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A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

março 11, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE

01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO

03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!

 

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01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

Contrariando minha disposição anterior, resolvi iniciar mais esse titulo em meu blog. Isso se da porque a pagina que estava usando:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/,

começou a ficar um pouco longa. Assim, essa nova pagina devera funcionar como II Volume daquela.

Apenas recordando alguns dados importantes que la encontramos. Fica então facultativo aos pesquisadores buscarem maiores informações a respeito de documentos usados para comprovarmos novos dados e maiores detalhes.

01. Jose Vaz Barbalho foi filho de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo. Nasceu em Itabira onde o casal vivia.

02. Francisco Jose Barbalho, marido de Quintina Francisca Barbalho foi irmão do Jose Vaz.

03. Pode-se comprovar, ao contrario do que afirmava-se na Revista Genealogica Latina e no site sfreinobreza, que a bisavo do bispo D. Manoel Nunes Coelho chamava-se Isidora Francisca de Magalhães e nao Genoveva de Magalhães.

Pode-se verificar também que o casal Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães foram pais dos filhos que chegaram `a vida adulta:

I. tabelião, Jose de Magalhães Barbalho (1810)
II. padre, Emigdio de Magalhães Barbalho (1813)
III. capitão, Francisco Marçal Barbalho (1820)
IV. Lucinda Francisca de Magalhães (1824)

04. O nome da mãe de Isidora Francisca foi mesmo Genoveva Nunes Ferreira. Deve ter sido uma mulher alem do seu tempo, pois, parece nunca ter se casado, não precisava de um homem que responsabilizasse por ela, possuía fazenda própria e era senhora da própria vida.

05. Modesto Jose Barbalho foi casado com dona Rita da Rocha e entre os diversos filhos encontrava-se dona Juvenata da Rocha Barbalho, que em 1868 se da noticia de ser casada e que residia no lugar chamado Vai-Vem, no Estado de Goiás.

Vai-Vem atualmente chama-se Ipameri, fica no Sul do Estado, relativamente próxima `a Cidade de Catalão. Na cidade ainda existe remanescentes do ramo da Rocha Barbalho. Inclusive houve a presença de pessoas com o nome Modesto Jose Barbalho e Juvenato.

06. Foram encontrados documentos que parecem comprovar que Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório, foi filho de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Simpliciana foi filha do cabo-de-esquadra e guarda-mor Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Para iniciarmos esse novo capitulo, resolvi reproduzir aqui esse comunicado que postei em minha pagina no facebook, convocando aos parentes para ajudar-nos nas buscas.

CONVOCACAO URGENTE.

Pessoal, acabo de encontrar alguns dados que ate estou meio “afogado” para transmitir. Mas com ela vira um pouco de responsabilidade. Vejam isso:

ENCONTRADO NO GOOGLE LIVROS:

1. “A IGREJA NA HISTORIA DE SAO PAULO: 1821 – 1851”

pag. 294 – aparece o nome “Policarpo Jose Barbalho”
pag. 302 – aparece: “Barbalho – Pe. Policarpo Jose: 294”

2. “REVISTA DO ARQUIVO PUBLICO MINEIRO”

pag. 229 – “Tenente Policarpo Joze Barbalho”
pag. 230 – “Policarpo Joze Barbalho”

O ultimo aparece no artigo:

“MEMORIAS DOS MUNICIPIOS (pag. 225)
I — CAMARA DO CAETE
Manifestacoes sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.”

Parece-me ai que encontramos outra paixao que nosso tetra e pentavo tinha: a politica. Portanto, não estamos roubando nada, estamos somente herdando.

Antes do mais, ha muito que venho queimando fosfato para descobrir onde o pe. Policarpo estudou. E, pelo que parece, foi em Sao Paulo. E essa informação ja ajuda bastante.

A minha dedução vem do fato de que ele foi ordenado depois do filho, pe. Emigdio, que foi ordenado em 1845. E a minha suposição era a de, por não ter encontrado rastros dele em Mariana nem no Caraca, que tivesse estudado em Diamantina. Mas o seminário de Diamantina so foi aberto em 1854.

E, pelo espaço de tempo que o livro aborda, 1821-1851, ele somente poderia ter sido ordenado em outro lugar. Talvez em 1851 ele ainda não fosse padre, mas ja seria, no mínimo, seminarista para que o chamassem Pe.

Essa foi a primeira vez que vi essa menção fora das nossas tradições. Tai confirmado que foi mesmo padre.

Agora vem a dolorosa. Não sera para mim. ksksksksks.

Convoco aos primos: Glauco, Sueli e Vilma a entrarem num confabulo, para saber se irão os 3 juntos, ou aquele que puder e, talvez, residir mais proximo `a sede da Arquidiocese de Sao Paulo.

Pela idade do documento, aproximadamente 150 anos, imagino que somente pode estar guardado nos arquivos arquidiocesanos.

O documento se chama: “DE GENERE ET MORIBUS”. Funciona como um historico escolar do seminarista. E presta informações ate ao falecimento.

No similar do padre Emigdio foi que encontramos a registro de nascimento dele e de casamento dos pais: Policarpo Jose Barbalho e Isodora Francisca de Magalhães.

Acredito que o documento do pe. Policarpo devera ser mais informativo, pois, foi casado, teve filhos e penso que deve ter sido obrigado a apresentar as provas de que fosse livre para ser ordenado. Deve conter registros de nascimentos e falecimentos.

Mas se tiver somente o nascimento dele e o casamento dos pais sera o suficiente. O que precisamos mesmo eh saber quem foram os avos dele, de imediato, para confirmar se era mesmo neto ou bisneto do casal: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Se isso ficar confirmado, ja temos a linhagem Barbalho ate ao Descobrimento do Brasil. E, via Bezerra, do Barbalho Bezerra do governador Luiz Barbalho, ate aos reis da Peninsula Ibérica.

O certo eh que so falta isso mesmo. La no Arquivo devera ter que pedirem para fazer uma consulta. Ai eles explicam o que fazer para isso. Melhor telefonar antes para saber o que fazer e quais os horários e dias de atendimento. Alguns arquivos dificultam um pouco, pois, os documentos são antigos, delicados e, `as vezes, valorizados.

Qualquer coisa, digam que estamos fazendo a genealogia do Bispo D. Manoel Nunes Coelho e o pe. Policarpo foi o bisavô dele. Isso deve facilitar um pouco o acesso.

Tai gente! A oportunidade de saber primeiro as informacoes eh dos 3 que ja residem em torno de Sao Paulo. A menos que alguem outro more por la e nao tenho a informação, ou tenha alguém disposto a fazer uma pequena viagem.

Conto com a colaboracao dos convocados e de todos que puderem ajudar. Grandes abracos, do de sempre:

Valquirio.

ADENDO PRECIOSO

Fiz uma leitura dinamica na Ata da Camara Municipal de Caeté de 12/10/1822. Leitura proveitosa para todos. Demonstra que nossos ancestrais não foram apenas politicos mas foram os cabras que assinaram embaixo para a Independência do Brasil.

Eh possível que exista documento similar abrangendo a Comarca do Serro. E nele devemos encontrar outros de nossos ancestrais.

Alias, esse ancestrais refere-se a, provavelmente, toda a população atual do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Pelo menos foi a impressão que tive pela presença de sobrenomes bastante conhecidos. Não no sentido isolado mas nas combinações de nomes.

Exemplos bem conhecidos são os Jacome Coelho, Pinto Coelho da Cunha, alias, os membros desta família `a época estavam quase todos presentes, os homens, claro, porque mulheres eram impedidas na participação política; os Meirelles Coelho, etc.

Alguns nomes que estão nos registros de Itabira e Ferros encontram-se naquela ata também.

O nome Policarpo Jose Barbalho aparece duas vezes. Ele assinou por si e como procurador do Alferes, Jose de Moura Ribeiro, assistente do Arraial da Itabira.

Alias, diga-se de passagem que o território era todo de Caeté. E ele abrangia cidades atuais como Itabira, Ferros, Sao Gonçalo do Rio Abaixo, Brumado, Brumadinho, Barão de Cocais e muitos outros.

Melhor dizendo, ate 1827 Caeté era Sede de Concelho mas não era emancipada. Pertencia a Santa Barbara que, então, abrangia um território muito maior. Em 1827 Caeté foi emancipada, carregando consigo diversos dos atuais municípios.

Em 1833 veio a emancipação de Itabira que carregou junto atuais municípios ao seu redor e toda a area que ocupada a partir dela para o seu Norte.

Dai se pode observar que os “homens bons” da terra e que assinaram, ou foram assinados, passam de 1.000 pessoas. Suficientes para ser ancestrais de toda Minas Gerais atualmente. So não o são porque deixam de ser ascendentes de outros para nos ser ascendentes repetidas vezes.

O nome que aparece logo antes da primeira assinatura do Policarpo eh do Alferes de Ordenanças, Manoel Nunes Coelho. Falta-nos apenas decifrar se ele foi ou não o nosso ancestral.

Duas linhas antes, `a pagina 229, assina o senhor Jose Luis Rodrigues de Moura, que presumo ter sido, o tetravô do amigo Mauro Andrade Moura.

Outro que compareceu foi o Sargento-Mor Jose Joaquim de Andrade. Ja não era mais cabo de esquadra como aparece no documento que se encontra no Arquivo Publico Mineiro, requerendo nova patente. Ate ao momento ele teria sido avo do nosso trisavô: Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório.

Enfim, na ata encontra-se de tudo um pouco. Provavelmente teremos outros ancestrais e parentes que poderemos identificar quando existir uma Arvore Genealógica das famílias que compõem o nosso clã.

Digo assim porque la aparece um senhor Joao Fernandes Madeira e outros de mesmo sobrenome. Não tenho ascendência nele, mas ele devera ser ascendente de aparentados nossos.

Poderia mesmo ter sido sogro da tia Emigdia Francisca de Magalhães e do Agostinho Nunes Coelho, filho do Manoel. Ela foi esposa do Manoel Geraldo e ele da Theresa Fernandes Madeira.

Muitíssimo interessante a leitura da curta declaração que fazem no inicio e da relação de nomes. Mas tem que ser historiador ou genealogista para ter paciência para ler a segunda parte.

O mesmo.

01. A HISTORIA E A FAMILIA NA HISTORIA

Resolvi copiar parte da Ata da reunião em Caeté para que todos possam ter acesso mais fácil. Ela eh um documento histórico de importância fundamental para a Historia do Brasil e por ela podemos pegar uma carona genealógica também. Alias, são duas disciplinas inseparáveis, como ja venho insistindo ha tanto tempo. Pena que nem todos compreendam assim.

Bom, vou copiar e depois fazer os comentários. Quem ler observara o que eh ser imprescindível. Segue então:

Revista do Archivo Publico Mineiro, ano I, 1896. Ouro Preto. Imprensa Official do Estado de Minas Gerais.

a partir da pagina 225 (copiei ja transcrevendo as palavras para o vernáculo atual)

MEMORIAS DOS MUNICIPIOS
(Manuscriptos do Archivo)

I – – CAMARA DO CAETE

Manifestações sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.

Ano do Nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e oitocentos e vinte e dois, aos doze do mes de outubro , Nesta Vila Nova da Rainha do Caeté, nos Passos do Concelho, onde se acham presentes O Guarda Mor Geral das Minas Joao Baptista Teixeira de Sousa Coutinho Juiz Ordinario Presidente da Camara, Vereador e Procurador dela, o Juiz dos órfãos, o Almotacel, os Homens Bons da Governança, os Reverendos Párocos desta Vila, o do Arraial de S. Joao Baptista do Morro Grande, com os seus Clérigos, o Barão de S. Joao Marcos e muitas outras pessoas da Nobreza do Brasil e muitos oficiais Maiores e Subalternos dos Corpos de Milicias e Ordenanças e Cidadãos de todas as classes; por todos unanimemente foi declarado que julgando-se a Patria atacada nos seus mais sagrados Direitos, desprezada a sua dignidade, insultados seus Representantes em Portugal e perdida toda a confiança no Congresso de Lisboa que so tenta escravizar de novo este riquíssimo Império, postergando nossas representações e todos os deveres e relações de confraternidade, que deveriam ligar os dois hemisférios habitados por homens da mesma Religião, do mesmo sangue, da mesma Lingua, tendo-se outrossim deliberado a convocação da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, e sendo por isso necessário que o poder executivo esteja plenamente autorizado para executar as Leis que se forem promulgando, o que não podia efetivar-se, estando o Principe Regente como delegado de El-Rey; e constando alem disso que o Sr. D. Joao Sexto se acha em estado de coação e obrigado a sancionar tudo quanto querem as Cortes de Lisboa, como aconteceu ha pouco; expedindo Decretos para Remessa de Tropas para acometer-nos; e exigindo finalmente a grandeza deste Continente, que nele se funde a Sede do Governo, que nos felicite; por tantos e poderosos motivos, e atendendo ao incansável desvelo com que o Principe Regente e Herdeiro da Coroa tem desempenhado o titulo de Defensor Perpetuo do Brasil concordaram todos de suas muito livres vontades em ratificar Solenemente a proclamada Independência do Brasil; protestando darem por ela as vidas; e aclamar com as devidas serenidades neste dia o mesmo Principe Regente e Defensor Perpetuo, Senhor Dom Pedro de Alcantara, Primeiro Imperador do Brasil, com a condição de que o mesmo Augusto Senhor Jure previamente, Guardar, Manter e Defender a Constituição política, que fizer a Assembleia Geral Constituinte. – Depois disto mandou o Presidente ao Primeiro Vereador, ao Segundo e ao Terceiro fazerem Aclamação seguinte: “Imperial, Imperial, pelo Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Constitucional do Brasil” – a qual sendo aplaudida com vivas da maior alegria e entusiasmo por todo o povo seguiram todos os cidadãos para a Igreja Matriz para unirem seus votos pela prosperidade do Império do Brasil, do Imperador e de sua Imperial Família e para renderem ao Supremo arbitro dos Impérios as devidas graças, por tao justos motivos. E desta sorte houveram por finda esta Ata que todos assinarão comigo Jose Antonio Fecundo Velloso, Escrivão da Camara que escrevi. O Juiz Presidente Joao Baptista Ferreira de Sousa Coutinho, o vereador Jose Sa de Bittencourt e Camara, o vereador Francisco Thomaz Carneiro de Miranda, o vereador Manoel da Mota Teixeira, o procurador Pedro Lino da Silva Lopes, o escrivão da câmara, Jose Antonio Fecundo Velloso, o juiz de órfãos Manoel Jose Pires da Silva Pontes, o juiz almotacel Jose Ferreira Pinto, o juiz almotacel Policeno da Costa Pacheco, Afonso Isidoro da Silva Diniz, vigário Manoel Gonçalves de Almeida, o padre Jose Sebastião de Carvalho Pena, o padre Manoel Pinto Ferreira, coadjutor de S. Joao Baptista, o padre Joao Afonso Mendes, o padre Nicolau Gomes de Sousa, capelão da Penha, o Barão de S. Joao Marcos Antonio Thomaz de Figueiredo Neves, Tenente-coronel Jose de Mello de Sousa Almeida Brandao e Menezes, coronel Jose de Sa Bittencourt, Jacinto Pinto Teixeira, coronel agregado, coronel Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha, coronel Joao da Mota Ribeiro, Jose Feliciano Pinto Coelho [da Cunha, então, o futuro Barão de Cocais], major de cavalaria, o capitão-mor Felisberto Jose Corrêa de Miranda, o comandante interino das ordenanças Ignacio Jose Borges, capitão de ordenanças Jose Ferreira da Silva, Joao Gomes de Araújo, Joaquim Jose de Senna, capitão Severino da Costa Ribeiro, capitão Antonio Jose Ferreira Bretas, S. Mor tenente Manoel Dias de Freitas e Mosa, ajudante Joaquim Claudino de Sousa Brandao, guarda-mor e P. estandarte Joao Antonio Magalhães, Manoel Campos Cruz, Jose Anchieta Teixeira, capitão comandante de milícias Pedro Pereira de Andrade Rego, Manoel Thomaz Pinto de Figueiredo, Egas Muniz Pinto Coelho da Cunha, Joao Miz de Oliveira Salazar, tenente Manoel Miz de Oliveira Leme, alferes Joao Duarte de Lacerda….”

Ate ao momento copiei a Ata em sua integra, no intuito de recordar os nomes de muitas pessoas conhecidas dos genealogistas, alem de demonstrar a variedade de sobrenomes que, na atualidade, se repetem em boa parte da população brasileira.

Selecionarei d’agora para frente nomes que ja entram em nossa genealogia conhecida ou daqueles que tenho a impressão que entrarão no futuro, quando houver estudos mais completos.

Melhor dizendo, para se fazer isso teria que copiar tudo na integra. Copiarei os nomes que virão porque tenho algum conhecimento da existência deles ou porque tenho vaga lembrança de te-los ouvido antes.

A Ata contem mais 10 paginas, em sua maioria absoluta uma relação da presença das mais de 1.000 pessoas, que calculo por alto. Ficaria difícil copiar os nomes um por um.

Segue então: pag. 227

Alferes, Felix Antonio Dislandes de Monlevade
Maximiano Augusto Pinto de Moura
Giuseppe Musaglio – italiano
Manuel Furtado Pinto Coelho
Jacinto Jose Pimenta de Figueiredo Vasconcelos
Tenente, Jose Correa Araujo
Quartel-Mestre da Cia. de Milicias Joao Jose Carneiro de Miranda
Capitao e Guarda-Mor Quintiliano Justino de Oliveira Horta
Porta Estandarte Manoel Ribeiro de Magalhaes

pag. 228

Joao Ribeiro de Macedo
Antonio Xavier Vieira
Joaquim de Oliveira Pacheco
Joao Jose da Rocha
Camillo Maria de Lelis
Jose e Antonio Rodrigues Lima
Capitao de Ordenancas Matheus Lopes de Magalhaens
Eusebio da Costa Seabra
Braz e Antonio Pereira da Affonseca
Alferes, Manoel Jose Dias Alves
Vicente Ferreira da Silva
Manoel Joaquim dos Santos
Capitao dos Cacadores do Mato, Jacinto Jose Andrade
Advogado nao formado, Joao Jose dos Santos
Jose Goncalves da Fonseca
Quintiliano Jose de Oliveira Alvarenga

pag. 229

Ajudante, Manoel Goncalves de Carvalho
Cabo de Esquadra, Manoel Alves Pinto
Ten. da 2a. Linha, Joaquim Jose de Faria
Emilio Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Fernandes Madeira (por procuração)
Joao Francisco de Andrade
Alferes de Ordenanças Joao de Deus Fonseca Aleixo
Alferes de Ordenanças Joao Ribeiro da Fonseca
Antonio Coelho Ferreira
***Capitão de Ordenanças Cassimiro Carlos da Cunha Andrade [futuro comendador]
Manoel de Magalhaens e Silva
Joao Coelho de Carvalho
Jose Joaquim Coelho
***Jose Luis Rodrigues de Moura [tetravô do amigo Mauro de Andrade Moura]
***Guarda-Mor Teotonio da Costa Lage
***Alferes de Ordenanças Manoel Nunes Coelho
***Tenente Policarpo Jose Barbalho
Manoel Pereira de Senna

Pag. 230

Alferes Jose de Moura Ribeiro, p. p. Policarpo Jose Barbalho
Francisco Machado da Rocha
Manoel Gonçalves da Affonseca
Joaquim Jose de Lacerda
Furriel, Jose Teixeira Coelho
Cabo de Esquadra, Manoel de Oliveira Pacheco
Joao Gonsalves de Carvalho
Francisco Nunes Figueira
Antonio Caetano Vas
Joao Ferreira de Queiroz
Antonio de Magalhaens Portilho
Alferes, Joaquim Ferreira da Silva
Sargento-Mor, Bernardo Joaquim dos Santos
Alferes, Claudio Jose dos Santos
Alferes, Joaquim Jose dos Santos
Manoel de Soiza Machado Chaves

Pag. 231

Tenente, Joaquim Gomes Drumond
Guarda-Mor da Freguesia de S. Miguel, Manoel Moreira de Figueiredo Mascarenhas
***Guarda-Mor Jose Joaquim de Andrade
***Manoel da Costa Lage
Alferes, Jose Gervasio
***Manoel dos Reis Carvalho
Luiz Alves Pinto Ferreira
Gregorio Coelho de Moraes
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
***Manoel Furtado Leite
***Guilherme Furtado Leite
Alferes, Joao Vieira de Carvalho
***Luiz Jose Pinto Coelho da Cunha
***Francisco de Assis Pinto Coelho da Cunha

Pag. 232

Francisco de Paula Coelho
***Guarda-Mor Joaquim Coelho Linhares
***Ignacio Furtado Leite
***Padre, Jose Antonio de Araujo
Joaquim da Costa Lage, p.p. o padre acima
G.M. Jose da Costa Lage, p.p. o padre acima
***Capitao, Thome Nunes Figueiras, p.p. o padre acima
Alferes de Ordenancas, Joao Jose dos Santos, p.p. o padre acima
***Joao Paulo Andrade
***Victoriano de Andrade Gomes

Pag. 233

Manoel Dias de Araujo
Manoel Jose dos Santos
Jose Alexandre da Fonseca
Francisco de Magalhaes Bastos
Maximo Teixeira de Andrade
Joao Vieira
Sebastião Carvalho de Araujo
Pedro Lino da Silva Lopes

Pag. 234

Nicolau de Tolentino Araujo
Alferes Francisco de Paula Moura, p.p.
Luiz Fernandes Vieira
Manoel Coelho Ferreira
Pe. Antonio de Souza Reis
***Antonio de Meirelles Coelho
***Estevão de Meirelles Coelho
***Joao Francisco de Aguiar
***Bernardo Martins de Carvalho
Capitão de Milicias, Joao Ignacio da Rocha
Vicente de Souza Santos

Pag. 235

Ajudante de 2a. Linha, Manoel Joaquim de Araujo
Antonio Caldeira Brant
Manoel Ferreira da Silva
Manoel Jose da Affonseca
***Joao Coelho Jacome, alferes.
Alexandre Machado Coelho, p.p. Joao Coelho Jacome
Leandro Nunes Figueiras, p.p. Joao Coelho Jacome
Manoel Monis Rabello
Sargento de Infantaria da 2a. Linha e Comandante da 8a. Cia. de Sao Gonçalo do Rio Abaixo e “agraduado” em Capitão, Manoel Antonio Teixeira

Pag. 236

***Joaquim de Meirelles Coelho
Manoel Avelino da Costa
***Francisco de Meirelles Coelho
Manoel Bicudo de Alvarenga
Jose Vieira de Senna

Pag. 237

Jose Dias Bicalho
Silverio Dias Bicalho, p.p. pe. Luis Antonio da Costa Passos
Manoel e Jose de Soiza Reis
***Francisco Joaquim de Andrade, p.p. Romão de Souza Ribeiro

Pag. 238

Joao Pereira de Andrade
Francisco Fernandes Madeiras
Boaventura Gonçalves Coelho
Felício dos Reis de Carvalho

*** Sinal para identificar pessoas que penso ter parentesco mais proximo conosco.

Ontem, 17.03.17, dia de Sao Patricio, resolvi reler a lista e anotar outros nomes dos presentes, alguns se repetem, que penso divulgar na intenção de facilitar pesquisas de possíveis descendentes que merecem ter o conhecimento da participação dos ancestrais nesse movimento fundamental da Historia do Brasil. Segue então:

Pag. 227

Joao da Motta Teixeira
Antonio Teixeira Almeida e Silva
***Quintiliano Martins da Costa
Manoel Mariano de Azeredo Coutinho
Jose de Aguiar Leite
Quintiliano Justino de Oliveira Horta

Pag. 228

Jose Caetano Teixeira Souto
Felippe Antonio Teixeira Motta
***Quintiliano Jose Ferreira de Alvarenga
Francisco Jose Duarte
Lourenço Justiniano Duarte

Pag. 229

Joao Rosa Nepomuceno
Caetano Jose de Carvalho Pena
***Antonio Coelho Ferreira
***Joao Bicudo de Alvarenga Leme

Pag. 230

Joaquim Jose de Lacerda
Jose Teixeira Coelho
Jose Nunes Ferreira Brandao
Antonio de Araujo Quintao de Miranda (profeçor de cyrurgia)
Clemente Eugenio Rebello e Castro
Joao Baptista Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Duarte de Moraes
Antonio Baião de Almeida
Joao Baptista Barrozo

Pag. 231

Manoel Antonio de Moraes Castro
Jose Joaquim Teixeira Pena
Joao Duarte de Lacerda
Domingos Antonio Teixeira da Costa
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
Joao Duarte de Lacerda (devem ser pai e filho)

Pag. 232

Cypriano de Lacerda
Christovao Dias Duarte

Pag. 233

Manoel Teixeira de Miranda
Manoel Francisco de Quadros
Caetano Lopes da Silveira
Jose Alexandre da Fonseca
Joaquim Ferraz Tibaens
Maximo Teixeira de Andrade
Manoel da Roxa Evangelho

Pag. 234

Pe. Jose Dias Duarte
Jose Teixeira da Silva
Jose Anxieta Teixeira
Manoel Teixeira Borges Aranha
Luiz Borges Teixeira Amada
***Manoel Coelho Ferreira
Antonio Teixeira
Joao Teixeira de Souza
Bento dos Reis Filgueiras

Pag. 235

Nicolau de Souza Teixeira
Manoel Brandao de Mello
Manoel Antonio Teixeira (sargento “agraduado” a capitão)

Pag. 236

Jose Caetano Teixeira da Motta
***Manoel Bicudo de Alvarenga
***Innocêncio Rodrigues de Castro
Sebastiam Joao Duarte
Manoel Dias Duarte
Domingos Dias Duarte
Joaquim da Mota Teixeira

Pag. 237

Estanislau Domingues da Silveira
***Pe. Leandro Rebello Peixoto e Castro
Felicio Pereira Barroso
Jose Gonçalves de Gurgel
Joaquim Brandao de Mello
Luis Barboza Teyxeira
Francisco Barboza Teyxeira
Luiz Mariano da Silva Perdigão
Antonio Alves Barroso

Pag. 238

Balthazar Gonçalves Martins (morador de Sao Miguel(?))
***Manoel Martins da Costa (morador de Rio do Peixe, possivelmente, Sao Domingos do Rio do Peixe, atual Dom Joaquim) p.p. Jose Anchieta Teixeira, porque estava enfermo.

Naturalmente, as pessoas cujas famílias são tradicionais da circunvizinhança de Caeté deverão ter diversos ancestrais nesse emaranhado de nomes.

Exemplo que ja identificamos antes, o nosso amigo Mauro de Andrade Moura conta com o tetravô Jose Luis Rodrigues Moura, alem dos ancestrais: Manoel Martins da Costa, pai do Quintiliano (227); Manoel da Costa Lage (231), Joaquim da Costa Lage (232), Francisco Joaquim de Andrade (trisavô do Carlos Drummond, 237).

Desculpem a falta dos paragrafos se acharem que ficou dificil de ler. O fato eh que o documento nao continha nem mesmo as divisoes que fiz. Sinal daqueles tempos quando a tinta e o papel eram caros demais. A economia era total.

Nao deu para fazer uma seleção como prometi antes. Copiei alguns nomes como exemplos. Existem algumas familias que parece estavam em maior numero. Assim evitei ficar copiando todos para nao alongar demais. E os nomes aqui presentes nem sempre são do nosso interesse imediato. Postei-os como exemplos das famílias.

Entre as coisas que desejava observar mesmo, uma foi aquela que ja debati em outros escritos meus. O fato de que a Historia que nos contam através de livros didáticos nem sempre foi a que aconteceu. E por aqui podemos comprovar uma das teorias que levantei.

Os livros didáticos procuram exaltar figuras históricas. Por exemplo, D. Pedro I foi usado como marco da Independência do Brasil. Mas a verdade a Historia oficial sempre foi usada para direcionar o raciocínio das pessoas em determinada direção. Aquela que interessa ao chamado status quo, ou aos interesses dominantes.

Em minha tese eu dizia que nos livros sempre jogaram o povo para o escanteio. Neles passa-se a impressão que determinados homens são excepcionalmente melhores que os outros. E que sem os tais a Historia se passaria completamente diferente, o que pode ser uma verdade, porem com menor significância e muito provavelmente com prejuizo para todos.

O que eu falava era que não. Que o povo eh que fazia e que as figuras historicas tiravam proveito. E a Independência do Brasil foi um dos meus exemplos. Em meus escritos eu afirmava que D. Pedro ou Duque de Caxias nada seriam se nao houvessem milhares ou milhões de pessoas por trás trabalhando para que as ações deles tivessem bons resultados.

E quando estudamos a Historia do Brasil, justamente no capitulo da Independencia, praticamente se fala apenas que D. Pedro I deu o “Grito do Ipiranga” e tudo se resolveu. Piada pronta!!!

Segundo os historiadores, D. Joao VI, ao retornar a Portugal em 1821, havia soprado no ouvido do filho Pedro: “Antes que outros façam, faca voce.” Referia-se `a Independência do Brasil. Ou seja: nao seja bobo, mais cedo ou mais tarde esse povo vai abrir os olhos e voce pode mante-los sem enxergar e ainda parecer que foi o “salvador da patria”.

Eles sabiam muito bem. Em 1789 havia acontecido a Inconfidência Mineira. Em 1817 a Revolução Pernambucana. Antes disso tinha acontecido as Revoluções de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Republicana na Franca (1779). No intermeio tivemos as diversas revoluções que criaram novos paises na America do Sul, inclusive: Paraguai e Argentina.

E fica absolutamente claro que nao foi o grito do Pedro que iniciou tudo. Ja havia uma grande inquietação com as intenções das cortes portuguesas em relação ao Brasil. E o que chamavam “escravizar novamente” era retornar ao que fora antes, quando o Brasil fora uma colônia relegada `a obediência sem retribuição. Foi o mesmo o que ocasionou a Revolução nos Estados Unidos. (Taxação sem representação).

Desde 1808 o Brasil fora transformado em Reino Unido a Portugal e Algarve. Antes, as capitanias eram dependentes. O governo português impedia a construção de estradas e a liberdade de se comunicarem. O comercio era feito entre a capitanias e a metropole. Não se podia comercializar capitania com capitania. Nem mesmo com outros países sem uma autorização real especial.

Não se podia fundar escolas superiores. Quem quizesse estudar tinha que ir a Portugal, para ser adestrado nos modos de vida do reino. Enfim, era a completa falta de liberdade.

E o objetivo era justamente o de dividir para manter a conquista. Sabia-se que a imensidão brasileira iria produzir um numero muito maior de cidadãos. E se todos unissem em torno de qualquer objetivo ele seria realizado. E a independência estava na cabeca de todos, faltava a união.

Outra fantasia que foi validada por muito tempo eh o afirmar que a Independência do Brasil não foi violenta. Pode não ter havido o derramamento de sangue em abundância como aconteceu na Independência dos Estados Unidos, ou na Revolução Francesa. Mas a violência estava nas intenções. O que Portugal não tinha era a capacidade de leva-la a cabo.

Como descreve a Ata acima, D. Joao VI ja havia sido obrigado a assinar a autorização para usarem a forca para submeter o povo. E uma expedição chegaria `a Bahia. O problema, para as forcas portuguesas, foi justamente a diferença entre a estrutura colonial delas e as da Inglaterra.

Os ingleses mantinham um exercito de ocupação. Claro, podiam se dar ao luxo de fazer isso porque era um império emergente, industrializado e rico. Mesmo assim instituia impostos aos colonos para o soldo das tropas.

As forcas portuguesas eram menores e o império estava em decadência. A estrutura de defesa passava pelo próprio povo. As patentes expressas antecedendo aos nomes de nossos ancestrais não eram “compradas” como comumente se fala. O Brasil vivia num estado de semi-militarismo caracteristico de época. As pessoas viviam nas fronteiras coloniais. Precisam de conhecimentos militares para defender-se.

Mesmo a segurança publica era exercida pelos “homens bons”. Nome comum aos membros da baixa nobreza que participavam da governança das instituições. Melhor dizendo, a segurança ficava entregue `a vontade de Deus.

E os que sabiam que tinham pouca fe carregavam seus trabucos para quaisquer eventualidades. Como se vivia na fronteira da colonização, havia que estar-se preparado para tudo. Todos tinham que ter um pouco “de medicos, cientistas e loucos”.

As milicias, depois da Independência substituidas pela Guarda Nacional, eram a organização de defesa da vida e do território. Na verdade eram grupos paramilitares cuja função era também ajudar a Portugal manter o Império.

Em recompensa os membros eram agraciados com privilégios. Ou seja, os próprios milicianos eram responsáveis por expandir a colonização. Conquistadas novas terras e implantados os arraiais, a coroa distribuia a autorização legal de posses e a distribuição dos privilégios em forma de cargos.

A saber, porem, que os colonos de ascendência portuguesa que colonizaram o Brasil faziam parte da baixa nobreza. Eram assim chamados os nobres de linhagem. Aqueles que num passado não tao recente tiveram ascendentes na realeza. Os reis procuravam ter o máximo de filhos para garantir o direito de permanência de sua dinastia.

Mas o direito integral so era permitido ao primogênito, ou ao sucessor seguinte, `a medida que a linhagem fosse decrescida devido ao falecimento do primogênito ou por seu impedimento. De qualquer forma, sempre sobravam alguns filhos que não herdavam todos os privilégios e que também faziam seus filhos.

`A medida que a família se multiplicava, e ja temos bisavós com mais de 1.000 descendentes, não haviam cargos dentro do governo para os últimos, ou os cargos eram menores. E como os reis seguintes também tinham suas prerrogativas, as descendências dos ancestrais ia ficando cada vez mais com cara de povo, “povificando”.

Então, a transferencia para as colonias era a oportunidade de voltar a ser grande, pois, quem conseguia mais riquezas tambem tinha mais oportunidades. E a Guarda Nacional, criada pelo Patricarca da Independência, Jose Bonifacio de Andrada e Silva, foi o melhor exemplo disso. Quanto mais rico, maior era a patente que o cidadão recebia pelo privilegio. E quanto maior era a patente, maior era o poder sobre seus domínios e dominados.

E a população brasileira era predominantemente de cor. Era indígena ou africana, alem das misturas. Enquanto que na linhagem de dominância e privilégios se destacavam os de origem claramente europeia. Nunca houve uma meritocracia verdadeira.

Obvio eh, porem, que muitos dos chamados “nobres da terra” tinham alguma ascendência nativa e/ou africana. Mas se ocultava o preconceito buscando-se casamentos dos filhos com os recém-chegados de Portugal, para que a pele fosse clareada e a diferença de pele valesse mais que o conteúdo do sangue.

Nos livros, estudamos que a Independência do Brasil se deu com o “Grito do Ipiranga”. Uma versão distanciada da verdade!

Na verdade, havemos que comparar isso com os dias atuais. D. Pedro I, nem mesmo falou o que os livros dizem que disse, ao receber a correspondência das cortes de Portugal ordenando que ele retornasse e tomasse outras providencias contra a emancipação brasileira. Mas muito antes, como comentei anteriormente, tinha a ideia de aproveitar-se da onda e tornar-se a “salvação do Brasil”. Aquela foi justamente a oportunidade.

Ele nada poderia fazer sozinho. Então, o recurso era transformar a sua própria causa em causa de todos. E na realidade, com ou sem D. Pedro, o povo ja estava contaminado pelas “asas da liberdade que abriam sobre nos”.

Ja mencionei os Estados Unidos. Porem, toda a America do Sul espanhola ja havia dado seu grito de independência a comecar pela Venezuela. Quem quiser ver a sequencia, pode visitar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Am%C3%A9rica_Espanhola

Portanto, a Independência do Brasil era uma questão de dias, senão horas. O que atrasou foi a transferencia da corte portuguesa para o Brasil em 1808. O Brasil deixou de ser mera colônia e passou a ser a Sede do Império, ja que Portugal caira sob o domínio francês bonapartino.

O retorno da Família Real para Portugal e, se Pedro tivesse ido também, seria o estopim aceso para a Independência e criação da Republica. Mas o Pedro I resolveu aproveitar a oportunidade de adiar e guardar o sumo privilegio para sua família.

Ele porem dependia do apoio dos milhões de brasileiros. Finda a bravataria do Ipiranga, retornou ao Rio de Janeiro e enviou mensagem a todos os brasileiros para incentiva-los a aderir ao movimento.

Agora devemos pensar como se estivéssemos nos dias atuais. Algo dessa magnitude eh atualmente empoderada pela internet. Se acontecesse, o pais inteiro assistiria a “coisa” no Ipiranga acontecer ao vivo. Logo se convocaria manifestações. Levar-se-ia pelo menos uns dois dias para fazer algo mais organizado. Ajuntar voluntários e mostrar as unhas e os dentes.

Mas naquele tempo nao existia sequer o telegrafo. Muito menos o radio ou televisão. As comunicações eram feitas nas costas de cavalos. Eh provável que a noticia tenha chegado a Ouro Preto cerca de uma semana depois. Dai para Caeté mais uns dias. Em Caeté deve ter sido chamada reunião da governança e então deve ter saído a convocação para a reunião.

Ha que lembrar-se que o fato inicial se deu a 7 de setembro. Era época em que as chuvas tropicais começavam a lavar o terreno. Então, o povo do interior precisava ja estar preparado para arar a terra e plantar. Se passasse da época não conseguiria fazer, por causa do excesso de chuvas em outubro e novembro. As estradas ficavam intransitáveis.

Mesmo assim, a convocação feita pela Concelho em Caeté deve ter levado dias para chegar ao reduto mais distante. A atual Cidade de Ferros, por exemplo, estava nesse itinerário.

La residia o Francisco Joaquim de Andrade, trisavô do poeta Carlos Drummond e pai do Comendador Cassimiro. Somente depois de tomadas as decisoes familiares eh que a reunião se daria. E isso eh o equivalente aos parcos dias com os quais se pode reunir o povo do pais inteiro atualmente, via internet.

Ha que lembrar-se tambem que Minas Gerais e Rio de Janeiro são próximos. E que os confins do Império eram algumas vezes mais distantes. Mesmo assim, sera possível que todos os principais Concelhos no pais tenham se reunido em datas semelhantes. Ou seja, pouco mais de 1 mês após ao recebimento das intimações `a beira do Ipiranga.

Foi então que se pode dar o “Grito do Caeté . Esse eh o nome do córrego que banha a cidade. E como esse devem ter sido dados outras centenas de gritos, através dos quais se proclamou a verdadeira Independência do Brasil. Ela jamais existiria sem a participação do povo.

Para barrar a Independência Portugal decidiu por implantar uma “ponta de lanca” no coração do pais. O que fez foi reunir suas forcas de ocupação em Salvador. E para la mandou também a sua primeira leva de expedicionários.

Entenda o leitor que o decadente Portugal não tinha forca naval para transportar muitos milhares de soldados ao mesmo tempo. Ele precisava ter um porto assegurado e local para organizar-se na tentativa de retomada. E os restantes das tropas iriam chegando com intervalos de meses a cada leva.

Esse era justamente o tendão de Aquiles. Em primeiro lugar, porque o domínio do pais ja era feito pelas forcas paramilitares e que agora eram revoltosas. E em segundo porque foi na Bahia que morreram as esperancas de Portugal. E foi a primeira a morrer, não a ultima!

Os portugueses chegaram a dominar a Cidade de Salvador e seus arredores. Mas os revoltosos retiraram-se para a cidade de Cachoeira, e de la e outros lugares deu-se a resistência que acabou derrotando os portugueses e fez heróis e heroínas, como as famosas Maria Quitéria e a mártir soror Joana Angelica.

Para que melhor compreendam, deixo que os próprio baianos falem por si mesmos. Vejam a publicação da Fundação Pedro Calmon e do governo do Estado da Bahia:

http://200.187.16.144:8080/jspui/bitstream/bv2julho/312/1/A%20Bahia%20na%20Independência%20Nacional%20-%20Coletânea%202%20de%20julho.pdf

Em termos de estratégia, os portugueses cometeram os maiores erros que se podia cometer. Certo era que Salvador havia sido a capital do pais e se tomassem efetivamente, seria meio caminho andado para reconquistar o restante do pais.

O problema era que as forcas na Bahia ficariam entre quatro fogos. A capital baiana poderia ser facilmente sitiada pelo norte com os pernambucanos. Ao sul e oeste pelas províncias de Minas Gerais, Espirito Santo e Goiás. Pelo mar haveriam os sulistas, paulistas e cariocas que representavam a forca naval brasileira.

Os portugueses, se fossem mais espertos teriam escolhido o Rio Grande do Norte para iniciar a reconquista. La era o ponto mais proximo de Portugal e a pequena forca naval portuguesa economizaria dias de ida e volta. Alem do mais havia uma menor população brasileira que não teria como resistir. Alem de ficar mais distante para os brasileiros se defenderem.

Somente depois que a ponta-de-lança estivesse bem estabelecida, e essa tática seria repetida no famoso Dia D, durante a chamada II Grande Guerra, tornar-se-ia possível ocupar-se em retomar o pais. Mas, mesmo que os portugueses houvessem sido mais táticos, a causa deles era perdida.

Outra chance que teriam seria a de reclamar `a Inglaterra a ajuda prometida de defesa reciproca, tratada desde o século XIV, como desenvolvimento da Crise de !383-1385. Nela, portugueses e ingleses haviam lutado em conjunto para manter a coroa portuguesa contra a inimiga comum, a Espanha.

`A mesma época, a Inglaterra possuía pelo menos 1.000 navios que utilizara para ajudar a derrotar Napoleão Bonaparte. Mas o problema não era usar a forca. O problema era a experiência que estava falando mais alto.

Muitos pensam que os livros de Historia estão corretos ao dizer que tivemos duas guerras mundiais ate agora. Mas o conceito eh apenas didático, não se trata de uma realidade. A I Guerra Mundial foram mesmo as chamadas Guerras Napoleônicas. Elas mexeram com todas as pedras. A diferença eh que nem todas caíram.

Todos os Imperios Europeus foram envolvidos. E, por extensão, todas as colónias se viram envolvidas. Pouco se fala, por exemplo, na participação brasileira. Mas como parte do Império Português o Brasil foi atacado com a invasão de Portugal.

E do Brasil, após tornar-se a nova Sede do Império, um dos primeiros atos do Regente Joao VI foi ordenar a invasão da Guiana Francesa. Algo que as forcas armadas não tiveram trabalho para fazer e a ocupação durou ate ao Tratado de Versalles – 1919. Tratado do qual o Brasil fez parte.

Um problema para os ingleses entrarem eh que haviam acabado de sair daquela I Guerra Mundial que ocasionara, por baixo, 5 milhões de mortes. Porem, na contagem oficial não se contabiliza os conflitos periféricos.

Os Estados Unidos, por exemplo, declararam guerra contra a Inglaterra em 1812. Essa guerra eh considerada a segunda guerra de Independência porque se perdesse a Inglaterra retomaria o território.

E os motivos maiores foram porque a Inglaterra estava insuflando os ataques dos indígenas contra a recém criada nação e, por causa da guerra contra a Franca, por não ter marinheiros suficientes para a guerra, estava recrutando a forca, em alto mar, os marinheiros dos Estados Unidos para combater o Napoleão.

E a Inglaterra tomou uma segunda lição na Batalha de Nova Orleans. Os ingleses queriam tomar a cidade porque era o portão de entrada para o interior da nação americana. Sem isso o pais não teria como se defender.

A invasão foi planejada com 10.000 soldados. Todos experientes e bem armados. Uma parte era exercito e o restante naval. Os defensores dos Estados Unidos não tinham como vencer aparentemente.

Era uma forca muito reduzida, talvez 5.000 homens, nunca tinham participado de guerras. A maioria não era soldado mas apenas egressos das fronteiras de colonização. Enquanto os ingleses estavam armados com as armas mais poderosas da época os do outro lado tinham suas armas de caçadores.

A estratégia dos defensores foi simples. Bloqueou-se a entrada da baia para impedir os navios de entrar. Afundaram os navios que tinham ja que usa-los numa batalha de igual para igual era perda de tempo. Concentraram a defesa no único forte na entrada da baia.

O exercito inglês desembarcou para atacar a cidade. E marchou naquela formação clássica, que a gente vê em filmes de guerras antigas. Os pelotões formando quadrados e mandando bala, num duelo no qual vence o que for mais rápido ou quem souber movimentar melhor suas pecas.

Os defensores se postaram em trincheiras e pontos estratégicos. Tinham escolhido o local onde lutar, com vantagem para si mesmo. E se postaram como no habito dos caçadores. Na espreita.

Quando as forcas inglesas atacaram em sua formação apropriada para enfrentar outros exércitos bem treinados os defensores fizeram a farra. Foi como atirar em um bando de patos. Os defensores se postaram como franco-atiradores e a cada tiro caia um inglês. Enquanto o retorno não era verdadeiro.

Percebendo que não havia chance alguma de vencer, os ingleses abandonaram a batalha deixando uma baixa de pelo menos 20% do seu contingente. Os defensores, entre mortos e feridos, podiam ser contados em poucas dúzias.

E essa passou a ser a realidade `aquela época. Quando os colonos estavam melhor preparados tinham a vantagem. Isso por dois motivos essenciais. Primeiro porque conheciam as táticas dos europeus. E segundo porque sabiam lutar do modo indígena, atacando de surpresa, causando baixas e desaparecendo antes que o inimigo reagisse.

Na guerra, se voce causa medo no adversario a ponto de faze-lo desacreditar em si mesmo, ja eh meia vitoria. Mesmo antes da batalha.

E os Estados Unidos contribuíra com dois exemplos disso. Nessa e na Guerra da Independência. A Espanha estava sendo varrida dos seus antigos domínios.

Num certo passado ate então, os brasileiros e portugueses haviam derrotado ao mesmo tempo duas superpotências europeias da época. Na luta contra a Invasão Holandesa e na Guerra da Aclamação, quando Portugal recuperou sua coroa tomada pelos Felipes da Espanha.

Mas a grande vantagem dos povos americanos tanto do Sul quanto do Norte foi que eles estavam jogando dentro de casa. A gente sabe que jogar dentro de casa sempre traz vantagens para o mandante.

Foi por isso que após os portugueses ser batidos pelos baianos o restante do Brasil nem sequer precisou lutar. Nessa época, brava gente mesmo foram praticamente so os baianos. Eles salvaram o Brasil da possibilidade de ser reduzido novamente a colônia.

Mas isso seria apenas uma possibilidade, pois, se todos entrassem com a mesma vontade na luta o mais provável seria que Portugal nem mesmo com todas as suas forcas armadas fosse ter a menor chance.

Deve ter sido devido `as experiências que a Inglaterra não se interessou em ajudar. E também não era do interesse dela. Preferiu aconselhar Portugal a aceitar a perda da colônia e fazer as pazes.

A Inglaterra tinha mais que motivos para fazer isso. A esposa do D. Pedro I foi a D. Maria Leopoldina, da Austria. O Imperio Austro-Hungaro era um dos mais fortes da Europa. Seria mexer com cumbuca.

Como mencionei, a Europa havia acabado de sair da I Grande Guerra (Napoleônicas). E isso poderia levar a uma segunda.

Outra, um dos primeiros atos de D. Joao VI quando as cortes portuguesas desembarcaram no Brasil foi abrir os portos para as “nações amigas”. Subentendido, a Inglaterra. As intenções de Portugal limitariam a liberdade de negócios para a Inglaterra.

E, entre outras riquezas que os ingleses estavam explorando no Brasil, contam-se diversas minas de ouro e diamantes, inclusive aquelas nas cidades de Diamantina, Itabira e Guanhaes. Ajudar Portugal nesse projeto seria lutar contra os próprios interesses.

E assim se confirmou a Independência brasileira. Muito mais que pelo “Grito do Ipiranga” e sim pelo “Grito de cada Rincão Brasileiro”. E se alguém disser que D. Pedro deu Independência ao Brasil, converse com os baianos para ver se eles aprovam isso! Foi o sangue deles que correu e evitou sangramento maior.

D. Pedro apenas se beneficiou, como fazem todos os politicos desde então ate hoje. A bem dizer, o Pedro I não esta com essa bola toda não! Nosso antepassado, Ramises II, do Egito, ja tinha mestres da propaganda trabalhando para ele. Quem conhece a Historia sabe disso!

Esse eh o tipo de documento que eu venho ha muito esperando encontrar. A razão maior eh a de que encontramos nomes de nossos ancestrais, porem, ha tambem a razão de que por ele podemos comprovar que os nomes deles deveriam fazer parte dos livros de Historia ou, pelo menos, como eh comum fazer-se aqui nos Estados Unidos, construir-se murais nas cidades onde houveram tais reuniões com a publicação das Atas e todos os nomes dos que assinaram ou foram representados. (p.p.)

Documentos como esses são guardados como tesouros no Smithsonian ou na Livraria do Congresso. As pessoas podem pedir para consultar e copiar. Através disso elas aprendem que a Historia eh construida pelo povo e não se depende de indivíduos especiais para faze-la acontecer. Foram nossos ancestrais que fizeram a Independência do Brasil.

Gostaria de ver se encontro as Atas de outros Concelhos como deve ter havido as de Conceição do Mato Dentro e Serro. Não posso esperar o mesmo de Diamantina porque essa vivia sob um regime especial e era como se fosse independente do restante do Brasil. Os portugueses queriam ter o absoluto controle da produção dos diamantes e deveriam ter um forte contingente de milicianos para reprimir quaisquer atividades suspeitas.

Os Arraiais de Sao Sebastiao dos Correntes (Sabinopolis – 1819) e Sao Miguel e Almas (Guanhaes – 1822) eram recém-criados. E os fundadores eram em sua maioria egressos das duas localidades mais antigas. Muitos eram nossos ancestrais e parentes. Portanto, os nomes deles deverão ser encontrados la e não no documento de Caeté.

Estou sem saber como explicar a ausência de qualquer Barbalho alem do Policarpo. `A mesma época estavam nascendo outros o que implica que os pais poderiam ser eleitores. Mas ainda nao deveriam ser.

Pelos meus calculos, baseado nos nomes que reconheci, todos os assinantes haviam nascido entre os anos de 1750 ate um pouco antes de 1800. Era natural, pois, poucos jovens teriam renda para tornar-se miliciano e eleitor. As mulheres estavam totalmente ausentes, como mandava o figurino de época. Mesmo que, para resolver, elas podiam lutar, como fez Maria Quitéria na Bahia.

Estranhei mais a ausência dos irmãos do Policarpo: Gervasio e Firmiano. Ambos se casaram em Itabira. Porem o Firmiano era recém-casado. Talvez seja deles mesmo que as tradições guardam que um foi para o Rio Grande do Sul e outro para o Nordeste. Sendo o caso, poderiam não ser eleitores mesmo em Caeté.

Ja outros, como o Victoriano Jose Barbalho, Boaventura Jose Pimenta, Miguel Pereira do Amaral, Antonio Borges Monteiro, Jose Coelho da Rocha, Joao Coelho de Magalhães e tantos outros que teriam idade para estar envolvidos nos movimento não apareceriam senão nos documentos do Serro ou Conceição Eh possível que nessas cidades identificariamos dezenas de parentes nossos ou suspeitos de se-lo.

Mas do conteúdo desse documento podemos tirar algumas lições. Uma delas eh a de que devemos agradecer `as cortes portuguesas por terem sido tao insensíveis em relação ao sentimento pátrio do povo brasileiro. Raramente se ve nalgum movimento politico tamanha unanimidade.

Deve ter havido inimigos pessoais que se abraçaram durante a reunião em torno do pacto de interesse comum. Algo que esta faltando aos jovens atualmente no Brasil. Mesmo não se tratando de inimigos!

Em segundo lugar devemos notar que o brasileiro não mudou muita coisa desde a declaração da Independência. Observe-se que a Ata faz a ressalva muito bem escrita de que o apoio a D. Pedro era condicional a ele obedecer `a Constituicao e `a Constituinte.

Pois, quem conhece a Historia sabe, ele so esperou que as coisas entre os revoltosos e Portugal se resolvessem para “dar um caminhão de bananas para o povo”. Ele dissolveu a Constituinte e recusou-se a obedecer `a Constituição, tornando-se o ditador real.

Alguma semelhança entre o passado e a atualidade não eh mera coincidência! O que eh interessante mesmo eh o povo não conhecer sua própria Historia e ficar repetindo-a tantas e tantas vezes!!!

Geralmente, os nossos livros de Historia local não a vinculam aos acontecimentos mundiais. Então, as pessoas deveriam perguntar-se: Por que los hermanos da America Latina resolveram de uma hora para outra libertar-se do jugo espanhol e o brasileiro ficou acomodado. Ai entram dois fatos. O primeiro foi que D. Joao VI enganou Napoleão e conseguiu fugir para o Brasil, enquanto o rei espanhol não foi tao esperto.

O segundo e igualmente importante foi que Napoleão empossou o irmao dele, Jose Bonaparte, como rei da Espanha e da India. E, naturalmente, los hermanos tinham o sonho da republica. Somente os conservadores, então no poder, queriam que tudo permanecesse o mesmo. Com a imposição de Jose Bonaparte a coisa mudou muito. Seria encarado pela elites como um desqualificado feito rei. E isso nem os conservadores suportariam!

As guerras e mudanças que se deram ate umas décadas depois da queda de Napoleão tem uma relação direta com as tripolias que ele aprontou, embora os livros não façam esse vinculo.

Naturalmente, a Revolucao Liberal que tomou conta de Portugal nos anos de D. Pedro I do Brasil, o mesmo Pedro IV de Portugal, e a convulsão que o Brasil passou enquanto D. Pedro II não foi empossado, tiveram outros motivos, porem, obvio eh que sem a interferencia de Napoleão a Historia seria completamente diferente.

E nisso se explica porque a verdadeira I Guerra Mundial foram as Guerras Napoleônicas Existiu um mundo antes dele e surgiu outro após ele. E os conflitos se deram no mundo inteiro.

Enquanto isso, nas Americas, particularmente no Brasil, talvez pela própria necessidade e porque estavam sob o domínio de uma forca estrangeira, nossos ancestrais tinham consciência da influencia alienígena sobre os interesses do Brasil e outras colônias.

O que parece eh que, na atualidade, as pessoas se esqueceram totalmente que os interesses externos continuam os mesmos. Mas nem todos percebem as formas ocultas de exercer o mesmo domínio que existia antes sobre os povos desavisados.

Uma delas eh justamente promover movimentos com gritos de liberdade sem se olhar quem ira exercer o poder em substituição ao que era antes. Ai esta! Os pobres lutam, lutam, e terminam sob dominâncias que nunca gerarão a mesma liberdade para todos. Enquanto o povo estiver dividido, sempre valera o ditado: “Todos são iguais perante a lei, mas tem aqueles que serão “mais iguais” que outros!”

A grande vantagem de se poder vincular os nomes de nossos ancestrais aos movimentos de importância histórica eh a de demonstrar para as crianças e jovens que eles não estudam a Historia “dos outros”.

Nos somos o resultado da Historia porque ela foi feita por nossos ancestrais. E nos cabe fazer o melhor possível pela Historia presente, pois, que eh dela que viverão nossa descendência E como descendemos de muitos indivíduos da Historia do passado, muitos do presente serão ancestrais conosco da mesma descendência.

Possível sera que, `a medida que a Historia for ensinada mostrando-se a presença de nossos ancestrais nela, as crianças e jovens irão aprende-la com mais gosto e identificar-se melhor com os fatos.

A consequência que espero disso eh que, devido a esse relacionamento familiar e intimo com a disciplina, jamais esqueçam de suas realidades e assim poderão evitar repetir os mesmos erros dos antepassados.

Da lista de presentes assinantes no documento de apoio `a Independência do Brasil existem os 3 mencionados como nossos ancestrais: Policarpo Jose Barbalho, Manoel Nunes Coelho e Jose Joaquim de Andrade. Refiro-me apenas em relação `a chamada Família Coelho dos arredores de Guanhaes e Virginópolis e dos filhos desses antepassados os quais podemos vincular na relação de ascendência/descendência.

Policarpo Jose Barbalho tornou-se ancestral dos “de Magalhaes Barbalho”. O filho dele, Francisco Marçal Barbalho, por ter se casado com Eugenia Maria da Cruz Coelho e terem se multiplicado em Virginópolis tem uma vasta descendência Embora, somente uma quantidade menor dela usa o sobrenome.

O irmão do Francisco, Jose de Magalhães Barbalho, tambem deixou descendência no mesmo ramo. Ele foi pai da Ana Maria, que foi a mãe do Joao Baptista de Magalhães (conhecido com tio Joaozinho). Este casou-se com sua prima Candida de Magalhães Barbalho (Sa Candinha), e deles descendem muitos.

Não sabemos ainda com certeza se esse Manoel Nunes Coelho eh o mesmo alegado pai do Eusebio Nunes Coelho que, ao casar-se e ter filhos com Anna Pinto de Jesus, tornou-se o grande patriarca da familia em Guanhaes, Virginópolis e região.

Não temos a certeza porque esse Manoel casou-se em 1804 em Itabira e teve filhos la. `A mesma época que também se casavam Eusebio e Anna Pinto. Portanto, temos que saber se aquele era ou nao um segundo casamento do pai.

Manoel pode ser o iniciador da multiplicação desse sobrenome na região pois, foi filho de Thomaz Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Embora a combinação Nunes Coelho ja existisse e existem outras famílias com o mesmo nome espalhadas pelo mundo, o nosso ramo inicia-se ai.

Na Familia Coelho sao Nunes Coelho todos os que obviamente assinam. Joaquim Nunes Coelho, filho do Eusebio, casou-se com Francisca Eufrasia de Assis Coelho. Foi um dos fundadores de Virginópolis.

A sobrinha daquele, Maria Honória Nunes Coelho, filha do Clemente, casou-se com Joao Baptista Coelho, irmao da Francisca. Deles descende os Batista Coelho que também sao Nunes Coelho.

No campo do outro irmão: Antonio Rodrigues Coelho, 3 dos 14 filhos que se casaram o fizeram diretamente com membros da Família Nunes Coelho. Outros 7 casaram-se no ramo Batista Coelho. Portanto, a maioria absoluta eh Nunes Coelho.

No campo dos Barbalho, dos 7 filhos casados, 3 filhas casaram-se com filhos do Joaquim e Francisca. E boa parte dos netos e bisnetos misturaram-se aos Batista Coelho/Rodrigues Coelho, formando tambem descendência Nunes Coelho.

Por fim, o Jose Joaquim de Andrade foi pai de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se com Honório Coelho de Linhares. Deles nasceu um filho, entre outros, que recebeu o nome de Joaquim. Como conhecemos o nosso trisavô pelo apelido de Joaquim Honório acredito que seja nosso ancestral o filho do casal.

Joaquim Honório deixou a maior parte de sua descendência no local denominado de Córrego dos Honórios. O local fica entre os municípios de Divinolandia de Minas e Gonzaga. Mas dele nasceu nossa bisavó: Ersila Coelho de Andrade. Portanto, a descendência dela e de diversos outros estava representada com a assinatura do ancestral naquele documento.

Alem deles, acredito que o Joaquim Coelho Linhares sera aparentado por essa via. Pelos dados que tenho em mãos não da para afirmar nem deduzir o grau de parentesco. Espero que com o tempo ele apareça.

Diversos outros presentes deverão também ter algum vinculo familiar conosco. Isso eh obvio mas eh impossível definir isso por enquanto. Se nossos ancestrais estavam presentes, o esperado eh que aparentados em diversos graus tambem o fizessem. Mesmo que os sobrenomes fossem completamente diferentes. Somente depois de uma pesquisa mais completa dos ancestrais dos presentes e que poderiamos determinar isso.

Alem disso, muitos dos presentes terão vínculos conosco por ser ascendentes de nossos aparentados ou mesmo parentes. Citando alguns, temos os Pinto Coelho da Cunha, os Furtado Leite, possivelmente o capitao Thome Nunes Filgueiras, os Meirelles Coelho, os Andrade da familia do Carlos Drummond, os Araujo e, entre outros mais, o senhor Manoel dos Reis Carvalho. Minha esposa tem um antepassado com nome igual e esse pode ter sido pai ou avo dele.

Interessante eh também deixar anotado que na Revista do Arquivo Publico Mineiro ha a reprodução de diversos documentos ligados `a Comarca do Serro. Entre eles ha as primeiras menções ao “Descoberto do Pecanha”.

Na sequencia temos também a narrativa do inicio da ocupação do atual Municipio de Rio Vermelho. Ali menciona, por exemplo, a presença do Tenente-coronel Antonio dos Santos Carvalhaes. Os sobrenomes me são familiares porque também aparecem nos Almanaks da Província de Minas Gerais por volta dos anos de 1872. Alem disso, eh o mesmo sobrenome de nossa ancestral Maria Rosa dos Santos Carvalhais (ou do Espirito Santo Carvalhais).

Ela foi a esposa do Joaquim Pereira de Andrade que ja no inicio da ocupação do solo virginopolitano possuia fazendas no local. Sao ancestrais dos Pereira do Amaral, Coelho de Amaral e diversas outras combinações de sobrenomes. Eh possível que tenhamos vinculos com os mesmos do Rio Vermelho.

Mas eh muita coisa. Para ter uma melhor ideia somente uma lida muito atenciosa e longa. E tempo, infelizmente, nao esta sobrando no momento.

Infelismente os documentos das outras cidades, mesmo parecendo-me ser de fundamental importância para suas Historias, não incluem documentos referentes `as noticias de como participaram no movimento de Independência do Brasil. Seria interessante se os redatores tivessem estabelecido um assunto para cada exemplar de publicação Agora nos facilitaria. O assunto deve estar espalhado nas diversas edições durante o século XX.

Par melhor compreenderem, bom sera que conheçam também o valor das patentes que nossos antepassados possuiram. O Jose Joaquim, por exemplo, foi Cabo-de-esquadra e aparece no documento como Guarda-Mor. O Policarpo aparece como Tenente e depois era Alferes. Foi a primeira vez que vi a menção ao Alferes de Ordenanças ligado ao Manoel Nunes Coelho.

Cabo-de-esquadra era um comandante de 20 arqueiros durante a Idade Media. Depois passou a ser usado para chefes de destacamentos. Podia ser usado para os chefes de delegacias policiais. Guarda-Mor estava mais antigamente ligado apenas `a fiscalização de alfândega e de navios. Com o tempo passou a ser usado para outros fiscais do fisco.

Alferes era o equivalente na atualidade ao segundo tenente. O famoso Joaquim Jose da Silva Xavier, o Tiradentes, foi alferes.

Os membros das ordenanças eram como um quadro de reserva. Eram mais solicitados para fazer o recrutamento quando havia necessidade de aumentar as forcas armadas. Os militares de primeira linha estavam entre esses e aqueles efetivos, tambem chamados de “tropas pagas”. A primeira linha na verdade era uma reserva das tropas efetivas.

Almotacel atualmente poderia ser o mesmo que funcionário do Instituto de Pesos e Medidas. Muitos imaginam e tem nossos ancestrais como perfeitos. Mas havia tanto roubo no peso das mercadorias que houve a necessidade de haver um oficial com o poder de regular o padrão de pesos e medidas.

Ha que salientar-se aqui a importância de Caeté para a Historia do Estado de Minas Gerais e do Brasil no decorrer do século XIX e durante a primeira metade do século XX. Nesse período praticamente não existiram cidades grandes no Brasil. Destacavam-se as que eram sede de concelhos. Elas eram como capitais regionais. E delas dependiam suas subalternas, as freguesias e arraiais.

Ha que destacar-se aqui também a importância da reunião e da decisão naquele concelho. Para Portugal, a reunião como aquela com tal decisão era um crime de lesa patria e lesa majestade alem de sedição. A Ata da reunião seria a melhor prova do crime! Nenhum dos participantes sabia, como nos dias de hoje se poderia saber, qual teria sido as decisões tomadas pelos outros concelhos.

Se o Concelho de Caeté fosse único com tal decisão as consequências seriam as mesmas que as da Inconfidência, ou piores, para os participantes.

Sao muitas as famílias na reunião de Caeté que se fizeram representar e delas surgiram nomes que fizeram a Historia. Alguns com ascendência direta nos personagens presentes e outros por causa das relações de parentesco com eles.

Destaco algumas familias com vínculos nessa reunião e cujos membros e aparentados tiveram grande influencia politica, econômica e cultural, particularmente a partir da reunião ate aos anos de 1960. Observa-se que as familias em cada geração costumavam mudar de local de morada. Haviam participantes como o Policarpo Barbalho que possuía raiz no Serro, mudou-se para Itabira, tornando-se parte do Concelho de Caeté e depois distribuiu-se por outros recantos do Estado.

Menciono então numeradas, 10 assinaturas de influentes ai representadas. Claro, estão presentes muitas mais, mas relaciono-as com a nossa genealogia em particular:

01. Familia Lott. O sobrenome foi de Exeter, na Inglaterra, para Minas Gerais na pessoa de Edward Wiliam Jacobson Lott. Ele casou-se com a serrana Maria Teresa Gomes da Silva Caldeira. Mudaram-se para Guanhaes onde ele tornou-se dono de mina de ouro. Depois mudaram-se para Caeté onde o patriarca esta sepultado.

Foram os avos do Marechal Lott. E a familia tem vínculos genealógicos com as famílias fundadoras de Guanhaes, inclusive os Barbalho e Coelho.

02. Familia Pinheiro da Silva. A familia formou-se no Serro com o italiano Giuseppe Pignataro. Ele foi casado com dona Helena de Barros Leite. Foram os pais do governador Joao Pinheiro da Silva. Pinheiro foi a tradução do sobrenome italiano, acrescentado do “da Silva” como declaracao de adoção `a nova patria. A mãe do Joao Pinheiro, então residente em Guanhaes, mudou-se para Caeté para poder atender melhor `a família.

Joao Pinheiro, entre muitos, foi pai tambem do governador Israel Pinheiro da Silva. Também de dona Amanda, esposa do dr. Caio Nelson de Senna, e de dona Lucia Pinheiro, esposa do professor Dermeval Jose Pimenta. Outras ligações da família se deram com os Barbalho e Coelho.

03. Os Barbalho Coelho. Ha a relação de descendencia direta ai entre o Barbalho e o Nunes Coelho com o bispo D. Manoel Nunes Coelho. Ele foi bisneto do Policarpo e do Manuel.

04. Os Nunes Coelho. Destacam-se, entre outros, o senador Francisco Nunes Coelho (Dr. Chiquitinho) e seu filho o deputado Rafael Caio Nunes Coelho. Também descendência direta do Barbalho e Coelho.

05. Alves Barroso. Ajudaram a fundar Sabinopolis. Os representantes mais conhecidos foram o deputado Sabino Alves Barroso e o compositor Ary Barroso. Atualmente existem ramos de entrelace entre eles e os Barbalho Coelho.

06. Barbalho Pimenta de Carvalho. Tronco no qual estão envolvidos os ancestrais do Policarpo. Entre os membros de destaque esta o próprio professor Dermeval Jose Pimenta.

07. Coelho de Senna. Ramo também que se liga ao Barbalho nos ancestrais maternos do professor Nelson Coelho de Senna. Com destaque para toda a familia.

08. Rodrigues Coelho Ferreira de Salles. Descendem dos Barbalho e dos ancestrais do Policarpo. Destaca-se o antigo juiz de direito e deputado dr. Antonio Rodrigues Coelho Junior. Teve filhos com participação política e burocrática como o dr. Alyrio Coelho Salles.

09. Barbalho Coelho Kubitschek de Oliveira. Familia que nao precisa apresentação Produziu o prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas e presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

10. Campos do Amaral. Familia multiplicada no Serro e imediações que produziu em Virginópolis o coronel Octavio Campos do Amaral. Ele foi de grande importância na Historia de Minas Gerais com envolvimento na Historia do Brasil. Pouco destacado, talvez, por ter apoiado o ditador Getulio Vargas.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_independ%C3%AAncia_do_Brasil

 

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02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO.

Não fiz um estudo completo. Mas por uma rápida olhada no histórico da existência da Cidade de Pecanha, na Revista do Archivo Publico Mineiro, de 1896, deu para ligar as antenas em relação ao assunto genealógico.

O histórico não difere em síntese daquilo que o professor Dermeval Jose Pimenta descreve no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Eh possível que ele ate tenha usado a mesma fonte de consulta.

Os artigos foram enviados `a revista pelo nosso velho conhecido, o alferes Luiz Antonio Pinto. `A época era ele o escrivão da Camara Municipal do Serro. Cidade esta que, quando sob o nome de Vila do Principe do Serro do Frio, tinha a primazia de ser a sede municipal de todo Norte e Nordeste de Minas Gerais.

O Alferes foi jornalista e autor de um famoso Arquivo que, depois de esfacelado, foi passado para a tutoria do Arquivo Publico Mineiro. Tinha um carinho especial pela genealogia da gente serrana, porem, parece não se ter dado ao trabalho de reunir seus achados em uma obra que, para nos, na atualidade seria a declaração de verdadeiro amor `a disciplina.

O alferes era a pessoa a quem todos que queriam saber algo de seus antepassados nos antigos domínios do Serro recorriam. O professor Dermeval inclusive registra correspondência entre o avo dele, Modesto Jose Pimenta, e o alferes, a pedido do primo Henrique Borges Monteiro, consultando-se a respeito de nossos tios: Isidro e Umbelino Borges Monteiro.

Henrique era filho do Isidro, que era filho do tio Isidro e neto do portugues Antonio Borges Monteiro, o que chegou de Portugal ao Serro por volta de 1770. Era natural do Distrito de Guarda, Cidade de Seia, Freguesia de Pinhancos, e nascera em 1751. O ancestral Antonio havia mandado os dois filhos mencionados acima para estudarem no Rio de Janeiro e por la progrediram.

Mas o que fez-me abrir esse novo capitulo foi uma sequencia de escrivães da Camara Municipal do Serro, ainda no século XVIII. Possível sera que houveram outros. Mas os documentos aos quais o alferes recorreu revelam apenas os que seguem:

A partir da pagina 765,

27.02.1745, Francisco Jose Coutinho
29.07.1748, Francisco de Andrada(e) de Arahujo
09.12.1770, Antonio Bernardo Sobral e Almeida
21.12.1772, Jose Pereira do Amaral
05.11.1781, Inácio Ribeyro de Queiroz (num paragrafo aparte o autor informa que esse fora filho dos portugueses: alferes Manoel Ribeiro da Costa e D. Anna Maria de Jesus Queiroz, ambos de Vianna do Minho).
28.04.1792, Marcelino Jose de Queiroz.

Tudo pode ser coincidencia. Dai espero que o leitor desse capitulo não tome essas conjecturas como conclusões.

Nada falo a respeito do Coutinho.

Ha que desconfiar-se um pouco do sobrenome Andrade de Araujo. Esse sobrenome aparece em Belchior de Andrade de Araujo, natural de Arcos de Valdevez, e senhor de engenho no Rio de Janeiro. Foi marido de Maria Cardoso de Souto Mayor, descendente dos Pontes Maciel, familia nobre das ilhas portuguesas. Tlt. Rendons, Genealogia Paulistana.

O professor Dermeval ao cometer o engano, presumo, ao identificar Josepha Pimenta de Souza como trineta deles acabou abrindo a porta para as conexões genealógicas. A filha do casal acima, Maria Andrade, foi esposa do capitão Manoel Pimenta de Carvalho, irmão do capitão-mor Joao Pimenta de Carvalho. Segundo os atuais genealogistas, Josepha descendia deste e nao daquele.

Mas fica ai a ligação através do Pimenta de Carvalho. E como Josepha entrelaçou-se na Família Barbalho, ao casar-se, no Serro, em 1832, com Manoel Vaz Barbalho fica possível imaginar que Josepha e o Francisco de Andrada(e) Araújo tenham sido primos. Dai se explica a presença de ambos aproximadamente `a mesma época e mesmo local.

Como segunda alteração feita no dia 18.02.17, lembrei-me ontem e pesquisei agora de manha para confirmar: consta no “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS” Do Cônego Raimundo Octavio da Trindade, vol. II, pág. 13, um titulo denominado Andrade.

Ali se nota, `a pagina 12: “Tristão Antonio de Andrade casado com Maria Carolina da Rocha. Pais de: …

F1 – Antonio de Paula Andrade c. c. Domiciana Nogueira. Filhos:
….
N4 – Orozimbo de Paula Andrade c. c Josefina Coelho Fontoura, descendente de Jose Bonifacio de Oliveira (irmão do Padre Belchior Pinheiro de Oliveira) dos Andrada de Diamantina (Tejuco).”

Muito possível que os Andrada de Diamantina tiveram inicio por la no Francisco de Andrada de Arahujo ou, quem dirá, nos pais dele. Deles talvez descendam os Dias de Andrade com ramificação em Sao Joao Evangelista e Virginópolis.

Também pode-se sonhar com a possibilidade de ele ou parente ter sido nosso ancestral por outras vias. O professor Nelson Coelho de Senna afirma que os bisavós dele, Joao Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo foram “primos carnais”. Infelizmente não explicou como.

Então, abriu a janela de possibilidade de os Coelho também terem o sangue Araújo. Mas ate aqui sera pura especulação.

Embora, `a 762, procurando comprovar a possível presença de descendentes do Mestre de Campo Lucas de Freitas de Azevedo, o alferes Jose Antonio Pinto recorre, entre outros, ao documento de batismo de Catharina, filha da escrava Maria, em 1718.

O que ha de particular ai foi que a Maria pertencia a Manoel da Silva Pinto, que reconheceu a paternidade da criança. [Sabe-se la que sera por essa via que chegou a nos o sangue de nossa ancestral Anna Pinto de Jesus, esposa do ancestral Eusebio Nunes Coelho! Afinal, sabemos que temos teor africano na linhagem] Alem disso a Catharina foi batizada pelo vigário padre Antonio de Mendanha Sotto Maior e o padrinho foi Manoel de Mattos Sotto Maior.

`A pagina 761 ja havia revelado que a esposa do Mestre de Campo chamara-se Izabel de Mendanha de Souto Maior. Importante ai eh nos lembrarmos que ja havia aliança entre os Souto Maior e Andrade de Araujo no Rio de Janeiro, datando de 100 anos antes do batizado acima mencionado.

Ja o Antonio Bernardo Sobral e Almeida tem comum conosco o Almeida. Sobrenome que aparece nos nossos ancestrais através da conjunção do Antonio Coelho de Almeida que era sogro do Malaquias Pereira do Amaral, co-fundador de Sabinopolis.

Tanto a esposa de um quanto a de outro chamavam-se Ana Maria de Jesus. O Malaquias nasceu em Conceição do Mato Dentro. Mas a esposa teria nascido em Congonhas do Campo, assim como a mãe do Malaquias, também dita nascida em Congonhas, e esposa do pai: Miguel Pereira do Amaral.

Os dados aparecem no livro do professor Dermeval. Tudo sera possível, principalmente porque depois de 1750, com a queda brusca da produção de ouro nos centros produtivos tradicionais, a expansão da colonização foi feita `a base da busca de novos veios que foram encontrados nos arredores de Conceição, Serro e Itabira.

E nossa genealogia registra a migração de outros ramos primeiro implantados em torno de Ouro Preto e Mariana e depois migrados para tais regiões. Entre eles estão os Coelho de Magalhães (ou Rodrigues Coelho, segundo o professor Nelson de Senna).

Mas aqui ha a possibilidade de o ancestral Antonio Coelho de Almeida descender do mesmo escrivão Antonio Sobral. Ao que parece, Antonio ja habitava a area onde surgiria a futura Sabinopolis, e haviam familias Coelho no Serro, desde o inicio verificado pela presença do procurador Leandro Coelho Mestre, presente `a pagina 765, em 1752.

A presença do Jose Pereira do Amaral poe um pouco de duvida em relação `a narrativa do professor Dermeval em relação `a entrada do sobrenome na família a partir do Miguel Pereira do Amaral que teria migrado da Ilha de Sao Miguel dos Açores. Possível eh!

Mas Jose Pereira do Amaral ja devia ser adulto, mesmo que jovem, em 1772. Enquanto o Miguel deveria ser criança. E o professor Dermeval não substancia as alegações dele com base documental, senão em outros casos.

Acredito que ele tenha se baseado em memórias. Especialmente da avo Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. Depois que ficou viuva em 1881 ela foi residir na casa do filho, coronel Cornelio Jose Pimenta. Mas faleceu em 1906, aos 10 anos de idade do professor, e o pai em 1918, aos 22 anos do mesmo.

Na maioria das vezes as tradições nos enganam porque a memória pode misturar os fatos. Jose poderia ter sido o pai, um tio e ate um irmão mais velho do Miguel. Qualquer que for o caso temos nota ai de que a família dessa assinatura devera ser pelo menos o dobro do que temos conhecimento!

A presença dos Queiroz talvez seja a que tenha a importância imediata maior. Não tive contato maior a respeito da família como um todo. Porem, entre amigos e parentes devemos ter muitos da mesma linhagem. Ha que mandar um alo `a amiga genealogista Marina Raimunda Braga Leão em Pecanha.

A respeito de Pecanha, o professor Dermeval descreve no livro dele que para instalar-se a Vila de Pecanha, em 1880, os prédios necessários para instalação da Camara Municipal, Escolas e Cadeia Publica foram doados por iniciativa privada e um dos doadores foi o senhor Marcelino Batista de Queirós.

Esse, por sinal, havia sido o 7o. filho do casal: capitão Joao Batista de Queiroz e dona Edwiges Soares da Encarnação. No livro o professor escreveu Edwiges Carvalho de Queiroz, corrigido pela Marina, que eh descendente do casal.

Obviamente, nao se pode afirmar que o Queiroz seja o mesmo. Contudo ha uma boa possibilidade de ai termos uma linhagem de família, procedente de Viana do Minho ate aos atuais Queiroz.

Seria uma coincidência “desagradável” o senhor Marcelino Jose de Queiroz não ter sido avo ou bisavô do senhor Marcelino Batista de Queiroz que, alias, “foi Intendente, Vereador, Vice-Presidente e Presidente da Camara Municipal de Pecanha”.

Nao sei se a Marina ja aprofundou a genealogia da familia dela a ponto de constatar ou negar que por ai entraram os Queiroz de nossa região.

Meu interesse na linhagem eh o esclarecimento da presença do sobrenome entre os conhecidos e especialmente aos parentes e aparentados.

Não faz muito tempo que o amigo de infância Dilermando Lucio de Oliveira informou-me que a avo dele, Sa Ritinha, chamava-se Rita de Queiroz e procedia do Serro. Ela devera ter nascido `a mesma epoca que meus avos, ou seja, em torno da década de 1890. E presumo que a possibilidade de descender dos escrivães do Serro eh grande.

Sa Ritinha foi esposa do senhor Jose (Zeze) Lucio de Oliveira, que foi um dos, senão o, melhores prefeitos de Virginópolis. Foi mãe do também ex-prefeito Henrique Lucio de Oliveira.

Alem disso foi sogra do tio Oldack de Magalhães Barbalho e dos primos: Hercilio de Magalhães Barbalho e Alípio Coelho. Isso sem contar a recorrência de outros descendentes casados com os Coelho.

Logicamente me interesso pelo que me eh proprio mas também pelo que vale `a humanidade toda. E da-me prazer dedicar esses resumos `as pessoas que fizeram parte da minha vida, particularmente da infância.

Apos escrever essas notas, ja corrigidas e acrescidas, desliguei o computador. O particular eh que escrevo na forma de e-mail e envio para mim mesmo. Assim faço com a intenção de copiar e revisar quantas vezes necessárias antes de publicar.

Ontem, 14.03.17, foi um dia de confinamento em casa. Isso acontece quando se esta esperando tempestade de neve. E o que anunciaram poderia ser um verdadeiro desastre fora de época.

Ja estava cansado de escrever e com fome. E pensando na neve que limparia mais tarde. Após almoçar e descansar assistindo a alguma comedia na televisão, veio-me a ideia. Vou enviar o que ja tenho `a Marina e solicitar a ela que acrescentasse alguma correção necessária.

Ao reabrir minha correspondencia, deparei-me com um e-mail dela com, alem de palavras para o meu incentivo, a informação: “Quanto ao Joao Batista de Queiroz, era filho de Marcelino Jose de Queiroz (em 1792, Escrivão da Vila do Principe) e Reduzinda Ermelinda de Queiroz.”

Por um momento imaginei que estivesse ocorrendo algo sobrenatural! Pensei logo, sera que meu computador esta grampeado também ou forcas mais elevadas estão nos guiando?!

Porem, meu intuito cientifico logo começou a indagar qual poderia ser a lógica de vir a resposta antes da inquirição. Não demorou muito para chegar ao acontecido.

Quando mencionara no nome dela no primeiro escrito, consultei a lista de contatos para certificar-me do sobrenome que ela usa. Ao fazer isso, automaticamente a inclui na lista de endereçados e o cansaço impediu-me perceber isso antes. Certo foi que quando fui plantar o milho ela ja me deu a farinha pronta!

E ai esta se desenhando outro comprovante de minhas teorias. Não se trata apenas de que `a medida que vamos encontrando nossos ancestrais mais antigos, a nossa genealogia, no exemplo de nos que vimos de Minas Gerais, vai se afunilando em direção `as cidades mais antigas.

E acabamos encontrando nelas não apenas nossos ancestrais como também de todo o restante da população porque os ancestrais de uns são ancestrais de outros também.

Em comum temos com a Marina nossa raiz no sobrenome Barbalho ja que ela descende do senhor Modesto Jose Barbalho. Possivelmente teremos o Rocha, da dona Rita, esposa daquele e de outros ancestrais nossos. E muito provavelmente nos encontraremos também nesse Queiroz. Porem em um tempo pouco mais afastado.

Para os que visitarem as outras paginas do blog poderão encontrar as menções ao Domingos Rodrigues de Queiroz, cuja carta de brasão eh descrita pelo Sanches de Baena. Domingos nasceu em Mariana, foi filho de Bento e neto de Amaro Rodrigues Coelho. Estudou em Portugal. Recebeu a carta em 1772.

`A epoca em que ele vivia deve ter conhecido ao Manoel Rodrigues Coelho, português também morador de Mariana. E o professor Nelson Coelho de Senna alega em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, ter sido este de quem procedia o nosso quintavo Jose Coelho de Magalhães.

Sendo o caso, suponho a possibilidade de que o Manoel foi irmão do Bento Rodrigues Coelho. O que torna comum a ambos os ancestrais que tiveram. E um ancestral do Bento foi o Antonio de Queiroz Mascarenhas, mencionado na carta de brasão. Sabe-se que a família procedia do mesmo Minho, origem dos Coelho, Vasconcelos e tantos outros dos sobrenomes mais tradicionais de Portugal.

Assim sendo os Queiroz no Serro e os Rodrigues Coelho em Mariana, que ja eram contemporâneos em sua entrada em Minas Gerais, poderão também ter sido primos em Portugal e, portanto, continuaram primos no Brasil.

Repetirei aqui o endereço da biografia e genealogia do Antonio de Queiroz Mascarenhas. Ele devera ser ancestral de todos nos ja que tornou-se personalidade importante da Historia de Portugal quando lutou, `a mesma epoca que Jeronymo e Agostinho Barbalho Bezerra, na Guerra da Aclamação, que se deu ainda na primeira metade do século XVII. Visitem:

https://www.geni.com/people/Antonio-de-Queiroz-Mascarenhas/6000000017888812821

 

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03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

A mensagem atinge especialmente aos descendentes dos trisavós: Joaquim Coelho de Andrade (Joaquim Honorio) e Joaquina Umbelina da Fonseca; senhores pais da Dindinha Ersila, Jose (Juca), Joaquim e outros.

O nosso amigo Mauro Andrade Moura enviou-me a mensagem:

“Segue a última descoberta, perdida em meio a muitos livros no Memorial Drummond de Andrade. É a primeira divulgação da genealogia da família, os Andrades e os Lages de Itabira, um artigo do Dr. Mário Barata com colaboração do nosso Poeta. Este artigo deve ter sido editado na Revista do Instituto de Genealogia do Brasil ainda na década de 30.

Arquivos para leitura:

primeira parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_pr

segunda parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_se”

Quem verificar a leitura, primeira parte, observara que ha um Jose Joaquim de Andrade, irmão do Francisco Joaquim Andrade. O Francisco Joaquim foi o bisavô do poeta Carlos Drummond.

Segundo o que encontrei no site Familysearch, houve um Jose Joaquim de Andrade, em Itabira, que foi casado com Maria Lucia da Silveira.

Esse casal foi o feliz pais de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se duas vezes, a primeira em 22.07.1812, com Joao de Sousa e Silva.

A segunda vez Simpliciana casou-se com Honorio Coelho de Linhares, em 12.01.1822.

Esse ultimo casal foi pai, em 26.09.1833, na Município de Ferros, da criança que recebeu os santos olhos e foi batizada com o nome Joaquim.

Aqui, por enquanto, eh apenas suposição que esse Joaquim seja o nosso trisavô, Joaquim Honorio.

Na contramão do suposto inicio dessa sequencia, o livro afirma que o Jose Francisco de Andrade faleceu solteiro. Portanto, esse não poderia ser o pai da Simpliciana, nossa provável tetravo.

Isso também seria uma suposição. O fato eh que ele aparece como pai dela no registro do casamento com o Joao de Sousa. E aparece também o nome da mae, Maria Lucia da Silveira, que não deveria aparecer sem a menção de “filha natural”, relativo `a Simpliciana, como era o costume da época. Sem a menção, presume-se que foram casados.

A nosso favor, contudo, ha sempre aquele senão. Era comum os genealogistas mais antigos cometerem enganos dessa natureza. Por mais que procurassem, não encontravam registros ou menções a casamento, automaticamente concluíam pelo solteiro.

Então, ficamos dependentes de encontrar em algum ponto de Minas Gerais, um registro de casamento entre o Jose Joaquim contra a Maria Lucia. Nele devera estar registrado os nomes dos pais de ambos. Ai a duvida se dissiparia, a favor ou contra.

Estou otimista em relação `a constatação da hipótese favorável. Isso porque, mesmo os nomes Jose, Joaquim e Andrade terem sido muito comuns, e podendo haver ate mais de duas pessoas `a mesma época com o mesmo nome, penso ser improvável a coincidência.

Lembrem-se, improvável, mas nao impossível.

Nesse caso, e sendo verdade, será verossímil que a Dindinha não se enganou quando dizia ser aparentada do Carlos Drummond. Acredito que caberia a nos esforçarmos um pouco mais para comprovarmos que a santidade dela não falhou.

Outra informação que complementa isso eh que o Honorio foi filho do Antonio Coelho da Silveira e de Maria Vieira da Silva.

Em escritos anteriores eu me enganei. Citei de memoria e dei o sobrenome Vieira `a ancestral Maria Lucia, que era Silveira.

Se essa parte da genealogia aqui exposta encaixar-se exatamente como estou pensando, então, seremos duplo “da Silveira”. E alguns membros desse ramo procederiam da “Ilha Terceira”, nos Açores.

E, talvez, a familia da tia-bisavo Emigdia Honoria Coelho tenha algum vinculo, pelo menos em meio termos. Ela foi esposa do seo Amaro de Sousa e Silva. Ou seja, mesmo sobrenome do primeiro marido, Joao, da tetravo Simpliciana Rosa de Andrade.

O seo Amaro poderia ter sido por volta de neto da Simpliciana. Ela e o Joao de Sousa foram pais, pelo menos, de uma filha, Maria, em 1814. Podem ter tido outros filhos, e o sr. Joao de Souza, filho dos tios Emigdia e Amaro, poderá ter recebido nome em homenagem ao bisavô.

Havia me esquecido ontem. Escrevi ja a noite e passava da hora porque aqui: “a marcha do veado começa cedo!” rsrsrsrsrsrs. Apenas parafraseando o nosso colega de moradia, natural de Pains, la na republica em Viçosa, o Gege. Ele contava que a mãe dele os acordava com a frase, ao que ele retrucava: “Ce bobo mãe!!!”

Mas enfim, temos que não esquecer de pelo menos mais um ramo Andrade em nossa família que procede de Itabira. Trata-se da descendência da dona Antonia Nunes Lage. Ela nasceu la e tornou-se a esposa do Pedro (Surdo) Nunes Coelho.

Refiro-me ela como também Andrade porque podemos verificar que na segunda parte do tratado genealógico acima informa-se que os “da Costa Lage” eram dos mesmos Andrade. E, muito provavelmente, muitos se casaram primos com primos, segundo o que o próprio estudo menciona.

Sa Toninha e o Pedro foram pais de:

01. Emidia Nunes Coelho – Joao da Cunha Menezes
02. Eucalina Nunes Coelho – Joao Pereira
03. Ebe Nunes Coelho – 1o. Lolo Pereira, 2o. Felipe
04. Euripedes (Dodo) Nunes Coelho – Maria Laura Candida
05. Mario Nunes Coelho
06. Maria Nunes Coelho (Irma Helena)
07. Carina Nunes Coelho – Vicente Loyola
08. Horacio Nunes Coelho – 1o. Maria Marcolina Coelho, 2o. Noemi Marcolina Coelho
09. Lauro (Pitimba) Nunes Coelho – Maria dos Anjos Rabello
10. Zinah Nunes Coelho – Minervino Nunes Leite

O senhor Joao da Cunha Menezes foi primeiro, marido de Evangelina (Eva) Nunes Coelho, que fora irmã do Pedro Nunes Coelho. Naturalmente, essa primeira família não compartilha, dentro do que ja sabemos, dos mesmo gens Andrade que a segunda.

Os dados que temos aqui, alem da porção encontrada no Familysearch, acima mencionado, também procedem da coleção de outros dados que o amigo Mauro de Andrade tem me fornecido, sobretudo a parte que toca em relação ao período 1827 a 1870 e oriundos de Itabira e Ferros.

De la para ca são dados do livro da nossa prima Ivania Batista Coelho, com adendos fornecidos por parentes, como o nome da esposa do Euripedes, fornecido pela neta deles, Vilma Natalicia Nunes.

Pedro Nunes Coelho foi filho de Jose Coelho Nunes e Emigdia de Magalhães Barbalho. Eles foram primos em primeiro grau, pois, foram filhos respectivamente das irmãs: Francisca Eufrasia de Assis Coelho e Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Acredito que a inversão do sobrenome Nunes Coelho para Coelho Nunes pode ser devido ao Jose ter sido o primeiro neto dos fundadores de Guanhaes: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Os outros irmãos do Jose assinaram Nunes Coelho, e foram filhos do fundador de Virginópolis, Joaquim Nunes Coelho.

Outras familias antigas em Virginópolis “correm o risco” de ter parentescos com os Andrade e Lage de Itabira. Isso porque a família expandiu-se na mesma direção que corre o Rio Santo Antonio.

Assim, alguns que tem ascendência em cidades como Itabira, Santa Maria de Itabira, Ferros, Dores de Guanhaes, Senhora do Porto, Guanhaes, Virginópolis e Açucena serão candidatos a encontrar, principalmente do sexo feminino, se não assinarem atualmente Lage ou Andrade, ancestrais que se encaixam no tronco dessa família.

E pelo que se conhece da capacidade reprodutiva dessas famílias no passado, torna-se uma chance que pode bem ultrapassar 50% de chances da possibilidade.

Por enquanto não tenho como dizer nada a respeito dos Dias de Andrade em nossa família. A origem deles esta no professor Francisco Dias de Andrade que se acredita ter procedido de Diamantina, que pertencia ao Serro, local onde havia o ramo Andrade de Araújo, família histórica do Rio de Janeiro, juntamente com os Barbalho, Aguiar, Costa Ramires e outras.

Nao se descarta nenhuma possibilidade, pois, houve movimento migratório no sentido Itabira/Ferros para Diamantina no final da primeira metade do século XIX.

Inclusive acredito que Joaquina “Simpliciana” Coelho de Andrade, esposa do Cassiano Coelho de Araujo, tio-avo do professor Nelson Coelho de Senna, devera ter sido irmã do trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Ela tera nascido por volta de 1826, indo falecer em 1916, sendo sepultada em Virginópolis. Fonte, atestado do obito dela. E, segundo o professor Nelson, o casal criou família nas lavras de diamantes de Diamantina.

 

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04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

 

Por enquanto eh especulação, mas vejamos se a nossa parentela concorda ou não com as evidencias que ja colhi.

Vamos nos lembrarmos em primeiro lugar que o professor Nelson Coelho de Senna foi o primeiro a escrever um compendio a respeito da família dele. A esse deu o nome de “ALGUMAS NOTAS GENEALÓGICAS”, publicado em 1939.

Descrevendo os próprios familiares maternos, ele afirma que um casal de trisavós se chamava: alferes, Jose Coelho de Magalhães (também conhecido, na família, por Coelho da Rocha) e Eugenia Maria da Cruz. Os filhos do casal foram:

01. Jose Coelho da Rocha – Luiza Maria do Espirito Santo
02. Joao Coelho de Magalhães – Bibiana Lourença de Araujo
03. Antonio Coelho de Magalhães, solt. (na verdade, Rodrigues Coelho)
04. Felix Coelho da Trindade
05. Clara Maria de Jesus.

Disse também que todos, exceto Antonio, foram casados. O que sabemos eh que Joao foi o bisavô do professor, o qual o conheceu por o professor ter nascido em 1876 e ele ter falecido em 1879. Nasceu e faleceu na mesma data: 19 de março, dia de Sao Jose.

Aqui entra um detalhe das Notas Genealógicas que falta esclarecer. O casal de trisavos dele teria se casado em 7 de setembro de 1799. Ou seja, muito depois do nascimento dos dois primeiros filhos.

Alega ainda que o bisavô dele casou-se com sua prima carnal Bibiana Lourença de Araujo. Foge a mim o significado de prima carnal. Obviamente, trata-se de primos reais mas nao define o grau.

O professor nao nos da datas de nascimento dos 3 filhos do casal Joao/Bibiana. Porem, da das 3 filhas. Euphrasia 1829; Maria Brasilina, avo do professor, 1828; e Maria Eugenia, 1835. Os 3 irmãos foram: Cassiano, Joao e Joaquim Coelho de Araujo.

O professor alegou que os bisavós dele casaram-se em 1804, antes que o bisavo completasse 20 anos. A disparidade eh que, para isso ter acontecido, tia Bibiana teria que estar com por volta de 50 anos de idade quando teve a ultima filha, e teria que ter havido muita distancia entre o casamento e os últimos nascimentos.

Acredito, então, que ele pode ter se enganado ao dar o bisavô falecido aos 94 anos. Eh possível que ele tenha nascido em 1805, e não em 1785. Assim, teria se casado em 1824 e não em 1804. A leitura em documentos antigos muitas vezes engana a gente.

Assim, entre 1825 e 1828, poderiam ter nascido os 3 irmãos. O problema eh não termos fatos conhecidos, por mim, das vidas deles que o comprove. Tenho que o Joaquim foi mesmo minerador em Diamantina. Mas isso aparece no Almanak de Minas, em 1872. Isso confirma informações passadas pelo professor Nelson.

Pela data do casamento dos nossos supostos ancestrais Jose e Eugenia, 1799, acredito na possibilidade de o professor ter se enganado quanto ao filho Jose ter sido filho dela. O Jose pai teve uma esposa anterior, cujo nome foi Escolástica de Magalhães. Então, seria mais condizente que essa fosse a nossa ancestral e não a Eugenia.

O professor também afirma que a Eugenia Maria da Cruz, ao morrer e ser sepultada no Arraial-de-Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, hoje cidade, ficou revelado o nome de Eugenia Rodrigues da Rocha.

A informação de que ela foi sepultada em Rio Abaixo leva a supor que casou-se de novo, por ainda ser jovem, pois, os filhos se mudaram para Guanhaes, juntamente com o irmão mais velho, Jose Coelho da Rocha, que foi o fundador local.

Dona Eugenia pode ter deixado os filhos para que o enteado fosse o tutor dos irmãos. Talvez, devido `a ocupação com outra suposta, por mim, família. Sendo que o outro marido ja poderia ter seus próprios filhos.

Segundo informação desta pagina, no site:

http://gencoelho.xpg.uol.com.br/inferior_files/origens/coelho_de_magalhaes.htm

 

Eugenia Rodrigues da Rocha teria sido filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Como se pode observar na pagina, a informação teria sido coletada do livro: “A Mata do Peçanha Sua Historia e Sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Tenho copia da primeira edição do livro, datada de 1966, na qual a informação ainda não aparece. Mesmo assim, baseado nas informações primarias encontradas por esses autores, tenho pesquisado e encontrado evidencias de que algo disso tudo seja verdade.

Nao muito tempo atras, encontrei no site Familysearch o registro de batismo que diz:

Maria Magalhães, nascida a 26.07.1750, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. Foi então que especulei que se dona Anna Maria tivesse ancestrais com o sobrenome Barbalho, essa Maria poderia muito bem ter sido nossa sexta-avo.

O que pensei ser bem provável porque existem outras mulheres na Família Barbalho, `a época, que preferiam ter os nomes ligados aos santos, muito frequentemente em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

O problema maior esta em saber se essa Anna Maria tem ou não ligação com a Família Barbalho, pois, era comum o Conceição aparecer em outras famílias também.

As pessoas `aquela época não eram batizadas com o sobrenome. O site acrescenta o ultimo sobrenome do pai, como eh o costume aqui nos Estados Unidos. Portanto, o registro de batismo deve dizer apenas Maria. Ja os nomes dos pais, por ser adultos, aparecem.

Embora os de mães costumam variar de batismo para batismo. Muito comumente não se dava a elas um sobrenome. A não ser que fosse de alta classe.

O batismo da menina Maria se deu na Igreja de Santo Antonio, no municipio de Ouro Branco.

O que animou-me a retornar a esse assunto foram mais quatro registros que encontrei no mesmo site. Sao eles, dois de batismos:

01. Juliano Vaz Barbalho, filho de Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo. O batizado se deu na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, a 27 de Jun 1723.

02. Joao Vas Barbalho, filho de Manoel Vas e Anna Costa de Araujo, na mesma Igreja, local e na data de 05 Jun 1722.

dois de casamentos:

01. Antonio de Almeida Leitão – Izabel da Quaresma
filho de: Manoel de Almeida – Josefa Maria Cardoso
filha de: Antonio Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse casamento se deu em 16 Out 1731

02. Luis Barbosa de Sousa – Mariana Francisca da Conceição
filho de: Luis Barbosa de Souza – Francisca das Chagas
filha de: Antônyo Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse outro se deu em 10 Fev 1750

No segundo eh que se identifica o sobrenome Quaresma do pai da esposa.

Penso que aqui temos o que pensar. Em parte porque não fica explicado o porque de os filhos do primeiro casal: Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo terem recebido o sobrenome Barbalho, a não ser que tivessem suprimido esse sobrenome do Manoel.

Então, nesse caso, poderíamos supor que ele poderia ser o mesmo que se tornaria marido de Josepha Pimenta de Souza e daria origem ao ramo da família na região do Serro do Frio (Villa do Principe). Em sendo o caso, nossa família cresceria muito.

Essa especulação torna-se possível e, quem sabe, provável, pois, o que sabemos eh que dona Paschoa Barbalho nasceu em 1650 e casou-se com Pedro da Costa Ramires em 1668.

Caso especulemos que a filha deles, Maria da Costa Barbalho, nasceu por volta de 1670, também poderia estar tendo filhos por volta de 1690.

Maria casou-se com o viuvo Manoel de Aguiar. Então, eh possível pensar que o primeiro filho foi o Manoel Vaz Barbalho, que casou-se com a Josepha e, talvez, com a Anna Costa de Araújo.

Mas como ele poderia ter nascido em torno de 1690, por volta de 1712 ja poderia ter se casado com Anna da Costa (ou Pereira) de Araujo. Observe-se que o nome provável dela pode mesmo ser da Costa, o mesmo do Pedro da Costa Ramires, que ja era o avo do Manoel.

O da Costa aparece muito frequentemente entre os cristãos novos que conhecidamente ja tinham o costume de casar-se parente com parente.

A presença do Araújo no sobrenome talvez justificasse a alegação de que tios Bibiana e Joao eram primos carnais.

As assinaturas Araújo, da Costa e Barbalho eram muito frequentes no Rio de Janeiro, de onde procediam, durante os séculos XVI e XVII e, como a cidade era algo como hoje conhecemos por interior, a possibilidade de se terem aparentado desde então eh enorme.

Mas são os registros de casamentos que talvez ofereçam a melhor possibilidade de ponte entre os Coelho e os Barbalho. Aqui temos que especular que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido mesmo a menina Maria de Magalhães no assentamento de batismo de Ouro Branco.

Sabemos que a mãe dessa Maria chamou-se Anna Maria da Conceição. Ela poderia ter sido a filha da Maria da Conceição Barbalho e seu marido Antônyo Dias Quaresma.

Mas aqui, para encaixar-se melhor `a nossa genealogia, teríamos que admitir que essa Maria da Conceição Barbalho fosse irmã do Manoel Vaz Barbalho, ou seja, fosse também filha da Maria da Costa Barbalho e Manoel de Aguiar. O que parece bem possível.

Precisava mesmo ter os estudos do Carlos Grandmasson Rheingantz em mãos para ver no que isso será ou não possível.

Sei que ele recordou muito da Família Barbalho na coleção: PRIMEIRAS FAMÍLIAS DO RIO DE JANEIRO (SECULOS XVI E XVII). 3 volumes. Deve constar nele os filhos do Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Alias, nao sei se explica ou complica. Acabo de abrir o livro do professor Dermeval para certificar-me de um dado e ali reli:

“IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Iraja, distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL DE AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.”

Também resolvi abrir o familyseach novamente e la revi outro assento de casamento:

01. Manoel da Costa Barbalho – Joanna Maria de Freitas
Filho de: Anna da Costa – nao aparece marido
Filha de: Josefa de Freitas – nao aparece marido
O casamento se deu na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de Ouro Preto, em 13.02.1768.

Na verdade, as informações encontradas no familysearch a respeito de Joao e Juliano Vaz Barbalho estão incompletas, embora sendo batizados, consta que os nomes são mencionados, porem, deixa duvidas quanto a serem os batizandos. Isso porque os nomes aparecem completos, o que iriam usar em outros documentos que não os dos próprios batizados.

Acredito que aqui encontramos mais uma indefinição. O professor Dermeval alega que usou dados de notas do Arquivo do alferes Luis Antonio Pinto e não os documentos originais de dados relativos ao Serro. E isso pode te-lo induzido a alguns enganos.

Um que pode ter acontecido seria a informação de que Manoel de Aguiar teria tido duas esposas. No registro de casamento da Theodosia com o Joseph Carneiro da… aparece o nome do pai dela: Manoel Aguiar. O mesmo que o professor usou no livro dele.

Ja no registro em que o nome do Juliano aparece, os nomes dos pais são: Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo, ou seja, o mesmo nome que o professor registrou como esposa do Manoel Aguiar.

Talvez esteja havendo uma troca ali, e quem terá casado duas vezes será o Manoel Vaz Barbalho. Isso porque o Barbalho aparece tanto no registro do Juliano quanto do Joao.

Acredito que para economizar nosso trabalho devemos primeiro buscarmos encontrar mais dois registros de casamentos em seus originais. Ambos deverão estar nos arquivos da Arquidiocese de Diamantina.

Sao eles do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, dos livros da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde; e do capitão Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose que, por ela ter nascido em Conceição do Mato Dentro, devera ser encontrado nos registros de la.

Assim, depois deveremos verificar como essas peças se juntam. E, enfim, concluiríamos pelo menos uma etapa do encontro da ponte entre os Barbalho e os Coelho.

Detalhe importante sera nos lembrarmos que, mesmo que não sejamos descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, isso não implica de imediato que os Coelho descendentes do Jose Coelho da Rocha deixem de ser “do Barbalho”!

Como os autores antigos nada disseram a respeito, será possível também que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido irmã da primeira esposa dele, Escolástica de Magalhães.

Se assim o foi, verifica-se um caso clássico na família, ou seja, uma esposa falece e o marido dela casa-se com uma sobrinha dela. Muitas vezes uma irmã mais nova preenchia a vaga.

E isso se dava porque antigamente existia o total preconceito contra um homem tomar conta sozinho dos próprios filhos menores. Ate porque faltava tempo para isso.

Segundo tradições antigas, os casamentos nesses casos se davam como um cala-boca `as mas línguas. Quando um homem ficava viuvo com filhos novos logo se escolhia a moça mais apropriada da família para tomar conta das crianças.

Mas ai abria-se a oportunidade para as mas línguas levantarem suspeitas, pois, o que se dizer de uma moça solteira, vivendo na mesma casa com um viuvo e seus filhos?!!! Então, os pais mais atentos tratavam logo do casamento, não dando tempo `as mas línguas de levantarem os falsos.

E, se esse foi o caso, os Coelho descendentes de dona Escolástica não serão menos Barbalho que seus parentes descendentes da Eugenia. O que teriam a menos seria o lado italiano calabres do Giuseppe Nicatsi da Rocha. O que não impede que tenhamos outras ascendências italianas, pois, isso ja foi constatado em exame de DNA de primos.

Desconfio que essa seja a ortografia correta do sobrenome do Giuseppe. Nos documentos antigos as caligrafias do S e do G se pareciam muito. E o professor Dermeval traduziu o nome da Cidade portuguesa de Seia por Geia. Assim como pode ter traduzido Nicatsi por Nicatigi.

Mas, de toda forma, iríamos acrescentar o Dias Quaresma na lista de sobrenomes de nossos ancestrais. A Familia Dias Quaresma tem sua presença marcada na colonização brasileira. Como tantas outras que ja se encaixam em nossa genealogia.

Mas o que iria continuar faltando também eh a ponte entre o nosso velho JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que atravessa o Atlantico, do Brasil a Portugal, com as nossas origens portuguesas, por essa via!

O professor Nelson informou apenas que o tio-avo dele, Cassiano Coelho de Araujo, casou-se com Joaquina Simpliciana. Mas eu encontrei em Virginópolis o atestado de obito de Joaquina Coelho de Andrade, viuva de Cassiano Coelho.

Ao que eu suponho, essa Joaquina foi irmã de nosso trisavô Joaquim Coelho de Andrade. Pelos dados de filhos de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade, imagino que Joaquina tenha sido filha deles também, nascida em Ferros, como os irmãos: Joaquim, 1833, e Antonio, 1838.

Pelo atestado, Joaquina faleceu aos 90 anos, em 1916. O que põe o nascimento dela em 1826. Época em que o casal Honório e Simpliciana ja eram casados, pois, o fizeram a 12 Jan 1822.

E Cassiano e Joaquina Simpliciana poderiam ter sido pais da avo do Juscelino Kubistchek, dona Maria Joaquina Coelho. Sei que Joaquina Simpliciana tinha idade para ter sido mãe da avo do Juscelino. Falta confirmar eh se o Cassiano tinha idade para ser o pai.

Outros documentos que posto para que fiquem juntos quando precisarmos consultar:

Casamento:

01. Rosa Maria da Conceição – Joao Martins Ferreira
filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
filho de Domingos Martins Ferreira e Luiza Soares de Jesus
data: 02 Set 1795
local: Sao Jose, Itatiaia, Rio de Janeiro, Brasil

batismo:

01. Manoel, filho de: Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
batizado: 25 Fev 1752
nascimento: 16 Fev 1752
local: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais, Brasil.

Apos publicar a parte acima deste capitulo, recordei-me que havia planejado antes fazer uma inspeção na localização das cidades mencionadas nos documentos, pois, muitas vezes isso também influencia nos estudos genealógicos. E não deu outra!

Em primeiro lugar, temos as cidades de Diogo de Vasconcelos e Ouro Branco. Segundo as informações do site distanciaentrecidades.com.br, em linha reta não passa de 54 km. Mas a estrada forma um grande arco, transformando a viagem em 82 km.

https://www.distanciaentreascidades.com.br/distancia-de-ouro-branco-mg-brazil-ate-diogo-de-vasconcelos-minas-gerais-mg

Interessante eh que no meio do caminho ha que passar-se por Ouro Preto e Mariana. Ai eh que as coisas se esclarecem melhor ainda.
Outro detalhe que esclarece também são as Historias dos Municípios.

Ai temos de Ouro Branco:

01. http://www.ourobranco.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/historia-de-ouro-branco/6495

e Diogo de Vasconcelos:

02. http://folhadediogo.blogspot.com/2009/06/historia-de-diogo-de-vasconcelos.html

Quem entrar nessa segunda poderá colher a informação de que o padre Domingos Coelho da Rocha, filho de fazendeiro local, ergueu uma ermida modesta em homenagem a Sao Domingos de Gusmão. Em torno desta formou-se o povoado que ja em 1754 recebia a pia batismal.

Isso elimina a possibilidade de os irmãos Joao e Juliano terem sido batizados em Diogo de Vasconcelos. Na verdade, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção era a de Mariana, `a qual as terras ainda pertenciam.

Em outra reportagem afirma-se que o nome completo do padre era Domingos Pinto Coelho da Rocha. Nao faz diferença, o que eu queria ressaltar era a coincidencia do sobrenome dele, Coelho da Rocha, que também faz parte do nosso ramo familiar.

De toda forma, acredito que a presença desses Barbalho nas proximidades de Mariana e Ouro Preto reforçam a hipótese de pertencerem a um mesmo ramo familiar.

Isso porque no mesmo site Familysearch também ja encontrei outros registros. Entre eles os dos casamentos:

01. Theodozia de Aguiar Barbalho – Joseph Carneiro da ………
filha de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
filho de: Matheus Lage e Maria Carneiro
O casamento se deu na Igreja N. S. Assunção, em Mariana, a 17.12.1717

02. Thereza de …….. de Oliveira – Jose Rodrigues
filha de: Joao de Aguiar Barbalho e Joana de Oliveira
filho de: Jose Rodrigues e Magdalena do Valle
Também na N. S. Assunção, Mariana, a 24.06.1730

03. Liandro Jose Barbalho – V. Barbalho
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria de Jesus
Filha de: Dionisio Barbalho Bezerra
Outro em N. S. Assunção, Mariana, a 27.10.1753

04. Januário Jose Barbalho – Dionisia Coelho da Silva
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria
Filha de: Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu
Igreja de N. S. da Conceição, Ouro Preto, em 26.01.1758

Naturalmente, acredito que o nome da mãe do Januário e do Liandro so aparece completo no casamento dela e Jose Rodrigues. Era comum as mulheres terem o nome social e o religioso.

Algo mais que aumenta a aproximação, foi o local de nascimento do nosso tetravô, Policarpo Jose Barbalho. Ele, que se tornou padre depois da família criada, nasceu no antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durão, pertencente a Mariana. Deve ter nascido por volta de 1790, pois, casou-se em 1808, em Itabira.

Não se sabe porque o padre Policarpo nasceu naquele Distrito, pois, o pai havia nascido no Serro e a mãe em Conceição do Mato Dentro. Ja o irmão dele, Gervasio Jose Barbalho, também nasceu em Conceição do Mato Dentro.

Outra ligação indireta, trata-se de que o professor Nelson Coelho de Senna sugeriu que nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães procedesse do rico português Manuel Rodrigues Coelho, que possuiu datas minerais também no Distrito de Santa Rita Durão.

Aqui temos um pouco a respeito do Distrito:

http://www.pmmariana.com.br/distritos/santa-rita-durao

Em nossa familia temos ainda ligação com essa área historia do Ciclo do Ouro através da Cidade de Congonhas do Campo. Segundo o que ha na internet, Manuel Rodrigues Coelho contribuiu com algum dinheiro para a construção do Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, que foi transformado em um dos símbolos de Minas Gerais.

Possivelmente, tenha ate mantido residência no local, pois, todos os ricos e afamados de Ouro Preto e Mariana tinham o local como ambiente de retiro, para fugir do burburinho das antigas capitais.

E também ligação genealogica mesmo, pois, segundo informações retiradas do livro do professor Dermeval Jose Pimenta, nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral casou-se com Francisca Angelica da Encarnação, filha do português: Francisco Jose Barbosa Fruão e Anna Maria de Jesus. Elas, naturais de Congonhas.

Sendo que Miguel foi nosso sextavô, o nosso pentavô, filho dele, Malaquias Pereira do Amaral, casou-se com Anna Maria de Jesus, também congonhense, filha de Antonio Coelho de Almeida e outra Anna Maria de Jesus.

Assim sendo, podemos dizer que nosso tronco familiar foi plantado em Minas Gerais nos arredores de suas primeiras capitais, `a época de suas fundações, sendo que no virar do primeiro século, ainda ali estabelecida, espalhou-se tomando o rumo de Itabira, Morro do Pilar, Conceição do Mato Dentro e Serro, antes de projetar-se para Guanhães e Virginópolis.

Por esse lado, a irmanação dos Coelho com os Barbalho do nosso ramo devera estar representada pelos dados expostos pelo professor Dermeval Jose Pimenta. Ele nos da os dados dos casamentos:

01. Manoel Vaz Barbalho – Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
Filha de: Belchior Pimenta de Carvalho e mãe nao mencionada
O evento se deu a 18.9.1732, “na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde”, que continua Distrito do Municipio do Serro.

02. Isidora Francisca da Encarnação – cap. Antonio Francisco de Carvalho
Filha de: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Antonio Leal e Maria Francisca (portugueses).

Isidora e Antonio Francisco foram pais de: Joao (1761); Victoriana (1762); Antonio (1764); Luciano (1766); Mariana (1767); Jose (1769); Francisco (1771); Bernardo (1776) e Boaventura Jose Pimenta (1779).

Aqui ha que expor-se uma duvida que tenho por não ter em mãos documentos que comprovem. Sabemos que nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho foi filho do capitão Jose Vaz Barbalho e dona Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Ha uma janela muito estreita que permitiria que o capitão Jose seja o mesmo nascido em 1769. Em 1788 ele poderia ja estar casado aos 19 anos de idade.

Porem, a ideia que penso ser mais provável seria a de que o capitão nosso ancestral tenha sido filho do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. `A pagina 236 do livro dele o professor Pimenta registrou que Josepha teria nascido em 1712.

Casou-se aos 20 anos e poderia ter tido filhos por mais 20 anos. Como não tenho a data do nascimento do tetravô Policarpo, fica difícil saber qual a possibilidade se encaixa melhor.

De todo jeito, so se pode obter a certeza dos fatos através de documentos que ainda não encontramos. Isso porque existe a possibilidade de estarmos incorrendo em engano e pode ser que iremos nos encaixar em outro ramo de aparentados que não seja o do Manoel Vaz e Josepha Pimenta.

No livro dele, o professor Pimenta nos da apenas um breviário a respeito da descendência de dois dos filhos de dona Victoriana e mais detalhes da descendência do bisavô dele, Boaventura.

Isidora foi a unica filha do casal Manoel e Josepha por ele mencionada no livro. Em minhas pesquisas encontrei o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho, que criou família em Gravataí, em torno dos anos de 1780, pertencente a Villa de Porto Alegre, local onde se deu o falecimento dele, em 1801.

Se também houve um filho chamado Jose e mais outros alem desses não tenho a informação ainda.

E no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio de Magalhães Barbalho esta incluida a anotação dos dados de casamento dos pais dele:

01. Padre Emigdio de Magalhães Barbalho, filho de:
Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhães
Filho de: cap. Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose
Filha de: Genoveva Nunes Ferreira (nao consta nome do pai)
O casamento se deu em 1808, em Itabira, de onde a noiva e mãe procediam.

Mais detalhes da familia encontrei no Inventario de Isidora Francisca que faleceu deixando 4 filhos vivos: Jose (1810), meu pentavô materno; Padre Emigdio (1813); Francisco Marçal (1820), meu trisavô paterno e materno; e Lucinda Francisca de Magalhães (1824). Outros 3: Joao, Genoveva e Maria devem ter falecido crianças.

O cap. Jose Vaz e Anna Joaquina foram pais de pelo menos dois outros filhos: Gervasio e Firmiano. Possível será que tenham sido pais de Victoriano e Modesto Jose Barbalho também. Ha ainda o que pesquisar.

Nesse caso, caso se confirme que Eugenia Rodrigues da Rocha foi mesmo filha de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, que pode ser filha de Anna Maria da Conceição, e esta, filha de dona Maria da Conceição Barbalho, constataremos o vinculo parental entre os dois sobrenomes presentes em nosso ramo familiar.

Obviamente, devemos ressaltar que podemos descender pelo lado Coelho de dona Escolástica de Magalhães que, talvez, será irmã da Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.

Não haverá a necessidade de que dona Maria da Conceição Barbalho tenha sido filha do casal Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar para que pertença ao nosso ramo familiar. Sabe-se que Maria da Costa não foi filha única. Pelo menos Jose da Costa Barbalho foi irmão dela.

Alem deles, haviam outros descendentes do governador, mestre de campo, Luiz Barbalho Bezerra e dona Maria Furtado de Mendonça no Rio de Janeiro. Uma dos irmãos de dona Páschoa Barbalho, Michaela Pedrosa Barbalho Bezerra (filhas do Jeronymo Barbalho e netas do governador Luiz) deixou descendência conhecida.

Uma das descendentes de dona Micaela foi dona Maria Nicolacia da Conceição Bezerra de Mesquita que se tornou a Baronesa de Cacequi (Rio Grande do Sul) por casamento com o barão: Frederico Augusto de Mesquita.

https://www.geni.com/people/Maria-Nicolácia-da-Conceição-Bezerra-de-Mesquita-baronesa-de-Cacequi/6000000011649732808

A irma do Jerônimo, Cecilia Barbalho Bezerra, esposa de Antonio Barbosa Calheiros, também deixou pelo menos um casal de filhos que poderão preceder a dona Maria da Conceição Barbalho.

Sabemos que Agostinho Barbalho Bezerra, outro filho do governador Luiz, foi casado com dona Brites (Beatriz) de Lemos, mas não tenho noticias de descendência deles, se houve.

D. Brites era filha de Joao Alvares Pereira e dona Isabel de Montarroyo. Das familias mais antigas e tradicionais do Rio de Janeiro.

Qualquer que for o vinculo da linhagem de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho e em sendo dona Escolástica de Magalhães sua parente materna, nos fica garantido a irmanação entre os Coelho e os Barbalho do nosso ramo familiar.

Ha aqui que salientar-se que penso que Joao de Aguiar Barbalho tenha sido irmão da dona Theodosia e do Manoel Vaz Barbalho.

A exceção seria apenas se dona Maria da Costa Barbalho tiver tido pelo menos uma irmã que também tenha se casado com membro da família Aguiar. Nos tempos de colonização das terras brasileiras tudo era possível.

Uma irmã mais nova que ela poderia ate ter se casado com algum filho do Manoel Aguiar que ja era viuvo. Os laços familiares na verdade trabalhavam como aliança entre famílias. Não era incomum 2, 3 e ate 4 irmãos se casarem com outros irmãos de outra família.

Em nossa familia temos o exemplo extremo de 4 irmãos e uma prima da família Nunes (Coelho)/Barroso se casando na família dos tios Pio Nunes Coelho e Josephina Marcolina Coelho. E isso era o comum, justificando-se mais ainda a possibilidade da irmanação entre os mesmo Barbalho e os Coelho do nosso ramo.

 

ACRESCIMO IMPORTANTE.

Nada como uma boa caminhada, como a que fiz ontem com nosso melhor amigo Rudy, de mais de uma hora, ou um bom conselho do travesseiro para abrir melhor nossas mentes, principalmente, recordar detalhes.

Primeiramente, retornarei a uma informação que tenho do passado de pesquisas. Trata-se do documento produzido pelo professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ, publicado no endereço:

http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/mauricio_abreu.pdf

Quem desejar ir diretamente `a pagina 9, poderá verificar, no ano de 1702, o enunciado:

“Dona Páscoa Barbalho, viuva de Pedro da Costa Ramiro, em dote de casamento a Jose vieira da Costa, para casar com sua neta Dona Páscoa, doa “tres safras livres do partido que tem em seu engenho”.

Pode-se observar que os próximos quadros tratam da mesma propriedade, no Mutua, Sao Gonçalo do Rio de Janeiro, onde reuniam-se os revoltosos da chamada “Revolta da Cachaça”, e que pertencera a Jeronimo Barbalho Bezerra, o pai de dona Páscoa Barbalho.

Acredito que essas mesmas terras tenham passado como herança desde os tempos de Miguel Gomes Bravo, avo que foi de dona Isabel Pedrosa, esposa do Jeronimo. Miguel deve ter sido natural do Porto, foi contratador nos Açores, mudou-se para o Espirito Santo e depois residiu no Rio de Janeiro, deixando descendência significativa nesses lugares.

Acredito que no intervalo de 1702 e antes de 1705, a avo dona Páscoa tera falecido. E Jose Antunes de Matos, que aparece em 1705, pode ser sobrinho dela. Talvez ser filho ou neto da irma de dona Páscoa, Michaela Pedrosa, que foi esposa do portugues lisboeta, Joao Batista de Matos.

Dai pulamos para os dados contidos nos assentamentos dos Juliano e Joao Vaz Barbalho. Consta terem sido filhos de Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo.

Anna Pereira de Araujo, alegado pelo professor Dermeval, seria o nome da primeira esposa do Manoel de Aguiar, que depois casou-se com Maria da Costa Barbalho, em 1732.

Aqui vejo uma possibilidade, mesmo que vaga, de a Anna Costa (Pereira) de Araújo, ter sido filha mais velha do casal Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Ai eh que esta, ele poderia mesmo ter sido viuvo de outra pessoa com o mesmo nome da filha.

Pode parecer esquisito para alguns. Mas não era incomum no passado. Meus avos maternos foram o “Juca” Coelho e Davina Magalhães. Entre falecidos e sobreviventes tiveram 19 filhos. Nenhuma das filhas chamou-se Davina.

Momentos depois de minha avo ter falecido, deixando um grande numero de filhos menores, meu avo casou-se novamente com a avo Petrina Nunes Pereira. E a primeira filha nascida do segundo casamento veio a chamar-se Davina Coelho.

Pode parecer um pouco morbido. Mas não se tratava nem mesmo de uma manifestação de amor dos homens por suas mulheres. Era mais como um tributo, uma homenagem aos falecidos.

E no caso da Anna, o nome pode ter sido completo. O Costa que aparece no assento do Joao (Anna Costa de Araujo), pode ser em homenagem a dona Maria da Costa Barbalho. E também ficaria explicada a razão de ele e o Juliano assinarem Vaz Barbalho.

Vaz do pai e Barbalho da avo. Se isso tiver acontecido, eu terei que rever meu conceito em relação ao sobrenome. Isso porque ate agora descobri que são 15 gerações desde que o nome entrou no Brasil ate chegar `a minha geração.

Nessas 15 gerações pelo menos um dos cônjuges nelas assinou o sobrenome. Se acontecer de descendermos por essa via, dona Anna será uma geração a mais, porem, o sobrenome a menos. A menos que o marido Manoel Vaz tenha sido Vaz Barbalho e o sobrenome tenha sido suprimido nos documentos.

E aqui haveríamos que ressaltar a possibilidade de o professor Dermeval e/ou o alferes Luiz Antonio Pinto terem se enganado quanto `a paternidade do Manoel Vaz Barbalho.

Ele poderia ter sido filho do Manoel Vaz e Anna em contrapartida a Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Assim, ao invés de filho, seria neto desse segundo casal.

A possibilidade eh razoável, pois, em 1702 dona Páscoa Barbalho, aos 52 anos de idade, ja estava cumprindo a tradição doar dote para uma neta, Páscoa Barbalho, que eu ainda não tinha reparado ainda.

O que alias, trata-se de dona Páscoa Barbalho da Ressurreição, nascida por volta de 1785, filha de Jose da Costa Barbalho e dona Magdalena Campos. O casamento se deu em 1703.

Pelo menos eh o que esta no site de nosso amigo Lenio Luiz Richa. Jose foi filho de dona Páscoa e Pedro da Costa Ramires. Isso pode ser verificado no endereço:

http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptregos.htm

Ai temos informações interessantes, onde se mostra que as irmãs de dona Páscoa da Ressurreição: Teresa e Anna Maria casaram-se com primos.

As tres foram irmãs do capitão-mor Gonçalo da Costa Barbalho, que exerceu o cargo na Província do Espirito Santo.

Essas informações estão um pouco abaixo da metade da postagem. E no final dela temos um resumo dos primeiros Barbalho no Rio de Janeiro.

De qualquer forma repito, as conjecturas que faço foram apenas para preparar o espirito para quaisquer coisas que ficarem comprovadas através de documentação. Isso sim seria o que importa, pois, tudo o que eu disse pode tanto estar correto como errado.

E mencionei antes que precisávamos procurar os assentamentos dos casamentos dos casais: Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose; e Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Nao sei dizer onde se realizou o primeiro. Suponho que tenha sido em Conceição do Mato Dentro. E, em sendo o caso, eh suposto que estejam na Arquidiocese de Diamantina.

Interessante seria encontrar também, em caso de o Jose Vaz ter sido filho deles, o do capitão Antonio Francisco de Carvalho e Isidora Francisca da Encarnação. Eles se casaram em 30.08.1759, em Tapanhoacanga, atual Distrito de Itapanhoacanga, Município de Alvorada de Minas, cujo registro também se encontra em Diamantina.

Outros documentos, como os inventários e testamentos, se houverem, referentes a esses personagens, deverão encontrar-se no Museu General Carneiro, na Cidade do Serro, porque ali se encontram os documentos referentes `a Comarca do Serro do Frio. Era a única na região, enquanto não se criaram outras cidades por la e quando tais foram elevadas a novas comarcas.

Porem, para um ramo particular de nossa família, talvez, essas buscas poderiam ser resumidas a um único documento. Ou uma pasta completa. Tratar-se-ia do “DE GENERE ET MORIBUS” do padre Policarpo Jose Barbalho. Difícil esta localizar-se onde o DE GENERE se encontra.

Não sei dizer ao certo porque, fala nossa tradição que, ele era seminarista. Mas deixou a carreira para casar-se com a Isidora Francisca de Magalhães. Casamento que se deu em Itabira, em 30.08.1808.

Importante ai eh notar-se que ainda era tempo da Inquisição. Ou seja, era proibido estudantes serem descendentes de judeus “ou outras raças infectas” como tratavam os que não fossem cristãos. Em função disso, fazia-se uma verdadeira devassa genealógica dos seminaristas. Alguns apresentavam ate 5 gerações anteriores a eles próprios.

O padre Policarpo ficou viuvo em 1827. O filho Emigdio tornou-se padre primeiro que ele, em 1845. Segundo informações indiretas, o Policarpo ja era padre em 1851. Ou seja, para isso deve ter aproveitado o currículo e a matricula em sua juventude.

Isso faz-me crer que, devido `as circunstancias, no “DE GENERE” dele deve encontrar-se tanto informações ancestrais quanto de descendência, para a comprovação de que não havia impedimento algum para que se ordenasse.

Talvez seja esse o atalho que nos falta para tirarmos toda e qualquer duvida quanto a sermos a sequencia gerada e registrada nos livros genealógicos que procedem de Pernambuco, Rio de Janeiro e Sao Paulo, nos séculos XVI e XVII, antes de retornarmos a Portugal.

Pelo menos com sentido `a assinatura Barbalho. Outros ancestrais como Miguel Gomes Bravo, Joao do Couto Carnide, Manuel Rodrigues Coelho, Jose Coelho de Magalhães etc, chegaram de Portugal ja com o bonde andando.

 

 

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05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!!!

 

Ha pouco tempo o nosso primo Jacques Soares enviou-me o resumo do resultado de exame de DNA dele. Ali se informa que ele tem ligações genéticas com quase todo o Globo Terrestre.

Benin, Togo, Africa do Sul, Nigeria, nativo americano, Italia/Grecia, Irlanda, Escandinavia, Grão Bretanha, Peninsula Iberica, Europa Oriental, Finlandia/Russia, alem do Oriente Medio. De todos ele tem um pouco.

O que chamou-me atenção `a época foram os 32% relativos a Italia/Grécia. Como explicar tal coisa, em contrapartida, por exemplo, aos parcos 15% da Península Ibérica, a surpresa dos 15% da Irlanda e 13% da Grão Bretanha. Claro, eu ja esperava que os 17% combinados de origem africana.

Julgo que a porção italiana iria girar em torno dos 20%. E uma explicação relativamente obvia seria a de que nossa linguagem eh a “mais fina flor do Lacio” Dela nos falou Olavo Bilac na linda poesia: http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp

Obviamente, alem do latim, o portugues eh essencialmente fruto do grego.

Para tentar explicar o lado italiano, recordei-me que descendemos do Giuseppe Nicatsi da Rocha, segundo informou o professor Dermeval Jose Pimenta. Mas ai ha um problema. O Giuseppe era italo-lusitano. Portanto, era somente meio-italiano.

E nos passamos a nossos descendentes apenas metade de nossos genes. Portanto, ai fica complicado!

Dos 50% que possuía, Giuseppe passou 25% para Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela baixou 12.5% para o Jose Coelho da Rocha, que passou adiante somente 6.25% para a Eugenia Maria da Cruz.

Nossa trisavó passou 3.125% para o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho. Ele deixou de herança para a tia Vita cerca de 1.6%. O Raul Soares herdou apenas 0.8% da parte italiana do avo Giuseppe. Portanto o Jacques teve direito apenas a 0.4%.

Mas ha o outro lado. A mãe dele, Maria Helena, também foi descendente do Giuseppe. Na altura do Jose Coelho da Rocha ha a opção de descender do filho Joao Batista Coelho. Este foi o pai da tia Emigdia Honória, que foi a mãe do Cesario, pai da Maria Helena.

Nesse caso, da direito ao Jacques de herdar mais 0.4%.

Acontece que não tenho o acompanhamento das outras famílias das quais o Jacques descende. Mas sei que os Soares, Perpetuo e Coelho Lacerda fizeram estagio na mesma região entre Itabira e Conceição do Mato Dentro, especificamente Itambé do Mato Dentro, alem das duas primeiras, que os Coelho de Magalhães.

Talvez, essas 3 outras famílias tenham encontros genealógicos com o próprio Giuseppe ou com os parentes dele. Mesmo assim, isso não somaria mais que uns 2% inteiros a mais. Então, devemos supor que nossos outros ancestrais também foram italianos ou o português de um modo geral tem porcentagem elevada de sangue italiano nas veias.

Ou pelo menos, os portugueses que se dirigiram depois para o Brasil o deviam ter. Para tentar explicar isso, devemos recorrer `a Historia.

Sabemos que em 1492 o genovês Cristóvão Colombo, a soldo dos reis católicos da Espanha, tomou posse das Américas para Espanha e Portugal. Ele não a descobriu em hipótese alguma como ja sabemos atualmente. Mesmo porque, ja encontrou os indígenas como prova de que ja as haviam descoberto ha milênios atras.

O acordo das Tordesilhas somente seria assinado em 1496. Supostamente, antes de o Brasil ter sido desvendado pelo navegante europeu!

Mas, claro, se o Giuseppe não explica o lado italiano, Colombo muito menos.

Então havemos que retroceder um pouco mais na Historia. Antes que Portugal e Espanha entrassem no capitulo das Grandes Navegações, o comercio entre o Oriente e o Ocidente era dominado, na Europa, pelos venezianos.

Ai eh que esta, como diz a lenda dos marinheiros, em cada porto uma paixão. Entre uma viagem e outra os venezianos devem ter descansado em Portugal.

Mas logo em seguida, com a transferencia do centro econômico para Madrid e Lisboa, os capitalistas italianos também se moveram para la.

Outro detalhe importante eh sabermos que as famílias reais casavam entre si. Então, todas as famílias reais europeias tem uma mistura do sangue italiano. No caso especifico de Portugal, ha o casamento do primeiro rei, D. Afonso Henriques, com uma italiana, que foi a Mahaut (Mafalda) de Sabóia, a família real italiana.

O fato eh que, para se ter uma quantidade de 20% de sangue italiano por essa via esses encontros ainda são poucos. A menos que fossemos descendentes recentes das realezas europeias. O que não somos, mas sim das famílias reais, em doses diluídas.

Ha que voltar-se um pouco mais na Historia. Sabemos que a Península Ibérica foi dominada em ordem inversa pelos muçulmanos, godos/alanos e romanos. Talvez, aqui esteja a fonte.

Portugal resistiu muito. Roma entrou na antiga Hispania entre 218 a 200 a.C. Ja os povos lusitani, um tanto quanto ferozes, resistiram ate 19. Ai se destaca Viriato (140 a.C.), o herói portugues da resistência, que acabou sendo morto a traição.

O governo romano, porem, durou por apenas 4 séculos. Isso porque os godos e alanos invadiram a Península a partir de 411. Mesmo assim, a o segredo da Historia pode estar ai.

Com a invasão da Península, os romanos fundaram a cidade de Leon. Durante a Historia ali se estabeleceram a VI Legião Victrix e a VII Legião Gemina das forças expedicionárias romanas. Embora o exercito romano era multiétnico, com certeza uma parcela dele era formada por italianos de origem, principalmente o comando.

E o que corrobora com a ideia foi inclusive o nascimento do Imperador Romano Trajano ter se dado na Peninsula Iberica. Ele poderia ter sido estrangeiro com cidadania romana. Mas relata-se que pelo menos o pai era soldado italiano.

O que se infere ate ai seria que teria se formado uma elite de origem romano-italiana que por quaisquer motivos multiplicou-se sem se misturar muito. Essa porção da população relativamente pura se manteve no poder, como co-dominante pelo menos, sendo que dessa população teríamos herdado os nossos genes italianos.

Ha que nos lembrarmos que isso deverá ser quase uma verdade absoluta e não apenas uma hipótese, pois, 25% de ascendência eh o equivalente a se ter um dos 4 avos italiano.

Sabemos que não o temos, e que nossa ascendência italiana conhecida eh esporádica. Portanto, para chegar `a faixa de 20% em nosso sangue haverá que existir essa porcentagem num âmbito inteiro da nossa população ancestral.

Nos sabemos que Leon posteriormente tornou-se a capital que dominou a Peninsula antes de o territorio repartir-se em reinos. Mas as elites continuaram sendo as mesmas.

Por fim, vejam o que o nosso primo Luis Antonio Barbalho Silva, filho da Roxane, filha do dr. Helio, filho do tio Onesimo, filho também do bisavô Marçal, enviou. Não sei copiar mas ele enviou-me uma foto de uma lapide no Vaticano. Indica-se que Scipionis Barbati esta ali enterrado.

Na verdade, o nome completo do patriarca da família seria Lucius Cornelius Scipio Barbatus. (plural Barbati). Familia nobre italiana que ate atualmente usa a grafia plural do sobrenome.

Nessa outra postagem, pode-se ver o histórico da nobre Famiglia Barbati:

http://www.heraldrysinstitute.com/cognomi/Barbati/Italia/idc/801380

Abram e observem também, quem conhece, como os escudos de família se parecem muito.

Quem desejar ouvir a Historia do domínio romano da Etruria, fato que deu mesmo origem ao Império na Italia, pode acessar o video/audio:

Da Historia, devemos recordar também que a Família Barbalho estava ligada a produção do açúcar de cana desde quando entrou no Brasil. Antes disso, deve ter trabalhado com o mesmo produto na Ilha da Madeira.

Se não, eh provável que fosse família com experiência semelhante, porem, procedendo dos antigos domínios muçulmanos, que incluíam a Sicilia. Na ilha os muçulmanos introduziram a cana-de-açúcar, que haviam importado da India, e a usavam como fonte de lucro para manter seu império.

Havemos que nos lembrar ainda que a Borgonha chegou a ser chamada de Reino das duas Sicilias. A própria Sicilia fez parte de seu reinado. E o Henri da Borgonha, pai do Afonso Henriques, procedia da Borgonha. E isso praticamente garante que tivesse ancestrais italianos.

Infelizmente não encontrei ainda algo que de-me alguma certeza a respeito da origem do sobrenome Barbalho. Mas pode ser que tenhamos mais de 2.000 anos de Historia para contar.

Coincidentemente, não muito tempo depois da tomada da Etruria deu-se também a tomada de Cartago e, na sequencia, inicia-se a conquista da Península Ibérica, o que pode ter associado por essa via o sangue italiano `as elites locais e deles terá chegado ate a nos.

Existe um compendio de genealogia das familias nobres denominado: “PEDATURA LUSITANA (NOBILIARIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL)”. Um pouco dele pode ser lido via Google Livros. Porem ali tem apenas alguns volumes.

O livro organizado por Cristóvão Alão de Morais, foi publicado em 1673. No Tomo Quarto, Volume Primeiro, estão no índice as famílias Barbalho e Bezerra. Porem, ambas deverão encontrar-se em outro volume que não pode ser lido.

A coletânea naturalmente esta arquivada na Torre do Tombo, `a Alameda Universidade, 1649-010, em Lisboa. Mas ha que fazer-se uma viagem e tanto para ir-se la. So mesmo para verificar mais que isso.

Estou informado, porem, que o pesquisador Marcelo Meira Bogaciovas esteve la e xerocou a coleção. Contudo a copia esta arquivada na biblioteca do Mosteiro de Sao Bento. A qual estava fechada para as festas de final de semana e iria reabrir em fevereiro.

Ele enviou-nos o telefone: (11) 3328-8799. Talvez possamos conseguir dar um passinho `a frente e desvendar se o nosso Barbalho tem ou não algo a ver com o Barbatus e o Barbati italiano.

Pelo jeito, para ainda estar em nosso sangue tanta porcentagem greco-romana somente mesmo se tivermos mais que alguns ancestrais distantes. Será preciso que sejamos o produto de uma boa concentração azurra em nosso sangue. E que viva a Italia.

 

 

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A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL

janeiro 17, 2013

CONTEUDO DESTE BLOG – ALL CONTENTS

0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/

 

Esta eh uma pequena discussao motivada por comentarios anteriores que eu havia feito no Forum do site geneall.net. Aqui pretendo esclarecer melhor os meandros genealogicos em que as assinaturas Furtado de Mendonca e Barbalho Bezerra estao envolvidas com o casamento de d. Maria Furtado de Mendonca e o heroi brasileiro, mestre-de-campo Luis Barbalho Bezerra. Facam, pois, boa leitura.

A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL (Publicado no endereco: http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=320963)

Meus prezados,

repassei anteriormente informacoes imprecisas a respeito do ramo Furtado de Mendonca/Barbalho Bezerra do qual sou descendente. O problema eh encontrar-se muitas informacoes em multiplas fontes literarias que nem sempre sao verdadeiras. Porei uma sequencia genealogica abaixo para sanar alguns fatos. Segue entao:

1494 Antonio Martins Bezerra – Maria Martins Bezerra
1524 Antonio Bezerra Felpa de Barbuda – Maria Araujo
1554 Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda – Camila Barbalho
1584 Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca
1616 Jeronimo Barbalho Bezerra – Isabel Pedroso
1650 Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramiro
1680 Maria da Costa Barbalho – Manoel Aguiar
1702 Manoel Vaz Barbalho – 1716 Josepha Pimenta de Souza
1738 Isidora Maria da Encarnacao – Antonio Francisco Carvalho

Algumas datas aqui sao hipoteticas, apenas para dar-se uma sequencia logica ao texto. Sao as tres primeiras e as de 1680 e 1702. Elas se baseiam em fatos historicos registrados na familia.

A reconstrucao dessa sequencia genealogica tornou-se possivel gracas a diversas fontes literarias diferentes. Mas, basicamente, poderao confirma-la comecando-se por: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf. Essa tese do professor Antonio Filipe: “Entre a Sombra e o Sol, A Revolta da Cachaca, A Freguesia de Sao Goncalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense (Rio de Janeiro, 1640-1667)”, nos fornece alguns dados, entre os quais, exclui a geracao 1524 Antonio Bezerra Felpa de Barbuda – Maria Araujo. Os dados genealogicos se encontram entre as paginas 187 a 194, no capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho.”

Porem, acredito que ela exista e por ser indicada no endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios. Trata-se de um trabalho postado no site da editora Usina de Letras, de autoria de Pedro Wilson Carrano Albuquerque. O trabalho tem o titulo de “Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda”, o conhecido compositor brasileiro Chico Buarque. O Chico descende de Brasia Monteiro, irma do Luis Barbalho Bezerra.

No trabalho do Pedro Wilson a geracao 1524 aparece na decima segunda geracao de ascendentes, sob as numeracoes: 9692 e 9693. Nas numeracoes 9694 e 9695 podemos ver os nomes: Bras Barbalho Feio (Feyo) e Maria Guardes, que sao os pais da Camila Barbalho. Ha mencoes em outras literaturas ao nome dela ter sido Catarina Tavares de Guardes. Talvez tenha sido Maria Catarina. Ela era filha de Francisco Carvalho de Andrade, sob o numero 19.391 e de sua esposa Maria Tavares de Guardes, numero 19.392.

Estas primeiras familias foram levadas para Pernambuco por seu primeiro donatario: Duarte Coelho Pereira a partir de 1532. Foram pessoas que receberam a distincao de fidalguia. Francisco Carvalho de Andrade era armeiro real. E tambem foi sogro de Joao Paes Velho Barreto, casado com Ines Tavares de Guardes, que se tornou o senhor de engenho com o maior numero de instalacoes em seu poder.

Bras Barbalho foi senhor do Engenho Barbalho, no Cabo de Santo Agostinho, e do de Sao Paulo, na Varzea do Capiberibe. Isso pode ser verificado nos enderecos: http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html & http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra-s.html. Estes trazem uma relacao de Engenhos de Pernambuco e na descricao fornecem alguns dados genealogicos importantes. O Engenho Barbalho esta descrito no primeiro endereco e o de Sao Paulo no segundo.

Importante eh salientar que a genealogia explorada pelo autor Antonio Filipe Pereira Caetano esta descrita na bibliografia citada por ele: “Carlos G. Rheingantz. Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Seculos XVI e XVII), Rio de Janeiro: Livraria Editora Brasileira, Volume 1, 1965, p. 188.188”; “Bernardino Jose Souza “Luis Barbalho” In: Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro. Rio de Janeiro: Instituto Historico e Geografico Brasileiro, Volume 13, 1964″ & “Afonso Henriques da Cunha Bueno & Carlos Eduardo de Almeida Barata. Dicionario das Familias Brasileiras. Sao Paulo: Iberoamerica, Volume 1, 2000, p. 368 (Barbalho Bezerra)”. Antonio Filipe eh um dos que menciona o nome Catarina Tavares de Guardes como o da mae de Camila Barbalho, na tese dele.

Aqui nos temos um entroncamento de informacoes. Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra sao mencionados em outro trabalho que esta no endereco: http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html. No final do trabalho, pagina 11, mostra-se a sequencia genealogica resumida de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Brasia Monteiro, filha do casal: Pantaleao Monteiro e Brasia Araujo. Domingos, tambem era filho de Antonio e Maria Martins Bezerra. A genealogia foi preservada nas notas do livro “Genealogia Pernambucana” do frei Jaboatao. O autor preservou o conteudo de uma carta de fidalguia passada a um descendente do Domingos.

Domingos e Antonio, entao, foram irmaos e tambem concunhados, pois, Maria Araujo, esposa do segundo, era filha do mesmo Pantaleao Monteiro, que foi senhor do Engenho de Sao Pantaleao, e mais tarde passou a ser conhecido como Engenho Monteiro. O Engenho Monteiro esta descrito nas notas do Engenhos de Pernambuco, porem, ali nao consta ter pertencido a Pantaleao. Esta na pagina reservada `as letras M, N, O.

Nao temos data para o nascimento de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, porem, a data para o Domingos foi dita ser 1526. Este nasceu em Viana da Foz do Lima. E eu presumo que o Antonio tenha sido mais velho, porque teria nascido em Ponte de Lima. Como Ponte de Lima esta um pouco afastada da costa e o inicio dos anos de 1500 foram mais prosperos para Viana, por causa do porto que passou a comercializar com o mundo inteiro ja no inicio das Grandes Descobrimentos, penso que a familia mudou-se primeiro para la, onde o Domingos nasceu, seguindo depois para Pernambuco.

E aqui passamos ao ramo Furtado de Mendonca/Barbalho Bezerra que se formou com o casamento entre Luis Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonca. O autor Antonio Filipe menciona apenas que ela foi: “filha de um dos descendentes das mais ilustres familias fluminenses, os Furtado de Mendonca.” Presume-se, entao, que a bibliografia consultada por ele traga algo mais a respeito da familia Furtado de Mendonca, especificamente, ao ramo do qual d. Maria pertencia.

Contudo penso ser engano a informacao de que d. Maria Furtado de Mendenca tenha origem carioca. Isso porque, ate o momento, tenho como data de nascimento para ela o ano de 1595. O que obriga o pai dela ter nascido 20 anos, ou mais, anteriores a ela. O que nos da a data minima de 1575. Exatamente 10 anos apos `a fundacao da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro, por Estacio de Sa. Salvando-se mais uns 3 anos de luta para a conquista das terras aos franceses e tamoios, teriamos 7 anos, o que praticamente impede que o pai de Maria Furtado de Mendonca tenha nascido ali.

Fiz algumas pesquisas em torno da vida de Heitor Furtado de Mendonca, pois julguei poder ter sido um aparentado. Ele foi o primeiro visitador da Inquisicao em territorio brasileiro e passou por Pernambuco em 1595, onde o Domingos Bezerra Felpa de Barbuda foi interrogado. Vejam no link familybezerrainternational acima. Entre outros detalhes, tambem tentei encontrar informacoes a respeito dos sobrenomes Furtado e Mendonca.

No endereco:http://www.piracuruca.com/sobrenome_texto.asp?codigo=286, ha uma explicacao para o surgimento do sobrenome Hurtado (Furtado). Conta-se que surgiu com D. Fernao Peres de Lara, “o Hurtado”. O apelido teria sido dado pela rainha Urraca de Castela, esposa de Raimundo da Borgonha, porem, que manteve um caso amoroso com D. Pedro Goncalves de Lara. Assim, o sobrenome Hurtado na Espanha, traduzido para Furtado em Portugal, se propagou. Contudo ha que se fazer a reserva de que: da mesma forma que D. Fernao Peres de Lara nasceu, outros tambem nasceram e nao se pode garantir que todos sejam Furtado da mesma origem. Algum outro podera ter “roubado” a ideia de colocar o sobrenome Furtado.

A rainha de Leao e Castela, D. Urraca, era meio-irma da Condessa Teresa de Portugal. Ambas eram filhas do rei Alfonso VI, e netas de Fernando I, o Magno, rei de Leao e Castela e de sua esposa oficial: Sancha, infanta herdeira de Leao. Ja os maridos delas, respectivamente, Raimundo e Henri de Borgonha eram primos. Como os Barbalho Bezerra descendem de Teresa e Henri, o mais provavel eh que nos descendamos tambem da Urraca e Pedro Goncalves de Lara. Os Lara sao outra familia dominante espanhola.

No endereco:http://ajaneladobraz.blogspot.com/2011/02/origem-da-familia-mendonca.html temos um resuminho da origem do sobrenome Mendonca ou Mendoca, cuja origem esta no senhorio da cidade de Mendoza, na Provincia da Biscaia. Eles teriam passado a Portugal por primeiro na epoca do rei D. Afonso III, que foi o responsavel pela reconquista das ultimas partes de Portugal aos mouros, aproximadamente em 1250.

Ja, segundo o que encontrei em minhas investigacoes a respeito de Heitor Furtado de Mendonca, estas familias estavam presentes no Algarves, de onde tambem se passaram para Lisboa. Elas estavam ligadas aos Arraes que, por coincidencia ou nao, eh sobrenome presente tambem em Pernambuco. Cite-se inclusive o nome da figura historica brasileira recente e ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes.

Em funcao destes dados, penso que os Furtado de Mendonca ingressaram por primeiro no Brasil em Pernambuco. E ha a possibilidade de a familia, por estar associada por lacos matrimoniais com os Barbalho Bezerra, poder ter acompanhado o governador Luis Barbalho Bezerra quando este foi nomeado para exercer o posto em 1643. Luis Barbalho foi governador em 1643 e 1644, nao concluindo o mandato de 3 anos porque faleceu no cargo. Se esta explicacao for verdadeira, os Furtado de Mendonca do Rio eh que seriam filhos de ilustre familia Pernambucana em primeiro lugar. E o mais provavel eh que os ilustres Furtado de Mendonca do Rio de Janeiro tenham origem em Aires Furtado de Mendonca, e nao o contrario.

O Catalogo Genealogico, dos Estatutos do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, cita outros Furtado de Mendonca na Bahia, porem, sem definir alguma relacao parental entre estes e o Furtado de Mendonca de d. Maria.

No site do http://www.googlelivros.com.br temos acesso `a leitura dos Estatutos do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, parte 1- Catalogo Genealogico, editado em 1889, que nos traz dados a respeito das familias: Negreiros de Sergipe do Conde (a partir da pagina 308, e trata-se da atual municipalidade de Sao Francisco do Conde, mais conhecida por sua producao de petroleo, no Reconcavo Baiano), Os Barbalhos (p. 310) e os Ferreiras e Souzas (313). Ja na pagina 310 temos: “Cazou com D. Maria Furtado de Mendonca, filha de Aires Furtado de Mendonca e de sua mulher Cecilia de Andrade Carneiro e teve filhos:”

O interessante aqui eh que na lista constam 6 filhos: Agostinho, Guilherme, Fernao, Antonia, Cosma e Francisco Monteiro. A lista citada pelo pesquisador Antonio Filipe tambem contem 6, porem, seriam eles: Antonio, Guilherme, Francisco Monteiro, Cecilia, Jeronimo e Agostinho. Presumo que a primeira lista tenha sido retirada de documentos presentes no Estado da Bahia e de conhecimentos gerais, ja a segunda vem de documentos encontrados no Rio de Janeiro. Isso porque a familia foi composta de 9 filhos e filhas.

Embora, extra-documentos, foi dito que houve uma filha de Luis Barbalho com o nome de Celia Carreiro, nao citada em nenhuma das duas listas. Pode ser que o pai seja outro Luis Barbalho.

A verdade eh que se registra: 1. Antonio Barbalho Bezerra. Dito ser o mais novo, deve ter sido o mais velho dos filhos por haver a mencao de que teria sido casado, em 1633, com Joana Gomes da Silveira. “Neta do ilustre Duarte Gomes da Silveira, fundador do morgado de Sao Salvador do Mundo.” (da Paraiba). Duarte Gomes foi um dos conquistadores da Paraiba, e existem mencoes de que teria sido o pai de Joana Gomes e nao avo. Ela seria filha fora do casamento porque o unico filho de sua esposa teria falecido sem filhos quando da Invasao Holandesa.

Antonio Barbalho Bezerra tornou-se o segundo senhor do Morgado de Sao Salvador da Paraiba. E sua descendencia acabou ficando registrada no processo de inquisicao sofrido por sua neta: Mariana Pascoa Bezerra, arquivado no Arquivo Nacional Torre do Tombo. O processo esta resumido na pagina da internet que se segue:http://utinga.wordpress.com/2010/09/21/marianna-paschoa-bezerra-o-santo-oficio-e-os-rocha-bezerra/.

2. Fernando (Fernao) Barbalho Bezerra. Nos Estatutos consta que serviu ao infante D. Pedro (reino de Afonso VI, de Portugal) e que faleceu “Vedor da India”. Vedor era um cargo semelhante a ministro das financas e nao se trata de toda a India mas da provincia portuguesa de Goa. Informa-se tambem que foi capitao do Forte de Nossa Senhora do Populo, cargo que exerceu ate 1667, quando o passou a seu irmao, Francisco Monteiro. Nao ha registro de descendencia dele.

3. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra. Parece ter sido o filho mais novo. Aos 8 anos de idade ja assentou praca de soldado, em companhia de seu irmao Agostinho e sob as ordens de D. Felipe de Moura. Tinha um salario de 6 cruzados por mes. Foi instalado como capitao do Forte de Sao Marcelo (o mesmo com o nome de Nossa Senhora do Populo) em 17 de marco de 1667, onde serviu ate 1704.

4. Guilherme Barbalho Bezerra. Fidalgo da casa real, como seus irmaos, coronel respeitado na Bahia, foi tambem cavaleiro da Ordem de Cristo. Casou-se com d. Anna de Negreiros, filha de Domingos de Negreiros e sua esposa Maria Pereira, esta, filha de Martim Lopes Soeiro e Anna Pereira. Gracas aos seus servicos, prestados na luta contra os holandeses, requereu e conseguiu do rei D. Afonso VI o cargo de alcaide-mor da historica Sao Cristovao, antiga capital do Sergipe.

Guilherme e d. Anna tiveram dois filhos: Mariana Barbalho que se casou com Manoel Alves da Silva e nao tiveram filhos. O filho Domingos Barbalho Bezerra herdou as comendas e a alcaideria de seu pai, viveu na Patativa e ficou solteiro. Nao ha mencao de filhos.

5. Antonia Barbalho Bezerra. Casou-se com Antonio Ferreira de Souza, filho de Euzebio Francisco e de D. Catarina de Souza. Casaram-se em 11 de setembro de 1642, sendo ministro e padrinho o bispo D. Pedro da Silva e padrinhos o mestre de campo Luis Barbalho Bezerra e o governador Lourenco Correa de Brito. Casaram-se na Igreja de Sao Bento, na Bahia.

D. Antonia e Antonio foram pais de, entre outros, D. Ines Teresa Barbalho Bezerra (Ines Barbalho), que se casou com o coronel Egas Moniz Barreto e se tornaram ancestrais de diversas casas nobres do Imperio Brasileiro, entre as quais estao: baronato de Itapororoca, baronato de Rio das Contas, baronato de Alenquer e baronato de Sao Francisco, a partir do casamento do terceiro barao no caso dessa ultima casa.

6. Cosma Barbalho Bezerra. Casou-se com Francisco de Negreiros Sueiro, irmao de sua cunhada, Anna de Negreiros. Deixaram extensa descendencia cujas primeiras geracoes sao relatadas no catalogo genealogico dos Estatutos.

7. Cecilia Barbalho Bezerra. Mais conhecida apenas como Cecilia Barbalho. Em sua propria biografia, que esta escrita no “Pantheon Fluminense: Esbocos Biographicos” de Presalindo de Lery Santos, ha o engano de atribuir-lhe ser a esposa do Agostinho Barbalho Bezerra, seu irmao. O mesmo erro eh cometido pelos autores pernambucanos da biografia de Agostinho, que a renomeiam de Cecilia Barbosa e a dao por carioca.

A duvida quanto a ela ser filha, parente proxima, ou nora de mestre de campo Luis Barbalho Bezerra foi divulgada em diversas literaturas. O diagnostico definitivo e mais logico esta no trabalho do professor Antonio Filipe, onde ela aparece com o marido capitao (coronel posteriormente) Antonio Barbosa Calheiros. Tiveram os filhos Antonio e Isabel. Embora as mencoes a ela afirmem que internou-se no abrigo, por ela propria construido, ao lado da Capela de Nossa Senhora da Ajuda, com duas filhas e outras mocas da sociedade carioca.

Ela tem uma grande importancia historica no Rio de Janeiro como a idealizadora e fundadora do primeiro convento feminino, que foi o de Nossa Senhora da Conceicao, localizado na antiga Rua da Ajuda. O convento acabou ficando conhecido como Nossa Senhora da Ajuda. Na verdade ela abracou a ideia e levantou um abrigo transformado no convento nos anos de 1750.

Creio que donas Antonia, Cosma e Cecilia sejam as unicas tres filhas de d. Maria Furtado de Mendonca. Isso porque podemos verificar no endereco na internet: http://historiapostal.blogspot.com/2008/02/o-ofcio-de-correio-mor-de-mar-e-terra.html, que entre muitas alegacoes, Agostinho teria usado o argumento: “e ele Agostinho Barbalho, com o encargo de três irmãs e uma mãe que está obrigado a amparar.” Estas sao as ultimas palavras no 12o. paragrafo. O trabalho de Luiz Guilherme Machado tem o titulo de: “O Oficio de Correio-Mor de Mar e Terra do Estado do Brasil.” Faz-se essa observacao para salientar a ausencia de Celia Carreiro como filha.

Indico a leitura completa do artigo para que obtenham mais informacoes biograficas dos personagens Luis e Agostinho Barbalho Bezerra.

8. Agostinho Barbalho Bezerra. Segundo seus biografos foi o filho que mais se parecia com o pai, nas virtudes. Foi um homem e militar de tantas acoes que terei que resumir ao minimo. Combateu os holandeses desde os primeiros anos da invasao em Pernambuco, 1630, ate `a expulsao, 1654. Salve-se dois anos que permaneceu preso por eles. Foi lobo do mar, combateu a pirataria que gracava nas costas brasileiras. Participou dos combates que houveram para assegurar-se a independencia da coroa portuguesa, destacando-se ai os que se deram na praca de Elvas. Estando em pelo menos duas datas diferentes em Portugal para a expulsao do espanhol invasor, arcou com as despesas dos agregados, cavalos e escravos, sem nada cobrar ao monarca. Alias, exemplo este dado por seu pai, durante a luta contra os invasores holandeses no Brasil.

No plano politico foi nomeado governador do Rio de Janeiro durante a crise que se deu durante a “Revolta da Cachaca”. Mostrou-se habilidoso como gestor e ao mesmo tempo sendo fiel `a coroa portuguesa. Acabou sendo destituido pelos revoltosos que desconfiaram que estivesse tramando para o retorno do destituido governador, Salvador Correia de Sa e Benevides.

Casou-se com d. Brites ou Beatriz de Lemos, filha de Joao Alvares Pereira e Isabel de Montarroios. Joao Alvares foi genro de um dos primeiros moradores do Rio de Janeiro e ele proprio fundou a Fazenda de Sao Mateus, que mais tarde daria inicio a diversos municipios da Baixada Fluminense, particularmente Nilopolis. No livro: Memorial Nilopolitano, Tomo I, existe o engano de identificar o Agostinho como sendo filho do Jeronimo. Isso fez-me perder um tempo longo imaginando as muitas possibilidades que isso resultaria.

Agostinho obteve a doacao perpetua da Ilha de Santa Catarina, no Estado de Santa Catarina, para si e sua descendencia. Nos mesmos termos das Capitanias Hereditarias. Isso se deu em 1662 e nessa epoca ele tambem foi nomeado para o cargo de “cacador das esmeraldas” no Brasil. Na verdade seria: pesquisador de minas de metais e pedras preciosas. Acabou falecendo de febre desconhecida numa Entrada que liderou ao Rio Doce, `a altura do Estado do Espirito Santo. A morte se deu em 1667 e isso o impediu de tornar efetiva a doacao que recebera.

Nao eh exagero dizer-se que o Brasil permaneceu como colonia portuguesa, assim unido sob uma unica bandeira, gracas `as batalhas travadas por Luis, Agostinho, seus parentes e outras familias ja instaladas na epoca no Brasil. Sem o sacrificio deles, o mais provavel eh que hoje o Brasil seria um retalho de dominios europeus, incluindo Portugal, Espanha, Belgica, Franca, Holanda e ate Inglaterra. E assim tendo o territorio dividido em diversas nacionalidades diferentes, nao apenas brasileira como atualmente eh.

Juntando-se as biografias das pessoas acima citadas e outras que virao, imagino ate que se alguma empresa de televisao ou cinema se interessasse por fazer um seriado documentario-novelesco ao estilo do seriado “Roots” (Raizes), realizado pela industria americana nos anos de 1970, teria em maos um material com a possibilidade de se tornar inclusive de maior sucesso que seu exemplo. Omiti-me inclusive de detalhar a vida de Luis Barbalho Bezerra, para nao alongar demais essa narrativa, que porem, tem um conteudo de saga maravilhoso.

Uma diferenca fundamental em relacao ao documentario Raizes eh que aquela narrativa se restringe a um nucleo familiar. Ja a narrativa destas personalidades historicas envolve uma consideravel porcentagem da populacao brasileira, por ela ser diretamente descendente delas. Na sequencia devo mostrar como isso se torna possivel.

Com certeza, se uma serie de filmagem como essa for produzida, os sites de genealogia no Brasil e no restante do mundo, gracas `a heranca portuguesa e iberica espalhada neste, terao grande dificuldade de atender aos novos fregueses, interessados em iniciar suas Arvores Genealogicas.

Ha que se mencionar aqui o detalhe de alguns levantarem a hipotese de que os Barbalho nao fossem tao catolicos quanto o restante a populacao de descendencia portuguesa. E realmente ha um indicio disso presente na lista de nomes dos filhos dele.

Os catolicos mais apegados, quando tinham familias maiores, davam nomes a seus filhos com a preferencia por: Anna, Maria, Joaquim, Jose e Manoel. Este seria o nucleo mais intimo de Jesus que sao, respectivamente, avo, mae, avo, pai e Jesus (a expressao Emanuel tem o significado de “Deus conosco”, atribuido `a pessoa de Jesus).

Em seguida viriam os nomes dos Apostolos, como Joao e Bartolomeu; nomes de personalidades biblicas como David e Salomao e os santos do dia. Contudo, a lista de nomes dos filhos de Luis Barbalho, primeiramente, ignora o nucleo intimo. Em seguida tem mencoes outras que nao a tradicao catolica.

A principal motivacao para as denominacoes eh a hereditariedade. Parece que Luis Barbalho fez questao de fazer sua descendencia lembrar-se dos ancestrais. Assim, os nomes: Antonia, Antonio e Guilherme lembram, inversamente, pai, avo e bisavo dele proprio. Alguns autores tem que o nome do pai do Luis seria tambem Antonio e nao Guilherme, contudo, parece que ele proprio deixou a verdade escrita na descendencia.

O nome Cecilia esta relacionado `a sogra dele. Francisco Monteiro faria homenagem tanto ao bisavo Francisco Carvalho de Andrade quanto a Pantaleao Monteiro. Embora Francisco tenha outro significado importante na vida dele, e este, indiretamente relacionado com o santo.

Durante a luta contra os holandeses, brasileiros, portugueses e espanhois embarcaram numa esquadra com a pretensao de retomar Pernambuco. Porem a esquadra nao teve sucesso, ficando quase `a deriva. Margeando as costas do Rio Grande do Norte, avistaram uma ameaca de tempestade. Ai perceberam que o mais seguro seria desembarcar a soldadesca, no Porto de Touro, para que os navios fossem para o alto mar, numa tentativa de evitar que o mar bravio os lancasse contra as pedras e os afundasse.

Luis Barbalho Bezerra se viu `a frente de 1.000 homens, sem mantimentos e cercado de inimigos. Usando taticas de guerrilha, enfrentou os holandeses e arriscou a sofrer ataques dos indios nas matas. Em combates heroicos venceu e aprisionou alguns holandeses. Usou a tatica de “terra arrasada”, ou seja, atacou e queimou as propriedades de todos os que se passaram para o lado dos holandeses, tomando-lhes os mantimentos.

Apos muitas leguas de desespero, chegou `as margens do Rio Sao Francisco com seus homens, prisioneiros e familias que quizeram acompanha-lo. Atras vinha uma forca bem mais forte que a dele. Mas a comitiva conseguiu atravessar o Rio Sao Francisco antes do confronto e os holandeses perceberam que seria arriscado demais continuar a perseguicao em territorio baiano. Por isso, eh provavel que ali Luis Barbalho Bezerra tenha concluido que nascera uma segunda vez, pois, se o capturassem a morte seria certa.

Outro fato que engrandece a biografia dele eh que, instalando-se na Bahia construiu o Forte de Nossa Senhora da Conceicao. Este foi uma grande ajuda para repelir a tentativa de invasao `a Bahia que o conde Mauricio de Nassau planejou logo em seguida. O forte acabou sendo apelidado de Forte do Barbalho e futuramente serviu de nome de bairro na Cidade de Salvador.

Mesmo o nome Agostinho pode nao ter relacao direta com o santo. O nome pode ter sido dado porque o engenho da familia, Engenho Barbalho, ficava no Cabo de Santo Agostinho. O nome Fernando, ou Fernao, parece ter origem mais na homenagem a algum rei da epoca. Contudo, nao se descarta a possibilidade de ser algum ancestral de d. Maria Furtado de Mendonca.

O unico nome que tem evocao clara ao santo eh o de d. Cosma. Possivelmente ela nasceu no dia dos santos Cosme e Damiao. Ja o de Jeronimo se confunde com o nome do santo, porem, ha que se lembrar que Jeronimo de Albuquerque, irmao de d. Brites de Albuquerque, a esposa de Duarte Coelho Pereira, fora de fato o mandatario da Capitania de Pernambuco. Ele deve ter sido uma referencia para as geracoes da epoca. E eh conhecido como o “Adao de Pernambuco” por ter se tornado pai de mais de 30 filhos e filhas.

9. Jeronimo Barbalho Bezerra. Deixei-o por ultimo nao sem razao. Talvez tenha sido o mais obscuro dos filhos do casal Luis Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca. Ele nao eh mencionado nos relatorios que se encontram na internet a respeito da luta para a expulsao dos holandeses no Brasil. Embora haja a mencao de que fora heroi em tal luta.

Torna-se conhecido apos parte da familia mudar-se para o Rio de Janeiro. Como seu irmao Agostinho, tornou-se dono de engenho de cana de acucar no atual municipio de Sao Goncalo. A fazenda dele ficava na Ponta do Bravo e nela se deram as reunioes para o planejamento do que consumou-se com o apelido de “A Revolta da Cachaca”. Essa comecou em 1660 e findou cinco meses depois em 1661.

Era o lider principal, com outros mais de 120 produtores de acucar e cachaca da Vila de Niteroi. Isso, no tempo em que Sao Goncalo do Amarante ainda era uma das Freguesias desta Vila. Logo apos a deposicao de Agostinho, irmao dele, foi eleito governador em seu lugar por seus camaradas. Adotou medidas tipicas de defesa dos interesses dos fazendeiros, inclusive a perseguicao aos jesuitas que defendiam o direito dos indigenas de nao serem escravizados.

Talvez essa atitude tambem tenha nascido de algum rancor que tivesse contra o clero, pois, o pai dele houvera sido envolvido em uma trama ainda na Bahia, onde o governador geral do Brasil foi deposto e aquele fez parte do governo provisorio que o substituiu. Logo em seguida Luis Barbalho foi preso e enviado a Lisboa para responder por conspiracao. Sendo entao o caso esclarecido que o mensageiro da ordem real, um padre, havia adulterado o documento, incluindo a deposicao do governador.

Enquanto os revoltosos esperavam uma resposta da coroa portuguesa, os quais tinham o objetivo tao somente de livrar-se do excesso de carga tributaria e do nepotismo instituido pelo longevo governador Salvador Correia de Sa e Benevides e de sua familia e agregados, Salvador Correia organizou um contragolpe e deteve os revoltosos. Em julgamento sumario mandou executar Jeronimo que foi enforcado, esquartejado e teve o corpo exposto em publico.

Os outros revoltosos, inclusive Agostinho que fora obrigado a participar do projeto por causa da grande veneracao que o povo tinha por ele, sofreram julgamentos. Enviado Agostinho a Portugal, foi absolvido.

Salvador Correia de Sa tornou-se reu das acusacoes que os revoltosos lhe tinham feito como: roubar o erario publico, obrigar os fazendeiros a emprestar-lhes gratuitamente a mao de obra escrava, delapidar as florestas nativas de fazenda alheias para construcao de um navio proprio, roubar, assassinar, impor monopolios, bancar jogatinas que tomavam o dinheiro de muitos, alem de executar um dos herois da expulsao dos holandeses.

Correia de Sa nao apenas foi condenado como o objetivo de que sua familia nao mais exercesse cargos de sua magestade no Brasil foi alcancado pelos revoltosos. Assim, a grande vitima da “Revolta da Cachaca” foi mesmo seu lider, Jeronimo Barbalho Bezerra e sua familia ainda muito jovem.

Os dados genealogicos da linhagem exposta acima, a partir de Jeronimo, foram por primeiro levantados pelo genealogista, professor Demerval Jose Pimenta, em seu livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. O livro ja nos era de interesse por tratar da genealogia Borges Monteiro e Pereira do Amaral, familias que se tornaram numerosas e que tiveram grande participacao no povoamento do Centro-Nordeste de Minas Gerais, a partir dos dominios da antiga Vila do Principe, atual Serro.

A bisavo do professor Demerval, Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro) e a avo: Ermelinda Querubina Pereira do Amaral foram tias-avos de Maria Marcolina Coelho, bisavo materna, e de Joao Rodrigues Coelho, bisavo paterno na familia de meus pais. O que nao imaginavamos eh que tinhamos com ele um terceiro vinculo, o Barbalho. O ramo Borges Monteiro eh oriundo da Municipalidade de Seia, no Distrito de Guarda. E o Pereira do Amaral da Ilha de Sao Miguel, nos Acores.

O professor Demerval publicou o livro dele em 1965 e talvez nao tenha tido o prazer de saber quem eram os ancestrais de Luis Barbalho nem de sua esposa, Maria Furtado de Mendonca, a qual nem sequer cita no livro por, provavelmente, nao o saber. Tambem pensou que d. Paschoa Barbalho fosse neta e nao filha do Jeronimo. O trabalho do professor Antonio Filipe corrige o engano dele e ainda fornece maiores dados da familia.

Jeronimo Barbalho Bezerra casou-se com Isabel Pedroso, filha de Joao do Couto Carnide e Cordula Gomes. O primeiro casal teve 6 filhos: Jeronimo, nascido em 1645; Felipe, 1647; Paschoa, 1650; Luis, 1651 (falecido crianca), Micaela, 1653 e Luis, 1660.

Alem de Paschoa, pode-se encontrar na internet informacoes de casamento e descendencia apenas de Michaela Barbalho Bezerra Pedroso. Ela casou-se com o portugues Joao Batista de Matos, natural de Lisboa, e os instrumentos eletronicos informam que deixou “um ramo Barbalho Bezerra em Santa Catarina”, verifique, entre outros:http://www.geni.com/people/Micaela-Barbalho-Bezerra-Pedroso/6000000011624035097.

Paschoa Barbalho casou-se com Pedro da Costa Ramiro, cujas informacoes genealogicas se limitam `a propria pessoa, via internet. Contudo abrindo-se o endereco: http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-218-32.htm, pode-se observar que ela e o marido tambem estiveram no negocio de Engenhos de Acucar. No quadro 2, do trabalho do professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ, mostra-se que foram donos do Engenho de Sao Bento, cito no local chamado de Mutua, na atual cidade de Sao Goncalo. Eles aparecem como donos desde 1686 ate 1702.

Nao encontrei uma segunda mencao literaria de d. Maria da Costa Barbalho e seu marido, Manoel Aguiar por enquanto. Eles ainda sao os unicos que nao temos a confirmacao. Ja a geracao seguinte, Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza aparecem nos arquivos do Family Search, que eh o braco genealogico da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias, ou simplesmente Mormons.

Ali encontram-se dados relativos `a familia de Policarpo Joseph Barbalho, nascido em 1735 e falecido na Villa de Porto Alegre, RS, em 20.06.1801, segundo atestado de obito dele. Era filho de Manoel e Josepha e casado com Bernarda Maria de Azevedo. Eles tiveram 7 filhos registrados em Gravatai, RS. Umbelino, Anna, Pocidonio, Julio, Candida, Eugenia e Manoel. O primeiro nascido em 1782 e o ultimo em 1793.

Contudo, ja tinham uma filha mais velha, com o mesmo nome da avo, Josefa Pimenta de Souza. Ela casou-se em Gravatai, em 05.07.1794, com Jose Peixoto de Miranda, filho de Jose Peixoto Cabral e Eufrazia Maria Caetana. E aqui observo que podera haver uma familia enorme no Rio Grande do Sul e cercanias, conhecida como Familia Peixoto, e que nao necessariamente sabe de suas origens Mendonca Furtado/Barbalho Bezerra.

Gravatai fica na Regiao Metropolitana de Porto Alegre, tem por volta de 250.000 habitantes, e um de seus ex-prefeitos teve a assinatura Peixoto. Vide Historia no site da prefeitura.

Como nao se sabe os sobrenomes que os irmaos usaram e se se casaram ou nao, podemos ter uma descendencia volumosa que, certamente, tambem tera, em parte, a assinatura Barbalho.

No trabalho do professor Demerval Jose Pimenta encontramos apenas um resumo da descendencia da filha do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza: d. Isidora Maria da Encarnacao, nascida em 1738 e casada, em 1759, com o portugues, capitao Antonio Francisco de Carvalho. O capitao foi por muitos anos o sindico-geral dos Santos Lugares da Comarca de Serro Frio. A Comarca do Serro, apos a explosao demografica em Minas Gerais, provocada pelo inicio do Ciclo do Ouro a partir de 1700, foi criada em 1720 e abrangia todo o Norte de Minas e estados interioranos, entao, muito pouco povoados.

Pimenta descreve parcialmente a genealogia da filha Vitoriana Florinda de Ataide e um pouco mais detalhado do filho Boaventura Jose Pimenta. Explica tambem que o “Jose Pimenta” seria uma homenagem `a avo Josepha Pimenta. Boaventura casou-se com Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro), ja mencionada, e foram pais de Modesto Jose Pimenta. Modesto casou-se com Ermelinda Querubina Pereira do Amaral, ja mencionada, e tiveram 12 filhos, entre os quais, o coronel Cornelio Jose Pimenta, pai do professor Demerval, sendo o professor nascido em 6 de fevereiro de 1893.

Ele nao conseguiu informacoes a respeito dos outros 6 filhos dos trisavos dele e que foram Joao, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco e Bernardo. E os dados estao restritos `a data da publicacao do livro que eh a de 1965. Ou seja, duas geracoes atras. E, claro, muitas sao as pessoas com outras assinaturas que descendem dos Pimenta, porem, a familia tornou-se conhecida por este sobrenome e nao Barbalho Bezerra ou Furtado de Mendonca.

Nao muito tempo atras, tinhamos o conhecimento que o nosso tetravo (quartavo) se chamava Policarpo Barbalho. E as tradicoes o creditavam como oriundo do Nordeste Brasileiro. Esse mito caiu com a descoberta dos Altos de Genere do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho, filho dele, que ordenou-se em Mariana, em 1845.

Somente entao pudemos constatar que o nome completo era Policarpo Jose Barbalho, que se casou em 1808 com Isidora Francisca de Magalhaes. Ele nascido no Distrito de Santa Rita Durao, pertencente `a municipalidade de Mariana, MG; e ela em Itabira, no mesmo estado. Policarpo era filho do capitao Jose Vaz Barbalho e de sua esposa Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Teve por irmaos, pelo menos, a Gervasio e Firmiano Jose Barbalho. Jose Vaz Barbalho nasceu na Cidade do Serro e o filho Gervasio em Conceicao do Mato Dentro.

Por todas as informacoes ja reunidas, a unica conclusao `a qual podemos chegar eh a de que: Jose Vaz Barbalho sera outro filho do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Este ultimo casal casou-se em 1732, no Distrito de Milho Verde, pertencente ao Serro.

Com o casamento de Policarpo Jose Barbalho em 1808 devemos esperar que tenha nascido por volta de 1780. Tambem esperamos que o pai dele deva ter nascido pelo menos 25 anos antes dele. O que nos da a data de 1755. Possivel por Josepha Pimenta de Souza ter nascido em 1716. E o mais provavel eh que tenha sido mae do Jose em ano anterior a 1755.

Ha, porem, a remota possibilidade de o Policarpo Joseph Barbalho, ou outro irmao, ter sido pai do Jose Vaz Barbalho. O tempo eh curto mas muitas vezes acontece de geracoes masculinas ficarem comprimidas nele, como eh mais comum acontecer com as linhagens femininas. O primeiro Policarpo poderia ter tido uma primeira familia e sido pai do Jose entre os anos de 1755 e 1760. E este teria espaco de tempo para ser pai do Policarpo Jose Barbalho em torno de 1785. Tempo habil para que ele se casasse em 1808. A familia de Gravatai seria a segunda porque nao era comum os homens se casarem a primeira vez com idade acima dos 40 anos.

Apos alguns anos o casal Manoel e Josepha mudou-se para o Arraial de Sao Jose de Tapanhoacanga, que mais tarde foi integrado `a municipalidade de Conceicao do Mato Dentro. (Atualmente chama-se Itapanhoacanga e faz parte da municipalidade de Alvorada de Minas). `A epoca em que o casal residiu no arraial, este era um dos veios mais produtivos de materiais preciosos do Ciclo do Ouro, tendo inclusive morador relacionado na lista de os mais ricos da Provincia de Minas Gerais.

Isso implica dizer que, as diversas familias que descendem do ramo Barbalho do Centro Nordeste de Minas Gerais tambem possuem sangue Furtado de Mendonca nas veias. E ai pode-se afirmar que a maioria da descendencia nao assina nem um nem o outro sobrenome, porque ha uma predominancia de nascimentos femininos na familia, cujos filhos herdam os sobrenomes dos pais obedecendo `as tradicoes.

No Centro-Nordeste de Minas Gerais tambem existe um ramo da familia Coelho. Este iniciado com esse sobrenome pelo portugues alferes de milicia Jose Coelho de Magalhaes. Este Jose casou-se com Eugenia Rodrigues da Rocha e viveram na Cidade de Morro do Pilar, mais precisamente, numa fazenda chamada de Axupe. O detalhe interessante na Arvore Genealogica da Familia Coelho eh que o professor Pimenta indicou posteriormente que a progenitora Eugenia teria tido como pais a Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho.

Estando ele correto, entao, ha a possibilidade de Maria Rodrigues tambem ter sido filha do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta da Rocha. As datas, embora apertadas, possibilitam essa ocorrencia porque Maria podera ter nascido no inicio da decada de 1740 ou ate um pouco antes.

Eugenia podera ter nascido em torno do ano de 1760 para que o primeiro filho dela: Jose Coelho de Magalhaes Filho (conhecido como Jose Coelho da Rocha, fundador do arraial que deu origem `a municipalidade de Guanhaes), nascer em 1782, data esta que temos como real e relatada no livro de genealogia da familia.

Novamente, sao muitas familias agregadas ao sobrenome Coelho, porem, somente uma parte do ramo conhecido como “de Magalhaes Barbalho” que descende tambem de Jose Vaz Barbalho, guarda em si a lembranca do seu passado Barbalho Bezerra/Furtado de Mendonca.

Ha a possibilidade de a ancestral Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho vir de ramo diferente, do nucleo Barbalho que se concentrou no Rio de Janeiro, descendente de d. Maria Furtado de Mendonca e Luis Barbalho. Como se pode verificar no site do Family Search, desde os primeiros anos de sua colonizacao, a partir de 1700, Minas Gerais ja recebeu varios membros da Familia Barbalho, particularmente, em Ouro Preto, Mariana, Congonhas do Campo e outras.

Aqui preciso retornar ao que prometi antes. Ou seja, demonstrar como sera possivel milhoes de pessoas atuais serem descendentes do casal: Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca. Para isso tenho que tomar emprestado as informacoes do genealogista Deusdedit Campos. Dando sequencia ao trabalho que fora do pai dele, estuda a genealogia da ancestral deles: d. Joaquina do Pompeu.

D. Joaquina, a quem os livros de Historia nao prestam as devidas homenagens, tornou-se riquissima. Eh uma verdadeira lenda no Centro-Sul de Minas. Em 1808, quando a familia real portuguesa aportou no Rio de Janeiro em fuga da Invasao Napoleonica a Portugal, com seus calculados 15.000 componentes, ela enviou mantimentos que socorreram a cidade de passar fome porque nao haviam estoques para alimentar a populacao extra.

Ela tem um nome enorme em ambos os sentidos, contudo o apelido eh o mais usado. Foi filha de portugueses imigrados em Minas Gerais durante o Ciclo do Ouro. Nasceu em Mariana, em 1752. Nao um caso raro `a epoca, casou-se aos 12 anos de idade. Teve 8 filhos. E deles procedem uma descendencia que o pesquisador calcula por volta dos 70.000 catalogados, ou mais. Como o numero se refere a todas as geracoes passadas, eu calculo que 60% estejam vivos atualmente. O que nos da mais de 40.000 pessoas.

Nao se pode dizer que bastava ter nascido naquela epoca para se ter tantos descendentes, porem, os calculos que brotam disso eh o que interessa. D. Joaquina teve irmaos. Assim, tendo ela tamanha descendencia, os pais dela terao a descendencia que ela tem mais a dos irmaos. Imagine-se quantos seriam entao! Ora, os avos maternos deles igualmente multiplicam a descendencia porque deverao ser progenitores de outros filhos alem da mae dela.

Assim, nao precisamos esperar que os ancestrais tenham tido muitos filhos em todas as geracoes para que essa multiplicacao se torne exponencial. Neste caso, se os pais de d. Joaquina tivessem tido apenas a ela e outro filho e ambos tem o mesmo numero de descendentes atualmente, entao, seus pais teriam 80.000 descendentes vivos.

O mesmo poderia acontecer se os avos tivessem tido apenas 2 filhos. Eles poderiam ter 160.000 descendentes agora. O mesmo acontecendo aos bisavos, eles poderiam ter 320.000 descendentes atualmente. Assim, a cada geracao anterior, o numero de descendentes dobra.

Na pratica, temos outros fatores que interferem. Por exemplo, alguns filhos podem nao gerar descendentes por qualquer razao que seja. Outro fator eh o de que se primos se casarem com primos a multiplicacao nao sera exponencial. Porem, estudando a vida dos nossos ancestrais, observamos que raramente eles foram pais de apenas 2 filhos. Meus ancestrais mais recentes tiveram um minimo de 5 filhos e um maximo de 19 que chegaram `a vida adulta.

Se contarmos como intervalo entre geracoes o espaco de 30 anos, o que nao eh pouco para o comportamento no passado, temos que: se d. Joaquina fosse descendente de d. Maria Furtado de Mendonca e seu marido Luis Barbalho Bezerra ela seria tetraneta (quartoneta).

Levando o calculo em relacao ao exemplo anterior, de apenas 2 filhos a cada geracao, teremos que Maria e Luis seriam ancestrais de 1.280.000 pessoas vivas. Portanto, podemos esperar, numa visao mais otimista, muito mais que isso, por causa do numero de filhos de d. Maria Furtado de Mendonca ter sido, para comeco de conversa, 9. E numa visao pessimista, teriamos pelo menos uma metade disso.

Lembremos, entao, que o pai e mae dela: Aires Furtado de Mendonca e Cecilia de Andrade Carneiro deverao ter, no minimo, o dobro do numero acima. Embora nao temos noticias de pessoas assinando o sobrenome Furtado de Mendonca em nossos parentes proximos, nao se descarta a possibilidade de Aires ter tido outros filhos, que perpetuaram a assinatura. E a parte desconhecida de nossos familiares pode ter se casado com parte da descendencia deles, e estes sim terao herdado o sobrenome como alcunha.

Aqui, estou demonstrando apenas a possibilidade da descendencia do Aires Furtado de Mendonca estar na casa dos milhoes. Heranca esta que, certamente, sera muito multiplicado por causa dos outros Furtado de Mendonca que imigraram para o Brasil na mesma epoca e depois. Eh possivel que o Brasil inteiro seja Furtado de Mendonca sem o saber.

O que nao podemos esquecer eh que serao Tavares, Andrade, Barbalho, Bezerra, Guardes, Monteiro, Barbuda, Carvalho, Lins, Cavalcante, Albuquerque, Coelho e todos os outros sobrenomes que povoaram o Brasil desde o inicio.

Observo que Josepha Pimenta de Souza, como seu marido, teve origens na Cidade do Rio de Janeiro. Conta-nos o professor Pimenta que fora filha de Belchior Pimenta de Carvalho. Este, filho de outro Belchior de mesmo sobrenome e neto de Manoel Pimenta de Carvalho, portugues, natural de Vila Vicosa e casado com Maria Cardoso, que descobri no “Genealogia Paulistana” tambem ter Souto-Maior no sobrenome.

Maria Cardoso de Souto-Maior era irma inteira de Helena de Souto-Maior, conhecida como a “viuva de pedra” e que tornou-se consorte na “Casa de Jericino” (que contava com 7 engenhos), uma das mais ricas da epoca colonial no Rio de Janeiro. Elas eram filhas de Belchior da Ponte Maciel e Maria Fernandes. Estes eram nobres da Ilha Terceira, Acores, e eram parte da Familia dos Pontes Cardoso. Descendiam do rei D. Afonso III, o que terminou a reconquista e que introduziu a familia Furtado de Mendonca em Portugal.

Recentemente, o genealogista Lenia Richa informou-me que o pesquisador Carlos Rheingantz tinha levantado dados diferentes para o avo de Josepha Pimenta. Para ele, este se chamaria Joao Pimenta de Carvalho, e a mae se chamaria Maria Machado. Porem nao informou quem seria o pai do Joao. No “Genealogia Paulistana” temos que Manoel e Maria haviam sido pais tambem de Maria e Joao Pimenta de Carvalho. Este ultimo tornou-se Deao da Se do Rio de Janeiro. Isso nao impede que tenha se tornado pai do Belchior, pai da Josepha.

Um pouco mais velho que Manoel Pimenta de Carvalho, residiu no Rio de Janeiro outro Joao Pimenta de Carvalho, que deve ter ajudado a multiplicar o sobrenome por la. Este foi capitao-mor da Capitania de Sao Vicente. E loco-tenente da condessa de Vimieiro, que era bisneta de Martim Afonso de Sousa, o primeiro governador-geral do Brasil, fundador e primeiro donatario de Sao Vicente. O Joao Pimenta de Carvalho, do qual estou agora falando, casou-se na nobre familia dos Oliveira Gagos.

Em funcao disso nao ha porque nos preocuparmos em relacao a termos ou nao origem nobre, tambem do lado Pimenta de Carvalho. O Capitao-Mor Joao nasceu em Portel, por volta de 1590. Portel fazia parte do Ducado de Braganca, cujo capital era Vila Vicosa, onde Manoel Pimenta de Carvalho nasceu. As duas cidades nao sao tao distantes uma da outra. E como os sobrenomes sao iguais, ha a possibilidade de terem sido parentes proximos.

Os Pimenta de Carvalho podem mesmo ter algum vinculo familiar com os duques de Braganca. Talvez este seja um dos motivos que permitiu a eles se projetarem na escala social no Rio de Janeiro. O Joao Pimenta de Carvalho foi fidalgo da casa real, porem, nao se pode confundir com a pessoa de mesmo nome dada como pai do Belchior, pai da ancestral Josepha, pelo genealogista Carlos Rheingantz. Belchior nasceu em 1791, e o capitao-mor faleceu em 1660 aos 70 anos de idade. Portanto, ha a possibilidade do Joao ter sido bisavo do Belchior.

Nao pensem que estou mencionando as nossas origens nobres porque considere isso algum privilegio. A verdade eh que, com a capacidade reprodutiva que Deus Concedeu ao ser humano, o provavel eh que todos tenhamos muitos ramos ascendentes, descendentes da nobreza. E se alertarmos para o fato de que tem os indigenas e os africanos tinham suas nobrezas, nos somos triplo-nobre-descendentes. Isso eh um privilegio que compartilhamos com todos.

Mas este nao eh um assunto que devera excitar os neuronios dos Furtado de Mendonca, por agora. A menos que tambem descubram que sao Pimenta de Carvalho.

BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS

setembro 11, 2012

CONTEUDO DESTE BLOG – ALL CONTENTS

0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

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https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

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6. MISTO

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https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/

 

BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS

CONTEUDO

O SOBRENOME COELHO
O SOBRENOME BARBALHO
O SOBRENOME PIMENTA DE CARVALHO
LISTA DE DOCUMENTOS QUE PRECISAMOS
MAIS RECENTES NOVIDADES DA FAMILIA BARBALHO

Aos interessados na genealogia das familias Barbalho, Coelho, Pimenta e outros.

Farei um relatorio em funcao dos novos achados e apontarei acoes que poderao ajudar-nos a remover as lacunas ja identificadas para confirmarmos a nossa ascendencia em personalidades historicas do Brasil e de Portugal.

Comecarei por apontar tais lacunas em relacao ao sobrenome Coelho. E logo passarei ao sobrenome Barbalho porque o que for encontrado em relacao a este sera, provavelmente, valido para aquele.

Segundo os estudos do professor Demerval Jose Pimenta, em seu livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, temos uma sequencia genealogica assim formada para o ramo Coelho:

O SOBRENOME COELHO

(? 173.) Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho – Giuseppe Nicatsi da Rocha
(? 1759) Eugenia Rodrigues da Rocha – alferes Jose Coelho de Magalhaes
1782 capitao Jose Coelho de Magalhaes (ou da Rocha) – Luiza Maria do Espirito Santo
1824 Eugenia Maria da Cruz (Coelho) – capitao Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho

Na data provavel em que Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho nasceu havia um casal na regiao do Serro/Conceicao do Mato Dentro, cujos nomes foram Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Eles sao candidatos a pais daquela. Porem nao ha como, pelos dados que temos, explicar a presenca do sobrenome Magalhaes no nome dela. Os nomes dos pais de Eugenia Rodrigues foram sugestoes posteriores `a publicacao do livro do professor Demerval em 1966, onde nao constam. Nao sei dizer a origem.

Existem sugestoes, inclusive deixado em escrito pelo professor Nelson Coelho de Senna, que o pai do portugues e alferes Jose Coelho de Magalhaes se chamaria Manoel Rodrigues Coelho. Este foi uma pessoa importante no Ciclo do Ouro em Minas Gerais, possuindo exploracao de minas de ouro e ocupando, em 1719, o cargo de “tesoureiro da Villa Rica”, atual Ouro Preto.

E tambem contribuiu com fartas quantias em dinheiro para a construcao do Santuario de Bom Jesus de Matosinhos, iniciado em 1757, em Congonhas do Campo. Porem, a hipotese de haver relacao de pai e filho entre eles nao se sustenta porque Manoel Rodrigues Coelho ja seria idoso, era residente em Minas Gerais e o Jose Coelho de Magalhaes teria nascido em Portugal, por volta de 1750.

A unica possibilidade para a relacao filial ter havido seria a de que o alferes fosse brasileiro. O que nao eh uma impossibilidade, mesmo a tradicao afirmando ele ser portugues. Posso lembrar que nossas tradicoes afirmaram por muito tempo que o nosso ancestral Policarpo Jose Barbalho era nordestino e os documentos revelaram que nasceu na atual Santa Rita Durao, distrito de Mariana, em Minas Gerais.

Sao irmaos de Eugenia Maria da Cruz e que deixaram descendencia: Francisca Eufrasia de Assis, Jose Coelho da Rocha (Neto), Joao Batista Coelho e Antonio Rodrigues Coelho. Maria Luiza (Nha Moca) e Ana Maria (Nha Ninha) nao se casaram. Antonina faleceu crianca.

1. Acredito que para solucionar as hipoteses de ascendencias seria ideal encontrarmos o registro de casamento do alferes Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues da Rocha. Geralmente o documento menciona os nomes dos pais e dos avos dos nubentes. Tambem eh comum mencionarem a procedencia deles, o que facilitaria uma busca posterior caso necessario. Embora ha mencao de que os filhos nasceram em Morro do Pilar, antigo Morro do Gaspar Soares, os registros devem encontrar-se nos Arquivos em Conceicao do Mato Dentro.

Pelo lado Coelho, somente apos encontrarmos tal documento, ou outro que ofereca os dados em consideracao, teremos seguranca em afirmar quem nos legou o nome de Familia Coelho. Nome este que eh considerado como familia dominante na regiao de Guanhaes embora a familia seja o resultado da mistura com diversos outros sobrenomes.

Pode ser que haja uma forma indireta de negar (ou confirmar) que o alferes Jose tenha sido filho do Manoel Rodrigues Coelho. Devido a importancia dele e da opulencia de bens que acumulou durante o Ciclo do Ouro, imagino que tenha se tornado tronco de familias destacadas na sociedade mineira colonial e imperial. Neste caso, o conego Trindade deve ter registrado a descendencia dele no seu livro: “Velhos Troncos Mineiros”. Entao, teriamos que encontrar o alferes Jose Coelho de Magalhaes (ou, pelo menos, Jose Coelho da Rocha) entre seus filhos ou netos. Se nao o encontrarmos saberemos que pertencera a ascendencia diversa.

Contudo, nao se descarta a possibilidade de a Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho constar entre os filhos ou netos do Manoel Rodrigues Coelho. Os sobrenomes atribuidos a ela faziam parte da sociedade presente em Congonhas do Campo, cidade em que o Manoel Rodrigues Coelho deve ter mantido residencia, porque esta tornou-se refugio dos ricos, fugindo das tribulacoes da, entao, capital Vila Rica.

O SOBRENOME BARBALHO

Quanto ao sobrenome Barbalho, pensei que recentemente houvesse encontrado as respostas mais provaveis para a nossa genealogia. Contudo existem controversias que precisam ser resolvidas para garantir que nao venhamos a cometer erros de identificacao por desejarmos ser descendentes de quem nos pareca “mais bonito” e nao de quem realmente somos. Assim, o que temos como hipotese ate o momento eh o exemplo de sequencia abaixo. Ai veremos que ate mesmo o sobrenome Coelho esta posto em duvida por catedraticos que nos apontam ancestrais diversos do que nos foram trazidos pelos nossos familiares. Vejamos a sequencia:

1824 Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho – Eugenia Maria da Cruz (Coelho)
(? 1780) Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes
(? 1740) Jose Vaz Barbalho – Anna Joaquina Maria de Sao Jose (ou Sam-Jose)
1735 (hipotese) Policarpo Jose Barbalho – esposa nao identificada
Manoel Vaz Barbalho – 1716 Josepha Pimenta de Souza
Maria da Costa Barbalho – Manoel Aguiar (viuvo de Ana Pereira de Araujo)
Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramiro
(hipotese) Agostinho Barbalho Bezerra – Brites ou Beatriz de Lemos
Jeronimo Barbalho Bezerra – Izabel Pedroso (ou Pedreira)
Luiz Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca (hipotese em relacao `a mae)

Ha aqui que expor a sequencia de ancestrais a partir de Josepha Pimenta de Souza. Tenho descoberto coisas novas a respeito deles, porem, teremos que rever os dados encontrados pelo professor Demerval Jose Pimenta para comprovarmos a versao posta por ele no livro. Sao eles:

1716 Josepha Pimenta de Souza – Manoel Vaz Barbalho
1691 Belchior Pimenta de Carvalho – parceira nao revelada
Belchior Pimenta de Carvalho – Francisca de Almeida
1610 Manoel Pimenta de Carvalho – Maria de Andrade (possivelmente Andrada)

As contestacoes comecam a partir do casal Francisco Marcal e Eugenia Maria da Cruz. Ha algum tempo atras o pesquisador Odon Jose de Magalhaes Barbalho encontrou a “Relacao de Bispos Brasileiros de 1551 a 1952 – Sfreinobreza.com”, via google, no endereco eletronico: http://www.sfreinobreza.com/eclesiasticobispos02.htm. Ali encontra-se uma pequena genealogia do bispo D. Manoel Nunes Coelho, simultaneamente neto das irmas: Francisca Eufrasia de Assis (paterno) e Eugenia Maria da Cruz (materno).

Contudo contem umas informacoes que considero distorcidas naquela pequena genealogia ali apresentada. Afirma-se que Eugenia Coelho (Maria da Cruz) seria ” Filha de João Coelho da Rocha e de Luiza de Magalhães.”.

Nos nao temos duvida quanto ela ter sido filha do Jose Coelho de Magalhaes “Filho”, mais conhecido como Jose Coelho da Rocha, fundador e um dos primeiros moradores de Guanhaes, e de sua esposa Luiza Maria do Espirito Santo. No livro: “Arvore Genealogica da Familia Coelho”, editado em 1979 por nossa prima Ivania Batista Coelho encontram-se todos os dados para comprovacao deste fato. Alem disso, na propria capa do livro apresenta-se o esboco de uma foto que esta publicada na pagina 10.

A foto deve ter sido tirada no maximo em 1870 e traz os filhos vivos do casal capitao Jose e Luiza Maria. Eugenia eh a primeira dos que se encontram em pe. Portanto, nao ha porque duvidar desta informacao. Alem do mais, em 1979, data da publicacao do livro, ainda estavam vivas pessoas que conheceram, senao todos, pelo menos o Antonio Rodrigues Coelho que viveu ate 1910. A Ivania fez a foto circular antes da publicacao e tivemos a oportunidade de ve-la nesse tempo.

Entre os vivos posso citar a neta Vita de Magalhaes Barbalho, nascida em 1887 e falecida 99 anos depois. Marina Coelho de Oliveira, que foi popularmente conhecida como “tia Nenen”, nascida em 1883 e falecida 101 anos depois. Outra neta: Maria Magalhaes, mais conhecida como “Maricas” era mais nova, nasceu em 1899 e faleceu outros 99 anos depois. Alem disso haviam o testemunho de dezenas de pessoas que conheciam os fatos por meio de conhecer os personagens como avos e que teriam reclamado caso as identificacoes no livro da Ivania estivesse incorretas.

Contudo, ha o fato recente que obriga-me a voltar a esse assunto. Eh que encontrei no site: “books.google.com.br” uma sinopse do “Anuario Genealogico Latino: Volume 4”. Eu estava buscando “Genealogia Barbalho”. E o que a sinopse dizia era isso: ” pais de: IV – Miguel Nunes Coelho. c. c. d. Ambrosina Magalhaes Barbalho, filha de Francisco Marcal Barbalho e de d. Eugenia Coelho; n. p. de Policarpo Barbalho e de d. Genoveva … Ver sua biografia na “Revista Genealogico Latina.”” A data do Anuario eh de 1952. Miguel Nunes Coelho foi filho da Francisca Eufrasia de Assis (Coelho) e do tenente Joaquim Nunes Coelho.

O mesmo erro pode ser comprovado no Sfreinobreza.com. O mais provavel eh que um tenha copiado do outro e ambos copiaram de terceiros. Talvez o autor dos enganos tenha sido o conego Trindade. Foi autor de muitas genealogias, inclusive escreveu a genealogia mineira mais conhecida: “Velhos Troncos Mineiros”. O conego Trindade escreveu: “Historia dos Bispos Mineiros”, que deve ter incluido o bispo D. Manoel Nunes Coelho, pois, era bispo `a epoca e nasceu apenas um ano depois do conego.

Nos dados a respeito da Familia Barbalho no site Family Search e comprovados nos Autos de Genere do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho temos que Policarpo Jose Barbalho foi casado com Isidora Francisca de Magalhaes. E tiveram os filhos: Joao, Genoveva, Emigdio, Maria e Lucinda. A relacao de filhos dele que encontramos no livro da Ivania foi: Emigdio, Jose, Francisco Marcal, Lucinda e Manoel. Ela nao conseguiu encontrar o nome da esposa. E, ao que parece, os irmaos foram lembrados por serem os mais novos e de alguma forma devem ter mantido contato entre si, mesmo apos a dispersao da familia.

Sabemos que o padre Emigdio e Francisco Marcal foram residentes em Guanhaes. Suspeita-se que o Jose nao tenha sido porem ele enviou para la a filha Sinh’Anna, por esta ter engravidado em Itabira. Em Guanhaes ela tornou-se mae de Joao Batista de Magalhaes, que o conhecemos por “tio Joaozinho”. Este casou-se com sua prima em segundo grau, Candida de Magalhaes Barbalho (conhecida como Sa Candinha), fa. de Francisco Marcal e Eugenia.

Somente recentemente ficou evidente um dos motivos pelo qual o nome da Lucinda ficou na memoria da familia. Ela foi batizada em 10.07.1824. A data de nascimento que tinhamos do Francisco Marcal eh de 30.06.1824. Essa diferenca de 7 dias sugere um nascimento gemelar. Porem, fica sem explicacao o fato de o Family Search ter microfilmado o registro de batismo dela e nao o dele. Alias, nao tinham o registro do pe. Emigdio antes do documento dele “De Genere Et Moribus” ser encontrado. Parece que nao tinham ou haviam escolhido nao publicar os registros masculinos.

Em funcao de existirem estes apontamentos genealogicos, mais provavelmente incorretos, em publicacoes prestigiosas, torna-se necessario comprovarmos as paternidades de nossos ancestrais Francisco Marcal e Eugenia Maria da Cruz. O documento ideal que resolveria as duas questoes ao mesmo tempo seria o registro de casamento dos dois. O casamento deles deve ter se dado entre 1845 e 1848, em Guanhaes. Epoca em que a Frequesia pertenceu a Conceicao do Mato Dentro. O mais provavel eh que tal registro esteja nesta ultima cidade.

Outro documento que poderia resolver a questao da paternidade do Francisco Marcal e outras questoes seria o: “Autos de Genere et Moribus” do pe. Policarpo Jose Barbalho. Sabemos que ele ordenou-se apos ficar viuvo. Viuvez essa que se deu antes de 1838. Mas que a ordenacao se deu apos 1845, quando aconteceu a ordenacao do pe. Emigdio. O filho tornou-se padre mais velho que o pai.

O documento do pe. Policarpo, que deve encontrar-se em Mariana – MG, podera ter sido iniciado antes de 1808, quando Policarpo e Isidora Francisca se casaram. Nossas tradicoes dizem que ele era seminarista antes de casar-se. E concluiu o seminario apos enviuvar. Acredito que por tratar-se da ordenacao de uma pessoa que ja fora casada deveremos encontrar alem da genealogia pregressa ate aos avos pelo menos, como foi feito no caso do pe. Emigdio, tambem havera a inclusao da descendencia.

Neste caso teriamos, pelo menos, a citacao dos nomes dos filhos. Talvez a citacao de nomes de conjuges dos que ja fossem casados e, ainda, de netos que ja haviam comecado a nascer.

O documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho revelou-nos que o padre Policarpo Jose Barbalho foi filho de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sam-Jose (ou Sao Jose). O sobrenome Vaz Barbalho no nome do pai nos induz a crer que tenha sido, entao, neto do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Contudo, sem um documento comprovando nao ha como ter certeza porque naquela epoca os sobrenomes nao eram fixos. Geralmente, os filhos decidiam assinar sobrenomes que melhor lhes convinham. Geralmente eram nomes de ancestrais como avos e bisavos. Por isso os sobrenomes de irmaos quase nunca coincidiam uns com os outros.

Ja no caso das mulheres o assunto era mais complicado ainda. Algumas optavam por homenagear os santos de suas devocoes e nao os ancestrais. Este eh o caso da Anna Joaquina Maria de Sam-Jose. Talvez nao encontremos nenhum destes nomes nos pais dela. Como se pode ver, o nome dela refere-se `a genealogia de Jesus, ou seja, Sant”Anna e Sao Joaquim eram os pais de Santa Maria que foi a esposa de Sao Jose. Somente os documentos poderao revelar a familia a qual ela pertencia.

Resolvi incluir na sequencia genealogica acima um intermediario entre Jose Vaz Barbalho e Manoel Vaz Barbalho. Isso porque o Family Search tem publicado fichas referentes ao filho do Manoel e Josepha, Policarpo Joseph Barbalho. Este primeiro Policarpo nasceu em 1735 e a data esperada para o nascimento do padre Policarpo eh por volta de 1783. Neste caso ha a possibilidade de o Jose ter sido filho diretamente do casal ou sido neto dele. Ha espaco de tempo habil para ambas as possibilidades terem acontecido (nao simultaneamente).

Mas era raro acontecer um homem naquela epoca comecar uma primeira familia apos os 40 ou mais anos de idade. Geralmente isso acontecia com os viuvos, no caso de uma segunda familia. E os registros dos filhos do Policarpo Joseph Barbalho em Gravatai – RS se dao apos 1780. Nao ha como garantir que uma opcao ou outra seja a mais verdadeira.

Outro abacaxi que o professor Demerval Jose Pimenta deixou para a gente descascar eh a passagem da geracao do casal Jeronimo Barbalho Bezerra e Izabel Pedreira (ou Pedroso) e d. Paschoa Barbalho. Ele afirmou que esta era neta daquele mas nem mesmo sugeriu quem poderiam ser os pais dela. Ele menciona apenas que: “era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668.” (pagina 252).

Domingo, 17 de setembro de 2012, encontrei mais uma pequena informacao a respeito do casal. As informacoes se encontram no endereco: http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-218-32.htm e derivados. Eh um estudo com o titulo pomposo de: “Um quebra-Cabeca (Quase) Resolvido: Os Engenhos da Capitania do Rio de Janeiro, Seculos XVI e XVII.” Foi financiado pelo CNPq e eh de autoria do professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ. Parece que estao tentando fazer uma recuperacao de dados semelhantes `as que foram feitas em relacao aos engenhos acucareiros de Pernambuco.

O assunto do estudo tem pouca coisa a nos acrescentar. Porem, por pura coincidencia, o segundo quadro postado no trabalho foi um exemplo que o autor escolheu aleatoriamente para explicar as formas de passagem dos engenhos de uns donos para outros. Na data de 1684 descreve-se a venda de metade da propriedade (Engenho de Sao Bento, no Mutua, Sao Goncalo – RJ) a Pedro da Bessa. Porem, a partir de 1686, informa-se que o nome do novo dono era Pedro da Costa Ramiro. Ja a anotacao de 1702 informa ser dona do mesmo: Paschoa Barbalho, viuva de Pedro da Costa Ramiro.

Por ai pode-se concluir que, em primeiro lugar: existiu um casal formado por Paschoa Barbalho e Pedro da Costa como esta proposto no livro do professor Demerval. Segundo, que o nome completo do marido foi Pedro da Costa Ramiro. Embora nao se possa descartar a hipotese de o ultimo nome ser Bessa, e Ramiro ser o apelido pelo qual ele fosse mais conhecido. Por exemplo ele poderia chamar-se Pedro da Costa Bessa e ser filho de algum Rodrigo Bessa, o que justificaria o uso do Ramiro no final como sendo: “filho do”.

A verdade eh que o sobrenome Ramiro existe e eh bastante popular na Espanha e suas antigas colonias. E nao muito tempo antes de 1668, data de casamento de Paschoa e Pedro, o Brasil esteve nas maos da Espanha, sendo que alguns colonos espanhois foram para o Brasil. Exemplo disso foram os irmaos Rendon, que deram nome ao Titulo Rendons, nas genealogias paulistanas.

Outras informacoes interessantes sao que a propriedade ficava em Sao Goncalo, lugar onde, segundo as inferencias historicas, tambem se achava a Fazenda do Bravo, cujo dono foi Jeronimo Barbalho Bezerra, o suposto avo de d. Paschoa. Fica tambem nas proximidades a Fazenda de Sao Mateus, cujo fundador foi Joao Alvares Pereira, o pai de d. Brites ou Beatriz de Lemos, esposa de Agostinho Barbalho Bezerra, o dito: “filho do governador Jeronimo Barbalho Bezerra”. Parece que todas as pecas estao se juntando. E as respostas `as nossas questoes poderao ser encontradas nos registros mais antigos de Sao Goncalo.

Ha aqui outro significado importante para a nossa familia. Quando encontrei os dados da Familia Barbalho desde Pernambuco, a familia ja estava envolvida na producao de acucar desde os tempos em que Duarte Coelho Pereira era o Capitao-Mor daquela Capitania. Passando para o Rio de Janeiro a familia se manteve na mesma atividade, que perdurou por mais de 150 anos de residencia no Brasil. Teremos que rastrear a vida dos ancestrais posteriores a D. Paschoa Barbalho, porem, eh bem provavel que a familia tenha se mantido nesta atividade ate Trajano (Cista) de Magalhaes Barbalho. Mesmo que em menor escala, com a producao de rapadura, ou seja, acucar mascavo.

[Tentei adiantar alguma coisa em relacao `a familia Bessa e busquei por ela no Rio de Janeiro. Nada encontrei que pudesse vincular-nos a eles. Faltam inclusive informacoes a respeito deles na internet. Mas encontrei site dedicado `a familia com alegacoes de que descenderiam de D. Lopo Dias de Haro. Haro foi familia de alta nobreza basca. Frequentemente a vemos envolvida nas misturas genealogicas medievais. E o site alegava que D. Lopo foi casado d. Urraca Alfonso de Leon.

No geneall.net Portugal os nomes estao mais “espanholados”. Para encontra-lo la precisa-se escrever Lope Diaz de Haro. Realmente ele se casou com D. Urraca Alfonso. Alega-se naquele site que tambem tivesse adotado o sobrenome Bessa por ter tomado a Cidade de Baeza aos mouros. Contudo, o geneall.net discorda da adocao do nome Bessa. Nem ele nem os filhos o usaram. Mas eh possivel que algum descendente dele o tenha feito. Nao deu para fazer uma verificacao mais completa porque sao muitos os membros da familia Bessa anotados naquele site.

Mas temos uma informacao do professor Demerval que pode indicar que os Bessa e os Barbalho estiveram juntos no Rio de Janeiro. Seria muita especulacao da minha parte afirmar que sim. Porem, nao estaria fora da logica que as duas familias, por causa de lacos familiares, tenham migrado juntas para Minas Gerais na epoca do Ciclo do Ouro e la termos um encontro paralelo. Neste caso porque o elemento de ligacao entre as duas teria sido a familia Pereira do Amaral. Copiarei aqui a pouca informacao que o professor nos passou no livro: “A Mata do Pecanha, paginas 128-129.

“D. Ana Bessa – 1884. Eh filha de Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro. Nasceu em Sao Sebastiao dos Correntes {atual Sabinopolis} em 1855. Casou-se em Guanhaes com Americo Bessa. Enviuvando-se, com a idade de 25 anos, transferiu sua residencia para o Arraial de Sao Joao Evangelista, onde ja se encontrava o seu irmao Antonio Borges do Amaral. Manteve uma pequena casa comercial. Do casal nasceu Cecilia Bessa, casada com Jose Caetano da Silva. Faleceu em 6-3-1947.”

1884 foi a data em que don’Anna mudou-se para Sao Joao. O casal eh relembrado na pagina 127 porque o filho do Antonio Borges do Amaral: Sebastiao Amaral, casou-se com Marilia da Silva Amaral, filha dele. Boa parte do livro eh ocupada com a parentalha de Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro. Modesto Jose Pimenta que foi bisneto do casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, alem de ter sido sobrinho de Maria Francelina Borges Monteiro, casou-se com Ermelinda Querubina Pereira do Amaral, que fora irma do Daniel Pereira do Amaral, e Ermelinda e Modesto foram avos paternos do professor Demerval.

A coneccao entre os Coelho de Virginopolis e Guanhaes e os Borges Monteiro & Pereira do Amaral se da atraves do casamento de Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina do Amaral, que tambem era filha de Daniel e Maria Francelina. Aqui ha apenas que se lembrar que os Coelho tambem podem ter em sua raiz os mesmo Barbalho, caso se confirme que Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho tenha algum grau de parentesco com o casal Manoel e Josepha.]

Apos dedicar algum tempo buscando por filhos do Jeronimo, encontrei duas mencoes. Uma refere-se `a filha Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, que se casou com o portugues: Joao Batista de Matos Lobo. Esta nao poderia ter sido mae de d. Paschoa Barbalho por ter nascido por volta de 1653. Em 1668 ela nao estaria nem sequer tendo filhos, porque a data provavel de seu casamento foi de 1671, quanto mais filhos se casando. Ha a pequena possibilidade de as duas serem irmas.

No livro “Memorial Nilopolitano – Tomo I” encontra-se uma pequena genealogia referente a Joao Alvares Pereira, fundador da Fazenda Sao Mateus, que deu origem a Nilopolis e outras cidades da Baixada Fluminense. Naquele memorial se encontra escrito: “1. Beatriz ou Brites de Lemos – nasceu no Rio de Janeiro e foi batizada em 14 de julho de 1627. Casada provavelmente em 1645, com o capitao Agostinho Barbalho Bezerra, filho do governador Jeronimo Barbalho Bezerra.”

A principio pensei que fosse um engano do autor porque o Jeronimo nunca foi governador do Rio de direito. Ele somente foi governador de fato, durante o periodo da Historia conhecido como “Revolta da Cachaca”. Ele foi nomeado pela populacao rebelada contra o governador Salvador Correia de Sa e Benevides. Mas enquanto aguardavam resposta `a mensagem enviada a Portugal para saber que solucao o rei daria ao conflito, Correia de Sa e seus aliados paulistas surpreenderam os revoltosos e executaram Jeronimo sumariamente. Ha uma boa razao para chama-lo de governador, porem, essa razao nao eh otima.

E eh aqui que as coisas podem estar torcidas na hipotese de descendermos do Jeronimo Barbalho Bezerra. Melhor dizendo, se a d. Paschoa Barbalho for neta dele. Para que ela fosse neta seria esperado que tivesse nascido pelo menos uns 14 anos antes de ter casado, ou seja, em 1654 ou antes.

Acredito que d. Paschoa teria que ter sido filha de um filho do Jeronimo para que pudesse ter recebido o Barbalho como assinatura e este permanecer, como o professor Demerval sugere que permaneceu. Era comum algumas filhas receberem os sobrenomes das maes. Mas nao era muito comum uma sequencia de tres mulheres ligadas por um sobrenome passa-lo depois para um descendente masculino. E assim teria acontecido se o Jeronimo tivesse tido uma filha. Esta fosse mae da d. Paschoa. Que foi a mae de d. Maria da Costa Barbalho. Por fim foi a mae do Manoel Vaz Barbalho.

A principio, vi por alto uma informacao de que o Jeronimo teria tido dois filhos. Neste caso, com d. Micaela e Agostinho essa conta ficaria fechada. No livro “Memorial Nilopolitano – Tomo I” ha uma Paschoa Araujo, que fora sobrinha de d. Beatriz de Lemos. Entao, seria algo comum o nome ser frequente na familia. Assim, ela e o Agostinho poderiam ter sido pais de d. Paschoa Barbalho, o que seria algo bem provavel. Por isso levantei aquela hipotese.

Mas havia que se por em duvida a existencia de outro Agostinho Barbalho Bezerra alem do irmao do Jeronimo. E haviam literaturas citando o irmao do Jeronimo como marido de d. Brites (ou Beatriz) de Lemos. Mas a biografia do Agostinho tio, num livro de biografias de personalidades pernambucanas afirma com todas as letras que o nome da esposa deste fora Cecilia Barbosa. E ainda afirma que a fortuna deixada por ele `a sua viuva foi muito pequena.

Neste ponto a biografia dele entra em acordo com a de d. Cecilia Barbalho. A literatura mostra que ela ficou viuva `a epoca em que Agostinho foi dado por morto. E que por nao poder dar dote `as filhas para que encontrassem casamentos em “boas familias”, recolheu-se com elas em um retiro por ela propria criado junto `a Igreja de Nossa Senhora da Conceicao, na antiga Rua da Ajuda. A intencao dela era a de criar um convento ali, para que as mulheres que nao quizessem se sujeitar `as imposicoes dos pais e dos maridos da epoca tivessem para onde correr e se abrigar. A ideia dela, lancada em 1670-75, so foi posta em pratica em 1750. Mas o Convento de Nossa Senhora da Ajuda tournou-se importante referencia para o Rio de Janeiro por mais de 150 anos.

Mesmo sem buscar por isso, lendo diversas mencoes ao Agostinho Barbalho Bezerra, filho do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra e de sua esposa d. Maria Furtado de Mendonca, comecei a notar algumas discrepancias que, talvez, possam corroborar com a ideia de que foi mesmo um filho do Jeronimo Barbalho Bezerra, homonimo do Agostinho, quem se casou com d. Brites de Lemos. E, por falta de um melhor acompanhamento genealogico, os historiadores poderem ter misturado as duas biografias, tornando-as apenas em uma. Atribuindo todos os feitos ao Agostinho tio.

As evidencias que enxerguei comecam com a data de nascimento para o Agostinho tio. Alguns afirmam ser 1621. Ja nas biografias de pernambucanos ilustres a data eh de 1609. D. Cecilia Barbosa nascera em 1613, no Rio de Janeiro. O que significativamente mostra que era nora e nao filha do governador Luiz Barbalho Bezerra, como algumas literaturas sugerem. Em 1613 os Barbalho residiam ainda na Capitania de Pernambuco. E, como copiado acima, d. Brites nasceu em 1627. Entao, seria bem provavel que se casasse com alguem mais proximo `a propria idade dela.

Ja o Jeronimo Barbalho Bezerra eh, por enquanto, um misterio a ser decifrado. Varias literaturas que visitei o mencionam como filho do Luiz Barbalho Bezerra mas nenhuma menciona o nome da mae dele. Presume-se que teria sido D. Maria Furtado de Mendonca mas presuncao nao eh ciencia exata. Pode tambem nao ser. Alias, na genealogia baiana ela encontra-se como mae de seis filhos. Em ordem de nascimentos: Agostinho, Guilherme, Fernao, Antonia, Cosma e Francisco Monteiro. Nao ha Jeronimo, Celia, e Cecilia, que alguns autores consideram como filha ou parente proxima e nao nora.

E isso talvez seja o indicativo da existencia de uma outra familia que o Luiz Barbalho Bezerra possa ter tido e tenha ficado esquecida pelos historiadores. No site geneall.net Portugal os nomes postos para pais de Maria Furtado de Mendonca sao: Pedro Carreiro Salema e Maria Nunes de Andrade. Estes nomes contradizem toda literatura brasileira que consultei e que afirma serem: Aires Furtado de Mendonca e Cecilia de Andrade Carneiro.

Ha duas hipoteses que podem lancar luz a essa questao. Pedro Carreiro e Maria Nunes poderiam ter sido Cristaos-Novos e terem sido obrigados a converter-se ao catolicismo pelo primeiro visitador da Inquisicao no Brasil e terem sido batizados com os nomes que permaneceram na genealogia brasileira. A visita de Heitor Furtado de Mendonca a Pernambuco se deu em 1595, ano do suposto nascimento de Maria Furtado de Mendonca. O pai dela poderia ter adotado o nome de batismo de Aires Furtado de Mendonca para provar a conversao completa e submissao ao inquisidor. Esta hipotese, embora pareca lunatica, nao foge `a realidade da epoca. Ele teria que optar entre a submissao e as tortura e morte.

Contudo, penso que o mais provavel ter acontecido eh os diligentes mantenedores do site http://www.geneall.net Portugal terem cometido uma distracao e nao ter observado a discrepancia. Pedro Carreiro Salema e Maria Nunes de Andrade realmente poderiam ter sido sogros do Luiz Barbalho Bezerra num possivel primeiro casamento deste. Como era muito comum acontecer de as mulheres falecerem durante ou posterior ao parto, em consequencia dos riscos para a epoca, ele poderia ter ficado viuvo antes do casamento com Maria Furtado. Neste caso, os genealogistas do GeneAll.net podem ter se enganado e dado por pais `a esposa trocada.

Essa hipotese poria luz `a necessidade de o Jeronimo Barbalho Bezerra ter nascido mais proximo dos anos 1600 para que em torno de 1625 pudesse ter-se tornado pai de Agostinho Barbalho Bezerra (o sobrinho), tambem em um possivel primeiro casamento ou, senao, num caso simples de convivio extra-marital, muitissimo comum `a epoca. Somente assim um suposto “filho do governador Jeronimo Barbalho Bezerra” teria idade para casar-se com d. Beatriz de Lemos, batizada em 1627.

Esta hipotese tambem poria luz no sobrenome Carreiro para a filha de Luiz Barbalho Bezerra, Celia. Ou seja, ela seria irma completa do Jeronimo e meio-irma dos outros acima mencionados. Quanto `a Cecilia, nao ha explicacao alguma para ela ter sido filha do Luiz. Porem, podendo acontecer de terem sido duas Cecilias. A Barbosa, suposta esposa do Agostinho Barbalho Bezerra, tio; e a Barbalho, a viuva que tornou-se a mentora intelectual da criacao do primeiro Convento feminino da Cidade do Rio de Janeiro. O que penso eh que elas sejam uma unica pessoa.

Vou copiar alguns dados biograficos creditados ao Agostinho Barbalho Bezerra, tio, para que compreendam porque acredito que os historiadores misturaram as biografias dele e do sobrinho, caso este tenha mesmo existido. As duas primeiras estao tambem em outros, porem, estou copiando do: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_Barbalho_Bezerra:

“Fernando de Camargo, Eu El-Rei vos envio muito saudar. Bem sei que nao e necessario persuadir-vos a que concorrais de vossa parte com o que for necessario para o descobrimento das Minas a que envio Agostinho Barbalho Bezerra, considerando ser natural desse Estado e que como tal mostra particular desejo dos aumentos dele e esperando pela experiencia que tenho do bem com que ate agora me serviu, que assim o fara em tudo o que lhe encarregar, porque pela noticia que me tem chegado do vosso zelo e de como vos houvestes em muitas ocasioes do meu servico me faz certo vos disporeis a me fazer este e ele vos dira o que convir para este efeito. Encomendo-vos que facais toda assistencia para que se consiga com o bom fim o que tanto desejo, o que eu quisera ver conseguido no tempo e posse destes meus reinos, entendendo que, hei de ter muito particular lembranca de tudo que fizerdes nesta materia, para vos fazer merce e honra, que espero me saibais merecer.”

Nesta parte eu saliento os dizeres: “para o descobrimento das Minas a que envio Agostinho Barbalho Bezerra, considerando ser natural desse Estado e que como tal mostra particular desejo dos aumentos dele”, porque nao da para discernir se o rei (Afonso VI) referia-se a Agostinho ou ao proprio Fernando Camargo. O Agostinho tio era pernambucano e o Agostinho sobrinho nasceu no Rio de Janeiro, portanto, era natural daquele Estado. `A epoca, 1663, nao havia divisoes politicas entre Rio de Janeiro e Sao Paulo. Tudo estava incluindo na Capitania de Sao Vicente.

Na sequencia do texto acima citado ha essa missiva do conde de Obidos escrita ao governador do Rio de Janeiro, Pedro de Melo, referindo-se ao mesmo Agostinho que fora nomeado pelo rei como “cacador das esmeraldas”. Depois esse titulo foi passado para Fernao Dias Pais Leme. Segue o texto:

“Tudo isso de Agostinho Barbalho e uma va ambicao e vas quantas promessas ha feito nas minas, por cuja causa e certo nao deve ser a tencao de Sua Majestade que se lhe paguem soldos. Ele entra de pes de la a pedir o que consta do rol que Vossa Senhoria me enviou; pouco a pouco ha de querer ir introduzindo nos soldos, que de nenhuma maneira convem se lhe paguem; Vossa Senhoria tem satisfeito a carta de Sua Majestade no que te aqui tem obrado; sou de parecer que se lhe nao de mais cousa alguma; que ja com o que tem recebido se nao pode desculpar nem Vossa Senhoria deixar de ser o instrumento de todo o bom sucesso que tiver, se acaso for mais feliz a sua confianca do que hao sido as diligencias de Salvador Correia, impossivel que so podera vencer sem esperanca a fortuna de Sua Majestade; pelo que Vossa Senhoria suspenda o concurso de tudo o mais que lhe pedir.”

Essa indisposicao do conde de Obidos mostra duas possibilidades. A primeira sera que se pode colocar duvida quanto a esse Agostinho ser o tio porque diante do alto prestigio que ele gozava como homem que lutou na Guerra dos Holandeses, na Restauracao da Monarquia Portuguesa e na ponderacao com que comportou durante a Revolta da Cachaca, nao seria inteligente da parte do conde escrever algo desse nivel. Como dizia o antigo ditado: “O que se fala nao se escreve.”

Por outro lado, esta ai a comunicacao entre dois partidarios do velho Salvador Correia de Sa e Benevides. A Revolta da Cachaca aconteceu contra este ultimo e houvera sido liderada por Jeronimo Barbalho Bezerra, o suposto pai do Agostinho, sobrinho. Seria mais facil as iras se aflorarem contra este do que contra o tio.

O conde de Obidos, d. Vasco Mascarenhas, foi governador do Brasil e das Indias, tornando-se vice-rei do Brasil de 1663 ate 1667. Este eh o exato periodo entre a nomeacao de Agostinho e o falecimento de ambos. Em escrito anterior eu cometi o engano de atribuir o conteudo dessa missiva ao governador Pedro de Melo quando na verdade ele era o recipiente dela.

No “Diccionario Biographico de Pernambucanos Celebres”, de autoria de Francisco Augusto Pereira da Costa, encontram-se pistas que ajudam a discernir as personalidades dos Agostinhos tio e do sobrinho. E tambem de suas vidas privadas. Extrairei alguns pontos da biografia de Agostinho Barbalho Bezerra e os leitores perceberao ate onde quero chegar:

“Agostinho Barbalho Bezerra, bem jovem ainda, achou-se envolvido nas lutas marciais da invasao hollandeza em Pernambuco…”

“Occupada esta provincia em 1630 pelo exercito hollandez, seu pae que entao estava no comeco de sua carreira militar, apresentou-se ao general Mathias de Albuquerque, com os seus escravos e criados, mantidos a sua custa e sem remuneracao alguma pelo estado, e offerece os servicos de todos pela cauza da patria;…”

“A heroica defesa do Arraial do Bom Jesus, os feitos da Varzea do Capibaribe, de Serinhaem e outros, foram testemunhas do valor de Agostinho Barbalho Bezerra. Cahindo prisioneiro em poder dos hollandezes, por dous annos esteve privado de sua liberdade; mas conseguindo-a, elle apresenta-se de novo no exercito no anno de 1639, entao ja possuindo as dragonas de capitao de infantaria que lhe conferira o Conde de Torre.”

“Estava entao em Portugal travada a luta renhida com a Hespanha. Agostinho Barbalho sobe aos regios pacos de D. Joao IV, e offerece os seus servicos em defesa da causa da liberdade portugueza. Parte sem demora para o Alentejo, acompanhado de criados e cavalleiros mantidos a sua custa, e nos oito dias em que o Marquez de Torre-Cusa teve sitiada a praca de Elvas, Agostinho Barbalho achou-se em todos os combates que se deram.

Recebendo entao a noticia do fallecimento de seu pae na cidade do Rio de Janeiro, Agostinho Barbalho parte para essa provincia, e ahi se demora por algum tempo residindo na freguezia de Sao Goncalo, onde possuia uma fazenda.”

“Poucos dias depois da partida de Sa e Benevides, amotinou-se o povo contra elle, negando-lhe obediencia, depondo e prendendo o seu delegado; e apoiado pela Camara, proclamaram governador a Agostinho Barbalho, Elle nega-se a annuir aos desejos dos revoltosos, refugia-se no convento de S. Francisco, mas elle era o unico homem que merecia as sympathias e confianca do povo e do Senado da Camara.

O povo procura-o, descobre-o afinal, insta para que acceite o cargo que a sua confianca nelle depositava e elle resiste; mas esgotada a paciencia e os meios suasorios, vem a ameaca, a forca, e Agostinho Barbalho, entre a morte e o governo, acceita por fim o mandato popular.”

“Voltando Salvador Correia, e assumindo o governo, remetteu presos para Lisboa Agostinho Barbalho e os autores do levante; mas reconhecendo El-Rei a sua innocencia, permittiu-lhe a volta para o Rio de Janeiro, e honrou-o com a doacao da capitania de Santa Catharina.

A prudencia com que se houve Agostinho Barbalho no seu ephemero governo, aquietou e serenou os animos populares, correndo nao poucas vezes a sua vida, grandes riscos e perigos. No anno de 1662, ja Agostinho Barbalho achava-se de novo em Portugal militando na campanha do Alentejo, acompanhado de criados e cavallos mantidos a sua custa.”

“Na guerra da invasao hollandeza em Pernambuco, e na guerra da restauracao de Portugal do dominio de Hespanha, Agostinho Barbalho Bezerra conquistara titulos taes de benemerencia e de honra, que jamais o seu nome deixara de figurar entre os homens illustres de um e outro paiz.”

“No Rio de Janeiro casara-se Agostinho Barbalho com D. Cecilia Barbosa, e ahi fallecendo, legou a sua esposa e filhas fortuna tao mediocre, que apenas a salvara da pobreza. A data do fallecimento de Agostinho Barbalho Bezerra e desconhecida; mas em 1675 elle ja nao pertencia ao numero dos vivos, pois a 25 de Julho desse anno, sua viuva D. Cecilia Barbosa deu comeco a fundacao de um recolhimento na ermida de Nossa Senhora d’Ajuda, na cidade do Rio de Janeiro, para suas filhas, para si, e para donzellas e senhoras que quizessem viver em clausura, e separadas e desprendidas do seculo, consagradas exclusivamente a Deus.”

“Balthazar da Silva Lisboa, tratando nos seus annaes do Rio de Janeiro, de Luiz Barbalho Bezerra, consagrou estas palavras a memoria de seu filho: Elle deixou a sua imagem e semelhanca em Agostinho Barbalho Bezerra, o bravo debellador dos corsarios que infestavam as costas, tendo logar distincto na apotheose entre os seus patricios pelas suas virtudes, valor, generosidade, e acerto nos negocios; serviu tambem de administrador geral das minas e por seus bons servicos obteve alvara de commenda.”

Enganei-me quanto a ter encontrado a data de 1609 para o nascimento de Agostinho tio nesta biografia. Ela nao menciona data de nascimento mas agora recordei-me que encontrei essa informacao solta nalgum endereco outro da internet.

A publicacao eh de 1882 e contem 804 paginas de biografias de pernambucanos ilustres. Apenas as biografias de Agostinho e Luiz Barbalho Bezerra, das pessoas dessa assinatura, sao encontradas la. Existem varios Barreto, Andrade e Bezerra que devem ter algum grau de parentesco com as personalidades que estou investigando. Porem seria um trabalho um tanto arduo fazer uma busca completa. Conservei a grafia de epoca que nao eh tao diferente da atual. Pelo menos, os sons sao os mesmos e isso nao dificulta tanto a leitura.

A biografia dedicada a Luiz Barbalho Bezerra eh tambem reveladora quanto `a importancia do personagem para a Historia Brasileira. Revela bons detalhes dos combates que se deram contra os holandeses e que equiparam o exercito brasileiro com conhecimentos taticos que levaram posteriormente `a completa expulsao dos invasores. Conhecendo esses detalhes todos torna-se imcompreensivel o porque de os nomes de tais defensores da patria brasileira terem sido expurgados dos livros oficiais de Historia Brasileira!

Nestas minhas idas e vindas, mergulhos estes nem sempre em total estado de alerta, encontrei a informacao de que Agostinho Barbalho Bezerra havia requerido junto ao Conselho Ultramarinho o cargo de Correio-Mor do Brasil. Porem houve um desencontro de informacoes em que o cargo de correios gerais, exceto das Indias orientais, ja haviam sido concedidos a Luis Gomes da Mata. A maior parte da trama pode ser visualizada no endereco: http://historiapostal.blogspot.com/2008/02/o-ofcio-de-correio-mor-de-mar-e-terra.html.

O texto mostra os passos tomados por Agostinho Barbalho, o tio, para obter varios favores da coroa. Porem, sua peticao para Correio-Mor eh contestada por Luis da Mata. E ele faz uma treplica com mais alegacoes a seu favor, entre elas: “lhe faça V. Maj. mercê do posto de Mestre de Campo da mesma praça e do cargo de Administrador das Minas, em que pela experiência que dela tem, espera fazer um grande serviço a V. Maj”.

E, antes disso, tinha levantado um argumento que muito me havia intrigado. Isso ele disse: “gastando nelas não só a fazenda, mas até a mesmo a vida, por cuja causa ficaram seus filhos falta dela e ele Agostinho Barbalho, com o encargo de três irmãs e uma mãe que está obrigado a amparar.” Este foi o argumento mais forte porque ele nao apenas tinha gasto toda sua vida com o servico `a coroa, Portugal e Brasil, tambem tinha empregado o seu proprio meio de vida que era a fazenda.

Mas a informacao que mais me havia chamado a atencao fora a de que estava obrigado a amparar a propria mae e tres irmas. Na primeira vez que li isso nao observei que se tratavam de irmas e enxerguei irmaos. O que obrigatoriamente incluiria pelo menos um homem. O fato eh este, ate agora nao encontrei dados genealogicos de irmas, e muito menos irmaos, que o Agostinho tio pudesse estar obrigado a amparar em 1663. Ou mesmo em 1644, quando do falecimento do pai.

O pai dele, Luiz Barbalho Bezerra, falecera em 1644. Portanto, em 1663, nao poderia ter mais que um filho menor de idade. A esposa dele, d. Maria Furtado de Mendonca, segundo me consta, nasceu por volta de 1595. Em 1644 estaria por volta dos 49 anos de idade. Se se tivesse casado novamente, nao teria filhos.

Por outro lado, eles foram para o Rio de Janeiro em 1643. Os dados genealogicos que tenho sao provenientes da Bahia que nao mencionam em hipotese alguma tais irmas. Elas poderiam ter nascido em Pernambuco, como nasceram os 6 acima citados, mais o Jeronimo e Celia, que nao posso afirmar que fossem filhos de d. Maria Furtado. Mas teriam que ter vivido na Bahia junto com toda a familia, durante o periodo das Invasoes Holandesas. Ai nao creio que todas passariam despercebidas dos geneologistas.

Em razao dessa alegacao de ter mae e tres irmas para amparar, pensei poder tratar-se mais razoavelmente do Agostinho sobrinho. Porem o texto da historia postal nao deixa duvida quanto ao requerente ser o Agostinho tio. E, em sendo irmas, poderia ele, em tese, sim ter tido tres irmas solteironas para amparar. Embora tenhamos que comprovar que elas existiram.

O fato novo para mim foi a alegacao de os “filhos” ficarem na falta da fazenda. Isso implicaria dizer que o Agostinho tio teve pelo menos uma crianca do sexo masculino. Assunto que me era desconhecido ate entao. Todas as referencias anteriores mencionavam filhas. Como isso eh claramente mencionado tanto na biografia do Agostinho acima quanto na de d. Cecilia abaixo citadas.

Embora minha hipotese perca forca, ainda assim ha que considerar-se a possibilidade de que quem tomou as redeas do empreendimento de pesquisar as minas de materiais preciosos no Brasil tenha sido o Agostinho sobrinho. Uma possibilidade do que possa ter acontecido eh a de o tio ter sublocado este encargo ao sobrinho. Naturalmente porque ele pleiteou diversas atividades ao mesmo tempo, sabendo que ele jamais daria conta de administrar tudo sozinho.

E creio na possibilidade de o tio ter falecido por volta de 1665, um pouco antes do alegado falecimento de 1667. Isso porque mesmo tendo sido negada a ele a concessao de Correio-Mor do Brasil, apos recurso de seu competidor, ele nao retrucou neste periodo. Era certo que ele teria que estar contando com outros para ajuda-lo nos encargos de donatario da Ilha de Santa Catarina, mestre de campo no Rio de Janeiro, “cacador das esmeraldas” no Espirito Santo, administrador das minas de Sao Paulo e administracao dos correios, alem da expectativa de se tornar governador do Rio de Janeiro quando Pedro Melo saisse do cargo. No caso dos correios, a prestacao de servico era publica mas executada por iniciativa privada.

No livro: “Pantheon Fluminense: Esbocos Biographicos” de Presalindo de Lery Santos, paginas 235/6, ha uma curta biografia de d. Cecilia Barbalho. Ali se afirmam dois dados que apontam para a confirmacao de minha hipotese. A primeira eh que ela nasceu “na cidade do Rio de Janeiro a 18 de Novembro de 1613”. A segunda eh a de que foi “casada com Agostinho Barbalho Bezerra, filho do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra”. O material eh de 1880 e esta no google livros.

Por fim temos estas palavras no texto, http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_Barbalho_Bezerra: “Era casado com Brites de Lemos, que em fins de 1667 em Lisboa vai requerer o pagamento dos soldos que o Governo devia ao marido e as despesas que fizera com a gente que o acompanhara ao mal-aventurado descobrimento da serra das Esmeraldas.” O inicio deste texto nao deixa duvida quanto `a pretendida biografia ser dedicada ao Agostinho tio, “Era pernambucano, filho de Luis Barbalho Bezerra…”

Essa afirmacao acima contrasta totalmente com a biografia de d. Cecilia, escrita no Pantheon Fluminense: “Morrendo Agostinho Barbalho, Cecilia e suas filhas foram-se mantendo honradamente conforme os recursos de que dispunham; sentia nao poder transportar-se para Portugal, onde suas filhas encontrassem casamentos que satisfizessem os sentimentos aristocraticos que a preocupavam,…”

Como contraponto ha tambem essa informacao na internet, no endereco: http://www.arqnet.pt/dicionario/barbalho.html. Ali temos: “Barbalho Bezerra, (Agostinho); Brasileiro corajoso e empreendedor, que viveu no seculo XVII. Natural de S. Paulo, ignora-se a data do nascimento, e fal. em 1667.” Alguns outros autores consideram o falecimento de Agostinho Barbalho Bezerra, filho de Luiz Barbalho Bezerra, ocorrido por entre 1670 e 1671. Certo eh que houve um falecimento em 1667 que parece ser o do sobrinho.

Naturalmente, o “Natural de S. Paulo” trata-se de uma pequena errata. A Capitania era a de Sao Vicente que somente muito depois veio a ser conhecida como Capitania de Sao Paulo. Era dividida em duas partes: uma que ia de Macae-RJ ate Caraguatatuba-SP e outra entre Bertioga-SP e Cananeia-PR. Entre meio as duas partes existia a de Santo Amaro, entre Bertioga a Caraguatatuba. A cidade do Rio de Janeiro foi fundada dentro desta capitania `a revelia do donatario. Somente depois eh que foram definidos os limites entre Rio, Sao Paulo e Minas Gerais. Se formos olhar o atual mapa do Brasil, o Agostinho sobrinho seria fluminense e nao paulista.

Em 1663, seria mais provavel que o Agostinho sobrinho pudesse alegar que tinha mae e irmas para amparar. Tanto d. Antonia quanto d. Cosma, irmas do Agostinho tio, foram bem casadas e permaneceram na Bahia. Nao tenho noticia de outra irma do Agostinho tio alem da Celia Carreiro, que tambem foi casada e, possivelmente, bem casada. Ja o Agostinho sobrinho deveria ter mae viva, d. Izabel Pedroso, e deve ter tido outras irmas alem de d. Michaela que, em 1663, estaria com 9 anos de idade.

Mas a alegacao do sacrificio da fazenda poderia ter partido tanto de um Agostinho quanto do outro. Se ambos tivessem se referindo a seus pais: Luiz Barbalho Bezerra perdeu todas as suas posses na tentativa de expulsao dos holandeses e o Jeronimo deve ter tido os bens confiscados por Salvador Correia de Sa, durante o contra-golpe, no passar da Revolta da Cachaca.

Bom, nao vejo como, de minha parte isolada, dar solucao a todas as questoes ai levantadas. O certo seria fazer o rastreamento dos dados levantados primeiramente pelo professor Demerval Jose Pimenta. Creio que o melhor caminho seria buscar os documentos por ele mencionados em seu livro, a comecar pelo registro de casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. O casamento se deu em Milho Verde, em 18.9.1732. Cidade do Serro, MG.

Ele menciona: “Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v”. Acredito que ele estava se referindo ao casamento propriamente dito; ao registro de nascimento de Isidora Maria da Encarnacao (filha do casal) e ao casamento desta. Somente o primeiro nos bastaria. Este documento sera fundamental para tirarmos outra duvida que foi posta em nossa linhagem genealogica do lado Pimenta de Carvalho. Mais abaixo tratarei exclusivamente dela e voltarei ao assunto.

Encontrando tal registro, espero confirmar os nomes dos pais e avos dos nubentes. Assim constatariamos que os pais do noivo foram Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar (“viuvo de Ana Pereira de Araujo”). E os avos maternos dele seriam: d. Paschoa Barbalho e Pedro da Costa. O casamento destes ultimos teria se dado “no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668”. Mas nao ha a mencao `a Freguesia ou igreja. E eh justamente desse outro registro que dependemos para comprovarmos quem foram os pais dela e se realmente foi neta do Jeronimo Barbalho Bezerra.

Como nao temos os dados genealogicos completos do Jeronimo Barbalho Bezerra, existe a possibilidade de ele ter nascido por volta de 1630 e ser realmente irmao completo do Agostinho Barbalho Bezerra tio, ou seja, filho do Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca. Neste caso ele ate poderia ter tido o filho Agostinho Barbalho Bezerra sobrinho, que dificilmente teria se casado com d. Brites de Lemos por esta ter idade por volta da idade do pai dele. Mas, neste caso, d. Paschoa Barbalho poderia ter sido irma deste Agostinho e nao filha.

Seria necessario para isso que o professor Demerval tivesse cometido o engano de da-la por neta do Jeronimo e nao filha. Isso reforcaria a ideia de que partiria mesmo do Agostinho sobrinho alguma solicitacao com a alegacao de ter mae viuva (d. Izabel Pedroso, que ficara viuva em 1661 com o enforcamento do Jeronimo) e tres irmas para amparar. Alem de d. Paschoa e d. Michaela, existiria uma terceira irma ainda nao identificada por mim. Mas nesse ponto reconheco que as minhas consideracoes estao um pouco alem dos fatos mais provaveis. Devemos nos ater `as possibilidades mais simples.

Apenas por curiosidade, devo informar que nosso banco de dados em relacao `a familia no Rio de Janeiro esta crescendo. Varias vezes eu havia visto uma observacao na internet a respeito da existencia de um Francisco Barbalho. Mas so me dignei a buscar quando vi os dados nos passados pelo professor Demerval sendo contestados pelo pesquisador Lenio Richa. Nao necessariamente por ele, mas vi os dados na publicacao assinada por ele. Quando falar a respeito do titulo Pimenta de Carvalho voltarei ao assunto.

Porem, depois de procurar o autor para ver a questao na linhagem Pimenta de Carvalho, verifiquei este enunciado no trabalho dele: “3-6. Inacia Rangel, npv. 1652, f. Rio 1737, cpv. 1672, com Francisco Barbalho, npv. 1641 (possivelmente filho ou neto de Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonca), pais de:…” Procurei-o mais uma vez para informa-lo que a possibilidade se ser filho eh praticamente nula e o mais possivel eh que fosse neto.

O enunciado acima esta no endereco: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptazercout.htm. A pagina trata de complementos ao titulo Azeredo Coutinhos. Assunto tratado pelos famosos genealogistas Pedro Taques e Luiz Gonzaga da Silva Leme. E o extrato acima esta no capitulo 6o., paragrafo 1o. Isso porque a informacao que tinha a respeito do filho do Luiz Barbalho e Maria Furtado eh mais ampla. Encontrei-a na “Revista Trimensal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, Catalogo Genealogico, pagina 312. Ali temos o extrato:

“6. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, que, diz d’elle o liv. 4 a fl. 304, que trata dos servicos das pessoas deste estado, era fidalgo da casa de Sua Majestade, como era o dito seu pai o mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra, e natural de Pernambuco, e que este seu filho Francisco Barbalho Bezerra, de idade de 8 annos, assentou praca de soldado na companhia de seu irmao Agostinho Barbalho Bezerra, uma das do mestre de campo D. Felippe de Moura, com seis cruzados por mez, em 20 de Fevereiro de 1642, e servio de soldado em outras companhias ate 17 de Marco de 1667, em que, passando seu irmao Fernao Barbalho para o servico do sr. Infante D. Pedro, como fica dito, entrou o dito Francisco Monteiro Bezerra, ou Barbalho Bezerra, por capitao do forte novo de N. Sra. do Populo do mar, de que era o dito seu irmao Fernao Barbalho, servio n’este ate 1704, que n’este anno, que requeria os seus servicos, faziam 24 annos, 4 mezes e 17 dias, que servia; e e o que d’elle achamos.”

O Forte de Nossa Senhora do Populo, ou Forte de Sao Marcelo, fica dentro da Baia de Todos os Santos, de frente para a centro historico de Salvador. Tem a caracteristica de ser redondo, unico nas Americas. Eh um ponto alto do turismo baiano. Por esse pequeno relatorio pode-se deduzir que este Francisco deve ter se mantido na Bahia, nao indo com os pais para o Rio de Janeiro. E o irmao, que era mais velho que ele, deve ter ficado por tutor. Pode-se ver que o Francisco nasceu em 1634 e, pelas anotacoes baianas, foi o derradeiro de d. Maria Furtado. Tambem que a aposentadoria compulsoria dele se deu aos 70 anos de idade. Infelizmente nao se informa geracao alguma que acaso ele tenha tido. Eh dito apenas que o Fernao nao teve.

O Francisco suspeito de ser filho ou neto do Luiz Barbalho pode ser filho do Jeronimo Barbalho Bezerra. Embora, agora tenhamos que levar em conta a possibilidade de ele ser filho do Agostinho tio. Penso que esta seja uma possibilidade de menor credito porque, exceto por aquela mencao de “filhos” no “historiapostal”, sempre encontrei a expressao filhas, tanto para Agostinho tio quanto para d. Cecilia, esposa dele. E isso reforca a ideia de que o Agostinho sobrinho estivesse envolvido nas pesquisas minerais porque, neste caso, os filhos poderiam ser dele.

Terei que entrar em contato novamente com o pesquisador Lenio Richa, para alerta-lo em relacao `aquela possibilidade nova, para mim.

Nao tenho a intencao de detalhar muito mais essa nossa linhagem Barbalho. Creio que ela tem sido fartamente estudada, pelo menos em direcao `as suas raizes a partir de Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonca. Outras linhagens a partir deles tambem devem ter sido bem estudadas por causa de serem ascendentes de grandes nomes da Historia do Brasil, embora, nao ha tanto alarde a esse respeito. A minha preocupacao maior tem que ser a de comprovar primeiro que descendemos deles, o restante sera lucro.

Como ja passei em escrito anterior, atraves do ancestral Antonio Bezerra Felpa de Barbuda nao devera ser dificil comprovar parentesco com o Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, que acredito ser irmaos. Pode-se comprovar a linhagem deste segundo que o liga `a familia real portuguesa no endereco: http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html. Basta-nos, entao, confirmar que tiveram ancestral comum na linhagem Bezerra. E dai para tras ja estara tudo mastigado. A linhagem inclusive pode ser acompanhada no site do GeneAll.net Portugal.

A “Revista Trimensal do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, Volume 52, Catalogo Genealogico”, mostra nao apenas os filhos do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonca, a partir da pagina 308. Mostra tambem o envolvimento deles com os Ferreiras de Souzas, pagina 313 e os Negreiros de Sergipe do Conde, pagina 308.

Alem disso temos varias outras insercoes, que nao verifiquei a fundo o suficiente para dizer que encontrei todas, como: “N-5. O doutor Joao de Aguiar Villas-Boas, filho de Joao de Aguiar Villas-Boas, n.1, cazou com D. Joana de Souza Barreto, filha do Capitao Jeronimo Moniz Barreto e de sua mulher D. Thereza de Souza, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra Barbalho, a fl…, n.5 e seg.” D. Antonia Barbalho era filha do mestre de campo Luiz Barbalho e d. Maria Furtado de Mendonca. Aquilo esta na pagina 359.

Em Monizes do Socorro e Fiuzas, na pagina 373, encontramos: “N-2. Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonca, cazou com Thereza de Souza (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra…”

Nos Maciel e Sa, na pagina 386, esta: “Diego de Sa Soutomaior cazou com D. Francisca Barbalho, filha de Antonio Ferreira de Souza… na capela do Bom Jezus do Socorro em 1o. de Dez. de 1668.”

Mais `a frente, pagina 391, tem-se: “D. Roza Maria de Sa casou com Egas Moniz Barreto, filho de Egas Moniz Barreto e D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra…” D. Ignez era filha de Antonio Ferreira e d. Antonia Barbalho Bezerra.

E na pagina 247 encontramos esta informacao: “N-2. Rafael Soares de Franca, filho de Joao Alvares Soares e de sua mulher D. Catharina de Souza, filha de Antonio Pereira de Souza, cavalleiro de habito de Santiago, e de sua mulher D. Antonia Bezerra, filha do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra; foi homem rico e senhor de engenho no rio de Parana-mirim; teve filhos:”

Outro extrato importante eh este: “N-6. Francisco de Negreiros Sueiro, filho de Domingos de Negreiros, n.2, e de sua mulher Maria Pereira, foi cazado com D. Cosma Barbalho, filha do mestre de campo Luiz Barbalho e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonca, a fl…, e teve filhos:”

Para complicar, ou melhor, explicar a minha confianca em que os dados genealogicos pregressos ja estejam fartamente estudados, basta coletar alguns dados encontrados no GeneAll.net Portugal. Para quem nao eh cliente plus do site nao podera visualizar que d. Antonia Barbalho Bezerra eh filha do mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonca mas, como sabemos, podemos ver que a filha dela, D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra casou-se com o nobre Egas Moniz Barreto e deles descendem:

1. Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragao, 1o. barao de Itapororoca; 2. Maria Amalia Ferrao Moniz Barreto Aragao, que se casou com Frutuoso Vicente Viana, 2o. barao de Rio das Contas; 3. Emilia Augusta Ferrao Moniz Aragao, que se casou com Joaquim Inacio de Aragao Bulcao, 1o. barao de Matuim; 4. Salvador Moniz Barreto de Aragao e Menezes, 1o. Barao de Paraguassu; 5. Francisco Moniz Barreto de Aragao, 2o. barao de Paraguassu; 6. Pedro Moniz Barreto de Aragao, 1o. barao de Rio das Contas; 7. Francisca de Assis Viana Moniz Bandeira, 1a. baronesa de Alenquer e Antonio Araujo de Aragao Bulcao, 3o. barao de Sao Francisco casou-se com duas filhas do 2o. barao de Rio das Contas, sendo elas: Maria Clara e Maria Jose Moniz Viana.

As constatacoes acima foram feitas em uma rapida inspecao. Nao procurei descobrir mais detalhes da genealogia que, mais certamente, levar-me-iam `as muitas autoridades atuais espalhadas pelo Brasil afora. Uma boa referencia de onde devemos encontrar bons dados a respeito da linhagem acima citada sera a obra do genealogista: Antonio de Araujo de Aragao Bulcao Sobrinho (1898 – 1965). Um resumo da biografia dele encontra-se na pagina: http://www.cbg.org.br/patronos_27.html. Ela nos informa que ele escreveu: “Os Tres Baroes de Rio das Contas”, de 1944. E, entre outras, estudou as familias: Soeiro, Villas-Boas, Bandeira, Fiuza, Bulcao e Sa Menezes. Certamente sao as mesmas que se envolveram com a descendencia Barbalho.

Tambem, sera bem provavel que existam os registros de fidalguia de varios membros da familia. Os fidalgos pediam cartas de fidalguia e armas para comprovar seus privilegios junto `as autoridades administrativas do reino. E para a sua expedicao era feito um levantamento genealogico que penso, era registrado nos livros de fidalguia na corte portuguesa e, posteriormente, na brasileira. E foram fidalgos os ancestrais de Luiz Barbalho Bezerra: Francisco Carvalho de Andrade, Pantaleao Monteiro, Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, Braz Barbalho Feio e outros.

O proprio Luiz Barbalho Bezerra foi fidalgo da mais alta estirpe brasileira. E os filhos Agostinho, Guilherme, Fernao e, penso, tambem o Jeronimo conquistaram o direito de fidalguia por causa do envolvimento nas guerras contra os holandeses. Ja o Francisco Monteiro, que foi capitao do Forte de Nossa Senhora do Populo, pode ter conquistado o direito de fidalguia apos os combates contra os holandeses, ou pela influencia paterna.

Voltando `a questao da solucao do problema de provarmos que descendemos do padre Policarpo Jose Barbalho e de sua esposa Isidora Francisca de Magalhaes, lembrei-me que existem outros documentos que podem ate “quebrar mais de um galho” em nossas pesquisas. Um deles seria o registro de casamento do Marcal de Magalhaes Barbalho e (H)Ercila Coelho de Andrade. Marcal de M. Barbalho foi um dos filhos do casal Francisco Marcal e Eugenia Maria da Cruz (Coelho). Eles sao a razao de as assinaturas Barbalho e Coelho estarem tao intimamente ligadas. E sao avos maternos do bispo D. Manoel Nunes Coelho tambem.

O registro de casamento deles podera revelar os nomes dos avos paternos do Marcal que, espero, foram Policarpo e Isidora. Marcal e Ercila casaram-se a 05.07.1879, provavelmente, em Guanhaes. Esta data eh um pouco capiciosa para determinarmos com exatidao onde o registro podera se encontrar. A Vila de Sao Miguel de Guanhaes adquiriu o direito de emancipacao em 1875, porem, a instalacao da nova vila so se deu em 9 de setembro de 1879. Marcal de Magalhaes Barbalho foi um dos vereadores eleitos, representando a Paroquia de N. Sra. do Patrocinio de Guanhaes (atual Virginopolis). Antes destas datas, Guanhaes pertencia ao Serro. Portanto, o registro podera encontrar-se em uma ou outra cidades.

A vantagem eh que este documento poderia expor tambem os avos paternos da Eugenia. Neste caso comprovariamos que serao Jose Coelho da Rocha (ou Magalhaes) e Luiza Maria do Espirito Santo e nao Joao e Luiza de Magalhaes como advogam o site sfreinobreza e a Revista Latina de Genealogia.

Nao menos importante, este documento revelaria tambem os avos da “Dindinha Ercila”, como continua a ser tratada por netos, bisnetos e diversas outras geracoes. Segundo nos consta foi filha de Joaquim Coelho de Andrade e Joaquina Umbelina da Fonseca. Nao temos dados anteriores a eles mas a descendencia loira e de olhos verdes seria uma das garantias de que tivessem forte ascendencia goda europeia. E outro indicativo disso foi a tradicao mantida pela descendencia de que “Dindinha Ercila” dizia que era prima do Carlos Drummond de Andrade. A tradicao nao menciona o grau. Ela faleceu em 1937 e nao falava isso por vaidade.

Caso este registro mencionar os nomes dos avos paternos dela, poderemos comparar com a lista de tios-avos ou bisavos do poeta. O mais provavel eh que uma das tias tenha se casado com alguem que assinasse Coelho e, por esta razao, ela ter assinado Coelho de Andrade que herdou do pai. Segundo nossas anotacoes, os pais dela deveriam ter nascido em Itabira e ela propria ja deve ter sido registrada em Guanhaes.

Massageia o nosso ego saber que podemos ter parentesco com um grande poeta como foi o Carlos Drummond de Andrade. Porem, conhecendo o pouco que conheco de genetica, penso ser mais importante para a nossa saude saber que ele e, provavelmente, nos descendemos dos indios brasileiros. Isso nos garante um pouco mais de variabilidade genetica que nao teriamos se fossemos descendentes apenas de europeus puros. Massageia o ego sim, mas consola mais saber que a nossa genetica nao eh tao igual `a de frangos de granja.

Outro registro de casamento que poderia solucionar a questao das paternidades de Francisco Marcal e Eugenia Coelho seria o de Ambrosina de Magalhaes Barbalho e Miguel Nunes Coelho. Eles foram os pais do bispo D. Manoel Nunes Coelho. Casaram-se em Virginopolis, porem, eh possivel que o registro tenha se dado nos livros de Guanhaes. Devem ter casado tambem em 1879, ou em 1880.

O mesmo se daria com o registro de casamento de mais uma filha de Francisco Marcal e Eugenia Maria. Trata-se de Candida de Magalhaes Barbalho, mais conhecida pelo apelido de Sa Candinha, com Joao Batista Magalhaes, mais conhecido como tio Joaozinho. Este casamento se deu em 30.06.1883, tambem em Virginopolis. Mas o registro pode tambem estar em Guanhaes. Pelo lado de Sa Candinha devera revelar que seus avos paternos serao Policarpo e Isidora e, pelo materno, Jose e Luiza Maria.

Ja pelo lado do tio Joaozinho ha que se torcer que o escrivao tenha ignorado o que se tinha por costume e escrito a verdade. Isso porque ele era bisneto do padre Policarpo e Isidora, porem, atraves do filho Jose de Magalhaes Barbalho. Deste nao temos ainda o registro. O Jose foi pai de Anna, que ficou na memoria da descendencia como Sinh’Anna de Magalhaes. A Sinh’Anna engravidou de alguem em Itabira e foi enviada para Guanhaes, para que os tios dela, padre Emigdio e Francisco Marcal, tomassem conta.

Antes mesmo de ela dar `a luz, parece que os tios acertaram o casamento dela com um certo Domingos. Quando tio Joaozinho nasceu foi criado como se fosse filho dessa pessoa. Inclusive era chamado de Joao do Domingos, que acabou sendo abreviado para Joao Domingos, embora nunca tenha assinado o Domingos como nome. O normal acontecer em casos como estes seria os escrivaes deixarem em branco o espaco para os pais biologicos. E isso ocultava parte da historia genetica das pessoas. Portanto, se o escrivao no caso quebrou a regra, devemos entao ficar sabendo quem foi o pai do tio Joaozinho e, talvez, o nome da avo materna. Sabemos que a mae da Sinh’Anna tinha origem africana porque ela foi mulata, mas nao lhe temos sequer o primeiro nome.

Outra explicacao que ocorreu-me para o fato de o nome Isidora ter sido trocado por Genoveva como mae do Francisco Marcal na Revista Latina de Genealogia e no sfreinobreza eh a de que a Isidora Francisca de Magalhaes pudesse ser conhecida como Isidora ou Francisca da Genoveva. Isso porque a mae dela chamava-se Genoveva Nunes Filgueiras, ou Ferreira. Como a tendencia popular eh de simplificar os nomes, pode ser que as pessoas que a conheceram acabaram optando por chama-la de Vita, como diminutivo de Genoveva, ao inves de Dorinha ou Chiquinha.

Com isso, seus netos e bisnetos lembrar-se-iam mais de ouvirem ter falado de Vita, principalmente porque haviam algumas descendentes que receberam o nome Vita como homenagem a ela. Quando tentaram lembrar-se do nome a partir do apelido acabaram celebrando o Genoveva e nao Isidora Francisca. E a unica solucao para o problema agora sera encontrarmos documentos mais antigos que tenham as anotacoes corretas. De preferencia, os do tempo em que ela ainda estava viva.

O SOBRENOME PIMENTA DE CARVALHO

Comecarei a partir daquei copiando parte da pagina 253 do livro do professor Demerval Jose Pimenta. Paricularmente a parte que ele deu nome de “Ascendentes de Josefa Pimenta”. Vamos la entao:

“I – Capitao MANOEL PIMENTA DE CARVALHO, nascido em Vila Vicosa, Alentejo em Portugal, por volta de 1610 e falecido no Rio (Candelaria 2o., 25v), a 3-5-1676; foi casado nos anos de 1640, com MARIA DE ANDRADE, nascida por volta de 1622, filha de BELCHIOR DE ANDRADE e de MARIA CARDOSO. Deste casal nasceram varios filhos, entre os quais:

II – BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, casado no Rio (Campo Grande, 3o., 60v) em 6-7-1693, na Capela de Sao Joao do Tarairaponga, com FRANCISCA DE ALMEIDA, nascida no Rio (Iraja 6o., 37), batizada em 2-5-1677, sendo filha de AMARO DE AGUIAR e de FRANCISCA DE ALMEIDA.

Pais de:

III – BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, nascido no Rio (Iraja 6o.v), batizado a 10-4-1691, casado em primeiras nupcias no Rio (Guaratiba 3o. 4v) a 25-10-1616, na Capela de Nossa Senhora da Conceicao, com URSULA TELES DE MENEZES, nascida no Rio e ali falecida a 23-10-1727. Deste primeiro matrimonio, nasceram dois filhos: JOAO PIMENTA DE MENEZES e MATIAS PIMENTA TELES. Em segunda nupcias, casou-se com MARIA COUTINHO DE MOURA, com a qual teve varios filhos. Alem desses filhos, BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, era pai de uma filha, nascida no Rio por volta de 1716 e criada desde crianca, em sua propria residencia. Esta sua filha chamava-se:

IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residencia de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora do Mosteiro, do Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIZ ANTONIO PINTO.”

O que levantou a duvida quanto a esta linhagem genealogica descoberta pelo professor Pimenta em estar correta foi um pequeno trecho que extrai do pagina: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptmoreiras.htm. A pagina pertence ao site do genealogista Lenio L. Richa e o que chamou-me a atencao esta no Capitulo 4o., paragrafo 3o.:

“5-2 Maria Coutinho de Moura, b. Jacarepagua, Rio, 1705, c. 1738, com Belchior Pimenta de Carvalho (viuvo de Ursula Teles de Menezes), n. Iraja, f. de Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado, com pelo menos (CR, 2, 134 e 341).”

Foi esse trechinho que fez-me contatar aquele genealogista para alertar a respeito do fato de que havia o conflito de informacoes com o livro “A Mata do Pecanha”. Nao conseguimos ainda sanar a duvida. Os dados que ele tinha procediam do trabalho do genealogista Carlos Rheingantz (abreviado por CR, nas anotacoes dele).

O CR foi quem fez um grande trabalho de coleta genealogica no Rio de Janeiro e ate parece que foi o mesmo quem criou um arquivo de fichario com anotacoes dos documentos por ele pesquisados e que eh referencia para muitos pesquisadores. O fichario eh propriedade do Colegio Brasileiro de Genealogia, CBG, situado no Rio de Janeiro. E o proprio professor Demerval mencionou esse fichario em suas pesquisas.

O Lenio L. Richa e eu concordamos com a possibilidade de o CR ter-se enganado quanto a fazer a troca de casais (Belchior Pimenta de Carvalho e Francisca de Almeida pelo Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado), porem, ha que se lembrar que genealogia eh um trabalho melindroso e a possibilidade de engano eh igual para ambas as partes. Sera preciso manter a mente aberta para aceitar-se qualquer que for o resultado correto.

E, pelo que vemos, as consultas do professor Pimenta foram feitas nao diretamente nos livros de registros paroquiais e sim nos arquivos do alferes Luiz Antonio Pinto. Segundo um comentario, se nao me engano do proprio professor Pimenta, este arquivo andou perdido e talvez nao se encontre completo. Contudo, seja la o que restou dele, encontra-se no Arquivo Publico Mineiro – APM -, em Belo Horizonte. Assim, ha a opcao de pesquisar-se nas duas fontes: paroquiais no Serro e Arquivos no APM.

O Arquivo do alferes Luiz Antonio Pinto eh vasto e ele deve ter sido o primeiro genealogista a coletar dados e organizar genealogias da populacao do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Ele nasceu em 1841 e foi jornalista no Serro na maior parte de sua vida. Tinha o bom costume de armar arvores genealogicas dos conhecidos e registrou diversas familias da regiao. Faleceu no ano de 1924 deixando uma vasta obra nessa area.

Entre as familias pesquisadas encontram-se: Pereira, Melo, Rodrigues, Araujo, Silva, Pinheiro, Carvalho, Miranda, Gomes, Africa, Brant, Leal, Vargas, Chagas, Borges, Pinto, Coelho, Dumont, Andrade, Oliveira, Sanches etc. Praticamente todas sao do nosso direto interesse por estarem interligadas com a descendencia de nossos ancestrais, senao nos troncos no passado com certeza nos ramos do presente.

Mesmo antes de ter conhecimento desse desacordo, vez por outra eu encontrava a mencao ao nome de algumas pessoas dessa linhagem e ja estava ajuntando alguns dados, no intuito de completa-la porque tinha a impressao de que estava proximo a encontrar algum fio perdido da meada que nos levasse a outras ligacoes com as familias reais da Peninsula Iberica. Ja havia encontrado outras versoes do trecho que copiarei abaixo. Resolvi posta-lo por considera-lo o mais completo.

Isto encontra-se na “Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro – Volume 34 – Parte Segunda, pagina 165 – Capitulo V e ultimo. Trata-se do Titulo Rendons, retirado da obra “Nobiliarquia Paulistana Historica e Genealogica” de Pedro Taques de Almeida Pais Leme, que eh o genealogista referencia dos tempos coloniais. Ele nasceu em 1714 e faleceu em 1777, portanto, bem proximo do tempo que os mais antigos que temos noticia dessa linhagem, em documentos brasileiros, viveram. Segue entao:

“1 – 5. D. Anna de Alarcao e Luna, nasceu em S. Paulo e de um mesmo parto com seu irmao D. Jose Rendon, supra. Na companhia de seu pai D. Joao Matheus Rendon pelos annos de 1655, se recolheu ao Rio de Janeiro. Este fidalgo viuvou pelos annos de 1646 em S. Paulo, onde segunda vez casou com D. Catharina Goes de Siqueira, como adiante mostramos, e com ella se passou para a capitania do Rio de Janeiro, onde ja era morador desde 1651 seu irmao D. Jose Rendon de Quebedo, do n. 3o. adiante, como alli tratamos. No Rio de Janeiro casou D. Anna de Alarcao e Luna com Ignacio de Andrade Souto Maior (*D’aqui por diante vai esta descendencia copiada de um titulo de Rendons feita pelo Illmo. Sr. Joao Siqueira Ramos em 1746, que me foi confiado depois de sua morte) senhor da casa de Jerecino com sete engenhos, capitao e muitas vezes vereador da mesma cidade, filho de Ignacio de Andrada Machado, natural da Ilha Terceira, d’onde passou ao Rio de Janeiro, o qual era legitimo descendente das familias dos seus apellidos, de cuja origem se trata em titulo de Machados, das ilhas, e de sua mulher Helena de Souto-Maior, chamada a viuva de Pedra, sua parenta e filha de Belchior da Ponte Maciel, da familia dos Pontes Cardoso, da mesma ilha, como se ve em titulo de Pontes:

teve:

paragrafo 1o. Jose de Andrada Souto-Maior
paragrafo 2o. D. Helena de Andrada Souto-Maior

2 – 1. Jose de Andrada Souto-Maior, nasceu no Rio de Janeiro, onde vive neste anno de 1746 senhor da casa de Jerecino, que fora de seus pais. Casou com sua prima D. Anna de Araujo e Andrada, filha de Francisco de Araujo de Andrada e de sua mulher D. Maria de Souro, filha de Joao de Souro, e neta pela parte paterna de Belchior de Andrada e Araujo, natural da Villa de Arcos e capitao no Rio de Janeiro, e de sua mulher Maria Cardoso de Souto-Maior, irma inteira de Helena de Souto-Maior, de quem fallamos acima, cap. 5o.”.

Neste caso, Francisco de Araujo de Andrada foi irmao de Maria de Andrade(a), que foi a esposa de Manoel Pimenta de Carvalho, natural de Villa Vicosa do Alentejo. No paragrafo 2o. temos que D. Helena de Andrada Souto-Maior casou-se com Clemente Pereira de Azeredo Coutinho. A familia Azeredo Coutinho foi uma das mais importantes do Rio de Janeiro dos tempos coloniais e, certamente, tem descendentes em todo o Brasil atualmente.

Existem algumas informacoes importantes para nossa genealogia caso o pesquisador Carlos Rheingantz ter cometido engano e o alferes Luiz Antonio Pinto, copiado pelo professor Demerval, estiver correto. A primeira, ja ha muito que encontrei, eh que Belchior de Andrade, citado no “A Mata do Pecanha” chama-se realmente: Belchior de Andrada e Araujo e procedia da Villa de Arcos “de Valdevez”. Isso ja esta destacado em meu texto: https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/, capitulo 70, Arcos de Valdevez.

E agora tambem sabemos que o nome completo da nossa possivel ancestral seria Maria Cardoso de Souto-Maior, irma de “Helena de Souto-Maior, chamada a viuva de Pedra”, e filhas de Belchior da Ponte Maciel, procedente da Ilha Terceira, que faz parte do Arquipelago dos Acores.

Por infelicidade, nao encontrei o tal “titulo Pontes” inteiramente publicado na internet. Porem, pelo que parece, do pouco que pude ver, esse capitulo foi parcialmente perdido ou o autor cometeu algum engano. Parece que diferentemente das outras familias estudadas por Pedro Taques, a familia comeca a partir de ancestrais ja presentes no Brasil e nao traz seus ancestrais dos reinos de Portugal ou Espanha.

A melhor noticia, porem, surgiu do Ancestry.com e do GeneAll.net Portugal. Atraves do primeiro informei-me que Belchior da Ponte Maciel foi casado com Ignez Fernandes e que era descendente de D. Joao Peres de Vasconcelos, o Tenreiro. Se alguem puxar pela memoria de meus escritos anteriores lembrar-se-a que este foi o marido de D. Maria Soares Coelho, filha do D. Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a adotar e a repassar essa alcunha aos descendentes e que era bisneto do Egas Moniz, o Aio.

Com estes dado em maos, dei uma rapida olhada no GeneAll.net Portugal e para minha surpresa, ja que nao tinha corrido a ele desde quando soube o nome do pai de Maria Cardoso Souto-Maior, la estava ele e as bolinhas que indicam descender da familia real portuguesa. A quintavo (pentavo) de Belchior da Ponte Maciel, na linhagem Cardoso, foi Maria Nunes de Faria, cuja ascendencia leva ao rei D. Dinis de Portugal e a todas as familias reais europeias e alem. [Ja corrigi abaixo este dado, porque foi descendente de Afonso Dinis, meio-irmao do rei, e filhos do D. Afonso III, outro dos reis de Portugal].

Ou seja, caso comprovada a linhagem genealogica proposta pelo alfere Luiz Antonio Pinto e secundada pelo professor Demerval, ja teremos mais este vinculo com os mesmos ancestrais que ate agora venho encontrando em outras linhagens. Estes resultados, segundo o que venho ha muito propondo, nao sao meras coincidencias. Sao apenas respostas `as probabilidades matematicas de sermos inumeras vezes saidos do mesmo grupo de ancestrais. Quanto mais antigas forem as linhagens, multiplicadas serao as probabilidades de reencontrarmos ancestrais comuns em todas as linhagens.

Bom, alertado por aquela discrepancia expressa nos trabalhos do professor Demerval e do pesquisador Rheingantz, andei procurando pelo nome Joao Pimenta de Carvalho. Como capitulo `aparte, encontrei um Joao Pimenta de Carvalho na Historia Brasileira, completamente distinto da descendencia do Manoel Pimenta de Carvalho, oriundo de Villa Vicosa do Alentejo.

Este Joao Pimenta de Carvalho aparece, entre outros, no endereco: http://www.valedoparaiba.com/cidadesdaregiao_novo/?pagina=cidade&cid=30&menu=111. Trata-se de um site dedicado a Paraty – RJ. Uma rapida biografia dele nos informa que foi o primeiro morador deste local. Foi locotenente da condessa de Vimieiro, d. Mariana de Sousa Guerra, neta de Martim Afonso de Sousa. Tambem foi capitao-mor da Capitania de Sao Vicente.

Este Joao Pimenta de Carvalho faleceu por volta de 1660, bem antes do nosso ancestral Belchior Pimenta de Carvalho, o novo, ter nascido. Foi casado com Maria de Lara que descendia dos Oliveira Gagos de Santos. Nao encontrei na descendencia deste outro Joao Pimenta de Carvalho quem pudesse ocupar o cargo de pai de Belchior. Porem nao posso garantir que nao houvesse nenhum. Ha que se buscar mais porque em Pedro Taques e Silva Leme temos apenas a mencao de que foi casado com Maria Lara, (da nobilissima familia dos Lara, cap. 1o. paragrafo 3o. (3-4) doTitulo Laras, naquelas genealogias), sem a descricao de descendencia.

Porem, o passo mais correto nao eh buscar no sentido dos troncos para a descendencia. Melhor mesmo eh buscar o registro de casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza para verificar se ha mencao aos nomes dos avos paternos dela. Se houver, teremos a resposta.

Fica aqui tambem o registro do engano do professor Demerval Jose Pimenta que chegou a pensar que a familia Pimenta de Carvalho da qual descendemos tenha sido a unica na epoca colonial no Rio de Janeiro. Temos ai um tronco mais antigo a partir do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho e outro, do capitao Manoel Pimenta de Carvalho, procedente de Villa Vicosa do Alentejo.

Continuando minhas pesquisas encontrei outro Joao Pimenta de Carvalho de interesse. Na pagina 424 encontra-se este enunciado, no endereco na net : http://www.arvore.net.br/Paulistana/ACastanhos.htm:

“6-1 Manoel Pimenta de Sampaio, nobre cidadao do Rio de Janeiro em 1671, sendo entao capitao de ordenanca de Jacarepagua, casado com Anna Joaquina de Menezes, fa. de Francisco Moniz de Albuquerque e de Maria Pimenta de Menezes, n. p. de Pedro Moniz Tello (este irmao de Manoel Pimenta Tello, que foi mestre de campo dos auxiliares no Rio de Janeiro) e de Ignez de Andrade, naturais do Rio de Janeiro, bisn. de Egas Moniz Tello, cavaleiro fidalgo, natural da ilha da Madeira, e de Maria Pimenta de Carvalho (irma direita do revdmo doutor Joao Pimenta de Carvalho, que foi deao da se do Rio de Janeiro); tern. de Manoel Pimenta de Carvalho, natural de Vila Vicosa do Alem Tejo, e de Maria de Andrade, natural do Rio de Janeiro, esta fa. de Belchior de Andrade de Araujo, natural de vila dos Arcos de Valdevez.”

Como sempre, os nossos familiares sao os ultimos. Parece que os membros de nossos troncos familiares no Rio de Janeiro foram considerados de menor importancia pelos genealogistas do passado. Nossos antepassados para eles nao foram “gente boa” o suficiente para constituirem um titulo de genealogia completo, porem, foram bons o suficiente para receberem mencoes honrosas como ancestrais de membros das familias troncos. Nao interessa as razoes que tenham tido os autores, o importante eh que podemos aproveitar as pedrinhas rejeitadas por eles para usa-las como pedras angulares na construcao de nossa Arvore Genealogica.

Neste trecho encontramos dois provaveis irmaos do primeiro Belchior Pimenta de Carvalho encontrado no livro do professor Demerval. D. Maria Pimenta de Carvalho e seu irmao direito, Revmo. Dr. Joao Pimenta de Carvalho, que foi deao da Se do Rio de Janeiro. O Aurelio nos define a palavra deao como: “1. Ecles. Dignitario eclesiastico que preside ao cabido; decano. 2. Decano. 3. Ecles. Coordenador de um grupo de parocos.” E define decano como: “1. O mais antigo ou mais velho dos membros de uma classe, instituicao ou corporacao; deao.”

Entendo, pois, que este Joao Pimenta de Carvalho devia ser o clerigo mais antigo e que possuia uma certa ascendencia sobre seus confrades. Apesar dessa informacao aparentemente elimina-lo como ancestral de alguem por causa do celibato instituido pela Igreja Catolica e rigorosamente fiscalizado naquela epoca da Inquisicao, ha que se manter a mente ligeiramente aberta para uma possibilidade. A de que ele tenha se relacionado com Maria Machado, antes ou mesmo depois de ordenado. Quanto a isso, naquele tempo essas coisas aconteciam e eram melhor toleradas, em nome da Santa Madre Igreja. Exigia-se apenas a discricao no tratamento do assunto entre os paroquianos.

Para acobertar o deslise do irmao, o Belchior Pimenta de Carvalho, o velho, poderia ter adotado como seu proprio filho aquele que seria nosso ancestral. Se algo assim aconteceu, nao alteraria muito a nossa genealogia em termos paternos. Alteraria o lado materno onde teriamos que trocar nossa linhagem Almeida, de d. Francisca de Almeida, para a Machado, de d. Maria Machado. Isso na verdade, possivel, nao muda muito a genetica. Eh provavel que os Almeida e os Machado tivessem muitos ancestrais comuns em Portugal. E isso se tornaria como montar um quebra-cabecas que possui todas as pecas com formatos iguais. Uma peca em ordem trocada mudaria a figura, porem, nao mudaria o formato do conjunto do quadro.

Contudo, mesmo que todas estas minhas conjecturas possam ser entendidas como boas, somente se tornarao grandes hipoteses a partir do momento em que forem comprovadas. Se encontrarmos documentos comprovando a linhagem descrita pelo professor Demerval, algum interessado depois podera buscar o que levou o pesquisador Carlos Rheingantz ao engano, e vice-versa.

As duas versoes cairam como um encruzilhada em nossa genealogia. Nao creio que mudara muita coisa em relacao ao nosso conteudo genealogico tambem porque, embora a encruzilhada nos ofereca dois caminhos diferentes, ambos levarao ao mesmo fim. Supondo que o Joao Pimenta de Carvalho, com Maria Machado, que teria sido pai do Belchior Pimenta de Carvalho, o moco, fosse descendente do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho e nao do Manoel Pimenta de Carvalho, procedente de Vila Vicosa, talvez tenhamos ai somente um pouco mais de trabalho para recompor a nossa Arvore Genealogica, mas o resultado continuara sendo que seremos descendentes das mesmas familias nobres europeias. Senao atraves do proprio capitao-mor, sera atraves de sua esposa que era oriunda dos Oliveira Gago paulistas.

Nos estudos que tenho feito ate agora ja encontrei outros Pimenta de Carvalho no Rio de Janeiro, inclua-se ai (tanto) Joao (quanto Maria), mas nenhum com idade apropriada para encaixar-se em nosso quebra-cabecas. Creio que sejam nossos familiares mas nao tive dados suficientes para comprovar isso. Continuo acreditanto que nao podemos dispensar uma boa lida na obra: “Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Seculos XVI e XVII ….) do Carlos Rheingantz.

Nao muito tempo atras, recebi a divulgacao, via CBG, da publicacao de um livro com a genealogia do Bananal. Nome dado a uma das partes das capitanias que deram origem a Rio, Minas e Sao Paulo. Talvez neste tambem encontremos melhores informacoes. Sobretudo a respeito da genealogia do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho.

Caso nao aconteca outra alternativa senao a de sermos mesmo descendentes do Manoel Pimenta de Carvalho e Maria de Andrade, apos comprovada nossa ascendencia em Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, poderemos buscar o documento “De Genere Et Moribus” do Revmo. Dr. Joao Pimenta de Carvalho. Se o encontrarmos eh provavel que tenhamos um passaporte para encontrarmo-nos com varias raizes da familia.

Ele nasceu na epoca em que Portugal estava sob a Dinastia Filipina, ou seja, estava sob o dominio espanhol, quando a Inquisicao era das mais ferrenhas. Isso implica dizer que antes da ordenacao sua genealogia deve ter sido profundamente investigada para garantir que fosse cristao velho e “sem manchas judaizantes” ou que os ancestrais estiveram envolvidos em qualquer acusacao de sacrilegios. Dai podemos esperar descobrir quem na epoca eram nossos ancestrais em Arcos de Valdevez, Vila Vicosa e no proprio Rio de Janeiro e outros. No caso da Ilha Terceira a “onca ja eh morta”, no caso dos ancestrais de Belchior da Ponte Maciel. Porem, temos outros ancestrais de la.

Eh possivel que mesmo fazendo a troca do casal Belchior Pimenta de Carvalho e Francisca de Almeida pelo Joao Pimenta de Carvalho e Maria Cardoso a nossa genealogia nao ira alterar-se sensivelmente. O sobrenome Machado, tanto quanto o Almeida, estao mesclados com varias das familias primeiro-chegadas ao Brasil. Sera bem possivel que trocando um pelo outro mudaremos algumas pecas do nosso quebra-cabecas de lugar mas logo descobriremos que haverao ancestrais comuns a ambos em suas raizes portuguesas. Seria bom encontrarmos a verdade porque isso retificaria os caminhos genealogicos, contudo, muito pouco devera alterar geneticamente falando. Mesmo que o nosso possivel ancestral Joao Pimenta de Carvalho seja outro que nao estes que ja identificamos.

Como diz o antigo ditado: “Todos os caminhos levam a Roma.” (E o novo que acabo de inventar: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho vaticana.” Um dia explicarei o senso de humor nisso ai). Eu mencionei anteriormente o fato de todas as linhagens genealogicas tenderem para convergir para ancestrais comuns. Mesmo que partamos de linhagens diferentes haverao sempre muitos encontros no final. E pelo que observei dos nossos possiveis ancestrais a partir de Belchior da Ponte Maciel e Ignez Fernandes, nos teremos, repetidamente, os mesmos ancestrais.

Digo isso porque se encontrarmos o nosso vinculo de parentesco com o poeta Carlos Drummond de Andrade, a genealogia dele, ja tao bem estudada, nos informara que descendemos inumeras vezes da familia real portuguesa, particularmente do rei D. Dinis e, em consequencia, de Henri de Bourgogne e Tereza de Leon. Ou seja, os mesmos ancestrais que a familia Barbalho repetira, caso comprovado que o nosso ancestral Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, nascido em Ponte de Lima, seja irmao ou primo do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, natural da vizinha Viana do Castelo.

Ambos, alem de, certamente, parentes proximos entre si foram concunhados. O primeiro casou-se com Maria de Araujo e o segundo com Brazia Monteiro, filhas do fidalgo Pantaleao Monteiro e Brazia de Araujo. O Bezerra, segundo o familybezerrainternational tambem descende do casal Henri de Bourgogne e Tereza de Leon. Diga-se de passagem, sao os pais de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.

Como afirmei anteriormente, isso nada tem o que ver com coincidencia e sim com um fato derivado da probabilidade matematica. No caso de comprovar-se a tradicao de que os descendentes Furtado Leite do Centro-Nordeste de Minas Gerais sao descendentes de Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o barao de Cocais, terao repetidamente os mesmos ancestrais.

Por fim, se as tradicoes que dizem que os Coelho, descendentes do alferes Jose Coelho de Magalhaes, falharem e nao forem descendentes do personagem historico em Minas Gerais: Manoel Rodrigues Coelho, e sim de Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e Ana Josefa de Magalhaes Pinto, teremos a constatacao imediata de que voltaremos aos mesmos ancestrais, atraves dos reis dos quais eles descendem. E se a tradicao estiver correta, talvez teriamos apenas um pouco mais de trabalho para comprovar que Manoel Rodrigues Coelho tambem tinha os mesmos ancestrais.

O fato eh este, “nada acontece por acaso”. O “mundo eh que eh pequeno” demais para que estas “falsas coincidencias” nao se cansem de repetir.

Vou postar aqui tambem uma observacao deixada pelo professor Demerval Pimenta, na pagina 254 de seu livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”.

“Do estudo que acabamos de proceder sobre a descendencia do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, verificamos que este casal, entre outros, teve uma filha de nome ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, casada naquele mesmo Arraial, com o portugues Capitao ANTONIO FRANCISCO DE CARVALHO. Foi nos dado constatar que este ultimo casal teve nove filhos, [Joao, 1761; Vitoriana, 1762; Antonio, 1764; Luciano, 1766; Mariana, 1767; Jose, 1769; Francisco, 1771; Bernardo, 1776 e Boaventura Jose Pimenta, 1779] mas, somente de dois deles, VITORIANA e BOAVENTURA, pudemos obter dados sobre os seus descendentes, os quais receberam o sobrenome de JOSE PIMENTA, herdados de JOSEFA PIMENTA. Face a esta cisrcunstancia supomos que os demais filhos do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA bem como seus outros netos, filhos que eram de ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, tenham tambem recebido o sobrenome de JOSE PIMENTA, derivado da avo JOSEFA. Ha fortes indicios de que as varias familias PIMENTA residentes no Norte e Nordeste de Minas se originaram de Sao Jose do Tapanhoacanga e de Milho Verde. Todavia, nao desprezamos a hipotese de que alguns dos possiveis filhos do casal MANOEL e JOSEFA tenham usado o sobrenome de PIMENTA BARBALHO ou VAZ BARBALHO, os quais teriam dado origem `as familias de sobrenomes VAZ e BARBALHO.”

Acredito que em 1966, quando da publicacao do seu livro, o professor Demerval nao fizesse a menor ideia de quao rapido se dava a multiplicacao humana. Ele menciona tanto os Barbalho quanto os Coelho de Guanhaes e Virginopolis como apendices das familias Borges Monteiro e Pereira do Amaral sem muito de preocupar com a possibilidade de tambem serem descendentes do mesmo casal Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza.

Talvez a desatencao dele para o fato tenha se devido por ja possuir em maos as publicacoes “Algumas Notas Genealogicas” do professor Nelson Coelho de Senna e o “Genealogia e Biografias de Serranos e Diamantinenses” do Dr. Luiz Eugenio Pimenta Mourao. Estes abordam ramos das familias citadas que o professor Pimenta nao abordou. Alem, claro, dos trabalhos do alferes Luiz Antonio Pinto. Eh possivel que o professor Pimenta tenha pensado que, se os outros nao encontraram ligacoes sera porque nao as haviam. E, possivelmente, os outros nao as encontraram porque tinham em mente outras prioridades que nao as de encontrar justamente essas respostas que hoje buscamos.

Como “nada acontece por coincidencia” mesmo, acredito que se tomarmos o casal JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA e MANOEL VAZ BARBALHO como ponto-de-partida, nao me sera surpresa encontra-lo como tronco de todas as familias da regiao do entorno da Cidade do Serro, antiga Capital do Norte de Minas. E o mesmo podera se dar se o mesmo fizermos a partir de outros casais que tenham plantado suas dinastias nos mesmos area e tempo. Nao sera “por acaso” que todos seremos: Amaral, Andrade, Barbalho, Borges, Coelho, Ferreira, Monteiro, Pereira, Pimenta e muitos outros, simultaneamente. Sera tudo uma questao de constatacao matematica. E seremos, consequentemente, inumeras vezes descendentes dos mesmos ancestrais que viveram em Portugal em seculos passados.

Alias, temos versao diferente daquela que escrevi acima dando o capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho como casado com Maria de Lara. No endereco: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptoligagos.htm, o pesquisador Lenio Richa apresenta esta versao, no cap. 1o., paragrafo 4o., numero “3 -1. Susana Requeixo, cc. o Cap. Mor Joao Pimenta de Carvalho, n. Portugal, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, morador na Ilha Grande, 1620, Cap. Mor e Ouvidor Loco-Ten. da condessa de Vimieiro, “o qual casou na familia dos Oliveiras Gagos, de Santos”, f. de Goncalo Pimenta de Carvalho, n. Portel, e Maria Jacome de Melo, n. Vila Vicosa, Alentejo, talvez pais de pelo menos:”

No endereco: http://www.valedoparaiba.com/cidadesdaregiao_novo/?pagina=cidade&cid=30&menu=111, acima mencionado, ha a citacao a outra Maria Jacome de Melo, filha do locotenente acima mencionado, segundo a curta biografia dele ali colocada, e uma das primeiras residentes em Paraty, segundo as poucas informacoes a ela dedicadas. No trabalho do pesquisador Lenio Richa esta ainda nao esta presente entre os descendentes dele.

Senti a necessidade de acrescentar mais algumas linhas a este texto. Minhas consideracoes aqui tratam-se de esclarecer um pouco mais o que penso a respeito de, talvez, termos que alterar a proposta da linhagem Pimenta de Carvalho da qual descendemos. Como ja abordei anteriormente, talvez teremos que trocar o casal Belchior Pimenta de Carvalho e Francisca de Almeida pelo Joao Pimenta de Carvalho e Maria Machado. Se for o caso, posso apenas especular por enquanto mas as pecas estao se ajuntando para resultar naquilo que afirmei antes de que a gente altera a figura mas nao altera o formato do quadro em nosso quebra-cabecas.

Ocorreu-me de explicar para os aprendizes de genealogistas que acaso venham a ler este texto a diferenca entre alta e baixa nobreza. As pessoas geralmente pensam que os termos se refiram apenas ao fato de os membros da alta nobreza ocuparem os postos de reis, duques, marqueses, viscondes etc. E os membros da baixa nobreza sejam pessoas feitas nobres por qualquer outro valor que nao a ascendencia nos de alta nobreza, particularmente, dos reis. Mas a verdade eh auspiciosamente diferente disso.

A probabilidade matematica nos ajuda a definir isso melhor. Realmente, os considerados de alta nobreza sao geralmente os reis e seus descendentes mais proximos. Mas devemos lembrar que os casamentos dos reis partiam de interesses em fazer aliancas. Portanto, os reis e as rainhas tinham filhos destes casamentos que, por direito legal, eram os sucessores. Algumas monarquias adotavam o primeiro nascido como sucessor legal (incluia filho ou filha). Mas a maioria dava esse direito somente aos descendentes do sexo masculino. Ou seja, o rei deveria sempre ser o primogenito do rei anterior.

Um dos problemas que Portugal viveu foi justamente por essa questao. D. Maria I era a filha de D. Jose I, que nao teve herdeiros masculinos. A solucao encontrada foi faze-la casar-se com o proprio tio para garantir a sucessao na linhagem bragantina. Se ela ficou louca depois disso nao deve ter sido por poucas razoes.

Porem, alem dos reis e rainhas poderem ter diversos filhos proprios, era comum eles, os homens principalmente, terem outras familias em regime de concumbinato. Isso servia como plano de contingencia para o caso de nao nascerem filhos dos rei e rainha legais, ou os nascidos fossem incompetentes para governar. Pessoas portadoras de impedimentos como a demencia desde a infancia.

Portugal sofreu duas vezes por falta de herdeiros legimos ao trono. Uma no que se chamou de “Crise de 1383 a 1385”, quando a Espanha reclamou o trono portugues. A solucao so se deu apos ter havido guerra entre os dois paises. Com a derrota da Espanha subiu ao trono D. Joao I, o mestre de Aviz. Ele era filho extra-marital do rei.

Alem disso, ele foi tambem pai extra-marital da dinastia de Braganca. Ja seus herdeiros de direito continuaram a dinastia ate 1580, quando novamente o problema se repetiu e, dessa vez, o rei espanhol, Felipe II, nao deixou a peteca cair em maos de outros. Somente a partir de 1640 a monarquia portuguesa foi restaurada na pessoa de D. Joao IV, que era o VIII duque de Braganca.

Voltando ao ponto que quero chegar, os reis geralmente eram pais de inumeros filhos. Muitas vezes as filhas eram enviadas a outras cortes para tornarem-se rainhas consorte (termo muitissimo apropriado!) ou se casavam com membros da alta nobreza local. Dos filhos, o mais velho estava destinado a tornar-se rei. Os outros recebiam titulos subalternos dentro da alta nobreza.

Na proxima geracao, a de netos de determinado rei, a familia poderia ser multiplicada exponencialmente. Nos podemos ter ideia disso lembrando-nos do numero de descendentes de nossos avos. Em meu caso particular, tive cem primos do lado paterno e quase o mesmo numero do lado materno. Mas o cargo de rei era apenas um e os outros postos tambem nao eram suficientes para encaixar todo mundo na mesma esfera. Com isso, uma parte da descendencia, automaticamente, era forcada a entrar numa expiral de desvalorizacao hierarquica. E tambem era em funcao disso que a descendencia procurava casar-se entre si para nao perder de todo o “status magico” de ser parente do rei.

Para complicar as coisas, cada rei novo que subia ao trono repetia a situacao. E o numero de descendentes, mesmo se repetindo o casamento de primos com primos, continuava aumentando em escala exponencial. Imaginem uma situacao dessas ocorrendo num pais do tamanho de Portugal, cuja populacao era pequena em consideracao aos nossos dias, e antes das conquistas em outros continentes que, sem elas nao havia como expandir. Ora, com o passar de 3 ou 4 seculos o primeiro rei seria ascendente de todos os portugueses, desde o rei mais recente ate ao indigente que por qualquer situacao adversa estivesse obrigado a pedir esmola.

Pois eh, a partir de entao eh que os que ocupavam cargos considerados de menor importancia passaram a ser conhecidos como de baixa nobreza. Muitas vezes eram pessoas promovidas pelo valor que demonstravam em guerras ou conhecimentos (descobrimentos em particular). E, estes, se nao haviam guardado a Arvore Genealogica que comprovava suas ascendencias em reis do passado, adquiriam o direito de se casarem com as filhas daqueles que tinham “pedigree”. Eh por isso que, muitas vezes, se torna mais facil encontrarmos uma linhagem nobre atraves de linhagem materna que paterna.

Bom, ocorreu-me lembrar aqui estes fatos por causa da encruzilhada que ficamos entre descendermos do Manoel Pimenta de Carvalho ou do capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho. (Podemos ate descender de ambos ou de nenhum deles.) Se observarmos nos detalhes, podemos esperar que ambos, possivelmente, teriam ja algum grau de parentesco. Primeiro porque as assinaturas eram iguais. Depois porque o primeiro procedia de Vila Vicosa e o segundo de Portel. Ambas as localidades estao relativamente proximas uma da outra no mapa.

Para completar a mae de Joao Pimenta tambem era natural de Vila Vicosa. Ambas as localidades estavam contidas no territorio do Ducado de Braganca, cujo titulo foi instituido no final dos anos 1300. Alias, Vila Vicosa era a sede do Ducado de Braganca. Quem desejar saber um pouco mais a respeito de Portel, visite o endereco: http://www.cm-portel.pt/pt/conteudos/freguesias/portel/Breve+Historia+da+Freguesia.htm. Ai pode-se constatar que em 1257 o local fora doado por D. Afonso III, rei de Portugal, ao nobre D. Joao Peres de Alboim, Mordomo-Mor do rei. Apos a Crise de 1383-1385, ele foi doado a D. Nuno Alvares Pereira, o II Condestavel de Portugal.

Acredito que tanto Joao quanto Manoel Pimenta de Carvalho faziam parte da pequena nobreza portuguesa, mesmo antes de o primeiro ter sido feito fidalgo da casa real, ou casado com uma Oliveira Gago e o segundo ter casado com uma Ponte Maciel. Embora nao tenhamos a genealogia pregressa deles, todos os indicios apontam para essa conclusao. Mas nao desejo entrar em mais detalhes do que o necessario neste assunto. Antes ha que provarmos ser descendentes de um ou outro para somente depois visitarmos os detalhes que poderiam interessar-nos. E diga-se de passagem, sendo esta hipotese correta, voltaremos aos mesmos ancestrais do passado em Portugal.

Outra conclusao que tiro deste estudo eh a de que nos falta a construcao de uma Arvore Genealogica a partir desses nossos ancestrais abordados ate aqui. Era a minha vontade, pelo menos, construir uma Arvore Genealogica abrangendo especialmente o sobrenome Barbalho desde o inicio da colonizacao portuguesa no Brasil e fazer as coneccoes dela com as diversas outras genealogias ja prontas e que os nossos ancestrais Barbalho lhes sejam ancestrais, mesmo que nao como troncos masculinos como normalmente se faz.

Acredito que um trabalho como este nao prestaria maior favor `as pessoas particulares que usam o sobrenome Barbalho nos dias atuais do que `a Historia dos brasileiros como um todo. Isso porque o sobrenome Barbalho chegou ao Brasil junto com os outros primeiros povoadores portugueses do pais. Alem disso, as biografias de Luiz Barbalho Bezerra e seus filhos serviriam de icones a serem seguidos, pelos sacrificios que fizeram pela liberdade de Brasil e Portugal e pelos exemplos de vida que foram. Exemplos estes que a populacao atual precisava saber reconhecer e seguir.

Pouco depois de eu ter publicado este texto em meu blog, descobri um pequeno engano de minha parte quanto `a identificacao do rei D. Dinis como nosso ancestral nessa linhagem, porem, trata-se do D. Afonso Dinis, meio-irmao do rei, sendo ambos filhos do D. Afonso III. Por isso escrevi uma carta, que agora acrescento aqui, para enviar aos meus contatos. Ha muito tenho noticias de D. Afonso Dinis como nosso possivel ancestral na linhagem Coelho, caso o nosso ancestral alferes Jose Coelho de Magalhaes for filho de Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e Ana Josefa de Magalhaes Pinto. Segue entao:

Meus prezados,

Publiquei ontem o que penso ser a ultima pagina em meu blog, no endereco: https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/. Revisando agora de manha os dados contidos no geneall.net Portugal, observei um pequeno engano de minha parte. A ascendencia que encontrei foi em D. Afonso Dinis, irmao do rei D. Dinis e filhos do D. Afonso III, rei de Portugal.

De qualquer forma, ficou estabelecido o vinculo entre a populacao (boa parte) da regiao da antiga Villa do Principe, atual Serro, com a casa real portuguesa. Contudo, ficou uma grande duvida quanto `a sequencia genealogica naquele site estar correta. Vou copia-la aqui, com as datas para que fique melhor esclarecido. Vejam entao:

1824 Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho – Eugenia Maria da Cruz
+ – 1780 Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhaes
+ – 1740 Jose Vaz Barbalho – Anna Joaquina Maria de Sam-Jose
1716 Josepha Pimenta de Souza – Manoel Vaz Barbalho
1691 Belchior Pimenta de Carvalho – parceira nao identificada
+ – 1650 Belchior Pimenta de Carvalho – Francisca de Almeida
1622 Maria de Andrade – Manoel Pimenta de Carvalho
+ – 1590 Maria Cardoso de Souto-Maior – Belchior de Andrade de Araujo
1577 Belchior da Ponte Maciel – Ines Fernandes

Daqui para frente eh o que se encontra no geneall.net Portugal, porque la ja continha os ancestrais de Helena de Sottomayor (ou Souto-Maior), a viuva de Pedra, que na pagina: http://www.arvore.net.br/Paulistana/Rendons.htm esta apresentada assim: “f.º de Innocencio de Andrade Machado, natural da ilha Terceira (legítimo descendente da família de seu apelido), e de Helena de Souto-Maior, chamada a viúva da Pedra, por esta neto de Belchior da Ponte Maciel, da família dos Pontes Cardoso da mesma ilha. Teve:” Esta pagina eh copiada dos trabalhos dos genealogistas Pedro Taques de Almeida Pais Leme e Luiz Gonzaga da Silva Leme. As descricoes nos trabalhos originais estao melhor trabalhadas. O extrato da pagina mencionada esta no capitulo 5o., paragrafo 1o, na passagem das paginas 14 para 15.

No item 1-1 Jose de Andrada Souto-Maior, ha a informacao de que Maria Cardoso de Souto-Maior era irma inteira da Helena de Souto-Maior ja mencionada. continua entao:

1540 Gaspar de Souto Cardoso – Catarina Valadao
+ – 1510 Maria Alvares Cardosa de Souto Maior – Roque da Ponte Maciel
1485 Margarida Cardoso – Pedro Goncalves do Souto, “o Cavaleiro”
1460 Henrique Cardoso – Beatriz Afonso Homem
Martim Anes Cardoso, “o Pequeno” – parceira nao identificada
Maria Nunes Faria – Joao Vaz Cardoso
Duarte de Faria – parceira nao identificada
1440 Lourenco de Faria – Luisa Pires
1420 Alvaro de Faria – Isabel da Silva
1400 Joao Alvares de Faria – Alda Martins de Meira
1380 Maria de Sousa – Alvaro Goncalves de Faria
1362 D. Lopo Dias de Sousa, sr. de Mafra, Ericeia e Enxara dos Cavaleiros – parceira nao identificada
1330 D. Alvaro Dias de Sousa – Maria Teles de Menezes*
1305 D. Diogo Afonso de Sousa – D. Violante Lopes Pacheco
1260 D. Afonso Dinis – D. Maria Pais Ribeira
1210 D. Afonso III, rei de Portugal – Maria Peres de Enxara
1185 D. Afonso II, rei de Portugal – Urraca, Infanta de Castela
1154 D. Sancho I, rei de Portugal – Dulce de Barcelona, Infanta de Aragao
1109 D. Afonso Henriques, 1o. rei de Portugal – Mahaut (ou Mafalda) de Savoia (Saboia)

*Maria Teles de Menezes – 1330 D. Alvaro Dias de Sousa
1310 D. Martim Afonso Telo de Menezes – Aldonca Anes de Vasconcelos
1280 D. Afonso Martins Teles Raposo – Berengaria Lourenco de Valadares
1250 D. Goncalo Anes Raposo – D. Urraca Fernandes de Lima
1225 D. Joao Afonso Telo de Menezes – Elvira Gonzalez Giron
1205 D. Teresa Sanches – Alfonso Tellez, sr. de Menezes e Albuquerque
1154 D. Sancho I, rei de Portugal – D. Maria Pais Ribeira, “a Ribeirinha”

Como se pode ver, sendo estas linhagens corretas, somos duas vezes descendentes da familia real portuguesa na mesma linhagem. A partir do D. Sancho I, temos que ele deu origem a linhagens diferentes, com parceiras diferentes, que se encontraram no casamento de primos em Maria Teles e D. Alvaro Dias.

O que leva `a suspeita de algum engano eh haverem tres geracoes inseridas no espaco de 20 anos, de 1440 a 1460. Porem, as datas nao refletem, necessariamente, os anos de nascimento dos personagens. O que pode ter acontecido eh uma ou mais geracoes terem sido representadas pelas datas de casamentos e isso fez as idades aparentemente aproximadas. Ou, ainda, pode ser um simples erro de inclusao de geracoes, confusao de ter sido colocado irmaos como sendo pais uns dos outros, quando os filhos se casaram primo com primo

LISTA DE DOCUMENTOS QUE PRECISAMOS

01. Registro de casamento do alferes Jose Coelho de Magalhaes (talvez tenha sido conhecido como Jose Coelho da Rocha) e Eugenia Rodrigues Rocha (talvez tenha sido conhecida como Eugenia Maria da Cruz, 1a.) – deve ser encontrado em Conceicao do Mato Dentro ou em Belo Horizonte, caso Morro do Pilar pertenca `a Arquidiocese de Belo Horizonte. Talvez haja Testamento passado por um deles.

02. Registro de casamento de Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho e Giuseppe Nicatisi da Rocha. Talvez exista em Conceicao do Mato Dentro ou Serro. Solucionaria a questao de ela ser ou nao ser filha de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

03. Registro de casamento de Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho e Eugenia Maria da Cruz. Deve ser encontrado em Conceicao do Mato Dentro. Dariamos fim `a duvida `a paternidade de ambos.

04. Documento “De Genere Et Moribus” do padre Policarpo Jose Barbalho. Deve ser encontrado em Mariana nos Arquivos Diocesanos desta cidade mineira. Podera em uma so cajadada liquidar varios “coelhos” que temos a resolver. Podera estabelecer a filiacao do Francisco Marcal de Magalhaes Barbalho e de seus irmaos Jose e Manoel. E, talvez, revelar mais algum que nao seja do nosso conhecimento.

Tambem revelaria quem seriam os avos dele. O “De Genere” do padre Emigdio revelou que ele era filho de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose. Isso levou-me a considerar duas hipoteses em relacao aos avos paternos. Poderiam ser os mesmos Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Porem, Policarpo casou-se em 1808, deixando suspeita que tenha nascido por volta de 1780. O casal citado acima casou-se em 1732, em Milho Verde do Serro.

Em 1735 o casal Manoel e Josepha teve um filho com o nome Policarpo Joseph Barbalho. Entao, ha espaco de tempo suficiente para que este filho tenha se casado por volta de 1758 e tenha sido pai de Jose Vaz Barbalho. E este, por volta de 23 anos depois, ter sido pai de um Policarpo neto, que tornar-se-ia muito depois o padre Policarpo Jose Barbalho. Esta possibilidade baseia-se no fato de se mudarem as geracoes e os nomes se repetirem em homenagem aos ancestrais. E isso eh muito comum na Familia Barbalho.

O Policarpo Joseph Barbalho pode ter ficado viuvo e se casado uma segunda vez. Esta seria a razao de ele aparecer nos registros de Gravatai – RS. Neste segundo casamento ele casou-se com Bernarda Maria de Azevedo e naquela cidade tiveram varios filhos. Uma delas, Josefa Pimenta de Souza casou-se em 1784. E o registro de obito dele foi lavrado na Villa de Porto Alegre, em 1801, onde faleceu aos 66 anos de idade. Mas a hipotese que penso ser mais provavel eh a de o Jose Vaz Barbalho ser mesmo filho do casal Manoel e Josepha e ser irmao deste Policarpo, alem de Isidora Maria da Encarnacao, cuja descendencia eh retratada no livro do professor Demerval.

05. Registro de casamento de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sam-Jose. Este deve ser encontrado em Conceicao do Mato Dentro porque ele nasceu no Serro e ela naquela cidade. Uma segunda opcao seria encontra-lo no Serro porque nao se sabe quem mudou para onde. Ajudaria-nos a encontrar os nomes dos pais e dos avos.

06. Registro de casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Este se deu no Distrito de Milho Verde, pertencente a Villa do Principe, atual Serro – MG. A data eh de 18.09.1732. A referencia eh: “Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78”.

07. Registro de casamento de Paschoa Barbalho e Pedro da Costa, acontecido “no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668.” Isso nao significa que somente estes documentos nos interessam. Se encontrassemos o registro de batismo de d. Paschoa ja poderia ajudar a solucionar essa questao. E mesmo o registro de casamento de d. Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar ja mostraria os pais dela e os avos. Enfim, qualquer outros documentos narrando essa genealogia ja nos ajudaria a montar o nosso quebra cabeca genealogico. Ao que tudo indica, os registros podem estar nos livros referentes a Sao Goncalo, pois, ali deve ter nascido d. Paschoa.

08. Arquivos do alferes Luiz Antonio Pinto, que se encontra no Arquivo Publico Mineiro – APM -, em Belo Horizonte. Segundo o professor Demerval Jose Pimenta existem anotacoes do registro de casamento de Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza neste.

09. Documento “De Genere Et Moribus” do Revmo. Dr. Joao Pimenta de Carvalho, que deve ter nascido por volta de 1630, nascido no Rio de Janeiro.

10. Registro de casamento de Marcal de Magalhaes Barbalho e (H)Ercila Coelho de Andrade. Deve ter-se dado em Guanhaes, em 05.07.1879 mas os registros podem estar na Cidade do Serro.

11. Registro de casamento de Candida de Magalhaes Barbalho e Joao Batista Magalhaes. Aconteceu em 30.06.1883, em Virginopolis ou Guanhaes.

12. Registro de casamento de Ambrosina de Magalhaes Barbalho e Miguel Nunes Coelho. O casamento deve ter-se dado em 1879 ou 1880 e, mais provavel, em Virginopolis. Mas os registros podem estar em Guanhaes por aquila ainda ser distrito desta `a epoca.

Os registros de casamentos dos outros irmaos: Emigdia de Magalhaes Barbalho, casada com Jose Coelho Nunes (ou Nunes Coelho), sem data; Petronilha de Magalhaes Barbalho, c.c. Joao Nunes Coelho, sem data; Pedro de Magalhaes Barbalho, c.c. Antonia Honoria Coelho, a 25.11.1876 e Quiteria de Magalhaes Barbalho, c.c. Joaquim Pacheco Moreira, sem data, tambem ajudariam a dar resposta `a parte de nossas duvidas e ajudariam a melhorar o nosso conhecimento a respeito dos ancestrais dos conjuges.

MAIS RECENTES NOVIDADES DA FAMILIA BARBALHO

Recentemente encontrei as informacoes que muito procurava, com relacao `a paternidade de nossa ancestral Paschoa Barbalho e ao encaixe entre o Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e o tronco familiar da Familia Bezerra de Menezes. Ha agora um indicativo mais forte que tenha mesmo sido irmao de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Para facilitar meu trabalho, vou anexar aqui dois capitulos do texto do meu blog: https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/. Assim nao terei que reescrever o que ja esta pronto. Segue entao:

81. CIDADE DE SAO GONCALO, RIO DE JANEIRO

Este capitulo deveria ser encaixado entre meio o do Rio de Janeiro e o de Nilopolis. Mas somente nos ultimos dias, hoje eh 12.10.2012, consegui algumas informacoes que tanto procurava. Alias, encontrei ate um pouco mais. Isso se deu gracas a uma navegacao que fiz na Internet e, por curiosidade cliquei sobre o endereco: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf.

Ali se encontra uma tese intitulada: “ENTRE A SOMBRA E O SOL, A REVOLTA DA CACHACA, A FREGUESIA DE SAO GONCALO DE AMARANTE E A CRISE POLITICA FLUMINENSE (RIO DE JANEIRO, 1640-1667). O autor eh Antonio Filipe Pereira Caetano. A tese dele eh complexa e longa, porem, da pagina 187 a 194 ha um capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho” que, logico, despertou mais o meu interesse.

Nao li toda a tese, porem, ressaltou `as minhas vistas o detalhe de o autor defender o casamento entre a Historia e a Genealogia para melhor compreensao dos fatos. Pensei: perfeito, justamente o que venho debatendo em meus proprios estudos. Embora, ha que se adicionar tambem Geografia. Geralmente, os estudiosos mais antigos procuram estudar o que eh chamado de “fato”. Contudo, na maioria das vezes eles nos apresentam topicos com uma boa dosagem de opiniao. Isso se da porque nunca os fatos sao aquilo que aconteceu porque eles sao consequencia de processos que, muitas vezes, transcorrem ao longo de muitos anos.

Aquilo que aconteceu em 11 de setembro de 2011 aqui nos Estados Unidos nao foi um fato, foi apenas um capitulo de uma extensa novela que vem se desenrolando ao longo dos seculos. E quem pensa como a maioria dos americanos que resolvera a questao reagindo apenas em funcao daquele “topico” de nossa Historia, ira perder o tempo dele e somente ira prolongar mais as consequencias desastrosas das respostas irresponsaveis. Isso foi o que o presidente George W. Bush fez. Mas aqui estou desviando um pouco do nosso assunto. Que isso sirva apenas de um parametro de como as coisas realmente sao.

Nao posso afirmar que o autor Antonio Filipe tenha sido perfeito na tese dele ja que nao a li por completo. Porem, a ideia de aliar-se a genealogia com a Historia faz um sentido perfeito. E os dados que ele nos passa em sua obra comprova isso ja que temos inumeras literaturas ja arroladas em nossos estudos que, como veremos mais na frente, estao repletas de dados falsos, portanto, nao podem ser consideradas pontos de Historia e sim fantasias que misturam fatos e interpretacoes erroneas.

Vou dar um credito para o Antonio Filipe em alguns dados que ele fornece no capitulo acima mencionado. Principalmente naqueles que ele recolheu de estudos anteriores e que tenham ligacao direta com Sao Goncalo. Depois mencionarei algumas informacoes que, a meu ver, sao distorcidas. Nao que ele as tenha inventado, porem, nao creio que as literaturas que ele consultou apresentem a essencia da verdade. E, claro, nos que somos humanos e tentamos trabalhar com uma gama enorme de informacoes ao mesmo tempo, estamos sujeitos aos nossos proprios erros. Eu proprio estou sempre procurando voltar e consertar os meus. Uma pequena distracao e … la se vai a vaca para o brejo!

Vamos, entao, primeiro passar uma pequena pincelada pela Historia de Sao Goncalo, do Rio de Janeiro. E para isso eu estou recorrendo `as postagens de Historia de Sao Goncalo nos sites da Prefeitura de la e da Wikipedia. Enderecos: http://www.saogoncalo.rj.gov.br/historia.php & http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Gon%C3%A7alo_(Rio_de_Janeiro).

A regiao em torno da Baia da Guanabara foi habitada pelos indios tamoios. Como ja vimos no capitulo do Rio de Janeiro, essa nacao indigena era arredia em relacao aos portugueses e preferia o contato com os franceses. Logo apos `a implantacao da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro e o exterminio dos indios resistentes, comecou-se a distribuicao de Sesmarias para que os colonos ocupassem e fizessem a defesa do territorio.

No site da prefeitura ha um “quadro sinotico” que resume o processo historico da cidade. Vou copiar e depois dar mais detalhes. Segue:

1579 – a area eh dada como Sesmaria ao nobre Goncalo Goncalves. Ele funda o arraial em torno da capela erguida em homenagem ao santo de sua devocao, Sao Goncalo do Amarante que, na verdade, foi beatificado porem nao canonizado.
16… – Foi implantada uma fazenda conhecida como Colubande, pelos jesuitas. A sede da fazenda foi preservada e hoje eh usada pelo Batalhao da Policia Florestal do Estado do Rio de Janeiro.
1644 – O arraial eh elevado `a categoria de freguesia.
1645 – Pedido de Jurisdicao da freguesia
1646 – Elevacao `a categoria de Paroquia de Sao Goncalo do Amarante. Contava, entao, com 6.000 habitantes.
1647 – confirmacao da freguesia.
1660/1661 – De Sao Goncalo e Niteroi nasce A Revolta da Cachaca, importante marco na Historia Fluminense.
1819 – Suspensao da condicao de Freguesia e eh rebaixada a distrito de Niteroi.
1890 – Elevada a Vila e Municipio. Instalacao do Municipio no mesmo ano, em 12.10.
1892 – Supressao do Municipio em maio e restauracao em dezembro.
1922 – Elevacao `a categoria de cidade.
1923 – Supressao da condicao de Cidade e retorno `a de Vila.
1929 – Restauracao definitiva `a condicao de Cidade.
1940/1950 – Instalam-se grandes industrias e recebe o apelido de “Manchester Fluminense”.

Atualmente, Sao Goncalo eh a segunda cidade mais populosa do Rio de Janeiro e conta com 1.1 milhoes de habitantes aproximadamente. Alguns pontos turisticos podem ser observados a partir do endereco: http://www.saogoncalo.rj.gov.br/sao_goncalo.php.

Talvez os estudiosos que escreveram os dois primeiros textos referidos logo acima nao tenham feito a ligacao dos fatos, pelo menos aparentes, de que as datas de 1644 a 1661 coincidem com a chegada e o assentamento da Familia Barbalho no Estado do Rio de Janeiro, particularmente, na Cidade de Sao Goncalo. Desde 1643 ate 15.04.1644, quando faleceu, o governador do Rio de Janeiro era Luiz Barbalho Bezerra que viera da Bahia para este fim, substituindo a Salvador Correia de Sa e Benevides que teria que viajar para Portugal, para responder a processo aberto contra ele.

Devido `a proximidade da data do falecimento de Luiz Barbalho e a implantacao da Freguesia, eh presumivel pensar que o ato tenha nascido na mesa daquele governador, embora implantado pelo seu sucessor: Francisco de Souto-Maior. Francisco de Souto-Maior era mestre de campo de um terco na Bahia e, certamente, tinha bom relacionamento com Luiz Barbalho que fora mestre de campo tambem na Bahia antes de dirigir-se para o Rio de Janeiro. (Talvez seja nosso aparentado pelo lado Pimenta de Carvalho. Os detalhes mais intimos dessa ligacao encontram-se no meu texto: https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/).

A observacao que se faz aqui eh a de que a comitiva que deve ter acompanhado Luiz Barbalho, incluindo seus filhos, deve ter se instalado toda em Sao Goncalo, dai o crescimento e a melhoria do local poder ter sido a justificativa para o acelaramento do crescimento no seculo XVII. Tambem nao podemos ignorar a razao obvia de que os recem-chegados tinham o interesse de consolidar um status social elevado que traziam desde Pernambuco.

A criacao da Freguesia significava uma oportunidade de se verem representados nos meios politicos locais. Cada freguesia devia ter o direito a ser representada por pelo menos um senador na Camara Municipal. E isso fazia parte das tramitacoes politicas naquela epoca, como o eh hoje, em escala maior.

Nao ha necessidade de aprofundarmos muito em relacao `a Historia de Sao Goncalo – RJ. Temos acima os enderecos na Internete para os que desejarem mais alguns detalhes. Infelizmente nao temos muito mais `a nossa disposicao. Percebi que o estudo do Antonio Filipe apresenta um pouco mais de genealogia alem da da Familia Barbalho. Contudo, eh muito pouco para o que eu desejava.

O que pretendo agora eh mostrar um pouco de nossa genealogia, suspeita e/ou confirmada, com ligacoes diretas com a Cidade de Sao Goncalo. Comecarei por outro ramo que nao o Barbalho. Copiarei aqui um pequeno extrato do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”, do professor Demerval Jose Pimenta, que se encontra na pagina 248:

“Os ascendentes da primeira mulher de ANTONIO BORGES MONTEIRO, de nome MARIA DE SOUZA FIUZA, progenitora de ANTONIO BORGES MONTEIRO JUNIOR (Borginha), fazendeiro em Sao Sebastiao dos Correntes {atual Sabinopolis – MG}, sao os seguintes:

Sargento-Mor DOMINGOS BARBOSA MOREIRA, portugues, casado com TERESA DE JESUS, brasileira, natural de Tabaiana, na Bahia. {atualmente se chama Itabaiana, e localiza-se em Sergipe}.

Pais de:

F 1 – NOROTEA BARBOSA FIUZA, brasileira, natural de Sao Goncalo, casada com JOAO DE SOUZA AZEVEDO, natural de Portugal.

Pais de:

N 1 – MARIA DE SOUZA FIUZA, nascida na Vila do Principe, atual Cidade do Serro. Casou-se em 15 de novembro de 1775, na mesma Vila, com ANTONIO BORGES MONTEIRO. Faleceu em 20 de novembro de 1780.”

Estes foram os pais de Antonio Jr, Dorothea e Joao Borges Monteiro. Atualmente encontramos os dados de que Joao de Souza Azevedo, portugues, natural de Vila Nova do Norte, era filho de Manoel de Sousa Azevedo e Anna Coelho. Suspeito que o nome Vila Nova do Norte se refira a Vila Nova de Gaia, Vila Nova do Famalicao ou Vila Nova, no extremo norte da Ilha Terceira, Acores. O problema eh que nao encontrei nenhuma referencia a Vila Nova do Norte em Portugal.

Outro problema a ser resolvido eh saber a qual Sao Goncalo se refere o local de nascimento da ancestral Norothea. A principio eu optei por dar a resposta mais simples `a questao, ou seja, que ela tivesse nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras, que eh um Distrito da antiga Vila do Principe. Alem do mais, consta que este Sao Goncalo surgiu como arraial por volta de 1779 e foi implantado por Domingos Barbosa.

Existe no Arquivo Publico Mineiro – APM – o registro de uma Carta de Sesmarias, datada de 25 de agosto de 1739. O sesmeiro contemplado chamava-se Domingos Barbosa Moreira. Porem, nao obtive informacao se a tal carta trata da posse do local. Mas torna-se razoavel pensar que o fundador do Arraial tenha sido, talvez, um filho do sargento-mor. Isso por causa das datas que podemos deduzir a partir do que temos de concreto.

Maria de Souza Fiuza casou-se em 1775. Deveria ter no minimo 15 anos. Se a mae dela nasceu uns 15 anos antes, seria possivel que esta ja houvesse nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras, embora, o local nao tivesse tal nome. Poderia ter sido o nome da Sesmaria. Mas se a media de casamento da mae e da filha foi 18 anos, temos que o nascimento de d. Dorothea foi na epoca ou anterior `a Sesmaria, dai ela teria que ter nascido em outro Sao Goncalo, e a cidade candidata mais provavel seria a do Rio de Janeiro.

Como foi dito que Domingos era portugues e casou-se com Teresa de Jesus, de Sergipe, era muito provavel que tivessem residido no Rio de Janeiro antes de “assentarem praca” em Minas Gerais. Outro detalhe eh o de que nao sabemos dizer se Dorothea foi a primogenita de Teresa, e Maria Fiuza foi a primogenita de Dorothea. Se nao foram, as datas podem recuar ate por volta de trinta anos ao ano de 1739. Dai o nascimento de Manoel e Teresa poderiam recuar para as voltas de 1680, o que tornaria inviavel tanto eles estarem presentes na fundacao do Arraial quanto Dorothea ter nascido em Sao Goncalo do Rio das Pedras.

Contudo, tudo isso nao passa de hipoteses. O que temos de concreto eh o nome desses ancestrais e o de Sao Goncalo como referencia. Qual deles, nao podemos tomar partido ainda.

Vamos, entao, `a tese do Antonio Filipe Pereira Caetano, referencia acima. Logo de inicio, no capitulo “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho” ele da uma versao para o inicio da Familia Barbalho Bezerra no Brasil. Ali ele menciona o casal Antonio Martins Bezerra , tambem conhecido como Felpa Bezerra, e Maria Martins Bezerra. A novidade maior para mim eh a informacao de que o casal foi para o Brasil junto com o primeiro donatario de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira.

Recorramos entao a outras fontes para sabermos quem era esse Antonio Felpa Bezerra. Para simplificar, postarei aqui uma linhagem genealogica a partir dos reis da Peninsula Iberica, dos quais ele descendia. A primeira informacao que encontrei dos ancestrais dele encontra-se no endereco: http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html. E em segundo plano, confirmei no sitio http://www.geneall.net Portugal. Segue e depois explico:

1016 Fernando I Magno, rei de Castela e Leao – Sancha, infanta herdeira de Leao
1039 Alfonso VI, rei de Castela – Ximena Moniz
1080 Teresa de Leao, condessa soberana de Portugal – Henri de Bourgogne
1095 D. Urraca Henriques – Bermudo Perez de Trava
D. Teresa Bermudez de Trava – D. Fernando Aires de Lima
1176 D. Rodrigo Fernandes, o Codorniz – ? Rodrigues
1198 Maria Rodrigues Codorniz – Joao Bezerra
Goncalo Gomes Bezerra – ?
Soeiro Goncalvez Bezerra – ?
1340 Fernao Bezerra – Maior Fernandes de Moscoso
Martim Bezerra de Moscoso – ? do Campo
Lopo Bezerra de Moscoso – N
Fernao Lopes Bezerra – ?
Lopo Fernandes Bezerra – ?
Rodrigo ou Affonso Bezerra – Violante Moscoso
Martim Bezerra – ?
Antonio Pires ( ou Martins) Bezerra – Maria Martins Bezerra
1526 Domingos Bezerra Felpa de Barbuda – Brasia Monteiro

O autor do texto da Familia Bezerra nao menciona os primeiro reis no topo dessa linhagem. Ele comeca de Teresa, a condessa soberana de Portugal. Ela foi a mae tambem do Afonso Henriques, que foi tutorado pelo famoso Egas Moniz, o Aio. Afonso Henriques tornou-se o primeiro rei de Portugal. Egas Moniz foi o bisavo do Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a adotar o sobrenome e a passa-lo para os filhos.

No final da linhagem apresenta-se a definicao que o Antonio Martins Bezerra tambem foi mencionado como Antonio Pires, porem, para ser filho de Martim, a regra determinava que ele fosse cognominado mesmo de Martins. E a sequencia leva a Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Brasia Monteiro. Brasia era filha de Pantaleao Monteiro e Brasia Araujo. Essa sequencia leva `a uma das muitas linhagens da familia Bezerra no Nordeste brasileiro.

O que nos interessa aqui eh o autor Antonio Filipe nos ter informado que Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra se instalaram em Pernambuco. Porem, por outras fontes, acredito que ele tenha cometido um engano ao dizer que o casal fora tambem os pais de Guilhereme Bezerra Felpa de Barbuda. Pode ate ser, porem, este sera outro Guilherme, acredito, um tio do Guilherme casado com Camila Barbalho.

No endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios&vinda=S, “Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda”, de autoria de Pedro Wilson Carrano de Albuquerque, disponibilizado pela Usina de Letras, nao temos os nomes do Antonio Martins Bezerra e Maria, porem, temos o de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, casado com Maria Araujo, irma da Brasia Monteiro. Estes sim sao indicados como pais de um Guilherme, possivel, marido da Camila Barbalho, que era filha de Braz Barbalho Feyo e Catharina Tavares de Guardes. Catharina era filha de Francisco Carvalho de Andrade, armeiro real, e Maria Tavares de Guardes, tambem chegados a Pernambuco com Duarte Coelho Pereira.

Desta parte para cima deste capitulo eu o estava escrevendo diretamente no computador, no qual deixei o escrito no inbox. Agora o terminei no papel antes de passa-lo para o computador.

A razao pela qual nao estou podendo continuar meu trabalho no aparelho se da por minha esposa e eu termos tido uma briga sem maiores fundamentos. Porem ela eh a dona dele e decidiu que nao poderia mais manipula-lo. (Morre de ciumes de eu estar procurando namorada ali…, ah aha ha!…). De minha parte, posso a abster-me da regalia de mexer no que eh dela e guardado com tanto ciume. Estou agora usando algumas horas de emprestimo para tornar publico os meus pensamentos.

Voltando um pouco aos dados que ja coletei, temos que o nucleo inicial que formou o ramo Barbalho (e a Familia Brasileira de um modo geral) ao qual pertencemos se compoe a partir de tres senhores de engenho, assentados em Pernambuco, desde o periodo em que Duarte Coelho Pereira foi seu primeiro Capitao-Mor. Sao Eles:

1. Pantaleao Monteiro, casou-se com Brazia de Araujo. Foi senhor do Engenho de Sao Pantaleao, que ficava na Varzea do Beberibe. Este engenho passou a ser conhecido como Engenho do Monteiro, porem, por causa do sobrenome de dono posterior. No local onde existiu o engenho, atualmente se encontra o Bairro do Monteiro, em Recife. Pantaleao e Brazia foram pais de: Maria de Araujo, esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

2. Francisco Carvalho de Andrade, casou-se com Maria Tavares de Guardes. Foi senhor do Engenho Sao Paulo, tambem na Varzea do Capibaribe. Era armeiro real. O casal foi pai de Catharina ou Maria Tavares de Guardes que se casou com Braz Barbalho Feyo.

3. Braz Barbalho Feyo, casou-se com Catharina (ou Maria) Tavares de Guardes. Foi senhor do Engenho do Barbalho, que se encontrava no Cabo de Santo Agostinho, tambem em Pernambuco. Foram pais de Camila Barbalho que se casou com Guilherme ou Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

Segundo o pesquisador Antonio Filipe Pereira Caetano, foi desta mesma epoca a chegada do casal Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra a Pernambuco. Ele atribui a paternidade do Guilherme a este casal, enquanto que no estudo: “Chico Buarque e seus Antepassados” especifica-se que houve um filho com esse nome atribuido a Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria Araujo.

Creio que a segunda versao faca mais sentido. Isso porque no site familybezerrainternational (vejam o resumo no final do texto) mostra-se que Antonio e Maria Martins Bezerra foram os pais de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, que foi o marido de Brazia Monteiro, tambem filha dos senhores de engenho: Pantaleao Monteiro e Maria Araujo.

Naquele site ha tambem a infromacao de que Domingos nascera em Viana, em 1526. Disso podemos deduzir que os pais dele terao nascido em torno de 1500, podendo ser um pouco mais ou um pouco menos. Nao muito menos ou mais para o caso da Maria Martins, por causa do limite util da vida reprodutiva feminina.

No ensaio publicado pela Usina de Letras ha a informacao de que Antonio Bezerra Felpa de Barbuda nasceu na Cidade de Ponte de Lima. Ele esta identificado no estudo sob a numeracao: 9692. Maria Araujo eh o numero seguinte. O proximo eh Braz Barbalho Feyo, seguido da esposa: Catharina (ou Maria) Tavares de Guardes. Observando-se o mapa de Portugal, percebe-se que Ponte de Lima e Viana estao na mesma linha do Vale do Rio de Lima e sao vizinhas.

Isso leva ao pensamento de que Antonio e Maria Martins tenham iniciado suas vidas em Ponte de Lima e depois se mudado para Viana, antes de embarcarem para Pernambuco. A razao para isso eh que, ja no inicio dos anos 1500 a Cidade de Viana experimentou um grande progresso por ter sido favorecida pelo fato de estar nas proximidades do oceano e, por esta razao, ter se tornado um dos mais ativos entrepostos comerciais na epoca das Grandes Descobertas. Portanto, seria natural que houvesse um fluxo migratorio nesse sentido. Neste caso, a data esperada para o nascimento do irmao do Domingos, o Antonio, seria anterior a 1526.

O que, em segunda hipotese, o fluxo migratorio ser invertido. Isso porque os primeiros exploradores embarcados junto com Duarte Coelho foram para o Brasil por volta de 1535. Naturalmente, deverao ter seguido apenas os homens que implantaram primeiro algumas construcoes, fizeram os contatos com os indigenas e decidiram locais de moradas. Temos que nos lembrar que a viagem que atualmente se da em questao de horas sobre o Atlantico era feita em meses naquela epoca. Ate as primeiras mulheres poderem ter sido levadas passaram-se uns poucos anos.

Porem, isso nao implica que a mudanca da familia tenha sido no sentido que apresensei primeiro. Se a Maria Martins fosse natural de Ponte de Lima poderia ter sido mais conveniente para ela voltar a residir na cidade natal, enquanto esperava o marido. E este podera ter feito viagens de visita, embora as dificuldades fossem enormes. Mas nunca se sabe! O que atualmente considerariamos grande dificuldade, muitas vezes, era considerado como sendo apenas “parte da vida” por nossos ancestrais. Para alguns, a travessia do Atlantico talvez fosse diversao, como hoje eh a pratica de esportes superradicais para uns poucos.

Se essa segunda opcao ocorreu eles poderiam ter sido pais de um dos Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, que poderia ter nascido entre 1535 e 1550, caso a Maria Martins tivesse se casado bastante nova. Ai sim este, com certa dificuldade, poderia ter se casado com a Camila Barbalho que seria bem mais nova que ele. Mas o que penso ser mais provavel eh encaixar-se ai uma geracao intermediaria entre o nascimento dos filhos do casal: Antonio e Maria Martins Bezerra e o provavel bisneto (e nao neto) Luis Barbalho Bezerra, nascido “em 1584, na propria Capitania de Pernambuco.”

Como na primeira hipotese espera-se que o Antonio Bezerra Felpa de Barbudo tenha nascido por volta de 1524, ou antes, em Ponte de Lima, sera perfeitamente esperado que possa ter sido pai do Guilherme, cerca de 30 anos depois e ter-se tornado avo, outros 30 anos seguintes do nosso heroi Luis Barbalho Bezerra. A media de 30 anos entre geracoes eh ate um pouco esticada em relacao `as condicoes da epoca, onde a media de vida das pessoas girava em torno de 30 anos. Apenas nos dias de hoje essa media eh considerada normal.

Neste caso, eh perfeitamente possivel que o Guilherme, filho do Antonio e que realmente existiu, seja mesmo o pai do Luis, o bisneto de Antonio e Maria Martins Bezerra. Contudo, se a segunda hipotese ocorreu e o Guilherme foi um filho tardio do casal Antonio e Maria, ha tambem a possibilidade de o Luis ter sido um filho tardio do Guilherme.

Observem aqui que nao estou querendo contradizer o pesquisador Antonio Filipe e os autores que ele consultou apenas para ser “do contra”. Ele nos revela que outros autores encontravam informacoes que corroboram com uma hipotese que eu levantei antes, ou seja, que Antonio e Maria Martins Bezerra, pais do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda seriam tambem nossos ancestrais. E, ate entao, que o Domingos e o Antonio de mesmo sobrenome dele eram irmaos.

O importante eh que o trabalho do Antonio Filipe ajudou-me a preencher duas lacunas que existiam em minha hipotese de linhagem de familia que vinculava a Familia Barbalho do Centro-Nordeste de Minas Gerais a alguns reis da Peninsula Iberica. Neste ponto, a resposta que eu procurava ja foi confirmada. Nos temos a linhagem entre as familias reais ate ao Antonio Martins Bezerra. Agora sabemos que ele eh, via Guilherme ou via Antonio e Guilherme, ancestral do Jeronimo Barbalho Bezerra. A segunda lacuna, que veremos mais `a frente, diz respeito aos filhos do Jeronimo, que nos poe diretamente ligados com os mesmos ancestrais.

O autor do “Entre a Sombra e o Sol …” menciona que a origem do sobrenome Bezerra se deu na Provincia de Lugo, na Galiza, que eh a parte Noroeste da Espanha, vizinha do Norte de Portugal. Galiza ou Galicia foi o primeiro reino de sistema medieval implantado na Europa e se deu com a queda do Imperio Romano em 511 d. C., com as invasoes germanicas. Os galegos (ou gaios) e os visigodos foram os ancestrais loiros das familias iberoamericanas. Eu acrescento que o local foi Becerrea, uma Freguesia onde os Becerra eram dominantes. Passando para Portugal o sobrenome foi traduzido para Bezerra.

O interessante eh que, do ponto de vista genealogico, aos descendentes que desejam sentir-se mais proximos das familias reais, a hipotese de que foi o Guilherme, filho do Antonio e Maria, o nosso ancestral sera mais atrativa porque economisa-se uma geracao, o que dobraria os nossos vinculos geneticos. Mas o meu questionamento vem em funcao da questao do tempo da passagem das geracoes. Entre 1494, data de nascimento provavel que eu hipotetizo como sendo a do Antonio Martins Bezerra, e 1584, data de nascimento do Luis, passam-se 90 anos. Essa distancia entre avo e neto nao era impossivel naquela epoca, mas era improvavel, e eh mais apropriada para a relacao entre bisavo e bisneto.

Dando sequencia `a nossa linhagem genealogica temos entao o seguinte:

1494 Antonio Martins Bezerra – Maria Martins Bezerra
1524 Antonio Bezerra Felpa de Barbuda – Maria Araujo
1554 Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda – Camila Barbalho
1584 Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca
1616 Jeronimo Barbalho Bezerra – Izabel Pedroso
1650 Paschoa Barbalho – Pedro da Costa Ramiro
1678 Maria da Costa Barbalho – Manoel Aguiar
1706 Manoel Vaz Barbalho – 1716 Josepha Pimenta de Souza
1738 Isidora Maria da Encarnacao – Antonio Francisco Carvalho
1779 Boaventura Jose Pimenta – Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro)
1821 Modesto Jose Pimenta – Ermelinda Querubina Pereira do Amaral
1853 Cornelio Jose Pimenta – Josephina Carvalho de Souza
1893 Demerval Jose Pimenta – Lucia Pinheiro Pimenta

As tres primeiras datas e as para Maria e seu filho Manoel sao hipoteticas apenas para que tenhamos nocao de uma linha de tempo razoavel. Por razoes obvias estiquei a genealogica ate ao autor do livro: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente”. O pai dele, coronel Cornelio, foi um dos primeiros moradores do Arraial que deu origem ao Municipio de Sao Joao Evangelista – MG, onde ja residia antes da fundacao. Os nossos vinculos com eles se dao pela linhagem Barbalho; atraves da bisavo Maria Balbina de Santana (Borges Monteiro) e da avo: Ermelinda Querubina Pereira do Amaral.

A segunda lacuna que o Antonio Filipe nos ajudou a preencher foi o fato de ele ter encontrado que d. Paschoa Barbalho era filha do Jeronimo Barbalho Bezerra. Descrevendo o ramo Barbalho ate onde conseguiu dados, foi o professor Pimenta quem nos passou a consciencia de sermos descendentes do Luis Barbalho Bezerra. Nome este que esta invertido em seu livro. A descricao apresentada pelo professor Demerval eh a seguinte:

“Ascendentes de Manoel Vaz Barbalho

I – LUIZ BEZERRA BARBALHO, heroi brasileiro, nascido em Pernambuco, imortalizado nas lutas contra os holandeses, e principalmente na sua famosa retirada `a testa de mil homens, desde o Rio Grande do Norte ate a Bahia, em 1638. Foi nomeado Governador do Rio de Janeiro. Faleceu em 1654.

Pais de:

II – Capitao JERONIMO BEZERRA BARBALHO, casado com IZABEL PEDREIRA. Faleceu no cadafalso, no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 1661.

III – PASCOA BARBALHO, neta de JERONIMO BEZERRA BARBALHO, era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de Janeiro de 1668. Deste casal procede:

IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentacao de Iraja, distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.

Pais de:

V – MANOEL VAZ BARBALHO, casado em 18.9.1732, em Milho Verde, com JOSEFA PIMENTA, filha de BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO.”

Apesar dos pequenos enganos do professor Demerval, como a inversao da assinatura; a troca da data de falecimento do dia 6 para o dia 8; a troca do sobrenome Pedroso, em Izabel, para Pedreira, e a data para o falecimento do Luis, de 1644 para 1654, acredito que possamos confiar nos resultados das pesquisas dele, embora, sempre havera que se fazer uma verificacao.

Uma dessas verificacoes foi a que encontrei numa tese a respeito dos engenhos do Rio de Janeiro (www.ub.edu/geocrit/sn/sn-218-32.htm, segundo quadro – 1686 – 1705) onde se comprova que d. Paschoa Barbalho realmente existiu; o nome completo do marido dela era Pedro da Costa Ramiro, e no final do seculo XVII foram donos do Engenho de Sao Bento, situado no Mutua, nas bandas de Sao Goncalo.

Quanto ao sobrenome “da Costa”, gostaria de verificar posteriormente se tinha algum relacionamento com Antonio da Costa, o navegador que participou da conquista do Rio de Janeiro, apoiando Estacio de Sa, e/ou com Pedro da Costa, o primeiro “tabeliao do publico e judiciario” da Cidade de Sao Sebastiao do Rio de Janeiro.

Essa curiosidade a respeito de relacionamento se extende tambem ao sobrenome Aguiar, em Manoel Aguiar, marido de Maria da Costa Barbalho. Sabemos que estes sobrenomes permanecem presentes no Rio de Janeiro entre as familias mais conhecidas de la. Eh possivel que estejam ligados aos fundadores e personalidades historicas do Rio de Janeiro, pelo menos no que se trata `as familias da classe de servidores publicos.

Voltando entao ao trabalho do Antonio Filipe Pereira Caetano e a Sao Goncalo. Na pagina 179 encontram-se algumas informacoes da passagem da geracao do Jeronimo Barbalho Bezerra para a de Paschoa Barbalho. Levantei anteriormente varias hipoteses baseadas nos indicios distorcidos que encontrei em textos na internet. Todas erradas, exceto por uma.

Num resumo de biografia do mestre de campo Luis Barbalho Bezerra, na Wikipedia, foi dito que os irmaos Jeronimo e Agostinho haviam chegado jovens ao Rio de Janeiro, com os pais deles. Eles foram para la em 1643. Portanto seria algo totalmente inesperado que uma neta do Jeronimo estivesse se casando em 1668, segundo o proposto pelo professor Demerval. Assim, sugeri que ela fosse filha. Tambem duvidei da informacao da Wikipedia a respeito das idades dos personagens. O dado de que o Jeronimo nasceu por volta de 1616 o coloca com 28 anos, o que era para la de meia-idade naquela epoca.

Mas o que mais ajudou em nosso caso foram os dados abaixo:

Joao do Couto Carnide – Cordula Gomes, pais de:
Isabel Pedroso – Jeronimo Barbalho Bezerra

Estes nossos ancestrais foram pais de : Jeronimo Barbalho, 1645; Felipe Barbalho Bezerra, 1647; Paschoa Barbalho, 1650; Luis Barbalho, 1651 (falecido antes de 1660); Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, 1653; e Luis Barbalho Bezerra, 1660. O Antonio Filipe informa que estes filhos nasceram no Rio de Janeiro, porem, os netos, principalmente os oriundos das filhas possuiram ligacoes com Sao Goncalo.

Os dados que ja encontraramos realmente informam que Agostinho e Jeronimo possuiram fazendas em Sao Goncalo. A nota da presenca do Agostinho em Sao Goncalo nos vem na biografia dele, escrita por Francisco Augusto Pereira da Costa, no “Diccionario Biographico de Pernambucanos Celebres”.

Ja a presenca do Jeronimo eh mais especifica. O trabalho do Antonio Filipe e outros afirmam que teve fazenda na Ponta do Bravo. Este foi o local onde ocorreram as reunioes que decidiram pela eclosao do feito mais conhecido do Jeronimo que foi liderar “A Revolta da Cachaca”. Ele foi o unico dos lideres que foi sumariamente condenado e executado. Os outros foram presos e, julgados em Portugal, ganharam as simpatias dos cabecas da realeza, e que os deram por inocentes, enquanto Salvador Correa de Sa e Benevides tornou-se reu e culpado do assassinato de um dos herois da resistencia ao invasor holandes.

Fica, assim, confirmado os nossos vinculos com Sao Goncalo e justificado a abertura deste capitulo.

Numa das literaturas que consultei ha a mencao de que houvera um segundo Luiz Barbalho Bezerra que aparece como capitao no Rio de Janeiro. O que posso presumir eh que o tal seja o filho mais novo do Jeronimo.

As fontes literarias consultadas pelo Antonio Filipe, em relacao `a nossa genealogia, foram o “Dicionario das Familias Brasileiras”, p. 368 (Barbalho Bezerra) de Afonso Henriques da Cunha Bueno & Carlos Eduardo de Almeida Barata, lancado em 2000; e “Primeiras Familias do Rio de Janeiro (seculos XVI e XVII), pags. 188-195 do Carlos Rheingantz, lancado em 1965. O “Dicionario de Familias Brasileiras” a partir de agora fara parte de literaturas a serem consultadas para a ampliacao dos nossos conhecimentos genealogicos. Foi a primeira vez que ouvi mencao a respeito dele.

Acrescente-se agora a definicao de que Cecilia Barbalho era mesmo filha do Luis Barbalho Bezerra, o velho, e nao esposa do Agostinho, como muitos erroneamente o indicaram. Este erro esta inclusive anotado na propria biografia dela. No livro “Pantheon Fluminense; Esbocos Biographicos” este engano esta ali registrado tambem. Observe-se que ali se menciona a presenca de filhas do casal, porem, nao da nome a elas.

Outra grande novidade, para mim, que o trabalho do Antonio Filipe nos da eh a de que houve um filho dos ancestrais Luis Barbalho e Maria Mendonca chamado Antonio Barbalho Bezerra, casado com Joana Gomes da Silveira. Nao posso afirmar com certeza mas penso que possa have ai um engano de informacao. O casal realmente existiu e faz parte da Historia da Vila de Nossa Senhora das Neves, atual Joao Pessoa.

Ao mencionar o Antonio Barbalho Bezerra o Antonio Filipe pode ter cometido os enganos de dizer que ele fora o filho mais novo (“casou, em 6 de novembro de 1633”) e de que a esposa fosse neta de Duarte Gomes da Silveira. Acredito que o Francisco Monteiro tenha sido o filho mais novo e antes eu calculei errado que tivesse nascido em 1634. O mais provavel eh que tenha nascido em 1644, pois, recebeu a aposentadoria compulsoria em 1704. Se bem recordo, as aposentadorias compulsorias no servico militar se davam aos 60 anos e nao aos 70. Oferecerei mais detalhes da vida do Antonio Bezerra no capitulo 82, dedicado `a Cidade de Joao Pessoa.

Outro engano que o Antonio Filipe cometeu tambem foi o dizer que Luis Barbalho Bezerra foi pai de apenas seis filhos. Acredito que os genealogistas baianos basearam os estudos deles apenas nos documentos encontrados na Bahia. O mesmo deve ter sido feito no Rio de Janeiro. Assim, ambos os times encontraram o numero 6, porem, a relacao de nomes difere uma da outra lista. Da Bahia constam: Agostinho, Guilherme, Fernao, Antonia, Cosma e Francisco Monteiro. No Rio temos: Antonio, Guilherme, Cecilia, Francisco Monteiro, Agostinho e Jeronimo. Ou seja, 3 sao repetidos, o que nos da um total de 9 filhos.

Infelizmente, perdi a fonte onde encontrei o nome Celia Carreiro. Nao posso usar o geneall.net Portugal como referencia porque fui eu quem indicou o nome e a referencia. Ela parece nao ser filha da Maria Furtado de Mendonca, por nao se encontrar em nenhuma das listas. E, talvez, se encaixe perfeitamente como filha de alguma possivel primeira esposa falecida do Luis Barbalho, por causa do indicativo da data de 1600 para o nascimento do marido dela: Fernao Aires Furtado.

Segundo o Antonio Filipe, Luis Barbalho e Maria Furtado teriam se casado em 1644, quando o Luis contava 30 anos. Algo nao muito comum para os homens de familias bem posicionadas socialmente como era a dele.

Assim ficam definidos 9 filhos e filhas de Luis Barbalho Bezerra (mais uma a ser confirmada) e Maria Furtado de Mendonca. Eh interessante que, se esta lista estiver correta, nos podemos ter uma visao de como uma unica familia poderia dominar o cenario nacional naquele tempo, bastando ser numerosa, fazer parte da nobreza da terra e colocar-se `a disposicao do servico Publico, ou de sua magestade.

Nao posso dizer que a familia tivesse um plano de dominio do pais mas isso poderia ter ocorrido se alguns acontecimentos infelizes nao tivessem ocorrido. Certamente, nao houve um planejamento porque foram as guerras contra os holandeses que praticamente forcaram a familia a entrar toda para o servico militar e, em consequencia disso, ser dispersada para os pontos estrategicos da nacao `a epoca.

Tirando Pernambuco que, aparentemente, Luis Barbalho nao deixou descendentes e tambem nao seria necessario porque ja possuia vinculos familiares com os mais poderosos locais, vejamos para onde foram os filhos. Observando-se antes que, em Pernambuco, o avo do Luis Barbalho: Bras Barbalho Feyo, era concunhado de Joao Paes Velho Barreto que se tornou o senhor de engenhos mais prospero daquela Capitania. Joao Paes casou-se com Ines e Bras com Catharina (ou Maria), filhas de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes. Outros Barbalho da familia tambem devem ter permanecido em Pernambuco.

Por um certo tempo, o Guilherme foi o alcaide-mor de Sao Christovao, a entao capital de Sergipe. E o filho dele, Domingos, o sucedeu.

Em tambem sendo filho, o Antonio tornou-se o segundo senhor do morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraiba. Foi um morgado riquissimo e criado pelo sogro dele: Duarte Gomes da Silveira (ou avo de sua esposa Joana Gomes da Silveira).

Em Salvador, o Fernao Barbalho era capitao do Forte de Sao Marcelo, tambem conhecido como Nossa Senhora do Populo. Ele deixou o cargo para servir ao Infante e futuro rei D. Pedro, em Portugal. Este Pedro foi o cabeca da armacao que destituiu o rei Afonso VI em 1668, tornando-se Pedro, o regente, antes de tornar-se rei apos `a morte do irmao em 1686.

Fernao colocou em seu posto como capitao do Forte de Sao Marcelo o seu irmao: Francisco Monteiro Barbalho Bezerra. Essa manobra manteve um dos varoes da familia na Bahia, porem, enfraqueceu um pouco o poder dela no pais porque o Francisco poderia ter sido destacado para algum outro ponto estrategico, como a Capitania de Sao Paulo por exemplo, onde nao tinha representantes.

As aliancas continuam na Bahia, com os casamentos das filhas Antonia e cosma. Elas se casaram respectivamente com Antonio Ferreira de Souza e Francisco de Negreiros Sueiro. Familias estas que dominavam o rico Reconcavo Baiano. Para se ter uma melhor ideia dessas aliancas, d. Ines Theresa Barbalho Bezerra, filha de d. Antonia, casou-se com o fidalgo Egas Moniz Barreto, que no mesmo ano do casamento foi promovido a coronel, e que cuja influencia genetica nas familias nobres do Imperio torna-se bastante acentuada.

A existencia do Jeronimo fora discreta, sobressaindo-se apenas durante “A Revolta da Cachaca”. Nao tenho como afirmar realmente que fora discreta porque existe a possibilidade de os inimigos deles terem queimado alguns documentos com registros da presenca dele na Terra. Um tipo de vinganca ate facil de prever em casos de pessoas que eram executadas, principalmente de forma sumaria. Talvez ele tenha aparecido menos justamente por talvez ter sido encarregado de ser o Aio da familia. Enquanto tinha ainda irmaos menores, filhos e sobrinhos, alem dos mais velhos estarem envolvidos nas guerras, alguem teria que assumir os negocios e a pageanca do cla.

O falecimento do Jeronimo em consequencia da “Revolta da Cachaca” deve ter castrado as mehores oportunidades da familia porque os filhos eram ainda muito jovens e nao poderiam assumir cargos de maiores responsabilidades.

No Rio de Janeiro a familia teve la seu apice com o Agostinho. Alem de “bem casado” e bem relacionado com as altas esferas do poder, tinha um curriculum invejavel e quase impecavel. A ambicao dele foi enorme. Pediu e ganhou o direito perpetuo sobre a Ilha de Santa Catarina. Mas nunca tomou posse porque faleceu logo depois de ter conseguido. Lembremos que Santa Catarina, a ilha, onde hoje se localiza Florianopolis, foi o quartel avancado que assegurou a posse dos Estados da Regiao Sul para o Brasil.

Na ocasiao do falecimento dele, ele acumulava o cargo de “cacador das esmeraldas”. Era administrador das minas de Sao Paulo. Se o encontro das minas tivesse se dado na administracao dele, Minas Gerais teria ganhado pelo menos um marques com o sobrenome Barbalho.

Ainda no Rio de Janeiro, a Cecilia Barbalho casara-se com Antonio Barbosa Calheiros. Oriundo de familia (Barbosa) que fazia parte das altas rodas do poder. Igualmente triste, neste sentido, foi a Cecilia ter ficado viuva sem que o marido lhe tivesse deixado heranca muito relevante. Foi dito que por esta razao internou-se, com as filhas, em um abrigo construido por ela propria na propriedade da Capela de Nossa Senhora da Conceicao, na famosa Rua da Ajuda. Mais tarde ela tornou-se a mentora do Convento de Nossa Senhora da Ajuda. Foi o primeiro convento feminino do Rio de Janeiro

Ha que se fazer aqui uma ressalva. Parece que a informacao a respeito dos detalhes genealogicos da Cecilia Barbalho encontram-se no “Primeiras Familias do Rio de Janeiro, 1:195”, do genealogista Carlos Rheingantz. No livro: “Alfandega do Rio de Janeiro”, do Jose Eduardo Pimentel de Godoy, na passagem das paginas 16 para 17, a respeito de Joao Barbosa Calheiros, ele menciona que este personagem: “era certamente parente de Antonio Barbosa Calheiros, genro de Agostinho Barbalho Bezerra, e cunhado de Jeronimo Barbalho Bezerra, poderosa familia que desafiou o predominio de Salvador Correa de Sa e Benevides.”

Obviamente, o Antonio Filipe, abrindo a mesma pagina do mesmo livro, informa-nos que Antonio Barbosa foi cunhado do Agostinho e do Jeronimo simultaneamente, ao dizer que a esposa: Cecilia Barbalho, era irma deles. Tudo eh possivel mas estou dando credito maior ao Antonio Filipe. Todos estamos sujeitos a distracoes. Mas a segunda hipotese parece ter mais logica.

Outro detalhe dessa genealogia foi que eu havia encontrado na pagina: http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/Cantagalo_ptazercout.htm, do nosso confrade Lenio Richa, no capitulo 6o., paragrafo 1o., item 3 – 6, que Inacia Rangel havia se casado com Francisco Barbalho. O Lenio sugeria que esse Francisco fosse filho ou neto do Luis Barbalho e que o nascimento provavel dele teria se dado por volta de 1650.

Baseado em minha interpretacao anterior de que o Francisco Monteiro Barbalho Bezerra havia nascido em 1634, sugeri que aquele Francisco Barbalho pudesse ser neto.

Com a eventualidade de o nascimento do Francisco Monteiro poder ter se dado em 1644, penso ai haver uma remota possibilidade de serem a mesma pessoa, embora, ressalte-se que os filhos de Inacia e Francisco nasceram no Rio, praticamente impedindo essa possibilidade, em funcao de o Francisco Monteiro ter-se capitao do Forte de Nossa Senhora do Populo, na Bahia, desde 1667 ate 1704.

Se acaso o Francisco Barbalho, marido da Inacia Rangel, for mesmo descendente dos nossos ancestrais, nao sera filho do Jeronimo como pensei primeiro. Podera ser filho do Agostinho, embora, nao tenho a relacao de filhos dele.

Voltando agora ao assunto principal deste capitulo que eh o nosso relacionamento com a Cidade de Sao Goncalo, no Rio de Janeiro, fiz contato com a administracao da “SAL” – Sociedade de Artes e Letras de Sao Goncalo – que agora estou impedido de manter contato frequente via internet. O contato era no sentido de encontrar entre os associados alguem mais interessado tambem em genealogia. O primeiro contato havia sido otimo, com pronto retorno.

Com o impedimento, penso que o assunto podera morrer ai. Havia enviado uma treplica apenas falando por alto o que eu pretendia, porem, nao havia posto substancia em minhas ideias ainda. Mas o que eu gostaria de incentivar era o contato entre as pessoas e penso que com isso poderia ocorrer um movimento turistico em torno da genealogia. Tomo a Familia Barbalho apenas como um exemplo mas as outras linhagens familiares brasileiras poderiam espelhar-se no padrao e fazer o mesmo.

O que pretendo precisava do apoio das pessoas que ja se ocupam com genealogia, historia, cultura e com as prefeituras e seus orgaos correspondentes. Dentro do que visualizo, cada prefeitura poderia ter pelo menos uma salinha para abrigar um genealogista local que tivesse acesso `as documentacoes antigas. Melhor seria entao que se criasse um site novo de genealogia ou aproveitar-se algum ja existente.

Assim poderiamos combinar todos os nossos achados genealogicos num unico local, para podermos desvendar os graus de parentesco que existe na populacao como um todo. Lembrem-se que o principio podera ser dificultoso, porem, eh um trabalho que se fara uma vez e servira para sempre, dependendo apenas de manutencao e atualizacao corriqueira.

Outra contribuicao importante ao plano sera a identificacao de locais e propriedades relacionadas aos ancestrais. Ha a necessidade de presevar-se esse patrimonio historico e de familia. Um exemplo disso eh a preservacao de casas que pertencderam ou foram locais onde os personagens historicos nasceram, tornando-as museus patrimoniais e biograficos deles.

Neste ponto gostaria de salientar que a Cidade de Sao Goncalo nao esta aproveitando a oportunidade que possui em maos. Ate ao momento nao encontrei relacionamento historico algum entre os pontos turisticos que ela explora e o sobrenome Barbalho. As unicas referencias q Baue encontrei sao as indicacoes de que atualmente o Bairro do Gradim se encontra em terras que antes faziam parte da Ponta do Bravo que, agora, relaciono com a propriedade que pertenceu a Jeronimo Barbalho. Tambem que houve um engenho, invocando o nome de Sao Bento, que foi propriedade de d. Paschoa Barbalho e Pedro da Costa Ramiro, nossos ancestrais.

Tenho a curiosidade de saber onde e como os meus ancestrais viveram. E penso que se todos os descendentes deles tambem soubessem que os tem como ascendentes, teriam curiosidade igual e ate maior. O problema eh que a informacao nao esta disponivel para todos. Digo mais. Esta restrita a uma minoria! Ora, quem no Brasil sabe quem foram e o que fizeram Luis, Jeronimo, Antonio, Fernao, Gulherme, Agostinho, Francisco e outros Barbalho Bezerra daquela e outras epocas? A divulgacao da genealogia facilitaria o despertar da curiosidade das pessoas pelos fatos historicos e pelos locais por onde passaram os ancestrais delas.

Se eu fosse visitar Sao Goncalo hoje, entre um hotel cinco estrelas e uma pousada num local das fazendas que pertenceram aos meus ancestrais eu preferiria a pousada, desde que eu pudesse realmente conhecesse a relacao que existe entre a minha pessoa e os antigos moradores do local. Claro, ficaria satisfeito tambem se encontrasse outras pessoas, atuais moradoras da cidade, que fossem descendentes dos mesmos ancestrais.

Bom, a seguir, o projeto passaria para uma segunda etapa. Identificados os personagens historicos e suas propriedades, juntamente com a identificacao das descendencias, viriam as comemoracoes. Digamos que, devido ao projeto estar em fase apenas de elaboracao, podemos tomar a data de 2030 como uma possivel data de inicio. Dai para frente observe-se o que ha por se lembrar:

2030 – Encontro cultural Brasil/Holanda e discussoes dos 400 anos da Invasao Holandesa em Pernambuco.

2032 – 300 anos do casamento dos patriarcas Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, ocorrido em Minho Verde, distrito da Cidade do Serro, MG.

2034 – 400 anos da Invasao Holandesa em Joao Pessoa.

2038 – 400 anos da rechacao da Invasao Holandesa `a Bahia, importante capitulo da Historia. Existem varias datas em torno deste acontecimento como, por exemplo, a construcao do Forte de Nossa Senhora da Conceicao, tambem conhecido como o Forte do Barbalho, por Luis Barbalho Bezerra.

2043 – Chegada da Familia Barbalho ao Rio de Janeiro e instalacao do governador Luis Barbalho Bezerra. Estas sao outras comemoracoes quarto-centenarias.

2044 – 15 de abril, quarto-centenario do falecimento do governador Luis Barbalho, no Rio de Janeiro.

2060/2061 – Comemoracao do quarto-centenario da “Revolta da Cachaca”, com enfase especial em Sao Goncalo, Niteroi e Rio de Janeiro.

2084 – Quinto-centenario do nascimento de Luis Barbalho Bezerra.

Aqui estou apresentando apenas um resumo de datas a serem comemoradas nao me atendo a acontecimentos menores como os de criacoes de muitos municipios do pais, nos quais estavam presentes a descendencia dos personagens. Seria o caso, por exemplo, da criacao da Paroquia de Nossa Senhora do Patrocinio de Guanhaes, atual Virginopolis, MG, em 1858. Dai havera o que se comemorar em 2058. (duocentenario).

A descendencia tambem se extende ao Rio Grande do Sul – Gravatai em particular – desde o final dos anos 1700. O mesmo se da em Florianopolis. Possivelmente haverao personagens e feitos importantes de descendentes a que se comemorar e ser colocado no calendario comemorativo. Nossas pesquisas precisam ser construidas a muitas maos em conjunto para obtermos um conhecimento mais completo de nossos parentes.

O objetivo dessas comemoracoes seria tambem o de criar-se um fluxo continuo de turismo da descendencia aos locais vinculados aos seus ancestrais em anos e datas nao comemorativos. Creio que somente da descendencia Barbalho existam ja milhoes de brasileiros e estrangeiros. Entre os que assinam e os que nao assinam o sobrenome. Se cada uma dessas pessoas pagarem pelo menos uma visita na vida aos locais de seus ancestrais, este fluxo estara criado. E vira o tempo em que se tornara ate superlotado.

E aqui estou mencionando apenas uma linhagem familiar. Imagine-se o que se dara se o levantamento genealogico for feito nas inumeras familias ou, pelo menos, em relacao aos principais patri e matriarcas, desde as primeiras colonizacoes no pais ate aos dias de hoje!…

Quanto `as informacoes a respeito de moradores e/ou nascidos no exterior, visitem o Family Search e busquem o sobrenome Barbalho. Observarao nao muitas mas ja ha um numero razoavel de pessoas com este sobrenome aqui nos EEUU. A maioria delas pertencem ao ramo familiar do qual herdei meu sobrenome e as conheci pessoalmente. Acredito que quanto mais o tempo passar, mais este numero se multiplicara, e seria saudavel para a economia de todos nos que estas pessoas nao perdessem os rumos de onde vieram. Mas se os descendentes delas nao tiverem referencias fisicas de onde os seus ancestrais partiram, o que as motivara visitar o pais de origem deles?

Um dos pontos que penso ser necessario para que o projeto de certo eh fazer a pesquisa e a divulgacao dos feitos heroicos praticados pelos ancestrais. Livros a respeito das vidas do Luis, do Agostinho, do Jeronimo e outros ajudariam muito.

Uso este argumento por uma razao. Se poucos sao os que no Brasil podem dizer: conheco os personagens, no exterior eles sao totalmente ignorados. Mesmo que as acoes deles no Brasil tenham tido o efeito nao intencional de influenciar na Historia dos Estados Unidos, por exemplo.

Com a expulsao dos holandeses do Brasil, alguns judeus preferiram voltar para a Europa mas acabaram atracando em Nova Amisterda, atual Nova Iorque. Ali fundaram a primeira, e por quase dois seculos a unica, sinagoga no pais. Estes portugueses e espanhois de origem e brasileiros temporarios deixaram descendentes que lutaram nas Guerras de Independencia e na de 1812, alem de terem ajudado a criar o sistema economico que fez deste pais a nacao mais poderosa do mundo durante o decorrer do seculo XX.

Apesar dessa verdade, entrei em contato com uma empresa de pesquisa de heraldica aqui. Alegaram possuir um banco de dados contendo mais de um milhao de sobrenomes mas que nem sequer tinham noticia do sobrenome Barbalho. Ate parece piada!

Certamente, os outros nomes comuns portugueses e espanhois eles possuem porque fazem parte da heranca genetica de passado mais remoto por aqui. Isso em parte porque metade do territorio da parte continental continua dos Estados Unidos foi tomada aos mexicanos e espanhois e nela os espanhois de origem foram assimilados. Em outra parte por causa da migracao portuguesa que vem ocorrendo desde os tempos coloniais para aqui tambem. Portanto, eh muito comum encontramos americanos “velhos” com assinaturas tais como Pereira, Mesquita, Sanchez e outros.

Aproveitando que estou recordando, gostaria de fazer aqui algumas observacoes a respeito da genealogia dos Barbalho no Rio de Janeiro. Inclusive o Antonio Filipe repete no trabalho dele a data de nascimento do Agostinho Barbalho como sendo 1619. Vi apenas uma mencao como sendo 1609, mas creio que devo levantar o alerta para que se pesquise melhor a respeito da duvida porque a ultima data parece se encaixar melhor em alguns fatos da vida dele.

Neste caso, o dado de que o Luis Barbalho Bezerra, o velho, tenha nascido em 1584 e se casado 30 anos depois nao se casa com dados de outros pesquisadores. A biografia da Cecilia, no “Pantheon Fluminense”, afirma que ela nascera em 1613.

Tambem temos o fato de que o Agostinho foi elevado `a patente de capitao pelo conde de Torre em 1639. `A epoca ele servia sob o comando do proprio pai, Luis Barbalho, e se ele tivesse nascido em 1619 seria mais novo que Antonio, Guilherme, Fernao e Jeronimo, alem de centenas de outros que estariam prestando servico na mesma companhia. Alem dessa clausula de hierarquia em funcao de idade, note-se que os que possuissem recursos proprios teriam preferencia.

Segundo informacoes mais que conhecidas, Luis Barbalho Bezerra havia gasto tudo o que possuia combatendo os holandeses, a ponto de que quando chegou ao Rio de Janeiro para governa-lo foi-lhe concedida uma pensao para ele, pelo menos, poder alugar uma casa de morada. Seria quase hilario o pai alegar peticao de miseria enquanto o filho estivesse em condicao financeira aceitavel mas nao o ajudasse. A ressurreicao financeira do Agostinho deve ter-se dado atraves do dote que recebeu, “pelo sacrificio que fez” de casar-se com Brites ou Beatriz de Lemos, filha do riquissimo Joao Alvares Pereira.

Face a estas razoes, penso que seja mais logico que Agostinho tenha nascido em 1609 e sido promovido a capitao por volta dos 30 anos, o que o faria um dos mais velhos em sua companhia e menos necessario estar com as burras cheias de dinheiro para tal. Alem disso, sendo mais velho que o Jeronimo, ficaria explicado o fato de o povo ter recorrido a ele primeiro para governar o Rio de Janeiro. O lider da Revolta da Cachaca foi o Jeronimo e nao o Agostinho. Este aceitou o cargo somente sob ameaca de morte. Se ele nao fosse o mais velho, possivelmente, o Jeronimo teria assumido o governo desde o inicio porque hierarquicamente ambos preencheriam os mesmos requisitos.

Como pudemos observar anteriormente, ficou completamente comprovado que a Familia Pimenta e suas correlatas por descendencia desta eh mesmo descendente das familias reais ibericas e alhures. Isso significa que todos os nossos primos que sao “folhas” na Arvore Genealogica do Tronco Pimenta – Vaz Barbalho, descrito pelo professor Demerval Jose Pimenta em sua obra prima: “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente” fazem parte da linhagem nobre descendente do ramo Bezerra oriundo da Galiza.

O que falta agora em minha pesquisa eh a confirmacao de que as Familias Barbalho e Coelho, do Norte e Centro-Nordeste de Minas Gerais tenham vinculo igual ou semelhante com o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Quanto `a linhagem Barbalho ela ja esta definida ate Jose Vaz Barbalho, natural do Serro, que se casou com Anna Joaquina Maria de Sao Jose, natural de Conceicao do Mato Dentro, ambas cidades em Minas Gerais. A data presumivel do nascimento do Jose Vaz Barbalho o colocam na possibilidade de ser filho ou neto do casal Manoel/Josepha. E o sobrenome quase o “condena” a isso.

O documento que poderia nos mostrar todas as comprovacoes que precisamos em relacao ao sobrenome Barbalho seria “os Autos de Genere” do padre Policarpo Jose Barbalho. Estes deverao ser encontrados em Mariana – MG. O padre Policarpo foi filho de Jose/Anna Joaquina e este vinculo paterno foi constatado nos “Autos de Genere” do padre Emigdio de Magalhaes Barbalho, filho do padre Policarpo e sua esposa Isidora Francisca de Magalhaes. Nao ha confusao nenhuma ai. O padre Policarpo casou-se, ficou viuvo, criou a familia e retornou ao seminario que comecara antes de casar-se em 1808.

Uma alternativa seria encontrarmos os registros do casamento de Jose Vaz e Anna Joaquina. Provavelmente, as nupcias se deram em Conceicao do Mato Dentro ou em alguma de suas muitas Freguesias na epoca. Embora nao tenhamos data para este acontecimento, ele deve ter ocorrido entre 1760 a 1780. Depende do nascimento do Jose que pode ter nascido entre 1733 a 1755.

Quanto ao ramo Coelho, creio que tanto os registros de casamento de Jose Coelho de Magalhaes e Eugenia Rodrigues da Rocha, quanto os do casamento dos pais dela: Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho mostrariam o casal Manoel/Josepha como pais da Maria Rodrigues, caso assim o for mesmo. As datas que temos como base indicam que Maria Rodrigues poderia ser filha mas nao teria tempo habil para ser neta. Porem, podera haver grau alternativo de parentesco.

Essa duvida quanto a ser filha ou nao deriva dos sobrenomes Rodrigues de Magalhaes que, segundo anotacao posterior do professor Demerval, ela usava. Por volta dos anos de 1600 e 1700 tornou-se muito comum as pessoas de origem nobre usarem um maior numero de sobrenomes, na maioria dos casos relacionados a ancestrais mais antigos e, algumas vezes, em homenagem a padrinhos. Como nao sabemos ainda quem foram os ancestrais da Maria Rodrigues, nao temos como explicar o sobrenome completo dela.

Uma hipotese alternativa seria a de ela ter sido irma, sobrinha ou prima do Manoel Vaz Barbalho. Pelo o que o professor Demerval nos apresentou na genealogia encontrada por ele, Manoel Vaz Barbalho era filho de Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar, todos naturais do Rio de Janeiro, muito provavelmente de Sao Goncalo. E existe uma razao muito boa para que um possivel nucleo familiar tenha se mudado para Minas Gerais na decada de 1720. O mesmo pode ter se dado com parte da familia de Josepha Pimenta, dai a razao de os dois se encontrarem em Milho Verde e ali se casarem.

Em primeiro lugar, Minas Gerais atraiu milhares de aventureiros a partir de 1700 em razao da descoberta das minas de ouro e por isso ter se dado o inicio do “Ciclo do Ouro” no pais. Porem na decada de 20 a febre inicial ja deveria ter se arrefecido porque os veios conhecidos ja tinham donos e estavam sendo explorados. Mas em 1720 houveram tres fatos que deverao ter dado um impulso menor, porem certeiro, ao fluxo imigratorio para Minas.

Em primeiro lugar, 1720 marca a data da revolta chefiada por Filipe dos Santos Freire. Essa foi uma revolta quase nos mesmos moldes da chamada “Guerra dos Emboabas” que nao apenas estava vinculada `a exploracao do ouro mas, principalmente, com a falta de liberdade do povo da terra e o monopolio do comercio garantido aos lusitanos. Dominada a revolta, o governador da entao Capitania de Sao Paulo e das Minas de Ouro: Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho, criou a nova Capitania das Minas Gerais separando-a da de Sao Paulo para obter maior controle da situacao. O risco de ocorrer outro movimento de emancipacao incentivou essa criacao.

Junto com a criacao da nova Capitania criou-se tambem a Comarca do Serro Frio, os diamantes foram encontrados no Distrito do Tejuco (atual Diamantina) e, em 1725, foi criada a casa de fundicao na Vila do Principe, atual Serro. Destes fatos, o de menor importancia para o movimento migratorio foi o encontro dos diamantes porque o monopolio de exploracao foi tao acirrado que muitos moradores (mesmo os escravos) foram expulsos para prevenir o extravio da riqueza. Restou, naturalmente, o fluxo migratorio de servidores publicos que, certamente, ha muito esperavam tal oportunidade de arranjar um bom cabide de emprego naquela terra que estava praticamente sem lei.

Eh possivel que tenha sido este o contexto que pode ter levado toda a Familia Aguiar da Costa Barbalho para, primeiramente, Milho Verde. Este distrito fazia parte do quadrilatero dos diamantes e a demora do governo portugues em autorizar concessoes de exploracao da pedra pode ter sido o motivo que levou o casal Manoel Barbalho/Josepha Pimenta a mudar-se dele para Tapanhoacanga (atual distrito de Alvorada de Minas, Itapanhoacanga). Local este que pertencia a Conceicao do Mato Dentro, que ainda fazia parte da Vila do Principe (Serro), e que `a epoca era um dos maiores produtores de ouro da Capitania.

Neste contexto podemos ter tido mais de um membro da familia se instalando na regiao. D. Paschoa Barbalho havia nascido em 1650 e se casado em 1668. Desde entao ate 1690 poderia perfeitamente ter filhos. Supondo que Maria da Costa Barbalho tenha nascido em torno de 1685, nao seria impossivel ter sido mae da Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Apesar de o sobrenome de Magalhaes Barbalho indicar a maior probabilidade de ai ter ocorrido uma geracao intermediaria. Sabemos que a Eugenia Rodrigues Rocha nasceu apos 1750. Portanto, a mae dela tera que ter nascido, no maximo, por volta de 40 anos antes.

O que poe o nascimento da mae dela em torno de 1720 ou mais. Espaco suficiente para que o avo ou a avo dela, na linhagem Barbalho, tenha sido filho ou filha da Maria da Costa Barbalho, nao sendo o Manoel Vaz Barbalho. O que tambem nao elimina a possibilidade de a linhagem Coelho descender dos outros irmaos de d. Paschoa Barbalho. Nao quero fazer mais conjecturas a este respeito. Por enquanto, o que temos de concreto eh que o casal Manoel Vaz/Josepha Pimenta residiam no local e no tempo certo em que a Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho nasceu. Portanto, eles sao os primeiros candidatos a serem os pais dela.

So mesmo com os documentos esclareceremos as duvidas. E creio que qualquer que venha a ser o resultado, penso que os registros dos casamentos acima citados estejam todos em Conceicao do Mato Dentro. So espero que algum anjo os localize e nos mande os resultados porque estou impedido de tentar acha-los por conta propria.

Outro fato eh este, se em ambos os casos, Barbalho e Coelho, encontrarmos respostas positivas em relacao a todos sermos ramos do mesmo tronco Pimenta – Vaz Barbalho, poderemos afirmar que o Norte e Nordeste de Minas Gerais terao se tornado um grande feudo de ascendencia Barbalho Bezerra, embora, o sobrenome Barbalho tenha sido mantido apenas em uma pequena parcela da populacao. Outros sobrenomes predominam em numero de assinantes mas a maioria teria igual ascendencia Barbalho.

Apenas concluindo este capitulo. Uma das razoes de minha esposa manter as discordias dela comigo eh a questao dela muito agradar-se de torturar-me com as frequentes perguntas: “E em que isso esta de dando dinheiro? Os outros estao ganhando dinheiro e nao estao nem ai para suas pesquisas, e quanto a sua familia esta te pagando? O que os seus antepassados vao te dar agora?”

As perguntas sao realmente embaracosas se colocarmos somente a prespectiva financeira como objetivo. Para minha esposa, como para a maioria das pessoas na atualidade, o prazer esta em possuir. Ela que foi e continua uma das pessoas destituidas em nossa Historia, jamais compreendera que o dinheiro jamais comprara todos os prazeres da vida.

Descendermos de determinados ancestrais nos da um prazer que nao depende de dinheiro algum. Conheco milhares de descendentes de meus ancestrais e a classe social financeira desta descendencia varia dos mais pobres aos mais ricos. Portanto, a presenca ou a ausencia do dinheiro nao impede de termos o mesmo prazer. Neste caso hao apenas duas alternativas: ou se eh ou nao se eh descendente.

Nao ha meios termos. Sendo que quem nao for podera ser descendente de outros ancestrais ingualmente importantes, e dos quais nos nao somos. Dai o prazer eh para todos. Nao se faz distincao alguma. Porem, quando tratamos de ancestrais que nasceram ha mil anos anteriores ao nosso nascimento, quase que podemos afirmar com absoluta certeza que o prazer eh para todos, exceto em casos excepcionais.

Quem nao descente de determinados ancestrais, pode ser rico do jeito que for, nao tera dinheiro para tornar-se descendente. O dinheiro nao compra ascendencia para ninguem, portanto, cada um tenha prazer naquela heranca que lhe eh propria, sabendo que os descendentes que acaso gerar acabarao se tornando tambem descendentes de outros ancestrais que este cada um nao foi. Ora, se alguem tem prazer em seus ancestrais, maior prazer terao os descendentes dele, porque terao mais ancestrais do que aqueles que os geraram.

O conhecimento da genealogia so aumenta o nosso prazer. Quanto mais conhecemos maior eh o nosso prazer. E deixar estes estudos como heranca `a nossa descendencia eh a garantia de que deixaremos heranca prazeirosa que nao se acabar; so se multiplica. Heranca genealogica eh algo que nao se compra e algo que nao se vende mas, por ser eterna, vale mais que todos os valores financeiros da Terra.

Nao comparo os valores espirituais com os valores genealogicos. Mas se a espiritualidade depende do surgimento de um primeiro casal formatado pelas Maos de um Creador, entao, a genealogia eh uma Carta Escrita pelo Creador, atraves de suas letras geneticas. Desde a formacao do primeiro casal a receita para a nossa formacao ja estava escrita. Genetica e genealogia andam juntas. Nos somos a traducao da Ordem do Creador de crescermos e multiplicarmo-nos. Nos somos o que os nossos ancestrais ja foram e o que sera a nossa descendencia. Se houve um Creador no surgimento do primeiro casal, entao, ha uma ligacao direta entre o Creador e nos atraves de nossa genetica.

Alguem podera dizer que falo do prazer genealogico mas que nao conheco o prazer do dinheiro. Eh verdade! Dinheiro eh algo que jamais tive na vida. Nem nunca esforcei para te-lo. Ou melhor, esforcei por coisas que acabaram nao me dando dinheiro algum. Mas observando o mundo percebo que o prazer na genealogia eh maior porque o dinheiro nao foi feito para que todos o tenham em abundancia. Por mais que todos se esforcem igualmente, sempre haverao os que ficarao com a maior parte, enquanto outro nao o terao. Ja a genetica parece ser algo que brota da Fonte Divina, pois, todos possuimos com abundancia. Falta-nos apenas conhecer o que nos cabe. E nossa parte ninguem toma.

*Micaela Barbalho Bezerra Pedroso, filha de Jeronimo Barbalho Bezerra e Izabel Pedroso, casou-se com o portugues Joao Batista de Matos. Existem diversas referencias a ela na internet e ao ramo genealogico que partiu dela e foi para Santa Catarina. Agora podemos confirmar que este e o nosso Barbalho eh o mesmo com a constatacao de que Micaela e Paschoa Barbalho eram irmas.

Maiores informacoes a respeito da nossa genealogia Barbalho na pagina: https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/.

Acrescentarei mais um assunto aqui neste capitulo que tem apenas uma relacao indireta com a nossa genealogia. Ha alguns anos atras fui premiado com a inscricao e possibilidade de visitar o site geneall.net Portugal. Algo que apareceu como um “pop up” no computador. Aceitei, me inscrevi e gozei de otimos momentos estudando o banco de dados que eles possuem, particularmente no que se trata da genealogia pregressa de um certo Jose Coelho de Magalhaes, nobre de ascendencia e com todas as caracteristicas de poder ser o nosso ancestral de mesmo nome.

Recentemente, apos perder minha regalia de ter a conveniencia de possuir um computador dentro de casa, desejei voltar ao site para enviar aos administradores o encontro da ligacao entre d. Paschoa Barbalho e os pais dela: Jeronimo Barbalho Bezerra e Isabel Pedreira (Pedroso). Para minha surpresa, a inscricao havia sido cancelada e em lugar dela a oferta de associar-me sob um preco confortavel, por seis meses e, claro, a consequente expiracao no final do contrato e a automatica elevacao de meus custos.

A surpresa nao foi nada agradavel. Nao que eu seja mal agradecido. Ao contrario, fico devendo eterna gratidao pela oportunidade que me foi dada nos ultimos anos. O problema eh que a administracao do site mexeu com a pessoa errada com esta atitude comercial. Claro, eu pagaria a anuidade com o maior prazer se o dinheiro em meu bolso estivesse sobrando. Mas a realidade eh justamente o contrario. O que estao sobrando sao as minhas dividas e nao posso dar-me ao luxo de acrescentar nem mais um centavo a elas.

Neste caso, termina aqui nossa parceria. Nao creio que para mim havera consequencia maior porque sei que o que tenho que buscar eh justamente aquilo que nao se encontra naquele site. Alias, como gratuitamente recebi o direito de acesso a parte dos dados que la se encontram, gratuitamente enviei tambem as minhas descobertas que, na maioria dos casos, so nao foram mais completas porque o site nao atualizou o que enviei, assim, nao pude dar sequencia ao que considero o mais importante da genealogia.

Sendo sincero neste ponto, o site geneall.net Portugal possui mais dados a respeito de pessoas do passado. Eh contido primeiramente de nossos falecidos. Estes, em muitos casos, foram personalidades da Historia Universal e seus aparentados mais proximos. Claro, eles sao o atrativo para o site, porem nem tanto. Refiro-me ao fato de serem os nossos falecidos e somente atrairao mais usuarios se eles forem conectados com a descendencia que estiver viva. A verdade pode ser cruel, porem, os falecidos nao compram nada.

Se nao os ligarmos `as pessoas que estao vivas, eles despertarao o interesse apenas de alguns mais abinegados, como os historiadores que ja conhecam o fato de que a genealogia esta diretamente afetando os fatos historicos. Com a genealogia ha uma melhor compreensao e uso deles. Porem, acredito que os sites genealogicos somente terao sucesso completo quando oferecerem dados que liguem a maioria das pessoas vivas `a rede de linhagens ascendentes e que demonstrem que temos ligacoes parentais com todas ou a maioria das personalidades historicas.

Constatei isso atraves do desenvolvimento da minha propria curiosidade pelo assunto. Se nao tivesse encontrado naquele site uma pessoa, que pudesse ser meu ancestral, ha alguns anos atras, as minhas visitas nao teriam passado de uma ou duas. E jamais teria voltado porque ficaria para mim dificil sentir as pessoas que la estao como referencia em minha vida. Nao sou professor de Historia, portanto, so me interessariam aqueles que tivessem algum vinculo comigo, direta ou indiretamente. Hoje seria, por exemplo, o caso dos presidentes dos Estados Unidos que tem vinculo genetico conosco, incluindo o atual. Sao por volta de 75% deles.

Voltando `a ligacao que estava prestes a passar para o geneall.net Portugal, a ligacao de nossa ancestral d. Paschoa Barbalho ao pai dela, conecta naquele mesmo site o inicio da familia do professor Demerval Jose Pimenta, ou seja, os nossos primos Pimenta. Mesmo os dados do livro do professor nao conecta toda a familia `as pessoas da atualidade. Como a publicacao se deu em 1965, existem 2 ou 3 geracoes ainda sem recordar. Importante agora seria que os dados estivessem disponiveis no site porque os possiveis inscritos contribuintes dos dias de hoje poderiam reconhecer seus pais, avos e/ou bisavos. Se as geracoes permanecerem como la estao, no campo dos tri, tetra e pentavos, a maioria nao tera informacao para fazer tal coneccao e o interesse nao sera despertado em todos, apenas em alguns poucos como eu. Que infelizmente, poderao, como eu, nao ter a disposicao financeira de comprar o acesso.

Este eh o caso particular das familias Coelho e Magalhaes Barbalho ja parcialmente postadas naquele site. Do lado Magalhaes Barbalho, a pessoa mais antiga com a assinatura Barbalho e, provavelmente, conectavel `a mesma linhagem eh o Jose Vaz Barbalho, que eh pentavo da minha geracao mas que ja possui nonanetos e esta a caminho da proxima geracao. Se nao se descobrir e fazer a devida coneccao, seria muito dificil estes descendentes mais distantes encontrarem as informacoes que nos, que estamos a caminho do encerramento de nossa visita `a Terra, temos ainda em nossas memorias. Estes sim seriam os clientes mais almejados pelo site, porque terao mais o que viver e mais com que contribuir, financeiramente.

Pelo lado Coelho temos a hexavo (sextavo) Maria Rodrigues de Magalhaes Barbalho. Ha a possibilidade de ser irma do Jose Vaz Barbalho e ambos serem filhos do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Mas tambem pode nao ser irma e sim uma parente proxima. Qualquer que seja a verdade, precisamos encontrar os dados que conectem as tres linhagens. Caso consigamos, entao, poderemos realmente dizer que podemos fazer este “negocio”, como dizem os bons mineiros. Ou seja, nos ficaremos felizes com a coneccao entre os nossos vivos e os nossos falecidos. E os sites de genealogia poderao faturar melhor com a oportunidade de se abrir um numero muito maior de candidatos a associados.

E aqui esta uma das razoes pelas quais a minha esposa odeia o que eu tenho feito. Para ela, as pessoas que entendem dos assuntos de internet eh que sao as inteligentes. Segundo ela, enquanto a gente tem que dar um duro danado para conseguirmos o nosso dinheiro suado, os inteligentes ficam la do outro lado, sentados em suas cadeiras e mesas, apenas elaborando falcatruas para o toma-lo de nos. E nisso nao discordo plenamente dela. As pessoas que estao do outro lado da coneccao nao se interessam pelo sacrificio que temos feito, elas desejam que contribuamos com nossos achados e com nosso suado dinheiro. E as informacoes que tornamos publicas se revertem em beneficios para elas, a cada vez que conseguem outro “pato” de nossa familia em seu quadro de associados.

Aqui preciso pedir desculpas aos meus primos pelas muitas vezes que indiquei o geneall.net Portugal como fonte de acesso a dados genealogicos. Sempre pensei que os dados mais antigos fossem publicos e nao imaginava que os estava indicando uma arapuca. De agora para sempre, entao, continuo recomendando o site, quando isso for absolutamente necessario, porem, com o aviso de que precisarao contribuir para ter acesso. Quem nao se importar de contribuir podera ter suas curiosidades satisfeitas.

O melhor de tudo, porem, eh que nao precisam do geneall.net Portugal para terem acesso aos dados relativos ao sobrenome Barbalho em nosso ramo. Eles estao disponiveis no http://www.geneaminas.com.br. Pelo menos, por enquanto, eh do dominio publico e a matricula eh gratuita, em caso de haver o interesse. O que, alias, esta muito mais completo porque ja lancei la todos os dados que ja coletei ate hoje. Assim, nao sera dificil para milhares de pessoas que nao tenho os dados encontrarem seus ancestrais proximos. Apenas alerto para o fato de que a nossa coneccao com as familias reais da Peninsula Iberica ja estar pronta la, porem, por enquanto apenas em relacao ao ramo Pimenta da familia. O Coelho e o Magalhaes Barbalho esta pendente.

Quando a confirmacao dos dados que ali se encontram registrados, caso alguem os queiram comprovar, indico o familybezerrainternational para os dados entre o Antonio Martins Bezerra e os ancestrais Teresa de Leao, condessa de Portugal e Henri de Bourgogne. Sao umas dez geracoes, indo dos anos 1.000 a 1500 aproximadamente. Mais dados em relacao a este nucleo familiar podem ser obtidos atraves da Wikipedia. Geralmente o site oferece biografias e informacoes genealogicas das personalidades historicas. Assim fica ate melhor informativo porque podemos aprender algo mais em relacao a nossos ancestrais.

No caso da Teresa de Leao, por exemplo, podemos ver que foi filha do rei Alfonso VI e neta dos Fernando I Magno e Sancha, Infanta de Leao. Passando para a biografia deles tambem pode-se ver que entre os ancestrais deles estao o heroi Vimara Peres, e outros reis e imperadores de varias realezas europeias e outras. Teresa e Henri tambem foram os pais de Afonso Henriques, fundador da monarquia e primeiro rei de Portugal.

A coneccao do Antonio Martins Bezerra e sua descendencia Barbalho Bezerra pode ser feita atraves do trabalho do Antonio Filipe Pereira Caetano. “Entre a Sombra e o Sol, A Revolta da Cachaca, a Freguesia de Sao Goncalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense” paginas de 187 a 194: “Os Honoratiores Goncalenses: A Familia Barbalho.” Deste ponto em diante encontramos com o livro do professor Demerval Pimenta. Cuja coneccao eh feita ao livro da Ivania Batista Coelho: “Arvore Genealogica da Familia Coelho” atraves das assinaturas Borges Monteiro e Pereira do Amaral, por enquanto. Em breve o faremos atraves do Barbalho tambem.

Assim, chegamos aos dias modernos, porem, ha que se ressalvar que eu estou colocando uma geracao a mais que o Antonio Filipe indicou. Assim, pode-se visitar tambem o ensaio de genealogia do Chico Buarque de Holanda no site da Usina de Letras. Outro site que enriquece o nosso conhecimento eh aquele que contem os dados a respeito dos “Engenhos Pernambucanos”. Ali podemos buscar os engenhos: Barbalho, Monteiro (ou Sao Pantaleao) e Sao Paulo. Todos pertencentes aos nossos ancestrais que foram primeiros povoadores de Pernambuco. No Rio de Janeiro temos o Engenho de Sao Bento, na regiao do Mutua, Sao Goncalo, que pertenceu a d. Paschoa Barbalho e a seu marido: Pedro da Costa Ramiro.

Enfim, no mais eh continuar pesquisando. Antes que me esqueca, nos sites GENi e Google Genealogia podemos ver nossas ligacoes com a Familia Barbalho em Santa Catarina atraves da irma de d. Paschoa Barbalho: Micaela Barbalho Bezerra Pedroso; e do Rio Grande do Sul, atraves do site Family Search, atraves de Policarpo Joseph Barbalho, particularmente com Gravatai. A busca continua.

82. JOAO PESSOA, PARAIBA

Iniciarei este capitulo um pouco no escuro porque nao tive tempo de fazer um estudo mais profundo, antes de eu perder a coneccao com meu antigo computador. Exceto por alguns dados que ja os estava ajuntando, o restante vira da memoria propria e, portanto, sujeito a enganos. Envitarei aprofundar muito para procurar evitar tambem os erros.

Como se sabe, apos descoberto o Brasil, Portugal estava envolvido com a franca expansao economica, por causa da descoberta do caminho alternativo para as Indias Orientais, por D. Vasco da Gama. Portugal nao abandonou totalmente o Brasil pela simples razao de que, se o fizesse outros tomariam posse. No inicio foram feitas apenas algumas feitorias nas costas de Pindorama, para que os degredados por la fizessem contato com os indigenas, colhessem deles o que lhes parecesse ter algum valor para ser enviado a Portugal, a troco de bugingangas e ferramentas de metal.

O que fez os portugueses acordarem para o que estavam perdendo foi a intervencao dos destituidos europeus, pelo Tratado de Tordesilhas. Por este Tratado, sob as bencaos poderosas do papa, as Americas tornaram-se feudo exclusivo da Espanha e de Portugal. Inconformados, franceses, ingleses e nierlandeses (conglomerado dos paises-baixos e vizinhos) passaram a fazer contato com tribos indigenas, hostis aos portugueses, e comercio com elas, em termos extremamente vantajosos para os europeus. Somente assim Portugal descobriu o Brasil de riquezas a serem exploradas.

Dentro deste quadro, temos um padrao que ocorre desde o inicio, em tres pontos do territorio brasileiro. Sao eles: Rio de Janeiro, Paraiba e Sergipe. Nestes tres pontos os franceses chegaram e se instalaram primeiro. Posteriormente da-se tambem a invasao francesa ao Maranhao. Mas Rio e Sergipe ja se encontram recordados nestes meus escritos. Falta, entao, a Paraiba.

Os portugueses, com a criacao das Capitanias Hereditarias no Brasil, haviam se firmado em Sao Vicente (Sao Paulo), Salvador (Bahia) e Olinda (Pernambuco). O restante da costa estava excassamente habitada por europeus e as distancias imensas impediam uma acao de protecao policial maior. Assim os navios mercantes e piratas de outras nacoes nao encontravam o menor problema em aportar e negociar diretamente com o homem da terra e esse comercio levou a relacoes de amizade entre nativos e franceses. Em alguns casos tambem a relacionamento parental.

No caso especifico da Paraiba aconteceu de os portugueses ja estarem procurando implantar ali engenhos de acucar, a entao mola propulsora do comercio internacional. Por volta dos anos 1570 houve o rapto da filha de um dos caciques paraibanos. O autor da facanha foi um empregado mas um senhor de engenho se encantou pela beleza da menina e a tomou para si. Nisso os franceses sentiram a oportunidade de fazer a intriga e instigar a vinganca por parte dos indigenas. A tribo cometeu o maior massacre a moradores, tanto na area ocupada pelo engenho quanto na regiao. Fala-se em 600 mortos.

A Paraiba estava entre as Capitanias de Pernambuco e Marica. Marica pertencia a Pero Lopes de Sousa, irmao do Martim Afonso de Sousa, o primeiro Governador-Geral do Brasil e donatario e fundador da Capitania de Sao Vicente. Mas como a Capitania de Pernambuco era muito mais prospera, foi dela que partiu a reacao. A primeira ordem real foi a de criar-se a Capitania Real da Paraiba, em 1574. Assim como foram criadas as Capitanias de Sergipe d’El Rei e a Capitania Real do Rio de Janeiro. Estes territorios foram recomprados pela coroa, que nomeou para elas administradores. Essa recompra ja havia sido feita tambem na Bahia.

De inicio, em relacao `a Paraiba, a criacao ficou apenas no papel, enquanto se davam as guerras de conquista. Houveram algumas tentativas rechacadas pelos indigenas e franceses mas, em 1585, a expedicao de Joao Tavares eliminou a resistencia. Foi ai que se deu a criacao da Vila Real de Nossa Senhora das Neves, em homenagem `a santa do dia. Este nome muda para Felipeia de Nossa Senhora das Neves, em homenagem a Felipe II. (3 Felipes governaram a Uniao Iberica entre 1580 e 1640).

A cidade recebe outro nome a partir de 1634, quando os holandeses a conquistaram. Retorna ao primeiro nome 20 anos depois, 1654, quando os holandeses foram expulsos e, ja no seculo XX, troca o nome para Joao Pessoa. Sendo o ultimo nome uma homenagem ao “presidente do Estado” que foi assassinado por razoes politicas na sublevacao da Ditadura Vargas.

Desde o inicio de sua criacao ate aos meados do seculo XX, a Cidade de Joao Pessoa teve a caracteristica de ser uma municipalidade quartel, servindo de residencia para militares e funcionarios do setor publico em primeiro lugar. Por esta razao sempre foi uma cidade mais com caracteristicas bucolicas interioranas, vindo a despertar-se para a industrializacao e desenvolvimento apenas a partir da segunda metade do seculo XX. Ou seja, acompanhou o lento processo brasileiro de despertar de seu “berco explendido”.

O professor Antonio Filipe referiu-se a Antonio Barbalho Bezerra (poder) ser filho dos nossos ancestrais: o governador Luis Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonca. Se ele estiver correto, a Paraiba tambem sera “nossa” (aparentada).

Brincadeira `a parte, temos que falar um pouco a respeito de quem foi Duarte Gomes da Silveira. Segundo informacoes soltas, encontrei que era neto de Antonio Gomes Bezerra, um descendente da Casa do Morgado de Paredes de Viana do Castelo. Este Antonio Gomes havia sido expedicionario no Norte da Africa, na epoca em que Portugal estava estabelecendo ali suas conquistas. Na africa ele tomou para si uma escrava, descendente de Aboali, um dos conquistadores da Peninsula Iberica, quando os mouros a tomaram. Levando a esposa para Portugal, ela lhe gerou Maria Gomes Bezerra que, ao contrario do que fala o autor onde li essa passagem, nao deveria ser mulata e sim morena como parte das espanholas e portuguesas.

Aqui ha que se fazer essa distincao que ja abordei antes no texto: A Historia da Familia Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Ali fica claro que a populacao europeia e do Norte da Africa, sobretudo aquela mais proxima ao Estreito de Gibraltar, teve origem comum. Com a dispersao apos a ultima Era Glacial, houveram distincoes entre os diversos grupos familiares europeus do Norte, do Centro e do Sul Europeus e do Norte da Africa, sendo que, as miscigenacoes ocorreram em maior quantidade nas partes mais ao Sul. Contudo, o que fica claro eh que os habitantes do Norte da Africa nao tem as mesmas caracteristicas dos africanos subsaarianos. Dai nao se pode caracterizar, sem sombra de duvida, que o resultado do casamento de Antonio Gomes Bezerra e uma descendente do Aboali fosse mulata. Mais certamente era morena.

O certo eh que, Maria Gomes Bezerra foi esposa de Pedro Alves da Silveira, casal tambem pioneiro em Pernambuco nos tempos de Duarte Coelho Pereira. Estes foram os pais de: Domingos, Duarte, Ana e outros filhos. O Domingos estudou em Portugal e ocupou cargos de relevancia, que dependiam de escrituracao, em Pernambuco.

O irmao Duarte, porem, foi o aventureiro. Casou-se com D. Fulgencia Tavares, filha de Joao Tavares, o conquistador e primeiro governador efetivo da Paraiba. Para o Duarte, essa situacao apenas “juntou a fome com a vontade de comer”. Junto com o sogro fora um dos combatentes mais efetivos aos adversarios franceses e indigenas. Com as vitorias vieram-lhe os premios, em forma de benesses e propriedades de terras. Alem disso, teve a cobertura do irmao Domingos e da nata administradora de Pernambuco que a tudo lhe dava o crivo de aprovado.

A fortuna de Duarte Gomes da Silveira constituiu-se de, pelo menos, dois engenhos: o Velho e o Novo, nos arredores de Joao Pessoa e diversas outras fazendas de gado no sertao. Foi a partir disso que ele criou o riquissimo morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraiba.

Como possuia economias de sobra e desejava por todos os meios ver a Vila de Nossa Senhora das Neves properar, estabeleceu premios aos que construissem casas de qualidade o local. Com isso deve ter garantido a prosperidade inicial da capital do futuro Estado da Paraiba.

Mas a vida dele nem sempre foi sucesso. Durante a invasao holandesa perdeu o unico filho e um dos irmaos. Nao deixou herdeiros considerados corretos `a epoca. E aqui ha uma discordancia entre a informacao no trabalho do Antonio Filipe (capitulo 81) e outroas fontes diversas. Segundo aquele, Joana Gomes da Silveira era neta e para as outras fontes foi filha extra-conjugal. Mas o que importa eh que ela foi a herdeira de fato que, casando-se com o Antonio Barbalho Bezerra, passou ao “consorte” o morgadio de Sao Salvador do Mundo da Paraiba.

Outro detalhe da vida de Duarte Gomes da Silveira foi o de ter sido processado por sonegacao de impostos e de ter sido colaboracionista com o invasor holandes. Li essas informacoes rapidamente e me parece que existem teses que desaprovam tais ideias. Eu proprio questionaria tais insinuacoes porque ele deve ter falecido antes de 1654, quando da retomada da Paraiba pelos brasileiros, portanto, nao teria sobrado tempo para ser acusado no caso de traicao.

Uma virada de sorte na vida de uma membro dessa familia nos presta maiores informacoes genealogicas a respeito dela. Em 1731, Marianna Paschoa Bezerra* foi obrigada a comparecer ao Tribunal do Santo Oficio, em Lisboa, para responder `a acusacao de pratica de judaismo. Embora tenha alegado ser crista velha, pareceu-me que foi condenada. Penso que foi uma verdadeira caca `as bruxas. (Hoje eh Halloween, e ha ai um certo paralelo entre este caso e o das bruxas de Salem aqui em Massachusetts).

Na internet encontrei o endereco: utinga.wordpress.com/2010/09/21/marianna-paschoa-bezerra-o-santo-oficio-e-os-rocha-bezerra/. Parece-me que a postagem foi feita pelo genealogista Joao Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com). Existe la um link para o site da Torre do Tombo, Portugal, em que o processo completo pode ser analisado. Eu busquei apenas o que ja estava mastigado. E isso se restringe ao que, em um depoimento, a Marianna Paschoa cita tanto sua genealogia paterna quanto materna. Mostro aqui apenas a materna, acompanhando o autor Joao Felipe.

Faco ainda a ressalva de que nao tenho como garantir que o Antonio Barbalho Bezerra tenha mesmo sido filho do nosso ancestral: Luis Barbalho Bezerra. Tudo pode acontecer mas isso me parece um tanto quanto grandioso, mas as mencoes nos textos de autores nordestinos nao mencionam a relacao parental. Nao eh um tanto esquisito isso!?

Outra informacao que vi e que nao consegui voltar `a mesma fonte foi a de que existiu outro Antonio Barbalho Bezerra, um com e outro sem o Pinto no final. Parece-me que o primeiro casou-se com Anna da Silveira, irma do Duarte. Foi dito que o tal Antonio era natural do reino, dai penso poder ser irmao ou parente proximo do Bras Barbalho Feyo, o avo materno do Luis Barbalho.

Em todos casos, ja eh dificil esperar que o Antonio, suposto filho do Luis, tenha se casado com uma filha do Duarte, cuja data proposta de nascimento eh de 1555, muito menos com uma irma dele. Mas Anna e Joana sao duas pessoas diferentes que, talvez, tenham mesmo se casado com homonimos.

Segue entao o resumo que fiz do pouco de genealogia coletado na pagina do Utinga.

Luis Barbalho Bezerra – Maria Furtado de Mendonca (acrescimo meu)
Antonio Barbalho Bezerra – Joana Gomes da Silveira, pais de:

1. Serafina Moraes – solteira
2. Antonio Barbalho Bezerra – Maria Teixeira
3. Antonio Bezerra Monteiro – foi casado, com pessoa nao identificada.
4. Duarte Gomes da Silveira
5. Maria Barbalho Bezerra – Balthasar da Rocha Bezerra
6. Victoria Barbalho Bezerra – Diogo Nunes Thomas

2. Antonio Barbalho Bezerra – Maria Teixeira, pais de:

2.1 Salvador – falecido crianca
2.2 Andreza – falecida crianca
2.3 Joana – Joao Peixoto

2.3 Joana – Joao Peixoto, paid de:

2.3.1 Jose Gomes
2.3.2 Luzia
2.3.3 Joana
2.3.4 Quiteria
2.3.5 Antonio Barbalho
2.3.6 Joao Peixoto
2.3.7 Duarte Gomes
2.3.8 Bartholomeu Peixoto
2.3.9 Jose

5. Maria Barbalho Bezerra – Balthasar da Rocha Bezerra, pais de:

5.1 Antonio da Rocha Bezerra
5.2 Manoel da Rocha Bezerra – Magdalena Luna
5.3 Balthasar da Rocha Bezerra – Marianna
5.4 Miguel Barbalho Bezerra – Maria Jacome Barbalho
5.5 Maria Bezerra Vasconcelos – Manoel Ribeiro de Carvalho
5.6 Archangela da Silveira – Ventura Pereira Parente + Pedro da Rocha Bezerra
5.7 Simao da Rocha Bezerra

5.2 Manoel da Rocha Bezerra – Magdalena Luna, pais de:

5.2.1 Antonio da Rocha Bezerra – (?) Josefa de Oliveira Leite

Obs.: Manoel da Rocha Bezerra foi tambem pai extra-conjugal de um filho, com sua prima: 6.5 Joana Gomes da Silveira (abaixo)

6.5.1 Joao Gomes da Silveira

5.6 Archangela da Silveira -I- Ventura Pereira Parente, pais de:

5.6.1 Maria Barbalho
5.6.2 Ignacia
5.6.3 Luzia
5.6.4 Joao – falecido crianca

Obs.: Os filhos foram naturais e moradores de Taquara, no Bispado de Pernambuco. Ventura Pereira Parente foi senhor de engenho.

5.6 Archangela da Silveira – II – Pedro da Rocha Bezerra, pais de:

5.6.5 – Marcos (natural e morador de Juazeiro).

Obs.: “A Sesmaria 552 concedida ao Sargento-Mor Jose Pedro Tinoco, na Ribeira do Assu, pertenceu aos irmaos Capitao-Mor Balthasar da Rocha Bezerra, Coronel Miguel Barbalho Bezerra e seu cunhado Pedro da Rocha Bezerra.”

6. Victoria Barbalho Bezerra – Diogo Nunes Thomas, pais de:

6.1 Antonio Barbalho – falecido crianca
6.2 Luiza Barbalho – solteira
6.3 Thereza Barbalho – solteira
6.4 Joanna Gomes da Silveira*
6.5 Maria da Silveira – Gaspar Henriques
6.6 Guiomar Nunes
6.7 Diogo Nunes Thomas – Catharina Ferreira Barreto
6.8 Marianna Paschoa Bezerra*

Obs.: Diogo Nunes Thomas, pai de Marianna Paschoa e seus irmaos, era filho de outro Diogo Nunes Thomas e de Guiomar Nunes, todos naturais de Pernambuco.

6.5 Joanna Gomes da Silveira* foi a mae do filho extra-conjugal de seu primo 5.2 Manoel da Rocha (acima), pais de:

6.5.1 Joao Gomes da Silveira

O que reforca a hipotese de tratar-se essa familia de descendencia do possivel filho do governador Luis Barbalho Bezerra: Antonio Barbalho Bezerra, eh o nome Antonio Bezerra Monteiro entre seus filhos. Temos que recordar que o sobrenome Monteiro corria na familia como secundario e tratando-se de heranca genetica proveniente de Pantaleao Monteiro. Isso reforca a hipotese de sermos mesmo descendentes do Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, que foi marido da Maria Araujo, filha daquele senhor de engenho. O proprio Luis Barbalho teve uma irma com o nome de Brasia Monteiro. Ela casou-se com Luis Bras Bezerra e sao eles que se alinham como ancestrais do Chico Buarque de Holanda. O Luis, nosso ancestral, colocou o nome Francisco Monteiro Barbalho Bezerra no filho mais novo.

Por outro lado, eh suspeito que a Marianna Paschoa Bezerra* nao tenha tido a brilhante ideia de citar os Luis Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonca como bisavos dela no processo que enfrentou. Naquela hora dificil, o nome deles continuariam valendo como peso favoravel `a sua defesa. Por outro lado, eh possivel que ela nem sequer soubesse disso, pois, nascendo em 1681, nao deve ter conhecido sequer os avos, que supostamente teriam se casado em 1633. Parece que o intervalo de geracoes foi realmente longo para o caso de ela se lembrar do detalhe.

Saindo do assunto genealogia de pessoas e passando ao de genealogia de cidades, ha que se corrigir as ambicoes das cidades de Joao Pessoa-PB e Sao Christovao-SE de serem, respectivamente, as terceira e quarta cidades a serem criadas no Brasil. Nao foi preciso grande esforco para verificar algumas outras datas de fundacoes mais antigas, apenas de algumas cidades que conheco a parte de suas Historias ligadas `a Historia do Brasil.

Sao Vicente, fundada por Martim Afonso de Sousa, surgiu em 22.01.1532; Olinda, fundada por Duarte Coelho Pereira, em 09.03.1535; em seguida surge Vila Velha do Espirito Santo, 23.05.1535; Salvador eh de 1549; Vitoria surge em 08.09.1551; a propria Sao Paulo foi criada em 1560 e o Rio de Janeiro, fundado por Estacio de Sa, em 01.03.1565. Estes foram apenas os nomes que lembrei-me de imediato e que estao ligados aos primeiros administradores que o pais teve.