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A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

março 11, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE

01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO

03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!

06. A QUEBRA DO ENCANTO EM GOVERNADOR VALADARES E OUTROS CASOS DE VIAGEM.

07. FILHO DE VALADARENSE E VIRGINOPOLITANA SE DESTACA EM MODA E RECEBE TITULO DE NOBREZA.

08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO

09. ARQUIVO HISTORICO ULTRAMARINHO – FUNDO CONSELHO ULTRAMARINHO – SUMARIOS DAS CONSULTAS MISTAS. (AHU_CU_CONSULTAS MISTAS, COD. 13-18

10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

 

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01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

Contrariando minha disposição anterior, resolvi iniciar mais esse titulo em meu blog. Isso se da porque a pagina que estava usando:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/,

começou a ficar um pouco longa. Assim, essa nova pagina devera funcionar como II Volume daquela.

Apenas recordando alguns dados importantes que la encontramos. Fica então facultativo aos pesquisadores buscarem maiores informações a respeito de documentos usados para comprovarmos novos dados e maiores detalhes.

01. Jose Vaz Barbalho foi filho de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo. Nasceu em Itabira onde o casal vivia.

02. Francisco Jose Barbalho, marido de Quintina Francisca Barbalho foi irmão do Jose Vaz.

03. Pode-se comprovar, ao contrario do que afirmava-se na Revista Genealogica Latina e no site sfreinobreza, que a bisavo do bispo D. Manoel Nunes Coelho chamava-se Isidora Francisca de Magalhães e nao Genoveva de Magalhães.

Pode-se verificar também que o casal Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães foram pais dos filhos que chegaram `a vida adulta:

I. tabelião, Jose de Magalhães Barbalho (1810)
II. padre, Emigdio de Magalhães Barbalho (1813)
III. capitão, Francisco Marçal Barbalho (1820)
IV. Lucinda Francisca de Magalhães (1824)

04. O nome da mãe de Isidora Francisca foi mesmo Genoveva Nunes Ferreira. Deve ter sido uma mulher alem do seu tempo, pois, parece nunca ter se casado, não precisava de um homem que responsabilizasse por ela, possuía fazenda própria e era senhora da própria vida.

05. Modesto Jose Barbalho foi casado com dona Rita da Rocha e entre os diversos filhos encontrava-se dona Juvenata da Rocha Barbalho, que em 1868 se da noticia de ser casada e que residia no lugar chamado Vai-Vem, no Estado de Goiás.

Vai-Vem atualmente chama-se Ipameri, fica no Sul do Estado, relativamente próxima `a Cidade de Catalão. Na cidade ainda existe remanescentes do ramo da Rocha Barbalho. Inclusive houve a presença de pessoas com o nome Modesto Jose Barbalho e Juvenato.

06. Foram encontrados documentos que parecem comprovar que Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório, foi filho de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Simpliciana foi filha do cabo-de-esquadra e guarda-mor Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Para iniciarmos esse novo capitulo, resolvi reproduzir aqui esse comunicado que postei em minha pagina no facebook, convocando aos parentes para ajudar-nos nas buscas.

CONVOCACAO URGENTE.

Pessoal, acabo de encontrar alguns dados que ate estou meio “afogado” para transmitir. Mas com ela vira um pouco de responsabilidade. Vejam isso:

ENCONTRADO NO GOOGLE LIVROS:

1. “A IGREJA NA HISTORIA DE SAO PAULO: 1821 – 1851”

pag. 294 – aparece o nome “Policarpo Jose Barbalho”
pag. 302 – aparece: “Barbalho – Pe. Policarpo Jose: 294”

2. “REVISTA DO ARQUIVO PUBLICO MINEIRO”

pag. 229 – “Tenente Policarpo Joze Barbalho”
pag. 230 – “Policarpo Joze Barbalho”

O ultimo aparece no artigo:

“MEMORIAS DOS MUNICIPIOS (pag. 225)
I — CAMARA DO CAETE
Manifestacoes sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.”

Parece-me ai que encontramos outra paixao que nosso tetra e pentavo tinha: a politica. Portanto, não estamos roubando nada, estamos somente herdando.

Antes do mais, ha muito que venho queimando fosfato para descobrir onde o pe. Policarpo estudou. E, pelo que parece, foi em Sao Paulo. E essa informação ja ajuda bastante.

A minha dedução vem do fato de que ele foi ordenado depois do filho, pe. Emigdio, que foi ordenado em 1845. E a minha suposição era a de, por não ter encontrado rastros dele em Mariana nem no Caraca, que tivesse estudado em Diamantina. Mas o seminário de Diamantina so foi aberto em 1854.

E, pelo espaço de tempo que o livro aborda, 1821-1851, ele somente poderia ter sido ordenado em outro lugar. Talvez em 1851 ele ainda não fosse padre, mas ja seria, no mínimo, seminarista para que o chamassem Pe.

Essa foi a primeira vez que vi essa menção fora das nossas tradições. Tai confirmado que foi mesmo padre.

Agora vem a dolorosa. Não sera para mim. ksksksksks.

Convoco aos primos: Glauco, Sueli e Vilma a entrarem num confabulo, para saber se irão os 3 juntos, ou aquele que puder e, talvez, residir mais proximo `a sede da Arquidiocese de Sao Paulo.

Pela idade do documento, aproximadamente 150 anos, imagino que somente pode estar guardado nos arquivos arquidiocesanos.

O documento se chama: “DE GENERE ET MORIBUS”. Funciona como um historico escolar do seminarista. E presta informações ate ao falecimento.

No similar do padre Emigdio foi que encontramos a registro de nascimento dele e de casamento dos pais: Policarpo Jose Barbalho e Isodora Francisca de Magalhães.

Acredito que o documento do pe. Policarpo devera ser mais informativo, pois, foi casado, teve filhos e penso que deve ter sido obrigado a apresentar as provas de que fosse livre para ser ordenado. Deve conter registros de nascimentos e falecimentos.

Mas se tiver somente o nascimento dele e o casamento dos pais sera o suficiente. O que precisamos mesmo eh saber quem foram os avos dele, de imediato, para confirmar se era mesmo neto ou bisneto do casal: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Se isso ficar confirmado, ja temos a linhagem Barbalho ate ao Descobrimento do Brasil. E, via Bezerra, do Barbalho Bezerra do governador Luiz Barbalho, ate aos reis da Peninsula Ibérica.

O certo eh que so falta isso mesmo. La no Arquivo devera ter que pedirem para fazer uma consulta. Ai eles explicam o que fazer para isso. Melhor telefonar antes para saber o que fazer e quais os horários e dias de atendimento. Alguns arquivos dificultam um pouco, pois, os documentos são antigos, delicados e, `as vezes, valorizados.

Qualquer coisa, digam que estamos fazendo a genealogia do Bispo D. Manoel Nunes Coelho e o pe. Policarpo foi o bisavô dele. Isso deve facilitar um pouco o acesso.

Tai gente! A oportunidade de saber primeiro as informacoes eh dos 3 que ja residem em torno de Sao Paulo. A menos que alguem outro more por la e nao tenho a informação, ou tenha alguém disposto a fazer uma pequena viagem.

Conto com a colaboracao dos convocados e de todos que puderem ajudar. Grandes abracos, do de sempre:

Valquirio.

ADENDO PRECIOSO

Fiz uma leitura dinamica na Ata da Camara Municipal de Caeté de 12/10/1822. Leitura proveitosa para todos. Demonstra que nossos ancestrais não foram apenas politicos mas foram os cabras que assinaram embaixo para a Independência do Brasil.

Eh possível que exista documento similar abrangendo a Comarca do Serro. E nele devemos encontrar outros de nossos ancestrais.

Alias, esse ancestrais refere-se a, provavelmente, toda a população atual do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Pelo menos foi a impressão que tive pela presença de sobrenomes bastante conhecidos. Não no sentido isolado mas nas combinações de nomes.

Exemplos bem conhecidos são os Jacome Coelho, Pinto Coelho da Cunha, alias, os membros desta família `a época estavam quase todos presentes, os homens, claro, porque mulheres eram impedidas na participação política; os Meirelles Coelho, etc.

Alguns nomes que estão nos registros de Itabira e Ferros encontram-se naquela ata também.

O nome Policarpo Jose Barbalho aparece duas vezes. Ele assinou por si e como procurador do Alferes, Jose de Moura Ribeiro, assistente do Arraial da Itabira.

Alias, diga-se de passagem que o território era todo de Caeté. E ele abrangia cidades atuais como Itabira, Ferros, Sao Gonçalo do Rio Abaixo, Brumado, Brumadinho, Barão de Cocais e muitos outros.

Melhor dizendo, ate 1827 Caeté era Sede de Concelho mas não era emancipada. Pertencia a Santa Barbara que, então, abrangia um território muito maior. Em 1827 Caeté foi emancipada, carregando consigo diversos dos atuais municípios.

Em 1833 veio a emancipação de Itabira que carregou junto atuais municípios ao seu redor e toda a area que ocupada a partir dela para o seu Norte.

Dai se pode observar que os “homens bons” da terra e que assinaram, ou foram assinados, passam de 1.000 pessoas. Suficientes para ser ancestrais de toda Minas Gerais atualmente. So não o são porque deixam de ser ascendentes de outros para nos ser ascendentes repetidas vezes.

O nome que aparece logo antes da primeira assinatura do Policarpo eh do Alferes de Ordenanças, Manoel Nunes Coelho. Falta-nos apenas decifrar se ele foi ou não o nosso ancestral.

Duas linhas antes, `a pagina 229, assina o senhor Jose Luis Rodrigues de Moura, que presumo ter sido, o tetravô do amigo Mauro Andrade Moura.

Outro que compareceu foi o Sargento-Mor Jose Joaquim de Andrade. Ja não era mais cabo de esquadra como aparece no documento que se encontra no Arquivo Publico Mineiro, requerendo nova patente. Ate ao momento ele teria sido avo do nosso trisavô: Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório.

Enfim, na ata encontra-se de tudo um pouco. Provavelmente teremos outros ancestrais e parentes que poderemos identificar quando existir uma Arvore Genealógica das famílias que compõem o nosso clã.

Digo assim porque la aparece um senhor Joao Fernandes Madeira e outros de mesmo sobrenome. Não tenho ascendência nele, mas ele devera ser ascendente de aparentados nossos.

Poderia mesmo ter sido sogro da tia Emigdia Francisca de Magalhães e do Agostinho Nunes Coelho, filho do Manoel. Ela foi esposa do Manoel Geraldo e ele da Theresa Fernandes Madeira.

Muitíssimo interessante a leitura da curta declaração que fazem no inicio e da relação de nomes. Mas tem que ser historiador ou genealogista para ter paciência para ler a segunda parte.

O mesmo.

01. A HISTORIA E A FAMILIA NA HISTORIA

Resolvi copiar parte da Ata da reunião em Caeté para que todos possam ter acesso mais fácil. Ela eh um documento histórico de importância fundamental para a Historia do Brasil e por ela podemos pegar uma carona genealógica também. Alias, são duas disciplinas inseparáveis, como ja venho insistindo ha tanto tempo. Pena que nem todos compreendam assim.

Bom, vou copiar e depois fazer os comentários. Quem ler observara o que eh ser imprescindível. Segue então:

Revista do Archivo Publico Mineiro, ano I, 1896. Ouro Preto. Imprensa Official do Estado de Minas Gerais.

a partir da pagina 225 (copiei ja transcrevendo as palavras para o vernáculo atual)

MEMORIAS DOS MUNICIPIOS
(Manuscriptos do Archivo)

I – – CAMARA DO CAETE

Manifestações sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.

Ano do Nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e oitocentos e vinte e dois, aos doze do mes de outubro , Nesta Vila Nova da Rainha do Caeté, nos Passos do Concelho, onde se acham presentes O Guarda Mor Geral das Minas Joao Baptista Teixeira de Sousa Coutinho Juiz Ordinario Presidente da Camara, Vereador e Procurador dela, o Juiz dos órfãos, o Almotacel, os Homens Bons da Governança, os Reverendos Párocos desta Vila, o do Arraial de S. Joao Baptista do Morro Grande, com os seus Clérigos, o Barão de S. Joao Marcos e muitas outras pessoas da Nobreza do Brasil e muitos oficiais Maiores e Subalternos dos Corpos de Milicias e Ordenanças e Cidadãos de todas as classes; por todos unanimemente foi declarado que julgando-se a Patria atacada nos seus mais sagrados Direitos, desprezada a sua dignidade, insultados seus Representantes em Portugal e perdida toda a confiança no Congresso de Lisboa que so tenta escravizar de novo este riquíssimo Império, postergando nossas representações e todos os deveres e relações de confraternidade, que deveriam ligar os dois hemisférios habitados por homens da mesma Religião, do mesmo sangue, da mesma Lingua, tendo-se outrossim deliberado a convocação da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, e sendo por isso necessário que o poder executivo esteja plenamente autorizado para executar as Leis que se forem promulgando, o que não podia efetivar-se, estando o Principe Regente como delegado de El-Rey; e constando alem disso que o Sr. D. Joao Sexto se acha em estado de coação e obrigado a sancionar tudo quanto querem as Cortes de Lisboa, como aconteceu ha pouco; expedindo Decretos para Remessa de Tropas para acometer-nos; e exigindo finalmente a grandeza deste Continente, que nele se funde a Sede do Governo, que nos felicite; por tantos e poderosos motivos, e atendendo ao incansável desvelo com que o Principe Regente e Herdeiro da Coroa tem desempenhado o titulo de Defensor Perpetuo do Brasil concordaram todos de suas muito livres vontades em ratificar Solenemente a proclamada Independência do Brasil; protestando darem por ela as vidas; e aclamar com as devidas serenidades neste dia o mesmo Principe Regente e Defensor Perpetuo, Senhor Dom Pedro de Alcantara, Primeiro Imperador do Brasil, com a condição de que o mesmo Augusto Senhor Jure previamente, Guardar, Manter e Defender a Constituição política, que fizer a Assembleia Geral Constituinte. – Depois disto mandou o Presidente ao Primeiro Vereador, ao Segundo e ao Terceiro fazerem Aclamação seguinte: “Imperial, Imperial, pelo Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Constitucional do Brasil” – a qual sendo aplaudida com vivas da maior alegria e entusiasmo por todo o povo seguiram todos os cidadãos para a Igreja Matriz para unirem seus votos pela prosperidade do Império do Brasil, do Imperador e de sua Imperial Família e para renderem ao Supremo arbitro dos Impérios as devidas graças, por tao justos motivos. E desta sorte houveram por finda esta Ata que todos assinarão comigo Jose Antonio Fecundo Velloso, Escrivão da Camara que escrevi. O Juiz Presidente Joao Baptista Ferreira de Sousa Coutinho, o vereador Jose Sa de Bittencourt e Camara, o vereador Francisco Thomaz Carneiro de Miranda, o vereador Manoel da Mota Teixeira, o procurador Pedro Lino da Silva Lopes, o escrivão da câmara, Jose Antonio Fecundo Velloso, o juiz de órfãos Manoel Jose Pires da Silva Pontes, o juiz almotacel Jose Ferreira Pinto, o juiz almotacel Policeno da Costa Pacheco, Afonso Isidoro da Silva Diniz, vigário Manoel Gonçalves de Almeida, o padre Jose Sebastião de Carvalho Pena, o padre Manoel Pinto Ferreira, coadjutor de S. Joao Baptista, o padre Joao Afonso Mendes, o padre Nicolau Gomes de Sousa, capelão da Penha, o Barão de S. Joao Marcos Antonio Thomaz de Figueiredo Neves, Tenente-coronel Jose de Mello de Sousa Almeida Brandao e Menezes, coronel Jose de Sa Bittencourt, Jacinto Pinto Teixeira, coronel agregado, coronel Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha, coronel Joao da Mota Ribeiro, Jose Feliciano Pinto Coelho [da Cunha, então, o futuro Barão de Cocais], major de cavalaria, o capitão-mor Felisberto Jose Corrêa de Miranda, o comandante interino das ordenanças Ignacio Jose Borges, capitão de ordenanças Jose Ferreira da Silva, Joao Gomes de Araújo, Joaquim Jose de Senna, capitão Severino da Costa Ribeiro, capitão Antonio Jose Ferreira Bretas, S. Mor tenente Manoel Dias de Freitas e Mosa, ajudante Joaquim Claudino de Sousa Brandao, guarda-mor e P. estandarte Joao Antonio Magalhães, Manoel Campos Cruz, Jose Anchieta Teixeira, capitão comandante de milícias Pedro Pereira de Andrade Rego, Manoel Thomaz Pinto de Figueiredo, Egas Muniz Pinto Coelho da Cunha, Joao Miz de Oliveira Salazar, tenente Manoel Miz de Oliveira Leme, alferes Joao Duarte de Lacerda….”

Ate ao momento copiei a Ata em sua integra, no intuito de recordar os nomes de muitas pessoas conhecidas dos genealogistas, alem de demonstrar a variedade de sobrenomes que, na atualidade, se repetem em boa parte da população brasileira.

Selecionarei d’agora para frente nomes que ja entram em nossa genealogia conhecida ou daqueles que tenho a impressão que entrarão no futuro, quando houver estudos mais completos.

Melhor dizendo, para se fazer isso teria que copiar tudo na integra. Copiarei os nomes que virão porque tenho algum conhecimento da existência deles ou porque tenho vaga lembrança de te-los ouvido antes.

A Ata contem mais 10 paginas, em sua maioria absoluta uma relação da presença das mais de 1.000 pessoas, que calculo por alto. Ficaria difícil copiar os nomes um por um.

Segue então: pag. 227

Alferes, Felix Antonio Dislandes de Monlevade
Maximiano Augusto Pinto de Moura
Giuseppe Musaglio – italiano
Manuel Furtado Pinto Coelho
Jacinto Jose Pimenta de Figueiredo Vasconcelos
Tenente, Jose Correa Araujo
Quartel-Mestre da Cia. de Milicias Joao Jose Carneiro de Miranda
Capitao e Guarda-Mor Quintiliano Justino de Oliveira Horta
Porta Estandarte Manoel Ribeiro de Magalhaes

pag. 228

Joao Ribeiro de Macedo
Antonio Xavier Vieira
Joaquim de Oliveira Pacheco
Joao Jose da Rocha
Camillo Maria de Lelis
Jose e Antonio Rodrigues Lima
Capitao de Ordenancas Matheus Lopes de Magalhaens
Eusebio da Costa Seabra
Braz e Antonio Pereira da Affonseca
Alferes, Manoel Jose Dias Alves
Vicente Ferreira da Silva
Manoel Joaquim dos Santos
Capitao dos Cacadores do Mato, Jacinto Jose Andrade
Advogado nao formado, Joao Jose dos Santos
Jose Goncalves da Fonseca
Quintiliano Jose de Oliveira Alvarenga

pag. 229

Ajudante, Manoel Goncalves de Carvalho
Cabo de Esquadra, Manoel Alves Pinto
Ten. da 2a. Linha, Joaquim Jose de Faria
Emilio Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Fernandes Madeira (por procuração)
Joao Francisco de Andrade
Alferes de Ordenanças Joao de Deus Fonseca Aleixo
Alferes de Ordenanças Joao Ribeiro da Fonseca
Antonio Coelho Ferreira
***Capitão de Ordenanças Cassimiro Carlos da Cunha Andrade [futuro comendador]
Manoel de Magalhaens e Silva
Joao Coelho de Carvalho
Jose Joaquim Coelho
***Jose Luis Rodrigues de Moura [tetravô do amigo Mauro de Andrade Moura]
***Guarda-Mor Teotonio da Costa Lage
***Alferes de Ordenanças Manoel Nunes Coelho
***Tenente Policarpo Jose Barbalho
Manoel Pereira de Senna

Pag. 230

Alferes Jose de Moura Ribeiro, p. p. Policarpo Jose Barbalho
Francisco Machado da Rocha
Manoel Gonçalves da Affonseca
Joaquim Jose de Lacerda
Furriel, Jose Teixeira Coelho
Cabo de Esquadra, Manoel de Oliveira Pacheco
Joao Gonsalves de Carvalho
Francisco Nunes Figueira
Antonio Caetano Vas
Joao Ferreira de Queiroz
Antonio de Magalhaens Portilho
Alferes, Joaquim Ferreira da Silva
Sargento-Mor, Bernardo Joaquim dos Santos
Alferes, Claudio Jose dos Santos
Alferes, Joaquim Jose dos Santos
Manoel de Soiza Machado Chaves

Pag. 231

Tenente, Joaquim Gomes Drumond
Guarda-Mor da Freguesia de S. Miguel, Manoel Moreira de Figueiredo Mascarenhas
***Guarda-Mor Jose Joaquim de Andrade
***Manoel da Costa Lage
Alferes, Jose Gervasio
***Manoel dos Reis Carvalho
Luiz Alves Pinto Ferreira
Gregorio Coelho de Moraes
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
***Manoel Furtado Leite
***Guilherme Furtado Leite
Alferes, Joao Vieira de Carvalho
***Luiz Jose Pinto Coelho da Cunha
***Francisco de Assis Pinto Coelho da Cunha

Pag. 232

Francisco de Paula Coelho
***Guarda-Mor Joaquim Coelho Linhares
***Ignacio Furtado Leite
***Padre, Jose Antonio de Araujo
Joaquim da Costa Lage, p.p. o padre acima
G.M. Jose da Costa Lage, p.p. o padre acima
***Capitao, Thome Nunes Figueiras, p.p. o padre acima
Alferes de Ordenancas, Joao Jose dos Santos, p.p. o padre acima
***Joao Paulo Andrade
***Victoriano de Andrade Gomes

Pag. 233

Manoel Dias de Araujo
Manoel Jose dos Santos
Jose Alexandre da Fonseca
Francisco de Magalhaes Bastos
Maximo Teixeira de Andrade
Joao Vieira
Sebastião Carvalho de Araujo
Pedro Lino da Silva Lopes

Pag. 234

Nicolau de Tolentino Araujo
Alferes Francisco de Paula Moura, p.p.
Luiz Fernandes Vieira
Manoel Coelho Ferreira
Pe. Antonio de Souza Reis
***Antonio de Meirelles Coelho
***Estevão de Meirelles Coelho
***Joao Francisco de Aguiar
***Bernardo Martins de Carvalho
Capitão de Milicias, Joao Ignacio da Rocha
Vicente de Souza Santos

Pag. 235

Ajudante de 2a. Linha, Manoel Joaquim de Araujo
Antonio Caldeira Brant
Manoel Ferreira da Silva
Manoel Jose da Affonseca
***Joao Coelho Jacome, alferes.
Alexandre Machado Coelho, p.p. Joao Coelho Jacome
Leandro Nunes Figueiras, p.p. Joao Coelho Jacome
Manoel Monis Rabello
Sargento de Infantaria da 2a. Linha e Comandante da 8a. Cia. de Sao Gonçalo do Rio Abaixo e “agraduado” em Capitão, Manoel Antonio Teixeira

Pag. 236

***Joaquim de Meirelles Coelho
Manoel Avelino da Costa
***Francisco de Meirelles Coelho
Manoel Bicudo de Alvarenga
Jose Vieira de Senna

Pag. 237

Jose Dias Bicalho
Silverio Dias Bicalho, p.p. pe. Luis Antonio da Costa Passos
Manoel e Jose de Soiza Reis
***Francisco Joaquim de Andrade, p.p. Romão de Souza Ribeiro

Pag. 238

Joao Pereira de Andrade
Francisco Fernandes Madeiras
Boaventura Gonçalves Coelho
Felício dos Reis de Carvalho

*** Sinal para identificar pessoas que penso ter parentesco mais proximo conosco.

Ontem, 17.03.17, dia de Sao Patricio, resolvi reler a lista e anotar outros nomes dos presentes, alguns se repetem, que penso divulgar na intenção de facilitar pesquisas de possíveis descendentes que merecem ter o conhecimento da participação dos ancestrais nesse movimento fundamental da Historia do Brasil. Segue então:

Pag. 227

Joao da Motta Teixeira
Antonio Teixeira Almeida e Silva
***Quintiliano Martins da Costa
Manoel Mariano de Azeredo Coutinho
Jose de Aguiar Leite
Quintiliano Justino de Oliveira Horta

Pag. 228

Jose Caetano Teixeira Souto
Felippe Antonio Teixeira Motta
***Quintiliano Jose Ferreira de Alvarenga
Francisco Jose Duarte
Lourenço Justiniano Duarte

Pag. 229

Joao Rosa Nepomuceno
Caetano Jose de Carvalho Pena
***Antonio Coelho Ferreira
***Joao Bicudo de Alvarenga Leme

Pag. 230

Joaquim Jose de Lacerda
Jose Teixeira Coelho
Jose Nunes Ferreira Brandao
Antonio de Araujo Quintao de Miranda (profeçor de cyrurgia)
Clemente Eugenio Rebello e Castro
Joao Baptista Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Duarte de Moraes
Antonio Baião de Almeida
Joao Baptista Barrozo

Pag. 231

Manoel Antonio de Moraes Castro
Jose Joaquim Teixeira Pena
Joao Duarte de Lacerda
Domingos Antonio Teixeira da Costa
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
Joao Duarte de Lacerda (devem ser pai e filho)

Pag. 232

Cypriano de Lacerda
Christovao Dias Duarte

Pag. 233

Manoel Teixeira de Miranda
Manoel Francisco de Quadros
Caetano Lopes da Silveira
Jose Alexandre da Fonseca
Joaquim Ferraz Tibaens
Maximo Teixeira de Andrade
Manoel da Roxa Evangelho

Pag. 234

Pe. Jose Dias Duarte
Jose Teixeira da Silva
Jose Anxieta Teixeira
Manoel Teixeira Borges Aranha
Luiz Borges Teixeira Amada
***Manoel Coelho Ferreira
Antonio Teixeira
Joao Teixeira de Souza
Bento dos Reis Filgueiras

Pag. 235

Nicolau de Souza Teixeira
Manoel Brandao de Mello
Manoel Antonio Teixeira (sargento “agraduado” a capitão)

Pag. 236

Jose Caetano Teixeira da Motta
***Manoel Bicudo de Alvarenga
***Innocêncio Rodrigues de Castro
Sebastiam Joao Duarte
Manoel Dias Duarte
Domingos Dias Duarte
Joaquim da Mota Teixeira

Pag. 237

Estanislau Domingues da Silveira
***Pe. Leandro Rebello Peixoto e Castro
Felicio Pereira Barroso
Jose Gonçalves de Gurgel
Joaquim Brandao de Mello
Luis Barboza Teyxeira
Francisco Barboza Teyxeira
Luiz Mariano da Silva Perdigão
Antonio Alves Barroso

Pag. 238

Balthazar Gonçalves Martins (morador de Sao Miguel(?))
***Manoel Martins da Costa (morador de Rio do Peixe, possivelmente, Sao Domingos do Rio do Peixe, atual Dom Joaquim) p.p. Jose Anchieta Teixeira, porque estava enfermo.

Naturalmente, as pessoas cujas famílias são tradicionais da circunvizinhança de Caeté deverão ter diversos ancestrais nesse emaranhado de nomes.

Exemplo que ja identificamos antes, o nosso amigo Mauro de Andrade Moura conta com o tetravô Jose Luis Rodrigues Moura, alem dos ancestrais: Manoel Martins da Costa, pai do Quintiliano (227); Manoel da Costa Lage (231), Joaquim da Costa Lage (232), Francisco Joaquim de Andrade (trisavô do Carlos Drummond, 237).

Desculpem a falta dos paragrafos se acharem que ficou dificil de ler. O fato eh que o documento nao continha nem mesmo as divisoes que fiz. Sinal daqueles tempos quando a tinta e o papel eram caros demais. A economia era total.

Nao deu para fazer uma seleção como prometi antes. Copiei alguns nomes como exemplos. Existem algumas familias que parece estavam em maior numero. Assim evitei ficar copiando todos para nao alongar demais. E os nomes aqui presentes nem sempre são do nosso interesse imediato. Postei-os como exemplos das famílias.

Entre as coisas que desejava observar mesmo, uma foi aquela que ja debati em outros escritos meus. O fato de que a Historia que nos contam através de livros didáticos nem sempre foi a que aconteceu. E por aqui podemos comprovar uma das teorias que levantei.

Os livros didáticos procuram exaltar figuras históricas. Por exemplo, D. Pedro I foi usado como marco da Independência do Brasil. Mas a verdade a Historia oficial sempre foi usada para direcionar o raciocínio das pessoas em determinada direção. Aquela que interessa ao chamado status quo, ou aos interesses dominantes.

Em minha tese eu dizia que nos livros sempre jogaram o povo para o escanteio. Neles passa-se a impressão que determinados homens são excepcionalmente melhores que os outros. E que sem os tais a Historia se passaria completamente diferente, o que pode ser uma verdade, porem com menor significância e muito provavelmente com prejuizo para todos.

O que eu falava era que não. Que o povo eh que fazia e que as figuras historicas tiravam proveito. E a Independência do Brasil foi um dos meus exemplos. Em meus escritos eu afirmava que D. Pedro ou Duque de Caxias nada seriam se nao houvessem milhares ou milhões de pessoas por trás trabalhando para que as ações deles tivessem bons resultados.

E quando estudamos a Historia do Brasil, justamente no capitulo da Independencia, praticamente se fala apenas que D. Pedro I deu o “Grito do Ipiranga” e tudo se resolveu. Piada pronta!!!

Segundo os historiadores, D. Joao VI, ao retornar a Portugal em 1821, havia soprado no ouvido do filho Pedro: “Antes que outros façam, faca voce.” Referia-se `a Independência do Brasil. Ou seja: nao seja bobo, mais cedo ou mais tarde esse povo vai abrir os olhos e voce pode mante-los sem enxergar e ainda parecer que foi o “salvador da patria”.

Eles sabiam muito bem. Em 1789 havia acontecido a Inconfidência Mineira. Em 1817 a Revolução Pernambucana. Antes disso tinha acontecido as Revoluções de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Republicana na Franca (1779). No intermeio tivemos as diversas revoluções que criaram novos paises na America do Sul, inclusive: Paraguai e Argentina.

E fica absolutamente claro que nao foi o grito do Pedro que iniciou tudo. Ja havia uma grande inquietação com as intenções das cortes portuguesas em relação ao Brasil. E o que chamavam “escravizar novamente” era retornar ao que fora antes, quando o Brasil fora uma colônia relegada `a obediência sem retribuição. Foi o mesmo o que ocasionou a Revolução nos Estados Unidos. (Taxação sem representação).

Desde 1808 o Brasil fora transformado em Reino Unido a Portugal e Algarve. Antes, as capitanias eram dependentes. O governo português impedia a construção de estradas e a liberdade de se comunicarem. O comercio era feito entre a capitanias e a metropole. Não se podia comercializar capitania com capitania. Nem mesmo com outros países sem uma autorização real especial.

Não se podia fundar escolas superiores. Quem quizesse estudar tinha que ir a Portugal, para ser adestrado nos modos de vida do reino. Enfim, era a completa falta de liberdade.

E o objetivo era justamente o de dividir para manter a conquista. Sabia-se que a imensidão brasileira iria produzir um numero muito maior de cidadãos. E se todos unissem em torno de qualquer objetivo ele seria realizado. E a independência estava na cabeca de todos, faltava a união.

Outra fantasia que foi validada por muito tempo eh o afirmar que a Independência do Brasil não foi violenta. Pode não ter havido o derramamento de sangue em abundância como aconteceu na Independência dos Estados Unidos, ou na Revolução Francesa. Mas a violência estava nas intenções. O que Portugal não tinha era a capacidade de leva-la a cabo.

Como descreve a Ata acima, D. Joao VI ja havia sido obrigado a assinar a autorização para usarem a forca para submeter o povo. E uma expedição chegaria `a Bahia. O problema, para as forcas portuguesas, foi justamente a diferença entre a estrutura colonial delas e as da Inglaterra.

Os ingleses mantinham um exercito de ocupação. Claro, podiam se dar ao luxo de fazer isso porque era um império emergente, industrializado e rico. Mesmo assim instituia impostos aos colonos para o soldo das tropas.

As forcas portuguesas eram menores e o império estava em decadência. A estrutura de defesa passava pelo próprio povo. As patentes expressas antecedendo aos nomes de nossos ancestrais não eram “compradas” como comumente se fala. O Brasil vivia num estado de semi-militarismo caracteristico de época. As pessoas viviam nas fronteiras coloniais. Precisam de conhecimentos militares para defender-se.

Mesmo a segurança publica era exercida pelos “homens bons”. Nome comum aos membros da baixa nobreza que participavam da governança das instituições. Melhor dizendo, a segurança ficava entregue `a vontade de Deus.

E os que sabiam que tinham pouca fe carregavam seus trabucos para quaisquer eventualidades. Como se vivia na fronteira da colonização, havia que estar-se preparado para tudo. Todos tinham que ter um pouco “de medicos, cientistas e loucos”.

As milicias, depois da Independência substituidas pela Guarda Nacional, eram a organização de defesa da vida e do território. Na verdade eram grupos paramilitares cuja função era também ajudar a Portugal manter o Império.

Em recompensa os membros eram agraciados com privilégios. Ou seja, os próprios milicianos eram responsáveis por expandir a colonização. Conquistadas novas terras e implantados os arraiais, a coroa distribuia a autorização legal de posses e a distribuição dos privilégios em forma de cargos.

A saber, porem, que os colonos de ascendência portuguesa que colonizaram o Brasil faziam parte da baixa nobreza. Eram assim chamados os nobres de linhagem. Aqueles que num passado não tao recente tiveram ascendentes na realeza. Os reis procuravam ter o máximo de filhos para garantir o direito de permanência de sua dinastia.

Mas o direito integral so era permitido ao primogênito, ou ao sucessor seguinte, `a medida que a linhagem fosse decrescida devido ao falecimento do primogênito ou por seu impedimento. De qualquer forma, sempre sobravam alguns filhos que não herdavam todos os privilégios e que também faziam seus filhos.

`A medida que a família se multiplicava, e ja temos bisavós com mais de 1.000 descendentes, não haviam cargos dentro do governo para os últimos, ou os cargos eram menores. E como os reis seguintes também tinham suas prerrogativas, as descendências dos ancestrais ia ficando cada vez mais com cara de povo, “povificando”.

Então, a transferencia para as colonias era a oportunidade de voltar a ser grande, pois, quem conseguia mais riquezas tambem tinha mais oportunidades. E a Guarda Nacional, criada pelo Patricarca da Independência, Jose Bonifacio de Andrada e Silva, foi o melhor exemplo disso. Quanto mais rico, maior era a patente que o cidadão recebia pelo privilegio. E quanto maior era a patente, maior era o poder sobre seus domínios e dominados.

E a população brasileira era predominantemente de cor. Era indígena ou africana, alem das misturas. Enquanto que na linhagem de dominância e privilégios se destacavam os de origem claramente europeia. Nunca houve uma meritocracia verdadeira.

Obvio eh, porem, que muitos dos chamados “nobres da terra” tinham alguma ascendência nativa e/ou africana. Mas se ocultava o preconceito buscando-se casamentos dos filhos com os recém-chegados de Portugal, para que a pele fosse clareada e a diferença de pele valesse mais que o conteúdo do sangue.

Nos livros, estudamos que a Independência do Brasil se deu com o “Grito do Ipiranga”. Uma versão distanciada da verdade!

Na verdade, havemos que comparar isso com os dias atuais. D. Pedro I, nem mesmo falou o que os livros dizem que disse, ao receber a correspondência das cortes de Portugal ordenando que ele retornasse e tomasse outras providencias contra a emancipação brasileira. Mas muito antes, como comentei anteriormente, tinha a ideia de aproveitar-se da onda e tornar-se a “salvação do Brasil”. Aquela foi justamente a oportunidade.

Ele nada poderia fazer sozinho. Então, o recurso era transformar a sua própria causa em causa de todos. E na realidade, com ou sem D. Pedro, o povo ja estava contaminado pelas “asas da liberdade que abriam sobre nos”.

Ja mencionei os Estados Unidos. Porem, toda a America do Sul espanhola ja havia dado seu grito de independência a comecar pela Venezuela. Quem quiser ver a sequencia, pode visitar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Am%C3%A9rica_Espanhola

Portanto, a Independência do Brasil era uma questão de dias, senão horas. O que atrasou foi a transferencia da corte portuguesa para o Brasil em 1808. O Brasil deixou de ser mera colônia e passou a ser a Sede do Império, ja que Portugal caira sob o domínio francês bonapartino.

O retorno da Família Real para Portugal e, se Pedro tivesse ido também, seria o estopim aceso para a Independência e criação da Republica. Mas o Pedro I resolveu aproveitar a oportunidade de adiar e guardar o sumo privilegio para sua família.

Ele porem dependia do apoio dos milhões de brasileiros. Finda a bravataria do Ipiranga, retornou ao Rio de Janeiro e enviou mensagem a todos os brasileiros para incentiva-los a aderir ao movimento.

Agora devemos pensar como se estivéssemos nos dias atuais. Algo dessa magnitude eh atualmente empoderada pela internet. Se acontecesse, o pais inteiro assistiria a “coisa” no Ipiranga acontecer ao vivo. Logo se convocaria manifestações. Levar-se-ia pelo menos uns dois dias para fazer algo mais organizado. Ajuntar voluntários e mostrar as unhas e os dentes.

Mas naquele tempo nao existia sequer o telegrafo. Muito menos o radio ou televisão. As comunicações eram feitas nas costas de cavalos. Eh provável que a noticia tenha chegado a Ouro Preto cerca de uma semana depois. Dai para Caeté mais uns dias. Em Caeté deve ter sido chamada reunião da governança e então deve ter saído a convocação para a reunião.

Ha que lembrar-se que o fato inicial se deu a 7 de setembro. Era época em que as chuvas tropicais começavam a lavar o terreno. Então, o povo do interior precisava ja estar preparado para arar a terra e plantar. Se passasse da época não conseguiria fazer, por causa do excesso de chuvas em outubro e novembro. As estradas ficavam intransitáveis.

Mesmo assim, a convocação feita pela Concelho em Caeté deve ter levado dias para chegar ao reduto mais distante. A atual Cidade de Ferros, por exemplo, estava nesse itinerário.

La residia o Francisco Joaquim de Andrade, trisavô do poeta Carlos Drummond e pai do Comendador Cassimiro. Somente depois de tomadas as decisoes familiares eh que a reunião se daria. E isso eh o equivalente aos parcos dias com os quais se pode reunir o povo do pais inteiro atualmente, via internet.

Ha que lembrar-se tambem que Minas Gerais e Rio de Janeiro são próximos. E que os confins do Império eram algumas vezes mais distantes. Mesmo assim, sera possível que todos os principais Concelhos no pais tenham se reunido em datas semelhantes. Ou seja, pouco mais de 1 mês após ao recebimento das intimações `a beira do Ipiranga.

Foi então que se pode dar o “Grito do Caeté . Esse eh o nome do córrego que banha a cidade. E como esse devem ter sido dados outras centenas de gritos, através dos quais se proclamou a verdadeira Independência do Brasil. Ela jamais existiria sem a participação do povo.

Para barrar a Independência Portugal decidiu por implantar uma “ponta de lanca” no coração do pais. O que fez foi reunir suas forcas de ocupação em Salvador. E para la mandou também a sua primeira leva de expedicionários.

Entenda o leitor que o decadente Portugal não tinha forca naval para transportar muitos milhares de soldados ao mesmo tempo. Ele precisava ter um porto assegurado e local para organizar-se na tentativa de retomada. E os restantes das tropas iriam chegando com intervalos de meses a cada leva.

Esse era justamente o tendão de Aquiles. Em primeiro lugar, porque o domínio do pais ja era feito pelas forcas paramilitares e que agora eram revoltosas. E em segundo porque foi na Bahia que morreram as esperancas de Portugal. E foi a primeira a morrer, não a ultima!

Os portugueses chegaram a dominar a Cidade de Salvador e seus arredores. Mas os revoltosos retiraram-se para a cidade de Cachoeira, e de la e outros lugares deu-se a resistência que acabou derrotando os portugueses e fez heróis e heroínas, como as famosas Maria Quitéria e a mártir soror Joana Angelica.

Para que melhor compreendam, deixo que os próprio baianos falem por si mesmos. Vejam a publicação da Fundação Pedro Calmon e do governo do Estado da Bahia:

http://200.187.16.144:8080/jspui/bitstream/bv2julho/312/1/A%20Bahia%20na%20Independência%20Nacional%20-%20Coletânea%202%20de%20julho.pdf

Em termos de estratégia, os portugueses cometeram os maiores erros que se podia cometer. Certo era que Salvador havia sido a capital do pais e se tomassem efetivamente, seria meio caminho andado para reconquistar o restante do pais.

O problema era que as forcas na Bahia ficariam entre quatro fogos. A capital baiana poderia ser facilmente sitiada pelo norte com os pernambucanos. Ao sul e oeste pelas províncias de Minas Gerais, Espirito Santo e Goiás. Pelo mar haveriam os sulistas, paulistas e cariocas que representavam a forca naval brasileira.

Os portugueses, se fossem mais espertos teriam escolhido o Rio Grande do Norte para iniciar a reconquista. La era o ponto mais proximo de Portugal e a pequena forca naval portuguesa economizaria dias de ida e volta. Alem do mais havia uma menor população brasileira que não teria como resistir. Alem de ficar mais distante para os brasileiros se defenderem.

Somente depois que a ponta-de-lança estivesse bem estabelecida, e essa tática seria repetida no famoso Dia D, durante a chamada II Grande Guerra, tornar-se-ia possível ocupar-se em retomar o pais. Mas, mesmo que os portugueses houvessem sido mais táticos, a causa deles era perdida.

Outra chance que teriam seria a de reclamar `a Inglaterra a ajuda prometida de defesa reciproca, tratada desde o século XIV, como desenvolvimento da Crise de !383-1385. Nela, portugueses e ingleses haviam lutado em conjunto para manter a coroa portuguesa contra a inimiga comum, a Espanha.

`A mesma época, a Inglaterra possuía pelo menos 1.000 navios que utilizara para ajudar a derrotar Napoleão Bonaparte. Mas o problema não era usar a forca. O problema era a experiência que estava falando mais alto.

Muitos pensam que os livros de Historia estão corretos ao dizer que tivemos duas guerras mundiais ate agora. Mas o conceito eh apenas didático, não se trata de uma realidade. A I Guerra Mundial foram mesmo as chamadas Guerras Napoleônicas. Elas mexeram com todas as pedras. A diferença eh que nem todas caíram.

Todos os Imperios Europeus foram envolvidos. E, por extensão, todas as colónias se viram envolvidas. Pouco se fala, por exemplo, na participação brasileira. Mas como parte do Império Português o Brasil foi atacado com a invasão de Portugal.

E do Brasil, após tornar-se a nova Sede do Império, um dos primeiros atos do Regente Joao VI foi ordenar a invasão da Guiana Francesa. Algo que as forcas armadas não tiveram trabalho para fazer e a ocupação durou ate ao Tratado de Versalles – 1919. Tratado do qual o Brasil fez parte.

Um problema para os ingleses entrarem eh que haviam acabado de sair daquela I Guerra Mundial que ocasionara, por baixo, 5 milhões de mortes. Porem, na contagem oficial não se contabiliza os conflitos periféricos.

Os Estados Unidos, por exemplo, declararam guerra contra a Inglaterra em 1812. Essa guerra eh considerada a segunda guerra de Independência porque se perdesse a Inglaterra retomaria o território.

E os motivos maiores foram porque a Inglaterra estava insuflando os ataques dos indígenas contra a recém criada nação e, por causa da guerra contra a Franca, por não ter marinheiros suficientes para a guerra, estava recrutando a forca, em alto mar, os marinheiros dos Estados Unidos para combater o Napoleão.

E a Inglaterra tomou uma segunda lição na Batalha de Nova Orleans. Os ingleses queriam tomar a cidade porque era o portão de entrada para o interior da nação americana. Sem isso o pais não teria como se defender.

A invasão foi planejada com 10.000 soldados. Todos experientes e bem armados. Uma parte era exercito e o restante naval. Os defensores dos Estados Unidos não tinham como vencer aparentemente.

Era uma forca muito reduzida, talvez 5.000 homens, nunca tinham participado de guerras. A maioria não era soldado mas apenas egressos das fronteiras de colonização. Enquanto os ingleses estavam armados com as armas mais poderosas da época os do outro lado tinham suas armas de caçadores.

A estratégia dos defensores foi simples. Bloqueou-se a entrada da baia para impedir os navios de entrar. Afundaram os navios que tinham ja que usa-los numa batalha de igual para igual era perda de tempo. Concentraram a defesa no único forte na entrada da baia.

O exercito inglês desembarcou para atacar a cidade. E marchou naquela formação clássica, que a gente vê em filmes de guerras antigas. Os pelotões formando quadrados e mandando bala, num duelo no qual vence o que for mais rápido ou quem souber movimentar melhor suas pecas.

Os defensores se postaram em trincheiras e pontos estratégicos. Tinham escolhido o local onde lutar, com vantagem para si mesmo. E se postaram como no habito dos caçadores. Na espreita.

Quando as forcas inglesas atacaram em sua formação apropriada para enfrentar outros exércitos bem treinados os defensores fizeram a farra. Foi como atirar em um bando de patos. Os defensores se postaram como franco-atiradores e a cada tiro caia um inglês. Enquanto o retorno não era verdadeiro.

Percebendo que não havia chance alguma de vencer, os ingleses abandonaram a batalha deixando uma baixa de pelo menos 20% do seu contingente. Os defensores, entre mortos e feridos, podiam ser contados em poucas dúzias.

E essa passou a ser a realidade `aquela época. Quando os colonos estavam melhor preparados tinham a vantagem. Isso por dois motivos essenciais. Primeiro porque conheciam as táticas dos europeus. E segundo porque sabiam lutar do modo indígena, atacando de surpresa, causando baixas e desaparecendo antes que o inimigo reagisse.

Na guerra, se voce causa medo no adversario a ponto de faze-lo desacreditar em si mesmo, ja eh meia vitoria. Mesmo antes da batalha.

E os Estados Unidos contribuíra com dois exemplos disso. Nessa e na Guerra da Independência. A Espanha estava sendo varrida dos seus antigos domínios.

Num certo passado ate então, os brasileiros e portugueses haviam derrotado ao mesmo tempo duas superpotências europeias da época. Na luta contra a Invasão Holandesa e na Guerra da Aclamação, quando Portugal recuperou sua coroa tomada pelos Felipes da Espanha.

Mas a grande vantagem dos povos americanos tanto do Sul quanto do Norte foi que eles estavam jogando dentro de casa. A gente sabe que jogar dentro de casa sempre traz vantagens para o mandante.

Foi por isso que após os portugueses ser batidos pelos baianos o restante do Brasil nem sequer precisou lutar. Nessa época, brava gente mesmo foram praticamente so os baianos. Eles salvaram o Brasil da possibilidade de ser reduzido novamente a colônia.

Mas isso seria apenas uma possibilidade, pois, se todos entrassem com a mesma vontade na luta o mais provável seria que Portugal nem mesmo com todas as suas forcas armadas fosse ter a menor chance.

Deve ter sido devido `as experiências que a Inglaterra não se interessou em ajudar. E também não era do interesse dela. Preferiu aconselhar Portugal a aceitar a perda da colônia e fazer as pazes.

A Inglaterra tinha mais que motivos para fazer isso. A esposa do D. Pedro I foi a D. Maria Leopoldina, da Austria. O Imperio Austro-Hungaro era um dos mais fortes da Europa. Seria mexer com cumbuca.

Como mencionei, a Europa havia acabado de sair da I Grande Guerra (Napoleônicas). E isso poderia levar a uma segunda.

Outra, um dos primeiros atos de D. Joao VI quando as cortes portuguesas desembarcaram no Brasil foi abrir os portos para as “nações amigas”. Subentendido, a Inglaterra. As intenções de Portugal limitariam a liberdade de negócios para a Inglaterra.

E, entre outras riquezas que os ingleses estavam explorando no Brasil, contam-se diversas minas de ouro e diamantes, inclusive aquelas nas cidades de Diamantina, Itabira e Guanhaes. Ajudar Portugal nesse projeto seria lutar contra os próprios interesses.

E assim se confirmou a Independência brasileira. Muito mais que pelo “Grito do Ipiranga” e sim pelo “Grito de cada Rincão Brasileiro”. E se alguém disser que D. Pedro deu Independência ao Brasil, converse com os baianos para ver se eles aprovam isso! Foi o sangue deles que correu e evitou sangramento maior.

D. Pedro apenas se beneficiou, como fazem todos os politicos desde então ate hoje. A bem dizer, o Pedro I não esta com essa bola toda não! Nosso antepassado, Ramises II, do Egito, ja tinha mestres da propaganda trabalhando para ele. Quem conhece a Historia sabe disso!

Esse eh o tipo de documento que eu venho ha muito esperando encontrar. A razão maior eh a de que encontramos nomes de nossos ancestrais, porem, ha tambem a razão de que por ele podemos comprovar que os nomes deles deveriam fazer parte dos livros de Historia ou, pelo menos, como eh comum fazer-se aqui nos Estados Unidos, construir-se murais nas cidades onde houveram tais reuniões com a publicação das Atas e todos os nomes dos que assinaram ou foram representados. (p.p.)

Documentos como esses são guardados como tesouros no Smithsonian ou na Livraria do Congresso. As pessoas podem pedir para consultar e copiar. Através disso elas aprendem que a Historia eh construida pelo povo e não se depende de indivíduos especiais para faze-la acontecer. Foram nossos ancestrais que fizeram a Independência do Brasil.

Gostaria de ver se encontro as Atas de outros Concelhos como deve ter havido as de Conceição do Mato Dentro e Serro. Não posso esperar o mesmo de Diamantina porque essa vivia sob um regime especial e era como se fosse independente do restante do Brasil. Os portugueses queriam ter o absoluto controle da produção dos diamantes e deveriam ter um forte contingente de milicianos para reprimir quaisquer atividades suspeitas.

Os Arraiais de Sao Sebastiao dos Correntes (Sabinopolis – 1819) e Sao Miguel e Almas (Guanhaes – 1822) eram recém-criados. E os fundadores eram em sua maioria egressos das duas localidades mais antigas. Muitos eram nossos ancestrais e parentes. Portanto, os nomes deles deverão ser encontrados la e não no documento de Caeté.

Estou sem saber como explicar a ausência de qualquer Barbalho alem do Policarpo. `A mesma época estavam nascendo outros o que implica que os pais poderiam ser eleitores. Mas ainda nao deveriam ser.

Pelos meus calculos, baseado nos nomes que reconheci, todos os assinantes haviam nascido entre os anos de 1750 ate um pouco antes de 1800. Era natural, pois, poucos jovens teriam renda para tornar-se miliciano e eleitor. As mulheres estavam totalmente ausentes, como mandava o figurino de época. Mesmo que, para resolver, elas podiam lutar, como fez Maria Quitéria na Bahia.

Estranhei mais a ausência dos irmãos do Policarpo: Gervasio e Firmiano. Ambos se casaram em Itabira. Porem o Firmiano era recém-casado. Talvez seja deles mesmo que as tradições guardam que um foi para o Rio Grande do Sul e outro para o Nordeste. Sendo o caso, poderiam não ser eleitores mesmo em Caeté.

Ja outros, como o Victoriano Jose Barbalho, Boaventura Jose Pimenta, Miguel Pereira do Amaral, Antonio Borges Monteiro, Jose Coelho da Rocha, Joao Coelho de Magalhães e tantos outros que teriam idade para estar envolvidos nos movimento não apareceriam senão nos documentos do Serro ou Conceição Eh possível que nessas cidades identificariamos dezenas de parentes nossos ou suspeitos de se-lo.

Mas do conteúdo desse documento podemos tirar algumas lições. Uma delas eh a de que devemos agradecer `as cortes portuguesas por terem sido tao insensíveis em relação ao sentimento pátrio do povo brasileiro. Raramente se ve nalgum movimento politico tamanha unanimidade.

Deve ter havido inimigos pessoais que se abraçaram durante a reunião em torno do pacto de interesse comum. Algo que esta faltando aos jovens atualmente no Brasil. Mesmo não se tratando de inimigos!

Em segundo lugar devemos notar que o brasileiro não mudou muita coisa desde a declaração da Independência. Observe-se que a Ata faz a ressalva muito bem escrita de que o apoio a D. Pedro era condicional a ele obedecer `a Constituicao e `a Constituinte.

Pois, quem conhece a Historia sabe, ele so esperou que as coisas entre os revoltosos e Portugal se resolvessem para “dar um caminhão de bananas para o povo”. Ele dissolveu a Constituinte e recusou-se a obedecer `a Constituição, tornando-se o ditador real.

Alguma semelhança entre o passado e a atualidade não eh mera coincidência! O que eh interessante mesmo eh o povo não conhecer sua própria Historia e ficar repetindo-a tantas e tantas vezes!!!

Geralmente, os nossos livros de Historia local não a vinculam aos acontecimentos mundiais. Então, as pessoas deveriam perguntar-se: Por que los hermanos da America Latina resolveram de uma hora para outra libertar-se do jugo espanhol e o brasileiro ficou acomodado. Ai entram dois fatos. O primeiro foi que D. Joao VI enganou Napoleão e conseguiu fugir para o Brasil, enquanto o rei espanhol não foi tao esperto.

O segundo e igualmente importante foi que Napoleão empossou o irmao dele, Jose Bonaparte, como rei da Espanha e da India. E, naturalmente, los hermanos tinham o sonho da republica. Somente os conservadores, então no poder, queriam que tudo permanecesse o mesmo. Com a imposição de Jose Bonaparte a coisa mudou muito. Seria encarado pela elites como um desqualificado feito rei. E isso nem os conservadores suportariam!

As guerras e mudanças que se deram ate umas décadas depois da queda de Napoleão tem uma relação direta com as tripolias que ele aprontou, embora os livros não façam esse vinculo.

Naturalmente, a Revolucao Liberal que tomou conta de Portugal nos anos de D. Pedro I do Brasil, o mesmo Pedro IV de Portugal, e a convulsão que o Brasil passou enquanto D. Pedro II não foi empossado, tiveram outros motivos, porem, obvio eh que sem a interferencia de Napoleão a Historia seria completamente diferente.

E nisso se explica porque a verdadeira I Guerra Mundial foram as Guerras Napoleônicas Existiu um mundo antes dele e surgiu outro após ele. E os conflitos se deram no mundo inteiro.

Enquanto isso, nas Americas, particularmente no Brasil, talvez pela própria necessidade e porque estavam sob o domínio de uma forca estrangeira, nossos ancestrais tinham consciência da influencia alienígena sobre os interesses do Brasil e outras colônias.

O que parece eh que, na atualidade, as pessoas se esqueceram totalmente que os interesses externos continuam os mesmos. Mas nem todos percebem as formas ocultas de exercer o mesmo domínio que existia antes sobre os povos desavisados.

Uma delas eh justamente promover movimentos com gritos de liberdade sem se olhar quem ira exercer o poder em substituição ao que era antes. Ai esta! Os pobres lutam, lutam, e terminam sob dominâncias que nunca gerarão a mesma liberdade para todos. Enquanto o povo estiver dividido, sempre valera o ditado: “Todos são iguais perante a lei, mas tem aqueles que serão “mais iguais” que outros!”

A grande vantagem de se poder vincular os nomes de nossos ancestrais aos movimentos de importância histórica eh a de demonstrar para as crianças e jovens que eles não estudam a Historia “dos outros”.

Nos somos o resultado da Historia porque ela foi feita por nossos ancestrais. E nos cabe fazer o melhor possível pela Historia presente, pois, que eh dela que viverão nossa descendência E como descendemos de muitos indivíduos da Historia do passado, muitos do presente serão ancestrais conosco da mesma descendência.

Possível sera que, `a medida que a Historia for ensinada mostrando-se a presença de nossos ancestrais nela, as crianças e jovens irão aprende-la com mais gosto e identificar-se melhor com os fatos.

A consequência que espero disso eh que, devido a esse relacionamento familiar e intimo com a disciplina, jamais esqueçam de suas realidades e assim poderão evitar repetir os mesmos erros dos antepassados.

Da lista de presentes assinantes no documento de apoio `a Independência do Brasil existem os 3 mencionados como nossos ancestrais: Policarpo Jose Barbalho, Manoel Nunes Coelho e Jose Joaquim de Andrade. Refiro-me apenas em relação `a chamada Família Coelho dos arredores de Guanhaes e Virginópolis e dos filhos desses antepassados os quais podemos vincular na relação de ascendência/descendência.

Policarpo Jose Barbalho tornou-se ancestral dos “de Magalhaes Barbalho”. O filho dele, Francisco Marçal Barbalho, por ter se casado com Eugenia Maria da Cruz Coelho e terem se multiplicado em Virginópolis tem uma vasta descendência Embora, somente uma quantidade menor dela usa o sobrenome.

O irmão do Francisco, Jose de Magalhães Barbalho, tambem deixou descendência no mesmo ramo. Ele foi pai da Ana Maria, que foi a mãe do Joao Baptista de Magalhães (conhecido com tio Joaozinho). Este casou-se com sua prima Candida de Magalhães Barbalho (Sa Candinha), e deles descendem muitos.

Não sabemos ainda com certeza se esse Manoel Nunes Coelho eh o mesmo alegado pai do Eusebio Nunes Coelho que, ao casar-se e ter filhos com Anna Pinto de Jesus, tornou-se o grande patriarca da familia em Guanhaes, Virginópolis e região.

Não temos a certeza porque esse Manoel casou-se em 1804 em Itabira e teve filhos la. `A mesma época que também se casavam Eusebio e Anna Pinto. Portanto, temos que saber se aquele era ou nao um segundo casamento do pai.

Manoel pode ser o iniciador da multiplicação desse sobrenome na região pois, foi filho de Thomaz Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Embora a combinação Nunes Coelho ja existisse e existem outras famílias com o mesmo nome espalhadas pelo mundo, o nosso ramo inicia-se ai.

Na Familia Coelho sao Nunes Coelho todos os que obviamente assinam. Joaquim Nunes Coelho, filho do Eusebio, casou-se com Francisca Eufrasia de Assis Coelho. Foi um dos fundadores de Virginópolis.

A sobrinha daquele, Maria Honória Nunes Coelho, filha do Clemente, casou-se com Joao Baptista Coelho, irmao da Francisca. Deles descende os Batista Coelho que também sao Nunes Coelho.

No campo do outro irmão: Antonio Rodrigues Coelho, 3 dos 14 filhos que se casaram o fizeram diretamente com membros da Família Nunes Coelho. Outros 7 casaram-se no ramo Batista Coelho. Portanto, a maioria absoluta eh Nunes Coelho.

No campo dos Barbalho, dos 7 filhos casados, 3 filhas casaram-se com filhos do Joaquim e Francisca. E boa parte dos netos e bisnetos misturaram-se aos Batista Coelho/Rodrigues Coelho, formando tambem descendência Nunes Coelho.

Por fim, o Jose Joaquim de Andrade foi pai de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se com Honório Coelho de Linhares. Deles nasceu um filho, entre outros, que recebeu o nome de Joaquim. Como conhecemos o nosso trisavô pelo apelido de Joaquim Honório acredito que seja nosso ancestral o filho do casal.

Joaquim Honório deixou a maior parte de sua descendência no local denominado de Córrego dos Honórios. O local fica entre os municípios de Divinolandia de Minas e Gonzaga. Mas dele nasceu nossa bisavó: Ersila Coelho de Andrade. Portanto, a descendência dela e de diversos outros estava representada com a assinatura do ancestral naquele documento.

Alem deles, acredito que o Joaquim Coelho Linhares sera aparentado por essa via. Pelos dados que tenho em mãos não da para afirmar nem deduzir o grau de parentesco. Espero que com o tempo ele apareça.

Diversos outros presentes deverão também ter algum vinculo familiar conosco. Isso eh obvio mas eh impossível definir isso por enquanto. Se nossos ancestrais estavam presentes, o esperado eh que aparentados em diversos graus tambem o fizessem. Mesmo que os sobrenomes fossem completamente diferentes. Somente depois de uma pesquisa mais completa dos ancestrais dos presentes e que poderiamos determinar isso.

Alem disso, muitos dos presentes terão vínculos conosco por ser ascendentes de nossos aparentados ou mesmo parentes. Citando alguns, temos os Pinto Coelho da Cunha, os Furtado Leite, possivelmente o capitao Thome Nunes Filgueiras, os Meirelles Coelho, os Andrade da familia do Carlos Drummond, os Araujo e, entre outros mais, o senhor Manoel dos Reis Carvalho. Minha esposa tem um antepassado com nome igual e esse pode ter sido pai ou avo dele.

Interessante eh também deixar anotado que na Revista do Arquivo Publico Mineiro ha a reprodução de diversos documentos ligados `a Comarca do Serro. Entre eles ha as primeiras menções ao “Descoberto do Pecanha”.

Na sequencia temos também a narrativa do inicio da ocupação do atual Municipio de Rio Vermelho. Ali menciona, por exemplo, a presença do Tenente-coronel Antonio dos Santos Carvalhaes. Os sobrenomes me são familiares porque também aparecem nos Almanaks da Província de Minas Gerais por volta dos anos de 1872. Alem disso, eh o mesmo sobrenome de nossa ancestral Maria Rosa dos Santos Carvalhais (ou do Espirito Santo Carvalhais).

Ela foi a esposa do Joaquim Pereira de Andrade que ja no inicio da ocupação do solo virginopolitano possuia fazendas no local. Sao ancestrais dos Pereira do Amaral, Coelho de Amaral e diversas outras combinações de sobrenomes. Eh possível que tenhamos vinculos com os mesmos do Rio Vermelho.

Mas eh muita coisa. Para ter uma melhor ideia somente uma lida muito atenciosa e longa. E tempo, infelizmente, nao esta sobrando no momento.

Infelismente os documentos das outras cidades, mesmo parecendo-me ser de fundamental importância para suas Historias, não incluem documentos referentes `as noticias de como participaram no movimento de Independência do Brasil. Seria interessante se os redatores tivessem estabelecido um assunto para cada exemplar de publicação Agora nos facilitaria. O assunto deve estar espalhado nas diversas edições durante o século XX.

Par melhor compreenderem, bom sera que conheçam também o valor das patentes que nossos antepassados possuiram. O Jose Joaquim, por exemplo, foi Cabo-de-esquadra e aparece no documento como Guarda-Mor. O Policarpo aparece como Tenente e depois era Alferes. Foi a primeira vez que vi a menção ao Alferes de Ordenanças ligado ao Manoel Nunes Coelho.

Cabo-de-esquadra era um comandante de 20 arqueiros durante a Idade Media. Depois passou a ser usado para chefes de destacamentos. Podia ser usado para os chefes de delegacias policiais. Guarda-Mor estava mais antigamente ligado apenas `a fiscalização de alfândega e de navios. Com o tempo passou a ser usado para outros fiscais do fisco.

Alferes era o equivalente na atualidade ao segundo tenente. O famoso Joaquim Jose da Silva Xavier, o Tiradentes, foi alferes.

Os membros das ordenanças eram como um quadro de reserva. Eram mais solicitados para fazer o recrutamento quando havia necessidade de aumentar as forcas armadas. Os militares de primeira linha estavam entre esses e aqueles efetivos, tambem chamados de “tropas pagas”. A primeira linha na verdade era uma reserva das tropas efetivas.

Almotacel atualmente poderia ser o mesmo que funcionário do Instituto de Pesos e Medidas. Muitos imaginam e tem nossos ancestrais como perfeitos. Mas havia tanto roubo no peso das mercadorias que houve a necessidade de haver um oficial com o poder de regular o padrão de pesos e medidas.

Ha que salientar-se aqui a importância de Caeté para a Historia do Estado de Minas Gerais e do Brasil no decorrer do século XIX e durante a primeira metade do século XX. Nesse período praticamente não existiram cidades grandes no Brasil. Destacavam-se as que eram sede de concelhos. Elas eram como capitais regionais. E delas dependiam suas subalternas, as freguesias e arraiais.

Ha que destacar-se aqui também a importância da reunião e da decisão naquele concelho. Para Portugal, a reunião como aquela com tal decisão era um crime de lesa patria e lesa majestade alem de sedição. A Ata da reunião seria a melhor prova do crime! Nenhum dos participantes sabia, como nos dias de hoje se poderia saber, qual teria sido as decisões tomadas pelos outros concelhos.

Se o Concelho de Caeté fosse único com tal decisão as consequências seriam as mesmas que as da Inconfidência, ou piores, para os participantes.

Sao muitas as famílias na reunião de Caeté que se fizeram representar e delas surgiram nomes que fizeram a Historia. Alguns com ascendência direta nos personagens presentes e outros por causa das relações de parentesco com eles.

Destaco algumas familias com vínculos nessa reunião e cujos membros e aparentados tiveram grande influencia politica, econômica e cultural, particularmente a partir da reunião ate aos anos de 1960. Observa-se que as familias em cada geração costumavam mudar de local de morada. Haviam participantes como o Policarpo Barbalho que possuía raiz no Serro, mudou-se para Itabira, tornando-se parte do Concelho de Caeté e depois distribuiu-se por outros recantos do Estado.

Menciono então numeradas, 10 assinaturas de influentes ai representadas. Claro, estão presentes muitas mais, mas relaciono-as com a nossa genealogia em particular:

01. Familia Lott. O sobrenome foi de Exeter, na Inglaterra, para Minas Gerais na pessoa de Edward Wiliam Jacobson Lott. Ele casou-se com a serrana Maria Teresa Gomes da Silva Caldeira. Mudaram-se para Guanhaes onde ele tornou-se dono de mina de ouro. Depois mudaram-se para Caeté onde o patriarca esta sepultado.

Foram os avos do Marechal Lott. E a familia tem vínculos genealógicos com as famílias fundadoras de Guanhaes, inclusive os Barbalho e Coelho.

02. Familia Pinheiro da Silva. A familia formou-se no Serro com o italiano Giuseppe Pignataro. Ele foi casado com dona Helena de Barros Leite. Foram os pais do governador Joao Pinheiro da Silva. Pinheiro foi a tradução do sobrenome italiano, acrescentado do “da Silva” como declaracao de adoção `a nova patria. A mãe do Joao Pinheiro, então residente em Guanhaes, mudou-se para Caeté para poder atender melhor `a família.

Joao Pinheiro, entre muitos, foi pai tambem do governador Israel Pinheiro da Silva. Também de dona Amanda, esposa do dr. Caio Nelson de Senna, e de dona Lucia Pinheiro, esposa do professor Dermeval Jose Pimenta. Outras ligações da família se deram com os Barbalho e Coelho.

03. Os Barbalho Coelho. Ha a relação de descendencia direta ai entre o Barbalho e o Nunes Coelho com o bispo D. Manoel Nunes Coelho. Ele foi bisneto do Policarpo e do Manuel.

04. Os Nunes Coelho. Destacam-se, entre outros, o senador Francisco Nunes Coelho (Dr. Chiquitinho) e seu filho o deputado Rafael Caio Nunes Coelho. Também descendência direta do Barbalho e Coelho.

05. Alves Barroso. Ajudaram a fundar Sabinopolis. Os representantes mais conhecidos foram o deputado Sabino Alves Barroso e o compositor Ary Barroso. Atualmente existem ramos de entrelace entre eles e os Barbalho Coelho.

06. Barbalho Pimenta de Carvalho. Tronco no qual estão envolvidos os ancestrais do Policarpo. Entre os membros de destaque esta o próprio professor Dermeval Jose Pimenta.

07. Coelho de Senna. Ramo também que se liga ao Barbalho nos ancestrais maternos do professor Nelson Coelho de Senna. Com destaque para toda a familia.

08. Rodrigues Coelho Ferreira de Salles. Descendem dos Barbalho e dos ancestrais do Policarpo. Destaca-se o antigo juiz de direito e deputado dr. Antonio Rodrigues Coelho Junior. Teve filhos com participação política e burocrática como o dr. Alyrio Coelho Salles.

09. Barbalho Coelho Kubitschek de Oliveira. Familia que nao precisa apresentação Produziu o prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas e presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

10. Campos do Amaral. Familia multiplicada no Serro e imediações que produziu em Virginópolis o coronel Octavio Campos do Amaral. Ele foi de grande importância na Historia de Minas Gerais com envolvimento na Historia do Brasil. Pouco destacado, talvez, por ter apoiado o ditador Getulio Vargas.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_independ%C3%AAncia_do_Brasil

 

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02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO.

Não fiz um estudo completo. Mas por uma rápida olhada no histórico da existência da Cidade de Pecanha, na Revista do Archivo Publico Mineiro, de 1896, deu para ligar as antenas em relação ao assunto genealógico.

O histórico não difere em síntese daquilo que o professor Dermeval Jose Pimenta descreve no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Eh possível que ele ate tenha usado a mesma fonte de consulta.

Os artigos foram enviados `a revista pelo nosso velho conhecido, o alferes Luiz Antonio Pinto. `A época era ele o escrivão da Camara Municipal do Serro. Cidade esta que, quando sob o nome de Vila do Principe do Serro do Frio, tinha a primazia de ser a sede municipal de todo Norte e Nordeste de Minas Gerais.

O Alferes foi jornalista e autor de um famoso Arquivo que, depois de esfacelado, foi passado para a tutoria do Arquivo Publico Mineiro. Tinha um carinho especial pela genealogia da gente serrana, porem, parece não se ter dado ao trabalho de reunir seus achados em uma obra que, para nos, na atualidade seria a declaração de verdadeiro amor `a disciplina.

O alferes era a pessoa a quem todos que queriam saber algo de seus antepassados nos antigos domínios do Serro recorriam. O professor Dermeval inclusive registra correspondência entre o avo dele, Modesto Jose Pimenta, e o alferes, a pedido do primo Henrique Borges Monteiro, consultando-se a respeito de nossos tios: Isidro e Umbelino Borges Monteiro.

Henrique era filho do Isidro, que era filho do tio Isidro e neto do portugues Antonio Borges Monteiro, o que chegou de Portugal ao Serro por volta de 1770. Era natural do Distrito de Guarda, Cidade de Seia, Freguesia de Pinhancos, e nascera em 1751. O ancestral Antonio havia mandado os dois filhos mencionados acima para estudarem no Rio de Janeiro e por la progrediram.

Mas o que fez-me abrir esse novo capitulo foi uma sequencia de escrivães da Camara Municipal do Serro, ainda no século XVIII. Possível sera que houveram outros. Mas os documentos aos quais o alferes recorreu revelam apenas os que seguem:

A partir da pagina 765,

27.02.1745, Francisco Jose Coutinho
29.07.1748, Francisco de Andrada(e) de Arahujo
09.12.1770, Antonio Bernardo Sobral e Almeida
21.12.1772, Jose Pereira do Amaral
05.11.1781, Inácio Ribeyro de Queiroz (num paragrafo aparte o autor informa que esse fora filho dos portugueses: alferes Manoel Ribeiro da Costa e D. Anna Maria de Jesus Queiroz, ambos de Vianna do Minho).
28.04.1792, Marcelino Jose de Queiroz.

Tudo pode ser coincidencia. Dai espero que o leitor desse capitulo não tome essas conjecturas como conclusões.

Nada falo a respeito do Coutinho.

Ha que desconfiar-se um pouco do sobrenome Andrade de Araujo. Esse sobrenome aparece em Belchior de Andrade de Araujo, natural de Arcos de Valdevez, e senhor de engenho no Rio de Janeiro. Foi marido de Maria Cardoso de Souto Mayor, descendente dos Pontes Maciel, familia nobre das ilhas portuguesas. Tlt. Rendons, Genealogia Paulistana.

O professor Dermeval ao cometer o engano, presumo, ao identificar Josepha Pimenta de Souza como trineta deles acabou abrindo a porta para as conexões genealógicas. A filha do casal acima, Maria Andrade, foi esposa do capitão Manoel Pimenta de Carvalho, irmão do capitão-mor Joao Pimenta de Carvalho. Segundo os atuais genealogistas, Josepha descendia deste e nao daquele.

Mas fica ai a ligação através do Pimenta de Carvalho. E como Josepha entrelaçou-se na Família Barbalho, ao casar-se, no Serro, em 1832, com Manoel Vaz Barbalho fica possível imaginar que Josepha e o Francisco de Andrada(e) Araújo tenham sido primos. Dai se explica a presença de ambos aproximadamente `a mesma época e mesmo local.

Como segunda alteração feita no dia 18.02.17, lembrei-me ontem e pesquisei agora de manha para confirmar: consta no “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS” Do Cônego Raimundo Octavio da Trindade, vol. II, pág. 13, um titulo denominado Andrade.

Ali se nota, `a pagina 12: “Tristão Antonio de Andrade casado com Maria Carolina da Rocha. Pais de: …

F1 – Antonio de Paula Andrade c. c. Domiciana Nogueira. Filhos:
….
N4 – Orozimbo de Paula Andrade c. c Josefina Coelho Fontoura, descendente de Jose Bonifacio de Oliveira (irmão do Padre Belchior Pinheiro de Oliveira) dos Andrada de Diamantina (Tejuco).”

Muito possível que os Andrada de Diamantina tiveram inicio por la no Francisco de Andrada de Arahujo ou, quem dirá, nos pais dele. Deles talvez descendam os Dias de Andrade com ramificação em Sao Joao Evangelista e Virginópolis.

Também pode-se sonhar com a possibilidade de ele ou parente ter sido nosso ancestral por outras vias. O professor Nelson Coelho de Senna afirma que os bisavós dele, Joao Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo foram “primos carnais”. Infelizmente não explicou como.

Então, abriu a janela de possibilidade de os Coelho também terem o sangue Araújo. Mas ate aqui sera pura especulação.

Embora, `a 762, procurando comprovar a possível presença de descendentes do Mestre de Campo Lucas de Freitas de Azevedo, o alferes Jose Antonio Pinto recorre, entre outros, ao documento de batismo de Catharina, filha da escrava Maria, em 1718.

O que ha de particular ai foi que a Maria pertencia a Manoel da Silva Pinto, que reconheceu a paternidade da criança. [Sabe-se la que sera por essa via que chegou a nos o sangue de nossa ancestral Anna Pinto de Jesus, esposa do ancestral Eusebio Nunes Coelho! Afinal, sabemos que temos teor africano na linhagem] Alem disso a Catharina foi batizada pelo vigário padre Antonio de Mendanha Sotto Maior e o padrinho foi Manoel de Mattos Sotto Maior.

`A pagina 761 ja havia revelado que a esposa do Mestre de Campo chamara-se Izabel de Mendanha de Souto Maior. Importante ai eh nos lembrarmos que ja havia aliança entre os Souto Maior e Andrade de Araujo no Rio de Janeiro, datando de 100 anos antes do batizado acima mencionado.

Ja o Antonio Bernardo Sobral e Almeida tem comum conosco o Almeida. Sobrenome que aparece nos nossos ancestrais através da conjunção do Antonio Coelho de Almeida que era sogro do Malaquias Pereira do Amaral, co-fundador de Sabinopolis.

Tanto a esposa de um quanto a de outro chamavam-se Ana Maria de Jesus. O Malaquias nasceu em Conceição do Mato Dentro. Mas a esposa teria nascido em Congonhas do Campo, assim como a mãe do Malaquias, também dita nascida em Congonhas, e esposa do pai: Miguel Pereira do Amaral.

Os dados aparecem no livro do professor Dermeval. Tudo sera possível, principalmente porque depois de 1750, com a queda brusca da produção de ouro nos centros produtivos tradicionais, a expansão da colonização foi feita `a base da busca de novos veios que foram encontrados nos arredores de Conceição, Serro e Itabira.

E nossa genealogia registra a migração de outros ramos primeiro implantados em torno de Ouro Preto e Mariana e depois migrados para tais regiões. Entre eles estão os Coelho de Magalhães (ou Rodrigues Coelho, segundo o professor Nelson de Senna).

Mas aqui ha a possibilidade de o ancestral Antonio Coelho de Almeida descender do mesmo escrivão Antonio Sobral. Ao que parece, Antonio ja habitava a area onde surgiria a futura Sabinopolis, e haviam familias Coelho no Serro, desde o inicio verificado pela presença do procurador Leandro Coelho Mestre, presente `a pagina 765, em 1752.

A presença do Jose Pereira do Amaral poe um pouco de duvida em relação `a narrativa do professor Dermeval em relação `a entrada do sobrenome na família a partir do Miguel Pereira do Amaral que teria migrado da Ilha de Sao Miguel dos Açores. Possível eh!

Mas Jose Pereira do Amaral ja devia ser adulto, mesmo que jovem, em 1772. Enquanto o Miguel deveria ser criança. E o professor Dermeval não substancia as alegações dele com base documental, senão em outros casos.

Acredito que ele tenha se baseado em memórias. Especialmente da avo Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. Depois que ficou viuva em 1881 ela foi residir na casa do filho, coronel Cornelio Jose Pimenta. Mas faleceu em 1906, aos 10 anos de idade do professor, e o pai em 1918, aos 22 anos do mesmo.

Na maioria das vezes as tradições nos enganam porque a memória pode misturar os fatos. Jose poderia ter sido o pai, um tio e ate um irmão mais velho do Miguel. Qualquer que for o caso temos nota ai de que a família dessa assinatura devera ser pelo menos o dobro do que temos conhecimento!

A presença dos Queiroz talvez seja a que tenha a importância imediata maior. Não tive contato maior a respeito da família como um todo. Porem, entre amigos e parentes devemos ter muitos da mesma linhagem. Ha que mandar um alo `a amiga genealogista Marina Raimunda Braga Leão em Pecanha.

A respeito de Pecanha, o professor Dermeval descreve no livro dele que para instalar-se a Vila de Pecanha, em 1880, os prédios necessários para instalação da Camara Municipal, Escolas e Cadeia Publica foram doados por iniciativa privada e um dos doadores foi o senhor Marcelino Batista de Queirós.

Esse, por sinal, havia sido o 7o. filho do casal: capitão Joao Batista de Queiroz e dona Edwiges Soares da Encarnação. No livro o professor escreveu Edwiges Carvalho de Queiroz, corrigido pela Marina, que eh descendente do casal.

Obviamente, nao se pode afirmar que o Queiroz seja o mesmo. Contudo ha uma boa possibilidade de ai termos uma linhagem de família, procedente de Viana do Minho ate aos atuais Queiroz.

Seria uma coincidência “desagradável” o senhor Marcelino Jose de Queiroz não ter sido avo ou bisavô do senhor Marcelino Batista de Queiroz que, alias, “foi Intendente, Vereador, Vice-Presidente e Presidente da Camara Municipal de Pecanha”.

Nao sei se a Marina ja aprofundou a genealogia da familia dela a ponto de constatar ou negar que por ai entraram os Queiroz de nossa região.

Meu interesse na linhagem eh o esclarecimento da presença do sobrenome entre os conhecidos e especialmente aos parentes e aparentados.

Não faz muito tempo que o amigo de infância Dilermando Lucio de Oliveira informou-me que a avo dele, Sa Ritinha, chamava-se Rita de Queiroz e procedia do Serro. Ela devera ter nascido `a mesma epoca que meus avos, ou seja, em torno da década de 1890. E presumo que a possibilidade de descender dos escrivães do Serro eh grande.

Sa Ritinha foi esposa do senhor Jose (Zeze) Lucio de Oliveira, que foi um dos, senão o, melhores prefeitos de Virginópolis. Foi mãe do também ex-prefeito Henrique Lucio de Oliveira.

Alem disso foi sogra do tio Oldack de Magalhães Barbalho e dos primos: Hercilio de Magalhães Barbalho e Alípio Coelho. Isso sem contar a recorrência de outros descendentes casados com os Coelho.

Logicamente me interesso pelo que me eh proprio mas também pelo que vale `a humanidade toda. E da-me prazer dedicar esses resumos `as pessoas que fizeram parte da minha vida, particularmente da infância.

Apos escrever essas notas, ja corrigidas e acrescidas, desliguei o computador. O particular eh que escrevo na forma de e-mail e envio para mim mesmo. Assim faço com a intenção de copiar e revisar quantas vezes necessárias antes de publicar.

Ontem, 14.03.17, foi um dia de confinamento em casa. Isso acontece quando se esta esperando tempestade de neve. E o que anunciaram poderia ser um verdadeiro desastre fora de época.

Ja estava cansado de escrever e com fome. E pensando na neve que limparia mais tarde. Após almoçar e descansar assistindo a alguma comedia na televisão, veio-me a ideia. Vou enviar o que ja tenho `a Marina e solicitar a ela que acrescentasse alguma correção necessária.

Ao reabrir minha correspondencia, deparei-me com um e-mail dela com, alem de palavras para o meu incentivo, a informação: “Quanto ao Joao Batista de Queiroz, era filho de Marcelino Jose de Queiroz (em 1792, Escrivão da Vila do Principe) e Reduzinda Ermelinda de Queiroz.”

Por um momento imaginei que estivesse ocorrendo algo sobrenatural! Pensei logo, sera que meu computador esta grampeado também ou forcas mais elevadas estão nos guiando?!

Porem, meu intuito cientifico logo começou a indagar qual poderia ser a lógica de vir a resposta antes da inquirição. Não demorou muito para chegar ao acontecido.

Quando mencionara no nome dela no primeiro escrito, consultei a lista de contatos para certificar-me do sobrenome que ela usa. Ao fazer isso, automaticamente a inclui na lista de endereçados e o cansaço impediu-me perceber isso antes. Certo foi que quando fui plantar o milho ela ja me deu a farinha pronta!

E ai esta se desenhando outro comprovante de minhas teorias. Não se trata apenas de que `a medida que vamos encontrando nossos ancestrais mais antigos, a nossa genealogia, no exemplo de nos que vimos de Minas Gerais, vai se afunilando em direção `as cidades mais antigas.

E acabamos encontrando nelas não apenas nossos ancestrais como também de todo o restante da população porque os ancestrais de uns são ancestrais de outros também.

Em comum temos com a Marina nossa raiz no sobrenome Barbalho ja que ela descende do senhor Modesto Jose Barbalho. Possivelmente teremos o Rocha, da dona Rita, esposa daquele e de outros ancestrais nossos. E muito provavelmente nos encontraremos também nesse Queiroz. Porem em um tempo pouco mais afastado.

Para os que visitarem as outras paginas do blog poderão encontrar as menções ao Domingos Rodrigues de Queiroz, cuja carta de brasão eh descrita pelo Sanches de Baena. Domingos nasceu em Mariana, foi filho de Bento e neto de Amaro Rodrigues Coelho. Estudou em Portugal. Recebeu a carta em 1772.

`A epoca em que ele vivia deve ter conhecido ao Manoel Rodrigues Coelho, português também morador de Mariana. E o professor Nelson Coelho de Senna alega em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, ter sido este de quem procedia o nosso quintavo Jose Coelho de Magalhães.

Sendo o caso, suponho a possibilidade de que o Manoel foi irmão do Bento Rodrigues Coelho. O que torna comum a ambos os ancestrais que tiveram. E um ancestral do Bento foi o Antonio de Queiroz Mascarenhas, mencionado na carta de brasão. Sabe-se que a família procedia do mesmo Minho, origem dos Coelho, Vasconcelos e tantos outros dos sobrenomes mais tradicionais de Portugal.

Assim sendo os Queiroz no Serro e os Rodrigues Coelho em Mariana, que ja eram contemporâneos em sua entrada em Minas Gerais, poderão também ter sido primos em Portugal e, portanto, continuaram primos no Brasil.

Repetirei aqui o endereço da biografia e genealogia do Antonio de Queiroz Mascarenhas. Ele devera ser ancestral de todos nos ja que tornou-se personalidade importante da Historia de Portugal quando lutou, `a mesma epoca que Jeronymo e Agostinho Barbalho Bezerra, na Guerra da Aclamação, que se deu ainda na primeira metade do século XVII. Visitem:

https://www.geni.com/people/Antonio-de-Queiroz-Mascarenhas/6000000017888812821

 

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03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

A mensagem atinge especialmente aos descendentes dos trisavós: Joaquim Coelho de Andrade (Joaquim Honorio) e Joaquina Umbelina da Fonseca; senhores pais da Dindinha Ersila, Jose (Juca), Joaquim e outros.

O nosso amigo Mauro Andrade Moura enviou-me a mensagem:

“Segue a última descoberta, perdida em meio a muitos livros no Memorial Drummond de Andrade. É a primeira divulgação da genealogia da família, os Andrades e os Lages de Itabira, um artigo do Dr. Mário Barata com colaboração do nosso Poeta. Este artigo deve ter sido editado na Revista do Instituto de Genealogia do Brasil ainda na década de 30.

Arquivos para leitura:

primeira parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_pr

segunda parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_se”

Quem verificar a leitura, primeira parte, observara que ha um Jose Joaquim de Andrade, irmão do Francisco Joaquim Andrade. O Francisco Joaquim foi o bisavô do poeta Carlos Drummond.

Segundo o que encontrei no site Familysearch, houve um Jose Joaquim de Andrade, em Itabira, que foi casado com Maria Lucia da Silveira.

Esse casal foi o feliz pais de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se duas vezes, a primeira em 22.07.1812, com Joao de Sousa e Silva.

A segunda vez Simpliciana casou-se com Honorio Coelho de Linhares, em 12.01.1822.

Esse ultimo casal foi pai, em 26.09.1833, na Município de Ferros, da criança que recebeu os santos olhos e foi batizada com o nome Joaquim.

Aqui, por enquanto, eh apenas suposição que esse Joaquim seja o nosso trisavô, Joaquim Honorio.

Na contramão do suposto inicio dessa sequencia, o livro afirma que o Jose Francisco de Andrade faleceu solteiro. Portanto, esse não poderia ser o pai da Simpliciana, nossa provável tetravo.

Isso também seria uma suposição. O fato eh que ele aparece como pai dela no registro do casamento com o Joao de Sousa. E aparece também o nome da mae, Maria Lucia da Silveira, que não deveria aparecer sem a menção de “filha natural”, relativo `a Simpliciana, como era o costume da época. Sem a menção, presume-se que foram casados.

A nosso favor, contudo, ha sempre aquele senão. Era comum os genealogistas mais antigos cometerem enganos dessa natureza. Por mais que procurassem, não encontravam registros ou menções a casamento, automaticamente concluíam pelo solteiro.

Então, ficamos dependentes de encontrar em algum ponto de Minas Gerais, um registro de casamento entre o Jose Joaquim contra a Maria Lucia. Nele devera estar registrado os nomes dos pais de ambos. Ai a duvida se dissiparia, a favor ou contra.

Estou otimista em relação `a constatação da hipótese favorável. Isso porque, mesmo os nomes Jose, Joaquim e Andrade terem sido muito comuns, e podendo haver ate mais de duas pessoas `a mesma época com o mesmo nome, penso ser improvável a coincidência.

Lembrem-se, improvável, mas nao impossível.

Nesse caso, e sendo verdade, será verossímil que a Dindinha não se enganou quando dizia ser aparentada do Carlos Drummond. Acredito que caberia a nos esforçarmos um pouco mais para comprovarmos que a santidade dela não falhou.

Outra informação que complementa isso eh que o Honorio foi filho do Antonio Coelho da Silveira e de Maria Vieira da Silva.

Em escritos anteriores eu me enganei. Citei de memoria e dei o sobrenome Vieira `a ancestral Maria Lucia, que era Silveira.

Se essa parte da genealogia aqui exposta encaixar-se exatamente como estou pensando, então, seremos duplo “da Silveira”. E alguns membros desse ramo procederiam da “Ilha Terceira”, nos Açores.

E, talvez, a familia da tia-bisavo Emigdia Honoria Coelho tenha algum vinculo, pelo menos em meio termos. Ela foi esposa do seo Amaro de Sousa e Silva. Ou seja, mesmo sobrenome do primeiro marido, Joao, da tetravo Simpliciana Rosa de Andrade.

O seo Amaro poderia ter sido por volta de neto da Simpliciana. Ela e o Joao de Sousa foram pais, pelo menos, de uma filha, Maria, em 1814. Podem ter tido outros filhos, e o sr. Joao de Souza, filho dos tios Emigdia e Amaro, poderá ter recebido nome em homenagem ao bisavô.

Havia me esquecido ontem. Escrevi ja a noite e passava da hora porque aqui: “a marcha do veado começa cedo!” rsrsrsrsrsrs. Apenas parafraseando o nosso colega de moradia, natural de Pains, la na republica em Viçosa, o Gege. Ele contava que a mãe dele os acordava com a frase, ao que ele retrucava: “Ce bobo mãe!!!”

Mas enfim, temos que não esquecer de pelo menos mais um ramo Andrade em nossa família que procede de Itabira. Trata-se da descendência da dona Antonia Nunes Lage. Ela nasceu la e tornou-se a esposa do Pedro (Surdo) Nunes Coelho.

Refiro-me ela como também Andrade porque podemos verificar que na segunda parte do tratado genealógico acima informa-se que os “da Costa Lage” eram dos mesmos Andrade. E, muito provavelmente, muitos se casaram primos com primos, segundo o que o próprio estudo menciona.

Sa Toninha e o Pedro foram pais de:

01. Emidia Nunes Coelho – Joao da Cunha Menezes
02. Eucalina Nunes Coelho – Joao Pereira
03. Ebe Nunes Coelho – 1o. Lolo Pereira, 2o. Felipe
04. Euripedes (Dodo) Nunes Coelho – Maria Laura Candida
05. Mario Nunes Coelho
06. Maria Nunes Coelho (Irma Helena)
07. Carina Nunes Coelho – Vicente Loyola
08. Horacio Nunes Coelho – 1o. Maria Marcolina Coelho, 2o. Noemi Marcolina Coelho
09. Lauro (Pitimba) Nunes Coelho – Maria dos Anjos Rabello
10. Zinah Nunes Coelho – Minervino Nunes Leite

O senhor Joao da Cunha Menezes foi primeiro, marido de Evangelina (Eva) Nunes Coelho, que fora irmã do Pedro Nunes Coelho. Naturalmente, essa primeira família não compartilha, dentro do que ja sabemos, dos mesmo gens Andrade que a segunda.

Os dados que temos aqui, alem da porção encontrada no Familysearch, acima mencionado, também procedem da coleção de outros dados que o amigo Mauro de Andrade tem me fornecido, sobretudo a parte que toca em relação ao período 1827 a 1870 e oriundos de Itabira e Ferros.

De la para ca são dados do livro da nossa prima Ivania Batista Coelho, com adendos fornecidos por parentes, como o nome da esposa do Euripedes, fornecido pela neta deles, Vilma Natalicia Nunes.

Pedro Nunes Coelho foi filho de Jose Coelho Nunes e Emigdia de Magalhães Barbalho. Eles foram primos em primeiro grau, pois, foram filhos respectivamente das irmãs: Francisca Eufrasia de Assis Coelho e Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Acredito que a inversão do sobrenome Nunes Coelho para Coelho Nunes pode ser devido ao Jose ter sido o primeiro neto dos fundadores de Guanhaes: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Os outros irmãos do Jose assinaram Nunes Coelho, e foram filhos do fundador de Virginópolis, Joaquim Nunes Coelho.

Outras familias antigas em Virginópolis “correm o risco” de ter parentescos com os Andrade e Lage de Itabira. Isso porque a família expandiu-se na mesma direção que corre o Rio Santo Antonio.

Assim, alguns que tem ascendência em cidades como Itabira, Santa Maria de Itabira, Ferros, Dores de Guanhaes, Senhora do Porto, Guanhaes, Virginópolis e Açucena serão candidatos a encontrar, principalmente do sexo feminino, se não assinarem atualmente Lage ou Andrade, ancestrais que se encaixam no tronco dessa família.

E pelo que se conhece da capacidade reprodutiva dessas famílias no passado, torna-se uma chance que pode bem ultrapassar 50% de chances da possibilidade.

Por enquanto não tenho como dizer nada a respeito dos Dias de Andrade em nossa família. A origem deles esta no professor Francisco Dias de Andrade que se acredita ter procedido de Diamantina, que pertencia ao Serro, local onde havia o ramo Andrade de Araújo, família histórica do Rio de Janeiro, juntamente com os Barbalho, Aguiar, Costa Ramires e outras.

Nao se descarta nenhuma possibilidade, pois, houve movimento migratório no sentido Itabira/Ferros para Diamantina no final da primeira metade do século XIX.

Inclusive acredito que Joaquina “Simpliciana” Coelho de Andrade, esposa do Cassiano Coelho de Araujo, tio-avo do professor Nelson Coelho de Senna, devera ter sido irmã do trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Ela tera nascido por volta de 1826, indo falecer em 1916, sendo sepultada em Virginópolis. Fonte, atestado do obito dela. E, segundo o professor Nelson, o casal criou família nas lavras de diamantes de Diamantina.

 

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04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

 

Por enquanto eh especulação, mas vejamos se a nossa parentela concorda ou não com as evidencias que ja colhi.

Vamos nos lembrarmos em primeiro lugar que o professor Nelson Coelho de Senna foi o primeiro a escrever um compendio a respeito da família dele. A esse deu o nome de “ALGUMAS NOTAS GENEALÓGICAS”, publicado em 1939.

Descrevendo os próprios familiares maternos, ele afirma que um casal de trisavós se chamava: alferes, Jose Coelho de Magalhães (também conhecido, na família, por Coelho da Rocha) e Eugenia Maria da Cruz. Os filhos do casal foram:

01. Jose Coelho da Rocha – Luiza Maria do Espirito Santo
02. Joao Coelho de Magalhães – Bibiana Lourença de Araujo
03. Antonio Coelho de Magalhães, solt. (na verdade, Rodrigues Coelho)
04. Felix Coelho da Trindade
05. Clara Maria de Jesus.

Disse também que todos, exceto Antonio, foram casados. O que sabemos eh que Joao foi o bisavô do professor, o qual o conheceu por o professor ter nascido em 1876 e ele ter falecido em 1879. Nasceu e faleceu na mesma data: 19 de março, dia de Sao Jose.

Aqui entra um detalhe das Notas Genealógicas que falta esclarecer. O casal de trisavos dele teria se casado em 7 de setembro de 1799. Ou seja, muito depois do nascimento dos dois primeiros filhos.

Alega ainda que o bisavô dele casou-se com sua prima carnal Bibiana Lourença de Araujo. Foge a mim o significado de prima carnal. Obviamente, trata-se de primos reais mas nao define o grau.

O professor nao nos da datas de nascimento dos 3 filhos do casal Joao/Bibiana. Porem, da das 3 filhas. Euphrasia 1829; Maria Brasilina, avo do professor, 1828; e Maria Eugenia, 1835. Os 3 irmãos foram: Cassiano, Joao e Joaquim Coelho de Araujo.

O professor alegou que os bisavós dele casaram-se em 1804, antes que o bisavo completasse 20 anos. A disparidade eh que, para isso ter acontecido, tia Bibiana teria que estar com por volta de 50 anos de idade quando teve a ultima filha, e teria que ter havido muita distancia entre o casamento e os últimos nascimentos.

Acredito, então, que ele pode ter se enganado ao dar o bisavô falecido aos 94 anos. Eh possível que ele tenha nascido em 1805, e não em 1785. Assim, teria se casado em 1824 e não em 1804. A leitura em documentos antigos muitas vezes engana a gente.

Assim, entre 1825 e 1828, poderiam ter nascido os 3 irmãos. O problema eh não termos fatos conhecidos, por mim, das vidas deles que o comprove. Tenho que o Joaquim foi mesmo minerador em Diamantina. Mas isso aparece no Almanak de Minas, em 1872. Isso confirma informações passadas pelo professor Nelson.

Pela data do casamento dos nossos supostos ancestrais Jose e Eugenia, 1799, acredito na possibilidade de o professor ter se enganado quanto ao filho Jose ter sido filho dela. O Jose pai teve uma esposa anterior, cujo nome foi Escolástica de Magalhães. Então, seria mais condizente que essa fosse a nossa ancestral e não a Eugenia.

O professor também afirma que a Eugenia Maria da Cruz, ao morrer e ser sepultada no Arraial-de-Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, hoje cidade, ficou revelado o nome de Eugenia Rodrigues da Rocha.

A informação de que ela foi sepultada em Rio Abaixo leva a supor que casou-se de novo, por ainda ser jovem, pois, os filhos se mudaram para Guanhaes, juntamente com o irmão mais velho, Jose Coelho da Rocha, que foi o fundador local.

Dona Eugenia pode ter deixado os filhos para que o enteado fosse o tutor dos irmãos. Talvez, devido `a ocupação com outra suposta, por mim, família. Sendo que o outro marido ja poderia ter seus próprios filhos.

Segundo informação desta pagina, no site:

http://gencoelho.xpg.uol.com.br/inferior_files/origens/coelho_de_magalhaes.htm

 

Eugenia Rodrigues da Rocha teria sido filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Como se pode observar na pagina, a informação teria sido coletada do livro: “A Mata do Peçanha Sua Historia e Sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Tenho copia da primeira edição do livro, datada de 1966, na qual a informação ainda não aparece. Mesmo assim, baseado nas informações primarias encontradas por esses autores, tenho pesquisado e encontrado evidencias de que algo disso tudo seja verdade.

Nao muito tempo atras, encontrei no site Familysearch o registro de batismo que diz:

Maria Magalhães, nascida a 26.07.1750, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. Foi então que especulei que se dona Anna Maria tivesse ancestrais com o sobrenome Barbalho, essa Maria poderia muito bem ter sido nossa sexta-avo.

O que pensei ser bem provável porque existem outras mulheres na Família Barbalho, `a época, que preferiam ter os nomes ligados aos santos, muito frequentemente em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

O problema maior esta em saber se essa Anna Maria tem ou não ligação com a Família Barbalho, pois, era comum o Conceição aparecer em outras famílias também.

As pessoas `aquela época não eram batizadas com o sobrenome. O site acrescenta o ultimo sobrenome do pai, como eh o costume aqui nos Estados Unidos. Portanto, o registro de batismo deve dizer apenas Maria. Ja os nomes dos pais, por ser adultos, aparecem.

Embora os de mães costumam variar de batismo para batismo. Muito comumente não se dava a elas um sobrenome. A não ser que fosse de alta classe.

O batismo da menina Maria se deu na Igreja de Santo Antonio, no municipio de Ouro Branco.

O que animou-me a retornar a esse assunto foram mais quatro registros que encontrei no mesmo site. Sao eles, dois de batismos:

01. Juliano Vaz Barbalho, filho de Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo. O batizado se deu na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, a 27 de Jun 1723.

02. Joao Vas Barbalho, filho de Manoel Vas e Anna Costa de Araujo, na mesma Igreja, local e na data de 05 Jun 1722.

dois de casamentos:

01. Antonio de Almeida Leitão – Izabel da Quaresma
filho de: Manoel de Almeida – Josefa Maria Cardoso
filha de: Antonio Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse casamento se deu em 16 Out 1731

02. Luis Barbosa de Sousa – Mariana Francisca da Conceição
filho de: Luis Barbosa de Souza – Francisca das Chagas
filha de: Antônyo Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse outro se deu em 10 Fev 1750

No segundo eh que se identifica o sobrenome Quaresma do pai da esposa.

Penso que aqui temos o que pensar. Em parte porque não fica explicado o porque de os filhos do primeiro casal: Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo terem recebido o sobrenome Barbalho, a não ser que tivessem suprimido esse sobrenome do Manoel.

Então, nesse caso, poderíamos supor que ele poderia ser o mesmo que se tornaria marido de Josepha Pimenta de Souza e daria origem ao ramo da família na região do Serro do Frio (Villa do Principe). Em sendo o caso, nossa família cresceria muito.

Essa especulação torna-se possível e, quem sabe, provável, pois, o que sabemos eh que dona Paschoa Barbalho nasceu em 1650 e casou-se com Pedro da Costa Ramires em 1668.

Caso especulemos que a filha deles, Maria da Costa Barbalho, nasceu por volta de 1670, também poderia estar tendo filhos por volta de 1690.

Maria casou-se com o viuvo Manoel de Aguiar. Então, eh possível pensar que o primeiro filho foi o Manoel Vaz Barbalho, que casou-se com a Josepha e, talvez, com a Anna Costa de Araújo.

Mas como ele poderia ter nascido em torno de 1690, por volta de 1712 ja poderia ter se casado com Anna da Costa (ou Pereira) de Araujo. Observe-se que o nome provável dela pode mesmo ser da Costa, o mesmo do Pedro da Costa Ramires, que ja era o avo do Manoel.

O da Costa aparece muito frequentemente entre os cristãos novos que conhecidamente ja tinham o costume de casar-se parente com parente.

A presença do Araújo no sobrenome talvez justificasse a alegação de que tios Bibiana e Joao eram primos carnais.

As assinaturas Araújo, da Costa e Barbalho eram muito frequentes no Rio de Janeiro, de onde procediam, durante os séculos XVI e XVII e, como a cidade era algo como hoje conhecemos por interior, a possibilidade de se terem aparentado desde então eh enorme.

Mas são os registros de casamentos que talvez ofereçam a melhor possibilidade de ponte entre os Coelho e os Barbalho. Aqui temos que especular que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido mesmo a menina Maria de Magalhães no assentamento de batismo de Ouro Branco.

Sabemos que a mãe dessa Maria chamou-se Anna Maria da Conceição. Ela poderia ter sido a filha da Maria da Conceição Barbalho e seu marido Antônyo Dias Quaresma.

Mas aqui, para encaixar-se melhor `a nossa genealogia, teríamos que admitir que essa Maria da Conceição Barbalho fosse irmã do Manoel Vaz Barbalho, ou seja, fosse também filha da Maria da Costa Barbalho e Manoel de Aguiar. O que parece bem possível.

Precisava mesmo ter os estudos do Carlos Grandmasson Rheingantz em mãos para ver no que isso será ou não possível.

Sei que ele recordou muito da Família Barbalho na coleção: PRIMEIRAS FAMÍLIAS DO RIO DE JANEIRO (SECULOS XVI E XVII). 3 volumes. Deve constar nele os filhos do Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Alias, nao sei se explica ou complica. Acabo de abrir o livro do professor Dermeval para certificar-me de um dado e ali reli:

“IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Iraja, distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL DE AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.”

Também resolvi abrir o familyseach novamente e la revi outro assento de casamento:

01. Manoel da Costa Barbalho – Joanna Maria de Freitas
Filho de: Anna da Costa – nao aparece marido
Filha de: Josefa de Freitas – nao aparece marido
O casamento se deu na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de Ouro Preto, em 13.02.1768.

Na verdade, as informações encontradas no familysearch a respeito de Joao e Juliano Vaz Barbalho estão incompletas, embora sendo batizados, consta que os nomes são mencionados, porem, deixa duvidas quanto a serem os batizandos. Isso porque os nomes aparecem completos, o que iriam usar em outros documentos que não os dos próprios batizados.

Acredito que aqui encontramos mais uma indefinição. O professor Dermeval alega que usou dados de notas do Arquivo do alferes Luis Antonio Pinto e não os documentos originais de dados relativos ao Serro. E isso pode te-lo induzido a alguns enganos.

Um que pode ter acontecido seria a informação de que Manoel de Aguiar teria tido duas esposas. No registro de casamento da Theodosia com o Joseph Carneiro da… aparece o nome do pai dela: Manoel Aguiar. O mesmo que o professor usou no livro dele.

Ja no registro em que o nome do Juliano aparece, os nomes dos pais são: Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo, ou seja, o mesmo nome que o professor registrou como esposa do Manoel Aguiar.

Talvez esteja havendo uma troca ali, e quem terá casado duas vezes será o Manoel Vaz Barbalho. Isso porque o Barbalho aparece tanto no registro do Juliano quanto do Joao.

Acredito que para economizar nosso trabalho devemos primeiro buscarmos encontrar mais dois registros de casamentos em seus originais. Ambos deverão estar nos arquivos da Arquidiocese de Diamantina.

Sao eles do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, dos livros da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde; e do capitão Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose que, por ela ter nascido em Conceição do Mato Dentro, devera ser encontrado nos registros de la.

Assim, depois deveremos verificar como essas peças se juntam. E, enfim, concluiríamos pelo menos uma etapa do encontro da ponte entre os Barbalho e os Coelho.

Detalhe importante sera nos lembrarmos que, mesmo que não sejamos descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, isso não implica de imediato que os Coelho descendentes do Jose Coelho da Rocha deixem de ser “do Barbalho”!

Como os autores antigos nada disseram a respeito, será possível também que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido irmã da primeira esposa dele, Escolástica de Magalhães.

Se assim o foi, verifica-se um caso clássico na família, ou seja, uma esposa falece e o marido dela casa-se com uma sobrinha dela. Muitas vezes uma irmã mais nova preenchia a vaga.

E isso se dava porque antigamente existia o total preconceito contra um homem tomar conta sozinho dos próprios filhos menores. Ate porque faltava tempo para isso.

Segundo tradições antigas, os casamentos nesses casos se davam como um cala-boca `as mas línguas. Quando um homem ficava viuvo com filhos novos logo se escolhia a moça mais apropriada da família para tomar conta das crianças.

Mas ai abria-se a oportunidade para as mas línguas levantarem suspeitas, pois, o que se dizer de uma moça solteira, vivendo na mesma casa com um viuvo e seus filhos?!!! Então, os pais mais atentos tratavam logo do casamento, não dando tempo `as mas línguas de levantarem os falsos.

E, se esse foi o caso, os Coelho descendentes de dona Escolástica não serão menos Barbalho que seus parentes descendentes da Eugenia. O que teriam a menos seria o lado italiano calabres do Giuseppe Nicatsi da Rocha. O que não impede que tenhamos outras ascendências italianas, pois, isso ja foi constatado em exame de DNA de primos.

Desconfio que essa seja a ortografia correta do sobrenome do Giuseppe. Nos documentos antigos as caligrafias do S e do G se pareciam muito. E o professor Dermeval traduziu o nome da Cidade portuguesa de Seia por Geia. Assim como pode ter traduzido Nicatsi por Nicatigi.

Mas, de toda forma, iríamos acrescentar o Dias Quaresma na lista de sobrenomes de nossos ancestrais. A Familia Dias Quaresma tem sua presença marcada na colonização brasileira. Como tantas outras que ja se encaixam em nossa genealogia.

Mas o que iria continuar faltando também eh a ponte entre o nosso velho JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que atravessa o Atlantico, do Brasil a Portugal, com as nossas origens portuguesas, por essa via!

O professor Nelson informou apenas que o tio-avo dele, Cassiano Coelho de Araujo, casou-se com Joaquina Simpliciana. Mas eu encontrei em Virginópolis o atestado de obito de Joaquina Coelho de Andrade, viuva de Cassiano Coelho.

Ao que eu suponho, essa Joaquina foi irmã de nosso trisavô Joaquim Coelho de Andrade. Pelos dados de filhos de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade, imagino que Joaquina tenha sido filha deles também, nascida em Ferros, como os irmãos: Joaquim, 1833, e Antonio, 1838.

Pelo atestado, Joaquina faleceu aos 90 anos, em 1916. O que põe o nascimento dela em 1826. Época em que o casal Honório e Simpliciana ja eram casados, pois, o fizeram a 12 Jan 1822.

E Cassiano e Joaquina Simpliciana poderiam ter sido pais da avo do Juscelino Kubistchek, dona Maria Joaquina Coelho. Sei que Joaquina Simpliciana tinha idade para ter sido mãe da avo do Juscelino. Falta confirmar eh se o Cassiano tinha idade para ser o pai.

Outros documentos que posto para que fiquem juntos quando precisarmos consultar:

Casamento:

01. Rosa Maria da Conceição – Joao Martins Ferreira
filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
filho de Domingos Martins Ferreira e Luiza Soares de Jesus
data: 02 Set 1795
local: Sao Jose, Itatiaia, Rio de Janeiro, Brasil

batismo:

01. Manoel, filho de: Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
batizado: 25 Fev 1752
nascimento: 16 Fev 1752
local: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais, Brasil.

Apos publicar a parte acima deste capitulo, recordei-me que havia planejado antes fazer uma inspeção na localização das cidades mencionadas nos documentos, pois, muitas vezes isso também influencia nos estudos genealógicos. E não deu outra!

Em primeiro lugar, temos as cidades de Diogo de Vasconcelos e Ouro Branco. Segundo as informações do site distanciaentrecidades.com.br, em linha reta não passa de 54 km. Mas a estrada forma um grande arco, transformando a viagem em 82 km.

https://www.distanciaentreascidades.com.br/distancia-de-ouro-branco-mg-brazil-ate-diogo-de-vasconcelos-minas-gerais-mg

Interessante eh que no meio do caminho ha que passar-se por Ouro Preto e Mariana. Ai eh que as coisas se esclarecem melhor ainda.
Outro detalhe que esclarece também são as Historias dos Municípios.

Ai temos de Ouro Branco:

01. http://www.ourobranco.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/historia-de-ouro-branco/6495

e Diogo de Vasconcelos:

02. http://folhadediogo.blogspot.com/2009/06/historia-de-diogo-de-vasconcelos.html

Quem entrar nessa segunda poderá colher a informação de que o padre Domingos Coelho da Rocha, filho de fazendeiro local, ergueu uma ermida modesta em homenagem a Sao Domingos de Gusmão. Em torno desta formou-se o povoado que ja em 1754 recebia a pia batismal.

Isso elimina a possibilidade de os irmãos Joao e Juliano terem sido batizados em Diogo de Vasconcelos. Na verdade, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção era a de Mariana, `a qual as terras ainda pertenciam.

Em outra reportagem afirma-se que o nome completo do padre era Domingos Pinto Coelho da Rocha. Nao faz diferença, o que eu queria ressaltar era a coincidencia do sobrenome dele, Coelho da Rocha, que também faz parte do nosso ramo familiar.

De toda forma, acredito que a presença desses Barbalho nas proximidades de Mariana e Ouro Preto reforçam a hipótese de pertencerem a um mesmo ramo familiar.

Isso porque no mesmo site Familysearch também ja encontrei outros registros. Entre eles os dos casamentos:

01. Theodozia de Aguiar Barbalho – Joseph Carneiro da ………
filha de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
filho de: Matheus Lage e Maria Carneiro
O casamento se deu na Igreja N. S. Assunção, em Mariana, a 17.12.1717

02. Thereza de …….. de Oliveira – Jose Rodrigues
filha de: Joao de Aguiar Barbalho e Joana de Oliveira
filho de: Jose Rodrigues e Magdalena do Valle
Também na N. S. Assunção, Mariana, a 24.06.1730

03. Liandro Jose Barbalho – V. Barbalho
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria de Jesus
Filha de: Dionisio Barbalho Bezerra
Outro em N. S. Assunção, Mariana, a 27.10.1753

04. Januário Jose Barbalho – Dionisia Coelho da Silva
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria
Filha de: Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu
Igreja de N. S. da Conceição, Ouro Preto, em 26.01.1758

Naturalmente, acredito que o nome da mãe do Januário e do Liandro so aparece completo no casamento dela e Jose Rodrigues. Era comum as mulheres terem o nome social e o religioso.

Algo mais que aumenta a aproximação, foi o local de nascimento do nosso tetravô, Policarpo Jose Barbalho. Ele, que se tornou padre depois da família criada, nasceu no antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durão, pertencente a Mariana. Deve ter nascido por volta de 1790, pois, casou-se em 1808, em Itabira.

Não se sabe porque o padre Policarpo nasceu naquele Distrito, pois, o pai havia nascido no Serro e a mãe em Conceição do Mato Dentro. Ja o irmão dele, Gervasio Jose Barbalho, também nasceu em Conceição do Mato Dentro.

Outra ligação indireta, trata-se de que o professor Nelson Coelho de Senna sugeriu que nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães procedesse do rico português Manuel Rodrigues Coelho, que possuiu datas minerais também no Distrito de Santa Rita Durão.

Aqui temos um pouco a respeito do Distrito:

http://www.pmmariana.com.br/distritos/santa-rita-durao

Em nossa familia temos ainda ligação com essa área historia do Ciclo do Ouro através da Cidade de Congonhas do Campo. Segundo o que ha na internet, Manuel Rodrigues Coelho contribuiu com algum dinheiro para a construção do Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, que foi transformado em um dos símbolos de Minas Gerais.

Possivelmente, tenha ate mantido residência no local, pois, todos os ricos e afamados de Ouro Preto e Mariana tinham o local como ambiente de retiro, para fugir do burburinho das antigas capitais.

E também ligação genealogica mesmo, pois, segundo informações retiradas do livro do professor Dermeval Jose Pimenta, nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral casou-se com Francisca Angelica da Encarnação, filha do português: Francisco Jose Barbosa Fruão e Anna Maria de Jesus. Elas, naturais de Congonhas.

Sendo que Miguel foi nosso sextavô, o nosso pentavô, filho dele, Malaquias Pereira do Amaral, casou-se com Anna Maria de Jesus, também congonhense, filha de Antonio Coelho de Almeida e outra Anna Maria de Jesus.

Assim sendo, podemos dizer que nosso tronco familiar foi plantado em Minas Gerais nos arredores de suas primeiras capitais, `a época de suas fundações, sendo que no virar do primeiro século, ainda ali estabelecida, espalhou-se tomando o rumo de Itabira, Morro do Pilar, Conceição do Mato Dentro e Serro, antes de projetar-se para Guanhães e Virginópolis.

Por esse lado, a irmanação dos Coelho com os Barbalho do nosso ramo devera estar representada pelos dados expostos pelo professor Dermeval Jose Pimenta. Ele nos da os dados dos casamentos:

01. Manoel Vaz Barbalho – Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
Filha de: Belchior Pimenta de Carvalho e mãe nao mencionada
O evento se deu a 18.9.1732, “na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde”, que continua Distrito do Municipio do Serro.

02. Isidora Francisca da Encarnação – cap. Antonio Francisco de Carvalho
Filha de: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Antonio Leal e Maria Francisca (portugueses).

Isidora e Antonio Francisco foram pais de: Joao (1761); Victoriana (1762); Antonio (1764); Luciano (1766); Mariana (1767); Jose (1769); Francisco (1771); Bernardo (1776) e Boaventura Jose Pimenta (1779).

Aqui ha que expor-se uma duvida que tenho por não ter em mãos documentos que comprovem. Sabemos que nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho foi filho do capitão Jose Vaz Barbalho e dona Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Ha uma janela muito estreita que permitiria que o capitão Jose seja o mesmo nascido em 1769. Em 1788 ele poderia ja estar casado aos 19 anos de idade.

Porem, a ideia que penso ser mais provável seria a de que o capitão nosso ancestral tenha sido filho do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. `A pagina 236 do livro dele o professor Pimenta registrou que Josepha teria nascido em 1712.

Casou-se aos 20 anos e poderia ter tido filhos por mais 20 anos. Como não tenho a data do nascimento do tetravô Policarpo, fica difícil saber qual a possibilidade se encaixa melhor.

De todo jeito, so se pode obter a certeza dos fatos através de documentos que ainda não encontramos. Isso porque existe a possibilidade de estarmos incorrendo em engano e pode ser que iremos nos encaixar em outro ramo de aparentados que não seja o do Manoel Vaz e Josepha Pimenta.

No livro dele, o professor Pimenta nos da apenas um breviário a respeito da descendência de dois dos filhos de dona Victoriana e mais detalhes da descendência do bisavô dele, Boaventura.

Isidora foi a unica filha do casal Manoel e Josepha por ele mencionada no livro. Em minhas pesquisas encontrei o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho, que criou família em Gravataí, em torno dos anos de 1780, pertencente a Villa de Porto Alegre, local onde se deu o falecimento dele, em 1801.

Se também houve um filho chamado Jose e mais outros alem desses não tenho a informação ainda.

E no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio de Magalhães Barbalho esta incluida a anotação dos dados de casamento dos pais dele:

01. Padre Emigdio de Magalhães Barbalho, filho de:
Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhães
Filho de: cap. Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose
Filha de: Genoveva Nunes Ferreira (nao consta nome do pai)
O casamento se deu em 1808, em Itabira, de onde a noiva e mãe procediam.

Mais detalhes da familia encontrei no Inventario de Isidora Francisca que faleceu deixando 4 filhos vivos: Jose (1810), meu pentavô materno; Padre Emigdio (1813); Francisco Marçal (1820), meu trisavô paterno e materno; e Lucinda Francisca de Magalhães (1824). Outros 3: Joao, Genoveva e Maria devem ter falecido crianças.

O cap. Jose Vaz e Anna Joaquina foram pais de pelo menos dois outros filhos: Gervasio e Firmiano. Possível será que tenham sido pais de Victoriano e Modesto Jose Barbalho também. Ha ainda o que pesquisar.

Nesse caso, caso se confirme que Eugenia Rodrigues da Rocha foi mesmo filha de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, que pode ser filha de Anna Maria da Conceição, e esta, filha de dona Maria da Conceição Barbalho, constataremos o vinculo parental entre os dois sobrenomes presentes em nosso ramo familiar.

Obviamente, devemos ressaltar que podemos descender pelo lado Coelho de dona Escolástica de Magalhães que, talvez, será irmã da Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.

Não haverá a necessidade de que dona Maria da Conceição Barbalho tenha sido filha do casal Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar para que pertença ao nosso ramo familiar. Sabe-se que Maria da Costa não foi filha única. Pelo menos Jose da Costa Barbalho foi irmão dela.

Alem deles, haviam outros descendentes do governador, mestre de campo, Luiz Barbalho Bezerra e dona Maria Furtado de Mendonça no Rio de Janeiro. Uma dos irmãos de dona Páschoa Barbalho, Michaela Pedrosa Barbalho Bezerra (filhas do Jeronymo Barbalho e netas do governador Luiz) deixou descendência conhecida.

Uma das descendentes de dona Micaela foi dona Maria Nicolacia da Conceição Bezerra de Mesquita que se tornou a Baronesa de Cacequi (Rio Grande do Sul) por casamento com o barão: Frederico Augusto de Mesquita.

https://www.geni.com/people/Maria-Nicolácia-da-Conceição-Bezerra-de-Mesquita-baronesa-de-Cacequi/6000000011649732808

A irma do Jerônimo, Cecilia Barbalho Bezerra, esposa de Antonio Barbosa Calheiros, também deixou pelo menos um casal de filhos que poderão preceder a dona Maria da Conceição Barbalho.

Sabemos que Agostinho Barbalho Bezerra, outro filho do governador Luiz, foi casado com dona Brites (Beatriz) de Lemos, mas não tenho noticias de descendência deles, se houve.

D. Brites era filha de Joao Alvares Pereira e dona Isabel de Montarroyo. Das familias mais antigas e tradicionais do Rio de Janeiro.

Qualquer que for o vinculo da linhagem de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho e em sendo dona Escolástica de Magalhães sua parente materna, nos fica garantido a irmanação entre os Coelho e os Barbalho do nosso ramo familiar.

Ha aqui que salientar-se que penso que Joao de Aguiar Barbalho tenha sido irmão da dona Theodosia e do Manoel Vaz Barbalho.

A exceção seria apenas se dona Maria da Costa Barbalho tiver tido pelo menos uma irmã que também tenha se casado com membro da família Aguiar. Nos tempos de colonização das terras brasileiras tudo era possível.

Uma irmã mais nova que ela poderia ate ter se casado com algum filho do Manoel Aguiar que ja era viuvo. Os laços familiares na verdade trabalhavam como aliança entre famílias. Não era incomum 2, 3 e ate 4 irmãos se casarem com outros irmãos de outra família.

Em nossa familia temos o exemplo extremo de 4 irmãos e uma prima da família Nunes (Coelho)/Barroso se casando na família dos tios Pio Nunes Coelho e Josephina Marcolina Coelho. E isso era o comum, justificando-se mais ainda a possibilidade da irmanação entre os mesmo Barbalho e os Coelho do nosso ramo.

 

ACRESCIMO IMPORTANTE.

Nada como uma boa caminhada, como a que fiz ontem com nosso melhor amigo Rudy, de mais de uma hora, ou um bom conselho do travesseiro para abrir melhor nossas mentes, principalmente, recordar detalhes.

Primeiramente, retornarei a uma informação que tenho do passado de pesquisas. Trata-se do documento produzido pelo professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ, publicado no endereço:

http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/mauricio_abreu.pdf

Quem desejar ir diretamente `a pagina 9, poderá verificar, no ano de 1702, o enunciado:

“Dona Páscoa Barbalho, viuva de Pedro da Costa Ramiro, em dote de casamento a Jose vieira da Costa, para casar com sua neta Dona Páscoa, doa “tres safras livres do partido que tem em seu engenho”.

Pode-se observar que os próximos quadros tratam da mesma propriedade, no Mutua, Sao Gonçalo do Rio de Janeiro, onde reuniam-se os revoltosos da chamada “Revolta da Cachaça”, e que pertencera a Jeronimo Barbalho Bezerra, o pai de dona Páscoa Barbalho.

Acredito que essas mesmas terras tenham passado como herança desde os tempos de Miguel Gomes Bravo, avo que foi de dona Isabel Pedrosa, esposa do Jeronimo. Miguel deve ter sido natural do Porto, foi contratador nos Açores, mudou-se para o Espirito Santo e depois residiu no Rio de Janeiro, deixando descendência significativa nesses lugares.

Acredito que no intervalo de 1702 e antes de 1705, a avo dona Páscoa tera falecido. E Jose Antunes de Matos, que aparece em 1705, pode ser sobrinho dela. Talvez ser filho ou neto da irma de dona Páscoa, Michaela Pedrosa, que foi esposa do portugues lisboeta, Joao Batista de Matos.

Dai pulamos para os dados contidos nos assentamentos dos Juliano e Joao Vaz Barbalho. Consta terem sido filhos de Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo.

Anna Pereira de Araujo, alegado pelo professor Dermeval, seria o nome da primeira esposa do Manoel de Aguiar, que depois casou-se com Maria da Costa Barbalho, em 1732.

Aqui vejo uma possibilidade, mesmo que vaga, de a Anna Costa (Pereira) de Araújo, ter sido filha mais velha do casal Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Ai eh que esta, ele poderia mesmo ter sido viuvo de outra pessoa com o mesmo nome da filha.

Pode parecer esquisito para alguns. Mas não era incomum no passado. Meus avos maternos foram o “Juca” Coelho e Davina Magalhães. Entre falecidos e sobreviventes tiveram 19 filhos. Nenhuma das filhas chamou-se Davina.

Momentos depois de minha avo ter falecido, deixando um grande numero de filhos menores, meu avo casou-se novamente com a avo Petrina Nunes Pereira. E a primeira filha nascida do segundo casamento veio a chamar-se Davina Coelho.

Pode parecer um pouco morbido. Mas não se tratava nem mesmo de uma manifestação de amor dos homens por suas mulheres. Era mais como um tributo, uma homenagem aos falecidos.

E no caso da Anna, o nome pode ter sido completo. O Costa que aparece no assento do Joao (Anna Costa de Araujo), pode ser em homenagem a dona Maria da Costa Barbalho. E também ficaria explicada a razão de ele e o Juliano assinarem Vaz Barbalho.

Vaz do pai e Barbalho da avo. Se isso tiver acontecido, eu terei que rever meu conceito em relação ao sobrenome. Isso porque ate agora descobri que são 15 gerações desde que o nome entrou no Brasil ate chegar `a minha geração.

Nessas 15 gerações pelo menos um dos cônjuges nelas assinou o sobrenome. Se acontecer de descendermos por essa via, dona Anna será uma geração a mais, porem, o sobrenome a menos. A menos que o marido Manoel Vaz tenha sido Vaz Barbalho e o sobrenome tenha sido suprimido nos documentos.

E aqui haveríamos que ressaltar a possibilidade de o professor Dermeval e/ou o alferes Luiz Antonio Pinto terem se enganado quanto `a paternidade do Manoel Vaz Barbalho.

Ele poderia ter sido filho do Manoel Vaz e Anna em contrapartida a Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Assim, ao invés de filho, seria neto desse segundo casal.

A possibilidade eh razoável, pois, em 1702 dona Páscoa Barbalho, aos 52 anos de idade, ja estava cumprindo a tradição doar dote para uma neta, Páscoa Barbalho, que eu ainda não tinha reparado ainda.

O que alias, trata-se de dona Páscoa Barbalho da Ressurreição, nascida por volta de 1785, filha de Jose da Costa Barbalho e dona Magdalena Campos. O casamento se deu em 1703.

Pelo menos eh o que esta no site de nosso amigo Lenio Luiz Richa. Jose foi filho de dona Páscoa e Pedro da Costa Ramires. Isso pode ser verificado no endereço:

http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptregos.htm

Ai temos informações interessantes, onde se mostra que as irmãs de dona Páscoa da Ressurreição: Teresa e Anna Maria casaram-se com primos.

As tres foram irmãs do capitão-mor Gonçalo da Costa Barbalho, que exerceu o cargo na Província do Espirito Santo.

Essas informações estão um pouco abaixo da metade da postagem. E no final dela temos um resumo dos primeiros Barbalho no Rio de Janeiro.

De qualquer forma repito, as conjecturas que faço foram apenas para preparar o espirito para quaisquer coisas que ficarem comprovadas através de documentação. Isso sim seria o que importa, pois, tudo o que eu disse pode tanto estar correto como errado.

E mencionei antes que precisávamos procurar os assentamentos dos casamentos dos casais: Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose; e Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Nao sei dizer onde se realizou o primeiro. Suponho que tenha sido em Conceição do Mato Dentro. E, em sendo o caso, eh suposto que estejam na Arquidiocese de Diamantina.

Interessante seria encontrar também, em caso de o Jose Vaz ter sido filho deles, o do capitão Antonio Francisco de Carvalho e Isidora Francisca da Encarnação. Eles se casaram em 30.08.1759, em Tapanhoacanga, atual Distrito de Itapanhoacanga, Município de Alvorada de Minas, cujo registro também se encontra em Diamantina.

Outros documentos, como os inventários e testamentos, se houverem, referentes a esses personagens, deverão encontrar-se no Museu General Carneiro, na Cidade do Serro, porque ali se encontram os documentos referentes `a Comarca do Serro do Frio. Era a única na região, enquanto não se criaram outras cidades por la e quando tais foram elevadas a novas comarcas.

Porem, para um ramo particular de nossa família, talvez, essas buscas poderiam ser resumidas a um único documento. Ou uma pasta completa. Tratar-se-ia do “DE GENERE ET MORIBUS” do padre Policarpo Jose Barbalho. Difícil esta localizar-se onde o DE GENERE se encontra.

Não sei dizer ao certo porque, fala nossa tradição que, ele era seminarista. Mas deixou a carreira para casar-se com a Isidora Francisca de Magalhães. Casamento que se deu em Itabira, em 30.08.1808.

Importante ai eh notar-se que ainda era tempo da Inquisição. Ou seja, era proibido estudantes serem descendentes de judeus “ou outras raças infectas” como tratavam os que não fossem cristãos. Em função disso, fazia-se uma verdadeira devassa genealógica dos seminaristas. Alguns apresentavam ate 5 gerações anteriores a eles próprios.

O padre Policarpo ficou viuvo em 1827. O filho Emigdio tornou-se padre primeiro que ele, em 1845. Segundo informações indiretas, o Policarpo ja era padre em 1851. Ou seja, para isso deve ter aproveitado o currículo e a matricula em sua juventude.

Isso faz-me crer que, devido `as circunstancias, no “DE GENERE” dele deve encontrar-se tanto informações ancestrais quanto de descendência, para a comprovação de que não havia impedimento algum para que se ordenasse.

Talvez seja esse o atalho que nos falta para tirarmos toda e qualquer duvida quanto a sermos a sequencia gerada e registrada nos livros genealógicos que procedem de Pernambuco, Rio de Janeiro e Sao Paulo, nos séculos XVI e XVII, antes de retornarmos a Portugal.

Pelo menos com sentido `a assinatura Barbalho. Outros ancestrais como Miguel Gomes Bravo, Joao do Couto Carnide, Manuel Rodrigues Coelho, Jose Coelho de Magalhães etc, chegaram de Portugal ja com o bonde andando.

 

 

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05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!!!

 

Ha pouco tempo o nosso primo Jacques Soares enviou-me o resumo do resultado de exame de DNA dele. Ali se informa que ele tem ligações genéticas com quase todo o Globo Terrestre.

Benin, Togo, Africa do Sul, Nigeria, nativo americano, Italia/Grecia, Irlanda, Escandinavia, Grão Bretanha, Peninsula Iberica, Europa Oriental, Finlandia/Russia, alem do Oriente Medio. De todos ele tem um pouco.

O que chamou-me atenção `a época foram os 32% relativos a Italia/Grécia. Como explicar tal coisa, em contrapartida, por exemplo, aos parcos 15% da Península Ibérica, a surpresa dos 15% da Irlanda e 13% da Grão Bretanha. Claro, eu ja esperava que os 17% combinados de origem africana.

Julgo que a porção italiana iria girar em torno dos 20%. E uma explicação relativamente obvia seria a de que nossa linguagem eh a “mais fina flor do Lacio” Dela nos falou Olavo Bilac na linda poesia: http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp

Obviamente, alem do latim, o portugues eh essencialmente fruto do grego.

Para tentar explicar o lado italiano, recordei-me que descendemos do Giuseppe Nicatsi da Rocha, segundo informou o professor Dermeval Jose Pimenta. Mas ai ha um problema. O Giuseppe era italo-lusitano. Portanto, era somente meio-italiano.

E nos passamos a nossos descendentes apenas metade de nossos genes. Portanto, ai fica complicado!

Dos 50% que possuía, Giuseppe passou 25% para Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela baixou 12.5% para o Jose Coelho da Rocha, que passou adiante somente 6.25% para a Eugenia Maria da Cruz.

Nossa trisavó passou 3.125% para o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho. Ele deixou de herança para a tia Vita cerca de 1.6%. O Raul Soares herdou apenas 0.8% da parte italiana do avo Giuseppe. Portanto o Jacques teve direito apenas a 0.4%.

Mas ha o outro lado. A mãe dele, Maria Helena, também foi descendente do Giuseppe. Na altura do Jose Coelho da Rocha ha a opção de descender do filho Joao Batista Coelho. Este foi o pai da tia Emigdia Honória, que foi a mãe do Cesario, pai da Maria Helena.

Nesse caso, da direito ao Jacques de herdar mais 0.4%.

Acontece que não tenho o acompanhamento das outras famílias das quais o Jacques descende. Mas sei que os Soares, Perpetuo e Coelho Lacerda fizeram estagio na mesma região entre Itabira e Conceição do Mato Dentro, especificamente Itambé do Mato Dentro, alem das duas primeiras, que os Coelho de Magalhães.

Talvez, essas 3 outras famílias tenham encontros genealógicos com o próprio Giuseppe ou com os parentes dele. Mesmo assim, isso não somaria mais que uns 2% inteiros a mais. Então, devemos supor que nossos outros ancestrais também foram italianos ou o português de um modo geral tem porcentagem elevada de sangue italiano nas veias.

Ou pelo menos, os portugueses que se dirigiram depois para o Brasil o deviam ter. Para tentar explicar isso, devemos recorrer `a Historia.

Sabemos que em 1492 o genovês Cristóvão Colombo, a soldo dos reis católicos da Espanha, tomou posse das Américas para Espanha e Portugal. Ele não a descobriu em hipótese alguma como ja sabemos atualmente. Mesmo porque, ja encontrou os indígenas como prova de que ja as haviam descoberto ha milênios atras.

O acordo das Tordesilhas somente seria assinado em 1496. Supostamente, antes de o Brasil ter sido desvendado pelo navegante europeu!

Mas, claro, se o Giuseppe não explica o lado italiano, Colombo muito menos.

Então havemos que retroceder um pouco mais na Historia. Antes que Portugal e Espanha entrassem no capitulo das Grandes Navegações, o comercio entre o Oriente e o Ocidente era dominado, na Europa, pelos venezianos.

Ai eh que esta, como diz a lenda dos marinheiros, em cada porto uma paixão. Entre uma viagem e outra os venezianos devem ter descansado em Portugal.

Mas logo em seguida, com a transferencia do centro econômico para Madrid e Lisboa, os capitalistas italianos também se moveram para la.

Outro detalhe importante eh sabermos que as famílias reais casavam entre si. Então, todas as famílias reais europeias tem uma mistura do sangue italiano. No caso especifico de Portugal, ha o casamento do primeiro rei, D. Afonso Henriques, com uma italiana, que foi a Mahaut (Mafalda) de Sabóia, a família real italiana.

O fato eh que, para se ter uma quantidade de 20% de sangue italiano por essa via esses encontros ainda são poucos. A menos que fossemos descendentes recentes das realezas europeias. O que não somos, mas sim das famílias reais, em doses diluídas.

Ha que voltar-se um pouco mais na Historia. Sabemos que a Península Ibérica foi dominada em ordem inversa pelos muçulmanos, godos/alanos e romanos. Talvez, aqui esteja a fonte.

Portugal resistiu muito. Roma entrou na antiga Hispania entre 218 a 200 a.C. Ja os povos lusitani, um tanto quanto ferozes, resistiram ate 19. Ai se destaca Viriato (140 a.C.), o herói portugues da resistência, que acabou sendo morto a traição.

O governo romano, porem, durou por apenas 4 séculos. Isso porque os godos e alanos invadiram a Península a partir de 411. Mesmo assim, a o segredo da Historia pode estar ai.

Com a invasão da Península, os romanos fundaram a cidade de Leon. Durante a Historia ali se estabeleceram a VI Legião Victrix e a VII Legião Gemina das forças expedicionárias romanas. Embora o exercito romano era multiétnico, com certeza uma parcela dele era formada por italianos de origem, principalmente o comando.

E o que corrobora com a ideia foi inclusive o nascimento do Imperador Romano Trajano ter se dado na Peninsula Iberica. Ele poderia ter sido estrangeiro com cidadania romana. Mas relata-se que pelo menos o pai era soldado italiano.

O que se infere ate ai seria que teria se formado uma elite de origem romano-italiana que por quaisquer motivos multiplicou-se sem se misturar muito. Essa porção da população relativamente pura se manteve no poder, como co-dominante pelo menos, sendo que dessa população teríamos herdado os nossos genes italianos.

Ha que nos lembrarmos que isso deverá ser quase uma verdade absoluta e não apenas uma hipótese, pois, 25% de ascendência eh o equivalente a se ter um dos 4 avos italiano.

Sabemos que não o temos, e que nossa ascendência italiana conhecida eh esporádica. Portanto, para chegar `a faixa de 20% em nosso sangue haverá que existir essa porcentagem num âmbito inteiro da nossa população ancestral.

Nos sabemos que Leon posteriormente tornou-se a capital que dominou a Peninsula antes de o territorio repartir-se em reinos. Mas as elites continuaram sendo as mesmas.

Por fim, vejam o que o nosso primo Luis Antonio Barbalho Silva, filho da Roxane, filha do dr. Helio, filho do tio Onesimo, filho também do bisavô Marçal, enviou. Não sei copiar mas ele enviou-me uma foto de uma lapide no Vaticano. Indica-se que Scipionis Barbati esta ali enterrado.

Na verdade, o nome completo do patriarca da família seria Lucius Cornelius Scipio Barbatus. (plural Barbati). Familia nobre italiana que ate atualmente usa a grafia plural do sobrenome.

Nessa outra postagem, pode-se ver o histórico da nobre Famiglia Barbati:

http://www.heraldrysinstitute.com/cognomi/Barbati/Italia/idc/801380

Abram e observem também, quem conhece, como os escudos de família se parecem muito.

Quem desejar ouvir a Historia do domínio romano da Etruria, fato que deu mesmo origem ao Império na Italia, pode acessar o video/audio:

Da Historia, devemos recordar também que a Família Barbalho estava ligada a produção do açúcar de cana desde quando entrou no Brasil. Antes disso, deve ter trabalhado com o mesmo produto na Ilha da Madeira.

Se não, eh provável que fosse família com experiência semelhante, porem, procedendo dos antigos domínios muçulmanos, que incluíam a Sicilia. Na ilha os muçulmanos introduziram a cana-de-açúcar, que haviam importado da India, e a usavam como fonte de lucro para manter seu império.

Havemos que nos lembrar ainda que a Borgonha chegou a ser chamada de Reino das duas Sicilias. A própria Sicilia fez parte de seu reinado. E o Henri da Borgonha, pai do Afonso Henriques, procedia da Borgonha. E isso praticamente garante que tivesse ancestrais italianos.

Infelizmente não encontrei ainda algo que de-me alguma certeza a respeito da origem do sobrenome Barbalho. Mas pode ser que tenhamos mais de 2.000 anos de Historia para contar.

Coincidentemente, não muito tempo depois da tomada da Etruria deu-se também a tomada de Cartago e, na sequencia, inicia-se a conquista da Península Ibérica, o que pode ter associado por essa via o sangue italiano `as elites locais e deles terá chegado ate a nos.

Existe um compendio de genealogia das familias nobres denominado: “PEDATURA LUSITANA (NOBILIARIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL)”. Um pouco dele pode ser lido via Google Livros. Porem ali tem apenas alguns volumes.

O livro organizado por Cristóvão Alão de Morais, foi publicado em 1673. No Tomo Quarto, Volume Primeiro, estão no índice as famílias Barbalho e Bezerra. Porem, ambas deverão encontrar-se em outro volume que não pode ser lido.

A coletânea naturalmente esta arquivada na Torre do Tombo, `a Alameda Universidade, 1649-010, em Lisboa. Mas ha que fazer-se uma viagem e tanto para ir-se la. So mesmo para verificar mais que isso.

Estou informado, porem, que o pesquisador Marcelo Meira Bogaciovas esteve la e xerocou a coleção. Contudo a copia esta arquivada na biblioteca do Mosteiro de Sao Bento. A qual estava fechada para as festas de final de semana e iria reabrir em fevereiro.

Ele enviou-nos o telefone: (11) 3328-8799. Talvez possamos conseguir dar um passinho `a frente e desvendar se o nosso Barbalho tem ou não algo a ver com o Barbatus e o Barbati italiano.

Pelo jeito, para ainda estar em nosso sangue tanta porcentagem greco-romana somente mesmo se tivermos mais que alguns ancestrais distantes. Será preciso que sejamos o produto de uma boa concentração azurra em nosso sangue. E que viva a Italia.

 

 

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06. A QUEBRA DO ENCANTO EM GOVERNADOR VALADARES E OUTROS CASOS DE VIAGEM.

 

  1. Estive no Brasil por uma semana prolongada. E não pude aproveitar como desejava. Isso, no sentido de que busquei apenas alguns poucos documentos genealógicos e não tive tempo para visitar outros lugares que não Virginópolis, passagem relâmpago por Divinolandia e Santa Efigenia de Minas.

Porem, tive essa noticia. Meu irmão, Fernando, contou por alto que temos mais uma personalidade na família. Trata-se do atual prefeito de Governador Valadares, conhecido mais pelos nomes Andre Merlo.

Fernando contou-me que ele eh sobrinho da dona Tunita (Antonia Coelho da Silva, Ferreira por casamento com o professor Jose Ferreira Junior, muito conhecido nos tempos que viveram e lecionou em Virginópolis).

Como não acessei a internet la no Brasil e não tive o livro, estava emprestado, da genealogia da família la em Virginópolis, não pude confirmar.

Agora descobri que ele eh neto da Maria Leticia da Silva Coelho. Essa, filha do Joel da Silva Coelho e Maria da Conceição Rodrigues Mourão. Não tenho informações da bisavó, mas pelo sobrenome devera ter vínculos com Sabinopolis ou Serro.

Os Mourão estão entrelaçados conosco desde o século XVIII. Mas não se pode dizer que todos que assinam são nossos aparentados próximos.

O Joel, bisavô do Andre, foi filho dos meus tios-bisavos Joaquim Bento Coelho e Antonia Paschoalina da Silva Neto (tia Cunuta). Não tenho informações a respeito dela mas ele foi mais conhecido como Ti Quim Bento.

Quim Bento foi filho dos fundadores de Virginópolis, Joao Batista Coelho (o velho) e Maria Honória Nunes Coelho. Fica, então, estabelecido esse vinculo direto com o ramo Batista Coelho da nossa família.

Apenas recordando, foram 12 irmãos, filhos de Joao Batista e Maria Honória . Os quais inclui meu trisavô paterno Joao Batista Coelho Junior e meu bisavô materno Jose (Ze Coelho) Batista Coelho.

Entre os irmãos ainda temos: Maria Honória (filha), Antonio Paulino, Sebastiana Honória, Anna Honória, Emigdia Honória, Antonia Honória, Marcolina Honória e Francisco, o Ti Chico. As mulheres assinavam o Honória da mãe e os homens, exceto o Antonio Paulino e o Quim Bento, o Batista Coelho.

Batista não eh nome de Família. O Joao I o tinha em homenagem ao santo do dia de seu aniversario. Mas passou para os filhos como se fosse sobrenome. E o sobrenome permanece ainda em muitos da descendência.

Os dados podem ser acompanhados nas paginas 149, 150, 151 e 136 do livro Arvore Genealógica da Família Coelho, da prima Ivania Batista Coelho. Outros dados estão no inicio do livro e no site www.geneaminas.com.br.

Ao entrar no site, basta jogar no espaço de busca o nome do Andre Luis Coelho Merlo. Abrira uma pagina intermediaria com o nome dele. Ai basta clicar sobre o nome. Dai para frente basta ir clicando sobre os nomes paternos para acompanhar toda a parentela.

Mas o que acontece eh que quando as pessoas fazem parte da família, muitas vezes o fazem parte, como nos diz o primo Carlos do No, “de com força”. O avo do Andre Merlo era o Lindolfo Rodrigues Coelho (apelido Fica).

Fica e Maria Leticia foram os pais da Creuza Coelho Merlo. Merlo por causa do marido, Jose Miguel Merlo, do qual não tenho informações genealógicas. Esses são os pais do Andre, o atual prefeito.

E o mesmo Fica entra `a pagina 31 do livro, por ser filho do Esdras Rodrigues Coelho e Maria Amelia. Esses, procedentes de Guanhaes, do tempo em que nossa família estava tanto concentrada de um lado quando do outro da divisa entre Guanhaes e Virginópolis.

Não tenho dados do lado materno mas o Esdras foi filho dos também meus tios-bisavos: Lindolpho Rodrigues Coelho e Marcolina (Marca) Nunes Coelho. E o Coelho dela eh próprio e não do casamento.

Nunes Coelho e Rodrigues Coelho são duas linhagens diferentes dos Coelho. Mas em nossa região existem tantos casamentos entre eles que quase não existem mais uns ou outros. Somos os dois ao mesmo tempo.

O que acontece eh que alguns ancestrais são diferentes e o que ainda não descobri eh como ambas famílias se encontram na raiz Coelho. O Coelho eh um so. O que falta saber eh quem foram os pais comuns `as duas.

Acredito que a tia Marca tenha sido sobrinha da Maria Honória, esposa do Joao Batista, o velho. Mas ainda não tenho provas.

Maria Honória foi filha de um Clemente Nunes Coelho, filho do Eusebio e Anna Pinto de Jesus, e ela nasceu por volta de 1830. A tia Marca foi filha de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira, o qual não sei dizer se eh o mesmo ou outro, talvez, um filho do primeiro. Em caso de ter sido o mesmo, elas terão sido meio-irmãs.

O tio Lindolpho foi filho dos trisavós: Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral. (Borges Monteiro e Pereira do Amaral que procede de Sabinopolis e, antes, do Serro, migrados respectivamente de Seia, no continente, e Sao Miguel, nos Acores).

Antonio Rodrigues Coelho foi patriarca dos que usam o sobrenome dele e de muitos outros na região de Guanhaes/Virginópolis. E ele foi irmão do Joao Batista Coelho, o velho, os quais foram filhos dos fundadores de Guanhaes: Jose Coelho de Magalhães Filho (mais conhecido como da Rocha) e Luiza Maria do Espirito Santo.

O que torna inusitada a eleição do Andre Merlo eh ele quebrar o encanto de ate então não ter tido prefeito nascido no município de Governador Valadares. Ele se torna o primeiro nascido e eleito por seus conterrâneos.

Nem digo inusitado pelo fato de a família estar sendo contemplada com um prefeito local.

Sao tantos os membros da família que se mudaram para a cidade, mesmo antes de o ser, e cuja população ainda era mínima (5.000 habitantes em 1945) que seria uma fatalidade um dos milhares dos atuais descendentes jamais tornar-se prefeito.

Mesmo porque, o Antonio Rodrigues Coelho Junior, Toninho Coelho, bisneto do primeiro com o nome, este nosso trisavô, ja foi vice na gestão do Jose Bonifácio Mourão. Jose Bonifácio, deputado, também primo da gente por diversos caminhos. Porem, natural de Sabinopolis.

Assim fica definido ser maior o grau de consanguinidade que temos com o atual prefeito de Governador Valadares (Valadolares) do que as primeiras noticias nos diziam.

http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/com-grande-folga-andré-é-eleito-prefeito-de-governador-valadares-no-primeiro-turno-1.417402

Para facilitar o entendimento, descreverei aqui as linhagens que nos ligam ao Andre. Começando por ele, o primeiro nome a aparecer na linha seguinte será do pai ou da mãe, na linhagem Coelho, do colocado acima. A sequencia será inversa na segunda linhagem. Os números romanos indicarão as gerações:

I. Andre Luis Coelho Merlo c.c. Andreia Carvalho, filho de:

II. Creuza Coelho Merlo c.c. Jose Miguel Merlo, filha de:

III. Maria Leticia da Silva Coelho c.c. Lindolfo (Fica) Rodrigues Coelho, filha de:

IV. Joel da Silva Coelho c.c. Maria da Conceição Rodrigues Mourão, filho de:

V. Joaquim (Quim) Bento Coelho c.c. Antonia Paschoalina (tia Cunuta) da Silva Neto, filho de:

VI. Joao Batista Coelho, o velho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho, filho de:

VII. Jose Coelho de Magalhães Filho (da Rocha) c.c. Luiza Maria do Espirito Santo, pais também de:

VI. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral, pais de:

V. Lindolpho Rodrigues Coelho c.c. Marcolina (Marca) Nunes Coelho, pais de:

IV. Esdras Rodrigues Coelho c.c. Maria Amelia

III. Lindolpho (Fica) Rodrigues Coelho c.c. Maria Leticia Coelho da Silva.

Duas outras filhas do casal Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria contribuíram significantemente para a povoação de Virginópolis. Foram elas:

01. Francisca Eufrasia de Assis Coelho c.c. Joaquim Nunes Coelho (fundadores locais)

02. Eugenia Maria da Cruz Coelho c.c. Francisco Marçal Barbalho (também meus trisavós materno e paterno.

Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina foram meus trisavós materno e paterno. A filha Maria Marcolina foi minha bisavó materna e o filho Joao Rodrigues foi meu bisavô paterno.

Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina foram pais de 14 filhos e filhas. Eles foram: Antonio Jr (dr. Coelho), Lindolpho, Altivo, Josephina, Maria Marcolina, Joao Rodrigues, Jose (ti Juca), Luiza, Angelina, Benjamin (fal. criança), Daniel, Virginia, Benjamin e Maria Carmelita.

Alem desses, Antonio foi pai de mais 2 filhas extra conjugais: Julia Salles Coelho que foi esposa do primo deles Antonio Paulino Coelho, e Emidia Justiniana de Aguiar.

Para complicar um pouquito mas. O primo Marcos Ferreira fez um comentário na previa que publiquei no facebook. Informou-me que a esposa do Andre eh a Andreia de Carvalho. Ela aparece na pagina 76 do livro da prima Ivania Batista Coelho.

Para resumir, vou postar as linhagens pelas quais somos primos também dela:

I. Andreia de Carvalho c.c. Andre Luis Coelho Merlo, filha de:

II. Maria Augusta (Guguta) Ferreira de Carvalho c.c. Antonio Carlos Carvalho, filha de:

III. Elgita Coelho do Amaral c.c. Cantidio Ferreira da Silva, filha de:

IV. Joao Rodrigues Coelho c.c. Olimpia Rosa Coelho do Amaral, filho de:

V. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral.

III. Cantidio Ferreira da Silva c.c. Elgita Coelho do Amaral, filho de:

IV. Angelina Marcolina Coelho Ferreira c.c. Joao Ferreira da Silva, filha de:

V. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral.

Observe-se por ai que os ancestrais dos filhos deles: Angelina, Lindolpho e Joao Rodrigues foram irmãos e filhos dos nossos trisavós: Antonio e Maria Marcolina.

Outro detalhe eh que a Dindinha Olimpia Rosa foi filha do Joao Batista Coelho Junior e Quiteria (Titi) Rosa Pereira do Amaral sendo, portanto, sobrinha do Ti Quim Bento.

Então, quando se fala, primos “de com força” eh ate bobagem! O melhor eh dizer logo irmãos por parte de pais diferentes.

E olhem que tenho apenas razoes para suspeitar e certeza nenhuma. O Carvalho do pai da Andreia tem boas chances de ser o mesmo que se instalou em Guanhaes `a época da colonização da área, tendo sido uma das famílias dominantes por la.

Coincide também, segundo dados do livro “A Mata do Peçanha, Sua Historia e Sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta, que nos os Barbalho temos o Pimenta de Carvalho como alcunha de família.

E muitos dela se embrenharam pelas antigas matas virgens de Minas Gerais por ocasião do Ciclo do Ouro. Pode ate ter havido migrantes, com a assinatura, diretamente de Portugal ou outros ramos ja instalados no Brasil antes.

Os Barbalho associaram-se aos Carvalho de Andrade, do casal Francisco Carvalho de Andrade, senhor do Engenho Sao Paulo, e Maria Tavares de Guardes ainda `a epoca da primeira leva de colonizadores da Capitania de Pernambuco.

Braz Barbalho Feyo, primeiro do nome que temos noticias, casou-se com Maria (ou Catharina) Tavares de Guardes, filha dele. E deles procede o “Barbalhal” brasileiro.

Alem disso, o Carvalho da região do Serro/Conceição do Mato Dentro pode ter origem comum aos Pimenta e Barbalho. O professor Dermeval Pimenta não foi mais a fundo e limitou-se a decifrar apenas a origem do próprio sobrenome, porem, deixou algumas dicas.

Ele conta que a família começou, em Minas Gerais, com o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Procediam do Rio de Janeiro, casaram-se em 1732 na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, distrito do Serro. Ele provinha da familia Barbalho, naturalmente, e ela da Pimenta de Carvalho.

Deles nasceu a filha Isidora Maria da Encarnação. Ela casou-se, em 1759, com o português, capitão Antonio Francisco de Carvalho, que foi sindico-geral dos Santos Lugares, da Comarca de Serro do Frio. O capitão era natural da Vila de Colares e filho de Antonio Leal e dona Maria Francisca.

Por esses dados fica o mistério do como surge o Carvalho no nome do capitão Antonio Francisco. Mas por suposição e experiência sei que os sobrenomes `aquela época não procediam necessariamente dos pais.

Podiam vir como homenagem a avos e ate bisavós. Em caso de títulos e morgados que eram passados de pai para os primogênitos, eles adicionavam a seus nomes os sobrenomes de varias de suas famílias ancestrais para mostrar o parentesco com os “maiorais”.

Um exemplo: Caetano Segismundo de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas e Silva, nao passava do nome proprio do Duque de Lafoes (1797 – 1851). Exceto pelo Ligne os outros sobrenomes dele encontrar-se-ao facilmente no rolo de nossos ancestrais.

Mas o caso eh que o professor Dermeval da os nomes de batismos de 9 filhos do casal Isidora e capitão Francisco. Foram eles: Joao, Victoriana, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco, Bernardo e Boaventura. Somente da sua tia Victoriana e do bisavo ele revela o outros nomes.

Cita que o bisavô dele, Boaventura Jose Pimenta, herdou o sobrenome da avo Josepha. E supos que outros filhos adotaram também essa tradição. Não descartou a possibilidade de alguns dos outros terem adotado o sobrenome Barbalho do avo Manoel Vaz.

Mas esqueceu-se de mencionar que algum deles pode ter adotado o sobrenome Carvalho do pai. E, por ai, pode ter surgido os Ribeiro de Carvalho que ao final dos anos 1800 estavam bastante enraizados em Guanhaes.

Descrita pelo professor Dermeval, `as paginas 71-73, a familia contou com o senhor Getulio Ribeiro de Carvalho, politico de grande expressão local, e sua irmã: Inah de Carvalho Nunes Coelho, a esposa do dr. Chiquitinho, também senador estadual.

O vinculo com os Barbalho pode estar no filho Jose, do casal Isidora e capitão Antonio Francisco de Carvalho. Assim como o Carvalho pode ter surgido no nome deste por homenagem a algum ancestral, o Jose pode ter assinado Vaz Barbalho em homenagem ao avo Manoel Vaz Barbalho, caso realmente seja neto.

Se tiver sido o caso, então, ele poderá ser o capitão Jose Vaz Barbalho que casou-se com Anna Joaquina Maria de Sao Jose e tornaram-se os pais do patriarca de nosso ramo: aquele que após `a viuvez tornou-se padre, Policarpo Jose Barbalho.

O padre Policarpo foi o pai do capitão Francisco Marçal Barbalho, o patriarca dos que usam o sobrenome na área de Virginópolis. 

Por ai se ve como os estudos genealógicos podem ajudar a aproximar as pessoas. E veja que do todo eu so conheço uma pequena cifra. Para desvendar outra parte devera que ser a troco de esforço quase descomunal!

Dona Antonia da Silva Coelho (Ferreira), dona Tunita, eh tia-avo do Andre Merlo. Os pais dela também foram o Joel da Silva Coelho e dona Conceição Mourão.

Observação: o Marcos Ferreira eh filho dos nosos primos Paulo e Maria do Rosario. Paulo também foi filho dos tios Elgita e Cantidio. Ja a Maria do Rosario foi filha do Francisco Augusto Nunes Coelho (Dr. Chiquitinho) e Inah de Carvalho. E nem caberá aqui explicar mais uma vez a proximidade genetica que temos com todos!

2. NO CEMITERIO DE VIRGINOPOLIS

Uma das necessidades que tinhamos de visitar o Brasil foi um tratamento de saúde psicológica de minha filha. Desde que minha mãe faleceu em 19.01.16 ela desenvolveu um trauma muito forte.

Como os sintomas não diminuíram, tivemos o conselho medico de visitar com ela a sepultura da avo. Seria para tentar faze-la aceitar a realidade da vida e virar essa pagina.

Apos termos nos instalado em Santa Efigenia, nos próximos dias fizemos a visita. Junto foram meus irmãos Fernando e Celeste com familiares.

Quando nos aproximamos da sepultura, expliquei a minha filha quem eram os sepultados naquela tumba. Ela teve um momento de engasgo quando falei-lhe os nomes dos avos: Odon e Judith.

O problema maior que ela tem eh a dificuldade de lidar com perdas. Mesmo aquelas que se nos parece um pouco irracionais, como: o avô Odon faleceu poucos meses antes do nascimento dela. E so viu a avo Judith em encontros rápidos em 2009, quando Maria Clara tinha apenas 5 anos. 

Não lhe passamos as mãos na cabeça. Ela não chorou nem demonstrou desconforto em estar ali. Acredito que as orações puxadas pela Celeste a fizeram acalmar e compreender a realidade.

Depois disso, senti-me `a vontade. O fato eh que também os cemitérios funcionam, de certa forma, como um parque de diversões para os genealogistas. E observei um fato que não havia notado quando sepultamos mamãe.

Na cova ao lado estão enterrados a trisavó Quitéria (Titi) Rosa do Amaral e o genro dela Joao Rodrigues Coelho. Foi ai que percebi que uma de nossas linhagens se completa nas duas covas.

Acredito que os trisavós Joao Batista Coelho Jr. e Quitéria Rosa devem ter sido enterrados como mandava a tradição, um ao lado do outro. Porem, a bisavó Dindinha Olimpia foi enterrada com o pai dela. Quando o bisavô Joao Rodrigues faleceu, o enterraram com a sogra, por causa da tradição.

Mais tarde vieram a falecer meus avos paternos: Dindinha Zulmira e Trajano (Cista). Eles faleceram com 6 anos de diferença, 1963 e 1969. Assim puderam ser sepultados na mesma cova, junto com Joao Jr. e Dindinha Olimpia.

40 anos depois da própria mãe, foi a vez de meu pai adentrar a mesma sepultura. Completando-se a linhagem com minha mãe no ano passado.

O unico detalhe observado ai foi a cova da trisavó Titi e bisavo Joao Rodrigues estar um tanto quanto descuidada. Os nomes deles estão se apagando. E não tem datas vitais acompanhando os nomes.

Parece que o cemitério também esta passando por uma reforma. Por ela a renovação de posse das sepulturas junto `a prefeitura ira mais que decuplicar de preço. Assim as pessoas estão correndo para renovar pelo valor antigo. A posse eh valida por 25 anos. Ao fim dos quais perde-se a posse, caso não haja renovação.

Algo ate compreensível no sentido de manutenção. Mas, de certa forma, surpreendente ja que essas pessoas fazem parte do patrimônio histórico do município. Os primeiros são da leva de primeiros moradores.

Embora, os fundadores mesmo devem todos ter sido enterrados no local antigo. Era ou debaixo do assoalho da igrejinha antiga, onde atualmente eh a rodoviária, ou no local destinado a cemitério anexo `a igrejinha, que são alguns quintais próximos, na Rua Sao Jose.

Tenho o obito da “tia” Joaquina “Simpliciana” Coelho de Andrade que consta ter sido sepultada, aos 90 anos, em 1916, no cemitério antigo. O atual deve ter iniciado por volta dos anos 1930, quando da construção da atual Matriz de N. S. do Patrocínio.

Apos essas constatações, Fernando mostrou-me outras sepulturas nas quais se encontram restos de nossos ancestrais da linhagem materna Barbalho. Entre os sepultados encontra-se a nossa bisavó Sa Candinha (Candida de Magalhães Barbalho).  

O que colhi no cemitério de Virginópolis foi a data de falecimento dela. Sabíamos que tinha vivido quase 100 anos. Mas faltava-me o comprovante.

O falecimento se deu a 09.09.1956. Tinhamos os dados de nascimento em 10.01.1858.

Nota-se ai que não ficou muito distante de completar 99 anos de idade. E por pouco não me passou o bastão, pois, nasci em 58 do século anterior ao atual, quando ela completaria os 100 anos de vida.

Entre os muitos falecidos nonagenários, inclusive uns poucos centenários, tenho conhecimento de outras 2 sobrinhas dela que chegaram aos 99 completos. Foram elas: tias Vita e Olga, filhas dos bisavós paternos Marçal de Magalhães Barbalho e Ersila Coelho de Andrade.

A própria Sa Candinha teve a filha Maria (Maricas) que também chegou aos 99 anos.

3. OLHOS CLAROS.

Pela primeira vez notei que os olhos de minha sogra, dona Geralda, são verdes. Não se trata de uma descoberta inusitada. Mas a minha desconfiança eh a de que o falecido sogro, Divino Luiz de Andrade, e ela mesma tem vínculos parentais com minha bisavó Ersila Coelho de Andrade.

Cheguei a procurar em Divinolandia o registro de casamento dos pais de minha sogra: Francisco Martins de Sousa e Maria Florinda de Jesus. Minha sogra não teve a oportunidade de conhecer o lado da família paterna. Perdeu o pai quando tinha 2 anos de idade.

Pelo lado paterno ela foi neta de Pedro Basilio da Fonseca. Talvez seja o mesmo Fonseca da mãe da Dindinha Ersila, Joaquina Umbelina da Fonseca. O pai da Dindinha foi o trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

A avo paterna de minha esposa chamava-se Maria (Quita) Vieira de Carvalho. E creio que a bisavo paterno/paterno da bisavo Ersila chamava-se Maria Vieira da Silva.

E ao que sabemos eh que a Dindinha Ersila também tinha olhos verdes encantadores. O que não eh uma pista por si so, mas indicativo de algum parentesco com minha sogra.

A combinação olhos verdes com 3 sobrenomes comuns: Fonseca, Andrade e Vieira, alem de todos terem ido morar numa mesma proximidade, entre Divinolandia de Minas e Gonzaga, eh o que levanta a desconfiança de não ser mera coincidência.

Alem disso, os sobrenomes e ascendências indicam uma origem comum nas migrações que se deram para os atuais municípios mineiros de Itabira e Ferros.

Mas esses são casos ainda a ser resolvidos.

4. OUTRAS NOTICIAS:

Não pude nem pensar em ir ao Serro ou Diamantina. Assim ficou adiado quaisquer investidas no sentido de esclarecer nossas duvidas em relacao `as pontes que nos faltam para decifrar nossas raízes do inicio do século XVIII e, com isso, ligar ao que ja temos de Portugal e de outras genealogias brasileiras.

Inclusive nao pude averiguar em tais cidades a origem do casal Elias Corrêa Alvarenga e Messia Lemes de Andrade. Pode ser que ele seja ancestral do Jose Joaquim de Andrade. Esse, pai da Simpliciana Rosa de Andrade, que pode ter sido a mãe do trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Ja comentei a respeito deles em meus escritos anteriores.

Fotografei uma placa de rua la em Santa Efigenia. O nome de interesse eh o Lino Pereira. Esse sobrenome homenageia uma das familias mais tradicionais do local. Não por mera coincidência, eh o mesmo sobrenome da minha nora, Letícia.

Somente depois dela e o Teofilo se casarem, ela revelou-me que o pai havia nascido em Divinolandia de Minas. Ele havia sido criado em Tarumirim-MG e pensávamos que fosse de la.

Ja a mãe da Leticia, Lourdes, nasceu em Santo Antonio do Porto. Um distrito ao longo da estrada que leva a Governador Valadares. Leticia nasceu em G.V., onde os pais viveram antes de mudarem-se para os USA.

Interessante eh que cerca de 40 anos atras fui de G.V. a Virginópolis de carona com meu cunhado Joaquim Gervasio. Paramos em Santo Antonio do Porto onde o bar da parada de ônibus pertencia a um conhecido dele. Parece-me que ele o havia apresentado como um irmão.

Como havia conversado com a Lourdes e dito que conhecia o tal dono resolvi perguntar ao cunhado Joaquim de quem se tratava. Não era irmão. Era um amigo que fora criado junto com ele em Nova Era. As famílias haviam migrado de Itabira para Nova Era.

O nome do conhecido eh Moacyr Martins Quintão. O que sei ser família tradicional em Itabira. Mas não tenho dados para tirar do novelo um fio de proximidade.

Por fim, tive algumas promessas de livros que poderão ajudar a decifrar algo mais de nossa genealogia. Mas como ja tive outras que não se concretizaram no passado, vou aguardar primeiro alguma concretização antes de comentar detalhes.

 

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07. FILHO DE VALADARENSE E VIRGINOPOLITANA SE DESTACA EM MODA E RECEBE TITULO DE NOBREZA.

Assim que publiquei o artigo que incluía nossos primos, prefeito e primeira dama de Governador Valadares, a Roxane Barbalho comunicou que temos mais um nobre titulado na família.

Trata-se do Adriano Coelho Carvalhais, filho da Elda, filha dos tios Eurico e Odila, e do Jose Havas Carvalhais. Alias, esse Carvalhais pode ser o mesmo que aparece no nome da Maria Rosa dos Santos Carvalhais, nossa tetravó comum, esposa do Joaquim Pereira do Amaral.

Quero dizer, tetravó meu e da Elda e pentavó do Adriano. Assim ele terá pelo menos um duplo Carvalhais.

Acredito que os nossos Carvalhais tenham se instalado em torno do Serro, de onde partiram para a fundação da antiga Sao Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis, junto com os Pereira do Amaral e Borges Monteiro (1819).

Ele obteve o titulo de Conde. Penso que a honraria esteja ligada ao movimento pro retorno da monarquia nas atuais republicas: brasileira e portuguesa. O retorno de títulos a descendentes de antepassados nobres, julgo, deve estar ligado a pessoas que estejam na vanguarda do movimento.

Faço saber que não tenho parte no movimento. Muito pelo contrario. Não se trata de ter aversão sem sentido. Trata-se de não enxergar validade e mérito em títulos que surgem por nascimento. Os títulos monárquicos, na maioria das vezes, partem do nascimento e não do merecimento.

Não será, porem, o caso do Adriano que muito pouco conheço. Recordo-me dele ainda adolescente numa festa dos descendentes dos bisavós Joao Rodrigues Coelho e Olimpia Coelho do Amaral. Por Dindinha Olimpia vem o nosso Carvalhais, por ter sido neta da tetravó Maria, via trisavó Titi.

Corrigindo, o titulo do Adriano tem algo a ver com a ascendência sim. Isso porque, por mais competentes que sejamos, a maioria dos brasileiros descende dos mais variados personagens da Historia Mundial.

Em nosso caso particular, descendemos no mínimo dos Amaral, Andrade, Barbalho, Bezerra, Borges, Carvalhais, Carvalho, Coelho, Pereira, Magalhães, Moniz, Monteiro e diversas outras. Eram todas famílias consideradas nobres. Mas qual eh o brasileiro que não descende dessas e outras famílias nobres?!!!  

Não se pode esquecer que a festa era da descendência do Joao Rodrigues. E isso inclui parte da descendência da segunda esposa, Melita da Penha Neto. Os do segundo casamento dela fazem parte da família, mas não são descendentes do bisavô e sim do primo Antonio Nunes Coelho.

Em resumo, pode-se ver na reportagem abaixo a noticia da conquista do titulo. Aproveita-se para ver uma fotografia atual do Adriano.

http://guitorres.com.br/um-conde-entre-nos-adriano-carvalhais-recebe-titulo-de-nobreza/

Diga-se de passagem, também podemos recordar outras vias pelas quais estamos intimamente ligados `a atual família imperial brasileira. Vejamos a sequencia genealógica:

I. Jose Coelho de Magalhães c.c. Eugenia Rodrigues da Rocha, pais de:

II. Joao Coelho de Magalhães c.c. Bibiana Lourença de Araujo, pais de:

III. Emilia Brasilina Coelho c.c. Jose Coelho da Rocha Ribeiro, pais de:

IV. Maria Brasilina Coelho c.c. Candido Jose de Senna, pais de:

V. Nelson Coelho de Senna c.c. Emilia Gentil Gomes Candido, pais de:

VI. Múcio Emilio c.c. Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco, pais de:

VII. Sylvia Emilia c.c. Paulo Argemiro Hungria da Silva Machado, pais de:

VIII 1. Theodoro Hungria da Silva Machado c.c. princesa d. Maria Gabriela

VIII 2. Sylvia Amelia Hungria da Silva Machado c.c. principe d. Afonso Duarte.

Ambos membros da realeza, da Casa de Orleans e Bragança.

Penso que a restauração da monarquia no Brasil somente teria um ponto realmente positivo, caso aos moldes da monarquia inglesa. Trata-se de criar com isso uma fonte de incentivo ao turismo.

Na verdade, os ingleses se curvam aos monarcas justamente porque as comemorações festivas despertam grande interesse do mundo inteiro, ocasionando uma fonte imensa de riquesas.

Nem todos se recordam mas imaginem o que gerou o casamento da princesa Diana com o príncipe Charles. A festa foi maior que a do casamento do atual príncipe, filho deles.

O problema que vejo ai eh o risco de não levar-se em conta que, pode-se apostar na chegada de uma princesa Diana ao trono e ser sorteada no lugar dela uma Carlota Joaquina da vida!!! E o risco da segunda opção desanima.

O nosso parentesco mais visível com os casados na família imperial brasileira eh o de que o primeiro casal foi nosso pentavô. O tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães era irmão do nosso tetravô Jose Coelho da Rocha. Este, o fundador de Guanhaes e pai de fundadores de Virginópolis.

Mas existem outros vínculos. Entre eles o de que o próprio professor Nelson disse que a bisavó dele, tia Bibiana, era prima do marido.

Disse que o Ten. Ze Quirino, também era primo da esposa Emilia Brasilina.

Quem talvez fosse parente mais distante devera ser o professor Candinho de Senna, o pai do professor Nelson. Esse nasceu em Rio de Contas, na Bahia, que fica próxima `a atual divisa com o Estado de Minas Gerais.

E a familia Barbalho e outras deixaram grande descendência na Bahia, tornando-se quase impossível que ja não tivesse vinculo parental algum.

D. Milota procedia de familia ultra-tradicional da Zona do Carmo. Ou seja, do Vale do Ribeirão do Carmo, que drena as aguas a partir do entorno de Mariana. Ela descendia dos antigos bandeirantes povoadores de Minas Gerais. Diga-se de passagem, ascendentes de pelo menos metade da população brasileira atual.  

No caso dos ascendentes mais recentes a Historia se repete. Os Alvim de Mello Franco tem ascendencia nos Coelho portugueses. O que devera dar de encontro com os diversos Coelho dos quais descendemos.

No caso do Paulo Argemiro, sabemos que o Hungria dele procede do pais de mesmo nome. Mas os lados femininos dele são brasileiros. Inclusive destaca-se o Silva Machado que, separados, estão na lista de nossos ancestrais.

Isso tudo, sem contarmos que a Família Imperial Brasileira descende de mesmos ancestrais que nos. E isso, repetidas vezes!!!

Portanto, quando se pensa em ser parente distante, primeiro eh preciso consultar a genealogia antes de afirmar quaisquer coisas. E como não temos nem um decimo de nossa genealogia, devemos imaginar que são muitos outros os pontos de encontro.

No video abaixo, mostra-se uma pequena janela do movimento pro retorno da monarquia. E a estrela entrevistada eh a propria princesa, descendente direta da princesa Isabel, quinta na linha sucessória do trono imperial brasileiro, dona Maria Gabriela de Orleans e Bragança:

https://www.youtube.com/watch?v=Uc0DnLoF5mU

Por fim, para nos que descendemos dos Borges Monteiro, também fundadores de Sabinopolis, em 1819, temos la outro parente com titulo adquirido da nobreza. Trata-se do Eduardo Pellew Wilson, 2o. Conde de Wilson.

Não encontrei uma fotografia para mostrar, na internet. Mas quem visitar o geneaminas.com, endereço abaixo, pode seguir os ancestrais dele. Quando chegar ao lado Borges Monteiro, basta manter.

Ele descende do nosso sextavô, o português Antonio Borges Monteiro. Mas ai fica a duvida quanto `a consanguinidade que temos com ele, pois, essa eh a única linhagem dele que ja confirmei coincidir com a nossa. E ela foi pela metade porque descendemos da primeira esposa do Antonio e ele da segunda.

http://geneaminas.com.br/genealogia-mineira/restrita/enlace.asp?codenlace=1313185

 

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08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO

Fui contatado por uma pessoa residente na Alemanha. Ela esta procurando o rumo ancestral do antepassado dela, Gaspar de Souza Barbalho. E passou-me os dados que procura:

“Gaspar de Souza Barbalho” Ele nasceu em Pernambuco em torno de 1673;

Data da morte: 1 de Jul de 1711.

Local do obito: Quixeramobim, Ceara, Brasil que fica a menos de 100km de Mombaça.

Casado com Vitoria Leonor de Montes (e Silva)

Nascida em torno de 1674 em Penedo, Alagoas, Brasil

Filha do Coronel Joao de Montes Bocarro ou “Bucaro”.

Caso haja algum outro pesquisador com informações que possam ajudar, favor contatar. O nome da nossa nova amiga eh Perlya. Intermedio o contato. Consegui apontar para ela algumas possíveis ligações do ancestral dela com os nossos.

E adiantando o andamento desse capitulo, vou repetir aqui o endereço:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

Trata-se de copia da obra do Borges da Fonseca, intitulada “Nobiliarchia Pernambucana”, escrita por volta de 1750 mas com acréscimos, que notei, ate por volta de 1780.

O Indice esta no rodapé da postagem. Ai temos capítulos como:

Titulo de Bezerras Felpa de Barbuda, pag. 35

Titulo de Barbalhos Silveiras, pag. 45

Titulo dos Barbalhos, pag. 139

Titulo dos Uchoas, pag. 141

Titulo dos Bezerras Barrigas, pag. 164 e, entre outros,

Appendix, pag. 384 (esse apêndice trata de descendencia do Felippe Barbalho Bezerra).

Todos tem algo interessante. E naturalmente, os Barbalho se entrelaçaram com todas as outras famílias da nobiliarquia pernambucana.

O que me falta eh disponibilidade para construir uma Arvore Genealógica a partir do livro porque isso facilitaria muito o entendimento e a procura por nomes. Mas não seria trabalho pouco. O que não me intimida. Mas também não sou relógio, embora venha atuando tal e qual!!!

Bom, para encurtar o discurso, a Perlya fez uma retribuição inestimável. Enviou-me a copia das únicas 3 paginas do capitulo “Barbalhos” da obra escrita por Cristóvão Alão de Morais, sob o titulo: “Pedatura Lusitana, Nobiliário de Familias de Portugal”.

Como ja mencionei antes, faz parte do Tomo Quarto, volume segundo. Antes que descrever mais coisas, vamos logo ao que interessa! Vou postar as 3 paginas.

Perlya enviou-me mais alguma coisa, inclusive o capitulo dos “Bezerras”, mas não se encaixa em nossa genealogia. Segue então:

“pag. 343                    BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g.

Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste video no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hu engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

Assim se encerram as informações. `A primeira vista pensei que fosse um horror! Isso por causa da inferência que o governador Luiz Barbalho tenha sido filho do Antonio Barbalho e de Antonia Bezerra ou Monteira.

Não teria nada contra, não fossem as muitas outras literaturas garantindo que ele foi filho do Guilherme (Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda e de Camila Barbalho. Assim se inverte a procedência do sobrenome dele.

No entanto, quando copiei `a mão o que estava escrito pude conceber melhores ideias. Claro, ha que desculpar-se o autor Cristóvão Alão de Morais. A publicação data de 1673. E ele escreveu a respeito de toda a fidalguia portuguesa. Ou seja, no mínimo umas 500 famílias. Algumas ate com certa profundidade.

Imagine-se, então, buscar todos esses dados num amontoado de papeis, escritos por centenas de outros escrivães, cada qual com sua caligrafia. Documentos esses que ja deviam estar em processo de deterioração.

Alem disso, haviam escrivães que o eram porque não existia outro que soubesse manejar a pena, não porque fosse algum completo alfabetizado!

Um exemplo que prejudicou os trabalhos desse autor pode ser verificado via o sobrenome da sogra do governador Luiz Barbalho. Ele identificou-a com Cecilia Carreira. Na verdade, os atuais genealogistas devem ter pesquisado em maior numero de fontes com letras mais legíveis, pois, dão a ela o nome de Cecilia Carneiro de Andrade.

Certamente, não eh o nosso caso quando, apesar de buscarmos em originais vez por outra, em poucas oportunidade, temos a internet `a nossa disposição. Mesmo que ainda não esteja uma maravilha, em comparação, chega a ser quase o Céu. Exceto quando as informações que estamos procurando ainda estão em branco por essa via!

E observe-se que genealogia costuma ser tão complicado que por quaisquer distrações menores a gente costuma cometer erros crassos!

O certo eh que, após copiar, as coisas não são exatamente como pensei `a primeira vista. A publicação de Borges da Fonseca eh uma das muitas que contradizem essa versão para a origem do governador Luiz.

No entanto, a Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro, vol. 52, também publica um breviário da genealogia “Barbalhos” no qual afirma que o governador Luiz foi filho de Antonio Barbalho.

Mas não aprofunda alem disso. Como a publicação eh posterior `a “Pedatura Lusitana”, o pesquisador pode ter usado-a como fonte. Mas não o menciona.

A passagem que descreve o titulo “Barbalhos” encontra-se a partir da pagina 310. `A pagina 308 inicia a descrição da família “Negreiros de Sergipe do Conde”. Ficam ai descritos os casamentos dos filhos do governador Luiz: dona Cosma com Francisco de Negreiros Sueiro e Guilherme com dona Anna de Negreiros.

Contudo nessa publicação ficou escrito que Guilherme e Anna foram pais de Domingos Barbalho Bezerra, o que corresponde ao que esta na Pedatura, e de dona Mariana Barbalho, esposa de Manoel Alves da Silva, sem geração.

Do Domingos confirma os dados e acrescenta que ficou solteiro. Nada menciona a respeito do filho Luis. Nesse caso, podemos esperar que haja em Sergipe alguma descendência desse nosso ramo familiar.

Ja `a pagina 313 inicia a descricao da Familia “Ferreiras e Souzas”. Começando por Eusebio Ferreira e seu pai, Leao Ferreira, naturais de Porto-Santo, Ilha da Madeira. Eusebio casou-se com Catarina de Souza filha de Melchior de Souza Dormondo e Micia Darmas, filha de Luiz Darmas e Catarina Jacques.

Eusebio e Catarina foram os pais do Antonio Pereira de Souza, marido da dona Antonio Barbalho Bezerra.

Nessa publicação temos que os filhos do casal Luiz Barbalho e Maria Furtado de Mendonça foram apenas 6: Agostinho, Guilherme, Fernão,  D. Antonia, D. Cosma e Francisco Monteiro.

Veja-se mais essa postagem:

http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf

Essa eh uma tese do professor Antonio Filipe Pereira Caetano, com o pomposo nome de:

“Entre a Sombra e o Sol – A Revolta da Cachaca, A Freguesia de Sao Gonçalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense (Rio de Janeiro, 1640-1667)”.

O de maior importância no momento esta a partir da pagina 187, no capitulo: “Os Honoratiores Gonçalenses: a família Barbalho”. Ali também afirma-se que Luiz Barbalho e Maria Furtado houveram 6 filhos: Antonio, Guilherme, Francisco Monteiro, Cecilia, Agostinho e Jeronimo.

Fazendo a soma, observa-se que ate ai são 9. Isso porque Guilherme, Francisco Monteiro e Agostinho são repetidos em ambas as listas.

Quem abrir a publicação observara que as ascendências do casal Luiz Barbalho e Maria Furtado são declaradas. Tendo o Luiz como pais: Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho. E era neto paterno de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

Ja a Camilla Barbalho foi filha mesmo do Bras Barbalho Feyo e de Catarina Tavares de Guardes.

Aqui ocorre-me a possibilidade de o Brás ter usado o nome completo de Antonio Bras Barbalho Feyo. E como abreviava-se muito os nomes das pessoas para economizar tinta, e mesmo verbalmente, uns escritores podem não ter captado o Antonio e outros o Brás.

Obvio que a tese do professor Antonio Felipe não eh voltada para a genealogia. Contudo, os dados foram retirados de obras genealógicas, citadas `a pagina 187, rodapé, de genealogistas muitíssimo conhecidos como Carlos G. Rheingantz e Carlos Eduardo de Almeida Barata, o Cau Barata.

Ja `a pagina 37, da obra de Borges da Fonseca, temos esse extrato:

“3. Luiz Barbalho Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Commendador da Ordem de Christo e Mestre de Campo de infantaria, que governou a Bahia e o Rio de Janeiro, de quem os escriptores da guerra dos Hollandezes fazem muitas vezes, digo, fazem innumeráveis vezes a mais honrada memória, e seria prolixa a nossa se a fizéssemos de tantas, tão repetidas e gloriosas acções quando basta o que deste grande soldado disse o general Francisco de Brito Freire neste grande elogio: – A quem tantas continuadas occasiões pelo decurso desta Historia, adiantaram ao insigne Mestre de Campo e deram illustre fama principalmente naquela celebre e portentosa expedição em que socorreo a Bahia, penetrando quatrocentas légoas os desertos da America. Foi casado e teve 10 filhos, dos quais o mais velho foi o Capitão Guilherme Barbalho Bezerra, mas como todos no anno de 1638 embarcaram para a Bahia onde, e no Rio de Janeiro viveram, não temos delles outras noticiais.”

Nessa ai o Borges da Fonseca falhou feio conosco! Fez aquela brincadeira: “eu sei mas não te conto.” Seria inestimável encontrar os escritos do general Francisco de Brito Freire, e outros nos quais se basearam, que nos contassem quem e quais foram os ascendentes de descentes do grande brasileiro, dito por pessoa de tempo mais próximo.

Pode ser que temos ai a primeira constatação da presença de um decimo rebento na família. Tratar-se-ia de dona “Francisca “Furtada”, mencionada apenas no Pedatura. E ai se completam os 10, anunciados via Borges da Fonseca.

Antes de iniciar essa escrita, imaginei que poderíamos ir logo colocando um fim na questão da paternidade do governador Luiz, pois, imaginei: “parece-me que os personagens Fernão Barbalho e Antonio Barbalho, primeiro e segundo mencionados no Pedatura, deverão ser pessoas mais antigas.”

Nesse caso, se encontrássemos datas que me permitissem comprovar isso, chegaríamos `a conclusão de que quem pode ter sido filho do Antonio Barbalho, não identificado pelo Cristóvão Alão de Morais, foi o (Antonio) Brás Barbalho Feyo.

A unica pista que encontrei na internet, nesse sentido, foi a Historia das Maldivas. Esta na Wikipedia, no endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maldivas

Ai se fala que o dominio português deu-se apenas entre 1558 a 1573. Ja o que se diz a respeito de Luis Barbalho, segundo filho de Fernão Barbalho, eh que foi pai da esposa de D. Luis de Sousa (ou da Sylva), os quais haviam sido pais do rei das Maldivas. Muito provavelmente, vice-rei.

Ou seja, se `aquela época tinhamos um bisneto do Fernão Barbalho naquele governo, seria praticamente impossível ao Luis Barbalho Bezerra ter sido neto do mesmo Fernão Barbalho, pois, a data do nascimento dele se deu em 1584.

Portanto, a relação de descendência e ascendência entre Fernão e Luiz Barbalho Bezerra teria mesmo que passar por outras gerações, nesse caso: o avo Brás e a mãe Camilla.

O problema também em relação aos enganos dos genealogistas muito antigos foi não terem documentos disponíveis e datados, para que calculassem primeiro, antes de fazer afirmações. Cristóvão Alão de Morais deve ter tido acesso a documentos que indicassem a procedência dos Barbalho em Pernambuco mas não atinou para esses detalhes.

Com isso nos deixou apenas pistas ótimas a seguir. Entre as quais a de agora sabermos que procedemos da antiga Província do Entre Douro e Minho, o que se repete em nosso lado Coelho.

Torna-se vital também a informação que tivemos “Capela em Sao Francisco do Porto”. Ai podemos buscar, futuramente, os dados que comprovem definitivamente esta ligação com a fidalguia via também os Barbalho. Abram a postagem:

https://www.jornaldaslajes.com.br/integra/igreja-sao-francisco-do-porto-tem-400-a-600-kg-de-ouro-mineiro/1789

Ha ai um pouco da Historia do monumento. Inclusive anuncia-se que ha túmulos que não se pode identificar os enterrados. Pode ser que entre esses existam alguns Barbalho. Somente por muita sorte deveremos encontrar em escritos de época as referencias que confirmariam a informação do Cristóvão Alão de Morais.

Pelo menos, a partir de agora os descendentes Barbalho brasileiros e pelo mundo afora tem um ponto de referencia que eh essa maravilhosa obra arquitetônica. Diga-se de passagem, nos de Minas Gerais teremos duplo motivo para visitar, ja que também poderemos admirar obras de arte tecidas com o ouro mineiro.

Se algum dia for visitar Portugal, O Porto será um de meus destinos. E, em particular, a Igreja de Sao Francisco do Porto.

Observe-se que entre as famílias identificadas com direito a sepultura no interior da Igreja encontra-se a Carneiro. O que indica a proximidade entre ela e a Barbalho. O que, possivelmente, nos da a pista para a origem do Carneiro da ancestral Cecilia.

Mais uma outra publicação interessante:

https://guerradarestauracao.wordpress.com/tag/joao-lopes-barbalho/

Ai se narra batalhas pela restauração da monarquia portuguesa. Logo no inicio ja começa aparecer o nome do “tenente de mestre de campo general Joao Lopes Barbalho”.

As referidas batalhas se deram em 1645. Mas não da para saber a relação de tempo anterior porque o texto no Pedatura apenas diz que os filhos do Fernão Barbalho eram primos do Mel. Francisco Barbalho, que era pai da Clara, a mãe do Joao L. Barbalho.

Não fica explicado primos por qual via nem o grau. Não ha como dizer quem era o mais velho ou o mais novo nessa relação parental.

A reportagem menciona nomes de outros brasileiros que lutaram juntos como: Antonio Soares da Costa, Pedro Craveiro de Campos, Felipe do Vale Caldeira, Simao de Oliveira da Gama, Alvaro Saraiva, Manuel Machado Caldeira e Domingos da Silveira. Todos com recomendação de títulos e honras por bravura. E eram veteranos da expulsão dos holandeses.

Apenas para ilustração, na tese abaixo o capitão Joao Lopes Barbalho eh mencionado, `a pagina 44, como natural de Pernambuco. Veja-se:

http://www.historia.uff.br/stricto/td/1371.pdf

Em caso disso ser verdade, ajuda a confirmar que o mais provável será que a Família Barbalho mudou-se em peso para aquele estado. O que reforça a ideia de que nosso ancestral Luiz Barbalho, alias, mencionado pelo próprio Joao Lopes Barbalho, pertencia ao mesmo ramo de família.

Mais uma postagem que engrandece o sobrenome da Familia Barbalho:

http://historiapostal.blogspot.com/2008/02/o-ofcio-de-correio-mor-de-mar-e-terra.html?m=0

Ai se relata como o Agostinho Barbalho Bezerra conseguiu o “oficio de correio-mor do Brasil”. Foi em 1662, logo após ter sido julgado e absolvido de culpa na participação dele no evento conhecido como A Revolta da Cachaça, e em consequência da qual o Jeronimo foi degolado e esquartejado.

Ao finalzinho do 12o. paragrafo da postagem acima temos:

“…. gastando nelas não so a fazenda, mas ate a mesma vida, por cuja causa ficaram seus filhos falta dela e ele Agostinho Barbalho, com o encargo de três irmãs e uma mãe que esta obrigado a amparar.”

Essa eh uma passagem que foge um pouco `a compreensão. Em primeiro lugar, ele referia-se a que o pai dele, e ele próprio, haviam empenhado todo o patrimônio que possuíam nas guerras que lutaram para defender os interesses do governo português.

Mas a menção a mãe e três irmãs sugere que houve mais uma filha na família e que ainda não consegui identificar. Isso porque D. Cecilia vivia no Rio de Janeiro, ficara viuva e reclamava pobreza. Agora sabe-se que havia a Francisca “Furtada”, que talvez fosse solteira.

Fica ai a satisfação de saber que em 1662 a ancestral Maria Furtado de Mendonça ainda vivia, tendo ela nascido por volta de 1595. Ou seja, estaria com 67 anos. O que falta eh saber qual outra irmã estava sob obrigação do Agostinho. Donas Cosma e Antonia eram casadas na Bahia e tinham filhos e filhas.

A menos que a terceira pessoa, não mencionada, fosse a ancestral Isabel Pedrosa, que se tornou viuva do Jeronimo. O filho mais velho deles, Jeronimo Barbalho, estaria ja com ou completaria 17 anos em 1662. Assim ela entraria como irmã, no lugar do falecido.

Outra possibilidade eh a de que o Jeronimo Barbalho Bezerra da Conjuração Fluminense fosse mesmo o sobrinho do governador Luiz Barbalho. Assim, a 3a. irmã seria mesmo outra pessoa e que ainda não descobrimos.

A informação de que o Fernão, filho do Luiz, foi casado também eh nova para mim. Desde que soube que ele havia ido para a India (Goa), para tornar-se Vedor da Fazenda, fiquei imaginando se não terá deixado herdeiros e por la existam alguns de nossos primos distantes.

Agora fica confirmada que essa possibilidade pode ser real. Ainda mais com a informação de que outro Luis Barbalho, mais antigo, também frequentou a India. Ha a possibilidade de por la ate existir uma Família Barbalho com alguma alteração no sobrenome, devido ao tempo e `a mudança de linguagem.

Quanto ao “mulher baixa” referente `a dona Maria de Macedo, esposa do Fernão, acredito que refira-se `a condição social dela, ou seja, de classe que não fosse de nobreza. Ou da considerada baixa nobreza.

Fica por esclarecer também se o Francisco Monteiro deixou herdeiros. Ele aposentou-se em 1704, como capitão do Forte de Sao Marcelo, também conhecido como Populo. Hoje eh uma atração turística na Baia de Sao Salvador:

https://patrimoniodesalvador.wordpress.com/2009/05/10/forte-de-sao-marcelo/

Faltaram, então, apenas dois nomes de filhos do governador Luiz Barbalho na obra do Cristóvão Alão de Morais. Seriam eles o Jeronimo e o Antonio Barbalho Bezerra. Diga-se de passagem, os dois dão alguma dor de cabeça aos genealogistas antigos.

No caso do Antonio, ha uma disputa entre o texto do Borges da Fonseca e os dados expostos por Rheingantz e levantados no Rio de Janeiro. Segundo Rheingantz, esse Antonio foi o marido da Joana Gomes da Silveira, neta de Duarte Gomes da Silveira, e tornou-se, por casamento, o segundo senhor do Morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraíba.

Para o autor Borges da Fonseca, pag. 38, o Antonio que casou-se com a herdeira era filho do Felippe Barbalho Bezerra, irmão do governador Luiz. De qualquer forma, seja qual for, tudo fica em família.

`A mesma pagina 38, o mesmo autor declara que o Jeronymo que morreu degolado no Rio de Janeiro, em consequência da Revolta da Cachaça, era também filho do Felippe. Por azar nosso, o “Titulo de Bezerras Morgados da Pahyba” não esta incluído na publicação, do primeiro endereço postado no presente texto.

Ja `a pagina 35, Borges da Fonseca faz essa afirmação: “3 – Maria Monteiro, que casou com o seu primo Antonio Bezerra, filho de Luiz Barbalho.” Entre tantos Luizes que deviam existir `a epoca, acredito que a intenção dele foi a de identificar o governador.

Em caso de qualquer um deles estiver correto não altera grande coisa em nossa genealogia, pois, no fundo, todos ja descendiam dos mesmos ancestrais. Apenas pode acontecer de repetir mais vezes a nossa ascendência.

Em caso de descendermos do Felippe e nao do Luiz, através do Jeronimo, passaremos a ser da Silveira e Morais. Perderemos ai nosso vinculo com os Furtado de Mendonça e os Carneiro de Andrade, da avo Maria.

Mas, talvez, por outra via o nosso ramo familiar ira encontrar raiz no casal Luiz Barbalho e Maria Furtado de Mendonça, porque somos Barbalho também em nosso lado Coelho de Magalhães.

Sabe-se que dois de nossos sextavos foram: Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Mas não sabemos ainda quem foram os ancestrais dessa avo Maria Rodrigues.

Ha algum tempo notei que o governador Luiz Barbalho deu os nomes de seus ancestrais a seus filhos. Assim são Antonia e Antonio. Francisca e Francisco. Cecilia e Guilherme. Os que faltavam seriam Cosma, Agostinho, Jeronimo e Fernão.

Agora podemos acrescentar o Fernão, pois, foi a primeira vez que vi o nome Fernand’Aires para o pai da Maria Furtado de Mendonça. Consta apenas Aires Furtado de Mendonça nas diversas literaturas que o encontrei.

Apesar do apego aos ancestrais, estranho não ter posto o nome Camilla, da própria mãe, em alguma das filhas. Nem o Brás que foi o avô materno. Isso reforça a possibilidade mesmo de ambos ter tido outros nomes alem dos quais ficaram conhecidos.

Como ja sugeri, o Brás poderia ter se chamado Antonio Brás. Ja a mãe do Luiz poderia ter chamado Francisca Camilla, ou Cosma Camilla. Ou, ainda, esses poderiam ter sido filhos que faleceram na infância, dai não existirem e não aparecerem em literaturas.

Em ultimo e caso especifico, a 3a. irmã mencionada pelo Agostinho poderá ter sido esquecida pelos genealogistas e chamar-se Camilla. 

Agostinho parece ser homenagem a santo de devoção. E Jeronimo era uma situação difícil de escapar, pois, alem do santo ha também o “demônio”. Temos que nos lembrarmos do Jeronimo de Albuquerque, conhecido como o Adão de Pernambuco, por conta de sua promiscuidade e prolífica.

Alem desse Jeronimo, houveram outros descendentes com o mesmo nome que ajudaram na chefia da luta contra a Invasão Holandesa.

Enfim, não podemos negar nem acreditar em tudo que os autores antigos escreveram. Entre as falhas do Pedatura Lusitana, a obvia foi não ter sequer mencionado que Agostinho Barbalho foi casado.

A esposa dele chamava-se Brites Lemes. Filha de Joao Alvares Pereira e Izabel de Montarroyos. Mas não sei se deixou descendência. Ela era neta de um dos fundadores do Rio de Janeiro, Diogo de Montarroyos.

Para facilitar o entendimento vou postar aqui as ascendências do governador Luiz Barbalho Bezerra. A começar do sobrenome Bezerra:

  • Antonio Martins Bezerra c. c. Maria Martins Bezerra, pais de:
  • Antonio Bezerra Felpa de Barbuda c. c. (1) Maria de Araujo, pais de:
  • Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda c. c. (2) Camilla Barbalho, pais de:
  • Luiz Barbalho Bezerra c. c. (3) Maria Furtado de Mendonça
 
(1) Maria de Araujo foi filha dos senhores do Engenho de Sao Pantaleão: Pantaleão Monteiro e Brasia Araujo. O engenho de açúcar fundado por eles depois foi chamado de Engenho do Monteiro.
 
(2) Camilla Barbalho foi filha de Brás Barbalho Feyo e Catarina Tavares de Guardes. Foi neta materna de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.
 
Brás foi senhor do Engenho do Barbalho que ficava no Cabo de Santo Agostinho e do de Sao Paulo da Várzea do Capibaribe, que havia sido fundado por seu sogro.
 
http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html
(3) Maria Furtado de Mendonça foi filha de Fernand’Aires Furtado de Mendonça e dona Cecilia Carneiro de Andrade.
 
Francisco e Maria foram pais também de Ines, a qual foi casada com Joao Paes Velho, que se tornou dono de diversos engenhos de açúcar naquele tempo. Era dos mais ricos de Pernambuco. Francisco foi o primeiro senhor do Engenho de Sao Paulo da Várzea do Capibaribe. Era também armeiro real por profissão.

Os Bezerra procediam, antes de entrarem em Portugal, do Reino da Galicia. Eram naturais da Provincia de Lugo, na Freguesia de Becerrea. Esta faz parte do circuito dos Caminhos de Santiago de Compostela.

Era uma familia da alta nobreza local. Descendiam do rei D. Alfonso VI, de Leao e Castela. Esse ofereceu a mao de suas filhas em casamento aos nobres europeus que o ajudassem a expulsar os mouros.

Dois primos, Raimundo e Henrique da Borgonha aceitaram o desafio. Raimundo casou-se com a filha herdeira, Urraca; e Henrique com a condessa de Portugal, Teresa. Eles foram os pais do Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e de Urraca de Portugal, que casou-se com Bermudo Perez de Trava. Esses sao ancestrais dos Bezerras.

Ao final dessa postagem, abaixo, pode-se seguir as passagens das gerações ai implicadas. Trata-se da linhagem do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, irmão do Antonio do cabeçalho da linhagem postada acima.

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Domingos teria nascido em 1524. E foi natural de Viana do Lima. Antonio havia sido natural de Ponte de Lima. Acredito que isso o faça  mais velho que o Domingos.

Explica-se assim porque, com a posse do território brasileiro por Portugal, as cidades portuárias devem ter tido um visível crescimento. O que atraia populações novas. Seria natural que moradores de Ponte de Lima, dentro do território português, se mudassem para Viana, que eh litorânea.

Outro detalhe foi que o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, ja deveria estar arregimentando pessoas para implantar o que foi dado a dele. Segundo dados históricos, a implantação se deu em 1535. A carta de doação assinada por D. Joao III foi de 10 de março de 1534.

Isso implica que os preparativos tenham se iniciado muito antes. Ou seja, era preciso procurar famílias voluntárias. Tinha-se que construir navios. Provavelmente os maridos seguiram `a frente para “limpar caminho” para receber suas famílias.

E isso representaria gasto de tempo considerável para os dias atuais. Seriam anos de preparação. As pessoas que se mudaram para Pernambuco no inicio de sua implantação ou eram adultos nascidos em torno de 1500 ou seus filhos com idades variadas.

Nesse caso especifico: Antonio Martins e esposa ja maiores de 30 anos e os filhos Domingos e Antonio Bezerra Felpa de Barbuda ja por volta de suas adolescências.

Minha hipótese também explica a sequencia de gerações. Tomando 30 anos como espaço médio entre uma geração e outra temos, a partir do ano de nascimento do Luiz Barbalho Bezerra: 1584, 1554, 1524, 1494.

Essas seriam as datas bases para cada uma das gerações descritas acima. Não posso afirmar que a minha hipótese encaixa-se de todo na realidade. Acredito que seria muito difícil as gerações substituírem umas `as outras em menos tempo.

E vejam que muitos outros adotam 25 anos, ou seja, 4/século. Isso porque os casamentos podiam se dar em idades mais tenras, podendo as mulheres se casar aos 12 anos de idade.

O que acontece eh que as pessoas viviam pouco, em media. Mas poucos descendem dos primogênitos em cada geração. Sendo assim, haviam filhos que nasciam `a altura das idades próximas a 40 anos de seus pais. E deles descendemos tanto quanto dos que nasceram em suas juventudes.

Antonio e Maria foram pais do Domingos em 1524. Se o filho Antonio filho nasceu por volta de 1520, o Guilherme não devera ter sido filho do primeiro casal, e ter sido pai em 1584. Não era incomum alguns homens chegarem aos 60 anos de idade. Incomum era ser pais com idade tão avançada para a época!

O mais provável foi ter havido uma geração intermediaria que eh representada pelo Antonio filho e Maria Araújo.

Para os que me leem com frequência, irão notar que repeti muitas coisas de escritos anteriores. Assim o fiz para facilitar `as pesquisas que outros poderão fazer a partir desse novo texto. Quero apenas facilitar para os outros e também para mim mesmo.

Principalmente quando precisar consultar todas essas referencias. Vez por outra as busco nos mecanismos eletrônicos e eles se negam a responder satisfatoriamente. E ai fica uma recordação melhorada dos meus textos mais antigos.

 

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09. ARQUIVO HISTORICO ULTRAMARINHO – FUNDO CONSELHO ULTRAMARINHO – SUMARIOS DAS CONSULTAS MISTAS. (AHU_CU_CONSULTAS MISTAS, COD. 13-18

Creio que essas referencias não nos ajudariam em nossas buscas a respeito de nossa genealogia. Mas devem existir muitos dados para fazer-se as biografias dos personagens.

Estudar isso agora seria um adiantamento em relação ao trabalho. Mas por precaução ja vou anotando as referencias, pois, quem sabe algum dia vou a Portugal, para fazer um verdadeiro livro a respeito de nossos familiares!?

Antes disso era mesmo preciso fazer o “mais facil”!!!:

Visitar o Serro e Diamantina para ver se encontramos os fios das meadas, tanto em relação ao sobrenome Barbalho quanto ao Coelho.

Aos Barbalho nos resta aquela passagem entre o Jose Vaz Barbalho e seus pais e avós. Alem de buscar saber o mesmo em relação `a esposa, Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Dos Coelho resta-nos pelo menos o encaixe entre o avo Jose Coelho de Magalhães e seu possível pai, Manuel Rodrigues Coelho e deste para as raizes.

Alem disso, certificar que a Eugenia Rodrigues da Rocha, esposa do Jose Coelho (ou a primeira esposa dele, Escholastica de Magalhaes), era descendente Barbalho. Para tentar encaixar-se uma raiz com a outra.

Se fosse `as duas cidades do Centro-Norte de Minas Gerais, com tempo para pesquisar, faria questão de verificar todos os nossos outros emaranhados genealógicos, como pelos lados Andrade, Moniz, Pinto e dos familiares correlatos, como os Cunha de Meneses, Coelho Pinto, Coelho de Oliveira, Sousa e Silva e muitos mais.

Por enquanto, fiquemos apenas com o que temos:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUF006a002/AHU_CU_ConsultasMistas_13_18.pdf

`A segunda pagina do ano de 1667 existem duas menções interessantes:

“16 235 Agostinho Barbalho Bezerra da conta da sua jornada ao descobrimento das minas, e serra das esmeraldas, e outros particulares, e vão as cartas e certidões que se acusam 28 SET 1667”

“16 236V Nomeação de pessoas para o cargo de vedor-geral da fazenda do Estado da India. 20 OUT 1667” [nessa segunda devera haver a menção do nome do Fernando Barbalho Bezerra].

CORRECAO:

“16 282v Sobre o que escreve o Provedor-Mor da Fazenda do Brasil acerca de se haver extinto o oficio de guarda-mor da barra da Baia, e ser provido Fernão Barbalho no posto de capitão e governador do forte de Nossa Senhora do Populo, com as entradas e saídas dos navios. 26 MAI 1668.”

O que mostra que nossas datações estão incorretas relativas ao Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, irmão do Fernão, ter assumido o cargo em 1667.

Mesmo porque, foi dito que o Francisco Monteiro aposentou-se em 1704, com um pouco mais de 24 anos de serviço. O que jogaria a posse dele para em torno de 1680.

Foi dito também que eles serviram nesses cargos ao rei Pedro II de Portugal, cuja coroação se deu em 1683, porem, houve um período de regência anterior, a partir de 1668, quando passou a governador em lugar do seu irmão, D. Afonso VI.

MAIS A RESPEITO DOS BARBALHO

“13 90v Com a carta inclusa de Luis Barbalho Bezerra, capitão-mor do Rio de Janeiro sobre a partida da frota 9 ABR 1964”

“13 122 Francisco de Soutomayor, governador do Rio de Janeiro, da conta de como tomou posse daquele governo e avisa de alguns particulares tocantes `a segurança daquela companhia. 28 SET 1644.”

3 cartas: 2 de 7 ABR 1661 e outra de 16 MAI 1661, a respeito dos acontecimentos durante o que se conhece como A Revolta da Cachaça. Consta que a revolta se deu contra Tome Correia de Alvarenga, quando foi contra Salvador Correia de Sa e Benevides, que estava em Sao Paulo e deixou o primo dele em seu lugar.

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc017/CU-RioJaneiro.pdf

Nessa outra publicacao registra-se:

113. 1643, Outubro, 31, Rio de Janeiro.

Carta da Camara Municipal do Rio de Janeiro dando conta da chegado do capitão-mor Luis Barbalho Bezerra e outras deliberações.

AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 31

AHU_CU_017, cx 2, D. 113

116. 1644, Fevereiro, 4, Rio de Janeiro

116- 1644, Fevereiro, 4, Rio de Janeiro CARTA dos oficiais da Câmara da cidade do Rio de Janeiro ao rei [D. João IV] sobre a chegada do novo capitão-mor e governador desta praça Luís Barbalho Bezerra; a aceitação do subsídio dos vinhos e vintena nos bens dos moradores, a fim de socorrer a Infantaria e o presídio do Rio de Janeiro; informando a pobreza em que se encontra a capitania devido à epidemia de bexigas que dizimou os escravos e reduziu a produção do açúcar; solicitando que parte das moeda cunhada nesta capitania seja aplicada nela para a criação de uma fortaleza; acusando o recebimento de ferros para marcar as patacas e a continuação do trabalho da cunhagem da moeda, conforme ordem do governador-geral do Estado do Brasil, António Teles da Silva. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 36 AHU_CU_017, Cx. 2, D. 116.

118- 1644, Abril, 20, Lisboa CARTA RÉGIA (minuta) do rei [D. João IV] ao governador e capitão-mor do Rio de Janeiro, Luís Barbalho Bezerra, ordenando que os provedores da Fazenda Real das capitanias do Rio de Janeiro, de São Paulo e de São Vicente enviem todas as sobras da Fazenda Real para o Governo do Rio de Janeiro, bem como o dinheiro dos dízimos, da nova imposição dos vinhos e vintenas, e do cunho da moeda, para se meter em um cofre de três chaves, sob a responsabilidade do dito governador, do reitor dos padres da Companhia de Jesus e do almoxarife, do qual não se gastará nenhum dinheiro sem ordem régia. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 39. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 118.

120- 1644, Maio, 19, Rio de Janeiro CARTA do provedor da Fazenda Real do Rio de Janeiro, Francisco da Costa Barros, ao rei [D. João IV] sobre não haver efeitos para as despesas necessárias desta cidade, devido ao pouco rendimento do vinho, dos vinténs por cada caixa de açúcar e da falta de renda proveniente da graxa de baleia; informando a tentativa falhada do último governador [Luís Barbalho Bezerra] em impôr o subsídio dos vinhos e a vintena nos bens dos moradores, por causa da pouca vontade dos oficiais da Câmara em cumprir tais ordens após a morte do mesmo; a necessidade de rendas para o sustento do presídio e da infantaria; indicando como é arrendado o contrato dos dízimos e como a Fazenda Real sai prejudicada; solicitando instruções acerca do caso do prelado administrador eclesiástico da repartição do sul. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 42. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 120.

121- 1644, Maio, 20, Rio de Janeiro CARTA do governador eleito do Rio de Janeiro, Duarte Correia Vasqueanes, ao rei [D. João IV] sobre o falecimento de seu antecessor, Luís Barbalho Bezerra, sua nomeação feita pela Câmara e povo da cidade; as medidas tomadas para enviar a frota ao Reino; a falta de artilharia, armas e munições para as fortalezas da Barra; a necessidade de reparos nas fortalezas e de armas para os soldados que as guarnecem, sugerindo o aumento das companhias de infantaria existentes naquela cidade e informando que foram levantados tanto o subsídio do vinho, quanto à vintena, ficando o presídio sem rendimento, e sua preocupação com a defesa daquela capitania, por causa do perigo holandês que ainda anda por aquela costa. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 43. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 121.

132- 1645, Janeiro, 9, Rio de Janeiro CARTA dos oficiais da Câmara da cidade do Rio de Janeiro ao rei [D. João IV] sobre a disputa política existente entre o governador desta capitania, Duarte Correia Vasqueanes, e o sargento-mor Simão Dias Salgado, gerada após o falecimento do governador do [Rio de Janeiro] Luís Barbalho Bezerra, solicitando resolução acerca do impasse. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 55. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 132.

A DENUNCIA NA CARTA ABAIXO EH DE INTERESSE PARA FAZER A BIOGRAFIA DE JERONIMO BARBALHO BEZERRA, POIS, FOI CONTRA O SALVADOR CORREIA DE SA E BENEVIDES QUE SE DEU A REVOLTA DA CACHACA (1660-61) E O JERONIMO FOI DEGOLADO POR ORDENS DELE.

135- 1645, Janeiro, 18, Rio de Janeiro CARTA do [governador nomeado para o Rio de Janeiro], Francisco de Souto Maior ao rei [D. João IV] sobre o estado das fortalezas da barra, a falta de artilharia e munições, armas e pólvora e as medidas que tomou para melhorar o seu funcionamento; a administração temporal e espiritual dos jesuítas sobre as três aldeias dos índios desta capitania e uma outra administrada pelo capitãomor dos índios Martim Afonso; informando a influência de Catarina Ugarth, esposa do [ex-governador] Salvador Correia de Sá e Benevides, sobre o principal da aldeia de Martim de Sá, Manuel Ubará Pitanga, além das irregularidades praticadas por aquele governador; descrevendo o estado de insegurança em que vivem os moradores, devido à falta da aplicação da Justiça nesta praça. Anexo: cartas. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 57. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 135.

MAIS UM ENDERECO:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc030/CU-ServicoPartes.pdf

15- [post. 1644, Lisboa] INFORMAÇÃO do Conselho Ultramarino sobre os serviços de Guilherme Barbalho Bezerra, fidalgo e comendador da Ordem de Cristo, filho de Luís Barbalho Bezerra, como soldado, alferes e capitão de Infantaria, de [1622] até Dezembro de 1644, na luta contra os holandeses, acompanhado de criados e escravos em Pernambuco, onde foi feito prisioneiro e enviado às Índias, regressou ao Reino e voltou para a defesa de São Salvador, lutou no cerco do conde de Nassau em 1638, tendo regressado para a defesa do Alentejo na companhia do mestre-decampo Luís da Silva Teles. AHU_CU_030, Cx. 1, D. 15.

412- [post. 1684, Agosto, 23, Lisboa] INFORMAÇÃO do Conselho Ultramarino sobre os serviços de Antônio Barbalho, de 1 de Agosto de 1634 a 23 de Agosto de 1684, como soldado, alferes e capitão de Infantaria, contra os holandeses em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Bahia. AHU_CU_030, Cx. 3, D. 412.

RESOLVI DAR CONTINUIDADE:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc017s01/CU-RJaneiroCA.pdf

1644, Janeiro, 31, Lisboa e 1644, Setembro, 6:

AHU_CU_017-01

CONSULTA (2) do Conselho Ultramarino, sobre o agravo que tirou o Capitão Antonio Corrêa do Capitão mor e Governador do Rio de Janeiro Luiz Barbalho Bezerra por se recusar a dar-lhe posse da companhia de Infantaria de que se lhe fizera mercê.
AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 276-277.

S. d.

CAPÍTULO 35 do Regimento dos Governadores do Estados do Brasil, relativo a sua competência para o provimento das serventias dos ofícios de justiça, guerra e fazenda.
Anexa ao n.o 277.

AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 278.

1644, fevereiro, 13, Lisboa

CONSULTA do Conselho Ultramarino, sobre o dinheiro que se mandara abonar ao Governador e Capitão mor Luiz Barbalho Bezerra para socorrer a gente de guerra que do Rio de Janeiro levava para Angola D. Antonio Ortiz de Mendonça.
AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 279-281.

1661, maio, 14, Lisboa

INFORMAÇÃO do Conselho da Fazenda acerca dos documentos referentes mesma sublevação.
Anexa ao n.o 875.
AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 876.

1660, dezembro, 9, Rio de Janeiro

AUTO que mandou fazer o juiz Ordinário Diogo Lobo Pereira a requerimento dos procuradores do Povo da cidade do Rio de Janeiro, sobre a conjuração que se descobrira estar preparada no Convento de São Bento.
Anexa ao n.o 875.

AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 878.

1660, outubro, 30, Rio de Janeiro

AUTOS que se processarão sobre a expulsão que fez o Povo do Rio de Janeiro do governo a Salvador Corrêa de Sá, Thomé Corrêa d’Alvarenga e nova eleição do Governador Agostinho Barbalho Bezerra, prisão dos ditos e cio provedor da Fazenda Real Pedro de Sousa Pereira.

Anexa ao n.o 875.

AHU-Rio de Janeiro-Calmeida, cx. 5, doc. 879. AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 879.

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc014/CU-Paraiba.pdf

  1. 11-  [post. 1619, Lisboa]INFORMAÇÂO do [Conselho Ultramarino] sobre pertencer a Luís Barbalho de Vasconcelos, por renúncia de seus pais, os serviços de seu avô Luís Mendes de Vasconcelos.
    AHU-Paraíba, mç. 33AHU_CU_014, Cx. 1, D. 11.##########################################################

    1. 53-  [ant. 1663, março, 1, Paraíba]REQUERIMENTO de Filipe Barbalho Bezerra, ao rei [D. Afonso VI], solicitando o título de fidalgo da casa real, o hábito da Ordem de Cristo com comenda de cem mil réis e provimento de capitão-mor da capitania do Rio Grande ou Ceará,quando houver vaga, pelos serviços prestados na Paraíba e na guerra holandesa.Anexo: 4 docs. AHU-Paraíba, cx. 1 AHU_CU_014, Cx. 1, D. 53.######################################################
    Mais que interessante essa ultima referencia! Isso porque, pode ser que hajam mais Filipes. O que tenho noticias são 3 Filipe Barbalho Bezerra na família.
Segundo o autor Borges da Fonseca, houve o irmão do governador Luis Barbalho. Contudo, também afirma que esse casou-se em 24 de setembro de 1608. Ou seja, deveria estar pelo menos com uns 20 anos.
O que o colocaria com uma idade de 75 anos em 1663. Decerto, não deveria haver alguma utilidade para ele tal carta de fidalguia. Se solicitou alguma, devera te-lo feito muito antes da data.
O segundo Filipe mencionado eh o filho daquele primeiro. Dele foi dito ter sido “Cavalleiro da Ordem de Sao Bento, que não casou.” Então, em 1663, por não termos a data de seu nascimento, estaria por volta de seus 50 anos de vida.
Aqui ha um meio termo. Poderia ser ele solicitando um beneficio a mais. Isso porque, naquela idade, quando a maioria dos seus contemporâneos de idade ja haviam falecido, ele ja deveria ter alcançado seus privilégios antes dessa idade. Mas não se sabe!!!
O terceiro e ultimo que tenho noticias foi o segundo filho do Jeronymo Barbalho Bezerra. Jeronymo o qual Borges da Fonseca o deu como filho do Filipe, o primeiro, mas Rheingantz o da por filho do governador Luis Barbalho Bezerra.
Desse terceiro Filipe temos o ano de nascimento que foi em 1647. Ou seja, em 1663 estaria por volta de seus 16 anos de idade. Nesse caso especifico, as guerras contra os holandeses ja haviam terminado. Mesmo que meninos de 8 anos de idade podiam ser alistados pelos pais, não houve tempo hábil para ele lutar nela.
O unico senão de possibilidade ai seria se o Filipe do Jeronymo estivesse requerendo uma compensação em razão de o pai ter lutado na expulsão dos holandeses. E assim poderia ser feito `aquela época.
Isso porque o pai, Jeronymo Barbalho, havia perdido a vida em 1661, em consequência de degolamento e esquartejamento ordenado por Salvador Correia de Sa e Benevides, como punição por ter sido o líder do episódio histórico, ocorrido no Rio de Janeiro, denominado de A Revolta da Cachaça.
Mas os revoltosos, após julgados, foram considerados inocentes das acusações que o ex-governador Sa e Benevides os acusou. Então, o governo português ficou com essa bomba suja em suas mãos para resolver.
Era uma familia que se tornara órfã. O filho mais velho, Jeronymo também, estaria completando 18 anos. Nesse caso, haveria uma tendência a compensar `a família com alguns privilégios da nobreza, da qual os Barbalho Bezerra faziam parte.
Nesse caso, a patente que o pai possuía e o senhorio de engenho devem ter sido passados para o filho mais velho, capitão Jeronymo Barbalho Bezerra. E o Filipe deve ter escolhido a tal carta de fidalgo.
Não posso garantir mas imagino que a carta de fidalguia deveria garantir ao dono todos os privilégios de nobreza. Isso quer dizer que quando houvesse algum cargo chave na administração governamental, os fidalgos tinham prioridade. E cargo correspondia a renda. Dai o privilegio.
Estou me baseando apenas em suspeita e não em conhecimento. Isso porque, dos filhos do Jeronymo tenho certeza apenas que Páschoa e Michaela casaram-se e permaneceram no Rio de Janeiro mesmo. Não tenho o destino dos outros.
Alias, o quinto filho chamou-se Luis Barbalho Bezerra, pois, um irmão de mesmo nome havia falecido criança.
A suspeita de que o Filipe possa ter ido para Pernambuco ou Paraíba se baseia em que Rheigantz também identificou o tio dele, Antonio Barbalho Bezerra, como marido da Joana Gomes da Silveira. E por isso tornou-se o II senhor do riquíssimo Morgado do Salvador do Mundo da Paraíba.
Outro que ficou no Rio de Janeiro, o Agostinho Barbalho Bezerra, clamou dificuldades financeiras após a Revolta da Cachaça. Em seu pedido de mercês ao sr. rei, argumentou que tinha mãe e 3 irmãs pelas quais era responsável.
Assim, os outros devem ter compartilhado as responsabilidades na assistência `a família do Jeronymo, o enforcado. E se o Antonio, marido da Joana, foi mesmo irmão dele, maior teria sido essa responsabilidade.
Alias, seriam irmãos tanto se ambos foram filhos do Filipe quanto se foram do governador Luis. E isso justificaria a presença do Filipe (III) la na Paraíba. E haviam muitos parentes próximos e abastados na área entre Pernambuco e Paraíba.
Novamente, eh apenas uma suspeita não um conhecimento. Imagino que a solicitação de  “titulo de fidalgo da casa real” devia ter os mesmos componentes do pedido de brasão de armas das famílias. Nesse caso, deveria vir acompanhada de uma resenha genealógica.
E ai eh que gostaria de chegar. Se la no Arquivo Histórico Ultramarino houver o registro completo, poderemos ter acesso a pelo menos os nomes dos pais e avos desse Filipe. E ate talvez uma resenha que remonte a mais de 10 gerações.
Torcendo para que seja o Filipe, filho do Jeronymo, isso jogaria por terra a duvida quanto a Borges da Fonseca ou Rheingantz estar correto em relação `a paternidade do Jeronymo.
E mesmo que o Filipe seja um dos outros dois, iríamos jogar uma pa de cal na questão da paternidade do Luis Barbalho Bezerra. Como ele foi irmão do Filipe, e tio do filho deste, os pais do primeiro, ou avos do segundo, serão os pais do Luis.
Em caso de ficar sanada a duvida em favor do Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho, então, constata-se o engano cometido no Pedatura Lusitana, que tem o Luis como filho de Antonio Barbalho e esposa que poderia ser Bezerra ou “Monteira”.
Quiça, haja na documentação uma boa e longa genealogia. Se o Filipe for tanto o irmão quanto o sobrinho do governador, que do lado Barbalho siga por pelo menos umas 5 gerações, porque ai, talvez, iremos descobrir que Antonio Barbalho e Fernão Barbalho foram também nossos ancestrais e, por isso, o engano no Pedatura terá sido menor.
Contudo, essas reflexões são positivas. Ha que nos lembrarmos que a possibilidade de ter havido outro Filipe Barbalho Bezerra eh relativamente alta. E pode ser primo distante, de forma a que a genealogia dele não esclareça a nossa. Portanto ha que se preparar o espirito para uma resposta menos generosa.
O que nos faltaria eh um candidato para fazer essa verificação!!!

 

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10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

 

Esse novo capitulo se abriu em razão de eu ter sido contatado por uma aparentada de nome Anália Faria. Mais uma com essa assinatura a revelar parentesco. Procurou-me via facebook porque descende o Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira também. Ela desejava saber se eu tinha informações mais profundas do ramo da família.

Não tinha. Eu havia abandonado esse lado de nossas raízes pela dificuldade de levantar dados via internet, ja que não tenho como fazer pesquisas in loco no Brasil. Falta-me o cacau e tempo próprios para isso ou o patrocínio de um mecenas.

Como os ancestrais que tenho mais recentes são os Coelho e os Barbalho, e deles conheço boa parte da descendência, os meus sentidos de busca acabam se voltando para esse lado. Eh como os pescadores. Querem buscar os peixes que estão acostumados a eles embora não irão desprezar outros que cairem nas redes.

Imediatamente, no sentido de ajudar `a Anália e a mim mesmo, resolvi reconsultar a internet para ver se encontraria algo de novo. Algo de surpresa encontrei no site www.geneaminas.com.br/.

Diga-se de passagem, eu próprio postei dados das famílias `as quais pertencemos. Os livros que juntaram mais dados a respeito dos meus ramos foram os: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do prof. Dermeval Jose Pimenta; e “ARVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA COELHO, da prima Ivania Batista Coelho.

Vez por outra, outros pesquisadores acrescentam dados. E la se encontram dados novos que não postei e não conhecia. Isso porque temos outro ancestral cujo nome foi Francisco Jose Barbosa Fruão (desconfio que esse ultimo sobrenome seja Frois(es)). E o engano poderá ter ocorrido em função da tradução feita das caligrafias antigas para o padrão gráfico.

Agora o site informa que Francisco Jose seria filho de Antonio Barbosa da Silva e Tereza Maria de Jesus, esses, naturais de Santarem, Lisboa, Portugal. Nao diz a fonte.

Tem também uma data. 1725. Ha uma cruz que poderia indicar ser o falecimento do Antonio Jose. Mas pode ser data de batismo dele. Se for o caso, então, a informação seria perfeita.

Ja no caso do Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira escreveram que seria irmão do Antonio Jose. O que, devido a outros dados concretos que encontrei, contrasta em muito com a data acima. Embora não se pode dizer com certeza.

A falta de outras datas importantes como as de nascimentos de cada um e dos pais não permite descartar ainda a possibilidade.

Se alguém encontrou mesmo algum documento do Francisco Jose, 1725 terá que ser a data do nascimento dele. Isso porque entre 25 e 40 anos depois ele estaria sendo pai. O que corroboraria com o nascimento da filha Francisca Angelica por volta de 1760.

Ela nos entra como ancestral no ramo Pereira do Amaral tendo sido junto com o açoriano Miguel Pereira do Amaral a matriarca do sobrenome. E o primeiro filho dela, anotado pelo professor Dermeval, Joao, nasceu em 1781.

Se 1725 tivesse sido a data de falecimento do pai, ela teria que ter nascido por aquela época. Em 1781 estaria no mínimo com 56 anos. Não poderia começar a gerar filhos e muito menos ter outros que nasceram depois. Como o caso de um dos fundadores de Sabinopolis, Malaquias Pereira do Amaral, nosso ancestral, que nasceu em 1791.

A data de 1725 esta mesmo posta como de falecimento. Então, a única possibilidade de ser pessoas da mesma família será se alguém com o mesmo nome ter falecido em 1725, porem, ter tido um filho de nome igual.

Esse filho sim poderia ter sido pai da Francisca Angelica. E quem encontrou os dados viu o nome mas não percebeu essa diferença. Mas estou quase certo que o engano foi cometido no momento de postar o dado, trocando a data de nascimento pela de falecimento.

A dificuldade de o Francisco Jose e o Domingos Barbosa ser irmãos é que em 13.10.1723 o Domingos ja era Sargento-Mor na cidade do Serro. Para chegar ao cargo era preciso ter carreira militar anterior e ainda conseguir ser eleito. Isso quer dizer que devia ter pelo menos entre 25 e 35 anos de idade.

A possibilidade de serem irmãos por parte de pai e mãe será bem pequena. Podendo ser com mais facilidade se for apenas por parte de pai.

As idades para exercer as funções de Sargento-Mor acima poderiam ser ligeiramente reduzidas em função de nobiliarquia, influencia econômica e indicação superior. Como podemos verificar adiante, se ele fosse filho de um Matias Barbosa, as portas se abririam.

Poderiam sim ter sido irmãos se a hipótese de terem existido dois Francisco Jose e não apenas um for correta. E o primeiro poderia ate mesmo ter falecido em 1725. Mas ai ha que verificar-se as biografias de ambos para ter certeza.

Continuando a busca, esbarrei no “O LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA REAL DA FAZENDA DE MINAS GERAIS, 1722-1727”. http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf. `A pagina 46 encontra-se a menção ao Domingos, seus serviços e a data acima.

Foi organizado por Angelo Alves Carrara. Trata-se de uma “tradução” do primeiro livro do gênero da então recém-criada Capitania de Minas Gerais. Observem que a descoberta do ouro ja era passado. Mas o livro eh o primeiro.

Isso se da porque antes não haviam limites definidos. E o quadro geral da administração política no Brasil do Sul no inicio das descobertas estava atribuído ao Rio de Janeiro.

Apos `a Guerra dos Emboabas, ou em seus rescaldos, o pacificador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho criou as Capitanias do Rio de Janeiro e de Sao Paulo e Minas do Ouro.

Em 1720 se da a Sedição de Vila Rica, na qual criou-se um mito a ser enforcado, Felipe dos Santos, enquanto outros sediciosos foram salvos por suas ligações com o poder. Para não perder o controle separaram-se em duas a província anterior, criando-se as de Sao Paulo e a de Minas do Ouro (Gerais).

Essa separação se deu para ter uma administração bem perto da fonte de produção dos minerais que eram as joias da coroa portuguesa. Minas Gerais passou a ser a atração única. E o governo português queria um controle rígido.

Inclusive, quando do esgotamento das fontes “fáceis” do ouro, em torno de 1750, fez-se a expansão das buscas. A essa época encontrou-se mais ouro em Sao Joao Batista (Minas Novas) que ficava em território do Sul da Bahia.

Para que não se perdesse o controle, e ja existia uma intendência no Serro, o governo português tomou o Sul da Bahia e o passou a Minas Gerais, tornando aquele território o atual Norte do segundo Estado, como ate atualmente o é.

Ha que se fazer essa observação aqui. Entre 1698 ate 1740 a produção de ouro e diamantes mantinha o Império Português. Com o declínio da produção, a situação econômica no reino foi aos poucos declinando.

Por essa época, um numero cada vez maior de portugueses migrou para o Brasil. A crise chegou `a penúria. Em 1750 os reis de Portugal autorizaram, por exemplo, o transporte de 5.000 pessoas, por estarem passando fome, das Ilhas da Madeira para a Ilha de Santa Catarina.

Em 1755 houve o grande terremoto de Lisboa. O que por pouco não extinguiu de vez o Império Português. Novamente, o Brasil surgiu como solução. Por um lado foi de onde se retiraram os recursos para a reconstrução. Por outro tornou-se a Terra Prometida para milhares de portugueses pobres e/ou falidos.

O que observei nos livros do Cônego Trindade eh que ele usou muito essa janela para iniciar os dados dos títulos das famílias descritas por ele. Ele preocupou-se mais com as famílias que chegaram do que com aquelas que ja estavam no Brasil e as receberam, fornecendo cônjuges para os chegados ou seus descendentes.

Uma lastima os interesses genealógicos do Cônego Raimundo Octavio não ser semelhante aos meus. Se assim o fosse, independente das famílias, eu escolheria ter escrito fascículos que envolvessem os moradores dos séculos XVIII e XIX das cidades e suas freguesias históricas.

Tem la sua validade o estudo das famílias em separado. Mas um estudo amplificado, como o que proponho, nos daria hoje a oportunidade de encontrarmos nossos enlaces genealógicos como peças de um quebra-cabeças a ser montado.

E mais importante, hoje poderíamos encontrar ancestrais mais longínquos de pessoas que se agregaram `as famílias dos estudos específicos do cônego. O que, alias, ate poderia nos oferecer a oportunidade de termos genealogias quase completas nesses 300 e poucos anos de ocupação territorial de Minas Gerais.

Embora com os registros em mãos, das antigas filiais da Diocese de Mariana, fez referencias a nascidos em ou agregados a famílias do antigo Inficcionado, atual Santa Rita Durão, e Congonhas do Campo. Mas parece que não tivemos a sorte de ele ter achado importantes nossos ancestrais que viveram nesses lugares.

Porem, ha que perdoa-lo. Era vigário da imensa Arquidiocese de Mariana. Havia muito trabalho a fazer alem desse divertimento. E se usava o provérbio: “Primeiro a obrigação e depois a devoção”.

Como os dados encontrados não me satisfizeram, continuei as buscas. E encontrei algumas menções aos personagens com sobrenome Barbosa, encontrados no trabalho do Carrara ou outros de minhas informações.

Por fim, lembrei-me dos livros do cônego Raimundo Octavio Trindade. Recorri mais uma vez `a preciosa ajuda do amigo Mauro Moura de Andrade. Ele prontamente enviou-me o VELHOS TRONCOS MINEIROS. Alias, reenviou, pois mandou-me antes e demorei a baixar, fazendo o envio perder a validade.

E o meu calculo ao buscar nos livros (a internet ja me oferece o GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO) do santo genealogista era esse: não espero encontrar um titulo abrangendo meus familiares, mas poderia ser que os encontrasse nas reminiscências dos agregados.

O que quero dizer com isso é que algumas vezes na menção aos membros das famílias estudadas o genealogista acrescenta: casou com fulano(a)……. filho(a)de……… e neto (a) de……. Dependendo, vai ate a algumas outras gerações anteriores.

Assim, procurei todo o primeiro livro para encontrar apenas uma referencia interessante a um Barbosa. E copio abaixo:

Tit. TASSARA DE PADUA

Pag. 195 “Tn6 Agostinho Jose Cabral, advogado, c. c. Isabel Maria Barbosa da Silva, filha do Conselheiro Quintiliano Jose da Silva que foi presidente da Provincia de 1845 a 1847 e de Maria Isabel Barbosa da Silva (Cf. Artur Resende – Geneal. Mineira, vol. II. 59). Filhos:”

Eh uma evidencia pálida. Mas foi a única que alem dos nomes dos personagens o cônego nos deixou a referencia literária na qual ampliar a noticia. Se o Barbosa é  dos nossos ancestrais pode ser ou não. Mas não custa verificar quando houver oportunidade.

Encontrei alguns outros agregados com o sobrenome Barbosa mas mesmo aparecendo em diversos casos outros, todos trazem apenas o nome do cônjuge que entrou nas famílias. Não ha referencias de pais. Alem disso, são de tempos mais recentes. Seria difícil liga-los a nossos ancestrais.

Mais `a frente vamos ver que esses Barbosa da Silva poderão descender do Mestre-de-campo Mathias Barbosa da Silva. Mas também pode vir de outros, inclusive dos nossos associados a alguém da Silva.

Aproveitei para extender meus estudos a outros personagens. O Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado, ao lado do Mestre-de-Campo Mathias Barbosa foram verdadeiras potências no início do Ciclo do Ouro. E eles entraram em meus estudos por mais de uma razão.

Ambos procedem da mesma área de Portugal. `Area esta que não fica muito distante da Cidade de Barcelos, local do qual o professor Dermeval disse que o Francisco Jose procedia. Ambos foram contemporâneos de nossos ancestrais.

Algo que também não deve ser coincidência eh o fato de o nosso ancestral Domingos Barbosa Moreira ter se casado com uma “baiana” (natural de Itabaiana que agora faz parte do Estado de Sergipe) e ter assentado residência na região do Serro.

Na biografia do Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado consta que residiu antes na Bahia. Tornou-se Capitão-Mor em Vila Rica, mas arrematou os dízimos das Comarcas de Sabará e Serro do Frio.

Talvez haja ai uma relação de pai e filho. Uma pena não termos os outros livros disponíveis na internet. Talvez haja alguma referencia a alguma ligação familiar entre eles. Alem disso, mais tarde entrariam na lista outros nossos familiares chegados depois.

Ao final desse texto postarei outros extratos dos livros do Cônego Trindade que talvez nos ajudem a localizar o paradeiro de outros nossos familiares que usaram outros sobrenomes que não o Barbosa.

Observa-se que a nossa ascendência no Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira nos vem através dos Borges Monteiro. Por descendermos do casal Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro podemos ter dois irmãos Barbosa como ancestrais. De antemão ja somos pelo menos duplo Barbosa, mesmo que não sejam irmãos.

De pronto podemos dizer que alem dos Borges Monteiro e Pereira do Amaral, descendem dos mesmos: os Rodrigues Coelho, a descendência do David Barroso, os Rodrigues Avila e pelo menos um ramo da família Faria e outras. Famílias todas da antiga região dominada pela Vila do Principe do Serro do Frio, atual Serro.

Por enquanto, segue o que encontrei a respeito dos expoentes do sobrenome Barbosa `a época do inicio do CICLO DO OURO em MINAS GERAIS.

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  1. Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado

Encontrado na tese: 01.  http://www3.ufrb.edu.br/simposioinquisicao/wp-content/uploads/2014/02/2013-Texto_Natalia_Ribeiro.pdf

O CRISTÃO-NOVO DIOGO NUNES HENRIQUES: A TRAJETÓRIA DE UM CONTRATADOR DE DÍZIMOS DAS MINAS ATÉ O PAÇO DOS ESTAUS (1670-1729)

NATÁLIA RIBEIRO MARTINS1

Pag. 05.

Destarte, talvez o laço mais importante que tenha estabelecido tenha sido com Sebastião Barbosa Prado, à época capitão da infantaria da Ordenança e também criador de gado, que posteriormente, quando capitão-mor das Minas, arrematou o contrato da Comarca de Sabará para o mesmo triênio arrematado por Diogo, pela Comarca de Vila Rica.

  1. http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434338138_ARQUIVO_ANPUH2015-ServindoestagracadeexemploparaosmaisqueservemnasMinas.pdf

“Servindo esta graça de exemplo para os mais que servem nas Minas”: as solicitações de hábito da Ordem de Cristo por vassalos mineiros na primeira metade do séc. XVIII.

TARCÍSIO DE SOUZA GASPAR

“Internamente, como demonstra o Quadro III, o termo da Vila do Carmo foi a localidade mais referenciada nos serviços, o que permite afirmar terem residido e trabalhado ali a maior porção relativa de aspirantes ao hábito. Vila Rica concentrou o segundo séquito de solicitantes, a que se seguiram, com incidências menores, vilas e áreas situadas na comarca do Rio das Velhas, como Sabará, Vila Nova da Rainha, Vila do Príncipe e o Sertão do São Francisco. A preponderância do Carmo se deveu a dois fatores interligados: a importância da vila, sede político-militar das Minas ao longo da década de 1710, morada dos governadores dom Brás Baltasar e dom Pedro de Almeida e de alguns dos mais destacados homens principais da capitania; e a extensão de seu termo, a abrigar distritos populosos como Sumidouro, Inficionado e Catas Altas, onde residiram alguns cavaleiros. No termo de Vila Rica, o distrito de São Bartolomeu abrigou dois requerentes e a sede principal, os demais. Comparada à da comarca do Ouro Preto, a representatividade do Rio das Velhas atesta a sua posição secundarizada.

Os cavaleiros dessa região haviam sido expoentes dos primeiros tempos, como Manuel Nunes Viana, *********Sebastião Barbosa Prado **********e Antônio Pereira Jardim, atuantes num contexto em que era maior a relevância estratégica do Rio das Velhas, núcleo dos principais paulistas, berço da guerra dos Emboabas e área de jurisdição disputada pelos governos do Rio de Janeiro e da Bahia.”

39 Sebastião Barbosa Prado Santa Marinha de Oleiros, Vila do Prado (Arceb. de Braga) Recôncavo (BA) Currais (MG) 13 anos e 20 dias H.C. e 100 mil réis de tença efetiva. H.C. e 20 mil réis de tença efetiva.
(23/7/1729)

Fui eu quem postou os asteriscos para facilitar a visualização do nome de Sebastião Barbosa Prado.

  1. http://www.ufjf.br/lahes/files/2010/03/c1-a9.pdf

Pag. 02

“Conforme tal tabela, em oito ocasiões as realizações obradas em 1720 foram utilizadas na solicitação de mercês e privilégios. Caso sejam considerados os pedidos de patente ou de sua confirmação, o número sobe para vinte. Dentre os mais relevantes, destaquei dois casos, a saber, ********Sebastião Barbosa Prado ******** e Henrique Lopes e Araújo.

Por volta de 1729, *****Sebastião Barbosa Prado***** escreveu a El-Rei dando conta dos seus valorosos serviços prestados em benefício do “bem comum dos povos” e de Sua Majestade. Afirmou ser natural da freguesia da Santa Marinha de Queiros, termo de Vila do Prado do arcebispado de Praga e filho de Gregório Gonçalves, assistente no recôncavo da cidade da Bahia. Como de costume nesse tipo de requerimento, *****Sebastião Barbosa *****enumerou suas ocupações; serviu como almotacé em Vila Rica por eleição dos oficiais da câmara; ocupou, em 1713, o ofício de tesoureiro da Fazenda Real, dos bens confiscados aos presos pelo Santo Ofício e da fazenda dos defuntos e ausentes em Vila Rica e seu termo; fez “um grande serviço a Vossa Majestade” na ocasião em que arrematou o contrato da Bahia por 25 arrobas “devendo-lhe o grande crescimento que teve aquele contrato”; auxiliou na angariação de recursos para o estabelecimento da Casa da Moeda em função da junta convocada por D. Lourenço de Almeida com os principais das Minas para darem execução ao seu estabelecimento; por fim, *****Sebastião Barbosa***** declarou que serviu ao governador D. Pedro de Almeida, conde de Assumar, com muitos negros seus armados na contenção da revolta de Vila Rica; termina sua solicitação ressaltando que El-Rei havia

5 Faz-se necessário ressaltar que o número total por mim reunido acerca dos indivíduos que atuaram na revolta converge em 154 nomes.

Pag. 03.

ordenado a D. Lourenço de Almeida lhe agradecer por essa realização, sendo que lhe faria muito quando houvesse ocasião.6

*****Sebastião Barbosa Prado***** estava valendo-se de seus serviços para solicitar a El-Rei o Hábito da Ordem de Cristo com cem mil réis de tença efetiva. Não estou sugerindo que a participação na contenção da revolta de Vila Rica, como foi o caso de *****Sebastião Barbosa,***** tenha funcionado como pedra angular na solicitação do suplicante. Também não é relevante para os objetivos propostos saber se a solicitação foi atendida. O que proponho é destacar uma das facetas da instrumentalização da participação em 1720, qual seja, sua utilização como moeda de negociação objetivando mercês e privilégios. A partir de 1720, os indivíduos principiaram a incorporar suas contribuições na contenção da revolta em suas solicitações e requerimentos por mercês e privilégios. Repito, o episódio referiu-se a um pleito pela mercê do Hábito da Ordem de Cristo.”

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  1. OBSERVACOES:

Algo que sempre quis saber foi o posicionamento de nossos ancestrais em relação ao episódio da INCONFIDÊNCIA MINEIRA. Claro, ela aconteceu quase 70 anos após 1720.

E nossos ancestrais, mesmo alguns sendo portugueses de nascimento, também eram mineradores, e muitos dos inconfidentes foram portugueses. Eu queria saber justamente a posição do Alferes de Milícias Jose Coelho de Magalhães.

Esse devera ter nascido em torno de 1730 e 1750. Era português, talvez procedente da Freguesia de Cête do Concelho de Paredes. Não tenho nada que indique isso, apenas a menção ao local pelo professor Nelson Coelho de Senna. Mas isso não vem ao caso agora.

A Revolta de Vila Rica, também conhecida como Revolta de Felipe dos Santos, aconteceu em 1720. Para melhor clarear aos que não tem familiaridade com a Historia de Minas Gerais, aconselho o texto curto:

http://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/?revoltas_categoria=1720-revolta-vila-rica-minas-gerais

Algo de interessante a respeito do desfecho dessa revolta é ela relembrar com realismo alguns fatos da atualidade. Veja que a revolta, a principio, eh encaminhada sem nenhum planejamento.

Foi iniciada e liderada por aqueles que estavam com a barriga cheia que queriam manter seus ganhos, mesmo que esses ganhos fossem ilícitos. No caso, a circulação de “ouro em po” facilitava ludibriar o fisco.

A escolha da época também foi errada. Entre os mineradores não havia ainda a formação de um sentimento realmente nativista. Mesmo que muitos brasileiros ja pudessem ter um sonho de liberdade, o que estava acontecendo no momento não favorecia.

Isso porque ate então a população genuinamente brasileira era pequena. As Províncias não eram concebidas como parte de um mesmo pais. Pernambucano, baiano, paulista eram denominações que se usavam como se fosse de países diferentes.

Alem disso, com a descoberta do ouro de aluvião, `a época ha apenas 22 anos atras, provocou um movimento migratório intenso de portugueses para a colônia.

Portugal vivia num sistema praticamente medieval. As pessoas bem colocadas e informadas sobreviviam em torno de privilégios, os quais eram concedidos pelo governo central, ou seja, o rei. Então, os que possuíam algo tinham algum sentimento de gratidão para com sua majestade.

Nesse caso especifico, ha também a influencia do analfabetismo ortográfico, funcional e politico no qual se vivia. O sistema educacional era praticamente inexistente. Justamente para que o povo não criasse ideias de independência.

Mas nesse movimento perdeu-se a grande chance de se colocar o Brasil na vanguarda mundial do pensamento político. Se os próprios portugueses em terras brasileiras tivessem alguma aspiração de futuro melhor, eles teriam chegado `as mesmas conclusões que os patriarcas da Revolução Americana chegaram.

Foi a oportunidade de os moradores do Brasil: portugueses, brasileiros, espanhóis, nativos e africanos terem se unido e declarado a Independência. Isso teria sido estratégico porque os ouro, diamantes e outras pedras poderiam ter sido usados para criar uma civilização avançada.

O restante viria a rodo, pois, os povos que mais tarde preferiram dirigir-se para as Américas, passariam a automaticamente escolher ao Brasil e não aos Estados Unidos, com a vantagem maior de essa migração iniciar-se com quase um século de antecedência.

Nesse caso, os migrantes que desenvolveram o embrião da nação desenvolvida que se tornaram os Estados Unidos teriam se dirigido para o Brasil e, nesse caso, a genialidade deles seria a mesma, apenas mudaria sua aplicação de lugar.

O movimento de Felipe dos Santos, contudo foi como o que se verifica atualmente no Brasil. Muito entusiasmo de um lado e muita esperteza do outro.

Não se pode culpar ao Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado de ter servido `a metrópole em detrimento da colônia. Ele era português e empregado do rei. Fazia a fiscalização dos caminhos por onde as mercadorias, especialmente o ouro e os diamantes, passavam para cobrar o que era devido pela lei, assinada por ela, `a sua majestade.

E por esse trabalho era regiamente pago. Conhecendo a natureza humana, era mesmo impossível esperar atitude diferente de um fiel vassalo.

A intentona, porem, caiu no lugar comum e histórico. Terminou no mesmo script das outras no Brasil. Os revoltosos foram derrotados e escolheram um bobo-da-corte para servir de lição ao povo.

Como se pode observar, os verdadeiros lideres foram: “Pascoal da Silva Guimarães, Dr. Manoel Mosqueira da Rosa, Frei Vicente Botelho e Frei Francisco de Monte Alverne (ou Manuel Nunes Viana).

Algo de nota eh que Manuel Nunes Viana era reincidente em revoltas. Ele foi lider dos Emboabas, nas escaramuças que se deram durante aquela guerra. Havia acontecido entre 1707 a 1709. Foi perdoado e assumiu o habito de monge para evitar maiores suspeitas a respeito dele.

Ao que parece, a execução de Felicio dos Santos foi a mais cruel possível. Antigamente faziam a representação de 4 cavalos puxando cada membro dele. O trabalho diz que foi enforcado.

Mas eh possível que o que se fez mesmo foi usar 8 animais. Quatro de cada lado, ligados por arreios a um arrastão de madeira. Em cada ponta dos arrastões eh que se ligaria as cordas que se prenderiam aos membros do executado.

A morte seria crudelissima. Isso porque, a não ser que a tração provocasse a ruptura da coluna espinhal, os membros se separariam do corpo, que permaneceria vivo por minutos agonizantes. A morte se daria pela hemorragia, embora contida em parte por causa do estiramento dos vasos sanguíneos, o que bloquearia em parte a hemorragia profusa.

Esse quadro foi copia do que se usou na pessoa de Jeronymo Barbalho Bezerra em 1661, por causa da liderança dele no movimento chamado “A REVOLTA DA CACHAÇA”. Nesse caso, a revolta nada tinha a ver com independência. Era contrario `as corrupções do governo do Rio de Janeiro, embora, também para proteger os ganhos dos produtores.

Nesse caso de 1661 os revoltosos depois tiveram o ganho de causa nos tribunais. Mas para Jeronymo o perdão chegou mais que tarde. Não virou sequer símbolo de alguma coisa.

A dose se repete na Inconfidência Mineira. O pato da vez foi o Joaquim Jose da Silva Xavier.

Em 1817 temos o Frei Caneca como a vitima da expiação dos pecados do mundo. Mais tarde, mesmo sem vitimas fatais como exemplo para a horda popular, houveram as revoltas liberais.

Vejam que quanto mais tenebrosas possam parecer as execuções, trata-se de com isso infligir terror na população para que ela ficasse acomodada em seu lugar. Esse eh o chamado terrorismo de Estado. Que muito se tenta impor no Brasil atual através das execuções extrajudiciais e condições subumanas de cárcere. O recado eh simples, não mexa conosco, pois, você terá que enfrentar tais consequências.

Em 1889, Proclamação da Republica, a própria família real foi vitimada com o confisco de bens e o exílio.

A seguir, com exemplos sanguinários, houveram as punições aos seguidores de Antonio Conselheiro e aos Revoltosos da Chibata.

Ou seja, o que se vê de comum em todos os movimentos reprimidos no Brasil eh a escolha de vitimas, com a clara intenção de mandar o povo ficar quietinho em seu lugar, pois, quem se revoltar poderá ser a próxima vitima.

No atual movimento golpista brasileiro ja escolheram o trofeu ou a vitima. Trata-se de Luiz Inacio Lula da Silva. O problema para os golpistas eh que ele esta demonstrando ser “duro de matar”.

Querem fazer parecer que tudo eh legal mas dessa vez ha uma parte da população que não aceita o conchavo.

Por ai se vê o quanto se torna precioso o conhecimento mais detalhado da Historia para se defender de possíveis mal feitos dos políticos. Se todo mundo conhecesse os fatos do passado em detalhes, teria a consciência de que eles se repetem sempre, com pequenas variações aqui e acolá.

Se todos soubessem dessas coisas, talvez agora não estaríamos tantos passando tanta vergonha por ter auxiliado o pior acontecer. Teríamos abraçado outros métodos de combate `a corrupção que dessem resultados realísticos e sem o sacrifício de alguém para intimidar o próprio povo. Ou fazer o povo sofrer tanto quanto o esta.

As teses numero 02. e 03. trazem informações ligeiramente contrastantes em relação `a procedência do capitão-mor Sebastião Barbosa Prado. O primeiro indica que ele procedia de Santa Marinha de Oleiros, Vila do Prado.

O segundo como Santa Marinha de Queirós, mas da mesma Vila do Prado. Em ambos os casos, do Arcebispado de Braga. Embora esteja escrito Praga nesse ultimo.

A Freguesia de Santa Marinha ainda existe. E atualmente faz parte do Concelho de Vila Verde:

https://www.google.com/maps/place/Santa+M.nha,+Portugal/@41.7149719,-8.3814049,14z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0xd250466222dec33:0x500ebbde4908520!8m2!3d41.7019246!4d-8.3623307?hl=en

Fica no Distrito (Estado) de Viana do Castelo. Alem disso, não muito distante de lugares como: Barcelos, Braga, Ponte de Lima e a própria Viana do Castelo. Cidades que estão no Norte de Portugal, e próximas da fronteira com a Galiza, na Espanha.

Nossos primeiros ancestrais chegados de Portugal para povoar a Capitania de Pernambuco procediam da mesma região. Justamente aquela que fora chamada de Entre-Douro e Minho, ou mais frequentemente apenas Minho.

Interessante eh que outras freguesias nas adjacências indicam a possível procedência de sobrenomes comuns entre nos. Entre eles podemos anotar Sa, Ribeira(o), Passos, Lajes, Quintais, Senra, Barros, Ramalha(o), Quintela, Nogueira e outros. Embora, alguns desses nomes se repitam em diferentes locais de Portugal.

De grande interesse eh observarmos que o capitão-mor Sebastião e o sargento-mor Domingos Barbosa, a principio, se mudaram para a Bahia. No caso do capitão, isso eh confirmado nas teses e estudos. (“assistente no recôncavo da cidade da Bahia”).

No caso do Domingos, isso pode ser verdade porque ele casou-se com Tereza de Jesus, brasileira, natural de Itabaiana. Que `a epoca fazia parte da Bahia, porque o territorio de Sergipe estava anexado `aquela Província. Depois, 1823, Sergipe foi emancipado.

Se não for um simples caso de coincidencia, e por não termos datas de nascimentos para os dois personagens, podemos supor como linha de investigação que, foram irmãos ou tiveram uma relação de pai (Sebastião) e filho (Domingos).

Caso seja verdade, poderíamos inferir que entre os nossos ancestrais encontra-se mais um ou dois nomes, ou seja, Gregorio Gonçalves e Sebastião Barbosa Prado.

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  1. CORONEL MATIAS BARBOSA DA SILVA

Recordei-me do nome porque o fixei desde quando estudava na Universidade Federal de Viçosa, MG. Vez por outra o ouvíamos. O que eh natural, pois, foi ele o fundador de Barra Longa, também na Zona da Mata Mineira.

No livro: “GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO”, o autor: Cônego Raimundo Trindade, dedicou um capitulo a ele. Pouca coisa diz, principalmente a respeito de sua genealogia. Menciona apenas a filha que deixou descendência em Portugal. E filhos extra-maritais, tendo apenas um sido nomeado: Joao Barbosa. Ha que ler-se a biografia e a parte do Testamento deixado pelo personagem:

http://www.arvore.net.br/trindade/TitMatias.htm

O Cônego Trindade era natural de Barra Longa e esse livro dele descreve exatamente algumas genealogias ligadas `a família dele. Esperava que ele dedicasse um pouco mais ao fundador local. Talvez o tenha feito no “VELHOS TRONCOS MINEIROS”. (Apos verificado a resposta foi negativa).

Como se ve, o cônego o dava por nascido em Santa Marinha de Anais, Concelho de Penda, Arcebispado de Braga. Na verdade, o Concelho era o de Penela. Era apenas a dificuldade de traduzir os (a)rabiscos do passado.

Em 1700 esse sertanista ja estava no Brasil, quando adquiriu uma concessão de sesmarias na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Local que transformou em um “Registro”, ou posto de recolhimento fiscal. E na atualidade é o local onde esta a cidade deixada pelo povoador, atualmente com o nome de Matias Barbosa.

O “Registro” era o local onde se cobravam os impostos imperiais. Por isso, não se deve admirar que o personagem tenha se transformado em uma das pessoas de maiores fortunas de todas as Américas. Basta verificar o pouco do testamento para constatar isso.

Embora deva ter sido mais velho que os outros personagens que estamos estudando, procurei os dados dele porque pode ser um aparentado de todos, ja que compartilham o sobrenome Barbosa. Refiro-me por enquanto a: Domingos Barbosa Moreira, Sebastião Barbosa Prado e Antonio Jose Barbosa Fruão (ou Frois).

Alem disso, Santa Marinha de Anais fica atualmente em Vila Verde. Ou seja, fica no mesmo Concelho onde existe a outra Santa Marinha, a do Prado, onde nasceu o Sebastião Barbosa Prado. E um pouco de sua Historia pode ser lida no endereço:

http://jf-anais.com/historia/

Como se pode observar, não fica longe de Barroselas, outro local no qual encontrei possíveis vínculos com os Barbosa.

Do testamento do mestre-de-campo e coronel, Mathias Barbosa da Silva, o cônego Raimundo Trindade, entre outros, destacou os trechos:

“….e não ter eu ainda cargo algum que constituísse no grau de Nobreza necessária pura me serem os filhos naturais insucessiveis, pois só vivia então do algum negocio, com que andava de uma parte para outra, mas não a cavalo, porque nem o possuía, nem os havia a esse tempo em Santos e São Paulo, de sorte que por falta d’elles até o. cabos de guerra e pessoas principaes da terra todas andavam a pé…….”

“…(Estava o testador em duvida sobre ser ou não ser seu filho um certo Joao Barbosa) ………que sendo seu filho o dito Joao Barbosa, pode ser seu herdeiro, por eu e ela sermos ambos solteiros………….”

“Declaro que tenho somente uma filha por nome Dona Maria Barbosa da Silva, que se acha casada com o Brigadeiro Domingos Teixeira de Andrade, os quaes do Rio de Janeiro passaram para o reino e nelle vivem……….”

O primeiro trecho é antológico. Em outras palavras o cel. Mathias Barbosa da Silva deixa atestado que não somente ele quanto os maiorais de Sao Paulo estavam “batendo na bunda de quem passa”, trocando em miúdos: eram pobres.

Foi preciso encontrar o ouro e pedras preciosas das Minas Gerais para que isso fosse se modificando. Obviamente ele não levou em conta alguns potentados daquele tempo que viviam da captura e venda de indígenas como escravos, como foi o caso da família de Fernão Dias Paes Leme.

Da Historia do Municipio de Matias Barbosa temos que o próprio obteve uma concessão de sesmarias em 1700. E segundo a biografia exposta no Wikipedia, ele obteve a patente de mestre-de-campo também em 1700.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Matias_Barbosa_da_Silva

Nessa mesma biografia temos que faleceu em 25 de julho de 1742. Nada afirma a respeito do quanto tempo viveu para que calculássemos quando nasceu. Mas, por ter obtido a patente, ha que supor-se que ja não era tão jovem em 1700, deveria estar acima de 30 anos, mas sem uma quantidade mais precisa.

Por ter falecido em 1742, podemos esperar que estivesse numa faixa de idade máxima por volta do 40 anos então.

Nisso se encaixam a menções biográficas. Ali ele reconhece que teve filhos naturais. Mas o reverendo cônego não se dignou a menciona-los. Temos nas duas fontes que foi filho de Francisco Gomes da Silva e D. Isabel Barbosa de Caldas.

O que posso dizer com isso eh que levanto aqui a possibilidade de o Cel. Mathias Barbosa estar na faixa de 40 anos, por volta do ano de 1700, e ter sido pai do Gregorio Gonçalves, que foi o pai do Domingos Barbosa Prado.

Essa suposição se basearia em uma evidencia um pouco fraca, pois, não tenho dados mais precisos com os quais se possa calcular as idades dos outros. Em 1723 o Domingos ja era Sargento-Mor na Vila do Principe do Serro do Frio.

Ou seja, ou ja deveria ter alguma maturidade maior em termos de idade ou teria algum apadrinhamento forte. No caso, se Mathias foi o avo dele, isso poderia ter ocorrido. Poderia alcançar o cargo por volta dos 23 anos, o que não seria tão anormal nem comum.

De qualquer forma os próprios Barbosa mais jovens da época poderiam ter sido filhos, que talvez estejam relacionados no testamento completo do coronel.

E são diversos os desse sobrenome mencionados no “LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA DA REAL FAZENDA DE MINAS GERAIS – 1722-1727”.

Outros dados que encontrei, que parecem estar ligados aos nossos familiares, podem ser verificados no endereço:

https://www.geni.com/people/Antonio-Barbosa-da-Silva/6000000021210136563

Segundo os dados encontrados atualmente no geneaminas.com.br, o cel. Antonio Barbosa da Silva teria sido irmão do Francisco Jose.

O que resta eh provar que o Francisco Jose seja mesmo parte desse núcleo familiar. (Vejam o que esta nos escritos abaixo do gráfico da família do cel. Antonio).

Vejam que na parte do testamento que o Cônego Trindade reproduziu o Mathias Barbosa havia reconhecido ter tido filhos (no plural) fora do casamento. Mas o cônego mencionou apenas um, Joao Barbosa.

Pode ser que iremos entrar na herança genealogica dele de alguma forma, pois, tanto o Domingos quanto o Francisco Jose poderiam ter sido filhos dele. Pelo menos, enquanto não encontrarmos com certeza quem foram os pais deles.

O triste ai foi a hipocrisia de epoca. Aos pais extra-conjugais era permitido ignorar a existencia desses filhos, sob a alegação de que a mãe pudesse ter mantido relações com outro homem e não se podia provar em contrario.

E muitos pais extra-conjugais do passado, mesmo tendo a certeza de que os filhos eram seus, usavam do expediente de torna-los “cidadãos de segunda classe”. Quando muito lhes deixavam algumas “esmolas” da herança.

Os mais conscientes procuravam dar um meio de vida a esses filhos. Nos casos de pessoas influentes como o Mathias Barbosa, poderiam ajuda-los a comprar terras longe do local onde criavam suas famílias “legitimas”.

A hipocrisia era a de pensar-se que as chamadas familias “legitimas” tinham toda a primasia. Era como se um filho extra-conjugal que herdasse estivesse roubando de seus irmãos “legítimos”.

E, infelizmente, essa “legitimidade” e “bastardia” se encontram como nódoa ate hoje no imaginário do publico brasileiro comum. Basta ver aqueles que se julgam mais donos dos destinos do pais porque descendem mais da Casa Grande e não tanto das Senzalas!!!

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  1. MATIAS BARBOSA II

Uma tese que encontrei na internet, porem, não li mas que traz informações a respeito da família de Matias Barbosa da Silva é essa:

“O DECLÍNIO DAS PROPRIEDADES DA FAMÍLIA SOUZA COUTINHO NA CAPITANIA DAS MINAS GERAIS

Francisco Eduardo Pinto1”

Deixo ai a dica de pesquisa para o caso de a posteriori descobrir-se algum parentesco conosco.

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  1. http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf

O Professor Angelo Alves Carrara fez a tradução do manuscrito e reproduziu os resumos das contribuições feitas ao fisco pelos “homens bons” da época na Província de Minas Gerais.

No livro não aparece nenhuma contribuição fiscal feita pelo coronel Mathias Barbosa. Talvez o tenha feito no Rio de Janeiro. Ou o tenha feito através de terceiros. Existem menções a pagamentos feitos por câmaras municipais sem explicar-se em nome de quem.

Fiz uma leitura com anotações dos nomes acompanhados de sobrenome Barbosa e as numerações nas quais aparecem. Na primeira parte são 520 anotações. O nome Sebastião Barbosa Prado eh um recordista. Aparece nos números:

pag. 40: 8, 9 e 22;

pag. 41: 41;

pag. 43: 63;

pag. 46: 106 e 107;

pag. 47: 125;

Pag. 48: 139 e 146;

Pag. 49: 163;

pag. 50: 172;

pag. 51: 185 e 188;

pag. 52: 205;

pag. 55: 251, 256 e 162;

pag. 56: 179, 180 3 281;

pag. 58: 311;

pag. 63: 391, 392 e 394.

Ou seja, algo em torno de 5% das anotações de contribuições foram feitas em nome do capitão-mor Sebastião Barbosa Prado.

Os outros Barbosa aparecerem apenas uma vez cada:

Domingos Barbosa Moreira: pag. 46 no. 101

Francisco Rebelo Barbosa: pag. 51 no. 190

Sebastião Barbosa Pereira: pag. 52 no. 203

Francisco Leite Barbosa: pag. 54 no. 242

Barbosa Rosa: pag. 62 no. 386

Jose de Abreu Barbosa: pag. 64 no. 425

Francisco Barbosa Mesquita: pag. 69 no. 515

Numa seção seguinte, que o autor alega leitura dificultosa pela qualidade de conservação do livro, encontra-se o nome Barbosa da Costa Bandeira: pag. 69 no. 26.

Soma-se a esses nomes o do Francisco Jose Barbosa Fruão que, talvez assinasse Frois. O nome dele não se encontra na lista. Possivelmente será porque ou não tinha poderes ou nasceu em épocas mais recentes.

Isso eh o que indica, pois, a filha dele, Francisca Angelica da Encarnação, teve o primeiro filho: Francisco Pereira do Amaral, em 1781. E o nosso ancestral Malaquias nasceu em 1791. Assim ela devera ter nascido no máximo uns 25 anos antes do nascimento do Francisco, o que nos da uma data de 1756.

Quanto `a paternidade do Francisco Rebelo Barbosa, ha um suspeito mais forte. Esta no endereço:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc011/CU-MinasGerais.pdf

519- [ant. 1725, Janeiro, 25]

REQUERIMENTO de Faustino Rabelo Barbosa, mestre do Campo, solicitando o treslado da ordem que lhe foi dada pelo ouvidor-geral e provedor da Fazenda de Vila Rica, Bernardo Barreira de Gusmão, para que o suplicante estabelecesse e arrendasse as passagens do rio das Velhas. Anexo: certidões.

No de inventário no catálogo: 513 AHU-Minas Gerais, cx. 6, doc. 9 AHU_CU_011, Cx. 6, D. 519.

Fora esse, não encontrei os nomes dos outros em outra referencia.

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  1. OUTRAS EVIDENCIAS ENCONTRADAS NO “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”.
  1. A) TIT. FIGUEIREDO NEVES

Bn 7 Cônego Joao Batista de Figueiredo. Foi vigário em Santa Barbara `a qual pertencia Itabira. O nome dele aparece nas certidões de casamento de nossos tetravós: Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães, e de batismo do padre Emigdio de Magalhães Barbalho, usadas no “De Genere” do padre, 1838.

O Bn 4 foi também o padre Joao Batista de Figueiredo, que foi primo do primeiro e atuou em Catas Altas.

No mesmo titulo temos:

“Tn 2 Antonia Tomásia de Figueiredo Neves c. a 2-2-1819, na Capela de Santa Quitéria, filial de Santa Barbara do Mato Dentro c. o Sargento-Mor Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, Barão de Cocais. Filhos em Silva Leme. vol. 4o. pag. 341.”

Não nos serve diretamente porque a suposta ascendência de nossos familiares no Barão se da por vias extra-conjugais. Pelo menos fica o registro do casamento oficial.

“Bn 16 Major Jose Joaquim de Figueiredo Neves ( T a 1-18-1843 em Porto Alegre) c. 1 no Rio Pardo (RS) em 1800 c. Francisca Ermelinda de Andrade, filha do Ten. de Dragões Joaquim Tomas de Andrade e Siqueira e Maria Joaquina da Assunção; c. 2 ainda no Rio Pardo, em 1814 c. Clara Bernardina de Magalhães. Cf Geneal. Rio Grandense de F. Guimarães e G. Felizardo. pags. 86 e 172.”

Interessante apenas pela possibilidade de ai termos outro Joao Batista de Figueiredo nessa família, o ultimo ditador militar após o golpe civil-militar de 1964.

  1. B) TIT. MURTAS

Pag. 83 “Tn9 Maria dos Anjos Murta c.c. o capitão Bernardino Cardoso Nunes, comerciante e agricultor em sua Fazenda de Santa Rita, em Sao Domingos do Arassuai. Filhos:”

Aqui se registra talvez apenas uma coincidência. A família de nosso tio-tetravô, Antonio Nunes Coelho, assinou Cardoso Nunes. Inclusive ele teve uma filha chamada Bernardina Cardoso Nunes. Talvez o capitão tenha sido um filho não localizado. Eram naturais de Pecanha, MG. Aracuai fica ao norte de nossa região.

Pag. 87 “Pn 11 Mario Fernandes Murta c. c. Teresa Lott, filha de Walter Lott de Aguiar e Ana Ferreira Lott. Sg.”

Apesar da falta de geração, devera ser parente dos Lott, nossos familiares.

Pag. 89 “Qn 15 Dr. Mario Moreira Murta, medico, residente em Governador Valadares c. c. Eponina Neiva de Figueiredo, filha de Antonio Guedes de Figueiredo e Aurea Neiva de Figueiredo. Filhos:”

Não sei dizer mas talvez seja esse o Seo. Guedes, que foi farmacêutico em Virginópolis.

  1. C) TIT. PIMENTA DA COSTA

Pag. 111 &2o. “N2 Maria Teodora da Silva c. c. capitão Domingos Jose Ferreira” que dao origem aos Ferreira Bretas. Faltou pags. 116 e 117, quando se registra a entrada da familia em Itabira.

  1. D) TIT. ROLAS

Pag. 150 “F2 Guarda-Mor Antonio Rodrigues Afonso, natural como seu irmão de Barra Longa, c. c. Caetana Correia de Magalhães Pinto, filha de Jeronimo de Magalhães Pinto e Maria Correia, moradores do Inficcionado. Filhos:”

Outra evidencia interessante para nossa família. Isso porque ha algum tempo atras eu encontrei no Geneall.net o casal: BERNARDO ANTÔNIO PINTO DE MESQUITA e ANA JOSEFA DE MAGALHAES PINTO.

Por coincidencia, ou não, tiveram um filho chamado JOSE COELHO DE MAGALHÃES, em cujo site não se mostra se teria sido casado ou não. O nosso pentavô também tinha esse mesmo nome. O professor Nelson Coelho de Senna atribuiu a paternidade do nosso ancestral ao português MANUEL RODRIGUES COELHO.

Como não encontrei nenhuma evidencia do achado do professor Nelson, acreditei que Bernardo Antonio e Ana Josefa teriam sido nossos sextavós. O problema eh que também não tenho certeza disso.

O Coelho daquele JOSE vem por meio dos avos maternos: Joao de Magalhães Coelho e Isabel Maria Pinto de Magalhães. Ou seja, Magalhães, Coelho e Pinto procediam de um mesmo ramo familiar.

Obviamente, Pinto e Magalhães são dois sobrenomes muito comuns `as famílias de origem portuguesa. Dai devem existir dezenas, o que dira milhares, de Magalhães Pinto espalhados pelo mundo. Portanto não se pode afirmar que o Jeronimo tenha tido parentesco próximo com a Ana Josefa.

Mas com certeza somam-se evidencias. Pode-se dizer que, ao longo dos mais de 300 anos desde 1700, devemos encontrar milhares de pessoas assinando “de Magalhães Pinto”. Mas o mesmo não se pode dizer de poucos anos em torno de 1700, portanto, a evidencia do tempo é forte.

Também foi dito que o nosso possível sextavô, MANUEL RODRIGUES COELHO, teve negócios no Inficcionado, inclusive obteve sesmarias e datas minerais, naquele local, em 1744. E o nome do suposto filho dele era idêntico ao do filho do BERNARDO ANTÔNIO e ANA JOSEFA.

Por isso, não descarto a possibilidade de o MANUEL RODRIGUES COELHO ter mesmo sido pai do nosso JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que não seria o que se encontra no Geneall.net, filho do casal acima mencionado.

Mas fica ai a possibilidade de o JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO ter sido parente proximo da ANA JOSEFA, podendo ainda ter ele sido sogro do MANUEL RODRIGUES COELHO, dai, por caráter de parentesco próximo, ter também dado nome igual ao filho.

Uma das nossas grandes dificuldades ate hoje é a de não termos encontrado documentos relacionados ao MANUEL RODRIGUES COELHO, como seria o caso de seus inventários e, se houve, testamento. Certamente eles nos dariam nome(s) de esposa(s) e filho(s).

E de quem como ele foi dito ter sido senhor de considerável fortuna não se pode esperar que não se tenha feito seus inventários. Quando estive em Ouro Preto não tive tempo de ir `a CASA DOS CONTOS nem ao MUSEU DA INCONFIDÊNCIA que poderão estar abrigando documentos de tamanha importância para nossa família.

Essas coincidencias podem indicar ate que o MANUEL ja fosse aparentado da ANA JOSEFA e muito provável do BERNARDO ANTONIO também. Seria muita coincidência não o serem e acabar se encontrando no microcosmo do Inficcionado, atual Santa Rita Durão, o MANUEL, o JERONIMO e o JOSE COELHO DE MAGALHÃES.

Como diz o ditado: “Um é pouco, dois é bom e três é demais!” Possível será ate que o próprio JOSE COELHO DE MAGALHÃES não apareça com família naquele site porque foi para o Brasil.

Antes poderá, se não for o próprio, ter sido padrinho do parente de mesmo nome. Essa seria uma razão para que tivessem nomes idênticos e se vissem no mesmo local e tempo, isso se os JOSE não forem uma única pessoa.

Mas jamais podemos negar o poder das coincidencias. No livro GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO ha um pequeno tit. que trata dos MAGALHÃES do tronco que povoou a região do Rio Piracicaba. Abra-se o endereço:

http://www.arvore.net.br/trindade/TitMagalhaes.htm

Observe-se que alem do titulo ser MAGALHAES, ha também a matriarca que tinha o nome JERONIMA. Embora não fosse ela a de Magalhães na família, poderia ter avos com o sobrenome, mais o Pinto. Nesse caso, poderia ser ela ate mesmo irmã do JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO.

Não estou querendo mencionar que o JOSE COELHO DE MAGALHÃES, nosso ancestral, proceda do ramo descrito pelo cônego. Pelas datas parece-me que o ramo seria muito novo para isso.

A data de nascimento do JOSE se perdeu por enquanto nas brumas do passado. Mas ha uma pista deixada pelo professor Nelson Coelho de Senna que alegou ser ele português de origem, e ter sido levado para o Brasil pelo pai, MANUEL RODRIGUES COELHO.

Registra também o professor que a primeira carta de datas minerais e sesmarias foi passada ao MANUEL em 1744, pelo governador GOMES FREIRE DE ANDRADE. Ou seja, para tudo ser verdade o JOSE terá que ter nascido antes disso. O professor NELSON alega que JOSE faleceu em 1806.

Portanto, se tiver falecido aos 70 anos de vida, terá nascido em 1736. Aos 80, em 1726. E, aos 90, em 1716. Acredito que a ultima possibilidade seria raríssima, mas não impossível.

O certo eh que o professor NELSON também alega que o JOSE casou-se primeiro com dona ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES.

Nisso surge a possibilidade de nos encaixarmos nesse ramo. Sim porque tenho duvida quando ao nosso ancestral, o JOSE FILHO, ter sido filho da primeira ou segunda esposas do alferes-de-milícias JOSE.

A segunda esposa chamava-se EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA. Alega-se ser ela a nossa pentavó. Mas ha o detalhe do filho ter nascido em 1782 e o casamento dos supostos pais ter se dado em 1799. Dai a minha duvida.

O detalhe foi que a mãe da EUGENIA, segundo notas do professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, chamara-se MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO.

Como ja mencionei anteriormente, ha um nascimento em Ouro Branco, de 1750, cujos pais foram: ESTEVÃO RODRIGUES DE MAGALHAES e ANNA MARIA DA CONCEIÇÃO com a batizanda chamando MARIA. Se a mãe proceder da familia BARBALHO, deverão esses ser nossos ancestrais, em caso de descendermos mesmo da EUGENIA.

Ressalvando ainda que a MARIA RODRIGUES poderia ter sido irmã da ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES. Nesse caso, o alferes teria sido primeiro marido da tia e segundo da sobrinha. O que nos coloca no mesmo ramo familiar e era comum acontecer na época.

A possibilidade de pertencermos ao ramo RODRIGUES DE MAGALHÃES nos distancia um pouco do ramo descrito no livro do Cônego TRINDADE. Isso porque o sobrenome aparece em outros personagens em tempos anteriores a 1700. Parece que ja era uma família organizada pelo sobrenome.

De quaisquer formas, temos ai as diversas possibilidades sobre a mesa. Não podemos descartar a possibilidade de que a primeira esposa do alferes JOSE, ESCOLÁSTICA, tenha algum vinculo parental com o JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO.

Afinal, tanto os filhos dele quanto os do MANUEL RODRIGUES COELHO deverão ter crescido no microcosmo que ate atualmente é o INFICCIONADO. Então, por que não poderia filha de um e filho do outro se casar ela com ele?

E como se dizia naqueles tempos, e se fossem todos ja aparentados, melhor seria: “para não espalhar a fortuna!” O que não daria para saber de imediato seria qual parentesco que a EUGENIA RODRIGUES teria ai.

Mas, observe-se também outro detalhe. O tit. MAGALHÃES do ZONA DO CARMO esta bastante incompleto. Aponta apenas um filho descoberto pelo Cônego TRINDADE e não tem descrição de possível família do primeiro filho.

Outro detalhe, o Bn 18 do F3 eh o D. SILVERIO, reverendo ARCEBISPO DE DIAMANTINA. Alias, o interesse maior, ou os dados mais fáceis que encontrou, do cônego foram as genealogias que incluíam pessoas do clero, do qual o próprio fazia parte.

Pena que ele não nos descobriu, mesmo o bispo D. MANOEL NUNES COELHO ter sido contemporâneo dele, e ter se tornado bispo antes que ele editasse seus estudos genealógicos!

Outra grande “coincidencia” em nosso ramo familiar é o de não termos ideia por quais motivos o nosso tetravô POLICARPO JOSE BARBALHO foi nascer no INFICCIONADO. E ainda se casou, em 1808, com a tetravó ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHÃES.

Ela foi filha “natural” da tetravó GENOVEVA NUNES FERREIRA. Pode ser que o pai da avo GENOVEVA assinasse DE MAGALHAES. Justificar-se-ia ela assinar somente o sobrenome que poderá ser da mãe dela porque isso era o costume da epoca.

Mas por não termos maiores dados, não temos ideia se esse MAGALHÃES procederia do avo materno ou do pai biológico. Os documentos não revelaram ainda. Ai se abre a possibilidade de sermos MAGALHÃES tanto pelo lado COELHO quanto pelo lado BARBALHO de uma origem única no INFICCIONADO.

O que não se sabe ate hoje foi o porque de o Capitão FRANCISCO MARCAL BARBALHO resolveu dar sequencia ao sobrenome DE MAGALHÃES BARBALHO nos filhos. Os irmãos dele, JOSE e padre EMIGDIO ja o usavam.

Mas nos filhos dele ele acrescentou o MAGALHÃES que poderia tanto ser o da mãe, ISIDORA, quanto o da esposa: EUGENIA MARIA DA CRUZ, que era neta paterna do alferes-de-milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

Ou, pelo menos, eh o que se pensa ser, caso não for a ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES. Não podemos esquecer mais essa evidencia, pois, nossa trisavó EUGENIA MARIA deve ter recebido o nome, provavelmente, por ter sido neta e não porque o pai teria tido uma madrasta com o mesmo nome!

Ha esse detalhe em nossa genealogia. Os dois filhos do Alferes-de-milicias, Jose Coelho de Magalhães: Jose Coelho de Magalhães Filho (ou Coelho da Rocha) e Joao Coelho de Magalhães, dos quais temos dados de descendência, tiveram filhas `as quais deram nomes Eugenia.

Desde eles nenhuma Escolástica. Tenho certa desconfiança que o alferes terá “ficado” com a ancestral Eugenia antes de ter ficado viuvo. Assim, somente no final da vida dele pode oficializar o segundo matrimonio.

Talvez isso explique o casamento ter se dado tempos depois do nascimento dos filhos, a ausência do nome Escolástica na família e a completa ignorância que temos a respeito da nossa parentela deixada por ela.

 

  1. E) TIT. ROCHA BRANDAO

Pag. 192 “8n 2 Dr. Joao Claudio de Lima, diretor do Departamento de Caça e Pesca do Ministerio da Agricultura, c. c. Marta Pinheiro de Lima, filha do Presidente Joao Pinheiro da Silva. Filhos:”

Apenas para gravar aqui, pois, temos outros aparentados casados na família do governador Joao Pinheiro, inclusive o professor Dermeval Pimenta, que casou-se com dona Lucia Pinheiro Pimenta.

  1. F) SOBREIROS

Esse titulo esta um pouco deslocado no livro VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS. Vou postar algo mais para explicar e dizer como talvez alguns de nos ira se encaixar nessa genealogia:

Pag. 191 “Antonio Gonçalves e sua mulher Maria Gonçalves, naturais de Rua de Lixa, Freguesia de Sao Miguel da Borda de Gondim, foram pais de:

F1 Isabel Gonçalves c. c. Joao Ribeiro, Filho:

N1 Manuel Ribeiro Filgueiras bat. a 7.1.1685, c. c. Ana Maria de Campos, nat. de Campo Santo, Freguesia de Santo Antonio do Recife, filha de Joao de Campos Rabelo, nat. de Lisboa (Rua da Rosa da Partilha) e de Luisa da Penha, de Corpo Santo, por esta, bisneta de Manuel de Albernaz e de Maria Machado. Filhos:

Bn 4 Ana Maria da Conceição c. c. Manuel Machado, N3 infra

F 3 Maria Gonçalves c. c. Francisco Machado, filho de Joao Francisco e Ana Machado, naturais de Rua de Lixa. Filho unico q. d.:

N 3 Manuel Machado c. em Vila Rica em 1739 c. Ana Maria da Conceição, Bn 4 supra. Filhos:

Bn 14 Maria da Conceição de Jesus, nat. de Vila Rica, c. c. o Capitão Joao Ribeiro da Silva, nat. de Sao Miguel de Vilarinho, filho de Francisco Alves Portela e Maria Vieira, esta, de S. Paio de Moreira dos Cônegos, termo de Guimarães, e aquele de Vilarinho. Dos 13 filhos, nascidos em Congonhas do Campo, inscrevo os dois seguintes:

Tn 3 Cap. Joao Ribeiro da Silva c. c. Ana Felizarda de Oliveira

Tn 4 Emerenciana Constancia de Jesus c. c. Cirurgião-Mor Joaquim Jose dos Santos.”

Aqui esta uma janela de possibilidades boas. Uma é a de que pode estar entre os 11 outros filhos alguém que possa ter se casado com algum de nossos ancestrais e também ser nosso ancestral. O problema foi o cônego Trindade ter feito a brincadeira: “sei quem são mas não conto!!!”

Uma esperança boa será a de que entre os 11 uma devera ter herdado o nome da avo: MARIA VIEIRA. Alem disso poderá ter acrescido o DA SILVA. Ou seja, pode ter assinado MARIA VIEIRA DA SILVA.

Buscar a informação dos outros 11 filhos, que talvez estejam revelados no livro, também do cônego Trindade: “VELHOS TRONCOS MINEIROS” poderia mostrar que essa MARIA poderá ter se casado com ANTÔNIO COELHO DA SILVEIRA.

A importancia disso para nos é que esses seriam pais do HONORIO COELHO DA SILVA ou DE LINHARES, os dois sobrenomes surgem nos assentos de batismos de Itabira. Esse casou-se com SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE, em 12.01.1822.

Como HONORIO COELHO DA SILVA, casado com SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE, foi pai no batismo de JOAQUIM, em ITABIRA, a 26.09.1833, acredito que esse veio a ser o JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, um de nossos trisavós pelo lado paterno.

Em sendo, teremos aqui o que venho buscando ha muito, ou seja, a ponte transoceânica que liga nossos genes `as raízes portuguesas com os endereços de saída e de chegada.

Quando vi o titulo SOBREIROS imaginei ate que o Cônego estivesse de brincadeira. Será que ele estava fazendo referencias aos que sobraram ou seriam so obreiros?!!!

Porem as explicações chegaram quando li dinamicamente o “GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO”. La ja estava o titulo SOBREIROS, mas com uma versão completamente diferente:

“Domingos Vaz e D. Luisa Sobreiros, naturais de Lixa, Freguesia de Sao Miguel, onde se casaram, e foram pais de:

F1 Manuel Teixeira Sobreiro “natural de Rua de Lixa, Freguesia de Sao Salvador”, c. c. D. Maria Ribeiro da Conceição, n. em Vila Rica, filha de Manuel Ribeiro Filgueiras e de D. Ana Maria de Campos. Filhos:

N1. Pe. Jose Teixeira Sobreiro

N2. Pe. Joaquim Teixeira Sobreiro

N3. D. Teresa Teixeira Sobreiro c. c. o Guarda-Mor Joao Pedro Cotta, Ger. em Cottas.”

Como se pode observar, dona Maria Ribeiro da Conceição, esposa de Manuel Teixeira Sobreiro, era irma de dona Ana Maria da Conceição, esposa e prima do Manuel Machado. Ou seja, o capitulo nos OUROPRETANOS poderia ser GONCALVES, que se completam com SOBREIROS do ZONA DO CARMO.

Certo é que podemos ter ligação dupla com as famílias caso descendamos da Ana Maria e do Manuel Machado. Eles foram pais, entre outros, do pe. Manoel Machado Ribeiro, que foi habilitado para ordens em 1764. Data que podemos usar para comparações.

Devemos ainda lembrar que ha em nossa família os COELHO RIBEIRO. Deles so temos noticias por terem se casado no ramo de nosso tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães.

E o professor Nelson afirmou que eram nossos primos, ancestrais dele. Talvez tenham saído da combinação Ribeiro ai presente com o Coelho de Magalhães ou Rodrigues Coelho do inicio do século XVIII.

Ha que nos lembrarmos também que pode ser que o nosso ancestral MANOEL NUNES COELHO tenha sido filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Eles tiveram um filho com nome idêntico.

Falta-nos comprovar que era mesmo o nosso ancestral. Nesse caso o FILGUEIRAS pode ser o mesmo que aparece no do MANUEL RIBEIRO FILGUEIRAS. E o COELHO ja ser o que nos pertence.

  1. G) TIT. ABREU E SILVA – XI DO GENEALOGIAS DO CARMO

“Felipe de Abreu e Silva, c. a 9-10-1757, no Inficcionado, c. D. Maria Joana de Jesus, filha de Jose da Rocha Vieira e de D. Maria Teresa de Jesus (Cf. rs) Cha Vieira N7).

Talvez venham a ser dos Rocha e/ou Vieira, familias que também estão no principio de nossas raízes em Minas Gerais.

  1. H) TIT. AIRES GOMES

Qn 13 Padre Pedro Maciel Vidigal.

Apenas pela curiosidade de saber que o capelão na Universidade Federal de Viçosa quando estudamos la, 1980s, era o sisudo padre Vidigal, com seus mais de 80 anos de idade.

Por fim, encontrei agregados, no livro, um Barbosa Coelho e outro Barbosa Leal que podem ser do nosso novelo familiar. Mas nada indica que sim por enquanto.

Não vou repetir aqui que temos pessoas da família casadas no GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO. No tit. GOMES CÂNDIDO o professor NELSON DE SENNA se casou. Ai ja estarei repetindo achados que estão em estudos anteriores.

J) ARQUIVO PUBLICO MINEIRO

Resolvi acrescentar aqui os dados de 3 cartas de sesmarias que são mencionadas no site do Arquivo Publico Mineiro:

03.dez.1744 – Manuel Rodrigues Coelho

03.dez.1744 – Caetano Borges

25.fev.1745 – Antonio Barbosa de Magalhães Coelho

O segundo ai foi para constar. Ja sabia que tinha existido um Caetano Borges na região do Serro `a época. Coincide que uma pessoa de mesmo nome foi o pai do ANTÔNIO BORGES MONTEIRO, nosso sextavô.

Foi a amiga Anamaria Nunes Vieira Ferreira, que pesquisa o lado da familia do Manuel Borges Monteiro, avo do dr. Candido Borges Monteiro, que o mencionou anteriormente. Pensamos que Antonio e Manuel foram irmãos.

Para que esse CAETANO BORGES seja o nosso ancestral, terá que ter retornado a Portugal, e la ter sido, com a segunda esposa JOANA MONTEIRO, pai do ANTONIO, em 1751. Acredito ser apenas homônimos.

Em relação ao ANTONIO BARBOSA, é obvio que desejo inclui-lo para somar aos outros do sobrenome. Mas não tenho outra referencia a ele. Contudo, os sobrenomes podem indicar ja algum grau de parentesco conosco.

 

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ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO

outubro 22, 2016

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE:

01. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO.

02. CAMPO DE ESTRELAS OU COMPOSTELA.

03. HIPOTESES: INDO MAIS ALEM EM NOSSA GENEALOGIA

04. OUTRAS NOTAS GENEALOGICAS

05. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1827 a 1844

06. “POST SCRIPTUM”

07. RETORNO

08. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1845 a 1852

09. RESUMO PARA RECORDAR: BARBALHO, COELHO E OUTRAS FAMILIAS DE ITABIRA

10. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO

11. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO II

12. QUASE CHEGANDO LA!!! OU UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!

13. ENFIM, ALGO DE CONCRETO!

14. INVENTARIOS DE MODESTO JOSE BARBALHO E RITA DA ROCHA – 1868

15. UMA CHACOALHANDO A NOSSA GENEALOGIA

16. HOMENAGEM A NOSSO PRIMO/AMIGO DIMAS RODRIGUES COELHO.

17. DESPEDIDAS DO TIO OVIDIO DE MAGALHAES BARBALHO

18. MAIS UM ENCONTRO DE DESPEDIDA

19. SEGUNDO DESASTRE EM UM ANO
01. ENCONTRO: JOSE VAZ BARBALHO MAIS UMA VEZ E OUTRAS NOTICIAS PARA A FAMILIA COELHO.

Uma pequena informação para a descendência do tio JOAOZINHO e dos COELHO em geral. Ele foi conhecido como pai da vovó DAVINA; tias MILUCA, MARICAS e CANDIDA; alem de diversos meninos, como: JOAO JR., ELIEZER (LI), GASTAO, WILSON (SAO) E GETULIO.

Encontrei novamente o nome do JOSE VAZ BARBALHO no ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS. Trata-se da relacao de eleitores. O nome dos eleitores se repete duas vezes na mesma lista, no caso, porque ha a lista de eleitores gerais e de eleitores especiais. A novidade eh que eram eleitores de Sao Miguel de Guanhaes, para os anos de 1864 ate 1874.

Revendo a mesma publicacao, encontrei o nome dele na lista de comerciantes de produtos do pais, em Guanhaes. Mas aparece no endereco: http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=393428&pagfis=1040&pesq=&url=http://memoria.bn.br/docreader#, somente `a pagina 208. E na lista esta tambem o sr. JOAO DA CUNHA MENEZES, que deve ter sido bem mais novo que ele.

No ano de 1874, para servir no ano de 1875, ele aparece como 4o. Juiz de Paz, em Sao Sebastiao dos Correntes, o que ja sabiamos.

A novidade que talvez esteja implicita ai seria a de que nossas tradicoes nao estao batendo com a presenca desse nome. Observe que, tradicionalmente, nos conhecemos o tio Joaozinho por neto do JOSE DE MAGALHAES BARBALHO. Porem, penso que o nome real deve ter sido JOSE VAZ BARBALHO.

Isso porque o avo do JOSE, filho do padre POLICARPO, tambem se chamava JOSE VAZ BARBALHO. Portanto, era natural que o neto seguisse a mesma grafia nominal.

O que a data de 1864 nos revela, porque os Almanaks eram elaborados em anos anteriores para valer nos subsequentes, eh que talvez tambem esteja enganada aquela tradicao que afirmava que o avo JOSE havia enviado a filha Sinh’ANNA para Sao Miguel e Almas (Guanhaes), para os cuidados dos tios dela: FRANCISCO MARCAL e padre EMYGDIO, porque ela ficara gravida sem casamento em Itabira.

A tradicao nao esta batendo direito com a possibilidade de o nosso ancestral ja residir em Guanhaes. Isso eh suposto porque o tio JOAOZINHO nasceu em 15.10.1862. Ano que vem completar-se-ao 155 anos desde entao! 1864 foi, aproximadamente, 1 ano e pouco depois de o nome do JOSE VAZ BARBALHO ter sido incluido na lista de eleitores.

Para ser eleitor `aquela epoca era preciso ser “macho” e ter renda suficiente. O que implica que, provavelmente, o JOSE VAZ ja residisse ha mais tempo nas imediacoes de Guanhaes. E, ao contrario do que mencionavam nossas tradicoes, pode ter sido o JOSE que tenha puxado a familia para Guanhaes e nao o padre EMYGDIO.

Mas ai sera um caso a investigar-se melhor. A gente sabe que o padre Emygdio foi ordenado em 1845. E o mais provavel eh que o casamento dos terceiravos FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ tenha se dado em 1846. A essa epoca o EMYGDIO ainda nao era paroco em Guanhaes.

Em todo caso, a lista no Almanak tras somente os nomes dos eleitores. Mas nos registros em cartorio mostrava-se a idade do eleitor, o que torna possivel calcular o ano de nascimento, e o nome do pai. Entao, deve haver em Guanhaes o nome do pai desse JOSE VAZ BARBALHO que, em sendo o POLICARPO, matara 2 coelhos com a mesma cajadada.

Isso porque podemos supor que o JOSE tenha se casado com alguem da familia do CLEMENTE NUNES COELHO, nosso quartavo pelo lado da MARIA HONORIA NUNES COELHO, que foi a esposa de um dos fundadores de VIRGINOPOLIS, o JOAO BATISTA COELHO. Isso porque a MARIA HONORIA foi confundida como se fosse escrava. E a Sinh’ANNA tambem era mulata. Ha a possibilidade de a esposa do JOSE ter sido irma da MARIA HONORIA.

Assim fica o risco! Dos 8 bisavos possiveis dos meninos da casa dos meus pais, o tio JOAOZINHO era o unico ate agora que se suspeitava que nao tivesse algum ancestral COELHO. Mas, se for o caso, completamos as 8 raizes no mesmo tronco!!! Vai ser COELHO assim la no Ceu!!!

O fato de o JOSE VAZ (ou DE MAGALHAES) BARBALHO nao ter sido lembrado como presente em Guanhaes, no livro de genealogia da nossa prima IVANIA, talvez coincida com a realidade de que ele morasse a uma certa distancia. E, muito possivelmente, tenha falecido antes ou em torno de 1880.

Acontece que Guanhaes, Pecanha e Sabinopolis faziam parte da grande Cidade da Villa do Principe (Serro). Entao, os residentes em torno das freguesias tinham a oportunidade de optar onde preferiam ser eleitores. Acontece que a lei de emancipacao de Guanhaes e Pecanha se deu em 1875. A partir dai o JOSE VAZ deve ter continuado como residente de Sabinopolis (Sao Sebastiao dos Correntes), que continuou pertencendo ao Serro.

Outro detalhe interessante eh o de que a divisa entre Guanhaes e Sabinopolis passou a ser feita `a altura das fazendas dos senhores CLEMENTE e BENTO NUNES COELHO. O que leva a imaginar a possibilidade de que o JOSE VAZ tivesse propriedade vizinha `as deles.

Nisso complica-se ainda mais a possibilidade da consanguinidade em certos ramos em nossa familia. Que somos COELHO DE MAGALHAES ate perder de vista ja sabiamos. Que somos BARBALHO em razao, talvez, um pouco mais moderada tambem tinhamos conhecimento. O que nao sabemos eh o quanto somos NUNES COELHO, e se esses e os COELHO DE MAGALHAES se encontram na mesma raiz originada no MANUEL RODRIGUES COELHO, suposto pai do alferes de milicia JOSE COELHO DE MAGALHAES.

O que complica, porem, eh que podemos sair de uma armadilha de consanguinidade para cair em outra.

Explicando! A noticia que tinhamos ate agora, segundo o professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, era a de que a Familia NUNES COELHO originou-se de um certo MANUEL NUNES COELHO, que foi o pai do EUZEBIO NUNES COELHO, aquele que tornou-se o patriarca da familia em Guanhaes. Acontece que as mencoes a eles eh a de que procediam de Sao Domingos dos Rio de Peixe, a atual Dom Joaquim.

Mas os avos EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JEZUS, segundo a grafia que encontra-se la, registraram o filho MANOEL NUNES COELHO, em 10.01.1811, na capela de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA, ou seja, ITABIRA. Portanto, a ida deles para DOM JOAQUIM deve ter sido posterior. O tio JOAQUIM nasceu em 1814.

Outro registro encontrado no mesmo endereco eh o casamento de MANUEL NUNES COELHO com VALERIANA ROSA GONCALVES. Ha um senao, porem, em relacao a esse casamento. Ele se deu em 27.08.1804.

Esse MANOEL pode nao ser o pai mas talvez um primo do ancestral EUZEBIO. Mas nao podemos descartar a possibilidade de ser o proprio, contudo, esse seria um possivel segundo casamento dele, ja que dona VALERIANA nao deve ter sido mae do avo EUZEBIO, que ja estaria se casando `a mesma epoca. Ha o registro do filho da dona VALERIANA, AGOSTINHO, nascido do casal, em 1808.

Em todo caso, se esse MANOEL NUNES COELHO for o mesmo, em caso de um segundo casamento, ele foi filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Nao sei ainda quem sao eles mas temos o registro de casamento do padre POLICARPO onde se fala que a esposa dele, ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, era filha natural de dona GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS, ou FERREIRA. ISADORA FRANCISCA era natural de ITABIRA.

Ai eh que a coisa se complica, pois, a avo GENOVEVA poderia ser uma irma do THOMAS. Nesse caso, se nao nos encontramos exatamente na raiz COELHO, fatalmente poderemos nos encontrar na raiz FILGUEIRAS/BARBALHO. MUNDO PEQUENO, PEQUENO MUNDO!!!

Aqui acontecem outras possibilidades. Nao temos as datas exatas de muita coisa mas o professor NELSON COELHO DE SENNA identificou a primeira carta de sesmaria e datas minerais recebida pelo MANUEL RODRIGUES COELHO como passada em 1744. O que eh confirmado nos registros do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. Ele tambem dizia que o ancestral, alferes de milicia, JOSE COELHO DE MAGALHAES havia vindo de Portugal com o pai dele e que seria o MANUEL RODRIGUES COELHO.

Isso nos da a possibilidade de vincular a ancestral dos NUNES COELHO, ANNA COELHO, ao mesmo MANUEL. O recebimento da carta de sesmaria e datas minerais indica que o MANUEL ja fora casado e constituia familia. Portanto, uma possivel filha dele com o nome ANNA ja poderia ter nascido bons anos antes de 1744. Mesmo que fossem somente uns 7.

Isso implica dizer que por volta de 1750, segundo o costume da epoca, ela ja poderia e deveria estar pronta para o casamento. Essa seria uma data provavel para o nascimento do MANOEL NUNES COELHO. E este poderia ter sido o pai do ancestral EUZEBIO em torno do ano de 1780. Isso justificaria o nascimento de filhos por volta de 1806, data sugerida para o nascimento de nosso quartavo CLEMENTE NUNES COELHO.

De qualquer forma ai fica esse resumo. Os NUNES COELHO e os MAGALHAES BARBALHO podem fazer parte de um mesmo ramo familiar que eh os “DE FILGUEIRAS”. O que pode ate ter outro conteudo lamentavel, pois, essa segunda familia tambem podera ser COELHO por seculos seguidos.

Isso porque os COELHO multiplicaram muito a partir de sua toca que foi o senhorio de FELGUEIRAS E VIEIRA. O primeiro senhor foi nosso antepassado FERNAO COELHO e sua esposa CATARINA DE FREITAS. E por diversos seculos que se seguiram o sobrenome permaneceu, mesmo com combinacoes como COELHO DA SILVA ou PINTO COELHO.

Ha a pequena esperanca de que o MANUEL RODRIGUES COELHO tenha sido irmao do BENTO ou do AMARO RODRIGUES COELHO (filho e pai). Por volta da epoca o BENTO tambem residia em MARIANA. Foi o pai do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ. Aquele que esta no livro das cartas de brasoes da nobiliarquia portuguesa.

Nesse caso, a raiz da familia deles nos associaria a ramos mais diversificados. Exceto por uma bisavo do Domingos, que se chamava D. MARIA COELHO. Nesse caso, os ancestrais de dona D. MARIA eh que devem ser dos COELHO de FELGUEIRAS E VIEIRA. O que mantem e propaga a assinatura, embora, com pouca dosagem de sangue.

Ja os NUNES COELHO e COELHO DE MAGALHAES se encontrariam na mesma raiz COELHO.

O que vira farinha do mesmo saco, contudo, eh que, segundo o professor DERMEVAL PIMENTA, foi ancestral dos COELHO DE MAGALHAES o casal GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Embora nao sendo o mesmo DE MAGALHAES BARBALHO que assinamos, o BARBALHO fatalmente sera o mesmo. Assim sendo, nao somos mistura, somos mesmo um mexido de feijao com feijoada!

Isso me faz conceber a nossa Arvore Genealogica como a projecao de uma imagem num espelho. Se tomarmos o casal JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA como ponto de partida vemos que o que se projeta a partir deles eh o mesmo que chega ate eles. Basta procurar que eh isso que iremos encontrar. Ou seja, o que somos, nossos ancestrais ja foram.

E observando melhor a carta de brasao passada ao DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ podemos verificar que ele ja era COELHO em duplicidade. A carta esta na pagina 153, numero 610, do ARCHIVO HERALDICO E GENEALOGICO, compilado pelo Visconde de SANCHES DE BAENA. O resumo eh este:

DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ

* Cavaleiro da Ordem de Christo
* Nascido em Mariana, Minas Gerais

Filho de:

* Bento Rodrigues Coelho e
* D. Maria de Queiroz Seixas

neto paterno de:

* Amaro Rodrigues Coelho

neto materno de:

* Joao de Queiroz de Seixas e
* Feliciana de Araujo Dantas

bisneto de:

*Jacinto de Queiroz e
*D. Maria Coelho

terceiro neto de:

* Antonio Francisco Marinho e
* D. Maria de Queiroz Seixas

descendentes de:

* Antonio de Queiroz Mascarenhas, pessoa das mais conhecidas no reino.

O nome do filho do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS foi ANTONIO DE QUEIROZ DA SILVA, o que pode ser o mesmo ANTONIO FRANCISCO MARINHO ou, talvez, um filho.

D. FELICIANA DE ARAUJO DANTAS pode ser uma evidencia de que pertencemos mesmo a essa linhagem familiar. A razão levantada para isso eh a de que durante a expansão colonial os membros da nobreza se moviam aos bandos, ou seja, quando fundavam um entreposto colonial iam juntos membros de assinaturas diferentes, porem, ja com vínculos parentais.

Segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, o bisavo dele, JOAO COELHO DE MAGALHAES, irmão do JOSE COELHO DA ROCHA, casou-se com uma prima carnal deles: BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO. Isso pode indicar que por mais de 100 anos as duas assinaturas ja andavam juntas e aparentadas.

Por aqui observa-se que quem elaborou a genealogia do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ preferiu seguir a linhagem materna. Possivelmente porque o AMARO RODRIGUES COELHO deve ter sido pai extraconjugal. E o COELHO dele deve ser de pais diferentes do da D. MARIA COELHO.

Observe-se tambem que os D. (dona) antes do nome indicam pessoas que procediam da alta nobreza, o que talvez indique uma procedencia mais baixa de nobreza para os RODRIGUES COELHO.

A preferencia tambem pode vir por outro motivo. O custo da tinta. ANTONIO QUEIROZ DE MASCARENHAS tornou-se heroi conhecido durante a GUERRA DA ACLAMACAO, ou seja, do tempo em que a coroa portuguesa foi restaurada, onde o 8o. Duque de Braganca, D. JOAO, tornou-se o rei D. JOAO IV por ela. A restauracao se deu em 1640.

Vide mais: https://informaticahb.blogspot.com/2014/08/amarante-pessoas-antonio-de-queiroz.html

O nosso tio ancestral AGOSTINHO BARBALHO BEZERRA foi contemporaneo do ANTONIO DE MASCARENHAS e lutaram na mesma guerra. AGOSTINHO esteve presente na Praça de Elvas, deixando a luta em 1644, quando recebeu a noticia do falecimento do pai dele no Rio de Janeiro, o governador LUIS BARBALHO BEZERRA.

Ja a pessoa proeminente de assinatura RODRIGUES COELHO foi outro MANUEL. Foi um compositor de grande fama e que faleceu em 1635, antes da restauracao. Talvez nao descendamos desse MANUEL mas podemos ter algum parentesco com ele.

vide: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Rodrigues_Coelho

O problema aqui seria vincular os RODRIGUES COELHO com ele. Demandaria mais trabalho e mais tinta para escrever a carta de armas. E tinta nao era barata `a época. Alem do mais, convinha mais aos interesses de época fazer o vinculo direto com um herói de guerra do que com um expoente musical que teria o “defeito” de ter sido servidor da corte espanhola.

Infelizmente nao temos mais datas alem do dia do registro da carta de brasao passado ao DOMINGOS. Ela se deu em 2 de agosto de 1773. Pelos cargos que ele ocupava, penso que ele andava numa faixa de idade entre 33 e 63 anos de idade. Ou seja, no minimo nascera em 1740 e no maximo em 1710.

Essa ultima idade seria a ideal para nossa especulacao. Isso porque haveria a possibilidade de ele ter sido irmao do MANUEL RODRIGUES COELHO, nosso suposto ancestral, ate agora. Assim, a genealogia dele passaria para nos. A data de 1710 nos daria a possibilidade de o MANUEL poder ter sido irmao do BENTO e tio do DOMINGOS.

Ate ai tudo estaria ocorrendo nos devidos conformes para nos. Mas se a data do nascimento do DOMINGOS foi cerca de 1740 e o MANUEL RODRIGUES COELHO fosse bem mais velho, ele poderia ser irmão do AMARO RODRIGUES COELHO. E ai a coisa se complicaria para nos, pois, embora mencione-se na carta ser descendentes do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, nao da para ter-se absoluta certeza de que isso se refira aos dois RODRIGUES COELHO.

Assim, poderiamos ser descendentes, na melhor das hipoteses, mas teriamos que buscar outras fontes para descobrir o caminho porque nao me parece que JOAO QUEIROZ e FELICIANA DE ARAUJO foram pais do AMARO. Embora naquele tempo tudo era possivel porque os filhos nao adotavam necessariamente os sobrenomes dos pais e podiam adotar sobrenomes de ancestrais anteriores.

De toda forma se o DOMINGOS nasceu em 1740 a data de 1710 seria normal para D. MARIA DE QUEIROZ ter nascido. 1680 caberia a JOAO QUEIROZ. 1650 encaixaria na de JACINTO DE QUEIROZ. E 1630 seria uma otima data para a da primeira D. MARIA QUEIROZ DE SEIXAS, o que combina com data provavel em que ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS ja pudesse ser o pai dela.

Nesse caso, o nome ANTONIO FRANCISCO MARINHO pode estar correto, mas nao sendo por ele que passa a hereditariedade do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS.

Por falar nisso, penso que se encontrarmos os Inventarios do MANUEL RODRIGUES COELHO e do JOSE COELHO DE MAGALHAES, a metade dos esclarecimentos que precisávamos ficariam resolvidos. Primeiro porque nos Inventarios do MANUEL dissipariamos a duvida quanto a sermos ou nao descendentes diretos dele e por qual via. Embora, os Inventarios nao constem os nomes dos pais.

Para o caso do MANUEL RODRIGUES COELHO precisariamos buscar outros documentos como possiveis casamentos e, talvez, os Testamentos. Estes tambem nem sempre revelam antepassados. Mas as vezes incluem uma pequena genealogia pregressa alem da indicacao de lugares de procedencias, o que eh a maior mao-na-roda!

Ja nos Inventarios do JOSE COELHO DE MAGALHAES, que faleceu em Conceicao do Mato Dentro, em 1806, portanto os documentos devem ter sido registrados no Serro ou mesmo em Conceicao, nos comprovariam se os outros filhos da avo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, alem do JOSE e do JOAO, se casaram ou nao.

E tambem teriamos conhecimento dos filhos e conjuges resultantes do primeiro casamento do avo JOSE com dona ESCHOLASTICA DE MAGALHAES. Alias, eu ate suspeito que como a data de casamento entre ele e a EUGENIA teria se dado em 1799, segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, a ESCHOLASTICA eh que podera ter sido mãe do JOSE COELHO DE MAGALHAES (ou COELHO DA ROCHA, como era conhecido), o filho.

Sei nao! O melhor eh pesquisar para depois tirar as melhores conclusoes.

O que esta me faltando mesmo sao voluntarios que nos possam ajudar a desatar certos pequenos nos, encontrando os documentos comprobatorios para que confirmemos tantos vinculos genealogicos. Imaginem, se com o pouco que sabemos ja temos a certeza de que nossa familia ja eh a maior loucura, e se descobrirmos os vinculos entre os outros filhos do avo JOSE COELHO DE MAGALHAES e do possivel pai dele, MANUEL RODRIGUES COELHO?!!! Vai ter batecao de cabeca entre os ticos e tecos de muita gente!!!

De pratico mesmo, o que precisariamos fazer seria 1. verificar, claro, se o JOSE VAZ BARBALHO que aparece nos ALMANAK DE MINAS GERAIS eh mesmo o nosso quartavo, o que nao tera maiores consequencias senao aquelas de costume, ou seja, mais tarde poderiamos verificar se ele deixou outros filhos e quem seriam nossos parentes na atualidade por parte dele.

2. Confirmar que o JOSE VAZ BARBALHO, o mais velho, o que seria avo do mencionado no numero anterior, era mesmo filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

O que tenho ate agora sao evidencias fortes. No caso, ja esta comprovado que o casal teve um filho chamado POLICARPO JOSE BARBALHO, que foi cirurgiao-mor em Porto Alegre – RS e faleceu em 1801 naquela Vila. Esse POLICARPO nasceu no Serro. Nao por coincidencia, penso, o mesmo lugar onde nasceu o JOSE VAZ BARBALHO, o velho.

A idade de ambos eh semelhante, portanto, a probalidade eh elevada que sejam irmaos. Parece que havia intimidade entre eles porque o JOSE deu nome de POLICARPO tambem ao nosso quartavo. O POLICARPO, o mais velho, poderia ter sido ate um irmao/padrinho, caso o JOSE tenha nascido entre 1750 e 1760. Segundo o professor DERMEVAL, isso seria possivel ja que disse que a data provavel de nascimento da avo JOSEPHA se deu em torno de 1716.

3. Assim chegamos `as possibilidades das inconveniencias consaguineas. Se o professor DERMEVAL estiver correto tambem em relacao ao nome do casal GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO, existe a pequena possibilidade de ela ser outra irma nascida de MANOEL e JOSEPHA.

Numa hipotese mais provavel, ela sera neta de JOAO DE AGUIAR BARBALHO e JOANNA DE OLIVEIRA. Eles foram pais de THEREZA DE (AGUIAR) DE OLIVEIRA que casou-se com JOSE RODRIGUES, em 24.06.1730, na Cidade de Mariana. 1730 e mais alguns anos entram na faixa provavel de nascimento da ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO.

Segundo o professor DERMEVAL, MARIA e GIUSEPPE foram os pais da quintavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, também conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, a esposa do português JOSE COELHO DE MAGALHÃES.

4. Como se nao faltasse os fatores complicadores de consanguinidade, para nos, precisariamos pesquisar se o MANOEL NUNES COELHO que se casou em 1804 em Itabira eh o mesmo nosso ancestral. Em caso de conclusao positiva, ha que se saber se a mae dele, ANNA COELHO, tinha algum parentesco imediato com o alferes de milicia, JOSE COELHO DE MAGALHAES, o marido da avo EUGENIA.

Sendo o caso, havera muita mistura da mesma coisa!

5. Sera quase fatal que, entao, o THOMAS NUNES FILGUEIRAS tera um parentesco proximo com a nossa quintavo GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS, ou FERREIRA. Como os NUNES FILGUEIRAS estavam presentes em ITABIRA e la a nossa quartavo ISIDORA FRANCISCA nasceu, entao, essa ligacao sera quase certa. O que nao sera grande preocupacao caso os FILGUEIRAS de la sejam de ramo que ja estivesse afastado dos COELHO ha mais tempo, ainda em Portugal.

Enfim, a minha sugestão para começo de conversa eh essa: tentar localizar os Inventarios e possiveis Testamentos do JOSE COELHO DE MAGALHAES em Conceicao do Mato Dentro ou Serro e do MANUEL RODRIGUES COELHO em Ouro Preto ou, quem sabe, Congonhas do Campo.

Em Ouro Preto faltou-me verificar na Casa dos Contos e no Museu da Inconfidencia. Mas talvez possamos encontrar nalgum cartorio, penso eu, no de 1o. Oficio. No mais tenho que aguardar!!!

Para que alguns melhor visualizem os vinculos proximos resolvi somar pequenos resumos das raizes da Familia que considero COELHO BARBALHO da regiao do CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. Pela forma gráfica muitos enxergarão os entrenós melhor.

RAIZES DA FAMILIA. FINAL DO SEC. XVII AO INICIO DO SEC. XIX

I. RAIZ PIMENTA-VAZ BARBALHO

* Maria da Costa Barbalho – c.c. Manoel de Aguiar (viuva de Anna Pereira de Araujo), pais de:

* 1. Theodozia de Aguiar Barbalho c.c., em 1717, Joseph Carneiro da ….

* 2. (hipotese) Joao de Aguiar Barbalho c.c. Joanna de Oliveira, pais de:

* 2.1 Thereza de (Aguiar) de Oliveira c.c., em 1730, Jose Rodrigues

* 3. Manoel Vaz Barbalho c.c., em 1732, Josepha Pimenta de Souza, pais de:

* 3.1 Policarpo Joseph Barbalho c.c. Bernarda Maria de Azevedo (R.S.)

* 3.2 Isidora Maria da Encarnacao c.c. Antonio Francisco de Carvalho, pais de:

* 3.2.1 Boaventura Jose Pimenta c.c. Maria Balbina de Santana, pais de:

* 3.2.1.1 Modesto Jose Pimenta c.c. Ermelinda Querubina Pereira do Amaral

Este eh o ramo da Familia Pimenta-Vaz Barbalho descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta na obra dele: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”.

* 3.3 (hipotese) Jose Vaz Barbalho c.c. Anna Joaquina Maria de Sao Jose, pais de:

* 3.3.1 Firmiano Jose Barbalho c.c., em 1822, Izabel Moreira de Jesus

* 3.3.2 Gervazio Jose Barbalho c.c., em 1813, Anna de Freitas Costa

* 3.3.3 Policarpo Jose Barbalho c.c., em 1808, Isidora Francisca de Magalhaes, pais de:

* 3.3.3.1 Francisco Marcal Barbalho c.c. Eugenia Maria da Cruz

* 3.3.3.2 Jose de Magalhaes (ou Vaz) Barbalho

Foram tambem pais de Joao, padre Emygdio, Maria, Genoveva, Lucinda, Manoel e, talvez, Modesto.

II. RAIZ RODRIGUES COELHO OU COELHO DE MAGALHAES

1. Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho c.c. Giuseppe Nicatisi da Rocha, pais de:

1.1 Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Jose Coelho de Magalhaes, pais de:

1.1.1 Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo.

Foram fundadores de Guanhaes e pais de 4 grandes povoadores de Guanhaes e Virginopolis. Ela era filha de Antonio Jose Moniz e Manoela do Espirito Santo. Os 4 filhos povoadores foram:

1.1.1.1 Francisca Eufrazia de Assis c.c. Joaquim Nunes Coelho

1.1.1.2 Joao Baptista Coelho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho

1.1.1.3 Eugenia Maria da Cruz c.c. Francisco Marcal Barbalho

1.1.1.4 Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral

1.1.2 Joao Coelho de Magalhães c.c. Bebiana Lourenca de Araujo.

Nota 1. Supoe-se, pelos escritos do professor Nelson Coelho de Senna, que Jose Coelho de Magalhaes tenha sido filho de Manuel Rodrigues Coelho e por ele se ligaria ao ramo anteriormente descrito do receptor da carta de brasao Domingos Rodrigues de Queiroz.

Nota 2. Maria Marcolina Borges do Amaral era filha de Daniel Pereira do Amaral (irmao de Ermelinda Querubina) com Maria Francelina Borges Monteiro (irma de Maria Balbina de Santana).

Nota 3. Os ramos Borges Monteiro e Pereira do Amaral ja contavam com ancestrais Coelho como se vera mais `a frente.

III. RAIZ NUNES FILGUEIRAS, DE ITABIRA

1. Thomas Nunes Filgueiras c.c. Anna Coelho, pais de:

1.1 Manoel Nunes Coelho c.c., em 1804, Valeriana Rosa Goncalves

Nota 4. Nao se sabe se esse Manoel seria o mesmo que origina o ramo Nunes Coelho de Guanhaes e Virginopolis.

2. Genoveva Nunes Filgueiras (ou Ferreira), foi mae de:

2.1 Isidora Francisca de Magalhaes c.c., em 1808, Policarpo Jose Barbalho

IV. RAIZ NUNES COELHO

1. Manoel Nunes Coelho, foi pai de:

1.1 Eusebio Nunes Coelho c.c. Anna Pinto de Jesus, pais de:

1.1.1 Clemente Nunes Coelho c.c. ? Foi pai de:

1.1.1.1 Maria Honoria Nunes Coelho c.c. Joao Baptista Coelho

1.1.1,2 Prudencio Nunes Coelho

1.1.1.3 Antonio Nunes Coelho

1.1.1.4 (hipotese) Clemente Nunes Coelho c.c. Anna Maria Pereira

1.1.2 Joaquim Nunes Coelho c.c. Francisca Eufrazia de Assis

1.1.3 Francisco Nunes Coelho c.c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho

1.1.4 Antonio Nunes Coelho c.c. Maria Araujo Ferreira (residiram em Pecanha onde deixaram familia)

1.1.5 Bento Nunes Coelho

Nota 5. Houveram outros filhos mas não temos a lista completa

Nota 6. Maria Augusta Cesarina de Carvalho foi filha de Jose Carvalho da Fonseca e sua esposa Senhorinha Rosa de Jesus, que era irma de Maria Balbina de Santana e de Maria Francelina Borges Monteiro.

V. RAIZ PEREIRA DO AMARAL

Essa raiz procede da Ilha de Sao Miguel, dos Acores, nao se sabendo a Freguesia. De la procede:

1. Manoel Pereira c.c. Maria de Benevides, pais de:

1.1 Miguel Pereira do Amaral c.c. Francisca Angelica da Encarnacao, pais de:

1.1.1 Malaquias Pereira do Amaral c.c. Anna Maria de Jesus, pais de:

1.1.1.1 Ermelinda Querubina Pereira do Amaral c.c. Modesto Jose Pimenta

1.1.1.2 Daniel Pereira do Amaral c.c. Maria Francelina Borges Monteiro, pais de:

1.1.1.2.1 Maria Marcolina Borges do Amaral c.c. Antonio Rodrigues Coelho

VI. RAIZ BORGES MONTEIRO

Inicia-se essa raiz na Cidade da Seia, Distrito de Guarda e Freguesia de Pinhancos, Portugal.

Ali nasceu, em 1751, Antonio Borges Monteiro. Pode ter sido ele irmao de Manoel Borges Monteiro, que foi pai de Jose Borges Monteiro e, por este, avo do Barão da Grandeza de Itaúna, Dr. Candido Borges Monteiro, que foi medico particular da Familia Imperial Brasileira, tendo assistido ao nascimento da princesa Isabel e filhos dela.

Em resumo:

1. Caetano Borges c.c. Joanna Monteiro, pais de:

1.1 Antonio Borges Monteiro c.c. Maria de Souza Fiuza, pais de:

1.1.1 Antonio Borges Monteiro Junior c.c. Maria Magdalena de Santana, pais de:

1.1.1.1 Maria Balbina de Santana c.c. Boaventura Jose Pimenta

1.1.1.2 Maria Francelina Borges Monteiro c.c. Daniel Pereira do Amaral

1.1.1.3 Senhorinha Rosa de Jesus c.c. Jose Carvalho da Fonseca

VII RAIZ COELHO/AZEVEDO

Da Vila Nova do Norte procedia o casal:

1. Manoel de Souza Azevedo c.c. Anna Coelho, pais de:

1.1 Joao de Souza Azevedo c.c. Norothea Barbosa Fiuza, pais de:

1.1.1 Maria de Souza Fiuza c.c. Antonio Borges Monteiro

RAIZ A DESCOBRIR-SE ENCAIXE:

1. Modesto Jose Barbalho, viveu em Itabira e foi pai de:

1.1 Dr. Modesto Jose Barbalho Junior, foi capitao cirurgiao

1.2 Cirino Jose Barbalho, foi o 1o. Juiz de Paz em Pecanha em 1875, onde deixou familia.

1.3 Francisco Jose Barbalho, tambem em Itabira.

Nota 7. Ha que descobrir-se o nome do pai do senhor Modesto ja que ha a possibilidade de ele ter sido filho do Jose Vaz Barbalho, o velho, ou do filho deste, Policarpo Jose Barbalho.

Ha que descobrir-se como se encaixa tambem na familia o Jose Vaz Barbalho que viveu em Guanhaes e Sabinopolis.

Nota 8. Norothea Barbosa Fiuza era filha do Sargento-Mor, no Serro, Domingos Barbosa Moreira, portugues, e de Tereza de Jesus que eh mencionada como procedente de Itabaiana, atualmente em Sergipe. Os Barbosa Moreira foram os fundadores de Sao Goncalo do Rio das Pedras, atual distrito do Serro.

Nota 9. Nao postei todos os irmaos de cada familia nesse resumo para nao complicar-se mais ainda o entendimento do complicado novelo hereditario que chega a nos.

Nota 10. Maria da Costa Barbalho era bisneta do governador Luis Barbalho Bezerra e da esposa dele Maria Furtado de Mendonca, via a mae Paschoa Barbalho e o avo Jeronimo Barbalho Bezerra. E por eles, descendentes de alguns portugueses primeiro moradores da Capitania de Pernambuco.

Nota 11. Josepha Pimenta de Souza era descendente de outros portugueses primeiro moradores da Capitania de Sao Vicente. Entre eles estao o proprio fundador, Martim Afonso de Sousa, e os capitaes mores: Antonio de Oliveira e Joao Pimenta de Carvalho.

Nota 12. Segundo os escritos do professor Dermeval Pimenta ha a sugestão de que a família do ancestral Antonio Coelho de Almeida residia na Cidade de Congonhas, MG, local que também se registra a presença do português MANUEL RODRIGUES COELHO. Isso se transforma em suspeita de termos mais um vinculo consanguineo por essa via.

Nota 13. Os 4 povoados das Famílias COELHO e BARBALHO tiveram em conjunto 43 filhos que se casaram. 13 deles casaram entre si. 3 outros casaram com primos em segundo grau. E suspeita-se que outros casaram com pessoas aparentadas. E nas 3 gerações seguintes os casamentos entre primos permaneceram como uma constante.

Talvez seja essa a razão maior do surgimento de situações ligadas `a saúde da III idade em idades cada vez mais jovens. Embora a longevidade da família em conjunto esteja entre as mais elevadas do Brasil.

A situação tem se reduzido com a dispersão dos membros mais jovens que estão tendo oportunidade de casar-se com diferentes ramos, porem, não necessariamente adversas das raízes iniciais.

Nota especial 14. Considero que existem duas variedades de COELHO. Uma eh a que assina o sobrenome e a outra eh a que eh, somente não assina.

Quase passei batido numa questão muito clara. Quando deixei a inspiração fluir para escrever esse texto, a minha intenção primeira era a de deixar preparado um roteiro que nos ajudasse a encontrar ou negar vínculos entre as raízes de nossa família.

Por causa desse intento concentrei primeiro na solução dos entrenós parentais entre o JOSE COELHO DE MAGALHÃES e o suposto pai dele MANUEL RODRIGUES COELHO; alem de tentar desvendar o vinculo entre o MANUEL e o DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ.

Quando vi a biografia do ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, passei uma vista tao descompromissada que nao percebi o detalhe. Porque ele seria uma questão a preocupar-se mais alem, em caso de confirmar-se a nossa ascendência nele, não tomei conhecimento de quem foi filho. Isso porque os sobrenomes dele, como era costume acontecer `a época, em nada recordam os do pai.

Agora revendo a biografia vi a menção a MANUEL MENDES DE VASCONCELOS. O que esta oculto la eh que o (7o.) refere-se ao titulo: VII senhor da TORRE DE VASCONCELOS.

Nisso entra a questão, ja adiantando em muito o que se seguira se comprovarmos que somos mesmo membros dessa linhagem familiar. O senhorio da TORRE DE VASCONCELOS inicia-se em D. JOAO PERES, o Tenreiro.

Nao seria de grande nota aqui se a esposa dele não tivesse sido D. MARIA SOARES COELHO, filha do cavaleiro D. SOEIRO VIEGAS COELHO, o primeiro a adotar o sobrenome e passa-lo `a descendência. Assim, poderemos somar mais essa medalha Cunicula em nossa corrente sanguínea.

Somente para esclarecer melhor. D. MARIA foi irma do JOAO SOARES COELHO. Ao que parece, ele foi quem deu continuidade `a assinatura após o pai deles. A descendência de D. MARIA seguiu obviamente assinando DE VASCONCELOS.

Alem do fato de D. SOEIRO ter sido bisneto de um dos fundadores do Reino de Portugal, o D. EGAS MONIZ, o AIO, que foi quem tutorou o D. AFONSO HENRIQUES, primeiro rei de Portugal, temos que o senhorio da TORRE DE VASCONCELOS foi um titulo de nobreza do mais alto grau.

Implicando isso em que cada um dos senhores anteriores ao MANUEL MENDES tera se casado com DONAS também da mais alta nobreza. O que leva `a conclusão de que a principal raiz em nossa família, ate o momento identificável, ja possuía uma intensa consanguinidade desde tempos que remontam `a IDADE MEDIA.

O que faz essa identificação um tanto quanto preocupante para a nossa saúde. Restando, pois, torcer para que o ramo representado pelo casal ANTONIO JOSE MONIZ e MANUELA DO ESPIRITO SANTO, nossos quintavos, sirvam como um bloqueio a tanta consanguinidade. Embora o sobrenome MONIZ, muitas vezes ligado a famílias da alta nobreza, não seja um bom indicativo disso.

A esperança nesse sentido, então, recai sobre nossas raízes africanas e nativobrasileiras. Sabemos que as temos. O que não sabemos eh o quanto participam em nossa composição genética. O que, via genealogia, infelizmente não devera ser possível determinar ja que essas raízes sempre foram maltratadas nos registros oficiais. Precisaremos do exame de DNA completo para ter certeza.

 

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02. CAMPO DE ESTRELAS OU COMPOSTELA.

Abrirei essa passagem com o nome de Campo de Estrelas nao apenas por causa das estrelinhas que a emolduram. Leiam para compreender.

Nao se pode ainda afirmar com absoluta certeza. Afinal, coincidências podem existir.

Quando comecei a estudar o livro do professor DERMEVAL PIMENTA estava la que a fundacao da Cidade de Sao Joao Evangelista se deveu `a Familia COELHO DA ROCHA. Por analogia imaginei que houvesse algum parentesco proximo com o fundador de Guanhaes, a vizinha cidade daquela, JOSE COELHO DA ROCHA, nosso ancestral.

Mas, pelo que ele deixou escrito, logo percebi que poderia ser coincidencia ja que afirma que o capitao ILDEFONSO DA ROCHA FREITAS e dona MARIA COELHO DA SILVEIRA, os patriarcas da familia descrita por ele, eram portugueses chegados ao Brasil por volta de 1830. Ja o nosso ramo de familia COELHO parece que se encontrava no Brasil desde o inicio do CICLO DO OURO, 100 anos antes.

Penso ser interessante reprisar pequeno extrato do livro: “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS” (17 – X – 1939) do professor NELSON COELHO DE SENNA. Observe-se porque:

Pag. 08:

“No governo do general GOMES FREIRE DE ANDRADE (Conde de Bobadella), nosso antepassado MANOEL RODRIGUES COELHO obteve, em 3 de dezembro de 1744, carta de sesmaria de meia legoa de terras em quadra, no territorio do INFICCIONADO (Municipio de MARIANA). Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava quintos `a sua magestade (Rev. do Arquivo Publico Mineiro, vol. X, 1905, pag. 213).”

Pags. 09 e 10:

“De uma cronica da familia Coelho (os Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho, Coelho Leao, Coelho de Araujo, Coelho de Senna) localizada nos municipios mineiros de Sao Miguel de Guanhaes, Virginopolis (antigo Patrocinio), Conceicao, Sant’Anna dos Ferros, Serro, Sabinopolis, Diamantina, Sao Joao Evangelista e Pecanha – constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no seculo XVIII (1774) o ja referido portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, em favor de quem o governador das Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade (primeiro conde de Bobadella), passou varias cartas de sesmaria e datas minerais, sendo a primeira concessao de 3 de dezembro de 1744. Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava avultados quintos de ouro a sua Magestade Fidelissima. Do Inficcionado, (hoje Santa Rita Durao, Comarca de Mariana) seus descendentes se passaram a outros lugares dos atuais municipios de SANTA BARBARA, de ITABIRA DO MATO DENTRO e de CONCEICAO DO SERRO.”

Prosseguindo na pagina 09 de seu livro, o professor NELSON COELHO DE SENNA fala a respeito de MANUEL RODRIGUES COELHO:

“Delle procede o Alferes de Milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES (tambem portugues, natural da PROVINCIA DO MINHO) mais conhecido por JOSE COELHO DA ROCHA, na familia,…”

Aqui, entao, o que precisamos descobrir eh obivio. E ai torna-se fundamental saber duas coisas: 1. se MANUEL RODRIGUES COELHO foi pai de ANNA COELHO, esposa do THOMAS NUNES FELGUEIRAS; e 2. se o MANOEL NUNES COELHO, marido da dona VALERIANA seria o mesmo pai do nosso ancestral EUZEBIO NUNES COELHO.

Penso ter as evidencias que sim. Ao contrario do COELHO DA ROCHA de Guanhaes e Sao Joao Evangelista os 2 ou o unico MANOEL NUNES COELHO viveu pelo menos boa parte de sua vida em ITABIRA, local para onde foi parte da familia do MANUEL RODRIGUES, nosso ancestral. Portanto torna-se mais difícil serem duas pessoas diferentes.

E aqui exponho evidencias que encontrei no site FamilySearch. La temos:

* MANOEL NUNES COELHO I

* Filho de: Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho
* esposa: Valeriana Rosa Goncalves
* sogros: Joao Alvares e Maria Goncalves
* data do cas.: 27 de agosto de 1804
* local: Santo Antonio de Santa Barbara (Itabira)

Nasceram deles os seguintes filhos, no mesmo local:

* 01. Antonio Nunes Coelho (bat. 09.11.1806)
* 02. Agostinho Nunes Coelho (nasc. 11.01.1808 e bat. 18.01.1808)
* 03. Joao Nunes Coelho (bat. 15.02.1812)
* 04. Anna Nunes Coelho (bat. 10.05.1814)
* 05. Maria Nunes Coelho (bat. 23.06.1816)
* 06. Manoel Nunes Coelho (bat. 02.11.1818).

* MANOEL NUNES COELHO II

* esposa: Prudencia Candida de Jesus
* filhas: * Maria Nunes Coelho (nasc. 02.12.1830 e bat. 12.12.1830)
* Manoela Nunes Coelho (bat. 09.05.1833)

* AGOSTINHO NUNES COELHO

* esposa: Thereza Fernandes Madeira
* filha: * Edovirgem Coelho (nasc. 17.10.1840 e bat. 16.02.1841)

Obviamente tambem, torna-se duplamente necessario a nos que descendemos tanto dos NUNES COELHO quanto dos RODRIGUES COELHO/COELHO DE MAGALHAES verificarmos os Inventarios e Testamento do portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, pois, o mais provavel podera ser que o alferes de milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES e dona ANNA COELHO serao irmaos. O que nos torna duplamente comprometidos pela consanguinidade.

Alias, a situacao fica mais “cafusa” para nos que somos tambem MAGALHAES BARBALHO, pois, o FELGUEIRAS pode se repetir em nossa raiz tanto quanto na dos NUNES COELHO. Nos somos atingidos pela tripla coroa de consanguinidade!!!

Bom, não tenho como definir o que o professor NELSON DE SENNA deixou escrito porque ali ha duplo sentido. Nao da para ter absoluta certeza, embora isso tambem esteja entendido, que os NUNES COELHO em geral sejam mesmo descendentes do MANUEL RODRIGUES COELHO.

A gente sabe que aqueles que se casaram na descendencia do JOSE COELHO DE MAGALHAES serao. E de todos os sobrenomes mencionados por ele esses casamentos houveram. Resta saber se ja o eram antes dos casamentos.

Aqui estao mais dados que venho colecionando e que se transformam em evidencia de que os MANOEL NUNES COELHO eram o mesmo.

Nossa tia LUCINDA DE MAGALHAES BARBALHO foi batizada em 10.07.1824. Ela casou-se com MANOEL GERALDO FERNANDES MADEIRA. THEREZA FERNANDES MADEIRA, esposa do AGOSTINHO NUNES COELHO deve ter sido de idade semelhante `as deles, pois, em 1840 estava tendo a filha EDOVIRGEM.

Alem desse indicativo temos que EMIDIO FERNANDES MADEIRA foi eleito vereador na eleicao e constituicao da primeira camara de vereadores, na data de 1881, de Pecanha. Nos falta o acompanhamento da descendencia de LUCINDA e MANOEL GERALDO dai nao podemos concluir imediatamente que o EMIDIO tenha sido filhos deles. O que podemos afirmar eh que os NUNES COELHO e os FERNANDES MADEIRA foram juntos para Pecanha.

As chances sao boas. EMIDIO tornou-se um nome frequente na familia, creio, em homenagem ao segundo paroco de Guanhaes (1853 – 1859), EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO, que foi irmao da LUCINDA, que tambem era filha do POLICARPO JOSE BARBALHO e ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES.

O EMIDIO MADEIRA viveu em SAO PEDRO DO SUACUI, que pertencia a PECANHA e la faleceu em 1922. O que faz SAO PEDRO cidade irma `as outras mencionadas pelo professor NELSON. Foi casado com MARIA BALBINA PIMENTA que, com certeza, ja lhe era prima por causa de ambos pertencerem ao ramo PIMENTA/VAZ BARBALHO.

Acredito eu que as familias MAGALHAES BARBALHO, NUNES COELHO e FERNANDES MADEIRA ja estavam seguramente atadas em ITABIRA. O que deve ter feito seus representantes se mover em bloco para o CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS poderá estar contido na Historia da Regiao e do Estado.

A principio os primeiros chegados se entrelaçaram nas Cidades Historicas onde abundava o ouro e a atividade era intensa. Quando o ouro comecou a desaparecer naquelas cidades, em 1750, seguiram o fluxo migratório da populacao em busca de outros veios. Entre os lugares novos se encontraram ITABIRA e imediacoes de SANTA BARBARA e CONCEICAO DO SERRO.

No inicio do seculo XIX os antigos povoados ja estavam superpovoados em relacao `as atividades economicas da epoca. Assim, foram abertos novos pontos de colonizacao tais como: SABINOPOLIS (1819) e GUANHAES (1821).

Para ali se dirigiram as familias que ja estavam no ramo da mineracao, pois, GUANHAES e VIRGINOPOLIS, que lhe pertencia, ofereceram um surto de encontro de ouro que perdurou entre os anos de 1824 e foi ate 1848.

Mais tarde ainda o FRANCISCO NUNES COELHO tambem encontrou ouro em sua fazenda. Alem de ferro que o tornou dono de fabrica de instrumentos de agricultura (forjas).

A regiao continuou oferecendo terras para a agricultura, motivo pelo qual a populacao prolongou a permanencia e continuou seguindo depois junto `a expansao colonial. Essa terceira onda se deu em razao da busca de uma forma de comunicacao entre a regiao do SERRO e a saida para o mar.

TEOPHILO OTONNI tornou-se a figura historica nesse intento. Porem, foram os COELHO e as familias agregadas que estabeleceram os caminhos que ligavam a regiao ao ESTADO DO ESPIRITO SANTO.

Nesses caminhos surgiram cidades que eles participaram na fundacao e multiplicacao populacional. Dois exemplos sao as cidades de GOVERNADOR VALADARES e COROACI.

Corroborando com a minha suposicao de que nossos ancestrais sao os mesmos tenho um pequeno mapa da familia de ANTONIO NUNES COELHO. Segundo o professor DERMEVAL, ele nasceu em 1829 e sabemos que foi Juiz de Paz em PECANHA. Esse ANTONIO foi identificado como filho do ancestral EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.

O mapa me foi cedido por nossa aparentada, genealogista em PECANHA, MARINA RAIMUNDA BRAGA. Por acaso, esposa de um dos descendentes do tio ANTONIO. Ela propria descende do senhor MODESTO JOSE BARBALHO, que nao sabemos ainda como se encaixa em nossa Arvore.

Basicamente, o mapa foi retirado de documentos do Arquivo de PECANHA e contem apenas a descendencia do ANTONIO. Porem ele contem as mencoes a MARIA e ALTIVO NUNES COELHO, suspeitos de ser filhos do ancestral EUZEBIO. Alem deles contem tambem ANA e JOANA NUNES COELHO, mencionadas como senhoras de escravos em 1874.

MARIA e ANNA deverao ser as filhas ja mencionadas do MANOEL I e dona VALERIANA. Observe-se que dona VALERIANA tinha 1 filho a cada 2 anos. Porem, o ano de 1810 esta vago em relacao aos dados de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA. Eh quase certo que um dos 2 ausentes nasceu naquele ano. O outro podera ter nascido em 1820.

Outra pequena evidencia nesse fato foi que o terceiravo ANTONIO RODRIGUES COELHO teve um filho ao qual deu o nome de ALTIVO RODRIGUES COELHO. ANTONIO havia nascido em 1829, portanto, deve ter conhecido, sido amigo e ter resolvido homenagear o parente.

Nao creio que o MANOEL II seja o proprio com a terceira mulher. Eh muito provavel que em 1830 o MANOEL I ja estivesse com mais de 70 anos, o que seria um fenomeno em relacao `a epoca. O que penso ser eh que o II era o filho do EUZEBIO, por ter nascido em 03.01.1811. Assim, estaria sendo pai aos 19 anos. Normal para a epoca.

A presenca dele em ITABIRA se explicaria pelo fato de talvez ter sido “dado” ao avo. Geralmente o neto preferido tomava conta dos negocios do avo quando a sombra da morte de avizinhava.

Eh possivel que o primeiro ja houvesse falecido, e o filho dele de mesmo nome, que nascera em 1818, era jovem demais para assumir as responsabilidades. Os filhos mais velhos deveriam estar ocupados demais resolvendo suas próprias vidas.

Bom sabe-se que COELHO, NUNES e MANOEL estavam entre os mais comuns entre os nomes portugueses. Portanto, não seria tao difícil coincidir de 2 MANOEIS terem compartilhado o mesmo tempo em um mesmo lugar pequeno. A dificuldade seria apenas a de que ainda não fossem aparentados.

Também pode-se abrir um parênteses para o fato de que o professor DERMEVAL não foi preciso em todas as informações que colheu. Foi muita coisa que ele reuniu em sua obra e deixou escrito que lhe faltara tempo para dedicar-se melhor a ela. Nesse caso, ha a possibilidade de nosso ancestral EUZEBIO não ter sido filho do MANOEL e, talvez, um irmão.

Resguardadas essas cautelas formou-se em meus conceitos uma hipótese que precisa ser comprovada. Levando em conta que o nome do pai do ancestral EUZEBIO seja mesmo MANOEL, pode-se formular a Historia deles mais ou menos assim:

Baseado no que foi dito a respeito do MANUEL RODRIGUES COELHO e seu filho JOSE COELHO DE MAGALHAES, imagino que ANNA COELHO poderá ter nascido também em Portugal. Devia ser ainda criança quando chegou ao Brasil.

O futuro marido THOMAS NUNES FELGUEIRAS podera ter chegado também criança com sua família. Ou mesmo logo após ao ano de 1755, ja adulto jovem, em consequência ao terrível terremoto de Lisboa. Certo seria que não muito tempo depois eles se casaram e tiveram o filho MANOEL NUNES COELHO.

MANOEL NUNES COELHO, com a queda da produção de ouro nas minas da família em redor do INFICCIONADO deve ter perambulado pela região em busca de novas. Como senhor de posses e ainda jovem, devia possuir entre seus escravos uma mucama, servindo ela ao senhor em mais de uma função.

Deles poderá ter nascido o ancestral EUZEBIO NUNES COELHO. Isso se daria no mais tardar por volta de 1885, quando MANOEL estaria entre 19 e 25 anos de idade. Com toda persistência, MANOEL conseguiu encontrar ouro na FAZENDA FOLHETA, em DOM JOAQUIM.

Explorado o ouro, manteve a fazenda para agricultura. Mas com o dinheiro acumulado resolveu viver em ITABIRA, onde casou-se com dona VALERIANA, e ali residiram e tiveram os filhos. A principio, o ancestral EUZEBIO o seguiu, porem, retornou depois para a FOLHETA, onde teve outros filhos alem do CLEMENTE e do MANOEL.

Porem, o MANOELZINHO devera ter sido deixado com o avo. Posteriormente, com a ampliação da colonização, toda a família mudou-se para a região, indo habitar terras talvez continuas que futuramente fariam as divisas entre SENHORA DO PORTO, GUANHAES, SABINOPOLIS, SAO JOAO EVANGELISTA e entrando no território de PECANHA, onde atualmente formou-se o MUNICIPIO DE CANTAGALO, cidade onde tive noticias que dona JOANA NUNES COELHO deixou descendência.

A minha suposição de que o ancestral EUZEBIO ja fosse mulato esta no fato da menção de que a neta, filha do CLEMENTE, MARIA HONORIA, era de cor escura o suficiente para ser confundida como escrava.

Outra pessoa da familia com pele escura foi o CLEMENTE que foi marido de ANNA MARIA PEREIRA (CUTINHA), que era muito clara, e foram os pais, ja na segunda metade do século XIX, de muitos filhos, entre eles: MARCOLINA, VITALINA e PIO NUNES COELHO que se tornaram cônjuges de LINDOLPHO, ALTIVO e JOSEPHINA, respectivamente, filhos do trisavô ANTONIO RODRIGUES COELHO.

O senhor MOACIR NUNES BARROSO, que foi neto do casal, nasceu em 1909, e aos 105 anos de idade informou-me que o avo CLEMENTE, ele ouvira em criança, era de idade bem avançada, embora ele próprio não chegou a conhece-lo, conheceu `a avo ANNA MARIA.

A minha unica duvida era a de que esse CLEMENTE seria o mesmo que teve alguns filhos por volta de 1830, incluindo nossa trisavo MARIA HONORIA NUNES COELHO, ou se fosse outro, pois, ainda ignoramos quais foram os pais do marido da ANNA MARIA. Em caso de outro, poderia ser filho do CLEMENTE, o velho, que, em torno de 1909 ja estaria, senão com, muito perto dos 80 anos de idade.

Mas o mais provavel eh que, tambem nesse caso, o CLEMENTE eh o mesmo. Segundo calculos por alto ele teria nascido por volta de 1806. Portanto, para o senhor MOACIR nao o ter conhecido e dizer dele que fora muito velho e que ja havia falecido algum tempo antes de ele nascer, podera ter falecido durante as decadas de 1880 `a 1890. O que o colocaria em uma idade respeitavel para a epoca.

Bom seria mesmo que encontrassemos as documentacoes vitalicias e postumas do ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO. No caso de encontrarmos os Inventarios deveremos tirar a duvida quanto `a paternidade dele em relacao `a ANNA e ao JOSE COELHO DE MAGALHAES. Caso estejam presentes aparecerao os nomes dos conjuges que excluiria possibilidade de homonimos.

Acredito que ha uma possibilidade, menor, de encontrar-se o nome do ancestral ANTONIO COELHO DE ALMEIDA tambem. A diferenca de assinaturas nao seria problema em caso de serem irmãos.

ALMEIDA era um nome muito comum e poderia vir do lado materno deles, ja que nao tenho o dado de quem foi a esposa do MANOEL R. COELHO. E poderiam ser filhos de casamentos diferentes. Nao se sabe quantas vezes o MANOEL foi casado.

Mas a menor possibilidade refere-se ao fato de que nosso ancestral MALAQUIAS PEREIRA DO AMARAL nasceu em 1791, ja em CONCEICAO DO MATO DENTRO. Casou em 1813, com ANNA MARIA DE JESUS, filha de ANTONIO COELHO DE ALMEIDA e outra ANNA MARIA DE JESUS, que era natural de CONGONHAS DO CAMPO.

A menos que o MALAQUIAS tenha se casado com esposa um pouco mais velha, o que nao era tao incomum, ela devera ter nascido por volta de 1795. O que nao sabemos eh se ela foi uma filha da juventude do pai ANTONIO ou filha da maturidade.

No primeiro caso, a possibilidade eh que ele fosse neto, como o MANOEL NUNES COELHO, do MANOEL RODRIGUES. No segundo ele poderia ser neto, embora, o RODRIGUES COELHO poderia ter sido pai de qualquer forma porque viveu ate pelo menos na decada de 1760.

O quintavo JOSE COELHO DE MAGALHAES, porem, faleceu em 1806. Por essa epoca o antepassado DE ALMEIDA devia estar ainda ativo porque existe no ARQUIVO PUBLICO MINEIRO um requerimento para a concessao do oficio de “Escrivao de Guardamoria de Ribeirao do Corrente de Santo Antonio da Meia Canoa.” Ao que tudo indica ele deve ter querido fundar tal lugar em 30.07.1803. Local esse que acredito ser nas imediacoes da atual SABINOPOLIS.

O que precisamos mesmo eh tomar um pouco mais de cuidado em relação `as suspeitas e `as informações passadas pelos antepassados. A gente, a começar pelos genealogistas passados, assumiam algumas coisas como certas por causa de tradições que ouviram dizer. Mas somente uma boa investigação e verificação de documentos pode dar o certo pelo certo.

O que a gente assume eh que as pessoas que assinaram o mesmo sobrenome terão uma relação de ascendência e descendência. Mas a genealogia não demonstra isso na realidade. Nossas suspeitas são as de que quem assinou o sobrenome COELHO devera ter pai com o mesmo sobrenome. Mas pode não ser!

Algo que não sabemos, e talvez possa concretizar-se, eh quem eram os pais de ANA MARIA DE JESUS, esposa de ANTONIO JOSE BARBOSA FRUAO. Segundo o professor DERMEVAL, eles foram os pais da FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNAÇÃO que foi esposa do açoriano MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Esses foram os pais do ancestral MALAQUIAS. E FRANCISCA ANGELICA nasceu também em CONGONHAS DO CAMPO.

Ai eh que esta, eles seriam contemporâneos do MANUEL RODRIGUES COELHO na mesma cidade. A possibilidade de essa primeira ANA MARIA DE JESUS ter sido filha dele não eh infinita, ja que o local era pequeno.

Ja o ANTONIO COELHO DE ALMEIDA, marido da segunda ANA MARIA DE JESUS e pai da terceira, a que casou com o ancestral MALAQUIAS, poderia ser um parente ou mesmos pertencer `a mesma Familia COELHO, porem, de ramo ja separado ate por séculos atras.

O problema no caso eh que as pessoas na época tinham por medicina apenas as plantas medicinais em suas hortas e, principalmente, a fe. Por isso era comum as mulheres adotarem nomes religiosos e não os sobrenomes.

Como exemplo disso, nossa quintavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, na verdade, era conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ, antes de falecer e ser enterrada com o nome anterior. A única filha dela mencionada pelo professor NELSON DE SENNA foi a CLARA MARIA DE JESUS. E em torno daquelas datas os nomes femininos eram mesmo dedicados `a Família Sagrada ou aos santos.

Assim, o avo MALAQUIAS teve por avo, esposa e sogra pessoas com o mesmo nome. E não sera tao surpreendente que a avo e a esposa ja possuíssem alguma relação parental ja que ambas procediam da mesma CONGONHAS DO CAMPO.

Isso nos faz lembrar que precisamos exercitar o nosso raciocínio pensando na possibilidade do oposto. Apenas pelas tradições o professor NELSON COELHO de SENNA menciona que JOSE COELHO DE MAGALHÃES e MANUEL RODRIGUES COELHO eram filho e pai e ambos portugueses. Também menciona que o pai havia levado o filho para o Brasil.

Talvez nao seja precisa essa assunção. Ha algum tempo vi no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO um documento dando conta que MANUEL RODRIGUES COELHO havia sido eleito para o cargo de TESOUREIRO DA CAMARA DE VILLA RICA em 1719. Mas ultimamente não reencontrei essa informação la.

O que esta la eh outro documento informando que em 1733 MANUEL RODRIGUES COELHO foi envolvido em um processo qualquer. Esse processo tive a oportunidade de ver em OURO PRETO.

Duas coisas sao certas. COELHO, RODRIGUES e MANUEL eram nomenclaturas das mais comuns, portanto, a combinação MANUEL RODRIGUES COELHO pode ter ocorrido em muitas vezes. E havia uma pessoa com esse nome pelo menos antes de 1733.

Isso torna improvável que MANUEL fosse pai do JOSE, que ambos tivessem nascido em Portugal, e que tivessem migrado juntos para o Brasil. O que não eh uma impossibilidade. Mas sim uma improbabilidade. Ainda mais se o dado de 1719 estiver correto!

JOSE faleceu em 1806. Ja estaria de uma certa idade para casar-se com a avo EUGENIA em 1799 como afirma o professor COELHO DE SENNA.

Partindo dessas premissas, penso que devemos levar em conta que, talvez, quem foi filha do MANUEL RODRIGUES foi a dona ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES, a primeira esposa do JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que na família era conhecido como JOSE COELHO DA ROCHA.

O problema aqui eh que não temos o nome da(s) esposa(s) do ancestral MANUEL. Pelo habito das famílias portuguesas, era muito comum as filhas herdarem os sobrenomes das mães e não dos pais.

Isso coloca numa mesma linha a MARIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. Ela foi a esposa do luso-italiano GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA, os pais da EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

Nesse caso, o também português, JOSE COELHO DE MAGALHÃES, poderia ter chegado de Portugal depois do MANUEL, tendo o sobrenome COELHO, sendo aparentado proximo ou não, e ter se casado com a filha. Como as tradições passadas via oral nem sempre são exatas, a família poderá ter confundido o parentesco por causa do sobrenome igual entre os homens.

Nesse caso, ha a possibilidade de o JOSE COELHO DE MAGALHAES ter se casado com uma filha em primeiras núpcias e com a sobrinha da esposa numa segunda. Tudo normal dentro dessa família. O mais comum mesmo era uma irma mais nova tomar o lugar de outra falecida, mas ha casos de tia e sobrinha ter sido esposas do mesmo marido.

Esse foi o caso de EVANGELINA e EMIDIA NUNES COELHO que foram as esposas do sr. JOAO DA CUNHA MENEZES.

O que, no caso dos NUNES COELHO e BARBALHO, poderia não ser necessariamente uma coincidência se os ancestrais GENOVEVA e THOMAS NUNES FELGUEIRAS terem também sido filhos do mesmo MANUEL RODRIGUES COELHO. A gente suspeita que a ANNA COELHO fosse mas poderia ser uma ja aparentada.

E a ausência do sobrenome COELHO neles não significa necessariamente uma negativa, pois, dependeria de quem foi a mãe. FELGUEIRAS e COELHO ja deveriam ser aparentados. Dai alguns filhos, talvez de uma esposa diferente, poderiam ter homenageado seus ancestrais de uma linhagem e não da outra. Naquele tempo era uma questão de escolha e o sistema funcionava totalmente diferente da atualidade.

Ha inclusive a possibilidade de o professor NELSON DE SENNA ter se enganado em um dado vital do bisavo dele. Ele afirma que o JOAO COELHO DE MAGALHAES, o bisavo, nasceu em 1785 e casou-se em 1804. Sendo ele filho da EUGENIA, que casou-se com o JOSE COELHO DE MAGALHAES em 1799.

Acredito que o JOSE COELHO DE MAGALHAES ainda fosse casado com a ESCOLÁSTICA em 1782, quando foram pais do JOSE COELHO DA ROCHA FILHO, o fundador de Guanhaes. No caso, os dois seriam meio-irmãos e não irmãos completos.

O que leva-me a pensar assim eh que o professor SENNA cita que foram 6 os filhos do bisavô dele. Porem, menciona as datas de nascimento apenas das 3 filhas. Elas teriam nascido em 1828, 29 e 35. Portanto, entre 1804 e 28 teriam nascido os 3 filhos. O que não parece provável.

Eles poderiam ter nascido entre 1825 a 1828 se tiveram apenas um ano de diferença entre os nascimentos. Tudo eh possível, mas não parece provável levar 24 anos para ter 3 filhos e as filhas nascerem num espaço relativamente curto.

De qualquer forma, penso que o melhor eh nao ficar apenas nas especulacoes. Torna-se imprescindivel encontrar os documentos de Inventarios e Testamento, se possivel, do ancestral MANOEL RODRIGUES COELHO em primeiro lugar. Dai para frente a conversa sera diferente!!!

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Mais uma adenta a essa pagina. Pesquisei mais algumas coisas e talvez nos traga depois melhores resultados. Segue entao:

 

03. HIPOTESES: INDO MAIS ALEM EM NOSSA GENEALOGIA

Em consequencia do que escrevi em minha nova pagina: https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/, estou treinando os neuronios a absorver melhor as informacoes.

Eh possivel que possamos dar um grande salto em relacao `a possibilidade de sermos da Familia FELGUEIRAS tanto via DE MAGALHAES BARBALHO quanto NUNES COELHO.

Revendo os arquivos do site FAMILY SEARCH observo que a familia FELGUEIRAS ja andava por MINAS GERAIS desde pelo menos os anos de 1730. O que coincide com a epoca dos registros de presenca do nosso possivel ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO.

O mais interessante eh que os FILGUEIRAS estavam muito presentes em MARIANA vindo depois surgir em massa tambem em SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA, ou seja ITABIRA DO MATO DENTRO, atual ITABIRA. `Aquela epoca existia a ITABIRA DO CAMPO, atual ITABIRITO.

Outro pequeno detalhe eh a presenca em ambos os lugares do ramo FILGUEIRAS DA COSTA. Em ACURUI aparecem tambem o ramo DA COSTA FILGUEIRAS. Infelizmente, nao ha mais dados alem do casamento do MANOEL NUNES COELHO e dona VALERIANA onde aparece o nome do THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO.

Existe outro casamento, em 23.11.1800, entre FRANCISCA NUNES FILGUEIRAS e MANOEL GONCALVES FERREIRA, onde ela aparece como filha de E. NUNES FILGUEIRA e dona ANNA MARIA COELHO. O que indica que os FILGUEIRAS e os FERREIRA estavam presentes na mesma vila, portanto, nossa ancestral poderia ja ser GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS e FERREIRA e nao ou.

O que tem sido muito comum naquele arquivo eh encontrar-se os registros de filhos diferentes do mesmo casal e os pais aparecerem com nomes incompletos em uns e nao nos outros. Pode ser que o THOMAS tivesse um segundo nome e captaram somente a primeira letra deste e nao o THOMAS. Assim, dona FRANCISCA seria irma do nosso suposto ancestral MANOEL NUNES COELHO.

Se for, talvez nao sera boa noticia, pois, uma irma dele casando-se em 1800 poderia ser sinal de que o MANOEL seria novo demais para ser pai do ancestral EUZEBIO.

A vantagem eh que estariamos mesmo na pista.

Outro fato animador eh o de que, talvez, iremos ter apenas um trabalho relativamente minimo para esclarecer como estamos ligados aos FILGUEIRAS. Finda essa parte ha apenas outro detalhe. A saber, se existiam duas familias diferentes: os FILGUEIRAS e os FELGUEIRAS.

O que normalmente acontecia era as pessoas chegarem ao Brasil e os escrivaes locais nao estarem familiarizados com as assinaturas portuguesas e as passava para o papel de acordo com a pronuncia, dai muitas vezes modificarem o original.

Exemplos disso sao os nomes Luis e Luisa terem passados a ser escritos com z no Brasil. Muito comum tambem foi o sobrenome Sousa ser transformado em Souza. Salvo engano, quando estudei, os livros falavam em MARTIM AFONSO DE SOUZA, quando na verdade seria SOUSA. Mas esse nao deve ser grande problema e o FILGUEIRAS no Brasil deve ser o mesmo FELGUEIRAS em Portugal.

Se esse for o caso talvez estamos muito proximos de descobrir nossa genealogia remontando a tempos imemoriais. Isso porque talvez tenhamos um parente famoso com o sobrenome. Quem desejar ver para crer, visite o endereco: http://wikivisually.com/lang-pt/wiki/Manuel_Jos%C3%A9_da_Costa_Felgueiras_Gaio/wiki_ph_id_0. Nao se preocupem. A biografia eh curta.

Ai temos a biografia do MANUEL JOSE DA COSTA FELGUEIRAS GAYO. Ele viveu entre 1750 ate 1831. Foi servente dos reis D. MARIA I, D. PEDRO III, D. JOAO VI e D. MIGUEL I. O interessante aqui eh que, muito provavelmente, acompanhou a Corte Portuguesa durante o exilio entre 1808 a 1821 quando ela transferiu-se para o Brasil fugindo das confusoes napoleonicas.

Ha o livro chamado: “1808 …”. Eh uma visao distorcida da Historia mas tem algumas informacoes interessantes. Uma delas eh a de que o bonachao D. JOAO VI adorava as secoes de beija-mao. E durante aqueles varios anos no Brasil ele se submetia a ela, recebendo as gentes de todo o pais, para receber os respeitos e, provavelmente, as bajulacoes.

O livro mencionado acima “esconde” o fato de que muitos proprietarios no futuro Estado de MINAS GERAIS correram a acodir a Cidade do RIO DE JANEIRO, transportando alimentos e outros generos de primeira necessidade logo depois da corte instalar-se la porque nada havia se preparado para a fuga e a chegada inesperada de tanta gente provocou a fome local.

Provavelmente, alguns membros da FAMILIA FELGUEIRAS seriam donos de tropas e devem ter atendido ao pedido de auxilio. O que levou `a reciprocidade do senhor rei. Os favores que eram pedidos tambem eram atendidos.

Alem disso, em torno de 1808 o FELGUEIRAS GAYO deveria estar em sua melhor fase como escritor. A idade o poria com a experiencia, conhecimento e agilidade de pensamento. Como ja deveria estar juntando dados genealogicos certamente ficaria alerta ao ouvir os nomes dos apresentados para o beija-mao e logo puxaria uma conversa para saber donde procederia aquele sobrenome que lhe seria familiar, em ambos os sentidos.

Ai eh que esta. Se os FELGUEIRAS ou FILGUEIRAS foram aparentados relativamente proximos do FELGUEIRAS GAYO ele deve ter dedicado a eles alguma atencao em sua colecao genealogica. Nesse caso, pode ser que a parte pregressa de nossa genealogia ja esteja decifrada por ele.

Note-se que GENOVEVA e THOMAS NUNES FILGUEIRAS foram contemporaneos do FELGUEIRAS GAYO e, muito provavelmente, de idades quase identicas. Mas pode tambem ser que pertenciamos ao ramo pobre da familia. Talvez nao tenhamos sido lembrados em hipotese alguma.

Talvez, pelo menos, o tenha feito ate ancestrais como os pais ou avos de nossos ancestrais GENOVEVA e THOMAS NUNES FILGUEIRAS. Ou seja, precisariamos apenas comprovar essa raiz de nosso nome e localizar os possiveis casamentos que tiveram, pois, os nomes dos pais ou dos avos poderiam ja estar presentes na obra do FELGUEIRAS GAYO.

O que nos faltaria era localizar onde encontrar os volumes para fazer uma pesquisa. O nome da obra eh NOBILIARIO DAS FAMILIAS DE PORTUGAL. Seria impossivel que ele nao tenha tratado da propria assinatura FELGUEIRAS em pelo menos 1 dos 33 volumes.

E pelo que vi na WIKIPEDIA esta mesmo no volume XIV. Ao lado dos FIUZAS de Barcelos. Com os quais tambem deveriamos estar aparentados via a raiz BORGES MONTEIRO, ja que a primeira esposa do ANTONIO BORGES MONTEIRO chamava-se MARIA FIUZA, que foi ancestral da nossa avo MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL.

Devemos, pois, nao aguardar e sim procurar, porque “quem procura acha!”

DUAS NOTICIAS

*  A primeira eh que via google pode-se acessar o livro do FELGUEIRAS GAYO. Depois verificarei isso.

*A segunda eh que encontrei um registro de nascimento nos registros de OURO BRANCO, MG. La temos:

MARIA RODRIGUES (batizanda)

data: 26 jul 1750

pais: ESTEVAO RODRIGUES DE MAGALHAES e ANNA MARIA DA CONCEICAO

Se essa ANNA MARIA foi descendente BARBALHO, entao, a filha podera ser nossa ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Ha que pesquisar-se para ver.

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04. OUTRAS NOTAS GENEALOGICAS

1a. Novidade:

Localizei o endereço: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nobiliário_de_Fam%C3%ADlias_de_Portugal

Nele encontra-se o indice da obra do MANUEL JOSE DA COSTA FELGUEIRAS GAYO. Pelo indice pode-se clicar sobre as setas `a frente dos nomes de cada familia tratada. Isso nos transporta diretamente para o site da BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL.

No portal basta escolher o formato que se queira, PDF ou FLASH ADOBE. Ao clicar sobre a escolha voce ira baixar o livro no qual o nome de familia escolhida se encontra. Assim voce pode baixar e arquivar como quiser.

A novidade eh que não tive nem paciência para estudar completamente o sobrenome FELGUEIRAS. Trata-se de anotações gerais sem chegar a detalhes da dispersão da família no Brasil.

Na verdade ele praticamente se detém `as pessoas que estiveram mais próximas `a alta nobreza. Claro, seria mesmo impossível detalhar muito os séculos de existência de tantas famílias naquela época. Assim, nos restara desenvolver mais o que ja temos para ver se o nosso “galho” se encaixa no tronco descrito pelo gajo (FELGUEIRAS GAIO).

2a. novidade.

Na falta de melhores indicios, ja que pelo nome completo dos nossos ancestrais no tronco RODRIGUES COELHO/COELHO DE MAGALHÃES nada encontrei, verifiquei o nome MARIA RODRIGUES no site FamilySearch.

Encontrei dezenas delas. Mas eh preciso observar que os sobrenomes que aparecem no dados de batismos naquele site nem sempre foram adotados na realidade pela pessoa. Os dados foram copiados por pessoas aqui dos EEUU. Pela tradição, os filhos aqui adotam o ultimo sobrenome vindo do lado paterno.

No Brasil, principalmente antigamente, as coisas não funcionavam assim. E no batismo as crianças recebiam apenas o nome próprio. Assim, nossa MARIA RODRIGUES pode ate nunca ter assinado o sobrenome.

Entre tantas chamou-me a atenção de uma cujos pais foram:

* ESTEVAO RODRIGUES DE MAGALHAES e
* ANNA MARIA DA CONCEICAO.

O batizado se deu na Cidade de OURO BRANCO. Cidade esta que esta muito próxima de OURO PRETO e MARIANA, locais onde se encontram os dados de presença da Família BARBALHO mais antigos que encontrei ate agora.

O batismo se deu em 26 Jul 1750. Data num limite razoável, para a época, para que essa MARIA se tornasse avo, aos 32 anos, do nosso ancestral JOSE COELHO DA ROCHA, filho do JOSE COELHO DE MAGALHÃES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, cuja data de nascimento que temos foi de 1782.

Se assim aconteceu, nao seria grande surpresa, pois, 16 anos era considerada idade mais que suficiente para casamentos durante o século XVIII, XIX e, inclusive, XX. Pelo que se pode verificar na biografia de D. JOAQUINA DO POMPEU: https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquina_de_Pompéu, a situação era bastante diferenciada em relação `a atualidade.

D. JOAQUINA nasceu em 1752. Aos 11 anos ja estava prometida. Mas não gostou da escolha dos pais e preferiu o capitão INACIO DE OLIVEIRA CAMPOS como cara-metade e a decisão dela prevaleceu, indo casar-se em 20.08.1764, aos 12 anos, e eles foram pais de 10 filhos.

Nos registros de OURO BRANCO ha o outro batizado que se deu em 25 Fev. 1752. O nome do batizando no site foi MANOEL MAGALHAES e foi irmão da MARIA.

Um terceiro registro no site nos da conta da existência de outra filha. Tratava-se de ROSA MARIA DA CONCEIÇÃO. Ela casou-se com JOAO MARTINS FERREIRA, natural de CONGONHAS DO CAMPO. ROSA havia nascido em OURO BRANCO também.

A data do casamento foi de 2 Set 1795. E se deu em ITATIAIA, RJ, na Igreja de SAO JOSE. Isso leva a crer que o casal ESTEVAO e ANNA MARIA havia se mudado para la.

Nao se sabe com absoluta certeza se os pais de nossa quintavo: EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA se chamavam mesmo GIUSEPPE NICATISI DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO. Mas, em caso de ser, bastaria que dona ANNA MARIA DA CONCEICAO tenha sido descendente da Familia BARBALHO para que todos os sobrenomes da avo MARIA se justificassem.

Outro detalhe eh que o nome DA CONCEICAO para as mulheres da Família BARBALHO no RIO DE JANEIRO era comum, portanto, essa não eh uma possibilidade totalmente sem mérito.

Mas a unica forma de ter-se certeza eh fazer todas as verificações. Nesse caso, haver-se-ia que localizar-se os registros de casamento dos avos JOSE COELHO DE MAGALHÃES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA em primeiro lugar. Ou, quem sabe os registros vitalícios dos avos GIUSEPPE e MARIA. Alem disso tentar encontrar a origem da ANNA MARIA DA CONCEIÇÃO.

Caso tudo acima esteja dentro da verdade, nos que descendemos da MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL teremos que verificar se por acaso esse ESTEVÃO RODRIGUES DE MAGALHÃES não teria ligação próxima com outro ESTEVÃO RODRIGUES. Este foi avo de ANTONIO BORGES MONTEIRO, que foi bisavô da MARIA MARCOLINA. E nos somamos quase tanto RODRIGUES quanto COELHOS!

Um outro pequeno detalhe nessa discussão eh o de que não se pode afirmar que “a Inez eh morta.” Pode ser que essas informações apenas pareçam mas não sejam exatas.

Nao descrevi no inicio dessa postagem outros membros da Família BARBALHO nas imediações de OURO PRETO e MARIANA. Apontei o casamento entre a THEREZA DE (AGUIAR) DE OLIVEIRA e o JOSE RODRIGUES. Sendo que ela foi filha de JOAO DE AGUIAR BARBALHO e JOANNA DE OLIVEIRA.

THEREZA e JOSE RODRIGUES, foram pais de, pelo menos:

01. LIANDRO JOSE BARBALHO, casou-se em 27.10.1753, com V. BARBALHO. Ela era filha de DIONISIO BARBALHO BEZERRA e nao ha outras informações no site.

02. JANUARIO JOSE BARBALHO, casou-se em 26.01.1758, com DIONISIA COELHO DA SILVA. Os pais da esposa se chamavam ANTONIO COELHO DA SILVA e THEREZA FERNANDES DE ABREU.

Em ambos os registros não se tem o nome completo da mãe dos noivos. Ela aparece como THERESA MARIA DE JESUS e simplesmente THERESA MARIA, respectivamente.

E como o casal THEREZA e JOSE RODRIGUES se casou em 1730, ele podera ter tido uma filha MARIA com os devidos sobrenomes de nossa ancestral e essa poderia ter se tornado mãe também em 1750. Dependeria da data de nascimento.

Existem, no entanto, outros possíveis candidatos a pais ou avos para nossa ancestral MARIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. O que faltaria seria encontrar sobrenomes nas famílias por eles iniciadas que coincidissem com os dela.

Mas entre os candidatos podemos citar a própria “tia” THEODOZIA DE AGUIAR BARBALHO, que se casou com JOSEPH CARNEIRO DA …, em 17.12.1717. Nesse intervalo, pelo andar da carruagem naquela época, THEODOZIA teria tido tempo para tornar-se avo com todas as folgas em 1750.

Existem outros que nao citarei agora. E os casamentos ocorreram na Igreja de NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO, na Cidade de MARIANA.

 

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05. LIVRO DE BATIZADOS DE ITABIRA – 1827 a 1844

 

Meus queridos, apresento-lhes um presente do Ceu.

Agradecimentos sem limites ao amigo Mauro de Andrade Moura, que selecionou, anotou e enviou-me dados encontrados no “Livro de Batizados de Itabira, 1827 a 1844”. Foi um presentao antecipado de natal. Não tenho palavras para descrever a imensa gratidão.
Vou compartilhar a selecao de alguns, os quais ja podemos afirmar que se encaixam em nossa genealogia ou ha promessa disso.
O Mauro enviou-me uma lista enorme. Contem muitos Coelho. Mas a maioria deles não faço ideia como entrarão na Arvore Genealogica.
A particularidade nesse caso foi que o professor Nelson Coelho de Senna disse que nosso lado Coelho chega de Portugal na pessoa de portugues Manuel Rodrigues Coelho. E ele aparece em documentos remontando ao inicio do Ciclo do Ouro, em 1719, 1730, 1733, 1744 e outros.
O professor de Senna tambem afirmou que a descendencia distribuiu-se por Santa Barbara, Itabira e Conceicao do Mato Dentro. Mas, infelizmente, nao fez o acompanhamento ate chegar a essas cidades.
O professor Nelson disse também que “dele procede o alferes de milicias Jose Coelho de Magalhaes”. Mas nao disse o grau exato de parentesco. Supoe-se que fosse filho.
Do Jose para ca eh que temos uma ideia, pois, casou-se com uma segunda esposa, Eugenia Rodrigues da Rocha, e dela procedemos nos. Apenas em duvida porque ele fora casado com Escolástica de Magalhães e tivera descendencia.
Entao, sera presumivel que o Manuel tenha deixado outros filhos, os quais precisavamos encontrar pelo menos nos inventarios do patriarca para saber quais foram. E do Jose precisariamos saber quais foram os filhos da primeira esposa e as descendencias deles.
Dos filhos do Jose temos algum acompanhamento apenas do Joao, bisavo do professor Nelson, e do Jose Coelho da Rocha, que foi o fundador de Guanhaes e o nosso principal ancestral na Família Coelho.
O fato eh que, a partir do Manuel, deverao existir 3 ou 4 geracoes ate chegar aos dados daqueles batizados em Itabira. Portanto, sem o acompanhamento nao ha como saber se quem aparece na lista faz parte da família.
No caso do Jose serao 2 ou 3 geracoes. Nisso, os sobrenomes poderao ter mudado e a gente nao tem como dizer quem eh quem.
Por esse fato, vou manter da lista apenas as pessoas que posso dizer algo a respeito. Segue:

“Bom dia, Valquirio.

Abaixo a lista com os Coelhos, Nunes e Barbalhos que encontrei no livro mais antigo da paróquia aqui, espero que lhe seja útil.

Ainda há um inventáio de um Barbalho que irei fotografá-lo na próxima semana.

É muita leitura com letra penosa, muito lento e da parte dos meus parentes ando pedido uma contribuição a eles no estudo que todos irão usufruir.

Há de se tomar cuidado com os Coelhos, porque alguns aqui, quando eram alforriados, começaram a usar o sobrenome Coelho;

Boa leitura,

Mauro

REGISTRO MUITO INTERESSANTE

23/03/1828 – pag 40v

Jose, filho de Victorino Jose Barbalho e Maria do Carmo

Por padrinhos Jose Luis Rodrigues de Moura e Maria Joaquina da Siva (Maia)

(os patrinhos sao meus tetravos paternos)

registro abaixo consta padrinhos Humilianna filha do Victorino Jose Barbalho

Obs.: Existe registros de batizados de filhos desse Victorino Jose Barbalho  e Maria do Carmo de Macedo no site Familysearch. Mas ainda nao consegui encaixa-lo na Arvore.

11/11/1829 – pag 64

Francisco filho de Joam Coelho da Matta e Anna Rangel

por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho

Obs.: Esse Manuel Nunes Coelho podera ser nosso ancestral, o pai do Euzebio Nunes Coelho. E Anna Maria deve ser a filha dele. Mas pode tambem ser o Manoel, filho do avo Euzebio com a possivel tia como padrinhos.

No ramo Coelho de Magalhães, tivemos uma tia dessa época que chamou-se Anna Maria Coelho. Ela tinha o apelido de Sinhá Ninha. E ela e o Manuel poderiam ser primos em segundo grau, portanto, não seria estranho estarem fazendo o batizado de algum parente. Mas eram tantos Coelho na mesma area que não creio que a Sinhá Ninha tivesse se deslocado de Guanhaes para um batizado em Itabira. Embora tudo fosse possível!

28/08/1832 – pag. 72
Joaquim filho de Severino Coelho da Silveira e Maria Joanna de Jesus

por padrinhos S.M. Joaquim da Costa Lage e Roza de Alvarenga Andrade

Obs.: Interessante essa conexao. A data esta na faixa esperada do nascimento do nosso terceiravo Joaquim Coelho de Andrade. Os sobrenomes dos padrinhos indicam a proximidade com a Familia Andrade, cujos sobrenomes Alvarenga, Costa, Lage tambem sao frequentes.

Para confirmar mesmo so seria possivel se encontrassemos o registro do casamento do trisavo Joaquim com a trisavo Joaquina Maria Umbelina da Fonseca.

Nao se pode afirmar ai, mas pode ser que fossem os avos sendo padrinhos do neto. Nesse caso, Maria Joanna de Jesus poderia ter fornecido o lado Andrade, apenas nao assinava, como era comum `a epoca as mulheres adotarem nomes totalmente religiosos.

Se for o caso, verificando-se o ano de 1826 dos batizados (o que nao esta incluido nesse resumo) o mesmo casal de pais devera aparecer batizando a filha Joaquina. O obito que encontrei em Virginopolis podera ser de uma irma do trisavo Joaquim. Ela faleceu aos 90 anos, em 1916. E consta Joaquina Coelho de Andrade.

Nao sei dizer quantos filhos o trisavo Joaquim teve. Sei de alguns. A bisavo Ersila Coelho de Andrade nasceu em 1862. Portanto o casamento dos avos Joaquim e Joaquina devera ter se dado entre 1852 e 61. Dindinha Ersila nasceu em 04.03.1862.

Aqui tambem ha que abrir-se um paralelo que existe. Descrevendo no “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, o professor Dermeval afirma que os fundadores de Sao Joao Evangelista foram, por testamento, os portugueses capitao Ildefonso da Rocha Freitas e dona Maria Coelho da Silveira. Eles deixaram numerosa familia de 12 filhos, que foram os Coelho da Rocha.

O professor tambem registrou a presenca de diversos outros membros das duas familias, dizendo que haviam imigrado para o Brasil no final da decada de 1820 ou inicio da de 1830. Eh possivel que o Severino Coelho da Silveira fosse membro de um contingente maior do mesmo grupo de familias e que permaneceu na regiao de Itabira.

Isso talvez justifique o dialogo que tive com a prima Julia Ilce, filha da tia Olga de Magalhaes Barbalho, que eh de uma geracao anterior `a minha, ou seja, ela eh bisneta dos avos Joaquim/Joaquina e eu trineto. Mas o que ela escreveu-me foi isso:

“Valquirio, vou lhe repassar dados que eu tenho aqui oriundos de documentos e anotacoes em caderno de Dindinha. Ersila Coelho de Andrade (Dindinha), era filha de Joaquim Coelho de Andrade e de Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, isto e: era minha bisavo e apos a morte de seu marido, meu bisavo, foi morar no chamado ” quartinho” independente, com entrada e saida para fora da casa de Dindinha, este tal quartinho eram dois quartoes que existiam em casa de tia Tete.
Cunha de Andrade e Ataide de Freitas eram bisavos de mamae pelo lado paterno de Dindinha; os bisavos de mamae , pelo lado materno de Dindinha, eram: Gomes de Alvarenga e Mecia de Andrade Melo. A sequencia prossegue seguindo o ritmo anterior: Fernao Alvarez e Tereza Novais de Andrade; Rui Freire de Andrade e Aldanca de Novaes. Os dois ultimos casais sao portugueses
Quanto a Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, faleceu aproximadamente na data em que lhe falei, pois mamae foi para o Colegio de Diamantina em 1911 e quando ela foi a bisa Maria Umbelina ja havia falecido. Abracos.”
Nesse caso, se o Joaquim do batizado for mesmo o nosso ancestral e ele descender da mesma familia de portugueses que fundou Sao Joao Evangelista, iremos contar com mais essa ramificacao de parentesco com essa cidade.
Os casais portugueses que ela mencionou no segundo paragrafo, na verdade, sao os fundadores daquelas familias e viveram na Idade Media. Eles podem e devem ter sido ancestrais da Dindinha Ersila. Mas nao seriam do tempo que a descricao da Ilce parece indicar.
03/09/1832 – pág. 72
Gracianna filha de Manuel da Silva Fernandes e Maria Gonçalves Nunes

por padrinhos Thome Nunes Figueiras e Anna Maria Coelho p.p. Felizardo Coelho

Obs.: Aqui indica-se a intimidade pelos padrinhos. Temos os registros de que o Manoel Nunes Coelho (nao sabemos se o mesmo pai do avo Euzebio) foi filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Se for o caso, esse Thome também sera nosso parente, nao sabendo como ainda.

07/10/1832 – pág. 73
Maria filha de Manuel Alves Rodis e Anna Joaquina das Chagas

por padrinhos Polycarpo Jozé Barbalho e Lucinda Francisca de Magalhaes

Obs.: Aqui podemos constatar a presenca do quartavo Polycarpo e a filha dele Lucinda. Tia Lucinda foi esposa do Manoel Geraldo Fernandes Madeira. Ela nasceu em 1824 e era gemea do trisavo Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho.

Não tinhamos em nossas anotacoes que ela usava o Francisca tambem. O que confirma ainda mais o carater familiar ja que a esposa do Polycarpo foi a avo Isidora Francisca de Magalhaes

10/03/1833 – pág. 77

Maria filha de Joam de Mello e Emiliana Barbalho

Obs.: Nao faco ideia de quem seja Emiliana Barbalho. Ha a possibilidade de ela ter sido mais uma dos filhos do Polycarpo mas que ainda nao temos o registro. Ela tambem podera ser filha do irmao do Polycarpo, Gervazio Jose Barbalho. Temos que ele casou-se em Itabira, em 1813, mas nao temos a lista de possíveis filhos.

17/03/1838 – pág. 77 v
Margarida filha de Jozé de Malhaes Barbalho e Maria Germana

por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Genoveva Nunes Ferreira

Obs.: De todos talvez seja esse a maior benção. Aqui se consagra a uniao entre a Familia Barbalho e a Nunes Coelho demonstrando que se ligam, talvez, por laços de irmandande entre Thomas Nunes Filgueiras e Genoveva Nunes Ferreira.

Nao tenho de quem Thomas e Genoveva foram filhos. Mas nos registros encontrados no Familysearch acham-se os casamentos entre os membros das Familias Filgueiras e Ferreira. Pode ser que a avo Genoveva tomou o sobrenome paterno e materno e o Thomas somente o paterno.

No registro de batismo do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho ela aparece como avo materna, porem, nao se sabia ao certo se o sobrenome dela era Filgueiras ou Ferreira. Parece que aqui a duvida se dissipa.

Na mensagem o nome esta Joze Malhaes Barbalho. Mas nao deve ser outra pessoa. Antigamente as escrituras ficavam caras demais por causa do valor das tintas. Entao, um dos recursos era o uso das abreviações.

Seguindo em frente, Jose de Magalhaes Barbalho eh nosso quartavo. Ele foi pai tambem de Anna Maria de Magalhaes, conhecida por nos apenas como Sinh’Anna anteriormente.

A avo Sinh’Anna foi a mãe do tio Joaozinho (Joao Batista de Magalhaes). O tio Joaozinho foi marido da Sa Candinha (Candida de Magalhaes Barbalho). Candida foi filha do trisavo Francisco Marcal e mãe da nossa avo Davina Magalhães.

Isso esclarece a duvida de o Jose Vaz Barbalho, que aparece como Juiz de Paz de Sabinopolis em 1875, ser ou nao o nosso ancestral. Ai fica claro que nao.

Resta entao saber quem sera o pai desse Jose Vaz. Talvez ele tambem sera filho do Modesto Jose Barbalho, que foi o pai do sr. Cirino Jose Barbalho, tambem Juiz de Paz em Pecanha no mesmo ano. Jose Vaz Barbalho havia sido nome do pai do Polycarpo. Se o sr. Modesto tiver sido pai do Juiz de Paz de Sabinopolis, fica comprovado que eh do nosso ramo familiar.

Aqui outra duvida. Agora sabemos que o pai Jose tinha Maria Germana como companheira. Falta saber se ela foi mae tambem da avo Sinh’Anna. Se for o caso, poderemos preencher esse espaco vago em nossa genealogia, pois, nao tinhamos conhecimento do nome de nossa ancestral.

O que, pelo nome, independente de preconceito, o nome Maria Germana possibilita ser nome de batismo de afrodescendente. Acontece que a nossa avo Sinh’Anna era mulata. Talvez isso confirme que agora podemos contar com o nome de nossa quartavo e tambem da tia Margarida. De toda forma, as duas entrarão em nossa Arvore.

Outro detalhe aqui, eh que nao ficou claro ai se essa Genoveva Nunes Ferreira seria a mae da nossa ancestral Isidora. Isso porque ha o registro de nascimento (28.01.1812) da filha Genoveva do casal Polycarpo e Isidora Francisca. Ela pode ter adotado o nome completo da avo.

Isso nao seria novidade na familia. O cirurgiao-mor Polycarpo Joseph Barbalho, que era tio do avo Polycarpo, deu nome `a primeira filha de Josepha Pimenta de Souza, que era a mãe dele.

A avo Sinh’Anna devera ter nascido no maximo em 1848. Portanto, pouca coisa fora da abrangencia desses registros. Mas tambem nao deve ter nascido antes de 1845.

Essa suposicao se da pelo que nos contam nossos antepassados. Ela teria ficado gravida em Itabira de um homem casado e membro da sociedade local. O certo eh que foi levada para Guanhaes para ocultar o malfeito. E em 1862 nasceu o tio Joaozinho. Segundo o que nos contavam ela era ainda muito jovem.

Outra parte que nao consta na tradicao eh a possibilidade de sermos “de Andrade” tambem por essa via. Nosso tio Murillo Coelho, que chegou a conhecer a bisavo dele, Sinh’Anna, eh que contava isso e sabia ate o nome do pai do tio Joaozinho. Mas tenho que pesquisar para ver se alguem na familia saberia dizer.

Em Guanhaes a Sinh’Anna casou-se com um homem que chamava-se Domingos. Mas nao era o pai do bisavo Joaozinho.

Importante mesmo seria encontrar o registro de casamento dos quartavos Jose e Maria Germana. Ali deve mencionar a origem racial dela. Geralmente se escrevia se era escrava, liberta ou livre. Se havia sido comprada dava-se inclusive o nome do dono anterior.

Talvez em se descobrindo isso podera facilitar-nos responder a questao se e como somos parentes dos Barbalho da Cidade de Gonzaga. La eles sao afrodescendentes. E eh muito provavel que alguem da descendencia do “pai” Jose continuou se casando com outros afrodescendentes para que a familia herdasse o sobrenome mesmo nao tendo a mesma aparencia de cor da nossa. Fisionamicamente, porem, nao ha grandes diferencas.

Uma evidencia de que seja mesmo essa a origem eh o fato de os Coelho de Andrade descendentes dos avos Joaquim e Joaquina compartilham residencia na mesma regiao que os Barbalho de la. Eh a familia feijao com arroz ou cafe com leite. Nao sei se houve casamentos entre membros das duas familias por la, mas se tiver havido devera ter dado um resultado muito bonito. Virariam canela!!!

29/05/1833 – pag. 79 v

Juvenato filho de Modesto Jozé Barbalho e Rita da Rocha

Obs.: Agora nos falta saber quem foi o pai do sr. Modesto. Temos o nome da esposa, o que nao tinhamos. Ha um Francisco Jose Barbalho que tambem devera ter sido filho dele. O cirurgiao Modesto Jose Barbalho Junior, certamente eh. O sr. Cirino Jose Barbalho tambem eh. Nao se sabe se o Jose Vaz Barbalho que residiu em Guanhaes e Sabinopolis sera.

Ate agora, a possibilidade maior sera ser filho do Polycarpo. O Gervazio tambem poderia ser, pois, casou-se em 1813 com Anna de Freitas da Costa. Nesse caso, o sr. Modesto tera se casado bem novo. Se a Dindinha Ersila foi Freitas, entao, o Gervazio e dona Anna deverao formar duplo parentesco conosco.

Outra possibilidade sera ter sido irmao do Polycarpo, Gervazio e Firmiano, que eram filhos do Jose Vaz Barbalho mais antigo e da quintavo Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

No livro dele, o professor Dermeval descreve a familia da pessoa que ele da o nome de Rita Cirino Barbalho. Foi casada com Sebastiao da Costa Rocha, que era cidadao de Itabira. Eles comecaram a ter filhos em 1884. O descrito esta na pagina 124. Mas Rita nao aparece como herdeira nos inventarios do sr. Cirino la em Pecanha. Portanto, deve ter sido irma do sr. Cirino.

10/06/1834 – pag. 95

Antonio filho de Thome Nunes Figueiras Junior e Anna Pereira Costa

Obs.: falta-nos saber se o Thome eh nosso parente.

22/11/1834 – pag. 99

Modesto Jozé Barbalho e Rita Maria de Jesus

Obs.: so tem os nomes mesmo. Nao indica de quem foi o batizado.

03/12/1835 – pag. 109

Salustiano filho de Honorio da Maia e Anna Coelho

por padrinhos Joaquim Espinola da Silva e Luiza Baptista

Obs. Esses poderiam ter sido pais do avo Joaquim tambem. Desde que um dos pais do Salustiano fosse “de Andrade” tambem. A razao disso eh que o trisavo Joaquim era conhecido como Joaquim Honório.

Poderia ser “filho do Honorio”. Porem, nao teria sido registrado no Livro de Batizados de Itabira. Ate hoje o corrego para o qual ele se mudou, entre Gonzaga e Divinolandia de Minas, tem nome em homenagem indireta a ele, ou seja: Corrego dos Honorios.

19/10/1840 – pag 182 v

Joaquim filho de Veturino Nunes e Leberia Joaquina de Andrade
por padrinhos Cap. Cacemiro Carlos da Cunha Andrade e Joanna Roza de Andrade

(Cassemiro é um tetravô meu, a pessoa que construiu o sobrado do Hotel Itabira)

Obs.: O cap. Cassimiro e outros homens da familia, alem de cada homem da sociedade itabirana da epoca, sao apenas suspeitos de ser meu terceiravo com a Sinh’Anna. Infelizmente nao tenho um nome certo para saber quem.

15/11/1840 – nascido 30/10/1840

Querino filho de Joaquim Jozé Barbalho e Anna Carlota de Jezus

Obs. Talvez o Joaquim sera mais um filho do Polycarpo ou do Gervazio. Ainda nao devera ser do Firmiano porque esse casou-se em 1822 com Izabel Moreira. Eh pouco provavel que ja tivessem tendo filho sendo pai.

28/11/1840 – nascido 360/08/1840 – pag, 183 v

Sebastianna filha de Joaquina Maria Ribeira e Francisco Rodrigues Barbalho

Obs. Ha a possibilidade do Francisco Rodrigues Barbalho ter sido filho de algum dos filhos mais velhos do Polycarpo que casou-se em 1808 com a Isidora Francisca. E pode tambem descender do Jose Antonio Rodrigues Coelho, cuja familia mudou-se de Mariana para Itabira em torno de 1800. Eles foram donos da sesmaria chamada Fazenda Cachoeira. Mas nao sei onde ficava. Os documentos estao no site do Arquivo Publico Mineiro.

08/01/1841 – nascida 31/12/1840 – pag. 186

Maria filha de Jozé Joaquim Coelho e Maria do Carmo
por padrinhos Thome Nunes Figueira e Anna Maria Coelha

Obs.: Somente para constar.

18/05/1841 – pag. 196

Francisca filha de Antonio Maxado e Maria Coelho
por padrinhos João Baptista Drumond e Maria do Carmo de Freitas

Obs.: Apenas registrando a presenca do Freitas ligado aos Drumond.

14/08/1841 – pag. 204

Justina filha de Candido Jos[e Barbalho e Maria de Jeus

Obs.: Precisava do registro de casamento dos pais para saber se e como o Candido se liga `a nossa Arvore.

03/10/1841 – pag. 209
João filho de Martiniano da Costa Torres e Maria Carolina
por padrinhos João Camillo d’Oliveira e Rita da Rocha BarbalhoObs. Aparece dona Rita, esposa do sr. Modesto.
28/08/1842 – pag. 242 v

Emilia filha de Sincero José Barbalho e Jesuina Maria de Andrade

Obs.: Casamento de Barbalho com Andrade. Mas ha que verificar-se o casamento dos pais para saber como se encaixam na Arvore.

04/12/1842 – pag. 249
Joaquim  filho de Luis José Coelho e Joanquina Rosa de Jesus
por padrinhos Joaquim Coelho Pereira e Joanna Rosa de JesusObs.: Acho que daqui para frente seria dificil o avo Joaquim ter nascido e ter sido pai da Dindinha em 1862. Mas seria possivel. Caso dona Joaquina Rosa fosse da Familia Andrade ai tornar-se-ia um pouco mais possivel esse batizando ser ele.
17/04/1843 – pag. 261 v

Maria filha de Joauim Barbalho e Anna Carlota

Obs.: Outro que se precisa verificar o casamento dos pais.

10/6/1843 – pag. 265

Joaquina filha de José Gonaçlves Coelho e Joaquina Fernandes

Obs.: Poderia ser a avo Joaquina Umbelina, desde que dona Joaquina Fernandes tivesse alguma ligacao com a Familia Fonseca que eh como ela assinava. Mas nao creio.

24/06/1843 – pag. 266 v
João filho de João Soares do Amaral e Barbara Nunes Coelho
por padrinhos José Joaquim Coelho por procuração representou Clemente Gonçalves dos Santos e Joanna Florença das FloresObs.: Tambem verificar o registro de casamento dos pais, pois, Barbara devera encaixar-se na familia
01/09/1844 – pag. 297

Julio filho de Agostinho Nunes Coelho e Thereza E. Madeira

Obs.: Agostinho Nunes Coelho era filho de Manoel Nunes Coelho e Valeriana Rosa Goncalves. Os pais dele se casaram em 17.08.1804. Agostinho nasceu em 11.01.1808, e foi batizado em 18.01.1808.

O que nao sei aqui eh se o mesmo Manoel Nunes Coelho, que era filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho, foi anteriormente pai do nosso ancestral Eusebio Nunes Coelho. O nome do pai do avo Eusebio era Manoel Nunes Coelho. Falta saber se eh um so. Nesse caso, o Manoel pai do Agostinho teve filhos em Itabira, com dona Valeriana, ate 1819.

Outro Manoel ou o proprio teve mais duas filhas: Maria (1830) e Manoela (1933). A esposa desse foi Prudencia Candida de Jesus. Ha que encontrar-se pelo menos os inventarios do Manoel Nunes Coelho que devera ter falecido nao muito distante dessas datas para verificar as informacoes que nos faltam.

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06. “POST SCRIPTUM”

Logo apos fazer a revisao, por alto, dos dados que o Mauro gentilmente enviou-me puxei um pouco pela memoria e consultei a internet. Em primeiro lugar, ali se informa que, na evolucao administrativa, Itabira foi elevada a Distrito de San’Anna a 25.01.1827. Ai se explica o porque dos livros de la iniciarem nesse ano. O Distrito estava subordinado a Caete. Em 1833 foi elevada a Vila e em 1848 `a Cidade de Itabira.

Antes disso sabemos que houve a influencia da Cidade de Santa Barbara, que era a ligacao entre a parte sulista mais povoada e civilizada com o norte vazio e desconhecido ainda. Ao norte existiam os pontos de civilizacao centrados nalgumas freguesias da Villa do Principe, atual Serro. Entao existiam outras freguesias mas destacavam apenas Serro, Diamantina, Conceicao do Mato Dentro e Itabira.

As outras freguesias ja existentes ou no inicio de sua evolucao eram dependentes dessas, particularmente do Serro que era a capital regional.

Mas dentro da evolucao da Familia Barbalho, havia-me esquecido de verificar minhas anotacoes mais antigas.

Esquecia-me onde tinha anotado os dados com o sr. Victoriano Jose Barbalho e esposa Maria do Carmo de Macedo. Em minhas anotacoes eles aparecem nos dados de Santo Antonio de Santa Barbara. E la existem registros de duas outras filhas:

a. Maria, nascida a 31.12.1818
b. Anna, nascida a 10.08.1823

Entao, elas foram irmas do Jose, registrado em Itabira. Pelas datas de nascimentos das duas irmas ja se pode afirmar que o Victoriano nao sera filho do nosso quartavo Polycarpo. Mas podera ser um irmao dele.

Alguns dos Barbalho presentes na lista acima poderao nao seguir a linhagem de nossos quintavos Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Assim como os Rodrigues Coelho sairam da regiao central e administrativa, em torno de Ouro Preto e Mariana, partindo para o Norte, o mesmo deve ter acontecido com os Barbalho que viveram no inicio do Ciclo do Ouro, na mesma area central.

Mas os de mais ao Sul eram do mesmo tronco familiar. Registra-se no site Familysearch, por exemplo, o casamento entre Theodozia de Aguiar Barbalho com Joseph Carneiro da …, em Mariana, a 17.12.1717. Mas nao temos nenhum seguimento alem desta anotacao.

Outro casamento se deu em Mariana a 24.06.1730. Foi de Thereza de (Aguiar) de Oliveira e Jose Rodrigues. Ela foi filha de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira. Acredito que Theodozia, Joao e Manoel Vaz Barbalho fossem irmaos, pois, a Theodozia e o Manoel foram filhos de Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Isso esta no registro de casamento da Theodozia e o professor Dermeval anotou os mesmos nomes de pais para o Manoel Vaz.

Ele casou-se com Josepha Pimenta de Souza e julgo que tenham sido os pais do Jose Vaz Barbalho, o pai do Polycarpo, Gervazio e Firmiano.

Mas a Thereza com o Jose Rodrigues foram pais de:

a. Liandro Jose Barbalho c.c. V. Barbalho, filha de Dionisio Barbalho Bezerra, em Mariana, a 27.10.1753
b. Januario Jose Barbalho c.c. Dionisia Coelho da Silva, tambem em Mariana, a 26.01.1758.

Eh possivel que o Francisco Rodrigues Barbalho, citado no batizado de Sebastianna, 1840, tenha origem nesse ramo da familia e nao nos do Serro que descendiam do Manoel Vaz Barbalho.

Quando eliminei da lista acima a maioria dos registros deixou de transparecer a intensa presenca dos Coelho em Itabira. Embora o sobrenome Rodrigues Coelho nao estivesse presente, o Mauro informou-me que a antiga Fazenda da Cachoeira ficava na saida de Itabira para Santa Maria de Itabira. A sesmaria da Fazenda Cachoeira pertenceu `a familia do Jose Antonio Rodrigues Coelho.

Ele era filho de Antonio Rodrigues Coelho que verifiquei os Inventarios em Ouro Preto. O mesmo em relacao aos do Jose Antonio. O pai faleceu no final do seculo XVIII e o filho no inicio do XIX. Portanto, poderao ser ancestrais do nosso terceiravo Joaquim Coelho de Andrade. No caso, o Jose Antonio poderia ser avo dele.

Outro registro interessante no familysearch eh a presença do casal Ignacio Barbalho e Ignez de Campos da Silva. La tem que foram pais de 3 filhos:
a. Antonio (1737)
b. Manoel (1739) e
c. Jose (1743)
Eles poderão ser a origem de alguns dos Barbalho em Itabira. O que quaisquer um dos casais ja mencionados, de períodos mais antigo, poderão ser. Somente um estudo da descendência dos mais antigos eh que poderá confirmar. Mas são algumas gerações entre estes e os registrados na terra do Carlos Drummond.
Interessante aqui eh a possibilidade de meu ramo familiar ter duas oportunidades de ser mais Barbalho.
Numa delas temos uma Anna Maria de Jesus que foi esposa de Jose Barbosa Fruao. Eles foram pais de Francisca Angelica da Encarnação. Ela foi a esposa do nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral.
Essa Anna Maria deve ter nascido entre os anos de 1730 a 1750, pois, em 1781 ja estava sendo avo. E era natural de Congonhas do Campo. Mas não sabemos quem foram os pais dela.
Ja o filho do Miguel, Malaquias Pereira do Amaral, também nosso ancestral, casou-se com outra Anna Maria de Jesus. Essa era filha de Antonio Coelho de Almeida e de mais uma Anna Maria de Jesus.
Nesse caso, também nada temos a respeito da Anna Maria mãe alem de que nasceu em Congonhas do Campo. Não seria muito difícil ate mesmo que ambas Anna Marias iniciais tivessem origem Barbalho.
Uma terceira probabilidade foi a que encontrei ha poucos dias. Segundo o professor Nelson de Senna, o tronco da Família Coelho de Magalhães iniciar-se-ia com o português Jose Coelho de Magalhães que casou-se com Eugenia Rodrigues da Rocha. Porem, segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, a Eugenia foi filha de Giuseppe Nicatisi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
Buscando no Familysearch encontrei um registro de nascimento em Ouro Branco, que era da menina Maria. Ela foi batizada em 26.06.1750. E era filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição.
Por dedução, a Maria poderia ter adotado o nome de Maria Rodrigues de Magalhães, por parte do pai, e faltaria apenas comprovar que a mãe Anna Maria da Conceição procedesse da Família Barbalho. Como ela foi mãe em 1750, devera ter nascido de 1735 para trás.
Aqui temos um fato que pode ser inusitado para os dias atuais mas comum `a época. Segundo o professor Dermeval, Josepha Pimenta de Souza nasceu por volta de 1717. Ela casou-se em 1732 com o Manoel Vaz Barbalho. E foram pais do cirurgião mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho, em 1735, segundo os documentos dele.
Então, ha um pequeno espaço entre 1732 e 1735 para que possam ter sido pais também da Anna Maria da Conceição. Se o foram, complica-se nossa genética. Se ela for mesmo Barbalho e a Maria filha for a nossa ancestral, melhor que tenha descendido de outros ramos mais diversificados, geneticamente falando, pelo bem da nossa saúde!

O mais inusitado esta no fato de que Josepha podera ter nascido em 1717, pode ter gerado a Anna Maria em 1733, que teria gerado a Maria em 1750, que teria sido a mae da Eugenia Rodrigues da Rocha, por volta de 1766, que foi a mae do Jose Coelho de Magalhaes (Coelho da Rocha) Filho em 1782. Seriam 5 geracoes dentro de um mesmo seculo, com a possibilidade de mais duas. Nossos ancestrais teriam sido feras!!!

Nesse caso, ficam ai as diversas possibilidades de sermos mais Barbalho. O problema eh que não seria bom para a nossa saúde genética. A vantagem eh que ja existiam milhares de outras famílias em Minas Gerais, portanto, eh possível que pelo menos 2 daquelas Anna Marias não sejam Barbalho.
Contra esse argumento ha uma lógica. A de que os nobres andavam em bandos, segundo o professor da UFRJ, Joao Fragoso. Isso quer dizer que não eh sem explicação que encontramos os Barbalho em Itabira misturados aos Coelho, da Costa, Freitas, Andrade e outros. Os mesmos sobrenomes aparecem em alianças procedentes do século XVII no Rio de Janeiro.
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07.  RETORNO

11/11/1829 – pag 64
Francisco filho de Joam Coelho da Matta e Anna Rangel
por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho

03/09/1832 – pág. 72
Gracianna filha de Manuel da Silva Fernandes e Maria Gonçalves Nunes
por padrinhos Thome Nunes Figueiras e Anna Maria Coelho p.p. Felizardo Coelho

08/01/1841 – nascida 31/12/1840 – pag. 186
Maria filha de Jozé Joaquim Coelho e Maria do Carmo
por padrinhos Thome Nunes Figueira e Anna Maria Coelha

10/05/1842 – nascida 16/04/1842 – pag. 234 v
Anna filha de Manoel Coelho Vieira e Marianna Josefa da Conceição
por padrinhos Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

20/02/1842 – pag. 252
Joaquim filho de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

19/11/1843 – pag. 278 v
Marianna filha de Domingos Luiz Alves e Catharina Coelho Vieira
por padrinhos Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

Apenas reconsiderando esses 6 apontamentos. Antes eu pensei na possibilidade de Manuel Nunes Coelho e Anna Maria Coelho serem pai e filha. Mas nos registros do familysearch aparece que Manuel foi pai de duas filhas: Anna e Maria e nao Anna Maria.

Também havia levantado a possibilidade de essa Anna Maria ter sido a minha tia-terceiravo mas achei que fosse pouco provável porque ela residia em Guanhaes. Mas o batizado de Graciana indica que ela não residia em Itabira ja que, o provável, so passaria uma procuração se acaso morasse longe e não pudesse comparecer.

No livro do professor Nelson Coelho de Senna ele deixou escrito que os filhos dos quintavos Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues da Rocha foram: Jose (meu quartavo), Joao, Antonio Rodrigues Coelho (solt.), Felix Coelho da Trindade e Clara Maria de Jesus.

Também afirmou que 4 foram casados e afirma que tinhamos parentalha em Sant’Anna dos Ferros. As famílias do Jose e do Joao foram para Guanhaes, Virginópolis e Diamantina, no principio. Não temos apontamentos das outras duas, mas sera bem possível que fosse a elas que o professor Nelson referiu-se que foram para Ferros.

Os apontamentos dos batizados trazem Maria Clara e não Clara Maria, o que pode ser um indicativo de que não sejam a mesma pessoa. Mas muita coisa que o professor Nelson escreveu foi tirado da memória e o engano poderá ter sido dele.

Segundo ele também, o casamento entre Jose e Eugenia se deu em 1799. Embora ele registre o nascimento do Joao em 1785 e sabemos que o Jose nasceu em 1782. Não sei dizer porque da discrepância. Mas eh possível que a Clara Maria de Jesus tenha nascido entre 1800 e 1806, quando o pai faleceu.

Sendo assim, seria possível que ela pudesse ainda ter o filho Joaquim, em 1842. Infelizmente o professor não mencionou o nome do marido para que tivéssemos certeza agora.

Mas as relações familiares ai se dariam pelo fato de o Manuel Nunes Coelho ter sido filho de Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Muito dificilmente a Anna Coelho seria filha do Jose Coelho de Magalhães com a primeira esposa dele, dona Escolástica de Magalhães. Mas não seria impossível, porem, não sabemos as idades corretas deles para saber com certeza.

Penso ser mais provavel que Anna Coelho fosse irma do Jose Coelho de Magalhães, se ambos foram filhos do Manuel Rodrigues Coelho.

Nesse caso, Manuel Nunes Coelho seria sobrinho do Jose Coelho de Magalhães, pai da Clara Maria ou Maria Clara e do Jose Filho. O Jose Filho foi pai da Anna Maria Coelho.

Ela deve ter nascido na Fazenda da Lapinha, que era em Conceição do Mato Dentro, mas agora fica em Santana do Riacho, em 1819. E em 1822 os pais levaram a familia para o recém-criado Arraial de Sao Miguel e Almas de Guanhaes, atual Guanhaes.

Essa tia Anna Maria (Nha Ninha) acabou ficando solteira. Mas quando ainda jovem deve ter sondado os caminhos entre Guanhaes e Itabira para ver se encontrava alguma cara metade dentro da parentalha. Seria o cumprimento de uma obrigação `a época.

Segundo ainda o professor Nelson, havia um verdadeiro Arraial dos Coelho em torno da Fazenda Axupe, entre Morro do Pilar e Conceição do Mato Dentro, onde os quintavos Jose e Eugenia tiveram seus filhos. E de la os filhos e primos cujas origens o professor não mencionou se espalharam pela região.

Tenho informações passadas pelo parente Moacyr Nunes Barroso que os Nunes Coelho, descendentes do ancestral Euzebio, filho do Manoel Nunes Coelho mas não com a esposa Valeriana, ocupavam as terras entre Guanhaes, Sabinopolis e Senhora do Porto.

Isso eh corroborado no documento de emancipação de Guanhaes onde informa que a divisa entre Guanhaes e Sabinopolis se daria `a altura das Fazendas de Bento e Clemente Nunes Coelho.

A Sesmaria da Fazenda Cachoeira pertencia `a familia do Jose Antonio Rodrigues Coelho que, mais certamente, sera sobrinho do Jose Coelho de Magalhães. Eh possível que Maria Clara de Jesus e o marido Thome Coelho Vieira ja fossem primos e deverão ter residido em Ferros.

Ate na atualidade existem muitas fazendas entre Guanhaes, passando pelo Distrito de Farias, Dores de Guanhaes e Ferros que pertencem `a descendencia dos Coelho. Também entre os Farias e Virginópolis as terras permanecem ou pertenceram aos Coelho.

Na verdade, as familias daquele tempo, que viviam do comercio, procuravam estabelecer-se em propriedades com um intervalo máximo de 30 Km entre uma e outra. Isso era o dia de viagem das tropas. Assim, os tropeiros teriam onde arranchar todo o tempo da viagem.

O ancestral Manuel Rodrigues Coelho teve posses no Distrito de Santa Rita Durão e a familia, segundo o professor de Senna, espalhou-se por Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro. Isso indica que deve ter se distribuido no caminho entre o Norte e a capital Ouro Preto.

A seguir os mesmos Coelho continuam a expansão via Guanhaes e Virginópolis, passando por Açucena e depois Divinolandia de Minas e Sardoa para atingir Governador Valadares. Na verdade, esse não era o destino final, o qual seria Vitoria no Espirito Santo.

Foi devido `a construção da ferrovia EFVMG e depois com a passagem da Rio-Bahia em Governador Valadares que as tropas perderam a forca. Os Coelho ajudaram muito a fabricar a explosão demográfica que se deu em Valadares a partir de 1940 ate 1970.

Em 40 la tinha apenas 5.000 habitantes. Em 60 ja eram 70.000. Nos 70 a população triplicou. Mas nos 80, a falta de industrialização e o surgimento dela na area de Ipatinga, alem da recessão no Brasil, transformou Valadares no maior exportador de imigrantes do pais, que partiram em todas as direções do compasso.

Os Andrade fizeram caminho semelhante. E devem ter alternado propriedades com os Coelho no mesmo caminho. O mais provável eh que, por terem sido vizinhos de propriedades, tenhamos diversos casamentos entre a descendência do Cel. Lage e do Manuel Rodrigues Coelho no período da expansão e dos quais não sabemos porque não temos um acompanhamento completo das descendências dos dois.

Algo outro que tenho relutado para admitir eh a possibilidade de que seja possível que o senhor Thomé Nunes Figueiras e dona Anna Maria Coelho serão os pais do Manuel Nunes Coelho.

No registro do Familysearch os nomes estao: Thomas Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Mas ha a possibilidade de que quem passou os dados para o site ter se enganado e trocado o Thome pelo Thomas. E Anna Coelho pode ter sido uma abreviatura do nome completo por causa do custo do registro.

Infelizmente nao temos as idades dos personagens para comprovar isso. Mas se o Thomé ou Thomas nasceu em torno de 1750 e a Anna em torno de 1755 eles poderiam ter sido pais do Manuel por volta de 1770.

Por sua vez o Manuel poderia ter tido algum caso com alguma escrava do qual tera nascido o nosso ancestral Euzebio, entre 1785 e 1778. Isso poderia explicar a cor escura da descendência do avo Euzebio, embora, a outra parte dos Nunes Coelho fosse loira.

Em 1832, quando batizaram a Gracianna, o Thome poderia estar com 82 anos e a Anna Maria com 77. A saúde na idade avançada para a época poderia explicar a ausência da madrinha ou dos padrinhos ao batizado, mesmo que morassem em Itabira mesmo. O mais certo eh que morariam em alguma fazenda, talvez, distante, ou em freguesia diferente.

Poderia ser ate que residissem na Fazenda Folheta, que eh onde o professor Dermeval localiza o inicio da familia Nunes Coelho. A fazenda ficava na atual Dom Joaquim, que se chamava Sao Domingos do Rio de Peixes e era freguesia do Serro e subjurisdicao de Conceição. E o nome Folheta foi em função de terem encontrado ouro em forma de folheado.

Por essa ocasião também, a descendência do ancestral Euzebio mudou-se para a Fazenda do Grama em Guanhaes, `as margens do Ribeirão Graipu. Ali também encontraram ouro. Isso significa que havia uma tradição de mineradores, o que justificaria a riqueza e os casamentos prematuros, mesmo dos homens, na família.

Posteriormente, o capitão Francisco Nunes Coelho inclusive passou a minerar ferro em sua fazenda e tinha uma fabrica (forja) de instrumentos agrícolas.

Se acaso o Thome for o mesmo Thomas, isso nos leva `a conclusão de que por volta de 1832 ja estavam presenciando o inicio da geração de trinetos dele. Ele estaria casado por volta de 60 anos. Seria uma raridade de acontecimento.

E os trinetos seriam os Antonio, Prudêncio e nossa terceiravo Maria Honoria Nunes Coelho. Eles foram filhos do Clemente, filho do Euzebio. Mas talvez esteja aqui a origem da cor escuro da parte da nossa família, pois, sabe-se que a Maria Honoria foi confundida como escrava e houve um Clemente escuro `a mesma época, que poderia ser um filho ou o próprio Clemente, filho do Euzebio.

E o Euzebio deve ter se casado por volta de 1805, quando estaria por volta de 20 anos. `A mesma época em que o pai Manuel Nunes Coelho casou-se, em 1804, com dona Valeriana Rosa Gonçalves.

Mas se o Thome e Anna Maria nao forem os mesmos Thomas e Anna, pelo menos um dos dois ou os dois poderão ter sido filhos desse ultimo casal e sido irmãos do Manuel. Nesse caso, não seria necessário que Anna Maria fosse nossa tia terceiravo. Poderia ser prima dela.

Algo interessante que encontrei no Google Livros a respeito do Thomé Nunes Figueiras eh que no volume 1 da Revista do Arquivo Publico Mineiro (APM) ha essa nota:

“Como procurador do Capitão Thome Nunes Figueiras com queixa atestada, o Padre Joze Antonio de Araujo.”

No site do APM nada consta a esse respeito. Portanto não tenho datas nem locais em que se deu o fato. Mas o provável eh que os personagens sejam a mesma pessoa. Ai fica informado que o Thomé usava a patente de capitão.

Outro indicio importante de que fizesse parte da nossa família foi ter sido representado pelo padre Jose Antonio de Araújo.

Pode ser coincidencia porque o sobrenome Araujo era muito difundido no Brasil. Mas o professor Nelson Coelho de Senna nos informa no livro: “Algumas Notas Genealógicas”, que o bisavo dele, Joao Coelho de Magalhães:

“estudara no Seminario de Mariana, tendo depois abandonado os estudos eclesiásticos, por falta de vocação para padre e se casando bem moco ainda, antes de 20 anos, em 1804, com sua prima carnal Dona Bebiana Lourença de Araújo (são eles os meus bisavós pelo lado materno).” Bisavós do professor. Nos descendemos do Jose, irmão do Joao.

Eh muito provável que o padre Araújo fosse parte do grupo de sobrenomes que faziam parte da mesma Família, da qual participariam os Nunes Figueiras (ou Filgueiras), Barbalho, Costa, Coelho e outros.

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08. LIVRO DE BATISMOS DE ITABIRA – 1845 a 1852

“Então, ó Barbalho, lendo muito registo?

Vai mais e ainda falta três livros:
e o Thome Coelho Ferreira é mesmo filho de Manoel Coelho, confira o anexo.”

PS. Conferi o anexo. O Thomé Coelho Ferreira talvez seja filho do Manoel Coelho, porem, não se trata o Manuel Rodrigues Coelho nosso suposto ancestral.

Acredito que o Thomé Coelho Vieira talvez entrara na família por ter se casado com a Clara Maria de Jesus e ela penso que se encaixara na Arvore.

Para falar a verdade, ha chances de diversos dos Coelho na lista entrarem na familia, seja por ser da mesma procedência ou via casamento. O que falta eh decifrar antes o núcleo, ou raiz da Arvore, quando os Coelho invadiram Minas Gerais por causa do inicio do Ciclo do Ouro.

25/01/1845 – pág. 1 – nasceu 02/01/1845
Silvina filha de Modesto José Barbalho e Rita Maria da Rocha

PS. Vou tentar reunir os familiares num mesmo nicho para facilitar o entendimento. Nos falta saber quem foram os pais do senhor Modesto.

11/04/1848 – pág. 106 – nasceu 24/02/1848
Pedro filho de Mudesto José Barbalho e Rita Pessoa
padrinhos Joaquim Cassemiro Lage e Delfina Rosa

PS. Mudei para aqui esse outro registro. O Pessoa no nome de dona Rita deve ter sido alguma barbeiragem do escrivão. Talvez ela pertença `a Família Pessoa mas não tenho registro de ancestrais dela.

Temos membros da Familia Lage em nossos registros. Acredito que os senhores Joaquim e Delfina Rosa poderiam ter sido pais ou avos de dona Antonia Nunes Lage, que foi a esposa de um dos Pedro Nunes Coelho na família.

19/12/1851 – pág. 2258 – nasceu 05/09/1851
Donata filha de Modesto José Barbalho e Rita Maria da Roxa
padrinho Cyrino José Barbalho

PS. Juntei mais esse extrato ao time do sr. “Mudesto”. Aqui se observa que o padrinho era o irmão da batizanda. O senhor Cyrino deixou a descendencia dele em Pecanha, onde foi o Juiz de Paz, em 1875.

Outro detalhe eh a possibilidade de o Rocha (Roxa) de dona Rita Maria nos dar grau duplo de parentesco com a descendencia dela e do senhor Modesto. Isso porque o nosso lado Coelho, ate onde ja sabemos, começaria com Giuseppe Nicatisi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.

Como a frequência de casamentos entre pessoas ja aparentadas era muito alto, pode ser que dona Rita fosse descendente do casal Giuseppe e Maria Rodrigues. Nos so temos anotado uma única filha que foi a nossa quintavo Eugenia Rodrigues da Rocha mas poderiam ser diversos outros. Ela foi a esposa do Jose Coelho de Magalhães, o alferes e patriarca dos Coelho de Magalhães em nossa região.

E eles viveram na mesma area, pois, a quintavo viveu em Morro do Pilar ou, talvez, em Conceição do Mato Dentro, mas quando faleceu foi enterrada em Sao Gonçalo do Rio Abaixo.

Infelizmente temos muito poucos dados das famílias nessa época, portanto, não da para afirmar nada. Pode ser que os Rochas venham de fontes diferentes. Apenas coincidiu de encontrar-se em uma mesma região no Brasil.

21/11/1852 – pág. 275
Felisberto filho de Policarpo José Barbalho e Anna Catharina das Mercês

PS. Esse era um dos últimos da lista e resolvi transcreve-lo aqui para ficar junto com outros membros da família.

Foi a maior supresa ate agora. O pai, Policarpo, poderia tanto ser o nosso quartavo quanto um filho, um neto ou um sobrinho dele. Não sei dizer porque nunca tivemos noticias de nenhuma possível segunda esposa do avo Policarpo.

Ele ja era viuvo desde antes de 1838 porque isso consta da matricula no seminário do filho, padre Emigdio de Magalhães Barbalho. Nesse ano Emigdio era órfão de mãe. Portanto, o Policarpo não tinha impedimento.

A questão eh que o Policarpo casou-se com a quartavo Isidora Francisca de Magalhães em 1808. Por isso calculo que o Policarpo nasceu entre 1780 e 1790. Ou seja, em 1852 estaria entre 62 e 72 anos de idade.

Ele poderia ter tido o filho, naturalmente! Mas ficaria um pouco difícil de conciliar o fato com o que fala as nossas tradições que: depois de mais velho o Policarpo retornou ao seminário, que havia abandonado para casar-se, para ordenar-se e foi pároco ate falecer, no Inficcionado, atual Santa Rita Durão, local que foi o do seu nascimento, também segundo os documentos apresentados na matricula do padre Emigdio.

Não encontrei matricula do Policarpo nem no seminário em Mariana nem no Caraca que eram seminários os mais antigos. Por isso suponho que teria estudado em Diamantina, que iniciou em 1854.

O que ficaria difícil conciliar seria ele ter angariado a responsabilidade da paternidade ao mesmo tempo que começaria a estudar para ordenar-se. Se criasse a criança antes de retornar aos estudos, possivelmente não teria tempo de concluir, devido `a idade avançada.

Ainda assim a possibilidade eh razoável, caso não fosse casado com a mãe do filho, ou tivesse ficado viuvo uma segunda vez, de ele ter deixado a tarefa de criar o filho para um dos muitos filhos mais velhos que teve.

Por aquela época, havia uma firma de varejo com o nome SIMOES & BARBALHO, na Cidade de Diamantina. Penso que ou foi dele próprio ou de algum parente proximo. O que justificaria retornar aos estudos no seminário recém criado, pois, tinha uma grande parentela no local, o que serviria de apoio a uma pessoa de mais idade.

05/04/1845 – pág. 4
José filho de Manoel Lino Coelho e Anna Prisca
padrinhos Francisco José Barbalho e L. Francisca

PS. Esse L. deve significar Lucinda e o nome que falta eh o Barbalho. Foi nossa tia. Ja o Francisco poderá também ter sido filho do Modesto Jose Barbalho e devera ser cunhado da tia Lucinda. Mais em baixo existe um registro que indica a condição de cunhado.

15/07/1845 – pág. 10
Marianno filho de José Maxado e Anna Barbalho

PS. Anna Barbalho eh candidata a ser filha do Policarpo Jose Barbalho, nosso quartavo. A mae do Policarpo chamava-se Anna Joaquina Maria de Sao Jose. E ele deu nomes dos pais dele e da sogra aos filhos.

Temos os registros das filhas Maria e Genoveva (nome sogra e avo dos filhos) no site FamilySearch. Ha o Jose (nome do pai e avo) que conhecemos de tradição. E aparece Joaquina de Magalhães Barbalho (sobrenome característico da família) num batizado mais abaixo.

24/06/1849 – pág. 135 – nasceu 02/06/1849
Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhães Barbalho
padrinhos Francisco José Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

PS. Mudei para aqui esse outro registro. Eh possível que a Quintina Francisca sera filha do quartavo Policarpo Jose Barbalho. O mesmo se dará com a Joaquina.

08/09/1851 – pág. 229 – nasceu 20/07/1851
Rita filha de Germano do Carmo e Joaquina Barbalho
padrinhos José Maxado Ribeiro e Anna Joaquina Barbalho

PS. Mudei mais esse extrato de lugar. Observe-se que acima e abaixo o sobrenome do pai eh diferente. Deve ser, porem, a mesma pessoa. O problema eh que `as vezes os párocos faziam os batizados em freguesias diferentes e depois eh que iam fazer os apontamentos. E algumas vezes confundiam os nomes das pessoas.

13/04/1845 – pág. 5v
Maria filha de Candido José Barbalho e Maria Antonia
padrinhos João Martins da Costa e Anna Roiz Malta

PS. O pai Candido tem os nomes Jose Barbalho que caracterizou a familia durante os séculos XVIII e XIX. Mas não sei dizer de quem foi filho para encaixa-lo na Arvore.

12/09/1846 – pág. 38v – nasceu 03/8/1846
Maria filha de Germano Hermenegildo Pereira e Joaquina Barbalho

PS. Deviam haver 2 Joaquinas Barbalho `a mesma época. E essa poderia ser filha tanto do Gervasio quanto do Firmiano que foram irmãos do Policarpo Jose Barbalho.

Interessante eh que, por dados aqui e em outros lugares, o nome Germano (a) era muito comum em Itabira `a época. Inclusive entre os Fernandes Madeira, família na qual se casaram a tia Lucinda Francisca Barbalho e o, talvez, tio Agostinho Nunes Coelho.

Talvez a Maria Germana, esposa do Jose de Magalhães Barbalho foi deles.

21/09/1846 – pág. 39 – nasceu 10/08/1846
Emilia filha de Basilio Coelho de Carvalho e Jacintha Esmeria de Jesus
padrinhos José João de Freitas Drumond e Thereza Miquelina da Silveira

P.S. Tenho a impressão que ja ouvi falar algo a respeito do casal de padrinhos. Ha um primo nosso, Athos Nunes Coelho, casado em Itabira. A esposa chama-se Maria Ines Pires, mas tem ancestrais Drummond. Talvez sejam ancestrais dela.

08/05/1846 – pág. 50
Marianna filha de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus
padrinhos José Coelho Vieira e Anna Joaquina da Conceição

PS. Os pais sao suspeitos de ser nossos tios-quartavos.

12/08/1850 – pág. 183 v
Emilia filha de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus

PS. Idem. Porem, se fosse nossa tia ela ja estaria com mais de 40 anos. Isso eh o que poe em duvida que seja.

26/05/1852 – pág. 253
João filho de Thome Coelho Vieira e Maria Clara de Jesus
padrinhos Antonio Affonso de Souza Guerra e Carolina Constança de Figueiredo

PS. Mais esse. Eh possível que essa Maria Clara de Jesus fosse filha de nossa tia Clara Maria de Jesus e não a própria. Isso porque o Jose Coelho de Magalhães, pai da nossa tia, faleceu em 1806. Isso faz com que ela tenha nascido no máximo em 1807.

Em 1852 estaria no mínimo com 46 anos, o que seria muito difícil estar ainda tendo filhos.

A familia Guerra, do padrinho, tem marca em nossa família também. Em 1924 nasceram dona Hercilia Guerra em Itabira e nosso primo Fabio Rodrigues Coelho em Virginópolis. Quando chegou o tempo eles se casaram e deixaram descendência.
09/08/1846 – pág. 50v
Joaquina filha de Manoel Coelho Vieira e Marianna Josefa da Conceição

PS. O pai muito provavelmente sera irmão do Thomé.

06/03/1847 – pág. 62
Rita filha de João Martinho Ferreira e Francisca Nunes Coelho
padrinhos Fernando Antonio Drumond e Theresa Miquilina da Silveira

PS. Nao sei a origem da mãe Francisca. O sobrenome a entrega. E os padrinhos se encaixam na mesma observação acima.

16/05/1847 – pág. 75 – nasceu 02/05/1847
Romualdo filho de Romualdo Nunes Figueira e Flavia Martins

PS. Acredito que o Nunes Figueira sera parte de nossa família. Eh possível que o Figueiras seja corruptela do Felgueiras ou Filgueiras.

20/05/1847 – pág. 75 – nasceu 12/04/1847
Joaquim filho de João Soares do Amaral e Barbara Nunes Figueira
padrinhos Francisco José Barbalho e Ernestina Francisca

PS. A mãe do Joaquim se soma ao padrinho. Deverão ser pelo menos primos e entram em nossa Arvore. Falta saber como.

22/11/1847 – pág. 87
José filho de Julião Coelho Vieira e Maria Marques

PS. Mais um que deve ser pelo menos primo colateral.

20/12/1847 – pág. 89 – nasceu 28/10/1847
Anna filha de José Serafim de Souza e Maria Nunes Gonçalves

PS. A Maria Nunes Gonçalves deve fazer parte pelo menos como parente por afinidade.

A esposa do casamento de 1804 do Manoel Nunes Coelho, que penso ter sido pai fora do casamento do nosso ancestral Euzebio Nunes Coelho, dona Valeriana Rosa Goncalves, era filha de Joao Alvares e Maria Goncalves.

Como o sobrenome aparece frequentemente, devia ser uma familia grande em Itabira e deve ter se aparentado com todas as outras.

28/04/1849 – pág. 132 – nasceu 28/02/1849
Antonio filho de Antonio Nunes Gonçalves e Maria Gonçalves

PS. Outro exemplo de Nunes Gonçalves que deve ser, pelo menos, parente afim.

05/06/1850 – pág. 168
Anna filha de Joaquim de Meirelles Coelho e Marianna Fernandes
padrinhos João José da Costa Cruz e Anna Joaquina de Jesus (meu tetravô e minha pentavó)

PS. a relação de parentesco eh com nosso amigo Mauro Andrade Moura.

19/10/1850 – pág. 186
Ignes filha de Agostinho Nunes Coelho e Theresa Fernandes Macieira
padrinhos Antonio Gonçalves Nunes e Maria Germana do Rosario

PS. Agostinho era filho do Manoel Nunes Coelho e dona Valeriana. Por enquanto não da para ter-se certeza que seja nosso tio antepassado, pois, não sei se o Manoel eh o mesmo que foi o pai do Euzebio Nunes Coelho, nosso ancestral.

-1/12/1850 – pág. 192 v
Francisco filho de Francisco Dias Coelho de Souza e Efigenia Rosa de Jesus
padrinhos Francisco Coelho Guimaraes e Anna Rosa de Jesus

PS. Coincidentemente, o professor Francisco Dias de Andrade, que deixou fabulosa família em Virginópolis, poderia ser o Francisco ai batizando. Infelizmente o nome da mãe ou, talvez da avo como madrinha, não menciona se acaso se justificaria o Andrade no nome dele.

Se algum dos primos sabem quais foram os nomes dos pais do professor Chico Dias ainda não me os revelou. Ha a tradição de serem primos do poeta Carlos Drummond.

Se for o caso, teremos também mais um ramo da Familia Coelho em Virginópolis.

30/01/1850 – pág. 192 v
Antonia filha de José Coelho Ferreira e Maria Rosa de Jesus

02/01/1851 – pág. 195
Maria filha de Manoel Coelho Maxado e Cassimira Monteiro
padrinhos Manoel Monteiro Guimaraes e Joaquina Maria de Jesus

03/02/1851 – pág. 196
Claudino filho de José Coelho Guimaraes e Anna Rodrigues de Morais

22/11/1851 – pág. 206 v
Manoel filho de Antonio Roiz e Maria Coelho Maxado
padrinhos Prudencio Coelho Maxado e Fructuosa Alves Gonçalves

PS. Deixei essa sequencia porque ela leva `a suspeita de que o grupo de famílias representados pelos sobrenomes faziam parte de um entrelaçamento entre elas.

Eh possível que a Maria Rosa de Jesus fosse irma da Efigênia Rosa de Jesus e, talvez, filhas da Anna Rosa de Jesus.

Ja os “de Guimarães” podem ser gente de uma mesma família que entrelaçou-se com os nossos aparentados da Família Pimenta.

O professor Dermeval Jose Pimenta descreveu no livro dele o ramo da familia assim:

“Prof. Manoel Coelho de Moura Guimarães. Nascido em Itambé do Mato Dentro, Minas Gerais, a 4 de novembro de 1842 e falecido em Sao Joao Evangelista a 20 de marco de 1921, filho de Jose Coelho de Moura, natural da Cidade de Guimarães, Portugal, e de Mariana Justina de Moura, nascida e batizada na Freguesia de Sao Joao do Morro Grande, atual Barão de Cocais, Minas Gerais.

Pela linha paterna, neto de Jose Coelho de Moura, apreciado escritor portugues…”

O Guimarães foi uma adoção quando chegaram ao Brasil, o que era comum. E o prof. Manoel casou-se com Maria Francelina Pimenta, que era prima dos Barbalho.

O sobrenome Machado (Maxado), presente em diversos outros registros que apaguei para fazer os presentes comentários, ja poderia ser ramo agregado `a Família Barbalho.

No final dos anos 1600 registra-se o casamento entre Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado que foram ancestrais dos Barbalho que se instalaram na região do Serro, descendentes do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, avos do Policarpo. Josepha foi neta do casal Joao e Maria, filha do Belchior Pimenta de Carvalho.

21/04/1851 – pág. 227 v nasceu 06/04/1851
Emerenciana filha de Manoel Xavier Nunes e Rita Valentina Coelho
padrinhos Mudesto José Barbalho Junior e Rita da Rocha Barbalho

PS. Registre-se os padrinhos.

07/03/1852 – pág. 251 v
Delfina filha de Manoel Coelho Maxado Junior e Cassimira Monteiro Guimaraes
José Monteiro Guimaraes e Marianna Julia Vianna

PS. Apenas para constar. Talvez esses estejam vinculados aos Coelho de Moura Guimarães em nossa família.

15/07/1849 – pág. 137 v
Marianna filha de Emilio Gomide Pinto Coelho da Cunha e Roza Emilia d’Oliveira Gomide
padrinhoso Antonio de Sampaio e Silva e Angelica Candida da Silva

22/06/1850 – pág. 170
Modestina filha de Emilio Gomide Pinto Coelho e Rosa Emilia d´Oliveira

19/05/1852 – pág. 285 – nasceu 28/12/1851
Manoel filho de Emilio Gomide Pinto Coelho da
Cunha e Rosa Maria d’Oliveira

PS. Reuni esses 3 últimos apontamentos apenas para fazer uma resenha. Podemos verificar a origem do comendador Emilio Gomide Pinto Coelho da Cunha no endereço:

http://www.projetocompartilhar.org/Familia/PintoCoelhodaCunha.htm

Emilio foi filho da 1.4 Mariana Florinda de Ataide e do senador Dr. Antonio Gonçalves Gomide. Possivelmente, o cargo de senador era da Assembleia mineira e nao do Imperio. `A epoca também as assembleias provinciais tinham as duas câmaras.

O caso aqui eh que o comendador Emilio Gomide era primo primeiro, por parte de avo, do 3.3 Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barão de Cocais.

Observe-se que o Projeto Compartilhar não registra os filhos Marianna e Manoel. Esses registros são novos para os pesquisadores.

Outro detalhe que nao aparece ai eh que o Barão teve uma família extra conjugal. E segundo as tradições da Família Leite de Virginópolis ele foi o pai do senhor Antonio Furtado Leite, o qual tem atualmente uma descendência enorme espalhada pelo mundo inteiro.

Falta-nos registros que comprovem as tradições. Sabemos que a família extra conjugal realmente existiu. E dizem também que os documentos existem. Mas nunca tive a oportunidade de verifica-los.

Outro detalhe aqui eh a possibilidade da família do comendador Emilio Gomide ter permanecido em Itabira ate pelo menos o inicio de 1862.

Contam nossas tradições que a Anna Maria, filha do Jose de Magalhães Barbalho, teve um “caso” com alguém da sociedade itabirana onde, provavelmente, aconteceu a concepção de um filho por volta do dia 15 de janeiro.

Como o senhor era casado e não podia assumir o compromisso, enviaram, a quase menina ainda para Guanhaes, para ficar aos cuidados dos tios: padre Emigdio e capitão Francisco Marçal Barbalho.

`A epoca Guanhaes era apropriada porque era um dos lugares da fronteira de colonização mais perdido no espaço. So perdia para o então criado Arraial do Patrocínio (1858), a atual Virginópolis, que ficava a poucas léguas distante daquela.

Ali arranjaram um casamento para Anna Maria, e o filho, que nasceu em 15.10.1862, veio a se chamar Joao Batista de Magalhães (o bisavô que gostava de ser chamado de tio Joaozinho recusando-se o titulo de avo). Mas o tio Joaozinho acabou ficando conhecido também como Joao Domingos. Domingos era o nome do padrasto dele.

Ha que verificar-se se nao existiu algum membro da sociedade itabirana com o nome Domingos! Não eh de todo impossível que parte da nossa tradição seja estoria para distrair as crianças. Muitas explicações para fatos dos quais se tinha vergonha eram preenchidas por fantasias. Fabulas que viravam tradições.

As tradições também mantiveram a informação de que o fato não era tao escondido quanto se fazia parecer. Tanto eh que o pai do tio Joaozinho não o teria abandonado totalmente, e os dois mantinham contato. O nome do pai também era conhecido.

Acredito que o escondido acabou se dando pelo tempo. Tio Joaozinho acabou se tornando tao querido na família, por ser uma pessoa multifuncional ao tornar-se um musico exímio em diversos instrumentos, ter suas outras atividades profissionais e principalmente pelas lições de vida que passava como se fosse um verdadeiro psicólogo antes de existir a função.

Como ele transformou-se em centro das atrações eh possível que os ancestrais dele deixaram de chamar a atenção e a curiosidade dos netos e bisnetos que o conheceram, sendo que ele faleceu ainda em 1942, no dia que completava 80 anos de idade, não enxergaram a importância em registrar a genealogia dele.

O nome do padrasto ficou mais evidente que o da própria mãe que poucos sabiam se tratar de Anna Maria, que deve ter falecido na década de 1920. Somente em idade adulta vim a ouvir falar a respeito do nome dela.

Ja a aparência da Anna Maria esta marcada com afeto na memoria de todos nos que tivemos a felicidade de conviver com nossa tia Maria Angela Coelho. Conhecida pelo apelido de Ju, era o xodó do avo, tio Joaozinho, justamente por ter a aparência física da mãe dele.

E tia Ju foi uma moreninha muito bonita. O que se nota pelas fotografias dela ainda jovem. Tia Ju não tinha preconceito da raça mas sentia-se desconfortável com a própria cor, mais chegada ao mulata que o moreno claro ou loiro dos muitos irmãos que teve.

Mas isso se dava pelo preconceito que outros tinham em relação `a cor que representava a nódoa da escravidão, sendo que quando eles nasceram essa infâmia havia sido abolida ha muito pouco tempo.

Afinal, a infâmia foi cometida pela própria sociedade que, ao invés de guardar preconceito, deveria ter tido eh vergonha do mal que fez aos pobres africanos nossos ancestrais.

Mas aqui esta a questão. Quem tera sido o pai do tio Joaozinho? Sabia-se ate o nome dele na família antigamente. Mas não ouvi nada a respeito de quem ainda hoje por acaso o saiba!

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09. RESUMO PARA RECORDAR: BARBALHO, COELHO E OUTRAS FAMILIAS DE ITABIRA

Resolvi retornar `as minhas notas para somar algo que se encontra no site Familysearch e os Livros de Batismos de Itabira (1827-1844 e 1845-1852).

O fato torna-se interessante porque uns 4 registros que encontrei mudarão um pouco a perspectiva que ate agora tinha da formação da família. Posso dizer, desde ja, que a coisa complicou um pouco. Vamos la então:

I. FAMILIA BARBALHO

Ate agora podemos considerar essa família, por comprovação documental, começando, em Minas Gerais, com o casal JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE.

Por enquanto, temos quase certeza de que o JOSE VAZ foi filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, casados no distrito de MILHO VERDE, pertencente ao SERRO, em 18.09.1732. Casal esse procedente do Rio de Janeiro.

JOSE nasceu no SERRO em torno de 1750 e ANNA JOAQUINA em CONCEICAO DO MATO DENTRO, que fazia parte do conglomerado imenso que formava a VILLA DO PRINCIPE, atual SERRO.

JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE se casaram e foram pais de, pelo menos:

1. Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes (30.08.1808)
2. Gervazio Jose Barbalho – Anna de Freitas da Costa (01.03.1813)
3. Firmiano Jose Barbalho – Izabel Moreira de Jezus (25.01.1822)

Acredito que os 3 casamentos tenham sido realizados na Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara, segundo consta no registro de casamento de POLICARPO e ISADORA.

mãe de Isadora: Genoveva Nunes Filgueiras (ou Ferreira, ambos constam na habilitação do padre Emigdio)

pais de Anna: Manoel de Freitas Costa e Victoria Nunes

mãe de Izabel: Anna Soares de Andrade

Curiosamente nao existe a presença dos casais 2 e 3 nos registros de Itabira. Ha a tradição na família, descendente do Policarpo, que eram 3 irmãos. Um teria migrado para o Rio Grande do Sul e outro para o Nordeste do Brasil. Mas não encontramos ainda os rastros.

Registros encontrados no Familysearch:

1. Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes, foram pais de:

1.1 Joao, nasc. 27.05.1809 e bat. 01.06.1809

1.2 Genoveva, bat. 28.01.1812

1.3 Padre, Emigdio de Magalhães Barbalho, bat. 30.03.1813

1.4 Maria, bat. 01.03.1817

1.4 Lucinda, bat. 10.07.1824

Constam ainda como filhos, citados no livro “Arvore Genealógica da Família Coelho”, de autoria de Ivania Batista Coelho, 1979, os filhos: Francisco Marçal (nas. 30.06.1824 e fal. 29.11.1900), Jose e Manoel.

As datas de nascimento do Francisco Marçal e do batismo de Lucinda leva a crer que foram gêmeos. Embora existe uma razão para imaginar que fossem filhos de mesmo pai com mães diferentes.

Isso se da pelo fato de que o site http://www.sfreinobreza.com/ tinha publicado anteriormente, no resumo da genealogia do bispo D. Manoel Nunes Coelho, que o Francisco Marçal seria filho do Policarpo e Genoveva de Magalhães. Mas nao apresenta as fontes.

No mesmo site havia o engano de identificar `a terceiravo Eugenia Maria da Cruz como filha de Joao Coelho de Magalhães e Maria Luiza. Maria Luiza do Espirito Santo era a mãe dela, porem, o pai foi o Jose Coelho de Magalhães, mais conhecido por Jose Coelho da Rocha, um dos fundadores de Guanhaes.

Eh possível que os dados tenham sido retirados do casamento de Eugenia e Francisco Marçal, quando a esposa do Policarpo, Isidora Francisca, ja havia falecido, e quem deveria estar presente seria a filha, Genoveva.

O Jose Coelho da Rocha também era falecido, então, quem deveria estar presente ao casamento, representando o pai, poderia ser o irmão Joao Coelho de Magalhães, que estava vivo ate 1879.

Existem razoes para crer que o uso do sobrenome Magalhães Barbalho somente tem acontecido no Brasil entre a descendência do capitão Francisco Marçal Barbalho e Eugenia Maria da Cruz (Coelho).

* 21/11/1852 – pag 275

Felisberto filho de Policarpo Jose Barbalho e Anna Catharina das Merces

Nao temos ideia de quem seria esse Policarpo. Poderia ser o nosso quartavo, pois, estaria vivo e viuvo. Mas poderia ser um filho, sobrinho ou neto.

Encontram-se os registros seguintes nos Livros de Batizados de Itabira:

* 07/10/1832 – pag 73

Maria, filha de Manuel Alves da Rocha e Anna Joaquina das Chagas
padrinhos: Polycarpo Jose Barbalho e Lucinda Francisca Barbalho

Ha a possibilidade de Anna Joaquina ter sido irma do Polycarpo e Lucinda Francisca deve ter sido a filha dele.

* 10/03/1833 – pag 77

Maria filha de Joam de Mello e Emiliana Barbalho

* 17/03/1833 – pag 77v

Margarida filha Jose de Malhaes Barbalho e Maria Germana.

Possivelmente o pai sera o Jose de Magalhaes Barbalho cujo sobrenome sofreu uma abreviação, muito provavelmente em função do custo da tinta `a época.

* 29/05/1833 – pag 79v

Juvenato filho de Modesto Joze Barbalho e Rita da Rocha

* 25/01/1845 – pag 1 (nasc. 02.01.1845)

Silvina filha de Modesto Jose Barbalho e Rita Maria da Rocha

* 11/04/1845 – pag 106 – (nasc. 24.02.1848)

Pedro filho de Modesto Jose Barbalho e Rita Pessoa
padrinhos: Joaquim Cassimiro Lage e Delfina Rosa

* 19/12/1851 – pag 258 – (nasc. 05.09.1851)

Donata filha de Modesto Jose Barbalho e Rita Maria da Roxa
padrinho Cyrino Jose Barbalho

* 22/11/1834 – pag. 99 (?)
Modesto Jose Barbalho e Rita Maria de Jesus

* 21/04/1851 – pag 227v (nasc. 06.04.1851)

Emerenciana filha de Manoel Xavier Nunes e Rita Valentina Coelho
padrinhos: Modesto Jose Barbalho Junior e Rita da Rocha Barbalho

Nota-se aqui o apadrinhamento da afilhada Donata pelo irmão dela Cyrino. Ele foi Juiz de Paz em Pecanha, em 1875, e la construiu familia. No ultimo se registra a presença do Modesto Junior. Outro que não temos o registro de batismo.

* 23/03/1828 – pag 40v

Jose filho de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo
padrinhos: Jose Luis Rodrigues de Moura e Maria Joaquina da Silva (Maia)
os padrinhos foram tetravós do amigo Mauro Andrade Moura

* ? ?

Humiliana filha de Victorino Jose Barbalho e Maria do Carmo

Registros no Familysearch:

* 31/12/1818

Maria filha de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo de Macedo

* 10/08/1823

Anna filha de Victoriano Jose Barbalho e Maria do Carmo

Retornando `as notas dos Livros de Batismos de Itabira

* 15/11/1840 – (nasc. 30.10.1840)

Querino filho de Joaquim Jose Barbalho e Anna Coelho de Jesus

* 28/11/1840 – pag 183v – (nac. 30.08.1840)

Sebastianna filha de Joaquina Maria Ribeiro e Francisco Rodrigues Barbalho

Obs.: Eh possível que o Rodrigues Barbalho proceda de um ramo da família que se estabeleceu em Mariana, descendente de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira, os quais foram pais de Thereza de (Aguiar) de Oliveira, que se casou com Jose Rodrigues, filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle.

O casal Jose e Thereza foi pai de:

1. Liandro Jose Barbalho – V. Barbalho (27.10.1753), filha de Dionisio Barbalho Bezerra

2. Januário Jose Barbalho – Dionisia Coelho da Silva (26.01.1758), filha de Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu.

* 14/08/1841 – pag 204

Justina filha de Candido Jose Barbalho e Maria de Jesus

* 13/04/1845 – pag 5v

Maria filha de Candido Jose Barbalho e Maria Antonia
padrinhos: Joao Martins da Costa e Anna Roiz Malta

* 28/08/1842 – pag 242v

Emilia filha de Sincero Jose Barbalho e Jesuina Maria de Andrade

* 17/04/1843 – pag 261v

Maria filha de Joaquim Barbalho e Maria Carlota

* 05/04/1845 – pag 4

Jose filho Manoel Lino Coelho e Anna Prisca
padrinhos Francisco Jose Barbalho e L. Francisca

Supõe-se que o L. refira-se a Lucinda. Francisco Jose Barbalho aparece como eleitor na lista de Itabira do ano de 1875. Eh possível que tenha sido também filho do sr. Modesto Jose Barbalho mas esta sem o registro. E, talvez, tenha sido cunhado da Lucinda Francisca.

* 15/07/1845 – pag 10

Marianno filho de Jose Maxado e Anna Barbalho

Interessante aqui e verificar-se que, supostamente, descenderíamos de Maria Machado e Joao Pimenta de Carvalho (um descendente do capitão-mor de mesmo nome). Então ha a possibilidade de as duas famílias ja estarem juntas desde o século XVII, no Rio de Janeiro.

* 24/06/1849 – pag 229 – (nasc. 20.07.1849)

Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhães Barbalho
padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

Ha a possibilidade tanto de a Joaquina quanto a Quintina Barbalho serem filhas do Policarpo Jose Barbalho mas não temos seus registros. E caso o Francisco tenha sido marido da Quintina, constatar-se-ia a relação de cunhado dos irmãos dela.

* 08/09/1851 – pag 229 – (nasc. 20/07/1851)

Rita filha de Germano do Carmo e Joaquina Barbalho
padrinhos: Jose Maxado Ribeiro e Anna Joaquina Barbalho

* 12/09/1846 – pag 38v – (nasc. 03.08.1846)

Maria filha de Germano Hermenegildo Pereira e Joaquina Barbalho

O quase certo eh que o Germano seja o mesmo, apesar dos nomes diferentes. Muitas vezes os apontamentos somente eram feitos muito depois da cerimonia e os escrivães usavam suas próprias memórias e seus conhecimentos para faze-los.

E as pessoas tinham nomes diferentes junto `a Igreja, ao jurídico, alem de pseudónimos. E não havia a preocupação em unifica-los, pois, todos se conheciam e sabiam da existência de todos. Exceto em casos como o avo Cista era conhecido por esse apelido e poucos sabiam que o nome próprio era Trajano.

VOLTANDO AO FAMILYSEARCH

* 29/09/1812

Michaela filha de Genoveva Nunes Ferreira

Esse foi o primeiro dos apontamentos complicadores de nossa genealogia, pois, os documentos não esclarecem exatamente quem realmente são os pais.

Desde que nossa quintavo Genoveva houvesse nascido em torno de 1770 ela poderia muito bem ter sido mãe da Isadora em torno de 1790. Esta teria casado em 1808 por volta de 18 anos.

Em 28.01 Genoveva teria sido novamente avo e em 29.09 tornar-se-ia mãe novamente aos 42 anos de idade.

Mas também haveria a possibilidade de a Genoveva mãe da Michaela ter sido filha da Genoveva avo. Alem disso, poderia ser apenas uma parente dando a luz `a Michaela. Infelizmente não da para saber por esses dados.

07/10/1832 – pág. 73
Maria filha de Manuel Alves Rodis e Anna Joaquina das Chagas
por padrinhos Polycarpo Jozé Barbalho e Lucinda Francisca de Magalhães

Nao havia percebido antes que o assentamento estava em duplicata e o nome do pai da criança estava ligeiramente alterado.

17/03/1838 – pág. 77 v
Margarida filha de Jozé de Malhaes Barbalho e Maria Germana
por padrinhos Manuel Nunes Coelho e Genoveva Nunes Ferreira

Aqui se repete para demonstrar a confusão ja que torna-se inapropriado afirmar-se que a madrinha seja nossa ancestral e quase comprova não ser ela.

Se nossa ancestral foi mãe da Isidora Francisca aos 14 anos e esta se casou também aos 14 anos de idade, a ancestral estaria com pelo menos 58 anos de idade.

O mais provavel eh que estivesse entre 68 e 78, idade pouco provável que tenha atingido `aquela época. E se tivesse atingindo seria pouco provável que fosse madrinha, pois, os padrinhos eram escolhidos para tornar-se segundos pais. Ja que a vida era muito curta, na falta dos pais os padrinhos assumiam as responsabilidades.

II. FAMILIA NUNES FIGUEIRAS

Alguns dados que pesquisei das famílias em Itabira ou aquelas que estão identificadas como de Santo Antonio de Santa Barbara no site Familysearch não esclareceram muito mas resolvi anota-las pois no futuro se encaixarão como membros da família. Segue então:

A) Leandro Nunes Filgueiras – Luiza Marcelina da Rocha, pais de:

1. Gertrudes, bat. 28.09.1806
2. Manoel I, nasc. 23.11.1809 e bat. 29.11.1809
3. Manoel II, bat. 11.05.1811
4. Genoveva Nunes Filgueiras, bat. 25.07.1813
5. Firmiana, bat. 19.12.1814
6. Lucia, bat. 07.04.1816
7. Luiza, bat. 16.10.1816

Aqui fica a duvida quanto esse ramo da família ter algum vinculo familiar através de nossa ancestral Genoveva Nunes. Como ha duvida quanto ao sobrenome dela ter sido Ferreira ou Filgueiras, ela poderia ter sido mãe também do Leandro. Mesmo que ela fosse Ferreira, o pai de Leandro poderia ser Filgueiras.

B) Francisca Nunes Filgueiras – Manoel Gonçalves Ferreira, pais de:

1. Maria, bat. 02.07.1806
2. Thome, nasc. 23.08.1807 e bat. 12.09.1807
3. Francisca I, bat. 24.07.1809
4. Manoel, bat. 02.05.1811
5. Izabel, bat. 07.11.1812
6. Francisca II, bat. 03.05.1814
7. Candida, bat. 15.10.1815
8. Umiliana, bat. 03.08.1818
9. Rita Gonçalves Ferreira, bat. 19.03.1823

III. FAMILIAS COELHO

1. FAMILIA COELHO VIEIRA

A. Antonio Coelho Vieira – Maria Victoria, pais de:

1. Manoel Coelho Vieira – (07.04.1823) – *Mariana Josepha da Conceicao
2. Antonio Coelho Vieira – (07.04.1823) – *Thereza Maria de Jesus
3. (hipotese) Jose Coelho Vieira — Anna Joaquina da Conceicao

1* Mariana Josefa da Conceicao foi filha de Thome Ferreira da Costa e Josefa Maria da Conceicao.

2* Tereza Maria de Jesus era irma de Maria Josefa.

B. Joaquim Coelho vieira — Catharina Mendes, pais de:

1. Joaquim Coelho Vieira —
nasc. 19.05.1809 bat. 04.06.1809

2. Thome Coelho Vieira — (hipotese) Maria Clara de Jesus
nasc. 13.06.1811

C. Thome Ferreira da Costa – (31.01.1799) – Josefa Maria da Conceicao
filho de: Thome da Costa e Rosa Ferreira da Silva
filha de: Thome …. Vieira – Isabel Dias da Silva

A.1. Manoel Coelho Vieira – Marianna Josepha da Conceicao, pais de:

1. Joanna (27.07.1844) – pag 294v
2. Joaquim (09.08.1846) – pag 50v

A.2. Antonio Coelho Vieira – Thereza Maria de Jesus, pais de:

1. Antonio (24.10 + 22.09.1844) – pag 302v

B.1. Thome Coelho Vieira — Maria Clara de Jesus, pais de:

1. Joaquim (20.02.1842) – pag 252
2. Marianna (08.05.1846) – pag 50
3. Anna (28.07 + 06.07.1847) – pag 78
4. Emilia (12.08.1850) – pag 183v
5. Joao (26.05.1852) – pag 253

Temos apenas suspeita de que a dona Maria Clara de Jesus tenha sido filha de Clara Maria de Jesus, filha do alferes de milicias Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues Rocha, nossos quintavos.

(?) Juliao Coelho Vieira — Maria Marques, pais de:

1. Jose (22.11.1847) – pag 87

Aqui ha que verificar-se a pista que nos leva a crer que os Coelho que imigraram para o Brasil `a epoca do Ciclo do Ouro eram basicamente do ramo que permaneceu na antiga Provincia do Entre-Douro e Minho. Notadamente ao que se refere aos atuais Distritos de Porto, Viana do Castelo, Braga e partes de Vila Real, Viseu e Aveiro.

O sobrenome Coelho Vieira sugere a ascendencia nos senhorios de Felgueiras e Vieira o que infere que esses Coelho tenham partido da região de Vieira.

Outra evidencia eh a presença dos Pinto Coelho da Cunha, a principio, em Sao Joao do Morro Grande, atual Barão de Cocais.

Do livro: “OS PINTO COELHO DA CUNHA” de Wendel Albert Oliveira Pereira, pag. 06, Introdução, temos:

“Ja Goncalo Coelho da Silva 6o. senhor de Felgueiras, neto de Goncalo Coelho por seu filho Aires Coelho, 5o. senhor de Felgueiras faleceu na segunda e desastrosa expedição de Alcácer Quibir em 4 de agosto de 1578, onde faleceram tres geracoes dos Coelho, avo, filho e neto: Goncalo Coelho da Silva, seu filho Aires Coelho, 7o. senhor de Felgueiras e Francisco Coelho o primogenito deste.

O ja citado Francisco Pinto da Cunha instituiu os morgados de Ratcaes e Simaes com a obrigação dos herdeiros usarem dai em diante os apelidos de Pinto Coelho, seu filho primogenito, descendente e herdeiro dos senhorios de Felgueiras e Vieira, Antonio Pinto Coelho foi o 9o. senhor de Vieira e Felgueiras, e foi o patriarca desta familia da qual descendem os Pinto Coelho Pereira da Silva, os Pinto Coelho e os Pinto Coelho da Cunha, alem de outras familias.

Em 1640, nasceu Francisco Pinto Coelho filho do 9o. senhor de Vieira e Felgueiras Antonio Pinto Coelho, e de D. Francisca de Ataide.

Na segunda metade do século XVII, nasceu Antonio Caetano Pinto Coelho, filho de Francisco Pinto Coelho e de sua esposa D. Francisca Maria da Silva Castro – filha de D. Pedro Taveira de Sottomayor Muito nobre, 4o. neto de D. Pedro Alvarez de Sotomayor, 1o. conde de Caminha. (Titulo este criado por D. Afonso V, rei de Portugal por carta de 05-07-1476) e visconde de Tui.

Antonio Caetano Pinto Coelho, por volta de 1717 emigrou para o Brasil, onde se tornou Patriarca desta Familia no Brasil…”

Observe-se que a genealogia do Projeto Compartilhar, no endereço: http://www.projetocompartilhar.org/Familia/PintoCoelhodaCunha.htm, inicia-se exatamente no Antonio Caetano.

Eh possível que essa passagem de uma ideia geral do porque naquela mesma região de Minas Gerais encontrarmos os Pinto Coelho, os Pinto Coelho da Cunha, os Coelho da Silva, os Cunha sem Pinto Coelho, os Andrade e os Ataíde, alem de diversas outras famílias entrelaçadas.

No Familysearch encontrei:

“Bento Coelho — Maria Mendes, pais de:

Anna Coelho
nasc. 14.01.1704 bat. 20.01.1704

Em Sao Martinho, Cedofeita, Porto, Porto, Portugal.”

Eu estava procurando ver se encontrava uma Anna Coelho que foi esposa de Manoel de Sousa Azevedo, que foram pais de Joao de Souza Azevedo, ancestral dos Borges Monteiro na região do Serro, meus ancestrais.

Interessante aqui eh que essa Anna Coelho foi a única que encontrei dessa época. Alem disso ela nasceu na mesma região onde reinavam os Coelho. Mas não encontrei uma sequencia, por exemplo, o possível casamento dela.

Coincide, porem, que talvez tenhamos um Bento Rodrigues Coelho que foi pai do Domingos Rodrigues de Queiroz, que recebeu carta de brasão em 02.08.1773. Bento era neto de Jacinto de Queiroz e D. Maria Coelho.

O Domingos nasceu em Mariana, o que deve ter acontecido por volta da mesma época em que os Pinto Coelho da Cunha chegaram a Minas Gerais.

Se acaso comprovarmos mesmo que somos descendentes do Manuel Rodrigues Coelho e este tiver sido irmão do Bento, teremos a possibilidade de sermos descendentes do entroncamento de Coelho com Coelho e todos da mesma ninhada.

2. FAMILIA NUNES COELHO

A. Thomas Nunes Filgueiras — Anna Coelho, pais de:

1. Manoel Nunes Coelho – (27.08.1804) – Valeriana Rosa Goncalves, filha de: Joao Alvares e Maria Goncalves.

MANOEL e VALERIANA foram pais de:

1. Antonio Nunes Coelho
bat. 09.11.1806

2. Agostinho Nunes Coelho – Thereza Fernandes Madeira
nasc. 11.01 e bat. 18.01.1808

3. Joao Nunes Coelho
bat. 15.02.1812

4. Anna Nunes Coelho
bat. 10.05.1814

5. Maria Nunes Coelho
bat. 23.06.1816

6. Manoel Nunes Coelho
bat. 02.11.1818

A.1.2. Agostinho Nunes Coelho — Thereza Fernandes Madeira, pais de:

1. Edovirgem
nasc. 17.10.1840 bat. 16.02.1841

2. Julio
bat. 01.09.1844 – pag 297

3. Ignes
bat. 19.10.1850 – pag 186

Em duvida quanto a ser a mesma pessoa ou outra com o mesmo nome:

(?) Manoel Nunes Coelho — Prudencia Candida de Jesus (Gomes), pais de:

1. Anna Nunez Coelho
bat. 05.04.1819

2. Maria Nunes Coelho I
bat. 06.05.1823

3. Maria Nunes Coelho II
nasc. 02.12.1830 bat. 12.12.1830

4. Manoela Nunes Coelho
bat. 09.05.1833

Os dois primeiros nascimentos eh que são novos para mim e que confundem o que sabíamos. Aqui se observa algo que parece tirar a duvida quanto um e outro Manoel Nunes Coelho ser duas ou a mesma pessoa.

O Manoel, filho de dona Valeriana, nasceu poucos meses antes de Anna, filha de dona Prudencia. O que dificulta a possibilidade de os pais serem a mesma pessoa. Possibilidade difícil, porem, não impossível. Dai o restar de um pouco de duvida.

Ate onde nos foi dito, o pai do nosso ancestral Eusebio Nunes Coelho chamava-se Manoel Nunes Coelho. O que julgo eh que tera sido o mesmo ou um dos dois.

Em nosso lado familiar temos a presença do nome Prudêncio Nunes Coelho sendo o primeiro, filho do Clemente Nunes Coelho filho do Eusebio, que devera ter nascido por volta de 1830.

Agora isso faz-me pensar que seria, então, em homenagem `a Prudência, esposa do bisavô da criança.

A possibilidade de o Manoel Nunes Coelho ja estar em relacionamento com a Prudência mesmo antes do falecimento de dona Valeriana, ja que o divorcio era expressamente proibido nos países católicos, não eh pequena.

Talvez no passado intermediario, correspondente ao período vitoriano do Império Britânico e um pouco mais alem, enquanto a Igreja Católica ditava as regras sociais no Brasil, essas relações eram consideradas escandalosas.

Em períodos anteriores, porem, isso era considerado um “normal diferente”. Haja vista que desde o período inicial da colonização brasileira reclamavam os ultra conservadores da liberalidade na qual viviam os senhores portugueses no Brasil. Muitos tinham diversas mulheres mesmo sem as bençãos da Igreja. Os senhores de escravos coabitavam com as escravas na senzala.

O polígamo mais conhecido da Historia Brasileira foi Jeronymo de Albuquerque. De tantos filhos que teve em diversos relacionamentos simultâneos foi apelidado de o Adão de Pernambuco.

No Centro-Sul do Brasil temos o exemplo do Joao Ramalho. Casado em Portugal, naufragou e viveu entre os indios. A filha do Cacique Tibiriçá, Bartira, apaixonou-se por ele e assim formaram o primeiro par nativo/europeu conhecido no pais. Ela depois foi batizada com o nome de Isabel Dias.

Mas os costumes indigenas previam que as pessoas de destaque tinham o poder de passar algo especial aos filhos. O que levou outros caciques a oferecer filhas e assim formar alianças que fortalecessem suas respeitabilidades junto as tribos que guiavam.

Segundo o que esta escrito na Wikipedia: “porém João teve filhos também com numerosíssimas índias…” Joao Ramalho aceitou sua função de reprodutor e atualmente deve ter milhões de descendentes junto `a população brasileira e estrangeira.

Por essa razão, e sem documentos comprovando uma coisa ou outra, não tenho como afirmar ainda quantos Manoel Nunes Coelho tivemos na mesma, então, pequena Itabira.

Caso o Manoel Nunes Coelho seja o mesmo nas 3 instancias em que tornou-se pai, 3 mulheres diferentes, a Maria Nunes Coelho que aparece nos dados de senhores de escravos em 1875, em Pecanha, devera ser a que nasceu em 1830 e ela deve ter herdado o nome devido ao falecimento de duas de suas irmãs, com o mesmo nome de batismo.

(?) Egidio Nunes Coelho — Benicia Guilhermina de Jesus (ou do Espirito Santo), pais de:

1. Clara
nasc. 15.07.1857 bat. 27.09.1857

2. Maria
nasc. 11.07.1859 bat. 23.07.1859

3. Antonia
bat. 09.07.1861

4. Antonio
nasc. 09.08.1863 bat. 08.09.1863

5. Vicente
nasc. 19.07.1866 bat. 08.09.1866

6. Antonio II
nasc. 17.07.1868 bat. 02.08.1868

Atualmente temos outro Egidio Nunes Coelho na família. Ele reside em Santa Efigenia de Minas. Porem, tenho o rastreamento de ancestrais paternos dele sem que passe por esse Egidio como ancestral. Porem, pode ser um indicativo que o nome ja fosse comum na família.

(?) Dito foi que Manoel Nunes Coelho foi pai de Eusebio Nunes Coelho que, possivelmente, devera ter nascido por volta de 1780. Em torno de 1804 ja se encontrava casado com Anna Pinto de Jesus. Esse Eusebio foi nosso ancestral.

(?) EUSEBIO NUNES COELHO — ANNA PINTO DE JESUS, foram pais de:

1. cap. Francisco Nunes Coelho (+ – 1805) — Maria Augusta Cesarina de Carvalho
2. Clemente Nunes Coelho (+ – 1806)
3. Bento Nunes Coelho
4. Manoel Nunes Coelho
nasc. 03.01.1811 bat. 10.01.1811 (fonte Familysearch)
5. Joaquim Nunes Coelho (1814) — Francisca Eufrasia de Assis (Coelho)
6. Antonio Nunes Coelho (1829)

1. O capitão Francisco foi importante politico e vereador do Serro, com grande atuação nas emancipações dos municípios de Guanhaes e Pecanha.

2. Clemente Nunes Coelho foi pai de pelo menos Prudencio, Antonio e Maria Honoria Nunes Coelho. Esta filha foi esposa do tenente Joao Batista Coelho, um dos fundadores de Virginópolis.

3. Bento Nunes Coelho e Clemente aparecem como referencia na divisão territorial entre Guanhaes e Sabinopolis. As fazendas deles, `a altura do Ribeirão da Lagoa, tornaram-se a referencia, em 9 de setembro de 1879. Nao ha certeza de que o Clemente mencionado seja o irmão do Bento ou algum Clemente filho do primeiro.

4. Nao temos noticias do que o Manoel se tornou.

5. O tenente Joaquim Nunes Coelho casou-se com Francisca, filha dos fundadores de Guanhaes, Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Ele foi um dos fundadores de Virginópolis.

6. Antonio Nunes Coelho aparece como 3o. suplente de subdelegado de Pecanha em 1875. Ele ja fazia parte da administracao do freguesia desde pelo menos 1871.

continuando o livro de batismos de Itabira

06/03/1847 – pag 62

Rita filha de Joao Martinho Ferreira e Francisca Nunes Coelho
padrinhos: Fernando Antonio Drummond e Theresa Miquelina da Silveira

Nao tenho ideia de quem Francisca seja

3. FAMILIA COELHO DE MAGALHAES OU RODRIGUES COELHO

Giuseppe Nicatisi da Rocha — Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, pais de:

1. Eugenia Rodrigues da Rocha – 1799 – alferes de milicias, Jose Coelho de Magalhães, pais de:

1. Jose Coelho de Magalhães Filho – 1808 – Luiza Maria do Espirito Santo
nasc. 1782 fal. 1844

2. Joao Coelho de Magalhães – 1804 – Bebiana Lourença de Araujo
nasc. 1785 fal. 1879

3. Antonio Rodrigues Coelho – solteiro

4. Felix Coelho da Trindade ou Felix Coelho de Magalhães (?)

5. Clara Maria de Jesus (?)

Apenas suspeito que Clara Maria de Jesus ou talvez o Felix Coelho da Trindade tenham se casado e um deles tera sido progenitor da Maria Clara de Jesus, esposa do Thome Coelho Vieira que aparecem diversas vezes nos livros de batismos de Itabira.

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10. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO

INDICE

01. INTRODUCAO
02. LIVRO DE BATIZADOS DE FERROS – 1833 a 1854
03. ALGUNS DADOS TRANSCRITOS DO SITE FAMILYSEARCH
04. OUTROS DOCUMENTOS
05. PEQUENAS NOTAS ENCONTRADAS AO LONGO DAS PESQUISAS
06. MINHAS CONCLUSÕES
07. OUTROS ANCESTRAIS DOS BARBALHO

01. INTRODUCAO

Apenas rapidamente. De repente choveu dados sobre a minha mesa. Assim, resolvi reuni-los todos numa mesma conversa, embora, nem tudo esteja estritamente na mesma linha de pensamento.

Encontrei evidencias ótimas que podem levar-nos a decifrar donde procede a assinatura Coelho de Andrade no trisavô da minha geração: Joaquim Coelho de Andrade, também conhecido pelo apelido de Joaquim Honório. Parece-se que descobrimos simultaneamente os nomes das gerações de pais e avos dele, alem de outros parentes.

Pelos documentos encontrados nao se pode afirmar mas podemos especular com uma boa chance de acertar. E o que indica eh que houve um grupo de famílias estabelecidas em Ferros e Itabira, desde os finais do século XVII,I que darão origem a diversos ramos que mais adiante irão, após dispersar-se pelo território das antigas Guanhaes e Virginópolis, reencontrar-se como família.

Parece-me que a mesma população estabelecida em Ferros devera ter migrado para Dores de Guanhaes e Braúnas e alguns descentes mais recentes se dirigiram para Virginópolis onde estabeleceram famílias e, atualmente, outros reencontraram parentes sem ter a menor ideia de que isso estava acontecendo, ou seja, não era um encontro entre pessoas de famílias diferentes e sim extensões diferentes da mesma família se reencontrando.

Quando o amigo Mauro Andrade Moura enviou-me os batismos de Ferros ele os mandou de acordo com a ordem dos nascimentos. Rearrumei os dados por unidade de família e o conjunto delas para tentar facilitar a compreensão dos estudos. Não copiei todos os dados que recebi. Copiei os que me pareceram ajudar-nos na compreensão imediata.

Quem ler os dados ira notar que alguma escrita difere da atual. Fiz poucas modificações. O que da a impressão foi que os escrivães eram semi-alfabetizados.

Outro detalhe são as confusões que faziam com os sobrenomes e nomes dos indivíduos. Como os dados enviados pelo Mauro são apenas de batismos, pouco da para entender-se dos entrelaces das famílias. A leitura tem que ser um pouco subjetiva.

As situações chegam a ser embaraçosas, pois, ha casos de maridos e esposas trocadas ou, pelo menos, alguém ficou viuvo e casou-se novamente com a viuva do vizinho. Mas não da para afirmar-se nada em alguns casos.

Os enganos devem ter acontecido porque as anotações eram feitas depois das cerimonias passarem. E como os escrivães usavam suas próprias memórias e seus conhecimentos, muitas vezes falhos, talvez tenha dai brotado alguns enganos.

Tirei dados também encontrados no site Familysearch. Nesse caso encontram-se registros de casamentos que tornam algumas situações mais esclarecedoras.

Uma delas sera o encontro dos possíveis avos do trisavô Joaquim. Eles não apareciam no registro dele nem no casamento do pai com a mãe dele. Ali esta apenas que era viuva. Por sorte, ha o registro do primeiro casamento e la estão os nomes dos pais.

Acredito, por esses dados que ainda não nos dão a certeza definitiva, que vamos encontrar na mesma mistura de famílias a origem de pessoas como o nosso tio-avo Joaquim Soares de Oliveira, do tio bisavô Amaro de Souza e Silva, dos Alves Pinto, de alguns Pereira, dos Silveira de Virginópolis, a parentalha da minha esposa e diversos outros ramos que ajudaram a povoar a antiga Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhaes, que inclui atualmente Virginópolis, Divinolandia de Minas, Gonzaga, Santa Efigenia de Minas, Sardoa e Sao Geraldo da Piedade, alem de muita coisa de uma parte muito conhecida de Coroaci e Governador Valadares.

Seque então:

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02. LIVRO DE BATIZADOS DE FERROS – 1833 a 1854

* 10.01.1834
Custodio – Custodio Meireles Coelho e Roza Angelica de Nazareth

* 05/12/1836
Maria – Manoel Meireles Coelho e Julianna Dias de Oliveira
padrinhos: Jose Meireles Coelho e Maria Magdalena d’Oliveira

* 28.01.1841
Manoel – Custodio Meireles Coelho e Rosa Caetano de Nazareth

* 09.02.1841
Rita – Custodio Meireles Coelho e Rosa Augusta de Nazreth

* 31.12.1836
Matilde – Joaquim Meireles Coelho e Joaquina Caetana de Nazareth

* 28.03.1838
Simplicio – Francisco Meireles Coelho e Maria Pereira Alves
padrinhos: Antonio Teixeira de Godoy e Clara Maria da Luz

* 01.10.1843
Edwiges – Francisco Meireles Coelho e Maria Pinta Alves

* 12.04.1834
Antonia – filha exposta de Domingos Coelho da Silva
padrinhos – Marcelino Coelho da Silva e Antonia Maria do Altissimo

* 01.01.1840
Maria – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Souza

* 26.12.1842
Anna – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira da Silva
padrinhos: Joaquim Costa Valgas e Anna Julia da Silveira

* 05.11.1843
Maria – Marcelino Coelho Vieira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus

* 12.02.1844
Rita – Marcelino Coelho da Silveira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Joaquim Nunes M…. e Anna Julia da Silveira

* 26.04.1846
Jose – Marcelino Coelho da Silveira e Roza Ferreira de Jesus
padrinhos: Germano Alves da Silva e Anna Lourenca

* 07.06.1848
Julia – Marcelino Coelho da Silva e Roza Maria de Jesus

* 20.05.1850
Joaquim – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Jesus

* 16.05.1852
Maria – Marcelino Coelho da Silva e Roza Ferreira de Jesus

* 25.12.1838
Maria – Germano da Silva Coelho e Francisca Correia de Jesus
padrinhos: Antonio Izidoro de Andrade e Constancia Maria de Andrade

* 14.01.1839
Pedro – Francisco Coelho da Silva e Luiza Antonia d’Almeida

* 27.08.1844
Joanna – Francisco Coelho da Silva e Luiza de Almeida
padrinhos: Joaquim Affonso de Azevedo e Thereza Moreira Ferreira

* 19.04.1841
Francisca – Francisco Coelho da Silva e Luiza Maria de Almeida
padrinhos: Germano Carlos Marques e Anna Angelica

* 05.01.1843
Joaquim – Francisco Coelho da Silva e Luiza Maria de Almeida
padrinhos: Reginaldo Francisco de Assis e Joaquina Soares de Almeida

* 14.04.1850
Jose – Francisco Coelho da Silva e Luiza de Almeida

* 20.12.1841
Juvencio – Roberto Francisco de Paiva e Maria Coelho da Silva
padrinhos: Antonio Coelho Linhares e Dizidora Coelho da Silva

* 08.05.1845
Francelina – Roberto Francisco de Paiva e Maria Coelho da Silva
padrinhos: Sanches Jose Leao e Catarina Maria de Jesus

*13.08.1847
Julia – Raymundo Baptista Soares e Anna Coelho da Silva
padrinhos: Jose Luis Coelho e Anna Rosa Umbelina

* 15.10.1848
Manoel – Venancio Gomes Pinto e Dezideria Coelho da Silva

* 30.07.1849
Antonio – Venancio Gomes Pinto e Dezideria Coelho da Silva
padrinhos: Antonio Coelho Linhares e Joanna Gomes da Silva

* 17.02.1849
Sebastiao – Porfirio da Silva Coelho e Rosinda Maria dos Santos

* 02.02.1851
Manoel – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos
padrinhos: Francisco Carvalho de Andrade e Thomazia Marianna da Silva

* 07.04.1852
Jose – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos

* 24.07.1853
Germana – Porfirio da Silva Coelho e Rozinda Maria dos Santos
padrinhos: Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 13.06.1835
Joaquim – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus

* 09.02.1841
Anna – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Joam Jose Soares e Rita Constancia d’Oliveira

* 09.08.1842
Joao – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Joao Coelho Vieira e Rosa Maria de Jesus

* 13.10.1844
Marianno – Marianno Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Manoel Jose Soares e Maria Madureira

* 17.01.1847
Anna – Marcelino Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
[obs.: parece-me que o escrivao trocou o nome dos pais aqui]

* 05.06.1853
Francisco – Marcelino Coelho Vieira e Claudina Maria de Jesus
padrinhos: Manoel Caetano da Cunha e Roza de Andrade

* 27.12.1837
Leonel – Bibiana de Sousa Coelho
padrinhos: Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus

* 03.05.1841
Jose – Bibiana de Souza Coelho
padrinhos: Lino Jose Pereira e Maria Perpetua Roiz

* 31.05.1846
Gil – Bibiana de Souza Coelho

* 30.04.1848
Maria – Bibiana de Souza Coelho
padrinhos: Porfirio de Souza Coelho e Rozinda dos Santos

* 13.06.1835
Sincero – Pedro de Sousa Coelho e Anna Mendes

* 28.07.1836
Jose – Pedro de Souza Coelho e Anna
padrinhos: Joaquim Roiz dos Reis e Barbara de Souza Coelho

* 16.04.1838
Salvelina – Pedro de Souza Coelho e Anna Maria Mendes

* 1839
Salvelino – (natimorto) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Francisco de Souza Coelho

* 31.10.1841
Genoveva – (gemea) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Antonio Ferreira da Costa e Carlota Maria Ferreira

* 31.10.1841
Raymundo – (gemeo) Pedro de Souza Coelho e Anna Maria de Jesus
padrinhos: Joaquim Caetano de Souza e Rita Noberta Pinta

* 11.12.1842
Honorato – Joaquim Caetano de Souza Coelho e Rita Noberta Pinta
padrinhos: Lourenco Jose Botelho e Candida Maria do Nascimento

* 16.03.1845
Jose – Simplicianno de Souza Coelho e Maria Edwiges Pereira
padrinhos: Germano Alves da Silva e Felisbina Maria da Conceicam

* 08.12.1847
Joaquim – Simplicianno de Souza Coelho e Maria Edwiges

* 20.01.1848
Laurianna – Francisco Coelho de Souza e Luiza Coelho de Almeida
padrinhos: Maria Germana de Souza e Marianna Coelho Vieira

* 24.06.1849
Francisco – Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 13.05.1852
Anna – Camillo de Lelis Ferreira e Delfina de Souza Coelho

* 06.01.1843
Francisco – Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges
padrinhos: Francisco Caetano da Silva e Umbelina Maria da Silva

* 14.09.1839
Guilhermina – Joaquim da Costa Coelho Linhares e Maria Jose da Silva
padrinhos: Manoel Dias Duarte e Claudina Candida de Jesus

* 01.01.1843
Anna – Zacarias Coelho Linhares e Maria Joaquina da Silva
padrinhos: Simao Affonso de Azevedo e Maria Thencia da Silva

* 08.12.1854
Joaquim – Roberto Francisco de Paiva e Thereza Coelho Linhares

* 26.09.1833
Joaquim – Honorio Coelho da Silva e Simplizanna Rosa de A…..

* 18.02.1838
Antonio – Honorio Coelho Linhares e Simplicianna Roza de Andrade
padrinhos: Alexandre Fonseca de Souza e Izabel de Azevedo e Silva

[PARA AMPLIAR AS EVIDENCIAS, COPIEI OS DOIS BATIZADOS SEGUINTES DO FAMILYSEARCH

* 13.12.1809
Maria – Justiniano da Silva e Maria Freire de Oliveira

* 05.02.1817
Maria – filha de Anna Freire de Oliveira]

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03. ALGUNS DADOS TRANSCRITOS DO SITE FAMILYSEARCH

1o.) Honório Coelho Linhares, c. em 12.01.1822 c. Simplicianna Roza de Andrade
filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva
Simplicianna era viuva de Joao de “Soisa” e Silva (nao apresenta os nomes paternos)

2o.) Joaquim Coelho Linhares, c. em 09.12.1778 c. Anna Maria de Jesus
Ela era nascida em Espirito Santo, Ilha 3a., Angra, Acores, Portugal
Ele filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Antonio Coelho de Linhares e Ignacia Francisca de Jesus

3o.) Joao Coelho Linhares c. em 09.09.1783 c. Antonia Maria de “Soisa” e Silva
Joao era nascido em Angra também.
Ele filho de Antonio Coelho de Linhares e Iganacia Francisca de Jesus
Ela filha de Joao da Silva e “Soisa” e Teresa Maria de Azevedo

4o.) Firmino Coelho Linhares c. em 06.09.1815 c. Anna Maria Joaquina da Conceição
Firmino nasceu em Conceição do Mato Dentro
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Francisco da Silva e Anna Maria

5o.) Antonio Coelho Linhares c. em 08.08.1819 c. Maria Emerenciana Conceição Jacome
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira
Ela filha de Joao Coelho Jacome e Joaquina Maria da Conceição

6o.) Manoel Coelho Linhares c. em 30.08.1843 c. Joanna Rodrigues de Almeida
Ele filho de Antonio Coelho Linhares e Sebastiana Maria da Conceição
Ela filha de Joao Rodrigues de Almeida e Eugenia Rodrigues da Fonseca

7o.) Domingos Coelho c. em 24.05.1808 c. Florinda Rodrigues dos Santos
Ele filho de Domingos Coelho de Linhares e Antonia da C. Soares
Ela filha de Jose Rodrigues dos Santos e Quitéria Maria Rodrigues

8o.) Domingos Barboza da Silva c. em 16.05.1805 c. Maria Luiza de Jesus
Ele filho de Antonio da Silva Ferreira e Anna Maria Barboza
Ela filha de Joao Coelho Linhares e Antonia Maria de “Soisa” e Silva

9o.) Joao Policarpo Coelho c. em 06.02.1804 c. Maria Luiza de Jesus
Ele filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria de Jesus
Ela filha de:…..

10o.) Lourenço Coelho Linhares c. c. Maria de Jesus, foram pais de:
1. Anna nascida em 01.10.1748 em Sao Caetano, Mons. Horta, MG.

11o.) Manoel Coelho Linhares c. c. Rita Maria do Espirito Santo, foram pais de:
1. Joao nascido em 03.04.1804 em Sao Caetano, Mons. Horta, MG.

12o.) Manoel Gonçalves de Oliveira c. em 07.02.1804 c. Izabel Maria dos Anjos
Ele filho de Soterio Gonçalves Couto e Maria Angelica da Assunção
Ela filha de Joao Coelho Linhares e Antonia Maria de “Soiza”

13o.) Maria Vieira da Silva c. c. Manoel Fernandes Machado, foram pais de:
1. Joanna nascida em 01.12.1764, em Nossa Senhora da Assunção, Mariana, MG.

14o.) Joao de Sousa e Silva c. em 22.07.1812 com Simpliciana Roza de Andrade
Ele filho de Alexandro da Fonseca e Sousa e Anna Joaquina da Silva
Ela filha de Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira

Joao de Sousa e Simpliciana Roza foram pais de, pelo menos:
1. Maria nascida em 13.11.1814

Todos os documentos dessa segunda parte estão identificados como procedentes de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA. No site, quando coloca-se essa identificação, normalmente refere-se `a Capela de Nossa Senhora do Rosario de Itabira, filial da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara. Assim eram chamados os lugares `a época.

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04. OUTROS DOCUMENTOS

A) Registro de casamentos de meus sogros:

Divino Luiz de Andrade c. c. Geralda Francisca de Jesus
Ele filho de:
Sebastião Luiz de Andrade e Maria Vieira de Carvalho
Neto paterno de:
Joaquim Soares de Andrade e Anna de Araujo e Silva
Neto materno de:
Manoel dos Reis de Carvalho e Maria Vieira de Araujo

Ela filha de:
Francisco Martins de Sousa e Maria Florinda de Jesus
Neta materna de:
Pedro Basilio da Fonseca e Olivia Florinda de Jesus

nota: minha sogra foi criada separada dos familiares paternos e não soube informar quem foram os avos dela. E eles também não estavam na certidão.

B) MAIS REGISTROS DO FAMILYSEARCH

I) Manoel dos Reis de Carvalho c. c. Joana Roza das Dores (Gonçalves, no II registro) e foram pais de:

1. Balduino – bat. 21.11.1814
2. Manoel – bat.16.02.1822

Penso na possibilidade de o filho Manoel ter sido o avo materno do meu sogro.

II) Modesto dos Reis de Carvalho c. em 27.02.1827 c. Lucinda Roza de Jesus

Nada consta a mais.

III.) Manoel de Araujo e Silva c. c. Lucinda Roza de Jesus, e foram pais de:

1. Anna “de Araujo e Silva”, batizada em 1816

Penso na possibilidade de essa Anna ter sido mãe da Anna avo do meu sogro.

Os documentos acima também são identificados como de SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA.

IV.) Francisco Martins de Sousa c. c. Balbina G. D’Aguiar, e foram pais de:

1. Apprigio, bat. em 13.11.1887

Esse documento aparece como de SANTA CATARINA, NATERCIA, MG.

CASAMENTOS DE SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA

V.) Simpliciano de Souza Coelho c. em 08.08.1835 c. Maria Eduviges de Jesus

VI.) Germano Jose da Silva c. em 13.01.1825 c. Felisbina Maria do Espirito Santo
filho de: Luiz Alvares da Silva e Anna Maria de Mendonça
filha de Caethano de Souza Coelho e Joaquina

VII.) Candida de Oliveira c. em 1815 c. ?
filha de Manoel Jose de Oliveira e Maria Roza da Conceição

MAIS UM BATIZADO:

24.10.2869
Fortunata, filha de Dionizio de Sousa Coelho e Izabel de Moura
realizado na Igreja de Sao Joaquim, Porteirinha, MG. (Esse talvez sera de maior interesse para o amigo Mauro Moura.)

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05. PEQUENAS NOTAS ENCONTRADAS AO LONGO DAS PESQUISAS

01.) Fundadores de Sao Joao Evangelista

“ANTONIO COELHO LINHARES

Fazendeiro, casado, eleitor em 1871, com a idade de 45 anos, nascido em 1826. Entrelaçado com a família de IIDEFENSO DA ROCHA FREITAS, tendo deixado vários descendentes.”

Nota retirada do livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, I edição, 1966, de autoria do professor Dermeval Jose Pimenta. pag. 87.

A nota parece contradizer o proprio autor, ou melhor, contradiz uma suposição dele. O capitão Ildefonso e outro morador chamado Nicolau Jose de Oliveira, que deve ter sido natural do Norte de Minas Gerais, deverão ter sido os primeiros residentes europeus do local. O capitão havia comprado as terras aos indígenas.

Ildefonso era casado com dona Maria Coelho da Silveira. E a suposição era a de que o casal fosse portugues. Ele pode nao estar enganado, pois, eles poderiam pertencer a uma nova leva de migrantes.

Sempre foi assim. Um parente que fosse na frente, e encontrasse recompensa, logo incentivaria outros parentes em dificuldades, em sua região de origem, para se juntarem a ele.

Mas o nome Antonio Coelho Linhares aparece em pessoas ja assentadas anteriormente, sendo que o anterior casou-se em 1819, em Itabira, sendo filho de Joaquim Coelho Linhares e Anna Maria da Silveira.

O mais provável eh que o Antonio morador de Sao Joao Evangelista fosse primo da esposa do capitão Ildefonso. E, como mandava o padrão de época, estava entrelaçado na família.

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Observe-se mais essas notas e comentarios:

“Caríssimo Valquirio.

Não tenho dúvidas a respeito do nosso parentesco com o JK. Primeiro porque quando estive em Diamantina e vi a fotografia dela, na árvore genealógica da família do ex-presidente, a confundi com a Tia Mercês, dada a semelhança. Segundo porque o nariz dela é carimbo perfeito. E, terceiro, porque o próprio JK, em seu livro de memórias, fazia referências aos “primos de Virginópolis”. Aliás, se vc. assistir à minissérie que passou na Globo, verá que também nela se faz referência a parentes de VGP, conhecidos de todos.
Abraços.
Carlúcio.”

O Carlucio Rodrigues Campos Coelho eh primo, nascido em Guanhaes, porem de Virginópolis porque foi `aquela cidade somente para nascer. Eh também um fa incondicional do ex-presidente. Tia Mercês foi irma da mãe dele e de minha mãe.

Agora observe esse pequeno trecho do livro: “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”, do professor Nelson Coelho de Senna:

“Do consorcio dos meus bisavós maternos Capitão Joao Coelho de Magalhães e Dona Bebiana Lourenca de Araujo provieram os seis filhos seguintes:

1o. – Joao Coelho de Araujo (nascido no Arraial do Morro do Pilar e casado em Diamantina com Dona Anna Rocha e ali residiu, no Beco do Coqueiro, falecendo na mesma cidade Diamantinense, onde deixou numerosa descendencia, os Coelhos de Araujo, mineradores de lavras diamantinenses, na Itaipaba, Sao Joao da Chapada e Jequitahy);

2o. – Joaquim Coelho de Araujo (também como o precedente nascido em Morro do Pilar e casado em Diamantina com Dona Maria Coelho de Souza, ali morrendo com grande descendência, havendo se dedicado ao comercio e `a mineração de diamantes);

3o.- Cassiano Coelho de Araujo (que foi de Sao Miguel de Guanhaes, como seus precedentes irmaos, para Diamantina, antigo Arraial do Tejuco, e la se casou com Dona Joaquina Simpliciana, indo viver nas lavras de Itaipaba, onde morreu, deixando descendentes)”

As outras tres foram as filhas:

4a. – D. Euphrasia Coelho de Araujo c.c. Jose Queiroz

5a. – D. Emilia Brasilina Coelho da Rocha c.c. Jose Coelho da Rocha Ribeiro (esses foram os avos do professor Nelson e Jose era primo de Emilia Brasilina).

6a. – D. Maria Eugenia Coelho (Mana), “(a qual não teve filhos de seus dois consórcios)” casou duas vezes: com Duarte Bastos de Carvalho e depois com o tenente Jose Felicio Leao.

As mulheres nao se mudaram de Guanhaes e nenhuma delas teve filha com o nome de Joaquina.

Por fim, ja contei que encontrei um “certificado de enterro”, em Virginópolis, quando estive la, no principio do presente ano de 2016, ate daqui a umas poucas horas, para o sepultamento de minha mãe, que faleceu aos 90 anos de idade. E nele estava escrito:

“Certifico que no livro de óbito No. 03, F 94, R 1146 encontra-se o registro seguinte: Aos 03 de Agosto de 1916, foi sepultado no cemitério paroquial o cadaver de Joaquina Coelho de Andrade, falecida com noventa anos de idade, viuva de Cassiano Coelho.

Frei Felix Natalicio de Aguiar.

Obs.: Extraído dia 22/01/2015, para fins de Documento.”

A secretaria da Igreja, Jessica Fernanda Rocha, enganou-se no momento de datilografar a data que foi de 2016.

Aqui vai a analise. A avo do Juscelino, a que era a foto da tia Mercês, dona Maria Joaquina Coelho, nasceu em 1843. Por isso poderá ter sido filha de qualquer dos três casais formados pelos filhos do tio Joao Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo.

Quando encontrei o “atestado de enterro” fiquei em duvida de qual seria o grau de parentesco que dona Joaquina Coelho de Andrade teria com meu trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Agora ficou claro para mim que foi irma dele e não a mãe que eu pensava que poderia ter sido. A confusão foi porque a esposa dele, que também chamava-se Joaquina, havia falecido em Virginópolis. Mas não encontrei o óbito dela e sim dessa nossa tia.

Veja que o professor Nelson disse que o tio Cassiano dele havia se casado com Joaquina Simpliciana, mas não revela o sobrenome. O simpliciana obviamente pode ter sido em homenagem `a mãe “Simplizanna”, como esta escrito no primeiro registro, do filho Joaquim.

Pode ter sido conhecida por esse complemento enquanto viva, assim como meu trisavô era conhecido como Joaquim Honório, que penso ser em homenagem ao pai.

Pela idade, Joaquina Coelho de Andrade nasceu em 1826. Se não foi encontrado o assentamento do batizado em Ferros, não poderia ser em Itabira que começou a partir de 1827, então, deve estar nos livros de Santa Barbara, pois, Itabira fazia parte da Matriz de Santo Antonio do Ribeirão de Santa Barbara.

Mas nao importa muito. O que eu queria mesmo dizer eh que o Juscelino Kubitschek de Oliveira tera 33.33% de chance de ser Coelho de Andrade, pois, para que ele tenha sido primo proximo nosso, a ponto de o próprio ex-presidente saber disso, a dona Maria Joaquina, avo dele, devera ter sido filha de um dos 3 irmãos que foram para Diamantina.

Claro, outros 33.33% recaem sobre o casal Joaquim e Maria Coelho de Souza, o que soma 66.66% de chances de ele ter sido duplo Coelho.

Para somar os 100%, ao casar-se com dona Anna Rocha o irmão Joao Coelho de Araujo deve ter ido buscar a esposa na casa de algum parente, pois, o professor Nelson relata que o bisavo Joao Coelho de Magalhães casou-se com a prima carnal Bebiana Lourença de Araujo. Sao 100% chances de ser Coelho e quase quantidade igual de ser duplo!

Qual dos casais sera bisavô do Juscelino eh uma das questões que ando querendo resolver. Infelizmente não ha nenhuma referencia na internet.

E a melhor forma, penso ser, de encontrar a informação seria buscando o registro do casamento de dona Maria Joaquina Coelho com Augusto Elias Kubitschek, que foram os pais de dona Julia Kubitschek, a mãe do ex-presidente.

Infelizmente esse registro deve encontrar-se em Diamantina e não tenho como ir la verificar tao cedo.

Estranho eh alguns sites possuírem a ascendência paterna do Juscelino por diversas gerações e não mostrarem nem sequer quem foram os bisavós dele, pelo lado Coelho. Talvez estejam me aguardando. Brincadeira!!!

Uma pena o professor Nelson de Senna não ter procurado pelo menos identificar os nomes dos filhos dos tios-avos dele. Se o tivesse feito talvez ja tivéssemos nos livrado desse mistério.

Embora, como ele disse que todos tiveram vasta descendência, não sera muito difícil que todos tenham tido filha com o nome Maria Joaquina. Pelo menos o Joaquim e o Cassiano tiveram motivos para isso, pelo nome de um e o da esposa do outro.

O professor Nelson publicou o livro dele em 1939, um pouco antes de o Juscelino ter enveredado pela política e se tornado prefeito de Belo Horizonte e, depois, vindo a ser o presidente do Brasil. Se esses fatos tivessem se consumado antes ele teria feito o serviço completo.

Nao sei porque a tia Joaquina Coelho de Andrade decidiu ir morar em Virginópolis antes de falecer. Mas o provavel deve ter sido porque os filhos se dispersaram e ela tinha mais parentes próximos em Virginópolis.

Penso que o Cassiano tera falecido ainda novo, pois, no ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS, de 1872 para valer em 1873, somente o Joaquim Coelho de Araujo aparece como minerador em Diamantina.

Assim a Joaquina Coelho de Andrade devera ter ficado viuva com muitos filhos e devera ter procurado abrigo entre os parentes que se mudaram para Virginópolis. Entre eles estaria o irmão dela, o trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

E, como esse nosso trisavô, ela deve ter ido para Divinolandia de Minas, que era um distrito de Virginópolis e muito proximo. Penso assim porque os nomes Cassiano (a) são mais frequentes naquele lugar.

Em 1916 e ja adoentada deve ter procurado assistência da sobrinha, Ercila Coelho de Andrade, nossa bisavó, porque Virginópolis tinha mais recursos que seus distritos, indo ali falecer. O irmão dela, Joaquim, e a cunhada, Joaquina Umbelina, ja eram falecidos.

No texto em meu blog:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

eu ja abordei o assunto relativo a esses nossos ancestrais e tenho grande duvida quanto `a informação que nossa prima Julia Ilce, que a ouviu melhor da tia-avo, Olga, mãe dela passou. Aqui esta um extrato de la:

“`A minha questao na pagina do Facebook dela, ILCE respondeu-me assim:

“Ola Valquirio,desde menina, nas conversas noturnas na cozinha de tia Tete, com mamãe, tia Biloca, tios Marcial e Cista, Soli, Alem da Filo e Vitoria, as historias de familia eram ali discorridas, e uma destas esta minha bisavo. Depois que ficou viuva, Dindinha a levou para morar com ela, so que ela quis um quarto independente, o qual foi preparado. Ficava entre a cozinha e a saleta de fora, sao dois quartos contiguos que tiveram as portas que se abriam para o salao, fechadas e a porta de entrada foi aberta para aquele corredor onde os cavalos entravam. Estou falando do espaco que havia entre a casa de tia Tete e a casa da Cidinha. A morte dela deve ter ocorrido entre 1908 a 1910, periodo em que mamae deixou de dormir com ela , a titulo de companhia. Me lembro que mamae dizia que ate +ou – , aos 10 anos de idade, desde os 5 anos ela dormia com a avo..Isto eu sei .Abracos.”

Respondi a ela em tom de brincadeira que era mentira. Nao disse que ela estivesse inventando alguma coisa. Apenas que quem havia falecido na casa devia ter sido a bisavo e nao a avo da mae dela. Isso porque eu havia encontrado o atestado de obito de uma JOAQUINA, cujo sobrenome nao era DA FONSECA. Procurei pelos possiveis obitos do JOAQUIM e da JOAQUINA, com o nome correto, e eles nao se encontravam nos registros de VIRGINOPOLIS. Portanto, julguei que os dois houvessem sido enterrados em DIVINOLANDIA, onde residiram ou na comunidade CORREGO DOS HONORIOS. Mas isso nao tinha como comprovar.

Mas a ILCE resolveu colaborar um pouco mais. Enviou-me via e-mail com mais esses dados:

“Valquirio, vou lhe repassar dados que eu tenho aqui oriundos de documentos e anotacoes em caderno de Dindinha. Ersila Coelho de Andrade (Dindinha), era filha de Joaquim Coelho de Andrade e de Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, isto e: era minha bisavo e apos a morte de seu marido, meu bisavo, foi morar no chamado ” quartinho” independente, com entrada e saida para fora da casa de Dindinha, este tal quartinho eram dois quartoes que existiam em casa de tia Tete.

Cunha de Andrade e Ataide de Freitas eram bisavos de mamae pelo lado paterno de Dindinha; os bisavos de mamae , pelo lado materno de Dindinha, eram: Gomes de Alvarenga e Mecia de Andrade Melo. A sequencia prossegue seguindo o ritmo anterior: Fernao Alvarez e Tereza Novais de Andrade; Rui Freire de Andrade e Aldanca de Novaes. Os dois ultimos casais sao portugueses
Quanto a Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, faleceu aproximadamente na data em que lhe falei ,pois mamae foi para o Colegio de Diamantina em 1911 e quando ela foi a bisa Maria Umbelina ja havia falecido. Abracos.”]

O maior argumento que posso usar agora eh que os nomes de “bisavós” da Dindinha Ersila foram ancestrais dos Freire de Andrade e Cunha de Andrade ainda na Idade Media. Assim, creio que a Julia Ilce e ou a tia Olga e parentes fizeram confusão. E isso nada tem de anormal, pois, seria mesmo complicado as pessoas terem tudo de memória.

Outros detalhes sao esses: o trisavô Joaquim não deve ter falecido em Virginópolis e se o foi deve ter sido enterrado em Divinolandia ou Gonzaga. Ja que não conheço a parte que ele tinha no Córrego dos Honórios, porção de terra fica em uma e outra cidades, e se aquilo aconteceu, o que seria normal ja que a maioria da descendência vivia no Corrego, a descendência iria buscar o corpo da antepassada para enterra-los juntos, como reza a tradição.

Outro detalhe eh que, segundo também as tradições, os trisavós da minha geração, Joaquim Honório e Joaquina Umbelina eram pobres. Uma das razoes pelas quais o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho os teria levado para terem do que se sustentar, no Córrego que acabou recebendo o nome de Honórios. O que faz pensar que outros descendentes do Honório Coelho Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade foram junto.

Em sendo assim, ficaria um pouco inapropriado uma mãe ir residir na casa da própria filha e pedir separação do restante da casa.

O que poderia ate ser um tanto arrogante, porem, menos afrontoso, se o caso fosse de uma tia, que tivesse condições de pagar as próprias contas. E no caso a tia Joaquina Coelho de Andrade deveria ter, pois, fora esposa de fazendeiro e minerador de diamantes.

Não se pode dizer com certeza que herdou fortuna, porem, poderia ter o ranço do acreditar ser um pouco melhor que os parentes. Talvez por descender de imigrantes europeus que haviam chegado ao Brasil duas gerações anteriores. Enquanto os parentes ali fossem ja da mistura de famílias muito antigas no Brasil.

Eh um preconceito que não estava tao longe do comportamento chamado de normal para a época.

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06. MINHAS CONCLUSÕES

I. Começando pelo trisavô Joaquim Coelho de Andrade

Acredito que encontramos o batizado dele e nomes de pais e avos. Podemos chegar `a conclusão por formula estatística.

Minas Gerais não possuía mais que 1.5 milhões de habitantes quando ele nasceu sendo que a expectativa de nascimentos gira em torno de 50% para nascimento feminino e masculino individualmente. Ou seja, casais em condições de ter filhos estariam reduzidos a bem menos de 750 mil.

Mesmo que nascessem umas duzentas mil crianças por ano, isso nos daria um total possível de 1.5 milhões de meninos em 15 anos. O numero de nomes, no entanto, são bem maiores que 1.500. Alem disso, Honório, mesmo naquele tempo, não era tao comum quanto Manoel, Joaquim, Jose, Antonio, Joao etc. Portanto, não existiam tantos pais com esse nome.

Outro detalhe, o pai teria que ter o sobrenome Coelho ou Andrade ou, ainda, Coelho de Andrade. E a esposa teria que ter a combinação oposta para formar o Coelho de Andrade da família.

Outro detalhe que reduz muito as chances de ser outro eh que não se poderia calcular em relação a Minas Gerais, pois, sabemos que nossos ancestrais procediam da região entre Guanhaes e Itabira. Ou seja, a população seria minima.

A unica possibilidade de o nosso ancestral Joaquim ser outro que não o do assentamento de batismo encontrado em Ferros sera se o encontrado tiver falecido e ter nascido um irmão que recebeu o mesmo nome.

Alem disso existem outras evidencias, como a presença de uma Joaquina Coelho de Andrade, `a mesma época, e que foi chamada de Joaquina Simpliciana, pelo professor Nelson de Senna. Obvio que a mãe seria a mesma. Dona Joaquina deve ter nascido em 1826 e os pais haviam se casado em 1822, o que configura com a hipótese possível.

Algo a ser decifrado também foi saber que o Honório Coelho Linhares era filho do Antonio Coelho da Silveira. Isso nos soma mais duas alcunhas derivadas do Coelho.

O que nos leva a pensar que as famílias que nos originaram faziam parte de um grupo de sobrenomes que ja formavam uma mesma raiz famíliar, pois, sempre que aprofundamos pouca coisa numa de nossas raízes, nela se encontra um Coelho ajudando a formar a linhagem.

Acredito precisar nem mesmo exercitar mais a cabeça para dizer: “caso encerrado”. Exceto que, naturalmente, sera muito melhor quando encontrarmos documentos comprovantes da hipótese.

Foi bom saber que o trisavô Joaquim Honório teve por pais ao Honório Coelho Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Ótimo foi saber que teve por avos paternos ao Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Alem dos avos maternos: Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Sabemos agora que temos pelo menos dois tios do passado: a Maria (meio-irmã do Joaquim) e o Antonio (irmão completo). Deve ter muita gente mais.

Algo que fica definido, por esse lado, eh que: como a Simpliciana casou-se a primeira vez em 1812, isso leva a data de nascimento dela de 1800 para trás. Isso significa que os pais terão nascido pelo menos por volta de 1770.

O que implica eh que, para acharmos o fio da meada que leve a uma relação do nosso Andrade com o Andrade que corre nas veias da família do poeta Carlos Drummond, teremos que procurar nos ancestrais mais antigos que os bisavós dele Francisco Joaquim de Andrade e Maria Candida da Cunha Ataíde.

Talvez Francisco Joaquim e Jose Joaquim fossem irmãos. Afinal alguns pais tinham o habito de homenagear o santo de sua predileção, senão a si próprios e no caso o pai poderia chamar-se Joaquim, dando aos filhos um segundo prenome para isso. Conheço famílias onde todos os homens são Jose e muitas mais onde todas as filhas são Maria.

Ha outra chance, porem, mais complicada, de a trisavó Joaquina Umbelina Maria da Fonseca ser prima deles. Sei que o Fonseca esta na fabrica da familia mas nao vejo a possibilidade de encontrar isso facilmente!

2. Contradizendo sem contrariar o professor Nelson de Coelho de Senna

`A pagina 9 do livro dele: “Algumas Notas Genealógicas”, ele menciona a Cidade de Sant’Anna dos Ferros como um dos locais para onde a família materna dele se espalhou, dando a entender que os Coelho de la fossem descendentes, pelo menos do Manoel Rodrigues Coelho ou do, suposto filho, alferes de milícias Jose Coelho de Magalhães.

Acredito que ele adotou os Coelho de Andrade e os Coelho de Souza como parentes próximos sem verificar se descendiam mesmo ou não dos personagens mencionados acima.

Nao estou dizendo que seja impossível. Apenas pareceu-me que os Coelho Linhares e os Coelho da Silveira la presentes procederam de Angra do Heroismo, local cito na Ilha Terceira do Arquipélago dos Açores e, segundo o próprio Nelson, Manoel e Jose procediam do Minho, que fica no continente.

Ha que observar-se que ate hoje nada consegui a respeito dos herdeiros do Manoel Rodrigues Coelho. Pode ser que ele foi marido de alguém das Famílias Silveira ou Linhares. Ou filhas dele casaram-se com senhores de tais sobrenomes. Tudo eh possível.

Obviamente, todos acabarão se encontrando em ancestrais comuns, pois, o sobrenome Coelho iniciou-se no Continente, bem antes de começar-se a povoação dos Açores e, quando isso aconteceu, o sobrenome ja apareceu em Joao Coelho, o povoador. Mas essa eh outra historia e que ficaria para depois.

Nesse caso tornamos-nos candidatos a descendentes do Joao Coelho, mais uma vez, mas ha o senão de que existiam famílias Coelho de Linhares e Coelho da Silveira, cuja ascendência não passava pelo Joao e procedem do continente. Pode ser que os de Linhares e da Silveira dos Açores sejam procedentes de outra migração.

Também creio que o professor Nelson poderá ter-se enganado ao dizer que os 3 irmãos casaram-se em Diamantina. Como nasceram numa area relativamente próxima a Ferros poderão ter se casado e levado as esposas para Diamantina. O que não elimina a possibilidade de terem mesmo se casado por la.

Naturalmente, os mineiros daquela época estavam ávidos pelas riquezas minerais. E houve um surto de novas minas de diamantes em torno das décadas de 1830 e 1850.

Eh possível que alguns Coelho de Linhares, Coelho de Andrade, Dias de Andrade e Souza Coelho levaram suas famílias para Diamantina, sendo que os Coelho de Araújo tomaram a mesma decisão, e la se encontraram.

3. Os batizados que escolhi

Organizei por familias. Iniciei pelos Meireles Coelho porque penso que terão algo a ver com o senhor Antonio Meireles, que foi prefeito do Município de Virginópolis. As famílias estão entrelaçadas. Mas não tenho os dados da assinatura Meireles.

Postei os Coelho da Silva e Silva Coelho por causa de ser assinaturas dos Coelho do senhorio de Felgueiras e Vieira, mais antigas, e porque o escrivão enganou-se no registro do filho Joaquim, do Honório Coelho Linhares.

Ele pode nao ter se enganado totalmente, e as assinaturas poderiam mudar embora o tronco familiar que tenha dado origem a todos ser o mesmo. Assim, os postei para facilitar a busca posterior. Talvez sejamos Coelho da Silva que rendeu o Coelho Linhares e o Coelho da Silveira. Por conhecer algum ancestral o escrivão pode ter-se enganado!

O mesmo se da com os Coelho Vieira que ja foram reunidos também nos dados de Itabira que, alias, devem estar contidos num mesmo ramo de família.

Ja os Souza Coelho ha um pouco mais o que contar. Claro, ha o possível parentesco deles com o ex-presidente Juscelino. Mas o que alertou meus neurônios foi o registro:

* 27.12.1837
Leonel – filho de Bibiana de Sousa Coelho
padrinhos: Simplicianno da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus

Isso por dois motivos. O de o nome Leonel ser tao raro naquela região que ate ao momento somente ouvi falar de dois. E outra porque os dois estão envolvidos em nossa genealogia.

E a primeira pessoa a falar-me a respeito de um deles foi o Paulo Cesar Pinheiro, amigo que fotografou e enviou-me o livro “Algumas Notas Genealógicas” do professor Nelson Coelho de Senna. Ele entrou em contato comigo e essas duas mensagens dele resumem o assunto:

“Eu tenho o livro da Ivania, alem dela ter sido minha colega de sala no mit. O Demetrio eh irmão do meu bisavô Joao Coelho de Oliveira, do Theodoro Coelho de Oliveira e de Epifânio Sete de Abril”

“No geneaminas os dados do Demetrio são os dados da Ivania. Tem alguma coisa sobre o Epifânio mas não tem a ascendência de nenhum dos dois. O pai dos dois pela informação de uma tia avo se chamava Leonel Coelho e a mãe do Demetrio, Candida. O Epifânio eh filho da 2a. esposa do Leonel.”

O que penso ser outro Leonel trata-se de um que esta numa versão mais nova que não tenho do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Ele estava descrevendo a família do senhor Cândido de Oliveira Freire (Candinho velho) e dona Bernardina. O casal foi pai de Maria Tereza, que casou-se com Leonel Coelho de Oliveira.

O mesmo casal foi pai da Quitéria, que foi esposa do Afonso Coelho de Oliveira. Nunca soubemos os nomes dos pais dos dois maridos.

O que posso eh desconfiar que sejam filhos do Leonel mais velho e dona Candida.

Para quem nao estiver familiarizado com a genealogia de nossa família, Demetrio Coelho de Oliveira foi marido de uma das tias-bisavos da minha geração. Ele casou-se com tia Marcolina Honória Coelho. Essa foi filha de Joao Baptista Coelho e Maria Honória Nunes Coelho, um dos casais fundadores de Virginópolis.

Demetrio consta como um dos fundadores do Municipio de Coroacy, Minas Gerais. E para la levou a descendencia, da qual temos anotações apenas dos filhos.

Dois filhos do Candinho velho e dona Bernardina: Antonio Candido e Candido, casaram-se respectivamente com Virginia e Anna Honória Coelho, irmas da Marcolina mencionada acima.

Foi por essa razão que busquei no site familysearch e anotei dados de alguns Oliveira, entre os quais uma dona Candida de Oliveira. O que procurava não encontrei. Pior se deu quando procurei por Cândido de Oliveira.

Mas ao somar os dados, a hipótese que levanto eh a de que Cândido de Oliveira Freire (o Candinho velho), muito provavelmente foi irmão da dona Candida, esposa do Leonel Coelho, que penso ser o filho da dona Bibiana de Souza Coelho.

Essa suposição se da por causa da presença dos nomes Cândido(a) e por ambos os casamentos terem resultado em famílias Coelho de Oliveira. A principio pensei que os Coelho de Oliveira do senhor Leonel fossem mais velhos mas agora percebo que são de idades semelhantes.

Interessante foi que os filhos do Candinho velho, Joao e Joaquim casaram-se respectivamente com Maria e Anna Pinto Coelho. Como não temos o acompanhamento de descendência deles eh possível que existam muito mais pessoas com o sobrenome Coelho de Oliveira, sendo de uma mesma família, sem que se saiba como se enlaçam.

O professor Nelson de Senna descreveu a familia da tia-avo Olympia Pinto Coelho dele muito resumidamente. Ela deve ter adotado no sobrenome do marido que foi o ten. Gustavo Pinto Coelho. Natural de Barão de Cocais.

O professor falou apenas que Olympia e Gustavo foram pais de Miguel, Raphael, Gabriel, Elisa, Maria da Conceição. Vitalina (Lina) e Antonio Pinto Coelho. Mas os citou como: “dentre outros”. Talvez a Maria do Joao seja a mencionada da Conceição. E dentre os outros poderiam estar donas Anna e Martha.

Tomei conhecimento de dona Martha porque ela foi mãe de dona Olympia neta; que foi mãe do senhor Haroldo de Faria. Esse foi duas vezes prefeito de Pote, vive atualmente por volta dos 84 anos de vida. Ele e dona Marly Campos são os pais da Olympia, minha vizinha da porta de frente aqui no condomínio.

Outra pessoa que deve fazer parte dos Coelho de Oliveira do senhor Leonel Coelho e dona Candida devera ser o senhor Januário Coelho de Oliveira. Ele foi marido de dona Ilidia Augusta de Lacerda. O casal foi patriarca da Família Coelho de Lacerda que atualmente eh numerosissima dentre as de Virginópolis e região.

4. Ascendencia do Amaro de Souza e Silva

Outra de nossas tias bisavós, Emygdia Honória Coelho foi a esposa do Amaro de Souza e Silva. Deixaram familia enorme e atualmente contando com milhares de pessoas. A principio, espalhou-se por Virginópolis, Divinolandia de Minas, Santa Efigenia de Minas e Gonzaga. Atualmente esta no mundo.

O professor Matosinhos de Souza Figueiredo, neto do casal, vem fazendo pesquisas para catalogar essa descendencia, pesquisa praticamente concluida.

Mas esta havendo a dificuldade de encontrar-se dados anteriores ao patriarca. Pelo visto nos dados que encontram-se na relação que fiz de casamentos talvez não esteja tao difícil de encontrar-se assim. O que não se tinha era ideia da procedência geográfica dele.

Cito ai o registro de casamento da Simpliciana Rosa de Andrade com o primeiro marido, Joao de “Soisa” e Silva. Tios Emygdia e Amaro foram pais do sr. Joao de Souza Coelho e este foi o pai do professor Matosinhos. Pode ser que tenha prestado homenagem ao possível bisavo da criança!

De qualquer forma, os “Soisa” e Silva que aparecem também em outros registros devem ser de uma mesma família, e que deve também ser a do tio Amaro.

No livro “Historia de Virginópolis”, de autoria da professora Maria Filomena de Andrade, por apelido “Dona Negra”, dona Filomena descreve principios de algumas famílias primeiro moradoras do local.

Dentre elas a do senhor Jose Joaquim da Silva, apelido “Guarda-mor”. Ele foi casado com dona Modesta Carolina de Souza. Dona Filomena da relato de 10 filhos mas menciona somente os primeiros nomes embora acrescente os completos dos cônjuges.

Em meu texto: “Familias Tradicionais em Virginópolis” copiei essa parte genealógica do livro, que me foi enviada pelo primo Adamar Nunes Coelho. Entre os cônjuges estão alguns Nunes Coelho de nossa família.

Por enquanto so posso especular que esses “Souza e Silva” também procedam do mesmo grupo de famílias de Itabira e Ferros.

5. Meu parentesco com minha esposa e outros membros da família

Desde que minha sogra sucumbiu `a minha insistência e mostrou-me a certidão de casamento dela venho especulando que devemos ter algum grau de parentesco, pelo lado do Andrade do marido dela e do Fonseca que ela descende.

Agora a coisa complicou mais ao verificar que podemos ter linhas de parentesco também via Carvalho, Araújo e Vieira. Alias, o Vieira era a assinatura que eu menos esperava encontrar tao rapidamente na lista de meus ancestrais.

A sorte dos nossos filhos eh que não parece que o lado materno deles tenha a presença dos Magalhães, Barbalho e Coelho. Talvez isso va ajudar a evitar problemas genéticos com manifestação na III idade!

O motivo que eu não esperava ter o Vieira entre meus sobrenomes recentes eh que são poucas as pessoas conhecidas que sei ser Vieira em Virginópolis. E, embora hajam os casados na família, sempre me pareceram aquisições de lugares distantes. Mas nunca conheci a genealogia deles a fundo.

Uma delas foi dona Ali Vieira (D. Lili). Casou-se com nosso primo Washington da Cunha Menezes (Ostino) e os filhos deles casaram em sua maioria com outros primos nossos. Mas nunca soube nada a respeito de antecedentes dela.

Outra que entrou na família foi dona Maria Vieira. Essa agora não tenho a menor duvida que ja tinha parentesco conosco. Nasceu em Ferros e foi esposa do senhor Gil Pacheco de Magalhães.

A família deles me fugiu ao conhecimento pessoal, pois, o senhor Gil Pacheco, nascido em Virginópolis e filho dos tios-bisavos: Quitéria de Magalhães Barbalho e Joaquim Pacheco Moreira, tornou-se pioneiro de Governador Valadares em 1916, e la multiplicou a família.

Eu fui conhecer Valadares ja com 11 anos de idade, no verão chuvoso de 1969. E do senhor Gil Pacheco somente ouvi falar, o qual foi fazendeiro de larga monta e um dos mais ricos do local.

Nada contra ser Vieira. Alias, era mesmo esperado ter o Barbalho associado ao Vieira mais frequentemente. Afinal, desde os tempos do padre Vieira (1608 – 1697) a família ja estava no Brasil.

`A mesma epoca (1613 – 1681) viveu Joao Fernandes Vieira. Ele foi aquele que tornou-se senhor de engenho em Pernambuco e foi um dos chefes maiores da Insurreição Pernambucana. Quem desejar fazer melhor ideia de quem estou falando, acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/João_Fernandes_Vieira

Esse grande herói portugues e da Historia do Brasil compartilhou com os Barbalho as mesmas dificuldades e as mesmas lutas, nos mesmos lugares. Não sei se os descendentes de ambos os ramos se uniram. Exceto que a esposa Vieira do meu irmão Odon Jose procede de la!

Se nao aconteceu devera ter sido porque o ramo Barbalho do qual fazemos parte se desprendeu do grupo familiar e dirigiu-se para o Rio de Janeiro em 1643.

Outro detalhe. Os familiares de Ferros devem ser descendentes dos primeiros habitantes europeus em Minas Gerais. Isso se da pelo fato de no município ter-se encontrado ouro ja no inicio da exploração.

Alem disso, em Ferros esta um Distrito (Freguesia em Portugal) que foi fundado por Manoel de Borba Gato. Chama-se atualmente Borba Gato, em homenagem ao fundador.

Manoel de Borba Gato ao sofrer perseguições pela influencia que exercia sobre os paulistas preferiu retirar-se para o local onde encontrou ouro e fundou o arraial. Ele foi bandeirante e genro do grande bandeirante Fernão Dias Paes Leme.

Não seria surpresa se toda a população de Ferros, 100 anos depois do casamento do Manoel, fosse descendente de ambos os bandeirantes. Claro, os Vieira, Soares e outros deverão ser.

Para os que tem curiosidade de saber um pouco mais, visitem a pagina: http://cmd.mg.gov.br/nossa-historia/quanto-tudo-comecou

Ai se vera que desde 1701 os bandeirantes haviam encontrado ouro farto na cabeceira do Rio Santo Antonio (Conceição do Mato Dentro) e Borba Gato estava em Minas em época anterior. Ja sabia que bastava seguir o curso do rio para encontrar mais ouro.

6. Silveira, Carvalho, Araujo e Souza

Esse eh um grupo de famílias ligadas por laços matrimoniais entre elas próprias e que também se entrelaçaram com os Coelho e Barbalho em Virginópolis e região. Os nomes `as vezes não aparecem mas estão pelo menos nos ancestrais.

Mas a referencia que possuo dessas famílias eh o casal Jose Gonçalves de Souza (seo Ze Simao) e dona Regina Silveira da Silva. Em meus tempos de criança foram vizinhos de rua de meus pais e residiram numa casa construída pelo nosso bisavô Joao Rodrigues Coelho.

Tiveram diversos filhos, entre os quais, dona Madalena Gonçalves de Souza que foi a primeira esposa do Everardes Rodrigues Coelho. O filho deles, Ricardo Rodrigues Coelho e o cunhado dele Joberto Miranda Rodrigues juntaram dados que formaram o site gencoelho. Pode-se acessa-lo via o endereço:

http://gencoelho.xpg.uol.com.br/jose_vicente_de_miranda/pafg70.htm#18

Dona Regina teve irmãos que foram para Virginópolis ou deixaram descendência por la.

Acredito que essas sejam famílias que seguiram o curso natural da colonização, no sentido rio abaixo, ou seja, prosseguindo a colonização orientada pelo Rio Santo Antonio que em suas cabeceiras conta com a Cidade de Conceição do Mato Dentro, passa por Morro do Pilar e Sao Gonçalo do Rio Abaixo, segue em direção a Ferros e prossegue a Dores de Guanhaes, Braúnas e Açucena.

7. Familias e enlaces em Braúnas

Nao apenas os Souza e Silveira fizeram esse itinerário migratório. O Teixeira do senhor Alípio Teixeira procede de Dom Joaquim. Ele passou em Nossa Senhora do Porto de Guanhaes e levou dona Alice Reis. Dona Alice foi uma descendente do tronco Pimenta Vaz-Barbalho, descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Com fazenda em Braúnas, o casal residiu em Virginópolis e tiveram descendência casada com nosso Coelho e Barbalho.

De la também procede um ramo Pereira que acredito ter relação familiar com o senhor Ponciano Pereira da Costa e Anna Maria da Silva. O casal aparece como padrinhos em um batizado de 1845 que não transcrevi.

Deve ter sido parente do senhor Longino Pereira, ex-prefeito e fazendeiro de Braúnas, que foi genro do senhores Alípio e Alice e as diversas filhas estão entrelaçadas com a família Coelho e Barbalho.

Entre elas esta a Alice (neta) que casou-se com o Geraldo e tiveram o Icaro. O Icaro eh o marido da prima Camila Coelho Figueiredo. Ambos são primos entre si e nossos.

Por fim, de la procede a Familia Pinto Alves. A familia ja foi retratada em livro de genealogia. Faz parte dela o senhor Geraldo Alves, antigo morador de Virginópolis, em cuja família meu irmão Ney Barbalho casou-se.

A familia esta espalhada na região. E muitos residem ou nasceram em Santa Efigenia de Minas. La eh domínio dela. O ex-deputado Geraldo Sardinha faz parte da família.

Antes que me esqueça por essa via também devem ter passado alguns Coelho da Silva. Alguns chegaram a Virginópolis mas não tenho o acompanhamento deles. Sei que ha ramo que chegou a Sao Geraldo da Piedade, na antiga divisa de Virginópolis com Governador Valadares.

Houve o senhor Gilberto Coelho da Silva que deixou numerosa descendência mas parece ter vindo de outra procedência, pelo lado do Serro ou Curvello. Era casado com dona Marciana Soares de Souza. Dizem que era preto casado com uma branca. O Icaro descende dele.

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07. OUTROS ANCESTRAIS DOS BARBALHO

Inadvertidamente, fiz uma referencia ao amigo Mauro de Andrade Moura a respeito do endereço:

https://www.genealogieonline.nl/en/rodriguez-lopez-y-uribe-senior/I455.php

Ja ha algum tempo o primo Jacques Soares o havia me passado. Nossa curiosidade a respeito dele se dava por ter sido marido de dona Paschoa Barbalho o Pedro da Costa Ramires. E em época anterior a eles viveu no Rio de Janeiro o Duarte Ramires de Leon, alias, Benjamin Beneviste.

Mas `a epoca parece-me que o documento não dizia que um dos filhos do Duarte era o Domingos Rodrigues Ramires ou eu não sabia ainda que o pai do Pedro chamava-se Domingos. Revendo, então, o documento e percebendo a presença do nome, penso que bateu a evidencia com os dados.

Assim agora temos:

Duarte Ramires de Leao c. em 02.08.1617 c. Beatriz da Costa, e foram pais de:

1. Gregorio Mendes de Leao c. em 1655 c. Ester Barzilay (+ Ines de Lima)

Esther Barzilay foi filha de Joao Rodrigues Nunes (ou Jacob Barzilay)
2. Branca Henriques
3. Isabel Gomes da Costa c. c. Manoel do Vale da Silveira
4. Domingos Rodrigues Ramires c. c. Brites da Costa

* Brites da Costa era filha de Manoel do Vale e sobrinha do marido Domingos Rodrigues
* Domingos teve também uma amasia com Maria de Andrade.

Encontrei dados também no livro: “A INQUISIÇÃO CONTRA AS MULHERES: RIO DE JANEIRO, SÉCULOS: XVII E XVIII”. O extrato pertence ao capitulo: “OS MENDES-VALE”, pags. de 74 a 78.

Ali se informa que Benjamin era parente de ISHACK DE MATHATIA ABOAB.

Interessante a respeito dessa identidade foi que os judeus `a época da Invasão Holandesa de Pernambuco foram chefiados por Isaac Aboab da Fonseca. Apos a expulsão ele dirigiu-se para a Holanda. Quem desejar saber mais veja o endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Aboab_da_Fonseca

Devera ser parente também do Duarte Ramirez de Leon, que era espanhol.

Do livro pude extrair mais esses detalhes da genealogia:

Gaspar de Cea (Seia) foi provedor da Misericordia de Viana. Foi o pai de Gregorio Mendes de Cea, natural de Aveiro, casou-se com Izabel Gomes (crista-nova) e natural da Vila de Caminha, era filha de Gabriel Ribeiro da Costa, natural de Lisboa, e Caterina Rodrigues, natural de Caminha; foram pais de:

1. Izabel Mendes de Cea (Viana, 1589) – Luis Pires
2. Messia Barbosa
3. Beatriz da Costa c. em 02.08.1617 c. Duarte (Benyamin Benveniste) Ramires de Leao.

Do livro: “A Inquisição Contra as Mulheres: Rio de Janeiro, Séculos XVII e XVIII” cap. “Os Mendes-Vale”, pags. 74 a 78, temos:

Gabriel Ribeiro da Costa c. c. Caterina Rodrigues, pais de:

1. Isabel Gomes – Gregorio Mendes de Cea

2. Messia Barbosa – Paulo Rodrigues e pais de: Gregorio, Manoel e Isabel

3. Beatriz da Costa – Duarte Ramirez de Leon, pais de: Branca, Gregorio, Antonia, Jose, Leonor e Isabel.

Acrescente-se mais esse registro de casamento retirado do Familysearch:

Jose Rodrigues c. em 24.06.1730 c. Thereza de (Aguiar) de Oliveira
Ele filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle
Ela filha de Joao de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira

O casamento aconteceu na Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mariana, MG.

Acredito que Joao de Aguiar Barbalho foi filho de Manoel de Aguiar e dona Maria da Costa Barbalho, que era filha do Pedro da Costa Ramires e Paschoa Barbalho.

Talvez esse casamento comprove a aliança que houve entre os Mendes-Vale e os Barbalho.

Acredito que os antigos “associados” da comunicação em Minas Gerais (Tvs Tupi, e membros Alterosa e Itacolomy, alem dos jornais Estado de Minas e Diário da Tarde) tiveram associação com as famílias de Braúnas.

Lembro-me de minha infancia ouvir os sobrenomes Costa Val e Teixeira da Costa ligados aos órgãos de comunicação. Mas de memória agora não sei ligar os fatos e distinguir a relação. Creio que o Val eh o mesmo Vale ou Valle. Talvez disfarçado para ocultar a origem crista-nova `a época da Inquisição!

OBS.: TROCANDO EM PORMENORES

Temos que deixar essa parte do nosso dialogo genealógico de molho por enquanto. Cometi um engano ao ligar as aparências `a identidade das pessoas.

Eu tinha uma previa a respeito de que o pai do nosso ancestral Pedro da Costa Ramires chamava-se Domingos … Porem não sabia-lhe o complemento do nome. Quando apareceu o Domingos Rodrigues Ramires como possível candidato e, verificando os sobrenomes dos ancestrais deste, pensei ter encontrado o nome dos genitores dele.

O engano se desfez com a verificação no livro: “O Cristão-Novo na Obra de Carlos G. Rheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)”; dos autores Egon Wolff, Frieda Wolff et ali, 1990, Brazil, 166 pages.

Ali temos uma pequena descrição onde se encontra: Páscoa Barbalho foi casada com “Pedro da Costa Ramires, filho de Domingos de Carvalho de Figueiredo e Ines da Costa, que foram pais de Jose da Costa Barbalho …”

Algo que fez-me alertar e buscar melhor foi retornar ao endereço: http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf. Esse trabalho excelente do professor Joao Fragoso traz em sua paginas finais um anexo (1) com o quadro de “Fundadores e Primeiros Senhores de Engenho das Famílias Senhoriais do Rio de Janeiro.”

Inicia-se `a pagina 103 e ja na pagina 106 temos que houve um engenho fundado em 1619 por Antonio da Costa Ramires que, em 1668, era do Pedro da Costa Ramires. Isso levou-me ao raciocinio de que havia mais de uma possibilidade de o sobrenome “da Costa Ramires” entrar no nome do nosso ancestral Pedro.

Pelo que ja encontrei, somente os pais dele, não tenho como afirmar que o Antonio seja parente dele. Também não tenho como excluir a possibilidade de a esposa do pai dele, Ines da Costa, pertencer `a mesma linhagem procedente do Gregorio Mendes e do Gaspar de Cea. Portanto ha que esperar-se um pouco mais para tirar uma conclusão mais concreta.

Algo que ja posso afirmar eh que o quadro do trabalho do professor Joao Fragoso ja nos mostra ligações e possíveis ligações com diversos senhores de engenho da elite senhorial do Rio de Janeiro `aquele tempo. Claro, o quadro mostra os irmãos: Jeronymo e Agostinho Barbalho Bezerra (pág 106).

O Jeronymo, nosso ancestral, foi genro do Joao do Couto Carnide e a esposa dele, Isabel Pedrosa, foi filha da dona Cordula Gomes, que era filha do Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia, a poderosa (porque viveu 100 anos), pag. 107.

Ja o Agostinho casou-se com Brites de Lemos. Ela foi filha do riquíssimo Joao Alvares Pereira (pag. 112). E era neta, por parte materna do Diogo de Montarroyos (talvez pag. 111, a duvida se da porque poderá ser um filho, pois, o Diogo ganhou terras que haviam sido do Bras Cubas que, apos ajudar a conquistar o Rio de Janeiro aos Tamoios e franceses, preferiu dirigir-se para Santos, SP, onde eh fundador.

`A pagina 109 aparece o Joao Pimenta de Carvalho mas nao apresenta a data do engenho. Nesse caso temos duas chances de ser nosso ancestral, pois, temos o Joao que foi o capitão-mor da Capitania de Sao Vicente e residiu na Ilha Grande, casado com Susana Requeixo Estradas, salvo engano, terceiro-neta do Martim Afonso de Sousa, o primeiro Governador Geral do Brasil.

O outro Joao Pimenta de Carvalho eh um descendente deles que foi casado com Maria Machado. Eles foram pais do Belchior Pimenta de Carvalho. Este, segundo o professor Dermeval Pimenta, foi o pai da Josefa Pimenta de Souza, esposa do Manoel Vaz Barbalho, que suponho ser pais do Jose Vaz Barbalho, o pai do nosso conhecido quartavo, padre Policarpo Jose Barbalho.

Falta apenas comprovar essas passagens, pois, o professor Pimenta atribuiu pais diferentes ao Belchior que, para ele, seria neto do capitão Manoel Pimenta de Carvalho, irmão do capitão-mor Joao. Ambos foram filhos de Gonçalo Pimenta de Carvalho, natural de Vila de Portel, e Maria Jacome de Melo, natural de Vila Viçosa. E essa parte da genealogia pode ser verificada através do estudo, contido no endereço:

http://livrozilla.com/doc/1620336/primeiras-gerações-dos-pimentas-de-carvalho.

Para confirmar que dona Susana Requeixo Estrada foi descendente do Martim Afonso de Sousa, basta visitar o site via o endereço:

http://www.marcelobarbio.net.br/pafg439.htm#9202.

Aqui basta clicar o espaço de pais (parents) a frente do nome dela e seguir a linhagem feminina que chegar-se-a ao Governador Geral. Claro, quem optar por ver mais ira encontrar os nossos ancestrais que chegam `as cortes reais portuguesa e todas as outras europeias.

Mas antes de tudo, esta me faltando a oportunidade de estudar a coleção do Rheingantz, “Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)”. Eh possível que nele eu encontre ligações familiares de nossos ancestrais com boa parte da elite senhorial do Rio de Janeiro. A começar pela primeira pagina (103) onde o Belchior Pontes e o Belchior Andrade e Araújo foram cabeças de famílias nas quais o Manoel Pimenta de Carvalho se casou.

Nessa coleção devera ser possível encontrar ancestrais do Manoel de Aguiar, marido de dona Maria da Costa Barbalho, filha dos Pedro e Páscoa, os quais foram os pais do Manoel Vaz Barbalho. Gostaria de buscar os ancestrais dele, pois, se minhas conclusões estiverem corretas, vem da linhagem dele o nosso cromossoma Y que se propagou através do ramo Barbalho e que chegou ate a nos.

Outros que deverão entrar como membros colaterais da nossa família serão os Calheiros. Segundo o que tenho, a irma dos Jeronymo e Agostinho, Cecilia Barbalho Bezerra, foi esposa do Antonio Barbosa Calheiros. Embora tenha sido dito que ele era proveniente da nobreza, ao mesmo tempo que deixou fortuna parca para a viuva.

O pouco que tinha ela construiu um anexo `a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda para abrigar candidatas ao sacerdócio feminino. Foi a precursora do primeiro Convento feminino instalado no Rio de Janeiro, instalação que somente foi findada em 1750.

 

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11. GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO II

`As vezes as coisas estão em nossa frente e a gente não as enxerga como deveriam ser vistas. Postei em minha nota anterior diversos registros de casamento da Família Coelho Linhares, lavrados em SANTO ANTONIO DE SANTA BARBARA (provavelmente ITABIRA), mas não havia analisado-os a ponto de chegar a melhores conclusões.

Reorganizando, então, posso compreender melhor como a família se formou e quem sabe, talvez, facilitar os estudos que seguirão. Segue assim:

1. Antonio Coelho de Linhares c. c. Ignácia Francisca de Jesus e foram pais de:

I. Anna Maria de Jesus, nascida em Angra, Acores, c. em 09.02.1778 c. Joaquim Coelho Linhares, filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira.

II. Joao Coelho de Linhares c. em 09.09.1783 c. Antonia Maria de Sousa e Silva, filha de Joao da Silva e Sousa, natural de Angra, Acores, e Teresa Maria de Azevedo.

I. Anna Maria de Jesus c. c. Joaquim Coelho Linhares e foram pais de:

I.1 Joao Policarpo Coelho c. em 06.02.1804 c. Maria Rosa Pereira

I.2 Firmino Coelho Linhares c. em 06.09.1815 c. Anna Maria Joaquina da Conceição, filha de Francisco da Silva e Anna Maria

I.3 Antonio Coelho Linhares c. em 08.08.1819 c. Maria Emerenciana Conceição Jacome, filha de Joao Coelho Jacome e Joaquina Maria da Conceição.

II. Joao Coelho de Linhares c. c. Antonia Maria de Sousa e Silva e foram pais de:

II.1 Izabel Maria dos Anjos c. 07.02.1804 c. Manoel Gonçalves de Oliveira, filho de Soterio Gonçalves Couto e Maria Angelica da Assunção.

II.2 Maria Luiza de Jesus c. em 16.05.1805 c. Domingos Barbosa da Silva, filho de Antonio da Silva Ferreira e Anna Maria Barbosa.

II.3 Custodia Jacinta de Jesus c. em 16.05.1805 c. Antonio Gonçalves do Couto filho de . Gonçalves e Maria Angelica da Assunção.

Obs.: provavelmente o pai do Antonio foi Soterio Gonçalves do Couto e o nome nao pode ser lido no casamento dele, porem o foi no casamento de Manoel e Izabel. Sao, portanto, 2 irmãos casados com 2 irmãs. Encontrei a Custodia posteriormente a ter escrito a primeira parte.

Por aqui pode-se observar que todos pertenciam a uma mesma família. E as datas de casamentos nos ajudam a fazer uma estimativa aleatória provável das datas de nascimentos dos personagens.

Uma hipotese(*):

II.4 Antonio Coelho da Silveira c. c. Maria Vieira da Silva, pais de:

1. Honório Coelho de Linhares c. em 12.01.1822 c. Simplicianna Rosa de Andrade, filha de Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira, e foram pais de:

a. Joaquim, nascido a 26.09.1833, em Sant’Anna dos Ferros
b. Antonio, nascido a 18.02.1838, em Sant’Anna dos Ferros
c. (*) Joaquina Simpliciana Coelho de Andrade, nascida em 1826, em Sant’Anna dos Ferros, e c. c. Cassiano Coelho de Araujo, filho do capitão Joao Coelho de Magalhães e Bebiana Lourença de Araujo. Joaquina foi enterrada em Virginópolis, em 1916.

* Aqui estou levantando a hipotese de que o Antonio, pai do Honório, foi filho do Joao Coelho de Linhares e Antonia Maria de Sousa e Silva.

1′ Simplicianna Rosa de Andrade c. em 22.07.1812 c. Joao de Sousa e Silva. filho de Alexandro da Fonseca Sousa e Anna Joaquina da Silva, e foram pais de:

a. Maria, nascida a 13.11.1814, em Itabira.

Aqui também não sera difícil imaginar que os dois maridos da Simplicianna Rosa, Joao e Honório, foram aparentados.

Outra possibilidade sera a de que, sendo Joaquim (1833) o nosso trisavô, ele tera se casado com outra aparentada, Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, que, talvez, tenha sido neta do casal: Alexandro da Fonseca Sousa e Anna Joaquina da Silva.

Algo que estranhei, e por mais que tenha procurado, não encontrei registros de famílias no site familysearch com os sobrenomes Coelho da Silveira ou Coelho Linhares `a época nas Ilhas dos Açores.

Embora no registro do casamento da Anna Maria com o Joaquim esteja escrito que ela tenha nascido la. Talvez eles procedessem de outras paragens e o escrivão enganou-se. Ou talvez procedessem de alguma freguesia que o site não fotografou os documentos.

Baseado nessas conjunturas e outras levantei a suspeita de que poderiam proceder de Pernambuco, quem sabe, da Bahia. Bom, nessas conjunturas todas, penso que temos pelo menos 3 oportunidade de descendermos dessas famílias através de: (hipóteses)

1. O Coelho da Silveira, o Coelho de Linhares e o Coelho de Vieira procediam diretamente de Portugal, mas nao tive acesso aos ancestrais deles;

2. Os Linhares, Silveira e Vieira chegaram no inicio da povoação de Minas Gerais e se encontraram com os Coelho também primeiro chegados formando as 3 assinaturas;

3. Os sobrenomes ja haviam se formado no Brasil mesmo, e seus componentes migraram para Minas durante o Ciclo do Ouro.

Em primeiro lugar temos em linha no mapa de Portugal, Linhares, Vieira de Leiria e Silveira. Ha a Silveira do Minho, onde possivelmente seria mais fácil formar-se a família Coelho de Vieira ja que o Minho e circunferências do Porto foram uma toca deles.

Deve haver na região de Leiria alguns Coelho, pois, ha restaurantes e hotéis com esse sobrenome. O problema eh que a internet não esta oferecendo nada dos tempos mais antigos.

Realmente, na internet nao encontrei nada mais promissor. Nenhum dos 3 sobrenomes pretendidos deu-me alguma resposta favorável. Exceto por um pequeno detalhe. E que esta no endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_Coelho_da_Silveira

Trata-se do pintor Bento Coelho da Silveira, nascido em 1617 e falecido em 1708. Mas não tive acesso `a genealogia dele. Ele deve ter deixado pelo menos descendentes no senso da arte. Eh possível que os discípulos dele geraram ao Mestre Ataíde, que completou com sua arte a fabulosa criação do Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa).

As outras combinações de sobrenomes existiam em tempos passados. Mas `aquela época não se tinha o conceito de família em função de muitos dos sobrenomes. Não era automático um pai assinar um sobrenome e os filhos seguirem a mesma assinatura, exceto em casos particulares.

Alias, ate aos anos 1500 a preferencia era mesmo pelo nome simples. E se fazia homenagem a qualquer dos ancestrais, não necessariamente aos pais. A partir de então parece que popularizou-se a coleção de sobrenomes de família. Principalmente entre os nobres temos os que assinavam 5, 6, 10 etc sobrenomes.

O objetivo disso era garantir o privilegio da nobreza. Se a pessoa tinha em seus ancestrais mais títulos de nobreza também garantiria melhores oportunidades. Esqueçam a fantasia da “meritocracia”. So se for na Suíça, não em Portugal e colónias!!!

Como se pode observar, o centro dos sobrenomes Coelho da Silveira e Coelho Linhares, na região de Itabira foi o casal: 1. Antonio Coelho de Linhares c. c. Ignácia Francisca de Jesus.

Pelo conjunto de dados disponíveis ja deviam pertencer a uma mesma família, embora usassem alternadamente o Linhares ou o Silveira. Outra conclusão importante eh a de que, pela data dos dois casamentos seguintes, Antonio e Ignácia Francisca terão nascido em torno dos anos 1730.

Embora nao fosse necessario, pode ser que algum deles tenha sido filho de algum dos patriarcas Coelho que se instalaram em Minas Gerais no inicio do Ciclo do Ouro. Bastava que as esposas de tais tivesse ascendência nos Linhares.

E um dos tais poderia inclusive ser nosso suposto ancestral Manuel Rodrigues Coelho. Sabe-se com absoluta certeza que nos anos 1730 ele ja rondava por Minas Gerais. O que não tenho eh(são) o(s) registro(s) de casamento(s) dele.

Nesse caso, o professor Nelson Coelho de Senna não teria se enganado ao incluir Sant’Anna dos Ferros como ponto de multiplicação de nossos possíveis parentes, e nos ja seriamos aparentados inclusive do nosso ancestral Joaquim Coelho de Andrade, mesmo antes de ele ser nosso ancestral.

Como por esses caminhos nada consegui, resolvi por em teste outra hipótese. A de que os Silveira procediam de dentro do Brasil mesmo. E para isso recordei meus antigos conhecimentos e observações.

Em primeiro lugar, o autor da “Nobiliarchia Pernambucana”, Antonio Borges da Fonseca, ja nos havia dado uma pequena introdução ao assunto. Na descrição da família de Felippe Barbalho Bezerra, informa que fora casado com uma prima. Felippe era irmão do Luiz Barbalho Bezerra.

Felippe foi casado “a 24 de setembro de 1608 com Seraphina de Moraes, filha de Domingos da Silveira e de sua mulher Margarida Gomes Bezerra, em titulo de Bezerras, Morgados da Parahyba.”

No livro dele também esta escrito que Jeronymo Barbalho Bezerra: “que foi para o Rio de Janeiro, onde ha noticia que morrera degolado.” Atualmente os genealogistas afirmam que o “degolado” era filho do Luiz. Indiferentemente disso, esse Jeronymo eh o nosso ancestral.

Ele também afirmava que o Antonio Barbalho Bezerra que casou-se com Joanna Gomes da Silveira, herdeira de Duarte Gomes da Silveira, um dos conquistadores da Parahyba, e que instituiu o riquíssimo “Morgado do Salvador do Mundo da Parahyba” em nomes dos nubentes, era filho do Felippe e nao do Luiz, como afirma-se atualmente.

Ja o filho do Luiz, ele da como casado com Maria Monteiro, filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, que era tio dos filhos do Luiz.

Por essas discrepancias entre os passados antigo e mais antigo eu havia estudado um pouco a genealogia dos Silveira.

E via internet fui informado que houve um patriarca na família que durante o período da conquista do Norte da Africa, entre pouco antes e o inicio dos 1500, tomou uma princesa local para casar-se. E deles procedem os “da Silveira” inicialmente de Pernambuco.

Baseando-me também na atualidade não tao recente recordo-me que os descendentes dos Silveira em Virginópolis apresentam uma característica inegável da mistura de raças. Não ha muito predomínio de ascendência europeia nem de algum ramo de pele mais escura.

Para quem os conhece em Virginópolis, posso citar os amigos Henrique e Denis, filhos do senhor Efigênio Henrique; o Geraldo “Lay” e a Nina, filhos do senhor Raimundo “Simao” e ate mesmo a Dione e o Ricardo, filhos do Everardes Rodrigues Coelho e dona Magdalena Gonçalves.

Eles variam entre o louro e o escuro. Mas os olhos claros estão presentes em todos.

Eu jamais poderia esquecer os tao famosos olhos verdes da bisavó Dindinha Ercila que tanto encantaram o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho.

Pensando nisso também foi que levantei a hipótese de que encontraria membros das Famílias Coelho e Silveira se encontrando por volta ou antes do inicio do Ciclo do Ouro. E recorri ao Borges da Fonseca para confirmar ou negar isso.

E na pagina 49 da Nobiliarquia dele encontrei:

“Narcisa Gomes [no capitulo dos Silveira] que casou com Ayres de Sousa Coutinho, filho de Manoel Coelho e de sua mulher D. Guiomar Coutinho. E de sua sucessão se trata em titulo de Sousas Coutinhos,” Bom, o tit. Sousas Coutinhos esta a partir da pagina 81.

Infelizmente, nao ha a informação prometida ali. Talvez seja porque ela esteja no vol. 2 da Nobiliarquia, o qual não tenho acesso.

Contudo, ha um titulo que não esta no índice. E ele esta na sequencia dos Sousas Coutinho. Eh tao interessante que resolvi copia-lo por inteiro. Isso porque ele não apenas menciona a maioria dos sobrenomes de famílias que prosperaram na região de Itabira e Ferros.

O capitulo se difere da estrutura do restante da Nobiliarquia do Borges da Fonseca. O que me leva a crer que ele o copiou de alguma solicitação de Carta de Brasão, ou a própria sem o mencionar.

Gostaria que quem o lesse o fizesse com muita atenção. Observa-se ai a presença de dois ramos que se encontram com a raiz Coelho. Leia-se, então:
‘                                                     “ANNAES DA BIBLIOTHECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO
‘                                                                                               VOLUME XLVII
‘                                                                                                          1925
‘                                                                               NOBILIARCHIA PERNAMBUCANA
‘                                                                                                          POR
‘                                                                ANTONIO JOSE VICTORIANO BORGES DA FONSECA
‘                                                                                                          VOL. 1
‘                                                                                             RIO DE JANEIRO
‘                                                                                     BIBLIOTHECA NACIONAL
‘                                                                                                           1935

Pagina 85

‘ “FAMILIAS DE MOURA COUTINHO, CALHEIROS E
‘ SILVA VIEIRA

‘ Pedro Cardoso de Moura, natural de Lamego, filho de Francisco de Moura, natural da freguesia de Santa Maria de Sedielo do Conselho de Penaguiao, Senhor da Ilha de Graciosa, do Conselho d’Estado, Commendador da Commenda de S. Miguel Dio, na Ordem de Christo, neto de Pedro Annes, natural do mesmo lugar e sobrinho de Goncalo Lopes de Guadelupe, descendente de Antonio de Guadelupe, Cirurgiao-Mor do papa Clemente V e do Imperador Augusto Cesar. Casou com D. Catharina da Costa natural da Villa do Conde, legitima filha de Sebastiao Pires e de sua mulher Guiomar Fernandes moradores na dita Villa do Conde, neta por via paterna de Marcos Pires e de sua mulher Catharina Fernandes, por via materna neta de Duarte Fernandes e de susa mulher Leonor Pires. Deste matrimonio, alem de outros filhos, nasceo Manoel da Costa Moura, natural de Sedielo, bispado de Lamego, veio de tenra idade em companhia de seus pais a Pernambuco no principio de sua povoacao servindo de secretario dos Orphaos em 1641. Casou com D. Margarida Coutinho natural de Lisboa que veio a Pernambuco convidada por seu tio o Padre Fr. Angelo, Monge Benedictino, foi duas vezes D. Abbade do Mosteiro de Sao Bento de Olinda, a primeira em 1620 a segunda em 1624, sendo depois Provincial desta Provincia do Brasil, filha legitima de Fernao Coutinho Commendador do Soto, filho legitimo de Antonio de Asevedo Coutinho, Fidalgo honrado, e de sua mulher D. Isabel de Noronha Sarnache; de seu matrimonio nasceo entre outros filhos, D. Custodia Coutinho, que casou com Lasaro de Barros Catanho, proprietario dos officios de Escrivao da Alfandega da Parahyba, Contador e Guarda Livros da mesma e Juiz do Peso do Pao Brasil, o qual era filho de Manoel Francisco e Isabel Gomes Catanho, natural da Ilha da Madeira, que era filha de Manoel Catanho e de sua mulher Gracia do Rego Barreto, naturais da Ilha da Madeira; de seu matrimonio nasceo D. Gracia de Barros Catanho, que casou com o Sargento-Mor Manoel da Silva Vieira, natural da Ilha da Madeira, o qual era filho de Sebastiao Nunes, natural da Comarca de Lobos da Ilha da Madeira, e de sua mulher Brites Vieira da Silva natural do mesmo lugar, de cujo matrimonio nasceo, entre outros filhos, D. Theresa da Silva Vieira que casou com o Doutor Francisco Calheiros, o qual era filho de Gaspar Calheiros, natural de Iguarassu e de sua mulher Clara da Rocha, neta pela parte paterna de Goncalo Calheiros, natural de Vianna e de sua mulher Maria Vieira natural de Iguarassu; e pela parte materna neta de Antonio Coelho, natural de Telheiros, Patriarchado de Lisboa, e sua mulher Andresa da Rocha, natural da Villa de Iguarassu, que era filha de Manoel da Rocha. (este filho de Francisco Dias da Rocha, o qual era filho de Diogo Lopes e de sua mulher Violante Fernandes, do Conselho de Barqueiro, que era filha de Joao Lopes do Ribeiro e de sua mulher D. Beatriz Dias) e sua mulher Graca Dias da Rocha. Do matrimonio de D. Theresa da Silva Vieira e do Dr. Francisco Calheiros nasceram cinco filhos: D. Francisca, casou com Jose da Costa Bezerra; D. Clara da Silva Vieira, casou com o Capitao Francisco de Mello e Silva; D. Antonia casou com Francisco Pinto Correia, senhor do engenho Inhobim; D. Custodia Coutinho, casou com Jose Goncalves Teles; D. Maria Jose do Desterro, que terceira vez casou com o Sargento-Mor Miguel Alvares Lima, Escrivao da Fazenda Real e da Camara Episcopal (o qual era filho do Tenente Antonio Alvares Lima, Familiar de numero do Santo Officio, e de sua mulher D. Marianna Monteiro, neto pela parte paterna de Balthasar Goncalves Lima e sua mulher Maria Mendes Pereira, naturaes da Villa de Barcelos, neto pela parte materna de Domingos Monteiro de Oliveira e sua mulher Maria Dias Vieira) de cujo matrimonio nasceram seis filhos: Fr. Francisco de Jesus Maria, Religioso da Ordem de N. Senhora do Monte do Carmo; Fr. Jose Joaquim, Religioso da mesma Ordem; O Pe. Antonio Jose Alvares de Lima; D. Paula Monteiro de Lima que casou na Parahyba com seu primo o Coronel Francisco Pinto Correia Junior, senhor de engenho; D. Marianna Monteiro de Lima, que casou em Olinda com o Capitao de Ordenanca Antonio Dantas Correia, Senhor do engenho Fragoso; o Capitao Francisco Alvares Lima; senhor do engenho Muribequinha, que casou com D. Antonia Nogueira, legitima filha do Mestre de Campo General de Infantaria Goncalo Pinto Calheiros, Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Jeronyma Thenorio de Inojosa Velasques Selidar, digo, de Inojosa, irma de Manoel de Inojosa Velasques Selidar, Governador do Alvarve, ambos legitimos filhos do Tenente General Jeronymo de Inojosa Velasques Selidar, Fidalgo da Casa Real, e de sua mulher D. Maria Mendes Thenorio; (de seu matrimonio nasceo, entre outros filhos, o Capitao-Mor Christovao Miz Inojosa, Cavalleiro da Ordem de Christo, que casou com D. Catharina de Menezes que era filha do Tenente Jose da Fonceca Barbosa e sua mulher D. Lucinda de Mendonca; neta pela parte paterna de Pedro Fonceca Barbosa e sua mulher Barbara da Fonseca, neta parte materna do Tenente Coronel da Capitania de Itamaraca Jose Diogo de Menezes e sua mulher D. Maria Mendonca e Sal. Deste matrimonio nasceo, entre outros filhos, D. Josepha de Inojosa, que casou com Jose Goncalves de Oliveira, irmao do Reverendo da Cathedral de Olinda Aleixo Manoel do Carmo, e do Sargento Mor Agustinho Gohcalves de Oliveira Escrivao da Vedoria Geral da gente de Guerra da Capitania de Pernambuco, todos legitimos filhos do Capitao-Mor Agustinho Goncalves de Oliveira, natural do Porto e sua mulher, digo, e pela parte materna neto de Manoel Coelho Ferreira, natural de Muribeca; (deste matrimonio nasceo, entre outros filhos, Manoel do Carmo Inojosa Capitao de Ordenancas do Recife, por patente regia, e Sargento-Mor graduado; Guarda-Mor e Escrivao da Mesa Grande de Estiva da Alfandega de Pernambuco, que casou com D. Joanna Felicia do Espirito Santo, irma do Reverendo Conego da Cathedarl de Olinda e Vigario da parochia de Santa Lusia do Norte, Antonio Alvares de Miranda Varejao cavo. da Ordem de Christo, e de Joao Alvares de Miranda Varejao Official-Maior da Secretaria de Estado dos Negocios do Reino, Commendador e Fidalgo da Casa Real, naturaes do Recife, todos filhos do Capitao Bartholomeo Alvares Martins e de sua mulher Ursula Mara ida Conceicao; netos pela parte paterna do Sargento-Mor Custodio Alvares Martins, Senhor do engenho Santo Estevao, e do Sertao Rodellas em Pageu de Flores, e de sua mulher D. Julianna de Oliveira, legitima filha do Sargento-Mor Alvaro Marreiros de Oliveira e sua mulher D. Lusia Barreto, e pela parte materna neto de Antonio JoseCorreia da Silva Lobo, Cavalleiro da Ordem de Christo, negociante na Praca do Recife, natural de Santa Maria Real dos Portos, Arcebispado de Braga e sua mulher D. Joanna Vieira da Fonceca, que era filha do Coronel Antonio de Miranda Vieira, natural de Portugal, e sua mulher D. Ursula Maria da Fonceca, irma dos Reverendos Drs. Pedro e Antonio de Siqueira Varejao, naturaes de Pernambuco, todos filhos do Coronel de Cavallaria Antonio de Siqueira Varejao Castello Branco, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, e sua mulher D. Joanna Pinto da Fonceca, naturaes de Portugal, neta pela parte paterna do Tnente General e General do Reino de Angola Antonio de Siqueira Varejao Castello Branco, Fidalgo da Casa Real, Alcayde-Mor de Obido, etc. e sua mulher D. Anna. Vide Livro 4o. folhas 33, folhas 161, verso, folhas 338 e no verso folhas 524 e no Liv. 3o. folhas 138, e folhas 140. Liv. 1o. folhas 260 e folhas 261.”

Final na pagina 87.

Para resumir, fiz esse esquema da essência da genealogia.

Pedro Cardoso de Moura c. c. D. Catharina da Costa, pais de:
Manoel da Costa Moura c. c. D. Margarida Coutinho, pais de:
D. Custodia Coutinho c. c. Lasaro de Barros Catanha, pais de:
D. Gracia de Barros Catanho c. c. Manoel da Silva Vieira, pais de:
D. Theresa da Silva Vieira c. c. Dr. Francisco Calheiros, pais de:

1. D. Francisca c. c. Jose da Costa Bezerra
2. D. Clara da Silva Vieira c. c. Francisco de Mello e Silva
3. D. Antonia c. c. Francisco Pinto Correa
4. D. Custodia Coutinho c. c. Jose Goncalves Teles
5. D. Maria Jose do Desterro c. c. Miguel Alvares Lima, pais de:

I. Fr. Francisco de Jesus Maria
II. Fr. Jose Joaquim
III. Pe. Antonio Jose Alvares de Lima
IV. D. Paula Monteiro de Lima c. c. Francisco Pinto Correia Jr.
V. D. Marianna Monteiro de Lima c. c. Antonio Dantas Correia
VI. Francisco Alvares de Lima c. c. D. Antonia Nogueira

O restante da carta de apresentação trata da ascendência de cada membro que eh introduzido como cônjuge.

Ai se explica que D. Antonia Nogueira, entre os ancestrais da alta nobreza, teve tambem por ancestral a Manoel Coelho Ferreira. Ai se informa que esse Manoel ja vivia em Muribeca ou o neto dele nasceu la.

Muribeca atualmente eh um distrito de Jaboatao de Pernambuco, area onde se deram as famosas Batalhas dos Guararapes nas quais os brasileiros e portugueses saíram vencedores e os holandeses se renderam. A ultima se deu em 1654 mas os últimos dispositivos do armistício foram cumpridos em 1657.

Nao posso dizer com certeza alguma mas penso que o Manoel Coelho mencionado como pai de Ayres de Sousa Coutinho, marido de dona Narcisa Gomes (da Silveira), deve ser o mesmo Manoel Coelho Ferreira.

Nao sendo, so teremos a esperar que tenham havido mais assinantes do nome Coelho na região, o que possibilitaria muito mais oportunidades de os nossos Coelho fossem formados la.

Interessante eh que no capitulo da Historia de Minas Gerais, logo no inicio do Ciclo do Ouro, afirma-se que os Emboabas eram pessoas provindas geralmente da Bahia ou de Portugal que, por terem chegado depois dos paulistas, eram exploradas pelos primeiro chegados.

Nao menciono o caso dos Barbalho que eram a principio pernambucanos, porem, uma parte deles que chegou a Minas Gerais ja haviam se instalado no Rio de Janeiro ha 60 anos antes do inicio do capitulo.

Acredito que nos ensinaram assim devido aos poucos detalhes de informação que o povo mais antigo possuía. Para os mineiros daquela época, todo nordestino deveria ser conjuntivado no termo “baiano”. Assim como na atualidade muitos chamam os nordestinos de “paraíba”, como se houvesse apenas um gentílico comum a todos!

Outro detalhe que nao posso tirar conclusões a respeito dele eh o de que a Família Coelho Ferreira realmente tornou-se uma potência na Bahia. Assim como o Barbalho e outras famílias que migraram primeiramente para Pernambuco mas foram obrigadas a ir para a Bahia por causa das guerras contra os holandeses. O que não saberia informar eh se o tal Manoel Coelho Ferreira seria o tronco de todos.

Como os Silveira, os Coelho, provavelmente os Linhares, os Sousa , os Silva, os Costa, os Pinto, os Moura, os Ferreira e outros também podem ter formado núcleos baianos durante aquele período e o resultante da descendência poderia ter se mudado para os centros mais antigos de Minas Gerais, atingindo Itabira, Ferros e cercanias, o que inclui Virginópolis e Guanhaes.

Claro, mesmo que isso tenha acontecido não se pode descartar a presença dos outros veios que chegaram aos mesmos lugares, ou seja, os procedentes de Portugal, sejam eles das Ilhas ou do Continente.

No fim, nos somos mesmo eh “farinha do mesmo saco”!

 

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12. QUASE CHEGANDO LA!!! OU UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!

Essa eh principalmente para a descendencia do “Onoro” (JOAQUIM “HONORIO” COELHO DE ANDRADE)

O amigo Mauro de Andrade Moura passou-me a LISTA DE EMIGRANTES AÇORIANOS PARA O BRASIL, numa edição limitada a poucos anos do século XVIII. Por pouco que seja eh de grande utilidade para a genealogia brasileira. Inclusive a nossa em particular poderá beneficiar-se.

A lista contem material suficiente para uma boa crônica. Nela encontra-se o que transcrevo abaixo:

“Antonio Coelho Linhares, de Vila Vicosa, `a comarca da Vila de Sabará de Minas Gerais, com sua mulher Ignez Francisca, e seus filhos Mariana, Rosa, Maria, Clara, Anna, Rita e Joao, menores, para a fazenda que para ele comprou o seu filho Mateus Coelho, assistente nas ditas Minas.”

Fui ao Google Livros para procurar pelo Mateus Coelho nos arquivos do site. No prospecto da “Revista Genealogica Latina, volumes 5-7, pag. 209” encontra-se alguns dos mesmos dizeres acima. A revista não esta disponível para leitura. Fica ai a duvida se ha alguma genealogia ja preparada onde entra o personagem ou apenas se repete a lista que agora tenho em mãos?!!! Ha que se buscar.

Anteriormente, como mostrei nos capitulos 10 e 11, GARIMPANDO O PASSADO E ENCONTRANDO O FUTURO I e II, no endereco abaixo:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

tinhamos o casal Antonio Coelho Linhares e Ignacia Francisca de Jesus que haviam tido pelo menos um casal de filhos: Joao Coelho Linhares e Anna Maria de Jesus, que se casaram em Santo Antonio de Santa Barbara e tiveram filhos. Os registros de casamentos de 3 filhos de cada um deles tambem se encontram no site do familysearch.

Mas como acontecia antigamente, cada registro tem alguma variante nos nomes. Por isso julgo que Ignez na lista de emigrantes eh a mesma Ignacia. Assim como Honorio Coelho da Silva era o mesmo Honorio Coelho Linhares, casado com Simpliciana Rosa de Andrade. Deles nasceu o Joaquim, em 1833 e em Ferros. Acredito ser o nosso trisavô. E tambem o Antonio, 1838.

Esse Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Agora observe-se a coincidencia. O pai era “da Silveira”, porem, o filho era de “Linhares”. Tudo indica que o Honório herdou o Linhares por parte do avo. Faltar-nos-ia descobrir quem foi o pai e/ou mãe do pai dele. Em qualquer dos casos penso que um casal de avos foi o Antonio e a Ignez Ignacia.

Pelos dados que tinha antes pensei que o mais provável seria que o Joao Coelho Linhares e sua esposa Antonia Maria de Sousa e Silva fossem os pais do Antonio Coelho da Silveira.

Agora amplia-se a possibilidade, pois, poderia ser o Mateus Coelho (e possivelmente Linhares) que devera ter se casado com alguém da família “da Silveira”. Mas também tem a serie de nomes das “meninas” que poderiam ter se casado com homens da mesma família.

O interessante eh que fica quase eliminada a hipotese que levantei antes de descendermos dos “da Silveira” de Pernambuco. E essa conclusão se verifica pelo fato de que na lista de emigrados o sobrenome Silveira eh um dos mais frequentes.

Ou seja, a familia que saiu de Portugal para multiplicar-se em Pernambuco também o fez nos Açores e ja contava com um grande numero de membros por la `a época.

Outra conclusao eh a de que o Coelho que nos vem pelo trisavô Joaquim procede dos Açores. O que ja seria um alivio saber que nao se trata de Coelho muito proximo do nosso ancestral Jose Coelho de Magalhaes. Melhor pelo fato, em nao sendo, diminuir um pouco o nosso risco de consanguinidade.

E o Coelho do ancestral Joaquim procede muito provavelmente da Ilha Terceira e particularmente de Vila Nova. Com um pouco mais de busca podemos ate chegar ao Joao Coelho, o povoador, um dos primeiros moradores do arquipélago e um dos multiplicadores do sobrenome Coelho por la.

Parece-me que foi ele o navegador que ja havia feito navegações `as ilhas caribenhas antes da tomada de posse por Colombo. Ao passar pelos Açores, Colombo se valeu das informações do navegador para redescobrir as Americas. Que, alias, ja haviam sido descobertas desde tempos imemoriais, por diversos povos de diversos lugares do mundo velho e que depois foram chamados comumente de indígenas.

Entao, so nos faltaria agora comprovar que o Joaquim, filho do Honorio e Simpliciana, eh o nosso Joaquim “Onoro”. E que o Antonio, avo paterno dele, seria neto do Antonio Coelho Linhares e Ignez Ignácia.

Havemos que ficar atentos para outras informações que estão ainda ocultas nos dados que temos. A Anna Maria de Jesus casou-se com o Joaquim Coelho Linhares que, obviamente, não poderia ser irmão dela.

Consta no registro de casamento deles que Joaquim foi filho de Domingos Coelho e Anna Maria da Silveira. Nao se indica ai nem a procedencia dos tres e nem se haviam outros membros da mesma família.

Joaquim e Anna Maria tiveram um filho chamado Antonio em cujo casamento registra-se Coelho Linhares. Algo quase fora de cogitação, mas não impossível de ter acontecido naquela época, os mesmos pais poderiam ter dois filhos com o mesmo nome mudando de Linhares para “da Silveira”. Nesse caso, ate isso seria possível, porem, improvável.

Nada melhor que culminar uma hipotese com a coleta de documentos comprobatorios dela. E nesse caso não me sinto inclinado a buscar mais alem, antes de limpar as arestas confirmando primeiro se o Joaquim do Honório e Simpliciana eh mesmo no nosso ancestral.

Observe-se no detalhe que de centenas de pessoas que viajaram para o Brasil, de memoria, so me recordo que essa familia foi mencionada que viajaria para a Comarca de Sabará (Comarca de Rio das Velhas, criada em 1714). Era uma comarca enorme. Deve ter sido a maior do mundo quando foi criada, pois, todo o interior do Brasil pertenceu a ela.

Mas o tamanho dela durou pouco. Em 1720, quando a Comarca do Serro Frio foi criada, essa tomou o lugar dela. E as duas fizeram divisa durante todo o resto do seculo XVIII e parte do XIX. Itabira e Ferros pertenciam `a de Sabara. E parte da nossa familia multiplicou-se nos dois lados da divisa.

Infelizmente, o que pertencia ao Serro, que inclui Conceicao do Mato Dentro, Guanhaes, Pecanha, Virginopolis e outras, nao teve dados fotocopiados pelo familysearch porque o bispo ultraconservador de Diamantina, `a epoca, nao permitiu. Assim vamos ter que esperar mais um pouco para confirmarmos ou negarmos as hipoteses.

O que se pode adiantar eh que temos ancestrais em Pernambuco mas nao os Silveira e Coelho Linhares. De la temos os Barbalho Feyo, Carvalho de Andrade, Monteiro, Bezerra Felpa de Barbuda, Tavares de Guardes, Araujo, Furtado de Mendonca e outros. Embora haja a duvida, pequena, se nosso ramo Barbalho descende mesmo do Luiz Barbalho Bezerra ou do Felippe, irmao dele. O Felippe casou-se na Familia da Silveira.

E a familia consangüínea do Joaquim Honório deve ja contar com mais de milhão de pessoas. Isso, claro, se descender mesmo do Antonio e da Ignez Ignácia e se cada um dos filhos deles se multiplicou como eh o costume dos Coelho. Vai faltar espaço nos livros para incluir todo mundo!

Ha um outro registro de casamento no site do familysearch que talvez possa, no futuro nos ajudar. Aparentemente, nao se encaixa na descricao: “da mesma familia”. Nao por nao ser, mas porque nao mostra claramente.Os dados sao estes:

Domingos Coelho c. em 24.05.1808 c. Florinda Rodrigues dos Santos
filho de Domingos Coelho de Linhares e Antonia da C. Soares
filha de Jose Rodrigues dos Santos e Quiteria Maria Rodrigues.

Seria um pouco dificil que o Domingos Coelho que casou-se fosse irmao do Joaquim Coelho Linhares, marido da Anna Maria de Jesus por causa de os dois terem se casado com 30 anos de diferenca. Mas ha a possibilidade, pois, poderia ser meio-irmaos ja que o nome da esposa eh diferente. E nao parece ser engano do escrivao!

De qualquer forma fica o registro para que se tenha onde encontrar, caso venha ser necessario mais tarde.

Existem outras pessoas de interesse na lista. Embora nao saberia dizer algo de imediato. La encontra-se, tambem da Ilha Terceira:

1. “1767 – Jose Coelho Linhares, de 59 anos, `a Bahia, para companhia de seu filho”

Talvez nao terao deixado descendentes em Minas Gerais mas deverao ter deixado na Bahia e por ai ficamos sabendo de uma extensao de nossa familia naquele estado.

2. “1770 – Jose Nunes Coelho, da Vila Nova, ao Rio de Janeiro, com sua mulher Mariana Antonia, filho Jose Coelho e filha Esperanca de Jesus.”

Isso pode confundir-nos um pouco. Bom para preparar nosso espirito para alguma surpresa menos esperada. Como nao temos os dados que a familia produziu na Comarca do Serro Frio, poderia ser que esse Jose Nunes Coelho tivesse algum filho mais velho com o nome de Manoel Nunes Coelho. E esse poderia ter sido o pai do nosso antepassado Eusebio Nunes Coelho.

Nesse caso, pode ser que a coincidencia que eu nao esperava tenha acontecido, e dois Manoel Nunes Coelho, de origem diferentes, tenham habitado a nossa regiao. Contudo, nada saberemos de definitivo enquanto nao soubermos quem foram os pais do nosso ancestral Manoel.

3. “1785 – Caetano de Sousa Coelho, das Lagens, `a mesma cidade [R.J.], para companhia de um seu tio.”

Muito interessante logo depois aparecer um bom numero de assinantes do sobrenome Souza Coelho em Itabira e Ferros. O Caetano pode nao ser o unico. Torna-se um candidato a ancestral dos que tivemos noticias.

Muito provavel que tenha sido aparentado dos Coelho Linhares. E pela experiencia que temos de migracao, observa-se que quando um parente vai para um lugar e se da bem logo chama outros. E esse pode ter sido o caso.

Mais um, para complicar, embora seja procedente da Ilha de Santa Maria. Vamos la, entao:

1. “1784 – Inacio Jose Coelho de Andrade, `a cidade do Rio de Janeiro, para a companhia dum seu irmao.”

O agente complicador aqui foi a assinatura ter sido a mesma dos nossos ancestrais. Isso quer dizer que ja existia uma familia ou iniciou-se la uma familia Coelho de Andrade. A dificuldade aqui seria comprovar-se que esses personagens ou os descendentes deles se mudaram para Minas Gerais.

Alem disso, precisariam ter gerado pelo menos um Honorio Coelho de Andrade e que tivesse multiplicado em Itabira ou suas dependencias.

O que temos de concreto eh um Honorio Coelho Linhares que casou-se com Simpliciana Rosa de Andrade e que poderao ter deixado a fortuna chamada Familia Coelho de Andrade. E tudo indica que essa versao mais facil da hipotese ira concretizar-se como verdadeira. Mas ha que se provar antes!

Algo interessante tambem eh que, em calculos aleatorios, penso que 90% dos emigrados das Ilhas dos Acores foram para o Rio de Janeiro. Contudo o que me parece foi que as mencoes referiam-se ao porto de destino.

Isso porque no final do seculo XVIII e inicio do XIX a expansao colonial estava se dando em Minas Gerais e no Sul do Brasil. Em Minas Gerais porque era ainda muito pouco habitada e constantemente apareciam surtos de encontro de ouro e pedras preciosas.

`A epoca, embora o Rio de Janeiro tambem nao fosse muito povoado, o que se dava era a constante busca por terras novas. Um fato consequencial do sistema economico no qual Portugal estava preso. Como nao se industrializou e tinha terras sobrando em suas colonias, permaneceu no mesmo sistema agropastoril dos tempos medievais.

Quando se fundava um arraial, criava-se um numero limitado de posicoes de trabalho de acordo com a quantidade de terras para estabelecer-se fazendas ao redor. Somava-se ai alguns cargos burocraticos. Mas, ja na segunda geracao, os patriarcas tinham mais filhos do que o lugar oferecia empregos. Portanto, tornava-se imprescindivel continuar expandindo.

A Europa viveu seculos na mesma ratoeira. E a solucao encontrada quando se dava a superpulacao era uma nova guerra. As guerras se tornaram a fonte de riqueza para alguns e serviam como sistema de controle de natalidade para todos. Cruel. Mas essa era a Europa ate acontecerem as duas guerras mundiais. Outra forma de controle de natalidade, antes das vacinas, foram as pestes muito frequentes.

Algo que se observa nas entrelinhas da lista de imigrantes acorianos para o Brasil eh o controle do Estado sobre a vida da populacao. Para terem direito a viajar as pessoas tinham que oferecer uma justificativa. E a mais comum usada era a de que havia um parente em condicoes financeiras de receber o viajante. Nem mesmo os da alta nobreza escapavam.

Por outro lado, observa-se tambem o clima de possivel corrupcao ao qual o sistema levava. Boa parte das justificativas eram como a do Inacio Jose Coelho de Andrade: “para a companhia dum seu irmao”. A maioria devia ser verdade. Mas os que nao tinham ombros largos poderiam muito bem incluir um “parente proximo” inexistente no rol de desculpas. Como o sistema sempre foi falho, muita gente deve ter viajado clandestinamente e nas barbas das autoridades!

Nao foi atoa que esse clima de desconfianca e supervisao acabou deflagrando a Inconfidencia Mineira. Nao foi apenas uma insurreicao nacionalista. Portugueses de nascimento, como o Tomas Antonio Gonzaga, se uniram. O que lutavam contra era a tirania e nao necessariamente Portugal em si.

Alias, essa coisa de nacionalismo nunca foi suficiente para explicar-se as razoes de revoltas no Novo Mundo. O argumento eh muito fraco. Tao fraco quanto as pessoas denegrirem os colonialismos portugues e espanhol e exaltar o ingles. O povo bobo costuma arrotar a ironia, como se fosse verdade, que a colonizacao inglesa foi melhor e por isso resultou em paises mais desenvolvidos que os de origem espanhola e portuguesa. Hahaha! So rindo!

Podemos tomar o exemplo dos Estados Unidos. Alguns pensam que os ingleses eram mais evoluidos e que colonizaram os Estados Unidos com uma filosofia mais avancada, de liberdade. Se nao fosse mito, ate seria uma boa explicacao.

Os fatos sao esses. Havia uma perseguicao religiosa sim. E ela foi uma das razoes para a colonizacao dos Estados Unidos. Mas a razao obvia era a economica. Nao cabia no Reino Unido toda a populacao que nascia sob o mesmo sistema economico antiquado. Para sustentar todo mundo era preciso expandir. Mas as ilhas ja estavam totalmente ocupadas.

Perseguir as minorias sempre foi a solucao encontrada pelas elites. Assim, por tras da perseguicao religiosa estava oculta a disputa pela economia e pelo poder.

O mesmo foi feito na Espanha e Portugal com a Inquisicao. Perseguiu-se todos os de religioes diferentes e nao apenas os judeus. Obrigando-os a sair ou a se converter e fugir para as colonias abriu espaco para os poderosos se manterem no poder.

Contudo, os imigrantes ingleses que se transportaram para os Estados Unidos eram tanto ou mais atrasados que os poderosos que ficaram no Reino Unido. Basta olhar-se as leis que criaram, de total intolerancia a outras religioes e outros povos. Nesse caso, os maiores perseguidos eram os indigenas e os catolicos. Isso por causa dos conflitos que o surgimento do protestantismo causou.

Um detalhe da colonizacao inglesa foi que iniciou-se muito depois nos Estados Unidos. Foi por volta de 1621, quando Portugal e Espanha ja haviam plantado suas colonias ha mais de seculo.

Cerca de 180 anos apos implantadas as primeiras colonias, veio a Independencia. Porem, a Independencia se deu apenas nas 13 colonias iniciais. Nova Iorque nem era colonia inglesa. Era colonia holandesa, Nova Amsterda, e havia sido barganhada recentemente em troca da antiga Guiana Holandesa.

Logo depois, deu-se a compra da Louisiana. Que nao eh o atual estado e sim uma extensa faixa de terra que quase dobrou o territorio das 13 colonias. A colonizacao era francesa. O que nao acrescenta coisa boa ao sistema.

As partes do Sul dos Estados Unidos foram sendo tomadas da Espanha e do Mexico. Ou seja, a colonizacao era toda espanhola. E as aquisicoes foram se dando ao longo do seculo XIX, com mais de 300 anos de colonizacao latina.

O Noroeste do pais foi conquistado porque nao tinha um dono europeu de fato. Em teoria, foi da Espanha, tomado pela Inglaterra mas quem tomou posse foram os Estados Unidos. Chegou primeiro. Contudo, muito depois da Independencia. Nao houve colonizacao inglesa.

Por fim o Alasca. Era Russo. E alguem pode pensar que o tsar traiu a nacao ao aceitar vender. Mas eh melhor verificar do ponto de vista estrategico. Os russos tambem nao tinham populacao para ocupar o territorio. Era distante demais da mae Russia. A Russia tinha que se preocupar com as constantes guerras contra europeus e o Japao era outro poder que desafiava os russos.

Ao ver o que os Estados Unidos ja tinham feito `a Inglaterra, Espanha e Mexico, o tsar devia saber que seria inutil tentar segurar, pois, se nao vendesse seria tomado. Foi uma questao de inteligencia. Melhor perder so as joias que os dedos junto!

Outros paises de colonizacao inglesa somente se tornaram candidatos a primeiro mundo depois de suas emancipacoes efetivas. Esses sao os casos da Nova Zelandia e Australia. Ja o restante das colonias inglesas, como a India, China e Oriente Medio, ao contrario, chegaram a ser desenvolvidas antes da colonizacao. Com a colonizacao foram reduzidas apenas a mercado explorado. E ate hoje aguentam as consequencias disso.

E isso faz-me ate suspeitar de que nosso aparentado, o inconfidende Jose Joaquim da Maia e Barbalho, nem foi um heroi por ter procurado ajuda dos Estados Unidos para a Inconfidencia.

Isso porque essa pode ter sido a causa involuntaria da derrocada. As pessoas pensam que a biografia construida dos pais da Independencia dos Estados Unidos os torna quase santos. Mas a verdade eh completamente outra. Se as pessoas estudarem melhor a biografia de um Benjamin Franklin ou do Andrew Jackson ira compreender porque ate hoje os indigenas nao aceitam as notas de 20 dollares, a que tem a efingie do segundo.

Eram pessoas sem o menor escrupulos quando se tratava de atingir seus objetivos. Franklin tornou-se inimigo do proprio filho. E mesmo depois da Independencia nunca mais se falaram. O filho dele foi para Inglaterra e la morreu ingles.

Alias, para a informacao dos que nao sabem, o povo nos Estados Unidos era como foi o povo brasileiro. Nao queria a Revolucao de Independencia. Queria continuar pertencendo ao Imperio. Foi uma elite mais esclarecida que decidiu a levar em frente a revolucao. Alias, o mesmo povo tambem nao queria a compra da California. So ficou convencido depois da compra e o encontro do ouro por la.

Eh possivel que o Joaquim Silverio dos Reis nao passou de bode expiatorio, para acreditarem que ele deu com a lingua nos dentes para sair-se das dividas com Portugal. Mas essa explicacao eh vazia, pois, se a Inconfidencia desse certo ele nao apenas teria as dividas esquecidas como teria muito mais `a sua disposicao do que Portugal oferecia. Nao se pode desconsiderar a versao oficial mas tambem eh muito simplorio nao contesta-la.

E no tempo logo apos `a Independencia ja se tinha a ambicao nos Estados Unidos de expandir o imperio ate ao Oceano Pacifico. E no imaginario de alguns dos politicos de ca, o Brasil seria um concorrente que ja estava muito `a frente na corrida, pois, tinha todo o territorio central da America do Sul a seu dispor. Portanto, delatar a inconfidencia nao seria, para eles, um crime mas apenas uma eliminacao da concorrencia.

Pelo que se sabe atualmente das vidas particulares e politicas dos homens que fundaram a Republica dos Estados Unidos nao duvido quanto `a questao de que seriam capazes de fazer isso se se sentissem pelo menos um pouquinho de ameaca ao seu projeto de dominio. A questao a se levantar eh apenas a de que: eles ja tinham ou nao o Brasil como um futuro concorrente?

Nao estou aqui colocando em duvida a honestidade pessoal do Thomas Jefferson que foi contatado pelo Barbalho. Ele nao tinha o poder `a epoca. Era embaixador em Paris. Ouviu o projeto dos inconfidentes mineiros e contou o que ouviu para o Conselho Continental. A decisao de nao ajudar e, talvez, delatar nao foi dele. Como eram muitos decidindo, alguns foram voto vencido.

Nem se trata meus amigos brasileiros de criar uma imagem negativa dos Estados Unidos e de seus herois da independencia. Nao eh que eles seriam inimigos da independencia do Brasil. Nao eh um caso particular contra a nacao. Eh um caso de pura e simples concorrencia. Nao eh porque eh o Brasil. Eles fariam o mesmo contra todo e qualquer outro pais que ameacasse seu projeto imperialista.

Quanto `as questoes ao atraso economico e educacional brasileiros foi mais um problema intrinseco que intervencao exterior. A intervencao se deu durante o periodo colonial. Portugal queria manter o Brasil como seu servente e para isso fez de tudo para alcancar o objetivo. Em particular, proibiu a educacao. Era proibido ter universidades no Brasil.

Mas isso poderia ter sido superado a partir de que a Independencia do Brasil se deu em 1822. O problema foi que o que vitimou os brasileiros foi a qualidade de elite que se produziu no pais. Ela tinha a mesma mente atrasada que os antigos compatriotas portugueses.

Grande parte da populacao foi alijada do poder economico e do conhecimento. Com isso, como o Brasil herdou de Portugal o atraso da falta de industria, continuou no mesmo caminho, nao preparando a populacao para uma revolucao industrial.

Os dados estatisticos populacionais de 1900 ajudam muito a explicar isso. `Aquela epoca o Brasil tinha 17 milhoes de habitantes cadastrados no censo. Enquanto os Estados Unidos possuiam algo em torno de 70 milhoes. O que se pode pensar eh que a diferenca nao seria tao grande assim, ou seja, cerca de 4 vezes mais.

Contudo, a grande diferenca nao estava nesses numeros. Estava no detalhamento deles. No Brasil ainda se vivia no tempo dos favorecimentos dinasticos. Ou seja, vivia-se ainda os privilegios de nobreza. A quem tinha era dado muito mais e a quem nao tinha nao era dada a menor chance, nao interessava o merito.

Com isso, dos 17 milhoes de brasileiros da epoca nao deveriam existir mais que 3.5 milhoes de consumidores. Enquanto que nos Estados Unidos essa cifra era pelo menos 10 vezes superior.

O sistema consumista tinha la suas vantagens `a epoca. Nao se produzia plastico e a poluicao ainda era minima. Mas o que se tinha para consumir o era em larga escala. O resultado disso foi a criacao da riqueza de muitos.

Aqui nos Estados Unidos as pessoas tem e eh incentivada a ter a ilusao de que o pais eh excepcional em sua forma de criacao. Faz-se acreditar quase que numa protecao divina contra outras influencias. E essa suposta protecao divina eh que seria a responsavel pela imensa riqueza e prosperidade que o pais experimentou nas ultimas decadas.

Tudo uma falsa impressao. Nao vejo diferenca alguma no nivel de inteligencia do povo brasileiro ou do povo nos Estados Unidos. Ambos sao igualmente criativos. A diferenca esta apenas no detalhe da crenca de que todos tem o mesmo direito ao acesso `as riquezas. O que isso influencia?

Como todos sao convidados a consumir, mesmo as ideias que nao sao muito inteligentes tem a vantagem de ser consumidas. Para comparacao, temos o cinema de alta qualidade e o cinema de pessima qualidade. Nao interessa. Em meio a uma populacao de 310 milhoes de pessoas tem gosto para tudo.

Se a producao for de ma qualidade mas tiver pelo menos 1% da populacao como consumidora, ira conseguir mais publico que as boas producoes de cinema no Brasil. Isso eh bom porque mesmo fazendo producoes de baixa qualidade o mercado prepara cineastas que acabarao aprendendo a fazer coisas de boa qualidade em funcao da pratica. Enquanto no Brasil as oportunidades serao minimas.

E isso se processa em todas as atividades humanas. Enquanto muitos bons profissionais jamais se projetarao no Brasil, pessimos profissionais nos Estados Unidos terao mais chances de se projetarem e, com o tempo, se transformarem em bons. Nao ha nada de excepcionalidade nisso. Tudo eh uma questao de oportunidade.

O que, no Brasil, sempre foi comprimida e reprimida. Nao eh atoa que andou-se revoltando com o acesso dos pobres a sistema de consumo. Junto com o consumo essa camada tambem passaria a produzir. Producao nova significa concorrencia. O que essa elite do tempo medieval menos acredita eh em concorrencia.

Melhor dizendo acredita nela `a semelhanca do Trump que se acha um genio por ser bilionario e ter comecado a vida com tudo o que podia `a sua disposicao, inclusive o emprestimo paterno de 1 milhao de dollares, coisa que na atualidade se traduziria por dezenas de milhoes.

Por falar nisso, acredito que nos entramos em uma fase nova, em que nao ha mais como expandir, pois, nao ha mais territorio habitavel no qual as pessoas possam iniciar novas colonizacoes.

E com isso as elites retrogradas mundiais estao mesmo tentando forcar o retorno `aquele tempo em que os beneficios do trabalho coletivo se concentrem nos privilegios dos “bem nascidos.” E isso eh o que se pode verificar na atual politica economica no Brasil e na que esta entrando nos Estados Unidos.

Notavelmente, me enganei quanto `a definicao de inteligencia, pois, pensei que do passado deveriamos repetir o que fora bom. Dos outros deveriamos copiar o que deles brotasse de excelente. Mas o que estamos assistindo eh o Brasil voltando ao passado e os Estados Unidos copiando o que de pior sempre aconteceu no Brasil!!! “Um triste fim para o Policarpo Quaresma!!!”

E isso eh o que me inspirou escrever das entrelinhas que consegui decifrar na lista de imigrantes acorianos para o Brasil.

Leitura recomendada: https://www.letras.com/carlos-drummond-de-andrade/460647/

 

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13. ENFIM, ALGO DE MAIS CONCRETO!

Nossos eternos agradecimentos ao amigo Mauro Andrade Moura.

Ele localizou e enviou-me as fotografias dos Inventarios de dona IZIDORA FRANCISCA DE MAGALHAENS. O inventariante foi o viuvo dela: POLICARPO JOSE BARBALHO. E a data foi de 15 de maio de 1827.

Antes de qualquer coisa, façamos uma breve revisão da Historia da Família para que as pessoas menos familiarizadas com nossa genealogia entendam melhor as ligações parentais. Vejamos entao:

“O centro de minha familia pelo tronco materno dos Coelhos, veio, pois, a ser a velha povoação de “Sao-Miguel-e-Almas-do-Aricanga” (mais tarde Freguezia e Villa de Sao Miguel de Guanhaes, e hoje Cidade de Guanhaes), para onde, nos começos do século dezenove, se haviam transferido os cinco filhos de Jose Coelho e dona Eugenia (da regiao de Mato Dentro). Ja em 1821, um deles, elevado a Capitão de milicias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoação de Sao-Miguel-e-Almas, hoje Cidade de Guanhaes, conforme refere ASSIS MARTINS (“Almanaque de Minas”, de 1870, pag. 191). E do fundador dessa familia, no Nordeste de Minas, MANOEL RODRIGUES COELHO pode se ver a primeira “Carta de Sesmaria”, na “Revista” do Arquivo Publico Mineiro (Tomo X, 1905, pag. 213).”

Extrado do livro:

“ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS
(para um livro de familia)
separata da
“REVISTA DO INSTITUTO DE ESTUDOS GENEALOGICOS”
1939
EMPREZAGRAPHICA DA “REVISTA DOS TRIBUNAIS”
Rua Conde de Sarzedos, 38 – Sao Paulo”

Autoria do professor Nelson Coelho de Senna.

TRONCO COELHO (RODRIGUES COELHO OU COELHO DE MAGALHAES)

Do fundador de Guanhaes e sua esposa, Luiza Maria do Espirito Santo, filha de Antonio Jose Moniz e Manoela do Espirito Santo, nasceram os filhos seguintes:

01. Jose Coelho da Rocha Neto c. c. Candida Jovina Pereira e em 2as. Maria de Deus Villa Real
02. Maria Luiza Coelho, solt. (Nha Moca)
03. Francisca (Francisquinha) Eufrasia de Assis Coelho c. c. Ten. Joaquim Nunes Coelho
04. Anna Maria de Jesus Coelho solt. (Nha Ninha)
05. Ten. Joao Batista Coelho c. c. Maria Honoria Nunes Coelho
06. Eugenia Maria da Cruz c. c. Cap. Francisco Marçal Barbalho
07. Antonina, fal. crianca
08. Antonio Rodrigues Coelho c. c. Maria Marcolina Borges do Amaral e em 2as. c. c. Virginia Campos Nelson. E teve extraconjugal duas filhas reconhecidas, com Anna Girou Bonefoi e Getulia Justiniana de Aguiar.

TRONCO NUNES COELHO

Do lado Nunes Coelho temos que, Manoel Nunes Coelho foi pai de:

I. Eusebio Nunes Coelho c. c. Anna Pinto de Jesus, e foram pais de, pelo menos:

01. Clemente Nunes Coelho. Nao se sabe com quem se casou mas foi pai de Maria Honoria Nunes Coelho
02. Capitão, Francisco Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho
03. Joaquim Nunes Coelho c. c. Francisca (Francisquinha) Eufrasia de Assis Coelho
04. Bento Nunes Coelho
05. Antonio Nunes Coelho (1829) c. c. Maria de Araujo Ferreira

TRONCO “DE MAGALHAES BARBALHO”

Ate entao, tinhamos a informacao de que Francisco Marcal Barbalho era filho de Policarpo Jose Barbalho. Deste Policarpo foram filhos:

01. Joao, fal. crianca
02. Jose de Magalhaens Barbalho c. c. Maria Germana (segue)
03. Genoveva, fal. crianca
04. Emigdio de Magalhaens Barbalho (padre)
05. Maria, fal. crianca
06. Cap. Francisco Marcal Barbalho c. c. Eugenia Maria da Cruz (segue)
07. Lucinda Francisca de Magalhaens c. c. Manoel Geraldo Fernandes Madeira

02. Jose de Magalhaens Barbalho c. c. Maria Germana, pais de:

01. Margarida (1833)
02. Anna Maria (hipotese)

06. Cap. Francisco Marcal Barbalho c. c. Eugenia Maria da Cruz, pais de:

01. Emigdia de Magalhaes Barbalho c. c. Jose Coelho Nunes
02. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho c. c. Joao Nunes Coelho
03. Marçal de Magalhães Barbalho* c. c. Ersila Coelho de Andrade
04. Pedro Marçal de Magalhaes Barbalho* c. c. Antonia Honoria Coelho
05. Quiteria (Quitirinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Joaquim Pacheco Moreira
06. Candida (Sa Candinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Joao (tio Joaozinho) Batista de Magalhaes
07. Julia de Magalhaes Barbalho, solt.
08. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho c. c. Miguel Nunes Coelho

Para quem desejar acompanhar maiores detalhes dessa genealogia ha o site a disposição: http://www.geneaminas.com.br/index-2017-2-9.html

* Marcal teve extraconjugal a filha Adelina Magalhaes
* Pedro foi pai extraconjugal do filho Pedro de Magalhaes Barbalho
Ambos tiveram suas familias com as esposas.

Anna Maria, filha de Jose de Magalhaens Barbalho foi a mãe de Joao Batista de Magalhães. Ele casou-se com sua prima em segundo grau.

Jose, Antonio e Miguel foram filhos de Francisca (Francisquinha) Eufrasia e Joaquim Nunes Coelho. Foram 3 irmãos casados com 3 irmas e eram primos em primeiro grau por partes maternas.

Antonia Honoria era prima em primeiro grau do marido Pedro de Magalhaes Barbalho por ela ter sido filha de Joao Batista Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho.

Os tenentes Joao Batista Coelho e Joaquim Nunes Coelho constam na lista de primeiros moradores e fundadores do municipio de Virginopolis. 7 filhos e filhas do Ten. Antonio Rodrigues Coelho casaram com 6 descendentes do Ten. Joao Batista Coelho. E a descendencia deles continuou casando entre si ate aos anos atuais.

Nao preciso contar em detalhes a alegria que foi descobrir algo mais concreto desse nosso ilusivo quartavo, o alferes Policarpo Jose Barbalho. Algumas coisas que foram ditas a respeito dele, dentro das tradições, ja se provaram ser irreais. A maior mesmo foi a de que assinasse “de Magalhães”, o que nao era. Outra fora que nascera no Nordeste e, para nossa surpresa, ele nasceu no antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durão, Município de Mariana.

Ver o documento que pode ter sido escrito `a mão por ele proprio ja foi outra Historia. Pelo menos a assinatura era a dele. E assinava Alferes Policarpo Jose Barbalho. O mais importante que o documento revelou nao foi que foi casado com Izidora Francisca de Magalhaens. O importante mesmo foi que ela foi a mãe tanto do nosso ancestral Jose de Magalhaens Barbalho quanto do ancestral Capitao Francisco Marçal Barbalho. E comprova que este não assinava o Magalhaens.

E aqui vou copiar algumas anotacoes que fiz, copia do que li no documento:

“Itabira, Maio (rabiscos) 1827. [D.a…? a 15 de Maio de 1827, estava na margem]

Inventario e partilha dos bens que ficaram na casa da falecida Dona Izidora Francisca de Magalhaens, moradora que foi no Arraial da Itabira termo de villa Nova da Rainha de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Caeté de quem ficou viuvo o Alferes Policarpo Jose Barbalho…………………

Policarpo Jose Barbalho viuvo da falecida Dona Izidora Francisca de Magalhaens morador no Arraial do Itabira deste termo que reconheco pelo………… de que fico………………….dito……………………tutor dos Orfaos.

Orfaos que venha aceitar juizo para governar todos os bens que ficaram por falecimento da dita……………”

Bom, era coisa demais para ler. Pelo menos 40 paginas numa grafia que nao estou acostumado a faze-lo e num documento ja deteriorado com o tempo, alem de uma grande mancha que parece ter sido causada por, em algum tempo da vida do papel, ele ter sido molhado.

Mesmo as linhas semi-apagadas pela mancha d’agua pode-se ler algo com um contraste de luz. Experimentei isso movimentando a tela do laptop. A dificuldade mesmo eh ler as letras na grafia antiga.

Tive apenas algumas horas de acesso ao documento porque ele me foi enviado na forma temporaria. No dia 9 sera apagado. E o laptop eh instrumento para os estudos do meu filho. As horas que tive foram as de fim de semana, enquanto ele trabalhava no horario da manha. Assim, desisti de copiar o que li. Anotei algo que pensei ser de maior importancia. Aqui vai o que anotei:

Herdeiros:

Joze de Magalhaens Barbalho de 16 para 17 anos.
Emidio de Magalhaens Barbalho de 14 para 15 anos.
Francisco Marçal Barbalho de 6 para 7 anos.
Lucinda Francisca de Magalhaens de 2 para 3 anos.

Avo das criancas: Genoveva Nunes Ferreira
Guarda-Mor: Joao Baptista Ferreira de Souza, cavaleiro da Ordem de Christo e da Ordem do Cruzeiro

Parece-me que esse Joao Baptista era também Juiz dos Órfãos. O que seria importante era verificar se o Ferreira dele foi o mesmo da ancestral Genoveva, pois, talvez por ele se possa aprofundar mais facilmente nos estudos de nossas raízes.

Relacao de escravos:

1. Manoel da nacao Benguella de idade de 50 anos + ou –
2. Jose Ducarmo com 28 anos
3. Martinho, pardo, de 14 anos
4. Maria, da nacao Angolla, de 28 anos (?)
5. Josefa, da nacao Angolla, de (30 anos ???)
6. Bazilia, creoula, de 14 anos.

Algo que notei foi que a familia poderia nao ser considerada rica mas estava bem acima da situacao da população comum.

Ha algum tempo li numa tese que as familias precisavam possuir pelo menos um escravo e o dono da casa precisava trabalhar de igual para igual com ele para pelo menos ter quitado o custo de vida mínimo necessário. Ou seja, seria viver de pagamento em pagamento com a corda no pescoco.

Nesse caso, a familia possuia um escravo para cada membro, então, estava bem melhor de situação. Nao era o caso de ser o que se chamava de “dono de plantel”. Não chegava a ser escala industrial.

Sem se levar em conta o horror que era a escravidão, nao imaginem tambem que fosse algo mais cruel do que realmente era. Vivia-se em uma sociedade em que o unico meio de sobreviver era possuir escravos porque a sociedade estava toda estruturada no sistema escravagista. Alias, escravos libertos e em situação melhor também possuíam escravos.

A estrutura da sociedade e os lideres que impunham essa ordem, como governo, Igreja e alta nobreza, os que realmente compartilhavam o poder, tinham maior culpa.

Os pequenos senhores de escravos, embora com o poder sobre eles, não podiam dar-se ao luxo de ser cruéis e tinham de trata-los com algum respeito reservado, pois, eram como se fossem suas maquinas de trabalho, se se quebrassem não teriam produção.

Poucos foram os que pensavam diferente e viveram o que pensavam. Conheço o caso do Teofilo Otonni. Ele foi republicano e a favor da emancipacao dos escravos. Pelo ideal que seguia devia ser considerado o “Mártir da Republica” assim como em Minas Gerais considera-se Tiradentes como Mártir da Independencia. Isso porque o Teofilo passou a vida lutando pelo ideal e faleceu contrariado com seus contemporâneos.

Muita gente homenageada como proclamador da republica no Brasil nunca foi democrata como Teofilo Otonni. Nem mesmo queria a libertação dos escravos mas, “depois de a Ines ja morta”, virou republicano para vingar o “mal-feito” da princesa Isabel.

Nao estou querendo justificar. Mas as coisas continuam quase as mesmas. Muita gente acha que eh alguma coisa a mais na vida, por causa de si mesmo. Pensa que tem mérito maior que os outros. Mas eh so pensar em qualquer cirurgião de fama. Sera que ele sozinho eh a razão do próprio sucesso?

Se alguem pensa ser, entao, que explique: o que eh um cirurgiao famoso sem um hospital bem montado, as dependências devidamente limpas e esterilizadas, os instrumentadores competentes, o faxineiro que carrega o material infectado, os enfermeiros que farão os turnos assistindo aos pacientes e dezenas, senao milhares, de outros colaboradores?!!!

Assim como atualmente todos dependemos uns dos outros, naquele sistema antigo todos dependiam dos escravos. E sem a emancipação nao havia como fugir da situação. Haja vista que quem governava eram os escravocratas mais ferrenhos. Ser contra era convidar a perseguição contra si mesmo!

Seguindo em frente, ha a menção de muitos outros bens. Isso porque os escravos eram considerados bens, e cerca de metade da fortuna da família era o valor dos escravos.

E entre esses outros bens figura um quarto de sesmaria. Uma sesmaria variava de medida mas a grosso modo podemos dizer que corresponde a 6 X 6 km. Ou seja, seria algo em torno de 900 hectares. Ou pouco menos que 200 alqueires mineiros. Na verdade um fazendao. Mas que `a época nao era considerado assim.

A fazenda ainda estava coberta por matas virgens mas ja continha cafezal. Tambem se trabalhava com gado. Entre os bens que entraram no inventario estava o “boteco” e ate um relógio.

Nao sei se me recordo de algo de tradição mencionando um relógio. Mas, observe-se que o que atualmente não passa de bijouteria era sinal de status `aquela época de tanta “faltura”!

Ha uma referencia interessante a uma “fabrica de ferro” que ficava “na fazenda de Genoveva Nunes Ferreira mãe da falecida”. O interessante eh que o Capitão Francisco Marçal Barbalho aparece no “Almanak de Minas” como fazendeiro em Patrocinio de Guanhaes e dono de uma fabrica de ferro.

Havia uma casa de morada. Não era algo comum `a época. Isso porque as pessoas que tinham fazenda moravam na casa da fazenda. O que não era separada da propriedade. Fazia parte. Então, a casa era na cidade e devia ser anexa ao estabelecimento comercial.

Infelizmente, o documento nao menciona a localização de nenhuma das propriedades. Seria preciso verificar outros documentos, talvez os inventários da ancestral Genoveva Nunes Ferreira, para saber pelo menos onde ficavam as fazendas.

O problema eh que não deve adiantar grandes coisas. Isso porque a grande briga do poeta Carlos Drummond com a cidade foi justamente o desrespeito com que tratava sua memória histórica. Se não tiveram respeito nem pelo poeta, imagina se tera tido respeito por aparentados menos famosos!

Atualmente, quem perde mesmo eh Itabira. Ela poderia ter conservado essas memórias de suas primeiras famílias. Locais esses que poderiam transformar-se em pontos de peregrinação da descendência. Hoje somos milhares de Barbalho que poderíamos fazer pelo menos uma visita turística na vida. E a tendência eh de essa descendência multiplicar-se a cada geração.

Mas, sem a referencia, so estive em Itabira uma vez. Para visitar tios que moravam la. Mas se houvesse a referencia, teria ido outras vezes e estou certo que outros parentes teriam feito o mesmo. Diga-se de passagem, não são apenas os Barbalho que fariam o mesmo. Sao dezenas e dezenas de outras famílias.

Quando os senhores de Itabira fizeram opção pela riqueza rápida com a exploração do minério não pensaram no obvio. O minério iria acabar um dia, mas a genealogia so cresce com o passar dos tempos.

O turismo ligado `a genealogia era a melhor opção, pois, dura para sempre e não para de crescer. Se no tempo do Carlos Drummond o tivessem ouvido os pais da época teriam se acostumado a levar os filhos para visitar os locais onde os ancestrais viveram. E atualmente os netos estariam repetindo a mesma rotina.

Como ultima item de propriedade que anotei temos uma “bateia”. Parece ser ridículo incluir o instrumento, na atualidade! Mas acontece que essa “bateia” não tem um significa exclusivo. Pode referir-se a uma lavra na fazenda, um escravo especializado em mineração ou uma concessão de mineração.

Esse eh mais um fato que evidencia sermos descendentes do Manoel Vaz Barbalho e da Josepha Pimenta de Souza. Eles estavam presentes em Minas Gerais no inicio do Ciclo do Ouro quando a grande atividade era a mineração. Alem disso, residiram em Itapanhoacanga, atual distrito de Alvorada de Minas, que chegou a ser um dos maiores centros de produção do ouro durante uma curta temporada no século XVIII.

Essa informação poderia ser crucial para explicar o vinculo entre os Barbalho de Itabira e Guanhaes/Virginópolis. Segundo me comunicou meu irmão Odon Jose, a tradição afirma que o padre Emigdio foi para Guanhaes e la retirou alguma quantidade de ouro na Lavrinha. Com esse ouro pode levar para la o irmão Francisco Marçal.

A Historia, porem, precisa ser interpretada. Começando por um pequeno extrato do livro: “NOTAS HISTORICAS SOBRE GUANHAES”. `A pagina 32 temos:

“A LAVRA DO MEXERICO

Foi descoberta mais uma lavra em Sao Miguel e Almas localizada no antigo Patrocínio de Guanhaes, ja pelos anos de 1825 a 1827.

Devido aos excelentes resultados iniciais com o trabalho da mineração, foi organizada uma sociedade com o único objetivo de explorar a nova lavra”

“Alem da lavra do Mexerico, surgiu na mesma zona, a denominada “LAVRINHA”, cuja fazenda pertenceu ao Sr. Leonel de Oliveira, e, por seu falecimento passou para seus herdeiros, que, mais tarde a venderam ao Sr. Benjamim Leão.”

Acredito que houve um engano ao identificar o senhor Leonel como “de Oliveira” ou ele ja assinava Coelho de Oliveira. Penso que esse Leonel devera ser aquele batizado em Ferros, em 27.12.1837, sendo filho extraconjugal de Bibiana de Sousa Coelho.

E penso que ele devera ter se casado com Candida, que muito provavelmente pertencia `a Família Oliveira Freire. Assim, pela lógica de localização, ele deve ter sido vizinho do senhor Cândido de Oliveira Freire, que foi marido da dona Bernardina.

Cândido e Bernardina tiveram duas filhas casadas com dois filhos dos senhores Leonel e Candida. Tiveram outros dois filhos filhos que se casaram com filhas dos antepassados: Joao Baptista Coelho e Maria Honoria Nunes Coelho. Eles moraram no Sao Felipe, outra area de Virginópolis, vizinha da Lavrinha e do Mexerico.

Os filhos do senhor Leonel ja assinavam Coelho de Oliveira. E os netos dos senhores Cândido e Bernardina acabaram adotando a mesma assinatura.

Eh possível que o senhor Leonel não assinasse o Oliveira mas fosse conhecido como tal justamente por residir proximo e ter sido assimilado pelos Oliveira Freire. Confusão um tanto quanto comum no passado.

Segundo o professor Nelson Coelho de Senna, na intimidade da família, o nosso ancestral Jose Coelho de Magalhães era conhecido como Jose Coelho da Rocha. Sendo que o Rocha era assinatura da esposa, Eugenia Rodrigues da Rocha. E também foi dito que o Policarpo assinava “de Magalhães Barbalho”. Quando também o Magalhães vinha da esposa Isidora.

A autor do livro, Inocêncio Soares Leão, foi filho so Sr. Benjamim. Inocêncio foi nosso primo, na descendência do tioquartavo Joao Coelho de Magalhães. E, atualmente, a Lavrinha pertence ao nosso primo Sandro (Fubá) de Magalhães Barbalho.

Ha algumas coisas interessantes a deduzir-se dai. Vou apenas retirar mais um extrato do mesmo livro. Este esta nas paginas 30/31. Segue:

“Alguns anos mais tarde o Cap. F. Nunes Coelho, o Revmo. Padre E. Magalhães Barbalho, Vigário da freguesia que a paroquiou de 1853 a 1859, associaram-se com o Cap. Venâncio Gomes Chaves, Euzébio N. Coelho, e outros vindos das Lavras do Candonga, organizando uma sociedade com o especial escopo de explorarem, como de fato, o fizeram, a conhecida zona aurífera das Almas, também rica em jazidas de ferro, de boa qualidade que, certamente, poderá ser ainda objeto de nova exploração.”

O autor Inocencio menciona inclusive a presença na Fazenda das Almas de uma pedra com cerca de 1m de diametro, com qualidade de ima. Na verdade, essa pedra deve ser o vestígio de algum meteorito e não ter origem terrestre. Atualmente deve valer uma pequena fortuna.

De preferencia, o melhor uso dela seria como peca de um museu, que poderá render visitas turísticas por todo tempo ao município. Talvez seja maior ate que o famoso meteorito “Bendengo”, encontrado na Bahia nos tempos do Império Brasileiro.

Aqui esta onde parece que as informações se imbricam. O inventario da ancestral Isidora se deu em 1827. A família possuía uma “bateia”. E, supostamente, foi o padre Emigdio quem levou nosso ancestral Francisco Marçal para Guanhaes.

Outros fatos são o de que o custo de estudar alguém `a época no Brasil era absurdo. Podem pensar em termos assim. Para estudar-se um brasileiro aqui nos Estados Unidos gasta-se algo que varia entre 20.000 a 60.000 dólares por ano estudado. O custo era semelhante a isso, porem, ganhando-se o dinheiro no Brasil.

Para estudar, geralmente os filhos ou tinham pais muito ricos ou tinham que trabalhar anos e anos para adquirir um pe-de-meia e, so então, seguir os estudos. O que me parece foi que o Emigdio não quiz queimar a herança que recebeu da mãe para pagar os estudos.

Deve ter preferido conservar o que ja estava na mão para a segurança da família e seguir para Guanhaes. Ali a tradição afirma que retirou ouro na Lavrinha. E ele permaneceu trabalhando ate 1838, quando ingressou no seminário, indo ser consagrado em 1845.

Coincidentemente, em 1838 o Francisco Marçal estava completando 18 anos de idade, portanto, o irmão poderá te-lo colocado como cabeça dos negócios. Nessa ocasião, a trisavó Eugenia Maria da Cruz estava com 14 anos, era moradora de Guanhaes, e filha do seu fundador, Jose Coelho da Rocha (ou de Magalhães Filho).

Mas eles vieram a se casar por volta de 1845, quando da ordenação do padre seu irmão. Talvez tenha aguardado a ocasião exatamente pelo respeito que o irmão inspirava.

Retornando ao custo de formar-se um padre na família, ha que perguntar-se o porque de as famílias naquela época inclinarem-se tanto a trocarem tudo para formar um. Acontece que existiam dois motivos básicos. Um eh o obvio, o fervor religioso. Isso não se discute.

Por outro lado havia também a realidade da época. A morte era uma presença constante. O caso da ancestral Isidora era o fato comum. E o padre na família funcionava como um “fundo de pensão”. Principalmente para as mulheres que ficavam viuvas cedo e seus filhos menores.

Ha que nos lembrarmos que o padre que assumia uma paroquia de imediato tinha um salário pago pelo Estado. Estado e Igreja faziam parte de uma entidade única e compartilhavam as funções de governar. Em segundo lugar tornavam-se senhores do cartório de registros civis.

Como consequência da função também tinham diversas rendas que iam desde a comida na mesa e a moradia por conta dos paroquianos ate `as “joias” que as famílias agradecidas por uma extrema-unção que resultara em retorno do moribundo a uma vida plena.

Os padres geralmente carregavam um séquito de seguidores que o auxiliavam nas obrigações diárias, em particular a sua própria família. Alem disso, as irmãs e irmãos dos padres eram considerados bons partidos para matrimónios e acabavam se casando nas famílias mais ricas. Enfim, era a segurança do Céu ja usufruída, em parte, na Terra.

Muito frequentemente os padres se tornavam senhores de vastas terras. Isso não quer dizer, necessariamente, que retirassem das suas funções sacerdotais. O fato eh que para se tornarem padres precisavam proceder, na maioria das vezes, de famílias com bens.

Eles herdavam dos pais e faziam o capital crescer. Talvez seja porque “em terra de cego o caolho eh rei”! Eles tinham noções melhores de educação, enquanto a maioria da população era analfabeta.

Outra parte da nossa tradição dizia que o Policarpo não tinha dado muita sorte na vida. E que a mudança para Guanhaes era explicada pela situação difícil em Itabira. Pelo que se vê, para que isso tenha sido verdade seria preciso que ele tivesse se casado uma segunda vez, tido muitos filhos e perdido toda ou parte da fortuna que ja possuía. Mas por enquanto não se sabe!

A melhor maneira de se saber das coisas seria encontrar inventários e testamento dele próprio e/ou o documento “De Genere Et Moribus”. Talvez esse ultimo seja o sonho do genealogista nessa situação. Talvez o documento revele antepassados, principalmente quem foram os avos, esposa(s), filhos ainda não conhecidos e ate netos e bisnetos.

O encontro do ouro na Fazenda das Almas ja não explicaria mais uma transferencia do Capitão Francisco Marçal. Isso porque ela se deu depois de 1845, quando ele ja devia estar residindo la. Nesse caso, justificaria o oposto, a ida do padre sob a proteção do capitão. E, então, se daria a sociedade nessas minas.

O que justificaria essa nova descoberta, que se deu bem mais tardia, seria a confirmação de nossas tradições de que nosso ancestral Policarpo retornou ao seminário (conta-se que antes de casar em 1808 ele estava no seminário e desistiu por amor `a bela Isidora) e foi ordenado depois do filho, padre Emigdio.

De qualquer forma, vamos ao que mais interessa. O documento proporcionou decifrar uma passagem super importante em nossa genealogia. Eu ja havia encontrado os documentos de nossos familiares no site familysearch e sabia que o Alferes Policarpo fora casado com Izidora Francisca de Magalhaens. Mas o que não tinha era uma menção clara de que ela fora a mãe do nosso trisavô Francisco Marcal Barbalho. Muito pelo contrario, as evidencias que tinha diziam outra coisa.

Meu irmão Odon Jose havia conversado com nosso pai, que era o cofre que guardava de memoria a genealogia e causos da familia, e a uma pergunta de quem fora a esposa, pensou, pensou e respondeu sem grandes conviccoes que fora Vita. E as evidencias seguintes corroboravam com tal suspeita.

Primeiro meu irmão e depois eu mesmo encontramos esse extrato no site Sfreinobreza. La estava a “Relacao de Bispos Brasileiros de 1551 a 1952.” Entre eles encontrava-se o proeminente D. Manuel Nunes Coelho. E la estava escrito:

“215) D. Manuel Nunes Coelho, nascido em 12 de Fevereiro de 1884, em N. S. do Patrocinio de Guanhaes (hoje Virginopolis) – MG. Ordenou-se a 7 de Abril de 1907, 1o. Bispo de Aterrado [atualmente Luz] foi sagrado a 14 de Novembro de 1920 e tomou posse a 10 de Abril de 1921. Filho de Miguel Nunes Coelho e de Ambrosina de Magalhaes Barbalho; neto paterno de Joaquim Nunes Coelho (1) e de Francisca de Assiz Coelho (2); neto materno de Francisco Marçal Barbalho (3) e de Eugenia Coelho (4).

1. Filho de Eusebio Nunes Coelho e de Ana Honorata, neto de Manuel Nunes Coelho.

2. Filha de Jose Coelho da Rocha e de Luiza do Espirito Santo; neta paterna de Jose Coelho de Magalhães e de Eugenia Rodrigues da Rocha; neta materna de Antonio Jose Moniz e de Manuela do Espirito Santo.

3. Filho de Policarpo Barbalho e de Genoveva de Magalhães.

4. Filha de Joao Coelho da Rocha e de Luiza de Magalhães.

O site, na versao que existia antes, nao esta mais na internet. Encontrei esse endereco: https://archive.is/www.sfreinobreza.com. Mas não esta me dando acesso ao conteúdo. Não posso dizer se ja pesquisaram e corrigiram os enganos.

Mas diante das evidencias chegamos a pensar que a mãe do Francisco Marcal chamasse mesmo Genoveva. Vita seria o nome da intimidade familiar, ou seja, abreviatura de Genovevita.

Outra evidencia foi que o nome Vita ficou na familia. Inclusive tivemos uma bisneta, Vita de Magalhães Barbalho, por tia-avo, que foi neta, via Marcal, do Francisco Marçal. Mas nunca me conformei com a ideia, pois, havia encontrado a Izidora no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio. Mesmo pensando que poderiam ser duas as esposas, era preciso fazer a prova dos 9.

Cheguei a pensar na possibilidade de o Francisco Marçal ter sido filho da Genoveva filha. Mas nao sabia que ela nao havia chegado `a idade adulta, pois, que não tivesse falecido criança teria herdado da mae.

O certo eh que o documento retira diversas duvidas. Entre elas estão:

1. Nossa quartavo chamava-se Isidora Francisca de Magalhaens.

2. A mãe dela chamava-se Genoveva Nunes Ferreira. O documento do padre Emigdio deixou a duvida quanto a ser Ferreira ou Filgueiras. Mas com as diversas repetições “Genoveva Nunes Ferreira, mãe da falecida…”, não ha mais como ter duvida alguma.

3. Fica registrado que pode estar correto o livro da prima Ivania Batista Coelho incluindo entre os filhos do Policarpo um certo Manoel de Magalhaes Barbalho. Mas fica claro que não foi filho da Izidora.

4. Corrige-se o mesmo livro que atribuiu o Magalhães da família ao próprio Policarpo, o que ele nao assinava.

5. Francisco Marçal nao usava o Magalhaens e a Lucinda usava o Magalhaens mas nao o Barbalho.

6. No livro da prima Ivania ha um engano de datas. La temos para data de nascimento do Francisco Marçal o 30.06.1824. Porem, em 1827 ele estava com 6 para 7 anos o que retroage o nascimento dele para 1820. Assim fica determinado que ao falecer em 1900 ele estava com 80 anos completos ou quase isso e nao 76 anos de idade.

7. Eh provável que a data de 30.06.1824 seja a do nascimento da Lucinda Francisca de Magalhaens, pois, o batizado dela se deu 10 dias depois. Nao tenho hipotese alguma para esclarecer a ocorrência.

8. Acaba-se a especulação que tinha de que o senhor Modesto Jose Barbalho pudesse ter sido filho do casal. Mais facil sera que ele tenha sido irmão ou sobrinho do Policarpo.

Alias, o amigo Mauro disse que ha outro inventario onde aparece o inventariante Modesto de Souza Barbalho, por volta dos anos de 1850. Pelo nome sera mais logico ter sido ele o pai do sr. Modesto, porem, nao ha porque afirma-lo ou saber da procedência dele.

9. Acabam-se outras especulações de que outras pessoas de assinatura Barbalho nos livros de registros de Itabira pudessem ser filhas do mesmo casal, Policarpo e Isidora.

10. Comprova-se que a minha especulação a respeito de o “pai” Jose ter nascido por volta de 1820 nao tinha fundamento. Ele tornou-se o primogênito ja que o filho Joao, nascido em 1809, exatos 9 meses após ao casamento, não aparece como herdeiro. Isso faz com que Jose de Magalhaens Barbalho, então com 16 para 17 anos, tenha nascido mais provavelmente em 1810.

Preciosa essa comprovação, pois, torna-se perfeitamente viável a paternidade dele, em 1833, da filha Margarida. Ela esta presente nos registros de Itabira, mas o pai tem o nome Joze de Malhaes Barbalho. Pode ter sido abreviado. E o Jose ja teria mesmo idade para ter se casado ou, pelo menos, ter filhos.

11. Uma especulação que volta `a tona eh a paternidade do Jose Vaz Barbalho, Juiz de Paz em Sabinopolis, no ano de 1875. Como o mais provável sera que o Policarpo não tenha dado o nome a outro filho, isso não impede que o Jose pudesse te-lo feito.

O que nao ficou explicado nesse caso foi a menção no item 4 do site onde acrescenta que Eugenia Coelho (4) era “Filha de Joao Coelho da Rocha e de Luza de Magalhães.” Na verdade, a trisavó Eugenia Maria da Cruz (Coelho) foi filha dos mesmos Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo, pais da tia Francisca Eufrasia de Assis (Coelho).

Alias, embora o Jose Coelho da Rocha tenha sido assim mais conhecido eh provável que tenha tido o mesmo nome do pai, Jose Coelho de Magalhaes, acrescido de Filho. As duas versões são apontadas no “Genealogia da Familia Coelho” da prima Ivania.

Quanto `a lembrança dos familiares de que tivemos uma ancestral conhecida por Vita e não uma Isidora primeiro, talvez não seja grande mistério. E penso que isso esta subentendido no inventario da ancestral Isidora Francisca de Magalhaens.

Alias, estou repetindo a grafia Magalhaens justamente para recordar. Essa grafia eh ate atualmente usada por pessoas de descendência espanhola. E do documento do padre Emigdio pudemos retirar que a Genoveva foi “mãe natural” da Isidora. O termo significa apenas que ela foi mãe. Natural, todas são. Mas `a epoca isso significava que teve a filha sem se casar e nenhum homem assumira a responsabilidade.

As coisas eram assim mesmo. Mas ai eh que esta. Isso evidencia muito o caráter da nossa ancestral Genoveva. Naquela época a mulher nao tinha independência e era considerada uma propriedade dos homens.

Quando nascia pertencia ao pai. Casava-se e passava a pertencer ao marido. Se ficasse viuva, logo procurava casar-se novamente. E quando não o fazia, o filho mais velho ficava “responsável” por ela.

Algo que observo aqui eh que os dados enganados que encontramos no sfreinobreza poderão ter sido passados através de memórias do próprio bispo D. Manoel Nunes Coelho que teria se valido da memória falha das tradições. Era o que o povo da família acreditava que era e ninguém dignou-se a inquirir o que diziam os documentos de época.

A avo Genoveva deve ter nascido em torno de 1770. Seria um extremo ela ter nascido em 1780 e em 1808 estar casando a filha Isidora. Mas também poderia ter nascido por volta de 1740. O que a colocaria com cerca de 87 anos, em 1827, quando se deu o inventario. Acredito que as duas datas extremas não correspondem `a realidade.

Outro detalhe interessante que esta no inventario sao as diversas menções `a “fazenda de Genoveva Nunes Ferreira mãe da fallecida”. Isso quer dizer que ela teve pelo menos uma filha, criou, adquiriu posses e não dependia de homem algum. Algo, senão único, muito raro naquele tempo. Ou seja, ela foi uma mulher independente, quando nem mesmo muitos “homens barbados” não o eram!

Dai podemos inferir que ela, talvez sem a menor intenção, impos seu nome sobre o da filha. Ela deve ter sido a “mãe de criação” pelo menos para o Francisco Marçal e Lucinda Francisca. O Francisco deve ter tido poucas lembrancas da mãe verdadeira e deve ter fortes da avo. O fato de ter ficado órfão na mais tenra idade pode te-lo transformado numa pessoa introspectiva.

Em segundo lugar ele deve ter-se mudado o mais cedo que pode para Guanhaes. La ele se estabeleceu na zona rural, provavelmente no que depois passaria a pertencer a Virginópolis. Como a area ainda estava em inicio de colonização, deve ter-se dedicado ao trabalho duro como ja deveria estar acostumado. Desde criança devia trabalhar ombro a ombro com os escravos da familia.

Casou-se com, talvez, 25 anos de idade. Isso porque deve ter sido pai da Emigdia de Magalhães Barbalho, a primogénita, em 1847. Dai para a frente os outros filhos chegaram e o tempo de relembrar os detalhes de família era pequeno.

Vez por outra devia mencionar aos filhos algo feito pela Genoveva e outras vezes a chamava de mãe. Dai ter sido o nome dela lembrado pelos netos, embora ela fosse a bisavó e não a avo.

Alias, cabe aos historiadores refazerem a Historia da Mulher Brasileira nos Séculos XVIII e XIX. Geralmente tem-se a ideia de mulheres submissas. Mas a ancestral Genoveva foi contemporânea da dona Joaquina do Pompeu, da dona Beja, Chica da Silva e outras.

Em nossa familia, alem da ancestral Genoveva, temos a própria Eugenia Rodrigues Rocha, a ancestral Anna (Honorata) Pinto de Jesus e, pelo menos, dona Bernardina de Oliveira que foram “paraibas”.

Eh possível que as figuras de D. Maria I e Carlota Joaquina tenham servido muito mais como espelho que como mal exemplos do que os nossos livros de Historia ou versões interpretadas antigos lhes concedia!!!

Tivemos a bisavó Sa Candinha, talvez, como um retrato exato do que foi a ancestral Genoveva. Não nos mesmos detalhes mas na pessoa de uma mulher dominante. O que, alias, ate virou causo de família! E para relembrar vamos usar fatos concretos.

Ha algum tempo atras, quando ainda jovens, meu cunhado Joaquim Gervasio costumava passar ferias na casa de meus pais. E boa parte das vezes ele chamava quem estivesse proximo para tomar uma cervejinha nalgum dos bares perto da casa, para esperar o horario de almoco.

Mais tarde vinha o recado de que o almoco estava pronto. E não me recordo como ele ficou sabendo que era tratado como o Joaquim da Celeste, minha irma.

Então ele ja entrava na casa perguntando: “Que negocio eh esse de mandar chamar o Joaquim da Celeste, dona Judith?! Eu nao sou Joaquim da Celeste coisissima nenhuma! A Celeste eh que eh minha.”

Mas a resposta nao ficava sem retruco: “Celeste do Joaquim so se for em Nova Era (terra dele)! Aqui voce esta em Virginopolis!” Nem eh preciso relatar que a farra dos familiares era completa.

E se o Joaquim resolvesse dar corda para a conversa logo vinha alguém com o corretivo: “Quem mandou casar com generoa?!!!”

Generoa veio a ser um neologismo para descrever as mulheres dominantes, com muitos exemplos na familia. De certa forma, deve ter sido o significado que bem descreveria a “vovo” Vita (Genoveva).

E pelo esquecimento do nome verdadeiro de nossa ancestral acabamos não tendo exemplos de Isidoras dentre os nomes da descendência. Mas Vita o temos ate nascida no século XXI.

O documento nos da algumas respostas ao mesmo tempo que sugere mais perguntas. Agora temos a certeza que Isidora Francisca de Magalhães foi nossa quartavo. E, naturalmente, a mãe dela, Genoveva Nunes Ferreira fica confirmada como uma de nossas quintavos.

Automaticamente o pesquisador de genealogia se pergunta: e de onde procedem esses sobrenomes?

A principio ocorreu-me buscar na internet nome de possível bandeirante com o sobrenome Ferreira. E, de repente, encontrei um trabalho que casa de uma forma ou outra os sobrenomes. Ele esta no endereço:

http://www.ilb.ufop.br/IIIsimposio/27.pdf

Retornamos ao assunto de capítulos anteriores. Quem retornar ou recordar eu havia me enganado ao identificar o cristão novo Domingos Rodrigues Ramires como possível pai de nosso ancestral Pedro da Costa Ramires. Na verdade, acabei encontrando que os pais dele foram: Domingos Figueiredo de Carvalho e Ignez da Costa.

Agora veja a coincidencia. Essa tese inicia-se com os nomes Ana do Vale, Manuel Nunes da Paz e Francisco Ferreira Isidoro. Foram alguns dos cristãos-novos processados pela Inquisição, em Minas Gerais. Por azar não faz o acompanhamento genealógico dos personagens.

Porem, havia me chamado a atenção que o sobrenome Magalhaens de nossos ancestrais era a mesma grafia espanhola. Ate onde sabemos não ficou esclarecido porque ele foi usado nessa forma.

Agora observa-se que nossa ancestral veio a chamar-se Isidora Francisca de Magalhaens. E era filha de Genoveva Nunes Ferreira. Alem disso, veio a se casar com um descendente do Pedro da Costa Ramires e Páscoa Barbalho, ambos descendentes de ramos judeo-cristao-novo.

Podem verificar na tese, Francisco Ferreira Isidoro era espanhol. Talvez venha a ser o bisavo ou avo da ancestral Isidora.

Para mim chega a ser mais que coincidência. Principalmente por causa dessa outra postagem na internet:

http://anussim.org.br/algumas-familias-mineiras-tradicoes-e-costumes/

Quem se der ao trabalho de abrir pode observar que mais ou menos na metade da postagem ha uma relação de cidades e os nomes de famílias crista-novas que as ajudaram a povoar. Observem que em Sabará temos alem dos Ferreira temos os Ferreira Isidoro, como ultimo sobrenome mencionado de la.

Levando-se em conta que não devera ser a atual cidade mas sim a comarca, vemos que pode mesmo haver uma relação parental entre os personagens na tese e os nossos ancestrais.

Apesar de tudo, não podemos tirar conclusões apressadas. Eles não foram os únicos Ferreira na região. Podemos verificar em outra postagem muito interessante aqui mesmo na internet. Abram o endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Antônio_Soares_Ferreira

Vejam que Antonio Soares Ferreira foi o bandeirante que descobriu ouro na região do Serro. Com ele estava o filho Joao Soares Pais e outros, inclusive o Gaspar Soares Ferreira, que descobriu ouro no local que recebeu o nome de Morro do Gaspar Soares, atual Morro do Pilar.

Temos ali também a presença do Gabriel Ponce de Leon, aquele que de uma única bateada sacou 20/8 de ouro no Córrego do Vintém na, então, futura Conceição do Mato Dentro. E a Família Arzão esta entre os descobridores do ouro no Serro e Diamantina.

Ou seja, o melhor eh ler a relação de nomes dos membros da expedição do Antonio Soares Ferreira como prováveis nossos ancestrais e não apenas como personagens da Historia de Minas Gerais.

Eh muito provável que tanto o Ferreira da ancestral Genoveva quanto o Soares de parte de nossos primos estejam ligados a este mesmo núcleo familiar bandeirante.

Uma vantagem se comprovarmos que pertencemos tanto a um quanto a outra fonte Ferreira sera a de que ja teremos nossa genealogia melhor decifrada, deles para as raízes. Os Ferreira dos bandeirantes procedia de Guarulhos e estão descritos na Genealogia Paulistana.

O ramo Ferreira Isidoro esta ligado ao Domingos Rodrigues Ramires. O ramo familiar dele ja possui estudos por causa das perseguições inquisitórias sofridas por familiares.

Com a descoberta de que a nossa ancestral Genoveva Nunes Ferreira teve fazenda e propriedades, deve facilitar um pouco encontrar-se os ancestrais dela. Inclusive devera haver também o inventario dos bens dela, no qual os filhos da Isidora deverão entrar como herdeiros.

Nao creio que ela tenha sido tao “generoa” que tenha conquistado tudo do próprio muque. Deve ter herdado em parte do pai. E, espero, que isso facilite chegarmos `a origem mais remota de nossa família por essa linhagem também.

Quanto ao Polycarpo, ele deve ter ficado viuvo com idade entre 37 e 47 anos. E não ficava bem ao homem da época permanecer viuvo por muito tempo enquanto a idade lhe permitisse. Antigamente essas ja eram idades em que as pessoas estavam entregando os pontos. Quem vivia tanto estava dentro de uma media elevada. Quaisquer doenças matava.

Mas o que parece eh que o quartavo Polycarpo teve ótima saúde, mesmo sem os recursos modernos. Nossa tradição afirma que ele retornou ao seminário, depois que o filho Emigdia ja se ordenara padre, o que se deu em 1845, e também ordenou-se e foi padre. Acredito que ele tenha retornado após 1854, quando o seminário em Diamantina foi fundado. O que implica que ele tenha vivido em torno de, pelo menos, 80 anos.

O fato de ele aparecer como padrinho do batismo da filha Maria, de Manuel Alves da Rocha e Anna Joaquina das Chagas, em 07.10.1832 eh coisa menor. O que, alias, pelo nome, Anna Joaquina talvez tenha sido irma dele. Ambos teriam sido filhos do capitão Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, segundo consta a respeito dele no documento De Genere do padre Emigdio.

Ter sido ele próprio o pai do Felisberto, batizado em 21.11.1852, eh que sera algo surpreendente. Nesse caso, o nome da mãe da criança foi Anna Catharina das Merces. Sendo ele próprio o pai, então, fica confirmada parte da longevidade e da saúde. Resta comprovar apenas que ele viveu algo mais que uma década! Anna Catharina poderá ter sido também mãe do Manoel, mencionado no livro da prima Ivania.

O que vai ficar nos faltando também sera construir a Arvore Genealogica que inclua todos os Barbalho presentes nos Arquivos em Itabira. A principio, desde o inicio do Ciclo do Ouro, existem os documentos que comprovam a presenca deles em dois centros distintos. Um representado pelo eixo Ouro Preto/Mariana e o outro pelo conjunto de freguesias em torno do Serro.

Acredito que pessoas dos dois centros poderão ter convergido em Itabira. Do nosso lado sabemos que Jose Vaz nasceu no Serro e Anna Joaquina em Conceição do Mato Dentro. Nao se sabe porque foram ter o Polycarpo em Santa Rita Durão.

Porem, o filho Gervasio nasceu em Conceicao do Mato Dentro. E os dois filhos mais o Firmiano casaram-se em Itabira. Portanto, diversos dos personagens identificados ate ao momento pertencem ao ramo serrano.

Do Serro temos também que la nasceu o Policarpo Joseph Barbalho. Ele foi filho de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. O casal eh o “culpado” pela existencia dos Barbalho no Serro, por ter se mudado do Rio de Janeiro, casado em 1732, e por la construido família. Presumo que esse Policarpo tenha sido irmão do Jose Vaz Barbalho, pai do Polycarpo Jose Barbalho. Mas ainda não tenho o comprovante de paternidade do Jose.

Polycarpo Joseph Barbalho foi cirurgião-mor da Vila de Porto Alegre. Teve diversos filhos registrados em Gravatai. Casou la uma filha, tambem chamada de Josefa Pimenta de Souza, em 1794. E, pelo que parece, o cirurgião-mor instalou-se em Porto Alegre em torno de 1775. Ou seja, ja com 40 anos de idade.

Por ter sido cirurgião, antes de que fosse permitido a implantacao de colégios de medicina no Brasil, presume-se que tenha estudado em Portugal. Ou seria apenas um charlatão! (medico pratico e não um enganador) O que nao era mal nome `a epoca.

Mas o que faria sentido era que ele tivesse se casado uma primeira vez, no Brasil ou em Portugal, e tido uma primeira família. Nesse caso, muitos da família poderiam descender dele, inclusive o próprio Jose Vaz Barbalho, que poderia ser filho.

Ha pelo menos outra fonte possível dos Barbalho em Itabira. No livro “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE” o professor Dermeval Jose Pimenta descreve superficialmente a familia da terceiravo dele, Isidora Maria da Encarnacao. Ela foi esposa do capitao Antonio Francisco de Carvalho. E foram pais de:

1. Joao, 1761
2. Vitoriana Florinda de Ataide, 1762, c. c. Jose Damásio Rouco
3. Antonio, 1764
4. Luciano, 1766
5. Mariana, 1767
6. Jose, 1769
7. Francisco, 1771
8. Bernardo, 1776
9. Boaventura Jose Pimenta, 1779 c. c. Maria Balbina de Santana (nossa tia quartavo), filha de Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana, fundadores de Sabinopolis.

Bom, o professor Dermeval deu uma geral, por cima, na descendência de dona Victoriana e detalhou mais o ramo do bisavô dele, Boaventura Jose Pimenta. Ainda disse que os netos receberam o nome do meio, Jose, em homenagem `a avo Josepha. Alem disso, os que descreveu, receberam também o Pimenta que vinha do ramo dela.

Ele deve ter pesquisado os dois ramos por causa de terem deixado descendência com o mesmo sobrenome que ele usava. Deve ter ficado mais fácil pesquisar, pois, todo Jose Pimenta que encontrasse supostamente seria da familia. E ele próprio deixou escrito que os outros poderiam ter assinado Barbalho mas não tinha como comprovar isso.

Alias, sabia da existencia de muitas familias Pimenta no Centro-Nordeste de Minas Gerais. O que o fez presumir que fossem parte da descendência mas não poderia garantir. Os Barbalho ele não pesquisou por falta de tempo.

De qualquer forma, fica ai a possibilidade de uma parte dos Barbalho de Itabira proceder dessas fontes e de outras que ainda não identificamos. O que, infelizmente, não sera possível identificar sem uma pesquisa árdua nos arquivos do Serro e Diamantina.

Alias também, devo recordar aqui que o primo Glauco Batista Coelho ha pouco tempo confidenciou-me que, la pelos anos de 1960 ou 1970, nosso primo, o frei Roberto, andou por Conceição do Mato Dentro para ajudar nas comemorações do Jubileu. E disse que havia um verdadeiro tesouro de dados de nossa familia nos documentos da cidade.

Acontece que a documentação que o frei Roberto teve acesso deve ter sido transferida para o Arquivo da Arquidiocese de Diamantina. Pelo menos os eclesiásticos. E la estão confinados e a espera de que alguém faca uma consulta. Somente assim poderemos esclarecer melhor as origens dos Barbalho em Itabira.

Inclusive, decifrar o que nos falta agora, ou seja, talvez encontrar os inventários do Manoel Vaz e Josepha Pimenta que poderão dizer quem foram os pais do Jose Vaz Barbalho. E o registro de casamento deles poderá esclarecer qual Belchior Pimenta de Carvalho foi o pai da Josepha.

Preenchendo essas lacunas teremos uma avenida aberta desde a atualidade ate aos reis e rainhas mais antigos da Europa e outros lugares, ligados `a nossa ancestralidade.

Algumas coisas, porem, o professor Dermeval não teve o tino imediato de especular. Uma delas eh que os nomes dos pais do capitão Antonio Francisco de Carvalho foram: Antonio Leal e Maria Francisca, naturais de Vila de Colares, Patriarcado de Lisboa.

Muito provavelmente o Carvalho procedia dos avos. E os filhos do capitão Antonio Francisco também poderão ter assinado Carvalho, Leal e outros sobrenomes ancestrais, como era de costume `a época.

Naturalmente, uma possibilidade minima também sera a de que o filho Jose seja o nosso ancestral Jose Vaz Barbalho. Em primeiro lugar, sabe-se ate agora apenas que esse Jose foi batizado. Não sabemos se chegou `a idade adulta.

Outro detalhe eh o de que nasceu em 1769 e o “padre” Policarpo Jose Barbalho casou-se em 1808. Isso implicaria em que os dois teriam se casado quase na idade minima que os homens de famílias de classes media e alta usavam fazer. Se o Jose casou-se em 1788 ele poderia ter sido pai por volta de 1879-90. E, se o filho foi o Policarpo, as contas ficariam fechadas. Mas aviso que não seria fato muito comum acontecer.

Alem do valor familiar, esse documento deve ter um valor histórico também para os Municípios de Itabira e Caeté. Isso porque a emancipacao de Caeté se deu exatamente em janeiro de 1827. E o inventario se não foi o primeiro foi, com certeza, um dos primeiros do Arraial elevado `a categoria de Vila.

Itabira e Caeté antes pertenciam ao Ribeirao de Santa Barbara, atual Cidade de Santa Barbara. A municipalidade durou pouco na formação que era no inicio, pois, Itabira foi emancipada em 1833.

E o registro da filha Margarida do Jose de Magalhaens Barbalho e Maria Germana deve ter sido um dos últimos da antiga formação, pois, a nova emancipação se deu em Junho e Margarida foi batizada em marco.
UM EXAME DO DNA DE NOS OS LOIROS!

Um de nossos primos, vou reservar-me ao direito de não revelar qual porque não pedi autorização para divulgar, fez o exame de DNA e enviou-me os resultados:

Benin/Togo 7%
Africa Sul Oriental Bantu 4%
Africa do Norte 3%
Nativo Brasileiro 2%
Italia/Grecia 32%
Irlanda 15%
Peninsula Iberica 15%
Grã Bretanha 13%
Escandinavia 2%
Europa Oriental 2%
Finlandia/Russia 1%
Oriente Medio 1%

Seria interessante ter o exame em outra pessoa da família. Não tenho o acompanhamento genealógico completo dele. Ele descende da Maria Honoria Nunes Coelho que sabemos ter sido mulata. Sendo que ele eh trineto dela.

Através dela ele receberia no máximo 3.125% de sangue africano. O que implica dizer que tem mais ancestrais africanos alem dela. Embora ele seja Barbalho, não descende do Jose e Maria Germana. Pelo menos ate onde sei.

O mais provável eh que uma parte de nos tera um percentual africano mais elevado. Talvez, eu próprio, por descender 2 vezes da Maria Honoria (trineto e quartoneto) alem de quartoneto da Maria Germana.

Algo bem interessante serão essas proporções. Os seres humanos possuem 23 pares de cromossomas, ou seja, são ao todo 46. Cada cromossoma individualmente representaria cerca de 2% do nosso DNA, em media. Eh necessário acrescentar esse, em media, porque uns pares são um tanto maiores que os outros, portanto, correspondem a porcentagens maiores.

Vide a imagem: fotografia dos cromossomos humanos

Mesmo assim, a grosso modo, podemos dizer que ele possui 7 cromossomos vindos da Africa e um dos nativos brasileiros.

Penso que a grande surpresa eh aparecerem somente 7,5 cromossomos com origem na Peninsula Iberica.

Mas, de qualquer forma, fica ai um bom exemplo de como se forma um “branquelo” no Brasil. Ele pode não ter sido o mais branco dos irmãos. Mas tem os filhos de mesmo pai e mãe com tonalidade ruiva e loira.

Infelizmente, nossos estudos não são completos o suficiente para explicar o resultado do exame. Caso ja tivéssemos umas 10 ou 12 linhagens nos mostrando ancestrais dominantes desde 1.000 anos atras ja poderíamos observar se a genealogia e a genética realmente andam juntas.

De qualquer forma, não foi muito diferente do que eu imaginava que seria.

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14. INVENTARIOS DE MODESTO JOSE BARBALHO E RITA DA ROCHA – 1868

Mais esse presente que o amigo Mauro de Andrade Moura nos ofereceu. Pude analisar de perto mais esses inventarios, através das fotos enviadas por ele.

O chato de recolher dados via inventarios eh que, na maioria das vezes, não nos oferece os ancestrais dos inventariados. E nesse caso, continua nos faltando encontrar a ligação do Alferes Modesto Jose Barbalho e sua mulher Rita da Rocha com os troncos principais das genealogias que tenho estudado. Seria o máximo encontrar isso.
Desconfio que eles sejam dos ramos que se encontravam nas freguesias que compunham o Serro, particularmente, Conceição do Mato Dentro. Pelos dados acredito que ja posso excluir o sr. Modesto da possibilidade de ser filho do Policarpo. Acredito poder ser irmão. E, se casou-se em Conceição, não haveria mesmo como encontrar o registro de casamento deles no famylysearch. O superconservador D. Segaud nao deixou.
Mas o surgimento deles em Itabira `a mesma época em que se encontravam la os Policarpo, Gervasio e Firmiano Jose Barbalho leva `a suspeita que seja filho do Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, nossos pentavos.
O que se completa com a suspeita de que dona Anna Joaquina das Chagas, que aparece com o esposo Manuel Alves da Rocha, batizando a Maria, que teve como padrinhos ao Policarpo e tia Lucinda Francisca, também fara parte da irmandade. (Livro de Batizados de Itabira, 07/10/1832 – pag. 73).

Penso que esses “da Rocha”, o que inclui dona Rita, poderão ser dos mesmos “da Rocha” que entraram na formação da Família Coelho, a partir da Fazenda Axupe, que ficava entre Morro do Pilar e Conceição. E atualmente esta nessa ultima.

Acredito que ha a possibilidade enorme de o sr. Modesto proceder do mesmo ramo que mencionei no capitulo anterior, ou seja, poderá ser neto da Isidora Maria da Encarnação e seu marido, o capitão Antonio Francisco de Carvalho. E se o filho deles, Jose, foi o pai, poderá mesmo ter sido irmão do Policarpo. Mas existem os outros que poderiam se-lo e, entao, seriam primos.

Existe uma evidencia fraca de que as coisas sejam assim mas ha que nos lembrarmos do fato de o filho do casal, Boaventura Jose Pimenta, que casou-se com nossa tia-quartavo Maria Balbina de Santana, deu também o nome Modesto a um de seus filhos, o qual foi pai de outro Modesto. Portanto, o nome estava na família. Pode ser que fosse moda na epoca.

Talvez possamos contar tambem como evidencia a presenca em Itabira do Francisco Jose Barbalho e do Francisco Rodrigues Barbalho. Nota-se que Isidora e Antonio Francisco tiveram filho chamado Francisco, ou seja, havia mais de uma razao para os filhos darem nome de Francisco aos proprios filhos. Ja os sobrenomes estavam presentes nos arredores de Conceicao do Mato Dentro, ao que sabemos.

Dentre os filhos do sr. Modesto Jose Barbalho, pelo menos, do ramo do sr. Cyrino temos noticias de descendencia atual la em Pecanha. E ja devem ser alguns milhares de pessoas. Faltando apenas cadastra-las.
Mas vamos então ao resumo do pouco que pude traduzir do documento:
“18 de fevereiro de 1868
Inventario e Partilha dos finados: Alferes Modesto Jose Barbalho e sua mulher Rita da Rocha Barbalho. (inventariados)
Inventariante: Modesto Jose Barbalho Junior.”
Pareceu-me conter um engano `a pagina 05, pois, ali esta escrito: “………dias em que faleceram seus pais os finados Alferes Modesto Jose Barbalho Junior e sua mulher Dona Rita da Rocha Barbalho…………..” Deram a alcunha Junior do filho ao pai, talvez por alguma distracao.
`A pagina 6 encontrei a lista dos herdeiros, que segue:
“1o. Cyrino Jose Barbalho, solt. de idade 36 anos
2o. Juvenata da Rocha Barbalho, casada e ausente………, mas consta que residia em lugar chamado Vai-Vem, na Província de Goyas.
3o. Modesto Jose Barbalho Junior, casado
4o. Affonso Jose Barbalho, solt. 26 anos
5o. Virgilio Jose Barbalho, solt. 23 anos
6o. Pedro Jose Barbalho, solt. 21 anos
7o. Dona Donata da Rocha Barbalho, solt. de 16 anos.”

Numa das folhas onde os herdeiros assinam pude verificar que a ultima assinava Donata Modestina da Rocha Barbalho.

Ha uma pequena discrepancia entre um dado aqui e os inventarios do sr. Cyrino Jose Barbalho, em Pecanha. Aqui afirma-se que ele era solteiro. E la calcula-se que ja fosse pai. Alem disso, o primeiro filho, Modesto Jose Barbalho teria nascido em 1867.

Sao duas coisas conciliaveis com os costumes de epoca. Em primeiro lugar, os autos podem ter sido escritos em tempos anteriores. Mas como nao eh novidade que a justica no Brasil sempre andou a pe, entao, os dados de data e idades podem ter sido acrescentados depois, `a epoca dos despachos.

Outra possibilidade eh a de que ele ja vivesse com a esposa antes do casamento oficial. Habito tambem comum `a epoca. Devido `a falta de padres ou devido `as condicoes do tempo quando nao haviam estradas possiveis de viajar-se. Nosso tio-bisavo Antonio Rodrigues Coelho Junior tambem nasceu antes da sacramentacao do casamento dos pais.

Depois que continuei a revisão da leitura encontrei algo interessante, porem, não sei explicar com certeza. `A pagina 12 aparece a menção ao casal: Francisco Jose Barbalho e Camila Borges da Costa Lage. Não da para saber se eram casados ou são mencionados como dois vizinhos das propriedades em partilha.

O Mauro leu para mim B. Noronha da Costa Lage. O B. vem de Barbara. Esta foi viuva de Manoel da Costa Lage, irmao mais velho do coronel Lage. Mas nao tenho o laptop em maos agora. De qualquer forma eh melhor acreditar nele. E aquele Francisco Barbalho teve por esposa a dona Quintina Francisca.

Esta ai a presença do Francisco outra vez. Ele aparece no “Almanak Administrativo Civil e Industrial da Província de Minas Gerais (Google Livros), como morador e membro da Guarda Nacional. Alem de aparecer como padrinho em registros de batismos. Mas ainda não encontrei os nomes de pais.
Talvez, se localizar a lista de eleitores de Itabira podemos encontrar as origens do Francisco e do sr. Modesto. Tais listas continham os nomes dos pais, homens, dos listados.

Pelas idades dos filhos solteiros do senhor Modesto sera provável deduzir que também ele não se casou muito cedo. O que se presume eh que o senhor Cyrino tenha nascido em torno de 1831. Portanto, a data presumível para o nascimento do pai gira em torno de 1800.

Isso o coloca no tempo possível em que os pais do Policarpo, Gervasio e Firmiano ainda estavam tendo filhos. Como se pode observar, o filho mais velho da dona Rita da Rocha era 20 anos mais velho que a caçula dos filhos.

O que, em se assumindo que o Policarpo nasceu em torno de 1790, demonstra que a ancestral Anna Joaquina poderia ter tido filhos ate 1810, ou um pouco mais. Infelizmente não temos as idades exatas dos mais velhos.
Outro detalhe importante que não pude esclarecer foi a referencia ao nome local: “agua santa”. Era a localização de algumas propriedades dos inventariados. Ha uma palavra antes que pareceu-me “rua”, porem, “agua santa” não seria o nome dela, pois, as letras estão em minúsculas. O Mauro soprou-me ser Rua da Agua Santa.
Poderia ser local onde nascia uma fonte de aguas consideradas santas, e a rua sem nome fosse assim referida.
Uma boa curiosidade foi a informação de que dona Juvenata da Rocha Barbalho residia em algum lugar de Goyaz. Para orientarmo-nos melhor, podemos usar as descrições e os mapas na postagem abaixo, para sabermos o que era o Goyaz da época:
Mas também podemos conhecer melhor o local através do nome atual. Retornei `as fotos do inventario e decifrei o nome antigo. Era Vai-Vem. E o histórico do local bate exatamente com a época em que eh referida. Ou seja, quando dona Juvenata deve ter ido para la, ja nos primórdios da colonização. Ver mais informações na postagem:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ipameri

Ipameri na linguagem indigena significa terra entre dois rios. Ou seja, temos por la, em antigo grego, uma Mesopotamia. Alias, o Brasil eh repleto de Mesopotamias. Inclusive o Triangulo Mineiro.


Podemos ver que o Goyaz antigo era bem maior que o atual Goias somado ao recente Tocantins. Diga-se de passagem era dono ate do Campo da Farinha Podre. Para quem não sabe, esse era o nome do atual Triângulo Mineiro, que depois foi incorporado a Minas Gerais.

Devemos nos lembrar também que 1868 marca a época em que o Brasil estava envolvido na Guerra do Paraguai (1865-1870). A area era perigosa de se viver. As fronteiras não estavam ainda devidamente delimitadas.

O Goiaz era praticamente a fronteira do Brasil com o restante da America do Sul, exceto nos extremos Norte e Sul. As areas intermediarias eram areas contestadas pelo Brasil, Paraguai e Argentina, alem da Bolivia. Mais tarde o Brasil conquistaria os Mato Grossos, Rondônia e Acre.

De antemão nao se pode afirmar nada. Talvez o marido da dona Juvenata fosse militar que fora convocado para a guerra. Mesmo que não fosse, deve ter sido alguém que fizesse parte da Guarda Nacional.

O exercito brasileiro era muito pequeno. Os nobres da época não queriam um exercito forte por medo de eles se insurgirem para derrubar a monarquia e implantar uma republica.

Inteligentemente, o Patriarca da Independência, Jose Bonifácio de Andrade e Silva, criou a Guarda Nacional, que era uma forca paramilitar com todos os privilégios, econômicos e politicos. Para participar da Guarda Nacional era preciso ter renda. E as patentes eram adquiridas de acordo com o rendimento anual. Quanto maior a renda maior era a patente.

Foi assim que impuseram a monarquia. Como os privilégios eram garantidos aos membros da Guarda Nacional, não havia motivos para revoltas, segundo a visão elitista. Mandava mais quem tinha mais.

O contratempo era que, em caso de guerra, o membro da Guarda Nacional era considerado militar. `A epoca da Guerra do Paraguai o Brasil possuía uma forca de cerca de 12.000 membros. Ja o efetivo da Guarda Nacional contava com cerca de 650.000. O numero de Guardas Nacionais que foram `a guerra era maior que o de militares.

O pratico nisso tudo eh que nos falta saber se houve e progrediu a descendência de dona Juvenata. Se a resposta for positiva, o que se pode esperar eh que outros membros da família foram chamados para Ipameri.

E deles deverão descender algumas famílias tradicionais do atual Estado de Goias, senao todas. Depende da quantidade dos que foram e como se espalharam pelo territorio.

Assim, depois dos registros que encontramos de familiares nossos nos estados litorâneos brasileiros, alem de Minas Gerais, claro, agora se atesta a presença do sobrenome Barbalho na colonização também de Goias.


Segundo as informações me passadas pela genealogista Marina Raimunda Braga Leão, descendente do senhor Cyrino Jose Barbalho, ele casou-se com pessoa de nome Rita. Tiveram entre outros o filho Modesto Jose Barbalho que casou-se com Eliza.

O segundo casal foi pai de dona Rita Eliza Barbalho e outros irmãos. Essa casou-se com Virgilio Gomes da Silva, que aparecem `a pagina 53 do livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do professor Dermeval Jose Pimenta. O sr. Virgilio procedia das familias Vieira da Silva e Gomes da Silva, procedentes de Ponte Nova, MG, e que se tornaram tradicionais em Pecanha.

Foram os pais, entre outros, da dona Eliza Gomes Barbalho, que esposou o senhor Otacilio Pinto da Rocha, também família tradicional de Pecanha. E foram pais do sr. Francisco (Chico) Viriato da Rocha.

O sr. Chico casou-se com dona Rattcliff da Silva Braga, e se tornaram pais do dr. Jose Geraldo Braga, juiz aposentado da Comarca de Virginópolis.

Maiores informações podem ser obtidas no sitio genealógico www.geneaminas.com.br.

Informacoes curiosas e importantes podem ser retiradas do “Almanak de Minas Gerais”, edicao de 1872, para valer em 1873. Ali vemos que o municipio de Itabira ainda vivia, em boa parte, da mineracao de ouro e ferro. Ali afirma que o ouro foi encontrado em 1781, por Joao Francisco de Andrade e o cunhado dele Francisco da Costa Martins Lage. Na verdade esse foi um segundo surto. O ouro ja havia sido encontrado por la muito antes.

Tambem informa por outro lado que ambos ficaram riquissimos, mas que naquela atualidade a descendencia formava partidos rivais. E cuja rivalidade impedia o progresso da cidade. O que falta saber eh o lado que os Barbalho estavam metidos, ja que sao muito chegados `a politica. Talvez o menos interessado foi mesmo o Francisco Marcal Barbalho que `a primeira oportunidade mudou-se para Guanhaes ainda muito jovem!

Embora, ja ouvi dizer-se dele que foi perseguido por rivais politicos em Guanhaes. Mas creio que tenha sido em consequencia da possivel participacao dele na revolta liberal mineira, em 1842. A revolta foi chefiada por Theophilo Otonni e pelo Barao de Cocais. E participaram dela Manoel Coelho Linhares e Modesto Jose Pimenta, segundo registros em livros.

A mencao ao segundo esta no livro do professor Dermeval, e tratava-se do avo dele. Ja o primeiro aparece no livro: “Os Oficiais do Povo: A Guarda Nacional em Minas Gerais Oitocentista, 1831-1850”, do autor Flavio Henrique Dias Saldanha. Google Livros.

Pelos dados que ja possuimos penso que podemos eliminar tanto ao Polycarpo quanto ao Modesto Jose Barbalho como pais do Jose Vaz Barbalho, aquele que esta mencionado como Juiz de Paz de Sabinopolis, por volta de 1875. Mas agora aumenta a possibilidade de ele poder ter sido filho do Jose de Magalhaes Barbalho, se estivesse numa idade entre 30 e 40 anos `a epoca, ou do casal Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose, se for mais velho.

O que essas pesquisas tem demonstrado eh que, me parece, estamos cada vez mais proximos de concluir que os Barbalho de Itabira descendem todos do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, que se casou em 1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, do atual Distrito de Milho Verde, pertencente ao Serro. Mas contudo, a familia pode ter ter sido mais relacionada a Conceicao do Mato Dentro.

E explico porque. Torna-se cada vez mais obvio que o conjunto de familias das quais descendemos eram primariamente mineradoras. E isso pode ser notado pelo ciclos colonizadores da Historia de Minas Gerais. Em primeiro lugar, o que atraiu os primeiros colonizadores foi o encontro do ouro de aluviao, ou seja, encontrado nos leitos dos corregos e rios, “faceis de catar”.

Essa primeira fase coincide com a primeira metade do seculo XVIII (1700). E a colonizacao se deu ao longo da Serra do Espinhaco, indo desde o Sul de Minas ate aos arredores de Diamantina. Era um caminho estreito, nao se vivia muito longe da Estrada Real.

Na primeira fase temos noticias tanto dos Barbalho quanto dos Rodrigues Coelho. Segundo o professor Dermeval, o patriarca Manoel Jose Barbalho foi para o Milho Verde na expectativa de receber autorizacao real para explorar diamantes. Como a coroa portuguesa demorou a dar a resposta ele levou a familia para o arraial de Tapanhoacanga. Atual Distrito de Itapanhoacanga, pertendente ao Municipio de Alvorada de Minas. Por volta de 1750 Itapanhoacanga foi um dos veios de ouro mais produtivo da colonia.

Ja o patriarca Manuel Rodrigues Coelho destacou-se ao redor do centro Mariana/Ouro Preto, possuindo lavras no Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durao, pertencente a Mariana. Onde tambem diversos Barbalho se encontravam, sendo alguns descendentes de irmaos do Manoel Vaz Barbalho.

A segunda fase da colonizacao mineira se da com a queda de producao do ouro, em torno de 1750. Entao, os antigos mineiros buscam jazidas novas no sentido radial, em torno dos centros mais antigos. Assim, encontramos os Barbalho, os Rodrigues Coelho e os Nunes Coelho em Itabira e Dom Joaquim. E `a medida que o numero de membros das familias vai se multiplicando eles se veem na necessidade de expandir mais.

A terceira fase da colonizacao se da mais em torno da busca de terras para a atividade agropecuaria, embora ainda se aproveita uma ou outra oportunidade de mineirar nos surtos que surgiam de hora em hora. Assim as tres familias que estavam radicadas em Itabira e Conceicao do Mato Dentro se envolvem na colonizacao de Guanhaes e Virginopolis. Apos a colheita do rescaldo de ouro, as familias ja entrelacadas se tornam puramente agropecuaristas.

Nessa forma as viemos conhecer ate aos anos de 1960 quando, entao, inicia-se a grande dispersao e a busca por novos lugares e novas profissoes. Infelizmente para os familiares e para o Brasil nao se deu uma quebra de tradicoes no qual se substituisse as atividades primarias pela industrial. Assim, o atraso tornou-se geral, levando a familia a espalhar-se pelo mundo.

Ao que parece, as 3 familias ja eram uma e a mesma familia, com uma grande quantidade de antepassados em comum. Com o tempo e a falta de acompanhamento genealogico os familiares esqueceram-se dessa realidade e muitas vezes se tratam como estranhos.

Os nomes de pessoas que ja encontramos em Itabira deve ser uma otima evidencia de pertencermos todos ao ramo Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta.

Temos la, por exemplo, o Victoriano Jose Barbalho, casado com Maria do Carmo de Macedo. Tiveram pelo menos 4 filhos em Itabira. Anna (1818), Maria (1823), Jose (1828) e Humiliana (sem data). Alias, esse Jose poderia muito bem ser o Jose Vaz Barbalho, de Sabinopolis.

Nao temos de quem o Victoriano foi filho. Mas o professor Dermeval descreve um pouco a familia de dona Victoriana Florinda de Ataide, talvez nossa tia antepassada. Ela foi filha da Isidora, que era filha do Manoel e Josepha. Mas o professor descreve descendencia apenas dos filhos: Hermenegildo (1801) e Lucio (1802). A essa epoca ela ja estava com 40 anos de idade, pois, nascera em 1762.

Ha a possibilidade de o professor Dermeval ter encontrado os dados deles mais facilmente porque assinavam Jose Pimenta, como ele proprio. Mas pela mesma razao que dona Victoriana teve filhos assinando Jose Pimenta, teve tambem para que chamassem Jose Barbalho. Alem disso, o Victoriana dela poderia muito bem ter sido inspiracao para um filho Victoriano. Ou para algum sobrinho.

Quanto ao senhor Modesto ja comentei antes que houveram os Modestos Jose Pimenta na familia. Portanto eh bem provavel que ambos os lados nasceram dos mesmos entrelaces. A variacao de sobrenome era muito comum naquele passado. Irmaos usavam sobrenomes diferentes dos de outros irmaos.

Por fim, ja comentado em outras oportunidades, sabemos que o casal Manoel/Josepha foi pai do cirurgiao-mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho. Ou seja, o nome eh identico ao nosso quartavo Polycarpo Jose Barbalho e, com absoluta certeza, nao sao a mesma pessoa.

 

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15. UMA CHACOALHADA EM NOSSA GENEALOGIA

Mais uma passagem, e desta vez com muito conteúdo em pequeno frasco. O Mauro presenteou-nos com mais um inventario. Trata-se da partilha dos bens do nosso conhecido, alferes Francisco Jose Barbalho.

Apenas para recordação, eu ja o havia encontrado em algumas literaturas, inclusive nos famosos: “Almanak Administrativo Civil e Industrial da Província de Minas Gerais”, como o de 1872 para valer em 1873.

Nele se da conta da polivalência do nosso aparentado. Ele aparece na lista de alfaiates. E também como alferes da Guarda Nacional, porem, ja deveria ter se afastado por motivo de doença, pois, o cargo na “1a. Cia. (Parada no Largo de Sant’Anna da Itabira)” estava vago, embora o nome ainda fosse mencionado.

Agora, encontrei na lista de bens que possuía uma biblioteca respeitável para a época, incluindo diversos livros dos assuntos legais. Isso leva a crer que tenha exercido a profissão de advogado ou, pelo menos, de rabula (douto pratico), tao comum `a época. Não deve ter tido o titulo porque ao nome dele se atribui a patente alferes e não ou doutor, comum aos profissionais forenses.

Junto aos inventarios acompanha o testamento. Francisco Jose Barbalho faleceu em 22.12.1873. O inventario foi aberto em 02.09.1874. O testamento havia sido encomendado ao escrivão, Jose de Magalhães Barbalho, e havia sido escrito em 06.07.1870. Boa surpresa para os que descendemos do pai Jose, pois, ninguem nos havia informado da profissao dele antes.

Ja de inicio revela coisas que não se encontram em inventários. Ele diz que o pai, Victoriano Jose Barbalho, era falecido. A mãe, dona Maria do Carmo Macedo, ser-lhe-ia herdeira, em caso de ele falecer antes dela. O que realmente aconteceu.

Não pude determinar a idade dele. Contudo, nos inventários consta que a esposa, Quintina Francisca Barbalho, vivia por volta dos 59 anos de idade. E a mãe dona Maria do Carmo estava por volta dos 90 anos. Eh provável que o alferes estivesse entre os 60 e 70 anos. O casal não teve filhos. As idades delas encontra-se na pagina 16. E residiram na Rua de Sant’Anna.

No testamento ele nomeou 3 inventariantes na ordem:

1o. a esposa, dona Quintina Francisca Barbalho

2o. o irmão, Jose Vaz Barbalho

3o. o capitão, Francisco Marçal Barbalho.

O casal tinha vínculos com o Arraial ou Freguesia de Nossa Senhora do Itambé do Mato Dentro. Local simpatico que fica entre Itabira e Conceição do Mato Dentro. Cidade pequena, rica em Historia e acidentes geográficos, entre montanhas e cachoeiras. Boa para turismo radical e de descanso.

Indo mesmo ao que interessa, o alferes, pelos meus cálculos, devera ter nascido entre 1803 e 1813. O que joga a época de nascimento do pai dele, baseado também na idade alegada da mãe, para em torno de 1780, ou seja, idade semelhante `a do tetravô Policarpo Jose Barbalho.

Isso reduz um pouco a possibilidade de o alferes Policarpo e o sr. Victoriano terem sido irmãos por parte do Jose, filho de Isidora Maria da Encarnação e do capitão Antonio Francisco de Carvalho. Mas existe uma margem boa de probabilidade para supor-se isso.

Aqui fica claro que uma boa estratégia seria buscar os inventários do capitão Francisco e Isidora, alem dos de Jose Vaz Barbalho e sua esposa Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Alias, este ultimo nos informaria com certeza se alem dos dois não entraria também na irmandade o sr. Modesto Jose Barbalho.

Em caso positivo, fecharíamos as contas, ficando por resolver apenas quem seriam os pais do casal Jose e Anna Joaquina. O que a verificação dos inventários do capitão Antonio Francisco e Isidora revelariam seria apenas se o filho Jose assinava o Vaz Barbalho ou não, ja que os inventários que ja verificamos não revelaram com quem os filhos dos finados se casaram. Se revelasse que esse era mesmo o nome e casado com Anna Joaquina, ai sim as contas da equacao zerariam.

“A Familia Barbalho veio do Nordeste Brasileiro sendo que eram três irmãos. Um deles voltou para as origens, outro dirigiu-se para o Rio Grande do Sul e o terceiro permaneceu em Minas Gerais.” Tradição oral dos Barbalho de Virginópolis.

Julgava-se que tal tradição referia-se ao padre Policarpo Jose Barbalho e seus irmãos. Contudo ja encontramos que nem ele, irmãos ou pais procediam do Nordeste. Nasceram mesmo em Minas Gerais.

Também, ate onde se sabe, o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza teve pelo menos dois filhos: Policarpo Joseph Barbalho, que foi para o Rio Grande do Sul, tornando-se o cirurgiao-mor da Villa de Porto Alegre, e Isidora Maria da Encarnação, esposa do capitão Antonio Francisco de Carvalho, que permaneceu em Minas Gerais.

Aqui fica, então, a possibilidade de as tradições conterem mesmo um fundo de verdade. Poderia ate ser que o casal Manoel e Josepha tenha sido pai do Jose Vaz Barbalho nosso ancestral e ele e o Policarpo Joseph terem tido algum terceiro irmão que mudou-se para o Nordeste.

A tradição poderia ter ignorado a existência da Isidora, e talvez outras mulheres, pelo fato de ela ser mulher e as mulheres `a época pertenciam aos pais e passavam a pertencer aos maridos após os casamentos.

Mantinha-se a tradição de que a Família procedesse do Nordeste, porem, essa passagem havia se dado cerca de 90 anos antes de a Família entrar em Minas Gerais, ou seja, em 1643, quando o governador Luiz Barbalho Bezerra e filhos, nascidos em Pernambuco e com passagem breve pela Bahia, se mudaram para o Rio de Janeiro.

Lembra-se disso agora porque ha a impressão de que, pelas datas esperadas para os nascimentos do Policarpo Jose Barbalho e/ou do Victoriano, seria mais pratico esperar que o Jose Vaz Barbalho, pai de ambos se acaso forem mesmo irmãos, tenha sido filho do casal Manoel e Josepha. Mas não eh impossível ter acontecido a alternativa e ter sido filho da Isidora e capitao Antonio Francisco, tornando-se neto do casal anterior. (Para mais informacoes leia-se o capitulo anterior deste texto).

Algo da genealogia ja podemos começar a reunir pelos dados encontrados. Assim, temos o casal e os filhos que ja temos noticias:

Victoriano Jose Barbalho c. c. Maria do Carmo Macedo, e foram pais de:

01. Francisco Jose Barbalho c. c. Quintina Francisca Barbalho

02. Maria Barbalho (31.12.1818)

03. Anna Barbalho (10.08.1823)

04. Humiliana Barbalho (?)

05. Jose Vaz Barbalho (23.03.1828)

A presença desse Jose Vaz Barbalho parece nos responder duas questões que ainda não temos provas. A primeira eh a de que o Victoriano tenha mesmo sido filho de outro Jose com o sobrenome igual.

A segunda eh a de que deve ser este o tao procurado Jose Vaz Barbalho que aparece como primeiro Juiz de Paz de Sabinopolis, no ano de 1875. Claro, poderiam ser mais de um com o mesmo nome e o Juiz de Paz ser um parente próximo. Mas pelo modo que a Família dispersou, indo de Itabira para Guanhaes e imediações, leva a pensar que seja uma única pessoa. E isso praticamente sacramento os laços de família. Em exemplares mais antigo ele aparece como morador de Guanhaes.

O senhor Modesto Jose Barbalho também aparece em algumas promissórias como credor no processo do inventario. Ao que se sabe, ele foi dono de comercio de secos e molhados em Itabira. E os comerciantes `a época suprimiam a ausência de bancos nas pequenas cidades tornando-se verdadeiras entidades de credito.

As familias ate mesmo portavam um caderno onde as compras eram registradas. E os comerciantes guardavam uma copia. Os preços das mercadorias não eram anotados. Quando o cliente ia quitar a conta, geralmente `a época de suas colheitas, eh que se colocava os preços do dia do pagamento.

Como o dinheiro nao circulava porque poucas pessoas recebiam salários regulares, os comerciantes precisavam possuir um capital de giro superior ate mesmo ao que possuíam de valor de estoque. Quem não podia emprestar, também não conseguia clientes.

Mesmo assim, a presença do senhor Modesto repetidas vezes no inventario pode ser um indicio de que fosse parente muito próximo de todos. Disso deduzo que ele e o Victoriano eram irmãos do Policarpo, Gervasio e Firmiano ou primos em primeiro grau deles.

Uma curiosidade eh o fato de que os registros oficiais nem sempre acompanhavam a realidade. Isso porque no Almanak para valer em 1873 continua-se a registrar o alferes Francisco Jose Barbalho como alfaiate, mas com a desculpa de que faleceu ao final do ano. Mas tambem continua registrando o Tenente, Modesto Jose Barbalho, que ja havia sido inventariado em 1868.

Nos inventarios do alferes, o nome do tenente continua a aparecer sem nenhuma alusao a que ele ja havia falecido. Somente na relacao dos membros da Guarda Nacional faz-se mencao a que o cargo de alferes se encontrava vago. E nela aparece o senhor Modesto Jose Barbalho Junior como cirurgiao, levando a crer que o nome do pai dele continuava `a frente dos negocios, embora ja falecido.

A presença do tetravô Jose de Magalhães Barbalho como escrivão no testamento não teria maior significado ja que, tendo sido escrivão, poderia estar em outros documentos sem necessariamente ter parentesco próximo.

Porem, a nomeação do trisavô Francisco Marçal como testamenteiro, em caso de falta das duas primeiras nomeações, soma muito, pois, a preferencia no caso caia em mãos dos familiares.

A unica duvida que fica eh se o parentesco deles se passasse por via de dona Quintina Francisca Barbalho. O sobrenome dela não parece ter saido do casamento. Não da para fazer uma distinção ou unificação do Barbalho do marido e da esposa. Mas, em todos os casos, devera haver parentesco e o laço de família devera atar-se mesmo no casal Manoel Vaz e Josepha Pimenta.

Apenas supondo que o Jose, filho do capitão Antonio Francisco de Carvalho, tenha sido pai do Policarpo e os irmãos dele, vamos decrescer um pouco o grau de parentesco que teremos com nossos ancestrais mais antigos. Por exemplo, o Policarpo deixa de ser um suposto neto do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, e passa a ser bisneto.

Por outro lado, de gerações mais recentes, a gente fica mais proximo. O Boaventura Jose Pimenta, que o temos por tio por afinidade, por ter se casado com nossa tia-tetravo Maria Balbina de Santana, passaria a nosso tio verdadeiro. Nesse caso, teremos com a descendência dos dois um grau maior de intimidade genética.

O compositor Fernando Brant e a escritora Paula Pimenta, por exemplo, compartilharão conosco o dobro da porcentagem de gens que ja sabemos que temos em comum.

O nosso primo Rui Hercy Coelho que casou com a Stella Maris Siman sem ter a menor ideia que ambos eram Barbalho, por ela descender da dona Victoriana Florinda de Ataide, agora saberá que os filhos deles teriam dose dobrada daquela porcentagem. Eh, mundo pequeno, pequeno mundo!

E, alem disso, se tivermos o sr. Modesto Jose Barbalho por tio-tetra e trisavô, não aumentara a porcentagem alem do que eu esperava se tivesse sido filho do Policarpo mas o prazer de ter a descendencia dele como aparentada de qualquer maneira eh o mesmo.

Penso que com os dados novos que agora somamos `a nossa genealogia, estamos mais ainda umbilicalmente unidos `a Conceição do Mato Dentro e ao Serro. Tomara que encontremos logo a provas que nos faltam.

Algo estranho mesmo eh que os irmaos do avo Policarpo, Gervasio e Firmiano, depois se seus casamentos, desapareceram completamente dos dados que procedem de Itabira. Talvez um deles tenha mesmo ido para o Rio Grande do Sul para reencontrar-se com os familiares do tio Policarpo Joseph Barbalho; e o outro poderia ter seguido para o Nordeste do Brasil, validando ambos, em parte, as tradicoes de familia.

Outra alternativa seria a de que tenham se mudado para alguma outra freguesia na area, como a de Itambe do Mato Dentro, e as minhas desconfiancas de existirem mais cidades irmas se revelarao verdadeiras.

Aparentemente o Tronco Pimenta/Vaz Barbalho, inicialmente descrito pelo professor Dermeval Jose Pimenta em sua obra: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, compartilhava o dominio politico-administrativo da regiao com outras familias dominantes atraves do exercicio das letras. Senao, observe-se a relacao abaixo:

Alferes, Francisco Jose Barbalho, provavelmente rabula

Tenente, Modesto Jose Barbalho Junior, cirurgiao

Jose de Magalhaes Barbalho, escrivao

Capitao, Francisco Marcal Barbalho

Cyrino Jose Barbalho, Juiz de Paz em Pecanha

Jose Vaz Barbalho, Juiz de Paz em Sabinopolis

Emigdio de Magalhaes Barbalho, padre em Guanhaes

Marcal de Magalhaes Barbalho, Juiz de Paz em Virginopolis

Jose Coelho da Rocha, fundador e Juiz de Paz em Guanhaes

Joao Coelho da Rocha, Juiz de Paz em Guanhaes

Boaventura Jose Pimenta, advogado no Serro

Modesto Jose Pimenta, advogado no Serro

Hermenegildo (Hermenegildao) Jose Pimenta, contador e distribuidor da Comarca do Serro Frio

Hermengildo Jose Pimenta (filho), professor do sexo masculino em Pecanha

Maria Josefina Pimenta, professora em Sao Jose do Jacuri

Estes, claro, para mencionar apenas alguns.

Apos publicar as notas lembrei ser necessario alguns adendos. Em primeiro lugar, acrescentei os nomes dos Pimenta. Eu os tinha de memoria mas nao recordava os detalhes das profissoes.

O Juiz Provedor, Dr. Francisco Ferreira Dias Duarte, aparece nos Almanaks como Juiz da Cidade de Itabira.

Os “louvados” avaliadores dos bens no inventario: Jose da Silva Gomes e o capitao Lucio Jose da Circuncisao Ottoni talvez seriam impedidos na atualidade para atuar como tais naquele processo especifico. Ou melhor, pelo menos o capitao Lucio, pois, ele era credor do inventariado. Dai pode-se ate levantar a hipotese de que tivesse algum vinculo familiar com os Barbalho.

Isso se da tambem por causa do ultimo sobrenome, e verifiquei na internet, o implica na Revolucao Liberal de 1842. Revolucao essa que membros da familia haviam participado. Alem disso, o sobrenome tambem o vincula ao Serro, onde a Familia Ottoni multiplicou-se ao lado dos troncos Pimenta/Vaz Barbalho, Pereira do Amaral e Borges Monteiro desde aos decorridos anos de 1700.

Infelizmente nao encontrei sinais de genealogias dos personagens, que deverao ter deixado imensa e prospera descendencia, para verificar se ja havia algum laco de familia por essa via.

Quem falou na dominancia desses troncos com orgulho do fato foi o professor Dermeval Jose Pimenta em sua obra genealogica. Eu apenas aproveitei uma carona, observando inclusive que nao se tratou de dominancia e sim co-dominancia ja que o nosso tronco estava entrelacado com diversas outras familias. Alias, o tronco liderado pelos Pimenta e Barbalho deveria chamar-se pelo menos: Aguiar Barbalho Bezerra Carvalho da Costa Pimenta e Vaz. Isso para somar somente alguns.

Lembrei-me tambe que ha a possibilidade de a Isidora Maria da Encarnacao ter sido quem ficou em Minas Gerais entre os 3 irmaos que mencionados sem nome. Ja descobrimos que o Policarpo Joseph Barbalho foi mesmo para o Rio Grande do Sul. Faltaria o terceiro(a) que teria ido para o Nordeste. Encontrar os inventarios dos pais deles, Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza seria a solucao para a questao.

Como mencionei no capitulo anterior, o casal Isidora Maria da Encarnacao e o capitao Antonio Francisco de Carvalho tiveram os filhos seguintes: Joao, Victoriana, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco, Bernardo e Boaventura. Esses nomes, pelo menos os de pouco uso, podem ajudar a encontrar-se extensoes da familia em outras genealogias.

Nao eh tao obvio mas eh uma evidencia consideravel termos o Victoriano Jose Barbalho e o nome dele aparecer na sequencia do nome de dona Victoriana em tempo que ela poderia ter sido mae dele. Talvez seja mesmo pelo grau de parentesco que ja existia foi que ele aparece com outros membros da familia na mesma Cidade de Itabira. Inclusive aparece em dois batizados que repito aqui:

* 24/06/1845

Quintina filha de Germano do Carmo Alvarenga e Joaquina Magalhaes Barbalho

padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Quintina Francisca Barbalho

* 05/04/1845

Jose filho de Manoel Lino Coelho e Anna Prisca

padrinhos: Francisco Jose Barbalho e Lucinda Francisca.

Os batizados refeririam ao parentesco entre os de Magalhaes Barbalho e o inventariado, Francisco Jose Barbalho. Por todas as evidencias ja reunidas, penso que o Victoriano sera mesmo filho de dona Victoriana Florinda de Athaide. O mais provavel sera que a Joaquina tera sido filha do tetravo Jose de Magalhaes Barbalho. E, ao que parece, a Quintina Francisca devera ter sido filha do Jose Vaz e Anna Joaquina, ou seja, seria irma do Policarpo, Gervasio e Firmiano Jose Barbalho.

Faltar-nos-ia ai fechar mesmo as contas. Encontrar, pelo menos, os nomes dos pais do Jose Vaz. Claro, a unica solucao mesmo eh rebuscar os Arquivos no Serro, referentes `a propria cidade e a Conceicao do Mato Dentro, porque tudo pertencia `a Comarca do Serro Frio; e/ou os documentos eclesiasticos que deverao estar todos reunidos no Arquivo da Arquidiocese de Diamantina.

Alias, ha aqui que anunciar outra novidade. Entrei em contato com dona Lourdes Barbalho Mendes, que havia tido referencia através do site: Ipameri – Interior de Goiás. Ela não soube dizer-me, por enquanto, se descende da dona Juvenata da Rocha Barbalho. Contudo, informou-me que o avo dela chamava-se Modesto Jose Barbalho.

O que fica obvio não ser o mesmo Modesto de Itabira. A filha dele, Juvenata, nasceu em 19.05.1833. Jamais poderia ser mãe da dona Lourdes. Outras informações que ela passou-me foi que eles realmente procediam de Itabira do Mato Dentro; tem parentes que assinam Rocha Barbalho, como dona Idalina da Rocha Barbalho, mencionada por ela; alem de ter conhecido 2 Juvenatos na cidade, membros da família.

Assim, pode-se observar que todas essas coincidências não são meros acasos. Possível sera que encontramos mais uma cidade irma no Brasil. O que resta saber sera se outros membros da família alem da dona Juvenata se mudaram para o antigo Vai-Vem.

Como comentei com dona Lourdes, os muitos parentes conhecidos nossos que se mudaram para Brasilia devem cruzar com familiares de Ipameri todos os dias sem ao menos imaginar que tem algum grau de parentesco!

Eh ate mesmo possível que a atual Cidade de Itambé do Mato Dentro tenha algo mais de nosso sangue que imaginamos. Embora o alferes Francisco e a Quintina não tenham tido filhos, o mais provável eh que outros membros da família multiplicaram por la.

Alem disso, temos os membros da família que descendem dos Coelho de Lacerda. Eles foram para Virginópolis nas pessoas dos senhores Januário Coelho de Oliveira e Ilidia Augusta de Lacerda. Segundo o amigo Pedro, antigo tratorista do Posto Agropecuário (Fazenda da Escola – CNEC), casado na família, eles procediam de Itambé. Não atentei para perguntar se fora o do Mato Dentro ou o do Serro.

De qualquer forma ha essa possibilidade ate alta que ja houvesse sangue comum entre as duas famílias antes de partes delas se reencontrarem em Virginópolis. Seja tanto pelo lado Barbalho quanto pelo lado Coelho.

 

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16. HOMENAGEM A NOSSO PRIMO/AMIGO DIMAS RODRIGUES COELHO.

Justamente no momento em que estava preparando o texto anterior para publica-lo no blog vi que havia entrado uma mensagem na minha pagina do Facebook. Fiz o que planejara antes e so depois abri a mensagem.

Foi nosso amigo LUIZ CLAUDIO PASSOS publicando a foto do senhor DIMAS e anunciando o falecimento. Ontem foi 22.10.2016. Exatamente 1 mes antes de nosso primo completar 93 anos de vida.

O amigo LUIZ CLAUDIO tornou-se o divulgador oficial de eventos relativos a VIRGINOPOLIS. Isso graças `a sua atividade paralela de registro da Historia do Municipio em fotos. A coleção que ja possui supera a casa de 2 milhares. Entre elas muitas preciosidades raras que estão ligadas `a Historia das Famílias locais.

Seo DIMAS, o TIDIMAS, como era mais conhecido por minha geração, foi filho de DANIEL RODRIGUES COELHO e MARINA (tia NENEM) COELHO DE OLIVEIRA. Neto paterno do ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. Neto materno de CANDIDO DE OLIVEIRA FREIRE e ANNA HONORIA COELHO.

Tia ANNA era filha do casal JOAO BAPTISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO. Ou seja, o bisavo materno era irmão do avo paterno.

Seo DIMAS deixa a esposa, MARIA APARECIDA DE MAGALHAES BARBALHO e os 8 filhos que sobreviveram ate `a idade adulta: HELVÉCIO, EDUARDO, WILSON, WILLER, MARIA DO ROSARIO, NORMA, RUBENS e MARGARETH, por ordem de nascimentos. Alem disso deixa netos, bisnetos, irmãos, cunhados e muitos outros familiares.

Contava o tio DIMAS com 92 anos. Mais que o pesar da perda ficam as boas lembranças da Historia de Vida. Cada pessoa que o conheceu tera em memória algo agradável para contar dele.

Seja como funcionario da prefeitura, comerciante no ramo de restaurante ou disciplinario da C.N.E.G. (atualmente C.N.E.C.). Em particular a função de diciplinario devera ser a que mais tenha deixado lembranças.

Isso porque a função desperta a suspeita de que tenha sido um repressor de travessuras, como mandava o figurino de época. Mas com ele exercendo a função os jovens estudantes não corriam a se esconder dele e sim para abraça-lo.

Era ele bonachao, de fino trato. Uma pessoa que pelos movimentos corporais poderia dizer-se elétrica, indicando saúde de boa qualidade. Fisicamente poderia ser confundido por um português regular.

Para mim, alem disso, foi o eterno vizinho do lado de meus pais. Os filhos de meus pais cresceram junto aos filhos dele. Tendo alguns sido colegas dos outros.

Mais que homenagens póstumas vou apenas mencionar alguns dados. Tia NENEM foi a mulher mais longeva da família que temos noticia. Faleceu aos 101 anos de idade. Um sobrinho dela, senhor GABRIEL COELHO DE OLIVEIRA, faleceu o mais longevo masculino aos 103.

Claro, ha o senhor MOACIR BARROSO que ultrapassou os 105 mas ainda não temos a exata localização dele na Arvore Genealógica, alem de ter sido casado com a prima em primeiro grau do seo DIMAS, JANDIRA NUNES COELHO. Ela, filha dos tios PIO NUNES COELHO e JOSEPHINA MARCOLINA COELHO, irma do tio DANIEL.

Ele deixa as irmãs OLGA aos 97 e ELSA aos 96 anos de idade. Alem delas fica o GERALDO aos 91. Eh evidente que os outros irmãos, entre os 19 que foram ao todo, tiveram períodos de vida variáveis, falecendo desde os dias de nascimento ou após ao avolato. Mas aqui fica uma demonstração da longevidade “normal” na família.

Outro fator interessante eh apontar certas discrepâncias em comparação `as famílias da atualidade. Nosso ancestral ANTONIO RODRIGUES COELHO nasceu em 1829. E pela expectativa de nascimentos e vida na atualidade não seria “normal” conhecermos tantos netos dele como tivemos oportunidade de conhecer.

Tio DANIEL nasceu em 1878. Era, então, como normalidade, conhecermos os netos e não os filhos. Mas o que se passou foi que o tio DANIEL foi um dos últimos dos 16 filhos nascidos do trisavô ANTONIO. E o seo DIMAS foi o filho numero 17 do tio DANIEL. Assim, o seo DIMAS foi primo em primeiro grau de nossos avos, porem, a idade dele eh semelhante `a de nossos pais.

A esposa D. CIDINHA, teve por mae `a tia CECI, que também foi neta do mesmo ANTONIO via MARIA MARCOLINA. Neta também do JOAO BAPTISTA via ZE COELHO. Ja pelo lado paterno foi filha do tio MARCIAL DE MAGALHAES BARBALHO, neta do MARCAL e bisneta do FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ, a irma do ANTONIO e do JOAO BAPTISTA.

E essa eh a Historia comum numa família tradicional e do interior brasileiro em cuja atualidade eh cosmopolita. Encontramos gente dessas mesmas raízes genealógicas em quaisquer esquinas do planeta. E isso não tem nada de anormal.

 

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17. DESPEDIDAS DO TIO OVIDIO DE MAGALHAES BARBALHO

Nao tinhamos sequer acostumado com o falecimento do seo DIMAS e chegou-nos a noticia do falecimento do tio OVIDIO. Nasceu ele em Virginópolis a 13.7.1934. Portanto deixou-nos aos 82 anos de idade, a mesma que meu pai.

Meu pai, ODON, quando o irmão OZANAN faleceu, e percebendo o clima de tristeza, soltou uma de suas tiradas humorísticas: “Nao sei para que o OZANAN resolveu furar fila!”

Ele referia-se ao fato de que era o irmão mais novo na familia e eram diversos outros mais velhos, inclusive ele próprio. Tio OVIDIO era o segundo mais novo. E antes do falecimento formava o quarteto restante. Agora ele deixou tias OTACILIA (84), ONEIDA (por fazer 87 nesse proximo 31.10.16) e OLDACK (por fazer 89 em 15.12.16).

Deixou a sua muito amada esposa, tia GILDA, e os filhos: RISON, ALECIR, MARICY, WLAMIR, SAMIRA, OVIDIO FILHO, DILSON, GILDA ZULMIRA e EMILIO. Alem deles, diversos netos.

Se precisasse de outro exemplo de consanguinidade na família eles seriam um dos melhores exemplos. Tios OVIDIO e GILDA são primos em primeiro grau. Ele filho dos avos ZULMIRA e TRAJANO (CISTA). Ela filha dos tios ANISIO e ADALGISA. Dindinha ZULMIRA e tio ANISIO eram irmãos.

Ja os tio ANISIO e ADALGISA também eram primos em primeiro grau. Ela filha dos tios ALTIVO RODRIGUES COELHO e VITALINA (NHANHA) NUNES COELHO. E ele dos bisavós JOAO RODRIGUES COELHO e Dindinha OLIMPIA ROSA COELHO DO AMARAL. E diga-se de passagem, todos primos próximos.

Vovo CISTA procedia do ramo FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ. Sendo neto destes, foi filho do MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e Dindinha ERCILA COELHO DE ANDRADE. Nao sabemos ainda se o COELHO dela eh ou nao do mesmo tronco do MANUEL RODRIGUES COELHO.

O bisavo MARCAL era, portanto, primo em primeiro grau do tio ALTIVO e bisavô JOAO RODRIGUES COELHO. E em segundo grau da Dindinha OLIMPIA, que era filha do JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR, do ramo BATISTA COELHO, do mesmo tronco.

O tio OVIDIO, no caso, também furou fila! Se a gente pudesse escolher, ele podia bem esperar mais um pouco e seguir a ordem natural dos nascimentos. Não no sentido de empurrar os irmãos que restam porque estava com pressa.

Calmamente poderia aguardar a decisão dos outros de seguirem seus caminhos. Se pudessem escolher viver 100 anos que o fizessem. So então o tio OVIDIO os visitasse nalgum lugar ao lado do PAI CELESTE, que eh o local onde todos tem feito por merecer.

Tio OVIDIO ira deixar muitas saudades de ótima convivência desde jovem em Virginópolis onde teve um Armazém e quase todos os filhos. Seguindo para Governador Valadares foi o eterno comerciante, atendendo na MERCEARIA ZULMIRA, ao lado do ARMAZÉM BARBALHO, que ele e o tio OLDACK possuíam em sociedade.

O lado feminino da familia jamais esquecera o homem de ótima figura e eximio pe-de-valsa. E todos nunca esqueceremos a boa pessoa e bom exemplo que sempre foi.

Tia GILDA precisara muito do conforto dos familiares mais próximos, pois, se o casamento transforma o marido e a esposa numa mesma alma a dela foi ferida. Entre todos os casais dos quais se pode dizer que tornaram-se a mesma carne ela e o tio OVIDIO estavam entre os melhores exemplos.

 

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18. MAIS UM ENCONTRO DE DESPEDIDA

Quando fui fazer a divulgação dessa pagina num dos sites da família encontrei mais uma noticia dessas que nos fazem observar que a vida eh o equilíbrio entre alegrias e tristezas.

Também faleceu o nosso primo PAULO HENRIQUE COELHO FERREIRA. PAULAO, como era conhecido, havia nascido em 17.03.1949. Portanto estava com apenas 68 anos de idade. Foi o final de prolongado sofrimento de saúde, portanto, a gente fica entre o pesar e o alivio. Pesar por nos que ficamos e o alivio que DEUS Concedeu ao primo.

Ele foi uma daquelas muitas situações na família nas quais a consanguinidade tornou-se abundante. Foi filho do HENRIQUE FERREIRA DA SILVA e ESTER (TECA) COELHO FERREIRA.

HENRIQUE foi filho de CANTIDIO FERREIRA DA SILVA e ELGITA COELHO DO AMARAL, os quais eram primos em primeiro grau. CANTIDIO foi filho de JOAO FERREIRA DA SILVA e ANGELINA MARCOLINA COELHO. E ELGITA do JOAO RODRIGUES COELHO e OLIMPIA ROSA COELHO DO AMARAL. ANGELINA e JOAO RODRIGUES eram irmãos, por serem filhos dos trisavós: ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL.

A TECA procedia do mesmo ramo, sendo ela filha de SINVAL RODRIGUES COELHO e MARIA (MARICAS) MAGALHAES. SINVAL foi irmão da tia ELGITA. Tia MARICAS foi filha dos bisavós: JOAO BATISTA DE MAGALHAES (tio JOAOZINHO) e CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO (Sa CANDINHA). Sa CANDINHA era filha do tronco: FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ, a irma do ANTONIO RODRIGUES COELHO.

PAULAO deixou a esposa LUCIA OLIMPIA COELHO FERREIRA. Ela filha de OCTAVIO COELHO DE MAGALHAES e MARIA JOSE (ZEZE) COELHO DE MAGALHAES. Tia ZEZE também foi filha dos bisavós JOAO RODRIGUES e OLIMPIA ROSA.

Tio OCTAVIO, nascido em 1919 e ainda viuvo aos quase 100 anos de idade foi filho BERNARDINO (DINO) COELHO DE OLIVEIRA e CARMELITA (SIANITA) DE MAGALHÃES PACHECO. DINO foi filho de CÂNDIDO (CANDIXINHO) DE OLIVEIRA FREIRE e ANNA HONORIA COELHO, e era irmão da tia NENEM, mãe do senhor DIMAS acima. SIANITA procedia do tronco BARBALHO, sendo filha dos tios bisavós, JOAQUIM PACHECO MOREIRA e QUITERIA DE MAGALHAES BARBALHO.

O PAULAO deixou um casal de filhos: VIVIANE e TAIQUE COELHO. Os quais não terão escolha senão carregar essa enorme carga de consanguinidade e talento.

Com certeza, a nossa tristeza corresponde a grande felicidade no Céu onde as portas ja se abriram para todos esses antepassados. As nossas despedidas são os reencontros que o PAULAO esta agora realizando.

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19. SEGUNDO DESASTRE EM UM ANO

Em 20 de janeiro do presente ano de 2016 passamos por Guanhaes em viagem, pois, foi o dia em que cumprimos a triste obrigação de enterrar mamãe, que falecera no dia 19. E na ocasião as intensas chuvas haviam inundado muita coisa na região e inclusive ocasionou o rompimento da tubulação pluvial da principal avenida da cidade. Foi um desastre.

Ontem, 28.10.16, recebemos a noticia de que uma nova tromba d’agua atingiu a região, causando algo de destruição em Guanhaes, principalmente, e Virginópolis. Infelizmente, são os efeitos do aquecimento global, do qual desde 1977 comentei em meu primeiro livro e que os “responsáveis” pelo planeta não veem dando a atenção devida. E alguns ate negam.

Seria bom se o descuido daqueles que pensam primeiro em dinheiro e somente depois na segurança do planeta fossem atingidos pelas catástrofes que provocam e não os mais vulneráveis. Não ha mesmo justiça nesse mundo, pois, “os justos pagam mesmo pelos pecadores” aqui.

 

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