Posts Tagged ‘Reduzinda Ermelinda de Queiroz’

A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

março 11, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE

01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO

03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!

06. A QUEBRA DO ENCANTO EM GOVERNADOR VALADARES E OUTROS CASOS DE VIAGEM.

07. FILHO DE VALADARENSE E VIRGINOPOLITANA SE DESTACA EM MODA E RECEBE TITULO DE NOBREZA.

08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO

09. ARQUIVO HISTORICO ULTRAMARINHO – FUNDO CONSELHO ULTRAMARINHO – SUMARIOS DAS CONSULTAS MISTAS. (AHU_CU_CONSULTAS MISTAS, COD. 13-18

10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

 

########################################################

 

01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

Contrariando minha disposição anterior, resolvi iniciar mais esse titulo em meu blog. Isso se da porque a pagina que estava usando:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/,

começou a ficar um pouco longa. Assim, essa nova pagina devera funcionar como II Volume daquela.

Apenas recordando alguns dados importantes que la encontramos. Fica então facultativo aos pesquisadores buscarem maiores informações a respeito de documentos usados para comprovarmos novos dados e maiores detalhes.

01. Jose Vaz Barbalho foi filho de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo. Nasceu em Itabira onde o casal vivia.

02. Francisco Jose Barbalho, marido de Quintina Francisca Barbalho foi irmão do Jose Vaz.

03. Pode-se comprovar, ao contrario do que afirmava-se na Revista Genealogica Latina e no site sfreinobreza, que a bisavo do bispo D. Manoel Nunes Coelho chamava-se Isidora Francisca de Magalhães e nao Genoveva de Magalhães.

Pode-se verificar também que o casal Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães foram pais dos filhos que chegaram `a vida adulta:

I. tabelião, Jose de Magalhães Barbalho (1810)
II. padre, Emigdio de Magalhães Barbalho (1813)
III. capitão, Francisco Marçal Barbalho (1820)
IV. Lucinda Francisca de Magalhães (1824)

04. O nome da mãe de Isidora Francisca foi mesmo Genoveva Nunes Ferreira. Deve ter sido uma mulher alem do seu tempo, pois, parece nunca ter se casado, não precisava de um homem que responsabilizasse por ela, possuía fazenda própria e era senhora da própria vida.

05. Modesto Jose Barbalho foi casado com dona Rita da Rocha e entre os diversos filhos encontrava-se dona Juvenata da Rocha Barbalho, que em 1868 se da noticia de ser casada e que residia no lugar chamado Vai-Vem, no Estado de Goiás.

Vai-Vem atualmente chama-se Ipameri, fica no Sul do Estado, relativamente próxima `a Cidade de Catalão. Na cidade ainda existe remanescentes do ramo da Rocha Barbalho. Inclusive houve a presença de pessoas com o nome Modesto Jose Barbalho e Juvenato.

06. Foram encontrados documentos que parecem comprovar que Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório, foi filho de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Simpliciana foi filha do cabo-de-esquadra e guarda-mor Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Para iniciarmos esse novo capitulo, resolvi reproduzir aqui esse comunicado que postei em minha pagina no facebook, convocando aos parentes para ajudar-nos nas buscas.

CONVOCACAO URGENTE.

Pessoal, acabo de encontrar alguns dados que ate estou meio “afogado” para transmitir. Mas com ela vira um pouco de responsabilidade. Vejam isso:

ENCONTRADO NO GOOGLE LIVROS:

1. “A IGREJA NA HISTORIA DE SAO PAULO: 1821 – 1851”

pag. 294 – aparece o nome “Policarpo Jose Barbalho”
pag. 302 – aparece: “Barbalho – Pe. Policarpo Jose: 294”

2. “REVISTA DO ARQUIVO PUBLICO MINEIRO”

pag. 229 – “Tenente Policarpo Joze Barbalho”
pag. 230 – “Policarpo Joze Barbalho”

O ultimo aparece no artigo:

“MEMORIAS DOS MUNICIPIOS (pag. 225)
I — CAMARA DO CAETE
Manifestacoes sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.”

Parece-me ai que encontramos outra paixao que nosso tetra e pentavo tinha: a politica. Portanto, não estamos roubando nada, estamos somente herdando.

Antes do mais, ha muito que venho queimando fosfato para descobrir onde o pe. Policarpo estudou. E, pelo que parece, foi em Sao Paulo. E essa informação ja ajuda bastante.

A minha dedução vem do fato de que ele foi ordenado depois do filho, pe. Emigdio, que foi ordenado em 1845. E a minha suposição era a de, por não ter encontrado rastros dele em Mariana nem no Caraca, que tivesse estudado em Diamantina. Mas o seminário de Diamantina so foi aberto em 1854.

E, pelo espaço de tempo que o livro aborda, 1821-1851, ele somente poderia ter sido ordenado em outro lugar. Talvez em 1851 ele ainda não fosse padre, mas ja seria, no mínimo, seminarista para que o chamassem Pe.

Essa foi a primeira vez que vi essa menção fora das nossas tradições. Tai confirmado que foi mesmo padre.

Agora vem a dolorosa. Não sera para mim. ksksksksks.

Convoco aos primos: Glauco, Sueli e Vilma a entrarem num confabulo, para saber se irão os 3 juntos, ou aquele que puder e, talvez, residir mais proximo `a sede da Arquidiocese de Sao Paulo.

Pela idade do documento, aproximadamente 150 anos, imagino que somente pode estar guardado nos arquivos arquidiocesanos.

O documento se chama: “DE GENERE ET MORIBUS”. Funciona como um historico escolar do seminarista. E presta informações ate ao falecimento.

No similar do padre Emigdio foi que encontramos a registro de nascimento dele e de casamento dos pais: Policarpo Jose Barbalho e Isodora Francisca de Magalhães.

Acredito que o documento do pe. Policarpo devera ser mais informativo, pois, foi casado, teve filhos e penso que deve ter sido obrigado a apresentar as provas de que fosse livre para ser ordenado. Deve conter registros de nascimentos e falecimentos.

Mas se tiver somente o nascimento dele e o casamento dos pais sera o suficiente. O que precisamos mesmo eh saber quem foram os avos dele, de imediato, para confirmar se era mesmo neto ou bisneto do casal: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Se isso ficar confirmado, ja temos a linhagem Barbalho ate ao Descobrimento do Brasil. E, via Bezerra, do Barbalho Bezerra do governador Luiz Barbalho, ate aos reis da Peninsula Ibérica.

O certo eh que so falta isso mesmo. La no Arquivo devera ter que pedirem para fazer uma consulta. Ai eles explicam o que fazer para isso. Melhor telefonar antes para saber o que fazer e quais os horários e dias de atendimento. Alguns arquivos dificultam um pouco, pois, os documentos são antigos, delicados e, `as vezes, valorizados.

Qualquer coisa, digam que estamos fazendo a genealogia do Bispo D. Manoel Nunes Coelho e o pe. Policarpo foi o bisavô dele. Isso deve facilitar um pouco o acesso.

Tai gente! A oportunidade de saber primeiro as informacoes eh dos 3 que ja residem em torno de Sao Paulo. A menos que alguem outro more por la e nao tenho a informação, ou tenha alguém disposto a fazer uma pequena viagem.

Conto com a colaboracao dos convocados e de todos que puderem ajudar. Grandes abracos, do de sempre:

Valquirio.

ADENDO PRECIOSO

Fiz uma leitura dinamica na Ata da Camara Municipal de Caeté de 12/10/1822. Leitura proveitosa para todos. Demonstra que nossos ancestrais não foram apenas politicos mas foram os cabras que assinaram embaixo para a Independência do Brasil.

Eh possível que exista documento similar abrangendo a Comarca do Serro. E nele devemos encontrar outros de nossos ancestrais.

Alias, esse ancestrais refere-se a, provavelmente, toda a população atual do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Pelo menos foi a impressão que tive pela presença de sobrenomes bastante conhecidos. Não no sentido isolado mas nas combinações de nomes.

Exemplos bem conhecidos são os Jacome Coelho, Pinto Coelho da Cunha, alias, os membros desta família `a época estavam quase todos presentes, os homens, claro, porque mulheres eram impedidas na participação política; os Meirelles Coelho, etc.

Alguns nomes que estão nos registros de Itabira e Ferros encontram-se naquela ata também.

O nome Policarpo Jose Barbalho aparece duas vezes. Ele assinou por si e como procurador do Alferes, Jose de Moura Ribeiro, assistente do Arraial da Itabira.

Alias, diga-se de passagem que o território era todo de Caeté. E ele abrangia cidades atuais como Itabira, Ferros, Sao Gonçalo do Rio Abaixo, Brumado, Brumadinho, Barão de Cocais e muitos outros.

Melhor dizendo, ate 1827 Caeté era Sede de Concelho mas não era emancipada. Pertencia a Santa Barbara que, então, abrangia um território muito maior. Em 1827 Caeté foi emancipada, carregando consigo diversos dos atuais municípios.

Em 1833 veio a emancipação de Itabira que carregou junto atuais municípios ao seu redor e toda a area que ocupada a partir dela para o seu Norte.

Dai se pode observar que os “homens bons” da terra e que assinaram, ou foram assinados, passam de 1.000 pessoas. Suficientes para ser ancestrais de toda Minas Gerais atualmente. So não o são porque deixam de ser ascendentes de outros para nos ser ascendentes repetidas vezes.

O nome que aparece logo antes da primeira assinatura do Policarpo eh do Alferes de Ordenanças, Manoel Nunes Coelho. Falta-nos apenas decifrar se ele foi ou não o nosso ancestral.

Duas linhas antes, `a pagina 229, assina o senhor Jose Luis Rodrigues de Moura, que presumo ter sido, o tetravô do amigo Mauro Andrade Moura.

Outro que compareceu foi o Sargento-Mor Jose Joaquim de Andrade. Ja não era mais cabo de esquadra como aparece no documento que se encontra no Arquivo Publico Mineiro, requerendo nova patente. Ate ao momento ele teria sido avo do nosso trisavô: Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório.

Enfim, na ata encontra-se de tudo um pouco. Provavelmente teremos outros ancestrais e parentes que poderemos identificar quando existir uma Arvore Genealógica das famílias que compõem o nosso clã.

Digo assim porque la aparece um senhor Joao Fernandes Madeira e outros de mesmo sobrenome. Não tenho ascendência nele, mas ele devera ser ascendente de aparentados nossos.

Poderia mesmo ter sido sogro da tia Emigdia Francisca de Magalhães e do Agostinho Nunes Coelho, filho do Manoel. Ela foi esposa do Manoel Geraldo e ele da Theresa Fernandes Madeira.

Muitíssimo interessante a leitura da curta declaração que fazem no inicio e da relação de nomes. Mas tem que ser historiador ou genealogista para ter paciência para ler a segunda parte.

O mesmo.

01. A HISTORIA E A FAMILIA NA HISTORIA

Resolvi copiar parte da Ata da reunião em Caeté para que todos possam ter acesso mais fácil. Ela eh um documento histórico de importância fundamental para a Historia do Brasil e por ela podemos pegar uma carona genealógica também. Alias, são duas disciplinas inseparáveis, como ja venho insistindo ha tanto tempo. Pena que nem todos compreendam assim.

Bom, vou copiar e depois fazer os comentários. Quem ler observara o que eh ser imprescindível. Segue então:

Revista do Archivo Publico Mineiro, ano I, 1896. Ouro Preto. Imprensa Official do Estado de Minas Gerais.

a partir da pagina 225 (copiei ja transcrevendo as palavras para o vernáculo atual)

MEMORIAS DOS MUNICIPIOS
(Manuscriptos do Archivo)

I – – CAMARA DO CAETE

Manifestações sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.

Ano do Nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e oitocentos e vinte e dois, aos doze do mes de outubro , Nesta Vila Nova da Rainha do Caeté, nos Passos do Concelho, onde se acham presentes O Guarda Mor Geral das Minas Joao Baptista Teixeira de Sousa Coutinho Juiz Ordinario Presidente da Camara, Vereador e Procurador dela, o Juiz dos órfãos, o Almotacel, os Homens Bons da Governança, os Reverendos Párocos desta Vila, o do Arraial de S. Joao Baptista do Morro Grande, com os seus Clérigos, o Barão de S. Joao Marcos e muitas outras pessoas da Nobreza do Brasil e muitos oficiais Maiores e Subalternos dos Corpos de Milicias e Ordenanças e Cidadãos de todas as classes; por todos unanimemente foi declarado que julgando-se a Patria atacada nos seus mais sagrados Direitos, desprezada a sua dignidade, insultados seus Representantes em Portugal e perdida toda a confiança no Congresso de Lisboa que so tenta escravizar de novo este riquíssimo Império, postergando nossas representações e todos os deveres e relações de confraternidade, que deveriam ligar os dois hemisférios habitados por homens da mesma Religião, do mesmo sangue, da mesma Lingua, tendo-se outrossim deliberado a convocação da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, e sendo por isso necessário que o poder executivo esteja plenamente autorizado para executar as Leis que se forem promulgando, o que não podia efetivar-se, estando o Principe Regente como delegado de El-Rey; e constando alem disso que o Sr. D. Joao Sexto se acha em estado de coação e obrigado a sancionar tudo quanto querem as Cortes de Lisboa, como aconteceu ha pouco; expedindo Decretos para Remessa de Tropas para acometer-nos; e exigindo finalmente a grandeza deste Continente, que nele se funde a Sede do Governo, que nos felicite; por tantos e poderosos motivos, e atendendo ao incansável desvelo com que o Principe Regente e Herdeiro da Coroa tem desempenhado o titulo de Defensor Perpetuo do Brasil concordaram todos de suas muito livres vontades em ratificar Solenemente a proclamada Independência do Brasil; protestando darem por ela as vidas; e aclamar com as devidas serenidades neste dia o mesmo Principe Regente e Defensor Perpetuo, Senhor Dom Pedro de Alcantara, Primeiro Imperador do Brasil, com a condição de que o mesmo Augusto Senhor Jure previamente, Guardar, Manter e Defender a Constituição política, que fizer a Assembleia Geral Constituinte. – Depois disto mandou o Presidente ao Primeiro Vereador, ao Segundo e ao Terceiro fazerem Aclamação seguinte: “Imperial, Imperial, pelo Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Constitucional do Brasil” – a qual sendo aplaudida com vivas da maior alegria e entusiasmo por todo o povo seguiram todos os cidadãos para a Igreja Matriz para unirem seus votos pela prosperidade do Império do Brasil, do Imperador e de sua Imperial Família e para renderem ao Supremo arbitro dos Impérios as devidas graças, por tao justos motivos. E desta sorte houveram por finda esta Ata que todos assinarão comigo Jose Antonio Fecundo Velloso, Escrivão da Camara que escrevi. O Juiz Presidente Joao Baptista Ferreira de Sousa Coutinho, o vereador Jose Sa de Bittencourt e Camara, o vereador Francisco Thomaz Carneiro de Miranda, o vereador Manoel da Mota Teixeira, o procurador Pedro Lino da Silva Lopes, o escrivão da câmara, Jose Antonio Fecundo Velloso, o juiz de órfãos Manoel Jose Pires da Silva Pontes, o juiz almotacel Jose Ferreira Pinto, o juiz almotacel Policeno da Costa Pacheco, Afonso Isidoro da Silva Diniz, vigário Manoel Gonçalves de Almeida, o padre Jose Sebastião de Carvalho Pena, o padre Manoel Pinto Ferreira, coadjutor de S. Joao Baptista, o padre Joao Afonso Mendes, o padre Nicolau Gomes de Sousa, capelão da Penha, o Barão de S. Joao Marcos Antonio Thomaz de Figueiredo Neves, Tenente-coronel Jose de Mello de Sousa Almeida Brandao e Menezes, coronel Jose de Sa Bittencourt, Jacinto Pinto Teixeira, coronel agregado, coronel Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha, coronel Joao da Mota Ribeiro, Jose Feliciano Pinto Coelho [da Cunha, então, o futuro Barão de Cocais], major de cavalaria, o capitão-mor Felisberto Jose Corrêa de Miranda, o comandante interino das ordenanças Ignacio Jose Borges, capitão de ordenanças Jose Ferreira da Silva, Joao Gomes de Araújo, Joaquim Jose de Senna, capitão Severino da Costa Ribeiro, capitão Antonio Jose Ferreira Bretas, S. Mor tenente Manoel Dias de Freitas e Mosa, ajudante Joaquim Claudino de Sousa Brandao, guarda-mor e P. estandarte Joao Antonio Magalhães, Manoel Campos Cruz, Jose Anchieta Teixeira, capitão comandante de milícias Pedro Pereira de Andrade Rego, Manoel Thomaz Pinto de Figueiredo, Egas Muniz Pinto Coelho da Cunha, Joao Miz de Oliveira Salazar, tenente Manoel Miz de Oliveira Leme, alferes Joao Duarte de Lacerda….”

Ate ao momento copiei a Ata em sua integra, no intuito de recordar os nomes de muitas pessoas conhecidas dos genealogistas, alem de demonstrar a variedade de sobrenomes que, na atualidade, se repetem em boa parte da população brasileira.

Selecionarei d’agora para frente nomes que ja entram em nossa genealogia conhecida ou daqueles que tenho a impressão que entrarão no futuro, quando houver estudos mais completos.

Melhor dizendo, para se fazer isso teria que copiar tudo na integra. Copiarei os nomes que virão porque tenho algum conhecimento da existência deles ou porque tenho vaga lembrança de te-los ouvido antes.

A Ata contem mais 10 paginas, em sua maioria absoluta uma relação da presença das mais de 1.000 pessoas, que calculo por alto. Ficaria difícil copiar os nomes um por um.

Segue então: pag. 227

Alferes, Felix Antonio Dislandes de Monlevade
Maximiano Augusto Pinto de Moura
Giuseppe Musaglio – italiano
Manuel Furtado Pinto Coelho
Jacinto Jose Pimenta de Figueiredo Vasconcelos
Tenente, Jose Correa Araujo
Quartel-Mestre da Cia. de Milicias Joao Jose Carneiro de Miranda
Capitao e Guarda-Mor Quintiliano Justino de Oliveira Horta
Porta Estandarte Manoel Ribeiro de Magalhaes

pag. 228

Joao Ribeiro de Macedo
Antonio Xavier Vieira
Joaquim de Oliveira Pacheco
Joao Jose da Rocha
Camillo Maria de Lelis
Jose e Antonio Rodrigues Lima
Capitao de Ordenancas Matheus Lopes de Magalhaens
Eusebio da Costa Seabra
Braz e Antonio Pereira da Affonseca
Alferes, Manoel Jose Dias Alves
Vicente Ferreira da Silva
Manoel Joaquim dos Santos
Capitao dos Cacadores do Mato, Jacinto Jose Andrade
Advogado nao formado, Joao Jose dos Santos
Jose Goncalves da Fonseca
Quintiliano Jose de Oliveira Alvarenga

pag. 229

Ajudante, Manoel Goncalves de Carvalho
Cabo de Esquadra, Manoel Alves Pinto
Ten. da 2a. Linha, Joaquim Jose de Faria
Emilio Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Fernandes Madeira (por procuração)
Joao Francisco de Andrade
Alferes de Ordenanças Joao de Deus Fonseca Aleixo
Alferes de Ordenanças Joao Ribeiro da Fonseca
Antonio Coelho Ferreira
***Capitão de Ordenanças Cassimiro Carlos da Cunha Andrade [futuro comendador]
Manoel de Magalhaens e Silva
Joao Coelho de Carvalho
Jose Joaquim Coelho
***Jose Luis Rodrigues de Moura [tetravô do amigo Mauro de Andrade Moura]
***Guarda-Mor Teotonio da Costa Lage
***Alferes de Ordenanças Manoel Nunes Coelho
***Tenente Policarpo Jose Barbalho
Manoel Pereira de Senna

Pag. 230

Alferes Jose de Moura Ribeiro, p. p. Policarpo Jose Barbalho
Francisco Machado da Rocha
Manoel Gonçalves da Affonseca
Joaquim Jose de Lacerda
Furriel, Jose Teixeira Coelho
Cabo de Esquadra, Manoel de Oliveira Pacheco
Joao Gonsalves de Carvalho
Francisco Nunes Figueira
Antonio Caetano Vas
Joao Ferreira de Queiroz
Antonio de Magalhaens Portilho
Alferes, Joaquim Ferreira da Silva
Sargento-Mor, Bernardo Joaquim dos Santos
Alferes, Claudio Jose dos Santos
Alferes, Joaquim Jose dos Santos
Manoel de Soiza Machado Chaves

Pag. 231

Tenente, Joaquim Gomes Drumond
Guarda-Mor da Freguesia de S. Miguel, Manoel Moreira de Figueiredo Mascarenhas
***Guarda-Mor Jose Joaquim de Andrade
***Manoel da Costa Lage
Alferes, Jose Gervasio
***Manoel dos Reis Carvalho
Luiz Alves Pinto Ferreira
Gregorio Coelho de Moraes
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
***Manoel Furtado Leite
***Guilherme Furtado Leite
Alferes, Joao Vieira de Carvalho
***Luiz Jose Pinto Coelho da Cunha
***Francisco de Assis Pinto Coelho da Cunha

Pag. 232

Francisco de Paula Coelho
***Guarda-Mor Joaquim Coelho Linhares
***Ignacio Furtado Leite
***Padre, Jose Antonio de Araujo
Joaquim da Costa Lage, p.p. o padre acima
G.M. Jose da Costa Lage, p.p. o padre acima
***Capitao, Thome Nunes Figueiras, p.p. o padre acima
Alferes de Ordenancas, Joao Jose dos Santos, p.p. o padre acima
***Joao Paulo Andrade
***Victoriano de Andrade Gomes

Pag. 233

Manoel Dias de Araujo
Manoel Jose dos Santos
Jose Alexandre da Fonseca
Francisco de Magalhaes Bastos
Maximo Teixeira de Andrade
Joao Vieira
Sebastião Carvalho de Araujo
Pedro Lino da Silva Lopes

Pag. 234

Nicolau de Tolentino Araujo
Alferes Francisco de Paula Moura, p.p.
Luiz Fernandes Vieira
Manoel Coelho Ferreira
Pe. Antonio de Souza Reis
***Antonio de Meirelles Coelho
***Estevão de Meirelles Coelho
***Joao Francisco de Aguiar
***Bernardo Martins de Carvalho
Capitão de Milicias, Joao Ignacio da Rocha
Vicente de Souza Santos

Pag. 235

Ajudante de 2a. Linha, Manoel Joaquim de Araujo
Antonio Caldeira Brant
Manoel Ferreira da Silva
Manoel Jose da Affonseca
***Joao Coelho Jacome, alferes.
Alexandre Machado Coelho, p.p. Joao Coelho Jacome
Leandro Nunes Figueiras, p.p. Joao Coelho Jacome
Manoel Monis Rabello
Sargento de Infantaria da 2a. Linha e Comandante da 8a. Cia. de Sao Gonçalo do Rio Abaixo e “agraduado” em Capitão, Manoel Antonio Teixeira

Pag. 236

***Joaquim de Meirelles Coelho
Manoel Avelino da Costa
***Francisco de Meirelles Coelho
Manoel Bicudo de Alvarenga
Jose Vieira de Senna

Pag. 237

Jose Dias Bicalho
Silverio Dias Bicalho, p.p. pe. Luis Antonio da Costa Passos
Manoel e Jose de Soiza Reis
***Francisco Joaquim de Andrade, p.p. Romão de Souza Ribeiro

Pag. 238

Joao Pereira de Andrade
Francisco Fernandes Madeiras
Boaventura Gonçalves Coelho
Felício dos Reis de Carvalho

*** Sinal para identificar pessoas que penso ter parentesco mais proximo conosco.

Ontem, 17.03.17, dia de Sao Patricio, resolvi reler a lista e anotar outros nomes dos presentes, alguns se repetem, que penso divulgar na intenção de facilitar pesquisas de possíveis descendentes que merecem ter o conhecimento da participação dos ancestrais nesse movimento fundamental da Historia do Brasil. Segue então:

Pag. 227

Joao da Motta Teixeira
Antonio Teixeira Almeida e Silva
***Quintiliano Martins da Costa
Manoel Mariano de Azeredo Coutinho
Jose de Aguiar Leite
Quintiliano Justino de Oliveira Horta

Pag. 228

Jose Caetano Teixeira Souto
Felippe Antonio Teixeira Motta
***Quintiliano Jose Ferreira de Alvarenga
Francisco Jose Duarte
Lourenço Justiniano Duarte

Pag. 229

Joao Rosa Nepomuceno
Caetano Jose de Carvalho Pena
***Antonio Coelho Ferreira
***Joao Bicudo de Alvarenga Leme

Pag. 230

Joaquim Jose de Lacerda
Jose Teixeira Coelho
Jose Nunes Ferreira Brandao
Antonio de Araujo Quintao de Miranda (profeçor de cyrurgia)
Clemente Eugenio Rebello e Castro
Joao Baptista Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Duarte de Moraes
Antonio Baião de Almeida
Joao Baptista Barrozo

Pag. 231

Manoel Antonio de Moraes Castro
Jose Joaquim Teixeira Pena
Joao Duarte de Lacerda
Domingos Antonio Teixeira da Costa
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
Joao Duarte de Lacerda (devem ser pai e filho)

Pag. 232

Cypriano de Lacerda
Christovao Dias Duarte

Pag. 233

Manoel Teixeira de Miranda
Manoel Francisco de Quadros
Caetano Lopes da Silveira
Jose Alexandre da Fonseca
Joaquim Ferraz Tibaens
Maximo Teixeira de Andrade
Manoel da Roxa Evangelho

Pag. 234

Pe. Jose Dias Duarte
Jose Teixeira da Silva
Jose Anxieta Teixeira
Manoel Teixeira Borges Aranha
Luiz Borges Teixeira Amada
***Manoel Coelho Ferreira
Antonio Teixeira
Joao Teixeira de Souza
Bento dos Reis Filgueiras

Pag. 235

Nicolau de Souza Teixeira
Manoel Brandao de Mello
Manoel Antonio Teixeira (sargento “agraduado” a capitão)

Pag. 236

Jose Caetano Teixeira da Motta
***Manoel Bicudo de Alvarenga
***Innocêncio Rodrigues de Castro
Sebastiam Joao Duarte
Manoel Dias Duarte
Domingos Dias Duarte
Joaquim da Mota Teixeira

Pag. 237

Estanislau Domingues da Silveira
***Pe. Leandro Rebello Peixoto e Castro
Felicio Pereira Barroso
Jose Gonçalves de Gurgel
Joaquim Brandao de Mello
Luis Barboza Teyxeira
Francisco Barboza Teyxeira
Luiz Mariano da Silva Perdigão
Antonio Alves Barroso

Pag. 238

Balthazar Gonçalves Martins (morador de Sao Miguel(?))
***Manoel Martins da Costa (morador de Rio do Peixe, possivelmente, Sao Domingos do Rio do Peixe, atual Dom Joaquim) p.p. Jose Anchieta Teixeira, porque estava enfermo.

Naturalmente, as pessoas cujas famílias são tradicionais da circunvizinhança de Caeté deverão ter diversos ancestrais nesse emaranhado de nomes.

Exemplo que ja identificamos antes, o nosso amigo Mauro de Andrade Moura conta com o tetravô Jose Luis Rodrigues Moura, alem dos ancestrais: Manoel Martins da Costa, pai do Quintiliano (227); Manoel da Costa Lage (231), Joaquim da Costa Lage (232), Francisco Joaquim de Andrade (trisavô do Carlos Drummond, 237).

Desculpem a falta dos paragrafos se acharem que ficou dificil de ler. O fato eh que o documento nao continha nem mesmo as divisoes que fiz. Sinal daqueles tempos quando a tinta e o papel eram caros demais. A economia era total.

Nao deu para fazer uma seleção como prometi antes. Copiei alguns nomes como exemplos. Existem algumas familias que parece estavam em maior numero. Assim evitei ficar copiando todos para nao alongar demais. E os nomes aqui presentes nem sempre são do nosso interesse imediato. Postei-os como exemplos das famílias.

Entre as coisas que desejava observar mesmo, uma foi aquela que ja debati em outros escritos meus. O fato de que a Historia que nos contam através de livros didáticos nem sempre foi a que aconteceu. E por aqui podemos comprovar uma das teorias que levantei.

Os livros didáticos procuram exaltar figuras históricas. Por exemplo, D. Pedro I foi usado como marco da Independência do Brasil. Mas a verdade a Historia oficial sempre foi usada para direcionar o raciocínio das pessoas em determinada direção. Aquela que interessa ao chamado status quo, ou aos interesses dominantes.

Em minha tese eu dizia que nos livros sempre jogaram o povo para o escanteio. Neles passa-se a impressão que determinados homens são excepcionalmente melhores que os outros. E que sem os tais a Historia se passaria completamente diferente, o que pode ser uma verdade, porem com menor significância e muito provavelmente com prejuizo para todos.

O que eu falava era que não. Que o povo eh que fazia e que as figuras historicas tiravam proveito. E a Independência do Brasil foi um dos meus exemplos. Em meus escritos eu afirmava que D. Pedro ou Duque de Caxias nada seriam se nao houvessem milhares ou milhões de pessoas por trás trabalhando para que as ações deles tivessem bons resultados.

E quando estudamos a Historia do Brasil, justamente no capitulo da Independencia, praticamente se fala apenas que D. Pedro I deu o “Grito do Ipiranga” e tudo se resolveu. Piada pronta!!!

Segundo os historiadores, D. Joao VI, ao retornar a Portugal em 1821, havia soprado no ouvido do filho Pedro: “Antes que outros façam, faca voce.” Referia-se `a Independência do Brasil. Ou seja: nao seja bobo, mais cedo ou mais tarde esse povo vai abrir os olhos e voce pode mante-los sem enxergar e ainda parecer que foi o “salvador da patria”.

Eles sabiam muito bem. Em 1789 havia acontecido a Inconfidência Mineira. Em 1817 a Revolução Pernambucana. Antes disso tinha acontecido as Revoluções de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Republicana na Franca (1779). No intermeio tivemos as diversas revoluções que criaram novos paises na America do Sul, inclusive: Paraguai e Argentina.

E fica absolutamente claro que nao foi o grito do Pedro que iniciou tudo. Ja havia uma grande inquietação com as intenções das cortes portuguesas em relação ao Brasil. E o que chamavam “escravizar novamente” era retornar ao que fora antes, quando o Brasil fora uma colônia relegada `a obediência sem retribuição. Foi o mesmo o que ocasionou a Revolução nos Estados Unidos. (Taxação sem representação).

Desde 1808 o Brasil fora transformado em Reino Unido a Portugal e Algarve. Antes, as capitanias eram dependentes. O governo português impedia a construção de estradas e a liberdade de se comunicarem. O comercio era feito entre a capitanias e a metropole. Não se podia comercializar capitania com capitania. Nem mesmo com outros países sem uma autorização real especial.

Não se podia fundar escolas superiores. Quem quizesse estudar tinha que ir a Portugal, para ser adestrado nos modos de vida do reino. Enfim, era a completa falta de liberdade.

E o objetivo era justamente o de dividir para manter a conquista. Sabia-se que a imensidão brasileira iria produzir um numero muito maior de cidadãos. E se todos unissem em torno de qualquer objetivo ele seria realizado. E a independência estava na cabeca de todos, faltava a união.

Outra fantasia que foi validada por muito tempo eh o afirmar que a Independência do Brasil não foi violenta. Pode não ter havido o derramamento de sangue em abundância como aconteceu na Independência dos Estados Unidos, ou na Revolução Francesa. Mas a violência estava nas intenções. O que Portugal não tinha era a capacidade de leva-la a cabo.

Como descreve a Ata acima, D. Joao VI ja havia sido obrigado a assinar a autorização para usarem a forca para submeter o povo. E uma expedição chegaria `a Bahia. O problema, para as forcas portuguesas, foi justamente a diferença entre a estrutura colonial delas e as da Inglaterra.

Os ingleses mantinham um exercito de ocupação. Claro, podiam se dar ao luxo de fazer isso porque era um império emergente, industrializado e rico. Mesmo assim instituia impostos aos colonos para o soldo das tropas.

As forcas portuguesas eram menores e o império estava em decadência. A estrutura de defesa passava pelo próprio povo. As patentes expressas antecedendo aos nomes de nossos ancestrais não eram “compradas” como comumente se fala. O Brasil vivia num estado de semi-militarismo caracteristico de época. As pessoas viviam nas fronteiras coloniais. Precisam de conhecimentos militares para defender-se.

Mesmo a segurança publica era exercida pelos “homens bons”. Nome comum aos membros da baixa nobreza que participavam da governança das instituições. Melhor dizendo, a segurança ficava entregue `a vontade de Deus.

E os que sabiam que tinham pouca fe carregavam seus trabucos para quaisquer eventualidades. Como se vivia na fronteira da colonização, havia que estar-se preparado para tudo. Todos tinham que ter um pouco “de medicos, cientistas e loucos”.

As milicias, depois da Independência substituidas pela Guarda Nacional, eram a organização de defesa da vida e do território. Na verdade eram grupos paramilitares cuja função era também ajudar a Portugal manter o Império.

Em recompensa os membros eram agraciados com privilégios. Ou seja, os próprios milicianos eram responsáveis por expandir a colonização. Conquistadas novas terras e implantados os arraiais, a coroa distribuia a autorização legal de posses e a distribuição dos privilégios em forma de cargos.

A saber, porem, que os colonos de ascendência portuguesa que colonizaram o Brasil faziam parte da baixa nobreza. Eram assim chamados os nobres de linhagem. Aqueles que num passado não tao recente tiveram ascendentes na realeza. Os reis procuravam ter o máximo de filhos para garantir o direito de permanência de sua dinastia.

Mas o direito integral so era permitido ao primogênito, ou ao sucessor seguinte, `a medida que a linhagem fosse decrescida devido ao falecimento do primogênito ou por seu impedimento. De qualquer forma, sempre sobravam alguns filhos que não herdavam todos os privilégios e que também faziam seus filhos.

`A medida que a família se multiplicava, e ja temos bisavós com mais de 1.000 descendentes, não haviam cargos dentro do governo para os últimos, ou os cargos eram menores. E como os reis seguintes também tinham suas prerrogativas, as descendências dos ancestrais ia ficando cada vez mais com cara de povo, “povificando”.

Então, a transferencia para as colonias era a oportunidade de voltar a ser grande, pois, quem conseguia mais riquezas tambem tinha mais oportunidades. E a Guarda Nacional, criada pelo Patricarca da Independência, Jose Bonifacio de Andrada e Silva, foi o melhor exemplo disso. Quanto mais rico, maior era a patente que o cidadão recebia pelo privilegio. E quanto maior era a patente, maior era o poder sobre seus domínios e dominados.

E a população brasileira era predominantemente de cor. Era indígena ou africana, alem das misturas. Enquanto que na linhagem de dominância e privilégios se destacavam os de origem claramente europeia. Nunca houve uma meritocracia verdadeira.

Obvio eh, porem, que muitos dos chamados “nobres da terra” tinham alguma ascendência nativa e/ou africana. Mas se ocultava o preconceito buscando-se casamentos dos filhos com os recém-chegados de Portugal, para que a pele fosse clareada e a diferença de pele valesse mais que o conteúdo do sangue.

Nos livros, estudamos que a Independência do Brasil se deu com o “Grito do Ipiranga”. Uma versão distanciada da verdade!

Na verdade, havemos que comparar isso com os dias atuais. D. Pedro I, nem mesmo falou o que os livros dizem que disse, ao receber a correspondência das cortes de Portugal ordenando que ele retornasse e tomasse outras providencias contra a emancipação brasileira. Mas muito antes, como comentei anteriormente, tinha a ideia de aproveitar-se da onda e tornar-se a “salvação do Brasil”. Aquela foi justamente a oportunidade.

Ele nada poderia fazer sozinho. Então, o recurso era transformar a sua própria causa em causa de todos. E na realidade, com ou sem D. Pedro, o povo ja estava contaminado pelas “asas da liberdade que abriam sobre nos”.

Ja mencionei os Estados Unidos. Porem, toda a America do Sul espanhola ja havia dado seu grito de independência a comecar pela Venezuela. Quem quiser ver a sequencia, pode visitar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Am%C3%A9rica_Espanhola

Portanto, a Independência do Brasil era uma questão de dias, senão horas. O que atrasou foi a transferencia da corte portuguesa para o Brasil em 1808. O Brasil deixou de ser mera colônia e passou a ser a Sede do Império, ja que Portugal caira sob o domínio francês bonapartino.

O retorno da Família Real para Portugal e, se Pedro tivesse ido também, seria o estopim aceso para a Independência e criação da Republica. Mas o Pedro I resolveu aproveitar a oportunidade de adiar e guardar o sumo privilegio para sua família.

Ele porem dependia do apoio dos milhões de brasileiros. Finda a bravataria do Ipiranga, retornou ao Rio de Janeiro e enviou mensagem a todos os brasileiros para incentiva-los a aderir ao movimento.

Agora devemos pensar como se estivéssemos nos dias atuais. Algo dessa magnitude eh atualmente empoderada pela internet. Se acontecesse, o pais inteiro assistiria a “coisa” no Ipiranga acontecer ao vivo. Logo se convocaria manifestações. Levar-se-ia pelo menos uns dois dias para fazer algo mais organizado. Ajuntar voluntários e mostrar as unhas e os dentes.

Mas naquele tempo nao existia sequer o telegrafo. Muito menos o radio ou televisão. As comunicações eram feitas nas costas de cavalos. Eh provável que a noticia tenha chegado a Ouro Preto cerca de uma semana depois. Dai para Caeté mais uns dias. Em Caeté deve ter sido chamada reunião da governança e então deve ter saído a convocação para a reunião.

Ha que lembrar-se que o fato inicial se deu a 7 de setembro. Era época em que as chuvas tropicais começavam a lavar o terreno. Então, o povo do interior precisava ja estar preparado para arar a terra e plantar. Se passasse da época não conseguiria fazer, por causa do excesso de chuvas em outubro e novembro. As estradas ficavam intransitáveis.

Mesmo assim, a convocação feita pela Concelho em Caeté deve ter levado dias para chegar ao reduto mais distante. A atual Cidade de Ferros, por exemplo, estava nesse itinerário.

La residia o Francisco Joaquim de Andrade, trisavô do poeta Carlos Drummond e pai do Comendador Cassimiro. Somente depois de tomadas as decisoes familiares eh que a reunião se daria. E isso eh o equivalente aos parcos dias com os quais se pode reunir o povo do pais inteiro atualmente, via internet.

Ha que lembrar-se tambem que Minas Gerais e Rio de Janeiro são próximos. E que os confins do Império eram algumas vezes mais distantes. Mesmo assim, sera possível que todos os principais Concelhos no pais tenham se reunido em datas semelhantes. Ou seja, pouco mais de 1 mês após ao recebimento das intimações `a beira do Ipiranga.

Foi então que se pode dar o “Grito do Caeté . Esse eh o nome do córrego que banha a cidade. E como esse devem ter sido dados outras centenas de gritos, através dos quais se proclamou a verdadeira Independência do Brasil. Ela jamais existiria sem a participação do povo.

Para barrar a Independência Portugal decidiu por implantar uma “ponta de lanca” no coração do pais. O que fez foi reunir suas forcas de ocupação em Salvador. E para la mandou também a sua primeira leva de expedicionários.

Entenda o leitor que o decadente Portugal não tinha forca naval para transportar muitos milhares de soldados ao mesmo tempo. Ele precisava ter um porto assegurado e local para organizar-se na tentativa de retomada. E os restantes das tropas iriam chegando com intervalos de meses a cada leva.

Esse era justamente o tendão de Aquiles. Em primeiro lugar, porque o domínio do pais ja era feito pelas forcas paramilitares e que agora eram revoltosas. E em segundo porque foi na Bahia que morreram as esperancas de Portugal. E foi a primeira a morrer, não a ultima!

Os portugueses chegaram a dominar a Cidade de Salvador e seus arredores. Mas os revoltosos retiraram-se para a cidade de Cachoeira, e de la e outros lugares deu-se a resistência que acabou derrotando os portugueses e fez heróis e heroínas, como as famosas Maria Quitéria e a mártir soror Joana Angelica.

Para que melhor compreendam, deixo que os próprio baianos falem por si mesmos. Vejam a publicação da Fundação Pedro Calmon e do governo do Estado da Bahia:

http://200.187.16.144:8080/jspui/bitstream/bv2julho/312/1/A%20Bahia%20na%20Independência%20Nacional%20-%20Coletânea%202%20de%20julho.pdf

Em termos de estratégia, os portugueses cometeram os maiores erros que se podia cometer. Certo era que Salvador havia sido a capital do pais e se tomassem efetivamente, seria meio caminho andado para reconquistar o restante do pais.

O problema era que as forcas na Bahia ficariam entre quatro fogos. A capital baiana poderia ser facilmente sitiada pelo norte com os pernambucanos. Ao sul e oeste pelas províncias de Minas Gerais, Espirito Santo e Goiás. Pelo mar haveriam os sulistas, paulistas e cariocas que representavam a forca naval brasileira.

Os portugueses, se fossem mais espertos teriam escolhido o Rio Grande do Norte para iniciar a reconquista. La era o ponto mais proximo de Portugal e a pequena forca naval portuguesa economizaria dias de ida e volta. Alem do mais havia uma menor população brasileira que não teria como resistir. Alem de ficar mais distante para os brasileiros se defenderem.

Somente depois que a ponta-de-lança estivesse bem estabelecida, e essa tática seria repetida no famoso Dia D, durante a chamada II Grande Guerra, tornar-se-ia possível ocupar-se em retomar o pais. Mas, mesmo que os portugueses houvessem sido mais táticos, a causa deles era perdida.

Outra chance que teriam seria a de reclamar `a Inglaterra a ajuda prometida de defesa reciproca, tratada desde o século XIV, como desenvolvimento da Crise de !383-1385. Nela, portugueses e ingleses haviam lutado em conjunto para manter a coroa portuguesa contra a inimiga comum, a Espanha.

`A mesma época, a Inglaterra possuía pelo menos 1.000 navios que utilizara para ajudar a derrotar Napoleão Bonaparte. Mas o problema não era usar a forca. O problema era a experiência que estava falando mais alto.

Muitos pensam que os livros de Historia estão corretos ao dizer que tivemos duas guerras mundiais ate agora. Mas o conceito eh apenas didático, não se trata de uma realidade. A I Guerra Mundial foram mesmo as chamadas Guerras Napoleônicas. Elas mexeram com todas as pedras. A diferença eh que nem todas caíram.

Todos os Imperios Europeus foram envolvidos. E, por extensão, todas as colónias se viram envolvidas. Pouco se fala, por exemplo, na participação brasileira. Mas como parte do Império Português o Brasil foi atacado com a invasão de Portugal.

E do Brasil, após tornar-se a nova Sede do Império, um dos primeiros atos do Regente Joao VI foi ordenar a invasão da Guiana Francesa. Algo que as forcas armadas não tiveram trabalho para fazer e a ocupação durou ate ao Tratado de Versalles – 1919. Tratado do qual o Brasil fez parte.

Um problema para os ingleses entrarem eh que haviam acabado de sair daquela I Guerra Mundial que ocasionara, por baixo, 5 milhões de mortes. Porem, na contagem oficial não se contabiliza os conflitos periféricos.

Os Estados Unidos, por exemplo, declararam guerra contra a Inglaterra em 1812. Essa guerra eh considerada a segunda guerra de Independência porque se perdesse a Inglaterra retomaria o território.

E os motivos maiores foram porque a Inglaterra estava insuflando os ataques dos indígenas contra a recém criada nação e, por causa da guerra contra a Franca, por não ter marinheiros suficientes para a guerra, estava recrutando a forca, em alto mar, os marinheiros dos Estados Unidos para combater o Napoleão.

E a Inglaterra tomou uma segunda lição na Batalha de Nova Orleans. Os ingleses queriam tomar a cidade porque era o portão de entrada para o interior da nação americana. Sem isso o pais não teria como se defender.

A invasão foi planejada com 10.000 soldados. Todos experientes e bem armados. Uma parte era exercito e o restante naval. Os defensores dos Estados Unidos não tinham como vencer aparentemente.

Era uma forca muito reduzida, talvez 5.000 homens, nunca tinham participado de guerras. A maioria não era soldado mas apenas egressos das fronteiras de colonização. Enquanto os ingleses estavam armados com as armas mais poderosas da época os do outro lado tinham suas armas de caçadores.

A estratégia dos defensores foi simples. Bloqueou-se a entrada da baia para impedir os navios de entrar. Afundaram os navios que tinham ja que usa-los numa batalha de igual para igual era perda de tempo. Concentraram a defesa no único forte na entrada da baia.

O exercito inglês desembarcou para atacar a cidade. E marchou naquela formação clássica, que a gente vê em filmes de guerras antigas. Os pelotões formando quadrados e mandando bala, num duelo no qual vence o que for mais rápido ou quem souber movimentar melhor suas pecas.

Os defensores se postaram em trincheiras e pontos estratégicos. Tinham escolhido o local onde lutar, com vantagem para si mesmo. E se postaram como no habito dos caçadores. Na espreita.

Quando as forcas inglesas atacaram em sua formação apropriada para enfrentar outros exércitos bem treinados os defensores fizeram a farra. Foi como atirar em um bando de patos. Os defensores se postaram como franco-atiradores e a cada tiro caia um inglês. Enquanto o retorno não era verdadeiro.

Percebendo que não havia chance alguma de vencer, os ingleses abandonaram a batalha deixando uma baixa de pelo menos 20% do seu contingente. Os defensores, entre mortos e feridos, podiam ser contados em poucas dúzias.

E essa passou a ser a realidade `aquela época. Quando os colonos estavam melhor preparados tinham a vantagem. Isso por dois motivos essenciais. Primeiro porque conheciam as táticas dos europeus. E segundo porque sabiam lutar do modo indígena, atacando de surpresa, causando baixas e desaparecendo antes que o inimigo reagisse.

Na guerra, se voce causa medo no adversario a ponto de faze-lo desacreditar em si mesmo, ja eh meia vitoria. Mesmo antes da batalha.

E os Estados Unidos contribuíra com dois exemplos disso. Nessa e na Guerra da Independência. A Espanha estava sendo varrida dos seus antigos domínios.

Num certo passado ate então, os brasileiros e portugueses haviam derrotado ao mesmo tempo duas superpotências europeias da época. Na luta contra a Invasão Holandesa e na Guerra da Aclamação, quando Portugal recuperou sua coroa tomada pelos Felipes da Espanha.

Mas a grande vantagem dos povos americanos tanto do Sul quanto do Norte foi que eles estavam jogando dentro de casa. A gente sabe que jogar dentro de casa sempre traz vantagens para o mandante.

Foi por isso que após os portugueses ser batidos pelos baianos o restante do Brasil nem sequer precisou lutar. Nessa época, brava gente mesmo foram praticamente so os baianos. Eles salvaram o Brasil da possibilidade de ser reduzido novamente a colônia.

Mas isso seria apenas uma possibilidade, pois, se todos entrassem com a mesma vontade na luta o mais provável seria que Portugal nem mesmo com todas as suas forcas armadas fosse ter a menor chance.

Deve ter sido devido `as experiências que a Inglaterra não se interessou em ajudar. E também não era do interesse dela. Preferiu aconselhar Portugal a aceitar a perda da colônia e fazer as pazes.

A Inglaterra tinha mais que motivos para fazer isso. A esposa do D. Pedro I foi a D. Maria Leopoldina, da Austria. O Imperio Austro-Hungaro era um dos mais fortes da Europa. Seria mexer com cumbuca.

Como mencionei, a Europa havia acabado de sair da I Grande Guerra (Napoleônicas). E isso poderia levar a uma segunda.

Outra, um dos primeiros atos de D. Joao VI quando as cortes portuguesas desembarcaram no Brasil foi abrir os portos para as “nações amigas”. Subentendido, a Inglaterra. As intenções de Portugal limitariam a liberdade de negócios para a Inglaterra.

E, entre outras riquezas que os ingleses estavam explorando no Brasil, contam-se diversas minas de ouro e diamantes, inclusive aquelas nas cidades de Diamantina, Itabira e Guanhaes. Ajudar Portugal nesse projeto seria lutar contra os próprios interesses.

E assim se confirmou a Independência brasileira. Muito mais que pelo “Grito do Ipiranga” e sim pelo “Grito de cada Rincão Brasileiro”. E se alguém disser que D. Pedro deu Independência ao Brasil, converse com os baianos para ver se eles aprovam isso! Foi o sangue deles que correu e evitou sangramento maior.

D. Pedro apenas se beneficiou, como fazem todos os politicos desde então ate hoje. A bem dizer, o Pedro I não esta com essa bola toda não! Nosso antepassado, Ramises II, do Egito, ja tinha mestres da propaganda trabalhando para ele. Quem conhece a Historia sabe disso!

Esse eh o tipo de documento que eu venho ha muito esperando encontrar. A razão maior eh a de que encontramos nomes de nossos ancestrais, porem, ha tambem a razão de que por ele podemos comprovar que os nomes deles deveriam fazer parte dos livros de Historia ou, pelo menos, como eh comum fazer-se aqui nos Estados Unidos, construir-se murais nas cidades onde houveram tais reuniões com a publicação das Atas e todos os nomes dos que assinaram ou foram representados. (p.p.)

Documentos como esses são guardados como tesouros no Smithsonian ou na Livraria do Congresso. As pessoas podem pedir para consultar e copiar. Através disso elas aprendem que a Historia eh construida pelo povo e não se depende de indivíduos especiais para faze-la acontecer. Foram nossos ancestrais que fizeram a Independência do Brasil.

Gostaria de ver se encontro as Atas de outros Concelhos como deve ter havido as de Conceição do Mato Dentro e Serro. Não posso esperar o mesmo de Diamantina porque essa vivia sob um regime especial e era como se fosse independente do restante do Brasil. Os portugueses queriam ter o absoluto controle da produção dos diamantes e deveriam ter um forte contingente de milicianos para reprimir quaisquer atividades suspeitas.

Os Arraiais de Sao Sebastiao dos Correntes (Sabinopolis – 1819) e Sao Miguel e Almas (Guanhaes – 1822) eram recém-criados. E os fundadores eram em sua maioria egressos das duas localidades mais antigas. Muitos eram nossos ancestrais e parentes. Portanto, os nomes deles deverão ser encontrados la e não no documento de Caeté.

Estou sem saber como explicar a ausência de qualquer Barbalho alem do Policarpo. `A mesma época estavam nascendo outros o que implica que os pais poderiam ser eleitores. Mas ainda nao deveriam ser.

Pelos meus calculos, baseado nos nomes que reconheci, todos os assinantes haviam nascido entre os anos de 1750 ate um pouco antes de 1800. Era natural, pois, poucos jovens teriam renda para tornar-se miliciano e eleitor. As mulheres estavam totalmente ausentes, como mandava o figurino de época. Mesmo que, para resolver, elas podiam lutar, como fez Maria Quitéria na Bahia.

Estranhei mais a ausência dos irmãos do Policarpo: Gervasio e Firmiano. Ambos se casaram em Itabira. Porem o Firmiano era recém-casado. Talvez seja deles mesmo que as tradições guardam que um foi para o Rio Grande do Sul e outro para o Nordeste. Sendo o caso, poderiam não ser eleitores mesmo em Caeté.

Ja outros, como o Victoriano Jose Barbalho, Boaventura Jose Pimenta, Miguel Pereira do Amaral, Antonio Borges Monteiro, Jose Coelho da Rocha, Joao Coelho de Magalhães e tantos outros que teriam idade para estar envolvidos nos movimento não apareceriam senão nos documentos do Serro ou Conceição Eh possível que nessas cidades identificariamos dezenas de parentes nossos ou suspeitos de se-lo.

Mas do conteúdo desse documento podemos tirar algumas lições. Uma delas eh a de que devemos agradecer `as cortes portuguesas por terem sido tao insensíveis em relação ao sentimento pátrio do povo brasileiro. Raramente se ve nalgum movimento politico tamanha unanimidade.

Deve ter havido inimigos pessoais que se abraçaram durante a reunião em torno do pacto de interesse comum. Algo que esta faltando aos jovens atualmente no Brasil. Mesmo não se tratando de inimigos!

Em segundo lugar devemos notar que o brasileiro não mudou muita coisa desde a declaração da Independência. Observe-se que a Ata faz a ressalva muito bem escrita de que o apoio a D. Pedro era condicional a ele obedecer `a Constituicao e `a Constituinte.

Pois, quem conhece a Historia sabe, ele so esperou que as coisas entre os revoltosos e Portugal se resolvessem para “dar um caminhão de bananas para o povo”. Ele dissolveu a Constituinte e recusou-se a obedecer `a Constituição, tornando-se o ditador real.

Alguma semelhança entre o passado e a atualidade não eh mera coincidência! O que eh interessante mesmo eh o povo não conhecer sua própria Historia e ficar repetindo-a tantas e tantas vezes!!!

Geralmente, os nossos livros de Historia local não a vinculam aos acontecimentos mundiais. Então, as pessoas deveriam perguntar-se: Por que los hermanos da America Latina resolveram de uma hora para outra libertar-se do jugo espanhol e o brasileiro ficou acomodado. Ai entram dois fatos. O primeiro foi que D. Joao VI enganou Napoleão e conseguiu fugir para o Brasil, enquanto o rei espanhol não foi tao esperto.

O segundo e igualmente importante foi que Napoleão empossou o irmao dele, Jose Bonaparte, como rei da Espanha e da India. E, naturalmente, los hermanos tinham o sonho da republica. Somente os conservadores, então no poder, queriam que tudo permanecesse o mesmo. Com a imposição de Jose Bonaparte a coisa mudou muito. Seria encarado pela elites como um desqualificado feito rei. E isso nem os conservadores suportariam!

As guerras e mudanças que se deram ate umas décadas depois da queda de Napoleão tem uma relação direta com as tripolias que ele aprontou, embora os livros não façam esse vinculo.

Naturalmente, a Revolucao Liberal que tomou conta de Portugal nos anos de D. Pedro I do Brasil, o mesmo Pedro IV de Portugal, e a convulsão que o Brasil passou enquanto D. Pedro II não foi empossado, tiveram outros motivos, porem, obvio eh que sem a interferencia de Napoleão a Historia seria completamente diferente.

E nisso se explica porque a verdadeira I Guerra Mundial foram as Guerras Napoleônicas Existiu um mundo antes dele e surgiu outro após ele. E os conflitos se deram no mundo inteiro.

Enquanto isso, nas Americas, particularmente no Brasil, talvez pela própria necessidade e porque estavam sob o domínio de uma forca estrangeira, nossos ancestrais tinham consciência da influencia alienígena sobre os interesses do Brasil e outras colônias.

O que parece eh que, na atualidade, as pessoas se esqueceram totalmente que os interesses externos continuam os mesmos. Mas nem todos percebem as formas ocultas de exercer o mesmo domínio que existia antes sobre os povos desavisados.

Uma delas eh justamente promover movimentos com gritos de liberdade sem se olhar quem ira exercer o poder em substituição ao que era antes. Ai esta! Os pobres lutam, lutam, e terminam sob dominâncias que nunca gerarão a mesma liberdade para todos. Enquanto o povo estiver dividido, sempre valera o ditado: “Todos são iguais perante a lei, mas tem aqueles que serão “mais iguais” que outros!”

A grande vantagem de se poder vincular os nomes de nossos ancestrais aos movimentos de importância histórica eh a de demonstrar para as crianças e jovens que eles não estudam a Historia “dos outros”.

Nos somos o resultado da Historia porque ela foi feita por nossos ancestrais. E nos cabe fazer o melhor possível pela Historia presente, pois, que eh dela que viverão nossa descendência E como descendemos de muitos indivíduos da Historia do passado, muitos do presente serão ancestrais conosco da mesma descendência.

Possível sera que, `a medida que a Historia for ensinada mostrando-se a presença de nossos ancestrais nela, as crianças e jovens irão aprende-la com mais gosto e identificar-se melhor com os fatos.

A consequência que espero disso eh que, devido a esse relacionamento familiar e intimo com a disciplina, jamais esqueçam de suas realidades e assim poderão evitar repetir os mesmos erros dos antepassados.

Da lista de presentes assinantes no documento de apoio `a Independência do Brasil existem os 3 mencionados como nossos ancestrais: Policarpo Jose Barbalho, Manoel Nunes Coelho e Jose Joaquim de Andrade. Refiro-me apenas em relação `a chamada Família Coelho dos arredores de Guanhaes e Virginópolis e dos filhos desses antepassados os quais podemos vincular na relação de ascendência/descendência.

Policarpo Jose Barbalho tornou-se ancestral dos “de Magalhaes Barbalho”. O filho dele, Francisco Marçal Barbalho, por ter se casado com Eugenia Maria da Cruz Coelho e terem se multiplicado em Virginópolis tem uma vasta descendência Embora, somente uma quantidade menor dela usa o sobrenome.

O irmão do Francisco, Jose de Magalhães Barbalho, tambem deixou descendência no mesmo ramo. Ele foi pai da Ana Maria, que foi a mãe do Joao Baptista de Magalhães (conhecido com tio Joaozinho). Este casou-se com sua prima Candida de Magalhães Barbalho (Sa Candinha), e deles descendem muitos.

Não sabemos ainda com certeza se esse Manoel Nunes Coelho eh o mesmo alegado pai do Eusebio Nunes Coelho que, ao casar-se e ter filhos com Anna Pinto de Jesus, tornou-se o grande patriarca da familia em Guanhaes, Virginópolis e região.

Não temos a certeza porque esse Manoel casou-se em 1804 em Itabira e teve filhos la. `A mesma época que também se casavam Eusebio e Anna Pinto. Portanto, temos que saber se aquele era ou nao um segundo casamento do pai.

Manoel pode ser o iniciador da multiplicação desse sobrenome na região pois, foi filho de Thomaz Nunes Filgueiras e Anna Coelho. Embora a combinação Nunes Coelho ja existisse e existem outras famílias com o mesmo nome espalhadas pelo mundo, o nosso ramo inicia-se ai.

Na Familia Coelho sao Nunes Coelho todos os que obviamente assinam. Joaquim Nunes Coelho, filho do Eusebio, casou-se com Francisca Eufrasia de Assis Coelho. Foi um dos fundadores de Virginópolis.

A sobrinha daquele, Maria Honória Nunes Coelho, filha do Clemente, casou-se com Joao Baptista Coelho, irmao da Francisca. Deles descende os Batista Coelho que também sao Nunes Coelho.

No campo do outro irmão: Antonio Rodrigues Coelho, 3 dos 14 filhos que se casaram o fizeram diretamente com membros da Família Nunes Coelho. Outros 7 casaram-se no ramo Batista Coelho. Portanto, a maioria absoluta eh Nunes Coelho.

No campo dos Barbalho, dos 7 filhos casados, 3 filhas casaram-se com filhos do Joaquim e Francisca. E boa parte dos netos e bisnetos misturaram-se aos Batista Coelho/Rodrigues Coelho, formando tambem descendência Nunes Coelho.

Por fim, o Jose Joaquim de Andrade foi pai de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se com Honório Coelho de Linhares. Deles nasceu um filho, entre outros, que recebeu o nome de Joaquim. Como conhecemos o nosso trisavô pelo apelido de Joaquim Honório acredito que seja nosso ancestral o filho do casal.

Joaquim Honório deixou a maior parte de sua descendência no local denominado de Córrego dos Honórios. O local fica entre os municípios de Divinolandia de Minas e Gonzaga. Mas dele nasceu nossa bisavó: Ersila Coelho de Andrade. Portanto, a descendência dela e de diversos outros estava representada com a assinatura do ancestral naquele documento.

Alem deles, acredito que o Joaquim Coelho Linhares sera aparentado por essa via. Pelos dados que tenho em mãos não da para afirmar nem deduzir o grau de parentesco. Espero que com o tempo ele apareça.

Diversos outros presentes deverão também ter algum vinculo familiar conosco. Isso eh obvio mas eh impossível definir isso por enquanto. Se nossos ancestrais estavam presentes, o esperado eh que aparentados em diversos graus tambem o fizessem. Mesmo que os sobrenomes fossem completamente diferentes. Somente depois de uma pesquisa mais completa dos ancestrais dos presentes e que poderiamos determinar isso.

Alem disso, muitos dos presentes terão vínculos conosco por ser ascendentes de nossos aparentados ou mesmo parentes. Citando alguns, temos os Pinto Coelho da Cunha, os Furtado Leite, possivelmente o capitao Thome Nunes Filgueiras, os Meirelles Coelho, os Andrade da familia do Carlos Drummond, os Araujo e, entre outros mais, o senhor Manoel dos Reis Carvalho. Minha esposa tem um antepassado com nome igual e esse pode ter sido pai ou avo dele.

Interessante eh também deixar anotado que na Revista do Arquivo Publico Mineiro ha a reprodução de diversos documentos ligados `a Comarca do Serro. Entre eles ha as primeiras menções ao “Descoberto do Pecanha”.

Na sequencia temos também a narrativa do inicio da ocupação do atual Municipio de Rio Vermelho. Ali menciona, por exemplo, a presença do Tenente-coronel Antonio dos Santos Carvalhaes. Os sobrenomes me são familiares porque também aparecem nos Almanaks da Província de Minas Gerais por volta dos anos de 1872. Alem disso, eh o mesmo sobrenome de nossa ancestral Maria Rosa dos Santos Carvalhais (ou do Espirito Santo Carvalhais).

Ela foi a esposa do Joaquim Pereira de Andrade que ja no inicio da ocupação do solo virginopolitano possuia fazendas no local. Sao ancestrais dos Pereira do Amaral, Coelho de Amaral e diversas outras combinações de sobrenomes. Eh possível que tenhamos vinculos com os mesmos do Rio Vermelho.

Mas eh muita coisa. Para ter uma melhor ideia somente uma lida muito atenciosa e longa. E tempo, infelizmente, nao esta sobrando no momento.

Infelismente os documentos das outras cidades, mesmo parecendo-me ser de fundamental importância para suas Historias, não incluem documentos referentes `as noticias de como participaram no movimento de Independência do Brasil. Seria interessante se os redatores tivessem estabelecido um assunto para cada exemplar de publicação Agora nos facilitaria. O assunto deve estar espalhado nas diversas edições durante o século XX.

Par melhor compreenderem, bom sera que conheçam também o valor das patentes que nossos antepassados possuiram. O Jose Joaquim, por exemplo, foi Cabo-de-esquadra e aparece no documento como Guarda-Mor. O Policarpo aparece como Tenente e depois era Alferes. Foi a primeira vez que vi a menção ao Alferes de Ordenanças ligado ao Manoel Nunes Coelho.

Cabo-de-esquadra era um comandante de 20 arqueiros durante a Idade Media. Depois passou a ser usado para chefes de destacamentos. Podia ser usado para os chefes de delegacias policiais. Guarda-Mor estava mais antigamente ligado apenas `a fiscalização de alfândega e de navios. Com o tempo passou a ser usado para outros fiscais do fisco.

Alferes era o equivalente na atualidade ao segundo tenente. O famoso Joaquim Jose da Silva Xavier, o Tiradentes, foi alferes.

Os membros das ordenanças eram como um quadro de reserva. Eram mais solicitados para fazer o recrutamento quando havia necessidade de aumentar as forcas armadas. Os militares de primeira linha estavam entre esses e aqueles efetivos, tambem chamados de “tropas pagas”. A primeira linha na verdade era uma reserva das tropas efetivas.

Almotacel atualmente poderia ser o mesmo que funcionário do Instituto de Pesos e Medidas. Muitos imaginam e tem nossos ancestrais como perfeitos. Mas havia tanto roubo no peso das mercadorias que houve a necessidade de haver um oficial com o poder de regular o padrão de pesos e medidas.

Ha que salientar-se aqui a importância de Caeté para a Historia do Estado de Minas Gerais e do Brasil no decorrer do século XIX e durante a primeira metade do século XX. Nesse período praticamente não existiram cidades grandes no Brasil. Destacavam-se as que eram sede de concelhos. Elas eram como capitais regionais. E delas dependiam suas subalternas, as freguesias e arraiais.

Ha que destacar-se aqui também a importância da reunião e da decisão naquele concelho. Para Portugal, a reunião como aquela com tal decisão era um crime de lesa patria e lesa majestade alem de sedição. A Ata da reunião seria a melhor prova do crime! Nenhum dos participantes sabia, como nos dias de hoje se poderia saber, qual teria sido as decisões tomadas pelos outros concelhos.

Se o Concelho de Caeté fosse único com tal decisão as consequências seriam as mesmas que as da Inconfidência, ou piores, para os participantes.

Sao muitas as famílias na reunião de Caeté que se fizeram representar e delas surgiram nomes que fizeram a Historia. Alguns com ascendência direta nos personagens presentes e outros por causa das relações de parentesco com eles.

Destaco algumas familias com vínculos nessa reunião e cujos membros e aparentados tiveram grande influencia politica, econômica e cultural, particularmente a partir da reunião ate aos anos de 1960. Observa-se que as familias em cada geração costumavam mudar de local de morada. Haviam participantes como o Policarpo Barbalho que possuía raiz no Serro, mudou-se para Itabira, tornando-se parte do Concelho de Caeté e depois distribuiu-se por outros recantos do Estado.

Menciono então numeradas, 10 assinaturas de influentes ai representadas. Claro, estão presentes muitas mais, mas relaciono-as com a nossa genealogia em particular:

01. Familia Lott. O sobrenome foi de Exeter, na Inglaterra, para Minas Gerais na pessoa de Edward Wiliam Jacobson Lott. Ele casou-se com a serrana Maria Teresa Gomes da Silva Caldeira. Mudaram-se para Guanhaes onde ele tornou-se dono de mina de ouro. Depois mudaram-se para Caeté onde o patriarca esta sepultado.

Foram os avos do Marechal Lott. E a familia tem vínculos genealógicos com as famílias fundadoras de Guanhaes, inclusive os Barbalho e Coelho.

02. Familia Pinheiro da Silva. A familia formou-se no Serro com o italiano Giuseppe Pignataro. Ele foi casado com dona Helena de Barros Leite. Foram os pais do governador Joao Pinheiro da Silva. Pinheiro foi a tradução do sobrenome italiano, acrescentado do “da Silva” como declaracao de adoção `a nova patria. A mãe do Joao Pinheiro, então residente em Guanhaes, mudou-se para Caeté para poder atender melhor `a família.

Joao Pinheiro, entre muitos, foi pai tambem do governador Israel Pinheiro da Silva. Também de dona Amanda, esposa do dr. Caio Nelson de Senna, e de dona Lucia Pinheiro, esposa do professor Dermeval Jose Pimenta. Outras ligações da família se deram com os Barbalho e Coelho.

03. Os Barbalho Coelho. Ha a relação de descendencia direta ai entre o Barbalho e o Nunes Coelho com o bispo D. Manoel Nunes Coelho. Ele foi bisneto do Policarpo e do Manuel.

04. Os Nunes Coelho. Destacam-se, entre outros, o senador Francisco Nunes Coelho (Dr. Chiquitinho) e seu filho o deputado Rafael Caio Nunes Coelho. Também descendência direta do Barbalho e Coelho.

05. Alves Barroso. Ajudaram a fundar Sabinopolis. Os representantes mais conhecidos foram o deputado Sabino Alves Barroso e o compositor Ary Barroso. Atualmente existem ramos de entrelace entre eles e os Barbalho Coelho.

06. Barbalho Pimenta de Carvalho. Tronco no qual estão envolvidos os ancestrais do Policarpo. Entre os membros de destaque esta o próprio professor Dermeval Jose Pimenta.

07. Coelho de Senna. Ramo também que se liga ao Barbalho nos ancestrais maternos do professor Nelson Coelho de Senna. Com destaque para toda a familia.

08. Rodrigues Coelho Ferreira de Salles. Descendem dos Barbalho e dos ancestrais do Policarpo. Destaca-se o antigo juiz de direito e deputado dr. Antonio Rodrigues Coelho Junior. Teve filhos com participação política e burocrática como o dr. Alyrio Coelho Salles.

09. Barbalho Coelho Kubitschek de Oliveira. Familia que nao precisa apresentação Produziu o prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas e presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

10. Campos do Amaral. Familia multiplicada no Serro e imediações que produziu em Virginópolis o coronel Octavio Campos do Amaral. Ele foi de grande importância na Historia de Minas Gerais com envolvimento na Historia do Brasil. Pouco destacado, talvez, por ter apoiado o ditador Getulio Vargas.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_independ%C3%AAncia_do_Brasil

 

*************************************************************************

 

02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO.

Não fiz um estudo completo. Mas por uma rápida olhada no histórico da existência da Cidade de Pecanha, na Revista do Archivo Publico Mineiro, de 1896, deu para ligar as antenas em relação ao assunto genealógico.

O histórico não difere em síntese daquilo que o professor Dermeval Jose Pimenta descreve no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Eh possível que ele ate tenha usado a mesma fonte de consulta.

Os artigos foram enviados `a revista pelo nosso velho conhecido, o alferes Luiz Antonio Pinto. `A época era ele o escrivão da Camara Municipal do Serro. Cidade esta que, quando sob o nome de Vila do Principe do Serro do Frio, tinha a primazia de ser a sede municipal de todo Norte e Nordeste de Minas Gerais.

O Alferes foi jornalista e autor de um famoso Arquivo que, depois de esfacelado, foi passado para a tutoria do Arquivo Publico Mineiro. Tinha um carinho especial pela genealogia da gente serrana, porem, parece não se ter dado ao trabalho de reunir seus achados em uma obra que, para nos, na atualidade seria a declaração de verdadeiro amor `a disciplina.

O alferes era a pessoa a quem todos que queriam saber algo de seus antepassados nos antigos domínios do Serro recorriam. O professor Dermeval inclusive registra correspondência entre o avo dele, Modesto Jose Pimenta, e o alferes, a pedido do primo Henrique Borges Monteiro, consultando-se a respeito de nossos tios: Isidro e Umbelino Borges Monteiro.

Henrique era filho do Isidro, que era filho do tio Isidro e neto do portugues Antonio Borges Monteiro, o que chegou de Portugal ao Serro por volta de 1770. Era natural do Distrito de Guarda, Cidade de Seia, Freguesia de Pinhancos, e nascera em 1751. O ancestral Antonio havia mandado os dois filhos mencionados acima para estudarem no Rio de Janeiro e por la progrediram.

Mas o que fez-me abrir esse novo capitulo foi uma sequencia de escrivães da Camara Municipal do Serro, ainda no século XVIII. Possível sera que houveram outros. Mas os documentos aos quais o alferes recorreu revelam apenas os que seguem:

A partir da pagina 765,

27.02.1745, Francisco Jose Coutinho
29.07.1748, Francisco de Andrada(e) de Arahujo
09.12.1770, Antonio Bernardo Sobral e Almeida
21.12.1772, Jose Pereira do Amaral
05.11.1781, Inácio Ribeyro de Queiroz (num paragrafo aparte o autor informa que esse fora filho dos portugueses: alferes Manoel Ribeiro da Costa e D. Anna Maria de Jesus Queiroz, ambos de Vianna do Minho).
28.04.1792, Marcelino Jose de Queiroz.

Tudo pode ser coincidencia. Dai espero que o leitor desse capitulo não tome essas conjecturas como conclusões.

Nada falo a respeito do Coutinho.

Ha que desconfiar-se um pouco do sobrenome Andrade de Araujo. Esse sobrenome aparece em Belchior de Andrade de Araujo, natural de Arcos de Valdevez, e senhor de engenho no Rio de Janeiro. Foi marido de Maria Cardoso de Souto Mayor, descendente dos Pontes Maciel, familia nobre das ilhas portuguesas. Tlt. Rendons, Genealogia Paulistana.

O professor Dermeval ao cometer o engano, presumo, ao identificar Josepha Pimenta de Souza como trineta deles acabou abrindo a porta para as conexões genealógicas. A filha do casal acima, Maria Andrade, foi esposa do capitão Manoel Pimenta de Carvalho, irmão do capitão-mor Joao Pimenta de Carvalho. Segundo os atuais genealogistas, Josepha descendia deste e nao daquele.

Mas fica ai a ligação através do Pimenta de Carvalho. E como Josepha entrelaçou-se na Família Barbalho, ao casar-se, no Serro, em 1832, com Manoel Vaz Barbalho fica possível imaginar que Josepha e o Francisco de Andrada(e) Araújo tenham sido primos. Dai se explica a presença de ambos aproximadamente `a mesma época e mesmo local.

Como segunda alteração feita no dia 18.02.17, lembrei-me ontem e pesquisei agora de manha para confirmar: consta no “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS” Do Cônego Raimundo Octavio da Trindade, vol. II, pág. 13, um titulo denominado Andrade.

Ali se nota, `a pagina 12: “Tristão Antonio de Andrade casado com Maria Carolina da Rocha. Pais de: …

F1 – Antonio de Paula Andrade c. c. Domiciana Nogueira. Filhos:
….
N4 – Orozimbo de Paula Andrade c. c Josefina Coelho Fontoura, descendente de Jose Bonifacio de Oliveira (irmão do Padre Belchior Pinheiro de Oliveira) dos Andrada de Diamantina (Tejuco).”

Muito possível que os Andrada de Diamantina tiveram inicio por la no Francisco de Andrada de Arahujo ou, quem dirá, nos pais dele. Deles talvez descendam os Dias de Andrade com ramificação em Sao Joao Evangelista e Virginópolis.

Também pode-se sonhar com a possibilidade de ele ou parente ter sido nosso ancestral por outras vias. O professor Nelson Coelho de Senna afirma que os bisavós dele, Joao Coelho de Magalhães e Bibiana Lourença de Araujo foram “primos carnais”. Infelizmente não explicou como.

Então, abriu a janela de possibilidade de os Coelho também terem o sangue Araújo. Mas ate aqui sera pura especulação.

Embora, `a 762, procurando comprovar a possível presença de descendentes do Mestre de Campo Lucas de Freitas de Azevedo, o alferes Jose Antonio Pinto recorre, entre outros, ao documento de batismo de Catharina, filha da escrava Maria, em 1718.

O que ha de particular ai foi que a Maria pertencia a Manoel da Silva Pinto, que reconheceu a paternidade da criança. [Sabe-se la que sera por essa via que chegou a nos o sangue de nossa ancestral Anna Pinto de Jesus, esposa do ancestral Eusebio Nunes Coelho! Afinal, sabemos que temos teor africano na linhagem] Alem disso a Catharina foi batizada pelo vigário padre Antonio de Mendanha Sotto Maior e o padrinho foi Manoel de Mattos Sotto Maior.

`A pagina 761 ja havia revelado que a esposa do Mestre de Campo chamara-se Izabel de Mendanha de Souto Maior. Importante ai eh nos lembrarmos que ja havia aliança entre os Souto Maior e Andrade de Araujo no Rio de Janeiro, datando de 100 anos antes do batizado acima mencionado.

Ja o Antonio Bernardo Sobral e Almeida tem comum conosco o Almeida. Sobrenome que aparece nos nossos ancestrais através da conjunção do Antonio Coelho de Almeida que era sogro do Malaquias Pereira do Amaral, co-fundador de Sabinopolis.

Tanto a esposa de um quanto a de outro chamavam-se Ana Maria de Jesus. O Malaquias nasceu em Conceição do Mato Dentro. Mas a esposa teria nascido em Congonhas do Campo, assim como a mãe do Malaquias, também dita nascida em Congonhas, e esposa do pai: Miguel Pereira do Amaral.

Os dados aparecem no livro do professor Dermeval. Tudo sera possível, principalmente porque depois de 1750, com a queda brusca da produção de ouro nos centros produtivos tradicionais, a expansão da colonização foi feita `a base da busca de novos veios que foram encontrados nos arredores de Conceição, Serro e Itabira.

E nossa genealogia registra a migração de outros ramos primeiro implantados em torno de Ouro Preto e Mariana e depois migrados para tais regiões. Entre eles estão os Coelho de Magalhães (ou Rodrigues Coelho, segundo o professor Nelson de Senna).

Mas aqui ha a possibilidade de o ancestral Antonio Coelho de Almeida descender do mesmo escrivão Antonio Sobral. Ao que parece, Antonio ja habitava a area onde surgiria a futura Sabinopolis, e haviam familias Coelho no Serro, desde o inicio verificado pela presença do procurador Leandro Coelho Mestre, presente `a pagina 765, em 1752.

A presença do Jose Pereira do Amaral poe um pouco de duvida em relação `a narrativa do professor Dermeval em relação `a entrada do sobrenome na família a partir do Miguel Pereira do Amaral que teria migrado da Ilha de Sao Miguel dos Açores. Possível eh!

Mas Jose Pereira do Amaral ja devia ser adulto, mesmo que jovem, em 1772. Enquanto o Miguel deveria ser criança. E o professor Dermeval não substancia as alegações dele com base documental, senão em outros casos.

Acredito que ele tenha se baseado em memórias. Especialmente da avo Ermelinda Querubina Pereira do Amaral. Depois que ficou viuva em 1881 ela foi residir na casa do filho, coronel Cornelio Jose Pimenta. Mas faleceu em 1906, aos 10 anos de idade do professor, e o pai em 1918, aos 22 anos do mesmo.

Na maioria das vezes as tradições nos enganam porque a memória pode misturar os fatos. Jose poderia ter sido o pai, um tio e ate um irmão mais velho do Miguel. Qualquer que for o caso temos nota ai de que a família dessa assinatura devera ser pelo menos o dobro do que temos conhecimento!

A presença dos Queiroz talvez seja a que tenha a importância imediata maior. Não tive contato maior a respeito da família como um todo. Porem, entre amigos e parentes devemos ter muitos da mesma linhagem. Ha que mandar um alo `a amiga genealogista Marina Raimunda Braga Leão em Pecanha.

A respeito de Pecanha, o professor Dermeval descreve no livro dele que para instalar-se a Vila de Pecanha, em 1880, os prédios necessários para instalação da Camara Municipal, Escolas e Cadeia Publica foram doados por iniciativa privada e um dos doadores foi o senhor Marcelino Batista de Queirós.

Esse, por sinal, havia sido o 7o. filho do casal: capitão Joao Batista de Queiroz e dona Edwiges Soares da Encarnação. No livro o professor escreveu Edwiges Carvalho de Queiroz, corrigido pela Marina, que eh descendente do casal.

Obviamente, nao se pode afirmar que o Queiroz seja o mesmo. Contudo ha uma boa possibilidade de ai termos uma linhagem de família, procedente de Viana do Minho ate aos atuais Queiroz.

Seria uma coincidência “desagradável” o senhor Marcelino Jose de Queiroz não ter sido avo ou bisavô do senhor Marcelino Batista de Queiroz que, alias, “foi Intendente, Vereador, Vice-Presidente e Presidente da Camara Municipal de Pecanha”.

Nao sei se a Marina ja aprofundou a genealogia da familia dela a ponto de constatar ou negar que por ai entraram os Queiroz de nossa região.

Meu interesse na linhagem eh o esclarecimento da presença do sobrenome entre os conhecidos e especialmente aos parentes e aparentados.

Não faz muito tempo que o amigo de infância Dilermando Lucio de Oliveira informou-me que a avo dele, Sa Ritinha, chamava-se Rita de Queiroz e procedia do Serro. Ela devera ter nascido `a mesma epoca que meus avos, ou seja, em torno da década de 1890. E presumo que a possibilidade de descender dos escrivães do Serro eh grande.

Sa Ritinha foi esposa do senhor Jose (Zeze) Lucio de Oliveira, que foi um dos, senão o, melhores prefeitos de Virginópolis. Foi mãe do também ex-prefeito Henrique Lucio de Oliveira.

Alem disso foi sogra do tio Oldack de Magalhães Barbalho e dos primos: Hercilio de Magalhães Barbalho e Alípio Coelho. Isso sem contar a recorrência de outros descendentes casados com os Coelho.

Logicamente me interesso pelo que me eh proprio mas também pelo que vale `a humanidade toda. E da-me prazer dedicar esses resumos `as pessoas que fizeram parte da minha vida, particularmente da infância.

Apos escrever essas notas, ja corrigidas e acrescidas, desliguei o computador. O particular eh que escrevo na forma de e-mail e envio para mim mesmo. Assim faço com a intenção de copiar e revisar quantas vezes necessárias antes de publicar.

Ontem, 14.03.17, foi um dia de confinamento em casa. Isso acontece quando se esta esperando tempestade de neve. E o que anunciaram poderia ser um verdadeiro desastre fora de época.

Ja estava cansado de escrever e com fome. E pensando na neve que limparia mais tarde. Após almoçar e descansar assistindo a alguma comedia na televisão, veio-me a ideia. Vou enviar o que ja tenho `a Marina e solicitar a ela que acrescentasse alguma correção necessária.

Ao reabrir minha correspondencia, deparei-me com um e-mail dela com, alem de palavras para o meu incentivo, a informação: “Quanto ao Joao Batista de Queiroz, era filho de Marcelino Jose de Queiroz (em 1792, Escrivão da Vila do Principe) e Reduzinda Ermelinda de Queiroz.”

Por um momento imaginei que estivesse ocorrendo algo sobrenatural! Pensei logo, sera que meu computador esta grampeado também ou forcas mais elevadas estão nos guiando?!

Porem, meu intuito cientifico logo começou a indagar qual poderia ser a lógica de vir a resposta antes da inquirição. Não demorou muito para chegar ao acontecido.

Quando mencionara no nome dela no primeiro escrito, consultei a lista de contatos para certificar-me do sobrenome que ela usa. Ao fazer isso, automaticamente a inclui na lista de endereçados e o cansaço impediu-me perceber isso antes. Certo foi que quando fui plantar o milho ela ja me deu a farinha pronta!

E ai esta se desenhando outro comprovante de minhas teorias. Não se trata apenas de que `a medida que vamos encontrando nossos ancestrais mais antigos, a nossa genealogia, no exemplo de nos que vimos de Minas Gerais, vai se afunilando em direção `as cidades mais antigas.

E acabamos encontrando nelas não apenas nossos ancestrais como também de todo o restante da população porque os ancestrais de uns são ancestrais de outros também.

Em comum temos com a Marina nossa raiz no sobrenome Barbalho ja que ela descende do senhor Modesto Jose Barbalho. Possivelmente teremos o Rocha, da dona Rita, esposa daquele e de outros ancestrais nossos. E muito provavelmente nos encontraremos também nesse Queiroz. Porem em um tempo pouco mais afastado.

Para os que visitarem as outras paginas do blog poderão encontrar as menções ao Domingos Rodrigues de Queiroz, cuja carta de brasão eh descrita pelo Sanches de Baena. Domingos nasceu em Mariana, foi filho de Bento e neto de Amaro Rodrigues Coelho. Estudou em Portugal. Recebeu a carta em 1772.

`A epoca em que ele vivia deve ter conhecido ao Manoel Rodrigues Coelho, português também morador de Mariana. E o professor Nelson Coelho de Senna alega em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, ter sido este de quem procedia o nosso quintavo Jose Coelho de Magalhães.

Sendo o caso, suponho a possibilidade de que o Manoel foi irmão do Bento Rodrigues Coelho. O que torna comum a ambos os ancestrais que tiveram. E um ancestral do Bento foi o Antonio de Queiroz Mascarenhas, mencionado na carta de brasão. Sabe-se que a família procedia do mesmo Minho, origem dos Coelho, Vasconcelos e tantos outros dos sobrenomes mais tradicionais de Portugal.

Assim sendo os Queiroz no Serro e os Rodrigues Coelho em Mariana, que ja eram contemporâneos em sua entrada em Minas Gerais, poderão também ter sido primos em Portugal e, portanto, continuaram primos no Brasil.

Repetirei aqui o endereço da biografia e genealogia do Antonio de Queiroz Mascarenhas. Ele devera ser ancestral de todos nos ja que tornou-se personalidade importante da Historia de Portugal quando lutou, `a mesma epoca que Jeronymo e Agostinho Barbalho Bezerra, na Guerra da Aclamação, que se deu ainda na primeira metade do século XVII. Visitem:

https://www.geni.com/people/Antonio-de-Queiroz-Mascarenhas/6000000017888812821

 

##############################################

 

03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

A mensagem atinge especialmente aos descendentes dos trisavós: Joaquim Coelho de Andrade (Joaquim Honorio) e Joaquina Umbelina da Fonseca; senhores pais da Dindinha Ersila, Jose (Juca), Joaquim e outros.

O nosso amigo Mauro Andrade Moura enviou-me a mensagem:

“Segue a última descoberta, perdida em meio a muitos livros no Memorial Drummond de Andrade. É a primeira divulgação da genealogia da família, os Andrades e os Lages de Itabira, um artigo do Dr. Mário Barata com colaboração do nosso Poeta. Este artigo deve ter sido editado na Revista do Instituto de Genealogia do Brasil ainda na década de 30.

Arquivos para leitura:

primeira parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_pr

segunda parte
https://issuu.com/…/docs/os_andrades_e_lages_de_itabira_-_se”

Quem verificar a leitura, primeira parte, observara que ha um Jose Joaquim de Andrade, irmão do Francisco Joaquim Andrade. O Francisco Joaquim foi o bisavô do poeta Carlos Drummond.

Segundo o que encontrei no site Familysearch, houve um Jose Joaquim de Andrade, em Itabira, que foi casado com Maria Lucia da Silveira.

Esse casal foi o feliz pais de Simpliciana Rosa de Andrade. Ela casou-se duas vezes, a primeira em 22.07.1812, com Joao de Sousa e Silva.

A segunda vez Simpliciana casou-se com Honorio Coelho de Linhares, em 12.01.1822.

Esse ultimo casal foi pai, em 26.09.1833, na Município de Ferros, da criança que recebeu os santos olhos e foi batizada com o nome Joaquim.

Aqui, por enquanto, eh apenas suposição que esse Joaquim seja o nosso trisavô, Joaquim Honorio.

Na contramão do suposto inicio dessa sequencia, o livro afirma que o Jose Francisco de Andrade faleceu solteiro. Portanto, esse não poderia ser o pai da Simpliciana, nossa provável tetravo.

Isso também seria uma suposição. O fato eh que ele aparece como pai dela no registro do casamento com o Joao de Sousa. E aparece também o nome da mae, Maria Lucia da Silveira, que não deveria aparecer sem a menção de “filha natural”, relativo `a Simpliciana, como era o costume da época. Sem a menção, presume-se que foram casados.

A nosso favor, contudo, ha sempre aquele senão. Era comum os genealogistas mais antigos cometerem enganos dessa natureza. Por mais que procurassem, não encontravam registros ou menções a casamento, automaticamente concluíam pelo solteiro.

Então, ficamos dependentes de encontrar em algum ponto de Minas Gerais, um registro de casamento entre o Jose Joaquim contra a Maria Lucia. Nele devera estar registrado os nomes dos pais de ambos. Ai a duvida se dissiparia, a favor ou contra.

Estou otimista em relação `a constatação da hipótese favorável. Isso porque, mesmo os nomes Jose, Joaquim e Andrade terem sido muito comuns, e podendo haver ate mais de duas pessoas `a mesma época com o mesmo nome, penso ser improvável a coincidência.

Lembrem-se, improvável, mas nao impossível.

Nesse caso, e sendo verdade, será verossímil que a Dindinha não se enganou quando dizia ser aparentada do Carlos Drummond. Acredito que caberia a nos esforçarmos um pouco mais para comprovarmos que a santidade dela não falhou.

Outra informação que complementa isso eh que o Honorio foi filho do Antonio Coelho da Silveira e de Maria Vieira da Silva.

Em escritos anteriores eu me enganei. Citei de memoria e dei o sobrenome Vieira `a ancestral Maria Lucia, que era Silveira.

Se essa parte da genealogia aqui exposta encaixar-se exatamente como estou pensando, então, seremos duplo “da Silveira”. E alguns membros desse ramo procederiam da “Ilha Terceira”, nos Açores.

E, talvez, a familia da tia-bisavo Emigdia Honoria Coelho tenha algum vinculo, pelo menos em meio termos. Ela foi esposa do seo Amaro de Sousa e Silva. Ou seja, mesmo sobrenome do primeiro marido, Joao, da tetravo Simpliciana Rosa de Andrade.

O seo Amaro poderia ter sido por volta de neto da Simpliciana. Ela e o Joao de Sousa foram pais, pelo menos, de uma filha, Maria, em 1814. Podem ter tido outros filhos, e o sr. Joao de Souza, filho dos tios Emigdia e Amaro, poderá ter recebido nome em homenagem ao bisavô.

Havia me esquecido ontem. Escrevi ja a noite e passava da hora porque aqui: “a marcha do veado começa cedo!” rsrsrsrsrsrs. Apenas parafraseando o nosso colega de moradia, natural de Pains, la na republica em Viçosa, o Gege. Ele contava que a mãe dele os acordava com a frase, ao que ele retrucava: “Ce bobo mãe!!!”

Mas enfim, temos que não esquecer de pelo menos mais um ramo Andrade em nossa família que procede de Itabira. Trata-se da descendência da dona Antonia Nunes Lage. Ela nasceu la e tornou-se a esposa do Pedro (Surdo) Nunes Coelho.

Refiro-me ela como também Andrade porque podemos verificar que na segunda parte do tratado genealógico acima informa-se que os “da Costa Lage” eram dos mesmos Andrade. E, muito provavelmente, muitos se casaram primos com primos, segundo o que o próprio estudo menciona.

Sa Toninha e o Pedro foram pais de:

01. Emidia Nunes Coelho – Joao da Cunha Menezes
02. Eucalina Nunes Coelho – Joao Pereira
03. Ebe Nunes Coelho – 1o. Lolo Pereira, 2o. Felipe
04. Euripedes (Dodo) Nunes Coelho – Maria Laura Candida
05. Mario Nunes Coelho
06. Maria Nunes Coelho (Irma Helena)
07. Carina Nunes Coelho – Vicente Loyola
08. Horacio Nunes Coelho – 1o. Maria Marcolina Coelho, 2o. Noemi Marcolina Coelho
09. Lauro (Pitimba) Nunes Coelho – Maria dos Anjos Rabello
10. Zinah Nunes Coelho – Minervino Nunes Leite

O senhor Joao da Cunha Menezes foi primeiro, marido de Evangelina (Eva) Nunes Coelho, que fora irmã do Pedro Nunes Coelho. Naturalmente, essa primeira família não compartilha, dentro do que ja sabemos, dos mesmo gens Andrade que a segunda.

Os dados que temos aqui, alem da porção encontrada no Familysearch, acima mencionado, também procedem da coleção de outros dados que o amigo Mauro de Andrade tem me fornecido, sobretudo a parte que toca em relação ao período 1827 a 1870 e oriundos de Itabira e Ferros.

De la para ca são dados do livro da nossa prima Ivania Batista Coelho, com adendos fornecidos por parentes, como o nome da esposa do Euripedes, fornecido pela neta deles, Vilma Natalicia Nunes.

Pedro Nunes Coelho foi filho de Jose Coelho Nunes e Emigdia de Magalhães Barbalho. Eles foram primos em primeiro grau, pois, foram filhos respectivamente das irmãs: Francisca Eufrasia de Assis Coelho e Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Acredito que a inversão do sobrenome Nunes Coelho para Coelho Nunes pode ser devido ao Jose ter sido o primeiro neto dos fundadores de Guanhaes: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Os outros irmãos do Jose assinaram Nunes Coelho, e foram filhos do fundador de Virginópolis, Joaquim Nunes Coelho.

Outras familias antigas em Virginópolis “correm o risco” de ter parentescos com os Andrade e Lage de Itabira. Isso porque a família expandiu-se na mesma direção que corre o Rio Santo Antonio.

Assim, alguns que tem ascendência em cidades como Itabira, Santa Maria de Itabira, Ferros, Dores de Guanhaes, Senhora do Porto, Guanhaes, Virginópolis e Açucena serão candidatos a encontrar, principalmente do sexo feminino, se não assinarem atualmente Lage ou Andrade, ancestrais que se encaixam no tronco dessa família.

E pelo que se conhece da capacidade reprodutiva dessas famílias no passado, torna-se uma chance que pode bem ultrapassar 50% de chances da possibilidade.

Por enquanto não tenho como dizer nada a respeito dos Dias de Andrade em nossa família. A origem deles esta no professor Francisco Dias de Andrade que se acredita ter procedido de Diamantina, que pertencia ao Serro, local onde havia o ramo Andrade de Araújo, família histórica do Rio de Janeiro, juntamente com os Barbalho, Aguiar, Costa Ramires e outras.

Nao se descarta nenhuma possibilidade, pois, houve movimento migratório no sentido Itabira/Ferros para Diamantina no final da primeira metade do século XIX.

Inclusive acredito que Joaquina “Simpliciana” Coelho de Andrade, esposa do Cassiano Coelho de Araujo, tio-avo do professor Nelson Coelho de Senna, devera ter sido irmã do trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Ela tera nascido por volta de 1826, indo falecer em 1916, sendo sepultada em Virginópolis. Fonte, atestado do obito dela. E, segundo o professor Nelson, o casal criou família nas lavras de diamantes de Diamantina.

 

##########################################

 

 

04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

 

Por enquanto eh especulação, mas vejamos se a nossa parentela concorda ou não com as evidencias que ja colhi.

Vamos nos lembrarmos em primeiro lugar que o professor Nelson Coelho de Senna foi o primeiro a escrever um compendio a respeito da família dele. A esse deu o nome de “ALGUMAS NOTAS GENEALÓGICAS”, publicado em 1939.

Descrevendo os próprios familiares maternos, ele afirma que um casal de trisavós se chamava: alferes, Jose Coelho de Magalhães (também conhecido, na família, por Coelho da Rocha) e Eugenia Maria da Cruz. Os filhos do casal foram:

01. Jose Coelho da Rocha – Luiza Maria do Espirito Santo
02. Joao Coelho de Magalhães – Bibiana Lourença de Araujo
03. Antonio Coelho de Magalhães, solt. (na verdade, Rodrigues Coelho)
04. Felix Coelho da Trindade
05. Clara Maria de Jesus.

Disse também que todos, exceto Antonio, foram casados. O que sabemos eh que Joao foi o bisavô do professor, o qual o conheceu por o professor ter nascido em 1876 e ele ter falecido em 1879. Nasceu e faleceu na mesma data: 19 de março, dia de Sao Jose.

Aqui entra um detalhe das Notas Genealógicas que falta esclarecer. O casal de trisavos dele teria se casado em 7 de setembro de 1799. Ou seja, muito depois do nascimento dos dois primeiros filhos.

Alega ainda que o bisavô dele casou-se com sua prima carnal Bibiana Lourença de Araujo. Foge a mim o significado de prima carnal. Obviamente, trata-se de primos reais mas nao define o grau.

O professor nao nos da datas de nascimento dos 3 filhos do casal Joao/Bibiana. Porem, da das 3 filhas. Euphrasia 1829; Maria Brasilina, avo do professor, 1828; e Maria Eugenia, 1835. Os 3 irmãos foram: Cassiano, Joao e Joaquim Coelho de Araujo.

O professor alegou que os bisavós dele casaram-se em 1804, antes que o bisavo completasse 20 anos. A disparidade eh que, para isso ter acontecido, tia Bibiana teria que estar com por volta de 50 anos de idade quando teve a ultima filha, e teria que ter havido muita distancia entre o casamento e os últimos nascimentos.

Acredito, então, que ele pode ter se enganado ao dar o bisavô falecido aos 94 anos. Eh possível que ele tenha nascido em 1805, e não em 1785. Assim, teria se casado em 1824 e não em 1804. A leitura em documentos antigos muitas vezes engana a gente.

Assim, entre 1825 e 1828, poderiam ter nascido os 3 irmãos. O problema eh não termos fatos conhecidos, por mim, das vidas deles que o comprove. Tenho que o Joaquim foi mesmo minerador em Diamantina. Mas isso aparece no Almanak de Minas, em 1872. Isso confirma informações passadas pelo professor Nelson.

Pela data do casamento dos nossos supostos ancestrais Jose e Eugenia, 1799, acredito na possibilidade de o professor ter se enganado quanto ao filho Jose ter sido filho dela. O Jose pai teve uma esposa anterior, cujo nome foi Escolástica de Magalhães. Então, seria mais condizente que essa fosse a nossa ancestral e não a Eugenia.

O professor também afirma que a Eugenia Maria da Cruz, ao morrer e ser sepultada no Arraial-de-Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, hoje cidade, ficou revelado o nome de Eugenia Rodrigues da Rocha.

A informação de que ela foi sepultada em Rio Abaixo leva a supor que casou-se de novo, por ainda ser jovem, pois, os filhos se mudaram para Guanhaes, juntamente com o irmão mais velho, Jose Coelho da Rocha, que foi o fundador local.

Dona Eugenia pode ter deixado os filhos para que o enteado fosse o tutor dos irmãos. Talvez, devido `a ocupação com outra suposta, por mim, família. Sendo que o outro marido ja poderia ter seus próprios filhos.

Segundo informação desta pagina, no site:

http://gencoelho.xpg.uol.com.br/inferior_files/origens/coelho_de_magalhaes.htm

 

Eugenia Rodrigues da Rocha teria sido filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Como se pode observar na pagina, a informação teria sido coletada do livro: “A Mata do Peçanha Sua Historia e Sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Tenho copia da primeira edição do livro, datada de 1966, na qual a informação ainda não aparece. Mesmo assim, baseado nas informações primarias encontradas por esses autores, tenho pesquisado e encontrado evidencias de que algo disso tudo seja verdade.

Nao muito tempo atras, encontrei no site Familysearch o registro de batismo que diz:

Maria Magalhães, nascida a 26.07.1750, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. Foi então que especulei que se dona Anna Maria tivesse ancestrais com o sobrenome Barbalho, essa Maria poderia muito bem ter sido nossa sexta-avo.

O que pensei ser bem provável porque existem outras mulheres na Família Barbalho, `a época, que preferiam ter os nomes ligados aos santos, muito frequentemente em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

O problema maior esta em saber se essa Anna Maria tem ou não ligação com a Família Barbalho, pois, era comum o Conceição aparecer em outras famílias também.

As pessoas `aquela época não eram batizadas com o sobrenome. O site acrescenta o ultimo sobrenome do pai, como eh o costume aqui nos Estados Unidos. Portanto, o registro de batismo deve dizer apenas Maria. Ja os nomes dos pais, por ser adultos, aparecem.

Embora os de mães costumam variar de batismo para batismo. Muito comumente não se dava a elas um sobrenome. A não ser que fosse de alta classe.

O batismo da menina Maria se deu na Igreja de Santo Antonio, no municipio de Ouro Branco.

O que animou-me a retornar a esse assunto foram mais quatro registros que encontrei no mesmo site. Sao eles, dois de batismos:

01. Juliano Vaz Barbalho, filho de Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo. O batizado se deu na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, a 27 de Jun 1723.

02. Joao Vas Barbalho, filho de Manoel Vas e Anna Costa de Araujo, na mesma Igreja, local e na data de 05 Jun 1722.

dois de casamentos:

01. Antonio de Almeida Leitão – Izabel da Quaresma
filho de: Manoel de Almeida – Josefa Maria Cardoso
filha de: Antonio Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse casamento se deu em 16 Out 1731

02. Luis Barbosa de Sousa – Mariana Francisca da Conceição
filho de: Luis Barbosa de Souza – Francisca das Chagas
filha de: Antônyo Dias Quaresma – Maria da Conceição Barbalho
Esse outro se deu em 10 Fev 1750

No segundo eh que se identifica o sobrenome Quaresma do pai da esposa.

Penso que aqui temos o que pensar. Em parte porque não fica explicado o porque de os filhos do primeiro casal: Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo terem recebido o sobrenome Barbalho, a não ser que tivessem suprimido esse sobrenome do Manoel.

Então, nesse caso, poderíamos supor que ele poderia ser o mesmo que se tornaria marido de Josepha Pimenta de Souza e daria origem ao ramo da família na região do Serro do Frio (Villa do Principe). Em sendo o caso, nossa família cresceria muito.

Essa especulação torna-se possível e, quem sabe, provável, pois, o que sabemos eh que dona Paschoa Barbalho nasceu em 1650 e casou-se com Pedro da Costa Ramires em 1668.

Caso especulemos que a filha deles, Maria da Costa Barbalho, nasceu por volta de 1670, também poderia estar tendo filhos por volta de 1690.

Maria casou-se com o viuvo Manoel de Aguiar. Então, eh possível pensar que o primeiro filho foi o Manoel Vaz Barbalho, que casou-se com a Josepha e, talvez, com a Anna Costa de Araújo.

Mas como ele poderia ter nascido em torno de 1690, por volta de 1712 ja poderia ter se casado com Anna da Costa (ou Pereira) de Araujo. Observe-se que o nome provável dela pode mesmo ser da Costa, o mesmo do Pedro da Costa Ramires, que ja era o avo do Manoel.

O da Costa aparece muito frequentemente entre os cristãos novos que conhecidamente ja tinham o costume de casar-se parente com parente.

A presença do Araújo no sobrenome talvez justificasse a alegação de que tios Bibiana e Joao eram primos carnais.

As assinaturas Araújo, da Costa e Barbalho eram muito frequentes no Rio de Janeiro, de onde procediam, durante os séculos XVI e XVII e, como a cidade era algo como hoje conhecemos por interior, a possibilidade de se terem aparentado desde então eh enorme.

Mas são os registros de casamentos que talvez ofereçam a melhor possibilidade de ponte entre os Coelho e os Barbalho. Aqui temos que especular que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido mesmo a menina Maria de Magalhães no assentamento de batismo de Ouro Branco.

Sabemos que a mãe dessa Maria chamou-se Anna Maria da Conceição. Ela poderia ter sido a filha da Maria da Conceição Barbalho e seu marido Antônyo Dias Quaresma.

Mas aqui, para encaixar-se melhor `a nossa genealogia, teríamos que admitir que essa Maria da Conceição Barbalho fosse irmã do Manoel Vaz Barbalho, ou seja, fosse também filha da Maria da Costa Barbalho e Manoel de Aguiar. O que parece bem possível.

Precisava mesmo ter os estudos do Carlos Grandmasson Rheingantz em mãos para ver no que isso será ou não possível.

Sei que ele recordou muito da Família Barbalho na coleção: PRIMEIRAS FAMÍLIAS DO RIO DE JANEIRO (SECULOS XVI E XVII). 3 volumes. Deve constar nele os filhos do Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Alias, nao sei se explica ou complica. Acabo de abrir o livro do professor Dermeval para certificar-me de um dado e ali reli:

“IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Iraja, distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL DE AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.”

Também resolvi abrir o familyseach novamente e la revi outro assento de casamento:

01. Manoel da Costa Barbalho – Joanna Maria de Freitas
Filho de: Anna da Costa – nao aparece marido
Filha de: Josefa de Freitas – nao aparece marido
O casamento se deu na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de Ouro Preto, em 13.02.1768.

Na verdade, as informações encontradas no familysearch a respeito de Joao e Juliano Vaz Barbalho estão incompletas, embora sendo batizados, consta que os nomes são mencionados, porem, deixa duvidas quanto a serem os batizandos. Isso porque os nomes aparecem completos, o que iriam usar em outros documentos que não os dos próprios batizados.

Acredito que aqui encontramos mais uma indefinição. O professor Dermeval alega que usou dados de notas do Arquivo do alferes Luis Antonio Pinto e não os documentos originais de dados relativos ao Serro. E isso pode te-lo induzido a alguns enganos.

Um que pode ter acontecido seria a informação de que Manoel de Aguiar teria tido duas esposas. No registro de casamento da Theodosia com o Joseph Carneiro da… aparece o nome do pai dela: Manoel Aguiar. O mesmo que o professor usou no livro dele.

Ja no registro em que o nome do Juliano aparece, os nomes dos pais são: Manoel Vaz e Anna Pereira de Araujo, ou seja, o mesmo nome que o professor registrou como esposa do Manoel Aguiar.

Talvez esteja havendo uma troca ali, e quem terá casado duas vezes será o Manoel Vaz Barbalho. Isso porque o Barbalho aparece tanto no registro do Juliano quanto do Joao.

Acredito que para economizar nosso trabalho devemos primeiro buscarmos encontrar mais dois registros de casamentos em seus originais. Ambos deverão estar nos arquivos da Arquidiocese de Diamantina.

Sao eles do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza, dos livros da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde; e do capitão Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose que, por ela ter nascido em Conceição do Mato Dentro, devera ser encontrado nos registros de la.

Assim, depois deveremos verificar como essas peças se juntam. E, enfim, concluiríamos pelo menos uma etapa do encontro da ponte entre os Barbalho e os Coelho.

Detalhe importante sera nos lembrarmos que, mesmo que não sejamos descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, isso não implica de imediato que os Coelho descendentes do Jose Coelho da Rocha deixem de ser “do Barbalho”!

Como os autores antigos nada disseram a respeito, será possível também que dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho tenha sido irmã da primeira esposa dele, Escolástica de Magalhães.

Se assim o foi, verifica-se um caso clássico na família, ou seja, uma esposa falece e o marido dela casa-se com uma sobrinha dela. Muitas vezes uma irmã mais nova preenchia a vaga.

E isso se dava porque antigamente existia o total preconceito contra um homem tomar conta sozinho dos próprios filhos menores. Ate porque faltava tempo para isso.

Segundo tradições antigas, os casamentos nesses casos se davam como um cala-boca `as mas línguas. Quando um homem ficava viuvo com filhos novos logo se escolhia a moça mais apropriada da família para tomar conta das crianças.

Mas ai abria-se a oportunidade para as mas línguas levantarem suspeitas, pois, o que se dizer de uma moça solteira, vivendo na mesma casa com um viuvo e seus filhos?!!! Então, os pais mais atentos tratavam logo do casamento, não dando tempo `as mas línguas de levantarem os falsos.

E, se esse foi o caso, os Coelho descendentes de dona Escolástica não serão menos Barbalho que seus parentes descendentes da Eugenia. O que teriam a menos seria o lado italiano calabres do Giuseppe Nicatsi da Rocha. O que não impede que tenhamos outras ascendências italianas, pois, isso ja foi constatado em exame de DNA de primos.

Desconfio que essa seja a ortografia correta do sobrenome do Giuseppe. Nos documentos antigos as caligrafias do S e do G se pareciam muito. E o professor Dermeval traduziu o nome da Cidade portuguesa de Seia por Geia. Assim como pode ter traduzido Nicatsi por Nicatigi.

Mas, de toda forma, iríamos acrescentar o Dias Quaresma na lista de sobrenomes de nossos ancestrais. A Familia Dias Quaresma tem sua presença marcada na colonização brasileira. Como tantas outras que ja se encaixam em nossa genealogia.

Mas o que iria continuar faltando também eh a ponte entre o nosso velho JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que atravessa o Atlantico, do Brasil a Portugal, com as nossas origens portuguesas, por essa via!

O professor Nelson informou apenas que o tio-avo dele, Cassiano Coelho de Araujo, casou-se com Joaquina Simpliciana. Mas eu encontrei em Virginópolis o atestado de obito de Joaquina Coelho de Andrade, viuva de Cassiano Coelho.

Ao que eu suponho, essa Joaquina foi irmã de nosso trisavô Joaquim Coelho de Andrade. Pelos dados de filhos de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade, imagino que Joaquina tenha sido filha deles também, nascida em Ferros, como os irmãos: Joaquim, 1833, e Antonio, 1838.

Pelo atestado, Joaquina faleceu aos 90 anos, em 1916. O que põe o nascimento dela em 1826. Época em que o casal Honório e Simpliciana ja eram casados, pois, o fizeram a 12 Jan 1822.

E Cassiano e Joaquina Simpliciana poderiam ter sido pais da avo do Juscelino Kubistchek, dona Maria Joaquina Coelho. Sei que Joaquina Simpliciana tinha idade para ter sido mãe da avo do Juscelino. Falta confirmar eh se o Cassiano tinha idade para ser o pai.

Outros documentos que posto para que fiquem juntos quando precisarmos consultar:

Casamento:

01. Rosa Maria da Conceição – Joao Martins Ferreira
filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
filho de Domingos Martins Ferreira e Luiza Soares de Jesus
data: 02 Set 1795
local: Sao Jose, Itatiaia, Rio de Janeiro, Brasil

batismo:

01. Manoel, filho de: Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição
batizado: 25 Fev 1752
nascimento: 16 Fev 1752
local: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais, Brasil.

Apos publicar a parte acima deste capitulo, recordei-me que havia planejado antes fazer uma inspeção na localização das cidades mencionadas nos documentos, pois, muitas vezes isso também influencia nos estudos genealógicos. E não deu outra!

Em primeiro lugar, temos as cidades de Diogo de Vasconcelos e Ouro Branco. Segundo as informações do site distanciaentrecidades.com.br, em linha reta não passa de 54 km. Mas a estrada forma um grande arco, transformando a viagem em 82 km.

https://www.distanciaentreascidades.com.br/distancia-de-ouro-branco-mg-brazil-ate-diogo-de-vasconcelos-minas-gerais-mg

Interessante eh que no meio do caminho ha que passar-se por Ouro Preto e Mariana. Ai eh que as coisas se esclarecem melhor ainda.
Outro detalhe que esclarece também são as Historias dos Municípios.

Ai temos de Ouro Branco:

01. http://www.ourobranco.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/historia-de-ouro-branco/6495

e Diogo de Vasconcelos:

02. http://folhadediogo.blogspot.com/2009/06/historia-de-diogo-de-vasconcelos.html

Quem entrar nessa segunda poderá colher a informação de que o padre Domingos Coelho da Rocha, filho de fazendeiro local, ergueu uma ermida modesta em homenagem a Sao Domingos de Gusmão. Em torno desta formou-se o povoado que ja em 1754 recebia a pia batismal.

Isso elimina a possibilidade de os irmãos Joao e Juliano terem sido batizados em Diogo de Vasconcelos. Na verdade, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção era a de Mariana, `a qual as terras ainda pertenciam.

Em outra reportagem afirma-se que o nome completo do padre era Domingos Pinto Coelho da Rocha. Nao faz diferença, o que eu queria ressaltar era a coincidencia do sobrenome dele, Coelho da Rocha, que também faz parte do nosso ramo familiar.

De toda forma, acredito que a presença desses Barbalho nas proximidades de Mariana e Ouro Preto reforçam a hipótese de pertencerem a um mesmo ramo familiar.

Isso porque no mesmo site Familysearch também ja encontrei outros registros. Entre eles os dos casamentos:

01. Theodozia de Aguiar Barbalho – Joseph Carneiro da ………
filha de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
filho de: Matheus Lage e Maria Carneiro
O casamento se deu na Igreja N. S. Assunção, em Mariana, a 17.12.1717

02. Thereza de …….. de Oliveira – Jose Rodrigues
filha de: Joao de Aguiar Barbalho e Joana de Oliveira
filho de: Jose Rodrigues e Magdalena do Valle
Também na N. S. Assunção, Mariana, a 24.06.1730

03. Liandro Jose Barbalho – V. Barbalho
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria de Jesus
Filha de: Dionisio Barbalho Bezerra
Outro em N. S. Assunção, Mariana, a 27.10.1753

04. Januário Jose Barbalho – Dionisia Coelho da Silva
Filho de: Jose Rodrigues e Thereza Maria
Filha de: Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu
Igreja de N. S. da Conceição, Ouro Preto, em 26.01.1758

Naturalmente, acredito que o nome da mãe do Januário e do Liandro so aparece completo no casamento dela e Jose Rodrigues. Era comum as mulheres terem o nome social e o religioso.

Algo mais que aumenta a aproximação, foi o local de nascimento do nosso tetravô, Policarpo Jose Barbalho. Ele, que se tornou padre depois da família criada, nasceu no antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durão, pertencente a Mariana. Deve ter nascido por volta de 1790, pois, casou-se em 1808, em Itabira.

Não se sabe porque o padre Policarpo nasceu naquele Distrito, pois, o pai havia nascido no Serro e a mãe em Conceição do Mato Dentro. Ja o irmão dele, Gervasio Jose Barbalho, também nasceu em Conceição do Mato Dentro.

Outra ligação indireta, trata-se de que o professor Nelson Coelho de Senna sugeriu que nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães procedesse do rico português Manuel Rodrigues Coelho, que possuiu datas minerais também no Distrito de Santa Rita Durão.

Aqui temos um pouco a respeito do Distrito:

http://www.pmmariana.com.br/distritos/santa-rita-durao

Em nossa familia temos ainda ligação com essa área historia do Ciclo do Ouro através da Cidade de Congonhas do Campo. Segundo o que ha na internet, Manuel Rodrigues Coelho contribuiu com algum dinheiro para a construção do Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, que foi transformado em um dos símbolos de Minas Gerais.

Possivelmente, tenha ate mantido residência no local, pois, todos os ricos e afamados de Ouro Preto e Mariana tinham o local como ambiente de retiro, para fugir do burburinho das antigas capitais.

E também ligação genealogica mesmo, pois, segundo informações retiradas do livro do professor Dermeval Jose Pimenta, nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral casou-se com Francisca Angelica da Encarnação, filha do português: Francisco Jose Barbosa Fruão e Anna Maria de Jesus. Elas, naturais de Congonhas.

Sendo que Miguel foi nosso sextavô, o nosso pentavô, filho dele, Malaquias Pereira do Amaral, casou-se com Anna Maria de Jesus, também congonhense, filha de Antonio Coelho de Almeida e outra Anna Maria de Jesus.

Assim sendo, podemos dizer que nosso tronco familiar foi plantado em Minas Gerais nos arredores de suas primeiras capitais, `a época de suas fundações, sendo que no virar do primeiro século, ainda ali estabelecida, espalhou-se tomando o rumo de Itabira, Morro do Pilar, Conceição do Mato Dentro e Serro, antes de projetar-se para Guanhães e Virginópolis.

Por esse lado, a irmanação dos Coelho com os Barbalho do nosso ramo devera estar representada pelos dados expostos pelo professor Dermeval Jose Pimenta. Ele nos da os dados dos casamentos:

01. Manoel Vaz Barbalho – Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho
Filha de: Belchior Pimenta de Carvalho e mãe nao mencionada
O evento se deu a 18.9.1732, “na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde”, que continua Distrito do Municipio do Serro.

02. Isidora Francisca da Encarnação – cap. Antonio Francisco de Carvalho
Filha de: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza
Filho de: Antonio Leal e Maria Francisca (portugueses).

Isidora e Antonio Francisco foram pais de: Joao (1761); Victoriana (1762); Antonio (1764); Luciano (1766); Mariana (1767); Jose (1769); Francisco (1771); Bernardo (1776) e Boaventura Jose Pimenta (1779).

Aqui ha que expor-se uma duvida que tenho por não ter em mãos documentos que comprovem. Sabemos que nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho foi filho do capitão Jose Vaz Barbalho e dona Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Ha uma janela muito estreita que permitiria que o capitão Jose seja o mesmo nascido em 1769. Em 1788 ele poderia ja estar casado aos 19 anos de idade.

Porem, a ideia que penso ser mais provável seria a de que o capitão nosso ancestral tenha sido filho do Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. `A pagina 236 do livro dele o professor Pimenta registrou que Josepha teria nascido em 1712.

Casou-se aos 20 anos e poderia ter tido filhos por mais 20 anos. Como não tenho a data do nascimento do tetravô Policarpo, fica difícil saber qual a possibilidade se encaixa melhor.

De todo jeito, so se pode obter a certeza dos fatos através de documentos que ainda não encontramos. Isso porque existe a possibilidade de estarmos incorrendo em engano e pode ser que iremos nos encaixar em outro ramo de aparentados que não seja o do Manoel Vaz e Josepha Pimenta.

No livro dele, o professor Pimenta nos da apenas um breviário a respeito da descendência de dois dos filhos de dona Victoriana e mais detalhes da descendência do bisavô dele, Boaventura.

Isidora foi a unica filha do casal Manoel e Josepha por ele mencionada no livro. Em minhas pesquisas encontrei o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho, que criou família em Gravataí, em torno dos anos de 1780, pertencente a Villa de Porto Alegre, local onde se deu o falecimento dele, em 1801.

Se também houve um filho chamado Jose e mais outros alem desses não tenho a informação ainda.

E no documento “De Genere Et Moribus” do padre Emigdio de Magalhães Barbalho esta incluida a anotação dos dados de casamento dos pais dele:

01. Padre Emigdio de Magalhães Barbalho, filho de:
Policarpo Jose Barbalho – Isidora Francisca de Magalhães
Filho de: cap. Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose
Filha de: Genoveva Nunes Ferreira (nao consta nome do pai)
O casamento se deu em 1808, em Itabira, de onde a noiva e mãe procediam.

Mais detalhes da familia encontrei no Inventario de Isidora Francisca que faleceu deixando 4 filhos vivos: Jose (1810), meu pentavô materno; Padre Emigdio (1813); Francisco Marçal (1820), meu trisavô paterno e materno; e Lucinda Francisca de Magalhães (1824). Outros 3: Joao, Genoveva e Maria devem ter falecido crianças.

O cap. Jose Vaz e Anna Joaquina foram pais de pelo menos dois outros filhos: Gervasio e Firmiano. Possível será que tenham sido pais de Victoriano e Modesto Jose Barbalho também. Ha ainda o que pesquisar.

Nesse caso, caso se confirme que Eugenia Rodrigues da Rocha foi mesmo filha de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, que pode ser filha de Anna Maria da Conceição, e esta, filha de dona Maria da Conceição Barbalho, constataremos o vinculo parental entre os dois sobrenomes presentes em nosso ramo familiar.

Obviamente, devemos ressaltar que podemos descender pelo lado Coelho de dona Escolástica de Magalhães que, talvez, será irmã da Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.

Não haverá a necessidade de que dona Maria da Conceição Barbalho tenha sido filha do casal Maria da Costa Barbalho e Manoel Aguiar para que pertença ao nosso ramo familiar. Sabe-se que Maria da Costa não foi filha única. Pelo menos Jose da Costa Barbalho foi irmão dela.

Alem deles, haviam outros descendentes do governador, mestre de campo, Luiz Barbalho Bezerra e dona Maria Furtado de Mendonça no Rio de Janeiro. Uma dos irmãos de dona Páschoa Barbalho, Michaela Pedrosa Barbalho Bezerra (filhas do Jeronymo Barbalho e netas do governador Luiz) deixou descendência conhecida.

Uma das descendentes de dona Micaela foi dona Maria Nicolacia da Conceição Bezerra de Mesquita que se tornou a Baronesa de Cacequi (Rio Grande do Sul) por casamento com o barão: Frederico Augusto de Mesquita.

https://www.geni.com/people/Maria-Nicolácia-da-Conceição-Bezerra-de-Mesquita-baronesa-de-Cacequi/6000000011649732808

A irma do Jerônimo, Cecilia Barbalho Bezerra, esposa de Antonio Barbosa Calheiros, também deixou pelo menos um casal de filhos que poderão preceder a dona Maria da Conceição Barbalho.

Sabemos que Agostinho Barbalho Bezerra, outro filho do governador Luiz, foi casado com dona Brites (Beatriz) de Lemos, mas não tenho noticias de descendência deles, se houve.

D. Brites era filha de Joao Alvares Pereira e dona Isabel de Montarroyo. Das familias mais antigas e tradicionais do Rio de Janeiro.

Qualquer que for o vinculo da linhagem de dona Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho e em sendo dona Escolástica de Magalhães sua parente materna, nos fica garantido a irmanação entre os Coelho e os Barbalho do nosso ramo familiar.

Ha aqui que salientar-se que penso que Joao de Aguiar Barbalho tenha sido irmão da dona Theodosia e do Manoel Vaz Barbalho.

A exceção seria apenas se dona Maria da Costa Barbalho tiver tido pelo menos uma irmã que também tenha se casado com membro da família Aguiar. Nos tempos de colonização das terras brasileiras tudo era possível.

Uma irmã mais nova que ela poderia ate ter se casado com algum filho do Manoel Aguiar que ja era viuvo. Os laços familiares na verdade trabalhavam como aliança entre famílias. Não era incomum 2, 3 e ate 4 irmãos se casarem com outros irmãos de outra família.

Em nossa familia temos o exemplo extremo de 4 irmãos e uma prima da família Nunes (Coelho)/Barroso se casando na família dos tios Pio Nunes Coelho e Josephina Marcolina Coelho. E isso era o comum, justificando-se mais ainda a possibilidade da irmanação entre os mesmo Barbalho e os Coelho do nosso ramo.

 

ACRESCIMO IMPORTANTE.

Nada como uma boa caminhada, como a que fiz ontem com nosso melhor amigo Rudy, de mais de uma hora, ou um bom conselho do travesseiro para abrir melhor nossas mentes, principalmente, recordar detalhes.

Primeiramente, retornarei a uma informação que tenho do passado de pesquisas. Trata-se do documento produzido pelo professor Mauricio de Almeida Abreu, da UFRJ, publicado no endereço:

http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/mauricio_abreu.pdf

Quem desejar ir diretamente `a pagina 9, poderá verificar, no ano de 1702, o enunciado:

“Dona Páscoa Barbalho, viuva de Pedro da Costa Ramiro, em dote de casamento a Jose vieira da Costa, para casar com sua neta Dona Páscoa, doa “tres safras livres do partido que tem em seu engenho”.

Pode-se observar que os próximos quadros tratam da mesma propriedade, no Mutua, Sao Gonçalo do Rio de Janeiro, onde reuniam-se os revoltosos da chamada “Revolta da Cachaça”, e que pertencera a Jeronimo Barbalho Bezerra, o pai de dona Páscoa Barbalho.

Acredito que essas mesmas terras tenham passado como herança desde os tempos de Miguel Gomes Bravo, avo que foi de dona Isabel Pedrosa, esposa do Jeronimo. Miguel deve ter sido natural do Porto, foi contratador nos Açores, mudou-se para o Espirito Santo e depois residiu no Rio de Janeiro, deixando descendência significativa nesses lugares.

Acredito que no intervalo de 1702 e antes de 1705, a avo dona Páscoa tera falecido. E Jose Antunes de Matos, que aparece em 1705, pode ser sobrinho dela. Talvez ser filho ou neto da irma de dona Páscoa, Michaela Pedrosa, que foi esposa do portugues lisboeta, Joao Batista de Matos.

Dai pulamos para os dados contidos nos assentamentos dos Juliano e Joao Vaz Barbalho. Consta terem sido filhos de Manoel Vaz e Anna Costa (ou Pereira) de Araújo.

Anna Pereira de Araujo, alegado pelo professor Dermeval, seria o nome da primeira esposa do Manoel de Aguiar, que depois casou-se com Maria da Costa Barbalho, em 1732.

Aqui vejo uma possibilidade, mesmo que vaga, de a Anna Costa (Pereira) de Araújo, ter sido filha mais velha do casal Manoel de Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Ai eh que esta, ele poderia mesmo ter sido viuvo de outra pessoa com o mesmo nome da filha.

Pode parecer esquisito para alguns. Mas não era incomum no passado. Meus avos maternos foram o “Juca” Coelho e Davina Magalhães. Entre falecidos e sobreviventes tiveram 19 filhos. Nenhuma das filhas chamou-se Davina.

Momentos depois de minha avo ter falecido, deixando um grande numero de filhos menores, meu avo casou-se novamente com a avo Petrina Nunes Pereira. E a primeira filha nascida do segundo casamento veio a chamar-se Davina Coelho.

Pode parecer um pouco morbido. Mas não se tratava nem mesmo de uma manifestação de amor dos homens por suas mulheres. Era mais como um tributo, uma homenagem aos falecidos.

E no caso da Anna, o nome pode ter sido completo. O Costa que aparece no assento do Joao (Anna Costa de Araujo), pode ser em homenagem a dona Maria da Costa Barbalho. E também ficaria explicada a razão de ele e o Juliano assinarem Vaz Barbalho.

Vaz do pai e Barbalho da avo. Se isso tiver acontecido, eu terei que rever meu conceito em relação ao sobrenome. Isso porque ate agora descobri que são 15 gerações desde que o nome entrou no Brasil ate chegar `a minha geração.

Nessas 15 gerações pelo menos um dos cônjuges nelas assinou o sobrenome. Se acontecer de descendermos por essa via, dona Anna será uma geração a mais, porem, o sobrenome a menos. A menos que o marido Manoel Vaz tenha sido Vaz Barbalho e o sobrenome tenha sido suprimido nos documentos.

E aqui haveríamos que ressaltar a possibilidade de o professor Dermeval e/ou o alferes Luiz Antonio Pinto terem se enganado quanto `a paternidade do Manoel Vaz Barbalho.

Ele poderia ter sido filho do Manoel Vaz e Anna em contrapartida a Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho. Assim, ao invés de filho, seria neto desse segundo casal.

A possibilidade eh razoável, pois, em 1702 dona Páscoa Barbalho, aos 52 anos de idade, ja estava cumprindo a tradição doar dote para uma neta, Páscoa Barbalho, que eu ainda não tinha reparado ainda.

O que alias, trata-se de dona Páscoa Barbalho da Ressurreição, nascida por volta de 1785, filha de Jose da Costa Barbalho e dona Magdalena Campos. O casamento se deu em 1703.

Pelo menos eh o que esta no site de nosso amigo Lenio Luiz Richa. Jose foi filho de dona Páscoa e Pedro da Costa Ramires. Isso pode ser verificado no endereço:

http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptregos.htm

Ai temos informações interessantes, onde se mostra que as irmãs de dona Páscoa da Ressurreição: Teresa e Anna Maria casaram-se com primos.

As tres foram irmãs do capitão-mor Gonçalo da Costa Barbalho, que exerceu o cargo na Província do Espirito Santo.

Essas informações estão um pouco abaixo da metade da postagem. E no final dela temos um resumo dos primeiros Barbalho no Rio de Janeiro.

De qualquer forma repito, as conjecturas que faço foram apenas para preparar o espirito para quaisquer coisas que ficarem comprovadas através de documentação. Isso sim seria o que importa, pois, tudo o que eu disse pode tanto estar correto como errado.

E mencionei antes que precisávamos procurar os assentamentos dos casamentos dos casais: Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina Maria de Sao Jose; e Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Nao sei dizer onde se realizou o primeiro. Suponho que tenha sido em Conceição do Mato Dentro. E, em sendo o caso, eh suposto que estejam na Arquidiocese de Diamantina.

Interessante seria encontrar também, em caso de o Jose Vaz ter sido filho deles, o do capitão Antonio Francisco de Carvalho e Isidora Francisca da Encarnação. Eles se casaram em 30.08.1759, em Tapanhoacanga, atual Distrito de Itapanhoacanga, Município de Alvorada de Minas, cujo registro também se encontra em Diamantina.

Outros documentos, como os inventários e testamentos, se houverem, referentes a esses personagens, deverão encontrar-se no Museu General Carneiro, na Cidade do Serro, porque ali se encontram os documentos referentes `a Comarca do Serro do Frio. Era a única na região, enquanto não se criaram outras cidades por la e quando tais foram elevadas a novas comarcas.

Porem, para um ramo particular de nossa família, talvez, essas buscas poderiam ser resumidas a um único documento. Ou uma pasta completa. Tratar-se-ia do “DE GENERE ET MORIBUS” do padre Policarpo Jose Barbalho. Difícil esta localizar-se onde o DE GENERE se encontra.

Não sei dizer ao certo porque, fala nossa tradição que, ele era seminarista. Mas deixou a carreira para casar-se com a Isidora Francisca de Magalhães. Casamento que se deu em Itabira, em 30.08.1808.

Importante ai eh notar-se que ainda era tempo da Inquisição. Ou seja, era proibido estudantes serem descendentes de judeus “ou outras raças infectas” como tratavam os que não fossem cristãos. Em função disso, fazia-se uma verdadeira devassa genealógica dos seminaristas. Alguns apresentavam ate 5 gerações anteriores a eles próprios.

O padre Policarpo ficou viuvo em 1827. O filho Emigdio tornou-se padre primeiro que ele, em 1845. Segundo informações indiretas, o Policarpo ja era padre em 1851. Ou seja, para isso deve ter aproveitado o currículo e a matricula em sua juventude.

Isso faz-me crer que, devido `as circunstancias, no “DE GENERE” dele deve encontrar-se tanto informações ancestrais quanto de descendência, para a comprovação de que não havia impedimento algum para que se ordenasse.

Talvez seja esse o atalho que nos falta para tirarmos toda e qualquer duvida quanto a sermos a sequencia gerada e registrada nos livros genealógicos que procedem de Pernambuco, Rio de Janeiro e Sao Paulo, nos séculos XVI e XVII, antes de retornarmos a Portugal.

Pelo menos com sentido `a assinatura Barbalho. Outros ancestrais como Miguel Gomes Bravo, Joao do Couto Carnide, Manuel Rodrigues Coelho, Jose Coelho de Magalhães etc, chegaram de Portugal ja com o bonde andando.

 

 

####################################################

 

05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!!!

 

Ha pouco tempo o nosso primo Jacques Soares enviou-me o resumo do resultado de exame de DNA dele. Ali se informa que ele tem ligações genéticas com quase todo o Globo Terrestre.

Benin, Togo, Africa do Sul, Nigeria, nativo americano, Italia/Grecia, Irlanda, Escandinavia, Grão Bretanha, Peninsula Iberica, Europa Oriental, Finlandia/Russia, alem do Oriente Medio. De todos ele tem um pouco.

O que chamou-me atenção `a época foram os 32% relativos a Italia/Grécia. Como explicar tal coisa, em contrapartida, por exemplo, aos parcos 15% da Península Ibérica, a surpresa dos 15% da Irlanda e 13% da Grão Bretanha. Claro, eu ja esperava que os 17% combinados de origem africana.

Julgo que a porção italiana iria girar em torno dos 20%. E uma explicação relativamente obvia seria a de que nossa linguagem eh a “mais fina flor do Lacio” Dela nos falou Olavo Bilac na linda poesia: http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp

Obviamente, alem do latim, o portugues eh essencialmente fruto do grego.

Para tentar explicar o lado italiano, recordei-me que descendemos do Giuseppe Nicatsi da Rocha, segundo informou o professor Dermeval Jose Pimenta. Mas ai ha um problema. O Giuseppe era italo-lusitano. Portanto, era somente meio-italiano.

E nos passamos a nossos descendentes apenas metade de nossos genes. Portanto, ai fica complicado!

Dos 50% que possuía, Giuseppe passou 25% para Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela baixou 12.5% para o Jose Coelho da Rocha, que passou adiante somente 6.25% para a Eugenia Maria da Cruz.

Nossa trisavó passou 3.125% para o bisavô Marçal de Magalhães Barbalho. Ele deixou de herança para a tia Vita cerca de 1.6%. O Raul Soares herdou apenas 0.8% da parte italiana do avo Giuseppe. Portanto o Jacques teve direito apenas a 0.4%.

Mas ha o outro lado. A mãe dele, Maria Helena, também foi descendente do Giuseppe. Na altura do Jose Coelho da Rocha ha a opção de descender do filho Joao Batista Coelho. Este foi o pai da tia Emigdia Honória, que foi a mãe do Cesario, pai da Maria Helena.

Nesse caso, da direito ao Jacques de herdar mais 0.4%.

Acontece que não tenho o acompanhamento das outras famílias das quais o Jacques descende. Mas sei que os Soares, Perpetuo e Coelho Lacerda fizeram estagio na mesma região entre Itabira e Conceição do Mato Dentro, especificamente Itambé do Mato Dentro, alem das duas primeiras, que os Coelho de Magalhães.

Talvez, essas 3 outras famílias tenham encontros genealógicos com o próprio Giuseppe ou com os parentes dele. Mesmo assim, isso não somaria mais que uns 2% inteiros a mais. Então, devemos supor que nossos outros ancestrais também foram italianos ou o português de um modo geral tem porcentagem elevada de sangue italiano nas veias.

Ou pelo menos, os portugueses que se dirigiram depois para o Brasil o deviam ter. Para tentar explicar isso, devemos recorrer `a Historia.

Sabemos que em 1492 o genovês Cristóvão Colombo, a soldo dos reis católicos da Espanha, tomou posse das Américas para Espanha e Portugal. Ele não a descobriu em hipótese alguma como ja sabemos atualmente. Mesmo porque, ja encontrou os indígenas como prova de que ja as haviam descoberto ha milênios atras.

O acordo das Tordesilhas somente seria assinado em 1496. Supostamente, antes de o Brasil ter sido desvendado pelo navegante europeu!

Mas, claro, se o Giuseppe não explica o lado italiano, Colombo muito menos.

Então havemos que retroceder um pouco mais na Historia. Antes que Portugal e Espanha entrassem no capitulo das Grandes Navegações, o comercio entre o Oriente e o Ocidente era dominado, na Europa, pelos venezianos.

Ai eh que esta, como diz a lenda dos marinheiros, em cada porto uma paixão. Entre uma viagem e outra os venezianos devem ter descansado em Portugal.

Mas logo em seguida, com a transferencia do centro econômico para Madrid e Lisboa, os capitalistas italianos também se moveram para la.

Outro detalhe importante eh sabermos que as famílias reais casavam entre si. Então, todas as famílias reais europeias tem uma mistura do sangue italiano. No caso especifico de Portugal, ha o casamento do primeiro rei, D. Afonso Henriques, com uma italiana, que foi a Mahaut (Mafalda) de Sabóia, a família real italiana.

O fato eh que, para se ter uma quantidade de 20% de sangue italiano por essa via esses encontros ainda são poucos. A menos que fossemos descendentes recentes das realezas europeias. O que não somos, mas sim das famílias reais, em doses diluídas.

Ha que voltar-se um pouco mais na Historia. Sabemos que a Península Ibérica foi dominada em ordem inversa pelos muçulmanos, godos/alanos e romanos. Talvez, aqui esteja a fonte.

Portugal resistiu muito. Roma entrou na antiga Hispania entre 218 a 200 a.C. Ja os povos lusitani, um tanto quanto ferozes, resistiram ate 19. Ai se destaca Viriato (140 a.C.), o herói portugues da resistência, que acabou sendo morto a traição.

O governo romano, porem, durou por apenas 4 séculos. Isso porque os godos e alanos invadiram a Península a partir de 411. Mesmo assim, a o segredo da Historia pode estar ai.

Com a invasão da Península, os romanos fundaram a cidade de Leon. Durante a Historia ali se estabeleceram a VI Legião Victrix e a VII Legião Gemina das forças expedicionárias romanas. Embora o exercito romano era multiétnico, com certeza uma parcela dele era formada por italianos de origem, principalmente o comando.

E o que corrobora com a ideia foi inclusive o nascimento do Imperador Romano Trajano ter se dado na Peninsula Iberica. Ele poderia ter sido estrangeiro com cidadania romana. Mas relata-se que pelo menos o pai era soldado italiano.

O que se infere ate ai seria que teria se formado uma elite de origem romano-italiana que por quaisquer motivos multiplicou-se sem se misturar muito. Essa porção da população relativamente pura se manteve no poder, como co-dominante pelo menos, sendo que dessa população teríamos herdado os nossos genes italianos.

Ha que nos lembrarmos que isso deverá ser quase uma verdade absoluta e não apenas uma hipótese, pois, 25% de ascendência eh o equivalente a se ter um dos 4 avos italiano.

Sabemos que não o temos, e que nossa ascendência italiana conhecida eh esporádica. Portanto, para chegar `a faixa de 20% em nosso sangue haverá que existir essa porcentagem num âmbito inteiro da nossa população ancestral.

Nos sabemos que Leon posteriormente tornou-se a capital que dominou a Peninsula antes de o territorio repartir-se em reinos. Mas as elites continuaram sendo as mesmas.

Por fim, vejam o que o nosso primo Luis Antonio Barbalho Silva, filho da Roxane, filha do dr. Helio, filho do tio Onesimo, filho também do bisavô Marçal, enviou. Não sei copiar mas ele enviou-me uma foto de uma lapide no Vaticano. Indica-se que Scipionis Barbati esta ali enterrado.

Na verdade, o nome completo do patriarca da família seria Lucius Cornelius Scipio Barbatus. (plural Barbati). Familia nobre italiana que ate atualmente usa a grafia plural do sobrenome.

Nessa outra postagem, pode-se ver o histórico da nobre Famiglia Barbati:

http://www.heraldrysinstitute.com/cognomi/Barbati/Italia/idc/801380

Abram e observem também, quem conhece, como os escudos de família se parecem muito.

Quem desejar ouvir a Historia do domínio romano da Etruria, fato que deu mesmo origem ao Império na Italia, pode acessar o video/audio:

Da Historia, devemos recordar também que a Família Barbalho estava ligada a produção do açúcar de cana desde quando entrou no Brasil. Antes disso, deve ter trabalhado com o mesmo produto na Ilha da Madeira.

Se não, eh provável que fosse família com experiência semelhante, porem, procedendo dos antigos domínios muçulmanos, que incluíam a Sicilia. Na ilha os muçulmanos introduziram a cana-de-açúcar, que haviam importado da India, e a usavam como fonte de lucro para manter seu império.

Havemos que nos lembrar ainda que a Borgonha chegou a ser chamada de Reino das duas Sicilias. A própria Sicilia fez parte de seu reinado. E o Henri da Borgonha, pai do Afonso Henriques, procedia da Borgonha. E isso praticamente garante que tivesse ancestrais italianos.

Infelizmente não encontrei ainda algo que de-me alguma certeza a respeito da origem do sobrenome Barbalho. Mas pode ser que tenhamos mais de 2.000 anos de Historia para contar.

Coincidentemente, não muito tempo depois da tomada da Etruria deu-se também a tomada de Cartago e, na sequencia, inicia-se a conquista da Península Ibérica, o que pode ter associado por essa via o sangue italiano `as elites locais e deles terá chegado ate a nos.

Existe um compendio de genealogia das familias nobres denominado: “PEDATURA LUSITANA (NOBILIARIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL)”. Um pouco dele pode ser lido via Google Livros. Porem ali tem apenas alguns volumes.

O livro organizado por Cristóvão Alão de Morais, foi publicado em 1673. No Tomo Quarto, Volume Primeiro, estão no índice as famílias Barbalho e Bezerra. Porem, ambas deverão encontrar-se em outro volume que não pode ser lido.

A coletânea naturalmente esta arquivada na Torre do Tombo, `a Alameda Universidade, 1649-010, em Lisboa. Mas ha que fazer-se uma viagem e tanto para ir-se la. So mesmo para verificar mais que isso.

Estou informado, porem, que o pesquisador Marcelo Meira Bogaciovas esteve la e xerocou a coleção. Contudo a copia esta arquivada na biblioteca do Mosteiro de Sao Bento. A qual estava fechada para as festas de final de semana e iria reabrir em fevereiro.

Ele enviou-nos o telefone: (11) 3328-8799. Talvez possamos conseguir dar um passinho `a frente e desvendar se o nosso Barbalho tem ou não algo a ver com o Barbatus e o Barbati italiano.

Pelo jeito, para ainda estar em nosso sangue tanta porcentagem greco-romana somente mesmo se tivermos mais que alguns ancestrais distantes. Será preciso que sejamos o produto de uma boa concentração azurra em nosso sangue. E que viva a Italia.

 

 

###################################################################

 

06. A QUEBRA DO ENCANTO EM GOVERNADOR VALADARES E OUTROS CASOS DE VIAGEM.

 

  1. Estive no Brasil por uma semana prolongada. E não pude aproveitar como desejava. Isso, no sentido de que busquei apenas alguns poucos documentos genealógicos e não tive tempo para visitar outros lugares que não Virginópolis, passagem relâmpago por Divinolandia e Santa Efigenia de Minas.

Porem, tive essa noticia. Meu irmão, Fernando, contou por alto que temos mais uma personalidade na família. Trata-se do atual prefeito de Governador Valadares, conhecido mais pelos nomes Andre Merlo.

Fernando contou-me que ele eh sobrinho da dona Tunita (Antonia Coelho da Silva, Ferreira por casamento com o professor Jose Ferreira Junior, muito conhecido nos tempos que viveram e lecionou em Virginópolis).

Como não acessei a internet la no Brasil e não tive o livro, estava emprestado, da genealogia da família la em Virginópolis, não pude confirmar.

Agora descobri que ele eh neto da Maria Leticia da Silva Coelho. Essa, filha do Joel da Silva Coelho e Maria da Conceição Rodrigues Mourão. Não tenho informações da bisavó, mas pelo sobrenome devera ter vínculos com Sabinopolis ou Serro.

Os Mourão estão entrelaçados conosco desde o século XVIII. Mas não se pode dizer que todos que assinam são nossos aparentados próximos.

O Joel, bisavô do Andre, foi filho dos meus tios-bisavos Joaquim Bento Coelho e Antonia Paschoalina da Silva Neto (tia Cunuta). Não tenho informações a respeito dela mas ele foi mais conhecido como Ti Quim Bento.

Quim Bento foi filho dos fundadores de Virginópolis, Joao Batista Coelho (o velho) e Maria Honória Nunes Coelho. Fica, então, estabelecido esse vinculo direto com o ramo Batista Coelho da nossa família.

Apenas recordando, foram 12 irmãos, filhos de Joao Batista e Maria Honória . Os quais inclui meu trisavô paterno Joao Batista Coelho Junior e meu bisavô materno Jose (Ze Coelho) Batista Coelho.

Entre os irmãos ainda temos: Maria Honória (filha), Antonio Paulino, Sebastiana Honória, Anna Honória, Emigdia Honória, Antonia Honória, Marcolina Honória e Francisco, o Ti Chico. As mulheres assinavam o Honória da mãe e os homens, exceto o Antonio Paulino e o Quim Bento, o Batista Coelho.

Batista não eh nome de Família. O Joao I o tinha em homenagem ao santo do dia de seu aniversario. Mas passou para os filhos como se fosse sobrenome. E o sobrenome permanece ainda em muitos da descendência.

Os dados podem ser acompanhados nas paginas 149, 150, 151 e 136 do livro Arvore Genealógica da Família Coelho, da prima Ivania Batista Coelho. Outros dados estão no inicio do livro e no site www.geneaminas.com.br.

Ao entrar no site, basta jogar no espaço de busca o nome do Andre Luis Coelho Merlo. Abrira uma pagina intermediaria com o nome dele. Ai basta clicar sobre o nome. Dai para frente basta ir clicando sobre os nomes paternos para acompanhar toda a parentela.

Mas o que acontece eh que quando as pessoas fazem parte da família, muitas vezes o fazem parte, como nos diz o primo Carlos do No, “de com força”. O avo do Andre Merlo era o Lindolfo Rodrigues Coelho (apelido Fica).

Fica e Maria Leticia foram os pais da Creuza Coelho Merlo. Merlo por causa do marido, Jose Miguel Merlo, do qual não tenho informações genealógicas. Esses são os pais do Andre, o atual prefeito.

E o mesmo Fica entra `a pagina 31 do livro, por ser filho do Esdras Rodrigues Coelho e Maria Amelia. Esses, procedentes de Guanhaes, do tempo em que nossa família estava tanto concentrada de um lado quando do outro da divisa entre Guanhaes e Virginópolis.

Não tenho dados do lado materno mas o Esdras foi filho dos também meus tios-bisavos: Lindolpho Rodrigues Coelho e Marcolina (Marca) Nunes Coelho. E o Coelho dela eh próprio e não do casamento.

Nunes Coelho e Rodrigues Coelho são duas linhagens diferentes dos Coelho. Mas em nossa região existem tantos casamentos entre eles que quase não existem mais uns ou outros. Somos os dois ao mesmo tempo.

O que acontece eh que alguns ancestrais são diferentes e o que ainda não descobri eh como ambas famílias se encontram na raiz Coelho. O Coelho eh um so. O que falta saber eh quem foram os pais comuns `as duas.

Acredito que a tia Marca tenha sido sobrinha da Maria Honória, esposa do Joao Batista, o velho. Mas ainda não tenho provas.

Maria Honória foi filha de um Clemente Nunes Coelho, filho do Eusebio e Anna Pinto de Jesus, e ela nasceu por volta de 1830. A tia Marca foi filha de Clemente Nunes Coelho e Anna Maria Pereira, o qual não sei dizer se eh o mesmo ou outro, talvez, um filho do primeiro. Em caso de ter sido o mesmo, elas terão sido meio-irmãs.

O tio Lindolpho foi filho dos trisavós: Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina Borges do Amaral. (Borges Monteiro e Pereira do Amaral que procede de Sabinopolis e, antes, do Serro, migrados respectivamente de Seia, no continente, e Sao Miguel, nos Acores).

Antonio Rodrigues Coelho foi patriarca dos que usam o sobrenome dele e de muitos outros na região de Guanhaes/Virginópolis. E ele foi irmão do Joao Batista Coelho, o velho, os quais foram filhos dos fundadores de Guanhaes: Jose Coelho de Magalhães Filho (mais conhecido como da Rocha) e Luiza Maria do Espirito Santo.

O que torna inusitada a eleição do Andre Merlo eh ele quebrar o encanto de ate então não ter tido prefeito nascido no município de Governador Valadares. Ele se torna o primeiro nascido e eleito por seus conterrâneos.

Nem digo inusitado pelo fato de a família estar sendo contemplada com um prefeito local.

Sao tantos os membros da família que se mudaram para a cidade, mesmo antes de o ser, e cuja população ainda era mínima (5.000 habitantes em 1945) que seria uma fatalidade um dos milhares dos atuais descendentes jamais tornar-se prefeito.

Mesmo porque, o Antonio Rodrigues Coelho Junior, Toninho Coelho, bisneto do primeiro com o nome, este nosso trisavô, ja foi vice na gestão do Jose Bonifácio Mourão. Jose Bonifácio, deputado, também primo da gente por diversos caminhos. Porem, natural de Sabinopolis.

Assim fica definido ser maior o grau de consanguinidade que temos com o atual prefeito de Governador Valadares (Valadolares) do que as primeiras noticias nos diziam.

http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/com-grande-folga-andré-é-eleito-prefeito-de-governador-valadares-no-primeiro-turno-1.417402

Para facilitar o entendimento, descreverei aqui as linhagens que nos ligam ao Andre. Começando por ele, o primeiro nome a aparecer na linha seguinte será do pai ou da mãe, na linhagem Coelho, do colocado acima. A sequencia será inversa na segunda linhagem. Os números romanos indicarão as gerações:

I. Andre Luis Coelho Merlo c.c. Andreia Carvalho, filho de:

II. Creuza Coelho Merlo c.c. Jose Miguel Merlo, filha de:

III. Maria Leticia da Silva Coelho c.c. Lindolfo (Fica) Rodrigues Coelho, filha de:

IV. Joel da Silva Coelho c.c. Maria da Conceição Rodrigues Mourão, filho de:

V. Joaquim (Quim) Bento Coelho c.c. Antonia Paschoalina (tia Cunuta) da Silva Neto, filho de:

VI. Joao Batista Coelho, o velho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho, filho de:

VII. Jose Coelho de Magalhães Filho (da Rocha) c.c. Luiza Maria do Espirito Santo, pais também de:

VI. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral, pais de:

V. Lindolpho Rodrigues Coelho c.c. Marcolina (Marca) Nunes Coelho, pais de:

IV. Esdras Rodrigues Coelho c.c. Maria Amelia

III. Lindolpho (Fica) Rodrigues Coelho c.c. Maria Leticia Coelho da Silva.

Duas outras filhas do casal Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria contribuíram significantemente para a povoação de Virginópolis. Foram elas:

01. Francisca Eufrasia de Assis Coelho c.c. Joaquim Nunes Coelho (fundadores locais)

02. Eugenia Maria da Cruz Coelho c.c. Francisco Marçal Barbalho (também meus trisavós materno e paterno.

Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina foram meus trisavós materno e paterno. A filha Maria Marcolina foi minha bisavó materna e o filho Joao Rodrigues foi meu bisavô paterno.

Antonio Rodrigues Coelho e Maria Marcolina foram pais de 14 filhos e filhas. Eles foram: Antonio Jr (dr. Coelho), Lindolpho, Altivo, Josephina, Maria Marcolina, Joao Rodrigues, Jose (ti Juca), Luiza, Angelina, Benjamin (fal. criança), Daniel, Virginia, Benjamin e Maria Carmelita.

Alem desses, Antonio foi pai de mais 2 filhas extra conjugais: Julia Salles Coelho que foi esposa do primo deles Antonio Paulino Coelho, e Emidia Justiniana de Aguiar.

Para complicar um pouquito mas. O primo Marcos Ferreira fez um comentário na previa que publiquei no facebook. Informou-me que a esposa do Andre eh a Andreia de Carvalho. Ela aparece na pagina 76 do livro da prima Ivania Batista Coelho.

Para resumir, vou postar as linhagens pelas quais somos primos também dela:

I. Andreia de Carvalho c.c. Andre Luis Coelho Merlo, filha de:

II. Maria Augusta (Guguta) Ferreira de Carvalho c.c. Antonio Carlos Carvalho, filha de:

III. Elgita Coelho do Amaral c.c. Cantidio Ferreira da Silva, filha de:

IV. Joao Rodrigues Coelho c.c. Olimpia Rosa Coelho do Amaral, filho de:

V. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral.

III. Cantidio Ferreira da Silva c.c. Elgita Coelho do Amaral, filho de:

IV. Angelina Marcolina Coelho Ferreira c.c. Joao Ferreira da Silva, filha de:

V. Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral.

Observe-se por ai que os ancestrais dos filhos deles: Angelina, Lindolpho e Joao Rodrigues foram irmãos e filhos dos nossos trisavós: Antonio e Maria Marcolina.

Outro detalhe eh que a Dindinha Olimpia Rosa foi filha do Joao Batista Coelho Junior e Quiteria (Titi) Rosa Pereira do Amaral sendo, portanto, sobrinha do Ti Quim Bento.

Então, quando se fala, primos “de com força” eh ate bobagem! O melhor eh dizer logo irmãos por parte de pais diferentes.

E olhem que tenho apenas razoes para suspeitar e certeza nenhuma. O Carvalho do pai da Andreia tem boas chances de ser o mesmo que se instalou em Guanhaes `a época da colonização da área, tendo sido uma das famílias dominantes por la.

Coincide também, segundo dados do livro “A Mata do Peçanha, Sua Historia e Sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta, que nos os Barbalho temos o Pimenta de Carvalho como alcunha de família.

E muitos dela se embrenharam pelas antigas matas virgens de Minas Gerais por ocasião do Ciclo do Ouro. Pode ate ter havido migrantes, com a assinatura, diretamente de Portugal ou outros ramos ja instalados no Brasil antes.

Os Barbalho associaram-se aos Carvalho de Andrade, do casal Francisco Carvalho de Andrade, senhor do Engenho Sao Paulo, e Maria Tavares de Guardes ainda `a epoca da primeira leva de colonizadores da Capitania de Pernambuco.

Braz Barbalho Feyo, primeiro do nome que temos noticias, casou-se com Maria (ou Catharina) Tavares de Guardes, filha dele. E deles procede o “Barbalhal” brasileiro.

Alem disso, o Carvalho da região do Serro/Conceição do Mato Dentro pode ter origem comum aos Pimenta e Barbalho. O professor Dermeval Pimenta não foi mais a fundo e limitou-se a decifrar apenas a origem do próprio sobrenome, porem, deixou algumas dicas.

Ele conta que a família começou, em Minas Gerais, com o casal Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza. Procediam do Rio de Janeiro, casaram-se em 1732 na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, distrito do Serro. Ele provinha da familia Barbalho, naturalmente, e ela da Pimenta de Carvalho.

Deles nasceu a filha Isidora Maria da Encarnação. Ela casou-se, em 1759, com o português, capitão Antonio Francisco de Carvalho, que foi sindico-geral dos Santos Lugares, da Comarca de Serro do Frio. O capitão era natural da Vila de Colares e filho de Antonio Leal e dona Maria Francisca.

Por esses dados fica o mistério do como surge o Carvalho no nome do capitão Antonio Francisco. Mas por suposição e experiência sei que os sobrenomes `aquela época não procediam necessariamente dos pais.

Podiam vir como homenagem a avos e ate bisavós. Em caso de títulos e morgados que eram passados de pai para os primogênitos, eles adicionavam a seus nomes os sobrenomes de varias de suas famílias ancestrais para mostrar o parentesco com os “maiorais”.

Um exemplo: Caetano Segismundo de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas e Silva, nao passava do nome proprio do Duque de Lafoes (1797 – 1851). Exceto pelo Ligne os outros sobrenomes dele encontrar-se-ao facilmente no rolo de nossos ancestrais.

Mas o caso eh que o professor Dermeval da os nomes de batismos de 9 filhos do casal Isidora e capitão Francisco. Foram eles: Joao, Victoriana, Antonio, Luciano, Mariana, Jose, Francisco, Bernardo e Boaventura. Somente da sua tia Victoriana e do bisavo ele revela o outros nomes.

Cita que o bisavô dele, Boaventura Jose Pimenta, herdou o sobrenome da avo Josepha. E supos que outros filhos adotaram também essa tradição. Não descartou a possibilidade de alguns dos outros terem adotado o sobrenome Barbalho do avo Manoel Vaz.

Mas esqueceu-se de mencionar que algum deles pode ter adotado o sobrenome Carvalho do pai. E, por ai, pode ter surgido os Ribeiro de Carvalho que ao final dos anos 1800 estavam bastante enraizados em Guanhaes.

Descrita pelo professor Dermeval, `as paginas 71-73, a familia contou com o senhor Getulio Ribeiro de Carvalho, politico de grande expressão local, e sua irmã: Inah de Carvalho Nunes Coelho, a esposa do dr. Chiquitinho, também senador estadual.

O vinculo com os Barbalho pode estar no filho Jose, do casal Isidora e capitão Antonio Francisco de Carvalho. Assim como o Carvalho pode ter surgido no nome deste por homenagem a algum ancestral, o Jose pode ter assinado Vaz Barbalho em homenagem ao avo Manoel Vaz Barbalho, caso realmente seja neto.

Se tiver sido o caso, então, ele poderá ser o capitão Jose Vaz Barbalho que casou-se com Anna Joaquina Maria de Sao Jose e tornaram-se os pais do patriarca de nosso ramo: aquele que após `a viuvez tornou-se padre, Policarpo Jose Barbalho.

O padre Policarpo foi o pai do capitão Francisco Marçal Barbalho, o patriarca dos que usam o sobrenome na área de Virginópolis. 

Por ai se ve como os estudos genealógicos podem ajudar a aproximar as pessoas. E veja que do todo eu so conheço uma pequena cifra. Para desvendar outra parte devera que ser a troco de esforço quase descomunal!

Dona Antonia da Silva Coelho (Ferreira), dona Tunita, eh tia-avo do Andre Merlo. Os pais dela também foram o Joel da Silva Coelho e dona Conceição Mourão.

Observação: o Marcos Ferreira eh filho dos nosos primos Paulo e Maria do Rosario. Paulo também foi filho dos tios Elgita e Cantidio. Ja a Maria do Rosario foi filha do Francisco Augusto Nunes Coelho (Dr. Chiquitinho) e Inah de Carvalho. E nem caberá aqui explicar mais uma vez a proximidade genetica que temos com todos!

2. NO CEMITERIO DE VIRGINOPOLIS

Uma das necessidades que tinhamos de visitar o Brasil foi um tratamento de saúde psicológica de minha filha. Desde que minha mãe faleceu em 19.01.16 ela desenvolveu um trauma muito forte.

Como os sintomas não diminuíram, tivemos o conselho medico de visitar com ela a sepultura da avo. Seria para tentar faze-la aceitar a realidade da vida e virar essa pagina.

Apos termos nos instalado em Santa Efigenia, nos próximos dias fizemos a visita. Junto foram meus irmãos Fernando e Celeste com familiares.

Quando nos aproximamos da sepultura, expliquei a minha filha quem eram os sepultados naquela tumba. Ela teve um momento de engasgo quando falei-lhe os nomes dos avos: Odon e Judith.

O problema maior que ela tem eh a dificuldade de lidar com perdas. Mesmo aquelas que se nos parece um pouco irracionais, como: o avô Odon faleceu poucos meses antes do nascimento dela. E so viu a avo Judith em encontros rápidos em 2009, quando Maria Clara tinha apenas 5 anos. 

Não lhe passamos as mãos na cabeça. Ela não chorou nem demonstrou desconforto em estar ali. Acredito que as orações puxadas pela Celeste a fizeram acalmar e compreender a realidade.

Depois disso, senti-me `a vontade. O fato eh que também os cemitérios funcionam, de certa forma, como um parque de diversões para os genealogistas. E observei um fato que não havia notado quando sepultamos mamãe.

Na cova ao lado estão enterrados a trisavó Quitéria (Titi) Rosa do Amaral e o genro dela Joao Rodrigues Coelho. Foi ai que percebi que uma de nossas linhagens se completa nas duas covas.

Acredito que os trisavós Joao Batista Coelho Jr. e Quitéria Rosa devem ter sido enterrados como mandava a tradição, um ao lado do outro. Porem, a bisavó Dindinha Olimpia foi enterrada com o pai dela. Quando o bisavô Joao Rodrigues faleceu, o enterraram com a sogra, por causa da tradição.

Mais tarde vieram a falecer meus avos paternos: Dindinha Zulmira e Trajano (Cista). Eles faleceram com 6 anos de diferença, 1963 e 1969. Assim puderam ser sepultados na mesma cova, junto com Joao Jr. e Dindinha Olimpia.

40 anos depois da própria mãe, foi a vez de meu pai adentrar a mesma sepultura. Completando-se a linhagem com minha mãe no ano passado.

O unico detalhe observado ai foi a cova da trisavó Titi e bisavo Joao Rodrigues estar um tanto quanto descuidada. Os nomes deles estão se apagando. E não tem datas vitais acompanhando os nomes.

Parece que o cemitério também esta passando por uma reforma. Por ela a renovação de posse das sepulturas junto `a prefeitura ira mais que decuplicar de preço. Assim as pessoas estão correndo para renovar pelo valor antigo. A posse eh valida por 25 anos. Ao fim dos quais perde-se a posse, caso não haja renovação.

Algo ate compreensível no sentido de manutenção. Mas, de certa forma, surpreendente ja que essas pessoas fazem parte do patrimônio histórico do município. Os primeiros são da leva de primeiros moradores.

Embora, os fundadores mesmo devem todos ter sido enterrados no local antigo. Era ou debaixo do assoalho da igrejinha antiga, onde atualmente eh a rodoviária, ou no local destinado a cemitério anexo `a igrejinha, que são alguns quintais próximos, na Rua Sao Jose.

Tenho o obito da “tia” Joaquina “Simpliciana” Coelho de Andrade que consta ter sido sepultada, aos 90 anos, em 1916, no cemitério antigo. O atual deve ter iniciado por volta dos anos 1930, quando da construção da atual Matriz de N. S. do Patrocínio.

Apos essas constatações, Fernando mostrou-me outras sepulturas nas quais se encontram restos de nossos ancestrais da linhagem materna Barbalho. Entre os sepultados encontra-se a nossa bisavó Sa Candinha (Candida de Magalhães Barbalho).  

O que colhi no cemitério de Virginópolis foi a data de falecimento dela. Sabíamos que tinha vivido quase 100 anos. Mas faltava-me o comprovante.

O falecimento se deu a 09.09.1956. Tinhamos os dados de nascimento em 10.01.1858.

Nota-se ai que não ficou muito distante de completar 99 anos de idade. E por pouco não me passou o bastão, pois, nasci em 58 do século anterior ao atual, quando ela completaria os 100 anos de vida.

Entre os muitos falecidos nonagenários, inclusive uns poucos centenários, tenho conhecimento de outras 2 sobrinhas dela que chegaram aos 99 completos. Foram elas: tias Vita e Olga, filhas dos bisavós paternos Marçal de Magalhães Barbalho e Ersila Coelho de Andrade.

A própria Sa Candinha teve a filha Maria (Maricas) que também chegou aos 99 anos.

3. OLHOS CLAROS.

Pela primeira vez notei que os olhos de minha sogra, dona Geralda, são verdes. Não se trata de uma descoberta inusitada. Mas a minha desconfiança eh a de que o falecido sogro, Divino Luiz de Andrade, e ela mesma tem vínculos parentais com minha bisavó Ersila Coelho de Andrade.

Cheguei a procurar em Divinolandia o registro de casamento dos pais de minha sogra: Francisco Martins de Sousa e Maria Florinda de Jesus. Minha sogra não teve a oportunidade de conhecer o lado da família paterna. Perdeu o pai quando tinha 2 anos de idade.

Pelo lado paterno ela foi neta de Pedro Basilio da Fonseca. Talvez seja o mesmo Fonseca da mãe da Dindinha Ersila, Joaquina Umbelina da Fonseca. O pai da Dindinha foi o trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

A avo paterna de minha esposa chamava-se Maria (Quita) Vieira de Carvalho. E creio que a bisavo paterno/paterno da bisavo Ersila chamava-se Maria Vieira da Silva.

E ao que sabemos eh que a Dindinha Ersila também tinha olhos verdes encantadores. O que não eh uma pista por si so, mas indicativo de algum parentesco com minha sogra.

A combinação olhos verdes com 3 sobrenomes comuns: Fonseca, Andrade e Vieira, alem de todos terem ido morar numa mesma proximidade, entre Divinolandia de Minas e Gonzaga, eh o que levanta a desconfiança de não ser mera coincidência.

Alem disso, os sobrenomes e ascendências indicam uma origem comum nas migrações que se deram para os atuais municípios mineiros de Itabira e Ferros.

Mas esses são casos ainda a ser resolvidos.

4. OUTRAS NOTICIAS:

Não pude nem pensar em ir ao Serro ou Diamantina. Assim ficou adiado quaisquer investidas no sentido de esclarecer nossas duvidas em relacao `as pontes que nos faltam para decifrar nossas raízes do inicio do século XVIII e, com isso, ligar ao que ja temos de Portugal e de outras genealogias brasileiras.

Inclusive nao pude averiguar em tais cidades a origem do casal Elias Corrêa Alvarenga e Messia Lemes de Andrade. Pode ser que ele seja ancestral do Jose Joaquim de Andrade. Esse, pai da Simpliciana Rosa de Andrade, que pode ter sido a mãe do trisavô Joaquim Coelho de Andrade.

Ja comentei a respeito deles em meus escritos anteriores.

Fotografei uma placa de rua la em Santa Efigenia. O nome de interesse eh o Lino Pereira. Esse sobrenome homenageia uma das familias mais tradicionais do local. Não por mera coincidência, eh o mesmo sobrenome da minha nora, Letícia.

Somente depois dela e o Teofilo se casarem, ela revelou-me que o pai havia nascido em Divinolandia de Minas. Ele havia sido criado em Tarumirim-MG e pensávamos que fosse de la.

Ja a mãe da Leticia, Lourdes, nasceu em Santo Antonio do Porto. Um distrito ao longo da estrada que leva a Governador Valadares. Leticia nasceu em G.V., onde os pais viveram antes de mudarem-se para os USA.

Interessante eh que cerca de 40 anos atras fui de G.V. a Virginópolis de carona com meu cunhado Joaquim Gervasio. Paramos em Santo Antonio do Porto onde o bar da parada de ônibus pertencia a um conhecido dele. Parece-me que ele o havia apresentado como um irmão.

Como havia conversado com a Lourdes e dito que conhecia o tal dono resolvi perguntar ao cunhado Joaquim de quem se tratava. Não era irmão. Era um amigo que fora criado junto com ele em Nova Era. As famílias haviam migrado de Itabira para Nova Era.

O nome do conhecido eh Moacyr Martins Quintão. O que sei ser família tradicional em Itabira. Mas não tenho dados para tirar do novelo um fio de proximidade.

Por fim, tive algumas promessas de livros que poderão ajudar a decifrar algo mais de nossa genealogia. Mas como ja tive outras que não se concretizaram no passado, vou aguardar primeiro alguma concretização antes de comentar detalhes.

 

#######################################################################

 

07. FILHO DE VALADARENSE E VIRGINOPOLITANA SE DESTACA EM MODA E RECEBE TITULO DE NOBREZA.

Assim que publiquei o artigo que incluía nossos primos, prefeito e primeira dama de Governador Valadares, a Roxane Barbalho comunicou que temos mais um nobre titulado na família.

Trata-se do Adriano Coelho Carvalhais, filho da Elda, filha dos tios Eurico e Odila, e do Jose Havas Carvalhais. Alias, esse Carvalhais pode ser o mesmo que aparece no nome da Maria Rosa dos Santos Carvalhais, nossa tetravó comum, esposa do Joaquim Pereira do Amaral.

Quero dizer, tetravó meu e da Elda e pentavó do Adriano. Assim ele terá pelo menos um duplo Carvalhais.

Acredito que os nossos Carvalhais tenham se instalado em torno do Serro, de onde partiram para a fundação da antiga Sao Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis, junto com os Pereira do Amaral e Borges Monteiro (1819).

Ele obteve o titulo de Conde. Penso que a honraria esteja ligada ao movimento pro retorno da monarquia nas atuais republicas: brasileira e portuguesa. O retorno de títulos a descendentes de antepassados nobres, julgo, deve estar ligado a pessoas que estejam na vanguarda do movimento.

Faço saber que não tenho parte no movimento. Muito pelo contrario. Não se trata de ter aversão sem sentido. Trata-se de não enxergar validade e mérito em títulos que surgem por nascimento. Os títulos monárquicos, na maioria das vezes, partem do nascimento e não do merecimento.

Não será, porem, o caso do Adriano que muito pouco conheço. Recordo-me dele ainda adolescente numa festa dos descendentes dos bisavós Joao Rodrigues Coelho e Olimpia Coelho do Amaral. Por Dindinha Olimpia vem o nosso Carvalhais, por ter sido neta da tetravó Maria, via trisavó Titi.

Corrigindo, o titulo do Adriano tem algo a ver com a ascendência sim. Isso porque, por mais competentes que sejamos, a maioria dos brasileiros descende dos mais variados personagens da Historia Mundial.

Em nosso caso particular, descendemos no mínimo dos Amaral, Andrade, Barbalho, Bezerra, Borges, Carvalhais, Carvalho, Coelho, Pereira, Magalhães, Moniz, Monteiro e diversas outras. Eram todas famílias consideradas nobres. Mas qual eh o brasileiro que não descende dessas e outras famílias nobres?!!!  

Não se pode esquecer que a festa era da descendência do Joao Rodrigues. E isso inclui parte da descendência da segunda esposa, Melita da Penha Neto. Os do segundo casamento dela fazem parte da família, mas não são descendentes do bisavô e sim do primo Antonio Nunes Coelho.

Em resumo, pode-se ver na reportagem abaixo a noticia da conquista do titulo. Aproveita-se para ver uma fotografia atual do Adriano.

http://guitorres.com.br/um-conde-entre-nos-adriano-carvalhais-recebe-titulo-de-nobreza/

Diga-se de passagem, também podemos recordar outras vias pelas quais estamos intimamente ligados `a atual família imperial brasileira. Vejamos a sequencia genealógica:

I. Jose Coelho de Magalhães c.c. Eugenia Rodrigues da Rocha, pais de:

II. Joao Coelho de Magalhães c.c. Bibiana Lourença de Araujo, pais de:

III. Emilia Brasilina Coelho c.c. Jose Coelho da Rocha Ribeiro, pais de:

IV. Maria Brasilina Coelho c.c. Candido Jose de Senna, pais de:

V. Nelson Coelho de Senna c.c. Emilia Gentil Gomes Candido, pais de:

VI. Múcio Emilio c.c. Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco, pais de:

VII. Sylvia Emilia c.c. Paulo Argemiro Hungria da Silva Machado, pais de:

VIII 1. Theodoro Hungria da Silva Machado c.c. princesa d. Maria Gabriela

VIII 2. Sylvia Amelia Hungria da Silva Machado c.c. principe d. Afonso Duarte.

Ambos membros da realeza, da Casa de Orleans e Bragança.

Penso que a restauração da monarquia no Brasil somente teria um ponto realmente positivo, caso aos moldes da monarquia inglesa. Trata-se de criar com isso uma fonte de incentivo ao turismo.

Na verdade, os ingleses se curvam aos monarcas justamente porque as comemorações festivas despertam grande interesse do mundo inteiro, ocasionando uma fonte imensa de riquesas.

Nem todos se recordam mas imaginem o que gerou o casamento da princesa Diana com o príncipe Charles. A festa foi maior que a do casamento do atual príncipe, filho deles.

O problema que vejo ai eh o risco de não levar-se em conta que, pode-se apostar na chegada de uma princesa Diana ao trono e ser sorteada no lugar dela uma Carlota Joaquina da vida!!! E o risco da segunda opção desanima.

O nosso parentesco mais visível com os casados na família imperial brasileira eh o de que o primeiro casal foi nosso pentavô. O tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães era irmão do nosso tetravô Jose Coelho da Rocha. Este, o fundador de Guanhaes e pai de fundadores de Virginópolis.

Mas existem outros vínculos. Entre eles o de que o próprio professor Nelson disse que a bisavó dele, tia Bibiana, era prima do marido.

Disse que o Ten. Ze Quirino, também era primo da esposa Emilia Brasilina.

Quem talvez fosse parente mais distante devera ser o professor Candinho de Senna, o pai do professor Nelson. Esse nasceu em Rio de Contas, na Bahia, que fica próxima `a atual divisa com o Estado de Minas Gerais.

E a familia Barbalho e outras deixaram grande descendência na Bahia, tornando-se quase impossível que ja não tivesse vinculo parental algum.

D. Milota procedia de familia ultra-tradicional da Zona do Carmo. Ou seja, do Vale do Ribeirão do Carmo, que drena as aguas a partir do entorno de Mariana. Ela descendia dos antigos bandeirantes povoadores de Minas Gerais. Diga-se de passagem, ascendentes de pelo menos metade da população brasileira atual.  

No caso dos ascendentes mais recentes a Historia se repete. Os Alvim de Mello Franco tem ascendencia nos Coelho portugueses. O que devera dar de encontro com os diversos Coelho dos quais descendemos.

No caso do Paulo Argemiro, sabemos que o Hungria dele procede do pais de mesmo nome. Mas os lados femininos dele são brasileiros. Inclusive destaca-se o Silva Machado que, separados, estão na lista de nossos ancestrais.

Isso tudo, sem contarmos que a Família Imperial Brasileira descende de mesmos ancestrais que nos. E isso, repetidas vezes!!!

Portanto, quando se pensa em ser parente distante, primeiro eh preciso consultar a genealogia antes de afirmar quaisquer coisas. E como não temos nem um decimo de nossa genealogia, devemos imaginar que são muitos outros os pontos de encontro.

No video abaixo, mostra-se uma pequena janela do movimento pro retorno da monarquia. E a estrela entrevistada eh a propria princesa, descendente direta da princesa Isabel, quinta na linha sucessória do trono imperial brasileiro, dona Maria Gabriela de Orleans e Bragança:

https://www.youtube.com/watch?v=Uc0DnLoF5mU

Por fim, para nos que descendemos dos Borges Monteiro, também fundadores de Sabinopolis, em 1819, temos la outro parente com titulo adquirido da nobreza. Trata-se do Eduardo Pellew Wilson, 2o. Conde de Wilson.

Não encontrei uma fotografia para mostrar, na internet. Mas quem visitar o geneaminas.com, endereço abaixo, pode seguir os ancestrais dele. Quando chegar ao lado Borges Monteiro, basta manter.

Ele descende do nosso sextavô, o português Antonio Borges Monteiro. Mas ai fica a duvida quanto `a consanguinidade que temos com ele, pois, essa eh a única linhagem dele que ja confirmei coincidir com a nossa. E ela foi pela metade porque descendemos da primeira esposa do Antonio e ele da segunda.

http://geneaminas.com.br/genealogia-mineira/restrita/enlace.asp?codenlace=1313185

 

############################################################################

 

08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO

Fui contatado por uma pessoa residente na Alemanha. Ela esta procurando o rumo ancestral do antepassado dela, Gaspar de Souza Barbalho. E passou-me os dados que procura:

“Gaspar de Souza Barbalho” Ele nasceu em Pernambuco em torno de 1673;

Data da morte: 1 de Jul de 1711.

Local do obito: Quixeramobim, Ceara, Brasil que fica a menos de 100km de Mombaça.

Casado com Vitoria Leonor de Montes (e Silva)

Nascida em torno de 1674 em Penedo, Alagoas, Brasil

Filha do Coronel Joao de Montes Bocarro ou “Bucaro”.

Caso haja algum outro pesquisador com informações que possam ajudar, favor contatar. O nome da nossa nova amiga eh Perlya. Intermedio o contato. Consegui apontar para ela algumas possíveis ligações do ancestral dela com os nossos.

E adiantando o andamento desse capitulo, vou repetir aqui o endereço:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

Trata-se de copia da obra do Borges da Fonseca, intitulada “Nobiliarchia Pernambucana”, escrita por volta de 1750 mas com acréscimos, que notei, ate por volta de 1780.

O Indice esta no rodapé da postagem. Ai temos capítulos como:

Titulo de Bezerras Felpa de Barbuda, pag. 35

Titulo de Barbalhos Silveiras, pag. 45

Titulo dos Barbalhos, pag. 139

Titulo dos Uchoas, pag. 141

Titulo dos Bezerras Barrigas, pag. 164 e, entre outros,

Appendix, pag. 384 (esse apêndice trata de descendencia do Felippe Barbalho Bezerra).

Todos tem algo interessante. E naturalmente, os Barbalho se entrelaçaram com todas as outras famílias da nobiliarquia pernambucana.

O que me falta eh disponibilidade para construir uma Arvore Genealógica a partir do livro porque isso facilitaria muito o entendimento e a procura por nomes. Mas não seria trabalho pouco. O que não me intimida. Mas também não sou relógio, embora venha atuando tal e qual!!!

Bom, para encurtar o discurso, a Perlya fez uma retribuição inestimável. Enviou-me a copia das únicas 3 paginas do capitulo “Barbalhos” da obra escrita por Cristóvão Alão de Morais, sob o titulo: “Pedatura Lusitana, Nobiliário de Familias de Portugal”.

Como ja mencionei antes, faz parte do Tomo Quarto, volume segundo. Antes que descrever mais coisas, vamos logo ao que interessa! Vou postar as 3 paginas.

Perlya enviou-me mais alguma coisa, inclusive o capitulo dos “Bezerras”, mas não se encaixa em nossa genealogia. Segue então:

“pag. 343                    BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g.

Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste video no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hu engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

Assim se encerram as informações. `A primeira vista pensei que fosse um horror! Isso por causa da inferência que o governador Luiz Barbalho tenha sido filho do Antonio Barbalho e de Antonia Bezerra ou Monteira.

Não teria nada contra, não fossem as muitas outras literaturas garantindo que ele foi filho do Guilherme (Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda e de Camila Barbalho. Assim se inverte a procedência do sobrenome dele.

No entanto, quando copiei `a mão o que estava escrito pude conceber melhores ideias. Claro, ha que desculpar-se o autor Cristóvão Alão de Morais. A publicação data de 1673. E ele escreveu a respeito de toda a fidalguia portuguesa. Ou seja, no mínimo umas 500 famílias. Algumas ate com certa profundidade.

Imagine-se, então, buscar todos esses dados num amontoado de papeis, escritos por centenas de outros escrivães, cada qual com sua caligrafia. Documentos esses que ja deviam estar em processo de deterioração.

Alem disso, haviam escrivães que o eram porque não existia outro que soubesse manejar a pena, não porque fosse algum completo alfabetizado!

Um exemplo que prejudicou os trabalhos desse autor pode ser verificado via o sobrenome da sogra do governador Luiz Barbalho. Ele identificou-a com Cecilia Carreira. Na verdade, os atuais genealogistas devem ter pesquisado em maior numero de fontes com letras mais legíveis, pois, dão a ela o nome de Cecilia Carneiro de Andrade.

Certamente, não eh o nosso caso quando, apesar de buscarmos em originais vez por outra, em poucas oportunidade, temos a internet `a nossa disposição. Mesmo que ainda não esteja uma maravilha, em comparação, chega a ser quase o Céu. Exceto quando as informações que estamos procurando ainda estão em branco por essa via!

E observe-se que genealogia costuma ser tão complicado que por quaisquer distrações menores a gente costuma cometer erros crassos!

O certo eh que, após copiar, as coisas não são exatamente como pensei `a primeira vista. A publicação de Borges da Fonseca eh uma das muitas que contradizem essa versão para a origem do governador Luiz.

No entanto, a Revista do Instituto Historico e Geografico Brasileiro, vol. 52, também publica um breviário da genealogia “Barbalhos” no qual afirma que o governador Luiz foi filho de Antonio Barbalho.

Mas não aprofunda alem disso. Como a publicação eh posterior `a “Pedatura Lusitana”, o pesquisador pode ter usado-a como fonte. Mas não o menciona.

A passagem que descreve o titulo “Barbalhos” encontra-se a partir da pagina 310. `A pagina 308 inicia a descrição da família “Negreiros de Sergipe do Conde”. Ficam ai descritos os casamentos dos filhos do governador Luiz: dona Cosma com Francisco de Negreiros Sueiro e Guilherme com dona Anna de Negreiros.

Contudo nessa publicação ficou escrito que Guilherme e Anna foram pais de Domingos Barbalho Bezerra, o que corresponde ao que esta na Pedatura, e de dona Mariana Barbalho, esposa de Manoel Alves da Silva, sem geração.

Do Domingos confirma os dados e acrescenta que ficou solteiro. Nada menciona a respeito do filho Luis. Nesse caso, podemos esperar que haja em Sergipe alguma descendência desse nosso ramo familiar.

Ja `a pagina 313 inicia a descricao da Familia “Ferreiras e Souzas”. Começando por Eusebio Ferreira e seu pai, Leao Ferreira, naturais de Porto-Santo, Ilha da Madeira. Eusebio casou-se com Catarina de Souza filha de Melchior de Souza Dormondo e Micia Darmas, filha de Luiz Darmas e Catarina Jacques.

Eusebio e Catarina foram os pais do Antonio Pereira de Souza, marido da dona Antonio Barbalho Bezerra.

Nessa publicação temos que os filhos do casal Luiz Barbalho e Maria Furtado de Mendonça foram apenas 6: Agostinho, Guilherme, Fernão,  D. Antonia, D. Cosma e Francisco Monteiro.

Veja-se mais essa postagem:

http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf

Essa eh uma tese do professor Antonio Filipe Pereira Caetano, com o pomposo nome de:

“Entre a Sombra e o Sol – A Revolta da Cachaca, A Freguesia de Sao Gonçalo de Amarante e a Crise Politica Fluminense (Rio de Janeiro, 1640-1667)”.

O de maior importância no momento esta a partir da pagina 187, no capitulo: “Os Honoratiores Gonçalenses: a família Barbalho”. Ali também afirma-se que Luiz Barbalho e Maria Furtado houveram 6 filhos: Antonio, Guilherme, Francisco Monteiro, Cecilia, Agostinho e Jeronimo.

Fazendo a soma, observa-se que ate ai são 9. Isso porque Guilherme, Francisco Monteiro e Agostinho são repetidos em ambas as listas.

Quem abrir a publicação observara que as ascendências do casal Luiz Barbalho e Maria Furtado são declaradas. Tendo o Luiz como pais: Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho. E era neto paterno de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda.

Ja a Camilla Barbalho foi filha mesmo do Bras Barbalho Feyo e de Catarina Tavares de Guardes.

Aqui ocorre-me a possibilidade de o Brás ter usado o nome completo de Antonio Bras Barbalho Feyo. E como abreviava-se muito os nomes das pessoas para economizar tinta, e mesmo verbalmente, uns escritores podem não ter captado o Antonio e outros o Brás.

Obvio que a tese do professor Antonio Felipe não eh voltada para a genealogia. Contudo, os dados foram retirados de obras genealógicas, citadas `a pagina 187, rodapé, de genealogistas muitíssimo conhecidos como Carlos G. Rheingantz e Carlos Eduardo de Almeida Barata, o Cau Barata.

Ja `a pagina 37, da obra de Borges da Fonseca, temos esse extrato:

“3. Luiz Barbalho Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Commendador da Ordem de Christo e Mestre de Campo de infantaria, que governou a Bahia e o Rio de Janeiro, de quem os escriptores da guerra dos Hollandezes fazem muitas vezes, digo, fazem innumeráveis vezes a mais honrada memória, e seria prolixa a nossa se a fizéssemos de tantas, tão repetidas e gloriosas acções quando basta o que deste grande soldado disse o general Francisco de Brito Freire neste grande elogio: – A quem tantas continuadas occasiões pelo decurso desta Historia, adiantaram ao insigne Mestre de Campo e deram illustre fama principalmente naquela celebre e portentosa expedição em que socorreo a Bahia, penetrando quatrocentas légoas os desertos da America. Foi casado e teve 10 filhos, dos quais o mais velho foi o Capitão Guilherme Barbalho Bezerra, mas como todos no anno de 1638 embarcaram para a Bahia onde, e no Rio de Janeiro viveram, não temos delles outras noticiais.”

Nessa ai o Borges da Fonseca falhou feio conosco! Fez aquela brincadeira: “eu sei mas não te conto.” Seria inestimável encontrar os escritos do general Francisco de Brito Freire, e outros nos quais se basearam, que nos contassem quem e quais foram os ascendentes de descentes do grande brasileiro, dito por pessoa de tempo mais próximo.

Pode ser que temos ai a primeira constatação da presença de um decimo rebento na família. Tratar-se-ia de dona “Francisca “Furtada”, mencionada apenas no Pedatura. E ai se completam os 10, anunciados via Borges da Fonseca.

Antes de iniciar essa escrita, imaginei que poderíamos ir logo colocando um fim na questão da paternidade do governador Luiz, pois, imaginei: “parece-me que os personagens Fernão Barbalho e Antonio Barbalho, primeiro e segundo mencionados no Pedatura, deverão ser pessoas mais antigas.”

Nesse caso, se encontrássemos datas que me permitissem comprovar isso, chegaríamos `a conclusão de que quem pode ter sido filho do Antonio Barbalho, não identificado pelo Cristóvão Alão de Morais, foi o (Antonio) Brás Barbalho Feyo.

A unica pista que encontrei na internet, nesse sentido, foi a Historia das Maldivas. Esta na Wikipedia, no endereço:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maldivas

Ai se fala que o dominio português deu-se apenas entre 1558 a 1573. Ja o que se diz a respeito de Luis Barbalho, segundo filho de Fernão Barbalho, eh que foi pai da esposa de D. Luis de Sousa (ou da Sylva), os quais haviam sido pais do rei das Maldivas. Muito provavelmente, vice-rei.

Ou seja, se `aquela época tinhamos um bisneto do Fernão Barbalho naquele governo, seria praticamente impossível ao Luis Barbalho Bezerra ter sido neto do mesmo Fernão Barbalho, pois, a data do nascimento dele se deu em 1584.

Portanto, a relação de descendência e ascendência entre Fernão e Luiz Barbalho Bezerra teria mesmo que passar por outras gerações, nesse caso: o avo Brás e a mãe Camilla.

O problema também em relação aos enganos dos genealogistas muito antigos foi não terem documentos disponíveis e datados, para que calculassem primeiro, antes de fazer afirmações. Cristóvão Alão de Morais deve ter tido acesso a documentos que indicassem a procedência dos Barbalho em Pernambuco mas não atinou para esses detalhes.

Com isso nos deixou apenas pistas ótimas a seguir. Entre as quais a de agora sabermos que procedemos da antiga Província do Entre Douro e Minho, o que se repete em nosso lado Coelho.

Torna-se vital também a informação que tivemos “Capela em Sao Francisco do Porto”. Ai podemos buscar, futuramente, os dados que comprovem definitivamente esta ligação com a fidalguia via também os Barbalho. Abram a postagem:

https://www.jornaldaslajes.com.br/integra/igreja-sao-francisco-do-porto-tem-400-a-600-kg-de-ouro-mineiro/1789

Ha ai um pouco da Historia do monumento. Inclusive anuncia-se que ha túmulos que não se pode identificar os enterrados. Pode ser que entre esses existam alguns Barbalho. Somente por muita sorte deveremos encontrar em escritos de época as referencias que confirmariam a informação do Cristóvão Alão de Morais.

Pelo menos, a partir de agora os descendentes Barbalho brasileiros e pelo mundo afora tem um ponto de referencia que eh essa maravilhosa obra arquitetônica. Diga-se de passagem, nos de Minas Gerais teremos duplo motivo para visitar, ja que também poderemos admirar obras de arte tecidas com o ouro mineiro.

Se algum dia for visitar Portugal, O Porto será um de meus destinos. E, em particular, a Igreja de Sao Francisco do Porto.

Observe-se que entre as famílias identificadas com direito a sepultura no interior da Igreja encontra-se a Carneiro. O que indica a proximidade entre ela e a Barbalho. O que, possivelmente, nos da a pista para a origem do Carneiro da ancestral Cecilia.

Mais uma outra publicação interessante:

https://guerradarestauracao.wordpress.com/tag/joao-lopes-barbalho/

Ai se narra batalhas pela restauração da monarquia portuguesa. Logo no inicio ja começa aparecer o nome do “tenente de mestre de campo general Joao Lopes Barbalho”.

As referidas batalhas se deram em 1645. Mas não da para saber a relação de tempo anterior porque o texto no Pedatura apenas diz que os filhos do Fernão Barbalho eram primos do Mel. Francisco Barbalho, que era pai da Clara, a mãe do Joao L. Barbalho.

Não fica explicado primos por qual via nem o grau. Não ha como dizer quem era o mais velho ou o mais novo nessa relação parental.

A reportagem menciona nomes de outros brasileiros que lutaram juntos como: Antonio Soares da Costa, Pedro Craveiro de Campos, Felipe do Vale Caldeira, Simao de Oliveira da Gama, Alvaro Saraiva, Manuel Machado Caldeira e Domingos da Silveira. Todos com recomendação de títulos e honras por bravura. E eram veteranos da expulsão dos holandeses.

Apenas para ilustração, na tese abaixo o capitão Joao Lopes Barbalho eh mencionado, `a pagina 44, como natural de Pernambuco. Veja-se:

http://www.historia.uff.br/stricto/td/1371.pdf

Em caso disso ser verdade, ajuda a confirmar que o mais provável será que a Família Barbalho mudou-se em peso para aquele estado. O que reforça a ideia de que nosso ancestral Luiz Barbalho, alias, mencionado pelo próprio Joao Lopes Barbalho, pertencia ao mesmo ramo de família.

Mais uma postagem que engrandece o sobrenome da Familia Barbalho:

http://historiapostal.blogspot.com/2008/02/o-ofcio-de-correio-mor-de-mar-e-terra.html?m=0

Ai se relata como o Agostinho Barbalho Bezerra conseguiu o “oficio de correio-mor do Brasil”. Foi em 1662, logo após ter sido julgado e absolvido de culpa na participação dele no evento conhecido como A Revolta da Cachaça, e em consequência da qual o Jeronimo foi degolado e esquartejado.

Ao finalzinho do 12o. paragrafo da postagem acima temos:

“…. gastando nelas não so a fazenda, mas ate a mesma vida, por cuja causa ficaram seus filhos falta dela e ele Agostinho Barbalho, com o encargo de três irmãs e uma mãe que esta obrigado a amparar.”

Essa eh uma passagem que foge um pouco `a compreensão. Em primeiro lugar, ele referia-se a que o pai dele, e ele próprio, haviam empenhado todo o patrimônio que possuíam nas guerras que lutaram para defender os interesses do governo português.

Mas a menção a mãe e três irmãs sugere que houve mais uma filha na família e que ainda não consegui identificar. Isso porque D. Cecilia vivia no Rio de Janeiro, ficara viuva e reclamava pobreza. Agora sabe-se que havia a Francisca “Furtada”, que talvez fosse solteira.

Fica ai a satisfação de saber que em 1662 a ancestral Maria Furtado de Mendonça ainda vivia, tendo ela nascido por volta de 1595. Ou seja, estaria com 67 anos. O que falta eh saber qual outra irmã estava sob obrigação do Agostinho. Donas Cosma e Antonia eram casadas na Bahia e tinham filhos e filhas.

A menos que a terceira pessoa, não mencionada, fosse a ancestral Isabel Pedrosa, que se tornou viuva do Jeronimo. O filho mais velho deles, Jeronimo Barbalho, estaria ja com ou completaria 17 anos em 1662. Assim ela entraria como irmã, no lugar do falecido.

Outra possibilidade eh a de que o Jeronimo Barbalho Bezerra da Conjuração Fluminense fosse mesmo o sobrinho do governador Luiz Barbalho. Assim, a 3a. irmã seria mesmo outra pessoa e que ainda não descobrimos.

A informação de que o Fernão, filho do Luiz, foi casado também eh nova para mim. Desde que soube que ele havia ido para a India (Goa), para tornar-se Vedor da Fazenda, fiquei imaginando se não terá deixado herdeiros e por la existam alguns de nossos primos distantes.

Agora fica confirmada que essa possibilidade pode ser real. Ainda mais com a informação de que outro Luis Barbalho, mais antigo, também frequentou a India. Ha a possibilidade de por la ate existir uma Família Barbalho com alguma alteração no sobrenome, devido ao tempo e `a mudança de linguagem.

Quanto ao “mulher baixa” referente `a dona Maria de Macedo, esposa do Fernão, acredito que refira-se `a condição social dela, ou seja, de classe que não fosse de nobreza. Ou da considerada baixa nobreza.

Fica por esclarecer também se o Francisco Monteiro deixou herdeiros. Ele aposentou-se em 1704, como capitão do Forte de Sao Marcelo, também conhecido como Populo. Hoje eh uma atração turística na Baia de Sao Salvador:

https://patrimoniodesalvador.wordpress.com/2009/05/10/forte-de-sao-marcelo/

Faltaram, então, apenas dois nomes de filhos do governador Luiz Barbalho na obra do Cristóvão Alão de Morais. Seriam eles o Jeronimo e o Antonio Barbalho Bezerra. Diga-se de passagem, os dois dão alguma dor de cabeça aos genealogistas antigos.

No caso do Antonio, ha uma disputa entre o texto do Borges da Fonseca e os dados expostos por Rheingantz e levantados no Rio de Janeiro. Segundo Rheingantz, esse Antonio foi o marido da Joana Gomes da Silveira, neta de Duarte Gomes da Silveira, e tornou-se, por casamento, o segundo senhor do Morgado de Sao Salvador do Mundo da Paraíba.

Para o autor Borges da Fonseca, pag. 38, o Antonio que casou-se com a herdeira era filho do Felippe Barbalho Bezerra, irmão do governador Luiz. De qualquer forma, seja qual for, tudo fica em família.

`A mesma pagina 38, o mesmo autor declara que o Jeronymo que morreu degolado no Rio de Janeiro, em consequência da Revolta da Cachaça, era também filho do Felippe. Por azar nosso, o “Titulo de Bezerras Morgados da Pahyba” não esta incluído na publicação, do primeiro endereço postado no presente texto.

Ja `a pagina 35, Borges da Fonseca faz essa afirmação: “3 – Maria Monteiro, que casou com o seu primo Antonio Bezerra, filho de Luiz Barbalho.” Entre tantos Luizes que deviam existir `a epoca, acredito que a intenção dele foi a de identificar o governador.

Em caso de qualquer um deles estiver correto não altera grande coisa em nossa genealogia, pois, no fundo, todos ja descendiam dos mesmos ancestrais. Apenas pode acontecer de repetir mais vezes a nossa ascendência.

Em caso de descendermos do Felippe e nao do Luiz, através do Jeronimo, passaremos a ser da Silveira e Morais. Perderemos ai nosso vinculo com os Furtado de Mendonça e os Carneiro de Andrade, da avo Maria.

Mas, talvez, por outra via o nosso ramo familiar ira encontrar raiz no casal Luiz Barbalho e Maria Furtado de Mendonça, porque somos Barbalho também em nosso lado Coelho de Magalhães.

Sabe-se que dois de nossos sextavos foram: Giuseppe Nicatsi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. Mas não sabemos ainda quem foram os ancestrais dessa avo Maria Rodrigues.

Ha algum tempo notei que o governador Luiz Barbalho deu os nomes de seus ancestrais a seus filhos. Assim são Antonia e Antonio. Francisca e Francisco. Cecilia e Guilherme. Os que faltavam seriam Cosma, Agostinho, Jeronimo e Fernão.

Agora podemos acrescentar o Fernão, pois, foi a primeira vez que vi o nome Fernand’Aires para o pai da Maria Furtado de Mendonça. Consta apenas Aires Furtado de Mendonça nas diversas literaturas que o encontrei.

Apesar do apego aos ancestrais, estranho não ter posto o nome Camilla, da própria mãe, em alguma das filhas. Nem o Brás que foi o avô materno. Isso reforça a possibilidade mesmo de ambos ter tido outros nomes alem dos quais ficaram conhecidos.

Como ja sugeri, o Brás poderia ter se chamado Antonio Brás. Ja a mãe do Luiz poderia ter chamado Francisca Camilla, ou Cosma Camilla. Ou, ainda, esses poderiam ter sido filhos que faleceram na infância, dai não existirem e não aparecerem em literaturas.

Em ultimo e caso especifico, a 3a. irmã mencionada pelo Agostinho poderá ter sido esquecida pelos genealogistas e chamar-se Camilla. 

Agostinho parece ser homenagem a santo de devoção. E Jeronimo era uma situação difícil de escapar, pois, alem do santo ha também o “demônio”. Temos que nos lembrarmos do Jeronimo de Albuquerque, conhecido como o Adão de Pernambuco, por conta de sua promiscuidade e prolífica.

Alem desse Jeronimo, houveram outros descendentes com o mesmo nome que ajudaram na chefia da luta contra a Invasão Holandesa.

Enfim, não podemos negar nem acreditar em tudo que os autores antigos escreveram. Entre as falhas do Pedatura Lusitana, a obvia foi não ter sequer mencionado que Agostinho Barbalho foi casado.

A esposa dele chamava-se Brites Lemes. Filha de Joao Alvares Pereira e Izabel de Montarroyos. Mas não sei se deixou descendência. Ela era neta de um dos fundadores do Rio de Janeiro, Diogo de Montarroyos.

Para facilitar o entendimento vou postar aqui as ascendências do governador Luiz Barbalho Bezerra. A começar do sobrenome Bezerra:

  • Antonio Martins Bezerra c. c. Maria Martins Bezerra, pais de:
  • Antonio Bezerra Felpa de Barbuda c. c. (1) Maria de Araujo, pais de:
  • Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda c. c. (2) Camilla Barbalho, pais de:
  • Luiz Barbalho Bezerra c. c. (3) Maria Furtado de Mendonça
 
(1) Maria de Araujo foi filha dos senhores do Engenho de Sao Pantaleão: Pantaleão Monteiro e Brasia Araujo. O engenho de açúcar fundado por eles depois foi chamado de Engenho do Monteiro.
 
(2) Camilla Barbalho foi filha de Brás Barbalho Feyo e Catarina Tavares de Guardes. Foi neta materna de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.
 
Brás foi senhor do Engenho do Barbalho que ficava no Cabo de Santo Agostinho e do de Sao Paulo da Várzea do Capibaribe, que havia sido fundado por seu sogro.
 
http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/engenhos-com-letra.html
(3) Maria Furtado de Mendonça foi filha de Fernand’Aires Furtado de Mendonça e dona Cecilia Carneiro de Andrade.
 
Francisco e Maria foram pais também de Ines, a qual foi casada com Joao Paes Velho, que se tornou dono de diversos engenhos de açúcar naquele tempo. Era dos mais ricos de Pernambuco. Francisco foi o primeiro senhor do Engenho de Sao Paulo da Várzea do Capibaribe. Era também armeiro real por profissão.

Os Bezerra procediam, antes de entrarem em Portugal, do Reino da Galicia. Eram naturais da Provincia de Lugo, na Freguesia de Becerrea. Esta faz parte do circuito dos Caminhos de Santiago de Compostela.

Era uma familia da alta nobreza local. Descendiam do rei D. Alfonso VI, de Leao e Castela. Esse ofereceu a mao de suas filhas em casamento aos nobres europeus que o ajudassem a expulsar os mouros.

Dois primos, Raimundo e Henrique da Borgonha aceitaram o desafio. Raimundo casou-se com a filha herdeira, Urraca; e Henrique com a condessa de Portugal, Teresa. Eles foram os pais do Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e de Urraca de Portugal, que casou-se com Bermudo Perez de Trava. Esses sao ancestrais dos Bezerras.

Ao final dessa postagem, abaixo, pode-se seguir as passagens das gerações ai implicadas. Trata-se da linhagem do Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, irmão do Antonio do cabeçalho da linhagem postada acima.

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Domingos teria nascido em 1524. E foi natural de Viana do Lima. Antonio havia sido natural de Ponte de Lima. Acredito que isso o faça  mais velho que o Domingos.

Explica-se assim porque, com a posse do território brasileiro por Portugal, as cidades portuárias devem ter tido um visível crescimento. O que atraia populações novas. Seria natural que moradores de Ponte de Lima, dentro do território português, se mudassem para Viana, que eh litorânea.

Outro detalhe foi que o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, ja deveria estar arregimentando pessoas para implantar o que foi dado a dele. Segundo dados históricos, a implantação se deu em 1535. A carta de doação assinada por D. Joao III foi de 10 de março de 1534.

Isso implica que os preparativos tenham se iniciado muito antes. Ou seja, era preciso procurar famílias voluntárias. Tinha-se que construir navios. Provavelmente os maridos seguiram `a frente para “limpar caminho” para receber suas famílias.

E isso representaria gasto de tempo considerável para os dias atuais. Seriam anos de preparação. As pessoas que se mudaram para Pernambuco no inicio de sua implantação ou eram adultos nascidos em torno de 1500 ou seus filhos com idades variadas.

Nesse caso especifico: Antonio Martins e esposa ja maiores de 30 anos e os filhos Domingos e Antonio Bezerra Felpa de Barbuda ja por volta de suas adolescências.

Minha hipótese também explica a sequencia de gerações. Tomando 30 anos como espaço médio entre uma geração e outra temos, a partir do ano de nascimento do Luiz Barbalho Bezerra: 1584, 1554, 1524, 1494.

Essas seriam as datas bases para cada uma das gerações descritas acima. Não posso afirmar que a minha hipótese encaixa-se de todo na realidade. Acredito que seria muito difícil as gerações substituírem umas `as outras em menos tempo.

E vejam que muitos outros adotam 25 anos, ou seja, 4/século. Isso porque os casamentos podiam se dar em idades mais tenras, podendo as mulheres se casar aos 12 anos de idade.

O que acontece eh que as pessoas viviam pouco, em media. Mas poucos descendem dos primogênitos em cada geração. Sendo assim, haviam filhos que nasciam `a altura das idades próximas a 40 anos de seus pais. E deles descendemos tanto quanto dos que nasceram em suas juventudes.

Antonio e Maria foram pais do Domingos em 1524. Se o filho Antonio filho nasceu por volta de 1520, o Guilherme não devera ter sido filho do primeiro casal, e ter sido pai em 1584. Não era incomum alguns homens chegarem aos 60 anos de idade. Incomum era ser pais com idade tão avançada para a época!

O mais provável foi ter havido uma geração intermediaria que eh representada pelo Antonio filho e Maria Araújo.

Para os que me leem com frequência, irão notar que repeti muitas coisas de escritos anteriores. Assim o fiz para facilitar `as pesquisas que outros poderão fazer a partir desse novo texto. Quero apenas facilitar para os outros e também para mim mesmo.

Principalmente quando precisar consultar todas essas referencias. Vez por outra as busco nos mecanismos eletrônicos e eles se negam a responder satisfatoriamente. E ai fica uma recordação melhorada dos meus textos mais antigos.

 

#########################################################################

 

09. ARQUIVO HISTORICO ULTRAMARINHO – FUNDO CONSELHO ULTRAMARINHO – SUMARIOS DAS CONSULTAS MISTAS. (AHU_CU_CONSULTAS MISTAS, COD. 13-18

Creio que essas referencias não nos ajudariam em nossas buscas a respeito de nossa genealogia. Mas devem existir muitos dados para fazer-se as biografias dos personagens.

Estudar isso agora seria um adiantamento em relação ao trabalho. Mas por precaução ja vou anotando as referencias, pois, quem sabe algum dia vou a Portugal, para fazer um verdadeiro livro a respeito de nossos familiares!?

Antes disso era mesmo preciso fazer o “mais facil”!!!:

Visitar o Serro e Diamantina para ver se encontramos os fios das meadas, tanto em relação ao sobrenome Barbalho quanto ao Coelho.

Aos Barbalho nos resta aquela passagem entre o Jose Vaz Barbalho e seus pais e avós. Alem de buscar saber o mesmo em relação `a esposa, Anna Joaquina Maria de Sao Jose.

Dos Coelho resta-nos pelo menos o encaixe entre o avo Jose Coelho de Magalhães e seu possível pai, Manuel Rodrigues Coelho e deste para as raizes.

Alem disso, certificar que a Eugenia Rodrigues da Rocha, esposa do Jose Coelho (ou a primeira esposa dele, Escholastica de Magalhaes), era descendente Barbalho. Para tentar encaixar-se uma raiz com a outra.

Se fosse `as duas cidades do Centro-Norte de Minas Gerais, com tempo para pesquisar, faria questão de verificar todos os nossos outros emaranhados genealógicos, como pelos lados Andrade, Moniz, Pinto e dos familiares correlatos, como os Cunha de Meneses, Coelho Pinto, Coelho de Oliveira, Sousa e Silva e muitos mais.

Por enquanto, fiquemos apenas com o que temos:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUF006a002/AHU_CU_ConsultasMistas_13_18.pdf

`A segunda pagina do ano de 1667 existem duas menções interessantes:

“16 235 Agostinho Barbalho Bezerra da conta da sua jornada ao descobrimento das minas, e serra das esmeraldas, e outros particulares, e vão as cartas e certidões que se acusam 28 SET 1667”

“16 236V Nomeação de pessoas para o cargo de vedor-geral da fazenda do Estado da India. 20 OUT 1667” [nessa segunda devera haver a menção do nome do Fernando Barbalho Bezerra].

CORRECAO:

“16 282v Sobre o que escreve o Provedor-Mor da Fazenda do Brasil acerca de se haver extinto o oficio de guarda-mor da barra da Baia, e ser provido Fernão Barbalho no posto de capitão e governador do forte de Nossa Senhora do Populo, com as entradas e saídas dos navios. 26 MAI 1668.”

O que mostra que nossas datações estão incorretas relativas ao Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, irmão do Fernão, ter assumido o cargo em 1667.

Mesmo porque, foi dito que o Francisco Monteiro aposentou-se em 1704, com um pouco mais de 24 anos de serviço. O que jogaria a posse dele para em torno de 1680.

Foi dito também que eles serviram nesses cargos ao rei Pedro II de Portugal, cuja coroação se deu em 1683, porem, houve um período de regência anterior, a partir de 1668, quando passou a governador em lugar do seu irmão, D. Afonso VI.

MAIS A RESPEITO DOS BARBALHO

“13 90v Com a carta inclusa de Luis Barbalho Bezerra, capitão-mor do Rio de Janeiro sobre a partida da frota 9 ABR 1964”

“13 122 Francisco de Soutomayor, governador do Rio de Janeiro, da conta de como tomou posse daquele governo e avisa de alguns particulares tocantes `a segurança daquela companhia. 28 SET 1644.”

3 cartas: 2 de 7 ABR 1661 e outra de 16 MAI 1661, a respeito dos acontecimentos durante o que se conhece como A Revolta da Cachaça. Consta que a revolta se deu contra Tome Correia de Alvarenga, quando foi contra Salvador Correia de Sa e Benevides, que estava em Sao Paulo e deixou o primo dele em seu lugar.

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc017/CU-RioJaneiro.pdf

Nessa outra publicacao registra-se:

113. 1643, Outubro, 31, Rio de Janeiro.

Carta da Camara Municipal do Rio de Janeiro dando conta da chegado do capitão-mor Luis Barbalho Bezerra e outras deliberações.

AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 31

AHU_CU_017, cx 2, D. 113

116. 1644, Fevereiro, 4, Rio de Janeiro

116- 1644, Fevereiro, 4, Rio de Janeiro CARTA dos oficiais da Câmara da cidade do Rio de Janeiro ao rei [D. João IV] sobre a chegada do novo capitão-mor e governador desta praça Luís Barbalho Bezerra; a aceitação do subsídio dos vinhos e vintena nos bens dos moradores, a fim de socorrer a Infantaria e o presídio do Rio de Janeiro; informando a pobreza em que se encontra a capitania devido à epidemia de bexigas que dizimou os escravos e reduziu a produção do açúcar; solicitando que parte das moeda cunhada nesta capitania seja aplicada nela para a criação de uma fortaleza; acusando o recebimento de ferros para marcar as patacas e a continuação do trabalho da cunhagem da moeda, conforme ordem do governador-geral do Estado do Brasil, António Teles da Silva. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 36 AHU_CU_017, Cx. 2, D. 116.

118- 1644, Abril, 20, Lisboa CARTA RÉGIA (minuta) do rei [D. João IV] ao governador e capitão-mor do Rio de Janeiro, Luís Barbalho Bezerra, ordenando que os provedores da Fazenda Real das capitanias do Rio de Janeiro, de São Paulo e de São Vicente enviem todas as sobras da Fazenda Real para o Governo do Rio de Janeiro, bem como o dinheiro dos dízimos, da nova imposição dos vinhos e vintenas, e do cunho da moeda, para se meter em um cofre de três chaves, sob a responsabilidade do dito governador, do reitor dos padres da Companhia de Jesus e do almoxarife, do qual não se gastará nenhum dinheiro sem ordem régia. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 39. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 118.

120- 1644, Maio, 19, Rio de Janeiro CARTA do provedor da Fazenda Real do Rio de Janeiro, Francisco da Costa Barros, ao rei [D. João IV] sobre não haver efeitos para as despesas necessárias desta cidade, devido ao pouco rendimento do vinho, dos vinténs por cada caixa de açúcar e da falta de renda proveniente da graxa de baleia; informando a tentativa falhada do último governador [Luís Barbalho Bezerra] em impôr o subsídio dos vinhos e a vintena nos bens dos moradores, por causa da pouca vontade dos oficiais da Câmara em cumprir tais ordens após a morte do mesmo; a necessidade de rendas para o sustento do presídio e da infantaria; indicando como é arrendado o contrato dos dízimos e como a Fazenda Real sai prejudicada; solicitando instruções acerca do caso do prelado administrador eclesiástico da repartição do sul. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 42. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 120.

121- 1644, Maio, 20, Rio de Janeiro CARTA do governador eleito do Rio de Janeiro, Duarte Correia Vasqueanes, ao rei [D. João IV] sobre o falecimento de seu antecessor, Luís Barbalho Bezerra, sua nomeação feita pela Câmara e povo da cidade; as medidas tomadas para enviar a frota ao Reino; a falta de artilharia, armas e munições para as fortalezas da Barra; a necessidade de reparos nas fortalezas e de armas para os soldados que as guarnecem, sugerindo o aumento das companhias de infantaria existentes naquela cidade e informando que foram levantados tanto o subsídio do vinho, quanto à vintena, ficando o presídio sem rendimento, e sua preocupação com a defesa daquela capitania, por causa do perigo holandês que ainda anda por aquela costa. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 43. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 121.

132- 1645, Janeiro, 9, Rio de Janeiro CARTA dos oficiais da Câmara da cidade do Rio de Janeiro ao rei [D. João IV] sobre a disputa política existente entre o governador desta capitania, Duarte Correia Vasqueanes, e o sargento-mor Simão Dias Salgado, gerada após o falecimento do governador do [Rio de Janeiro] Luís Barbalho Bezerra, solicitando resolução acerca do impasse. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 55. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 132.

A DENUNCIA NA CARTA ABAIXO EH DE INTERESSE PARA FAZER A BIOGRAFIA DE JERONIMO BARBALHO BEZERRA, POIS, FOI CONTRA O SALVADOR CORREIA DE SA E BENEVIDES QUE SE DEU A REVOLTA DA CACHACA (1660-61) E O JERONIMO FOI DEGOLADO POR ORDENS DELE.

135- 1645, Janeiro, 18, Rio de Janeiro CARTA do [governador nomeado para o Rio de Janeiro], Francisco de Souto Maior ao rei [D. João IV] sobre o estado das fortalezas da barra, a falta de artilharia e munições, armas e pólvora e as medidas que tomou para melhorar o seu funcionamento; a administração temporal e espiritual dos jesuítas sobre as três aldeias dos índios desta capitania e uma outra administrada pelo capitãomor dos índios Martim Afonso; informando a influência de Catarina Ugarth, esposa do [ex-governador] Salvador Correia de Sá e Benevides, sobre o principal da aldeia de Martim de Sá, Manuel Ubará Pitanga, além das irregularidades praticadas por aquele governador; descrevendo o estado de insegurança em que vivem os moradores, devido à falta da aplicação da Justiça nesta praça. Anexo: cartas. AHU-Rio de Janeiro, cx. 2, doc. 57. AHU_CU_017, Cx. 2, D. 135.

MAIS UM ENDERECO:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc030/CU-ServicoPartes.pdf

15- [post. 1644, Lisboa] INFORMAÇÃO do Conselho Ultramarino sobre os serviços de Guilherme Barbalho Bezerra, fidalgo e comendador da Ordem de Cristo, filho de Luís Barbalho Bezerra, como soldado, alferes e capitão de Infantaria, de [1622] até Dezembro de 1644, na luta contra os holandeses, acompanhado de criados e escravos em Pernambuco, onde foi feito prisioneiro e enviado às Índias, regressou ao Reino e voltou para a defesa de São Salvador, lutou no cerco do conde de Nassau em 1638, tendo regressado para a defesa do Alentejo na companhia do mestre-decampo Luís da Silva Teles. AHU_CU_030, Cx. 1, D. 15.

412- [post. 1684, Agosto, 23, Lisboa] INFORMAÇÃO do Conselho Ultramarino sobre os serviços de Antônio Barbalho, de 1 de Agosto de 1634 a 23 de Agosto de 1684, como soldado, alferes e capitão de Infantaria, contra os holandeses em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Bahia. AHU_CU_030, Cx. 3, D. 412.

RESOLVI DAR CONTINUIDADE:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc017s01/CU-RJaneiroCA.pdf

1644, Janeiro, 31, Lisboa e 1644, Setembro, 6:

AHU_CU_017-01

CONSULTA (2) do Conselho Ultramarino, sobre o agravo que tirou o Capitão Antonio Corrêa do Capitão mor e Governador do Rio de Janeiro Luiz Barbalho Bezerra por se recusar a dar-lhe posse da companhia de Infantaria de que se lhe fizera mercê.
AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 276-277.

S. d.

CAPÍTULO 35 do Regimento dos Governadores do Estados do Brasil, relativo a sua competência para o provimento das serventias dos ofícios de justiça, guerra e fazenda.
Anexa ao n.o 277.

AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 278.

1644, fevereiro, 13, Lisboa

CONSULTA do Conselho Ultramarino, sobre o dinheiro que se mandara abonar ao Governador e Capitão mor Luiz Barbalho Bezerra para socorrer a gente de guerra que do Rio de Janeiro levava para Angola D. Antonio Ortiz de Mendonça.
AHU_CU_017-01, Cx. 2, D. 279-281.

1661, maio, 14, Lisboa

INFORMAÇÃO do Conselho da Fazenda acerca dos documentos referentes mesma sublevação.
Anexa ao n.o 875.
AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 876.

1660, dezembro, 9, Rio de Janeiro

AUTO que mandou fazer o juiz Ordinário Diogo Lobo Pereira a requerimento dos procuradores do Povo da cidade do Rio de Janeiro, sobre a conjuração que se descobrira estar preparada no Convento de São Bento.
Anexa ao n.o 875.

AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 878.

1660, outubro, 30, Rio de Janeiro

AUTOS que se processarão sobre a expulsão que fez o Povo do Rio de Janeiro do governo a Salvador Corrêa de Sá, Thomé Corrêa d’Alvarenga e nova eleição do Governador Agostinho Barbalho Bezerra, prisão dos ditos e cio provedor da Fazenda Real Pedro de Sousa Pereira.

Anexa ao n.o 875.

AHU-Rio de Janeiro-Calmeida, cx. 5, doc. 879. AHU_CU_017-01, Cx. 5, D. 879.

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc014/CU-Paraiba.pdf

  1. 11-  [post. 1619, Lisboa]INFORMAÇÂO do [Conselho Ultramarino] sobre pertencer a Luís Barbalho de Vasconcelos, por renúncia de seus pais, os serviços de seu avô Luís Mendes de Vasconcelos.
    AHU-Paraíba, mç. 33AHU_CU_014, Cx. 1, D. 11.##########################################################

    1. 53-  [ant. 1663, março, 1, Paraíba]REQUERIMENTO de Filipe Barbalho Bezerra, ao rei [D. Afonso VI], solicitando o título de fidalgo da casa real, o hábito da Ordem de Cristo com comenda de cem mil réis e provimento de capitão-mor da capitania do Rio Grande ou Ceará,quando houver vaga, pelos serviços prestados na Paraíba e na guerra holandesa.Anexo: 4 docs. AHU-Paraíba, cx. 1 AHU_CU_014, Cx. 1, D. 53.######################################################
    Mais que interessante essa ultima referencia! Isso porque, pode ser que hajam mais Filipes. O que tenho noticias são 3 Filipe Barbalho Bezerra na família.
Segundo o autor Borges da Fonseca, houve o irmão do governador Luis Barbalho. Contudo, também afirma que esse casou-se em 24 de setembro de 1608. Ou seja, deveria estar pelo menos com uns 20 anos.
O que o colocaria com uma idade de 75 anos em 1663. Decerto, não deveria haver alguma utilidade para ele tal carta de fidalguia. Se solicitou alguma, devera te-lo feito muito antes da data.
O segundo Filipe mencionado eh o filho daquele primeiro. Dele foi dito ter sido “Cavalleiro da Ordem de Sao Bento, que não casou.” Então, em 1663, por não termos a data de seu nascimento, estaria por volta de seus 50 anos de vida.
Aqui ha um meio termo. Poderia ser ele solicitando um beneficio a mais. Isso porque, naquela idade, quando a maioria dos seus contemporâneos de idade ja haviam falecido, ele ja deveria ter alcançado seus privilégios antes dessa idade. Mas não se sabe!!!
O terceiro e ultimo que tenho noticias foi o segundo filho do Jeronymo Barbalho Bezerra. Jeronymo o qual Borges da Fonseca o deu como filho do Filipe, o primeiro, mas Rheingantz o da por filho do governador Luis Barbalho Bezerra.
Desse terceiro Filipe temos o ano de nascimento que foi em 1647. Ou seja, em 1663 estaria por volta de seus 16 anos de idade. Nesse caso especifico, as guerras contra os holandeses ja haviam terminado. Mesmo que meninos de 8 anos de idade podiam ser alistados pelos pais, não houve tempo hábil para ele lutar nela.
O unico senão de possibilidade ai seria se o Filipe do Jeronymo estivesse requerendo uma compensação em razão de o pai ter lutado na expulsão dos holandeses. E assim poderia ser feito `aquela época.
Isso porque o pai, Jeronymo Barbalho, havia perdido a vida em 1661, em consequência de degolamento e esquartejamento ordenado por Salvador Correia de Sa e Benevides, como punição por ter sido o líder do episódio histórico, ocorrido no Rio de Janeiro, denominado de A Revolta da Cachaça.
Mas os revoltosos, após julgados, foram considerados inocentes das acusações que o ex-governador Sa e Benevides os acusou. Então, o governo português ficou com essa bomba suja em suas mãos para resolver.
Era uma familia que se tornara órfã. O filho mais velho, Jeronymo também, estaria completando 18 anos. Nesse caso, haveria uma tendência a compensar `a família com alguns privilégios da nobreza, da qual os Barbalho Bezerra faziam parte.
Nesse caso, a patente que o pai possuía e o senhorio de engenho devem ter sido passados para o filho mais velho, capitão Jeronymo Barbalho Bezerra. E o Filipe deve ter escolhido a tal carta de fidalgo.
Não posso garantir mas imagino que a carta de fidalguia deveria garantir ao dono todos os privilégios de nobreza. Isso quer dizer que quando houvesse algum cargo chave na administração governamental, os fidalgos tinham prioridade. E cargo correspondia a renda. Dai o privilegio.
Estou me baseando apenas em suspeita e não em conhecimento. Isso porque, dos filhos do Jeronymo tenho certeza apenas que Páschoa e Michaela casaram-se e permaneceram no Rio de Janeiro mesmo. Não tenho o destino dos outros.
Alias, o quinto filho chamou-se Luis Barbalho Bezerra, pois, um irmão de mesmo nome havia falecido criança.
A suspeita de que o Filipe possa ter ido para Pernambuco ou Paraíba se baseia em que Rheigantz também identificou o tio dele, Antonio Barbalho Bezerra, como marido da Joana Gomes da Silveira. E por isso tornou-se o II senhor do riquíssimo Morgado do Salvador do Mundo da Paraíba.
Outro que ficou no Rio de Janeiro, o Agostinho Barbalho Bezerra, clamou dificuldades financeiras após a Revolta da Cachaça. Em seu pedido de mercês ao sr. rei, argumentou que tinha mãe e 3 irmãs pelas quais era responsável.
Assim, os outros devem ter compartilhado as responsabilidades na assistência `a família do Jeronymo, o enforcado. E se o Antonio, marido da Joana, foi mesmo irmão dele, maior teria sido essa responsabilidade.
Alias, seriam irmãos tanto se ambos foram filhos do Filipe quanto se foram do governador Luis. E isso justificaria a presença do Filipe (III) la na Paraíba. E haviam muitos parentes próximos e abastados na área entre Pernambuco e Paraíba.
Novamente, eh apenas uma suspeita não um conhecimento. Imagino que a solicitação de  “titulo de fidalgo da casa real” devia ter os mesmos componentes do pedido de brasão de armas das famílias. Nesse caso, deveria vir acompanhada de uma resenha genealógica.
E ai eh que gostaria de chegar. Se la no Arquivo Histórico Ultramarino houver o registro completo, poderemos ter acesso a pelo menos os nomes dos pais e avos desse Filipe. E ate talvez uma resenha que remonte a mais de 10 gerações.
Torcendo para que seja o Filipe, filho do Jeronymo, isso jogaria por terra a duvida quanto a Borges da Fonseca ou Rheingantz estar correto em relação `a paternidade do Jeronymo.
E mesmo que o Filipe seja um dos outros dois, iríamos jogar uma pa de cal na questão da paternidade do Luis Barbalho Bezerra. Como ele foi irmão do Filipe, e tio do filho deste, os pais do primeiro, ou avos do segundo, serão os pais do Luis.
Em caso de ficar sanada a duvida em favor do Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho, então, constata-se o engano cometido no Pedatura Lusitana, que tem o Luis como filho de Antonio Barbalho e esposa que poderia ser Bezerra ou “Monteira”.
Quiça, haja na documentação uma boa e longa genealogia. Se o Filipe for tanto o irmão quanto o sobrinho do governador, que do lado Barbalho siga por pelo menos umas 5 gerações, porque ai, talvez, iremos descobrir que Antonio Barbalho e Fernão Barbalho foram também nossos ancestrais e, por isso, o engano no Pedatura terá sido menor.
Contudo, essas reflexões são positivas. Ha que nos lembrarmos que a possibilidade de ter havido outro Filipe Barbalho Bezerra eh relativamente alta. E pode ser primo distante, de forma a que a genealogia dele não esclareça a nossa. Portanto ha que se preparar o espirito para uma resposta menos generosa.
O que nos faltaria eh um candidato para fazer essa verificação!!!

 

########################################################################

 

10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

 

Esse novo capitulo se abriu em razão de eu ter sido contatado por uma aparentada de nome Anália Faria. Mais uma com essa assinatura a revelar parentesco. Procurou-me via facebook porque descende o Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira também. Ela desejava saber se eu tinha informações mais profundas do ramo da família.

Não tinha. Eu havia abandonado esse lado de nossas raízes pela dificuldade de levantar dados via internet, ja que não tenho como fazer pesquisas in loco no Brasil. Falta-me o cacau e tempo próprios para isso ou o patrocínio de um mecenas.

Como os ancestrais que tenho mais recentes são os Coelho e os Barbalho, e deles conheço boa parte da descendência, os meus sentidos de busca acabam se voltando para esse lado. Eh como os pescadores. Querem buscar os peixes que estão acostumados a eles embora não irão desprezar outros que cairem nas redes.

Imediatamente, no sentido de ajudar `a Anália e a mim mesmo, resolvi reconsultar a internet para ver se encontraria algo de novo. Algo de surpresa encontrei no site www.geneaminas.com.br/.

Diga-se de passagem, eu próprio postei dados das famílias `as quais pertencemos. Os livros que juntaram mais dados a respeito dos meus ramos foram os: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, do prof. Dermeval Jose Pimenta; e “ARVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA COELHO, da prima Ivania Batista Coelho.

Vez por outra, outros pesquisadores acrescentam dados. E la se encontram dados novos que não postei e não conhecia. Isso porque temos outro ancestral cujo nome foi Francisco Jose Barbosa Fruão (desconfio que esse ultimo sobrenome seja Frois(es)). E o engano poderá ter ocorrido em função da tradução feita das caligrafias antigas para o padrão gráfico.

Agora o site informa que Francisco Jose seria filho de Antonio Barbosa da Silva e Tereza Maria de Jesus, esses, naturais de Santarem, Lisboa, Portugal. Nao diz a fonte.

Tem também uma data. 1725. Ha uma cruz que poderia indicar ser o falecimento do Antonio Jose. Mas pode ser data de batismo dele. Se for o caso, então, a informação seria perfeita.

Ja no caso do Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira escreveram que seria irmão do Antonio Jose. O que, devido a outros dados concretos que encontrei, contrasta em muito com a data acima. Embora não se pode dizer com certeza.

A falta de outras datas importantes como as de nascimentos de cada um e dos pais não permite descartar ainda a possibilidade.

Se alguém encontrou mesmo algum documento do Francisco Jose, 1725 terá que ser a data do nascimento dele. Isso porque entre 25 e 40 anos depois ele estaria sendo pai. O que corroboraria com o nascimento da filha Francisca Angelica por volta de 1760.

Ela nos entra como ancestral no ramo Pereira do Amaral tendo sido junto com o açoriano Miguel Pereira do Amaral a matriarca do sobrenome. E o primeiro filho dela, anotado pelo professor Dermeval, Joao, nasceu em 1781.

Se 1725 tivesse sido a data de falecimento do pai, ela teria que ter nascido por aquela época. Em 1781 estaria no mínimo com 56 anos. Não poderia começar a gerar filhos e muito menos ter outros que nasceram depois. Como o caso de um dos fundadores de Sabinopolis, Malaquias Pereira do Amaral, nosso ancestral, que nasceu em 1791.

A data de 1725 esta mesmo posta como de falecimento. Então, a única possibilidade de ser pessoas da mesma família será se alguém com o mesmo nome ter falecido em 1725, porem, ter tido um filho de nome igual.

Esse filho sim poderia ter sido pai da Francisca Angelica. E quem encontrou os dados viu o nome mas não percebeu essa diferença. Mas estou quase certo que o engano foi cometido no momento de postar o dado, trocando a data de nascimento pela de falecimento.

A dificuldade de o Francisco Jose e o Domingos Barbosa ser irmãos é que em 13.10.1723 o Domingos ja era Sargento-Mor na cidade do Serro. Para chegar ao cargo era preciso ter carreira militar anterior e ainda conseguir ser eleito. Isso quer dizer que devia ter pelo menos entre 25 e 35 anos de idade.

A possibilidade de serem irmãos por parte de pai e mãe será bem pequena. Podendo ser com mais facilidade se for apenas por parte de pai.

As idades para exercer as funções de Sargento-Mor acima poderiam ser ligeiramente reduzidas em função de nobiliarquia, influencia econômica e indicação superior. Como podemos verificar adiante, se ele fosse filho de um Matias Barbosa, as portas se abririam.

Poderiam sim ter sido irmãos se a hipótese de terem existido dois Francisco Jose e não apenas um for correta. E o primeiro poderia ate mesmo ter falecido em 1725. Mas ai ha que verificar-se as biografias de ambos para ter certeza.

Continuando a busca, esbarrei no “O LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA REAL DA FAZENDA DE MINAS GERAIS, 1722-1727”. http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf. `A pagina 46 encontra-se a menção ao Domingos, seus serviços e a data acima.

Foi organizado por Angelo Alves Carrara. Trata-se de uma “tradução” do primeiro livro do gênero da então recém-criada Capitania de Minas Gerais. Observem que a descoberta do ouro ja era passado. Mas o livro eh o primeiro.

Isso se da porque antes não haviam limites definidos. E o quadro geral da administração política no Brasil do Sul no inicio das descobertas estava atribuído ao Rio de Janeiro.

Apos `a Guerra dos Emboabas, ou em seus rescaldos, o pacificador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho criou as Capitanias do Rio de Janeiro e de Sao Paulo e Minas do Ouro.

Em 1720 se da a Sedição de Vila Rica, na qual criou-se um mito a ser enforcado, Felipe dos Santos, enquanto outros sediciosos foram salvos por suas ligações com o poder. Para não perder o controle separaram-se em duas a província anterior, criando-se as de Sao Paulo e a de Minas do Ouro (Gerais).

Essa separação se deu para ter uma administração bem perto da fonte de produção dos minerais que eram as joias da coroa portuguesa. Minas Gerais passou a ser a atração única. E o governo português queria um controle rígido.

Inclusive, quando do esgotamento das fontes “fáceis” do ouro, em torno de 1750, fez-se a expansão das buscas. A essa época encontrou-se mais ouro em Sao Joao Batista (Minas Novas) que ficava em território do Sul da Bahia.

Para que não se perdesse o controle, e ja existia uma intendência no Serro, o governo português tomou o Sul da Bahia e o passou a Minas Gerais, tornando aquele território o atual Norte do segundo Estado, como ate atualmente o é.

Ha que se fazer essa observação aqui. Entre 1698 ate 1740 a produção de ouro e diamantes mantinha o Império Português. Com o declínio da produção, a situação econômica no reino foi aos poucos declinando.

Por essa época, um numero cada vez maior de portugueses migrou para o Brasil. A crise chegou `a penúria. Em 1750 os reis de Portugal autorizaram, por exemplo, o transporte de 5.000 pessoas, por estarem passando fome, das Ilhas da Madeira para a Ilha de Santa Catarina.

Em 1755 houve o grande terremoto de Lisboa. O que por pouco não extinguiu de vez o Império Português. Novamente, o Brasil surgiu como solução. Por um lado foi de onde se retiraram os recursos para a reconstrução. Por outro tornou-se a Terra Prometida para milhares de portugueses pobres e/ou falidos.

O que observei nos livros do Cônego Trindade eh que ele usou muito essa janela para iniciar os dados dos títulos das famílias descritas por ele. Ele preocupou-se mais com as famílias que chegaram do que com aquelas que ja estavam no Brasil e as receberam, fornecendo cônjuges para os chegados ou seus descendentes.

Uma lastima os interesses genealógicos do Cônego Raimundo Octavio não ser semelhante aos meus. Se assim o fosse, independente das famílias, eu escolheria ter escrito fascículos que envolvessem os moradores dos séculos XVIII e XIX das cidades e suas freguesias históricas.

Tem la sua validade o estudo das famílias em separado. Mas um estudo amplificado, como o que proponho, nos daria hoje a oportunidade de encontrarmos nossos enlaces genealógicos como peças de um quebra-cabeças a ser montado.

E mais importante, hoje poderíamos encontrar ancestrais mais longínquos de pessoas que se agregaram `as famílias dos estudos específicos do cônego. O que, alias, ate poderia nos oferecer a oportunidade de termos genealogias quase completas nesses 300 e poucos anos de ocupação territorial de Minas Gerais.

Embora com os registros em mãos, das antigas filiais da Diocese de Mariana, fez referencias a nascidos em ou agregados a famílias do antigo Inficcionado, atual Santa Rita Durão, e Congonhas do Campo. Mas parece que não tivemos a sorte de ele ter achado importantes nossos ancestrais que viveram nesses lugares.

Porem, ha que perdoa-lo. Era vigário da imensa Arquidiocese de Mariana. Havia muito trabalho a fazer alem desse divertimento. E se usava o provérbio: “Primeiro a obrigação e depois a devoção”.

Como os dados encontrados não me satisfizeram, continuei as buscas. E encontrei algumas menções aos personagens com sobrenome Barbosa, encontrados no trabalho do Carrara ou outros de minhas informações.

Por fim, lembrei-me dos livros do cônego Raimundo Octavio Trindade. Recorri mais uma vez `a preciosa ajuda do amigo Mauro Moura de Andrade. Ele prontamente enviou-me o VELHOS TRONCOS MINEIROS. Alias, reenviou, pois mandou-me antes e demorei a baixar, fazendo o envio perder a validade.

E o meu calculo ao buscar nos livros (a internet ja me oferece o GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO) do santo genealogista era esse: não espero encontrar um titulo abrangendo meus familiares, mas poderia ser que os encontrasse nas reminiscências dos agregados.

O que quero dizer com isso é que algumas vezes na menção aos membros das famílias estudadas o genealogista acrescenta: casou com fulano(a)……. filho(a)de……… e neto (a) de……. Dependendo, vai ate a algumas outras gerações anteriores.

Assim, procurei todo o primeiro livro para encontrar apenas uma referencia interessante a um Barbosa. E copio abaixo:

Tit. TASSARA DE PADUA

Pag. 195 “Tn6 Agostinho Jose Cabral, advogado, c. c. Isabel Maria Barbosa da Silva, filha do Conselheiro Quintiliano Jose da Silva que foi presidente da Provincia de 1845 a 1847 e de Maria Isabel Barbosa da Silva (Cf. Artur Resende – Geneal. Mineira, vol. II. 59). Filhos:”

Eh uma evidencia pálida. Mas foi a única que alem dos nomes dos personagens o cônego nos deixou a referencia literária na qual ampliar a noticia. Se o Barbosa é  dos nossos ancestrais pode ser ou não. Mas não custa verificar quando houver oportunidade.

Encontrei alguns outros agregados com o sobrenome Barbosa mas mesmo aparecendo em diversos casos outros, todos trazem apenas o nome do cônjuge que entrou nas famílias. Não ha referencias de pais. Alem disso, são de tempos mais recentes. Seria difícil liga-los a nossos ancestrais.

Mais `a frente vamos ver que esses Barbosa da Silva poderão descender do Mestre-de-campo Mathias Barbosa da Silva. Mas também pode vir de outros, inclusive dos nossos associados a alguém da Silva.

Aproveitei para extender meus estudos a outros personagens. O Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado, ao lado do Mestre-de-Campo Mathias Barbosa foram verdadeiras potências no início do Ciclo do Ouro. E eles entraram em meus estudos por mais de uma razão.

Ambos procedem da mesma área de Portugal. `Area esta que não fica muito distante da Cidade de Barcelos, local do qual o professor Dermeval disse que o Francisco Jose procedia. Ambos foram contemporâneos de nossos ancestrais.

Algo que também não deve ser coincidência eh o fato de o nosso ancestral Domingos Barbosa Moreira ter se casado com uma “baiana” (natural de Itabaiana que agora faz parte do Estado de Sergipe) e ter assentado residência na região do Serro.

Na biografia do Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado consta que residiu antes na Bahia. Tornou-se Capitão-Mor em Vila Rica, mas arrematou os dízimos das Comarcas de Sabará e Serro do Frio.

Talvez haja ai uma relação de pai e filho. Uma pena não termos os outros livros disponíveis na internet. Talvez haja alguma referencia a alguma ligação familiar entre eles. Alem disso, mais tarde entrariam na lista outros nossos familiares chegados depois.

Ao final desse texto postarei outros extratos dos livros do Cônego Trindade que talvez nos ajudem a localizar o paradeiro de outros nossos familiares que usaram outros sobrenomes que não o Barbosa.

Observa-se que a nossa ascendência no Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira nos vem através dos Borges Monteiro. Por descendermos do casal Daniel Pereira do Amaral e Maria Francelina Borges Monteiro podemos ter dois irmãos Barbosa como ancestrais. De antemão ja somos pelo menos duplo Barbosa, mesmo que não sejam irmãos.

De pronto podemos dizer que alem dos Borges Monteiro e Pereira do Amaral, descendem dos mesmos: os Rodrigues Coelho, a descendência do David Barroso, os Rodrigues Avila e pelo menos um ramo da família Faria e outras. Famílias todas da antiga região dominada pela Vila do Principe do Serro do Frio, atual Serro.

Por enquanto, segue o que encontrei a respeito dos expoentes do sobrenome Barbosa `a época do inicio do CICLO DO OURO em MINAS GERAIS.

************************************************************************

  1. Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado

Encontrado na tese: 01.  http://www3.ufrb.edu.br/simposioinquisicao/wp-content/uploads/2014/02/2013-Texto_Natalia_Ribeiro.pdf

O CRISTÃO-NOVO DIOGO NUNES HENRIQUES: A TRAJETÓRIA DE UM CONTRATADOR DE DÍZIMOS DAS MINAS ATÉ O PAÇO DOS ESTAUS (1670-1729)

NATÁLIA RIBEIRO MARTINS1

Pag. 05.

Destarte, talvez o laço mais importante que tenha estabelecido tenha sido com Sebastião Barbosa Prado, à época capitão da infantaria da Ordenança e também criador de gado, que posteriormente, quando capitão-mor das Minas, arrematou o contrato da Comarca de Sabará para o mesmo triênio arrematado por Diogo, pela Comarca de Vila Rica.

  1. http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434338138_ARQUIVO_ANPUH2015-ServindoestagracadeexemploparaosmaisqueservemnasMinas.pdf

“Servindo esta graça de exemplo para os mais que servem nas Minas”: as solicitações de hábito da Ordem de Cristo por vassalos mineiros na primeira metade do séc. XVIII.

TARCÍSIO DE SOUZA GASPAR

“Internamente, como demonstra o Quadro III, o termo da Vila do Carmo foi a localidade mais referenciada nos serviços, o que permite afirmar terem residido e trabalhado ali a maior porção relativa de aspirantes ao hábito. Vila Rica concentrou o segundo séquito de solicitantes, a que se seguiram, com incidências menores, vilas e áreas situadas na comarca do Rio das Velhas, como Sabará, Vila Nova da Rainha, Vila do Príncipe e o Sertão do São Francisco. A preponderância do Carmo se deveu a dois fatores interligados: a importância da vila, sede político-militar das Minas ao longo da década de 1710, morada dos governadores dom Brás Baltasar e dom Pedro de Almeida e de alguns dos mais destacados homens principais da capitania; e a extensão de seu termo, a abrigar distritos populosos como Sumidouro, Inficionado e Catas Altas, onde residiram alguns cavaleiros. No termo de Vila Rica, o distrito de São Bartolomeu abrigou dois requerentes e a sede principal, os demais. Comparada à da comarca do Ouro Preto, a representatividade do Rio das Velhas atesta a sua posição secundarizada.

Os cavaleiros dessa região haviam sido expoentes dos primeiros tempos, como Manuel Nunes Viana, *********Sebastião Barbosa Prado **********e Antônio Pereira Jardim, atuantes num contexto em que era maior a relevância estratégica do Rio das Velhas, núcleo dos principais paulistas, berço da guerra dos Emboabas e área de jurisdição disputada pelos governos do Rio de Janeiro e da Bahia.”

39 Sebastião Barbosa Prado Santa Marinha de Oleiros, Vila do Prado (Arceb. de Braga) Recôncavo (BA) Currais (MG) 13 anos e 20 dias H.C. e 100 mil réis de tença efetiva. H.C. e 20 mil réis de tença efetiva.
(23/7/1729)

Fui eu quem postou os asteriscos para facilitar a visualização do nome de Sebastião Barbosa Prado.

  1. http://www.ufjf.br/lahes/files/2010/03/c1-a9.pdf

Pag. 02

“Conforme tal tabela, em oito ocasiões as realizações obradas em 1720 foram utilizadas na solicitação de mercês e privilégios. Caso sejam considerados os pedidos de patente ou de sua confirmação, o número sobe para vinte. Dentre os mais relevantes, destaquei dois casos, a saber, ********Sebastião Barbosa Prado ******** e Henrique Lopes e Araújo.

Por volta de 1729, *****Sebastião Barbosa Prado***** escreveu a El-Rei dando conta dos seus valorosos serviços prestados em benefício do “bem comum dos povos” e de Sua Majestade. Afirmou ser natural da freguesia da Santa Marinha de Queiros, termo de Vila do Prado do arcebispado de Praga e filho de Gregório Gonçalves, assistente no recôncavo da cidade da Bahia. Como de costume nesse tipo de requerimento, *****Sebastião Barbosa *****enumerou suas ocupações; serviu como almotacé em Vila Rica por eleição dos oficiais da câmara; ocupou, em 1713, o ofício de tesoureiro da Fazenda Real, dos bens confiscados aos presos pelo Santo Ofício e da fazenda dos defuntos e ausentes em Vila Rica e seu termo; fez “um grande serviço a Vossa Majestade” na ocasião em que arrematou o contrato da Bahia por 25 arrobas “devendo-lhe o grande crescimento que teve aquele contrato”; auxiliou na angariação de recursos para o estabelecimento da Casa da Moeda em função da junta convocada por D. Lourenço de Almeida com os principais das Minas para darem execução ao seu estabelecimento; por fim, *****Sebastião Barbosa***** declarou que serviu ao governador D. Pedro de Almeida, conde de Assumar, com muitos negros seus armados na contenção da revolta de Vila Rica; termina sua solicitação ressaltando que El-Rei havia

5 Faz-se necessário ressaltar que o número total por mim reunido acerca dos indivíduos que atuaram na revolta converge em 154 nomes.

Pag. 03.

ordenado a D. Lourenço de Almeida lhe agradecer por essa realização, sendo que lhe faria muito quando houvesse ocasião.6

*****Sebastião Barbosa Prado***** estava valendo-se de seus serviços para solicitar a El-Rei o Hábito da Ordem de Cristo com cem mil réis de tença efetiva. Não estou sugerindo que a participação na contenção da revolta de Vila Rica, como foi o caso de *****Sebastião Barbosa,***** tenha funcionado como pedra angular na solicitação do suplicante. Também não é relevante para os objetivos propostos saber se a solicitação foi atendida. O que proponho é destacar uma das facetas da instrumentalização da participação em 1720, qual seja, sua utilização como moeda de negociação objetivando mercês e privilégios. A partir de 1720, os indivíduos principiaram a incorporar suas contribuições na contenção da revolta em suas solicitações e requerimentos por mercês e privilégios. Repito, o episódio referiu-se a um pleito pela mercê do Hábito da Ordem de Cristo.”

**************************************************************************************************

  1. OBSERVACOES:

Algo que sempre quis saber foi o posicionamento de nossos ancestrais em relação ao episódio da INCONFIDÊNCIA MINEIRA. Claro, ela aconteceu quase 70 anos após 1720.

E nossos ancestrais, mesmo alguns sendo portugueses de nascimento, também eram mineradores, e muitos dos inconfidentes foram portugueses. Eu queria saber justamente a posição do Alferes de Milícias Jose Coelho de Magalhães.

Esse devera ter nascido em torno de 1730 e 1750. Era português, talvez procedente da Freguesia de Cête do Concelho de Paredes. Não tenho nada que indique isso, apenas a menção ao local pelo professor Nelson Coelho de Senna. Mas isso não vem ao caso agora.

A Revolta de Vila Rica, também conhecida como Revolta de Felipe dos Santos, aconteceu em 1720. Para melhor clarear aos que não tem familiaridade com a Historia de Minas Gerais, aconselho o texto curto:

http://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/?revoltas_categoria=1720-revolta-vila-rica-minas-gerais

Algo de interessante a respeito do desfecho dessa revolta é ela relembrar com realismo alguns fatos da atualidade. Veja que a revolta, a principio, eh encaminhada sem nenhum planejamento.

Foi iniciada e liderada por aqueles que estavam com a barriga cheia que queriam manter seus ganhos, mesmo que esses ganhos fossem ilícitos. No caso, a circulação de “ouro em po” facilitava ludibriar o fisco.

A escolha da época também foi errada. Entre os mineradores não havia ainda a formação de um sentimento realmente nativista. Mesmo que muitos brasileiros ja pudessem ter um sonho de liberdade, o que estava acontecendo no momento não favorecia.

Isso porque ate então a população genuinamente brasileira era pequena. As Províncias não eram concebidas como parte de um mesmo pais. Pernambucano, baiano, paulista eram denominações que se usavam como se fosse de países diferentes.

Alem disso, com a descoberta do ouro de aluvião, `a época ha apenas 22 anos atras, provocou um movimento migratório intenso de portugueses para a colônia.

Portugal vivia num sistema praticamente medieval. As pessoas bem colocadas e informadas sobreviviam em torno de privilégios, os quais eram concedidos pelo governo central, ou seja, o rei. Então, os que possuíam algo tinham algum sentimento de gratidão para com sua majestade.

Nesse caso especifico, ha também a influencia do analfabetismo ortográfico, funcional e politico no qual se vivia. O sistema educacional era praticamente inexistente. Justamente para que o povo não criasse ideias de independência.

Mas nesse movimento perdeu-se a grande chance de se colocar o Brasil na vanguarda mundial do pensamento político. Se os próprios portugueses em terras brasileiras tivessem alguma aspiração de futuro melhor, eles teriam chegado `as mesmas conclusões que os patriarcas da Revolução Americana chegaram.

Foi a oportunidade de os moradores do Brasil: portugueses, brasileiros, espanhóis, nativos e africanos terem se unido e declarado a Independência. Isso teria sido estratégico porque os ouro, diamantes e outras pedras poderiam ter sido usados para criar uma civilização avançada.

O restante viria a rodo, pois, os povos que mais tarde preferiram dirigir-se para as Américas, passariam a automaticamente escolher ao Brasil e não aos Estados Unidos, com a vantagem maior de essa migração iniciar-se com quase um século de antecedência.

Nesse caso, os migrantes que desenvolveram o embrião da nação desenvolvida que se tornaram os Estados Unidos teriam se dirigido para o Brasil e, nesse caso, a genialidade deles seria a mesma, apenas mudaria sua aplicação de lugar.

O movimento de Felipe dos Santos, contudo foi como o que se verifica atualmente no Brasil. Muito entusiasmo de um lado e muita esperteza do outro.

Não se pode culpar ao Capitão-Mor Sebastião Barbosa Prado de ter servido `a metrópole em detrimento da colônia. Ele era português e empregado do rei. Fazia a fiscalização dos caminhos por onde as mercadorias, especialmente o ouro e os diamantes, passavam para cobrar o que era devido pela lei, assinada por ela, `a sua majestade.

E por esse trabalho era regiamente pago. Conhecendo a natureza humana, era mesmo impossível esperar atitude diferente de um fiel vassalo.

A intentona, porem, caiu no lugar comum e histórico. Terminou no mesmo script das outras no Brasil. Os revoltosos foram derrotados e escolheram um bobo-da-corte para servir de lição ao povo.

Como se pode observar, os verdadeiros lideres foram: “Pascoal da Silva Guimarães, Dr. Manoel Mosqueira da Rosa, Frei Vicente Botelho e Frei Francisco de Monte Alverne (ou Manuel Nunes Viana).

Algo de nota eh que Manuel Nunes Viana era reincidente em revoltas. Ele foi lider dos Emboabas, nas escaramuças que se deram durante aquela guerra. Havia acontecido entre 1707 a 1709. Foi perdoado e assumiu o habito de monge para evitar maiores suspeitas a respeito dele.

Ao que parece, a execução de Felicio dos Santos foi a mais cruel possível. Antigamente faziam a representação de 4 cavalos puxando cada membro dele. O trabalho diz que foi enforcado.

Mas eh possível que o que se fez mesmo foi usar 8 animais. Quatro de cada lado, ligados por arreios a um arrastão de madeira. Em cada ponta dos arrastões eh que se ligaria as cordas que se prenderiam aos membros do executado.

A morte seria crudelissima. Isso porque, a não ser que a tração provocasse a ruptura da coluna espinhal, os membros se separariam do corpo, que permaneceria vivo por minutos agonizantes. A morte se daria pela hemorragia, embora contida em parte por causa do estiramento dos vasos sanguíneos, o que bloquearia em parte a hemorragia profusa.

Esse quadro foi copia do que se usou na pessoa de Jeronymo Barbalho Bezerra em 1661, por causa da liderança dele no movimento chamado “A REVOLTA DA CACHAÇA”. Nesse caso, a revolta nada tinha a ver com independência. Era contrario `as corrupções do governo do Rio de Janeiro, embora, também para proteger os ganhos dos produtores.

Nesse caso de 1661 os revoltosos depois tiveram o ganho de causa nos tribunais. Mas para Jeronymo o perdão chegou mais que tarde. Não virou sequer símbolo de alguma coisa.

A dose se repete na Inconfidência Mineira. O pato da vez foi o Joaquim Jose da Silva Xavier.

Em 1817 temos o Frei Caneca como a vitima da expiação dos pecados do mundo. Mais tarde, mesmo sem vitimas fatais como exemplo para a horda popular, houveram as revoltas liberais.

Vejam que quanto mais tenebrosas possam parecer as execuções, trata-se de com isso infligir terror na população para que ela ficasse acomodada em seu lugar. Esse eh o chamado terrorismo de Estado. Que muito se tenta impor no Brasil atual através das execuções extrajudiciais e condições subumanas de cárcere. O recado eh simples, não mexa conosco, pois, você terá que enfrentar tais consequências.

Em 1889, Proclamação da Republica, a própria família real foi vitimada com o confisco de bens e o exílio.

A seguir, com exemplos sanguinários, houveram as punições aos seguidores de Antonio Conselheiro e aos Revoltosos da Chibata.

Ou seja, o que se vê de comum em todos os movimentos reprimidos no Brasil eh a escolha de vitimas, com a clara intenção de mandar o povo ficar quietinho em seu lugar, pois, quem se revoltar poderá ser a próxima vitima.

No atual movimento golpista brasileiro ja escolheram o trofeu ou a vitima. Trata-se de Luiz Inacio Lula da Silva. O problema para os golpistas eh que ele esta demonstrando ser “duro de matar”.

Querem fazer parecer que tudo eh legal mas dessa vez ha uma parte da população que não aceita o conchavo.

Por ai se vê o quanto se torna precioso o conhecimento mais detalhado da Historia para se defender de possíveis mal feitos dos políticos. Se todo mundo conhecesse os fatos do passado em detalhes, teria a consciência de que eles se repetem sempre, com pequenas variações aqui e acolá.

Se todos soubessem dessas coisas, talvez agora não estaríamos tantos passando tanta vergonha por ter auxiliado o pior acontecer. Teríamos abraçado outros métodos de combate `a corrupção que dessem resultados realísticos e sem o sacrifício de alguém para intimidar o próprio povo. Ou fazer o povo sofrer tanto quanto o esta.

As teses numero 02. e 03. trazem informações ligeiramente contrastantes em relação `a procedência do capitão-mor Sebastião Barbosa Prado. O primeiro indica que ele procedia de Santa Marinha de Oleiros, Vila do Prado.

O segundo como Santa Marinha de Queirós, mas da mesma Vila do Prado. Em ambos os casos, do Arcebispado de Braga. Embora esteja escrito Praga nesse ultimo.

A Freguesia de Santa Marinha ainda existe. E atualmente faz parte do Concelho de Vila Verde:

https://www.google.com/maps/place/Santa+M.nha,+Portugal/@41.7149719,-8.3814049,14z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0xd250466222dec33:0x500ebbde4908520!8m2!3d41.7019246!4d-8.3623307?hl=en

Fica no Distrito (Estado) de Viana do Castelo. Alem disso, não muito distante de lugares como: Barcelos, Braga, Ponte de Lima e a própria Viana do Castelo. Cidades que estão no Norte de Portugal, e próximas da fronteira com a Galiza, na Espanha.

Nossos primeiros ancestrais chegados de Portugal para povoar a Capitania de Pernambuco procediam da mesma região. Justamente aquela que fora chamada de Entre-Douro e Minho, ou mais frequentemente apenas Minho.

Interessante eh que outras freguesias nas adjacências indicam a possível procedência de sobrenomes comuns entre nos. Entre eles podemos anotar Sa, Ribeira(o), Passos, Lajes, Quintais, Senra, Barros, Ramalha(o), Quintela, Nogueira e outros. Embora, alguns desses nomes se repitam em diferentes locais de Portugal.

De grande interesse eh observarmos que o capitão-mor Sebastião e o sargento-mor Domingos Barbosa, a principio, se mudaram para a Bahia. No caso do capitão, isso eh confirmado nas teses e estudos. (“assistente no recôncavo da cidade da Bahia”).

No caso do Domingos, isso pode ser verdade porque ele casou-se com Tereza de Jesus, brasileira, natural de Itabaiana. Que `a epoca fazia parte da Bahia, porque o territorio de Sergipe estava anexado `aquela Província. Depois, 1823, Sergipe foi emancipado.

Se não for um simples caso de coincidencia, e por não termos datas de nascimentos para os dois personagens, podemos supor como linha de investigação que, foram irmãos ou tiveram uma relação de pai (Sebastião) e filho (Domingos).

Caso seja verdade, poderíamos inferir que entre os nossos ancestrais encontra-se mais um ou dois nomes, ou seja, Gregorio Gonçalves e Sebastião Barbosa Prado.

 

************************************************************************

 

3. UMA TEORIA QUE LOGO SE QUEDA!

`As vesperas do Halloween escrevi e postei essa mensagem:

INSERCAO AO
https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/
Quem desejar rever a Historia toda seja benvindo `a pagina do meu blog. Fiz um acréscimo interessante quase ao final da pagina. Ao que me parece, vamos ter que rever o verdadeiro nome de um de nossos ancestrais.
Se a mudança que sugiro estiver correta, então, esta aberta a porta para somar mais gente `a nossa parentela. O que acrescentei esta abaixo:
“Apos toda essa escrita pronta, no dia 30.10.17, ocorreu-me uma inspiração que talvez tenha encaixado de vez o nosso parentesco com o Capitão-Mor Sebastião Barbosa.
Recordei-me que o professor Dermeval identificou aquele nosso ancestral como Francisco Jose Barbosa Fruão. E, obviamente, não se pode esquecer dos problemas resultantes da ma conservação de documentos antigos no Brasil.
Infelizmente, Dermeval Pimenta apenas menciona o fato sem indicar uma fonte exata na qual encontrou a informação.
Mas por outras traduções da escrita antiga para a atual em que enganou-se nos significados, penso que a ligação entre os dois personagens fica `a vista, ao se levar em conta que não consegui confirmar a existência do sobrenome Fruão em nenhum outro lugar.
O que penso que possa ter acontecido é que a parte superior da palavra foi danificada no documento original. Não precisa nem mesmo reescreve-la ao modo manuscrito para verificar-se o que estou enxergando.
Basta completar o F, transformando-o em um P. Fechando-se o u, obtemos um a. E ao ã basta ligar o til ao a. Contudo, devemos nos lembramos que o “a” manuscrito é o circulo com a pequena puxada, semelhante ao d.
Agindo assim, fica fácil verificar que o Fruão na verdade é o Prado.
Para comprovar minha hipótese, o que fiz foi escrever Prado ao modo manuscrito. E com o papel liquido apaguei os excedentes, permitindo transformar o sobrenome em Fruão.
Acredito que essa seria a evidencia mais forte que temos de grau de parentesco entre o Sebastião e nosso ancestral Francisco Jose, alem do Barbosa de ambos.
Juntando as informações, ja mencionadas, de que o Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira primeiro passou pela Bahia (ou casou-se com uma baiana em Minas Gerais) e o Capitão-Mor Sebastião fez o mesmo trajeto, ha que desconfiar-se que os três personagens pertenceram a uma mesma família.
Nesse caso, sem envolvimento com o Antonio Barbosa de Sousa da Silva registrado no sitio geneaminas.com.br como pai do Francisco Jose e do Domingos.
A possibilidade aqui seria a de que o Sebastião e o Domingos tenham sido irmãos. E o Francisco Jose tenha sido filho de um dos dois. Ou haverão outros membros da família envolvidos no parentesco, dos quais ainda não temos noticias.
Se todos forem primos, a origem final será a mesma!”
Pareceu-me que a teoria acima fosse ótima. E creio que seja mesmo como um exercício de treinamento mental.
Mesmo descobrindo que a hipótese não se comprova ha que se manter a mente aberta para as possibilidades. E, claro, penso que a transformação do Prado em Fruão teria sido perfeitamente possível.
Ontem `a noite, porem, ainda em dia de Todos os Santos, retornei `a internet para testar o nome do ancestral Francisco Jose. De pronto descobri que não apenas o sobrenome Fruão existe ou existiu como ha outros dignos representantes dele.
No Google Livros encontrei a menção ao dr. Francisco da Villas Boas Fruão. Trata-se de uma carta de sesmaria, passada em 1741, e copiada na Revista do Arquivo Publico Mineiro, volume 7, parte 1.
A carta foi passada ao Pe. Antonio de Almeyda Barros Margulhão, assinada pelo nosso conhecido Gomes Freyre de Andrade.
Ha também outro livro escrito em francês. De nome “Voyage au Zambese”, de autoria de Paul Guyot.
`A pagina 259 ele menciona o governador de Tête Antonio Roberto de Barbosa de Villas Boas Fruão. A data para o fato circula entre 1807 e 1808. Interessante para mim foi que recordei um pouquinho do meu fraco francês.
Saber disso ja seria algo semelhante a estar em Virginópolis, numa roda de amigos e primos, iniciando o ritual de tomar uma cachaça de jabuticaba pura. O gosto do desmentido torna-se difícil de tragar, como se da com a primeira dose da cachaça. Mas, depois, tudo torna-se so alegria.
Mas como não basta pouca alegria, encontrei a prova final de que nosso ancestral chamava-se mesmo Francisco Jose Barbosa Fruão. Tudo esta numa tese, cujo endereço é o seguinte:
http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf
Trata-se de uma tese de doutorado em Historia, do professor Cristiano Oliveira de Sousa. A tese foi defendida perante a banca da Universidade Federal de Juiz de Fora. E o nome bastante pomposo foi:
“Prestigio, poder e hierarquia: A “elite dirigente” da Venerável Ordem Terceira de Sao Francisco de Assis de Vila Rica (1751 – 1804).”
A tese torna-se um livro completo. São 383 paginas no total. Todas ocupadas com os mínimos detalhes da Historia e existência da sagrada Ordem Terceira. Um tratado como aqueles que gosto de fazer a respeito de tudo que escrevo.
 
De mais útil para o momento, busquei porque no enunciado do endereço no google surgia o nome do nosso ancestral. E não foi fácil encontrar a primeira menção a ele que identifiquei.
 
A leitura foi ultra super dinâmica. Passando as vistas nas paginas e atentando para as letras maiúsculas, particularmente que indicassem nomes de pessoas. Ja estava pensando em deixar isso para depois quando deparei-me com o quadro de “Mestres de Noviços” `a pagina 161.
 
A lista se encontra em ordem alfabética e o decimo relacionado não é outro que não o ancestral Francisco Jose Barbosa Fruão. Exatamente, com todas essas mesmas letras.
 
Ao descobrir mais 3 vezes que o nome aparece, conclui definitivamente que não houve engano algum em relação `a transcrição do nome.
 
`A pagina 246 temos um quadro de ofícios ocupados pelos membros da Ordem. Francisco Jose aparece em 1753 como “Juiz das demarcações e medições das sesmarias”.
 
`A pagina 273, melhores informações a respeito da pessoa. Ali temos:
 
data de entrada: 02/1747
data de profissão: 10/1747 
* 1753, Juiz das demarcações e medições das sesmarias 
* 1764, Mestre dos Noviços
 
`A pagina 378, em novo quadro, para o ano de 1764, o nome dele aparece na chapa eleita como Mestre dos Novicos.
 
Apenas para observação. Não estava procurando. Apenas vi porque passei os olhos. No ano de 1773, daquele quadro, surge dona Páscoa da Ressurreição de Jesus. Ela foi ministra da Ordem para o sexo feminino.
 
O nome Páscoa da Ressurreição de Jesus era muito comum. E uma delas foi a filha do Capitão-Mor Jose da Costa Barbalho. Essa casou-se no Rio de Janeiro em 1703. Poderá então ter sido uma filha desta ou a própria. Parte da família instalou-se na área de Vila Rica.
 
Mas essa sera pesquisa para outra ocasião.
 
Ainda não passei olhos para ver se encontro o nome de nosso ancestral no texto. O professor Cristiano de Oliveira tomou alguns nomes dos irmãos da Ordem e deu alguma esmiuçada em detalhes biográficos deles, como local de nascimento, possíveis datas, nomes de pais etc.
 
Se não tivermos a felicidade de encontrarmos na tese essas descrições, pelo menos fica na lista de abreviaturas os nomes das instituições onde se encontrarão dados individuais dos membros da referida Ordem Terceira.
 
Provavelmente encontrar-se-ão detalhes maiores no Arquivo Histórico da Casa dos Contos, Arquivo Histórico do Museu da Inconfidência – Casa do Pilar, Arquivo Histórico da Paroquia de Nossa Senhora da Conceição, Casa dos Contos e na Camara Municipal de Ouro Preto.
 
A tese em si pode não servir-nos nas particularidades maiores da biografia de nosso ancestral, mas será útil para verificação de muitas outras genealogias que renderam descendência a partir de Minas Gerais para todo o Brasil.
 
Alguns nomes mencionados são históricos e recorrentes, exatamente por causa da grande riqueza que alguns membros detinham.
 
A Ordem era composta pelas elites. Mas quando se fala a palavra ha que restringi-la porque muitas pessoas eram incluídas nelas pelo simples fato de terem sido brancas. Esse era o primeiro passo para obter privilégios. Os privilégios geravam posses.
 
Os que ocuparam postos na Ordem deverão ter sido os mais ricos. Contudo, ha no trabalho a ressalva de que o cargo de “Mestre de Noviços”, ocupado por nosso ancestral, era reservado para os menores, dos irmãos maiores da Ordem.
 
Ou seja, deve ter sido de classe media-baixa. Não ficou determinado ainda qual era a atividade profissional que ocupava. O trabalho menciona que a Ordem Terceira de Vila Rica era formada em sua maioria absoluta por pessoas com profissões urbanizadas.
 
Possível será que o Francisco Jose Barbosa Fruão tenha tido como profissão quaisquer dos serviços mecânicos ou da área intelectual. Mas somente depois de melhores estudos podemos confirmar ou negar isso.
 
Um detalhe que ficou patente foi que a data de falecimento para ele, postada no site geneaminas.com.br, como sendo em 1725, não se comprova.
 
Penso inclusive ser difícil ele ter nascido em tal data. Isso porque entrou para a Ordem Terceira de São Francisco em 1747. Ocasião em que, se a data fosse verídica, estaria com 22 anos de idade. A media de entrada na Ordem girava em torno dos 35 anos. Mas raramente excedia a 50 anos.
 
Para entrar-se seria necessario ter posses elevadas em relação `a media da população. E isso comumente so surgia após o cidadão completar 25 anos de idade. Difícil seria. Mas ha que se ressalvar que não era impossível. Proibido era ser menor de 18 anos.
 
De qualquer forma, esta ai um grande aprendizado novo!
 
Uma coincidencia foi a da minha primeira visita que fiz a Ouro Preto. Estavam a Albina (Bininha) da tia Ruth e um amigo dela de nome Eliseu. Foi a única vez que o vi na vida, em 1978, e o nome não me saiu da memória!
 
Estando la, o que mais me encantou foi a fachada da Igreja de Sao Francisco de Assis. Estava recém ou em processo de restauração. Inclusive bati uma foto do monumento que ficou perfeita. Devido `as obras não pudemos ver como era o interior.
 
A maquina era daquelas que se respirasse, a foto saia tremida. Como não havia tripe para coisa tão barata, coloquei a câmera sobre um muro de pedra próximo para dar a estabilidade necessária.
 
Nem eu nem a Bininha jamais poderíamos imaginar que estivéssemos perante a uma obra da qual nosso ancestral fez parte.
 
Verifiquem foto da Igreja:
 
http://www.ouropreto.com.br/atrativos/religiosos/igrejas/igreja-sao-francisco-de-assis
 
Apos ao que escrevi acima, rebusquei um pouco mais na internet. Ai encontrei mais este endereço:
https://archive.org/stream/saofranciscodeas00trin/saofranciscodeas00trin_djvu.txt
Trata-se do texto: “São  Francisco de Assis de Ouro Preto: Cronica Narrada Pelos Documentos da Ordem” de autoria do Cônego Raimundo Octavio da Trindade. Dei apenas uma passada d’olhos dinamica.
Encontrei 2 informações com conteúdo útil para nossas pesquisas. Não estou aqui desmerecendo o livro. Ele descreve a construção da Igreja de São Francisco em mínimos detalhes. Outras pessoas poderão verificar a presença de seus ancestrais entre os milhares ali citados.
Talvez tenhamos tido menor sorte de não vermos os nossos. Mas encontrei ao redor da pagina 244 a lista de ministros da Ordem. No ano de 1875, naquela pagina, consta o senhor Francisco Afonso Painhas.
Acontece que `a mesma época, ou pouco antes, terá nascido nosso tio-avô Joaquim Afonso Painhas, em Portugal, sem menção a lugar. Por volta de 1904 ele vem a casar-se com tia Adelina Coelho Magalhães.
Tia Adelina nasceu do bisavo Marçal de Magalhães Barbalho, em 24.6.1878 sem a menção ao nome materno em nossos livros genealógicos.
Joaquim e tia Adelina tiveram seus filhos: Vicente (1905), Geraldina (Sinhá) (1908), Joaquim (1914) e Maria (Mariinha) (1917) na mesma cidade de Ouro Preto.
Fica ai a possibilidade e quase certeza que Francisco e Joaquim Afonso Painhas terão algum grau de parentesco, muito provavelmente serão pai e filho.
O outro detalhe importante foi que ha a menção de contendas entre a Ordem e algumas pessoas. Ha uma pequena lista `a pagina 247. Ou, pelo menos é o que presumo, pois, no texto ha um salto entre a pagina 247 para a 254.
Porem, constam da lista:
  1. Francisco Jose Barbosa, letrado
  2. Francisco Barbosa Truão, advogado.
Antes dos nomes ha essa promessa do cônego:
“De alguns destes pleitos tratarei em outra parte deste trabalho. Nessas contendas, aparecem as seguintes pessoas:”, então segue a lista.
Ao repassar a vista no texto não encontrei menções aos pleitos. Mas talvez fica adiantado que muito provavelmente o nosso ancestral exerceu mesmo uma função intelectual.
No caso, ele pode não ser um contendor. Pode ter exercido a defesa da Ordem da qual fazia parte. Mas como não são apresentadas datas na lista, não se pode dizer que seja mesmo nosso ancestral em um ou em ambos os casos.
E agora pode ser que tenhamos que encontrar uma fonte desempate para a verdadeira grafia do nome que seria, talvez, Truão e não Fruão.

 

 

************************************************************************

4. CORONEL MATIAS BARBOSA DA SILVA

Recordei-me do nome porque o fixei desde quando estudava na Universidade Federal de Viçosa, MG. Vez por outra o ouvíamos. O que eh natural, pois, foi ele o fundador de Barra Longa, também na Zona da Mata Mineira.

No livro: “GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO”, o autor: Cônego Raimundo Trindade, dedicou um capitulo a ele. Pouca coisa diz, principalmente a respeito de sua genealogia. Menciona apenas a filha que deixou descendência em Portugal. E filhos extra-maritais, tendo apenas um sido nomeado: Joao Barbosa. Ha que ler-se a biografia e a parte do Testamento deixado pelo personagem:

http://www.arvore.net.br/trindade/TitMatias.htm

O Cônego Trindade era natural de Barra Longa e esse livro dele descreve exatamente algumas genealogias ligadas `a família dele. Esperava que ele dedicasse um pouco mais ao fundador local. Talvez o tenha feito no “VELHOS TRONCOS MINEIROS”. (Apos verificado a resposta foi negativa).

Como se ve, o cônego o dava por nascido em Santa Marinha de Anais, Concelho de Penda, Arcebispado de Braga. Na verdade, o Concelho era o de Penela. Era apenas a dificuldade de traduzir os (a)rabiscos do passado.

Em 1700 esse sertanista ja estava no Brasil, quando adquiriu uma concessão de sesmarias na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Local que transformou em um “Registro”, ou posto de recolhimento fiscal. E na atualidade é o local onde esta a cidade deixada pelo povoador, atualmente com o nome de Matias Barbosa.

O “Registro” era o local onde se cobravam os impostos imperiais. Por isso, não se deve admirar que o personagem tenha se transformado em uma das pessoas de maiores fortunas de todas as Américas. Basta verificar o pouco do testamento para constatar isso.

Embora deva ter sido mais velho que os outros personagens que estamos estudando, procurei os dados dele porque pode ser um aparentado de todos, ja que compartilham o sobrenome Barbosa. Refiro-me por enquanto a: Domingos Barbosa Moreira, Sebastião Barbosa Prado e Antonio Jose Barbosa Fruão (ou Frois).

Alem disso, Santa Marinha de Anais fica atualmente em Vila Verde. Ou seja, fica no mesmo Concelho onde existe a outra Santa Marinha, a do Prado, onde nasceu o Sebastião Barbosa Prado. E um pouco de sua Historia pode ser lida no endereço:

http://jf-anais.com/historia/

Como se pode observar, não fica longe de Barroselas, outro local no qual encontrei possíveis vínculos com os Barbosa.

Do testamento do mestre-de-campo e coronel, Mathias Barbosa da Silva, o cônego Raimundo Trindade, entre outros, destacou os trechos:

“….e não ter eu ainda cargo algum que constituísse no grau de Nobreza necessária pura me serem os filhos naturais insucessiveis, pois só vivia então do algum negocio, com que andava de uma parte para outra, mas não a cavalo, porque nem o possuía, nem os havia a esse tempo em Santos e São Paulo, de sorte que por falta d’elles até o. cabos de guerra e pessoas principaes da terra todas andavam a pé…….”

“…(Estava o testador em duvida sobre ser ou não ser seu filho um certo Joao Barbosa) ………que sendo seu filho o dito Joao Barbosa, pode ser seu herdeiro, por eu e ela sermos ambos solteiros………….”

“Declaro que tenho somente uma filha por nome Dona Maria Barbosa da Silva, que se acha casada com o Brigadeiro Domingos Teixeira de Andrade, os quaes do Rio de Janeiro passaram para o reino e nelle vivem……….”

O primeiro trecho é antológico. Em outras palavras o cel. Mathias Barbosa da Silva deixa atestado que não somente ele quanto os maiorais de Sao Paulo estavam “batendo na bunda de quem passa”, trocando em miúdos: eram pobres.

Foi preciso encontrar o ouro e pedras preciosas das Minas Gerais para que isso fosse se modificando. Obviamente ele não levou em conta alguns potentados daquele tempo que viviam da captura e venda de indígenas como escravos, como foi o caso da família de Fernão Dias Paes Leme.

Da Historia do Municipio de Matias Barbosa temos que o próprio obteve uma concessão de sesmarias em 1700. E segundo a biografia exposta no Wikipedia, ele obteve a patente de mestre-de-campo também em 1700.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Matias_Barbosa_da_Silva

Nessa mesma biografia temos que faleceu em 25 de julho de 1742. Nada afirma a respeito do quanto tempo viveu para que calculássemos quando nasceu. Mas, por ter obtido a patente, ha que supor-se que ja não era tão jovem em 1700, deveria estar acima de 30 anos, mas sem uma quantidade mais precisa.

Por ter falecido em 1742, podemos esperar que estivesse numa faixa de idade máxima por volta do 40 anos então.

Nisso se encaixam a menções biográficas. Ali ele reconhece que teve filhos naturais. Mas o reverendo cônego não se dignou a menciona-los. Temos nas duas fontes que foi filho de Francisco Gomes da Silva e D. Isabel Barbosa de Caldas.

O que posso dizer com isso eh que levanto aqui a possibilidade de o Cel. Mathias Barbosa estar na faixa de 40 anos, por volta do ano de 1700, e ter sido pai do Gregorio Gonçalves, que foi o pai do Domingos Barbosa Prado.

Essa suposição se basearia em uma evidencia um pouco fraca, pois, não tenho dados mais precisos com os quais se possa calcular as idades dos outros. Em 1723 o Domingos ja era Sargento-Mor na Vila do Principe do Serro do Frio.

Ou seja, ou ja deveria ter alguma maturidade maior em termos de idade ou teria algum apadrinhamento forte. No caso, se Mathias foi o avo dele, isso poderia ter ocorrido. Poderia alcançar o cargo por volta dos 23 anos, o que não seria tão anormal nem comum.

De qualquer forma os próprios Barbosa mais jovens da época poderiam ter sido filhos, que talvez estejam relacionados no testamento completo do coronel.

E são diversos os desse sobrenome mencionados no “LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA DA REAL FAZENDA DE MINAS GERAIS – 1722-1727”.

Outros dados que encontrei, que parecem estar ligados aos nossos familiares, podem ser verificados no endereço:

https://www.geni.com/people/Antonio-Barbosa-da-Silva/6000000021210136563

Segundo os dados encontrados atualmente no geneaminas.com.br, o cel. Antonio Barbosa da Silva teria sido irmão do Francisco Jose.

O que resta eh provar que o Francisco Jose seja mesmo parte desse núcleo familiar. (Vejam o que esta nos escritos abaixo do gráfico da família do cel. Antonio).

Vejam que na parte do testamento que o Cônego Trindade reproduziu o Mathias Barbosa havia reconhecido ter tido filhos (no plural) fora do casamento. Mas o cônego mencionou apenas um, Joao Barbosa.

Pode ser que iremos entrar na herança genealogica dele de alguma forma, pois, tanto o Domingos quanto o Francisco Jose poderiam ter sido filhos dele. Pelo menos, enquanto não encontrarmos com certeza quem foram os pais deles.

O triste ai foi a hipocrisia de epoca. Aos pais extra-conjugais era permitido ignorar a existencia desses filhos, sob a alegação de que a mãe pudesse ter mantido relações com outro homem e não se podia provar em contrario.

E muitos pais extra-conjugais do passado, mesmo tendo a certeza de que os filhos eram seus, usavam do expediente de torna-los “cidadãos de segunda classe”. Quando muito lhes deixavam algumas “esmolas” da herança.

Os mais conscientes procuravam dar um meio de vida a esses filhos. Nos casos de pessoas influentes como o Mathias Barbosa, poderiam ajuda-los a comprar terras longe do local onde criavam suas famílias “legitimas”.

A hipocrisia era a de pensar-se que as chamadas familias “legitimas” tinham toda a primasia. Era como se um filho extra-conjugal que herdasse estivesse roubando de seus irmãos “legítimos”.

E, infelizmente, essa “legitimidade” e “bastardia” se encontram como nódoa ate hoje no imaginário do publico brasileiro comum. Basta ver aqueles que se julgam mais donos dos destinos do pais porque descendem mais da Casa Grande e não tanto das Senzalas!!!

************************************************************************

5. MATIAS BARBOSA II

Uma tese que encontrei na internet, porem, não li mas que traz informações a respeito da família de Matias Barbosa da Silva é essa:

“O DECLÍNIO DAS PROPRIEDADES DA FAMÍLIA SOUZA COUTINHO NA CAPITANIA DAS MINAS GERAIS

Francisco Eduardo Pinto1”

Deixo ai a dica de pesquisa para o caso de a posteriori descobrir-se algum parentesco conosco.

***************************************************************************

6. http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf

O Professor Angelo Alves Carrara fez a tradução do manuscrito e reproduziu os resumos das contribuições feitas ao fisco pelos “homens bons” da época na Província de Minas Gerais.

No livro não aparece nenhuma contribuição fiscal feita pelo coronel Mathias Barbosa. Talvez o tenha feito no Rio de Janeiro. Ou o tenha feito através de terceiros. Existem menções a pagamentos feitos por câmaras municipais sem explicar-se em nome de quem.

Fiz uma leitura com anotações dos nomes acompanhados de sobrenome Barbosa e as numerações nas quais aparecem. Na primeira parte são 520 anotações. O nome Sebastião Barbosa Prado eh um recordista. Aparece nos números:

pag. 40: 8, 9 e 22;

pag. 41: 41;

pag. 43: 63;

pag. 46: 106 e 107;

pag. 47: 125;

Pag. 48: 139 e 146;

Pag. 49: 163;

pag. 50: 172;

pag. 51: 185 e 188;

pag. 52: 205;

pag. 55: 251, 256 e 162;

pag. 56: 179, 180 3 281;

pag. 58: 311;

pag. 63: 391, 392 e 394.

Ou seja, algo em torno de 5% das anotações de contribuições foram feitas em nome do capitão-mor Sebastião Barbosa Prado.

Os outros Barbosa aparecerem apenas uma vez cada:

Domingos Barbosa Moreira: pag. 46 no. 101

Francisco Rebelo Barbosa: pag. 51 no. 190

Sebastião Barbosa Pereira: pag. 52 no. 203

Francisco Leite Barbosa: pag. 54 no. 242

Barbosa Rosa: pag. 62 no. 386

Jose de Abreu Barbosa: pag. 64 no. 425

Francisco Barbosa Mesquita: pag. 69 no. 515

Numa seção seguinte, que o autor alega leitura dificultosa pela qualidade de conservação do livro, encontra-se o nome Barbosa da Costa Bandeira: pag. 69 no. 26.

Soma-se a esses nomes o do Francisco Jose Barbosa Fruão que, talvez assinasse Frois. O nome dele não se encontra na lista. Possivelmente será porque ou não tinha poderes ou nasceu em épocas mais recentes.

Isso eh o que indica, pois, a filha dele, Francisca Angelica da Encarnação, teve o primeiro filho: Francisco Pereira do Amaral, em 1781. E o nosso ancestral Malaquias nasceu em 1791. Assim ela devera ter nascido no máximo uns 25 anos antes do nascimento do Francisco, o que nos da uma data de 1756.

Quanto `a paternidade do Francisco Rebelo Barbosa, ha um suspeito mais forte. Esta no endereço:

http://actd.iict.pt/eserv/actd:CUc011/CU-MinasGerais.pdf

519- [ant. 1725, Janeiro, 25]

REQUERIMENTO de Faustino Rabelo Barbosa, mestre do Campo, solicitando o treslado da ordem que lhe foi dada pelo ouvidor-geral e provedor da Fazenda de Vila Rica, Bernardo Barreira de Gusmão, para que o suplicante estabelecesse e arrendasse as passagens do rio das Velhas. Anexo: certidões.

No de inventário no catálogo: 513 AHU-Minas Gerais, cx. 6, doc. 9 AHU_CU_011, Cx. 6, D. 519.

Fora esse, não encontrei os nomes dos outros em outra referencia.

************************************************************************

7. OUTRAS EVIDENCIAS ENCONTRADAS NO “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”.

  1. A) TIT. FIGUEIREDO NEVES

Bn 7 Cônego Joao Batista de Figueiredo. Foi vigário em Santa Barbara `a qual pertencia Itabira. O nome dele aparece nas certidões de casamento de nossos tetravós: Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães, e de batismo do padre Emigdio de Magalhães Barbalho, usadas no “De Genere” do padre, 1838.

O Bn 4 foi também o padre Joao Batista de Figueiredo, que foi primo do primeiro e atuou em Catas Altas.

No mesmo titulo temos:

“Tn 2 Antonia Tomásia de Figueiredo Neves c. a 2-2-1819, na Capela de Santa Quitéria, filial de Santa Barbara do Mato Dentro c. o Sargento-Mor Jose Feliciano Pinto Coelho da Cunha, Barão de Cocais. Filhos em Silva Leme. vol. 4o. pag. 341.”

Não nos serve diretamente porque a suposta ascendência de nossos familiares no Barão se da por vias extra-conjugais. Pelo menos fica o registro do casamento oficial.

“Bn 16 Major Jose Joaquim de Figueiredo Neves ( T a 1-18-1843 em Porto Alegre) c. 1 no Rio Pardo (RS) em 1800 c. Francisca Ermelinda de Andrade, filha do Ten. de Dragões Joaquim Tomas de Andrade e Siqueira e Maria Joaquina da Assunção; c. 2 ainda no Rio Pardo, em 1814 c. Clara Bernardina de Magalhães. Cf Geneal. Rio Grandense de F. Guimarães e G. Felizardo. pags. 86 e 172.”

Interessante apenas pela possibilidade de ai termos outro Joao Batista de Figueiredo nessa família, o ultimo ditador militar após o golpe civil-militar de 1964.

  1. B) TIT. MURTAS

Pag. 83 “Tn9 Maria dos Anjos Murta c.c. o capitão Bernardino Cardoso Nunes, comerciante e agricultor em sua Fazenda de Santa Rita, em Sao Domingos do Arassuai. Filhos:”

Aqui se registra talvez apenas uma coincidência. A família de nosso tio-tetravô, Antonio Nunes Coelho, assinou Cardoso Nunes. Inclusive ele teve uma filha chamada Bernardina Cardoso Nunes. Talvez o capitão tenha sido um filho não localizado. Eram naturais de Pecanha, MG. Aracuai fica ao norte de nossa região.

Pag. 87 “Pn 11 Mario Fernandes Murta c. c. Teresa Lott, filha de Walter Lott de Aguiar e Ana Ferreira Lott. Sg.”

Apesar da falta de geração, devera ser parente dos Lott, nossos familiares.

Pag. 89 “Qn 15 Dr. Mario Moreira Murta, medico, residente em Governador Valadares c. c. Eponina Neiva de Figueiredo, filha de Antonio Guedes de Figueiredo e Aurea Neiva de Figueiredo. Filhos:”

Não sei dizer mas talvez seja esse o Seo. Guedes, que foi farmacêutico em Virginópolis.

  1. C) TIT. PIMENTA DA COSTA

Pag. 111 &2o. “N2 Maria Teodora da Silva c. c. capitão Domingos Jose Ferreira” que dao origem aos Ferreira Bretas. Faltou pags. 116 e 117, quando se registra a entrada da familia em Itabira.

  1. D) TIT. ROLAS

Pag. 150 “F2 Guarda-Mor Antonio Rodrigues Afonso, natural como seu irmão de Barra Longa, c. c. Caetana Correia de Magalhães Pinto, filha de Jeronimo de Magalhães Pinto e Maria Correia, moradores do Inficcionado. Filhos:”

Outra evidencia interessante para nossa família. Isso porque ha algum tempo atras eu encontrei no Geneall.net o casal: BERNARDO ANTÔNIO PINTO DE MESQUITA e ANA JOSEFA DE MAGALHAES PINTO.

Por coincidencia, ou não, tiveram um filho chamado JOSE COELHO DE MAGALHÃES, em cujo site não se mostra se teria sido casado ou não. O nosso pentavô também tinha esse mesmo nome. O professor Nelson Coelho de Senna atribuiu a paternidade do nosso ancestral ao português MANUEL RODRIGUES COELHO.

Como não encontrei nenhuma evidencia do achado do professor Nelson, acreditei que Bernardo Antonio e Ana Josefa teriam sido nossos sextavós. O problema eh que também não tenho certeza disso.

O Coelho daquele JOSE vem por meio dos avos maternos: Joao de Magalhães Coelho e Isabel Maria Pinto de Magalhães. Ou seja, Magalhães, Coelho e Pinto procediam de um mesmo ramo familiar.

Obviamente, Pinto e Magalhães são dois sobrenomes muito comuns `as famílias de origem portuguesa. Dai devem existir dezenas, o que dira milhares, de Magalhães Pinto espalhados pelo mundo. Portanto não se pode afirmar que o Jeronimo tenha tido parentesco próximo com a Ana Josefa.

Mas com certeza somam-se evidencias. Pode-se dizer que, ao longo dos mais de 300 anos desde 1700, devemos encontrar milhares de pessoas assinando “de Magalhães Pinto”. Mas o mesmo não se pode dizer de poucos anos em torno de 1700, portanto, a evidencia do tempo é forte.

Também foi dito que o nosso possível sextavô, MANUEL RODRIGUES COELHO, teve negócios no Inficcionado, inclusive obteve sesmarias e datas minerais, naquele local, em 1744. E o nome do suposto filho dele era idêntico ao do filho do BERNARDO ANTÔNIO e ANA JOSEFA.

Por isso, não descarto a possibilidade de o MANUEL RODRIGUES COELHO ter mesmo sido pai do nosso JOSE COELHO DE MAGALHÃES, que não seria o que se encontra no Geneall.net, filho do casal acima mencionado.

Mas fica ai a possibilidade de o JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO ter sido parente proximo da ANA JOSEFA, podendo ainda ter ele sido sogro do MANUEL RODRIGUES COELHO, dai, por caráter de parentesco próximo, ter também dado nome igual ao filho.

Uma das nossas grandes dificuldades ate hoje é a de não termos encontrado documentos relacionados ao MANUEL RODRIGUES COELHO, como seria o caso de seus inventários e, se houve, testamento. Certamente eles nos dariam nome(s) de esposa(s) e filho(s).

E de quem como ele foi dito ter sido senhor de considerável fortuna não se pode esperar que não se tenha feito seus inventários. Quando estive em Ouro Preto não tive tempo de ir `a CASA DOS CONTOS nem ao MUSEU DA INCONFIDÊNCIA que poderão estar abrigando documentos de tamanha importância para nossa família.

Essas coincidencias podem indicar ate que o MANUEL ja fosse aparentado da ANA JOSEFA e muito provável do BERNARDO ANTONIO também. Seria muita coincidência não o serem e acabar se encontrando no microcosmo do Inficcionado, atual Santa Rita Durão, o MANUEL, o JERONIMO e o JOSE COELHO DE MAGALHÃES.

Como diz o ditado: “Um é pouco, dois é bom e três é demais!” Possível será ate que o próprio JOSE COELHO DE MAGALHÃES não apareça com família naquele site porque foi para o Brasil.

Antes poderá, se não for o próprio, ter sido padrinho do parente de mesmo nome. Essa seria uma razão para que tivessem nomes idênticos e se vissem no mesmo local e tempo, isso se os JOSE não forem uma única pessoa.

Mas jamais podemos negar o poder das coincidencias. No livro GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO ha um pequeno tit. que trata dos MAGALHÃES do tronco que povoou a região do Rio Piracicaba. Abra-se o endereço:

http://www.arvore.net.br/trindade/TitMagalhaes.htm

Observe-se que alem do titulo ser MAGALHAES, ha também a matriarca que tinha o nome JERONIMA. Embora não fosse ela a de Magalhães na família, poderia ter avos com o sobrenome, mais o Pinto. Nesse caso, poderia ser ela ate mesmo irmã do JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO.

Não estou querendo mencionar que o JOSE COELHO DE MAGALHÃES, nosso ancestral, proceda do ramo descrito pelo cônego. Pelas datas parece-me que o ramo seria muito novo para isso.

A data de nascimento do JOSE se perdeu por enquanto nas brumas do passado. Mas ha uma pista deixada pelo professor Nelson Coelho de Senna que alegou ser ele português de origem, e ter sido levado para o Brasil pelo pai, MANUEL RODRIGUES COELHO.

Registra também o professor que a primeira carta de datas minerais e sesmarias foi passada ao MANUEL em 1744, pelo governador GOMES FREIRE DE ANDRADE. Ou seja, para tudo ser verdade o JOSE terá que ter nascido antes disso. O professor NELSON alega que JOSE faleceu em 1806.

Portanto, se tiver falecido aos 70 anos de vida, terá nascido em 1736. Aos 80, em 1726. E, aos 90, em 1716. Acredito que a ultima possibilidade seria raríssima, mas não impossível.

O certo eh que o professor NELSON também alega que o JOSE casou-se primeiro com dona ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES.

Nisso surge a possibilidade de nos encaixarmos nesse ramo. Sim porque tenho duvida quando ao nosso ancestral, o JOSE FILHO, ter sido filho da primeira ou segunda esposas do alferes-de-milícias JOSE.

A segunda esposa chamava-se EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA. Alega-se ser ela a nossa pentavó. Mas ha o detalhe do filho ter nascido em 1782 e o casamento dos supostos pais ter se dado em 1799. Dai a minha duvida.

O detalhe foi que a mãe da EUGENIA, segundo notas do professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, chamara-se MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES BARBALHO.

Como ja mencionei anteriormente, ha um nascimento em Ouro Branco, de 1750, cujos pais foram: ESTEVÃO RODRIGUES DE MAGALHAES e ANNA MARIA DA CONCEIÇÃO com a batizanda chamando MARIA. Se a mãe proceder da familia BARBALHO, deverão esses ser nossos ancestrais, em caso de descendermos mesmo da EUGENIA.

Ressalvando ainda que a MARIA RODRIGUES poderia ter sido irmã da ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES. Nesse caso, o alferes teria sido primeiro marido da tia e segundo da sobrinha. O que nos coloca no mesmo ramo familiar e era comum acontecer na época.

A possibilidade de pertencermos ao ramo RODRIGUES DE MAGALHÃES nos distancia um pouco do ramo descrito no livro do Cônego TRINDADE. Isso porque o sobrenome aparece em outros personagens em tempos anteriores a 1700. Parece que ja era uma família organizada pelo sobrenome.

De quaisquer formas, temos ai as diversas possibilidades sobre a mesa. Não podemos descartar a possibilidade de que a primeira esposa do alferes JOSE, ESCOLÁSTICA, tenha algum vinculo parental com o JERONIMO DE MAGALHÃES PINTO.

Afinal, tanto os filhos dele quanto os do MANUEL RODRIGUES COELHO deverão ter crescido no microcosmo que ate atualmente é o INFICCIONADO. Então, por que não poderia filha de um e filho do outro se casar ela com ele?

E como se dizia naqueles tempos, e se fossem todos ja aparentados, melhor seria: “para não espalhar a fortuna!” O que não daria para saber de imediato seria qual parentesco que a EUGENIA RODRIGUES teria ai.

Mas, observe-se também outro detalhe. O tit. MAGALHÃES do ZONA DO CARMO esta bastante incompleto. Aponta apenas um filho descoberto pelo Cônego TRINDADE e não tem descrição de possível família do primeiro filho.

Outro detalhe, o Bn 18 do F3 eh o D. SILVERIO, reverendo ARCEBISPO DE DIAMANTINA. Alias, o interesse maior, ou os dados mais fáceis que encontrou, do cônego foram as genealogias que incluíam pessoas do clero, do qual o próprio fazia parte.

Pena que ele não nos descobriu, mesmo o bispo D. MANOEL NUNES COELHO ter sido contemporâneo dele, e ter se tornado bispo antes que ele editasse seus estudos genealógicos!

Outra grande “coincidencia” em nosso ramo familiar é o de não termos ideia por quais motivos o nosso tetravô POLICARPO JOSE BARBALHO foi nascer no INFICCIONADO. E ainda se casou, em 1808, com a tetravó ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHÃES.

Ela foi filha “natural” da tetravó GENOVEVA NUNES FERREIRA. Pode ser que o pai da avo GENOVEVA assinasse DE MAGALHAES. Justificar-se-ia ela assinar somente o sobrenome que poderá ser da mãe dela porque isso era o costume da epoca.

Mas por não termos maiores dados, não temos ideia se esse MAGALHÃES procederia do avo materno ou do pai biológico. Os documentos não revelaram ainda. Ai se abre a possibilidade de sermos MAGALHÃES tanto pelo lado COELHO quanto pelo lado BARBALHO de uma origem única no INFICCIONADO.

O que não se sabe ate hoje foi o porque de o Capitão FRANCISCO MARCAL BARBALHO resolveu dar sequencia ao sobrenome DE MAGALHÃES BARBALHO nos filhos. Os irmãos dele, JOSE e padre EMIGDIO ja o usavam.

Mas nos filhos dele ele acrescentou o MAGALHÃES que poderia tanto ser o da mãe, ISIDORA, quanto o da esposa: EUGENIA MARIA DA CRUZ, que era neta paterna do alferes-de-milicias JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

Ou, pelo menos, eh o que se pensa ser, caso não for a ESCOLÁSTICA DE MAGALHÃES. Não podemos esquecer mais essa evidencia, pois, nossa trisavó EUGENIA MARIA deve ter recebido o nome, provavelmente, por ter sido neta e não porque o pai teria tido uma madrasta com o mesmo nome!

Ha esse detalhe em nossa genealogia. Os dois filhos do Alferes-de-milicias, Jose Coelho de Magalhães: Jose Coelho de Magalhães Filho (ou Coelho da Rocha) e Joao Coelho de Magalhães, dos quais temos dados de descendência, tiveram filhas `as quais deram nomes Eugenia.

Desde eles nenhuma Escolástica. Tenho certa desconfiança que o alferes terá “ficado” com a ancestral Eugenia antes de ter ficado viuvo. Assim, somente no final da vida dele pode oficializar o segundo matrimonio.

Talvez isso explique o casamento ter se dado tempos depois do nascimento dos filhos, a ausência do nome Escolástica na família e a completa ignorância que temos a respeito da nossa parentela deixada por ela.

 

  1. E) TIT. ROCHA BRANDAO

Pag. 192 “8n 2 Dr. Joao Claudio de Lima, diretor do Departamento de Caça e Pesca do Ministerio da Agricultura, c. c. Marta Pinheiro de Lima, filha do Presidente Joao Pinheiro da Silva. Filhos:”

Apenas para gravar aqui, pois, temos outros aparentados casados na família do governador Joao Pinheiro, inclusive o professor Dermeval Pimenta, que casou-se com dona Lucia Pinheiro Pimenta.

  1. F) SOBREIROS

Esse titulo esta um pouco deslocado no livro VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS. Vou postar algo mais para explicar e dizer como talvez alguns de nos ira se encaixar nessa genealogia:

Pag. 191 “Antonio Gonçalves e sua mulher Maria Gonçalves, naturais de Rua de Lixa, Freguesia de Sao Miguel da Borda de Gondim, foram pais de:

F1 Isabel Gonçalves c. c. Joao Ribeiro, Filho:

N1 Manuel Ribeiro Filgueiras bat. a 7.1.1685, c. c. Ana Maria de Campos, nat. de Campo Santo, Freguesia de Santo Antonio do Recife, filha de Joao de Campos Rabelo, nat. de Lisboa (Rua da Rosa da Partilha) e de Luisa da Penha, de Corpo Santo, por esta, bisneta de Manuel de Albernaz e de Maria Machado. Filhos:

Bn 4 Ana Maria da Conceição c. c. Manuel Machado, N3 infra

F 3 Maria Gonçalves c. c. Francisco Machado, filho de Joao Francisco e Ana Machado, naturais de Rua de Lixa. Filho unico q. d.:

N 3 Manuel Machado c. em Vila Rica em 1739 c. Ana Maria da Conceição, Bn 4 supra. Filhos:

Bn 14 Maria da Conceição de Jesus, nat. de Vila Rica, c. c. o Capitão Joao Ribeiro da Silva, nat. de Sao Miguel de Vilarinho, filho de Francisco Alves Portela e Maria Vieira, esta, de S. Paio de Moreira dos Cônegos, termo de Guimarães, e aquele de Vilarinho. Dos 13 filhos, nascidos em Congonhas do Campo, inscrevo os dois seguintes:

Tn 3 Cap. Joao Ribeiro da Silva c. c. Ana Felizarda de Oliveira

Tn 4 Emerenciana Constancia de Jesus c. c. Cirurgião-Mor Joaquim Jose dos Santos.”

Aqui esta uma janela de possibilidades boas. Uma é a de que pode estar entre os 11 outros filhos alguém que possa ter se casado com algum de nossos ancestrais e também ser nosso ancestral. O problema foi o cônego Trindade ter feito a brincadeira: “sei quem são mas não conto!!!”

Uma esperança boa será a de que entre os 11 uma devera ter herdado o nome da avo: MARIA VIEIRA. Alem disso poderá ter acrescido o DA SILVA. Ou seja, pode ter assinado MARIA VIEIRA DA SILVA.

Buscar a informação dos outros 11 filhos, que talvez estejam revelados no livro, também do cônego Trindade: “VELHOS TRONCOS MINEIROS” poderia mostrar que essa MARIA poderá ter se casado com ANTÔNIO COELHO DA SILVEIRA.

A importancia disso para nos é que esses seriam pais do HONORIO COELHO DA SILVA ou DE LINHARES, os dois sobrenomes surgem nos assentos de batismos de Itabira. Esse casou-se com SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE, em 12.01.1822.

Como HONORIO COELHO DA SILVA, casado com SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE, foi pai no batismo de JOAQUIM, em ITABIRA, a 26.09.1833, acredito que esse veio a ser o JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, um de nossos trisavós pelo lado paterno.

Em sendo, teremos aqui o que venho buscando ha muito, ou seja, a ponte transoceânica que liga nossos genes `as raízes portuguesas com os endereços de saída e de chegada.

Quando vi o titulo SOBREIROS imaginei ate que o Cônego estivesse de brincadeira. Será que ele estava fazendo referencias aos que sobraram ou seriam so obreiros?!!!

Porem as explicações chegaram quando li dinamicamente o “GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO”. La ja estava o titulo SOBREIROS, mas com uma versão completamente diferente:

“Domingos Vaz e D. Luisa Sobreiros, naturais de Lixa, Freguesia de Sao Miguel, onde se casaram, e foram pais de:

F1 Manuel Teixeira Sobreiro “natural de Rua de Lixa, Freguesia de Sao Salvador”, c. c. D. Maria Ribeiro da Conceição, n. em Vila Rica, filha de Manuel Ribeiro Filgueiras e de D. Ana Maria de Campos. Filhos:

N1. Pe. Jose Teixeira Sobreiro

N2. Pe. Joaquim Teixeira Sobreiro

N3. D. Teresa Teixeira Sobreiro c. c. o Guarda-Mor Joao Pedro Cotta, Ger. em Cottas.”

Como se pode observar, dona Maria Ribeiro da Conceição, esposa de Manuel Teixeira Sobreiro, era irma de dona Ana Maria da Conceição, esposa e prima do Manuel Machado. Ou seja, o capitulo nos OUROPRETANOS poderia ser GONCALVES, que se completam com SOBREIROS do ZONA DO CARMO.

Certo é que podemos ter ligação dupla com as famílias caso descendamos da Ana Maria e do Manuel Machado. Eles foram pais, entre outros, do pe. Manoel Machado Ribeiro, que foi habilitado para ordens em 1764. Data que podemos usar para comparações.

Devemos ainda lembrar que ha em nossa família os COELHO RIBEIRO. Deles so temos noticias por terem se casado no ramo de nosso tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães.

E o professor Nelson afirmou que eram nossos primos, ancestrais dele. Talvez tenham saído da combinação Ribeiro ai presente com o Coelho de Magalhães ou Rodrigues Coelho do inicio do século XVIII.

Ha que nos lembrarmos também que pode ser que o nosso ancestral MANOEL NUNES COELHO tenha sido filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Eles tiveram um filho com nome idêntico.

Falta-nos comprovar que era mesmo o nosso ancestral. Nesse caso o FILGUEIRAS pode ser o mesmo que aparece no do MANUEL RIBEIRO FILGUEIRAS. E o COELHO ja ser o que nos pertence.

  1. G) TIT. ABREU E SILVA – XI DO GENEALOGIAS DO CARMO

“Felipe de Abreu e Silva, c. a 9-10-1757, no Inficcionado, c. D. Maria Joana de Jesus, filha de Jose da Rocha Vieira e de D. Maria Teresa de Jesus (Cf. rs) Cha Vieira N7).

Talvez venham a ser dos Rocha e/ou Vieira, familias que também estão no principio de nossas raízes em Minas Gerais.

  1. H) TIT. AIRES GOMES

Qn 13 Padre Pedro Maciel Vidigal.

Apenas pela curiosidade de saber que o capelão na Universidade Federal de Viçosa quando estudamos la, 1980s, era o sisudo padre Vidigal, com seus mais de 80 anos de idade.

Por fim, encontrei agregados, no livro, um Barbosa Coelho e outro Barbosa Leal que podem ser do nosso novelo familiar. Mas nada indica que sim por enquanto.

Não vou repetir aqui que temos pessoas da família casadas no GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO. No tit. GOMES CÂNDIDO o professor NELSON DE SENNA se casou. Ai ja estarei repetindo achados que estão em estudos anteriores.

J) ARQUIVO PUBLICO MINEIRO

Resolvi acrescentar aqui os dados de 3 cartas de sesmarias que são mencionadas no site do Arquivo Publico Mineiro:

03.dez.1744 – Manuel Rodrigues Coelho

03.dez.1744 – Caetano Borges

25.fev.1745 – Antonio Barbosa de Magalhães Coelho

O segundo ai foi para constar. Ja sabia que tinha existido um Caetano Borges na região do Serro `a época. Coincide que uma pessoa de mesmo nome foi o pai do ANTÔNIO BORGES MONTEIRO, nosso sextavô.

Foi a amiga Anamaria Nunes Vieira Ferreira, que pesquisa o lado da familia do Manuel Borges Monteiro, avo do dr. Candido Borges Monteiro, que o mencionou anteriormente. Pensamos que Antonio e Manuel foram irmãos.

Para que esse CAETANO BORGES seja o nosso ancestral, terá que ter retornado a Portugal, e la ter sido, com a segunda esposa JOANA MONTEIRO, pai do ANTONIO, em 1751. Acredito ser apenas homônimos.

Em relação ao ANTONIO BARBOSA, é obvio que desejo inclui-lo para somar aos outros do sobrenome. Mas não tenho outra referencia a ele. Contudo, os sobrenomes podem indicar ja algum grau de parentesco conosco.

 

################################################################################

 

Anúncios