OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS

Conteudo deste blog – All contents

 

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

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1. GENEALOGIA

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2. RELIGIAO

 

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3. OPINIAO

 

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4. MANIFESTO FEMINISTA

 

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5. POLITICA BRASILEIRA

 

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https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

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6. MISTO

 

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https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

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https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

 

7. IN INGLISH

 

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

 

8. IMIGRACAO

 

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OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS

INDICE

01. LISTA DE DOCUMENTOS
02. OS RODRIGUES COELHO
03. OS BARBALHO

04. OS COELHO DE ANDRADE

05. A SINCRONIZACAO DAS FAMILIAS RODRIGUES COELHO E ANDRADE

06. “DOIS SECULOS DOS ANDRADE EM MINAS GERAIS”

07. MINAS GERAIS, SEUS CAMINHOS E SUAS GENEALOGIAS

08. VIDA NOVA

09. A VIAGEM AO BRASIL




01. LISTA DE DOCUMENTOS

DOCUMENTO O1.

                                                   “Nelson de Senna

                                 ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS

                                         (para um livro de familia)

                                                    separata da

            “REVISTA DO INSTITUTO DE ESTUDOS GENEALOGICOS”

                                                           1939

                   EMPREZAGRAPHICA DA “REVISTA DOS TRIBUNAIS”

                              Rua  Conde de Sarzedos, 38 – Sao Paulo

                                                              2

                                         NOTAS DE FAMILIA

                                                             Professor Nelson de Senna

                                          PROEMIO

“Historia das nacoes nao eh, com efeito, senao a biografia de individuos, a cronica das familias, os anais das povoacoes, formando tudo isso um conjunto de tradicoes gloriosas.”

Os livros domesticos e genealogicos, as recordacoes autobiograficas e de familias, representam um legitimo patrimonio historico.

Ao Brasil se pode aplicar o que disse J. Bodin para a Franca: “Eh impossivel que a Republica e o Estado tenham valor si as familias, que devem ser seus alicerces, sao mal edificadas.”

Nem por ser plebeu, e de origem modesta, deve o homem deixar de investigar as raizes da sua ascendencia. O grande BENJAMIN FRANKLIN, filho de um simples ferreiro, procurou os seus humildes antepassados em antigas geracoes da Inglaterra, remontando do fim do seculo 18o. aos meados do seculo 16o. Este exemplo eh mais eloquente do que quanto quizessemos dizer a tal respeito.

Em Minas, escasseiam as notas e assentamentos de familia e sao falhos os informes dos registros civis e eclesiasticos, para se poder organizar um bom quadro genealogico, uma arvore completa de antepassados. Os nossos arquivos particulares e domesticos vivem ao abandono. Ninguem cuida de tais estudos, entre nos.

O nosso intuito eh resgatar aqui os nomes de vultos dos ancestrais do nosso sangue e ensinar aos nossos filhos e netos que devem prezar e venerar os troncos das geracoes de que procedemos.”

                                                                         3

                                           A FAMILIA COELHO NO BRASIL

                                                     NOTAS DE FAMILIA

                                              (DESTINA A MEUS FILHOS)

Divisa dos Coelho: “Nos a sanguine Reginum venimus et nostro veniunt sanguine Regis.” (“Nos procedemos do sangue dos Reis e os Reis provem do nosso sangue.”

                                                           OS COELHOS MEUS ANTEPASSADOS
                                                                 (por meus troncos maternos)

De uma cronica da familia Coelho (os Coelho da Rocha, os Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho, Coelho Leao, Coelho de Araujo, Coelho de Senna) localizada nos municipios mineiros de Sao Miguel de Guanhaes, Virginopolis (antigo Patrocinio), Conceicao, Sant’Anna dos Ferros, Serro, Sabinopolis, Diamantina, Sao Joao Evangelista e Pecanha – constam os seguintes apontamentos: “O fundador dessas familias norte-mineiras foi, no seculo XVIII (1774) o ja

                                                                                                9

referido portugues MANUEL RODRIGUES COELHO, em favor de quem o governador das Minas Gerais, General Gomes Freire de Andrade (primeiro conde de Bobadella), passou varias cartas de sesmarias e datas minerais, sendo a primeira concessao de 3 de dezembro de 1744. Era homem de cabedais, muitos escravos e pagava avultados quintos de ouro a sua Magestade Fidelissima. Do Inficcionado, (hoje Santa Rita Durao, comarca de Mariana) seus descendentes se passaram a outros lugares dos atuais municipios de Santa Barbara, de Itabira do Mato Dentro e de Conceicao do Serro.

Dele procede o Alferes de Milicias Jose Coelho de Magalhaes (tambem portugues, natural da Provincia do Minho) mais conhecido por Jose Coelho da Rocha, na familia, tendo se casado, ao findar do seculo XVIII (a 7 de setembro de 1799), em Morro-do-Pilar-do-Gaspar-Soares, e em 2as. nupcias, com Dona Eugenia Maria da Cruz, a qual, ao morrer e ja entao viuva, foi sepultada na matriz do Arraial de Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, com o nome de Eugenia Rodrigues da Rocha; enquanto o seu marido, o dito Alferes Jose Coelho da Rocha, ja falecera em 1806, no entao arraial de Conceicao-do-Mato-Dentro (depois, Cidade de Conceicao do Serro), onde esta enterrado. Ele se casara, em primeiro matrimonio, com Dona Escholastica de Magalhaes; e dos seus dois consorcios houve descendencia.

Desse segundo casal de meus trisavos maternos Alferes Jose Coelho e sua mulher Dona Eugenia procederam cinco filhos: capitao Joao Coelho de Magalhaes (meu bisavo materno), Jose Coelho de Magalhaes, Antonio Coelho de Magalhaes, Felix Coelho da Trindade e Dona Clara Maria de Jesus; e todos (com excecao de Antonio Coelho de Magalhaes, que era abastado lavrador, deixou forra numerosa escravatura e morreu celibatario) constituiram familia, deixando numerosa e prolifica descendencia, hoje esparsa em varios pontos do Brasil, em Minas Gerais e outros estados, como Espirito Santo, Rio de Janeiro, S. Paulo, Bahia, Distrito Federal, etc.

O centro de minha familia pelo tronco materno dos Coelhos, veio, pois, a ser a velha povoacao de “Sao-Miguel-e-Almas-do-Aricanga” (mais tarde Freguezia e Villa de Sao Miguel de Guanhaes, e hoje Cidade de Guanhaes), para onde, nos comecos do seculo dezenove, se haviam transferido os cinco filhos de Jose Coelho e dona Eugenia (da regiao de Mato Dentro). Ja em 1821, um deles, elevado a Capitao de milicias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoacao de Sao-Miguel-e-Almas, hoje cidade de Guanhaes, conforme refere ASSIS MARTINS (“Almanaque de Minas”, de 1870, pag. 191). E do fundador dessa familia, no Nordeste de Minas, MANOEL RODRIGUES COELHO pode se ver a primeira “Carta de Sesmaria”, na “Revista” do Arquivo Publico Mineiro (tomo X, 1905, pag. 213).

Meu bisavo, o Capitao Joao Coelho de Magalhaes, nascido em 19 de marco de 1785, faleceu em Guanhaes, em 1879, exatamente no mesmo dia de Sao Jose, (19 de marco), quando completava noventa e quatro anos; era natural do Axupe (Freguezia do Morro-do-Pilar) e estudara no Seminario de Mariana, tendo depois abandonado os estudos eclesiasticos, por falta de vocacao para padre e se casando bem moco ainda, antes de 20 anos, em 1804, com sua prima carnal Dona Bebiana Lourenco de Araujo.”

OBSERVACAO: Postei o livro completo do professor Nelson Coelho de Senna neste blog, sob o endereco:  https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/.

O professor Nelson Coelho de Senna deu enfase `a familia do bisavo dele, capitao Joao Coelho de Magalhaes e cuja familia, a principio, adotou o sobrenome Coelho de Araujo. Aqui fazemos enfase tambem `a familia do tiobisavo dele: capitao Jose Coelho de Magalhaes, ou da Rocha, mais conhecido como o fundador de Guanhaes, MG. Este e sua esposa Luiza Maria do Espirito Santo foram pais de:

01. Jose Coelho da Rocha Neto – 1811
02. Maria Luiza Coelho (Nha Moca) – 1814
03. Francisca Eufrazia de Assis Coelho – 1818 – Joaquim Nunes Coelho
04. Ana Maria de Jesus (Nha Ninha) – 1819
05. Joao Baptista Coelho – 1822 – Maria Honoria Nunes Coelho
06. Eugenia Maria da Cruz – 1824 – cap. Francisco Marcal Barbalho
07. Antonina (falecida com 3 anos de idade)
08. Antonio Rodrigues Coelho – 1829 – Maria Marcolina Borges do Amaral.

Tres deles, acompanhados de conjuges, transferiram com suas familias de Guanhaes para Virginopolis, onde sao fundadores. Antonio Rodrigues Coelho mudou-se para a Fazenda Sao Pedro que fica no municipio de Guanhaes, porem, mais proxima do distrito sede de Virginopolis. 7 dos 16 filhos deste casaram-se com primos e criaram familias em Virginopolis e Guanhaes. Outros descendentes seguiram o mesmo caminho.

Jose Coelho da Rocha Neto casou-se duas vezes, porem, nao temos o acompanhamento da descendencia dele. Parece que ela nao fixou-se em Guanhaes nem em Virginopolis. 

DUAS CARTAS DE BRAZAO:

Abaixo encontram-se duas cartas de brazao concedidas a quatro personalidades mineiras do seculo XVIII, sendo o primeiro nascido na Cidade de Mariana e os outros tres (irmaos entre eles 3),  nascidos em Ouro Preto. Estas cartas foram copiadas do “ARCHIVO HERALDICO-GENEALOGICO” e que fazem parte do desse imenso compendio copilado pelo Visconde de Sanches de Baena. Compedio este muito util aos estudos genealogicos.

DOCUMENTO 02.

Esta eh a pessoa numerada como 610, `a pagina 153:

“DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ,

cavaleiro professo na Ordem de Cristo, bacharel formado pela Universidade de Coimbra, opositor aos lugares de letras, natural da Cidade de Mariana, Estado do Brazil; filho de Bento Rodrigues Coelho, e de sua mulher D. Maria de Queiroz Seixas; neto pela parte paterna de Amaro Rodrigues Coelho, e pela materna neto de Joao Queiroz de Seixas, e de sua mulher D. Feliciana de Araujo Dantas; bisneto de Jacinto de Queiroz, e de sua mulher D. Maria Coelho; terceironeto de Antonio Francisco Marinho, e de sua mulher D. Maria de Queiroz Seixas, descendentes de Antonio de Queiroz Mascarenhas, bem conhecido neste reino pela sua distinta qualidade, e conhecido valor.

Um escudo esquartelado; no primeiro e quarto quarteis as armas dos Coelho, no segundo as dos Queiroz, e no terceiro as dos Seixas. – Br. p. a 2 de agosto de 1773. Reg. no Cart. da N., Liv. I, fl. 204 v.”

Procurando posteriormente, encontrei uma pequena biografia com dados de ancestrais do senhor de qualidade e valor Antonio Queiroz de Mascarenhas. O endereco eh: http://informaticahb.blogspot.com/2014/08/amarante-pessoas-antonio-de-queiroz.html.

DOCUMENTO O3.

Numero 753, `a pagina 189; numero 2163, `a pagina 548 e numero 2363, `a pagina 591.

FRANCISCO COELHO BRANDAO, PEDRO COELHO DE SEABRA e VICENTE COELHO DA SILVA SEABRA TELLES.

“753. Francisco Coelho Brandao, natural do termo de Villa Rica do Oiro Preto, Estado da America; filho do alferes de cavalaria Manuel Coelho Rodrigues, e de sua mulher D. Josepha de Avila de Figueiredo, neta do capitao Joao Seabra de Guimaraes; neto o suplicante pela sua varonia do ajudante de infantaria Antonio Coelho, filho de Belchior Coelho, irmao do senhor de Filgueiras e Vieira.

Um escudo esquartelado; no primeiro quartel as armas dos Coelhos, no segundo as dos Seabras, no terceiro as dos Brandoes, e no quarto as dos Avilas. Br. p. a 23 de novembro de 1782. Reg. no Cart. da N., Liv. III, fl. 77v.”

Sao tres cartas de conteudo identico modificando-se apenas os nomes dos agraciados. Portanto, sao tres irmaos. O nome do pai deles aparece na lista de concessoes de sesmarias no livro do professor NELSON COELHO DE SENNA.
DOCUMENTO 04.CERTIDAO DE OBITO”Certifico que no livro de obito No. 03, F 94, R 1146 encontra-se o registro seguinte: Aos 03 de Agosto de 1916, foi sepultado no cemiterio paroquial o cadaver de Joaquina Coelho de Andrade, falecida com noventa anos de idade, viuva de Cassiano Coelho.Frei Felix Natalicio de Aguiar.

Obs.: Extraido dia 22/01/2015 para fins de Documento.

Jessica Fernanda Rocha.”

(Com o timbre da Paroquia Nossa Senhora do Patrocinio, Virginopolis, MG. Ha o engano na data que deveria ser de 2016).

DOCUMENTO 05.

Extrato do folheto, Historia dos Bispos Mineiros, do conego RAIMUNDO OCTAVIO DA TRINDADE, datado de 1961, encontrado no Arquivo Arquidiocesano de Mariana, MG.

“17 – Dom Manuel Nunes Coelho – Primeiro Bispo de Luz (Olim Aterrado) Filho de Miguel Nunes Coelho e Ambrosina de Magalhaes Barbalho, nasceu em Virginopolis, a 12 de fevereiro de 1884. Ordenado em Diamantina, onde estudou, a 7 de abril de 1907. Eleito bispo a 10 de junho de 1920, sagrou-se a 14 de novembro do mesmo ano, tomando posse, no ano seguinte, a 10 de abril. Antes, como simples sacerdote, havia paroquiado Santana do Suacui, de 1908 a 1920. Ali construiu uma bela matriz.

Visitou por mais de uma vez todo o seu bispado. Celebrou o primeiro sinodo diocesano, recebendo por isso as bencaos e congratulacoes do Santo Padre. Fundou o Colegio Sao Rafael e o Cinema Pio XI. Deu grande impulso `a Obra das Vocacoes. Construiu a Vila Vecentina. `As suas atividades, deve a sede episcopal a sua remodelacao, assim como a construcao da nova catedral. Escreveu e publicou utilissima monografia historica, topografica e demografica de sua diocese, ilustrada com numerosos cliches. Ja educou e ordenou mais de uma dezena de sacerdotes. Mantem-se em constante contato com o clero e fieis, nao so por visitas frequentes, senao tambem por suas piedosas pastorais, que se elevam a mais de trinta e cinco. Deus prolongue por muitos anos a vida de Dom Manuel e prospere com as melhores bencaos o seu ja tao fecundo apostolado.”

O folheto data de 1961. Outros dados biograficos a respeito de D. Manoel Nunes Coelho podem ser lidos na enciclopedia eletronica, no endereco: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_Nunes_Coelho. Ali especifica que Santana do Suacui revela ser a atual Cidade de Coroaci, MG. D. Manoel faleceu em 1967.

02. OS RODRIGUES COELHO

Estando pois no Brasil, durante o breve periodo entre 19.01 ate 01.02.2016, puz-me a ocupar a mente e o espirito com um pouco de genealogia. Algo que muita gente nao se interessa e nem deseja saber o porque. Faz parte! No capitulo dos Coelho de Andrade darei uma razao mais forte para faze-lo. Aguardem! Nao quero convencer aos criticos. Quero apenas ver brotar as sementes lancadas naqueles que tem solo fertil no coracao.

Como se pode ver pelo extrato, que republiquei acima, do livreto do professor NELSON COELHO DE SENNA, ele garantia sermos descendentes do portugues Manuel Rodrigues Coelho, que fora dono de imensa fortuna durante o seculo XVIII.

Estando em Belo Horizonte por uma semana, fiz visitas ao Arquivo Publico da Cidade de Belo Horizonte (APCBH), ao Arquivo Publico Mineiro (APM) e Instituto Historico e Geografico de Minas Gerais (IHGMG). O meu raciocinio era o seguinte: se existe alguma genealogia ja publicada abordando a familia do professor NELSON, entao, deverei encontrar nela o vinculo exato que nosso antepassado Jose Coelho de Magalhaes tem com o Manuel Rodrigues Coelho e talvez encontrasse algo deste para as raizes.

No APCBH fomos otimamente recebidos pelos funcionarios. Meu sobrinho Ivan foi o motorista embora nao tenha entrado na entidade. Quem entrou comigo foi o cunhado Ricardo Almeida. Pude constatar que existe um acervo imenso, produzido pelo proprio professor NELSON, contudo, no que diz respeito `a genealogia dele proprio existem alguns manuscritos que sao os rascunhos do que ele utilizou-se para escrever o “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”.

Verificado isso, indaguei pelo livro: “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”, que o Paulo Cesar Pinheiro havia dito que se encontrava naquele instituto. Informaram que nao. Que a copia que possuiam havia sido enviada ao APM. Como chegamos a um beco-sem-saida resolvi visitar o segundo instituto.

No APM fomos igualmente recebidos pelos funcionarios. Sem nenhuma delonga ja estavamos vasculhando duas colecoes. Quando perguntei se o livro estava la, logo veio-me `a mente procurar pela colecao: “VELHOS TRONCOS MINEIROS” e por sugestao da funcionaria visitamos tambem o: “GENEALOGIAS MINEIRAS”, que nao tive a oportunidade nem sequer de verificar a autoria.

Ja era tardizinha e o APM nao demoraria fechar para o dia. E na ordem que as referencias foram postas no papel a funcionaria encarregada pegou apenas as duas colecoes, deixando para depois que acabassemos de verifica-las trazer o “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Velhos troncos esses de autoria do conego RAIMUNDO OCTAVIO DA TRINDADE. Na verdade, minha intencao eminente era verificar se a familia Gomes Coelho de Magalhaes, que sabia constar entre as estudadas, nao teria sua origem no MANUEL RODRIGUES COELHO. Mais tarde verifiquei que o nome dele nao era mencionado entre os ancestrais dela.

A coisa nao andava por esse caminho no entando. O fato eh que mal tinhamos tempo para verificar os principios de cada familia descrita. O ideal seria que houvesse tempo para ler todo o conteudo, pois, quando menos se espera encontra-se algo.

Um exemplo pratico disso foi quando eu vasculhei o titulo Rendons do Genealogias Paulistanas. Ali se encontrava uma pessoa com o nome de Maria Pimenta de Carvalho. Sobrenome este que o professor DERMEVAL PIMENTA havia afirmado fazer parte das familias com as quais os Barbalho se misturaram no Rio de Janeiro. Naquele titulo dona Maria nao aparece sozinha. O autor descreve quem haviam sido os pais e outros ancestrais. Tendo como ancestral a dona Maria Cardoso de Souto Maior, que havia sido esposa do capitao Manoel Pimenta de Carvalho.

Alem disso, o autor acrescentava ter sido ela irma completa de Helena de Soutomaior, a chamada viuva de pedra, e esta descendente dos legitimos Pontes Cardoso. Essa dica foi que levou-me a decifrar ancestrais que, atualmente, talvez nao sejam nossos. Isso porque pode ser que o professor DERMEVAL tenha se enganado colocando-nos como descendentes do capital Manoel quando o genealogista Rheingantz colocou-nos como descendentes do irmao dele: o capitao-mor Joao Pimenta de Carvalho. Mas ai foge um pouco ao nosso assunto.

Antes de verificarmos o “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS” a reparticao tinha que fechar as portas. Somente no outro dia pude voltar para verifica-lo.

Dessa vez fui sozinho. E do pouco que pude ver encontrei apenas o titulo: “ROCHA BRANDAO”, a despertar a minha curiosidade, que esta entre as paginas 165-172.

O que chamou-me a atencao foi encontrar ali o TN 15, alferes MANUEL COELHO RODRIGUES. O mesmo que surge no “DOCUMENTO 03”, acima. Ja estava ate familiarizado com a familia dele sem ao menos imaginar a possibilidade de ser nosso ascendente. Mas sempre que procuro informacoes a respeito do nosso ancestral, ele acaba surgindo.

Apesar de nao crer ainda na possibilidade de esse personagem ser nosso ancestral, resolvi anotar-lhe pelo menos a lista de filhos, pois, nunca se sabe onde a genealogia da gente vai dar. Segue assim:

TN15 alferes, Manuel Coelho Rodrigues – Josefa de Avila da Silva Figueiredo, foram os pais de:

01. Maria Jose de Avila – Luis Lobo Leite Pereira
02. Jose Coelho Rodrigures
03. Joaquim Pedro Rodrigues
04. Francisca de Avila e Silva – Sgto. Mor Jose de Vasconcelos Parada e Sousa
05. Vicente Coelho de Seabra – Francisca Pimentel
06. Ana Francisca de Avila – Antonio Agostinho Lobo Leite Pereira (F7 de Lobo Leite)
07. Mariana de Avila – alferes Miguel da Silva
08. Pedro Coelho – Isabel
09. Nicolau Coelho – Luisa
10. Jose Coelho – Francisca

Desde que vi a lista notei a ausencia do FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDAO. E aqui fico na duvida quanto ao numero dois e o numero dez serem a mesma pessoa ou o primeiro faleceu antes de o segundo nascer. Mas ate ai pareceu-me completamente fora de proposito ajuntar mais esses dados.

Verifiquei duas coisas interessantes no APM. A primeira, comentada por meu cunhado quando verificou a colecao “GENEALOGIAS MINEIRAS”, aqueles livros estao limitados a familias do Centro-Sul Mineiro. Em se tocando aos livros do conego Trindade essa constatacao decepcionou-me um pouco. Isso porque o nome “VELHOS TRONCOS MINEIROS” dao a impressao de que deveria fazer um apanhado geral das familias que povoaram Minas Gerais. Talvez o nome do livro ficasse mais realista se fosse acrescentado “ALGUNS”, no inicio.

A minha decepcao nao foi com o conego. Desde que estou estudando minha genealogia compreendo as dificuldades encontradas por ele. Alias, um dos motivos que escolhi repetir parte do livro do professor NELSON COELHO DE SENNA eh justamente a queixa que ele deixou, fazendo saber o quao maltratados estavam as documentacoes em Minas Gerais. E isso nada mudou desde que ele publicou o livro dele em 1939. Pude constatar isso. Embora, o que sobrou esteja sendo melhor guardado atualmente.

O Conego Trindade tinha por base a documentacao da Arquidiocese de Mariana, onde foi o bibliotecario por varias decadas. Assim se explica, em parte, porque os estudos dele se concentraram na regiao em torno daquela Arquidiocese. Soma-se a isso ele pertencer `as familias da regiao.

A obra dele nao deixa de ser util para todo o Estado de Minas Gerais. Se nao encontramos na obra todas as familias que se formaram na regiao e se espalharam por outras areas atualmente, como os casamentos estao se dando entre pessoas que migraram de diversas partes do Brasil para regioes concentradoras de populacao, os nascidos mais recentemente deverao encontrar ancestrais nos livros publicados por ele, embora sempre terao que quebrar um pouco a cabeca para completar a parte que lhes falta, como eu o tenho feito.

Nada encontrado no APM resolvi visitar o Instituto Historico e Geografico de Minas Gerais. Foi uma visita rapida. Andei ate la. Fica uns dois ou mais kilometros de distancia. Na Rua Guajajaras, proximo ao famoso Predio JK. A visita, porem, nao teve frutos. Foi mostrado um livro da comemoracao dos 100 anos de nascimento do nosso nobre parente. Como grande contribuidor das areas humanas imaginei que as homenagens teriam sido escassas, pois, nada continha a respeito dos ancestrais dele.

Observei que ha por la um anfiteatro com o nome em homenagem ao professor DERMEVAL PIMENTA. O IHGMG foi realmente onde eles se encontravam. Afinal, um dos filhos do professor NELSON e o proprio professor DERMEVAL casaram-se com filhas do ex-governador JOAO PINHEIRO DA SILVA.

Ao mesmo tempo que as esperancas se esvaziavam e as dores das pernas inchadas comecavam a incomodar, resolvi aventurar-me mais. Havia sido quarta-feira da ultima semana que ficaria no Brasil. Resolvi fazer uma viagem surpresa a Mariana. Continuava com a ideia de procurar nao apenas o documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre POLICARPO JOSE BARBALHO quanto dar sequencia nas buscas pelas origens dos RODRIGUES COELHO.

Chegando a Mariana fui diretamente ao ARQUIVO ECLESIASTICO DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA (Rua Direita, 102). Para a minha surpresa, acabara de fechar para o almoco. Fui informado pelo menos que havia a CASA SETICENTISTA, na mesma rua, no lado oposto do quarteirao. Tambem estava fechada para o almoco. Ao lado desta segunda reparticao esta a SE. A Igreja seticentista por si mesma eh um verdadeiro museu de maravilhas. Usei o tempo de descanso dos funcionarios distraindo-me com tantas obras de valor incalculavel.

A CASA SETECENTISTA abriu primeiro. Ali encontrei os inventarios de FRANCISCO RODRIGUES COELHO, datado de 02.03.1792. Poderia tanto ter sido filho do MANUEL RODRIGUES COELHO quanto descendente do BENTO RODRIGUES COELHO. Isso nao estava claro porque nao havia a filiacao no documento. Dai nao foi possivel chegar a nenhuma conclusao.

 
Um grande problema para mim era o tempo diminuto, a capacidade menor de ler os “hieroglifos” das escritas documentais antigas e a vista que ja não esta ajudando quanto antigamente. Faltou-me tino inclusive de tentar decifrar a lista de herdeiros. Se tivesse lembrado de por em pratica esse detalhe poderia, talvez, dar soluções a alguma questão futura ou ate mesmo presente. Um caso especifico seria, por exemplo, encontrar nomes como o dos ancestrais Maria Rodrigues de Magalhães e/ou Giuseppe Nicatse da Rocha.
 
Na verdade, toda a minha intenção era encontrar os inventários ou o testamento do MANUEL RODRIGUES COELHO. Neste caso, se encontrasse, teria a oportunidade de comprovar que o nosso ancestral JOSE COELHO DE MAGALHÃES era mesmo filho dele. Assim eliminaria etapas na pesquisa. Como nada havia encontrado relativo a este, dirigi-me aos Arquivos da Arquidiocese.
 
O meu objetivo principal ali era o de encontrar algo relativo ao ancestral padre, POLICARPO JOSE BARBALHO. O Joberto Miranda Rodrigues havia encontrado o documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO. Pensei ser natural encontrar os que seriam do pai dele. Mas foi engano meu. Apesar de muito esforco, nada foi encontrado.
 
Busquei inclusive nos livros de registros de nascimentos do antigo Inficcionado, atual Distrito de Santa Rita Durao. Segundo os documentos do padre Emigdio o pai dele havia nascido naquele distrito. Mas os livros estavam muito difíceis de ler. As beiradas haviam sido comidos pela traca. Em alguns lugares a tinta esta se apagando. A escrita não ajudava. E era coisa demais para o pouco tempo que me restava.
 
Por fim pedi arrego. Perguntei apenas se acaso la havia copia do livreto “BIOGRAFIAS DOS BISPOS MINEIROS”, tambem de autoria do conego TRINDADE. Nao estava catalogado mas tinham. Foi quando pedi uma copia xerox da biografia do bispo D. MANOEL NUNES COELHO. O resultado eh o DOCUMENTO 05 da relacao acima.
 
Sem mais onde ir e ao chegar da tarde retornei a Belo Horizonte.
 
Estava indeciso mais resolvi que ocuparia a sexta-feira com mais pesquisas. Dessa vez em OURO PRETO. Na CASA SETECENTISTA informaram-me que la ficava a similar, CASA DO PILAR. Ja sabendo que a reparticao somente abriria, apos ao almoco, `as 14:00hs, então, deixei para sair mais tarde. Sao apenas duas horas de viagem.
 
Ao chegar a Ouro Preto e sem perguntar primeiro, desci a ladeira em frente `a Igreja que fica perto da rodoviária. Somente ai recordei o quao íngremes são as ladeiras daquela cidade. Diga-se de passagem, seria um parque de diversões caso ela fosse nos Estados Unidos. Vi mais turistas, mesmo assim muito poucos, em Mariana. Muita gente circulava nas ruas, porem, pessoas da própria cidade envolvidas com seus afazeres diários.
 
Para os moradores locais eh uma pena que no Brasil não se investe direito na industria do turismo. Aposto como milhões de aposentados aqui dos Estados Unidos adorariam visitar as duas cidades históricas mineiras. Mas para isso acredito que haveria que ter trens rápidos ligando Belo Horizonte a elas e precisava-se adaptar um sistema de bondes semelhantes ao que existe no Corcovado e Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Assim, seria permitido uma vista aérea das cidades sem precisar usar aviões.
 
Nao se pode alegar que essas coisas descaracterizariam os monumentos históricos. A descaracterização ja esta quase completa. O que se ve são apenas as fachadas do que era antigo. Dentro esta tudo tomado por comércios os mais variados possíveis. Observa-se que as casas serviam a moradia em seu tempo. Agora não se mora nelas mais.
 
Por incrivel que pareca perdi em Ouro Preto. No pe da serra que desci estava a IGREJA DO PILAR e logo atras a Rua do Pilar, onde fica a CASA DO PILAR. Mas fui sem perguntar e acabei subindo a serra novamente, distraido com linhas tortas da cidade monumento. Cheguei ate `a antiga Cadeia Publica e apos informar-me desci novamente. Mas ao perguntar onde ficava o que estava procurando as pessoas não sabiam informar.
 
Passando pela porta da CASA DOS CONTOS resolvi entrar e perguntar. Era mais em baixo. Bastava seguir descendo e quando chegasse `a Igreja era so seguir a rua. Mas as ruas são tao tortas e com segundas saídas que demorei algum tempo procurando. Enfim adentrei.
 
Como em todos os lugares anteriores, fui bem recebido e la estava o estagiário Andre. Entregou o index dos documentos ali guardados para que eu escolhesse os que me interessariam. Ajudou-me bastante. Pelo sobrenome Coelho encontrei 4 documentos. Três pareceram-me promissores.
 
Um deles eram os inventários do FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDAO. Desde o principio o descartei porque duvidava que me fossem úteis.
 
Outros dois eram referentes a ANTONIO RODRIGUES COELHO e JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO. Eram pai e filho. O primeiro coincidia ter o mesmo nome de nosso terceiravo. Faleceu no final do século XVIII, 1798, e o inventario havia sido feito em conjunto com o de sua mulher também defunta, QUITERIA RIBEIRO.
 
Era naturalmente outro candidato a ser irmão ou parente muito proximo do nosso quintavo JOSE COELHO DE MAGALHÃES. Mas novamente não continha a filiação, portanto, não ha como afirmar nada. E a respeito do processo escrevi num rascunho que estava fazendo:
 
Um processo imenso que envolve dezenas de paginas. Embora em boas condições de conservação ficou difícil fazer a leitura. Precisa-se de um caligrafista experimentado. Pode encontrar-se muitas informações, inclusive de filhos mas não de ancestrais. O processo foi feito junto com o inventario da esposa: Quiteria Ribeiro.
 
Ja estava desanimado. Estava tambem la um rapaz bem novo fazendo pesquisa, porem, com experiência na area. O nome dele eh Douglas Lima. Ofereceu-se para fazer uma leitura dinâmica. Mas não foi possível revelar alem do que eu próprio havia entendido, exceto que tratava-se de residente em Sao Sebastiao de Itabira, a atual ITABIRITO. Ou seja, reune condições que aproximam das informações da família ja que Itabirito fica próxima dos locais que se espera tenham sido residência e propriedade do MANUEL RODRIGUES COELHO.
 
Os inventarios do JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO foram bem mais modestos. Datam de 1807, ou seja, deve ter falecido poucos anos apos o pai. Em ambos os casos perdi a oportunidade de recolher pelo menos a lista de herdeiros.
 
Como o professor NELSON COELHO DE SENNA havia escrito que o nosso ancestral comum havia tido propriedade no INFICCIONADO, esperava que os inventários dele fossem encontrados naquelas repartições. Mas não estavam. Ai seria o caso de perguntar: “E agora Jose?”
 
Somente o quarto processo tratava mesmo do MANUEL RODRIGUES COELHO. Mas era uma acao civil. Segundo o Douglas, trata-se de uma pendência em que alguém estava cobrando uma divida e o acusado alegava que ja tivera despesas demais com o acusador e que não se cobrasse dele ja que umas pelas outras ele ainda sairia em desvantagem. A ação eh de 1757.
 
De qualquer forma, de nada adiantaria para o meu propósito. Observei que a escrita da primeira pagina estava bastante danificada. Parece ate que teria sido lavada devido a marca d’agua que ainda prevalece. 
 
O dia ja estava caminhando para o final. Eu precisava tomar o onibus de volta para Belo Horizonte. Nao havia mais tempo para, talvez, dar uma pequena busca na CASA DOS CONTOS. Estava por terminar em vão minhas aventuras de descobrimentos genealógicos em Minas Gerais. Para consolo resta a sensação de que realmente existiu uma família RODRIGUES COELHO da qual devemos mesmo ser descendentes.
 
Posteriormente, acessei o sitio Family Search em busca dos nomes Rodrigues Coelho. Ali existem algumas pessoas com a assinatura mas nada garante serem da mesma família. Mesmo que algum seja promissor, como um documento de JULIAO RODRIGUES COELHO, por proceder de Ouro Preto e ser datado de 1774.
 

Ha também aqui que resguardar-se o fato de o cônego TRINDADE não ter levantado os dados da família em seus livros. Segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, a descendência mudara-se para Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro. Apos esse deslocamento os familiares foram se espalhando, a principio, pelo imenso território que era dominado pela COMARCA DO SERRO. Imagina, se atualmente existe uma dificuldade em percorrermos todas as fontes documentais nessa area, ha 70 anos atras as dificuldades tornavam o feito quase impossível.

No quinto capitulo ha uma continuidade das notas gerais mas em particular serve a toda a FAMILIA RODRIGUES COELHO.

03. OS BARBALHO

Especificamente refiro-me aqui a descendentes do casal FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ.

Iniciando minhas buscas em Virginopolis, ja para comecar, duvidava que fosse encontrar algo. Queria localizar os registros de casamentos de dois filhos deste casal acima.

01. Marcal de Magalhaes Barbalho – Ercila Coelho de Andrade, e
02. Candida de Magalhaes Barbalho – Joao Batista de Magalhaes.

Estes sao meus bisavos paternos e maternos, respectivamente. Ja esperava que os registros de casamentos deles nao estivessem na cidade. Sabia que seria mais acertado buscar em Guanhaes ou talvez em Conceicao do Mato Dentro. Mas nunca se sabe quando algo surpreende a gente. E realmente estava correto em minha suposicao. Mas uma coisa puxa a outra. Estava concentrado em aprofundar o lado dos COELHO DE ANDRADE e o que encontrei sera melhor exposto no proximo capitulo.

Ja o que mais interessava a respeito do segundo casal era descortinar as nuvens que pairam sobre as origens do bisavo JOAOZINHO (tio Joaozinho como eh melhor conhecido na familia). Conta-se que era neto do padre POLICARPO JOSE BARBALHO. Este havia sido pai do JOSE BARBALHO que teve uma filha mulata, que soubemos ser conhecida pelo apelido de Sinh’ANNA. Supostamente o nome dela seria ANNA DE MAGALHAES. Mas nada era certo.

Conta-se tambem que ela, ainda muito nova, havia tido um caso com um senhor casado, da sociedade itabirana. Gravida e sem poder receber reparo do amante, o pai a enviou para os cuidados dos irmaos dele, ja residentes em Guanhaes, o padre EMIGDIO e o FRANCISCO MARCAL. Em Guanhaes arranjaram para ela um casamento com um homem chamado DOMINGOS. Tio JOAOZINHO acabou ficando conhecido tambem como JOAO DOMINGOS, por essa razao.

No documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre EMIGDIO encontra-se que o padre POLICARPO JOSE BARBALHO fora filho de JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE. E em algumas consultas no site do Google Livros encontrei no “ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS”, `a pagina 380, da edicao dos anos de 1874/1875, que houve em Sao Sebastiao dos Correntes, atual Sabinopolis, na lista de “Juizes de Paz”, o 4o. membro que chamava-se tambem JOSE VAZ BARBALHO.

Por desconfiar que esse fosse o nome real do avo do tio JOAOZINHO queria confirmar ou negar a hipotese, investigando no registro do casamento. Caso se confirmasse, teriamos encontrado o destino do provavel ancestral. Dai para frente poderiamos procurar mais informacoes a respeito da vida dele.

Mas os livros em Virginopolis, tanto os de registro civil quanto os religiosos, comecam a partir de 1879. Dai ficou constatado que ficaria para outra oportunidade descobrir o paradeiro dele.

Mesmo assim era sabido que Sinh’ANNA deveria ter falecido em Virginopolis. Insisti em buscar as referencias ao fato na Igreja. E realmente encontramos na lista de falecidos o nome: ANNA MARIA DE MAGALHAES. O problema eh que ela esta nos indices, contudo, a pagina nao se encontrava no livro 3, como indicado. Ja haviamos procurado por mais de uma hora e o momento nao era oportuno, pois, estavam se processando os festejos de Sao Sebastiao. A secretaria ficou de buscar quando pudesse para depois enviar-me os resultados. E mais esse misterio ficou sem solucao.

Nao posso afirmar que a ANNA MARIA DE MAGALHAES encontrada no livro de obitos da matriz em Virginopolis seja a mesma nossa ancestral. Mas se encontrarmos o documento, espero que tenha nele o nome de alguma pessoa conhecida com o grau de parentesco para podermos garantir que era a propria.

Por outro lado, ficou bem claro para mim que o padre POLICARPO JOSE BARBALHO nao estudou em MARIANA. Infelizmente nao temos nenhuma tradicao nos dizendo onde foi que ele estudou. Acredito nao ter sido no CARACA. Isso porque esta na internet a lista de matriculas no site do antigo colegio. A lista nao esta completa, dai uma pequena duvida. De qualquer forma, o nome dele nao esta no que esta publicado.

Apos retornar aos Estados Unidos ocorreu-me levantar os dados de fundacao do SEMINARIO DE DIAMANTINA. Encontrei que foi fundado em 1854. Eh uma data bem no final das possibilidades mas ainda pode haver tempo para ele encaixar-se como aluno.

Isso porque as nossas tradicoes dizem que o padre EMIGDIO afirmava:

“EU SOU PADRE,
MEU PAI EH PADRE,
NAO SOU FILHO DE PADRE,
E SOU PADRE MAIS VELHO QUE MEU PAI.”

Para completar, nossas tradicoes dizem que ele ja estava idoso quando retornou ao seminario. Na certidao de casamento dele ha o registro de ter-se casado em 30.08.1808. Entao, a data de nascimento dele deve variar entre 1780 a 1790. O que o coloca entre 64 e 74 anos de idade, em 1854. Dessa forma podemos com alguma seguranca garantir a possibilidade.

A tradicao tambem sustenta que ele estivera no seminario e o deixou depois de interessar-se pela futura esposa. Eh possivel que tenha apenas concluido os estudos, assim nao tera precisado ficar no seminario a mesma quantidade de anos que os outros sacerdotes levariam para ser ordenados sem a mesma educacao previa.

No documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre EMIGDIO ha a inclusao das certidoes de batismo dele proprio e do casamento dos pais. Por ai soubemos que a mae dele chamara-se ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES e era filha natural, naturalmente, de GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS (ou FERREIRA).

POLICARPO, o pai, era filho de JOSE VAZ BARBALHO e ANA JOAQUINA DE SAO JOSE. No site Family Search ha os registros de casamentos de dois irmaos do padre POLICARPO: GERVAZIO e FIRMIANO, e em um deles consta que ela chamava-se ANA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE. Ou seja, eh a reuniao dos nomes da SAGRADA FAMILIA, exceto o de JESUS, segundo as tradicoes catolicas.

Interessante aqui sera observar a necessidade de vasculhar-se a vida da ancestral GENOVEVA para saber se descendia de algum portador do sobrenome MAGALHAES para justifica-lo na ISIDORA. Caso contrario, para desvendar a existencia dele talvez devamos levantar a vida do sacristao, MANOEL ANTONIO DE MAGALHAES. Parece que ele foi testemunha do casamento. Pode bem ter sido o pai que, embora sem assumir, estaria presente.

Ha que investigar os inventarios e testamentos dos homens que assinaram MAGALHAES `a epoca, em ITABIRA, pois, um deles podera ter deixado alguma declaracao que assumia a paternidade de nossa ancestral e assim poderiamos melhorar o nosso quadro genealogico, ocupando o espaco em branco. Esse esforco tem a necessidade de conhecermos a origem do sobrenome que carregamos ate hoje na familia, e tem pelo menos dois seculos de Historia genealogica.

Uma evidencia que pode indicar a presenca do ancestral em Diamantina foi o fato de eu ter encontrado em um dos ALMANAKS DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS o registro da presenca de uma firma cujo nome era BARBALHO & SIMAO. Mesmo que ela nao fosse do POLICARPO deve ter sido de algum parente proximo. Estava no de 1872. A firma deveria existir ha mais tempo para figurar, pois, ja deveria ser estabelecida. Certamente que uma pessoa de mais idade `aquela epoca preferiria uma cidade onde ja tivesse alguem para contato.

Outros dois documentos “DE GENERE ET MORIBUS” que poderiamos buscar em Diamantina seriam os do Bispo D. MANOEL NUNES COELHO e o do Monsenhor ANTONIO PINHEIRO BRANDAO. Dou a explicacao para este no proximo capitulo.

Precisavamos de documentos mais precisos a respeito dos ancestrais do D. MANOEL. Apenas para limpar uma macula na genealogia atribuida a ele. Encontramos num site onde se menciona que seria bisneto de GENOVEVA, por parte materna e tambem do JOAO COELHO DE MAGALHAES. Nos casos, deveriam ser ISIDORA e JOSE COELHO DE MAGALHAES, ou DA ROCHA.

Acredito que se encontrassemos o “DE GENERE” do padre POLICARPO ja seria uma mao-na-roda encontrarmos os nomes dos avos dele. Assim poderiamos dizer com certeza como nos ligamos `a familia que se instalou no Rio de Janeiro com o ancestral LUIZ BARBALHO BEZERRA. Mas seria uma dadiva maior ainda se os membros da familia dele, que teve antes de tornar-se padre, fossem lembrados no documento.

Quando retornou ao seminario possuia diversos filhos. Ja localizamos alguns que nao sabiamos. E sao os lembrados: JOAO, EMIGDIO, GENOVEVA, MARIA, LUCINDA, FRANCISCO MARCAL, MANOEL e JOSE. Falta determinarmos se nao existem outros. Pode ser que tenha tido pelo menos mais o MODESTO JOSE BARBALHO. Ele aparece como negociante em ITABIRA, em 1872. Teve um filho cirurgiao que era o JUNIOR e outro que foi Juiz de Paz em PECANHA, o senhor CYRINO JOSE BARBALHO. Mas por enquanto nao se pode afirmar a respeito desses. Podem ser sobrinhos ou, talvez, um irmao mais novo do proprio pai POLICARPO.

04. OS COELHO DE ANDRADE

Os COELHO DE ANDRADE passaram a ser meus ancestrais a partir de meu avo paterno, TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO, por ele ter sido filho do casal: MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e ERCILA COELHO DE ANDRADE. Ele filho do casal FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA MARIA DA CRUZ e ela de JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA MARIA UMBELINA DA FONSECA.

Ate esse ponto sabemos de cor. Mas sempre houve uma tradicao na familia afirmando que Dindinha ERCILA, como todos conheciam a essa nossa bisavo, dizia ser parente do poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. Alguns de nossos primos sempre tiveram a curiosidade de saber onde as arvores genealogicas se encontravam. Mas ate onde sei ninguem decifrou o misterio. Sempre quiz saber porque gostaria de entender onde os diversos COELHO na familia se encontram.

Com esse proposito foi que resolvi investigar em Virginopolis as nossas origens. E o encontro daquele registro de obito foi algo bastante positivo. Tao importante que resolvi repeti-lo aqui. Segue entao:

DOCUMENTO 04.

“CERTIDAO DE OBITO

Certifico que no livro de obito No. 03, F 94, R 1146 encontra-se o registro seguinte: Aos 03 de Agosto de 1916, foi sepultada no cemiterio paroquial o cadaver de Joaquina Coelho de Andrade, falecida com noventa anos de idade, viuva de Cassiano Coelho.

Frei Felix Natalicio de Aguiar.

Obs.: Extraido dia 22/01/2015 para fins de Documento.

Jessica Fernanda Rocha.”

(Com o timbre da Paroquia Nossa Senhora do Patrocinio, Virginopolis, MG. Ha o engano na data que deveria ser de 2016).

Desvio um pouco o meu proposito para falar algo a respeito das criticas que me foram enderecadas por fazer essa investigacao. Eh compreensivel que alguns pensem ser loucura ou ate idiotice buscar nossos vinculos ancestrais. Tudo bem! Nao me incomodam. Nao convencerei a esses e eles nao me convencerao, portanto, estamos empates.

Ha aqueles porem que tem a nobreza no coracao. Dai sera a estes que mando o recado. Eles precisam de incentivo para manterem-se no caminho e para nao desistirem por causa de criticas baratas.

Em primeiro lugar, existe um mandamento que fala: “Honraras pai e mae.” Nunca ouvi dizer que ele tenha sido revogado. O que Jesus ensinou eh que todos estavam incluidos no primeiro, e eram apenas consequencia dele, portanto, nao se deve esquecer disso.

As criticas a mim procediam do fato de que tinhamos acabado de enterrar a mae dos filhos da casa de meus pais. Ela faleceu no dia 19.01.16. E no dia seguinte ao enterro eu ja estava buscando informacoes. Tinha pressa sim, pois, haviam 5 anos que eu nao ia ao Brasil, fui para ve-la nos ultimos momentos e nao a encontrei viva. Os criticos pensam que eu deveria estar ocupado com os vivos e nao com os falecidos.

Para mim, porem, nao ha vivos e falecidos. Tudo eh uma sequencia. Os que ja se foram nos os seguiremos e os que virao se reunirao conosco. Genealogia eh isso mesmo. Vem de tras e segue para adiante.

Os criticos contribuiriam muito mais se fizessem uma vaquinha para estabelecer-me um salario suficiente para eu poder viver das pesquisas. Assim tambem eles se inteirariam dos cafundos do Judas de onde procedem e dos caminhos tortos por quais passam as genealogias de todos nos. Tou cansado de trabalhar a pago em amendoins. Talvez desista ou talvez nao. Nao depende deles ou de mim. Depende mais de eu continuar tempo a visao da necessidade para o futuro.

O que me importa mesmo eh honrar a memoria de nossos pais, pois, no futuro as pessoas precisarao dela. Nao vou descrever todas as lembrancas que tenho de meus pais. Mas recordo-me bem do tempo em que eramos pequenos. Viviamos numa parte da casa que pertenceu aos nossos bisavos paternos. Havia um quarto grande que fora designado para ser o quarto dos homens. Significava que nos os meninos dormiamos nele. Ao lado desse ficava um quarto menor designado para ser o quarto de costura.

E toda a noite, quando pequenos, anos 60, mamae nos punha para dormir. Nao tinhamos televisao para tomar conta de nos. Ela precisava daquele tempo de descanso e o usava para costurar, para permitir que a familia tivesse o que vestir. Minha cama ficava no caminho que o facho de luz do quarto de costura se projetava. A luz nao me incomodava mas mantinha-me alerta. Demorava a dormir. Acabava me cansando de ouvir o som da maquina de costura que me embalava ao mesmo tempo. Nao raro, apos um cochilo profundo, acordava e mamae estava la ainda.

Nao era somente isso. Algumas vezes vi mamae esconder-se para chorar porque a vida estava dificil. Eram os dentes que nao eram mais bonitos por causa das diversas gravidezes por quais passou. Eram as incertezas da vida que acomete a todo mundo. Apesar disso e todos os outros contratempos ela nunca deixou de ser o melhor exemplo que uma mae pode ser para a familia. Passadas as lagrimas o que ela fazia era tocar a vida dificil para adiante.

Papai tinha a mesma filosofia de vida. Explicando porque nunca comprou um carro respondeu que: “Carro no Brasil eh o mesmo que ter uma segunda familia. Eu nao posso ter uma segunda familia.” Ou seja, nao importa o quanto e o que lhes faltou. Eles sacrificariam as vidas deles para que nos os sucedescemos com um pouco de conforto.

Observem agora o atestado de obito. Hoje eh 20.02.16 e estaremos passando, em agosto, pelos exatos 100 anos do falecimento de dona “JOAQUINA COELHO DE ANDRADE”. E o que se diz dela? “Um cadaver enterrado no cemiterio”. Para honrar meus pais, sei que os pais deles fizeram sacrificios semelhantes por eles. Portanto, foi a vontade dos meus pais honrar aos pais deles. O mesmo se dira de nossos avos, os quais tinham o mesmo sentimento em relacao aos pais deles. Isso sucessivamente ate nao acabar mais. Portanto, levantar a nossa genealogia nao eh nenhuma loucura. Eh algo para os que querem honrar `aqueles que merecem a honra.

Um detalhe que as pessoas nao prestam atencao eh o que se passa na Historia. Historia eh uma materia um pouco complexa. Vejam o que acontece nos dias de hoje. Claramente reconhecemos que sao muitos os personagens que estao fazendo a Historia. Especialmente, cada individuo do povo esta contribuindo com seu tijolo nessa construcao. Mas o que se aprendera a respeito da atualidade no futuro? Ora, teremos um ou outro nome lembrado nos livros como se esses fossem os salvadores da patria.

No Brasil, por exemplo, estamos acostumados a estudar que D. Pedro I proclamou a INDEPENDENCIA do pais. Ele eh lembrado como se fosse o pai da liberdade da nacao. Mas a verdade eh obviamente outra. D. Joao VI ja havia dito a ele: “Antes que algum aventureiro o faca, faca voce.” Ou seja, se ele nao tivesse aproveitado a oportunidade ja se sabia que os outros fariam. Ele nao o fez por amor `a patria mas para tirar alguma vantagem do ato.

Mesmo que o Brasil nunca tivesse se independido, se isso fosse possivel, os atuais brasileiros estariam adaptados `a atual situacao para que nao o fizessem. E isso nao impediria a Historia das Familias continuarem se processando como sempre fez. Nos teriamos nascido as mesmas pessoas. Apenas viveriamos numa sociedade um pouco diferente.

Para as pessoas no entanto, suas Historias Genealogicas sao muito mais importantes. Isso porque se nao tivessemos os ancestrais que temos nos nao seriamos nos mesmos. Nasceriam outras pessoas em nosso lugar. Isso mesmo, cada pessoa em nossa genealogia eh fundamental. Trocando uma pessoa de lugar muda tudo. Deixamos de ser nos. Entram outros em nosso lugar.

As figuras historicas que estudamos sao mais importantes `a medida que elas desfrutam conosco os mesmos ancestrais. JOAQUIM JOSE DA SILVA XAVIER (o Tiradentes), GEORGE WASHINGTON, PEDRO I, THOMAS JEFERSON, DUQUE DE CAXIAS e todos os outros tem ancestrais os quais tambem sao nossos ancestrais. E eles fizeram Historia `a medida que nossos ancestrais comuns abriram o caminho dela para eles. Nossos familiares estiveram junto com eles fazendo a Historia mesmo que alguns teimem a atribui-la a eles apenas. Se ha uma razao melhor para conhecermos algo de nossa Historia, maior razao ha de conhecermos nossos ancestrais.

Lembrem-se disso. Daqui a um seculo os nomes que estarao nos livros de HISTORIA serao: JOSE SARNEY, FERNANDO COLLOR, ITAMAR FRANCO, FERNANDO H. CARDOSO, LUIZ INACIO, DILMA ROUSEFF, GEORGE BUSH, BILL CLINTON, BARACK OBAMA etc. Nos tempos romanos nos ensinam o que CALIGULA, NERO, MARCO ANTONIO, JULIO CESAR e outros fizeram. Agora ha que se perguntar: E nossos ancestrais? Ora, sera que essas pessoas representam os valores que a epoca em que viveram eram respeitados?

Por mais respeito que possamos ter pelos politicos que entrarao para os livros de HISTORIA, nenhum deles ira substituir aqueles que nos geraram, alimentaram, vestiram, protegeram, compartilharam conosco os bons e maus momentos. Nao quero que daqui a 100 anos algum descendente de meus pais, ou dos pais da minha esposa, ou dos ancestrais deles resolva buscar informar-se a respeito deles e encontrar apenas um laconico: “eh um cadaver enterrado no cemiterio”. O cemiterio nada eh. Tem muita boa coisa a ser lembrado antes de sermos enterrados.

Atraves da genealogia podemos celebrar a vida das pessoas que sao essenciais `a nossa vida e continuarao o sendo nas vidas das geracoes que nos seguirao.

Deixando de lado a filosofia, aproveitei os dias que fiquei em Virginopolis para visitar minha madrinha, a tia ONEIDA. Claro, com o “atestado de enterrro” na mao busquei saber quem era a pessoa, pois, sendo ela neta da DINDINHA ERCILA COELHO DE ANDRADE, talvez desse alguma noticia. Mas ela alegou que nao tinha como ajudar. Nao se recordava bem dos familiares da avo. Isso porque conviveu muito pouco com ela. Dindinha faleceu em 1937 e ela havia nascido em 1929. O vovo Cista gostava que os filhos mantivessem os cabelos compridos. E a mae dele dizia que quando eles fossem na casa dela ela iria corta-los. Tia Oneida tinha medo de acontecer e o pai brigar com ela.

Mas, de concreto ela retirou de suas lembrancas alguns rasgos de memoria. Assim pude anotar o nome do casal e filhos:

JOAQUIM COELHO DE ANDRADE – JOAQUINA UMBELINA MARIA DA FONSECA, pais de:

01. Ercila Coelho de Andrade – Marcal de Magalhaes Barbalho
02. Carmelita Coelho de Andrade
03. Francisca Coelho de Andrade
04. Jose (Juca) Coelho de Andrade – Maria (Lica) Soares
05. Joaquim Coelho de Andrade – Maria

Contou-me que o tio JOAQUIM havia sido enterrado em Virginopolis e que fora o OZANAN quem providenciou o sepultamento. OZANAN, o filho mais novo dos meus avos paternos, nascera em 1936. Portanto, o falecimento se deu apos 1950. Essa informacao foi-me passada no sabado, dia em que retornei para Belo Horizonte, e quando nao tinhamos mais o cartorio para as devidas vericacoes. Mas eu proprio nao estava entusiasmado por essa busca por causa da falta de padronizacao de registros naquela epoca. Sabia que informaria no maximo quem haviam sido os pais dele e isso ja sabia.

Sabe-se que o JUCA e LICA foram pais de SALVIO e GETULIO. Este faleceu no manicomio. Era pai tambem da CLARISSE. Pessoa que justificava o nome. Clara, loira, dos olhos verdes. Contou-me a madrinha que era tambem um doce de pessoa. Boas palavras tenho ouvido de quem se recorda dela.

SALVIO foi o pai do DELMIRO que eh o pai da NEIDE ANDRADE. Esta tornou-se uma amiga que encontrei na internet e temos mantido contato. Foi pai tambem de ADALGISA, SAULO e outros.

Enquanto no Brasil e logo depois que retornei para os Estados Unidos os dados daquele ” atestado de enterro” continuaram martelando em minha mente. E a pergunta que nao se calava era quem era dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, viuva de CASSIANO COELHO?!

Nao podia responder por mim mesmo. Mesmo assim fui elaborando algumas hipoteses:

01. Ela poderia ser uma irma mais velha do avo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE. Isso me parecia conveniente porque imaginava: porque a Dindinha ERCILA havia nascido em 1862 calculava por alto que o pai dela deveria ter nascido em media uns 30 anos antes.

02. Poderia ser a mae do avo JOAQUIM. Por ela ter falecido em 1916, aos 90 anos, seria 36 anos mais velha que Dindinha ERCILA. As mulheres naquela epoca muito comumente casavam-se por volta dos 15-16 anos. Casando-se nessa idade poderia ter sido mae dele em torno de 1841. Ele poderia muito bem ter sido pai inclusive antes dos 20 anos.

03. O padre FELIX NATALICIO DE AGUIAR poderia ter se enganado e trocado o sobrenome dela pelo do marido. Assim, ela seria a nossa trisavo mesmo, com a inconveniencia de ter sido esposa de outro homem! Essa hipotese parecia ser a que tinha menos senso.

Sem saber mais onde procurar, corri `a internet. A ideia era procurar na genealogia do poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE algum casamento de pessoas da familia dele com algum assinante COELHO. Pelo menos o “atestado de enterro” ja me dava um norte. Fosse quem dona JOAQUINA fosse as datas no obito evidenciavam que tinha que procurar da linhagem de bisavos dele para tras. Como ja estou acostumado, recorri primeiro ao geneaminas.com.br. Eles tem os mesmos dados que tenho anotados em casa, e eu estou na biblioteca, mas costumam ter mais alguns. Mas la estava:

FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE – MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE, foram pais de:

01. 1793 Cassimiro Carlos da Cunha Andrade – Senhorinha dos Santos Alvarenga
02. 1798 Francisco de Paula Andrade – Joana Rosa Lage
03. Claudio Jose de Andrade
04. Manoel Arcanjo de Andrade
05. Constancia Maria de Andrade
06. Rosa da Cunha Andrade
07. MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE – FRANCISCO LUIZ MARTINS SILVA BRANDAO
08. Elisa Augusta de Andrade – Raimundo Martins da Costa
09. Elias de Paula Andrade Sobrinho

Francisco de Paula eh quem esta na linha de ascendencia do poeta.

Ha muito tempo elaborei uma hipotese de que o mais provavel fosse que uma mulher da familia ANDRADE houvesse casado com um homem da familia COELHO e isso explicaria o COELHO DE ANDRADE em nossa familia. Mas isso nao pode ser confundido com regra. Naquele tempo a adocao de sobrenomes nao tinha a mesma importancia que passou a ter posteriormente. Basta retornar ao inicio do capitulo 02 e verificar os nomes dos filhos do alferes MANUEL COELHO RODRIGUES. Cada filho escolhia os sobrenomes que queriam usar. E algumas vezes remontavam aos bisavos para sacramentar algum sobrenome que ja havia sido deixado de usar.

Foi entao que imaginei que a melhor possibilidade fosse o casal: MARIA CANDIDA e FRANCISCO LUIZ. Por causa do sobrenome SILVA BRANDAO imagino que possa ter sido descendente do MANUEL, muito provavelmente, do FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDAO, justamente aquele que o conego TRINDADE nao encontrou dados a tempo de publicar o livro: “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Eh por isso que preciso mesmo encontrar o capitulo ROCHA BRANDAO, que deve estar revisado na colecao: “VELHOS TRONCOS MINEIROS”, por ser publicacao mais nova.

Mas o que de fato acrescenta `a Historia eh o fato de o casal postado no numero 07 surgir como pais do padre ANTONIO PINHEIRO BRANDAO DE SOUZA. Foi paroco em Sao Joao Evangelista e depois em Guanhaes onde, desde 1909, teve grande atividade. Fundou a CASA DE MISERICORDIA, salvo engano, atual HOSPITAL REGIONAL DE GUANHAES. Mas no site tem algo mais:

MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE – FRANCISCO LUIZ MARTINS SILVA BRANDAO, foram pais de:

01. Francisco Luiz Silva Andrade – Isabel Goncalves Couto
02. Antonio Pinheiro Brandao
03. Cassiana Luiz de Andrade – Irineu Pereira da Costa

O interessante aqui e salientar que alguns filhos do casal: FRANCISCO e ISABEL receberam o sobrenome LUIZ DE ANDRADE. Outro detalhe eh que o FRANCISCO LUIZ SILVA ANDRADE faleceu em BRAUNAS. Fica a poucos quilometros distante de VIRGINOPOLIS. Monsenhor ANTONIO BRANDAO faleceu em Diamantina, porem, a pedido de amigos, foi enterrado em GUANHAES, em 1957. E aqui posto o que encontrei na certidao de nascimento de meu sogro:

1932 Divino Luiz de Andrade – 1937 Geralda Francisca de Jesus, filho de:
Sebastiao (Tao Soares) Luiz de Andrade – Maria Vieira de Carvalho
Joaquim (Quinquim Soares) Soares de Andrade – Anna de Araujo e Silva.

Ha que observar-se que os dados no geneaminas nao devem estar inteiramente corretos. Isso por causa das datas de nascimentos dos irmaos de dona MARIA CANDIDA. Muito provavelmente ela nao teria sido mae do padre ANTONIO BRANDAO e ele ter falecido em 1957. No livro: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE” o professor DERMEVAL PIMENTA apresenta diversos dados biograficos dele. O Monselhor ANTONIO PINHEIRO BRANDAO, segundo o professor DERMEVAL PIMENTA, nasceu em 1861, no Distrito de MILHO VERDE, que ainda pertence `a Cidade do SERRO.

Pelos dados, dona MARIA CANDIDA deveria ter nascido depois de 1811, o que nao parece ser, para ser mae do Monsenhor PINHEIRO. Mesmo porque, no livro, o professor anota que o nome do pai dele era tambem ANTONIO PINHEIRO BRANDAO. O que tornaria mais provavel este ter se casado com uma filha do casal MARIA CANDIDA e FRANCISCO MARTINS BRANDAO, para serem os pais do monsenhor.

E nisso mora a importancia de se encontrar os dados corretos do padre PINHEIRO BRANDAO, mais facilmente via o documento “DE GENERE ET MORIBUS” na Arquidiocese de DIAMANTINA. Confirmar-se-ia ou negar-se-ia que ele foi mesmo membro da familia ANDRADE de ITABIRA. Caso se confirmasse, teriamos provas de que a familia espalhou-se naquela direcao. O que seria interessante como peca do quebra-cabecas, pois, outros ramos da familia ANDRADE como um todo procedem de la. Mais abaixo aponto alguns. Talvez isso confirme sermos todos de uma mesma familia proxima e nao ramo distinto que ja se encontrava no Brasil ou que teria vindo de Portugal em epocas diferentes.

Ha que observar-se aqui que no geneaminas.com.br ha uma inclusao indicando que QUINQUIM SOARES teria sido filho do casal MARIA CANDIDA e FRANCISCO BRANDAO. Acredito na possibilidade de ele ter sido neto por causa de o senhor TAO SOARES ter nascido na decada de 1890, e espera-se que o pai tenha nascido por volta de 30 anos antes. Ou seja, `a mesma epoca em que nasceu o Monsenhor. Precisamos afinar melhor os dados para chegarmos aos exatos.

A inclusao do ramo eh tambem corroborada por evidencia de a familia do Mons. BRANDAO ter tido falecidos em BRAUNAS. O que indica a extensao naquela area. O municipio de BRAUNAS fica numa antiga rota que segue o percurso do RIO SANTO ANTONIO. Esse grande rio da regiao passa por diversos locais, o que inclui FERROS, DORES DE GUANHAES, BRAUNAS e ACUCENA. Esse contorno que borda as fronteiras de GUANHAES e VIRGINOPOLIS tem influencia tambem em GONZAGA. Local de onde procede a familia da minha esposa, pelo lado SOARES DE ANDRADE.

Vem desse ultimo local tambem o JOAQUIM SOARES (QUINQUIM SOARES) DE OLIVEIRA. Esse foi o marido de tia VITA DE MAGALHAES BARBALHO, outra filha dos bisavos MARCAL e ERCILA. Pela semelhanca dos nomes, imagino que os dois QUINQUIM SOARES serao pelo menos primos. Assim, o que descobrir-se a respeito de um podera servir ao outro ramo da familia.

Outra evidencia a indicar a possibilidade de os ANDRADE de ITABIRA tenham se espalhado para misturar-se aos RODRIGUES COELHO em nossa regiao esta na HISTORIA. Nos anos entre 1820 a 1848 houve um surto de ouro em GUANHAES e VIRGINOPOLIS. Ali se encontraram as minas da CADONGA, do MEXIRICO e da LAVRINHA. E houve um rapido crescimento populacional devido `a atracao que isso provocou.

Terminado esse surto veio outro na area de DIAMANTINA, porem, da pedra preciosa que deu o nome ao local. O diamantes foram encontrados em grande quantidade a partir de 1720. Depois tornaram-se excassos. O novo surto envolveu as areas da Cidade do SERRO, como dos Distritos do MILHO VERDE e SAO GONCALO DO RIO DAS PEDRAS. Como o Monsenhor BRANDAO nasceu em MILHO VERDE, pode-se dizer onde os pais deles estavam.

Em seguida a promessa de desenvolvimento veio a ser uma saida da regiao para o mar. Os mineiros do NORTE DE MINAS se sentiam oprimidos desde os tempos coloniais, pois, eram obrigados a usar somente a ESTRADA REAL para buscar a mar, que era a grande avenida de comunicacao com o mundo. A partir do patriota TEOFILO OTONNI, as buscas por uma saida para o mar e mais terras ferteis para o cultivo e criacao, se intensificaram. Dai comecaram a surgir os novos assentamentos coloniais, entre os quais estao VIRGINOPOLIS, DIVINOLANDIA, ACUCENA, GONZAGA, SANTA EFIGENIA, COROACI, outros, e ate mesmo GOVERNADOR VALADARES. Antes disso essa ultima era apenas um posto avancado do exercito que o usava na repressao e reserva de indigenas mas nao era uma comunidade europeia organizada.

Uma evidencia menor eh a presenca do nome CASSIANO na familia de minha esposa. Acredito ter ouvido falar que ela tem um primo com esse nome. Mas nada se pode afirmar a esse respeito, pois, ha uma distancia temporal muito grande entre os antepassados e esse.

Retornando, porem, ao misterio de quem poderia ser dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, apesar de nao ter como dizer com 100% de certeza, recordei-me de algo util. Quando descobri que nossos terceiravos se chamavam JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA, expuz o fato, ha algum tempo atras, para informacao da parentalha na internet. A nossa prima JULIA ILCE CATAO, filha da tia OLGA DE MAGALHAES BARBALHO e FRANCISCO CATAO DE OLIVEIRA (tia OLGA era filha dos bisavos MARCAL e ERCILA), contou que a avo JOAQUINA havia falecido na casa da familia la em VIRGINOPOLIS.

Baseando-me nessa lembranca resolvi recorrer a ela. Pedi que confirmasse o que me contara antes, mas nao revelei nada a respeito do “atestado de enterro” que estava em minhas maos. Nao quis que ela soubesse porque sei que se colocamos na frente dados que a pessoa conhece de forma diferente isso pode provocar alguma confusao e as informacoes novas parecerem que ja estavam na lembranca da pessoa. Assim, ela poderia confirmar algo sem conhece-lo com certeza.

`A minha questao na pagina do Facebook dela, ILCE respondeu-me assim:

“Ola Valquirio,desde menina, nas conversas noturnas na cozinha de tia Tete, com mamae,tia Biloca, tios Marcial e Cista, Soli,,Alem da Filo e Vitoria, as historias de familia eram ali discorridas, e uma destas esta minha bisavo. Depois que ficou viuva, Dindinha a levou para morar com ela, so que ela quis um quarto independente, o qual foi preparado. Ficava entre a cozinha e a saleta de fora, sao dois quartos contiguos que tiveram as portas que se abriam para o salao, fechadas e a porta de entrada foi aberta para aquele corredor onde os cavalos entravam. Estou falando do espaco que havia entre a casa de tia Tete e a casa da Cidinha. A morte dela deve ter ocorrido entre 1908 a 1910, periodo em que mamae deixou de dormir com ela , a titulo de companhia. Me lembro que mamae dizia que ate +ou – , aos 10 anos de idade, desde os 5 anos ela dormia com a avo..Isto eu sei .Abracos.”

Respondi a ela em tom de brincadeira que era mentira. Nao disse que ela estivesse inventando alguma coisa. Apenas que quem havia falecido na casa devia ter sido a bisavo e nao a avo da mae dela. Isso porque eu havia encontrado o atestado de obito de uma JOAQUINA, cujo sobrenome nao era DA FONSECA. Procurei pelos possiveis obitos do JOAQUIM e da JOAQUINA, com o nome correto, e eles nao se encontravam nos registros de VIRGINOPOLIS. Portanto, julguei que os dois houvessem sido enterrados em DIVINOLANDIA, onde residiram ou na comunidade CORREGO DOS HONORIOS. Mas isso nao tinha como comprovar.

Mas a ILCE resolveu colaborar um pouco mais. Enviou-me via e-mail com mais esses dados:

“Valquirio, vou lhe repassar dados que eu tenho aqui oriundos de documentos e anotacoes em caderno de Dindinha. Ersila Coelho de Andrade (Dindinha), era filha de Joaquim Coelho de Andrade e de Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, isto e: era minha bisavo e apos a morte de seu marido, meu bisavo, foi morar no chamado ” quartinho” independente, com entrada e saida para fora da casa de Dindinha, este tal quartinho eram dois quartoes que existiam em casa de tia Tete.

Cunha de Andrade e Ataide de Freitas eram bisavos de mamae pelo lado paterno de Dindinha; os bisavos de mamae , pelo lado materno de Dindinha, eram: Gomes de Alvarenga e Mecia de Andrade Melo. A sequencia prossegue seguindo o ritmo anterior: Fernao Alvarez e Tereza Novais de Andrade; Rui Freire de Andrade e Aldanca de Novaes. Os dois ultimos casais sao portugueses

Quanto a Joaquina Maria Umbelina da Fonseca, faleceu aproximadamente na data em que lhe falei ,pois mamae foi para o Colegio de Diamantina em 1911 e quando ela foi a bisa Maria Umbelina ja havia falecido. Abracos.”

Nao deu por essas informacoes chegar ao que desejo que eh identificar exatamente a nossa procedencia. No popular, como disse `a ILCE, quero dar nome aos bois. Nao nos informa ai a procedencia do COELHO. Embora eu saiba que o FREITAS muitas vezes acompanhava a nossa alcunha. Isso se da desde FERNAO COELHO, o primeiro senhor de FILGUEIRAS E VIEIRA e sua esposa, dona CATARINA DE FREITAS.

Ha que nos lembrarmos tambem que no livro “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”, o professor DERMEVAL relata a presenca do casal: capitao ILDEFONSO DA ROCHA FREITAS e dona MARIA COELHO DA SILVEIRA, nos primordios da colonizacao de SAO JOAO EVANGELISTA. Infelizmente ele nao deu enfase aos familiares do fundador daquela cidade mineira. Apenas mostra que diversos familiares do casal estavam presentes naquele tempo.

FERNAO ALVAREZ e TEREZA NOVAIS DE ANDRADE, estao na linha de ancestrais de PEDRO ALVARES CABRAL. Isso mesmo! O navegador que nao por acaso atracou nas costas do BRASIL que ha muito ja havia sido descoberto. Mas o que fazer?! Ele tomou posse e ficou conhecido como o descobridor.

Algo tambem interessante eh verificarmos que o mencionado RUI FREIRE DE ANDRADE tem o mesmo sobrenome do governador, general GOMES FREIRE DE ANDRADE, primeiro Conde de Bobadella, quem passou a primeira Carta de Sesmarias ao alegado nosso ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO. Como ambos eram portugueses pode ai haver uma linhagem proxima de parentesco. GOMES FREIRE DE ANDRADE, porem, nasceu em 1685, segundo pesquisa que fiz ha algum tempo, o que o poria numa provavel linha da geracao de avos do RUI FREIRE DE ANDRADE. Se nao fosse o contrario.

Na internet temos informacoes de um casal, formado pelas pessoas: RUI FREIRE DE ANDRADE e ALDONCA DE MORAIS, procedente do seculo XIII, 1200s. Talvez as anotacoes da Dindinha ERCILA sejam retiradas de compendios que remontavam aos ancestrais mais distantes e nao propriamente a ancestrais imediatos dela. Referencia semelhante encontrei em relacao aos nomes GOMES DE ALVARENGA e MECIA DE ANDRADE MELO.

Talvez o caminho que nos aproxima do poeta seja o ALVARENGA. No numero 21, da genealogia do endereco abaixo, ha a nota de que dona ANA LUISA EMILIANA DE ALVARENGA nasceu em GUANHAES. Informacao que tenho por duvidosa. Isso porque ela esta na linha de terceiravos do poeta. E GUANHAES surgiu por volta de 1819, quando os bisavos do poeta ja deveriam ser casados. Contudo, a familia ALVARENGA ja se encontrava na regiao, porem, se espalhando a partir de SAO GONCALO DO RIO ABAIXO, que fica mais proxima de MORRO DO PILAR, onde o professor NELSON DE SENNA localiza a multiplicacao da familia COELHO, antes de dirigir-se para GUANHAES.

Para tentar fechar a questao, perguntei `a ILCE se ela sabia onde o corpo havia sido enterrado, ao que me respondeu:

“Oi Valquirio, ela foi enterrada em Virginopolis no antigo cemiterio que se localizava onde e hoje o super mercado do Joao da Luiza da tia Biloca. Abracos.”

Muita gente em VIRGINOPOLIS nao sabe mas onde se localiza a atual rodoviaria esteve a primeira Igreja. Era uma construacao de madeira e adobe. E o cemiterio era onde hoje estao os quintais das casas vizinhas, da Rua Sao Jose. Entre elas aquela que fora moradia da tia Biloca (ABILA PATROCINIO DE MAGALHAES), a filha mais nova dos bisavos MARCAL e ERCILA.

Perante aos dados que a ILCE passou-me e mais uma analise apressada que fiz no endereco: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=189&cat=Ensaios, penso que sejamos aparentados do poeta CARLOS DRUMMOND, porem, um pouco mais distantes que imaginava. Preciso fazer uma analise mais detalhada para certificar-me. Se verificar-se no numero 21 na sequencia de ancestrais do poeta veremos que os sobrenomes FREIRE e ALVARENGA aparecem, alem do ANDRADE. Mas eh preciso conciliar-se melhor porque os nomes mencionados nas anotacoes passadas pela ILCE nao se repetem na postagem da USINA DE LETRAS.

Indaguei ainda da ILCE se ela tinha informacao de que Dindinha ERCILA fora aparentada de algum padre em Guanhaes. Nao citei o nome com o proposito. Mas ela nao respondeu a essa questao.

A casa antiga, `a qual ILCE mencionou, foi onde vivi ate aos meus 18 anos de idade. Era um verdadeiro “mundel”, como minha mae costumava falar. O assoalho parecia um toboga, cheio de altos e baixos por causa do empenado do assoalho. Os quartos mencionados foram derrubados por volta de 1975. Ficaram algumas dependencias frontais com a rua. Em 1977 papai construiu nossa casa sobre o que havia sido derrubado.

Assim a casa nova ficou bem distanciada da beirada da rua. Sempre nos incomodou a disposicao antiga onde o quartos eram separados da rua apenas pela parede da frente e suas janelas. Todo e qualquer barulho noturno incomodava o nosso sono. Em 1978 a construcao foi completada e a derrubada da antiga concluida.

Tia Tete (PHILOTEIA DE MAGALHAES BARBALHO) foi filha dos bisavos MARCAL e ERCILA. Era solteirona. PHILOMENA, a Philo, era uma afrobrasileira que dizia-se ter sido escrava. Era uma pessoa bonissima. Alem de dizermos que era a unica das moradoras que possuia algum juizo. Ja a VITORIA era outra moca que foi protegida da Dindinha ERCILA. Nunca se mencionou algum parentesco dela conosco. Mas era clara, com os mesmos olhos verdes dos COELHO DE ANDRADE. Nao era doida como diziam. Era retraida no mundo dela mas comunicava-se com as pessoas com quem era familiarizada.

“Soli” (ELIEZER DE MAGALHAES) era meu tiavo materno, sobrinho do bisavo MARCAL e filho dos meus bisavos CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO e JOAO BATISTA DE MAGALHAES.

Um grande problema em ser mais exato em relacao aos dados eh o fato de nao ter encontrado informacoes, via internet, de todos os conjuges dos tiobisavos do poeta CARLOS DRUMMOND: CLAUDIO, MANOEL, CONSTANCIA, ROSA e ELIAS poderiam muito bem ter se casado com alguem cuja assinatura fosse COELHO e deles podemos descender.

Entre as familias ANDRADE que conhecemos e todas com raizes em DIAMANTINA temos:

01. JOAO BENTO DE ANDRADE, deixou a sequencia:

Joao Bento de Andrade – ?
1822 Joaquim Bento de Andrade – Joanita Andrade
Joaquim Bento de Andrade Junior – Joaquina Augusta Dias de Andrade
1867 Joaquim Bento de Andrade Neto – Josefina Augusta Chaves
Ascendino Chaves de Andrade – 1896 Ondina Pimenta.

Essa sequencia esta no livro do professor DERMEVAL e se trada da familia ANDRADE que se radicou em Sao Joao Evangelista. JOAQUIM BENTO JUNIOR era conhecido pelo apelido de QUINCOTE. Era muito conhecido na regiao. Esse ramo da familia ANDRADE misturou-se com nossos familiares das familias PIMENTA VAZ BARBALHO, PEREIRA DO AMARAL e BORGES MONTEIRO.

02. PROFESSOR FRANCISCO DIAS DE ANDRADE

Ouvi dizer que ele vivia em DIAMANTINA, onde havia nascido e isso atestado no livro da filha dele, professora FILOMENA ANDRADE, conhecida como D. NEGRA, e passava dificuldades financeiras. `A mesma epoca o bisavo MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO era o representante da PAROQUIA DE NOSSA SENHORA DO PATROCINIO DE GUANHAES. Esse era o nome politico e eclesiastico da futura Cidade de VIRGINOPOLIS, junto `a Camara Municipal de Guanhaes. Tendo essa oportunidade, MARCAL ofereceu as condicoes para que a familia vivesse no entao Arraial e nele fizesse escola.

O professor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE tornou-se importante figura na educacao, que honra o nome dele em rua e unidade escolar. Foi casado duas vezes: a primeira com a professora dona CELESTINA CRISTINA DE SOUZA e a segunda com dona ANA MARIA DE ANDRADE. Alguns filhos deixaram numerosa descendencia local, atualmente misturada com a Familia COELHO e suas associadas.

03. Mas parece-nos que o que menos se espera acontece. Vejamos aqui alguns dados interessantes da Familia de JOAO COELHO DE MAGALHAES, o bisavo do professor NELSON COELHO DE SENNA. Ele foi casado com sua prima carnal, dona BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO.

JOAO COELHO DE MAGALHAES – BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO, foram pais de:

01. Joao Coelho de Araujo – Anna Rocha
02. Joaquim Coelho de Araujo – Maria Coelho de Souza
03. CASSIANO COELHO DE ARAUJO – JOAQUINA SIMPLICIANA
04. 1828 EMILIA BRASILINA COELHO DA ROCHA – JOSE COELHO DA ROCHA RIBEIRO
05. 1829 Euphrasia Coelho de Araujo – Jose de Queiroz
06. 1835 Maria Eugenia (Mana) Coelho – 1as. Duarte Bastos de Carvalho, 2as., Jose Felicio Leao

Acredito que o professor NELSON COELHO DE SENNA cometeu um pequeno engano, pois, narra que o bisavo dele, JOAO, havia se casado em 1804, com 19 anos de idade. Eh possivel que ele interpretou mal os rabiscos nos documentos que verificou, pois, apesar de nada dizer a respeito das datas de nascimento dos filhos, as mulheres nasceram muito depois, embora ele relate que houveram apenas 6 filhos. Ha margem ai para que a data do casamento tenha se dado em 1824, quando “tio” JOAO ja estava com 39 anos. Depois ele viveu ate 1879 e faleceu no dia que completaria 94 anos.

O professor NELSON quase nao descreve a formacao da familia deste bisavo dele. Aborda mais aquele ramo deixado por EMILIA BRASILINA que foi a avo materna dele. Dos homens pouco fala alem de dizer que todos haviam se mudado para DIAMANTINA, por la se casado, tido familias e que foram mineradores de diamantes. Quem se ocupar de ler todo o livro entendera a dificuldade. O livro data de 1939, epoca em que o professor estava passando por diversas dificuldades, inclusive o falecimento da esposa, dona EMILIA GENTIL GOMES CANDIDO DE SENNA.

Em relacao ao CASSIANO, por exemplo, ele foi bem laconico:

“3o. CASSIANO COELHO DE ARAUJO (que foi de Sao Miguel de Guanhaes, como seus precedentes irmaos, para Diamantina, antigo Arraial do Tejuco, e la se casou com Dona JOAQUINA SIMPLICIANA, indo viver nas Lavras de ITAIPABA, onde morreu, deixando descendentes).”

Senna, Nelson Coelho de; “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”, 1939, EMPREZAGRAPHICA DA “REVISTA DOS TRIBUNAIS”, Sao Paulo.

Parece que aqui chegamos a um encontro que sera dificil de negar haver alguma ligacao. Qual a probabilidade de dois homens, provavelmente de idades semelhantes, chamados CASSIANO COELHO, terem se casado com mulheres que se chamavam JOAQUINA, e entrarem na mesma familia?! Claro que a coincidencia pode ser possivel, embora acredito ser improvavel.

Neste caso estou inclinado a concluir que o COELHO do ramo COELHO DE ANDRADE em nossa familia procede deste CASSIANO. E ha que se pensar, procura-se longe aquilo que se encontra dentro da propria casa! A mencao a que fossemos parentes do poeta CARLOS DRUMMOND sempre desviou o sentido das pesquisas para o lado de ITABIRA.

Segundo nossas tradicoes, “o bisavo MARCAL estaria viajando entre GUANHAES e ITABIRA e encantara-se com os olhos verdes da menina ERCILA. O pai dela enfrentava dificuldades, com um numero grande de bocas para tratar. Entao, entraram num acordo, a menina seria mandada para estudar em DIAMANTINA com a promessa de casamento quando formasse.” Agora, se a hipotese de que o terceiravo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE for filho do CASSIANO COELHO e dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, na verdade JOAQUINA SIMPLICIANA, talvez, DE ANDRADE, se concretizar, veremos que essa tradicao nao passava de mitologia, para distrair a criancada.

Duas irmas do CASSIANO, EUPHRASIA e EMILIA BRASILINA faleceram novas. Antes do falecimento do pai delas. MARIA EUGENIA faleceu mais tarde mas nao foi tao longe. Dos outros nao sabemos. O provavel eh que o CASSIANO tambem nao tenha durado mais que as irmas. O terceiravo JOAQUIM devera ter sido o primeiro filho. Assim, quando o JOAO COELHO DE MAGALHAES faleceu, em 1879, pode ter sido ele que foi tomar posse da heranca.

Segundo o professor NELSON DE SENNA, os tres filhos foram para DIAMANTINA, onde foram mineradores de diamantes. No ALMANAK DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS, produzido em 1872 para ser usado em 1873, encontra-se o JOAQUIM COELHO DE ARAUJO na relacao de mineradores. JOAO e CASSIANO nao aparecem. Talvez ja fossem falecidos, dai nao se ouvir mais falar deles.

Se o trisavo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE tiver sido o primeiro filho do CASSIANO, muito provavelmente tera encabecado a familia e por essa epoca teria muitos irmaos e alguns filhos para tomar conta. Em 1879 alguns dos irmaos ja estariam chegando `a idade de tambem tomar posse de suas herancas.

Este foi o ano em que Dindinha ERCILA e bisavo MARCAL se casaram. O que deve ter prontificado o genro a ajudar o sogro a buscar terras onde estava se ampliando a colonizacao. Mais precisamente, o CORREGO DOS HONORIOS, entre DIVINOLANDIA e GONZAGA. O corrego veio a tomar esse nome por causa do apelido HONORIO, da familia como um todo.

Vai-se contra a tradicao que afirma que o casal MARCAL e ERCILA se conheceu ao acaso, por causa de alguma viagem dele, passando por algum lugar entre GUANHAES e ITABIRA. Muito provavelmente ja eram primos e sabiam disso. Embora o grau nao fosse tao proximo. A avo EUGENIA MARIA DA CRUZ era prima em primeiro grau do CASSIANO. Se este foi o pai do trisavo JOAQUIM HONORIO, entao, ele era primo em terceiro grau do bisavo MARCAL. Este seria primo em quarto grau da Dindinha ERCILA.

E sao essas coisas que me fascinam e ao mesmo tempo me apavoram na genealogia. Talvez essa informacao por ser tratada com tanta naturalidade pelos mais antigos tenha ficado escondida de todos nos. Provavelmente haveria uma mencao ao CASSIANO, porem, seria pouco lembrado porque havia falecido ha muito tempo atras. Em 1909 o bisavo MARCAL faleceu, os pais eram falecidos e era pouco o contado de alguns mais antigos com o ramo da familia que nao morava em VIRGINOPOLIS.

Claro, nao vamos aqui ja dar o caso por encerrado. Essas conjecturas sao apenas hipoteticas. Pode ate ser que a viuva do CASSIANO tenha sido enterrada em VIRGINOPOLIS sem ter esse parentesco tao proximo conosco. Talvez ela tenha passado a viver nas proximidades por assumir a heranca que foi do marido, embora nao tenhamos anotacoes de descendentes deles ja que o professor NELSON nao se ocupou deles `a epoca, em 1939.

Pelas declaracoes da ILCE, realmente temos duas JOAQUINAS na familia. A JOAQUINA SIMPLICIANA e a JOAQUINA UMBELINA. Sendo que a nossa trisavo UMBELINA faleceu antes de 1910. Tia OLGA nasceu em 1898, portanto, conviveu com a avo a partir de 1903. Penso apenas que haja um engano nas lembrancas de nossa prima em relacao ao enterro em VIRGINOPOLIS. Como nao encontrei o “atestado de enterro” nem do avo JOAQUIM nem o da avo UMBELINA, acredito que os dois tenham sido enterrados em DIVINOLANDIA.

Nesse caso depende-se de interpretacao. O trisavo JOAQUIM faleceu antes. Deve ter sido enterrado onde vivia e a maioria dos parentes o acompanhavam. A viuva foi levada para a casa da filha mais velha. Isso era convencional. Mas havia o costume de enterrar-se os conjuges na mesma cova. Entao, nao seria dificil transportar o corpo para DIVINOLANDIA. O que era feito a pe mesmo. Eram apenas uma duzia de quilometros.

JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, se foi a mae do JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, deve tambem ter ido pois que senao nao haveria a necessidade de ocupar-se dois quartos do antigo casarao. Ela deveria estar sob os cuidados do filho mais velho que agora tambem ja era falecido. Talvez tivesse casa propria. O certo eh que ela possui “atestado de enterro”, entao, nao se pode negar que foi enterrada em VIRGINOPOLIS. Podem talvez terem esquecido de anotar o enterro da avo UMBELINA. Acontecia. Mas para certificarmos disso haveria que verificar-se se nao o existe em DIVINOLANDIA. Encontrando-se la, estarao desfeitas as duvidas.

Uma outra interpretacao, que ate penso ser um pouco mais logica, sera a possibilidade de tanto a prima ILCE quanto o padre FELIX terem cometido algum engano. Isso porque ela cre que nossa ancestral JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA tenha falecido antes de 1910. Mas a pessoa identificada como JOAQUINA COELHO DE ANDRADE pode ser ela mesma. O padre FELIX poderia ter apenas deduzido que esse fosse o sobrenome dela porque era o sobrenome da Dindinha ERCILA. Era comum as filhas adotarem os mesmos sobrenomes das maes em contrario ao dos pais. Afinal, apos o casamento elas iriam “pertencer” aos maridos, como mandava a cultura machocentrica da epoca.

Outro engano que o padre FELIX pode ter cometido eh ter trocado o nome do homem do qual ela era viuva. Talvez ele tenha confundido e trocado pois ela seria viuva de JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, filho este de CASSIANO COELHO. Isso nos conduz `a hipotese de que em 1862, quando a Dindinha ERCILA nasceu, ela seria uma dos ultimos filhos da trisavo JOAQUINA, pois essa estaria com 38 anos. Tambem significa dizer que ela poderia ter tido filhos a partir dos anos 1840.

Se assim o foi, isso pode levar-nos a outra possibilidade. A de que o JOSE (JUCA) COELHO DE ANDRADE ter nascido por essa epoca e ter sido um dos irmaos mais velhos. Neste caso, como ele foi casado com MARIA (ZICA) SOARES, eles poderiam ter sido os pais do JOAQUIM (QUINQUIM SOARES) SOARES DE ANDRADE, o bisavo de minha esposa. Para isso tambem seria necessario que o professor NELSON COELHO DE SENNA estivesse correto em dizer que o bisavo dele casou-se em 1904.

Neste caso, o filho CASSIANO COELHO DE ARAUJO poderia ter sido o filho mais velho, ja que nao temos as datas dos nascimentos dos tres homens. Assim ele poderia ter, como o pai, casado-se novo, por volta dos 20 anos, e ter sido pai do avo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, que teria nascido por volta de 1825. Aquele QUINQUIM SOARES, contudo, pode ter sido filho de alguma irma do trisavo JOAQUIM, ou mesmo de uma filha dele, com marido assinante SOARES. Infelizmente so podemos especular essas coisas por enquanto ja que nao possuimos nem datas nem melhores informacoes.

Nos podemos ter nao maximo 8 bisavos. E 8 eh o numero que os filhos da casa de meus pais possuem mesmo. Na falta de outra opcao, sempre consolei-me com a ideia de que tinhamos pelo menos 2 que nao fossem COELHO DE MAGALHAES (ou RODRIGUES COELHO). Do ponto de vista de variabilidade genetica seria melhor que os ancestrais mais proximos nao fossem parentes entre eles mesmos.
Pensava que os bisavos Dindinha ERCILA e tio JOAOZINHO teriam algo diferente a acrescentar `a nossa genetica. Mas se a suposicao de que ela tenha o COELHO por parte do FRANCISCO LUIZ MARTINS DA SILVA BRANDAO e por parte do CASSIANO, nao fara diferenca alguma por o primeiro garantir-nos um pouquinho de variabilidade. Talvez possamos chamar a isso: “matar 2 COELHO com uma so cajadada!” Apesar de ser DE MAGALHAES BARBALHO, pode ser que o tio JOAOZINHO seja a nossa unica tabua de salvacao!
Eh facil compreender o porque de a Dindinha ERCILA ter mencionado nomes de fundadores dos ramos familiares como sendo os ancestrais dela. Isso era uma tradicao dos antigos. Na organizacao social medieval, que perdurou durante o Brasil colonial, mandava que os titulos e privilegios dos pais fossem passados aos primogenitos. Assim, `a medida que a descendencia ia se multiplicando, nao restava `aqueles que estavam ficando para tras lembrar-se em suas tradicoes de nomes de antepassados remotos.
Acontece que apos 600 anos que algum renomado de cada assinatura tivesse falecido, a probabilidade era a de que fosse ancestral de toda a populacao de paises pequenos como PORTUGAL. Basta contarmos 3 geracoes por seculo e multiplicar 5 (filhos possiveis que se casaram e tiveram filhos em cada geracao) elevado `a potencia 18. Ou seja: 5 filhos: 25 netos; 125 bisnetos; e assim por diante. No final, a descendencia sera tanta que podera ser maior que a populacao do proprio pais.
Nisso, as chances de todos descenderem dos mesmos ancestrais nao passa por uma questao duvidosa do se. Passa pela pergunta do como. Normalmente as pessoas que assinam o mesmo sobrenome de algum antepassado o fazem porque o receberam por uma linhagem masculina predominante. A maioria das outras pessoas descendem das mesmas pessoas, porem, assinam outros sobrenomes por provirem de outra linhagem onde um sobrenome diferente tornou-se predominante.
Em nosso caso particular sabermos ter ancestrais COELHO de todos os lados. Contudo, a linhagem masculina predominante na casa de nossos pais eh o BARBALHO. Dai nao assinamos o primeiro e ficamos restritos ao segundo.
Mas a tendencia da genealogia atual eh buscar a ascendencia de forma mais cientifica. Isso quer dizer que nao importa que se julga ser descendente de algum personagem eminente da mesma assinatura que possuimos. Importa mesmo eh levantar os dados de ancestrais de cada geracao anterior `a nossa. Assim vamos saber se somos mesmo descendentes de quem pensamos que somos, como o elemento superior de nos inteirarmos de como o somos.

No ALMANAK DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS, de 1872, existem varios CASSIANOS que foram listados como fazendeiros do MUNICIPIO DO SERRO. Isso demonstra que o nome era comum. Porem, um em particular chamou-me a atencao. Tratava-se de CASSIANO RODRIGUES DE ANDRADE. Parece que teve um irmao, na mesma lista, BALDUINO RODRIGUES DE ANDRADE. Talvez sejam filhos do CASSIANO COELHO DE ARAUJO. Mas somente pesquisas mais detalhadas irao informar isso.

Nao posso ir agora mesmo fazer essas verificacoes. E se o pudesse, logo apos ir a DIVINOLANDIA, dirigir-me-ia a DIAMANTINA. La buscaria os documentos:

01. “DE GENERE ET MORIBUS” do padre POLICARPO JOSE BARBALHO
02. “DE GENERE ET MORIBUS” do Monsenhor ANTONIO PINHEIRO BRANDAO DE SOUZA
03. “DE GENERE ET MORIBUS” do bispo D. MANUEL NUNES COELHO
04. REGISTRO DE CASAMENTO do casal CASSIANO e JOAQUINA SIMPLICIANA
05. REGISTRO DE CASAMENTO do casal JOAQUIM e JOAQUINA UMBELINA
06. REGISTRO DE CASAMENTO do casal MARIA JOAQUINA COELHO e AUGUSTO ELIAS KUBITSCHEK. Esse ultimo seria para esclarecer a duvida a respeito de quem sao os pais dela, pois, pode ser filha de um dos tres casais que foram para DIAMANTINA. Ela foi a avo do JUSCELINO KUBITSCHEK, mae de dona JULIA KUBITSCHEK.
07. REGISTRO DE CASAMENTOS do professor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE (o primeiro ou o segundo, apenas para verificar se seriamos aparentados dele, antes de os filhos terem se casado na familia).

08. REGISTRO  DE CASAMENTO de JOAQUIM BENTO DE ANDRADE e JOANITA ANDRADE.
09. Em DIAMANTINA ou outro lugar na regiao o REGISTRO DE CASAMENTO dos bisavos de minha esposa: JOAQUIM SOARES DE ANDRADE e ANNA DE ARAUJO E SILVA.

Essa soma de documentos poderia, talvez, decifrar outras coisas mas o poderia colocar os ANDRADE da regiao numa mesma raiz. Quem sabe, todos vinculados aquela raiz que chega tambem ao CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.

Esse ultimo seria fundamental para meus filhos, pois, pode ate ser que o JOAQUIM SOARES DE ANDRADE fosse neto do CASSIANO e JOAQUINA SIMPLICIANA.

E aqui estao algumas das razoes da minha fascinacao e apavoramento. Quando casei-me tinha apenas uma desconfianca de que tivesse casado com uma prima distante. Agora a distancia nao parece ser tanta. Alem de podermos ser parentes pelo lado ANDRADE, talvez entrarao tambem o COELHO, o ARAUJO e, pelo lado materno dela, o FONSECA.

Obviamente, cada um daqueles documentos teria sua funcao propria de solucionar alguma questao em nossa genealogia. Mesmo que o CASSIANO COELHO, marido falecido de dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, nao fosse o nosso parente, pode ser que nao estejamos de todo fora do fisgo desse anzol.

 

Isso se da porque nosso  ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO pode ter deixado muitos filhos. Alem deles, sabemos apenas que o ancestral JOSE COELHO DE MAGALHAES, marido da pentavo EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, teve antes a esposa ESCOLASTICA DE MAGALHAES e outros filhos dos quais nao temos anotacao alguma. Se eles se espalharam pela regiao como nos informa o professor NELSON DE SENNA, teremos a certeza que desse mato tiraremos muito mais COELHO do que possa imaginar a nossa va filosofia!

Eu ja estava comemorando a possibilidade de o nosso COELHO DE ANDRADE proceder do FRANCISCO LUIZ MARTINS DA SILVA BRANDAO e MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE. Isso nos daria pelo menos um pouco de variabilidade genetica ja que ele pode descender do MANUEL COELHO RODRIGUES e talvez nao do MANUEL RODRIGUES COELHO. O provavel sera que o COELHO sera o mesmo. O lado COELHO BRANDAO vem direto dos senhores de FELGUEIRAS E VIEIRA, fonte comum de todos os COELHO.

O RODRIGUES COELHO, sendo o mesmo do BENTO RODRIGUES COELHO teria uma fonte remota de COELHO, em D. MARIA COELHO, segundo o DOCUMENTO 02. Ela deve proceder dos mesmos COELHO, com a diferenca de ter entrado em uma familia um pouco melhor misturada. No minimo sera irma, filha, prima ou sobrinha dos senhores de FILGUEIRAS E VIEIRA. Isso faz-me lembrar que minha esposa descende dos VIEIRA. Meu Deus! O globo nao passa mesmo de uma aldeia minuscula.

Talvez essas relacoes todas esclarecam melhor algo que ouvi de meu pai. Ele contou que quando o avo CISTA (TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO) comprou a FAZENDA BOM JARDIM, contraiu uma divida enorme com um tempo relativamente curto para paga-la. Os adversarios politicos eram interessados que ele perdesse a posse, e essa razao os ajudava. Eles eram membros da mesma familia RODRIGUES COELHO mas tinham essa richa por serem de partidos adversarios.

Papai disse que quem emprestou o dinheiro para quitar a divida em tempo com os donos anteriores da fazenda foi o professor NELSON COELHO DE SENNA. Algo inesperado para mim, pois, o partido do vovo CISTA era menos influente, enquanto o da outra parte da familia era mais. o professor NELSON parecia ser igualmente parente de ambos. Mas se o CASSIANO tiver sido o pai do terceiravo JOAQUIM, entao, vovo CISTA e professor NELSON seriam primos em terceiro grau, o que tornava o apoio melhor apropriado.

Creio que o dinheiro nao tera procedido do professor NELSON. Mas eh certo que os contatos dele eram maiores.

Quem podera ter emprestado o dinheiro ao vovo CISTA, com o intermedio do professor COELHO DE SENNA, pode ter sido o genro deste, o senhor RONAN RODRIGUES BORGES. Figura que foi da sociedade de UBERABA, foi banqueiro e mudou-se para o RIO DE JANEIRO. E la ajudou a criar os netos do professor SENNA. A situacao ocorreu assim, comecando pela mae do professor:

MARIA BRASILINA COELHO DE SENNA – CANDIDO JOSE DE SENNA, pais de:

01. Dr. Nelson Coelho de Senna – Emilia Gentil Gomes Candido de Senna, pais de:

1.a Dr. Mucio Emilio de Senna – Sylvia Amelia Alvim de Mello Franco, pais de:

1.a.1 Sylvia Emilia de M. F. Senna – Paulo Argemiro Hungria da Silva Machado, pais de:

1.a.1.1 Theodoro Hungria da Silva Machado – Maria Gabriela de Orleans e Braganca, princesa do Brasil
1.a.1.2 Silvia Amelia Hungria da Silva Machado – D. Afonso Duarte, principe de Orleans e Braganca

Se o Brasil ainda fosse monarquia, nossa familia seria uma das muitas que teriam os beneficios de ser proximas de suas magestades! O triste da Historia da familia do professor NELSON COELHO DE SENNA foi que ele foi o unico dos filhos de MARIA BRASILINA que chegou `a fase adulta. Os outros faleceram quando eram criancas. A nora Sylvia Amelia faleceu em 09.05.1934. O filho Mucio Emilio faleceu em 17.12.1938. E dona Emilia Gentil faleceu em 20.08.1939. No mesmo ano que ele publicava o livro genealogico da familia.

Sylvia Emilia teve um irmao chamado Francisco Cesario. Orfaos foram adotados pelos tios MARIA EMILIA DE SENNA e RONAN RODRIGUES BORGES. Eles educaram as criancas no RIO DE JANEIRO. E hoje a familia reside em PETROPOLIS. PAULO ARGEMIRO descende de um de dois irmaos hungaros que migraram para o Brasil durante o seculo XIX. Um multiplicou a familia no Estado de SAO PAULO. O segundo em MINAS GERAIS, mais precisamente na area de JUIZ DE FORA. Deste descende os atuais principes do BRASIL.

NAO POSSO ESQUECER TAMBEM DOS DOCUMENTOS E VISITAS A GUANHAES, CONCEICAO DO MATO DENTRO, SERRO E OURO PRETO:

10. Registro de casamento dos terceiravos: FRANCISCO MARCAL BARBALHO  e EUGENIA MARIA DA CRUZ
11. Registro de casamento dos bisavos: MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e ERCILA COELHO DE ANDRADE
12. Registro de casamento dos bisavos: JOAO BATISTA DE MAGALHAES e CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO
13. Inventario e Testamento do JOSE COELHO DE MAGALHAES e EUGENIA RODRIGUES ROCHA (em CONCEICAO DO MATO DENTRO,  o obito tambem deve estar la e devera revelar o nome do pai).
14. Registro de casamento dos quintavos: JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE
15. Em OURO PRETO, visitar a CASA DOS CONTOS para ver se encontra Inventario e Testamento do MANUEL RODRIGUES COELHO
16. Inventario e Testamento de JOAO COELHO DE MAGALHAES
17. Inventario e Testamento de ANNA MARIA COELHO (NHANINHA) Segundo os inventarios do alferes LUIZ ANTONIO PINTO, os dois ultimos documentos encontram-se no SERRO.
18. Registro de casamento, de 1732, dos ancestrais MANUEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA
19. Registro de casamento dos tios (quartavos): JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO
20. Inventario e Testamento dos quintavos: ANTONIO JOSE MONIZ e MANUELA DO ESPIRITO SANTO (pais da LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO)
21. Pelo menos o capitulo “ROCHA BRANDAO” dos livros do conego TRINDADE. Somente posteriormente recordei que nos somos DA ROCHA e nele pode encaixar-se a pentavo EUGENIA.
22. Em ITABIRA, tentar localizar documento que identifique a paternidade do MODESTO JOSE BARBALHO para saber como ele se encaixa em nossa Arvore Genealogica.
23. Qualquer outro documento que nos leve aos ancestrais de nossa ancestral GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS.
24. Buscar os INVENTARIOS e TESTAMENTO do FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE, em CAETE, ITABIRA, SABARA, OURO PRETO, CONCEICAO DO MATO DENTRO ou SERRO. Como ja temos os nomes dos conjuges dos filhos dele eh interessante saber de qual familia ele procede, pois, talvez descendamos de algum irmao dele.

Isso e tudo o mais que estes indicarem que precisamos obter para complementa-los.

Aqui esta um grande problema. Localizar, tentar ler e traduzir pode demandar tanto tempo que fica quase impossivel ser feito por uma unica pessoa sem ter tempo e financas exclusivos dedicados ao trabalho. Por outro lado, toda essa documentacao eh unica e corre serio risco de deterioracao e nao poder mais ser feita uma pesquisa que responda nossas questoes mais prementes.

Penso que o governo de MINAS GERAIS faria um grande favor `a populacao mineira promovendo a catalogacao, traducao e apostilacao de todos os documentos antigos. Os documentos traduzidos poderiam ser arquivados em uma biblioteca unica no estado e em regionais. Assim, mesmo que por algum acidente, ou crime, como o que aconteceu no DISTRITO DE BENTO RODRIGUES em MARIANA alguma coisa seja destruida, as informacoes seriam preservadas em outro lugar.

Eh fundamental preservar-se tais informacoes porque no futuro elas terao mais utilidade `a medida que a descendencia de nossos ancestrais se multiplica e se espalha pelo mundo. PORTUGAL ja deu um grande passo `a frente nessa empreitada. La os documentos legiveis tem sido scaneados e publicados em sites apropriados na internet. Isso nao apenas facilita o trabalho dos interessados. Isso incentiva aos iniciantes a pesquisarem por um meio que a condicao economica nao se contrapoe a ela.

Os dividendos dessa atitude sao enormes. Isso porque mais pessoas interessadas podem contribuir melhor com a preservacao dos originais. Alem disso, os mesmos interessados que descobrem os caminhos por onde seus ancestrais percorreram terao o incentivo de visitar os locais. O que eh uma otima forma de incentivar o turismo que se torna fonte de renda e oportunidade de emprego mais muitos que atualmente estao necessitados.

Importante lembrar da possibilidade de dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE ter sido irma e nao mae do trisavo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE. Neste caso a situacao nao muda tanto de figura ja que ela se tornaria tiavo afim do professor NELSON DE SENNA e quase todas as outras consequencias seriam semelhantes.

 
Fiz essas notas genealogicas com o intuito de mante-las comigo mesmo. Na verdade, por nao ser a pessoa mais organizada do universo e fazer minhas anotacoes em montes de papeis dispersos, tomei a decisao de juntar o que possuo e o que especulo num lugar so. Nao sei quando encontrarei oportunidade de aprofundar minhas pesquisas na area discutida. Assim o faco para nao perder de vista o que ja encontrei. Quando precisar retormar as pesquisas saberei onde minhas notas serao encontradas.
 

Compartilho-as com meus familiares para que possam usa-las como orientacao caso se sintam impulsionados a ajudar-nos a decifrar nossos misterios. O mesmo o faco em relacao a pesquisadores de genealogia outros que nao os da propria familia. Afinal, em poucas geracoes o numero de descendentes desses antepassados sera tao grande que nao havera pessoas dos paises onde vivemos que nao terao ancestrais comuns a nos. Assim, isso servira a todos que se interessarem.

05. A SINCRONIZACAO DAS FAMILIAS RODRIGUES COELHO E ANDRADE

Eu ja havia decidido fechar essa parte genealogica deste texto quando ocorreu-me `a memoria certos fatos. Para desencargo da consciencia resolvi consultar velhos guardados, que estao presentes tambem na internet. O primeiro esta no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. Quando estive recentemente no BRASIL, nao havia planejado uma pesquisa completa dos dados de nossos ancestrais. Assim, perdi a oportunidade de verificar essas coisas antes.

Naquele site existem dois documentos, presumivelmente, referentes ao nosso suposto ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO. Um de 03.04.1730, refere-se ao “pagamento do donativo real por 27 escravos”. Nao sei exatamente o que esse “donativo real” significa. O mais provavel eh ser um imposto sobre a compra dos escravos.

A segunda mencao data de 05.12.1733. Trata-se do laudo de sentenca de MANUEL RODRIGUES COELHO. Tambem nao da para saber do que se trata no conteudo. Possivelmente alguma acao civil `a qual ele respondeu mas nao da para saber se foi condenado ou nao.

Ha mais tempo vi uma ficha em onde mencionava-se que a CAMARA DE VILA RICA teve um TESOUREIRO cujo nome era MANUEL RODRIGUES COELHO, na data de 1719. Mas nao o estou encontrando mais. Portanto, tenho que descarta-lo por enquanto.

Em relacao ao primeiro documento ha que se especular um pouco. Possivel sera que os tais 27 escravos e outros, pois que, segundo o professor NELSON COELHO DE SENNA, MANUEL fora um dos homens mais ricos das GERAIS, nao deve ter ficado somente nesses escravos.

Para minorar a dor de consciencia de sermos descendentes de escravocratas podemos recorrer `a ideia de que trata-se tambem de ancestrais nossos. Isso mesmo! Se tais escravos deixaram descendentes, como alguns devem ter deixado, eh evidente que a descendencia passou como heranca aos descendentes do proprio MANUEL. Nesse caso, alguns deverao ter passado ao filho JOSE COELHO DE MAGALHAES que, devido `a multiplicacao, tera deixado outros para os herdeiros.

O proprio NELSON COELHO DE SENNA deixou escrito assim: “(com excecao de ANTONIO COELHO DE MAGALHAES, que era abastado lavrador, deixou forra numerosa escravatura e morreu celibatario)”. Pag. 09, “ALGUMAS NOTAS GENEALOGICAS”.

Ja no site da prefeitura de GUANHAES encontra-se algo da Historia local. Na versao escrita por ROGER ROCHA menciona-se a origem do BAIRRO MORRO DO CRUZEIRO. Fala que foram terras do proprietario ANTONIO COELHO DA ROCHA. Esses dois sobrenomes podem ser atribuidos ao mesmo ANTONIO. Embora ele possa ter adotado mesmo o nome de ANTONIO RODRIGUES COELHO, pois, tia RUTH COELHO dizia que o avo dela, de mesmo nome, recebera a alcunha em homenagem a um tio e padrinho que tinha nome igual.

ANTONIO COELHO DE MAGALHAES ou COELHO DA ROCHA deve ter sido neto do MANUEL RODRIGUES COELHO. E na versao da HISTORIA DE GUANHAES conta-se que o primeiro morador do MORRO DO CRUZEIRO chamava-se PRUDENCIO, que era escravo forro.

O que talvez nos associe a esse PRUDENCIO eh saber que o quartavo CLEMENTE NUNES COELHO teve uma mulher que muito provavelmente fosse afrodescendente, podendo ser filha do PRUDENCIO. CLEMENTE foi o pai da MARIA HONORIA NUNES COELHO. Sabemos que era escura ao ponto de ter sido confundida por escrava ao atender a um visitante na propria casa dela. Ela foi a esposa do tenente JOAO BAPTISTA COELHO, filho do fundador de GUANHAES, JOSE COELHO DA ROCHA, ou seja, irmao do ANTONIO, avo da Tia RUTH.

O que se relata no livro “ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO”, de autoria de nossa prima IVANIA BATISTA COELHO, eh que MARIA HONORIA teve um irmao com o nome PRUDENCIO NUNES COELHO. E esse nome esta presente em diversas pessoas da descendencia NUNES COELHO. Portanto, ha ai a possibilidade de no final das contas descendermos nao apenas de afrobrasileiros mas especificamente dos escravos da propriedade do MANUEL RODRIGUES COELHO.

E nos descendemos de afrobrasileiros por outras vias alem dessa, o que deve ser motivo de orgulho na familia, pois, descendemos daqueles que realmente construiram aquilo que outros tomaram como autoria propria.

Esses documentos, porem, colocam em duvida a veracidade da alegacao feita pelo professor NELSON COELHO DE SENNA de que o MANUEL RODRIGUES COELHO e seu filho JOSE COELHO DE MAGALHAES seriam ambos portugueses. Acredito que pelo menos de nascimento o JOSE COELHO DE MAGALHAES pode nao ser. O provavel sera que MANUEL e a esposa que nao sabemos o nome tenham sido portugueses de nascimento e assim tiveram um filho portugues, nascido no BRASIL.

A hipotese baseia-se no fato de que estando o portugues MANUEL no BRASIL desde antes de 1730 ele nao deve ter retornado a PORTUGAL para ter filhos. A solucao que suponho resolver a charada eh que o MANUEL RODRIGUES COELHO pode ter levado para o BRASIL um filho homonimo de si proprio, ou te-lo deixado em PORTUGAL. Como no BRASIL era proibido existirem escolas melhores, os colonos abastados eram obrigados a enviar os filhos para estudar em PORTUGAL.

Tanto faz, se o MANUEL deixou o filho em PORTUGAL ou se o enviou posteriormente para estudar. La este poderia ter se casado e ter sido pai do nosso ancestral JOSE COELHO DE MAGALHAES. Isso tambem sincroniza uma margem provavel de tempo que o JOSE viveu, pois, faleceu em 1806. A data esperada para o nascimento sera em torno de 1730 a 1760. Portanto poderia estar com mais de 60 anos. O que ja era muito alem da media de idade dos outros seres mortais.

Claro que isso nao pode ser tomado como ditado, pois, a media de idade girava em torno de 38 anos. Isso significa que uns poucos viviam ate aos 100 anos. Mas quase ninguem passava alem dos 75. Entao, ou o JOSE COELHO DE MAGALHAES viveu muito alem da media, ou nao era portugues de nascimento, ou sera mesmo neto e nao filho do MANUEL RODRIGUES COELHO.

Para corroborar com essa minha suposicao, existem alguns documentos mencionados no site do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO, referentes ao ano de 1784, em nome do comandante MANOEL RODRIGUES COELHO. Acredito que o portugues MANUEL RODRIGUES COELHO nao tenha vivido ate a essa data e se viveu nao estaria na ativa mais, assim, nao existiria uma carta sobre o “cumprimento de ordem recebida” em nome dele.

Acredito que a sicronia desses fatos com o DOCUMENTO 02 sugere que o MANUEL RODRIGUES COELHO devia ter idade semelhante ao do AMARO RODRIGUES COELHO; o MANOEL RODRIGUES COELHO deve ter tido idade equivalente ao do BENTO RODRIGUES COELHO; e o JOSE COELHO DE MAGALHAES teria idade semelhante ao do ANTONIO RODRIGUES COELHO, pai do JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO e do DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ. Mas isso sera algo a ser revelado somente quando pudermos decifrar tudo o que for necessario.

E devera ser motivo de estudos mais aprofundados.

O que mais me chama a atencao nesse momento eh outro documento que esta indicado no fichario do ARQUIVO PUBLICO MINEIRO. La se encontra na notacao “CC – CX. 30 -10602” um documento de requerimento “SOBRE A CONCESSAO DE CARTA DE SESMARIA NA FREGUESIA DE ITABIRA – FAZENDA CACHOEIRA”. Constando despacho datado de 21.01.1799, em VILA RICA, ou seja, OURO PRETO. Os beneficiarios da concessao foram:

01. Angelica Rodrigues
02. Joana Rodrigues Coelho
03. Joao Rodrigues Coelho
04. Joaquim Rodrigues Coelho
05. JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO

Aqui se repara o engano meu e do DOUGLAS LIMA la em OURO PRETO. Quando retornei aos ESTADOS UNIDOS busquei na internet o nome referente a ITABIRITO e nao era aquele encontrado no INVENTARIO do JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO. Agora posso confirmar que o ITABIRA, nao tenho certeza se era SAO SEBASTIAO DE ITABIRA, referia-se mesmo ao atual MUNICIPIO DE ITABIRA. Nao resta duvida que o JOSE ANTONIO aqui eh o mesmo de la, dai, parece que encontramos um fio-da-meada.

Ha algum tempo atras eu havia visitado essa ficha no APM e ela pareceu-me diferente do que esta agora. Recordo-me que o requerimento incluia o nome do marido: FULANO COELHO, e da esposa, alem dos filhos. Quando a vi pensei na possibilidade de serem ancestrais do terceiravo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE. Mas recordo-me de ter sentido alivio porque o RODRIGUES do marido nao estava na ficha. Portanto pensei: “Pelo menos sao outros RODRIGUES COELHO dai, mesmo sendo, a nossa consanquinidade sera menor.” Ledo engano!

Na ficha nova nao ha a especificacao se ANGELICA RODRIGUES eh a matrona da familia. De qualquer forma sao, pelo menos 4 filhos, podendo ser muito mais caso os presentes fossem adultos jovens e seus nomes puderam entrar no requerimento, deixando os menores de fora. Mas de qualquer forma, conhecendo a FAMILIA RODRIGUES COELHO e a tendencia para ter descendencia, podemos esperar que estes 4 filhos terao tido pelo menos 20 filhos no conjunto. Pelo menos, 20 pessoas que constituiram familias e deixaram filhos. Eh possivel ate que ja tivessem filhos. Pelo menos eh o que se espera do JOSE ANTONIO, pois, em 1798 ja seria inventariante do pai.

Relembremos que o INVENTARIO do ANTONIO RODRIGUES COELHO foi feito em conjunto com o da esposa falecida, QUITERIA RIBEIRO. Vemos ai um detalhe. INVENTARIOS sao feitos para partilhar os bens dos falecidos. Eh, entao, possivel que nao vimos de pronto o nome de dona ANGELICA porque ela poderia ser uma segunda esposa, ainda nao falecida. O nome dela deve aparecer entre as diversas adendas, porem, nao fizemos exame com maior detalhe.

Ao examinarmos os dados de nascimento dos filhos dos terceiravos do poeta CARLOS DRUMMOND: Alferes FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE, ve-se que nasceram exatamente nessa mesma epoca. O FRANCISCO DE PAULA ANDRADE nasceu em 28.09.1798. Isso, possivelmente, sincroniza com os nascimentos dos familiares RODRIGUES COELHO. Eh facil concluir que pode inclusive ter havido mais de um casamento entre os RODRIGUES COELHO e os ANDRADE, por volta dos anos de 1820. E deles devera ter nascido a dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE.

Pode tambem ser que o nosso trisavo JOAQUIM COELHO DE ANDRADE seja irmao desta ultima. Eles nao precisarao descender da MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE e do FRANCISCO LUIZ DA SILVA BRANDAO. Se assim for, melhor sera para nos, pois, evitariamos repetir o RODRIGUES COELHO, mais uma vez, em funcao do CASSIANO COELHO.

Infelizmente nao ha especificacao de onde ficava a tal FAZENDA CACHOEIRA. Ha que se lembrar que o poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE cresceu numa ITABIRA muito pequena. Pequena o suficiente para que todo mundo conhecesse todo mundo. Aqui esta se falando de data 100 anos anterior. O senao ai eh apenas em relacao ao local exato porque o territorio de ITABIRA naquela epoca era muito maior que na atualidade. Suas freguesias incluiam terras que atualmente sao ocupadas por diversos outros municipios, inclusive FERROS, ANTONIO DIAS e TIMOTEO, onde tiobisavos do poeta residiram.

De concreto mesmo precisamos saber se algum descendente desse ramo da FAMILIA RODRIGUES COELHO se casou com CLAUDIO JOSE, MANOEL ARCANJO, CONSTANCIA MARIA ou ROSA DA CUNHA ANDRADE. Nao importa o tamanho do municipio e se as criancas das duas familias nasceram proximas umas das outras. Uma coisa nao anula a outra porque o povo antigo andava mais que o diabo! Entao, se cresceram proximos, a possibilidade de ter havido os casamentos so aumenta. Se viveram distantes, isso nao impede que tenham se conhecido.

Acredito que nos resta as opcoes de atacar o problema em ambos os lados. O mais certo eh mesmo buscar os registros de casamento dos bisavos: MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e ERCILA COELHO DE ANDRADE. Se neles estiverem anotados os nomes dos avos, talvez sejamos capazes de determinar como se deu a uniao das duas familias. Possivel eh que os registros tragam somente os nomes dos pais dos noivos mas mencionem de onde procedem os avos JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA. Dai evidencie onde procurar por mais informacoes.

Faz-se aqui, porem, a observacao. As chances de descendermos dos mesmos RODRIGUES COELHO, tanto pelo lado COELHO de GUANHAES, quanto pelo lado COELHO de ITABIRA fica quase determinada com mais essa informacao.

Se nao encontrarmos a informacao que desejamos naqueles registros, entao, a outra opcao eh buscar os de casamento dos terceiravos JOAQUIM e JOAQUINA. Acredito que isso daria a palavra final em relacao `a uniao dos ANDRADE com os COELHO. Porem, restar-nos-a certificarmos se a procedencia do COELHO eh mesmo o RODRIGUES COELHO.

O outro lado que podemos atacar eh revisar os INVENTARIOS do ANTONIO e do JOSE ANTONIO RODRIGUES COELHO. Como neles aparecerao os nomes dos herdeiros, ha a possibilidade de encontrarmos o nome do nosso ancestral entre os herdeiros do JOSE ANTONIO. Mas podemos buscar encontrar os nomes dos conjuges dos tiobisavos do CARLOS DRUMMOND que nao sabemos. Assim poderemos fechar essas contas.

 

P.S. Essa questão ja esta resolvida no capitulo 06.

Tomando essa empreitada pelo outro fio-da-meada, o que poderiamos fazer era localizar os INVENTARIO e TESTAMENTO do terceiravo do poeta, FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE. No ARQUIVO PUBLICO MINEIRO encontra-se uma ficha indicando que ele requereu uma sesmaria, no ano de 1818. Eh possivel, entao, que estivesse bem ativo `a epoca e poderia ter vivido mais umas duas decadas. Nao se encontra as datas vitais dele nas fontes genealogicas ate o momento. Mas se isso aconteceu, podera ter visto todos os filhos se casarem e eles entrarao acompanhados dos conjuges no INVENTARIO. Melhor ainda se tiver falecido com TESTAMENTO.

Ha outra sincronia que talvez possa direcionar-nos melhor para a solucao da questao. Trata-se de outra familia COELHO que existia na regiao. Ela eh a PINTO COELHO que estabeleceu-se em SAO JOAO DO MORRO GRANDE, atual BARAO DE COCAIS. A cidade de BARAO DE COCAIS esta na microrregiao de ITABIRA. Continua fazendo divisa com CAETE, cidade esta da qual ITABIRA desmembrou-se para tornar-se cidade. Ou seja, por volta de 1800, ITABIRA e SAO JOAO DO MORRO GRANDE pertenciam a CAETE. E a cidade de grande influencia na regiao era SANTA BARBARA.

SANTA BARBARA foi o entreposto comercial por onde os tropeiros do regiao mais ao norte eram obrigados a passar para comercializar com a capital OURO PRETO ou com o RIO DE JANEIRO.

Os PINTO COELHO sao os mesmos da familia do JOSE FELICIANO PINTO COELHO DA CUNHA. Esse foi o nome do proprio BARAO DE COCAIS, o titulo. Devido a isso eh que ha o nome BARAO DE COCAIS como nome de cidade. Em homenagem ao filho mais ilustre dela.

 

Por coincidencia, ou nao, o JOSE FELICIANO foi quem passou sesmaria ao alferes FRANCISCO JOAQUIM quando foi governador da PROVINCIA DE MINAS GERAIS.

Os PINTO COELHO, nesse caso, tinham, com os ANDRADE do ramo do alferes FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE, em comum o “DA CUNHA”. Com certeza compartilhavam outras assinaturas ancestrais. O que os tornaria propensos a se casarem com pessoas do mesmo cla, como mandavam as tradicoes da epoca. Nesse caso, havera a possibilidade de o COELHO do nosso COELHO DE ANDRADE proceder dessa fonte.

Entre nossa parentalha existe a tiavo do professor NELSON COELHO DE SENNA, dona OLYMPIA PINTO COELHO, que ganhou essa assinatura gracas ao marido assina-lo e proceder de BARAO DE COCAIS. Mas ai somente quer-se demonstrar que se um PINTO COELHO foi a GUANHAES para encontrar sua cara-metade, poucas decadas depois de 1830, entao, nao esta fora de cogitacao que um PINTO COELHO tenha ido a ANTONIO DIAS ou FERROS, onde residia o FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE, buscar outra cara-metade nos mesmos anos.

A sincronia esta no fato de que a Familia PINTO COELHO estava se estabelecendo na antiga SAO JOAO DO MORRO GRANDE exatamente no final do seculo XVIII, ou seja, por volta de 1790. E ANTONIO DIAS faz parte do complexo em torno de ITABIRA. O mesmo se diz de FERROS que foi morada posterior dos patriarcas da familia CUNHA ANDRADE.

O nome do marido da dona OLYMPIA era GUSTAVO PINTO COELHO, nascido em MORRO GRANDE, atestado no livro do professor NELSON COELHO DE SENNA.

Caso encontremos que nosso ancestral seja um PINTO COELHO sera um ganho em termos de informacao genealogica, porem, nao muito a comemorar em relacao a questoes geneticas. Isso porque se os RODRIGUES COELHO forem descendentes imediatos dos senhores de FILGUEIRAS E VIEIRA, como os PINTO COELHO o eram, a consanguinidade sera a mesma. O mesmo se da em relacao aos COELHO DA SILVA. Durante o seculo XVIII MINAS GERAIS estava repleta de descendentes desses sobrenomes e todos procediam da mesma fonte.

Para descarrego dessa suspeita, encontra-se no “ALMANAK ADMINISTRATIVO CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS”, do ano de 1874, uma relacao de COELHO que habitava ITABIRA e as Freguesias de: NOSSA SENHORA DO CARMO e SANT’ANNA DOS FERROS:

1. Antonio Coelho da Silva Junior
2. Claudino Abbade Coelho
3. Thome Coelho da Silva
4. Gregorio Coelho de Moraes
5. Jose Coelho Vieira
6. Jose Coelho Ferreira
7. Francisco Coelho Jacome
8. Porfirio de Souza Coelho
9. Capitao, Jose Lucas Coelho.

Dificilmente um deles seria nosso ancestral e nao ha como saber se descendiam de habitantes antigos ou se eram recem-chegados `a regiao. Contudo, qualquer um deles podera ser nosso aparentado se as raizes familiares deste estiverem fincadas em ITABIRA.

06. “DOIS SECULOS DOS ANDRADE EM MINAS GERAIS”

Novamente, nao havia planejado mais esse capitulo que agora inicio. Apenas coincidiu que entrei em contato com o MAURO ANDRADE MOURA e ele prontamente enviou-me endereço, dele próprio, onde publicou o livro “DOIS SECULOS DOS ANDRADE EM MINAS GERAIS”. Isso poe-me com ele numa divida de imensa gratidão. E agradeço `a iniciativa tao magnânima.

 
O livro nos tras boas e não tao boas noticias. A não tao boa, por enquanto, eh o fato de que não descendemos, aparentemente, dos ancestrais ANDRADE do poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, pelo menos ate ao nível do terceiravo dele. Isso porque, como se mostra abaixo, nenhum dos filhos do casal FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE assinava COELHO, o que seria necessário para formar a alcunha COELHO DE ANDRADE.
 
Mesmo os filhos do FRANCISCO LUIS DA SILVA BRANDAO e MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE nao assinaram COELHO como poderiam se ele for descendente mesmo do MANUEL COELHO RODRIGUES.
 
Resta-nos porem a possibilidade de descendermos do JOAO FRANCISCO BASTOS. Como fica explicado no livro, JOAO FRANCISCO procedia da região de BASTO, em PORTUGAL, onde se encontra CELORICO DE BASTO, e também fica o SOLAR DOS ANDRADE. Ele trocou o sobrenome pelo local de onde procedia, porem, os filhos retornaram ao ANDRADE. E como esta atestado no livro, JOAO FRANCISCO foi pai de SENHORINHA CLARA e JOAO FRANCISCO DE ANDRADE, entre outros, os quais nomes não foram citados. Chances são, então, que nos tenhamos oportunidade de termos vínculos com os ANDRADE da família do poeta, sem necessariamente descender dos mesmos ancestrais dele.
 

O MAJOS LAGE foi o pai da SENHORINHA DOS SANTOS ALVARENGA, esposa do CASEMIRO CARLOS DA CUNHA ANDRADE.

“Livro escrito por dona ORMI ANDRADE SILVA e JOSE GOMES BORGES

(A partir de anotacoes genealogicas de FRANCISCO DE PAULA ANDRADE e extrato de caderno de anotacoes do Dr. OLINTHO HORACIO DE PAULA ANDRADE)

Essa genealogia esta focada nos meandros genealogicos da familia do Comendador: FRANCISCO DE PAULA ANDRADE e sua esposa dona JOANA ROSA AMELIA DE ANDRADE LAGE.

1984

 

Abaixo, uma sequencia genealogica de dona MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE e os ancestrais dela.

Amador Bueno da Ribeira, “o Aclamado” –  Bernarda Luis
Isabel Ribeira – Domingos da Silva dos Guimaraes
Isabel da Silva Bueno – Domingos de Castro Correa
Joao Correa da Silva – Maria Pedroso de Morais
Escolastica de Morais – Joao da Cunha Ataide
MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE – Alf. FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE

Titulo I – “OS ANDRADES”

“Para Itabira passou, no seculo XVIII, JOAO FRANCISCO BASTOS, que se casou com MARGARIDA CORREA DE ALVARENGA, entre outros, foram seus filhos:

1. Joao Francisco de Andrade; e
2. Senhorinha Clara de Andrade, que se casou com FRANCISCO DA COSTA LAGE, pais de, entre outros, do Sargento Mor JOAQUIM DA COSTA LAGE, o Major Lage.”

Alf. FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE – MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE

1. Com. Casemiro Carlos da Cunha andrade – Senhorinha dos Santos Alvarenga
2. Ten. Claudio Jose de Andrade – Maria do Carmo Cunha
3. Manoel Arcanjo de Andrade – Umbelina Rosa da Cunha
4. Com. Francisco de Paula Andrade – Joana Rosa de Andrade Lage
5. Antonio Jose de Andrade – Francisca luis (sem geracao)
6. MARIA CANDIDA DE ANDRADE – FRANCISCO LUIS DA SILVA BRANDAO
7. Constanca Maria de Andrade – Antonio Isidoro F. Drummond
8. Rosa da Cunha Andrade – Manoel Caetano da Cunha.

 
Como se pode observar, não houve nenhum assinante COELHO como cônjuge da lista de filhos. Os filhos estavam nascendo `a mesma época em que nasceu dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, ela dificilmente poderia ser neta. A única possibilidade de sermos descendentes de algum deles, então, seria por vias extraconjugais. Mas isso o livro não denuncia ter existido, portanto, o melhor eh conformar com a ideia de não fazermos parte desse ramo da família. 
 
6. MARIA CANDIDA DE ANDRADE – FRANCISCO LUIZ DA SILVA BRANDAO
“Residiu o casal em Areias, Municipio de Guanhaes.”
 
1. Joaquim Silverio da Silva – filha de Moreira dos Santos
2. FRANCISCO DA SILVA LUIS – ISABEL GONCALVES DO COUTO
3. Albino da Silva Brandao – Antonia Moreira dos Santos
4. Jose Luis da Silva Brandao – filha de Moreira dos Santos
5. Maria Barbara Pereira da Costa – Amaro Pereira da Costa
6. Ana Pereira da Costa – Cel. Ponciano Pereira da Costa
7. Cassiana Pereira da Costa – Irineu Pereira da Costa
 
Atualmente ha uma comunidade com o nome de AREIAS no município de BRAUNAS. Isso pode ser constatado através do site da DIOCESE DE GUANHAES. Ha outra comunidade no município de DORES DE GUANHAES com o nome de AREIA. Possivelmente a família estabeleceu-se naquela area, pois, os dois municípios foram FREGUESIAS de GUANHAES.
 
6.2 FRANCISCO DA SILVA LUIS – ISABEL GONCALVES DO COUTO
 
1, Joao Candido da Silva
2. Severo Luis de Andrade
3. Sincero Luis de Andrade
4. Amancio Inacio de Andrade
5. Francisco Luis de Andrade
6. Benfica Luis de Andrade
7. Virgilio Luis de Andrade
8. Ponciano Luis de Andrade
9. Ilidia
10. Blandina – Francisco Albino
 
Esses sao netos do casal MARIA CANDIDA DE ANDRADE e FRANCISCO LUIS DA SILVA BRANDAO. Esta eh a maior evidencia, por enquanto, de que o bisavo de minha esposa fazia parte da familia, nao apenas porque moravam mais próximos de onde a familia dela multiplicou-se, em GONZAGA, Minas Gerais, mas porque nomes como BENFICA e PONCIANO se repetem.
 
Outro nome que pode, talvez, evidenciar a presenca de membros da Familia ANDRADE trata-se do lugarejo, que se localiza apos a cidade de SAO GERALDO DA PIEDADE, de nome PENHA DO CASSIANO. Eh possivel que dona CASSIANA e o senhor IRINEU tenham tido filho com tal nome e ele tenha imigrado para o local.
 
Ja estive na area, quando fui levado por meu cunhado NENZINHO para conhecer a parentalha deles. O curioso foi eu ter encontrado um de meus aparentados, casado com prima deles, e o tao amigo de todos passou ao meu ambito de amizades tambem. Nao guardei o nome do parente direito mas eh conhecido como “compadre JUCA do TAO” que, no caso, nao se trata do TAO SOARES, pai do meu sogro. Sei que eh bisneto do Ti Quim Bento (JOAQUIM BENTO COELHO).
 

Alias, BENFICA como nome proprio somente ouvi falar na família de minha esposa. No mais, somente o local e o time de futebol português.

Por raciocinio semelhante podemos esperar que dona ANTONIA NUNES LAGE, esposa que foi do PEDRO (Surdo) NUNES COELHO, proceda da familia do Cel. LAGE. PEDRO e dona ANTONIA foram pais, entre outros, de dona ZINA, esposa do sr. MINERVINO NUNES LEITE, e do tiavo HORACIO NUNES COELHO.

Aqui se constata o possivel engano do sitio www.geneaminas.com.br que indica o Monsenhor ANTONIO PINHEIRO BRANDAO DE SOUZA como parte desse ramo da familia. Dificilmente ele entraria como neto nesse ramo nascendo em 1861 como eh fato. Talvez ele pudesse ser neto por parte de algum dos filhos de MARIA CANDIDA e FRANCISCO LUIZ. Embora o sobrenome PINHEIRO teria que estar oculto nos nomes dos conjuges. `As vezes as filhas adotavam os sobrenomes da mae e os nomes dos avos reapareciam nos netos.

 
7. CONSTANCA MARIA DE ANDRADE – ANTONIO ISIDORO F. DRUMMOND
 
     4. Constanca Maria de Andrade (filha) – Osorio (portugues)
 
            1. Joaquim Osorio de Andrade – filha de Jose Justiniano da Fonseca
 
Extendi um pouco esse ramo genealógico apenas para demonstrar que a Familia FONSECA estava entre as que se casaram na família do poeta. Assim, ha a possibilidade de que a nossa terceiravo JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA tenha algum vinculo do qual não temos noticias.
 
Como eu havia previsto, houve casamento entre membro da Familia ANDRADE com a PINTO COELHO. Contudo isso se deu numa fase posterior ao nascimento tanto da JOAQUINA quanto do trisavô JOAQUIM COELHO DE ANDRADE. O casamento foi entre JOANA ROSA DE ANDRADE e o segundo marido dela ANTONIO MUNIZ PINTO COELHO. Porem ela foi neta do Com. FRANCISCO DE PAULA ANDRADE.
 

FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA CANDIDA DA CUNHA DE ATAIDE, residiram na fazenda DUAS BARRAS, situada no municipio de FERROS, o que fica nas vizinhancas tanto de DORES DE GUANHAES quanto de BRAUNAS e tambem justifica o fluxo natural da descendencia a se espalhar pela regiao de forma radial.

Por consequencia a isso podemos tambem supor que as familias dos senhores GERALDO ALVES PINTO, avo de meus sobrinhos; do senhor LONGINO (Bezinho) PEREIRA e pais da EDNA COELHO (PEREIRA), esposa do primo RAMON RODRIGUES COELHO poderao ter algum vinculo com esse ramo familiar, pois, procedem do Municipio de BRAUNAS.

Apenas para que conste aqui, vejam abaixo a linhagem que vai do FRANCISCO JOAQUIM ANDRADE ate ao terceiro neto dele CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, o poeta.

1902 – Carlos Drummond de Andrade – Dolores Dutra de Morais
1860 – Carlos de Paula Andrade – Julieta Augusta Drummond
1835 – Elias de Paula Andrade – Rosa Amelia da Silveira Drummond
1798 – Francisco de Paula Andrade – Joana Rosa de Andrade Lage
+-1758 – Francisco Joaquim Andrade – Maria Candida da Cunha Ataide.

Revendo nossa genealogia, recolhi nomes de agregados a ela que poderao bem encaixar-se tambem na familia do poeta. As irmas, MARIA BARBARA, ANA e CASSIANA, casaram-se com os respectivos AMARO, Cel. PONCIANO e IRINEU PEREIRA DA COSTA. No livro esta posta daquela forma mesmo, tendo elas recebido os sobrenomes dos maridos. ANA e Cel. PONCIANO nao tiveram filhos. Portanto resta-nos os outros dois casais que, se viveram ao redor de AREIAS, residiriam num territorio que `a epoca pertencia a GUANHAES.

Acontece que em GUANHAES, viviam os mais antigos da Familia RODRIGUES COELHO. Somente por volta de 1860, com a posse da Fazenda SAO PEDRO e com o desenvolvimento da PAROQUIA DE NOSSA SENHORA DO PATROCINIO foi que os mais novos instalaram-se em VIRGINOPOLIS. E provavelmente foi por essa razao que ficou facilitados alguns casamentos que penso serem dignos de nota, como segue:

01. Jose (Ti Juca) Rodrigues Coelho – Maria (Mariquinhas) Pereira da Silva
02. Emidia Justiniana de Aguiar – Joaquim Leandro Pereira
03. Celuta Rodrigues Coelho – Assirio Pereira da Silva
04. Zilda Rodrigues Coelho – Benedito Pereira da Silva
05. Maria Honoria Coelho – Jose Pereira da Silva.

Provavel sera que haverao outros mais. Explica-se que havera fundamento para que o PEREIRA DA SILVA tenha sido usado, pois, o casamento dos patriarcas partiam das familias PEREIRA DA COSTA e SILVA BRANDAO. E a realidade eh essa mesmo! Com o passar das geracoes nos precisamos fazer opcoes entre os muitos sobrenomes que herdamos quais nossos filhos irao usar. Os representantes da Familia RODRIGUES COELHO e da ANDRADE ai estao em sincronia de idade. Sao da mesma epoca, dai a possibilidade de realmente representarem lacos entre nossas familias.

EMIDIA JUSTINIANA fez parte da Familia RODRIGUES COELHO por ter sido filha extraconjugal, reconhecida, do terceiravo ANTONIO RODRIGUES COELHO. Portanto, era meio-irma do Ti JUCA. CELUTA e ZILDA eran netas. E MARIA HONORIA era sobrinha, filha do JOAO BAPTISTA COELHO, que assim foi chamado por ter nascido no dia do santo, porem, passou o BAPTISTA como assinatura para a descendencia.

07. MINAS GERAIS, SEUS CAMINHOS E SUAS GENEALOGIAS

Para muitos passa despercebido a importancia de conhecer-se a HISTORIA. Mas ela eh na maioria das vezes o resultado tanto da geografia quanto da genealogia.

Agora que estamos refletindo a respeito dos possiveis vinculos entre as Familias RODRIGUES COELHO e ANDRADE ocorreu-me alguns rasgos de memoria, onde nomes de cidades que estao vinculados `a memoria historica de nossos familiares. E nessas memorias os caminhos tornam-se importantes.

Em primeiro lugar, precisamos recordar-nos o que se passou na PROVINCIA DE MINAS GERAIS a partir do seculo XVIII. Como colonia portuguesa, os mineiros foram submissos inclusive a ordens que fariam pouco sentido nos atuais dias. Uma delas era a de que haveria apenas uma entrada e que seria a mesma saida. Essa era a ESTRADA REAL. Uma imensa serpente que percorria as serras menores que compoem a SERRA DO ESPINHACO.

Na verdade, um unico caminho com o objetivo unico de controlar o que entrava e, principalmente, o que saia. Claro, em se tratando de ouro e diamantes, a visao portuguesa era viva e oportuna.

Com a diminuicao da producao do ouro, a partir de 1750, a ordem foi a de expandir a colonizacao no sentido radial em relacao `as ja formadas CIDADES HISTORICAS. Tinha-se o objetivo de encontrar novas reservas de materiais preciosos sem perder-se o controle da producao. Os colonos poderiam distanciar-se um pouco da ESTRADA REAL, porem, teriam que retornar a ela para exportar o que produziam, comprar escravos e produtos que eram controlados pela coroa. Entre eles o sal que era uma comodidade essencial e somente produzida `a distancia.

Com o passar do tempo o ouro se foi. A partir dos anos de 1800 a busca voltou-se quase exclusivamente para terras novas e ferteis para a exploracao agropecuaria. Desde o século anterior a formacao genealogica do povo mineiro ja estava caracterizada.

Nao era sem proposito que as familias ja com alguma influencia na METROPOLE ou na COLONIA conseguiam verdadeiros feudos atraves das concessoes de sesmarias. Contudo, as mais privilegiadas e com influencia conseguiam concessoes em torno dos caminhos novos e estrategicamente localizadas. Tudo fazia parte do mesmo plano de dominio. Os caminhos eram a fonte para o transporte e o comercio e, em consequencia, o inicio da multiplicacao de renda.

Quando observa-se um caminho antigo nota-se claramente o surgimento dos assentamentos coloniais mais antigos. Eles normalmente distanciavam entre si numa faixa de 30 a 40 km de distancia, dependendo da morfologia do terreno. Era a distancia diaria coberta pelas tropas.

As familias que dominavam os pontos de passagem das tropas dominavam a producao e o comercio. Portanto, lhes eram garantidas nao apenas as riquezas mas tambem a chefia politica. Dai a importancia de requerer sesmarias nas linhas dos caminhos. Obviamente, nao era algo totalmente consciente, pois, nao se sabia exatamente qual caminho se mostraria de melhor futuro. Muitas familias deram com os “burros n’agua” por iniciarem caminhos que nao trouxeram prosperidade.

Ao observar a expansao da FAMILIA ANDRADE podemos notar que seus patriarcas tiveram sucesso em escolher caminhos de futuro. Quando a familia comecou a expandir nao se encontrava bem posicionada porque o ponto de partida foi a cidade de ANTONIO DIAS. Nada contra o local. Ela apenas nao se localizava numa linha promissora.

Quando o patriarca FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE optou por mudar-se para FERROS mostrou-se um visionario prudente. FERROS estava num dos circuitos naturais que levariam ao mar. Embora `aquela epoca ainda fosse proibitiva outras saidas para o mar que nao aquelas conhecidas como CAMINHO VELHO e CAMINHO NOVO da ESTRADA REAL. Naturalmente, com a PROCLAMACAO DA INDEPENDENCIA isso mudaria logo a seguir.

FERROS fica `a beira do Rio SANTO ANTONIO. Rio esse que era uma verdadeira avenida aberta para o mar, pois, desagua no Rio DOCE e este eh a maior via natural de toda a regiao. Dai, a difusao da familia nessa linha seria uma esperanca de futuro prospero para muitas geracoes que estavam por vir.

Absolutamente. Outras familias teriam visao semelhante. Uma delas foi a COELHO que se encontrava na regiao de GUANHAES. Eles tambem almejavam seu quinhao desse butim dos indios. Porem o projeto desta outra familia buscava um trajeto semelhante, contudo, em linha transversal. O projeto dos ANDRADE objetivava um inicio a partir de OURO PRETO e MARIANA, que eram as capitais politica e religiosa do estado, respectivamente. Ja os COELHO tinham o SERRO e CONCEICAO DO MATO DENTRO como ponto de origem, seguindo o Rio CORRENTES, tambem afluente do Rio DOCE. O encontro dos dois projetos se daria em torno de ACUCENA.

Em teoria, as familias nao competiam entre si. Elas se complementariam. E o esperado era que fizessem aliancas atraves do matrimonio entre os descendentes. Essas eram as duas formas de dominar. No principio era tomar posse dos feudos e a seguir construir aliancas.

Na verdade, todas as familias que buscavam dominar ja eram compostas por aliancas antigas e novas. Geralmente as familias de maior fama eram acompanhadas por inumeras agregadas. Agregadas ai era somente no nome, pois, o sangue ja estava misturado. Porem, os sobrenomes dos chefes predominavam. Mesmo que o sangue ja nem fosse o mesmo. Desfiando isso melhor: um chefe de cla casava-se com a filha de outro cla. Portanto o sangue ja era compartilhado, porem, sobrevivia o sobrenome do chefe.

O sucessor ja era um meio-sangue. E para fortalecer-se buscava casamento em um terceiro cla com influencia. O sobrenome permanecia mas os filhos teriam sua quantidade se sangue, descendente do sobrenome que usavam, reduzida para apenas 25%. Geralmente os casamentos retornavam aos proprios familiares na geracao seguinte mas isso garantia no maximo a permanencia do 1/4 sanguineo daquela alcunha.

 
Mesmo assim, inclusive apos 10 geracoes se passasando e os casamentos se dando com maior numero de familias agregadas, a alcunha chefe ficava. Entao, na maioria das vezes, nao somos na verdade aquilo que assinamos e sim o que corre em nossas veias. Embora, continuamos a dizer-nos ser gente da alcunha que assinamos.
 
A influencia dos caminhos ou estradas na formacao genetica e genealogica antigamente era grande. No caso particular das Familias RODRIGUES COELHO e ANDRADE podemos observar que haviam dois caminhos que se encontravam. A comunicacao com OURO PRETO/MARIANA ou RIO DE JANEIRO era fundamental para toda a PROVINCIA DE MINAS GERAIS. Quando a gente observa o mapa rodoviario atual perde um pouco a nocao do que foi antigamente. Um caso particular eh que BELO HORIZONTE nao existia ate 1889. Portanto o centro de gravidade do estado era outro.
 
Outro detalhe se da no atual trecho de estrada que liga SANTA MARIA DE ITABIRA a GUANHAES, passando ao largo de FERROS e, ate ha pouco tempo, tambem de SENHORA DO PORTO. Essa ultima ficava na rota entre GUANHAES e CONCEICAO DO MATO DENTRO mas nao tinha a preferencia dos tropeiros.
 
Aquele trecho novo faz algum sentido para os residentes em GUANHAES. Mas pelo mapa mostra-se inoperante para os viajantes virginopolitanos. Em primeiro lugar o trecho eh muito longo sem povoamento intermediario. Existe quase 50 kilometros de vazio demografico. Dito eh ate que o trecho foi construido gracas `a influencia de um deputado que possuia terras por onde a estrada teria que passar.
 
Bom, nunca mencionaram-me o nome do fulano. Mas sao 4 os candidatos. Eles são o dr. RAFAEL CAIO NUNES COELHO, dr. GUILHERME MACHADO, o sr. VICENTE GUABIROBA e o JOSE MACHADO SOBRINHO. Dos dois primeiros temos o resguardo dos antepassados de os terem por pessoas muito honestas para fazer tal falcatrua. Nada posso dizer em relacao aos dois ultimos. Conheci-os apenas de relance. E seria suspeito em relacao a levantar qualquer suspeita, pois, nunca fui eleitor deles. Acredito que os dois primeiros haviam se afastado da politica quando comecei a votar.
 
Isso torna-se importante por causa de o sentido de dominancia estar diretamente ligado `a disposicao dos caminhos. E as estradas do ESTADO DE MINAS GERAIS tiveram suas importancias totalmente alteradas a partir do momento em que decidiu-se, no governo GASPAR DUTRA, que: “Governar eh fazer estradas.” Mesmo antes houve influencia. Relembra-se o fato de que o plano da ESTRADA DE FERRO VITORIA A MINAS tinha um itinerario completamente diferente do que foi na pratica.
 
A estrada de ferro deveria seguir da FIGUEIRA (GOVERNADOR VALADARES) para o SERRO. E somente de la faria o torno de 90 graus em direcao a BELO HORIZONTE. Entre o plano e a construcao descobriu-se a exploracao do ferro em ITABIRA. Assim a estrada fez uma curva apressada, dirigindo-se `aquela nova localidade. Com isso o SERRO nunca teve uma ligacao veloz com o restante do mundo e isso a condenou, e `a regiao simultaneamente, a um isolamento. Que por um lado atrasou economicamente, porem, preservou parte da arquitetura colonial.
 
No mais, as estradas construidas durante o seculo XIX e XX completaram o isolamento da regiao. Tornando-a uma das mais pobres e uma das maiores contribuintes com o exodo rural. No passar de um seculo, cidades inteiras nao tiveram crescimento populacional algum. E embora os nascimentos foram muito maiores que os falecimentos, algumas tiveram suas populacoes diminuidas.
 
O que sacramentou o isolamento foram as construcoes de estradas como a RIO/BAHIA, a BR-O4O e outras margeando a regiao mas nunca servindo a consideravel area constituida pelo CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. Somente nas ultimas decadas foi que a estrada entre ITABIRA e GUANHAES foi asfaltada. O mesmo se deu em relacao de GUANHAES para o norte da regiao. Cruzando a mesma area realizou-se o asfaltamento do que deveria ser a estrada radial VITORIA/BRASILIA.
 
Desde quando a capital foi transferida para o PLANALTO CENTRAL, em 1960, havia o projeto de ligar todas as capitais dos estados `a capital federal. Parece que o desenvolvimento de VITORIA era tao pouco que ficou por ultimo. Com isso, o CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS, que antes fora um dos pontos desenvolvimentistas do ESTADO, gracas `a producao de ouro, diamantes, cafe, leite e muitos outros produtos, inclusive o ferro, ficou isolado ate `as ultimas decadas.
 
A partir de VIRGINOPOLIS, porem, ha que observar-se do mapa que os melhores caminhos que existiam para dirigir-se a OURO PRETO ou RIO DE JANEIRO eram:
 
a) para OURO PRETO via: DISTRITO DE FARIAS (GUANHAES), DORES DE GUANHAES, FERROS, SANTA MARIA DE ITABIRA, SAO GONCALO DO RIO ABAIXO, SANTA BARBARA, CATAS ALTAS, SANTA RITA DURAO (antigo INFICCIONADO) e OURO PRETO/MARIANA.
 
b) para seguir ate ao RIO DE JANEIRO, passando por OURO PRETO/MARIANA havia a alternativa: DISTRITO DE FARIAS (GUANHAES), DORES DE GUANHAES, FERROS, SANTO ANTONIO DO RIO ABAIXO, MORRO DO PILAR, SERRA DO CIPO, LAGOA SANTA, SANTA LUZIA, SABARA, NOVA LIMA, RIO ACIMA, ITABIRITO, AMARANTINA + CACHOEIRA DO CAMPO ate OURO PRETO/MARIANA. Dai para a frente seguia-se a ESTRADA REAL.
 
c) para o RIO DE JANEIRO havia a alternativa, mais racional, de a partir de SANTA LUZIA buscar o caminho de PITANGUI. Eh um caminho talvez maior em extensao aparente. Mas saia-se do itinerario da SERRA DO ESPINHACO, passando por uma area com relevo ameno. A distancia talvez nem chegasse a ser maior, pois, como dizia o antigo ditado mineiro: “ATRAS DE UMA SERRA VEM OUTRA SERRA”. O que se andava mais no relevo ameno descontava-se na necessidade de subir, descer e caminhar em longas voltas.
 
Os caminhos que se usava para contornar as serras nao podiam ser retos por causa do desgaste que animais de carga e pessoas sofreriam. Mesmo assim, o desgaste era maior no subir e descer serras, pois, por essa via nao se conseguia viajar mais que 30 quilometros por dia, principalmente em epoca de chuva. O que era uma costante na maior parte do ano antigamente. Ja no relevo moderado cobria-se facilmente 40 quilometros por dia. E na viagem ate ao RIO DE JANEIRO gastava-se 30 dias. Algo que devia ser muito bem calculado por nossos ancestrais.
 
Outro detalhe eh que a via maior evitava atravessar rios como o SANTO ANTONIO em meio ao caminho deles. Poucas pontes sobreviviam durante os periodos chuvosos. O inicio da caminhada obedecia o estatuto não escrito da ESTRADA REAL. Ou seja, ela ligava as cidade HISTORICAS. Das quais partiam os ramos para os assentamentos coloniais mais novos. O CENTRO-NORDESTE fora dominada pelo SERRO e a filial deste, CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO.
 
Por logica, os caminhos de conexão dirigiam-se para elas primeiro. Outra lógica era caminhar em direção ao ponto mais elevado da região, onde SERRO e CONCEIÇÃO se localizavam, acompanhando o leito dos rios maiores, no caso especifico o SANTO ANTONIO, em busca dos pontos onde eram menos largos e mais seguros de ser atravessados, mesmo em período de chuvas. 
 
E observando o mapa hidrografico de MINAS GERAIS, nota-se que a area dominada pelas cidades de DIAMANTINA, SERRO e CONCEICAO DO MATO DENTRO, alem do antigo Distrito do MORRO DO GASPAR SOARES (MORRO DO PILAR) funciona como nascente e divisor de aguas de varias bacias importantes no estado, como as dos rios JEQUITINHONHA, MUCURI, SUASSUI GRANDE, SANTO ANTONIO e VELHAS. (Este ultimo apenas de relance).
 
A viagem em direcao `a SERRA DO CIPO e continuando rumo ao caminho que liga PITANGUI ao RIO DE JANEIRO era mais segura nesse ponto, o de não precisar atravessar rios de grande importância nos locais onde se mostram mais largos, exceto ja no RIO DE JANEIRO. Alem, claro, do evitar as serras desgastantes do ESPINHACO.
 
Indo da area dominada por VIRGINOPOLIS antigamente, o problema maior, no período chuvoso, era o Rio CORRENTES. Esse eh o contorno e a divisa entre la e GUANHAES, o municipio. Mas para contornar a situacao existiam algumas pontes. Todas precarias `aquela epoca mas continuaram e continuam em uso, com reformas.
 
A mais antiga de todas deve ser a do RACHAPAU. Este eh nome de fazenda que fica aos pés das montanhas conhecidas como TRES MORROS. Antigamente era conhecida como CANDONGA. Dito eh que o significado da palavra, em dialeto africano, eh INTRIGA. Um reflexo do que aconteceu nos anos de 1820, quando foi encontrada uma mina de ouro e as disputas e fofocas andaram soltas.
 
Eh possível que essa ponte seja da época porque ela permitia um melhor acesso ao lado oposto do rio, e onde fundou-se a Fazenda SAO PEDRO, que pode ter funcionado como apoio aos mineradores e depois tornou-se sede para a Familia RODRIGUES COELHO. A própria RACHAPAU passou `a propriedade de JOSE RODRIGUES COELHO (Ti JUCA) que fora filho do terceiravo ANTONIO RODRIGUES COELHO, proprietário da anterior.
 
Do RACHAPAU nao seria difícil aos antepassados contornar os TRES MORROS. No lado oposto da montanha inclusive ha um distrito com o nome de TAQUARAL. Dali ja eh meio caminho andado para os FARIAS, os vizinhos da localidade de DORES DE GUANHAES.
 
Duas outras pontes, a do GAVIAO e a do SAPE talvez não sejam tao antigas. Porem, a do SAPE tem a vantagem em relação `as duas anteriores de estar localizada num estreito onde o terreno enforca o rio. A ponte fica muito acima do leito dele e provavelmente nunca aconteceu enchente capaz de atingi-la. Essas duas opções também levam aos FARIAS, passando ou não pelo TAQUARAL.
 
A ponte do SAO BENTO faz a ligacao para o distrito do mesmo nome `a SANTA RITA DE BRAUNAS. Como o nome ja indica, eh caminho para a propria BRAUNAS em cujo território passa o Rio SANTO ANTONIO, onde o governador JUSCELINO KUBITSCHEK mandou construir a Usina Hidreletrica do SALTO GRANDE, ainda nos anos de 1950. A opção então seria seguir de BRAUNAS para FERROS que são vizinhas.
 
A ultima ponte seria aquela que liga VIRGINOPOLIS ao Distrito de SAPUCAIA DE GUANHAES. SAPUCAIA fica a 17 km distante de VIRGINOPOLIS e quase 50 km da sede GUANHAES. Deve ter sido a preferida por alguns tropeiros de VIRGINOPOLIS, principalmente aqueles que habitavam areas dos limites entre o município de ACUCENA; alem de partes de DIVINOLANDIA DE MINAS, GONZAGA, SANTA IFIGÊNIA DE MINAS, SARDOA e SAO GERALDO DA PIEDADE, que foram distritos emancipados. O objetivo dessa travessia tanto poderia ser alcançar BRAUNAS quanto percorrer o leito oposto do Rio CORRENTES para chegar ao TAQUARAL e seguir para a sede de GUANHAES.
 
Assim se davam as opções para os tropeiros. E obviamente, por esses caminhos também se davam os casamentos. Eh importante lembrarmo-nos que as famílias dominantes se localizavam estrategicamente ao longo dos caminhos do comercio. E muitas vezes o clã de uma família passava a residir na area adjacente ao clã de outra família. Dai os casamentos entre clas tornava-se facilitado.
 
Outra opção comum era o de um clã mais antigo, melhor estabelecido e com mais representantes, enviar diversos descendentes para os estudos. E as opções mais comuns antigamente se resumiam aos cursos de medicina, que era raro, advocacia e professorado. Como não encontrariam trabalho para todos no mesmo vilarejo de onde procediam, iam ocupar vagas em vilarejos recém-formados.
 
Essa era a oportunidade de os clãs multiplicarem suas influencias, pois, os recém-chegados eram recebidos como bons partidos, quando não casados, ou os filhos dos ja casados eram absorvidos com bom grado pelos dominantes locais. E assim as alianças eram formadas não apenas no campo familiar como também no campo politico.
 
Recordando nossa tradição, foi dito que “o bisavô MARCAL DE MAGALHÃES BARBALHO encantou-se com os olhos verdes da menina ERCILA COELHO DE ANDRADE, e observando que os pais dela passavam por dificuldades com o grande numero de dependentes, tratou o casamento, ressalvando antes que ela deveria primeiro estudar em DIAMANTINA, com os estudos pagos pelo noivo.”
 
Os fatos podem desmentir ou colocar em duvida a tradição. Apesar de não sabermos ao certo, pode ser que o casamento entre dona JOAQUINA COELHO DE ANDRADE e CASSIANO COELHO (talvez o nosso primo COELHO DE ARAUJO), seja o primeiro encontro entre as duas famílias. E isso seria condizente com a premissa do ponto de congruência entre os feudos dos ANDRADE e os feudos dos COELHO de GUANHAES.
 
Nao temos em nossa genealogia anotacoes que registrem os assinantes COELHO nascidos no município de FERROS. Mas o professor NELSON COELHO DE SENNA cita que a família esteve presente por la. E FERROS foi ambiente natural dos ANDRADE, claro, com extensão registrada no município de BRAUNAS, precisamente na comunidade de AREIAS. Fato eh que AREIA também eh nome de comunidade em DORES DE GUANHAES. O que aproxima mais ainda as duas famílias.
 
Outro detalhe foi que o bisavô MARCAL era mais velho que a Dindinha ERCILA, porem, a distancia de idade não era tao maior. No detalhe, são 8 anos apenas de diferença. Pois eh dito que ela tinha 12 anos, o que faz dele ter 20 quando do suposto ocorrido. Dificilmente tal proposta teria sido feita por um moleque, praticamente, nessa idade, pois, a vida para ele ainda seria muito incerta. Ele proprio deveria estar concluindo seus estudos.
 
O que poderia ter facilitado um encontro seria se os terceiravos JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA residissem na beira do caminho entre GUANHAES e FERROS, que leva a ITABIRA tambem. Isso pela simples razão de que a Familia MAGALHAES BARBALHO foi formada em ITABIRA, com o casamento do “padre” POLICARPO JOSE BARBALHO e ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES.
 
Esses nossos quartavos foram pais do capitao FRANCISCO MARCAL BARBALHO, que levado por seu irmão, padre EMIGDIO DE MAGALHÃES BARBALHO, para GUANHAES, acabou se casando com EUGENIA MARIA DA CRUZ, a filha mais nova dos fundadores de SAO MIGUEL E ALMAS DE GUANHAES, atual GUANHAES: JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO. Sendo o bisavo MARCAL filho do casal anterior e neto desse ultimo, as ligacoes com ITABIRA facilitariam o conhecimento antigo das familias, portanto, o casamento não seria ao acaso.
 
Outro detalhe esta no caminho. No território de GUANHAES existe uma fazenda chamada PANELAO. Em anos anteriores aos de 1960 tem-se a noticia de ter sido propriedade dos nossos parentes. Particularmente do que tornou-se nosso tiavo HORACIO NUNES COELHO. Esse foi filho do PEDRO NUNES COELHO (o Surdo) e dona ANTONIA NUNES LAGE. E a fazenda localiza-se nas areas circunvizinhas a BRAUNAS e DORES DE GUANHAES.
 
A area pode ser admirada através do endereço: https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Estadual_Serra_da_Candonga.
 
PEDRO foi filho dos tiobisavos: EMIGDIA DE MAGALHAES BARBALHO e JOSE NUNES COELHO. O casal era primo em primeiro grau porque as mães eram irmãs. Tia FRANCISCA EUFRASIA era irma da terceiravo EUGENIA. O que torna o bisavo MARCAL tambem tio do PEDRO, porque tia EMIGDIA era irma dele.
 
O muito provável seria que a posse da Fazenda PANELAO remonte ao PEDRO ou mesmo ao pai dele, o JOSE. Ha que salientar-se que os LAGE, ANDRADE, PIRES CABRAL e outros faziam parte do conjunto chefiado pelos DA CUNHA ANDRADE, que se uniram obviamente ao DRUMMOND. Apesar de um ser tio e outro sobrinho, o casamento entre os bisavós MARCAL e ERCILA, e PEDRO e SA TONINHA devem ter se dado `a mesma época. Isso porque MARCAL deve ter se casado bem mais velho que o PEDRO.
 
Mas de todas as formas, MARCAL casou-se primeiro, o que não impede que os LAGE e ANDRADE tivessem sido vizinhos do casal JOSE e EMIGDIA. Nisso os casamentos do PEDRO com SA TONINHA e MARCAL com Dindinha ERCILA poderiam ter sido uma consequência natural do conhecimento prévio entre as famílias.
 
Certamente, nao se configura esses dois casamentos dentro de outra lógica. O que fica mais implícito eh que eles não terão ocorrido em torno da atual estrada que liga SANTA MARIA DE ITABIRA a GUANHAES. Eles são mais antigos que esse caminho.
 
Depois desses casamentos houveram outros. Um personagem que intriga e talvez venha algum dia a ajudar-nos a ajustar os pontos foi o poeta VULMAR PINTO COELHO. Fez a carreira dele em GUANHAES. Foi farmacêutico e prefeito, mas gostava mesmo era da poesia. Tenho os depoimentos a respeito dele, no endereço: http://joserabello1.blogspot.com/2011/03/vulmar-coelho-12021972-peneira-n-137-j.html. Ai o dr. RABELLINHO deixa em duvida se o poeta nasceu em SENHORA DO PORTO ou FERROS.
 
Penso que no livro: “Notas Historicas Sobre Guanhaes”, o nosso aparentado INNOCENTE LEAO SOARES deixou escrito que ele nasceu em DORES DE GUANHAES. Mas infelizmente não encontrei dados genealógicos do VULMAR. As duas opiniões são póstumas. Portanto, foram feitas com afago. Uma suspeita eh a de que este poeta tenha sido filho dos senhores: GUSTAVO e dona OLYMPIA PINTO COELHO, que era tia do professor NELSON COELHO DE SENNA. Mas este menciona o apenas os nomes de alguns filhos, citando-os como “dentre outros”. Não estão nem o VULMAR nem dona MARTHA.
 
Ja no DIARIO SECRETO DO VOVO CISTA ha uma menção `a política adversaria. Trata-se de opinião contemporânea em que o poeta foi prefeito de VIRGINOPOLIS. Não se trata de elogios. Apenas confirma que assim como o poeta era relapso em relação `as suas próprias  finanças, também o era em relação `a coisa publica. O avo CISTA era o maior conservador fiscal de quem ja ouvi falar, portanto, não sera nem bom publicar o escrito!
 
O poeta VULMAR PINTO COELHO casou-se mas nao deixou descendentes.
 
Outros casamentos que se seguiram e que podem apontar vínculos entre os COELHO e ANDRADE foram:
 
1. A tiavo NIZE COELHO DO AMARAL casou-se com JOSE CABRAL PIRES, que era natural de SANTA MARIA DE ITABIRA
 
2. O FABIO RODRIGUES COELHO, filho dos tiobisavos BENJAMIN RODRIGUES COELHO e JULIA COELHO DO AMARAL casou com dona HERCILIA GUERRA. GUERRA eh outra das assinaturas mais frequentes na genealogia dos ANDRADE. FABIO e HERCILIA nasceram em 1924 e casaram-se em 1947.
 
3. Mais recentemente, nosso parente ATHOS MARTINHO COELHO casou-se com MARIA INES PIRES. Ela natural de ITABIRA e sei que tem vinculos com os DRUMMOND mas pela genealogia ainda não cheguei `a ponte genealogica.
 
Com certeza, muitos outros serão os encontros, principalmente os mais recentes dos quais não temos nota alguma.
 
Talvez seja possível que a descoberta da MINA DE CANDONGA tenha tido uma influencia de maquiagem em nossa genealogia. A mina foi comprada por ingleses que a exploraram por cerca de 20 anos. Sabemos que deixaram descendência e nossos primos com o sobrenome LOTT são o comprovante disso. Mas nosso terceiravo, ANTONIO RODRIGUES COELHO, casou-se uma segunda vez, com dona VIRGINIA DE CAMPOS NELSON. Não tiveram filhos para efetivar essa união. Depois que ficou viuva, ela mudou-se para o RIO DE JANEIRO, onde faleceu. Não temos os devidos dados dela.
 
Apos o longo isolamento da região, e em função do crescimento urbano brasileiro tendendo a acumular o desenvolvimento em cidades polo, nas ultimas décadas pode-se notar que a genealogia acompanha o fluxo migratório. Assim, com a construção da nova capital de MINAS GERAIS, no final do século XIX, houve um fluxo grande de pessoas para BELO HORIZONTE. Os que se mudavam num passado mais distante dirigiam-se ao RIO DE JANEIRO e SAO PAULO.
 
A partir de 1940, com a construção da rodovia RIO/BAHIA, passando por GOVERNADOR VALADARES, houve um direcionamento da migração para aquela cidade, o que permaneceu ate aos anos 1970.
 
A partir dos anos 1960, porem, essa tendência passou a ser compartilhada tanto com BELO HORIZONTE quanto com ITABIRA, IPATINGA e BRASILIA. As quatro cidades tiveram crescimentos demográficos espantosos e o excesso populacional dos pequenos municípios mineiros do CENTRO-NORDESTE do estado de MINAS GERAIS foi praticamente descarregado nelas.
 
A partir dos anos 1980, com as inúmeras recessões passadas pela economia brasileira, o fluxo desviou-se para o exterior, sendo PORTUGAL, ESPANHA, ITALIA, FRANCA, INGLATERRA e ESTADOS UNIDOS a preferencia, com alguma escolha também para AUSTRALIA. Durante o inicio do século XXI a tendência tem sido a de espalhar-se em todas as direções em todos os pontos do planeta. No BRASIL temos anotados dados que variam desde o ACRE ao SERGIPE. E desde o MARANHAO ate ao RIO GRANDE DO SUL.
 
Havemos que aguardar um pouco mais de tempo para descobrirmos os vínculos que nos ligam a pelo menos mais uma casa de nobreza, criada no IMPERIO BRASILEIRO. Trata-se do Baronato de ALFIE. ALFIE atualmente eh um distrito pertencente ao município de SAO DOMINGOS DO PRATA. Teve inicio de sua colonização durante o inicio do século XVIII. Apesar da importância que possuiu, tornando motivo de estudos genealógicos por parte do cónego TRINDADE, nunca teve a oportunidade de desenvolver-se. Fica na area de influencia de ITABIRA. Foi grande o suficiente para virar titulo de nobreza.
 
O primeiro e unico barão de ALFIE foi JOAQUIM CARLOS DA CUNHA ANDRADE, que foi filho do casal: CASEMIRO CARLOS DA CUNHA ANDRADE e dona SENHORINHA DOS SANTOS ALVARENGA, ou seja, tiosbisavos do poeta CARLOS DRUMMOND.
 
O Distrito de ALFIE e as cidades de FERROS, BRAUNAS, DORES DE GUANHAES e mesmo a propria SERRO sao retratos do que os caminhos podiam dizer a respeito do futuro de um arraial nascente. Por 250 anos, por exemplo, o SERRO foi um dos municípios mais promissores do ESTADO DE MINAS. Com o desvio dos caminhos que por la passariam perdeu importância política e econômica para diversos desmembramentos feitos do seu território, como são os casos de MONTES CLAROS, DIAMANTINA, TEOFILO OTONNI, GOVERNADOR VALADARES e a pequena GUANHAES.
 
Pela importancia que teve, não se justificaria comparar-se SERRO a ITABIRA. Mas a primeira permanece ainda com seus 20.000 habitantes enquanto a segunda ja passou dos 100.000. O problema para ITABIRA agora eh manter-se sem a exploração do minério de ferro que esta se esgotando e a exploração sendo transferida para CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Talvez em breve MINAS GERAIS ganhara mais uma cidade de porte médio, enquanto a matriarca de todas continuara diminuta.
 
Um ultimo pensamento a respeito das influencias na genealogia, temos que: `a medida que os clãs adquiriam poder, seus representantes maiores acabavam se relacionando, formando outras alianças políticas e genealógicas. Bons exemplos disso ocorrem em relação a nossos parentes como os descendentes do professor NELSON COELHO DE SENNA e tio-bisavô ANTONIO RODRIGUES COELHO JUNIOR.
 
Foram dignos representantes da populacao interiorana, enviados pelo povo a representa-lo junto `as assembleias do ESTADO e do PAIS. Não necessariamente obedecendo a um plano pre-fixado, porem, com o convívio com representantes de outros representantes de famílias dominantes do ESTADO DE MINAS GERAIS e do PAIS, no RIO DE JANEIRO, os filhos acabaram formando alianças matrimoniais que mais se pareciam alianças políticas. 
 

E isso acabava dando a esses representantes poder e influencia que refletiam em todos os âmbitos. Talvez a descendência deles não tenha se tornado mais influente por causa dos sobe-e-desces da política brasileira. A carreira de ambos foi amputada pelo golpe de estado que deu origem ao chamado ESTADO NOVO, que no vulgar conhecemos como a DITADURA VARGAS. O “Diario Secreto do Vovo Cista” contem excelente observação `as personalidades envolvidas, para o bem e para o mal, naquele movimento antidemocrático.

Em revisao aos escritos mais antigos a respeito da FAMILIA COELHO, precisamente na obra do professor NELSON COELHO DE SENNA, ele menciona entre as localidades denominadas: “COELHOS”, no Estado de MINAS GERAIS, a FAZENDA DOS COELHOS, que ficaria no “antigo AXUPE DO MATO DENTRO”. Acredito que referia-se `a FAZENDA AXUPE, que teria sido o quartel general do ramo da FAMILIA COELHO que nos deu origem. Embora, dito tenha sido que ela localizava-se no MORRO DO PILAR, penso que fosse mesmo em CONCEICAO DO MATO DENTRO. Ou, pelo menos, as muitas mudancas territoriais ao longo da Historia pode ter ocasionado a confusao.

Existe atualmente um local chamado LAPINHA DA SERRA, entre SANTANA DO RIACHO e CONCEICAO DO MATO DENTRO. Esse sim eh o local mais proximo de onde a familia deve ter se instalado porque os quartavos JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA residiram na FAZENDA DA LAPINHA, onde tiveram os 4 filhos mais velhos do casal. Toda a regiao pertencia a CONCEICAO DO MATO DENTRO, dai a identificacao dos locais de nascimentos ser este. Embora tambem parta dai o riacho denominado AXUPE, que tambem passa por MORRO DO PILAR.

Nota-se que temos recordacoes genealogicas apenas do ramo da familia que dirigiu-se para as margens do Rio Graipu e ali fundou o Arrail de SAO MIGUEL E ALMAS DE GUANHAES. Mais tarde veio a tornar-se o atual municipio de GUANHAES. Por logica, como SANTANA DO RIACHO fica no topo da cabeceira do RIO SANTO ANTONIO, era esperado que a familia se alastrasse no curso desse por ser o maior em aguas daquela microrregiao.

Como o professor NELSON DE SENNA tambem relata que o bisavo dele, JOAO COELHO DE MAGALHAES, casou-se com sua prima-irma, BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO, era de esperar-se que outros ramos da FAMILIA COELHO fizessem parte do cla como um todo, `a altura do final do seculo XVIII. Entao, eh razoavel supor que ramos da mesma linhagem COELHO tenham descido o curso daquele rio indo aportar em SANTO ANTONIO DO RIO ABAIXO, FERROS, DORES DE GUANHAES e BRAUNAS. Com isso formando uma area de congruencia com o dominio dos ANDRADE. E, naturalmente, esses deverao ser a origem do nosso COELHO DE ANDRADE.

Infelizmente o professor NELSON nao descreveu a formacao do ramo ARAUJO que podera tambem ser COELHO. Sabe-se que o ARAUJO, como sobrenome, tambem foi frequente naquela regiao.

08. VIDA NOVA

Estou deixando em aberto esse espaco apenas por antecipacao. Estou esperando o desenrolar de alguns contatos que poderao esclarecer algumas coisas em nossa genealogia. Assim, caso tenha novidades, esse sera o capitulo para posta-las. O que tenho eh isso:

01. Espero consulta que fiz `a MITRA DA ARQUIDIOCESE DE DIAMANTINA
02. O capitulo “ROCHA BRANDAO” do livro do Conego TRINDADE podera ser-me enviado
03. Minha cunhada ficou de pesquisar o nome dos pais do bisavo deles: JOAQUIM SOARES DE ANDRADE
04. A tia NENEN tinha um arquivo secreto. Como ela faleceu apos 1979, quando da publicacao do livro da prima IVANIA, dados importantes que poderao estar nele deverao revelar-nos algo mais. Mas nao tenho certeza que obteremos tais dados tao cedo, pois, os museus de PETROPOLIS e BELO HORIZONTE estao competindo para ter tais documentos em maos. Mas pode ser tambem que nao revelem tanto de interesse `a nossa genealogia.

Abaixo resolvi postar a relacao de documentos que interessam de imediato, com algumas informacoes que poderao facilitar o encontro deles. Essa foi o que solicitei se encontrariam la em DIAMANTINA. Se pelo menos disseram que alguns estao por la, e que poderemos uma hora dessas buscar copias, ja tera sido um grande avanco. O que doi eh so ficar aguardando resposta.

 


A. DOCUMENTOS “DE GENERE ET MORIBUS”
1. Padre POLICARPO JOSE BARBALHOEra filho do capitao JOSE VAZ BARBALHO e dona ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE. Nasceu entre 1780-1790. Casou-se, em 1808, com ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, em ITABIRA, filha natural de dona GENOVEVA NUNES FILGUEIRAS (ou FERREIRA). Apos ter a familia e ficado viuvo, antes de 1838, como consta no “DE GENERE” do filho EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO ordenado em 1845, em MARIANA, retornou ao seminario ja em idade avancada. (entre 64 e 74 anos). Se ordenou em DIAMANTINA, devera estar entre os primeiros ordenados do seminario dessa cidade, pois, em 1854, quando da fundacao, ja estaria na faixa de idade acima mencionada.Na edicao de 1873-4 do “ALMANAK ADMINISTRATIVO E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS” (Google Livros) aparece a casa de comercio “BARBALHO & SIMAO” que pode ter sido fundada por ele ou algum parente proximo.2. Bispo D. MANOEL NUNES COELHO

Era filho de MIGUEL NUNES COELHO e dona AMBROSINA (SINHA) DE MAGALHAES BARBALHO. Nasceu em VIRGINOPOLIS, no ano de 1885. Cursou o seminario em DIAMANTINA, sendo ordenado em 1909. Foi o primeiro bispo de LUZ. Faleceu em 1967. Era bisneto do padre POLICARPO.

3. Monsenhor ANTONIO PINHEIRO DE SOUZA BRANDAO

Foi filho de ANTONIO PINHEIRO DA SILVA BRANDAO. Nasceu no Distrito de MILHO VERDE, em 1861. Foi ordenado no ano de 1885. Foi paroco em SAO JOAO EVANGELISTA e GUANHAES. Foi convidado a tornar-se VIGARIO-GERAL da ARQUIDIOCESE DE DIAMANTINA, pelo reverendissimo bispo D. JARDIM. Faleceu em 17-4-1957. A pedido dos fieis amigos, foi sepultado em GUANHAES.

B – REGISTROS DE CASAMENTOS

1. MANOEL VAZ BARBALHO – JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA

O casamento se deu em 18.9.1732, na CAPELA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES DE MILHO VERDE. Ele era filho de: MANOEL AGUIAR e dona MARIA DA COSTA BARBALHO. Ela, filha de: BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO. Nasceram no RIO DE JANEIRO. Apos casar-se em MILHO VERDE, o casal MANOEL e JOSEPHA viveu no atual Distrito de ITAPANHOACANGA, de ALVORADA DE MINAS.

2. JOSE VAZ BARBALHO – ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE

Nao tenho dados seguros alem de ele ser natural do SERRO e ela de CONCEICAO DO MATO DENTRO. Ele podera ser filho de MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. Tambem poderia ter sido filho de algum primeiro casamento de POLICARPO JOSEPH BARBALHO, que nasceu em 1735 e era filho do MANOEL e dona JOSEPHA.

3. CASSIANO COELHO DE ARAUJO – JOAQUINA SIMPLICIANA

Ele era filho de JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO. A unica informacao eh que casaram-se em DIAMANTINA. Isso tera que ter-se dado entre 1825 a 1845. Foi mineiro nas lavras de ITAIPABA, SAO JOAO DA CHAPADA e JEQUITAHY.

4. JOAQUIM COELHO DE ANDRADE – JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA

O casamento tera que ter se dado antes de 1862 quando nasceu a filha ERCILA. Podem proceder de GUANHAES ou DORES DE GUANHAES.

5. AUGUSTO ELIAS KUBITSCHEK – MARIA JOAQUINA COELHO

Foram os avos maternos do presidente JUSCELINO. Nao tenho dados especificos do casal. O casamento tera se dado por volta de 1870. Os pais da esposa deverao ser os casais numero 6 ou 7. Talvez o 3.

A tiavo EDITH COELHO DO AMARAL, nascida em VIRGINOPOLIS e 1898, residiu na casa de dona JULIA KUBITSCHEK enquanto cursava o Colegio em DIAMANTINA. No Memorial dele, JUSCELINO menciona os COELHO de VIRGINOPOLIS como primos dele.

6. JOAQUIM COELHO DE ARAUJO – MARIA COELHO DE SOUZA

Os pais dele foram JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO. Casaram-se por volta de 1825 a 1850. Deixaram numerosa descendencia. No ALMANAK, JOAQUIM aparece na lista de mineradores da Cidade de DIAMANTINA.

7. JOAO COELHO DE ARAUJO – ANNA ROCHA

Irmao do anterior e do numero 3. Devem ter casado no intervalo de tempo acima mencionado. Junto com CASSIANO, formam um trio de irmaos descritos no livro do professor NELSON COELHO DE SENNA, que era sobrinho neto dos 3, como “foram mineradores de diamantes e casaram-se em DIAMANTINA.” JOAO e ANNA residiram no BECO DO COQUEIRO e faleceram em DIAMANTINA. Deixaram numerosa descendencia.

8. FRANCISCO DIAS DE ANDRADE – CELESTINA CRISTINA DE SOUZA

Nao tenho nome dos pais. Deverao ter se casado por volta de 1890. Eram naturais de DIAMANTINA.

9. JOAO DIAS DE ANDRADE – MARIA DOS ANJOS DA MATA MACHADO

JOAO foi irmao do anterior. Eram de DIAMANTINA e casaram-se por volta de 1890 tambem.

10. JOAQUIM BENTO DE ANDRADE – JOANITA ANDRADE

Ele nasceu em DIAMANTINA, em 1822, e era filho de JOAO BENTO DE ANDRADE. Casamento em torno de 1850.

11. JOSE COELHO DE MAGALHAES – EUGENIA RODRIGUES ROCHA (tambem conhecida como EUGENIA MARIA DA CRUZ (1a.))

Casaram-se em 7.9.1799 e viveram em MORRO DO PILAR. Podem ter se casado em CONCEICAO DO MATO DENTRO e ela era filha de GIUSEPPE NICATSE DA ROCHA e MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES (BARBALHO).

12. ANTONIO JOSE MONIZ – MANOELA DO ESPIRITO SANTO

Deverao ter se casado por volta de 1780 e viveram em CONCEICAO DO MATO DENTRO. Foram pais de LUIZA MARIA. Podem ter sido donos da FAZENDA DA LAPINHA que fica em SANTANA DO RIACHO atualmente.

13. JOSE COELHO DA ROCHA (ou DE MAGALHAES FILHO) – LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO

Casaram-se por volta de 1810 e eram filhos dos casais anteriores. Foram os frundadores do ARRAIAL DE SAO MIGUEL E ALMAS, atual GUANHAES. Comecaram a vida na FAZENDA DA LAPINHA, onde tiveram seus 4 primeiros filhos. Os outros 4 os tiveram em GUANHAES.

14. GIUSEPPE NICATSE DA ROCHA – MARIA RODRIGUES DE MAGALHAES (BARBALHO)

Sabe-se apenas que foram pais da EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.

15. FRANCISCO MARCAL BARBALHO – EUGENIA MARIA DA CRUZ (2a.)

Ele era filho de POLICARPO JOSE BARBALHO e ela do JOSE COELHO DA ROCHA. Casaram-se em GUANHAES, por volta de 1846. Foram os avos maternos do D. MANOEL.

16. MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO – ERCILA COELHO DE ANDRADE

Ele era filho docasal numero 15 e ela do numero 4. Casaram-se, provavelmente em GUANHAES, em 5-7-1879. Foram tios maternos do D. MANOEL.

17. JOAO BAPTISTA DE MAGALHAES – CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO

Eram tambem tios maternos do D. MANOEL. Casaram-se em GUANHAES ou VIRGINOPOLIS (PATROCINIO DE GUANHAES), em 30.6.1883. Ele era filho de ANNA MARIA DE MAGALHAES e ela de FRANCISCO MARCAL e EUGENIA MARIA DA CRUZ. JOAO BAPTISTA era bisneto do padre POLICARPO.

18. JOAQUIM SOARES DE ANDRADE – ANNA DE ARAUJO E SILVA

Nao tenho informacoes especificas. A descendencia esta centrada em torno da Cidade de GONZAGA. Deverao ter se casado por volta de 1890. Ha a possibilidade de procederem de GUANHAES ou DORES DE GUANHAES.

19. EUZEBIO NUNES COELHO – ANNA PINTO DE JESUS

Casaram-se possivelmente em SAO DOMINGOS DO RIO DE PEIXE, atual Cidade de DOM JOAQUIM, por volta de 1804. Ele era filho de MANOEL NUNES COELHO. Foram os bisavos do D. MANOEL.

20. JOAO COELHO DE MAGALHAES – BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO

O casal viveu em GUANHAES, eram primos carnais. Ele era filho do casal numero 11. Nasceu, supostamente, em 1785, e casaram-se em 1804. A data pode ser 1824 porque as datas de nascimentos das filhas foram: 1828, 1829 e 1835. Nao tenho datas dos nascimentos dos 3 filhos: JOAO, JOAQUIM e CASSIANO.

21. JOAO BAPTISTA COELHO – MARIA HONORIA NUNES COELHO

Ele foi um dos primeiros nascidos no Arraial de SAO MIGUEL, em 1822. Casaram-se por volta de 1845 quando nasceu o primeiro filho JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR. Ele era filho do casal numero 13. Ela era filha de CLEMENTE NUNES COELHO. CLEMENTE era filho do casal numero 19. E nao se sabe o nome da esposa com a qual teve mais filhos, entre os quais, ANTONIO e PRUDENCIO.

22. CLEMENTE NUNES COELHO – ANNA MARIA PEREIRA

Esqueci de pedir esse ultimo la em DIAMANTINA. Trata-se dos pais de tios VITALINA, MARCOLINA e PIO NUNES COELHO. Eles se casaram com filhos do trisavo ANTONIO RODRIGUES COELHO. Esse documento seria importante para desfazer a duvida se esse CLEMENTE seria o nosso quartavo ou, possivelmente, filho dele. Sabemos que nosso quartavo foi pai da MARIA HONORIA NUNES COELHO por volta de 1830. Isso porque ela foi mae do terceiravo JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR em 1845.

Os tres tios-bisavos nasceram nos anos 1860. Portanto, ou sao filhos do mesmo pai com uma esposa diferente ou sao netos do primeiro CLEMENTE. Tudo indica que esse segundo seja mesmo filho.

E aqui ha que atentar-se para o sobrenome PEREIRA dela, que pode ser daquele vinculado `a Familia ANDRADE. Se for o caso, teremos mais esse vinculo, pelo menos indiretamente em nosso particular. Alguns na familia contudo poderao ter o ANDRADE dobrado se esse for o caso. A descendencia de nossa tiavo MARIETTA NUNES RABELLO, que foi esposa do tio ONESIMO DE MAGALHAES BARBALHO e parte da descendencia da dona MARIA CLARA RABELLO, que foi esposa do senhor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE JUNIOR, podem ser ANDRADE por esse lado, por terem sido filhas da dona ANTONIA NUNES COELHO, da qual paira a duvida quanto a ser ou nao do casal CLEMENTE – ANNA MARIA.

 

ANALISE DAS GENEALOGIAS ROCHA BRANDAO E SILVA BRANDAO

 

Como primeiro resultado das minhas incursoes no assunto, onde falei antes que precisava estudar o tit. ROCHA BRANDAO do livro “VELHOS TRONCOS MINEIROS” do Conego TRINDADE, o amigo JOAO ALBERTO enviou-me copia do tal. Belo comeco. Como previa, tambem estava nele o filho do alferes de cavalaria MANUEL COELHO RODRIGUES, FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDAO, juntamente com a familia. O que nao aparecia no “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”.

Mas, tudo feito e ainda nada resolvido. Nada encontrei no capitulo que formasse vinculo direto com nossos ancestrais, por enquanto. Nao podemos descartar de todo a possibilidade de descendermos de pessoas inscritas no capitulo. Isso se da porque nenhuma genealogia eh completa.

No caso das genealogias que o Conego TRINDADE estudou, por exemplo, existem limites normais ao encontro completo das genealogias. Sabe-se que ele nasceu, viveu e trabalhou na regiao da ZONA DO CARMO, ou seja, nas imediacoes de OURO PRETO e MARIANA. Tambem que estudou familias locais, particularmente as que tinham vinculos parentais com os TRINDADE. Assim como ele tinha ao seu proprio favor o fato de ter sido guardador dos documentos eclesiasticos na ARQUIDIOCESE DE MARIANA, tambem foi diretor do MUSEU DA INCONFIDENCIA, em OURO PRETO, por outro lado, as obrigacoes na administracao junto `a ARQUIDIOCESE nao deve ter lhe dado tempo de aprofundar seus conhecimentos em freguesias mais distantes.

O resultado pratico disso eh que os dados recolhidos nos arquivos por ele administrados lhe davam uma grande vantagem. Ao mesmo tempo que a realidade da dinamica da expansao das familias produziam ramos que migravam para paragens `as vezes distantes e com isso ficava impedido de recolher dados a partir de alguma geracao.

Outro detalhe do trabalho dele, que facilitava, era poder vasculhar os documentos “DE GENERE ET MORIBUS” dos padres que se formavam em MARIANA. Tambem dos estudantes que estudaram nos colegios sob a administracao marianense. Os “DE GENERE” ofereciam uma janela mais ampla para o passado. Principalmente em relacao aos padres que cursaram o seminario antes da INQUISICAO ser extinta. Isso porque, para ser padre naquela condicao, era preciso provar-se que se era “CRISTAO (catolico) VELHO”, “sem nenhuma mancha de raca infecta”.

Pois eh! Assim era tratada a descendencia de “CRISTAOS NOVOS”, ou seja, judeus, muculmanos ou quaisquer outros que tivessem ancestrais ligados a eles. Para tornar-se padre era preciso ser “PURO SANGUE”. E para comprovar essa “pureza” tornava-se necessario examinar diversas geracoes. Eh por essa razao que os estudos do Conego TRINDADE geralmente passam por padres. Infelizmente, nao foi o caso da familia BARBALHO do nosso ramo.

Ela devia ser um objeto otimo para pesquisa segundo alguns criterios facilitadores aos estudos genealogicos. Nosso ramo comeca em um padre, POLICARPO JOSE BARBALHO, que entrou para o seminario, desistiu para casar, teve filhos, criou a familia, deu tempo ao filho EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO tornar-se padre, como ja era viuvo mesmo antes do padre EMIGDIO ingressar no seminario, retornou para ordenar-se quando ja idoso. O nosso problema eh o de nao sabermos onde o POLICARPO estudou antes da ordenacao.

Apesar do padre EMIGDIO ter estudado em MARIANA, o que deve ter oferecido dificuldade para o Conego TRINDADE estudar a familia foi ela ter-se se mudado para ITABIRA e dai para mais ao norte ainda. Assim, os proximos membros clerigos dela estudaram em outras pracas. Incluindo ai o bisneto do padre POLICARPO, o padre ordenado em 1907, MANOEL NUNES COELHO. Somente em 1920 foi nomeado bispo, o primeiro da cidade de LUZ, em MINAS GERAIS.

Nao sei dizer se algum neto do padre POLICARPO veio a tornar-se padre tambem. Temos anotados apenas 9 netos dele. A ANNA MARIA, filha do JOSE, e os 8 filhos do terceiravo FRANCISCO MARCAL: EMIGDIA, PETRONILHA (Pitu), QUITERIA, CANDIDA (Sa Candinha), AMBROSINA (Sinhah), JULIA (solteira), PEDRO e MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO. A relacao de filhos do padre POLICARPO nao foi pequena e conta ainda com GENOVEVA, MARIA, LUCINDA, JOAO, MANOEL e talvez mais alguns dos quais nao temos noticias. Assim, as possibilidades nao sao infinitas mas tambem nao sao pequenas.

As geracoes seguintes continuaram produzindo clerigos, como sao os casos da prima do bispo, SALVA DE MAGALHAES BARBALHO, intitulada irma HELENA, que foi filha do bisavo MARCAL e prima em primeiro grau do D. MANOEL, que foi filho da tia SINHAH. O proprio bispo teve um sobrinho, OMAR NUNES COELHO, que tornou-se Monsenhor. Esse, filho do NOTEL e MARIA ISABEL RODRIGUES. E uma prima, filha do PEDRO NUNES COELHO, MARIA NUNES COELHO, que tambem adotou o apelido de irma HELENA.

Essa foi superiora no hospicio em BARBACENA. Substituiu os tratamentos de choque por carinho para com os alienados, e os que sofriam ataques eram acalmadas com a presenca dela. Alguem disse que estao procurando canoniza-la. Mas preciso comprovar a informacao ainda. PEDRO era filho da tia EMIGDIA e foi casado com dona ANTONIA NUNES LAGE, da familia desse titulo em ITABIRA.

Fica ate dificil enumerar todos os membros clerigos da familia. No ramo da Sa CANDINHA e Tio JOAOZINHO, por exemplo, encontra-se o padre ARNALDO DE MAGALHAES ANDRADE. No ramo da tia EMIGDIA temos o frei ROBERTO e o JUQUINHA do Ti CACO. Os dois primeiros ja falecidos. E para nao ser injusto com os muito outros, necessario eh mencionar que existem. Sao diversos padres e freiras tanto no ramo apararentado dos RODRIGUES COELHO quanto no dos NUNES COELHO. E o Conego TRINDADE perdeu essa boa oportunidade de inclui-los num mesmo estudo, porque passaram a pertencer `a area da ARQUIDIOCESE DE DIAMANTINA, o que lhe limitava acesso aos documentos. O que se dira se tivessemos o acompanhamento completo de todos os filhos do padre POLICARPO e aparentados!

Voltando ao assunto, preciso agradecer ao amigo MAURO DE ANDRADE MOURA por tambem ter-me enviado um escaniado do livro “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Por ele podemos observar que a obra do Conego TRINDADE andou em evolucao. As familias estudadas no mais antigo: “GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO” foram basicamente as mesmas. E o “VELHOS TRONCOS MINEIROS” acrescenta `as mesmas familias e outras um pouco mais de cada genealogia. Nao apenas as atualizacoes decorrentes das diferentes datas de publicacoes de cada obra.

Com o tit. ROCHA BRANDAO em maos, agradecimentos ao amigo JOAO ALBERTO que o enviou-me, pude notar poucas coisas dignas de nota, por enquanto. Uma delas foi a que houveram nascimentos no Municipio de ANTONIO DIAS. O mesmo se dara em relacao ao tit. SILVA BRANDAO. Ou seja, formaram-se essas duas, em MINAS GERAIS, no mesmo nucleo geografico onde tambem se formaram os ANDRADE, de ITABIRA e imediacoes.

Mas para iniciar mesmo minha analise ha que se observar, talvez, uma coincidencia ou um encontro acidental de grande sorte. Entre os descendentes desse ramo ROCHA BRANDAO esta inscrita da Pn14 – dona CANDIDA MARIA DE AVILA LOBO LEITE PEREIRA. Ela casou-se com o senhor JOAO MARCIANO DE LIMA, casados em 1827, sendo ele natural de SANTA LUZIA. O Conego TRINDADE deu o acompanhamento da descendencia de apenas um filho e nao menciona se houveram outros.

A probabilidade eh que os tenham havido e, neste caso, se mudado para outras paragens fora do alcance da ARQUIDIOCESE DE MARIANA. E o mais certamente, teriam se mudado para a regiao do SERRO, que apos aos anos 1820 estava em franca expansao. Por essa epoca surgiram as Freguesias de SAO SEBASTIAO DOS CORRENTES e SAO MIGUEL E ALMAS DE GUANHAES, as atuais SABINOPOLIS e GUANHAES, respectivamente. Alem delas muitas outras foram surgindo no processo de expansao em direcao ao Oceano ATLANTICO, o que mais tarde teria GOVERNADOR VALADARES como intermediaria.

O filho unico anotado foi o senhor JOAO ELISARIO BRANDAO DE LIMA, que casou-se com a prima dele, EMILIA AUGUSTA BERNHAUSS DE LIMA. O casamento se deu em 1852.

O que ha nisso eh apenas a suspeita de uma pequena possibilidade. A de que o senhor JOAO MARCAL DE LIMA tenha sido membro desse mesmo ramo. Do sr. JOAO MARCAL temos pouco alem a contar. Pelo que calculo, ele devera ter nascido nao muito depois do casamento em 1852. Nao da para saber se os pais dele foi o casal. Mas poderia ser filho de algum possivel irmao do sr. JOAO ELISARIO.

Para casar-se, o sr. JOAO MARCAL foi buscar a dona ADELAIDE COELHO SOARES, em VIRGINOPOLIS. E eles foram pais de muitos, entre os quais temos apenas a dona ZINHA do sexo feminino. E os filhos que ja tivemos noticias inclui: ABEL, ABELAR (nao confundir com o prof. ABELAR DE ALMEIDA), JOSE, OSWALDO, JOAO e TARCISIO SOARES DE LIMA. Sabe-se tambem que dona ADELAIDE foi filha dos conhecidos locais: GILBERTO COELHO DA SILVA e dona MARCIANA SOARES DE SOUZA.

Para ficar mais claro, foram eles tambem os pais dos senhores GABRIEL (GABI) e FRANCISCO (CHICO) GILBERTO. Por ai ja esclarece alguma coisa. A descendencia de ambos enquandrou-se nas Familia COELHO e BARBALHO locais.

Da parte da dona ADELAIDE, quem enquadrou-se na Familia COELHO foi o senhor ABEL. Casou-se com MARIA, irma de minha mae, e depois com a CARMELITA, filha dos tiavos: ARMANDO e NAZINHA (a suposta filha do padre FELIX). Teve filhos fora esses casamentos dos quais nao tenho anotacoes. Tambem do senhor JOSE SOARES, que foi o marido de dona EFIGENIA, restou por ultimo, em VIRGINOPOLIS, os netos: RICARDO e DARTAGNAN, outros conjuges na Familia COELHO. Nao sei por onde anda o LEANDRO irmao deles que residia aqui e ha algum tempo nao o vejo.

E, ao que me lembre, somente a prima MARLY, esposa do JOSE DAS DORES ALBUQUERQUE, mais conhecido com Cabo DE, permanece na cidade. Nao tenho certeza se descendentes da dona ZINHA e senhor PAULO FERREIRA ainda sao residentes locais.

Ai fica no ar, por enquanto, a questao, seria o senhor JOAO MARCAL DE LIMA um fruto desse ramo da familia? Deixarei para que os membros da propria busquem e nos deem a resposta. Passarei a informacao para as amigas VERA LIMA, filha do senhor JOSE SOARES, e MERE LIMA, filha do senhor TARCISIO LIMA.

Ha outra oportunidade de haver vinculos parentais atraves do personagem BURIDAN GENEROSO LIMA. O BURIDAN nasceu em 1918, no SERRO e casou-se em VIRGINOPOLIS com a LILIA COELHO. Ela era filha do JOSE CLARO COELHO (Juquita) e JULIA COELHO DE MAGALHAES PACHECO. JUQUITA procedente do ramo BATISTA COELHO e ela do MAGALHAES BARBALHO. Ou seja, ja possuiam um vinculo parental, pois, ambos procediam do ramo RODRIGUES COELHO. BURIDAN e LILIA formaram os COELHO DE LIMA que migraram para a cidade de NOVA ERA, a principio, e atualmente esta no mundo.

Outro encontro auspicioso foi o de que o 8n2, Dr. JOAO CLAUDIO DE LIMA foi casado com dona MARIA PINHEIRO, filha do Dr. JOAO PINHEIRO DA SILVA e HELENA DE BARROS PINHEIRO. O pai dela foi o presidente (quando governadores recebiam esse titulo) do Estado de MINAS GERAIS. De pouca importancia essa informacao, nao fosse pelo fato de que mais duas filhas do casal de governadores se casaram com nossos parentes.

Dona AMANDA DE BARROS PINHEIRO foi a esposa do Dr. CAIO NELSON DE SENNA, filho do professor NELSON COELHO DE SENNA e dona EMILIA GENTIL GOMES CANDIDO DE SENNA. Ja a dona LUCIA PINHEIRO foi a esposa do professor DERMEVAL JOSE PIMENTA. Um terceiro encontro das familias, mais recente, foi o casamento entre ROGERIO DE MAGALHAES NUNES com MARIA AMELIA PINHEIRO JACOB. Ela, filha de MARIA ELISA PINHEIRO, filha, por sua vez, do tambem ex-governador ISRAEL PINHEIRO DA SILVA, filho do casal de governadores.

Outra possibilidade a nivel semelhante sera o caso da Tn13 – ANTONIA, ela casou-se com BERNARDO FERREIRA DE MAGALHAES. Ate onde o Conego TRINDADE deixou, eles tiveram duas filhas, BARBARA e FRANCISCA. Contudo, esse sobrenome FERREIRA DE MAGALHAES eh encontrado entre os ancestrais de nossas aparentadas MARIA CLARA, BLANDINA e tiavo MARIETTA, que foi a esposa do tio ONESIMO DE MAGALHAES BARBALHO.

Enfim, em nossa analise chegamos ao Tn15, o alferes de cavalaria MANUEL COELHO RODRIGUES. O Conego TRINDADE nos informa que verificou os Inventarios dele, datado de 1777, no Cartorio de 1o. Oficio, em OURO PRETO. Interessante foi que ele nao foi o primeiro chegado ao BRASIL como eu imaginava. O pai dele casou-se com a Bn12 MARIA SEABRA e, como confirma a Carta de Brazao passada aos 3 irmaos, chamava-se ANTONIO COELHO RODRIGUES.

A familia teve origem em MANUEL RODRIGUES BRANDAO e dona CATARINA ANDRE, naturais de SAO PEDRO FINS DE FERREIRA, PORTUGAL. A filha VITORIA RODRIGUES BRANDAO casou-se com marido nao revelado e foi mae de CATARINA RODRIGUES BRANDAO, que foi casada com JOAO DE SEABRA GUIMARAES. Esses foram os pais de dona MARIA SEABRA.

Claro, o ramo especifico do ANTONIO COELHO RODRIGUES vem de outras paragens e ele era filho do BELCHIOR COELHO, que foi irmao de um dos senhores de FILGUEIRAS E VIEIRA. Ja a esposa do MANUEL COELHO RODRIGUES, dona JOSEFA DE AVILA DA SILVA FIGUEIREDO, era prima dele e foi o Tn1 da mesma Familia ROCHA BRANDAO, segundo a numeracao usada no capitulo pelo Conego TRINDADE.

O ramo dela passa pela bisavo CATARINA RODRIGUES BRANDAO, outra filha do casal MANUEL RODRIGUES BRANDAO e CATARINA ANDRE. CATARINA foi casada e mae do FRANCISCO DA ROCHA BRANDAO, nascido em CABROBO, BAHIA, que casou-se com MARIA DA SILVA E AVILA, natural de SANTO ANTONIO DO BAMBU, da BAHIA. Ela era a F2 no tit. AVILA, o qual nao verifiquei.

Como o FRANCISCO foi o Bn1, inicia-se a sequencia de trinetos a partir dos filhos dele, onde o Tn1 era dona JOSEFA DE AVILA E SILVA E FIGUEIREDO.

Perdi a oportunidade de analisar os inventários do filho FRANCISCO COELHO DA SILVA BRANDÃO que se encontram na CASA DO PILAR, OURO PRETO, sob a titulacao: Ficha 253, codice 51 e Auto 624. O que seria importante verificar ali era se entre os filhos haveria aquele cujo nome era FRANCISCO LUIZ DA SILVA BRANDAO. Esta relacionado no livro o Pn 28 FRANCISCO. Mas esta registrado somente com esse primeiro nome, ao lado de outros 4 irmãos. FRANCISCO LUIZ foi o marido da dona MARIA CANDIDA DA CUNHA ANDRADE, tiabisavo do poeta CARLOS DRUMMOND.

Na verdade, nesse titulo o Conego TRINDADE não fez grandes acréscimos ao que ja possuia desde os “VELHOS TRONCOS OUROPRETANOS”. Inclusive fez a relação dos diversos filhos do Alferes de Cavalaria MANUEL COELHO RODRIGUES, quase todos acompanhados de cônjuges, mas sem a sequencia de famílias. Assim, não se perde de toda a esperança de o trisavô JOAQUIM COELHO DE ANDRADE ser descendente deles.

Outro detalhe eh o de que as CARTAS DE BRAZOES recebidas pelos 3 irmãos foram datadas de 1782, ou seja, 5 anos após os inventários do MANUEL COELHO RODRIGUES. Então ja deviam ser adultos jovens. Entre eles e o trisavô podem ter existido 2 ou 3 gerações. O que não parece ser difícil de resolver mas nunca se sabe!

SILVA BRANDAO – A partir da pagina 175, do II volume do livro: “VELHOS TRONCOS MINEIROS”

Esse titulo eh uma verdadeira recapitulacao da HISTORIA DE MINAS GERAIS, e BRASIL. Ele começa em OLIVEIRA DE AZEMEIS, PORTUGAL, com os casais ANTONIO HENRIQUES DA SILVA BRANDAO e ISABEL FERREIRA; e MANOEL FERNANDES e DOMINGAS DA SILVA. Eles foram os pais, respectivamente, do casal: ANDRE HENRIQUES DA SILVA BRANDAO e ISABEL SOARES DA SILVA.

Os últimos foram os pais do Capitao JOAO DA SILVA BRANDAO, natural da terra dos pais, e que casou-se em SAO CAETANO DE MARIANA com ANTONIA MARIA DE OLIVEIRA, filha de ANTONIO RIBEIRO DE OLIVEIRA e ROSA MARIA DOS ANJOS, naturais do PORTO. Ela, neta paterna de MANUEL RIBEIRO e CATARINA DE OLIVEIRA; e neta materna de BENTO FERREIRA e MARIA DO ESPIRITO SANTO.

Para ilustrar um pouco, copio aqui o extrato da descrição de um dos filhos do Capitao JOAO: ” N7 Brigadeiro JOSE DA SILVA BRANDAO c. a 1- XII – 1781 c. ANA SANCHES DE SEIXAS DA SILVA E AVILA BRANDAO, Qn1 de ROCHA BRANDAO, moradores da rua dos Paulistas, em ANTONIO DIAS.”

A descricao continua monotona ate alcançar a Pn16, dona ADA RIBEIRO BRANDAO. Ela foi casada com nada mais nada menos que o Marechal JOAO BATISTA MASCARENHAS DE MORAIS. Nao foi pouca coisa, afinal, foi o militar brasileiro mais condecorado durante a II GUERRA MUNDIAL. Foi elogiado pelo General MARK CLARK que foi comandante geral dos exércitos aliados na Guerra da COREIA. Mas esse foi apenas um dos agregados.

Na sequencia, temos a descrição: “Tn 19 – FRANCISCA DE PAIVA SANCHES c. em OURO PRETO, em 1844, c. o Coronel EMIDIO DE PAIVA BUENO, n. em 1823, filho do Coronel EMIDIO DE PAIVA BUENO e MARIA FRANCISCA DA SILVA.”

Estes foram os pais das Qn 15 – MARIA ISABEL DE PAIVA e Qn 16 – ESTER DE PAIVA, que foram sucessivamente 1o. e 2o. matrimonios do primo delas, o governador Dr. FRANCISCO SILVIANO DE ALMEIDA BRANDAO. O SILVIANO BRANDAO, como eh mais conhecido.

Ja o Qn 20 – JULIO BUENO BRANDAO, foi senador e tambem governador do Estado de MINAS.

A Tn 20 – ANA ISABEL BUENO, foi a esposa do senhor JOSE CLARO DE ALMEIDA. Esses foram os pais do governador Dr. FRANCISCO SILVIANO DE ALMEIDA BRANDAO. Governou MINAS entre 1898 a 1902. Foi eleito vice-presidente do BRASIL mas faleceu antes da posse.

E as nossa genealogias encontram-se nesse ponto. O governador SILVIANO BRANDAO, com a primeira esposa MARIA ISABEL foi pai do Dr. MARCELO SILVIANO BRANDAO, que casou-se com dona YOLANDA CONSUELO DE SENNA, filha do professor NELSON COELHO DE SENNA e dona EMILIA GENTIL DE SENNA.

Como so tive oportunidade de estudar esses dois capítulos não posso dizer que o engano seguinte foi galatico. Eh que a relação de filhos do casal MARCELO e YOLANDA CONSUELO consta como: MARIA EMILIA, FABIO NELSON, LUCIO OTAVIO, JOSE FLAVIO E MARCELO B. SILVIANO BRANDAO. Em realidade, somente o ultimo eh filho. Os outros quatro são os irmãos mais novos de dona YOLANDA.

Os filhos do casal chamaram-se: VERENA, YOLANDINHA, ELIANA, MARIA DO CARMO (BIDU) e MARCELO BALTHAZAR. Isso pode ser verificado no livro do proprio professor NELSON.

Nao ha necessidade aqui de mencionar cada uma das figurinhas carimbadas nessa família. Houveram outros politicos conhecidos, tanto em MINAS quanto em SAO PAULO. Outros se destacaram em funções militares.

Importante aqui eh salientar como se fazia política antigamente, inclusive usando os casamentos entre os filhos das famílias mais influentes. Devemos levar em conta que somente em 1872 o BRASIL chegou `a cifra dos quase 10 milhoes de habitantes contados. Quase 2 milhoes habitavam MINAS GERAIS. Pelo que se pode imaginar, eram menos de 200 familias com 10 mil pessoas cada uma. Aqui falo em familias, nao em sobrenomes. As familias se compoem de muitos sobrenomes mas aqui quero salientar o sangue, ou seja, os ancestrais que sao mais comuns a um grupo de pessoas.

Nao vou entrar nos detalhes. O importante aqui eh mostrar como politica e familia estavam conectadas. Como mencionei antes no texto as familias depositavam em alguns de seus ramos a funcao de fazer a “diplomacia externa”. Ou seja, localmente apontava-se algum membro da familia para destacar-se, elegendo-o deputado ou senador (a nivel provincial ou imperial). Esses iam representar os interesses da familia nas capitais.

O que se passa eh que o BRASIL era completamente rural. Nao existiam grandes cidades. Mesmo RIO DE JANEIRO e SAO PAULO contavam com menos de 200 mil habitantes. Assim, os enviados pelas familias se aproximavam das outras familias dominantes. E do convivio acabavam surgindo os casamentos entre os filhos.

De volta aos interiores, muito conhecidos como “currais eleitorais”, todos vibravam, sentindo-se representados. Afinal, um parente mesmo que com menor proporcao consanguinea estava fazendo um enlace politico que irmanava pessoas de diferentes pontos da PROVINCIA ou do PAIS.

E todos se sentiam representados ja que as familias, embora vivessem numa situacao de injusticas sociais, sabiam da consanguinidade que havia dentro dela. Haviam os excluidos, como os afrobrasileiros e os nativobrasileiros. Mas sabia-se que havia proporcao de sangue de todos correndo em todas as veias. Um exemplo na familia COELHO era o de o quartavo CLEMENTE NUNES COELHO ter sido pai da MARIA HONORIA NUNES COELHO. Nao se sabe quem foi a mae, mas a MARIA HONORIA era afrodescendente.

MARIA HONORIA casou-se com o terceiravo JOAO BATISTA COELHO. E eles sao contados como primeiros moradores e grandes povoadores do municipio de VIRGINOPOLIS e imediacoes. Nos apenas nao sabemos como mas a certeza eh a de que os descendentes tem parte do mesmo sangue que corre nas veias daqueles que permaneceram classificados como afrobrasileiros, talvez porque os ancestrais seguintes deles nao se casaram com pessoas de origem europeia, a diferenca eh que as peles deles permaneceram mais escuras. Mas o parentesco existe. Apesar de as injusticas sociais terem separado uns como se fossem de menos valor que os outros.

Os nativo brasileiros deixaram sangue na familia tambem. Embora nao saibamos exatamente como aconteceu nos ramos COELHO e BARBALHO existem os tracos fisicos deixados em alguns. Como as familias sao o maior exemplo do calderao genetico brasileiro, podemos observar sempre que entre os numerosos filhos das familias mais antigas sempre surgiam os que se destavam pela pele escura, outros por tracos asiaticos, particularmente a formacao de olhos amendoados, alem das variacoes das cores e qualidades dos cabelos. Na pratica mesmo, o professor DERMEVAL PIMENTA descreveu que a avo materna dele era indigena pura.

A manifestacao pratica do envolvimento da politica e a genealogia se dava particularmente nas distribuicoes das oportunidades. O BRASIL, por sua imensidao demografica e por causa da cultura extrativista dos colonos, oferecia grandes oportunidades e recursos naturais. Como a falta de industrializacao dificultava a formacao de grandes nucleos demograficos, porque a atividade quase unica era a agropecuaria, sempre que a populacao se multiplicava alem do que comportavam as fazendas proximas, abria-se nova fronteira de colonizacao. Assim, representantes de diferentes aglomerados mais antigos se encontravam nos arraiais novos e ali as familias se expandiam.

Como a concentração em novos arraiais abria a oportunidade de continuar-se no mesmo sistema, onde novas fazendas eram iniciadas, dando emprego e prosperidade para as pessoas de nível mais elevado na economia, e os novos arraiais abriam empregos para os artesãos, como os arrieiros, os fabricantes de toda espécie de artigos usados no dia-a-dia; e também para os doutores recém-formados como dentistas, advogados, medicos, padres, professores, que formavam a classe media aspirante a rica, os brasileiros não sentiram a necessidade de entrar na era da industrialização por longas gerações, e assim perdendo o trem da Historia.

Quando boa parte do territorio nacional foi ocupado, principalmente NORDESTE e CENTRO SUL, alguns municipios governantes comecaram a crescer. E com a chegada da industrializacao, mesmo incipiente, as oportunidades melhores comecaram a surgir nas grandes capitais. Neste caso, as oportunidades de maior futuro eram direcionadas `as chamadas “boas familias”. A parentalha do interior era contemplada com um certo segundo escalao, quando alguem se mudava para la.

Mesmo os mais pobres nao eram de todo esquecidos. Claro, havia aquela situacao de que os pobres “precisavam saber o seu lugar”. Se as madames precisavam de alguma assistente, tinham os aparentados la no interior aos quais recorriam para enviar-lhes uma menina de boas qualidades para ocupar o cargo. E essa prerrogativa valia para todos que estavam destinados aos servicos gerais.

A vantagem para o povo eh que mudava-se para as capitais onde se concentravam realmente as melhores oportunidades. Assim, com o passar das geracoes, aqueles que foram enviados para servicais se multiplicaram. E muitas vezes tiveram melhor acesso `a educacao, por exemplo, que aqueles representantes das “boas familias” que permaneceram no interior. Alguns doutores sairam do ventre do povo e muitos da elite viraram povo comum.

As pessoas hoje pensam que havia menos coisa errada no passado. Mas a verdade era que, em alguns casos como o nepotismo, nao eh que nao houvesse. O nepotismo simplesmente nao era proibido e ao contrario de ser algo errado, era a regra. E `as vezes o nepotismo favorecia `as classes menos favorecidas.

O que mudou de uns tempos para ca mesmo foi que o nepotismo virou falta. A populacao cresceu muito. As pessoas perderam os vinculos. Nao se procura saber mais as genealogias. Assim, `as vezes se constrange a uns e outros por pensar-se nao se pertencer a uma mesma familia.

O grande problema no BRASIL sempre foi as elites que não souberam fazer o pais entrar na era tecnologica. Nossas elites continuaram presas ao sistema “casa grande/senzala”. Por causa do excesso de riqueza fácil que o imenso território oferecia, sempre optou-se por expandir as fronteiras agrícolas e nunca industrializar-se. O BRASIL ficou estagnado no ciclo vicioso de quando as riquezas de um lugar se esgotavam ou não podiam ser partilhado com justiça pela população crescente, partia-se para alem, ao invés de usar-se os cerebros para criar-se alternativas de riquezas.

O BRASIL tem perdido a corrida pelas respostas progressistas durante gerações. Enquanto isso, a população sofreu aumentos exponenciais ao mesmo tempo. Assim, mesmo os ricos, por causa da multiplicação de suas descendências, não criaram fortunas suficientes para mante-las no mesmo nível que tinham. Com o tempo, a maior parte das descendências dos milionários antigos misturou-se ao povo. Mas os que continuam no topo da pirâmide econômica continuam lutando pela manutenção “disfarcada” do sistema que comprometeu o desenvolvimento do pais nos últimos 5 séculos.

As disputas politicas atuais refletem essa verdade. O que esta ocorrendo eh a luta pelo poder entre pessoas de mesmo sangue, porque quem esta por cima hoje não enxerga que o compartilhamento das riquezas e dar acesso `a educação e `a cultura ao maior numero possível de cérebros faria com que as ideias mais avançadas surgissem e todos teriam acesso a um maior quinhão de riquezas fazendo o pais como um todo subir os degrais do desenvolvimento.

O problema politico no BRASIL chama-se miopia economica e analfabetismo politico, que sempre foi comum `a elite brasileira. Não se pode acusar a população pobre do mesmo erro porque ela nunca foi líder. Sempre se postou como seguidora de seus idolos e paga o preço por esse pecado mortal.

A elite brasileira do passado sempre raciocinou segundo o provérbio: “Mateus, Mateus, primeiro os meus”. E por causa da ganância, orgulho e preconceito condenou a própria descendência a herdar os problemas da atualidade. Para solucionar as cisões que brotaram do sistema falido e inapropriado, injusto para com os humildes, somente quando surgir um elemento conciliador, capaz de redistribuir a renda garantindo a segurança do todo. Somente a partir desse pressuposto eh que uma fase de progresso poderá por o pais a caminho da paz e direciona-lo no rumo correto para o desenvolvimento integral.

Outra forma que o sistema antigo usava para contenção das disparidades era o apadrinhamento. No sentido religioso bem entendido. Os grandes proprietários eram requeridos a se tornarem padrinhos dos filhos de seus agregados, o que amortizava um pouco o sentimento de diferença. E ocultava muitas vezes uma realidade de indiferença dos ricos em relação aos pobres.

Por ultimo haviam as incursões clandestinas. Os filhos e senhores de escravos se davam ao direito de abusar sexualmente das mucamas, sobremaneira as mais jovens. Delas obtinham filhos os quais, se não se casavam com pessoas de “boas famílias” eram relegadas ao titulo de cidadãos de segunda classe. Perdiam a condição de escravos, na maioria das vezes, mas nunca eram considerados como iguais aos seus irmãos de origem mais europeia.

As analises geneticas da população quilombola revelam justamente isso. Mais de 50% dos quilombolas brasileiros, do sexo masculino, tem em sua composição o cromossomo Y de origem europeia. Ja as do sexo feminino tem mais de 50% de seus cromossomas X também de origem europeia. Enquanto isso, a população branca, dita de origem europeia, tem mais de 50% de seus cromossomas X de origem africana ou indígena. Somente 20% da proporcao desse cromossoma se mostra de origem europeia, nesse grupo da população.

Dai surgiu o entendimento comum de que “embranquear a pele” resgatava os destituidos da sua condicao de “inferior”. Ha que estudar-se as estatísticas atuais para retirar alguma duvida que possa haver. Mas embora se saiba que quanto mais escura for a pele maiores serão as chances dos indivíduos pertencerem `as classes desfavorecidas, existe ja uma proporção considerável de pessoas com peles totalmente branca caindo para o mais baixo nível da pirâmide social. Algo totalmente esperado num sistema injusto. Pela lei da gravidade, eh mais fácil cair do que subir. O sistema piramidal foi feito para obedecer a essa lei.

Como mencionei antes, 200 famílias devem ter sido a base da populacao mineira desde 1872. Não se conta ai estrangeiros que ao chegarem ao pais deram assinaturas novas `a população, pois, o que criaram não foram famílias e sim um nome diferente. Como geralmente casaram-se com brasileiros, e as gerações seguintes repetiram o padrão de casamentos, então, o nome pode ter ficado mas o sangue dominante continuou brasileiro.

Numa analise idealizada, se numa geração cada uma das famílias se casasse com outra, na geração posterior teríamos apenas 100 famílias, com sangues misturados. E se a mistura continuasse por diversas gerações, esse numero seria reduzido sucessivamente para 50, 25, 12.5, 6.25, 3.125. Ou seja, na atualidade deveríamos ter apenas uma ou duas famílias.

Se considerarmos o restante da população brasileira, que era formada pelos outro 8 milhões de pessoas contadas, teríamos que esperar apenas mais duas gerações para que a mistura se completasse. Isso porque seriam outras 800 famílias que, nas duas gerações seguintes cairiam para 400 e 200. Ou seja, o mesmo numero de famílias `as quais a população mineira estaria reduzida no inicio desses cálculos.

Na pratica isso somente não aconteceu ainda porque muitas famílias tiveram seus integrantes casados monogamicamente, ou seja, casaram-se primos com primos, adiando o curso natural das coisas. O que se pode afirmar eh que, na atual condição de caldeirão genético, a sopa genealógica brasileira devera tornar-se uma única família nas próximas gerações que virão.

Porem, as assinaturas diferentes, o poder aquisitivo, as distancias entre as moradias no pais e a ignorância da realidade poderão ocultar o fato de que todos fazemos parte de uma mesma familia baseado em que descendemos de mesmos ancestrais.

A menos que todos tenhamos acesso aos dados que comprovem o que esta sendo afirmado, ou seja, tenhamos `a nossa disposição uma arvore genealógica o mais completa possível, demonstrando a única verdade que existe debaixo de todos os ceus, as concepções errôneas continuarão e continuara haver essa diferenciação esdruxula que dita haver os eles e os nos numa população que, em verdade, eh geneticamente irma.

 
 

09. A VIAGEM AO BRASIL

Nos dias anteriores ao dia 19.01.16, recebemos a noticia de que mamae sofrera um derrame muito extenso. As noticias nao eram boas. Ela foi levada para BELO HORIZONTE e o prognostico era de que faleceria em breve. E se por algum milagre escapasse viveria vegetativamente. Houve um desencontro de informacoes e esperei mais uns dois dias para decidir o que fazer.

Dia 19 seria numa terca-feira. E no sabado as coisas nao haviam melhorado. Conversei com a esposa e achamos que seria hora de eu ir. Fui procurar passagem. Encontrei a loja aberta mas nao sabia o quanto poderia gastar, portanto, não comprei, sabendo que a loja iria fechar em seguida. Quando retornei, procurei outro lugar. Por uma coincidencia nefasta houve uma pane no circuito eletrico e os computadores nao funcionavam.

Fui `a terceira e o preco estava exorbitante. Pensei que nao iria.

Mais tarde, recorremos ao computador em casa mesmo. Mundo moderno! Consegui marcar a viagem para a segunda-feira a um preco igual ou menor do que encontrei na primeira loja. Assim a viagem ficou definitivamente decidida graças `a Expedia.

O ruim de passagem barata sao as baldeacoes. Sai de BOSTON, com um frio de mais de 10 graus Celsius negativos. Desci em NOVA IORQUE e subi de novo para voltar a pousar em GUARULHOS. Nova perda de tempo, para retornar a outra aeronave e pousar em BELO HORIZONTE, exatas 24 horas apos iniciada a viagem. Na verdade foram 21 horas, em função do fuso horario. Nos dias a diferenca de horario eram de 2 horas. O que varia no percurso do ano, dependendo de qual pais estar vivendo o famigerado horario de verao.

Entre o aeroporto de CONFINS e o centro de BELO HORIZONTE perdi tempo semelhante ao de viagem entre SAO PAULO a BELO HORIZONTE. Desci no ponto final central dos ônibus executivos do aeroporto. Telefonei avisando que havia chegado e que poderiam buscar-me. O meu cunhado dr. EMERSON BRAGA foi dirigindo e junto com ele estava meu irmao JESSE. Quando estavamos saindo meu irmao disse com voz embargada: “Mamae acabou de morrer.”

Dirigimos ao hospital SOCOR sem trocarmos palavras. Ja esperava o fato mas faltou inspiracao para dar sequencia `a conversa.

Na recepcao do hospital encontramos alguns membros da familia fazendo um lanche rapido. Todos estavam calmos. Nao havia o sentimento de perda como geralmente acontece em outros casos. A gente tinha consciencia de que 90 anos de vida deixam suas marcas no corpo e dai para frente somente alguns premiados tem condicao de seguir como gostariam. Mamae foi sempre ativa. E tinha pavor de ficar entrevada numa cama. Havia dito que se fosse para ficar sofrendo sobre um leito o melhor mesmo era abreviar o tempo de permanencia na TERRA.

Mamae faleceu `as 16:30hs. Devo ter chegado aproximadamente 17:00hs no hospital. Um desencontro por um pequeno lapso de tempo. Minha irma LOLA (MARIA OLIMPIA) disse que havia dito a ela que eu estava para chegar, pela manha. E ela havia aberto um sorriso de satisfacao por isso. Haviam 5 anos desde a ultima vez que fui ao BRASIL.

Meu sobrinho IVAN ofereceu-se para levar-me ao necroterio para ver o corpo. Fui com a curiosidade de ver se eu reconheceria, pois, temia que a morte houvesse desfigurado aquela lembranca que pairava em minha memoria. A atendente abriu a mortalha deixando a vista o rosto inerte. Aproximei-me e percebi que era ela mesmo. Havia alguma alteracao mas nao uma completa desfiguracao. Para o susto da atendente, aproximei meu rosto, porem, nao toquei o corpo. Ela havia pedido para nao faze-lo.

O corpo estava inerte. Inerte como a imagem de uma santa nas IGREJAS CATOLICAS. Era a fe que ela tinha. Nao nas imagens mas na certeza de que as imagens representavam pessoas que faleceram mas nao perderam a vida. Para os catolicos de fe a vida continua, seja no purgatorio para aqueles que ainda tenham dividas a pagar ou junto a DEUS, para aqueles que tiveram a pureza em vida.

Nao creio que seja como os ceticos pensam que acreditar na transmutacao da vida seja apenas uma atitude reflexa da recusa de aceitar que a morte eh o fim de tudo. Dificil eh explicar porque tanto uma opiniao quanto a outra nao encontram bases cientificas para afirmação. Nao ha nenhum experimento cientifico capaz de provar que o outro lado da vida não exista, assim como nao existe a comprovacao de que ele possa ser negado.

O que nos resta eh apenas aquela premonicao de que o outro lado existe, para os que creem. Para mim, a morte eh como uma troca de carro velho por um carro novo. Muda-se o veiculo mas o motorista permanece o mesmo, pelo menos em consciência. Aos que cumpriram suas missoes na TERRA o veiculo novo recebido sera incorruptivel e, portanto, eternamente novo. D. JUDITH fez por merecer a proxima veste incorruptivel.

Diante do corpo de mamae tive a certeza de que ele nao representava mais os 90 anos que exerceu suas funcoes da melhor maneira possivel aqui na TERRA. Dona MARIA JUDITH COELHO BARBALHO nao sera apenas mais um “corpo enterrado no cemiterio” porque as lutas, o cumprimento do dever, a honestidade, os sacrificios, a fe, os valores e todos os ensinamentos vao reverberar na descendencia que deixou. A boa obra da qual ela participou sera lembrada por muitos que foram beneficiados por sua caridade.

MARIA JUDITH COELHO foi filha de JOSE (Juca) COELHO JUNIOR e DAVINA MAGALHAES. Neta paterna de JOSE (Ze Coelho) BAPTISTA COELHO e MARIA MARCOLINA (Sa Quinha) COELHO. Neta materna de JOAO BAPTISTA (tio Joaozinho) DE MAGALHAES e CANDIDA (Sa Candinha) DE MAGALHAES BARBALHO. Nasceu no Distrito de CORRENTINHO, pertencente a GUANHAES, na fazenda denominada de PERERECA, em 15.10.1925.

Casou-se a 10.01.1952 com o cirurgiao dentista ODON DE MAGALHAES BARBALHO, filho de TRAJANO DE MAGALHAES BARBALHO e dona ZULMIRA COELHO DE MAGALHAES. Neto paterno de MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO e ERCILA COELHO DE ANDRADE. Neto materno de JOAO RODRIGUES COELHO e OLIMPIA COELHO DE AMARAL.

O complicador genetico foi que ZE COELHO era irmao de JOAO (Joaozinho) BATISTA COELHO JUNIOR, bisavo materno/materno do dr. ODON. MARIA MARCOLINA era irma de JOAO RODRIGUES. SA CANDINHA era irma de MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO. TIO JOAOZINHO era primo em segundo grau de MARCAL e SA CANDINHA. E no momento paira da duvida quanto se ha ou nao outro grau de parentesco entre ERCILA e todos os outros.

Como observado nos funerais, dona JUDITH faleceu no dia 19 do mes de nascimento do dr. ODON. Ele teria completado 94 anos de vida aos 7 de janeiro se estivesse vivo. Ele proprio havia falecido no dia 19 de outubro de 2003. Mes este que dona JUDITH havia completado 78 anos de vida aos 15 dias. E outras coincidencias foram observadas.

Deixaram eles nove filhos.

1. Fernando, que esperou completar 50 anos para casar-se com Rubia e sao pais do Henrique
2. Celeste Maria, que foi a primeira a casar na familia com Joaquim, e sao pais de Luiz Carlos, Carolina e Carla Andreia.
3. Jesse Geraldo, casou-se com Lisete, (divorciados) e sao pais dos gemeos identicos Breno e Diogo, e da menina Taize
4. Magada Maria, esposa de Ricardo e pais do Ivan
5. Valquirio, casou-se com Maria da Penha, e sao os pais de Teofilo e Maria Clara
6. Ney, casou-se com Antonia, e tiveram uma criança natimorta antes de: Vitor, Raoni e Ulisses
7. Odon Jose, casou-se com Mercia e sao os pais de Filipe e Iara
8. Maria Olimpia, casou-se com Ronaldo (divorciados) e sao os pais de Lucas e Rachel
9. Maria da Gloria, casou-se com Emerson e sao os pais de Gabriela e Beatriz.

Foram apenas 9 porque quando os patriarcas se casaram ja estavam sendo considerados solteiroes `a epoca. ODON nasceu em 1922 e havia acabado de completar 30, e JUDITH havia nascido em 1925 e havia completado 26 anos em outubro do ano anterior.

Por causa dos processos de canonizacoes na IGREJA CATOLICA as pessoas pensam que poucos sao os santos. Sao duas coisas diferentes. Existem os santos (exemplos) e os santos de nosso dia-a-dia. Os exemplos sao pessoas com alguma aptidao especial. Em tudo na vida existem pessoas melhor equipadas para desempenhar as funcoes. Albert Einstein tinha o dom da matematematica e fisica. Carlos Drummond de Andrade tinha dom para a poesia. Todos tem os mesmos dons mas nem todo mundo tem esses dons no mesmo nivel.

Os exemplos sao aqueles que possuem os dons e, apesar de toda a atencao direcionada para eles, se recusam a deixar-se dominar pelo orgulho. Muitas vezes, possuir tais dons torna-se um peso, pois, com eles tambem vem a responsabilidade maior. E eh mais facil os que possuem dons se perderem que as pessoas comuns.

Ora, se para levar para o altar a IGREJA precisa investigar e deixar um processo correr por anos para certificar-se da validade ou nao de que temos um santo, entao, fica humanamente impossivel levar todos os casos ao TRIBUNAL DOS SANTOS. Se assim o fosse, processos ficariam parados por milenios e nunca receberiam respostas. Assim, eh mais facil trabalhar com os exemplos para que sirvam de parametros para o povo.

Contudo, o povo que nao possui os mesmos talentos nao esta sujeito a tal escrutinio pela IGREJA. Ele eh examinado pelo proprio TRIBUNAL CELESTE, e a resposta para usar ou nao a veste nova eh imediata. Os que tem talentos tambem, mas a palavra da IGREJA eh que se torna tardia.

Para o povo ganhar a GRACA DIVINA o criterio de selecao passa por um processo mais simples. Ora, a ti nada foi dado em especial, portanto, tudo aquilo que fizestes por menos importante que pareca sera extraordinario. Aos que pouco foi dado menos sera cobrado.

E D. JUDITH e dr. ODON podem ser exemplos de vida de pessoas comuns para pessoas comuns. Quem os conheceu sabe disso. Um casal que comecou a vida por baixo, apesar do nascimento em familia dominante. Os dois almejaram mais o bem da familia que gozar os beneficios de suas posicoes e vaidades.

Como catolicos cumpriam seus papeis de cristaos. Nao lhes sobrava tempo para eles proprios por causa da familia grande mas torciam a agenda para servir de festeiros, pelo menos uma vez, para arrecadar fundos em beneficio da comunidade catolica. Se nao podiam encabecar alguma atividade filantropica pelo menos estavam sempre contribuindo para que os que estavam encabecando nao se sentissem abandonados e nao desistissem de suas boas acoes.

Como o dinheiro era pouco, eles apertavam o cinto dos gastos fazendo o orcamento chegar ao fim do mes e economisar o que era quase impossivel. Desde os anos 1960 sabiamos que o orcamento da familia tinha 3 destinos principais. Alimentacao, vestuario e educacao.

Um exemplo disso foi a televisao. Hoje em dia os mais jovens nao terao ideia do que se passava naquela epoca. Possuir uma televisao era quase o equivalente a possuir um carro. Mais pessoas tinham carro por causa de seus trabalhos que outras possuiam televisao em casa. Foi `aquela epoca que a difusao entrou no interior do pais. Os donos das poucas casas que tinham televisoes costumavam abrir as portas das casas para que os despossuidos pudessem ter acesso `a novidade.

A casa de tia BILOCA (ABILA PATROCINIO DE MAGALHAES) era conhecida por essa caridade. Como a porta da sala era de vidro, a televisao ficava voltada para aquela “janela” enquanto a audiencia se juntava na varanda como se fosse num cinema.

Na casa de nossos pais a televisao so entrou depois que as parcas economias se juntaram e foram suficiente para comprar um aparelho usado. Os pais nao se envergonhavam disso. O que passava num aparelho novo era a mesma coisa. A imagem nao era boa em qualquer das duas. Se algo de util se recebia atraves das ondas, era igual. O raciocinio era economisar e pensar no futuro de todos.

`Aquela epoca nao se pensava em educacao senao a nivel de primario. Somente os ricos com imaginacao ja pensavam nalguma faculdade para os filhos. Porem, na familia do dr. ODON e dona JUDITH todos eram obrigados a estudar. Estudar toda a familia seria um projeto impossivel. Mas nao se desistiu do futuro diante da impossibilidade.

Os passos foram dados no compasso que fossem necessario. Se para subir toda a escada era preciso passar por todos os degrais, entao, o racionio era subir um degrau a cada vez, e como fazer nos degrais mais elevados esperava-se o momento certo para decidir o que fazer. Nenhuma barreira futura impedia o caminhar da caravana, pois, era ultrapassada quando ela se apresentava. Foram 8 universitarios na familia e uma enfermeira a nivel de segundo grau.

E o que valia para os filhos era extendido aos funcionarios ou filhos dos funcionarios da casa. Os pais que nao podiam dar estudo para os filhos nao se acanhavam em pedir ao casal para as filhas se tornarem serventes da casa, pois, sabiam que enquanto estivessem em idade seriam obrigadas a estudar. Algumas se tornaram professoras, quando o titulo era dado a nivel de segundo grau, gracas a essa visao de construcao de futuro e partilha com todos.

Sobre os ombros da d. JUDITH recaia mais o encargo da educacao extracurricular dos filhos. Era mae em tempo integral. Ja o dr. ODON era o responsavel pela cata de salarios como provedor dessa funcao. Ele a cumpria como gerente da extinta MINASCAIXA, como dentista e, mais tarde, como proprietário da FAZENDA MACUCO. Na verdade, os salários vinham mesmo da função como funcionário publico. Os trabalhos dentários eram servidos. Mas muitos não podiam pagar ou se recusavam a faze-lo. Como não tinha a indole comercial, o patriarca deixava isso como perdido.


A propriedade agricola veio como heranca apos o falecimento do pai em 1969. Mas servia quase apenas para termos leite, queijo e feijao com abundancia. Propriedade agricola pequena no BRASIL tornou-se mais uma excentricidade que fonte de renda. Se nao se tem uma outra atividade para viver-se dela, e de vez em quando emprestar `a propriedade, so se conta prejuizos.
Dona JUDITH educava a filharada pelo exemplo e proverbios. “Se brigar e chegar apanhado da rua, em casa toma surra dobrada”. “Quem ta na rua come rua.” Para aqueles que nao observavam o estrito cronograma da casa. Havia horario para qualquer das atividades. Se nao estivesse em casa no horario combinado tambem ficava sem comida ate `a proxima refeicao. “Chumbo trocado nao doi.” Quando alguem ia contar a ela a novidade de que o irmao bateu.`A medida que os filhos iam crescendo tambem as responsabilidades eram aumentadas. Vivia-se em um tempo em que havia a diferenciacao entre obrigacoes femininas e obrigacoes masculinas. Entao, as meninas eram obrigadas a lavar a casa uma vez por semana. Faziam a faxina da mesma, todos os dias, a menos que tivessem alguma colaboradora para fazer isso.
 

Os homens eram ocupados com os servicos de rua. Uma delas era a de carregar a trouxa de roupa suja ate `a casa do senhor ZE DURAO, que ficava na Fazenda dos AMBROSIOS, onde o vovo JUCA residia. Eram bons 3 quilometros de caminhada entre subidas, descidas e muitas curvas. O prazer de andar suplantava o peso a carregar. Mais tarde veio o buscar o leite na Fazenda do MACUCO.

Os momentos agradaveis para a familia vinha aos domingos. Era o dia da macarronada especial feita pela propria dona da casa. Macarronada famosa e lembrada pelos primos que, em ferias principalmente, desfrutavam conosco da guloseima. Os mais velhos sentavamos `a mesa principal. O dr. Odon recusava sentar na honra da casa, cabeceira, ficando no assento do meio, donde o braco alcancava todas as iguarias servidas. Ele proprio servia os pratos para que os mais distantes nao fossem obrigados a transitar. A mae, preocupada com os afazeres na cozinha, ficava por ultimo mas ocupava o lugar reservado `a direita dele.

Natais eram especiais. O patriarca, avesso a qualquer tipo de bebida alcoolica, comprava um garrafao de vinho (CALAFETA ou SANGUE DE BOI) para que celebrassemos a passagem com um senso mais proximo da narrativa biblica. Apenas um copo pequeno para cada pessoa. Mesmo os menores nao tao menores. Para a alegria maior da criancada era permitida a compra de uma caixa de bombons da GAROTO. Cada um ganhava uma unidade, mas depois se dava jeito para obter mais uma.

D. JUDITH nao gostava de ver os filhos na casa dos outros. Exceto em ferias que podiamos passar a semana nas fazendas dos parentes, geralmente, irmas dela. Vez por outra visitavamos GOVERNADOR VALADARES, onde hospedavamos na casa dos tios JORGE NUNES COELHO e CAMILLA COELHO, irma dela.

 

Nossa intimidade com a familia materna sempre foi visivel. Obviamente, isso se deu em funcao de a maioria dos irmaos do patriarca ter-se mudado para VALADARES. Em VIRGINOPOLIS permaneceram o proprio vovo JUCA e diversos irmaos e irmas da matriarca. Assim, o contato era diario o que acabava se extendendo aos que residiam fora porque se juntavam mais na casa do avo.

O problema em relacao a d. JUDITH preferir que os filhos não saissem das proximidades da casa era a possibilidade de eles nao se comportarem como eram ensinados. Preferia que os filhos dos outros fossem `a nossa casa. Para que ninguem ficasse intimidado, tolerava que nos fizessemos campo de futebol do terreiro.

 

Nao era um espaco grande mas devia ter pelo menos a area de meia quadra de futebol de salao. Algumas arvores ficavam no caminho mas isso nao impedia. O incoveniente maior era um dos goles ficar em frente `a porta da cozinha, e as bolas, de plastico ou borracha, algumas vezes fossem parar dentro de casa. As janelas eram de madeira, portanto, menos problemas.

Antes que fazer aqui um relato biografico completo, ja que o plano eh capitulo e nao livro, o melhor sera lembrarmos d. JUDITH em sua essencia. Como ja deixei a entender, ela nao era uma pessoa que possuisse algum dom excepcional. Era uma pessoa comum. Mas um comum como as outras pessoas comuns que no fundo sao essenciais para todos nos.

Nos dias do falecimento dela o trato feito foi o de nao deixar as lamentacoes tomarem conta. Isso porque nao podiamos lamentar e sim comemorar a vida que eh muito mais importante que a morte. Sob sugestao de primos postou-se na pagina da familia as “tiradas da d. JUDITH”. Assim, lembrar uma ou duas ja sera o suficiente para mostrar a essencia.

Entre os “defeitos” de d. JUDITH, um sempre foi o de produzir gases. Claro, todos o fazemos, mas tem gente que nao gosta de tocar no assunto. D. JUDITH nunca teve reservas quanto a isso. Se precisava esvaziar os intestinos, o fazia nao de forma escandalosa mas sem esconder o que estava fazendo. Quando sentada, apenas tombava o corpo para o lado e deixava sair. Geralmente sem som.

Uma vez estava em casa com uma visita mais formal. Como faltava a intimidade necessaria ela guardou o pum enquanto pode. E a pessoa saiu sem saber que estava causando um sacrificio a ela. Aproveitando a oportunidade da ausencia daquela pessoa ela soltou o que estava preso, observando que a visita solene havia empatado a iniciativa por algum tempo. Uma de nossas tias, meio cheia de nao me toques, quiz dar a ela um sabao:

Oh JUDITH, voce sempre teve esse defeito!

Uai, retrucou a inocente, voce nao tem esse defeito nao?

Eu nao! – retornou a implicante ofendida.

Oh coitada! – dona JUDITH falou em tom consolador – Entao eh so esse o defeito que voce nao tem!

Por ocasiao do falecimento do pai, JUCA COELHO, aos 90 anos de idade, d. JUDITH viu o imao completo mais novo, JOSE FABIANO, num canto compenetrado, parecendo estar no maior sentimento de perda. Entao ela se inspirou a consola-lo: “E entao, como esta o orfaozinho?” JOSE FABIANO ja havia passado dos 40 anos.

Em outra oportunidade ela estava com passagem marcada para visita medica em BELO HORIZONTE. E la os primos, inclusive filhas dela, tinham uma republica onde os que estavam de passagem se hospedavam. Na vespera da viagem o irmao dela, LONGINO COELHO, havia sido internado `as pressas, e nao se sabia direito a gravidade. Quando d. JUDITH chegou no apartamento de madrugada notou que os outros membros estavam ausentes.

ANGELO, filho da tia LIA COELHO, comecou a gaguejar as palavras sem encontrar as oportunas para dar a novidade. Nisso ela olhou seria e soltou: “Oh ANGELO, acaso voce esta eh querendo me dizer que o LONGINO morreu?! O ANGELO foi quem perdeu a estrutura.

 
Dona JUDITH era um pouco “snob”. Quando o dr. ODON retornou a VIRGINOPOLIS, era o maior partido na cidade. Estava na meia-idade, recém-formado, bonitao, filho do ex-prefeito e chefe politico. Era o sonho da maioria.
 
Na intimidade da familia ela contou que, apesar de primos, não conhecia direito o ODON nem sabia dizer quem era ele entre os muitos irmãos. Convivera pouco com ele, pois, quando ela começou a se entender por gente ele estava estudando fora ou ficava muito tempo na fazenda do pai, que ficava a cerca de 2 km do centro da cidade. E quando ele quis namorar ela não queria. Mas ele insistiu tanto!…
 
A santidade vem acompanhada do dom da profecia. E profecia eh viver o intangivel ao poder humano. Vivia-se nos anos 50 e 60 a grande influencia da IGREJA CATOLICA no BRASIL. A ordem do papa era observada como se fosse a VONTADE DE DEUS. `Aquela epoca as mulheres tinham que ser submissas aos homens, pelo menos em teoria. E a ordem era “crescei e multiplicai” sem pensar nas consequências.
 
D. JUDITH, graças aos conselhos da avo PETRINA, que foi a madrasta dela, conhecia o método da “tabelinha”. Por raciocínio queria dar um maior espaço entre os nascimentos dos filhos para ter condições de prestar melhor assistência a cada um. Dr. ODON não concordava. Quando ela avisava que estava no período fértil e que deveriam esperar passar, ele respondia: “DEUS da, DEUS cria.”
 
Assim foram tendo filhos a cada ano. Em 12 anos completaram os 9.
 
Anos se passaram. Ate a IGREJA CATOLICA ja havia se conformado com a ideia, antes absurda, de que ha a necessidade de dar algum espaço de tempo entre um filho e outro.
 
Quando a maioria dos filhos estavam na fase universitária e multiplicando os gastos do orçamento familiar, o dr. ODON foi consolar-se nos ombros da esposa, porque o fardo estava pesado para ele. Ela com ar maroto e consolador disse para ele: “Preocupa não ODON! DEUS deu, DEUS esta criando!”
 
D. JUDITH sempre foi forte nas piores situacoes. E parece ter herdado a presenca de espirito do avo dela, Tio JOAOZINHO. Foi a rainha do bate-pronto.   
Se houver algo de correto na astrologia sera de que os que nascem `a mesma época do ano formam personalidades semelhantes. Tio JOAOZINHO foi mestre em resposta desconcertantes também. Os dois haviam nascido no mesmo dia 15 de outubro, Tio JOAOZINHO em 1862 e ela em 1925.
 
Casos pitorescos da familia como um todo foram contados nas paginas do: www.freewebs.com/certos-barbalhos-de-virginopolis.
 
Nao entrarei em maiores detalhes da biografia porque isso seria bom assunto para um livro completo. Continuando a minha viagem pelo BRASIL, passamos umas boas duas horas na recepção do hospital. Reencontrei alguns familiares e o clima não era exatamente o de condolências, apesar da enorme perda. A família eh assim mesmo! Prefere conversar a respeito das boas coisas.
 
Somente tarde da noite nos dirigimos `a casa da MAGDA e RICARDO, no Bairro SAO GERALDO. Pela manha teríamos uma viagem cansativa de BELO HORIZONTE para VIRGINOPOLIS. Precisavamos descansar um pouco. E ao chegarmos na casa foi que tirei os calcados pela primeira vez depois de mais de um dia. Os pés pareciam duas broas de tao inchados.
 
Pela madrugada o corpo seguiu num carro funerario com o RICARDO servindo de guia. Nos seguimos ainda cedo numa van contratada para o servico. Então pude reparar que a paisagem estava verde. Depois de alguns anos em que as noticias do tempo vinham sendo de seca prolongada no centro-sul do BRASIL, o EL NINO estava provocando o retorno das aguas.
 
Durante a viagem, porem, houve certo exagero de aguas. As chuvas foram ininterruptas com momentos de maior intensidade. Mesmo assim a viagem não deixou de ser agradável em função do bate-papo. As montanhas pareciam que estavam se desmanchando sobre as estradas. Muitas barreiras caidas. E o excesso de aguas ocasionou a ruptura de um ducto que corta a principal avenida na Cidade de GUANHAES. A viagem ja havia sido cautelosa ate então e ai perdemos mais algum tempo ate encontrarmos meios de retornar `a trajetória desejada.
 
Em VIRGINOPOLIS as chuvas não deram trégua o dia todo. O velorio foi na sala de nossa casa mesmo. A visitação se deu em numero de pessoas muito menor do que o esperado. D. JUDITH foi uma pessoa querida pela população e familiares. Somente depois foi que o fato foi explicado, pois, foi feito o anuncio do falecimento no dia anterior, em BELO HORIZONTE, mas não se informou na IGREJA quando nem onde seria o enterro. E as chuvas não deram trégua. Parecia os CEUS nos contemplando com uma manifestação de alegria. Sim, não eram chuvas de choro. Eram de celebração receptiva.
 
Ao que me recordo, em cerca de 30 anos, essa foi a primeira vez que os 9 irmãos se reuniram debaixo do mesmo teto. Ate no falecimento do dr. ODON não havíamos comparecido todos porque isso veio sem aviso. Eu ja tinha passagem comprada para o BRASIL para janeiro de 2004 e ele faleceu em outubro de 2003.
 
O cortejo, a missa de corpo presente e enterro se deram sob chuvas. O numero de pessoas que compareceram foi modesto. Dei graças a DEUS por isso. Nunca mais havia visitado o cemitério. E atualmente virou uma verdadeira favela de catacumbas. Não se respeitou nenhum tipo de organização que permitisse um maior numero de pessoas transitarem. Carregar o caixão por caminhos onde so se podia transitar em linha indígena foi um sacrifício para os que o fizeram. Se o numero de presentes fosse o esperado, com as chuvas intermitentes, talvez se desse uma missão impossível.
 
Por fim o nosso amigo PICHEH pode acomodar o caixao no estreito da sepultura. Todos se foram, exceto eu e JESSE. Ajudamos a colocar de volta as pecas de marmore que cobrem e identificam a sepultura. Um trabalho herculeo, mesmo para 4 homens que ali restavam. Alem do peso havia a inconveniência da falta de espaço para os movimentos.
 
Nao fosse a inconveniencia do momento, o cemitério seria um verdadeiro parque de diversões. Essa eh a impressão que se apresenta a qualquer genealogista. Pode parecer esquisito para as pessoas normais, porem, os cemiterios se mostram verdadeiras fontes de pesquisa para os entendidos. JESSE e eu passamos os olhos sobre as lapides identificatorias nas imediações. 
 
Cada cova tinha suas historias a nos contar. Aquela na qual mamãe acabara de ser deixada no seu descanso final servia de repouso para o nosso terceiravo JOAO BAPTISTA COELHO JUNIOR (Joaozinho); nossos avos: TRAJANO (Cista) e ZULMIRA; e agora o dr. ODON e ela. Acredito que sejam mais mas esses estavam anotados na lapide, exceto mamãe, claro, pelo fato do imediato.
 
Ao lado jazem membros da família do Tio CHICO (FRANCISCO BAPTISTA COELHO). Ele foi irmao do JOAOZINHO. Embora, ambos me sejam tiobisavos, pois, o bisavo materno JOSE BAPTISTA COELHO era irmao deles. E la estavam diversos corpos enterrados que foram pessoas de saudosa memória a todos da família e cidadãos outros do município.
 

Cheguei a pensar em mais tarde retornar com um caderno e caneta nas maos para anotar muitos dados úteis que nossa genealogia ainda não registra. Entre muitos o espaço de vida do saudoso amigo ANTONIO COELHO LEITE, o Toninho do tio ANTONIO. Tio ANTONIO, como era conhecido por todos na cidade, era filho do tio CHICO. Foi o tio de todos, mesmo daqueles que não tinham tal vinculo parental. Porem, acabei não tendo oportunidade de retornar.

Findas as obrigacoes funerarias retornamos para casa. Como fora antigamente, estava lotada com pessoas da familia. As manifestações eram de solidariedade. As fotos feitas pelos sobrinhos reunia os irmaos e nossos tios. Entre nos incluimos a WANDERCY, quase filha adotiva de nossos pais, e que os acompanhou ate os ultimos momentos, servindo-lhes de apoio e despertador para os horarios dos remedios.

Ela tem uma longa historia junto `a familia por ter sido filha de EMIDIA, que foi o pau-para-toda-obra desde os tempos do avo CISTA. EMIDIA casou-se mais velha com outro funcionario da fazenda, ELY, que eh cego e teve apenas dois filhos, o que inclui o mais novo WANDER. Os dois meninos cresceram frequentando nossa casa chegando a passar tempos nela, abrigados quando tiveram problemas de saude mais serio. A intimidade chega ao ponto de a WANDERCY brincar que tera parte na heranca. Quando se falou que ela, entao, tinha direito a participar nas despesas, respondeu: “Entao, agora so sou afilhada!”

Os acontecimentos seguintes foram os normais. Quase todos os que vieram de BELO HORIZONTE precisavam voltar na quinta-feira pela manha. JESSE e eu permanecemos. E quando estive no cartorio em busca de alguma informacao, repetiu-se uma informacao que talvez nos sera util no futuro. Repetiu-se porque eu ja estava inteirado dela. Mas o nosso primo JOAO CARLOS DE AGUIAR, filho primogenito da d. HELOISA DE MAGALHAES BARBALHO, contou-nos a respeito de um, antigamente, segredo de familia.

Ele nao auterou a voz. Quem o conhece reconhece aquela voz rouca acompanhada do ar pensativo. Nao se tratava nem de confidencia ou de inconfidencia. Nao recordo porque o assunto foi levantado mas ele disse que a tia NAZINHA era filha do padre FELIX NATALICIO DE AGUIAR. E completou, “Os filhos da tia NAZINHA nunca gostaram de admitir isso, mas ele era o pai dela.” Eu nao tinha essa informacao especifica. Sempre desconfiei de algum parentesco por causa do sobrenome, mas como nao tinha dados julgava que fosse sobrinha.

O segredo, ou nem tanto, sao as duas versoes de vida do reverendo padre. No popular dizia-se que ele teve filhos com uma ou mais carolas. E quando apareciam gravidas todos sabiam que eram filhos dele. Mas a versao oficializada era a de que ele nao seria responsavel pelo evento da gravidez. Como os pais nao assumiam, por caridade, ele registrava como filho dele para que as criancas nao ficassem sem pai. Tia NAZINHA foi a esposa do tiavo ARMANDO BAPTISTA COELHO. E deles temos uma grande descendencia de educadores e pessoas do bem.

JOAO CARLOS foi filho do FELIX AGUIAR, que nao era o padre. E apos a mae ficar viuva, casou-se novamente com GERALDO (Lalado) DIAS DE ANDRADE, que era neto do professor FRANCISCO DIAS DE ANDRADE, atraves do filho FRANCISCO JUNIOR. A genealogia da familia esta postada na internet, no site www.geneaminas.com.br e outros, portanto, posso omitir aqui os detalhes.

Foi apos essa visita que resolvi comprar passagem de retorno a BELO HORIZONTE, junto com o JESSE, que tinha os compromissos dele em BRASILIA. Apesar da minha passagem de retorno para os ESTADOS UNIDOS estar marcada para somente dai a 10 dias nao parei para pensar que poderia ficar um pouco mais por la. Talvez tivesse sido mais produtivo para minhas inquiricoes se tivesse ido a GUANHAES e CONCEICAO DO MATO DENTRO. Mas nao pensei antes de comprar.

Nem mesmo no fato que minha sogra reside em SANTA EFIGENIA DE MINAS e que se ficasse mais uns dias poderia ver a inchacao dos meus pes melhorada e o tempo poderia colaborar diminuindo as chuvas e minimizando os riscos de me ver ilhado por causa de todos os desmoronamentos de estrada que andavam acontecendo. Nao pensei e quando acordei ja estava de volta a BELO HORIZONTE.

Chegamos na noite do sabado e nos dirigimos para a casa da ANDREIA e do EMERSON. Ali passamos a noite e pela manha o JESSE telefonou para a MAGDA, pois, iriamos visita-la. Tive o choque de ser comunicado naquele momento que estavam no cemiterio, fazendo as despedidas de nossa prima NIZA MARIA HERCY COELHO. (1948 + 2016). Sobrinha do papai e filha da tia ODETH. Nao sei porque eu desconhecia o fato do falecimento. Fui, entao, informado que fora o fim de uma longa e dolorosa luta contra um cancer.

NIZA sempre fora uma pessoa comunicativa e muito afavel. Naturalmente, os familiares mais proximos ja estavam melhor conformados, pois, a estavam acompanhando na luta.

Na volta do velorio, MAGDA, RICARDO e IVAN passaram e nos levaram. Na noite do domingo tivemos a oportunidade de reunirmos com a parentalha na capital de MINAS GERAIS porque foi celebrada a missa antecipada de setimo dia do falecimento em intencao `a dona JUDITH. Foi bom rever mais pessoas que ha muito eu nao via. Logo apos fizemos o bota-fora do JESSE que embarcaria no onibus para BRASILIA.

Durante a semana permaneci na casa da MAGDA e RICARDO e la sinto-me mais `a vontade em usar como base para as incursoes que faria pela cidade. O Bairro SAO GERALDO me eh familiar desde quando residi nele nos anos de 1978 e 1979. Praticamente nada fiz na segunda-feira. A partir da terca fiz as visitas aos ARQUIVOS que visitei em BELO HORIZONTE. Naturalmente, na quinta visitei MARIANA e na sexta a OURO PRETO. Assim meu tempo ficou resumido.

 

Uma unica nota diferente dessas viagens aconteceu quando passei pelo condomínio fechado de ALPHAVILLE. Fica no entroncamento da estrada que sai da BR-040 para dirigir-se a OURO PRETO, ainda no território de ITABIRITO. `A primeira vista o modelo de construção eh idêntico ao que se observa aqui nos ESTADOS UNIDOS. Uma copia quase perfeita.

No sabado fomos a outra missa de setimo dia. Dessa vez por intencao `a NIZA MARIA, e os primos fizeram a gentileza de incluir o nome da dona JUDITH com intencao igual. Haviam anos que nao me encontrava com muitos dos familiares mais proximos da tia ODETH. Alguns fiquei conhecendo ja que pelo fato de ela ter sido uma das primeiras a nascer na casa dos avos paternos e ter-se casado nova, hoje a familia ja esta bastante avancada na geracao dos bisnetos. Logo deverao comecar a aparecer os trinetos e tenho ja 22 anos de residencia nos ESTADOS UNIDOS.

A missa foi realizada na Igreja CURA D’ARS.

Logo depois fomos ao apartamento da tia MARIA HELENA onde passamos algumas horas no bom papo e no cafe acompanhado da mesa tradicional mineira.

No dia seguinte almocamos num restaurante, no Bairro SAO GERALDO. Estavam as familias da MAGDA e da ANDREIA. Na segunda embarquei de volta.

Do BRASIL tive algumas impressoes mistas. Em primeiro lugar a de que as reclamacoes tem sido injustas em relacao `a condicao economica do pais. Esta ruim para quem passou por um tempo melhor. Quem teve esse tempo e agora se sente em perdas, deve ter a impressao de que o mundo esta se acabando. Reconheco que vi o movimento nas ruas de intensa agitacao. Muita gente dando os seus proprios pulos para superar a crise. Muito vendedor ambulante.

Mas em compensacao, se se olha isso com um pouco mais de neutralidade, observa-se que o povo esta procurando o seu proprio jeito. E em comparacao com o tempo que saimos do BRASIL, a pobreza era tao imensa que todo esforço era contra o jeito. Quem ja estava estabelecido estava quebrando.

 

E a evasao de cidadaos para o exterior era uma torrente ininterrupta. O que nem de perto se compara com a atualidade. Naquele tempo, quem tentava dar seus pulos acabava quebrando as pernas porque todo o movimento financeiro a nivel de povao estava estagnado. As unicas saidas para os brasileiros eram mesmo as dos aeroportos internacionais. Por mais que se reclame hoje, nao se compara com aquele tempo.

Somente cerca de uma semana apos retornar foi que minha esposa disse-me que no ultimo domingo que passei no BRASIl havia falecido dona ALZIRA COELHO PERPETUO (1943 + 2016). Muitos da familia nao a conhecem mas foi bisneta de nossos tiobisavos: EMIGDIA HONORIA COELHO e AMARO DE SOUZA SILVA.

 

Tia EMIGDIA foi filha dos terceiravos: JOAO BAPTISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO. E tambem irma do ZE COELHO e JOAO BAPTISTA JUNIOR. Dona ALZIRA nasceu e foi criada na zona rural de VIRGINOPOLIS e ao casar-se com o senhor ANISIO MARTINS DA SILVA mudou-se para SANTA EFIGENIA DE MINAS, onde multiplicou a familia.

Foi com pesar que recebi a noticia. Tive pouco conhecimento com ela. Visitei-a ha cerca de 6 anos atras por ter ficado sabendo tratar-se de prima nossa para entrevista-la e conhecer melhor a genealogia que nos vinculava. Mostrou-se muito receptiva e amavel. Agora fiquei sabendo que sofreu um cancer devastador, que lhe causava dores brutais e constantes. Tratava-se de boa pessoa e a BOA PAGA lhe seja entregue pelas MAOS DIVINAS.

 
Ao retornar trouxe um exemplar do dia do jornal ESTADO DE MINAS. Chamou-me a atencao uma reportagem a respeito do contraste entre a seca passada e a presente situacao. Na postagem as fotos de um dos reservatorios de agua da capital. A primeira, do dia 27 de dezembro, as aguas não passam de um risco cercado das imensa marca de terreno seco. Em 27 de janeiro boa parte da paisagem seca estava inundada, embora o reservatório contasse com apenas 20% de sua capacidade preenchida.
 
Uma coincidencia que observo desde meus tempos de juventude. Quando faço viagens elas vem acompanhadas de chuvas. Quando em 1977 fui a primeira vez a Brasilia todos se admiraram de chuva que caiu em julho, época em que se aconselhava colocar bacias d’agua nos cômodos das casas para combater o excesso de falta de humidade.
 

Claro, nao estou querendo insinuar que as chuvas que estão faltando ao BRASIL chegaram por minha presença e não em função do EL NINO. Mas nesse ponto também não posso deixar de mencionar que tenho sido abençoado. Curiosidade eh que ja havia escrito esse pequeno paragrafo e agora conversei por telefone com uma de minhas cunhadas no BRASIL. Ela informou-me que as chuvas nao chegaram com a mesma forca em SANTA EFIGENIA.

Falou-me da longa seca, confirmando que quando houve o problema da ruptura da barragem de rejeitos da empresa SAMARCO no Distrito de BENTO RODRIGUES e GOVERNADOR VALADARES e outras cidades `a beira do RIO DOCE tiveram quase que ser evacuadas, os municipios da regiao estavam enviando caminhoes pipas em solidariedade `as populacoes sofridas. Logo em seguida foi preciso fazer-se o racionamento porque a vazao dos corregos nao estava sendo suficiente para suprir as necessidades nem mesmo das populacoes locais.

Ela informou que atualmente o racionamento foi levantado mas as chuvas nao tem sido frequentes como eram antigamente e que o calor esta muito acima do que tambem era no passado. Nao sei se a memoria da presente situacao esta mascarando o que aconteceu em torno do dia 19 de janeiro de 2016, ou se realmente as chuvas so acompanharam os caminhos por onde andei!

 
Outra observação interessante eh a de que, atualmente, as forcas de dominação do ser humano por seu semelhante não precisa mais do uso da posse da terra. Muito pelo contrario. Pouquíssimos são os que possuem poder por causa do controle de terras. Ja ha algum tempo atras o metodo usado passou para o domínio da industrialização.
 

Agora isso por uma variedade maior de domínios. Todos eles dependentes do mercado financeiro, dos bancos, da tecnologia e, principalmente, meios de comunicação. Alias, as emissoras da atualidade levam ao domínio dos caminhos sob os mesmos métodos do passado. Se o povo tivesse consciência do quanto eh manipulável e manipulado, seria capaz de controlar seu próprio destino e as desigualdades como existem não mais existiriam.

Da viagem tenho ainda que recordar a impressao. Somente apos o passar dos dias eh que a gente percebe como a rotina do mundo nos ESTADOS UNIDOS desgasta a gente. Voltar ao BRASIL, ao conforto da familia, eh como encontrar a paz e recarregar todas as baterias.

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29 Responses to “OS RODRIGUES COELHO; E ANDRADE DO CARLOS DRUMMOND EM MINAS GERAIS”

  1. MILLOR, MELOU OU MELHOR FERNANDES!? | Val51mabar's Blog Says:

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  2. A DIVINA PARABOLA | Val51mabar's Blog Says:

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  3. O LIVRO DO CONHECIMENTO DE DEUS | Val51mabar's Blog Says:

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  4. RESPOSTA DE UM NEOBOBO AO EXCELENTISSIMO SR. EX-PRESIDENTE, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO. | Val51mabar's Blog Says:

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  5. O DIRECIONAMENTO RELIGIOSO ERRADO NAS QUESTOES ELEITORAIS BRASILEIRAS. | Val51mabar's Blog Says:

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  6. 100 REASONS TO AMNESTY THE UNDOCUMENTED WORKERS IN UNITED STATES | Val51mabar's Blog Says:

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  7. 13 STARS = WOMAN. | Val51mabar's Blog Says:

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  8. CARTA AO CANDIDATO DO PSOL: PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO | Val51mabar's Blog Says:

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  9. 13 ESTRELAS = MULHER | Val51mabar's Blog Says:

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  10. FAIXA DE GAZA, O TRAVESSAO NOS OLHOS DA HUMANIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  11. THE NONSENSE LAW. | Val51mabar's Blog Says:

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  12. CONSPIRACOES, ALIENIGENAS, TESOUROS DESAPARECIDOS E DOMINACAO | Val51mabar's Blog Says:

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  15. UM NOSSO LADO CRISTAO-NOVO E, TALVEZ, OUTRO PAULISTANO | Val51mabar's Blog Says:

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  19. GENEALOGIAS DE FAMILIAS TRADICIONAIS DE VIRGINOPOLIS | Val51mabar's Blog Says:

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  21. A HERANCA FURTADO DE MENDONCA NO BRASIL | Val51mabar's Blog Says:

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  22. BARBALHO, PIMENTA E, TALVEZ, COELHO, DESCENDENTES DO REI D. DINIS | Val51mabar's Blog Says:

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  23. A FAMILIA COELHO NO LIVRO A MATA DO PECANHA | Val51mabar's Blog Says:

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  24. HISTORICO DO POVOAMENTO MINEIRO, GENEALOGIA COELHO, CIDADE POR CIDADE | Val51mabar's Blog Says:

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  25. A HISTORIA DA FAMILIA COELHO DO CENTRO-NORDESTE DE MINAS GERAIS. | Val51mabar's Blog Says:

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  26. ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA COELHO NO SITIO: www.geneaminas.com.br | Val51mabar's Blog Says:

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  29. 500 ANOS DE HISTORIA E GENEALOGIA DA PRESENCA BARBALHO NO BRASIL | Val51mabar's Blog Says:

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