a 1.5.1650, fal., casada no Rio (Se 2o., 22v) a 19.1.1668 (na Igreja de Sao Jose) com Pedro da Costa Ramires, n. no Rio (Se 3o., 74), batizado a 18.7.1644, fal., filho de Domingos Carvalho de Figueiredo e de Ines da Costa. (ver CARVALHO). Pais de:

III.1 Jose da Costa Barbalho, n. no Rio por volta de 1668, fal., no Rio (Se 7o. 79) a 3.3.1705, casado no Rio (Se 2o., 90) a 7.8.1683 (o noivo com 15 anos de idade …..) (na Igreja de N. S. do Parto) com d. Madalena de Campos, n. no Rio por volta de 1658 e fal. no Rio (Se 7o., 121v) a 27.7.1707, filha de Andre de Siqueira Lordelo de de Madalena de Campos. Ver SIQUEIRA e CAMPOS. Pais de:

IV.1 d. Páscoa Barbalho da Ressurreição, n. por volta de 1685, fal., casada no Rio (Se 3o. 70) a 21.1.1703 (na Igreja de São Jose) com Jose Vieira da Costa, fal. antes de 1744, filho de Salvador Vieira e de Francisca da Costa. Pais de, entre outros:

V.1 Gonçalo da Costa Barbalho. n. no Rio (Se 6o., 162) bat. a 24.02.1719, fal., casado no Rio (Se 7o. 109v) a 25.11.1747 com Maria Teresa, n. em Sao Nicolau do Su-Surui, RJ, filha de Francisco dos Reis e de Inácia Soares.

IV.2 d. Teresa Barbalho, n. por volta de 1686, fal., casada no Rio (Se 3o., 97) a 21.1.1706 (com dispensa de 3o. e 4o. graus) com seu primo Afonso Maciel Tourinho, filho de Manuel Gomes Pereira e de Ursula de Aguiar. Ver MACIEL.

IV.3 d. Ana Maria da Costa, n. por volta de 1688, fal., casada no Rio (Se 4o., 3) em 3.5 e 24.5.1708 (na Igreja de São Jose) com seu primo em 2o. grau, adiante citado, Francisco de Matos Bezerra, filho de João Batista de Matos e de d. Michaela Pedrosa.

IV.4 Uma filha que era viva ainda e 1707.

IV.5 d. Catarina de Siqueira, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1692, fal., casada e São Gonçalo, RJ a 22.2.1727 com Jose de Aguiar Daltro, n. no Rio (Se), filho de Jose de Aguiar Daltro e de Isabel Pedrosa.

II.4 Luis, n. no Rio (Se 3o., 104) bat. a 13.7.1651, fal. menor.

II.5 dona Michaela Pedrosa, n. no Rio (Se 3o. 111), bat. a 18.5.1653, fal. antes de 1723, casada por volta de 1671 com Joao Batista de Matos, n. em Lisboa por volta de 1641 e fal. no Rio (Candelaria) a 1.8.1717, filho do capitão Francisco Luis Lobo e de d. Catarina de Sene. Pais de:

III.1 Capitão Jeronimo Barbalho Bezerra, n. por volta de 1672 e fal. no Rio (Se) a 28.1.1717.

III.2 Luis de Matos Bezerra, n. por volta de 1674

III.3 Antonio Barbalho, n. por volta de 1676

III.4 Francisco de Matos Bezerra, n. por volta de 1678, fal., casado no Rio (Se 4o., 3) em maio de 1708 com sua prima em 2o. grau acima citada, d. Ana Maria da Costa (Barbalho), n. por volta de 1668, fal., filha de Jose da Costa Barbalho e de d. Madalena de Campos.

III.5 Inacio Barbalho Bezerra, n. por volta de 1681.

III.6 d. Isabel Pedrosa, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1684, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 24.2.1721, com o capitão Bento da Fonseca e Silva, n. por volta de 1664, fal., viuvo de dona Maria de Albuquerque Queixada, filho de Antonio da Fonseca e Silva e de Maria do Couto.

III.7 d. Catarina de Sene, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1687, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 24.2.1721 com Dom Diogo Queixada, n. em São Gonçalo, RJ, filho do capitão Bento da Fonseca e Silva e de sua primeira mulher d. Maria de Albuquerque Queixada.

III.8 Manuel de Matos Bezerra, n. por volta de 1691, e fal. no Rio (Se) a 28.12.1716 “de um tiro de espingarda”.

III.9 d. Teresa de Jesus Barbalho, n. em São Gonçalo por volta de 1694, fal., casada no Rio (Se 5o., 90) a 25.9.1723 (na Igreja da Misericórdia) com Mateus Lopes Vieira, viuvo de Brigida Correia, filho de Inacio Vieira de Magalhães e de Angela Tourinho.

III.10 d. Francisca Barbalho.

II.6 Luis, n. no Rio (Se 4o., 23) bat. a 20.5.1660. Seria este o capitão-mor Luis Barbalho Bezerra, casado por volta de 1690 com d. Ana Maria de Vasconcelos Pereira, e pais de:

III.1 Jeronimo Barbalho Bezerra, n. em Itaboraí, RJ, por volta de 1694, fal., casado em São Gonçalo, RJ, a 25.9.1724 (no oratório do pai da noiva) com sua prima em 3o. grau d. Ana de Albuquerque, filha do capitão Bento da Fonseca e Silva e de d. Maria de Albuquerque Queixada, sua primeira mulher.

I.3 Agostinho Barbalho Bezerra, n. em Pernambuco por volta de 1619, fal. no sertão do Rio Doce.

I.4 d. Cecilia Barbalho, n. em Pernambuco e fal. no Rio (Se 7o., 27v) a 9.2.1702, casada por volta de 1650 com o coronel Antonio Barbosa Calheiros. Pais de (entre outros):

II. 1 d. Antonia, n. no Rio (Iraja 6o., 8) bat. a 2.7.1654

II. 2 d. Isabel, n. no Rio (Iraja 6o., 12v) bat. a 23.4.1658

I.5 Francisco Monteiro (Bezerra), residente na Bahia.

I.6 a 1.10. Ne….”

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COMENTARIOS:

  1. Para nos o mais importante talvez seja a comprovação de que Jeronimo Barbalho Bezerra foi mesmo filho do governador Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonça. A duvida estava em que o “Nobiliarchia Pernambucana” oferecia a alternativa de ser filho do Felipe, irmão do Luiz. Ha que se crer nesse dado porque Rheingantz teve acesso ao registro de casamento do Jeronimo, no qual sempre se colocava os nomes dos pais dos noivos.
  2. Ja o nome para o pai do Luiz mais aceito na atualidade é Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda. Ha literatura antiga optando por Antonio com o mesmo sobrenome. No Nobiliarchia apresenta Fernão Bezerra numa parte e N…. (desconhecido do autor) em outra. Rheingantz talvez tenha encontrado o nome no registro de óbito. Mas não era comum registrar-se nomes paternos nos óbitos. De qualquer forma, em sendo um ou outro candidato o verdadeiro pai do Luiz, acredito não alterar significativamente nossa genealogia, pois, seriam parentes, Quiça irmãos.
  3. Talvez encontre-se ai a origem de um Inacio Barbalho presente no site Familysearch. O nome da esposa dele varia de Ines da Silva para Ines do Campo. Eles registraram 3 filhos na Igreja de N. S. da Consolação em Congonhas, MG. Foram: Antonio, 27.3.1737; Manoel, 5.4.1739 e Jose, 3.5.1743. Esse pode não ser o filho de Michaela Pedrosa e Joao Batista de Matos, por esse ter nascido em 1681, ou seja, estaria com 56 anos quando o mais novo nasceu. Não que fosse impossível mas não era comum. Nos temos na família o exemplo não muito distante na época do cirurgião-mor de Porto Alegre: Policarpo Joseph Barbalho. Ele foi pai de Josepha antes mas teve outros 7 filhos em Gravataí. As datas de nascimentos variavam entre 1782, quando ele estava com 47 anos, ate 1793, quando estava com 58. Isso comprova que a idade não era uma barreira intransponível mesmo `a época. O casamento do Jose da Costa Barbalho, filho dos ancestrais Páscoa e Pedro da Costa Ramires, com Madalena de Campos, registra a proximidade das duas famílias e, muito provavelmente, o casamento de Ignacio e Ines da Silva (do Campo) pode ja ter sido entre primos. Mas não tenho o destino tomado pelos 3 filhos.

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03. MAIS BARBALHO NO RIOAo final da pagina 190 o registro da assinatura segue com um exemplo a mais de Barbalho. Trata-se de Francisco Barbalho, o qual Rheingantz não revelou origem. Resolvi postar também porque poderá servir aos pesquisadores da assinatura:

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“FRANCISCO BARBALHO, n. por volta de 1641, casado por volta de 1671 com Inácia Rangel, n. no Rio e fal. no Rio (Se 14o., 111v) a 3.12.1737, filha do capitão Marcos de Azeredo Coutinho e de Paula Rangel de Macedo. Pais de:

I.1 Maria, n. no Rio (Se 4o., 81) bat. a 28.8.1672, fal. antes da mãe.

I.2 Paula, n. no Rio (Se 4o. 94v) bat. a 6.5.1674, fal. antes da mãe.

I.3 Miguel Jacome Barbalho, fal. antes de 1737, deixando um filho natural.

I.4 Esperança Barbalho Coutinho, n. por volta de 1689, fal., casada por volta de 1709 com o ajudante Bernardo de Meireles, fal. antes de 1737. Pais de:

II.1 Inácio, n. no Rio (Se 6o., 47) bat. a 19.7.1710

II.2 Jose, n. no Rio (Se 6o., 76) bat. a 4.2.1713

II.3 Sebastião, n. no Rio (Se 6o., 120) bat. a 13.5.1716

II.4 Joana, n. no Rio (Se 6o., 167v) bat. a 7.6.1719

I.5 Jose de Azeredo, fal. antes de 1737, deixando um filho natural.”

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COMENTARIOS:

01. No “Nobiliarchia Pernambucana” de Borges da Fonseca se apresenta o Titulo de BEZERRAS JACOME. Não encontrei nele um Francisco Barbalho que pudesse ser esse descoberto por Rheingantz no Rio de Janeiro.

O capitulo inicia a partir da pagina 44. E o livro pode ser pesquisado no endereço:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

02. Interessante também será verificar-se que a família Azeredo Coutinho ja estava entrelaçada com a Barbalho via o casamento de Jeronimo Barbalho Bezerra e dona Isabel Pedrosa, que era filha de João do Couto Carnide e Cordula Gomes.

Dona Cordula Gomes foi filha do cristão-novo Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia. Foi irmã de dona Antonia Pedrosa de Gouveia, casada esta com Belchior de Azeredo Coutinho.

Essa relação pode ser verificada, entre muitos outros, no endereço:

http://www.morrodomoreno.com.br/materias/familias-azevedo-e-azeredo.html

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04. OS BARBALHO DE AGUIAR NO RIO E MINAS

Na sequencia, a Perlya deu-me outro presente da maior importância para decifrar nossa genealogia.

Alias, ha algum tempo eu havia escrito que não iria preocupar-me com esse passado por enquanto, pois, previa que ja houvesse o decifrado. Queria concentrar-me apenas em solucionar as questões da passagem da Família do Rio para Minas primeiro.

O professor Dermeval Jose Pimenta havia nos deixado aquelas passagens no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Mas ele buscou apenas o ramo que seguiu ate `a Família Pimenta. Não se preocupou, ou não teve tempo, em decifrar os possíveis outros que derivam.

Seguem as passagens no livro do professor Dermeval:

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” I – LUIZ BEZERRA BARBALHO, herói brasileiro, nascido em Pernambuco, imortalizado nas lutas com os holandeses, e principalmente na sua famosa retirada `a testa de mil homens, desde o Rio Grande do Norte ate a Bahia, em 1638. Foi nomeado Governador do Rio de Janeiro. Faleceu em 1654. Pai de:

II – Capitão JERONIMO BEZERRA BARBALHO, casado com IZABEL PEDREIRA. Faleceu no cadafalso, no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 1661.

III – PASCOA BARBALHO, neta de JERONIMO BEZERRA BARBALHO, era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668. Deste casal procede:

IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá , distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.

V – MANOEL VAZ BARBALHO, casado em 18-9-1732, em Milho Verde, com JOSEFA PIMENTA, filha de BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO.”

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Em “Ascendentes de Josefa Pimenta” ele descreve que ela descendia do capitão MANOEL PIMENTA DE CARVALHO, que instalou-se no Rio de Janeiro por volta de 1620.

Mas essa origem hoje é questionada pelos atuais genealogistas, inclusive Rheingantz, que encontrou que BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO (1691), era filho de JOAO PIMENTA DE CARVALHO e MARIA MACHADO. Esse era em verdade descendente do capitão-mor, JOAO PIMENTA DE CARVALHO, irmão do capitão MANOEL.

Por enquanto, vou limitar-me a reproduzir apenas o que o professor disse a respeito da Josefa:

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“IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residencia de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora do Mosteiro, do Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIS ANTÔNIO PINTO).”

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O alferes Luis Antonio Pinto nasceu no Serro por volta de 1842, serviu na guerra do Paraguai, e retornou para o torrão natal onde tornou-se escrivão ate o falecimento em 1925.

Formou um arquivo que teria um enorme valor na atualidade, tanto para Historia quanto para genealogia. Esse arquivo foi desleixadamente abandonado por algum tempo. Os frangalhos estão sob a guarda do Arquivo Publico Mineiro. Mas ainda conserva informações preciosas.

Ai existem alguns enganos que pudemos corrigir. Luiz e Jeronimo eram Barbalho Bezerra e não o inverso. Luiz faleceu em 1644 quando exercia o cargo de governador. Páscoa Barbalho não era neta e sim filha do Jeronimo. E Isabel era Pedrosa e não Pedreira.

Como os registros do Rheingantz prometiam mais informações a respeito do Pedro da Costa Ramires no capitulo CARVALHO, solicitei `a amiga Perlya que enviasse as fotos. E no dia seguinte enviei outro pedido dizendo que talvez o AGUIAR fosse ate mais importante.

A minha duvida encontrava-se em que tinha referencia a filhos do MANUEL e MARIA BARBALHO que assinavam DE AGUIAR BARBALHO. Suspeitei da possibilidade de o MANUEL VAZ BARBALHO não ter sido filho deles. E ela prontamente enviou o AGUIAR e, a seguir o CARVALHO.

Segue o que estava no AGUIAR. Alias, são 23 pessoas encabeçando ramos de famílias com o sobrenome Aguiar no livro do Rheingantz. Desses, reproduzirei o mínimo necessário porque deverão posteriormente encaixar-se em nossa parentela.

Infelizmente, o Carlos Rheingantz não aprofundou muito no capitulo AGUIAR. Provavelmente concentrou-se mais em outras famílias copilando o que encontrou a partir de parentescos laterais com elas.

E claro, na busca que fazia foi anotando o que encontrou de excedente mas sem preocupar-se se havia relação parental entre uns e outros.

Assim, a maioria dos membros da Família Aguiar encontrados por ele parecem ja nascidos no local, em torno dos anos de 1630, pouco mais ou pouco menos. Origem mesmo ele cita de alguns que variam entre Sao Paulo e Portugal. Mas essas não podem ser origem de todos, nem sequer da maioria.

O infelizmente escrito acima não reflete uma decepção com o trabalho do grande genealogista. Deve ter feito o que pode, não o que desejava. O próprio professor Dermeval ja dizia que inclusive deixou um fichário, arquivado no CBG-RJ, com dados dos assentamentos que encontrou.

Muito provavelmente, esse fichário contenha dados alem do livro, pois, a própria menção pelo professor Dermeval `a Maria da Costa Barbalho ter sido nossa ancestral, embora ela não entre na descrição do livro do Rheingantz, ja é um grande indicativo da importância desse fichário para toda a genealogia brasileira.

Porem, o registro da presença do sobrenome AGUIAR no Rio de Janeiro remonta aos primeiros anos de sua fundação em 1565. Nesse estudo, endereço que segue, mostra-se a presença de:

http://revistaacervo.an.gov.br/images/pdf/Deoclecio.pdf

Gonçalo de Aguiar, chegou para o Rio entre 1567 e 1568, escrivão do 2o. oficio entre 1577 a 1618.

`As paginas 71-72 ha uma curta biografia dele. Contendo mais seus trabalhos. Foi casado com Ines Gomes e era do partido do governador Salvador Correa de Sa e Benevides, o “eterno inimigo” dos familiares Barbalho Bezerra no Rio de Janeiro.

Não menciona filhos. Mas se os houve pode ser a origem na qual os Aguiar de la se juntam. Se filhos não houveram, ele deve ter levado irmãos, primos, compadres etc, para ajudar a povoar o Rio de Janeiro, e deles devem descender diversos dos 23 patriarcas mencionados por Rheingantz.

Seria praticamente impossível `aquela época as pessoas ocuparem os cargos que ele ocupou sem o apoio de um partido grande de familiares, pois, so quem tinha sustentação que poderia ocupa-los.

Isso é o que demonstra o professor Joao Fragoso no trabalho dele, endereço abaixo:

http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf

Segue então a seleção de algumas paginas do livro do Rheingantz:

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”                                          AGUIAR

AMARO DE AGUIAR, n. no Rio (Se 3o., 40v) bat. a 21.1.1639, e fal. depois de 1701, filho de Manuel Vieira de Figueiredo e de Inácia de Aguiar, casado por volta de 1663 com dona Francisca de Almeida, n. no Rio (Candelaria 1o., 75v) bat. a 26.2.1646, e fal. antes de 1698, filha de Feliciano Coelho Madeira e de dona Maria de Oliveira. Pais de:

I.1 Inácia, n. por volta de 1664, citada em 1670, num legado.

I.2 Aleixo, n. no Rio (Iraja 6o., 20v) bat. a 24.8.1666

I.3 Teresa, n. no Rio (Iraja 6o. 24) bat. a 7.11.1669

I.4 d. Maria de Oliveira, n. no Rio (Iraja 6o. 27) bat. a 23.1.1671 e fal. entre 1707 e 1726, casada no Rio (Candelaria 1o., 27) a 13.1.1693, com Bernardo Jordão da Silva, n. no Rio (Iraja 6o. 31) bat. a 29.11.1666 e fal. antes de 1738, filho do sargento-mor Manuel Jordão da Silva e de Cipriana Martins. Com geração. Ver o titulo JORDAO.

I.5 Antonio Vieira de Aguiar, n. no Rio (Iraja 6o. 30) e bat. a 26.6.1673, fal., casado em primeiras nupcias no Rio (Candelaria 1o., 41v) a 17.9.1697 com Francisca das Chagas, n. no Rio, filha de Antonio Nunes e Lourença da Costa. Casado (com o nome de Antonio Vieira de Figueiredo) em segundas núpcias no Rio (Iraja 2o., 61) a 5.3.1734 com dona Isabel de Araujo, n. no Rio.

I.6 Jose, n. no Rio (Iraja 6o. 34) bat. a 2.4.1675

I.7 dona FRANCISCA DE ALMEIDA, n. no Rio (Iraja 6o., 37) bat. a 2.5.1677, fal., casada em primeiras nupcias no Rio (Campo Grande 3o., 6v) a 6.7.1693 (na capela de São João  de Trairaponga) com BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, fal. em 1700, com geração. Ver PIMENTA. Casada em segundas núpcias no Rio (Se 3o., 48) a 27.2.1701 (na igreja do Engenho dos Reverendos Padres da Cia. de Jesus) com Jose de Bittencourt Correia (ou também, Correia de Bittencourt), n. no Rio, filho de Pedro de Bittencourt Correia e de dona Catarina Sarmento. Pais de:

II.1 Inácio, n. no Rio (Iraja 6o. 121v) bat. a 19.5.1718

II.2 dona Rita Maria de Jesus, n. no Rio (Iraja) por volta de 1720, fal., casada no Rio (Se 8o., 21v) a 17.11.1749 com Miguel Machado Homem, n. em Meriti, RJ, filho de Bartolomeu Machado Homem de Oliveira e de dona Inácia Quaresma.

I.8 dona Florencia de Almeida, n. no Rio (Iraja 6o., 40v) bat. a 13.11.1698 (na igreja de São Jose) com Manuel da Cunha de Sampaio, n. no Rio e fal. antes de 1741, filho de Manuel Rodrigues de Andrade e de Maria da Cunha de Sampaio. Com geração.

I.9 João Vieira de Aguiar, n. no Rio (iraja 6o., 44v) bat. a 30.6.1681, fal., casado no Rio (Se 3o., 42) a 13.9.1700 com Maria Pinheiro da Silva.

I.10 Rosa, n. no Rio (Iraja 6o., 54) bat. a 13.8.1684″

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Resolvi copiar essa parte que se encontra na pagina 21 do livro porque dona Francisca de Almeida (acrescentei letras maiúsculas no extrato) junto com Belchior Pimenta de Carvalho são identificados como pais do Belchior Pimenta de Carvalho, que devera ter sido o pai da Josefa Pimenta de Souza.

Mas uma das razoes pelas quais esses não deverão responder pelo nome de pais do Belchior II foi este ter nascido em 1691. Ou seja, 2 anos depois do matrimonio dos supostos pais. Algo que não era incomum, porem, menos comum entre as famílias dominantes.

Saltando `a pagina 24 temos:

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“MANUEL DE AGUIAR, n. por volta de 1634, fal., casado por volta de 1664 com Domingas Martins. Pais de:

I.1 Joao de Aguiar Barbalho, n. no Rio (Guaratiba) por volta de 1685, fal., casado no Rio (Iraja 2o., 36) a 1.7.1710 (na igreja de Santo Antonio de Jacutinga, RJ) com Agueda Rodrigues (ou Jordão), n. no Rio (Iraja), filha de Fernando Rodrigues e de Luisa da Silva, pais de:

II.1 Francisco, n. no Rio (Iraja 6o. 107) bat. a 6.6.1709 (Legitimado)

I. 2 Manuel Vaz Barbalho, n. por volta de 1690

I.3 Eugenia, n. no Rio (Iraja 6o., 78) bat., a 28.4.1695.”

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Aqui estava realmente o que procurava nesse capitulo. Embora existam detalhes curiosos que não batam com o que temos em mãos.

Ha que pular-se um pouco as paginas. `A pagina 27 temos:

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“Ajudante MANUEL DE AGUIAR DO VALE, n. por volta de 1635, fal., casado por volta de 1665 com Domingas de Oliveira. Pais de:

I.1 Maria de Oliveira, n. no Rio (Candelaria 2o., 22) bat. a 10.6.1666 e fal. no Rio (Jacarepaguá 5o., 8) a 4.3.1690.

I.2 Miguel, n. no Rio (Jacarepaguá 1o., 4v) bat. a 6.10.1668

I.3 Teodosia, n. no Rio (Jacarepaguá 1o., 7) bat. a 8.7.1671

I.4 Tomas, n. por volta de 1675 e fal. no Rio (Jacarepaguá 5o., 8) a 1.4.1690.”

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Pode-se ter coincidências. Mas aqui chama a atenção por termos 2 Manuel, nascidos aproximadamente `as mesmas datas, casados `a mesma época, com mulheres de mesmo nome, embora havendo um pequeno desvio no sobrenome.

Ha a possibilidade sim de que as coincidências tenham acontecido. Mas fica difícil Manuel e Domingas Martins terem se casado em 1664 e os Filhos nascerem a partir de 1685 e continuarem nascendo, provavelmente, ate depois de 1695.

Uma possibilidade seria a de o Manuel do Vale e dona Domingas terem sido pais do Manuel de Aguiar em 1664. A hipótese pode, talvez, se verificar caso os papéis analisados por Rheingantz estivessem tão deteriorados que ele tenha sido obrigado a tirar conclusões a partir do que restou.

Também porque Rheingantz não devera ter encontrado o registro de batismo de Theodozia de Aguiar Barbalho. Eu não o tenho mas ela aparece no site do Familysearch casando com Joseph Carneiro da ……, filho de Matheus Lage e Maria Carneiro.

O casamento se deu na igreja de Nossa Senhora da Assunção, na cidade de Mariana, MG, a 17.12.1717. E consta que a noiva era filha de Manuel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Antes eu tinha duvidas quanto ao professor Dermeval ter identificado com acurácia os nomes dos pais do Manuel Vaz Barbalho. Mas ai fica comprovado que houveram sim os pais que ele mencionou.

A duvida permanecia apenas em relação ao sobrenome Vaz Barbalho. Mas com o atributo da paternidade do Manuel Vaz ao Manuel Aguiar também pelo Rheingantz, penso que ficou esclarecido que o professor Dermeval estava correto.

Embora, aqui ha que desconfiar-se que o Manuel Aguiar do Vale também ira se encaixar na família. Não sei como. Fica ai a evidencia de que ele foi pai de uma Teodosia. E o mesmo nome aparece em Theodozia de Aguiar Barbalho.

E no Familysearch encontra-se também o registro de casamento de Thereza de …….. de Oliveira com Jose Rodrigues, filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle. Esse casamento também se deu na N. S. da Assunção de Mariana.

Acontece que Thereza de …….. de Oliveira foi filha de João de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira. A data do casamento foi de 24.6.1730. Portanto, João teve duas esposas.

Por ai se pode notar que devem ter migrado para Minas Gerais, ja no inicio de sua colonização que intensificou-se no Ciclo do Ouro, os núcleos familiares que ja formavam um conglomerado de famílias entrelaçadas.

Observe-se que os Rodrigues, Vale, Barbalho, Oliveira e Aguiar se repetem. Para decifrar isso haver-se-a que juntar todos os dados possíveis daquela época num so livro.

Parece que Thereza também respondia pelo nome de Thereza Maria de Jesus. Como tal ela aparece como mãe em pelo menos 2 casamentos. Jose e ela foram pais de:

  1. Liandro Jose Barbalho que casou-se a 27.10.1753, na mesma N. S. da Assunção, com V. Barbalho. Essa de nome ilegível foi filha de Dionisio Barbalho Bezerra.
  2. Januário Jose Barbalho que casou-se a 26.1.1758, na igreja de N. S. da Conceição de Ouro Preto, MG, com Dionisia Coelho da Silva, filha de Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu.

Penso que ate ai fica esclarecido que realmente os descendentes de Manuel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza se encaixam no tronco principal da Família Barbalho do Rio de Janeiro exatamente no casal Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Registre-se também que sobrenomes como Fernandes de Abreu, Coelho da Silva e outros surgem nas mesmas povoações nas quais os Barbalho se distribuíram em Minas Gerais, deixando a entender que os laços familiares influíram na povoação e distribuição da carga genética da família.

Possivelmente, Manuel Aguiar não teve filhos com dona Domingas Martins, ou esses filhos seguiram destino diferente.

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05. A NOSSA EUGENIA

Isso mesmo, a palavra escrita sem acento. Eugenia significa similaridade. Ou, mistura da mesma coisa!

Algo mais que chamou a atenção foi a presença da filha Eugênia, irmã do Manuel Vaz Barbalho. Para esclarecer o que estou antevendo preciso remontar a um “causo” de família.

Meu irmão, Odon Jose, foi o primeiro a comentar o fato. Disse que nossa tia Maria Eugênia foi, na dinastia, a Eugênia IV.

O que ele queria revelar foi que nossa tia era neta de Eugênia (sinha Gininha). Sinha Gininha era neta de nossa trisavó Eugênia  Maria da Cruz. E essa fora neta da matriarca da família Coelho: Eugênia Rodrigues da Rocha. Portanto, III, II e I respectivamente.

Mas temos, pelos estudos do professor Dermeval, que Eugênia I seria filha de Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. E pela regressão de possíveis datas, temos que a Eugênia I deverá ter nascido por volta de 1760.

Supondo que ela tenha sido uma das ultimas entre os possíveis filhos da ancestral Maria, poderá ter nascido quando a mãe estivesse por volta de 36 anos de idade. Ou seja, Maria teria nascido em 1724. E pode ter sido filha da Eugênia, filha do Manuel Aguiar, que então contaria com 29 anos de idade.

Em sendo assim, a Eugênia I ja seria neta dessa outra Eugênia e a partir dela seria preciso acrescentar mais um I dinástico a cada Eugênia, e a tia Maro (Maria Eugênia) teria sido a V.

Não tenho como afirmar nada, pois, não ha noticias de que a Eugtênia do Manuel Aguiar tenha sobrevivido alem da idade infantil. Mas mesmo que ela não tenha sobrevivido, a presença do nome dela nesse ramo da família torna-se um indicio de que passe por ai mesmo também a origem do ramo Coelho do qual fazemos parte.

Tudo indica, porem, que essa Eugênia sobreviveu e devera ter migrado e morado nas mesmas proximidades que seu irmão Manuel Vaz Barbalho. Alem disso, deve ter sido uma pessoa que inspirasse empatia em todos os familiares.

Se os nomes tem o poder de moldar a personalidade das pessoas, então, ficara explicado porque as duas Eugênias da dinastia que conheci tinham toda razão de exalar a simpatia que transmitiam. Conheci minha tia e `a Sinha Gininha.

E pode ser justamente por isso que o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho deu nome Eugênia `a filha nascida na data de 28.9.1791, em Gravataí, RS. Ele foi filho do Manuel Vaz Barbalho e sobrinho da Eugênia I, filha do Manuel Aguiar.

Maior evidência, porem, dessa nossa ligação de descendência com a Eugênia I foi o fato de tanto o tetravô Jose Coelho da Rocha quanto o irmão dele, João Coelho de Magalhães, terem tido filhas com o nome Eugênia.

Obviamente, João e Jose foram filhos da Eugênia Rodrigues da Rocha (II). Dai pode nascer a justificativa para as filhas. Mas as somas das evidências é o que fortalece a hipótese.

No caso especifico, em se comprovando a hipótese, boa parte de nos será, no mínimo, duplo Barbalho e duplo Aguiar, alem dos diversos outros sobrenomes que os acompanham.

Aqui será preciso acrescentar o detalhe de que entre o possível nascimento da Eugênia I e 1750 passaram-se 55 anos. `Aquela época, idade que não era incomum as mulheres que sobreviviam `a essa idade verem nascer bisnetos.

Nesse caso pode ter havido uma geração a mais e a primeira Eugênia ter sido mãe da dona Anna Maria da Conceição.

Assim, Anna Maria poderia ter nascido por volta de 1725, quando a mãe estaria por dos 30 anos de idade. Essa suposição ganha corpo em função de outro registro que comentei, ha mais tempo, ter encontrado no Familysearch. Trata-se de:

Batismo de Maria “Rodrigues”, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. O evento deu-se `a 26-6-1750. O local que consta no registro é Ouro Branco, MG.

A nos da atualidade parece inconveniente apenas que entre 1750 e 1782 existir apenas 32 anos. Mas `aquela época era tempo aceitável para Maria ter sido mãe da Eugênia Rodrigues da Rocha, por volta de 1766, e esta tornar-se mãe do nosso tetravô Jose Coelho da Rocha em 1782.

Por enquanto, esse ultimo registro parece encaixar-se na presença do nome Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, sugerido para nossa sextavo pelo professor Dermeval Pimenta. Isso porque poderia ter tomado o Rodrigues de Magalhães do pai, mas não ha ainda a confirmação de que Anna pertencia ao ramo Barbalho.

Mas não existe nenhuma impossibilidade nessa suposta sequência de eventos que permita negar essa hipótese que levanto, por enquanto.

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06. UM POUCO MAIS DE DISCUSSÃO A RESPEITO DOS DADOS

Ha que registrar-se ainda um possível engano do professor Dermeval, por identificar a outra esposa do MANUEL AGUIAR como sendo ANA PEREIRA DE ARAUJO.

O nome aparece em um batizado no familysearch. O nome do marido aparece apenas como MANOEL VAZ. O filho aparece como JULIANO VAZ BARBALHO. E o evento se deu em 27.6.1723, na igreja de N. S. da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, MG.

No mesmo local ja havia acontecido, em 5.6.1722, o batismo de João Vas Barbalho. Ja o nome da mãe aparece como Anna Costa de Araújo.

Obviamente, essas trocas são muito comuns em documentos antigos. O mais comum era a supressão de alguns sobrenomes. E, ao que parece, suprimiram o Barbalho do Manoel Vaz.

Anna deveria ter parentes Costa e Pereira, dai o escrivão ter posto um sobrenome no primeiro registro e outro no segundo.

Antes eu havia confundido. Imaginei que essas anotações procedessem de casamentos, portanto, se fossem nubentes poderiam ter sido irmãos do Manoel Vaz. Mas `a essa época o Manoel Aguiar, supostamente, ja era falecido.

Levando-se ai em conta a data de nascimento que o Rheingantz atribuiu a ele. Se ele foi filho do Manuel Aguiar do Vale, e nascido em 1664, ai a coisa poderá mudar de rumo. Isso porque em 1723 estava prestes a completar 60 anos e ha poucos, porem ha, casos de homens que passaram pela idade formando família.

As datas de Rheingantz levam a concluir que o viuvo de Ana Pereira (Costa) de Araújo foi o MANOEL VAZ BARBALHO e não o pai dele. O alferes LUIZ ANTÔNIO PINTO ou o professor DERMEVAL devem ter se enganado ao compilar os dados.

Mas ha mesmo que se por uma pequena duvida quanto ao Manuel Aguiar ter nascido em 1634. Isso porque em 1684 estaria com 50 anos de idade. Nesse interim estaria se casando com Maria da Costa Barbalho, irmã do Jose da Costa Barbalho, descrito no capitulo BARBALHO, acima.

Pelas datas, ela deve ter nascido em torno de 1670. E estaria com 13 para 14 anos naquela época. Justamente `a idade que as mulheres estavam se casando. Mas os viúvos na idade do Manuel estavam tendo netos e casavam-se, preferencialmente, com mulheres de idades mais novas, porem, nem tanto.

Isso porque havia uma política vigorando `a época que alardeava o “crescer e multiplicar”, pois, a colônia como um todo era um verdadeiro vazio demográfico. E a coroa portuguesa tinha pressa em tomar posse efetiva, tanto para não perder o território como para poder taxar uma população maior, assim tornar-se mais rica e poderosa.

Mulheres na idade da Maria da Costa Barbalho não tinham muita escolha entre casar ou não casar. Eram praticamente obrigadas a faze-lo. Foi por isso que `a época a Cecilia Barbalho, tia-avo dela, construiu um abrigo junto `a Igreja d’Ajuda e internou-se nele com 2 filhas e outras.

Ela queria que se fundasse um convento feminino. Mas os manda-chuvas `a época não deixavam alegando falta de fundos, caso o convento não se sustentasse. Adiaram a construção ate 1750. Depois disso, os manda-chuvas internavam nele esposas e filhas que não quisessem fazer suas vontades.

De toda forma, não era nem proibido nem impossível alguém de mais idade casar-se com uma menina na idade da ancestral Maria da Costa Barbalho.

Mesmo porque, os casamentos eram tratados com os pais, e esses visavam a segurança financeira de sua descendência e não a satisfação dos filhos. Pessoas mais velhas, a partir de remediadas, tinham os privilégios.

O casamento entre Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta, em Milho Verde, se deu em 1732. Na oportunidade em que ele deveria ter enviuvado. Caso a falecida não tivesse sido esposa do pai dele, como o professor Dermeval entendeu.

Diga-se de passagem, a vida `a época era muito curta, particularmente para mulheres que tinham que passar por trabalhos de parto. Era um trabalho de altíssima periculosidade para elas e filhos,.

Assim, devemos poder acrescentar Juliano e João em nossa Arvore devido ao mesmo sangue correr nas veias. Alem disso, permanece ai mais esse indicio de que o COELHO e os BARBALHO do nosso ramo procedem da mesma raiz.

Alem disso o professor NELSON COELHO DE SENNA disse que os bisavós dele: JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO eram primos carnais.

Ele não deixou explicado como. Mas diante de tantas evidências acredito ja podermos imaginar que o Araújo da Anna (Costa) Pereira denuncie isso. Outros da família dela deverão ter migrado para Minas ja entrelaçados ou a ponto disso.

Ja no site Familysearch existem diversos PEREIRA BARBALHO batizados em Santana do Capivari, MG, que poderão descender dos mesmos ancestrais que nos. Mas por enquanto ainda não da para tirar a prova, pois, os batizados se dão em tordo de 1840, mais de 100 anos após os nascimentos de João e Juliano.

Ha também um casamento em Nossa Senhora da Conceição de Ouro Preto que data de 13 de fevereiro de 1768. Os nubentes foram Manoel da Costa Barbalho e Joanna Maria de Freitas. Mas não se da nenhum detalhe de quem foram os pais.

Em Itabira, em 1.3.1813, houve o casamento entre Gervasio Jose Barbalho e Anna de Freitas da Costa. Ele foi irmão do nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho.

Fica comprovado a falha de uma suposição exalada pelo professor Dermeval no livro dele. Ele propunha que o JOSE, como intermediário nos nomes masculinos da família, se devia a alguma homenagem `a ancestral Josepha Pimenta de Souza.

No ramo familiar do qual ele fazia parte usa-se o JOSE PIMENTA. Do nosso lado corre o JOSE BARBALHO. Entre os quais esta o Policarpo Joseph Barbalho, que foi cirurgião-mor em Porto Alegre no final do século XVIII e filho da ancestral Josepha e do Manoel Vaz Barbalho.

Acrescente-se ai o Policarpo Jose Barbalho, nosso ancestral e sobrinho ou sobrinho-neto do cirurgião-mor (que, presumivelmente, foi neto ou bisneto da mesma Josepha e Manoel). Faltando saber apenas quem foram os avos deste, pois, foi filho do capitão JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE.

Por causa dos Liandro e Januário Jose Barbalho, que não descendiam da ancestral Josefa, podemos dizer que ha outra origem para o Jose ao meio do nome. Como D. Jose I, rei de Portugal, nasceu em 6.6.1714, haverá que se lembrar dessa possível origem.

Mas pode haver outra explicação mais religiosa. Verificando-se pela leitura desses capítulos dos livros do Rheingantz contata-se que esse conglomerado de famílias do Rio congregava na Igreja de São Jose.

Pode ter acontecido que os mais antigos deixaram essa marca nos filhos para que não esquecessem a procedência deles. Algo como os portugueses chegados ao Brasil adotarem ou colocarem nos filhos o nome das cidades de onde procediam.

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07. UM POUCO MAIS DOS AGUIAR NA FAMILIA

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“JOSE DE AGUIAR DALTRO, n. no Rio por volta de 1658, fal., casado no Rio (Candelaria 1o., 18v) a 2.2.1688 com Isabel Pedrosa, n. no Rio, filha de Miguel Gomes Bravo. Pais de:” [PAG. 26]

“I.1 Manuel, n. no Rio (Se 5o., 68) bat. a 21.7.1688

I.2 Francisco Xavier, no Rio (Se 5o., 83) bat. a 6.10.1692, fal., casado no Rio (Se 5o., 29) a 26.5.1720 com Ines de Castro Amaral, n. no Rio (Se), filha de Jose Barreto do Amaral e de Teresa de Castro (Ver ANTUNES).

I. 3 Jose de Aguiar Daltro, n. no Rio (Se) por volta de 1697, fal., casado em São Gonçalo, RJ, a 22.2.1727 com d. Catarina de Siqueira, n. em São Gonçalo, filha de Jose da Costa Barbalho e de Madalena de Campos. (Ver BARBALHO).

I. 4 cabo de esquadra Antonio de Aguiar Daltro, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1704, fal., no Rio (Candelária 9o., 176) a 17.6.1741, casado no Rio (Candelária 4o. 111v) a 8.8.1734 com Guiomar Maria de Menezes, viuva de Antonio Ferreira.”

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Acredito aqui que o casamento entre Jose de Aguiar Daltro e Catarina de Siqueira ja se tratava de primo com prima. Muito provavelmente o Miguel Gomes Bravo, pai da Isabel Pedrosa, ja fosse neto do Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia.

Esses foram os pais de dona Cordula Gomes. Ela foi esposa do João do Couto Carnide, os pais de outra Isabel Pedrosa, aquela que casou-se com o Jeronimo Barbalho Bezerra. Se não foi neto poderá ter sido bisneto.

O primeiro Bravo nasceu por volta de 1553. E Isabel de Gouveia por volta de 1563. Ja estavam tendo terceiros e tetranetos `a época.

D. Isabel Pedrosa de Gouveia foi chamada de “a poderosa” por causa de sua idade avançada. Faleceu em torno de 1667, quando ja tinha um pouco mais de 100 anos.

AO FIM DA PAGINA 26 TEMOS:

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“SALVADOR DE AGUIAR MARINS, n. por volta de 1653, fal., filho de Francisco Fernandes de Aguiar e de Barbara Pinheiro, casado em S. Gonçalo, RJ, a 11.1.1683, com Teresa de Jesus, filha do capitão Gaspar Dias de Figueiredo e de Isabel Pedrosa de Gouveia. Pais de:

I.1 Maria Ana de Oliveira, n. em São Gonçalo, por volta de 1686, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 14.7.1706 com Antonio de Melo Vasconcelos, n. em São Gonçalo, RJ, filho de Cristóvão de Melo Vasconcelos e de Antonia Pereira Lobo.”

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Esse exemplo fica apenas para registrar a repetição do nome Isabel Pedrosa de Gouveia. Muito provavelmente, essa esposa do capitão Gaspar Dias de Figueiredo ja tinha parte na família.

E, talvez, o próprio poderá ter sido parente do Domingos Carvalho de Figueiredo, que a seguir apresentaremos sua inserção na família.

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08. TITULO CARVALHO

`A pagina 318 temos:

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“DOMINGOS CARVALHO DE FIGUEIREDO, n. em Chaves, Portugal, por volta de 1610 e fal., casado por volta de 1640 com Ines Da Costa, n. no Rio por volta de 1622 e fal., filha de Antonio da Costa Ramires e Beatriz da Costa. Pais de:

I.1 Salvador, n. no Rio (Se 3o., 57v) bat. a 26.4.1641

I.2 Jose de Carvalho Figueiredo, n. no Rio (Se 3o., 66v) bat. a 1.4.1643 e fal., habilitado “de genere” em 1689.

I.3 Pedro da Costa Ramires, n. no Rio (Se 3o., 74) bat. a 18.7.1644 e fal., casado no Rio (Se 2o., 22v) a 19.1.1668 (na igreja de São Jose) com d. Páscoa Barbalho [Pag. 319], n. no Rio e fal., filha do capitão Jeronimo Barbalho Bezerra e de d. Isabel Pedrosa, com geração, ver COSTA e BARBALHO.”

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Esses dados ja os tínhamos quase todos. Confirma-se aqui que Pedro era mesmo neto de Antonio da Costa Ramires. A suspeita foi levantada quando vi na tese do João Fragoso que Antonio havia fundado uma fazenda e o primeiro havia sido senhor do engenho.

Quem desejar ver novamente, pule `a pagina 106 do endereço:

http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf

Observe-se que alguns outros membros da família estão presentes na mesma pagina. Estou informando antes de ter o capitulo COSTA em mãos.

A minha previsão é a de que por trás do sobrenome iremos não apenas chegar a ancestrais presentes na fundação do Rio de Janeiro como também `as raizes da maioria de famílias pelo Brasil afora.

Para complementar o capitulo vou postar um segundo CARVALHO porque parece ter sido irmão do nosso ancestral DOMINGOS. Caso tenha sido, vamos poder constatar o quão maior se torna a nossa parentela. Segue então:

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“JOAO CARVALHO DE FIGUEIREDO, n. por volta de 1617 e fal. no Rio (Iraja 1o. 20) a 24.9.1708 (seria irmão do anterior?), casado por volta de 1647 com Adriana Barreto, n. no Rio (Se 1o. 41v) a 30.5.1621 e fal. no Rio (Iraja 1o., 20) a ?? 1/9.1708, filha de Antonio Pacheco Barreto e de Ursula de Brito e viuva de Escobar Meireles. Pais de:

I.1 João, n. no Rio (Se 3o., 92) bat. a 19.7.1648 e fal.

I.2 Sebastião Barreto de Brito, n. no Rio (Se 3o., 98v) bat. a 13.1.1650 e fal., casado no Rio (Se 2o., 34v) a 7.6.1672 com sua parente d. Barbara de Souza de Brito, n. no Rio e fal., filha de Jeronimo de Souza de Brito e de Ana de Azevedo. Pais de:

II.1 Antonio, n. no Rio (Candelaria 2o., 49v) bate a 24.12.1673 fal.

II.2 Antonia, n. no Rio (Candelaria 2o., 61) bat. a 12.7.1677

II.3 Maria, n. no Rio (Candelaria 2o., 66) bat. a 5.2.1679 e fal.

II.4 Adriana, n. no Rio (Iraja, 6o., 48v) bat. a 9.9.1682

II.5 Maria, n. no Rio (Iraja, 6o., 58) bat. a 26.12.1685

I.3 Inácio Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Iraja 6o. 5v) bat. a 19.5.1651 e fal. no Rio (Candelaria 3o., 123) a 14.8.1709, solteiro.

I.4 Andre, n. no Rio (Se 3o., 114) bat. a 7.12.1653

I.5 Teodosio Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Se 4o., 6) bat. a 19.5.1651 e fal., casado por volta de 1685 com Maria Pacheco de Lima, n. por volta de 1665 e fal., Pais de:

II.1 Barbara, n no Rio (Iraja 6o., 63) bat. a 23.5.1688

II.2 Sebastiana Barreto Machado, n. em Mereti, RJ, por volta de 1690 e fal., casada no Rio (Se 4o., 118) a 28.1.1715 (na igreja de São Jose) com Miguel Monteiro de Araujo, n. no Rio (Se) por volta de 1685 e fal., filho natural do padre João Monteiro e Jeronima Mendes de Brito (?).

I.6 Diogo Barbosa Rego, n. no Rio (Iraja 6o., 10v) bat. a 2.2.1657 e fal., casado por volta de 1681 com Inácia Machado, n. no Rio por volta de 1661 e fal., no Rio (Candelaria 3o., 140) a 25.11.1710 e talvez filha de Mateus Pacheco de Lima e de Maria Gago. Com geração, ver BARBOSA e GAGO. Pais de (entre outros):

II.1 João Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Iraja 6o, 48v) bat. a 21.9.1682, e fal., casado no Rio (Se 4o., 38) a 15.6.1711 (na igreja de São Jose) com sua prima-irmã Maria Pacheco de Lima, n. no Rio (Campo Grande) por volta de 1691 e fal., filha de Pascoal Barbosa e de Ines Pacheco de Medeiros. Pais de:

III.1 Diogo, n. no Rio (Candelaria 3o., 97) bat. a 18.3.1711

III.2 Ines de Carvalho de Figueiredo, n. em Pacobaiba, RJ, por volta de 1717 e fal., casada no Rio (Se 7o., 101) a 17.2.1747 com João Dantas de Abreu.

I.7 Agostinho, n. no Rio (Iraja 6o., 13v) bat. a 18.5.1659 e fal.

I.8 Pascoal Barbosa, n. no Rio (Iraja 6o., 14v) bat. a 13.8.1660 e fal. no Rio (Iraja 1o., 7) a 6.7.1697, casado por volta de 1681 com Ines Pacheco de Medeiros, n. por volta de 1661 e fal. Pais de:

II.1 Ana Barbosa, n. no Rio por volta de 1682 e fal., casada no Rio (Candelaria 2o., 1) a 15.8.1699 com Domingos da Silva Salgado, n. no Porto (Se) por volta de 1669 e fal., filho de Domingos da Silva Salgado e de Maria de Almeida. Pais de:

III.1 Rosa, n. no Rio (Se 6o, 15v) bat. a 7.7.1707

III.2 Domingos, n. no Rio (Se 6o., 35) bat. a 6.8.1709

II.2 a II.5 4 filhos homens

II.6 Maria Pacheco de Lima, n. no Rio (Campo Grande) por volta de 1691 e fal., casada no Rio (Se 4o., 38) a 15.6.1711 com seu primo-irmão João Carvalho de Figueiredo, ver acima.

II.7 a II.8 um filho e uma filha

II.9 Jose, n. no Rio (Candelaria 3o., s/n) bat. a 15.4.1697″

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Aqui se deve observar o quanto o Rio de Janeiro devia ser comparável a qualquer cidade interiorana. Por essas pequenas peças do quebra-cabeça de nossa Arvore Genealógica ja podemos verificar o quanto os sobrenomes se repetem, alem dos registros dos casamentos entre primos.

Observe-se que ai também temos presente o nome Teodosio. Pai, em primeiro lugar de Sebastiana Barreto Machado. Em segundo de Diogo Barbosa Rego, casado com Inácia Machado.

E, segundo o que os atuais genealogistas dizem, a ancestral Josepha Pimenta de Souza foi filha do Belchior Pimenta de Carvalho, filho de João Pimenta de Carvalho e Maria Machado. Ou seja, temos ai a possibilidade de possuir diversos graus de parentesco com esse tronco familiar.

Como nos conta o professor João Fragoso no trabalho acima mencionado neste capitulo, as elites andavam em bandos de famílias consorciadas. Como não existia uma divisão politico partidária na sociedade, as famílias se juntavam em partidos ou aglomerados para ter força política para poderem dominar o poder.

E deve ter sido este mesmo mote que levava esses conglomerados se mover a partir do mesmo grupo para os novos locais de colonização. Embora, isso deva ter sido um pouco mascarado `a chegada do Ciclo do Ouro e em Minas Gerais.

Isso por causa da formação dos partidos dos Paulistas e dos Emboabas. E com a constante chegada de “estrangeiros” como o português Jose Coelho de Magalhães.

Embora os novos chegados trazendo “nobreza nova” aos interiores tornassem os cabeças das famílias, as quais pareciam aos antigos genealogistas que houvessem sido as fundadoras delas, na verdade elas se casavam com pessoas da “nobreza da terra” que, se tivessem sido melhor estudadas, veria-se que pertenciam a raizes ate mesmo mais nobres, dos primeiros colonizadores do Brasil.

Não quero dizer com isso que alguns fossem melhor que os outros. Apenas observar que as famílias mais ricas das Capitanias de Pernambuco e São Vicente (que englobava Rio e São Paulo) descendiam de nobres como Martim Afonso de Sousa, o qual era relativamente descendente próximo dos reis.

Porem, como o tempo passou e como a multiplicação da população se deu, teve-se a impressão de que o sangue nobre diluiu.

Passados 2 séculos após ao inicio da colonização das províncias litorâneas, e com a descoberta do ouro, qualquer português cuja nobreza tivesse sofrido a mesma diluição em Portugal, ao chegar ao Brasil, passava a ser considerado mais nobre, pelo fato de ter nascido na metrópole e não porque isso fosse encontrado no sangue.

 

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09. DOS COSTA

Deixei esse espaço em branco por certo tempo. Houveram alguns contratempos e fiz uma confusão quando recebi o material, sem perceber que o que eu desejava estava la. Mas agora encontrei.

Ha somente um probleminha. Uma confirmação que desejava encontrar não esta na obra do Rheingantz. Tratava-se dos nomes dos pais de Antonio da Costa Ramires. De qualquer forma, copiarei aqui o que mais interessa:

PAG. 455

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“Antonio da Costa Ramires, n. por volta de 1589 e fal. no Rio (Se 3o., 54v) a 18.7.1648, casado por volta de 1619 com Beatriz da Costa, n. por volta de 1599 e fal. Pais de:

I 1. Inácio, n. no Rio (Se 1o., 32v) bat. a 5.6.1620

I 2. Ines da Costa, n. no Rio por volta de 1622 e fal., casada por volta de 1640 com Domingos Carvalho de Figueiredo, n. em Chaves, Portugal, por volta de 1610 e fal. Pais de: [PAG. 456]

II 1. Salvador, n. no Rio (Se 3o., 57v) bat. a 26.4.1641

II 2. Jose de Carvalho Figueiredo, n. no Rio (Se 3o., 66) bat. a 26.4.1641, e fal. Habilitado “de genere” em 1689.

II 3. Pedro da Costa Ramires …….”

Ali se repete o que se encontra a partir da pagina 188 do livro, capitulo Barbalho. Ja copiei acima (abaixo no blog), no capitulo 2, por o Pedro ter sido o nosso ancestral junto com Páscoa Barbalho. Foram mais 2 filhos de Antonio e Beatriz da Costa:

“I 3. Luis, n. no Rio (Se 2o., 88) batizado a 28.6.1628

I 4. Gregorio, n. no Rio (Se 2o., 121v) bat. a 22.3.1631″

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De grande importancia notar que a presença do sobrenome Costa no inicio da colonização do Rio de Janeiro era notável. Por maior que sejam os volumes, são 56 paginas ocupadas com a assinatura. Eles devem ter sido os Silva `a época!

Era meu objetivo verificar ai também quem teriam sido os pais da Isabel da Costa. Isso porque houveram casos de pessoas do sobrenome ser perseguidas no Rio de Janeiro pela Inquisição.

E era muito comum as famílias cristãs-novas casarem seus filhos entre si. Como se dizia antigamente: “para não espalhar a fortuna”. E a presença do nome Gregorio do ultimo filho pode ser coincidência, porem, foi também nome de membro na família perseguida.

Páscoa ja descendia do Miguel Gomes Bravo, reconhecido cristão-novo. Se o Costa da ancestral Isabel era de origem semelhante, seria natural essa ligação, pois, na verdade os cristãos-novos andavam juntos para tentar proteger uns aos outros.

Por infelicidade, segundo informações do genealogista Carlos Barata, no inicio o Rio de Janeiro não adotou o mandamento da Igreja Católica da obrigatoriedade dos livros de registro de batismos. Assim, não os havia nos primeiros 60-70 anos de existência da cidade.

Rheingantz coletou dados a partir do que existia. Podemos notar isso a partir dos inícios dos capítulos, pois ele adota datas mais ou menos nas descrições. Possível será que usou testamentos, inventários e documentos “de genere” como complementares, o que ajudou na composição inicial de algumas famílias.

Mas em outros casos não deve ter sido suficiente, ou tais documentos não foram encontrados. Esse parece ser o caso dos “da Costa”. Muito provável será que diversos dos presentes no capitulo tiveram algum ancestral comum entre os fundadores de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Mas o decifrar disso foi deixado para genealogistas posteriores, o que não sei se ja surgiu algum candidato para assumir esse trabalho de Titans.

Importante, para os candidatos a genealogistas da atualidade e depois, será saber que a publicação dos dois primeiros volumes teria sido “precipitada”. Isso é  comum em todos os trabalhos genealógicos.

O estudante em tal disciplina precisa estabelecer limites `as suas pesquisas. Isso porque todas as vezes que encontra uma ramificação, se ele não se mantiver em seus objetivos, jamais finda uma obra, pois, genealogia parece não ter fim.

A dificuldade era muito maior para os genealogistas dos tempos de Rheingantz. Eles não possuíam internet. Dificilmente podiam contar com respostas em literaturas anteriores. E o numero de estudantes da matéria era mais reduzido.

Atualmente, com a disponibilidade da internet e a criação de sites especializados no tema, pode-se somar os trabalhos de diversos autores. Mesmo assim não quer isso dizer que o trabalho ficou “fácil”. Assim como facilitou por um lado, dificultou também pelo volume muito maior de dados a ser pesquisados.

Mesmo assim ha que informar-se que, o trabalho do grande genealogista não parou nos dois primeiros volumes que publicou. Da mesma forma que os publicou como parte do objetivo atingido, tinha também o conhecimento de que podia amplia-los.

Continuou suas pesquisas e criou um fichário que arquivou junto `a entidade criada por ele que é o Colégio Brasileiro de Genealogia – CBG – na Cidade do Rio de Janeiro. Esse fichário contem uma continuidade.

Isso e esforços próprios de discípulos do Rheingantz resultaram na publicação do terceiro volume, em 1995, em forma de fascículos do CBG. Talvez ai se encontre muitas respostas que não encontramos nos dois primeiros livros.

Uma resposta que nos interessa muito será encontrar documentado a ponte entre os Barbalho, Aguiar e Costa, que o professor Dermeval Jose Pimenta descreveu no trabalho dele. Nessas três oportunidades, Rheingantz não nos deu nos dois primeiros volumes.

No capitulo BARBALHO ele menciona filhos do casal Pedro da Costa Ramires e Páscoa Barbalho. Entre eles não inclui Maria da Costa Barbalho. Ela foi esposa de Manoel de Aguiar, que ja era viuvo. E dela devera mesmo ter nascido os filhos que assinaram “de Aguiar Barbalho”. E também o Manoel Vaz Barbalho.

O casamento entre Maria e Manoel esta comprovado no registro de casamento da filha deles: Theodozia de Aguiar Barbalho, realizado em 1717, em Mariana, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Casou-se com Joseph Carneiro da ……, filho de Matheus Lage e Maria Carneiro.

Para ter-se casado em 1717, acredito que Theodozia tenha nascido em torno de 1700. O que torna suspeita a data de nascimento do Manoel Aguiar, por volta de 1634, sugerida por Rheingantz.

Isso o faria estar com mais de 60 anos ao nascimento da filha. Nada impossível em termos de considerar a virilidade desse membro da família. A dificuldade seria encontrar homens `aquela época vivos e produzindo filhos em tal idade.

Por isso acredito na possibilidade de que Manuel de Aguiar, como consta no capitulo do titulo acima (abaixo, no blog), casado com Domingas Martins, poderá ter sido pai do nosso suposto ancestral Manoel de Aguiar, e não ser o próprio. Nesse caso, talvez o complemento da informação se encontre no fichário deixado por Rheingantz.

Continuando, o grande interesse em saber os nomes dos pais do Antonio da Costa Ramires se deu porque encontrei, ha mais tempo, algo que guardei a espera da confirmação de que ele fosse avo do Pedro. Mas precisava saber-lhe os nomes dos pais para não deixar duvida alguma.

De qualquer forma, vou revelar aqui. Antes da confirmação e sob a égide de hipótese. Portanto, pode ser ele ou não. Encontrei o nome, porem, estava solteiro. Se houvessem revelado o nome da esposa, também poderia ter sido motivo de confirmação. Segue esse esqueleto genealógico então:

01. Antonio da Costa Ramires, filho de:

02. Alexandre Ramires Correia c. c. Jeronima Rodrigues, filho de:

03. Bras Correia da Costa c. c. Antonia Ramires da Costa, filho de:

04. Rui Vaz Correia c. c. N, filho de:

05. Duarte Vaz Correia c. c. N, filho de:

06. Trintão Vaz Correia c. c. N, filho de:

07. Izabel Correia c. c. Rui Vasques, filha de:

08. Fernão Afonso Correia, sr. da Honra de Monte Fralhães c. c. Leonor Anes da Cunha, filho de:

09. Afonso Correia c. c. Brites Martins da Cunha, filho de:

10. Paio Correia, o Alvarazento c. c. Maria Mendes de Melo, filho de:

11. Pero Pais Correia c. c. Dordia Pires de Aguiar, essa, filha de Pero Mendes de Aguiar e Estevainha Mendes de Gundar.

10. Maria Mendes de Melo c. c. Paio Correia, o Alvarazento, filha de:

11. Teresa Afonso Gato c.c. Mem Soares de Melo, filha de:

12. Urraca Fernandes de Lumiares c. c. Afonso Pires Gato, filha de:

13. Fernão Pires de Lumiares c. c. D. Urraca Vasques de Bragança, filho de:

14. Pedro Afonso Viegas c. c. N, filho de:

15. Afonso Viegas, o Moço c. c. Aldara Peres, filho de:

16. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Pais de Azevedo.

13, D. Urraca Vasques de Bragança c. c. Fernão Pires de Lumiares, filha de:

14. D. Vasco Pires de Bragança c. c. Sancha Pires de Baião, filho de:

15. D. Fruilhe Sanches de Barbosa c. c. D. Pero Fernandes de Bragança, filha de:

16. D. Sancha Henriques, infanta de Portugal c. c. Sancho Nunes de Barbosa, filha de:

17. Henry de Bourgogne c. c. Teresa de Leon, Condessa de Portugal.

Aqui temos coisas interessantes a constatar. Por exemplo, Egas Moniz, o Aio, foi o tutor do primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques. Esse era filho do casal da geração 17. Ou seja, isso nos faria sobrinhos dele.

Henry foi filho dos duques da Borgonha, ou Reino das Duas Sicilias, alem de ser descendente do Carlos Magno. Teresa foi filha do rei D. Alfonso VI. Aquele que concedeu as mãos das filhas aos nobres que o fossem ajudar na Reconquista de Portugal.

Egas Moniz, o Aio e Dordia Pais Azevedo foram bisavós do D. Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a assinar o sobrenome e a passa-lo `a sua descendência.

Aqui esta também a constatação de que todos os caminhos levam aos mesmos ancestrais. Se lerem meus trabalhos passados, ou se leram com atenção e se lembram, observarão que Henry de Borgonha e Teresa, condessa soberana de Portugal, são ancestrais também dos Bezerra.

Os que desejarem rememorar, podem consultar:

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Na postagem esta um pouco confuso, porem, observe-se `a pagina 11 que ali se menciona D. Teresa e Henry de Borgonha. Eles foram pais também de D. Urraca Henriques de Portugal. Não confundir com a rainha D. Urraca, meio-irmã da Teresa.

Basta agora retornar um pouco `a postagem numero 009 dessa pagina, capitulo: 07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE YAYA!!!. Ali foi descrita a genealogia do ancestral Balthazar Barbosa de Araujo.

Pode-se observar no primeiro parágrafo da descrição que ele descendia dos mesmos Correia presentes na ascendência de Antonio da Costa Ramires.

E, obviamente, não vou entrar em maiores detalhes. Mas cada casal dos ancestrais dele na longa descrição vai dar em mesmos ancestrais.

Ainda não tomei tempo para detalhar a genealogia dos Moniz Barreto que deram origem ao Antonio Jose Moniz Barreto, nosso possível ancestral, também no texto 009. Começando pelo segundo capitulo.

Mas sei que por terem sido da alta nobreza também descenderão dos mesmos ancestrais. O que varia são as proporções. `As vezes temos um sobrenome como mais comum, dai pensamos pertencer a tal “família”. Mas, a verdade é que assinamos, porem, não somos somente isso. Somos resultado de uma mistura oriunda das mesmas fontes.

A vantagem para nos em nossos dias é que essas relações familiares mais antigas estão acessíveis em sites, e ate mesmo na Wikipedia por exemplo. Não apenas os dados que estou apresentando agora, mas observe-se que se pode verificar as famílias das quais procedem os cônjuges. Ou seja, nossos outros ancestrais. Exemplo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Pires_Gato

A partir dai, pode-se observar que esse foi o pai da: 11. Teresa Afonso Gato c.c. Mem Soares de Melo. E caso alguém queira estender-se mais, pode ver que o Mem Soares de Melo foi o 1o. senhor de Melo. Dai se pode tanto seguir a ascendência quanto outras descendências deles.

Ha outro esqueleto genealogico que gostaria de repetir aqui para reafirmar a ideia. Trata-se daquela que parte de nossa, muitíssimo provável, ancestral Josepha Pimenta de Souza.

Ate, então, estava em duvida quanto ao professor Dermeval Pimenta ter identificado os nomes dos avos dela. Ao que parece, ele enganou-se. E seremos mesmo descendentes do capitão-mor João Pimenta de Carvalho e não, talvez em outra instancia, do irmão dele, capitão Manoel Pimenta de Carvalho.

Vejamos, então, o que nos aponta esse esqueleto:

01. Josepha Pimenta de Souza c. c. Manoel Vaz Barbalho, filha de:

02. Belchior Pimenta de Carvalho c. c. N, filho de:

03. João Pimenta de Carvalho c. c. Maria Machado, filho de:

04. D. Catarina Pimenta c. c. capitão Ambrosio de Araujo, filha de:

05. Capitão-mor João Pimenta de Carvalho c. c. Susana Requeixo Estrada.

Essa porção pode ser verificada na postagem:

http://www.asbrap.org.br/publicac/revista/rev18_art17.pdf

Observe-se que João Pimenta de Carvalho era filho de Gonçalo Pimenta de Carvalho e Maria Jacome de Melo. Não tenho as ascendências deles. Mas por suas ligações com Vila Viçosa tudo indica que tinham ascendência nobre.

O capitão-mor surge desde o inicio do trabalho. Porem, a descendência de dona Catarina Pimenta aparece a partir da pagina 281.

O que o professor Dermeval nos deixou foi que Belchior Pimenta de Carvalho teve as duas esposas descritas no trabalho. Contudo, salienta que teve a filha Josepha, em 1712, antes desses casamentos, sem revelar nome ou procedência da mãe.

Devido `a alta incidencia de genes afrodescendente no exame de DNA de um de nossos primos, (Benin/Togo 7%; Africa Sul Oriental Bantu 4%; Africa do Norte 3% e Nigeria 3%) resultando num total de 17% de origem africana, presumo que a mãe da Josepha fosse africana.

Assim penso porque isso corresponde a ele ter mais que um dos bisavós totalmente africano. E, ao que eu saiba, ele tem apenas nossa trisavó, Maria Honoria Nunes Coelho, como possivelmente mulata.

Se o foi, para nos ela passou apenas 3.125% da porção africana que possuía para nossa geração. Isso, no caso do primo que descende apenas uma vez dela. Eu descendo como trineto e tetraneto. Portanto, ai tenho que somar mais a metade disso.

Assim, temos que somar muito mais para chegar aos 17% no caso dele. Era preciso que Josepha fosse mulata e passasse sua ascendência por diversos caminhos para nos para somarmos mais uma pitadinha cada vez. Sei que devo descender 3 vezes dela. Do primo sei apenas uma.

Assim, nossos ancestrais africanos são múltiplos e variados. Isso, devido `a proporção e `as diversas regiões de procedência. O mais provável será que a maioria, senão todos, dos nossos ancestrais recentes ja teriam quantidades elevadas de sangue africano para chegar tamanha quantidade ao primo.

Para chegar 17% a ele, era preciso que um dos pais possuísse 34% ou ambos igualmente 17%, como media. Isso porque cada progenitor passa para os filhos apenas a metade do que possui. O restante vem do parceiro.

E, ao que sei, nos sabemos ter ascendência africana mas isso não é traduzido na aparência dos ancestrais recentes que tivemos.

Vejamos mais, então, a partir da ancestral Susana:

05. Susana Requeixo Estrada c. c. capitão-mor João Pimenta de Carvalho, filha de:

06. Felippa da Motta c. c. Afonso Mendes de Estrada, filha de:

07. Francisco de Oliveira Gago c. c. Ines Sardinha, filho de:

08. Felippa da Motta c. c. Manoel de Oliveira Gago, filha de:

09. Felipa Gomes da Costa c. c. Vasco Pires da Motta, filha de:

10. Isabel Lopes de Sousa c. c. Estevão Gomes da Costa, filha de:

11. Martim Afonso de Sousa c. c. N, filho de:

12. Lopo de Sousa c. c. Beatriz de Albuquerque, filho de:

13. Pedro de Sousa c. c. Isabel Pinheiro, filho de:

14. Martim Afonso de Sousa c. c. Violante Lopes da Távora, filho de:

15. Martim Afonso de Sousa c. c. Aldonça Rodrigues de Sa, filho de:

16. Vasco Afonso de Sousa c. c. Ines Dias Manoel, filho de:

17. Martim Afonso de Sousa c. c. Aldonça Gil de Briteiros, filho de:

18. Martim Afonso Chichorro c. c. Ines Lourenco de Sousa, filho de:

19. Afonso III, rei de Portugal c. c. Madragana (Mor Afonso), filho de:

20. Afonso II, rei de Portugal c. c. Urraca de Castela, filho de:

21. Sancho I, rei de Portugal c. c. Dulce Berenguer, filho de:

22. Afonso I Henriques, rei de Portugal c. c. Mahaut de Sabóia, filho de:

23. D. Teresa de Leão c. c. Henry de Borgonha.

Assim, apesar de todas as voltas, chegamos ao mesmo lugar. Nesse caso, quem desejar compreender melhor, pode fazer o exercício de navegar na internet em busca dos ancestrais das esposas ou maridos ai presentes.

Posso adiantar que Mafalda (Mahaut) de Savoia descendia da ilustre familia italiana, sua familia real. Madragana tinha origem judia, descendente de rabinos. E Ines Dias Manoel tem toda a realeza castelhana como ancestral. E Dulce vinha de Barcelona, antigo e, talvez, nova Aragão.

Por outro lado, podemos concluir por ai que, por causa da presença não apenas de sobrenomes como também pela procedência de seus primeiros nominados, as figuras históricas do passado são nossos ancestrais e as recentes descendem deles também.

O sobrenome Correia, por exemplo nos lembra o poeta Raimundo Correia. Para que se recordem: https://www.mensagenscomamor.com/poemas-raimundo-correia. “Vai-se a primeira pomba despertada…” Por esse verso pode-se lembrar bem a pessoa e de nossa infância.

Como também nos lembra Salvador Correia de Sa e Benevides. Tinha uma leve desconfiança que fosse nosso aparentado em função do Benevides, de nossa ancestral Maria, matriarca dos Pereira do Amaral, nossos ancestrais.

Sabia que por causa da origem dele na nobreza teríamos obrigatoriamente muitos ancestrais comuns. Agora fica patente que os comuns são nossos ancestrais também comuns.

Alem do parentesco dele com Mem de Sa, o governador geral do Brasil, foi um dos governadores do Rio de Janeiro. E o mesmo que mandou executar ao nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra, por causa da Revolta da Cachaça, em 1661.

Aqui fica também patente que nos aproximamos do poeta Carlos Drummond de Andrade, tanto por nossa ascendência nos Dormondo da Ilha da Madeira, quanto sermos todos descendentes do Martim Afonso de Sousa. Obviamente, alguns de nos ja sabemos ser dos mesmos Andrade.

E assim torna-se o mundo. Afonso I Henriques de Portugal é conhecidamente ascendente da maioria da população ocidental. Inclui-se ai 2/3 de ex-presidentes dos Estados Unidos. Alem de reis e rainhas de todas as monarquias europeias.

Obviamente, não apenas ele. Alem dele, outros de nossos ancestrais descendem dos mesmos ancestrais que ele, tais como do Carlos Magno, Hugo Capeto, reis Merovingios e imperadores romanos.

Estenda-se ai aos gregos, persas, egipcios, arabes e toda sorte de gente que ocupa paginas na Historia Universal. Inclusive os personagens bíblicos, por alguns genealogistas ja terem revelado a relação entre as monarquias da Península Ibérica e a rainha Esther.

Com certeza, as repetições não acabarão por ai. Os Pereira, os Coelho, os Furtado de Mendonça, os Carneiro de Andrade, os Andrade, os Menezes, os Corte-Real, os Moniz e tantos outros nossos ancestrais repetirão esses e outros ancestrais, o que nos faz  “cuspe e escarro” dos mesmos ancestrais.

Quando se diz que uma criança de parece com seus avos deve ser um fato de pura e absoluta inevitabilidade! Somos todos mesmo “farinha do mesmo saco!”

Alias, quem desejar exercitar um pouco mais, poderá jogar na busca do Google os diversos nomes de ancestrais do Balthazar Barbosa de Araújo. Entre eles temos D. Tereza, filha de João Pires de Vasconcellos.

Na verdade, trata-se do D. João Peres, senhor da Torre de Vasconcelos. Entre outros detalhes, tornou-se senhor de Penagate por casamento. Ele casou-se com dona Maria Soares Coelho, filha do D. Soeiro Viegas Coelho. Ou seja, tanto os Coelho quanto os Vasconcelos descendem das mesmas fontes.

Outro exemplo é o de D. Rui Gonçalves Pereira. Na verdade, o bisneto, que se casou com dona Berengaria Nunes Barreto. Foi bisneto de D. Rui Gonçalves Pereira. Esses são os senhores de Trastamarra.

Entre outras coisas, são eles do mesmo núcleo familiar do Nun’Alvares Pereira, atual Santo Nuno de Santa Maria, II Condestável de Portugal. E o que se espera é os Pereira dos quais descendemos irem entroncar-se na mesma raiz.

Fica assim concretizado minha aspiração. Conhecer e divulgar a genealogia de forma a que as pessoas passem a reconhecer que nossos ancestrais fizeram a Historia e ela corre pungente em nossas veias.

Acredito que, o saber não ocupa lugar, não pode ser tomado e, inexoravelmente, facilitaria muito aos jovens interessar-se pela disciplina Historia. Afinal, não se estuda nela os feitos de marcianos e venusianos. Tudo se trata de nossa ancestralidade.

 

MAIS DOS COSTA

Eu havia visto antes, porem, deixei passar por causa da importância maior do assunto discutido acima. Mas agora resolvi postar, como complemento, duas das curiosidades havidas no capitulo. Segue então:

PAG. 440

“MANOEL DA COSTA COELHO, n. por volta de 1652 e fal., casado por volta de 1682 com Mariana Pinheira, n. por volta de 1662 e fal. Pais de:

I. 1 – Joana de Faria, n. no Rio (Candelaria 2o., 82) bat. a 12.7.1683 e fal. no Rio (Candelaria 10o., 89) a 28.1.1746, casada por volta de 1699 com Ambrosio Ramos Ferreira, n. no Porto por volta de 1669 e fal. Pais de:”

PAG. 441

“II. 3 – Gracia Maria Da Cruz Ferreira, n. no Rio (Candelaria 3o., 104) bat. a 3.5.1712 e fal. casada no Rio (Candelaria 4o., 139v) a ?.?.1736 com o capitão Carlos Jose Ribas, n. em Lisboa (São Nicolau) por volta de 1706 e fal., filho de Miguel Ribeiro Ribas e de Arcangela Maria Josefa (ou de Souza). Pais de:

III. 1 – Jose Bonifacio Ribas, n. no Rio (Candelaria 6o., 54v) bat. a 6.6.1739 e fal. casado em São Sebastião – SP, por volta de 1764 com Ana Maria de Toledo e Oliveira, n. por volta de 1744 e fal. filha de Pedro Alvares da Paz e de Escolástica de Toledo. Pais de:

IV. 1 – d. Escolástica Bonifacia de Toledo Ribas, n. em São Sebastião, SP, a 22.4.1765 e fal. em São Paulo a 31.5.1859. Casada em São Paulo (Se) a 18.2.1784 com o coronel João de Castro do Canto e Melo, n. na Ilha Terceira por volta de 1740 e fal. em São Paulo ?.?.1826, visconde com as honras de Grandeza de CASTRO, por mercê de 12.10.1826, filho de João de Castro do Canto e Melo e de Rita Quitéria. Pais de:”

PAG. 442

“V. 1 – D. Domitila de Castro Canto e Melo, n. em São Paulo a 27.12.1797, (bat. a 7.3.1798) e fal. em São Paulo a 3.11.1867, viscondessa de SANTOS. Casada em primeiras nupcias em São Paulo (Se) 13.1.1813 com o alferes Felicio Pinto Coelho de Mendonça, n. em Sant’Ana de Cocais, MG, a ?.?.17.., e fal., filho do capitão-mor Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha e de d. Mariana Manuela Furtado Leite de Mendonça. Com geração. Casada em segundas núpcias em Sorocaba, SP, a 14.6.1842 com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Com geração.”

Aqui o Carlos G. Rheingantz fez uma daquelas extensões alem das datas propostas em sua coleção. Omitiu as ligações de D. Domitila com D. Pedro I. Ela ficou mais conhecida como Marquesa de Santos. A ligação entre eles também resultou em geração.

Queria apenas deixar ai a possibilidade de termos mais de um grau de parentesco com ela. Tanto pelo Coelho quanto pelo Costa iniciais. Alem da ligação dela com os Furtado Leite, mesmo de nossos primos. Por fim, o Mendonça.

Ha que lembrar-se que dona Maria Furtado de Mendonça foi a esposa do governador Luiz Barbalho Bezerra, nossos ancestrais.

PAG. 415

“BALTAZAR DA COSTA, n. por volta de 1565 e fal. casado por volta de 1595 com Andreza de Souza, n. por volta de 1575 e fal. no Rio (Se 4o., 11v) a 16.10.1655, fal. filha do capitão João de Souza Pereira Botafogo e de d. Maria da Luz Escorcia Drummond. Pais de:”

PAG. 416

“I. 3 – Jeronimo da Costa, n. por volta de 1609 e fal. no Rio (Se 3o., 48) a 13.5.1647, casado com Maria Pedrosa, irmã de Domingos Pedroso, n. por volta de 1619 e fal. no Rio (Se 6o., 156) a 10.7.1698, filha de Miguel Gomes Bravo e de Isabel Pedrosa de Gouveia. Teve de uma india livre, serva de Amador Ribeiro, um filho natural:

II. 1 – Miguel.”

Aqui queria salientar o inicio da família dessa nossa tia ancestral. Era irmã da ancestral Cordula Gomes, esposa do português João do Couto Carnide.

Não sei se a reencontraremos depois em capítulos como Gomes, Gomes Bravo, Couto ou Bravo. Parece que ha algo mais no livro. Mas ha que abri-lo para ver.

Tenho da familia esse resumo:

Miguel Gomes Bravo foi filho de Rui Dias Bravo e Antonia Rodrigues. Era nascido no Porto, aproximadamente em 1563. Foi casado com Isabel Pedrosa de Gouveia e tiveram os filhos:

01. Rui Dias Bravo (1597)

02. Maria Pedrosa (1600)

03. Cordula Gomes (1602) c. c. João do Couto Carnide

04. Domingos Pedroso (vivo em 1647)

05. Maria (1616)

06. Pascoal (1618)

07. Ursula (1620)

08. Maria Pedrosa (1622) c. c. Jeronimo da Costa

09. Manuel Gomes Bravo (1624)

10. Miguel Gomes Bravo

Não consta nessa lista, Antonia Pedrosa de Gouveia, que ficou em Vitoria – ES, onde se casou com Belchior de Azeredo Coutinho, filho do bandeirante Marcos Azeredo e dona Maria Coutinho.

Essa, Azeredo Coutinho, foi uma das famílias mais influentes no período colonial também no Rio de Janeiro. E isso se reflete em títulos de nobreza no período imperial.

Pode ser que hajam outros filhos. Mas não procurei ainda. Isso porque é conhecido que foram 10 ao todo, porem, deverão ter sido 10 que chegaram `a idade adulta.

Talvez as duas primeiras Marias tenham falecido criança para que a terceira tivesse o mesmo nome. Ou os nomes delas podem estar incompletos e Antonia ser uma delas.

Assim fica comprovada um pouco mais da extensão de nossa família.

E aqui fica uma possibilidade que não passa de suspeita por enquanto. Trata-se do fato de não termos os nomes dos pais da ancestral Isabel da Costa, esposa do Antonio da Costa Ramires. Ela pode ter sido filha do casal Baltazar e Andreza.

Claro, Baltazar e Andreza podem não ser meus ancestrais porque meus primos tem ancestrais diferentes dos meus. Não sei quanto de sangue inglês corre em minhas veias. Mas no primo que fez exame de DNA constam 13% da Gra-Bretanha.

Sabe-se que os Escócia Drummond procediam da Ilha da Madeira, porem, foram escoceses em transito por la. Obviamente, dona Maria da Luz Escócia Drummond passaria muito pouco do sangue para os descendentes atuais.

Contudo, como não temos conhecimento de escoceses recentes como ancestrais, ela pode ter somado a outros para chegar porcentagem tão alta como essa. Isso equivale a 1 dos bisavós 100% da Gra-Bretanha. O que sabemos, não temos, então, será preciso somar diversos ancestrais com ascendência la.

Ou, por outro lado, o que será mais provável, pode ser que os ingleses descendam tanto dos ibéricos quanto nos. Dai pode ter havido confusão no exame do DNA, não seriamos nos com sangue inglês e sim os ingleses com nosso sangue.

Apesar de podermos ter o Drummond da fonte baiana também. Nesse caso, tanto eu quanto o primo descendemos da mesma fonte.

Mas, buscando melhor na internet, nosso amigo Lenio Richa nos informa que Jeronimo não teve filhos com a esposa Maria Pedrosa. Como os dados procedem do Rheingantz não se pode afirmar isso com absoluta certeza.

Mesmo assim, não esperemos possuir ancestrais por essa via. Para que o primo ou nos possuirmos tamanha quantidade de certo sangue, preciso será que tenhamos um ancestral recente procedente da origem do sangue.

Ou, como alternativa, para se ter uma ascendência um pouco mais longínqua, todos ou a maioria dos nossos ancestrais recentes teriam que compartilhar dessa mesma ancestralidade. Assim, nossos pais teriam uma composição semelhante entre si e, por isso, a ancestralidade mais antiga não se perderia no sangue.

 

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10. PONTOS DO NORDESTE TAMBEM SERIAM NOSSO?

Encontrei algumas coincidências que chegam a ser um pouco mais que curiosas. E talvez elas acabem nos revelando um ramo da Família Barbalho que chegou ao Brasil via Pernambuco, foi para o Rio de Janeiro, adentrou Minas Gerais e, talvez, tenha projetado um galho ate ao Rio Grande do Norte.

E a distancia não pode ser empecilho, pois, o cirurgião-mor Policarpo encarregou-se da extensão ate ao Rio Grande do Sul. E a minha desconfiança é a de que um irmão ou sobrinho dele fez o caminho oposto.

Em nossa tradição familiar havia um dito mais ou menos assim: “A família procede do Nordeste, eram três irmãos. Um foi para o Rio Grande do Sul, outro retornou para o Nordeste e o terceiro foi aquele que deu origem ao nosso Barbalho.”

Penso que esse dito que ouvi solto quando ainda criança referia-se ao tetravô Policarpo Jose Barbalho. Embora tenhamos comprovação que teve dois irmãos, Gervasio e Firmiano, não tenho o destino deles. A existência deles esta marcada pelos registros de seus casamentos em Itabira.

Mas pelo que ja encontramos em Itabira, o mais provável foi que tenham tido outros irmãos, entre eles os senhores Modesto e Victoriano Jose Barbalho. Ha dados de descendência desses dois outros, porem, não temos nomes de seus pais.

Vamos a outra passagem. Essa relatada pelo professor Dermeval nas paginas 253 e 254 do livro dele:

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”     IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residência de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Mosteiro, no Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIZ ANTÔNIO PINTO.

Descendentes do casal Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza

Realizado o casamento em Milho Verde, aos 18-9-1732, esse casal, após alguns anos, fixou residência no Arraial de São Jose de Tapanhoacanga pertencente `a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila Nova do Principe, onde criou a família. Eh possível que tenham nascido outros filhos, mas so conseguimos obter dados sobre a sua filha ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO. Pais de:

F – 1 ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, batizada em 28 de maio de 1738, no Arraial de Tapanhoacanga, tendo por padrinho FRANCISCO DA COSTA MALHEIRO. Em 1759, no dia 30 de agosto, casou-se com o Capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO, o qual, em meados do século dezoito, veio para o Brasil e se estabeleceu naquela localidade. Era português, filho de ANTÔNIO LEAL, e Dona MARIA FRANCISCA, natural de Vila dos Colares, no Patriarcado de Lisboa. O Capitão ANTÔNIO FRANCISCO, durante muitos anos, foi sindico-geral dos Santos Lugares, na Comarca de Serro Frio. (Livros 2o. bat. fls. 98v e livro de casamento – capelas filiais fls. 6v). Pais de:

N 1 – JOãO, nascido em 1761,

N 2 – VITORIANA, nascida em 1762;

N 3 – ANTÔNIO, nascido em 1764;

N 4 – LUCIANO, nascido em 1766;

N 5 – MARIANA, nascida em 1767;

N 6 – JOSE, nascido em 1769;

N 7 – FRANCISCO, nascido em 1771;

N 8 – BERNARDO, nascido em 1776;

n 9 – BOAVENTURA JOSE PIMENTA, nascido em 1779.

OBSERVAçãO

    Do estudo que acabamos de proceder sobre a descendência do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, verificamos que este casal, entre outros, teve uma filha de nome ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO, casada naquele mesmo Arraial, com o português capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO. Foi nos dado constatar que este ultimo casal teve nove filhos, mas, somente de dois deles, VITORIANA e BOAVENTURA, pudemos obter dados sobre os seus descendentes, os quais receberam o sobrenome de JOSE PIMENTA, herdados de JOSEFA PIMENTA. Face a esta circunstância supomos que os demais filhos do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA bem como seus outros netos, filhos que eram de ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO, tenham também recebido o sobrenome de JOSE PIMENTA, derivado da avo JOSEFA. Ha fortes indícios de que as varias famílias PIMENTA residentes no Norte e Nordeste de Minas se originaram em São Jose do Tapanhoacanga e de Milho Verde. Todavia não desprezamos a hipótese de que alguns dos possíveis filhos do casal MANOEL e JOSEFA tenham usado o sobrenome de PIMENTA BARBALHO ou VAZ BARBALHO, os quais teriam dado origem `as famílias de sobrenomes VAZ ou BARBALHO.

    Como não dispomos de dados sobre todos estes nove filhos, vamos focalizar apenas VITORIANA e BOAVENTURA, respectivamente N-2 e N-9.”

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Acredito que o professor Dermeval Pimenta tenha tirado conclusão um pouco precipitada ao deixar-se pender para o lado do titulo do capitulo do livro dele: “TRONCO PIMENTA-VAZ BARBALHO”.

Geralmente, as regras de nomenclatura do século XVIII e antes não se encaixavam na lógica que a sociedade passou a adotar a partir dos séculos seguintes.

9 filhos de um mesmo casal poderiam cada um adotar um sobrenome diferente. Muito comumente esses sobrenomes variavam de acordo com que variavam os sobrenomes ate aos 8 bisavós dos filhos do casal.

Assim, sobrenomes sumidos em 3 gerações anteriores poderiam renascer, mas, por as pessoas da atualidade não terem acesso `a genealógica completa daquelas pessoas, pensar-se-ia que o sobrenome surgiu do nada.

Nesse caso especifico, porem, temos ainda os nomes dos senhores ANTÔNIO LEAL e MARIA FRANCISCA. Esse segundo nome dela pode inclusive ser da Família FRANCISCO. Naquela época os escrivães costumavam usar a versão femininizada dos sobrenomes masculinos como: FURTADA, COELHA e outros.

O certo aqui é que, pode ser que numa pesquisa mais profunda, se todos os filhos de ISIDORA e capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO chegaram `a idade e procriaram, podem ter deixado famílias com todos os sobrenomes ja havidos anteriormente na família. Isso inclui o “DA COSTA BARBALHO”.

Pulando-se mais uma cerca, andei verificando o capitulo BARBALHO do livro de nosso amigo ORMUZ BARBALHO SIMONETTI. Ali encontra-se o extrato:

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“Segundo o Historiador Hélio Galvão, do casal Brás Barbalho Feyo e Leonor Guardes descendem Catharina Barbalho, filha de Isabel de Vasconcellos e João Soares de Avellar. Catharina Barbalho, ao consorciar-se com Francisco Ribeiro Bessa, teve oito filhos, sendo a ultima Catharina Barbalho (segunda do nome) que se casou duas vezes: a primeira com o Tenente Jose de Mello, de Goyana, não deixando descendência, e segunda vez com Aniceto Ferreira Padilha e tiveram sete filhos. Um desses filhos de Catharina e Aniceto, ja nascido e naturalmente radicado `a terra, descende, sem duvida, Antonio Jose da Costa Barbalho, ou Antonio Barbalho da Costa, como de próprio punho escrevia ele o seu nome, sendo ele o patriarca dos Barbalho de Goianinha, vindo a falecer em 20 de novembro de 1827, aos 73 anos de idade e deixou inúmeros descendentes.”

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Acredito aqui que o “descendente, sem duvida,” deixou-me com uma enorme duvida. Ao que me pareceu, foi uma suposição e não uma certeza. Isso abre a possibilidade de o Antonio Jose da Costa Barbalho ser o mesmo “N 3 – ANTÔNIO  nascido em 1764″ anotado pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Veja-se que poderia ser mesmo ele se encaixando na tradição dos Barbalho. Os irmãos, em verdade, são mais que 3. Mas, por enquanto, não sabemos quantos nem quais poderiam ter assumido o sobrenome Barbalho.

Talvez, os outros não foram contados porque faleceram crianças como era tão comum acontecer naquela época. Ou podem ter sobrevivido, como aconteceu com o BOAVENTURA JOSE PIMENTA, porem, teriam sido apenas 3 que herdam o BARBALHO por sobrenome.

Existem outros indicios, porem, ajustáveis `a realidade. A afirmação do Ormuz é a de que o patriarca viveu 73 anos. Mas era muito comum acontecer enganos na contagem da idade. E chega a ser uma grande coincidência que justamente o Antonio da Isidora e capitão Antonio Francisco tenha nascido em 1864, ou seja, 63 anos antes do falecimento do senhor Antonio Jose.

Alem disso, ha ai a coincidência de o senhor Antonio ter recebido o JOSE, que era uma marca de nossa família, alem de assinar o “DA COSTA BARBALHO” ou “BARBALHO DA COSTA” como preferia assinar, que também era sobrenome em nosso ramo da família.

Pode ser mera coincidencia, porem, um dos filhos do senhor Antonio Jose da Costa Barbalho foi o Francisco Antonio Barbalho. No caso, uma possível inversão da ordem dos nomes do suposto avo: Antonio Francisco de Carvalho. Algo muito comum `aquela época.

Aqui ha que salientar-se que mesmo que a data de nascimento, 1754, e a idade ao falecimento, 73 anos, estejam corretas, não significa que minha hipótese seja falha. Muito pelo contrario.

Isso porque ainda não temos a relação de nomes dos supostos filhos do MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. Temos que foram pais da ISIDORA e do cirurgião-mor POLICARPO JOSEPH BARBALHO.

Mas não sabemos se houveram e quais teriam sido os possíveis outros. Os quais o professor Dermeval supunha que existiram.

E, em sendo o caso, teríamos ai quem foi para o Rio Grande do Sul, quem voltou para o Nordeste e a Isidora pode ter sido a representante de quem ficou em Minas Gerais.

Se acaso a tradição considerava apenas os homens, temos também essa opção. Trata-se do JOSE VAZ BARBALHO, o pentavô de minha geração. Enquanto não sei quem foram os pais dele, não posso descartar a possibilidade de ter sido filho do MANOEL e JOSEPHA.

Alem dessa opção, ele poderia ser o: “N 6 – JOSE, nascido em 1769″. Seria um pouco apertado, porem, por volta dos 19 anos, em 1789, este poderia estar casado. E por volta de 1789 poderia ter sido pai do nosso ancestral Policarpo Jose Barbalho.

Não tenho a data de nascimento desse ancestral. Mas tenho a do casamento que se deu em 1808, portanto, deveria estar com pelo menos 18 anos de idade. Mesmo depois dessa época ainda era comum casar-se tão jovem.

E existe uma tradição de família dizendo que ele havia ingressado no seminário, mas desistira ao apaixonar-se pela ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHÃES, e casou-se antes de ordenar-se.

Somente depois que teve os filhos, ficou viuvo e criou a família, inclusive tendo visto antes seu filho Emigdio de Magalhães Barbalho ser ordenado padre em 1845, foi que retornou ao seminário e buscou a ordenação, indo falecer, não sabemos a data, idoso e pastoreando o rebanho do antigo Inficcionado (atual Distrito de Santa Rita Durão, Mariana, MG), local em que nascera.

De todo esse capitulo nasce ai a hipótese de que o ramo Barbalho da região de Goianinha, RN, poderá fazer parte da imensa descendência do governador LUIZ BARBALHO BEZERRA e sua esposa MARIA FURTADO DE MENDONÇA. Tudo ainda a ser confirmado.

Acredito que agora falta-nos mesmo, referindo-me ao ramo BARBALHO e COELHO do Centro Nordeste de Minas Gerais, decifrar aquele pequeno espaço de tempo, entre 1720 e 1790 de nossa genealogia para constatar todas essas suspeitas.

Como venho repetindo em meus escritos anteriores, acredito que as respostas estejam nos arquivos forenses na cidade do Serro e/ou nos eclesiásticos da Arquidiocese de Diamantina, ambas em Minas Gerais.

Os dados dessa imensa região de Minas Gerais não tem sido devidamente publicados e, parece-me, somente um mergulho nos arquivos desfarão toda e qualquer duvida. Os meus estudos tem revelado que la temos respostas.

Não sabemos quais nem quando virão. Mas gostaria de poder pagar essa visita `a terra que passaram nossos ancestrais, porque é a única forma possível de deixarmos para as futuras gerações uma Historia de Família, o mais completa possível, para assim despertar o interesse delas por nosso passado.

Um passado que, não muito distante, nos também seremos parte dele.

 

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011. PRIMEIROS MORADORES DE GUANHAES, VIRGINOPOLIS E PECANHA …

INDICE:

O1. INTRODUCAO

02. OS “HOMENS BONS” DE PECANHA

03. OS DE GUANHAES

04. COMENTARIOS A RESPEITO DO PATROCINIO DE GUANHAES

05. A) FREGUESIA E DISTRICTO DO PATROCINIO

06. B) FREGUESIA E DISTRICTO DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (a)

07. C) DISTRICTO DE N. S. MãE DOS HOMENS DO TURVO

08. D) FREGUESIA E DISTRICTO DE N. S. DA PENHA DO RIO VERMELHO

09. NOSSA ANCESTRAL GENOVEVA NUNES FERREIRA

10. PRESENCA DE JOAO DA CUNHA MENEZES

11. BIOGRAFIA DE DONA DAMIANA DA CUNHA

12. BIOGRAFIA COMPLETA DE LUIZ BARBALHO BEZERRA

13. COMENTARIOS ENVOLVENDO A FAMILIA DA CUNHA MENEZES

14. COMO SABER SE OS DA CUNHA DESCENDEM DO LUIZ?

15. RELAÇÕES DE COMPADRIO NO BRASIL DO SECULO XVIII

16. VOLTANDO `AS ANALISES

01. INTRODUCAO

Resolvi passar uma revista no ALMANAK ADMINISTRATIVO, CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS.

A ideia surgiu porque estava revendo as fontes mencionadas pelo professor Nelson Coelho de Senna. Ele havia dito que no de 1870 tinha uma menção, ao capitão Jose Coelho da Rocha:

“Ja em 1821, um deles, elevado a Capitão de milícias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoação de São-Miguel-e-Almas, hoje cidade de Guanhaes, como refere Assis Martins…”

Não sei como o computador conseguiu mas ele abriu uma pagina que continha a referida publicação. Foi apenas um relance e, tendo que sair, quando retornei não mais encontrei a publicação.

Pelo menos pude comprovar que realmente havia a menção. Alem dela, outras informações a respeito da “Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio”, futura Cidade de Virginópolis. Depois eu conto.

Mas, rebuscando a internet novamente, pelo menos encontrei o ALMANAK editado em 1864. Em teoria, devia ser melhor ainda para o que eu queria. Assim, copiei as duas paginas que interessavam.

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02. OS “HOMENS BONS” DE PECANHA

Trata-se das relações de “homens bons” que viviam nos domínios das antigas Santo Antonio do Peçanha e São Miguel e Almas. Segue o que encontrei:

Pagina 205

“Freguezia e Districto de Santo Antonio do Peçanha foi creado pelo alvará de 1822. Dista da sede do termo 22 léguas, da capital 66 e de seus pontos extremos, ao norte 5, ao sul 6, `a leste 18 e a Oeste 7. Confina com a de S. Miguel e Almas pelo rio Correntes, e com a de Jacury pelo Suassuy. Sua população chega a 6,816 habitantes; da 368 votantes e 12 eleitores.

Juizes de paz:

1o. Remigio Electo de Souza

2o. Joao Batista Dias

3o. Jeronymo Electo de Souza

4o. Henrique Manoel Carvalho

Sub delegado:

Capitao Joao Batista de Queirós

Inspector Parochial:

Remigio Electo de Souza

Professor de primeiras letras:

Joaquim Lucas Coelho

Nao sabemos se a matriz esta provida de parocho.

Negociantes de Fazendas Secas:

Antonio Jose de Siqueira

Cyrino Jose Barbalho

Firmino Clementino da Silva

Francisco Bonifacio de Almeida Araujo

Jeronymo Electo de Souza

Jose Soares de Queirós

Remigio Electo de Souza

Negociantes de genero do pais:

Antonio da Rocha Oliveira

Elias Pereira do Nascimento

Joao Luiz Coelho

Joaquim Bernardes Vieira

Joaquim Affonso Pereira

Mathilde Delfina de Jesus

Vicente Jose do Nascimento

Fazendeiros que cultivão canna:

Antonio Eufrazio da Silva

Antonio Joaquim dos Santos

Antonio Jose de Siqueira

Antonio da Rocha Freitas

Clemente Xavier de Castro

Conrado Alves Sampaio

Cypriano Goncalves Ferreira

Francisco Antonio da Silva

Francisco Jose de Oliveira

Germano Jose Peixoto

Ildefonso da Rocha Freitas

Joao Batista de Queirós

Joao Bernardes Vieira

Joao Jose da Silva

Joao Paulo de Oliveira

Joao Vieira Simoes

Joao Pereira do Nascimento

D. Joaquina Angelica de Jesus

Jose Quirino da Silva

Jose de Sene e Silva

Manoel Francisco Pires

Manoel Gomes da Conceicao & Comp.

Manoel Netto da Silva

Manoel Rodrigues Atayde

Manoel Salles Martins

D. Maria Jose viuva de Antonio Pereira Affonso

Martinho da Rocha Freitas

D. Senhorinha Rosa de Jesus

Os herd. de Silverio dos Anjos Freitas

Thomas Antonio de Aquino

Valeriano Manso da Costa

Sapateiros:

Abel Marianno

Joao Jose d’Assuncao

Joao Jose de Oliveira

Manoel Ferreira

Ferreiros:

Eufrazio de Campos

Felicissimo Pinto

Felisberto Antonio de Aquino

Joaquim de Campos Martins

Modesto Borges”

Observe-se que Santo Antonio do Peçanha compreendia o território que hoje-em-dia esta subdivido em diversos outros municípios, inclusive Governador Valadares.

Muitos dos mencionados acima viviam nesses outros locais. Pelo livro do professor Dermeval Jose Pimenta a gente pode identificar ai diversos moradores de fazendas em São Joao Evangelista, a começar pelos que assinaram “da Rocha Freitas”.

D. Senhorinha Rosa de Jesus, então, ja devia ser a viuva do senhor Jose Carvalho da Fonseca. Eles residiram numa fazenda com terras banhadas pelo Ribeirão das Araras, próximas `a atual São Pedro do Suacui.

Foi filha de nossos pentavós: Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana.

Tenho duvidas quanto ao ultimo mencionado, Modesto Borges, não ser membro da família de Antonio Borges Monteiro, nosso sextavô.

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03. OS DE GUANHAES

“DISTRICTO DE S. MIGUEL E ALMAS {pags. 207-8}

Foi creado pela resolução de 14 de julho de 1832. Tem um distrito denominado – Patrocinio – criado pelo art. 2o. da lei n. 1:143 de 24 de setembro de 1862.

Juizes de Paz:

1o. Francisco Nunes Coelho

2o. Francisco de Souza Ferreira

3o. Jose Pereira da Silva

4o. Antonio Rodrigues Coelho

Subdelegado:

Francisco Nunes Coelho

Inspector Parochial:

Rev. Jose Julio de Oliveira (é vigario)

Professor de primeiras letras:

Joaquim Francisco de Aguiar

Vaccinador:

Joaquim Domingues Da Silva

Negociantes de Seccos:

D. Alexandrina Sevelly de Alkmim

Antonio Carlos da Conceicao

Antonio Francisco Vieira

Bento Goncalves Pimenta

Custodio Jose Moreira

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Francisco Jose Moreira

Francisco Nunes Coelho

Joao Luiz de Souza

Joao da Silva Netto

Joaquim Guardianno Teixeira

Jose Coelho da Rocha Ribeiro

Jose Pereira da Silva

Jose Rodrigues de Souza e Silva

Pio Ferreira da Silva

Ditos de Molhados:

Campos & Pinto

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Francisco Jose Moreira

Joao Luiz de Souza

Ditos de Generos do Pais:

Antonio Gomes de Brito

Antonio Jose de Queiroz

Bernardino Manoel Ribeiro

Clementino Goncalves da Silva

Custodio Jose Moreira

Francisco Jose Alves

Francisco Luiz da Rocha

Francisco Pinheiro de Araujo

Jeronymo Correa da Silva

Jeronymo Goncalves Lima

Jeronymo da Rocha Leme

Joao Angelo

Joao da Cunha Menezes

Joao Nepomuceno de Aguiar

Joao da Rocha Ramos

Joaquim Antonio Pereira

Joaquim Jose Da Silva

Jose Goncalves Guimaraes

Jose Justinianno de Aguiar

Jose da Silva Ribeiro

Jose Vaz Barbalho

Jose Vieira Braga

Jose Vieira de Souza

Luiz Antonio de Araujo

Manoel Augusto dos Passos

Martinianno Ignacio Ribeiro

Martinianno Vieira de Souza

Miguel Fernandes Maciel

Pedro Teixeira da Costa

Romao da Silva Chagas

Theodoro Rodrigues da Silva

Pharmaceuticos:

Modesto Alves Barbosa

Fazendeiros que cultivão canna:

Accacio Jose da Silva

Amancio da Silva Guimaraes

D. Anna Pinto de Jesus

Antonio Coelho Linhares

Antonio de Figueiredo

Antonio Rodrigues Coelho

D. Genoveva Nunes Ferreira

Joao Rodrigues Lemos

Joaquim Ferreira Pinto

Joaquim Jose de Figueiredo

Jose Coelho da Rocha

Jose Francisco de Azevedo

Jose Lopes Nunes

Jeronymo Maciel

Severianno Pereira Candido

Sapateiros:

Francisco Fernandes Maciel

Joaquim Roque

Jose Vicente dos Santos

Alfaiates:

Luiz Estrangeiro

Placido Jose de Souza

Seleiro:

Joao da Cunha Menezes

Carpinteiros:

Manoel de Moura Justo

Manoel de Souza e Silva

Rancheiro:

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Districto de Patrocinio:

Não obtivemos noticia alguma deste districto.”

Observe-se ai que temos a presença de nomes semelhantes, porem, de pessoas diferentes. Isso poderia provocar confusão em pessoas não familiarizadas com a genealogia local.

O negociante de secos, Jose Coelho da Rocha Ribeiro, foi também conhecido pelo apelido de ten. Jose Quirino. Foi assim chamado por ter sido criado por um irmão mais velho, cujo nome era Quirino Antonio Teixeira Coelho.

Esse Jose Coelho foi o marido de dona Emilia Brasilina Coelho da Rocha. Eles foram os avos maternos do professor Nelson Coelho de Senna, o qual descreve essa passagem em sua genealogia.

Ainda menciona que os avos eram primos, procedentes da Fazenda Axupe, donde nosso núcleo familiar Coelho viveu na segunda metade do século XVIII.

Entre os plantadores de “canna” em Guanhaes, encontra o Jose Coelho da Rocha. Esse segundo foi um dos filhos do fundador Jose Coelho da Rocha, que era casado com Luiza Maria do Espirito Santo.

Esse outro foi nosso tio-trisavô 5 vezes, por ter sido irmão de Joao Batista Coelho (1), Eugenia Maria da Cruz (2) e Antonio Rodrigues Coelho (2), alem de ter sido tio-sextavô uma vez, via Joao Batista Coelho e Joao Jr. Esses dois aparecem em Virginópolis.

Eugenia foi a matriarca dos Barbalho, com o capitão Francisco Marçal Barbalho.

Embora sem os devidos dados do Patrocínio de Guanhaes, acredito que nessa relação de São Miguel e Almas constam nomes de moradores da Paroquia.

Isso por causa dos relacionados Antonio Figueiredo, Joaquim Jose Figueiredo e os Pereira da Silva constarem como moradores na relação de 1872, em Virginópolis.

Pio Ferreira da Silva foi pai de Joao (Janjan) e Emidio Ferreira da Silva que foram maridos de filhas de Antonio Rodrigues Coelho.

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04. COMENTARIOS A RESPEITO DO PATROCINIO DE GUANHAES

Fica ai a razão pela qual não quis falar nada a respeito anteriormente. Eu queria tirar uma duvida porque 1864, data desse Almanak, foi justamente 6 anos após `a fundação da Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhaes, a atual Virginópolis.

No livro de 1870, 12 anos depois da fundação, constam os nomes de apenas dois fundadores. E o primeiro não é o do senhor Felix Gomes de Brito como sempre se pregou nas escolas locais.

O nome poderá ser o da mesma pessoa. Consta que o fundador se chamava Felicio Gomes (da Silva) não tenho certeza desse outro sobrenome.

Mas pode ter havido algo semelhante ao que aconteceu em São Joao Evangelista. Nesta os primeiros colonos portugueses a fixar residência foi a família do senhor Nicolau de Oliveira e a seguir os familiares do capitão Ildefonso da Rocha Freitas.

E foi esse capitão que destinou terras para a fundação do arraial. Porem, ele “faleceu em fins de 1873” e o inicio da fundação se deu em 1875. Assim os filhos dele aparecem como fundadores, ele não.

Sabe-se que o senhor Felix Gomes de Brito obteve junto `a Igreja Católica a autorização para a fundação da paroquia que veio a transformar-se na Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio.

Naquele tempo, Estado e Igreja funcionavam como entidades do mesmo governo. Para fundar-se algum local era preciso ter a autorização e conivência de ambos. Geralmente, devido `a religiosidade do povo, o inicio se dava por vias religiosas.

A autorização data de antes de 1839. Mas a fundação oficial somente acontece em 1958, porque ai se registra a paroquia. Nesse caso, pode ser que o senhor Felix ja houvesse falecido. Então, o nome do fundador, nessa data, pode ser o senhor Felicio Gomes da Silva mesmo.

No livro “Historia de Virginópolis”, da dona Maria Filomena de Andrade (D. Negra), consta que o senhor Felix fora casado com dona Maria de São Jose da Silva.

Nem ela nem nos encontramos fontes que tornassem possível pelo menos calcular as idades dessas pessoas, porem, a julgar pelo fato de possuirem aquela autorização para fundar uma paroquia, ja deveriam ter chegado `a maturidade em 1839, o que tornava estatisticamente difícil ter vivido em ou alem de 1858.

Portanto, muito provavelmente, mesmo sendo fundadores da paroquia, os filhos podem ter sido fundadores do arraial e não eles. Nesse caso, o senhor Felicio deve ter sido filho deles. O que contradiz o livro da dona Maria Filomena, pois, não o menciona como filho. Cita outros.

Alias, ela cita Candido e Rita do Felix como filhos. O que deve ter acontecido de também o serem. Porem, não cita os sobrenomes dos personagens, o que nos daria isso como evidencia.

Pelos nomes dos patriarcas, que ela deixou escrito, era esperado que os filhos do senhor Felix e dona Maria assinassem mesmo Gomes da Silva.

Mais abaixo, eu postei os dados do Almanak de 1872 (para valer em 1873), no qual consta, na relação de fazendeiros, um senhor Tadeu Gomes da Silva. Talvez seja outro da irmandade.

Outros nomes de filhos mencionados por dona Filomena constam o sobrenome Primo. O que penso na possibilidade de terem sido netos do senhor Felix e não filhos.

A minha duvida se da em função de a autora do Historia de Virginópolis ter recorrido mais `a memória que `a documentação. E nos pudemos comprovar algumas falhas de memória dela. Confusões normais quando trata de outras famílias.

Não temos a data de nascimento dela. Ela não recorreu a esse recurso, mas relacionou os filhos da segunda família do professor Francisco Dias de Andrade na qual ela consta como a segunda dos nascimentos.

O primeiro foi o senhor Ari Dias de Andrade, que por acaso temos o nascimento por ter se casado na família Coelho, tendo nascido ele em 11.05.1906. O que implica que o segundo nascimento se deu após essa data.

Dona Filomena publicou o livro dela em 1979, mais ou menos, recorrendo a uma memória que começou a funcionar, com enganos, por volta de 1912, quando deve ter completado 5 anos de idade.

Disso se pode deduzir que muito dificilmente terá conhecido filhos do casal Felix e dona Maria da Silva. Possível será que esses terão nascido ao final do século XVIII ou, no máximo, no abrir do século XIX.

Mas somente após uma investigação mais detalhada em documentos poderemos esclarecer essas duvidas. Por enquanto fica a sugestão de que ha que se investigar primeiro.

Penso aqui na ata de instalação do Arraial do Patrocínio que, por ter sido criado legalmente em 1862, devera ter sido efetivado, pela ata, nos anos logo seguintes.

Esse seria o documento ideal a ser encontrado, pois, constaria os nomes daqueles que correram atras da papelada, chamados esses de fundadores, mas também de pessoas que se reuniam em torno da paroquia.

Acredito que para fundar-se um Arraial naquele tempo seria preciso ter pelo menos uns 30 a 50 residentes. Isso, dentre os que tinham renda suficiente para ter direito a voto e vez.

Ser residente apenas nao era suficiente, pois, havia-se que responsabilizar-se pela construção da igreja e outras dependências de governo, o que naquele tempo não saia dos cofres públicos, a não ser em casos de interesse.

Alem disso precisava-se manter as dependências e os funcionários. Os padres recebiam salário do estado. Os cartórios eram mantidos pelos escrivães que precisavam do trabalho para ter renda e cobrir seus custos. Enfim tudo era diferente da atualidade. 

Nos dados acima, porem, louva-se a presença do senhor Antonio Gomes de Brito que devera ser membro da família. Tendo esse sido comerciante de gêneros do pais em Guanhaes, ate 1863 pelo menos, e poderá ter sido irmão ou parente próximo do primeiro morador de Virginópolis.

Util saber disso, pois, caso os descendentes do senhor Felix resolverem buscar dados genealógicos, e houver dificuldade de encontra-los via o ancestral, poderão buscar os do senhor Antonio, que deverão ser os mesmos a partir dos pais.

A assinatura “de Brito” é uma ótima pista de onde procedia a família em Portugal. Embora, não se possa afirmar que esse seja o caso. Muitas vezes os portugueses adotavam o sobrenome do local de onde procediam após chegar ao Brasil.

Mas, o que tudo indica eh que, mesmo que isso ocorreu nesse caso particular, os “de Brito” realmente descendiam dos alcunhados pelo sobrenome. Isso porque o sobrenome eh muito antigo e o local de origem muito pequeno. Visitando a Historia da Freguesia (atual Vila) de Brito:

http://www.freguesias.pt/freguesia.php?cod=030807

Como o Almanak de 1864 não nos trouxe os dados do “Patrocínio de Guanhaes”, busquei o que esta disponível na internet, o de 1872 para valer em 1873, para pelo menos ter uma ideia de quem eram os moradores locais, apenas 14 anos após `a fundação do Arraial.

Ha que se fazer essa observação. As relações nos Almanaques não são as de moradores totais obviamente. Somente constavam pessoas que as profissões lhes davam status e influencia.

Por tras desses vinham os agregados, escravos, familiares que não tinham posses etc. Por certo haviam também indígenas que eram incorporados `as sesmarias e fazendas que eram livres, porem, destituídos do direito de terem sido os verdadeiros donos das terras.

E, claro, não podemos nos esquecer que aquele foi o tempo do completo domínio dos homens. As mulheres eram aves raras que, quando apareciam, eram mais comum ser associadas aos maridos falecidos. Ou seja, mesmo mortos eram considerados mais importantes que elas. Mas houveram raras exceções!

Aproveitei para adicionar também os moradores de São Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis, do Distrito de Nossa Senhora Mãe dos Homens do Turvo, atual Materlandia e Distrito de Nossa Senhora da Penha do Rio Vermelho, atual Rio Vermelho. Segue então:

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05. A) FREGUESIA E DISTRICTO DO PATROCINIO

“Juizes de Paz:

1o. Joao Baptista Coelho

2o.    ”           ”            ”      Junior

3o. Jose Joaquim de Figueiredo

4o. Joaquim Jose Da Silva Pereira

Subdelegado:

Joao Baptista Coelho

Suplentes:

1o. Firmiano Ferreira Campos

2o. Pedro Goncalves Chaves

3o. vago

Parocho:

Reverendo Bento Felis. Ferreira

Fazendeiros:

D. Anna Bernarda de Oliveira

Alexandre da Silva Pereira

Antonio Joaquim da Silva Figueiredo

Firmiano Ferreira Coelho

Joao Bernardes de Castro

Joao dos Santos Figueiredo

Joao Baptista Coelho

Joaquim Nunes Coelho

Joaquim da Silva Pereira

Jose Joaquim de Carvalho

”          ”        de Figueiredo

Manoel Goncalves do Carmo

”      da Silva Pereira

Pedro da Costa Chaves

Tadeu Gomes da Silva

Negociantes:

Joao Martins Roriz.

Engenho de Canna

Antonio Joaquim de Figueiredo

D. Anna viuva de Joaquim Ferreira Pinto

Candido Ribeiro Freire

Joaquim Nunes Coelho”

O ten. Joaquim Nunes Coelho é considerado um dos fundadores de Virginópolis. Nos ja contávamos com um parentesco com ele por ter sido irmão de Clemente Nunes Coelho. Eles foram filhos de Eusebio Nunes Coelho e d. Anna Pinto de Jesus, ela aparece nos quadros em Guanhaes.

Joaquim foi casado com Francisca Eufrasia de Assis Coelho, que também fazia parte da irmandade, filhos de Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Portanto, foram nossos tios-trisavós.

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06. B) FREGUESIA E DISTRICTO DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (a)

“Sua denominação vem dos três ribeirões que o atravessam, os quais se denominam: Correntinho, Corrente do Meio e Corrente Canoa. Os dois primeiros desembocam no Jequitinhonha e o ultimo no rio Doce.

Alem destes ribeirões passa em seu território, `a distancia de três léguas do povoado, o rio Guanhaes. Dista do Serro 7 léguas, do Pessanha 12, do Rio Vermelho 9, do porto de Guanhaes 5, de S. Miguel e Almas 3 1/2, da Senhora Mãe dos Homens do Turvo, que é filial, 5, e confrontam suas divisas com todos estes lugares.

De uma estatística feita com zelo, ao que nos informa o Sr. Eduardo Alves Barroso 1o. Juiz de Paz do distrito a população em 1866 foi assim computada:

Homens livres ………….. 1470

Mulheres   ”     ………….. 1545

Homens escravos ……..   525

Mulheres      ”       ……..    353

Total                ………….. 3.893

Os quais todos empregam-se de preferencia na cultura.

________________________________________________________

(a) Devemos estas noticias ao Sr. Eduardo Alves Barroso

As transações comerciais se fazem para a Diamantina.

As molestias que mais graçam são as opilações e hydropesias.

Juizes de Paz:

1o. Eduardo Alves Barroso

2o. Joao Pereira do Amaral

3o. Miguel Pereira do Amaral Junior

4o. Jose Vaz Barbalho

Subdelegado:

Eduardo Alves Barroso

Suplentes:

1o. Joao Pereira do Amaral

2o. Maximino Ribeiro de Miranda

3o. Daniel Pereira do Amaral

Parocho:

Marcelino Rodrigues Ferreira

Delegado de Instrução:

o mesmo parocho

Professor:

vago.

Negociantes:

Augusto Rodrigues de Miranda

Jose da Rocha Pinto e Souza

Capitão Joaquim Barroso Alves

Joaquim Quirino da Silveira

Raymundo Jose Alves

Serrarias:

Anselmo da Costa Guimaraes

Maximino Ribeiro de Miranda

Severianno Vaz Mourão

Engenhos de Canna:

Antonio Joaquim de Oliveira

Elias da Costa Coelho

Daniel Pereira do Amaral

Herdeiros de Jacintho Carlos de Miranda

Joaquim Barroso Alves

”        Dias de Sa

Joao Pereira do Amaral

Jose Candido de Castro Lessa

Ludugero de Oliveira Costa

Manoel Antonio de Oliveira

Maximino Ribeiro de Miranda

Miguel Antonio dos Santos Junior

Reginaldo Ferreira Rabello

Simao Vaz Mourão

Venâncio Justinianno de Gouvea

Cafelista:

Capitão Antonio Jose de Queirós

Fabrica de Ferro:

Zeferino Monteiro de Carvalho”

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07. C) DISTRICTO DE N. S. MãE DOS HOMENS DO TURVO

Juizes de Paz:

1o. Antonio Candido de Araujo Abreu

2o. Miguel Pereira do Amaral

3o. Antonio Taveira de Queiroga

4o. Sabino Barroso Alves

Subdelegado:

Antonio Candido d’Araujo Abreu

Suplentes:

1o. Sabino Alves Barroso

2o. Miguel Pereira do Amaral

3o. Antonio Taveira de Queiroga

Delegado de instrucao:

Sabino Alves Barroso

Professor:

Jose Joaquim Gomes Da Cruz

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08. D) FREGUESIA E DISTRICTO DE N. S. DA PENHA DO RIO VERMELHO

Juizes de Paz:

1o. Joao Henrique Pereira

2o. Bernardino dos Santos Carvalhaes

3o. Antonio dos Santos Carvalhaes

4o. Honorio Fernandes de Mendonca

Subdelegado:

Joao Henrique Pereira

Suplentes:

1o. Tenente-coronel Bernardino dos Santos Carvalhaes

2o. Bernardino Pereira Affonso

3o. Celestino Monteiro de Carvalho

Parocho:

Revd. Antonio Alves dos Reis

Delegado de instrução:

o mesmo parocho

Professores:

Bento do Espirito Santo Aguiar

(interino)

sexo feminino, vago.”

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09. NOSSA ANCESTRAL GENOVEVA NUNES FERREIRA

Retornando aos dados de Guanhaes, não se pode deixar de notar a presença da fazendeira D. Genoveva Nunes Ferreira. Obviamente esse sobrenome Nunes Ferreira não era incomum na região. O que o torna interessante é mesmo o prefixo Genoveva.

Isso porque, por coincidencia ou não, trata-se do mesmo nome de nossa pentavó no ramo “de Magalhães Barbalho.

Outra coincidência torna-se a nossa ancestral ter sido fazendeira no município de Itabira, ate pelo menos aos idos de 1827, quando a filha falecida, Isidora Francisca de Magalhães, foi inventariada pelo marido, Policarpo Jose Barbalho, os quais são nossos tetravós.

Sabemos que no final dos anos 1820 houve uma corrida do ouro para o recém formado Arraial de São Miguel e Almas, que durou ate aos anos 1840. E que as famílias eram de mineradores. Possivelmente, migraram para Itabira quando para la houve uma corrida do ouro ao final do século XVIII.

Eh razoável pensar que a pessoa presente em Guanhaes seja mesmo nossa ancestral. Embora, o limite de idade para que isso tenha acontecido esteja na tampa da beirada! Vovó Geno estaria com um pouco mais ou menos de 90 anos de idade, no mínimo.

Isso porque a filha Isidora houvera se casado em 1808. Supondo que a mãe a tenha gerado aos 16 anos de idade e ela se casado aos 15, teremos que a data de nascimento da primeira retorna `a volta de 1777. Algo fantástico, porem, não de todo impossível.

Levando-se em conta que muita gente da família, especialmente as mulheres pequeninas da família Barbalho, costumavam atingir a essas idades avançadas, mesmo naqueles tempos de média tão inferiores, pode-se pensar que exista algum inventario dessa nossa parente nos cartórios de Guanhaes ou museu no Serro.

Esse devera tanto informar melhor a respeito da descendência dela, como a possível maternidade de outra filha, Michaela Nunes Ferreira, acontecido em 1812, em Itabira, registrada nos livros do Ribeirão de Santo Antonio de Santa Barbara, e consta no site Familysearch.

A menos que essa Genoveva mãe da Michaela seja uma outra filha da nossa ancestral Genoveva e que ainda não temos a noticia que nasceu. Nesse caso, poderá muito bem ter nascido em torno de 1790 e ter se mudado para Guanhaes onde estaria por volta dos 70 anos de vida. Isso seria mais fácil ter acontecido.

Policarpo e Isidora Francisca batizaram uma filha com o nome de Genoveva em 28.01.1812. Mas essa não consta no inventario da mãe. Presume-se que tenha falecido criança. Se não, poderia ter sido ela.

Essa nossa ancestral Geno foi independente. No casamento dos tetravós Policarpo e Isidora consta que Isidora fora “filha natural”. Nos inventários desta fica diversas vezes mencionadas através dos dizeres: “fazenda de dona Genoveva Nunes Ferreira, mãe da falecida”.

Ou seja, não era nem casada nem viuva de ninguém pois, se o fosse, ela seria a viuva do falecido.

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10. PRESENCA DE JOAO DA CUNHA MENEZES

Não vou mencionar, a respeito de Guanhaes, a presença das diversas outras pessoas identificáveis como parte e agregadas `a nossa genealogia. Praticamente todo mundo se enquadra.

Mas ha uma pessoa que torna-se necessário tratar que é o senhor Joao da Cunha Menezes. Aparece como comerciante e celeiro. Ha mais tempo observei a presença do nome dele em anos posteriores ao de 1864. Por isso tive duvidas.

Com o surgimento do nome deste em 1864 como homem ja feito, as duvidas se dissiparam. Não pode mesmo ser o mesmo senhor Joao da Cunha Menezes que veio a ser um dos patriarcas de família em Virginópolis.

Isso porque o senhor Joao da Cunha de la foi pai do Joao Sergio (Serginho) em 1931. Para ser o mesmo, teria que te-lo feito aos 100 ou mais anos de idade. Infelizmente não tenho as datas vitais do senhor Joao, em Virginópolis, quando faleceu e com qual idade. Mas se ele tivesse atingido a tal idade seria comentário obrigatório.

O certo é que ha a tradição de que os “da Cunha Menezes” de Virginópolis descendem do D. Luiz da Cunha Pacheco e Menezes, aquele que foi governador das províncias de Goiás primeiro e depois da de Minas Gerais.

E esse Joao da Cunha Menezes presente em Guanhaes, ja estabelecido pelo menos a partir de 1863, poderá ter nascido no nascer do século XIX, ou seja, ali por volta de 1805. Com extensão ate 1920.

Isso não da a ele a oportunidade de, por exemplo, ter sido filho do “Fanfarrão Minesio”, apelido dado ao governador Luiz no “Cartas Chilenas”. Não consta que o fanfarrão tenha sido casado. Consta que não era flor que se cheirasse!

O “Fanfarrão Minesio” faleceu em 1819, porem, ha muito ja em Portugal. Portanto, ha a possibilidade do senhor Joao de Guanhaes ter sido neto dele. E penso que tenho em mãos uma pista que pode ajudar a esclarecer isso.

Encontrei um livro super interessante. Trata-se do “ANNO BIOGRAPHICO BRAZILEIRO.” Não se assombrem não. A ortografia esta correta. Isso porque as regras em vigor remontam ao ano de 1876.

O autor era o Joaquim Manoel de Macedo. E a “editora” “Typographia e Lithographia do Imperial Instituto Artistico”. Entao, tratava-se de obra oficial de governo durante do imperio de D. Pedro II.

Vou copiar duas biografias ali encontradas. Elas saíram do primeiro volume. Este contem uma centena de biografias de personalidades conhecidas e não conhecidas ate por quem gosta de Historia de um modo geral.

Depois comento mais. Segue, então:

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11. BIOGRAFIA DE DONA DAMIANA DA CUNHA

(a partir da pag. 55)

“Os sertanejos paulistas descobridores do vasto territorio que veio a formar a provincia de Goyaz, (resolvi manter a grafia de alguns nomes, o resto traduzi) tinham visto uns depois de outros passar um século sem que com toda sua bravura abater e conter a tribo selvagem dos cayapos dominadora dos sertões de Camapuan.

Intrépidos e vingativos os cayapos ousavam chegar em suas correrias ate o norte da capitania de São Paulo, batiam-se impávidos com as bandeiras paulistas (companhias ou bandos de sertanejos) e roubavam as caravanas.

Luiz da Cunha Menezes governador e capitão general da capitania de Goyaz de 1778 ate 1783 resolveu empregar meios dóceis, conciliatórios e humanos para chamar `a civilização aquela tribo enérgica e guerreira e em 1780 fez

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partir um simples mas inteligente soldado de nome Luiz a frente de cincoenta goyases e tres indios em procura amigável dos cayapos.

Depois de alguns meses chegou de volta a Villa Boa (depois cidade de Goyaz) o soldado Luiz com os seus aventureiros, trazendo cerca de quarenta cayapos com o maioral da tribo, ancião ainda forte e de imponente aspecto. Entre as mulheres vinha a filha do maioral conduzindo pela mão a um menino, e `as costas em uma como rede de cipo bonita menina de poucos meses nascida.

A menina, neta do maioral recebeu no batismo o nome de Damiana, e o governador que foi seu padrinho, deu-lhe o seu apelido, da Cunha.

Os cayapos, cujo numero avultou por novos descimentos foram estabelecidos nas aldeias Maria, e de S. Jose.

Na aldeia de S. Jose cresceu, e casou-se com um brasileiro D. Damiana da Cunha, de quem Auguste de Saint-Hilaire que foi visita-la, quando ali esteve, fala com elogio e interesse. Era mulher bonita, amável, de espirito atilado, falando bem o português, e, o que mais importa, gozando a maior consideração entre os cayapos.

Mas a harmonia e a paz não duraram muito tempo: aqueles selvagens voltaram de novo `a guerra ainda mais terrível; porque não eram poucos os que desertando das aldeias depois de ter aprendido a manejar armas de fogo levaram esse poderoso recurso aos seus irmãos dos desertos.

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Então no meio da maior fúria da guerra, quando os cayapos atacavam bandeiras, incendiavam habitações, destruíam plantações, matavam e roubavam, e em consequência sofriam também perseguições igualmente cruel, acabando muitos em vingativas e horríveis matanças, D. Damiana da Cunha começou a ilustrar sua vida ja por virtudes louvadas, realizando, ela pobre e debil senhora, o que tinham feito Nobrega e Anchieta.

Heroína do amor fraternal, anjo de caridade, apostolo da fe, suave e potente elemento de civilização, D. Damiana da Cunha, toma o grande e glorioso empenho de ir aos sertões chamar os cayapos `a vida social, `a religião santa, e ao dever do trabalho.

Essa admirável e benemérita senhora quatro vezes maravilhou os goianos pelos seus triunfos, que lhe custavam longas e penosas marchas, vida exposta `as feras e a mil outros perigos, e meses de trabalhosa perseverança, que lhe esgotavam as forças.

Ela não levava soldados, nem guerreadores: levava no coração o amor, na alma a fe, e pendente sobre o peito a cruz do redentor.

Em 1808 depois de ter se internado ao sul nos sertões do Araguaya entrou D. Damiana na aldeia de São Jose, trazendo mais de 70 cayapos de ambos os sexos que receberam as aguas batismais.

Pouco antes de 1820 preparava-se ela para segunda entrada, quando recebeu a honrosa visita do sábio Saint-Hilaire que deixou entrever duvidas sobre o resultado da empresa: D. Damiana respondeu: “os cayapos me rés-

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peitam muito para deixar de atender-me.” E o êxito do segundo empenho igualou ao do primeiro.

Em 1824 a nobre senhora-apostolo internou-se nos sertões de Camapuan, e após sete meses de fadigas e de santa pregação conduziu `a pia batismal, e ao seio da civilização cento e dois cayapos de um e outro sexo.

Era muito: estava cansada, abatida e gasta de tanto subir montanhas, descer a extensos vales, arrostar perigos e morte, e provar mil privações nos desertos.

Mas no fim de 1829 os cayapos em avultado numero apresentaram-se ameaçadores, espalhando em sua marcha destruição e morte.

O presidente de Goyaz, desde 1822, provincia do Imperio do Brasil, apelou para D. Damiana da Cunha.

O anjo serenou a tormenta: os cayapos abrandaram-se `a sua voz, e a heroína abnegada, esquecendo as profundas alterações de sua saúde, recebeu instruções do presidente da provincia, e saiu em companhia de seu marido Manoel Pereira da Cruz, e de um índio e de uma índia, Jose e Maria, que a acompanhavam sempre, a procurar conseguir a paz, a amizade, e a conquista civilizadora da indomável tribo de seus irmãos.

A 24 de maio de 1830 pela quarta e ultima vez abismou-se nos sertões, e no fim de oito meses entrou de volta em sua aldeia a 12 de janeiro de 1831.

Alquebrada e doente so com o heroico esforço resistira a 8 meses de tormentoso labor: em tais condições pouco fizera: o séquito de cayapos conquistados por sua influencia

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era menos numeroso; Damiana porem completara o sacrifício de sua vida.

Os indios aldeados saíram a recebe-la com danças e festivas demonstrações; o presidente da provincia acudira a espera-la com todas as autoridades do lugar.

Honras vans do mundo! D. Damiana da Cunha entrou na aldeia apoiada nos braços dos índios seus irmãos; trazia nos olhos quase sem luz, e na face de palidez marmórea o selo da morte.

O dia 12 de janeiro de 1831 foi o anunciador da agonia da santa.

O dia 12 de janeiro de 1831 é a branca e gloria mortalha de D. Damiana da Cunha.

Poucos dias depois ela morreu.

Hoje ninguém sabe, onde é o lugar da sepultura dessa missionaria angélica.

Tenha D. Damiana da Cunha este simples epitafio na historia: Mulher-Apostolo.”

Gostei muito a partir da introdução. `A época “os sertanejos paulistas” cantavam mais alto que os de Goiás!!! Atualmente haveria apenas que traduzir a palavra por sertanistas para corresponder ao verdadeiro significado que o autor deu.

A segunda biografia retirada da mesma literatura nos conta a vida de Luiz Barbalho. Posto-a aqui por ser o melhor resumo das peripécias do herói brasileiro e que põe uma ordem cronológica aos feitos dele de melhor maneira que todos os que ja vi antes. Segue então:

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12. BIOGRAFIA COMPLETA DE LUIZ BARBALHO BEZERRA

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15 DE ABRIL

LUIZ BARBALHO BEZERRA

Filho legitimo de Antonio Barbalho Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho, Luiz Barbalho Bezerra nasceu em Pernambuco em um dos últimos anos {1584} do século decimo sexto.

Adotou a carreira das armas e havia quatorze anos que militava na pátria, quando em 1630 os holandeses invadiram Pernambuco, e tomaram a cidade de Olinda e o Recife.

Começou a guerra holandesa, e Luiz Barbalho levando seus dois filhos Agostinho e Guilherme, criados e escravos seus apresentou-se ao general Matias de Albuquerque na fortaleza do Arraial do Bom-Jesus de improviso construído, e desde logo principiou a distinguir-se.

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Fora preciso enumerar algumas dezenas de combates, de ataques e tomadas de redutos, de repulsa de assaltos do inimigo, e de assombrosas proezas para referir os feitos heróicos de Luiz Barbalho desde 1630 ate 1635.

Neste ultimo ano Matias de Albuquerque foi obrigado a apressar sua retirada para as Alagoas, e Luiz Barbalho e o sargento-mor Pedro Correa da Gama que comandavam na fortaleza de Nazareth, onde resistiram ao mais vigoroso e apertado cerco por quatro meses, capitularam a dois de julho com as maiores honras da guerra; mas em tal estado que ao sairem da praça alguns soldados caíram mortos por efeito da fome que a dias a guarnição sofria.

Luiz Barbalho, sua mulher e filhos ficaram prisioneiros, sendo ele logo depois mandado para a Holanda, d’onde conseguiu passar para a Espanha, e voltar para o Brasil, chegando `a Bahia a 16 de agosto de 1637, vindo nomeado mestre-de-campo de um terço que se levantara em Lisboa apenas com 250 soldados.

O cuidado da familia preocupava muito Luiz Barbalho e `a empenho seu o general Bagnuolo escreveu ao príncipe Mauricio de Nassau, pedindo que restituísse `aquele esposo e pai sua esposa e dez filhos conservados prisioneiros no Recife. O ilustre e generoso chefe holandês prontamente pôs termo ao cativeiro de dois anos dos objetos do amor do bravo Luiz Barbalho e apressou-se em manda-los para a Bahia.

Mas em 1638 Mauricio de Nassau vem com forças numerosas tentar a conquista da cidade de S. Salvador; Bagnuolo traz em socorro desta o pequeno exercito que se retirara de Pernambuco e que estava acampado na Torre de Garcia d’Avila.

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Luiz Barbalho sufoca o sentimento de gratidão pessoal e entre os defensores da cidade capital da Bahia e do estado do Brasil distingue-se como herói, e rechaçados os holandeses, recebe no ano seguinte prêmio conferido pelo rei, e deixa seu nome perpetuado em importante forte que construira.

Em 1639 chegara `a Bahia com poderosa armada o conde da Torre, e quase no fim do ano, pondo em execução vasto plano de campanha, deu a vela com numero excedente a 80 navios, levando forças de desembarque e os principais chefes brasileiros, entre os quais Luiz Barbalho.

Todo o plano do conde da Torre falhou; as tempestades o contrariaram, e a esquadra holandesa em combates e batalhas navais deixaram muito duvidosa a sua capacidade militar.

Depois dessas cruéis contrariedades o conde da Torre pôs em terra na povoação de Touros, quatorze léguas ao norte do Rio-Grande Luiz Barbalho com a gente do seu comando, e fez-se ao mar.

Era quase um sacrificio barbaro.

Luiz Barbalho assim abandonado com algumas centenas de valentes a quem o conde da Torre dera apenas ração para dois dias, ou tinha de entregar-se prisioneiro com os seus camaradas, ou atravessar o Rio-Grande, a Paraíba e Pernambuco, três capitanias sob o domínio holandês, e ainda Sergipe sem pontos de apoio e completamente exposto `as forças inimigas.

Luiz Barbalho não hesitou; preferiu a retirada quase impossível a render-se ao holandês.

Ele comandava cerca de mil soldados e alguns bravos

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capitães; falou-lhes com energia, e deu principio a retirada, saindo de um verdadeiro deserto; avançando para o sul, procurou de propósito as povoações; naquelas que não tinha guarnições holandesas acolhimento e socorros alimentícios, nas outras ocupadas pelo inimigo entrou `a força, tomou o necessário e incendiou o que não podia levar. Depois de mil trabalhos e dificuldades chegou `a Villa de Goyanna, onde os holandeses tinham 530 soldados, Barbalho atacou-os, e em furente peleja os venceu, e mandou passar `a espada os prisioneiros por não pode-los levar consigo.

Três mil holandeses divididos em três colunas saíram de Recife em perseguição a Barbalho, cuja retirada se tornou ainda mais áspera e tremenda.

O impavido mestre-de-campo viu-se forçado a marchar, fazendo grandes rodeios, a entranhar-se pelos sertões áridos e desertos, a abrir caminhos através de florestas, a transpor alguns rios engrossados pelas cheias, e outros em todo tempo mais ou menos caudalosos; as vezes urgido pela fome e pelas privações despedia partidas ligeiras em busca de alimentos; as vezes aparecendo `a descoberto oportunamente, batia-se, e forcando a recuar a coluna inimiga que de mais perto o perseguia, de novo penetrava nas matas, e iludindo com marchas falsas os holandeses, continuava a sua heróica retirada.

Por fim Luiz Barbalho chegou `a margem de S. Francisco, e passando alem dele, fez alto da parte do sul, dando descanso e alivio a seus admiráveis soldados e a não poucos imigrantes de ambos os sexos que fugindo ao jugo estrangeiro os acompanhavam.

O holandês não ousou persegui-lo alem do S. Francisco, e Luiz Barbalho depois de al-

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uns dias de repouso, prosseguiu em sua retirada, atravessou Sergipe, entrou na Bahia, e foi chegar `a cidade de S. Salvador no fim de quatro meses de marchas calculadas em mais de trezentas léguas, tendo combatido muitas vezes sempre com vantagem.

Foi este o feito talvez mais portentoso de toda a guerra holandesa.

A retirada de Luiz Barbalho mereceu o louvor insuspeito de escritores holandeses; os portugueses a compararam `a dos dez mil, e a ele chamaram o novo Xenofonte.

Pouco depois de chegar `a Bahia Luiz Barbalho é mandado de S. Salvador a desalojar os holandeses que se tinham fortificado no rio Real; atacou-os, rompeu suas fortificações, desbaratou-os e po-los em fuga depois de lhes matar mais de 300 homens.

Luiz Barbalho tinha adquirido gloriosa e fulgente fama.

Rompeu e triunfou a revolução regeneradora de Portugal. O Marquez de Montalvão, 1o. vice-rei do Brasil, aclamou D. Joao IV; mas porque dois irmãos do marquez tinham fugido para a Espanha, não querendo apoiar a causa da pátria, D. Joao desconfiou do vice-rei, e escrevendo-lhe carta autografa em que anunciava o grande acontecimento que o elevara ao trono, dizia-lhe também que adotasse a regeneração de Portugal, proclamando-o portanto no Brasil; dias depois porem faz seguir de Lisboa para a cidade de S. Salvador o padre jesuíta Francisco Vilhena, trazendo duas outras cartas, uma ao marquez, exonerando-o do cargo de vice-rei, e a segunda nomeando o bispo D. Pedro da Silva, o mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra, e o procurador-mor Lourenço de Brito Correa governadores interinos do Estado do Brasil.

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Estas duas cartas deviam servir para o caso de não querer o marquez de Montalvão proclamar o rei D. Joao IV ou de hesitar em faze-lo.

O padre Vilhena chegando `a Bahia, ja achou proclamado o rei D. Joao IV; mas por leviandade, ou ma fe, conspirou para seduzir os tres governadores interinos nomeados para o caso que alias não se dera, e, fazendo entrega das cartas, levou estes a depor o marquez de Montalvão, e `a prende-lo, mandando-o depois para Portugal.

A influencia e o dolo de Vilhena embaçaram por alguns meses a gloria de Luiz Barbalho, que em 1642 foi remetido preso para Portugal.

D. Joao IV reconheceu a inocência de Luiz Barbalho vitima, não de criminosa ambição de poder; mas de confiança nas instruções e nos abusivos impulsos do padre Vilhena; e não so lhe perdoou o erro involuntário, como o nomeou governador do Rio de Janeiro em 1649. {1643}

No governo desta capitania ostentava ele toda a sua atividade, e administração zelosa e enérgica, quando faleceu a 15 de abril de 1644.

Seus restos mortais foram sepultados na capela-mor da Igreja da Companhia de Jesus.”

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13. COMENTARIOS ENVOLVENDO A FAMILIA DA CUNHA MENEZES

Aos poucos irei explicando os fatos que os dados transmitem a meu parecer.

Em primeiro lugar, desconfiei muito do inicio da biografia de dona Damiana. Uma que o governador Luiz não era muito dado `a ética e `a politica de boa vizinhança.

As biografias naquela época foram redigidas ao estilo romântico. O autor parece estar copiando o romântico Jose de Alencar, autor de “IRACEMA” e “O GUARANI”, entre outros, que, alias, viveu e escreveu entre 1829-1877.

Desconfiei do fato de que dona Damiana aparece com avô, mãe e irmão mas o pai não é anunciado. Outro detalhe curioso torna-se a menção `a beleza da menina de meses. Quantos?

Nada anormal em relação a isso. Mas crianças saudáveis são sempre bonitas, seja la qual for a origem. Acontece que quando o numero de crianças torna-se maior, o que era esperado em relação a uma população considerável, a beleza vira comum e não chama a atenção.

O que chamaria a atenção mesmo seria o nascimento de uma criança híbrida. Quando ha a hibridização se da o que comumente se chama de choque sanguíneo. Ha uma probabilidade maior de os híbridos se tornarem mais saudáveis, portanto, parecerem mais bonitos.

Associado a isso, para confirmar podem ate mesmo procurar o livro na internet e buscarem a biografia de Joao Ramalho. Ele foi o primeiro morador europeu na região de São Paulo. Acredita-se que foi naufrago.

Foi encontrado por Martim Afonso de Sousa e ajudou a esse primeiro governador geral do Brasil a fundar a primeira cidade do pais, São Vicente, em 1532. Alem disso foi o fundador de Santo Andre, com grande participação própria e de suas diversas mulheres.

Entre os indigenas não havia preconceito quanto `a poligamia. Não era uma pratica totalitária, mas era muito bem aceita. Principalmente entre os chamados maiorais.

E um estrangeiro que fosse aceito numa tribo, talvez em função da facilitação da comunicação e obtenção de vantagens para a tribo junto aos outros estrangeiros, era também preferido pelos maiorais, que lhes traziam como presente as filhas para que o “enlace matrimonial”  gerasse um parentesco. Era uma forma de garantir a manutenção da paz e prosperidade.

Os portugueses que se prestaram a ser vínculos com as tribos inclusive davam a desculpa de que eram os índios que queriam que eles tivessem mais de uma “esposa”, contrariando os mandamentos da Igreja na Europa. E foi algo que escandalizou a Anchieta e Nobrega!

Mas esses fizeram o casamento de Joao Ramalho com pelo menos uma de suas concubinas, a Bartira, filha do cacique Tibiriçá, que depois recebeu o nome de batismo de Isabel Dias, e nos brasileiros descemos quase todos do personagem e suas mulheres.

Enfim, por esses fatos, fica mais fácil crer que o Luiz soldado, não era outro senão o próprio D. Luiz da Cunha Menezes. E o inicio da versão da biografia de dona Damiana pode ser uma “conversa pra boi dormir”.

Observe-se que a publicação foi feita mais para o final do século XIX. As praticas sexuais ate ao século XVIII eram completamente diferentes no Brasil. Tudo era muito difícil, casamento era símbolo de status e as pessoas não esperavam o surgimento de um sacerdote que podia nunca vir.

A moeda corrente era o concubinato. E isso não era visto como algum defeito. Embora, quando dos registros, fizessem questão de escrever “legitimo” aos que fossem casados e registrados. Aos outros cabia um debochado “natural”.

As coisas mudaram a partir do reino da rainha Victoria, na Inglaterra. Houve a partir do reino dela um incentivo `a ortodoxia. O nobre passou a ser a completa cobertura do corpo. A obediência cega aos dogmas. E a hipocrisia de que, o que acontecia “longe dos olhos ficava longe do coração”.

Muito provavelmente sera que logo depois do governador Luiz ter se apresentado ao posto em Goiás o problema a se resolver fosse fazer a paz com a tribo. Então, era de se esperar que o maioral oferecesse a filha dele ao “maioral branco” que era solteiro.

E o “maioral branco” não poderia fazer uma desfeita ao imponente cacique. E “para o bem do povo e felicidade geral da nação”, ele também “ficou”! Mais tarde, ao saber da gravidez via algum “pombo-correio”, resolveu penetrar o desconhecido e resgatar seu sangue.

Nesse caso, não duvido da possibilidade de que dona Damiana da Cunha tenha na realidade sido filha do governador. E se o foi, poderá ter sido mãe do primeiro Joao da Cunha Menezes, que residiu em Guanhaes.

E ha a possibilidade também de este Joao ter sido o pai do senhor Jose da Cunha Menezes, que foi o pai do senhor Joao da Cunha Menezes, o que deixou descendência extensa em Virginópolis.

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14. COMO SABER SE OS DA CUNHA DESCENDEM DO LUIZ?

O bom aqui será que pode-se tirar uma prova relativamente fácil da hipótese. Uma via seria verificar se algum descente fez exame de DNA para conhecer a procedência de ancestrais. Se não tem, o exame pode ser feito.

Pronto o exame, por essa via temos duas possibilidades. Se dona Damiana foi 100% indígena, a quantidade de sangue será o dobro nos atuais descendentes caso ela tenha sido apenas 50% indígena.

Mas assim fica estabelecido que o primeiro Joao teria 50 ou 25% de sangue. O sr. Jose teria entre 12.5 e 25%. O segundo Joao entre 6.25 e 12.5%. Temos filhos do sr. Joao ainda vivos. Então, esses deverão ter a metade disso. Os netos 1/4.

Mas os netos, por descenderem de indigenas por outras vias, deverão ter pouca coisa a mais. O que deveriam ter por essa via somados a pelo menos 1 ou 2%. Se isso acontecer, a hipótese estará praticamente confirmada.

A segunda via a verificar-se seria buscar nos livros de Cartório de 1o. Oficio em Guanhaes. Ali encontrar-se-ao os registros de eleitores da vila. Esses registros continham pelo menos os nomes dos pais dos eleitores e a idade com que contavam.

Nesse caso, o nome do pai do primeiro Joao da Cunha devera ser Manoel Pereira da Cruz, o marido de dona Damiana. Não constava os nomes das mães. Elas eram consideradas secundarias. Mas o fato é que não ha como negar que a mãe seria ela mesmo.

O restante seria apenas localizar o nome da esposa do primeiro Joao Menezes para levar a genealogia completa ate ao D. Luiz. Dai para trás, melhor dizendo, para as raizes, deve estar tudo decifrado em Portugal, e nos atuais sites de genealogias portuguesas.

Obviamente tudo isso não passa de hipótese.

Quanto aos “da Cunha Menezes” de Virginópolis, pelo menos os descendentes dos casais: Joao da Cunha – Eva Nunes Coelho/Emidia Nunes Coelho e Maria da Cunha Menezes – Durval Nunes Coelho, são também descendentes do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Os outros filhos do senhor Jose da Cunha Menezes e dona Maria Tereza Severino podem ou não ter descendência conjunta com o governador. Ao que se sabe ate agora é que os do ramo dos Barbalho são. Donas Eva, Emidia e o Durval descendiam da tia-bisavó Emigdia de Magalhães Barbalho.

Mas boa parte das outras famílias também o são porque tem ancestrais descendentes dele. Mesmo que ha muito não assinem o sobrenome.

Quanto ao sobrenome do primeiro Joao poder ter sido “da Cunha Menezes” e não “Pereira da Cruz”, como se esperaria atualmente. Ha que se lembrar que naquele tempo não havia empecilho algum de os descendentes escolherem para si sobrenomes de ancestrais mais proeminentes.

Por saber descender do governador, o primeiro Joao poderia ter adotado o “da Cunha Menezes”, que viria pelo lado materno, sem constrangimento algum. Essa ideia de preferencia pelo lado paterno somente surgiu posterior `aquela época.

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15. RELAÇÕES DE COMPADRIO NO BRASIL DO SECULO XVIII

Quanto `a questão dos batizados, eh preciso também informar-se em relação `as praticas da época. O compadrio com as pessoas que ocupavam altos cargos era imensamente buscado pelas pessoas, pois, isso significava abrir uma janela para as oportunidades.

Naquele tempo tudo girava em torno de privilégios. Sem um QI (quem indica) forte, ninguém conseguia nada na vida, a não ser aqueles que ja estavam por cima. A meritocracia funcionava de acordo com o volume das “burras”.

Por isso, eh bom dar uma olhadinha na tese abaixo. Ela descreve o compadrio em Minas Gerais. Sendo que os exemplos de padrinhos são os governadores. E um deles foi o governador da Cunha Menezes. Alias, foi o que mais aceitou afilhados.

Mas observe-se que a situação em Goiás era diferente da de Minas Gerais. Os apadrinhamentos aceitos pelo governador Luiz parece que faziam parte de uma estratégia usada por ele para fortalecer uma elite que se tornasse adversaria daquela que dominava anteriormente.

Lembremo-nos que ele estava no governo `a época em que havia muita revolta do povo da elite, inclusive a Inconfidência Mineira estava sendo gestada. A tática de dividir para enfraquecer eh estratégia mais antiga que ele. Foi por causa dela que os inconfidentes foram vencidos. A tese é essa:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882006000200012

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16. VOLTANDO `AS ANALISES
No caso especifico de Peçanha não ha muito o que comentar. Verifica-se a presença de pessoas que se encontram no livro do professor Dermeval Jose Pimenta: “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”.
Alem do acréscimo de outras que podem ter gerado vínculos parentais na atualidade. Salvo engano, o senhor Manoel Netto da Silva tornou-se ancestral de alguns Coelho.
Parece-me que a nossa “em lugar de bisavó”, Melita Penha Netto, descendia dele. Ela foi a segunda esposa do bisavô Joao Rodrigues Coelho.
Não aparecem ai o senhor Cyrino Jose Barbalho e o tio Antonio Nunes Coelho. Eles surgem a partir de 1875.
De Guanhaes temos que o Jose Vaz Barbalho mais tarde transferiu-se para Sabinópolis. Não tenho ainda algo mais certo a respeito dele.
Com a ajuda do amigo Mauro Moura de Andrade pude ler os inventario e testamento do Francisco Jose Barbalho. Ai encontrei que Francisco e Jose eram irmãos.
A revelacao se faz na autorga do encargo de testamenteiros. A ordem dos nomeados foi: 1o. a esposa Quintina Barbalho; 2o. o irmão Jose Vaz Barbalho; e o 3o. o capitão Francisco Marçal Barbalho.
Infelizmente não foi revelado o grau de parentesco que havia entre eles e o trisavô Francisco Marçal. Jose e Francisco Jose eram filhos de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo, e ela, `a época da abertura do inventario, estava com 90 anos.
Observe-se que também o trisavô Francisco Marçal não aparece nos dados de 1872 em Virginópolis. Deve ter se incorporado `a Paroquia mais tarde.
De Guanhaes também notei a ausência do nome do tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães. Segundo o professor Nelson Coelho de Senna ele continuou sendo eleito para o cargo de Juiz de Paz. Faleceu em 1879. Mas ai estava ausente.
De Virginópolis ha um dado interessante por mostrar a presença do sr. Firmiano Ferreira Campos. Isso porque demonstra que ele foi o primeiro da fila de irmãos a chegar no município. Os senhores Manoel e Antonio Ferreira Campos Baguary o terão seguido.
Alem disso, constata-se as possibilidades de enganos durante a redação dos Almanaques daquela época. Firmiano aparece com o nome correto como suplente de subdelegado. Como fazendeiro recebe o nome de Firmiano Ferreira Coelho.
Como antigamente versava o ditado: “Quem não é Coelho é couve”, nos arredores de Virginópolis, os redatores o salvaram!
A lista de Virginópolis começa com dois de nossos trisavós. O pai Joao Batista pelo lado materno e o filho, Junior, pelo lado paterno.
Interessante foi que não constaram como fundadores em 1870. Na verdade, não estavam presentes na fundação da Paroquia.
E segundo a tia-avo Ruth Coelho, deixando escrito em livro próprio, eles residiam numa propriedade em território guanhanense. Mudaram-se para o povoado depois. Ela conta:
“Meu pai, Jose Batista Coelho, dizia ter vindo para Patrocínio de Guanhaes aos seis meses de idade, de onde nunca mais saiu.”
O Ze Coelho havia nascido a 05.08.1864, indo falecer a 25.09.1944. Pelos dados, eles teriam ido para a cidade em fevereiro de 1875. Mas antes disso ja eram juizes de paz local. Deve ter havido engano da tia.
Geralmente contava-se que os fundadores de Virginópolis haviam sido os senhores Felix Gomes de Brito, Jose Antonio da Fonseca, ten. Joao Batista Coelho e ten. Joaquim Nunes Coelho. Mais recentemente ouvi uma versão incluindo um certo capitão Figueiredo.
Naturalmente, ha uma diferença pequena entre os que mexeram os pauzinhos ou os papeis para registrar o acontecimento e aqueles que assinaram a ata de fundação.
Na ata deve constar todos os mencionados nos almanaques e alguns outros mais. A fundação de um arraial no qual houvesse apenas dois moradores seria distorção da realidade.
Havia o arraial. Sabe-se ate hoje onde fica a casa na qual residiu o ten. Joao Batista Coelho. Fica aproximadamente 1 km distante do local da primeira igreja. Mas, talvez, não deviam ainda residir la.
Possível será que estavam desmatando, preparando o terreno e construindo a casa. Se essas coisas não fossem postas no lugar, também não se justificava o verbo residir em termos humanos.
O Joao Junior nasceu em 1845. Portanto, estava com 17 anos de idade no ano de 1862. O pai dele, nascido em 1822, estava com 40. Com isso se demonstra a necessidade da maturidade para assumir posições ao tempo. 17 anos era uma idade ainda prematura. Mas com o pai ao lado a coisa mudava de figura!
Estranhei também não ver a presença do Joaquim Pereira do Amaral, nosso tetravô paterno, em Virginópolis. O professor Dermeval menciona um do nome que surge em 1875 com engenho de serrar madeira.
Mas, segundo ele, esse era filho de nossos pentavós Malaquias Pereira do Amaral e sua esposa Anna Maria de Jesus. Então, sendo irmão do tetravô Daniel Pereira do Amaral, que residia em Sabinópolis.
 
Mas o autor afirma que foi casado e não teve filhos. Resta-nos esperar, então, que aquele que viveu em Virginópolis e foi nosso ancestral tenha sido filho de um dos irmãos do Malaquias: Francisco, Joao ou Miguel.
 
Nesse caso, o mais provável que nosso vinculo através do ancestral Joaquim ai, embora considerado de Sabinópolis, deve ter passado pelos distritos de Rio Vermelho e Materlândia.
 
Isso porque a esposa do ancestral Joaquim chamava-se Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Pode ser que as famílias ainda residiam em Sabinópolis quando se casaram e se mudaram para Patrocínio.
 
Mas por certo, todos os citados no almanaque de 1872 em relação a Materlândia tem vínculos estreitos com Sabinópolis. E ali esta a presença do Miguel Pereira do Amaral, que não deve ser o irmão do Malaquias.
 
Esse nascera em 1787. Então, poderia ter sido um filho dele e, talvez, irmão do Joaquim nosso ancestral.
 
Ja em Rio Vermelho temos, alem dos Antonio e ten.-cel. Bernardino dos Santos Carvalhaes, a presença do Celestino Monteiro de Carvalho. Ele foi filho de Senhorinha Rosa de Jesus e Jose Carvalho da Fonseca, que residiam em São Pedro do Suacui.
 
Senhorinha foi filha de nossos Pentavós Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana que fizeram parte do rol de fundadores de Sabinópolis.
 
irmã do Celestino, dona Maria Augusta Cesarina de Carvalho foi a esposa do tio, capitão Francisco Nunes Coelho. O mesmo que em Guanhaes era 1o. Juiz, subdelegado e negociante de secos.
 
Não aparece ainda como fazendeiro porque a mãe dele, Anna Pinto de Jesus, nossa pentavó com o Eusebio Nunes Coelho, ainda era viva.
 
Ele ainda foi politico dos mais respeitados e deixou uma linhagem de políticos que atuava por mais 100 anos depois daquela época.
 
Dos irmãos do Celestino, também o Maximiano Monteiro de Carvalho residiu em Rio Vermelho onde era casado, deixou filhos e era eleitor em 1865.
 
Outros três: Jose, Antonio e Manoel residiram em São Pedro do Suaçui. Obviamente, estou relembrando apenas uma das muitas famílias de nossos familiares que se instalaram na região. Imagine-se quando se desvendar as partes ocultas da nossa genealogia!!!
 
A respeito dos Alves Barroso ai presentes, são todos da família do Ary Barroso. O Sabino, por exemplo, mais tarde tornou-se deputado de muita relevância, chegando a tornar-se presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
 
Foi ele que deu o jeitinho para descolar a carreira do Ary, que era sobrinho dele. Era irmão do Joao Evangelista Barroso, o pai.
 
Tenho duvidas quanto ao farmacêutico que aparece nos dados de Guanhaes não ter o nome de Modesto Alves Barroso, ao invés de Barbosa. O Modesto Barroso deixou descendência que incorporou-se a família virginopolitana.
 
Entre os descendentes estava a dona Dinah Barroso, que foi esposa do senhor Antonio Moreira. Foram pais da Railda, esposa do tio Ozanan Barbalho e da Margarida, esposa do Lincoln Antonio Lucio.
 
Dessa miscelânea so podemos esperar mesmo mais parentesco de nossa parte com todo o circulo de cidades da região! E nos costumamos brincar que: “mesma coisa é um caminhão cheio de japoneses!” So se for em Minas Gerais!
 
PS. O Ney, meu irmão fez a observação de que os rios correntes que passam em Sabinópolis pertencem todos `a Bacia do Rio Doce. Então, esta incorreta a informação passada pelo Almanak em relação ao desaguar no Jequitinhonha.
 
A verdade passa pelo fato de que tanto o Rio Jequitinhonha quanto o Mucuri, que são os mais importantes da Região Nordeste de Minas Gerais, nascem naquelas imediações, porem, suas nascentes faziam parte do conjunto que formava o Serro e do qual Sao Sebastião dos Correntes fazia parte.
 
O nome Sabinópolis surgiu a partir do nome Sabino Alves Barroso que era ate então o filho mais ilustre da localidade. Alguns queriam que o Ary Barroso também tivesse nascido la. Mas o pai do Ary sim, nasceu la.
PS 2. Havemos de nos lembrar também que os genealogistas mais recentes afirmam que o nome do pai do Luiz Barbalho Bezerra era Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e não Antonio Barbalho Felpa de Barbuda como esta na biografia de 1876.
 
O sobrenome Barbalho Bezerra nasceu a partir da combinação com o sobrenome materno que procedeu de Camilla Barbalho.
 
Guilherme era filho de Antonio, com o mesmo sobrenome, que era filho do casal Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra. Procedia de Ponte de Lima. Antonio e Maria tiveram também o filho Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, nascido em Viana do Lima em 1524, e muitos outros.
 
Esse ramo da familia transferiu-se para o Brasil, levado pelo primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho.
 
Isso explica a alta frequência do sobrenome Bezerra, e também Barbalho, junto `a população nordestina. Alem destes aparecem os Araújo, Andrade, Monteiro, Tavares, Mendonça, Furtado, Carneiro e outros na formação do ramo que se dirigiu para o Rio de Janeiro e posteriormente para Minas e o Sul do pais.
 
O nome Guilherme para o pai do Luiz Barbalho parece comprovar-se pelo fato de o primeiro filho ter-se chamado também Guilherme.

 

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012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

INDICE:

01. O TRONCO

02. BUSCANDO INDICIOS DO MANUEL RODRIGUES COELHO

03. MANOEL RODRIGUES COELHO EM JARDINS DE ANGICOS-RN

04. CONTATO COM O AUTOR JOAO EVANGELISTA ROMAO

05. MANUEL RODRIGUES COELHO DA FARMACIA

06. UMA NOVIDADE A RESPEITO DO MANUEL RODRIGUES COELHO

07. MANOEL RODRIGUES COELHO NO FINAL DO SECULO XVIII

08. INFORMACOES VINDAS DO PROFESSOR NELSON

09. “PROJETO COMPARTILHAR”: PEDRO XAVIER E LUIZA BICUDA

10. MANOEL RODRIGUES COIMBRA E MARIA JOSE FERNANDES

11. ANTONIO MUNIZ BARBOSA E CLARA MARIA DE JESUS

12. SEQUENCIA DA HISTORIA DE FAMILIA

13. MAIS EVIDENCIAS NOS MAPAS

14. UM POUCO MAIS DE MANOEL RODRIGUES COELHO

15. BENTO RODRIGUES COELHO EM MINAS GERAIS

16. LOURENCO COELHO DE MAGALHAES

17. MANOEL COELHO RODRIGUES

 

012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

 

01. O TRONCO

De acordo com os genealogistas mais antigos na família, o ramo Coelho formou-se a partir de pessoas presentes ao início do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. E deles temos que o tronco que encontraram era formado por:

01. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatisi da Rocha, e foram pais de:

02. Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães, e foram pais de:

03. Capitão Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo.

01. A sugestão do primeiro casal aparece em edição mais recente do livro “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente” do professor Dermeval Jose Pimenta.

Não pude ir alem, porem, encontrei no site Familysearch que mostra o registro de:

“Maria, batizada a 26.Jul.1750. Filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição.”

Caso Anna Maria tenha sido oriunda da Família Barbalho podemos ter ai a sequencia exata para o sobrenome da batizanda Maria. Ela pode ter adotado o nome e ter-se tornado nossa ancestral.

O registro procede da cidade de Ouro Branco. Ha também o registro de Manoel, a 25 Feb 1752. Alem do casamento de Rosa Maria da Conceição, em Itatiaia-RJ, a 02 Sep 1795.

02. O Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães foi dito ser português, que havia chegado ao Brasil acompanhando a seu pai, o também português, Manuel Rodrigues Coelho.

A informação procede do professor Nelson Coelho de Senna. Mas, ao modo do professor Dermeval, não nos fornece documentação que confirme tais afirmações. Acredito que o professor Senna baseou-se em tradições de família.

03. Luiza Maria do Espirito Santo foi filha de Antonio Jose Moniz e Manuela do Espirito Santo. Foi dito que ela nasceu em Conceição do Mato Dentro, onde se casou e teve os primeiros filhos.

Mais tarde a familia mudou-se da Fazenda Lapinha, ainda em território da Cidade de Conceição, para onde haviam fundado o Arraial de São Miguel e Almas, que se tornou o atual Município de Guanhaes-MG.

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02. BUSCANDO INDICIOS DO MANUEL RODRIGUES COELHO

Aproveitando que estava revisando as literaturas para encontrar algo a respeito de nossos ancestrais Barbosa, resolvi estender um pouco a busca por esse nosso mencionado ancestral, Manuel Rodrigues Coelho.

Mencionado primeiramente pelo também, suposto, descendente dele, professor Nelson Coelho de Senna, em 1939, em sua obra: “Algumas Notas Genealógicas”.

Segundo o professor de Senna, seria o mesmo senhor que recebeu uma sesmaria do governador da Província de Minas Gerais, o general Gomes Freire de Andrade, em dezembro de 1744.

Mas eu não havia ate agora encontrado menções a esse elusivo Manuel senão num processo em Ouro Preto por disputa de direitos econômicos, na mencionada sesmaria e no site do IBGE a respeito da Cidade de Congonhas do Campo:

https://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?codmun=311800

Nesse ultimo menciona-se que: “Contribuíram com grandes quantias Francisco de Lima; Manuel Rodrigues Coelho, Bernardo Pires da Silva, de modo que se começou ….”

Ja no site da prefeitura de Congonhas ha uma menção que atravessa a informação do IBGE. Veja-se no endereço:

http://mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/igreja-do-senhor-bom-jesus-de-matosinhos

Ai se fala no quarto parágrafo a respeito do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos:

“O interior traz decoração rica e graciosa do período rococó da arte mineira. Entre 1765 e 1769, o entalhador Jeronimo Felix Teixeira fez os retábulos do cruzeiro, concluídos em 1772 por Manuel Rodrigues Coelho. A pintura e douramento são de autoria dos pintores Joao Carvalhais (altar de Santo Antonio) e Bernardo Pires da Silva (altar de São Francisco de Paula). O retábulo-mor foi entalhado por Joao Antunes de Carvalho, simultaneamente `a execução do respectivo altar, entre os anos de 1769 e 1775.”

Ou seja, pode ser que tenhamos ai um parente artista e não milionário. O que ate pode estar ai a verdade, pois, o Manuel deve ter sido ajudante do Jeronimo Felix Teixeira, o que pode indicar que esse tenha sido sogro daquele, o que explicaria os sobrenomes Coelho Teixeira ter se formado também dessa associação.

Observe-se que alem da presença de nossa família nos primórdios da fundação de Guanhaes estavam presentes também os Carvalho, Carvalhais e Teixeira. Talvez seja apenas uma coincidência, devido `a grande frequências desses sobrenomes em descendentes portugueses.

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03. MANOEL RODRIGUES COELHO EM JARDIM DE ANGICOS-RN

Outro Manoel Rodrigues Coelho aparece como povoador no Rio Grande do Norte. O livro, possível ler em parte no Google Livros: “Alem dos Jardins: Historia e Genealogia de Jardim de Angicos/RN” de autoria de Joao Evangelista Romão, traz:

“Referem-se os primeiros registros encontrados nos livros de sesmarias, no pós-guerra, que em 1709, Manoel Rodrigues Coelho possuía três léguas de terras no Taipu pelo rio Ceara-Mirim acima. No ano seguinte, seu irmão Francisco Rodrigues Coelho e Mauricio Brochado Ribeiro requeriam a data de No. 85, concedida a 10 de fevereiro de 1710.”

Se não pela presteza da informação para a nossa genealogia, pelo menos fica registrado que o nome Mano(u)el Rodrigues Coelho tornou-se comum `a época.

Aqui também se verifica a presença do sobrenome Ribeiro, que pode dar-nos uma evidência, pois, assinantes do sobrenome Coelho Ribeiro são chamados de nossos parentes pelo professor Nelson Coelho de Senna.

Ele narra em seu livro: “5o. Dona EMILIA BRASILINA COELHO DA ROCHA (minha avo materna, casada com o tenente JOSE COELHO DA ROCHA RIBEIRO, seo primo, ficando o casal desses meus avos maternos os nove filhos mais adiante enumerados); …”

Não creio que aquele Manoel tenha sido nosso ancestral porque ha uma menção a ele ter solicitado cargos em 1749, no RN. O nosso possível ancestral ganhou sesmaria em Minas Gerais, em dezembro de 1744.

Mas não se pode descartar a possibilidade de o primeiro ter sido pai de algum que tivesse ido para Minas Gerais no auge do Ciclo do Ouro.

Observe-se que a Guerra dos Emboabas deu-se entre 1707 e 1709. Então, foi nomeado para apaziguar os ânimos o governador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho.

Esse era filho do nobre Antonio de Albuquerque de Carvalho e Ines Maria Coelho. Nasceu no Maranhão, sendo que o pai era português.Havia sido governador do Grão-Para e do Maranhão.

E, pelo sobrenome Coelho, não se pode descartar a possibilidade de ter sido aparentado do Manoel Rodrigues Coelho, `a sua época povoando Jardim de Angicos-RN, o que facilitaria convidar parentes para ajuda-lo na tarefa de pacificar Minas Gerais.

Infelizmente, o que o Google Livros expõe do livro vai ate `a pagina 109, quando ainda não entra na parte genealógica. Assim não pude conferir mais detalhes que poderiam esclarecer nossa genealogia, caso haja vinculo entre nos e os de Jardins de Angicos.

Havemos de nos lembrar que Bento Rodrigues Coelho filho de Amaro Rodrigues Coelho estava em Minas Gerais por volta daqueles inícios de povoação europeia do Estado.

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04. CONTATO COM O AUTOR JOAO EVANGELISTA ROMAO

Fiz contato com o autor do livro acima mencionado. Pronta e gentilmente respondeu-me. Copio parte de sua resposta:

“Com relação a Manoel Rodrigues Coelho, não tenho sua nacionalidade. O que tenho, resumo:

Nas duas primeiras décadas de 1700, Manuel Rodrigues Coelho e seu irmão Francisco Rodrigues Coelho requereram e obtiveram três sesmarias em nossa região, no Rio Grande do Norte, começando no atual município Taipu, acompanhando o Rio Ceara-mirim, englobando terras atuais dos Poço Branco, Bento Fernandes, Jardim de Angicos e Caiçara do Rio do Vento.

Em 1724, Manoel Coelho vende parte de suas terras a Jose Pinheiro Teixeira e foi embora para a Capitania do Ceará. O restante das terras ficaram com seus descendentes entrelaçados principalmente aos Pinheiro Teixeira.

Casado com Izabel de Barros, entre seus filhos aparece Ana, batizada em 21 de outubro de 1691, Francisco Rodrigues Coelho batizado em 23 de agosto de 1697, Manoel Rodrigues Coelho batizado em 23 de abril de 1705 e também Maria Conceição de Barros que casou com Francisco Pinheiro Teixeira.”

Então, some-se mais esse Manoel Rodrigues Coelho, nascido em 1705, ao nosso rol de possibilidades. Caso ele tenha migrado para Minas Gerais por volta de seus 30 anos de idade, poderia encaixar-se em lugar do capitão-comandante de Lagoa Dourada, ou do escultor de fama.

Não se pode exclui-lo de ser o Manuel milionario que o professor Nelson identificou como português. As outras menções a esse não comentam a respeito de sua naturalidade, exceto aquelas feitas pelo professor Nelson que o da por português.

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05. MANUEL RODRIGUES COELHO DA FARMACIA

Para colorir um pouco mais a nossa variedade de Manuéis, menciono mais um da raça. Não porque o tenho por certo como possível colonizador em Minas Gerais. Mas porque também ele poderia ter tido algum filho que o tenha feito.

Trata-se do boticario Manuel Rodrigues Coelho. Apesar de ter sido boticário da corte, segundo o trabalho abaixo, “visava ter seu trabalho autorizado pelo governo, o que não conseguiu.” (`as paginas 13 para 14).

Tratava-se do trabalho: “Farmacia Tubalense Química Galenica, Teoria e Pratica.” Esse Manuel era natural de Setubal, dai o nome do livro.

Não estou encontrando maiores informações a respeito da vida dele via internet. O livro foi publicado em Coimbra, em 1735.

Seria uma grande oportunidade perdida se ele não tivesse pelo menos feito uma visita ao Brasil, pois, a farmacologia estava em seus inícios. As opções medicamentosas ainda eram parcas.

E alem da flora variada a ser estudada, haviam ja conhecimentos adquiridos dos indígenas que requeriam catalogação e confirmação.

Mas é possível que uma tentativa nesse gênero não fosse benvinda em Portugal, que possuía um governo altamente preconceituoso, ignorante e monopolista.

Os pesquisadores de países europeus mais desenvolvidos acabaram tirando proveito dessa falha dos portugueses, quando foram convidados a ir ao Brasil a partir da ida da corte portuguesa, em 1808, para la.

A postagem que mencionei acima esta no endereço da Universidade Cândido Mendes:

http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/K204126.pdf

Nesse outro estudo abaixo menciona-se muitas vezes o nome do autor da Farmacopeia Tubalense. Porem, por causa do estudo referir-se exatamente a respeito das publicações do autor. Ai se afirma que apenas 1 dos minerais usados como fármaco `a época procedia do Brasil. Portanto, não se justifica uma viagem ao pais.

http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/resources/anais/28/1400252072_ARQUIVO_ANPUH2014.pdf

Resta, então, a possibilidade de algum filho do farmacêutico Manuel Rodrigues Coelho ter tido a premissa de tornar-se um dos colonizadores.

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06. UMA NOVIDADE A RESPEITO DO MANUEL RODRIGUES COELHO

E no “Projeto Resgate” da “Rede Memória”, “Arquivo Histórico Ultramarino”, “Minas Gerais (1680-1832)”, ha essa confirmação, embora não tenha podido ler o documento, mas sim a descrição:

“Requerimento de Manuel Rodrigues Coelho, solicitando a confirmação de sesmaria de meia légua de terra em quadra, na freguesia de Cachoeira, no Termo de Vila Rica. – Anexo: Em anexo: 1 carta; 1 bilhete.”

“Data: A761, julho, 7.”

Tal requerimento deve referir-se a outra sesmaria com mesmas medidas que não a do Inficcionado. O professor Nelson de Senna menciona uma datada de 1758. Como aqui parece que a data é do ano de 1761, a confirmação desejada devera ser a dela.

Coincidência ou não, encontramos a família Rodrigues Coelho requerendo mais tarde uma concessão de sesmarias na Freguesia de Itabira, em 21.01.1779, para a FAZENDA CACHOEIRA. Assim a primeira, de 1758, estava no Município de Cachoeira do Campo, então freguesia de Vila Rica.

O Arquivo Publico Mineiro dispõe do registro da segunda:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=8227

Recordo que houve um Antonio Rodrigues Coelho cujos inventários se encontram em Ouro Preto, junto com os do seu filho Jose Antonio Rodrigues Coelho, nos quais se menciona a presença do segundo em Itabira.

Esses detalhes poderão ajudar-nos em futuros aprofundamentos das pesquisas.

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07. MANOEL RODRIGUES COELHO NO FINAL DO SECULO XVIII

No Arquivo Publico Mineiro existe o catalogo de dois documentos que mencionam o capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho. Importante notar que o local indicado no fichário chama-se Lagoa Dourada. Abra-se para ver:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=10579

A data 10.07.1784, associada ao local, parece indicar ser a mesma pessoa que aparece batizando uma criança: Maria, neta de Pedro Xavier, também em Lagoa Dourada. Dados mais abaixo.

O segundo documento, importante, tem endereço em Prados-MG. Lagoa Dourada era freguesia de Prados. Verifique-se no endereço:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=9993

Importante confirmar-se que esse capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho que não parece ser o mesmo rico senhor português Manuel Rodrigues Coelho e também não deve ser o escultor de mesmo nome. Então, nossa sorte conta ai com 3 ou mais chances!

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08. INFORMACOES VINDAS DO PROFESSOR NELSON

Mas as novidades mesmo são outras. Primeiramente, ha que deixar claro que o professor Nelson não nos deu nenhuma informação precisa para a origem do alegado ancestral Manuel Rodrigues Coelho.

Na descrição do livro dele menciona a Freguesia de Cete, atual Vila, como local de origem do sobrenome Coelho. O que não se confere. O sobrenome vem desde os idos de 1180 aproximadamente, com o cavaleiro Soeiro Viegas Coelho, que o passou aos descendentes.

Ja ao final dos anos 1300 e inicio dos 1400 estabelece-se o senhorio dos Coelho, descendentes do Soeiro, em Felgueiras e Vieira. Desde então eles passam `as diversas regiões de Portugal e alem mar.

Quem quiser conferir um pouco dessa genealogia pode visitar a pagina. Fernão Coelho foi o primeiro senhor de Felgueiras e Vieira.

http://pagfam.geneall.net/1180/pessoas.php?id=1044951

Naturalmente, o sobrenome não estava restrito a ele. Deve ter sido apenas o Coelho mais graúdo `a sua época. Interessante é que a esposa dele, Catarina de Freitas, foi quem acrescentou mais ascendências nas casas reais europeias ao ramo por eles encabeçado.

Entre os primeiros povoadores das Ilhas dos Açores ja se encontram os Coelho. O Joao Coelho, por exemplo, recebeu o apelido de “o povoador”.

Possivelmente, iremos descender deste, via os Coelho Linhares e Coelho da Silveira que 300 anos depois da colonização das ilhas estavam se mudando para o Brasil, especialmente Minas Gerais. Ali os encontramos ja no século XIX, em Itabira/Santa Barbara.

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09. “PROJETO COMPARTILHAR”: PEDRO XAVIER E LUIZA BICUDA

Porem, a Historia aqui é outra. Trata-se do site chamado “Projeto Compartilhar”. Os administradores tem feito um excelente trabalho ao desvendar dados genealógicos dos primeiros moradores das partes mais ao Sul do Estado de Minas Gerais.

Ali encontrei os primórdios da descendência de Pedro Xavier e Luzia Bicuda de Alvarenga. Ele, dito natural da França; e ela de Taubaté. Eles tiveram filhas em Guaratinguetá. As 4 filhas do casal casaram-se e tiveram família em Prados, Sul de Minas.

Um detalhe foi que a filha Izabel Bicuda de Alvarenga, casada com Sebastião Pereira de Avila, natural do Rio de Janeiro, teve filhos no distrito de Lagoa Dourada, hoje cidade. E ali esta escrito no batizado da filha Maria:

“3.2 Prados – MG – aos 28-10-1748 na capela da Lagoa Dourada filial desta matriz bat. a Maria, f.l. de Sebastião Pereira Davila e de s/m Izabel Bicuda, fregueses desta dita matriz e foram padrinhos Manoel Rodrigues Coelho, solteiro e Catarina Pereira mulher de Joao da Silva, todos desta dita freguesia.”

Aqui temos algo interessante, o fato do padrinho chamar-se Manoel Rodrigues Coelho e ser solteiro. Mas desde que vi os estudos de época no tese de doutorado:

http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf

do professor Cristiano Oliveira de Sousa, constatei que não eram raros os homens ricos que viviam solteiros, embora isso não os impedisse de manter relações estáveis e produzir descendência.

Em quadros dessa tese encontram-se menções ao nome de nosso ancestral Francisco Jose Barbosa Fruão ou Truão. Ele foi membro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Mais ao final da vida dele deve ter transferido residência para Congonhas do Campo onde encontramos sua filha Francisca Angelica da Encarnação casando-se com nosso também ancestral, o açoriano Miguel Pereira do Amaral, natural da Ilha de São Miguel.

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10. MANOEL RODRIGUES COIMBRA E MARIA JOSE FERNANDES

Mas ate ai não se pode afirmar nada. Existe outro tratado genealógico que chamou-me a atenção. Trata-se de Manoel Rodrigues Coimbra e sua esposa Maria Jose Fernandes.

Ele foi natural São Martinho da Arvore de Coimbra. Maria Jose era natural de Guaratinguetá. E os primeiros filhos nasceram na terra materna. Tiveram 7 filhos: Maria Jose, Domingos, Antonio, Ana Maria, Felicia, Jose e Joaquim.

Nada anormal. Apenas gostaria de postar aqui os dados de batismo do Jose:

“Prados, MG aos 26-09-1740 na capela de Santo Antonio da Lagoa Dourada bat. a Jose, f.l. de Manoel Rodrigues Coimbra e de s/m Maria Jose desta freguesia, foram padrinhos o Revdo. Padre Antonio de Medeiros, e Maria Pereira, mulher de Manoel Pacheco Barrosas desta freguesia.”

Os detalhes aqui são diversos. Os dados prosseguem com descendência de apenas 2 filhas, Maria Jose e Ana Maria. Com isso ha o problema de não revelar-se outros sobrenomes que andavam pela família.

Salve-se apenas que o Pereira aparece na filha Maria Jose. Muito possivelmente, ele vem por via paterna da Maria Jose Fernandes. Era comum as mulheres receberem somente os sobrenomes maternos. Nesse caso, a Maria Jose filha, e madrinha de seu irmão Jose, deve ter adotado o sobrenome do avô materno.

Um detalhe interessante foi que o casal  Manoel Rodrigues Coimbra e Maria Jose Fernandes ja devia ser de meia idade. Isso porque a filha Maria Jose casou-se em 1737 e os irmãos dela Jose e Joaquim eram mais novos que o filho dela, Manoel Pacheco Monteiro, nascido em 1738.

Acredito que o Manoel Rodrigues Coimbra poderia chamar-se na realidade Manuel Rodrigues Coelho.

A explicação para a possibilidade é a de que era muito comum aos portugueses chegados ao Brasil adotarem os nomes de seus torrões natais como sobrenome. E muitos usavam mais de um sobrenome, conforme cada caso, ou por engano dos escrivães que nem sempre eram tão letrados quanto deveriam.

Se essa hipotese puder ser comprovada verdadeira, poderá ser esse Manuel Rodrigues Coimbra fosse o verdadeiro Manuel Rodrigues Coelho, pai do nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães, e ai estaria o registro de batismo deste.

Observe-se que o marido da Maria Jose, filha, chamava-se Manoel Pacheco Barrosas, “natural da freguesia de Santo Estevão de Barrosas termo de Guimaraes Arc. de Braga.” Como o Coimbra, acredito que o Barrosas foi um acréscimo para distinção.

A possibilidade da mudança do sobrenome conta com a presença do outro Manoel Rodrigues Coelho. Muito provavelmente eles eram aparentados próximos e um pode ter sido chamado de Coimbra apenas para distinguir-se do outro. Mas o escrivão pode não ter atentado para esse detalhe.

Isso se daria em razão da frequência de mesmo nome ser elevada naquela época. Mesmo mais recente temos o exemplo do senhor Antonio Ferreira Campos, o qual o juiz do Serro acrescentou-lhe Baguari ao nome para distingui-lo dos muitos homônimos que existiam.

Claro, por que o professor Nelson contou outra Historia? Muito provavelmente, se a hipótese estiver correta, ele deve ter encontrado algum documento informando apenas o nome do pai do Jose.

Ai fica a situação. Onde estava esse Manuel Rodrigues Coelho? O professor Nelson não possuía sequer um milésimo da tecnologia que temos hoje. Ele faleceu em 02 de junho de 1952.

Por mais extensa que tenha sido a pesquisa dele, deve ter encontrado somente

menções ao rico senhor do nome. Era natural que concluísse aquele ser nosso ancestral.

E, então, ficamos nesse beco que o escolhido nos oferece resposta ao nome do pai, mas não encontramos mais documentos, por hora, que nos confirme ou negue a real paternidade.

Pelo menos fica-se sabendo que os sobrenomes Rodrigues e Coelho estavam presentes no mesmo local, Lagoa Dourada.

Falta-nos, então, localizar mais detalhes de ancestrais dessas pessoas ou da possível esposa ou companheira do capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho para explicar-se o nome Magalhães no Jose Coelho de Magalhães, nosso ancestral.

O certo é que o Magalhães era e permanece tão comum entre a descendência portuguesa que difícil será buscar 3 ou mais gerações de nossos ancestrais e não encontra-lo na mistura.

No proprio Projeto Compartilhar ha dados de descendência de alguém com o nome Caetano Alves de Magalhães e Araújo. Viveu nos arredores de Congonhas do Campo. Ele, entre outros diversos exemplos de assinantes, como Bento Pinto de Magalhães, que viveram ou deixaram descendência em cidades próximas a Prados.

Fiz a menção apenas para salientar o fato de o professor Nelson ter deixado escrito que os bisavós dele: Joao Coelho de Magalhães e Bebiana Lourença de Araújo eram primos carnais. Talvez algum parente do Caetano tenha nos legado tanto o Magalhães, quanto passado o Araújo para o ramo do tio Joao.

Mas o que chamou-me a atenção também para levantar a hipótese de que o Jose, filho do Manoel Rodrigues Coimbra, possa ter sido nosso ancestral esta no fato da data de nascimento ter-se dado em 1740.

Penso essa ser uma data razoável. Isso porque segundo noticias do professor Senna ele foi casado duas vezes e faleceu em 1806. Ou seja, 66 anos de idade para a época ja era praticamente uma benção. A media estava muito abaixo disso.

O nosso ancestral Jose Coelho da Rocha nasceu em 1782 e faleceu em 1844, ou seja, aos 62 anos de idade. Apesar de seu irmão Joao Coelho de Magalhães ter vivido bons 94 anos de vida, de 1785 a 1879.

Para ter sido filho do português Manuel Rodrigues Coelho e também ser português de origem como o professor Nelson alegou a respeito do Jose Coelho de Magalhães, ele devera ter nascido antes de 1740. Isso porque em 1744 ja estariam no Brasil como demonstra a data da primeira carta de sesmaria.

O Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães pode ter nascido ate por volta de 1730 e, nesse caso, falecido com 76 anos de idade.

Portanto, o rol de datas que temos em mãos não nos permite eliminar nenhuma possibilidade por enquanto.

Evidencia menor, por causa da alta frequência do nome `a época, foi haver uma filha do Manoel e Maria Jose Fernandes chamada Ana Maria. O Jose Coelho da Rocha também foi pai de uma Ana Maria (Sinh’Aninha).

O nome era muito comum mas a soma das pequenas evidencias é que sustenta a possibilidade!

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11. ANTONIO MUNIZ BARBOSA E CLARA MARIA DE JESUS

Ha algum tempo atras eu havia localizado outro núcleo de família no Projeto Compartilhar que parece coincidir com nossa parentela, com entroncamento na linhagem Rodrigues Coelho. Trata-se de Antonio Muniz Barbosa. Na descrição temos:

“Antonio Muniz Barbosa, nasceu na primeira metade do século XVIII na freguesia de São Pedro da Ilha de São Miguel, filho de Manoel Vieira Muniz, natural da freguesia de N. Sa. das Neves, e Apologia de Albernaz, natural da freguesia de S. Roque Ilha de S. Miguel, Bispado de Angra.”

“Aos 04-03-1753 casou com Clara Maria de Jesus, natural de Barbacena, filha de Francisco Mis [Martins], da freguesia de S. Pedro de Oliveira, Arc. de Braga e Ana Maria de Jesus natural da Ilha Terceira. Em Barbacena batizaram filhos.”

Por coincidência o casal consagrou o enlace matrimonial em Prados antes de se mudar para Barbacena. Ali lhes nasceu o filho Antonio, batizado em 03.07.1758.

Ao que se pode ver na pagina do Projeto Compartilhar, o sobrenome varia de Moniz para Muniz, o que se pode atribuir aos enganos dos escrivães.

Antonio não comparece no inventario paterno. Não se pode dizer com certeza a razão disso. O mais provável seria que fosse falecido antes do pai. Mas também pode haver outra explicação em conta.

Como se pode observar, o inventariante, Antonio Felisberto Costa, e genro do Antonio Muniz alega não saber sequer o nome da sogra; e da o sogro por nascido no Rio de Janeiro.

Outro detalhe é o que se alega de herança não parecer ser de maior importância. Alem de o inventario ter sido aberto em Baependi, que fica ao lado de Caxambu, bem no Sul de Minas e distante das áreas mais centrais do Estado.

Alem disso, se Antonio estivesse vivo em 1786, estaria com 28 anos de idade. Como o pai não era rico devia ter procurado meio próprio de vida e poderia estar vivendo em qualquer outro lugar do antigo Império Português.

Isso abre oportunidade para reavivarmos a teoria de que esse Antonio poderia ser o Antonio Jose Moniz, nosso ancestral pentavô, marido de Manoela do Espirito Santo, os pais de Luiza Maria do Espirito Santo.

Luiza foi a esposa do Jose Coelho da Rocha, filho do alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães, o suposto filho do Manuel Rodrigues Coelho.

Observe-se que em torno de 1750, os mais velhos viviam na região de Prados-MG. Algo que leva a concluir que ja havia conhecimento entre eles e, com boa chance de ter acontecido, haver grau de parentesco envolvido.

Uma evidencia que reforça minha hipótese de conhecimento prévio trata-se do nome de dona Clara Maria de Jesus. Era um nome comumente adotado pelas mulheres daquele tempo. Portanto, não necessitava o exemplo de uma primeira para que outras copiassem.

Mas seria uma feliz coincidencia se, por exemplo, o Antonio Barbosa ter se casado com uma, se acaso foi o filho deles que foi para Conceição do Mato Dentro, esse filho teve uma filha casada com o Jose Coelho da Rocha que tinha uma irmã cujo nome também era Clara Maria de Jesus.

Ou seja, a evidencia indica uma maior possibilidade de que os membros das famílias ja se conheciam.

Se estava vivo, outras razões para o ancestral Antonio Jose Moniz não ter comparecido `a abertura dos inventários do suposto pai incluiriam ele poder ter ganho algo como forma de adiantamento. O pai poderia te-lo ajudado a formar sua própria tropa e isso seria combinado como herança.

Claro, seria fato marcante também a distancia entre Santana do Riacho ou Conceição do Mato Dentro e Baependi/Caxambu. Atualmente essa distancia gira em torno de 500 km, em estrada asfaltada.

Seria um mês inteiro de viagem, ida e volta. Alem disso numa direção que não fazia parte do circuito de tropas que normalmente partiam do Centro-Nordeste de Minas Gerais e seguiam em direção ao Rio de Janeiro.

Uma viagem que não teria valor para ele ja que não iria rever nenhum dos pais, ja que ambos estavam falecidos. E pode ser que tivesse perdido o afeto da família antes mesmo do falecimento da mãe.

Outro detalhe seria que as noticias sempre chegariam dias ou meses após aos acontecimentos.

Aqui se abre outra oportunidade de termos parentesco com essa família. Isso porque a mãe da dona Clara Maria chamava-se Ana Maria e procedia da Ilha Terceira, nos Açores.

O nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral procedia da Ilha de São Miguel. A sogra dele, esposa do Francisco Jose Barbosa Fruão chamava-se Anna Maria de Jesus.

O filho do Miguel e Francisca Angelica, Malaquias Pereira do Amaral casou-se com outra Ana Maria de Jesus, natural de Congonhas do Campo e filha de Antonio Coelho de Almeida e s/m Ana Maria de Jesus.

Ou seja, não se deve dar grande credito `a possibilidade de parentesco em função do nome porque ele era muitíssimo comum. Mas isso faz uma pequena soma quando de trata de analise de evidencias possíveis.

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12. SEQUENCIA DA HISTORIA DE FAMILIA

Nos encontramos tanto o Jose Coelho de Magalhães quanto o Antonio Jose Moniz residindo na região de Conceição do Mato Dentro ao final do século XVIII e inicio do século XIX. Razão mais provável pela qual os filhos nasceram, se conheceram e casaram entre si.

O professor Nelson Coelho de Senna centra a família Coelho na Fazendo Axupe, antigamente incluída por ele no território do atual Município de Morro do Pilar. Mas na internet encontrei apenas uma fazenda com tal nome, no Município de Conceição do Mato Dentro. Confira a foto:

https://www.panoramio.com/photo/2352337

Alega-se também que Jose Coelho da Rocha e Maria Luiza moraram na Fazenda da Lapinha, território de Conceição do Mato Dentro. Contudo, com as divisões territoriais, essa propriedade enorme pertence `a vizinha Santana do Riacho, onde se encontra a Serra da Lapinha.

O que faz pensar é que `a medida que o ouro foi se esgotando, o que deve ter acontecido ja na primeira metade do século XVIII nas partes mais ao Sul do Estado de Minas, a população excedente preferiu migrar para os espaços mais vazios do Nordeste de Minas, em torno de sua, então, capital: Vila do Principe, a atual Serro.

O esgotamento precoce dos veios de ouro ao Sul deve ter acontecido por estar mais perto dos centros mais desenvolvidos como: São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo, e ter recebido maior quantidade de migrantes. O ouro pode ter se esgotado mas não a vontade de ficar rico aceleradamente.

Por enquanto, essas hipóteses que levanto procedem dos fatos que tenho em mãos. Mas para nega-las ou confirma-las basta-nos encontrar inventários dos personagens Manuel Rodrigues Coelho, que comprovaria ou negaria ter sido o pai do Jose Coelho de Magalhães. Mas dele não tenho o destino final.

Ja o professor Nelson alegou que o Alferes-de-Milicias Jose Coelho faleceu em Conceição do Mato Dentro, em 1806. Portanto, seus inventários e testamento, se houve, devem estar sob a custaria do Museu General Carneiro, no Serro.

Ali também, penso, deveriam estar os do Antonio Jose Moniz. Se os houverem, talvez tenhamos como jogar uma luz definitiva em nossa ancestralidade por essas linhagens que temos noticias de que chegaram ate a nos.

Quanto ao professor Nelson ter alegado que tanto o Manuel Rodrigues Coelho quanto o Jose Coelho de Magalhães tivessem sido portugueses ha que considerar-se ser uma tradição que pode não se confirmar.

Apenas relembrando, havia a tradição na família Barbalho de que o patriarca Policarpo procedia do Nordeste do Brasil e que teria tido dois irmãos, sendo que um havia retornado e outro migrado para o Rio Grande do Sul.

Agora ja sabemos que o Policarpo era mineiro de pai, mãe. E os ancestrais que procederam do Nordeste, muito provavelmente, remontam ao governador Luiz Barbalho Bezerra, pernambucano, que governou o Rio de Janeiro em 1643-4.

Da linhagem, sabemos que outro Policarpo Joseph Barbalho foi cirurgião-mor na Vila de Porto Alegre, onde faleceu em 1801, aos 66 anos de idade. Era também, mineiro, nascido na Vila do Principe, atual Serro.

Falta-nos saber se teve outros irmãos alem da Isidora Maria da Encarnação. Essa, talvez, tenha sido a irmã que permaneceu e, talvez também, tenha sido a avo do patriarca Policarpo. Então, devemos sim dar credito `as tradições, porem, com reservas!

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13. MAIS EVIDENCIAS NOS MAPAS

Tomando Congonhas do Campo como um centro regional, em torno da qual pode ser que tenha se formado nossa família, observa-se que as cidades mencionadas estão relativamente próximas entre si.

O mapa no endereço abaixo mostra bem os possíveis itinerários. E praticamente mostra o que Minas Gerais foi ate ao final do século XVIII. Temos aqui que imaginar uma linha reta entre São Joao Del’Rei e Barbacena. Prados pouca coisa ao norte, `a direita da primeira. Lagoa Dourada esta no caminho, embora não apareça, entre São Joao e Entre Rios de Minas:

http://www.abihouro.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=116&Itemid=501

Prados seria a mais distante, mais pela localização em relação `as estradas atuais. Hoje fica a 104 km de Congonhas. Contudo, o seu antigo distrito, Lagoa Dourada, fica a apenas 71. Gastava-se normalmente apenas 2 dias de viagem.

Barbacena fica a 96 km. Mas para ir-se de Barbacena para Congonhas ha que se passar por Carandaí. E de Carandaí ate Lagoa Dourada são apenas 40 km de chão. Ou seja era apenas um dia de viagem naquele tempo.

Entre Congonhas e Ouro Branco são apenas 25 km. Os mais espertos fariam a viagem na parte da manha, a partir da madrugada ate `as 11 horas.

Entre Congonhas e Ouro Preto são 57 km de distancia, mais 12 para chegar-se a Mariana. Refiro-me `a cidade. Ja em relação ao seu Distrito de Santa Rita Durão, antigo Inficcionado, passando por Ouro Preto, a distancia pesa um pouco mais, caindo nos 90 km.

O site “Distancia entre Cidades” esta um pouco desatualizado em relação `a distancia entre Congonhas e Cachoeira do Campo. Nele, a estrada mais usada seria a que vai a Ouro Preto e depois retorna pela estrada que liga esta a Belo Horizonte.

Mas via os antigos caminhos, que eram os de roça mesmo, não deve chegar a 40 km. Alias, essa deve ter sido a via que se tomava antigamente. Congonhas passando pelo Distrito de Santo Antonio do Leite ate Cachoeira do Campo. Dai para Ouro Preto são mais uns 20 km.

O que deve ter sido a via preferencial tomada por nossos ancestrais, pois, a distancia seria a mesma que o caminho anteriormente mencionado, entre Congonhas e Ouro Preto, com o conforto das paradas em núcleos urbanos.

O que faria Congonhas ser centro regional seria essa localização privilegiada. Alem de a partir da segunda metade do século XVIII contar com o Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, o que servia de atração turística desde o inicio e era o local de retiro para os muito ricos.

Os mais ricos da Capitania tinham no local suas estancias de descanso e lazer. Usavam o local para distanciar do burburinho cansativo das capitais Ouro Preto e Mariana.

Os das classes media e médio/baixa deveriam frequentar o local por devoção religiosa e para aproveitar para encontros “casuais” com pessoas da alta que lhes poderiam ajudar em seus pleitos por algum privilegio menor.

Naquela terra de privilégios e “meritocracias oligárquicas”, somente os que tinham QI (quem indicasse) alto é que deslanchavam na ordem e prosperidade!

E nossos ancestrais que foram abastados não fugiram `a regra!

A partir do século XIX os nossos ancestrais se deslocam do circuito da Estrada Real dirigindo-se para o leste. Ai os encontramos em Itabira, Ferros, Guanhães e Virginópolis. Passam a ocupar o caminho conhecido como Circuito do Rio Doce, que fazia a ligação da região central com o Oceano, em direção ao Espirito Santo.

Assim, com o estudo do mapa regional das localidades envolvidas nessa suposta trama genealógica, pode-se observar que seria possível aos envolvidos que formaram o tecido de nossa genética tenham sido conhecidos e ate sido parentes entre si, antes de picarem-a-mula um pouco mais para o Norte, formando os genes que resultaram na Família Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Tomando o mapa podemos observar que Manuel Rodrigues Coelho transitava entre Santa Rita Durão, Ouro Preto, Mariana, Cachoeira do Campo e Congonhas do Campo.

Manoel Rodrigues Coimbra, vivendo no circuito Prados/Lagoa Dourada deve ter frequentado Congonhas do Campo por estar no caminho de Ouro Preto e Mariana. Essas duas eram as capitais política e religiosa da Província.

O capitão-comandante Manoel Rodrigues Coelho, por evidencias encontradas em suas próprias cartas, teria mesmo que circular por Congonhas para resolver problemas relativos ao cargo, pois, era subalterno aos superiores em Ouro Preto.

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14. UM POUCO MAIS DE MANOEL RODRIGUES COELHO

Apenas para não descartar mais a possibilidade de termos alguma veia artística ligada ao nome. Confirma-se realmente que houve um artista com o nome. E ele deixou obra também em São João Del’Rei.

Ele foi mencionado nessa postagem:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/360875.pdf

Ai o nome dele aparece na quarta pagina do discurso, junto a outros artistas sacros que atuaram naquela cidade.

Esse outro endereço menciona não apenas o feito mas também a profissão que nosso possível ancestral exercia:

https://patrimonioespiritual.org/2017/07/16/igreja-da-ordem-terceira-de-nossa-senhora-do-carmo-sao-joao-del-rei-minas-gerais/

A postagem diz: “Os artísticos trabalhos em madeira da capela e altar-mor e dos púlpitos são de autoria do artista Manuel Rodrigues Coelho.”

Observe-se que a referencia se da `a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, de São João Del’Rei. Ai se repete a Ordem Terceira, que pode ter aproximado nossos ancestrais nas cidades históricas do Estado.

Francisco Jose Barbosa Fruão, mencionado no capitulo 7, fazia parte da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Para ver a menção a Manuel no segundo endereço ha que se ir `a metade da postagem.

Pelo valor da contribuição que foi atribuída ao Manuel Rodrigues Coelho para a construção do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, suponho que ele tenha participado de alguma Ordem Terceira, provavelmente da do Carmo de Mariana, ja que não aparece entre os mais influentes na de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Apenas para deixar marcado. O blog do nosso primo, Paulinho Cesar, também faz recordações `a nossa Historia Genealógica. Em homenagem póstuma a ele, deixo aqui o endereço como lembrança:

http://asagadevalente.blogspot.com/2010/09/

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15. BENTO RODRIGUES COELHO EM MINAS GERAIS

Decidi dar continuidade a esses estudos recordando alguns personagens que penso estar na parentela do Manuel Rodrigues Coelho, nosso aclamado ancestral.

Ha algum tempo atras encontrei no Archivo Heráldico-genealogico, do Visconde de Sanches de Baena, a Carta de Brasão passada a Domingos Rodrigues de Queirós. O documento esta na pagina 153 e é a carta de numero 610. Assim, repito-a aqui:

“Domingos Rodrigues de Queirós, cavalleiro professo na Ordem de Christo, bacharel formado pela Universidade de Coimbra, opositor aos lugares de letras, natural da cidade de Marianna, estado do Brazil; filho de Bento Rodrigues Coelho, e de sua mulher D. Maria de Queirós de Seixas; neto pela parte paterna de Amaro Rodrigues Coelho, e pela materna neto de João Queirós de Seixas, e de sua mulher D. Feliciana de Araújo Dantas; bisneto de Jacinto de Queirós, e de sua mulher Maria Coelho; terceiro neto de Antonio Francisco Marinho, e de sua mulher D. Maria de Queirós Seixas, descendentes de Antonio de Queirós Mascarenhas, bem conhecido n’este reino pela sua distincta qualidade, e conhecido valor.

Um escudo esquartelado; no primeiro e quarto quartéis as armas dos Coelho, no segundo as dos Queirós, e no terceiro as dos Seixas. – Br.p.a 2 de agosto de 1773. Reg. no Cart. da N., Liv. I, fl. 204v.”

Embora não apareça nenhum Manuel Rodrigues Coelho penso não ser errado esperar que um deles tenha sido parente próximo do Bento. Pelas idades prováveis, penso que um Manuel que viveu nas imediações de Mariana tenha sido irmão.

Mas também ha a possibilidade de ter sido filho e irmão do Domingos. Se esse for o caso e caso formos descendentes dele, então, seremos também descendentes do Antonio de Queiroz Mascarenhas. E, por este, descendentes do rei D. Afonso I, primeiro rei de Portugal.

O livro de Sanches de Baena pode ser lido no endereço:

https://archive.org/stream/archivoheraldic00unesgoog#page/n203/mode/2up

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16. LOURENCO COELHO DE MAGALHAES

Apenas para recordar também. O professor Nelson Coelho de Senna fez uma relação de sesmarias adquiridas por pessoas com a assinatura Coelho durante o século XVIII. Entre elas menciona uma do sr. Lourenço Coelho de Magalhães, datada de 1724.

Infelizmente, a menção parece ser única. Haveríamos que localizar tal carta para saber o local para o qual ela foi passada. Isso ajudaria.

Nessa oportunidade ha a possibilidade deste senhor Lourenço ter sido casado com alguém cuja assinatura que corria em família fosse o Rodrigues. Dai se pode ate supor que um filho do casal poderia ter adotado o nome de Manuel Rodrigues Coelho.

Ja o neto, Jose, poderia ter retornado `a alcunha ancestral e ter assinado Jose Coelho de Magalhães. São apenas conjecturas. Mas quem sabe algum dia elas venham a tornar-se realidade?!

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17. MANOEL COELHO RODRIGUES

Manoel Coelho Rodrigues foi outro personagem presente em Minas Gerais `a época do Ciclo do Ouro. O professor Nelson inclusive o menciona como recebedor de sesmaria em 1761.

A genealogia dele, mesmo incompleta, foi estudada pelo Cônego Raimundo Octavio Trindade. Não ha como descendermos dele.

Existe a possibilidade de ser algum parente próximo. Isso porque, ate mesmo para distinguir-se umas pessoas das outras, pessoas em uma mesma família costumavam usar a ordem inversa de assinaturas.

Um caso, por exemplo, seria o de irmãos com mesmo nome: João Francisco e Francisco Joao. Ou Francisco Pereira da Silva e Francisco de Assis da Silva Pereira.

Não estou colocando grande credito a essa tese, mas ha uma possibilidade, nem que sendo mínima!

No livro de Sanches de Baena encontra-se uma carta que se repete 3 vezes. Ela foi passada a 3 irmãos. `A pagina 189 a Francisco Coelho Brandão; `a pagina 548 a Pedro Coelho de Seabra (Alferes) e `a pagina 591 a Vicente Coelho da Silva Seabra Telles. Observe-se como os sobrenomes variavam.

As numerações no livro são: 753, 2163 e 2363, respectivamente. E em cada uma das vezes se lê, `a exceção dos nomes dos agraciados:

“2363. Vicente Coelho da Silva Seabra Telles. natural do termo de Villa-Rica do Oiro Preto, estado da America; filho do alferes de cavallaria Manuel Coelho Rodrigues e de sua mulher D. Josepha de Avila Figueiredo, neta do capitão João de Seabra de Guimarães; neto pela sua varonia do ajudante de infantaria Antonio Coelho, filho de Belchior Coelho, irmão do senhor de Felgueiras e Vieira.

Um escudo esquartelado; o primeiro quartel as armas dos Coelhos, no segundo as dos Seabras, no terceiro as dos Brandões, e no quarto as dos Avilas. – Br. p. a 23 de novembro de 1782. Reg. no Cart. da N., Liv. III, fl. 79.”

O iminente genealogista mineiro, Cônego Raimundo Octavio da Trindade estudou a formação da família Rocha Brandão. Entre outros livros, no Velhos Troncos Mineiros, surge:

“Tn 1 – Josefa de Avila e Silva e Figueiredo c. c. o Alferes Manuel Rodrigues Coelho, Tn 15 adiante.” e

“Tn 15 – Manuel Coelho Rodrigues c. c. Josefa de Avila e Silva e Figueiredo, Tn 1 retro. Filhos (Invent. de Manuel Coelho Rodrigues no Cart. do 1o. Of. de Ouro Preto – 1777):”

Os filhos enumerados por ele foram: Maria Jose, Pedro Coelho, Joaquim Coelho, Francisco Coelho da Silva Brandao, Francisca de Avila e Silva, Ana Francisca, Maria, Vicente Coelho de Seabra, Jose Coelho Rodrigues e Nicolau.

O Cônego Trindade não se aprofunda nos pormenores da descendência, não indo alem de netos de uns dois ou três filhos. Mesmo assim torna-se possível notar que não descendemos da família, pelo menos em nosso lado Rodrigues Coelho.

Seremos muito possivelmente parentes pelo lado Coelho, devido `as diversas vezes que o sobrenome aparece em nossos ancestrais como: Coelho no simples, Coelho de Magalhães, Coelho de Almeida, Coelho de Andrade e outros.

E esse Manuel Coelho Rodrigues e sua esposa Josefa de Avila, como se pode notar, ja eram primos pelo lado Rocha Brandão.

Dona Josefa nasceu no Brasil e os pais foram Francisco da Rocha Brandão, natural de Cabrobo na Bahia e Maria da Silva e Avila, natural de Santo Antonio do Bambu, também Bahia.

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18. CONCLUSAO

Acredito que a unica conclusão `a qual podemos chegar no caso é a de que tudo esta discutido, porém, nada resolvido!!!

Essas conjecturas são boas para exercitar nossas mentes mas o que vale mesmo são as provas!

Sinto que somente um mergulho nos arquivos em Ouro Preto, Mariana, Serro e Diamantina poderá sanar todas as duvidas com respostas absolutas e concretas.

As conjecturas serão apenas uma injeção de animo aos pesquisadores que vierem após mim, caso eu não tenha conseguido resolver as questões, para que não desanimem no surgimento de maiores dificuldades.

Afinal, eu fico de tão longe, torcendo para que outros tenham encontrado o que busco nas pesquisas deles e tendo toda a dificuldade de procurar em trabalhos que não são apropriados, sabendo que a lógica manda buscar nos ditos arquivos.

O problema sempre será: e onde encontrar a coberta que suporte a empreitada se meus fundos próprios não são suficientes para custea-la?! O nosso problema sempre foi a fartura! (Farta tudo!!!)

Por logica, deveria encontrar o registro de casamento do Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues da Rocha, que também tinha o nome de Eugenia Maria da Cruz. Segundo o professor Nelson, o enlace se deu a 7 de setembro de 1799.

Porem, não menciona o local, embora diga que tenham vivido na Fazenda Axupe, por ele localizada em Morro do Pilar. Mas pode ser Conceição do Mato Dentro.

Em outro caso, poder-se-ia buscar os inventários do Jose Coelho, dito falecido em Conceição; ou o dela, que foi sepultada no Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, ja viuva, em datas que variam entre 1806 a 1819, acredito eu.

Esse esforço se daria para certificarmos os nomes dos pais do casal. Em se confirmando que um Manuel Rodrigues Coelho foi pai dele, torcer para que apareçam nomes de avos, o que facilitaria em muito as pesquisas.

Em caso de não aparecerem nomes de avos nem mesmo no registro de matrimonio, torcer para que se esclareçam as origens dos nascimentos e dai seguir o veio dessa raiz que tanto tem se mostrada arredia `as nossas pesquisas.

No mais, o que vier será lucro!!!

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GENEALOGIAS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS

dezembro 6, 2013

CONTEUDO DESTE BLOG – ALL CONTENTS

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

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https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

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https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

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https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

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https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20142015/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

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https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

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https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2015/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/

 

GENEALOGIAS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS

 

INDICE

01. PEQUENO HISTORICO
02. GENEALOGIAS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS
03. COMENTARIOS
04. BREVE RELATO DOS PRIMEIROS FRUTOS DA PRESENTE PUBLICACAO
05. NOTA PARA O AMIGO DALBER AUGUSTO
06. DADOS GENEALOGICOS E HISTORICOS SOMADOS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS
07. TODOS OS COELHO DE VIRGINOPOLIS
08. PRIMEIROS MORADORES DE SABINOPOLIS (ANTIGO SAO SEBASTIAO DOS CORRENTES)
09. GENEALOGIAS VIA SITE http://www.santuariodocaraca.com.br/ex-alunos/
10. A TOCA DO JOAO RODRIGUES COELHO
11. REFLEXOES I E II
12. ACRESCIMOS `A ARVORE GENEALOGICA
13. PRECONCEITO E ORGULHO
14. GENEALOGIA, GENETICA, E BOM SENSO
15. BELLE NOUVEAU, PARA OS “DA CUNHA MENEZES” E FAMILIARES
16. AOS FAMILIARES “DA CUNHA MENEZES”
17. FAMILIARES FERREIRA RABELLO
18. PEQUENA ANTIGA NOVIDADE
01. PEQUENO HISTORICO;

Quando a dona Negra (Maria Filomena de Andrade) escreveu o livro dela: “Historia de Virginopolis”, logo apos `a publicacao, ouvi um comentario dentro de casa que foi mais ou menos assim: “Mas a dona Negra confundiu muita coisa aqui!” Um comentario sem a menor maldade mas, vindo de pessoas que compartilhavam do gosto pela Historia, soou para mim como se fosse assim: “Nao precisa nem ler, com esse veredito, nao vou aprender nada.”

Claro, ainda jovem, em meus 20 anos, nem sequer tinha despertado o interesse pela Historia e, muito menos, pela genealogia. Ja me bastava saber que era parente de todo mundo na cidade. E como tinha gente da familia ao meu redor!…

Agora que nos estamos “virando a serra”, como tanto gostava de dizer papai, e despertei para o conhecimento da Historia e genealogia de um modo geral, cansei de fazer apelos `as pessoas para enviar-me dados que ajudassem a desvendar caminhos intrincados nas linhagens de nossa parentalha que nem mesmo o livro: “ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO”, de nossa prima IVANIA BATISTA COELHO, conseguiu decifrar. A cada 100 pedidos que faco, so consigo 1/2 ponto % de resposta. Eh mole?!…

Ultimamente, “encasquetei” de tentar associar `a nossa Arvore Genealogica as ramificacoes que compuzeram a nossa familia por via dos casamentos. Quero descobrir os vinculos que ja existiam entre nossos ancestrais mais recentes e os ancestrais das pessoas que estao associadas `a familia. Assim, vinha incomodando muita gente para ver se conseguiamos dados a respeito de familias como: Figueiredo, Fonseca, Andrade, Pacheco, Miranda, Reis, Moreira, Nunes Coelho, Campos, Valadares, Rabelo, Rabello, Pereira do Amaral, Souza, Oliveira, Freire, Perpetuo, Soares, Lima, Ferreira, Lacerda, Cunha de Menezes e muitas outras mais.

Nessas buscas, acabei encontrando no Facebook a Elini, que tinha poucas informacoes a me passar. E vendo a nossa conversa, o Adamar Nunes Coelho (filho do sr. Adauto Nunes Coelho e dona Maria Coelho de Magalhaes (pagina 156 do livro da Ivania)), entrou e disse que no livro da dona Filomena tinha exatamente um pouco do que eu estava procurando. Ele estava com o livro dedicado `a irma dele, Almerica. Pedi a ele que, se possivel, enviasse copia da parte genealogica mas ja pensando: vai demorar muito!…

Ao contrario, o meu pessimismo foi infrutifero desta vez! Na proxima vez que abri o computador, la estava a encomenda pronta. Como dizem os “mineirim”: “Cazcaidecostas”. La estava o que solicitei. E logo que pude copiei tudo `a mao. Pois eh! Pensam voces que genealogia eh brincadeira? E nao ficou nisso nao! Copiei de novo, desta vez no “compiutar”. Isso faz parte porque quando a gente escreve e reescreve a gente compreende muito melhor. E genealogia eh assim mesmo, tem que ser vista de tras pra frente e de frente pra tras, senao a gente nao entende tudo que ha para se entender. Eh um verdadeiro jogo de xadrez.

De antemao, vou avisando que nao deu para esclarecer todas as questoes. A opiniao passada de que haviam enganos esta correta. Pelo menos foi o que constatei dentro daquilo que faz parte dos meus conhecimentos. Mas sao enganos que acontecem naturalmente com todo mundo. Principalmente entre os pesquisadores solitarios. Na parte da descricao que ela fez da Familia Nunes Coelho, por exemplo, ela escreveu: “Antonio, casado com Imidia de Magalhaes Barbalho”. Quando ela fala a respeito da familia Magalhaes Barbalho escreve: “8o.) Imigdia, casada com Jose Nunes Coelho.” Corrige, para mim que ja sabia, mas se fosse outro pesquisador, teria que buscar mais informacoes.

Claro, notei tambem algo no ponto de vista dela. Ela, como professora, procurou “puxar a sardinha para a propria latinha”. Nao. Nao imaginem que eu esteja criticando. Penso que com toda razao ela estava procurando homenagear a classe do professorado, que ajudou a construir Virginopolis dentro dos padroes elevados nas areas cultural e social. E verdade precisa ser dita. Os virginopolitanos tiveram a felicidade de ter pessoas honradas como cabecas. Se alguem pensa que existe algo de ruim na cidade, deve compara-la a outras para observar que nao eh nenhuma setima maravilha do mundo cultural mas tem um nivel respeitavel.

Antes que eu faca uma analise do que ela escreveu, vou colocar abaixo a copia que fiz. Assim todos poderao ler e localizar ancestrais que nunca imaginaram poder existir. So lamento que ela abordou algumas familias em um passado tao distante que ficou um lapso entre elas e os dados que temos. Assim, precisarei que os leitores quando localizarem algum de seus ancestrais ai, por favor, facam um comentario do tipo: “Fulano e ciclana sao meus bisavos porque sao pais do beltrano ou beltrana, que era casado(a) com: …” Dai eu poderei fazer nova emenda na Arvore.

Um exemplo pratico disso eh que: dona Maria Salome (Salica) Coelho de Lacerda, casada com Cesario de Souza Coelho, era irma do sr. Jose (Yeie) Coelho de Lacerda, e eram filhos de … (nao sei). A unica coisa que sei eh que os pais deles estao entre os relacionados na Familia Coelho de Lacerda. Mas preciso saber quem foram para fazer a emenda correta. Segue abaixo o que dona Negra escreveu, ainda sem as correcoes que deverao ser processadas:
02. GENEALOGIAS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS

GOMES DE BRITO:

“Felix Gomes de Brito, o principal fundador de Patrocinio de Guanhaes, veio antes de 1839. Nesta data fez doacao de 80 litros de terra para cemiterio e igreja. (Historico). Era casado com Maria de S. Jose da Silva, filhos:

1o.) Candido, (casado com Maria Catarina (o Candinho do Felix como era conhecido).
2o.) Jose Primo, casado com Joana.
3o.) Mariano Primo, casado com Maria.
4o.) Rita, casada com Raimundo Basilio (Tambem conhecida por Rita do Felix).
5o.) Ana, casada com Raimundo Ferreira.
6o.) Raimunda
7o.) Pedro
8o.) Maria

A maior parte dos descendentes estao espalhados em outros municipios, principalmente Governador Valadares. Sao descendentes do Felix Gomes em Virginopolis: Pedro Gomes, vulgo Pedro Gominho, seus filhos e netos; Joao Galdino, recentemente falecido, filhos e netos. Tome, filhos e netos.

Seus descendentes chegam a ultrapassar 2.000 pessoas.

FAMILIA BATISTA COELHO OU JOAO COELHO DA ROCHA (To. JOAO BATISTA COELHO)

Joao Batista Coelho, casado com D. Maria Honoria Nunes Coelho. Estabeleceu-se na vizinhanca do povoado, na fazenda que hoje pertence ao Sr. Gabriel Coelho Soares. Tiveram os seguintes filhos:

1o.) Joao Batista Coelho, casado com D. Quiteria Rosa do Amaral.
2o.) Joaquim Bento Coelho, casado com D. Antonia da Silva Neto
3o.) Antonio Paulino Coelho, casado com Julia Salles Coelho – moradores de Guanhaes.
4o.) Jose Batista Coelho, casado em primeiras nupcias com Maria Marcolina Coelho e em 2a. com Virginia Marcolina Coelho.
5o.) Francisco Batista Coelho, casado em 1a. nupcias com sua sobrinha Maria Coelho do Amaral e em 2a. com outra, Maria Coelho de Oliveira.
6o.) Virginia Honoria Coelho, casada com Antonio Candido de Oliveira.
7o.) Sebastiana Honoria Coelho, casada com Joaquim Nunes Coelho (Quinzote).
8o.) Ana Honoria Coelho, casada com Candido Coelho de Oliveira.
9o.) Antonia Honoria Coelho, casada com Pedro Marcal de M. Barbalho.
10o.) Emigdia Honoria Coelho, casada com Amaro de Souza.
11o.) Marcolina Honoria Coelho, casada com Demetrio Coelho de Oliveira (Residentes em Coroacy).
12o.) Maria Honoria Coelho, casada com Jose Pereira da Silva (Guanhaes). Seus descendentes sao em calculo aproximados a 24.000.

FAMILIA NUNES COELHO

Tenente Joaquim Nunes, casado com dona Francisca Eufrasia de Assis. Tiveram os seguintes filhos:

1o.) Euzebio, morreu crianca.
2o.) Joaquim Nunes Coelho (Quizote), casado com sua prima D. Sebastiana Honoria Coelho.
3o.) Emigdio, casada com Camila Maria da Paixao.
4o.) Lino, morreu solteiro.
5o.) Rita, casada com Marcos Xavier Caldeira.
6o.) Antonio, casado com Imidia de Magalhaes Barbalho.
7o.) Miguel, casado com D. Ambrosina de Magalhaes Barbalho.
8o.) Joao, casado com D. Petronilha de Magalhaes Barbalho.
9o.) Luiza, casada com Luiz Furtado Leite. Calcula-se em 10.500 os seus descendentes.

ANTONIO RODRIGUES COELHO OU ANTONIO COELHO DA ROCHA

Nota Explicativa: Antes de iniciarmos a relacao da Familia Rodrigues Coelho, devemos esclarecer ao leitor que o To. Joao Batista Coelho e Antonio Rodrigues Coelho eram irmaos e ambos Coelho da Rocha. O 1o. passou a assinar-se Batista Coelho porque nasceu a 24 de Junho, dia em que se comemora a festa de Sao Joao Batista. O 2o. passou a assinar-se Rodrigues Coelho porque, naquela epoca, era costume os afilhados tomarem o so-

– 118 –

brenome dos padrinhos. E o seu padrinho de batizado foi um portugues chamado Rodrigues. Antonio Rodrigues Coelho casou-se com D. Marcolina Borges do Amaral, FILHOS:

1o.) Dr. Antonio Rodrigues Coelho Junior, casado com D. Rita de Sales Coelho (Belo Horizonte).
2o.) Joao Rodrigues Coelho, casado com D. Olimpia Coelho do Amaral.
3o.) Lindolfo Rodrigues Coelho, casado com D. Marcolina Nunes Coelho (Gos).
4o.) Altivo RodriguesCoelho, casado com Vitalina Nunes Coelho (Gos).
5o.) Maria Josefina, casada com Pio Nunes Coelho.
6o.) Luiza Marcolina Coelho, casada com Emidio Ferreira da Silva (Gos).
7o.) Jose Rodrigues Coelho, casado com Maria Pereira da Silva
9o.) Daniel Rodrigues Coelho, casado com Marina Coelho de Oliveira
10o.) Benjamim Rodrigues Coelho, casado com D. Julia Coelho do Amaral
11o.) Maria Marcolina Coelho, casada com Jose Batista Coelho, falecendo a 1a., veio o mesmo a casar-se com sua ima 12o) Virginia Marcolina Coelho
13o.) Maria Carmelita Coelho, casada com Simao Batista Coelho,

Casou-se em segundas nupcias com Virginia Campos Nelson, natural de Diamantina. Do segundo matrimonio nao teve filhos. Calcula-se em 4.500 descendentes.

FAMILIA MAGALHAES BARBALHO

Marcal de Magalhaes Barbalho, casado com Eugenia Eufrasia Coelho da Rocha, tiveram os seguintes filhos:

1o.) Marcal de Magalhaes Barbalho, casado com D. Hercilia Coelho de Andrade.
2o.) Pedro Marcal de Magalhaes Barbalho, casado com Antonia Honoria Coelho.
3o.) Petronilha, casada com Joao Nunes Coelho
4o.) Ambrosina, casada com Miguel Nunes Coelho
5o.) Candida, casada com Joao Batista de Magalhaes
6o.) Quiteria, casada com Joaquim Pacheco
8o.) Imigdia, casada com Jose Nunes Coelho.

D. Hercilia nasceu em Guanhaes, filha de Joaquim Coelho de Andrade e Joaquina Umbelina da Fonseca. Calcula-se em 8.000 os seus descendentes.

FAMILIA CAMPOS

Antonio Ferreira Campos Baguary (assim chamado por sugestao do Juiz de Direito do Serro, devido ao grande numero de homonimos quando em juri funcionava). Casado com a professora D. Augusta Rabelo Campos, de Sao Joao Evangelista. FILHOS:

1o.) Dr. Jose Augusto Campos do Amaral, casado em 1a. nupcias com Graziela de Brito; em segunda com Castorina Russo.
2o.) Cel. Olavio Campos do Amaral

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casado com D. Raimunda Xavier
3o.) Maria das Dores Campos do (irma S. V.)
4o.) Atenagoras Campos do Amaral, com D. Maria da Conceicao Nascimento
5o.) Maria Salome Campos do Amaral, casada com Francisco Coelho Sobrinho
7o.) Washington Campos do Amaral, casado com D. Iria Muzzi
8o.) Luiz Campos do Amaral, casado com D. Maria Smith
9o.) Joaquim Campos do Amaral, casado com D. Maria Xavier
10o.) Francisco de Assis Campos do Amaral, casado com D. Carmem Orsini

Faleceram 4. Calcula-se em 380 descendentes.

CONTINUACAO DA FAMILIA CAMPOS

Manoel Ferreira Campos, casado (irmao de Antonio Campos Baguari) com D. Clementina Marcos de Jesus. Tiveram os seguintes filhos:

1o.) Jose Ferreira Campos, casado com D. Jovelina Rabelo Campos
2o.) Josefino Ferreira Campos, casado com D. Maria Salome Rabelo
3o.) Joao Ferreira Campos, casado com D. Maria da Cunha
4o.) Maria Campos, casada com Simao Caldeira
5o.) Francisco Ferreira Campos, casado com D. Maria Pacifica dos Santos, casado em 2a. nupcias com Maria Candida de Jesus (TIA) nao deixou filhos do 2o. matrimonio.
6o.) Joaquim Ferreira Campos, casado com D. Enedina Coelho de Lacerda.

Calcula-se em 700 descendentes.

FIRMIANO FERREIRA CAMPOS (IRMAO DOS JA CITADOS)

Era casado com Teresa Barreto. Filhos:

1o.) Jose Campos
2o.) Maria Campos Moreira, casada com Joaquim Moreira
3o.) Josafa Ferreira Campos.

seus descendentes nao ultrapassam a 500.

FAMILIA COELHO DE OLIVEIRA

Candido de Oliveira Freire, vulgo (Candixinho), era casado com D. Ana Maria Coelho e tiveram os seguintes filhos:

1o.) Bernardino Coelho de Oliveira, casado com D. Carmelita Pacheco.
2o.) Celina, casada em 1a. nupcias com Jose Pacheco e em 2a. com Benedito Marques Viana.
3o.) Fernando Coelho de Oliveira, casado com D. Luiza de Souza.
4o.) Marina (Nenem), casado com Daniel Rodrigues Coelho
5o.) Otavio, casado tres vezes: 1a. com Francisca Nunes Coelho; 2a. com Ifigenia Gloria; 3a. com Luzia Nunes Coelho.
6o.) Jose Candido Coelho, casado com D. Maria Marcolina Coelho
Irmaos de Candido de Oliveira

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FREIRE

2o.) Antonio Candido de Oliveira, casado com D. Virginia H. Coelho
3o.) Joao Candido de Oliveira, casado em 1o. matrimonio com D. Maria Pinto Coelho; 2o. com D. Estefania Cafe
4o.) Joaquim Candido de Oliveira, casado com Ana Pinto Coelho
5o.) Quiteria, casada em 1o. matrimonio com Afonso Coelho de Oliveira e em 2o. com Joao Neto.
6o.) Maria Teresa, casada com Leonel Coelho de Oliveira
7o.) Maria Candida, casada com Alexandre, vulgo Alexandre Pelado.

Nota: Sendo D. Ana Maria Coelho, filha de Joao Batista Coelho, nao ha necessidade de relatar os nomes de seus irmaos. Basta consultar Familia Batista Coelho. Descendentes – 1.000

FAMILIA BATISTA DE MAGALHAES

Joao Batista de Magalhaes (Joao Domingos) era casado com D. Candida de Magalhaes Barbalho. Tiveram os seguintes filhos:

1o.) Joao de Magalhaes Junior, casado com Alda de Magalhaes Barbalho.
2o.) Eliezer de Magalhaes – solteiro
3o.) Emidia de Magalhaes – casada com Evencio Batista Coelho
4o.) Wilson de Magalhaes, casado com Maria Julia Pacheco
5o.) Davina de Magalhaes, casada com Jose Coelho Junior
6o.) Getulio de Magalhaes – solteiro
7o.) Maria de Magalhaes, casada com Sinval Rodrigues Coelho
8o.) Candida de Magalhaes, casada com Jose de Magalhaes Barbalho
9o.) Gastao de Magalhaes, casado com Julita Coelho (G. Valadares)

FAMILIA PEREIRA DO AMARAL

Ernesto Pereira do Amaral, natural de Sabinopolis, casado com D. Imidia da Silva Neto (Guanhaes) aqui se estabeleceram e construiram numerosa familia.

1o.) Levi, casado com D. Julia da Silva Coelho
2o.) Artur Pereira, casado com D. Maria Nunes Leite
3o.) Aureo Pereira, casado com D. Petrina Nunes Coelho
5o.) Antonio Pereira, casado com Otavia Coelho
6o.) Joao, falecido solteiro
7o.) Ernesto, casado em 1a. nupcias com Dalila Coelho e em 2a. com Tereza Pereira
8o.) Padre Jose Pereira do Amaral, vigario

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de Pecanha.
9o.) Marcolina Pereira do Amaral, casada com Jose Batista Sobrinho
10o.) Amalia, casada com Joao Batista Coelho Neto
11o.) Rosalia, solteira, falecida
12o.) Maria, solteira
13o.) Zilda, solteira
Eram irmaos do Sr. Esnesto Pereira do Amaral, Quiteria Rosa, casada com o Sr. Joao Batista Coelho Junior; Maria Rosa, casada com o Sr. Eloy Perpetuo; Rosa, casada com o Sr. Bento Fernandes de Almeida (DIVINO); Antonio Pereira do Amaral, casado, casado com Maria Pereira do Nascimento (DIVINO).
Descendentes – 600

FAMILIA PERPETUO (IRMAOS PERPETUO)

1o.) Joaquim Perpetuo – casado com D. Julia Nunes
2o.) Francisco Perpetuo – casado com Querobina (Sia Bininha) Pecanha
3o.) Eloy Perpetuo – casado com D. Maria Rosa do Amaral (Sia Biquita)
4o.) Jose Perpetuo – casado com Antoninha
5o.) Antonio Perpetuo – casado com Eliza de Souza (Gonzaga)
6o.) Carlos Perpetuo – morreu solteiro
7o.) Joao Perpetuo – casado com Eulina Coelho de Lacerda

Descendentes – 1.250

FAMILIA CUNHA MENEZES

Jose da Cunha Menezes casado com Maria Tereza Severino. FILHOS:

1o.) Joaquim, casado com D. Enedina Borges de Menezes (DIVINO)
2o.) Joao, casado em 1o. matrimonio com D. Eva Nunes e em 2o. com D. Emidia Nunes
3o.) Liberalino – faleceu casado com D. Adalgisa (Gigiu) Dias de Andrade
4o.) Jose, casado com D. Heloina (DIVINO)
5o.) Luiz, casado com R. Regina (DIVINO)
6o.) Sebastiao (Betica), casado em 1a. nupcias com Nenem
7o.) Olimpia, casada com Antonio Nunes da Silva
8o.) Altina – faleceu solteira
9o.) Maria, casada com Durval Nunes
10o.) Francelina, casada com Francisco Matias.

Descendentes: 1.300

FAMILIA LACERDA

Januario Coelho de Oliveira casado com Ilidia Augusta de Lacerda. FILHOS:

1o.) Eloy Coelho de Lacerda, casado com Augusta Candido de Jesus
2o.) Joao Coelho de Lacerda, casado com Ambrosina Candida de Jesus
3o.) Enedina, casada com Joaquim F. Campos

– 122 –

4o.) Paulo Coelho de Lacerda, casado com Manoela Augusta de Lacerda
5o.) Jose Coelho de Lacerda, casado com Joaquina Candida de Jesus
6o.) Eulina Coelho de Lacerda, casada com Pedro Alves Pereira (antigo Pedro Catolico)
7o.) Filoteia Coelho de Lacerda, casada com Cristovao
8o.) Maria Augusta casada com Paulo Gomes

Descendentes: 2.800

JOSE JOAQUIM DA SILVA (GUARDA-MOR)

Era casdo com D. Modesta Carolina de Souza. FILHOS:

1o.) Ambrosina casada com Domingos Borges da Silva
2o.) Juscelina carolina da Silva casada com Sebastiao Caldeira
3o.) Antonio casadao com Olimpia da C. Menezes
4o.) Arminda casada com Joaquim Nunes Coelho
5o.) Julita casada com Joaquim Nunes Coelho
6o.) Joel casado com Maria (Sinha)
7o.) Jose – Guardamor – casado com Francisca Caldeira
8o.) Julia – casada com Joao Nunes
9o.) Maria casada em 1a. nupcias com Dimas Pereira e em 2as. com Jose Teixeira Junior (Teixeirinha)
10o.) Juscelino casado com Maria Gomes (Maria Sape)

Descendentes: 1.500

FAMILIA PACHECO

Joaquim Pacheco casado com Quiteria de Magalhaes Barbalho
1o.) Jose Pacheco, casado com D. Celina Coelho de Oliveira
2o.) Carmelita casada com Bernardino Coelho de Oliveira
3o.) Alice Pacheco (solteira)
4o.) Tiers (solteiro)
5o.) Maria Julia, casda com Wilson de Magalhaes Barbalho
6o.) Dulce, casada com Aquiles Batista Coelho
7o.) Gil Pacheco, casado com D. Maria Vieira de Magalhaes
8o.) Julia, casada com Jose Claro Coelho
9o.) Carlota, casada com Jeronimo Figueiredo

Descendentes 840

FAMILIA DIAS DE ANDRADE

Francisco Dias de Andrade, casado com a professora D. Celestina Cristina de Souza. Vieram de Diamantina mais ou menos em 1894. Desse matrimonio nasceram os seguintes filhos:

1o.) Francisco Dias de Andrade Junior, casado com a professora Maria Clara Nunes Rabelo.
2o.) Maria Dolores de Andrade, casada em primeiras nupcias com Raimundo Pereira dos Santos e em segundas com Francisco.
3o.) Jose Dias

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de Andrade – morreu solteiro

Do segundo matrimonio com D. Ana Maria de Andrade

4o.) Ari Dias de Andrade casado com D. Maria Magalhaes em primeiras nupcias, em segundas, com D. Honorata Magalhaes, irma da primeira.
5o.) Maria Filomena de Andrade, professora, casada com o Dr. Benjamim Constant de Arruda Coutinho, autora desta Historia de Virginopolis.
6o.) Djair Dias de Andrade, casado com D. Neide de Araujo Mafra (S. Jose do Divino)
7o.) Adir Dias de Andrade – solteiro
8o.) Ciro Dias de Andrade – (fal.) – casado com D. Palmira Machado (Diamantina)
9o.) Violeta Dias de Andrade, casada com Alexandre Olegario de Andrade (Governador Valadares)
10o.) Clovis dos Santos Andrade, casado com D. Elisa de Almeida (Juiz de Fora)
11o.) Rubens Dias de Andrade, casado com D. Ana Ferreira Nunes

De Diamantina vieram as irmas de Francisco Dias de Andrade:

1o.) Julia Dias de Andrade casada com Pedro Alves Pereira Junior (Pedrinho Catolico)
2o.) Maria Lucia de Andrade, casada com Jacinto Olegario
3o.) Alexandre Dias de Andrade, solteiro faleceu em Diamantina
4o.) Adalgisa Dias de Andrade, casada em primeiras nupcias com Liberalino da Cunha Menezes e em segundas com Agapito de Azevedo

Mais tarde veio estabelecer-se em Virginopolis o casal Julio Izidoro da Costa e Honorina Dias de Andrade (esta tambem da irmandade acima).

Da familia so ficou residindo em Diamantina o Sr. Joao Dias de Andrade casado com D. Maria dos Anjos da Mata Machado. Ambos falecidos.

Descendentes de Francisco Dias de Andrade – 180

LINO DE SOUZA

Os irmaos Lino de Souza sao dos mais antigos que se estabeleceram em Patrocinio de Guanhaes. Eram eles:

Honorio Lino, casado com Rosa
Rafael Lino, casado com Vicencia Thomas
Camila Lino, casada com Amancio Borges
Jose Lino, casado com Julia (Iaia)
Edwirges – Solteira
Romualda – Solteira
Maria (Sia Cota) – Solteira
Edwiges faleceu aos 108 anos

Contava que veio com 12 anos de idade para Patrocinio. Conheceu Patrocinio com suas primeiras e raras casas.

Descendentes: 800

– 124 –

FAMILIA LEITE

Antonio Furtado Leite casado com Joaquina Antonia Ferreira tiveram os seguintes filhos, os quais vieram de Barao de Cocais para residirem em Patrocinio e aqui constituiram grandes familias.

1o.) Ana Furtado Leite, casada com Francisco da T. Arruda
2o.) Modesto, casado com Valeriana Leite
3o.) Altina, casada 2 vezes: primeiro marido chamava-se Luiz Mestre, o segundo Antonio Tadeu
4o.) Francisco Furtado Leite, casado com America Nunes Coelho
5o.) Luiz Furtado Leite, casado com Luiza Nunes Coelho (Sapucaia).

Descendentes: 1.300

FAMILIA CHAVES

Francisco Chaves, casado com D. Joana Chaves tiveram os seguintes filhos:

1o.) Maria, casada em 1as. nupcias com Lourenco, em 2as. com Antonio.
2o.) Etelvina, casada com Jose Xavier (Coroacy)
3o.) Prudencia, casada com Francisco Nogueira (Paquinha)
4o.) Matilde, casada com Jose Rodrigues (Coroacy)
5o.) Olivia, casada com Jose Bento Coelho (G. Valadares).
6o.) Raimundo, casado com Maria Sabino

Foi o Sr. Francisco Chaves – vulgo Chico Carreiro, quem construiu a primeira casa moderna de Patrocinio. Tambem a 1a. maquina de limpar cafe era de sua propriedade. Em calculos, 700 descendentes.

– 125 -”

 

 

03. COMENTARIOS

FAMILIA GOMES DE BRITO (+ FERREIRA, SOARES, SOUZA E CARVALHO):

Nada tenho a comentar. Entre a geracao do sr. Felix Gomes de Brito e dos filhos dele deve haver outras tres ate chegar `as pessoas que conheci. Sei que o senhor Adail Galdino, que faleceu nao muito tempo atras, descende deles. E a Gracinha, filha dele, casou-se com o Flavio Jason Figueiredo de Oliveira que descende de alguns dos troncos acima apresentados. Os filhos deles, entao, serao agraciados com quase toda a Historia de Virginopolis, literalmente.

Felix Gomes de Brito tornou-se nome da rua mais central da Cidade de Virginopolis. Eh aquela que liga a Praca da Matriz `a Praca dona Augusta Campos. Segundo o Flavio, a ex-prefeita dona Cida Morais Ribeiro instalou na casa do sr. Adail a placa de identificacao da rua. A casa em que o sr. Adail morou por ultimo eh uma que substitui `a antiga, onde residiram os tios Otacilio de Magalhaes Barbalho e Maria Jose (Zeze).

Estou renovando este texto e agora tenho uma evidencia que podera identificar mais pessoas da descendencia do sr. Felix Gomes de Brito. Foi conversando com o amigo Airton Ferreira via facebook que ele foneceu-me alguns dados da familia dele. Em nossa epoca de crianca e juventude em Virginopolis os irmaos e primos dele faziam parte dos meus companheiros de escola e futebol.

Eles, como nos e todo mundo, fazemos parte de um grupo de familias, ou melhor, fazemos parte de uma familia composta de diversos sobrenomes. Ele inclusive tem um primo irmao, Ronaldo Ferreira Generoso, casado com minha prima Sandra Batista Coelho. E os lacos acabam aproximando todos, fazendo de nos uma unica familia.

Mas o interessante de nossa conversa passou tambem pela genealogia. E ele contou-me os nomes de antepassados deles ate seus bisavos, segundo a sequencia:

Hely Ferreira Pinto – Maria Teresa de Jesus Ferreira
Pedro Ferreira Pinto – Ana Nunes Ferreira
Francisco Inacio da Silva – Ana Galdina Pinto

dona Ana Nunes Ferreira era filha de:

Henrique Nunes Gomes – Mariana

Pelo lado materno a sequencia foi esta:

Maria Teresa de Jesus Ferreira – Hely Ferreira Pinto
Nestor Maria Generoso – Maria Teresa de Jesus
Carlos Generoso

Nao tinha o nome da bisavo materna. E dona Maria Tereza de Jesus foi filha de Manoel Mendes, mas nao se recordou da esposa.

Claro, se ampliarmos este breve diagrama da familia, com os irmaos do senhor Hely e da dona Maria Teresa e os irmaos dos pais de ambos, alem de toda descendencia deles, teremos outros poucos milhares de pessoas a anotar. Atualmente, ao que me recorde, as pessoas mais conhecidas que ainda permanecem em Virginopolis sao as da familia do senhor Manoel Generoso, irmao da dona Maria Teresa. Assim, fica esta dica para os amigos mais novos da familia saberem se localizar melhor.

Mas o ponto que levanto aqui eh o nome da bisavo Ana Galdina Pinto. Este Galdina, nao sei dizer se sobrenome ou apelido, esta ligada `a descendencia do senhor Felix Gomes de Brito, como as pessoas por Maria Filomena lembradas e seo Adail Galdino, mencionado por mim. Alem disso ha o nome do bisavo Henrique Nunes Gomes, que pode dar outro vinculo com a familia, possibilitando o casamento de prima com primo.

Como dona Maria Filomena enganou-se algumas vezes, talvez e somente talvez, a dona Ana, apontada como filha do senhor Felix, casada com Raimundo Ferreira, poderia ser dona Ana Galdina e a autora ter-se enganado na identidade do marido. Contudo, tem tambem a possibilidade de que ela estivesse certa e ai cabe a hipotese de que o senhor Francisco Inacio da Silva fosse filho do senhor Raimundo e dona Ana.

Ressalve-se que em 1839 o senhor Felix Gomes de Brito ja habitava a area do centro da cidade, pois, cedeu o terreno para igreja e cemiterio. Pode ser que os filhos ja fossem casados, dai havendo espaco de tempo habil para o senhor Francisco Inacio ter sido neto.

O Airton observou que ele assinava “da Silva” mas era um legitimo “Ferreira”. `Aquela epoca era normal as pessoas adotarem sobrenomes de avos ao inves dos paternos. E a esposa do senhor Felix Gomes de Brito se chamava Maria de Sao Jose da Silva, o que indica que tinha antepassados com este sobrenome. Eh possivel que dona Maria Filomena nao tenha se recordado para identificar estes parentes do patriarca da cidade por causa de eles descenderem por vias femininas. Frequentemente a gente comete enganos em relacao a isso porque na maioria das vezes os sobrenomes que ficam sao os paternos.

Assim, sera possivel que muitos membros de Familias Ferreira em Virginopolis e regiao tenham os ancestrais comuns: dona Ana e senhor Raimundo Ferreira. Embora, ha que se ressaltar que houve introducao de outros Ferreira que parecem nao estar relacionados. Entre eles estao os Ferreira Campos, os Ferreira Rabello e outros. Diga-se de passagem, nao eh atoa que Ferreira eh um dos nomes mais comuns em todo lugar que se vai. A Familia Barbalho de Virginopolis teve a ancestral, Genoveva Nunes Ferreira (ou talvez Filgueiras). Embora essa ancestral tenha nascido provavelmente antes de 1770. E todas as familias devem ter la seus ancestrais com as assinaturas mais comuns no pais.

Um bom incentivo para continuarmos procurando nossas raizes eh que talvez possamos uni-las a personalidades historicas desde o inicio de Minas Gerais. Um dos descobridores do ouro na Cidade do Serro foi o bandeirante Antonio Soares Ferreira. Ele era natural de Guarulhos em Sao Paulo e junto com ele estava tambem o Gaspar Soares. Nao sei dizer agora se havia parentesco entre eles, mas eh provavel que sim. E deveriam ter muitos outros membros da familia na bandeira.

O Gaspar Soares esteve presente tambem no encontro do ouro em Morro do Pilar. E antes deste nome a cidade era conhecida como Morro do Gaspar Soares. Em Virginopolis temos tambem a Familia Soares Ferreira e Soares com outras combinacoes. Todos tem la seus membros entrelacados com os Coelho, os Barbalho e as outras familias mais antigas locais. Seria otimo sabermos o quanto mistudadas ja andavam estas familias desde os tempos coloniais.

Um bom endereco para encontrarmos informacoes a respeito do bandeirante Antonio Soares Ferreira eh o: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Soares_Ferreira. Do Gaspar Soares pouco se fala na internet, porem, ele eh o inicio de todo historico de Morro do Pilar, como o que se encontra no endereco: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/minasgerais/morrodopilar.pdf.

Entre os outros Ferreira que talvez tenham comeco, em Virginopolis, nas primeiras familias moradoras do municipio esta a dos senhores Ze Simao e dona Regina. Residiram eles na casa que fora do bisavo Joao Rodrigues Coelho e sua segunda esposa Melita. A casa foi recentemente demolida e ficava de frente para a Igrejinha Velha, atual rodoviaria, na Rua Sao Jose. Foram pessoas que deixaram vasta descendencia, que esta em parte misturada com os Coelho e outras familias antigas.

Os nomes dos patriarcas eram Jose (Ze Simao) Goncalves de Souza, filho de Ancelmo de Souza Ferreira e Maria Goncalves Chaves. Dona Regina Silveira da Silva foi filha de Francisco Joaquim Ferreira e Maria Inez de Jesus.

Salvo engano, dona Regina era irma do senhor Efigenio Henrique e espero ter oportunidade de encontrar-me aqui com o meu vizinho Denis do Efigenio Henrique para coletar maiores informacoes da familia. Somos vizinhos de condominio mas dificilmente nos encontramos no inverno por causa das condicoes insalubres do tempo. Outra pessoa que deve pertencer `a irmandade era dona Geraldina Ferreira de Carvalho, esposa do senhor Raimundo (Raimundo Bento) Barbosa de Carvalho. Estes sao pais de outros amigos de infancia nossos. Os primeiros nomes dos filhos sao: Regina, Renilda, Adir, Adirson, Adivan, Amasio, Amir, Aroldo, Aurelio e Jose Edmundo. A cidade inteira os conhece ou ouviu falar neles.

A Familia Silveira esta tambem entre as primeiras a povoar a regiao do Serro. Embora dona Regina tenha nascido em Braunas, sera possivel que encontremos outros ramos entre a parentalha. O importante aqui eh assinalar, antes de encontrarmos os vinculos com outros familiares, que os patriarcas Ze Simao e dona Regina foram pais da Madalena, primeira esposa do Everardes Rodrigues Coelho; do Raimundo Ferreira de Souza (Raimundo Simao) e Francisco Ferreira de Souza (Chico Simao). Filhos dos dois irmaos se agregaram `a Familia Coelho e, talvez, o Ferreira seja o mesmo de dona Ana e seu marido: Raimundo Ferreira.

A presenca do senhor Raimundo Barbosa de Carvalho lembra-me a necessidade de juntar-se a ele a parentalha. Sei que ha relacao parental entre o “Dodo Cebola”, ou a esposa deste com dona Petrina Carvalho, esposa do Jose Gomes Lessa, o Ze Padeiro. Acredito que todos tenham relacoes parentais. Ja adiantei a postagem da familia da dona Petrina e seo Ze. Uma regalia que pude aproveitar por eles terem sido os eternos vizinhos `a esquerda da casa de meus pais. Assim usei as relacoes matrimoniais de filhos para incluir o restante da familia.

Quando encontrarmos as outras informacoes ficarao facilitadas as ligacoes que proporcionarao a reuniao da familia Carvalho num tronco solido.

Ha aqui que salientar. Talvez encontremos a ligacao do nucleo virginopolitano do Carvalho com diversos outros em outras cidades como Guanhaes, Sao Jose do Jacuri e Sao Pedro do Suacui. E ate mesmo com a raiz mineira mais antiga da Familia Barbalho, pois, houve o casamento do ancestral Manoel Vaz Barbalho com Josepha Pimenta de Carvalho. Eles sao patriarcas de ramos das Familias Pimenta, Barbalho e muitas outras. Espera-se que haja alguem que tenha preservado o sobrenome Carvalho e o multiplicado em algum lugar da regiao.

FAMILIA BATISTA COELHO OU JOAO COELHO DA ROCHA:

No inicio ha uma pequena gafe ao trocar o nome do sr. Gabriel Sebastiao Soares por Gabriel Coelho Soares. Nao sei se o sr. Gabi, como era conhecido, tinha Coelho entre os ancestrais dele. Ele e o irmao eram conhecidos por Gabi Gilberto e Chico Gilberto. Imagino que o pai se chamasse Gilberto. Existem alguns ramos da Familia Coelho que nao foram acompanhados, dai a possibilidade de eles serem Coelho sem isso ter chegado ao meu conhecimento. Caso alguem tenha maiores informacoes, estou aguardando para recolhe-las.

P.S. Eram sim filhos do senhor Gilberto Coelho da Silva e dona Marciana Soares de Souza que tem Historia interessante em Virginopolis. No capitulo: Todos os Coelho de Virginopolis, abaixo, no subtitulo Coelho da Silva, compartilho o que ja encontrei.

Ao analisar o familiar numero 7, Sebastiana, ha um engano no apelido do marido que se tornou Quinsoh e nao Quinzote. Eh possivel que tenha evoluido do segundo para o primeiro quando ele tornou-se adulto.

A informacao de que Marcolina Honoria Coelho e Demetrio Coelho de Oliveira foram residentes fundadores de Coroacy apenas consagra o que eu ja havia encontrado na Historia daquele municipio. Nela ele eh mencionado como fundador, mas nao eh dito com quem se casara. Dai eu ainda nao ter consagrado isso como inteiramente certo.

O numero de 24.000 descendentes nao deve ter fundamento para aquela epoca. Atualmente nao tenho a menor ideia. Porque nao temos o acompanhamento completo, inclusive, a familia da tia Marcolina tornou-se desconhecida em nosso computo. Alem disso os casamentos entre os descendentes das mesmas pessoas foram tantos que se nao se prestar a devida atencao poderiamos contar as mesmas pessoas muitas vezes. Ela provavelmente desejava escrever o numero 2.400.

FAMILIA NUNES COELHO:

Aqui ela repete o apelido Quinzote para o Quinsoh.

Novidade para mim foram os nomes do marido da Rita, Marcos Caldeira Xavier, e da esposa do Emigdio, Camila Maria da Paixao. Nao tinha estes dados e, em consequencia, nao tenho acompanhamento genealogico deles. Eh possivel que hoje tenhamos que coletar mais de 5.000 nomes de descendentes, somente destes dois casais. Pena que ela nao relacionou os nomes dos filhos, o que facilitaria o nosso trabalho, pois, eh provavel que os tenhamos conhecido ou ouvido falar deles.

Ela se engana ao dizer que Antonio casou-se com Imidia de Magalhaes Barbalho ja que foi o Jose. Mas ao mesmo tempo confirma uma suspeita antiga minha de que o Jose da tia Emigdia era ele. Ao substituir o nome do Jose pelo de Antonio, que nao existia, ela omitiu o nome do Altino. Assim, ficamos sem saber se este se casou ou nao e, se positivo, onde encontraremos os descendentes deste nos dias de hoje.

Ha algum tempo eu havia consultado a Ivania a respeito da minha suspeita a respeito do Jose da tia Emigdia ser o filho dos tios Joaquim e Francisquinha e ela nao soube me responder. Isso porque ela, na introducao do “Historico de: Antonio Rodrigues Coelho”, havia feito essas afirmativas:

“5) 2 casos de filhos cujos: 3 irmaos casaram-se com 3 irmaos:

1o. caso: Os filhos Joao R. C., Benjamim R. C. e Ma. Carmelita casaram-se com os irmaos Olimpia, Julia e Simao. Filhos de: Joao Batista Coelho Junior e Quiteria Rosa do Amaral.

2o. caso: Os filhos Lindolpho R. C., Altivo R. C. e Josephina casaram-se com os irmaos Marcolina, Vitalina e Pio Nunes Coelho. Filhos de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria.”

Perguntei a ela se por acaso este Clemente Nunes Coelho nao seria o mesmo que cerca de 3 decadas antes de ser pai destes nossos tios seria o mesmo pai de: Prudencio, Antonio e Maria Honoria Nunes Coelho (pagina 221). A Maria Honoria entra em nossa Arvore como a esposa do Ten. Joao Batista Coelho, um dos fundadores de Virginopolis e incluido na presente relacao genealogica. Nao se sabe quem foi a mae destes filhos. Sabe-se que a Maria Honoria era bem morena, levando `a possibilidade de ela ser mulata ou miscigenada.

Ha numa Historia de Guanhaes, no site da prefeitura, a mencao a um escravo forro que foi o primeiro morador do Bairro Morro do Cruzeiro, cujo nome era Prudencio. E por o nome Prudencio ser comum entre a descendencia Nunes Coelho, talvez haja a possibilidade dele ser avo da Maria Honoria. Especialmente se teve por companheira uma pessoa de origem indigena. Isso poderia explicar tracos mistos na descendencia do Joao Batista e Maria Honoria, onde existem pessoas morenas de cabelos corridos e pequenas lembrancas de tracos orientais. Isso pode ser apenas especulacao mas, talvez, algum dia ficara esclarecido.

A Ivania nao soube responder-me tambem. E acredito que ninguem conseguira faze-lo se nao fizer uma pesquisa bem detalhada ou se encontrar algum escrito justamente confirmando ou negando que o Clemente pai dos tres no inicio do seculo XIX era o mesmo ou diferente pai dos tres que nasceram no terceiro quarto do mesmo seculo. Ha possibilidade existe em ambos os casos.

Na mencao, a Ivania nao levou em consideracao outra “trindade” entre os filhos do trisavo Antonio Rodrigues Coelho. A filha dele, com outra mulher, tia Julia Salles Coelho mais Maria Marcolina e Virginia Marcolina casaram-se na mesma familia. Mas com outro diferencial. A primeira casou-se com Antonio Paulino e as outras duas foram as esposas do mesmo Jose Batista Coelho, ou Ze Coelho. No caso, os dois maridos eram filhos do Joao Batista e Maria Honoria.

O melhor da presente Historia eh que dona Negra confirmou uma duvida que eu tinha. O Jose, marido de Emigdia de Magalhaes Barbalho eh o filho dos tios Joaquim e Francisquinha. Alem disso formam outra trilogia, nao mais entre a descendencia do Antonio R. Coelho, mas entre a descendencia Nunes Coelho e Magalhaes Barbalho. Isso porque Joao e Miguel se casaram respectivamente com Petronilha (tia Pitu) e Ambrosina (tia Sinha). Eu tinha duvida quanto a isso porque no livro da Ivania a informacao era a de que o Jose da Emigdia assinava Coelho Nunes e nao Nunes Coelho. Poderia, entao, ser de outra familia. Ou de outro membro da familia Nunes Coelho que nao os pais dele.

Resolvida esta questao, comecam as preocupacoes. Assim, fica constatado que desde o inicio muitas pessoas na familia se tornaram descendentes simultaneamente dos 4 irmaos: Francisca Eufrasia de Assis, Eugenia Maria da Cruz (chamada de Eugenia Eufrasia Coelho da Rocha pela dona Filomena), Joao Batista Coelho e Antonio Rodrigues Coelho. Dona filomena faz a observacao de que os dois sao irmaos mas nao menciona as duas. Para complicar, Joaquim Nunes Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho eram tio e sobrinha.

Claro, da forma como se deu o povoamento daquelas terras anteriomente consideradas virgens, ja que, infelizmente, nao se levava em conta a presenca indigena, e devido ao pequeno numero de habitantes iniciais, alem da ignorancia para os riscos, os sucessivos casamentos intrafamiliares eram quase inevitaveis. Foi provavelmente uma sorte a familia ter acompanhado o movimento migratorio que continuou ao longo do seculo XX, se espalhando pelo mundo para evitar mais consanguindade. Como diz o ditado: “Ate o que eh bom, demais, torna-se veneno!”

O acompanhamento genealogico que temos das Familias Coelho, Nunes Coelho e Magalhaes Barbalho esta acessivel via http://www.geneaminas.com.br e http://www.ancestry.com (disponivel para associados no ancestry).

ANTONIO RODRIGUES COELHO OU ANTONIO COELHO DA ROCHA

Na nota explicativa dona Filomena comete um engano ao falar a respeito do sobrenome Rodrigues Coelho. Tia Ruth, filha do Ze Coelho, escreveu no prefacio do livro: “Arvore Genealogica da Familia de Jose Batista Coelho”, de autoria dela e da filha Mariza (Preta) Martins Coelho: “Meus avos paterno, Joao Batista Coelho, materno, Antonio Rodrigues Coelho, eram irmaos, apesar da assinatura um pouco diferente. O primeiro recebeu este nome por ter nascido no dia de Sao Joao Batista, o segundo, para homenagear um tio e padrinho.”

A verdade eh que o Antonio Rodrigues Coelho padrinho aparece tanto no livro “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, do prof. Dermeval Jose Pimenta, quanto no “Arvore Genealogica da Familia Coelho”, da prima Ivania Batista Coelho, com o nome de Antonio Coelho de Magalhaes, filho dos patriarcas, Alferes de Milicia, Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues Rocha. A Eugenia era filha de Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues, talvez, de Magalhaes Barbalho tambem. Sem uma ligacao direta com a Familia “de Magalhaes Barbalho” apresentada pela dona Filomena.

A informacao de que os filhos adotavam as assinaturas dos padrinhos nao procede neste caso. Nem na maioria dos casos que tenho estudado. O que acontecia era de as pessoas serem apenas batizadas, nao havendo necessariamente um registro civil, dai nao portarem sobrenomes ate enquanto nao necessitassem deles. Muitos, ja adultos, assinavam os sobrenomes que lhes conviessem. Por vezes, relembrando antepassados que desejavam homenagear. As mulheres, em boa parte das vezes, se benziam com os santos de suas devocoes como a nossa pentavo do lado Barbalho: Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Assim se explica os nomes dos filhos dos fundadores de Guanhaes, capitao Jose Coelho da Rocha (Jose Coelho de Magalhaes Filho) e Luiza Maria do Espirito Santo, por ordem de nascimento: Jose Coelho da Rocha Neto, Maria Luiza Coelho (Nha Moca), Francisca Eufrasia de Assis, Ana Maria de Jesus (Nha Ninha), Joao Batista Coelho, Eugenia Maria da Cruz, Antonina (fal. crianca) e Antonio Rodrigues Coelho. Esta eh uma das complicacoes do trabalho do genealogista. Como cada um usava um sobrenome diferente, se o pesquisador nao encontrar um documento reunindo a todos, precisa buscar muito para reuni-los na casa dos mesmos pais.

No mais, dona Filomena nao ordenou as pessoas por ordem de nascimento e nao mencionou que Antonio Rodrigues Coelho foi o pai da tia Julia Salles Coelho com Anna Girou Bonefoi, e de tia Emidia Justiniana de Aguiar, com dona Getulia Justiniana de Aguiar. Tia Julia foi a filha mais velha, nascendo antes do casamento dele com Maria Marcolina Borges do Amaral. Tia Emidia nasceu depois do falecimento da matriarca. Ambas foram reconhecidas pelo pai. Tia Julia foi esposa do tio Antonio Paulino e a tia Emidia de Joaquim Leandro Pereira. Parece que este ultimo casal multiplicou-se a partir de Guanhaes mas nao temos a descendencia dele.

FAMILIA MAGALHAES BARBALHO

O nome completo do patriarca na familia era Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho, capitao da Guarda Nacional. Observem que muitos dos patriarcas naquela epoca usavam patentes semelhantes ao das forcas armadas. Mas nao necessariamente pertenciam ao exercito ou `a marinha.

Talvez seja importante fazer essa distincao aqui. A Guarda Nacional foi um instrumento usado pelo Patriarca da Independencia, Jose Bonifacio de Andrada. Antes, haviam as milicias. Eram grupos separados que exerciam funcoes de comandos avancados, porque estavam invadindo territorio indigena e eram armados. Dai se explica a patente de Alferes de Milicia para o portugues, Jose Coelho de Magalhaes. Alias, este era um dos verdadeiros portugueses na familia.

A Guarda Nacional tinha o pressuposto de dar sustento `a monarquia. E este sustento era feito em forma de troca de favores (ou merce de vossa magestade). Por volta de 1822, quando da Independencia do Brasil, varias antigas colonias espanholas estavam conseguindo suas independencias e passando do quadro de monarquia para o de republicas. Os unicos paises nas Americas, alem do Brasil, que possuiram monarquias foram o Mexico e o Haiti. Portanto, Jose Bonifacio estava ciente de que o Brasil seguiria o mesmo rumo, a menos que algo diferente fosse feito.

A base do sistema da Guarda Nacional foi de acordo com a renda anual dos patriarcas de familias. Aqui ha a esperteza do Patriarca da Independencia, pois, definiu faixas de contribuicao para o fisco, dai as patentes eram distribuidas segundo as declaracoes dos individuos. Quem tinha maior renda, teria uma patente mais elevada. O incentivo para quem declarasse era o de que as patentes mais elevadas ganhavam os favores politicos como o de serem nomeadas para os cargos pertinentes `a sua magestade. Assim, os coroneis nomeados tornavam-se verdadeiros donos dos “currais eleitorais”. O detalhe era de que o direito ao voto somente era dado ao homem e que fosse contribuinte. E nisso gracava o nepotismo porque os cargos menores eram distribuidos entre os familiares e os aliados politicos.

A Guarda Nacional tambem tinha um efeito almofada contra os aventureiros ingressos nas forcas armadas. Jose Bonifacio identificou que o “problema” de passagem da monarquia para republica dos paises de colonizacao espanhola estava na forca do exercito mantido pelo monopolio espanhol. Herois das Independencias Andinas como Sam Martim e Simon Bolivar eram membros desta entidade. Portanto, seria perigoso, do ponto-de-vista do Jose Bonifacio, o Brasil manter um exercito muito forte ja que qualquer general com prestigio poderia arvorar-se como caudilho da nacao. Ele tinha o exemplo da Franca, onde a monarquia havia derrapado durante a Revolucao Francesa e o pais caiu em maos do ambicioso Napoleao Bonaparte e, o resto da Historia voces conhecem.

Por volta de 1860 as forcas armadas brasileiras contavam com um efetivo de cerca de 25.000 militares. Em contrapartida, a Guarda Nacional contava com cerca de meio milhao de pessoas. Assim, enquanto os proprios imperadores nao entrassem em conflito com os membros da Guarda Nacional, a monarquia estaria garantida. Os atritos se deram de forma continua. O estopim se deu com a emancipacao dos escravos pela princesa Isabel, a 13 de maio de 1888. Assim os conservadores do movimento republicano que pertenciam `a Guarda Nacional e que se sentiram ofendidos, aliaram-se ao exercito para a Proclamacao da Republica, em 15 de novembro de 1889. Pouco mais de um ano depois.

A Guarda Nacional continuou existindo ate por volta de 1925. Com a urbanizacao do pais e o fortalecimento das forcas armadas, ela foi perdendo a importancia ate que finalmente desapareceu. A longevidade da Guarda Nacional e seus principios explicam em grande parte o atraso, o nepotismo e a corrupcao que imperam ate hoje no pais.

Nao estou aqui querendo dizer que o lado ruim tomou conta de nossos familiares mais antigos, pois que, parece que eles, apesar dos privilegios, procuraram comportar-se de forma mais civilizada que em outras partes do Brasil. Eu indiquei o endereco: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/1621344/pg-12-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-10-04-1898, em minha pagina no Facebook. Ai podemos ver como a Guarda Nacional era organizada na regiao de Guanhaes sendo que a maioria dos membros esta de uma forma ou outra ligada `a Familia Coelho Barbalho. Podem observar que muitos dos nomes apresentados pela breve genealogia no livro da dona Filomena estao ali presentes.

No campo dos Magalhaes Barbalho ela esqueceu-se de acrescentar a tia Julia de Magalhaes Barbalho, que ficou solteira. Como nos outros campos, a ordem dela nao acompanha a ordem de nascimentos.

Fiz apenas breves comentarios em relacao aos familiares Coelho e Magalhaes Barbalho porque temos dados genealogicos muito mais completos deles ja postados nos sitios de genealogia. Tambem, teremos mais discussoes a respeito de suas genealogias nos capitulos mais adiante desta conversacao. Assim sera desnecessario ficar repetindo, ja que nao eh pouca coisa.

FAMILIA CAMPOS

Nao tenho como comentar os dados da Familia Campos no sentido de afirmar que tenho conhecimento disso ou daquilo. Esta parte apresenta geracoes que nao conheci e que muito pouco ouvi falar em minha infancia. Mas ha uma curiosidade no dona Filomena dizer que “casado com a professora D. Augusta Rabelo Campos, de Sao Joao Evangelista.”

Dentre as datas de nascimento de pessoas conhecidas tenho a do Dr. Jose (Dr. Rabellinho) Rabello Campos que eh de 02.11.1904. Este, filho do Jose Ferreira Campos e D. Jovelina Netto Campos (chamada de Jovelina Rabelo Campos por dona Negra), e neto de Manoel Ferreira Campos e D. Clementina Marcos de Jesus (segundo a mesma). Isso implica dizer que, os senhores Manoel e Clementina devem ter datas de nascimento de cerca de uns 50 anos antes. Pode ser um pouco menos ou um tanto mais.

O mesmo deve se dar com o casal Antonio Ferreira Campos Baguary e dona Augusta Rabelo Campos, assim chamada por dona Maria Filomena. Aqui devemos observar que os filhos assinavam, segundo a propria, Campos do Amaral. O Amaral nao consta de sobrenome do marido. Disso resulta em haver a possibilidade de o nome da dona Ausgusta ter sido “Rabello do Amaral Campos”, por via paterna e do casamento. Somando isto `a informacao de ter ido de Sao Joao Evangelista para Virginopolis, penso que ela pode ter nascido em Sabinopolis. Isso porque nao havia o Arraial de Sao Joao Novo antes de 1875.

Por outro lado, a Familia Pereira do Amaral, ja era enorme em Sabinopolis, por ter chegado desde anos anteriores `a fundacao do Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes, por volta de 1819. Tanto eh que diversos membros desta familia logo se mudaram deste para aquele arraial, entre os quais os irmaos: Antonio Borges do Amaral (primeiro prefeito local), Ana Amaral Bessa, Artur Borges do Amaral, Georgina Amaral, Lilia Amaral e Elpidio Amaral. Estes eram irmaos tambem de Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa de Antonio Rodrigues Coelho. Os tres ultimos eram meio-irmaos.

Outros membros da Familia Amaral, descendente do portugues acoriano Miguel Pereira do Amaral, tambem ajudaram a povoar ambos os arraiais. O Arraial de Sao Joao foi ajudado a povoar pela descendencia de Ermelinda Querubina Pereira do Amaral, filha de Malaquias Pereira do Amaral, filho do Miguel Pereira do Amaral. Ela foi a esposa do Modesto Jose Pimenta e, com este, mae do coronel Cornelio Jose Pimenta, um dos fundadores do arraial e pai do professor Dermeval.

No livro dele, o professor Dermeval Jose Pimenta menciona um ramo da Familia Ferreira Campos. `A pagina 131, discorrendo a respeito de dona Carolina Gabriela da Fonseca Campos (dona Inha Campos), assim fala: “era natural de Itambe do Serro, e casada com JOAQUIM FERREIRA CAMPOS. Ficando viuva na Cidade do Serro, com quatro filhos menores, transferiu-se em 1889 para Sao Joao Evangelista, entao arraial de maior progresso na regiao do Pecanha. Os seus filhos ali se casaram, entrelacando-se com as principais familias da localidade. Faleceu em Santo Antonio de Guanhaes (Correntinho), em setembro de 1911).”

Note-se que o casal Manoel Ferreira Campos e dona Clementina Marcos de Jesus tambem tiveram um filho chamado Joaquim Ferreira Campos. E um filho de dona Inha, o Luiz (Lulu) Ferreira Campos, teve outro homonimo, narrado na pagina 132 pelo professor Pimenta. Eh possivel tambem que dona Augusta tenha nascido no Serro, passado por Sao Joao e, entao, seguido para Virginopolis.

Se isso aconteceu, estaria seguindo um movimento migratorio natural porque as localidades mais proximas ao Serro estavam ficando saturadas de pessoas exercendo as mesmas profissoes enquanto, `a epoca, havia se formado um corredor de povoados em direcao a Vitoria no Espirito Santo, que demandavam pessoas de maior conhecimento. Virginopolis era mais antiga que Sao Joao, mas era, do lado de Guanhaes, o portal para o quase desconhecido.

Tudo indica que os Ferreira Campos de Sao Joao Evangelista tem vinculos com os de Virginopolis.

Outra pequena coincidencia sera a narrativa que o professor Pimenta faz a partir da pagina 130, onde fala a respeito da presenca do professor JOSINO CARDOSO NUNES. Era casado com dona ANA MARIA DE SANTA RITA DE FIGUEIREDO. Ate ai, pouco acrescenta. Mas ao descrever os filhos ele continua assim: “F 2. MARIA SALOME, casada em Sao Joao Evangelista, em 1892, com seu primo JOSEFINO RABELO, natural do Serro, o qual se mudou para o povoado de Sao Sebastiao dos Pintos, Municipio de Sao Joao Evangelista, em 16-7-1892.” Atualmente este eh o Distrito Nelson Coelho de Senna. Entre os filhos deste ultimo casal ele cita: “TEMISTOCLES, atual Escrivao de Paz e do Registro Civil de Sao Joao Evangelista, casado com MARIETA DE AGUIAR;”

Naturalmente, estes nao sao ascendentes da Familia Ferreira Campos e Aguiar Rabello de Virginopolis pois sao contemporaneas. Mas tudo indica que faziam parte de um mesmo grupo familiar na Cidade do Serro, e que um grupo se dirigiu para Sao Joao Evangelista e outro para Virginopolis. Ou os de Virginopolis fizeram um pouso em Sabinopolis ou, como era conhecido antigamente, Sao Sebastiao dos Correntes.

Uma outra, talvez nao tao coincidencia assim, eh o fato de o seo Chiquinho (Francisco Coelho Sobrinho) ter se casado com a tia Maria Salome Campos do Amaral, mais conhecida como professora dona Memeh. O tio Chiquinho, irmao da bisavo Olimpia Coelho do Amaral, foi um dos moradores de uma das casas em frente `a casa dos meus pais, quando eu era crianca. Sera possivel que a familia da tia Memeh saiu de Sao Joao e ela se casou em Virginopolis. No sentido inverso, o tio Salathiel, irmao do tio Chiquinho, foi para Sao Joao Evangelista, onde se casou com a tia Iracema Campos Goncalves. Por sua vez, esta era filha de dona Rita Ferreira Campos e neta da dona Inha Campos e JOAQUIM FERREIRA CAMPOS. Ao que parece, criou-se um intercambio entre os nucleos familiares de Sao Joao Evangelista, Virginopolis e Serro.

Se se confirmar que D. Augusta era mesmo Rabello do Amaral, iremos somar em Virginopolis 3 ascendencias dos mesmos ancestrais do Amaral, ou seja, a introduzida por ela, a pela avo Maria Marcolina Borges do Amaral e, a mais numerosa, introduzida pelo trisavo Joaquim Pereira do Amaral. Corre-se o risco de haver descendentes dos tres ramos ao mesmo tempo!…

Aqui ja posso adiantar esse acrescimo. O sobrenome da dona Augusta era mesmo Rabello Amaral. Tornou-se conhecida como Augusta Campos por causa do marido. Mas nao posso afirmar que o Amaral dela proceda do Pereira do Amaral, pois, um dos fundadores de Sabinopolis foi o alferes, Antonio Fernandes do Amaral, que foi contemporaneo dos Pereira do Amaral, mas nao sei dizer se pertencia `a mesma familia. Vide o capitulo: Primeiros Moradores de Sabinopolis.

Mas agora posso tomar como referencia a descendencia do casal: Atenagoras (Tenah) Campos do Amaral e dona Maria da Conceicao Nascimento. Com a ajuda da amiga Elini Araujo, do Adamar Nunes Coelho e Fenelon Jose Campos Coelho ja sabemos que ele foi pai de:

1o.) Maria de Lourdes Campos Chaves, casada com Atelante Antonio Chaves
2o.) Elza Campos do Amaral
3o.) Natalia Campos do Amaral, casada com Jose Coelho de Magalhaes
4o.) Maria Augusta (Augustinha) Campos do Amaral, casada com Hely Rodrigues Coelho
5o.) Merces Campos do Amaral

Os senhores Atelante e Maria de Lourdes, ja falecidos, sao avos do Fenelon e da Elini. Tanto a Natalia quanto dona Augustinha ja se encontravam no livro da Arvore Genealogica da Familia Coelho como agregadas aos maridos, mas tinhamos apenas vagas informacoes a respeito da ancestralidades delas.

Um pouco das descendencias dos casais: Jose Ferreira Campos/Javelina Netto Campos e Francisco Ferreira Campos/Maria Pacifica dos Santos tambem ja foram esclarecidas. Informacoes encontram-se no capitulo: Breve Relato dos Primeiros Frutos Dessa Publicacao.

FAMILIA COELHO DE OLIVEIRA

Aqui esta uma das razoes pelas quais percebi que D. Filomena desejou fazer uma justa homenagem `a classe dos professores. A Familia Coelho de Oliveira apresentada por ela trata-se de uma combinacao de Freire, Oliveira, Coelho, Nunes Coelho, Barbalho e outras. Inclusive ela nao menciona o Honoria do nome da tia Anna.

Mas nao sem razao ela cita os nomes do Bernardino (Dino) e Carmelita (Sianita). Estes foram os pais de pessoas como a Ina Coelho de Magalhaes, que foi a primeira esposa do sr. Gabriel Coelho de Oliveira, filho do irmao do Dino, o seo Fernando. Em meu tempo de crianca, as filhas do sr. Gabriel e d. Ina faziam parte do quadro de professores locais, sendo elas: Neide, Neuza, Gezira, Elzira e Maria. Alem delas a dona Ina Maria, filha do segundo casamento dele, tambem estava comecando.

Em numeros, comparavel a isso, haviam as professoras filhas do sr. Chiquinho Campos e dona Helena, que sao: Maria Bernardete (foi diretora do Grupo na epoca), Maria Celeste, Maria Helena (bibliotecaria), Jacira e Ondina. O Jose Angelo era casado com a professora Celeste, filha do senhor Serafim Coelho e, mais tarde, o Francisquinho casou-se com outra professora, de nome tambem Bernardete com o sobrenome Gloria.

Entre os filhos do Dino e Sianita ainda contava o proprio sr. Serafim que, casado com d. Julia, filha do sr. Joao da Cunha (a ser visto), era pai, alem da Celeste: Carmelita e Maria Angela. Entao ja professoras. Na descendencia daqueles patriarcas ainda ha a professora Luisa Martinho Coelho (dona Lulu), filha da dona Efigenia.

Claro, nao posso deixar de citar a dona Maria Aguiar e tia Edith, que nao eram descendentes do ramo Coelho de Oliveira, e sim dos Coelho de um modo geral, mas completavam o time das mais influentes. Diversas outras estavam ligadas `as familias citadas por dona Filomena de Andrade, entre as quais a propria Andrade que muito contribuiu com o desenvolvimento educacional do povo do municipio.

O argumento de ela ter feito homenagem `a classe se valida por nao ter mencionado familias como a Figueiredo, descendente do capitao Figueiredo; e da Fonseca, de Jose Antonio da Fonseca, dois dos fundadores do municipio. E, por ser fundadores, o livro ficou em falta por chamar-se Historia de Virginopolis.

FAMILIA BATISTA DE MAGALHAES

Nao vou deter-me nesta familia porque grande parte dos dados genealogicos dela ja estao publicados em outros lugares. Na verdade, o Joao Batista era mais conhecido pelo apelido de tio Joaozinho. E a Candida, por Sa Candinha. Fazem parte dos quadros dos meus bisavos maternos.

FAMILIA PEREIRA DO AMARAL

Esta familia Pereira do Amaral esta sem a cabeca que foi a patriarca e que divide o direito `a fundacao do municipio. O site gencoelho traz uma biografia do tenente Joao Batista Coelho. Nesta, uma escritura onde relata-se a compra que ele fez de uma propriedade na mao de outro morador fundador, o senhor Jose Antonio da Fonseca. Ali se relata que a propriedade fazia divisa, ao norte, com outra do senhor Joaquim Pereira do Amaral. Joaquim era casado com Maria Rosa dos Santos Carvalhais (ou do Espirito Santo Carvalhais). Este casal sao os pais do tio Ernesto, da trisavo Quiteria Rosa (Titi) e irmaos deles.

Esta eh outra familia ligada `a educacao no municipio. Em meu tempo de crianca era professora de desenho a dona Nise, esposa do sr. Titito. Ele procede da descendencia do Joao Batista Coelho, via Joaquim Bento e tia Cunuta. Destaca-se tambem a presenca de outros padres dessa descendencia, alem do monsenhor Jose Pereira do Amaral. Entre os quais, o padre Didimo.

FAMILIA PERPETUO.

Exceto por um casal desta familia, nao sei como ligar estas pessoas `as pessoas que vivem nos dias de hoje. Uma boa informacao que colho aqui, alem do obvio, sera o nome da Sia Biquita. O tinha como tia Biquita mas nao o nome verdadeiro. Tia Biquita eh filha do Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa. Outro ganho eh colher a informacao de que os Perpetuo sao irmaos. So lastimo dona Negra nao ter citado os nomes dos pais. Mas ajudou bastante.

Quando cheguei aqui no Nordeste dos Estados Unidos, minha esposa e eu fomos recebidos pelos primos dela: Geraldo (Ladinho) Soares Perpetuo e Maria Natalicia (Taica) Coelho. A mae do Ladinho era sobrinha do avo da minha esposa. Tinha uma pequena ideia que o Ladinho fosse meu primo porque conhecera a irma dele, em Santa Efigenia de Minas, cujo nome eh Aparecida. Era conhecida como Aparecida do Amilar, antes do divorcio entre os dois. Numa conversa que ela teve com meu pai, em frente `a nossa casa, em Virginopolis, ficou estabelecido um parentesco do qual eu nao tomei conhecimento. Parecia-me muito distante.

Posteriormente, quando comecei a estudar os vinculos familiares, busquei saber quem era da descendencia da Emigdia Honoria Coelho e Amaro de Souza Silva. Ela faz parte da lista dos filhos do Joao Batista Coelho e Maria Honoria e nada tinhamos em maos `a epoca. Somente em 2009 tive a oportunidade de conversar com dona Teresa de Jesus Guimaraes, a mae da Taica. Nesta ocasiao, Natalicia e o Ladinho haviam anos que tinham retornado para o Brasil, levando as 3 filhas nascidas em Boston. Ate entao, eles eram a familia da minha esposa.

Foi entao que descobri que a filha dos tios Emigdia e Amaro, Eliza de Souza Coelho, fora a esposa do senhor Antonio (Antunico) Perpetuo. Eles sao os pais de uma familia grande, entre os quais do senhor Joao Perpetuo Sobrinho. Seo Joao era casado com dona Maria (Lia) Soares, filha do senhores Tunico Soares e dona Lica. Tunico era irmao do Sebastiao (Tao) Luis Soares, o avo de minha esposa. Assim pude estabeler tambem o meu grau de parentesco com o Ladinho.

Para nossa surpresa (brincadeira porque quando se trata de pessoas da regiao nao espero ser surpreendido por parentesco e sim pelo grau), dona Teresa eh bem versada a respeito do assunto. Apesar dos mais de 80 anos, costumava visitar a parentalha e dela colher noticias nas cidades vizinhas. Infelizmente, nao pude retirar dela tudo o que sabia mas ela propria era viuva do Jose (Ze Miguel) de Souza Coelho. Este, filho de: Miguel de Souza Coelho e Julia (Julinha) Pacheco. O Miguel, filho dos tios Emigdia e Amaro.

A propria dona Teresa era filha de Jose Valois Guimaraes e Maria das Dores (Dodora) Silva. Jose Valois era filho de Virginia de Souza Coelho e Mariano Valois Guimaraes. Ou seja, a Taica descende simultaneamente de dois dos filhos dos tios Emigdia e Amaro. As filhas dela somam ainda o nosso parentesco atraves da dona Eliza e sr. Antoninho Perpetuo.

Ha que se fazer uma distincao na assinatura Perpetuo na regiao. Os filhos dos tios Emigdia e Amaro, Maria de Lourdes de Souza Coelho e Cesario de Souza Coelho casaram-se, respectivamente, com os irmaos: Jose (sr. Yeieh) Coelho de Lacerda e Maria Salome (Sa Lica) Coelho de Lacerda. Como os casamentos se deram entre dois Coelho diferentes, deram sobrenome Coelho Perpetuo aos filhos. Mas alguns mantiveram somente o Coelho.

O paragrafo acima foi baseado numa tradicao que ouvi. Contudo ela esta completamente errada. Os senhores Maria Salome (Sa Lica) e Jose (Yeyeh) foram filhos de um dos Perpetuo, o senhor Joao Batista. Contudo herdaram apenas o sobrenome materno, da dona Eulina Coelho de Lacerda. Isso foi que descobri via telefonema `a dona Alzira Coelho (Perpetuo) da Silva, viuva do senhor Anisio Martins da Silva, em Santa Efigenia de Minas e que neta do casal Joao Perpetuo e Eulina.

Dona Alzira eh tambem neta dos tios bisavos: Emigdia Honoria Coelho e Amaro de Souza Silva. Os pais dela foram: Marietta de Souza Coelho e Eloi Salome Perpetuo. Dona Marietta era filha do Miguel e Julinha Pacheco, os pais do Jose (Ze Miguel), marido da dona Teresa acima mencionada. E o senhor Eloi Salome era irmao da Sa Lica e seo Yeyeh. Contudo dona Alzira nao pode oferecer informacoes mais precisas porque o pai falecera quando ela era muito nova e a familia foi criada separada dos familiares Perpetuo.

Outra informacao que tenho eh que o senhor Eloy Perpetuo e Maria Rosa do Amaral ajudaram a multiplicar a familia em Divinolandia de Minas. Apesar de ter conhecido umas poucas pessoas da descendencia deles, antes do interesse por genealogia, nao tenho como ligar estas com aqueles porque nao conheci as geracoes intermediarias.

FAMILIA CUNHA MENEZES.

Esta era outra familia que ha muito eu procurava pelos ancestrais dela. Estes dois sobrenomes, Cunha e Menezes, separadamente foram usados por duas familias da mais alta nobreza de Portugal e Espanha. Mesmo os descendentes mais jovens do senhor Joao da Cunha Menezes, que multiplicou a familia em Virginopolis, nao sabiam dizer os nomes dos pais dele. Como tenho uma parte dos dados da Familia da Cunha Pereira, que saiu do Serro e multiplicou-se em Pecanha, imaginei a possibilidade de tratar-se do mesmo ramo familiar. Mas, ao que parece, nao.

Aqui, novamente, nao tenho como ligar as geracoes passadas com as atuais, exceto nalguns exemplos. O acompanhamento da familia do senhor Joao da Cunha foi feito em parte pela prima Ivania Coelho. Ela tambem o fez em relacao `a da dona Maria e Durval Nunes Coelho. Isso porque este era filho dos tios Jose Nunes Coelho e Emigdia de Magalhaes Barbalho. Para localiza-los melhor na cidade, Maria e Durval, foram os pais da dona Efigenia (Gininha) Nunes Coelho, esposa do senhor Gabriel (Gabi) Sebastiao Soares, ja mencionado como morador da residencia que fora sede do Joao Batista Coelho. Entre muitos, Gabi e Gininha foram pais do Odilon e Joao do Gabi, da dona Dalva (Joaozinho Lacerda) e dona Conceicao casada com Joaquim Lino (Ti Caco) de Souza. Assim, qualquer morador da cidade pode localizar a familia.

Eu havia questionado a prima Yole a respeito do sobrenome Cunha de Menezes do pai dela. Ela tinha poucas lembrancas mas sabia que o apelido do avo era Quimquim. Portanto, so poderia ser Joaquim. Por incrivel que pareca, ha muito eu vinha pensando em pergunta-la porque pensava que o pai descedesse do seo Joao da Cunha e, logo apos questiona-la, chegou-me o e-mail mandado pelo Adamar. Assim, ficou estabelecido que o Wilton da Cunha Menezes, marido da Maria Rachel, filha dos tios Darcy Batista Coelho e Anna Elvira (Biluca) Ferreira, tem seu lugar apropriado na familia da Cunha Menezes.

Para o pesquisador que nao esta acostumado, observe que as linhas formadas por Joaquim, Jose e Luiz terminam com a palavra Divino. Este eh uma abreveatura usada para a Cidade de Divinolandia de Minas. Ou Divino de Virginopolis. Antigamente, conheciamos a cidade apenas por este apelido. O detalhe eh que estes nao devem ter sido os unicos a irem para la. Mas nao posso afirmar nada por enquanto.

Um dos membros desta familia, o Angelo, contou-me um dito repetido pela mae dele, dona Julia, esposa do sr. Serafim Coelho de Magalhaes. Somente depois de conhecer os nomes dos bisavos, ele compreendeu porque ela dizia: “Cunha Severino, a desgraca do Divino”. Que nao se assanhem os maltratores. Nao ha maldade alguma na expressao. Dona Julia era “Cunha Severino” por ser filha do senhor Joao da Cunha.

Antes de pensar mal, basta-nos imaginar uma coisa. Se os Cunha Severino fossem em numero muito pequeno de pessoas, haveria alguma graca em repetir o ditado?!… Obviamente nao. Antigamente o povo nao tinha televisao e nao tinha como escapar de trabalhar, e muito, para o sustento das familias. O que lhes restava era mesmo usar de bom humor. Assim, a brincadeira era uma referencia `a grande quantidade dos Cunha de Menezes que “praguejavam” por aquelas plagas.

Algo interessante aqui eh que, por todo o tempo que a minha sogra reside em Santa Efigenia de Minas ela tem por vizinha a familia do senhor Dico. Este foi o prefeito da cidade ha algum tempo atras. Recentemente, o filho dele, Rildo, deixou o mesmo cargo depois dos 8 anos que duraram suas administracoes. Este mesmo Rildo foi casado com a Ida (Aparecida), filha de dona Lucy e Tono Almeida. Sao duas familias de forca na cidade. Rildo e Ida tem juntos 4 filhos e 4 netos.

Eles viveram no Brasil e tiveram duas filhas. Vieram para os Estados Unidos e depois voltaram e tiveram 2 filhos. Apos `a separacao, a Ida retornou com os filhos. Por ter sido amiga de infancia de minha esposa, foi em nossa casa que ficou ate as coisas se ajeitarem e eles terem um lugar para eles proprios. As meninas eram mocinhas e sao muito bonitas. Os meninos, de idade semelhante ao meu filho mais velho, tornaram-se amigos inseparaveis dele.

Aqui eh assim mesmo. Quem esta chegando precisa de uma maozinha. Como aconteceu conosco, chegou a hora da gente retribuir, mesmo que nao fosse a quem nos deu abrigo quando chegamos. Agora ja sao passados uns 12 ou mais anos. A mais velha das meninas casou, teve o primeiro filho. Este eh colega de escola da minha filha. Depois ela teve um segundo parto e vieram gemeos. A mais nova teve um filho que estuda na mesma escola que minha filha e o primo dele.

O que nao contei eh que o senhor ex-prefeito de Santa Efigenia eh conhecido pelo apelido de Dico Cunha. Quando pedi informacoes a meus cunhados procurando saber se sabiam os nomes dos pais do seo Dico eles nao sabiam. A unica informacao era a de que a familia dele era enorme la em Divinolandia, em Gonzaga e, acrescentei, em Virginopolis tambem. Ja indaguei `a Raiana, a filha mais nova do Rildo, e ela ficou de verificar quais eram os nomes dos bisavos dela.

Com certeza, quando os da Cunha Menezes chegaram para se estabelecer em Virginopolis, devem ter sido recebidos pelos Coelho e outras familias ja estabelecidas. E, imagino, que a situacao de migrantes que hoje vivemos nao seja muito diferente da experiencia pela qual nossos ancestrais passaram. Nos estamos apenas revivendo aquilo que ja se passou com eles!…

Estudando genealogia, quando a pessoa tem interesse somente na propria familia ela tem uma visao um pouco distorcida das coisas porque centraliza o mundo de acordo com o que ele faca sua rotacao em torno dela propria. E aqui entra o desafio para o verdadeiro genealogista porque ele precisa colocar-se na pele de cada pessoa estudada e observar como o mundo girava em torno de cada um. Nos incluimos nas descendencias comum de familias diferentes pessoas que fazem tambem parte da nossa familia. Mas eh preciso observar as coisas com os olhos destes primos que tem outros primos alem de nos.

Devo ter sido um dos primeiros brasileiros a tomar conhecimento do assassinato do gonzaguense Jean Charles de Menezes. Isso porque sempre tenho o radio do meu carro ligado na 89.7 ou 90.9 FM, esta, gerada a partir do Campus da B.U., ou Universidade de Boston (Boston University), e que tem estreita ligacao com a BBC de Londres. Assim, estava voltando do trabalho no dia quando deu a chamada de urgencia. A noticia era a de que “haviam matado um suspeito de terrorismo no metro de Londres.” Nao disseram nem nome da pessoa nem procedencia. O que veio imediatamente `a minha mente foi: Mataram um inocente!…

Embora as policias e imprensa geralmente nos paises chamados desenvolvidos busquem manter sigilo a respeito da identidade das pessoas nestes casos, com a desculpa de nao comprometer as investigacoes, a noticia logo depois se espalhou como rastilho na comunidade brasileira. Claro, de boca-em-boca e com a ajuda da internet, o mundo logo percebeu que tudo nao passara de incompetencia do servico secreto ingles. A policia que se arvora ser a melhor policia do mundo!

Foi ruim tomar conhecimento da existencia de uma pessoa em consequencia de sua morte. Mas ele colocou a Cidade de Gonzaga no mapa do mundo para muita gente que jamais ouvira falar da cidade vizinha. Nao tenho o acompanhamento genealogico de Jean Charles mas, com certeza, naquela lista acima se encontram os bisavos ou avos dele.

Essas sao questoes ja resolvidas. Em conversa telefonica com o proprio senhor Raimundo (Dico) da Cunha Menezes, que esta com seus 85 anos de vida, revelou-me em primeiro lugar que os pais dele foram os senhores Luiz da Cunha Menezes e Regina Ferreira Madureira. E deles pude coletar algumas informacoes, atraves do interlocutor.

O senhor Dico salientou, porem, que a Familia Menezes, da qual o Jean Charles fazia parte, era outra. Observou que ela eh inclusive numerosa na regiao de Gonzaga mas sem os vinculos que imaginei haver, pelo menos, ate onde sabemos. Mas ha ai certos detalhes que o seo Dico nao soube esclarecer. Por exemplo, ao tratarmos a respeito dos avos dele lembrou-se do nome completo do senhor Jose da Cunha Menezes mas nao se recordava do nome completo da dona Tereza. E alguns tios precisei falar os nomes antes que se lembrasse que realmente existiram. Foi o metodo da pesquisa estimulada.

Nisso pode ser que um parentesco que existia pode ter sido esquecido. E nao havendo o parentesco pelo lado Menezes, nao implica que nao o haja por outro lado. A solucao eh continuar pesquisando.

FAMILIA LACERDA

Fico feliz ao deparar-me com estes dados da Familia Lacerda em Virginopolis porque sei que sao ancestrais de muitos dos meus melhores amigos e parentes. O problema foi nao conseguir identificar nenhum dos casais com a geracao seguinte a eles. Por informacoes sem a devida confirmacao ainda sei que a familia procede de Itambe.

Com quase absoluta certeza tratando-se do antigo Itambe do Serro, atual Santo Antonio do Itambe. Mas nao posso descartar a possibilidade de ser o Itambe do Mato Dentro. Afinal, entre Santa Barbara, Itabira, Barao de Cocais e Conceicao do Mato Dentro eh dito que ali se espalhou a descendencia do antigo tesoureiro da Camara Municipal de Vila Rica, atual Ouro Preto, o portugues Manuel Rodrigues Coelho. Talvez seja esta a origem do Coelho no nome do sr. Januario Coelho de Oliveira.

Em minha infancia e juventude recordo-me da expressao: “o povo do seo Joao Lacerda”. Geralmente, mencionando pessoas do meu conhecimento mas que agora nao posso afirmar porque esta um pouco misturado na memoria. Tambem recordo de mencoes `a avo Ambrosina. Possivelmente ouvi isso em casa do sr. Joaozinho Coelho de Lacerda. mas vou ter que aguardar o parecer dos parentes para confirmar ou negar.

Tirando o senhor Joao, os nomes Eloy, Eulina e Filoteia nao me sao estranhos. Mas posso estar confundindo com outras pessoas que usaram estes mesmos primeiros nomes. Nao tenho o computo de todos os Eloys que existem na Arvore Genealogica da regiao mas sei que posso contar com duzias. Alem do senhor Eloy Perpetuo, ja recolhi dados da familia de dona Alzira Coelho Perpetuo, em Santa Efigenia de Minas. Ela, filha de Eloy Salome Perpetuo e Marietta. Pessoas nascidas, respectivamente, no Sao Felipe e no Ceu Aberto, em Virginopolis. Mas faltou-me tino naquele momento da entrevista para saber com certeza quem foram os avos da dona Alzira.

Apenas para abrilhantar essa narrativa, vejam o que encontrei no site da Familia Lacerda: “Para quem nao sabe, os Lacerdas provem do Rei Afonso X, O Sabio, de Castela e de sua mulher, D. Violante de Aragao. Por seu filho mais velho, D. Fernando de La Cerda, que nasceu no dia 24 de Janeiro de 1256, com uma guedelha de cabelos no meio do peito, segundo antigos. Dai que surge os La Cerda logo Lacerda.

D. Joao Ribeiro Gaio deixou uma quadra em honra dos Lacerdas, que diz:

“Tanto forte como Sansao de Castela e Leao e do sangue de Navarra nasceu o deste brasao”

Todo os anos os membros da Familia Lacerda, tornam para comemorar o dia 24 de Janeiro de 1256. Pelo nascimento daquele que proveu o nosso sobrenome: La Cerda e Lacerda.”

Quem quizer aprofundar o conhecimento a respeito do assunto, visite o site no enderco: http://familialacerda.blogspot.com/2008/08/lacerda-historia.html. Nas explicacoes do site ha um erro crasso, dizendo que Alexandre, o Grande, foi imperador do Sacro Imperio Romano. Na verdade, quem o criou e foi o seu primeiro imperador foi o Carlos Magno, tambem nosso ancestral.

Haverei pois que receber noticias da parentalha, pelo menos, das pessoas: Maria Salome (Sa Lica), Jose (Yeie), Joaozinho, Eneias, Ilidio, Anesio e outros mais, porque proveem deste tronco mas nao sei dizer quem sao os pais deles.

Algumas de minhas duvidas ja foram esclarecidas. Assim, Eulina Coelho de Lacerda e o senhor Joao Batista Perpetuo foram os pais da dona Sa Lica, do seo Yeye e do senhor Eloi Salome Perpetuo ate onde a dona Alzira Coelho Perpetuo pode informar-me. Entre os meus enganos aqui, um foi o de identificar o senhor Ilidio como Lacerda. Assim o fiz por conhecer o filho Geraldo Nunes Lacerda e pressupuz que o ultimo nome seria do pai.

Nao sei dizer se o senhor Ilidio tem ancestrais Lacerda tambem mas o nome proprio dele eh Ilidio Nunes Neto. Dona Zilda Candida sim eh “de Lacerda”. Assim fica estabeledido o nome de pelo menos um dos bisavos do Geraldo que seria Ilidio Nunes. E ha que se saber eh onde a dona Zilda se encaixa na Familia Lacerda. Ou seja, qual dos casais mencionados por dona Maria Filomena sera ancestral dela.

Os progressos tem sido lentos mas alguma coisa ja descobri. Segundo informacoes do primo Messias da dona Dalva e do senhor Joaozinho Lacerda, os avos dele se chamavam Levi e Minervina. Chamou aos dois de Lacerda. Tambem recordava-se que os bisavos foram seo Joao Lacerda e dona Ambrosina Candida de Jesus. Restou lembrar-se apenas qual pessoa do casal de avos foi filha destes bisavos. Entao ha ai o impasse de eu nao poder ainda fazer a ligacao dos ancestrais com as geracoes presentes.

Outros que lembrei que farao parte da Familia Lacerda serao os senhores Paulo (Paulico) e Cesar Coelho de Lacerda. O Paulico casou-se com a Madalena, filha da Ilidia Coelho do Amaral (Tarcisio de Oliveira Valadares) e neta dos tiobisavos: Jose (Juca) Coelho Sobrinho e Maria Marcolina (Culina) Pereira do Amaral. Pagina 138 do livro da Ivania. Entre os filhos do Paulico e Madalena temos o Levi, que se casou com a Clidia Lima Ferreira (Clidia Coelho). O casamento deles eh interessante de ser mencionado, pois, alem de residirem nas proximidades daqui onde escrevo, celebram um dos exemplos de enlace entre os Coelho gerais e o Coelho da Silva que, agora, tenho uma ideia mais completa da formacao da familia na cidade. Vide capitulo 07.

Ja o senhor Cesar Lacerda nos trara boas novidades tambem. Ele foi o marido da dona Socorro que procede do casamento do senhor Antonio (Tunico Figueiredo) e dona Geni Furtado Leite. Assim se deu o casamento entre um representante dos Pinto Coelho com um Coelho de Lacerda. Atualmente ja identifiquei o casamento de 4 das filhas com membros das outras Familias Coelho. Este eh um caso em que vejo fruto da minha ideia de pesquisar a origem dos parentes de nossos parentes. Comentarei mais a esse respeito no capitulo 07.

JOSE JOAQUIM DA SILVA (GUARDA-MOR)

Outra familia que terei que pedir ajuda aos parentes para chegar `as atuais geracoes. Alem do Antonio Nunes da Silva, assim identificado na Familia da Cunha Menezes que teve por esposa a Olimpia da Cunha Menezes, somente pude identificar um unico casal. Trata-se da Julita e seu marido, Joaquim Nunes Coelho (Neto). Fica ai a duvida se ele tambem se casou com a Arminda ou foi outro homonimo.

Joaquim Nunes Coelho, neste caso, casado com Julieta, era filho do Joaquim (Quinsoh) e Sebastiana Honoria. E neto paterno dos tios Joaquim Nunes Coelho e Francisquinha, e materno do Joao Batista Coelho e Maria Honoria. Por parentes, entao, tem a cidade inteira. Joaquim teve por irmaos: Maria, a Sa America, Josephino (marido da Sa Marta), Lino, seo Paulo, Joao e Esther (esta, casada na Familia Furado Leite).

Nessa primeira analise que tinha feito ja sentia algo em meu interior tentando avisar que havia algo familiar nos nomes das filhas do Guarda-Mor. Dias depois veio-me o estalo de compara-la com a pagina 13 do livro da Ivania, onde se encontra descrita parte da familia dos tios bisavos Joaquim (Quinsoh) Nunes Coelho e Sebastiana Honoria Coelho.

Nela estao 4 dos filhos: Lino, Paulo, Joao e Joaquim, casados respectivamente com: Arminda, Tileta, Rita e Julieta. Escritos assim mesmo, sem os sobrenomes ou qualquer indicacao de paternidade. Claro, as fontes da Ivania nao foram diferentes das de dona Maria Filomena, ou seja, a memoria.

Penso que agora compreendi porque dona Maria Filomena identificou tanto a Arminda quanto a Julita como casadas com Joaquim Nunes Coelho. Em verdade, parece-me que ela nao se recordou dos nomes dos maridos e sim do nome do pai deles, dai o colocou como referencia, porem, esqueceu-se de deixar isso avisado. Especulo isso porque a autora da Historia de Virginopolis nem sequer lembrou-se do nome Lino entre os filhos do Joaquim (Quinsoh).

Por coincidencia, a menos que as memorias da fonte usada pela Ivania estivessem enganadas, dona Filomena quase acertou que a Julieta, e nao Julita, casou-se com o Joaquim Nunes Coelho Neto.

Porem, paira a duvida, pois, o apelido Tileta poderia combinar-se com o nome Violeta. Como esse nome nao aparece entre as filhas no livro da dona Maria Filomena, pode ser que a Tileta proceda de outra familia.

Contudo, o que posso ja adiantar eh que a dona Arminda Aurora da Silva casou-se com o Lino Nunes Coelho. O que permitiu-me ter essa certeza, apesar de eu ja inclusive antes ter feito a ligacao num dos sitios de genealogia, foi encontrar os nomes deles na lista de ex-alunos do Caraca. No ano de 1932, sob a matricula numero 711, ingressou o estudante que mais tarde se tornaria o padre Jose da Paixao Nunes Coelho, filho dos senhores Arminda e Lino. Os nomes completos estao com todas as letras ali registradas. Padre Jose da Paixao nasceu em 18.04.1919, em Virginopolis.

Assim, penso que poderemos contar como favas contadas que Arminda e Lino, alem de Julieta e Joaquim, celebraram casamentos que uniram os Coelho e os Silva. E creio que o seo Paulo e o Joao Nunes Coelho tambem se casaram na mesma familia, formando um quatrilho de casamentos. Mas ate descobrir-se evidencias mais fortes nao farei as ligacoes.

Sinto nao ter contato com pessoas descendentes deles, pelo menos nao do meu conhecimento, para confirmar ou descartar tal hipotese. Se hoje estivesse em Virginopolis procuraria encontrar alguem da familia do Joaquim do seo Paulo. Eles sao minha referencia na familia deste patriarca e deverao ter informacoes mais concretas a respeito destes detalhes de nossa genealogia, inclusive, mais nomes de descendentes dos 4 casais, alem do do padre Jose da Paixao. Filhos do Joaquim do seo Paulo que me recordo os nomes sao o Demetrio e o De. Este ultimo trabalhava na venda do senhor Moises. Falando assim ate os jovens da cidade lembrar-se-ao de quem se trata.

Chama minha atencao tambem o filho Juscelino, que se casou com Maria Gomes, cujo apelido era Maria Sape. O Sape eh uma area que Virginopolis divide com Guanhaes. Uma area que por ficar bem mais proxima da sede virginopolitana tambem eh ocupada por pessoas com parentesco e residencia em Virginopolis. E em minha infancia vinha de la uma senhora, Mariinha Sape, a pe e carregada de coisas para vender na cidade, como restias de alho e peneiras de taquara, muito bem feitas. Dona Mariinha nao apenas oferecia suas mercadorias para minha mae como tambem era convidada para as refeicoes da hora. Possivel sera que ela fosse filha do casal!

FAMILIA PACHECO + FIGUEIREDO

Esta familia ja se encontra registrada no livro: “Arvore Genealogica da Familia Coelho” da prima Ivania Batista Coelho. Entre os filhos, o sr. Gil Pacheco tornou-se um dos “pioneiros” (juntamente com tio Sinval Rodrigues Coelho e outros, em 1916) da Cidade de Governador Valadares e fez fortuna por la. Os outros, exceto a Carlota, casaram-se com membros da familia Coelho, dai o motivo dobrado para terem sido registrados no livro.

Em 2009, estive no Brasil e entrevistei-me com a “tia Violeta”. Ela, a viuva do Otavio Baptista Coelho, filho dos tios bisavos Jose Coelho Sobrinho (seo Juca) e Maria Marcolina Pereira do Amaral (tia Culina), filha do tio Ernesto da Familia Pereira do Amaral. Ela disse-me ser filha de Edmundo Pereira Figueiredo e Marietta Pereira do Amaral. Mais tarde fiquei sabendo que o Pereira do Amaral da mae dela e da mae do marido eh o mesmo. Mas ainda nao sei como fazer a ligacao.

Ja o Edmundo era filho do portugues Antonio Pereira Figueiredo e Maria Augusta Lins. Ela, natural do Serro. A entrevistada estava completando 88 anos naquele ano. Ou seja, nascera em 1922. Pela regressao de datas, ha uma possibilidade minima de o pai dela ter sido a pessoa que eh mencionada apenas como Capitao Figueiredo, um dos fundadores de Virginopolis. Penso assim porque o dona Violeta teria que ter nascido uns 50 anos depois do pai e uns 100 depois do avo para que ele tivesse nascido em Portugal, ido para o Brasil e se estabelecido como fundador da cidade. Os outros fundadores, exceto o sr. Felix Gomes de Brito que era mais velho, nasceram no primeiro quarto do seculo XIX.

Era tanta coisa para se anotar que esqueci-me de perguntar-lhe os nomes dos tios pelo lado paterno. Eh possivel que, entre eles, esteja o sr. Jeronimo Jose Figueiredo, o marido da Carlota de Magalhaes Pacheco. Qualquer que for a resposta, o Jeronimo era tio da dona Genoveva Fausta de Figueiredo. Por sua vez, esta era a esposa do sr. Joao de Souza Coelho, filho dos tios Emigdia Honoria e Amaro de Souza Silva.

Esta segunda informacao me foi passada pelos filhos do sr. Joao de Souza: Emidia, Vita, Xisto e Diva, com os quais me reuni tambem naquele ano. Novamente, havia tanta coisa que se conversar que este detalhe da Familia Figueiredo nao foi analisado. Algo que agora lamento porque a Arvore Genealogica da familia esta repleta de agregados Figueiredo mas nao tenho como reuni-los num mesmo tronco.

A relacao da Familia Pacheco e a ligacao dela com a educacao em Virginopolis ja foi abordada na Familia Coelho de Oliveira. A Sianita e o Dino aqui sao os mesmos que aparecem la. (Carmelita e Bernardino).

Como mencionei antes, a dona Teresa de Jesus Guimaraes eh filha da Julinha Pacheco. Alguem que, pelos cruzamentos de idade, nao se enquadra como descendente da Familia Pacheco no livro da Ivania. O nome dela e de outros garantem que o sobrenome Pacheco tambem precisa ser investigado porque devera ser outro grupo familiar nao estudado pelos pesquisadores da familia ainda. E seria bom descobrir-lhe a raiz comum na regiao e os ramos para melhor entendermos essa genealogica como um todo.

FAMILIA DIAS DE ANDRADE

A propria introducao a esta familia feita pela dona Maria Filomena no livro dela ja traduz a importancia dela na educacao da populacao da cidade. Nao se pode dizer que a Familia Dias de Andrade de Virginopolis foi muito numerosa todo o tempo. Mas cresci e tive um bom numero de colegas e amigos com origem nela, sem falar nos primos.

Dos filhos do professor Francisco Dias os que mais conheci foram: a dona Losinha (Maria Dolores de Andrade), o Francisco Jr., pela familia que deixou e misturou-se na Coelho; o sr. Ary, que casou-se duas vezes na casa dos tios-avos e ao mesmo tempo tios-bisavos: Evencio Batista Coelho e Emidia (Miluca) de Magalhaes e, claro, o senhor Binha (Rubens). Estes dois ultimos, eternos moradores da rua que guarda o nome do pai deles.

Eram varias casas na cidade ocupadas pelos membros da familia. Contudo nao sabia como localiza-los na Arvore Genealogica a partir do patriarca. Penso que agora sera mais facil a partir deste trabalho da professora Maria Filomena. Lamento ela nao ter deixado para nos a relacao parental entre os patriarcas e dona Losinha (Atualmente sei que ela eh a dona Maria Dolores, mas ainda estou sem saber com qual dos maridos os filhos que conheco ela teve). Esta tem por filhos, que me recordo no momento, os senhores Marcos e Paulo da Losinha. Marcos e Paulo sao pais de alguns de meus colegas de escola e de futebol.

Tenho ainda que analisar os dados de forma mais ampla e esperar que os familiares depois me ajudem a montar o que falta para, pelo menos, facilitar o entendimento da formacao da familia pelas pessoas mais jovens, que sao descendentes mas nao tem a ideia da relacao parental de uns com os outros.

Em resumo, a cidade homenageia o professor Francisco Dias com o nome dele em uma de suas poucas ruas e em um de seus maiores grupos escolares. O que sinto eh que se a Historia da Cidade nao for contada `as novas geracoes, mostrando a realidade que existia no tempo em que estas pessoas viveram, e nao se valorizando o sacrificio que fizeram pelo bem coletivo, elas tornar-se-ao apenas nomes de locais. E isso nao eh o respeito que nossos ancestrais merecem!…

Existe uma musica, penso que cantada pelo Milton Nascimento, que invoca os nomes das tribos indigenas que viraram ruas em Belo Horizonte. Na verdade, eh um bonito lamento ao deixar de existir e virar apenas ruas onde todos pisam.

Ora, se os proprios pais nao souberem explicar que os nomes dados `as ruas da cidade ou a uma reparticao publica sao de seus ancestrais e estao ali em honra ao que fizeram, os filhos e descendencia alem deles poderao ser os primeiros a depredar e descaracterizar tudo o que esta relacionado ao seu proprio passado. Esquecer eh o mesmo que matar. Eh uma segunda morte, da qual nao se pode mais acordar.

FAMILIA LINO DE SOUZA

No livro da Ivania, temos apenas um Jose (Juca) Lino de Souza, casado com Candida (Candica) Coelho de Magalhaes. Esta, filha dos tios avos e, ao mesmo tempo, tios bisavos: Emidia (Miluca) de Magalhaes e Evencio Batista Coelho, ja mencionados na Familia Batista de Magalhaes. Este Juca Lino, porem, nasceu em 1906 e dona Negra nao nos deu oportunidade de fazer a ligacao entre este e os mencionados por ela.

Ha na cidade, falecido nao muito tempo atras, o Jose Lino de Souza, mais conhecido como ti Caco. [Ha aqui que se consertar esse meu erro, pois, o ti Caco chamava-se Joaquim e era irmao do Jose (Juca) Lino de Souza]. Alem deles havia um grupo de senhoras solteironas que eram comumente mencionadas como “as meninas do senhor Ze Lino”. Da mesma forma que o ti Caco, residiam na Rua do Buraco (Pe. Virgolino). Eram elas, “tias” Luiza, Ana e Eponina. E se pessoas tem sabor doce, doce eh mesmo a palavra que define as “tias”.

Nao era atoa que as chamavamos de “tias”. Nao por serem coroas. E sim por suas bondades. Tias Ana e Eponina eram serventes no Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio. E ninguem mais que elas sabiam cuidar de toda aquela criancada. E olhe que ser crianca em minha epoca era quase que, automaticamente, ser sinonimo de maluquinho. Era muita energia, naquele tempo em que pouco se via televisao, nao haviam jogos eletronicos e qualquer discussao virava tapa e pontape. Ninguem fazia isso em frente `as tias.

Tive mais contato com elas porque fui colega da Fatinha e Marcos Lino Marques. A Fatinha e Marquinho das tias. Eram orfaos criados pelas tias, no sentido literal. Porem, nao tenho noticias de outros Lino na cidade, claro, estou falando apenas de minha memoria. E o ti Caco foi o marido da “tia” Conceicao, filha do sr. Gabi Gilberto e Gininha, ja mencionados na Familia da Cunha Menezes.

`A medida que vou estudando a genealogia, porem, observo como ela aproxima as pessoas das cidades. Ja mencionei o sr. Dico Cunha, vizinho de minha sogra. O morador de frente da casa dela foi o senhor Luiz Leandro. Faleceu recentemente aos mais de 90 anos. Este Luiz talvez nao tenha parentesco proximo conosco, porem, conhecia muito bem a familia. Nasceu na Fazenda Sao Pedro, em tempos que ja pertencia `a Familia. Havia sido agregado do tio Ozanan Barbalho e, a seguir, do tio Miguel Coelho de Oliveira. Todas as vezes que visitei a cidade, era a segunda casa que punha os pes nela, `as vezes, a primeira.

Nos tempos que comecei a visitar a cidade, namorando minha esposa ha mais de 20 anos atras, o vizinho da esquerda de minha sogra tinha por esposa a Lucia. Esta, irma da Ida, ex-esposa do Rildo, filho do sr. Dico.

Ja o vizinho da esquerda do sr. Luiz Leandro era o sr. Luiz Lino. Pessoa tambem de fino trato e agradavel nas conversas. Lino em Santa Efigenia de Minas eh um dos sobrenomes mais frequentes. Penso que pela idade das pessoas mencionadas pela dona Filomena, elas deverao ser as ascendentes dos Lino de la. Contudo, esta minha inferencia eh apenas uma pressuposicao, sem a devida base de pelo menos algum caso de mencao tradicional.

Meus comentarios a respeito da Familia Lino em Virginopolis estavam repletos de falta de conhecimentos. O capitulo 04 ira esclarecer melhor.

FAMILIA LEITE

Ha algum tempo vinha procurando encontrar o fio da meada desta familia em Virginopolis. Ela tem muitos membros incrustrados em nossa Arvore Genealogica. Nao muito tempo atras entrei em contato com o primo Ronalde Cesar Coelho Leite e comecamos a decifrar um pouco dos dados da familia, da qual ele eh descendente. Claro, ja estavam no livro da Ivania varios nomes dos familiares, inclusive o do Francisco Furtado Leite, unico da irmandade citada no livro “Historia de Virginopolis”.

Ronalde disse-me que o avo dele, Waldemar Nunes Leite, era filho do Luiz Furtado Leite e Luiza Nunes Coelho. O que nao sabia era se era filha ou neta dos patriarcas Joaquim Nunes Coelho e Francisca Eufrasia de Assis. Pelas relacoes de idades eu ja havia concluido que era a filha e agora pude confirmar isso no livro.

Posteriormente, coincidiu de recebermos a visita de dona Maria da Conceicao Leite, mais conhecida como Conceicaozinha. Ela e a irma, Maria da Gloria Leite, Glorinha, haviam nascido em Virginopolis mas, casadas, residem ha muito em Santa Efigenia de Minas. Foi la que as conheci por serem amigas da familia de minha esposa. Entao ela contou-me ser neta de Modesto Furtado Leite e Valeriana Maria de Jesus. Assim, descobri o terceiro da irmandade.

Contou-me ainda que o senhor Modesto foi afilhado da casa do ex-governador Benedito Valadares. E por residir na casa, era tambem conhecido como Modesto de Oliveira Valadares, ate com alguns documentos com este nome. Talvez seja esse o unico exemplo que conheco de afilhado adotando o sobrenome dos padrinhos. Contudo, quando da epoca de sua aposentadoria, o senhor Modesto precisou comprovar em juizo que ele era o Modesto Furtado Leite, tendo como testemunha o Dirceu Nunes Coelho.

Lembrando deste episodio, entrei em contato com a Arlete Carvalho, esposa do Amir Carvalho. Eu ja a havia procurado antes para conseguir dela alguns dados da familia que incluia a paternidade do jogador de futebol, Leandro Almeida, sobrinho dela. Gentilmente ela respondeu `a minha solicitacao. Agora a procurei para pedir para verificar o processo que podera conter os nomes dos avos do senhor Modesto Furtado Leite. Todo este esforco porque a tradicao da familia afirma serem descendentes do Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barao de Cocais, a pessoa, nao a cidade que o homenageou.

Quando voltei mais tarde `a pagina da Arlete, pois, tinha lembrado que seria possivel encontrar os registros de casamento dos bisavos dela, deparei-me com a noticia de que o irmao dela, Carlos Magno, mais conhecido em nossa infancia como Teo, havia falecido. Isso faz parte das agruras!… Infelizmente, so tive que desculpar-me por ter feito a solicitacao em momento tao inapropriado. Mesmo assim a Arlete nao desconsiderou o meu pedido e prometeu investigar. Teo eh tambem apelido do meu filho.

Mas em relacao `a visita de dona Conceicaozinha no ano passado tive a grata satisfacao de obter os nomes dos filhos e conjuges na familia do senhor Modesto e Valeriana. Eram eles:

1o.) Maria Furtado Leite
2o.) Juventina Furtado Leite – Jose (Ze Randolfo) da Silva
3o.) Geni Furtado Leite – Antonio (Tunico) Figueiredo
5o.) Mozar Furtado Leite – Maria das Dores
6o.) Waldomiro Furtado Leite – Geralda Vieira Leite
7o.) Jose Furtado Leite – foi casado, nao sabia dizer o nome da esposa.

Dona Conceicaozinha e Glorinha sao filhas do Waldomiro e Geralda. Dona Juventina e senhor Ze Randolfo residiram no centro da cidade e consegui levantar pelo menos dois nomes de filhos: o Jose Maria Leite da Silva, mais conhecido como Ze Folhao e Maria Leite da Silva. O Ze Folhao foi o marido de dona Maria das Dores (Durica), ex-diretora do Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio em minha epoca.

Esta, filha dos senhores, Minervino Nunes Leite e Zinah Nunes Coelho. Senhor Minervino era filho do Francisco Furtado Leite e America Nunes Coelho (Sa America). Dona Zinah era filha do Pedro Nunes Coelho, filho do casal Jose Nunes Coelho e Emigdia de Magalhaes Barbalho. Dona Durica e Ze Folhao sao os pais, entre outros da Arlete e do Teo. E o Teo pai do Leandro Almeida.

Outra pessoa que temos muitas lembrancas eh a dona Geni Furtado Leite. Viuva, tambem era servente no antigo Ginasio da CNEC. Foi a mae do conhecido, agora falecido, advogado Angelo Figueiredo Leite, casado com nossa prima Diana Maria Coelho. Alem dele, temos a dona Geralda, esposa do senhor Rafael Coelho de Oliveira. Estes sao pais de diversos amigos queridos de Virginopolis. Inclusive o Flavio Jason mencionado na Familia Gomes de Brito. Ha tambem a dona Socorro, casada na Familia Lacerda. Darei mais detalhes no capitulo 07.

Nao tenho recordacoes de familiares de donas Ana e Altina Furtado Leite. Eh possivel que as pessoas que nao sejam lembradas por mim deverao ter deixado descendencia em outras cidades que nao Virginopolis. Ou, o que acontece muito, a distracao me impede de recordar. Estava esquecendo do senhor Mozart. Ele foi antigo morador da Rua Francisco Dias. Residia na, entao, ultima casa da rua. Ate ha pouco tempo era usada para organizacao dos Festivais da Jabuticaba. Entre os filhos dele encontramos a Madalena, esposa do primo Jose (Joao) Geraldo Coelho, filho dos tios Murillo Coelho e Adir Martinho. Adir era neta dos Dino e Sianita, via dona Efigenia.

Quanto `a dona Maria, filha do senhor Jose Randolfo e dona Juventina, foi a esposa do senhor Anesio Coelho de Lacerda. Dele ainda tenho que localizar os pais. E dos filhos preciso coletar os dados. Tenho apenas os da Maria da Conceicao da Silva Lacerda de Andrade, que se casou com o Dimas Geraldo de Andrade. Na cidade, basta dizer que este eh o Dimas da dona Heloisa, ou do Lalado, para que todos saibam localizar a familia. Trata-se da combinacao das descendencias do professor Francisco Dias de Andrade, Coelho e Barbalho. Mas de quem ja tenho os dados, pode-se constata-lo nos sites: http://www.geneaminas.com.br ou, quem tiver acesso, http://www.ancestry.com na pagina: “Barbalho Family Tree.”

Em minha epoca de crianca, aconteceu de o Grupo Escolar Professor Francisco Dias ser inaugurado e comecar a funcionar em um predio mal terminado. Funcionava ainda no improviso. Ao mesmo tempo, abriu-se tambem uma Escola Anexa `a CNEC, na qual meus irmaos mais novos estudaram. Nesta ocasiao foram diretoras destas unidades escolares: Maria das Dores (Durica) Nunes Leite (Grupo Escolar Nossa Senhora do Patrocinio); Maria do Socorro Nunes Leite (irma da primeira, Grupo Chico Dias) e Maria Carmelita Coelho Serra (filha do sr. Serafim Coelho e dona Julia, Escola Anexa).

As duas primeiras, filhas do senhor Minervino Nunes Leite e Zinah Nunes Coelho. O irmao delas, o senhor Lincohn Leite era o marido, atual viuvo, da dona Conceicao Pinto, tambem professora muito dedicada. Faltou ao livro de dona Maria Filomena deixar uma lembranca tambem da Familia Pinto. No mais, que me perdoem tantos outros professores dos quais nao mencionei os nomes. Nao queria fazer deste pequeno estudo um enredo exato, porque nao eh matematico, mas sim agrupar alguns pareceres para motivar o estudo genealogico de todos.

Posso ja ir adiantando dados da Familia Leite em nossa Genealogia. No capitulo 07 ela eh tratada como “Pinto Coelho” ja que a tradicao afirma ser descendente do Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o barao de Cocais.

Existe em Minas Gerais uma Familia Pinto Coelho de grande importancia na formacao genealogica de diversos municipios, principalmente aqueles relacionados ao Ciclo do Ouro e periodo logo posterior. Embora eu nao tenha postado nomes dos Pinto Coelho presentes na lista de ex-alunos do Colegio do Caraca, capitulo 09, estes nomes poderao ser pesquisados atraves do endereco ali indicado.

Dados e comentarios a respeito da Familia Leite estao agora postados em outros capitulos abaixo. Mas, para orientacao, adiantarei algo. Vejamos por exemplo os diagramas de filhos do Luis Furtado Leite e Luiza Nunes Coelho. Ja se podera acompanhar uma parte da descendencia no sitio geneaminas.com.br. Mas para quem possuir o livro “ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO”, e desejar fazer as costuras necessarias para entender a formacao da familia, estes serao uma mao na roda. Vejamos:

Luis Furtado Leite foi o marido da Luiza Nunes Coelho, pagina 12, filha dos fundadores de Virginopolis Joaquim Nunes Coelho e Francisca Eufrasia de Assis. Foram os pais de:

01. Juarez Nunes Leite – Helena de Oliveira (162)
02. Maria Nunes Leite – Arthur Pereira do Amaral (226)
03. Octavio Nunes Leite – Esther Honoria Coelho (13) + Nadir Aguilar (Totote)
04. Waldemar Nunes Leite – Izaura da Cunha Menezes (167)
05. Francisca Nunes Leite – Jose Rodrigues Coelho Sobrinho (106)

A relacao acima nao esta em ordem de nascimentos. Os numeros `a frente das pessoas sao os das paginas no livro. O numero 162 indica a pagina onde esta a descendencia da dona Helenita Nunes Leite, que foi filha do casal e se casou com o Joao Coelho de Oliveira, filho do senhor Octavio Coelho de Oliveira e Francisca Nunes Coelho. Este havia sido o primeiro casamento do seo Octavio e dona Francisca foi filha dos tios-bisavos: Petronilha de Magalhaes Barbalho e Joao Nunes Coelho.

Arthur Pereira do Amaral foi filho do tio Ernesto Pereira do Amaral e Ilidia da Silva Neto. Ainda nao tenho a descendencia deles.

O senhor Octavio Nunes Leite foi um dos maiores povoadores da Sapucaia de Guanhaes. Com dona Esther foi pai de, pelo menos: Esther, Luis, Adauto, Maria Salome, Orlando, Sebastiana (108), Vitorino, Sebastiao e Octavia (112). Dona Sebastiana foi a primeira esposa do senhor Eliphaz Rodrigues Coelho. Assim mesmo que se escrevia o nome dele segundo as matriculas dos ex-alunos do Caraca. Dona Octavia foi esposa do senhor Mario Rodrigues Coelho. Foram duas irmas casadas com dois irmaos.

Maria Salome foi esposa do Otto Nunes Coelho, filho do Claudionor Nunes Coelho e sua propria sobrinha Maria Augusta Campos Nunes. Dona Ida Nunes Coelho (105), segunda esposa do Jose (Ze do tio Daniel) Rodrigues Coelho Sobrinho (nao tiveram filhos), foi irma do Otto.

Os irmaos Orlando e Sebastiao Nunes Leite quase nao sairam de dentro de casa para se casarem. O primeiro foi `a casa do tio Waldemar para casar-se com a Maria de Lourdes. O segundo foi `a casa da irma desta, dona Neria Nunes Leite, que foi esposa do senhor Antonio Pinto de Souza, para casar-se com a dona Maria do Socorro Pinto Leite. Este ultimo casal foi pai de pessoas como o Robinho que foi criado pelos tios Eliphaz e dona Chiquinha e do Wander (Wandinho) que se casou com a prima Rosany Barbalho.

A alta consanguinidade acabou atingindo outros membros da familia tambem, pois, dona Diva, filha tambem de dona Neria e senhor Antonio, se casou com o senhor Salvio, filho do Jose Sobrinho e Francisca Nunes Leite, filha do Luis Furtado Leite e Luiza Nunes Coelho. Irmaos do senhor Salvio, o senhor Cesar casou-se com dona Dalva (Vivica), filha do senhor Waldemar e Izaura e a dona Maria do Socorro casou-se com o Levi Pereira Sobrinho, filho do Arthur Pereira e Maria Nunes Leite.

Estes sao apenas alguns exemplos do que aconteceu, o que nao foi diferente entre os familiares de todos os patriarcas, principalmente entre os nascidos em Virginopolis e suas proximidades, nos primeiros 100 anos de sua existencia efetiva, ou seja, entre 1858 e 1958. Contudo, apesar de a familia ter se espalhado pelo mundo, continuam existindo casamentos consanguineos, `as vezes, em cidades bem distantes deste nucleo original.

Com dona Nadir o senhor Octavio foi pai tambem de: Astramiro, Jose, Juarez, Luiza (228), Maria Josefina, Otto e Paulo, pelo menos. Deste grupo o livro da Ivania registra a descendencia apenas da dona Luiza Nunes Leite que casou-se com o Joaquim Bento da Silva Coelho Filho. O Quim Bento foi filho dos tios Quim Bento velho (149) e tia Cunuta (Antonia Pascholina).

Quim Bento Filho e Luiza foram pais de diversas pessoas cujos filhos cresceram conosco em Virginopolis; como a professora Iolanda Coelho Chaves, dona Lourdinha esposa do senhor Walter Lopes, Carlos + Iria, Sergio + Maria de Lourdes e Alipio + dona Nair Coelho da Silva. Este Coelho da Silva da dona Nair talvez venha do nucleo deste nome discutido no capitulo 07, porem, nada afirmo.

Para completar a festa, o senhor Waldemar Nunes Leite e dona Izaura da Cunha Menezes foram pais de:

01. Ciro Nunes Leite – Ana Coelho de Oliveira
02. Claudio Nunes Leite
03. Dalva (Vivica) Nunes Leite – Cesar Rodrigues Coelho
04. Dorotheia Nunes Leite
05. Geraldo Nunes leite
06. Joao Nunes Leite
07. Jose Nunes Leite
08. Laura (tia Laurinha) Nunes Leite – Antonio (ti Antonio) Batista Coelho
09. Luiz (ti Lica) Nunes Leite
10. Maria de Lourdes Nunes Leite – Orlando Nunes Leite
11. Milton (Miltinho) Nunes Leite – Maria Jose (Zeze) Pinto de Araujo
12. Neria Nunes Leite – Antonio Pinto de Souza
13. Salva (Savica) Nunes Leite – Sergio Silva
14. Vilma Nunes Leite
15. Nize Nunes Leite – Sebastiao Pinto de Araujo

Os nomes estao em ordem alfabetica ao inves de por ordem de nascimentos. Exceto dona Nize que possuo data de nascimento e falecimento, assim o sitio genealogico postou-a em ultimo lugar. Nao possuindo dados mais completos falta-nos conjuges e descendentes.

Para informacao, o sitio gencoelho possui uma gama bem mais completa de parte da descendencia da Familia Leite, basicamente aquela concernente aos filhos Luis e Francisco Furtado Leite. Como ja temos ai geracoes mais recentes e conhecidas, perfeitamente identificaveis pelas atuais geracoes, gostaria de ter a ajuda dos internautas mais novos para completarem os dados que nos faltam.

Os primos Ronalde e Fenelon muito ajudaram para chegarmos aos dados que ja temos, alem, claro, de dona Conceicaozinha e outros.

FAMILIA CHAVES

Nada posso dizer, por enquanto, a respeito da Familia Chaves. Temos na familia o senhor Atelante Antonio Chaves, marido de dona Maria de Lourdes Campos Chaves, filha do Atenagoras (Tenah) Campos do Amaral e dona Maria da Conceicao Nascimento. Estes sao dados combinados que temos dos livros e por informacoes do neto do sr. Atelante e d. Lourdes, Fenelon Jose Campos Coelho. Os pais do sr. Atelante eram: Zacarias Goncalves Chaves e dona Aunar Assuncao Chaves. Assim nao ha como liga-los `a lista apresentada por dona Maria Filomena.

Outro membro ja registrado da Familia Chaves no livro da Ivania eh o sr. Helio Dias Chaves, pai dos filhos da professora Iolanda Coelho Chaves, neta dos tios-bisavos Joaquim Bento (Quim Bento) Coelho e Antonia Paschoalina (tia Cunuta) da Silva Neto, via o Quim Bento Jr. Teremos que aguardar mais informacoes para sabermos de como essa familia participa da Arvore Genealogia coletiva das familias virginopolitanas.

Embora tenhamos outras pessoas com a assinatura Chaves, alem das mencionadas acima, ainda nao encontrei o fio-da-meada que liga as pessoas mencionadas por dona Filomena `a atual populacao. Entre os nao mencionados acima esta a dona Maria Goncalves Chaves, que foi esposa do senhor Ancelmo de Souza Ferreira. Mas talvez o apelido de Chico Carreiro do senhor Francisco Chaves seja a melhor pista que fara alguem lembrar-se de algum vinculo.

CONCLUSAO

Alguem pode se perguntar: Por que perder o tempo de estudar tantas genealogias de pessoas que nem sequer sao minhas parentes?! Eh como a vovo Candinha respondeu a quem lhe perguntou: “Por que a senhora esta plantando pes de jabuticada nessa idade? A senhora nunca vai chupar dessas frutas:” Respondendo, ela disse: “Quando eu nasci, chupei as frutas das arvores que nao plantei, agora estou plantando para que os que vierem depois de mim tambem possam chupar.” De forma semelhante respondo eu.

Isso faz parte. Outro dia mesmo eu estava brincando de “pegador”, esconde-esconde, pique-latinha, queimada e outras coisas mais. Estes dias o Fenelon Jose tem andado todo alegre porque nasceu um neto dele. O Ze Maria, filho dos tios Miguel e Lia, mais novo que nos, ja eh avo ha bem mais tempo. Dona Augusta Campos, em meu tempo de brinquedos, nao era uma figura esquecida das pessoas, e nem apenas um nome de praca, ela estava presente no nosso dia-a-dia, como se ainda nao houvesse falecido. Pois eh, ela eh a trisavo do Fenelon que ja eh avo. O tempo passa e a gente nem percebe! Nos ja estamos ficando para a hora da morte e seremos esquecidos por nossa descendencia se fizermos o mesmo com os nossos ancestrais.

A verdade eh esta, 130 anos atras, nossos ancestrais, os mais cuidadosos, nos deixaram alguns apontamentos escritos onde podiamos compreender de onde vimos. Mas eles pensaram apenas naquelas pessoas que lhes eram mais proximas, somente aquelas que ja lhes tinham algum vinculo consanguineo, mesmo assim, nem todas. Hoje somos descendentes deles e de outras pessoas que conviveram com eles, que se sentaram com eles `as mesmas mesas para celebrarem os casamentos, os nascimentos e chorar as perdas. Apesar da intimidade que tiveram, pouco sabemos dos outros que, `as vezes, nao sao nossos ancestrais, mas serao ancestrais de nossos descendentes.

Assim, mais valido eh conhecer a Arvore Genealogica de todos porque os futuros compartilharao das raizes que se tornarao conhecidas. Nao o faco por mim mas sim como um legado para todos.

Um detalhe quanto a isso nos vem da Idade Media. Naquele tempo nao existiam os ditos sobrenomes. O Jose era chamado de Jose Fernandes porque o pai dele se chamava Fernando. O Antonio era chamado de Antonio Anes (Johanes) porque era filho do Joao. Isso bastava `as pequenas comunidades.

Quando a populacao comecou a crescer, tinha tanto Antonio Anes e Jose Fernandes que comecou a dar confusao. Por isso, alguns fixaram os patronimicos Antunes, Anes, Fernandes etc e acrescentaram o “de”, algum lugar. Assim, o Francisco Antunes de Valadares chama-se assim porque alguem em seu passado se chamou Antonio e era do local de Valadares.

Tambem ha um erro em usar-se o termo: “Arvore Genealogica da Familia Vasconcelos” ou de qualquer outro sobrenome. Nao existe familia de sobrenome e sim de pessoas. Um exemplo disso: na Idade Media um certo Soeiro Viegas Coelho teve filhos. Dois deles se chamaram Joao e Maria Soares Coelho. O Joao manteve o sobrenome Coelho, dando origem a esta linhagem na familia. Dona Maria era mulher, portanto, na Idade Media e muito tempo depois nao passava o sobrenome aos filhos.

Ela casou-se com D. Joao, o Tenreiro, senhor da Torre de Vasconcelos. Os filhos receberam sobrenome em homenagem ao cargo ocupado pelo pai. Assim, eles multiplicaram o sobrenome, “de Vasconcelos”. Embora, geneticamente, os filhos fossem tanto de Vasconcelos quanto Coelho. Alias, esta era uma situacao muito comum na Idade Media e muito depois. Os pais poderiam ter 12 filhos ou mais e cada um escolher um sobrenome diferente para si.

Por ultimo, a populacao do mundo era em numero relativamente pequeno, ate que as Americas foram descobertas e o comercio com o Oriente se intensificou. O fluxo de mercadoria passou a ser muito, gerando riquezas e tambem houveram trocas de conhecimentos culinarios. Batatas, milho, urucum, tomate, pimenta, cana-de-acucar, nao foram produtos europeus. A partir de entao passaram a ser usados. Com isso, melhorou-se a condicao de saude geral proporcionando a multiplicacao ate chegarmos aos dias de hoje.

Contudo, o basico eh este: por uma condicao inerente `a vida, eh preciso passar-se milhares de anos para que haja variacoes geneticas que diferenciem os individuos da mesma especie. Como se passou tao pouco tempo em relacao aos nossos dias e `a Idade Media, o que aconteceu foi apenas se multiplicar, ou seja, um certo Jose que existia naquele passado, continua praticamente o mesmo Jose de hoje. A diferenca eh que para cada Jose que havia naquele tempo hoje temos 500 outros Joses. No DNA dos 500 nada de variacao.

Portanto, sera bom que conhecamos a genealogia de todos. As razoes para isso envolvem saude de nossa descendencia. Porem, nao vou discorrer aqui novamente a respeito desse assunto. Isso sera algo a ser tratado por pessoas melhor credenciadas. Num futuro proximo.

Um outro motivo para deixarmos para nossa descendencia as nossas genealogias esta em fatos que estao por vir. Meus avos Trajano (Cista) e Dindinha Zulmira tiveram juntos um pouco mais de 100 netos. Papai teve 19 e nao esperamos que este numero aumente. A tendencia de agora para frente sera que cada um de nos tenha no maximo entre 3 a 6 netos. A partir de quando meus pais se tornarem trisavos, nao havera avo que enchera a casa de netos. A menos que viva uns 150 anos.

Em tempos de nossos avos, eles tinham filhos por uns 25 a 30 anos seguidos. Assim, os filhos mais velhos comecavam a lhes dar netos enquanto eles ainda estavam tendo os ultimos filhos. Era um processo continuo. Os nascimentos eram, pelo menos, anuais, algumas vezes, mensais dentro de uma mesma familia.

A tendencia atual eh a de que os casais tenham filhos quando estiverem por volta de 30 anos. No espaco de 5 anos deverao ter seus dois ou tres filhos e pronto. Ou seja, a proxima geracao so comecara dai a outros 30 anos. Havera a necessidade de pessoas que se especializem em cuidar de criancas porque os pais nao terao a menor experiencia no assunto ja que nao terao visto seus irmaos mais velhos, pais, ou seus avos fazendo isso.

Outro detalhe sera o de que formar-se-ao linhagens humanas que poderiam passar milenios sem haver casamentos entre elas, embora venham a viver como vizinhas. Isso se daria porque um casal que ja tenha filhos por volta de 15 anos de idade podera tornar-se vizinho de outro que estara comecando a ter filhos. Assim, quando os filhos do primeiro casal chegarem aos 30 anos, os vizinhos ainda estarao muito novos para se casarem. Assim as geracoes dos vizinhos se alternarao nas idades dos filhos mas eles nao casarao entre si.

Com o numero reduzido em que as familias se transformarao, se nao houver um acompanhamento genealogico, as pessoas nao conhecerao os primos de terceiro grau porque os avos comuns terao nascido, no minimo, ha 90 anos atras. Alem disso, com cada geracao vivendo em um ponto diferente do planeta, porque todo mundo tera a facilidade de se deslocar para onde oferecer empregos que atendam as aptidoes de cada um, primos poderao nao crescer juntos e perder-se-a aquela ligacao de amizade que conhecemos, ou seja, os primeiros amigos, namorados e confidentes, eram os primos.

Isso criara um sentimento de solidao e isolamento. Talvez seja preciso aqui propor uma certa solucao. Ou seja, uma geracao tera que ser sacrificada para o beneficio de todas as que virao. Esta tera que criar os filhos e os netos. A partir de entao, somente os avos criarao os netos. Os pais estarao envolvidos demais com suas carreiras e somente terao tempo quando se aposentarem. Portanto, a sociedade precisara adaptar-se aos sinais do tempo.

Mencionei que os netos dos meus pais somam 19 pessoas. Ja os netos por parte da minha sogra sao 16. Portanto, meus filhos tem apenas 29 primos, em contraste com os membros da casa de meus pais que somaram mais de 150 primos em primeiro grau. Estas deverao ser as ultimas geracoes com tal abundancia de pessoas no mesmo ramo familiar. E, em nosso caso, tinhamos outra diferenca. Os primos de meus filhos pelo lado materno nao sao primos dos filhos dos meus irmaos, e vice-versa. Eramos uma so familia, a ponto de os primos de nossos primos poderiam nao ser nossos primos em primeiro grau mas o eram em outros graus. `As vezes, graus de parentesco repetidos tantas vezes que era como se fossemos.

Esta pesquisa tem nao apenas o objetivo de levantarr fatos da Historia. Tem, principalmente, a finalidade de nao deixar que as pessoas do passado nao sofram a segunda morte. Como mencionei, a professora dona Augusta Campos era muito bem lembrada no meu tempo de crianca, como inspiradora da educacao. Creio que nao ha sabedoria alguma em sacrificarmos a inspiracao que ela gerava, pela preguica de nao procurarmos saber quem ela foi e o que fez.

A recordacao de nossos ancestrais como coletivo deveria ser disciplina escolar, tanto quanto aula de musica. Todos sabemos que os musicos desenvolvem melhor suas inteligencias. O mesmo se da em relacao a quem conhece o seus antepassados. Somar estes conhecimentos, buscando inspiracao em ambos os campos, multiplicaria a inteligencia de nossos descendentes.

PS. – Por enquanto, fiz visitas esporadicas ao blog: http://joserabello1.blogspot.com/2011/03/do-sao-bento-ao-caraca-serra-14041968.html. A prima Celina Coelho, que o postou e terminou ha poucos dias sua montagem. Trata-se de escritos feitos principalmente pelo pai dela, dr. Jose Rabello Campos, filho de Jose Ferreira Campos e dona Jovelina Rabello Neto mencionados no livro da dona Negra, na Familia Campos. Em nosso tempo de crianca, funcionou na cidade um jornalzinho de nome: “A Peneira”. Era uma das opcoes que tinhamos de leitura, uma vez por semana.

Neste, as publicacoes do dr. Rabellinho. Lembro-me de os irmaos da casa de meus pais disputarem a ordem de leitura. Agora podemos repetir as leituras e entender melhor a complexidade dos escritos do antigo professor, dr. Rabellinho. Ja tirei proveito nas leituras de duas biografias: a do proprio dr. Rabellinho, escrita pelo saudoso dr. Jose Lupciano, filho dele, e a da tia Meme, escrita pelo proprio dr. Rabellinho. Indico o blog a quem desejar recordar ou conhecer os sacrificios narrados da vida na epoca de nossos ancestrais.
04. BREVE RELATO DOS PRIMEIROS FRUTOS DA PRESENTE PUBLICACAO

FAMILIA NUNES COELHO

Logo apos `a publicaca, recebi um convite da Marinez Torres para tornarmo-nos amigos no Facebook. Fiquei um tanto no ar para saber de quem se tratava. Pensei ser a Marinez do tio Antonio (Ti Antonio) Batista Coelho e Laura (Tia Laurinha) Nunes Leite. Talvez fosse ela com nome de casamento. Mas a pagina indicava proceder de Guanhaes, residente em Nova Iorque. Ja nos primeiros contatos, conversamos como velhos amigos. As raizes familiares sao as mesmas.

Contou-me ser neta do Amavel Nunes Coelho e Sebastiana Gloria Coelho. Filha da Inez Nunes Coelho. Nao consegui fazer a ligacao ate ai, mesmo com ela dizendo que os irmaos do Amavel se chamavam Dermeval e Ulisses Nunes Coelho. O Ulisses esta no livro da Ivania. Teve 3 esposas diferentes. Mas nao tinhamos os nomes dos pais dele.

Havia entrado como agregado, embora, agora sei que era mais que agregado. Tambem que eh um tio a mais a casar-se com sobrinha em nossa familia. A primeira esposa, Alzira Nunes Coelho era sobrinha dele.

Ao mencionar que outro irmao era o Pio Nunes Coelho e que este inclusive virara nome de escola em Guanhaes, ai as coisas se descortinaram um pouco. Pio foi o marido da tia Josephina Marcolina Coelho, filha do Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral, identificados no trabalho de dona Maria Filomena e por todos os nossos apontamentos genealogicos.

Por ai pude dizer a ela que, na irmandade, incluiam-se entao as tias Marcolina (Marca) e Vitalina (Nha Nha), respectivas esposas dos tios Lindolpho e Altivo Rodrigues Coelho. Era aquele caso de 3 irmaos casados com 3 irmaos.

Informei `a Marinez que, entao, os pais do avo dela eram o Clemente Nunes Coelho e Anna Maria. Ela nao sabia, mas logo foi atras e voltou com a informacao de que a Anna Maria tinha o sobrenome Pereira. Algo novo para mim. Mas ja estou com a pulga atras da orelha! Sera que este Pereira nao tera origem no Pereira do Amaral de nossos ancestrais?! A probabilidade de ser eh grande!

Assim, o quebra-cabecas comeca a fazer sentido. Pareceu-me, entao, que ficou respondida a questao: o Clemente, pai dessa turma, era o mesmo Clemente, pai da Maria Honoria, Antonio e Prudencio, ou nao? Logo deduzi que nao. Falta, assim, saber se este Clemente era ou nao filho do nosso antepassado Clemente, ou filho de algum outro filho dos avos Euzebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus.

Por falar nisso, recentemente encontrei no site Family Search, da Igreja dos Santos dos Ultimos Dias (antiga Mormons), outro filho dos avos Euzebio e Anna: o Manoel Nunes Coelho, ou seja, o Manoel Neto nessa linhagem. Mas encontrei apenas o registro de batismo, que se deu em Itabira, em 3 de janeiro de 1811. O importante neste documento eh mostrar o nome completo da avo Anna, que tinha o Pinto de Jezus. Isso mesmo, com z!… Confirmando os dados coletados pela Ivania.

O registro do Manoel desloca um pouco o centro de gravidade de nossas pesquisas porque, ate agora, tinhamos que os Nunes Coelho procediam de Dom Joaquim. Ao que parece, passaram por mais de um lugar. Em Dom Joaquim se estabeleceram na Fazenda Folheta. Em Guanhaes na Fazenda do Grama.

Entre os outros filhos dos avos Euzebio e Anna, talvez, o Clemente II podera ser filho do Bento ou Antonio mas com a maior tendencia de ser mesmo do Clemente I. Isso porque a Marinez comentou a respeito de o Clemente II ser quase africano de cor, casado com a Anna Maria que era loira dos olhos azuis. Semelhantemente, a nossa trisavo Maria Honoria tambem era da mesma cor. Dai supor-se que tenham sido irmaos.

FAMILIA LINO DE SOUZA

Respondendo a uma provocacao que fiz a ela, nossa querida amiga e companheira de antigas datas, Fatima Lino Marques, respondeu no Facebook que eu estava enganado em relacao `a familia dela. Nao compreendi a principio, porque ela nao entrou nos meritos da questao.

No vai-e-vem de nossa conversacao, tornou-se bem claro o porque de ela afirmar que eu estava enganado. E o estava em varios pontos. Ela passou-me os nomes da casa dos avos dela: JOSE LINO DE OLIVEIRA e BENIGNA ISABEL DE SOUZA. Para comeco de conversa, nao havia desde o inicio o seo ZE LINO DE SOUZA. A familia era assim formada:

JOSE LINO DE OLIVEIRA e BENIGNA ISABEL DE SOUZA, pais de:

1o.) Jose (Juca) Lino de Souza – Candida (Candica) Coelho Magalhaes
2o.) Joaquim (Ti Caco) Lino de Souza – Conceicao Soares
3o.) Ana
4o.) Elisa
5o.) Eponina
6o.) Joao (Joaozinho) – Batista Marques Pereira
7o.) Maria Lino de Souza – Jose Coelho Neto
8o.) Julinha (morava em Coroacy)
9o.) Rita Lino de Souza – Francisco (Chico Gilberto) Soares
10o.) Virginia Lino de Souza – Neri Jose Pimenta.

Nao entramos no detalhe se esta relacao que ela me passou esta em ordem de nascimentos ou nao. O fato eh que, por enquanto, nao pudemos atar os presentes dados aos que dona Maria Filomena lancou no livro dela porque a Fatinha nao sabe dizer quem eh o bisavo que, por suposto, pode ser um daqueles nomes.

Mas aqui da para a gente notar como a danca genealogica se da. Em livros como o da prima Ivania Batista Coelho, onde se trata da genealogia de descendencia de um casal, como eh o caso especifico do que ela tratou: do portugues, alferes de milicia, Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues Rocha, o que temos eh praticamente uma malha plana, enorme e, `as vezes, complicada. O que quero dizer com malha plana trata-se de comparar a genealogia com uma rede fina de pescar extendida `a espera dos peixes.

Existem as complicacoes por causa dos casamentos do tipo: sobrinhas e tios e entre pessoas de geracoes diferentes dentro da propria familia. Um exemplo disso eh que meu pai era bisneto do Joao Batista Coelho Junior, e minha mae neta do Jose Batista Coelho. Joao e Jose eram irmaos, filhos do Joao velho e Maria Honoria Nunes Coelho.

Como os pais se casaram, na casa deles os filhos sao ao mesmo tempo trinetos e tetranetos deste ultimo casal. E coisa semelhante se da em relacao ao grau duplo de parentesco com todas as geracoes precedentes deles. Os pais do Joao velho e Maria Honoria sao, simultaneamente, tetravos e pentavos dos mesmos filhos da casa de meus pais. E, com o passar das geracoes, estas coisas podem complicar-se mais ainda porque outros descendentes ja com este ou outros graus de parentesco podem casar-se entre si. Mas isso eh normal!…

O interessante em se colocar as familias das pessoas que foram agregadas `a descendencia de um estudo plano eh ver-se como elas aproximam as pessoas de diversos ramos da familia plana, tornando a malha genealogica como um novelo nao mais plano. Este eh apenas um caso de uma familia. Imaginem quando obtivermos os dados de diversas outras!… Alem da propria descendencia completa destas pessoas acima mencionadas.

Como eu dizia anteriormente, o genealogista precisa entrar na mente das pessoas para enxergar o parentesco do ponto de vista delas e nao dele proprio. Como membro de algumas familias estudadas, eu me enganei redondamente assumindo que nao deveriam existir tantos Lino em Virginopolis, quando, em verdade, eu convivi o tempo todo cercado por eles.

O que se da, e nos leva facilmente `as falsas interpretacoes, sao os sobrenomes desaparecerem nas geracoes mais recentes, fatalmente, por serem preteridos por ser carregados pelas esposas ou, o mais frequente, porque se fossemos colocar todos os sobrenomes de nossos ancestrais para nao perdermos as sequencias das linhagens que nos teceu, acabariamos tendo por sobrenome uma verdadeira lista telefonica.

Em relacao `a FAMILIA LINO, eu nao imaginava o que realmente se passava. Mas com o esclarecimento dado pela Fatinha, posso tentar olhar para o parentesco na lista acima presente segundo o que ela enxerga. Eu por exemplo via assim: na Rua Padre Virgolino, mais conhecida pelo apelido de Rua do Buraco, existiam duas casas ocupadas por aquela familia: a das “tias” e a do Ti Caco.

O Ti Caco tinha se casado com a dona Conceicao, quem tinha comigo um parentesco distanciado. O senhor Chico Gilberto era Soares, pai das donas Lulu e Socorro que se casaram, respectivamente, com Cassio Nunes Coelho e Osvaldo Coelho Perpetuo, ambos oriundos dos meus parentes Coelho. O vizinho Ze Neto era parente dos Coelho, mas tinha dificuldade em coloca-lo em nossa Arvore Genealogica.

Desde que encontrei-me com o Ze Neto em Virginopolis, em 2009, essa dificuldade cedeu porque perguntei-lhe os detalhes que me faltavam para encaixa-lo na Arvore. Contou-me ser filho do Jose Coelho Neto e Maria Lino de Souza. Estavam na pagina 142 do livro da Ivania. Ele inclusive ficou emocionado ao poder relembrar as pessoas queridas inscritas na mesma pagina do livro.

O Jose Neto I era filho de JOAO BATISTA COELHO NETO e LUCINDA XAVIER ANDRADE. O Joao seguia a linhagem como III Joao Batista na familia e, `a semelhanca do avo que colocara o Batista como sobrenome dos filhos, adotou o Neto tambem como sobrenome. Faltava-me, entao, descobrir os nomes dos pais da Maria Lino e seus irmaos.

O primeiro filho, JUCA LINO DE SOUZA, como ja foi conversado, casou-se com a CANDICA, filha dos tios-avos e ao mesmo tempo tios-bisavos: EVENCIO BATISTA COELHO e EMIDIA (MILUCA) MAGALHAES. O tio Evencio era irmao do Joao Neto e da bisavo Olimpia Rosa. Portanto as duas familias tem lacos dobrados. A tia Miluca era irma da avo Davina e elas eram filhas do JOAO BATISTA DE MAGALHAES e CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO, da Familia Batista de Magalhaes. Candica e Juca criaram a familia em Governador Valadares.

Da familia dos tios Evencio e Miluca, as descendencias que nasceram e cresceram em Virginopolis foram das filhas Maria e Honorata (Tinah) de Magalhaes Coelho, a primeira e a segunda esposas do senhor Ary Dias de Andrade, irmao da dona Maria Filomena de Andrade.

Nesta familia ha um caso interessante a ser observado. Por ter se casado com a dona Rita, o senhor Chico Gilberto tornou-se cunhado do Ti Caco. Ja o Ti Caco foi `a casa do senhor Gabi (Gabriel) Gilberto para casar-se com a dona Conceicao. Neste caso o Ti Caco tornou-se sobrinho do Chico Gilberto e da propria irma dele. Ha pouco descobri que os senhores Gabi e Chico Gilberto eram membros da Familia Coelho da Silva. Vide capitulo 07 para verificacao.

Como ja falei, as duas filhas do seo Chico e dona Rita casaram na Familia Coelho. E o filho do seo Cassio e dona Lulu, o Cassio (Cassinho) Nunes Coelho Filho, foi meu colega durante o primario. Nos anos seguintes tive outros colegas, como o Geraldo (Ge) Jose Coelho, filho da dona Socorro e Osvaldo Coelho Perpetuo e a propria Fatinha.

Dai eh importante observar o angulo de vista que eles tinham em relacao ao parentesco porque em meu tempo de crianca, alem do Ti Caco e as tias, eram vizinhos de rua as donas Lulu (Cassio), Socorro (Osvaldo) e Ze Neto (Terezinha Almeida), ou seja, eles tinham a visao deste parentesco que eu nao imaginava.

A rapida conversa com a Fatinha ainda nao deu para esclarecer mais a respeito da mae dela. Mas ha a possibilidade, novamente, de o Pereira estar ligado ao ramo Pereira do Amaral. Aguardemos mais informacoes.

Dona Julia foi para Coroacy. E foi la que o Joao Batista Coelho Neto foi casar-se com dona Lucinda Xavier Andrade. E pelo que se pode ver na pagina 142 do livro da Ivania, alguns dos filhos foram casar-se la tambem. Mas nao temos mais informacoes.

Claro, ha que se lembrar que o casal Demetrio Coelho de Oliveira e Marcolina Honoria Coelho levou a familia para la na fundacao daquela cidade. Outros virginopolitanos estao na relacao de primeiros moradores locais, inclusive, tios Miguel Nunes Coelho e Ambrosina (tia Sinha) de Magalhaes Barbalho, os pais do bispo D. MANOEL NUNES COELHO.

Nao vejo como muita surpresa o fato de o marido da dona Virginia Lino de Souza, Neri Jose Pimenta, ser nosso primo. Eles estao na pagina 283 do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. Neri era filho dos tios OLIMPIO JOSE PIMENTA e RITA AUGUSTA LACERDA. Por enquanto nao posso dizer que dona Rita Lacerda tenha parentesco com os COELHO DE LACERDA de Virginopolis. Mas as probabilidades sao muito grandes, por via do Lacerda.

Dona Rita Lacerda era filha de Joaquim Lacerda e irma do padre Joaquim Lacerda Filho, o primeiro paroco de Sao Joao Evangelista. A familia mudou-se para Sao Joao Evangelista no inicio da formacao do Arraial de Sao Joao Novo e procedia do Serro.

A historia do tio Olimpio, e como ele tornou-se nosso tio, eh que eh um pouco complicada. Sendo ja primo da familia, por vias dos sobrenomes Pereira do Amaral, Borges Monteiro e Barbalho, pois, descendia simultaneamente dos tres, teve por primeira esposa dona Ludugeria Francelina do Amaral, irma da trisavo Maria Marcolina Borges do Amaral. Falecendo esta, casou-se em segundas nupcias com Quiteria Rosa de Jesus Amaral, filha do nosso tio, Joao Pereira do Amaral. Em terceira nupcias foi que ele casou-se com dona Rita, mudando-se para o Correntinho de Guanhaes, onde descansou com seus antepassados.

O que ha de mais complicado na vida dele foi que, no intervalo do segundo para o terceiro casamento, teve um relacionamento com Sebastiana Pereira do Amaral. Esta era viuva do DANIEL PEREIRA DO AMARAL, que se casara com ela em segundas nupcias dele, apos o falecimento da nossa quartavo, MARIA FRANCELINA BORGES DO AMARAL.

Sebastiana e Daniel haviam sido pais de Georgina, Lilia e Elpidio Amaral, ja mencionados como moradores de Sao Joao Evangelista. Sebastiana e Olimpio foram pais de Maria Carolina (Quinha) e Antonio Augusto. Assim, a nossa trisavo Maria Marcolina era meio-irma dos tres primeiros e parente dos outros dois. O professor Dermeval nao revelou quem eram os pais da dona Inha (Sebastiana). Paginas 150 e 285

Interessante tambem eh que: os vizinhos mais proximos do Ti Caco: seo Osvaldo e Chico Gilberto, eram o senhor Longino Pereira e dona Isabel Teixeira. O Pereira desta familia, ja me contaram, procede de Sao Joao Evangelista. Tai a possibilidade de ser outro da descendencia Pereira do Amaral. De dona Isabel tenho certeza dela ter sido prima do Neri Jose Pimenta e descendente de mesmos ancestrais. Claro, eu nao faria tal afirmacao a nao ser pelo fato de os pais dela: dona Alice Reis e Alipio Teixeira, serem mencionados na pagina 257 do livro do professor Dermeval Jose Pimenta. A mae da dona Alice era dona Amelia Candida Pimenta e era nossa aparentada pela genetica Pimenta Barbalho.

Nao ha necessidade de entrarmos nos detalhes da descendencia porque pode-se logo imaginar que os muitos outros relacionamentos fizeram mais conexoes de forma a que a FAMILIA LINO “puxasse para sua latinha” muitos outros membros da MALHA PLANA da FAMILIA COELHO. Se tivessemos como fazer a MALHA PLANA da Familia Lino certamente os agregados COELHO a tornariam enovelada. Assim, `a semelhanca dos fios que formam o DNA que se enovela para tormar os cromossomas visiveis em menor aumento, tambem as MALHAS PLANAS se enovelam para representarmos o que eh uma familia na realidade.

Pelo diagrama acima, podemos observar que haviam relacoes de parentesco entre agregados da Familia Lino: Candica, Conceicao Soares, Jose Neto e Neri Pimenta. Mas, a partir dos ancestrais deles, eles pertenciam a ramos que estavam se distanciando uns dos outros como os galhos de uma arvore distaciam-se entre si para ganhar espaco dentro da copa. Entrando eles na Familia Lino, o parentesco de seus conjuges fez com que eles fossem abracados, como uma amarra a juntar os ramos de um arranjo de flores, reaproximando-os numa mesma familia. E eh esta visao que o genealogista precisa compreender.

O estudo genealogico tem como consequencia o desenovelar e mostrar estes relacionamentos que, muitas vezes, nos passam despercebidos. Estas revelacoes tornam-se importantes porque poderao algum dia ser tomadas como orientadores na formacao de futuras familias, visando dar melhor saude `as descendencias. Tambem torna-se importante para que guardemos nossas relacoes com nossos antepassados ja que nao podemos usar todos os sobrenomes que eles usaram.

Darei um exemplo pratico para esclarecer minha preocupacao. Apenas mencionando que nossa prima Ivanira casou-se com o Geraldo, filho dos “tios” Caco e Conceicao. Alias, aqui se justifica um dos motivos pelos quais os membros da Familia Lino sao chamados de “tios” na cidade. Em verdade, eram mesmo tios de boa parte da meninada com a qual convivi. Eu apenas nao sabia disso. A Ivanira eh filha dos meus tios Otto (Sinho) de Magalhaes Barbalho e Iva Coelho.

Tios Sinho e Iva (ja falecidos) eram, como no dito popular, farinha do mesmo saco. Os ancestrais deles dentro de Virginopolis eram quase os mesmos. A variacao que ela tinha era a de ter sido neta da tia Nenen, esposa do tio Daniel Rodrigues Coelho, portanto, tinha um pouco de Oliveira Freire e, mais ascentuado, por ser filha da Maria Angelina Lucio de Oliveira.

A mae dela era irma de pessoas super conhecidas na cidade como: donas Enoy (Euler de Magalhaes Barbalho) e Maria das Dores (Jose Passos) e os senhores Antonio Lucio (Cira e Diva Coelho) e Jose Lucio (Rita (sa Ritinha) Queiroz). Ou seja, ela era duplo Oliveira, porem nao sei dizer se ha vinculo entre os dois ramos. E a Familia Lucio de Oliveira nao foi mencionada no trabalho da dona Filomena.

Ja a variacao do lado do tio Sinho vem apenas do lado da Dindinha Hercilia Coelho de Andrade, esposa do bisavo Marcal de Magalhaes Barbalho, mencionados no trabalho da professora Maria Filomena. Ela inclusive menciona os nomes dos pais dela: Joaquina Umbelina da Fonseca e Joaquim Coelho de Andrade. Este, sem vinculos com os outros Coelho da cidade. Pelo menos no que se trata do nosso conhecimento.

Foi a familia dele que ocupou o corrego que deu origem, em Divinolandia, `a Comunidade do Corrego dos Honorios. Na verdade, Honorio era o apelido dele. Talvez fosse filho de algum Honorio, porque era chamado de Joaquim Honorio. Ou pode ter tido nome composto mesmo onde, `a epoca, era muito comum ter os nomes acompanhados por Honorio. Vide capitulo 07 para melhores informacoes a respeito do Coelho de Andrade.

Agora podemos dizer que o Geraldo leva alguma variabilidade genetica `as filhas que teve com a Ivanira: Neila Poliana e Neilice. Meninas nascidas e criadas em Governador Valadares, mas sempre eram levadas pelos pais a Virginopolis para verem os avos. Tem quase 3 decadas que nao as vejo. Mas o Geraldo tambem tem raizes nos mesmos ancestrais que a Ivanira.

Os bisavos maternos dele foram o Durval Nunes Coelho e Maria (Cota) da Cunha Menezes (Severino), mencionados pela dona Filomena no capitulo desta familia. Eles foram os pais da dona Efigenia (Gininha) que se casou com o Gabriel (Gabi) Sebastiao Soares, o Gabi Gilberto. Estes sao os pais da dona Conceicao, esposa do Joaquim (Ti Caco) Lino de Souza, os pais do Geraldo.

Portanto, haveria de ser curioso se as meninas da Ivanira e Geraldo se chamassem: Neila Poliana ou Neilice Barbalho de Souza Lino Magalhaes Andrade Fonseca Lucio Oliveira Freire Rodrigues Nunes Batista Coelho Soares Cunha Menezes Severino Pereira do Amaral, somente para atender aos ancestrais nascidos em Virginopolis. Isso porque nao temos o conhecimento de todos ainda. Agora, elas terao casado com alguem com, seja de onde tenha vindo, igual carga de nomes. Imaginem os sobrenomes que os filhos carregariam!?

Portanto, esta ai um melhor uso para a genealogia. Ao inves de carregar-se tantos sobrenomes, o melhor mesmo eh arquiva-los todos na Arvore Genealogica.

 

 

05. NOTA PARA O AMIGO DALBER AUGUSTO

O Dalber mencionou nas mensagens do texto o fato de as pessoas terem saido de Virginopolis, deixando para outros a incumbencia de manter a cidade viva. Creio que ele fez uma analise emocional e nao melhor racionalizada. Penso que a reacao dele eh natural e, talvez, eu proprio teria a mesma impressao, se tivesse continuado a residir na cidade, de que quem saiu a abandonou a qualquer que tenha sido a sorte dela.

Na verdade, a minha analise eh diferente. Imaginem se todas as familias que sairam tivessem permanecido em Virginopolis! Tomando como base apenas a atual Cidade, sem contar aquelas que emanciparam dela, eu calculo que o municipio hoje teria que contar entre meio a um milhao de habitantes. Sera que as atividades desenvolvidas no municipio sustentariam tal populacao? Com certeza nao! E seria muito dificil criar-se atividades industriarias capazes de sustentar uma populacao dessas num municipio de tao poucos recursos. Pior, se todos tivessem ficado, haveria uma pobreza tao grande que, se nao houvesse assistencia externa, somente parte dela sobreveviveria.

A questao de sair ou nao sair nao passou necessariamente por uma escolha. O proprio Dalber tem familia. Talvez os filhos estejam permanecendo la mas o que se dira dos netos? Havera lugar para eles?! Somente o tempo nos respondera. Por minha propria experiencia em genealogia, penso que sera utopia imaginar que sim. Chega um momento em que a descendencia torna-se tao grande que uns comecam a competir com os outros. Nessa hora o melhor mesmo sera alguns evadirem e se encaixarem em outros locais onde havera necessidade dos servicos deles.

Ao inves de tomar-nos por desertores, talvez seja melhor nos encarar como mensageiros. Eh verdade! Nos que residimos aqui nos Estados Unidos, por exemplo, sentimos que saimos de Virginopolis mas nunca tiramos a cidade de dentro de nossos peitos. Outros podem ate ter nascido em cidades pequenas da regiao como ela e falar que sao de Governador Valadares. O virginopolitano aqui enche a boca para dizer com orgulho: Eu sou de Virginopolis. E isso nao eh literatura nem ufanismo, eh fato.

A vontade de todos era de um dia poder voltar. Mas ha tambem o reconhecimento de que isso sera dificil, porque os filhos e netos nao se adaptarao ao mesmo estilo de vida. Assim, aguardamos as independencias dos filhos e aposentadorias.

Em cada esquina, cada lote da cidade ha uma Historia. Nao direi que em cada casa porque a cidade antiga foi quase toda derrubada para ceder lugar ao “progresso”. Diferentemente daqui do primeiro mundo onde se procura preservar um pouco do passado e lucrar-se com isso.

Os meus estudos genealogicos nao tem o objetivo de dar-me bens materiais mas podem ser usados de uma forma ou de outra para isso. Se as coisas continuarem como estao, a populacao de pessoas com raizes em Virginopolis crescera muito fora dela. Se a propria cidade nao preservar os vinculos que tem com essa populacao, em breve nossas descendencias nao terao nem mesmo a curiosidade de saber que um dia ali viveram seus ancestrais. Perderao completamente os vinculos.

O Dalber eh irmao do meu grande amigo Altair. Nao busquei saber os resultados das ultimas eleicoes mas penso que ele devera ter sido reeleito vereador. Sendo ou nao, o sim apenas facilitaria as conversacoes. Seria bom que a prefeitura, com apoio da camara, fizesse um estudo de viabilidade economica a respeito de fazer um projeto de manutencao de um site historico e genealogico e preservacao de pontos referenciais das familias na cidade.

Ora, abram suas mentes para o futuro. Quais serao as fontes economicas que manterao o desenvolvimento do municipio agora e para sempre? Um deles, acredito, eh o desenvolvimento do turismo. Mas o unico atrativo potencial maior que a cidade tem eh justamente o de fazer com que as pessoas com vinculos parentais com ela nao se esquecam dos ancestrais.

Para isso, eh preciso que as genealogias sejam acompanhadas, que se tenha pessoas na cidade com conhecimento delas e que possam sinceronear os visitantes para indicar-lhes os locais onde seus antepassados viveram e as atividades que os ocuparam. Claro, sera necessario haver uma infraestrutura adequada para receber turistas porque muita gente ja nao tem avos, pais ou tios morando na cidade para receber os visitantes como sempre se fez. Seria bom abrir-se hoteis fazendas.

Creio que o importante eh reafirmar ao velho amigo Dalber Augusto que o que temos procurado fazer enquanto fora de Virginopolis nao eh abandona-la mas sim tornarmo-nos embaixadores da cidade e de nossas familias em terras estranhas. Aqui na cidade de Framingham, Estado de Massachusetts, por exemplo, eh possivel que seus mais de 70.000 habitantes ou sao de Virginopolis ou ja ouviram falar algo da cidade.

Possivelmente, uma boa parte se sentiria atraida a fazer pelo menos uma visita na vida a ela. Mas falta algo de atrativo, como a garantia de que se chegara la e havera uma infraestrutura para receber esta parte. Para nos eh facil arrumarmos qualquer lugar para ficar mas nem todos tem a mesma regalia, pois nao tem vinculos com a cidade senao o de conhecer alguem dela.

Este desenvolvimento eh o que falta para que mais pessoas possam permanecer na cidade, tendo um meio de vida garantido. Quem saiu foi porque isso nao existia na cidade e nao porque faltasse apego ou amor. Enquanto `a distancia, o que fazemos eh projetar o nome de Virginopolis no mundo.
06. DADOS GENEALOGICOS E HISTORICOS SOMADOS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS.

Vamos entao fazer uma soma de dados genealogicos e informacoes uteis aqui nesta postagem. O assunto genealogia eh um pouco mais importante do que a maioria das pessoas geralmente pensa dele. Eh um assunto realmente serio. Desde que, claro, tenhamos um objetivo mais nobre para estuda-lo. Embora, muitas vezes, a seriedade fique oculta por tras do jeito brasileiro brincalhao de lidar com coisa seria, em particular quando isso eh tratado pela descendencia dos bisavos Candida de Magalhaes Barbalho e Joao Batista de Magalhaes.

Para comecar, o bisavo Joao Batista era uma pessoa tao bem humorada que exigia dos netos e dos poucos bisnetos que conheceu mais respeito com ele, tratando-o por tio, e nao avo. Avo era a Sa Candinha que era mais velha que ele. Ela havia nascido em 1858 e ele em 1862.

Bom para esclarecer melhor essa minha reintroducao, pedirei licenca aqui ao primo Paulo Cesar Coelho Ferreira para reproduzir duas postagens dele do Facebook. Elas ao mesmo tempo que demonstram a seriedade do assunto, tambem mostram que mesmo a gente sofrendo la as nossas mazelas continuamos cultivando o bom humor. Essa nossa atitude talvez revele o nosso sucesso, afinal, se estivermos em alguma situacao complicada, lamentar eh o que menos ajuda. Seguem as postagens:

“Minha vida toda eu cresci vendo Tio Carlos quicar, Cacá quicar, Paulo Guido (o pai) quicar, Tia Fabíola quicar, Dinha quicar, achando tudo muito engraçado.

Até o dia que eu levei o primeiro tombo.

Um amigo meu, médico, portador de Esclerose Lateral Amiotrófica, ELA 8, me recomendou que parasse de rir e me consultasse com uma neurologista, especializada em doenças degenerativas.

O primeiro exercício que me foi recomendado foi procurar nos meus ancestrais manifestações disto que a gente chama, fazendo gracinha, de caminhar claudicante de Coelho.

Daí, peço ajuda à Ivania Batista Coelho (Gleuza, se você tiver jeito, faz isto chegar nela), ao Valquirio De M. Barbalho e a quem tiver algum conhecimento, quem, na família tinha esta patologia ou terminou a vida cadeirante. Ou mesmo quem, como se dizia à época, era entrevado.

É possível que a gente seja convidado a ir ao Centro de Estudos do Genoma Humano da Usp para ver esta história direito.”

O nosso primo Paulo Cesar Coelho Ferreira foi feito a partir da matriz de descendentes repetidos de nossos ancestrais. Assim como boa parte de nos o foi. E na outra postagem ele achou necessario fazer maiores esclarecimentos, que precisam ser levados em conta, segue entao:

” Apenas umas correções que Dr. Cezar, o meu amigo portador da ELA 8, recomendou que eu passasse para o grupo.

!. A doença NÃO é contagiosa. È hereditária, o que é bem diferente. O que não fica nada mais simples, se se considerar esta paixão que a gente insiste em manter por estas belezas que são nossas primas.

2. Não há nenhum indício de que nossa questão seja a ELA 8. PODE não ser. Cezar reconhece na gente evidências de uma doença do neurônio motor, com características de uma degeneração. No momento é apenas isto.

3. Eu vou tentar marcar uma consulta com uma especialista em doenças neurológicas degenerativas, Dra. Sarah Teixeira Camargos (que, raios, deixou de atender pela Unimed. Só particular). Ela também é a chefe do ambulatório da UFMG e vou tentar provocar nela o interesse científico de estudar mais gente de nossas famílias. Claro que por família eu entendo Coelho, Rodrigues Coelho, Coelho do Amaral, Nunes Coelho, Barbalho, etc. Enfim, a área metropolitana da grande Virginópolis.

4. Levo como referência o livro da Ivania, a bibliografia citada ali e os escritos aprofundados com nossa genealogia do Valquirio, o que faz do nosso grupo um tema potencialmente interessante para a Dra. Mayana Zats, do Centro de Genoma Humano da USP. Dr. Cezar vai fazer a nossa introdução lá como meu amigo.

5. Cezar sugere também provocar o interesse científico do Dr. Carlos Eduardo Carvalho Coelho, o Cate do Tio Xisto. Apesar de ser um neurocirurgião, Cate pode nos dar boas dica”

O Cate ai mencionado por ele tambem faz parte da descendencia Coelho, sendo neto dos tiosbisavos Daniel Rodrigues Coelho e Marina (tia Nenen) Coelho de Oliveira.

E corrigindo o Paulinho, o problema se complica quando a paixao nasce das primas para com os primos. Eh um caminho com duas vias.

A saudosa tia Maro (Maria Eugenia, filha dos avos Juca Coelho e Petrina), com todo o conhecimento e experiencia de enfermeira, costumava comentar: “A gente nao sabe como o povo todo de Virginopolis nao nasce babando!” Essa era uma frase emblematica todas as vezes que o assunto de casamento de prima com primo surgia.

Mas ao mesmo tempo ela ia e voltava ao defender a sobrinhada dizendo que maridos bons eram os sobrinhos dela. Que as mocas que se casavam na familia tinham boa sorte. Na familia se fazia uma excecao. Nao que essa fosse a opiniao da Maro. Mas a brincadeira dizia que se o Fernando algum dia resolvesse separar-se da Rubia, a familia o mandaria embora e ficaria com ela!… rsrsrsrsrs.

Eh!… Existe de tudo neste mundo! Mas tambem tem coisas que estao em todo o mundo. E uma delas, infelizmente, eh a consanguinidade onde quer que se va. Pode ser que a encontremos menor em alguns lugares e maior em outros mas ela eh uma constante. Quando estudei o livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do professor Dermeval Jose Pimenta, pude perceber o quanto a parte da populacao de Sao Joao Evangelista, estudada por ele, era aparentada da populacao de Virginopolis, embora seja possivel que as duas populacoes pouca noticia tenham disso, por causa da menor convivencia que existe entre as populacoes das duas cidades.

Devido a colonizacao da regiao ter se dado no sentido do Serro e Conceicao do Mato Dentro para Governador Valadares, a informacao que as pessoas guardam mais eh que entre Guanhaes e Virginopolis existe muita consanguinidade, afinal, Guanhaes foi a mae de Virginopolis. O mesmo se ve em relacao a Virginopolis e Divinolandia de Minas, pois, a relacao maternal se da em relacao `as duas.

O que se tem menos noticias eh que o Serro e Conceicao tem essa precedencia e forneceu ancestrais para todas as suas filhas. Como a pessoa humana tem memoria fraca, particularmente a brasileira, nao conhece e nao procura conhecer seus ancestrais alem dos avos. Portanto, poucos dao noticias da geracao dos bisavos. Essas nao sabem de onde procedem e pouco se importam para onde ira sua descendencia.

Do Serro tambem surgiu Sabinopolis, que exportou excedentes populacionais para as outras que surgiram depois. Por fim, a descendencia destas populacoes contribuiu para a multiplicacao nas cidades intermediarias como: Coroacy, Gonzaga, Santa Efigenia de Minas e outras. Durante os supercrescimentos de Governador Valadares, Ipatinga, Itabira e Belo Horizonte, a mesma parentalha esteve em todos os passos do desenvolvimento desta Historia.

Voltando os nossos olhos para a Historia Genealogica Brasileira, observa-se que este crescimento acima descrito eh um espelho da mesma. As primeiras cidades formadas no pais como: Sao Vicente, Olinda, Salvador, Vitoria, Rio de Janeiro, Recife, Niteroi, Joao Pessoa, Sao Goncalo – SE, Sao Goncalo – RJ, Florianopolis, Porto Alegre e outras, tornaram-se represas que transbordaram e enviaram migrantes para o interior e assim se deu a povoacao do Brasil, por multiplicacao, de uma populacao que ja guardava la sua consanguinidade.

Note-se que a populacao humana representa, entre os animais, uma das de menor variabilidade genetica que existem. Ou seja, se nos compararmos o DNA de uma pessoa africana, cujos ancestrais nao procedem de outros continentes, com o de um europeu e seus ancestrais nao misturados recentemente com africanos, e com o de um nativo puramente brasileiro, cujos ancestrais tenham vindo diretamente da Asia, iremos constatar que so encontraremos diferencas nos detalhes.

As pessoas enxergam, erradamente, as aparencias, nao o que acontece no DNA. Muitas vezes as diferenciacoes de aparencia nao passam de um mecanismo de defesa necessario `a sobrevivencia da especie. A pele negra ou clara, por exemplo, surge da necessidade de proteger dos raios solares excessivos nos tropicos, enquanto a pele mais clara se desenvolve com a finalidade de aumentar a eficiencia dos organismos na producao de vitamina D em ambientes onde os raios solares sao excassos. Se um povo africano fosse residir nas regioes subtropicais e ali passar milenios, o mecanismo de selecao natural faria com que ele clareasse a pele. O contrario se daria em caso de um povo europeu viver milenios em regioes tropicais. Eh a natureza nos ajudando a conservar a saude.

A pequena variabilidade genetica nos seres humanos significa que, mesmo que os tres grupos tenham se separado ha alguns milhares de anos atras, todos nos procedemos de um grupo relativamente pequeno de ancestrais comuns. Diferentemente da maioria dos outros mamiferos que nao estiverem passando por algum periodo de extincao eminente no momento. Eles possuem uma variabilidade genetica maior, indicando que procedem de um maior numero de ancestrais.

Talvez seja importante deixar isso claro para evidenciar que o grau de parentesco entre pessoas de diferentes procedencias, embora garantindo uma seguranca razoavel para a producao de filhos, esta seguranca decresce `a medida que as geracoes passam e os casamentos nelas se deem dentro da mesma familia. Bom exemplo disso foi quando o primeiros povoadores chegaram ao Brasil. Eles se uniam mais `as indigenas e `as africanas que `as europeias.

Isso eh ate facil de enxergarmos pelo ponto de vista pratico. Imaginem-se nas primeiras decadas dos anos 1500. As viagens transatlanticas eram negocios conduzidos em Sigilo de Estado. Nao apenas por causa dos perigos que envolviam a travessia. Mas porque envolviam negocios extremamente lucrativos. E negocio, naquela epoca, era assunto para homens. E a travessia era dificultada pela precariedade dos conhecimentos e dos equipamentos. Era dificil encontrar-se voluntarios. Um recurso muito usado foi o uso de degredados que, ao contrario do que imaginam muitos, nao eram bandidos perigosos.

Era gente ate de boa conduta, exceto por nao aceitarem as imposicoes dos governantes da epoca. Entre os que optaram por ir colonizar as Americas estavam judeus, cujo crime era nao ser catolicos, ou o serem na forma de novos, ou seja, recem-batizados. Com certeza, o numero de mulheres europeias que cruzaram os mares nos primeiros dois seculos de colonizacao brasileira foi muito inferior ao de homens. Some-se a isso as dificuldades que elas passavam, principalmente durante os trabalhos de parto. Isso fez com que deixassem um numero bem menor de descendentes.

Por um lado isso favoreceu `a miscigenacao. O que protegeu os primeiro nascidos na terra contra a consanguinidade que ja existia em seus continentes de origem. Mas o passar das geracoes e a multiplicacao acelerada que os homens impuzeram a suas parceiras fez quase que “voltar tudo como d’antes no Castelo de Abrantes”.

Outra caracteristica da multiplicacao brasileira foi o efeito das castas sociais. Se observarem bem, nos anos que se seguiram `a Proclamacao da Independencia do Brasil, o preconceito racial surgiu como regra maior. Os europeus comecaram a temer o numero crescente de africanos, pardos e indigenas que se tornaram visivelmente mais numerosos. As republicas estavam sendo proclamadas. A democracia estava batendo `as portas apos `a Independencia dos Estados Unidos e da Revolucao Francesa.

A reacao das elites brasileiras foi a de procurar importar o maximo possivel de pessoas com peles claras e segregar o brasileiro de pele escurecida. A ideia era a de embranquecer a pele da populacao para suplantar o numero crescente dos “adversarios”. Foi este pensamento divisionario e segregacionista que acabou influindo tanto economicamente quanto geneticamente falando a formacao da populacao brasileira, ate ha pouco tempo atras.

Todo mundo devera lembrar-se dos dizeres: “fulano nao eh um bom partido”. As levas colonizadoras que se desenvolveram no periodo imperial, quando a maior parte do pais foi povoado por populacoes europeias e mistas, eram compostas de extratos de todas as camadas sociais. Contudo, os ricos, geralmente brancos e de origem claramente europeia, nao se casavam com pobres.

Dai, mesmo que os novos arraiais nascessem com numero seguro de pessoas que, se miscigenadas, causariam menor efeito de consanguinidade na descendencia, os casamentos se davam em sua maioria absoluta dentro das castas, melhor dizendo, dentro das chamadas “familias dominantes”, o que levou `a condicao de maior consanguinidade, tanto nas camadas mais elevadas quanto nas menos elevadas da sociedade, pois, ja que rico nao se casava com pobre, entao, as escolhas de ambas as classes recaiam em um numero menor de pessoas disponiveis. E que, geralmente, ja eram da mesma familia.

A ignorancia a respeito dos efeitos colaterais da consanguinidade ajudaram em muito as pessoas a agirem dessa forma. O resultado que temos eh o quadro de hoje em que a maioria das pessoas que conhecemos tem alta consanguinidade conosco. E muitas vezes os casamentos nao consanguineos que ocorreram com estrangeiros, de origens variadas, pouco nos ajuda, pois, se temos um ancestral italiano, ou frances, ou ingles, ou libanes, que viveu ha mais de 100 anos atras, os filhos deles se casaram dentro das familias que ja eram consanguineas e os netos fizeram o mesmo, fazendo com que o nosso nascimento se tornasse igual ao que era antes.
07. TODOS OS COELHO DE VIRGINOPOLIS.

Isso mesmo! Nao. O subtitulo acima nao esta incorreto. Muitas vezes ja ouvi falar a expressao: “Os Coelhos de Virginopolis” como se fosse apenas uma familia. Claro, ha a razao para crer-se que todos os Coelho encontrarao ancestral comum em Soeiro Viegas Coelho, que la pelos anos de 1180 adotou o sobrenome e o passaou para os filhos. Ha tambem razoes para supor que muitos dos Coelho de Minas Gerais descendam de um ancestral comum, o portugues Manuel Rodrigues Coelho, rico dono de minas e que se instalou no Estado no inicio do Ciclo do Ouro.

Porem, enquanto nao aprofundarmos os estudos nas raizes dos sobrenomes que encontramos em Virginopolis nao podemos afirmar que tenham uma raiz comum. Voltarei ao comeco de nossa Arvore Genealogica para oferecer um discernimento e tornar possivel a compreensao do que conhecemos. As origens dos Coelho sao diversificadas no municipio. E os chamados Coelho, em verdade, sao geralmente a mistura em diferentes proporcoes destas e outras familias.

Antigamente dizia-se que: “Em Virginopolis, quem nao eh Coelho eh couve.” Por muito tempo este dizer muito antigo foi mal recebido por determinada parte da populacao. Ja ouvi pessoas dizerem a expressao: “Aqueles Coelho!” Outras expressoes que ja ouvi foram: “Os Coelho gostam de casar dentro da familia.”; “O Coelho eh muito orgulhoso.” Muitas vezes, estas coisas causam animosidade entre as pessoas, porque elas falam sem saber o que dizem.

Em primeiro lugar, algumas pessoas que nao gostam dos “Coelho”, confundem as coisas. Muitas vezes, tem Coelho que diz nao gostar dos Coelho. Ai eh que esta a graca na Historia, alguns ignoram a presenca do sobrenome no proprio sangue.

Claro, a expressao: “Quem nao eh Coelho, eh couve”, desperta logo alguma antipatia. Contudo, todas as vezes que a ouvi na intimidade da familia ela sempre foi dita com humorismo. Nunca ouvi ninguem expressar desdem pelas outras familias. Mesmo porque, nenhum Coelho eh apenas Coelho, e sim uma mistura de muitos e muitos sobrenomes.

Quanto a pessoas antipaticas que se julgam maiores que as outras, nao se trata de doenca exclusiva de alguns que usam o sobrenome Coelho. Toda familia tem aqueles que sao antipaticos, os que sao orgulhosos, os que sao humildes, os que sao bem humorados, os que sao ranzinzas, os que sao malintencionados, os que sao populares, enfim, defeitos e qualidades todos nos temos. Melhor dizendo, somos todos uma combinacao de virtudes e defeitos, pois, somos humanos.

E talvez seja este o grande segredo da vida. Coexistir com toda qualidade de pessoa deve ser o grande dom. Saber evitar conflito com os inconvenientes e com as inconveniencias deve ser o grande segredo dos vitoriosos.

Vamos entao la fazer um resuminho que ajudara a todos compreenderem o sobrenome Coelho em Virginopolis e regiao. Creio este ser importante porque quando dona Maria Filomena de Andrade deu as definicoes de familias no livro Historia de Virginopolis ela, com certeza, inadivertidamente esfacelou uma familia inteira, subdividindo-a em varias partes. Tambem esqueceu-se de outras. Talvez por nao conhecer o que aconteceu tres geracoes antes do ponto onde ela comecou. Segue entao o resumo dos diferentes Coelho que compoem a nossa populacao:

A. COELHO DE MAGALHAES

Ha uma versao dizendo que esta familia eh de origem portuguesa, comecaria com o portugues, alferes de milicia, Jose Coelho de Magalhaes. Ao mesmo tempo foi dito ele descender do mencionado Manuel Rodrigues Coelho. A tradicao diz que o Jose teria ido para o Brasil junto com seu pai. O que me parece impossivel porque o Manuel mencionado ja estava em Minas Gerais bem antes do nascimento do Jose. Em 1719 foi tesoureiro da Camara Municipal de Vila Rica.

Como alternativa, levantei ja ha algum tempo a hipotese de que um primeiro Manuel poderia ter sido pai de um segundo de mesmo nome. Mas como era comum `a epoca os ricos senhores no Brasil enviavam alguns de seus filhos para estudar em Portugal, porque a coroa detinha o monopolio da educacao e nao permitia abrir-se faculdades nas colonias, nesse caso, o Manuel filho poderia ter ido para Portugal para estudar e ter retornado ja com familia constituida.

Nao muito para a minha surpresa, existem dois documentos no Arquivo Publico Mineiro mencionando um capitao Manoel Rodrigues Coelho, datados de 1784, tempo em que o primeiro Manuel ja deveria ser falecido. Como levantei a hipotese antes de saber disso, pode ser que eu esteja realmente correto. Mas nunca se sabe. Agora precisamos de comprovantes porque suposicoes apenas nao somam em genealogia, a nao ser para indicar caminhos de pesquisas.

O que temos de concreto eh isso: o casal Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho, sendo ele luso-italiano, foi pai de Eugenia Rodrigues Rocha, que foi a esposa de Jose Coelho de Magalhaes. Residiram nos dominios de Conceicao do Mato Dentro, na propriedade de nome Axupe, onde tiveram os filhos: Jose, Joao, Antonio, Felix e Clara Maria.

Conhecido como capitao Jose Coelho da Rocha e casado com Luiza Maria do Espirito Santo, apos terem tido os primeiros filhos nos dominios de Conceicao do Mato Dentro, na Fazenda Lapinha, o filho mais velho comprou uma grande extensao de terras, junto ao Corrego Graipu, e juntamente com outros pioneiros fundou o Arraial de Sao Miguel e Almas, mais tarde, Guanhaes. Os filhos deste casal foram: Jose Neto, Maria Luiza, Francisca Eufrasia, Ana Maria, Joao Batista, Eugenia Maria, Antonina e Antonio.

Em resumo, quatro destes filhos contribuiram grandemente para a multiplicacao da familia e da populacao de Virginopolis. Eles formaram os casais:

1. Francisca Eufrasia de Assis – Joaquim Nunes Coelho
2. Joao Batista Coelho – Maria Honoria Nunes Coelho
3. Eugenia Maria da Cruz – Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho
4. Antonio Rodrigues Coelho – Maria Marcolina Borges do Amaral

B. NUNES COELHO

Registra-se que esta familia teria sido iniciada pelo seu ancestral mais antigo conhecido, Manuel Nunes Coelho. Deste teria nascido Euzebio Nunes Coelho, que se casou com Anna Pinto de Jesus. Teriam residido na Fazenda Folheta, em Dom Joaquim, onde lhes nasceram alguns filhos. Com a fundacao do Arraial de Sao Miguel e Almas trocou a residencia pela Fazenda do Grama, que fica entre Guanhaes e Sabinopolis. Os filhos do casal e respectivas esposas conhecidas foram:

01. ten. Joaquim Nunes Coelho – Francisca Eufrasia de Assis
02. cap. Francisco Nunes Coelho – Maria Augusta Cesarina de Carvalho
03. Antonio Nunes Coelho – casado, residia em Pecanha
04. Bento Nunes Coelho
05. Manoel Nunes Coelho
06. Clemente Nunes Coelho – foi casado

Os dados mais antigos que tinhamos nao levava em conta o filho Manoel Nunes Coelho com registro de nascimento em Santo Antonio de Santa Barbara. Como nao temos o nome da Igreja em que ocorreu o batismo podera ser qualquer das antigas Freguesias de Santa Barbara, incluindo-se Itabira.

Clemente Nunes Coelho foi o pai de Maria Honoria Nunes Coelho, a esposa de Joao Batista Coelho.

Maria Augusta Cesarina de Carvalho e Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa de Antonio Rodrigues Coelho, eram netas dos fundadores do Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes, atual Sabinopolis. Eram primas em primeiro grau.

C. FAMILIA OLIVEIRA FREIRE

Sera preciso postar aqui tambem o inicio da Familia Oliveira Freire para facilitar o discernimento que deveria ser feito dentro do que foi chamado de Familias Coelho por dona Maria Filomena e pelo publico em geral. O resumo eh este:

Candido de Oliveira Freire, conhecido como Candinho Velho, foi o marido de dona Bernardina Oliveira. Eles foram pais dos seguintes filhos:

01. Candido (Candixinho) de Oliveira Freire – Anna Honoria Coelho
02. Joao Candido de Oliveira – Maria Pinto Coelho e Estefania Cafe
03. Joaquim Candido de Oliveira – Anna Pinto Coelho
04. Maria Candida de Oliveira – Alexandre
05. Maria Tereza de Oliveira – Leonel Coelho de Oliveira
06. Quiteria de Oliveira – Joao Neto e Afonso Coelho de Oliveira
07. Antonio Candido de Oliveira – Virginia Honoria Coelho

Agora, juntando estes dados que ja temos, podemos unir varias das familias mencionadas por dona Maria Filomena em uma so, a que se formou a partir da fusao das FAMILIAS COELHO DE MAGALHAES e NUNES COELHO. Assim, as Familias: Batista Coelho ou Joao Coelho da Rocha, Familia Nunes Coelho, Antonio Rodrigues Coelho ou Antonio Coelho da Rocha, Familia Magalhaes Barbalho sao tambem Coelho em sua totalidade.

A familia Coelho de Oliveira, mencionada por dona Filomena, foi um ramo das tres familias: OLIVEIRA FREIRE, NUNES COELHO e COELHO DE MAGALHAES. Antonio Candido de Oliveira era irmao do Candixinho. E Anna Honoria era irma de Virginia Honoria.

Como se pode observar pelo resumo acima, a FAMILIA OLIVEIRA FREIRE virou praticamente toda COELHO + OLIVEIRA FREIRE. Contudo, ha que se fazer uma distincao ai. Os conjuges que assinavam PINTO COELHO e os que assinam COELHO DE OLIVEIRA, sao ramos diferentes de familia Coelho que nao temos a origem `a nossa disposicao. Sabe-se que nao sao NUNES COELHO nem COELHO DE MAGALHAES.

Quem se der ao trabalho de visitar o site de ex-alunos do Santuario do Caraca, e desejar dar uma olhada geral, ano a ano, nas listas de matriculas, observara que os PINTO COELHO pertencem a um ramo de familia antigo em Minas Gerais e estava espalhado por diversas cidades mineiras. Alem dos Coelho de Virginopolis e regiao, foram uma das familias que mais contribuiram para a lista de estudantes do Colegio do Caraca. Sendo que eles estao presentes tanto na primeira quanto na segunda etapas pela qual o colegio passou.

A familia BATISTA DE MAGALHAES eh outra que nao existe sem o COELHO DE MAGALHAES. Isso porque a esposa do bisavo Joao Batista de Magalhaes, Candida de Magalhaes Barbalho, ja era Coelho atraves de sua mae: Eugenia Maria da Cruz, chamada de Eugenia Eufrasia Coelho, na Familia MAGALHAES BARBALHO, do trabalho da dona Filomena.

Joao Batista era bisneto do Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhaes, os pais do cap. Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho. Portanto, era primo em segundo grau da propria esposa, e da um carater duplo Magalhaes Barbalho `a descendencia de ambos.

Como ja afirmei, a FAMILIA PEREIRA DO AMARAL comeca, em Virginopolis, com JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL e MARIA ROSA DOS SANTOS CARVALHAIS. O Ernesto Pereira do Amaral era filho. E os filhos deles casaram quase todos com membros das FAMILIAS COELHO. Portanto, viraram Coelho apesar da assinatura nem sempre lembrar isso.

D. FAMILIA COELHO DE ALMEIDA.

Esta familia talvez esteja pouco visivel em Virginopolis e somente pode ser enxergada atraves da genealogia. O ancestral conhecido mais antigo dela eh Antonio Coelho de Almeida. Consta que comecou a familia na Cidade de Congonhas do Campo. Ele foi o pai de Anna Maria de Jesus, esposa de Malaquias Pereira do Amaral. Estes constam tambem como fundadores de Sabinopolis e sao avos da Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa de Antonio Rodrigues Coelho. Eh provavel que sejam tambem avos de Joaquim Pereira do Amaral.

Outro que consta como fundador de Sabinopolis chamava-se Manoel Coelho de Almeida. Tenho evidencias que indicam parentesco proximo entre Manoel e Anna Maria de Jesus. E ha a possibilidade de os Coelho de Almeida terem gerado parte das Familias Almeida da regiao. Portanto pode existir parentesco oculto entre os Almeida, Pereira do Amaral e, com certeza, os Rodrigues Coelho.

E. FAMILIA COELHO DE ANDRADE

Dona Maria Filomena nao deu destaque para essa familia embora a mencione no subtitulo MAGALHAES BARBALHO. Os ancestrais mais antigos conhecidos dela sao os mencionados Joaquim Coelho de Andrade e Joaquina Umbelina da Fonseca. Em Virginopolis, quem multiplicou a familia foi a bisavo Hercilia Coelho de Andrade que foi a esposa do bisavo Marcal de Magalhaes Barbalho. O ramo eh relativamente pequeno.

Contudo, Joaquim e Joaquina tiveram outros filhos cujos nomes de descendencia ainda nao temos em nossos bancos de dados. Recentemente entramos em contato com a descendente de Jose (Juca Honorio) Coelho de Andrade. Possivelmente foi irmao de Hercilia. Contudo, sabe-se que a familia nao se limita aos dois. Houveram outros e a base de multiplicacao deles foi o chamado Corrego dos Honorios, que fica na Cidade de Divinolandia de Minas.

Existem diversos membros da Familia dos Honorios que circulam no territorio virginopolitano. Noticias nos dao conta que estao radicados em outros municipios como o de Gonzaga tambem. Provavel sera que diversos outros sobrenomes da regiao possuam miscigenacao com a Familia, porem, ha que se pesquisar para saber-se quem faz parte.

O meu interesse nessa familia eh dobrado, pois, a familia da minha esposa eh tambem “Soares e Andrade” e foi multiplicada na mesma regiao que a Coelho de Andrade. Alem disso, tem tambem o Fonseca como ancestral, que poderia ser o mesmo da trisavo Joaquina Umbelina da Fonseca.

F. FAMILIA COELHO DE OLIVEIRA

De antemao posso informar que existe uma FAMILIA COELHO DE OLIVEIRA, contudo, que nao sera aquela mencionada pela dona Filomena, que poderia ter aprofundado um pouco mais os estudos para descobrir que a familia identificada por ela era um ramo das Coelho e Oliveira Freire. Vou resumir o que ja vi com mais um diagrama:

01. Januario Coelho de Oliveira – Ilidia Augusta de Lacerda
02. Afonso Coelho de Oliveira – Quiteria de Oliveira Freire
03. Leonel Coelho de Oliveira – Maria Teresa de Oliveira Freire
04. Demetrio Coelho de Oliveira – Marcolina Honoria Coelho
05. Carlos Coelho de Oliveira – Gabriela Andrada Oliveira
06. Urias Coelho de Oliveira – Graciana da Costa Coelho

Bom! O que tem estes personagens em comum, alem do sobrenome ser o mesmo? Algo bem interessante! Tem idades semelhantes. Acredito que sejam nascidos por volta de 1850 a 1870. Poderiam ser irmaos mas nada posso afirmar. O destaque aqui vai para os senhores Januario e dona Ilidia. Eles formaram a familia Coelho de Lacerda e que eh muito numerosa nos arredores de Virginopolis. Atualmente, inclusive, esta bastante misturada com os outros Coelho.

Quanto ao Afonso e ao Leonel, temos as mencoes a eles casados com pessoas ligadas `as Familias de Virginopolis, contudo, nao temos suas descendencias. Dai nao podemos afirmar o rumo tomado por elas.

O Demetrio casou-se na familia do Joao Batista Coelho, contudo, levou a descendencia para Coroaci, onde esta devera estar misturada com a descendencia de outros fundadores e outras familias que chegaram depois, inclusive algumas de Virginopolis, como a dos tios Miguel Nunes Coelho e Ambrosina de Magalhaes Barbalho. Mas nem destes temos um acompanhamento mais aprofundado por enquanto.

Acrescentei os outros dois mais para nao deixar passar a oportunidade. Encontrei-os no sitio do geneaminas.com.br. Com o destaque que o Carlos se casou na familia do Jose Bonifacio de Andrada, o Patriarca da Indepencia do Brasil. Se acaso todos forem irmaos, provavelmente esta familia Coelho de Oliveira devera ter sido oriunda de algum nucleo abastado nos seculos XVIII e XIX. E a olhar pela simplicidade dela em Virginopolis, jamais se diria isso pelas aparencias.

A familia do senhor Urias esta no sitio, porem, nao a estudei. Infelizmente para nossos estudos, todos estao sem pai e sem mae.

Existem evidencias, mesmo que tenues, para que eu suspeite que pelo menos os quatro primeiros Coelho de Oliveira acima tenham procedencia em Sao Joao Evangelista. A tradicao afirma que os Coelho de Lacerda procedem de Itambe (nao especifica se dos antigos Itambe do Mato Dentro ou Itambe do Serro). Mas sera tambem possivel que o Lacerda deles venha sim de um destes.

Uma pequena evidencia eh a presenca do nome Demetrio, inclusive dado para o sexo feminino na forma de Demetria, entre os primeiros habitantes de Sao Joao Evangelista. Outra evidencia sera a narrativa do professor Pimenta no livro dele, onde a familia Coelho da Rocha eh pouquissimo acompanhada em termos de descendencia masculina. A descendencia do casal Maria Coelho da Silveira e cap. Ildefonso da Rocha Freitas somente eh melhor acompanhada no que se trata `as filhas Maria Candida de Jesus e Delfina Maria, que parece ter adotado o Goncalves do marido.

Maria Candida foi esposa de Manoel Neto da Silva e Delfina Maria de Antonio Pedro Goncalves. Posteriormente a descendencia destes se mistura com a de outros primeiro moradores, particularmente com os Pimenta e os Borges do Amaral, nossos parentes. Sem contar ai que esta eh a raiz da familia da tia Iracema de Campos Goncalves, esposa do tio Salathiel Batista Coelho.

Como as descendencias de lado masculino do casal Coelho da Rocha nao sao acompanhadas, nisso ha a evidencia que podem ter se mudado para outras paragens, em busca das novas oportunidades que a colonizacao do Vale do Rio Doce ofereceu no final do seculo XIX e inicio do seculo XX. Deve ter sido por isso que o Demetrio Coelho de Oliveira foi a Virginopolis para casar-se com a tia Marcolina Honoria Coelho, mas seguiu em frente para tornar-se um dos fundadores de Coroaci.

Junto com os senhores Maria Coelho da Silveira e Ildefonso da Rocha Freitas, foram primeiro moradores de Sao Joao Evangelistas alguns dos irmaos de ambos. Mas o primeiro residente mencionado, das barras do Corrego Sao Nicolau, foi o senhor Nicolau Jose de Oliveira. Ou seja, existe ai a oportunidade de a Familia Coelho de Oliveira ter-se formado a partir dessa mistura, porem, as descendencias nao foram estudadas pelo professor Pimenta.

E me pergunto se a trova antiga que meu pai gostava de cantar para as criancas nao tenha vindo de la! Era assim:

Nicolau tinha uma flauta
A flauta era de pau.
Sua mae sempre dizia:
Toca a flauta Nicolau.

Porem, as minhas consideracoes genealogicas sao apenas especulativas. Precisamos de evidencias mais concretas para afirmar ou negar tal hipotese.

G. FAMILIA COELHO DA SILVA

Ja ha algum tempo tive noticias da existencia desse sobrenome entre os virgionoplitanos, porem, passou-se um bom tempo sem que eu encontrasse umas poucas informacoes preciosas a respeito dela.

Suspeito que ela tenha sido encaminhada para Virginopolis pelo padre Joaquim Gomes Coelho da Silva. Ele foi o paroco ate 1896. Teria idade para ser irmao do patriarca da familia. Alias, vou reproduzir abaixo um quadro que esta no site da Diocese de Guanhaes, onde a Paroquia de Virginopolis tem uma pagina, e tras informacoes preciosas como esta:

Vigário – Pe. Bento Ferreira
Vigário – Pe. Virgolino José Batista Nogueira
Vigário – Pe. Joaquim Gomes Coelho da Silva até 1896
Vigário – Pe. Félix Natalício de Aguiar de 1897 até 1949
Vigário – Pe. David de Alcântara Miranda de 18/07/1949 a out/1957
Vigário – Pe. Geraldo Brauwer de 04/10/1957 a Jan/1960
Vigário – Pe. João Avelino Reis 17/01/1960 a 16/06/1961
Vigário – Pe. David de Alcântara Miranda (2ª vez) de 02/07/1961 a fevereiro de 1962
Vigário – Monsenhor Francisco Batista dos Santos de 11/02/1962 a 31/12/1968
Vigário – Pe. Bernardo Odenkirchen de 01/01/1969 a 23/04/1986
Vigário – Pe. Pedro João Daalhuizen de 27/04/1986 a 08/08/2003
Vigário – Pe. Saint Clair Ferreira filho de 09/08/2003 a 31/07/2005
Vigário – Pe. Jacy Diniz Rocha 01/08/2005 a janeiro de 2011.

A minha suspeita pode ate nao ter fundamento, pois, pode tambem ser que a Familia Coelho da Silva ja estivesse presente na cidade e o padre ter sido um filho que retornou ao torrao natal. Porem, minha suspeita baseia-se no fato de que naquela epoca, quando os conhecimentos medicinais eram bastante pequenos e a expectativa de vida era baixissima, o sonho de toda mae era ter um filho padre.

E realmente muitas viam seus desejos satisfeitos porque a vida das pessoas era muito simples e muito ligada `a “Santa Madre Igreja”. Ser padre, independetemente da profissao de fe e da vocacao genuina de muitos, era o mesmo que ser uma personalidade midiatica hoje em dia. Era como ser um cantor, um jogador de futebol ou um pastor evangelico ultimamente.

Porem existia aquele lado que incitava os coracoes maternos tambem. Com um filho padre, a familia se cobria com um seguro previdenciario, valido tanto na terra como no Ceu. Claro, o padre cuidaria das necessidades espirituais da familia. Mas, por outro lado, sendo ele paroco de qualquer lugar, tornava-se frequentemente o arrimo da familia, ja que os pais e as maes, frequentemente, partiam deixando toda uma prole menor desamparada. Portanto, era comum para onde o padre ir, levar consigo os irmaos menores.

Este eh um fato com paralelo na Familia de Magalhaes Barbalho. Policarpo Jose Barbalho ficou viuvo de Isidora Francisca de Magalhaes, antes de 1838. Com filhos nascidos ate pelo menos em 1824, era provavel que houvesse alguns nascidos depois de 1824. Em 1838, um dos filhos mais velhos, Emigdio de Magalhaes Barbalho, iniciou o seminario, indo ordenar-se em 1845. Dirigindo-se para Guanhaes, levou uma parte da familia que estava em dificuldade em Itabira.

O pai, Policarpo, ja viuvo, resolveu tambem entrar para o seminario e ordenou-se padre quando ja estava em idade avancada. E o filho, Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho, irmao do padre Emigdio, tornou-se o patriarca maior da familia “de Magalhaes Barbalho” da area. E foi o padre quem levou Francisco Marcal para Guanhaes. Mais tarde, os tios Francisco Marcal e padre Emigdio acolheram a sobrinha, Anna de Magalhaes, que estava gravida. O pai biologico pode ter sido um membro da sociedade itabirana, que ja era casado. Assim nasceu Joao Batista de Magalhaes.

Eu ja havia encontrado o pedido de uma pessoa, via internet, que procurava informacoes a respeito da familia dela que era a Coelho da Silva, radicada em Sao Geraldo da Piedade. As unicas pessoas, em Virginopolis, que tinha noticia de que assinaram Coelho da Silva eram o padre Joaquim Gomes e dona Nair Coelho da Silva, esposa do Alipio da Silva Coelho. Pagina 229 do livro da Ivania. Mas a Maria de Lourdes, esposa do Sergio da Silva Coelho, pagina 230, tambem adotou o sobrenome. E esta ja era Coelho de Magalhaes, por ser filha do Candido Coelho de Magalhaes e Alzira Coelho Perpetuo, pagina 160. Nao saberia dizer se o sobrenome da dona Nair tambem vem por adocao.

Mas, retornando ao Coelho da Silva legitimo, o que abriu-me os olhos foi a postagem no geneaminas dos nomes Gilberto Coelho da Silva e Marciana Soares de Souza. Eles foram postados pela Elaine Maria de Souza Soares, filha do senhor Gabriel Sebastiao Soares, muitissimo conhecido como Gabi Gilberto.

De repente descortinou-se uma janela ampla para o conhecimento da presenca da familia em Virginopolis. Como tambem eh sabido que o senhor Chico Gilberto era irmao, temos ai ja dois troncos da Familia Coelho da Silva que, apesar de muito conhecida pessoalmente, estava oculta aos meus olhos, por causa da minha ignorancia.

Inclusive, em observacao `a mencao de dona Maria Filomena no livro Historia de Virginopolis do nome: Gabriel Coelho Soares, talvez eu possa ate ser malinterpretado ao ter dito que o seo Gabi ate poderia ter ancestral Coelho, porem, o nome dele era Gabriel Sebastiao Soares. E a minha intencao foi unicamente de passar para frente uma informacao que tinha em maos. Na verdade, o nome dele havia sido passado pela neta Ailene, ou Du do Odilon. Ela soube dizer-me os nomes dos avos, que se encontram na pagina 173 do livro da Ivania, porem, sem sobrenomes ali.

Em resumo, existe sim uma familia com o sobrenome Coelho da Silva em Virginopolis. E acredito que o sr. Gilberto e dona Marciana deverao ter tido mais filhos que talvez possam ter conservado este nome de familia. Mas, ate onde sei, o sobrenome esta oculto no sangue das pessoas, pois, o senhor Gabi casou-se com a dona Gininha que procede dos Coelho de Magalhaes e tambem dos Nunes Coelho. Ja o senhor Chico Gilberto casou-se na familia Lino de Souza, porem, as duas filhas, donas Lulu (Maria de Lourdes) e Maria do Socorro casaram-se na mesma mistura. Dai nao eu ter feito a ligacao entre o Coelho da Silva e pessoas conhecidas de minha parte.

Ainda bem que atrasei-me na publicacao da presente revisao. Pois, tive tempo de encontrar grande novidade em relacao a este sobrenome. Embora nao seja nada novo para os familiares Coelho da Silva, eh novo para quem ignorava os fatos, como eu. Bom, vez por outra alguem pedia-me alguma informacao a respeito de dona Adelaide Coelho e eu podia apenas informar que ouvira o nome diversas vezes em minha vida mas faltava-me um norte para afirmar quem era.

Com a publicacao de uma foto de uma casa antiga no centro de Virginopolis, que cedera lugar para a atual agencia do Banco do Brasil e outras reparticoes, bem na Praca da Matriz, as informacoes vieram `a tona. A casa fora construida para abrigar a familia dos avos Cista e Zulmira. Depois passou por um periodo como pensao da dona Adelaide Coelho da Silva. Esta ultima informacao foi lembrada nas postagens anexadas `a foto pelo primo Hernani Rodrigues Coelho.

Aproveitei para perguntar a ele se se lembrava quem era. Respondeu-me ter sido a mae de 3 pessoas conhecidas. O companheiro Valentim Ferreira, entao, completou um quarto filho, e lembrou uma tradicao dizendo que ela cantara uma resposta ao senhor Gabi Gilberto, que lhe pedira de volta a casa. Ela teria alegado ter quatro filhos para criar, entao, nao poderia faze-lo. Como o nome do senhor Abel Lima havia sido lembrado como um dos filhos, logo conclui que haveriam pelo menos mais dois, a dona Zinha e o senhor Joao “Cotoco” ou Joao “Sem Braco”. Apelido que recebera por ter perdido o antebraco e a mao nalgum acidente.

Nenhum de nos tinha certeza absoluta. A Mere Lima, contemporanea de meus tempos e filha do senhor Tarcizo Lima, confirmou todos os nomes. Sugeri, entao, atraves dos cruzamentos das informacoes que ja tinhamos, que dona Adelaide teria tambem sido filha do senhor Gilberto e dona Marciana. Ela nao teve condicoes de confirmar mas prometeu verificar isso quando pudesse com o pai dela. Antes disso, porem, a Vera Lucia de Souza e Lima entrou na conversa, confirmando que ate a minha suposicao estava correta.

Vera Lucia de Souza e Lima eh filha do senhor Jose Soares de Lima e dona Maria Efigenia de Souza. Um casal que fizera Historia em Virginopolis antes mesmo de eu entender-me por gente. Eles residiram em uma casa antiga que ficava na praca abaixo da Praca da Matriz. Quando demolida cedeu lugar para residencia do Wilton Perpetuo ou, Wilton do senhor Moises. O comodo comercial da construcao foi ocupado pela agencia do Banco do Brasil, antes de ser transferida. A familia foi vizinha do avo Juca Coelho e tiavo Anisio Rodrigues Coelho. Conheci-a quando crianca.

Mais tarde o Hernani acrescentou que os pais de dona Efigenia haviam sido vizinhos de fazenda dos pais dele. E se chamavam Gabriel e Maria.

Assim constatou-se que os senhores Gilberto e Marciana tiveram pelo menos 3 filhos: dona Adelaide, e senhores Gabi e Chico Gilberto. E as consequencias disso foram o eu constatar que boa parte dos moradores do meu tempo de crianca, inclusive familiares muito proximos, sao Coelho da Silva. Para melhor exemplificar do que se trata, apresento mais um diagrama de familia. Dona Adelaide foi esposa do senhor Joao Marcal de Lima:

Joao Marcal de Lima – Adelaide Coelho da Silva foram os pais de:

01. Jose Soares de Lima – Maria Efigenia de Souza
02. Abel Natalicio Soares de Lima – Maria Marcolina Coelho (54) + Carmelita de Aguiar Coelho (61)
03. Abelar Natalicio Soares de Lima
04. Joao Soares de Lima
05. Osvaldo Soares de Lima
06. dona Zinha – Paulo Ferreira
07. Tarcizo Soares de Lima – Helena Santos

Confesso que em minha ignorancia nao tinha a menor ideia de como o senhor Jose Soares se encaixaria na Arvore Genealogica geral das familias de Virginopolis. Ja havia encontrado um meio de encaixar a familia dele, pois, os netos Ricardo e Dartagnan casaram-se com pessoas dos outros Coelho. Contudo ignorava completamente que ele tivesse uma relacao de descendencia como esta. Estava sendo o meu proposito mapear na Arvore Genealogica todas as pessoas que residiram no centro da cidade antes de alcancar as ruas perifericas, portanto, mesmo sendo vizinhos de meus pais, nao imaginava que houvessem vinculos tao claros assim.

O Hernani havia recordado que `a epoca de juventude dele os senhores Jose e Efigenia usavam um salao anexo `a residencia como sala de exibicao de cinema e para bailes. Duas artes que ele passou a conhecer atraves disso, e a danca continua fazendo parte da vida dele. Alem disso, dona Efigenia era poetisa, organista da Igreja Catolica, alem de o casal tomar parte nas decisoes politicas no municipio.

O casal era exemplo para a cidade mas se mudou dela quando eu era ainda crianca. Assim, nao sou a pessoa mais indicada para tecer elogios a estas pessoas, porque ao bem dizer da verdade, estava com eles pessoalmente mas nao os conheci plenamente. Penso ser melhor tomar de emprestimo uma postagem no blog da prima Celina Rabello. O endereco eh: http://joserabello1.blogspot.com/2011/03/marfisa-14011968-peneira-n-07-texto_21.html. E Marfisa eh o apelido da dona Efigenia.

Algo muito interessante que a Vera Lucia passou-nos foi que o pai dela foi o filho mais velho de dona Adelaide. E que fora criado pelos avos, Gilberto e Marciana. Contava ele que o avo lhe dizia ter ascendencia na antiga Guiana Francesa (Suriname). E que ate mesmo falava um dialeto que lembrava o frances. Ela tambem destacou que o senhor Gilberto era preto e que dona Marciana havia nascido em um local chamado Morro da Garca, nas proximidades de Curvelo.

Foi para mim uma agradavel surpresa ter essas informacoes. Em parte porque, comprovando-se a tradicao, vejo com boa possibilidade alguem da familia: genitores ou avos, realmente procederem do Suriname e estar relacionado com um fato historico que envolve a Historia Universal, com participacao brasileira e portuguesa. Isso aconteceu quando Napoleao Bonaparte mandou invadir Portugal. D. Joao VI antecipou-se ao genio militar e fugiu com a corte portuguesa e chegando ao Brasil em 1808.

Em represalia, as forcas lusobrasileiras ocuparam a possessao francesa no Norte da America do Sul, devolvendo-a somente apos a derrota final de Napoleao, e apos ao Tratado de Versalhes, do qual o Brasil participou na condicao de sede de uma corte europeia.

O resultado disso eh haver mesmo a possibilidade de alguem da forca expedicionaria lusobrasileira ter levado alguem de procedencia do Suriname. Sera possivel que este tenha gerado por via direta (paterna) ou indireta (como avo) o senhor Gilberto. Interessante eh que o nome Gilbert era muito comum entre os franceses.

Caso a tradicao seja comprovada, o fato poderia ser usado em salas de aulas na cidade para despertar o interesse dos alunos por este capitulo da Historia Universal, pois, haveria o exemplo de um morador da cidade com vinculos parentais com pessoas envolvidas na operacao desencadeado por brasileiros e portugueses. Com vinculos parentais tambem com muitos descendentes que serao alunos. Nao seria como estudar uma Historia alienigena e sim uma Historia de Familia.

Uma informacao que possuo eh a de que o senhor Abel Natalicio teve mais que duas esposas. Nao tenho o acompanhamento genealogico deste complemento mas sim o das duas primeiras porque a primeira era minha tia, irma de minha mae, e a segunda foi filha dos tiosavos Armando Batista Coelho e Maria das Dores Aguiar. Entre as filhas da tia Maria, a Marlene foi a esposa do Humberto (Guelo) de Magalhaes Barbalho e a Marly eh a esposa do Jose das Dores Albuquerque, conhecido `a epoca mais pelo apelido de Cabo Deh.

O mais inusitado na informacao de que o senhor Gilberto tivesse origem africana esta no fato de a descendencia ser em sua maioria de visual branco. Inclusive, ao que me recorde, `a minha epoca de infancia tinhamos muitos exemplos de familias com filhos loiros. Eu proprio era e continuo tendo um visual mais europeizado. Mas entre as familias que recordo pelo loiro dos cabelos dos filhos, os mais exuberantes eram os da descendencia Knipp, primos nossos com ascendencia alema; os Marcatti e sua ascendencia italiana, alem dos filhos da Marlene e Guelo e do Tarcizo Lima e dona Helena.

O Ronaldo, filho dos senhores Tarcizo e Helena era tao loiro que tinha o apelido de Veio. A Milce, Tarcilena e Romercy tambem eram bem loiros. Ja o Cizinho (Tarcizo Filho) e a propria Mere Lima tinham cabelos puxados para o castanho.

Entre os filhos da Marlene e do Guelo o loiro dos cabelos se destacavam mais nos filhos: Valeria, Denise e Gladiston. Com um detalhe que transforma a informacao quase num fato inusitado e, provavelmente, do desconhecimento da maioria das pessoas que conviveram com eles, pois, a Marlene procede de tres ramos africanos diferentes. Alem do senhor Gilberto ela eh bisneta do Joao Batista de Magalhaes, o tio Joaozinho e tambem da trisavo Maria Honoria Nunes Coelho. O Humberto era bisneto da mesma Maria Honoria.

Fatos como este deveriam ser melhor divulgados como agora o estou fazendo para que pudessemos celebrar com melhor proveito a diversidade racial. Claro, nao estou aqui me esquecendo da parte da descendencia que possui a tonalidade escura da cor da pele e cabelos. O que quero apontar eh para o fato de sermos mistura de todas as racas do mundo, nao importa a aparencia que tenhamos. Em ultima analise, ninguem eh melhor que outro por causa de sua aparencia.

Penso que a familia dos senhores Jose Soares e Efigenia foi prejudicada no sentido de eles nao receberem as costumeiras homenagens postumas dedicadas ao benfeitores locais. Eles mereciam ser nomes de ruas ou de alguma reparticao cultural mas, por terem se mudado da cidade, estao esquecidos.

Imagino que a casa deles tenha sido um areopago na cidade. Devia ser o ponto de encontro dos sabios locais e servia de iniciacao para a juventude nas artes culturais. Devia ser algo bom de se ver uma reuniao de poetas como a propria dona Efigenia, tia Memeh, dr. Rabellinho e outros. Jovens da epoca deles como dona Bernardete Campos, Maria Helena irma desta, Angelo da dona Geni e muitos outros devem ter tirado grande proveito desta grande oportunidade.

As pessoas que vivem hoje e possuem internet, celular, televisao e outros meios de comunicacao nao fazem ideia do que era ser culto ha 50 ou mais anos atras. As dificuldades eram enormes. O recurso que se tinha eram os radios e os telegrafos. Poucos recebiam jornais escritos, que chegavam com dias de atraso. Em epoca de chuvas as estradas tornavam-se intransitaveis. Frequentemente faltava energia eletrica.

Mesmo assim, Virginopolis tinha o privilegio do cinema, sempre se cultivou a danca e a musica. Muita gente sabia tocar instrumentos musicais. A poesia era uma das formas de cultura melhor cultivada por muitos. Haviam seroes e apresentacoes. Ate um pequeno anfiteatro existia no antigo ginasio. Lembro-me ate hoje de cenas de uma peca apresentada pelos comediantes: tio So Li e o atual dr. Silvestre. Este ainda uma crianca que fazia o papel de um traquina, enquanto o velho tio, ja na terceira idade, representava um idoso que sofria na pele as peraltices do menino.

Lia-se muito, explorando-se principalmente os classicos da literatura mundial. Muitos sabiam linguas como o latim, o frances e o ingles. Estes eram capazes de ler os classicos nas linguas estrangeiras.

Mas tudo se perdeu com a entrada da ditadura militar em 1964. Optou-se pela massificacao do ensino sem fazer preparo algum para isso. Assim, o pouco da qualidade que existia foi se perdendo com o tempo. Nos da nossa geracao, que nao passavamos de criancas tenras ainda fomos os mais prejudicados. A musica que restou foi a marcial dos desfiles de 7 de setembro.

Passou a ser quase uma atitude subversiva cultivar-se a boa musica brasileira, pois, os grandes compositores da epoca passavam mensagens de protesto e reflexao. As radios quase que so tocavam musicas em ingles e a musica nacional que tinha acesso facil aos meios de comunicacao era versoes daquelas. E toda ditadura no mundo prima por suprimir a liberdade do pensamento, pois, pensar ensina a argumentar. E o argumento cria criticismo em relacao aos malfeitos. E nada eh mais detestavel `as ditaduras que criticas a seus defeitos.

Voltando `a descendencia dos senhores Gilberto e Marciana, existiam diversas casas de familias que descendiam deles. Quase todas com criancas na minha idade e com as quais gozo ate hoje o companheirismo e desfruto o parentesco. Como ja disse, nessa condicao estavam as familias da dona Lulu e Cassio; dona Socorro e Osvaldo Perpetuo; dona Dalva e Joaozinho Lacerda; Joao do Gabi e esposa; Odilon do Gabi e Emidia; dona Conceicao e ti Caco; Tarcizo Lima e dona Helena; Marlene e Humberto (Guelo); Marly e Cabo Deh; dona Zinha e Paulo Ferreira.

Nao recordo tambem do nome da esposa do senhor Osvaldo Lima. Tive pouco contato com a familia do senhor Joao Lima. E dona Zilda, que cedo ficou viuva do Lulu do Ze Soares, criou os filhos sozinha nessa epoca. Devia ser mais de 100 pessoas na cidade. E a maioria absoluta da familia do senhor Gabi nao residia na cidade. Destaca-se inclusive o neto Oto, parece-me ser filho da dona Bijou, que residiu com os tios Conceicao e Caco.

Eh uma pena que o site geneaminas.com.br demore um pouco a efetivar os dados que a gente envia! No ancestry.com a programacao me permite fazer as adicoes e as ligacoes simultaneamente. Assim, pode-se ir postando os dados novos ao mesmo tempo que vai-se fazendo a costura dos encontros genealogicos. No ancestry ja posso enxergar como a familia se imbrinca com as outras. Fica muito mais facil de observar-se as ligacoes parentais e compreender melhor a historia que os personagens tinham uns para com os outros no tempo em que os conhecemos. Mais que uma relacao de vizinhanca esta era acompanhada da consanguinidade.

H. FAMILIA PINTO COELHO

Possivelmente, existira descendencia Pinto Coelho em toda a regiao que esta igualmente oculta. O livro da Ivania nos mostra, `a pagina 19, o casal nascido la pelos anos de 1860: Olympia e ten. Gustavo Pinto Coelho. Ela, neta do cap. Joao Coelho de Magalhaes e Bebiana Lourenca de Araujo. O que nos remonta aos Coelho de Magalhaes iniciais. Contudo nao temos mais que a mencao de como se formou a familia. Nao encontramos ainda a procedencia do ten. Gustavo nem o paradeiro dos filhos.

Como ja mencionei, pelos dados encontrados nos livros de registros do Colegio do Caraca, ha em Minas Gerais uma descendencia enorme dessa familia ou, de outra forma, pode ser mais de uma familia ja que os sobrenomes Pinto e Coelho sao muito comuns. Portanto, nao sera dificil o encontro de ambos fazendo parecer que todos descendem de ancestrais comuns recentes.

De concreto por enquanto, porem, temos a tradicao da familia Furtado Leite de ser descendente extraconjugal do Barao de Cocais. Normalmente a familia na regiao deixou de usar o sobrenome Furtado e reduzindo-o ao Leite. Mais comumente, Nunes Leite, que procede da combinacao Furtado Leite com Nunes Coelho. O que nos faz recorrer ao Barao de Cocais eh que o nome dele era Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha. Esta familia, junto com a Furtado Leite e outras, era a lider no antigo Sao Joao do Morro Grande, que no seculo XX tomou o nome de Barao de Cocais, devido a seu cidadao mais ilustre.

Falta-nos apenas descobrir a ligacao entre o Pinto Coelho da Cunha e os Furtado Leite numa relacao de ascendencia/descendencia. Quem desejar mais informacoes, pode visitar a pagina: http://www.projetocompartilhar.org/Familia/PintoCoelhodaCunha.htm, para perceber que o sobrenome Pinto Coelho da Cunha ja era usado antes do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. Por enquanto nao sei dizer se o Pinto Coelho sozinho e o acompanhamento da Cunha tem a mesma origem. Se for, isso so complica a situacao da consanguinidade no Estado ja que a diferenciacao do sobrenome nao altera a genetica.

De qualquer forma, estamos cientes de que Virginopolis possui, pelo menos, 7 origens diferentes da assinatura Coelho, embora isso possa nao ser necessariamente uma verdade. Explicarei `a frente.

I. OUTROS COELHO

Existem outros Coelho na regiao que serao tidos como Coelho diferentes. Entre eles temos:

a) COELHO DA SILVEIRA

A chegada dele esta descrita no livro “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. Segundo o prof. Dermeval Jose Pimenta, foi trazido de Portugal, por volta de 1830, com a familia de dona Maria Coelho da Silveira. Foi a esposa do cap. Ildefonso da Rocha Freitas. Eles se estabeleceram `as margens do Corrego Sao Nicolau, fundaram a Fazenda de Sao Joao e, em testamento, cederam as terras para a construcao do Arraial de Sao Joao Novo, hoje Sao Joao Evangelista, que iniciou-se em 1875.

A filhos adotaram o sobrenome Coelho da Rocha. Coincidindo com o mesmo sobrenome encontrado nos fundadores de Guanhaes. Contudo ainda nao se sabe se havia parentesco proximo entre eles.

O que se pode eh especular, ja que os Coelho de Magalhaes sao ditos proceder de Portugal. Por nao sabermos as origens exatas de ambos os Coelho pode-se esperar que o portugues Jose Coelho de Magalhaes estabelecido por volta de 1780 nos arredores de Conceicao do Mato Dentro, naturalmente, 50 anos depois, os filhos daquele poderiam ter alguma comunicacao com familiares em portugal.

Os filhos do Jose ajudaram a fundar Guanhaes e logo em seguida os Coelho da Silveira e os da Rocha Freitas se estabelecem na vizinha Sao Joao Evangelista. O que se pode imaginar eh que alguem tenha lhes soprado um bom local para se estabelecerem. Claro, este alguem poderia ser quem ja tivesse algum vinculo parental. Mas isso eh apenas especulacao.

Outra especulacao que podera ser feita sera em relacao aos COELHO DE OLIVEIRA acima mencionados. O morador mais antigo das margens do Sao Nicolau foi o senhor Nicolau Jose de Oliveira. Pode ser que o Coelho de Oliveira tenha surgido a partir da combinacao deste Oliveira com o Coelho da Silveira. Contudo, o professor Dermeval ficou nos devendo o acompanhamento genealogico de ambas as familias para comprovarmos ou descartarmos esta hipotese. Ha que se fazer pesquisas para elucidar a questao.

Nao podemos afirmar que os Coelho da Silveira misturaram-se com os de Virginopolis, porem, o contrario sim. O tiobisavo Salathiel Batista Coelho mudou-se para Sao Joao Evangelista, onde se casou com Iracema Campos Goncalves, que era bisneta do cap. Ildefonso e Maria Coelho da Silveira. Nao tenho noticias da descendencia deles posterior a 1978.

b) COELHO DE MOURA

Familia radicada em Itambe do Mato Dentro e procedente de Portugal. O prof. Manoel Coelho de Moura Guimaraes casou-se com Maria Francelina Pimenta que possuia vinculos familiares com Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa do Antonio Rodrigues Coelho. A familia residiu em Sao Joao Evangelista, mas nao temos o acompanhamento atualizado dela. Alguns ramos estao acompanhados ate `a data de 1965, atraves do livro A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente.

c) COELHO DE LINHARES

Outra familia Coelho cuja origem o professor Dermeval nao menciona. Deixou escrito que o senhor Antonio Coelho Linhares nasceu em 1826 e era eleitor em Sao Joao Evangelista em 1871. A familia entrelacou com os Coelho da Silveira. A possibilidade de existirem ligacoes com Virginopolis eh consideravel.

d) COELHO DA COSTA

Tenho pouquissimas informacoes a respeito dessa familia. Radicada no Serro, dela procede o padre Laffayette Coelho da Costa. Este foi o paroco de Santa Maria do Suacui, onde a crenca popular ja o colocou no altar. Aguarda-se os tramites no Vaticano para saber-se se sera canonizado ou nao. Pelo menos, desde os avos dele a familia ja estava na regiao. Portanto, nao se pode descartar a ideia de que alguem em Virginopolis descenda de algum Coelho da Costa. O sitio da Diocese de Guanhaes da mais informacoes.

CONCLUINDO

Exceto os Coelho da Silveira e os Coelho de Moura que sao mencionados ter chegado ao Brasil diretamente de Portugal, temos aqui um quadro em que, talvez, tenhamos 10 ou mais assinaturas Coelho na regiao, contudo com origem unica. Na pagina 6 do livro, a Ivania Batista Coelho cita o professor Nelson Coelho de Senna, e extraio aqui esta parte:

“De uma cronica da familia COELHO constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no sec. XVIII (1774) o ja referido portugues MANUEL RODRIGUES COELHO,…” Na sequencia, encontra-se mais estas informacoes a respeito dele e da familia: “Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava avultados quintos de ouro a sua magestade Fidelissima. Do Inficcionado (hoje Santa Rita Durao, comarca de Mariana) seus descendentes se passaram a outros lugares dos atuais municipios de Santa Barbara, de Itabira do Mato Dentro e Conceicao do Serro.”

Pode significar que nao seriam 7 Familias Coelho em Virginopolis mas apenas uma e unica. Isso porque 6 delas poderao ter suas assinaturas com origem na mesma pessoa e os Pinto Coelho, nao sendo descendentes, estao misturados `as outras.

Tenho noticias da presenca da assinatura Coelho bem mais ao norte que a cidades acima mencionadas, ou seja, regiao de Itamarandiba e Minas Novas, ja por volta de 1750. E nao se pode descartar a possibilidade de descender do mesmo portugues, pois, ele foi tesoureiro da Camara Municipal de Vila Rica em 1719. Ja deveria ter filhos crescendo. Por volta de 1750 havia o declinio das lavras velhas. Seria natural que a descendencia de um minerador antigo tentasse a sorte nas “minas novas”. Ai pode estar a origem de mais Coelho na regiao dominada pela antiga Vila do Principe, atual Serro.

Mesmo geneticamente nao teria grande importancia que ele desse origem a pelo menos 10 das familias mencionadas acima, desde que a descendencia tivesse se casado em geracoes diversas com pessoas nao aparentadas. O problema eh o seguinte, conhecendo o comportamento matrimonial de nossos ancestrais mais recentes, podemos imaginar que esta esperanca esta mais para va filosofia que algo de utilidade. Para conferir, so mesmo fazendo o levantamento genealogico de todas para, no minimo, desencargo de consciencia.

Tenho feito algum esforco de memoria para ver se consigo recordar alguma pessoa que reuna em si pelo menos as sete assinaturas Coelho da cidade. Eh dificil encontrar tal pessoa porque nao temos um melhor acompanhamento de todas. Contudo, nao eh dificil imaginar que em breve teremos esse recorde conquistado de, em tao poucas geracoes, reunir-se 7 denominacoes Coelho numa mesma alma.

E nao estou contando com aquelas vezes onde o mesmo Coelho se repete. Os filhos de meus pais reunem 6 vezes a descendencia dos Coelho de Magalhaes, uma vez o Coelho de Andrade, duas o Nunes Coelho e mais duas o Coelho de Almeida. Alem disso, existe outro Coelho que nao mencionei. Encontrei-o tambem no sitio geneaminas.

O prof. Pimenta, fazendo o acompanhamento dos ancestrais, ja havia estabelecido o Joao de Sousa Azevedo como um deles. Ele foi o primeiro sogro do sextavo Antonio Borges Monteiro. Naquele sitio encontra-se que os pais do Joao se chamavam Manoel de Sousa de Azevedo e Anna Coelho. Entao, os filhos de meus pais tem pelo menos mais duas vezes a ascendencia Coelho em nosso sangue. Possivel sera termos outras duas, pelo lado Pereira do Amaral que herdamos da bisavo Olimpia Rosa.

De qualquer forma, algum risco esta mesmo no fato de podermos ser varias dessas vezes juntas descendentes do portugues Manuel Rodrigues Coelho. Exceto na parte que toda ao Souza de Azevedo. Alias, o que pode ser ate muito mais vezes porque nao temos o acompanhamento genealogico de diversos de nossos ancestrais. E como entre estes e o tempo do Manuel existem umas poucas geracoes, nada impede que existam mais algum espaco preenchido pela ascendencia nele.

A minha dificuldade em encontrar de memoria uma pessoa que ja reuna os 7 Coelhos em Virginopolis pode estar na falta do conhecimento maior das genealogias das Familias Coelho de Oliveira (Lacerda), Coelho da Silva, Coelho de Andrade e mesmo o Pinto Coelho. Geralmente, as pessoas que conheco que reunem duas destas nao se encaixam nas outras. Por exemplo, os filhos do Dimas Geraldo e Conceicao Lacerda nao tem o Coelho da Silva, ate onde eu sei. Ja as filhas do Geraldo Agostinho e da Ivanira nao tem o Lacerda e o Pinto Coelho.

Refazendo meus calculos, penso que posso apontar recordistas temporarios. Trata-se da descendencia dos dois casais de queridos primos Francisco Jose Coelho e Hayde Celestina de Andrade e Dimas Geraldo e Conceicao Lacerda.

O Francisco, mais conhecido como Coelho, reune tanto o Coelho de Lacerda quanto o Coelho da Silva. A Dede tem o Coelho de Andrade, embora, o Andrade da assinatura dela venha do lado do prof. Francisco Dias. Por descender da avo Maria Marcolina Borges do Amaral a Hayde acrescenta tambem o Coelho de Almeida. Coelho de Magalhaes e Nunes Coelho os dois sao. Falta-lhes apenas o Pinto Coelho. Pelo menos enquanto eu nao souber a procedencia dos pais dos netos deles!

Os filhos do Dimas e Conceicao tambem reunem seis das assinaturas Coelho em Virginopolis. Sendo que o Dimas carrega 4 delas: Coelho de Magalhaes, Coelho de Almeida, Coelho de Andrade e Nunes Coelho. A Conceicao adiciona o Pinto Coelho e o Coelho de Lacerda. Falta-lhes o Coelho da Silva ate onde conheco. A Hayde e o Dimas sao irmaos e primos bem proximos dos membros da casa de meus pais.

Enfim, voltando ao dizer: “Em Virginopolis, quem nao eh Coelho eh couve”, creio que posso afirmar que nossos ancestrais, quando comecaram a pronuncia-lo, tinham em mente este grande numero de assinaturas Coelho, diferentes entre si, e nao necessariamente porque desprezassem pessoas que nao assinassem o Coelho. Embora, claro, do ponto de vista das pessoas que nao se lembravam de nenhum ancestral proprio com a assinatura Coelho, o dizer soasse bastante antipatico!

Quanto `as descendencias atuais destas familias, so mesmo um censo poderia responder qual sera o numero de pessoas viventes. A certeza eh que sao dezenas de milhares, porem, nao podemos nos enganar. Todo cuidado eh pouco. Por exemplo, nao podemos fazer uma conta automatica baseados em dados parciais. Um exemplo disso eh que somos 9 filhos na casa de meus pais. Cada um de nos eh, simultaneamente, 6 vezes descendentes dos patriarcas Antonio e Maria Marcolina; Joao e Maria Honoria; e Eugenia e Francisco Marcal.

Se contarmos que descendemos da Maria Marcolina filha, do Joao Rodrigues, do Joao Junior, do Ze Coelho, do Marcal e da Candida Barbalho, entao, a familia dos nossos pais sera contada como tendo 54 filhos quando, em verdade, somos apenas 9. E isso ocorreria multiplas vezes com quase toda a populacao se contarmos separadamente o numero de descendentes que cada familia possui e depois soma-los, pois, nos descendemos diversas vezes dos mesmos ancestrais e a soma das parciais daria a impressao que cada um de nos eh descendente muito mais que uma vez, embora cada um de nos seja apenas uma pessoa.

O numero total de descendentes de todos os primeiros moradores de Virginopolis, por exemplo, nao deve somar todos os milhoes que ja mencionei, porem, com certeza esta na casa de centenas de milhares. So mesmo um levantamente genealogico completo para oferecer-nos um numero exato desta conta!…

 

 

08. PRIMEIROS MORADORES DE SABINOPOLIS (ANTIGO SAO SEBASTIAO DOS CORRENTES)

Resolvi acrescentar este subtitulo aqui porque os dados nele contidos poderao ajudar-nos a solver algumas questoes. Encontrei esta lista no trabalho: “INTERVENCOES CLINICAS E SOCIAIS: SUBJETIVIDADE E RELIGIOSIDADE – UM ESTUDO DA RELIGIAO CATOLICA EM SABINOPOLIS” de Joselia Barroso Queiroz Lima.

Acrescentarei apenas data de nascimento e nome de esposas que temos. Segue entao:

01. Pe. Bento de Araujo Abreu
02. Alferes Antonio de Araujo Abreu
03. 1751 Antonio Borges Monteiro – Margarida Maria do Rosario (nota: `A epoca, Antonio Borges era viuvo de Maria de Souza Fiuza, que falecera em 20.11.1780, e fora a mae de Antonio Borges Monteiro Junior.)
04. Urbano Taveira de Queiroz
05. Joaquim da Silva Campos
06. 1777 Antonio Borges Monteiro Junior – Maria Magdalena de Santana
07. capitao Semeao Vaz Mourao
08. alferes Antonio Fernandes do Amaral
09. 1791 Malaquias Pereira do Amaral – Ana Maria de Jesus
10. Clemente Jose dos Santos
11. Francisco Jose dos Santos
12. Manoel Coelho de Almeida
13. capitao Antonio Jose Campos
14. 1783 Joao Pereira do Amaral
15. capitao Joaquim Barroso Alvares

Por um acaso, esbarrei no blog da Familia Pinho Tavares, de Sabinopolis. La ha a mencao de alguns desses fundadores acrescida de outros. Sao eles: Francisca Miquelina, Joaquim Miquelino e 1796 Francisco Borges Monteiro. Este ultimo sei que tambem foi filho do Antonio Borges Monteiro velho.

Posto aqui esta lista e faco a resenha agora, pois, ela esta repleta de evidencias com consequencias na genealogia de toda a regiao. Precisamos nos lembrar que o Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes inciou-se por volta de 1819. Porem ja existiam residentes no local ha pelo menos 3 decadas antes disso. Ainda nao encontrei uma Historia de Sabinopolis que me ajude a colocar estes pingos nos ii.

Mas, indo diretamente `a resenha. As tradicoes afirmam que a Familia Campos de Virginopolis procede se Sao Joao Evangelista. O que eu ponho as barbas de molho em aceitar tal ideia, no sentido de dizer-se que os ancestrais mais antigos agora conhecidos por nos tenham nascido naquele povoado. Possivel terem nascido na zona rural, e talvez seja por isso que nao sao recordados no livro do professor Dermeval, que relata a fundacao em 1875.

A Familia Campos de Virginopolis, segundo registrado por dona Maria Filomena de Andrade, inciou-se com os tres casais: Antonio Ferreira Campos e d. Augusta Rabello do Amaral; Manuel Ferreira Campos e Clementina Marcos de Jesus; e Firmiano Ferreira Campos e Teresa Barreto.

As pessoas mais antigas que entram na Arvore Genealogica da Familia Coelho, da Ivania Batista Coelho, e das quais registra-se datas de nascimento, eram netas destes casais. Contudo, na lista de ex-alunos do Caraca esta o Lico, ou Luiz Campos do Amaral, que segundo uma cronica do dr. Rabelinho em homenagem `a dona Augusta “Campos”, era um dos mais novos, com a data de nascimento de 12.07.1899 (entrada em 1914, mat. 243). Dona Filomena pulou o numero 6 na relacao de filhos da dona Augusta mas menciona que o Lico era o numero 8. Pode, entao, ser o setimo.

Mesmo assim, isso obrigaria o filho mais velho ter nascido em torno de 1890, ou seja, por volta de 15 anos depois da fundacao do Arraial de Sao Joao Novo. Isso indica que Antonio Campos e d. Augusta devem ter nascido pelo menos uns poucos anos antes daquela fundacao. `A lista de fundadores de Sabinopolis falta os sobrenomes Ferreira e Rabello. Mas entre 1819 e 1875 muita coisa pode ter acontecido. Inclusive ter-se mudado para a regiao alguem que ja fosse Ferreira Campos e outro Rabello do Amaral, sem ter vinculos com os fundadores de Sabinopolis.

Tudo pode ter acontecido. Estou mostrando apenas as evidencias que tenho para suspeitar que tambem a Familia Campos em Virginopolis podera descender dos fundadores de Sabinopolis.

Contudo, eh preciso lembrar-se que esta estrada tem duas vias e sempre eh prudente olhar os dois lados antes de atravessa-la. A favor da tradicao temos que a Familia Ferreira Campos nao devia ser pequena. Dois indicios para isso sao: o fato de dona Inha Campos ter se mudado para Sao Joao Evangelista, em 1889, apos ficar viuva, no Serro, de Joaquim Ferreira Campos; e o nome do patriarca Antonio Ferreira Campos ter sido acrescido do sufixo Baguary, pelo juiz da Comarca do Serro, por causa da confusao de varias pessoas com o mesmo nome.

Joaquim Ferreira e dona Inha Campos foram os avos maternos da tia Iracema Campos Goncalves. Esta era filha de dona Rita Campos e Joao Gualberto Goncalves.

A narrativa do professor Pimenta informa que a viuva dona Inha transferiu-se do Serro para Sao Joao Evangelista com os quatro filhos menores. Nao menciona parentalha ja residente na cidade, porem, era de se esperar que existisse, pois, de algum apoio menor a viuva devia necessitar.

Quanto aos sobrenomes presentes na lista como: Araujo, Abreu, Taveira, Queiroga, Mourao e Barroso, sao nomes que encontramos misturados em nossa genealogia. Embora estes estejam encaixados como agregados e nao ha ainda como associa-los a esta lista. Uma pena nao termos em maos a formacao genealogica das familias em Sabinopolis, pois, sabemos de antemao que os “de Pinho Tavares” e outros, alem dos mencionados na lista, estao intimamente associados aos Borges Monteiro e Pereira do Amaral. Alem dos Pimenta Vaz Barbalho.

O professor Pimenta deixou escrito os nomes dos pais das esposas acima mencionadas. Assim temos:

1. Margarida Maria do Rosario, filha de Domingos Lourenco Seixas e Maria Caetana de Pinho e Oliveira
2. Maria Magdalena de Santana, filha de Jose Vicente de Miranda e Maria da Encarnacao
3. Ana Maria de Jesus, filha de Antonio Coelho de Almeida e Ana Maria de Jesus.

A primeira esposa de Antonio Borges Monteiro, Maria de Souza Fiuza, foi filha do ja mencionado Joao de Souza Azevedo e de sua esposa Norotea Barbosa Fiuza. Por sua vez, esta foi filha do portugues, sargento-mor, Domingos Barbosa Moreira e sua esposa, a sergipana: Teresa de Jesus, natural de Itabaiana.

Aqui ha que se observar o sobrenome Santos presente nesta lista porque a esposa do ancestral Joaquim Pereira do Amaral, se chamava Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Podera ser a fusao destes Santos com algum Carvalhaes que chegou ou ja estava na area. Os Carvalhaes aparecem como ancestrais da Familia Catao em Guanhaes. Portanto, podera ai encontrar um denominador comum que, antes que dividir, reune as familias.

O mais interessante que hipotetizo ai, trata-se da ausencia do ancestral Antonio Coelho de Almeida na lista. Ele sera, no minimo, fundador ausente por, talvez, ja ser falecido em 1819, pois, foi o pai da ancestral Ana Maria e devera ser pai do Manoel Coelho de Almeida. Possivelmente, devera ser ancestral dos Almeida e outros da regiao. Alem disso, pode ser que tenha habitado a area muito antes da data de 1819. A evidencia disso pode estar no documento guardado pelo Arquivo Publico Mineiro e descrito no endereco: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=6919.

Na descricao temos os dizeres: “Requerimento de Antonio Coelho de Almeida sobre a concessao de provisao para o oficio de escrivao de guardamoria do Ribeirao do Corrente de Santo Antonio da Meia Canoa”. O despacho esta datado de, em Ouro Preto, 30.07.1803. Portanto, em algum lugar de Minas Gerais existia um povoamento `as margens de algum Ribeirao do Corrente ainda em formacao. O problema esta em eu nao ter encontrado nenhuma referencia a algum lugar com estas palavras exatas.

Contudo, no municipio de Sabinopolis existe uma subdivisao que se trata da Comunidade Corrente Canoa. Acredito ser uma boa evidencia a nos dizer que ainda existe por la vestigios do nome que, antigamente, era muito comum encompridar-se, indo ao longo da Historia reduzindo-se aos termos atuais. Alem disso, existe outra comunidade com o nome Almeidas. O que pode tambem indicar que parte da descendencia dos Coelho de Almeida iniciais possam ter reduzido o sobrenome para apenas Almeida. Assim, por suposto, podera existir muito mais vinculo genealogico entre as familias da regiao do que imaginamos.

Vejo aqui um bom motivo para lutarmos por construir uma Arvore Genealogica o mais completa possivel. Isso porque a mencao aos nossos ancestrais de Souza Azevedo fazem-me lembrar de detalhes da nossa genealogia atual.

Nos anos 1960 mudou-se para Virginopolis o casal Raimundo Nonato Batista da Rocha e Marilda Azevedo. Ele, promotor de justica da Comarca de Virginopolis, era oriundo do Piaui. E passou em Medina para encontrar a esposa. O casal era jovem e em pouco tempo juntou `a familia o terceiro filho. Sao filhos: Izabel Cristina, Karla Andrea e Mayram. Nos dias atuais sei que a Karla casou-se com o Valerio e o Mayram com a Juliana. Valerio e Juliana tem sangue de diversos Coelho da cidade.

O Valerio contudo tem o sangue Souza Azevedo. Mas nao se pode dizer nada, pois, nao tenho nada alem do conhecimento de quem sao o dr. Raimundo e dona Marilda. Nada sei a respeito dos ancestrais deles. O que faco agora eh apenas especular.

Em primeiro lugar, sabemos que temos ancestrais que aportaram com o primeiro donatario da Capitania de Pernambuco, Duarte Pereira Coelho. Geralmente, todas as genealogias de nordestinos que ja vi, e mesmo nao nordestinos, repete-se o fato da mencao de que os ancestrais mais antigos no Brasil conhecidos das familias provem daqueles primeiro chegados.

E, frequentemente, nossos ancestrais sao apontados como ancestrais deles. A genealogia do Piaui nao eh independente da genealogia pernambucana, dai, espera-se que o dr. Raimundo tenha ancestrais comuns conosco. Embora, isso nao cause nenhum espanto porque as linhagens passaram seculos separadas, devera haver variacao genetica segura no enlace da Karla e Valerio.

Em relacao ao Azevedo, precisamos nos recordar da Historia da regiao do Serro. Em 1750 o ouro mais abundante comecou a esgotar. Foram enviadas bandeiras, financiadas pelo Senado da cidade, para descobrir novas minas. Encontraram, entre outros lugares, no lugar que se chamou Sao Joao Batista, atual Minas Novas. O nome se deve justamente `as novas minas encontradas. Porem, a regiao era territorio da Bahia.

O local estava mais perto do Serro onde ja havia a intendencia do ouro. Assim, a coroa decidiu mudar o mapa das duas provincias, passando o Sul da Bahia para o Norte de Minas. E como se pode observar, o Norte de Minas ficou curvado, parecendo que foi feito a troco de compasso. E deve ter sido mesmo. Serro era o centro, ou ponta seca, e o giz correu no novo mapa. Os detalhes dos recortados entraram depois.

Mais tarde a regiao como um todo foi colonizada sobretudo pela iniciativa do pioneiro Teofilo Otoni, ja nos anos de 1840. De qualquer forma, acorreram para a regiao levas de mineiros e baianos. Pode ser que o ancestral Azevedo em Minas mais antigo da dona Marilda seja o mesmo Joao de Souza Azevedo nosso ancestral. Dai se pode observar as voltas que a genealogia pode dar.

Nos descemos de uma filha dele e por isso nao usamos o sobrenome. Ela pode descender de algum filho que, infelizmente, nao temos ainda a informacao nem mesmo que tenha existido, pois, sabemos da existencia de apenas duas filhas. De qualquer forma, um ramo de descendencia seguiu para o Sul do Serro e outra para o Norte, podendo ter agora se reencontrado. So mesmo pesquisando mais a fundo para verificarmos se foi isso mesmo, ou nao, o que aconteceu.

 

 

 

09. GENEALOGIAS VIA SITE http://www.santuariodocaraca.com.br/ex-alunos/

Ontem foi dia 5 de fevereiro, dia de tempestade de neve aqui na porta de casa. Agora eh assim gente, fiquei tao importante que ate o tempo esta trabalhando em funcao de mim, rsrsrsrsrs.

Brincadeira `a parte, o mal tempo trouxe tambem conexao ruim da net. Dai fiquei ressabiado de fazer algo mais util no computador e, em caso de pane, perder todo o servico. Entao resolvi dar uma voltinha no site do Santuario do Caraca, observando recomendacao da amiga Virginia Candido. Ja o conhecia mas pensei que nao fosse encontrar nele algo que ainda nao tivesse.

Bem, sao duas listas de ex-alunos. Divididas por anos de matriculas e numeracao. Na primeira temos 1.481 e na segunda 2.322 alunos. Porem, nem todos estao la. O padre Absalao, por exemplo, esta no ano de 1947 e matricula 1092. O que ha de errado eh que esta postado ser “irmao do aluno 1073. Mas as matriculas de 1073 a 1087 nao foram publicadas. Portanto, ou o Dede (Ademar) ou o Aramis sao ex-alunos, quica, os dois. Alonso e Athos sao tambem mas estao na lista.

O pai deles, Jose Martinho Nunes Coelho, tambem se encontra registrado. Matricula numero 300, do ano de 1915. E a inscricao trouxe-me uma pequena e boa novidade. Sabiamos ser filho do Josephino Nunes Coelho e da Sa Marta. Contudo, `a pagina 13 do livro de genealogia da Familia Coelho, o nome dela esta como Marta Madalena Coelho. No fichario temos um Oliveira anterior ao sobrenome.

O que, talvez, ofereca um pouco de variabilidade genetica ao ramo da familia. Embora o Oliveira esteja entre os sobrenomes do pai da esposa do seo Ze Martinho, o Bernardino Coelho de Oliveira, que era o pai da dona Efigenia Coelho de Magalhaes. Em todos casos, a familia ganha mais Oliveira e perde um pouco de Coelho, o que deve resultar em um melhor equilibrio.

Devo acrescentar poucas coisas mais `a nossa genealogia porque dos 90 ex-alunos que resolvi recolher os dados, a maioria absoluta ja estava inscrita em nossas anotacoes. Uns poucos nao terei ainda como encaixa-los na Arvore porque esta faltando algum pequeno passo, como ter certeza absoluta de quem eh filho de quem. Encontrei dois nascidos em Belo Horizonte: Otaviano e Osvaldo Soares Coelho, filhos de Omar Nunes Coelho e Efigenia de Assuncao Soares. Falta saber onde o Omar e/ou dona Efigenia se encaixam.

A maioria das pessoas que pude reconhecer na lista sao nascidas em Virginopolis. Uns poucos em Guanhaes, Divinolandia, Sabinopolis, outras cidades e ate um em Coroaci. Este eh o padre Jose Atanasio Coelho, matricula 719 de 1932. Filho do Notel dos tios Sinha e Miguel, eh irmao do falecido Monsenhor Omar Nunes Coelho e sobrinho do Bispo D. Manoel Nunes Coelho, tambem falecido.

Em alguns casos poderemos corrigir dados nos livros. Um exemplo eh o termos `a pagina 132 que Fernando Baptista Coelho casou-se em segundas nupcias com Adelina Coelho Leao. Na matricula 901, livro de 1940, esta que a mae do Mucio Leao Coelho chamava-se Adelina Benedito Coelho. Detalhe que nao vem tanto ao caso assim. Mas comprova por via documental o que estava registrado no livro da Ivania.

O livro teve como base, anotacoes caseiras do bisavo Joao Rodrigues Coelho e do dr. Odon de Magalhaes Barbalho. Alem das informacoes fornecida por familiares. Os registros documentais oferecem maior credibilidade ao trabalho como um todo. Mas tambem levanta duvidas. Eh que na pagina 135 do livro temos a familia da Sebastiana Salles Coelho e Mario Coelho Leao. Os ancestrais dele estao na pagina 17. O livro mostra que foram pais do Wilson Coelho Leao, nascido a 24.05.1920.

Porem a lista de ex-alunos registra uma mae diferente para o Wilson. Ela chamar-se-ia Aguide Moreira Coelho. Pode ser que tenha ocorrido algo muito comum `a epoca. Uma primeira esposa ter falecido e a segunda, a mae de coracao, ter adotado o filho aos olhos da familia e as anotacoes falharem em indicar a mae biologica. Tambem pode ter ocorrido falha dos escrivaes, o do cartorio ou o do Colegio do Caraca. Nada que nao possa ser verificado mais tarde.

Bom, postarei aqui a lista de nomes. `A frente dos nomes o ano de ingresso no Colegio do Caraca. Apos os nomes, o numero de matricula. Assim, quem desejar abrir a pagina no site para ver o nome de algum familiar e seus pais, nao tera dificuldade em encontra-los. Eh pouca coisa! Mas seria uma otima oportunidade se outros colegios disponibilizassem tais informacoes.

O do Caraca era voltado mais para identificar vocacoes sacerdotais. Assim, a maioria das pessoas estudou em outras entidades. Alem disso, era exclusivo para o sexo masculino. Dai nao encontrarmos a avancadissima ideia, para a epoca, de vermos as mulheres estudantes do seculo XIX e inicio do XX. O Colegio Feminino de Diamantina deve conter perolas maravilhosas.

Outros colegios usados por nossa parentalha incluiam Pecanha, Guanhaes, Conceicao do Mato Dentro, Colegio Arnaldo em Belo Horizonte e Dom Bosco em Cachoeira do Campo. Claro, os cursos superiores da UFMG, antiga UEMG, e Ouro Preto, guardam la as lembrancas dos poucos que chegaram a este nivel em um passado um pouco mais remoto.

Contudo, como as descendencias das pessoas mais antigas esta diversificando mais no quesito casamento, pessoas que estao em todos os registros, sem pertencer `a familia, agora sao ou tornar-se-ao ancestrais de membros dela. Dai a necessidade de colhermos os dados mais completos possiveis de todos.

Nao farei comentarios. Deixarei para cada um descobrir o que melhor lhe apetecer. Segue, entao, a lista:

1864 padre Venancio Ribeiro de Aquino Cafe mat. 201
1870 Jose Feliciano de Araujo Soares mat. 559
1873 Joaquim Antonio dos Santos Lacerda Junior mat. 748
1874 Lindolpho de Paulo Cardoso Camara mat. 806
1875 Edgardo Carlos da Cunha Pereira mat. 845
1876 Getulio Ribeiro de Carvalho mat. 951
1876 Ernesto Ribeiro de Carvalho mat. 952
1877 Sabino Alves Barroso Junior mat. 1122
1878 Claudionor Augusto Nunes Coelho mat. 1166
1878 Ignacio Alves Barroso mat. 1237
1879 Joao Baptista de Aguiar Bennefoi mat. 1261
1880 Homero Benedicto Ottoni mat. 1343
1880 Pio Nunes Coelho mat. 1394

Segunda serie:

1911 Reynaldo de Magalhaes Gloria mat. 163
1913 Lindolfo de Almeida Braga mat. 226
1914 Joao Fernandes d’Almeida mat. 242
1914 Luiz (Lico) Campos do Amaral mat. 243
1914 Francisco Campos do Amaral mat. 270
1914 Joaquim Bento Coelho Filho mat. 271
1915 Otaviano (Tavico) Rodrigues Coelho mat. 295
1915 Jair Rodrigues Coelho mat. 196
1915 Jose da Cunha Menezes Neto mat. 297
1915 Jose (Daniel) Rodrigues Coelho Sobrinho mat. 299
1915 Jose Martinho Nunes Coelho mat. 300
1915 Gastao de Magalhaes mat. 301
1916 Jose Rabello Campos (Rabelinho) mat. 332
1916 Antonio da Silva Coelho mat. 333
1916 Eliphaz Rodrigues Coelho mat. 334
1917 Sylvio Rodrigues Coelho mat. 349
1917 Levy Rodrigues Coelho mat. 350
1918 Darcy Baptista Coelho mat. 351
1921 Agostinho de Souza Guimaraes mat. 446
1921 Nilo Rodrigues Coelho mat. 460
1921 Hely Rodrigues Coelho mat. 461
1925 Eduy Catao mat. 567
1928 Ephigenio Caldeira da Silva mat. 617
1930 Emerson Nunes Coelho mat. 677b
1932 padre Jose da Paixao Nunes Coelho mat. 711
1932 Eder Expedito de Andrade mat. 713
1932 padre Jose Atanasio Coelho mat. 719
1933 Wilson Coelho Leao mat. 725
1933 Franklin Salgueiro mat. 744
1934 Afonso Coelho de Magalhaes mat. 752
1935 Abel Coelho mat. 762
1936 Aloisio de Sena mat. 763
1936 Oldemar de Aguiar Coelho mat. 774
1936 Geraldo Braga mat. 781
1940 Mucio Leao Coelho mat. 901
1946 Abelar Teresinha de Almeida mat. 1041
1946 Mauricio de Magalhaes Barbalho mat. 1059
1947 Simao da Silva Coelho mat. 1091
1947 padre Absalao Martinho Coelho mat. 1092
1949 Carlucio Rodrigues Coelho mat. 1142
1949 Walquirio Rodrigues Coelho mat. 1143
1949 padre Marcos Evangelista Goncalves mat. 1172
1950 Celso Rodrigues Nunes Coelho mat. 1175
1950 Daniel Rodrigues Nunes Coelho mat. 1203
1951 Alonso Martinho Coelho mat. 1244
1951 Joao Antonio Passos mat. 1279
1952 Adamar Nunes Coelho mat. 1309
1952 Jose de Aquino Perpetuo mat. 1317
1952 Cesario Coelho de Aquino mat. 1325
1952 Francisco Nunes Leite mat. 1332
1952 Amilton Juliao de Almeida mat. 1338
1952 Juarez Geraldo Leite mat. 1352
1952 Duarte de Oliveira Magalhaes mat. 1354
1952 Otavio Rodrigues Nunes Coelho mat. 1361
1953 Sebastiao de Aquino Perpetuo mat. 1432
1954 Gil Nunes Coelho mat. 1459
1954 Hidalgo Leite de Oliveira mat. 1461
1954 Leonidas Perpetuo Leite mat. 1464
1954 Jose Pereira de Souza mat. 1477
1954 Virgilio Maximo Batista Coelho mat. 1486
1955 Juventino Figueiredo de Lacerda mat. 1530
1955 Sebastiao Polydoro Mourao mat. 1531
1956 Athos Martinho Coelho mat. 1614
1959 Herci Soares de Lacerda mat. 1821
1959 Carlos Vasconcelos Coelho mat. 1849
1959 Jose Romualdo de Souza mat. 1850
1960 Manoel Luiz Ventura Costa mat. 1901
1961 Paulino Leite de Oliveira mat. 1974
1962 Geraldo Nunes Coelho mat. 2003
1965 Geraldo Nunes Lacerda mat. 2160
1965 Eduardo Coelho Lopes mat. 2171
1965 Dalber Augusto de Almeida mat. 2180
1966 Herivelto Jose Coelho mat. 2209
1967 Antonio Carlos Leite mat. 2233
1967 Emilio de Oliveira Leite mat. 2242
1967 Otaviano Soares Coelho mat. 2260
1968 Osvaldo Soares Coelho mat. 2303

A maioria das pessoas desta lista ja se encontra cadastrada no Arvore Genealogica plantada no sitio http://www.geneaminas.com.br. Assim as pessoas poderao, apos visitar o sitio dos ex-alunos do caraca, acompanhar quem sao outros membros proximos de suas familias. Algumas ja estao la mas nao estao aparecendo ainda. Mais tarde aparecerao. Somente umas poucas eh que teremos que encontrar meios de posta-las atraves de ramos colaterais da Arvore, por enquanto.

O Colegio do Caraca sofreu um incendio no ano de 1968. Desde entao fechou as portas para essa atividade e tornou-se apenas um Santuario e ponto de turismo. Os alunos mais novos conhecidos por nos pessoalmente ja tem netos e andam `as voltas com seus sessenta e poucos anos. Em 20 anos poderao estar com uma boa prole de bisnetos. Eh! O tempo passa rapido criancas! Parece que foi ontem mesmo que tivemos as noticias do incendio e das peripecias dos alunos e padres para tentarem salvar o acervo da biblioteca. Ha muita Historia ali que precisa ser preservada para sempre.

 

 

10. A TOCA DO JOAO RODRIGUES COELHO

Na regiao central da Cidade de Virginopolis esta ainda em pe um sobrado com aspectos coloniais antigos. Foi construido no inicio do seculo XX e serviu de residencia para a primeira familia do bisavo Joao Rodrigues Coelho. Depois do uso continuo por cerca de 100 anos e porque os inventarios pelos quais a propriedade passou nao chegaram ao conhecimento de muitos dos atuais herdeiros ha um impasse. Sao muitos com direito mas ninguem pode assumi-la legalmente.

Tres das antigas donas doaram suas partes `a fundacao hospitalar da cidade. As outras 10 partes deveriam caber a pessoas de diversas geracoes, pois, todos os filhos da primeira familia do Joao Rodrigues ja sao falecidos. Ha netos e bisnetos falecidos que deixaram descendencia. Portanto, ha casos de netos, bisnetos e trinetos herdeiros. Existem os que nem sabem disso.

Assim, a residencia esta abandonada. Ela eh a unica do genero que ainda esta em pe. Algumas pessoas tomaram o partido de pedir o tombamento. Estas enxergam a necessidade de marcar uma epoca e deixar uma lembranca solida do que foi cotidiano do passado colonial, para que as proximas geracoes tenham alguma referencia nao apenas de que o passado que ficara escrito nos livros existiu, algo estara ali para comprova-lo.

Diante da proposta, uns poucos chegaram ate a levantar palavras nervosas contrarias. Vendo na atitude, talvez, uma forma de intervencao no que seria do interesse deles. E, pior, intervencao de pessoas que nao residem mais na cidade, portanto, nao saberiam nem o que eh mais urgente para a populacao residente. Nao quero condenar o que penso ser ignorancia em relacao a conhecer o assunto Historia, nem os efeitos negativos do nao preservar-se o que nela se passou.

De qualquer forma, resolvi escrever uma nota para postar em paginas do Facebook onde a fotografia da casa, em franca decadencia, foi postada para alertar que precisa de acao urgente para preserva-la. Resolvi ampliar um pouco a nota que escrevi, para melhor exemplificar meus argumentos e assim publicar junto a estes outros artigos aqui na pagina do meu blog. Segue entao:

Perguntaram-me: Por que preservar essa casa velha?

Ouvi na estacao publica de radio FM aqui nos USA uma boa razao. Por coincidencia, estara sendo lancado um filme mostrando o trabalho de uma equipe de pessoas que, ao final da II Guerra Mundial, ficou encarregada de encontrar e devolver a legitimos donos obras de arte que haviam sido roubadas pelos nazistas. As obras sao de valor incalculavel.

Bom, o personagem principal fala estas palavras que traduzo: “Voce pode exterminar todo um povo. Isso sera ruim. Mas se voce destruir o que ele alcancou atraves de seus conhecimentos, voce estara apagando a memoria dele. Sera como se ele nunca estivesse existido na terra.”

Alguns tem visto o Solar do Joao Rodrigues apenas como uma casa velha que nao representa nada. Pode ser por pura inveja talvez, pois, esta casa nao foi construida por um ancestral deles, e eles nao se sentem parte dessa construcao.

A verdade, porem, eh outra. A visao dessa casa como a residencia de alguma pessoa ou familia eh muito pequenina e limitada. Essa casa representa muito mais que isso.

Talvez, para nos da familia ela nos traga a modorra saudosista dos tempos bons que usufruimos dela. Mas essa razao eh muito pequena, embora, seja importante para uns poucos de nos. Quando voltarmos aos Bracos do Divino essa modorra passara e nao tera o mesmo significado que teve, pois, as atuais geracoes nao terao mais a oportunidade de viver os mesmos sentimentos.

Agora, quando tratamos essa casa como uma construcao arquitetonica e o uso historico dela, encontramos a verdadeira dimensao que ela representa.

Ela lembra-me pessoas como os srs. Joaquim Polvora, Pedro Coura, Serafim Ramos, Ventura, Maximiliano Nunes Damascena, Didi Barreto, Vital Paranhos, seo Zuza, seo Benedito Vieria, Fernando Ramos, Nadir, Ze Luiz pedreiro, ate mesmo o pintor de paredes dr. Hugo, o Ingracio e muita gente mais. Lembra-me as profissoes que exercem ou exerceram e os ancestrais deles. Esta casa eh uma capsula do tempo, que contem as conquistas tecnologicas que o povo acumulou ate o ano em que foi construida, e continuou enquanto foi usada.

Se as pessoas acima citadas nao construiram a casa porque nao eram sequer nascidas quando a construcao se deu, eh muito provavel que os construtores tenham sido parentes delas, que passaram a elas a profissao como um certo tipo de heranca. Talvez alguem va dizer que nao existiam pedreiros `a epoca porque haviam rebucadores, ja que a construcao nao eh nem de pedra nem de tijolo. Mas os rebucadores foram os pedreiros numa fase ainda em evolucao. Muito das tecnicas dos pedreiros nasceu da pratica que os rebucadores tinham.

Claro, se me perguntassem: Voce desejaria preserva-la para residir nela? Eu responderia: Jamais. Que me perdoem os ancestrais. A antiga residencia nao passa de um corredor comprido que vai de uma janela que da para a rua ate o fundo da cozinha. As dependencias se abrem para os dois lados do corredor. Ha uma escada que leva a um sotao onde ha tambem uma sacada. Eh avarandada, tem espaco para jardim, teve piscina e um ar caboclo de um passado muito antigo. Nada do que se pode associar ao conforto de hoje.

A preservacao dela seria util mesmo como exemplo arquitetonico. Seria otima para instalar-se nela um museu. E museu em Virginopolis teria o significado de recordar-se as pessoas que viveram na cidade e o que fizeram. Ou seja, das pessoas acima citadas e outras de passado mais distante poder-se-ia recolher instrumentos de trabalho, pertences pessoais, fotografias etc. Guardar ali um pouco de suas biografias e genealogias. Assim as descendencias deles hoje espalhadas pelo mundo teriam um motivo para visitar a cidade, ver a construcao, e constatar que, de verdade, ali estao suas raizes.

Estes nunca perderao o rumo de onde procedem. Crescerao e se multiplicarao muito. E essa multiplicacao sempre voltara `as origens pelo menos uma vez na vida. Ao ponto que, aparentados que viverao continuamente na cidade poderao sobreviver do turismo que existira. Claro, a casa ser apenas o atrativo, mas havera que se investir em mais estruturas para oferecer algo mais, pois, eh importante que estes visitantes permanecam um tempinho a mais, alem do usado na visita `a casa, para sentir-se acolhidos e com vontade de retornar sempre.

As pessoas que residiram na casa nao foram mais importantes que aqueles que detinham o conhecimento da arte de construi-la. Ela eh como um quadro de um pintor famoso que foi vendido para um comprador qualquer. Ora, se o comprador eh importante para a arte, o que se dira do pintor que a criou!?

Esta casa poderia ser transformada em museu e nela registrar-se e ensinar-se todas as tecnologias exigidas para a sua construcao. Para quem duvida, pasme, aqui nos Estados Unidos tem sido feitos estudos em torno da tecnologia da construcao utilizando-se o sistema de adobe. Por que? Porque acredita-se que seja uma tecnologia bem mais apropriada para ser usada em locais de clima mais quente, economizando-se energia e custos totais da obra.

Quem residiu aqui sabe que as construcoes desse tipo de residencia nada deve `as construcoes residenciais neste pais de primeiro mundo. Claro, nao se contando a tecnologia moderna que ja eh oferecida antes mesmo de a casa ser levantada como: asfalto na porta, agua, luz, telefone, cabo para tv e computador de alta velocidade etc e tal. Algo que cabe em qualquer tipo de construcao de casa.

Alem disso, ha o componente historico de que o Joao Rodrigues foi juiz de paz da cidade. Ou seja, todo mundo que tem ancestral residente na cidade durante o periodo em que ele exerceu a profissao deve ter tido registro de nascimento ou casamento feitos neste monumento. De uma forma ou de outra, toda a cidade tem o umbigo preso a ela. Preserva-la seria preservar a memoria de todos e nao apenas daqueles que ai residiram, que eh uma questao menor.

Aqui esta, se olharmos no sentido genealogico, toda a populacao de Virginopolis, incluindo suas filhas: Divinolandia, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoa e Sao Geraldo da Piedade tem o umbigo preso ai. A preservacao eh um assunto que interessaria a todas as pessoas de boa memoria, pois, essa memoria seria passada a todas as geracoes que virao.

Destruir o trabalho das pessoas que construiam naquela epoca, sera como se cortassemos o cordao umbilical das futuras geracoes quando elas ainda vivem em forma fetal. Seria como se tivessem nascido do nada, pois, a Historia e o conhecimento que nasceu antes delas tera sido apagado da face da terra.

O filme que mencionei no inicio leva o titulo de “The Men’s Monument”. Traduzindo-se pelo sentido e nao pelas palavras, poderia ser: “A Obra dos Homens”. Foi dirigido por George Clooney e estrelado por: George Clooney, Matt Damon, Bill Murray e Cate Blanchett para que se tenha ideia do tamanho da producao.
Ultimamente tem escrito muita coisa em torno da Genealogia virginopolitana e regiao. Aparece o tema e a gente vai la e pimba. Como sao assuntos que podem ser uteis em nossos assuntos futuros, resolvi reunir aqui algumas postagens que andei fazendo no Facebook. Assim fica tudo reunido no blog. Ou melhor, dentro daquilo que eu escolher para republicar aqui. Segue entao.

 

 

11. REFLEXOES I

Um milionario pode deixar milhoes de dolares para os descendentes. Com quase certeza, por maior que for a riqueza, o dinheiro ira desaparecendo com o passar das geracoes e os descendentes futuros irao esquecer-se deste antepassado deles.

Hoje em dia temos a oportunidade de ficarmos para sempre na memoria de nossa descendencia. Para nos, no momento, basta-nos visitar um sitio gratuito de genealogia, como eh o geneaminas, e ali depositarmos nossos dados. Ha espaco ate para fotografia e sua imagem sera permanente.

Anexo a isso, adicione-se uma breve biografia. Conte nela suas licoes de vida como se fosse uma bela carta para descendentes que voce nao ira conhecer. E instrua sua descendencia a sempre voltar ao mesmo sitio para que tambem deposite la os dados, fotos e biografias dela.

Isso funcionara como uma “capsula do tempo”. Ao contrario de acabar-se com o passar das geracoes a corrente ira sempre aumentar. Daqui a algum tempo, serao milhoes de pessoas que se importarao com quem voce foi, com o que fez e com o que queria delas.

Eh possivel que, como todos nos somos pecadores, a oracao dessas pessoas por nossas intencoes nos ressuscite para a vida eterna. Mais vale o bom exemplo que muitos milhoes de dolares.
REFLEXOES II

Já enviei a sugestão para diversos orgãos públicos e privados, compartilhando a visão que tenho a respeito de combinar-se genealogia e turismo. Não apenas por a genealogia ser uma de minhas paixões. Mas com uma Arvore Genealógica bem feita e disponibilizada na internet, isso poderia ser usado para informar a todos os internautas as suas procedências, tanto em relação a locais geográficos quanto em relação à corrente sanguínea dos antepassados.

Cidades como Virginópolis que começou a ser povoada ha quase 200 anos atras, deverão ter uma meia duzia de milhões de descendentes coletivos de seus primeiros moradores. Esta informação, me parece, ser uma mina de ouro, pois, em se fazendo uma divulgação apropriada dela, devera atrair um bom numero de visitantes `a cidade. Estes visitantes se sentiriam atraídos por suas próprias raízes.

Porem, sem a Arvore Genealógica e disponibilização dela em meio publico de divulgacao, e a preservação de marcos históricos, nada feito. Era preciso que fosse feito um trabalho de catalogação histórica de cada endereço e propriedade agrícola na cidade. Assim, os sincerones poderiam receber grupos de visitantes e mostrar-lhes algo como: Ali esta a Fazenda Tal, em tal epoca pertenceu a seu avo, bisavo, trisavo etc. Ali se desenvolvia tal e tal atividade etc.

Com a preservacao e a Historia, os visitantes sentir-se-iam atraidos a retornar e divulgar a agradavel visita que tiveram entre sua parentalha. Isso daria oportunidade a que empreendedores levassem para o municipio a instalacao de Hoteis Fazendas, onde os moinhos e engenhos de roda d’agua poderiam ser restaurados e atividades de epoca poderiam ser encenadas. Associar-se-ia a isso a culinaria tipica produzida `a moda de epoca.

Os visitantes poderiam sentar-se `as mesas enormes, para deliciar o pao-de-queijo, o biscoito de goma, a rosquinha de farinha com o cafe, tudo produzido na hora, num fogao e fornos a lenha. Sao coisas que se ve por aqui no primeiro mundo. E que nos precisavamos copiar.

Nao havia necessidade de copiarmos apenas o capitalismo selvagem, que destroi as memorias em busca de um enriquecimento rapido e sufoca a riqueza sustentavel e duradoura.

Imaginem a quantidade de empregos que poderiam surgir a partir dessa industria turistica? Fazendeiros seriam chamados a produzir os insumos basicos para a alimentacao dos visitantes. Hoteis contratariam pessoal para todo tipo de servico que prestariam.

Enfim, isso viraria uma mina de diamantes com o tempo, porque, quanto mais antiga a cidade vai ficando, aumenta o numero de descendentes dos descendentes dos pioneiros. Sera mais gente com motivo de visitar a cidade.

E a fonte desses visitantes hoje-em-dia ja eh o mundo inteiro, pois, sao diversas comunidades de virginopolitanos ausentes: nos Estados Unidos, Canada, Portugal, Franca, Australia e outros.

Muita gente gostaria de visitar a cidade mas perdeu o vinculo porque nao tem a informacao de sua propria genealogia e nao conhece os parentes que ainda vivem na cidade. Nao deixar morrer o vinculo eh a chave de transformar essa mina de ouro em mina de diamantes. Mas, o descaso com essas coisas so institui a pobreza endemica.

26 de janeiro às 13:47

 

 

 

12. ACRESCIMOS `A ARVORE GENEALOGICA.

vou escrever este texto, espero que nao se incompride muito, fazendo uma analise superficial de dados genealogicos que venho encontrando e certas consequencias deles sobre a familia dos bisavos: Joao Rodrigues Coelho e Dindinha Olimpira Rosa Coelho do Amaral. Pretendo publica-lo na pagina da familia no Facebook. Porem, tera la suas utilidades para toda a Familia.

Quando a Ivania escreveu o livro: “Arvore Genealogica da Familia Coelho”, ela fez na realidade a genealogia plana da descendencia do casal: portugues, Alferes de Milicia, Jose Coelho de Magalhaes com a brasileira Eugenia Rodrigues Rocha. A Ivania recordou alguns poucos dados extras, como as informacoes das raizes das Familias Nunes Coelho e Pereira do Amaral. Nao sem razao porque a descendencia destas tres familias, em Virginopolis, quase que praticamente se tornaram a mesma e unica, tao imbrincadas elas estao. Da Familia “de Magalhaes Barbalho” ela tambem colheu um pequenino extrato radicular.

Bom, por razoes ja diversas vezes comentadas, a publicacao dela nao postou toda a descendencia daquele casal que havia nascido ate `a data da publicacao. Claro, as dificuldades eram insuperaveis. Temos, por exemplo, apenas um pequeno inicio da familia dos nossos tios: capitao Joao Coelho de Magalhaes e Bebiana Lourenca de Araujo. Boa parte da descendencia havia se mudado para Diamantina perdendo o contato com o restante do rebanho. As descricoes se concentram mesmo, em parte da descendencia dos tetravos: Jose Coelho da Rocha (ou de Magalhaes) e Luiza Maria do Espirito Santo.

Por mais que a gente esforce, sempre fica algumas linhagens sem acompanhamento. Entre as dificuldades da epoca uma foi o casal de tios bisavos: Marcolina Honoria Coelho e Demetrio Coelho de Oliveira ter se mudado, indo tornar-se fundadores de Coroacy, e a atual descendencia deles ter perdido contato com a atual descendencia dos parentes proximos. Outra dificuldade eh o que se repete atualmente: pessoas prometem que irao mandar os dados e nunca os mandam. No caso da Ivania, como estava com o livro no prelo, nao poderia ficar aguardando por tempo indeterminado.

Eu acabei sendo fisgado pelo interesse em decifrar os meandros genealogicos da familia. O meu interesse nao eh apenas didatico mas tambem de acionar o sinal de alerta `as geracoes atuais e vindoras para as consequencias de nao se conhecer as implicacoes que podem acontecer em relacao aos casamentos de aparentados muito proximos. Ta bom, todo mundo vai dizer: “Mas, isso, todo mundo sabe!”

Certo! Porem ha aquele ditado que diz: “Parente eh quem esta perto da gente.” Isso pode funcionar do ponto de vista afetivo e nao do genetico. E o que me importa aqui eh o genetico acima do afetivo, porque eh o pratico. O dito, acima mencionado, leva em conta algo, de certa forma, tambem pratico. Se a gente conhece as pessoas e possui afinidades com elas, mesmo que nao seja a ligacao parental, a gente eh levado a sentir mais confortavel com essas pessoas que com outras que estao longe. Dai nos sentirmos “mais parentes” daqueles que conhecemos do que daqueles que nao conhecemos.

Contudo, a impressao eh muitas vezes enganosa. Algumas vezes a gente se sentiria desconfortavel em se casar com uma pessoa que conhecemos, por causa do parentesco proximo, mas estas reservas desaparecem quando se trata de pessoas com as quais nao conviviamos, porem, sao igualmente parentes, mesmo que com o desconhecimento de causa. E ai eh onde mora o perigo.

Bom, o fato eh este. Com o livro da Ivania nos podemos ter alguma ideia do quao consanguineo se deram os casamentos dentro da descendencia do Jose Coelho e Eugenia Rodrigues. Claro que nem tudo esta la mas a ideia principal sim.

Outro fator eh que o livro foi publicado em 1979, ou seja, esta completando 35 anos. Neste intervalo, a minha geracao, que era solteira `a epoca, agora esta assistindo ao nascimento dos netos. Com o detalhe de a familia ter crescido bastante, embora nao no ritmo super acelerado do passado, e se espalhado pelo mundo todo. Mas concentrando-se, em parte, em algumas cidades que tambem cresceram ao longo deste tempo, como: Governador Valadares, Ipatinga, Belo Horizonte, Brasilia, Framingham e permanecendo numerosa em Guanhaes, Virginopolis e adjacencias.

O alerta aqui nao vem no sentido de assustar ninguem. Tem a finalidade apenas de deixar as pessoas informadas para que possam estar previnidas para as possibilidades. Nos queremos o bem da nossa descendencia, mas eh preciso ficar mais alertas para os fatos.

Nao posso falar como se fosse um geneticista porque nao sou. Nem mesmo como medico humano, porque sou veterinario. Mas existem certas coisas que nem precisa ter estudado para se ter nocao delas. Os fazendeiros na familia, aqueles que nao lustraram bancos universitarios em particular, se forem questionados em relacao a suas preferencias de criar gado, provavelmente, dirao: “Eu prefiro o “girolanda”, porque me da menos trabalho.”

O particular na expressao “girolanda”, deveria representar apenas o cruzamento entre o gado de origem holandesa e o da raca gir, que tem origem indiana. Mas virou um sinonimo para toda mistura de racas com o gado holandes. O sentido eh este, o gado cruzado rende mais por ser mais resistente `as condicoes climaticas e ser mais saudavel. Para explicar isso, haveria que se entrar em detalhes medicos, que nao quero explorar aqui neste texto.

Quando a gente vai escolher animais para reproduzirem em uma atividade comercial, nos escolhemos os que nos parecem mais bonitos. Bonitos ai no sentido nao apenas de aparencia fisica mas tambem em termos de producao, seja leiteira ou de carne, ou mista, de acordo com o nosso interesse. A mesticagem, automaticamente, nos da uma melhor produtividade dentro dos objetivos que almejamos.

O que precisamos saber eh isso: animais aparentados tem a probabilidade de terem gens parecidos, ou seja, se algum da familia tem um gen que o torna fragil em relacao a um tipo qualquer de doenca, ha a probabilidade de o parente dele tambem ter o mesmo gen. Se ha o cruzamento entre parentes, entao, a probabilidade daquele gen se manifestar eh maior, portanto, os filhos serao mais susceptiveis a doencas e poderao ser menos produtivos.

As pessoas sabem disso desde os tempos biblicos. Uma familia pode ser muito bonita em varios aspectos. Mas ninguem recomenda que irmaos se casem ou tenham filhos entre eles. Nao apenas por causa das proibicoes religiosas e questoes de etica. Estas surgiram depois que a pratica mostrou o erro. Antigamente os reis, como os faraos e depois as familias reais europeias, se casavam mais frequentemente com pessoas aparentadas. Pensava-se que isso fosse o melhor. Eles imaginavam ser superiores e que essa superioridade seria mantida.

Na pratica aconteceu o contrario. Muitas dinastias foram perdidas porque a descendencia de casamento de parente com parente em geracoes suscessivas ocasionou a degereracao genetica a tal ponto que os casais reais nao conseguiram produzir filhos viaveis para a vida. Bem temos os fatos historicos na Historia Portuguesa: o da Crise de 1363 a 1365 e o periodo de 1580 a 1640 que a Espanha se apossou da coroa luzitana, como exemplos. Mas isso ja eh Historia.

Ora, se os criadores de gado procuram ter o cuidado de nao deixar que a consanguinidade atrapalhe o seu negocio, visando um lucro futuro, nao seria inteligente de nos mesmos aplicarmos esse conhecimento em relacao `as nossas futuras geracoes? Pois bem, entao…

Outra dificuldade para as pessoas compreenderem melhor essa possibilidade de problema eh o nosso periodo curto de vida. Mesmo que vivamos 100 anos, o que normalmente acontece com a maioria, eh conhecermos os nossos avos, pais, filhos e netos. Ou seja, as pessoas pouco se preocupam com o que foi antes ou o que vira depois. Mas os meus estudos tem demonstrado que deveriamos levar essa questao mais a serio.

As genealogias de um modo geral nao tem este objetivo que estou dando a ela agora. A maioria das pessoas que desejaram recordar suas ligacoes familiares geralmente o fizeram sem pensar muito, mesmo porque, o conhecimento genetico eh uma ciencia muito recente e ainda nao foi usado com todo o seu potencial na especie humana.

Existe ai uma linha de etica que precisa ser aplicada, e que nao eh levada em conta quando tratamos de outros animais. Porem, nao vejo nenhuma barreira quando o que queremos eh a melhora da condicao de saude de nossa descendencia. Como bem diz o ditado: “Eh melhor previnir do que remediar!”

Com o intuito de melhor compreender como a familia se formou, resolvi anexar `a nossa Arvore Genealogica os familiares de nossos familiares que, teoricamente, nao sao nossos parentes. E tambem venho tentando preencher aquelas lacunas que faltaram `a publicacao do livro. Por exemplo, na pagina 147 estao a tia Emygdia e seo Amaro, com apenas um dos filhos, o seo Joao de Souza Coelho e familia. Nesta e na pagina seguinte temos outras 3 irmas de nossos bisavos: Maria, Marcolina e Virginia, apenas com os maridos e filhos. Nao temos os destinos que tomaram.

Em relacao `a descendencia dos tios Emygdia e Amaro, pelo menos, ja consegui identificar algo mais. O que facilitou foi a minha convivencia com parte da descendencia. Mas ainda falta muita coisa. Uma das filhas, Luiza de Souza Coelho, ja aparece na pagina 155, pois, foi a esposa do seo Fernando (Fernando Coelho de Oliveira).

Mas alguma descendencia deles que voltou e se casou dentro da familia, embora constando no livro, nao foi identificada como tal. Exemplos foram a dona Chiquinha, segunda esposa do seo Eliphas do tio Daniel, pagina 109; tio Miguel, que se casou com tia Lia, pagina 56; e seo Gabriel, que se casou com a Ina, filha do Bernardino (Dino) e Carmelita (Sianita), pagina 156 e 159. Mas, por enquanto, nao me recordo que as descendencias destes tenham se encontrado com a descendencia do Joao Rodrigues.

No campo dos familiares extrafamilia tenho decifrado detalhes super importantes para a nossa genealogia como um todo. E algo reflete na Toca do Joao Rodrigues. Um dos primeiros ramos que alguem me ofereceu informacao foi do casal: Joao Lucio de Oliveira e dona Graciana. Vou abreviar aqui os detalhes desta familia:

Joao Lucio de Oliveira – Graciana, foram pais de:

1. Jose Lucio de Oliveira – Rita (Sa Ritinha) Queiroz
2. Antonio Lucio de Oliveira – Cira e Diva Coelho (126 – 129)
3. Enoi Maria de Oliveira – Euler de Magalhaes Barbalho (185)
4. Maria Angelina de Oliveira – Sylvio Rodrigues Coelho (119)
5. Maria das Dores de Oliveira – Jose Arsenio Passos

Por enquanto, penso que nao houveram casamentos de descendentes da dona Das Dores e Antonio Lucio com descendentes do Joao Rodrigues. Mas das dos outros, existe toda a certeza. Dona Maria Angelina foi a mae da tia Iva, que se casou com o tio Sinho (Otto de Magalhaes Barbalho – 71). Zeze Lucio e Sa Ritinha foram os sogros do tio Oldack – 72 . Dona Enoi foi a mae da Socorro, que foi a mae dos filhos do Justino do tio Anisio – 99.

O interessante agora eh verificarmos que completando a Arvore com a Familia Lucio de Oliveira a Arvore Genealogica deixa de ser plana. E nos precisamos observar como isso reflete em termos parentais. Reparem que do ponto de vista da Familia Coelho ja existe o parentesco, que se multiplica em razao do angulo Lucio de Oliveira de ver. Se fosse feita uma Arvore Genealogica de descendencia dos senhores Joao Lucio e Graciana, nao levando em conta o parentesco dos Coelho que entraram na familia, esta Arvore tambem ficaria plana. Ao combinarmos as duas a coisa comeca a enovelar-se.

Nos dias mais recentes ocorreu-me outra descoberta genealogica. Trata-se do casal Sebastiao Ferreira Rabello de Magalhaes e Antonia Nunes Coelho (Sia Antoninha). O lado ofuscante ai no casal eh que o Ferreira Rabello da familia vem do Serro. Dito eh que trata-se de parentes proximos do Barao do Serro que tambem assinava Ferreira Rabello. Vou colocar somente parte da genealogia com implicacoes na Familia Coelho:

Sebastiao Ferreira Rabello de Magalhaes – Antonia Nunes Coelho

1. Blandina Nunes Rabello – Gabriel Nunes Coelho 174
2. Maria Clara Nunes Rabello – Francisco Dias de Andrade Junior
3. Marietta Nunes Rabello – Onesimo de Magalhaes Barbalho 184

So aparentemente dona Maria Clara e Francisco nao estao no livro. Eles foram os pais do Geraldo (Lalado) Dias de Andrade, segundo marido da dona Heloisa (189), filha dos tios Marcial e Cecy. Mas o envolvimento parental que identifiquei imediatamente com a familia do Joao Rodrigues foi o caso da tia Marietta. Ela foi a mae do Euler, ja mencionado, e do dr. Helio de Magalhaes Barbalho (paginas 128 e 184).

Neste caso, a consequencia foi o casamento da Eliane com o Helio Anisio. Outra eh o casamento da Socorro (Euler/Enoi) com o Justino, tambem do tio Anisio. Nos dados do livro, a consanguinidade que aparecia entre o Justino (99) e a Socorro (184), era minimo. Agora devemos subir um pouco o nivel ja que aparece a dona Antonia Nunes Coelho como bisavo dela. Ainda nao consegui dados anteriores a essa Sa Antoninha. Mas a tia Adalgisa era filha da tia Vitalina Nunes Coelho, esposa do tio Altivo Rodrigues Coelho (36). Isso da outra volta no novelo.

A descendencia do Justino e Maria do Socorro esta posta fora de ordem no livro da Ivania. Eles se encontram na pagina 87, onde tambem esta a descendencia do Guido e Das Dores. O Lecinho nao era ainda casado. Ele se casou com a Adriana de Souza Figueiredo Coelho. Ja sei que o Souza dela foi um engano do escrivao e que deveria ter o sobrenome Soares, da dona Jessilia, a esposa do Jose Pedro Figueiredo.

Neste ponto ha uma incognita. O mais provavel eh que a maior parte da descendencia do Joao Rodrigues nao conheca os pais da Adriana e nem a familia. Eu porem conheco e tenho a intimidade de primo. O que nos falta responder eh se se trata de primo apenas por afinidade ou de fato. Gostaria que a Adriana nos ajudasse na solucao desta pergunta ainda sem resposta.

O fato eh este. A pagina 201 do livro da Ivania registra a familia dos tios Quiteria de Magalhaes Barbalho e Joaquim Pacheco Moreira. Entre os filhos esta a Carlota de Magalhaes Pacheco, esposa do Jeronymo Jose de Figueiredo que se casaram e foram residir para os lados de Divinolandia de Minas. Bom, sao diversos membros da Familia Figueiredo que ocupam o territorio limitrofe entre Virginopolis e aquela cidade. Como ainda nao consegui nada concreto em relacao `a descendencia da Carlota e do Jeronymo, posso supor que ha alguns Figueiredo descendentes deles. Quais sao? Eis a questao!…

Se a Adriana puder ajudar-me, poderia procurar com os pais dela os nomes dos pais e avos, ou seja, avos e bisavos da Adriana. Se possivel, acompanhado de irmaos e conjuges para sabermos o quanto de uniao ja existe entre as familias. Sao muitos outros Figueiredo que sao ou foram casados com os Coelho. Mas eu nao tenho ideia de como associa-los num tronco Figueiredo comum a todos.

Seria bom decifrarmos nao apenas o lado Figueiredo porque muitas das familias em Divinolandia tem homonimas vinculadas a Virginopolis. E na maioria dos casos nao sao apenas homonimas e sim partes do mesmo ramo familiar. Nao apenas em Divinolandia como em todas as outras cidades. E em seguida precisamos saber o que andara acontecendo em relacao aos casamentos da juventude de hoje. Eh possivel que estejam havendo casamentos de familiares consanguineos de uma cidade com familiares consaguineos de outra e nas cidades maiores como Governador Valadares estar havendo o enlace dessas familias, sem que se saiba que os ancestrais um pouco mais antigos sao os mesmos.

Outras tres irmas da Adriana sao ou foram casadas na Familia Coelho. A Cleidiana foi casada com o Andre, filho do Cilico dos tios Marcial e Cecy; a Ana eh casada com o Mauricio Coelho Lacerda, nosso parente pelo lado Coelho Barbalho; e a Mirian com o Newton Jose Coelho, bisneto dos tios Emygdia e Amaro. Embora, estas tres ultimas nao tenham vinculo com a descendencia do Joao Rodrigues. As filha do Lecinho, Laura e Livia, entram no time do tio Anisio.

Algo que penso ira nos ajudar em breve a compreender melhor a formacao familiar eh que estou podendo fazer os lacos matrimoniais das familias no sitio http://www.geneaminas.com.br. Antes, eu havia colocado la os dados do livro da Ivania, porem, tudo ficou mais ou menos como estava no livro.

No caso do livro, a Ivania deu preferencia por inscrever primeiro a descendencia Rodrigues Coelho. Assim, os Magalhaes Barbalho e Batista Coelho, os que tambem sao Rodrigues Coelho, entraram na descendencia do Antonio Rodrigues Coelho. Quando se passou para as outras duas descendencias, nao havia a necessidade de repetir-se, como nao foi feito.

Mas neste ponto tenho que fazer uma ligeira critica ao livro. Creio ter sido uma distracao, comum a outros autores que tenho observado. Para nos os mais velhos, que somos de geracoes mais antigas, nao era muito necessario indicar que o Trajano de Magalhaes Barbalho, casado com Zulmira Coelho de Magalhaes, pagina 65, era filho do tronco Barbalho e aparece na pagina 183. Isso porque tivemos a oportunidade de conhecer boa parte das pessoas tratadas no livro e ja tinhamos algumas informacoes incutidas em nos por esta razao.

Contudo, imaginem o trabalho que seria para as pessoas das geracoes posteriores `a nossa e para algum pesquisador qualquer! Assim, faltou colocar um sinal indicando isso. Por exemplo, na pagina 65 poder-se-ia ter colocado o numero 183 na frente do nome do avo Trajano. E na pagina 183, o numero seria o 65 em frente ao nome da Dindinha Zulmira. Assim, a ligacao seria imediata para qualquer um que precisasse conhecer os dados em um futuro proximo e que nos nao estivermos mais aqui.

Em minha postagem na internet, dei preferencia para as descendencias primeiro se alinharem sob a denominacao Batista Coelho. Isso mudou o centro. Embora, neste caso, a Dindinha Zulmira encaixou-se naturalmente na linhagem materna, ou seja, da Dindinha Olimpia, que era Batista Coelho. O que nao era possivel fazer era ligar o Joao Rodrigues, tanto `a ascendencia quanto `a descendencia, assim ele ficou sem os pais na propria casa. Na casa do pai dele, a Dindinha Olimpia ficou sem os pais, e os dois ficaram sem descendencia.

A boa noticia dagora eh que estou podendo fazer as ligacoes. As ligacoes ja foram confirmadas no sitio. Neste caso, apaguei o casal na casa do Antonio Rodrigues e Maria Marcolina, pais do Joao Rodrigues, e fiz a emenda dele com os pais. Agora poderemos navegar tanto no sentido ascendencia quanto descendencia, sem precisar ficar procurando. Neste ponto, a tecnologia virtual esta superando a tecnologia da celulose.

Quando tudo estiver pronto e efetivado, ai sim a coisa devera ficar bonita. Espero que sim e que agrade, principalmente com os acrescimos que venho fazendo. Por exemplo, ja inscrivi o sr. Antonio Moreira e dona Dinah como os pais da Railda, esposa do tio Ozanan. Ainda nao tenho os dados completos deles mas os nomes ja sao o suficiente. Assim ja foram efetivados, e ligados tambem `a Margarida, irma da Railda, e esposa do Lincoln Antonio Lucio. Assim tenho feito com todas as familias que nao entraram no livro.

Isso ira fazer da Arvore Genealogica da Familia Coelho um enovelado organizado. Quem quizer acompanhar somente a descendencia plana de um determinado ancestral, nao tera o menor problema em faze-lo. Mas quem desejar ver os relacionamentos com as outras familias tambem nao tera o menor problema em faze-lo.

Exceto se o sitio nao tiver velocidade suficiente para receber um numero maior de visitantes. Se todo mundo correr ao mesmo tempo para la, ja sei que ele nao tem capacidade de atender todo mundo, mas com o tempo ira melhorar.

O bom de tudo isso eh que as pessoas poderao se inscrever e fazer as atualizacoes das proprias familias, sem precisar passar dados para terceiros. Quem se inscreve e acrescenta dados pode ver as alteracoes que estao sendo sugeridas. Mas o navegante nao inscrito so podera ve-las apos efetivadas. Ai podera demorar uns bons dias.

So peco que atentem para um fato. Antes de incluirem alguem, se nao for nascimento rescente, busquem o nome na janela. Como tem muito dado atrasado, pode ser que uma pessoa esteja solteira na casa de seus pais e a esposa ou marido na casa dos proprios pais. Se alguem acrescentar o conjuge faltante, ao inves de primeiro fazer a ligacao, ira colocar nome repetido. E uma pessoa podera fazer o mesmo, so que na outra pagina, onde a cara-metade ja estava. Ai fica um casal postado duas vezes e pode ser que se coloque parte da descendencia de um lado e parte do outro. O melhor sera que todo mundo fique unido, nao eh mesmo!?

Ja deve ter mais de mes que escrevi essa parte e planejava detalhar mais a respeito de dados de outras familias que acrescentei, como as Furtado Leite, Cunha de Menezes, Campos etc. Mas vejo que nao havera necessidade aqui, pois, os dados ja foram atualizados no Geneaminas e em poucos dias deverao completar as ligacoes que faltam. Assim quem desejar navegar nao devera ter a menor dificuldade.

Quem o desejar podera fazer as atualizacoes que faltarem porque existem ramos da familia que nao tenho atualizacoes desde 1979. Mas nao se esquecam de enviar os dados tambem para a Ivania porque ela eh a principal guardia a nossa Arvore. Ou, pelo menos, se fizerem alguma atualizacao no geneaminas, mandem para ela um alo para que ela recolha os dados diretamente dele.

Outro detalhe. Quem quizer ir acrescentando dados de seus parentes e melhorando os que ja possuo o facam. Por exemplo, quando postei o sr. Antonio Moreira e dona Dinah, nao tinha outra fonte que nao a memoria para postar os nomes. Portanto, seria bom que a descendencia deles acrescentasse o que falta como, nome completo, datas e locais de nascimento e falecimento. E seria bom acrescentarem o restante da familia que desejarem. Eu acrescentei o nome do Mucio Moreira e postei a Baiana, pelo apelido mesmo, porque nao sei o nome dela. Podem acrescentar tudo porque cabe no sitio, sem interferir com miolo que eh a Familia Coelho.

Tambem, seria bom acrescentar ascendentes do sr. Antonio e dona Dina, caso alguem lhes conheca algum ancestral. Isso porque, talvez, poderemos encontrar ja algum ancestral comum. Um exemplo eh que nos os Coelho, por via dos Rodrigues Coelho, descendemos do sargento-mor: portugues, Domingos Barbosa Moreira. Pode ser que os Moreira sejam o mesmo. A probabilidade eh grande porque o Domingos chegou ao Brasil antes de 1738, instalou-se em Sao Goncalo do Rio das Pedras, distrito do Serro. Nos descendemos dele por via feminina, dai os sobrenomes dele terem se perdido com a nossa Historia passada.

Por outro lado eh bom que os membros da familia dos senhores Antonio e Dina sejam postados por uma razao simples. Mesmo que ainda nao sejam Coelho, nas geracoes que se seguem `as nossas a tendencia sera de que as descendencias se encontrem. Dai nao se perdera as raizes tanto Coelho quanto Moreira. As unioes poderao ser feitas e isso ficara para os futuros estudos e o conhecimento de toda a descendencia.

Usei os Moreira apenas como exemplo. O mesmo ja eh valido para todos, mesmo aqueles que nao postei dados, por nao conhece-los. Acrescentei dados dos Borges Perpetuo que tenho conhecimento. Assim ja deu para colocar a Pretinha, a Nana, a Ilca, o Wagner e o Valtinho, todos casados na Familia Coelho, emendados numa mesma raiz. Na medida do possivel, ja acrescentei os irmaos. Ou melhor, dei o pontape inicial e alguem me ajudou.

Alem disso acrescentei nomes ficticios para os pais do sr. Otavio “Cilino”. Isso porque nao sei seus nomes. Mas nao se preocupem. Quem souber podera corrigir, bastando que se inscreva, entre na Arvore e aperte a tecla “alterar dados”. Quando aparecer a ficha, basta preenche-la com as correcoes e enviar. Nos proximos dias que isso for feito os dados serao efetivados.

O motivo de eu ter feito este acrescimo foi o de associar o sr. Otavio ao sr. Abilio, por serem irmaos. O sr. Abilio foi o pai do Jose Maria Borges, que se casou com a “tia” Diva, filha do sr. Jose Martinho e dona Efigenia. Os dados da familia do sr. Abilio tambem estao incompletos. Mas se tornam imediatamente interessantes porque ele eh o pai, entre outros, da dona Iva, viuva do sr. Joao Lucio de Oliveira, irmao da Terezinha do tio Oldack.

Por ai se pode observar o enovelamento entre as familias. Quem for Lucio de Oliveira podera, caso o desejar, seguir apenas o ramo Lucio de Oliveira. Mas neste caso, os descendentes do sr. Joao Lucio terao o privilegio de tambem escolher navegar nos dados dos Borges Perpetuo. Com o detalhe, sera bom aprofundarmos tambem essa raiz pois, os Rodrigues Coelho tambem sao Borges, pois, descendemos dos Borges Monteiro que chegaram de Portugal na pessoa do quintavo Antonio Borges Monteiro, que tambem se instalou no Serro, mas mudou-se e ajudou a fundar o Arraial de Sao Sebastiao dos Correntes, atual Sabinopolis.

No caso do Wandinho da Rosany do Ozanan, posso acrescentar que ja tenho algo mais, que o livro da Ivania nao mostra. Angariei algumas informacoes com nossos primos, primos mais proximos dele, e somei tambem o que encontrei no livro “Historia de Virginopolis”, da dona Maria Filomena de Andrade (Dona Negra). Assim, temos a genealogia dele, pelo lado Nunes Coelho Leite, ate ao nivel de trisavos.

O que isso mostra eh que ele eh duplo Furtado Leite. Com chances de ter um Coelho a mais, ou seja, o do Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barao de Cocais. Pelo menos a tradicao da familia afirma que os Leite da area de Virginopolis descendem do barao. A familia realmente procede da Cidade de Barao de Cocais. Os trisavos deles estao na faixa de idade de poderem ser, como diz a tradicao, filhos extraconjugais do Jose Feliciano (claro, ou um ou outro). Falta-nos apenas comprovar ou negar a tradicao. Mas de antemao posso afirmar que ha grau de parentesco, pelo menos, com a mae do barao, que fazia parte da familia Furtado Leite.

Como o livro da Ivania nao acompanhou a heranca Furtado Leite e nem a Coelho completas, temos ai mais um caso de farofa com farinha. O livro mostra na pagina 13 que o filho numero 7 dos tios Sebastiana Honoria e Joaquim (Quinsoh), Eshter Honoria, casou-se com o sr. Octavio Nunes Leite. Como nao mostra, nao fica claro que eles foram os pais do sr. Sebastiao Nunes Leite, pai do Wandinho.

Na pagina 167 o livro mostra o casamento da dona Izaura com o sr. Waldemar Leite. Porem nao traz nem ascendencia dele nem a descendencia de ambos. Acontece que os srs. Waldemar e Octavio eram irmaos, filhos da Luiza Nunes Coelho e Luiz Furtado Leite. Luiza esta na pagina 12 do livro da Ivania. Era irma do Quinsoh, e filha dos tios Francisca Eufrasia de Assis e do ten. Joaquim Nunes Coelho, fundadores de Virginopolis.

A coisa continua a complicar-se sabendo-se que dona Isaura e seo Waldemar foram os pais da dona Neria Nunes Leite. Dona Neria casou-se com alguem, espero, fora da familia, que foi o sr. Antonio Pinto de Souza. Eles foram os pais de dona Maria do Socorro Pinto Leite, a mae do Wandinho.

Qual a implicancia isso tera para os filhos da Rosany e Wandinho nao se pode afirmar nada. Existe o risco de haver um grau de parentesco a mais, pois, todos nos que descendemos do Joao Batista Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho ja temos a avo dela, Anna Pinto de Jesus, como ancestral que nos da pravavel parentesco no Pinto. Embora seja suavizado pelas geracoes passadas, porem, observem que se repete nas vezes que ambos descendem dos Nunes Coelho que, somadas, sao 6 vezes.

Isso porque o avo da dona Izaura, Jose Nunes Coelho, marido da tia Emigdia de Magalhaes Barbalho era irmao da Luiza e do Quinsoh. Alem disso, o Barbalho acaba sendo repetido do lado da Rosany e do Wandinho.

Torcamos para que o lados Pinto de Souza, Futado Leite, embora duplo, e o da Cunha Menezes do Wandinho somem variabilidade genetica com o Moreira da Rosany. Assim os filhos poderao estar protegidos dos males geneticos ocasionaveis pelos casamentos consanguineos. Mas eh bom que os pais acompanhem o desenvolvimento do caso do Paulinho Cesar Coelho Ferreira. (Que o Paulo Henrique, irmao do Paulinho, e a Lucia Olimpia dos tios Zeze e Otavio mantenham-se alertas).

Nao quero aqui assustar ninguem. Quero apenas chamar a atencao para duas coisas. A primeira eh que “Biologia nao eh matematica”, como repetia o professor Patarroyo la em Vicosa. O que eh uma esperanca de nao haver consequencias para os filhos. Mas outro bom aviso eh este: alguem disse que: “alem dos pediatras, os pais deveriam levar seus filhos aos geriatras, desde o nascimento.” Eh uma verdade que esta cada vez sendo mais possivel com os avancos da genetica.

Em primeiro lugar, os problemas de saude nos idosos comecam na infancia. Alguns cuidados geriatricos desde a infancia poderao refletir positivamente durante a terceira idade. Outro detalhe eh que muitas situacoes geneticas nao se manifestam, porque dependem de efeitos ambientais e de comportamento. Por exemplo, ja se verificou que pessoas portadoras de gens que poderiam conduzir a condicoes cardiacas sofrem do mal enquanto outras portadoras nao sofrem.

Foi observado tambem que as pessoas que vivem em ambientes de stress sao mais susceptiveis a desenvolver os problemas, ao contrario daquelas que vivem sua vidinha tranquila do campo, mesmo possuindo o mesmo conjunto de gens que afirmam terem as mesmas tendencias. Portanto, quanto mais cedo detectar-se a possibilidade e mais cedo tomar-se precaucoes, tenderemos a ter os melhores resultados.

`As voltas com minhas confabulacoes a respeito da Familia Furtado Leite, acabei recordando-me da existencia do sitio http://www.gencoelho.xpg.com.br/antonio_furtado_leite/pafg06.htm#8071. O gencoelho tem dados colhidos pelos nossos primos Joberto Rodrigues Miranda e Ricardo Rodrigues Coelho. O Joberto eh nosso aparentado pelas vias de casamento da irma dele, Maricelia, com o Ricardo. Os ancestrais deles, provenientes dos mais antigos nucleos de povoacoes mineiras, incluindo-se Leopoldina, Cipotanea e outros, indicam a possibilidade de encontros geneticos antigos. Porem nao chamando a atencao por enquanto.

O que eh importante a informar aqui eh que ha no gencoelho um bom acompanhamento de dados do lado Coelho Leite que nao possuimos. Assim como tambem parece nao ter havido o interesse do acompanhamento de dados no mesmo sentido que estou querendo desenvolver. Penso assim porque verifiquei que o sitio tem um bom acompanhamento das descendencias dos srs. Luiz e Francisco Furtado Leite, respectivos esposos da Luiza Nunes Coelho e da sobrinha dela, America (Sa America) Honoria Coelho, pagina 13 do livro da Ivania. Porem falta o acompanhamento de, pelo menos, de outro irmao na familia, o sr. Modesto Furtado Leite.

Apenas para ilustrar, o sr. Modesto casou-se com dona Valeriana Maria de Jesus e foram pais de: Maria, Juventina, Geni, Mozart, Waldomiro e Jose. Dos filhos, as pessoas da minha geracao em Virginopolis deverao bem se lembrar, pelo menos, das donas: Geni, Juventina e do Mozart. Dona Geni foi mae da dona Geralda, esposa do seo Rafael Coelho de Oliveira; do Angelo Figueiredo Leite, que foi o marido da Diana Maria Coelho, filha do seo Gil do ti Xico; e da dona Socorro, que de antemao sei ser a mae da Sonja Francisca Figueiredo Lacerda de Oliveira. Complicado?

Nem tanto. A Sonja foi a primeira esposa do Grijalvinha, cujas 5 filhas fazem parte do time da descendencia da Dindinha Zulmira. Infelizmente, faltou `a minha memoria o nome do pai da Sonja que encaixa-se no ramo Lacerda e que tambem tenho procurado decifrar. Falta-me, tambem, o devido acompanhamento do lado Figueiredo, que vem do sr. Tunico Figueiredo, que foi o marido da dona Geni. Sei que a irma da Sonja, a Sayonara, foi esposa do Robert, filho do sr. Cesar Rodrigues Coelho e dona Dalva (Vivica) do seo Waldemar e dona Isaura. Como sao diversos os membros da familia que nao tenho o acompanhamento de memoria, preciso da ajuda para fazer as devidas ligacoes. Compareca ai Sonja.

Agora que estou fazendo essa revisao aqui, recordei-me que o pai da Sonja eh o senhor Cesar Coelho de Lacerda. Infelizmente, faltou-me os vinculos que o ligam `a raiz da Familia Coelho de Lacerda que a dona Maria Filomena nos proporcionou. Julgo que ele seja neto de algum dos casais por ela mencionados. Mas nao posso afirmar nada por enquanto. No capitulo 07 desta postagem eu apresento outras informacoes. Entre elas a de que 2 outras irmas da Sonja sao casadas com nossos primos. Sao elas a Tina e a Dengo. Nao sei o destino dos outros irmaos.

A Tina chama-se Sara Regina e a Dengo Maricelia. Casaram-se na casa do senhor Nelson Rodrigues Nunes Coelho, filho do senhor Eliphaz e na da dona Ina, filha do senhor Gabriel Coelho de Oliveira, respectivamente. Ha aqui que salientar-se que descendem elas do senhor Tunico Figueiredo, e a dona Ina foi a esposa do Zeze Figueiredo. Ou seja, o Figueiredo se repete nos filhos da Dengo. Por isso ser util para eles entendermos como se da esse parentesco tambem por este lado.

Dona Juventina foi a esposa do sr. Jose Randolfo e moraram bem na praca central de Virginopolis. Ja sei que o filho deles, Jose “Folhao” foi o marido da professora, D. Durica, filha dos srs. Minervino e Zinah. D. Durica e Ze Folhao repetiram o Furtado Leite na descendencia. Sao os avos do jogador profissional de futebol, Leandro Almeida, jogando atualmente no Coritiba.

O gencoelho nao mostra isso porque tem o acompanhamento apenas da filha Arlete. Mas o Leandro eh filho do recem-falecido Teo. Ja os tenho catalogados e ligados, gracas `as informacoes cedidas pela propria Arlete. Quanto ao Mozart, foi o pai da Madalena, que se casou com o Jose Geraldo (Joao) filho dos tios dos da casa de meus pais: Adir Martinho e Murillo Coelho.

Caso o Joberto e o Ricardo desejarem, tanto poderao completar os dados do gencoelho com o que venho encontrando quanto anexarem os deles ao que esta no geneaminas. Isso facilitaria muito futuras pesquisas. De qualquer forma, vou despreocupar-me um pouco com o ramo Leite da Familia, na parte que toca a dados ja catalogados por eles, para dedicar-me mais aos dados que nos faltam em conjunto.

Para dar outra demonstracao da importancia de buscarmos os dados dos familiares de nossos familiares, citarei o exemplo do dr. Francisco Antonio Lins Leal, marido da tia Otacilia de Magalhaes Barbalho. Nao tenho nada de concreto mas ha que se levantar as antenas. O que tenho dele ate ao momento eh somente que nasceu em Teofilo Otoni. Muito pouco se nao associarmos que a cidade, antiga Filadelfia, foi fundada por Teofilo Otoni e seus contemporaneos do Serro.

Nem isso eh importante. Mas associe-se que o Lemz entrou no Brasil por uma porta unica. Vem dos Paises Baixos e foi introduzido na epoca dos “holandeses” no Nordeste. Pouco tempo depois dos Barbalho e diversas outras familias associadas terem colonizado Pernambuco. E as familias que renderam os Barbalho e os Lins foram as mesmas. Mas isso tambem nao vem muito ao caso porque o nosso ramo Barbalho separou-se de onde andavam os Lins ha um bom par de seculos antes do casamento dos tios Otacilia e Francisco.

Mas somente ha 4 anos atras tive uma entrevista com dona Violeta Amaral Figueiredo. Ela foi a esposa do Otavio Batista Coelho, filho dos tios Jose (Juca) Coelho Sobrinho e Maria Marcolina (Culina) Pereira do Amaral. O seo Juca esta na pagina 138 e era irmao da Dindinha Olimpia. A tia Culina aparece na pagina 226, por ser filha do tio Ernesto. Ou seja, tios Juca e Culina eram primos em primeiro grau, pelo lado Pereira do Amaral. Dona Violeta era prima deles, pois, era filha de dona Marietta Pereira do Amaral, porem, nao revelou os nomes dos avos maternos. Nao sei como ela se encaixa no lado Pereira do Amaral.

A coisa comeca a complicar porque dona Violeta era neta paterna de: Antonio Pereira Figueiredo, que era portugues, e de Maria Augusta Lins. A familia da dona Violeta e seo Otavio Batista Coelho esta bem espalhada pelo mundo. Mas como foram 15 filhos nascidos em Gonzaga, imagino que exista alguma descendencia em Governador Valadares, Belo Horizonte e outras.

Agora, juntando os fios `a meada! Se hoje algum dos netos dos tios Otacilia e Francisco e dona Violeta e seo Otavio se encontrarem e comecarem a namorar, irao procurar pelas informacoes genealogicas? Acredito que nao, principalmente se a Arvore Genealogica nao estiver disponivel. Nao que eu perceba algum perigo iminente numa possibilidade dessas. Mas sera um tanto dificil os Lins do Serro nao terem vinculos com os de Teofilo Otoni e nao haver outros vinculos com os Coelho e/ou os Pereira do Amaral. Seria bom que isso fosse conhecido, nao para impedir um suposto casamento ja que nao ha lei que o proibisse, mas para atuar-se na parte preventiva em favor das futuras geracoes.

Este seria um bom conselho, embora a conclusao do caso aqui apresentado seja totalmente hipotetico.

Nem sera preciso salientar que gostaria de ter o acompanhamento de todos os casados na familia. Ja encontrei raizes da familia da tia Lourdes Campos. Faltam da tia Lourdes Rocha. Como esta nasceu em Sao Joao Evangelista, sera muito pouco provavel nao encontrarmos vinculos parentais entre ela e o tio Murillo Barbalho.

Estou, entao, aguardando que todos cooperem e ajudem nestas investigacoes. Isso podera ajudar os genealogistas a determinarem se a questao que esta em discussao com o Paulinho Cesar Coelho Ferreira deve-se a um ou outro gen. E pode ajudar nao apenas na presente questao levantada. Podera ajudar em muitas outras que surgirem.

Eu comecei a escrever este texto dias antes de saber o que estava acontecendo com o Paulinho. Suspendi a conclusao porque estava envolvido em fazer as ligacoes no geneaminas e com outras questoes, como a ajudar a encontrar os possiveis ancestrais que foram acometidos pelo mesmo problema e tambem com a questao da “Toca do Joao Rodrigues” que esta ruindo em Virginopolis. Mas penso que agora posso fechar este comunicado na certeza de que estava correta a minha iniciativa de revisar nossa Arvore Genealogica e somar dados dos parentes de nossos parentes.

Aproveitem o maximo e ajudem a mante-la. Obrigado e grande abraco.

Valquirio.

 

 

13. PRECONCEITO E ORGULHO

Resolvi explorar um pouco este tema porque a lembranca que o senhor Gilberto Coelho da Silva tinha origem racial africana fez-me retornar a velhos raciocinios, coisas que intrigam meu espirito desde a juventude. Entre elas, a questao do preconceito que existia, que disfarca e muda de cara mas nao vai-se embora. E tambem a questao em relacao aos anos 1960 no Brasil em comparacao com o que estava ocorrendo aqui nos Estados Unidos.

Aqui, o movimento pelos direitos de equiparacao social chegou ao apice, com o reverendo Martim Luther King encabecando manifestacoes de Norte a Sul do pais. Acabou sendo assassinado por causa de sua ousadia, porem, logo em seguida o presidente Lindon B. Johnson se viu obrigado a assinar a Lei dos Direitos Civis, onde tornava extintas toda a parafernalia legal que dava direito desigual `as pessoas de origem europeia. O reverendo tornou-se dia nacional nos Estados Unidos com um feriado dedicado ao nome dele. Enquanto aqui o assunto incendiava ruas e ceifava vidas, no Brasil a indiferenca a isso foi praticamente uma regra. Por que?

Nao tenho como dar uma resposta exata. Posso apenas passar uma impressao minha. Contudo, aqui o movimento segregacionista estava intimamente ligado `a propria Historia. A populacao nao europeia era considerada inferior. Nao envolvia unicamente os africanos mas indigenas e asiaticos como chineses e japoneses tambem. E isso estava ligado a uma crenca muito forte no pais que afirmava que Deus havia criado as diferencas e que fora por vontade de Deus que os brancos dominassem. Eh a crendice na supremacia branca, que tambem deu origem ao nazismo.

O pensamento no Brasil era semelhante. Contudo, com uma forca bem menor. Por que?

Creio que posso comecar minhas impressoes do inicio. Primeiro, criancas nascem sem ter orgulho nem preconceito. Se uma crianca sueca for adotada por um casal africano ao nascer e for levada para algum local na Africa onde existam apenas africanos e ali crescendo sem ser lembrada de sua origem biologica, essa crianca sera psicologica e culturalmente africana, apesar da coloracao diferente. Claro, essa pessoa podera passar por muitos percalcos na vida, ate descobrir porque eh diferente dos outros `a sua volta, e podera sofrer muito ou nao, dependendo do como a sociedade trata-la.

O mesmo se daria se fosse o oposto, ou seja, uma crianca africana adotada na Africa e criada num ambiente totalmente diferente de sua origem biologica, podendo ser na China, Japao, India, Estados Unidos etc. Desde que o local do crescimento nao tenha outros imigrantes africanos que possam entrar em contato com ela e ja desde cedo servir como fonte de informacoes.

Em ambos os casos, se o adulto retornar ao seu ambiente de origem biologico tera maior ou menor dificuldade de adaptacao, dependendo do que a cultura que o criou lhe tenha incutido a pensar de si mesmo. Se ele foi incutido a acreditar que eh superior ou inferior, sentira preconceitos dos outros ou de si mesmo. Ou seja, nao se saberia dizer se o orgulho eh resultado do preconceito ou o preconceito eh resultado do orgulho.

O preconceito e o orgulho sao mais salientados em sociedades onde se cultivam o individualismo e a competicao. Quando os mentores das criancas, sejam eles pais, lideres politicos, religiosos ou educadores de um modo geral instigam a competitividade e o individualismo, ou seja, quando fazem a crianca crer que eh melhor aquele que vence tal tipo de competicao, e que o vencedor merece algo mais que os outros, frequentemente, os dois defeitos afloram, se o pupilo nao tiver uma consciencia critica da vida e for seguidor cego de seus instrutores.

Bom, um certo nivel de competicao sempre foi bom dentro de uma sociedade. Um pouco de individualismo tambem pode acarretar resultados positivos. Foi com isso que a variedade humana conseguiu dominar um mundo. Claro, com grande ajuda da mae natureza que nos privilegiou com caracteristicas que os outros animais nao tem.

Nos desenvolvemos a fala, a capacidade de raciocinios complexos e, gracas `a formacao de nossas maos com o dedo polegar em oposicao aos outros, nos foi permitido criar instrumentos que nos deu vantagens, como armamentos, meios de transporte etc que favoreceram desproporcionalmente a nossa vantagem em relacao aos outros competidores. Mas isso nao dependeu de a gente querer ou nao. A natureza nos deu de graca. E isso eh igual para todo ser humano.

Ora, se a nossa evolucao foi coletiva, ou seja, todos tivemos um mesmo principio, nao deveriamos nos julgar superiores a ninguem. O que provoca isso eh o individualismo e o espirito exacerbado de competicao. Embora, o preconceito seja o resultado de um certo complexo de inferioridade. Os ancestrais que dominaram o mundo ao nosso redor sao os mesmos para toda a populacao atual da Terra.

O que quero afirmar aqui eh que: se realmente fossemos superiores a alguem outro, entao, nao sentiriamos preconceito algum em relacao a esta pessoa. Um exemplo para que entendam. Imagine que Leonardo da Vinci fosse muito orgulhoso. E apos toda aquela obra maravilhosa de criacao dele, ele se encontrasse com Deus. Distraido pelo proprio orgulho, entao, perguntasse a Deus: Senhor, sois Vos capaz de fazer algo melhor do que fiz? Claro, Deus absolutamente Ciente da pequenez do homem logo responderia: Filho, voce nada criou, apenas copiou de Mim! O que eu fiz eh o original. Sua obra por mais perfeita que fosse nao tem a vida que dei `a minha Creacao.

Penso que competir eh bom. Quando vemos alguem fazendo algo e isso nos induz a tentar fazer melhor, isso eh bom. Quando o conseguimos eh melhor ainda. Porem, julgarmo-nos ser melhores em funcao disso, eh grande fraqueza. O complexo de inferioridade se manifesta exatamente quando temos essa fraqueza, pois, podemos ser levados a pensar que se uma terceira pessoa tentar, conseguira fazer melhor que nos.

Assim, diante dessa possibilidade, o complexo de inferioridade o induz a pensar: se outro fizer melhor que eu, entao, vou garantir-me me colocando acima desse que venci. Mas antes mesmo de colocar-se acima do outro, em imaginacao, o proprio se coloca abaixo do terceiro. Isso eh preconceito. Pois, o fato de saber-se fazer algo melhor que alguem, nao te faz em nenhum momento melhor que ele.

Todos os recordes sao batidos, nao porque quem esta agora na melhor posicao eh melhor que os anteriores e sim porque, observando-se o que os primeiros fizeram, aprende-se o que fazer para supera-los. Eh como subir escada fazendo degrau dos ombros dos outros.

Mas o que me faz repensar essas coisas foi o meu modo de entender a Historia do preconceito. Povos europeus surgiram mais em funcao de condicoes climaticas, pois, ha 75.000 anos atras o planeta entrou numa fase de Era Glacial. Com o frio, uma populacao surgida no Caucaso foi tangida para a Peninsula Iberica e Norte da Africa. De um lado do Gibraltar formou-se um grupo que se chamou europeu e do outro a populacao berbere. Geneticamente era a mesma.

Com o fim da Era Glacial entre 13.000 e 10.000 anos atras, e o derretimento das geleiras que haviam tomado conta de todo o continente, essa populacao foi expandindo e migrando cada vez mais para o Norte. Com o passar dos milenios, formaram-se varios grupos com algumas diferenciacoes na aparencia. Isso eh o que constituiam os povos europeus como: gauleses, godos, francos, vandalos, saxoes, anglos, vikings, suevos, bretoes, hispanicos, lusitanos e outros. Na verdade, pouca diferenca genetica existe entre eles, porem, eles se viam pelo pouco de diferenca que existia na aparencia e nao pelo conteudo semelhante.

Os grandes imperios dos Gregos e Romanos passaram por uma fase historica em que foram a supremacia. Enquanto se sentiam os donos do mundo, olhavam para aquilo que nao fosse o proprio umbigo e o chamavam de barbaro, ou seja, inculto e sem educacao. Educacao aqui no sentido de bons modos. Tudo o que estava fora do imperio deles era considerado barbaro. Inclusive os povos europeus do norte, particularmente, os germanicos. Tambem os chineses e outras culturas muito mais antigas que eles.

O Imperio Romano se expandiu a troco de uma violencia “barbarica”. Transformou o Mar Mediterraneo num lago em seus dominios. Todas as terras ao redor foram anexadas. A diversao dos romanos era escravizar os outros povos e crucificar os revoltosos. Alem de o passatempo predileto ser os jogos de guerra nos estadios, onde pessoas humanas eram obrigadas a lutar ate `a morte. Roma cometia abusos tais quais aqueles perpetrados pelos nazistas durante o seculo XX. Perseguiram tanto um povo denominado Vandalo que ele, quando resolveu reagir, saiu causando tamanha destruicao no Imperio que criou-se o termo: vandalismo.

Na realidade, ja era o que os romanos praticavam contra os barbaros de um modo geral. Tanto que eles se cansaram de tanto apanhar e resolveram dar o troco. O preconceito romano de que os povos germanicos eram inferiores e que nao serviam para outra coisa senao para serem feitos de escravos e, quando muito, serem usados como ponta-de-lanca em suas campanhas militares acabou dando efeito contrario, pois, eles usaram os conhecimentos adquiridos como mercenarios no exercio romano e conquistaram o Imperio.

Os godos tomaram conta de quase tudo na Europa. Para os Suevos coube uma porcao que corresponde `a Galicia e Portugal, do Tejo para o Norte. Este povo criou o Reino da Galecia que durou de 409 a 585. Nesta data o territorio foi conquistado pelos Visigodos. Uma divisao goda tambem germanica. Essa populacao explica bem a porcao loira de olhos azuis da populacao portuguesa, em contraste com a lusitana original que era branca de pele mas com cabelos pretos e olhos castanhos.

Informacoes a respeito dos Suevos podem ser encontradas no endereco: http://freamundense.blogspot.com/2007/09/os-suevos.html. Ai se observa que foram povos originalmente das margens dos rios Elba e Oder. Observem que ambos estao no Norte da Alemanha e o Oder desagua no Mar Baltico. Nas proximidades estao as fronteiras com Dinamarca, Polonia e, do outro lado do Baltico, a Suecia. Possivelmente, a genetica dos Suevos estara fortemente presente nestes 4 paises.

Durante a Idade Media as pestes e as intemperies levaram a Europa ao retrocesso cultural. Muito se perdeu do periodo classico greco-romano. O continente viveu uma fase de guerras constantes. E em 711 sofreu a invasao muculmana. Expulsos da Franca, os mouros se estabeleceram apenas na Peninsula Iberica. Alias, para ilustrar-se bem o que eh o preconceito, a Peninsula Iberica tornou-se a area mais civilizada do continente. Desenvolveu a cultura de tal forma que ajudou a conservar os classicos da literatura grega e romana, pois, copiou e traduziu-os. E, para abusar, os outros europeus brincam dizendo que: “Portugal e Espanha sao os unicos paises da Africa que se localizam na Europa”.

Mas os cristaos europeus, entao o atraso do mundo, decidiram expulsar os muculmanos dos lugares conquistados, inclusive da Terra Santa. Assim criaram as Cruzadas. Claro, nao era facil recrutar gente com vontade de ir guerrear em lugares tao distantes. Entao criou-se a propaganda de guerra, onde os muculmanos eram retratados como barbaricos e coisas mais. Na verdade, por tras das tentativas de instigar o povo estavam os interesses economicos de dominar o riquissimo comercio que existia entre o Oriente e o Ocidente.

Na Peninsula Iberica a propaganda nao funcionou tao bem, pois, cristaos, judeus e muculmanos viviam ate que relativamente bem em sintonia. As ambicoes, porem, superavam a razao. Dai criou-se tanta propaganda contraria que fez a populacao comum acreditar que havia razao seria para a Santa Inquisicao, primeiro instituida contra os muculmanos e depois dirigida contra os judeus. Assim, o tempo ia passando e os preconceitos so acumulando.

Quando Portugal comecou a colonizar o Brasil, o preconceito era dirigido contra os judeus, pois, quase ja nao existiam muculmanos na populacao. Estes haviam sido expulsos e voltado para o Norte da Africa. E os judeus ou se submetiam `a conversao forcada ou fugiam para o Norte, mais precisamente para a area onde futuramente se tornariam os Paises Baixos, onde a diversidade religiosa era tolerada. Muita gente que nao era foi acusada de judaismo e outros considerados pecados. O objetivo era o de confiscar suas riquezas, pois, o governo precisava de dinheiro para investir nas Grandes Descobertas.

Ao encontrarem os indigenas, os portugueses os consideravam nobres da terra. E como resistiam `a escravidao, precisou-se criar um subterfugio para transportar escravos africanos para fazer o trabalho que a maioria dos europeus nao suportava. Entao criou-se nova propaganda, afirmando que os africanos nao eram totalmente humanos. Claro, mesmo que a populacao de um modo geral nao tivesse comprado a lorota, aceitou a desculpa porque isso a isentava do trabalho excessivamente pesado, ao mesmo tempo que lhe oferecia uma oportunidade de explorar o semelhante.

Muita gente entrou nessa como inocente. Mas eh assim mesmo que os grandes golpes funcionam. As pessoas individualistas concentram-se tanto na expectativa de obterem lucros rapidos que nao analisam o que estara em torno. As piramides por exemplo dao lucro a uns poucos. Mas os que levam o prejuizo entram enxergando apenas os lucros e deixando a guarda baixar quanto aos riscos. Hoje-em-dia o Brasil inteiro sofre as consequencias da escravidao, embora, quase ninguem perceba isso!

Os portugueses que aportavam no Brasil nao desejavam sair do litoral durante os dois primeiros seculos de colonizacao. Constituiam a populacao carangueja, ou seja, so vivia na beira da praia. Para eles, o que se conseguia no litoral ja era o suficiente e haviam terras de sobra para trabalharem. Com a vantagem de nao terem que enfrentar o perigo do desconhecido no interior e nao perderem o contato mais facil com a Europa que era feito apenas por via maritima.

Nessa situacao, os miscigenados passaram a ser os grandes parceiros deles. Boa parte dos bandeirantes eram pessoas ja brasileiras, oriundas da miscigenacao das racas. Alem disso, os que levavam as cargas eram os africanos e os indigenas. Claro, alguem pode dizer: porque eram escravos. Esse pensamento nao tem logica alguma, pois, se fossem escravos, em meio a aquele mundao de Deus em sua volta, sera que todos nao desertariam, deixando os chamados bandeirantes perdidos na noite? A resposta logica eh que ja eram parceiros de empreitada. Miscigenados sim, burros nao.

Durante todo o periodo colonial o preconceito existia e foi forte. Contudo esbarrava em uma situacao mais urgente para os colonizadores. Em sua maioria absoluta de homens, sem a menor vontade de dedicar-se ao celibato, o que sobrava para eles eram as indias e as escravas. E este quadro agravou-se com a descoberta do ouro em Minas Gerais.

Boa parte da populacao sueva e visigotica portuguesa se transferiu, aos borbotoes, para o estado, atacada pela febre do ouro. Diga-se de passagem, ja nao era mais a populacao sueva o visigotica. Era uma mistura loira chamada de galega. Isso por causa da lembranca de terem sido um dia parte da galecia e em portugues a palavra galego virou sinonimo de loiro, claro, branquelo.

Chegando ao Ciclo do Ouro, eh bom tomar emprestado as palavras de nosso primo Felix Tolentino. Ha um artigo dele neste endereco: http://issuu.com/tribucity/docs/tribuna_cidade_nova-edicao71, publicado na ultima pagina do jornal Tribuna Cidade Nova, edicao 71. Ali ele fala por alto como foi o processo de colonizacao da cidade do Serro. No subtitulo: “Ocupacao”, ele revela isso: “Alguns mineradores enriquecidos casaram-se com indias ou escravas, e resolveram se estabelecer de vez na regiao.”

Eu ja havia concluido isso. Primeiro usando o raciocinio e me perguntando: sera que as europeias tiveram a coragem de acompanhar os homens naquelas condicoes subumanas que existiram nas primeiras decadas do Ciclo do Ouro? Claro, entendi que nao. Depois vi evidencias em nossa propria genealogia onde nos anos posteriores aparecem a mencao a portugueses que chegaram e se casaram com fulanas, filhas de beltranos e ciclanas. Porem, as vezes que os pais sao mencionados, o muito que se revela eh que o pai tambem era portugues, mas nada se fala da mae. Evidencia de que eram indias ou escravas.

Pulando-se para um seculo depois, precisamente em 1817, encontra-se na pagina 31 do livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE” essa descricao: “Durante a sua viagem entre a Vila do Principe e Pecanha, observou um fato bastante curioso, o de haver encontrado nesse percurso, guardadas as proporcoes, muito maior quantidade de europeus do que ate entao vira na sua viagem pelo Brasil.” Essa observacao foi atribuida ao famoso pesquisador Saint-Hilaire, pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Estas informacoes indicam que a populacao fixada na regiao foi, no inicio, preferencialmente mestica. Com a chegada de levas e levas de homens europeus tornou-se, proporcionalmente, a mais europeia do pais. Naturalmente, anos depois deixou de ser a mais “galega” do pais em decorrencia das levas de migrantes europeus para a Regiao Sul. E creio que a atual populacao da regiao esta novamente retornando `a tonalidade morena da pele, pois, boa parte de sua populacao branca ou se tem miscigenado com a populacao de origem mestica ou evadido para cidades maiores e outros paises, inclusive para o proprio Portugal.

Dando outro salto no tempo, chegamos aos anos de 1960, onde a questao racial pegou fogo aqui nos Estados Unidos. Porem ela passou despercebida no Brasil. Claro, existia uma condicao cultural que tolhia a manifestacao no Brasil. Eh que aquela mentira de que o africano nao fosse totalmente humano e que era inferior, continuava recebendo uma dose de credito pela maioria das pessoas. Inclusive das proprias pessoas que tinham origem claramente africana por causa da cor negra da pele. A questao do preconceito era disfarcada pelo criterio hierarquico fortemente instituido ao longo das geracoes atraves do sistema de senhorio e vassalagem.

Em palavras miudas, na pratica se dizia que cada um tinha que saber o seu lugar. Por tras disso havia aquela imposicao, que muito se repetiu ate nas telenovelas recentes onde, “lugar de preto eh na cozinha”. Ou seja, as pessoas das elites achavam o maximo ter bom relacionamento com todos, inclusive com as pobres “maes pretas”, desde que elas permanecessem em suas cozinhas. Alias, que quitutes maravilhosos a “tia” Benta preparava!

A questao da vassalagem no Brasil eh historica! Naturalmente, desde que os primeiros portugueses aportaram pela primeira vez, os costumes do continente velho nao foram abandonados. Algumas pessoas se consideravam mais nobres que as outras, embora os ancestrais fossem os mesmos. Isso se dava pelo criterio de primogenitura. Assim, o rei podia ter uma dezena de filhos, a preferencia de tornar-se o sucessor era do primogenito.

O novo rei tambem tinha la os quantos filhos podia. Mas o esperado era que somente o primogenito se tornasse rei. Mas a familia do primeiro rei ja poderia contar com mais de uma centena de descendentes. Aqueles que se casavam em outras casas reais ou com outros membros da alta nobreza, continuavam com seus status sociais garantidos.

Porem, a tendencia da multiplicacao com o passar das geracoes eh que a maioria das descendencias dos primeiros reis eh ir caindo na escala social, pois, a estrutura social eh piramidal. Rei so pode existir um de cada vez. Duques seriam uns poucos. Condes, marquezes, baroes etc, tinham seu numero limitado. O mesmo se da em relacao aos cargos publicos, que nao eram considerados publicos e sim de sua magestade. Com isso, em poucas geracoes se formava um numero enorme de pessoas da baixa nobreza, ou melhor, a nobreza destituida.

Possivelmente, toda a populacao portuguesa tornou-se nobreza destituida. Para conseguir retornar a algum posto de alta nobreza haviam duas maneiras, ou se destacava por bravura em combate ou se adquiria grandes riquezas e ai se comprava o caminho de volta. E este foi o caminho que nossos ancestrais que se aventuraram no Novo Mundo se propuzeram a buscar.

Contudo, os que conseguiram fidalguia com todo o merecimento, nao deixaram de se multiplicar tambem. Por mais que uma pessoa se esforce, mas se multiplique da maneira como fizeram os nossos ancestrais, sempre haverao os destituidos, desde que a estrutura social continue a mesma. Embora feitos fidalgos, os nossos primeiros ancestrais brasileiros, membros da mais alta elite do pais, se ajoelharam como vassalos de seus pares portugueses. Formada a elite e classe media tradicional a partir destes, elas continuaram vassalas.

E durante o periodo historico brasileiro, essa vassalagem comecou em relacao a Portugal, depois portugueses e brasileiros foram vassalos dos espanhois no periodo da Uniao Iberica, entre 1580 e 1640. Separadas as coroas novamente, a sociedade brasileira voltou `a vassalagem em relacao a Portugal. Apos `a Independencia do Brasil, a coroa brasileira ajoelhava-se como vassala da Inglaterra e Franca. A Republica Velha permaneceu como vassala das potencias europeias. Ja na propria Republica Velha o Brasil ja havia iniciado sua vassalagem em relacao aos Estados Unidos, o que logo transformou em vassalagem total, apos a II Grande Guerra.

O pior do carater de vassalagem entretanto, eh o que ela induz de consequencias. Dizem que a tendencia do oprimido eh oprimir. A vassalagem das elites e classe media brasileiras, parece-me, aconteceu por incompetencia delas proprias. Foram elas que nao se revoltaram e criaram um sistema educacional proprio. Foram elas que ao inves de buscar rumos proprios para o pais, preferiram atrela-lo `as condicoes de seguidor dos senhores comandantes do mundo. Contudo, elas ofereciam sua vassalagem a eles no exterior, ao mesmo tempo que oprimiam o povo, exigindo vassalagem em relacao a elas.

Assim, desenvolvimento para as nossas elites sempre foi coisas como: ao inves de criarmos os nossos proprios carros, importemos dos outros porque eles sabem fazer melhor. Ou, deixemos que os outros explorem os nossos mercados trazendo suas fabricas para o pais, pois, eles sabem como fazer e nos nao. Essa filosofia de vassalagem esta tao impregnada na mentalidade das elite e classe media brasileiras que elas continuam pensando que o Brasil nao eh desenvolvido porque a classe pobre eh incompetente. Quando, em verdade, a incompetencia sempre foi a caracteristica maior delas proprias.

E eh ai que chegamos ao impasse em que se encontra o pais atualmente, pois, as elite e classe media tradicionais brasileiras estao acreditando que o mundo ira acabar em consequencia das medidas governamentais que tem dado alguma oportunidade `a classe mais pobre da populacao. Que, alias, diga-se de passagem, descende dos mesmos ancestrais que as classes alta e media tradicionais, porem, nao teve a mesma sorte de descender dos primogenitos mais recentes. Ao verificar que as classes mais baixas estao comecando a ser elevadas, as classes alta e media tradicionais estao se apavorando.

Tudo apenas por causa da propria estupidez, do preconceito e do orgulho, pois, o medo delas eh de que os pobres alcancem degraus mais elevados e lhes tomem o lugar. Se elas abrissem os olhos para o que esta acontecendo no momento, usariam isso como oportunidade, pois, com a ascendencia da classe pobre, o poder de compra tambem cresce. O que falta a elas eh criar servicos que possam oferecer aos emergentes e nao ficar presas aos seus antigos meios de sobrevivencia.

Por tras do eufemismo: “abrir as portas do mercado brasileiro”, esta o proprio atestado de incompetencia das classes rica e media tradicionais brasileiras, pois, querem abrir para os estrangeiros explorarem, pois, nunca souberam ser criativas e fazer para si mesmas. E, pelo principio da vassalagem, nao sendo criativas sempre tentaram bloquear as iniciativas das populacoes desfavorecidas por temer que a situacao de vassalagem se invertesse.

Observem que ha cerca de 200 anos atras existiam profissoes que se caracterizaram como classe media no pais. Eram servicos como alfaiates, dentistas praticos, sapateiros, costureiras, rebucadores de telhas, ferreiros, coureiros, lavadeiras e muitas outras mais. Exercendo tais profissoes, muitos pais tiveram o orgulho de ver seus filhos formados em universidades. As profissoes continuam existindo. Contudo, sao poucos que podem viver por meio delas por causa da concorrencia com a industrializacao.

Existem muitas profissoes atuais que estao caminhando para o mesmo fim. Portanto, somente os criativos e os espertos saberao driblar as inconveniencias e se tornarem donos da profissao. Se o restante nao evoluir sera obrigado a transformar-se em servical assalariado de outros empreendimentos. Exatamente como a maioria de nos se transformou.

Em relacao `a comparacao entre Brasil e Estados Unidos, para que o preconceito nao se transformasse num problema tao forte quanto continua sendo aqui nos Estados Unidos, existem as diferencas. Em primeiro lugar a atitude das proprias pessoas de origem africana no Brasil foi subalterna. Elas criam na mentira de que fossem inferiores. Muitos acreditaram que embranquear a pele de sua descendencia, casando-se com brancos, garantiria uma eterna ascensao social. Nao imaginavam que pelo criterio da multiplicacao e estrutura social piramidal somente uns poucos atingiriam o topo e o restante permaneceria na base.

E tambem foram vitimas da Historia, pois, quando a princesa Isabel assinou a Lei Aurea, nao se levantou a questao da igualdade de direitos, portanto, os escravos e sua descendencia foram totalmente abandonados. Destituidos eram e assim permaneceram. Nao tiveram acesso facilitado `a educacao e o salario que passaram a receber pelos mesmos servicos que faziam antes nao os tiravam da escravidao efetiva.

Aqui nos Estados Unidos, a emancipacao se dera ha mais tempo que no Brasil. Havia a segregacao, porem, haviam as escolas e ate as universidades dedicadas `a populacao negra. Entao, o poder aquisitivo e a consciencia dos aframericanos poderiam ser desiguais em relacao aos eurodescendentes, porem, teve forca suficiente para, apos uma greve que durou um ano em que os afrodescendentes nao andaram de onibus, os empresarios se renderam e acabaram com a segregacao em seus veiculos. Desde entao, o que passou a contar eh que o passageiro que pagou a passagem tinha direito igual de ocupar qualquer banco, e isso nao era decidido por causa da cor da pele.

Havia outra diferenca fundamental entre as condicoes brasileira e estadunidense. Como aqui as leis que valem sao as estaduais, a menos que haja uma lei constitucional dizendo o contrario, haviam estados que chegavam a proibir os casamentos interraciais. No Brasil, sabemos que desde os primeiros colonizadores os casamentos interraciais haviam sido a regra. Exceto em um periodo pouco anterior `a Independencia em que foi proibido o casamento de portugueses de origem com os brasileiros. O que, penso eu, despertou em grande parte da populacao de origem africana aquela sensacao de que: se o problema estava na cor da pele, ha pelo menos a oportunidade de resolve-lo na descendencia, esforcando-se para casar-se com alguem de origem europeia.

Enquanto a miscigenacao teria passado a ser um objeto de desejo, um sonho a ser realizado no Brasil, aqui nos Estados Unidos era encarado como um pesadelo, nao apenas do ponto de vista do europeu em relacao ao africano, pois, a reciproca era verdadeira. A populacao africana aqui tinha, e muitos continuam tendo, a mesma dificuldade que a de origem europeia em aceitar o casamento interracial. O orgulho racial era reciproco e, em parte, continua. No Brasil, tudo vira carnaval. Como nas musicas romanticas, “e a mulata eh a tal”.

Nos sabemos que o conceito de democracia racial que alguns antropologos desejaram que o pais fosse nunca foi uma verdade no Brasil. Na pratica a teoria era outra, ou seja, o africano tinha que saber o seu lugar. Infelizmente, ao que parece, muitos ainda continuam pensando assim. Nao apenas em relacao aos de racas diferentes das de origem europeia. Mas em relacao aos proprios de origem europeia que tenham por qualquer motivo caido na pobreza. No Brasil o preconceito contra o pobre eh ate maior que aquele que existe contra as racas.

Ou alguem pensa que seria permitido o personagem Mario Jorge abrir o verbo para debochar do pobre, se esta palavra fosse trocada pela preto?!… Ha a liberdade de se falar do pobre, como se ele nao tivesse alma. Da mesma forma como a escravidao era aceita em razao de se argumentar que o africano nao era totalmente humano.

Bom, acredito que a nossa falsa democracia racial tinha uma explicacao genealogica. Os antropologos interpretaram como democracia o que, na realidade era orgulho e preconceito. E penso que assim aconteceu nos anos 1960 em Virginopolis, porem, ninguem comentava, preferia ignorar completamente o que estava se passando nos Estados Unidos, como se o assunto nenhum a ver tivesse com a realidade brasileira.

Naquela epoca, eu nem sequer me entendia por gente. Como se dizia, “crianca e cachorro sao depois dos outros”. Claro, todas estas insinuacoes maldosas eram repetidas com humor na familia, contudo, sempre tinham algo de verdade, em termos de qual era o comportamento esperado da gente. Entao, eu tinha uma vaga ideia de que o bisavo Joao Batista de Magalhaes era descendente de africanos.

Ja a trisavo Maria Honoria Nunes Coelho, so atualmente tive noticias da negritude dela. Embora nao fosse segredo na familia, pois, eram casos que se mencionavam nos seroes. E eu so descobri onde ela se encaixava em nossa genealogia depois que passei a estuda-la. Alias, aprendi na escola que Joao Batista de Magalhaes fora um dos fundadores da cidade. So vim a entender atualmente que era, junto com a Maria Honoria, meus trisavos.

Naquele tempo, poucos eram da minha geracao com idade para compreender uma genealogia que ultrapassasse uma linhagem alem dos bisavos. Tio Joaozinho, como o bisavo era chamado, era moreno claro. Em nossa sociedade, moreno claro era considerado branco. Mas tinhamos pessoas que viviam ainda, embora ele ja fosse falecido ha mais de 20 anos, que eram da mesma geracao que ele. Um exemplo era a tia Virginia Marcolina Coelho, que fora filha do Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral.

O pai da tia Virginia nascera em 1829 e fora cunhado da Maria Honoria. Assim, nao apenas ela mas os nossos avos, que eram netos da Maria Honoria e tambem do Antonio Rodrigues, tinham perfeita consciencia de nossas origens. A geracao de nossos pais, que estava assumindo a administracao de tudo, tambem tinha conhecimento. Dai, enquanto as coisas andaram pegando fogo ca nos Estados Unidos, eles se faziam de cegos, mudos e surdos, ou seja, como no dizer popular: “Conversa que eu nao entendo eh mio cala!”

Na verdade, tanto os nossos familiares mais proximos quanto as pessoas de origem claramente africana nao se sentiam `a vontade para abordar o assunto. Mesmo que a gente tivesse uma aparencia europeia, possivelmente sueva ou, galega com certeza. E o motivo era muito simples. Talvez eles nao tivessem consciencia de que fora a mistura de indigenas, europeus e africanos que povoaram as Minas Gerais na epoca do Ciclo do Ouro. Mas tinham a noticia de que a Maria Honoria era de origem mista.

Ela era filha do Clemente Nunes Coelho e era escura o suficiente para que a cor dela se tornasse assunto durante os seroes familiares. Contava-se, por exemplo, que um dia ela estava limpando a casa, como toda dona de casa `a epoca, com lenco na cabeca e os trajes apropriados para uma servical. Alguem chamou `a porta. Ao atende-lo e diante da aparencia dela, o estranho foi logo ordenando: “Oh negra, vai chamar o seu patrao.”

Maria Honoria simplesmente entrou e avisou ao marido que alguem queria ve-lo `a porta. Mas como estas visitas de alguma importancia sempre eram demoradas, o estranho iria almocar. A cozinheira e dona da casa preparou a mesa conforme era o costume. Com o detalhe de ter reservado a cadeira de honra das senhoras numa das cabeceiras da mesa, e a do atrevido ao lado, em posicao subalterna. Agora, imagina a carapuca que ele tomou! Deve ter perdido o apetite ou, pelo menos, a comida lhe desceu atravessada na garganta.

Mas o que nos interessa aqui eh que a Maria Honoria devia ser mulata. O que imagino eh que a mae dela fosse africana. Como ela deve ter nascido por volta de 1830, imagino que a mae nao nasceu muito longe de 1810. Os avos deverao ter nascido por volta de 1780. Nada sabemos da genealogia anterior `a Maria Honoria a nao ser do lado paterno Nunes Coelho dela. Mas o que se pode esperar eh que a mae dela deve ter tido irmaos e irmas. Claro, nem todos devem ter se misturado com familias europeias e parte da descendencia deve ter permanecido pura ou com maior proporcao de ascendencia africana.

Como nada sabemos, nao se pode afirmar que a descendencia afrobrasileira desses nossos ancestrais africanos tenha permanecido por perto ou ido para longe, porem, o que eh de se esperar eh que continuasse vivendo na regiao. Ora, sabemos que a Maria Honoria e o marido Joao Batista Coelho deixaram descendencia que se conta aos milhares nos dias de hoje. O que se dira, entao, do numero de descendentes dos avos dela na regiao?

Eh possivel que todos os afrobrasileiros que foram levados para Virginopolis, ou que foram por conta propria como parceiros, e que agora sao ancestrais daqueles que residem na cidade, descendam deles. Assim poderiamos explicar o silencio de nossos antepassados em relacao `a questao racial aqui nos Estados Unidos. Eh que tanto no lado considerado afrobrasileiro quanto no considerado eurobrasileiro na cidade havia a consciencia que eram aparentados.

Com a lembranca de que o senhor Gilberto Coelho da Silva tambem era afrodescendente e o mesmo acontecendo com o bisavo Joao Batista de Magalhaes, nao resisti `a tentacao de repassar de memoria a aparencia de alguns membros das familias tradicionais mencionadas e nao mencionadas pela professora Maria Filomena. Assim pude lembrar dos Borges Perpetuos, dos Almeida, dos Miranda, dos Pereira do Amaral, dos Oliveira, enfim, toda a gama de familias virginopolitanas. Por certo, todos temos ancestrais afrodescendentes recentes.

Mas, `aquela epoca, era “mio cala” para que isso nao fosse lembrado, pois, havia o preconceito contra os africanos e o orgulho de tentar esconder o obvio, pois, se parte de nos nao herdou caracteristicas marcantes africanas, irmaos e primos nossos as tinham. Claro, o silencio da epoca nao contava com a evolucao da genetica e atualmente quem negar isso tera que recusar-se a fazer um exame de DNA. O que em julgamento resulta na interpretacao de admissao presumivel de culpa no cartorio! Recusou, entao eh! Fez o exame, deu na mesma!

Uma das poucas familias que devem ter chegado a Virginopolis com um certo grau de pureza europeia deve ter sido a Coelho de Andrade. Esta, porem, nao eh uma conclusao e sim uma deducao passiva de enganos. Isso porque alem dos cabelos intensamente loiros e da pele muito branca, os olhos tambem eram claros, entre o verde e o azul na familia. Esta eh a descricao que tenho de pessoas do passado, como a bisavo Hercilia, tambem como de alguns descendentes conhecidos nossos, nao sendo descendentes da bisavo e que guardam as mesmas caracteristicas dos ancestrais. Eh possivel que o Coelho de Oliveira (Lacerda) tambem o fosse, porem, atualmente esta todo misturado.

Assim se explica o preconceito amortizado que existe na sociedade brasileira. Ela eh multiracial, porem, nao tem coragem de celebrar com conviccao que o eh, pois, continua imaginando que nativobrasileiros e afrobrasileiros sao inferiores, portanto, nao deseja ser associada com eles. Mesmo que uma das civilizacoes mais prosperas e mais antigas do mundo seja a egipcia, com inicio ha mais de 7.000 anos atras, a partir do Sudao, portanto, da mais bela cor negra da terra, depois mudando sua capital para o Baixo Egito, que fora uma possessao conquistada.

Sugiro aqui que leiam o capitulo 10 acima: A TOCA DO JOAO RODRIGUES COELHO. Faco agora um paralelo ao que menciono no inicio do capitulo e ao que aconteceu aos nativamericanos de um modo geral. As Civlizacoes Asteca e Maia eram sofisticadissimas e em determinados aspectos bem mais avancadas que a europeia. Os conquistadores espanhois enxergaram apenas as riquezas a serem delapidadas. Apenas desconfio que algumas pessoas do clero puderam constatar isso, pois, queimaram todos os livros que encontraram daquelas culturas. Apenas duas pecas escaparam dessa destruicao e estao em museus europeus.

Se a cultura do povo nao tivesse sido destruida, jamais teria sido possivel criar a falsa impressao de que os indigenas americanos eram barbaricos e atrasados, portanto, precisavam ser europeizados, e que nao havia nenhum impedimento moral em furtar-lhes as riquezas, prosseguindo o projeto colonialista. Para a sorte dos antepassados indigenas, eles deixaram suas escritas nao apenas em livros mas tambem em seus monumentos de pedra. Com isso, alguma Historia, ciencia e cultura estao sendo recuperadas, gracas `a traducao dos hieroglifos recentemente decifrados.

E tambem porque as ciencias atuais avancaram tanto que muita coisa pode ser interpretada a partir de analises indiretas como: se as construcoes estao perfeitamente alinhadas no sentido norte-sul/leste-oeste e com as constelacoes, isso se deve a conhecimentos que se pensava terem sido descobertos so recentemente pelos europeus.

Assim, `a epoca em que na Europa se discutia se a Terra era redonda ou plana, e em que era instituido que o universo girava em torno dela, nas Americas ja se sabia que o Sol era o centro do nosso sistema solar. O giro dos planetas em torno do sol e suas medidas ja eram conhecidas. Existem construcoes nos altiplanos peruanos e bolivianos que ate a tecnologia moderna de hoje tem dificuldade em reproduzir. Coisas que os indigenas fizeram ha milenios atras. E ate hoje alguns eurodescendentes tem dificuldades em aceitar que tal capacidade tecnologica existia, pois, tem a teoria de que foram feitas por alienigenas e nao indigenas.

Para nao declarar seu preconceito racial, a sociedade brasileira prefere oculta-lo na palavra pobre, pois, pobre nao tem cor, eh qualquer um que seja “menos competente”. Mesmo sabendo que a sociedade foi formada em forma de piramide, ou seja, por mais esforcadas que as pessoas forem, nao havera lugar para todas no topo. Sempre havera mais gente na base para que as outras possam subir nos ombros delas para que poucos possam subir na vida. Tambem, que as oportunidades nunca sao iguais, com a tendencia de que quem ja vive no andar de cima da piramide deixar a descendencia bem de vida e para os pobres eh muitissimo dificil alcancar a ascensao social.

E por falar nisso, nunca vi a sociedade brasileira tao dividida como esta no momento. Parece que com a elevacao do torneiro mecanico ao posto de presidente, todos os preconceitos se afloraram. Exceto que eh proibido falar nisso abertamente. Assim, a classe mais conservadora, agora destituida do poder, tornou-se contra o bolsa familia, os sistemas de cotas, o minha casa minha vida, e toda a parafernalia de inclusao social maquinada pelo Partido dos Trabalhadores. Como vem sendo dito: dos PeTralhas.

Tenho recebido e-mails homericos, reencaminhados por marias-vao-com-as-outras, minhas contatos, que quase da vontade de chorar ao le-los. Existem aqueles inocentes em aparencia com sabios dizeres como: “Nos nao precisamos de cotas e sim de investimentos em educacao publica”. Eh! Eu tambem acho ser errado ate hoje o pais estar precisando recorrer a cotas, ou comprar votos como preferem os detratores, para fazer justica no que deveria ter sido feito na epoca em que a Lei Aurea foi assinada.

Porem sei muito bem o quao preconceituosa a afirmacao: “Nos nao precisamos de cotas”. Para quem possui outros meios, elas nao sao necessarias mesmo. Sao para quem foi alijado, destituido da economia por geracoes e geracoes. Quem diz que basta investir na educacao, ou esta enganado ou esta tentando enganar. Mesmo que se invista um trilhao de qualquer moeda todos os anos, pelos proximos 20 anos, nao se apagara em uma unica geracao as consequencias do que aconteceu no passado.

Somente os inocentes uteis e os malintencionados diriam que a suspensao de todos os beneficios agora oferecidos `a classe pobre sera satisfatoriamente substituida pelo investimento massivo em educacao, saude e seguranca. Por uma razao muito simples. Trata-se de coisa pratica. Nos sabemos muito bem que nao existe dinheiro, por enquanto, para tal investimento massivo, assim, se suspender os beneficios, o que ja foi conquistado sera perdido e as promessas nunca se concretizarao. Contudo, as consequenicas piores somente os que ja eram destituidos as enfrentarao.

Quando eu fui estudante na Universidade Federal de Vicosa, as pessoas em minha familia recebiam subsidios porque, embora ocupassemos a classe considerada media no pais, a renda familiar nao era suficiente para cobrir as despesas dos varios filhos fazendo faculdades ao mesmo tempo. Naquele tempo, final da ditadura militar e sua continuidade atraves dos governos Sarney e Collor, estavamos lutando para que nao fizessem cortes nos gastos educacionais, pois, sabiamos que precisavamos era de mais investimentos. Ninguem, na midia ou particular, levantava a minima voz contra os nossos subsidios ou para afirmar que cortes na educacao eram corretos. Mas nos faziamos parte da classe media, agora virou moda pedir para cortar beneficios oferecidos aos pobres.

O preconceito esta bem nestas atitudes impensadas, tanto dos malintencionados quando das marias-vao-com-as-outras. Uma porque o mercado de um modo geral so crescera quando toda a populacao tiver poder aquisitivo para faze-lo crescer. Portanto, cortar os beneficios adquiridos, antes de que se de meios para os que nao sabem andar com as proprias pernas poderem andar, fara o mercado retrair. E as consequencias disso virao em cascata. O mercado cai, cai a arrecadacao, mais cortes se tornam necessarios, o que acarreta mais perdas para o mercado. Isso, facil-facil, transforma-se em decada perdida, como as duas decadas que perdi, entre 1973 a 1993, antes de mudar-me para os Estados Unidos.

Ou seja, pode ser que as marias-vao-com-as-outras sejam bem intencionadas, porem, sao malorientadas. Contudo, sei que os malintencionados estao muito bem orientados e o que querem eh que o circo pegue fogo, na esperanca de tirar proveito disso.

Peco encarecidamente a meus contatos. Continuem passando para mim aqueles e-mails que falam de suas esperancas em que os militares resolvam retomar o poder. Nao porque eu goste ou que concorde. Apenas para eu rir mais um pouco da inutilidade que isso eh. Se o militarismo fosse resposta para alguma coisa, nos nao os teriamos tirado do poder e os chutado como cachorros mortos.

Nao falo aqui de todas as pessoas que estao servindo a patria com honra e destemor. Estou ressaltando o fato de que autoritarismo nunca foi solucao para nada. Eu sou a favor de militar poder concorrer a cargos publicos. Se quizerem governar, sejam aqueles que vencam eleicoes. Como diz o ditado: “Cada macaco no seu galho.”

Outra coisa. Sejam mais espertos. Quem fala mal, esta no direito. Porem, quem xinga muito eh oposicao. Entao, nao adianta alguem dizer que o PT eh o partido dos bandidos, dos fascinoras e do raio que o parta. A oposicao sempre vai dizer isso do seu adversario. Eu quero ver algo mais construtivo. Por exemplo, digam-me, se nao o PT, em quem votar? Se nao o projeto do PT, qual o projeto outro que existe? Quero ver projeto, pois, foi assim que o PT subiu.

Alias, observo que muita gente pode nao gostar do partido. Tem certas coisas nele que eu nunca gostei, ate no tempo em que eu era militante. Mas nao me digam que so tem ladrao e malintencionado neste meio, pois, ira incluir-me pelo que fui. Outra coisa. Nao me digam que sao vagabundos, que nunca fizeram nada na vida, pois, politica eh uma atividade muito seria. E eu fui testemunha dos sacrificios que muitos fizeram para conquistar as posicoes que hoje ocupam. Tem muita gente que ralou muito para chegar la.

Alias, tenho esse recado para que conquistem meu voto. Facam um projeto. Mostrem a cara. Digam em quem que desejam que eu vote. Mostrem quem esta por tras. Quem vai estar fazendo esforco antes, durante e depois das eleicoes. Se mostrarem isso prometo que levarei em conta e, se o fizerem, ganharao meu voto.

Mas nao coloquem esperanca numa pessoa. Num superheroi. Num Batman. Nao me coloquem o nome do ministro Joaquim e venham pensar que eu votarei nele. Nao porque ele nao me agrade, mas porque andorinha sozinha nao faz verao. A administracao do Estado passa por tres poderes. Executivo, Legislativo e Judiciario. Se for para desfalcar o judiciario, para que tirar o ministro Joaquim de la? Se ele tivesse uns 50.000 como ele para formar um time dentro dos 3 poderes, entao, ja teria ganho o meu voto. Mas para coloca-lo sozinho e baguncar mais do que esta, nao contem comigo.

Como dizem os americanos aqui, e foi a filosofia que adotei na ultima eleicao neste pais que me adotou: “Melhor eh permanecer com o demonio que conhecemos do que escolher um que nao conhecemos.” Se acham que irao convencer-me com a frase: Fora PT, olha, ja tenho experiencia com o Fora Ditadura e Fora Collor. Foi uma otima coisa termos conseguido, pois, agora podemos escolher entre um demonio ou outro. A ditadura nao nos permitia sequer fazer isso. Era so um demonio.

Se querem algum dia mudar o pais para melhor, facam como o Partido dos Trabalhadores fez. Trabalhou, lutou, apanhou na cara por diversas vezes, ate conseguir chegar ao poder. Mas foi eleito democraticamente. Facam o mesmo. Apenas evitem cometer os mesmos erros que o partido cometeu. Quem sabe voces nao serao o futuro que o pais merece? Mas, por favor, nao me convidem para dar um golpe e pensem que vou aceitar tal proposta indecorosa. Nem que me prometam o governo de Brasilia. Lembrem-se do Magalhaes “Saco”. Depois de todo o apoio que ele deu `a Revolucao, o que lhe disseram foi: “Voce participa mas nao entra!” Tomou?!…

Outra coisa. A minha filosofia de vida sempre foi e sera a democracia. Nao pecam para que eu traia a mim mesmo.

Acrescento aqui. Nao xinguem o povo brasileiro porque ele nao votou e nao esta votando como voces querem que ele vote. Nao o comparem dizendo que eh um povo que nao sabe votar e pensem que quem sabe votar vive em paises do primeiro mundo. Nao desacreditem na capacidade de julgamento do povo. Eu fiquei estarrecido quando vi o povo americano votar duas vezes no presidente George W. Bush.

Continuo estarrecido porque o preconceito aqui esta valendo mais que a inteligencia, como eh o caso em que temos projetos de legalizacao de imigrantes sendo rejeitados ha varias administracoes. Uma parte do eleitorado americano acreditou que os imigrantes de um modo geral sao terroristas, marginais e que so desejam parasitar a sociedade americana. A midia americana, por ocasiao dos atentados de 11 de setembro de 2001, concluiu que os outros povos, que tem nojo do que os americanos fazem no mundo, dizem que detestam os americanos porque tem inveja do sucesso deles.

Para mim, esse foi o maior atestado de orgulho e preconceito assinado pela propria imprensa. Voces imaginem, se a imprensa que deveria informar e formar opinioes positivas tem essa ideia do mundo la fora, sera que o eleitor de um modo geral aqui nao erra? Para nao reconhecer os proprios erros, eles julgaram o mundo. Nao facam voces a mesma coisa. Nao enxerguem o erro nos outros. Repassem suas vidas na memoria, descubram o que fizeram de errado e assumam suas proprias responsabilidades antes de acusar aos outros injustamente.

 

 

14. GENEALOGIA, GENETICA, E BOM SENSO

Prezados,

Quem tem lido meus “lenga-lengas” genealogicos deve ter percebido a minha preocupacao em relacao aos casamentos consanguineos. Alias, a minha constancia em buscar nossos dados genealogicos mais enraizados tem ate sido ponto de critica de alguns. Compreendo as criticas e ate sao necessarias para a gente pensar melhor no que se esta fazendo, se tem ou nao a validade que a gente pensa que tem.

O meu ponto de vista sempre foi mais pelo lado medico. Bom, quase ninguem estudou medicina ou cursos relacionados, entao, eh perfeitamente compreensivel que tambem hajam criticas pela falta de entendimento da questao. Nao se preocupem, se me sinto ofendido por uma critica aqui, isso nao dura mais que momentos. Como sou cabeca dura mesmo, e tenho a quem puxar em meus ancestrais, rsrsrsrsrs, baixo minha cabeca `as criticas e sigo `a frente do que penso que deve ser feito.

Vou copiar aqui um apelo que foi-nos feito no grupo do bisavo Joao Rodrigues Coelho (Toca do Joao Rodrigues Coelho). Ele ajudara a todos entenderem melhor:

“Minha vida toda eu cresci vendo Tio Carlos quicar, Cacá quicar, Paulo Guido (o pai) quicar, Tia Fabíola quicar, Dinha quicar, achando tudo muito engraçado.

Até o dia que eu levei o primeiro tombo.

Um amigo meu, médico, portador de Esclerose Lateral Amiotrófica, ELA 8, me recomendou que parasse de rir e me consultasse com uma neurologista, especializada em doenças degenerativas.

O primeiro exercício que me foi recomendado foi procurar nos meus ancestrais manifestações disto que a gente chama, fazendo gracinha, de caminhar claudicante de Coelho.

Daí, peço ajuda à Ivania Batista Coelho (Gleuza, se você tiver jeito, faz isto chegar nela), ao Valquirio De M. Barbalho e a quem tiver algum conhecimento, quem, na família tinha esta patologia ou terminou a vida cadeirante. Ou mesmo quem, como se dizia à época, era entrevado.

É possível que a gente seja convidado a ir ao Centro de Estudos do Genoma Humano da Usp para ver esta história direito.”

Queridos, o mal nao eh dos Coelho. Nem eh vergonha alguma saber que estamos nessa enrascada. Eu proprio devo ser herdeiro dessa heranca desastrosa. O fato eh que nao se trata de doenca contagiosa e todas as familias deverao ter la seus representantes que tiveram ou tem o problema. O que acontece eh que os casamentos consanguineos de nossos ancestrais nos deram uma probabilidade maior de sermos portadores do problema.

Outras familias que tambem tiveram ancestrais mais consanguineos deverao ter o mesmo problema e/ou outros. Nos, de um modo geral, que vimos de casamentos muito consanguineos, temos grande probabilidade, concretizada ou nao, de termos diversos outros problemas. Posso garantir que tenho uma lista. Nem por isso quero deixar de ser quem e como sou.

O que eh de pratico agora, duas coisas:

1. A primeira eh continuar recolhendo dados genealogicos e aprofundando nossas raizes.

O objetivo dessa coleta abrange a todas as familias que se aparentaram aos Coelho. Por que? Por uma razao simples. As pessoas pensam que porque nao sao Coelho, ou que sao filhos de pessoas de familias, aparentemente, nao aparentadas, estarao livres dos problemas. Mas isso pode ser uma falsa impressao.

Geralmente as pessoas sabem dizer sua genealogia a partir dos avos. Dai nao sabem o que vem atras. Geralmente nao viverao para conhecer bisnetos, trinetos etc. Entao nao sabem o destino que estao deixando para a descendencia.

O que posso tirar do que ja encontrei, e o que encontrei ainda eh muito pouco, eh que: espero encontrar muitos ancestrais comuns `as pessoas que vivem numa mesma ou regiao diferente, bastando voltar umas poucas geracoes atras. A verdade foi essa. Portugueses ja viviam em comunidades bastante consanguineas. Nas diversas levas que chegaram ao Brasil, vieram em grupos familiares ja consanguineos.

Por sorte houveram as miscigenacoes com africanos e indigenas. Porem, com o passar dos seculos retornaram `a consanguinidade.

Quando Minas Gerais comecou a receber a colonizacao branca e africana, os indigenas tiveram uma menor participacao na mistura, houve certa miscigenacao. Mas a primeira leva que chegou no “Ciclo do Ouro”, nao era necessariamente muito numerosa. Os que se instalaram primeiro, mesmo pertencendo a linhagens diferentes, povoaram os poucos nucleos mineradores. Nao contavam 100 arraiais.

Terminado o ouro, aquelas populacoes em cada povoado ja eram bem consanguineas. Dai emitiram bracos para cada arraial novo que surgiu nas epocas pos mineracao. Na regiao Centro Nordeste de Minas Gerais ha uma repeticao nas Historias de todos os atuais municipios. “Os primeiros moradores desse arraial eram oriundos do Serro, Conceicao do Mato Dentro, Santa Barbara, Itabira” e mais alguns outros lugares conhecidos.

Assim, as populacoes dos arraiais nao fizeram outra coisa senao crescer e multiplicar-se. O arraial um pouco mais distante era comecado com familias dos lugares mais antigos e dos arraiais que descendiam destes. Levavam, `as vezes, sobrenomes diferentes mas os mesmos ancestrais. E continuaram apenas crescendo e multiplicando.

Vez por outra chegava sangue novo. Na maioria das vezes, um gajo la das grotas de Portugal. Alem de ter vinculos parentais, ate o sobrenome era o mesmo. Quando no muito, chegava um totalmente diferente, ou seja, “um turco” que nada mais era do que um libanes que todo mundo confundia como turco. Esporadicamente existem os alemaes, os italianos, os franceses e ingleses.

Mas o que era novo caia na mesmissima moda antiga, ou seja, casava-se com uma senhora das familias tradicionais e juntos nao faziam mais que crescer e multiplicar. Dai para frente os casamentos dos filhos retornavam aos parentes. Ou seja, introduzia-se um sobrenome novo mas a consanguinidade se repetia.

Somente se recolhermos dados os mais completos possiveis eh que poderemos ter realmente uma ideia de quem eh e de quem nao eh consanguineo. E com esse conhecimento eh que os geneticistas irao trabalhar para passar para a segunda fase.

2. Ter um pequeno prontuario medico nas fichas genealogicas de cada individuo seria otimo para futuras pesquisas. Essa contribuicao seria fundamental, pois, com a Arvore Genealogica montada o mais completa possivel, e a localizacao exata dos membros da populacao que manifestaram qualquer tipo de problema, poder-se-a fazer uma analise genetica destas pessoas e localizar exatamente os gens que provocam ou que contribuem para a situacao.

Dai para frente os cientistas poderao indicar as melhores atitudes a serem tomadas como: fazer a prevencao junto aos casais. Descobrir medicamentos especificos. Determinar exercicios ou indicar atitudes que devem ser tomadas para evitar a influencia do ambiente que agravariam a situacao.

Digamos assim, quando uma pessoa sente dor na coluna, pode ser por causa de algo com influencia genetica. Porem, podera ser que em algum caso especifico a perda do excesso de peso diminuira em muito a manifestacao da dor. A medicina sempre deve trabalhar com olhos tanto na situacao genetica quanto ambiental, pois, ambas interferem na vida das pessoas.

Por um lado, nao eh boa novidade tomar conhecimento de que somos candidatos a possuir qualquer problema. Por outro lado eh muito bom saber, pois, se existe, so tendo conhecimento da existencia dele para que se faca algo para sana-lo.

Tambem ha ai a satisfacao de que ha sim mais este sentido nobre para pesquisarmos as nossas genealogias, pois, com isso poderemos ajudar `a nossa descendencia a combater seus males de envelhecimento. Para quem como eu que ja passou dos 50 e ja constatou que envelhecer eh um interminavel padecer (de dores principalmente) fara muito bem se pensar em contribuir para que as futuras geracoes possam vir com menos dores. Ninguem vivera para sempre, mas desejo que todos tenham vida longa, contudo, de forma menos dolorosa possivel. Escrevi estas palavras com dores horrendas no pescoco e nas costas. Manjaram!?…

 

 

15. BELLE NOUVEAU, PARA OS “DA CUNHA MENEZES” E FAMILIARES

Prezados,

ha poucos dias com a ajuda fundamental do Adamar Nunes Coelho, e com algumas investigacoes que confirmaram, encontramos este cabecalho da Familia “da Cunha Menezes”:

Jose da Cunha Menezes – Maria Tereza Severino, foram pais de:

01.) Joaquim (Quinquim) da Cunha Menezes – Enedina (Dina) Borges de Menezes (Divinolandia)
02.) Joao da Cunha Menezes – Evangelina (Eva) e Sa Emidia Nunes Coelho
03.) Liberalino da Cunha Menezes – Adalgisa (Gigiu) Dias de Andrade
04.) Jose da Cunha Menezes – Heloina (Divinolandia)
05.) Luiz da Cunha Menezes – Regina Ferreira Madureira (Divinolandia)
06.) Sebastiao (Betica) da Cunha Menezes – Nenen (?)
07.) Olimpia da Cunha Menezes – Antonio Nunes da Silva
08.) Altina da Cunha Menezes – faleceu solteira
09.) Maria da Cunha Menezes – Durval Nunes Coelho
10.) Francelina da Cunha Menezes – Francisco de Matias

Ate agora, alem do que ja pude localizar gracas ao livro da Ivania e meus conhecimentos com a descendencia, so pude esticar um pouco a descendencia do sr. Luiz e dona Regina, por terem sido pais do sr. Raimundo (Dico Cunha) da Cunha Menezes, antigo prefeito de Santa Efigenia de Minas, irmao do primeiro prefeito local, sr. Efigenio da Cunha Menezes, ja falecido. O sr. Dico confirmou a porcao mais antiga de que os avos dele foram mesmo Jose e Tereza, e que foi sobrinho do seo Joao da Cunha e dona Maria da Cunha, que sao os que temos mais dados, por terem se casado na Familia Coelho de Virginopolis.

E agora vai a novidade. Ontem, sabado, 11 de janeiro de 2014, estava distraidamente olhando a lista dos donos dos titulos de nobreza do Imperio Brasileiro. O que nao era novidade para mim era que tanto a familia “da Cunha” quanto os “de Menezes” formaram familias nobres na Peninsula Iberica. Mas o que encontrei agora foram dois nomes: Jose Felix da Cunha Menezes, primeiro e unico Barao de Rio Vermelho; e Manuel Inacio da Cunha e Menezes, Visconde do Rio Vermelho.

Se alguem desejar maiores informacoes a respeito do Rio Vermelho, visite o endereco: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Vermelho_(Salvador), e os links na materia. Mas posso adiantar que se trata de um dos bairros chiques da capital, Salvador. Tambem eh o local onde o “Caramuru” naufragou, foi salvo pelos indios e ai permaneceu o restante de seus dias. Portanto, trata-se de um dos primeiros locais da Bahia a ser povoado por europeus. Dai a possibilidade, tambem, de os “da Cunha Menezes” serem descendentes do Caramuru.

Por enquanto, vamos ao que interessa. Primeiramente, temos que voltar a Virginopolis e Divinolandia. Nao posso tirar conclusoes mas apenas suspeitar que a familia tenha procedencia na Bahia. La esta o nome de dona Maria Tereza Severino para indicar isso. Severino eh nome muito popular no Nordeste Brasileiro e nao tao comum nas terras do Centro-Sul do Brasil, a nao ser recentemente com a migracao nordestina. Mencione-se de passagem a peca teatral do Joao Cabral de Melo Neto e da musica do Chico Buarque: “Morte e Vida Severina”. Severino no Nordeste ate virou sinonimo de comum.

Infelizmente, nao temos a procedencia do casal e nenhuma outra informacao mais precisa. Mas penso que havera algo a ser descoberto em Virginopolis. O casamento entre o sr. Joao da Cunha “contra” Sa Emidia deve ter completado 100 anos, ou esta por completar. Isso porque a tia Ilca, esposa do tio Omar Rodrigues Coelho, nasceu em 27.12.1914. O registro do casamento deve estar no cartorio. Assim, poderemos ver se registra os nomes dos avos do senhor Joao e, com um pouco de sorte, a procedencia da familia.

Mas o mais certo eh encontrarmos apenas os nomes, sem indicacao de procedencia. Dai sera preciso buscar algum documento que fale a respeito disso. Uma boa fonte de dados usada por genealogistas sao os testamentos e os inventarios. Ao que tudo indica, os “da Cunha Menezes” se instalaram em Divinolandia, dai nao sei dizer onde seria mais provavel encontrar esses documentos, se existem. Pode ser que se encontrem tambem em Guanhaes, que era a dona de tudo, ou Virginopolis, que ja estava se assenhorando da futura heranca materna.

Se o senhor Jose da Cunha Menezes ou dona Maria Tereza deixaram algum testamento, existe a chance de terem mencionado suas procedencias, com nome de ancestrais. E como la pelos anos de 1900 o seo Joao ja fora pai da dona Izaura da Cunha Menezes, esposa do seo Waldemar Nunes Leite, eles devem ter falecido antes de 1930. Pela projecao de datas, o senhor Jose devera ter nascido por volta de 1840-50.

Confirmando a minha teoria de procederem da Bahia, o que nao eh impossivel por outros motivos. Nos sabemos que a Familia “de Senna” procedeu de Rio de Contas, e o patriarca Candido Jose de Senna era contemporaneo do casal patriarca dos “da Cunha Menezes”. Embora, Rio de Contas esteja mais proxima `a divisa da Bahia com Minas Gerais, a distancia nao seria problema para nossos antepassados.

Apos verificarmos os detalhes acima mencionados, talvez encontremos um atalho para decifrarmos toda a familia baiana. Entre os grandes genealogistas brasileiros temos um dos patronos de cadeira do Colegio Brasileiro de Genealogia, a de numero 27, com o nome de Antonio de Araujo de Aragao Bulcao Sobrinho. Em co-autoria com Jayme de Sa Menezes publicou o estudo genealogico: “Familias Baianas – Sa Menezes”. A data eh de 1968. Antonio de Araujo tem pelo menos outros 14 trabalhos genealogicos publicados. Podera ser pesquisado em grandes bibliotecas. Particularmente no CBG – RJ e na propria Bahia.

Interessante sera que, constatada verdadeira minha teoria, havera a possibilidade dos “da Cunha Menezes” do seo Joao e dona Maria da Cunha serem duplo Barbalho. Isso porque desde `a epoca das Invasoes Holandesas a Bahia recebeu parte da heranca genetica de Pernambuco. Duas filhas do mestre-de-campo, o governador Luiz Barbalho Bezerra se casaram por la. Foram donas Antonia e Cosma Barbalho Bezerra. Dona Antonia foi a mae de dona Ignez Tereza Barbalho Bezerra. Ela foi a esposa do nobre Egas Moniz Barreto. E, atraves deles, os Barbalho Bezerra, nossos ancestrais, foram ascendentes dos baroes de Rio de Contas, Sao Francisco, Paraguassu e Matoim.

Deverao ser ascendentes de toda a classe alta baiana porque dona Cosma casou-se com Francisco Negreiros de Sueiro, cujos desdobramentos mencionam diversas familias de alto poder aquisitivo. Mas so tenho acesso ao inicio destas geracoes. O mesmo se deu com outros descendentes de dona Antonia. Alem delas, houve um irmao: Francisco Monteiro Barbalho Bezerra que foi o capitao do Forte de Nossa Senhora do Populo, tambem conhecido como Forte de Sao Marcelo, que fica na Baia de Todos os Santos. Mas nao sei dizer se deixou ou nao descendencia. A Zica podera dizer algo a respeito disso. Ela foi dar um “Garrido” num baiano!…

Tai gente. Caso queiram, o primeiro passo eh buscar o registro de casamento do seo Joao da Cunha e Emidia Nunes Coelho, que deve ser o mais facil. Ou encontrar o testamento, ou inventario, dos senhores Jose e Maria Tereza. Dai para frente eh que poderemos analisar e ver o que os documentos nos dizem para planejar o proximo passo. Grande abraco a todos e boa semana.
16. AOS FAMILIARES “DA CUNHA MENEZES”

Fiz a postagem anterior a esta com a finalidade de pedir ajuda aos primos para aprofundarmos as raizes dessa familia no ambito de Virginopolis e regiao. A Virginia Guia Candido trouxe-nos valiosissimas informacoes a respeito da Familia da Cunha Menezes no mundo. Contudo, desviou um pouco a intencao inicial. Talvez ela tenha sido picada pela “mosquinha do sangue azul”. rsrsrsrsrs

O que quero dizer com isso eh que, mais antigamente, se fazia genealogia assim mesmo. Os que escreviam alguma genealogia, geralmente, com ou sem base alguma, levantavam os nomes de famosos com a mesma assinatura `a qual se propunham discorrer sobre ela e afirmavam que pertenciam `a mesma familia. Porem, isso tem uma certa semelhanca aos “nomes fantasia” de remedios.

Do ponto de vista genetico atual, nao importa se o nome eh melhoral, aspirina Bayer ou AAS. O que importa eh que dentro haja o acido acetil salicilico porque este eh o que leva ao efeito desejado.

A Virginia mencionou-nos a principio a Casa de Lavradio, que teve um de seus apices no governo de D. Jose I, o pai da D. Maria I, a louca, mae do conhecido D. Joao VI, rei do Imperio Portugues. D. Joao VI era o regente quando a corte portuguesa desembarcou no Brasil, em 1808

O fato de existir uma Familia da Cunha Menezes na area de Virginopolis nao depende necessariamente dos de Lavradio. Espera-se que exista uma extensao desta familia que se encontrara com os de Lavradio, assim como com todos os outros nobres mencionados em todas as recomendacoes feitas pela Virginia. Alias, como mencionei antes, quem desejar conhecer as relacoes familiares que existem entre todos os “da Cunha Menezes” famosos da Historia, basta pagar uma cota no http://www.geneall.net e seguir nome por nome. Quem o fizer, vera que todos se encontrarao em diversos ancestrais comuns.

Tudo indica, que os nossos “da Cunha Menezes” tambem terao algum vinculo com eles. Porem, so saberemos qual se encontrarmos quem foram os pais do senhor JOSE DA CUNHA MENEZES, ate o momento, o primeiro deste nome em nossa regiao que encontramos. A partir dos pais, procurarmos os avos, ate encontrarmos o fio da meada. Saber que este fio da meada leva aos outros eh chover no molhado. Importante eh saber como!…

Trocando em miudos, devo afirmar que, em termos geneticos, os “da Cunha Menezes” de Virginopolis e regiao deverao ter muito pouco a ver com os de Lavradio. Mesmo que esse pouco nao deixe de ser importante.

Num exemplo pratico, podemos tomar o Angelo Meneses como cobaia. rsrsrsrs. Voce nao esparava por isso neh Angelo! Vamos supor que o senhor Jose fosse 100%, o que posso afirmar que nao era nem sombra disso, “da Cunha Menezes”. Ele casou-se com dona Maria Tereza Severino. Assim, os filhos terao sido 50% “da Cunha Menezes” e 50% da mistura Severino. Casando-se com a Sa Emidia, o sr. Joao da Cunha Menezes passaria 25% dos 100% iniciais para dona Julia. Ela passou 12,5% para o Angelo.

Por mais aparentado que o sr. Jose fosse dos de Lavradio, terao entre 3 e 5 geracoes de distancia entre eles. Assim, se as esposas em cada geracao ja nao fossem tambem “da Cunha Menezes”, a cada geracao passada causaria a reducao de 50% do parentesco. Isso quer dizer que o grau de parentesco pode ir caindo para 6,25; 3,125 e 1.6% aproximadamente. Ou seja, o Angelo teria 1.6% de consanguinidade com a Casa de Lavradio, caso nao tenha parentesco com eles por outras vias. O que provavelmente tera porque todos nos somos aparentados.

Portanto, o Angelo tera aproximadamente 98.4% de conteudo genetico de outras fontes que nao o “da Cunha Menezes”, dai, por que entao haveria que considera-lo um “da Cunha Menezes”? Ai eh que voltamos ao termo “fantasia”. Geralmente, o sobrenome que usamos nao passa disso! Eh pura fantasia! Torna-se util apenas como referencia para encontrarmos documentos que irao comprovar que realmente ele teve ancestrais com o sobrenome “da Cunha Menezes”.

Para a genetica, o que interessa eh a substancia ativa que formou o Angelo, ou seja, contar-se-ia os aproximadamente 1.6% dos “da Cunha Menezes”, de Lavradio, mas muito mais os outros 98.4%.

Por isso, gostaria de renovar minha solicitacao a quem se interessar buscar alguma informacao concreta em relacao `as ascendencias e origem geografica do casal patriarca: JOSE DA CUNHA MENEZES & dona MARIA TEREZA SEVERINO. Muitas vezes, a gente da menos valor ao nosso lado materno por causa de, principalmente em casos de pessoas mais antigas, os sobrenomes nao indicarem alguma procedencia reconhecidamente de classe social elevada. Mas este eh um engano que tende a revelar-se incauto porque nossas ancestrais tiveram pais, avos, bisavos etc.

E alguns deles sempre terao origens distintas reconhecidas. O problema eh que a nossa sociedade preconceituosa do passado relegou as mulheres ao segundo e terceiro planos. Assim, as fontes de pesquisas que temos de passado remoto sao documentos que mencionam os homens e seus feitos. A maioria absoluta das mulheres estava reclusa em seus ambientes domesticos. Dai nao tiveram seus nomes recordados fora dos registros de casamentos e batismos. E mesmo assim, muitas vezes os registros omitem suas ascendencias.

Neste ponto, uma questao que se torna recorrente aos meus escritos eh a forma que permitiu o nosso nascimento. Como sabem, para nascermos precisamos ter pai e mae. Eles precisaram ter nossos avos. Assim sucessivamente ate chegarmos aos primeiros da especie. Ou seja, em primeiro lugar, todos temos ancestrais comuns. E se calcularmos somente os mais recentes, multiplicando 2 X 2 X 2, numa sequencia que se repete por 33 vezes, chegaremos a um numero superior a 8.5 bilhoes de ancestrais, somente da 33a. geracao.

O fato eh este, isso remonta ha apenas 1.000 anos atras. Naquela epoca, a populacao humana era muito inferior a este numero. E nos descendemos apenas de uma pequena parte da populacao que viveu naquele tempo. Os mais de 8.5 bilhoes de espacos que caberiam a nossos ancestrais, apenas da 33a. geracao anterior `a nossa, estao todos ocupados, ou nao nasceriamos. O nosso nascimento tornou-se possivel apenas porque muitos milhares de pessoas que viveram naquela epoca sao repetidamente nossas ancestrais. Algumas deverao ser ate milhoes de vezes.

Alem disso, aquelas mesmas pessoas sao ascendentes, milhoes ou milhares de vezes, de todas as pessoas que vivem ao nosso redor, com raras excessoes.

Isso implica no detalhe importante. Se desejarmos encontrar parentesco com figuras historicas, basta-nos descobrir nossa genealogia remontando ha nao mais que uns 300 anos atras. Assim, chegamos a troncos que lancam ramos que dispersaram por todos os cantos do pais de nossa origem e quica do mundo. Entao, se acompanharmos a ascendencia das figuras historicas e famosas da atualidade, deveremos encontrar lacos com elas. E, muitas vezes, podera ser que teremos mais consanguinidade com estas do que com outras pessoas que usam o sobrenome identico ao nosso.

Em nosso exemplo pratico, pode ser que um “da Cunha Menezes” de cuja linhagem nunca saiu de Portugal sera menos parente do Angelo do que ele eh do bispo D. Manoel Nunes Coelho. Rsrsrsrsrsrs. Isso eu posso garantir que eh mesmo porque o Angelo eh repetidamente Magalhaes Barbalho, Nunes Coelho e Coelho de Magalhaes. Assinaturas que constam no rol de avos do D. Manoel, por ele ter sido primo em primeiro grau de nossos avos.

Entao, o processo de pesquisa genealogica atual nao passa mais pelo sobrenome que as pessoas usam e sim pelos documentos que as ligam `as diversas linhagens `as quais pertencem, assinando os nomes delas ou nao.

Neste caso, vamos procurar o registro de casamento do seo Joao da Cunha Menezes e da Sa Emidia ou com a Evangelina Nunes Coelho? Ou, ainda, algum possivel testamento ou inventario que os senhores Jose da Cunha Menezes e Maria Tereza Severino deixaram? Os registros de casamento dos outros filhos: Quinquim com Enedina; Liberalino com Adalgisa; Jose com Heloina; Luiz com Regina; Sebastiao (Betica) com Nenen; Olimpia com Antonio, Maria com Durval e Francelina com Francisco de Matias, poderiam ajudar da mesma forma. Grande abraco a todos.

Posteriormente a estes escritos, encontrei evidencias de que a Familia da Cunha Menezes permaneceu em Virginopolis antes que alguns mudassem para Divinolandia de Minas. Na lista de ex-alunos do caraca, por exemplo, encontra-se que o senhor Jose da Cunha Menezes Neto, filho dos senhores Quiquim da Cunha e dona Enedina, nasceu em Virginopolis. E sabemos que os filhos daquele ja em Divinolandia. Portanto, a documentacao da familia que podera existir devera estar mesmo em Virginopolis. E o nome da mae do Jose Neto ai era Henedina Flora de Oliveira, nada a ver com Enedina Borges de Menezes citado por dona Maria Filomena, pelo menos no que se trata ao sobrenome.

Ocorreu-me tambem outro raciocinio matematico que podera servir de exemplo bom para a melhor compreencao da comparacao entre sobrenomes e nomes fantasias de medicamentos. Trata-se do sobrenome Barbalho em minha familia. Nossos ancestrais mais recentes que o usaram sempre tiveram orgulho de o assinarem. Mas com a descoberta da linhagem que nos liga `a primeira pessoa que nos o passou no Brasil isso tornou-se ate, de certa forma, irrelevante. Muita gente em Virginopolis, inclusive o Angelo mencionado acima, tem ancestrais Barbalho, porem, assina outros sobrenomes. Considero uma casualidade nos o termos herdado apos tantas geracoes. Posso mencionar as geracoes a partir do meu pai para melhor exemplificar.

1922 Odon de Magalhaes Barbalho
1890 Trajano de Magalhaes Barbalho
1854 Marcal de Magalhaes Barbalho
1824 Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho
1780 Policarpo Jose Barbalho
1750 Jose Vaz Barbalho
1710 Manoel Vaz Barbalho
1685 Maria da Costa Barbalho
1650 Paschoa Barbalho
1616 Jeronimo Barbalho Bezerra
1584 Luiz Barbalho Bezerra
1550 Camila Barbalho
1510 Braz Barbalho Feyo

Algumas datas ai postas foram fabricadas apenas para dar uma sequencia presumivel e nao se baseiam em algum registro encontrado. A sequencia de nomes pode sim ser confirmada em notas genealogicas exceto, por enquanto, a passagem de Jose Vaz e Manoel Vaz Barbalho. A constatacao de que sejam, respectivamente, filho e pai se baseia em evidencias razoaveis.

O certo eh que temos ai 13 geracoes anteriores `a minha. E se multiplicarmos 2 X 2 X 2, 13 vezes, temos que era esperado que eu tivesse 8.192 ancestrais, somente da 13a. geracao, representada por Braz Barbalho Feyo. Agora imaginem, que grau de parentesco eu e os outros descendentes tem com ele?! Na realidade, se o Braz Barbalho Feyo for uma unica vez meu ancestral, eu terei com ele uma consanguinidade de 1/8.192 partes, ou seja, dos meus aproximados 80 kg de peso, aproximadas 10 gr terao vindo dele e eh so.

Se tivessemos em maos e dispuzessemos os nomes dos 8.192 ancestrais numa linha continua, cada nome ocupando apenas 1 cm, teriamos aproximadamente 82 metros na fileira de nomes. Nada comparavel aos 85.000 aproximados kms se fossemos comparar com a 33a. geracao anterior `a nossa.

Claro, a possibilidade eh grande de eu ser mais de uma vez descendente do Braz Barbalho Feyo e ao que temos noticias dentro do que sabemos eu descendo dele pelo menos tres vezes somente em casos recentes de ascendencia. Nesta situacao, tenho garantidas 25 gramas dele. Isso porque desdendo dele 2 vezes mais pelo lado da minha mae, sendo que o Joao Batista de Magalhaes da aos descendentes de minha geracao o status de descendencia na 14a. geracao e nao na 13a.

Mas baseados no que encontramos em nossa genealogia mais recente ja documentada, podemos esperar que a gente descenda dele varias outras vezes. Inseguro eh afirmar quantas. Sabemos, porem, que a descendencia dele se espalhou por todo o Brasil, tanto eh que encontramos pessoas descendentes dele de Norte a Sul do pais, com a assinatura. Porem, a maioria absoluta da descendencia nao assina este sobrenome.

Entao, a possibilidade de descendermos “secretamente” dele eh enorme. Portanto, podemos, para efeito de raciocinio, supor que ele ocupe, somente na 13a geracao anterior `a nossa, 256 vezes. Nao eh uma suposicao totalmente absurda, posso garantir a voces. E se isso aconteceu realmente, poderemos ser, automaticamente, 256 vezes descendentes da esposa dele, a Maria (ou Catarina) Tavares de Guardes. Neste caso a soma nos da 512 espacos ocupados na 13a. geracao anterior `a nossa, pelo casal.

Dai, basta-nos dividir 8.192 por 512. O que nos dara um resultado de 16, ou seja, seriamos 1/16 descendentes do casal. Agora observem que essa relacao de parentesco eh a mesma que temos com nossos trisavos quando descendemos destes uma unica vez. Na pratica isso eh o que realmente acontece em muitos casos de pessoas cujas linhagens de ascendencia sao oriundas de lugares pequenos e muito antigos. Ancestrais que, aparentemente, nao deveriam ser tao proximos da gente o sao, por causa das muitas repetidas vezes que sao nossos antepassados. Mas somente atraves de uma Arvore Genealogica completa eh que podemos averiguar isso sem sombra alguma de duvida.

Mesmo que sejamos descendentes de milhares de outras pessoas numa 13a geracao como a desse nosso exemplo meio ficticio, algumas delas terao mais peso como nossas ascendentes, em razao das vezes que entrarao em nossa composicao. Portanto, dizermos que uma pessoa nem tem parentesco conosco porque eh nossa ancestral ha tantas e tantas geracoes atras, pode ser tao enganoso quanto assumirmos que pertencemos a uma familia porque usamos o sobrenome dela.

Neste mesmo caso, podera ser que eu seja apenas as 3 vezes conhecidas descendente do Braz Barbalho Feyo e da Maria (ou Catarina) Tavares de Guardes. Entao, pode ser que eu tenha muito mais vinculo com outro sobrenome que nao uso do que com aquele que uso. Por isso, nao posso confiar na tradicao de que sou porque uso o sobrenome. Devo procurar saber as outras assinaturas e quantas vezes se repetem em mim. Ai sim saberei quem sou e de onde procedo. Quica, de todas as partes do mundo!

Continuando o mesmo raciocinio, espero que na 13a. geracao anterior `a minha eu tenha diversos casais com o sobrenome Coelho. Contudo, um devera repetir-se mais vezes, que sera aquele que deu origem ao Coelho de Magalhaes, do qual descendo mas nao uso o sobrenome. Sou descendente por esta via 6 vezes do casal: Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues Rocha que sao, simultaneamente, 5 vezes meus pentavos e 1 vez hexavos. Neste caso, em relacao aos ancestrais dele que ocupam a 13a. geracao anterior `a minha, eu teria algo em torno de, pelo menos, 55 gr. provenientes dos tais.

O que nao posso eh afirmar que sou muito mais Coelho do que Barbalho. Isso porque, ate o momento, temos a noticia de que a Eugenia Rodrigues Rocha era filha do Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Ou seja, as mesmas 6 vezes que sou Coelho de Magalhaes, sou tambem outras vezes Barbalho.
E imagino que Maria Rodrigues pertencia ao mesmo tronco familiar. Porem, eh possivel que, por este Barbalho proceder de linhagem feminina, posso ou nao encaixar os ancestrais dela na mesma 13a. geracao anterior `a minha. Isso porque as mulheres se casavam mais cedo e pode ser que as 6 vezes que descendo dela recaiam sobre as 14a. e 15a. geracoes anteriores `a minha.

Se for este o caso, entao, terei 25 gr. mais 2.5 gr. de ascendencia no Braz Barbalho Feyo. Somando as 25 gr. anteriores com estas 27.5 gr, tenho 52.5 gr. O que seria praticamente a mesma coisa que as 55 gr. atribuidas ao sobrenome Coelho de Magalhaes. Embora, se minha suposicao estiver incorreta e Maria Rodrigues levar-me 5 vezes `a mesma 13a. e 1 vez `a 14a. geracao anterior `a minha, terei ao todo 80 gr. do Braz Barbalho Feyo e Maria Tavares de Guardes. O restante dos meus aproximados 80 kg serao formados por tantos sobrenomes quanto possiveis mas o certo sera que outros ancestrais e os mesmos se repetirao muitas vezes naquela bendita 13a. geracao anterior `a minha.

Ja o Angelo Meneses sabemos que descende, pelo menos, 2 vezes dos Magalhaes Barbalho e 5 vezes dos Coelho de Magalhaes. Enquantoque dos “da Cunha Menezes”, apenas uma. Claro, levando-se em conta apenas os nossos ancestrais recentes comuns, dos quais temos conhecimento. Por isso, para que a assinatura Meneses dele tenha um conteudo maior do que nome fantasia, sera preciso que ele tenha herdado o sangue dos “da Cunha Menezes” ou de outros ancestrais comuns que os formaram atraves dos sobrenomes Barbalho e Coelho. Embora ele nao assine o Barbalho.

Uma consequencia de o Angelo ter um avo “da Cunha Menezes”, eh a de que sou mais Coelho do que ele mas ele assina o sobrenome e eu nao. As coisas sao assim mesmo. Meu pai era mais Coelho do que Barbalho, porem assinava Barbalho e nao Coelho. Minha mae eh mais Barbalho que meu pai. Mas assina o Barbalho so por via do casamento. O Barbalho que se repete 7 vezes no Angelo, repete 9 vezes em mim. O Coelho de Magalhaes se repete nele apenas 5 vezes, em mim 6. Ele eh 3 vezes Nunes Coelho. O mesmo em mim. A diferenca esta em que tenho os Coelho de Almeida, Coelho de Andrade e Coelho, do Souza Azevedo, que talvez ele nao tenha.

Observe-se que tanto para ele quanto para mim, o Magalhaes se repete, tanto no Magalhaes Barbalho quanto no Coelho de Magalhaes. Sera possivel que tenhamos diversos ancestrais assinantes do sobrenome Magalhaes na 13a. geracao anterior `a nossa.

O fato de eu ser mais vezes Coelho do que o Angelo e ele ter tido um avo “da Cunha Menezes” pode refletir-se negativamente em mim e positivamente nele. Isso pode significar que eu tenha menor variabilidade genetica do que ele. Temos que nos lembrar que biologia nao eh matematica. Porem, a probabilidade eh haver uma relacao direta entre menor variabilidade genetica e menor resistencia a problemas de saude. Individualmente, algumas pessoas com menor variabilidade genetica poderao ter saude perfeita, mas a tendencia sera de a maioria das pessoas muito consanguineas apresentarem maior numero de problemas de saude.

Extendo um pouco o calculo para a 33a. geracao que mencionei acima, apenas para ilustrar melhor essas relacoes de parentesco. Uso esta geracao porque considerando que o intervalo entre geracoes se de de 30 em 30 anos, 33 seria o numero de geracoes que teriamos em 1.000 anos. Na verdade depende da linhagem, podendo ser mais ou menos geracoes. Alguns estudiosos adotam o numero de 40 geracoes a cada milenio. Mas o fato eh que temos mais de 8 bilhoes e 500 milhoes de espacos a serem ocupados por ancestrais, somente da 33a. geracao anterior `a nossa.

Isso significa dizer que se usassemos o espaco de 1 cm para escrever os nomes de cada um, repetindo-se quantas vezes necessarias os nomes daqueles que sao repetidos como nossos ancestrais, teremos mais de 8.500.000.000 cm. Cortando 2 zeros, teremos 85.000.000 de metros. Cortando-se mais 3 zeros teremos 85.000 km. Isso quer dizer que para colocar o nome dos nossos ancestrais numa folha continua e nessas condicoes, e extendessemos numa linha que acompanhasse a linha do equador terrestre, seriam preciso um pouco mais de 7 voltas em torno da Terra para completar o nosso trabalho.

Agora se o fizessemos em forma de uma correntinha de ouro, com pingentes contendo um nome de cada um de nossos ancestrais em cada pingente, distribuidos a cada centimetro, e tomassemos cada meio metro para fazer um colar, poderiamos presentear 170 milhoes de pessoas, cada uma com um colar. Nao faco ideia de quantas mas serao necessarias toneladas de ouro para conseguir realizar tal proeza.

Ato continuo, a cada geracao anterior, os espacos que deveriam ser ocupados por apenas um ancestral dobram, ou seja, poderiamos fazer 340 milhoes de colares com os nomes de nossos ancestrais, somente da 34a. geracao anterior `a nossa, e 680 milhoes da 35a. E assim por diante. Se formos faze-lo para calcularmos a geracao que ocuparia o ano 75.000 antes dos dias de hoje, nossas medidas ja nao serao possiveis fazer em metros ou quilometros. Teremos que usar anos luz.

Tomei essa data de 75.000 anos atras porque foi a epoca em que iniciou-se a Era Glacial passada. Julga-se que ela foi iniciada por causa da erupcao de um supervulcao na Indonesia que encheu a atmosfera com tantos gases e detritos que a luz solar muito pouco chagava ao solo. Com isso houve um desequilibrio ecologico e a especie humana entrou numa fase de risco de extincao, sobrevivendo com apenas uns poucos milhares de pessoas.

Estes poucos milhares sao os ancestrais de todas as pessoas que vivem atualmente no planeta. E talvez seja o que explique o porque de a nossa especie quase nao ter variabilidade genetica em comparacao com outras especies mamiferas que nao estejam em risco de extincao atualmente.

Pode parecer complicado a alguns mas penso que nao ha meio mais simples de explicar o parentesco que temos com nossos ancestrais mais remotos a nao ser atraves desta matematica simples. Assim calculem voces a parte que vos cabe como exercicio de memorizacao destas coisas. Elas podem parecer sem importancia mas eh o que verdadeiramente somos.

 

 

 

17. FAMILIARES FERREIRA RABELLO

Vou passar aqui para voces algo que conhecia da internet e que devera despertar a curiosidade de voces. Entrem neste endereco:

http://www.arvore.net.br/trindade/TitRabelos.htm, e tirem suas proprias conclusoes.

Talvez seja um equivoco do pesquisador Virgilio Pereira de Almeida dizer que o pai do barao do Serro: Bernardo Jose Ferreira Rabello, fosse portugues. Observem que pela projecao de datas, os Ferreira Rabello estao em Minas Gerais, possivelmente, desde antes do nascimento dele. Dai, sera provavel que seja natural de Barra Longa ou de Leopoldina.

Por falar nisso Balduino Cézar Rabelo, pelo jeito valera a pena dar um passeiozinho a Leopoldina para ver se consegue o registro de casamento dos seus avos: Pedro Ferreira Rabello de Magalhaes e Bellarmina Werneck de Lacerda. Garanto que a cidade eh simpatica e agradavel de se visitar.

Caso se comprove que os Rabello Ferreira de Guanhaes e Virginopolis sao mesmo desta raiz, ficara comprovado que tambem sao aparentados dos Ferreira Rabello do Rio de Janeiro. E ali terao parentesco com outros baroes, nao apenas o do Serro. Aguardemos por enquanto a constatacao, depois falamos disso.

No registro de casamento de ambos devemos encontrar os nomes dos pais e avos, o que sera uma grande fatalidade nao coincidirem com nenhuma destas pessoas na genealogia do Conego Trindade. Dai voces poderao descobrir exatamente de onde vieram de Portugal e ate mesmo da Franca.

Observe que o N3, Sebastiao, casou-se com dona Francisca Maria Angelica, que era Bn 5 dos Lanas. Os Lana descendem do Jean de Lanne. Caso queiram mais informacoes, passem para a pagina dos Lana naquele site. Mas tambem podem ser Martins, ou Xavier (aparentados do Tiradentes), como segue na descendencia. A partir dai, poderao descender de diversos outras ramos portugueses e brasileiros que o livro mostra. Mas o primeiro passo sera mesmo buscar o vinculo com a Familia da Zona do Carmo. Dai o resto sera mamao-com-acucar.

Afetuoso abraco a todos.

Haydée Coelho Coelho, Dirceu Rabelo, Celina Rabello, Neto Rabello, Francisco Dias de Andrade, Heloisa Hercila De Andrade Garrido, Jorge Miguel de Moraes, Roxane Barbalho, Carlos Magalhaes Barbalho, Adamar Nunes Coelho, Elesbao Nunes Coelho Bao, Jamir Nunes Coelho. Romeu F Madureira, Bento Luiz Silva. Passem para frente. Talvez alguem se anime a ajudar a desvendar este misterio.

Uma dica. Nao devera haver registro de casamento entre o senhor Pedro e dona Bellarmina no cartorio. Se o casamento se deu antes de 1889, data da Proclamacao da Republica, o registro sera eclesiastico, ou seja, na Igreja. Isso porque a separacao de Igreja e Estado so se deu naquela data.

Apenas acrescentando, a Paroquia de Nossa Senhora do Rosario do Sumidouro, mencionada no livro do Conego Trindade fica na atual Pedro Leopoldo. Vejam a Historia no:http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Leopoldo.

Espero que ninguem tenha animado a sair correndo para buscar algum documento que venha a nos esclarecer melhor as origens da familia. Uma visita a Leopoldina nao seria nada mal. Mas lembrei-me de outro detalhe.

O conego Trindade (Raimundo) foi, talvez, o maior geneologo mineiro ate o momento. Ele nao apenas escreveu o livro: “Genealogias da Zona do Carmo.” Outra obra que deve nos interessar sera a “Velhos Troncos Ouropretanos”. Nestas obras ele explora as genealogias de pessoas que se estabeleceram em Minas Gerais durante o “Ciclo do Ouro” e tiveram alguma importancia politico-economica. Imagino que, hoje-em-dia, uma parte consideravel dos mineiros e descendentes que sairam do estado terao vinculos parentais com as raizes descritas pelo padre Trindade.

Contudo, a obra mais completa dele eh o “VELHOS TRONCOS MINEIROS”. Um calhamaco de mais de mil paginas, dividido em 3 volumes. Eh provavel que nesta obra ele tenha repetido o que esta naqueles livros mais antigos e dado continuidade aos dados que constam neles. Sei que ele inclusive incluiu familias que se multiplicaram a partir de Conceicao do Mato Dentro, Serro e Diamantina. Eh provavel que ele ja tenha ate descrito como se deu os vinculos dos Ferreira Rabello da Zona da Mata Mineira, do Serro e do Rio de Janeiro.

A colecao foi publicada em 1955, portanto, so podera ser encontrada em sebos. Porem, tambem em bibliotecas maiores, como a Biblioteca Publica de Belo Horizonte. Penso que bastaria uma rapida olhada no indice para saber se ele abordou ou nao as familias de nosso interesse. Se a resposta for positiva, nao sera dificil encontrar os vinculos que procuramos.

Infelizmente nao tenho acesso `as obras, exceto a que esta na internet (Genealogias da Zona da Carmo). Mas esta se concentra mais nas familias que colonizaram a area de Barra Longa, terra natal do conego.

Grande Abraco.
18. PEQUENA ANTIGA NOVIDADE

Parece-me que “o amor esta no ar”. Falta-nos procura-lo.

Como o site do Family Search esta sempre em evolucao, vez por outra dou uma olhada para ver se ha alguma novidade em relacao aos documentos que eles tem catalogados. Ontem, 27 de fevereiro de 2014, aniversario da Celeste, minha irma, encontrei um nome de membro de nossa familia. Trata-se de dona Theodozia de Aguiar Barbalho, que segundo as minhas perspectivas foi nossa tiahexavo (ou sextavo como alguns preferem) ja garantida, irma do Manoel Vaz Barbalho, o avo do padre Policarpo Jose Barbalho.

Esta la nos documentos que ela casou-se com Joseph Carneiro da… Nao conseguiram ler, mas pode ser “da Costa”, “da Cunha”, “da Silva” ou qualquer outro sobrenome do genero. Ela era filha do Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho, nossos heptavos (ou setimavos). O marido era filho de Matheus Lage e Maria Carneiro. O casamento se deu na Igreja de Nossa Senhora da Assuncao, no dia 17.12.1717, em Mariana.

Este achado enriquece sobremaneira o que conhecemos a respeito de nossa familia. Uma que da sustento `a minha suspeita de que as Familias “Aguiar” e “da Costa” que estavam associadas ao Barbalho Bezerra no Rio de Janeiro mudaram-se juntas para Minas Gerais, por serem nomes geralmente associados ao servico publico. Um dos escrivaes durante a fundacao do Rio de Janeiro tinha a assinatura “da Costa”.

Ate entao, o registro de membro reconhecido na familia em Minas Gerais era o do casamento do Manoel Vaz Barbalho com a hexavo Josepha Pimenta de Souza, que se deu em 1732, no Distrito de Milho Verde, no Serro. Ao que tudo indica, nossos ancestrais ja estavam ha pelo menos 15 anos anteriores no Estado de Minas. O detalhe eh que suspeitei que tivessem se mudado para o Serro, por volta de 1720, porque foi a epoca em que a Comarca foi criada.

Agora, com o registro em 1717, devemos esperar que os funcionarios “da Costa” e “Aguiar” tenham se aliado ao governador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho, que foi governador do Brasil do Sul (Rio de Janeiro, Sao Paulo e Minas do Ouro). Ele foi nomeado para resolver o Conflito dos Emboabas. Depois houve a separacao da Provincia com a criacao do Rio de Janeiro. Ja em 1720 houve nova separacao, criando-se as Provincias de Sao Paulo e Minas Gerais, antes reunidas em uma so.

Mas o interessante aqui sera lembrarmos de que temos a mencao que dona Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho foi a mae da nossa pentavo Eugenia Rodrigues da Rocha, esposa do nosso pentavo portugues, alferes de milicia, Jose Coelho de Magalhaes. Nossos pentavos foram pais do Jose Coelho da Rocha em 1782, ou seja, 65 anos apos `aquele casamento em 1717. Dona Maria poderia ter nascido deste casamento e ter perfeitamente sido avo do fundador de Guanhaes.

Mas, claro, nao vou afirmar, afinal existem registros outros de casamentos com pessoas da assinatura Barbalho, tanto em Ouro Preto quanto em Mariana nos anos 1750. E nao temos o acompanhamento dos Barbalho na regiao do Serro, apenas algumas mencoes. Acredito que como as tradicoes vinculam o ancestral portugues Jose Coelho de Magalhaes com o Manuel Rodrigues Coelho, que tambem viveu nos arredores de Mariana, pode ser que isso tenha facilitado o encontro dele com a avo Eugenia Rodrigues Rocha.

Creio que as evidencias poderao mesmo concretizar-se e algum dia encontrarmos os registros de casamento da ancestral Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho com o Giuseppe Nicatsi da Rocha em Mariana ou Ouro Preto. Ai poderiamos encontrar tambem o registro da filha Eugenia Rodrigues Rocha e do casamento dela com o Jose Coelho de Magalhaes. Assim, poderemos constatar, ou negar, que tanto o Coelho quanto o Barbalho tiveram mesmos ancestrais procedentes do Rio de Janeiro.

Nao podemos esperar que dona Theodozia e Joseph sejam pais de dona Maria Rodrigues. Ha outro casal com boa chance. Eles se chamaram Jose Rodrigues e Teresa Maria de Jesus. Os sobrenomes nao informam muito mas tem la no Family search os registros de casamentos de dois filhos deles: Liandro e Janoario Jose Barbalho. O Liandro inclusive casou-se com alguem identificada como V. Barbalho. E esta era filha de Dionisio Barbalho Bezerra.

Mas os casamentos deles se deram em 1753 e 1758, muito tarde para serem pais de dona Maria, porem, em tempo razoavel para serem irmaos ou primos. O nome Teresa Maria de Jesus tanto pode ser de indigena ou escrava batizadas quanto de outra membro da Familia Barbalho que nao usava o sobrenome. O certo eh que havia se formado um nucleo da Familia Barbalho ao redor da antiga capital do Estado. E sabe-se por informacao no livro: Genealogias da Zona do Carmo, que os Magalhaes vagavam nos arredores. Sendo inclusive ancestrais do bispo Dom Silverio, primeiro bispo de Diamantina.

Temos que aguardar mais noticias. Se nao nos atrevermos mais e irmos diretamente `as fontes.

So imagino um pequeno detalhe. Nos temos um acompanhamento muito pequeno da descendencia dos ancestrais Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Mesmo assim o que temos ja da para fazermos uma ideia de que sao ancestrais de populacoes de uma cidade atras da outra no Centro-Nordeste de Minas Gerais. Se dona Theodozia e Joseph tiveram a mesma sorte de deixar numero semelhante de descendentes, as cidades em torno de Mariana e, possivelmente, do resto de Minas Gerais serao tambem compostas de populacoes de descendentes dos pais deles.

Ha que se lembrar que Mariana foi a capital de Minas, sendo depois substituida por Ouro Preto. E no periodo de colonizacao do restante do Estado o fluxo migratorio se deu no sentido contrario em relacao ao que aconteceu na segunda metade do seculo passado. Ou seja, as populacoes maiores se concentravam nas cidades historicas que enviavam seus excedentes populacionais para formar-se os novos arraiais.

Com a ocupacao do espaco rural do Estado e o inicio da industrializacao centralizada em poucas cidades conhecidas como polos industriais o fluxo migratorio se inverteu em direcao a estas. Com isso a populacao geral primeiro se dispersou, agora se ajunta, porem, muitos dos ancestrais sao os mesmos. Para o bem de todos agradecamos aos que chegaram depois, como os imigrantes de quaisquer outros paises, pois, atraves destes podemos ter um pouquinho mais de variabilidade genetica, o que nos permite esperar que se reflita em uma melhor condicao de saude de um modo geral.

E observem que, por enquanto, temos noticia apenas destes dois filhos do casal Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Se eles tiveram 10 filhos, que tenham se multiplicado nas mesmas proporcoes, um numero consideravel da populacao do Estado e do pais tera ascendencia nele. Muitos poderao argumentar que isso sera de menor importancia porque a populacao total descende simultaneamente de muitos outros casais. Isso eh verdade e eh com isso que conto para o nosso bem. Por outro lado devemos levar em conta tambem que muitos destes outros casais ja faziam parte das familias “Aguiar da Costa Pimenta Vaz Barbalho”.

Para grande parte da populacao geral sera valido o argumento de que muitos outros casais tornaram-se Adoes e Evas do Estado. Pois estes serao menos consanguineos. Mas para outra parte isso nao tera validade alguma porque o esperado sera que alguns grupos de familias, ja aparentadas entre si, mudaram-se para o Estado, permaneceram proximas em seu processo de multiplicacao e continuam ate hoje concentrando consanguinidade.

Nisso, alguns membros de cada familia estarao recebendo a heranca maldita de gens recessivos e provocadores de problemas de saude. Dai a necessidade de procurarmos conhecer a Arvore Genealogica conjunta de toda a populacao para que se possa ter ideia de quem esta mais ou menos vulneravel, pois, uma orientacao `as pessoas em risco podera evitar que continuem passando para frente o pior para seus proprios filhos. Este eh o sentido mais nobre do estudo da genealogia.

Outra noticia foi que recebi um pequeno resumo da descendencia de Antonio Nunes Coelho e Maria Araujo Ferreira. Este Antonio nasceu em 1829, sendo filho dos nossos quintavos Euzebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus. Instalou-se em Pecanha, onde eh mencionado no livro: A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente. Paginas 40 e 71.

Quem enviou-me o estudo foi a amiga Marina Raimunda Braga Leao. Ela estuda as familias que colonizaram Pecanha e suas descendencias. Ao que ja conversamos ela eh inclusive aparentada da nossa “bisavo em exercicio” Melita da Penha Netto, a segunda esposa do bisavo Joao Rodrigues Coelho. Passou-me apenas a geracao de filhos e alguns netos do Antonio Nunes Coelho, com respectivos conjuges.

Conversando com o D