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A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ E OUTRO TEXTOS

dezembro 31, 2018

A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ E OUTROS TEXTOS

 

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01. GENEALOGIA
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02. PURA MISTURA
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03. RELIGIAO
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04. OPINIAO
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05. MANIFESTO FEMININO
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06. MISTO
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07. POLITICA BRASILEIRA
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https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/
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08. IN ENGLISH
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https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/
09. IMIGRACAO
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INDICE
12. A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ
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12. A AUTOBIOGRAFIA DO MONSENHOR OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ
INDICE:
01. INTRODUCAO
02. BIOGRAFIA SUSCINTA
03. DADOS GENEALOGICOS
04. ALGUNS ACRÉSCIMOS GENEALOGICOS
05. EM EUXENITA
06. SABINOPOLIS
07. DO TEMPO EM SABINOPOLIS
08. OUTROS CAPITULOS ANTES DO SEMINARIO
09. A CAMINHO DO SACERDOCIO
10. AOS PASSOS DO SACERDOCIO
11. CHEGANDO AO SACERDOCIO
12. MINISTERIO EM DIAMANTINA E GOVERNADOR VALADARES
13. ACUCENA
14. CHEGAMOS A CAPELINHA
15. O XADREZ DOS DOIS BISPOS DE CAPELINHA
16. RETORNO A DIAMANTINA
17. MINISTERIO EM ITAMARANDIBA
18. TRES PRECIOSAS DICAS GENEALOGICAS
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01. INTRODUCAO
Parece-me que quem comentou primeiro a respeito do livro foi a Paula Vasconcelos. Mas foi coisa por alto. Tinha passado dados genealógicos e ela comentou. Desde então tinha vontade de conhecer a obra.
E nesses vais e vens da estrada da vida, acabei entrando em contato com a pesquisadora Josélia Barroso Queiroz Lima, também natural de Sabinópolis. Na tese dela havia a referência do livro. Tese abaixo:
O livro, que tinha conhecimento mesmo, com nome semelhante: “A Mata do Peçanha, sua Historia, sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta, tem um farto material histórico e genealógico.
Logo imaginei que os temas seriam idênticos. E que a genealogia de nossos familiares em Sabinópolis seria decifrada.
A esperança era de encontrar as origens de meus tetravós Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhaes, ditos proceder daquela cidade. E também encontrar os laços que ligam os ancestrais fundadores de la com a população mais recente.
Alem deles era esperança encontrar vínculos outros tais como: os Campos, Rabello e outros sobrenomes tão fortemente entrelaçados aos Coelho e Barbalho meus familiares.
Incluindo-se os vínculos e descendência de Jose Vaz Barbalho, que foi quarto juiz de paz naquela freguesia em 1875. Antes, em 1864 ele aparece entre as personalidades de Guanhães no “Almanak …….da Província de Minas Gerais”.
O meu interesse procede do fato de que temos um pentavô com esse nome: Jose Vaz Barbalho. Embora não sendo o mesmo, pois, o primeiro foi pai do tetravô Policarpo Jose Barbalho que nasceu em 1779. Dai, presumo que o primeiro seria avô do segundo.
Mas falta-me saber quem foram os pais de Victoriano Jose Barbalho, pai do “neto”. Bom, esses melindres, e outros mais, ocupam bom espaço entre as questões ainda sem respostas. Dai o interesse maior em conhecer a obra.
Recentemente entramos em contato com o amigo Joselio Alvarenga do Amaral (Zuza Alvarenga) através do contato comum, Mauro de Andrade Moura, e aparentados pelo vinculo Andrade de Itabira.
Ele desejando obter informações de ramos comuns em nossas genealogias. Dei-lhe as informações que pude, contudo, um pouco na penumbra. Logo o nome do livro veio `a baila e ele não tardou em enviar-me uma copia.
Chegou para mim: “UM PADRE – SUA GENTE – SUA TERRA”, de autoria do Monsenhor OTACILIO AUGUSTO DE SENA QUEIROZ.
Acho que a primeira coisa que fiz foi ir direto `a ultima pagina. 558! Folhas grandes e letras tamanho normal. Possível ler sem óculos!
Atarefado como andava naqueles dias, como ate ao momento, fui lendo poucas paginas por dia e assinalando os nomes mencionados. Mas ja decepcionado porque a genealogia não faz o habito no livro. Ela foi substituída apenas por referências isoladas.
Contudo, a minha opinião a respeito da obra nada teve de decepcionante. Foi livro que li como se fosse `a época de minha infância/adolescência. Meu irmão Jessé iniciou a assinatura de uma coleção, formato bolso, dos grandes clássicos da literatura mundial.
Naquele tempo, não me recordo se o volume do correio chegava semanal ou mensal, 4 títulos de cada vez, disputávamos entre nos cada livro. Autores preferidos como Julio Verne, quase nunca era o primeiro a ser lido por mim.
Tudo o que se pensar de grandes escritores: Mark Twain, Dostoevsky, Alexandre Dumas e tantos outros vinham na coleção. Somente bem mais tarde vim a conhecer a literatura brasileira.
Ai deu angustia de a coleção não ter incluído a ótima literatura portuguesa. Seria porque estávamos em plena ditadura militar e certos autores brasileiros tinham visões criticas de coisas semelhantes?! Não quero acusar. Apenas reconhecer a falha.
Mas o que a obra do padre “de Sena” contém para essa comparação?
Ja no inicio dela ele não promete muita coisa. Fala por alto: “genealogia, talvez!” Mas deixa que iria “tecer comentários a respeito da vida alheia”!
A expressão não é dele. Recordo-me de ouvi-la pela primeira vez por boca do primo Tulio do tio Longino. Ele e meu irmão Fernando moraram de favor na casa dos tios Jorge Nunes Coelho e Camilla Coelho, em Governador Valadares.
Eu estava la pelo mesmo favor para um tratamento de dentes. Era adolescente. Anos de 1970. E a rapaziada junta no passeio da casa, `a Rua Paraná, Bairro de Lourdes, justamente tratando dos “causos” pitorescos na família.
Assim, entre um riso e outro, o primo descreveu nosso “laborioso afazer” com aquela expressão.
Por fim, o “Otacilio” deixa a entender que iria expor as vísceras das sociedades as quais frequentou. Alegando ele que se ha algo que desperta a atenção das pessoas, quer gostem ou neguem, são aquelas observações “dedo em riste”. Esse seria um dos atrativos do livro.
Verdade. Ele compôs as paginas do livro revelando muita coisa de vidas alheias, mas no estilo bate e sopra. Talvez mais como um pai, ou padre, que os serviços especializados das “Mariquinhas e Maricotas”!
Ele não poupa padres, bispos etc. As entranhas da igreja são assuntos frequentes. Especialmente em torno do que foi ou ainda é a circunscrição da Arquidiocese de Diamantina, local onde ele fez o seminário e foi ordenado, alem de ter exercido seu sacerdócio.
Usou a ironia fina para comentar alguns fatos. Mas esse detalhe obscurece um pouco algumas informações. Isso porque fica a duvida. Estava falando serio? Não sei.
Chamou-me a atenção para isso quando ele comenta a respeito de um colega que parecia exaltar-se acima dos outros e menciona como suposta razão ter vínculos com uma família, aparentada “com Sebastião de Carvalho, o grande Marques de Pombal, Ministro de D. Jose I, rei de Portugal.”
Em toda a obra pincela nomes de cidades e seus distritos por onde passou, alem de nomes de pessoas que o ajudaram ou que lhe fizeram oposição. Por fim, foram essas pinceladas que me inspiraram primeiro.
O estilo do livro não é rebuscado. Pelo contrario. Ocorre mais no estilo bate-papo com os amigos. O que deve ter me agradado mais, pois, acho que é assim que também escrevo.
Alias, penso que se juntasse parte do que ja escrevi em um livro, acrescentando algo para aglutinar as informações soltas, poderia compor uma obra semelhante.
A diferença principal seria que, pelo menos interpretei assim, o Monsenhor Otacilio escreveu as memórias dele tentando despertar vocações sacerdotais para a Igreja Católica.
Não sou contrário a elas. Apenas tenho divergências que o Monsenhor não tinha em relação a certas posições da Igreja Católica. Uma delas a de que sou favorável ao sacerdócio regular para os padres casados. Penso que o celibato deveria ser opcional. Quem gosta, sirva-se.
E ele relata, embora discordando, o reencontro dele com o padre Aleluia, seu ex-colega de ordenação e trabalhos, que optou pelo casamento depois. Com ele a opinião também favorável de um bispo, seu grande amigo D. Jose Maria Pires, Bispo Emérito da Paraíba.
Não sei se ha alguma relação do Pires dele com os Pires nossos conhecidos e muitos parentes. Dom Jose Maria faleceu no ano passado. E em homenagem a ele o frei casado, Leonardo Boff, manifestou-se na crônica:
Penso que quem terá melhor proveito da leitura serão as pessoas que nasceram e cresceram nas circunvizinhanças das cidades de Governador Valadares, Açucena, Diamantina, Capelinha e Itamarandiba, cidades onde o autor exerceu o sacerdócio e Sabinópolis, onde nasceu.
Mais que as pessoas mais novas, aquelas que nasceram antes de 1960, pois, tiveram a oportunidade de viver, ate parte dos anos 1970, num ambiente que se parecia mais com a vida descrita por Otacilio, vivida por ele na primeira parte do livro.
Os católicos de outras regiões que tiveram padres ordenados pelo seminário em Diamantina também tirarão bom proveito. As pessoas mais novas terão ou não o mesmo proveito, dependendo da capacidade imaginativa desses leitores.
Mas chega de introdução senão não vamos chegar ao que interessa!
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02. BIOGRAFIA SUSCINTA
  • Otacilio Augusto de Sena Queiroz nasceu a 05.07.1918, no distrito de Santa Rita (Euxenita), pertencente a Sabinópolis, Minas Gerais.
  • Foi filho de Propércio Augusto de Queiroz Sena e dona Efigenia Augusta Camargos Queiroz (05.05.1900).
  • Propércio, nasceu no Serro, em 1894 e foi morto a 13.05.1923, em Euxenita. Era um baile que no tempo se fazia nas salas das casas. Estourou uma briga com Antonio Vieira que era muito forte. No escuro, alguém desferiu as facadas e Antonio usou o franzino Propércio como escudo. O suspeito de desferir as facadas foi o próprio irmão  de Propércio e padrinho do Otacilio, Jose de Sena.
  • A mãe casou-se novamente a 07.02.1924, com Francisco (Chiquinho) Augusto de Queiroz, o qual criou os filhos dela como se fosse pai. Havia o irmão Sinval, que faleceu quando Otacilio tinha 11 anos de idade.
  • Otacilio viveu em Santa Rita ate aos 9 anos de idade, sendo mandado para residir em Sabinópolis, para as primeiras letras e em seguida também os pais fizeram residência.
  • O menino cresceu estudando e praticando os afazeres de menino de mandados, vendendo coisas pelas ruas, lidando com serviços de roceiros e, por fim, tornou-se alfaiate.
  • Procura depois tentar a vida em Belo Horizonte mas não se adapta.
  • Surge a vocação sacerdotal tardia em 1937 e entra para o seminário em Diamantina. Ai, entre os colegas, torna-se amigo do futuro arcebispo de Belo Horizonte, D. Serafim Fernandes de Araújo.
  • Foi ordenado padre em 27 de novembro de 1949, por D. João de Souza Lima, em Diamantina, e reza suas primeiras missas nos locais de afeto como Sabinópolis, Euxenita e São Jose dos Quilombos.
  • Exerce o sacerdócio em Diamantina, Governador Valadares, Açucena, Capelinha e Itamarandiba. Foi também diretor do Colégio do Seminário e Vigário Geral da Arquidiocese de Diamantina.
  • Faleceu em Diamantina, aos 29 de Outubro de 2014, quanto contava 96 anos de idade.

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03. DADOS GENEALOGICOS
 
Genealogia propriamente dita, o monsenhor não ofereceu em seu livro. Mas ele buscou alguns dados genealógicos da própria família. No mais, no decorrer das paginas do livro ele menciona pessoas mais novas, da nome de pais e nomes de filhos.
 
Vamos ao que deixou de si mesmo. Começa na pagina 24, titulo Antepassados.
 
01. Otacilio Augusto de Sena Queiroz, filho de:
02. Efigenia Augusta Camargos Queiroz c. c.  Propércio Augusto de Queiroz Sena, filha de:
03. Josefino Antunes Camargos c. c. Maria Leopoldina Rodrigues, Josefino filho de:
04. Salvador Antunes de Camargos c. c. Delfina Santa Rita
 
03. Josefino Antunes de Camargos c. c. Maria Leopoldina Rodrigues, pais de:
 
a. Jose Antunes de Camargos
b. Salvador Antunes de Camargos
c. João Antunes de Camargos
d. Jacinta Leopoldina de Camargos
e. Rita Maria de Camargos
f. Efigenia Augusta de Camargos Queiroz c. c. Propércio Augusto de Queiroz Sena
 
Monsenhor Otacilio não investigou alem das informações verbais. Mas conclui que dona Delfina deveria ter sido filha de Jose Vicente Santa Rita.
 
Jose Vicente teria sido um menino branquinho e “mimoso” abandonado em uma cestinha com uma boa quantia em dinheiro na porta da Igreja de Santa Rita, no Serro. Os padres o criaram e lhe deram o nome.
 
Otacilio chegou a essa conclusão em função de dona Maria da Conceição de Santa Rita Moreira, esposa de Sindoval Alves Moreira, ter sido filha de Sebastião Alves e neta de Ozorio Santa Rita. Dona Conceição afirmou-lhe que seu avo fora filho de Jose Vicente.
 
Pela regressão do tempo em que viveu sua bisavó Delfina foi que ele concluiu que ela deveria ter sido irmã de Jorge e Ozorio Santa Rita. Não usou o detalhe documental. Fica a duvida quanto a qualquer outro menino que acaso tenha sido igualmente adotado pelos padres ter recebido o mesmo sobrenome e ter sido o pai.
 
04. Salvador Antunes de Camargos era natural de Sorocaba, Estado de São Paulo. Foi aos 19 anos para Paulistas. Teve dois irmãos chamados de Fernando e Joaquim Paulistas.
 
03. Maria Leopoldina Rodrigues era filha de João Rodrigues e Leopoldina Candida de Siqueira. O casal também foi pai de:
 
a. Taninha c. c. Dino de Pinho
b. Maria Augusta c. c. o viuvo Dino de Pinho
c. Augusta Rodrigues de Siqueira c. c. Genesco (Gege) de Pinho Tavares
d. Elvira c. c. Luiz Cândido Siqueira e em segunda núpcias com Gege.
d. Margarida c. c. Nico Francisco
e. Erlinda c. c. Sebastião  de Pinho
f. Alice c. c. Fernando Camargos
g. João Rodrigues Alvarenga c. c. Maria Carvalho
h. Gertrudes c. c. Vicente Germano, e
i. Maria Leopoldina Rodrigues c. c. Josefino Antunes Camargos
 
04. Leopoldina Candida de Siqueira era filha de Jose Américo Siqueira. Era pai também de Jose Cândido de Siqueira c. c. Julieta que foram pais de: Zinho, Carlindo, Mozart, Nico, João, Luiz e outros.
 
02. Propércio Augusto de Sena Queiroz, filho de:
03. Bernardino de Sena c. c. Virginia Queiroz
 
Era irmão de: Pedro, Nazinha, Jose, Noeme, Cristina e Nelsina.
 
03. Virginia, nascida no Serro a 13.02.1859, filha de:
04. Santos Augusto de Queiroz c. c. Maria Augusta de Queiroz, Este casal deixou outros filhos:
 
a. Arthur Augusto de Queiroz
b. Pedro
c. Julio
d. Propércio
e. Santos
f. Bibiana
g. Cristina
h. Rita
i. Bernardina
j. Nenen
 
04. Santos Augusto de Queiroz, filho de:
05. Marcelino Jose de Queiroz c. c. Bibiana Rosa de Jesus. Marcelino filho de:
06. Jose Estanislau Barbosa c. c. Ana Anacleta Ribeiro de Queiroz
 
Jose Estanislau era português  natural de Lorrano, São João Batista, Vila de Santarém  Patriarcado de Lisboa. Esses dados não condizem com a atualidade. Acredito que isso se refira `a Freguesia de Tomar, antiga São João Batista. Mas não tenho como precisar.
 
Dona Ana Anacleta era natural do Serro. Todos os filhos tiveram o sobrenome Ribeiro e Barbosa. Exceto o ultimo que dona Ana pediu ao marido que fosse Queiroz. O casal Marcelino e Bibiana foi prolixo.
 
O5. Marcelino Jose de Queiroz c. c. Bibiana Rosa de Jesus, pais de:
 
a. Antonio Jose de Queiroz
b. Marcelino Jose de Queiroz
c. Francisco Jose de Queiroz
d. Santos Augusto de Queiroz
e. João Batista de Queiroz c. c. Edwiges Soares da Encarnação
f. Bernardino Jose de Queiroz
g. Reduzinda Hermelinda de Queiroz
h. Salvina Emilia de Queiroz e
i. Candido Augusta de Queiroz.
 
Existe algo dessa genealogia que se encaixa com os dados encontrados no livro do professor Dermeval Jose Pimenta. Inclusive o nome da esposa do senhor João Batista que, acima, esta corrigido.
 
Por acaso “tropecei” no nome do senhor Marcelino Jose de Queiroz num retrospecto histórico do Serro, o qual o alferes Luiz Antonio Pinto enviou para a revista do Arquivo Publico Mineiro. Primeiro volume, 1896.
 
O alferes reproduz, por exemplo, registro de cartas, `a pagina 783, `a fl. 183, do livro 33o. do Registro Geral, o qual esta assinado por Marcelino Jose de Queiroz, escrivão da Comarca. Isso, aos 28 do mês de abril de 1792. Em paginas anteriores, outros assentamentos assinados por ele.
 
Ele havia sido escrivão por la, pelos anos de 1792. E a menção veio com o presente dos nomes paternos e procedência em Portugal. A publicação do artigo do alferes tratava da fundação de Peçanha, e as notas foram enviadas para publicação em 1896.
 
Revendo os escritos do Alferes, Luiz Antonio Pinto, reconheço que enganei-me quanto a mencionar anteriormente certos portugueses como pais do senhor Marcelino Jose de Queiroz. Em nota, na passagem das paginas 778-9, ele escreveu:
 
“Copiei fielmente, conservando a ortografia que garanto não ser a do original mas a do escrivão Ajudante Ignacio Ribeiro de Queiroz, um dos primeiros brasileiros que entrou entre os homens da Governança desta Villa. Era filho de pais portugueses: Alferes, Manoel Ribeiro Costa e D. Anna Maria de Jesus Queiroz, ambos de Viana do Minho.”
 
O documento, o qual o alferes transcreveu, estava datado de 05.11.1791. Ou seja, no ano seguinte Marcelino Jose de Queiroz assinou outros documentos. Os serviços cartoriais costumavam passar de pai para filho, ou de um parente para outro. o senhor Marcelino poderia ter sido parente do senhor Ignacio. Mas não tenho como afirmar sem sombra de erro.
 
Apenas uma nota particular: 20 anos antes do sr. Marcelino ter assinado os documentos revistos pelo alferes, o escrivão chamava-se Jose Pereira do Amaral. Não sei se esse seria parente do nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral, cujo tronco que deixou é retratado pelo professor Dermeval Jose Pimenta.
 
Jose Pereira deve ter sido mais velho, pois, em 1772 ja era escrivão, enquanto Miguel teve filhos entre 1781 a 1791. Não se sabe se foi possível ao professor encontrar todos os filhos. Ele não conseguiu precisar a idade de Miguel.
 
Pode ser que Jose tenha sido um irmão mais velho do Miguel ou, quem sabe, um tio. A duvida na verdade fica entre saber-se se o ancestral Joaquim Pereira do Amaral, que deve ter nascido por volta de 1820, e foi um dos primeiros moradores de Virginópolis, descenderia de um ou de outro.
 
Do lado “de Sena”, deve haver duas ligações claras com pessoas presentes em São João Evangelista. Um dos primeiros moradores chamava-se Bernardino Pereira de Sena. Ou seja, nome parecido com o do avô do Monsenhor.
 
Desse Bernardino, relatado `a pagina 122 do livro do professor Dermeval Pimenta, não se da mais detalhes alem de ter chegado de Senhora do Porto, antigo distrito de Guanhães, casado com dona Julia Candida de Jesus, e a relação de filhos.
 
Os filhos que nasceram foram de idade semelhante `a do Propércio, pois, as datas que aparecem são pouco antes de 1900.
 
Outra família presente foi a do professor Cândido Jose de Senna. O professor Candinho residiu em São João e, no Serro, havia se tornado pai do professor Nelson Coelho de Senna.
 
Esses “de Senna” eram baianos como menciona o Monsenhor ter sido o avô dele, Bernardino de Sena. Candido Jose era natural de Rio de Contas, no Sul da Bahia. Havia nascido em 1843. Mas não foi criado pelos pais e sim pelo casal, dona Alexandrina Maria da Conceição e professor Andre Jose Cândido da Rocha.
O professor Nelson de Senna, na brochura: “Algumas Notas Genealógicas” de 1939, menciona os nomes dos avós paternos, pais do professor Candinho: “Rozendo Jose de Senna (fazendeiro em Burity e nascido em 1820) e Dona Maria Magdalena de Souza (nascida em 1825); …” pagina 11.
 
Dona Alexandrina era filha do capitão Jose Joaquim de Miranda e dona Francisca Rita de Senna Miranda. Não temos, sem as devidas duvidas, o grau de parentesco entre o casal e o senhor Rozendo Jose de Senna.
 
Cândido Jose de Senna casou-se segunda vez em Guanhães com Maria Brasilina Coelho de Senna. Foi dela que nasceu o professor Nelson, em 1876. 
 
Mas como o Monsenhor apenas mencionou que o tio e padrinho Jose de Sena teria dito que o pai procedia da Bahia, acredito que essas evidências se somam, levando `a possibilidade de todos serem da mesma família.
 
Mas ha que fazer-se estudos para descobrir-se os vínculos corretos.
 
02. Efigenia Augusta Camargos Queiroz c. c.  Propércio Augusto de Queiroz, casaram-se em outubro de 2015 e foram pais de:
 
a. Ismar (12. 1916 + 1917)
b. Otacilio Augusto de Sena Queiroz
c. Sinval (13.02.1921 + 1930)
 
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04. ALGUNS ACRÉSCIMOS GENEALOGICOS
 
Enquanto lia o livro do Monsenhor Otacilio encontrei alguns vínculos de personagens na vida dele com parentescos conosco. Então, gostaria, nesse capitulo, de ressaltar esses nomes e informar como se encaixam em nossa Arvore. Outras menções não encontrei vínculos.
 
Mas, primeiro de tudo, vamos aos inícios. Em sua tese a amiga Josélia Barroso Queiroz de Lima nos oferece uma lista de primeiros moradores do município de Sabinópolis, cujos primórdios, como arraial, data de 1819. Vejamos então:
 
01. Pe. Bento de Araujo Abreu
02. alferes, Antonio de Araujo Abreu c. c. Salvina Emilia de Queiroz
03. Antonio Borges Monteiro (sr. Monteiro) c. c. Maria de Souza Fiuza e Margarida Maria do Rosario.
04. Urbano Taveira de Queiroga
05. Joaquim da Silva Campos
06. Antonio Borges Monteiro Junior (Borginha) c. c. Maria Magdalena de Santana
07. capitão, Semeão Vaz Mourão
08. alferes, Antonio Fernandes do Amaral
09. Malaquias Pereira do Amaral c. c. Anna Maria de Jesus
10. Clemente Jose dos Santos
11. Francisco Jose dos Santos
12. Manoel Coelho de Almeida
13. capitão, Antonio Jose Campos
14. João Pereira do Amaral
15. capitão, Joaquim Barroso Alvares c. c. Maria Fernandes
 
Estes homens com seus sobrenomes constituíram a base da formação social local e sua descendência expandiu para os outros municípios limítrofes e distantes, `a medida que a colonização europeia foi avançando sobre os últimos rincões de “terras virgens” de Minas Gerais.
 
O sobrenome Alvares na família Barroso foi mudado para Alves na descendência.
 
O alferes Antonio e dona Salvina foram pais de dona Maria Josefina de Araújo Abreu que se casou com Sabino Alves Barroso, filho de Joaquim Barroso e dona Jacinta Moreira da Costa. Joaquim Barroso era filho do capitão Joaquim Barroso e dona Maria Fernandes.
 
Sabino e dona Maria Josefina foram pais de Sabino Barroso Junior, que foi uma celebridade politica em Minas Gerais. O nome Sabinópolis derivou-se do dele. Foi irmão de João Evangelista Barroso, o pai do famoso Ary Barroso; e foi quem deu uma ajuda ao sobrinho para despontar no estrelato musical.
 
Borginha foi filho do primeiro casamento de seu pai, com Maria de Souza Fiuza. A genealogia, incompleta, deles esta descrita no livro do professor Dermeval Jose Pimenta.
 
Muito possivelmente, Manoel Coelho de Almeida foi irmão de Anna Maria de Jesus, esposa de Malaquias Pereira do Amaral, pois, ela foi filha de Antonio Coelho de Almeida, e eram naturais de Congonhas do Campo. Isso, segundo o professor Dermeval.
 
Dona Salvina Emilia de Queiroz era irmã de dona Maria Augusta de Queiroz, que casou-se com o senhor Santos Augusto de Queiroz e eram bisavós do Monsenhor Otacilio. Portanto, o Queiroz aparenta o Monsenhor aos “de Araújo Abreu” e parte dos Barroso. Eram os primos ricos do primo pobre.
 
O que buscava em termos de genealogia no livro do Monsenhor, não encontrei. Queria justamente aprofundar um pouco a genealogia dessas figuras históricas para saber se ja se encontravam nalguma de nossas raizes conhecidas; alem de tomar ciência de parte da descendência, pois, atualmente sabemos que temos parentes no meio dela.
 
Mas, por enquanto, nem sequer foi possível saber os nomes das outras esposas. Essa tem sido a minha critica em relação aos antigos historiadores. Eles exaltavam tanto os feitos dos pioneiros de cada recanto do Brasil mas esqueciam o principal que era a cara-metade que multiplicava seus feitos.
 
Sem elas, não haveria ninguém para desejar saber quaisquer coisa que tenham realizado. Não ha herói sem mãe, nem herói que tenha deixado descendência sem o compartilhamento dos sacrifícios com uma companheira, portanto, da Historia so temos a meia.
 
Obviamente, nem todos os sobrenomes estão ai representados na lista de fundadores, sem suas esposas. Entre eles os Queiroz e Pimenta que deviam estar ainda instalados em outras freguesias do Serro mas que logo se juntaram a eles.
 
Os primeiros chegados se fartaram com imensas glebas de terras. Outros que iam chegando, se fossem promissores como os formados em algum trabalho especializado ou simplesmente por ser migrantes chegados da Europa, casavam-se nessas chamadas famílias dominantes, adquiriam algum dote em terras e assim se sustentavam e se multiplicavam.
 
Interessante ai é deixar esclarecido que não bastava ter o sobrenome para se juntar aos maiorais. Cem anos após `a chegada desses patriarcas, relata o Monsenhor Otacilio que viviam os Queiroz seus parentes próximos as amarguras do trabalho árduo e a paga pouca.
 
Na roça ou na cidade, Chiquinho Queiroz, o padrasto dele, trabalhava para terceiros ou quando possuía atividade própria tinha que executar os serviços por si mesmo e com a ajuda do enteado e da esposa. Em síntese, viviam como viviam a maioria dos brasileiros de todos os tempos.
 
Esses sobrenomes não devem ser os únicos. Outros, como o Carvalho e Carvalhaes, podem ter se instalado em locais que antigamente faziam parte da circunscrição da futura Cidade de Sabinópolis. Porem, grande parte do antigo território emancipou-se para formar outros municípios, como o de Euxenita.
 
Acredito que essas reminiscências genealógicas ficariam incompleta sem recordarmos que:
 
01. Manoel Vaz Barbalho c. c. Josepha Pimenta de Souza e foram pais de:
 
a. Policarpo Joseph Barbalho c. c. Bernarda Maria de Azevedo
b. Isidora Maria da Encarnação c. c. capitão Antonio Francisco de Carvalho
c. Jose Vaz Barbalho c. c. Anna Joaquina Maria de São Jose (hipotese)
 
Policarpo foi cirurgião-mor da Villa de Porto Alegre, teve filhos em Gravataí – RS.
 
O capitão Antonio Francisco de Carvalho era português, filho de Antonio Leal e dona Maria Francisca. Era natural da Vila de Colares, `a beira do oceano, próximo a Sintra. Segundo o professor Dermeval Pimenta: “durante muitos anos, foi sindico-geral dos Santos Lugares na Comarca de Serro Frio.”
 
b. Isidora Maria da Encarnação c. c. capitão Antonio Francisco de Carvalho, pais de: I. João (1761); III. Antonio (1764); IV. Luciano (1766): V. Mariana (1767); VI. Jose (1769); VII. Francisco (1771); VIII. Bernardo (1776); alem de:
 
II. Vitoriana Florinda de Ataide (1762) c. c. Jose Damasio Rouco
IX. Boaventura Jose Pimenta (1779) c. c. Maria Balbina de Santana.
 
IX. Boaventura Jose Pimenta (1779) c. c. Maria Balbina de Santana, pais de:
 
1o. Modesto Jose Pimenta c. c. Ermelinda Querubina Pereira do Amaral e, entre os 12 filhos do casal, cita-se:
 
01. “Barão” Modesto Jose Pimenta c. c. Amélia Margarida Pimenta
03. Aureliano Borges Pimenta c. c. Maria Jovita Goncalves
04.  coronel Cornelio Jose Pimenta c. c. Josefina Carvalho de Souza
 
Essa pequena reminiscência nos ajudara a explicar melhor a presença de alguns nomes no livro do Monsenhor Otacilio.
 
c. Em primeiro lugar, não tenho certeza absoluta que Jose Vaz Barbalho era filho do casal 01. Manoel e Josefa. Tudo indica que sim. A possibilidade de ter sido o filho de b. Isodora e capitão Francisco foi eliminada, pois, o filho do Jose Vaz, Policarpo Jose Barbalho, nasceu em 1779 quando VI. Jose (1769) estava com 10 anos de idade.
 
Para chegar-se ate aos de minha geração, nossa linhagem se faria dessa maneira: Manoel e Josefa – Jose – Policarpo – Francisco Marçal – Marçal – Trajano (Cista) – Odon – Valquirio, pelo lado paterno.
 
Pelo lado materno temos a alternativa: Manoel e Josefa – Jose – Policarpo – Jose – Anna Maria – João Batista – Davina – Judith – Valquirio. João Batista foi casado com Candida, que era irmã de Marçal, tendo a minha geração dupla ascendência materna.
 
Na maioria, os membros mais próximos de minha família descendem dos três ramos: Pimenta Vaz Barbalho, Pereira do Amaral e Borges Monteiro. Ha a suspeita de que o ramo Coelho de Magalhaes da família também descenda do Barbalho por outra linhagem.
 
IX. Boaventura Jose Pimenta c. c. Maria Balbina que era filha do casal Antonio Borges Monteiro Jr e Maria Magdalena de Santana.
 
O filho do casal, Modesto Jose Pimenta c. c. Ermelinda Querubina, que era filha de Malaquias Pereira do Amaral c. c. Anna Maria de Jesus, fundadores de Sabinópolis.
 
03. Modesto tinha apelido de “Barão” por ter feito excelente trabalho na construção da estrada que ligava Minas ao Espirito Santo. O pedido do titulo foi solicitado mas D. Pedro II não concedeu. Talvez por ter sido deposto antes da decisão.
 
04. Cel. Cornelio Pimenta c. c. Josefina Carvalho de Souza, foram pais de, entre outros, professor Dermeval Jose Pimenta e estão entre os fundadores de São João Evangelista. Foram pais também de Heitor e Hermes Jose Pimenta, que foram donos da Fazenda São Bartolomeu, que fica próxima a Euxenita.
 
Infelizmente, o professor Dermeval não ampliou a genealogia dos trisavós deles, Isidora Francisca e capitão Antonio Francisco de Carvalho. Nada nos informa a respeito do destino dos outros 7 filhos do casal, alem dos mencionados em separado acima.
 
Ele apenas supunha a possibilidade deles terem adotado o sobrenome Pimenta e, quem sabe, Barbalho e Vaz. Não deu, em meu ponto de vista, a devida atenção para o fato de que Josefa Pimenta de Souza procedia da família Pimenta de Carvalho, das primeiras famílias do Rio de Janeiro e por isso julgava que o Pimenta teria permanecido.
 
Alem de Josefa proceder do ramo Carvalho, Antonio Francisco também era de Carvalho. Soma-se a isso, o fato de o pai dele ter assinado Leal.
 
Por a mãe do professor ter se chamado Josefina Carvalho de Souza, ele fez uma retrospectiva do sobrenome que chegava ate Jose Carvalho da Fonseca, casado com Senhorinha Rosa de Jesus, também filha de Antonio Jr e Maria Magdalena; e Manoel de Carvalho, avô de dona Josefina. Ele supunha que Manoel e Jose fossem irmãos.
 
Não indo alem disso em suas pesquisas, talvez tenha perdido a oportunidade de encontrar que esses ou pelo menos um deles procedessem do mesmo tronco Pimenta – Vaz Barbalho. Algo que quem puder fazer pesquisa in loco, nos arquivos, deve ficar atento para tais possibilidades.
 
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05. EM EUXENITA
 
A partir de agora pretendo pincelar alguns fatos relatados no livro que tem relação direta com nossa genealogia, embora o monsenhor não tenha dirigido suas reminiscências para esse lado. Vejamos então.
 
A partir da pagina 42 ele inicia no subtítulo Fazenda São Bartolomeu. Ai conta que a propriedade pertenceu a Antonio de Araújo Abreu e Salvina Emilia de Queiroz. Conta que por herança passou ao casal Sabino Alves Barroso e dona Maria Josefina.
 
Local onde nasceram os filhos e em 1859 nasceu o famoso Sabino Alves Barroso Jr. E, `a época da infância do monsenhor, pertencia aos irmãos Hermes e Heitor Jose Pimenta, filhos do Cel. Cornelio Pimenta.
 
Sebastião Augusto de Queiroz, Taco por apelido, irmão do padrasto, Chiquinho, de Otacilio e Sinval, administrou por muito tempo a fazenda para os irmãos Pimenta. Era “uma onça para trabalhar” e gozava de toda a confiança dos patrões. Fazia de tudo.
 
Mas antes de trabalhar naquela propriedade, o monsenhor conta um “causo” daqueles que, comuns `a época, estarrecem as pessoas dignas atuais.
 
Zeca Cândido, dono da Fazenda Olhos d’Agua, entregara a administração ao Taco. E ele tinha se dedicado com afinco ao trabalho, aproveitando os espaços para as plantações de milho e feijão.
 
`As vésperas da colheita, dois filhos de Zeca Cândido apareceram com carabina em punho e  deram 24 horas de prazo para o trabalhador escafeder-se de la, não ganhando nem mesmo a parte que lhe cabia da produção. Ou seja, o velho caso de grilagem.
 
O termo esta ligado ao grilo, gafanhoto, que não trabalha mas come toda a produção ou rouba as terras dos mais fracos.
 
Por gratidão, segundo o monsenhor, aos bons trabalhos na Fazenda São Bartolomeu, nosso aparentado Heitor Jose Pimenta propôs ao Taco a compra da propriedade em condições favoráveis. E Taco não quis aceitar a oferta.
 
Conta ainda Otacilio que isso foi motivo de grande pesar na família. Mas, acredito eu, que Sebastião Queiroz agiu como “gato escaldado em agua fria ….” Não deve ter comentado com ninguém mas, depois do tombo que havia levado antes, não seria prudente fazer trato semelhante.
 
Devia ter consciência de que os fracos não tinham recursos contra os fortes naquela época. E agir contra um forte, mesmo com justiça, era perder todas as oportunidades dai para frente, pois, nenhum outro “rico” o contrataria, porque, alem de tudo, o confronto com um era o confronto contra todos. Era a lei do corporativismo em ação.
 
E Zeca Cândido, Jose Candido de Siqueira, era irmão da bisavó Leopoldina do monsenhor. Isso o padre revela, indiretamente, recordando-se dos companheiros de brincadeira: “Moacir, Plinio, Antonio e irmãos, filhos de Nico de Zeca e Berminda. Berminda também era parente.
 
Menciona Otacilio a presença da família Pinho entre os fortes do Arraial de Santa Rita, que viria a ser Euxenita. Infelizmente nem ele ou o professor Dermeval abordou os troncos das famílias tradicionais de Sabinópolis, embora sejam “unha e carne” com as famílias de São João Evangelista.
 
O professor Pimenta abordou apenas por alto os Borges Monteiro e os Pereira do Amaral que eram diretos ascendentes dele.
 
Mas menciona que o patriarca Antonio Borges Monteiro casou-se em segundas núpcias com “Margarida Maria do Rosario, filha de Domingos Lourenço Seixas, ja então falecido e de sua mulher Maria Caetana de Pinho e Oliveira.”
 
Por certo, entrelaçado com um, entrelaçados com todos. Na época, o mais provável era que a grande descendência de um patriarca acabasse retornando `a parentela para novas uniões matrimoniais. E o mais provável será que muitos “de Pinho”, terão ascendentes nos troncos que nos geraram.
 
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06. SABINOPOLIS
 
Entre os locais nos quais residiram, menciona a Chácara Olaria, na qual o padrasto produziu tijolos. A propriedade pertencia a Arthur de Pinho Oliveira e dona Eduarda Eulina (Dadinha).
 
Naturalmente, os “de Pinho” serão aparentados aos “de Pinho Tavares” muito presentes em Sabinópolis. Os Barroso, os Mourão, os Almeida e outros estão entrelaçados entre si e, com muita certeza, pelo menos uma boa parte de todos tem ascendentes em nossas raizes.
 
Não tenho como descobrir por enquanto o parentesco que havia entre o fundador de Sabinópolis: 07. capitão, Semeão Vaz Mourão, e o senhor João Raimundo Mourão Jr.
 
João Raimundo, casou-se em 25.7.1858 com dona Josefina Ermelinda Pimenta. Era filha do capitão Francisco de Assis Pimenta e dona Francisca Augusta Pires. O capitão Francisco era filho de Boaventura Jose Pimenta e dona Maria Balbina de Santana. Portanto, nossos parentes.
 
Essa parte ja estaria resolvida se eu tivesse acesso ao livro: “Genealogia e Biografias de Serranos e Diamantinenses.”, de autoria do Dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourão. Ele foi um dos 12 filhos de dona Josefina Ermelinda e João Raimundo. Mas vamos em frente.
 
O “de Sena” foi para Sabinópolis em 1927. Ficou na casa do senhor Arthur Queiroz que era pai do Chiquinho, e de dona Ermelinda Augusta dos Santos (Sa Linda). Esse casal foi pai de:
 
a. Carmélia, faleceu nova
b. Jose c. c. Renée
c. Alcides c. c. Jacinta
d. Sebastiao (Taco) c. c. Noemi
e. Francisco (Chiquinho) c. c. Efigenia
f. Luiz c. c. Negrinha
g. Antonio c. c. Etelvina Barroso + Adalgisa Souza
h. Elgita c. c. Virgolino Pinto + Raimundo Andre de Souza
i. Zelita, Geraldo, Maria e Conceição, todos solteiros.
 
Jacinta e Noeme eram tias do Monsenhor Otacilio Augusto.
 
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07. DO TEMPO EM SABINOPOLIS
 
`A pagina 69, o monsenhor Otacilio abre o capitulo prestando informações a respeito da Historia do municipio. E algumas informações são novas para mim. Entre elas esta que:
 
“Joaquim Jose de Gouveia e sua mulher Francisca Vitoria de Almeida e Castro, doaram ao povo, por escritura publica de 26 de fevereiro de 1805, o terreno onde surgiria o modesto arraial.”
 
Ele acrescenta aos nomes de primeiros moradores, sem mencionar todos, dona “Francisca Vitoria, Joaquim Miquelino e Francisco Borges Monteiro”.
 
Não sabia eu que existisse o sobrenome Miquelino. Mas acredito ter ouvido falar o nome “Miquilino”, como sendo um dos habitantes, salvo engano meu, de Divinolândia de Minas.
 
Aos poucos vou descobrindo os detalhes do povoamento de arraiais que viraram cidades posteriores `a implantação de Sabinópolis, cujas populações deverão descender dos primeiros moradores de la. Isso sem contar minha parentela ja encaixada nessa figura.
 
Francisco Borges Monteiro era gêmeo de Isidro Borges Monteiro, ambos filhos de Antonio Borges Monteiro e sua segunda esposa, dona Margarida Maria do Rosario. Isidro havia sido enviado, junto com seu irmão Umbelino, para serem educados no Rio de Janeiro e por la cresceram, prosperaram e deixaram famílias.
 
Segundo o professor Dermeval, na pagina 244 do livro dele, o senhor Antonio Felix de Almeida deve ser dos primeiros moradores do arraial, pois, casou-se com Blandina Flora do Patrocínio, filha de Antonio Jr. e Maria Magdalena de Santana. Ela nasceu em 1814.
 
Outra informação interessante trata-se de que o padre Bento de Araujo Abreu era irmão do Visconde de Itajubá, “que era casado com a princesa Valmira, sobrinha de Guilherme I, Imperador da Alemanha”.
 
Ha que identificar-se o grau de parentesco entre o padre e o alferes Antonio de Araujo Abreu e, por eles, fazer a ligação da genealogia desse titulo com a do Visconde, pois, essa deve estar bem adiantada.
 
Na descrição que o monsenhor da de seus vizinhos `a época, somente posso imaginar que exista alguns parentes. Ele menciona, por exemplo, o casal Miguel e Maria Nunes. Poderiam ser descendentes do Miguel Pereira do Amaral e família Nunes Coelho, respectivamente. Mas não sei informar.
 
Ele conta casos envolvendo o Eduardo Barroso, irmão do Sabino Barroso Alves, este, casado com Reduzinda Hermelinda de Queiroz. Esses, tenho completa ideia de quem são  pois, tenho-os no resumo da família Barroso.
 
E a divida que tenho com a dra. Josélia Barroso Queiroz Lima é enorme por ela ter-me enviado esse trabalho. Trata-se de algumas paginas do livro: “Sabino Barroso, um Estadista da Gerais, de autoria do senhor Sebastião Pimenta Barroso.
 
O senhor Sebastião era irmão de dona Maria Flor de Maio Pimenta Barroso, mãe do senhor Gilvan de Pinho Tavares, atual presidente do Cruzeiro Esporte Clube, de Belo Horizonte.
 
Os detalhes estão em meu blog, `a pagina:
 
 
Obviamente, pelo titulo ja poderão imaginar que todos são parentes do compositor Ary Evangelista Barroso. E todos descendentes do senhor Aureliano Borges Pimenta e dona Maria Jovita Goncalves, via dona Corina Pimenta.
A partir da pagina 81 o monsenhor Otacilio tece elogios ao dr. Odilon Behrens. Foi realmente um medico que caiu no gosto popular. Residia em Guanhães e fazia atendimento em Sabinópolis.
Acredito que tenha residido em Virginópolis também. Esqueci-lhe o nome da esposa. Mas foram pais do dr. Paulo Behrens. Acredito que tenha nascido em nossa cidade. Depois de também formado medico, retornou `a terra, com sua esposa dona Vania e os filhos Ronaldo e Isabella. Foi um tempo de gozo e amizade.
Acredito não ser necessário apresentar o dr. Odilon. Basta dizer que um dos principais hospitais da capital mineira, Belo Horizonte, guarda o nome dele. E o monsenhor descreve coisas que dão razoes para a estima que o povo nutria por ele.
Talvez seja apenas coincidência, mas o Otacilio, `a pagina 82, menciona o senhor Teofilo de Pinho. A principio, fui contemporâneo do Teofilo, de Sabinópolis, na UFV – MG. Depois fomos correligionários, o que despertou a amizade.
Foi a essa época que meu pai perguntou-me se aquele meu amigo era neto do senhor Teofilo de Pinho. Eu não sabia e não nos encontramos mais para averiguar.
Não muito tempo depois nasceu o meu filho. Dei-lhe o nome Teofilo. Somente depois recordei-me que existiam esses antes dele. O motivo foi o nome estar na Bíblia e significar amigo de Deus. Engraçado, o mundo vai e volta, da voltas sem a gente perceber!
`A pagina 84, menciona o dr. Jose Bonifacio Mourão. Este se encontra na pagina 294 do livro do professor Dermeval Pimenta. Primo do senhor Gilvan, e nosso. Ex-prefeito de Governador Valadares e atual deputado.
`A pagina 96 Otacilio faz diversas reminiscências ao doutor Rui Pimenta Filho. Medico famoso em todos os locais onde exerceu a profissão. O inicio da família dele esta descrita a partir da pagina 357, livro do professor Dermeval.
Dr. Rui foi neto do Lermino Jose Pimenta e dona Perciliana Nunes Rabelo. O sobrenome dela coincide com os de donas Maria Clara, Blandina e Marietta. Essa ultima, esposa do tio-avô Onesimo de Magalhaes Barbalho.
Do nosso lado, as três, e outros, foram filhos de dona Antonina, filha de nosso tio Bento Nunes Coelho. A relação de filhos conta ainda com Pedro, Pedralvo, Jose e Antonio. Pode ser que dona Perciliana também tenha originado no ramo.
Rui, o pai, escreveu livros. Dr. Rui fundou o Hospital São Lucas em Governador Valadares e prestou grandes serviços em Belo Horizonte. E sua filha, a Dra. Maria Eugenia é a mãe da escritora Paula Pimenta.
`A pagina 103 recorda-se a presença de Agostinho Bossi como cliente do açougue de Chiquinho, cujo entregador de carnes era o menino Otacilio. Agostinho, filho de italianos, era casado com Rita Pimenta, filha de Aureliano e dona Jovita.
`A pagina 117 o monsenhor menciona o cabeleireiro Pedro Rabelo. Não ha como concluir disso que seja a mesma pessoa da família Nunes Rabelo acima. Da família, conheci apenas dona Maria Clara, que foi esposa do senhor Francisco Dias de Andrade Junior e entre a descendência, deixou primos chegados a nos.
Não saberia dizer qual a profissão teve o irmão dela. Mas coincide que “as meninas da dona Maria Clara, foram costureiras de fino trato em Virginópolis, ao meu tempo de criança e juventude. Talvez fosse profissão de família.
Noutra parte do livro, quando trata da adolescência durante a qual aprendeu o serviço de alfaiataria, retorna ao nome Pedrinho Rabelo, o alfaiate mestre. E realmente o senhor Pedro Nunes Rabelo tinha o apelido.
Durante as reminiscências de infância também se recorda com carinho de dona Maria Jovita, esposa de Aureliano Pimenta. Acredito que tenha se enganado ao dar a impressão que o conheceu. Talvez sim, mas não quando morador de Sabinópolis.
O sr. Aureliano Pimenta faleceu em 1925, dois anos antes de o menino Otacilio transferir-se de Santa Rita para Sabinópolis. Dona Maria Jovita Goncalves faleceu em 26-8-1932. Tempo em que ele vivia ja ha 5 anos na cidade.
`A pagina 136, Monsenhor Otacilio inicia um subtítulo com o nome de Américo Barroso. Nisso ele relembra as pandeguisses do personagem. Em parte, inclusive, nos fazendo lembrar do nosso bisavô, tio Joãozinho. Mas ha um trecho digno de recordar e ate copio:
“Brigou certa vez em Guanhães com F. Catão. O contendor, mais forte do que ele, o fez correr para São Sebastião dos Correntes, ameaçando: “Suma daqui e não volte mais nunca”. Tempos depois morreu o Catão. Américo, mais do que depressa pega o seu cavalinho, e vai para Guanhães. Faz questão de participar do velório. Acompanha o enterro. Carrega o caixão, ajuda a colocar na cova. Quando vê afinal a urna mortuária no fundo da sepultura, e algumas pessoas jogando terra com a mão, profere enfaticamente a sua sentença: “Você me mandou para fora da cidade, ordenando que eu não voltasse mais. Mas eu voltei. Agora eu mando você para o inferno e quero ver se você volta de la.”
Cabe ao leitor familiar com a estória nos informar se houve outro Catão que se enquadre na descrição que não o nosso tio-avô Francisco (Chico) Catão de Oliveira, marido da tia Olga de Magalhães Barbalho. O subtítulo esta repleto de outras peripécias.
Cursando o primário (pag. 149) ele menciona o Jose Bossi, filho do Agostinho Bossi. E, no subtitulo “Recitativo” menciona a professora Maria Jose Nunes. Foi colega de outra do mesmo nome. Jose Bossi não foi mencionado pelo professor Dermeval entre os filhos de dona Rita Pimenta. E não encontrei ainda Maria Jose Nunes (Coelho) entre nossos familiares.
`A pagina 167, tratando do assunto amigos, menciona o amigo Baltazar, “Era o amigo do peito.” Ai ele menciona indiretamente o nepotismo. Explica que Dermeval Jose Pimenta era diretor da Rede Mineira de Viação (Rede Publica de Transporte). E “praticamente deu emprego a todos os filhos de João Américo”. Com isso perdeu o amigo que se foi para Belo Horizonte.
`A pagina 173, Otacilio conta uma viagem que fez a Guanhães. Apenas mencionou que ele e o companheiro Nono Valentim hospedaram-se “na pensão de D. Adelaide”. Não explica mais.
A menos que seja uma enorme coincidência, tivemos uma dona de pensão na família com o nome de Adelaide Coelho Soares. Não sabia que deu pensão em Guanhães. Era filha dos senhores Gilberto Coelho da Silva e Marciana Soares de Souza. Ate ai não conheço ligações parentais deles conosco.
D. Adelaide foi esposa do senhor João Marçal de Lima. E irmã dos senhores Chico e Gabi Gilberto. O primeiro com apenas duas filhas, ambas casadas com primos nossos. O segundo ja casou na família, com dona Gininha (Efigenia da Cunha Menezes).
Dona Adelaide ficou viuva nova, com os filhos: Abel e Abelar (gêmeos), Jose, João, Osvaldo, Terezinha (dona Zinha) e Tarcisio Lima. Não sei se houveram outros.
A primeira esposa do sr. Abel foi a irmã de minha mãe, Maria Marcolina; a segunda foi a prima Carmelita, filha do tio Armando, irmão do avo Juca, pai da tia Maria; a terceira não sei mas ja ouvi dizer que teve outra. Seo Jose Soares foi marido da dona Efigenia, e moravam em frente `a casa do avô Juca.
Cresci com os filhos da tia Maria e jogando bola com os do seo Tarcisio. Fui colega de filhos do seo Osvaldo, o qual possuía um Aero-Willis e o usava para serviços de taxi.
Seo João sem braço, ou João Cotoco, tinha um braço cortado `a altura do cotovelo, e com a única mão era capaz de segurar canivete e descascar laranja, numa agilidade que outros com as duas não tinham.
Dona Zinha foi a esposa do senhor Paulo Ferreira, açougueiro por muitos anos, os quais foram pais de filhas casadas com primos nossos. A família Ferreira vai voltar `a baila quando o padre Otacilio for paroquiar em Capelinha.
Ao sair de Guanhães, o Otacilio narra: “Alem da fazenda de Pio Nunes, no brejo do Graipu, ….” Não menciona mas Pio Nunes Coelho foi filho de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira da Silva. E casado com nossa tia-bisavó Josephina Marcolina Coelho.
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08. OUTROS CAPITULOS ANTES DO SEMINARIO
`A pagina 177 descreve o monsenhor a gostosura típica da região, a jabuticaba. E ele e seus companheiros de infância usufruíam da preciosa solicitando primeiro a ordem da dona do quintal, Sa Jovita.
Sa Jovita, mencionado anteriormente, foi a esposa de Aureliano Borges Pimenta. E entre os amigos que iam junto chupar jabuticaba ia Balthazar Américo de Queiroz. O monsenhor menciona por alto o primeiro nome, dizendo que era filho da Zuzu (Zulmira Pimenta) filha do Barão.
Barão foi o apelido de Modesto Jose Pimenta, o primogênito Modesto Jose Pimenta, que era filho do casal dos nossos tios Boaventura Jose Pimenta e Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. O apelido veio em função do destaque econômico que o parente gozou em Sabinópolis.
Dona Zuzu era casada João Américo de Queiroz. E o filho Balthazar foi casado com dona Ivete Ribeiro. A descrição da família encontra-se `a pagina 264 do livro do professor Dermeval Jose Pimenta.
Conta o padre que o povo tinha verdadeira veneração por Sa Jovita, em Sabinópolis. Ela era conhecedora de remédios caseiros e praticas para ajudar no parto. E com grande boa vontade servia `a comunidade.
`A pagina 182, menciona o Geraldo Américo, irmão do Balthazar. Menciona-o como bom de bola. E a respeito dos bailes da vida, como ele era musico, estava em todas as festas, e nessas menciona diversos nomes da família Barroso.
Ai menciona sr. David Alves Barroso, pai de So Tão, Seu Vi, Ader, Benfica e João Barroso.  Alem de Firmo e Ismael. Também menciona a familia de Altino Generoso, cuja esposa se chamava Maria, que era irma de Julio Benjamim, Sebastiao Franklin e Teresa de Jose Rangel.
Sebastiao Franklin foi o marido de dona Eponina Pimenta, filha do Modesto (Barão) que era casado com dona Amelia Margarida Pimenta. Isso e mais esta no livro do padre, `a pagina 188, e o do professor Pimenta, `a pagina 262.
`A pagina 192, o monsenhor revela que Pedro Rabelo elogiava a musica “No Rancho Fundo”, e revela que o cabeleireiro e mestre da costura tinha mais razão de elogiar porque era musica fina e Pedro era casado com dona Tomires, prima do autor, Ary Barroso.
`A pagina 195, no final, ele encaixa algumas pessoas de sua própria família no ramo que descreveu no principio. Ou seja, na descendência do português Jose Estanislau Barbosa e dona Ana Anacleta Ribeiro de Queiroz. Interessante para quem tiver pesquisando a família Queiroz Barbosa.
A partir da pagina 197 ele fala nos saudosos contemporâneos. Nisso ele cita nomes como: Gabi Gloria, sua esposa Maria Jose Nunes, filha de Jose de Queiroz Nunes, casado com Sa Donana.
Fala no Juvenal, o mais bonito da cidade, que namorava Maura Mortmer, filha de Joaquim Mortmer e dona Nigrinha. E o caso se passa na casa de Firmo Barroso. Menciona a bonita Ena Mortmer, irmã de Maura, que casou-se com Hermógenes Ribeiro.
O mestre não revela o nome de dona Nigrinha mas era Herminia Lotti, Mortmer por casamento. Estou em duvida quanto ao sobrenome dela ser italiano ou houve um acréscimo inapropriado do “i” na família inglesa de nossos parentes.
Eles aparecem no site geneaminas.com.br, sendo o senhor Joaquim com o sobrenome Mortimer Dayrell. Era filho de Jose Mortimer Dayrell e dona Benigna de Aguiar Dayrell. E os ancestrais partem dai para a Inglaterra, sendo que teve 14 irmãos, mas era sucessor de outro Jose o qual faleceu criança.
Por certo, esse Aguiar do lado materno ira no mínimo bater com aquele que existe em nossos familiares. Podendo ambos ser inclusive aquele do qual recebemos, via Manoel Aguiar, marido de Maria da Costa Barbalho, o pai de Manoel Vaz Barbalho.
Antonio Soares Maciel e dona Maximina. Esse casal foi pai de: Nelson Soares Maciel, casado com Josefina (Fininha) Pimenta, filha de Aureliano e dona Jovita. Na pagina 290 do livro do professor Dermeval. Alem de Josefina, esposa de Vicente Barroso; Delfina, casada com Pedro Caldeira (Guanhães); Zenobia e Sebastiana, solteiras.
Misael Pimenta não esta nos dados catalogados de nossa genealogia. Casado com Sa Joaninha. Pais de Alencar, relojoeiro que não se casou; Doralice casada com o alfaiate Chiquito.
Teofilo Peixoto, casado com Marcionilia Mafra, filha de Sa Cota. Mais, Olavo Magalhães era filho de Teotoninho e dona Jacinta. Casado com Maria Carvalhaes, natural do Rio Vermelho, irmã de Benigna de Euclides. Olavo e dona Maria, foram pais de João, que se casou com “Nana de Antonio Queiroz”, primo do monsenhor.
Aqui ha que mencionar nosso parentesco com os Carvalhaes na pessoa da tetravó Maria Rosa dos Santos Carvalhais, esposa de Joaquim Pereira do Amaral, casal dos primeiros moradores de Virginópolis. Nos falta saber como nosso parentesco se da alem disso.
De João Silverio, natural de Itamarandiba, revela algo interessante. Foi casado a primeira vez e teve um filho chamado Geraldo, muito inteligente, adorava filosofia e viajar pelo mundo. Disso surgiu o apelido “Giramundo”, e que serviu de inspiração para o autor Fernando Sabino escrever “O Grande Mentecapto”.
Faz também grande homenagem ao senhor Durval Queiroga, filho de Rodolfo Pinto e dona Nieta Queiroga. Foi casado com Nair, filha de Arthur de Pinho, a qual deu-lhe três filhas: Neyde, Neuza e Naterze, as quais eram casadas e residiam no Rio de Janeiro.
Casou segunda vez com Lardi Inaja, dos Braga de Peçanha, a qual lhe deu outros sete filhos: Shelmer, Shirley, Rai, Telma, Wolmer (Mirim), Walber e Norman. Durval mudou-se para Chapada do Norte, onde foi prefeito, e tornou-se raizeiro famoso.Também fazia truques de magica.
Shirley, casada com o professor Rodolfo morou em Diamantina, mesmo local no qual Mirim residia. Durval faleceu em BH, a 18.9.76, com 76 anos.
O padrinho do monsenhor chamava-se Arthur da Costa Coelho, vulgo Arthur Rogerio. Foi casado com Luisinha Leite. Ela fazia doces de leite de alta qualidade também. Tiveram dois filhos mas não lhes menciona os nomes. Viviam na fazenda que tinham no Corrente de Canoas, e tinham outra em Cana Brava.
O monsenhor menciona o senhor Aristides Pimenta ao lado de Arthur Rogerio, `a pagina 204. Expressa que eram vizinhos na fazenda em Cana Brava.
Não da informações a respeito do personagem, porem, foi casado com dona Isolina Pimenta, que era bisneta do casal Jose Damasio Rouco e dona Vitoriana Florinda de Ataíde. Essa foi neta do casal tronco das famílias Barbalho e Pimenta: Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza.
Por fim, `a pagina 208, o monsenhor retorna ao tema curandeiros famosos. Ai menciona o senhor João Simões, residente em Dom Joaquim. Recebeu dele garrafada e conselhos.
Sob o tema Religião, ele da uma retrospectiva a respeito da Paroquia, em Sainópolis, na qual menciona os padres. e com algum destaque fala a respeito do padre Marcelino Nunes Ferreira. Um padre santo que paroquiou o local por 54 anos, entre 1848 ate 1902, quando faleceu.
A principio, chamou-me a atenção por ter o mesmo sobrenome da pentavó Genoveva Nunes Ferreira. Talvez seja apenas coincidência, mas poderiam ser familiares. Uma informação interessante, encontrada pelo parente, senhor Dion Ferreira, foi que o padre Marcelino era negro.
E também que nosso ancestral Jose de Magalhães Barbalho, neto da avo Genoveva, aparece como “pardo” no senso de 1840, em Itabira. Algo que ascende a luz pela evidencia de podermos ter mesmo algum grau de parentesco com o padre.
O Monsenhor, entre as paginas 218 a 222 destaca seu gosto pela boa musica. E ai cita diversos nomes entre os que gostava de ouvir. Exemplo: “Holandino, Etelvou de Pinho, Salvador Mafra. De ouvir falar, Canhoto ou Mozart Bicalho.” Mas gostava bem do Tião do Neco. Habilidoso violonista, como os outros mencionados.
Cita a orquestra formada por Jose Coelho ao trombone, Sinval de Pinho, saxofonista, Valdir no pistom. A requinta de João de Deus e o violão de Lauro de Pinho.
Mencionando a rivalidade entre os Pinho e os Barroso, relembra que embora o Ary fosse Barroso, a família não era muito chegada `a musica. Dai, numa festa deles chamaram a orquestra de Guanhães.
E nisso ele menciona Du (Augusto Nunes Coelho, casado com Jupira Carvalhaes). Não tenho o casal em meu banco de dados. Embora tenha um Augusto Nunes Coelho, filho do casal Salathiel Augusto Nunes Coelho e dona Maria Julia de Campos.
Ai os dados são incompletos não nos dando noticia de casamento. Mas pode ser o próprio, pois, era do tempo em que o monsenhor residiu em Sabinópolis. Mas, nome comum, sempre pode ter mais de um!
A partir da pagina 223 ate 240 ha reminiscências daquelas historias que acabam não entrando na Historia local, mas fatos que ficam na memória popular. Abre com caso de politica e da violência `a qual `as vezes se chegava.
Mas menciona o livro: “Sabino Barroso, um Estadista das Gerais”, do nosso primo dr. Sebastião Pimenta Barroso, no qual essas coisas são mais amplamente contadas.
E numa reminiscência: “Luzes e Trevas”, nos brinda com essa partícula genealógica: “Edward de Pinho, filho de Antonio de Pinho e de Olinda Coelho, irmão de Zezé, Maria, Violeta, Antonio e Ceci, casou-se com Alda de Pinho, filha de Jose Candido de Pinho.”
E nas ultimas paginas dessa parte conta a aventura que foi tentar morar em Belo Horizonte. Tentativa essa frustrada por falta de adaptação ou, talvez, por ter chegado em algum momento errado, em que o local não demandasse seus serviços mundanos.
Em 1940 a capital de Minas Gerais possuía menos de 10% da atual população da cidade. Era de porte medio, e sua região metropolitana não era tão interligada como atualmente. A explosão demográfica e a concentração da população em núcleos urbanos se deu a posteriori a essa visita do monsenhor.
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09. A CAMINHO DO SACERDOCIO
A vocação sacerdotal surgiu mais tarde. Somente em 1937 o padre Otacilio sentiu o impulso de seguir a carreira. E as viagens `a época ainda eram feitas, na maioria das vezes, a cavalo.
Alguém era chamado para companhia `a longa viagem entre Sabinópolis e o Serro. Um que o foi mais de uma vez foi Emilio do Graipu (Chico Arado) que “morava na boca da grota da fazenda de Ulisses Nunes,..” Faltou-lhe completar: Ulisses Nunes Coelho.
Era filho de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira da Silva. Ulisses teve vida longa e farta de filhos. A primeira foi sua própria sobrinha, Alzira, filha de Pio e Josephina Marcolina Coelho. Houveram 8 filhos desse casamento.
Com dona Maria Queirós teve outros 13. Com dona Maria Soares teve pelo menos mais uma filha, Raquel. Ou seja, exceto um do primeiro casamento, Ennio e Bernardo, que faleceram, foram ao todo pelo menos 20 que sobreviveram `a infância.
A prima Ivania Batista Coelho dedicou 3 paginas do livro “Arvore Genealógica da Familia Coelho” apenas para relatar os filhos, os casamentos e netos. Maria Josephina da primeira esposa e Geraldo Magno (Pinga) não se casaram.
Outros detalhes da genealogia podem ser vistos em sites como o Ancestry, geneaminas e outros.
Em suas viagens, conta o monsenhor algumas paradas para descanso e, entre elas cita o senhor Arthur Rabelo, casado com dona Nazinha. Menciona as filhas: Cecilia casada com João Paixão de Pinho; Lilia com Manuel Assunção; Dadinha com Expedito Miranda; Zica com Mario ….; e o filho Tãozinho (Sebastião) com dona Judith Rangel.
Ja no Serro menciona discursos dignos de nota. Entre esses entra um proferido “pelo jovem Fez, filho de Nagib. Para mim foi empolgante.” Esta na pagina 249.
Acredito que a menção se dirige ao poeta Feiz Nagib Bahmed. Não ha muito tempo falecido, foi avô do nosso aparentado Felix Tolentino. Tive contato com o Feiz via internet. Foi uma pena não te-lo conhecido pessoalmente. Tinha um blog literário cujo endereço é:
Meu contato primeiro foi com o Felix, pois ,estuda a genealogia de nosso ancestral comum, o português Antonio Borges Monteiro, a respeito do qual estava fazendo um documentário e recolhendo os dados genealógicos. Trabalho hercúleo e tão pouco valorizado!
Ja no seminário, a partir da pagina 251, o autor vai citando nome de colega, a começar de Celso Generoso Pereira, que lhe serviu de recepcionista. Menciona muitos padres que devem ter figurado nas comunidades onde serviram. Entre eles:
Laurindo Bicalho, Joaquim Sales, Geraldo Trindade, Jose Sales, D. Geraldo Magela, Gaspar Cordeiro do Couto, Francisco Laje, Francisco Corrão, Sebastião Borges, o jesuíta Jose Maria Correia, 6 anos mais novo que Otacilio mas colega de mesmos anos. Entre as irmãs de caridade menciona Amelia Rabelo.
E na narrativa continua mencionando os colegas que ainda não eram padres. Entre os quais, Raimundo Nonato Fernandes, o cantor no coral Jose Gonçalves de Souza, marcaram época também Walter Almeida e Jadir Brandão.
Menciona a vaidade que tinha, `a pagina 283, de ser aparentado do Ary Barroso, autor de “Aquarela do Brasil”, por ambos serem trinetos do Marcelino Jose de Queiroz.
Mencionando, `a mesma pagina, que pertenceu `a Banda Santa Cecilia do Seminario. E os músicos seminaristas que lhe agradavam mais foram: Walter de Almeida (Saxofone), Jose Avila Garcia (pistom), Rubem Silveira (bombardino), Firmino (saxofone sem curva), Jose Marques das Aleluias (baixo tuba) e Carlos Alves (de Córregos, no bombardino).
`A pagina 292 ha um trecho que não resisto `a tentação de reproduzir aqui: “O presidente indicava o critico. Lembro que certa vez critiquei um trabalho de Vicente Guabiroba. Era difícil não se achar defeito. Depois ele criticou uma dissertação minha. E com que veemência! E alias com que exagero! Mas quando fiz menção de replicar, o sino bateu.”
Esse trecho ocorreu porque faziam parte do mesmo “Grêmio Literário São Luis”. E estou destacando essa parte por causa da interação com ninguém mais que Vicente Fernandes Guabiroba. Foi marido de dona Ondina Coelho Guabiroba.
A família dele foi de Itamarandiba, mas fez carreira politica em Guanhães. Local onde foi prefeito e mais tarde deputado. Faleceu também não muito tempo atras.
Interessante aqui, do lado que conhecemos, foi que a esposa era filha de Maria Magdalena (Sinha) e senhor Dimas Batista Coelho. Ela filha de Altivo Rodrigues Coelho e Vitalina Nunes Coelho. E ele filho de Antonio Paulino Coelho e Julia Salles Coelho. Não vou nem explicar o quanto de consanguinidade tem ai. Pode-se verificar nos sites.
Outro fato curioso foi que a irmã de dona Ondina foi Maria Jose (Zezé) Coelho Barbalho, esposa de Otacilio de Magalhães Barbalho. Nesse caso, bateu dentro de casa. Que se verifique no site.
E nisso temos que, o rival do Vicente no seminário foi um Otacilio. E para o resto da vida, quando se casou, vinculou-se por laços parentais indiretos a outro Otacilio. Ainda bem que ai o convívio era o mais amistoso possível, pois, desconheço almas mais gentis e bem humoradas que o tio Otacilio. Junto com tia Zezé, formaram um par perfeito.
No capitulo “Acontece no Seminário”, pagina 295 e seguintes, o monsenhor fala do convívio com outros seminaristas padres etc. Entre os confessores cita os padres Joaquim Sales, Avelar, Eli Carneiro, Julio Lino e, em particular, padre Jose Andre Coimbra, que no ano de 1938 fora nomeado bispo de Barra do Pirai.
Entre as associações nas quais participava, menciona a Conferencia de São Vicente. E outros vicentinos foram: Jose Garcia, Julio Gomes e Serafim Fernandes de Araujo. Esse tornou-se o Arcebispo de Belo Horizonte. Não se confunda com D. Serafim Gomes Jardim da Silva, bispo de Araçuaí e Arcebispo de Diamantina ao tempo em que Otacilio estudava.
Na pagina 309, uma “travessura” do Vicente Guabiroba. Em leitura a respeito do presidente Abraham Lincoln, pronunciou o sobrenome em perfeito inglês: “Linken”. E por causa disso, Sebastião Fernandes, primo do “travesso”, ganhou o apelido de Sebastião “Linken”. Apelido do “exímio clarinetista” que permaneceu após o seminário.
Nas atividades artísticas, incluindo-se o palco, monsenhor Otacilio destaca participante da “Radio Cabaça”, Ivo de Matos, Sergio Ribeiro, Ferreirão, Jose Eugenio (que não é o Jo Soares), Geraldo Carneiro etc.  Na dramaturgia menciona o teólogo Lauro Vilela, o, então, futuro D. Jose Maria Pires, Ivo, Paulo Vicente, Colatino, Aleluia e Ferreirão.
Na peça Jose do Egito, ele menciona, `a pagina 315, Jose Aguilar, seminarista de Guanhães, fez o papel de Jose. O sobrenome e a localidade de procedencia chamam a atenção. Temos dona Nadir Aguilar que foi a segunda esposa do senhor Otavio Nunes Leite, com numerosa descendência. Possível terem sido irmãos.
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10. AOS PASSOS DO SACERDOCIO
Naturalmente, como ninguém é de ferro, os seminaristas também curtiam suas ferias e lazeres como outros adolescentes quaisquer.
Entre os passeios que faziam, destaca-se a Chácara dos Pereira, em Diamantina, `A época, pertencia a João Avelino Pereira. O chamou-me a atenção foi termos parentes com o sobrenome Avelino.
E o monsenhor Otacilio não da dicas maiores do que dizer que o dono contava mais de 90 anos de idade `aquela época, por volta dos anos 1940. E também que teve uma neta, Conceição, que se tornou Clarissa Franciscana, e o neto Leonardo, “desde 14 de setembro de 1986, o apostólico Bispo de Paracatu”.
Terá que ser uma coincidência admirável se acaso a nossa querida dona Conceição Avelino Coelho não for uma descendente do senhor João ou, pelo menos, parente próxima.
Dona Conceição, esposa do primo Jose Darcy Coelho, agora viuva e aposentada, foi uma professora primaria muito devotada em Virginópolis. Não foi minha mas professora do meu irmão Odon Jose.
E claro, tendo sido ela nora do tio-avô Darcy Batista Coelho, nos daria maior prazer encontrar os laços que a ligam aos seus ancestrais. Pela minha experiencia sei que se cavar pouco mais acabaremos encontrando outros laços, inclusive os de sangue.
E nessas excursões conta o passeio feito `as antigas posses de João Fernandes e Chica da Silva e. chamando de “bodega”, fala a respeito da boa lembrança que a “farofada” despertava.
Nomeando alguns que se separavam do grupo para apreciar aquele lanche de passeio com salame, salsicha, lombo de porco etc, menciona os colegas: Paulo Vicente, Afonsão de Datas, Rubens Honório, Serafim Araujo e Armando Sa. Sendo o Araujo o nosso conhecido D. Serafim.
Menciona depois a paixão que D. Serafim ja tinha pelo Clube Atletico Mineiro. E o monsenhor menciona o antagonismo de ele ser torcedor do Cruzeiro Esporte Clube. Somente um chute. Esse Rubens Honório pode ou não ser nosso parente. Ou será gente de Conceição do Mato Dentro.
Monsenhor Otacilio lamenta, em parte, `a pagina 327, que fora preciso arrancar um campo de uvas para a construção do campo de futebol do seminário. E relembra que das uvas se fabricava um vinho comparável ao do Porto.
Menciona inclusive que o “vinho do Palácio” era muito apreciado em Sabinópolis, Guanhães, São João Evangelista, Peçanha e Virginópolis, nessa mesma ordem.
Nesse capitulo também revela, `a pagina 332, que Vicente Fernandes Guabiroba sofria de sonambulismo. Quem desejar ver os casos completos terá que ver no livro, pois, senão tomo indevida liberdade de tirar a graça dos acontecimentos no livro. Assunto de bom humor!
Também menciona o padre Jose Coelho, do qual não tenho noticias. Mas Coelho é quase tão difundido quanto o Silva. Toda cidade tem uma toca deles. A família tem uma origem única. Mas saber como os ramos se encontram no tronco, da um trabalho de Hercules!
A seguir, falando a respeito de Paraopeba, menciona o padre Herculano Pimenta. Se for Pimenta da nossa arvore, foge-me o conhecimento. Ali encontrou seu ex-colega de seminário Francisco Dias de Oliveira. Trocando o Oliveira por Andrade, temos gente de igual nome.
Menciona o monsenhor sua admiração pelo ex-governador mineiro Benedito Valadares. Diz que tinha dele uma falsa imagem, fabricada pelo extinto partido da UDN. Famosa por difundir fakes de seus adversários, o Otacilio acreditava que fosse: “um homem beberrão, que esvaziava um litro de cachaça por dia, ignorante, irresponsável.” Parece-me que a UDN não esta tão extinta quanto pensávamos!!!
Um dos avos de minha geração, vovô Cista (Trajano de Magalhães Barbalho) deixou explicito em uma agenda, na qual recordava copias de documentos, como atas de reuniões politico-partidárias, que deu apoio eleitoral a esse governador. Mas as piadas que difamavam a persona dele ainda circulavam em meu tempo de criança, o que me fazia crer que a família fosse adversaria dele.
Padre Otacilio mudou a opinião após conhecer o governador mais de perto, inclusive tendo a oportunidade de estar presente em um evento com a participação do Benedito Valadares. Encontra-se no livro alguns detalhes de Paraobepa. Quem despertar a curiosidade, leia.
De pronto, em uma de suas ferias, o Otacilio revela ter estado em Aramirim, antigo distrito de Guanhães com o nome de Jequitiba. E foi a convite do colega Claudionor Nunes Coelho. Bateu na porta de casa essa passagem.
Esse Claudionor seu colega foi filho de Hamilton (Pimpolho) Nunes Coelho e dona Cruzelina Geraldina Santos. Alem do primogênito acima, o casal foi pai de: Javier (Jazinho), Jose Lenir, Dolores, Glorinha, Francisco e, com diferença de idade dos outros, Eustaquio. Isso esta na pagina 341.
O Hamilton foi filho de Claudionor Augusto Nunes Coelho e dona Maria Augusta Campos Nunes, sua sobrinha. Dona Maria Augusta era filha do Salathiel Nunes Coelho e dona Maria Julia de Campos Coelho.
Entre outros filhos, Claudionor Augusto e dona Maria Augusta foram pais também de dona Ida. Essa foi esposa do senhor Jose Rodrigues Coelho Sobrinho. Jose tinha filhos de sua primeira esposa mas não com a dona Ida. Alem do grau de primos próximos, foram vizinhos de rua da casa de meus pais.
Claudionor Augusto e Salathiel foram filhos do capitão Francisco Nunes Coelho, nosso tio, e Maria Augusta Cesarina de Carvalho, prima de nossa trisavó Maria Marcolina Borges do Amaral. Por ai se vê a proximidade de nossa casa. Aramirim pertenceu também a Açucena, local onde Otacilio foi pároco e a família volta a tona.
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11.CHEGANDO AO SACERDOCIO
Essa parte do livro interessa a quem deseja compreender um pouco a dinâmica da formação dos sacerdotes católicos. Naturalmente, o monsenhor Otacilio Augusto mistura essa parte com os “causos” ocorridos no decorrer da formação dele e contemporâneos,
Não se trata de uma aula estrita. Pode-se ler sem se enfadar. E talvez a formação atual não seja igual, devido a modernização geral.
Ja de inicio conta ele que perderam-se as anotações do crisma que havia passado em criança. E o padrinho, seu tio Jose de Sena, não se lembrava de te-lo crismado. O recurso foi fazer nova passagem. E o novo padrinho foi o menorista, 2-3 anos mais velho que ele, João Avelino de Souza.
O padrinho e os colegas: Raul de Melo, Joaquim Araujo Silveira, Jose de Avila Garcia, Jose Augusto Ferreira e Julio Gomes de Oliveira estavam ao mesmo tempo recebendo a Claricatura. Bispo: Dom Serafim Gomes Jardim. Em Diamantina, a 21.12.1946.
A 4 de dezembro de 1946 havia falecido a avo Maria Leopoldina Camargos, viuva de Josefino Antunes Camargo, falecido a 27.10.1918. O autor nomeia como mentores que o escoraram na fe a Jose Maria Pires (Dom Jose Maria) e o padre Julio Lino. Talvez esse com aparentamento com os Lino de Virginópolis.
A respeito da ordenação sacerdotal menciona o padre Domingos Gulhermelli. Coincidência talvez, e possibilidade de escrita diversificada da mesma assinatura, fomos colegas de moradia em Viçosa do carioca Edilson Netto Guglielmeli.
Num detalhe, conta que convidou o padre Antonio Alves para ser-lhe assistente na primeira missa e que este hospedou-se, em Sabinópolis, na casa dos senhores Juquita Mafra e dona Emma, pais de Johnny e Marcelo, novos seminaristas, em 1950, indicados pelo autor para o seminário. Com a ajuda do monsenhor Levi Pires de Oliveira o encaminhamento tornou-se possível.
Enquanto descreve sua passagem de seminarista para padre novo, vai citando nomes tais como: padres Celso Carvalho e Rubem Silveira; fazendeiro Ortiz Barroso; seminarista Pedro Barroso; fotografo Ozanan Camara; emprestou-lhe um radio, Geralda Miranda; pregador, padre Jose Paulo Sales.
Presentes `a primeira missa: padres Antonio Alves e Jose Correia; os seminaristas: Geraldo do Espirito Santo Avila, Jose Gabriel de Oliveira, Rodolfo Lim-Apo, Jose Geraldo Guimarães (Leite), Jose Vermelho, Jose Sales Bicalho. Em Sabinópolis.
Em Euxenita: Antonia Marques de Pinho. Relembrando quando foi indicado para o seminário, menciona Ismar Garcia de Peçanha e Antonio Amaral de São Joao Evangelista. Acrescenta Joao de Sena, que foi para o seminário em 1938. Menciona ainda o tio-avô Joao Rodrigues de Alvarenga.
Em São Jose dos Quilombos encontrou-se com o tio e padrinho Jose de Sena que era casado com Edesia de Heliodoro.
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12. MINISTERIO EM DIAMANTINA E GOVERNADOR VALADARES
Em principio, padre Otacilio foi capelão do asilo Pão de Santo Antonio. E narra as dificuldades do dono, professor Jose Augusto Neves, para manter seu jornal “Voz de Diamantina”, de profundo teor católico. Quando disse que ia fechar, provocou uma manifestação popular tão convincente, com discurso do dr. João Brandao Costa, que voltou atras.
Relembra ainda um entrevero que existiu entre o senhor Jose Neves e o dono do “Estrela Polar”, jornal concorrente, editado pelo professor Geraldo Magela de Melo Santos.
Essa passagem não durou muito. Padre Otacilio foi transferido como vigário coadjutor do Cônego Jose Aristides Caldeira Brant, na Paroquia de Governador Valadares. Isso a partir do segundo semestre de 1950.
Ali foi morar com o padre Jose Maria Pires, diretor do Ginásio Ibituruna, que trabalhava junto com o padre Jose de Avila Garcia. Foi professor de  português, francês e física. Melhor, mesmo com a ajuda do matemático Carlos Nunes Lopes ficava no ar nessa ultima matéria. Ou seja tentava ensinar o que não sabia.
Lamentando o seu “concordismo” com outros, mesmo que discordando do interlocutor preferia sorrir e deixa-lo pensar que concordava, para não criar dificuldades para si mesmo, menciona o caráter oposto do padre David Alcantara Miranda. Encontrara-se com ele em Açucena.
Aqui devo sair um pouco do conteúdo do livro e expor a relação de padres em Virginópolis, lista essa que se encontra no site da Diocese de Guanhães:
Vigários
Vigário – Pe. Bento Ferreira
Vigário – Pe. Virgolino José Batista Nogueira
Vigário – Pe. Joaquim Gomes Coelho da Silva até 1896
Vigário – Pe. Félix Natalício de Aguiar de 1897 até 1949
Vigário – Pe. David de Alcântara Miranda de 18/07/1949 a out/1957
Vigário – Pe. Geraldo Brauwer de 04/10/1957 a Jan/1960
Vigário – Pe. João Avelino Reis 17/01/1960 a 16/06/1961
Vigário – Pe. David de Alcântara Miranda (2ª vez) de 02/07/1961 a fevereiro de 1962
Vigário – Monsenhor Francisco Batista dos Santos de 11/02/1962 a 31/12/1968
Vigário – Pe. Bernardo Odenkirchen de 01/01/1969 a 23/04/1986
Vigário – Pe. Pedro João Daalhuizen de 27/04/1986 a 08/08/2003
Vigário – Pe. Saint Clair Ferreira filho de 09/08/2003 a 31/07/2005
Vigário – Pe. Jacy Diniz Rocha 01/08/2005 a janeiro de 2011.
Padre David foi, em duas oportunidades, o pároco da Paroquia, o que reunia igrejas dos diversos distritos como Divinolândia, Gonzaga, Santa Efigenia, Sardoa, São Geraldo da Piedade, atuais cidades, emancipadas em 1962.
Aqui se observa que o padre Joao Avelino Reis ja foi mencionado pelo monsenhor Otacilio no livro. Padre Geraldo Brauwer era alemão. Foi quem batizou-me.
Minha mãe contava que era alto. Que quando passava pela frente da nossa casa e via os meninos olhando pela janela, brincava que ia pega-los. E como as janelas ocupavam boa parte da altura da parede, e o passeio da rua ficava praticamente `a mesma altura do assoalho, ele entrava pela janela com um pe na rua e outro no assoalho da casa.
De vez em quando ela assustava com os meninos correndo, vindo dos quartos que divisavam com a rua somente pela parede e passando pela sala de costura e o padre atras, fingindo que ia pega-los! Era realmente um tempo de festa.
Eu próprio, com meus 1.80 m de altura repetia a façanha de entrar assim em nossa antiga casa, ao final de minha adolescência. Em 1977/8 a casa velha foi demolida e cedeu lugar para a nova que permanece.
Mas destaquei o trecho mais porque o padre David posteriormente foi pároco em Governador Valadares e nos dois lugares foi considerado santo. Inclusive de sua sepultura naquele lugar mina uma agua que fieis recolhiam para intermediar milagres. Parece que atualmente a devoção arrefeceu. Padre David será mencionado mais algumas vezes na obra.
Falando a respeito das capelas filiais não esconde a preferencia que teve em atender ao Chonim de Cima. Do local menciona os moradores: Jose Conrado, Gabriel Perpetuo, Marcelino e Joaquim Pena, como bons exemplos. Afirma que ali havia mais união.
De pronto posso dizer que muito certamente o senhor Gabriel Perpetuo deve ter lugar em alguma extensão da nossa Arvore Genealógica. Dos outros nada sei. Embora, tenha tido um amigo de Governador Valadares chamado Daniel Pena.
Os padres holandeses: João Verbeck, Antonio, Teodoro e Arnaldo foram designados para as paroquias em torno de Valadares. E, parece-me, padre Arnaldo deixou alguma lembrança em minha infância. Talvez tenha participado de missões e, por alto, o conheci.
`A pagina 377 padre Otacilio conta que fez a passagem para os 33 anos de idade `a sombra de Nossa Senhora da Penha, no Espirito Santo. Conta que ali conheceu o mineiro Jose Garajau, natural da Barroada.
Talvez seja coincidencia. Residiu em Santa Efigenia de Minas um de mesmo nome. Pai do Zezinho Garajau, que conheço desde menino. Zezinho foi para Virginópolis para tornar-se o segurança da agencia da Minas-Caixa, a qual era gerenciada por meu pai. Ali conheceu a namorada, noiva e esposa, Hilda Moreira, e atualmente são pais de dois filhos adultos e ja divorciados.
Hilda teve por tios os senhores Antonio Moreira e Dinah Barroso Moreira. Barroso esse que se liga aos de Sabinópolis. O casal foi pai de Railda, atual viuva do tio Ozanan de Magalhaes Barbalho. Também de Margarida, esposa do primo Lincoln Antonio Lucio, ex-prefeito da cidade e dono da loja de tecidos.
`A pagina 380, nova batida `a porta de casa. Padre Otacilio nomeia duas moças com o nome Conceição. A primeira assinava Nunes Coelho, filha de Anésio Nunes Coelho e dona Julita, ja antigos como moradores de Governador Valadares. Eram de Guanhães.
So recentemente tive a oportunidade de esclarecer que esse senhor Anésio foi filho do tio-trisavô Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira da Silva. Era ainda irmão, entre outros, de tios Marcolina, Vitalina e Pio Nunes Coelho, casados na casa dos trisavós Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral.
A segunda era a Conceição Rodrigues Coelho, de Virginópolis. O monsenhor deixa uma descrição admirada com a capacidade de trabalho dessa pessoa, apesar do calor em Valadares que faz derreter todos os ânimos. Ela “estava sempre “mexendo”: no pátio, nas salas, no jardim etc.”
Muito provavelmente houve um pequeno engano de identificação ai. Não tenho nota de Maria da Conceição Rodrigues Coelho em nossa genealogia e que se encaixe naquele tempo. Mas temos a Maria da Conceição Coelho do Amaral, filha dos bisavós: João Rodrigues Coelho e Dindinha Olimpia Coelho do Amaral.
Tia Conceição nasceu em 1912 e faleceu em torno dos 90 anos de idade, pouco mais ou pouco menos. Era solteira e residia em Governador Valadares. Recordo-me dela passando ferias na casa da irmã dela, a nossa tia Edith, também solteira, professora e grande benfeitora da cidade. Alias, a casa era dos herdeiros.
A confusão de identidade tem suas justificativas. O bisavô João deu nome Rodrigues Coelho somente aos homens e Coelho do Amaral `as filhas. E em Valadares os irmãos Sinval, Omar, Antonio (dono de farmácia) e João Jr eram bastante conhecidos, dai era um passo pensar que os sobrenomes fossem o mesmo.
O monsenhor fecha o capitulo falando na violencia que Valadares estava envolvida. Mas somente lendo as quase duas paginas completas que dedica ao assunto para entender.
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13.ACUCENA
`A pagina 383 o monsenhor inicia o capitulo 19, que se ocupa do ministério na cidade de Açucena, antigo Travessão de Guanhães. Em 9.9.1951 tomou posse sob os auspícios do padre Domingos do Carmo, que era o vigário em Braúnas.
O prefeito era Edson Miranda, um comandante tipo coronel, que o padre Otacilio evitava contrariar, porem, nunca havia o perfeito entendimento entre eles, pois, Edson cometia atos que contrariavam o bom senso de humanidade. Ai ha que se ler o livro para compreender.
Menciona nomes como a: educada…rica… e … bonita Natividade, filha de Joaquim Fulbino”. Possivelmente, membro da família Furbino, mas ha lugares que pronunciam com o “l”. Também, vem D. Fantine, Helena Miranda e o pai desta, ja conhecido, Tozinho.
Os padres que haviam atendido `a comunidade antes do Otacilio foram: Jose Augusto e Deusdedit Gualberto que eram da paroquia de Dores de Guanhães, sendo o antigo Travessão capela filial desta; Jose Maria Pires, o alemão Agostinho Klinger, David Miranda e o monsenhor Sebastião Fernandes dos Santos.
Menciona que o pe. David residiu ali apenas 4 meses, indo depois para Virginópolis. Esse foi o tempo suficiente para passar por alguma doença terrível, um dos motivos pelos quais o padre Otacilio tece elogios rasgados `a dona Cruzelina, esposa do Hamilton Nunes Coelho, a qual não apenas hospedava os padres em sua casa quanto os tratava como filhos.
Revela que padre David foi o padrinho de Eustaquio, o filho temporão do casal. Os elogios a toda a família, esta nas paginas 388-389. Dona Cruzelina era diretora das escolas reunidas (antes tinha que haver a feminina e a masculina) e “Pimpolho” era farmacêutico.
No item “Festas Escolares”, `a pagina seguinte, consta que “Havia um grupo de bons músicos comandados por Nono, irmão de Pimpolho.” Ainda fala que esse era casado com filha de Gil Gualberto. Presumo que Nono era apelido do Claudionor Nunes Coelho Filho. Nono “Tocava pistom com alma.”
Menciona ai a presença de “sírios” na cidade. E que as meninas dessa descendência eram bonitas e numa festa representando ciganas, vestidas a caráter, pareciam mesmo ciganas. Não chegou a mencionar nomes ou sobrenomes. Se o fizesse, poderia incluir os Siman, os quais tem representantes em nossa família. Contudo, conhecidos como sírios-libaneses, na verdade procediam do Líbano.
`A pagina 395 inicia a narração da violência politica em Açucena nomeando o então prefeito Edson Miranda como um dos responsáveis. Botando “panos quentes” na ferida, revela os méritos do coronel que fez muito pelo desenvolvimento do município e destaca que era parente de Dom Serafim, mas não revela qual deles, o Gomes Jardim ou o Fernandes de Araujo.
No decorrer da Historia, vai citando nomes como Jose Furbino, Pelo escrito, da a impressão que era tido como pistoleiro de Edson Miranda. Mas na verdade, o possível pistoleiro chamava-se Geraldo (dinho). Jose era o amigo que o padre Otacilio ajudou a tirar da cidade para, talvez, não ser morto.
Segue mencionando Zezé Pascoal ou Jose Caldeira Lott. Ha toda uma Historia em torno do personagem. Embora Otacilio o considerasse boa pessoa, lamenta-se que fosse maçom e que não acreditava nos sacramentos católicos.
Menciona, `a pagina 402, o dr. Rui Pimenta. Esse dispensa comentário quanto ao parentesco na familia.
Menciona Concesso Barbosa e seus irmãos: Agnello, Dodo, Juquita e Nono. Revela que o amigo, bom de papo, faleceu de um mal subito, na festa de aniversario de 60 anos do Dodo. Mas o melhor esta no livro.
Menciona o Dr. Joaquim Bento, sobrinho do monsenhor Levi Pires de Oliveira. Natural de Conceição do Mato Dentro. Foi a Açucena dar uns conselhos ao padre Otacilio para deixar de ser critico a certas politicas do mandante da cidade. O recado não incomodou ao padre que ate concordava, estava inconformado apenas com os exageros.
`A pagina 404 inicia o assunto Felicina. Um dos distritos de Açucena. La ele se hospedava em casa de Agnello Barbosa, irmão do Concesso, cuja esposa chamava-se Porcina. Menciona os filhos João e Levi.
Fala elogiosamente a respeito do distrito mencionando o quão bom era o povo de la. Da ênfase a João Barbosa, D. Delicia e o marido Betinho. Como morador excelente menciona a Jose Perpetuo. Não sei se seria um dos vários ja inscritos em nossa genealogia.
`A pagina 406 conta que dona Efigenia e Chiquinho foram morar com eles em Açucena, mas o padrasto não se adaptou a morar no curral do Edson Miranda, indo então viver na casa paroquial em Felicina.
Passado um tempo, o padrasto fez uma sociedade com o irmão, por apelido Taco, e foram abrir um pequeno armazém em Governador Valadares, na Rua São Paulo, quando o lugar era ainda ermo, porem, o negócio dava boa renda.
Coincidencia? Não um longo tempo depois meus tios Oldack, ainda vivo aos 90 anos de idade, e Ovidio, falecido recentemente aos 82, fizeram sociedade e abriram na Rua São Paulo o Armazém Barbalho e a Mercearia Zulmira. Não sei informar se os comércios ainda existem nas mãos dos filhos. O Armazém que ficou com tio Oldack, sei que mudou de rua.
O negocio de Taco e Chiquinho acabou sendo passado para frente, para o senhor Ozanan Camara. O motivo da desfeita da parceria pode ter sido um distrato feito por Noeme, esposa do Taco, a Efigenia, mãe do Otacilio e esposa do Chiquinho. Noeme era irmã de Propércio, pai biológico do monsenhor, cujas irmãs não haviam aceitado bem o segundo casamento de Efigenia.
Possivelmente, os tios Oldack e Ovidio ainda encontraram na mesma rua o negocio sob a direção do senhor Ozanan Camara. Infelizmente fica difícil agora usar a boa memória do tio Oldack que ainda esta vivo para confirmar isso. Eles foram para Governador Valadares quando eu era criança. O pai deles, vovô Cista, faleceu em 1969 e foram ao enterro em Virginópolis. Disso recordo-me vivamente.
Outro distrito de Açucena é São Francisco. Ali morava Sebastião Lino que era pai de Antonio. Também residia Teresa Laje que foi o “pé-de-boi” por fazer a incumbência que era trabalho do padre Otacilio como inspetor escolar. Ele confessa sua ignorância no assunto e reconhece o socorro encontrado.
`A pagina 408 dedica um pequeno trecho intitulado Padre Felix. Ai bateu novamente na porta de casa! Revela algo interessante que eu não sabia. Trata-se de que o vigário de Virginópolis fazia visitas a toda a região. E por ser muito estimado que deram ao local o nome Felicina, que deriva de Felix.
E na sequencia, menciona um caso ocorrido na capela do Xodó, que envolve um filhote de onça. Leia quem desejar saber mais. Atualmente, Xodó é uma comunidade pertencente a Gonzaga, vizinha de Açucena e anteriormente pertencentes a Virginópolis.
Mas aqui vou revelar uma inconfidência que o padre Otacilio não ousou contar. Padre Felix foi uma pessoa muito caridosa e desenvolvimentista. Inclusive a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio foi levantada no tempo em que ele foi pároco. E essa igreja é enorme e majestosa.
O padre Otacilio prometeu e cumpriu a palavra de revelar muita coisa auspiciosa da vida das pessoas que foi conhecendo em seu paroquiato. Mas precisamos primeiro fazer a diferença entre “tecer comentários a respeito das vidas alheias” e fazer fofoca.
A meu ver, essa segunda nada mais é que a tentativa de destruir algo dos outros ou nos outros por inveja ou ambição.
A primeira, porem, tem outro sentido. Trata-se daquilo que é feito geralmente entre familiares. Por exemplo, qualquer um de nos tem um primo que é chato, outro que é beberrão, tem a/o parente falador (deira), etc. Isso sem contarmos os defeitos de alguns e as vaidades de outros.
Embora tudo isso sejam verdades, elas tornam-se “inconvenientes” de ser tratadas na frente de todo mundo. O que é muito comum na sociedade virginopolitana, e isso inclui a parentela ao redor do mundo, que deve contar com centenas de milhares de pessoas, é “tecer comentários a respeito da vida alheia.”
Ou seja, nada mais é que tratar das inconveniências na conveniência dos fundos de cozinha. Isso no tempo em que haviam cozinhas enormes, com fogão a lenha que era o único aquecedor na época do frio, com mesa grande, cafe, biscoito de goma e pai-de-queijo acompanhando. Atualmente se usa outras dependências das casas e mesinhas de bares vazios.
O certo é que se trata de coisas hilárias ou serias que mereçam comentários, não para desmerecer o comentado, mas sim porque se constatam verdades que `as vezes machucam quando são faladas em publico.
Feita a diferenciação, conta a lenda que padre Felix tinha sua assistente que não se sabia como, vez por outra, aparecia gravida. Então, seguia a gestação normal, ao final da qual nascia a criança. Mas, como o pai não aparecia para assumir a criança, o padre não se importava de batiza-la e fazer a caridade de colocar o sobrenome Aguiar, que era o dele.
Ate ha relativamente pouco tempo atras, nem mesmo dessa versão eu sabia. E quando estive em Virginópolis, em 2015, tive um dialogo com o João Carlos de Aguiar, nosso primo e ex-escrivão civil na cidade, que contou-me outra versão.
“Ah! Os filhos eram dele mesmo. As meninas da tia Nazinha não gostam de falar isso mas é a pura verdade.” Ouvi, confesso, meio duvidoso. O que me convenceu mesmo foram os gestos corporais e as feições no rosto. Ele não estava fazendo nem fofoca nem usando de maldade. As palavras lhe saíam normais, como se estivesse tratando de outro assunto sem a menor relevância.
A principio pensei em não comentar isso sem algo mais substancial. Não se tratava de duvidar. Minha duvida era apenas se isso ainda machuca alguém ou se trata de coisa de um passado tão distante que ninguém liga.
Mas ouvi de outra pessoa a mesma coisa. Contou que o Sady, que era meio de lua, e marido da tia-avó Biloca (Abila Patrocínio de Magalhães), teve um entrevero com uma “neta do padre”, que sempre ia `a casa de meus tios, pela amizade com suas filhas.
Parece que o assunto veio a tona e a moça tentou negar. Ele insistiu: “Como não é?! Olha os traços de vocês. Vocês são as copias dele!”
Nesse caso, não estou aqui querendo impor isso como verdade. Estou apenas narrando o fato. Ou seja, as suspeitas são as de que a procedência do sobrenome Aguiar em nossa família tem origem no padre Felix Natalino de Aguiar.
O que não considero nenhuma vergonha. Acredito que nem chega a ser um caso de hipocrisia militante, o que muitos padres faziam antigamente. Eles resistiam `a imposição do celibato. E tinham concubinas. A genealogia tem revelado exemplos de outros que assumiam que os filhos eram mesmo deles e registravam.
O estudo abaixo não revela direito se os exemplos são apenas de padres que tiveram filhos antes da ordenação ou não. Mas existiu muitos casos de padres ja ordenados constituirem famílias e reconhecerem isso pelo menos em testamento. Quem desejar, pode abrir:
`A pagina 409 ha esse extrato: “Era a piedade, eram as virtudes, era a fe. Nesta faixa vejo o Apostolado da Oração, os membros da diretoria, entre os quais uma respeitável senhora de Guanhães, sogra de Aljamar Miranda, D. Delicia e outras devotas. Também as irmãs de Jose Perpetuo, uma das quais ajudava em tudo: igreja, casa paroquial, associações, catecismo, etc. Muito trabalho naquela dileta Felicina. Mas a minha vida espiritual me preocupava muito. Miserere mei, Deus!”
Em verdade, Ajamar Miranda; era genro de Cecil Rodrigues Coelho e Ephigenia Coelho Guimarães. Cecil era filho dos nossos tios-bisavós Altivo Rodrigues Coelho e Vitalina Nunes Coelho. Ephigenia, filha de Joaquim Pereira Guimaraes e Maria Julia de Salles Coelho. Esta, filha dos, ambos nossos tios-bisavós: Antonio Paulino Coelho e Julia Salles Coelho.
Ajamar era casado com Fabiola Rodrigues Coelho, após casamento, Fabiola Coelho Miranda.
Duma visita pastoral feita por Dom João de Souza Lima e o padre Celso de Carvalho, em seguida uma descompostura feita ao vigário, pelo bispo, ha outro trecho interessante, `a pagina 411:
“No catecismo para a meninada, Pe. Celso observou que os meninos não falavam gíria mas português correto. Obra de D. Cruzelina, grande professora, zelosa diretora. Por exemplo, Pe. Celso avisa: “A comunhão das crianças vai ser na segunda missa de amanha, ta?” Os meninos respondiam: “Esta!”
`A pagina 414, o padre Otacilio menciona um remedio que se tomava como se fosse mingal dado por Pico (Eulâmpio Morais). `A pagina 419 revela que era casado com Fantine, e pais do prefeito Edson (Duta) Morais, e na faculdade o chamavam de “Timochenco”.
Na segunda pagina mencionada o padre relata um desentendimento que teve com o jovem prefeito do qual não saiu satisfeito. Mas o que chamou-me atenção foi o apelido do pai, Pico!
Recordo-me de ouvir o apelido em minha infância. Não sei quando nem porque. E o mesmo apelido veio `a tona em uma das visitas que fiz ao Brasil. Isso porque o avô materno de minha esposa foi assassinado, por alguém que usava tal apelido.
Contado por minha sogra, quando ela estava por volta de 17 anos, Pico retornou a Gonzaga e ofereceu como reparação pagar os estudos das filhas do senhor Francisco Martins de Sousa.
Para dona Geralda era uma questão de honra não aceitar. Ela não tinha mais que 5 anos quando perdeu o pai. E o ódio ainda era tanto que nem sequer quis ouvir. Ela era empregada da dona da pensão onde o senhor se hospedara e recebera a noticia da proposta através da patroa. Dali saiu imediatamente dizendo que somente voltaria quando “aquele homem for embora”.
A voz da dona Geralda ficava embargada ate ao dia que contou-me isso. E a narrativa longa, dava impressão de uma dessas estórias de terror vividas no cinema. Sem ver a pessoa, ouviu-lhe os passos no assoalho muito cedo. Praticamente na madrugada quando iniciava o serviço. E o andar do homem no quarto a fazia e continuava fazendo arrepiar. So pelo pressentimento, sem saber quem era.
Ela não deu o motivo do desentendimento que culminou com o assassinato do pai. Foi capaz de dizer apenas que fora uma completa covardia.
Gonzaga e Açucena são vizinhas sendo que as divisas se dão com o distrito de Aramirim. Em relativa equidistâncias, Açucena esta rodeada por Sapucaia de Guanhães, Aramirim, Felicina, Belo Oriente, Joanésia, Braúnas e Barroada. Sendo essa ultima a terra do senhor Jose Garajau, aquele que o Otacilio encontrou-se em Vitoria – ES.
O único distrito de Gonzaga, alem da sede, é Conceição do Brejaúba. De qualquer forma, Gonzaga deve partilhar com Açucena a parte maior de suas divisas. E em resumo do caso, dona Geralda apenas mencionou que: “O tal Pico depois foi para Brasilia e “graças a Deus” ele foi morto por la.”
`As vezes a fé leva ao erro da ma interpretação! E dentro do meu conhecimento não ha como garantir que seja o mesmo Pico. Mas do que ouvi falar no tempo de criança deve sim ser o mesmo.
`As paginas 422 a 425 fica feita uma narrativa em homenagem a Helena. E assim se relata:
“Agente de correio a vida toda. Creio que o emprego foi herança do pai, Tozinho – Antonio Alticiano de Miranda. O pai de Tozinho (e de Edson, de Fantine e da mãe de Ze Miranda) chamava-se Antonio, e tinha o apelido de Totó. Era diamantinense, e foi para Travessão de Guanhães como professor. Sua mulher, Belazinha – Isabel de Menezes – era também diamantinense de família tradicional. Era parente de Dom Serafim Gomes Jardim, Arcebispo de Diamantina. A mulher de Tozinho, Dona, nasceu no município de Sabinópolis da família Carvalho, estabelecida no Maia. Era também uma santa. ….”
Menciona ainda como irmãos de Helena: Agueda (clarissa franciscana), Elde, casada com Job Lott Alvarenga e Aljamar, Lourival, Jair e Newton. Ao contrário das mulheres, os homens não eram tão religiosos. Tozinho fazia a função de sacristão.
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14. CHEGAMOS `A CAPELINHA
Imediatamente ao intitular esse capitulo recordei-me das primeiras frases da letra de musica: Capela do Amor. E fui `a internet somente para ver se tinha algo por la. Encontrei no site LETRA.MUS.BR a versão de 1964 cantada por Wanderlea. Natural de Governador Valadares. Vou parar nisso e ir a coisa mais produtiva!
Padre Otacilio foi transferido para Capelinha para substituir o padre Jose Batista. Esse havia cometido o “crime” de desentender-se com os coronéis locais em época de eleições. E quem eram os tais? Os outros que não eram do bando chefiado pelos Pimenta.
E não estou aqui usando a palavra bando em forma detrimental. Vi o termo em uma tese do amigo professor João Luis Ribeiro Fragoso. Titulo: “A Nobreza Vive em Bandos. A Economia Politica das Melhores da Terra do Rio de Janeiro, Século XVII. Algumas Notas de Pesquisa.” Trata-se dos tratamentos que se davam a “Melhores Famílias da Terra”.
Entre eles ha um bando encabeçado pelo Barbalho. Mais especificamente, por Jeronimo Barbalho Bezerra. Parece-me que as famílias descritas nesse bando ajudaram a colonizar justamente aquela área a qual era dominada pela antiga Vila do Principe, atual Serro. E os Aguiar, Barbalho e Pimenta estavam juntos, como estão ate hoje.
Infelizmente, como o monsenhor Otacilio de Queiroz não recordou maiores detalhes da genealogia local não tive como identificar propriamente os possíveis vínculos entre os Pimenta locais e os nossos.
Não sei porque. Antes eu imaginava que a família mais destacada de la era a Pereira do Amaral, a qual temos vínculos próximos. Mas fiz uma pequena confusão. Esses tem outra cidade, ou outras, para chamar “deles”. Mas agora não recordo-me qual.
Acredito que o Distrito de Nossa Senhora Mãe dos Homens seja a cidade dos Pereira do Amaral, pois, em 1872 ja se encontrava la o 2o. Suplente de Subdelegado e 2o. Juiz de Paz com o nome de Miguel Pereira do Amaral. Esse distrito atualmente teve o nome simplificado para Materlândia.
Mas não sei qual deles em nossa família era esse. Certamente não era o fundador da sobrenome e sim um descendente dele. O Miguel Pereira do Amaral Junior também não deve ter sido, pois, era o 3o. Juiz de Paz de São Sebastião dos Correntes, atual Sabinópolis.
Acredito que minha confusão nasceu da presença, em Virginópolis, do fotografo Gervasio, mais conhecido pelo apelido de Peninha. Sabia que ele era natural de Capelinha. E com vínculos com Pereira do Amaral. Dai a interpretação enganosa dessa evidência.
Por não conseguir determinar vínculos conhecidos com a população local, vou recordar apenas os nomes das pessoas mencionadas no livro. Poderá ajudar-me em futuras incursões `a genealogia local.
Na chegada foi recebido com discurso do dr. Geraldo Magela Barbosa. Entre os presentes, a mestra dona Rosarinha Pimenta. Visitantes `a primeira noite: “Jacinto Jose, Dr. Juscelino Jose Ribeiro, Dr. Geraldo Magela Barbosa, Dr. Aloisio Teixeira, Raimundo Fernandes de Andrade, Diniz Bebiano, Antonio Vitor Filho, Antonio Jose Luz, Raul Coelho, Diocleciano Magalhães, Jose Gonçalves Sena, Luiz Barbosa, Vicente Martins, Pedro Pires, João Monteiro de Carvalho, Manoel Alves da Silva, Flaminio Ferreira, Alcino Campos, Orsino Magalhães e outros.”
Os sobrenomes ai coincidem também com aqueles descritos pelo professor Nelson Coelho de Senna, no livro dele, como participantes de um suposto “Arraial dos Coelho” em torno da Fazenda Axupé, onde o núcleo da nossa raiz Coelho se reunia no século XVIII e de la se espalhou. Ficaria essa entre Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar.
Por uma feliz coincidência, encontrei a localização exata dos locais mencionados pelo professor Nelson no endereço:
Ao abrirem, observem na parte inferior do mapa o cruzamento da rodovia 232 com o Rio do Peixe. `A altura da ponte desagua no rio o Córrego Axupé, Acompanhando a estrada pelo lado da mão esquerda de quem esta olhando, mais alem da curva sinuosa, esta escrito Faz. Axupé. Continuando na mesma direção, antes de Goiabas, pouca coisa abaixo da estrada, esta Coelho.
Ou seja, estão ai todas as dicas dadas pelo professor Nelson Coelho de Senna no livro: “Algumas Notas Genealógicas”, editado em 1939. Ele apenas informa que tratava-se do Município de Morro do Pilar. Atualmente trata-se do de Carmésia. E confirmei junto `a Diocese de Guanhães que as comunidades daquela cidade continuam pertencendo `a Paroquia de Morro do Pilar.
Seguindo com o livro do Monsenhor Otacilio. Tecelã (rendeira) D. Maria de Cirilo Cordeiro. Cantoras dos corais: Teresa, Luzia e Juvenata Soier, Zita de Piuzinho, filhas de Maria Baiana, Vicentina, Soledade, Rozarinha Pimenta. O grupo politico que fazia oposição aos Pimenta era chefiado por Jacinto Jose.
Padre Otacilio, porem, não se esqueceu de dar uma passada d’olhos na genealogia de seu fiel escudeiro em Capelinha, o senhor Geraldo Prisco (Berilo, 08.10.1908 – Capelinha, 07.01.1986). Filho de dona Ambrosina Cordeiro, irmã do padre Alexandrino, vigário de Agua Boa. O pai chamava-se Jose Prisco, nascido no dia de Santa Prisca, natural de Minas Novas.
Era casado com Maria das Dores (dona Nen) Azevedo, fal. em 04.1969, filha do soldado reformado Civicão, e era irmã de Tão e Fia (Maria da Conceição). Geraldo foi caixeiro de Bernardo Pimenta e de Jacinto Jose. Teve os filhos: Geraldo Domingos, Dr. Jose Adalberto, Maria do Rosario e Neuzira.
Viuvo, Geraldo casou-se 6 anos depois com dona Maria Monteiro da Silva que lhe deu mais um filho: Jose Emilio (Musgueiro) da Silva Coelho, amante da musica que com os amigos Geraldo e Valdomiro Barbosa fundaram a AMUC, banda de musica.
O prefeito Edimar Pimenta deu o nome a uma das avenidas de Capelinha em homenagem a Geraldo Prisco.
O monsenhor Otacilio dedica também uma parte `as suas conjecturas em torno do ser ou não ser bispo. E relata as nomeações para o cargo de seus colegas: Dom Jose Pedro Costa e D. Jose Maria Pires (1957); Dom Serafim Araujo (1959), D. Avila, D. Leonardo, D. Gusmão.
Ao D. Leonardo dedica bom espaço. Foi vigário em São Sebastião do Maranhão – MG. Foi vigário em Sabinópolis e Guanhães também. Encantava o povo. Muito bem aceito, desenvolveu grande trabalho pastoral e culminou com a preparação para a criação da Diocese local.
Mas padre Leonardo foi nomeado bispo de Paracatu. E o primeiro bispo de Guanhães foi D. Antonio Felipe da Cunha. Este não foi tão bem aceito e a suspeita do monsenhor foi que o trabalho extenuante associado `a delicadeza do estado de saude o levou `a morte, em BH, 06.03.1995.
Sua lembrança vai a D. Ricardo Pedro Chaves, bispo de Leopoldina e mais tarde arcebispo de Pouso Alegre. Esse para chegar ao bispado contou com o depoimento de dona Maria da Consolação Afonsina Gusmão, grande educadora em Itamarandiba.
Para arcar com uma divida da igreja de Capelinha, a Gotardo Pimenta, contou com a ajuda dos fazendeiros Leolino Afonso Fernandes e Jose Cordeiro.
Para construção da igreja menciona o contador Pedro Otoni, o pedreiro Jose Pacheco que era genro de Jose Marques e d. Rosa Belfort. Recebe a ajuda dos engenheiros dr. Pericles Sa, do padre de Curvelo, Andre Van Der Arend e dr. Domingos Souto. Menciona D. João Pimenta (a depois).
Carpinteiros-pedreiros, Jose Cordeiro de Oliveira e Raimundo Rodrigues. Adão e Jose Amaro Cordeiro deram grande ajuda, coletando esmolas para a construção. Menciona que as janelas foram feitas na serralheria do sr. Jose Fernandes, de Curvelo.
Um momento especial:  “Comprei….” “Bancos em Governador Valadares. Procurei la o Joãozinho Ferreira, filho de Virginópolis, irmão de Hildefonso, nosso colega de Seminário, piedoso congregado Mariano, precioso colaborador dos padres da paroquia, homem correto e honesto, profissional competente.”
Senhor Joãozinho foi muito conhecido por essas qualidades e outras mais. Inclusive o padre Otacilio menciona a qualidade dos moveis que comprou e o preço camarada. Isso, porem, não o impediu de criar um certo caso que ele próprio descreve com o pesar de não saber se fizera o correto ou não.
Senhor Joãozinho entra em nossa genealogia por ter sido casado com Margarida (Di) Coelho Magalhães Ferreira. Ela foi filha da nossa tia-avó Emidia (Miluca) Magalhães com o tio-bisavô Evencio Batista Coelho. E, dai, a genealogia corre solta!
Infelizmente não tenho pelo menos um esboço genealógico da família Ferreira em Virginópolis, embora seja uma das primeiro moradoras locais. Quem doou o terreno para a construção da primeira igreja local, antes da formação do arraial, foi o senhor Felix Gomes de Brito, parece-me, em 1838, e uma das filhas deste, Anna, era casada com Raimundo Ferreira.
Não posso dizer que o senhor Raimundo foi a fonte única do sobrenome da família local. Pode ser que sim. Sei que temos muitos outros Ferreira agregados na família, inclusive vindos de fora, como o senhor Jose Ferreira Junior e a portuguesa dona Anna Elvira (Biluca) Ferreira. Essa foi a esposa de nosso tio-avô Darcy Batista Coelho. Tia Biluca era um doce de pessoa.
Certamente, os Ferreira locais deverão ter parentesco entre si. E por vias laterais e talvez consanguíneas com os Barbalho locais, pois todos descendem da nossa pentavó Genoveva Nunes Ferreira.
Disse antes, quando Otacilio fez a visita a Guanhães e hospedou-se na pensão da dona Adelaide, que voltaria a mencionar o senhor Paulo Ferreira, casado com dona Terezinha (dona Zinha), filha dela. O que posso dizer é que eles são parentes entre si. Não sei como se da o parentesco.
Quando precisou de animal de transporte, na decada de 1950 ainda não haviam estradas regulares na região, eram poucos carros e as viagens locais eram feitas ainda `a moda Far West, teve a ajuda de Sebastião Caldeira da Luz, comprou besta em mão de Gerson Martins.
Da familia de João Soier, que era pai de: Teresa, Lourdes, Luzia, Juvenata, Neca, Jose, Raimundo (Dão), Geraldo (Lau), etc, Jose e Lau lhe eram constantes companheiros de viagens.
Manoel Alves da Silva – Piuzinho – casado com D. Virginia, pais de Zita e outros auxiliares. Jacinto Jose. Joaquim Vieira, irmão de Piuzinho, casado com D. Rosa Otoni, pais de Vicente, Joaquim, Fabiano, Rita, Aparecida, Monica, Imaculada, Brigida. São os principais auxiliares mencionados. Outro foi Jose Pimenta de Figueiredo (Caboclo).
Na politica, ao tempo do padre Jose Batista e da confusão, senhor Gotardo, filho de Caboclo, foi apoiado pela família Pimenta. Aliados deles eram Manoel Coelho e sua irmã Ana Coelho.
Do lado oposto, o candidato eleito foi Jose (Zezito) Carlos Ribeiro, filho de Jacinto Jose.
Da família Pimenta menciona Tininho Jose, ja velho, que fora tropeiro. Nono Pimenta era o marido de dona Rosarinha. Entre os filhos, o padre Carlos Pimenta. Jacinto Pimenta, comerciante, e Sebastião Pimenta, farmacêutico.
Antonio Teodolino Pereira da Silva, Tonico Dentista, era casado com dona Carmelita, irmã do padre Herculano. Dos Pimenta menciona Dom João Antonio Pimenta, sábio bispo de Montes Claros; cônego, João Batista Pimenta, vigário de São João Batista (Itamarandiba). Monsenhor Domingos Pimenta de Figueiredo (padre Minguta), vigário de Barreiras (Carbonita) e de Capelinha.
Outros Pimenta, Padre Herculano, que foi Cônego Honorário da Catedral de Diamantina e Monsenhor, por nomeação papal. Era irmão do dr. Vicente.
Outros mencionados: Dr. Francisco Badaró, padre Virgilio, Cristiano Barbosa, Augusto Barbosa. Padre Francisco Camara e padre Jose Correia. Esse ultimo sofreu muito com os fiéis em Guanhães.
Professoras renomadas: D. Herminia Eponina da Silva, professora publica e particular de Jacinto Jose. D. Tercilia Luz, diretora do G. E. Cel. Coelho. D. Geralda Otoni, diretora e educadora. D. Rosarinha Pimenta tem o nome gravado na E. E. Mestra Rosarinha.
Na Historia de Capelinha, por apontamentos do bispo Dom João Pimenta, Primeiro morador foi Manoel Luiz Pego, pai de Feliciano, Tomaz e Felisberto Luiz Pego. Primeira missa foi celebrada pelo padre Camillo de Lelis Prates. Saint’ Hilaire visitou o local.
Em 1821 levantados os esteios da antiga Matriz por Silvério Jose Rabelo, demolida em 1953 pelo padre Jose Batista. A nova construída no tempo de Otacilio. Primeiro vigário, Pe. Francisco Pereira da Luz, 08.05.1859.
Relata ainda o autor que o jovem prefeito Jose (Zezito) Carlos Ribeiro foi agraciado em 1956 com um premio, por Capelinha ter ficado entre a 5 cidades de maior progresso naquele ano. Houve reportagem feita na revista O Cruzeiro. Reporter Mario Morais. Premio entregue no Palácio da Liberdade, BH, com as presenças do governador Bias Fortes e do deputado Murillo Badaró.
Dr. Geraldo Magela Barbosa era filho de Olinto Barbosa de Sena e Maria Modestina Barbosa Era bisneto por parte de pai e mãe de Antonio Barbosa de Oliveira e Beatriz Barbosa Sena, casal esse que teve 25 filhos. Cita outros da familia, como Luzia da Fe Barbosa, sua auxiliar.
O próprio padre Otacilio foi agraciado com o titulo de Cidadão Honorário de Capelinha quando o presidente da câmara era o senhor Antonio Evaristo Barbosa.
Uma das ruas da cidade leva o nome de Dr. Juscelino Barbosa, grande expoente da cultura mineira, tendo sido prefeito de Poços de Caldas e co-fundador do jornal Estado de Minas. (atualmente não passa de um panfleto das ideias conservadoras e direitistas).
Os pais, Chiquinho e Efigenia, foram morar em Capelinha. Ali fizeram logo amizade com Joaquim Vieira, Piusinho, Pedrinho Pimenta, Mauro Pimenta etc. Grande prefeito foi Jacinto Jose Ribeiro. Jose Carlos Ribeiro construiu o aeroporto.
Entre os amigos: dr. Aloisio, dr. Hilton, Raul Coelho, Darci Coelho, Pedro Otoni, Pedro Pires, Maria Baiana etc, etc.
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15. O XADREZ DOS DOIS BISPOS DE CAPELINHA
A partir da pagina 466, o monsenhor Otacilio Augusto faz uma homenagem aos dois bispos oriundos de Capelinha, D. João Antonio Pimenta, nascido em 12.12.1859. Foi o primeiro bispo de Montes Claros, tomando posse a 02.11.1911. Faleceu na mesma cidade em 20.07.1943 e esta sepultado na cripta da catedral.
Dom Cirilo de Paula Freitas, nascido a 15.03.1860, tendo sido bispo titular Antipátrida e coadjutor de Cuiabá (nomeado a 27.03.1905 e empossado em 07.01.1906), posteriormente foi nomeado primeiro bispo de Corumbá (nomeado 13.03.1911, assumiu a 03.03.1912). Faleceu em Paraopeba, a 9 de março de 1947.
O monsenhor escreveu que D. Cirilo foi vigário de Cedro. Existe Cedro no Ceara mas não encontrei referencia. Quanto a Cedros do Indaiá, em Minas Gerais, falam no histórico que os primeiros moradores chegaram por volta de 1915, quando D. Cirilo ja era bispo. Antes de ser bispo, naturalmente foi pároco em algum lugar, mas não descobri.
A respeito de D. João Antonio o padre quase nada comenta alem de mencionar o grande exemplo e o preparo que o bispo tinha. E não o disse porque deixou o endereço a procurar algo da sua biografia. No capitulo Dicas Genealógicas volto a mencionar o fato.
A respeito de D. Cirilo ele exalta a humildade. E reproduz parte de carta de correspondência com o padre Alexandrino Cordeiro, vigário de Agua Boa – MG. Ali dom Cirilo revela que o avô lhe dava serviços braçais e dizia que era para ele conhecer, pois, se não o fizesse naquela hora por necessidade, poderia vir algum dia a precisar fazer e ai não estranharia.
E para entrar no seminário, plantou ele próprio um feijoal, com a ajuda de 2 irmãs dele e uma empregada da casa. Como ja estava em Itamarandiba (São João Batista `a época), em estudos com o cônego Pimenta, quem colheu, vendeu e enviou o saldo foi a própria mãe.
Mas o que chamou-me particular atenção foi o que se encontra nesse extrato, da pagina 469:
“Nas paginas seguintes Dom Cirilo responde a outra consulta. Pe. Alexandrino e Dom João pretendem publicar seus dados biográficos e lhe pedem mais informações: “Na longa estrada da minha vida nada se encontra digno de nota, a não ser meus dados de corresponder `a minha vocação. Nasci na obscuridade, nela quero ficar e nela quero morrer, depois o esquecimento”.
Eh! Esta escrito: “Com o suor do teu rosto comeras o teu pão, ate que voltes ao solo, pois da terra foste formado; porque tu es po da terra, retornaras!” Gen. 3:19 e, ainda:
“O po retorne `a terra, de once veio, e o espirito volte a Deus, que o concedeu.” Eclesiastes. 12:7. Mas também esta escrito:
“Oh, que perversa e presunção a vossa! Que é isso que pensas: tratar o oleiro como argila! Porventura o objeto formado pode alegar `aquele que o formou: “Ele não me fez?” E o vaso poderá dizer ao oleiro: “Ele nada entende do oficio?” Is 29:16
Não pretendo aqui diminuir as virtudes de D. Cirilo. Apenas não concordo com aquele ultimo desejo de ficar na obscuridade e cair no esquecimento. Talvez ele estivesse pensando no descanso eterno, como se diz.
Imaginem a vida eterna que estão levando os santos mais conhecidos da Igreja Católica!!! Pior ainda quando são os santos do dia! Somente Deus que Tudo Faz tem mais trabalho.
A parte da humildade de D. Cirilo esta correta. Ou seja, não se considerava o tal, portanto, não queria ser colocado `a frente dos outros. Eu sou servo. Se me mandarem eu vou. Mas não sou eu quem o determina.
Mas essa parte da humildade, parece-me, esta contraditório com a pratica. Trata-se, em minha interpretação, que as melhores pessoas, sendo santas ou não, não podem ficar no esquecimento. Isso porque são delas os melhores exemplos que precisamos.
Acredito que, ate `a minha geração de idade, o que esta escrito será o suficiente. A gente que viveu e foi criada no interior, antes desse mundo tão conturbado e tecnológico, consegue se relacionar melhor com aquilo tão antigo porque o mundo em que nascemos não era tão diferente daquele no qual o escrito foi feito.
Mas creio que ate o Jesus da manjedoura, aquele “professor” de boas causas e de sabedoria tão afiada, esta “caindo de moda”. Não estou referindo-me aqui ao que ele ensinou, que nunca deveria sair dos corações da humanidade.
O problema que tenho visto tem sido a concorrência que aumentou muito. Provavelmente, a humanidade nunca passou por outro tempo semelhante, em que tantas interpretações diferentes foram dadas a uma “mesma coisa”, um mesmo escrito.
E, pela pratica, sabemos que os autores da maioria dessas interpretações não tem nenhuma intenção de conduzir as boas almas ao Seio do Pai. Nem mesmo participar de Sua Santa Seia.
Alem disso, temos visto o quanto o excesso de tecnologias tem levado para dentro de nossas casas o culto a novos deuses. Falo aqui dos super-heróis do cinema e da televisão, hoje ja quase substituídos pela internet, e dos video games. E dos cosméticos no esporte e politica.
Alem, de claro, a aparente diminuição do interesse por milagres. Devemos nos lembrar que no tempo de Jesus, milagres eram os únicos remédios que a cultura humana conhecia para solucionar problemas que se refletem na saude.
Ninguém naquele tempo tinha um “Doril” na caixinha de primeiros socorros. Quando uma dor fosse violenta a ponto de causar consequências mais graves, so mesmo um milagre. E os “médicos” nessa “arte” eram indispensáveis e respeitados.
Eu próprio tenho algumas restrições particulares a certos milagres descritos na Bíblia. Em alguns, nem acredito. Ja outros, fico pensando! Ao que me parece eram problemas comuns de saude e que um bom milagreiro conseguia curar, porem, essa não era uma arte que tivesse escola, pois, quem sabia não ensinava ou dependia de um poder que não podia ser passado adiante.
Vejo com maior condescendência a atual medicina, pois, faz coisas que ate o diabo duvida. E porque existem as escolas de medicina, uns mestres passam para os próximos médicos um poder melhorado em relação ao que outros mestres lhes ensinaram. E os novos médicos tendem a melhorar as praticas nas próximas gerações.
Exemplo maior de milagre da medicina moderna tem sido as vacinas. Ha quanto tempo tem que não se houve falar, por exemplo, de epidemia de varíola?! Isso sem contar com a crupe, coqueluche ou catapora. E a nossa geração de idade conviveu com tudo isso em nossa época de criança.
Mas, voltando a meu ponto, comparando-se com os dias atuais, alem do tempo que as tecnologias estão ocupando na vida das crianças e adultos mais jovens, lhes tem impedido de se educarem. Ate mesmo porque, os exemplos das Escrituras em relação ao que estão vivenciando hoje lhes deve parecer algo inferior.
Tanto que observo, os charlatães tem usado a crendice popular de forma a levar as pessoas a crerem que o ter é mais importante que o ser. Se não tem, você não é nada! E essa afirmação minha é de cátedra. Embora, “eu sei que nada sei”. Mas muitos que sabem menos pensam que não sei! E, por isso, não sou!
O certo é que, em contraponto ao pensamento de D. Cirilo, penso que estão faltando exemplos de vida de pessoas reais e contemporâneas que possam ajudar a levar a multidão para o bom caminho.
Observe-se que o bom católico antigamente tinha as vidas de exemplo dos santos com as quais se relacionar. Para mim, os exemplos de Jose, Jesus, Francisco de Assis e dom Bosco eram divinos. Mas não creio que estejam sendo para a juventude atual porque ela não se enxerga neles.
A juventude atual se vê nas telas de seus instrumentos eletrônicos.
Não tem sido oferecido um contraponto real de exemplos reais que mostre `a juventude atual que precisa percorrer o bom caminho. O muito que se tem visto são os argumentos que dividem o rebanho que deveria ser de um so Pastor.
Os pastores hoje estão apostando no divisionismo e não na salvação eterna.
Em minha infância, por exemplo, era um grande conforto ter o exemplo de D. Manoel Nunes Coelho. Ser parente dele aumentava ainda mais esse conforto. Mas se a gente não tivesse a menor ideia da nossa genealogia, talvez ele não passasse de mais um nome praticamente morto em nossa memória.
O que significa para os dias de hoje que um bom exemplo de bispo tenha sido primo em primeiro grau de seus avós?
Acredito que a ausência desses exemplos próximos e reais tem ajudado a transformar essa geração no que ela tem e não no que ele é. Se os filhos de Deus não demonstrarem para a juventude que ela também procede d’Ele, ela jamais ira procura-Lo.
E se todos optarmos pelo esquecimento como fez D. Cirilo, mesmo sem a culpa de saber que estava agindo com engano, os maus exemplos serão não apenas maus, mas os únicos exemplos que a juventude terá.
E para vermos que o fim esta mesmo próximo, basta ver a qualidade de exemplos que nos tem aparecido tanto no âmbito local quanto no âmbito mundial. Os maus exemplos não apenas aparecem mais, mas eles estão vencendo a batalha pelo numero.
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16. RETORNO A DIAMANTINA
Em 03.08.1964 o padre Otacilio retornou a Diamantina. Houve um desentendimento entre os padres Lazaristas que administravam o seminário local e o bispo D. Sigaud. Com isso eles se foram e os seculares foram chamados para assumir as funções.
Ele relaciona os padres que assumiram o compromisso: “Pe, Paulo Vicente de Oliveira, Pe. Geraldo Fernandes Guabiroba, , Pe. Otacilio, Pe. Jose Gonçalves, Pe. João Mota, Pe. João Carlos Horta Duarte, cônego Jose Marques das Aleluias, cônego Jadir Brandão. Mais tarde Pe. Celso de Carvalho, pe. Benigno Brito e cônego Walter Almeida.
Não mencionou o obvio parentesco entre o padre Guabiroba e seu antigo colega, Vicente Guabiroba. Talvez tenham sido irmãos. Suponho porque o sobrenome era o mesmo.
Em 1970 o padre Otacilio foi nomeado vice-reitor do seminário. Alem de acumular as funções de professor e capelão do Colégio Nossa Senhora das Dores. E na pagina 472 inicia a descrição de algumas falhas como professor.
Nisso cita um aluno que o corrigiu, Jorge Dupin, sobrinho da Irmã Dupin, Vicentina, superiora na Santa Casa do Serro. Conta que ate padres faziam chacota dele, por sua ignorância em assuntos escolares. Chegou a desconfiar ate do D. Sigaud. Os causos estão no livro.
Foi nomeado Vigário Geral da Arquidiocese de Diamantina.
Levou os pais para Diamantina. Comprou para eles a casa na Rua Abilio Barreto, 234, que pertencia a Josefino Amador dos Santos e herdeiros. Dois netos, Mauricio Antunes dos Santos e Luiz Carlos Antunes Santos criaram algum caso antes de concordarem.
E nisso vai citando nomes como dos amigos: Antonio Neves e D. Terezinha, Jose Catu, João Deco, Titonio, Rui, Regino, Eugenio. Medicos que atendiam: Dr. Lonelino Couto e Dr. João Antunes. Amigo Valter Nascimento. Medico em Itamarandiba: Dr. Mario Moreira. Outro: Dr. Aristeu, em Diamantina
Falando em médicos conta um caso do sobrinho do Chiquinho, Carlos Queiroz Barroso, que fazia a instalação elétrica do seminário, junto com seu irmão Francisco. Dr. Aristeu não conseguiu resolver uma luxação sofrida pelo eletricista, o que foi resolvida pelo Dr. João Meira.
E falando em médicos, relembra o Dr. Rui Pimenta nosso primo. Descreve por alto o nascimento prematuro de Laercio Antonio (Tonico), filho do Laercio Queiroz. Nascimento com 6 meses de gestação. Bons cuidados do medico. Mas a franqueza quase levou `a briga do pai.
Em Sabinópolis ainda, dr. Rui recebeu o recém-formado Dr. Joaquim de Pinho Tavares. Trabalharam juntos em harmonia ate Dr. Rui resolver ir para Governador Valadares.
Menciona ainda Pe. Rubim, Pe. Luiz Rodrigues que o precederam como capelães. Menciona o padre Geraldo Humberto Venuto, irmão de João, filhos do senhor João Venuto. E ao ler a obra de padre Jose Sales ficou sabendo que a família inclui o padre Paulo Venuto.
No largo D. João vivia seu amigo Luiz Antonio de Souza, com a esposa D. Eugita Miranda e os filhos Dirceu e Geraldo, que foram seminaristas. A filha chamava-se Terezinha.
Saltando um pouco dessas recordações nominais, não foi que o monsenhor Otacilio mencionou o monsenhor Amaral! `A pagina 491 o nosso parente é mencionado porque foi digno da visita do vigário geral, por estar muito doente em Peçanha, onde era o vigário. Pensaram ate que ele fosse morrer naqueles dias. Mas viveu muito ainda.
Jose Pereira do Amaral, o monsenhor, foi filho de nossos tios-trisavós: Ernesto Pereira do Amaral e Ilidia da Silva Neto (tia Nhanha). Tio Ernesto foi filho de Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Casal esse, natural de Sabinópolis, dos primeiro-moradores de Virginópolis.
Os tetravós Joaquim e Maria Rosa foram pais da Quitéria Rosa do Amaral que junto com o marido João Batista Coelho Junior foram os pais da bisavó, Dindinha Olimpia Rosa Coelho do Amaral.
Alem dessa menção, durante a visita houve um episódio ao qual o padre Otacilio credita como estopim que o tirou do cargo e o enviou para Itamarandiba. Mas como o atrito leva a uma menção genealógica importante, deixo os detalhes para o capitulo próprio.
No mais do capitulo, ha alguns causos para distrair ou justificar a demissão do vigariato geral. Inclusive menciona a presença da TFP – Tradição Família e Propriedade – em visita `a cidade de Diamantina.
Era um grupo de seminaristas do Parana. E ai ele descreve o jeito conservador e extrema-direita, politicamente falando, do grupo. Confessa inclusive que se deixou levar pelo atrativo teórico das ideias.
E, sendo em 1964, confessa seu apoio ao golpe daquele ano, pois, tinha a mente reduzida pelo conceito simplista do que era a ideologia adversária. Mas deixa isso pra la porque aqui não cabe discordar de quem ja morreu e não pode contra-argumentar.
Outro nome, Carlos Queiroz Barroso, o parente e mestre-de-obras em Sabinópolis. Menciona a fazenda de Raimundo Barroso. Levando Ramos era parte da comissão que desejava a saída do então vigário de Itamarandiba. E, contrariado, d. Sigaud aceitou.
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17. MINISTERIO EM ITAMARANDIBA
A posse foi passada por D. Sigaud em 17.02.1974. Padre Sebastião do Socorro Costa estava acompanhando. Testemunhas: João Batista Gandra, Isabel (D. Bezinha) Guimaraes Gandra, Milton Vieira de Araujo, Maria (D. Pite) do Espirito Santo Fernandes, Edna de Jesus Gandra Almeida e Inez Andrade Camara.
Entre os prenunciadores de discurso, D. Pite e o promotor de justiça, em Capelinha, Dr. Alvanato Almeida, que era cunhado do padre Edno Gandra. Os paraninfos: João Batista Gandra e D. Bezinha; Milton Vieira e D. Pite. Presumo eu, dois casais. O pai de João Batista era o senhor Nico Gandra.
Pela introdução, não creio que haja duvidas quanto aos nomes de famílias dominantes locais!
Nessa parte o padre Otacilio dedica-se a explorar um pouco mais da Historia de Itamarandiba. E ai deixa escrito que consultou o livro do professor Dermeval Jose Pimenta, inclusive menciona a pagina 21. O Arraial de São João teria surgido a partir de uma feitoria fundada em 1675. Em 1674 recebera a visita de Fernão Dias Paes Leme.
O bandeirante, capitão Jose de Castilho ajudou na implantação da feitoria. As feitorias serviam como entrepostos para prestar assistência `as “Bandeiras”. A igreja local foi construída em 1765 e a população sempre a preservou. Tendo uma beleza interna própria.
Saint’Hilaire visitou o local em sua famosa viagem aos sertões mineiros (1817). Conheceu o fazendeiro Jose Caetano de Melo e gostou. E considerou a fazenda do padre Rolim, na beira do Itanguá, a mais bem estruturada. E ai temos a Historia em nomes:
Feitoria fundada por: Francisco Paes e Agostinho Medina. Padre Agostinho Alves Pereira construiu a igreja. Antes de 1790 presentes padres Emanuel e Suterio Ferreira Gandra. Padres: Francisco Gomes de Melo (fal. 1806), João Bonifácio Duarte Pinto (1811), Fortunato Araujo Guimaraes (fal. 1840); Patricio Nunam Pereira (fal. 1827), Carlos da Silva de Oliveira Rolim (inconfidente fal. 1827). Tempos de paroquia, vigários: Joaquim da Circuncisão do Senhor (fal. 1873).
Pessoas influentes no período do Arraial: Caetano Jose de Melo, tenente-coronel Manoel Francisco de Paula, tenente-coronel Francisco de Meira Peixoto, capitão Leonardo Gonçalves da Costa, major Valeriano Dias Camargos.
Familias mais numerosas: Gandra, Gomes de Melo, Meira, Alves de Azevedo, Costa, Araujo, Dias, Fernandes, Afonso Fernandes etc.
Professor Teodorinho era o remanescente do século XIX mais lembrado. Da primeira metade do século XX menciona: João Silvério Dias Fernandes, Isabel Guimaraes Gandra (Mestra Bezinha), Grupo com o nome de Coronel Jonas Camara. Ginásio fundado em 1957 pelos professores: Carlos Dalmo Moreira e Raimundo Nonato Fernandes.
Outros padres: cônego (mais tarde bispo de Montes Claros) João Antonio Pimenta (1874 – 1889); padre João Afonso da Silva Pires (1924), padre Julio Feliciano Colen (1930 – 1931), padre Virgilio Rodrigues Vale, havia sido vigário em Sabinópolis (1915 – 1916) e em Itamarandiba (1931 – 1946), padre Lauro Vilela (1943 – 1962). E Otacilio.
Ainda nas reminiscências, menciona o senhor Agostinho Alves de Azevedo, benfeitor. Conta um caso do Padre Lauro que perdeu a mãe aos 9 anos de idade e soltou essa: “Graças a Deus, mamãe não me bate mais”. Era filho de Zeca Alves e D. Raimunda.
Chegou a mencionar o padre Argel, que contou um caso do padre Luiz Barroso. O padre Argel atendeu esporadicamente `a paroquia de Virginópolis e foi vigário em Divinolândia.
O padre Otacilio revela algumas inconfidências do padre Lauro, inclusive reproduzindo cartas escritas ao vigário-geral, monsenhor João Tavares de Souza e ao prefeito Afonso Gandra. Ai nomeia as mestras: Adalgisa, Marta, Conceição Vieira e Auxiliadora Gusmão. So lendo para compreender.
Abre-se um capitulo em homenagem a Tiburtina. Era filha de Florentino Egidio Andrade Camara e casou-se duas vezes. Seus maridos: Antonio Augusto Andrade Camara Alquimim e dr. João Alves. Entre os casos, tentou dar o golpe do João-Sem-Braço em dona Maria Guedes mas não conseguiu.
Informações preciosas. João de Andrade Camara foi da Bahia para Itamarandiba por volta de 1800. Casou-se com Maria Bernarda de Oliveira e os filhos João Junior e Jose deram origem `a família Andrade Camara. Entre os membros destacados da família encontram-se Tiburtina e o coronel Jonas Camara.
Tiburtina foi uma dessas figuras maiores que seu próprio tempo. Tanto que o que gira em torno vira lenda. Se fosse feita uma retrospectiva entre as mulheres mineiras que fizeram Historia, o nome dela ficaria ao lado de dona Beja, Chica da Silva, dona Joaquina do Pompeu e outras.
Entre essas outras poderíamos incluir nossas ancestrais Genoveva Nunes Ferreira que, parece, não se casou mas dirigia sua própria vida e negócios. Também Anna Pinto de Jesus que após o falecimento do marido foi a cabeça da família Nunes Coelho por bom tempo.
Isso que hoje nos parece fácil, era praticamente impossíveis no tempo em que viveram ja que, pela moral dos homens-de-bem, com as bênçãos dos mais de 99% de católicos que dominavam, era a imagem da mulher santa, quando submissa, parideira e mantenedora do lar sagrado. Ser diferente naqueles tempos era pecado.
Monsenhor Otacilio menciona o livro: “Emboscada de Bugres: Tiburtina e a Revolução de 1930”. Autora: Milena Antonieta Coutinho Mauricio. Presente recebido por dona Inezita (Inez Andrade Camara). O livro deve dizer tudo. Otacilio apresenta algo.
Adiantando um pouco, `a pagina 520, monsenhor Otacilio recorda a criação da Cooperativa de produção de Arraiolos. As mestras foram as donas Geralda Gonzaga Moreira e Maria Jose Moreira.
Arraiolos é uma pratica de tecidos de tapeçaria. Recordo-me `a época da criação da cooperativa por isso ter sido noticia veiculada em jornais escritos e televisivos. Houve um grande incentivo `a iniciativa e parece que a moda pegou.
Aniversario de 80 anos do Chiquinho foi devidamente comemorado em 17.06.79. Francisco Augusto de Queiroz era o nome completo. Compareceram 2 irmãs dele: Zelita e Maria, com sobrinhos, esposas e filhos: Jose Maria Osorio c. c. Marilia Caldeira, 3 filhos; Artur com 4 filhos; Luiz com Ivania, 2 filhos; Jose com Irani Ozorio, 3 filhos; Carlos mais filha Auxiliadora; Cosme e Marta, 1 filha; Damiao com a noiva Betinha; Afonso e Cota, 5 filhos; Antonio e Sonia e Adair de Amintas.
03.07.79, Efigenia sofre um derrame cerebral. 11.07.79 falece em Diamantina. E, mais tarde, 15.06.87 falece o pai adotivo, na casa paroquial em Itamarandiba.
Durante essa parte do livro o monsenhor Otacilio demonstra sua seletividade em relação aos outros componentes da sociedade. Ja havia exposto horror ao comunismo com bases no pensamento marxista. Ou seja, não concede `a ideologia sua evolução ate ao tempo em que escreveu o livro.
Não estou aqui querendo defender o comunismo. Estou apenas ressaltando uma verdade. Aquela de que o capitalismo praticado `a época em que Marx, 1848, era tanto ou mais detestável ate o que foi praticado por Stalin.
Era um tempo em que a abolição estava apenas começando a germinar. E o abolicionismo não foi defendido pelo capitalismo. Pelo contrário, esse servia-se da escravidão. E, durante o tempo da escravidão e após `a abolição, as condições do trabalho livre eram semelhantes `a vida do cativeiro.
Portanto, se parássemos na Historia e fossemos criticar o capitalismo pelo que foi e não pelo que tem sido, em alguns lugares, incorreríamos no mesmo erro da ultradireita em relação `as criticas ao comunismo. Ou seja, seriamos os “macacos sentados nos rabos para falarem dos rabos dos outros”!
Da mesma forma o monsenhor dirige sua menor aceitação `a maçonaria, alias, a trata como adversária do catolicismo; os evangélicos (crentes de um modo geral), os amasiados e, naturalmente, condena veementemente as praticas de namoro e relações sexuais antes do casamento. O que se adaptou `a atualidade virou motivo de condenação por ele.
A coisa passa mais ou menos por isso: “o padre vez por outra fala coisas certas por razoes erradas”. Assim como as 4 mulheres mineiras mais famosas se tornaram iminências sem necessariamente fazer a pratica das melhores virtudes das pessoas humanas.
Mas o expurgo que sofreram da Historia Oficial demonstra apenas que o foram porque podiam competir com muitas das figuras históricas masculinas e se mostrarem mais atraentes que eles.
E `a medida que os capítulos vão passando, nomes vão surgindo: Exsupério Jose Diniz, jagunço-chefe de Tiburtina. Dom Sigaud, Dom Antonio Castro Mayer, Plinio Correia e Luiz Mendonça solicitaram a Reforma Agraria a João Goulart. Mas com restrições.
A partir da pagina 514 explica a saída dos Lazaristas da direção do seminario em Diamantina.
Na 522 retorna `a violencia de epoca. Em 22.02.81 por ocasião de missa e batismo na Vila Padre João Afonso, briga na venda do senhor Joaquim Martins. Três mortos: Manoel Carneiro, um filho e um genro.
Construção da nova matriz. Planta de Edson Gandra. Assinada por Dom João de Rezende Costa. Orçamento feito pelo dr. Alfredo Wendel. Clarice Moreira doou Capela de Santa Luzia para o Hospital Geraldo Gandra.
Dr. Rodrigo Andrade, diretor do IEPHA. 1986, eleições para governadores, “muita compra de votos”.
20.01.89 Pe. Joaquim Luiz de Oliveira toma posse de vigário. 19.01.90, deixa Itamarandiba e “assume a paroquia de Felicio dos Santos.”
Em 89, ao por suas restrições aos crentes, padre Otacilio viu o tenente-coronel Leopoldo Jarbas de Macedo sofrer processo da corporação. Foi arrolado como testemunha, prestando depoimento em Diamantina. O denunciante foi o ex-deputado João Pinto.
1990, conflito com a Maçonaria. Prefeito municipal: dr. Afonso Arinos de Campos Gandra. Medico: dr. Jairo Macedo. Presidente da Conferência de são Vicente: Raimundo Sena. Outros congregados: Almir Braga, Salvo Monteiro, Geraldo Campos Costa. Funcionário do Funrural: Jose Augusto Machado.
1990. Padre Otacilio sofre agressão por uma noiva descontente, Geralda Goulart. Foi presa pelo ex-policial Geraldo Bravo. Vicente Vieira Rocha fora o caso dela. Era filha de Jose Goulart, homem perigoso!
Moradores de João Afonso, o casal Maria da Luz Ferreira e Tito Ferreira se desculpam com o padre em razão de mal-entendido. 01.05.1990.
Presente de Luiz Gonzaga Barroso, instalação de energia elétrica na Gruta de Lourdes. 31.10.90.
Auxiliares: Vicente Moreira vira crente. O casal Marcio Gomes e Zilma Vieira passa a promover o Encontro de Casais com Cristo.
09.11.91 – O ex-vice-governador Arlindo Porto comparece na inauguração da reforma do Hospital de Itamarandiba, que estava sob a administração dos maçons. Houve placa em homenagem a Niquinho Gandra, pai do prefeito da época, com discurso do dr. Afonso.
Recordações feitas em homenagem ao padre Antonio Espindola, conhecido como Padre Mestre. Menciona o fazendeiro Antonio Gomes de Melo. Retira um extrato do livro: “Se Não Me Falha a Memória”, de Joaquim Sales, que conta a Historia Contemporânea do Serro, e no qual menciona a memória do Padre Mestre, e como ele pacificou os ânimos nos pos-Revolução de 1842.
26.2.95 – Inauguração do Altar do Santíssimo. Contribuintes: professor Raimundo Nonato Fernandes e seu irmão Geraldo Fernandes; Imaculada Cambraia, Geraldo Martins Leandro, David Ferreira de Almeida, Joseli de Fatima Miguel, Carlos Antonio Leandro e o casal Jose Monteiro de Vasconcelos e Maria.
Interessante aqui destacar que temos a tia-bisavó Emidia Justiniana de Aguiar que se casou com Joaquim Leandro Pereira. Mas não tenho informações de que após o casamento em Guanhães houveram filhos e/ou se mudaram.
`A pagina 535, sob o titulo: “Enterro Maçônico”, descreve o acidente e morte acontecidos ao maçom Celio Campos Rabelo. Os padres celebrantes da missa de corpo presente foram: Afonso Campos Rabelo, Jose Aristeu Vieira, Ronaldo Eustaquio dos Santos e Jose Marum. E o padre Otacilio publica uma extensa carta condenando o “excesso maçônico”.
Em 1996 houve um panfleto distribuído por meninos da Pastoral da Juventude. Exaltava o uso de camisinhas no carnaval. Os meninos Ednei, Weslei e Hilda alegaram que os padres estavam ausentes, em Beriberi, e tinham tido apoio da Escola e da Camara Municipal. Que se leia o livro!
Foi `a Florida, Pompano Beach, onde a comunidade imigrante brasileira é imensa, em ferias. Hospedeiros: Jose Avelar de Queiroz e dona Flauzina. Em 1996 foi eleito o prefeito Márcio Gomes. 1997, dom Geraldo Majela Reis renuncia.
26.02.1998 toma posse o sucessor do padre Otacilio, padre Renato da Conceição Silva. E o primeiro informa que existem muitos fatos relatados no Livro do Tombo que foram importantes para ele, mas não cabem no livro.
De 08 a 10.03.98 Itamarandiba recebe a visita do cardeal dom Serafim Fernandes de Araujo. Manda fazer uma cadeira própria. Artífice: Geraldo Gonçalves Coelho. A placa comemorativa foi afixada no local no qual o padre “Jose Andre Coimbra encontrou o menino Serafim rezando, e o convidou para ser padre.”
Elisangela Meira canta a peca “Itamarandiba”, escrita e musicada pelo proprio padre Otacilio. Serafim estava acompanhado de sua irmã Lilita e padres, Sebastião Lima Borges e Patricio Pedro de Souza.
Ultimo capitulo. Padre Otacilio comemorou os 80 anos de vida no sitio de Ildeu Pinto, em Baguari e Periquito.
Hospedou-se em Angelândia na casa de dona Hermelinda, filha de Tuburcio Celestino de Almeida. Recebe informações a respeito da fundação de Capelinha. Os doadores das terras para a igreja foi o casal: Santos de Souza e Maria Clara de Souza.
Conta o caso de que Francisco, o filho do casal, ficou conhecendo uma morena de nome Ana, filha de Joaquim Pego em Jaguaritira. Pediu ao pai que tratasse o casamento. O pai foi e tratou. Por engano, tratou o casamento com Ana, loira, filha de Vicente Pego.
E o rapaz casou por causa da palavra empenhada pelo pai. E acrescentou que, apesar disso, Francisco e Ana, loira, foram felizes. Então, ele descarrega sua desaprovação aos costumes atuais que lhe parecia os casais se conhecerem tanto durante o namoro que nada sobra para o casamento e, por isso, tornando-o sem valor e de divorcio fácil.
Em 15.03.99 comemoraram os 80 anos de dom Jose Maria Pires. Reunião na casa do padre Levi. Reencontro com padres Darli Soares, Geraldo Monção e Jose Cirilo.
Então aposentado, Otacilio tem um pesadelo claustrofóbico e foi atacado pela depressão. O que foi tratado e superado. Remédios comuns do dr.Paulo Celio não deram resultados. Os parentes o instigaram a procurar o homeopata dr. Jose Rodrigues, em Sabinópolis, o que foi tiro e queda.
`A pagina 552 temos, talvez, a identificação que não encontrei antes. O capitulo chama-se “BURITIZINHO – CEDRO”. Mas nada encontrei na internet. Dita que pertence `a paroquia de Buenópolis. O que faz parte da nossa macrorregião. Talvez tenha sido ai que o padre João Antonio Pimenta foi vigário antes de tornar-se bispo.
27.09.1999 – Ali concelebrou a missa com padre Ronaldo. E passou o dia na casa de dona Nair Magalhães Menezes, viuva de Redelvim Menezes Machado. Esse era filho de Liborio Menezes Machado e dona Madalena Caldeira Menezes. Liborio era filho de Gabriel Menezes Machado, tropeiro de Diamantina.
28.09.1999 – Passou o dia no Cedro, fazenda de Chico do Pio, Francisco Leoncio da Costa, filho de Pio Rodrigues da Costa e dona Julia Maria de Souza Matos.
Esse Chico do Pio foi soldado do exercito no tempo do coronel Nilo Horacio de Oliveira Sicupira, comandante da Quarta Região. Conta que foi mandado fazer um quebra-quebra na sede do Cruzeiro Esporte Clube, então, Palestra Italia, por causa da politica racista do clube que não aceitava jogadores negros ou mulatos.
E revela que Manoel Evangelista da Silva, um assassinado numa serraria em Governador Valadares ao qual o próprio Otacilio administrara a extrema-unção, fora irmão de Chico do Pio, sem o saber disso.
No mais, leia-se o livro. Melhor remedio!
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18. TRES PRECIOSAS DICAS GENEALOGICAS
Eu havia reservado para depois essas dicas. Quando `a pagina 467 o padre Otacilio rememora os feitos de dom João Antonio Pimenta, não aprofunda. Disse que havia uma fonte melhor.
Dai menciona o livro: “GENEALOGIA DA FAMILIA FIGUEIREDO”. Ali menciona que se encontra no livro também o testamento de dom João, alem de uma palestra proferida por dom Andre Coimbra, exaltando a vida do antecessor que, se fosse vivo, estaria completando 100 anos de idade, em 12.12.1959.
Abaixo um link com dicas a respeito do livro:

O autor do link, Dario Cotrim, supõe que o autor, sob o pseudônimo de Arqueófilo Pimenta, seria o próprio dom João Antonio Pimenta. Mas não deve ser porque esse faleceu em 20.07.1943.

O autor do prefácio contudo assina: J. A. Pimenta de Carvalho. Pode ser que seja o próprio d. João. Mas ele pode ter escrito em parte, e alguém mais ter dado continuidade, pois, o Dario escreveu que são 11 gerações (1680 – 1959).
Se for o caso, então, fica quase solvida a questão, se dom João Antonio Pimenta seria ou não membro de nossos familiares. A ancestral Josepha Pimenta de Souza, segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, procedia da digníssima família Pimenta de Carvalho do Rio de Janeiro.
Não sabemos quais sobrenomes a maioria dos netos adotaram. Mas, por costume de época, alguns adotavam sobrenomes antepassados, portanto, algum poderá ter adotado o Pimenta de Carvalho, do bisavô Belchior Pimenta de Carvalho, e o sobrenome ter permanecido e chegado a dom João.
Mas ha que se verificar o livro para se ter certeza de alguma coisa.
A segunda dica surge quando da visita em Peçanha ao adoentado monsenhor Jose Pereira do Amaral. A narrativa esta na pagina 491.
Infelizmente ele não chegou a tratar da genealogia do Monsenhor Amaral. Se o fizesse, talvez o monsenhor lhe diria que a família também procedia da mesma Sabinópolis na qual o monsenhor Otacilio nasceu.
O ramo mudou-se para Virginópolis nas pessoas dos avós do Jose Pereira: Joaquim Pereira do Amaral e Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Desde a fundação de Sabinópolis, nossos ancestrais Pereira do Amaral estão presentes.
Ja os dos Santos Carvalhaes aparecem nas pessoas nos juizes de paz tenente-coronel, Bernardino e Antonio dos Santos Carvalhaes, que exerceram suas funções em Nossa Senhora da Penha do Rio Vermelho, atual Rio Vermelho, que pertenceu a Sabinópolis. Seus nomes aparecem pelo menos em 1872-3 do “Almanak Administrativo Civil e Industrial da Província de Minas Gerais”.
Mas como fala o ditado: “a cavalo dado não se olha os dentes”! A questão foi que o padre Guido, que acompanhava ao Vigário-Geral Otacilio, não se deu por convencido em relação `a hierarquia. E pode ter sido o autor da denuncia que tirou Otacilio do cargo e o transferiu para Itamarandiba.
Certo foi que o monsenhor deixou essa dica: “E mais. Pelo lado dos Tameirão, aparentado com Sebastião de Carvalho, o grande Marquês de Pombal, Ministro de D. Jose I, rei de Portugal.” Será verdade?!!! Pergunto eu.
Não muito tempo atras fiquei sabendo que minha vizinha Olimpia tem o nome em função de ser neta de outra Olimpia, a qual também era neta de uma terceira Olimpia, a que assinava Coelho, e procedia de Guanhães.
Fazendo as contas com o senhor Haroldo Faria e dona Marly Campos, os pais da minha vizinha, descobrimos que a primeira foi tia do professor Nelson Coelho de Senna, ou seja, encaixou-se direitinho em nossa genealogia.
A bem da verdade ate ha tempos recentes eu nunca havia ouvido falar o nome Tameirão. Descobri-o no livro do professor Dermeval, porem, na forma de nome de uma fazenda visitada por Saint’Hilaire, quando fez sua famosa viagem ao interior de Minas (1817). E descreveu  com admiração o engenho de cana dela e fala que os artífices mineiros: “creio mesmo que dão melhor acabamento que os artesãos europeus.”
Fiquei conhecendo membros da família Tameirão, que eram meus vizinhos de prédio, logo que cheguei aqui para Massachusetts. Num primeiro encontro, o nosso primo Eduardo casou-se com Luana Tameirão. Mas os dois eram jovens e esse logo se desfez.
Quanto a Olimpia, prima e vizinha, casou-se com o Rony Tameirão. Eles são pais do Lucas, rapaz de idade semelhante `a do meu filho Teofilo. Esse lado da família procede de Poté, cidade vizinha a Teofilo Otoni, Estado de Minas Gerais. E que era da circunscrição do Serro, quando essa dominava toda a região do Nordeste e Norte de Minas.
Portanto, ja encontramos ai exemplo de união entre membros das duas famílias. Nesse caso, a entender pela dica dada pelo monsenhor Otacilio, ja existe algum trabalho genealógico que vinculou o sobrenome Tameirão ao Marquês de Pombal.
E, no caso, o desafeto do monsenhor Otacilio, o padre Guido, que paroquiou também em Sabinópolis, pode ser a dica de como encontrarmos esses vínculos. Alias não é de se admirar que Coelho e Tameirão se encontrem em diversos outros pontos de nossa genealogia.
Isso porque encontra-se naquele mesmo Almanak, a presença de dois profissionais da mineração em Diamantina: Diniz Tameirão Pinto, pagina 554, e Joaquim Coelho de Araujo, pagina 555. Esse Joaquim era tio de de dona Olimpia e era filho dos nossos tios-tetravós: João Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo.
Portanto, somente podemos esperar que hajam mais Coelho Tameirão em toda a região. Mesmo porque os senhores Diniz e Joaquim não foram os únicos representantes das famílias em Diamantina. Mas somente a pesquisa ira revelar se isso se deu mesmo ou não.
EXTRA-CREDITO
Envolvido com essas pesquisas do livro do monsenhor, acabei tropeçando numa novidade inesperada. A novidade é bem antiga. Parece que editado em 1960. Trata-se do livro: “Marechal Henrique Lott”, de autoria do major Joffre Gomes da Costa.
Em uma das promoções de venda que vi consta que teria nele a genealogia “completa” do famoso marechal. Bom, caso seja verdade, pelo menos em parte, iremos fatalmente encaixar o ramo Lott de nossos familiares em tal arvore.
Ou, melhor, podemos importar do lado deles, pois, com certeza, ja terão lugar próprio em nossa arvore.
A família começou, a partir do inglês Edward William Jacobson Lott. Esse casou-se com dona Maria Tereza da Silva Caldeira, que tinha apenas 16 anos `a época. No contrato de casamento era garantido aos pais dela que os filhos seriam educados na religião católica ja que ele era anglicano.
Muito possível, o casal foi o pai do Gabriel da silva Lott. Esse casou-se com Maria Eugenia, filha de Innocente de Leão Freire e Agueda Coelho Leão. Essa também era tia do professor Nelson Coelho de Senna, irmã da mãe dele, Maria Brasilina Coelho, esposa do professor Cândido Jose de Senna.
O marechal Lott era neto do casal Edward e Maria Tereza. Filho de Henrique Matthew Teixeira Lott e Maria Batistina Duffs da Costa Teixeira. E o nome completo do merechal era: Henrique Batista Duffes Teixeira Lott.
Tomara que a genealogia esteja mais completa que isso e deixe claro como os outros Lott na família se encaixam nesse esqueleto.

 

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500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL

dezembro 4, 2016

500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL

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01. GENEALOGIA
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https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/
02. PURA MISTURA
https://val51mabar.wordpress.com/2018/12/31/mistura-que-se-mistura-da-bom-resultado/
https://val51mabar.wordpress.com/2015/10/03/meus-guardados-2015/
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03. RELIGIAO
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https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/
https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/
04. OPINIAO
https://val51mabar.wordpress.com/2018/12/31/das-vezes-que-opinei-na-vida-e-nao-me-arrependo/
https://val51mabar.wordpress.com/2018/04/07/a-verdade-nao-se-trata-de-nenhuma-teoria-de-conspiracao/
https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/
https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/
https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/
https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/
05. MANIFESTO FEMININO
https://val51mabar.wordpress.com/2018/12/31/pelo-tempo-que-me-ausentei-me-perdoem/
https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/
06. MISTO
https://val51mabar.wordpress.com/2018/12/31/ah-que-mistura-boa-gente/
https://val51mabar.wordpress.com/2016/08/20/minhas-postagens-mais-recentes-no-facebook/
https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/
https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/
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07. POLITICA BRASILEIRA
https://val51mabar.wordpress.com/2018/12/31/tudo-deu-errado-entao-nao-chora-conserta/
https://val51mabar.wordpress.com/2018/12/31/se-nao-queria-que-isso-acontecesse-nao-deveria-ter-aceitado/
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https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/
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https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/
https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/
08. IN ENGLISH
https://val51mabar.wordpress.com/2018/12/31/space-until-to-the-end/
https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/
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https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/
https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/
https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/
https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/
https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/
09. IMIGRACAO
https://val51mabar.wordpress.com/2018/12/31/o-que-ha-de-novo-no-assunto-migracao/
https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/

 

500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL

 

Tenho planejado escrever uma grande obra a respeito da heranca genealogica portuguesa atraves do ponto de vista da minha propria genealogia. A Familia Barbalho entraria mais como referencia que propriamente como assunto unico.

Baseando-se por minha genealogia, a logica (nenhuma) em o sobrenome aparecer em minha assinatura nao explica nossa Historia. Da mesma forma que assino Barbalho, poderia ter outros sobrenomes tais como: Andrade, Monteiro, Bezerra, Tavares, Guardes, Mendonça, Furtado, Carneiro, Bravo, Gomes, Costa, Ramires, Pimenta, Carvalho, Moniz, sobretudo Coelho e, claro, uma infinidade de outros, conhecidos e desconhecidos. O fato foi que meus ancestrais “escolheram” e assim ficou.

Pela lógica que deveria ser seguida, segundo as tradicoes, ate onde sabemos deveriamos ter o apelido de Aguiar, pois, esse foi o apelido que usou o nosso heptavo Manoel de Aguiar, que foi marido da heptavo Maria da Costa Barbalho. No entanto, nossa linhagem masculina seguiu o lado feminino e nao o masculino como ensejava as mais “perfeitas” tradições machocentricas do seculo XVII.

Sao 16 geracoes assinando o apelido Barbalho. Mesmo quebrando a linhagem masculina em tres oportunidades. Sao 500 anos de Historia de Familia e do Brasil, com importantes extensões nas Historias de Portugal e Geral.

Sao elas representadas pelas pessoas: Braz foi o pai de Camila, a mae de Luiz, o pai de Jeronimo, o pai de Paschoa, a mae de Maria, a mae de Manoel, o pai de Jose, o pai de Francisco Marcal, o pai de Marcal, o pai de Trajano, o pai do dr. Odon. Esse foi meu pai e avo de meus filhos.

Os motivos para escrever sao diversos. Entre os quais, trata-se de uma das primeiras familias que foram colonizar o Brasil. Foi para la na pessoa de Braz Barbalho Feyo, junto com o donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho.

Desde o inicio observa-se a formacao da familia atraves da uniao com diversos outros sobrenomes. Portanto, implica ai o que realmente uma família eh, embora erroneamente nos acostumamos a chamar família os apelidos separados, a verdade eh que familia eh a soma de todos os apelidos.

Outra razao importante eh estarmos nos aproximando de comemorações centenárias de diversos fatos que contribuiram para a Historia e Genealogia no Brasil. Ha que salientar-se aqui que se dará o V século do inicio da colonização oficial portuguesa no Brasil a partir de 2032.

Data que marca a fundacao da Villa de Sao Vicente, atualmente no Estado de Sao Paulo, pelo primeiro Governador Geral da nação, Martim Afonso de Sousa, o qual nos eh ancestral e, senão de todos, da maioria das famílias mais antigas brasileiras do Centro-Sul.

No passar das próximas décadas também teremos comemorações pelos centenários de diversas cidades brasileiras importantes. Esses serão os quintocentenarios de Olinda, Salvador, Rio de Janeiro, Niterói, Vitoria, Sao Cristóvão e outras.

Antes de 2032, em 2020, dar-se-a o inicio do capitulo da Historia conhecido como Invasões Holandesas. Essa data marca a tentativa falha da invasao da Bahia em 1620.

Em 2030 se darao os 400 anos de invasao da Capitania de Pernambuco. Onde realmente se inicia esse capitulo da Historia.

E nesse capitulo temos a participacao de todas as familias ja residentes no Brasil. Destaca-se, porem, a Familia Barbalho na pessoa de sua figura mais elevada que foi o governador Luiz Barbalho Bezerra, neto de Braz Barbalho Feyo. Ele, seus irmaos, filhos, sobrinhos e diversos associados dedicaram suas vidas ao combate ao invasor.

Luiz Barbalho foi o comandante de uma famosa retirada estrategica que vai do Rio Grande do Norte ate `a Bahia, `a testa de 1.000 comandados, em sertoes desconhecidos e sob a dominacao de inimigos. Ao chegar `a Bahia, reforça as defesas da Cidade de Sao Salvador, onde ajuda a repelir outra tentativa de invasao holandesa derrotando a esquadra do principe Mauricio de Nassau.

Nassau, entao, eh chamado de volta `a Europa e o dominio holandes comeca a perder o apoio que tinha, abrindo as portas para as batalhas da Guerra dos Guararapes que, enfim, 24 anos apos ao inicio das invasões, liberta do domínio.

Autores renomados apontam essa data como sendo o inicio do surgimento do nativismo brasileiro que mais tarde leva ao nacionalismo e `a Independencia do Brasil e emancipação de Portugal (1822).

Simultaneamente `a expulsão dos holandeses, em 1640, se da a Guerra da Restauracao. Na qual se destaca tambem o filho de Luiz, Agostinho Barbalho Bezerra. Esse luta contra os piratas que infestavam as costas brasileiras, e contra os espanhois nos Acores e na Praça de Elvas.

Agostinho retorna ao Brasil em 1644, em razao do falecimento do pai que entao havia sido nomeado governador do Brasil do Sul e falecido no cargo, em 1644, com sede administrativa na Cidade do Rio de Janeiro.

Ao final de 1660 e inicio de 1661 da-se o capitulo da Historia do Rio de Janeiro conhecido como “A Revolta da Cachaca”. Esta eh chefiada a partir da Ponta do Bravo, onde se localizava a fazenda de Jeronimo Barbalho Bezerra, irmao do Agostinho. A revolta se deu contra os desmandos do governador Salvador Correia de Sa e Benevides.

Os revoltosos indicaram Agostinho para substituir o governador mas logo depois desconfiaram que estivesse servindo aos interesses do governador deposto.

Jeronimo assume o lugar. Logo sera deposto pelas forcas de Sa e Benevides. Foi enforcado, esquartejado e seus membros foram espalhados pelas praças para manter a populacao sob terror e quieta.

Apos julgamento e absolvição dos revoltosos, Sa e Benevides foi condenado pelo crime de executar um heroi de guerra. Alem de outras impropriedades que os revoltosos o acusavam.

Absolvido, Agostinho foi agraciado com o cargo de “Cacador das Esmeraldas” e com a Capitania Hereditaria da Ilha de Santa Catarina. Faleceu por volta de 1667 apos contrair uma doenca palustre oriunda do Vale do Rio Doce, onde fazia expedicao exploratoria. Por nao assumir a Capitania a concessao se esgotou. E o cargo de “Cacador das Esmeraldas” foi passado para o grande bandeirante Fernao Dias Paes.

A familia Barbalho, entao radicada em Pernambuco, distribui-se pelos estados da Bahia, Pernambuco, Paraiba, Sergipe e Rio de Janeiro. Desses ira passar a outros tais como Minas Gerais, a partir do inicio do Ciclo do Ouro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E os membros da familia continuaram fazendo parte da governanca do Brasil durante os periodos que se seguem.

Atualmente o sobrenome Barbalho eh um dos mais difundidos no Brasil, embora, pareca que a maioria absoluta se concentre ainda no Nordeste do pais. Mas a verdade eh que o sangue esta embutido em quase todas as familias brasileiras por causa da passagem de geracoes e da eliminacao do sobrenome.

Muitos vultos da Historia passada e personalidades da atualidade tem o sobrenome entre seus ancestrais. E penso que seria interessante que, atraves de um exemplo, as pessoas pudessem enxergar a verdade genealogica de seus proprios apelidos.

Erroneamente, principalmente no caso dos brasileiros, deu-se ênfase aos estudos genealogicos no passado a apelidos a partir de algum recem-chegado europeu. Isso, quando chegaram apos, talvez, seculos de inicio da colonizacao. Porem, para que se multiplicasse houve a necessidade do entrelace com familias ja constituidas e comumente chamadas de “nobres da terra”.

Um exemplo claro desse fato foi a Familia Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Por ter tido como multiplicador da presenca do sobrenome, o portugues Jose Coelho de Magalhaes, mais provavelmente o pai dele que possivelmente sera outro portugues, Manuel Rodrigues Coelho, foi considerado pelos membros mais antigos da familia como a raiz mais importante, a partir do qual as lembranças e estudos se deram.

Mas dando-se prosseguimento `a genealogia de seus filhos, estamos próximos de desvendar que por via materna eram Rodrigues, Magalhaes, Barbalho, Rocha e Nicatisi. Ha apenas que encontrar-se os vinculos e determinar em qual altura da linhagem acima mencionada se encaixa também o ramo Barbalho.

Os “nobres da terra” na verdade, foram os descendentes da alta nobreza mais antiga. Possuiam os mesmos ancestrais que deram carater `a alta nobreza em suas epocas.

A diferenca se dava a partir de que os ancestrais mais proximos dos senhores de alta nobreza haviam continuado ocupando cargos chaves na administração na metropole. E por nao existirem cargos para que todos os descendentes os ocupassem, os destituidos dos privilegios de nobreza passaram para a classificacao de baixa nobreza.

Mas isso foi esquecido. E atualmente somos todos da mesma procedência, uma mesma família com diversos apelidos, que nos diferenciam apenas no exterior.

Torna-se claro, porem, que para o meu plano concretizar-se, ou seja, escrever o livro antes das datas que se aproximam rapidamente, precisaria dedicar-me em tempo integral ao projeto.

Infelizmente, nao tenho fundos financeiros para desenvolve-lo. Ficaria dependente da oferta por parte de patrocinadores que mantivessem um salario para ajudar no sustento de meus filhos, o meu proprio e buscas no Brasil.

O projeto abrangeria principalmente a localização dos vinculos entre diversos assinantes do sobrenome que chegam a Minas Gerais `a epoca do Ciclo do Ouro. Eles se instalam principalmente em torno das antigas capitais: Mariana e Ouro Preto.

Mas a descendencia desaparece das anotações, penso eu, por terem se mudado para a região mais ao Norte, dominio da antiga Villa do Principe, atual Serro.

Um tempo atras, a Igreja dos Santos dos Ultimos Dias, tambem conhecida como Mormon, deu-se ao trabalho de fotografar documentos antigos de todo o mundo. A ela foi dado acesso a diversos arquivos no Estado de Minas Gerais. A documentação copiada esta reunida no site denominado FamilySearch.

Mas por causa do pensamento ultra-conservador, o entao bispo da Arquidiocese de Diamantina, D. Geraldo Proenca Sigaud, proibiu que o trabalho fosse feito em seus dominios porque o estava sendo feito por outra religiao.

Infelizmente, no Brasil nao se agiu ainda como Portugal onde os Arquivos Distritais reunem a documentacao antiga de grandes areas demarcadas. Os arquivos em Minas Gerais, quando existem, sao localizados. No caso dos documentos eclesiásticos, a regiao dominada pela Diocese de Diamantina era imensa. Mais extensa que Portugal inteiro.

Com essa negativa, D. Sigaud nos negou o privilegio de fazer nossas pesquisas em nossos próprios lares. E tornou dificultoso o trabalho para todos, pois, desde o periodo colonial nossos familiares procedem de outras partes do Estado (Distrito) ou de Portugal e sua descendencia desaparece no antigo territorio da Diocese.

Uma parte reaparece quando retorna a residir em areas que os arquivos estao expostos. Mas como as familias moviam em todas as direcoes do compasso a cada geracao, somente o trabalho de campo pode revelar-lhes os segredos.

Outra parte do projeto seria justamente a aquisição e estudo das muitas obras genealogicas ja existentes. Isso para determinar os vinculos que ja existiram no passado com o apelido Barbalho. No projeto, os livros seriam indicados a partir de que se encontrem em raizes comuns, para facilitar as pesquisas de futuros estudiosos.

Acredito que seria possivel enveredarmos na genealogia de todo o Brasil e, atualmente, do mundo, atraves desse metodo. Isso porque a populacao colonial a principio se manteve nas costas brasileiras. Durante o Ciclo do Ouro mudou-se para Minas Gerais, chegando o Estado a possuir 20% do total da populacao brasileira em seu primeiro censo populacional, em 1872.

A partir de entao, a descendencia da antiga populacao de Minas Gerais ajudou a povoar todo o pais.

Atualmente o Ministerio do Exterior brasileiro divulga que existem 1.2 milhoes de brasileiros residindo nos Estados Unidos. O numero que devera estar residindo em Portugal e no restante da Europa deve ser superior.

Em boa parte, essa populacao imigrante tem como base genealogica justamente a regiao da Cidade de Governador Valadares, Minas Gerais. Na verdade, sao imigrantes intermediarios, pois, nasceram em grande parte em outros municipios da regiao do Centro-Nordeste de Minas Gerais, mudaram-se para Governador Valadares e de la partiram para o mundo. Quando nao sairam diretamente dos outros municipios da regiao.

Portanto, o estudo da genealogia ao qual proponho ja tera uma clientela de interesse no futuro, quando a descendencia dessa populacao permanecer nos paises para os quais migrou e a descendência desejar relembrar seus ancestrais. A exemplo de nos brasileiros atualmente buscarmos em Portugal a fonte de nossas raizes.

Nos custos do patrocinio de tal pesquisa ha que considerar-se tambem a parte que cabera `a publicacao. Mas planejo abrir espacos comerciais onde muitos dos atuais descendentes da família tem projecao empresarial, portanto, a publicação de suas propagandas revelaria a alma no negocio.

Penso que uma obra dessa natureza tornar-se-ia marcante e com provável sucesso garantido, pois, ela falaria com intimidade `as pessoas, das pessoas e para as pessoas.

O interesse devera ser desperto a principio nas pessoas que ja sao parte da descendencia mas a cada nova geracao essa descendencia casar-se com membros da propria familia ou com de outras familias, dando-se a junção e multiplicação.

Caso nao encontre o patrocinio desejado, continuarei o que venho fazendo mesmo sem os recursos. Embora isso vira a resultar em nao conseguir realizar todo o projeto e muito menos a tempo de fazermos as comemoracoes planejadas, transferindo-as para o proximo seculo quando, talvez, nossos descendentes se interessarem mais pelo assunto.

Gostaria de lancar a ideia aqui de as pessoas que buscam suas genealogias e encontrarem vinculos com a familia deixarem registrados tais vinculos que posteriormente poderao ser incluidos na obra.

Tambem gostaria do alerta dos amigos para obras ja publicadas ou por ser publicadas que contenham tais vinculos.

Para facilitar aos que estao procurando pelo sobrenome Barbalho, sugiro que busquem na internet:

01. http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

Contem o “Nobiliarchia Pernambucana”, de Borges da Fonseca. O titulo “Barbalhos” esta na pagina 139. Esse da apenas um inicio pequeno aos primeiros Barbalho no Brasil. `A pagina 35, temos os “Bezerra Felpa de Barbuda” cujo conteúdo eh mais abrangente. Mostra-se ali como formou-se a assinatura “Barbalho Bezerra”, que tornar-se-a a fonte do Barbalho do Centro-Sul do Brasil `a epoca colonial.

A partir da pagina 382 apresentam-se alguns “Appendix”. O segundo, a partir da pagina 384, temos uma quase repeticao do “Titulo dos Barbalho” com acréscimos muito interessantes. De grande interesse se encontra a descendencia que recebeu o sobrenome “Barbalho Uchoa” que mais tarde figurara durante o Imperio Brasileiro.

Existem discrepancias na obra de Borges da Fonseca. Ele afirma que o Jeronimo Barbalho Bezerra que foi “degolado” no Rio de Janeiro era filho do Filippe Barbalho Bezerra, irmao do governador Luiz Barbalho Bezerra. Mas nas obras do Rio de Janeiro consta que fosse filho do proprio Luiz.

Outro detalhe foi o dizer que Antonio Barbalho Bezerra seria filho do Filippe em contraste aos dados do Rio de Janeiro. Haviam dois com o mesmo nome. Mas apenas um deles foi o segundo senhor do “Morgado de Sao Salvador do Mundo”, da Paraiba. Pelas obras nao pude definir com absoluta certeza qual sera.

Borges da Fonseca afirma que Luiz Barbalho Bezerra e dona Maria Furtado de Mendonca foram pais de 10 filhos. Mas ate o momento encontrei apenas 9. Existe uma Celia Carreiro mencionada por alguns como filha dele, mas não tive confirmação.

02. Revista Trimestral do Instituto Historico e Geographico Brazileiro”, 1889.

Essa revista pode ser encontrada no site “Google Livros”. Sao dois volumes na publicacao.

No primeiro, `a pagina 310, temos o titulo “Barbalhos”. Essa conta parte da Historia da familia, sobretudo refere-se `a presenca do governador Luiz Barbalho e seus familiares na Bahia.

A partir da pagina 308 ha o titulo “Negreiros de Sergipe do Conde” onde se descreve as descendencias de dona Cosma Barbalho Bezerra e Guilherme Barbalho Bezerra, filhos do Luiz Barbalho e Maria Furtado, que se casaram nessa familia.

`A pagina 313 descreve-se o titulo “Ferreiras e Souzas” onde a filha Antonia Barbalho Bezerra se casa com Antonio Pereira (Ferreira) de Souza ( pag. 314). Deles foi filha dona Ignez Thereza Barbalho Bezerra, que se casara com o cel. Egas Moniz Barreto, e deles descendera diversas casas de nobreza do Imperio Brasileiro.

03. http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf

Interessante obra do professor Antonio Filipe Pereira Caetano a respeito da Revolta da Cachaca. Boa obra para diversificar nosso conhecimento.

De interesse genealogico temos o capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses, A Familia Barbalho”, a partir da pagina 187.

Ali temos a descricao da familia do governador Luiz Barbalho Bezerra. Como na obra baiana fala-se em 6 filhos do casal. Porem, 3 sao diferentes em cada uma. A soma dos que sobram resulta em 9.

Os estudos do professor Antonio Filipe baseiam-se na obra de Rheingantz. Possivelmente deve conter apenas parte da familia que residiu no Rio de Janeiro, omitindo a existencia de 3 dos filhos que foram: Antonia, Cosma e Fernão.

Mas também esclarece outra disputa ja que o nome do pai do governador Luiz tem outras versões como: Antonio, em Borges da Fonseca; Fernão em outros e, atualmente, o mais aceito, Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda.

O que deve estar mais correto ja que os nomes dos filhos parece obedecer a homenagem aos ancestrais e o primeiro filho chamava-se Guilherme. Natural que fosse o nome do avo.

04. Pode-se encontrar também na internet diversas ligações com o nosso tronco familiar. Entre eles pode-se citar:

a. http://mitoblogos.blogspot.com/2010/08/genealogia-520-um-ramo-barbalho-bezerra.html

Esse ramo vai do Rio de Janeiro a Jose Bezerra Barbalho. Pode-se acompanhar também a descendência dele via:

b. https://www.wikitree.com/wiki/Bezerra-16

Observa-se que ele foi pai de dona Maria Nicolacia da Conceição Bezerra que foi, via casamento, baronesa de Cacequi.

O marido, Frederico Augusto de Mesquita, Barao de Cacequi, foi heroi da Guerra do Paraguai junto com filhos: Marechal, Carlos Frederico de Mesquita, ten.cel. Joao Frederico de Mesquita e cap. Eurico Augusto de Mesquita. Os filhos desempenharam papel importante na Proclamação da Republica.

Diversos outros sites oferecem janelas para a genealogia da Familia Barbalho e suas agregadas.

Ha um site mineiro onde constam meus parentes próximos:

c. http://www.geneaminas.com.br

Ai nesse site ha possivelmente algo profundo a ser corrigido. Todos os genealogistas cometem enganos. E o professor Dermeval Jose Pimenta nao foi exceção. Boa parte dos dados da Familia Pimenta/Vaz Barbalho procede do livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”.

E `a altura dos heptavos (da minha geração) Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza ele identificou como pai dela a Belchior Pimenta de Carvalho, o que parece estar correto. Mas podera ter se enganado quanto `a identificacao dos avos: Belchior Pimenta de Carvalho e Maria de Andrade.

Segundo o confrade Lenio Richa, ele teria sido filho de Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado.

Na verdade, as duas linhagens encontrar-se-ao em ancestrais comuns, procedentes de Portugal, que foram: Gonçalo Pimenta de Carvalho e Maria Jacome de Mello.
Eles foram pais tanto do capitao Manoel quanto do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho. O que muda serao as linhagens dos conjuges das descendencias deles.

Ainda estou tentando identificar qual das duas linhagens sera a correta. Ambos casar-se-ao com descendentes dos reis portugueses. O que eles proprios ja deveriam ser. A diferenca sera apenas os caminhos pelos quais passam essas descendencias que nao as deles.

Tambem suponho que Gonçalo Pimenta de Carvalho tenha sido descendentes de D. Gonçalo Pimenta Telles de Avelar. O ultimo mestre da Ordem do Hospital independente. Apos ele o cargo passou a ser automaticamente passado a membros da familia real portuguesa.

Meu blog também esta disponível com uma gama boa de detalhes do ponto onde ja se encontram as pesquisas:

d. https://val51mabar.wordpress.com/

e. http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html

Apenas por curiosidade, pode-se explorar um pouco de genealogia atraves desse site. Ai temos os engenhos de Pernambuco e seus senhores. Estao expostos em diversas paginas e organizados por ordem alfabetica.

E na letra B temos o Barbalho/Cabo de Santo Agostinho. Onde se fala que pertenceu a Braz Barbalho Feyo (Fero).

Na letra M temos o Monteiro ou Sao Pantaleão. Ha fontes dizendo que foi fundado por Pantaleão Monteiro, que foi pai de Maria Araujo. Ela foi a esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, que foi o pai do Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, marido de Camila Barbalho e foram os pais de governador Luiz Barbalho Bezerra.

Na letra S encontra-se o Sao Paulo da Varzea do Capibaribe. Ali no site afirma que pertenceu a Braz Barbalho Feyo tambem. Mas um de seus senhores foi o governador Luiz Barbalho Bezerra.

f. http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios

Nessa postagem encontramos os antepassados do compositor Chico Buarque de Holanda e, entre eles, os que tambem sao nossos. Se comecar-se a verificar a partir da 13a. geracao, numeros 19.386 a 19.391, podemos identificar nomes mencionados acima.

g. https://familysearch.org/photos/artifacts/9868721

Mais uma curiosidade. Aqui temos em particular alguns descendentes do Jeronimo Moniz Barreto, cujo bisneto Egas Moniz Barreto de Menezes casou-se com dona Ines Tereza Barbalho Bezerra. Como ja dissemos, ela foi filha de dona Antonia e Antonio Ferreira de Souza, ela, filha do governador Luiz Barbalho e sua esposa Maria Furtado.

h. http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptregos.htm

Nessa pagina, a partir do terco inferior, encontramos um pouco da descendencia de dona Madalena de Campos que foi esposa do Jose da Costa Barbalho, irmão de nossa ancestral Maria da Costa Barbalho.

O confrade Lenio Richa acrescentou ao final da pagina alguns dados vitais dos filhos de nossos ancestrais, Luiz Barbalho e Maria Furtado.

i. https://www.scribd.com/doc/45971157/Sinopse-dos-Inventarios-e-Testamentos-de-Porto-Alegre-RS-1776-1852

Esse endereço contem resumos genealógicos tirados dos Inventários e Testamentos de Porto Alegre entre os anos de 1776 a 1852.

`A pagina 12 mostra-se alguns dados da família do cirurgião-mor Polycarpo Jose Barbalho. `A pagina 33 encontra-se os dados post mortem da dona Bernarda Maria de Azevedo, que foi a viuva dele.

Nem todos os dados estão nas duas paginas.

No site Family Search encontram-se os batismos dos filhos: Umbelino, Anna, Possidônio, Julio, Candida, Eugenia e Manoel, por ordem de nascimentos. Alem disso tem o registro de casamento da Josepha e Jose Peixoto de Miranda.

Relaciono também aqui alguns nomes de famosos que fizeram parte da Família Barbalho.

01. senhor de engenho, Braz Barbalho Feyo
02. governador, Luiz Barbalho Bezerra
03. governador, Agostinho Barbalho Bezerra
04. governador, Jeronymo Barbalho Bezerra
05. Barão, Luis Barbalho Muniz Fiúza Barreto de Meneses
06. Capitão-mor, alferes Gonçalo da Costa Barbalho
07. Inconfidente, Jose Joaquim Maia e Barbalho
08. Barao de Itapororoca, Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragao de Sousa e Menezes
09. Barao de Paraguassu, Salvador Moniz Barreto de Aragao de Sousa e Menezes
10. 2a. Baronesa de Rio de Contas, Maria Amalia Ferrao Moniz Barreto Aragao
11. Baronesa de Matuim, Emilia Augusta Ferrao Moniz de Aragao
12. Baronesa de Alenquer, Francisca de Assis Viana Moniz Bandeira
13. 3o. Barao de Sao Francisco, Antonio Araujo de Aragao Bulcao.
14. cirurgião-mor da Vila de Porto Alegre, Polycarpo Joseph Barbalho
15. capitão, Jose Vaz Barbalho
16. padre, Policarpo Jose Barbalho
17. capitão-cirurgiao, Modesto Jose Barbalho Junior
18. juiz de paz em Sabinopolis, Jose Vaz Barbalho
19. juiz de paz em Pecanha, Cirino Jose Barbalho
20. capitão, Francisco Marçal Barbalho

Outros nao assinam mas são igualmente Barbalho. Exemplos significantes são:

01. compositor, Francisco (Chico) Buarque de Holanda
02. presidente, Juscelino de Oliveira Kubitschek
03. Juiz e deputado, dr. Antonio Rodrigues Coelho Junior (dr. Coelho)
04. Ministro do Trabalho, dr. Alírio de Sales Coelho
05. Bispo, D. Manoel Nunes Coelho
06. Genealogista, Dr. Nelson Coelho de Senna
07. Genealogista, Dr. Dermeval Jose Pimenta
08. compositor, Fernando Brant
09. fundador do Hospital Sao Lucas, Dr. Rui Pimenta Filho
10. Reitor da UEMG, professor Aluisio Pimenta
11. jornalista, Francisco Coelho Sobrinho
12. Baronesa de Cacequi, Maria Nicolacia da Conceição Bezerra
13. pioneiro, Sinval Rodrigues Coelho
14. pioneiro, Gil de Magalhães Pacheco
15. pioneiro, Odilon de Magalhães Barbalho
16. dona Yolanda Consuelo de Senna, esposa do dr. Marcelo Silviano Brandao

Atuais membros da familia Barbalho que assinam ou não:

01. escritora, Paula Pimenta
02. presidente do Cruzeiro Esporte Clube, duas vezes campeão brasileiro, Dr. Gilvan de Pinho Tavares
03. jogador, Leandro Almeida (com passe preso ao Palmeiras, campeão de 2016)
04. Roberto Brant, ministro da Previdencia Social na administracao FHC.
05. deputado federal, Jose Bonifácio Barroso Mourão.
06. empresario, Alexandre Cafe Birman
07. modelo, Camila Figueiredo Coelho
08. atriz, Marcela Pereira Coelho
09. ator, Lucio Mauro Barbalho (e filho)
10. governador, Jader Barbalho
11. Dr. Carlucio Rodrigues Campos Coelho, advogado do trabalho
12. Dr. Bernardo Lemos Ferreira, pesquisador da Harvard
13. Dr. Virgilio Jose Coelho, pesquisador da UFMG
14. Dr. Demostenes Jose Coelho, professor da Universidade de Diamantina
15. Dra. Maria Silvia Nunes Coelho, doutora em periodontia
16. Dr. Matosinhos de Souza Figueiredo, professor da UFV, MG
17. Dr. Odon Jose de Magalhaes Barbalho, BC
18. atleta olimpico, Raul Bernardo Nelson de Senna Neto
19. musico, Taique Coelho
20. Juiz de direito, dr. Jose Geraldo Braga
21. jornalista, Carlos de Magalhaes Barbalho
22. jornalista e genealogista, Ormuz Barbalho Simonetti
23. Theodoro Hungria da Silva Machado, marido da princesa do Brasil, D. Maria Gabriela de Orleans e Braganca
24. Sylvia Amelia Hungria da Silva Machado, esposa do principe de Orleans e Braganca, D. Afonso Duarte.
25. ativista da paz, Joaquim Candido da Silva
26. ativista social, Anibal Rodrigues Coelho
27. modelo, Victoria Dreesmann

28. empresario das Confeccoes Babita, Laureano Fernandes Soalheiro

29. cineasta, Flavia Barbalho Paulino

30. cineasta professor na UFMG, Savio Leite

31. atriz, Ohana Marra (participou do concurso para dancarina para o programa Domingao do Faustao, em 2015/16)

Encerro essa lista por aqui porque quanto mais nomes acrescento menos justa ela me parece ser com tantos outros que sei fazer parte. Enfim, a lista tem o objetivo único de despertar o interesse de alguns curiosos. Em meu caso, todos que participam me são igualmente caros.

Ha outros pontos interessantes a apontar em relação `a genealogia. Um deles eh o fato de os sobrenomes de família fazerem parte de heranças genéticas.

Uma bem interessante vem ja do inicio de nossa linhagem. Braz Barbalho Feyo foi marido de Maria Tavares de Guardes. Ela filha dos nobres Francisco Carvalho de Andrade e dona Maria Tavares de Guardes.

Maria, a filha, teve por irma `a dona Ines Tavares de Guardes que foi a esposa de Joao Velho Paes Barreto, o instituidor do Morgado do Cabo, em Pernambuco. Foi um dos homens mais ricos da Capitania e do Imperio Portugues.

Portanto, nos nos encontramos na mesma ascendência dos Carvalho de Andrade e Tavares de Guardes. Quem descender dessa linhagem tera obrigatoriamente pelo menos esse vinculo genético conosco. Mas como o espaço de tempo entre nos eh relativamente longo, espera-se que haverão outros vínculos alem desse.

Isso quer dizer que devemos descender mais de uma vez dos mesmos ancestrais, alem de descender de outros ancestrais que serão comuns a outras pessoas atuais.

Um outro exemplo nessa linha de pensamento vem de dona Isabel Pedrosa. Ela foi a esposa do Jeronymo Barbalho Bezerra, os nossos nonavos. Isabel foi filha de Joao do Couto Carnide e Cordula Gomes.

Cordula Gomes foi filha dos cristãos-novos Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia, a poderosa (foi chamada assim por ter falecido centenária, idade semelhante a que a neta também atingiu).

Interessante aqui esta no fato de o casal ter sido pais também de dona Antonia Pedroso de Gouveia, que foi esposa de Belchior de Azeredo, um dos filhos de Marcos de Azeredo, um importante bandeirante da era colonial brasileira. Vide a pagina:

http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptazercout.htm

Dele descendem os Azeredo Coutinho que desempenharão importante papel no Rio de Janeiro e outros destinos brasileiros.

Sendo esses dois exemplos ja tao significantes, imagine-se outros milhares que se dao nas raízes de todas as famílias brasileiras quinhentonas.

No proximo endereço abaixo, basta ir ao ultimo parágrafo da quinta pagina deste trabalho. Ali ira verificar-se que o nome do ancestral Miguel Gomes Bravo se encontra na lista dos ancestrais da linhagem genealógica descrita.

E na penultima pagina ha uma descrição genealógica mostrando descendentes nobiliárquicos dele. Note-se que nesse caso talvez os nobres não serão membros da Família Barbalho, porem, serão tao Gomes Bravo Pedrosa de Gouveia quanto nos que descendemos, pelo menos, do casal: Jeronymo Barbalho Bezerra e Isabel Pedrosa.

http://www.cbg.org.br/baixar/algumas_notas.pdf.

Ha, ainda, outros detalhes colaterais em todas as genealogias.

Teria ainda que pesquisar melhor, porem, sabemos que nossos familiares em Minas Gerais possuem vínculos parentais com pessoas da alta nobreza. Entre eles pode-se citar:

01. Barao do Serro. Diversos ramos da descendencia Barbalho descendem também dos Ferreira Rabello, o mesmo que aparece no sobrenome do barão Jose Joaquim Ferreira Rabello.

02. Barão de Alfie. O Andrade do barão Joaquim Carlos da Cunha Andrade também aparece na descendência dos Barbalho que habitavam o mesmo nicho ecológico, ou seja, região entre Santa Barbara, Alfie, Itabira, Ferros e outras. O barão foi tio-bisavo do poeta Carlos Drummond de Andrade.

03. Barão de Cocais. O barão Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha deixou uma família extra-conjugal que ao multiplicar-se misturou-se com a descendência Barbalho no Município de Virginópolis, MG, e região. Essa descendência tinha o sobrenome Furtado Leite. Hoje prevalece o Leite isolado.

04. Barão de Sao Mateus. Segundo o professor Dermeval Jose Pimenta tal cargo foi solicitado para seu tio Modesto Jose Pimenta, porem, o imperador Pedro II nao o confirmou. A familia Pimenta descende do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza e a ela foi dada a preferencia do apelido materno.

05. Barão e Visconde de Itaúna. Esse foi o dr. Candido Borges Monteiro, medico particular da familia imperial brasileira, nomeado governador da Provincia de Sao Paulo, destacou-se como cirurgião e professor de medicina.

Outro que talvez nao tenha ascendência Barbalho, porem, muitos Barbalho tiveram uma relação parental próxima com ele.

Segundo a genealogista Anamaria Nunes Vieira Ferreira ela tem razoes para crer que ele foi bisneto de Caetano Borges e Joanna Monteiro. O mesmo casal foi, na Municipalidade de Seia, Distrito de Guarda, pais de Antonio Borges Monteiro (sr. Monteiro).

Vide: http://nobiliarquia.blogspot.com/2008/11/cndido-borges-monteiro.html

Esse Antonio transferiu-se para a Villa do Principe (atual Serro) deixando grande descendencia. Entre eles se encontrou o filho Antonio Junior (Borginha), que ajudou a fundar o Arraial de Sao Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis.

Borginha foi pai de dona Maria Balbina de Santana, que desposou Boaventura Jose Pimenta, neto materno de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, cuja familia foi descrita pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Por outra via, o sr. Monteiro enviou dois de seus filhos ainda muito jovens para serem educados no Rio de Janeiro. Foram Umbelino e Isidro Borges Monteiro, os quais deixaram grande descendência em Iguaçu e na capital.

Entre os atuais descendentes ha o Eduardo Pellew Wilson, 2o. Conde de Wilson.

Entre os irmãos do dr. Cândido Borges Monteiro, dona Ilydia Maria Candida Borges Monteiro tornou-se, via casamento, Baronesa da Lagoa.

Outras familias importantes também fazem imbrincacoes com a Família Barbalho. Entre as quais a do capitão Joaquim Alvares Barroso. Português de nascimento, casou-se no Serro por volta de 1815. Nas freguesias daquela importante villa (antiga Villa do Principe) ja se encontravam os Barbalho ha cerca de 100 anos atras.

O capitão Joaquim compartilha com outros de nossos ancestrais a primazia da fundação do Arraial de Sao Sebastião dos Correntes. Muitos da atual descendência Barroso compartilham a genética Barbalho.

Foi em homenagem a Sabino Alves Barroso que o antigo arraial veio a ser chamado pelo nome de Cidade de Sabinopolis. Sabino era neto do capitão Joaquim e foi irmão do Joao Evangelista Barroso, pai do grande compositor Ary Evangelista Barroso. Sabino Barroso foi politico importante em Minas Gerais.

Enfim, o trabalho de juntar tudo isso em apenas uma obra não seria pouco e precisaria da dedicação integral. Somente no mergulho nos arquivos que existem no Colégio Brasileiro de Genealogia, RJ, deverão ser necessários meses, senão mais de ano.

Pesquisas nos arquivos das cidades históricas de Minas Gerais seriam imprescindíveis.

Obviamente, pretendo fazer as verificações das interligações do ramo do Centro-Sul Brasileiro com o Nordeste-Norte. Para isso terei que verificar as obras de estudiosos como Antonio de Araújo de Aragão Bulcão que, pelo sobrenome, imagino haver a possibilidade de também ser Barbalho.

Precisarei consultar também ao confrade Ormuz Barbalho Simonetti a respeito dos familiares dele.

Claro, o objetivo seria levar as linhagens pelo menos ate ao inicio do século XX, pois, de então para ca as pessoas que vivem atualmente poderiam identificar seus ancestrais.

Algumas pessoas, mais leigas que eu, costumam duvidar desses meus escritos por pensar que estou querendo “puxar a sardinha para a minha brasa”, como se eu quisesse dizer que sou mais que quaisquer outras pessoas.

Refiro-me a isso apenas para alertar a esses e outros. Na verdade eh justamente em razão do contrario que gostaria de produzir essa nova obra. Não se trata de dizer que eu sou e os outros não.

O que parece magica eh apenas matemática aplicada `a genealogia. Se eu tivesse fontes suficientes para acompanhar a genealogia de meus outros ancestrais como os casais Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes; Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria de Araujo ou Pantaleão Monteiro e Brasia de Araujo acabaria apenas ampliando ainda mais o conhecimento que ja temos.

E se tomarmos outros casais da mesma época que não temos o conhecimento ser nossos ancestrais, mas o serão das pessoas que duvidam de mim, muito provavelmente eles serão ascendentes da maioria das pessoas que vivem atualmente no Brasil e de um contingente considerável daquelas que vivem no exterior.

Do que ja sabemos, retornando pouca coisa antes, aos ancestrais desses nossos ancestrais, podemos citar o rei de Portugal D. Afonso I. Ele aparece como ancestral de, pelo menos, 75% dos presidentes dos Estados Unidos. E eh ascendente de uma parte considerável da população brasileira.

O fato eh esse, matematicamente falando, quando estudamos a Historia do passado não tao remoto, estamos na verdade estudando a Historia de Nossos Ancestrais, obrigatoriamente.

E se estivermos estudando a Historia Contemporânea, estaremos estudando os feitos de descendentes de nossos ancestrais, ou seja, no mínimo, feitos de nossos primos.

O que as pessoas que duvidam precisam fazer eh apenas por mãos `a obra e testarem por si próprias, buscando dados para formarem suas próprias genealogias. Duvidar sem saber eh fácil. Fazer da mesmo trabalho, porem, o fazer tira nossas duvidas!

Aguardo respostas. Atenciosamente,

Valquirio de Magalhães Barbalho.

 

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OS CAPITULOS ABAIXO FORAM POSTADOS ANTERIORMENTE EM OUTRA PAGINA DESSE BLOG. RESOLVI REPETI-LOS AQUI POIS DAO NOTICIAS DA CONTINUIDADE DE NOSSAS PESQUISAS. COMO OS CAPITULOS ESTAO DIRETAMENTE LIGADOS A FAMILIA BARBALHO, RESOLVI POSTA-LOS AQUI TAMBEM PARA FACILITAR AS PESQUISAS DOS QUE SE INTERESSARAM PELO TEXTO ACIMA.

 

08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO

Fui contatado por uma pessoa residente na Alemanha. Ela esta procurando o rumo ancestral do antepassado dela, Gaspar de Souza Barbalho. E passou-me os dados que procura:

“Gaspar de Souza Barbalho” Ele nasceu em Pernambuco em torno de 1673;

Data da morte: 1 de Jul de 1711.

Local do obito: Quixeramobim, Ceara, Brasil que fica a menos de 100km de Mombaça.

Casado com Vitoria Leonor de Montes (e Silva)

Nascida em torno de 1674 em Penedo, Alagoas, Brasil

Filha do Coronel Joao de Montes Bocarro ou “Bucaro”.

Caso haja algum outro pesquisador com informações que possam ajudar, favor contatar. O nome da nossa nova amiga eh Perlya. Intermedio o contato. Consegui apontar para ela algumas possíveis ligações do ancestral dela com os nossos.

E adiantando o andamento desse capitulo, vou repetir aqui o endereço:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

Trata-se de copia da obra do Borges da Fonseca, intitulada “Nobiliarchia Pernambucana”, escrita por volta de 1750 mas com acréscimos, que notei, ate por volta de 1780.

O Indice esta no rodapé da postagem. Ai temos capítulos como:

Titulo de Bezerras Felpa de Barbuda, pag. 35

Titulo de Barbalhos Silveiras, pag. 45

Titulo dos Barbalhos, pag. 139

Titulo dos Uchoas, pag. 141

Titulo dos Bezerras Barrigas, pag. 164 e, entre outros,

Appendix, pag. 384 (esse apêndice trata de descendencia do Felippe Barbalho Bezerra).

Todos tem algo interessante. E naturalmente, os Barbalho se entrelaçaram com todas as outras famílias da nobiliarquia pernambucana.

O que me falta eh disponibilidade para construir uma Arvore Genealógica a partir do livro porque isso facilitaria muito o entendimento e a procura por nomes. Mas não seria trabalho pouco. O que não me intimida. Mas também não sou relógio, embora venha atuando tal e qual!!!

Bom, para encurtar o discurso, a Perlya fez uma retribuição inestimável. Enviou-me a copia das únicas 3 paginas do capitulo “Barbalhos” da obra escrita por Cristóvão Alão de Morais, sob o titulo: “Pedatura Lusitana, Nobiliário de Familias de Portugal”.

Como ja mencionei antes, faz parte do Tomo Quarto, volume segundo. Antes que descrever mais coisas, vamos logo ao que interessa! Vou postar as 3 paginas.

Perlya enviou-me mais alguma coisa, inclusive o capitulo dos “Bezerras”, mas não se encaixa em nossa genealogia. Segue então:

“pag. 343                    BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g.

Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste video no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hu engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

Assim se encerram as informações. `A primeira vista pensei que fosse um horror! Isso por causa da inferência que o governador Luiz Barbalho tenha sido filho do Antonio Barbalho e de Antonia Bezerra ou Monteira.

Não teria nada contra, não fossem as muitas outras literaturas garantindo que ele foi filho do Guilherme (Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda e de Camila Barbalho. Assim se inverte a procedência do sobrenome dele.

No entanto, quando copiei `a mão o que estava escrito pude conceber melhores ideias. Claro, ha que desculpar-se o autor Cristóvão Alão de Morais. A publicação data de 1673. E ele escreveu a respeito de toda a fidalguia portuguesa. Ou seja, no mínimo umas 500 famílias. Algumas ate com certa profundidade.

Imagine-se, então, buscar todos esses dados num amontoado de papeis, escritos por centenas de outros escrivães, cada qual com sua caligrafia. Documentos esses que ja deviam estar em processo de deterioração.

Alem disso, haviam escrivães que o eram porque não existia outro que soubesse manejar a pena, não porque fosse algum completo alfabetizado!

Um exemplo que prejudicou os trabalhos desse autor pode ser verificado via o sobrenome da sogra do governador Luiz Barbalho. Ele identificou-a com Cecilia Carreira. Na verdade, os atuais genealogistas devem ter pesquisado em maior numero de fontes com letras mais legíveis, pois, dão a ela o nome de Cecilia Carneiro de Andrade.

Certamente, não eh o nosso caso quando, apesar de buscarmos em originais vez por outra, em poucas oportunidade, temos a internet `a nossa disposição. Mesmo que ainda não esteja uma maravilha, em comparação, chega a ser quase o Céu. Exceto quando as informações que estamos procurando ainda estão em branco por essa via!

E observe-se que genealogia costuma ser tão complicado que por quaisquer distrações menores a gente costuma cometer erros crassos!

O certo eh que, após copiar, as coisas não são exatamente como pensei `a primeira vista. A publicação de Borges da Fonseca eh uma das muitas que contradizem essa versão para a origem do governador Luiz.

No entanto, a Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro, vol. 52, também publica um breviário da genealogia “Barbalhos” no qual afirma que o governador Luiz foi filho de Antonio Barbalho.

Mas não aprofunda alem disso. Como a publicação eh posterior `a “Pedatura Lusitana”, o pesquisador pode ter usado-a como fonte. Mas não o menciona.

A passagem que descreve o titulo “Barbalhos” encontra-se a partir da pagina 310. `A pagina 308 inicia a descrição da família “Negreiros de Sergipe do Conde”. Ficam ai descritos os casamentos dos filhos do governador Luiz: dona Cosma com Francisco de Negreiros Sueiro e Guilherme com dona Anna de Negreiros.

Contudo nessa publicação ficou escrito que Guilherme e Anna foram pais de Domingos Barbalho Bezerra, o que corresponde ao que esta na Pedatura, e de dona Mariana Barbalho, esposa de Manoel Alves da Silva, sem geração.

Do Domingos confirma os dados e acrescenta que ficou solteiro. Nada menciona a respeito do filho Luis. Nesse caso, podemos esperar que haja em Sergipe alguma descendência desse nosso ramo familiar.

Ja `a pagina 313 inicia a descricao da Familia “Ferreiras e Souzas”. Começando por Eusebio Ferreira e seu pai, Leao Ferreira, naturais de Porto-Santo, Ilha da Madeira. Eusebio casou-se com Catarina de Souza filha de Melchior de Souza Dormondo e Micia Darmas, filha de Luiz Darmas e Catarina Jacques.

Eusebio e Catarina foram os pais do Antonio Pereira de Souza, marido da dona Antonio Barbalho Bezerra.

Nessa publicação temos que os filhos do casal Luiz Barbalho e Maria Furtado de Mendonça foram apenas 6: Agostinho, Guilherme, Fernão,  D. Antonia, D. Cosma e Francisco Monteiro.

Veja-se mais essa postagem:

http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf

Essa eh uma tese do professor Antonio Filipe Pereira Caetano, com o pomposo nome de:

“Entre a Sombra e o Sol – A Revolta da Cachaca, A Freguesia de Sao Gonçalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense (Rio de Janeiro, 1640-1667)”.

O de maior importância no momento esta a partir da pagina 187, no capitulo: “Os Honoratiores Gonçalenses: a família Barbalho”. Ali também afirma-se que Luiz Barbalho e Maria Furtado houveram 6 filhos: Antonio, Guilherme, Francisco Monteiro, Cecilia, Agostinho e Jeronimo.

Fazendo a soma, observa-se que ate ai são 9. Isso porque Guilherme, Francisco Monteiro e Agostinho são repetidos em ambas as listas.

Quem abrir a publicação observara que as ascendências do casal Luiz Barbalho e Maria Furtado são declaradas. Tendo o Luiz como pais: Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho. E era neto paterno de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

Ja a Camilla Barbalho foi filha mesmo do Bras Barbalho Feyo e de Catarina Tavares de Guardes.

Aqui ocorre-me a possibilidade de o Brás ter usado o nome completo de Antonio Bras Barbalho Feyo. E como abreviava-se muito os nomes das pessoas para economizar tinta, e mesmo verbalmente, uns escritores podem não ter captado o Antonio e outros o Brás.

Obvio que a tese do professor Antonio Felipe não eh voltada para a genealogia. Contudo, os dados foram retirados de obras genealógicas, citadas `a pagina 187, rodapé, de genealogistas muitíssimo conhecidos como Carlos G. Rheingantz e Carlos Eduardo de Almeida Barata, o Cau Barata.

Ja `a pagina 37, da obra de Borges da Fonseca, temos esse extrato:

“3. Luiz Barbalho Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Commendador da Ordem de Christo e Mestre de Campo de infantaria, que governou a Bahia e o Rio de Janeiro, de quem os escriptores da guerra dos Hollandezes fazem muitas vezes, digo, fazem innumeráveis vezes a mais honrada memória, e seria prolixa a nossa se a fizéssemos de tantas, tão repetidas e gloriosas acções quando basta o que deste grande soldado disse o general Francisco de Brito Freire neste grande elogio: – A quem tantas continuadas occasiões pelo decurso desta Historia, adiantaram ao insigne Mestre de Campo e deram illustre fama principalmente naquela celebre e portentosa expedição em que socorreo a Bahia, penetrando quatrocentas légoas os desertos da America. Foi casado e teve 10 filhos, dos quais o mais velho foi o Capitão Guilherme Barbalho Bezerra, mas como todos no anno de 1638 embarcaram para a Bahia onde, e no Rio de Janeiro viveram, não temos delles outras noticiais.”

Nessa ai o Borges da Fonseca falhou feio conosco! Fez aquela brincadeira: “eu sei mas não te conto.” Seria inestimável encontrar os escritos do general Francisco de Brito Freire, e outros nos quais se basearam, que nos contassem quem e quais foram os ascendentes de descentes do grande brasileiro, dito por pessoa de tempo mais próximo.

Pode ser que temos ai a primeira constatação da presença de um decimo rebento na família. Tratar-se-ia de dona “Francisca “Furtada”, mencionada apenas no Pedatura. E ai se completam os 10, anunciados via Borges da Fonseca.

Antes de iniciar essa escrita, imaginei que poderíamos ir logo colocando um fim na questão da paternidade do governador Luiz, pois, imaginei: “parece-me que os personagens Fernão Barbalho e Antonio Barbalho, primeiro e segundo mencionados no Pedatura, deverão ser pessoas mais antigas.”

Nesse caso, se encontrássemos datas que me permitissem comprovar isso, chegaríamos `a conclusão de que quem pode ter sido filho do Antonio Barbalho, não identificado pelo Cristóvão Alão de Morais, foi o (Antonio) Brás Barbalho Feyo.

A unica pista que encontrei na internet, nesse sentido, foi a Historia das Maldivas. Esta na Wikipedia, no endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maldivas

Ai se fala que o dominio português deu-se apenas entre 1558 a 1573. Ja o que se diz a respeito de Luis Barbalho, segundo filho de Fernão Barbalho, eh que foi pai da esposa de D. Luis de Sousa (ou da Sylva), os quais haviam sido pais do rei das Maldivas. Muito provavelmente, vice-rei.

Ou seja, se `aquela época tinhamos um bisneto do Fernão Barbalho naquele governo, seria praticamente impossível ao Luis Barbalho Bezerra ter sido neto do mesmo Fernão Barbalho, pois, a data do nascimento dele se deu em 1584.

Portanto, a relação de descendência e ascendência entre Fernão e Luiz Barbalho Bezerra teria mesmo que passar por outras gerações, nesse caso: o avo Brás e a mãe Camilla.

O problema também em relação aos enganos dos genealogistas muito antigos foi não terem documentos disponíveis e datados, para que calculassem primeiro, antes de fazer afirmações. Cristóvão Alão de Morais deve ter tido acesso a documentos que indicassem a procedência dos Barbalho em Pernambuco mas não atinou para esses detalhes.

Com isso nos deixou apenas pistas ótimas a seguir. Entre as quais a de agora sabermos que procedemos da antiga Província do Entre Douro e Minho, o que se repete em nosso lado Coelho.

Torna-se vital também a informação que tivemos “Capela em Sao Francisco do Porto”. Ai podemos buscar, futuramente, os dados que comprovem definitivamente esta ligação com a fidalguia via também os Barbalho. Abram a postagem:

https://www.jornaldaslajes.com.br/integra/igreja-sao-francisco-do-porto-tem-400-a-600-kg-de-ouro-mineiro/1789

Ha ai um pouco da Historia do monumento. Inclusive anuncia-se que ha túmulos que não se pode identificar os enterrados. Pode ser que entre esses existam alguns Barbalho. Somente por muita sorte deveremos encontrar em escritos de época as referencias que confirmariam a informação do Cristóvão Alão de Morais.

Pelo menos, a partir de agora os descendentes Barbalho brasileiros e pelo mundo afora tem um ponto de referencia que eh essa maravilhosa obra arquitetônica. Diga-se de passagem, nos de Minas Gerais teremos duplo motivo para visitar, ja que também poderemos admirar obras de arte tecidas com o ouro mineiro.

Se algum dia for visitar Portugal, O Porto será um de meus destinos. E, em particular, a Igreja de Sao Francisco do Porto.

Observe-se que entre as famílias identificadas com direito a sepultura no interior da Igreja encontra-se a Carneiro. O que indica a proximidade entre ela e a Barbalho. O que, possivelmente, nos da a pista para a origem do Carneiro da ancestral Cecilia.

Mais uma outra publicação interessante:

https://guerradarestauracao.wordpress.com/tag/joao-lopes-barbalho/

Ai se narra batalhas pela restauração da monarquia portuguesa. Logo no inicio ja começa aparecer o nome do “tenente de mestre de campo general Joao Lopes Barbalho”.

As referidas batalhas se deram em 1645. Mas não da para saber a relação de tempo anterior porque o texto no Pedatura apenas diz que os filhos do Fernão Barbalho eram primos do Mel. Francisco Barbalho, que era pai da Clara, a mãe do Joao L. Barbalho.

Não fica explicado primos por qual via nem o grau. Não ha como dizer quem era o mais velho ou o mais novo nessa relação parental.

A reportagem menciona nomes de outros brasileiros que lutaram juntos como: Antonio Soares da Costa, Pedro Craveiro de Campos, Felipe do Vale Caldeira, Simao de Oliveira da Gama, Alvaro Saraiva, Manuel Machado Caldeira e Domingos da Silveira. Todos com recomendação de títulos e honras por bravura. E eram veteranos da expulsão dos holandeses.

Apenas para ilustração, na tese abaixo o capitão Joao Lopes Barbalho eh mencionado, `a pagina 44, como natural de Pernambuco. Veja-se:

http://www.historia.uff.br/stricto/td/1371.pdf

Em caso disso ser verdade, ajuda a confirmar que o mais provável será que a Família Barbalho mudou-se em peso para aquele estado. O que reforça a ideia de que nosso ancestral Luiz Barbalho, alias, mencionado pelo próprio Joao Lopes Barbalho, pertencia ao mesmo ramo de família.

Mais uma postagem que engrandece o sobrenome da Familia Barbalho:

http://historiapostal.blogspot.com/2008/02/o-ofcio-de-correio-mor-de-mar-e-terra.html?m=0

Ai se relata como o Agostinho Barbalho Bezerra conseguiu o “oficio de correio-mor do Brasil”. Foi em 1662, logo após ter sido julgado e absolvido de culpa na participação dele no evento conhecido como A Revolta da Cachaça, e em consequência da qual o Jeronimo foi degolado e esquartejado.

Ao finalzinho do 12o. paragrafo da postagem acima temos:

“…. gastando nelas não so a fazenda, mas ate a mesma vida, por cuja causa ficaram seus filhos falta dela e ele Agostinho Barbalho, com o encargo de três irmãs e uma mãe que esta obrigado a amparar.”

Essa eh uma passagem que foge um pouco `a compreensão. Em primeiro lugar, ele referia-se a que o pai dele, e ele próprio, haviam empenhado todo o patrimônio que possuíam nas guerras que lutaram para defender os interesses do governo português.

Mas a menção a mãe e três irmãs sugere que houve mais uma filha na família e que ainda não consegui identificar. Isso porque D. Cecilia vivia no Rio de Janeiro, ficara viuva e reclamava pobreza. Agora sabe-se que havia a Francisca “Furtada”, que talvez fosse solteira.

Fica ai a satisfação de saber que em 1662 a ancestral Maria Furtado de Mendonça ainda vivia, tendo ela nascido por volta de 1595. Ou seja, estaria com 67 anos. O que falta eh saber qual outra irmã estava sob obrigação do Agostinho. Donas Cosma e Antonia eram casadas na Bahia e tinham filhos e filhas.

A menos que a terceira pessoa, não mencionada, fosse a ancestral Isabel Pedrosa, que se tornou viuva do Jeronimo. O filho mais velho deles, Jeronimo Barbalho, estaria ja com ou completaria 17 anos em 1662. Assim ela entraria como irmã, no lugar do falecido.

Outra possibilidade eh a de que o Jeronimo Barbalho Bezerra da Conjuração Fluminense fosse mesmo o sobrinho do governador Luiz Barbalho. Assim, a 3a. irmã seria mesmo outra pessoa e que ainda não descobrimos.

A informação de que o Fernão, filho do Luiz, foi casado também eh nova para mim. Desde que soube que ele havia ido para a India (Goa), para tornar-se Vedor da Fazenda, fiquei imaginando se não terá deixado herdeiros e por la existam alguns de nossos primos distantes.

Agora fica confirmada que essa possibilidade pode ser real. Ainda mais com a informação de que outro Luis Barbalho, mais antigo, também frequentou a India. Ha a possibilidade de por la ate existir uma Família Barbalho com alguma alteração no sobrenome, devido ao tempo e `a mudança de linguagem.

Quanto ao “mulher baixa” referente `a dona Maria de Macedo, esposa do Fernão, acredito que refira-se `a condição social dela, ou seja, de classe que não fosse de nobreza. Ou da considerada baixa nobreza.

Fica por esclarecer também se o Francisco Monteiro deixou herdeiros. Ele aposentou-se em 1704, como capitão do Forte de Sao Marcelo, também conhecido como Populo. Hoje eh uma atração turística na Baia de Sao Salvador:

https://patrimoniodesalvador.wordpress.com/2009/05/10/forte-de-sao-marcelo/

Faltaram, então, apenas dois nomes de filhos do governador Luiz Barbalho na obra do Cristóvão Alão de Morais. Seriam eles o Jeronimo e o Antonio Barbalho Bezerra. Diga-se de passagem, os dois dão alguma dor de cabeça aos genealogistas antigos.

No caso do Antonio, ha uma disputa entre o texto do Borges da Fonseca e os dados expostos por Rheingantz e levantados no Rio de Janeiro. Segundo Rheingantz, esse Antonio foi o marido da Joana Gomes da Silveira, neta de Duarte Gomes da Silveira, e tornou-se, por casamento, o segundo senhor do Morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraíba.

Para o autor Borges da Fonseca, pag. 38, o Antonio que casou-se com a herdeira era filho do Felippe Barbalho Bezerra, irmão do governador Luiz. De qualquer forma, seja qual for, tudo fica em família.

`A mesma pagina 38, o mesmo autor declara que o Jeronymo que morreu degolado no Rio de Janeiro, em consequência da Revolta da Cachaça, era também filho do Felippe. Por azar nosso, o “Titulo de Bezerras Morgados da Pahyba” não esta incluído na publicação, do primeiro endereço postado no presente texto.

Ja `a pagina 35, Borges da Fonseca faz essa afirmação: “3 – Maria Monteiro, que casou com o seu primo Antonio Bezerra, filho de Luiz Barbalho.” Entre tantos Luizes que deviam existir `a epoca, acredito que a intenção dele foi a de identificar o governador.

Em caso de qualquer um deles estiver correto não altera grande coisa em nossa genealogia, pois, no fundo, todos ja descendiam dos mesmos ancestrais. Apenas pode acontecer de repetir mais vezes a nossa ascendência.

Em caso de descendermos do Felippe e nao do Luiz, através do Jeronimo, passaremos a ser da Silveira e Morais. Perderemos ai nosso vinculo com os Furtado de Mendonça e os Carneiro de Andrade, da avo Maria.

Mas, talvez, por outra via o nosso ramo familiar ira encontrar raiz no casal Luiz Barbalho e Maria Furtado de Mendonça, porque somos Barbalho também em nosso lado Coelho de Magalhães.

Sabe-se que dois de nossos sextavos foram: Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Mas não sabemos ainda quem foram os ancestrais dessa avo Maria Rodrigues.

Ha algum tempo notei que o governador Luiz Barbalho deu os nomes de seus ancestrais a seus filhos. Assim são Antonia e Antonio. Francisca e Francisco. Cecilia e Guilherme. Os que faltavam seriam Cosma, Agostinho, Jeronimo e Fernão.

Agora podemos acrescentar o Fernão, pois, foi a primeira vez que vi o nome Fernand’Aires para o pai da Maria Furtado de Mendonça. Consta apenas Aires Furtado de Mendonça nas diversas literaturas que o encontrei.

Apesar do apego aos ancestrais, estranho não ter posto o nome Camilla, da própria mãe, em alguma das filhas. Nem o Brás que foi o avô materno. Isso reforça a possibilidade mesmo de ambos ter tido outros nomes alem dos quais ficaram conhecidos.

Como ja sugeri, o Brás poderia ter se chamado Antonio Brás. Ja a mãe do Luiz poderia ter chamado Francisca Camilla, ou Cosma Camilla. Ou, ainda, esses poderiam ter sido filhos que faleceram na infância, dai não existirem e não aparecerem em literaturas.

Em ultimo e caso especifico, a 3a. irmã mencionada pelo Agostinho poderá ter sido esquecida pelos genealogistas e chamar-se Camilla.

Agostinho parece ser homenagem a santo de devoção. E Jeronimo era uma situação difícil de escapar, pois, alem do santo ha também o “demônio”. Temos que nos lembrarmos do Jeronimo de Albuquerque, conhecido como o Adão de Pernambuco, por conta de sua promiscuidade e prolífica.

Alem desse Jeronimo, houveram outros descendentes com o mesmo nome que ajudaram na chefia da luta contra a Invasão Holandesa.

Enfim, não podemos negar nem acreditar em tudo que os autores antigos escreveram. Entre as falhas do Pedatura Lusitana, a obvia foi não ter sequer mencionado que Agostinho Barbalho foi casado.

A esposa dele chamava-se Brites Lemes. Filha de Joao Alvares Pereira e Izabel de Montarroyos. Mas não sei se deixou descendência. Ela era neta de um dos fundadores do Rio de Janeiro, Diogo de Montarroyos.

Para facilitar o entendimento vou postar aqui as ascendências do governador Luiz Barbalho Bezerra. A começar do sobrenome Bezerra:

  • Antonio Martins Bezerra c. c. Maria Martins Bezerra, pais de:
  • Antonio Bezerra Felpa de Barbuda c. c. (1) Maria de Araujo, pais de:
  • Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda c. c. (2) Camilla Barbalho, pais de:
  • Luiz Barbalho Bezerra c. c. (3) Maria Furtado de Mendonça
(1) Maria de Araujo foi filha dos senhores do Engenho de Sao Pantaleão: Pantaleão Monteiro e Brasia Araujo. O engenho de açúcar fundado por eles depois foi chamado de Engenho do Monteiro.
(2) Camilla Barbalho foi filha de Brás Barbalho Feyo e Catarina Tavares de Guardes. Foi neta materna de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.
Brás foi senhor do Engenho do Barbalho que ficava no Cabo de Santo Agostinho e do de Sao Paulo da Várzea do Capibaribe, que havia sido fundado por seu sogro.
http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html
(3) Maria Furtado de Mendonça foi filha de Fernand’Aires Furtado de Mendonça e dona Cecilia Carneiro de Andrade.
Francisco e Maria foram pais também de Ines, a qual foi casada com Joao Paes Velho, que se tornou dono de diversos engenhos de açúcar naquele tempo. Era dos mais ricos de Pernambuco. Francisco foi o primeiro senhor do Engenho de Sao Paulo da Várzea do Capibaribe. Era também armeiro real por profissão.

Os Bezerra procediam, antes de entrarem em Portugal, do Reino da Galicia. Eram naturais da Provincia de Lugo, na Freguesia de Becerrea. Esta faz parte do circuito dos Caminhos de Santiago de Compostela.

Era uma familia da alta nobreza local. Descendiam do rei D. Alfonso VI, de Leao e Castela. Esse ofereceu a mao de suas filhas em casamento aos nobres europeus que o ajudassem a expulsar os mouros.

Dois primos, Raimundo e Henrique da Borgonha aceitaram o desafio. Raimundo casou-se com a filha herdeira, Urraca; e Henrique com a condessa de Portugal, Teresa. Eles foram os pais do Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e de Urraca de Portugal, que casou-se com Bermudo Perez de Trava. Esses sao ancestrais dos Bezerras.

Ao final dessa postagem, abaixo, pode-se seguir as passagens das gerações ai implicadas. Trata-se da linhagem do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, irmão do Antonio do cabeçalho da linhagem postada acima.

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Domingos teria nascido em 1524. E foi natural de Viana do Lima. Antonio havia sido natural de Ponte de Lima. Acredito que isso o faça  mais velho que o Domingos.

Explica-se assim porque, com a posse do território brasileiro por Portugal, as cidades portuárias devem ter tido um visível crescimento. O que atraia populações novas. Seria natural que moradores de Ponte de Lima, dentro do território português, se mudassem para Viana, que eh litorânea.

Outro detalhe foi que o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, ja deveria estar arregimentando pessoas para implantar o que foi dado a dele. Segundo dados históricos, a implantação se deu em 1535. A carta de doação assinada por D. Joao III foi de 10 de março de 1534.

Isso implica que os preparativos tenham se iniciado muito antes. Ou seja, era preciso procurar famílias voluntárias. Tinha-se que construir navios. Provavelmente os maridos seguiram `a frente para “limpar caminho” para receber suas famílias.

E isso representaria gasto de tempo considerável para os dias atuais. Seriam anos de preparação. As pessoas que se mudaram para Pernambuco no inicio de sua implantação ou eram adultos nascidos em torno de 1500 ou seus filhos com idades variadas.

Nesse caso especifico: Antonio Martins e esposa ja maiores de 30 anos e os filhos Domingos e Antonio Bezerra Felpa de Barbuda ja por volta de suas adolescências.

Minha hipótese também explica a sequencia de gerações. Tomando 30 anos como espaço médio entre uma geração e outra temos, a partir do ano de nascimento do Luiz Barbalho Bezerra: 1584, 1554, 1524, 1494.

Essas seriam as datas bases para cada uma das gerações descritas acima. Não posso afirmar que a minha hipótese encaixa-se de todo na realidade. Acredito que seria muito difícil as gerações substituírem umas `as outras em menos tempo.

E vejam que muitos outros adotam 25 anos, ou seja, 4/século. Isso porque os casamentos podiam se dar em idades mais tenras, podendo as mulheres se casar aos 12 anos de idade.

O que acontece eh que as pessoas viviam pouco, em media. Mas poucos descendem dos primogênitos em cada geração. Sendo assim, haviam filhos que nasciam `a altura das idades próximas a 40 anos de seus pais. E deles descendemos tanto quanto dos que nasceram em suas juventudes.

Antonio e Maria foram pais do Domingos em 1524. Se o filho Antonio filho nasceu por volta de 1520, o Guilherme não devera ter sido filho do primeiro casal, e ter sido pai em 1584. Não era incomum alguns homens chegarem aos 60 anos de idade. Incomum era ser pais com idade tão avançada para a época!

O mais provável foi ter havido uma geração intermediaria que eh representada pelo Antonio filho e Maria Araújo.

Para os que me leem com frequência, irão notar que repeti muitas coisas de escritos anteriores. Assim o fiz para facilitar `as pesquisas que outros poderão fazer a partir desse novo texto. Quero apenas facilitar para os outros e também para mim mesmo.

Principalmente quando precisar consultar todas essas referencias. Vez por outra as busco nos mecanismos eletrônicos e eles se negam a responder satisfatoriamente. E ai fica uma recordação melhorada dos meus textos mais antigos.

 

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09. ARQUIVO HISTORICO ULTRAMARINHO – FUNDO CONSELHO ULTRAMARINHO – SUMARIOS DAS CONSULTAS MISTAS. (AHU_CU_CONSULTAS MISTAS, COD. 13-18

Creio que essas referencias não nos ajudariam em nossas buscas a respeito de nossa genealogia. Mas devem existir muitos dados para fazer-se as biografias dos personagens.

Estudar isso agora seria um adiantamento em relação ao trabalho. Mas por precaução ja vou anotando as referencias, pois, quem sabe algum dia vou a Portugal, para fazer um verdadeiro livro a respeito de nossos familiares!?

Antes disso era mesmo preciso fazer o “mais facil”!!!:

Visitar o Serro e Diamantina para ver se encontramos os fios das meadas, tanto em relação ao sobrenome Barbalho quanto ao Coelho.

Aos Barbalho nos resta aquela passagem entre o Jose Vaz Barbalho e seus pais e avós. Alem de buscar saber o mesmo em relação `a esposa, Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Dos Coelho resta-nos pelo menos o encaixe entre o avo Jose Coelho de Magalhães e seu possível pai, Manuel Rodrigues Coelho e deste para as raizes.

Alem disso, certificar que a Eugenia Rodrigues da Rocha, esposa do Jose Coelho (ou a primeira esposa dele, Escholastica de Magalhaes), era descendente Barbalho. Para tentar encaixar-se uma raiz com a outra.

Se fosse `as duas cidades do Centro-Norte de Minas Gerais, com tempo para pesquisar, faria questão de verificar todos os nossos outros emaranhados genealógicos, como pelos lados Andrade, Moniz, Pinto e dos familiares correlatos, como os Cunha de Meneses, Coelho Pinto, Coelho de Oliveira, Sousa e Silva e muitos mais.

Por enquanto, fiquemos apenas com o que temos:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUF006a002/AHU_CU_ConsultasMistas_13_18.pdf

`A segunda pagina do ano de 1667 existem duas menções interessantes:

“16 235 Agostinho Barbalho Bezerra da conta da sua jornada ao descobrimento das minas, e serra das esmeraldas, e outros particulares, e vão as cartas e certidões que se acusam 28 SET 1667”

“16 236V Nomeação de pessoas para o cargo de vedor-geral da fazenda do Estado da India. 20 OUT 1667” [nessa segunda devera haver a menção do nome do Fernando Barbalho Bezerra].

CORRECAO:

“16 282v Sobre o que escreve o Provedor-Mor da Fazenda do Brasil acerca de se haver extinto o oficio de guarda-mor da barra da Baia, e ser provido Fernão Barbalho no posto de capitão e governador do forte de Nossa Senhora do Populo, com as entradas e saídas dos navios. 26 MAI 1668.”

O que mostra que nossas datações estão incorretas relativas ao Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, irmão do Fernão, ter assumido o cargo em 1667.

Mesmo porque, foi dito que o Francisco Monteiro aposentou-se em 1704, com um pouco mais de 24 anos de serviço. O que jogaria a posse dele para em torno de 1680.

Foi dito também que eles serviram nesses cargos ao rei Pedro II de Portugal, cuja coroação se deu em 1683, porem, houve um período de regência anterior, a partir de 1668, quando passou a governador em lugar do seu irmão, D. Afonso VI.

MAIS A RESPEITO DOS BARBALHO

“13 90v Com a carta inclusa de Luis Barbalho Bezerra, capitão-mor do Rio de Janeiro sobre a partida da frota 9 ABR 1964”

“13 122 Francisco de Soutomayor, governador do Rio de Janeiro, da conta de como tomou posse daquele governo e avisa de alguns particulares tocantes `a segurança daquela companhia. 28 SET 1644.”

3 cartas: 2 de 7 ABR 1661 e outra de 16 MAI 1661, a respeito dos acontecimentos durante o que se conhece como A Revolta da Cachaça. Consta que a revolta se deu contra Tome Correia de Alvarenga, quando foi contra Salvador Correia de Sa e Benevides, que estava em Sao Paulo e deixou o primo dele em seu lugar.

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc017/CU-RioJaneiro.pdf

Nessa outra publicacao registra-se:

113. 1643, Outubro, 31, Rio de Janeiro.

Carta da Camara Municipal do Rio de Janeiro dando conta da chegado do capitão-mor Luis Barbalho Bezerra e outras deliberações.

AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 31

AHU_CU_017, cx 2, D. 113

116. 1644, Fevereiro, 4, Rio de Janeiro

116- 1644, Fevereiro, 4, Rio de Janeiro CARTA dos oficiais da Câmara da cidade do Rio de Janeiro ao rei [D. João IV] sobre a chegada do novo capitão-mor e governador desta praça Luís Barbalho Bezerra; a aceitação do subsídio dos vinhos e vintena nos bens dos moradores, a fim de socorrer a Infantaria e o presídio do Rio de Janeiro; informando a pobreza em que se encontra a capitania devido à epidemia de bexigas que dizimou os escravos e reduziu a produção do açúcar; solicitando que parte das moeda cunhada nesta capitania seja aplicada nela para a criação de uma fortaleza; acusando o recebimento de ferros para marcar as patacas e a continuação do trabalho da cunhagem da moeda, conforme ordem do governador-geral do Estado do Brasil, António Teles da Silva. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 36 AHU_CU_017, Cx. 2, D. 116.

118- 1644, Abril, 20, Lisboa CARTA RÉGIA (minuta) do rei [D. João IV] ao governador e capitão-mor do Rio de Janeiro, Luís Barbalho Bezerra, ordenando que os provedores da Fazenda Real das capitanias do Rio de Janeiro, de São Paulo e de São Vicente enviem todas as sobras da Fazenda Real para o Governo do Rio de Janeiro, bem como o dinheiro dos dízimos, da nova imposição dos vinhos e vintenas, e do cunho da moeda, para se meter em um cofre de três chaves, sob a responsabilidade do dito governador, do reitor dos padres da Companhia de Jesus e do almoxarife, do qual não se gastará nenhum dinheiro sem ordem régia. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 39. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 118.

120- 1644, Maio, 19, Rio de Janeiro CARTA do provedor da Fazenda Real do Rio de Janeiro, Francisco da Costa Barros, ao rei [D. João IV] sobre não haver efeitos para as despesas necessárias desta cidade, devido ao pouco rendimento do vinho, dos vinténs por cada caixa de açúcar e da falta de renda proveniente da graxa de baleia; informando a tentativa falhada do último governador [Luís Barbalho Bezerra] em impôr o subsídio dos vinhos e a vintena nos bens dos moradores, por causa da pouca vontade dos oficiais da Câmara em cumprir tais ordens após a morte do mesmo; a necessidade de rendas para o sustento do presídio e da infantaria; indicando como é arrendado o contrato dos dízimos e como a Fazenda Real sai prejudicada; solicitando instruções acerca do caso do prelado administrador eclesiástico da repartição do sul. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 42. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 120.

121- 1644, Maio, 20, Rio de Janeiro CARTA do governador eleito do Rio de Janeiro, Duarte Correia Vasqueanes, ao rei [D. João IV] sobre o falecimento de seu antecessor, Luís Barbalho Bezerra, sua nomeação feita pela Câmara e povo da cidade; as medidas tomadas para enviar a frota ao Reino; a falta de artilharia, armas e munições para as fortalezas da Barra; a necessidade de reparos nas fortalezas e de armas para os soldados que as guarnecem, sugerindo o aumento das companhias de infantaria existentes naquela cidade e informando que foram levantados tanto o subsídio do vinho, quanto à vintena, ficando o presídio sem rendimento, e sua preocupação com a defesa daquela capitania, por causa do perigo holandês que ainda anda por aquela costa. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 43. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 121.

132- 1645, Janeiro, 9, Rio de Janeiro CARTA dos oficiais da Câmara da cidade do Rio de Janeiro ao rei [D. João IV] sobre a disputa política existente entre o governador desta capitania, Duarte Correia Vasqueanes, e o sargento-mor Simão Dias Salgado, gerada após o falecimento do governador do [Rio de Janeiro] Luís Barbalho Bezerra, solicitando resolução acerca do impasse. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 55. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 132.

A DENUNCIA NA CARTA ABAIXO EH DE INTERESSE PARA FAZER A BIOGRAFIA DE JERONIMO BARBALHO BEZERRA, POIS, FOI CONTRA O SALVADOR CORREIA DE SA E BENEVIDES QUE SE DEU A REVOLTA DA CACHACA (1660-61) E O JERONIMO FOI DEGOLADO POR ORDENS DELE.

135- 1645, Janeiro, 18, Rio de Janeiro CARTA do [governador nomeado para o Rio de Janeiro], Francisco de Souto Maior ao rei [D. João IV] sobre o estado das fortalezas da barra, a falta de artilharia e munições, armas e pólvora e as medidas que tomou para melhorar o seu funcionamento; a administração temporal e espiritual dos jesuítas sobre as três aldeias dos índios desta capitania e uma outra administrada pelo capitãomor dos índios Martim Afonso; informando a influência de Catarina Ugarth, esposa do [ex-governador] Salvador Correia de Sá e Benevides, sobre o principal da aldeia de Martim de Sá, Manuel Ubará Pitanga, além das irregularidades praticadas por aquele governador; descrevendo o estado de insegurança em que vivem os moradores, devido à falta da aplicação da Justiça nesta praça. Anexo: cartas. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 57. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 135.

MAIS UM ENDERECO:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc030/CU-ServicoPartes.pdf

15- [post. 1644, Lisboa] INFORMAÇÃO do Conselho Ultramarino sobre os serviços de Guilherme Barbalho Bezerra, fidalgo e comendador da Ordem de Cristo, filho de Luís Barbalho Bezerra, como soldado, alferes e capitão de Infantaria, de [1622] até Dezembro de 1644, na luta contra os holandeses, acompanhado de criados e escravos em Pernambuco, onde foi feito prisioneiro e enviado às Índias, regressou ao Reino e voltou para a defesa de São Salvador, lutou no cerco do conde de Nassau em 1638, tendo regressado para a defesa do Alentejo na companhia do mestre-decampo Luís da Silva Teles. AHU_CU_030, Cx. 1, D. 15.

412- [post. 1684, Agosto, 23, Lisboa] INFORMAÇÃO do Conselho Ultramarino sobre os serviços de Antônio Barbalho, de 1 de Agosto de 1634 a 23 de Agosto de 1684, como soldado, alferes e capitão de Infantaria, contra os holandeses em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Bahia. AHU_CU_030, Cx. 3, D. 412.

RESOLVI DAR CONTINUIDADE:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc017s01/CU-RJaneiroCA.pdf

1644, Janeiro, 31, Lisboa e 1644, Setembro, 6:

AHU_CU_017-01

CONSULTA (2) do Conselho Ultramarino, sobre o agravo que tirou o Capitão Antonio Corrêa do Capitão mor e Governador do Rio de Janeiro Luiz Barbalho Bezerra por se recusar a dar-lhe posse da companhia de Infantaria de que se lhe fizera mercê.
AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 276-277.

S. d.

CAPÍTULO 35 do Regimento dos Governadores do Estados do Brasil, relativo a sua competência para o provimento das serventias dos ofícios de justiça, guerra e fazenda.
Anexa ao n.o 277.

AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 278.

1644, fevereiro, 13, Lisboa

CONSULTA do Conselho Ultramarino, sobre o dinheiro que se mandara abonar ao Governador e Capitão mor Luiz Barbalho Bezerra para socorrer a gente de guerra que do Rio de Janeiro levava para Angola D. Antonio Ortiz de Mendonça.
AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 279-281.

1661, maio, 14, Lisboa

INFORMAÇÃO do Conselho da Fazenda acerca dos documentos referentes mesma sublevação.
Anexa ao n.o 875.
AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 876.

1660, dezembro, 9, Rio de Janeiro

AUTO que mandou fazer o juiz Ordinário Diogo Lobo Pereira a requerimento dos procuradores do Povo da cidade do Rio de Janeiro, sobre a conjuração que se descobrira estar preparada no Convento de São Bento.
Anexa ao n.o 875.

AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 878.

1660, outubro, 30, Rio de Janeiro

AUTOS que se processarão sobre a expulsão que fez o Povo do Rio de Janeiro do governo a Salvador Corrêa de Sá, Thomé Corrêa d’Alvarenga e nova eleição do Governador Agostinho Barbalho Bezerra, prisão dos ditos e cio provedor da Fazenda Real Pedro de Sousa Pereira.

Anexa ao n.o 875.

AHU-Rio de Janeiro-Calmeida, cx. 5, doc. 879. AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 879.

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc014/CU-Paraiba.pdf

  1. 11-  [post. 1619, Lisboa]INFORMAÇÂO do [Conselho Ultramarino] sobre pertencer a Luís Barbalho de Vasconcelos, por renúncia de seus pais, os serviços de seu avô Luís Mendes de Vasconcelos.
    AHU-Paraíba, mç. 33AHU_CU_014, Cx. 1, D. 11.##########################################################

    1. 53-  [ant. 1663, março, 1, Paraíba]REQUERIMENTO de Filipe Barbalho Bezerra, ao rei [D. Afonso VI], solicitando o título de fidalgo da casa real, o hábito da Ordem de Cristo com comenda de cem mil réis e provimento de capitão-mor da capitania do Rio Grande ou Ceará,quando houver vaga, pelos serviços prestados na Paraíba e na guerra holandesa.Anexo: 4 docs. AHU-Paraíba, cx. 1 AHU_CU_014, Cx. 1, D. 53.######################################################
    Mais que interessante essa ultima referencia! Isso porque, pode ser que hajam mais Filipes. O que tenho noticias são 3 Filipe Barbalho Bezerra na família.
Segundo o autor Borges da Fonseca, houve o irmão do governador Luis Barbalho. Contudo, também afirma que esse casou-se em 24 de setembro de 1608. Ou seja, deveria estar pelo menos com uns 20 anos.
O que o colocaria com uma idade de 75 anos em 1663. Decerto, não deveria haver alguma utilidade para ele tal carta de fidalguia. Se solicitou alguma, devera te-lo feito muito antes da data.
O segundo Filipe mencionado eh o filho daquele primeiro. Dele foi dito ter sido “Cavalleiro da Ordem de Sao Bento, que não casou.” Então, em 1663, por não termos a data de seu nascimento, estaria por volta de seus 50 anos de vida.
Aqui ha um meio termo. Poderia ser ele solicitando um beneficio a mais. Isso porque, naquela idade, quando a maioria dos seus contemporâneos de idade ja haviam falecido, ele ja deveria ter alcançado seus privilégios antes dessa idade. Mas não se sabe!!!
O terceiro e ultimo que tenho noticias foi o segundo filho do Jeronymo Barbalho Bezerra. Jeronymo o qual Borges da Fonseca o deu como filho do Filipe, o primeiro, mas Rheingantz o da por filho do governador Luis Barbalho Bezerra.
Desse terceiro Filipe temos o ano de nascimento que foi em 1647. Ou seja, em 1663 estaria por volta de seus 16 anos de idade. Nesse caso especifico, as guerras contra os holandeses ja haviam terminado. Mesmo que meninos de 8 anos de idade podiam ser alistados pelos pais, não houve tempo hábil para ele lutar nela.
O unico senão de possibilidade ai seria se o Filipe do Jeronymo estivesse requerendo uma compensação em razão de o pai ter lutado na expulsão dos holandeses. E assim poderia ser feito `aquela época.
Isso porque o pai, Jeronymo Barbalho, havia perdido a vida em 1661, em consequência de degolamento e esquartejamento ordenado por Salvador Correia de Sa e Benevides, como punição por ter sido o líder do episódio histórico, ocorrido no Rio de Janeiro, denominado de A Revolta da Cachaça.
Mas os revoltosos, após julgados, foram considerados inocentes das acusações que o ex-governador Sa e Benevides os acusou. Então, o governo português ficou com essa bomba suja em suas mãos para resolver.
Era uma familia que se tornara órfã. O filho mais velho, Jeronymo também, estaria completando 18 anos. Nesse caso, haveria uma tendência a compensar `a família com alguns privilégios da nobreza, da qual os Barbalho Bezerra faziam parte.
Nesse caso, a patente que o pai possuía e o senhorio de engenho devem ter sido passados para o filho mais velho, capitão Jeronymo Barbalho Bezerra. E o Filipe deve ter escolhido a tal carta de fidalgo.
Não posso garantir mas imagino que a carta de fidalguia deveria garantir ao dono todos os privilégios de nobreza. Isso quer dizer que quando houvesse algum cargo chave na administração governamental, os fidalgos tinham prioridade. E cargo correspondia a renda. Dai o privilegio.
Estou me baseando apenas em suspeita e não em conhecimento. Isso porque, dos filhos do Jeronymo tenho certeza apenas que Páschoa e Michaela casaram-se e permaneceram no Rio de Janeiro mesmo. Não tenho o destino dos outros.
Alias, o quinto filho chamou-se Luis Barbalho Bezerra, pois, um irmão de mesmo nome havia falecido criança.
A suspeita de que o Filipe possa ter ido para Pernambuco ou Paraíba se baseia em que Rheigantz também identificou o tio dele, Antonio Barbalho Bezerra, como marido da Joana Gomes da Silveira. E por isso tornou-se o II senhor do riquíssimo Morgado do Salvador do Mundo da Paraíba.
Outro que ficou no Rio de Janeiro, o Agostinho Barbalho Bezerra, clamou dificuldades financeiras após a Revolta da Cachaça. Em seu pedido de mercês ao sr. rei, argumentou que tinha mãe e 3 irmãs pelas quais era responsável.
Assim, os outros devem ter compartilhado as responsabilidades na assistência `a família do Jeronymo, o enforcado. E se o Antonio, marido da Joana, foi mesmo irmão dele, maior teria sido essa responsabilidade.
Alias, seriam irmãos tanto se ambos foram filhos do Filipe quanto se foram do governador Luis. E isso justificaria a presença do Filipe (III) la na Paraíba. E haviam muitos parentes próximos e abastados na área entre Pernambuco e Paraíba.
Novamente, eh apenas uma suspeita não um conhecimento. Imagino que a solicitação de  “titulo de fidalgo da casa real” devia ter os mesmos componentes do pedido de brasão de armas das famílias. Nesse caso, deveria vir acompanhada de uma resenha genealógica.
E ai eh que gostaria de chegar. Se la no Arquivo Histórico Ultramarino houver o registro completo, poderemos ter acesso a pelo menos os nomes dos pais e avos desse Filipe. E ate talvez uma resenha que remonte a mais de 10 gerações.
Torcendo para que seja o Filipe, filho do Jeronymo, isso jogaria por terra a duvida quanto a Borges da Fonseca ou Rheingantz estar correto em relação `a paternidade do Jeronymo.
E mesmo que o Filipe seja um dos outros dois, iríamos jogar uma pa de cal na questão da paternidade do Luis Barbalho Bezerra. Como ele foi irmão do Filipe, e tio do filho deste, os pais do primeiro, ou avos do segundo, serão os pais do Luis.
Em caso de ficar sanada a duvida em favor do Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho, então, constata-se o engano cometido no Pedatura Lusitana, que tem o Luis como filho de Antonio Barbalho e esposa que poderia ser Bezerra ou “Monteira”.
Quiça, haja na documentação uma boa e longa genealogia. Se o Filipe for tanto o irmão quanto o sobrinho do governador, que do lado Barbalho siga por pelo menos umas 5 gerações, porque ai, talvez, iremos descobrir que Antonio Barbalho e Fernão Barbalho foram também nossos ancestrais e, por isso, o engano no Pedatura terá sido menor.
Contudo, essas reflexões são positivas. Ha que nos lembrarmos que a possibilidade de ter havido outro Filipe Barbalho Bezerra eh relativamente alta. E pode ser primo distante, de forma a que a genealogia dele não esclareça a nossa. Portanto ha que se preparar o espirito para uma resposta menos generosa.
O que nos faltaria eh um candidato para fazer essa verificação!!!

 

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BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS

setembro 11, 2012

BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS

 

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01. GENEALOGIA
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02. PURA MISTURA
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03. RELIGIAO
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04. OPINIAO
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05. MANIFESTO FEMININO
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06. MISTO
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07. POLITICA BRASILEIRA
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08. IN ENGLISH
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09. IMIGRACAO
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BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS

CONTEUDO

O SOBRENOME COELHO
O SOBRENOME BARBALHO
O SOBRENOME PIMENTA DE CARVALHO
LISTA DE DOCUMENTOS QUE PRECISAMOS
MAIS RECENTES NOVIDADES DA FAMILIA BARBALHO

Aos interessados na genealogia das familias Barbalho, Coelho, Pimenta e outros.

Farei um relatorio em funcao dos novos achados e apontarei acoes que poderao ajudar-nos a remover as lacunas ja identificadas para confirmarmos a nossa ascendencia em personalidades historicas do Brasil e de Portugal.

Comecarei por apontar tais lacunas em relacao ao sobrenome Coelho. E logo passarei ao sobrenome Barbalho porque o que for encontrado em relacao a este sera, provavelmente, valido para aquele.

Segundo os estudos do professor Demerval Jose Pimenta, em seu livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, temos uma sequencia genealogica assim formada para o ramo Coelho:

O SOBRENOME COELHO

(? 173.) Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho – Giuseppe Nicatsi da Rocha
(? 1759) Eugenia Rodrigues da Rocha – alferes Jose Coelho de Magalhaes
1782 capitao Jose Coelho de Magalhaes (ou da Rocha) – Luiza Maria do Espirito Santo
1824 Eugenia Maria da Cruz (Coelho) – capitao Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho

Na data provavel em que Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho nasceu havia um casal na regiao do Serro/Conceicao do Mato Dentro, cujos nomes foram Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Eles sao candidatos a pais daquela. Porem nao ha como, pelos dados que temos, explicar a presenca do sobrenome Magalhaes no nome dela. Os nomes dos pais de Eugenia Rodrigues foram sugestoes posteriores `a publicacao do livro do professor Demerval em 1966, onde nao constam. Nao sei dizer a origem.

Existem sugestoes, inclusive deixado em escrito pelo professor Nelson Coelho de Senna, que o pai do portugues e alferes Jose Coelho de Magalhaes se chamaria Manoel Rodrigues Coelho. Este foi uma pessoa importante no Ciclo do Ouro em Minas Gerais, possuindo exploracao de minas de ouro e ocupando, em 1719, o cargo de “tesoureiro da Villa Rica”, atual Ouro Preto.

E tambem contribuiu com fartas quantias em dinheiro para a construcao do Santuario de Bom Jesus de Matosinhos, iniciado em 1757, em Congonhas do Campo. Porem, a hipotese de haver relacao de pai e filho entre eles nao se sustenta porque Manoel Rodrigues Coelho ja seria idoso, era residente em Minas Gerais e o Jose Coelho de Magalhaes teria nascido em Portugal, por volta de 1750.

A unica possibilidade para a relacao filial ter havido seria a de que o alferes fosse brasileiro. O que nao eh uma impossibilidade, mesmo a tradicao afirmando ele ser portugues. Posso lembrar que nossas tradicoes afirmaram por muito tempo que o nosso ancestral Policarpo Jose Barbalho era nordestino e os documentos revelaram que nasceu na atual Santa Rita Durao, distrito de Mariana, em Minas Gerais.

Sao irmaos de Eugenia Maria da Cruz e que deixaram descendencia: Francisca Eufrasia de Assis, Jose Coelho da Rocha (Neto), Joao Batista Coelho e Antonio Rodrigues Coelho. Maria Luiza (Nha Moca) e Ana Maria (Nha Ninha) nao se casaram. Antonina faleceu crianca.

1. Acredito que para solucionar as hipoteses de ascendencias seria ideal encontrarmos o registro de casamento do alferes Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues da Rocha. Geralmente o documento menciona os nomes dos pais e dos avos dos nubentes. Tambem eh comum mencionarem a procedencia deles, o que facilitaria uma busca posterior caso necessario. Embora ha mencao de que os filhos nasceram em Morro do Pilar, antigo Morro do Gaspar Soares, os registros devem encontrar-se nos Arquivos em Conceicao do Mato Dentro.

Pelo lado Coelho, somente apos encontrarmos tal documento, ou outro que ofereca os dados em consideracao, teremos seguranca em afirmar quem nos legou o nome de Familia Coelho. Nome este que eh considerado como familia dominante na regiao de Guanhaes embora a familia seja o resultado da mistura com diversos outros sobrenomes.

Pode ser que haja uma forma indireta de negar (ou confirmar) que o alferes Jose tenha sido filho do Manoel Rodrigues Coelho. Devido a importancia dele e da opulencia de bens que acumulou durante o Ciclo do Ouro, imagino que tenha se tornado tronco de familias destacadas na sociedade mineira colonial e imperial. Neste caso, o conego Trindade deve ter registrado a descendencia dele no seu livro: “Velhos Troncos Mineiros”. Entao, teriamos que encontrar o alferes Jose Coelho de Magalhaes (ou, pelo menos, Jose Coelho da Rocha) entre seus filhos ou netos. Se nao o encontrarmos saberemos que pertencera a ascendencia diversa.

Contudo, nao se descarta a possibilidade de a Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho constar entre os filhos ou netos do Manoel Rodrigues Coelho. Os sobrenomes atribuidos a ela faziam parte da sociedade presente em Congonhas do Campo, cidade em que o Manoel Rodrigues Coelho deve ter mantido residencia, porque esta tornou-se refugio dos ricos, fugindo das tribulacoes da, entao, capital Vila Rica.

O SOBRENOME BARBALHO

Quanto ao sobrenome Barbalho, pensei que recentemente houvesse encontrado as respostas mais provaveis para a nossa genealogia. Contudo existem controversias que precisam ser resolvidas para garantir que nao venhamos a cometer erros de identificacao por desejarmos ser descendentes de quem nos pareca “mais bonito” e nao de quem realmente somos. Assim, o que temos como hipotese ate o momento eh o exemplo de sequencia abaixo. Ai veremos que ate mesmo o sobrenome Coelho esta posto em duvida por catedraticos que nos apontam ancestrais diversos do que nos foram trazidos pelos nossos familiares. Vejamos a sequencia:

1824 Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho – Eugenia Maria da Cruz (Coelho)
(? 1780) Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes
(? 1740) Jose Vaz Barbalho – Anna Joaquina Maria de Sao Jose (ou Sam-Jose)
1735 (hipotese) Policarpo Jose Barbalho – esposa nao identificada
Manoel Vaz Barbalho – 1716 Josepha Pimenta de Souza
Maria da Costa Barbalho – Manoel Aguiar (viuvo de Ana Pereira de Araujo)
Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramiro
(hipotese) Agostinho Barbalho Bezerra – Brites ou Beatriz de Lemos
Jeronimo Barbalho Bezerra – Izabel Pedroso (ou Pedreira)
Luiz Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca (hipotese em relacao `a mae)

Ha aqui que expor a sequencia de ancestrais a partir de Josepha Pimenta de Souza. Tenho descoberto coisas novas a respeito deles, porem, teremos que rever os dados encontrados pelo professor Demerval Jose Pimenta para comprovarmos a versao posta por ele no livro. Sao eles:

1716 Josepha Pimenta de Souza – Manoel Vaz Barbalho
1691 Belchior Pimenta de Carvalho – parceira nao revelada
Belchior Pimenta de Carvalho – Francisca de Almeida
1610 Manoel Pimenta de Carvalho – Maria de Andrade (possivelmente Andrada)

As contestacoes comecam a partir do casal Francisco Marcal e Eugenia Maria da Cruz. Ha algum tempo atras o pesquisador Odon Jose de Magalhaes Barbalho encontrou a “Relacao de Bispos Brasileiros de 1551 a 1952 – Sfreinobreza.com”, via google, no endereco eletronico: http://www.sfreinobreza.com/eclesiasticobispos02.htm. Ali encontra-se uma pequena genealogia do bispo D. Manoel Nunes Coelho, simultaneamente neto das irmas: Francisca Eufrasia de Assis (paterno) e Eugenia Maria da Cruz (materno).

Contudo contem umas informacoes que considero distorcidas naquela pequena genealogia ali apresentada. Afirma-se que Eugenia Coelho (Maria da Cruz) seria ” Filha de João Coelho da Rocha e de Luiza de Magalhães.”.

Nos nao temos duvida quanto ela ter sido filha do Jose Coelho de Magalhaes “Filho”, mais conhecido como Jose Coelho da Rocha, fundador e um dos primeiros moradores de Guanhaes, e de sua esposa Luiza Maria do Espirito Santo. No livro: “Arvore Genealogica da Familia Coelho”, editado em 1979 por nossa prima Ivania Batista Coelho encontram-se todos os dados para comprovacao deste fato. Alem disso, na propria capa do livro apresenta-se o esboco de uma foto que esta publicada na pagina 10.

A foto deve ter sido tirada no maximo em 1870 e traz os filhos vivos do casal capitao Jose e Luiza Maria. Eugenia eh a primeira dos que se encontram em pe. Portanto, nao ha porque duvidar desta informacao. Alem do mais, em 1979, data da publicacao do livro, ainda estavam vivas pessoas que conheceram, senao todos, pelo menos o Antonio Rodrigues Coelho que viveu ate 1910. A Ivania fez a foto circular antes da publicacao e tivemos a oportunidade de ve-la nesse tempo.

Entre os vivos posso citar a neta Vita de Magalhaes Barbalho, nascida em 1887 e falecida 99 anos depois. Marina Coelho de Oliveira, que foi popularmente conhecida como “tia Nenen”, nascida em 1883 e falecida 101 anos depois. Outra neta: Maria Magalhaes, mais conhecida como “Maricas” era mais nova, nasceu em 1899 e faleceu outros 99 anos depois. Alem disso haviam o testemunho de dezenas de pessoas que conheciam os fatos por meio de conhecer os personagens como avos e que teriam reclamado caso as identificacoes no livro da Ivania estivesse incorretas.

Contudo, ha o fato recente que obriga-me a voltar a esse assunto. Eh que encontrei no site: “books.google.com.br” uma sinopse do “Anuario Genealogico Latino: Volume 4”. Eu estava buscando “Genealogia Barbalho”. E o que a sinopse dizia era isso: ” pais de: IV – Miguel Nunes Coelho. c. c. d. Ambrosina Magalhaes Barbalho, filha de Francisco Marcal Barbalho e de d. Eugenia Coelho; n. p. de Policarpo Barbalho e de d. Genoveva … Ver sua biografia na “Revista Genealogico Latina.”” A data do Anuario eh de 1952. Miguel Nunes Coelho foi filho da Francisca Eufrasia de Assis (Coelho) e do tenente Joaquim Nunes Coelho.

O mesmo erro pode ser comprovado no Sfreinobreza.com. O mais provavel eh que um tenha copiado do outro e ambos copiaram de terceiros. Talvez o autor dos enganos tenha sido o conego Trindade. Foi autor de muitas genealogias, inclusive escreveu a genealogia mineira mais conhecida: “Velhos Troncos Mineiros”. O conego Trindade escreveu: “Historia dos Bispos Mineiros”, que deve ter incluido o bispo D. Manoel Nunes Coelho, pois, era bispo `a epoca e nasceu apenas um ano depois do conego.

Nos dados a respeito da Familia Barbalho no site Family Search e comprovados nos Autos de Genere do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho temos que Policarpo Jose Barbalho foi casado com Isidora Francisca de Magalhaes. E tiveram os filhos: Joao, Genoveva, Emigdio, Maria e Lucinda. A relacao de filhos dele que encontramos no livro da Ivania foi: Emigdio, Jose, Francisco Marcal, Lucinda e Manoel. Ela nao conseguiu encontrar o nome da esposa. E, ao que parece, os irmaos foram lembrados por serem os mais novos e de alguma forma devem ter mantido contato entre si, mesmo apos a dispersao da familia.

Sabemos que o padre Emigdio e Francisco Marcal foram residentes em Guanhaes. Suspeita-se que o Jose nao tenha sido porem ele enviou para la a filha Sinh’Anna, por esta ter engravidado em Itabira. Em Guanhaes ela tornou-se mae de Joao Batista de Magalhaes, que o conhecemos por “tio Joaozinho”. Este casou-se com sua prima em segundo grau, Candida de Magalhaes Barbalho (conhecida como Sa Candinha), fa. de Francisco Marcal e Eugenia.

Somente recentemente ficou evidente um dos motivos pelo qual o nome da Lucinda ficou na memoria da familia. Ela foi batizada em 10.07.1824. A data de nascimento que tinhamos do Francisco Marcal eh de 30.06.1824. Essa diferenca de 7 dias sugere um nascimento gemelar. Porem, fica sem explicacao o fato de o Family Search ter microfilmado o registro de batismo dela e nao o dele. Alias, nao tinham o registro do pe. Emigdio antes do documento dele “De Genere Et Moribus” ser encontrado. Parece que nao tinham ou haviam escolhido nao publicar os registros masculinos.

Em funcao de existirem estes apontamentos genealogicos, mais provavelmente incorretos, em publicacoes prestigiosas, torna-se necessario comprovarmos as paternidades de nossos ancestrais Francisco Marcal e Eugenia Maria da Cruz. O documento ideal que resolveria as duas questoes ao mesmo tempo seria o registro de casamento dos dois. O casamento deles deve ter se dado entre 1845 e 1848, em Guanhaes. Epoca em que a Frequesia pertenceu a Conceicao do Mato Dentro. O mais provavel eh que tal registro esteja nesta ultima cidade.

Outro documento que poderia resolver a questao da paternidade do Francisco Marcal e outras questoes seria o: “Autos de Genere et Moribus” do pe. Policarpo Jose Barbalho. Sabemos que ele ordenou-se apos ficar viuvo. Viuvez essa que se deu antes de 1838. Mas que a ordenacao se deu apos 1845, quando aconteceu a ordenacao do pe. Emigdio. O filho tornou-se padre mais velho que o pai.

O documento do pe. Policarpo, que deve encontrar-se em Mariana – MG, podera ter sido iniciado antes de 1808, quando Policarpo e Isidora Francisca se casaram. Nossas tradicoes dizem que ele era seminarista antes de casar-se. E concluiu o seminario apos enviuvar. Acredito que por tratar-se da ordenacao de uma pessoa que ja fora casada deveremos encontrar alem da genealogia pregressa ate aos avos pelo menos, como foi feito no caso do pe. Emigdio, tambem havera a inclusao da descendencia.

Neste caso teriamos, pelo menos, a citacao dos nomes dos filhos. Talvez a citacao de nomes de conjuges dos que ja fossem casados e, ainda, de netos que ja haviam comecado a nascer.

O documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho revelou-nos que o padre Policarpo Jose Barbalho foi filho de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sam-Jose (ou Sao Jose). O sobrenome Vaz Barbalho no nome do pai nos induz a crer que tenha sido, entao, neto do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Contudo, sem um documento comprovando nao ha como ter certeza porque naquela epoca os sobrenomes nao eram fixos. Geralmente, os filhos decidiam assinar sobrenomes que melhor lhes convinham. Geralmente eram nomes de ancestrais como avos e bisavos. Por isso os sobrenomes de irmaos quase nunca coincidiam uns com os outros.

Ja no caso das mulheres o assunto era mais complicado ainda. Algumas optavam por homenagear os santos de suas devocoes e nao os ancestrais. Este eh o caso da Anna Joaquina Maria de Sam-Jose. Talvez nao encontremos nenhum destes nomes nos pais dela. Como se pode ver, o nome dela refere-se `a genealogia de Jesus, ou seja, Sant”Anna e Sao Joaquim eram os pais de Santa Maria que foi a esposa de Sao Jose. Somente os documentos poderao revelar a familia a qual ela pertencia.

Resolvi incluir na sequencia genealogica acima um intermediario entre Jose Vaz Barbalho e Manoel Vaz Barbalho. Isso porque o Family Search tem publicado fichas referentes ao filho do Manoel e Josepha, Policarpo Joseph Barbalho. Este primeiro Policarpo nasceu em 1735 e a data esperada para o nascimento do padre Policarpo eh por volta de 1783. Neste caso ha a possibilidade de o Jose ter sido filho diretamente do casal ou sido neto dele. Ha espaco de tempo habil para ambas as possibilidades terem acontecido (nao simultaneamente).

Mas era raro acontecer um homem naquela epoca comecar uma primeira familia apos os 40 ou mais anos de idade. Geralmente isso acontecia com os viuvos, no caso de uma segunda familia. E os registros dos filhos do Policarpo Joseph Barbalho em Gravatai – RS se dao apos 1780. Nao ha como garantir que uma opcao ou outra seja a mais verdadeira.

Outro abacaxi que o professor Demerval Jose Pimenta deixou para a gente descascar eh a passagem da geracao do casal Jeronimo Barbalho Bezerra e Izabel Pedreira (ou Pedroso) e d. Paschoa Barbalho. Ele afirmou que esta era neta daquele mas nem mesmo sugeriu quem poderiam ser os pais dela. Ele menciona apenas que: “era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668.” (pagina 252).

Domingo, 17 de setembro de 2012, encontrei mais uma pequena informacao a respeito do casal. As informacoes se encontram no endereco: http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-218-32.htm e derivados. Eh um estudo com o titulo pomposo de: “Um quebra-Cabeca (Quase) Resolvido: Os Engenhos da Capitania do Rio de Janeiro, Seculos XVI e XVII.” Foi financiado pelo CNPq e eh de autoria do professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ. Parece que estao tentando fazer uma recuperacao de dados semelhantes `as que foram feitas em relacao aos engenhos acucareiros de Pernambuco.

O assunto do estudo tem pouca coisa a nos acrescentar. Porem, por pura coincidencia, o segundo quadro postado no trabalho foi um exemplo que o autor escolheu aleatoriamente para explicar as formas de passagem dos engenhos de uns donos para outros. Na data de 1684 descreve-se a venda de metade da propriedade (Engenho de Sao Bento, no Mutua, Sao Goncalo – RJ) a Pedro da Bessa. Porem, a partir de 1686, informa-se que o nome do novo dono era Pedro da Costa Ramiro. Ja a anotacao de 1702 informa ser dona do mesmo: Paschoa Barbalho, viuva de Pedro da Costa Ramiro.

Por ai pode-se concluir que, em primeiro lugar: existiu um casal formado por Paschoa Barbalho e Pedro da Costa como esta proposto no livro do professor Demerval. Segundo, que o nome completo do marido foi Pedro da Costa Ramiro. Embora nao se possa descartar a hipotese de o ultimo nome ser Bessa, e Ramiro ser o apelido pelo qual ele fosse mais conhecido. Por exemplo ele poderia chamar-se Pedro da Costa Bessa e ser filho de algum Rodrigo Bessa, o que justificaria o uso do Ramiro no final como sendo: “filho do”.

A verdade eh que o sobrenome Ramiro existe e eh bastante popular na Espanha e suas antigas colonias. E nao muito tempo antes de 1668, data de casamento de Paschoa e Pedro, o Brasil esteve nas maos da Espanha, sendo que alguns colonos espanhois foram para o Brasil. Exemplo disso foram os irmaos Rendon, que deram nome ao Titulo Rendons, nas genealogias paulistanas.

Outras informacoes interessantes sao que a propriedade ficava em Sao Goncalo, lugar onde, segundo as inferencias historicas, tambem se achava a Fazenda do Bravo, cujo dono foi Jeronimo Barbalho Bezerra, o suposto avo de d. Paschoa. Fica tambem nas proximidades a Fazenda de Sao Mateus, cujo fundador foi Joao Alvares Pereira, o pai de d. Brites ou Beatriz de Lemos, esposa de Agostinho Barbalho Bezerra, o dito: “filho do governador Jeronimo Barbalho Bezerra”. Parece que todas as pecas estao se juntando. E as respostas `as nossas questoes poderao ser encontradas nos registros mais antigos de Sao Goncalo.

Ha aqui outro significado importante para a nossa familia. Quando encontrei os dados da Familia Barbalho desde Pernambuco, a familia ja estava envolvida na producao de acucar desde os tempos em que Duarte Coelho Pereira era o Capitao-Mor daquela Capitania. Passando para o Rio de Janeiro a familia se manteve na mesma atividade, que perdurou por mais de 150 anos de residencia no Brasil. Teremos que rastrear a vida dos ancestrais posteriores a D. Paschoa Barbalho, porem, eh bem provavel que a familia tenha se mantido nesta atividade ate Trajano (Cista) de Magalhaes Barbalho. Mesmo que em menor escala, com a producao de rapadura, ou seja, acucar mascavo.

[Tentei adiantar alguma coisa em relacao `a familia Bessa e busquei por ela no Rio de Janeiro. Nada encontrei que pudesse vincular-nos a eles. Faltam inclusive informacoes a respeito deles na internet. Mas encontrei site dedicado `a familia com alegacoes de que descenderiam de D. Lopo Dias de Haro. Haro foi familia de alta nobreza basca. Frequentemente a vemos envolvida nas misturas genealogicas medievais. E o site alegava que D. Lopo foi casado d. Urraca Alfonso de Leon.

No geneall.net Portugal os nomes estao mais “espanholados”. Para encontra-lo la precisa-se escrever Lope Diaz de Haro. Realmente ele se casou com D. Urraca Alfonso. Alega-se naquele site que tambem tivesse adotado o sobrenome Bessa por ter tomado a Cidade de Baeza aos mouros. Contudo, o geneall.net discorda da adocao do nome Bessa. Nem ele nem os filhos o usaram. Mas eh possivel que algum descendente dele o tenha feito. Nao deu para fazer uma verificacao mais completa porque sao muitos os membros da familia Bessa anotados naquele site.

Mas temos uma informacao do professor Demerval que pode indicar que os Bessa e os Barbalho estiveram juntos no Rio de Janeiro. Seria muita especulacao da minha parte afirmar que sim. Porem, nao estaria fora da logica que as duas familias, por causa de lacos familiares, tenham migrado juntas para Minas Gerais na epoca do Ciclo do Ouro e la termos um encontro paralelo. Neste caso porque o elemento de ligacao entre as duas teria sido a familia Pereira do Amaral. Copiarei aqui a pouca informacao que o professor nos passou no livro: “A Mata do Pecanha, paginas 128-129.

“D. Ana Bessa – 1884. Eh filha de Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro. Nasceu em Sao Sebastiao dos Correntes {atual Sabinopolis} em 1855. Casou-se em Guanhaes com Americo Bessa. Enviuvando-se, com a idade de 25 anos, transferiu sua residencia para o Arraial de Sao Joao Evangelista, onde ja se encontrava o seu irmao Antonio Borges do Amaral. Manteve uma pequena casa comercial. Do casal nasceu Cecilia Bessa, casada com Jose Caetano da Silva. Faleceu em 6-3-1947.”

1884 foi a data em que don’Anna mudou-se para Sao Joao. O casal eh relembrado na pagina 127 porque o filho do Antonio Borges do Amaral: Sebastiao Amaral, casou-se com Marilia da Silva Amaral, filha dele. Boa parte do livro eh ocupada com a parentalha de Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro. Modesto Jose Pimenta que foi bisneto do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, alem de ter sido sobrinho de Maria Francelina Borges Monteiro, casou-se com Ermelinda Querubina Pereira do Amaral, que fora irma do Daniel Pereira do Amaral, e Ermelinda e Modesto foram avos paternos do professor Demerval.

A coneccao entre os Coelho de Virginopolis e Guanhaes e os Borges Monteiro & Pereira do Amaral se da atraves do casamento de Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina do Amaral, que tambem era filha de Daniel e Maria Francelina. Aqui ha apenas que se lembrar que os Coelho tambem podem ter em sua raiz os mesmo Barbalho, caso se confirme que Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho tenha algum grau de parentesco com o casal Manoel e Josepha.]

Apos dedicar algum tempo buscando por filhos do Jeronimo, encontrei duas mencoes. Uma refere-se `a filha Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, que se casou com o portugues: Joao Batista de Matos Lobo. Esta nao poderia ter sido mae de d. Paschoa Barbalho por ter nascido por volta de 1653. Em 1668 ela nao estaria nem sequer tendo filhos, porque a data provavel de seu casamento foi de 1671, quanto mais filhos se casando. Ha a pequena possibilidade de as duas serem irmas.

No livro “Memorial Nilopolitano – Tomo I” encontra-se uma pequena genealogia referente a Joao Alvares Pereira, fundador da Fazenda Sao Mateus, que deu origem a Nilopolis e outras cidades da Baixada Fluminense. Naquele memorial se encontra escrito: “1. Beatriz ou Brites de Lemos – nasceu no Rio de Janeiro e foi batizada em 14 de julho de 1627. Casada provavelmente em 1645, com o capitao Agostinho Barbalho Bezerra, filho do governador Jeronimo Barbalho Bezerra.”

A principio pensei que fosse um engano do autor porque o Jeronimo nunca foi governador do Rio de direito. Ele somente foi governador de fato, durante o periodo da Historia conhecido como “Revolta da Cachaca”. Ele foi nomeado pela populacao rebelada contra o governador Salvador Correia de Sa e Benevides. Mas enquanto aguardavam resposta `a mensagem enviada a Portugal para saber que solucao o rei daria ao conflito, Correia de Sa e seus aliados paulistas surpreenderam os revoltosos e executaram Jeronimo sumariamente. Ha uma boa razao para chama-lo de governador, porem, essa razao nao eh otima.

E eh aqui que as coisas podem estar torcidas na hipotese de descendermos do Jeronimo Barbalho Bezerra. Melhor dizendo, se a d. Paschoa Barbalho for neta dele. Para que ela fosse neta seria esperado que tivesse nascido pelo menos uns 14 anos antes de ter casado, ou seja, em 1654 ou antes.

Acredito que d. Paschoa teria que ter sido filha de um filho do Jeronimo para que pudesse ter recebido o Barbalho como assinatura e este permanecer, como o professor Demerval sugere que permaneceu. Era comum algumas filhas receberem os sobrenomes das maes. Mas nao era muito comum uma sequencia de tres mulheres ligadas por um sobrenome passa-lo depois para um descendente masculino. E assim teria acontecido se o Jeronimo tivesse tido uma filha. Esta fosse mae da d. Paschoa. Que foi a mae de d. Maria da Costa Barbalho. Por fim foi a mae do Manoel Vaz Barbalho.

A principio, vi por alto uma informacao de que o Jeronimo teria tido dois filhos. Neste caso, com d. Micaela e Agostinho essa conta ficaria fechada. No livro “Memorial Nilopolitano – Tomo I” ha uma Paschoa Araujo, que fora sobrinha de d. Beatriz de Lemos. Entao, seria algo comum o nome ser frequente na familia. Assim, ela e o Agostinho poderiam ter sido pais de d. Paschoa Barbalho, o que seria algo bem provavel. Por isso levantei aquela hipotese.

Mas havia que se por em duvida a existencia de outro Agostinho Barbalho Bezerra alem do irmao do Jeronimo. E haviam literaturas citando o irmao do Jeronimo como marido de d. Brites (ou Beatriz) de Lemos. Mas a biografia do Agostinho tio, num livro de biografias de personalidades pernambucanas afirma com todas as letras que o nome da esposa deste fora Cecilia Barbosa. E ainda afirma que a fortuna deixada por ele `a sua viuva foi muito pequena.

Neste ponto a biografia dele entra em acordo com a de d. Cecilia Barbalho. A literatura mostra que ela ficou viuva `a epoca em que Agostinho foi dado por morto. E que por nao poder dar dote `as filhas para que encontrassem casamentos em “boas familias”, recolheu-se com elas em um retiro por ela propria criado junto `a Igreja de Nossa Senhora da Conceicao, na antiga Rua da Ajuda. A intencao dela era a de criar um convento ali, para que as mulheres que nao quizessem se sujeitar `as imposicoes dos pais e dos maridos da epoca tivessem para onde correr e se abrigar. A ideia dela, lancada em 1670-75, so foi posta em pratica em 1750. Mas o Convento de Nossa Senhora da Ajuda tournou-se importante referencia para o Rio de Janeiro por mais de 150 anos.

Mesmo sem buscar por isso, lendo diversas mencoes ao Agostinho Barbalho Bezerra, filho do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra e de sua esposa d. Maria Furtado de Mendonca, comecei a notar algumas discrepancias que, talvez, possam corroborar com a ideia de que foi mesmo um filho do Jeronimo Barbalho Bezerra, homonimo do Agostinho, quem se casou com d. Brites de Lemos. E, por falta de um melhor acompanhamento genealogico, os historiadores poderem ter misturado as duas biografias, tornando-as apenas em uma. Atribuindo todos os feitos ao Agostinho tio.

As evidencias que enxerguei comecam com a data de nascimento para o Agostinho tio. Alguns afirmam ser 1621. Ja nas biografias de pernambucanos ilustres a data eh de 1609. D. Cecilia Barbosa nascera em 1613, no Rio de Janeiro. O que significativamente mostra que era nora e nao filha do governador Luiz Barbalho Bezerra, como algumas literaturas sugerem. Em 1613 os Barbalho residiam ainda na Capitania de Pernambuco. E, como copiado acima, d. Brites nasceu em 1627. Entao, seria bem provavel que se casasse com alguem mais proximo `a propria idade dela.

Ja o Jeronimo Barbalho Bezerra eh, por enquanto, um misterio a ser decifrado. Varias literaturas que visitei o mencionam como filho do Luiz Barbalho Bezerra mas nenhuma menciona o nome da mae dele. Presume-se que teria sido D. Maria Furtado de Mendonca mas presuncao nao eh ciencia exata. Pode tambem nao ser. Alias, na genealogia baiana ela encontra-se como mae de seis filhos. Em ordem de nascimentos: Agostinho, Guilherme, Fernao, Antonia, Cosma e Francisco Monteiro. Nao ha Jeronimo, Celia, e Cecilia, que alguns autores consideram como filha ou parente proxima e nao nora.

E isso talvez seja o indicativo da existencia de uma outra familia que o Luiz Barbalho Bezerra possa ter tido e tenha ficado esquecida pelos historiadores. No site geneall.net Portugal os nomes postos para pais de Maria Furtado de Mendonca sao: Pedro Carreiro Salema e Maria Nunes de Andrade. Estes nomes contradizem toda literatura brasileira que consultei e que afirma serem: Aires Furtado de Mendonca e Cecilia de Andrade Carneiro.

Ha duas hipoteses que podem lancar luz a essa questao. Pedro Carreiro e Maria Nunes poderiam ter sido Cristaos-Novos e terem sido obrigados a converter-se ao catolicismo pelo primeiro visitador da Inquisicao no Brasil e terem sido batizados com os nomes que permaneceram na genealogia brasileira. A visita de Heitor Furtado de Mendonca a Pernambuco se deu em 1595, ano do suposto nascimento de Maria Furtado de Mendonca. O pai dela poderia ter adotado o nome de batismo de Aires Furtado de Mendonca para provar a conversao completa e submissao ao inquisidor. Esta hipotese, embora pareca lunatica, nao foge `a realidade da epoca. Ele teria que optar entre a submissao e as tortura e morte.

Contudo, penso que o mais provavel ter acontecido eh os diligentes mantenedores do site http://www.geneall.net Portugal terem cometido uma distracao e nao ter observado a discrepancia. Pedro Carreiro Salema e Maria Nunes de Andrade realmente poderiam ter sido sogros do Luiz Barbalho Bezerra num possivel primeiro casamento deste. Como era muito comum acontecer de as mulheres falecerem durante ou posterior ao parto, em consequencia dos riscos para a epoca, ele poderia ter ficado viuvo antes do casamento com Maria Furtado. Neste caso, os genealogistas do GeneAll.net podem ter se enganado e dado por pais `a esposa trocada.

Essa hipotese poria luz `a necessidade de o Jeronimo Barbalho Bezerra ter nascido mais proximo dos anos 1600 para que em torno de 1625 pudesse ter-se tornado pai de Agostinho Barbalho Bezerra (o sobrinho), tambem em um possivel primeiro casamento ou, senao, num caso simples de convivio extra-marital, muitissimo comum `a epoca. Somente assim um suposto “filho do governador Jeronimo Barbalho Bezerra” teria idade para casar-se com d. Beatriz de Lemos, batizada em 1627.

Esta hipotese tambem poria luz no sobrenome Carreiro para a filha de Luiz Barbalho Bezerra, Celia. Ou seja, ela seria irma completa do Jeronimo e meio-irma dos outros acima mencionados. Quanto `a Cecilia, nao ha explicacao alguma para ela ter sido filha do Luiz. Porem, podendo acontecer de terem sido duas Cecilias. A Barbosa, suposta esposa do Agostinho Barbalho Bezerra, tio; e a Barbalho, a viuva que tornou-se a mentora intelectual da criacao do primeiro Convento feminino da Cidade do Rio de Janeiro. O que penso eh que elas sejam uma unica pessoa.

Vou copiar alguns dados biograficos creditados ao Agostinho Barbalho Bezerra, tio, para que compreendam porque acredito que os historiadores misturaram as biografias dele e do sobrinho, caso este tenha mesmo existido. As duas primeiras estao tambem em outros, porem, estou copiando do: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_Barbalho_Bezerra:

“Fernando de Camargo, Eu El-Rei vos envio muito saudar. Bem sei que nao e necessario persuadir-vos a que concorrais de vossa parte com o que for necessario para o descobrimento das Minas a que envio Agostinho Barbalho Bezerra, considerando ser natural desse Estado e que como tal mostra particular desejo dos aumentos dele e esperando pela experiencia que tenho do bem com que ate agora me serviu, que assim o fara em tudo o que lhe encarregar, porque pela noticia que me tem chegado do vosso zelo e de como vos houvestes em muitas ocasioes do meu servico me faz certo vos disporeis a me fazer este e ele vos dira o que convir para este efeito. Encomendo-vos que facais toda assistencia para que se consiga com o bom fim o que tanto desejo, o que eu quisera ver conseguido no tempo e posse destes meus reinos, entendendo que, hei de ter muito particular lembranca de tudo que fizerdes nesta materia, para vos fazer merce e honra, que espero me saibais merecer.”

Nesta parte eu saliento os dizeres: “para o descobrimento das Minas a que envio Agostinho Barbalho Bezerra, considerando ser natural desse Estado e que como tal mostra particular desejo dos aumentos dele”, porque nao da para discernir se o rei (Afonso VI) referia-se a Agostinho ou ao proprio Fernando Camargo. O Agostinho tio era pernambucano e o Agostinho sobrinho nasceu no Rio de Janeiro, portanto, era natural daquele Estado. `A epoca, 1663, nao havia divisoes politicas entre Rio de Janeiro e Sao Paulo. Tudo estava incluindo na Capitania de Sao Vicente.

Na sequencia do texto acima citado ha essa missiva do conde de Obidos escrita ao governador do Rio de Janeiro, Pedro de Melo, referindo-se ao mesmo Agostinho que fora nomeado pelo rei como “cacador das esmeraldas”. Depois esse titulo foi passado para Fernao Dias Pais Leme. Segue o texto:

“Tudo isso de Agostinho Barbalho e uma va ambicao e vas quantas promessas ha feito nas minas, por cuja causa e certo nao deve ser a tencao de Sua Majestade que se lhe paguem soldos. Ele entra de pes de la a pedir o que consta do rol que Vossa Senhoria me enviou; pouco a pouco ha de querer ir introduzindo nos soldos, que de nenhuma maneira convem se lhe paguem; Vossa Senhoria tem satisfeito a carta de Sua Majestade no que te aqui tem obrado; sou de parecer que se lhe nao de mais cousa alguma; que ja com o que tem recebido se nao pode desculpar nem Vossa Senhoria deixar de ser o instrumento de todo o bom sucesso que tiver, se acaso for mais feliz a sua confianca do que hao sido as diligencias de Salvador Correia, impossivel que so podera vencer sem esperanca a fortuna de Sua Majestade; pelo que Vossa Senhoria suspenda o concurso de tudo o mais que lhe pedir.”

Essa indisposicao do conde de Obidos mostra duas possibilidades. A primeira sera que se pode colocar duvida quanto a esse Agostinho ser o tio porque diante do alto prestigio que ele gozava como homem que lutou na Guerra dos Holandeses, na Restauracao da Monarquia Portuguesa e na ponderacao com que comportou durante a Revolta da Cachaca, nao seria inteligente da parte do conde escrever algo desse nivel. Como dizia o antigo ditado: “O que se fala nao se escreve.”

Por outro lado, esta ai a comunicacao entre dois partidarios do velho Salvador Correia de Sa e Benevides. A Revolta da Cachaca aconteceu contra este ultimo e houvera sido liderada por Jeronimo Barbalho Bezerra, o suposto pai do Agostinho, sobrinho. Seria mais facil as iras se aflorarem contra este do que contra o tio.

O conde de Obidos, d. Vasco Mascarenhas, foi governador do Brasil e das Indias, tornando-se vice-rei do Brasil de 1663 ate 1667. Este eh o exato periodo entre a nomeacao de Agostinho e o falecimento de ambos. Em escrito anterior eu cometi o engano de atribuir o conteudo dessa missiva ao governador Pedro de Melo quando na verdade ele era o recipiente dela.

No “Diccionario Biographico de Pernambucanos Celebres”, de autoria de Francisco Augusto Pereira da Costa, encontram-se pistas que ajudam a discernir as personalidades dos Agostinhos tio e do sobrinho. E tambem de suas vidas privadas. Extrairei alguns pontos da biografia de Agostinho Barbalho Bezerra e os leitores perceberao ate onde quero chegar:

“Agostinho Barbalho Bezerra, bem jovem ainda, achou-se envolvido nas lutas marciais da invasao hollandeza em Pernambuco…”

“Occupada esta provincia em 1630 pelo exercito hollandez, seu pae que entao estava no comeco de sua carreira militar, apresentou-se ao general Mathias de Albuquerque, com os seus escravos e criados, mantidos a sua custa e sem remuneracao alguma pelo estado, e offerece os servicos de todos pela cauza da patria;…”

“A heroica defesa do Arraial do Bom Jesus, os feitos da Varzea do Capibaribe, de Serinhaem e outros, foram testemunhas do valor de Agostinho Barbalho Bezerra. Cahindo prisioneiro em poder dos hollandezes, por dous annos esteve privado de sua liberdade; mas conseguindo-a, elle apresenta-se de novo no exercito no anno de 1639, entao ja possuindo as dragonas de capitao de infantaria que lhe conferira o Conde de Torre.”

“Estava entao em Portugal travada a luta renhida com a Hespanha. Agostinho Barbalho sobe aos regios pacos de D. Joao IV, e offerece os seus servicos em defesa da causa da liberdade portugueza. Parte sem demora para o Alentejo, acompanhado de criados e cavalleiros mantidos a sua custa, e nos oito dias em que o Marquez de Torre-Cusa teve sitiada a praca de Elvas, Agostinho Barbalho achou-se em todos os combates que se deram.

Recebendo entao a noticia do fallecimento de seu pae na cidade do Rio de Janeiro, Agostinho Barbalho parte para essa provincia, e ahi se demora por algum tempo residindo na freguezia de Sao Goncalo, onde possuia uma fazenda.”

“Poucos dias depois da partida de Sa e Benevides, amotinou-se o povo contra elle, negando-lhe obediencia, depondo e prendendo o seu delegado; e apoiado pela Camara, proclamaram governador a Agostinho Barbalho, Elle nega-se a annuir aos desejos dos revoltosos, refugia-se no convento de S. Francisco, mas elle era o unico homem que merecia as sympathias e confianca do povo e do Senado da Camara.

O povo procura-o, descobre-o afinal, insta para que acceite o cargo que a sua confianca nelle depositava e elle resiste; mas esgotada a paciencia e os meios suasorios, vem a ameaca, a forca, e Agostinho Barbalho, entre a morte e o governo, acceita por fim o mandato popular.”

“Voltando Salvador Correia, e assumindo o governo, remetteu presos para Lisboa Agostinho Barbalho e os autores do levante; mas reconhecendo El-Rei a sua innocencia, permittiu-lhe a volta para o Rio de Janeiro, e honrou-o com a doacao da capitania de Santa Catharina.

A prudencia com que se houve Agostinho Barbalho no seu ephemero governo, aquietou e serenou os animos populares, correndo nao poucas vezes a sua vida, grandes riscos e perigos. No anno de 1662, ja Agostinho Barbalho achava-se de novo em Portugal militando na campanha do Alentejo, acompanhado de criados e cavallos mantidos a sua custa.”

“Na guerra da invasao hollandeza em Pernambuco, e na guerra da restauracao de Portugal do dominio de Hespanha, Agostinho Barbalho Bezerra conquistara titulos taes de benemerencia e de honra, que jamais o seu nome deixara de figurar entre os homens illustres de um e outro paiz.”

“No Rio de Janeiro casara-se Agostinho Barbalho com D. Cecilia Barbosa, e ahi fallecendo, legou a sua esposa e filhas fortuna tao mediocre, que apenas a salvara da pobreza. A data do fallecimento de Agostinho Barbalho Bezerra e desconhecida; mas em 1675 elle ja nao pertencia ao numero dos vivos, pois a 25 de Julho desse anno, sua viuva D. Cecilia Barbosa deu comeco a fundacao de um recolhimento na ermida de Nossa Senhora d’Ajuda, na cidade do Rio de Janeiro, para suas filhas, para si, e para donzellas e senhoras que quizessem viver em clausura, e separadas e desprendidas do seculo, consagradas exclusivamente a Deus.”

“Balthazar da Silva Lisboa, tratando nos seus annaes do Rio de Janeiro, de Luiz Barbalho Bezerra, consagrou estas palavras a memoria de seu filho: Elle deixou a sua imagem e semelhanca em Agostinho Barbalho Bezerra, o bravo debellador dos corsarios que infestavam as costas, tendo logar distincto na apotheose entre os seus patricios pelas suas virtudes, valor, generosidade, e acerto nos negocios; serviu tambem de administrador geral das minas e por seus bons servicos obteve alvara de commenda.”

Enganei-me quanto a ter encontrado a data de 1609 para o nascimento de Agostinho tio nesta biografia. Ela nao menciona data de nascimento mas agora recordei-me que encontrei essa informacao solta nalgum endereco outro da internet.

A publicacao eh de 1882 e contem 804 paginas de biografias de pernambucanos ilustres. Apenas as biografias de Agostinho e Luiz Barbalho Bezerra, das pessoas dessa assinatura, sao encontradas la. Existem varios Barreto, Andrade e Bezerra que devem ter algum grau de parentesco com as personalidades que estou investigando. Porem seria um trabalho um tanto arduo fazer uma busca completa. Conservei a grafia de epoca que nao eh tao diferente da atual. Pelo menos, os sons sao os mesmos e isso nao dificulta tanto a leitura.

A biografia dedicada a Luiz Barbalho Bezerra eh tambem reveladora quanto `a importancia do personagem para a Historia Brasileira. Revela bons detalhes dos combates que se deram contra os holandeses e que equiparam o exercito brasileiro com conhecimentos taticos que levaram posteriormente `a completa expulsao dos invasores. Conhecendo esses detalhes todos torna-se imcompreensivel o porque de os nomes de tais defensores da patria brasileira terem sido expurgados dos livros oficiais de Historia Brasileira!

Nestas minhas idas e vindas, mergulhos estes nem sempre em total estado de alerta, encontrei a informacao de que Agostinho Barbalho Bezerra havia requerido junto ao Conselho Ultramarinho o cargo de Correio-Mor do Brasil. Porem houve um desencontro de informacoes em que o cargo de correios gerais, exceto das Indias orientais, ja haviam sido concedidos a Luis Gomes da Mata. A maior parte da trama pode ser visualizada no endereco: http://historiapostal.blogspot.com/2008/02/o-ofcio-de-correio-mor-de-mar-e-terra.html.

O texto mostra os passos tomados por Agostinho Barbalho, o tio, para obter varios favores da coroa. Porem, sua peticao para Correio-Mor eh contestada por Luis da Mata. E ele faz uma treplica com mais alegacoes a seu favor, entre elas: “lhe faça V. Maj. mercê do posto de Mestre de Campo da mesma praça e do cargo de Administrador das Minas, em que pela experiência que dela tem, espera fazer um grande serviço a V. Maj”.

E, antes disso, tinha levantado um argumento que muito me havia intrigado. Isso ele disse: “gastando nelas não só a fazenda, mas até a mesmo a vida, por cuja causa ficaram seus filhos falta dela e ele Agostinho Barbalho, com o encargo de três irmãs e uma mãe que está obrigado a amparar.” Este foi o argumento mais forte porque ele nao apenas tinha gasto toda sua vida com o servico `a coroa, Portugal e Brasil, tambem tinha empregado o seu proprio meio de vida que era a fazenda.

Mas a informacao que mais me havia chamado a atencao fora a de que estava obrigado a amparar a propria mae e tres irmas. Na primeira vez que li isso nao observei que se tratavam de irmas e enxerguei irmaos. O que obrigatoriamente incluiria pelo menos um homem. O fato eh este, ate agora nao encontrei dados genealogicos de irmas, e muito menos irmaos, que o Agostinho tio pudesse estar obrigado a amparar em 1663. Ou mesmo em 1644, quando do falecimento do pai.

O pai dele, Luiz Barbalho Bezerra, falecera em 1644. Portanto, em 1663, nao poderia ter mais que um filho menor de idade. A esposa dele, d. Maria Furtado de Mendonca, segundo me consta, nasceu por volta de 1595. Em 1644 estaria por volta dos 49 anos de idade. Se se tivesse casado novamente, nao teria filhos.

Por outro lado, eles foram para o Rio de Janeiro em 1643. Os dados genealogicos que tenho sao provenientes da Bahia que nao mencionam em hipotese alguma tais irmas. Elas poderiam ter nascido em Pernambuco, como nasceram os 6 acima citados, mais o Jeronimo e Celia, que nao posso afirmar que fossem filhos de d. Maria Furtado. Mas teriam que ter vivido na Bahia junto com toda a familia, durante o periodo das Invasoes Holandesas. Ai nao creio que todas passariam despercebidas dos geneologistas.

Em razao dessa alegacao de ter mae e tres irmas para amparar, pensei poder tratar-se mais razoavelmente do Agostinho sobrinho. Porem o texto da historia postal nao deixa duvida quanto ao requerente ser o Agostinho tio. E, em sendo irmas, poderia ele, em tese, sim ter tido tres irmas solteironas para amparar. Embora tenhamos que comprovar que elas existiram.

O fato novo para mim foi a alegacao de os “filhos” ficarem na falta da fazenda. Isso implicaria dizer que o Agostinho tio teve pelo menos uma crianca do sexo masculino. Assunto que me era desconhecido ate entao. Todas as referencias anteriores mencionavam filhas. Como isso eh claramente mencionado tanto na biografia do Agostinho acima quanto na de d. Cecilia abaixo citadas.

Embora minha hipotese perca forca, ainda assim ha que considerar-se a possibilidade de que quem tomou as redeas do empreendimento de pesquisar as minas de materiais preciosos no Brasil tenha sido o Agostinho sobrinho. Uma possibilidade do que possa ter acontecido eh a de o tio ter sublocado este encargo ao sobrinho. Naturalmente porque ele pleiteou diversas atividades ao mesmo tempo, sabendo que ele jamais daria conta de administrar tudo sozinho.

E creio na possibilidade de o tio ter falecido por volta de 1665, um pouco antes do alegado falecimento de 1667. Isso porque mesmo tendo sido negada a ele a concessao de Correio-Mor do Brasil, apos recurso de seu competidor, ele nao retrucou neste periodo. Era certo que ele teria que estar contando com outros para ajuda-lo nos encargos de donatario da Ilha de Santa Catarina, mestre de campo no Rio de Janeiro, “cacador das esmeraldas” no Espirito Santo, administrador das minas de Sao Paulo e administracao dos correios, alem da expectativa de se tornar governador do Rio de Janeiro quando Pedro Melo saisse do cargo. No caso dos correios, a prestacao de servico era publica mas executada por iniciativa privada.

No livro: “Pantheon Fluminense: Esbocos Biographicos” de Presalindo de Lery Santos, paginas 235/6, ha uma curta biografia de d. Cecilia Barbalho. Ali se afirmam dois dados que apontam para a confirmacao de minha hipotese. A primeira eh que ela nasceu “na cidade do Rio de Janeiro a 18 de Novembro de 1613”. A segunda eh a de que foi “casada com Agostinho Barbalho Bezerra, filho do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra”. O material eh de 1880 e esta no google livros.

Por fim temos estas palavras no texto, http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_Barbalho_Bezerra: “Era casado com Brites de Lemos, que em fins de 1667 em Lisboa vai requerer o pagamento dos soldos que o Governo devia ao marido e as despesas que fizera com a gente que o acompanhara ao mal-aventurado descobrimento da serra das Esmeraldas.” O inicio deste texto nao deixa duvida quanto `a pretendida biografia ser dedicada ao Agostinho tio, “Era pernambucano, filho de Luis Barbalho Bezerra…”

Essa afirmacao acima contrasta totalmente com a biografia de d. Cecilia, escrita no Pantheon Fluminense: “Morrendo Agostinho Barbalho, Cecilia e suas filhas foram-se mantendo honradamente conforme os recursos de que dispunham; sentia nao poder transportar-se para Portugal, onde suas filhas encontrassem casamentos que satisfizessem os sentimentos aristocraticos que a preocupavam,…”

Como contraponto ha tambem essa informacao na internet, no endereco: http://www.arqnet.pt/dicionario/barbalho.html. Ali temos: “Barbalho Bezerra, (Agostinho); Brasileiro corajoso e empreendedor, que viveu no seculo XVII. Natural de S. Paulo, ignora-se a data do nascimento, e fal. em 1667.” Alguns outros autores consideram o falecimento de Agostinho Barbalho Bezerra, filho de Luiz Barbalho Bezerra, ocorrido por entre 1670 e 1671. Certo eh que houve um falecimento em 1667 que parece ser o do sobrinho.

Naturalmente, o “Natural de S. Paulo” trata-se de uma pequena errata. A Capitania era a de Sao Vicente que somente muito depois veio a ser conhecida como Capitania de Sao Paulo. Era dividida em duas partes: uma que ia de Macae-RJ ate Caraguatatuba-SP e outra entre Bertioga-SP e Cananeia-PR. Entre meio as duas partes existia a de Santo Amaro, entre Bertioga a Caraguatatuba. A cidade do Rio de Janeiro foi fundada dentro desta capitania `a revelia do donatario. Somente depois eh que foram definidos os limites entre Rio, Sao Paulo e Minas Gerais. Se formos olhar o atual mapa do Brasil, o Agostinho sobrinho seria fluminense e nao paulista.

Em 1663, seria mais provavel que o Agostinho sobrinho pudesse alegar que tinha mae e irmas para amparar. Tanto d. Antonia quanto d. Cosma, irmas do Agostinho tio, foram bem casadas e permaneceram na Bahia. Nao tenho noticia de outra irma do Agostinho tio alem da Celia Carreiro, que tambem foi casada e, possivelmente, bem casada. Ja o Agostinho sobrinho deveria ter mae viva, d. Izabel Pedroso, e deve ter tido outras irmas alem de d. Michaela que, em 1663, estaria com 9 anos de idade.

Mas a alegacao do sacrificio da fazenda poderia ter partido tanto de um Agostinho quanto do outro. Se ambos tivessem se referindo a seus pais: Luiz Barbalho Bezerra perdeu todas as suas posses na tentativa de expulsao dos holandeses e o Jeronimo deve ter tido os bens confiscados por Salvador Correia de Sa, durante o contra-golpe, no passar da Revolta da Cachaca.

Bom, nao vejo como, de minha parte isolada, dar solucao a todas as questoes ai levantadas. O certo seria fazer o rastreamento dos dados levantados primeiramente pelo professor Demerval Jose Pimenta. Creio que o melhor caminho seria buscar os documentos por ele mencionados em seu livro, a comecar pelo registro de casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. O casamento se deu em Milho Verde, em 18.9.1732. Cidade do Serro, MG.

Ele menciona: “Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v”. Acredito que ele estava se referindo ao casamento propriamente dito; ao registro de nascimento de Isidora Maria da Encarnacao (filha do casal) e ao casamento desta. Somente o primeiro nos bastaria. Este documento sera fundamental para tirarmos outra duvida que foi posta em nossa linhagem genealogica do lado Pimenta de Carvalho. Mais abaixo tratarei exclusivamente dela e voltarei ao assunto.

Encontrando tal registro, espero confirmar os nomes dos pais e avos dos nubentes. Assim constatariamos que os pais do noivo foram Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar (“viuvo de Ana Pereira de Araujo”). E os avos maternos dele seriam: d. Paschoa Barbalho e Pedro da Costa. O casamento destes ultimos teria se dado “no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668”. Mas nao ha a mencao `a Freguesia ou igreja. E eh justamente desse outro registro que dependemos para comprovarmos quem foram os pais dela e se realmente foi neta do Jeronimo Barbalho Bezerra.

Como nao temos os dados genealogicos completos do Jeronimo Barbalho Bezerra, existe a possibilidade de ele ter nascido por volta de 1630 e ser realmente irmao completo do Agostinho Barbalho Bezerra tio, ou seja, filho do Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca. Neste caso ele ate poderia ter tido o filho Agostinho Barbalho Bezerra sobrinho, que dificilmente teria se casado com d. Brites de Lemos por esta ter idade por volta da idade do pai dele. Mas, neste caso, d. Paschoa Barbalho poderia ter sido irma deste Agostinho e nao filha.

Seria necessario para isso que o professor Demerval tivesse cometido o engano de da-la por neta do Jeronimo e nao filha. Isso reforcaria a ideia de que partiria mesmo do Agostinho sobrinho alguma solicitacao com a alegacao de ter mae viuva (d. Izabel Pedroso, que ficara viuva em 1661 com o enforcamento do Jeronimo) e tres irmas para amparar. Alem de d. Paschoa e d. Michaela, existiria uma terceira irma ainda nao identificada por mim. Mas nesse ponto reconheco que as minhas consideracoes estao um pouco alem dos fatos mais provaveis. Devemos nos ater `as possibilidades mais simples.

Apenas por curiosidade, devo informar que nosso banco de dados em relacao `a familia no Rio de Janeiro esta crescendo. Varias vezes eu havia visto uma observacao na internet a respeito da existencia de um Francisco Barbalho. Mas so me dignei a buscar quando vi os dados nos passados pelo professor Demerval sendo contestados pelo pesquisador Lenio Richa. Nao necessariamente por ele, mas vi os dados na publicacao assinada por ele. Quando falar a respeito do titulo Pimenta de Carvalho voltarei ao assunto.

Porem, depois de procurar o autor para ver a questao na linhagem Pimenta de Carvalho, verifiquei este enunciado no trabalho dele: “3-6. Inacia Rangel, npv. 1652, f. Rio 1737, cpv. 1672, com Francisco Barbalho, npv. 1641 (possivelmente filho ou neto de Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca), pais de:…” Procurei-o mais uma vez para informa-lo que a possibilidade se ser filho eh praticamente nula e o mais possivel eh que fosse neto.

O enunciado acima esta no endereco: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptazercout.htm. A pagina trata de complementos ao titulo Azeredo Coutinhos. Assunto tratado pelos famosos genealogistas Pedro Taques e Luiz Gonzaga da Silva Leme. E o extrato acima esta no capitulo 6o., paragrafo 1o. Isso porque a informacao que tinha a respeito do filho do Luiz Barbalho e Maria Furtado eh mais ampla. Encontrei-a na “Revista Trimensal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, Catalogo Genealogico, pagina 312. Ali temos o extrato:

“6. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, que, diz d’elle o liv. 4 a fl. 304, que trata dos servicos das pessoas deste estado, era fidalgo da casa de Sua Majestade, como era o dito seu pai o mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra, e natural de Pernambuco, e que este seu filho Francisco Barbalho Bezerra, de idade de 8 annos, assentou praca de soldado na companhia de seu irmao Agostinho Barbalho Bezerra, uma das do mestre de campo D. Felippe de Moura, com seis cruzados por mez, em 20 de Fevereiro de 1642, e servio de soldado em outras companhias ate 17 de Marco de 1667, em que, passando seu irmao Fernao Barbalho para o servico do sr. Infante D. Pedro, como fica dito, entrou o dito Francisco Monteiro Bezerra, ou Barbalho Bezerra, por capitao do forte novo de N. Sra. do Populo do mar, de que era o dito seu irmao Fernao Barbalho, servio n’este ate 1704, que n’este anno, que requeria os seus servicos, faziam 24 annos, 4 mezes e 17 dias, que servia; e e o que d’elle achamos.”

O Forte de Nossa Senhora do Populo, ou Forte de Sao Marcelo, fica dentro da Baia de Todos os Santos, de frente para a centro historico de Salvador. Tem a caracteristica de ser redondo, unico nas Americas. Eh um ponto alto do turismo baiano. Por esse pequeno relatorio pode-se deduzir que este Francisco deve ter se mantido na Bahia, nao indo com os pais para o Rio de Janeiro. E o irmao, que era mais velho que ele, deve ter ficado por tutor. Pode-se ver que o Francisco nasceu em 1634 e, pelas anotacoes baianas, foi o derradeiro de d. Maria Furtado. Tambem que a aposentadoria compulsoria dele se deu aos 70 anos de idade. Infelizmente nao se informa geracao alguma que acaso ele tenha tido. Eh dito apenas que o Fernao nao teve.

O Francisco suspeito de ser filho ou neto do Luiz Barbalho pode ser filho do Jeronimo Barbalho Bezerra. Embora, agora tenhamos que levar em conta a possibilidade de ele ser filho do Agostinho tio. Penso que esta seja uma possibilidade de menor credito porque, exceto por aquela mencao de “filhos” no “historiapostal”, sempre encontrei a expressao filhas, tanto para Agostinho tio quanto para d. Cecilia, esposa dele. E isso reforca a ideia de que o Agostinho sobrinho estivesse envolvido nas pesquisas minerais porque, neste caso, os filhos poderiam ser dele.

Terei que entrar em contato novamente com o pesquisador Lenio Richa, para alerta-lo em relacao `aquela possibilidade nova, para mim.

Nao tenho a intencao de detalhar muito mais essa nossa linhagem Barbalho. Creio que ela tem sido fartamente estudada, pelo menos em direcao `as suas raizes a partir de Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonca. Outras linhagens a partir deles tambem devem ter sido bem estudadas por causa de serem ascendentes de grandes nomes da Historia do Brasil, embora, nao ha tanto alarde a esse respeito. A minha preocupacao maior tem que ser a de comprovar primeiro que descendemos deles, o restante sera lucro.

Como ja passei em escrito anterior, atraves do ancestral Antonio Bezerra Felpa de Barbuda nao devera ser dificil comprovar parentesco com o Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, que acredito ser irmaos. Pode-se comprovar a linhagem deste segundo que o liga `a familia real portuguesa no endereco: http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html. Basta-nos, entao, confirmar que tiveram ancestral comum na linhagem Bezerra. E dai para tras ja estara tudo mastigado. A linhagem inclusive pode ser acompanhada no site do GeneAll.net Portugal.

A “Revista Trimensal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, Catalogo Genealogico”, mostra nao apenas os filhos do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonca, a partir da pagina 308. Mostra tambem o envolvimento deles com os Ferreiras de Souzas, pagina 313 e os Negreiros de Sergipe do Conde, pagina 308.

Alem disso temos varias outras insercoes, que nao verifiquei a fundo o suficiente para dizer que encontrei todas, como: “N-5. O doutor Joao de Aguiar Villas-Boas, filho de Joao de Aguiar Villas-Boas, n.1, cazou com D. Joana de Souza Barreto, filha do Capitao Jeronimo Moniz Barreto e de sua mulher D. Thereza de Souza, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra Barbalho, a fl…, n.5 e seg.” D. Antonia Barbalho era filha do mestre de campo Luiz Barbalho e d. Maria Furtado de Mendonca. Aquilo esta na pagina 359.

Em Monizes do Socorro e Fiuzas, na pagina 373, encontramos: “N-2. Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonca, cazou com Thereza de Souza (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra…”

Nos Maciel e Sa, na pagina 386, esta: “Diego de Sa Soutomaior cazou com D. Francisca Barbalho, filha de Antonio Ferreira de Souza… na capela do Bom Jezus do Socorro em 1o. de Dez. de 1668.”

Mais `a frente, pagina 391, tem-se: “D. Roza Maria de Sa casou com Egas Moniz Barreto, filho de Egas Moniz Barreto e D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra…” D. Ignez era filha de Antonio Ferreira e d. Antonia Barbalho Bezerra.

E na pagina 247 encontramos esta informacao: “N-2. Rafael Soares de Franca, filho de Joao Alvares Soares e de sua mulher D. Catharina de Souza, filha de Antonio Pereira de Souza, cavalleiro de habito de Santiago, e de sua mulher D. Antonia Bezerra, filha do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra; foi homem rico e senhor de engenho no rio de Parana-mirim; teve filhos:”

Outro extrato importante eh este: “N-6. Francisco de Negreiros Sueiro, filho de Domingos de Negreiros, n.2, e de sua mulher Maria Pereira, foi cazado com D. Cosma Barbalho, filha do mestre de campo Luiz Barbalho e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonca, a fl…, e teve filhos:”

Para complicar, ou melhor, explicar a minha confianca em que os dados genealogicos pregressos ja estejam fartamente estudados, basta coletar alguns dados encontrados no GeneAll.net Portugal. Para quem nao eh cliente plus do site nao podera visualizar que d. Antonia Barbalho Bezerra eh filha do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonca mas, como sabemos, podemos ver que a filha dela, D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra casou-se com o nobre Egas Moniz Barreto e deles descendem:

1. Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragao, 1o. barao de Itapororoca; 2. Maria Amalia Ferrao Moniz Barreto Aragao, que se casou com Frutuoso Vicente Viana, 2o. barao de Rio das Contas; 3. Emilia Augusta Ferrao Moniz Aragao, que se casou com Joaquim Inacio de Aragao Bulcao, 1o. barao de Matuim; 4. Salvador Moniz Barreto de Aragao e Menezes, 1o. Barao de Paraguassu; 5. Francisco Moniz Barreto de Aragao, 2o. barao de Paraguassu; 6. Pedro Moniz Barreto de Aragao, 1o. barao de Rio das Contas; 7. Francisca de Assis Viana Moniz Bandeira, 1a. baronesa de Alenquer e Antonio Araujo de Aragao Bulcao, 3o. barao de Sao Francisco casou-se com duas filhas do 2o. barao de Rio das Contas, sendo elas: Maria Clara e Maria Jose Moniz Viana.

As constatacoes acima foram feitas em uma rapida inspecao. Nao procurei descobrir mais detalhes da genealogia que, mais certamente, levar-me-iam `as muitas autoridades atuais espalhadas pelo Brasil afora. Uma boa referencia de onde devemos encontrar bons dados a respeito da linhagem acima citada sera a obra do genealogista: Antonio de Araujo de Aragao Bulcao Sobrinho (1898 – 1965). Um resumo da biografia dele encontra-se na pagina: http://www.cbg.org.br/patronos_27.html. Ela nos informa que ele escreveu: “Os Tres Baroes de Rio das Contas”, de 1944. E, entre outras, estudou as familias: Soeiro, Villas-Boas, Bandeira, Fiuza, Bulcao e Sa Menezes. Certamente sao as mesmas que se envolveram com a descendencia Barbalho.

Tambem, sera bem provavel que existam os registros de fidalguia de varios membros da familia. Os fidalgos pediam cartas de fidalguia e armas para comprovar seus privilegios junto `as autoridades administrativas do reino. E para a sua expedicao era feito um levantamento genealogico que penso, era registrado nos livros de fidalguia na corte portuguesa e, posteriormente, na brasileira. E foram fidalgos os ancestrais de Luiz Barbalho Bezerra: Francisco Carvalho de Andrade, Pantaleao Monteiro, Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, Braz Barbalho Feio e outros.

O proprio Luiz Barbalho Bezerra foi fidalgo da mais alta estirpe brasileira. E os filhos Agostinho, Guilherme, Fernao e, penso, tambem o Jeronimo conquistaram o direito de fidalguia por causa do envolvimento nas guerras contra os holandeses. Ja o Francisco Monteiro, que foi capitao do Forte de Nossa Senhora do Populo, pode ter conquistado o direito de fidalguia apos os combates contra os holandeses, ou pela influencia paterna.

Voltando `a questao da solucao do problema de provarmos que descendemos do padre Policarpo Jose Barbalho e de sua esposa Isidora Francisca de Magalhaes, lembrei-me que existem outros documentos que podem ate “quebrar mais de um galho” em nossas pesquisas. Um deles seria o registro de casamento do Marcal de Magalhaes Barbalho e (H)Ercila Coelho de Andrade. Marcal de M. Barbalho foi um dos filhos do casal Francisco Marcal e Eugenia Maria da Cruz (Coelho). Eles sao a razao de as assinaturas Barbalho e Coelho estarem tao intimamente ligadas. E sao avos maternos do bispo D. Manoel Nunes Coelho tambem.

O registro de casamento deles podera revelar os nomes dos avos paternos do Marcal que, espero, foram Policarpo e Isidora. Marcal e Ercila casaram-se a 05.07.1879, provavelmente, em Guanhaes. Esta data eh um pouco capiciosa para determinarmos com exatidao onde o registro podera se encontrar. A Vila de Sao Miguel de Guanhaes adquiriu o direito de emancipacao em 1875, porem, a instalacao da nova vila so se deu em 9 de setembro de 1879. Marcal de Magalhaes Barbalho foi um dos vereadores eleitos, representando a Paroquia de N. Sra. do Patrocinio de Guanhaes (atual Virginopolis). Antes destas datas, Guanhaes pertencia ao Serro. Portanto, o registro podera encontrar-se em uma ou outra cidades.

A vantagem eh que este documento poderia expor tambem os avos paternos da Eugenia. Neste caso comprovariamos que serao Jose Coelho da Rocha (ou Magalhaes) e Luiza Maria do Espirito Santo e nao Joao e Luiza de Magalhaes como advogam o site sfreinobreza e a Revista Latina de Genealogia.

Nao menos importante, este documento revelaria tambem os avos da “Dindinha Ercila”, como continua a ser tratada por netos, bisnetos e diversas outras geracoes. Segundo nos consta foi filha de Joaquim Coelho de Andrade e Joaquina Umbelina da Fonseca. Nao temos dados anteriores a eles mas a descendencia loira e de olhos verdes seria uma das garantias de que tivessem forte ascendencia goda europeia. E outro indicativo disso foi a tradicao mantida pela descendencia de que “Dindinha Ercila” dizia que era prima do Carlos Drummond de Andrade. A tradicao nao menciona o grau. Ela faleceu em 1937 e nao falava isso por vaidade.

Caso este registro mencionar os nomes dos avos paternos dela, poderemos comparar com a lista de tios-avos ou bisavos do poeta. O mais provavel eh que uma das tias tenha se casado com alguem que assinasse Coelho e, por esta razao, ela ter assinado Coelho de Andrade que herdou do pai. Segundo nossas anotacoes, os pais dela deveriam ter nascido em Itabira e ela propria ja deve ter sido registrada em Guanhaes.

Massageia o nosso ego saber que podemos ter parentesco com um grande poeta como foi o Carlos Drummond de Andrade. Porem, conhecendo o pouco que conheco de genetica, penso ser mais importante para a nossa saude saber que ele e, provavelmente, nos descendemos dos indios brasileiros. Isso nos garante um pouco mais de variabilidade genetica que nao teriamos se fossemos descendentes apenas de europeus puros. Massageia o ego sim, mas consola mais saber que a nossa genetica nao eh tao igual `a de frangos de granja.

Outro registro de casamento que poderia solucionar a questao das paternidades de Francisco Marcal e Eugenia Coelho seria o de Ambrosina de Magalhaes Barbalho e Miguel Nunes Coelho. Eles foram os pais do bispo D. Manoel Nunes Coelho. Casaram-se em Virginopolis, porem, eh possivel que o registro tenha se dado nos livros de Guanhaes. Devem ter casado tambem em 1879, ou em 1880.

O mesmo se daria com o registro de casamento de mais uma filha de Francisco Marcal e Eugenia Maria. Trata-se de Candida de Magalhaes Barbalho, mais conhecida pelo apelido de Sa Candinha, com Joao Batista Magalhaes, mais conhecido como tio Joaozinho. Este casamento se deu em 30.06.1883, tambem em Virginopolis. Mas o registro pode tambem estar em Guanhaes. Pelo lado de Sa Candinha devera revelar que seus avos paternos serao Policarpo e Isidora e, pelo materno, Jose e Luiza Maria.

Ja pelo lado do tio Joaozinho ha que se torcer que o escrivao tenha ignorado o que se tinha por costume e escrito a verdade. Isso porque ele era bisneto do padre Policarpo e Isidora, porem, atraves do filho Jose de Magalhaes Barbalho. Deste nao temos ainda o registro. O Jose foi pai de Anna, que ficou na memoria da descendencia como Sinh’Anna de Magalhaes. A Sinh’Anna engravidou de alguem em Itabira e foi enviada para Guanhaes, para que os tios dela, padre Emigdio e Francisco Marcal, tomassem conta.

Antes mesmo de ela dar `a luz, parece que os tios acertaram o casamento dela com um certo Domingos. Quando tio Joaozinho nasceu foi criado como se fosse filho dessa pessoa. Inclusive era chamado de Joao do Domingos, que acabou sendo abreviado para Joao Domingos, embora nunca tenha assinado o Domingos como nome. O normal acontecer em casos como estes seria os escrivaes deixarem em branco o espaco para os pais biologicos. E isso ocultava parte da historia genetica das pessoas. Portanto, se o escrivao no caso quebrou a regra, devemos entao ficar sabendo quem foi o pai do tio Joaozinho e, talvez, o nome da avo materna. Sabemos que a mae da Sinh’Anna tinha origem africana porque ela foi mulata, mas nao lhe temos sequer o primeiro nome.

Outra explicacao que ocorreu-me para o fato de o nome Isidora ter sido trocado por Genoveva como mae do Francisco Marcal na Revista Latina de Genealogia e no sfreinobreza eh a de que a Isidora Francisca de Magalhaes pudesse ser conhecida como Isidora ou Francisca da Genoveva. Isso porque a mae dela chamava-se Genoveva Nunes Filgueiras, ou Ferreira. Como a tendencia popular eh de simplificar os nomes, pode ser que as pessoas que a conheceram acabaram optando por chama-la de Vita, como diminutivo de Genoveva, ao inves de Dorinha ou Chiquinha.

Com isso, seus netos e bisnetos lembrar-se-iam mais de ouvirem ter falado de Vita, principalmente porque haviam algumas descendentes que receberam o nome Vita como homenagem a ela. Quando tentaram lembrar-se do nome a partir do apelido acabaram celebrando o Genoveva e nao Isidora Francisca. E a unica solucao para o problema agora sera encontrarmos documentos mais antigos que tenham as anotacoes corretas. De preferencia, os do tempo em que ela ainda estava viva.

O SOBRENOME PIMENTA DE CARVALHO

Comecarei a partir daquei copiando parte da pagina 253 do livro do professor Demerval Jose Pimenta. Paricularmente a parte que ele deu nome de “Ascendentes de Josefa Pimenta”. Vamos la entao:

“I – Capitao MANOEL PIMENTA DE CARVALHO, nascido em Vila Vicosa, Alentejo em Portugal, por volta de 1610 e falecido no Rio (Candelaria 2o., 25v), a 3-5-1676; foi casado nos anos de 1640, com MARIA DE ANDRADE, nascida por volta de 1622, filha de BELCHIOR DE ANDRADE e de MARIA CARDOSO. Deste casal nasceram varios filhos, entre os quais:

II – BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, casado no Rio (Campo Grande, 3o., 60v) em 6-7-1693, na Capela de Sao Joao do Tarairaponga, com FRANCISCA DE ALMEIDA, nascida no Rio (Iraja 6o., 37), batizada em 2-5-1677, sendo filha de AMARO DE AGUIAR e de FRANCISCA DE ALMEIDA.

Pais de:

III – BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, nascido no Rio (Iraja 6o.v), batizado a 10-4-1691, casado em primeiras nupcias no Rio (Guaratiba 3o. 4v) a 25-10-1616, na Capela de Nossa Senhora da Conceicao, com URSULA TELES DE MENEZES, nascida no Rio e ali falecida a 23-10-1727. Deste primeiro matrimonio, nasceram dois filhos: JOAO PIMENTA DE MENEZES e MATIAS PIMENTA TELES. Em segunda nupcias, casou-se com MARIA COUTINHO DE MOURA, com a qual teve varios filhos. Alem desses filhos, BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, era pai de uma filha, nascida no Rio por volta de 1716 e criada desde crianca, em sua propria residencia. Esta sua filha chamava-se:

IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residencia de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora do Mosteiro, do Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIZ ANTONIO PINTO.”

O que levantou a duvida quanto a esta linhagem genealogica descoberta pelo professor Pimenta em estar correta foi um pequeno trecho que extrai do pagina: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptmoreiras.htm. A pagina pertence ao site do genealogista Lenio L. Richa e o que chamou-me a atencao esta no Capitulo 4o., paragrafo 3o.:

“5-2 Maria Coutinho de Moura, b. Jacarepagua, Rio, 1705, c. 1738, com Belchior Pimenta de Carvalho (viuvo de Ursula Teles de Menezes), n. Iraja, f. de Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado, com pelo menos (CR, 2, 134 e 341).”

Foi esse trechinho que fez-me contatar aquele genealogista para alertar a respeito do fato de que havia o conflito de informacoes com o livro “A Mata do Pecanha”. Nao conseguimos ainda sanar a duvida. Os dados que ele tinha procediam do trabalho do genealogista Carlos Rheingantz (abreviado por CR, nas anotacoes dele).

O CR foi quem fez um grande trabalho de coleta genealogica no Rio de Janeiro e ate parece que foi o mesmo quem criou um arquivo de fichario com anotacoes dos documentos por ele pesquisados e que eh referencia para muitos pesquisadores. O fichario eh propriedade do Colegio Brasileiro de Genealogia, CBG, situado no Rio de Janeiro. E o proprio professor Demerval mencionou esse fichario em suas pesquisas.

O Lenio L. Richa e eu concordamos com a possibilidade de o CR ter-se enganado quanto a fazer a troca de casais (Belchior Pimenta de Carvalho e Francisca de Almeida pelo Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado), porem, ha que se lembrar que genealogia eh um trabalho melindroso e a possibilidade de engano eh igual para ambas as partes. Sera preciso manter a mente aberta para aceitar-se qualquer que for o resultado correto.

E, pelo que vemos, as consultas do professor Pimenta foram feitas nao diretamente nos livros de registros paroquiais e sim nos arquivos do alferes Luiz Antonio Pinto. Segundo um comentario, se nao me engano do proprio professor Pimenta, este arquivo andou perdido e talvez nao se encontre completo. Contudo, seja la o que restou dele, encontra-se no Arquivo Publico Mineiro – APM -, em Belo Horizonte. Assim, ha a opcao de pesquisar-se nas duas fontes: paroquiais no Serro e Arquivos no APM.

O Arquivo do alferes Luiz Antonio Pinto eh vasto e ele deve ter sido o primeiro genealogista a coletar dados e organizar genealogias da populacao do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Ele nasceu em 1841 e foi jornalista no Serro na maior parte de sua vida. Tinha o bom costume de armar arvores genealogicas dos conhecidos e registrou diversas familias da regiao. Faleceu no ano de 1924 deixando uma vasta obra nessa area.

Entre as familias pesquisadas encontram-se: Pereira, Melo, Rodrigues, Araujo, Silva, Pinheiro, Carvalho, Miranda, Gomes, Africa, Brant, Leal, Vargas, Chagas, Borges, Pinto, Coelho, Dumont, Andrade, Oliveira, Sanches etc. Praticamente todas sao do nosso direto interesse por estarem interligadas com a descendencia de nossos ancestrais, senao nos troncos no passado com certeza nos ramos do presente.

Mesmo antes de ter conhecimento desse desacordo, vez por outra eu encontrava a mencao ao nome de algumas pessoas dessa linhagem e ja estava ajuntando alguns dados, no intuito de completa-la porque tinha a impressao de que estava proximo a encontrar algum fio perdido da meada que nos levasse a outras ligacoes com as familias reais da Peninsula Iberica. Ja havia encontrado outras versoes do trecho que copiarei abaixo. Resolvi posta-lo por considera-lo o mais completo.

Isto encontra-se na “Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro – Volume 34 – Parte Segunda, pagina 165 – Capitulo V e ultimo. Trata-se do Titulo Rendons, retirado da obra “Nobiliarquia Paulistana Historica e Genealogica” de Pedro Taques de Almeida Pais Leme, que eh o genealogista referencia dos tempos coloniais. Ele nasceu em 1714 e faleceu em 1777, portanto, bem proximo do tempo que os mais antigos que temos noticia dessa linhagem, em documentos brasileiros, viveram. Segue entao:

“1 – 5. D. Anna de Alarcao e Luna, nasceu em S. Paulo e de um mesmo parto com seu irmao D. Jose Rendon, supra. Na companhia de seu pai D. Joao Matheus Rendon pelos annos de 1655, se recolheu ao Rio de Janeiro. Este fidalgo viuvou pelos annos de 1646 em S. Paulo, onde segunda vez casou com D. Catharina Goes de Siqueira, como adiante mostramos, e com ella se passou para a capitania do Rio de Janeiro, onde ja era morador desde 1651 seu irmao D. Jose Rendon de Quebedo, do n. 3o. adiante, como alli tratamos. No Rio de Janeiro casou D. Anna de Alarcao e Luna com Ignacio de Andrade Souto Maior (*D’aqui por diante vai esta descendencia copiada de um titulo de Rendons feita pelo Illmo. Sr. Joao Siqueira Ramos em 1746, que me foi confiado depois de sua morte) senhor da casa de Jerecino com sete engenhos, capitao e muitas vezes vereador da mesma cidade, filho de Ignacio de Andrada Machado, natural da Ilha Terceira, d’onde passou ao Rio de Janeiro, o qual era legitimo descendente das familias dos seus apellidos, de cuja origem se trata em titulo de Machados, das ilhas, e de sua mulher Helena de Souto-Maior, chamada a viuva de Pedra, sua parenta e filha de Belchior da Ponte Maciel, da familia dos Pontes Cardoso, da mesma ilha, como se ve em titulo de Pontes:

teve:

paragrafo 1o. Jose de Andrada Souto-Maior
paragrafo 2o. D. Helena de Andrada Souto-Maior

2 – 1. Jose de Andrada Souto-Maior, nasceu no Rio de Janeiro, onde vive neste anno de 1746 senhor da casa de Jerecino, que fora de seus pais. Casou com sua prima D. Anna de Araujo e Andrada, filha de Francisco de Araujo de Andrada e de sua mulher D. Maria de Souro, filha de Joao de Souro, e neta pela parte paterna de Belchior de Andrada e Araujo, natural da Villa de Arcos e capitao no Rio de Janeiro, e de sua mulher Maria Cardoso de Souto-Maior, irma inteira de Helena de Souto-Maior, de quem fallamos acima, cap. 5o.”.

Neste caso, Francisco de Araujo de Andrada foi irmao de Maria de Andrade(a), que foi a esposa de Manoel Pimenta de Carvalho, natural de Villa Vicosa do Alentejo. No paragrafo 2o. temos que D. Helena de Andrada Souto-Maior casou-se com Clemente Pereira de Azeredo Coutinho. A familia Azeredo Coutinho foi uma das mais importantes do Rio de Janeiro dos tempos coloniais e, certamente, tem descendentes em todo o Brasil atualmente.

Existem algumas informacoes importantes para nossa genealogia caso o pesquisador Carlos Rheingantz ter cometido engano e o alferes Luiz Antonio Pinto, copiado pelo professor Demerval, estiver correto. A primeira, ja ha muito que encontrei, eh que Belchior de Andrade, citado no “A Mata do Pecanha” chama-se realmente: Belchior de Andrada e Araujo e procedia da Villa de Arcos “de Valdevez”. Isso ja esta destacado em meu texto: https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/, capitulo 70, Arcos de Valdevez.

E agora tambem sabemos que o nome completo da nossa possivel ancestral seria Maria Cardoso de Souto-Maior, irma de “Helena de Souto-Maior, chamada a viuva de Pedra”, e filhas de Belchior da Ponte Maciel, procedente da Ilha Terceira, que faz parte do Arquipelago dos Acores.

Por infelicidade, nao encontrei o tal “titulo Pontes” inteiramente publicado na internet. Porem, pelo que parece, do pouco que pude ver, esse capitulo foi parcialmente perdido ou o autor cometeu algum engano. Parece que diferentemente das outras familias estudadas por Pedro Taques, a familia comeca a partir de ancestrais ja presentes no Brasil e nao traz seus ancestrais dos reinos de Portugal ou Espanha.

A melhor noticia, porem, surgiu do Ancestry.com e do GeneAll.net Portugal. Atraves do primeiro informei-me que Belchior da Ponte Maciel foi casado com Ignez Fernandes e que era descendente de D. Joao Peres de Vasconcelos, o Tenreiro. Se alguem puxar pela memoria de meus escritos anteriores lembrar-se-a que este foi o marido de D. Maria Soares Coelho, filha do D. Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a adotar e a repassar essa alcunha aos descendentes e que era bisneto do Egas Moniz, o Aio.

Com estes dado em maos, dei uma rapida olhada no GeneAll.net Portugal e para minha surpresa, ja que nao tinha corrido a ele desde quando soube o nome do pai de Maria Cardoso Souto-Maior, la estava ele e as bolinhas que indicam descender da familia real portuguesa. A quintavo (pentavo) de Belchior da Ponte Maciel, na linhagem Cardoso, foi Maria Nunes de Faria, cuja ascendencia leva ao rei D. Dinis de Portugal e a todas as familias reais europeias e alem. [Ja corrigi abaixo este dado, porque foi descendente de Afonso Dinis, meio-irmao do rei, e filhos do D. Afonso III, outro dos reis de Portugal].

Ou seja, caso comprovada a linhagem genealogica proposta pelo alfere Luiz Antonio Pinto e secundada pelo professor Demerval, ja teremos mais este vinculo com os mesmos ancestrais que ate agora venho encontrando em outras linhagens. Estes resultados, segundo o que venho ha muito propondo, nao sao meras coincidencias. Sao apenas respostas `as probabilidades matematicas de sermos inumeras vezes saidos do mesmo grupo de ancestrais. Quanto mais antigas forem as linhagens, multiplicadas serao as probabilidades de reencontrarmos ancestrais comuns em todas as linhagens.

Bom, alertado por aquela discrepancia expressa nos trabalhos do professor Demerval e do pesquisador Rheingantz, andei procurando pelo nome Joao Pimenta de Carvalho. Como capitulo `aparte, encontrei um Joao Pimenta de Carvalho na Historia Brasileira, completamente distinto da descendencia do Manoel Pimenta de Carvalho, oriundo de Villa Vicosa do Alentejo.

Este Joao Pimenta de Carvalho aparece, entre outros, no endereco: http://www.valedoparaiba.com/cidadesdaregiao_novo/?pagina=cidade&cid=30&menu=111. Trata-se de um site dedicado a Paraty – RJ. Uma rapida biografia dele nos informa que foi o primeiro morador deste local. Foi locotenente da condessa de Vimieiro, d. Mariana de Sousa Guerra, neta de Martim Afonso de Sousa. Tambem foi capitao-mor da Capitania de Sao Vicente.

Este Joao Pimenta de Carvalho faleceu por volta de 1660, bem antes do nosso ancestral Belchior Pimenta de Carvalho, o novo, ter nascido. Foi casado com Maria de Lara que descendia dos Oliveira Gagos de Santos. Nao encontrei na descendencia deste outro Joao Pimenta de Carvalho quem pudesse ocupar o cargo de pai de Belchior. Porem nao posso garantir que nao houvesse nenhum. Ha que se buscar mais porque em Pedro Taques e Silva Leme temos apenas a mencao de que foi casado com Maria Lara, (da nobilissima familia dos Lara, cap. 1o. paragrafo 3o. (3-4) doTitulo Laras, naquelas genealogias), sem a descricao de descendencia.

Porem, o passo mais correto nao eh buscar no sentido dos troncos para a descendencia. Melhor mesmo eh buscar o registro de casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza para verificar se ha mencao aos nomes dos avos paternos dela. Se houver, teremos a resposta.

Fica aqui tambem o registro do engano do professor Demerval Jose Pimenta que chegou a pensar que a familia Pimenta de Carvalho da qual descendemos tenha sido a unica na epoca colonial no Rio de Janeiro. Temos ai um tronco mais antigo a partir do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho e outro, do capitao Manoel Pimenta de Carvalho, procedente de Villa Vicosa do Alentejo.

Continuando minhas pesquisas encontrei outro Joao Pimenta de Carvalho de interesse. Na pagina 424 encontra-se este enunciado, no endereco na net : http://www.arvore.net.br/Paulistana/ACastanhos.htm:

“6-1 Manoel Pimenta de Sampaio, nobre cidadao do Rio de Janeiro em 1671, sendo entao capitao de ordenanca de Jacarepagua, casado com Anna Joaquina de Menezes, fa. de Francisco Moniz de Albuquerque e de Maria Pimenta de Menezes, n. p. de Pedro Moniz Tello (este irmao de Manoel Pimenta Tello, que foi mestre de campo dos auxiliares no Rio de Janeiro) e de Ignez de Andrade, naturais do Rio de Janeiro, bisn. de Egas Moniz Tello, cavaleiro fidalgo, natural da ilha da Madeira, e de Maria Pimenta de Carvalho (irma direita do revdmo doutor Joao Pimenta de Carvalho, que foi deao da se do Rio de Janeiro); tern. de Manoel Pimenta de Carvalho, natural de Vila Vicosa do Alem Tejo, e de Maria de Andrade, natural do Rio de Janeiro, esta fa. de Belchior de Andrade de Araujo, natural de vila dos Arcos de Valdevez.”

Como sempre, os nossos familiares sao os ultimos. Parece que os membros de nossos troncos familiares no Rio de Janeiro foram considerados de menor importancia pelos genealogistas do passado. Nossos antepassados para eles nao foram “gente boa” o suficiente para constituirem um titulo de genealogia completo, porem, foram bons o suficiente para receberem mencoes honrosas como ancestrais de membros das familias troncos. Nao interessa as razoes que tenham tido os autores, o importante eh que podemos aproveitar as pedrinhas rejeitadas por eles para usa-las como pedras angulares na construcao de nossa Arvore Genealogica.

Neste trecho encontramos dois provaveis irmaos do primeiro Belchior Pimenta de Carvalho encontrado no livro do professor Demerval. D. Maria Pimenta de Carvalho e seu irmao direito, Revmo. Dr. Joao Pimenta de Carvalho, que foi deao da Se do Rio de Janeiro. O Aurelio nos define a palavra deao como: “1. Ecles. Dignitario eclesiastico que preside ao cabido; decano. 2. Decano. 3. Ecles. Coordenador de um grupo de parocos.” E define decano como: “1. O mais antigo ou mais velho dos membros de uma classe, instituicao ou corporacao; deao.”

Entendo, pois, que este Joao Pimenta de Carvalho devia ser o clerigo mais antigo e que possuia uma certa ascendencia sobre seus confrades. Apesar dessa informacao aparentemente elimina-lo como ancestral de alguem por causa do celibato instituido pela Igreja Catolica e rigorosamente fiscalizado naquela epoca da Inquisicao, ha que se manter a mente ligeiramente aberta para uma possibilidade. A de que ele tenha se relacionado com Maria Machado, antes ou mesmo depois de ordenado. Quanto a isso, naquele tempo essas coisas aconteciam e eram melhor toleradas, em nome da Santa Madre Igreja. Exigia-se apenas a discricao no tratamento do assunto entre os paroquianos.

Para acobertar o deslise do irmao, o Belchior Pimenta de Carvalho, o velho, poderia ter adotado como seu proprio filho aquele que seria nosso ancestral. Se algo assim aconteceu, nao alteraria muito a nossa genealogia em termos paternos. Alteraria o lado materno onde teriamos que trocar nossa linhagem Almeida, de d. Francisca de Almeida, para a Machado, de d. Maria Machado. Isso na verdade, possivel, nao muda muito a genetica. Eh provavel que os Almeida e os Machado tivessem muitos ancestrais comuns em Portugal. E isso se tornaria como montar um quebra-cabecas que possui todas as pecas com formatos iguais. Uma peca em ordem trocada mudaria a figura, porem, nao mudaria o formato do conjunto do quadro.

Contudo, mesmo que todas estas minhas conjecturas possam ser entendidas como boas, somente se tornarao grandes hipoteses a partir do momento em que forem comprovadas. Se encontrarmos documentos comprovando a linhagem descrita pelo professor Demerval, algum interessado depois podera buscar o que levou o pesquisador Carlos Rheingantz ao engano, e vice-versa.

As duas versoes cairam como um encruzilhada em nossa genealogia. Nao creio que mudara muita coisa em relacao ao nosso conteudo genealogico tambem porque, embora a encruzilhada nos ofereca dois caminhos diferentes, ambos levarao ao mesmo fim. Supondo que o Joao Pimenta de Carvalho, com Maria Machado, que teria sido pai do Belchior Pimenta de Carvalho, o moco, fosse descendente do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho e nao do Manoel Pimenta de Carvalho, procedente de Vila Vicosa, talvez tenhamos ai somente um pouco mais de trabalho para recompor a nossa Arvore Genealogica, mas o resultado continuara sendo que seremos descendentes das mesmas familias nobres europeias. Senao atraves do proprio capitao-mor, sera atraves de sua esposa que era oriunda dos Oliveira Gago paulistas.

Nos estudos que tenho feito ate agora ja encontrei outros Pimenta de Carvalho no Rio de Janeiro, inclua-se ai (tanto) Joao (quanto Maria), mas nenhum com idade apropriada para encaixar-se em nosso quebra-cabecas. Creio que sejam nossos familiares mas nao tive dados suficientes para comprovar isso. Continuo acreditanto que nao podemos dispensar uma boa lida na obra: “Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Seculos XVI e XVII ….) do Carlos Rheingantz.

Nao muito tempo atras, recebi a divulgacao, via CBG, da publicacao de um livro com a genealogia do Bananal. Nome dado a uma das partes das capitanias que deram origem a Rio, Minas e Sao Paulo. Talvez neste tambem encontremos melhores informacoes. Sobretudo a respeito da genealogia do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho.

Caso nao aconteca outra alternativa senao a de sermos mesmo descendentes do Manoel Pimenta de Carvalho e Maria de Andrade, apos comprovada nossa ascendencia em Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, poderemos buscar o documento “De Genere Et Moribus” do Revmo. Dr. Joao Pimenta de Carvalho. Se o encontrarmos eh provavel que tenhamos um passaporte para encontrarmo-nos com varias raizes da familia.

Ele nasceu na epoca em que Portugal estava sob a Dinastia Filipina, ou seja, estava sob o dominio espanhol, quando a Inquisicao era das mais ferrenhas. Isso implica dizer que antes da ordenacao sua genealogia deve ter sido profundamente investigada para garantir que fosse cristao velho e “sem manchas judaizantes” ou que os ancestrais estiveram envolvidos em qualquer acusacao de sacrilegios. Dai podemos esperar descobrir quem na epoca eram nossos ancestrais em Arcos de Valdevez, Vila Vicosa e no proprio Rio de Janeiro e outros. No caso da Ilha Terceira a “onca ja eh morta”, no caso dos ancestrais de Belchior da Ponte Maciel. Porem, temos outros ancestrais de la.

Eh possivel que mesmo fazendo a troca do casal Belchior Pimenta de Carvalho e Francisca de Almeida pelo Joao Pimenta de Carvalho e Maria Cardoso a nossa genealogia nao ira alterar-se sensivelmente. O sobrenome Machado, tanto quanto o Almeida, estao mesclados com varias das familias primeiro-chegadas ao Brasil. Sera bem possivel que trocando um pelo outro mudaremos algumas pecas do nosso quebra-cabecas de lugar mas logo descobriremos que haverao ancestrais comuns a ambos em suas raizes portuguesas. Seria bom encontrarmos a verdade porque isso retificaria os caminhos genealogicos, contudo, muito pouco devera alterar geneticamente falando. Mesmo que o nosso possivel ancestral Joao Pimenta de Carvalho seja outro que nao estes que ja identificamos.

Como diz o antigo ditado: “Todos os caminhos levam a Roma.” (E o novo que acabo de inventar: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho vaticana.” Um dia explicarei o senso de humor nisso ai). Eu mencionei anteriormente o fato de todas as linhagens genealogicas tenderem para convergir para ancestrais comuns. Mesmo que partamos de linhagens diferentes haverao sempre muitos encontros no final. E pelo que observei dos nossos possiveis ancestrais a partir de Belchior da Ponte Maciel e Ignez Fernandes, nos teremos, repetidamente, os mesmos ancestrais.

Digo isso porque se encontrarmos o nosso vinculo de parentesco com o poeta Carlos Drummond de Andrade, a genealogia dele, ja tao bem estudada, nos informara que descendemos inumeras vezes da familia real portuguesa, particularmente do rei D. Dinis e, em consequencia, de Henri de Bourgogne e Tereza de Leon. Ou seja, os mesmos ancestrais que a familia Barbalho repetira, caso comprovado que o nosso ancestral Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, nascido em Ponte de Lima, seja irmao ou primo do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, natural da vizinha Viana do Castelo.

Ambos, alem de, certamente, parentes proximos entre si foram concunhados. O primeiro casou-se com Maria de Araujo e o segundo com Brazia Monteiro, filhas do fidalgo Pantaleao Monteiro e Brazia de Araujo. O Bezerra, segundo o familybezerrainternational tambem descende do casal Henri de Bourgogne e Tereza de Leon. Diga-se de passagem, sao os pais de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.

Como afirmei anteriormente, isso nada tem o que ver com coincidencia e sim com um fato derivado da probabilidade matematica. No caso de comprovar-se a tradicao de que os descendentes Furtado Leite do Centro-Nordeste de Minas Gerais sao descendentes de Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o barao de Cocais, terao repetidamente os mesmos ancestrais.

Por fim, se as tradicoes que dizem que os Coelho, descendentes do alferes Jose Coelho de Magalhaes, falharem e nao forem descendentes do personagem historico em Minas Gerais: Manoel Rodrigues Coelho, e sim de Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e Ana Josefa de Magalhaes Pinto, teremos a constatacao imediata de que voltaremos aos mesmos ancestrais, atraves dos reis dos quais eles descendem. E se a tradicao estiver correta, talvez teriamos apenas um pouco mais de trabalho para comprovar que Manoel Rodrigues Coelho tambem tinha os mesmos ancestrais.

O fato eh este, “nada acontece por acaso”. O “mundo eh que eh pequeno” demais para que estas “falsas coincidencias” nao se cansem de repetir.

Vou postar aqui tambem uma observacao deixada pelo professor Demerval Pimenta, na pagina 254 de seu livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”.

“Do estudo que acabamos de proceder sobre a descendencia do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, verificamos que este casal, entre outros, teve uma filha de nome ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, casada naquele mesmo Arraial, com o portugues Capitao ANTONIO FRANCISCO DE CARVALHO. Foi nos dado constatar que este ultimo casal teve nove filhos, [Joao, 1761; Vitoriana, 1762; Antonio, 1764; Luciano, 1766; Mariana, 1767; Jose, 1769; Francisco, 1771; Bernardo, 1776 e Boaventura Jose Pimenta, 1779] mas, somente de dois deles, VITORIANA e BOAVENTURA, pudemos obter dados sobre os seus descendentes, os quais receberam o sobrenome de JOSE PIMENTA, herdados de JOSEFA PIMENTA. Face a esta cisrcunstancia supomos que os demais filhos do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA bem como seus outros netos, filhos que eram de ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, tenham tambem recebido o sobrenome de JOSE PIMENTA, derivado da avo JOSEFA. Ha fortes indicios de que as varias familias PIMENTA residentes no Norte e Nordeste de Minas se originaram de Sao Jose do Tapanhoacanga e de Milho Verde. Todavia, nao desprezamos a hipotese de que alguns dos possiveis filhos do casal MANOEL e JOSEFA tenham usado o sobrenome de PIMENTA BARBALHO ou VAZ BARBALHO, os quais teriam dado origem `as familias de sobrenomes VAZ e BARBALHO.”

Acredito que em 1966, quando da publicacao do seu livro, o professor Demerval nao fizesse a menor ideia de quao rapido se dava a multiplicacao humana. Ele menciona tanto os Barbalho quanto os Coelho de Guanhaes e Virginopolis como apendices das familias Borges Monteiro e Pereira do Amaral sem muito de preocupar com a possibilidade de tambem serem descendentes do mesmo casal Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza.

Talvez a desatencao dele para o fato tenha se devido por ja possuir em maos as publicacoes “Algumas Notas Genealogicas” do professor Nelson Coelho de Senna e o “Genealogia e Biografias de Serranos e Diamantinenses” do Dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourao. Estes abordam ramos das familias citadas que o professor Pimenta nao abordou. Alem, claro, dos trabalhos do alferes Luiz Antonio Pinto. Eh possivel que o professor Pimenta tenha pensado que, se os outros nao encontraram ligacoes sera porque nao as haviam. E, possivelmente, os outros nao as encontraram porque tinham em mente outras prioridades que nao as de encontrar justamente essas respostas que hoje buscamos.

Como “nada acontece por coincidencia” mesmo, acredito que se tomarmos o casal JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA e MANOEL VAZ BARBALHO como ponto-de-partida, nao me sera surpresa encontra-lo como tronco de todas as familias da regiao do entorno da Cidade do Serro, antiga Capital do Norte de Minas. E o mesmo podera se dar se o mesmo fizermos a partir de outros casais que tenham plantado suas dinastias nos mesmos area e tempo. Nao sera “por acaso” que todos seremos: Amaral, Andrade, Barbalho, Borges, Coelho, Ferreira, Monteiro, Pereira, Pimenta e muitos outros, simultaneamente. Sera tudo uma questao de constatacao matematica. E seremos, consequentemente, inumeras vezes descendentes dos mesmos ancestrais que viveram em Portugal em seculos passados.

Alias, temos versao diferente daquela que escrevi acima dando o capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho como casado com Maria de Lara. No endereco: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptoligagos.htm, o pesquisador Lenio Richa apresenta esta versao, no cap. 1o., paragrafo 4o., numero “3 -1. Susana Requeixo, cc. o Cap. Mor Joao Pimenta de Carvalho, n. Portugal, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, morador na Ilha Grande, 1620, Cap. Mor e Ouvidor Loco-Ten. da condessa de Vimieiro, “o qual casou na familia dos Oliveiras Gagos, de Santos”, f. de Goncalo Pimenta de Carvalho, n. Portel, e Maria Jacome de Melo, n. Vila Vicosa, Alentejo, talvez pais de pelo menos:”

No endereco: http://www.valedoparaiba.com/cidadesdaregiao_novo/?pagina=cidade&cid=30&menu=111, acima mencionado, ha a citacao a outra Maria Jacome de Melo, filha do locotenente acima mencionado, segundo a curta biografia dele ali colocada, e uma das primeiras residentes em Paraty, segundo as poucas informacoes a ela dedicadas. No trabalho do pesquisador Lenio Richa esta ainda nao esta presente entre os descendentes dele.

Senti a necessidade de acrescentar mais algumas linhas a este texto. Minhas consideracoes aqui tratam-se de esclarecer um pouco mais o que penso a respeito de, talvez, termos que alterar a proposta da linhagem Pimenta de Carvalho da qual descendemos. Como ja abordei anteriormente, talvez teremos que trocar o casal Belchior Pimenta de Carvalho e Francisca de Almeida pelo Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado. Se for o caso, posso apenas especular por enquanto mas as pecas estao se ajuntando para resultar naquilo que afirmei antes de que a gente altera a figura mas nao altera o formato do quadro em nosso quebra-cabecas.

Ocorreu-me de explicar para os aprendizes de genealogistas que acaso venham a ler este texto a diferenca entre alta e baixa nobreza. As pessoas geralmente pensam que os termos se refiram apenas ao fato de os membros da alta nobreza ocuparem os postos de reis, duques, marqueses, viscondes etc. E os membros da baixa nobreza sejam pessoas feitas nobres por qualquer outro valor que nao a ascendencia nos de alta nobreza, particularmente, dos reis. Mas a verdade eh auspiciosamente diferente disso.

A probabilidade matematica nos ajuda a definir isso melhor. Realmente, os considerados de alta nobreza sao geralmente os reis e seus descendentes mais proximos. Mas devemos lembrar que os casamentos dos reis partiam de interesses em fazer aliancas. Portanto, os reis e as rainhas tinham filhos destes casamentos que, por direito legal, eram os sucessores. Algumas monarquias adotavam o primeiro nascido como sucessor legal (incluia filho ou filha). Mas a maioria dava esse direito somente aos descendentes do sexo masculino. Ou seja, o rei deveria sempre ser o primogenito do rei anterior.

Um dos problemas que Portugal viveu foi justamente por essa questao. D. Maria I era a filha de D. Jose I, que nao teve herdeiros masculinos. A solucao encontrada foi faze-la casar-se com o proprio tio para garantir a sucessao na linhagem bragantina. Se ela ficou louca depois disso nao deve ter sido por poucas razoes.

Porem, alem dos reis e rainhas poderem ter diversos filhos proprios, era comum eles, os homens principalmente, terem outras familias em regime de concumbinato. Isso servia como plano de contingencia para o caso de nao nascerem filhos dos rei e rainha legais, ou os nascidos fossem incompetentes para governar. Pessoas portadoras de impedimentos como a demencia desde a infancia.

Portugal sofreu duas vezes por falta de herdeiros legimos ao trono. Uma no que se chamou de “Crise de 1383 a 1385”, quando a Espanha reclamou o trono portugues. A solucao so se deu apos ter havido guerra entre os dois paises. Com a derrota da Espanha subiu ao trono D. Joao I, o mestre de Aviz. Ele era filho extra-marital do rei.

Alem disso, ele foi tambem pai extra-marital da dinastia de Braganca. Ja seus herdeiros de direito continuaram a dinastia ate 1580, quando novamente o problema se repetiu e, dessa vez, o rei espanhol, Felipe II, nao deixou a peteca cair em maos de outros. Somente a partir de 1640 a monarquia portuguesa foi restaurada na pessoa de D. Joao IV, que era o VIII duque de Braganca.

Voltando ao ponto que quero chegar, os reis geralmente eram pais de inumeros filhos. Muitas vezes as filhas eram enviadas a outras cortes para tornarem-se rainhas consorte (termo muitissimo apropriado!) ou se casavam com membros da alta nobreza local. Dos filhos, o mais velho estava destinado a tornar-se rei. Os outros recebiam titulos subalternos dentro da alta nobreza.

Na proxima geracao, a de netos de determinado rei, a familia poderia ser multiplicada exponencialmente. Nos podemos ter ideia disso lembrando-nos do numero de descendentes de nossos avos. Em meu caso particular, tive cem primos do lado paterno e quase o mesmo numero do lado materno. Mas o cargo de rei era apenas um e os outros postos tambem nao eram suficientes para encaixar todo mundo na mesma esfera. Com isso, uma parte da descendencia, automaticamente, era forcada a entrar numa expiral de desvalorizacao hierarquica. E tambem era em funcao disso que a descendencia procurava casar-se entre si para nao perder de todo o “status magico” de ser parente do rei.

Para complicar as coisas, cada rei novo que subia ao trono repetia a situacao. E o numero de descendentes, mesmo se repetindo o casamento de primos com primos, continuava aumentando em escala exponencial. Imaginem uma situacao dessas ocorrendo num pais do tamanho de Portugal, cuja populacao era pequena em consideracao aos nossos dias, e antes das conquistas em outros continentes que, sem elas nao havia como expandir. Ora, com o passar de 3 ou 4 seculos o primeiro rei seria ascendente de todos os portugueses, desde o rei mais recente ate ao indigente que por qualquer situacao adversa estivesse obrigado a pedir esmola.

Pois eh, a partir de entao eh que os que ocupavam cargos considerados de menor importancia passaram a ser conhecidos como de baixa nobreza. Muitas vezes eram pessoas promovidas pelo valor que demonstravam em guerras ou conhecimentos (descobrimentos em particular). E, estes, se nao haviam guardado a Arvore Genealogica que comprovava suas ascendencias em reis do passado, adquiriam o direito de se casarem com as filhas daqueles que tinham “pedigree”. Eh por isso que, muitas vezes, se torna mais facil encontrarmos uma linhagem nobre atraves de linhagem materna que paterna.

Bom, ocorreu-me lembrar aqui estes fatos por causa da encruzilhada que ficamos entre descendermos do Manoel Pimenta de Carvalho ou do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho. (Podemos ate descender de ambos ou de nenhum deles.) Se observarmos nos detalhes, podemos esperar que ambos, possivelmente, teriam ja algum grau de parentesco. Primeiro porque as assinaturas eram iguais. Depois porque o primeiro procedia de Vila Vicosa e o segundo de Portel. Ambas as localidades estao relativamente proximas uma da outra no mapa.

Para completar a mae de Joao Pimenta tambem era natural de Vila Vicosa. Ambas as localidades estavam contidas no territorio do Ducado de Braganca, cujo titulo foi instituido no final dos anos 1300. Alias, Vila Vicosa era a sede do Ducado de Braganca. Quem desejar saber um pouco mais a respeito de Portel, visite o endereco: http://www.cm-portel.pt/pt/conteudos/freguesias/portel/Breve+Historia+da+Freguesia.htm. Ai pode-se constatar que em 1257 o local fora doado por D. Afonso III, rei de Portugal, ao nobre D. Joao Peres de Alboim, Mordomo-Mor do rei. Apos a Crise de 1383-1385, ele foi doado a D. Nuno Alvares Pereira, o II Condestavel de Portugal.

Acredito que tanto Joao quanto Manoel Pimenta de Carvalho faziam parte da pequena nobreza portuguesa, mesmo antes de o primeiro ter sido feito fidalgo da casa real, ou casado com uma Oliveira Gago e o segundo ter casado com uma Ponte Maciel. Embora nao tenhamos a genealogia pregressa deles, todos os indicios apontam para essa conclusao. Mas nao desejo entrar em mais detalhes do que o necessario neste assunto. Antes ha que provarmos ser descendentes de um ou outro para somente depois visitarmos os detalhes que poderiam interessar-nos. E diga-se de passagem, sendo esta hipotese correta, voltaremos aos mesmos ancestrais do passado em Portugal.

Outra conclusao que tiro deste estudo eh a de que nos falta a construcao de uma Arvore Genealogica a partir desses nossos ancestrais abordados ate aqui. Era a minha vontade, pelo menos, construir uma Arvore Genealogica abrangendo especialmente o sobrenome Barbalho desde o inicio da colonizacao portuguesa no Brasil e fazer as coneccoes dela com as diversas outras genealogias ja prontas e que os nossos ancestrais Barbalho lhes sejam ancestrais, mesmo que nao como troncos masculinos como normalmente se faz.

Acredito que um trabalho como este nao prestaria maior favor `as pessoas particulares que usam o sobrenome Barbalho nos dias atuais do que `a Historia dos brasileiros como um todo. Isso porque o sobrenome Barbalho chegou ao Brasil junto com os outros primeiros povoadores portugueses do pais. Alem disso, as biografias de Luiz Barbalho Bezerra e seus filhos serviriam de icones a serem seguidos, pelos sacrificios que fizeram pela liberdade de Brasil e Portugal e pelos exemplos de vida que foram. Exemplos estes que a populacao atual precisava saber reconhecer e seguir.

Pouco depois de eu ter publicado este texto em meu blog, descobri um pequeno engano de minha parte quanto `a identificacao do rei D. Dinis como nosso ancestral nessa linhagem, porem, trata-se do D. Afonso Dinis, meio-irmao do rei, sendo ambos filhos do D. Afonso III. Por isso escrevi uma carta, que agora acrescento aqui, para enviar aos meus contatos. Ha muito tenho noticias de D. Afonso Dinis como nosso possivel ancestral na linhagem Coelho, caso o nosso ancestral alferes Jose Coelho de Magalhaes for filho de Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e Ana Josefa de Magalhaes Pinto. Segue entao:

Meus prezados,

Publiquei ontem o que penso ser a ultima pagina em meu blog, no endereco: https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/. Revisando agora de manha os dados contidos no geneall.net Portugal, observei um pequeno engano de minha parte. A ascendencia que encontrei foi em D. Afonso Dinis, irmao do rei D. Dinis e filhos do D. Afonso III, rei de Portugal.

De qualquer forma, ficou estabelecido o vinculo entre a populacao (boa parte) da regiao da antiga Villa do Principe, atual Serro, com a casa real portuguesa. Contudo, ficou uma grande duvida quanto `a sequencia genealogica naquele site estar correta. Vou copia-la aqui, com as datas para que fique melhor esclarecido. Vejam entao:

1824 Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho – Eugenia Maria da Cruz
+ – 1780 Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes
+ – 1740 Jose Vaz Barbalho – Anna Joaquina Maria de Sam-Jose
1716 Josepha Pimenta de Souza – Manoel Vaz Barbalho
1691 Belchior Pimenta de Carvalho – parceira nao identificada
+ – 1650 Belchior Pimenta de Carvalho – Francisca de Almeida
1622 Maria de Andrade – Manoel Pimenta de Carvalho
+ – 1590 Maria Cardoso de Souto-Maior – Belchior de Andrade de Araujo
1577 Belchior da Ponte Maciel – Ines Fernandes

Daqui para frente eh o que se encontra no geneall.net Portugal, porque la ja continha os ancestrais de Helena de Sottomayor (ou Souto-Maior), a viuva de Pedra, que na pagina: http://www.arvore.net.br/Paulistana/Rendons.htm esta apresentada assim: “f.º de Innocencio de Andrade Machado, natural da ilha Terceira (legítimo descendente da família de seu apelido), e de Helena de Souto-Maior, chamada a viúva da Pedra, por esta neto de Belchior da Ponte Maciel, da família dos Pontes Cardoso da mesma ilha. Teve:” Esta pagina eh copiada dos trabalhos dos genealogistas Pedro Taques de Almeida Pais Leme e Luiz Gonzaga da Silva Leme. As descricoes nos trabalhos originais estao melhor trabalhadas. O extrato da pagina mencionada esta no capitulo 5o., paragrafo 1o, na passagem das paginas 14 para 15.

No item 1-1 Jose de Andrada Souto-Maior, ha a informacao de que Maria Cardoso de Souto-Maior era irma inteira da Helena de Souto-Maior ja mencionada. continua entao:

1540 Gaspar de Souto Cardoso – Catarina Valadao
+ – 1510 Maria Alvares Cardosa de Souto Maior – Roque da Ponte Maciel
1485 Margarida Cardoso – Pedro Goncalves do Souto, “o Cavaleiro”
1460 Henrique Cardoso – Beatriz Afonso Homem
Martim Anes Cardoso, “o Pequeno” – parceira nao identificada
Maria Nunes Faria – Joao Vaz Cardoso
Duarte de Faria – parceira nao identificada
1440 Lourenco de Faria – Luisa Pires
1420 Alvaro de Faria – Isabel da Silva
1400 Joao Alvares de Faria – Alda Martins de Meira
1380 Maria de Sousa – Alvaro Goncalves de Faria
1362 D. Lopo Dias de Sousa, sr. de Mafra, Ericeia e Enxara dos Cavaleiros – parceira nao identificada
1330 D. Alvaro Dias de Sousa – Maria Teles de Menezes*
1305 D. Diogo Afonso de Sousa – D. Violante Lopes Pacheco
1260 D. Afonso Dinis – D. Maria Pais Ribeira
1210 D. Afonso III, rei de Portugal – Maria Peres de Enxara
1185 D. Afonso II, rei de Portugal – Urraca, Infanta de Castela
1154 D. Sancho I, rei de Portugal – Dulce de Barcelona, Infanta de Aragao
1109 D. Afonso Henriques, 1o. rei de Portugal – Mahaut (ou Mafalda) de Savoia (Saboia)

*Maria Teles de Menezes – 1330 D. Alvaro Dias de Sousa
1310 D. Martim Afonso Telo de Menezes – Aldonca Anes de Vasconcelos
1280 D. Afonso Martins Teles Raposo – Berengaria Lourenco de Valadares
1250 D. Goncalo Anes Raposo – D. Urraca Fernandes de Lima
1225 D. Joao Afonso Telo de Menezes – Elvira Gonzalez Giron
1205 D. Teresa Sanches – Alfonso Tellez, sr. de Menezes e Albuquerque
1154 D. Sancho I, rei de Portugal – D. Maria Pais Ribeira, “a Ribeirinha”

Como se pode ver, sendo estas linhagens corretas, somos duas vezes descendentes da familia real portuguesa na mesma linhagem. A partir do D. Sancho I, temos que ele deu origem a linhagens diferentes, com parceiras diferentes, que se encontraram no casamento de primos em Maria Teles e D. Alvaro Dias.

O que leva `a suspeita de algum engano eh haverem tres geracoes inseridas no espaco de 20 anos, de 1440 a 1460. Porem, as datas nao refletem, necessariamente, os anos de nascimento dos personagens. O que pode ter acontecido eh uma ou mais geracoes terem sido representadas pelas datas de casamentos e isso fez as idades aparentemente aproximadas. Ou, ainda, pode ser um simples erro de inclusao de geracoes, confusao de ter sido colocado irmaos como sendo pais uns dos outros, quando os filhos se casaram primo com primo

LISTA DE DOCUMENTOS QUE PRECISAMOS

01. Registro de casamento do alferes Jose Coelho de Magalhaes (talvez tenha sido conhecido como Jose Coelho da Rocha) e Eugenia Rodrigues Rocha (talvez tenha sido conhecida como Eugenia Maria da Cruz, 1a.) – deve ser encontrado em Conceicao do Mato Dentro ou em Belo Horizonte, caso Morro do Pilar pertenca `a Arquidiocese de Belo Horizonte. Talvez haja Testamento passado por um deles.

02. Registro de casamento de Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho e Giuseppe Nicatisi da Rocha. Talvez exista em Conceicao do Mato Dentro ou Serro. Solucionaria a questao de ela ser ou nao ser filha de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

03. Registro de casamento de Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho e Eugenia Maria da Cruz. Deve ser encontrado em Conceicao do Mato Dentro. Dariamos fim `a duvida `a paternidade de ambos.

04. Documento “De Genere Et Moribus” do padre Policarpo Jose Barbalho. Deve ser encontrado em Mariana nos Arquivos Diocesanos desta cidade mineira. Podera em uma so cajadada liquidar varios “coelhos” que temos a resolver. Podera estabelecer a filiacao do Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho e de seus irmaos Jose e Manoel. E, talvez, revelar mais algum que nao seja do nosso conhecimento.

Tambem revelaria quem seriam os avos dele. O “De Genere” do padre Emigdio revelou que ele era filho de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Isso levou-me a considerar duas hipoteses em relacao aos avos paternos. Poderiam ser os mesmos Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Porem, Policarpo casou-se em 1808, deixando suspeita que tenha nascido por volta de 1780. O casal citado acima casou-se em 1732, em Milho Verde do Serro.

Em 1735 o casal Manoel e Josepha teve um filho com o nome Policarpo Joseph Barbalho. Entao, ha espaco de tempo suficiente para que este filho tenha se casado por volta de 1758 e tenha sido pai de Jose Vaz Barbalho. E este, por volta de 23 anos depois, ter sido pai de um Policarpo neto, que tornar-se-ia muito depois o padre Policarpo Jose Barbalho. Esta possibilidade baseia-se no fato de se mudarem as geracoes e os nomes se repetirem em homenagem aos ancestrais. E isso eh muito comum na Familia Barbalho.

O Policarpo Joseph Barbalho pode ter ficado viuvo e se casado uma segunda vez. Esta seria a razao de ele aparecer nos registros de Gravatai – RS. Neste segundo casamento ele casou-se com Bernarda Maria de Azevedo e naquela cidade tiveram varios filhos. Uma delas, Josefa Pimenta de Souza casou-se em 1784. E o registro de obito dele foi lavrado na Villa de Porto Alegre, em 1801, onde faleceu aos 66 anos de idade. Mas a hipotese que penso ser mais provavel eh a de o Jose Vaz Barbalho ser mesmo filho do casal Manoel e Josepha e ser irmao deste Policarpo, alem de Isidora Maria da Encarnacao, cuja descendencia eh retratada no livro do professor Demerval.

05. Registro de casamento de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sam-Jose. Este deve ser encontrado em Conceicao do Mato Dentro porque ele nasceu no Serro e ela naquela cidade. Uma segunda opcao seria encontra-lo no Serro porque nao se sabe quem mudou para onde. Ajudaria-nos a encontrar os nomes dos pais e dos avos.

06. Registro de casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Este se deu no Distrito de Milho Verde, pertencente a Villa do Principe, atual Serro – MG. A data eh de 18.09.1732. A referencia eh: “Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78”.

07. Registro de casamento de Paschoa Barbalho e Pedro da Costa, acontecido “no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668.” Isso nao significa que somente estes documentos nos interessam. Se encontrassemos o registro de batismo de d. Paschoa ja poderia ajudar a solucionar essa questao. E mesmo o registro de casamento de d. Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar ja mostraria os pais dela e os avos. Enfim, qualquer outros documentos narrando essa genealogia ja nos ajudaria a montar o nosso quebra cabeca genealogico. Ao que tudo indica, os registros podem estar nos livros referentes a Sao Goncalo, pois, ali deve ter nascido d. Paschoa.

08. Arquivos do alferes Luiz Antonio Pinto, que se encontra no Arquivo Publico Mineiro – APM -, em Belo Horizonte. Segundo o professor Demerval Jose Pimenta existem anotacoes do registro de casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza neste.

09. Documento “De Genere Et Moribus” do Revmo. Dr. Joao Pimenta de Carvalho, que deve ter nascido por volta de 1630, nascido no Rio de Janeiro.

10. Registro de casamento de Marcal de Magalhaes Barbalho e (H)Ercila Coelho de Andrade. Deve ter-se dado em Guanhaes, em 05.07.1879 mas os registros podem estar na Cidade do Serro.

11. Registro de casamento de Candida de Magalhaes Barbalho e Joao Batista Magalhaes. Aconteceu em 30.06.1883, em Virginopolis ou Guanhaes.

12. Registro de casamento de Ambrosina de Magalhaes Barbalho e Miguel Nunes Coelho. O casamento deve ter-se dado em 1879 ou 1880 e, mais provavel, em Virginopolis. Mas os registros podem estar em Guanhaes por aquila ainda ser distrito desta `a epoca.

Os registros de casamentos dos outros irmaos: Emigdia de Magalhaes Barbalho, casada com Jose Coelho Nunes (ou Nunes Coelho), sem data; Petronilha de Magalhaes Barbalho, c.c. Joao Nunes Coelho, sem data; Pedro de Magalhaes Barbalho, c.c. Antonia Honoria Coelho, a 25.11.1876 e Quiteria de Magalhaes Barbalho, c.c. Joaquim Pacheco Moreira, sem data, tambem ajudariam a dar resposta `a parte de nossas duvidas e ajudariam a melhorar o nosso conhecimento a respeito dos ancestrais dos conjuges.

MAIS RECENTES NOVIDADES DA FAMILIA BARBALHO

Recentemente encontrei as informacoes que muito procurava, com relacao `a paternidade de nossa ancestral Paschoa Barbalho e ao encaixe entre o Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e o tronco familiar da Familia Bezerra de Menezes. Ha agora um indicativo mais forte que tenha mesmo sido irmao de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Para facilitar meu trabalho, vou anexar aqui dois capitulos do texto do meu blog: https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/. Assim nao terei que reescrever o que ja esta pronto. Segue entao:

81. CIDADE DE SAO GONCALO, RIO DE JANEIRO

Este capitulo deveria ser encaixado entre meio o do Rio de Janeiro e o de Nilopolis. Mas somente nos ultimos dias, hoje eh 12.10.2012, consegui algumas informacoes que tanto procurava. Alias, encontrei ate um pouco mais. Isso se deu gracas a uma navegacao que fiz na Internet e, por curiosidade cliquei sobre o endereco: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf.

Ali se encontra uma tese intitulada: “ENTRE A SOMBRA E O SOL, A REVOLTA DA CACHACA, A FREGUESIA DE SAO GONCALO DE AMARANTE E A CRISE POLITICA FLUMINENSE (RIO DE JANEIRO, 1640-1667). O autor eh Antonio Filipe Pereira Caetano. A tese dele eh complexa e longa, porem, da pagina 187 a 194 ha um capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho” que, logico, despertou mais o meu interesse.

Nao li toda a tese, porem, ressaltou `as minhas vistas o detalhe de o autor defender o casamento entre a Historia e a Genealogia para melhor compreensao dos fatos. Pensei: perfeito, justamente o que venho debatendo em meus proprios estudos. Embora, ha que se adicionar tambem Geografia. Geralmente, os estudiosos mais antigos procuram estudar o que eh chamado de “fato”. Contudo, na maioria das vezes eles nos apresentam topicos com uma boa dosagem de opiniao. Isso se da porque nunca os fatos sao aquilo que aconteceu porque eles sao consequencia de processos que, muitas vezes, transcorrem ao longo de muitos anos.

Aquilo que aconteceu em 11 de setembro de 2011 aqui nos Estados Unidos nao foi um fato, foi apenas um capitulo de uma extensa novela que vem se desenrolando ao longo dos seculos. E quem pensa como a maioria dos americanos que resolvera a questao reagindo apenas em funcao daquele “topico” de nossa Historia, ira perder o tempo dele e somente ira prolongar mais as consequencias desastrosas das respostas irresponsaveis. Isso foi o que o presidente George W. Bush fez. Mas aqui estou desviando um pouco do nosso assunto. Que isso sirva apenas de um parametro de como as coisas realmente sao.

Nao posso afirmar que o autor Antonio Filipe tenha sido perfeito na tese dele ja que nao a li por completo. Porem, a ideia de aliar-se a genealogia com a Historia faz um sentido perfeito. E os dados que ele nos passa em sua obra comprova isso ja que temos inumeras literaturas ja arroladas em nossos estudos que, como veremos mais na frente, estao repletas de dados falsos, portanto, nao podem ser consideradas pontos de Historia e sim fantasias que misturam fatos e interpretacoes erroneas.

Vou dar um credito para o Antonio Filipe em alguns dados que ele fornece no capitulo acima mencionado. Principalmente naqueles que ele recolheu de estudos anteriores e que tenham ligacao direta com Sao Goncalo. Depois mencionarei algumas informacoes que, a meu ver, sao distorcidas. Nao que ele as tenha inventado, porem, nao creio que as literaturas que ele consultou apresentem a essencia da verdade. E, claro, nos que somos humanos e tentamos trabalhar com uma gama enorme de informacoes ao mesmo tempo, estamos sujeitos aos nossos proprios erros. Eu proprio estou sempre procurando voltar e consertar os meus. Uma pequena distracao e … la se vai a vaca para o brejo!

Vamos, entao, primeiro passar uma pequena pincelada pela Historia de Sao Goncalo, do Rio de Janeiro. E para isso eu estou recorrendo `as postagens de Historia de Sao Goncalo nos sites da Prefeitura de la e da Wikipedia. Enderecos: http://www.saogoncalo.rj.gov.br/historia.php & http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Gon%C3%A7alo_(Rio_de_Janeiro).

A regiao em torno da Baia da Guanabara foi habitada pelos indios tamoios. Como ja vimos no capitulo do Rio de Janeiro, essa nacao indigena era arredia em relacao aos portugueses e preferia o contato com os franceses. Logo apos `a implantacao da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro e o exterminio dos indios resistentes, comecou-se a distribuicao de Sesmarias para que os colonos ocupassem e fizessem a defesa do territorio.

No site da prefeitura ha um “quadro sinotico” que resume o processo historico da cidade. Vou copiar e depois dar mais detalhes. Segue:

1579 – a area eh dada como Sesmaria ao nobre Goncalo Goncalves. Ele funda o arraial em torno da capela erguida em homenagem ao santo de sua devocao, Sao Goncalo do Amarante que, na verdade, foi beatificado porem nao canonizado.
16… – Foi implantada uma fazenda conhecida como Colubande, pelos jesuitas. A sede da fazenda foi preservada e hoje eh usada pelo Batalhao da Policia Florestal do Estado do Rio de Janeiro.
1644 – O arraial eh elevado `a categoria de freguesia.
1645 – Pedido de Jurisdicao da freguesia
1646 – Elevacao `a categoria de Paroquia de Sao Goncalo do Amarante. Contava, entao, com 6.000 habitantes.
1647 – confirmacao da freguesia.
1660/1661 – De Sao Goncalo e Niteroi nasce A Revolta da Cachaca, importante marco na Historia Fluminense.
1819 – Suspensao da condicao de Freguesia e eh rebaixada a distrito de Niteroi.
1890 – Elevada a Vila e Municipio. Instalacao do Municipio no mesmo ano, em 12.10.
1892 – Supressao do Municipio em maio e restauracao em dezembro.
1922 – Elevacao `a categoria de cidade.
1923 – Supressao da condicao de Cidade e retorno `a de Vila.
1929 – Restauracao definitiva `a condicao de Cidade.
1940/1950 – Instalam-se grandes industrias e recebe o apelido de “Manchester Fluminense”.

Atualmente, Sao Goncalo eh a segunda cidade mais populosa do Rio de Janeiro e conta com 1.1 milhoes de habitantes aproximadamente. Alguns pontos turisticos podem ser observados a partir do endereco: http://www.saogoncalo.rj.gov.br/sao_goncalo.php.

Talvez os estudiosos que escreveram os dois primeiros textos referidos logo acima nao tenham feito a ligacao dos fatos, pelo menos aparentes, de que as datas de 1644 a 1661 coincidem com a chegada e o assentamento da Familia Barbalho no Estado do Rio de Janeiro, particularmente, na Cidade de Sao Goncalo. Desde 1643 ate 15.04.1644, quando faleceu, o governador do Rio de Janeiro era Luiz Barbalho Bezerra que viera da Bahia para este fim, substituindo a Salvador Correia de Sa e Benevides que teria que viajar para Portugal, para responder a processo aberto contra ele.

Devido `a proximidade da data do falecimento de Luiz Barbalho e a implantacao da Freguesia, eh presumivel pensar que o ato tenha nascido na mesa daquele governador, embora implantado pelo seu sucessor: Francisco de Souto-Maior. Francisco de Souto-Maior era mestre de campo de um terco na Bahia e, certamente, tinha bom relacionamento com Luiz Barbalho que fora mestre de campo tambem na Bahia antes de dirigir-se para o Rio de Janeiro. (Talvez seja nosso aparentado pelo lado Pimenta de Carvalho. Os detalhes mais intimos dessa ligacao encontram-se no meu texto: https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/).

A observacao que se faz aqui eh a de que a comitiva que deve ter acompanhado Luiz Barbalho, incluindo seus filhos, deve ter se instalado toda em Sao Goncalo, dai o crescimento e a melhoria do local poder ter sido a justificativa para o acelaramento do crescimento no seculo XVII. Tambem nao podemos ignorar a razao obvia de que os recem-chegados tinham o interesse de consolidar um status social elevado que traziam desde Pernambuco.

A criacao da Freguesia significava uma oportunidade de se verem representados nos meios politicos locais. Cada freguesia devia ter o direito a ser representada por pelo menos um senador na Camara Municipal. E isso fazia parte das tramitacoes politicas naquela epoca, como o eh hoje, em escala maior.

Nao ha necessidade de aprofundarmos muito em relacao `a Historia de Sao Goncalo – RJ. Temos acima os enderecos na Internete para os que desejarem mais alguns detalhes. Infelizmente nao temos muito mais `a nossa disposicao. Percebi que o estudo do Antonio Filipe apresenta um pouco mais de genealogia alem da da Familia Barbalho. Contudo, eh muito pouco para o que eu desejava.

O que pretendo agora eh mostrar um pouco de nossa genealogia, suspeita e/ou confirmada, com ligacoes diretas com a Cidade de Sao Goncalo. Comecarei por outro ramo que nao o Barbalho. Copiarei aqui um pequeno extrato do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, do professor Demerval Jose Pimenta, que se encontra na pagina 248:

“Os ascendentes da primeira mulher de ANTONIO BORGES MONTEIRO, de nome MARIA DE SOUZA FIUZA, progenitora de ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR (Borginha), fazendeiro em Sao Sebastiao dos Correntes {atual Sabinopolis – MG}, sao os seguintes:

Sargento-Mor DOMINGOS BARBOSA MOREIRA, portugues, casado com TERESA DE JESUS, brasileira, natural de Tabaiana, na Bahia. {atualmente se chama Itabaiana, e localiza-se em Sergipe}.

Pais de:

F 1 – NOROTEA BARBOSA FIUZA, brasileira, natural de Sao Goncalo, casada com JOAO DE SOUZA AZEVEDO, natural de Portugal.

Pais de:

N 1 – MARIA DE SOUZA FIUZA, nascida na Vila do Principe, atual Cidade do Serro. Casou-se em 15 de novembro de 1775, na mesma Vila, com ANTONIO BORGES MONTEIRO. Faleceu em 20 de novembro de 1780.”

Estes foram os pais de Antonio Jr, Dorothea e Joao Borges Monteiro. Atualmente encontramos os dados de que Joao de Souza Azevedo, portugues, natural de Vila Nova do Norte, era filho de Manoel de Sousa Azevedo e Anna Coelho. Suspeito que o nome Vila Nova do Norte se refira a Vila Nova de Gaia, Vila Nova do Famalicao ou Vila Nova, no extremo norte da Ilha Terceira, Acores. O problema eh que nao encontrei nenhuma referencia a Vila Nova do Norte em Portugal.

Outro problema a ser resolvido eh saber a qual Sao Goncalo se refere o local de nascimento da ancestral Norothea. A principio eu optei por dar a resposta mais simples `a questao, ou seja, que ela tivesse nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras, que eh um Distrito da antiga Vila do Principe. Alem do mais, consta que este Sao Goncalo surgiu como arraial por volta de 1779 e foi implantado por Domingos Barbosa.

Existe no Arquivo Publico Mineiro – APM – o registro de uma Carta de Sesmarias, datada de 25 de agosto de 1739. O sesmeiro contemplado chamava-se Domingos Barbosa Moreira. Porem, nao obtive informacao se a tal carta trata da posse do local. Mas torna-se razoavel pensar que o fundador do Arraial tenha sido, talvez, um filho do sargento-mor. Isso por causa das datas que podemos deduzir a partir do que temos de concreto.

Maria de Souza Fiuza casou-se em 1775. Deveria ter no minimo 15 anos. Se a mae dela nasceu uns 15 anos antes, seria possivel que esta ja houvesse nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras, embora, o local nao tivesse tal nome. Poderia ter sido o nome da Sesmaria. Mas se a media de casamento da mae e da filha foi 18 anos, temos que o nascimento de d. Dorothea foi na epoca ou anterior `a Sesmaria, dai ela teria que ter nascido em outro Sao Goncalo, e a cidade candidata mais provavel seria a do Rio de Janeiro.

Como foi dito que Domingos era portugues e casou-se com Teresa de Jesus, de Sergipe, era muito provavel que tivessem residido no Rio de Janeiro antes de “assentarem praca” em Minas Gerais. Outro detalhe eh o de que nao sabemos dizer se Dorothea foi a primogenita de Teresa, e Maria Fiuza foi a primogenita de Dorothea. Se nao foram, as datas podem recuar ate por volta de trinta anos ao ano de 1739. Dai o nascimento de Manoel e Teresa poderiam recuar para as voltas de 1680, o que tornaria inviavel tanto eles estarem presentes na fundacao do Arraial quanto Dorothea ter nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras.

Contudo, tudo isso nao passa de hipoteses. O que temos de concreto eh o nome desses ancestrais e o de Sao Goncalo como referencia. Qual deles, nao podemos tomar partido ainda.

Vamos, entao, `a tese do Antonio Filipe Pereira Caetano, referencia acima. Logo de inicio, no capitulo “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho” ele da uma versao para o inicio da Familia Barbalho Bezerra no Brasil. Ali ele menciona o casal Antonio Martins Bezerra , tambem conhecido como Felpa Bezerra, e Maria Martins Bezerra. A novidade maior para mim eh a informacao de que o casal foi para o Brasil junto com o primeiro donatario de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira.

Recorramos entao a outras fontes para sabermos quem era esse Antonio Felpa Bezerra. Para simplificar, postarei aqui uma linhagem genealogica a partir dos reis da Peninsula Iberica, dos quais ele descendia. A primeira informacao que encontrei dos ancestrais dele encontra-se no endereco: http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html. E em segundo plano, confirmei no sitio http://www.geneall.net Portugal. Segue e depois explico:

1016 Fernando I Magno, rei de Castela e Leao – Sancha, infanta herdeira de Leao
1039 Alfonso VI, rei de Castela – Ximena Moniz
1080 Teresa de Leao, condessa soberana de Portugal – Henri de Bourgogne
1095 D. Urraca Henriques – Bermudo Perez de Trava
D. Teresa Bermudez de Trava – D. Fernando Aires de Lima
1176 D. Rodrigo Fernandes, o Codorniz – ? Rodrigues
1198 Maria Rodrigues Codorniz – Joao Bezerra
Goncalo Gomes Bezerra – ?
Soeiro Goncalvez Bezerra – ?
1340 Fernao Bezerra – Maior Fernandes de Moscoso
Martim Bezerra de Moscoso – ? do Campo
Lopo Bezerra de Moscoso – N
Fernao Lopes Bezerra – ?
Lopo Fernandes Bezerra – ?
Rodrigo ou Affonso Bezerra – Violante Moscoso
Martim Bezerra – ?
Antonio Pires ( ou Martins) Bezerra – Maria Martins Bezerra
1526 Domingos Bezerra Felpa de Barbuda – Brasia Monteiro

O autor do texto da Familia Bezerra nao menciona os primeiro reis no topo dessa linhagem. Ele comeca de Teresa, a condessa soberana de Portugal. Ela foi a mae tambem do Afonso Henriques, que foi tutorado pelo famoso Egas Moniz, o Aio. Afonso Henriques tornou-se o primeiro rei de Portugal. Egas Moniz foi o bisavo do Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a adotar o sobrenome e a passa-lo para os filhos.

No final da linhagem apresenta-se a definicao que o Antonio Martins Bezerra tambem foi mencionado como Antonio Pires, porem, para ser filho de Martim, a regra determinava que ele fosse cognominado mesmo de Martins. E a sequencia leva a Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Brasia Monteiro. Brasia era filha de Pantaleao Monteiro e Brasia Araujo. Essa sequencia leva `a uma das muitas linhagens da familia Bezerra no Nordeste brasileiro.

O que nos interessa aqui eh o autor Antonio Filipe nos ter informado que Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra se instalaram em Pernambuco. Porem, por outras fontes, acredito que ele tenha cometido um engano ao dizer que o casal fora tambem os pais de Guilhereme Bezerra Felpa de Barbuda. Pode ate ser, porem, este sera outro Guilherme, acredito, um tio do Guilherme casado com Camila Barbalho.

No endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios&vinda=S, “Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda”, de autoria de Pedro Wilson Carrano de Albuquerque, disponibilizado pela Usina de Letras, nao temos os nomes do Antonio Martins Bezerra e Maria, porem, temos o de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Maria Araujo, irma da Brasia Monteiro. Estes sim sao indicados como pais de um Guilherme, possivel, marido da Camila Barbalho, que era filha de Braz Barbalho Feyo e Catharina Tavares de Guardes. Catharina era filha de Francisco Carvalho de Andrade, armeiro real, e Maria Tavares de Guardes, tambem chegados a Pernambuco com Duarte Coelho Pereira.

Desta parte para cima deste capitulo eu o estava escrevendo diretamente no computador, no qual deixei o escrito no inbox. Agora o terminei no papel antes de passa-lo para o computador.

A razao pela qual nao estou podendo continuar meu trabalho no aparelho se da por minha esposa e eu termos tido uma briga sem maiores fundamentos. Porem ela eh a dona dele e decidiu que nao poderia mais manipula-lo. (Morre de ciumes de eu estar procurando namorada ali…, ah aha ha!…). De minha parte, posso a abster-me da regalia de mexer no que eh dela e guardado com tanto ciume. Estou agora usando algumas horas de emprestimo para tornar publico os meus pensamentos.

Voltando um pouco aos dados que ja coletei, temos que o nucleo inicial que formou o ramo Barbalho (e a Familia Brasileira de um modo geral) ao qual pertencemos se compoe a partir de tres senhores de engenho, assentados em Pernambuco, desde o periodo em que Duarte Coelho Pereira foi seu primeiro Capitao-Mor. Sao Eles:

1. Pantaleao Monteiro, casou-se com Brazia de Araujo. Foi senhor do Engenho de Sao Pantaleao, que ficava na Varzea do Beberibe. Este engenho passou a ser conhecido como Engenho do Monteiro, porem, por causa do sobrenome de dono posterior. No local onde existiu o engenho, atualmente se encontra o Bairro do Monteiro, em Recife. Pantaleao e Brazia foram pais de: Maria de Araujo, esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

2. Francisco Carvalho de Andrade, casou-se com Maria Tavares de Guardes. Foi senhor do Engenho Sao Paulo, tambem na Varzea do Capibaribe. Era armeiro real. O casal foi pai de Catharina ou Maria Tavares de Guardes que se casou com Braz Barbalho Feyo.

3. Braz Barbalho Feyo, casou-se com Catharina (ou Maria) Tavares de Guardes. Foi senhor do Engenho do Barbalho, que se encontrava no Cabo de Santo Agostinho, tambem em Pernambuco. Foram pais de Camila Barbalho que se casou com Guilherme ou Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

Segundo o pesquisador Antonio Filipe Pereira Caetano, foi desta mesma epoca a chegada do casal Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra a Pernambuco. Ele atribui a paternidade do Guilherme a este casal, enquanto que no estudo: “Chico Buarque e seus Antepassados” especifica-se que houve um filho com esse nome atribuido a Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria Araujo.

Creio que a segunda versao faca mais sentido. Isso porque no site familybezerrainternational (vejam o resumo no final do texto) mostra-se que Antonio e Maria Martins Bezerra foram os pais de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, que foi o marido de Brazia Monteiro, tambem filha dos senhores de engenho: Pantaleao Monteiro e Maria Araujo.

Naquele site ha tambem a infromacao de que Domingos nascera em Viana, em 1526. Disso podemos deduzir que os pais dele terao nascido em torno de 1500, podendo ser um pouco mais ou um pouco menos. Nao muito menos ou mais para o caso da Maria Martins, por causa do limite util da vida reprodutiva feminina.

No ensaio publicado pela Usina de Letras ha a informacao de que Antonio Bezerra Felpa de Barbuda nasceu na Cidade de Ponte de Lima. Ele esta identificado no estudo sob a numeracao: 9692. Maria Araujo eh o numero seguinte. O proximo eh Braz Barbalho Feyo, seguido da esposa: Catharina (ou Maria) Tavares de Guardes. Observando-se o mapa de Portugal, percebe-se que Ponte de Lima e Viana estao na mesma linha do Vale do Rio de Lima e sao vizinhas.

Isso leva ao pensamento de que Antonio e Maria Martins tenham iniciado suas vidas em Ponte de Lima e depois se mudado para Viana, antes de embarcarem para Pernambuco. A razao para isso eh que, ja no inicio dos anos 1500 a Cidade de Viana experimentou um grande progresso por ter sido favorecida pelo fato de estar nas proximidades do oceano e, por esta razao, ter se tornado um dos mais ativos entrepostos comerciais na epoca das Grandes Descobertas. Portanto, seria natural que houvesse um fluxo migratorio nesse sentido. Neste caso, a data esperada para o nascimento do irmao do Domingos, o Antonio, seria anterior a 1526.

O que, em segunda hipotese, o fluxo migratorio ser invertido. Isso porque os primeiros exploradores embarcados junto com Duarte Coelho foram para o Brasil por volta de 1535. Naturalmente, deverao ter seguido apenas os homens que implantaram primeiro algumas construcoes, fizeram os contatos com os indigenas e decidiram locais de moradas. Temos que nos lembrar que a viagem que atualmente se da em questao de horas sobre o Atlantico era feita em meses naquela epoca. Ate as primeiras mulheres poderem ter sido levadas passaram-se uns poucos anos.

Porem, isso nao implica que a mudanca da familia tenha sido no sentido que apresensei primeiro. Se a Maria Martins fosse natural de Ponte de Lima poderia ter sido mais conveniente para ela voltar a residir na cidade natal, enquanto esperava o marido. E este podera ter feito viagens de visita, embora as dificuldades fossem enormes. Mas nunca se sabe! O que atualmente considerariamos grande dificuldade, muitas vezes, era considerado como sendo apenas “parte da vida” por nossos ancestrais. Para alguns, a travessia do Atlantico talvez fosse diversao, como hoje eh a pratica de esportes superradicais para uns poucos.

Se essa segunda opcao ocorreu eles poderiam ter sido pais de um dos Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, que poderia ter nascido entre 1535 e 1550, caso a Maria Martins tivesse se casado bastante nova. Ai sim este, com certa dificuldade, poderia ter se casado com a Camila Barbalho que seria bem mais nova que ele. Mas o que penso ser mais provavel eh encaixar-se ai uma geracao intermediaria entre o nascimento dos filhos do casal: Antonio e Maria Martins Bezerra e o provavel bisneto (e nao neto) Luis Barbalho Bezerra, nascido “em 1584, na propria Capitania de Pernambuco.”

Como na primeira hipotese espera-se que o Antonio Bezerra Felpa de Barbudo tenha nascido por volta de 1524, ou antes, em Ponte de Lima, sera perfeitamente esperado que possa ter sido pai do Guilherme, cerca de 30 anos depois e ter-se tornado avo, outros 30 anos seguintes do nosso heroi Luis Barbalho Bezerra. A media de 30 anos entre geracoes eh ate um pouco esticada em relacao `as condicoes da epoca, onde a media de vida das pessoas girava em torno de 30 anos. Apenas nos dias de hoje essa media eh considerada normal.

Neste caso, eh perfeitamente possivel que o Guilherme, filho do Antonio e que realmente existiu, seja mesmo o pai do Luis, o bisneto de Antonio e Maria Martins Bezerra. Contudo, se a segunda hipotese ocorreu e o Guilherme foi um filho tardio do casal Antonio e Maria, ha tambem a possibilidade de o Luis ter sido um filho tardio do Guilherme.

Observem aqui que nao estou querendo contradizer o pesquisador Antonio Filipe e os autores que ele consultou apenas para ser “do contra”. Ele nos revela que outros autores encontravam informacoes que corroboram com uma hipotese que eu levantei antes, ou seja, que Antonio e Maria Martins Bezerra, pais do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda seriam tambem nossos ancestrais. E, ate entao, que o Domingos e o Antonio de mesmo sobrenome dele eram irmaos.

O importante eh que o trabalho do Antonio Filipe ajudou-me a preencher duas lacunas que existiam em minha hipotese de linhagem de familia que vinculava a Familia Barbalho do Centro-Nordeste de Minas Gerais a alguns reis da Peninsula Iberica. Neste ponto, a resposta que eu procurava ja foi confirmada. Nos temos a linhagem entre as familias reais ate ao Antonio Martins Bezerra. Agora sabemos que ele eh, via Guilherme ou via Antonio e Guilherme, ancestral do Jeronimo Barbalho Bezerra. A segunda lacuna, que veremos mais `a frente, diz respeito aos filhos do Jeronimo, que nos poe diretamente ligados com os mesmos ancestrais.

O autor do “Entre a Sombra e o Sol …” menciona que a origem do sobrenome Bezerra se deu na Provincia de Lugo, na Galiza, que eh a parte Noroeste da Espanha, vizinha do Norte de Portugal. Galiza ou Galicia foi o primeiro reino de sistema medieval implantado na Europa e se deu com a queda do Imperio Romano em 511 d. C., com as invasoes germanicas. Os galegos (ou gaios) e os visigodos foram os ancestrais loiros das familias iberoamericanas. Eu acrescento que o local foi Becerrea, uma Freguesia onde os Becerra eram dominantes. Passando para Portugal o sobrenome foi traduzido para Bezerra.

O interessante eh que, do ponto de vista genealogico, aos descendentes que desejam sentir-se mais proximos das familias reais, a hipotese de que foi o Guilherme, filho do Antonio e Maria, o nosso ancestral sera mais atrativa porque economisa-se uma geracao, o que dobraria os nossos vinculos geneticos. Mas o meu questionamento vem em funcao da questao do tempo da passagem das geracoes. Entre 1494, data de nascimento provavel que eu hipotetizo como sendo a do Antonio Martins Bezerra, e 1584, data de nascimento do Luis, passam-se 90 anos. Essa distancia entre avo e neto nao era impossivel naquela epoca, mas era improvavel, e eh mais apropriada para a relacao entre bisavo e bisneto.

Dando sequencia `a nossa linhagem genealogica temos entao o seguinte:

1494 Antonio Martins Bezerra – Maria Martins Bezerra
1524 Antonio Bezerra Felpa de Barbuda – Maria Araujo
1554 Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda – Camila Barbalho
1584 Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca
1616 Jeronimo Barbalho Bezerra – Izabel Pedroso
1650 Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramiro
1678 Maria da Costa Barbalho – Manoel Aguiar
1706 Manoel Vaz Barbalho – 1716 Josepha Pimenta de Souza
1738 Isidora Maria da Encarnacao – Antonio Francisco Carvalho
1779 Boaventura Jose Pimenta – Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro)
1821 Modesto Jose Pimenta – Ermelinda Querubina Pereira do Amaral
1853 Cornelio Jose Pimenta – Josephina Carvalho de Souza
1893 Demerval Jose Pimenta – Lucia Pinheiro Pimenta

As tres primeiras datas e as para Maria e seu filho Manoel sao hipoteticas apenas para que tenhamos nocao de uma linha de tempo razoavel. Por razoes obvias estiquei a genealogica ate ao autor do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. O pai dele, coronel Cornelio, foi um dos primeiros moradores do Arraial que deu origem ao Municipio de Sao Joao Evangelista – MG, onde ja residia antes da fundacao. Os nossos vinculos com eles se dao pela linhagem Barbalho; atraves da bisavo Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro) e da avo: Ermelinda Querubina Pereira do Amaral.

A segunda lacuna que o Antonio Filipe nos ajudou a preencher foi o fato de ele ter encontrado que d. Paschoa Barbalho era filha do Jeronimo Barbalho Bezerra. Descrevendo o ramo Barbalho ate onde conseguiu dados, foi o professor Pimenta quem nos passou a consciencia de sermos descendentes do Luis Barbalho Bezerra. Nome este que esta invertido em seu livro. A descricao apresentada pelo professor Demerval eh a seguinte:

“Ascendentes de Manoel Vaz Barbalho

I – LUIZ BEZERRA BARBALHO, heroi brasileiro, nascido em Pernambuco, imortalizado nas lutas contra os holandeses, e principalmente na sua famosa retirada `a testa de mil homens, desde o Rio Grande do Norte ate a Bahia, em 1638. Foi nomeado Governador do Rio de Janeiro. Faleceu em 1654.

Pais de:

II – Capitao JERONIMO BEZERRA BARBALHO, casado com IZABEL PEDREIRA. Faleceu no cadafalso, no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 1661.

III – PASCOA BARBALHO, neta de JERONIMO BEZERRA BARBALHO, era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de Janeiro de 1668. Deste casal procede:

IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentacao de Iraja, distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.

Pais de:

V – MANOEL VAZ BARBALHO, casado em 18.9.1732, em Milho Verde, com JOSEFA PIMENTA, filha de BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO.”

Apesar dos pequenos enganos do professor Demerval, como a inversao da assinatura; a troca da data de falecimento do dia 6 para o dia 8; a troca do sobrenome Pedroso, em Izabel, para Pedreira, e a data para o falecimento do Luis, de 1644 para 1654, acredito que possamos confiar nos resultados das pesquisas dele, embora, sempre havera que se fazer uma verificacao.

Uma dessas verificacoes foi a que encontrei numa tese a respeito dos engenhos do Rio de Janeiro (www.ub.edu/geocrit/sn/sn-218-32.htm, segundo quadro – 1686 – 1705) onde se comprova que d. Paschoa Barbalho realmente existiu; o nome completo do marido dela era Pedro da Costa Ramiro, e no final do seculo XVII foram donos do Engenho de Sao Bento, situado no Mutua, nas bandas de Sao Goncalo.

Quanto ao sobrenome “da Costa”, gostaria de verificar posteriormente se tinha algum relacionamento com Antonio da Costa, o navegador que participou da conquista do Rio de Janeiro, apoiando Estacio de Sa, e/ou com Pedro da Costa, o primeiro “tabeliao do publico e judiciario” da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro.

Essa curiosidade a respeito de relacionamento se extende tambem ao sobrenome Aguiar, em Manoel Aguiar, marido de Maria da Costa Barbalho. Sabemos que estes sobrenomes permanecem presentes no Rio de Janeiro entre as familias mais conhecidas de la. Eh possivel que estejam ligados aos fundadores e personalidades historicas do Rio de Janeiro, pelo menos no que se trata `as familias da classe de servidores publicos.

Voltando entao ao trabalho do Antonio Filipe Pereira Caetano e a Sao Goncalo. Na pagina 179 encontram-se algumas informacoes da passagem da geracao do Jeronimo Barbalho Bezerra para a de Paschoa Barbalho. Levantei anteriormente varias hipoteses baseadas nos indicios distorcidos que encontrei em textos na internet. Todas erradas, exceto por uma.

Num resumo de biografia do mestre de campo Luis Barbalho Bezerra, na Wikipedia, foi dito que os irmaos Jeronimo e Agostinho haviam chegado jovens ao Rio de Janeiro, com os pais deles. Eles foram para la em 1643. Portanto seria algo totalmente inesperado que uma neta do Jeronimo estivesse se casando em 1668, segundo o proposto pelo professor Demerval. Assim, sugeri que ela fosse filha. Tambem duvidei da informacao da Wikipedia a respeito das idades dos personagens. O dado de que o Jeronimo nasceu por volta de 1616 o coloca com 28 anos, o que era para la de meia-idade naquela epoca.

Mas o que mais ajudou em nosso caso foram os dados abaixo:

Joao do Couto Carnide – Cordula Gomes, pais de:
Isabel Pedroso – Jeronimo Barbalho Bezerra

Estes nossos ancestrais foram pais de : Jeronimo Barbalho, 1645; Felipe Barbalho Bezerra, 1647; Paschoa Barbalho, 1650; Luis Barbalho, 1651 (falecido antes de 1660); Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, 1653; e Luis Barbalho Bezerra, 1660. O Antonio Filipe informa que estes filhos nasceram no Rio de Janeiro, porem, os netos, principalmente os oriundos das filhas possuiram ligacoes com Sao Goncalo.

Os dados que ja encontraramos realmente informam que Agostinho e Jeronimo possuiram fazendas em Sao Goncalo. A nota da presenca do Agostinho em Sao Goncalo nos vem na biografia dele, escrita por Francisco Augusto Pereira da Costa, no “Diccionario Biographico de Pernambucanos Celebres”.

Ja a presenca do Jeronimo eh mais especifica. O trabalho do Antonio Filipe e outros afirmam que teve fazenda na Ponta do Bravo. Este foi o local onde ocorreram as reunioes que decidiram pela eclosao do feito mais conhecido do Jeronimo que foi liderar “A Revolta da Cachaca”. Ele foi o unico dos lideres que foi sumariamente condenado e executado. Os outros foram presos e, julgados em Portugal, ganharam as simpatias dos cabecas da realeza, e que os deram por inocentes, enquanto Salvador Correa de Sa e Benevides tornou-se reu e culpado do assassinato de um dos herois da resistencia ao invasor holandes.

Fica, assim, confirmado os nossos vinculos com Sao Goncalo e justificado a abertura deste capitulo.

Numa das literaturas que consultei ha a mencao de que houvera um segundo Luiz Barbalho Bezerra que aparece como capitao no Rio de Janeiro. O que posso presumir eh que o tal seja o filho mais novo do Jeronimo.

As fontes literarias consultadas pelo Antonio Filipe, em relacao `a nossa genealogia, foram o “Dicionario das Familias Brasileiras”, p. 368 (Barbalho Bezerra) de Afonso Henriques da Cunha Bueno & Carlos Eduardo de Almeida Barata, lancado em 2000; e “Primeiras Familias do Rio de Janeiro (seculos XVI e XVII), pags. 188-195 do Carlos Rheingantz, lancado em 1965. O “Dicionario de Familias Brasileiras” a partir de agora fara parte de literaturas a serem consultadas para a ampliacao dos nossos conhecimentos genealogicos. Foi a primeira vez que ouvi mencao a respeito dele.

Acrescente-se agora a definicao de que Cecilia Barbalho era mesmo filha do Luis Barbalho Bezerra, o velho, e nao esposa do Agostinho, como muitos erroneamente o indicaram. Este erro esta inclusive anotado na propria biografia dela. No livro “Pantheon Fluminense; Esbocos Biographicos” este engano esta ali registrado tambem. Observe-se que ali se menciona a presenca de filhas do casal, porem, nao da nome a elas.

Outra grande novidade, para mim, que o trabalho do Antonio Filipe nos da eh a de que houve um filho dos ancestrais Luis Barbalho e Maria Mendonca chamado Antonio Barbalho Bezerra, casado com Joana Gomes da Silveira. Nao posso afirmar com certeza mas penso que possa have ai um engano de informacao. O casal realmente existiu e faz parte da Historia da Vila de Nossa Senhora das Neves, atual Joao Pessoa.

Ao mencionar o Antonio Barbalho Bezerra o Antonio Filipe pode ter cometido os enganos de dizer que ele fora o filho mais novo (“casou, em 6 de novembro de 1633”) e de que a esposa fosse neta de Duarte Gomes da Silveira. Acredito que o Francisco Monteiro tenha sido o filho mais novo e antes eu calculei errado que tivesse nascido em 1634. O mais provavel eh que tenha nascido em 1644, pois, recebeu a aposentadoria compulsoria em 1704. Se bem recordo, as aposentadorias compulsorias no servico militar se davam aos 60 anos e nao aos 70. Oferecerei mais detalhes da vida do Antonio Bezerra no capitulo 82, dedicado `a Cidade de Joao Pessoa.

Outro engano que o Antonio Filipe cometeu tambem foi o dizer que Luis Barbalho Bezerra foi pai de apenas seis filhos. Acredito que os genealogistas baianos basearam os estudos deles apenas nos documentos encontrados na Bahia. O mesmo deve ter sido feito no Rio de Janeiro. Assim, ambos os times encontraram o numero 6, porem, a relacao de nomes difere uma da outra lista. Da Bahia constam: Agostinho, Guilherme, Fernao, Antonia, Cosma e Francisco Monteiro. No Rio temos: Antonio, Guilherme, Cecilia, Francisco Monteiro, Agostinho e Jeronimo. Ou seja, 3 sao repetidos, o que nos da um total de 9 filhos.

Infelizmente, perdi a fonte onde encontrei o nome Celia Carreiro. Nao posso usar o geneall.net Portugal como referencia porque fui eu quem indicou o nome e a referencia. Ela parece nao ser filha da Maria Furtado de Mendonca, por nao se encontrar em nenhuma das listas. E, talvez, se encaixe perfeitamente como filha de alguma possivel primeira esposa falecida do Luis Barbalho, por causa do indicativo da data de 1600 para o nascimento do marido dela: Fernao Aires Furtado.

Segundo o Antonio Filipe, Luis Barbalho e Maria Furtado teriam se casado em 1644, quando o Luis contava 30 anos. Algo nao muito comum para os homens de familias bem posicionadas socialmente como era a dele.

Assim ficam definidos 9 filhos e filhas de Luis Barbalho Bezerra (mais uma a ser confirmada) e Maria Furtado de Mendonca. Eh interessante que, se esta lista estiver correta, nos podemos ter uma visao de como uma unica familia poderia dominar o cenario nacional naquele tempo, bastando ser numerosa, fazer parte da nobreza da terra e colocar-se `a disposicao do servico Publico, ou de sua magestade.

Nao posso dizer que a familia tivesse um plano de dominio do pais mas isso poderia ter ocorrido se alguns acontecimentos infelizes nao tivessem ocorrido. Certamente, nao houve um planejamento porque foram as guerras contra os holandeses que praticamente forcaram a familia a entrar toda para o servico militar e, em consequencia disso, ser dispersada para os pontos estrategicos da nacao `a epoca.

Tirando Pernambuco que, aparentemente, Luis Barbalho nao deixou descendentes e tambem nao seria necessario porque ja possuia vinculos familiares com os mais poderosos locais, vejamos para onde foram os filhos. Observando-se antes que, em Pernambuco, o avo do Luis Barbalho: Bras Barbalho Feyo, era concunhado de Joao Paes Velho Barreto que se tornou o senhor de engenhos mais prospero daquela Capitania. Joao Paes casou-se com Ines e Bras com Catharina (ou Maria), filhas de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes. Outros Barbalho da familia tambem devem ter permanecido em Pernambuco.

Por um certo tempo, o Guilherme foi o alcaide-mor de Sao Christovao, a entao capital de Sergipe. E o filho dele, Domingos, o sucedeu.

Em tambem sendo filho, o Antonio tornou-se o segundo senhor do morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraiba. Foi um morgado riquissimo e criado pelo sogro dele: Duarte Gomes da Silveira (ou avo de sua esposa Joana Gomes da Silveira).

Em Salvador, o Fernao Barbalho era capitao do Forte de Sao Marcelo, tambem conhecido como Nossa Senhora do Populo. Ele deixou o cargo para servir ao Infante e futuro rei D. Pedro, em Portugal. Este Pedro foi o cabeca da armacao que destituiu o rei Afonso VI em 1668, tornando-se Pedro, o regente, antes de tornar-se rei apos `a morte do irmao em 1686.

Fernao colocou em seu posto como capitao do Forte de Sao Marcelo o seu irmao: Francisco Monteiro Barbalho Bezerra. Essa manobra manteve um dos varoes da familia na Bahia, porem, enfraqueceu um pouco o poder dela no pais porque o Francisco poderia ter sido destacado para algum outro ponto estrategico, como a Capitania de Sao Paulo por exemplo, onde nao tinha representantes.

As aliancas continuam na Bahia, com os casamentos das filhas Antonia e cosma. Elas se casaram respectivamente com Antonio Ferreira de Souza e Francisco de Negreiros Sueiro. Familias estas que dominavam o rico Reconcavo Baiano. Para se ter uma melhor ideia dessas aliancas, d. Ines Theresa Barbalho Bezerra, filha de d. Antonia, casou-se com o fidalgo Egas Moniz Barreto, que no mesmo ano do casamento foi promovido a coronel, e que cuja influencia genetica nas familias nobres do Imperio torna-se bastante acentuada.

A existencia do Jeronimo fora discreta, sobressaindo-se apenas durante “A Revolta da Cachaca”. Nao tenho como afirmar realmente que fora discreta porque existe a possibilidade de os inimigos deles terem queimado alguns documentos com registros da presenca dele na Terra. Um tipo de vinganca ate facil de prever em casos de pessoas que eram executadas, principalmente de forma sumaria. Talvez ele tenha aparecido menos justamente por talvez ter sido encarregado de ser o Aio da familia. Enquanto tinha ainda irmaos menores, filhos e sobrinhos, alem dos mais velhos estarem envolvidos nas guerras, alguem teria que assumir os negocios e a pageanca do cla.

O falecimento do Jeronimo em consequencia da “Revolta da Cachaca” deve ter castrado as mehores oportunidades da familia porque os filhos eram ainda muito jovens e nao poderiam assumir cargos de maiores responsabilidades.

No Rio de Janeiro a familia teve la seu apice com o Agostinho. Alem de “bem casado” e bem relacionado com as altas esferas do poder, tinha um curriculum invejavel e quase impecavel. A ambicao dele foi enorme. Pediu e ganhou o direito perpetuo sobre a Ilha de Santa Catarina. Mas nunca tomou posse porque faleceu logo depois de ter conseguido. Lembremos que Santa Catarina, a ilha, onde hoje se localiza Florianopolis, foi o quartel avancado que assegurou a posse dos Estados da Regiao Sul para o Brasil.

Na ocasiao do falecimento dele, ele acumulava o cargo de “cacador das esmeraldas”. Era administrador das minas de Sao Paulo. Se o encontro das minas tivesse se dado na administracao dele, Minas Gerais teria ganhado pelo menos um marques com o sobrenome Barbalho.

Ainda no Rio de Janeiro, a Cecilia Barbalho casara-se com Antonio Barbosa Calheiros. Oriundo de familia (Barbosa) que fazia parte das altas rodas do poder. Igualmente triste, neste sentido, foi a Cecilia ter ficado viuva sem que o marido lhe tivesse deixado heranca muito relevante. Foi dito que por esta razao internou-se, com as filhas, em um abrigo construido por ela propria na propriedade da Capela de Nossa Senhora da Conceicao, na famosa Rua da Ajuda. Mais tarde ela tornou-se a mentora do Convento de Nossa Senhora da Ajuda. Foi o primeiro convento feminino do Rio de Janeiro

Ha que se fazer aqui uma ressalva. Parece que a informacao a respeito dos detalhes genealogicos da Cecilia Barbalho encontram-se no “Primeiras Familias do Rio de Janeiro, 1:195”, do genealogista Carlos Rheingantz. No livro: “Alfandega do Rio de Janeiro”, do Jose Eduardo Pimentel de Godoy, na passagem das paginas 16 para 17, a respeito de Joao Barbosa Calheiros, ele menciona que este personagem: “era certamente parente de Antonio Barbosa Calheiros, genro de Agostinho Barbalho Bezerra, e cunhado de Jeronimo Barbalho Bezerra, poderosa familia que desafiou o predominio de Salvador Correa de Sa e Benevides.”

Obviamente, o Antonio Filipe, abrindo a mesma pagina do mesmo livro, informa-nos que Antonio Barbosa foi cunhado do Agostinho e do Jeronimo simultaneamente, ao dizer que a esposa: Cecilia Barbalho, era irma deles. Tudo eh possivel mas estou dando credito maior ao Antonio Filipe. Todos estamos sujeitos a distracoes. Mas a segunda hipotese parece ter mais logica.

Outro detalhe dessa genealogia foi que eu havia encontrado na pagina: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/Cantagalo_ptazercout.htm, do nosso confrade Lenio Richa, no capitulo 6o., paragrafo 1o., item 3 – 6, que Inacia Rangel havia se casado com Francisco Barbalho. O Lenio sugeria que esse Francisco fosse filho ou neto do Luis Barbalho e que o nascimento provavel dele teria se dado por volta de 1650.

Baseado em minha interpretacao anterior de que o Francisco Monteiro Barbalho Bezerra havia nascido em 1634, sugeri que aquele Francisco Barbalho pudesse ser neto.

Com a eventualidade de o nascimento do Francisco Monteiro poder ter se dado em 1644, penso ai haver uma remota possibilidade de serem a mesma pessoa, embora, ressalte-se que os filhos de Inacia e Francisco nasceram no Rio, praticamente impedindo essa possibilidade, em funcao de o Francisco Monteiro ter-se capitao do Forte de Nossa Senhora do Populo, na Bahia, desde 1667 ate 1704.

Se acaso o Francisco Barbalho, marido da Inacia Rangel, for mesmo descendente dos nossos ancestrais, nao sera filho do Jeronimo como pensei primeiro. Podera ser filho do Agostinho, embora, nao tenho a relacao de filhos dele.

Voltando agora ao assunto principal deste capitulo que eh o nosso relacionamento com a Cidade de Sao Goncalo, no Rio de Janeiro, fiz contato com a administracao da “SAL” – Sociedade de Artes e Letras de Sao Goncalo – que agora estou impedido de manter contato frequente via internet. O contato era no sentido de encontrar entre os associados alguem mais interessado tambem em genealogia. O primeiro contato havia sido otimo, com pronto retorno.

Com o impedimento, penso que o assunto podera morrer ai. Havia enviado uma treplica apenas falando por alto o que eu pretendia, porem, nao havia posto substancia em minhas ideias ainda. Mas o que eu gostaria de incentivar era o contato entre as pessoas e penso que com isso poderia ocorrer um movimento turistico em torno da genealogia. Tomo a Familia Barbalho apenas como um exemplo mas as outras linhagens familiares brasileiras poderiam espelhar-se no padrao e fazer o mesmo.

O que pretendo precisava do apoio das pessoas que ja se ocupam com genealogia, historia, cultura e com as prefeituras e seus orgaos correspondentes. Dentro do que visualizo, cada prefeitura poderia ter pelo menos uma salinha para abrigar um genealogista local que tivesse acesso `as documentacoes antigas. Melhor seria entao que se criasse um site novo de genealogia ou aproveitar-se algum ja existente.

Assim poderiamos combinar todos os nossos achados genealogicos num unico local, para podermos desvendar os graus de parentesco que existe na populacao como um todo. Lembrem-se que o principio podera ser dificultoso, porem, eh um trabalho que se fara uma vez e servira para sempre, dependendo apenas de manutencao e atualizacao corriqueira.

Outra contribuicao importante ao plano sera a identificacao de locais e propriedades relacionadas aos ancestrais. Ha a necessidade de presevar-se esse patrimonio historico e de familia. Um exemplo disso eh a preservacao de casas que pertencderam ou foram locais onde os personagens historicos nasceram, tornando-as museus patrimoniais e biograficos deles.

Neste ponto gostaria de salientar que a Cidade de Sao Goncalo nao esta aproveitando a oportunidade que possui em maos. Ate ao momento nao encontrei relacionamento historico algum entre os pontos turisticos que ela explora e o sobrenome Barbalho. As unicas referencias q Baue encontrei sao as indicacoes de que atualmente o Bairro do Gradim se encontra em terras que antes faziam parte da Ponta do Bravo que, agora, relaciono com a propriedade que pertenceu a Jeronimo Barbalho. Tambem que houve um engenho, invocando o nome de Sao Bento, que foi propriedade de d. Paschoa Barbalho e Pedro da Costa Ramiro, nossos ancestrais.

Tenho a curiosidade de saber onde e como os meus ancestrais viveram. E penso que se todos os descendentes deles tambem soubessem que os tem como ascendentes, teriam curiosidade igual e ate maior. O problema eh que a informacao nao esta disponivel para todos. Digo mais. Esta restrita a uma minoria! Ora, quem no Brasil sabe quem foram e o que fizeram Luis, Jeronimo, Antonio, Fernao, Gulherme, Agostinho, Francisco e outros Barbalho Bezerra daquela e outras epocas? A divulgacao da genealogia facilitaria o despertar da curiosidade das pessoas pelos fatos historicos e pelos locais por onde passaram os ancestrais delas.

Se eu fosse visitar Sao Goncalo hoje, entre um hotel cinco estrelas e uma pousada num local das fazendas que pertenceram aos meus ancestrais eu preferiria a pousada, desde que eu pudesse realmente conhecesse a relacao que existe entre a minha pessoa e os antigos moradores do local. Claro, ficaria satisfeito tambem se encontrasse outras pessoas, atuais moradoras da cidade, que fossem descendentes dos mesmos ancestrais.

Bom, a seguir, o projeto passaria para uma segunda etapa. Identificados os personagens historicos e suas propriedades, juntamente com a identificacao das descendencias, viriam as comemoracoes. Digamos que, devido ao projeto estar em fase apenas de elaboracao, podemos tomar a data de 2030 como uma possivel data de inicio. Dai para frente observe-se o que ha por se lembrar:

2030 – Encontro cultural Brasil/Holanda e discussoes dos 400 anos da Invasao Holandesa em Pernambuco.

2032 – 300 anos do casamento dos patriarcas Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, ocorrido em Minho Verde, distrito da Cidade do Serro, MG.

2034 – 400 anos da Invasao Holandesa em Joao Pessoa.

2038 – 400 anos da rechacao da Invasao Holandesa `a Bahia, importante capitulo da Historia. Existem varias datas em torno deste acontecimento como, por exemplo, a construcao do Forte de Nossa Senhora da Conceicao, tambem conhecido como o Forte do Barbalho, por Luis Barbalho Bezerra.

2043 – Chegada da Familia Barbalho ao Rio de Janeiro e instalacao do governador Luis Barbalho Bezerra. Estas sao outras comemoracoes quarto-centenarias.

2044 – 15 de abril, quarto-centenario do falecimento do governador Luis Barbalho, no Rio de Janeiro.

2060/2061 – Comemoracao do quarto-centenario da “Revolta da Cachaca”, com enfase especial em Sao Goncalo, Niteroi e Rio de Janeiro.

2084 – Quinto-centenario do nascimento de Luis Barbalho Bezerra.

Aqui estou apresentando apenas um resumo de datas a serem comemoradas nao me atendo a acontecimentos menores como os de criacoes de muitos municipios do pais, nos quais estavam presentes a descendencia dos personagens. Seria o caso, por exemplo, da criacao da Paroquia de Nossa Senhora do Patrocinio de Guanhaes, atual Virginopolis, MG, em 1858. Dai havera o que se comemorar em 2058. (duocentenario).

A descendencia tambem se extende ao Rio Grande do Sul – Gravatai em particular – desde o final dos anos 1700. O mesmo se da em Florianopolis. Possivelmente haverao personagens e feitos importantes de descendentes a que se comemorar e ser colocado no calendario comemorativo. Nossas pesquisas precisam ser construidas a muitas maos em conjunto para obtermos um conhecimento mais completo de nossos parentes.

O objetivo dessas comemoracoes seria tambem o de criar-se um fluxo continuo de turismo da descendencia aos locais vinculados aos seus ancestrais em anos e datas nao comemorativos. Creio que somente da descendencia Barbalho existam ja milhoes de brasileiros e estrangeiros. Entre os que assinam e os que nao assinam o sobrenome. Se cada uma dessas pessoas pagarem pelo menos uma visita na vida aos locais de seus ancestrais, este fluxo estara criado. E vira o tempo em que se tornara ate superlotado.

E aqui estou mencionando apenas uma linhagem familiar. Imagine-se o que se dara se o levantamento genealogico for feito nas inumeras familias ou, pelo menos, em relacao aos principais patri e matriarcas, desde as primeiras colonizacoes no pais ate aos dias de hoje!…

Quanto `as informacoes a respeito de moradores e/ou nascidos no exterior, visitem o Family Search e busquem o sobrenome Barbalho. Observarao nao muitas mas ja ha um numero razoavel de pessoas com este sobrenome aqui nos EEUU. A maioria delas pertencem ao ramo familiar do qual herdei meu sobrenome e as conheci pessoalmente. Acredito que quanto mais o tempo passar, mais este numero se multiplicara, e seria saudavel para a economia de todos nos que estas pessoas nao perdessem os rumos de onde vieram. Mas se os descendentes delas nao tiverem referencias fisicas de onde os seus ancestrais partiram, o que as motivara visitar o pais de origem deles?

Um dos pontos que penso ser necessario para que o projeto de certo eh fazer a pesquisa e a divulgacao dos feitos heroicos praticados pelos ancestrais. Livros a respeito das vidas do Luis, do Agostinho, do Jeronimo e outros ajudariam muito.

Uso este argumento por uma razao. Se poucos sao os que no Brasil podem dizer: conheco os personagens, no exterior eles sao totalmente ignorados. Mesmo que as acoes deles no Brasil tenham tido o efeito nao intencional de influenciar na Historia dos Estados Unidos, por exemplo.

Com a expulsao dos holandeses do Brasil, alguns judeus preferiram voltar para a Europa mas acabaram atracando em Nova Amisterda, atual Nova Iorque. Ali fundaram a primeira, e por quase dois seculos a unica, sinagoga no pais. Estes portugueses e espanhois de origem e brasileiros temporarios deixaram descendentes que lutaram nas Guerras de Independencia e na de 1812, alem de terem ajudado a criar o sistema economico que fez deste pais a nacao mais poderosa do mundo durante o decorrer do seculo XX.

Apesar dessa verdade, entrei em contato com uma empresa de pesquisa de heraldica aqui. Alegaram possuir um banco de dados contendo mais de um milhao de sobrenomes mas que nem sequer tinham noticia do sobrenome Barbalho. Ate parece piada!

Certamente, os outros nomes comuns portugueses e espanhois eles possuem porque fazem parte da heranca genetica de passado mais remoto por aqui. Isso em parte porque metade do territorio da parte continental continua dos Estados Unidos foi tomada aos mexicanos e espanhois e nela os espanhois de origem foram assimilados. Em outra parte por causa da migracao portuguesa que vem ocorrendo desde os tempos coloniais para aqui tambem. Portanto, eh muito comum encontramos americanos “velhos” com assinaturas tais como Pereira, Mesquita, Sanchez e outros.

Aproveitando que estou recordando, gostaria de fazer aqui algumas observacoes a respeito da genealogia dos Barbalho no Rio de Janeiro. Inclusive o Antonio Filipe repete no trabalho dele a data de nascimento do Agostinho Barbalho como sendo 1619. Vi apenas uma mencao como sendo 1609, mas creio que devo levantar o alerta para que se pesquise melhor a respeito da duvida porque a ultima data parece se encaixar melhor em alguns fatos da vida dele.

Neste caso, o dado de que o Luis Barbalho Bezerra, o velho, tenha nascido em 1584 e se casado 30 anos depois nao se casa com dados de outros pesquisadores. A biografia da Cecilia, no “Pantheon Fluminense”, afirma que ela nascera em 1613.

Tambem temos o fato de que o Agostinho foi elevado `a patente de capitao pelo conde de Torre em 1639. `A epoca ele servia sob o comando do proprio pai, Luis Barbalho, e se ele tivesse nascido em 1619 seria mais novo que Antonio, Guilherme, Fernao e Jeronimo, alem de centenas de outros que estariam prestando servico na mesma companhia. Alem dessa clausula de hierarquia em funcao de idade, note-se que os que possuissem recursos proprios teriam preferencia.

Segundo informacoes mais que conhecidas, Luis Barbalho Bezerra havia gasto tudo o que possuia combatendo os holandeses, a ponto de que quando chegou ao Rio de Janeiro para governa-lo foi-lhe concedida uma pensao para ele, pelo menos, poder alugar uma casa de morada. Seria quase hilario o pai alegar peticao de miseria enquanto o filho estivesse em condicao financeira aceitavel mas nao o ajudasse. A ressurreicao financeira do Agostinho deve ter-se dado atraves do dote que recebeu, “pelo sacrificio que fez” de casar-se com Brites ou Beatriz de Lemos, filha do riquissimo Joao Alvares Pereira.

Face a estas razoes, penso que seja mais logico que Agostinho tenha nascido em 1609 e sido promovido a capitao por volta dos 30 anos, o que o faria um dos mais velhos em sua companhia e menos necessario estar com as burras cheias de dinheiro para tal. Alem disso, sendo mais velho que o Jeronimo, ficaria explicado o fato de o povo ter recorrido a ele primeiro para governar o Rio de Janeiro. O lider da Revolta da Cachaca foi o Jeronimo e nao o Agostinho. Este aceitou o cargo somente sob ameaca de morte. Se ele nao fosse o mais velho, possivelmente, o Jeronimo teria assumido o governo desde o inicio porque hierarquicamente ambos preencheriam os mesmos requisitos.

Como pudemos observar anteriormente, ficou completamente comprovado que a Familia Pimenta e suas correlatas por descendencia desta eh mesmo descendente das familias reais ibericas e alhures. Isso significa que todos os nossos primos que sao “folhas” na Arvore Genealogica do Tronco Pimenta – Vaz Barbalho, descrito pelo professor Demerval Jose Pimenta em sua obra prima: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente” fazem parte da linhagem nobre descendente do ramo Bezerra oriundo da Galiza.

O que falta agora em minha pesquisa eh a confirmacao de que as Familias Barbalho e Coelho, do Norte e Centro-Nordeste de Minas Gerais tenham vinculo igual ou semelhante com o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Quanto `a linhagem Barbalho ela ja esta definida ate Jose Vaz Barbalho, natural do Serro, que se casou com Anna Joaquina Maria de Sao Jose, natural de Conceicao do Mato Dentro, ambas cidades em Minas Gerais. A data presumivel do nascimento do Jose Vaz Barbalho o colocam na possibilidade de ser filho ou neto do casal Manoel/Josepha. E o sobrenome quase o “condena” a isso.

O documento que poderia nos mostrar todas as comprovacoes que precisamos em relacao ao sobrenome Barbalho seria “os Autos de Genere” do padre Policarpo Jose Barbalho. Estes deverao ser encontrados em Mariana – MG. O padre Policarpo foi filho de Jose/Anna Joaquina e este vinculo paterno foi constatado nos “Autos de Genere” do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho, filho do padre Policarpo e sua esposa Isidora Francisca de Magalhaes. Nao ha confusao nenhuma ai. O padre Policarpo casou-se, ficou viuvo, criou a familia e retornou ao seminario que comecara antes de casar-se em 1808.

Uma alternativa seria encontrarmos os registros do casamento de Jose Vaz e Anna Joaquina. Provavelmente, as nupcias se deram em Conceicao do Mato Dentro ou em alguma de suas muitas Freguesias na epoca. Embora nao tenhamos data para este acontecimento, ele deve ter ocorrido entre 1760 a 1780. Depende do nascimento do Jose que pode ter nascido entre 1733 a 1755.

Quanto ao ramo Coelho, creio que tanto os registros de casamento de Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues da Rocha, quanto os do casamento dos pais dela: Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho mostrariam o casal Manoel/Josepha como pais da Maria Rodrigues, caso assim o for mesmo. As datas que temos como base indicam que Maria Rodrigues poderia ser filha mas nao teria tempo habil para ser neta. Porem, podera haver grau alternativo de parentesco.

Essa duvida quanto a ser filha ou nao deriva dos sobrenomes Rodrigues de Magalhaes que, segundo anotacao posterior do professor Demerval, ela usava. Por volta dos anos de 1600 e 1700 tornou-se muito comum as pessoas de origem nobre usarem um maior numero de sobrenomes, na maioria dos casos relacionados a ancestrais mais antigos e, algumas vezes, em homenagem a padrinhos. Como nao sabemos ainda quem foram os ancestrais da Maria Rodrigues, nao temos como explicar o sobrenome completo dela.

Uma hipotese alternativa seria a de ela ter sido irma, sobrinha ou prima do Manoel Vaz Barbalho. Pelo o que o professor Demerval nos apresentou na genealogia encontrada por ele, Manoel Vaz Barbalho era filho de Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar, todos naturais do Rio de Janeiro, muito provavelmente de Sao Goncalo. E existe uma razao muito boa para que um possivel nucleo familiar tenha se mudado para Minas Gerais na decada de 1720. O mesmo pode ter se dado com parte da familia de Josepha Pimenta, dai a razao de os dois se encontrarem em Milho Verde e ali se casarem.

Em primeiro lugar, Minas Gerais atraiu milhares de aventureiros a partir de 1700 em razao da descoberta das minas de ouro e por isso ter se dado o inicio do “Ciclo do Ouro” no pais. Porem na decada de 20 a febre inicial ja deveria ter se arrefecido porque os veios conhecidos ja tinham donos e estavam sendo explorados. Mas em 1720 houveram tres fatos que deverao ter dado um impulso menor, porem certeiro, ao fluxo imigratorio para Minas.

Em primeiro lugar, 1720 marca a data da revolta chefiada por Filipe dos Santos Freire. Essa foi uma revolta quase nos mesmos moldes da chamada “Guerra dos Emboabas” que nao apenas estava vinculada `a exploracao do ouro mas, principalmente, com a falta de liberdade do povo da terra e o monopolio do comercio garantido aos lusitanos. Dominada a revolta, o governador da entao Capitania de Sao Paulo e das Minas de Ouro: Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho, criou a nova Capitania das Minas Gerais separando-a da de Sao Paulo para obter maior controle da situacao. O risco de ocorrer outro movimento de emancipacao incentivou essa criacao.

Junto com a criacao da nova Capitania criou-se tambem a Comarca do Serro Frio, os diamantes foram encontrados no Distrito do Tejuco (atual Diamantina) e, em 1725, foi criada a casa de fundicao na Vila do Principe, atual Serro. Destes fatos, o de menor importancia para o movimento migratorio foi o encontro dos diamantes porque o monopolio de exploracao foi tao acirrado que muitos moradores (mesmo os escravos) foram expulsos para prevenir o extravio da riqueza. Restou, naturalmente, o fluxo migratorio de servidores publicos que, certamente, ha muito esperavam tal oportunidade de arranjar um bom cabide de emprego naquela terra que estava praticamente sem lei.

Eh possivel que tenha sido este o contexto que pode ter levado toda a Familia Aguiar da Costa Barbalho para, primeiramente, Milho Verde. Este distrito fazia parte do quadrilatero dos diamantes e a demora do governo portugues em autorizar concessoes de exploracao da pedra pode ter sido o motivo que levou o casal Manoel Barbalho/Josepha Pimenta a mudar-se dele para Tapanhoacanga (atual distrito de Alvorada de Minas, Itapanhoacanga). Local este que pertencia a Conceicao do Mato Dentro, que ainda fazia parte da Vila do Principe (Serro), e que `a epoca era um dos maiores produtores de ouro da Capitania.

Neste contexto podemos ter tido mais de um membro da familia se instalando na regiao. D. Paschoa Barbalho havia nascido em 1650 e se casado em 1668. Desde entao ate 1690 poderia perfeitamente ter filhos. Supondo que Maria da Costa Barbalho tenha nascido em torno de 1685, nao seria impossivel ter sido mae da Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Apesar de o sobrenome de Magalhaes Barbalho indicar a maior probabilidade de ai ter ocorrido uma geracao intermediaria. Sabemos que a Eugenia Rodrigues Rocha nasceu apos 1750. Portanto, a mae dela tera que ter nascido, no maximo, por volta de 40 anos antes.

O que poe o nascimento da mae dela em torno de 1720 ou mais. Espaco suficiente para que o avo ou a avo dela, na linhagem Barbalho, tenha sido filho ou filha da Maria da Costa Barbalho, nao sendo o Manoel Vaz Barbalho. O que tambem nao elimina a possibilidade de a linhagem Coelho descender dos outros irmaos de d. Paschoa Barbalho. Nao quero fazer mais conjecturas a este respeito. Por enquanto, o que temos de concreto eh que o casal Manoel Vaz/Josepha Pimenta residiam no local e no tempo certo em que a Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho nasceu. Portanto, eles sao os primeiros candidatos a serem os pais dela.

So mesmo com os documentos esclareceremos as duvidas. E creio que qualquer que venha a ser o resultado, penso que os registros dos casamentos acima citados estejam todos em Conceicao do Mato Dentro. So espero que algum anjo os localize e nos mande os resultados porque estou impedido de tentar acha-los por conta propria.

Outro fato eh este, se em ambos os casos, Barbalho e Coelho, encontrarmos respostas positivas em relacao a todos sermos ramos do mesmo tronco Pimenta – Vaz Barbalho, poderemos afirmar que o Norte e Nordeste de Minas Gerais terao se tornado um grande feudo de ascendencia Barbalho Bezerra, embora, o sobrenome Barbalho tenha sido mantido apenas em uma pequena parcela da populacao. Outros sobrenomes predominam em numero de assinantes mas a maioria teria igual ascendencia Barbalho.

Apenas concluindo este capitulo. Uma das razoes de minha esposa manter as discordias dela comigo eh a questao dela muito agradar-se de torturar-me com as frequentes perguntas: “E em que isso esta de dando dinheiro? Os outros estao ganhando dinheiro e nao estao nem ai para suas pesquisas, e quanto a sua familia esta te pagando? O que os seus antepassados vao te dar agora?”

As perguntas sao realmente embaracosas se colocarmos somente a prespectiva financeira como objetivo. Para minha esposa, como para a maioria das pessoas na atualidade, o prazer esta em possuir. Ela que foi e continua uma das pessoas destituidas em nossa Historia, jamais compreendera que o dinheiro jamais comprara todos os prazeres da vida.

Descendermos de determinados ancestrais nos da um prazer que nao depende de dinheiro algum. Conheco milhares de descendentes de meus ancestrais e a classe social financeira desta descendencia varia dos mais pobres aos mais ricos. Portanto, a presenca ou a ausencia do dinheiro nao impede de termos o mesmo prazer. Neste caso hao apenas duas alternativas: ou se eh ou nao se eh descendente.

Nao ha meios termos. Sendo que quem nao for podera ser descendente de outros ancestrais ingualmente importantes, e dos quais nos nao somos. Dai o prazer eh para todos. Nao se faz distincao alguma. Porem, quando tratamos de ancestrais que nasceram ha mil anos anteriores ao nosso nascimento, quase que podemos afirmar com absoluta certeza que o prazer eh para todos, exceto em casos excepcionais.

Quem nao descente de determinados ancestrais, pode ser rico do jeito que for, nao tera dinheiro para tornar-se descendente. O dinheiro nao compra ascendencia para ninguem, portanto, cada um tenha prazer naquela heranca que lhe eh propria, sabendo que os descendentes que acaso gerar acabarao se tornando tambem descendentes de outros ancestrais que este cada um nao foi. Ora, se alguem tem prazer em seus ancestrais, maior prazer terao os descendentes dele, porque terao mais ancestrais do que aqueles que os geraram.

O conhecimento da genealogia so aumenta o nosso prazer. Quanto mais conhecemos maior eh o nosso prazer. E deixar estes estudos como heranca `a nossa descendencia eh a garantia de que deixaremos heranca prazeirosa que nao se acabar; so se multiplica. Heranca genealogica eh algo que nao se compra e algo que nao se vende mas, por ser eterna, vale mais que todos os valores financeiros da Terra.

Nao comparo os valores espirituais com os valores genealogicos. Mas se a espiritualidade depende do surgimento de um primeiro casal formatado pelas Maos de um Creador, entao, a genealogia eh uma Carta Escrita pelo Creador, atraves de suas letras geneticas. Desde a formacao do primeiro casal a receita para a nossa formacao ja estava escrita. Genetica e genealogia andam juntas. Nos somos a traducao da Ordem do Creador de crescermos e multiplicarmo-nos. Nos somos o que os nossos ancestrais ja foram e o que sera a nossa descendencia. Se houve um Creador no surgimento do primeiro casal, entao, ha uma ligacao direta entre o Creador e nos atraves de nossa genetica.

Alguem podera dizer que falo do prazer genealogico mas que nao conheco o prazer do dinheiro. Eh verdade! Dinheiro eh algo que jamais tive na vida. Nem nunca esforcei para te-lo. Ou melhor, esforcei por coisas que acabaram nao me dando dinheiro algum. Mas observando o mundo percebo que o prazer na genealogia eh maior porque o dinheiro nao foi feito para que todos o tenham em abundancia. Por mais que todos se esforcem igualmente, sempre haverao os que ficarao com a maior parte, enquanto outro nao o terao. Ja a genetica parece ser algo que brota da Fonte Divina, pois, todos possuimos com abundancia. Falta-nos apenas conhecer o que nos cabe. E nossa parte ninguem toma.

*Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, filha de Jeronimo Barbalho Bezerra e Izabel Pedroso, casou-se com o portugues Joao Batista de Matos. Existem diversas referencias a ela na internet e ao ramo genealogico que partiu dela e foi para Santa Catarina. Agora podemos confirmar que este e o nosso Barbalho eh o mesmo com a constatacao de que Micaela e Paschoa Barbalho eram irmas.

Maiores informacoes a respeito da nossa genealogia Barbalho na pagina: https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/.

Acrescentarei mais um assunto aqui neste capitulo que tem apenas uma relacao indireta com a nossa genealogia. Ha alguns anos atras fui premiado com a inscricao e possibilidade de visitar o site geneall.net Portugal. Algo que apareceu como um “pop up” no computador. Aceitei, me inscrevi e gozei de otimos momentos estudando o banco de dados que eles possuem, particularmente no que se trata da genealogia pregressa de um certo Jose Coelho de Magalhaes, nobre de ascendencia e com todas as caracteristicas de poder ser o nosso ancestral de mesmo nome.

Recentemente, apos perder minha regalia de ter a conveniencia de possuir um computador dentro de casa, desejei voltar ao site para enviar aos administradores o encontro da ligacao entre d. Paschoa Barbalho e os pais dela: Jeronimo Barbalho Bezerra e Isabel Pedreira (Pedroso). Para minha surpresa, a inscricao havia sido cancelada e em lugar dela a oferta de associar-me sob um preco confortavel, por seis meses e, claro, a consequente expiracao no final do contrato e a automatica elevacao de meus custos.

A surpresa nao foi nada agradavel. Nao que eu seja mal agradecido. Ao contrario, fico devendo eterna gratidao pela oportunidade que me foi dada nos ultimos anos. O problema eh que a administracao do site mexeu com a pessoa errada com esta atitude comercial. Claro, eu pagaria a anuidade com o maior prazer se o dinheiro em meu bolso estivesse sobrando. Mas a realidade eh justamente o contrario. O que estao sobrando sao as minhas dividas e nao posso dar-me ao luxo de acrescentar nem mais um centavo a elas.

Neste caso, termina aqui nossa parceria. Nao creio que para mim havera consequencia maior porque sei que o que tenho que buscar eh justamente aquilo que nao se encontra naquele site. Alias, como gratuitamente recebi o direito de acesso a parte dos dados que la se encontram, gratuitamente enviei tambem as minhas descobertas que, na maioria dos casos, so nao foram mais completas porque o site nao atualizou o que enviei, assim, nao pude dar sequencia ao que considero o mais importante da genealogia.

Sendo sincero neste ponto, o site geneall.net Portugal possui mais dados a respeito de pessoas do passado. Eh contido primeiramente de nossos falecidos. Estes, em muitos casos, foram personalidades da Historia Universal e seus aparentados mais proximos. Claro, eles sao o atrativo para o site, porem nem tanto. Refiro-me ao fato de serem os nossos falecidos e somente atrairao mais usuarios se eles forem conectados com a descendencia que estiver viva. A verdade pode ser cruel, porem, os falecidos nao compram nada.

Se nao os ligarmos `as pessoas que estao vivas, eles despertarao o interesse apenas de alguns mais abinegados, como os historiadores que ja conhecam o fato de que a genealogia esta diretamente afetando os fatos historicos. Com a genealogia ha uma melhor compreensao e uso deles. Porem, acredito que os sites genealogicos somente terao sucesso completo quando oferecerem dados que liguem a maioria das pessoas vivas `a rede de linhagens ascendentes e que demonstrem que temos ligacoes parentais com todas ou a maioria das personalidades historicas.

Constatei isso atraves do desenvolvimento da minha propria curiosidade pelo assunto. Se nao tivesse encontrado naquele site uma pessoa, que pudesse ser meu ancestral, ha alguns anos atras, as minhas visitas nao teriam passado de uma ou duas. E jamais teria voltado porque ficaria para mim dificil sentir as pessoas que la estao como referencia em minha vida. Nao sou professor de Historia, portanto, so me interessariam aqueles que tivessem algum vinculo comigo, direta ou indiretamente. Hoje seria, por exemplo, o caso dos presidentes dos Estados Unidos que tem vinculo genetico conosco, incluindo o atual. Sao por volta de 75% deles.

Voltando `a ligacao que estava prestes a passar para o geneall.net Portugal, a ligacao de nossa ancestral d. Paschoa Barbalho ao pai dela, conecta naquele mesmo site o inicio da familia do professor Demerval Jose Pimenta, ou seja, os nossos primos Pimenta. Mesmo os dados do livro do professor nao conecta toda a familia `as pessoas da atualidade. Como a publicacao se deu em 1965, existem 2 ou 3 geracoes ainda sem recordar. Importante agora seria que os dados estivessem disponiveis no site porque os possiveis inscritos contribuintes dos dias de hoje poderiam reconhecer seus pais, avos e/ou bisavos. Se as geracoes permanecerem como la estao, no campo dos tri, tetra e pentavos, a maioria nao tera informacao para fazer tal coneccao e o interesse nao sera despertado em todos, apenas em alguns poucos como eu. Que infelizmente, poderao, como eu, nao ter a disposicao financeira de comprar o acesso.

Este eh o caso particular das familias Coelho e Magalhaes Barbalho ja parcialmente postadas naquele site. Do lado Magalhaes Barbalho, a pessoa mais antiga com a assinatura Barbalho e, provavelmente, conectavel `a mesma linhagem eh o Jose Vaz Barbalho, que eh pentavo da minha geracao mas que ja possui nonanetos e esta a caminho da proxima geracao. Se nao se descobrir e fazer a devida coneccao, seria muito dificil estes descendentes mais distantes encontrarem as informacoes que nos, que estamos a caminho do encerramento de nossa visita `a Terra, temos ainda em nossas memorias. Estes sim seriam os clientes mais almejados pelo site, porque terao mais o que viver e mais com que contribuir, financeiramente.

Pelo lado Coelho temos a hexavo (sextavo) Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Ha a possibilidade de ser irma do Jose Vaz Barbalho e ambos serem filhos do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Mas tambem pode nao ser irma e sim uma parente proxima. Qualquer que seja a verdade, precisamos encontrar os dados que conectem as tres linhagens. Caso consigamos, entao, poderemos realmente dizer que podemos fazer este “negocio”, como dizem os bons mineiros. Ou seja, nos ficaremos felizes com a coneccao entre os nossos vivos e os nossos falecidos. E os sites de genealogia poderao faturar melhor com a oportunidade de se abrir um numero muito maior de candidatos a associados.

E aqui esta uma das razoes pelas quais a minha esposa odeia o que eu tenho feito. Para ela, as pessoas que entendem dos assuntos de internet eh que sao as inteligentes. Segundo ela, enquanto a gente tem que dar um duro danado para conseguirmos o nosso dinheiro suado, os inteligentes ficam la do outro lado, sentados em suas cadeiras e mesas, apenas elaborando falcatruas para o toma-lo de nos. E nisso nao discordo plenamente dela. As pessoas que estao do outro lado da coneccao nao se interessam pelo sacrificio que temos feito, elas desejam que contribuamos com nossos achados e com nosso suado dinheiro. E as informacoes que tornamos publicas se revertem em beneficios para elas, a cada vez que conseguem outro “pato” de nossa familia em seu quadro de associados.

Aqui preciso pedir desculpas aos meus primos pelas muitas vezes que indiquei o geneall.net Portugal como fonte de acesso a dados genealogicos. Sempre pensei que os dados mais antigos fossem publicos e nao imaginava que os estava indicando uma arapuca. De agora para sempre, entao, continuo recomendando o site, quando isso for absolutamente necessario, porem, com o aviso de que precisarao contribuir para ter acesso. Quem nao se importar de contribuir podera ter suas curiosidades satisfeitas.

O melhor de tudo, porem, eh que nao precisam do geneall.net Portugal para terem acesso aos dados relativos ao sobrenome Barbalho em nosso ramo. Eles estao disponiveis no http://www.geneaminas.com.br. Pelo menos, por enquanto, eh do dominio publico e a matricula eh gratuita, em caso de haver o interesse. O que, alias, esta muito mais completo porque ja lancei la todos os dados que ja coletei ate hoje. Assim, nao sera dificil para milhares de pessoas que nao tenho os dados encontrarem seus ancestrais proximos. Apenas alerto para o fato de que a nossa coneccao com as familias reais da Peninsula Iberica ja estar pronta la, porem, por enquanto apenas em relacao ao ramo Pimenta da familia. O Coelho e o Magalhaes Barbalho esta pendente.

Quando a confirmacao dos dados que ali se encontram registrados, caso alguem os queiram comprovar, indico o familybezerrainternational para os dados entre o Antonio Martins Bezerra e os ancestrais Teresa de Leao, condessa de Portugal e Henri de Bourgogne. Sao umas dez geracoes, indo dos anos 1.000 a 1500 aproximadamente. Mais dados em relacao a este nucleo familiar podem ser obtidos atraves da Wikipedia. Geralmente o site oferece biografias e informacoes genealogicas das personalidades historicas. Assim fica ate melhor informativo porque podemos aprender algo mais em relacao a nossos ancestrais.

No caso da Teresa de Leao, por exemplo, podemos ver que foi filha do rei Alfonso VI e neta dos Fernando I Magno e Sancha, Infanta de Leao. Passando para a biografia deles tambem pode-se ver que entre os ancestrais deles estao o heroi Vimara Peres, e outros reis e imperadores de varias realezas europeias e outras. Teresa e Henri tambem foram os pais de Afonso Henriques, fundador da monarquia e primeiro rei de Portugal.

A coneccao do Antonio Martins Bezerra e sua descendencia Barbalho Bezerra pode ser feita atraves do trabalho do Antonio Filipe Pereira Caetano. “Entre a Sombra e o Sol, A Revolta da Cachaca, a Freguesia de Sao Goncalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense” paginas de 187 a 194: “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho.” Deste ponto em diante encontramos com o livro do professor Demerval Pimenta. Cuja coneccao eh feita ao livro da Ivania Batista Coelho: “Arvore Genealogica da Familia Coelho” atraves das assinaturas Borges Monteiro e Pereira do Amaral, por enquanto. Em breve o faremos atraves do Barbalho tambem.

Assim, chegamos aos dias modernos, porem, ha que se ressalvar que eu estou colocando uma geracao a mais que o Antonio Filipe indicou. Assim, pode-se visitar tambem o ensaio de genealogia do Chico Buarque de Holanda no site da Usina de Letras. Outro site que enriquece o nosso conhecimento eh aquele que contem os dados a respeito dos “Engenhos Pernambucanos”. Ali podemos buscar os engenhos: Barbalho, Monteiro (ou Sao Pantaleao) e Sao Paulo. Todos pertencentes aos nossos ancestrais que foram primeiros povoadores de Pernambuco. No Rio de Janeiro temos o Engenho de Sao Bento, na regiao do Mutua, Sao Goncalo, que pertenceu a d. Paschoa Barbalho e a seu marido: Pedro da Costa Ramiro.

Enfim, no mais eh continuar pesquisando. Antes que me esqueca, nos sites GENi e Google Genealogia podemos ver nossas ligacoes com a Familia Barbalho em Santa Catarina atraves da irma de d. Paschoa Barbalho: Micaela Barbalho Bezerra Pedroso; e do Rio Grande do Sul, atraves do site Family Search, atraves de Policarpo Joseph Barbalho, particularmente com Gravatai. A busca continua.

82. JOAO PESSOA, PARAIBA

Iniciarei este capitulo um pouco no escuro porque nao tive tempo de fazer um estudo mais profundo, antes de eu perder a coneccao com meu antigo computador. Exceto por alguns dados que ja os estava ajuntando, o restante vira da memoria propria e, portanto, sujeito a enganos. Envitarei aprofundar muito para procurar evitar tambem os erros.

Como se sabe, apos descoberto o Brasil, Portugal estava envolvido com a franca expansao economica, por causa da descoberta do caminho alternativo para as Indias Orientais, por D. Vasco da Gama. Portugal nao abandonou totalmente o Brasil pela simples razao de que, se o fizesse outros tomariam posse. No inicio foram feitas apenas algumas feitorias nas costas de Pindorama, para que os degredados por la fizessem contato com os indigenas, colhessem deles o que lhes parecesse ter algum valor para ser enviado a Portugal, a troco de bugingangas e ferramentas de metal.

O que fez os portugueses acordarem para o que estavam perdendo foi a intervencao dos destituidos europeus, pelo Tratado de Tordesilhas. Por este Tratado, sob as bencaos poderosas do papa, as Americas tornaram-se feudo exclusivo da Espanha e de Portugal. Inconformados, franceses, ingleses e nierlandeses (conglomerado dos paises-baixos e vizinhos) passaram a fazer contato com tribos indigenas, hostis aos portugueses, e comercio com elas, em termos extremamente vantajosos para os europeus. Somente assim Portugal descobriu o Brasil de riquezas a serem exploradas.

Dentro deste quadro, temos um padrao que ocorre desde o inicio, em tres pontos do territorio brasileiro. Sao eles: Rio de Janeiro, Paraiba e Sergipe. Nestes tres pontos os franceses chegaram e se instalaram primeiro. Posteriormente da-se tambem a invasao francesa ao Maranhao. Mas Rio e Sergipe ja se encontram recordados nestes meus escritos. Falta, entao, a Paraiba.

Os portugueses, com a criacao das Capitanias Hereditarias no Brasil, haviam se firmado em Sao Vicente (Sao Paulo), Salvador (Bahia) e Olinda (Pernambuco). O restante da costa estava excassamente habitada por europeus e as distancias imensas impediam uma acao de protecao policial maior. Assim os navios mercantes e piratas de outras nacoes nao encontravam o menor problema em aportar e negociar diretamente com o homem da terra e esse comercio levou a relacoes de amizade entre nativos e franceses. Em alguns casos tambem a relacionamento parental.

No caso especifico da Paraiba aconteceu de os portugueses ja estarem procurando implantar ali engenhos de acucar, a entao mola propulsora do comercio internacional. Por volta dos anos 1570 houve o rapto da filha de um dos caciques paraibanos. O autor da facanha foi um empregado mas um senhor de engenho se encantou pela beleza da menina e a tomou para si. Nisso os franceses sentiram a oportunidade de fazer a intriga e instigar a vinganca por parte dos indigenas. A tribo cometeu o maior massacre a moradores, tanto na area ocupada pelo engenho quanto na regiao. Fala-se em 600 mortos.

A Paraiba estava entre as Capitanias de Pernambuco e Marica. Marica pertencia a Pero Lopes de Sousa, irmao do Martim Afonso de Sousa, o primeiro Governador-Geral do Brasil e donatario e fundador da Capitania de Sao Vicente. Mas como a Capitania de Pernambuco era muito mais prospera, foi dela que partiu a reacao. A primeira ordem real foi a de criar-se a Capitania Real da Paraiba, em 1574. Assim como foram criadas as Capitanias de Sergipe d’El Rei e a Capitania Real do Rio de Janeiro. Estes territorios foram recomprados pela coroa, que nomeou para elas administradores. Essa recompra ja havia sido feita tambem na Bahia.

De inicio, em relacao `a Paraiba, a criacao ficou apenas no papel, enquanto se davam as guerras de conquista. Houveram algumas tentativas rechacadas pelos indigenas e franceses mas, em 1585, a expedicao de Joao Tavares eliminou a resistencia. Foi ai que se deu a criacao da Vila Real de Nossa Senhora das Neves, em homenagem `a santa do dia. Este nome muda para Felipeia de Nossa Senhora das Neves, em homenagem a Felipe II. (3 Felipes governaram a Uniao Iberica entre 1580 e 1640).

A cidade recebe outro nome a partir de 1634, quando os holandeses a conquistaram. Retorna ao primeiro nome 20 anos depois, 1654, quando os holandeses foram expulsos e, ja no seculo XX, troca o nome para Joao Pessoa. Sendo o ultimo nome uma homenagem ao “presidente do Estado” que foi assassinado por razoes politicas na sublevacao da Ditadura Vargas.

Desde o inicio de sua criacao ate aos meados do seculo XX, a Cidade de Joao Pessoa teve a caracteristica de ser uma municipalidade quartel, servindo de residencia para militares e funcionarios do setor publico em primeiro lugar. Por esta razao sempre foi uma cidade mais com caracteristicas bucolicas interioranas, vindo a despertar-se para a industrializacao e desenvolvimento apenas a partir da segunda metade do seculo XX. Ou seja, acompanhou o lento processo brasileiro de despertar de seu “berco explendido”.

O professor Antonio Filipe referiu-se a Antonio Barbalho Bezerra (poder) ser filho dos nossos ancestrais: o governador Luis Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonca. Se ele estiver correto, a Paraiba tambem sera “nossa” (aparentada).

Brincadeira `a parte, temos que falar um pouco a respeito de quem foi Duarte Gomes da Silveira. Segundo informacoes soltas, encontrei que era neto de Antonio Gomes Bezerra, um descendente da Casa do Morgado de Paredes de Viana do Castelo. Este Antonio Gomes havia sido expedicionario no Norte da Africa, na epoca em que Portugal estava estabelecendo ali suas conquistas. Na africa ele tomou para si uma escrava, descendente de Aboali, um dos conquistadores da Peninsula Iberica, quando os mouros a tomaram. Levando a esposa para Portugal, ela lhe gerou Maria Gomes Bezerra que, ao contrario do que fala o autor onde li essa passagem, nao deveria ser mulata e sim morena como parte das espanholas e portuguesas.

Aqui ha que se fazer essa distincao que ja abordei antes no texto: A Historia da Familia Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Ali fica claro que a populacao europeia e do Norte da Africa, sobretudo aquela mais proxima ao Estreito de Gibraltar, teve origem comum. Com a dispersao apos a ultima Era Glacial, houveram distincoes entre os diversos grupos familiares europeus do Norte, do Centro e do Sul Europeus e do Norte da Africa, sendo que, as miscigenacoes ocorreram em maior quantidade nas partes mais ao Sul. Contudo, o que fica claro eh que os habitantes do Norte da Africa nao tem as mesmas caracteristicas dos africanos subsaarianos. Dai nao se pode caracterizar, sem sombra de duvida, que o resultado do casamento de Antonio Gomes Bezerra e uma descendente do Aboali fosse mulata. Mais certamente era morena.

O certo eh que, Maria Gomes Bezerra foi esposa de Pedro Alves da Silveira, casal tambem pioneiro em Pernambuco nos tempos de Duarte Coelho Pereira. Estes foram os pais de: Domingos, Duarte, Ana e outros filhos. O Domingos estudou em Portugal e ocupou cargos de relevancia, que dependiam de escrituracao, em Pernambuco.

O irmao Duarte, porem, foi o aventureiro. Casou-se com D. Fulgencia Tavares, filha de Joao Tavares, o conquistador e primeiro governador efetivo da Paraiba. Para o Duarte, essa situacao apenas “juntou a fome com a vontade de comer”. Junto com o sogro fora um dos combatentes mais efetivos aos adversarios franceses e indigenas. Com as vitorias vieram-lhe os premios, em forma de benesses e propriedades de terras. Alem disso, teve a cobertura do irmao Domingos e da nata administradora de Pernambuco que a tudo lhe dava o crivo de aprovado.

A fortuna de Duarte Gomes da Silveira constituiu-se de, pelo menos, dois engenhos: o Velho e o Novo, nos arredores de Joao Pessoa e diversas outras fazendas de gado no sertao. Foi a partir disso que ele criou o riquissimo morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraiba.

Como possuia economias de sobra e desejava por todos os meios ver a Vila de Nossa Senhora das Neves properar, estabeleceu premios aos que construissem casas de qualidade o local. Com isso deve ter garantido a prosperidade inicial da capital do futuro Estado da Paraiba.

Mas a vida dele nem sempre foi sucesso. Durante a invasao holandesa perdeu o unico filho e um dos irmaos. Nao deixou herdeiros considerados corretos `a epoca. E aqui ha uma discordancia entre a informacao no trabalho do Antonio Filipe (capitulo 81) e outroas fontes diversas. Segundo aquele, Joana Gomes da Silveira era neta e para as outras fontes foi filha extra-conjugal. Mas o que importa eh que ela foi a herdeira de fato que, casando-se com o Antonio Barbalho Bezerra, passou ao “consorte” o morgadio de Sao Salvador do Mundo da Paraiba.

Outro detalhe da vida de Duarte Gomes da Silveira foi o de ter sido processado por sonegacao de impostos e de ter sido colaboracionista com o invasor holandes. Li essas informacoes rapidamente e me parece que existem teses que desaprovam tais ideias. Eu proprio questionaria tais insinuacoes porque ele deve ter falecido antes de 1654, quando da retomada da Paraiba pelos brasileiros, portanto, nao teria sobrado tempo para ser acusado no caso de traicao.

Uma virada de sorte na vida de uma membro dessa familia nos presta maiores informacoes genealogicas a respeito dela. Em 1731, Marianna Paschoa Bezerra* foi obrigada a comparecer ao Tribunal do Santo Oficio, em Lisboa, para responder `a acusacao de pratica de judaismo. Embora tenha alegado ser crista velha, pareceu-me que foi condenada. Penso que foi uma verdadeira caca `as bruxas. (Hoje eh Halloween, e ha ai um certo paralelo entre este caso e o das bruxas de Salem aqui em Massachusetts).

Na internet encontrei o endereco: utinga.wordpress.com/2010/09/21/marianna-paschoa-bezerra-o-santo-oficio-e-os-rocha-bezerra/. Parece-me que a postagem foi feita pelo genealogista Joao Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com). Existe la um link para o site da Torre do Tombo, Portugal, em que o processo completo pode ser analisado. Eu busquei apenas o que ja estava mastigado. E isso se restringe ao que, em um depoimento, a Marianna Paschoa cita tanto sua genealogia paterna quanto materna. Mostro aqui apenas a materna, acompanhando o autor Joao Felipe.

Faco ainda a ressalva de que nao tenho como garantir que o Antonio Barbalho Bezerra tenha mesmo sido filho do nosso ancestral: Luis Barbalho Bezerra. Tudo pode acontecer mas isso me parece um tanto quanto grandioso, mas as mencoes nos textos de autores nordestinos nao mencionam a relacao parental. Nao eh um tanto esquisito isso!?

Outra informacao que vi e que nao consegui voltar `a mesma fonte foi a de que existiu outro Antonio Barbalho Bezerra, um com e outro sem o Pinto no final. Parece-me que o primeiro casou-se com Anna da Silveira, irma do Duarte. Foi dito que o tal Antonio era natural do reino, dai penso poder ser irmao ou parente proximo do Bras Barbalho Feyo, o avo materno do Luis Barbalho.

Em todos casos, ja eh dificil esperar que o Antonio, suposto filho do Luis, tenha se casado com uma filha do Duarte, cuja data proposta de nascimento eh de 1555, muito menos com uma irma dele. Mas Anna e Joana sao duas pessoas diferentes que, talvez, tenham mesmo se casado com homonimos.

Segue entao o resumo que fiz do pouco de genealogia coletado na pagina do Utinga.

Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca (acrescimo meu)
Antonio Barbalho Bezerra – Joana Gomes da Silveira, pais de:

1. Serafina Moraes – solteira
2. Antonio Barbalho Bezerra – Maria Teixeira
3. Antonio Bezerra Monteiro – foi casado, com pessoa nao identificada.
4. Duarte Gomes da Silveira
5. Maria Barbalho Bezerra – Balthasar da Rocha Bezerra
6. Victoria Barbalho Bezerra – Diogo Nunes Thomas

2. Antonio Barbalho Bezerra – Maria Teixeira, pais de:

2.1 Salvador – falecido crianca
2.2 Andreza – falecida crianca
2.3 Joana – Joao Peixoto

2.3 Joana – Joao Peixoto, paid de:

2.3.1 Jose Gomes
2.3.2 Luzia
2.3.3 Joana
2.3.4 Quiteria
2.3.5 Antonio Barbalho
2.3.6 Joao Peixoto
2.3.7 Duarte Gomes
2.3.8 Bartholomeu Peixoto
2.3.9 Jose

5. Maria Barbalho Bezerra – Balthasar da Rocha Bezerra, pais de:

5.1 Antonio da Rocha Bezerra
5.2 Manoel da Rocha Bezerra – Magdalena Luna
5.3 Balthasar da Rocha Bezerra – Marianna
5.4 Miguel Barbalho Bezerra – Maria Jacome Barbalho
5.5 Maria Bezerra Vasconcelos – Manoel Ribeiro de Carvalho
5.6 Archangela da Silveira – Ventura Pereira Parente + Pedro da Rocha Bezerra
5.7 Simao da Rocha Bezerra

5.2 Manoel da Rocha Bezerra – Magdalena Luna, pais de:

5.2.1 Antonio da Rocha Bezerra – (?) Josefa de Oliveira Leite

Obs.: Manoel da Rocha Bezerra foi tambem pai extra-conjugal de um filho, com sua prima: 6.5 Joana Gomes da Silveira (abaixo)

6.5.1 Joao Gomes da Silveira

5.6 Archangela da Silveira -I- Ventura Pereira Parente, pais de:

5.6.1 Maria Barbalho
5.6.2 Ignacia
5.6.3 Luzia
5.6.4 Joao – falecido crianca

Obs.: Os filhos foram naturais e moradores de Taquara, no Bispado de Pernambuco. Ventura Pereira Parente foi senhor de engenho.

5.6 Archangela da Silveira – II – Pedro da Rocha Bezerra, pais de:

5.6.5 – Marcos (natural e morador de Juazeiro).

Obs.: “A Sesmaria 552 concedida ao Sargento-Mor Jose Pedro Tinoco, na Ribeira do Assu, pertenceu aos irmaos Capitao-Mor Balthasar da Rocha Bezerra, Coronel Miguel Barbalho Bezerra e seu cunhado Pedro da Rocha Bezerra.”

6. Victoria Barbalho Bezerra – Diogo Nunes Thomas, pais de:

6.1 Antonio Barbalho – falecido crianca
6.2 Luiza Barbalho – solteira
6.3 Thereza Barbalho – solteira
6.4 Joanna Gomes da Silveira*
6.5 Maria da Silveira – Gaspar Henriques
6.6 Guiomar Nunes
6.7 Diogo Nunes Thomas – Catharina Ferreira Barreto
6.8 Marianna Paschoa Bezerra*

Obs.: Diogo Nunes Thomas, pai de Marianna Paschoa e seus irmaos, era filho de outro Diogo Nunes Thomas e de Guiomar Nunes, todos naturais de Pernambuco.

6.5 Joanna Gomes da Silveira* foi a mae do filho extra-conjugal de seu primo 5.2 Manoel da Rocha (acima), pais de:

6.5.1 Joao Gomes da Silveira

O que reforca a hipotese de tratar-se essa familia de descendencia do possivel filho do governador Luis Barbalho Bezerra: Antonio Barbalho Bezerra, eh o nome Antonio Bezerra Monteiro entre seus filhos. Temos que recordar que o sobrenome Monteiro corria na familia como secundario e tratando-se de heranca genetica proveniente de Pantaleao Monteiro. Isso reforca a hipotese de sermos mesmo descendentes do Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, que foi marido da Maria Araujo, filha daquele senhor de engenho. O proprio Luis Barbalho teve uma irma com o nome de Brasia Monteiro. Ela casou-se com Luis Bras Bezerra e sao eles que se alinham como ancestrais do Chico Buarque de Holanda. O Luis, nosso ancestral, colocou o nome Francisco Monteiro Barbalho Bezerra no filho mais novo.

Por outro lado, eh suspeito que a Marianna Paschoa Bezerra* nao tenha tido a brilhante ideia de citar os Luis Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonca como bisavos dela no processo que enfrentou. Naquela hora dificil, o nome deles continuariam valendo como peso favoravel `a sua defesa. Por outro lado, eh possivel que ela nem sequer soubesse disso, pois, nascendo em 1681, nao deve ter conhecido sequer os avos, que supostamente teriam se casado em 1633. Parece que o intervalo de geracoes foi realmente longo para o caso de ela se lembrar do detalhe.

Saindo do assunto genealogia de pessoas e passando ao de genealogia de cidades, ha que se corrigir as ambicoes das cidades de Joao Pessoa-PB e Sao Christovao-SE de serem, respectivamente, as terceira e quarta cidades a serem criadas no Brasil. Nao foi preciso grande esforco para verificar algumas outras datas de fundacoes mais antigas, apenas de algumas cidades que conheco a parte de suas Historias ligadas `a Historia do Brasil.

Sao Vicente, fundada por Martim Afonso de Sousa, surgiu em 22.01.1532; Olinda, fundada por Duarte Coelho Pereira, em 09.03.1535; em seguida surge Vila Velha do Espirito Santo, 23.05.1535; Salvador eh de 1549; Vitoria surge em 08.09.1551; a propria Sao Paulo foi criada em 1560 e o Rio de Janeiro, fundado por Estacio de Sa, em 01.03.1565. Estes foram apenas os nomes que lembrei-me de imediato e que estao ligados aos primeiros administradores que o pais teve.