A VERDADE NAO SE TRATA DE NENHUMA TEORIA DE CONSPIRACAO

abril 7, 2018

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0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

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https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

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2. RELIGIAO

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3. OPINIAO

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4. MANIFESTO FEMINISTA

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5. POLITICA BRASILEIRA

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https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

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6. MISTO

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https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE GERAL

01. A VERDADE NAO SE TRATA DE NENHUMA TEORIA DE CONSPIRACAO.

02. OS GNUS E AS CHITAS.

03. COISAS DAS POLITICAS DIU-NOTURNAS NO BRASIL.

04. OH ESCANDALO!!!

05. APPLE PIE!!!

06. DEIXAR PARA DEPOIS TEM SIDO O MELHOR REMEDIO PARA DORES DE CABECA!!!

07. DE UM SO GOLPE FICA CONFIRMADO O GOLPE

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07. DE UM SO GOLPE FICA CONFIRMADO O GOLPE
Nada como assistir esse video abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=f-dPdh3fe5Q&feature=em-uploademail
Dizem que: “Para um bom entendedor, um pingo é letra”. E, ainda: “Uma imagem vale mais que 1.000 palavras”.
Nesse caso, o Eduardo esta mostrando na imagem, acompanhado de poucas centenas de palavras. Então, quem não entender será mesmo o que?!
Logo que vi, e depois de dormir sobre a questão, vieram-me outras recordações. Uma delas foi aquela dita pelo ex-presidente Lula: “Nos temos uma Suprema Corte totalmente acovardada.”
Agora podemos confirmar. Acovardada em dois sentidos.
Alguns intimidados pelo medo. Outros pela covardia bruta. Aquela dos chamados mais fortes. Nesse caso, aqueles que estão usando a força de suas posições para impor suas próprias vontades por causa de seus pensamentos ideológicos, fugindo totalmente `a justiça que deveriam representar.
O deputado fala claramente sem deixar duvida. Os membros do STF não passam de uns Ze Bostinhas. Não são eles que comandam o poder judiciário no Brasil. Indiretamente, afirmou que a imprensa esta acima do órgão.
Por que você não enxerga isso pelas palavras? Porque ele usou figuras de linguagem que você desconhece ou se recusa a enxergar. Ele afirmou que o julgador de Curitiba sim, “tem força pra caramba”. O deputado deixou absolutamente claro que a lei ja não vale mais. O que vale é o prestigio criado pela propaganda falsa de juiz sem pecado original. Ou seja, caiu na mão do individuo, pode fazer o que quiser, pois, não existe nem lei nem poder que o controle.
O julgador peitou um desembargador e ganhou a disputa. Em temos militares: “o Milico urinou na cabeça do general e o ministério da defesa se intimidou”. Isso mesmo, com letras minúsculas, pois, somente uma entidade de menor tamanho se intimidaria.
Nesse caso, um julgador no rés-do-chão cuspiu na cara do seu, teoricamente falando, superior que estava na sacada do alto do prédio do poder judiciário. Acertou a cusparada e o STF (alem do STJ) “colocou o rabinho entre as pernas”, como fazem os cães vadios assustados.
E pensam que isso seria possível se a imprensa oligárquica não estivesse por trás da criação do “mito”de Curitiba?!
O deputado vai muito alem. Declara que as forças armadas estão na retaguarda. Outra vez, em minúsculas, pois, uma instituição que ha muito deixou suas nobres funções para imiscuir-se em assuntos de politica, naturalmente, deixa de ser representante de Caxias, Marechais Rondon e Lott, FEB e seus congêneres de valor.
Pelo visto, desde 1964, as forças armadas se transformaram na caricatura do lobo vestido em pele de cordeiro.
Numa peça tragicômica, mostra-se no palco como a defensora dos ideais republicanos e obediente `as leis; por trás dos panos, nunca chegou a conspirar a favor da democracia, muito pelo contrario, passou a fazer parte das intrigas, envergonhando dessa forma a Tira-dentes e seus companheiros.
Ora, nem se precisa nomear diretamente os outros atores dessa peça fúnebre. Basta lembra-los da imagem do pato e a Avenida Paulista.
Quaisquer atos ao redor do Brasil não foi mera coincidência. Na verdade, de um lado esteve a sonegação e os privilégios falando mal da corrupção dos outros!!!
O povo! Ah, o povo!!! Triste massa de manobra!
Foi mesmo como disseram na piada. “Era o gado revoltado com o fazendeiro que lhe tirava o leite e feliz por escolher o açougueiro.” Como falou-nos Ze Ramalho na musica: “Eh eh oh, vida de gado. Povo marcado eh, povo felizzzzzz!”
Tudo isso nos leva a compreender a “necessidade” de calar a voz do Lula. Por isso se entende um processo viciado. E mesmo condenado, o porque de ministros do STF e STJ terem negado todos os recursos em prol da manutenção do direito dele ir e vir, votar e ser votado, enquanto não houvesse o tramite em julgado.
Verifica-se ai porque a Constituição Brasileira foi transformada em papel de rascunho. Com leis que tem o significado das palavras alterados e as intenções do legisladores modificadas. Precisava evoluir? Talvez sim. Mas por que somente para atender a certos interesses?
Lula tinha que ser preso mesmo! Mas não para puni-lo por crimes que a duvida não permite condenação. Para que ficasse calado. Incomunicável.
Ja imaginou se ele estivesse frente aos seus milhares de admiradores, em cada cidade que visitasse, e dissesse porque o STF esta totalmente acovardado?
E, por meio dessa carta aos brasileiro, eu acuso.
Acuso a responsabilidade da força aérea brasileira pela morte de Eduardo Campos. As condições da morte dele nunca foram suspeitas. Suspeita é a não conclusão do processo de investigação, revelando autores e executores.
Por que estou lembrando desse fato? Obviamente, porque tudo faz parte de um mesmo pacote de maldades.
Aquela tentativa foi para salvar a direita do seu próprio enterro e tomar a ultima pa de cal. Basta raciocinar. Se Eduardo Campos houvesse ido para o segundo turno contra a ex-presidenta, onde mais se veria o lado ruim do MDB, DEM e PSDB?
Ora, coisas salvadoras assim, um “desastre” de avião, não surgem nem como coincidência e, muito menos, pelas Mãos da Providência.
Ou seja, ainda assim o pretendido não foi alcançado. Fabricou-se, então, o impeachment da presidenta.
E não estou dizendo isso por convicção ideológica. Atentemos aos fatos. Por que no momento seguinte, ja com a lista reveladora nas mãos, haveria de acontecer o mesmo tipo de “acidente” com o ministro Teori Zawascki?
Coincidências? De novo?! Tenhamos a santa paciência!
Esta ainda no congresso o mesmo bando que votou a favor do impeachment da ex-presidenta, quase todo ele acusado de corrupção, e que deveria estar na lista, dizem, nada seletiva do relator Teori, votando unido para não retirar de seus “amigos íntimos” a impunidade parlamentar.
E, observem, eu sou a favor da lei que existe. Como o Brasil nunca foi uma democracia verdadeira, ela se torna necessária. Porem, para proteger ao legislador de bem, quando as acusações contra ele forem duvidosas. Muitas vezes, com meros fins políticos.
Nesses casos, eu acredito ate que a lei deveria ser estendida a todo cidadão e não apenas aos parlamentares. Não se trata de defender a impunidade. Para isso, preferia que não houvessem leis de prescrição de crimes.
E tornando o suspeito réu a quaisquer tempos nos quais se encontrassem as provas suficientes. Mas jamais prender alguém em razão de suspeitas. Fazer isso também é crime e não justiça, pela lei da humanidade.
O caso para mim ja esta encerrado. Esta mais que provado quem deveria ser preso e quem deveria ser solto. E a quem duvida, basta-lhe que responda as questões:
01. O que e quem se beneficiaram com o atentado contra Eduardo Campos?
02. O que e quem se beneficiaram com o impeachment da ex-presidenta?
03. O que e quem se beneficiaram com o atentado contra Teori Zawascki?
04. O que e quem estão se beneficiando do desmonte da democracia brasileira?
05. Quem e o que estão se beneficiando das fraudes eleitorais?
A respeito dessa ultima questão, sabemos que lançaram o boato de que as eleições estavam sendo fraudadas. E a acusação era a de que ao digitar o numero 1, logo surgia a foto do candidato #Haddad13.
E também que haviam casos em que antes do eleitor acessar o botão de confirmação, as maquinas estariam confirmando automaticamente.
Não posso garantir que houve fraude. Mas não foram os eleitores do #Haddad13 que espalharam as acusações.
Acusações essas que automaticamente arrolam o judiciário brasileiro “acovardado” como acusado, pois, esse é o órgão responsável pela realização dos pleitos eleitorais. A obrigação de preparar, conduzir e fiscalizar e apurar é exclusiva desse poder.
Sabendo-se que houve sim fraude eleitoral, quando impediram a participação do ex-presidente Lula, quando o isolaram e impediram de falar livremente.
Portanto, quem não teve escrúpulos de violar a lei tão descaradamente, que escrúpulos terá em permanecer no crime, ja que esta garantido que não será punido?!
Os crimes estão mais que claros. Inclusive no caso da divulgação de que estava havendo fraude. E se estava havendo, então, so podemos concluir que o beneficiário da fraude foi quem ganhou as eleições. Acredito que essa seja a lógica da questão.
Agora, por que justamente a campanha de quem foi o mais votado para o cargo de presidência, no primeiro turno, divulgaria a suspeita da fraude?!
Uma resposta simples que faria qualquer detetive iniciante ja levantaria a suspeita, e procuraria provar. Quando um lado antecipa um mal feito, e acusa o adversário de faze-lo, mais certo que a culpa cabe ao acusador, pois, a acusação não passa de uma tentativa de acobertar o crime. Arrumar um alibi.
Portanto, juntando todas as evidências, não se pode faltar com a inteligência para concluir que: a fraude, se existiu e continua existindo, so pode estar sendo praticada pelos golpistas.
Para perseguir ao Lula, muitos alegaram que se fosse nos Estados Unidos ele ja estaria ha muito tempo na cadeia. Quanto a isso tenho minhas duvidas!
Nos podemos discordar dos conceitos ideológicos do povo daqui. Mas ha nele algo digno de admiração. Trata-se do respeito que tem pelas instituições. De todas, a mais respeitada é a presidência da republica.
Alias, cedo aprende na escola os feitos de cada presidente e, penso, não ha maiores heróis que presidentes para esse povo. Certo. Isso esta mudando. Desde o primeiro “negro” eleito presidente, o preconceito veio `a tona.
Mas isso cabe a uma parte menor da população. A maioria é sensata. Haja visto que tem respeito pelo presidente George Bush, o filho.
Em meu ponto de vista, se outros mereceram ter suas faces esculpidas no Monte Rushmore, o Bush filho merece uma caricatura, ao estilo Sancho Pança montado em um burrico. Tamanho natural. Vejam as esculturas:
https://www.nps.gov/moru/index.htm
E diga-se de passagem, o Bush filho nem sequer foi questionado por causa da mentira a respeito das alegadas armas nucleares para invadir o Iraque. A maioria das pessoas aqui defende primeiro os interesses do pais. Não necessariamente a democracia ou o estado de direito para os outros.
Ja uma gravação como essa do deputado Eduardo, podem ter certeza, seria derrota na certa nas eleições. So não daria cadeia porque ele poderia alegar liberdade de expressão.
Essa também é uma instituição muito valorizada. Mas uma coisa é você não ser responsabilizado na justiça por causa da opinião absurda que tem. Outra coisa é o eleitorado achar que essa opinião é normal.
Aqui, como fala o ditado: “Penso que sua opinião não vale nada, mas melhor é você poder externa-la do que ficar escondida ate o dia que quiser dar-me uma facada nas costas!” Gente, isso ai é uma interpretação que fiz, não uma tradução.
E por que eu sei que aqui essa gravação do deputado provocaria o fim das chances do pai dele vencer as eleições de 2018? Porque ja vi coisa assemelhada acontecer.
Para mim foi surpresa. Mas nas eleições nas quais se enfrentaram o presidente Obama contra o ex-governador por Massachusetts, Mitt Romney, capitaram o ex-governador dizendo que 48-49% dos eleitores do Obama votavam nele pelo interesse em ganhar coisas do governo e que não contribuíam com imposto de renda.
A minha surpresa era a de que, apesar do péssimo governo republicano chefiado pelo George Bush filho e as muitas dificuldades que ele deixou para o Obama resolver, o Mitt Romney ainda tinha chances de vencer aquelas eleições. Isso, antes de falar a bobagem.
Quem quiser informar-se:
https://www.politifact.com/truth-o-meter/statements/2012/sep/18/mitt-romney/mitt-romney-says-voters-who-support-barack-obama-a/
Aqui encerro meus argumentos. Mas não a busca pela verdade.

 

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06. DEIXAR PARA DEPOIS TEM SIDO O MELHOR REMEDIO PARA DORES DE CABECA!!!
Dessa vez fui eu quem deixou para depois. Grande novidade!!!
Não quis interferir na questão para não comentar e parecer que esteja querendo puxar sardinha para minha latinha.
Mas veja-se as coisas encaixando-se como luvas.
O juiz “imparcial” de Curitiba se deu ao direito de ir a programa da Globo para dizer que não ouviria o advogado Tacla Duran por ele ser bandido, e procurado.
`A epoca eu salientei apenas que o “imparcial” tem fascínio para conversar com bandidos, mas somente aqueles que denunciam o Lula!!!
Agora, para confirmar que o que os defensores dos direitos humanos do presidente Lula vinham afirmando ser verdade, indiretamente, ate a Interpol esta falando a mesma coisa.
Ao que parece, também a Interpol não acredita na integridade moral do “sinhozinho” juiz de Curitiba.
Pelo jeito a Interpol chegou `a mesma conclusão que nos. Comparado a um jogador de futebol ele é, no máximo, aquilo que antigamente chamávamos de “jogador de time”.
Aquele tipo de jogador que no time e em casa parece ficar muito `a vontade para aparecer para sua torcida. Mas quando convocado para seleção, para jogar em campo adversário, e contra jogadores renomados, derrete-se todo.
Grande derrota para o “juiz farofa” de Curitiba. E isso pode ser ate uma jogada bem pensada, pois, o rebelde Tacla Duran denunciou a Farsa-Rato de extorquir dinheiro dos acusados para abrandar as barras deles na feitura das delações premiadas.
Nesse caso, em sendo verdade, para o juiz “imparcial” de Curitiba as falhas não seriam incompetência como se poderia pensar. Não passariam de uma estratégia.
A esperteza levada ao ultimo limite, ou seja, se fizesse tudo correto, a Interpol repatriaria o Tacla Duran para ser julgado no Brasil.
Mas o juiz pode estar se fingindo de profissional energumeno. Com isso evitaria ser obrigado a processar o advogado no Brasil e acabar tendo o esqueminha de corrupção da Farsa-Rato revelado em plena luz do dia.
Quem pensa que o juiz de Curitiba é bobo, ta muito enganado!
Otários notórios mesmo são aqueles que acreditam na santidade dele!!!
Indico para lerem:

 

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05. APPLE PIE!!!
Para quem não sabe, apple pie nada mais é que “torta de maça”.
A Apple, companhia, tornou-se o primeiro conglomerado a valer mais de um trilhão de dólares na bolsa. Junto com ela, a Amazon e a Alphabet (Google) estão se aproximando disso.
O detalhe foi que a Apple, em 1997, esteve `as portas da falência. Steve Jobs `a época teve que retornar, imaginem, havia sido chutado para fora da empresa, para mostrar como as coisas funcionam e recuperar o investimento.
Somente para enriquecimento de conhecimento, Steve Jobs foi um menino imigrante adotado por uma família nos Estados Unidos. Por ai se vê uma das razoes do ódio contra imigrantes: inveja!!!
Alem desse assunto, gostaria de lembra-los de algo muito interessante a respeito das copas e olimpíadas.
Vocês se lembram que `as vésperas dos acontecimentos desses dois eventos esportivos mundiais acontecerem no Brasil, em 2014 e 2016, ascendeu-se aquele ódio contrário?!
Qual era a desculpa? Não apenas que os eventos eram suspeitos de alimentar corrupções. A acusação mais relevante era mesmo a de que tais eventos acarretavam apenas prejuízos aos cofres públicos dos países promotores.
Inclusive, diga-se de passagem, foi dado exemplo de evento na Inglaterra, que havia dado um prejuiiizoooo!!!
Parece que passou despercebido. No atual evento de 2018, na Russia, aquele “inimigo vermelho e corrupto”, foram feitas as apostas para decidir onde será realizada a Copa de 2026.
Azar dos Estados Unidos, Canada e Mexico que apostaram contra o “fraquinho” Marrocos e ganharam o direito dela realizar-se na tríplice-sede.
Coisa de terceiro mundo não é mesmo?! Afinal, so sendo do terceiro mundo para incluir a participação do Mexico numa parceria de tal porte!!!
Aquele Mexico que so “envia drogados, traficantes e bandidos” para explorar o nosso “mercado aberto” aqui no mais ao Norte!!!
Deixando de lado as Trumpomimas, ha que se perguntar o porque de um mercado tão próspero investir em evento tão prejudicial `a economia, não é mesmo?! Será que o pessoal daqui ficou louco oh meu?!!!
Observe-se que a Apple e a Amazon somadas, valem o PIB anual do Brasil.
Ai que mora a questão mais complicada para entender esse mundo:
Por que um mercado tão próspero, cujas duas maiores entre as milhares de companhias desse mercado, precisa ainda de investir contra o desenvolvimento de paisecos como o Brasil e ainda financiar e orientar golpes fajutos nessa pátria?!
Ja não basta sermos os maiores e melhores, temos que arriscar as vidas de tantas pessoas para não deixar os outros crescerem?!
Qual a lógica de querer apagar fogo com gasolina?!
Não arriscamos com isso sairmos queimados também?!
Ou será que o nosso sucesso depende mesmo de algo que pertence ao Brasil e nos queremos tomar, mas isso não se pode falar senão a boca miúda?!

 

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04. OH ESCANDALO!!!

Parece que fabricaram algum escândalo em cima do que escrevi e tenho consciência tranquila quanto ao que escrevo.

Em um dos compartilhamentos que fiz num site amigo, houve uma referencia a eu estar “defendendo um condenado”. O interlocutor queria dizer que, onde que um condenado poderia ajudar o Brasil a sair do buraco que o meteram?!

Respondi mais ou menos assim:

01. Jesus foi julgado, condenado e morto. Mesmo assim é considerado líder da maioria das pessoas que dizem ter religião na Terra.

02. Mohandas Gandhi, também conhecido como Mahatma, foi julgado, condenado e preso. Mesmo assim existem uns 4 países que o tem por libertador.

03. Nelson Mandela foi julgado, condenado e preso. Mesmo assim foi a voz contraria ao Apartheid e é reconhecido no mundo inteiro.

04. Martim Luther King Jr. foi julgado, condenado e preso. Depois foi assassinado por um extremista de direita. Apesar disso, tornou-se a única figura do século XX a contar com um feriado no calendário em homenagem a ele, nos Estados Unidos.

Parece-me que as coisa pegaram fogo a partir disso. Primeiro houve a interferência:

“Não compare Jesus com MERDA.”

Ao que respondi:

“Se mais inteligente. As situações são diferentes.

Ninguém esta comparando pessoas com pessoas.

Diga-se de passagem. Quem acha que outra pessoa humana é merda é porque tem algum complexo de inferioridade, pois, também é pessoa humana.

Isso significa que nem amor próprio possui, pois, considera-se uma merda!”

A primeira verdade sempre dói mais!

Mas não parou ai. Logo em seguida vi outra postagem querendo rebater meus pensamentos:

“Jesus foi condenado sem roubar nem prejudicar o próximo, ja lula não se pode dizer o mesmo, ou vc mama na teta de alguma forma, ou é cego doente em acreditar que isso tudo que ele foi acusado é mentira, por isso paiz ta essa merda, por causa de pessoa como você. Mais So de uma pessoa comparar um politico com Jesus, ja da pra ver o nível de raciocínio lógico dela!!”

Copiei acima do jeito que estava. Não quis fazer nenhum retoque para não perder a originalidade. A única coisa que alterei foi que as virgulas estavam com espaço após as palavras.

E não estou aqui querendo diminuir o autor. Muito pelo contrário. A pessoa sabe raciocinar. E o escrito tem conteúdo. O que esta fora de lugar mesmo são os julgamentos.

Em primeiro lugar, hoje-em-dia virou moda. Se a gente faz a comparação entre o tempo em que Jesus viveu com os tempos atuais, logo vem essa desdita de que “não se compara Jesus com ninguém”.

Na verdade, eu acredito que ninguém se compara a ninguém, réis por réis, como se dizia antigamente. O que podemos fazer, e foi o que faço, foi comparar a situação vivida por Jesus e outros, com a situação vivida pelo Lula.

Nunca se tratou de dizer: “é tudo igual”. Mas os mesmos que me condenam são os primeiros a repetir: “político é tudo igual”

Vamos então começar pelo princípio. Os gregos foram os criadores da política `a semelhança do que se pratica atualmente. E Aristoteles, ja `aquela época, costumava dizer que: “O homem é um animal politico”.

https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-conceito-animal-politico-aristoteles.htm

Os conceitos aristotelianos precisam ser adaptados para os atuais dias. O homem, no caso, era apenas o masculino. Mas atualmente todos se enquadram. Mulheres, crianças, velhos sem exceção.

Ate aqueles que declaram não gostar de politica nem de políticos e evitar dar uma opinião, são animais políticos. O fato de dizerem que não participam não os isenta da culpa por omissão.

A atitude de “fugir da raia” trata-se de um comportamento político. Ou seja, trata-se de uma declaração mais ou menos assim: “Gosto de levar vantagem em tudo”.

Dizendo que não gosto, não me obrigam a fazer esforço. Importante, não faço criticas nem sou criticado. Terei todos os amigos que quiser. Mas no momento em que as deliberações politicas surtirem algum efeito positivo, não vou ficar de fora dos benefícios.

As pessoas com esse pensamento correm o risco apenas de que, por falta de votos e participação a favor de alguma boa ideia, ela pode ser reprovada. Ai todos perdem o beneficio da aplicação dessa boa ideia. Mas elas não se sentem culpadas, justificando que não se metem em política.

Essa também é uma atitude essencialmente politica que se observa tanto entre os homens quanto em algumas feras brutas. Tem chimpazé  e bonobo que também agem assim.

Voltemos, então, `aquelas frases ofensivas que recebi em resposta.

O problema ai esta em que meu interlocutor deve ser partidário daquele pensamento antigo de que: “religião e politica não se misturam”.

Coisa horrível, meu Deus!

A verdade não nega. As religiões não passam de uma associação politica segundo o sentido lato da palavra. O próprio Jesus nos deixou ensinamentos ótimos a respeito do assunto.

Por exemplo, a lição completa esta numa passagem em Mateus, 25, 31-46. Em resumo, temos os versos 40 e 45:

“Então, o Rei lhes responderá: “Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que fizeram.”

“Então o Rei responderá  a estes: “Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram.”

Ai esta: religião, politica e direito. Na verdade, Jesus não foi omisso em relação aos assuntos humanos. Ate por uma questão lógica.

Se ele fosse cuidar apenas das coisas espirituais, sabendo que a politica humana de um modo geral leva a consequências durante a vida do porvir, então, como dizer: “O Céu existe, mas não vou contar a ninguém como se faz para chegar la. Se virem!”

Digamos assim, parece ser essa exatamente a atitude que nossos adversários vem tomando.

Quando abraçam o individualismo e a meritocracia, sabendo que eles próprios ja estão próximos `a linha de chegada, e `a maioria nem sequer foi dado o tiro de largada, nota-se qual foi a opção deles em relação aos versos acima.

“Jesus foi condenado sem roubar nem prejudicar o próximo, …”

Certo! Exceto pelas interpretações de cada um. Do ponto de vista teológico a gente poderia afirmar isso. O problema esbarra na questão jurídica.

Em primeiro lugar, devemos nos lembrar que Jesus vivia numa colônia e não em um pais livre. O Império Romano permitia que os locais usassem suas leis, desde que não se opusessem `a ditadura romana e também seguissem a lei romana.

Não se trata de dizer que Jesus intencionalmente prejudicou a alguém. Trata-se de afirmar que as atitudes dele levaram muitos a sentirem-se prejudicados.

E esses que se sentiram ameaçados, reagiram. Ai que esta o detalhe particular. Eles usaram as leis e as interpretações próprias para levar Jesus ao julgamento.

O julgamento no Sinédrio foi manipulado. O evangelista João de Patmos descreve bem o que estava ocorrendo, antes de haver uma acusação com provas suficientes e aberto um processo:

“Então, os chefes dos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho. E disseram: “Que é que vamos fazer? Esse homem esta realizando muitos sinais. Se deixarmos que ele continue assim, todos vão acreditar nele; os romanos virão e destruirão o Templo e toda a nação.” Um deles, chamado Caifas, sumo sacerdote nesse ano, disse: “Vocês não sabem nada. Vocês não perceberam que é melhor um so homem morrer pelo povo, do que a nação inteira perecer?”” Jo 11, 47-50.

Então, na sequencia da narrativa da vida de Jesus, ele “vira as mesas” dos senhores de negócios que trabalhavam no pátio do Templo, construído por Herodes, o grande. Naturalmente, Jesus tinha as razões teológicas a seu favor.

O problema era que, os comerciantes se sentiram prejudicados. Por isso deverão ter levado suas queixas ao Sinédrio. Bom, havendo ou não havendo razão quanto `as acusações, coube ao Sinédrio abrir o inquérito e julgar a causa.

Por não poder fazer isso abertamente, porque se o ato causasse algum tumulto e isso levasse morte e ferimentos aos soldados romanos que faziam a segurança dos interesses do Império, ja se sabia que Judá seria varrida do mapa, junto com o Templo.

Decidiu-se então pela “condução coercitiva” da época. Mais conhecida como prisão sumaria. Jesus não compareceu espontaneamente. Foi levado, segundo o que esta escrito na Bíblia. `A época, tais atos encontravam amparo legal.

Na sequencia sabemos, os tempos eram tão outros e ao mesmo tão iguais, que usaram testemunhas para afirmar que Jesus havia dito: “Posso destruir o Templo de Deus, e construi-lo de novo em três dias.” Mt 26, 61.

Naturalmente, se essas testemunhas ouviram mesmo o que Jesus disse, embora deturpado nas denuncias, elas poderiam ser facilmente enquadradas por associação criminosa, em caso da culpa comprovada. Esses, juntamente com Judas, foram os delatores premiados.

Por seus testemunhos e traição, receberam indulto pela associação e a Judas ainda foi concedido um capilé para que ficasse claro que o serviço foi pago. Segundo a lei hebraica, o prêmio a um denunciante era obrigação do tribunal.

Jesus não pecou, pois, não seria um pecado para um judeu preferir viver sob a lei na qual acreditava, em detrimento a alguma lei da Metrópole Romana e que uma estivesse em conflito com a outra.

E Jesus tinha o ano inteiro, exceto aquela passagem especial da Páscoa, para manifestar-se sem maiores riscos de quebrar a lei romana.

Nisso os romanos eram sérios. Quaisquer ameaças de confronto seria desculpa para ser enquadrado como promotor de sedição. Nesse caso, os seguidores e Jesus, em culpa, seriam sumariamente crucificados, sem nenhuma dor de consciência nem para Pilatos ou para as tropas por ele comandadas. Para eles era o ônus obrigatório da profissão.

E, segundo os historiadores e pesquisadores da área religiosa, houve uma tendencia dos autores dos evangelhos ao tentar minorar essa “culpa” de Jesus, dizendo que Pôncio Pilatos o deu por inocente. Isso nao combina com o caráter do Pilatos da Historia.

Segundo a revisão biografica de Pilatos, ele tinha prazer em tratar com violência os povos submissos ao Império Romano. Era um sádico. Gostava de ver correr sangue.

Essa atitude dele foi a causa do próprio infortúnio. Foi denunciado e foi chamado a Roma para ser julgado.

Não ha registros escritos do final que teve. Mas pela tradição jurídica romana, acredita-se que, por causa da cidadania patrícia*, lhe foi dada a opção de cometer suicídio, antes que ser executado. Essa escolha servia para lavar a honra da família.

*Patricios eram os cidadãos romanos naturais, de alta classe.

Nesse interim, sabemos que as gentes plebeias hebraicas foram trabalhadas para mover-se a favor do Sinédrio em oposição a Jesus. Não se importaram com o bem que Jesus ja havia feito, nem com o que poderia fazer.

Antes mesmo da acusação, a decisão de provocar a morte de Jesus ja estava decidida. Sabemos que o julgamento não passou de uma mera formalidade. O réu ja estava condenado. Não importava o que tinha feito ou não.

Um homem tinha que servir de “bode expiatório” para os pecados das elites judias. Ai, deixou de ser importante Jesus ser ou não culpado de alguma coisa.

Era preciso que ele morresse para que o espetáculo se transformasse em cortina de fumaça, para ocultar os verdadeiros pecados cometidos pelas elites da época.

Interessante aqui também, para ilustrar melhor essa explanação, deve-se abordar a cena em que o povo foi levado a escolher entre indultar um criminoso conhecido em oposto a indultar um suposto inocente. Assim, Barrabás se viu indultado enquanto Jesus foi crucificado.

O nosso paralelo com a atualidade foi o impeachment da presidenta Dilma em favor da subida ao governo pelo vice, conspirador Michel Temer.

Aqui esta. Ninguém, em sã consciência, diria que Jesus e Lula se comparam. Parece apenas que aquele ditado: “quem não conhece a Historia corre o risco de repeti-la,” realmente se repete. Mas isso não se trata de dizer ao pé-da-letra. As Historias não são idênticas, mas são parecidas.

E o que se parecem aqui são:

01. intenções de condenar antes de abrir o processo e julgar;

02. uso da lei vigente, mesmo que seja por meio de interpretações deturpadas;

03. o povo judeu e o povo brasileiro foram igualmente manipulados;

04. os juizes e investigadores usaram a aura de respeitabilidade do judiciário para acobertar que estavam atuando em conluio;

05. no caso de Jesus, a Judeia estava sob domínio romano, corroborado por suas elites vendilhãs. No caso do Lula, o Brasil foi submetido `as condições de colônia por suas elites rentistas com complexo de vira-lata;

06. Jesus foi acusado de um crime e supostamente condenado por outro. Idem, idem para Lula;

07. a condenação de Jesus serviu para criar o divisionismo da familia judia. A condenação de Lula esta aumentando o divisionismo brasileiro;

08. Judah sobreviveu poucas décadas depois da condenação de Jesus. Ha que se saber o que será do Brasil caso não se reverta a condenação de Lula;

09. atualmente pode-se dizer que se os fariseus do tempo de Jesus reencarnassem, sentir-se-iam em casa, caso inseridos na politica brasileira.

Como se pode observar, jamais considerei uma comparação entre Jesus e Lula.

São duas pessoas diferentes entre si; diferentes personalidades, capacidade de fazer milagres, de tempos diferentes, culturas igualmente diferentes, um voltado para a religião e outro para politica (não sendo as duas auto-excludentes) etc.

Por ai se observa que a pessoa que julgou-me não tem a menor capacidade de discernimento.

Para a pessoa ter tido a coragem de escrever isso, de mim: “ou vc mama na teta de alguma forma, ou é cego doente em acreditar que isso tudo que ele foi acusado é mentira”, demonstra que também não tem o direito nem o conhecimento suficientes para acusar o ex-presidente Lula.

A pessoa apegou-se a suposições inverídicas para tentar explicar o distúrbio que se passa na própria cabeça e não fazer um julgamento consciente do que sou ou que possuo.

Tal pessoa deve raciocinar dessa forma: “eu sou o bom, portanto, quem discorda da minha opinião tem que ser automaticamente um comprado ou energumeno!”

Quando mamei na vida, e não foi em teta, era menor de 2 anos de idade. E foi a ultima vez. Quanto a acreditar que todas as acusações contra o ex-presidente Lula são falsas, não encontra nenhum respaldo em minha consciência.

Diferentemente das pessoas que o condenam, tenho uma mente absolutamente cientifica. Não tenho como afirmar que seja inocente ou culpado. Não fui testemunha de nada. Não tenho especialização jurídica alguma. Portanto, tenho, e o faço, de confessar-me leigo, porem, atento.

Quem afirma que Lula é juridicamente inocente são juizes como o dr. Cassio Borges (01), o dr. Isaias Caldeira (02) juiz de Montes Claros – MG, o jurista dr. Vicente Cascione (03), os 122 juristas que deram pareceres em mais de 100 artigos, reunidos em livro (04)

01. https://correiodaamazonia.com/onde-esta-a-prova-do-triplex-por-juiz-cassio-borges/

02. http://montesclaros.com/mural/default.asp?numero=1662#83111

 

Ao abrir esse segundo endereço, aguarde ate o site carregar para transportar-se `a pagina do artigo do dr. Isaias Caldeira.

03. video https://www.youtube.com/watch?v=BklTziR2PN4

04. https://falandoverdades.com.br/em-livro-122-juristas-denunciam-e-provam-que-moro-condenou-lula-sem-provas/

 

Enfim, quem desejar saber mais, pode buscar por palavras chaves na internet que conseguira dezenas de outras opiniões.

Com destaque inclusive para as Universidades brasileiras e internacionais que criaram cursos para estudar os fatos e as consequências que levaram ao golpe judiciário de 2016 no Brasil.

Observe-se que ninguém do meio afirma que tudo o que se levantou contra Lula é mentira.

O que se afirma é que carece de “provas suficientes”, como fala o dr. Cassio Borges; que erros processuais, como a “condução coercitiva” são suficientes para anular o caso, dito pelo dr. Isaias Caldeira e, claro, os mais de 100 artigos publicados no livro de autoria de 122 juristas destrincham tudo o mais em detalhes.

Acredito apenas que, como leigos, deveríamos ouvi-los antes de ficar no oba-oba no qual se transformou a turma do linchamento criado pela mídia, financiada pelos interesses econômicos escusos e orientada por interesses alienígenas ao bem do povo brasileiro.

Interessante que vi o desenrolar do debate ate ai. Mas não quis responder no próprio sitio porque desejava pensar a melhor resposta. Quando retornei a postagem havia sido apagada.

Mas o Facebook ja havia enviado uma mensagem contendo toda a conversação que houve. La estava uma reclamação da própria pessoa que julgou-me: “Virou grupo politico agora …?

Estranho, ja havia visto diversas outras postagens politicas dos acontecimentos atuais no Brasil. Mas não houve o mesmo tratamento. E a maioria mostrava opiniões contrarias `as minhas.

Alias, essa tem sido uma constante em muitos sítios, tanto de comunicação tradicional quanto das sociais. Tem anos que venho identificando um excesso de mídia contraria ao Partido dos Trabalhadores e seus representantes.

Assim, posto esse texto contando esses fatos e rebatendo as ideias falsas que encontrei.

FORA DESSE CONTEXTO

Um dos debatedores mandou-me uma postagem na internet na qual se afirmava que não existia partidos de direita no Brasil. Recebi a publicação com uma ótima gargalhada intima.

Geralmente, os políticos fazem promessas sabendo que não terão a capacidade de realiza-las. Quando no governo mentem para desculpar-se de não terem cumprido as promessas.

Contudo, nesse ponto a direita brasileira, melhor especificando, a extrema direita saiu-se com essa de que não existem partidos de sua facção no Brasil.

A verdade que se quer ocultar mesmo é a de que o que a direita não tem são candidatos a nível competitivo. Isso esta acontecendo de forma geral no mundo. Mas em particular no meio brasileiro.

A verdade tem sido que as esquerdas estavam conseguindo dominar o discurso politico. Estava sendo o lado que falava a voz do povo, falava com e para o povo. E isso as estava levando a vitorias consecutivas, o que inferiorizou o direitismo.

Para rebater essa supremacia, a direita intensificou o nível de inverdades, tentando fazer parecer que os movimentos de esquerda são os que levam insucesso `as nações. Uma frase que esta se repetindo muito tem sido: “e onde ja se viu socialismo dar certo?”

Na verdade, isso trata-se apenas de marketing. Nada tem a ver com verdade. Porem aqui não reservo espaço para explicar. Apenas se pode medir o sucesso da economia chinesa para verificar-se a inverdade por trás dos dizeres, acima, entre aspas.

E a maior comprovação de que o sucesso esta presente foi o atestado dessa verdade passada pelo governo do Donald Trump. Ora, se a China não estivesse sendo o grande sucesso dos últimos 30 anos, por que ele abriria contra ela a guerra comercial que abriu?

A tática de atacar os adversários com golpes baixos demonstra a fragilidade do lado que ataca. Se houvesse confiança nos capitalistas, eles não teriam agido como vem agindo em relação `as esquerdas de um modo geral.

Isso porque quem confia em seu próprio taco, joga limpo porque sabe como ganhar. O jogo sujo nada mais é que o reconhecimento da derrota. Joga-se sujo quando falta a capacidade de se vencer jogando limpo.

O problema é quando o adversário tem a força suficiente para responder sujeira com sujeira. As coisas podem ir se deteriorando a ponto de se transformar em motivo de guerra.

E, na atualidade, a guerra entre duas superpotências nucleares significa a terceira guerra mundial `a vista. O que não é boa noticia nem mesmo para os grandes traficantes de armas. Seria ganhar muito dinheiro uma so vez. Depois disso chega o fim.

Por essas coisas é que se entende o motivo da mentira no dizer que no Brasil não possui partidos de direita. Os mentirosos, sabemos quem são. E acreditam neles quem não conhece a Historia.

O tempo em que não houve representação de um dos lados do espectro politico foi justamente o da ditadura militar. A representação se dava `a direita pela ARENA.

E o MDB transformou-se num balaio de gatos, fingindo ser oposição e coordenando todos os movimentos com a ditadura.

A representação esquerdista e de oposição mesmo foi proibida. Os que desafiavam eram banidos ou presos. As prisões resultaram em algumas mortes inclusive.

Fato foi também que pessoas que não tinham militância esquerdista também foram expatriadas. Esses o foram por discordar, em parte, da ditadura. Não por ser exatamente contrários a ela.

Para comprovarmos que é mentira a afirmação de que não ha partidos de direita no Brasil, basta buscar saber de onde vieram as atuais siglas. Ao fim da ditadura a ARENA gerou o PDS.

Da fusão do PDS com o PDC formou-se o PPR. Esse fraturou, surgindo o PFL. O PPR mudou a sigla para PPB, vindo a fixar-se como PP, a partir de 2003.

Atualmente o PFL, desde 2006, mudou sua sigla para DEM e compartilha o governo com o MDB de Michel Temer e PSDB do FHC.

Ou seja, a direita brasileira vem desde a ditadura perdendo o mercado de votos que monopolizava com a opressão militar. O resultado atual dela é a soma de PP + DEM.

PSDB e MDB atualmente pensam como direita, agem como direita, legislam como direita, tem cores de direita, ideias de direita, mas para enganar o seu próprio eleitorado se dizem social democracia.

Como afirmei antes, não é que não exista direita no Brasil. O que mais existe é justamente direita no pais. O problema dela foi que não tem nenhum candidato que tenha popularidade para unir essa potencial força conjunta.

Pior ainda foi que a extrema direita esta conseguindo com Bozonaro realizar o sonho direitista da ressurreição do sistema mais antigo, da “Senzala e Casa Grande”.

Deve ser triste mesmo, depois de décadas de trabalho, ver essa realização em uma pessoa que nem sequer tem tato politico.

Ao perceber que, apesar de toda a sua Historia, a direita não tem sequer um Bozonaro para representa-la, ela preferiu negar a si mesma, dizendo que não existe direita no Brasil!

Para ela pode ser triste. Mas para nos vira motivo de riso por causa da mentira descabida que engana apenas os hilários da vida!!!

 

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03. COISAS DAS POLITICAS DIU-NOTURNAS NO BRASIL.

INDICE:

01. COISAS DAS POLITICAS DIU-NOTURNAS NO BRASIL.

02. DO MOBRAL AO MBL

03. O ARTIGO QUE MOTIVOU ESSA CRONICA

01. COISAS DAS POLITICAS DIU-NOTURNAS NO BRASIL.

Vi uma postagem na pagina de terceiros a convite de um amigo em comum. Li. E como achei boa! Boa para uma resposta.

Ela trás tudo o que traduz a intolerância entre as partes. Copiei la em baixo o que motivou essa crônica. Caso alguém queira lê-la primeiro, basta dirigir-se a ela. Como diz aquela frase antiga: “Bobeira pouca é bobagem”!

Primeiramente vou lembrar um fato passado nos Estados Unidos. Ja faziam 8 anos que eu morava aqui quando houveram os ataques `as Torres Gêmeas em Nova Iorque, ao Pentágono e a queda provocada de uma avião na Pensilvania. Foi no 11 de setembro de 2001.

Passados os primeiros sustos, as grandes empresas da industria midiática passaram a buscar respostas para o fato. Descobriu-se com isso que havia um certo sentimento de rejeição a tudo o que procedia desse pais no mundo inteiro. Dizia-se que “o mundo nos odeia”.

Pesquisas haviam sido feitas e a maioria dos países em que elas foram realizadas mostraram que mais da metade de boa parte da população dizia ter “ódio dos americanos”.

Não sei com quais critérios tais pesquisas foram feitas. Mas desconfio muito da veracidade delas. Possivelmente não se fez algo mais amplo com a regressão do gênero: O que você sente: ódio, desprezo, nojo, neutro, amizade, encanto, amor.

Deverão ter perguntado, odeia ou ama? Nesse caso, entre responder um ou outro, os sentimentos intermediários acabaram sendo traduzidos por ódio. Então, deu mesmo maioria.

Mas sabe qual foi a conclusão jornalística para o assunto? “O mundo nos odeia porque tem inveja de nos. Inveja do nosso sucesso.”

Quando vi aquilo, por estar sentado na beira do sofá somente como apoio, meu queixo caiu nos joelhos. Então, foi a essa conclusão que chegaram, depois de horas e horas de debates? Pensei comigo mesmo. Oh Deus, tenha piedade de tamanha arrogância!

Bom, agora vejo, isso era assunto para psicanálise, aproximando a psiquiatria. Mas como não sou profissional de nenhuma das áreas vou logo avisando que as minhas observações procedem apenas da pratica e, por isso, ha que consultar-se os profissionais para algo mais esclarecedor.

Mas aqui vão algumas informações a respeito do assunto baseadas em fatos e não apenas em opinião. Por ser uma pessoa de mais idade (60 anos), conheci o mundo antes e depois da influencia do cidadão Luiz Inacio.

Diga-se de passagem, nunca enxerguei o mundo através da visão dele. Antes dele surgir ja tinha opinião própria formada. Escrevi um livro em 1977 e a minha visão de mundo ja estava la, como utopia, porem, ja pensava soluções que mais tarde sairiam do papel para a realidade.

O que importa aqui será demonstrar o quão errados estão os conceitos do manifesto anti-Lula, propagado por amigos/adversários na internet. Vamos la então `as respostas ao panfleto:

Acusam ao eleitor do Lula de ser a razão do motivo da aversão que sentem ao cidadão Luiz Inacio, pois, explicam: se o Lula não tivesse tanto apoio, ele não seria um risco, portanto, seriam os eleitores os endeusadores do ex-presidente e não os anti-Lula os demonizadores do personagem.

Assim fica exposta a intolerancia. Ora mesmo admitindo que o ex-presidente tenha algum envolvimento mais sério nos casos de corrupção que ocorreram nos últimos anos, o missivista atribui a culpa ao fato de o eleitor do acusado poder votar nele.

Ou seja, para o acusador, não são duas coisas independentes, como ha nos próprios estatutos brasileiros que predispõem haver uma justiça penal e outra eleitoral.

Assim fica, se o ex-presidente não tivesse votos, então, os crimes dos quais ele esta sendo acusado não fariam a menor diferença. Ora se não fazem diferença, admite-se ai que, mesmo havendo, não são tão graves.

Acredito ai que psicologicamente admite-se: “Como bandido, o Lula não representa perigo algum, mas como adversário politico, “valha nosso senhor Jesus Cristinho!!!”

O bom de fazer analise dos escritos aos quais lemos é exatamente descobrir-se o que realmente esta na mente de quem escreve, não apenas o que escreve. Qualquer coisa, menos ele ser candidato! Isso fica muito claro.

Obviamente, embora os adversários queiram impor isso através do achismo deles, Lula não é nem nunca foi deus. Isso esta mais que comprovado no histórico dele.

Interessa aos adversários dizer que os lulistas pensam que ele é deus. Se não dissessem isso não haveria razão para quererem dizer que o Lulismo virou seita. Preste-se atenção na jogada.

A jogada é essa. Considera-se seita algo chulo, de menor valor, um depreciativo de religião ou ramo religioso. Por isso querem carimbar o lulismo como tal, para instigar mais os preconceitos que ja existem.

Não se trata de explicar fatos ou dar uma explicação cientifica. Trata-se do taxar, para que quem tenha algum conceito errado da palavra seita imediatamente se torne favorável ao lado oposto da política. Pensam esses: Em sendo seita, estou fora e passo para o lado daqueles que se opõem a ela.

Diga-se de passagem, isso é tão antigo que ja taxaram um ramo religioso que a principio chamou-se de O Caminho. O Caminho era sim uma seita repleta de gente “loooucaaaa”!

Tanto que ela acreditava que seu mestre tinha ressuscitado dos mortos ao terceiro dia. Alem disso, os devotos eram perseguidos, jogados nas arenas para as feras devorarem, eram crucificados, queimados vivos e partiam dessa vida com um sorriso nos lábios, o que impressionava a muitos por não temerem a morte.

Para os mal informados, essa seita depois passou a chamar-se cristianismo. E segundo dizem as estatísticas, tornou-se o maior movimento religioso da Terra na atualidade. Não estou aqui comparando os movimentos. Apenas informando.

Portanto, o preconceito não é novo. Preconceito esse que ja notamos desde muito tempo atras, depois de assistir tanto embate politico do gênero.

Para que se mostre que não são os seguidores do Lula que pensam que ele é deus, basta regredirmos um pouco no tempo.

Durante as campanhas presidenciais das quais o Lula participou ele foi taxado de tudo.

Deixaram a entender que ele fosse nordestino. O que era notório, porem, recordaram isso para instigar o preconceito contra ele. Os eleitores dele sabiam e não se importaram.

Quiseram fazer caricatura do porte e da aparência física dele. Os eleitores do Lula se riram. O que que nossos adversários querem? Que nos vamos ter preconceito contra a nossa própria aparência física e porte?

Fizeram piada a respeito das confusões gramaticais nas quais o ex-presidente incorre.

Estranho, pensaram o eleitores dele, se o Lula não sabe falar do jeito que eles querem, e nos também não, então, o responsável não é ele e sim quem estava no governo quando ele estava crescendo. Ele pode falar errado, nos entendemos.

Disseram que ele gostava de tomar cachaça somente para inferir que é inferior e que os eleitores não deveriam votar nele por isso.

E os eleitores pensaram. Quem nunca tomou uma pinguinha nas noitadas de sexta, no carnaval e nem quentão na festa de São João, que atire a primeira pedra! O nosso voto é dele porque ele é um de nos.

Agora estão falando que ele roubou. E querem que a gente acredite neles. Mas o que vimos durante o governo dele foi o pobre passar a ser respeitado. Alem do mais, nos fomos roubados a vida inteira antes e depois do Lula nascer.

Se ele roubou, então foi para distribuir e não para acumular como os outros sempre fizeram.

Obviamente, aqui temos duas visões opostas. A dos anti-Lula que o tratam com preconceito por ele ser pessoa do povo. E a do povo que o tem como gente da gente! Entenderam?!

Os que não entenderam isso, acham, dentro de seus conceitos achistas, que o povo tem o Lula como deus. Mas quem tem o Lula como deus são eles próprios. Porque pensam que o Lula so pode ser uma pessoa sobrenatural a serviço do mal. O povo não. O povo sabe que o Lula é ele mesmo!

Muito pelo contrário. O eleitor do Lula admite a possibilidade dele ter cometido ilícitos durante sua vida. Ora, 72 anos de vida e o homem não pecar, so existe na imaginação de algum alienado!

Não precisava tantos anos, pois, certos juizes e procuradores da republica estão sendo considerados inimputáveis, mesmo cometendo crimes claros e conhecidos. E são os eleitores do Lula que não sabem enxergar as coisas?!

O que os eleitores do Lula estão esperando ate agora são provas confiáveis e “suficientes” que confirmem algum crime cometido pelo ex-presidente ou sua família no chamado “Caso Triplex”.

Sabemos que o ex-metalúrgico foi julgado e condenado apenas em relação a esse suposto crime. Então, legalmente não ha outro empecilho que o proíba de candidatar-se em 2018. Se ele será culpado ou não em outras acusações, não sabemos.

Por lei não se garante culpa nos outros processos se a pessoa for julgada culpada em um primeiro processo separado. Portanto, o que precisamos saber seria se o tramite se passou em julgado. E isso não foi, pois, ainda ha recursos.

E a constituição nos garante que enquanto isso não acontecer, o réu é, supostamente, inocente. Alem disso, não poderá ser encarcerado, enquanto não for julgado culpado depois de todos os recursos. Enquanto isso, todo réu não terá seus direitos políticos suspensos.

Mas o que esta acontecendo é Lula ter sido julgado, atabalhoadamente, numa velocidade nunca d’antes existente no judiciário brasileiro, com manobras de exceção, violação dos direitos da pessoa humana e todos os penduricalhos típicos de ditaduras, não de democracias.

Tendo ciência disso, não seria justo ao povo desconfiar? Não meus caros amigos/adversários. Todos esses sintomas juntos não deixam nem mais a duvida de o processo ser a maior falsificação desde o golpe de 1964. A certeza não é a de que Lula seja deus!

A certeza é que o juiz que o condenou também não é. Os juizes que confirmaram também não são. Maior certeza ainda é a de que os delatores premiados são bandidos!

E diante de tais evidências, transforma-se em certeza que tudo não passa de armação para tirar o campeão de votos do campeonato. Isso porque falta time do lado dos donos da bola.

Ah! Pensam vocês  Quem dera se esses petistas fossem zumbis! Se fossem, desde que o pato foi posto nas ruas eles teriam ido pra casa chorar suas magoas e nos ja estaríamos tranquilos com o governo, o poder e a massa nas mãos! Mas que mania tem esse povo de ser indolente!

Por que ele insiste em resistir `as nossas vontades e convicções? Não adianta a gente apresentar “nossas” provas! Que raiva. Que ódio!

Pois, alem disso o “famigerado” MTST tinha que nos fazer o favor de mostrar aquele video de dentro do Triplex?! Aqueles bandidos, desordeiros! E agora, o que fazer? Vamos continuar fingindo que acreditamos na versão criada, pois, sem isso ninguém aguenta esse PT!

Segundo o missivista, os partidários do Lula não são tantos quanto pensam que são. Mas “são barulhentos e numerosos”. ksksksksksksksks

Então, o que custava deixar o Lula concorrer `as eleições?! Caberia ao povo passar o veredito. Se o povo dissesse pelo voto que o Lula é o que queremos, então, seria a Vontade de Deus. Isso mesmo. Sem medo de errar. A voz do povo é a Voz de Deus”. Proclama o ditado.

Mas se o povo disser não, então, estaria aberto o caminho, pois, alem de réu o Lula ficaria também vulnerável. Exatamente como as hienas gostam ver suas vitimas!

Obviamente que entendemos que nos votamos e que, para os adversários, é  esse o único problema. O povo vota. E com isso pode contrariar os interesses de quem quer mandar sem voto. Esta ai o grande risco que o Lula representa para a “sociedade” brasileira. Ele tem os votos que a famosa não tem!

Querer comparar Aécio, Cunha, Juca, Temer com Lula deve ser a estratégia menos inteligente que ja vimos para tentar enganar o eleitor do ex-presidente.

Pelos conceitos de justiça que temos, o senador, primeiro da lista acima, ainda é inocente dos crimes que esta sendo acusado. Não somos nos que estamos dizendo isso e sim a lei.

Nos interessa que todos sejam julgados, tenham o direito de ampla defesa, e somente sejam considerados culpados após o tramite em julgado. Isso é a constituição brasileira que manda.

Ja os adversários do Lula querem porque querem que não se obedeçam as leis, pois, o que querem mesmo é ver a cabeça dele cortada. Fazem parte da “turma do linchamento”. E as leis? Ah! As leis são aqueles detalhes chatos de se cumprir! Da nossa forma vai mais rápido!

Sim! Pensa o povo. Vocês apregoaram aos quatro ventos que bastava tirar o PT do governo que tudo ia melhorar. Ia ser por “passe de magica”! Mas olhem o quanto melhorou para nos de la para ca!!! Quem mandou vocês acreditarem nesse “baú da felicidade?!”

Mas diga-se de passagem, o Aécio tem 100% de chances de perder as eleições se ele for candidato em 2018. Mas isso não acontece porque os adversários do Lula trabalharam para isso.

Isso se deu em primeiro lugar porque, se dependesse dos inimigos do Lula, ele seria o presidente a partir de 2014. Mesmo com os amigos do Lula divulgando todos os podres que se sabia do marginal.

Não apenas não se acreditou nos amigos do Lula, ele era mantido escudado e defendido nas redes sociais como se fossem uma “virgem imaculada” consagrada a governar o Brasil.

Quem entrou nos sites de defesa do candidato derrotado e questionou, ate mesmo com educação, aquela imagem singela do derrotado, somente não foi morto e crucificado porque o contato foi virtual.

Alem disso ha que, ainda assim, “por-se as barbas de molho” quanto ao que ele fez ou não fez e ainda não foi julgado. Pelo que parece, ele terá o direito de concorrer a qualquer cargo que quiser nas eleições de 2018. Deixemos para o povo julga-lo também.

Não sou adivinho, não antecipo resultados. A não ser que tenha a premonição deles. E isso `as vezes acontece. Mas como não sei a que cargo o senador irá concorrer, não tenho nenhuma premonição por enquanto.

Dizer que Aécio Neves: “não representa um perigo iminente para o pais!”, apenas confirma a deixa para a motivação da perseguição ao Lula. Em caso de se confirmarem as acusações `as quais ele responde, ele não precisa nem tornar-se presidente para representar riscos para o Brasil.

Queira Deus ate que nem tudo seja verdade. Pois, o risco que o candidato, juntamente com seus colegas de partido e aliados, representa para o Brasil é o de tornar a nação sujeita ao colonialismo, em contrapartida `a Independência.

Se os inimigos do Lula pensam que ser colonia é boa coisa e que independência é que é o ruim, perguntem-se então: Por que os Estados Unidos e Canada não se submetem ao Reino Unido, os hispanos não se submetem `a Espanha e o Brasil a Portugal? Penso nem ser necessário responder!

Nesse caso, a prisão de Lula não representa o afastamento de algum risco para o Brasil. Muito pelo contrário.

Devidas comemorações, dignas mesmo de foguetório seria, por exemplo, se algum brasileiro descobrisse uma vacina contra a Doença de Chagas ou outra que cause endemia no pais. Isso sim seria motivo de comemoração, pois, todos nos estaríamos livres do risco.

Mas a situação brasileira não passa de um campeonato de futebol. E isso é exatamente no que foi transformada a política no Brasil.

Antigamente se dizia que o brasileiro so falava futebol. E agora o futebol virou o modelo de vida. Fala-se de política como se política fosse um campeonato de várzea.

Lula não concorrer, seria semelhante ao São Paulo, Palmeiras, Vasco, Atletico ou outro vencer um campeonato. Os torcedores de tais times teriam algo a comemorar. Mas o resto do Brasil ficara de fora da comemoração.

E é isso mesmo que esta acontecendo agora no Brasil. Uns poucos egoístas querem impor ao resto do Brasil a versão que lhes faz comemorar. Eles não estão preocupados nem um pouco com o bem estar dos outros brasileiros.

E é exatamente por isso que estamos defendendo os direitos legais do ex-presidente Lula. Não porque acreditemos que ele seja um deus. Mas porque não podemos deixar a tristeza vencer.

O problema com os meninos mimados é esse: estavam perdendo as partidas e resolveram abrir uma guerra para tomar o que não conseguem ganhar dentro das regras do jogo.

Os lulistas queriam evitar a guerra.

Agora estão apanhando na guerra que eles próprios inventaram, mas querem que os lulistas se comportem segundo as regras inventadas depois do campeonato iniciado.

Mas nao se ganham guerras abandonando irmãos em armas no campo de batalha. Lulistas estão com o Lula não porque ele seja deus. Mas sim porque o código de honra deles é mais elevado.

São os anti-Lula que um dia foram todos: Aécio, Cunha, japonês, Jucá e agora se agarram ao Moro como se ele fosse o deus sagrada para dar-lhes as resposta que querem ouvir.

Não foram os petistas que fizeram as piores escolhas e nunca puderam sustentar suas palavras.

Da missiva dos amigos/adversários fica o ponto positivo de admitirem que são parciais em relação ao Lula. E, sem confessar, são parciais em relação ao povo que é espelhado nos “defeitos” físicos do Lula.

Pelo bem do Brasil e dos brasileiros:

#LulaLivre e #Lula2018 ja.

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02. DO MOBRAL AO MBL

O Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi um programa da ditadura militar.

A realidade dos séculos de Historia do Brasil havia resultado em uma população adulta analfabeta, em sua maioria. Em 1940, 56% da população era analfabeta. E com os programas de alfabetização em curso, a partir dai, esse índice estava caindo paulatinamente.

Em 1970, quando o MOBRAL foi implantado, o índice ja era de 33.6%. Portanto, era ainda uma causa bastante nobre investir na alfabetização dos adultos.

Mas havia um outro lado da moeda. A partir daqueles anos um dos critérios que mediam se a nação estaria em desenvolvimento ou se continuava estacada no atraso era o índice de analfabetismo da população. E, com a estatística, o Brasil encontrava-se no maior atraso.

Apesar da nobreza da causa, o MOBRAL foi criado para maquiar a imagem do pais. Entre outras coisas, construiu-se muitos prédios novos de escolas. Isso para fazer parecer que o Brasil estava fazendo seu dever de casa.

Fazendo parecer porque, no geral, nada se investiu na formação de professores a nível universitário, nem se preparou para a expansão do sistema de ensino. Muito pelo contrário, promoveu-se a massificação, ao custo da qualidade.

Mal a mal, o sistema anterior funcionava em prédios construídos no inicio do século XX. O que se fez foi: derrubar os antigos e construir prédios novos, com capacidades semelhantes aos anteriores.

Para solucionar o problema da explosão demográfica da época, simplesmente colocaram mais bancos de escola nas salas de aula. Cada professora ficou responsável por 35 ou mais alunos.

Em alguns locais, graças `a abnegação dos professores e esses foram casos particulares, houve realmente uma certa alfabetização de adultos, que eram atendidos no horário noturno e não misturados `as crianças.

A maquiagem mesmo passava pelo fato de que uma boa parte dos adultos recebia o diploma por ter aprendido a desenhar o próprio nome e receber o titulo de eleitor. Era proibido analfabeto votar. Mas esses saiam da contagem de analfabetos. Era para o Brasil ficar bem na fita!

Quem verificar os gráficos da evolução da queda do índice de analfabetismo no Brasil, irá perceber que desde 1940 ha uma linha reta descendente, que vai dos 56% ate aos atuais 4%, aproximadamente. Isso quer dizer que, o que funcionou mesmo ja estava implantado desde 1940 e o MOBRAL não ajudou em nada.

O mais provável que aconteceu foi que as crianças passaram a ser alfabetizadas obrigatoriamente. Com isso, o analfabetismo foi declinando a partir do momento em que os adultos iam envelhecendo e falecendo. Quando morre, deixa de ser analfabeto nas estatísticas!

Mas os atuais governantes, mesmo antes do golpe, devem ter percebido que era altíssimo o índice de analfabetismo politico no pais. Assim MDB, PSDB, DEM e outros não se intimidaram. Resolveram criar um programa aos mesmos moldes.

Como o anterior, não tem a menor pretensão de alfabetizar os analfabetas políticos. Muito pelo contrário. Querem mante-los do jeito que estão. Apenas lhes acrescentando um pouco de ódio para que, em hipótese alguma, voltem a votar em ninguém do PT ou das esquerdas.

Foi por isso que financiaram e tanto investem no acrônimo MBL.

Observem que nem sequer precisaram inteligência para apagar o rastro da ligação entre os dois nomes: MOBRAL e MBL. Um é imagem e semelhança do outro!

Comprove-se nos gráficos:

grafico do declinio do analfabetismo no Brasil

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03. O ARTIGO QUE MOTIVOU ESSA CRONICA:

“Este comentário foi postado por um adepto do Lula para o seu amigo que é contra. Mas a resposta é sensacional… Vale a leitura….”

“”Vocês nos acusam de idolatrar o Lula mas os obcecados por ele são vocês. Dizem que querem todo corrupto na cadeia mas é so dele que falam. Ouçam o foguetório e o buzinaço pela sua prisão. Isso jamais aconteceria em uma condenação do Aécio, do Temer ou do FHC. Lula protagonizou o grande espetáculo desta noite de sábado em todas as mídias. Vocês jamais agiriam assim se o politico fosse outro. Tudo isso é prova do quanto Lula esta sendo perseguido e injustificado””.

“A resposta do amigo:”

“”Aproveito, portanto, essa boa oportunidade para responder ao meu amigo e tentar discorrer sobre essas questões de uma forma mais abrangente.

Sim, meu caro amigo, somos obcecados pelo Lula. Não soltaríamos mesmo tantos foguetes e nem sairíamos tanto `as ruas se o personagem fosse diferente, mesmo que igualmente corrupto. Não faríamos tantos textos no Facebook, nem tão contundentes. Também não ficaríamos tantas horas frente `a TV esperando o simples cumprimento de um mandato judicial. Nossas atitudes definitivamente seriam diferentes se os envolvidos fossem outros.

Entretanto, você ainda não entendeu que a razão do nosso comportamento confessadamente parcial não é o Lula.

A razão, caro amigo, é você!

Sim, você e todos os seus companheiros de seita que veneram uma pessoa como se um deus fosse. Que não admitem, nem por um milésimo de segundo, a mera possibilidade de que o tal deus tenha praticado qualquer ato ilícito ao longo de sua vida. Mesmo com seu governo envolvido em esquemas de corrupção milionários, vocês afirmam categoricamente que ele não tinha conhecimento de nada. Não adiantam as delações, fotografias, documentos, provas, nada. Nada é capaz de mudar sua visão. Como podem seguir alguém tão cegamente, sem pensar, sem raciocinar, quase como zumbis? E quem dera vocês fossem poucos. Não haveriam motivos para preocupações. Mas vocês compõem uma parcela considerável da sociedade. Estão muito longe da maioria que propagam ser mas, ainda assim, são barulhentos e numerosos.

E sabe o que é pior? Vocês votam!

Não, não se trata de preconceito. Eh um fato.

Vocês certamente votariam no Lula novamente se pudessem.

Esse é o grande risco, entende?

Apenas para tentar ser o mais claro possível, tomemos como exemplo o Aécio, que considero um corrupto, delinquente, marginal, um bandido profissional. Sei que você concorda comigo. E aqui poderia ser o Temer, o Cunha, o Jucá, qualquer um. Você sabe qual é a chance do Aécio ser eleito presidente? Zero. Você sabe quantas pessoas se colocariam na frente da policia para tentar impedir uma eventual prisão dele? Zero. Você sabe quantos eleitores o chamariam de injustificado, de perseguido, de guerreiro do povo brasileiro? Zero. Por isso, meu amigo, torço demais para que o Aécio e todos os demais façam companhia ao Lula o mais rapidamente possível, mas a verdade é que Aécio, por mais mau caráter que seja, não representa um perigo iminente para o pais!

Você sabe que, quando um grande perigo é afastado, é normal que as pessoas comemorem mais efusivamente do que quando um risco insignificante deixa de existir. E isso que está acontecendo agora!

Lula é um grande perigo. E Lula é afastado, caro amigo, simplesmente porque você existe para defende-lo!””

 

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02. OS GNUS E AS CHITAS

Os gnus são aqueles bovídeos que vivem nas pradarias africanas, formando bandos de milhões, para a própria defesa contra predadores, e migram por áreas extensas para seu sustento e de suas famílias.

Chitas são predadores, em cujo cardápio consta gnus, especialmente os em condições de fragilidade, o que inclui-se recém-nascidos, velhos, doentes etc.

Houve um tempo em que os bichos passaram a ter inteligência e os gnus não ficaram atras. Reuniram em sindicatos, organizaram plantações para não precisar haver aquelas migrações que nunca davam resultados bons para o rebanho.

Mas, nas mesmas pradarias que ocupavam também habitavam as chitas. E como o regime civilizatório estava em curso passaram-se séculos em que as chitas mandavam. Isso foi ate acontecer um melhor esclarecimento em que foi escolhido o regime democrático de governança e formou-se os partidos dos gnus e os das chitas.

Como era esperado, mais cedo ou mais tarde, os numerosos gnus passaram a ganhar as eleições. E com o avanço da tecnologia instituiu-se que as chitas não poderiam mais comer carne de gnu mas sim carne de soja.

Ate mesmo algumas chitinhas mais entusiasmadas com o novo estilo de vida votaram no partido dos gnus e, por isso, ja se sentiam gnus também.

Mas após eleitos os gnus, muitos privilégios das chitas foram removidos. Elas não puderam mais ser as únicas a demarcar terras para si mesmas, gnus passaram a poder subir nas arvores também, misturava-se chitas e gnus nas mesmas escolas, enfim, o horror das chitas!

As chitas porem tinham também la suas astucias. Como não sabiam como governar para o bem de todos, aproveitando-se que o judiciário ainda estava vivendo o tempo antigo, com mais chitas que gnus ocupando cargos, elaboraram um plano complicadíssimo, com o objetivo de dividir a pradaria e dar o golpe, fazendo tudo voltar ao que era antes.

Assim, arquitetaram trapaças jurídicas para tirar os gnus do governo e substitui-los por chitas. Como elas eram especialistas em burlar as leis desde quando haviam sido donas do poder, por séculos, deram nos nos estatutos de forma a fazer parecer que a chefia dos gnus era corrupta, como elas sempre foram.

Enfim, depois de muita trapaça, conseguiram encarcerar, pasme-se, com o apoio de uma considerável parte dos gnus, os chefes deles. Estavam tão revoltados com as acusações de corrupção que não mediam as consequências do golpe para os próprios gnus.

Logico, como em toda “nova democracia” na qual os fortes mandam e os fracos obedecem, houve intensa discussão popular em torno dessa prisão. Enquanto as pessoas, digo, os gnus se distraiam, as novas “autoridades” foram retirando os direitos adquiridos pelos gnus, que pasme-se mais ainda, continuavam aplaudindo e pedindo bis!

Mas as discussões andavam tão intensas a nível de internet, uma invenção que de tão nova que pouca gente sabia usar com inteligência, que parte da gnusada e as chitinhas nem sequer se davam conta das verdadeiras intenções da trama.

E as chitinhas que chegaram a votar no partido dos gnus lançaram essa opinião a respeito da situação:

“Voces falam de humildade (gnuidade), meus camaradas, nos ja fomos gnus, ja acreditamos nessa corja, não temos vergonha de assumir isso e temos a consciência e tranquilidade da nossa boa-fe e honestidade.

Vocês, os idolatras, é que não tem um mínimo de humildade para assumir os erros e a corrupção, que é histórica nessa merda de pais (pradaria), mas que com seus bandidos de estimação se tornou “estruturada”.

O que imagino que deva tirar o sono de vocês e que, obvio, nunca assumirão, é essa nova centro-chitada e chitada, com Chitaguri, Chitaliday, Chitaturval, MCL, CPR, Chitanaufragio e tudo que seja anti-gnu, surgiu por conta de vocês. Como anti-vocês kkkkkkkk.

No mais, continue sendo hipócrita como todo partidário gnu, gnu-avante caviar, socialista de iPhone. Vocês ja chegaram ao máximo que serão daqui para frente, nada mais que uma seita.”

Vendo aquilo, o gnu velho, do tempo ainda que sua raça fora escravizada pelas chitas, coçou a barba, e passou a ensinar a seus mais novos.

Meus amigos, uma chita nunca será gnu. Somente porque um dia ela reconheceu como atrocidades as coisas cometidas pelas chitas-mores e suas antepassadas não significa que ela virou gnu. A recaída de agora mostra isso mesmo.

Para tornar-se gnu era preciso que uma chita despisse completamente de sua natureza e vestisse nossa pele. Pensasse, agisse e sentisse como uma chita.

O que aconteceu com essas chitas novas foi apenas uma consciência instantânea. Diante das barbaridades do passado elas tiveram um pouco de solidariedade com o nosso sofrimento.

Contudo, quando a pratica apresentou-se aos olhos delas, tiveram nojo de tornar-se verdadeiros gnus. Não suportaram o peso de ser gnu num regime de chitas.

No fundo pensam que são santas. Nos somos o que somos. Não fomos nos que vestimos a pele de chita para dizer que éramos chitas. E, na “honestidade” delas se fingiram de gnu, mas notaram que a carga de se-lo pesa mais que a capacidade de resistir ao peso.

As chitas idolatravam seus antepassados. Chegaram a idolatrar o que se passou depois. Agora estão se dizendo arrependidas porque queriam que simplesmente os gnus aceitassem o que é da vontade delas. Ou seja, eu serei como você, desde que você pense como eu penso.

A arrogância de antes é a mesma arrogância de agora. Apenas querem justificar sua arrogância culpando-nos de idolatria.

Então, acaso fomos nos que não sabíamos que éramos gnus? Elas sim queriam esconder que eram chitas. São desonestas ate consigo mesmas.

As chitinhas são jovens e arrogantes. Não focam seus objetivos nas soluções que precisam ser dadas. Focam suas atenções nas pessoas de seus lideres ou nas de suas presas.

Para elas, um dia os gnus eram presas. No dia intermediário gnus passaram a ser lideres de seus bandos. Mas, insatisfeitas, querem voltar a ser lideradas por outras chitas e agirem como as chitas do passado.

Triste decisão! Estão fadadas a se contrariarem novamente.

A natureza da chita sempre foi essa mesmo. Não tem consciência de grupo. So sabe objetivar aquilo que lhe de algum beneficio rápido. Não planeja a longo prazo. Mas quer que os resultados perdurem.

Chitas são animais muito egoístas e vaidosas. Sempre se acham mais que as outras. Por isso mesmo são nossas adversárias.

Pior para elas, pois, sabemos que juntos criamos força para manter fora de nossas pradarias as hienas, os leões, os leopardos e os crocodilos. E agora também sabemos que as chitas no poder fizeram aliança com os outros predadores que estão fora.

Mas quando o crocodilo, a hiena, o leão e o leopardo voltarem a ter livre acesso `as nossas pradarias, as chitas serão expulsas porque sozinhas elas não são nada diante deles.

As chitinhas não sabem ainda. Mas elas e os gnus que estão apoiando o golpe, são como o cabo do “machado que desprezam o perfume do sândalo”.

O cabo do machado tem a natureza do sândalo. Apesar de ajudar, o machado é o que realmente corta. Sem o machado, mesmo que o cabo seja de sândalo, para nada mais serve que o fogo.

https://www.vagalume.com.br/lo-borges/como-o-machado.html

UM POUCO MAIS DE LEITURA NAO FARIA MAL A NINGUEM:

01. https://diplomatique.org.br/o-dia-em-que-me-apaixonei-por-lula/

02. https://www.facebook.com/johnandreusboy/videos/977559942419038/?hc_ref=ARQIsyQATWbR5pp7KJOB29QzehYyOl9620GiGWdZTDO5LeN_Ph_VY6ye7txHhsi_WfY

 

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01. A VERDADE NAO SE TRATA DE NENHUMA TEORIA DE CONSPIRACAO.

INDICE:

01. INTRODUCAO

02. UMA REALIDADE DEFINIDA.

03. GARIMPANDO O OURO, ENCONTRA-SE O LADRAO.

04. OS DONOS DO PODER NO BRASIL CONTEMPORANEO.

05. O ESCANDALO CAMBRIDGE ANALYTICA.

06. ESPETACULO CIRCENSE.

07. O TAMANHO DA CORRUPCAO NO BRASIL.

08. PROJETO DE GOVERNO E PROJETO DE PODER.

09. OS CRIMES.

10. OS MAIS PREJUDICADOS PELOS CRIMES.

11. O ODIO SEM RAZAO, EH A RAZAO DO ODIO.

12. COMO CONSTRUIR IMAGEM DE BANDIDO?

13. COMO E PARA QUE FABRICAR UM HEROI?

14. CONCLUSOES.

15. 04.04.18, URGENTE.

16. LULA PRESO

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NAO SE TRATA DE NENHUMA TEORIA DE CONSPIRACAO.

01. INTRODUCAO.

Vejo os amigos-adversários truculentamente esbravejando impropérios contra o Partido dos Trabalhadores e suas maiores figuras.

Alguns chegam a acompanhar o pensamento de um certo procurador da republica ao afirmar que o partido é uma verdadeira quadrilha.

Não adianta dizer a eles que nunca devemos generalizar.

Quando dizem que: “Diga-me com quem andas e te direi quem es”, e a gente retruca nos termos: “Então você quer dizer que Jesus era um traidor!”

Em outros termos chamam os esclarecidos de “defensores de bandidos”. Vez por outra eu retruco a alguém: “Então, você quer dizer que aquele que andou com prostitutas, ladroes, cobradores de impostos e ate com assassinos era defensor de bandidos?”

Logo chegam as apelações: “Você esta comparando Lula com Deus”. Isso é sacrilégio.

“Poderia ser!” – respondo – “Claro, se eu estivesse fazendo isso, pois, pessoas são incomparáveis. Não devemos comparar nem o Ze qualquer com o Ze da esquina. Se o fazemos, estamos julgando e, se julgamos, estamos sendo desobedientes.”

Dai, caímos no tal caso da generalização. Quando dizem que o Partido dos Trabalhadores é uma quadrilha, estão decidindo que todas as pessoas envolvidas com o partido são marginais e igualmente culpadas. Estão julgando uns pelos outros.

Outro erro. Insistirem que ser petista ou defender causas petistas seja indicio de ter mal-caraterismo. Aqui podemos verificar três vertentes para o caso.

Em primeiro lugar, os amigos-adversários nunca reconheceram que ha um grande bloco de petistas que creem piamente no bom-caráter de suas estrelas.

Nesse caso, quando a pessoa acredita em algo, não adianta apelida-la de nada. Isso não ajuda. Ter-se-ia que ser mais inteligente.

Se existem provas cabais e suficientes do mal-caratismo de alguém, basta mostra-las. Deixe que quem duvida decida por si mesmo a partir disso.

Em segundo plano, existem os que creem que houveram envolvimentos de alguns membros do partido no sistema. Mas creem que esse envolvimento era inevitável.

Então, sem ouvir as razoes destes e decidir que são desonestos, não irá a lugar algum.

Por fim, em terceira mão, temos o fato de os petistas e admiradores estarem convencidos de que ha um complo para derrubar o partido.

Acredita-se, nesse caso, que os bandidos se associaram para derrubar o PT. E os inimigos, nesse momento, são:

01. uma chamada parte podre do congresso que corresponde a 2/3 ou mais do total de parlamentares.

02. O judiciario perseguidor e parte do Ministério Publico, malversadores dos fatos e documentos, intencionalmente torcedores da justiça, correspondente `a parte que cabe mais ao Sul do pais, alem de uma boa parte dos Tribunais Superiores Federais.

03. A mídia partidaria, dominante, oligárquica e influenciadora de opiniões.

04. Parte das forças armadas, especialmente aquela alinhada ao setor direitista do espectro politico.

05. Interesses econômicos internos e externos que não compartilham com a ideia da distribuição justa da renda do capital e do trabalho.

06. A intervenção externa nas políticas internas do pais por grandes interesses econômicos e políticos, especialmente os provenientes dos Estados Unidos.

07. Interesses de manipuladores religiosos que não querem dar solução aos problemas mas suas ações tem a tendência a faze-los piorar.

08. Intervenção indevida de instituições como a maçonaria e setores da OAB.

Acredito que deveríamos colocarmo-nos acima de nossos próprios umbigos para tentarmos buscar soluções e evitarmos fazer parte do problema. Algo que esta sendo esquecido pelos amigos-adversários.

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02. UMA REALIDADE DEFINIDA.

Vamos começar por compartilhar essa postagem do site FALANDOVERDADES:

https://falandoverdades.com.br/procurador-do-banestado-diz-que-lava-jato-foi-usada-para-derrubar-dilma-e-por-temerpsdb/#.WrA9Kf8C9kI.facebook

Um detalhe da militância anti-petista tem sido o de não ler as informações dadas por sites considerados petistas por eles. Diga-se de passagem, basta dizer algo favorável a quaisquer petistas para, no jargão deles, você vira “petralha”.

Algo ridículo. Mas como fala-nos o ditado: “Melhor rir do que chorar!”

A reportagem, porem, contem partes de entrevistas do procurador no caso do Banestado, dr. Celso Três e do delegado Jose Castilho, também envolvido nas investigações daquele caso. O juiz foi o dr. Sergio Moro, o qual não da entrevista na matéria.

Apesar do titulo, acredito que a matéria deu menos ênfase ao principal que seria salientar que: os casos BANESTADO e MENSALÃO TUCANO, alem de uma lista completa, comprovam o quão podre ja andava a política, antes de o Partido dos Trabalhadores ter subido ao trono.

Somente no BANESTADO foram cerca de 120 bilhões de dólares envolvidos. Ha que se fazer depois a relação desse valor em relação ao PIB da época para se comparar o quanto o Brasil era, foi e esta sendo roubado.

Ambos profissionais, apesar da respeitabilidade dos trabalhos que desenvolveram, alegam ter sofrido a pena de exílio em suas funções. Ou seja, suas carreiras foram obstruídas a partir do momento que as investigações os levaram ao cerne do problema da corrupção no Brasil, porque isso mexia com muita gente poderosa.

Pelos nomes de instituições e pessoas mencionadas na matéria, da para raciocinar que os principais parceiros que eles poderiam ter usado contra os poderosos para mobilizar a opinião publica, as grandes mídias, estavam do lado contrario, pois, seus donos também estavam envolvidos. Cite-se Rede Globo ai.

Nessa reportagem, segundo a opinião do procurador, o dr. Moro foi parte interessada no abafamento do caso.

Ja o delegado, mesmo que não isente o Partido dos Trabalhadores de culpas, ate mesmo, pelo contrario, insinua que houve uma adesão ao invés de combater a corrupção, reconhece fato preponderante: o de que foram os ex-presidentes Lula e Dilma que liberaram recursos que deram possibilidade `a PF e ao MP atuarem, como agora, contra corruptos.

Observe-se ai duas coisas. A possibilidade esta sendo usada contra alguns corruptos, não contra a corrupção. Raciocinem para saberem a diferença entre um e outro.

Lula e Dilma se tornaram vitimas de suas bondades nesse caso. Não se trata de dizer que são completos inocentes. Apenas o uso da maquina publica, por eles próprios azeitada, facilitou o serviço sujo que preparavam contra eles.

Mas, em todo caso, deve-se, antes de tudo, não fazermos julgamentos definitivos a partir das informações na matéria, pois, ha que reconhecer-se que não sabemos os motivos completos que levam a tais declarações. Não temos ideia dos interesses dos entrevistados.

Por outro lado, ha que se manter o direito expresso em toda justiça de que todos os acusados “são inocentes ate que se prove o contrario”. E com provas suficientes e não por convicções do julgador.

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03. GARIMPANDO O OURO, ENCONTRA-SE O LADRAO.

Mais dados importantes podemos encontrar no endereço eletrônico:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_unidades_federativas_do_Brasil_por_participação_no_PIB

Algumas pessoas tentam desmerecer a Wikipedia porque ela aceita de tudo um pouco. Mas em muitos casos ela contem dados verdadeiros postados por pessoas e entidades responsáveis. Os dados ai são retirados do IBGE.

Recorro-me a ele porque existe uma máxima da investigação, inclusive mencionada pelo procurador Celso Três que para pegar o corrupto precisa-se rastrear o dinheiro.

Uma verdade, pois, o corrupto pode saber se esconder mas o dinheiro sempre passa por canais conhecidos. O nome do corrupto ou seus testas-de-ferro levam a desvendar o crime.

Aqui, precisamos usar pouco, porem não deixa de ser, raciocínio. Uma pergunta que não pode passar despercebida pelo investigador será essa: “Quem controla o PIB brasileiro?”

Pelo quadro podemos observar que das 27 unidades da federação brasileira apenas 3 produzem pouco mais de 50% do PIB. Não se deixem cair em tentação de pensar que isso significa ser maior ou melhor. A conversa aqui é outra.

Mesmo porque, esse disparate acontece por razoes históricas, preconceituosas e por ma distribuição do desenvolvimento nacional, desde a colonização portuguesa. Isso faz parte da chamada herança maldita do Brasil.

Poucos brasileiros atuais podem ser chamados de culpados por essa condição. E os culpados são exatamente aqueles que não desejam ver isso mudado.

O importante aqui seria levantarmos ja uma das questões a ser respondidas. Se o Partido dos Trabalhadores fosse tão corrupto como os adversários querem impor `a opinião publica, por que ele somente conseguiu uma única eleição para um dos 3 estados mais ricos da federação ate hoje?

Mesmo assim, somente em 2014, com a eleição do governador Fernando Pimentel em Minas Gerais. Estado que encontrou sob petição de miséria após a sequência desastrada de administrações dos PSDBistas Aecio Neves e Antonio Anastasia.

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04. OS DONOS DO PODER NO BRASIL CONTEMPORANEO.

Outra pagina na internet que podemos recorrer a ela:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eleições_gerais_no_Brasil_em_2002

Aqui temos os resultados das eleições do ano de 2002. Na porção mais abaixo da pagina existem links que levam aos resultados de eleições de outros anos. Neles podemos ver a composição da câmara, senado e governos estaduais.

O que podemos observar aqui é que os resultados eleitorais do Partido dos Trabalhadores podem ser considerados ate mesmo pífios. Mesmo que em 2002 tenha se mostrado como, individualmente, o maior partido na câmara dos deputados.

Observe-se que fez menos de 20% da câmara. Proporcionalmente, o resultado não foi diferente no senado. Ai disputou a segunda posição com o PSDB, sendo o PMDB (atual MDB) o mais numérico.

Em termos do numero de governadores, em relação ao PIB, o resultado seria frustrante, caso o sistema eleitoral brasileiro fosse mais racionalizado com no máximo 5 partidos disputando.

O esfacelamento do sistema fica mais a olhos vistos no quadro de deputados. Embora os 4 maiores depois do PT (PFL 84 + PMDB 75 + PSDB 70 + PPB 49) governariam tranquilos por causa de suas afinidades programáticas, se o sistema fosse parlamentarista.

Não precisariam nem mesmo da adesão do PL 26 e PTB 26, co-irmaos daqueles.

Quem acompanha a evolução das mudanças na política brasileira sabe que o quadro geral não mudou, apesar das vitorias que o PT conseguiu nas campanhas presidenciais.

Ai ha que ser responder `a questão: Quem tem o governo e quem tem o poder?

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05. O ESCANDALO CAMBRIDGE ANALYTICA.

Infelizmente, quem desejar conhecer um pouco mais do assunto terá que saber ler inglês, pelo menos para acessar a reportagem abaixo. Parece-me que o Brasil ainda esta alheio `a questão. E não tenho duvida quanto ao porque disso!

https://www.theatlantic.com/technology/archive/2018/03/the-cambridge-analytica-scandal-in-three-paragraphs/556046/

Explicando em um minimo de palavras, o escândalo começou agora mas tem historia passada para explica-lo.

Alguém preparou um aplicativo para o facebook. Esse estudo na verdade havia inicialmente sido desenvolvido pela Universidade de Cambridge, para conhecer o comportamento das pessoas.

O aplicativo continha certa quantidade de perguntas que identificavam a preferencia das pessoas por determinados assuntos. 270.000 pessoas responderam ao questionário. E junto deram vazão para o aplicativo sequestrar dados dos amigos.

O autor do aplicativo tinha acesso `as respostas e informações dos usuários e seus amigos. Ele os armazenou em banco próprio de dados.

Em seguida vendeu esse banco para a consultora Analytica. Essa consultora é controlada por pessoas super-ricas, com grande afinidade política com o presidente Trump e o lado direito do espectro politico mundial.

O escândalo estourou porque agora descobriram que os dados foram usados para facilitar a eleição do presidente e passar a consulta do Brexit.

Um dos truques que se usou foi a distribuição de noticias falsas que tendem a levar os apoiadores contrários a desistir de votar. Isso naturalmente torna-se mais fácil nos EEUU e Reino Unido porque o voto não é obrigatório.

Como o facebook entra nessa? Bom, podia-se pensar que foi a parte roubada. Mas a coisa não passa por uma explicação simples. Em 2015 ja sabiam que o problema existia.

Assim, a empresa enviou comunicado dizendo que tanto o inventor do aplicativo quanto a quem ele repassou os dados tinham que apagar essas memórias.

Ha que se entender que isso não passa de um desembaraço jurídico. Como agora a trama foi descoberta, o facebook vai alegar que cumpriu sua obrigação, portanto, não pode sofrer represálias judiciais.

Isso seria semelhante a alguém vender uma arma a quem se sabe ter a intenção de matar. Mas o vendedor pede que o assassino em potencial assine um documento dizendo que não tem tal intenção e promete fazer bom uso da arma.

A empresa facebook ja esta sofrendo alguma represália indireta. O valor da empresa caiu 12% no mercado. Muita gente esta desativando suas contas. Mas se o caso não surtir serias represálias, isso logo cai no esquecimento.

Contudo, por que estou falando disso agora? Resolvi acrescentar isso porque o caso esta saindo do oculto. E para fazer um paralelo entre o que foi feito na eleição do Trump e passagem do Brexit com o que esta acontecendo com o Lula, também no facebook.

Não passou despercebido de minhas observações alguns detalhes. Tenho visto o embate das tropas contra e a favor do Lula no facebook. Tenho quase tantos amigos a favor quanto contra o ex-presidente.

Eu próprio sou a favor da causa dele, particularmente no caso do chamado Triplex. Pela argumentação que tenho acesso, existe uma fonte que o condena que é justamente a parte do judiciário que o julga.

Em contrapartida, torna-se claro que o que usaram para condenar não se baseia em fatos. E essa opinião não se baseia em simpatia ou antipatia. Como sou leigo em questões jurídicas, tenho que buscar opiniões de juristas para concordar ou discordar de qualquer decisão na área.

Assim, para ter certeza dessa opinião, levei em conta as analises:

01. feitas pelos 122 juristas que escreveram o livro afirmando que a sentença do caso Triplex não tem os fundamentos que a lei exige;

02. ha a opinião de que o caso nunca deveria ter sido transferido para Curitiba, pois, não existem provas de que o Triplex tenha sido ganho em troca de contratos feitos com a Petrobras;

03. no proprio processo o juiz Sergio Moro deixa claro que não provou tal vinculo;

04. juizes publicaram opiniões afirmando que o caso não apresenta “provas suficientes” para condenação e a “condução coercitiva” do presidente ja seria suficiente para anular o caso;

05. como o caso esta vinculado ao chamado “golpe jurídico/parlamentar” que o Brasil esta passando, são 33 faculdades de direito e três internacionais que estão oferecendo cursos que caracterizam os fatos brasileiros como golpe e com a intenção de encontrar respostas `as consequências para o futuro da democracia no pais;

06. o apartamento nunca pertenceu nem foi usufruído pelo ex-presidente ou seus familiares;

07. registros do imóvel comprovam a posse que pertence `a empresa OAS;

08. houve o sequestro do imóvel para pagar divida da empresa, portanto, isso não poderia ser feito, caso o imóvel pertencesse ao ex-presidente.

Diante de tamanhas provas concretas, e outras não mencionadas, não poderia eu tomar partido favorável `aqueles que insistem o contrario. Como se observa, a opinião não é minha e sim de pessoas que sabem.

Somente a decisão de acompanhar esses pareceres que vem a ser a minha escolha. Isso porque tudo o que eu aprendi em meus 60 anos de experiência de vida como correto indica que devo seguir esse caminho e não outro.

Apesar disso, não passou despercebido de minhas observações o fato de que meus amigos a favor do Lula tem mantido uma militância constante e uníssona em defesa dele. E isso podemos contar praticamente 7 dias por semana durante todo o tempo.

Ja os contrários apresentam uma militância razoavelmente mais moderada. Mas essa militância não tem se prezado por fatos. Na maioria das vezes suas postagens trazem conteúdos preconceituosos e partem de fontes que chamamos no jargão de “carimbadas”.

Poucas ou nenhuma vez se os vê usando argumentos próprios, baseados em algo fisico e realístico.

Contudo ha no palanque do facebook uma visível mudança de comportamento `as vésperas de momentos importante tais como os julgamentos do caso Triplex e de seus embargos.

Naturalmente, isso era esperado, ja que o lado oposto também salienta-se mais em sua defesa.

O que chama a atenção, porem, tem sido a “operação anti-Lula” estar exageradamente coordenada. Amigos que são contrários e postam mensagem de sua oposição uma ou duas vezes por semana, aparecem em nossa pagina “Home” (Casa) em dezenas de postagens.

Aquilo que publicaram ha meses atras é republicado. O que se chama requente de comida velha. Inclusive aquilo que ja foi demonstrado ser irreal ou factoide. Ou seja, estão invadindo “nossa casa” com propaganda contrária ao que pensamos.

E, certamente, por conhecer alguns dos amigos cujos nomes são usados, posso dizer que não são eles que estão fazendo isso. Não são contrários o suficiente para tomar essa atitude, e não fazem parte de grupos que coordenem tais ações.

A partir disso surge a questão: o que esta acontecendo nas paginas do facebook em que, no Brasil, esta sendo usado a mesma tática tentada para passar a eleição do presidente Trump e o Brexit?

Acredito que so existe uma resposta para isso. Não pode ser coincidência. O facebook esta diretamente envolvido no processo golpista no Brasil.

E obviamente, ha que responder-se ai a questão: O que tem para eles nisso para se envolverem?

Com absoluta certeza a proposta de passagem de lei de regulamentação de serviços na internet nunca agradou aos senhores dela. Alguns tem isso como uma aberração. Alegam tratar-se de uma tentativa de controle por parte dos governos.

Na verdade, a tentativa de controle pode vir dos dois lados. E o caso da manipulação da eleição a favor de Trump e do Brexit comprovam isso, por parte de interesses externos ao do eleitorado.

Portanto, ha sim que haver mecanismos de regulamentação que evitem e punam as tentativas de controle de ambos os lados.

Na verdade, isso não tem nada de novo. Desde que se inventou o “voto marmita” no Brasil, ja se sabe que pessoas sem escrúpulos irão tentar ludibriar a lei.

E justamente em consequência disso que a regulamentação torna-se necessária. Não é a regulamentação que é ruim. Todos sabemos que a natureza humana nunca prestou.

No presente caso, sabemos que existe um golpe ocorrendo no Brasil e que o Lula esta sendo perseguido pelos golpistas.

Diante de tantas provas concretas de que seria impossível condena-lo no Caso Triplex, com o objetivo de evitar a candidatura dele no pleito presidencial de 2018, então, apelou-se de um lado pela abertura de um processo com acusações falsas e o intuito da condenação sem ouvir nenhum argumento contrario.

E, de outro, usar todos os meios, inclusive as paginas do facebook, numa tentativa de validação do ato golpista, através de um suposto referendo por parte da opinião publica.

Mesmo sendo esse referendo obtido de forma altamente traiçoeira aos princípios legais e de justiça.

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06. ESPETACULO CIRCENSE.

Enquanto escrevia o capitulo anterior, notei algo estranho. Melhor dizendo, antes de inicia-lo.

Esses últimos dias, não tenho acompanhado o desenvolvimento da pornografia jurídica que anda ocorrendo no Brasil.

Justamente porque estou escrevendo, tenho aberto minha pagina no facebook apenas para responder `as correspondências. Quero evitar envolver-me em maiores debates e, se a pagina estiver ligada, as interrupções me atrapalham.

Por isso pensei ser inusitado a avalanche de propagandas contrarias ao Partido dos Trabalhadores, especialmente a seu representante maior, o ex-presidente Lula, ja no amanhecer do dia. Apenas perguntei-me: O que será que esta acontecendo e que não estou sabendo?

`A tarde, ao abrir a pagina tomei conhecimento de que estavam julgando  no STF o Hábeas Corpus impetrado pela defesa do ex-presidente, para que ele tivesse o direito de responder em liberdade ate que o resultado do julgado fosse definitivo.

Ainda pela manha havia aberto um texto, salvo engano, do DMC (Diário do Centro do Mundo) lamentando e acusando a presidenta do tribunal, dra. Carmem Lucia, presidenta do Superior Tribunal Federal, STF, por ela não ter pautado primeiro o mérito de uma decisão do mesmo órgão, a partir de 2016, que prevê a prisão preventiva, após julgamento em segunda instancia.

Acontece que para o autor do texto a prisão antes do tramite em julgado constitui violação dos direitos constitucionais.

Ja o julgamento apenas do HC seria baseado justamente na decisão de 2016, o que ja revelara, em decisões anteriores, os votos dos membros do Superior Tribunal Federal, indicando uma negação antes mesmo do julgamento do HC.

A acusação se dava pelo fato de a ministra presidenta ter se recusado primeiro pautar aquele mérito, e em seguida adicionar o julgamento do HC, recompondo a pauta anteriormente anunciada, ja com as cartas marcadas.

Saliente-se que a presidenta do STF é favorável `a prisão preventiva. Portanto, ai se demonstra o valor da manipulação alegada pelo articulista do DMC. Ou seja, pelo menos em teoria se demonstra o quanto circense virou o judiciário brasileiro!

Minha surpresa `a tarde foi vir a saber que o julgamento fora ontem, 22.03.18. Tão acostumado estou `a lentidão do judiciário, particularmente o brasileiro, que logo depositei minhas fichas no futuro.

Embora as transmissões diretas estivessem disponíveis, optei por assistir apenas uns pequenos trechos. Por coincidência acabei assistindo `a defesa feita pelo dr. Sepulveda Pertence. Digo coincidência porque recebi um alerta e logo abri e ele foi logo anunciado. Mas assisti a outras intervenções contrarias também.

O dr. Pertence não é apenas um advogado conhecido no Brasil. Ele foi deputado constituinte em 1987. Foi, assim, co-autor da Carta Maior Brasileira. Alem disso, também ja foi membro do próprio STF. Não seria por mera coincidência que ele foi solicitado para o time de defesa do ex-presidente.

Ao meu entender, foi muito claro quanto `a inconstitucionalidade de permitir-se a prisão preventiva, ou seja, antes dos tramites em julgado.

Ele explicou que a intenção dos constituintes fora justamente evitar os abusos ocorridos durante a ditadura militar, quando todas as arbitrariedades eram justificadas com bases legais de exceção.

Para clarear o que ele disse, pode-se usar a fabula do Lobo e o Cordeiro de La Fontaine. A fabula é curta e explicativa. Podem le-la no endereço:

https://www.pensador.com/frase/ODEwMzk1/

Em resumo ela deixa claro, quando se é mais forte se usa o poder disso para satisfazer suas vontades e necessidades. Não se precisa de razão ou imaginação.

O dr. Sepulveda Pertence deixou em seu discurso a analogia de que antes houve a ditadura verde-oliva (militar) e que agora esta se vivendo a ditadura da toga. Os que são contrários `a liberdade do ex-presidente simplesmente ignoraram esse preambulo.

O juizes da corte apresentaram as defesas de seus votos de acordo com os pareceres anteriores do próprio STF, não levando em consideração nem sequer a possibilidade de tais pareceres estarem em conflito com o que dita a Constituição. A impressão que deixaram foi a de que a ordem era prender.

Interessante foi que, `a tarde, a minha “casa” estava limpa. As propagandas contrarias ao ex-presidente não apareceram.

Isso faz desconfiar do jogo de cartas marcadas. Pois esse deveria ser o momento mais indicado para postar-se tais manifestos. Isso porque o circo esta funcionando de forma que as decisões tem sido tomadas sob o auspicio de certo clamor popular.

Isso mesmo, como o lobo na fabula, o argumento tem sido a força, contudo, por ser togada, não pode parecer bruta. Assim, torna-se imprescindível que haja “apoio popular”, mesmo que esse apoio seja baseado em manipulação dos dados na internet.

No caso, um volume imenso de publicações contra o ex-presidente, o que daria a impressão aos usuários de que seja mesmo a maioria que deseja a prisão. Assim se ganha apoio pelo que parece ser, não necessariamente ao que realmente seja.

Alias, diga-se de passagem, nota-se na maioria dos apoiadores da prisão do ex-presidente um certo animo sádico. Em suas mentes não paira o direito. Querem a prisão por uma satisfação pessoal.

Meus amigos dizem inclusive que certo canal de televisão brasileiro esta movendo campanha intensa a favor da prisão. A prisão do ex-presidente é um trofeu tanto para o canal quanto para os amigos adversários. Não importam nem legalidade nem os direitos civis.

A alegação maior seria a de que os direitos civis dos brasileiros foram violados, portanto, quem violou não tem esses direitos.

Os amigos/adversários apenas não atentam para o fato de a reciproca ser verdadeira, pois, por violarem os direitos civis de quem quer que seja estão renunciando aos mesmos direitos se acaso vir a necessitar deles.

Como nos ensina a maxima: “direitos não se ganham, se conquistam.” E o que se conquista pode ser perdido se nos próprios não nos garantirmos.

Tem a convicção da culpa do inimigo. Portanto, se a prisão vir por meios legais, legítimos ou não, não faz a menor diferença para eles. Como disse um amigo: “Vale pelo conjunto da obra” O que ele quiz dizer com isso tem um paralelo com o argumento do lobo da fabula.

Se o Lula não for culpado no caso do Triplex, ou não se tiver provas suficientes para condena-lo no caso, não importa. Ele será culpado pelo que fez entre seu nascimento ate agora. Ja que é impossível uma pessoa humana não ter pecados, a condenação dele servira por quaisquer outros que tenha cometido.

As pessoas que assim pensam, apenas se esquecem do detalhe que não é assim que a justiça foi feita para funcionar.

Algo mais interessante a respeito do que assisti do julgamento de ontem foi o argumento que pude colher para demonstrar minha decisão. Como ja falei, não formei minha opinião. Decidi basear-me na opinião de profissionais da justiça.

Meus amigos/adversarios insistiam que teria que ler as laudas condenatórias escritas pelo juiz Sergio Moro para que eu enxergasse que haviam provas e que o réu era culpado.

`A ocasião respondi para eles que não leria e esperaria as opiniões dos pares do juiz, pois, eles saberiam do que se tratava. Eu não. Sou leigo.

A verdade passa pelo fato de que eu sei português. Mesmo o erudito e rococó das cortes eu compreendo. Mas enquanto assisti `as argumentações de uns pro prisão no STF tornou-se muito claro para mim que o meu cuidado é valido.

Em primeiro lugar porque quem for defender uma tese irá usar de todos os artifícios possíveis para convencer, a quem interessar, que tem todas as cartas a seu favor. Trata-se isso de convencimento e não necessariamente uma verdade.

Para que se tenha uma ideia basta fazer-se um paralelo com as famosas pirâmides que os gaiatos vivem aplicando pelo mundo. Os cabeças geralmente são especialistas no assunto.

Eles montam uma tese e usam argumentos irresistíveis, tais como: “no final do arco-íris tem um pote de ouro, que será seu se você fizer isso ou aquilo.” Quem cai no conto-do-vigario geralmente o faz porque somente lhe é dado enxergar os benefícios e não as tangentes que estão pelo caminho.

Para descobrir-se se o papo é furado ou trata-se de coisa boa, convém solicitar a analise de um especialista no assunto, independente e honesto. Mas essas precauções nunca são tomadas pelos “patos” que caem nos contos-dos-vigarios!

Ao ouvir as justificativas de voto dos a favor da deliberação da prisão, percebi as entranhas do negocio. Suas justificativas estavam repletas de: “essa decisão foi tomada com base no artigo tal, partes da lei numero tal”, etc.

Ta bom! Pensei! Esse ai convence muito bem pelo português que fala, mas eu que sou leigo, de juridiquês curto, vou la saber o que esta escrito em tais citações?

Quando, no código biblico, o diabo resolveu tentar Jesus, também buscou nos escritos a justificativa que queria. Mas Jesus safou-se da tentação justamente porque tinha igual conhecimento do que estava escrito e pode responder: “Mas também esta escrito, ….”

E justamente nisso eu baseio minhas precauções. Eu não sei o que também esta escrito, portanto, tenho que confiar minha decisão a um terceiro que saiba, pelo menos o mesmo tanto que o acusador!

Ja na certeza de que o jogo era de cartas marcadas, não assisti o desenrolar da seção no STF. Somente agora pela manha do dia 23 foi que vi que a decisão foi adiada para o dia 04.04.

Apesar de a Suprema Corte ter concedido um HC preventivo que garante liberdade ao ex-presidente, somente ate que de conclua esse julgamento. Assim, Lula esta livre ate la.

Os manifestos dos amigos/adversários agora pela manha estão repletos de acusações `a integridade dos juizes que votaram a favor da concessão do HC preventivo, não o permanente que esta sub-judice.

A coisa virou tão circense, no verdadeiro mal sentido, que se buscar no histórico das mesmas pessoas que hoje estão revoltadas, iremos encontrar elogios e juras de amor aos mesmos ministros que agora desprezam.

Lamentável observar que cedem tão facilmente ao amor e ao ódio `as pessoas.

Isso as faz esquecer que devemos amar apenas o direito. Temos que nos ater ao aplicar a lei com discernimento, sem favorecer aos amigos nem prejudicar aos considerados inimigos. Pois, se assim não for, não será direito, será ditadura.

Esquecem-se que a justiça não poderia julgar as pessoas as quais detestam. A justiça para ser verdadeira tem que ater-se aos crimes. Se a justiça detectar crime, então, aplica penas ao criminoso. Não importa quem ele seja.

Ali não houve julgamento de crime algum. Decidiu-se apenas se um direito seria ou não violado se acaso o HC não fosse concedido. A justiça deve fazer o possível para que indivíduos não sejam prejudicados pelos atos dos juizes.

Somente os orgulhos dos amigos/adversários esta sendo ferido pela decisão do STF. Isso porque eles, nesse momento em que não estão sendo julgados por nada, não estão preocupados se algum dia virão a ser e ter seus direitos tolhidos.

Desde que os direitos tolhidos seja dos outros, vivam as decisões arbitrarias!…

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07. O TAMANHO DA CORRUPCAO NO BRASIL.

Indico mais um texto para nossa reflexão. Pelo escrito, acredito na neutralidade do autor. Embora, qualquer adversário, ou borboleta manipulada, ira dizer que se trata apenas de uma defesa favorável ao ex-presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores.

Isso é o que penso. O simples falar a verdade acaba se tornando uma defesa. Os adversários, naturalmente, tem interesses em torcer a verdade. Os manipuláveis, por sua própria condição, poucas chances tem de construir opiniões próprias ou baseadas em fatos, pois, esses lhes foram negados.

Em síntese, o artigo não nega a corrupção em tempo algum. Apenas salienta que ela sempre existiu, não foi menor em tempo algum.

Alem disso expõe os fatos de que a partir do momento em que o Partido dos Trabalhadores subiu ao “trono”, abriu espaço para os funcionários de controle investigarem, sem cabrestos, e o resultado dessas operações passaram a ser usado como capital distorcido pelos meios de comunicação adversários que usaram a transparência iniciada pelos governos petistas para exagerar o que acontecia nesse período, em busca de atingir os governos, os quais odiavam.

Melhor que eu falar, recomendo essa leitura:

http://www.algoadizer.com.br/edicoes/materia.php?MateriaID=549

Alias, a propria exposição insistente das corrupções `a época dos governos do Partido dos Trabalhadores expõe o envolvimento da mídia oligárquica que existe no Brasil como participantes na corrupção e não como ajudante no combate. Digamos assim, foi um tiro que saiu pela culatra!

O interesse tanto da mídia corrupta e corruptora quanto das oposições ao Partido dos Trabalhadores era o de usar as corrupções flagradas pelos órgãos de investigações como instrumento para derrubar o partido e seus aliados do governo. Nunca houve intenção alguma de combater a corrupção.

O raciocinio era simples. Nos expomos seletivamente as denuncias de corrupção. Usamos isso para criar animosidade entre o eleitorado e os partidos no governo.

Com isso os partidos contrários retornam ao poder e “tudo volta a ser como d’antes no quartel de Abrantes!”

O problema foi que em 2014, contra todas os prognósticos que a corja esperava, a ex-presidenta Dilma Rousseff foi reeleita.

Com isso, e com o clima de ódio que ja estava em curso, deu-se sequencia ao plano de derrubar custasse o que custasse.

Havemos que nos lembrarmos que a economia brasileira estava passando por momentos delicados.

Justamente por isso mesmo foi que resolveram desconstruir a imagem da presidenta. Tomando dela a imagem de administradora seria e honesta e apresentando-a como “generoa” estupida.

A grande imprensa sabe que pessoas pouco preparadas são facilmente de ser manipuláveis.

Se se apresenta uma pessoa de inteligência normal, porem, com deformações corporais, automaticamente as pessoas comuns associam certas malformações `a falta de inteligência.

E isso desperta nos comuns um ser primitivo e sádico que é transformado em ódio, pois, o que estaria fazendo aquela “Neandertal” num cargo que não compete a ela? E foi com truques imbecis como esses que a imagem da Dilma foi desconstruída.

O grande problema no entanto não passava nem pelos erros administrativos cometidos por ela, nem mesmo por exclusivamente assuntos internos brasileiros. E na sequencia tivemos:

01. A quebradeira da Bolsa de Nova Iorque (NYSE) a partir de 2007.

02. Consequente crise financeira mundial.

03. Necessidade de reajustamento de curso das economias do mundo inteiro.

04. Erro do governo brasileiro em não prever a desorganização momentânea do mercado externo iria atingir com tanta força a economia brasileira.

05. Decisão da administração do ex-presidente Obama em buscar o conflito comercial para fragilizar os governos de Venezuela, Iran e Russia. Esses, declarados, mas não se descarta outros que estariam subjetivamente incluídos.

06. Com o despencar provocado dos preços do petróleo, todo o comercio mundial desacelerou, provocando a ruptura do mercado de commodities do qual a economia brasileira continua dependente.

07. O maior parceiro comercial do Brasil, que passou ser a China, obrigou-se a desacelerar sua economia justamente para tentar deixar de depender dos humores internacionais e voltar-se para fortalecer o mercado interno.

08. Esse seria o momento de escolha. Prosseguia-se a campanha para acabar de enterrar o Brasil e assim atingir-se o objetivo de derrubar o Partido dos Trabalhadores.

Se não fosse assim, iriam reconhecer um objetivo mais nobre, tornar-se um “Bom Samaritano” e ajudar na superação da crise.

Obviamente, ja que a campanha em favor da derrubada continuou, nota-se a inescrupulosidade dos adversários. Embora, ai tínhamos uma escolha na qual poucas pessoas humanas teriam a coragem de optar pelo bomsamaritanismo.

Os golpistas tinham apenas a escolha de reconhecer que o Brasil como um todo valia mais que seus próprios interesses. Mas se optassem por salvar o Brasil não haviam garantias de que eles próprios não fossem arrastados a pagar as consequência dos seus crimes ja cometidos, sob a fúria da plebe ignara.

Então, parar para ajudar deixou de ser opção, pois seguir o curso destrutivo dos adversários, iludidamente esperando que destruir o adversário os salvaria. Com isso ensejando a destruição do Estado Brasileiro e comprometendo o futuro de todos os filhos da nação, particularmente os mais pobres e descamisados.

Antes todos os maus tivessem reconhecido seus pecados desde o inicio, pedido perdão e, perdoados, se unissem no projeto comum que seria o beneficio da nação e seu povo.

Para dar-se uma pincelada no tamanho da corrupção que sempre existiu no Brasil, porem, durante os governos do Partido dos Trabalhadores foi exposta com o único objetivo de derrubar e não consertar, devemos fazer uma analise econômica superficial. E para isso precisamos do gráfico:

Brazil gdp

Quem abrir o grafico poderá constatar que no ano de 2002, ultimo ano da administração FHC, o mercado brasileiro acumulou um PIB de 508 bilhões de dólares.

Ja em 2014, fim do primeiro mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff e da reeleição dela, o PIB brasileiro estava em 2.456 trilhões de dólares. Claramente, cerca de 5 vezes mais, no curto período de 12 anos.

Supondo, então, que o índice de roubalheira não mudou, permanecendo em 5% do PIB, não importando qual fosse o partido que estivesse no governo, temos que: se a corrupção no tempo do FHC desviasse 25 bilhões de dólares, seria o equivalente a cerca de 120 bilhões do final de 2014.

Ou seja, proporcionalmente, a corrupção seria a mesma. Ressalve-se que os valores não poderiam mesmo ser iguais.

Contudo, observe-se que, na reportagem mencionada no inicio do capitulo 02 dessas notas, referente ao Caso Banestado ocorrido durante a administração FHC, menciona-se um rombo de 122 bilhões de dólares, apenas naquela investigação.

Mas, obviamente, jamais seria do interesse da imprensa oligárquica brasileira apresentar tais estatísticas, pois, segundo as acusações, ela faz parte do problema e não da solução. Melhor dizendo, não se trata da imprensa, e sim de seus donos. Eles são os que decidem o que será apresentado ou não.

E, mais que seguro, o trabalho da imprensa envolvida foi o de alardear que no período de governos petistas o rombo foi muito maior, pois, comparando-se os 5%, reis por reis, ou seja, 25 bilhões com 120 bilhões de dólares, naturalmente, causa no observador leigo um efeito escandaloso.

Bastando ocultar-se que 5% de um e 5% de outro da a mesma proporção.

Mas o que esperar-se de um publico com baixo índice de educação e cuja boa parte, mesmo os com diploma universitário, é incapaz, ou não se da ao trabalho de fazer pesquisa própria, ate mesmo de fazer uma interpretação de texto simples satisfatória!?

Ha um dizer biblico que fala: “Toda a terra se enchera do conhecimento de Deus, o Senhor, assim como as aguas cobrem o mar.” Hb 2, 14 e Is 11, 9.

Se a imprensa cuidasse apenas da verdade, essas profecias ate poderiam vir a se concretizar. Mas enquanto o interesse for ocultar a verdade, colher-se-a apenas tribulações.

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08. PROJETO DE GOVERNO E PROJETO DE PODER.

Essas duas diretrizes podem ou não estar interligadas. Mas o mais comum é vê-las parcialmente ligadas ou completamente desligadas.

Nos podemos resumir a diferença entre uma e outra através das fontes de sustentação de cada uma. Quem tem projeto de governo busca apoio entre seus eleitores, os que tem projeto de poder buscam o dinheiro.

Quanto a um ser bom e outro ruim, não se iludam. Não existe tal dicotomia. Como tudo na vida, tudo o que for bom, dele se pode fazer mal uso e tudo o que parecer ruim, pode fazer-se bom uso.

Remedios foram feitos para curar. Pelo mal uso eles podem matar. Os minerais radiativos são periculosos `a saúde, ja a radioatividade deles controlada pode ser usada no combate a doenças.

Em relação `a politica no Brasil as pessoas não percebem o quanto isso esta em jogo. Se elas tivessem uma visão mais completa da Historia poderiam enxergar isso com menos dificuldades.

Por exemplo, vamos retornar apenas ao tempo da chamada “Campanha Pelas Diretas Ja.” Naquele tempo o Brasil havia experimentado mais de 20 anos de ditadura militar. E a convulsão social se dava pelos resultados pífios das administrações ditatoriais.

Para quem não se recorda, o Brasil havia experimentado uma “maquiagem desenvolvimentista”. Gastou-se dinheiro demais em planos megalomaníacos e sem resultados. O Brasil disputava o recorde mundial de inflação.

No campo social os salários eram miseráveis. A fome nunca fora combatida. A população foi tangida da zona rural para os grandes centros. As favelas que eram marca apenas de cidades maiores e seu numero era reduzido tiveram uma explosão em números e demográfica.

A violência era considerada coisa banal. Não se levantavam estatísticas. A censura não permitia revelar a verdade. Mas qualquer pessoa com conhecimento sabia da situação.

`A época, o problema de trafico de entorpecentes ainda era restrito a poucos grandes centros, ressaltando mesmo Sao Paulo e Rio de Janeiro. A policia tanto prendia quanto matava, mas as causas da marginalidade nunca foram atacadas.

Durante a ditadura, havia apenas dois partidos. O do governo, ARENA, e o da oposição, o MDB. As esquerdas não tinham representação própria.

Algumas das pessoas que tinham influencia haviam sido mortas, estavam encarceradas ou exiladas.

Uns poucos resistentes que sobreviveram dentro do pais e puderam fazer carreira política aderiram ao MDB. Mas nunca tiveram nem voz nem vez. Senão, quando a população descobriu que havia sido enganada e, com a campanha da Diretas Ja, puderam ajudar a iniciar o processo de democratização.

Isso não significa que o MDB fosse um time representante de esquerda. Nunca foi. Era formado por uma miscelânea. Muitos ate caberiam nos partidos de direita atuais. Mas o partido ja abria vagas para todo e qualquer oportunista entrar.

Alguns historiadores confundem as coisas. Dividem o momento em: ditadura e redemocratização. Mas isso não ocorreu. Havia muito entulho deixado pela ditadura logo após o poder ser entregue aos civis.

A Campanha Diretas Ja morreu a partir do momento em que houve um terceiro golpe. E esse foi tramado em conluio entre os ditadores e os caciques do MDB.

Era obvio que com a rejeição `a ditadura e aquele partido sendo a alternativa única ja conhecida, o apoio popular `a sigla surgiu como uma avalanche.

Nesse ponto, entre os espertos que se aproveitaram da situação, destacaram-se Tancredo Neves, pelo MDB, e Jose Sarney, pela ARENA.

O primeiro, então, governador do Estado de Minas, com grande influencia, sucumbiu `a tentação de matar a iniciativa, aceitando candidatar-se no sistema de eleições indiretas, ou seja, no qual somente o congresso votaria.

Jose Sarney, era presidente da câmara e do congresso. Era deputado. Ou seja, seria o terceiro na linha de sucessão dentro do regime militar. Desfez-se do próprio histórico para ocupar o cargo de vice de Tancredo Neves. Tudo em nome da “pacificação” do pais.

Ha que recordar-se que no momento do anuncio de tal vice, e o velho Tancredo ja de idade avançada, passado dos 80 anos de idade, indignado com a escolha e visualizando os riscos, exclamei: “Será que esse velho filho da puta não pensa que pode morrer?!”

“Boca-de-sapo, mangalo tres vezes”!

Mortos, a campanha e o presidente indiretamente eleito, mesmo antes de assumir o cargo, impuseram o protótipo de ditador. Assim, o Brasil viveu uma democracia cosmética.

O presidente era falso eleito. No congresso ainda reinavam os últimos senadores biônicos, ou seja, uma cota de reserva que a ditadura havia criado para controle da casa, sendo que os senadores da cota não eram votados e sim apontados pela ditadura.

O governo Sarney revelou-se um desastre. Não haviam nem ideias novas nem novos ideais. O que sabia fazer era o mesmo que fizera em seus últimos 20 anos de subserviência `a ditadura.

Apesar de a arrasadora maioria do congresso ter sido parceira, ha que pincelar sua composição que constava de ex-governistas da ARENA, `a época desmembrada em outras marcas fantasias; o MDB que se fizera a grande maioria, porem, muito infiltrado de ex-arenistas, os ratos que primeiro abandonaram o navio que afundava.

As novas esquerdas, pessoas que permaneceram no pais, apesar da ditadura, e os exilados, nem todos eram das esquerdas mas haviam sido exilados por outras discordâncias com os ditadores, se fizeram representar pelos poucos representantes que conseguiram eleger, apesar do apoio econômico ser diminuto.

Nesse tempo o Partido dos Trabalhadores começa a destacar-se pelo Projeto de Governo e pela mobilização das entidades representativas sociais. Para dizer a verdade, era a única novidade, talvez seja por isso que se deu o pequeno sucesso inicial, contudo, destacou-se dentro do bloco que ficou na retaguarda.

Aqui esta porque recordo isso. Foi nesse momento decisivo que surgiram os dois projetos, o de governo e o de poder.

Apos `a administração desastrosa do ex-presidente Sarney, o agora PMDB, passou a ser um partido grande, porem, com efeito semelhante a quaisquer outros de pequeno porte. Tornou-se fisiológico. Ou seja, passou a alugar seu potencial aos que lhe oferecessem mais.

Inclusive o historico peemedebista Itamar Franco, ex-governador de Minas, negociou sua candidatura a vice com o, então, futuro presidente Fernando Collor de Mello.

O PMDB deixou de ser um partido que concorria no cenário nacional. Aproveitou-se da grande estrutura que havia construído desde o período ditatorial, com alianças em quase todos os grotões, “levando vantagens em tudo”.

Com todo esse peso, os membros do partido nem sequer disfarçavam seus interesses. Não construíram carreiras por destaque de liderança. Apenas aderiam ao time que estivesse ganhando e disso tiraram seu sustento.

Retornando ao capitulo 3 dessas notas, podemos verificar que essa forma de aproximação do comando do pais tem tido sucesso bem maior que as de outros partidos, inclusive a do Partido dos Trabalhadores.

A estrategia do PSDB não tem sido diferente, apesar de simular interesse pelos cargos majoritários como o da presidência. Na verdade, esse interesse tem sido motivado justamente para possuir maior numero possível de representantes nos diversos níveis da administração brasileira.

Não interessa tanto a esses partidos a presidência, pois, isoladamente, esse seria um dos cargos de menor influencia. Isso porque é único.

Porem com dois aspectos indesejáveis para quem esta buscando o poder: o presidente fica na obrigação de mostrar resultados de seu governo, ao mesmo tempo que se torna a vidraça na qual todos lançam suas magoas quando os resultados são contrários.

Menos arriscado para quem quer ter o poder será fazer um maior número de deputados e senadores; ou ter uma bancada desses com os mesmos interesses que os seus; maior numero de governadores e representantes de um modo geral pelo pais afora.

Mas isso de nada lhe adianta se os seus interesses não forem os mesmos que os donos do grande capital. Essa sim é a cédula almejada. Não precisa ter a presidência.

Os partidos que tem a força do congresso e o apoio financeiro das entidades econômicas, naturalmente ai se inclui a mídia, pois, ela também esta submissa ao poder econômico, somente não tem tudo porque ha a submissão ao poder econômico, implicando que se mudar de ideia não terá apoio algum.

Mas os que estão nessa desde o inicio para se arrumarem, jamais irão largar as tetas. Sejam elas do governo ou das bênçãos do poder monetário.

Os quadros no link que postei no capitulo 3 nos dão uma perfeita ideia dos partidos que tem o poder nas mãos. Isso porque nos respondem `as duas questões:

01. Quais são os partidos que possuem o maior número de cargos chaves no pais?

02. Em valores do PIB, quanto cada partido realmente governa?

Afinal, precisa responder-se isso porque o PIB de um pais não circula todo na mão do presidente ou primeiro ministro. Ele esta vinculado principalmente a governadores e prefeitos de cidades mais industrializadas. Os governantes desses são os que possuem o poder de fato. A soma faz os partidos poderosos.

O problema para os partidos que lutam por programas de governos passa pela educação da população. Boa parte dela se ilude pensando que quem tem o poder de fato torna-se resposta, como um mestre que ajudara os discípulos. Mas a população mal educada confunde ser governo com ter o poder.

A verdade é outra, pois, no mundo em que vivemos vale mais o provérbio: “Você é o quanto vale e não o que é”. E também o outro provérbio: “Mateus, primeiro os meus!”

Os que quiserem valer mais, irão primeiro encher os espaços de suas represas e somente distribuira o excedente de aguas, ou vai aumentar a altura da comporta. Os discípulos desse segmento primeiro terão que ajudar aos mestres a encher suas represas para depois matar sua sede.

Acontece que, também nesse mundo, a sede tem sido maior que as aguas. E quem ja esta saciado quer represar cada vez mais aguas, embora o acumulo dessas aguas sirva apenas para saciar orgulho e de nada lhes sirvam.

Podemos ate sugerir que o ensinamento anti-cristo esta caminhando para o seu apogeu.

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09. OS CRIMES.

Independentemente de Lula, Dilma, outros membros do Partido dos Trabalhadores e seus aliados fieis ou de ocasião terem cometido crimes ou não, precisa-se analisar os fatos `a luz do dia e da agua cristalina que os lavam.

Os fatos indicam que houve sim um complo para afasta-los do poder, sem que a verdade fosse respeitada. Então, se essas pessoas são mesmo criminosas, por que usar-se meios excepcionais?

Em tese, enfrenta-se criminosos com a lei. Nesse ponto, a justiça precisa funcionar `a semelhança de ciências exatas. A lei prevê que o ato é crime. O crime foi praticado pelo indivíduo ou organização? Abre-se o processo, faz-se a investigação, recolhem-se provas, julga-se baseado nos fatos.

Cabendo ao juiz condenar ou absolver, dependendo da suficiência, consistência e legitimidade das provas.

Embora pareça `a parte leiga e pouco informada isso ser demais para se verificar, isso precisa ser obedecido sempre. Porque se assim não ocorre com uma pessoa, todas estão ameaçadas de sofrer injustiças iguais.

E isso foi no que se transformou o Brasil da atualidade. Ficou claro que a justiça e o legislativo federais se arrogaram poderes que não cabem a eles. E, com isso, ha a ameaça paira sobre as liberdades de todos.

Na verdade, os crimes ja estavam preparados ha muito tempo. O plano estava pronto. Esperou-se o momento em que cada fase dele foi colocado em pratica. Tudo faz parte de um mesmo pacote.

A ação foi preparada a nível do judiciário, da mídia e do legislativo, embora os mandantes e coordenadores não apareçam nitidamente na trama. Os três poderes citados tem apoio de outros mas obedecem a interesses não divulgados.

Vamos então contar os crimes e esclarecer como eles foram montados. Não se trata de uma revisão detalhada. Não desejo estender demais.

Em 2004, o juiz Sergio Moro publicou uma matéria considerando as ações acontecidas na Italia, que passaram a ser conhecidas pelo nome de Mãos Limpas, seu modelo de ação. Nessa publicação afirmava que no Brasil a situação permitia deflagrar uma operação semelhante.

O ex-presidente Lula foi eleito em 2002. Assumiu no inicio de 2003. Teve muito trabalho durante seus primeiros anos para recompor o governo, ja que havia herdado “um navio `a deriva”, segundo suas palavras e nossas lembranças.

A operação Mãos Limpas lidou com uma quadrilha instalada décadas antes do seu inicio, portanto, o juiz não referia-se particularmente ao Partido dos Trabalhadores e sim a respeito dos antecessores. O PT era muito recente.

Ou, em outro raciocinio, ele terá deixado sem declarar que o plano de enquadrar o Partido dos Trabalhadores ja estava preparado. Faltava encontrar o momento propicio para deflagra-lo.

A conjuntura da economia brasileira devia estar no bom caminho, a julgar-se pelos dados expostos no gráfico do Google (brazil gdp) ja mencionado no capitulo 7. Pelo menos indica que em 12 anos a economia foi multiplicada por 5.

Segundo a analise do juiz Sergio Moro, uma situação econômica deixando a desejar seria o ideal. No próprio estudo refere-se `a estratégia de usar os meios midiáticos para constranger os acusados alem de usar a pressão popular para atingir os fins de operação semelhante.

Se a economia não desse sinais de arrefecimento, ja se sabia que a operação não teria resultados, pois, o publico não se animaria a participar.

Coincidentemente, foi a partir desse momento que a imprensa oligárquica iniciou sua cruzada de horrores.

Mesmo que a situação não estivesse das piores, as manchetes passaram a se tornar alarmantes. A violência saiu das paginas policiais e foram transportadas para a primeira pagina. O crescimento econômico virou “pibinho”.

Os atrasos e reajustes em obras publicas viraram corrupção. E tudo o que poderia ser reconhecido como dificuldades de percurso virou incompetência do governo.

O objetivo era desestabilizar o governo e vencer as eleições de 2014. Mas nessa etapa houve o furo, e Dilma Rousseff foi reeleita.

Alias, um erro tático dos petistas, pois, se tivessem antecipado a situação teriam lançado o ex-presidente como candidato, o que teria desestabilizado a desestabilização.

Não satisfeitas com a derrota, 4a. seguida, as oposições resolveram engrossar o regime da conspiração.

O então derrotado deputado Aecio Neves, também presidente do PSDB, deu o tom da vingança:

“Vamos obstruir todos os trabalhos ate o pais ‘quebrar’ e a Presidente Dilma ficar incapacitada de governar, sem apoio parlamentar. Ai reergueremos o pais que nos queremos, independente dos acontecimentos que envolvam o ex-presidente Lula e as ações do judiciário. Sem o poder legislativo, nenhum governo se sustenta.”

Essas não foram palavras proféticas. Foi a promessa feita pelo senador derrotado como candidato a presidente, na primeira oportunidade que subiu `a tribuna do senado após `a derrota.

Por ai se observa o espirito dominante nas, então, oposições. Ora, se não podemos com os adversários, então, temos que destrui-los, custe o que custar, inclusive arrastando a nação para o caos, não se levando em conta que a birra política levaria tamanho sofrimento `a população vulnerável.

Enfim, a promessa foi cumprida. Seria o melhor momento para as oposições, incluindo o PMDB, que atualmente retornou `a sua antiga sigla MDB, que estava coligado ao Partido dos Trabalhadores no governo, para que pensassem no bom samaritanismo.

Entenda-se que a derrota fora grande. Que o PMDB não estava satisfeito com sua posição secundaria na coligação que tinha apenas o vice. Assim, somente as melhores pessoas do mundo seriam capazes de, pelo menos, adiar suas ambições de governo e primeiro ajudar a salvar o pais.

Mas o PMDB não tinha as melhores pessoas do mundo em seus quadros.. Ora, se concluíssem essa boa ação, todos se sentiriam obrigados a votar naqueles que tivessem maior participação e ajudado na salvação do pais.

O que parece, a recusa em ajudar e a iniciativa de vingar as derrotas, escancarou aos eleitores brasileiros que o que eles menos tem são pessoas dignas de seu voto. Isso porque, para a antiga oposição, foi mais importante ser anti-petista que se preocupar com o bem estar da população.

Quebrou-se o pais para tomar o governo e a ex-presidenta sofreu impeachment. Diga-se de passagem, através de uma ação fraudulenta.

Isso porque ha tempos atras fora pratica de os governos que estavam saindo deixarem grandes rombos nas contas dos órgãos que dirigiam. Quem estava chegando ao governo encontrava uma barreira para administrar. Mas na próxima saída fazia o mesmo.

Resolveu-se moralizar isso. Criou-se a lei. Mas os governantes, mesmo antes de a ex-presidenta Dilma assumir a primeira vez, continuaram deixando algumas contas a fechar. Para isso baseavam em receitas não recebidas.

Ou seja, deixavam as dividas pagas com receitas que iriam entrar. A pratica era tão comum que ja ate tinha apelido: “pedaladas fiscais”. Apesar disso, tais maquiagens não eram consideradas crime. Portanto, não eram suficientes para provocar um impeachment.

Sabendo das nuances da legislação, a oposição levou a cabo o plano do senador derrotado. Não apenas fizeram a obstrução de todas as decisões importantes de governo para a contenção da crise, durante os ano e meio em que a presidenta exerceu o seu segundo mandato.

Particularmente, o congresso não fez o dever de casa e não votou o orçamento fiscal do governo.

Aqui nos Estados Unidos, os congressistas usam regularmente essa tática para forçar o governo a negociar algo, ou simplesmente o fazem com fins políticos. Isso deixa o governo central sem dinheiro para honrar suas contas.

Os republicanos fizeram isso durante a administração Obama, levando inclusive o pais a perder sua condição de economia AAA pela primeira vez na Historia. Aqui se chama a tática de “Government Shutdown”. O que poderia traduzir por “Fechar o Governo”.

No caso brasileiro, o objetivo foi justamente a de obrigar a administração da ex-presidenta Dilma a usar as famosas “Pedaladas Fiscais”. Como a União tinha o capital e dependia apenas da aprovação do orçamento pelo congresso, não seria nada criminoso fazer uso de tal alternativa.

Ate porque, não era passagem de uma administração para outra. Isso não seria feito para prejudicar um adversário.

Mas foi nesse ponto que fabricou-se a oportunidade para abrir o processo no congresso. O que levou ao Impeachment da presidenta.

A armação foi tão grotesca que a artimanha jamais havia sido usada contra nenhum outro politico. Imediatamente após ao impeachment, o mesmo congresso que votou a favor do impeachment, imediatamente aprovou uma lei legalizando a medida. Inclusive ja usada pelo governo usurpador.

Assim ficou evidenciada a seletividade da lei. Ela foi usada para atingir apenas uma pessoa e mais ninguém. E assim ficou caracterizado o golpismo e a irreverência dos políticos brasileiros, especialmente daqueles que votaram a favor do impeachment.

Se fosse para combater a corrupção, teriam que ter enquadrado a todos que usaram o mesmo artificio em todos os níveis de governo. Como a medida foi aplicada de forma seletiva, caracterizou-se o golpe.

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10. OS MAIS PREJUDICADOS PELOS CRIMES.

Embora parte não enxergue, a população brasileira será sempre a maior prejudicada por todo e qualquer golpe que existir.

A própria população foi chamada a tornar-se “cúmplice” do golpe de 1964. Era um voto de confiança nas forças armadas. Apos as manipulações midiáticas e criado o clima para um golpe, a população foi `as ruas como se não houvessem outras alternativas melhores.

O que a população não imaginava era o quanto de manipulação midiática ela havia sofrido. E muito menos tinha ideia do contrato em brando que assinaria, concedendo aos ditadores poderes que não se confiam nem mesmo aos bons amigos. E foi `as custas de sofrimento que a população acordou.

Atualmente estamos numa situação que parte da população brasileira esta tão iludida com o golpe quanto as pessoas em 1964.

A maior diferença agora é a de que pessoas de boa memória, mesmo na desconfiança de que houvessem motivos, concordam que dever-se-ia resolver a questão através do voto democrático, pois, não se assina duas vezes contratos em branco, sabendo-se que houve quebra de confiança no primeiro.

Aqueles que estão assinando o atual contrato, fazem-me recordar daquela piada maldosa, que conto com alterações porque pouco me recordo do modelo que ouvi:

“Estavam duas moças assistindo o jornal `a noite quando os jornalistas anunciaram o acontecimento de um suicídio ocorrido no centro da cidade para o próximo seguimento. Enquanto esperavam, uma falou:

Aposto como o cara vai saltar do predio!

Eu boto 100 que ele não vai. – respondeu a outra.

Fechado. – e se deram as mãos.

No próximo seguimento, depois daquela enrolação, para prender a audiência, o personagem saltou. Aos gritos o narrador parecia um locutor esportivo!

Despreocupadamente, a perdedora enfiou a mão na bolsa e entregou os 100 apostados. A outra percebendo a inocência da amiga disse-lhe:

Olha, eu não posso receber. Eu ja sabia que o rapaz ia saltar. Eu assisti o jornal na parte da manha e isso ja havia acontecido.

Não. – respondeu a outra honestamente – O dinheiro é seu sim. Eu também assisti. E eu acreditava que dessa vez ele não ia saltar.”

Tirando essa parte da população, outra grande vitima tem sido o ex-presidente Lula. Exatamente. Vitima. Não adianta a parte adversária dizer que ele esta sendo vitimado pelos próprios erros. Isso ficaria obvio apenas se, e somente se, não houvesse uma armação por trás de tudo.

Vitima dos próprios erros são os que fazem suas falcatruas, com comprovações validas, perante a um tribunal democrático e justo. O que esta acontecendo não passa de um circo, completamente diferente de justiça.

Minha afirmação poderia não ser isenta. Mas a verdade por trás dela sim. Falo como uma pessoa humana que pode falhar, contudo, não torce o que fala dentro daquilo que conhece como fatos.

Observe-se. Em primeiro lugar não ha como separar o golpe sofrido pelas instituições brasileiras com o impeachment, em bases falsas, da ex-presidenta Dilma, da perseguição ao ex-presidente Lula, pois, isso faz parte do mesmo pacote.

Não se trata de isenta-lo dos malfeitos como pessoa humana que é. Não podemos analisar o caso como “conjunto da obra”. Isso seria apenas mais um desrespeito aos códigos que a Constituição rege e os Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signatário ordenam. Como se fala por ai: “dois erros não formam um certo.”

Seria para mim uma pretensão discutir todas as malversasões cometidas no processo conhecido por “Caso Triplex”. Isso porque as evidencias disso ja foram levantadas por juristas e juizes, em números consideráveis, tanto das malversações quanto vereditos emitidos pelos juizes no caso.

Mas podemos lembrar que o suposto caso de corrupção teria se dado pelo suposto ganho de um imóvel pelo ex-presidente como suposta troca de favores. O imóvel localiza-se no Estado de São Paulo.

Para que o caso fosse julgado em Curitiba, Estado do Paraná, havia a necessidade de comprovar-se vinculo de dinheiro da corrupção na empresa Petrobras. No próprio processo nega-se que ha provas quanto a isso. Então, o desaforamento do processo foi ilegal.

A partir disso, as ilegalidades apenas somam `as irregularidades. Entre elas houve a “condução coercitiva” do ex-presidente para depor em Curitiba. Uma exibição de força, desnecessária e abusiva, pois, o acusado devia primeiro ser convocado e a opção somente seria legal em caso de recusa.

Nesse caso não sou eu quem disse. Creio que o dr. Isaias Caldeira, por sentar-se num banco de tribunal como seu juiz deve saber um “pouquinho” mais que nos os leigos:

http://montesclaros.com/mural/default.asp?numero=1662#83111

Outra atitude ilegal foi a divulgação da gravação da conversa telefônica do ex-presidente com a ex-presidenta Dilma. Alem do gravado ter sido ilegal, a divulgação constituiu crime.

Ha a justificativa dos defensores desse crime afirmando que o que foi tratado na conversa seria um crime de obstrução de justiça. Essa alegação desrespeita as inteligências de quaisquer pessoas normais. A gravação foi um crime. Não se justifica um crime em razão de outro.

Em primeiro lugar porque esta se falando da presidenta exercendo as suas funções. Ela não estava sendo investigada. Dependia de autorização do Supremo para tal abuso.

Em segundo lugar, e mais grave, a opção de suspender a operação Lava-Jato poderia não ser um ato de obstrução de justiça, no caso especifico da presidenta. O cargo por ela, então ocupado, chama-se presidência não por vã filosofia.

Naturalmente ha que se contextualizar essa afirmação. Sabe-se que a Operação Mãos Limpas, ocorrida na Italia nos anos 1990, levou a uma desagregação da economia do pais. O pais perdeu 10 anos de crescimento econômico.

A recuperação e o crescimento somente iniciaram-se após ter se passado os efeitos colaterais da operação. Houve um crescimento espetacular após isso, ate ao ano de 2008. Porem, o período corresponde a uma onda de crescimento mundial.

O ano de 2008 coincide com os efeitos da crise econômica provocada pela queda da bolsa de Nova Iorque em razão do estouro da bolha econômica de 2007.

Entre 2008 e 2015, a Italia perdeu 50% dos ganhos que tivera durante a reação. Entre 2000 e 2008, o pais tinha acrescido 20.000/capita em seu PIB. Com a crise internacional, entre 2008 e 2015, perdeu 10.000 desse ganho. Veja-se a evolução do PIB:

italy gdp

Durante o periodo 2012 a 2016 a imprensa brasileira repercutiu escandalosamente a mentira de que o Brasil estava passando por crise econômica graças `a incompetência de sua presidenta.

E ao invés de ajudar a superar os percalços, não deu ênfase alguma `a crise mundial, como se a quisesse esconder do publico. O que conseguiu.

Se lembrarmos que o Brasil estava em ritmo de crise econômica mesmo antes de a Operação Lava-Jato tomar o rumo que tomou, seria obrigação da presidenta do pais identificar causas que agravassem a situação para remove-las ou suspende-las, para o beneficio da população.

Não se poderia defender a eliminação de uma operação com o suposto bom intuito de combater o crime de corrupção. Por outro lado, suspende-la para dar continuidade em tempo propicio, não significaria obstrução de justiça.

Tratar-se-ia de primeiro defender a economia que estaria imediatamente ameaçada pelas consequências da operação. O que, na atualidade, podemos comprovar que a medida de suspensão responderia melhor `as necessidades imediatas da população.

Mas como a popularidade da presidenta fora orquestradamente atacada pela imprensa, se ela tomasse a medida, sofreria ainda mais ataques, sob a falsa alegação de obstrução de justiça. A grande imprensa não teve compromissos com a solução do problema, pois, ela própria faz parte dele.

Afinal, se a corrupção tomasse tantos empregos como dizem os críticos das administrações petistas, então, terão que explicar como o Brasil dos “corruptos” teve um crescimento tão acelerado. Ja, na era do “combate `a corrupção”, por que o desemprego esta tão galopante?!

Visar a defesa do povo seria obrigação de todos e não apenas um apêndice do cargo de presidente. Mas parece que isso tornou-se secundário para os adversários dos ex-presidentes.

Durante a confusão, nada mais emblemática que a gravação da conversa do senador Romero Juca com o funcionário Sergio Machado, na qual ele falou:

“Eu so acho o seguinte: com a Dilma não da. Conversei com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem: “Oh, so tem condições sem ela”. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai acabar nunca, entendeu? Estou conversando com os generais, comandantes militares. Esta tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Eu acho que tem que ter um pacto. Eu acho que a gente precisa articular uma ação política. Se é politico, como é a política? Tem que mudar o governo para estancar a sangria. E um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional. Ai parava tudo. Delimitava onde esta, pronto.” Em março de 2016.

As declarações referiam-se `a Operação Lava-Jato. Deixa a entender claramente que a presidenta Dilma não interferiria na operação. O pacto era para dar o golpe, no qual estavam arranjados para participar o Supremo Tribunal Federal, as forças armadas, a imprensa e, naturalmente, o congresso.

Nessa conversa não deixou transparecer a participação dos interesses internacionais. E, na verdade, o objetivo em si não era parar a Operação Lava-Jato e sim deixar que ela operasse de forma seletiva.

Os alvos seriam limitados. Lula passou a ser o prêmio almejado. E todos aqueles que o apoiaram gratuitamente no passado seriam apenas gemas na coroa de ouro.

O juiz Sergio Moro da Operacao Lava-Jato transforma-se na maior evidencia que se pode encontrar para comprovação de que ha um golpe de parte do judiciário brasileiro com a finalidade de perseguição ideológica e política das esquerdas do pais.

Ja no andamento da operação, numa viagem aos Estados Unidos, o juiz foi indagado o porque de ele não prender políticos tucanos. A resposta foi enfática: “Esse partido estava na oposição. Então, não faria sentido.”

Dando sequencia ao que disse, completou: “Naturalmente, nessa situação, os políticos que aparecem são aqueles que administram a companhia estatal. E o PT esta no poder desde 2003.” Caso se queira rememorar mais:

https://www.ocafezinho.com/2016/08/03/nos-eua-sergio-moro-explica-por-que-nao-julga-politicos-do-psdb/

Fica no minimo um tanto estranho um juiz buscar argumentos de defesa de um partido ou representantes dele. Isso porque os investigadores não devem investigar partidos ou pessoas. Em primeiro lugar eles tem que investigar os crimes, o que ou quem estiver envolvido so aparece com a investigação.

Pela declaração ele deixou bem claro. Eu investigo o Partido dos Trabalhadores e não quero saber se o PSDB estava ou não envolvido.

Assim, a partir dai pode-se compreender como foram buscados os subterfúgios com a convicção que o maior peixe a encontrar-se nessas aguas turvas tinha que ser o ex-presidente Lula.

Não se admira que, nesse caso, um pescador de sardinhas não se aproveite da oportunidade de pegar os tubarões. A malha que ele usa é fina, e os tubarões poderiam arrebenta-la!

Parece que temos ai mais uma vitoria para a vida do ex-presidente Lula. Afinal, tem que ser muito gostoso mesmo para ter a preferencia desse restaurante. Fica ai comprovado que estão querendo pesca-lo porque ele tem o sabor que somente gente com gosto muito seleto pode comprar!

Por suas ações e palavras demonstra-se que o próprio juiz e os procuradores que o auxiliam não são a maquina que se pintou para eles. Não passam de peças no jogo. Obedecem ao roteiro preparado para eles. Não são essenciais nem autônomos: terminado o trabalho sujo, voltam para prateleira.

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11. O ODIO SEM RAZAO, EH A RAZAO DO ODIO.

O fundamento do golpe foi o odio. Em primeiro plano incentivado e em segundo caso manipulado. Este é o mecanismo de cabresto capaz de transformar pessoas aparentemente boas em verdadeiras fascistas.

Mas isso não começou nesse momento. A Historia do Brasil foi construída sobre o ódio. Isso nunca foi segredo. Mas a informação não chega ao povo com a mesma clareza com a qual se explica agora.

Antes de 1500 o caminho ja estava preparado com a instituição da Inquisição Espanhola. Portugal seguiu o exemplo. A principio o governo necessitava de dinheiro para financiar as expedições exploratórias que resultaram nas Grandes Descobertas.

Os judeus nos reinos de Portugal e Espanha faziam parte de um grupo minoritário que também tinha a seu favor competência e habilidades para adquirir grandes fortunas. A oportunidade era acusa-los de alguma coisa para justificar-se o confisco do dinheiro.

Saiba-se que judeus não eram um grupo alienígena invasor da Península Ibérica. Ja estavam presentes desde antes de Cristo. Nos anos 70 d.C. grupos de famílias do Oriente Médio foram exiladas na Península como punição pela revolta e consequente destruição de Jerusalem e do Reino de Judah.

Esses grupos de familias judias se incorporaram `a vida local, dando e recebendo filhos em casamentos com cristãos, a partir da conversão do Império Romano no século IV e, mais tarde, com muçulmanos a partir do século VIII.

Enfim, a genética dos três grupos religiosos era a mesma. As diferenças estavam apenas nas praticas das religiões e tradições relativas que acompanhavam cada uma.

Criou-se então a desculpa religiosa. “Haviam sido eles que mataram Jesus”, portanto, eram inimigos naturais dos cristãos. Raciocínio lógico, não é mesmo?!

Sabe-se que não foram os judeus que mataram Jesus e sim uma elite deles que induziu o povo a votar pela morte dele, mesmo assim, decretou-se a obrigatoriedade para a conversão ao catolicismo ou, `a escolha, o degredo para outras nações mais tolerantes.

Por não se conseguir as duas coisas, ordenou-se o batismo forçado. Mas esses cristãos-novos perderam os direitos de cidadãos. Em tudo eram preteridos. Eram proibidos de assumir cargos chave e viraram cidadãos de segunda classe.

Uma alternativa era migrar para as colônias. Os que tinham capital ajudavam aos outros. Assim muito dos custos da colonização deixavam de ser responsabilidade da coroa e passaram `a iniciativa privada.

Mas quando o empreendimento começava a render, eram os cristãos-velhos que possuíam as mercês para administrar e obter os lucros. Os cristãos-novos que se destacavam economicamente poderiam a qualquer momento ser acusados de juidaizantes.

Ja previsto em lei, o crime caracterizava-se por noções vagas. Se a pessoa tinha alguma “mania”, herdada da cultura antiga, como guardar os sábados etc, podia ser denunciada. Aceita a denuncia, a pessoa era presa com todos os familiares e despida de sua fortuna. Enquanto não provasse o contrario, era culpada.

No inicio o indígena foi considerado um nobre. Afinal, somente nobres poderiam ter conquistado terras tão fecundas e promissoras como o Brasil.

Muitos dos nobres primeiro chegados, como Diogo Alvares Correia (Caramuru) e João Ramalho se uniram `as indígenas, filhas dos caciques e produziram enorme descendência. Da qual boa parte dos brasileiros tradicionais fazem parte.

Essa descendência estava em um nível social superior `a dos cristãos-novos, pois, podia casar-se com nobres e os filhos continuavam de “primeira categoria”. A descendência dos cristãos-novos era considerada cristã-nova. Tinha direitos limitados.

Com o passar do tempo e com a chegada de maior numero de cristãos-velhos e brancos, os indígenas caíram também para a segunda categoria. Não aquela descendência, porem, o bugre, ou seja, aqueles indígenas que tinham o mesmo sangue, porem, habitavam ainda nos sertões.

O motivo maior dessa mudança de pensamento foi que o bugre passou a ser escravizado. Assim, virou mercadoria. E mercadoria não é gente!

Com a dificuldade de escravizar o nativo porque tanto não aceitava isso em sua própria terra quanto, ao fugir, encontrava apoio de seus irmãos nos sertões, mudou-se a estratégia e passou-se a buscar mais a escravização do africano.

A desculpa era a de que o africano estava num limbo biológico, não seria propriamente humano, embora não fosse um completo animal.

Imagine-se que esses conceitos de superioridade europeia e inferioridade da diversidade entrou para o imaginário popular como verdadeiro, pois, os outros não eram apenas diferentes, a Igreja, o rei e toda a nobreza garantiam isso.

Então, quem iria ser contra se o povo de um modo geral, classe media, também estava entre a cruz e a espada? O povo tinha o privilegio de ser livre, embora submisso ao governo e `a religião. Indígenas e africanos não chegavam nem a ser considerados pessoas.

Pela própria natureza da autopreservação, o povo queria espelhar-se na classe “superior” e não na “inferior”. Se via obrigado a defender os privilégios dos nobres, sob pena de: se não faze-lo tomar o lugar da classe escrava.

Obviamente, temos que levar em conta a psicologia também. Todos nos temos precauções contra o estranho, o diferente. Enquanto não convivemos e conhecemos melhor aos outros sempre estaremos em alerta.

O problema vem quando dentro da cultura em que a pessoa viva essa precaução ganha valor de verdade. Por exemplo, a crença de que os africanos não eram totalmente humanos foi cultivada por tantas gerações que muitas pessoas não conseguem mais diferenciar a verdade da fantasia.

A situação se agravou `a época do reinado de Pedro II. `A medida que a colonização avançava para o interior, a mestiçagem foi aumentando, enquanto a importação de pessoas escravizadas da Africa multiplicava. A tendência da população era a de tornar-se mestiça e africana.

Preocupado com essa condição, o imperador esforçou-se para importar imigrantes. Quaisquer que não fossem africanos. Especialmente de origem europeia.

Criou-se a imagem tão contraria aos diferentes dos europeus que ate os proprios diferentes criaram preconceitos contra si mesmo.

Assim como o imperador quis importar pessoas claras para embranquear o brasileiro, afrodescendentes queriam ter a oportunidade de casar-se com brancos, para “limpar a raça”.

O preconceito era de tal absurdo que contava-se casos de pessoas que entendiam que seus iguais de raça não eram suficientes bons para eles. Um que alardeou isso em roda de amigos dizia que iria procurar uma branca para casar-se para limpar sua ancestralidade.

Era um grupo de estudantes no qual `a época o representante afro era o unico, pois, contava-se nos dedos aqueles que chegavam a cursar o colegial. Ao que um amigo branco lhe observou: “Mas para limpar sua raça você vai sujar a dos outros!”

E o fato era contado como piada. Embora, atualmente, sabe-se por estudos de DNA que o mais branco dos brasileiros tradicionais trazem em si a mistura de todos os povos que participaram na construção do Brasil.

Nos, os mais brancos, trazemos os cromossomas X que foram trazidos com nossas ancestrais africanas ou indígenas. Ja pelo menos 50% dos quilombolas no Brasil portam o cromossoma Y, que procede de nossos ancestrais europeus.

Mas sem que essa informação seja revelada e ensinado o significado dela a todos os brasileiros, o preconceito racial continua em alta.

Com a emancipação dos escravos em 1888 a situação tomou outro rumo, igualmente errado. Nunca houve um programa para reintroduzir essas pessoas `a condição de cidadãs na sociedade. Ao contrario, o preconceito as relegou `a própria sorte.

Aquele poderia ter sido o grande momento da Historia do Brasil, caso a elite dirigente tivesse preocupada em fazer o pais avançar como potência na entrada do século XX.

Se não existisse o preconceito de que todos os diferentes eram pessoas de segunda classe, a elite dirigente teria investido na educação do povo, inclusive enviando uma parte para estudar em países mais avançados, para de la levarem melhor cultura e desenvolvimento.

A opção foi o oposto. Abandonou-se o próprio povo e investiu-se na introdução de contingentes novos de imigrantes. A teoria era a de que, importando-se mão de obra de países mais avançados, essa chegaria ja desenvolvida.

Acontece que os imigrantes que foram para o Brasil apenas tinham nascido em países diferentes. Eles próprios não eram mais avançados que os brasileiros, exceto no exemplo de uma minoria.

Não se trataria aqui de defender a exclusão desses imigrantes. Eles iriam para o Brasil de qualquer forma e seriam igualmente aceitos como foram. O problema mesmo foi a exclusão daqueles que ja eram brasileiros.

Muitos desses imigrantes ganharam financiamentos subsidiados para começarem suas vidas em sua nova pátria. Enquanto o povo brasileiro foi deixado a se virar por conta própria.

O que era importante mesmo era ter mudado a estrutura social. Aquele velho sistema de crença pelo qual uns eram melhores que os outros não mudou. E esse vicio, que era comum também entre os europeus, perdura na sociedade brasileira atual.

Desde `a epoca logo depois da Lei Áurea, as famílias empobrecidas foram obrigadas a se virar. Nas cidades maiores, como no Rio de Janeiro, se alojaram nos morros. Único lugar que sobrou para elas, pois, não era do interesse econômico dos ricos. Assim nasceram as primeiras favelas.

A maior população do Brasil estava concentrada no Nordeste e em Minas Gerais. Mas tanto o Norte de Minas quanto o Nordeste sofriam com temporadas de secas terríveis, que se alongavam por anos.

`A epoca, tanto a literatura quanto a musica celebrizavam esses desastres. Vidas Secas, de Graciliano Ramos ou Asa Branca do compositor Luiz Gonzaga são os maiores clássicos desses exemplos.

O fato foi que os desastres criavam ondas de retirantes do sertão que iam buscar a sorte nas grandes cidades. Em minha infância fui testemunha ocular de um ou outro grupo que vinha do Norte buscando o Sul do pais.

Essas pessoas, por não terem recursos e não encontrarem assistência, passaram a ser “encostadas” nas favelas das grandes cidades.

Não que fossem piores que ninguém. Mas ha que se levar em conta que eram pessoas de menor nível de educação. Submetidas `a vida de verdadeiros guetos. Sem privacidade, muita necessidade e baixíssimo nível de assistência, e não tinham nem mesmo do amor que devemos a todo ser humano.

Favela que antes fora apenas uma situação precária de abrigo, porem, habitado por pessoas de boa índole, cresceu, inchou. Com isso no imaginário popular e no noticiário policial passou a ser considerada o equivalente a toca de bandidos.

A situação piorou com a industrialização, apesar de tímida, no Brasil. O modelo de desenvolvimento foi o de concentração em numero restrito de núcleos. Basicamente, isso se reduziu a Rio de Janeiro, então capital do pais, São Paulo e em menor escala, Belo Horizonte.

Ja nessa fase havia-se criado o preconceito contra o analfabeto. A população brasileira era constituída de 80% de residentes rurais.

Assim, criou-se a imagem no imaginário popular do “Jeca Tatu”. Personagem criado por Monteiro Lobato, tão famoso pela literatura infantil que criou quanto pela visão preconceituosa do povo.

O analfabetismo na area rural contrastava com a cidade. Na realidade, as escolas não eram prioridade dos governos. E o máximo que se tinha era o primário incompleto na maioria das vezes, mesmo nas cidades.

Assim, o preconceito criado era contra o que não sabia ler, mas quem sabia não poderia nunca se orgulhar do pouco que sabia. E sempre existe um pouco de maldade naqueles cujas mentes são puro espinhos.

A situação da riqueza e sua ma distribuição no Brasil agravou-se muito `a época da ditadura militar. Isso porque o Brasil passou a obedecer ao modelo do antigo colonialismo. Todos sabiam que o pais necessitava de crescimento econômico.

O erro foi ter se curvado ao chamado “Consenso de Washington”. O que, se traduzia por renuncia pelos chamados “países do terceiro mundo” em beneficio dos ja industrializados.

A ideia era a de que os países do III mundo iriam continuar a fazer o que sempre haviam feito. Fornecer produtos primários aos países industrializados, em troca de produtos de alto valor agregado.

Por exemplo, o Brasil enviaria um navio cargueiro completo de soja para os Estados Unidos, o que dava para comprar um tanque de combate de geração mediana.

O que o Brasil tinha de melhor a oferecer `as nações industrializadas, melhor dizendo, `a industria delas, era sua mão-de-obra inculta e barata e, claro, seu incipiente mercado de consumo.

Novamente as pessoas viraram mercadoria. A única diferença entre a escravidão e o trabalho assalariado no Brasil passou a ser a de que o aprisionamento era sem correntes.

Assim, o mercado seria aberto para as industrias das “nações amigas”. O brasileiro fazia o mesmo trabalho que seu equivalente na nação industrializada, com a diferença apenas de que os salários jamais se comparavam em nada.

O brasileiro despreparado imaginava que estivesse fazendo um bom negocio, pois, vindo do campo, sem benefícios ou salários, qualquer salário era novidade. Por analfabeto e sem informação, não conhecia o valor do seu trabalho.

Mas havia um truque por trás da “bondade” dos países ricos em levar industrias para países pobres. Justamente por causa da mão-de-obra ultrabarata, os lucros das fabricas no III mundo eram enormes.

Na metrópole, os trabalhadores eram regiamente pagos. Alem disso tinham benefícios e seguranças que os trabalhadores de III mundo, exercendo as mesmas funções, não tinham.

Os países industrializados lucravam de duas formas. A primeira era a de que a introdução de fabricas modernas num mercado tão grande quanto ao brasileiro, impedia que a população local criasse suas industrias próprias.

Isso explica porque o Brasil ate atualmente não possui praticamente nenhuma forma de industria própria. Não possui fabricas de carros, televisores, computadores etc de marca brasileira. Tudo esta dominado pelo capital estrangeiro.

Mas também tinha a vantagem imediata. Ao fim do ano faziam-se os balanços das fabricas na metrópole e nas colônias. Naquelas, pelo pagamento de salários muito elevados aos funcionários e pelos benefícios oferecidos, formavam-se  déficits.

As fabricas nos países subdesenvolvidos, ao contrario, davam lucros. Mas para fechar os balanços fazia-se a transferencia dos lucros nos países do III mundo para os do I mundo.

Essa operação tornou-se conhecida como neo-colonialismo. Sem forçar, os países ricos retiravam os mesmos ganhos dos países pobres que aqueles que em primeiro lugar colonizaram na forma antiga de colonialismo.

Assim, o I mundo acumulava riquezas e o III mundo pagava as contas. Algo semelhante ao que acontece entre ricos e pobres internamente falando.

Então, de onde vem o ódio que tantos brasileiros estão curtindo contra o Lula e contra o Partido dos Trabalhadores atualmente?

Vem justamente de ele ter nascido no Nordeste, ter sido retirante, defende as causas dos outros contra os quais se curte preconceitos. Porem, isso não veio tão espontaneamente quanto parece. Foi construído ao longo de décadas.

Desde os anos 1970 ele entrou na luta para combater as discrepâncias. E como presidente do sindicato dos metalúrgicos em São Paulo organizou diversas greves com a finalidade de equiparação salarial, entre os trabalhadores do Brasil e seus equivalentes nas metrópoles.

Isso, com toda certeza, não agradou ao capital. Também desagradou `aquelas pessoas que pensavam que o Brasil tinha que se submeter ao sistema do “mercado”.

Não seria bom para o pais, pensavam, revoltar-se contra os mais fortes. Esses concordados, geralmente, tinham bons salários.

Como se estava em plena Guerra Fria, comunistas contra o Ocidente, toda luta pela justiça passou a ser taxada como comunista. A mídia de guerra criou a ideia de que o comunismo era semelhante ao terrorismo. Aproveitando a deixa, a mídia anti-justiça relacionou as lutas sindicais ao comunismo.

Mas uma parte da população menos favorecida também foi induzida a odiar os movimentos pela equiparação dos salários. Isso em função da ma administração da economia do pais ter criado a famosa hiperinflação.

Governos ruins sempre precisam justificar-se perante ao publico. A ideia passa-se mais ou menos assim: “coisas não estão indo bem, porque existe um inimigo oculto mexendo em nossas contas, um partido “comunista” fazendo bagunça etc e tal.

No caso da ditadura militar, os economistas que eles nomearam criaram o artificio de vincular a inflação aos salários. Alegavam que eles não podiam conter os preços se os salários subissem, pois, quando os salários subiam os patrões eram obrigados a levantar os preços para pagar os salários.

Assim, atribuíram a inflação ao ciclo vicioso, salários sobem, preços sobem. E a moeda brasileira foi trocada diversas vezes por motivos de inflação. Nos conhecemos notas de valor nominal de 10.000, 100.000, 200.000 etc. Cortava-se 3 zeros e em pouco tempo eles retornavam `a nova moeda criada.

E essa inverdade de que salários e inflação são faces de uma mesma moeda somente foi desmentida quando o ex-presidente Lula subiu ao governo e passou a elevar os salários gradativamente.

Então se deu o grande crescimento, pois, com o aumento do consumo por causa da disponibilidade de dinheiro nas mãos do povo tornou-se mais que comprovado que a economia funciona mesmo é quando o povo compra e isso so acontece quando ele tem um salário satisfatório.

Alias, pergunte a qualquer trabalhador do I mundo se ele seria capaz de comprar o tanto que ele compra se o salário dele fosse reduzido a níveis de III mundo! Eles nem sequer saberiam trabalhar com tal troco!

A imagem da pessoa do ex-presidente Lula foi atacada desde `a época que ele representava seus pares metalúrgicos. A grande imprensa brasileira, apêndice que foi da ditadura, sempre tentou reportar os movimentos sociais como do lado errado da Historia.

A grande imprensa sempre impôs entendimentos subliminares explorando a realidade de o ex-presidente ter nascido no Nordeste, ter um aspecto fisico “indesejável”, usar conjugações incorretas nos verbos e tentar transformar o otimismo dele em fanfarronice.

As pessoas que tiveram seus preconceitos embutidos e agora se dizem contra o ex-presidente porque ele teria sido agente da corrupção e negam ter os preconceitos, apenas enganam a si mesmas.

Na verdade, o que elas querem mesmo negar é que foram induzidas a esse ódio. Reconhecer que foram manipuladas seria um ato de bravura que a população mediana jamais teve a competência de cometer.

Isso porque reconhecer daria a impressão de fragilidade, incompetência, inferioridade. Na verdade, é justamente com isso mesmo que os manipuladores contam acontecer, pois, esse foi justamente o objetivo deles.

Não foi apenas o de induzir e cimentar o preconceito. A participação dos manipuladores perderia todo o efeito se também não incutissem a resistência `a mudança da mentalidade.

Por isso fizeram as pessoas acreditarem que estariam mesmo lutando contra a corrupção e não contra os objetos de seus preconceitos. Ha que se reconhecer que lutar contra a corrupção seria um motivo nobre. Então, não se teria nada do que arrepender.

O problema esta na falta de perspicacia do povo mediano. Ha uma grande diferença entre dar solução ao problema da corrupção e perseguir pessoas acusadas de corrupção.

Isso porque, correr atras de corruptos é o mesmo que correr atras de remédios para combater uma doença. Nesse caso você estará atacando as consequências e não a causa. Você pode tratar dos doentes e eles sararem. Mas a doença continuara solta.

O que se precisava primeiro era fechar as portas da corrupção. Seria semelhante a encontrar a vacina contra uma doença. Somente vacinando se evita a doença. Trata-la, embora sendo possível, torna-se o mesmo que cultiva-la e torna-la permanente.

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12. COMO CONSTRUIR IMAGEM DE BANDIDO?

No Brasil sempre se fabricou a imagem de bandido nos adversários. Contudo, esse trabalho sujo nunca foi tão facilitado como na atualidade.

Se o avanço tecnológico abriu-nos possibilidades enormes para o trabalho serio, as mesmas oportunidades foram abertas para os oportunistas. Desde o simples larapio, antigamente malandro de esquina, ao mais sofisticados, incluindo-se governos, grande mídia, grupos econômicos e, agora, como pudemos assistir, ate o judiciário.

Explica-se isso a partir daquela passagem em que na entrevista nos Estados Unidos o juiz Sergio Moro declarou a respeito de não investigar o PSDB porque:

“Esse partido estava na oposição. Então, não faria sentido.” e:

“Naturalmente, nessa situação, os políticos que aparecem são aqueles que administram a companhia estatal. E o PT esta no poder desde 2003.”

Ai ele deixa absolutamente claro quais eram os objetivos particulares, mesmo que inconscientemente, se ele for tão simplório a ponto de acreditar no que disse. Se for, seria a ultima coisa que se esperaria da pessoa de quaisquer juizes.

O objetivo era e sempre foi destruir a imagem do Partido dos Trabalhadores e seus representantes. Afinal, as denuncias de formação de quadrilha para roubar a estatal Petrobras remontam a anos anteriores a 2003.

Não seria uma casualidade qualquer o juiz não levar em conta a diferença entre governo (administração) e poder (quem esta com o dinheiro na mão).

Por outro lado, esquemas de corrupção ja plantado em quaisquer sistemas não mudam de mão no momento da troca de diretoria. Mais fácil será que os donos antigos permaneçam e os novos sejam ludibriados, na tentativa de incrimina-los ou inclui-los na planilha.

Uma das acusações contra o Partido dos Trabalhadores foi a de que estaria “aparelhando o Estado”. Isso quer dizer que enquanto governava estaria colocando funcionários na administração para dominar o poder.

A estrategia nisso foi a de acusar o partido e seus representantes de fazer o que ja estava pronto quando assumiu o governo. Mas não por parte do partido recém chegado ao governo e sim pelos que ja estavam anteriormente.

E ai se explica a tatica sorrateira e adesista do Movimento Democratico Brasileiro, o Partido do MDB. Quando do governo anterior, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ele ja fora parceiro intimo.

A adesão ao recém-chegado Partido dos Trabalhadores tinha o único objetivo de manter suas próprias regalias e não ter um comprometimento programático.

Como dissemos antes também, os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sozinhos, correspondem a mais de 50% do PIB brasileiro. Foi no mínimo estranho isso ter passado despercebido `as observações do juiz.

Afinal, lição para qualquer detetive recém engajado em qualquer caso: “rastrear o dinheiro para encontrar o ladrão.” E, obviamente, apesar de a Petrobras ser estatal, a administração dela será influenciada tanto por seus braços nos estados quanto pelos funcionários mais antigos.

Para que se entenda melhor esse assunto, pode-se tomar o exemplo dos Estados Unidos. Fora dos círculos ideológicos e de fanatismos eleitorais, ja se sabe muito bem que eleições tem sido apenas uma cortina de fumaça. Presidentes vão e vem.

O governo pode mudar de partido. Mas as decisões estratégicas estão nas mãos dos funcionários de carreira, que permanecem no poder por 30 anos ou mais, particularmente no Pentágono, no FED (Banco Central) e outros.

Para esclarecer melhor ainda, pode-se citar os casos de que o ex-presidente Jimmy Carter foi testemunha ocular de um evento com OVNI. Chegou a reportar isso `as autoridades competentes.

`A epoca que assumiu a presidência estavam acontecendo muitas visualizações do gênero. E ele prometeu ao eleitorado revelar o que as forças armadas sabiam a respeito disso.

Eleito, procurou o ex-diretor da CIA, e então futuro também presidente George W. H. Bush para obter a informação. Recebeu em resposta a expressão: “Curiosidade não é argumento suficiente para obter a informação.”

Qualquer que tenha sido a resposta verdadeira, Jimmy Carter voltou com uma tromba de elefante e sem a resposta desejada, e nunca mais falou no assunto.

Semelhantemente, Bill Clinton fez a mesma promessa. Buscou a aeronáutica para obter a informação. Teve que retornar ao publico dizendo: “Seja la o que for que a aeronáutica sabe a respeito do assunto, eles não compartilham nem comigo que sou presidente”. E puseram uma pa de cal no assunto ate hoje.

Pelo que se pode observar, o dizer de que a presidência da republica dos Estados Unidos corresponde ao cargo mais poderoso do mundo não passa de uma falácia para que os olhos se voltem para o cargo mas, de fato, torna-se tão decorativo quanto o de rainha (rei) da Inglaterra.

Pensar que no Brasil é diferente é, no minimo, ser simplório  e, no máximo, saber a verdade e fazer parte da armação ilimitada.

Assim, feitas essas considerações, devemos levar em conta que o governo brasileiro esta sim “aparelhado”. Fora importante para o esquema golpista criar a imagem de que o Partido dos Trabalhadores estava “aparelhando o Estado” com seus partidários.

Mas o proprio queixume, como alguns primos (amigos/adversários) reclamaram comigo, denuncia a versão. O dito contava que estavam sendo nomeados para as repartições: pessoas de baixo nível de escolaridade e nível zero de competência.

Então, a denuncia de “aparelhamento” não tem o menor fundamento. Poderiam dizer que o Partido dos Trabalhadores estivesse transformando algumas repartições em “cabides de emprego”.

Algo condizente ate com as políticas de socialismo, pois, essa ideologia permite a menor eficiência em busca do atendimento mais rápido das necessidades básicas da cidadania. O que, emprego é a maior delas.

Obviamente, não preciso retornar `as criticas dos adversários ao Bolsa Família e outros programas assistenciais de governo, postos em pratica pelos governos petistas, para dar uma solução intermediaria `a situação precária no qual o pais sempre esteve envolvido.

Não vou entrar no mérito dessa questão. Acredito que incomoda mais a quem não coloca a prioridade na pessoa humana e sim no famoso “mérito”, algo que não se tem provas de existência. Quem acredita tem isso como dogma. E dogmas, “não se discute”!

Mas para ter-se uma ideia do quanto e como o Estado Brasileiro esta “aparelhado”, basta retornarmos ao resultado da votação do impeachment da ex-presidenta Dilma.

O processo foi aprovado no nível de câmara dos deputados com a votação de 367 deputados a favor do impeachment e apenas 137 contra. O resultado por parte do senado, que concluiu o processo, foi de 61 contra 20.

E aqui devemos voltar a outra acusação muito frequente dos amigos/adversários, naturalmente, por crerem nas acusações ja que tem os olhos voltados apenas para o cargo da presidência, esquecendo-se que num pais complexo como o Brasil o poder fica nas mãos de uma maioria, não necessariamente apoiando os presidentes.

Mas trata-se da acusação de que as urnas brasileiras são fáceis de ser violadas e os resultados das eleições ser alterados.

O que os amigos/adversários nunca se deram conta foi que: se fossem os aliados do Partido dos Trabalhadores que estivessem violando caso a suspeita se confirme, então, qual seria a lógica de vencerem as eleições para a presidência da republica e não terem mexido nos resultados dos governos dos principais estados do pais e nem para favorecer a seus aliados a nível de legislativo?

Diga-se de passagem, os funcionários que controlam a idoneidade ou não dos resultados nas urnas são os do poder judiciário. Nesse caso, se a acusação tiver fundamento, da-se um sentido perfeito ao golpe.

Isso porque ninguém em sã consciência nega que houveram partes do judiciário brasileiro, do legislativo, do executivo, do poder econômico, do poder midiático, interferências externas para completar o golpe, do qual o ex-presidente Lula esta sendo a prioridade numero 1 agora.

Tudo isso e muito mais explica o fato de o ex-presidente que deixou o cargo com o maior índice de aprovação popular do pais, que continua como o preferido pela população para retornar ao cargo em 2018, estar a todo momento tratado como bandido.

Isso faz parte das guerras sórdidas  Se deixarem o ex-presidente concorrer `as eleições, as chances de ele vencer são elevadíssimas. Isso praticamente anularia o golpe, ou sua conclusão seria adiada por tempo indeterminado.

E os golpistas tem pressa. Tanto que os juizes envolvidos no caso contra o ex-presidente nem sequer tem tido duvidas quanto `a condenação dele. Seria preciso reverter toda a lógica para pensar que o ex-presidente escaparia de uma condenação arbitraria.

Os golpistas não tiveram sequer o escrúpulo de assassinar um membro do Superior Tribunal Federal, que foi o ministro Teori Zavascki porque ele tinha em mãos uma lista que arrolaria a todos no processo da corrupção.

Com o assassinato dele, selou-se a publicação da lista. E isso não quer dizer que entre os listados não se encontrassem membros do Partido dos Trabalhadores e seus aliados também. Tem-se a certeza que mais de 1.000 nomes estavam nela.

Por conseguinte, por se saber das denuncias que pairam sobre as cabeças coroadas de todos os setores administrativos, econômicos e militares, alem do setor privado, não se pode descartar a possibilidade de o assassinato dele ter sido uma encomenda do pacto mencionado por Romero Juca: “com o STF, com tudo”.

Não ha de se admirar que inclusive nesses últimos dias, hoje é 30.03.18, sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, os golpistas tem mostrado suas garras mais afiadas.

O facebook estar manipulando as paginas e deixando passar mais os compartilhamentos dos amigos/adversários que desejam a prisão imediata do ex-presidente Lula torna-se apenas um sintoma.

Complo mesmo tem sido os constantes arroubos da mídia oligárquica com seus intermináveis editoriais. Neles, como em toda opinião sem freios lógicos, tudo esta na argumentação dos contrarias, não existe defesa, não existe razão para defesa.

Diga-se de passagem, parece ate que o setor golpista queria que os petistas se deixassem imolar como fez Jesus Cristo. Ha ate manifestações de desespero, como se a defesa não tivesse direito de ir tão longe. E isso passado ao publico movido pelo ódio, torna-se apenas mais um motivo para odiar.

Chega-se ao cumulo de a empresa Netflix ter fabricado uma versão dos fatos envolvendo a Operação Lava-Jato, dirigida pelo premiado Jose Padilha, na qual as palavras ditas pelo senador Romero Juca são atribuídas ao personagem que representaria o personagem do ex-presidente Lula.

Anunciada como baseada em fatos verdadeiros, ate poderia tornar-se aceitável quando todos os fatos ja estivessem concluídos e uma distorção aqui e outra ali não corresse o risco de interferir com a opinião publica. Arte é isso mesmo, uma versão, não uma verdade.

Acontece que a verdade não foi concluída. Com isso, a versão pode ser usada para interferir num caso em andamento. O que não passa despercebido dos autores e patrocinadores da trama.

Outro caso claro de violação dos direitos de defesa trata-se da promiscuidade entre o juiz presidente da Operação Lava-Jato, meios de comunicação e políticos denunciados.

Ora, a mesma Rede de Televisão Globo, inimiga declarada do ex-presidente Lula, que apresenta versões jornalísticas forjadas para incriminar os petistas, também abre espaço de programa para entrevistar o juiz, isso `as vésperas de julgamento importante do petista, que esta marcado para o dia 04.04.18, pelo Superior Tribunal de Justiça, STF.

O juiz entrevistado foi o mesmo que vazou ilegalmente gravações de conversas entre os ex-presidentes Lula e Dilma. O mesmo que cometeu o crime e o mesmo que investiga e condena. O mesmo com uma reputação de carinhoso com os amigos e carrasco com os inimigos.

Enfim, não ha como admirar-se que tenha se construído uma imagem tão negativa do ex-presidente. Trata-se mesmo de guerra midiática. Alias ja reconhecida ate mesmo por pessoas da Comissão de Direitos Humanos da ONU.

A definição é clara. Ja se considera as cortes responsáveis pelas condenações do ex-presidente Lula como Cortes Cangurus.

O termo é usado para não se precisar explicar o que verdadeiramente é. No jargão isso corresponde a tribunais que se prestam ao uso de perseguir pessoas adversárias. Tudo sob um prisma de falsidade, porem, disfarçada de legalidade.

E aqui temos a noticia veiculada pela própria Rede Globo:

https://www.facebook.com/jfmargarida/videos/1628569550583631/?hc_ref=ARQpUiTveJ9YVwtBqR_0fFPPOZMgo6lwv9VcCQPxnUpj0JadEKFZLk4Gb-qkfdWPeZc

Observe-se que o membro da Comissão dos Direitos Humanos Geoffrey R. Robertson, foi mencionado como autor da representação que pede a condenação das cortes federais de Curitiba e Porto Alegre, que condenaram o ex-presidente, por serem cortes canguru.

A saber, esse advogado, ex-juiz da corte, foi também alistado entre os advogados que irão defender o ex-presidente frente `a Comissão dos Direitos Humanos da ONU.

Portanto, adianta-se essa informação porque esta plantada a ideia entre o publico brasileiro que: “tudo o que for em defesa dos ex-presidentes, do Partido dos Trabalhadores e seus representantes não vale, pois, somente poderia constituir de manipulação a favor deles.

Mas aqui se pode garantir outra razão mais solida. Pode-se usar as manipulações para mobilizar públicos favoráveis. Contudo, nesse caso, para a defesa daqueles basta a pura verdade. E isso é o que precisa ser compreendido pelos amigos/adversários.

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13. COMO E PARA QUE FABRICAR UM HEROI?

Essa atitude de fabricar heróis é mais antiga que os incautos possam imaginar. O faraó egípcio, Ramsés II, o Grande, ancestral dos brasileiros, mandou criar painéis em pedra com supostos feitos sobrenaturais da parte dele.

Um soldado romano defendeu a fe cristã ate `a morte, então criou-se espaço para ele nos altares. E Jorge passou a ser venerado como santo. Ai acrescentaram a ele o feito de ter matado o dragão. Essa imagem criada tornou-o mais conhecido do que ele realmente fez.

Joaquim Jose da Silva Xavier, nunca foi exatamente aquilo que ensinaram as crianças. Embora o ideal da independência, defendido por ele fosse nobilíssimo.

Acontece que, a partir da Proclamação da Republica, havia a necessidade de se fabricar alguém mais nobre, pois, a monarquia tinha muitos exemplos de defensores dela.

Então, para validar a nova republica, precisava-se diminuir os vultos populares para apagar da memória do povo aqueles que haviam sido monarquistas.

A fabricação não tem que ser de todo ruim. Santos são exemplos a ser seguidos. Embora, em alguns casos, da-se ênfase apenas `as boas obras e não se fale nos escorregos que todos nos humanos cometemos.

No caso do Ramsés  II, por exemplo, o objetivo era de criar a imagem divina do faraó. Seria para que o povo, por acredita-lo “Deus”, se tornasse submisso `a sua pessoa e aos mandos e desmandos dele. Algo que outros ditadores na Historia ate atualmente copiam.

Foi dessa forma que tivemos a oportunidade de conhecer uma fabricação desse gênero ao final dos anos 1980 e inicio de 1990, no Brasil. Capitaneado pela Rede Globo de Televisão, criou-se a imagem do Caçador de Marajás para o ex-governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello.

E a imagem foi exposta em todos os videos de televisão, nos horários nobres, por alguns anos, ate que se deram as eleições de 1992. Com as manipulações e a fabricação, naquele ano, menos o candidato e mais o personagem, foi eleito para a presidência do Brasil.

Diga-se de passagem, ha o ditado antigo de que: “Para se conhecer uma pessoa, é preciso comer-se uma saquinha de sal com ela.” O ditado deixa entendido que precisa-se conviver pessoalmente e por longo tempo para o conhecimento se dar de verdade.

Dois anos depois de eleito o vinculo entre o personagem e a pessoa estava totalmente desfeito. Enquanto Collor estava restrito a Alagoas ninguém teve a presença de espirito de investigar quem realmente ele era.

Mas ha que se dar um desconto. Embora ele não fosse a imagem projetada do personagem Caçador de Marajás, pode-se supor que também não fosse aquilo que se pintou para desfazer-se o mito.

A honestidade não tem sido moeda corrente no meio político, portanto, como ha inescrupulosos capazes de criar mitos para tirar proveito da situação, existem também outros inescrupulosos capazes de criar versões depreciativas do mito para acabar com ele.

E isso nem sempre ocorre para o restabelecimento da verdade. O mais comum é isso ser feito para que outros grupos políticos tenham vantagens no lugar dos primeiros.

E no Brasil atual parece que esta acontecendo exatamente isso. Apenas com a diferença de que o objetivo maior não tem sido construir um político novo para substituir `aquele que querem destronar.

No Brasil atual estão invertendo a ordem das coisas. Note-se que era fundamental, para os adversários, derrubar a imagem tanto do ex-presidente Lula da Silva quanto de seu Partido dos Trabalhadores.

A verdade passa pelos fatos. As regras do jogo eram conhecidas. Todos jogavam com o mesmo baralho e as mesmas artimanhas. Contudo, o que lhes parecia errado era que estavam se repetindo as vitorias do PT e as derrotas de seus adversários. “Assim não pode, assim não da!”

Nesse caso, adotou-se a formula mais antiga possível de fabricar-se um herói.

Como a figura do ex-presidente Lula e seu partido ja estavam marcados por detrimentos midiáticos desde a militância do primeiro e a criação do segundo, o que se fez no primeiro plano foi criar a imagem draconiana neles.

Como que por encanto, começaram a divulgar que eles eram responsáveis pela quebra do pais. Não se fala que a economia num período de apenas 12 anos foi multiplicada por 5.

As obras que ajudaram e continuariam ajudando o pais a sair da seu marasmo econômico, deixaram de ser obras, passaram a ser apenas meios de obtenção de propinas.

A corrupção antiga, deixou de existir. O Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente surgiram, segundo o enredo preparado, como se houvessem sido a fonte de toda corrupção do mundo.

Os programas assistenciais passaram a ser chamados de assistencialistas. Não passariam de uma mera compra de votos.

A popularidade dos ex-presidentes passaram a ser tratados pelo adjetivo pejorativo, populismo.

Não interessavam as diferenças em todos os sentidos, tanto a nível de administração quanto `as Historias de cada um, na narrativa adversária, o Brasil estava caminhando rumo a equiparar-se a Cuba e Venezuela.

Diga-se de passagem, Cuba e Venezuela passaram a ser tratados como os piores lugares no mundo para se viver. Embora, não se apresentem provas. Basta dizer-se que são comunistas.

Algo que o brasileiro comum acredita ser a pior coisa do mundo, desde que durante a Primeira Guerra Fria essa imagem foi construída, justamente para que a população se apegasse ao capitalismo, assim, evitando-se a adesão dela a movimentos contrários ao capitalismo.

Diga-se de passagem, nesse ponto trabalhou-se muito bem com a ignorância que prevalece entre a população. Isso porque comunismo/socialismo e capitalismo são contrários entre si, contudo, capitalismo não é obrigatoriamente democrático, nem comunismo obrigatoriamente totalitário.

Obviamente, essa imagem distorcida e construída para enganar ao povo assemelha-se `aquelas versões antigas do tipo: “chupar manga e tomar leite é veneno”.

Na verdade, isso foi criado `a época da escravidão. Era para que os escravos so chupassem mangas, que sobravam no mato, e não tomassem leite. No passado funcionou. E parece que na atualidade, muita gente continua bobo ainda!

Criada então a figura do inimigo publico numero 1, (PT e Lula), restava criar a figura do herói que o destruiria. E a pessoa escolhida para o papel foi o juiz Sergio Moro, juntamente com seus auxiliares e subsequentes colegas do TRF4 de Porto Alegre.

Não preciso entrar em detalhe a respeito do que se fez para construir a falsa imagem de São Jorge na pessoa do juiz.

Era assiduo no trabalho. Havia condenado outros petistas durante a operação apelidada de Mensalão. Explorou-se ate a imagem dele indo a restaurante de segunda classe e carregando marmitex.

Enfim, virou uma verdadeira copia de obra prima de Michelangelo, porem, escovada e restaurada. Eh! Um santo! Como os da época do Barroco Mineiro, particularmente em pleno Ciclo do Ouro.

Representa exatamente um São Jorge, somente na parte que compete a matar o dragão. Santo pela necessidade de se explicar um fato desconhecido na natureza, mas que nada se sabe do que fazia durante a vida para merecer o altar.

E o que mais atrai aos amigos/adversários passa justamente por essa fama de justiceiro, juiz carrasco. Exatamente porque essa é a melhor imagem que o fascismo atribui a seus heróis.

Afinal, a justiça não sem motivos é representada pela balança e a venda nos olhos. A venda era para não olhar a quem julga e a balança indicaria o equilíbrio, não escolhendo torcendo nem para a acusação nem para a defesa. Cada uma com seu peso exato.

Em ultimo caso, o uso da espada, por ser metodologia antiga, representa apenas a condenação, porem, daqueles que comprovadamente são culpados.

A imagem de santo para o juiz talvez tivesse colado e permanecido, caso o publico não tivesse sido obrigado a conviver com ele e sua equipe o tempo suficiente para que se coma pelo menos uma meia saca de sal. Saca de 30 kg como antigamente se comercializava.

Os defeitos dele como profissional da justiça ja estão mais que atestados pelos juristas e jurisconsultos que analisaram sob o prisma das leis a sentença que ele proferiu contra o ex-presidente Lula no caso Triplex.

Mas foi justamente para evitar esse escrutínio que ele e seus asseclas se associaram com tantos bandidos, especialmente aqueles que controlam a mídia oligárquica brasileira.

Diga-se de passagem, para se basearem quase exclusivamente em acusações por delações premiadas, isso caracteriza melhor a promiscuidade do justiceiro com o banditismo.

Alem, claro, das chamadas redes sociais, com sites financiados não se sabe por quais interesses, cuja função única tem sido a de produzir e distribuir panfletos ideológicos contrários aos acusados.

Por isso deve-se entender que o objetivo dos golpistas nunca foi o de escudar-se nas leis para combater Lula e o Partido dos Trabalhadores. Sabiam que a lei era insuficiente para o que inventariam.

Mas o que inventariam era suficiente para encaixar-se na narrativa criada. Iriam combater monstros! E do lado deles pairava um santo!

Esse imaginario foi suficiente para angariar uma torcida enorme que acreditava em tudo que saia da trama. As pessoas não são culpadas. São malinformadas e não estão preparadas para aceitar a realidade.

Nossos ancestrais acreditaram em São Jorge e tantas outras coisas. Algumas pessoas acreditavam em mula-sem-cabeca e saci pererê.

Por mais absurdas que essas comparações possam parecer, nos precisamos saber que a manipulação da opinião publica não é ficção. Existem profissionais justamente ocupados em criar meios para ludibriar o publico comum.

Profissionais de marketing são especialistas justamente nisso. E isso ja não é mais empírico como era na época de Ramsés II. Ja passou a ser ciência. Existem profissionais tão confiantes em sua capacidade de enganar que dizem ser capazes de vender gelo aos esquimós.

Creio que mais que usar argumentos para explicar a realidade que esta se passando no Brasil atual, melhor será compartilhar mais um video. Trata-se de uma peça produzida pelo jornalista Reinaldo Azevedo.

Reinaldo Azevedo é um militante anti-petista que se diz liberal. Igualmente fala que não tem vínculos com a direita, embora, o liberalismo, todos sabemos, defende os principais pontos programáticos do direitismo. Ou seja, capitalismo em primeiro lugar.

O jornalista militou muito a favor da demonização do Partidos dos Trabalhadores e seus dirigentes. Mas parece que teve um repente de raciocínio quando percebeu que o objetivo não era o de construir uma democracia liberal, mas pura e simplesmente eliminar o mais forte concorrente do direitismo no Brasil.

Então, abra-se e veja-se o que ele discorre a respeito das atitudes do juiz Sergio Moro. Ele fala particularmente a respeito de uma entrevista do juiz dada `a Rede Globo de Televisão, holofote dos anti-petistas e da direita, no mesmo dia em estava sendo julgado, o que resultou em derrota do Lula, um embargo `a sentença de primeira na segunda instancia.

https://www.facebook.com/Falandoverdades.com.br/videos/1606092849506029/?hc_ref=ARQinI1xALxBR41Tyw6ITnZz8yrnprSoSvGNRjuhxkEDvWJa-XMNXn0iNKjVgvf7k0M

Obviamente, não se sabe do quanto ha de sinceridade em quaisquer dos dois atores, tanto o Reinaldo quanto o juiz Sergio Moro. Mas se não fosse essa a intenção, Reinaldo Azevedo deixou claro que a imagem de santo do juiz foi fabricada e a sentença dele, devido `a opinião dos juristas, é inconstitucional.

Observe-se que não ha discussão em termos de culpabilidade ou inocência do ex-presidente Lula. Ai, como ja o fez em outro programa, deixa clara a manipulação do processo. O que so pode ser interpretado como uma tentativa de impedir a candidatura dele nas eleições de 2018.

E esse deve ser o grande trunfo a favor do ex-presidente. Isso porque, se para tira-lo do caminho estão sendo usados meios absolutamente ilegais, então, as culpas que possa ter não são suficientes para prende-lo ou afasta-lo do pleito eleitoral.

Isso, praticamente, tem o efeito de reconhecimento de inocência ou, no mínimo, de veredito pro-reo. Ou seja, podemos ate ter certeza que tem culpa, mas como não temos provas suficientes para condena-lo, a lei nos obriga a dar liberdade.

Com isso torna-se absolutamente claro que, a figura do santo não passa de mais uma fabricação daquelas tão comuns na Historia do Mundo e da Política Brasileira.

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14 CONCLUSOES.

Embora os amigos/adversários irão interpretar no sentido oposto, esse texto não foi escrito para isentar ao Partido dos Trabalhadores, nas pessoas de seus representantes, membros e simpatizantes de crimes e pecados.

A função aqui não passa por uma analise rasa como tal interpretação quando houver. A isenção ou não de culpas não pode ser analisada por nos os leigos que temos tido oportunidade de acompanhar os fatos via internet, opiniões e escritos.

A base que tenho, somente a respeito do Caso Triplex, da dedução de insuficiência de provas, esta centrada no parecer de profissionais da área do direito que estudaram as sentenças e, segundo esses, não ha base justificável para condenação.

Tirando isso, o objetivo aqui foi o de verificar os fatos divulgados. E soma-los dentro de uma lógica que permitiria dizer sem interferência de duvidas se o sistema governado pelo Partido dos Trabalhadores lhe permitiria ser tudo o que os seus adversários dizem que ele é.

As conclusões foram as de que é impossível um partido sozinho ter sido responsável pela decadência do pais em tão pouco tempo de governo sendo que todos os indicativos estatísticos mostravam justamente o contrário, ate ao momento em que foi deflagrada contra ele a grande campanha de “caça as bruxas.”

Dizer que o Partido dos Trabalhadores quebrou o pais, sem verificar as estatísticas e sem dar ouvidos `aquilo que o senador Aecio Neves declarou nas tribunas, e sem verificar que isso realmente foi levado a cabo, seria o equivalente a dar falso testemunho.

Em resumo, por via de fatos, pode-se verificar a existencia do golpe com as participações especiais da parte suja dos legislativo e judiciário. Mas a trama jamais ocorreria sem o apoio de militares, partes do executivo, setor econômico, setor midiático e do intervencionismo externo.

Especificamente pudemos apontar que o dizer do juiz Sergio Moro a respeito de que o PSDB não era investigado porque não fazia parte do governo a partir de 2003, mas sim o PT que era recém-chegado, não passa de uma cortina de fumaça para ocultar o golpe.

Com tal afirmação poderíamos supor que o juiz seja um completo néscio. Mas em função do cargo que ocupa preferimos reconhece-lo como malversador.

Isso porque ele mostra uma analise rasa dos fatos, com a intenção de faze-lo, ja que atribui ao fato de um partido estar no governo ser mais importante que o de ter o poder, que era o caso do PSDB.

Ter o poder, como ja inferimos, brota especialmente de quem tem o dinheiro a seu favor.

Estar no governo, sem ter o poder, torna-se uma areia movediça. Isso porque ser governo apenas implica em possuir um capital de barganha movediço.

Durante as eleições os políticos conseguem mobilizar as milhões de pessoas que irão votar.

Mas torna-se impossível manter esse eleitorado em regime de campanha durante a governança, portanto, o eleito para o governo cai no ciclo vicioso se não tiver aliados verdadeiros e suficientes para  fazer um governo autentico como prometeu, tendo que negociar quaisquer tentativas de realizações com oposições contrárias a seus programas.

Haver-se-ia que pensar em solução para o problema. Algo que poderia ajudar, no caso brasileiro, seria mover as eleições de parlamentares para o segundo turno, ou depois do presidente eleito no primeiro turno.

Com isso, o presidente eleito ou os dois em disputa no segundo turno teriam maiores chances de obter pelo menos uma metade do congresso comprometida com seus programas. O que evitaria, em tese, a barganha que descaracteriza o programa de governo que o presidente propôs ao eleitorado.

Da forma como o sistema brasileiro opera observa-se que os presidentes eleitos tornam-se reféns do sistema conhecido como toma-la-da-ca. Independentemente da honestidade ou não do principal agente do executivo no pais.

A questão do poder, e não de governo, durante os governos petistas, mostra-se altamente relevante quando se compara a desproporção entre o numero de congressistas e de governadores comprometidos com as diretrizes de governo do Partido dos Trabalhadores, que foram eleitos `a mesma época.

Mesmo somando toda a bancada conhecida como de esquerda, cujas linhas de política se assemelham, observa-se que sempre houve um detrimento numérico considerável contra o governo.

Sabe-se que, em media, os representantes do povo brasileiro não possuem o necessário espirito publico, ou seja, temos que deixar de lado algumas questões ideológicas quando deparamos com situações em que confrontos de vaidades apenas prejudicam o bem do povo.

Nesse caso, foi observado que antes do processo de impeachment começar, a maioria do congresso uniu-se em torno da liderança do senador Aecio Neves que ja havia declarado que quebrariam o pais para provar para a presidenta Dilma que o poder pertencia ao legislativo.

Ou seja, indiretamente ele deixou provas da culpa nos mal resultados que o pais passou a ter a partir dai. Mas como ele não poderia fazer isso sozinho, fica clara a culpa de quem o apoiou no congresso.

Nem precisava dar maior ênfase a que as gravações nas quais o senador Romero Juca declara expressamente que o golpe estava em andamento, nos quais os chefes das forças armadas e a mídia eram partes preponderantes.

Nada mais clássico para identificar agentes do conflito como a participação da entidade patronal Fiesp em toda a trama. A patrocinadora do “pato” e as passeatas na Avenida Paulista denunciam o participação explicita como golpista e não na defesa da democracia.

A mídia oligárquica, Febraban, OAB, Maçonaria, todas deixaram suas impressões digitais na cena do crime.

Alem desses, agentes conservadores religiosos demonstraram que tem o poder de manipular para fins eleitoreiros o seu rebanho de fieis. Essa participação não se tratou de aconselhamento entre o que seja certo ou errado. Tratou-se de insuflar o publico contra os governantes.

Não devia dizer aqui, mas isso foi uma flagrante desobediência aos conceitos religiosos cristãos. E, por outro lado, uma completa violação ao respeito que Igreja e Estado devem um ao outro. A flagrante interferência de um com o outro nunca resultou em benefício para o povo.

Enfim, as questões das acusações contra o Partido dos Trabalhadores e seus representantes não ficaram provadas. O dizer que as urnas eletrônicas são violáveis e que eles usaram disso para eleger presidentes esbarra nos próprios resultados das eleições.

Se eles tivessem o poder de cometer tal crime, elegeriam número suficiente de fieis tanto no congresso quanto nos governos estaduais, pois, todos sabemos que um presidente sem esse apoio não faz nada, senão o que os outros permitem.

Alem do mais, a fiscalização eleitoral e o controle do que acontece ou não `as urnas eletrônicas cabe ao poder judiciário. Se houve fraude, esse poder participou.

E como os resultados legislativos e estaduais foram desfavoráveis ao Partido dos Trabalhadores, elimina-se a participação em conjunto.

Ficou também desfeita a pretensa imagem de santidade para o juiz Sergio Moro. Não porque o jornalista Reinaldo Azevedo disse alguma coisa. Mas sim porque o próprio Sergio Moro disse o que disse.

E ele afirmou que o auxilio moradia que recebe seria justo porque não tinha tido aumento salarial. Alem de ser um desrespeito `a grande maioria de funcionários públicos que não percebem salários de juizes, mostra-se torpe porque sobre o auxilio não incidem os devidos impostos que pairam sobre os salários.

Outra pérola da entrevista que concedeu `a Rede Globo foi defender a ideia de que o advogado Rodrigo Tacla Duran seria um bandido e que a palavra dele não era suficiente para as acusações que fez aos amigos do juiz.

Sergio Moro deveria ater-se aos fatos e não atacar a pessoa. O que comprova se uma denuncia será verdadeira ou não são as investigações.

O juiz recusou-se a investigar as denuncias do advogado. Ao mesmo tempo que baseia seus casos nas “delações premiadas” obtidas de transgressores das leis, ou seja, bandidos.

Enfim, o que se pode deduzir dos fatos gerais que estão atualmente ocorrendo no Brasil é que o pais foi transformado em um mundo fictício. Dizem que: “A vida copia a arte”.

A arte que tomou conta da política brasileira é muito parecida com aquela que as vacas fazem nos currais, enquanto estão esperando pelo momento de ser ordenhadas!

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15. 04.04.18, URGENTE.

A década dos anos 60 não foi fácil para mim. Em 1968 eu completaria 10 anos de idade, Aos 5 anos faleceu minha avo paterna, de causas naturais e aos 70 anos de idade.

Não foi a primeira lembrança de minha infância pois isso seria de menor importância para a criança se não tivesse as recordações do carinho que ela tinha por nos. Mas essa foi a minha tomada de consciência da finitude humana.

Recordo-me dos assassinatos do ex-presidente John Kennedy, poucos meses após ao falecimento da avo, e do irmão dele, Robert (Bob) Kennedy. Não deveria ser chocante para mim, não houvessem sido eles tão idolatrados pelos brasileiros. Alias, sem os devidos motivos!

A minha comoção era mais um reflexo do sentimento transmitido pelos adultos que propriamente próprio. Mas o sentimento era sincero.

Alem desses, naqueles dias houveram 3 assassinatos distintos em minha pequena cidade. Três pessoas mortas. Em se comparando aos assassinados nos Estados Unidos, em relação ao mundo, os 3 assassinados tinham igual respeito em relação `a cidade.

Nesse caso, o choque foi muito maior para uma criança pelo fato de conhecer pessoalmente e ter grau de parentesco com duas delas. A intimidade com a família do terceiro era tal que o igualava aos familiares.

Algo estranho foi eu não lembrar-me sequer do noticiário, comentando o falecimento do reverendo Martin Luther King Jr. no dia 04 de abril de 1968. Morte essa provocada pelo tiro assassino de um branco supremacista.

`A epoca, não tinha ideia do ferver do caldeirão que estavam sendo as lutas pelos direitos civis nos Estados Unidos. Vivia-se aqui o apartheid.

Enquanto no Brasil vivia-se na Ilha da Fantasia, sob os auspícios de uma ditadura militar que a tudo censurava, dizia-se que não havia conflito racial e que a população de cor estava pacificamente integrada `a sociedade.

Logicamente, não se dizia que o Brasil não possui generais, governadores, presidentes ou quaisquer outros cargos e posições sociais importantes que não fossem ocupados por pessoas de claríssima ascendência europeia.

E mais tarde colocaram um ministro de ascendência japonesa, ministro de minas e energia, Shigeaki Ueki. Alias, não estava em meus planos mencionar a pessoa. Apenas surgiu em minhas lembranças.

Porem, para certificar-me que estava correto em relação `a datação, revolvi ir ao Google e encontrei uma matéria da Valor. Ali ha a denuncia que ele teria sido o primeiro diretor da Petrobras a receber propinas. E isso remonta `a ditadura das épocas de Geisel e Figueiredo. Ai esta o artigo:

http://www.valor.com.br/politica/5159196/presidente-da-petrobras-recebe-propina-desde-era-geisel-diz-delator

Retornando desse desvio de rota. O que eu queria mencionar mesmo foi que nunca houve no Brasil nenhuma democracia racial. Pelo menos, não para os nativo e afrodescendentes.

Não posso afirmar que a ditadura tenha filtrado de forma absoluta o que estava acontecendo nos Estados Unidos em relação `as lutas pelos Direitos Civis. Mas desconfio que sim, pois, essa foi uma luta claramente vinculada ao povo afro. Poderia ter sido visto como “mal exemplo” para os brasileiros.

Na verdade, naquela época, o povo afrodescendente era considerado muito bom. Sem a consciência que aqui nos Estados Unidos todos tinham, de que: “Todos foram criados iguais”, como esta expressamente ditado pela Constituição do pais, vivia como os bois que: “Não conhecem a força que tem”.

Mas nada posso dizer a esse respeito, se eu não fiquei sabendo devido `a supressão ou se estava distraído com outras atividades. A gente ficava sabendo dessas coisas através dos pais, pois, enquanto assistiam ao telejornal, as crianças saiam para a porta da casa bater peteca ou outra atividade de lazer.

Também coincide ter sido no intervalo do assassinato e antes do mês de julho que sofri a amputação que tenho do polegar da mão direita. Acidente acontecido em maquina de fazer massa de pão do nosso vizinho. Lembro-me que o sofrimento dessa perda foi semelhante ao de perder um ente querido.

O importante aqui será gravar que ontem, 04.04.18, celebraram-se muitas exéquias pela passagem dos 50 anos do assassinato do dr. King. Única pessoa nascida no século XX que marca um feriado no calendário, nos Estados Unidos.

Não tem dia dos presidentes assassinados. Não tem dia do melhor presidente do pais. Mas temos dia do mártir dos Direitos Civis que, por coincidência, faz parte de uma das minorias perseguidas durante toda a Historia.

Nada posso afirmar quanto a isso mas pareceu-me suspeito que o julgamento do Hábeas Corpus do ex-presidente Lula se desse exatamente nessa data. Certo. Os brasileiros não celebram.

Mas o entendimento esta no outro lado do mapa, aqui nos Estados Unidos ha celebrações que ocupam boa parte dos noticiários por dias. No dia, praticamente se mostram apenas os flashs delas ocorrendo em todo o pais.

Isso pode ser uma considerável evidencia do envolvimento dos Estados Unidos no complo que esta ocorrendo no Brasil. O julgamento do Hábeas Corpus do presidente Lula foi interrompido anteriormente e remarcado para esse dia 4.

Ai diriam que foi coincidência. Bom, coincidência seria se o calendário não tivesse tantas outras datas. Portanto, as chances são maiores de que tenha sido escolha.

Mas o que isso tem a ver? Tem a ver com a quase nenhuma atenção dispensada pela imprensa dos Estados Unidos `as tribulações que estão acontecendo no Brasil. Também isso não deveria ser coincidência e sim trama.

Por que? Simples. Ora, um pais da importância do Brasil, em todos os sentidos: estratégico, comercio, mercado de consumo, reservas minerais, produção de alimentos e uma das maiores economias do mundo.

Ou seja, grande razão de preocupação para o mundo inteiro. Contudo, passando pela crise institucional que esta passando e isso não despertar o interesse da imprensa internacional, especialmente a dos Estados Unidos que domina quase tudo! Meu olho esquerdo enxerga tanto quanto o direito!

Ha muito eu venho comentando que esse desinteresse não passa de uma tática para evitar que a população se interesse pelo assunto e veja o que esta sendo praticado no Brasil. E também venha a saber que as instituições dos Estados Unidos estão envolvidas.

Não foi atoa que ja mencionei a interferência do Facebook. Hoje ja anunciaram que essa firma entregou 87 milhões de contas aos manipuladores dos resultados das eleições no pais e no Brexit.

Isso para um sistema que intencionalmente queria manipular as eleições e o plebiscito. Ja vazou que mais de 1 bilhão de contas foram repassadas aos interesses econômicos. Por enquanto, esta se dizendo que eram apenas firmas comerciais que queriam as contas para divulgações.

A “coincidencia” das datas do julgamento do ex-presidente com o do assassinato do dr. King poderia ser uma forma “inteligente” de desculpar-se da falta de divulgação do que esta ocorrendo no Brasil. Mas deixemos essas conjecturas de lado.

Para mim não foi surpresa alguma a negação do Hábeas Corpus. Isso estava dentro do “combinado”. E a aprovação pelo votos de 5 X 4, com a decisão final feita pela presidenta Carmem Lucia, apenas cimenta a ideia: não mais de “Kangaroos Courts”, mas sim a de Judiciário Canguru Brasileiro.

Temos que nos lembrar aqui que a presidenta do Supremo Tribunal Federal não apenas era a favor de manter a prisão preventiva dos julgados em segunda instancia. Ela manobrou de forma descarada para que o processo de inconstitucionalidade dessa decisão não fosse julgado antes do HC.

Mas essas são conjecturas sem maiores importâncias, pois, da forma como as instituições brasileiras estão unidas contra o ex-presidente e a favor do golpe, seria duvidoso que aquele processo não recebesse apenas um não como resposta.

A desculpa seria a de que o que esta escrito na constituição, embora um dos autores do texto constitucional, o dr. Sepulveda Pertence, dissesse o contrario, poderia ser interpretado de duas formas opostas e que aquela corte poderia decidir com todos os seus poderes.

Acredito que a unica esperança agora seria a corte internacional. A Comissão de Direitos Humanos da ONU, a meu parecer, deveria ser acionada em caráter de urgência para julgar o impetrado pela defesa do ex-presidente.

Não tenho como antecipar nenhuma decisão. Apenas acredito que, ate onde estou informado, as violações cometidas pelas cortes brasileiras e instituições do pais devem ser condenadas.

Essa resposta, porem, pode não dar tempo suficiente ao ex-presidente Lula para concorrer `as eleições de 2018. Nesse caso, o golpe poderá estar fadado ao êxito, e os crimes de toga compensarão!

Mas as consequências podem não compensar como pensam os apressados. O gozo deles será passageiro porque terão que conviver com um pais em convulsão constante dagora para frente.

E, em segundo lugar, particularmente os membros do judiciário brasileiro serão os mais atingidos. Logicamente, eles perderão todo e qualquer respeito que acaso tiverem no exterior.

Quando se falar em advogado brasileiro no exterior, a expressão será tida como piada. Alguém em busca de algum contrato em firma internacional não poderá apresentar diploma de faculdades brasileiras sem levantar a suspeita da ma qualidade.

Ate o juiz Sergio Moro será incluido como vitima de si mesmo. Como se sabe, a Universidade Notre Dame, que se localiza na parte mais conservadora dos Estados Unidos, o chamado “Bible Belt”, Estado de Indiana, concedeu a ele um prêmio de reconhecimento por combate `a corrupção.

O que se pensara de uma universidade dessa projeção, se ela mantiver tal premiação a uma pessoa que presida uma “Kangaroo Court”?!

Penso que todos os conceitos serão reavaliados. E o Brasil será submetido a uma condição de inferioridade em todos os sentidos. Inclusive em sua pauta comercial. O pais terá que oferecer produtos mais que baratos para não ser chutado dos acordos internacionais.

Esse foi um risco que os golpistas, sabendo o que faziam, estão submetendo o povo brasileiro. Mas ninguém de fora ira chorar por ele.

Nunca vi choro porque os povos de Cuba, Venezuela, Síria e outros estão sofrendo. Se o povo fosse a intenção, nunca teriam permitido os bloqueios e as sanções, pois, essas apenas dão forças aos ditadores. Uma vez fortalecidos é que oprimem mais.

O Brasil ja viveu a ditadura militar e enquanto o povo não saiu `as ruas para dar um basta, ninguém de fora o socorreu. Como diz o ditado: “Quem não chora, não mama”.

Se o povo não gritar pelo retorno da democracia e se o som dos que querem a ditadura for mais alto, vencera o que fizer maior barulho.

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16. LULA PRESO.

Nao sei se o video permanecera na internet. Trata-se da missa ecumenica em sufragio do aniversario de 68 anos de dona Marisa Leticia, esposa falecida do ex-presidente.

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/acompanhe-ao-vivo-a-movimentacao-de-lula-e-de-manifestantes-expectativa-e-que-ele-se-entregue-hoje/

Parece que os meios de comunicação oligárquicos brasileiros estão boicotando as noticias de momento. Mas podem também estar sendo impedidos de apresenta-las, pois, como fazem parte do movimento golpistas, seria um contra-senso se os petistas permitissem o acesso ao que esta sendo combinado.

Não faz diferença. Hoje é dia 7.4.18, ja se esgotou em muito o prazo dado para ele entregar-se `a policia em Curitiba. A militância deseja a resistência. Como foi observado durante a missa, que se opte pela resistência pacifica.

E como os amigos/adversários estão intervindo em minhas publicações, estou lhes esclarecendo as realidades. Posto aqui algo de minhas respostas:

A questão que passa nesse momento, porem, é o caso chamado Triplex. No qual o Lula foi acusado e condenado.

Segundo todos os jurisprudentes independentes ou ate de vies politico contrário aos interesses do Partido dos Trabalhadores, não haviam provas suficientes para a condenação. Então, o único veredito possível no caso seria o “pro-reo”, ou seja, “In dúbia ….”. A condenação se deu sem a presença de provas suficientes.

Não se trata de dizer que Lula seja inocente. Trata-se de dizer que, não existem provas que não deixem duvidas quanto `a culpa dele.

Você precisa entender que, não adiantaria os adversários o terem acusado de ladrão e dizerem que ele seja culpado em outros casos. Esse jamais poderia ser o caso.

Isso porque `a luz da justiça, cada caso é um caso. Porque a pessoa possa ser culpada em outros casos, ela não pode ser condenada em outro que não ha provas suficientes contra ela.

Nesse caso ele estaria livre se não houvessem as pressões e intenções para prende-lo. Ai mora a dicotomia da justiça. Ela era para ser cega nessa situação, mas ficou mais que claro que a venda que esta sendo usada ficou transparente.

Não que não haja culpa em outros casos. Aqui esta se dizendo que houve o expresso convencimento de grande parte da população brasileira que ha alguma culpa em qualquer lugar ou ocasião.

O seu argumento de que os ricos compram sentenças no Brasil (na verdade isso se da no mundo inteiro) não ajuda em nada nesse caso.

Isso porque os inimigos do Lula não são pobres. Muito pelo contrário. São eles que estão com o poder e o dinheiro nas mãos. Portanto, se alguém esta comprando o veredito são eles.

O Lula esta apenas exercendo seus direitos, ou seja, defender-se. Em uma democracia verdadeira não se nega o direito de defesa nem mesmo aos piores bandidos do mundo.

Ate os nazistas que eram claramente culpados das atrocidades que cometeram tiveram direitos de defesa garantidos. Isso em um tempo em que a Declaração dos Direitos Humanos era apenas uma intenção boa, não uma realidade.

E vejam so! Por trás de todo aquele surto de moralidade que caracterizou o pós-guerra os governos dos Estados Unidos, da Inglaterra e da antiga União Soviética foram atrás de milhares de criminosos nazistas.

Mas não para prende-los ou fazer sofrer alguma represália judicialista. Os Estados Unidos lançaram a chamada “Operação Paperclip”, com a finalidade de capturar especialistas. Milhares deles foram secretamente admitidos no pais.

Os alemães tinham conhecimentos que estavam muito avançados em relação ao resto do mundo. E foi graças `as ciências que eles possuíam, transmitida pelos cientistas capturados por aqueles países, que foi possível esse salto monstruoso da tecnologia que existe atualmente.

`As vezes o método punitivista que o ultraconservadores abraçam com tanta facilidade acaba impondo barreiras aos avanços da humanidade. Se aqueles países tivessem ouvido o clamor popular, teriam que matar todos os cientistas nazistas. E hoje ja poderíamos ter vivido a III e mais recente Guerra Mundial.

O que torna-se impossível afirmar ainda é que foi feita uma bela troca. Isso porque, ainda, não tivemos a III Guerra! Mas, após tanto avanço tecnológico que ajuda, ha também o equivalente avanço em termos de armas de destruição em massa.

Talvez, se tivéssemos tido a III Guerra Mundial com menos tecnologia que hoje temos, pudesse haver chance de algum remanescente humano sobreviver a ela. Atualmente, não ha chances disso ou, se houver, não permanecerá por muito tempo alem daquela guerra. Será uma longa, triste e penosa sobrevivência.

Atualmente, os inimigos dos Lula estão querendo agir como se os nazistas tivessem vencido a guerra e eles fossem os garantidores das liberdades ou não. Tudo esta sendo invertido. Inclusive o dito: “Todos são inocentes ate que se prove o contrario”, foi castrado por eles.

O que os amigos/adversários não estão percebendo foi que não estão humilhando ao Lula como gostariam. Ele ira para a cadeia e deixara de ser o único presidente brasileiro respeitado no mundo inteiro.

Transformando-o em mártir, ele ganhara status semelhante a Gandhi ou Madiba (Nelson Mandela). Querendo ou não, quem for contra ele passara pela vergonha de se-lo. Mesmo que não reconheça ter cometido o erro.

O mesmo peso do julgamento que o Lula esta sofrendo agora recairá sobre os que o julgam. Mas contra esse julgamento, não haverá recursos.

Observem que Jesus, Joana d’Arc, Jeronymo Barbalho, George Washington, Tira-dentes, Frei Caneca e tantos outros eram culpados perante `as leis penais que os regimes sob os quais viviam impunham a seus cidadãos.

Antecipando-me aos fanáticos, acreditar na divindade de Jesus não o isenta da realidade da época em que vivia. Alguns de nos vive em democracias, ele não. E pelas leis da ditadura da época ninguém podia desafiar os arbítrios das “autoridades” constituídas.

Qualquer um que se dissesse “Filho de Deus”, tinha que ser condenado `a morte. Mas ele era apenas um semi-Deus. A parte humana dele estava ligada, pelo menos, `a mãe dele, pois que senão, não seria descendente de David e, como tal, não seria Cristo, ou seja, o Messias esperado.

Assim, a parte humana que ele carregava estava em descumprimento da lei. E isso se cumpriu, pois, a carne foi morta, não o espirito.

Em relação aos outros, incrivelmente, exceto Jeronymo Barbalho, as leis eram claras quanto `as suas dissidências. No entanto, ao invés de George Washington ter recebido o mesmo tratamento, tornou-se o pai de uma nova nação. E atualmente tornou-se cultuado quase como uma pessoa divina.

Mas isso porque ele foi mais esperto e venceu suas batalhas, graças a muita sorte e preparo. Alias, diga-se de passagem, estava em pior situação que o Lula esta hoje. Se fosse pego, muito provavelmente tornar-se-ia apenas um personagem sonhador como Tira-dentes.

Lula esta numa situação na qual: se for solto voltara `a presidência do Brasil e terá a chance de provar ou não que foi melhor que todos os outros. Se morrer na prisão, será mártir para sempre.

E tudo o que acontecer de ruim ao Brasil e aos brasileiros virara culpa dos adversários dele. Não se apaga tão facilmente uma historia como a dele depois que ja foi escrita, faltando apenas as conclusões.

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A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO

novembro 13, 2017

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0. PURA MISTURA

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1. GENEALOGIA

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https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

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https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO

 

INDICE:

001. TIO JOAOZINHO, BARBALHO, MAS NEM TANTO!

002. ENFIM ALGO CONCRETO A RESPEITO DA FAMÍLIA NUNES COELHO.

003. CONTATO CON DONA ANA ROCHA

004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS ENCONTRADOS NO SITE FAMILYSEARCH.

005. POLICARPO JOSE BARBALHO

006. “COROACI – ONTEM E HOJE”

007. O RESUMO EM ESQUELETOS GENEALOGICOS

008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?

009. GENEALOGIA DE ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO: UM POUCO DO CONTEÚDO DA “REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAPHICO BRAZILEIRO”

010. OS BARBALHO DO RIO DE JANEIRO, POR RHEINGANTZ

011. PRIMEIROS MORADORES DE GUANHAES, VIRGINOPOLIS E PECANHA …

012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

 

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001. TIO JOAOZINHO, BARBALHO, MAS NEM TANTO ASSIM!
A ironia se encontra naqueles títulos de genealogias que geralmente carimbam as capas dos livros abordando dados genealógicos.
Aqui não se trata de nenhuma ironia maldosa. Trata-se apenas de discernir entre algo usado por ser didático, contudo, que pode levar a algumas interpretações enganosas.
Ja mencionei isso antes. Quando nossa prima IVANIA BATISTA COELHO, intitulou o livro dela: “Arvore Genealógica da Família Coelho”, todos nos sabíamos o que o titulo significava.
Significava aquilo que na pratica enxergávamos. A frequência do sobrenome Coelho era enorme. Predominava. Isso porque ela dedicou-se `a Arvore de Descendência do Alferes-de-Milícias JOSE COELHO DE MAGALHAES. E nisso se omitia que ele fora casado com EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA.
Logo em seguida, ela direcionou os estudos dela para o ramo do filho JOSE COELHO DA ROCHA, que foi casado com LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, filha de: ANTONIO JOSE MONIZ e MANOELA DO ESPIRITO SANTO.
Em seguida, fixou mais seus estudos em cima dos quatro filhos do casal JOSE e LUIZA. Por ter sido primeiro-moradores e fundadores de GUANHÃES, eram a nossa honra. Ainda mais que dois dos filhos estavam entre os fundadores de VIRGINÓPOLIS, cidade onde nascemos e crescemos.
E os quatro casais, filhos e seus cônjuges foram, por ordem de nascimento:
01. Francisca Eufrasia de Assis Coelho c. c. tenente Joaquim Nunes Coelho
02. tenente João Baptista Coelho c. c. Maria Honória Nunes Coelho
02. Eugenia Maria da Cruz Coelho c. c. capitão Francisco Marçal Barbalho
04. tenente Antonio Rodrigues Coelho c. c. Maria Marcolina Borges do Amaral
Por ai se observa que dois dos cônjuges também eram Coelho, então, não se admira a predominância do sobrenome. E, no caso do casal ANTONIO e MARIA MARCOLINA, os sobrenomes dela não foram adiante. O único sobrenome diferente que foi para frente foi o Barbalho.
MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL descendia de dois ramos COELHO, pelo menos. Descendia de ANTONIO COELHO DE ALMEIDA, via familia PEREIRA DO AMARAL e ANNA COELHO, via a BORGES MONTEIRO.
Por enquanto não sabemos se por acaso os NUNES COELHO e os COELHO DE MAGALHAES procedem de uma mesma raiz ou raizes diferentes. Essa é uma incógnita que desperta suspense!
Ate ao momento, tínhamos que JOAQUIM e MARIA HONÓRIA NUNES COELHO eram considerados do mesmo ramo dos nossos ancestrais: EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.
Mas o parente, senhor DIONE NUNES COELHO, que concedeu-nos informações preciosas do ramo, não confirmou ainda tal hipótese. Não que duvide, apenas não tem uma prova documental que JOAQUIM, ANTONIO e JOSE NUNES COELHO sejam filhos do casal.
Portanto, vamos botar nossas barbas de molho também. Dizem que “cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.”
Lembrando-nos aqui que nossa parente em Peçanha, MARINA RAIMUNDA BRAGA LEAO, acrescentou mais dois nomes ao quebra-cabeças: MARIA e ALTIVO NUNES COELHO.
Alem desses, encontrou duas senhoras de escravos, no ano de 1875, naquela cidade: JOANNA e ANNA NUNES COELHO. Ao todo, são 7 pessoas que podem, e devem, ou não descender do mesmo ramo que o nosso.
Pelas informações trazidas pelo senhor DIONE, sabemos que os informantes anteriores, dando nome ao pai do EUSEBIO por MANOEL, se enganaram, pois, o casal: THOME NUNES FILGUEIRAS e ANNA MARIA COELHO foram pais dos patriarcas EUSEBIO e MANOEL NUNES COELHO. O primeiro prosperou em GUANHÃES e o segundo em ITABIRA.
Sabemos ha muito que o padre POLICARPO JOSE BARBALHO fora, em ITABIRA, o nosso grande patriarca, embora tivéssemos noticias mesmo apenas da descendência de um dos filhos que foi o capitão FRANCISCO MARCAL BARBALHO.
Alguns sabiam que o filho JOSE DE MAGALHAES BARBALHO fora pai de ANNA, essa fora mãe de JOAO BATISTA DE MAGALHAES. Ela engravidou de alguém desconhecido de nome, por nos, e o pai JOSE enviou-a para GUANHÃES.
GUANHÃES ficava na beira da fronteira final de colonização `a época. E ali ja residiam os tios de ANNA MARIA: padre EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO e capitão FRANCISCO MARCAL BARBALHO.
JOAO BATISTA, tido como resultado do malfeito de ANNA, nasceu em 15.10.1862 e cresceu em GUANHÃES. Indo depois casar-se com sua prima, CANDIDA DE MAGALHAES BARBALHO, filha e EUGENIA e do capitão FRANCISCO.
Esse personagem foi na família um verdadeiro pandego. Entre os muitos causos dele, ensinou aos netos chama-lo de tio. Para todos, era o tio JOAOZINHO. Perguntado porque, respondia: “Avó é a véia”, e indicava sua cara-metade com o beiço e queixo , conhecida pelo apelido de SA CANDINHA. Motivo: ela havia nascido 4 anos antes dele, a 10.01.1858.
E a familia disputou o titulo de a mais comica da Terra. Se não conseguiu o titulo, foi por ele não ser distribuído. Mas, em VIRGINÓPOLIS, onde criaram a família, haviam sérios concorrentes. Tanto que o provérbio ali sempre era repetido: “Se construir um muro em volta é porque é manicômio, mas se jogar uma lona em cima, vira circo.”
Com tudo o que se sabia, não havia um aprofundamento melhor da raiz dessa família. Os dados estavam ocultos.
A melhor informação que tínhamos era que o padre POLICARPO residia em ITABIRA, tinha os filhos, ficara viuvo e depois da ordenação do filho EMIGDIO, retornou ao seminário, do qual desistira na juventude para casar-se, e ai ordenou-se, ja idoso e que talvez tenha sido pároco em SANTA RITA DURAO, onde foi pároco e faleceu.
Foi atribuída ao padre EMIGDIO a composição, que ele recitava para as pessoas curiosas de saber seu passado:
“Meu pai é padre.
Eu também sou padre.
Nao sou filho de padre.
E sou padre mais velho que meu pai.”
Foram essas tradições e os causos que tornou possível a família não esquecer-se dos nomes e feitos desses ancestrais. Alias, toda a família BARBALHO era meio artista!
Em alguns locais tínhamos a informação de que a esposa do POLICARPO tinha o primeiro nome GENOVEVA. Inclusive, haviam as mulheres que receberam o nome de VITA. Imaginamos que ela houvesse recebido o apelido de GENOVEVITA, depois isso reduziu-se ao final do apelido e assim permanecendo na descendência.
Essa teoria caiu por terra a partir de quando o pesquisador JOBERTO MIRANDA RODRIGUES encontrou em MARIANA-MG, no ARQUIVO ARQUIDIOCESANO, o documento “DE GENERE ET MORIBUS” do padre EMIGDIO. Ali constava as certidões de batismo do padre e a de casamento dos pais.
Por isso vimos a saber que: o padre POLICARPO foi marido de ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES. Alem disso, que era “filha natural de GENOVEVA NUNES FERREIRA ou FILGUEIRAS”.
Bom, ate ai tínhamos o nome da esposa. O que não se poderia deduzir era que fosse a única, e mãe de nossos ancestrais JOSE e FRANCISCO MARCAL.
Essa questão so ficou resolvida quando o amigo MAURO DE ANDRADE MOURA enviou-me os inventários, entre outros, da avó ISIDORA FRANCISCA.
Nele constava apenas 4 filhos. JOSE DE MAGALHAES BARBALHO, com 17 anos; EMIGDIO DE MAGALHAES BARBALHO, 14 anos; FRANCISCO MARCAL BARBALHO, 7 anos, e LUCINDA FRANCISCA DE MAGALHAES, com 3 anos de idade.
Existem registros no site Familysearch que constam o casal ter sido pai de MARIA (1817), GENOVEVA (1812) e JOAO. JOAO nasceu em 27.05.1809. Iria ser o único maior de idade na abertura do inventario da mãe, que se deu em 1827. Estaria com 18 completos. Mas acredito que esses 3 faleceram em vida da mãe, dai suas ausências.
Devemos, então, atribuir a confusão em relação `a identidade de sua esposa ao possível fato de a avó GENOVEVA ter sido a mãe de criação, especialmente para FRANCISCO MARCAL e LUCINDA. Foi a mãe que conheceram.
Nos inventários informa-se que a avó GENOVEVA possuía fazenda em ITABIRA. E encontrei no ALMANAK DA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS, de 1864, que houve uma fazendeira em GUANHÃES com o nome GENOVEVA NUNES FERREIRA.
Veja-se o extrato que retirei daquele ALMANAK:
DISTRICTO DE S. MIGUEL E ALMAS -Pags. 207-8
Foi creado pela resoluta de 14 de julho de 1832. Tem um distrito denominado – Patrocínio – creado pelo art. 2o. da lei n. 1:143 de 24 de Setembro de 1862.
Juizes de Paz:
1o. Francisco Nunes Coelho*
2o. Francisco de Souza Pereira
3o. Jose Pereira da Silva*
4o. Antonio Rodrigues Coelho*
Subdelegado:
Francisco Nunes Coelho*
Inspector Parochial:
Rev. Jose Julio de Oliveira (é vigário)
Professor de primeiras letras:
Joaquim Francisco de Aguiar
Vacinador:
Joaquim Domingues da Silva
Negociantes de Secos
D. Alexandrina Savelly de Alkmim.
Antonio Carlos da Conceicao
Antonio Francisco Vieira
Bento Goncalves Pimenta
Custodio Jose Moreira*
Firmianno Ribeiro de Carvalho*
Francisco Jose Moreira*
Francisco Nunes Coelho*
Joao Luiz de Souza
Joao da Silva Netto*
Joaquim Guardianno Teixeira
Jose Coelho da Rocha Ribeiro*
Jose Pereira da Silva*
Jose Rodrigues de Souza e Silva
Pio Ferreira da Silva*
Ditos de Molhados:
Campos & Pinto
Firmianno Ribeiro de Carvalho*
Francisco Jose Moreira*
Joao Luiz de Souza
Ditos de Generos do Pais:
Antonio Gomes de Brito*
Antonio Jose de Queiroz
Bernardino Manoel Ribeiro
Clementino Goncalves da Silva
Custodio Jose Moreira*
Francisco Jose Alves
Francisco Luiz da Rocha
Francisco Pinheiro de Araujo
Jeronymo Correa da Silva
Jeronymo Goncalves Lima
Jeronymo da Rocha Leme
Joao Angelo
Joao da Cunha Menezes*
Joao Nepomuceno de Aguiar
Joao da Rocha Ramos
Joaquim Antonio Pereira
Joaquim Jose da Silva
Jose Goncalves Guimarães*
Jose Justinianno de Aguiar
Jose da Silva Ribeiro
Jose Vaz Barbalho*
Jose Vieira Braga
Jose Vieira de Souza
Luiz Antonio de Araujo
Manoel Angelo dos Passos
Martiniano Ignacio Ribeiro
Martinianno Vieira de Souza
Miguel Fernandes Maciel
Pedro Teixeira da Costa
Romão da Silva Chagas
Theodoro Rodrigues da Silva
Pharmaceuticos:
Modesto Alves Barroso*
Fazendeiros que cultivam canna:
Accacio Jose da Silva
Amancio da Silva Guimarães
D. Anna Pinto de Jesus*
Antonio Coelho Linhares*
Antonio de Figueiredo
Antonio Rodrigues Coelho*
D. Genoveva Nunes Ferreira*
Joao Rodrigues Lemos
Joaquim Ferreira Pinto
Joaquim Jose de Figueiredo*
Jose Coelho da Rocha*
Jose Francisco de Azevedo
Jose Lopes Nunes
Jeronymo Maciel
Severianno Pereira Candido
Sapateiros:
Francisco Fernandes Maciel
Joaquim Roque
Jose Vicente dos Santos
Alfaiates:
Luiz Estrangeiro
Placido Jose de Souza
Seleiro
Joao da Cunha Menezes*
Carpinteiros
Manoel de Moura Justo
Manoel de Souza e Silva
Rancheiro:
Firmianno Ribeiro de Carvalho*
Districto de Patrocinio:
Não obtivemos noticia alguma deste distrito.”
  • Os asteriscos foram usados para identificar pessoas com vínculos ou possíveis vínculos com a família.

Senhor JOAO DA CUNHA MENEZES* parece-me ser avô ou tio do senhor JOAO DA CUNHA, filho de JOSE DA CUNHA MENEZES, que nos legou farta parentela em VIRGINOPOLIS.

 
O mais surpreendente ai é a presença de dona GENOVEVA NUNES FERREIRA* entre os fazendeiros.
 
Não podemos afirmar que seja a nossa ancestral mas são boas as chances. Observe-se que ela e a tetravó ANNA PINTO DE JESUS* são os benditos frutos entre os homens. Possivelmente seriam de idades semelhantes. A idade não deve ter sido impedimento.
 
Acredito que GENOVEVITA era pouca coisa mais velha que “ANNITA”. Isso porque nos foi pentavó e sextavó ao mesmo tempo. Mas por termos ela e a ISIDORA FRANCISCA na mesma linha de ascendência, e as mulheres podiam ter filhos muito cedo, não precisava ser tão mais velha.
 
POLICARPO e ISIDORA FRANCISCA casaram em 1808. Portanto, a mãe dela, naqueles dias, poderia ter uma idade aproximada de 30 anos. Ou seja, menos oito e a seguir menos 22, poderia ter nascido próximo a 1778.
 
E, 22 somado a 64, estaria com 86 anos de idade na data em que surge o mesmo nome dela no ALMANAK. Poderia sim estar viva. E os bons genes dela se somam a outros para resultar na longevidade da família.
 
Mas não podemos deixar de reconhecer a probabilidade quanto a isso ser menor. Nesse caso, ha que se esperar também que não seja ela. Pode ser uma filha ou outra parente próxima.
 
As evidencias levam a crer que seja ela mesmo, pois, isso seria mais uma razão pela qual o nome VITA ficou na família. Enquanto que o nome ISIDORA era totalmente desconhecido, ate mesmo para os netos desta.
 
Alem do que ha a coincidência de ja ser dona de fazenda em ITABIRA e, caso tenha mudado para GUANHÃES mesmo, não mudaria a profissão.
 
Seria um achado se buscássemos e encontrássemos os inventários dessa pessoa. No ALMANAK de 1872, outro que tive acesso, nem ela nem “ANNITA” aparecem mais, por isso julgo que faleceram nesse intervalo de 8 anos. Resta saber onde encontra-lo: em GUANHÃES ou no SERRO.
Nos inventários da ISIDORA FRANCISCA o nome GENOVEVA NUNES FERREIRA havia sido fixado e repetido. A duvida anterior entre o FERREIRA ou FILGUEIRAS se dissipou.
Desde o tempo em que descobriu-se o “DE GENERE” do padre EMIGDIO ja se sabia que os nomes dos pais do padre POLICARPO foram: capitão JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAN JOSE.
Observe-se que o mesmo nome do pai surge em GUANHÃES, em 1864 e, em 1875, ele aparece em SABINÓPOLIS. Mas trata-se do filho de VICTORIANO JOSE BARBALHO, ja falecido, e MARIA DO CARMO DE MACEDO, que era viva aos 90 anos de idade quando os inventários do filho: FRANCISCO JOSE BARBALHO, foram abertos em 1875. O irmão JOSE VAZ foi nomeado 2o. testamenteiro.
Alem disso, pela presença do 3o. testamenteiro nomeado: capitão FRANCISCO MARCAL BARBALHO, penso que VICTORIANO tambem foi irmao do POLICARPO. Mas a confirmação devera ser encontrada em documentos da circunscrição do SERRO-DIAMANTINA.
O que nos falta ai seria tirar as duvidas quanto ao JOSE VAZ BARBALHO, pai do POLICARPO, ter sido ou não filho do casal: MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA DE SOUZA. Mas não será aqui que iremos resolver isso.
Enfim, chegamos ao ponto. Apos `as ultimas, com os dados ja comentados no capitulo anterior, informa-se que o primo DIONE NUNES FERREIRA gentilmente presenteou-nos com mais alguns documentos reveladores.
Entre os documentos, encontram-se umas fotos do Censo de 1840, em ITABIRA. E nelas aparecem o resumo abaixo:
No.  Pessoas                              Idade     Cor.     Est. Civ.   Profis.  Situação   Niv. Alfab.
40.  Manuel Nunes Coelho           53.     pardo.    casado.   lavrador.    livre.    sabe ler
       Valeriana Roza                       51.    parda.    casada.   costureira. livre.     não
       Manuel Nunes Junior.            18.    pardo.      solt.        tropeiro.    livre.     sabe ler
       Pantalean Bento.                    21.   pardo.      solt.        ferreiro.     livre      sabe ler
       Jose Thomas                         15.     pardo.     solt.        sem. prof. livre.     sabe ler
Possuíam 6 escravos: Alexandre (26 anos), Maria Antonia (26 – viuva e cozinheira), Gessiano (14), Caetano (6), Vicente (4) e Francisca (2). Todos, inclusive as crianças, classificados como roceiros, exceto Maria Antonia.
294. Thome Nunes Filgueiras.     70.    pardo.     casado.   mineiro.    livre.    analfabeto.
        D. Anna Coelho                    70.    parda.     casada.   …………     livre.     o mesmo
        pe. Jose Gls. Filgueiras.       34.   pardo.      Eclesias. …………     ……..     …………..
Residiam nas propriedades: Jose (14); Joaquim (14), Jose (20), Rita (17), João (ns); Maria (40); Antonio (40); Felizarda (40). Eram todos livres, ocupavam-se principalmente com o trabalho de costura e sabiam ler. Apenas Maria era branca. Os outros, pardos.
Possuíam os cativos: Rosa (40); Ritta (27); Prudencia (17); Germana (25); Luzia (21); Victoria (30); Caetano (38) e Quitilianno (20).
Prudencia, Caetano e Quintilianno eram solteiros e as outras casadas. Profissões que ocupavam era alfaiates, cozinha e serventes. Não foi especificado o grau de alfabetização.
74.  Jose de Magalhaes Barbalho  30.   pardo.   casado.   fab. de ferro  livre. sabe ler
       Maria Germana                        25.  parda.    casada    costureira.    livre.   analf.
       Margarida                                   7.  parda.      solt.       …………….     livre.   idem
       Leonor                                        5.  parda       idem      …………….     livre.   idem
       Anna                                           3.  parda.      idem      …………….     livre.   idem
Possuíam 4 escravos ou, cativos, no jargão da época. Joaquim (44); Gregorio (48); Jose (39) e Martiniano (16). Eram ferreiros, carvoeiro e servente.
Ainda residiam nas dependências da casa: Miguel Angelo (19) e João Coelho (30). Miguel era pardo e livre. João era africano e liberto.
Retornando apenas um pouco ao padre POLICARPO JOSE BARBALHO, encontrei o registro de batismo dele, que se deu em SANTA RITA DURAO, tendo sido em 21 de novembro de 1779.
Pelos cálculos das idades, THOME e D. ANNA nasceram em 1770. MANOEL em 1787, VALERIANA em 1779, JOSE em 1810 e MARIA GERMANA em 1815.
Quando estava raciocinando sobre esses dados, estava cansado, então, larguei-os para la para fazer uma caminhada com o Rudy, o cachorro de minha filha e que tomo conta. Ja havia passado de hora de ele e eu fazermos nosso exercício diário.
Em meio `a caminhada ocorreu-me uma teoria: MARIA GERMANA pode ser a mesma MARIA, filha do casal MANOEL NUNES COELHO e VALERIANA ROSA GONÇALVES. Eu tinha os apontamentos dos filhos batizados em ITABIRA, que estão no site familysearch.
A partir da metade da caminhada, e tendo o pensamento, forcei-me a completar o circuito planejado, mas a ansiedade de verificar fez a jornada parecer bem mais longa que o normal. Enfim cheguei em casa e a primeira coisa que fiz, após limpar o cãozinho, foi buscar o caderno de anotações.
La estava, MARIA NUNES COELHO, 23.06.1816. Itch!!! Fez agua na teoria! Errei por um ano!
Passado algumas horas recordei-me que tinha também os registros de Livros de Batismos, de ITABIRA. Uma excepcional cortesia do amigo MAURO DE ANDRADE MOURA.
La estão registrados os nascimentos de muitos parentes nossos, especialmente da Família BARBALHO. E isso consta:
17.03.1838, pagina 77v, MARGARIDA, filha de JOSE DE MAGALHAES BARBALHO e MARIA GERMANA. Padrinhos: MANUEL NUNES COELHO e GENOVEVA NUNES FERREIRA.
Com certeza, estão ai duas pessoas que eu ja sabia fazer parte da família, antes de a preciosa contribuição do senhor DION NUNES FERREIRA.
Logo percebi o contraste. MARGARIDA foi batizada em 1838 e em 1840 estava com 7 anos de idade. Não precisei gastar muito fósforo para lembrar-me que naquele tempo era comum ocorrer a falta de padres em locais ermos, onde muitos moravam.
Ha no inventario que o amigo MAURO enviou-me, o do FRANCISCO JOSE BARBALHO, o qual esta acompanhado de Testamento. O testamento foi lavrado pelo JOSE DE MAGALHAES BARBALHO e, naturalmente, em vida do FRANCISCO.
Foi ai que descobri que FRANCISCO JOSE era filho de VICTORIANO JOSE BARBALHO e MARIA DO CARMO DE MACEDO. Tinha por irmão um JOSE VAZ BARBALHO, o qual foi nomeado segundo testamenteiro. O primeiro era a esposa QUINTINA FRANCISCA BARBALHO. O terceiro foi nada mais que o capitão FRANCISCO MARCAL BARBALHO.
Por esses dados todos penso que VICTORIANO tenha sido irmão do padre POLICARPO. O mesmo se deve achar em relação ao senhor MODESTO JOSE BARBALHO. Mas tanto os registros de batismos quanto os de casamentos devem ter ocorrido no território da atual ARQUIDIOCESE DE DIAMANTINA, cujo arquivo ainda não tivemos acesso.
Mas no Testamento do FRANCISCO JOSE BARBALHO ha uma menção a residir em ITAMBE DO MATO DENTRO. Embora, o endereço do FRANCISCO e dona QUINTINA fossem nas ruas de ITABIRA. Mais precisamente, RUA DA AGUA SANTA.
Isso fez-me raciocinar que JOSE DE MAGALHAES BARBALHO deve ter residido em ITAMBE DO MATO DENTRO, que era filial de ITABIRA. Dai a probabilidade de as filhas terem sido batizadas tempos depois do nascimento, o que era comum em dadas circunstancias.
Muitos ate fazem troça dizendo que os pais iam juntando filhos para quanto juntar um determinado numero leva-los todos a batizar no mesmo dia, porque no atacado o padre fazia mais barato! E como o padre EMIGDIO, que poderia fazer de graça, ainda estava estudando!
Nesse caso, ha a possibilidade de a MARIA GERMANA, esposa do JOSE DE MAGALHAES BARBALHO, ter mesmo sido a filha: MARIA, de MANOEL e VALERIANA.
Somando as pistas, vamos nos lembrar que a amizade entre MANOEL NUNES COELHO e POLICARPO JOSE BARBALHO ficou registrada, indiretamente, na Ata da reunião da Camara de Caeté, datada de 12 de Outubro de 1822.
Na reunião foi tratado o apoio dos “nobres homens bons” `a Proclamação da Independência do Brasil, de 7 de Setembro do mesmo ano, e apoio, condicional, ao imperador D. Pedro I. A ata esta transcrita no volume primeiro da Revista do Arquivo Publico Mineiro, fascículo 1o., de Janeiro a Março de 1896.
A ata ocupa desde a pagina 225 ate a 238. E contem umas 10 paginas dedicadas apenas `a relação das pessoas que assinaram, alguns por procuração. `A pagina 229 temos juntos: “Alferes de Ordenanças, MANOEL NUNES COELHO, e Tenente POLICARPO JOSE BARBALHO.
O capitão THOME NUNES FIGUEIRAS, note-se ai que nesse documento não aparece o “l” do sobrenome, esta nomeado `a pagina 232. Foi representado por procuração passada ao padre JOSE ANTONIO DE ARAUJO, que havia assinado antes dele. Alias, o padre ocupa boa parte da pagina por representar diversos ausentes.
Mas, certamente que não foi por acaso que MANOEL e POLICARPO aparecessem juntos na assinatura da ata.
Retornando ao registro de batizado da “tia” MARGARIDA, acredito que os padrinhos, a bisavó dela, GENOVEVA NUNES FERREIRA foi convidada por madrinha por causa da importância representada para a família.
E, nos batismos de primogênitos, geralmente os avós seriam convidados. Nesse caso, se minha hipótese estiver correta, MANUEL NUNES COELHO terá entrado por ser o avô materno. Sendo que ANNA MARIA COELHO não o acompanhou porque a bisavó teria a preferencia `a honra.
Uma pena não termos o batismo da ANNA MARIA DE MAGALHAES, pois, mais certo será que a avó materna ANNA MARICA COELHO devera ter sido a madrinha. O próprio nome da menina seria uma homenagem a uma pessoa mais velha na família.
Outro indício interessante é a presença da “cativa” GERMANA na casa do THOME NUNES FILGUEIRAS. Coincidência?! Observe-se que era da mesma idade da MARIA GERMANA, 25 anos de idade.
Sei não! Tem coisas absurdas que acontecem que ate as ciências não explicam. Pode sim ser mera coincidência. Mas o que parece ser é que a escrava mãe, por gostar tanto da sinhazinha recém-nascida, pediu para o senhor colocar o mesmo nome na própria filha.
Não pode esperar que fossem irmãs gêmeas. Uma, MARIA GERMANA, esta classificada como parda; a outra, como “crioula”. Mas não se duvide que tenham sido irmãs de leite. A menos que as duas mães tivessem excesso de produção. Assim, os irmãos de leite seriam outros.
E, por falar na cor. Lembre-se que o termo pardo no Brasil tinha diversos aspectos. Na verdade tinha componentes na ascendência e de situação econômica. Se tinha ascendência visível africana ou indígena, se fosse pobre seria pardo; e se fosse rico, poderia “embranquecer”!
De um modo geral, o termo descrevia pessoas de origem étnica mista. Obviamente, `a medida que o Império Brasileiro foi se firmando, e a cor do brasileiro natural escurecendo mais, ocorreu uma reação que influenciou as decisões governamentais.
D. Pedro II, o “bonzinho preconceituoso”, instituiu incentivos favorecendo `a imigração de pessoas europeias ou cores de pele menos escura que a do brasileiro comum. A tentativa foi a de “alvejar” o brasileiro.
Ou substituir sua elite por outra menos escura. Não nos esqueçamos que durante o século XIX as teorias afirmando que a cor branca denotava superioridade estavam na “ordem do dia”. Portanto, a decisão de “embranquecer” o brasileiro, ao invés de aplicar recursos na educação dos que ja existiam, foi uma das decisões politicas que prejudicam o pais ate hoje.
E a razão para que a cor mesmo da elite brasileira estivesse se tornando escura foi o fato de que o numero de homens que chegaram pela aventura de “enricar” era muito maior que o de mulheres brancas.
No inicio, os portugueses de poucos recursos, chegando solteiros, logo buscavam uma indígena para o matrimonio. Com o aumento da presença dos escravos, as senzalas também passaram a fornecer mulheres para seus patrões e empregados. Alias, com o passar do tempo, a senzala substituiu quase completamente a união com indígenas.
Quando a colonização em Minas Gerais iniciou-se, a população brasileira ja era mais parda que branca. E ai a situação continuou favorável `as miscigenações, pois, a probabilidade de as pessoas fazerem fortuna naquele ambiente de pura aventura era muito menor que os riscos de mortes de todas as formas.
Portanto, era ambiente pouco convidativo para mulheres brancas, especialmente as de fino trato. Essas, eram em numero reduzido e geralmente chegavam acompanhando os pais que procediam diretamente da Europa para ocupar cargos da confiança do senhor rei do Império Português.
Por mais brancos que os brasileiros possam pensar ser na atualidade, eles descendem de ramos pardos que somente puderam ser produzidos pela miscigenação com os considerados pardos a principio: os levados da Africa ou os nativos-brasileiros.
O que podemos afirmar é que a maioria absoluta dos brasileiros `a época de 1840 era considerada parda. E a tendencia é voltar a ser o que foi naquela época, pois, os consecutivos casamentos entre pessoas de origem mista tendem a diluir as cores originais, dando `a descendência um tom intermediário, o que, em minha opinião, é ate mais bonito.
Nosso primo, FELIX TOLENTINO, que estuda as genealogias do torrão natal dele, a Cidade do Serro, ja disse, em artigo publicado em jornal de Belo Horizonte, que `a medida que o ouro foi se esgotando nos veios de aluvião da região, os mineradores foram se acomodando, construindo suas casas `a beira dos córregos locais, e isso deu origem ao primeiro traçado urbano na cidade.
E, com a particularidade, esses primeiros habitantes casaram-se com suas escravas, por ausência de outras mulheres disponíveis.
No mesmo volume no qual encontra-se a Ata da Reunião da Camara de Caeté, foi publicado um histórico da região do Serro. Inclui a Freguesia do Peçanha e outras. Os artigos foram de autoria do alferes Luiz Antonio Pinto.
Acredito que isso seja uma sugestão para a origem da família a qual ele próprio fazia parte. Para explicar alguns fatos ocorridos no inicio do povoamento do SERRO, o alferes aproveita-se para mencionar um casamento realizado pelo padre, LUIZ PINTO DE ALMEIDA. Isso, `a pagina 761.
Ja, `a pagina 762, ele reproduz parte do registro de batismo de CATHARINA. Ali esta que, “A f. 110v, do Livro de Batismos da matriz de N. Sra. da CONCEICAO e Capelas filiais”, temos:
“Catharina – Aos tantos dias de Dezembro de mil setecentos de dezoito anos, batizou o Reverendo Padre Vigário o Licenciado ANTONIO DE MENDANHA SOTTO MAYOR a CATHARINA filha de MARIA escrava de MANOEL DA SILVA PINTO, e o dito senhor a reconheceu por filha; foi padrinhos, MANOEL DE MATOS SOTTO MAYOR …”
Na verdade o assento que registra foi uma copia do original que sobrou de um incêndio que havia acontecido em 25 casas no SERRO. Inclusive a do padre que guardava os livros. De toda forma, foi 7 anos depois, as testemunhas do fato devem ter confirmado.
E, por nossa ancestral ANNA PINTO DE JESUS, esposa do tetravô EUSEBIO NUNES COELHO, devemos ser reflexo desse nascimento. Possivelmente, algum dia alguém poderá demonstrar que nossa cor de pele tem um de seus inícios naquele batizado.
Acredito também que JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, esposa de MANOEL VAZ BARBALHO, tenha sido mulata. Não sendo ela, teremos que esperar que ANNA JOAQUINA MARIA DE SAN JOSE, esposa do JOSE VAZ BARBALHO terá sido uma pessoa de cor.
Se não for assim, restar-nos-a o ramo de ascendência da tetravó ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHAES, esposa do POLICARPO, pois, não seria possível ao JOSE DE MAGALHAES BARBALHO ter sido pardo se todos os seus ancestrais fossem brancos.
Para quem tem preconceito com essas partes da HISTORIA GENEALÓGICA, isso pode ate soar mal. Mas eu tenho um prazer maior quanto mais encontro diversidades em meus genes.
Pena para mim é que a cor morena pão assado somente se ressalta em mim quando tenho oportunidade de expor-me muito ao sol. Mas aqui no Norte do planeta as oportunidades de tomar sol são raras e muito preciosas.
Voltando ao assunto principal genealogia e herança genética, precisamos compreender que existem diferenças entre ser e ser classificado como pardo. Por ser um texto mais compacto, indico o endereço abaixo da Wikipedia, para quem desejar saber mais, ver o que o termo definia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pardos
Ha pois que ir ao endereço e ler-se pelos menos as subdivisões do texto: “Origem” e “Nos Censos Brasileiros”. Sabendo pois, então, que 99% da população brasileira atual é “parda”. Segundo os critérios dos antigos censos.
E eu não me iludo que não sou! Embora, frequentemente, sou confundido por outros brasileiros como se tivesse origem aqui mesmo nos Estados Unidos.
Obviamente, vamos deixar claro aqui duas coisas. Os dados que temos das famílias NUNES COELHO e BARBALHO em ITABIRA são reais. A única hipótese aqui são as relações de laços familiares existentes.
Nesse caso é uma desconfiança minha de que o NUNES da ancestral GENOVEVA NUNES FERREIRA e do ancestral THOME NUNES FILGUEIRAS será o mesmo. Por isso, acredito que os NUNES COELHO e MAGALHAES BARBALHO saíram de um mesmo ventre.
Acredito também que o FERREIRA da ancestral devera encontrar-se com essa assinatura em outros membros dessa família, como exemplo: no sobrenome do sr. DION NUNES FERREIRA.
Acredito na possibilidade de que esse sobrenome FERREIRA, na maioria dos casos na região da antiga VILA DO PRÍNCIPE, atual SERRO, estará ligado aos bandeirantes. Em especial `a família do GASPAR SOARES FERREIRA. Em outros casos, os SOARES da região, na maioria, também deverão estar ligados `a mesma fonte.
Não que sejamos descendente do GASPAR. Observe-se nesse outro texto abaixo que ele estava presente na expedição que encontrou ouro em CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO e no SERRO. Ele próprio encontrou ouro e fundou o arraial que recebeu o nome de MORRO DO GASPAR SOARES, atual MORRO DO PILAR.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antônio_Soares_Ferreira
Observe-se que o titulo do texto ANTONIO SOARES FERREIRA, demonstra quem era o líder da expedição, embora, o GASPAR entre como integrante. E pelas assinaturas iguais, podem ter sido irmãos ou primos.
No final do texto ha indicações de onde encontrarmos a genealogia pregressa do ANTONIO. Embora o GASPAR não tenha sido identificado por SILVA LEME, no GENEALOGIA PAULISTANA, isso não quer dizer que não sejam irmãos. Muita gente não foi relacionada por ele mas os pesquisadores recentes ja acrescentaram outros nos núcleos originais que ele descreveu.
Deixando as teorias para a pratica. Consolida-se o entendimento de que JOSE DE MAGALHAES BARBALHO e MARIA GERMANA (hipótese em relação a ela por enquanto) são membros das famílias BARBALHO e NUNES COELHO. E deles, com toda certeza, nasceu a menina ANNA.
Fica apenas no ar ainda que a ANNA encontrada no Censo de 1840 seja a mesma. `A época era muito comum as crianças falecerem em idades tenras. Mas, se não for ela e essa ter falecido, certamente será outra que, nascida após o falecimento, terá recebido o mesmo nome. Nesse caso, possível homenagem `a avó ANNA MARIA COELHO.
De certo, o que sabemos foi que ANNA MARIA DE MAGALHAES engravidou-se em ITABIRA. Contava-se antes que era filho de um musico do RIO DE JANEIRO que acompanhava um circo. Ele seria negro.
Mas ha outra versão, que MURILLO COELHO, (bisneto de ANNA MARIA e neto do filho nascido em GUANHÃES, cujo nome completo era JOAO BATISTA DE MAGALHAES BARBALHO,) quando ainda lúcido, alegava essa paternidade ser de um membro da sociedade itabirana.
Talvez essa versão seja a realista, pois, algumas notas da tradição familiar apontam para uma cor mais clara desse antepassado. ANNA MARIA por outro lado podemos dizer que era de um tom mulato-claro.
Devemos observar que a “sociedade itabirana” era formada em sua maioria por pardos, o que denotava que a classificação parda tratava-se apenas da questão de cor de pele e não de situação social.
Os “nossos” pardos como THOME NUNES e o filho MANOEL NUNES, ocupavam posições naquela sociedade. Podemos verificar isso na Ata da Camara Municipal de Caeté, de 12.10.1822, na qual MANOEL NUNES COELHO comparece com a patente de Alferes de Ordenanças. O pai THOME era capitão, no mesmo documento.
Podemos inferir com exatidão a respeito do tom mulato-claro em ANNA MARIA, pois, a família recorda em seus serões que o “tio” JOAOZINHO tinha especial apreço pela neta MARIA ANGELA (JU) COELHO, pois, entre todas, ele alegava ser a que mais se parecia com a mãe dele.
E tanto a minha geração quanto a dos netos da tia JU a conheceram o suficiente para identificar o tom de cor da trisavó ANNA MARIA DE MAGALHAES. A cor não se fixou apenas desse lado, pois, descendemos também da MARIA HONÓRIA NUNES COELHO.
Tia JU deve ter herdado os genes para cor e aparência mais africana, porem, as duas dezenas de irmãos que teve variaram desde entre a cor próxima `a dela ate ao claro e loiro. Contudo, todos com traços em maior ou menor grau mostrando a miscigenação.
Alguns vão lembrar-se que o “tio” JOAOZINHO assinava apenas JOAO BATISTA DE MAGALHAES. Mas não foi assim pela vida toda. Antigamente, as pessoas mudavam seus nomes como desejavam. Nesse caso, ele cortou o BARBALHO.
Assim como o genro dele JOSE BATISTA COELHO JUNIOR, cortou o BATISTA. Isso porque essa assinatura foi herdada do avô dele, JOAO BATISTA COELHO (marido da MARIA HONÓRIA). No avô justificava-se o sobrenome porque nasceu no dia de São JOAO BATISTA. Não se sabe porque o neto não desejou perpetuar a homenagem, ao contrario de irmãos.
Entre os documentos enviados pelo senhor DIONE, encontram-se duas atas dos exames finais das escolas publicas das Freguesias de São MIGUEL E ALMAS e do PATROCÍNIO DE GUANHÃES. Ou seja, GUANHÃES e VIRGINÓPOLIS.
Em 18.12.1872, na escola dirigida pelo professor MILITAO XAVIER CALDEIRA, sob a presidência do delegado de ensino FRANCISCO NUNES COELHO, os alunos foram inquiridos. Nessa prova final, o aluno JOAO BATISTA DE MAGALHAES BARBALHO, foi o primeiro aprovado com distinção.
Postarei aqui os nomes dos outros alunos para que todos os que procurarem informações a respeito de ancestrais saibam onde localizar aqueles meninos que na atualidade são ja ancestrais de varias gerações. Segue a lista:
AMANCIO JOSE DE QUEIROZ
ANTONIO RODRIGUES COELHO JUNIOR*
ANTONIO DE ARAUJO SOARES
ALTIVO RODRIGUES COELHO*
CARLOS PEDRO(?) COELHO
FRANCISCO DE ARAUJO FARIAS
FRANCISCO RODRIGUES DE OLIVEIRA
FRANCISCO SE SOUSA TEIXEIRA
HERMOGENES BARRADA(?) DA SILVA
JORGECIANO PEREIRA GUIMARAES
JOSE COELHO DA ROCHA SOBRINHO*
JOAO LUIS DA SILVA FILHO
LINDOLPHO RODRIGUES COELHO*
MILITAO XAVIER CALDEIRA FILHO
SIMAO NUNES CALDEIRA
MODESTO SE SOUSA TEIXEIRA
ERNESTO RIBEIRO CARVALHO
MARCOS GONCALVES PIMENTA
MAXIMINO PINTO DO NASCIMENTO
SALVIANO(?) JOSE DOS REIS
INNOCENTE FERREIRA DOS REIS
HIBRAIM(?) PEREIRA DA ROCHA
LUIS BOSSI PEREIRA DA ROCHA
RAIMUNDO GONCALVES PIMENTA
RAIMUNDO JOSE DOS REIS
MANOEL DOMINGUES DA SILVA
ANTONIO PEIXOTO DA SILVA
ANTONIO DIAS DA SILVA
JOAO SILVESTRE DA SILVA
PEDRO JOSE ADVINOULAMOSTRA(?)
OUTROS ALUNOS:
VICENTE FELIX COELHO
ANTONIO TORQUATO DA SILVA
RODOLPHO EVATISTO DE MORAES
MANOEL LUIS PEREIRA
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS
SALVIANO GERALDO DE ANDRADE
ANTONIO DA COSTA VILLA REAL
SEVERIANO FERREIRA SEABRA
NAO COMPARECERAM AOS EXAMES:
JOAQUIRO SATYRO DE OLIVEIRA
JOAO BERNARDES DE CASTRO
MANOEL DA SILVA COSTA
PIO NUNES COELHO*
(EMIJASAO) GOLCALVES PIMENTA
SEBASTIAO PORFIRIO NEPOMUCENO
JOSE POLIDORO DA ROCHA*
JOAO DONISETE DA SILVA
JOAO ALVES DA CUNHA
ZEFERINO PEREIRA DA SILVA
CLEMENTE PIMENTA DO NASCIMENTO ROCHA
JOSE BARBOSA DA SILVA
ANTONIO GONCALVES PIMENTA
JOAQUIM DOMINGUES DA SILVA
JOAO {JANJAN} FERREIRA DA SILVA*
JOSE DOMINGUES DA SILVA
CELESTINO PEREIRA DA SILVA
MANOEL THOMAS DA COSTA
DAVID GERALDO DE ANDRADE
SEVERIANO PEREIRA CANDIDO
No futuro PIO NUNES COELHO e JOAO {JANJAN} FERREIRA DA SILVA tornar-se-iam concunhados, casando-se na cas de ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. Três dos filhos do casal estavam na primeira turma.
Possivelmente, esse não comparecer `as provas devia-se `as condições climáticas de dezembro na região. Chovia tanto que os caminhos tornavam-se intransitáveis durante meses. E muitos residiam em fazendas, a léguas distantes da sede do município.
A ata foi lavrada pelo próprio professor MILITAO e vai assinada pelos presentes, inclusive o delegado do ensino FRANCISCO NUNES COELHO*.
Em 12.12.1882, na escola publica feminina, dirigida pela professora ERSILLA COELHO DE ANDRADE MAGALHAES, em VIRGINÓPOLIS, constou que o secretario foi o senhor JOAO BATISTA DE MAGALHAES. Ou seja, assim que ficou adulto, suprimiu o ultimo sobrenome.
Aparecem ai ainda os nomes dos senhores ELIDIO RODRIGUES NUNES e LUIZ FURTADO LEITE SOBRINHO. O senhor ELIDIO tem descendentes entre nossos parentes. Mas nada sei informar a respeito da esposa ou filhos.
Em dados que encontrei no site com a lista de ex-alunos do COLÉGIO DO CARAÇA, estava la registrado nada mais que meu amigo e colega: GERALDO NUNES LACERDA. Mais conhecido como GERALDO CRISPIM.
Ele esta registrado sob o numero de matricula 2160, de 1965, Filho de: ILIDIO NUNES NETO e dona ZILDA CANDIDA LACERDA. GERALDO CRISPIM casou-se com UELVA NUNES LEITE, nossa prima pelos lados BARBALHO, BATISTA COELHO e NUNES COELHO.
Ja o senhor LUIZ FURTADO LEITE SOBRINHO foi marido da LUIZA NUNES COELHO, filha dos tios JOAQUIM NUNES COELHO e FRANCISCA EUFRASIA DE ASSIS COELHO. O sobrinho no final do nome dele talvez ajude a aprofundar melhor na genealogia da familia FURTADO LEITE, ou simplesmente LEITE.
Alem desse parentesco, filhos se misturaram com os primos COELHO. Uma verdadeira farra! UELVA descende do QUINSOH, irmão da LUIZA N. COELHO.
O senhor DIONE não enviou-me a copia completa dessa 2a. ata. Assim, entre os alunos aparecem apenas os nomes daqueles que vinham primeiro, indicados pela mestra, para fazer primeiro as provas como exemplo da qualidade da escola.
E os nomes desses foram: JOAO COELHO DE ANDRADE, JULIA NUNES COELHO, MARIA ISABEL FERREIRA e MARIA COELHO DE ANDRADE. JOAO foi aprovado com distinção e as outras foram “simplesmente aprovadas”.
Fica ai a duvida quanto a JOAO e MARIA COELHO DE ANDRADE terem sido irmãos ou primos da mestra. Não tenho nenhuma informação mais adequada da família dos trisavós: JOAQUIM COELHO DE ANDRADE e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA, pais da Dindinha ERSILLA.
Tenho noticias que houveram os filhos JOAQUIM, JOSE (JUCA) e talvez CLARISSA. Ha a duvida quanto a essa ser neta porque viveu ate pelo menos aos anos de 1960 e andava de DIVINOLANDIA a VIRGINÓPOLIS, se o CISTA não tinha antes a noticia de que estava na estrada e mandasse a charrete de encontro.
As informações eram que não era clara apenas de nome. Mas de cabelos e pele.
A mestra ERSILLA estava muito jovem em 1882 e caso tenha sido a ou das mais velhas na família, poderia ter irmãos em idade de escola ainda. Ainda mais que naquela época podia-se entrar nas escolas primarias mesmo depois de passado os 10 anos de idade.
As tradições de família falam em dificuldades passadas por JOAQUIM, JOAQUINA e familiares, que eram muito numerosos, tendo sido esse o motivo de se transferirem para o CÓRREGO DOS HONÓRIOS, com a assistência do genro MARCAL.
Para não perdermos os pique, fiquemos apenas com o “tio” JOAOZINHO (BATISTA DE MAGALHAES BARBALHO).
Na reunião de 12.12.1882, dindinha ERSILLA, assim a chamamos por ser bisavó paterno/paterno da casa de meus pais, estava contando com 3 anos e meses de casada (05.07.1879), e ela havia se casado aos 17 anos de idade, nascida a 04.03.1862. Faleceu em 18.06.1937.
Foi a esposa do MARCAL DE MAGALHAES BARBALHO, que nasceu a 08.08.1854 e faleceu a 19.01.1909. O primeiro filho, ONESIMO, estava com menos de um ano de idade (16.02.1882).
Apos ele tiveram: VITA (30.11.1887), TRAJANO (CISTA, 20.04.1890), MARCIAL 1o., MARCIAL (12.09.1892), SALVA (irmã HELENA, 15.06.1894), MURILLO (01.07.1895 – 23.01.1914), FILOTHEIA (TETE, 31.12.1897), OLGA (22.06.1899), DAFINIS (29.09.1900 – 20.03.1901) ABILA PATROCÍNIO (BILOCA, 11.10.1903).
MARCAL foi ainda pai natural de ADELINA (24.06.1878) que casou-se em OURO PRETO com o português JOAQUIM AFONSO PAINHAS. Sobrenome esse que encontrei na Historia da IRMANDADE TERCEIRA DE SAO FRANCISCO DE ASSIS DE OURO PRETO, em outra pessoa. Mas não sei qual o parentesco.
Essa previa foi justamente para anunciar que o tio JOAOZINHO casou-se com CANDIDA (SA CANDINHA) DE MAGALHAES BARBALHO, irmã completa do MARCAL. Assim, ele e dindinha ERSILLA tornaram-se concunhados.
 SA CANDINHA e JOAOZINHO casaram-se no ano seguinte `a reunião: 30.06.1883. E foram pais de:
01. João Magalhaes Junior c. c. Alda de Magalhaes Barbalho
02. Eliezer (Seo Li) Magalhaes, solt.
03. Emydia (Miluca) Magalhaes c. c. Evencio Batista Coelho
04. Wilson (São)  Magalhaes c. c. Maria Julia de Magalhaes Pacheco
05. Davina Magalhaes c. c. Jose (Juca Coelho) “Batista” Coelho Junior
06. Getulio Magalhaes, solt.
07. Maria (Maricas) Magalhaes c. c. Sinval Rodrigues Coelho
08. Candida Magalhaes c. c. Jose de Magalhaes Barbalho
09. Gastão Magalhaes c. c. Julita Coelho do Amaral
Ai, nessa família valia aquele ditado antigo: “O mais certo joga pedra nos outros”! A começar pelos patriarcas.
Os cônjuges de todos os casados são primos mais ou menos próximos. Os solteiros tiveram filhos dos quais conhecemos dois.
Na genealogia da família o sobrenome esta intermediado ao nome pelo “de”, mas isso não havia. Eram todos Magalhaes puros. Não se sabe o porque disso. Possivelmente, tio JOAOZINHO desejou criar nova dinastia e isso seria o diferencial dos demais.
Estou explicando isso porque vou acrescentar alguns particulares da família, tiradas dos seroes que tínhamos com frequência quando os adultos reunidos contavam os “causos”.
Um deles revelava uma certa antipatia que nosso avô CISTA tinha pelo primo e tio-afim. Não se sabe se havia preconceito racial. Como os BARBALHO antigos eram pardos, os dois casamentos em famílias COELHO que ocasionou o nascimento do CISTA e irmãos os fez “brancos”  puros!
Mas o certo era que havia sim uma animosidade. Isso fica transparente com o depoimento de minha mãe MARIA JUDITH que uma vez “soltou os cachorros” contra o sogro, o CISTA, porque ele estava falando mal do avô dela, com ela presente! E olha que a duvida era somente se foi distração ou feito para provocar mesmo!
A animosidade entre eles revela-se no fato de que o CISTA era tropeiro e levava sua tropa ate o RIO DE JANEIRO, antiga capital do BRASIL.
E o comerciante JOAO DOMINGOS (ia me esquecendo de acrescentar. Era assim chamado porque os tios arranjaram um casamento, antes dele nascer, da mãe dele com a pessoa que sabemos apenas o pre-nome: DOMINGOS). recebeu uma nota que valia muito `a época e não tinha como trocar nas praças da área.
Naturalmente, como o sobrinho estava com as tropas prontas para dirigir-se `a capital, pediu a ele o favor de trocar a nota em miúdos, para proporcionar a circulação no comercio. Favor encomendado e aceito, espera-se o mês inteiro, na ida e na volta, que durava a viagem.
Ao retornar, o sobrinho entrega a mesma nota com a desculpa: “Não tive tempo de ir ao banco para trocar”! Essa pegou o tio JOAOZINHO com as calças na mão! Não teve como retribuir!
Certa vez tentei esclarecer essa confusão. Tinha ouvido na infância ou juventude que o motivo da birra era o TIO JOAOZINHO não ter colocado o sobrenome BARBALHO nos filhos. Mas os presentes na conversa retrucaram porque o próprio não assinava BARBALHO, portanto, esse não teria sido motivo.
Agora temos sim a comprovação de que era fato. JOAOZINHO cortou o BARBALHO da própria assinatura. E matou no nascedouro o progresso dela.
E so posso supor que a birra tenha nascido por motivos políticos. O CISTA era meio fanático por essa atividade. Alem de ambicioso. E. `aquela época, politica e negócios eram servidos na mesma mesa. Não se concebia uma pessoa ter sucesso sem mexer com os pauzinhos políticos.
O nome de família era fundamental para isso. Quanto maior a família, refletindo em mais votos, melhor se abriam as oportunidades para os assuntos politica e negócios.
Mas houve o fato de que o grande perpetuador do sobrenome BARBALHO em VIRGINÓPOLIS  foi o capitão FRANCISCO MARCAL BARBALHO. Mas a esposa, EUGENIA MARIA DA CRUZ, coitada, era a culpada por isso, so lhe deu 8 filhos e filhas, dos quais apenas dois eram machos. Foram o PEDRO e o MARCAL.
Esses tiveram filhos o quanto puderam. E carimbaram todos com o DE MAGALHAES BARBALHO.
Ja, das mulheres, a JULIA não se casou. As EMIGDIA, PETRONILHA, e AMBROSINA se engraçaram com os primos NUNES COELHO e não passaram o sobrenome para frente. A QUITIRINHA, encontrou-se com o JOAQUIM PACHECO e os filhos ficaram DE MAGALHAES PACHECO.
O CISTA, então, entendia que a salvação da lavoura era o JOAOZINHO e a SA CANDINHA ter feito mais uns DE MAGALHAESINHOS BARBALHINHOS para completar a roda. Mas não, justamente o casal BARBALHO com BARBALHO, so deu MAGALHAES!
Ai sim, vamos entender o CISTA. Foi uma puta sacanagem do JOAOZINHO!!!
Mas contava-se que ja na juventude JOAOZINHO não era fácil. Talvez justificando as inúmeras piadas em torno do menino peralta de mesmo apelido! Tinha também o dom da psicologia pre-freudiana.
Ele sabia por exemplo que as pessoas bisbilhotavam as ruas da cidade através das frestas das janelas de madeira, `a noite, após `aquele horário próprio, que se afirmava que “pessoas de família educada estão dormindo nesse horário porque são laboriosas e se levantam muito cedo.”
JOAOZINHO era um musico de fino gosto e muito habilidoso em diversos instrumentos. Era especialista em clarinetas. Sabedor da regra social, resolveu um dia despir-se, colocar apenas gravata e sapato para, altas horas da noite, no horário em que gente honesta estava dormindo, sair fazendo serenata pelas ruas da cidade.
No outro dia, fora do recôndito das cozinhas, ninguém havia presenciado tal feito. Nem um pio se dava sobre o acontecido.
Foram preciso passar décadas, e talvez ate o artista ja ter falecido, para que uma senhora ja idosa e sem aquelas obrigações sociais, ja que todo mundo era mais novo que ela, e o respeito tinha que ocorrer na direção para ela, resolveu confessar: “Eu vi, fulano, ciclano, beltrano e todo mundo na cidade viu o JOAO DOMINGOS fazer serenata sem roupa”!
Dentro da casa onde residiam era uma farra. Tudo segundo as regras antigas. Os filhos jantavam `as 4 – 5 horas da tarde. Para esperar o horário de dormir, iam fazer o “footing”, que se dava justamente na praça principal de VIRGINÓPOLIS, o acesso para a qual era apenas o abrir da porta da residência.
Enquanto isso SA CANDINHA, zelosa como era, dispunha copos com leite no beiral da janela na entrada. Um copo para o JOAO, outro para o GASTAO, para CANDIDA etc. Era um copo para cada filho. Eles deveriam entrar, beber o leite e ir dormir.
Certo dia o SAO chegou com fome desigual. Tomou o copo dele. Mais o da DAVINA, o da EMIGDIA etc, e acabou tomando todos. Foi justamente no hora que a CANDIDA, filha, entrou.
Dai, CANDIDA, sistemática como era, começou a falar que era um absurdo ele fazer aquilo, porque os outros iriam dormir mal, e mais isso e aquilo. Por fim resolveu ser taxativa. Vou contar para papai o que você fez.
O SAO, que não era nada bento, retrucou na hora: “Se contar pra papai, te dou um tiro na bunda”!!!
Passaram a noite, mal dormida para os outros e tranquila para o SAO. CANDIDA mais tarde, e no reservado, resolveu dedurar o irmão. Contou tudo para o pai. Ele apenas disse: “Pode deixar”!
No outro dia, CANDIDA percebeu que não havia acontecido nada. Resolveu cobrar do pai a atitude prometida. Ao argui-lo, ele falou baixinho para ela: “CANDIDA, se ele ficar sabendo que você me contou, ele pode resolver te dar um tiro na bunda mesmo. E como você vai fazer? Vai mostrar a bundo pro delegado?!” Não se falou mais nisso naquela casa.
Tio JOAOZINHO e o genro JUCA COELHO adoravam um carteado. E a turma se reunia na caso do JUCA. E o casal mais velho residia sozinho. Dado determinado horário, CANDIDA queria ir para casa mas não podia fazer isso enquanto o marido não terminasse o seu afazer, pois, era ele quem carregava a chave da casa.
Ela usava a artimanha de enviar recados, via netos, porque estava no horário. O marido retornava o recado dizendo que agora não. Um dia ela resolveu mandar um recado mais autoritário, de que: “Se ele não tem responsabilidade com o horário, que me mande a chave que vou sozinha”.
O JOAOZINHO, tranquilo, põe a mão no bolso, pega a chave, põe na mão da neta o cabo da chave e segura o da fechadura, puxa a menina para próximo de si e cochicha um recado.
A menina sai séria, ou segurando o riso, leva a chave para a avó e fala: “Oh vó, o tio JOAOZINHO mandou a chave mas falou que era pra falar com a senhora pra senhora ir a puta que pariu!” Dona JUDITH contava que fora portadora do mesmo recado mais de uma vez.
Pode ser que tudo não fosse apenas aparências! Aqueles velhos antigos tinham la seus recursos! A raiva e discussão poderia ser uma simulação para os dois comunicarem que aquele era “o dia”!
Isso poderia ser indicado por outra passagem da vida deles. Dormiam em camas separadas quando mais velhos. E no canto do mesmo quarto havia uma terceira cama para o “menino de recados”. Alguém que era escalado para dormir com eles para a eventualidade de algum passar mal ir pedir socorro.
A neta JUDITH passou os últimos meses ocupando o cargo. E contava que a avó ficava conversando com ela após JOAOZINHO recolher-se e entrar no sonho dos anjos. Um dia ela fez essa observação: “Olha como ele dorme despreocupado! Parece ate que a gente nem esta aqui com ele!”
SA CANDINHA era também super controladora. Era implicada com o marido ir `as tardinhas tomar um vinhozinho do PORTO no bar da cidade. Ja raivosa com a situação, resolveu tentar intimidar o marido para acabar com a farra.
Apresentou-se ao bar, coisa que nunca se ouvira falar que uma dona de respeito o fizesse, e sentou-se junto com o marido e pediu um copo ao atendente. Explicou ao marido que ja que ele bebia, ela também podia beber junto com ele.
Longe de ficar zangado, TIO JOAOZINHO ate agradeceu aquele ato, dizendo que agora ele tinha companhia `a altura e logo serviu o primeiro copo. A inexperiente SA CANDINHA, sorveu o conteúdo no vira.
TIO JOAOZINHO perguntou se estava bom. Ela retrucou que sim. “Então, disse ele, tome mais um pouquinho.” E encheu o segundo copo. Conversa vai, conversa vem, um copo atras do outro. SA CANDINHA ficou bebada, e o marido a levou carregada para casa. Nunca mais ela repetiu a aventura!
Mas não se deu por vencida. Com a raiva dobrada, um dia encheu um balde com agua e o levou ao bar. Olhou de soslaio na entrada e verificou que TIO JOAOZINHO estava de costas para a rua.
Entrou pe ante pe. Jogou toda a agua do balde sobre a cabeça dele. Ele, quietamente, deu uma olhada para uma janela voltada para a nascente, mudou o olhar para as portas que davam para o poente. Tudo claro!
Então, com um ar de bastante intrigado disse: “Ue seo! Não foi mesmo que choveu e nem trovejou!!!” E da mesma forma que estava bebendo o vinho antes, continuou, sem sequer dirigir uma palavra `a esposa. E ela foi para casa como um cachorro com o rabo entre as pernas!
Mas toda a família fazia das suas. Embora alguns nos pareceram mais sérios. Não se contava casos nem da MILUCA, DAVINA ou MARICAS.
SEO LI era o maldoso e esquecido. Gostava de fazer maldades com os sobrinhos. Dava puxões rápidos de cabelo para irritar os meninos. `As vezes pegava um deles, colocava uma toalha envolvendo-os pela barriga, e ficava balançando-os por fora das varandas altas, e dizendo que o apavorado sofredor estava voando!
Num dia dessas maldades, trancou um sobrinho, parece que no paiol. E ficou esperando que o menino gritasse desesperado. Acontece que passou o tempo e ele se distraiu, indo fazer outra coisa e deixando o menino trancado.
Passado mais tempo, todo mundo deu falta do menino. Começaram a procurar e a perguntar. Foi uma loucura. Depois de um bom tempo de buscas, chega o SEO LI do que estava fazendo. Ai ele se lembra do menino e corre ao paiol. Cansado de esperar, la estava ele dormindo tranquilo!!!
Ja bem velho, o mesmo personagem passava todos dias em sua caminhada dificultosa entre sua residência na Rua São Jose ate `a Conferencia de São Vicente no beco adjacente. Vez por outra, estava o RUBINHO, filho dos primos DIMAS e CIDINHA, no portão da casa e o velho não perdia a oportunidade de dar o puxão de cabelo costumeiro.
Um dia o menino ficou no local fatídico esperando. Tomou o puxão, esperou o tio se afastar uns 10 metros adiante e o chamou pelo nome. Quando ele se virou, tomou uma pedrada de estilingue bem em cima do saco. Quase se dobrou de dor. Foi a ultima vez que puxou aqueles cabelos!
Apesar desse lado maldoso do ELIEZER, e ao contrário do que possa parecer, era uma pessoa dedicada aos serviços comunitários, como a maioria dos familiares eram naquele tempo. E, em relação `as crianças, o SEO LI era daquele tipo que se dizia: “tem cheiro de égua”.
Isso significava que era um atrativo para as crianças. Ele tinha as liberdades de fazer as brincadeiras, muitas vezes de menor gosto, justamente porque tudo o que tinha, compartilhava com a meninada.
Por exemplo, tinha uma carroça puxada por animal para levar e trazer as coisas da roça. E como não era uma diversão comum e disponível para todos, ele deixava os meninos darem voltinhas na carroça. Brincava com elas como se fosse um menino maior.
Outro caso dele foi o sistema que inventou para lembrar coisas a fazer. Indo da fazenda para a cidade, olhava o que estava faltando por la. Mas a memória era fraca, então, amarrava uma palhinha no dedo para lembrar que tinha que carregar algo no dia seguinte.
Um dia alguém o viu parado em frente `a venda, olhando para o dedo e a palhinha. Curiosa, a pessoa perguntou o que ele estava fazendo. Ele respondeu: “Amarrei a palha no dedo para lembrar de fazer alguma coisa. Agora não sei que coisa que é!!!
Tio SEO LI, como o chamávamos, participava de apresentações sociais, inclusive cantando no coral da igreja e participando em peças de teatro. Recordo-me de uma que assisti quando o ginásio ainda tinha seu anfiteatro. Era um salão maior que depois foi transformado em três salas de aulas.
Ele contracenava com o sobrinho-neto, atual doutor SILVESTRE, medico. `A epoca o chamávamos de MENININHO. Não parecia, mas é 6 anos mais velho que eu. Era no inicio da década de 1960.
Eu ainda devia ser menor que ele, mas na peça o MENININHO sentava-se na perna o nosso tio comum e dava para perceber que o tio era maior, embora, para estatura de adulto fosse baixinho. Eu não teria, então, mais que 5 anos de idade.
A peça era cômica e o personagem da criança era travessa. Recordo-me apenas da cena em que o adulto, nosso tio, atuava como se houvesse dormido, sentado na cadeira e debruçado sobre a mesa.
Então, o menino travesso vinha e pregava nele um rabo de burro ou de capeta. Nas próximas cenas haviam as discussões que nada me recordo e nas falas do tio ele mexia o corpo para o rabo balançar e a assistência ir ao delírio de tanto rir.
Ha no livro: “Notas Históricas Sobre Guanhães”, o autor, nosso primo, INNOCENTE SOARES LEAO, conta um caso passado. Havia sido programada uma visita do bispo `a cidade. Naturalmente, a população 100% católica `a época fez a maior festa para aguardar o líder religioso.
Aconteceu um imprevisto. Não podendo ir, foi expedida uma nota comunicando essa informação `a população de GUANHÃES. Acontece que o responsável não comunicou, não sei eu dizer se isso foi passado via telegrama ou emissário.
Possivelmente, um emissário, pois, muita gente da região tinha contatos comerciais com Diamantina. E os estudos mais avançados se davam no SERRO e DIAMANTINA, havendo ocasiões em que os caminhos se enchiam de viajantes, sobretudo em épocas de ferias ou entrada das aulas.
E dizem que esse emissário, por ter o privilegio da informação, aproveitou-se disso. Vestiu-se de bispo. Quilômetros de distancia, as noticias ja estavam dando conta de que o bispo estava chegando. E a foguetearia não parava. Era a visita histórica.
E os ânimos ficavam cada vez mais eloquentes `a medida que naquela região montanhosa, do alto se podia avistar pontos da trajetória, e nesses pontos era vista a passagem de um cavaleiro vestido de vermelho.
Acontece que o cavaleiro foi passando por caminhos mais ermos de forma a contornar a cidade e ao invés de dirigir para ela, sumiu no mapa. O INNOCENTE LEAO reivindica a autoria da traquinagem ao pai dele. Algumas vozes de VIRGINÓPOLIS atribuíam ao SEO LI.
Dizem que o SAO era muito forte. E, como todas as pessoas envolvidas nos trabalhos de roça, fazia de tudo um pouco. Um dia tomou a obrigação de ferrar um burro. Mas houve um momento em que se distraiu e o burro deu-lhe um coice na perna.
SAO teve um rompante de raiva tão forte que pegou o animal pela pata que o atingira e, segurando com uma mão e deixando o burro esperneando de costas ate cansar, gritou com ele: “Olha aqui seo burro! Você pode ate ser mais inteligente que eu! Mas mais forte não é não!!!
SA CANDINHA, ja mais velhinha e sem dentes, adorava chupar o açúcar que cobria os beijos-quentes. Mas, com a falta dos dentes, não comia o amendoim por dentro. Ia enfileirando-os no beiral da janela onde todos passavam.
Quando resolveram perguntar para ela porque, ela respondeu: “Deixa ai, `as vezes passa algum menino que goste de amendoim e aproveita.”
Ela, sistemática, mas com sentimentos nobres. Sempre ajudou a família nas necessidades. E um dia, viveu ate 1955 quando faleceu aos 97 anos de vida, ja mais velha, a viram plantando pe de jabuticabas.
Alguém implicou-se com aquilo e resolveu arguir: “Ue SA CANDINHA, para que a senhora esta plantando arvore de jabuticaba? Nessa idade a senhora nunca vai chupar do que plantou!”
Ela voltou-se para a pessoa e respondeu: “Verdade. Mas quando eu nasci ja encontrei jabuticabeiras que eu não tinha plantado. Ai eu estou plantando para quem vier depois de mim.”
TIO JOAOZINHO também dava suas aulas praticas de vivencia. Um dia vendo um dos filhos comer um prato cheio rapidamente, para comer outro em seguida, ele ensinou para ele: “Coma devagar e mastigue bem. Quando você terminar o primeiro prato vai perceber que não precisa comer dois.” Façam a experiencia.
Esse personagem de nossa família deve ter sido tão excêntrico que escolheu o dia 15.10.1942 para falecer. Era o dia que estaria completando 80 anos de idade. Quem não gostou dessa ultima brincadeira do avô foi a neta JUDITH. Ela havia nascido 17 anos no mesmo dia.
Ja SA CANDINHA foi a outro extremo. Surpreendeu de outra forma. Era daquelas surdas espertas. Quase nada ouvia. Exceto quando estavam conversando, pensando que ela não estava ouvindo, sendo ela o assunto das conversas atravessadas.
Nessa hora ela fazia alguma observação que assustava os interlocutores. “Mas a senhora não é surda?” Ao que ela retrucava na bucha: “Eu ouço quando me convém!”
Vovó como os netos carinhosamente a chamam ate hoje, marcou diversas vezes sua viagem para as estrelas do Céu. Vez por outra ia ter alguma festa, olha ela passando mal. `A beira da morte, o padre ja preparado para a extrema-unção, todas as atividades na cidade eram canceladas.
Passada a festa, oh ela ai de volta! Foram alguns de seus últimos anos passando por essas coincidências.
Todos a respeitavam. Fora uma benfeitora da cidade. Não faz muito tempo em que numa das ultimas viagens que fiz a Virginópolis, quando pude, entrei na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio, e num dos vitrais da igreja vi o nome dela e do Eliezer. Foram doares da obra.
Na ultima vez que ela passou mal, estava havendo um baile na cidade. E baile era quase o único divertimento da juventude. Foram avisar ao neto JOSE FABIANO que ela havia falecido. Ele riu! “Vocês pensam que sou bobo”?! Defendia-se ele da “invenção” e peça que lhe queriam pregar!
Mas, daquela vez, quem quebrou a cara foi ele. Ela faleceu em 1955, aos 97 anos de idade. Três antes de eu nascer. Pouco antes mesmo de meu terceiro irmão JESSE nascer. E entre eu e ele ainda ha a MAGDA.
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OUTRAS CONSIDERAÇÕES
I.
Ha também que mencionar um fato ainda a ser estudado. Existe uma Família BARBALHO radicada na Cidade do GONZAGA, antigo distrito de VIRGINÓPOLIS. A situação ai é que não se sabe a origem do sobrenome dela. Nunca tive oportunidade de conversar isso com alguém de la.
Os BARBALHO antigos de VIRGINÓPOLIS negavam parentesco. E supunham que fossem descendentes de algum antigo escravo que tivesse adotado o sobrenome dos antigos senhores. Mas sempre tive duvidas quanto a isso.
Agora que temos a certeza de que nossos ancestrais eram pardos e que a ANNA MARIA DE MAGALHAES não precisaria ter sido o resultado da união do JOSE, que se supunha ser branco, com alguma escrava, as coisas mudam um pouco. Nem ele nem a MARIA GERMANA eram brancos.
O que implica que os irmãos dele também não seriam puros. Talvez houvesse uns mais brancos e outros morenos. FRANCISCO MARCAL, avô do CISTA, talvez não tenha parecido a este ser escuro, porque fosse mesmo mais claro ou porque ja estava mais velho e o branco dos cabelos dessem a impressão de brancura de pele também.
Quando o CISTA nasceu, FRANCISCO MARCAL ja estava com 70 anos. E faleceu quando o menino estava com 10 anos de idade. Pode ser que os detalhes menores não tenham ficado gravados na memória do neto.
II.
Nos registros de batismos em ITABIRA que o amigo MAURO enviou-me registra-se o nascimento de FELISBERTO, filho de POLICARPO JOSE BARBALHO e ANNA CATHARINA DAS MERCES. Foi registrado a 21.11.1852, pag. 275 do livro de registros.
Ha que se saber se esse POLICARPO seria o nosso ancestral ou algum parente nosso mais novo que ele. Naquela data, o nosso ancestral teria 73 anos de idade. E, supomos, teria retornado ao seminário e se dedicado `a família de JESUS e não `a nova prole.
Inclusive, ha um livro: “A IGREJA NA HISTORIA DE SAO PAULO”, no Google Livros, no qual o nome do POLICARPO aparece pelo menos duas vezes. No site ha o limite de datas: “1821 – 1851”.
Especifica-se la que na pagina 294 aparece o nome completo: POLICARPO JOSE BARBALHO. E na pagina 302 acrescenta-se “BARBALHO, Pe. POLICARPO JOSE: 294”. O segundo deve ser o indice remissivo. `A pagina 294 deve conter a informação de algum feito do ancestral para merecer estar no livro. Mas não esta aberto para a leitura.
Nesse caso, espera-se que ja tendo sido ordenado padre, no máximo em 1851, não era esperado ter filho em 1852. Mas nunca se sabe.
III.
Nossa prima IVANIA registra no livro dela o nome MANOEL DE MAGALHAES BARBALHO, como filho do pe. POLICARPO. Mas esse não aparece em nenhum dos registros que tive a sorte de revisar. Portanto, foi engano ou o MANOEL foi mestre em ocultar-se. Mas pode ter sido filho em outro casamento do qual não temos noticias.
Entre 1827, data do falecimento da esposa ISIDORA FRANCISCA, e 1845, data da ordenação do filho EMGDIO, ainda não encontrei nada da vida do POLICARPO. Mais certo que tenha tido outra esposa o amasia nesse intervalo.
IV.
Torna-se cada vez mais urgente, em meu conceito, decifrar nossa genealogia que se arrastou durante o século XVIII e um pouco antes.
Talvez, por uma sorte desviada, estejamos sofrendo um boicote de forças ocultas, pois, os dados mais ausentes e que nos ligariam a genealogias ja prontas e que abordam o século XVII e anteriores devem estar vagando em arquivos, especialmente naqueles que abrangem a antiga região de influencia da VILLA DO PRÍNCIPE, atual SERRO.
Por isso não encontramos a informação de quem foram os pais do JOSE VAZ BARBALHO, nosso pentavô; a confirmação ou negação de que o alferes-de-milícias JOSE COELHO DE MAGALHAES, outro pentavô, era mesmo filho do português MANUEL RODRIGUES COELHO, e o que precede a este; falta-nos ainda descobrir o que vem antes de nossos pentavós: ANTONIO JOSE MONIZ e MANOELA DO ESPIRITO SANTO, lembrando que, se ele foi o ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO presente na obra do frei JABOATÃO, a genealogia dele ja esta descrita.
Esses são os exemplos mais gritantes. Mas não se pode esquecer que agora se juntam a eles a emenda entre MARIA GERMANA e seus pais; o casal THOME NUNES FILGUEIRAS e ANNA MARIA COELHO e ancestrais e assim por diante.
Por que isso torna-se imprescindível? Bom, diziam no recôndito da família que: “O COELHO manca, e o BARBALHO arrasta”. Isso faz-me recordar do velho SEO LI. Quantas vezes em nossa infância o víamos passando no passeio de nossa casa andando parecendo alguém com as pernas peadas!
Para a perna direita ir `a frente, tinha que dar um puxão, levantando não a perna mas todo aquele lado do corpo, quase sendo obrigado a andar de lado. O passo seguinte exigia o mesmo esforço de todo o lado esquerdo. Enquanto isso, ia gastando as solas dos sapatos naquele arrasta-pés que levariam o sr. ZE BARBALHO `a loucura!
Isso. A minha preocupação nesse caso era a de oferecer material genealógico que pudesse ajudar a decifrar tantos problemas genéticos que ocorrem na família. Entre eles podemos mencionar: LEER, demência (caduquice), cataratas precoces, descompasso entre alto e baixo índice de inteligência etc.
Mas para sermos sérios a respeito disso, preciso seria decifrar muitas outras famílias relacionadas, pois, apesar de suas assinaturas ser diferentes das mencionadas agora, elas deverão estar misturadas a elas naquele século, quer seja porque forneceram cônjuges para essas ou receberam para si. Assim, todos ja temos parentamentos.
Apos findo o trabalho genealógico, caberá aos especialistas nas devidas áreas se aproveitarem dele, estudando, descobrindo as relações, e usando isso para a prevenção e profilaxia dos males que nos atacam.
Assim, quem sabe, nossa descendência poderá atingir as idades de 150 anos, como sonham os cientistas atuais, contudo sem as penas dos sofrimentos pelos quais a minha geração ja esta passando desde os 40. Como se diz atualmente: “Entrou nos enta, tudo de ruim acontece!”
V.
Precisava estudar os ALMANAKS DA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS entre o de 1864 e 1872. Aquele apenas menciona que a FREGUESIA DO PATROCINIO DE GUANHAES ja existia.
Mas era comum, `a primeira apresentação, fazer-se uma retrospectiva histórica dos recém-criados. E assim poderíamos obter dados de época a respeito de fundadores e primeiro moradores.
No de 1872 temos uma lista de proprietários que seriam primeiro moradores, porem, omite-se os possíveis falecidos no intervalo. Inclusive o considerado primeiro morador, os senhores FELIX GOMES DE BRITO e JOSE ANTONIO DA FONSECA, não aparecem.
Acredito que o senhor ANTONIO GOMES DE BRITO, que aparece em 1864 como varejista em GUANHÃES, poderá ser irmão ou parente próximo do FELIX. Em sendo o caso, um pode ajudar a encontrar os dados da genealogia do outro.
VI.
Acredito ser necessário duvidarmos mesmo de todos os dados que não estão comprovados por documentação. Por isso penso ser acertada a atitude do senhor DION lembrar-nos a possibilidade de que MARIA, ALTIVO, ANTONIO, JOSE, ANNA, JOANNA e JOAQUIM NUNES COELHO tenham sido filhos do ancestral EUSÉBIO.
No caso particular do tio JOAQUIM ha uma evidencia que pode induzir `a contraditória, pois, ate onde conhecemos, ele foi o único que deu o nome EUSÉBIO a seu primogênito.
Embora a semente não tenha vingado, a atitude realmente acena para a confirmação de ser filho ou, pelo menos, parente muito próximo.
VII.
Feliz sem limites porque agora podemos confirmar que o nome MARIA GERMANA ocupa uma das lacunas contidas em nossa genealogia.
A nível de ancestrais mais recentes, fica agora como ultima vaga a ser completada apenas o nome completo do pai do bisavô: JOAO BATISTA DE MAGALHAES BARBALHO.
VIII.
A hipótese que levantei a respeito de MANOEL e VALERIANA terem sido pais da MARIA GERMANA, levando em conta a presença da “cativa” GERMANA, na casa do THOME e ANNA MARIA COELHO pode parecer fazer agua, pois, cada deveria ter sua própria casa.
Mas havemos que levar em conta que MANOEL casou-se ao 17 anos de idade. O que indica que não tinha condições próprias para manter-se com a esposa e família vindoura. Portanto, presumo que tenham vivido em casa dos pais, inclusive ate `a data de 1816, data dos registros de MARIA, filha de MANOEL e VALERIANA.
IX.
Chama a atenção também o nome do pai de VALERIANA, JOAO ALVARES. Talvez fosse esse um dos nomes mais comuns em todo o Império Português! Concorreria com JOAO DA SILVA e outros.
Mas também ha que notar-se a menção aos nomes dos pais dela ser breve e, talvez, abreviados. O que era muito comum `a época. Mas independente de ele ser ou não nosso ancestral, recordou-me outra passagem em minhas buscas genealógicas.
Trata-se da primeira elite canavieira estabelecida no Rio de Janeiro. Em 1634, JOAO ALVARES PEREIRA foi um rico cidadão, dono de terras que deram origem a diversas cidades da Baixada Fluminense como: NILOPOLIS, SAO GONÇALO e QUEIMADOS.
JOAO foi casado com IZABEL DE MONTARROIOS, filha de um dos fundadores. Tiveram a filha BEATRIZ DE LEMOS, a qual casou-se com AGOSTINHO BARBALHO BEZERRA, filho do governador LUIZ BARBALHO BEZERRA e MARIA FURTADO DE MENDONCA.
Foram os pais de JERONIMO também, e ele, junto com dona ISABEL PEDROSA, ja esta identificado como ancestral dos BARBALHO mineiros.
O casamento do AGOSTINHO ate recentemente era desconhecido dos genealogistas. Isso porque foi registrado em contrato, fora dos livros de assentamentos eclesiásticos. E não tenho noticias de que tenha tido geração.
Pode-se ver na tese abaixo que os BARBALHO fizeram parte da elite dominante. Sua presença esta registrada na pagina 106:
http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf
Estão juntos, JERONIMO, AGOSTINHO e PEDRO RAMIRES, genro do JERONIMO.
AGOSTINHO teve sogro e cunhado com o mesmo nome: JOAO ALVARES PEREIRA. Inclusive o dote que recebeu, uma fazenda, era vizinha da do cunhado. A família de JOAO ALVARES PEREIRA multiplicou-se e suas ramificações foram absorvidas por outras de grande influência, como: MACHADO HOMEM e PACHECO CALHEIROS.
O JOAO ALVARES PEREIRA, filho, casou-se com PAULA DE GALEGOS, e juntos tornaram-se pais da IZABEL DE AZEVEDO COUTINHO que se casou com LUIS DE SOUZA COUTINHO. Ha que se ver esses dados nos livros do RHEINGANTZ.
Mas ai esta a possibilidade, mesmo que mínima, de o pai da VALERIANA proceder dessa origem. Pode ser ate que o JOAO ALVARES, pai dela, tivesse o sobrenome PEREIRA, mas isso não ter sido escrito ou não pode ser lido no registro do casamento dela devido ao estrago do tempo.
Mas isso conta apenas como uma informação sem conclusão alguma, por enquanto.
No momento, o meu servidor “safari” (safado!) não esta querendo deixar-me abrir a tese:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
A partir da pagina 187 ha informações genealógicas da família BARBALHO no RIO DE JANEIRO. Nem todas corretas. Mas o autor ANTONIO FILIPE nos presta a informação de que as elites formavam “bandos” (partidos sem nome) para tentar conquistar e manter o poder.
Aqueles que conseguissem atrair mais adeptos, com votos, automaticamente dominavam e se serviam da governança.
E o nepotismo e usufrutos eram legais, sem o desvio da corrupção que, mesmo assim, ja era moeda corrente. Diga-se de passagem, A Revolta da Cachaça se deu em função das duas coisas: disputa pelo domínio e corrupção.
Não será de admirar que os GONÇALVES ja fizessem parte do bando do BARBALHO desde então!

 

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002. ENFIM ALGO CONCRETO A RESPEITO DA FAMÍLIA NUNES COELHO.
Ha algum tempo atras o primo Balduíno Cesar Rabelo deu a dica de que o sr. Dione, da Família Nunes Coelho, fazia pesquisas a respeito mas guardava para si os resultados. Deu-me o contato e eu tentei. Não resultou o que gostaria.
Ha pouco mais de mês, o primo Walquirio Coelho de Oliveira contatou-me transmitindo a informação que o próprio senhor Dione gostaria de falar comigo, deu telefone e e-mail para o contato.
Mas ai fui eu quem demorou a retomar a iniciativa. Parecia ate ma vontade. Mas coincidiu que meus deveres diários, a ocorrência das eleições brasileiras de 2018 e o livro do monsenhor Otacilio Augusto de Sena Queiroz estavam ocupando muito espaço em minha mente.
Com todo respeito aos ancestrais desse nosso ramo da família, e em particular ao sr. Dione que havia dado o passo `a frente, eu me desculpo e lembro como desculpa o fato de que queria imensamente o contato, porem, preferia que ocorresse com tempo disponível para apreciar e deliciar quaisquer dados que nos chegassem.
Antes que eu retornasse quaisquer comunicações, recebi um e-mail, via Alessandra Nunes, do sr. Dione Ferreira Nunes, contendo o essencial da formação do tronco Nunes Coelho em nossa família.
Ao ver os dados encontrei informação chocante, no bom sentido, e outras muito boas. Mas as eleições ainda não haviam ocorrido. E correndo foi que respondi ja enviando a ele o principio da família do nosso tio Antonio Nunes Coelho, que fora para Peçanha, dados que haviam me sido passados pela prima Marina Raimunda Braga Leão, de la.
Ainda recorri `a prima Ivania Batista Coelho, autora da obra: “Arvore Genealógica da Família Coelho” para eliminar a ultima duvida. E ela confirmou a passagem que ate então eu a tinha por conflituosa.
Antes que prolongar, vou apresentar o que ja possuímos em relação ao principio do ramo Nunes Coelho, formado em Minas Gerais. Apos isso, tentarei dar apenas uma pincelada rápida para salientar os pontos que mais me chamam a atenção.
O ramo NUNES COELHO de nossa família inicia-se em THOMAS (THOME) NUNES FILGUEIRAS e D. ANNA COELHO. Ambos nascidos em 1770, mais ou menos, pois, contavam 70 anos `a data de 1840.
THOME e ANNA foram pais de:
01. MANOEL NUNES COELHO, em 1840 contava com 53 anos de idade, portanto, nascido em 1787, residia na Fazenda Estiva, em Itabira do Mato Dentro, Foi casado com VALERIANA (UBERIANA) ROSA GONÇALVES, com idade de 51 anos em 1840, nascida assim em 1789, filha de JOÃO ALVARES e MARIA GONÇALVES. Casaram-se em Itabira, na data de: 27 de agosto de 1804. Foram pais de:
a) Antonio Nunes Coelho, bat. a 09.11.1806
b) Agostinho Nunes Coelho, bat. a 18.01.1808.
c) João Nunes Coelho, bat. a 15.02.1812
d) Anna Nunes Coelho, bat. a 10.05.1814
e) Maria Nunes Coelho, bat. a 23.06.1816
f) Pantaleão Bento Nunes Coelho, nascido em 1819, com 21 anos em 1840.
g) Manoel Nunes Coelho Jr, bat. a 02.11.1818
h) Jose Thomáz, nascido em 1825, com 15 anos em 1840.
Os dados acima são a soma de dados enviados pelo sr. Dione ao que se encontra no site Familysearch. Somente os três mais novos surgem nos dados que o sr. Dione enviou-me. Manoel foi o único que se repetiu em ambas as listas.
Ressalve-se que os dados do sr. Dione foram retirados do Censo de 1840, portanto, os 3 eram os que residiam com os pais. Não ha o destino dos outros filhos.
O sr. Dione relata que Manoel Nunes Coelho Jr. teria 18 anos em 1840. O que não se encaixa exatamente na data de nascimento em 1818. Mas, naquele tempo era comum as crianças falecerem. Portanto, pode ser que o Manoel acima tenha falecido, e outro nascido em 1822 o tenha substituído.
Pela sequencia de nascimentos, deveríamos ter uma pessoa nascida em 1810. Mas não havia o registro de batismo no site. Pode ter acontecido abortamento, batismo em outro lugar ou impossibilidade de ler-se o registro devido `a deterioração do livro e, ainda, não ter existido.
Talvez tenha havido algum descanso entre partos. Observe-se que dona Valeriana casou-se aos 15 anos e aos 17 ja estava tendo o primeiro filho. `As vezes os intervalos se davam naturalmente, principalmente quando a mãe amamentava os filhos por longo tempo.
O esforço fisiológico da produção do leite pode regular as ovulações, protegendo mães e filhos.
No site ainda tem:
b) AGOSTINHO NUNES COELHO c. c. THEREZA FERNANDES MADEIRA, pais de:
b.1 Edovirgem Coelho, nasc. a 17.10.1840 e bat. a 16.02.1841
b.2 Julio, nasc. a 01.09.1844
b.3 Ignez, batizada a 19.10.1850 (dado do Livro de Batismos de Itabira, pag. 181)
No site prossegue:
MANOEL NUNES COELHO c. c. PRUDENCIA CANDIDA DE JESUS, pais de:
1. Maria Nunes, bat. a 12.12.1830 e Nasc. a 02.12.1830
2. Manoela Nunes, bat. a 09.05.1834.
Em outro documento esse Manoel surge com o sobrenome NUNES FILGUEIRAS, o que descartaria a possibilidade de ser o mesmo MANOEL em nossa família.
Outra presença interessante no site familysearch é o registro de batismo de:
Rita, batizada em 06.03.1847, e filha de: João Martinho Ferreira e FRANCISCA NUNES COELHO. Francisca essa que não ha outro registro dela para sabermos se se encaixa nessa mesma genealogia.
Os padrinhos da Rita foram: Fernando Antonio Drummond e Theresa Miquelina da Silveira. Possivelmente, um parente do poeta Carlos Drummond. Demonstrando um vinculo que não poderia ser diferente, pois, em cidades pequenas como Itabira era, todas as famílias são reunidas por laços familiares.
E, ainda, encontramos no site:
EGIDIO NUNES COELHO c.c. BENICIA GUILHERMINA DE JESUS, pais de:
a. Clara, nascida a 15.07.1857 e batizada a 27.09.1857
b. Maria, nascida a 11.07.1859 e batizada a 23.07.1859
c. Antonia, batizada a 09.07.1861
d. Antonio, nascido a 09.08.1863 e batizado a 08.09.1863
e. Vicente, nascido a 19.07.1866 e batizado a 08.09.1866
f. Antonio, nascido a 17.07.1868 e batizado a 02.08.1868
Os dados no site constam proceder de Santo Antonio de Santa Barbara, o que deveria ser a Paroquia, sendo que os registros todos devem ser relativos a Itabira, mas não menciona a igreja filial. Não se encontra ai o vinculo desse Egidio com a família.
02. Ten. EUZEBIO NUNES COELHO, segundo filho do casal THOME e ANNA COELHO
Casou-se com dona ANNA PINTO DE JESUS. Não temos nome dos pais dela. Alguém adicionou na Arvore Genealógica coletiva, montada no Familysearch, que o pai seria HONORATO PINTO.
Mas penso que seja apenas chute, pois, o professor Dermeval teria chamado ANNA de ANNA HONORATA. Então, HONORATO PINTO esta mais para uma dedução, ainda mais que a sugestão de data de nascimento foi 1770 e do falecimento 1880.
O professor Dermeval Jose Pimenta deixou escrito em livro que o ten. EUZEBIO iniciou a vida econômica na Fazenda Folheta, em São Domingos do Rio de Peixes, atual Dom Joaquim, Minas Gerais, onde os filhos nasceram.
De la mudou com a família para o então Arraial de são Miguel e Almas dos Guanhães, onde a família cresceu e multiplicou-se.
O Ten. EUZEBIO NUNES COELHO casou com dona ANNA PINTO DE JESUS e foram pais de:
a) Prudêncio Nunes Coelho, casado mas não teve filhos.
b) Clemente Nunes Coelho, casou-se com Anna Maria Pereira da Silva, filha de Manoel Pereira da Silva e de Maria Pereira Moreia. Clemente e Anna foram pais de:
b.1 Anésio Nunes Coelho c. c. Julita Soares Nunes,
b.2 Amável Nunes Coelho c. c. Sebastiana Petita Coelho,
b.3 Ulisses Nunes Coelho c. c. 1a. sua sobrinha (filha do Pio) Alzira Nunes Coelho; 2a. Maria Soares e 3a. Maria de Queiroz,
b.4 Pio Nunes Coelho c. c. Josephina Marcolina Coelho
b.5 Dermeval Nunes Coelho c. c. Julia Soares Nunes
b.6 Ernestina Nunes Coelho c. c. Pio Ferreira Nunes (avós do sr. Dione, o qual também descende via materna dos Borges Monteiro fundadores de Sabinópolis, que são os mesmos nossos ancestrais),
b.7 Maria Nunes Coelho c. c. João Januário da Silva Neto,
b.8 Aneglia Nunes Coelho c. c. Pedro Alves Barroso,
b.9 Alzira (ou Algiza) Nunes Coelho c. c. Jose Coelho Leão (estão no livro da Ivania, pag. 17. Jose era irmão do dr. Innocente Soares Leao, autor do livro: “Notas Históricas Sobre Guanhães).
b.10 Vitalina Nunes Coelho c. c. Altivo Rodrigues Coelho (no documento esta Nunes Coelho em ambos, mas o tio Altivo era irmão dos tios Lindolpho e Josephina, e eram 3 irmãos casados com 3 irmãos.
b.11 Marcolina Nunes Coelho c. c. Lindolpho Rodrigues Coelho,
b.12 Knesvita Nunes Coelho c. c. Benicio Alves Barroso
c) Bento Nunes Coelho c. c. Surpina Sophia Leite, pais de:
c.1 Prudencio Nunes Coelho (sobrinho)
c.2 Antonina Nunes Coelho c. c. Sebastiao Ferreira Rabelo (pais de: Pedralvo, Pedro, Antonio, Blandina c. c. Gabriel Nunes Coelho, Marietta c. c. Onésimo de Magalhaes Barbalho, Jose, Epitácio e, acrescentando, dona Maria Clara Nunes Rabelo c. c. Francisco Dias de Andrade Jr.)
d) Cap. Francisco Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Cesarina de Carvalho, pais de:
d.1 Salathiel Nunes Coelho c. c. Maria Julia de Campos,
d.2 America Nunes Braga c. c. Pedro de Oliveira Braga,
d.3 Dr. Heitor Nunes Coelho c. c. Modestina Ferreira da Matta,
d.4 Dr. Francisco Augusto Nunes Coelho (Chiquitinho) c. c. Inah de Carvalho
d.5 Claudionor Augusto Nunes Coelho c. c. Maria Augusta Campos Nunes (sobrinha do marido, filha de seu irmão Salathiel e Maria Julia).
d.6 Etelvina Nunes Coelho, solteira.
e) Maria Honoria Nunes Coelho c. c. ten. João Batista Coelho e foram pais de:
e.1 João Batista Coelho Junior c. c. Quitéria (Titi) Rosa Pereira do Amaral,
e.2 Maria Honoria Coelho c. c. Jose Pereira da Silva,
e.3 Antonio Paulino Coelho c. c. Julia Salles Coelho,
e.4 Sebastiana Honoria Coelho c. c. Joaquim (Quinsoh) Nunes Coelho (filho),
e.5 Joaquim (Quim Bento) Bento Coelho c. c. Antonia Paschoalina da Silva Neto,
e.6 Anna Honoria Coelho c. c. Candido de Oliveira Freire,
e.7 Emigdia Honoria Coelho c. c. Amaro de Souza e Silva,
e.8 Antonia Honoria Coelho c. c. Pedro de Magalhaes Barbalho,
e.9 Virginia Honoria Coelho c. c. Antonio Candido de Oliveira,
e.10 Jose Batista Coelho c. c. 1a. Maria Marcolina Coelho e 2a. Virginia Marcolina Coelho,
e.11 Marcolina Honoria Coelho c. c. Demetrio Coelho de Oliveira
e.13 Francisco Batista Coelho c. c. 1a. Maria Rosa Coelho do Amaral e 2a. Maria Coelho de Oliveira (as duas esposas do ti Chico eram sobrinhas dele, a 1a, filha de João Jr. e a 2a. de Virginia e Antonio Cândido)
e.3 Julia Salles era filha extraconjugal, reconhecida, de Antonio Rodrigues Coelho, que era irmão de João Batista Coelho.
e.4 Quinsoh era filho de Joaquim Nunes Coelho, irmão de Maria Honória e de Francisca Eufrasia de Assis Coelho, irmã de João Batista Coelho, ou seja, o casal Quinsoh e Sebastiana era primo-irmãos.
e.7 e e.9 Cândido e Antonio Cândido eram irmãos entre si e se casaram com as 2 irmãs.
e.8 Antonia e Pedro eram primos em primeiro grau. Ele era filho de Eugenia Maria da Cruz e do capitão Francisco Marçal Barbalho.
Eugenia Maria da Cruz foi irmã de Francisca Eufrasia, João Batista e Antonio Rodrigues Coelho, filhos todos do capitão Jose Coelho da Rocha e sua esposa Luiza Maria do Espirito Santo, fundadores de Guanhães.
f) Ten. Joaquim Nunes Coelho c. c. Francisca Eufrasia de Assis Coelho, e tiveram filhos:
f.1 Euzebio, faleceu criança,
f.2 Joaquim Nunes Coelho c. c. Sebastiana Honoria Coelho,
f.3 Jose Coelho Nunes c. c. Emigdia de Magalhaes Barbalho,
f.4 Emygdio Nunes Coelho c. c. Camila Maria da Paixão,
f.5 Rita Nunes Coelho c. c. Marcos Xavier Caldeira,
f.6 Lino Nunes Coelho, solteiro
f.7 Autino Nunes Coelho (?)
f.8 João Nunes Coelho c. c. Petronilha (Pitu) de Magalhaes Barbalho
f.9 Miguel Nunes Coelho c. c. Ambrosina (Sinha) de Magalhaes Barbalho
f.10 Luiza Nunes Coelho c. c. Luiz Furtado Leite
f.2 ja esta dito acima
f.3, f.8 e f.9 casaram na casa dos tios Eugenia e capitão Francisco Marçal.
g) Antonio Nunes Coelho c. c. Maria Araujo Ferreira e tiveram os filhos:
g.1 Virgilio Nunes Coelho (1862 + 1895)
g.2 Prudencio (1864)
g.3 Alexandre (*1873)
g.4 Leopoldina Nunes Coelho (1874) c. c. Vicente Xavier
g.5 Raymunda Nunes Coelho (1877) c. c. Antonio Moreira da Silva (1876)
g.6 Cassiano Nunes Coelho (1879) c. c. Maria Batista de Queiroz
g.7 Ana Nunes Coelho (1869) c. c. João Cardoso Furtado (1870)
g.8 Antonia Nunes Coelho (1883)
Esse ramo da família foi construído na Cidade de Peçanha. O professor Dermeval Jose Pimenta nos da noticias de que Antonio Nunes Coelho foi 3o suplente de subdelegado, no ano de 1875, quando foi criada a Vila do Rio Doce.
Em 1881 o nome mudou para Suaçui. Em 1886 houve o retorno ao antigo nome de Santo Antonio do Peçanha. Ja no período republicano o nome foi reduzido para a ultima palavra.
h) Jose Nunes Coelho c. c. Maria Luiza
O sr. Dione faz a observação de que os filhos do ten, Euzebio tinham os nomes de papas. E mencionou Joaquim, Antonio e Jose como exemplos de que ainda esta pesquisando. Mas o Francisco também não era nome de papa ate `a ultima eleição.
Observe-se que esses 4 não tem nomes de papas mas sim, talvez possamos dizer, santos da mais alta hierarquia da Igreja Católica. O que ja informou é que não encontrou a documentação mostrando a filiação deles.
Mas o Joaquim Nunes Coelho sempre foi considerado como filho de Euzebio e Anna em Virginópolis, onde criou e a família multiplicou-se, e muito.
Quem atestou que o Antonio também era, foi filho o professor Dermeval Jose Pimenta. Pelos dados que obteve dele, filiação paterna, Euzebio Nunes Coelho, e ano de nascimento, 1829, deduzo que pesquisou as listas de eleitores em Peçanha, na qual Antonio foi suplente de subdelegado em 1875 e eleitor em 1881.
Quanto ao Jose, torna-se novidade. Nunca o encontrei nem mesmo em menções. Embora, haja sim a menção a Jose Nunes Coelho no Almanak da Província de Minas Gerais, que deve ser ele.
A principio, por ter noticias de Jose Nunes Coelho, identifiquei-o como sendo o filho dos tios JOAQUIM e FRANCISCA EUFRASIA. Mas o filho deles assinava COELHO NUNES, talvez justamente para diferenciar-se do seu suposto, por enquanto, tio.
Possível será que houve algum planejamento familiar entre os patriarcas. Conhecendo os riscos dos casamentos muito consanguíneos para a descendência, podem ter decidido espalhar a família o máximo possível pelo grande território que passou a pertencer a Guanhães.
Poderia ser por isso que Maria Honória e Joaquim tenham se dirigido para o Patrocínio, atual Virginópolis. Bento e Clemente tinham fazendas bordejando os limites da atual Sabinópolis. Isso esta descrito na Ata de instalação da Vila de São Miguel e Almas, atual Guanhães.
Essas terras da Família Nunes Coelho eram imensas. Na conversa que tive em 20014 com o centenário MOACIR NUNES BARROSO ele contava das verdadeiras viagens que faziam para participar de festas maravilhosas e que as terras se estendiam ate SENHORA DO PORTO.
Creio que Francisco tenha ficado com a posse de terras da Fazenda do Grama, ou da Candonga. Ou seja, lado oposto a Sabinópolis, na direção de Virginópolis, porem, `a margem direita do Rio Corrente, que separa Virginópolis de Guanhães.
Como Prudêncio não teve filhos, também não faria diferença onde localizar-se. Falta-nos ai saber para onde Jose destinou-se, pois, sabe-se que Antonio seguiu para Peçanha e la teve sua família.
O território era mesmo tão grande que Jose poderia ter se instalado nas atuais áreas de Braúnas, Açucena, Dores de Guanhães ou mesmo no que sobrou para Virginópolis, quando emancipou-se e levou inclusive um naco do atual Município de Governador Valadares, que a descendência, se houve, tornou-se por desconhecida.
Se a intenção inicial foi espalhar para evitar a consanguinidade, ela não foi perfeita. Isso porque os consecutivos casamentos entre primos se deram e de forma tão perigosa que existem muitos descendentes com males que geralmente estão vinculados a esse fator.
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IMPRESSÕES QUE ESSAS NOVAS INFORMAÇÕES DESPERTAM
A) THOME NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO
Teremos que buscar informações mais profundas a respeito das famílias que deixaram nosso ancestrais alferes-de-milícias JOSE COELHO DE MAGALHAES, e a daquele que o professor Nelson Coelho de Senna apontou como pai dele: MANUEL RODRIGUES COELHO.
No ano em que o casal acima nasceu 1770, indica a possibilidade de que possam ter sido filhos de um ou outro dos patriarcas. Apenas 12 anos antes, 1758, o português Manuel Rodrigues Coelho havia obtido sesmarias em Cachoeira do Campo, distrito da atual Ouro Preto.
Professor Nelson também afirmava que a família havia se mudado para e se distribuído em Santa Barbara, Itabira e Conceição do Mato Dentro; embora localize a Fazenda Axupé, onde disse que ali nasceram os filhos do alferes-de-milícias, em Morro do Pilar. A qual fazia divisa com Conceição.
O professor Nelson fala em “De uma crônica da família Coelho (os Coelho da Rocha, Coelho de Magalhaes, Rodrigues Coelho, Nunes Coelho …. “O fundador dessas famílias norte-mineiras foi, no século XVIII (1774) o ja referido português MANUEL RODRIGUES COELHO, …..).
Embora não se possa ter certeza, ha ai a sugestão de que as famílias dos sobrenomes mencionados tinham origem na mesma pessoa. Pode ser, então, que dona ANNA COELHO fosse irmã, talvez filha, do alferes-de-milícias.
Em minhas pesquisas no livro “ARCHIVO HERÁLDICO-GENEALÓGICO” do visconde de SANCHES DE BAENA, encontrei menção a outro contemporâneo do MANUEL, em MARIANA-MG, que se chamava BENTO RODRIGUES COELHO.
Trata-se de uma Carta de Brasão, passada a DOMINGOS RODRIGUES DE QUEIROZ, filho do BENTO e D. MARIA DE QUEIROZ SEIXAS. DOMINGOS nasceu em MARIANA. A carta dele tem a numeração 610 e esta na pagina 153 do livro.
A carta remonta a genealogia ao herói português ANTONIO DE QUEIROZ MASCARENHAS, atuante em 1640, quando da guerra de separação da coroa portuguesa da Espanha. Existe ai a possibilidade de MANUEL e BENTO ter sido irmãos.
Infelizmente, o professor Nelson ateve-se apenas `as tradições e “crônicas” que não são documentos próprios para comprovar-se as paternidades. São apenas indicativos ótimos mas não necessariamente de valor definitivo.
Mesmo o THOMAS poderia ser descendente de um ou outro. Temos que o alferes-de-milícias foi casado duas vezes. Embora o professor Nelson afirmou que a primeira esposa, ESCOLÁSTICA DE MAGALHAES, teve filhos, não os nomeou.
Afirmou também que da segunda esposa, EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA, teve os 5 filhos: capitão Jose, capitão João, Antonio, Felix e Clara Maria de Jesus. Disse que todos, exceto Antonio, se casaram. Porem, dedicou-se apenas `a descendência do bisavô dele, capitão JOAO COELHO DE MAGALHAES.
Professor Nelson também afirmou que o alferes-de-milícias Jose Coelho DE MAGALHAES era português, da mesma forma que o suposto pai. E que o pai o havia levado para o Brasil. Sendo que em 1744 o português MANUEL RODRIGUES COELHO ja se encontrava na colônia.
Dado a essas informações, conclui-se que a idade de ambos poderia permitir ter sido pais de pelo menos um dos membros do casal: ANNA e THOMAS.
Embora o THOMAS tenha sobrenome diferente, não significa impossibilidade. Isso porque o sobrenome FILGUEIRAS (Felgueiras) era carne e osso com o COELHO. Desde os anos próximos a 1385, quando D. JOAO I, Mestre de Avis, assumiu o trono em Portugal, chamava-se o primeiro senhor de Felgueiras e Vieira: FERNAO COELHO.
Ali se dava o morgado da familia. Assim, natural seria que todas as famílias nobres do mesmo domínio se tornassem descendentes dos senhores locais. De forma que o próprio MANUEL RODRIGUES COELHO poderia ter ancestrais Filgueiras ou ter sido marido de alguém que assinasse.
Naquele tempo os filhos não herdavam necessariamente os sobrenomes dos pais. Mais comum era adotarem nomes de ancestrais e, muito comum durante os séculos XVIII e XIX, a combinação de diversos sobrenomes ancestrais. Meia dúzia era pouco!
Seria interessante se encontrássemos os inventários e, talvez, testamentos desses dois patriarcas e, quem sabe, toda a descendência nascida pelo menos no século XVIII. Isso para tirarmos ou comprovarmos essa duvida se ja não éramos consanguíneos desde la.
Outra possiblidade, porem, será a de que nossa ancestral ANNA COELHO nos dar consanguinidade via outro ramo.
Por volta do tempo em que ela nasceu, em 1775, nosso ancestral português, Antonio Borges Monteiro, casou-se no Serro com Maria Fiuza de Souza, que era filha de Norotea Barbosa Fiuza e João de Souza Azevedo.
Apos o professor Dermeval Jose Pimenta ter deixado essas informações ocorre que outros encontraram que os pais de João de Souza chamavam-se: Manuel de Souza Azevedo e Anna Coelho, sendo eles naturais de Vila Nova do Norte (?).
E, nesse caso, seria natural que alguma filha do João adotasse o nome da avó. Nem todos os membros das famílias em nosso ramo descendem deles via Dorotea. Mas podemos ai somar consangüinidades se os NUNES COELHO “sofrerem do mesmo mal”!
Mas não se pode ficar apenas em hipóteses, pois, os COELHO eram muitos na região. Portanto podemos esperar também a possibilidade de haver apenas coincidência, pois, quantas mulheres recebiam o nome de Anna naquela época e quantas tinham o COELHO como alcunha de famílias?!
Basta-nos perguntar: E quem não tem um Coelho como ancestral? Embora, o mesmo pode ser alguém ainda la na Idade Media portuguesa! Período esse que durou mais la que nos países mais instruídos.
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Ja fazem dias que escrevi o que estava acima. Hoje ja é 10.11.18. Mas o senhor DIONE FERREIRA NUNES continuou alimentando minhas buscas com outros documentos, os quais empolgaram-me tanto que não fechei esse capitulo ainda.
Bom, o que foi para mim “chocante”, no melhor sentido, foi sanar a antiga duvida quanto `a paternidade de nossa trisavó MARIA HONORIA NUNES COELHO. O causador dessa duvida foi o que encontrei no livro do professor PIMENTA.
`A pagina 71 do livro dele, “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”, ele escreveu expressamente que CLEMENTE NUNES COELHO fora pai de PRUDÊNCIO, ANTONIO e MARIA HONORIA NUNES COELHO, casada com JOAO BATISTA COELHO.
Quando conversei com a IVANIA, ela informou-me que no mapa que acompanha o livro dela: “Arvore Genealógica da Família Coelho”, constava que era filha de EUSEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS.
Uma verdade que eu notei logo de inicio anos atras. Mas, `a pagina 221 do livro dela, copiou uma grade retirada do livro do professor DERMEVAL, inclusive com o erro. Deduzi que havia duvida.
Expliquei a mim mesmo que, como o professor DERMEVAL não havia encontrado o nome da esposa do CLEMENTE, com a qual havia tido os 3 filhos, entre outros, pensei que a IVANIA houvesse decidido ser melhor manter o nomes dos supostos avos em lugar dos pais. Quebrei o queixo!
E, como observou o senhor DIONE, ele havia observado esse erro do DERMEVAL e os que trataram do assunto posteriormente. Claro que, devido `a inocência, acabamos espalhando ao vento o que, não era uma mentira, porem, era informação falsa.
De qualquer forma, foi muito bom agora ter quebrado o queixo, pois, com isso podemos consertar nossa genealogia. Não teremos o incomodo mais de termos apenas um pai de uma ancestral porque a vaga estará ocupada.
Assim fica estabelecido que MARIA HONORIA e CLEMENTE eram, em verdade, irmãos. Todos ganhamos com a informação corrigida.
E o mais importante, embora temeroso por causa das consangüinidades dobrarem porque na nova situação, EUZEBIO NUNES COELHO e ANNA PINTO DE JESUS deixam de ser nossos pentavós e passam a ser nossos tetravós.
O problema ai fica para quem terá neles a repetitividade como ancestrais. Nos temos primos que descendem de 4 dos filhos do casal JOSE COELHO DA ROCHA e LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, ao mesmo tempo que repetem ancestrais em 4 dos filhos da JOAO BATISTA COELHO e MARIA HONORIA NUNES COELHO.
Nesse caso, loucura pouca é bobagem!!! Ainda bem que a loucura, nesse caso, tem sido refletida na amabilidade e inteligência dos 12 primos que temos nessa situação. Parentes entre os quais eu mais gosto.
Mas foi por pura sorte que nos não nos engraçamos uns com os outros e não deu nenhum casamento entre nos. Desde que a família dispersou-se, a maioria tem se casado com “parentes” mais distantes.
Isso mesmo! Antes de conhecer como conheço atualmente nossa genealogia, ninguém sabia de todos os fatos. Alguns mais antigos tinham ideia. Mas eles acreditavam que o melhor era casarmos com parentes. Não conheciam exatamente os riscos para a descendência.
Mas ao retroagir alguns ramos ao século XVIII, encontrei alguns vínculos parentais entre atuais casados que não tinham conhecimento do parentesco.
Um exemplo que jamais poderíamos imaginar,. Na pagina 257 do livro do professor DERMEVAL, ja na primeira linha, ele registra o casamento entre dona ALICE REIS e senhor ALIPIO TEIXEIRA. Confirmados ser os mesmos antigos moradores de VIRGINÓPOLIS.
A neta deles, STELLA MARIS (falecida) foi esposa do nosso primo RUI HERCY COELHO. Acontece que dona ALICE encontra-se no livro por descender do tronco PIMENTA VAZ-BARBALHO.
Ainda não ha comprovação documental do nosso conhecimento que o capitão JOSE VAZ BARBALHO foi mesmo filho de MANOEL VAZ BARBALHO e dona JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, os fundadores daquele tronco.
Mas as duvidas de que assim será são poucas. E, nesse caso, constata-se pelo menos um vinculo parental, embora por enquanto remoto, entre o RUI e a saudosa STELLA MARIS.
Faltaria rebuscar os nossos e outros ramos ascendentes dela para, com certeza, encontrarmos outros. Principalmente porque quanto mais próximos chegarmos aos primeiros anos do século XVIII, a população que deixou descendência em MINAS GERAIS vai ficando cada vez mais reduzida.
Nesse caso, não sobra outra alternativa a não ser sermos descendentes repetidamente dos mesmos ancestrais. Ainda mais que os “reprodutores” eram poucos mas as proles eram enormes!!!
A observação apenas é que STELLA MARIS tinha pelo menos um avô “turco”, (natural do Líbano). Pelo menos ai se garante alguma diversidade entre ela e nos, os “puro-sangue”!!!
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BENTO NUNES COELHO c. c. SURPINA SOPHIA LEITE
Supimpa esse nome da tia SUPINA! possivelmente irá encaixar-se naquele ramo LEITE que multiplicou-se em Virginópolis, o qual acredito que a maioria ja esta na família.
Ja tinha conseguido desvendar a genealogia de dona ANTONINA NUNES COELHO c. c. SEBASTIAO FERREIRA RABELO DE MAGALHAES. Quem passou-me os dados foi o primo Balduíno Cezar Rabelo. Ate ai sabia. Não sabia o nome dos pais da dona ANTONINHA como a conheceu.
Agora fica desvendado os ramos das donas BLANDINA e MARIA CLARA, alem da tia MARIETTA, casada com o tio ONESIMO DE MAGALHAES BARBALHO.
O mundo gira, e a genealogia da voltas. Tínhamos tantos parentes descendentes das três sem fazer a menor ideia, primeiro de que tinham esses vínculos e eram NUNES COELHO, agora, que eles se dobram!
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Vou fechar, quase correndo, essas minhas reminiscências a respeito da genealogia NUNES COELHO. Ainda ha detalhes a ser comunicados. Mas eles estão também ligados ao ramo BARBALHO. Assim vamos deixar para o próximo capítulo.
Ha algum tempo atras, estudando as genealogias passadas a nos pelos nossos geneologos mais antigos, em especial o professor DERMEVAL, suspeitei um pouco das coincidências. O fato era que havia que desconfiar-se do fato de todo fim de linha que ele se deparava com ele era ocupado por MANOEL não sei das quantas!
Cheguei ate fazer piada. Parece que quando não se encontra os pais de alguém, por se julgar ser português, então, acrescenta-se mais uma geração e lasca no patriarca o mais famoso nome português: MANUEL!
Era assim com os PEREIRA DO AMARAL, tendo na raiz: MANOEL PEREIRA e MARIA DE BENEVIDES. Os NUNES COELHO contavam com MANOEL NUNES COELHO.
Posteriormente, nos BORGES MONTEIRO temos a raiz que, por enquanto, vai ate ao casal português: MANUEL DE SOUSA AZEVEDO e ANNA COELHO. E o professor NELSON DE SENNA nos deixou que o alferes-de-milícias JOSE era filho do MANUEL RODRIGUES COELHO.
Agora ficamos informados que pelo menos um desses não esta em nossa raiz, pois, nosso ancestral EUSEBIO não teve o MANOEL por pai e sim irmão. Mas não se pense de todo que o MANOEL não seja ancestral de pelo menos alguns de nos.
Mas aqui ha que nos lembrarmos que se dona ANNA COELHO, a esposa do THOME NUNES FILGUEIRAS, tiver sido filha do MANUEL RODRIGUES COELHO, sendo, então, irmã do alferes-de-milícias JOSE, vamos ter a mesma incógnita, por enquanto, em duas raizes.
Fiquei feliz porque pudemos decifrar nosso parentesco com a descendência do CLEMENTE NUNES COELHO e dona ANNA MARIA PEREIRA DA SILVA. Embora o perdemos como ancestral em termos coletivos, podemos agora inscreve-lo como antepassado alem de outros, dos nossos primos próximos descendentes deles.
Alem disso, encontrou-se ai o fio da meada, mostrando que o BENTO NUNES COELHO e dona SURPINA SOPHIA LEITE deixaram descendencia que nos é cara. Em especial cita-se ai os casais:
01. Blandina Nunes Rabelo c. c. Gabriel Nunes Coelho (tios PITU e JOAO).
02. Maria Clara Nunes Rabelo c. c. Francisco Dias de Andrade Junior
03. Marietta Nunes Rabelo c. c. Onesimo de Magalhaes Barbalho
Enfim, não vamos esgotar o assunto por agora senão depois perde a graça. Por enquanto posso adiantar apenas que entramos na turma do LEO. LEOPARDOS!!!

 

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003. CONTATO COM DONA ANA ROCHA

Prezada senhora Ana Rocha,
Ha questão de um mês aproximadamente minha prima Joria Martinho Goncalves solicitou-me informações de locais dos quais nossos ancestrais procederiam em Portugal, pois, desejava aproveitar a oportunidade de um passeio para ver de onde procedemos.
Entre os locais que mencionei, dei ênfase ao Santuário de São Francisco de Assis na Cidade do Porto.
Ao retornar, ela comunicou-me com essa nota: “Oi! Fui la no santuário de São Francisco. Por sorte, a diretora do museu tava na portaria. Ela disse pra você enviar e-mail que os alunos devem ter alguma informação. So que, em 1822 (se não me engano) houve um incêndio e vários documentos perdidos. Mas ha outra opção no arquivo distrital do Porto. La eles tem informações também.”
Em razão disso estou enviando-lhe o meu e-mail: valbarbalho@hotmail.com
O mesmo estou usando para essa mensagem. O que pode verificar.
Não recordo o quanto ou o que informei `a Joria a respeito do interesse que temos a respeito da genealogia da Família Barbalho. E a oportunidade de nos encontrarmos pessoalmente para conversarmos a respeito seria rara, pois, ela reside no Brasil e eu nos Estados Unidos.
Mas, basicamente, tinha a vontade de esclarecer a linhagem Barbalho da qual descendemos, as relações familiares que possuía com linhagens de outros sobrenomes e, particularmente, locais de procedências.
E o intuito era justamente para a ocasião dos passeios, que volta e meia meus familiares fazem a Portugal, indicar-lhes onde, quem e quando nossos antepassados viveram, o que deixaram por construído para assim podermos reencontrar nossas raizes.
Alias, observo que, entre outros mais antigos, talvez tenhamos um parentesco convosco via o sobrenome Rocha. Ate ha pouco tempo, porque o conhecimento genealógico de nossa família era restrito, conhecíamo-nos pelo apelido de Família Coelho.
Isso porque era sabido na família que descendíamos do português: alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães. Ele foi para o Brasil antes de 1744, segundo dados de tradição e pesquisa compilados pelo professor Nelson Coelho de Senna, em seu livro: “Algumas Notas Genealógicas”, publicado em 1939.
Nessa brochura o professor Nelson afirmou que Jose fora levado por seu pai para o Brasil. Particularmente para a Província das Minas Gerais, onde estava ocorrendo o conhecido “Ciclo do Ouro”.
Segundo o professor, o nome do pai do Jose foi Manuel Rodrigues Coelho, que juntou grande fortuna `aquela época. Como prova de que ja se encontravam no Brasil, `aquela data, ha uma carta de sessão de sesmaria em nome do Manuel.
Essa no atual Distrito (Freguesia) de Santa Rita Durão, antigo Inficcionado, pertencente `a Cidade de Mariana, Minas Gerais. Em 1756 o mesmo obteve outra sesmaria na localidade de Cachoeira do Campo, pertencente `a Municipalidade de Ouro Preto.
Foi dito também que Jose casou-se duas vezes. A primeira com dona Escolástica de Magalhães, da qual temos apenas a informação do professor Nelson de que deixaram descendência, sem informar mais. E a segunda, e principal, com dona Eugenia Rodrigues da Rocha. Ela, brasileira.
Segundo o professor Senna, a segunda foi nossa ancestral. Tendo gerado 5 filhos, sendo que a Joria e eu descendemos do capitão Jose Coelho de Magalhães Filho que, na realidade, continua mais conhecido como Jose Coelho da Rocha, fundador da Municipalidade de Guanhães, e grande multiplicador do sobrenome Coelho na região.
Algo senão inusitado, pelo menos curioso, é que a tradição mantem que também o alferes fora conhecido como Jose Coelho da Rocha.  O que seria de certa forma esquisito em tempos tão machistas iguais aqueles, o marido não ter se importado de ser conhecido pelo sobrenome da esposa.
Melhora a hipótese de que o primeiro Jose usava também o sobrenome da Rocha o fato de termos noticias que um dos filhos do capitão Jose recebeu o nome de Jose Coelho da Rocha Neto. O que, penso, não seria verdade se o avo não tivesse a assinatura. Mas pode ser engano de nossos genealogistas.
Portanto, penso haver a possibilidade de o sobrenome Rocha ser parte da linhagem Coelho antes mesmo daquele segundo casamento do alferes com Eugenia da Rocha. A possibilidade seria a de que também a mãe dele, da qual não temos nem mesmo suspeita do nome, ter pertencido ao ramo.
Posteriormente, outro genealogista na família, o professor Dermeval Jose Pimenta, escreveu que Eugenia fora filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
Possível será que esse Nicatigi esteja enganado. No livro dele o professor relatou que outro nosso ancestral, Antonio Borges Monteiro, procedia da Municipalidade de Geia. Mas trata-se da Freguesia de Pinhanços, Municipalidade de Seia, Distrito de Guarda. Imagino ser Nicatsi. Nome comum na Italia.
A informação acrescenta que Giuseppe tinha origem luso-italiana, inclusive informando que a parte italiana procedia da Calabria. Contudo, não temos nenhum outro dado que nos permita aprofundar o lado “da Rocha” que, presumivelmente, será a parte lusitana.
De qualquer forma, vemos ai a possibilidade de termos algum grau de parentesco por esse sobrenome com a senhora.
O que não seria impossível haver também outro pelo lado Rodrigues Coelho/Coelho de Magalhães. Isso porque o professor Nelson julgava que esse ramo procedia da antiga Província do Entre Douro e Minho. Muito provavelmente da área do Porto.
Caso tenhas ancestrais na região, provavelmente serão os mesmos que os nossos por ambos esses lados. No caso do “da Rocha”, li uma informação, salvo engano em Sanches de Baena, que coloca um único gerador do sobrenome, e seria um nobre procedente da Irlanda.
Quanto ao sobrenome Barbalho, foi por ele que me vi motivado a indicar o Santuário de São Francisco. Alão, em sua obra: “Pedatura Lusitana”, deixou uma observação que ditou a pista da relação entre o sobrenome e o local.
Ali ele afirma que os Barbalho “tiveram capela no Santuário de São Francisco do Porto.” Portanto, posso crer que ali estão os restos mortais de nossos ancestrais portugueses mais antigos do sobrenome. Alem da narrativa de sua Historia e Genealogia pregressa.
Como se poderá observar no tratado de Alão, copiado abaixo, ele vinculou a Família Barbalho `a Municipalidade do Porto.
Segundo noticias de autores mais antigos, foi com o primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, 1535, que Brás Barbalho Feyo foi para o Brasil. E, salvo engano meu, deu origem a toda descendência desse e outros sobrenomes no pais.
Note-se que Pernambuco e São Vicente ( São Paulo, Rio e Minas Gerais) foram as únicas Capitanias Hereditárias que prosperaram desde o inicio da colonização.
A primeira em função da produção de açúcar de qualidade e a segunda por estar na rota marítima das Grandes Navegações. São Vicente tornou-se porto de abastecimento, reparo de navios e comercio escravo do “gentio da terra”.
Os primeiros colonos chegados a essas províncias foram os que deixaram a descendência “nobre da terra”. Foi ela que multiplicou primeiro e foi absorvendo em seu seio familiar os recém-chegados do Velho Continente. Alem de indígenas e afrodescendentes.
Foi essa descendência que chefiou a lenta colonização do continente brasileiro. Ela foi abrindo os primeiros caminhos, fundando os primeiros arraiais e suprindo com efetivos a exploração do imenso território.
Os Barbalho primeiro se multiplicaram em Pernambuco. Foram expulsos quando da Invasão Holandesa, em 1630, para a Bahia e o Sergipe. Iniciaram com outras famílias ja aparentadas a Reconquista do Nordeste, a partir de Pernambuco para o Norte.
A partir de 1640 estiveram, especialmente na pessoa de Agostinho Barbalho Bezerra, junto com os portugueses na Guerra da Restauração. Ha uma afirmação biográfica de que ele esteve envolvido em todos os embates que se deram na Praça de Elvas, salvo engano meu.
E com os irmãos e muitos outros parentes conseguiram também a restauração do Brasil `a coroa portuguesa, que se deu nas Batalhas dos Guararapes, em 1648-9.
Nesse ponto, o ancestral Luiz Barbalho Bezerra, em idade, debilitado por doença agravada pelo stress de guerra e sem sua fortuna que empenhara na reconquista, havia sido nomeado governador do Rio de Janeiro, para exercer durante os anos de 1643-5. Indo falecer no oficio em 1644.
Ele deixou filhos que se distribuíram em Pernambuco ou Paraiba, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro.
Durante o Ciclo do Ouro, a partir de 1698, houve um fluxo imenso das gentes da terra, de Portugal e estrangeiros para os. campos das ricas minas. Entre os migrados estão alguns descendentes de Luiz Barbalho.
Nessa nova colonia ha renovada multiplicação. E desde o final do século XVIII, quando do esgotamento do ouro farto, essa descendência inicia migração para os novos pontos de colonização, como faz o cirurgião-mor de Porto Alegre, Policarpo Joseph Barbalho, que mudou-se para o Rio Grande do Sul por volta de 1780.
Outros ramos dirigiram-se para o Santa Catarina. Depois Goiás. Dos ramos que permaneceram no Nordeste, ha noticias que se espalharam por todo o Norte do pais.
Na atualidade vemos a dispersão da Família por todos os pontos do pais. Sendo que ha registros de nordestinos dirigindo-se para paragens mais ao Sul e sulistas retornando `as suas origens nordestinas.
A descendência atual conta-se aos milhões. Porem, não ha um numero exato por causa da dificuldade em alinhavar uma Arvore Genealógica coletiva. Infelizmente, no Brasil o poder publico ainda não enxergou vantagens em digitalizar todos os documentos antigos e disponibiliza-los via eletrônica para consulta.
Talvez o recente incidente do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, possa alertar alguma autoridade mais responsável para o fato de que se esquecermos nossa Historia corremos o risco de nos colocarmos eternamente como se inferiores fossemos.
No entanto, sabemos que o povo brasileiro de um modo geral descende do povo que iniciou as Grandes Navegações e por elas pudemos ter o que hoje temos que é a interconexão global.
E, via portugueses, descendemos de todos os nobres que na atualidade são estudados nos livros da Historia Universal. E deles descendem todos os povos que habitam a terra.
Desculpe ter prolongado tanto. Mas tenho o defeito de não ser conciso
Agradeço-lhe carinhosamente a prontificação para ajudar-nos. Muito obrigado mesmo.
Saudações,
Valquirio de Magalhães Barbalho.
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APENDICE
A partir de agora vou adiantar-lhe os dados que ja reuni a respeito do tronco familiar Barbalho. Talvez, se algum aluno aceitar o desafio de decifrar por nos os vínculos familiares e lugares em Portugal, essas informações sejam facilitadoras.
Penso que do ramo devem descender todos os Barbalho do pais e uma multidão centenas de vezes maior de pessoas com essa ascendência, mesmo sem assinar ou saber.
Entre os famosos pode-se citar compositores como Chico Buarque de Holanda e Fernando Brant. O bispo D. Manoel Nunes Coelho. Os dois últimos ja falecidos. Acredito ser desnecessário continuar tais menções, pois, pode-se imaginar a abrangência de boa parte do povo brasileiro.
Destino esse apêndice `aqueles que se “atreverem” a aceitar o desafio de aprofundar um pouco essas raizes com nomes de pessoas e lugares. Considero um feito difícil, pois, outros pesquisadores não encontraram.
A mencionar, Nelson Barbalho, que faleceu sem poder encontrar a chave da ligação da família Barbalho brasileira e sua origem em Portugal. A respeito desse autor:
http://www.cbg.org.br/colegio/historia/galeria-socios/nelson-barbalho-de-siqueira/
Apenas desconfio que pesquisadores anteriores não tiveram o devido acesso aos estudos de Alão. E muito possivelmente realizaram pesquisas em documentos da Torre do Tombo, sem imaginar que havia a possibilidade de encontrar melhores noticias no Porto e região.
Vamos ao resumo do que tenho conhecimento:
1a. geração
Brás Barbalho Feyo. Foi dito que nasceu em Portugal e ido para o Brasil junto com o capitão-mor Duarte Coelho. Casou-se com Catarina ou Maria Tavares de Guardes. Ela era filha de: Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.
Por essa outra postagem abaixo, podemos seguir melhor:
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=188&cat=Ensaios
Trata-se da Arvore de Costado de Francisco Buarque de Holanda. De autoria de Pedro Wilson Carrano Albuquerque. Editada pela editora Usina de Letras.
Entre os décimos segundos avos do Chico Buarque, nos números: 9694 e 9695 temos Brás Barbalho Feyo e Maria Guardes. Mas ja vi publicação diferente dizendo ser Catarina.
Os números 9692 e 9693 são Antonio Bezerra Felpa de Barbuda e Maria Araújo, que são pais de Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda.
Na 13a. geração temos os números e donos dos números:
19386 Pantaleão Monteiro, Fundador do Engenho de São Pantaleão (do Monteiro)
19387 Maria Monteiro (Na verdade, Maria de Araújo)
19390 Francisco Carvalho de Andrade, senhor do Engenho de São Paulo da Várzea. “Foi …… e pessoa tão bem conceituada que conseguiu casar bem as filhas que teve c. Maria Tavares de Guardes: Ines e Leonor Guardes. Teve uma outra filha que casou com Brás Barbalho.”
19391 Maria Tavares de Guardes.
Engraçado ai foi que a outra filha, não teve a boa sorte de casar-se bem!
Maria de Araujo, esposa de Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, era filha de Pantaleão Monteiro e Maria de Araujo (Monteiro).
2a. Geração
Temos na 11a. geração de avós do Chico Buarque:
4846 – Guilherme (ou Antonio) Bezerra Felpa de Barbuda. Com a esposa Camila Barbalho teve os filhos Luis e Felipe Barbalho Bezerra e Brasia Monteiro.
4847 – Camila Barbalho (filha de Brás Barbalho e Maria de Guardes).
Aqui a linhagem que vai ao Chico Buarque segue a de Brasia Monteiro, irmã do Luiz Barbalho Bezerra e do Felipe.
Brás Barbalho tornou-se senhor do Engenho de São Paulo em lugar do seu sogro Francisco Carvalho de Andrade.
Ha menção em outra publicação que Francisco Carvalho de Andrade foi também armeiro real na Capitania de Pernambuco.
3a. Geração
Luiz Barbalho Bezerra casou-se com Maria Furtado de Mendonça, filha de Fernand’Aires Furtado e Cecilia de Andrade Carneiro. Dos sogros nada tenho.
Luiz Barbalho foi senhor do Engenho Barbalho, que ficava no Cabo de Santo Agostinho. Nasceu em 1584 e faleceu em 1644, ocupando o cargo de governador no Rio de Janeiro.
Foi também mestre-de-campo de um terço das tropas na Bahia, durante as lutas contra os holandeses. Tornou-se notório quando liderou a retirada de suas tropas do Porto de Touro, no Rio Grande do Norte, ate Salvador na Bahia.
Enquanto não atravessou o Rio São Francisco, as tropas estavam cercadas pelo inimigo e mal municiadas e supridas. Por isso e pelos feitos a retirada foi considerada heróica.
Antes ele havia sido capturado pelos holandeses e deportado para a Holanda. Mas conseguiu fugir e entrar na Espanha, quando ainda havia a União Ibérica e Portugal e Brasil estavam sub-Júdice da Coroa Espanhola.
Em 1638 compartilhou a liderança do combate `a tentativa da invasão de Salvador pelos holandeses. Reforçou o Forte que passou a ser conhecido como Forte do Barbalho. Forte esse que não mais existe e cujo apelido tornou-se nome de bairro da cidade.
Esses dados são antigos. Contudo, a aceitação de alguns tem sido feita pelos genealogistas mais recentes, incluindo Rheingantz e Carlos Eduardo de Almeida Barata, autores de genealogias renomadas.
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ALGUMAS VERSÕES MAIS ANTIGAS:
Abaixo, copiei o titulo: “Barbalhos” do “Pedatura Lusitana”, de Cristóvão Alão de Morais:

pag. 343                    “BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g. Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hum engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

OBSERVAÇÕES MINHAS:

Infelizmente os trabalhos de Alão não nos dão ideias de datas para compararmos.

Mas creio na possibilidade de o primeiro filho de Fernão Barbalho, ANTONIO, ser o próprio Bras Barbalho Feyo. Pode ser que tivesse o nome de Antonio Brás, tendo Alão preferido o nome de batismo e os autores no Brasil preferido o nome pelo qual todos o conheciam.

Isso porque coincide que foi dito que o Brás foi pai de Felipe, Alvaro e Camila.

Por não ter tido noticias da existência da Camila foi que ele atribuiu a paternidade do governador Luiz Barbalho Bezerra ao próprio Antonio, que era o avô e não o pai.

Para isso ser verdade, porem, houve uma completa confusão de Alão. E seria necessário que o Brás, ou Antonio Brás, houvesse se casado 3 vezes. Sendo a terceira com Catarina ou Maria Tavares de Guardes.

Se tivéssemos datas de nascimentos e falecimentos do Antonio e do Brás, ou Antonio Brás, poderíamos saber se poderiam ter sido pais do governador Luiz Barbalho que nasceu em 1584.

Existem estudos recentes que dão nomes `as esposas do Antonio. Sendo que a segunda seria filha de Branca Dias, eternizada pelo processo inquisitorial que sofreu. E a noticia da transferencia Antonio (Brás) para o Brasil não tivesse chegado aos ouvidos do autor.

Claro, o Brás poderia ter sido um membro da família não mencionado por Alão, por não ter tido conhecimento da existência dele. Dai as confusões.

Interessante foi que Alão deve ter consultado alguns arquivos mas não ter se dirigido aos filhos do próprio governador Luiz Barbalho que ainda eram vivos.

Inclusive, por ocasião da escrita, Agostinho Barbalho Bezerra fora enviado a Lisboa, para responder a processo consequente da Revolta da Cachaça, acusação de crime pelo qual foi absolvido e requereu algumas mercês reais, em função dos serviços prestados `a coroa portuguesa pelo pai, ja falecido, e por ele próprio.

Entre as mercês concedidas estaria a da Capitania Hereditária de Santa Catarina, da qual nunca tomou posse por antes ter falecido.

`A ocasião alegou ter mãe e 3 irmãs, pelas quais ele era o responsável. Dessas 3 irmãs, somente através de Alão tenho informação que uma chamava-se Francisca Furtada.

Ate então, sabia os nomes de 6 varões e 3 mulheres. Como os destinos delas é sabido, talvez tenhamos mais uma (se Agostinho incluiu dona Cecilia que ja deveria ser viuva) ou duas (caso contrário), das quais não sabemos os nomes.

Seriam, então, um total de 11 ou 12 filhos, diferentemente do que foi dito por Borges da Fonseca serem 10.

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Esse e outros estudos estão numa pagina de meu blog cujo endereço é:

O extrato esta no capitulo:
008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?
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O sitio abaixo:

contem informações importantes a respeito dos engenhos pernambucanos. Os engenhos de açúcar estão organizados por ordem alfabética e os nomes de fundadores e senhores em sequencia cronológica.

Algumas das informações podem ter bom uso nas pesquisas genealógicas.
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Ha no site do google livros os estudos do frei Antonio de Santa Maria Jaboatão, (Antonio Coelho Meirelles, 1695 – 1779). Ali pude ler a genealogia que ele preservou voltada tanto para as primeiras famílias chegadas `a Bahia, principal, quanto para alguns ramos das chegadas a Pernambuco.
Frei Jaboatão fez uma descrição bem resumida da Família Barbalho, penso, principalmente porque descreve a descendência de apenas duas das filhas do governador Luiz Barbalho, sendo elas: donas Cosma e Antonia; e de um filho: Guilherme, cujos dois filhos mencionados não deixaram descendência.
Os estudos de Alão, mencionam mais um: Luiz Barbalho, filho de Guilherme, mas não lhe da sucessão. Foi o único autor, dos que conheço, que menciona esse filho.
Na pagina:
https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/
E capitulo:
008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ De Castro?
descrevi os estudos que fiz na obra, pois, ha uma oportunidade de, talvez, eu e familiares sermos descendentes das famílias portuguesas primeiro chegadas `a Bahia.
Entre elas a Barbalho, através de dona Antonia Barbalho Bezerra e seu marido Antonio Ferreira de Sousa.
Tentei reabrir a pagina no Google Livros no qual pude ler a obra do Frei Jaboatão. Mas não consegui. Para facilitar aos voluntários, copiarei aqui o que ja copiei de la:
                          BARBALHOS – (PAG. 310)
“Luiz Barbalho, o velho, natural de Pernambuco, filho de Antonio Barbalho, foi mestre de campo na Bahia (2) e na armada do Conde de Torre, por ir esta derrotada para (311) as Índias de Castela, passou dela ao porto de Touro na Costa do Brasil ao norte, donde caminhou por terra com a gente, que trazia, assim soldados como moradores, rompendo matos, atravessando pelos sertões, vencendo as dificuldades dos rios e brenhas, sofrendo fomes e gentio selvagem; o que engrandecem todos os que isto escreveram como D. Francisco Manoel na Epana, fora triunfante, e foi esta armada do Conde de Torre derrotada no ano de 1639. Depois governou a Bahia com o senado da câmara, o provedor da fazenda real Lourenço Correa, e o bispo D. Pedro da Silva* pela prisão do governador D. Jorge Mascarenhas, Marquez de Montalvão, primeiro vice-rei deste estado desde, 16 de Abril de 1641 ate 26 de agosto do mesmo ano. Casou com D. Maria Furtado de Mendonça , filha de Aires Furtado de Mendonca e de sua mulher Cecilia de Andrade Carneiro, e teve filhos:
  1. Agostinho Barbalho, que, servindo bem em todas as ocasiões em que se achou, na remoção de Salvador Correa de Sa e Benevides, governador do Rio de Janeiro, o degolou. Foi senhor da ilha de Santa Catarina, de que lhe fez mercê el-rei D. Afonso VI, por provisão de 4 de Fevereiro de 1664.

2. Guilherme Barbalho, que se segue

     3. Fernão Barbalho, que serviu ao infante D. Pedro, e morreu vedor da India, sem filhos, foi fidalgo da casa real, e capitão na fortaleza de N. S. do Populo.
     4. D. Antonia, mulher de Antonio Ferreira de Souza, filho este de Eusebio Francisco e de sua mulher D. Catharina de Souza, e casou D. Antonia com este Antonio Ferreira de Souza a 11 de Setembro de 1642, e foi ministro e padrinho o Sr. bispo D. Pedro da Silva na igreja de S. Bento da Bahia, padrinhos o mestre de campo Luiz Barbalho e o governador Lourenço Correa de Brito.
     5. D. Cosma, mulher de Francisco de Negreiros, na Patativa, a fl…., n. 6, e ali a sua descendencia.
      * por provisão regia de 4 de Março de 1641. (pag. 312)
     6. Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, que, diz dele o Liv. 4 a fl. 304, que trata dos serviços das pessoas deste estado, era fidalgo da casa de Sua Majestade, como era o dito seu pai o mestre de campo Luiz Barbalho Bezerra, e natural de Pernambuco, e que este seu filho Francisco Monteiro Barbalho Bezerra, de idade de 8 anos, assentou praça de soldado na companhia de seu irmão Agostinho Barbalho Bezerra, uma das do mestre de campo D. Felipe de Moura, com seis cruzados por mês, em 20 de Fevereiro de 1642, e serviu de soldado em outras companhias ate 17 de Março de 1667, em que, passado seu irmão Fernão Barbalho para o serviço do Sr. Infante D. Pedro, como fica dito, entrou o dito Francisco Monteiro Bezerra, ou Barbalho Bezerra, por capitão do forte novo de N. Sra. do Populo do mar, de que era o dito seu irmão Fernão Barbalho, serviu neste ate 1704, que neste ano, que requeria os seus serviços, faziam 24 anos, 4 meses e 17 dias, que servia; e é o que dele achamos.
N. 2. Guilherme Barbalho, filho segundo de Luiz Barbalho, o mestre de campo, e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonca, serviu nas guerras de Pernambuco, foi fidalgo da casa real, cavaleiro da ordem de Christo, foi alcaide-mor da cidade de São Christovão de Sergipe de el-rei, coronel de um partido de auxiliares na Bahia, onde casou com D. Anna de Negreiros, filha de Domingos de Negreiros, a fl…, n. 2 e 5, e de sua mulher Maria Pereira, filha de Martim Lopes Soeiro e de sua mulher Anna Pereira, a fl…, e teve filhos:
     7. Domingos Barbalho Bezerra, que se segue:
     8. D. Marianna Barbalho, mulher de Manoel Alves da Silva, filho de Antonio Alves da Silva e de Luiza Freire, sua mulher, sem filhos.
     7. Domingos Barbalho Bezerra, filho de Guilherme Barbalho, n. 2, teve o foro de fidalgo, e comenda de alcaide-mor de seu pai e avô, viveu com seu pai na patativa, solteiro.”
     `As paginas 308 e 314, respectivamente, encontram-se breves descrições do inicio das famílias Negreiros de Sergipe do Conde e Ferreiras de Souza, nas quais casaram-se dona Cosma e Guilherme e dona Antonia, respectivamente. A sequencia de descendências se da em capítulos diversos.
     Nessa obra não se relata a existência dos filhos: Cecilia, Francisca, Jeronimo e Antonio. E Sergipe do Conde, é uma municipalidade do Estado da Bahia, na qual os Barbalho baianos se multiplicaram.
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Outro estudo importante que descreve o inicio da família Barbalho no Brasil esta no endereço:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf
Infelizmente, nesse momento, o site esta mostrando uma imagem distorcida da obra.
Trata-se do livro: “Nobiliarchia Pernambucana”, publicado pela Biblioteca Nacional. Uma reprodução dos “Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro” volume XLVII, de 1925. (A reprodução foi em 1925, a obra é anterior) O trabalho foi escrito por Antonio Jose Victoriano Borges da Fonseca.
Existem muitas criticas ao trabalho de Borges da Fonseca. Tratam-o por confuso e enganoso em certas partes. Não sei ate onde ele errou.
Mas observei, por exemplo, que ele disse que Jeronimo Barbalho Bezerra, que foi “degolado” (enforcado) em consequência da Revolta da Cachaça, teria sido filho do Felipe, irmão do governador Luiz Barbalho. Observe-se que ha o engano em Jaboatão ao afirmar que o “degolado” foi o Agostinho.
Na atualidade os genealogistas concordam que Jeronimo fora filho do governador Luiz. E os fatos comprovam que foi ele o enforcado.
Os genealogistas atuais também contradizem Borges da Fonseca em relação a um Antonio, o qual ele afirma ter sido filho do Felipe, irmão do Luiz Barbalho Bezerra. Isso se da em relação aos casamentos deles.
Borges da Fonseca afirma que Antonio, filho do Felipe, casou-se e foi para a Paraiba tornando-se o II senhor do riquíssimo Morgado de São Salvador do Mundo, instituído por Duarte Gomes da Silveira que, por não ter herdeiros, deixou para uma parente (neta para alguns e sobrinha para outros).
Outros, atuais, dizem que foi o Antonio Barbalho Bezerra, porem, filho do governador Luiz Barbalho Bezerra.
`A pagina 35, no “Titulo de Bezerras Felpa de Barbudas” fala que foi uma filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda e Brasia Monteiro: “3. Maria Monteiro, que casou com seu primo Antonio Bezerra, filho de Luiz Barbalho”.
`A pagina 189 do estudo abaixo ha outra menção. Fala-se que Antonio, o filho mais novo, (na verdade não deve ser, pois, o autor contava apenas 6 filhos, e que o casamento de Luiz e Maria Furtado de Mendonça  se dera em 1614). teria se casado com “Joanna Gomes da Silveira, neta do ilustre Duarte Gomes da Silveira, fundador do morgado …”
Sabe-se que o casamento deu-se em 6.10.1633. Guilherme foi o primogênito. Assim, para casar-se naquela data, Antonio teria que ter sido o 2o. ou 3o. Ainda assim, para casar-se por volta de seus 15 anos de idade, no máximo.
Algumas literaturas afirmam que Jeronimo nasceu em 1616 e Agostinho em 1619, havendo assim pouca margem para que Antonio pudesse ter sido o casado em 1633.
Acredito que Borges da Fonseca tenha razão quanto ao Antonio casado com Joana ter sido filho do Felipe. E Antonio, filho do governador Luiz, ter retornado a Pernambuco onde casou-se com a Maria Monteiro. A tese é esta:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
Borges da Fonseca, contudo, inicia o Titulo dos Barbalhos, `a pagina 139, assim:
” 1. Principia esta família em Brás Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco logo nos primeiros anos de sua povoação. Casou com D. Leonor Guardes, irmã de Ignez Guardes mulher do instituidor do Morgado do Cabo, e filhas de Francisco Carvalho de Andrade e sua mulher Maria Tavares de Guardes.
     Deste matrimonio de Bras Barbalho Feyo nasceram:
    2 – Alvaro Barbalho Feyo, que continua. (…)
    2 – Camilla Barbalho, que ja se acha nomeada no Livro Velho da Se, por madrinha de um batizamento feito a 7 de Novembro de 1608. Casou com Fernão Bezerra. E da sua descendência se da noticia em titulo de Bezerras Felpa de Barbudas. (…)
    2.- Braz Barbalho Feyo.”
Na verdade, quando ia falar a respeito da geração deixada por Camilla e “Fernão”, ele se omite a respeito da descendência de Luiz Barbalho, mencionando apenas que eram 10 e que outros ja os haviam mencionado. Salvo engano meu, ele menciona o autor Castrioto (que pode ser o nome da obra).
Alias, posso aqui postar as informações mais exatas, `a pagina 37 temos, em relação `a família Bezerra Felpa de Barbuda:
“2 – N…….. Bezerra Monteiro, casou com Camilla Barbalho, filha de Braz Barbalho, e de sua mulher N……. Guardes, em titulo de Barbalhos. A primeira Camilla de Braz Barbalho, vivia em Olinda em 1608. No Livro velho da Se se acha nomeada como madrinha de alguns batizados. Do referido matrimonio nasceram:
3 – Luiz Barbalho Bezerra, Fidalgo da Casa Real. Comendador da Ordem de Christo e Mestre de Campo de infantaria, que governou a Bahia e o Rio de Janeiro, de quem os escritores da guerra dos Holandeses fazem muitas vezes, digo, fazem inumeráveis vezes a mais honrada memória, e seria prolixa a nossa se a fizéssemos de tantas, tão repetidas e gloriosas ações quando basta o que desse grande soldado disse o general Francisco de Brito Freire neste grande elogio: – A quem tantas continuadas ocasiões pelo decurso desta Historia, adiantaram ao insigne Mestre de Campo e deram ilustre fama principalmente naquela celebre e portentosa expedição em que socorreu a Bahia, penetrando quatrocentas léguas os desertos da America. Foi casado e teve 10 filhos, dos quais o mais velho foi o capitão Guilherme Barbalho Bezerra, mas como todos no ano de 1638 embarcaram para a Bahia, onde, e no Rio de Janeiro viveram, não tenho deles outras noticias.”
`A pagina 38 temos:
“4 – Felipe Barbalho Bezerra, consta no Livro Velho da Se que casou a 24 de Setembro de 1608 com Serafina de Morais, filha de Domingos da Silveira e de sua mulher Margarida Gomes Bezerra, em titulo de Bezerras, Morgados da Paraiba.” (pag. 37)
Deste matrimonio nasceram:
     5 – Jeronymo Barbalho Bezerra, que foi para o Rio de Janeiro, onde ha noticia que morrera degolado. (…)
     5 – Antonio Barbalho Bezerra, que ja se achava casado em 1633 com sua parente Joanna Gomes da Silveira, filha herdeira de seu tio, irmão de seu avô, Duarte Gomes da Silveira, que neles instituiu com faculdade regia o Morgado do Salvador do Mundo, da Paraiba a 6 de Dezembro do dito ano. Dele e da sua sucessão se escreve em titulo de Bezerras Morgados da Paraiba.”
`A pagina 384 o autor Borges da Fonseca, parte do livro na qual existem alguns Apêndices, retorna ao titulo Barbalhos e assim descreve, em seu inicio:
  1. “Principiou esta família em Braz Barbalho Feyo, que passou a Pernambuco logo nos primeiros anos de sua povoação  casou com N …… Guradez, irmã de Ignez Guardes, mulher do instituidor do Morgado do Cabo e filha de Francisco Carvalho de Andrade, e de sua mulher Maria Tavares de Guardes, que foram os primeiros senhores do engenho de São Paulo da Várzea. (pag. 385)
Deste matrimonio de Braz Barbalho Feyo, nasceram:
     2 – Alvaro Barbalho Feyo, de quem acima se trata
     2 – Braz Barbalho Feyo, adiante,
     2 – Camilla Barbalho, que ja se acha nomeada no Livro velho da Se por madrinha de um baptisamento feito a 7 de Novembro de 1608. Casou com Fernão Bezerra, e da sua sucessão se da noticia em titulo de Bezerra Felpa de Barbuda, onde se verá quem foram os pais do famoso Luis Barbalho Bezerra.”
Dai para frente descreve-se a descendência dos irmãos da Camila.
Aqui ha que mencionar-se a insegurança do autor em relação ao nome da esposa do Bras Barbalho Feyo (1) e do marido da filha Camila. Embora ele houvesse anunciado antes que no primeiro caso seria Leonor Tavares de Guardes, encontrei a noticia do contrário com o Frei Jaboatão.
A obra do Frei esta publicada na “Revista Trimensal do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro” de 1889. Na pagina 43 ele inicia a descrição dos Albuquerques Maranhões em Pernambuco.
Ali fala que Leonor Tavares de Guardes era casada com Antonio Pinheiro Feyo. Esses, salvo engano porque não estou tendo acesso `a obra no momento, foram os sogros do Jeronymo de Albuquerque Maranhão, filho do Jeronymo de Albuquerque, o chamado “Adão de Pernambuco” por causa da numerosa descendência com varias mulheres.
E, no mais, a obra da noticia da descendência deles. Portanto, foi engano de Borges da Fonseca mencionar que Leonor fora esposa do Brás Barbalho Feyo. Confirmando-se ai que a esposa deste chamava-se Maria ou Catarina mesmo.
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A tese também pode ser consultada. Trata-se de um estudo a respeito da crise conhecida como: “A REVOLTA DA CACHAÇA”. Ocorrida no Rio de Janeiro entre o final de 1660 e o inicio de 1661.
Foi o embate de duas forças antagônicas entre os nobres descendentes dos fundadores do Rio de Janeiro e os que estavam sendo “empurrados com a barriga” pela corrupção no governo de Salvador Correia de Sa e Benevides.
A revolta teve como chefe maior Jeronimo Barbalho Bezerra, filho de Luiz Barbalho. O qual perdeu a vida ao final. Mas essa consequência provocou também a condenação do governador por todos os seus crimes. Veja:
http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2003_CAETANO_Antonio_Filipe_Pereira-S.pdf
A partir da pagina 187, capitulo: “Os Honoratiores Goncalenses: a familia Barbalho”, encontra-se uma descrição resumida desse tronco familiar e da um parecer geral a respeito dos filhos de Luiz Barbalho, que estiveram no Rio de Janeiro.
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Talvez seja melhor visitarem o endereço:
https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/
Nessa pagina de meu blog eu disponibilizei muitos dados e menções `a família, que venho encontrando em minhas pesquisas.
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Espero que essas notas sejam uteis a quem for procurar decifrar os vínculos que tornam possível fazer a ponte que liga os Brasileiros do sobrenome Barbalho e Portugal, com seus devidos lugares, datas e pessoas.
Acredito que o estudo desse gênero e a divulgação de um resultado positivo poderá ajudar a desenvolver um fluxo de turismo dos Barbalho brasileiros a Portugal e seus parentes de Portugal para o Brasil, para apreciar os pontos históricos os quais se enfeitam com seus nomes.
Bom trabalho aos que aceitarem o desafio.
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004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
INDICE
01. 004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
02. OS DOCUMENTOS
03. OLHA OS ENGANOS!
04. O HUMILDE ANCESTRAL JOAQUIM COELHO DE ANDRADE
05. OS NOSSOS PEREIRA DO AMARAL
06. OS PEREIRA DO AMARAL – BENEVIDES
07. RESENHA FINAL
01. 004. ANALISANDO DADOS DE ANTEPASSADOS NO SITE FAMILYSEARCH
Ha muito estava adiando mas agora resolvi visitar o site Familysearch para ampliar os dados que ja possuía la e saber se aumentava meus conhecimentos, caso houvessem dados que não conheça.
Encontrei coisas interessantes. Ate mesmo maravilhosas. Mas ficou claro que ha muitos enganos.
Acredito que os enganos devam-se a ansiedades de iniciantes. Inclusive a minha.
Consta no site que o nosso ancestral, o alferes, Jose Coelho de Magalhães era filho do Bernardo Antonio e sua esposa Ana Josefa. Quem acompanha os meus estudos pode lembrar-se que “achei” que fossem. Inclusive passei isso para sites, mas ja me retratei.
Não tenho ate hoje como dizer que sim ou que não. Isso porque o professor Nelson Coelho de Senna afirmou que no lugar do Bernardo Antonio entraria um Manoel Rodrigues Coelho.
E estou dizendo um porque o professor não aprofundou na pesquisa dele, e eu ja encontrei mais de um possível ancestral com o nome Manoel Rodrigues Coelho que foram contemporâneos de nossos ancestrais em Minas Gerais.
O problema ate o momento tem sido que não encontrei documento algum que comprove qualquer hipótese.
Sei que deve haver algum Inventário e, possivelmente, Testamento do nosso ancestral, alferes-de-milicias, Jose Coelho de Magalhães, em Conceição do Mato Dentro onde foi dito que faleceu, ou no Serro que, em 1806 na data, era a única sede de Comarca na região.
Esse seria um documento que devemos guardar com carinho, pois, devera desfazer diversas duvidas e abrir novos horizontes para nossas pesquisas. Isso porque nada sabemos com segurança, pois, o que sabemos deles vem de tradições, o que podem ser falhas.
Os Testamento e Inventario do Jose Coelho de Magalhães poderiam, definitivamente, revelar com certeza se somos mesmo descendentes da Eugenia Rodrigues da Rocha, como ate agora acredita-se, ou da Escolástica de Magalhães, primeira esposa dele.
Os documentos iriam, no minimo, informar-nos quem foram os filhos de cada esposa, com quem se casaram, os que ja eram casados. e talvez alguns netos que acaso fossem órfãos.
O Testamento poderia revelar quem foram os pais, onde nasceu e ate alguma resenha a respeito de ancestrais e da origem geográfica. Mas somente depois que encontrar-se algum documento revelador é que podemos fazer uma resenha segura. Ate la, tudo não passa de especulação.
Infelizmente, não tive a oportunidade de buscar em todos os locais possíveis de encontrar algo seguro a respeito do nosso, provável, ancestral Manoel Rodrigues Coelho. Ha que verificar na Casa dos Contos e no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto.
Se por la houver algum Inventario dele, então, poderá revelar se deixou um filho chamado Jose Coelho de Magalhães.
Algum documento do gênero devera existir, pois, foi dito ter sido muito rico. E ha a possibilidade de ele ser encontrado em documentos referentes ao Inficcionado, atual Santa Rita Durão, em Mariana, e Cachoeira do Campo, Distrito de Ouro Preto.
E não se pode descartar ainda a possibilidade de ter sido o próprio Manoel Rodrigues Coelho que tenha levado toda a família para o, então, Norte de Minas. Informa-nos o professor Nelson que a família espalhou-se por Santa Barbara, Itabira e Conceição do Serro (do Mato Dentro).
Mas não especificou quando se deu isso. Manoel ganhou a Sesmaria em Cachoeira do Campo em 1758, quando ja não havia ouro a explorar-se na região. Mas houveram outros surtos de ouro no Norte do Estado.
Talvez tenha sido atraído para a região de Conceição do Mato Dentro/Morro do Pilar, Fazenda do Axupé, onde o professor Coelho de Senna afirma que a família esteve estabelecida, ainda no século XVIII, antes de o nosso ramo ter ajudado a fundar e passar a residir em Guanhães.
Portanto, pode-se, talvez, encontrar-se algum Inventario e Testamento no Serro. Nunca se sabe. Enquanto não encontrarmos o “elo perdido” nada se pode afirmar.
Mas, queria resumir o máximo possível porque ha muito o que escrever com o que ja encontrei. Vamos, então, a apenas postar novamente alguns documentos. Deles não se pode duvidar da veracidade.
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02. OS DOCUMENTOS
a. Registro de batizado de POLICARPO JOSE BARBALHO
“Aos 21 dias do mês de novembro de 1779, na Capela de Santa Anna do (Percuava?), o padre Andre Vaz de Almeida batizou e pos os Santos Óleos a Policarpo, filho legitimo de Jose Vaz Barbalho e de sua mulher Anna Joaquina de Sam Jose. Foram padrinhos Manoel da Ponte e Delfina Soares, todos dessa freguesia (??) e por esse assino:
O vigário: Pedro Jose Pereira de Castro.”
b. Registro de batizado de PLACIDO JOSE BARBALHO
“Aos 18 dias do mês de Março de 1781 anos, nessa Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual Santa Rita Durão), batizei e pus os Santos Óleos a Plácido, párvulo, filho legitimo de Jose Vaz Barbalho e Anna Joaquina sua mulher, postos forros, que viverão na Freguesia de Vila do Principe a partir dessa Freguesia do Inficcionado (??) do epifano a 9 do dito mês. Foi padrinho: Silvestre de Almeida do Freixo, dessa freguesia, o que foi aposto.
O Encomendado: Pedro Jose Pereira De Castro.”
Ambos os documentos os vi nas reprodução fotográfica do livro de batizados que pode ser visto no site Familysearch.
c. Sinopse do Inventario de POLYCARPO JOSEPH BARBALHO
“POLYCARPO JOSE BARBALHO – Faleceu a 20 de junho de 1801. Era natural da Vila do Principe do Cerro Frio, filho de Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza. Casou com Bernarda Maria de Azevedo, de quem teve 7 filhos: Constancia Joaquina, casada com Jose Bernardes Ribeiro; Josefa Pimenta de Souza, casada com Jose Peixoto de Miranda, Possidônio Jose Barbalho, Julio Vaz Barbalho, Eugenia Perpetua, Candida Hypolita e Manoel Vaz Barbalho (fls. 108v Liv 4)”
d. Sinopse do Inventario de BERNARDA MARIA DE AZEVEDO
“BERNARDA MARIA DE AZEVEDO – Faleceu a 13 de abril de 1813. Era natural da Vila do Rio Grande, filha de Silvestre Silveira e Ana Gomes de Azevedo. Casou com o cirurgião-mor Policarpo Jose Barbalho, de quem teve os filhos seguintes: Constância Joaquina, Josefa Pimenta, casada com Jose Peixoto de Miranda, Possidônio Jose Barbalho, Jose Antonio Julio, Candida, Eugenia e Manoel. Era irmã de Manoel de Moura Ribeiro. (fls. 41v Liv 10)”.
Esses dois resumos podem ser vistos no endereço abaixo:
https://www.scribd.com/doc/45971157/Sinopse-dos-Inventarios-e-Testamentos-de-Porto-Alegre-RS-1776-1852
Polycarpo esta registrado na pagina 12 e dona Bernarda na 33.
Observe-se ai a coincidência do nome Silvestre aparecer tanto como padrinho do Plácido quanto como pai da dona Bernarda. Tenho uma ligeira desconfiança que seja a mesma pessoa.
Obvio, ha a duvida das diferenças de sobrenomes. Mas ele poderia chamar-se Silvestre de Almeida da Silveira. O “do Freixo”, poderia ser menção ao local onde nasceu.
Freixo é um anexo `a Cidade do Porto, e fica `as margens do Rio Douro. Muito mencionado em genealogias que citam os filhos ilustres oriundos do local. Encontram-se ali exemplos dos Cernaches, família de nobreza que ali residia.
Podemos lembrar Freixo por seu palácio:
https://en.wikipedia.org/wiki/Palace_of_Freixo
Era muito comum os portugueses chegados ao Brasil adotarem entre os sobrenomes a localidade de onde procediam, mesmo que não fossem membros de uma família com o mesmo sobrenome.
E os escrivães antigos costumavam redigir os registros depois dos fatos. E eles colocavam os nomes nas pessoas de acordo como conheciam, algumas vezes usando pseudônimos e não os verdadeiros nomes.
Se, no caso, o Silvestre chamava-se mesmo Silvestre de Almeida da Silveira, nascido em Freixo, poderia ser ao mesmo tempo padrinho do Plácido, pai da dona Bernarda Maria e, talvez, nosso ancestral, caso fosse também pai da ancestral Anna Joaquina Maria de São Jose.
Como parece que Ana Joaquina não tenha tido sobrenomes mas sim uma sequencia de nomes que compõem a Família Sagrada, e não sabemos os nomes dos pais dela, ha essa possibilidade, mesmo em sendo remota.
Naquele tempo, os profissionais de determinadas áreas viajavam mais que o povo comum. Mas não se mencionava com frequência as profissões de padrinhos. Ja foi uma dadiva mencionarem a do Policarpo Joseph Barbalho, cirurgião-mor de Porto Alegre.
Observa-se que o mais provável seria que os pais de Ana Joaquina fossem os padrinhos do primogênito Policarpo. Seria menos comum que uma mulher naquela época, talvez muito jovem, se casasse e fosse morar longe da casa dos pais.
Portanto, os candidatos mais fortes a pais dela seriam Manoel da Ponte e dona Delfina Soares. Isso pelas tradições de os primogênitos serem batizados pelos avós.
Vamos a mais documentos:
e. Sargento-Mor, DOMINGOS BARBOSA MOREIRA
Esta mencionado no documento abaixo:
http://www.ufjf.br/hqg/files/2009/10/AN-CC-0137.pdf
`A pagina 46 temos:
“101.1723/10/13 177-4; total em réis: 265.688; Sargento-mor Domingos Barbosa Moreira; quartéis da Comarca do Serro Frio.”
Na verdade, a postagem faz um translado do livro: “O LIVRO PRIMEIRO DA PROVEDORIA DA REAL FAZENDA DE MINAS GERAIS, 1722-1727”. Tradução essa feita por Angelo Alves Carrara.
f. FRANCISCO JOSE DE BARBOSA FRUAO
O Francisco aparece com os dados:
“data de entrada: 02/1747
 data de profissão: 10/1747
 1753, Juiz das marcações e medições de sesmarias.
 1764, Mestre de Noviços.”
Esses dados estão na pagina 273, da publicação:
http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf
Trata-se ai da pesquisa de doutorado do professor Cristiano de Oliveira de Sousa. E o nome pomposo da monografia foi:
“Prestigio, poder e hierarquia: A “elite dirigente” da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica (1751- 1804).”
1751 foi a data do estabelecimento oficial da ordem em Ouro Preto. Mas ja existia antes, pelas próprias datas de ingresso e profissão de nosso ancestral. Na verdade, ele descreve como se dava a “mafia” dos privilégios.
Para fazer parte da ordem, era preciso ter renda. E os estabelecidos nas ordem recebiam os favores das nomeações para os cargos cuja remuneração era elevada. Ou seja, dinheiro rendendo dinheiro. Uma divinização do Brasil atual.
Não se descreve detalhes da vida de nosso ancestral. Apenas passa aquelas informações e datas preciosas para os nossos estudos genealógicos. Mas o trabalho é super interessante de se ler para se ter conhecimento de como as coisas funcionavam no passado. O conhecimento não ocupa lugar.
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03. OLHA OS ENGANOS!
Resolvi falar primeiro dos enganos que encontrei na genealogia de nossa família que ja esta formada no familysearch.
Atribuo certos enganos ao que mencionei antes, ansiedades. E ja mencionei aquele meu engano de ter identificado como pais do alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães aos Bernardo Antonio Pinto de Mesquita e sua esposa Ana Josepha de Magalhães Pinto.
Havia sim a possibilidade de terem sido em razão das possíveis idades. Mas não tenho nenhum documento a comprovar. E como o professor Nelson Coelho de Senna disse que o Jose era filho do Manuel Rodrigues Coelho, o chute fica parecendo mentira.
A ansiedade nesses casos pode ser traduzida por ansiedade mesmo, por um lado, mas também ha a vontade que fosse, quando as pessoas estão menos experientes.
Acontece que não tem sido fácil encontrar os dados corretos. Assim a gente pode passar a desejar que fosse aquele que primeiro aparecer. Mesmo que a coincidência seja apenas um nome.
Bom, para falar do que encontrei de fato.
Em nossa linhagem descrita pelo professor Dermeval Jose Pimenta, ele acrescentou ao que ja conhecíamos que Eugenia Rodrigues da Rocha, pentavó da minha geração, era filha de Giuseppe Nicatigi da Rocha e Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho.
E no site esta que Maria Rodrigues foi filha do Policarpo Joseph Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo. E la ela esta identificada como Maria Rodrigues Barbalho. Ou seja, o Magalhães talvez não existisse mesmo.
O problema esta em que a data do nascimento recai em 1767. O que seria 15 anos antes do seu neto: Jose Coelho da Rocha, ou Jose Coelho de Magalhães Filho que, segundo os genealogistas da família nasceu em 1782.
Nesse caso, ja sabemos que essa data esta incorreta e que Bernarda Maria não poderia ter sido mãe dela. Ou, haveria uma possibilidade sim.
O professor Nelson Coelho de Senna disse que o casamento da Eugenia Rodrigues com o alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães deu-se em 1799. E também que ele era viuvo de dona Escolástica de Magalhães.
Nesse caso, a mãe da Eugenia poderia ter nascido em 1767. O que não poderia era ser a avo do Jose Coelho da Rocha que nasceu em 1782. Se em 1782, aos 15 anos de idade, dona Maria Rodrigues houvesse casado e tido a filha em 1783, Eugenia poderia ter se casado em 1799, também aos 16 anos de idade.
Então, o professor teria que ter-se enganado em relação `a data de nascimento do bisavô dele, tido por nascido em 1785, cuja data verdadeira poderia ter sido 1805. E isso tem fundamento de se pensar.
Isso porque ao narrar os eventos da família pelo lado materno dele, o professor Nelson da as datas de nascimento de 3 filhas. A avo dele Emilia Brasilina (1828); tia Eufrasia (1829) e tia Maria Eugenia (1835).
Ele narrou também que o casamento havia se dado em 1804. E que os bisavós dele, João e Bibiana Lourença de Araújo foram pais também de 3 filhos: João, Joaquim e Cassiano. Mas não revela as datas dos nascimentos desses tios dele.
Mas se aconteceu de o professor ter-se enganado, e o nascimento do tio João Coelho de Magalhães se deu em 1805, com o casamento se dando em 1824, teria havido espaço para o nascimento dos filhos, antes ou pelo menos um entre as mulheres.
Ao contrário, se o casamento houvesse sido mesmo em 1804, ficaria um espaço enorme demais para o nascimento dos 3 filhos, entre 1805-28 e muito curto para as 3 filhas. E a tia Bibiana teria tido uma vida fértil muito longa de 31 anos, mas somente 6 filhos.
Aviso: não seria impossível, contudo, muito pouco provável.
De toda forma, em tal suposição, nos, descendentes do Jose Coelho da Rocha, não seriamos descendentes da Eugenia e, muito provavelmente, seriamos descendentes da dona Escolástica de Magalhães.
Eu ja havia levantado a hipótese de o Jose Vaz Barbalho, por enquanto o tenho por filho do Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza, que foi pai, poderia ter sido fruto de um casamento anterior do Policarpo Joseph Barbalho, ou seja, não seria filho de dona Bernarda Maria.
Interessante aqui é que podemos observar, pelos Inventários, letras c e d, no capitulo de documentos acima, que Policarpo e Bernarda não tiveram filha com o nome Maria. Se tiveram, o nome dela não aparece nos inventários de nenhum dos dois. Algo diferente dos costumes.
Engraçado parece que pode ter havido mesmo um Jose. Observe-se que no Inventário do Policarpo, o que se confirma nos registros de batismos, que tiveram o Julio Vaz Barbalho.
Mas no Inventário de dona Bernarda ha um Jose Antonio Julio. Eu copiei como estava no documento na internet. Mas penso que foi engano de quem estava traduzindo o original para a sinopse. E o engano foi não ter colocado a ou as virgulas.
Nesse caso, eles podem ter tido Jose, Antonio e Julio. Ou Jose Antonio e Julio Vaz Barbalho.Observem que as filhas usavam dois nomes. Caso da Constância Joaquina. Os homens eram Vaz Barbalho ou Jose Barbalho.
Acredito, então, na possibilidade de que Constância Joaquina, Josefa, Jose e Antonio poderiam ter sido filhos de sangue apenas do Policarpo Joseph Barbalho. Isso porque não vi registros deles nos livros de Gravataí, como tem dos outros.
Mas de toda forma, fica aqui a dica de que não creio que nossa ancestral Maria Rodrigues tenha parentesco tão direto com Policarpo Joseph Barbalho. Acredito que ela fosse prima dele.
E a raiz onde se encontram seria na Eugenia, irmã do Manoel Vaz Barbalho, o velho. Ele nasceu em 1690 e ela em 1695, segundo o que esta no livro: “Primeiras Famílias do Rio de Janeiro”, de autoria de Carlos G. Rheingantz.
Maria poderia ter sido filha ou neta da Eugenia. E por isso teria tido a filha Eugenia Rodrigues da Rocha.
Outro erro que encontrei na Arvore foi que o nosso ancestral Antonio Jose Barbosa Fruão, foi pai do Sargento-Mor Domingos Barbosa Moreira. Nada contra. Apenas as datas não permitem. Os documentos “e” e “f” mostram isso.
Em 1723, Domingos era ja sargento-mor da Vila do Principe do Serro do Frio. O cargo era eletivo. Para ocupa-lo a pessoa precisava ter experiencia e prestigio. Não seria um recruta a ocupar o lugar. Portanto, estaria pelo menos na faixa dos 30 anos de idade.
E, para ser pai dele, o Antonio Jose teria que ter nascido uns bons 20 anos ou mais antes disso. Ou seja, teria que ter nascido por volta de 1673. O mais provável seria antes disso ainda.
Mas em 1764, o Antonio ainda estava na ativa, época em que provavelmente tornou-se também o pai da nossa ancestral Francisca Angelica da Encarnação. Isso porque, em 1781 a Francisca estava se tornando mãe do Francisco Pereira do Amaral e continuou tendo filhos pelo menos ate 1791, quando foi mãe do nosso ancestral: Malaquias Pereira do Amaral.
Tudo segundo as notas do professor Dermeval Jose Pimenta, no livro dele: “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”.
`Aquela época seria um fato inusitado para o Antonio Jose Barbosa Fruão ter vivido ate mais de 90 anos. E ainda estar tendo filhos ja seria uma hipótese um tanto quanto fabulosa!
Não verifiquei quem postou o Antonio como pai de dois de nossos ancestrais. Seja la quem for, acredito que tenha cometido apenas uma distração. Comum a todos nos que mexemos com esse quebra-cabeças.
Erro mesmo a gente verifica numa de nossas raizes mais profundas. La esta o nosso ancestral Lovesendo Ramires casado com Zaida ibn Zaydan. O que foi verdade.
O erro esta em que postaram a mesma pessoa da esposa casada com o pai dele, Ramiro II, rei de Leon. Pior, o Lovesendo teria sido o filho que teve relações com a própria mãe.
Esse foi um erro crasso. Isso porque a informação em outros sites, como o Geneall.net, podemos verificar que a mãe do Lovesendo chamava-se, provavelmente, Onega (?). Exato, a informação esta sob suspeita com um sinal de (?). Mas não se justificaria isso se a informação que esta no familysearch fosse conhecimento.
Fiz essa Prévia a respeito desses enganos e erro apenas para salientar que não devemos confiar em tudo por enquanto. Mas ha um computo geral positivo. Vamos seguir para frente porque as boas novidades estão por vir.
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04. O HUMILDE ANCESTRAL JOAQUIM COELHO DE ANDRADE
Apesar dos riscos dos enganos, penso que esta no site do Familysearch uma das linhagens que nos ligam ao remoto passado e que podemos segui-la geração a geração.
Antes disso, vou postar aqui um documento que, senão curioso, pode ser a origem do nosso humilde ancestral Joaquim Coelho de Andrade.
O amigo Mauro Moura de Andrade ja havia me passado um resumo, contendo dados menos detalhados. Mas buscando na internet, pude encontrar tudo com mais detalhes. A postagem esta no site:
01. https://genealogiafb.blogspot.com/2014/08/relacao-dos-emigrantes-acorianos-para.html, e os detalhes na pagina:
02. https://www.dropbox.com/s/8rbhu23v6s7w51s/arbelo-rel%2Bemigrantes%2Bbrasil%2Bpass1771-74-bihit%2Bvol.V%281947%29.pdf?dl=0
Trata-se da “Relação dos emigrantes açorianos para os Estados do Brasil, extraída do “Livro de Registros dos Passaportes da Capitania Geral dos Açores”. (Continuação da pagina 165 do volume 5o.)”. Por: Antonio Raimundo Belo.
Dessa pagina do trabalho, republicado no “Boletim do Instituto Histórico”, temos `a pagina 35, lista de emigrados da “Ilha Terceira”, “Ano de 1770”:
“ANTONIO COELHO LINHARES, da Vila Nova, `a Comarca de Vila do Sabará de Minas Gerais, com sua mulher Inez Francisca, e seus filhos: Mariana, Rosa, Maria, Clara, Ana, Rita e João, menores, para a fazenda que para ele comprou o seu filho Mateus Coelho, assistente nas ditas minas.”
A “escadinha” de filhos leva a supor que esse seria um segundo casamento do ANTÔNIO e, provavelmente, o MATEUS, pessoa ja adulta, devera ter sido filho de algum primeiro matrimonio.
OBS.: `A pagina 36 temos o registro de um senhor, JOSE NUNES COELHO, que dirigia-se para o Rio de Janeiro. Anotado ai apenas pela curiosidade de ter o mesmo sobrenome de nossos ancestrais.
E em 1770, procedentes também de Vila Nova, e ele levava consigo a esposa “Mariana Antonia, filho Jose Coelho e filha Esperança de Jesus.” Em 1770, acredito, nosso ancestral MANOEL NUNES COELHO deveria estar numa faixa de 10 anos de idade.
Mais certo será que o Coelho do ANTÔNIO e do JOSE era o mesmo. Portanto, se algum dia comprovarmos parentesco com um, muito certo será que teremos parentesco com o outro.
Quanto ao MANOEL, poderá, talvez, ser aquele que em 27.08.1804 teria tido um segundo, possível, casamento com VALERIANA ROSA GONÇALVES. Esse era filho de THOMAS NUNES FILGUEIRAS e ANNA COELHO. Ha que se saber inclusive se ela seria filha do nosso suposto ancestral MANUEL RODRIGUES COELHO.
Deixando de lado as conjecturas, vamos ao que interessa. As tradições da família nos afirmam que JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, teve um período de dificuldades econômicas.
E também que teria sido levado para a então, Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhães, atual Virginópolis, pelo bisavô da minha geração, MARCAL DE MAGALHÃES BARBALHO, por ser o prometido sogro dele.
A minha impressão é a de que devemos negar esse “levar”, pois, inclui-se na tradição que o bisavô prometia arcar com as despesas dos estudos da bisavó ERSILA COELHO DE ANDRADE, na Cidade de Diamantina, para se casarem depois que ela formasse.
Acontece que entre um e outro a diferença de idade era de apenas 6 anos. E eles se casaram em 5.7.1879. Ela aos 19 anos e ele aos 25 anos de idade. Ou seja, uns 5 anos antes do casamento ela devera ter se dirigido a Diamantina aos 14, enquanto ele teria em torno de 20 anos de idade.
Poderiam ate casar-se ja. Mas seria muito difícil ele possuir recursos próprios para bancar os estudos da noiva. O trato poderia ter sido feito entre os pais dos noivos, mas acho que não seria bem o caso.
A partir disso, imagino a possibilidade de alguns familiares do trisavô JOAQUIM ter-se dirigido para o PATROCÍNIO DE GUANHÃES, inclusive o próprio pai dele e, talvez, a mãe. Isso porque a PAROQUIA foi fundada em 1858.
Portanto, imediatamente nos anos seguintes deve ter atraído algumas dezenas de casais dispostos a explorar aquela nova fronteira de colonização. Essa era a grande oportunidade para as pessoas da época.
Essa minha conjectura se da porque sabemos que a família estabeleceu-se `as margens de um córrego. O córrego, antes sem nome, passou a ser chamado CÓRREGO DOS HONÓRIOS. E fica nas divisas das cidades de DIVINOLANDIA e GONZAGA – MG.
E nossa tradição atribuiu o nome do córrego ao trisavô JOAQUIM. Isso porque ele era conhecido pelo apelido de JOAQUIM HONÓRIO. Fica obvio para mim que o apelido revelava o nome do pai dele. E seria possível que outros irmãos e primos estavam juntos.
Ha pouco tempo o amigo Mauro Moura de Andrade enviou-me resumos dos assentamentos de batismos ocorridos em FERROS, atual cidade e, então, Distrito de ITABIRA.
Entre eles estavam os registros de JOAQUIM e ANTÔNIO, filhos de HONÓRIO COELHO DA SILVA, como consta no primeiro registro, e HONÓRIO COELHO LINHARES, no segundo. A mãe de ambos foi SIMPLICIANA ROSA DE ANDRADE.
E nos arquivos do site Familysearch encontram-se o registro de casamento do HONORIO e SIMPLICIANA. Ele foi filho de ANTONIO COELHO DA SILVEIRA e MARIA VIEIRA DA SILVA.
Ela era viuva de JOAO DE SOUZA E SILVA. No mesmo site encontra-se o registro desse primeiro matrimonio. Sendo ele filho de ALEXANDRE DA FONSECA E SOUSA e ANNA JOAQUINA DA SILVA. SIMPLICIANA era filha de JOSE JOAQUIM DE ANDRADE e MARIA LUCIA DA SILVEIRA.
Porque o casamento da SIMPLICIANA com o JOÃO se deu em 1812 e com o HONÓRIO em 1822, imagino a possibilidade de esse ter sido um pouco mais novo que ela e aquele, mais velho.
Aqui temos, talvez, apenas uma coincidência. Mas o HONÓRIO, não sei se por algum engano, recebeu o sobrenome COELHO LINHARES. Mesmo sendo filho de um COELHO DA SILVEIRA.
Então, aventa-se a possibilidade de ele ter sido neto materno daquele ANTÔNIO COELHO LINHARES, procedente de Vila Nova da Ilha Terceira. A Comarca de SABARA era imensa, o que incluía Itabira e Ferros.
Não seria difícil que alguma das filhas do ANTÔNIO tenha sido esposa de marido da família SILVEIRA. E eles terem sido pais do ANTÔNIO COELHO DA SILVEIRA. Mas naquela época não se agarravam aos sobrenomes paternos.
Dava-se importância aos sobrenomes ancestrais. Muitas vezes os filhos adotavam os nomes de algum dos avós. Foi o caso, por exemplo, da JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, que era filha do POLICARPO JOSEPH BARBALHO. O nome da filha foi o mesmo do da mãe do pai dela, ou seja, da avó.
E isso era muito comum. As pessoas tanto somavam diversos sobrenomes ancestrais ou restringiam-se ao sobrenome que mais lhes aprouvesse. Não se sabe se o MATEUS, filho do ANTÔNIO dos Açores, tinha outros sobrenomes. Mas no documento aparece apenas o COELHO.
Bom, essas minhas conjecturas em relação aos sobrenomes pouco tem a ver com o caso que queria apresentar. Trata-se apenas de uma mensagem para o futuro. Quem sabe, saber disso um dia facilite outras pesquisas.
O que quero focar aqui era no fato de encontrarmos o nosso possível ancestral JOSE JOAQUIM DE ANDRADE. Estou colocando-o como possível porque precisamos comprovar via documentos que o JOAQUIM COELHO DE ANDRADE, vulgo JOAQUIM HONÓRIO, foi mesmo o filho do HONÓRIO e SIMPLICIANA.
Se foi o caso, então, as janelas estão devidamente abertas para o nosso passado. Sabemos que a bisavó de nossa geração ERSILA COELHO DE ANDRADE contava aos netos que era parente do CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
Parece que tinham a informação como certa, de maneira que ninguém realmente esforçou-se para descobrir o como isso poderia dar-se. E o poeta teve realmente um tio-bisavô com o nome JOSE JOAQUIM DE ANDRADE, irmão do bisavô dele, Alferes, FRANCISCO JOAQUIM DE ANDRADE.
Alem disso, informou-nos o amigo Mauro Moura de Andrade, que eles eram primos da esposa do Alferes FRANCISCO JOAQUIM, dona MARIA CANDIDA DA CUNHA ATAIDE. Mas a informação não aparece ainda no site do Familysearch.
Para simplificar, vou postar aqui umas sequencias genealógicas que acompanhei no site e que creio ser verdadeiras. Assim, a partir do JOSE JOAQUIM DE ANDRADE, vamos seguir a sequencia de pais, avos, bisavós ….
01. Jose Joaquim de Andrade c. c Maria Lucia da Silveira
02. Helena da Conceição Correia c. c. Jose Gaspar Godoi
03. Margarida Correa Alvarenga c. c. João Francisco de Basto
04. Mécia Leme de Andrade c. c. Elias Correa de Alvarenga
05. Manoel Monteiro de Alvarenga c. c. Guiomar de Castilho
06. Balthazar Alvares de Alvarenga c. c. Mécia Monteiro
07. Bernardo Anes Soeiro de Alvarenga c. c. Joana Vaz
08. Isabel ou Mécia Cardoso c. c. Alvaro Anes Soeiro de Albergaria
09. Vasco Pais Cardoso c. c. Brites Anes de Lourenço
10. Alvaro Vaz Cardoso c. c. Maria Rodrigues de Vasconcelos
11. Vasco Lourenço Cardoso c. c. Francisca Martins
12. Lourenco Vasco Cardoso c. c. ?
13. Vasco Ermiges Cardoso c. c. Cardosos (Quinta da Torre).
14. Ermigo Pais de Matos c. c. Mecia Soeiro Cardoso
15. Paio Viegas c. c. Aldara
16. Egas Ermiges c. c. Gontinha Eris Godosende
17. Ermigo Alboazar c. c. D. Dordia Osores
18. Alboazar Lovesendes c. c. Unisco Gondines
19. Lovesendo Ramires c. c. Artiga ou Zayra ibn Zaydan
20. D. Ramiro II, rei de Leon c. c. Onega (?)
Nesse ponto encontra-se o engano que mencionei antes. Zayra foi esposa do Lovesendo e não do pai dele. Acrescente-se ai que ela era descendente do profeta Mohammad.
Agora, retornando `a geração 06 e invertendo-a temos:
06. Mecia Monteiro c. c. Balthazar Alvares de Alvarenga
07. Gaspar Monteiro c. c. Catarina Dias Correa
08. Lopo Monteiro c. c. Guiomar de Oliveira
09. Gonçalo Monteiro c. c. Isabel Rodrigues de Vasconcelos
10. Lopo Martins Monteiro c. c. Florencia Vieira
11. Martim Afonso Monteiro c. c. ?
12. Afonso Nunes Monteiro c. c. ?
13. Nuno Mendes Monteiro c. c. ?
14. Martins Pais Monteiro c. c. Mariana
15. Teresa Anes de Leomil c. c. Payo Monteiro
16. Tereza Goncalves Bezerra c. c. João Soares de Leomil
17. Gonçalo Gonçalves Bezerra c. c. Bezerra
18. Gonçalo Viegas de Riba Douro c. c. Teresa
19. Egas Mendes de Riba Douro c. c Ausenda Garcia de Sande
20. Mem Viegas c. c. (?) no site esta errado
21. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Viegas de Riba Douro
22. Monio Ermiges de Riba Douro c. c. Ouroana
23. Ermigio Viegas de Riba Douro c. c. Unisco Pais
24. Toda Ermiges c. c. Egas Moniz de Riba Douro
25. Ermigio Aboazar c. c. Vivili Turtesendes
26. Aboazar Lovesendo c. c. Unisco Godinhes
27. Lovesendo Ramires c. c. Zayra ibn Zaydan
28. Ramiro II, rei de Leon c. c. Onega (?)
29. Ordonho II, rei de Leon c. c. Elvira Mendes de Portugal
30. Alfonso III, das Asturias c. c. Jimena Garces de Pamplona.
Coloquei essa sequencia apenas para ilustrar mas ela esta errada. Verifiquei em outros sites e ha essa passagem a partir do Mem Viegas para a descendência. Quem postou enganou-se.
Acontece que, mesmo assim, em algum momento, acertando-se o que estiver errado, com certeza iremos chegar aos mesmos ancestrais. No fundo no fundo vale aquele entendimento indígena.
Se a pessoa estiver num passado remoto e deixou descendência, então, será meu ancestral. Pode-se não saber como, mas que é, é!!! E, por incrível que pareça, é mesmo. E estou certo disso também.
Alias, para comprovar isso, busquei em outro site. Ali encontra-se a seguinte sequencia:
08. Alvaro Anes Soeiro de Albergaria c. c. Mécia Cardoso
09. Soeiro Fernandes de Albergaria c. c. Sancha Alvares Martins Bulhão
10. Fernão Soares c. c. (?)
11. Soeiro Fernandes c. c. Sancha Martins
12. D. Fernando Ermiges c. c. Maria Pais
13. Hermigio Mendes c. c. Sancha Pires de Bragança
14. Mem Moniz de Riba Douro c. c. Cristina Gonçalves das Asturias
15. Moninho Ermiges, o Gasco c. c. Ouroana
16. Ermigio Viegas c. c. Unisco Pais
17. Egas Moniz de Ribadouro c. c. Toda Ermiges
Obs.: Mem Moniz de Riba Douro era irmão do Egas Moniz, o Aio, que foi marido de Dordia Pais de Azevedo e de Teresa Afonso. E deles descendemos multiplas vezes.
14. D. Sancha Pires de Bragança, foi filha de Pero Fernandes, o Braganção, senhor de Bragança; e de D. Fruilhe Sanches de Celanova. Estavam entre as maiores nobrezas de Portugal `a época.
Melhor mesmo não postar algo mais que vi no familysearch devido `a duvida quanto `a certeza do que encontra-se la. Mas, de um modo geral pode-se garantir que com poucos consertos tornar-se-ia de grande credibilidade.
Apenas para esclarecer melhor o engano. No Familysearch esta que dona Tereza Fernandes de Marnel fora esposa do Mem Viegas de Riba Douro. Na verdade, ela foi esposa do Mem Viegas de Sousa. Ai temos:
20. Mem Viegas c. c. (?) no site esta errado
21. D. Egas Gomes de Sousa c. c. Gontinha Gonçalves da Maia
22. D. Gomes Echigues c. c. Gontronde Moniz de Touro
23. Echega Gucoi c. c. Aragunta Soares
24. D. Vizoi Viizois c. c. Munia
25. D. Ufo Ufes c. c. Teresa Soares
26. D. Hugo Soares Belfaguer c. c. Mendola
27. D. Sueiro Belfaguer c. c. Munia Ribeiro
28. Flavio Teodosio de Coimbra c. c. Munia Sueira de Coimbra
29. Flavio Alarico de Coimbra c. c. Flavia Teodia Atenerico
30. Flavio Ataulfo de Coimbra c. c. Lidoaria Atauldo
31. Egica
Essa linhagem vem dos reis visigóticos. Ai temos a linhagem Egica, Flavio e Rodrigo, que foi o ultimo rei eleito por parte da nobreza visigoda. A imposição do rei Rodrigo colocou os visigodos em clima de revolução civil.
Foi nesse instante que os muçulmanos se aproveitaram das fragilidades do adversário e invadiram e conquistaram a Península Ibérica, em 711 d. C.
Mas o importante a saber aqui é as nobrezas que reconquistaram Porto Cale e depois formaram o Reino de Portugal, descendem dessas e outras raizes.
Ja o Mem Viegas, filho do Egas Moniz, o Aio, não se sabe com quem se casou. Entao, no site familysearch deveria estar assim:
20. Mem Viegas c. c. (?)
19. Egas Mendes de Riba Douro c. c. (?)
18. Gonçalo Viegas de Riba Douro c. c. Tereza (?)
17. Mem Goncalves da Fonseca c. c. Maria Pires de Cambra + idem de Tavares.
Essa familia viveu no lugar de Fonte Seca. Conta-se que havia no local uma fonte que nos verões de secas prolongadas deixava de verter suas aguas. Dai o nome do local e que a corruptela do nome virou nome de família.
Alem dos “da Fonseca”, origina-se também de Egas Moniz, o Aio, os “de Vasconcelos” que descendem de dona Maria Soares Coelho, que casou-se com D. João Pires de Vasconcelos, senhor da Torre de Vasconcelos; e os “Coelho” que descendem do Soeiro Viegas Coelho, pai de dona Maria Soares, que era bisneto do Aio.
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05. OS NOSSOS PEREIRA DO AMARAL
Segundo as pesquisas processadas pelo professor DERMEVAL JOSE PIMENTA, publicadas ainda nos anos de 1960, a família PEREIRA DO AMARAL procedeu da Ilha de São Miguel, do Arquipélago dos Açores.
Desse ramo descendem os RODRIGUES COELHO, descendentes de ANTONIO RODRIGUES COELHO e MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL. E a sequencia que o professor deixou foi essa:
01. Maria Marcolina Borges do Amaral c. c. Antonio Rodrigues Coelho
02. Daniel Pereira do Amaral c. c. Maria Francelina Borges Monteiro
03. Malaquias Pereira do Amaral  c. c. Ana Maria de Jesus
04. Miguel Pereira do Amaral c. c. Francisca Angelica da Encarnação (Barbosa)
05. Manuel Pereira c. c. Maria de Benevides
O ultimo casal foi o que deu origem ao ramo sendo que não temos noticias de que tenha deixado sua terra natal para ir para o Brasil. Foi o filho Miguel quem levou a alcunha para la.
No site Familysearch não ha uma sequencia para a família Pereira. Mas ha para a ascendência da Maria de Benevides do Amaral. O que parece foi que todos os ramos do qual ela descende ficaram estacados em becos sem saída.
Melhor dizendo, foram encontrados ancestrais longínquos, porem, não foram ligados ainda a ancestrais mais antigos e que retornem `aqueles ancestrais das sequencias genealógicas anteriores.
E eu a procurei primeiro por ter visto algo em nossa ancestralidade, postado no site, ligado aos Benevides. Ou Benavides, como se fala em espanhol. Inclusive levou-me a pensar que fosse apelido italiano. Mas o resumo da origem da família pode ser lido no endereço:
https://www.heraldrysinstitute.com/lang/pt/cognomi/Benevides/Portugal/idc/601523/
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06. OS PEREIRA DO AMARAL – BENEVIDES
Foi um pouco trabalhoso reencontrar o que eu havia visto antes. Mas com o engano na postagem do site Familysearch, colocando nossos ancestrais FRANCISCA ANGELICA DA ENCARNAÇÃO e  DOMINGOS BARBOSA MOREIRA como irmãos, apagara-se da memória o que vira antes.
Assim sendo, como o ANTÔNIO JOSE BARBOSA FRUÃO surge em ambas partes, vou admitir que em relação `a FRANCISCA a genealogia poderá vir a estar correta. E, se eu ainda tivesse a ansiedade de encontrar-me com os ancestrais mais antigos, pensaria que tenho a dupla ascendência.
Mas pelas razões ja resumidas anteriormente, melhor nos contentarmos com uma única vez. Vamos então abandonar a resenha e irmos direto ao assunto. Invertendo-se as posições da geração 04 acima:
04. Francisca Angelica da Encarnação c, c. Miguel Pereira do Amaral
05. Ana Maria de Jesus Benevides c. c. Francisco Jose Barbosa Fruão
06. Manuel de Souza Benevides c. c. Antonia Muniz Carneiro
07. Teresa de Benevides c. c. Jose Simões Cardoso
08. Isabel de Benevides Soares e Souza c. c. Manuel Velho Sueiro Baião
09. Tome Rodrigues de Souza Benevides c. c. Catarina Soares
10. Manuel Simões de Souza Benevides c. c. Isabel Ferreira
11. Manuel Simões de Benevides c. c. Catarina Dias Paes
12. Gaspar Rodrigues de Souza c. c. Jeronima Dias
13. Guiomar Rodrigues de Souza c c. João Goncalves da Rocha
14. Pedro Rodrigues de Sousa c. c. Violante de Benevides
15. Beatriz Afonso c. c. Bartolomeu Rodrigues
16. João Afonso Pimentel das Grotas Fundas c. c. Isabel Gonçalves de Bairros
17. Afonso Pimentel y Enriquez c. c. Maria Vigil de Quinhones y Toledo
18. Rodrigo Afonso Pimentel c. c. Leonor Enriquez de Mendonza
19. Joana Teles de Menezes c. c. conde, João Afonso Pimentel
20. D. Martim Afonso Telo de Menezes c. c, Aldonça Anes de Vasconcelos
21. Afonso Martins Teles Raposo c. c. Berengaria Lourença de Valadares
22. Gonçalo Anes, o Raposo c. c. Urraca Fernandes de Lima
23. Juan Afonso Tellez de Menezes c. c. Elvira Gonzalez de Giron
24. Teresa Sanches de Portugal c. c. Afonso Tellez de Menezes
25. Sancho I, rei de Portugal c. c. Maria Paes Ribeiro
26. Afonso I, rei de Portugal c. c. Matilda de Sabóia.
RETORNANDO `A GERACAO 20 TEMOS:
20. Aldonça Anes de Vasconcelos c. c. D. Martim Afonso Teles de Menezes
21. João Mendes Vasconcelos c. c. Aldara Afonso Alcoforado
22. Mem Rodrigues de Vasconcelos c. c. Maria Martins Zote
23. Rodrigo Anes de Vasconcelos c. c. Mércia Rodrigues de Penela
24. Maria Soares Coelho c. c. D. João Peres de Vasconcelos
25. Soeiro Viegas Coelho c. c. Maria Mendes de Gandarei
26. Egas Lourenço Coelho c. c. Senhorinha de Penagate
27. Lourenço Viegas, o Espadeiro c. c. Ortigueira
28. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Pais de Azevedo
RETORNANDO `A GERACAO 18 TEMOS AINDA:
18. Leonor Enriquez de Mendonza c. c. Rodrigo Afonso Pimentel
19. Alfonso Enriquez de Castilha c. c. Joana de Mendonza y Ayala
20. Fradique Alfonso de Castilha c. c. Leonora Paloma Gedalah
21. Alfonso XI, rei de Leon, Castela e Galicia c. c. Leonor Nunez de Guzman e P. L.
22. Constanca de Portugal c. c. Ferdinand de Burgundy
23. D. Dinis, rei de Portugal c. c. Isabel Elizabeth de Aragon
24. D. Afonso III, rei de Portugal c. c. Beatriz de Castela
25. D. Afonso II, rei de Portugal c. c. Urraca de Castela
26. D. Sancho I, rei de Portugal c. c. Aldonza
27. D. Afonso Henriques, rei de Portugal c. c. Matilda de Sabóia
Ai fica constatado que todos os caminhos acabam levando ao mesmo grupo de ancestrais do tempo da Reconquista de Portugal e Espanha aos mouros.
Isso não significa que todos nos não tenhamos outros ancestrais diversos. Essa foi a nata da elite daqueles tempos. E não haviam registros, ou se perderam no tempo, de todas as pessoas que nasceram, viveram e foram contemporâneas.
Os parcos documentos que sobreviveram recordam apenas os que tinham algum poder.
Acredito que essas sequencias estejam dentro de um nível aceitável de credito. Eu próprio esperava que os Barbosa em nossa família processem dessa elite.
Particularmente a partir de quando encontrei o nome do FRANCISCO JOSE BARBOSA FRUÃO como membro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica. Era uma ordem bastante elitizada, cuja participação restringia-se aos privilegiados e não necessariamente os com méritos.
O que tenho estranhado mesmo é estarmos tendo maiores dificuldades em encontrar os fios da meada que ligam os nossos diversos Coelho, Pereira, Magalhães, Moniz, Soares e tantos outros que eram sobrenomes frequentes junto a essa elite.
Talvez, com o passar do tempo, possam eles aparecer melhor “na fita”!
Não quis detalhar mais para não ficar por demais cansativo, e repetitivo, mas essas personalidades da Historia Ibérica descendiam de todas as figuras importantes de tempos anteriores.
A princesa Urraca de Castela, esposa do Afonso II, de Portugal, era filha de Eleanor Plantageneta, rainha de Castela. Eleanor foi irma dos reis Ricardo, Coração de Leão, e John, Irmão deles. O João sem terra. Aquele que foi obrigado a assinar a Magna Carta.
E por ai vamos da elite inglesa para francesa, para alemã, italiana, retornando e indo de novo. Alem disso, ha ramos que nos ligam aos Impérios Romano, Bizantino, Grego, Persa, Egípcio etc. Incluindo nisso a rainha Esther, aquela da Bíblia.
E isso se mostra em meus estudos mais antigos. Não precisamos repetir.
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07. RESENHA FINAL
A alegria aqui ficou um tanto quanto contida por causa dos enganos que detectamos e também por causa das limitações que contemplam as informações apenas alguns ramos da família.
Seria maior o prazer se ficasse definido ligações corretas entre os ancestrais dos casais tronco, a saber:
01. Giuseppe Nicatisi da Rocha c. c. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho
02. Eugenia Rodrigues da Rocha c. c. alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães, e
03. Antonio Jose Moniz c. c. Manoela do Espirito Santo.
Por enquanto, a ancestralidade desses 3 casais contemplaria a maior parte dos familiares com os quais tive contato durante a vida e cresci com eles.
Quanto `a informação encontrada no Familysearch de que Maria Rodrigues ter sido filha do Policarpo Joseph Barbalho e Bernarda Maria de Azevedo, contradiz todas as nossas tradições, de descendermos da Eugenia Rodrigues da Rocha, filha dela.
Isso porque sabemos que o capitão Jose Coelho de Magalhães Filho (ou da Rocha) nasceu em 1782, na antiga Fazenda do Axupé, tida como ter existido em Morro do Pilar, segundo o professor Nelson Coelho de Senna, mas que poderia ser outra que existe atualmente em Conceição do Mato Dentro.
Ou seja, para ele ter sido filho da Eugenia Rodrigues da Rocha, a mãe dela teria que ter nascido em torno de 1750, pouco mais ou pouco menos. Mas ha indícios de que os dados no Familysearch estejam errados.
Um deles foi o professor Dermeval Jose Pimenta ter deixado que o nome completo da ancestral Maria inclui os sobrenomes Rodrigues de Magalhães Barbalho. No site o “de Magalhães” não aparece.
Por enquanto, uma possibilidade que encontrei, nos registros no próprio site, foi um batizado em nome de Maria Rodrigues. Esse seria o nome da batizanda, aleatoriamente escolhido por quem registrou.
Ali temos que Maria Rodrigues nasceu em 26 Jul 1750, filha de: Estevão Rodrigues de Magalhães e dona Anna Maria da Conceição. O registro vem do livro: Santo Antonio, Ouro Branco, Minas Gerais Brazil.
Consta os números: C68o51-1 (Indexing Project  (Batch) Number; e 1284536 (GS Film Number). FHL, microfilm number 1,284,536.
Reforça a ideia de que a Maria não poderia ter sido filha do Policarpo e dona Bernarda os dados encontrados nos Inventários de ambos, nos quais não ha nenhuma menção a terem sido pais de alguma filha com o nome.
Naturalmente, nada nos garante que a Maria batizada em 1750 seja a nossa ancestral. Acredito apenas que seja uma forte candidata para o quadro.
Ela poderia ter se tornado avó em torno dos 32 anos, o que teria sido normal `aquela época. E o sobrenome do pai, Rodrigues de Magalhães, encaixa-se naquilo que o professor Dermeval publicou.
Faltar-nos-ia o complemento Barbalho. O que, infelizmente, pode estar oculto no nome Anna Maria da Conceição. `Aquela época  muitos dos nomes femininos evocavam uma devoção religiosa, suprimindo os nomes de famílias `as quais participavam.
Acredito na possibilidade de dona Anna Maria da Conceição poder ter sido descendente da Eugenia, senão de algum dos irmãos que quis lembra-la, a qual o iminente genealogista Carlos G. Rheingantz menciona como filha de Manoel de Aguiar.
Ele não identifica a esposa Maria da Costa Barbalho. No Capitulo AGUIAR, pagina 27, do livro: “Primeira Famílias do Rio de Janeiro (Sec. XVI e XVII)”, ele menciona que Manoel de Aguiar nasceu por volta de 1634 e fora casado por volta de 1664 com Domingas Martins.
Menciona ainda os nascimentos dos filhos: João de Aguiar Barbalho, Manuel Vaz Barbalho e Eugenia. E no site Familysearch ha o registro de casamento de Theodozia de Aguiar Barbalho, ocorrido a 17.12.1717; na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, de Mariana – MG, com Matheus Lage.
Portanto, cada um desses poderá ter sido nossos ancestrais, na passagem entre dona Anna Mari ate a Eugenia Rodrigues da Rocha. A suposição procede da presença do nome Eugenia ter permanecido na família. Inclusive existindo outra do nome entre as filhas do Policarpo Joseph Barbalho, registrada em 1791.
Quanto `a descendencia atual ANDRADE, especialmente dos trisavós: JOAQUIM HONÓRIO e JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA, alias, devemos salientar que ela também pode ter alguma ascendência nos mesmos ancestrais ja que no passado as pessoas casavam muito entre primos, temos que ainda ter mais noção de como espalhou.
Acredito que no Córrego dos Honórios, localizado entre Divinolandia de Minas e Gonzaga, deverão ter se encontrado outros descendentes do HONÓRIO e SIMPLICIANA.
Acredito que uma JOAQUINA COELHO DE ANDRADE, nascida por volta de 1826 e falecida, em Virginópolis, em 1916, aos 90 anos de idade, devera ser filha deles também.
Consta que falecera viuva de CASSIANO COELHO. Talvez seja ela a quem o professor Nelson Coelho de Senna, identificou como JOAQUINA SIMPLICIANA, esposa do tio-avô dele: CASSIANO COELHO DE ARAUJO.
Alem dela, deverão haver mais, pois, minha esposa também é ANDRADE. Cuja família procede da região entre Gonzaga, Santa Efigenia e Divinolandia. Três antigos distritos de Virginópolis.
E dela tenho os nomes de pais, avos e bisavós. Pelo lado paterno ela tem SOARES e LUIS DE ANDRADE. Esse ultimo inclusive identificado como presente na família do poeta CARLOS DRUMMOND.
Alem do VEIRA e ARAUJO E SILVA. O primeiro ligado `a mãe do HONÓRIO, Ja o ARAUJO encontra-se tanto no lado do professor NELSON, da bisavó dele, BIBIANA LOURENÇA DE ARAUJO, quanto do lado de mina esposa que é duplo ARAUJO, das bisavós: ANA DE ARAUJO E SILVA e MARIA VIEIRA DE ARAUJO.
Pelo lado materno, minha esposa é FONSECA., do bisavô: PEDRO BASILIO DA FONSECA. Pode ser que seja parente a trisavó, JOAQUINA UMBELINA DA FONSECA.
Por isso penso que esses ANDRADE do HONÓRIO devem estar presentes também na cidade de Coroacy – MG. Foram diversos os virginopolitanos que la se estabeleceram ja na fundação. E o sobrenome ANDRADE esta bem presente.
Ja no lado PEREIRA DO AMARAL temos algo inusitado. Temos uma família com o sobrenome em Virginópolis. Descendendo ela de um de seus primeiros casais moradores, os tetravós: JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL e MARIA ROSA DOS SANTOS CARVALHAIS.
Conhecido foi que procedem de Sabinopolis. Mas não lhes temos os nomes dos pais. Por isso não sabemos se são ou não descendentes dos mesmos PEREIRA DO AMARAL.
A duvida se da porque encontrei na revista do Arquivo Publico Mineiro um artigo do alferes Luis Antonio Pinto, no qual menciona o escrivão da Camara do Serro JOSE PEREIRA DO AMARAL, em 1772.
Esse JOSE deve regular idade com nosso ancestral MIGUEL PEREIRA DO AMARAL. Poderia ser irmão, primo, talvez, tio. Mas também pode pertencer a outro ramo que se estabeleceu no Sul de Minas, na Comarca de São João d’El Rey. Esses procediam do continente.
Alem disso, ha a possibilidade de a descendência do JOSE, se teve, ter a mesma raiz dada por ANTÔNIO JOSE BARBOSA FRUÃO e ANNA MARIA DE JESUS BENEVIDES.
Isso porque era muito comum os de uma mesma família casar-se com os de outra família. Nesse caso, se o JOSE e o MIGUEL fossem irmãos ou primos, poderia o primeiro ter se casado com uma irmã da ANNA MARIA.
Mas precisamos antes provas de quem foram os pais e ancestrais do nosso JOAQUIM PEREIRA DO AMARAL para ver se essa hipótese será verdadeira.
Mas, o que mais parece é que o tetravô JOAQUIM ira encaixar-se mesmo entre os PEREIRA DO AMARAL procedentes da Ilha de São Miguel. Não sendo, seria uma ironia, pois, eles são os que assinam os apelidos.
Mas, sendo PEREIRA e AMARAL, alem de outros sobrenomes de conhecida nobreza, com certeza alguém ira encontrar raiz nos mesmos ancestrais do passado.
O sangue PEREIRA DO AMARAL é um dos mais difundidos do Centro-Nordeste Mineiro. Alem desse ramo que nos foi passado pela trisavó MARIA MARCOLINA BORGES DO AMARAL, ha aquele descrito pelo professor DERMEVAL, no livro dele.
A parte mais propriamente genealógica do livro aborda a descendência dos avos dele: MODESTO JOSE PIMENTA e ERMELINDA QUERUBINA PEREIRA DO AMARAL, que era irmã do nosso tetravô: DANIEL PEREIRA DO AMARAL. Portanto, nossa tia.
Então, alem de todas as cidades locais ja mencionadas, pode-se citar São João Evangelista e Sabinopolis, por causa da proximidade e sabermos que a família ajudou a fundar. Temos também noticias que diversas populações de outras cidades tem, em parte, sua origem nesse ramo pioneiro.
A familia é imensa. Mas esta tão espalhada e misturada que não se pode mais contar seus componentes na atualidade. E se mencionarmos inúmeros locais como registro de presença dela, com certeza, muitos outros que ficarem de fora da memória irão conter sangue dos mesmos PEREIRA DO AMARAL.
Inclusive, conhecidos temos na descendência de MARIA FRANCELINA, que foi casada com o senhor DAVID BARROSO. Ela era filha dos tetravós DANIEL e MARIA FRANCELINA. Herdou o nome da mãe.
Deles descendiam os senhores WALDOMIRO BARROSO e o cabo CICA. Ambas as famílias estiveram presentes desde minha infância e juventude.
Provavelmente, outros BARROSO na cidade poderão ter origem semelhante.
Aqui também podemos constatar a utilidade de buscarmos nas genealogias os nossos lados femininos. Muitas vezes, por causa da tradição de ter nos sido passados os sobrenomes paternos, nos somos induzidos a pensar que nos somos aquele sobrenome.
Mas a verdade pode ser bem outra. Os pais antigamente procuravam maridos para suas filhas entre seus aparentados, quando de origem na nobreza, ou entre aqueles feitos nobres por causa de seus feitos ou os feitos de seus pais, especialmente aqueles que recebiam favores reais.
Nesse caso, o sobrenome vindo do ancestral masculino frequentemente acarreta em fim de linha porque os ancestrais dele vinham do povo comum ou porque a família permaneceu longo prazo numa qualidade de nobreza secundaria.
Assim, o casamento geralmente servia para restaurar uma nobreza antiga, porem, os dados genealógicos que encontramos mais facilmente vem da linhagem materno/paterno.
Algo assim podemos verificar na linhagem genealógica a partir do FRANCISCO JOSE BARBOSA FRUÃO e ANNA MARIA DE JESUS BENEVIDES. Embora ele tenha sobrenomes de nobreza, tivesse uma posição social protegida, foi a partir dela que o rastreamento levou primeiro aos ancestrais de maior nobreza.
Ai devemos tomar conhecimento no que colocar nossa atenção quando estudamos.
Com isso podemos acrescentar ai o BARBOSA que, por enquanto, não leva aos ancestrais tidos como de maior nobreza. Isso se torna interessante ate porque se esperava que fosse o contrário.
Segundo a nossa cultura machista, eram os homens que serviam a nobreza `as suas linhagens. Mas as aparências muitas vezes enganam.
Veja-se a lista de familias mais nobres e mais ricas de Portugal `a epoca que o rei D. Manoel, o Venturoso, mandou gravar no Palacio de Sintra o registro:
https://www.vortexmag.net/talvez-tenha-sangue-real-e-nao-saiba-lista-dos-apelidos-das-familias-nobres-portuguesas/
Vejam que temos: Aguiar, Almeida, Andrade, Azevedo, Borges, Carvalho, Coelho, Ferreira, Miranda, Pereira, Pinto, Sousa (Souza).
Essas, somente a nivel de ancestrais mais recentes. Mas nenhum desses sobrenomes ainda nos levou `a descoberta de algum rastreamento mais profundo.
Outros sobrenomes que possuímos como Rodrigues, Magalhães, Monteiro, Rocha, inclusive o Benevides e outros são também de origem nobre. Esses não se encontram na lista das 72 famílias mais ricas e nobres do Reino de Portugal.
Não entraram porque `a época eram da chamada baixa nobreza. E a lista menciona apenas as de alta. Ao todo, o Visconde de Sanches de Baena, no seu “Archivo Heráldico-Genealógico” relata pelo menos umas 300. E nessas a população brasileira descendente de portugueses quase toda se encaixa.
Faço a observação também que no livro do professor Dermeval Jose Pimenta ha a menção `a presença de um ANTÔNIO COELHO DE LINHARES, como um dos primeiros moradores de São João Evangelista.
Antes pensei que pudesse ser o ANTÔNIO, batizado em 1838, em FERROS, e filho dos ancestrais HONÓRIO e SIMPLICIANA. Mas ele mencionou também que aquele teria nascido em 1826. Talvez não sejam o mesmo, mas a família poderá ser a mesma.
Acredito também que, pelos sobrenomes e por causa da época em que entram como agregados `a Família Coelho de Guanhães e Virginópolis, que dona ANTONIA NUNES LAGE e o senhor AMARO DE SOUZA E SILVA serão encaixados no mesmo grupo de famílias que migrou para Virginópolis durante o quarto final do século XIX.
Dona ANTONIA foi esposa do PEDRO NUNES COELHO e seo AMARO da tia-bisavó  EMIDIA HONORIA COELHO.

 

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005. POLICARPO JOSE BARBALHO

Sem propriamente buscar, encontrei o registro de batismo de certo PLACIDO VAZ BARBALHO.

Esse menino nasceu em 18.Mar.1781.

Por um acaso, o registro esta no livro do Distrito de Santa Rita Durão, que pertence a Mariana – MG.

Livro esse que estive com ele na mão quando visitei o Arquivo Arquidiocesano da Arquidiocese de Mariana. Mas sem os óculos, não pude ler os garranchos das letras cursivas. Cheguei a ver que havia la um POLICARPO. Qual era, não deu para definir.

Agora o site FamilySearch publicou as copias fotográficas do livro por la. Ainda não pude ler. Mas por baixo das paginas ha uma tradução do essencial. Vamos la pra ver!

Assim, lembrei-me de buscar nas paginas. E na 56 temos o PLÁCIDO, e o POLICARPO na 47.

POLICARPO DE SAM JOZE VAZ BARBALHO.

Batizado na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.

Filho de: JOZE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA DE SAM JOZE.

Local: Santa Rita Durão (antigo Inficcionado)

Data: 21.Mar.1779

Ou seja, o padre POLICARPO casou-se aos 29 anos, em 1808. Ja estava bem erado, como se costuma dizer e, talvez, ja fosse padre anterior ao casamento. Tudo depende das tradições que podem ocultar certos dados sensíveis das biografias de nossos antepassados.

Poderia ter abandonado as funções para depois, após ter ficado viuvo e ja com a idade aproximada de 71 anos, em torno de 1850, retornar ao seminário e `a ordenação. Mas as tradições afirmam que não chegou a ordenar antes.

O padre, nosso tio, EMIGDIO, filho do POLICARPO, ordenou-se em 1845 e dizia:

“Eu sou padre,

meu pai é padre,

eu não sou filho de padre,

e sou padre mais velho que meu pai.”

Vamos ver se aprendo a mexer nos botões. Se segurem ai!!!

Talvez consiga ver os livros de casamentos depois. E ai, se encontrar o casamento do JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA, ficaremos sabendo se somos ou não descendentes diretos do MANOEL VAZ BARBALHO e de JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Vejam a pagina, que esta aberta a quem tem assinatura, gratuita, no FamilySearch:

https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-65L9-RGR?i=46&cc=2177275

Ai encontra-se o registro do nascimento do POLICARPO. Mas antes descubra o nome do tio PLÁCIDO nos recordes e abra. No lado direito aparecera a foto do livro e para abrir basta clicar em cima.

2a. NOTA

Passei uma olhada no livro (na tradução resumida) e não encontrei outros parentes. Mas ja estou satisfeito em encontrar o tio PLÁCIDO, alem do registro do tetravô.

Infelizmente, algumas paginas estão sem a tradução, portanto, não deu para saber se os ancestrais JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAM JOSE tiveram mais algum filho em SANTA RITA DURAO.

No mesmo site tem os registros de casamento do POLICARPO (1808), GERVASIO (1813) e FIRMIANO (1822).

La esta que o GERVASIO nasceu em CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Mas como não tem a idade, não se sabe quando os ancestrais se mudaram para aquela cidade. E como ele casou-se em 1813, provavelmente devera ter sido o terceiro filho.

Se o PLÁCIDO não faleceu criança ainda, pode ter migrado para o RIO GRANDE DO SUL, onde la se encontrava parte da família, pois, o POLICARPO JOSEPH BARBALHO, filho do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA, mudou-se para o Sul e, `a mesma época, registrou vários filhos em GRAVATAI, na região da Grande PORTO ALEGRE.

Digo isso porque naquele estado o nome PLÁCIDO parece ser comum, inclusive teve o PLÁCIDO DE CASTRO, nascido no RS, que tornou-se herói do ACRE, quando chefiou a revolta dos seringueiros para tomar o território da BOLÍVIA.

E, talvez haja ai ate alguma possível relação de parentesco.

O POLICARPO, que foi para o RS, deixou filhos com nomes tais: MANOEL, EUGENIA, UMBELINO, ANNA, POCIDONIO, JULIO e CANDIDA.

Como sabem, alguns desses nomes são comuns na nossa linhagem BARBALHO e também são no RIO GRANDE.

Assim fica mais essa evidencia que pode ligar-nos aos ancestrais MANOEL VAZ BARBALHO e JOSPHA PIMENTA DE SOUZA, o que tenho apenas como suspeita sem ainda um comprovante documental.

Alias, JOSEPHA era nome de outra filha do POLICARPO JOSEPH. Ela deve ser mais velha e não ha o registro de nascimento no site, porem, ha o de casamento com JOSE PEIXOTO DE MIRANDA, em 05.07.1794. Deve ter casado pouco mais que menina.

A filha mais velha registrada em GRAVATAI, chamava-se EUGENIA que nasceu em 28.09.1791 e batizada em 09.10.1791. Possível será que a JOSEPHA nasceu em 1780, e o registro estivesse em livro diferente, dai não ter aparecido.

De toda forma fica também comprovada a presença dos BARBALHO no mesmo local no qual o professor NELSON DE SENNA registrou a chegada dos RODRIGUES COELHO. Embora não vi pelo traduzido nenhuma referencia a eles.

Segundo o professor, ficaram muito ricos. Então, devem ter registrado sua presença em Ouro Preto ou MARIANA, que eram mais chique!

Mas ha outro detalhe, encontrei ja que o MANUEL RODRIGUES COELHO, suposto pai do JOSE COELHO MAGALHAES, ganhou mesmo a Sesmaria que o professor NELSON menciona no livro dele, em 1744, no INFICCIONADO.

Mas, mais tarde, 1756, ele obteve outra em CACHOEIRA DO CAMPO. E esse tempo deve ter sido quando os filhos estavam casando, portanto, os registros poderão ter sido feitos em CACHOEIRA, que é distrito de OURO PRETO, embora MARIANA sempre tenha sido a sede eclesiástica do Estado.

Mesmo assim, com certeza, os RODRIGUES COELHO e os BARBALHO ja se conheciam. E quando se casam os trisavós FRANCISCO MARCAL BARBALHO e EUGENIA RODRIGUES DA ROCHA COELHO, em GUANHÃES, o fato de se conhecerem ja era consumado.

Alem disso, ja possuíam o parentesco por a EUGENIA ter sido neta da EUGENIA RODRIGUES DE MAGALHÃES BARBALHO. O que me faz supor que todas essas EUGENIAS na família receberam o nome em homenagem a EUGENIA, irmã do MANOEL VAZ BARBALHO.

Eu a descobri nos livros do CARLOS G. RHEINGANTZ. Essa EUGENIA, a meu ver, pode ter sido ancestral dos COELHO em nossa família e tia dos BARBALHO.  Ou, em outra hipótese, pode não ter tido filhos, porem, foi homenageada na descendência de seus irmãos.

Algo interessante é que quando prestei atenção que o JOSE, filho da ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO e do capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO, sendo ela filha do MANOEL VAZ e da JOSEPHA PIMENTA, havia nascido em 1768, pensei na possibilidade de ele ter sido o pai do nosso padre POLICARPO.

Isso porque o POLICARPO, ao casar-se em 1808, deixava uma margem de 40 anos de espaço de tempo. Assim, se tivesse nascido por volta de 1790, aquilo seria possível. Mas agora um dos “suspeitos” de ter sido pai do POLICARPO JOSE BARBALHO esta eliminado como tal.

Então, agora temos a possibilidade de o POLICARPO JOSEPH ter sido primeiro casado em MINAS GERAIS, antes de ter ido para o RIO GRANDE DO SUL, e deixado o filho JOSE para trás. Afinal, aquele nasceu em 1735 e somente aparece tendo filhos, no SUL, em 1780, aos 45 anos de idade.

Teria portanto a possibilidade de ter tido mais uma família entre seus 25 e 45 anos de idade. Muito raramente os homens naquele tempo, os que se casavam, não o fariam ate aos 30 anos. Isso porque, pela media de idade, não esperavam viver muito mais que isso.  Mas o POLICARPO do SUL viveu ate seus 65, falecendo em 1801, na VILA DE PORTO ALEGRE.

Tempo ele teve para ter outra família, porem, não ha nenhuma menção a isso nos documentos dele, presentes na internet, inclusive dados dos inventários.

Não sendo o POLICARPO do SUL, então, voltamos `a hipótese principal. O capitão JOSE VAZ BARBALHO deve ter sido mesmo filho do casal: MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA.

Acredito nisso também porque não tenho conhecimento de o nome POLICARPO ter se repetido nas descendência do padre POLICARPO. Se o POLICARPO JOSEPH fosse avô dele, acredito que as homenagens aconteceriam.

Mas como era homenagem a um tio que depois ficou esquecido, isso pode explicar o sumiço da alcunha em nossa genealogia. Mesmo com a presença do padre POLICARPO nela.

Falta-nos apenas confirmar essa passagem para, enfim, definir de vez os nossos vínculos com os BARBALHO do RIO DE JANEIRO.

Não  se esqueçam de visitar:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

Ai poderão constatar a presença dos BARBALHO ja em ITABIRA. Ficamos ao lado dos ANDRADE e NUNES COELHO, que acabam se misturando em VIRGINÓPOLIS e GUANHÃES.

Por hoje é so. Não encontrei o livro de registros de casamentos. Mas o JOSE VAZ e a ANNA JOAQUINA devem ter se casado no SERRO ou CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO. Ele nasceu na primeira e ela na segunda.

3a. NOTA

Resolvi, entre outras coisas, fazer a leitura e copia completa do registro de batismo do padre POLICARPO. Contudo, vou atualizar os termos:

“Aos 21 do mes de novembro de 1779, na Capela de Santa Anna do (Percuava ??) o padre Andre Vaz de Almeida batizou e pos os Santos Oleos a Policarpo, filho legitimo de JOSE VAZ BARBALHO e de sua mulher ANNA JOAQUINA DE SAM JOSE. Foram padrinhos Manoel da Ponte e Delfina Soares, todos dessa Freguesia (??) e por este assino:

O vigário: Pedro Jose Pereira de Castro.”

Resolvi traduzir o registro do tio PLÁCIDO também. Segue:

“Aos 18 dias do mês de Março de 1781 anos, nessa Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual Santa Rita Durão), batizei e pus os Santos Óleos a PLÁCIDO, párvulo, filho legitimo JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA sua mulher, postos forros, que viverão na Freguesia de Vila do Principe, a partir dessa Freguesia do Inficcionado, (??) do epifano a 9 do dito mês. Foi Padrinho: Silvestre de Almeida do Freixo, dessa freguesia, o que foi aposto.

O Encomendado: Pedro Jose Pereira de Castro.”

Não posso garantir que fiz a tradução réis por réis. No registro do tio PLÁCIDO temos a menção a ele ser “párvulo”, que informa uma condição de saude delicada do recém-nascido. Expressão que também aparece no registro do padre Emigdio.

No segundo registro contem a informação de que o casal estava se dirigindo para ou procedia de Vila do Principe, atual Serro. O batismo se deu a 18.Mar.1781 e o menino havia nascido no dia 09. O padrinho unico deve indicar um batizado feito `as pressas.

O escrivão foi o mesmo, porem, parece que esta escrito o encomendado.

Talvez ai se confirme a mudança da capital para o Serro. Nesse caso, poderia ter sido para a Freguesia de Conceição do Serro (atual CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO), onde o casal teve outros filhos.

Ou, ainda, esteja ai a justificativa para que não tivessem mais filhos inscritos nos livros do Inficcionado (atual Santa Rita Durão).

A principio, tentei traduzir esses documentos pensando exatamente nos padrinhos. Era a primeira opção dos antigos buscar os avos para batizar os primogênitos. Ai tive a esperança de encontrar pelo menos um nome com a assinatura BARBALHO, o que poderia revelar nosso parentesco com MANOEL VAZ e JOSEPHA PIMENTA.

Como não foi possível, ficou a duvida se os padrinhos do padre POLICARPO não seriam os pais da ANNA JOAQUINA, da qual nada sabemos. Mas quando isso acontecia, a palavra avós precedia os nomes dos padrinhos. Porem, nem sempre a menção aparecia.

Ficou também a duvida quanto ao padre POLICARPO ser ou não o primogênito da família. Nas paginas que não tinham jeito de traduzir por meios ao nosso alcance talvez tenham outros filhos, caso ele não seja.

Para melhorar um pouco meus conhecimentos a respeito da viagem da família de Santa Rita Durão para o Serro, busquei ver se encontrava alguma Capela de Santana no percurso da estrada, que fosse antiga o suficiente para ser aquela mencionada no batismo do antepassado POLICARPO.

Existe sim, a atual Igreja de Santana, no Distrito de Cocais, que pertence `a Cidade de Barão de Cocais.

Encontrei poucas informações na internet, mas existe que a capela ja existia desde antes de 1769. Alem disso informa-se que foi capela particular das famílias: Furtado Leite e Pinto Coelho.

Ou seja, esta ai mais uma fonte de enriquecimento, pois, temos representantes de ambas as famílias em nossa genealogia. Mas esse seria assunto extra aqui neste breviário.

Segue uma postagem. Ha que rolar um pouco a matéria para chegar `a atual Igreja de Santana:

http://pelasestradasdeminas.com.br/cocais-mg-caminho-diamantes-estrada-real/

 

Mas não podemos nos esquecer que se o endereço final da viagem fosse em Conceição do Mato Dentro, poderiam ter escolhido o caminho alternativo que passa por Sabará.

Ai encontra-se outra Capela de Sant’Anna. Possivelmente um pouco mais velha que a anterior. Mas que não importa a idade ja que ambas são anteriores a 1779.

Acredito que a definição de qual delas deva-se ao nome “Percuava”, palavra que deve ser outra mas `a minha leitura foi o que deu para entender. Essa palavra pode definir o local.

Possivelmente, nosso ancestral nasceu durante a viagem dos pais, de sua origem em CONCEIÇÃO/SERRO para MARIANA/INFICCIONADO.

Pode-se ver aqui a descrição e fotografia da Capela ou Igreja de Sant’Anna:

http://www.infopatrimonio.org/?p=20213#!/map=38329&loc=-19.911423864036035,-43.826608657836914,14

 

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006. “COROACI – ONTEM E HOJE”

Esse é nome de um livro. Da autoria de dona Angela Rocha da Silva Chaves. Ela, natural da cidade cujo nome e menções são tantas em minha memória que parece ate ja ter ido la. Mas nunca fui.

No ano passado, 2017, em viagem ao Brasil pudemos rever a sobrinha de minha esposa, Olivia. Essa formou-se no curso de enfermagem e pela profissão atende na cidade. Seu parceiro Reinaldo é natural de Coroaci.

Ao conhece-lo, não pude deixar de mencionar que deveria ter muitos parentes na cidade. E ao dizer sobrenomes de pessoas ligadas `a família, eles mencionaram o livro. Em seguida veio a promessa que enviariam uma copia para mim.

Logo criei expectativas um pouco fora da realidade. Imaginei que poderia vir acompanhado de uma genealogia das famílias pioneiras. E, entre elas, identificaria facilmente nossa parentela.

Como isso foi `as vésperas de voltarmos, e estávamos em Santa Efigenia, o livro ficaria para depois. Ao retornar inclusive comuniquei aos amigos que tinha uma surpresa que logo seria compartilhada.

Mas passaram-se uns meses e acabei encontrando outro veio de dados preciosos na obra do Frei Jaboatão. Nesse intervalo meu filho foi ao Brasil e pode trazer a copia. Contudo foi difícil poder parar para ver o que de novo iriamos ver naquela obra.

Li e não havia nenhuma genealogia. Antes que ficar decepcionado, mesmo assim fiquei maravilhado com a obra da dona Angela. Coisa simples, modesta.

Mas são 185 paginas repletas daquelas informações do dia-a-dia do pequeno município que qualquer nativo adoraria ter para si. Para as pessoas de la deve ser como rever um filme da própria vida.

Os nomes dos personagens e personalidades locais são lembrados, os costumes e usos, tudo enfim tem uma pagina ou mais.

No capitulo religião são lembrados os padres e seus feitos. Os eventos, como a inauguração do primeiro grupo escolar, contam com a apresentação da ata inaugural. E nela consta os nomes das autoridades presentes, assim como os nomes de cada aluno matriculado.

Num numero total de uns 300. Então, como um habitante local não se maravilharia se ali encontrar os nomes de seus familiares, ancestrais, pessoas conhecidas etc.

Assim, segue o livro discorrendo sobre todas as atividades, desde as economicas locais, quanto a passagem de circos e touradas. Os primeiros comerciantes são lembrados. A atividade fabril, especialmente a extração da mica, com importância fundamental no desenrolar da II Guerra Mundial.

Alias, ha ate um artigo de membro da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que esteve na Italia, quando da tomada do Monte Castelo. O nome dele, Dirceu Guedes Ramos. Esse próprio escreveu também o prefacio do livro.

Enfim, existe a lista de prefeitos e membros da câmara. Conta ainda com dados de bandas de musica, primeira estrada de rodagem, futebol, folclore, correios, Historia, chegada de luz elétrica e mais outros detalhamentos.

Na lista de bibliografias consultadas é mencionado algumas obras que despertaram minha curiosidade. Logicamente, um dos livros nem tanto porque ja o possuo. Trata-se do “A Mata do Peçanha sua Historia e sua Gente”, do professor Dermeval Jose Pimenta.

Mas também ha: “Peçanha e sua Historia”, do também nosso primo dr. Rui Pimenta Filho. O terceiro é o “Peçanha, sua Historia e sua Gente”, de Sady da Cunha Pereira. Afinal, observo que literatura existe.

Falta juntar tudo numa mesma coletânea para melhor servir a região, pois, ha uma interconexão enorme entre as genealogias das populações de todas as cidades da vizinhança.

Vamos passar, então, `a analise de alguns pontos do livro.

Ja os primeiros capítulos, naquele dedicado `a religião, mostram a presença de virginopolitanos ilustres e fundamentais na Historia de Coroaci. O segundo vigário do município foi o padre Manoel Nunes Coelho, padre Nelo, como era conhecido localmente.

D. Manoel, mais tarde bispo de Luz, foi quem elaborou a planta da Igreja de Santana. Entre os construtores temos Otoniel (So Tão) e Jose Nunes Coelho, irmãos do bispo.

Outro irmão deles, Gamaliel (seo Gama) Nunes Coelho era o mantenedor do jardim e tanques de peixes que ornamentavam o local.

Eles foram filhos dos tios-bisavós Miguel Nunes Coelho e Ambrosina (tia Sinha) de Magalhães Barbalho.

D. Manoel foi nomeado para paroquiar a cidade em 1908. Era o homem mais velho da casa, ja que tia Sinha perdera o primeiro, Ismael. Era o arrimo da família e estava com 24 anos, pois, tio Miguel havia falecido em 1903 e deixou 13 filhos vivos.

Ha uma informação por engano que consta D. Manoel como o mais velho. Mais velha que ele também tinha a Consuelo (Bebem). Mas `a época considerava-se a partir dos homens.

Alem dos ja citados, foram irmãos: Laurentina (Lala), Miguel, Notel, Laet, Maciel, Misael e Maria de Lourdes. Essa não deve ter conhecido o pai.

Entre os fundadores locais consta o casal: Demetrio Coelho de Oliveira e Marcolina Honória Coelho. Ela também nossa tia-bisavó e, naturalmente, o marido também fica no lugar de tio-bisavô, pelo casamento.

Observe-se que tia Marcolina, Sinha e Miguel eram primos em primeiro grau. Todos netos dos fundadores de Guanhães: Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Alem de serem filhos de primeiros moradores de Virginópolis.

Demetrio foi parte de uma família Coelho de Oliveira, constituída pelo senhor Leonel Coelho e esposa. Foram donos da Fazenda da Lavrinha que os herdeiros venderam na década de 1920.

Talvez, acidentalmente, tenhamos encontrado o registro de batismo do senhor Leonel Coelho nos livros do município de Itabira. Não se pode dizer que seja certo mas sim um tiro de longo alcance.

A criança, Leonel, nasceu em 27.12.1837. Foi filho registrado apenas pela mãe, Bibiana de Souza Coelho. Padrinhos: Simpliciano da Silva Coelho e Maria Edwiges de Jesus. Possível será que os padrinhos fossem os avos.

Bibiana foi mãe também de Jose (03.05.1841), Gil (31.05.1846) e Maria (30.04.1848). Faltaria comprovar que pelo menos o Leonel mudou-se para Guanhães, constituiu família e dela resultou Demetrio e irmãos.

A Lavrinha tinha esse nome por ter fornecido ouro aos primeiros moradores de Guanhães e Virginópolis, existindo atualmente a fazenda remanescente no território dessa segunda. Por isso é histórica.

A respeito do Demetrio revela-nos o livro que foi o primeiro boticário do município. O segundo foi o Octaviano, filho dos tios Demetrio e Marcolina. Houve outro, Urias Coelho, que não sei dizer a qual dos ramos Coelho pertencia.

Note-se que a familia Guedes também aparece no capitulo dedicado `a saúde local. Mas por falta de dados não tenho como dizer se ha parentesco entre eles e o sr. Guedes, que foi farmacêutico antigo em Virginópolis. Possivelmente sim, e a família deve também encontrar raiz em Itabira.

O livro cita o fundador Demetrio com boas palavras dizendo-o humilde e dedicado ao atendimento do próximo. Fez-se amigo da pobreza e atendia a todo momento que fosse chamado não visando pagamento. Acabou falecendo pobre em 1911.

Voltando ao capitulo da religião, foi a viuva Marcolina quem doou o madeirame ao padre Nelo, para a construção da Igreja de Santana.

`A pagina 86 temos as fotografias dos tios Demetrio e Marcolina. Não ha como descrever. Ambos transmitem grande simpatia. E se buscarmos fotografias antigas de pessoas mais velhas na família pode-se encontrar semelhanças com a tia Marcolina.

Pesar se tem apenas de que os recursos gráficos usados na produção do livro foram limitados. Mesmo as melhores fotografias se assemelham a copias xerograficas. Não se trata de defeito do conteúdo escrito do livro em si.

Pela foto, uma pessoa que lembro-me assemelhar-se `a tia Marcolina foi tia Cecy Marcolina Coelho. Pessoas com menos de 50 anos so deverão poder lembrar-se dela por fotografia.

Tia Cecy era sobrinha da tia Marcolina e irma do meu avo materno Juca Coelho. Os laços parentais são mais íntimos que a palavra tia revela, pois, o pai, Ze Coelho, era irmão da tia Marcolina e a mãe, Maria Marcolina, era prima em primeiro grau.

Para mim não parece complicado. Mas melhor explicar. Os fundadores de Guanhães, Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo foram pais de 4 filhos que nos interessam no momento.

Francisca Eufrazia que casou-se com Joaquim Nunes Coelho; Eugenia Maria da Cruz, casou-se com Francisco Marçal Barbalho; João Batista Coelho, casado com Maria Honoria Nunes Coelho e Antonio Rodrigues Coelho, casado com Maria Marcolina Borges do Amaral.

Joaquim foi filho de Eusebio Nunes Coelho e Anna Pinto de Jesus. Era irmão do Clemente, que foi o pai da Maria Honoria. Ou seja, eram tio e sobrinha casados com dois dos irmãos.

Joaquim e Francisca foram pais do Miguel Nunes Coelho. Eugenia e Francisco foram pais da tia Ambrosina. E Miguel e Ambrosina eram primos em primeiro grau e foram os pais do D. Manoel Nunes Coelho e seus irmãos.

Por causa do Antonio ter se casado com uma Maria Marcolina, todas as filhas deles foram chamadas Marcolina Coelho.

Todas as filhas do João Batista e Maria Honoria tinham o Honoria como nome do meio, antes do Coelho. Por isso o nome da tia era Marcolina Honoria Coelho. O mesmo acontece com Anna, Sebastiana, Emigdia e outras.

Nesse caso, a mãe do meu avo e da tia Cecy, chamava-se Maria Marcolina, mesmo nome da mãe dela, acrescido de Coelho. Essa casou-se com o Jose Batista Coelho (Ze Coelho), que era filho do João Batista e Maria Honoria também.

Por tradição o Ze Coelho deu nome de fulana Marcolina Coelho `as filhas. Esse foi o caso da tia Cecy. O mesmo se deu em relação `as filhas da segunda esposa dele, tia Virginia Marcolina Coelho, que era irmã da primeira.

Espero que não tenha ficado complicado demais para que os “de fora” não se percam!

Entre os médicos antigos ha o dr. Mario Serra. Também não sei dizer se foi o mesmo que serviu em Virginópolis. Entre as parteiras nota-se a Sa Marcolina.

Entre os médicos nascidos no local tem o dr. Cesar Coelho Xavier. Esse apenas posso supor um possível vinculo parental.

Isso porque não ha menção no livro de que nossos tios-bisavós: João Batista Coelho Neto e Lucinda Xavier de Andrade, ela natural de Coroaci, tenham vivido no município e deixado descendência por la.

Em nossos livros genealógicos a composição desse ramo da família também esta muito incompleto.

No capitulo a respeito da educação, temos uma surpresa ou coincidência. `A pagina 61 temos a menção a professora substituta: Candida de Magalhães, em 1942.

O nome é o mesmo da tia Candida, filha dos bisavós: Candida de Magalhães Barbalho e João Batista de Magalhães. A bisavó também era prima em primeiro grau da tia Marcolina.

Entre as diretoras do Ginásio Odilon Behrens existem varias com a assinatura Coelho, mas nenhuma que posso identificar com absoluta certeza pertencer ao ramo de nossa família.

Mas a diretora entre 1963-1965 chamava-se Lucilia Ferreira da Silva. Temos uma pessoa de mesmo nome na família. Tratava-se de filha dos tios-bisavos Luiza Marcolina Coelho e Emidio Ferreira da Silva.

A Lucilia em nossa família nasceu em 1893. Para tanto, teria sido diretora aos 70 anos de idade. O que não seria impossível. Acredito que a tia-avo Edith Coelho do Amaral deve ter passado dessa idade exercendo o mesmo cargo.

Mas a Lucilia retorna ao livro como diretora do Grupo Escolar Pe. Sady, ate 1975. Nisso fica a duvida, pois, estaria então com 82 anos de idade.

Não tenho data de falecimento de nossa prima Lucilia, mas foi casada com o senhor João Lopes Junior.

Entre os fundadores da biblioteca publica local conta-se com os irmãos Otoniel e Jose Nunes Coelho.

Por acidente, `a pagina 74, aparece o nome da dona Maria Madalena de Magalhães Souza. Brincadeira `a parte. Ela aparece como Supervisora de Area do antigo programa de alfabetização de adultos, o MOBRAL.

Esposa do ex-prefeito de Virginópolis, Gabriel Geraldo Soares de Souza, nosso parente, foi realmente supervisora do programa na região.

Entre os primeiros moradores menciona-se, naturalmente, Demetrio e Marcolina. Mas também aparecem Urias Coelho e Graciana, alem de João Henrique Coelho e Teodoro Coelho de Oliveira. Não sei de quem se tratam os quatro últimos.

Alem desses, existem diversos sobrenomes que poderiam ter algum vinculo parental conosco. Entre eles destaca-se o Pimenta. Que muito provavelmente seja o mesmo vinculado ao Barbalho desde os anos de 1732 com o casamento entre Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza, nossos muito prováveis ancestrais.

Em 1928 se deu a construção da estrada de rodagem (rodovia) entre Coroaci e Governador Valadares. No capitulo dedicado ao fato informa-se que houve uma festa de inauguração. Foi feito o corte da fita inaugural.

“O  corte da fita ficou a cargo da mais velha sobrevivente de um dos fundadores de Coroacy, sra. Marcolina Honoria Coelho (Siá Culina); e ao seu lado o Pe Sady e o Dr. Jose Paulo Fernandes.” Acredito que faltou a palavra esposa para completar melhor o sentido.

Conta-se ainda as voltinhas que foram oferecidas `a população naquela novidade que era um caminhão Ford 29. Seria, pela foto, classificado atualmente como uma camionete.

Os nomes dos filhos dos tios Demetrio e Marcolina foram: Hermiria, Antonietta, Julietta, Marietta, Octaviano, Maria, Juvenal, Jose (fal. menor), Valentina, Honoran e Annita.

No capitulo que aborda profissões e lojas temos diversos representantes com combinação de sobrenomes na qual entra o Coelho. Ai temos:

Otoniel (Oto) Nunes Coelho, Cicero de Oliveira Coelho, Teodoro Coelho de Oliveira, Jose Coelho Simões, Rua D. Manoel, Praça Demetrio Coelho, Demetrio e Otavio Coelho Simões, Geraldo da Costa Coelho, Abilio Ramos Coelho, Raimundo Nonato Coelho, Jose da Silva Coelho, Raimundo Martins Coelho, Jose Cecílio Coelho, Antonio de Almeida Coelho e Abel da Costa Coelho.

Não se pode afirmar que sim ou não. Alguns desses que não identificamos podem ser nossos aparentados. Lembramos que na fundação de Sabinópolis estavam os Coelho de Almeida, descendentes de Antonio Coelho de Almeida, nosso ancestral.

Os da Costa Coelho devem remontar ao Serro. Houve la uma família com esse sobrenome que remonta ao século XVIII. Dela descende o padre Lafayette da Costa Coelho, nascido no Serro e por muitos anos paroquiou em Santa Maria do Suaçui. Atualmente ele esta entre os candidatos a santo no altar católico.

Mas não seria surpresa se um bom numero dos não identificados sejam membros do mesmo ramo do nosso Coelho. Isso porque tanto o suposto ancestral Manoel Rodrigues Coelho quanto o alferes de milícias Jose Coelho de Magalhães poderão contar com muitos descendentes dos quais não temos noticias. Sabemos que tiveram mas não sabemos quem foram todos. E deles esses podem descender.

O progresso da cidade não poderia se dar sem a presença da luz elétrica. E foi levada para o local pelo padre Nelo que, viajando pela Europa resolveu comprar um dínamo, que usava o potencial energético do Córrego Santana.

Somente em 1964 essa pequena usina foi substituída pela Cemig. E a primeira iniciativa teve a participação dos irmãos Otoniel e Jose Nunes Coelho.

No capitulo dedicado `a emancipação surgem os diversos personagens com o sobrenome Coelho. Entre eles destaca-se o dr. Rafael Caio Nunes Coelho, então prefeito de Peçanha. Obviamente, nosso primo que mais tarde viria a tornar-se deputado por varias gestões.

O dr. Guilherme Machado, cuja família tem vínculos com os Coelho, também foi decisivo no capitulo.

Ai se da noticias de que um dos lideres da emancipação política foi o senhor Joaquim Campos do Amaral. Poderia ser coincidência, porem, temos uma pessoa de mesmo nome, que foi o marido de dona Maria Xavier.

O sobrenome dela denuncia a proximidade com Coroacy. O nosso conhecido foi filho do casal Antonio Ferreira Campos Baguary e professora Augusta Rabello do Amaral. Ela foi mais conhecida como Augusta Campos e virou nome de praça em Virginópolis. Essa família, umas das tradicionais locais.

Apos implantado o municipio, os Coelho se destacam na ocupação dos cargos eletivos. De grande influencia política foi o senhor Jose Coelho Simões. Foi vereador e prefeito mais de uma vez.

Na gestão dos anos 1955-1958 o prefeito contou com o vice na chapa Otoniel Nunes Coelho. Na gestão anterior dona Inez Nunes Coelho havia sido acessora da prefeitura, na área fazendária.

Na gestão 1963-1966 houve a posse de dois vereadores: Josias Coelho Pimenta e Jose de Almeida Coelho. Na gestão seguinte aparece o vereador Marcos Nunes Coelho. Os quais não conhecemos a procedência.

Nas gestões seguintes aparecem os nomes: João Crisóstomo Coelho, Afonso Coelho Pimenta, Geraldo Campos Coelho, Márcio Antonio Coelho Chaves, Amilcar Coelho de Almeida e entre os assessores surge dona Marta Helena Coelho Chaves.

Essa combinação Coelho Chaves existe entre nossos familiares. Contudo, não temos um acompanhamento dos Chaves de Virginópolis. A família foi uma das povoados locais.

A familia começou, em Virginópolis, com o casal: Francisco Chaves – Chico Carreiro e dona Joana Chaves. Segundo dados do livro “Historia de Virginópolis” da professora dona Filomena Dias de Andrade.

Dos seis filhos mencionados por dona Filomena, as filhas: Etelvina, casou-se com Jose Xavier e Matilde com Jose Rodrigues. Ela também informa que os maridos viviam em Coroacy. Os outros foram: Maria, Prudência, Olivia e Raimundo.

Entre os músicos ha a menção dos nomes: Jose, Silvio e Jorge Coelho da Rocha; Otto Nunes Coelho, Sady Coelho de Souza, Sergio Coelho da Silva e Raimundo Martins Coelho, da Lira Musical Santa Terezinha.

Uma banda anterior, a Santa Cecilia, havia sido fundada pelo D. Manoel Nunes Coelho.

Destaque para o futebol. `A pagina 150 temos a menção:

“Alguns afirmam que o Futebol com “Técnicas” foi trazido de Virginópolis, por Jose Simões, Cicero Coelho e Josio Avelino, os quais foram praticamente os primeiros jogadores de Futebol de Coroaci.”

Da familia Avelino de Virginópolis temos ainda a professora dona Conceição Avelino Coelho, viuva de nosso primo Jose Darcy Coelho. Não me recordo do sobrenome Simões relacionado a Virginópolis. Não estou dizendo isso no senso de negar, apenas não conheci.

Minha duvida ai seria se seria nosso primo Cicero Rodrigues Coelho ou o anteriormente citado Cicero de Oliveira Coelho, o qual não sei localizar em nossa Arvore Genealógica.

Entre os poetas que elaboraram odes a Coroaci constam 3 Coelho: Nilce G. Coelho, Marcio Antonio Coelho Chaves e Magda Coelho Rocha. Os Coelho da Rocha em nossa família tiveram homônimos em São João Evangelista. Porem, esses deverão ser nossos primos em outras raizes.

Talvez, entre as pessoas não mencionadas e que engrandeçam Coroaci esta, como casal, aos Notel Nunes Coelho e dona Maria Isabel Rodrigues. Ele foi mencionado pelo primeiro nome como irmão do D. Manoel.

Porem, o casal foi pai dentre outros do Monsenhor Omar Nunes Coelho. Este foi pároco em São Gotardo/Rio Paranaíba, MG. Nasceu em Coroaci em 1915 e faleceu na Diocese de Luz, em 18.01.2009. Gozava de grande respeito dos seus paroquianos.

Esse eh o resumo que faço do livro.

A ma noticia foi a de que resolvi procurar a autora para conversarmos a respeito da genealogia da cidade. Quando acessei o site da prefeitura vim a saber que ela havia falecido em setembro de 2017. Ou seja, poucos dias depois que tinha tido a noticia da existência da obra.

Dona Angela Rocha da Silva Chaves fora professora e bibliotecaria do municipio. `A pagina 184 deixou esse recado:

“Coloco-me `a inteira disposição, para futuras informações, que poderão um dia fazer parte da complemento da Historia de Coroaci.”

Resta-nos esperar que alguém com mais familiaridade e conhecimento local se anime e de continuidade a tão importante e sublime trabalho de manter nossos ancestrais vivos em seus feitos e realizações.

 

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007. O RESUMO EM ESQUELETOS GENEALOGICOS

01. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c. c. Isabel de Lemos (17)

02. Francisco Moniz de Menezes c. c. D. Maria Lobo de Mendonça

03. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Thereza de Souza

a. 04. D. Francisca Isabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto (1)

05. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c. c. Martinho Afonso de Mello (2)

06. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Martinho Moniz Barreto

07. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

b. 04. D. Luiza Josefa de Menezes, irma de D. Francisca Isabel c. c. Antonio Galas da Silveira (3)

05. Diogo Moniz da Silveira c. c. D. Anna Maria da Afonseca (4)

06. Martinho Moniz Barreto c. c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes

07. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

c. 01. Isabel de Lemos c. c. Jeronimo Moniz Barreto, o velho

02. João Rodrigues Palha c. c. Mécia de Lemos, e era filha do fidalgo cavaleiro Fernão de Lemos.

d. 02. D. Maria Lobo de Mendonça c. c. Francisco Moniz de Menezes

03. D. Victoria de Barros c. c. Manoel de Freitas do Amaral (5)

04. D. Catharina Lobo de Almeida c. c. Gaspar de Barros de Magalhães (6)

05. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo

06. Baltazar Lobo de Souza c. c. Joana Barbosa (*)

e. 03. D. Thereza de Souza c. c. Jeronimo Moniz Barreto

04. Antonia Barbalho Bezerra c. c. Antonio Ferreira de Souza

05. Luiz Barbalho Bezerra c. c. D. Maria Furtado de Mendonça (7)

06. Camilla Barbalho c. c. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda

07. Brás Barbalho Feyo c. c. Catharina Tavares de Guardes

f. 04. Antonio Galas da Silveira c. c. D. Luiza Josefa de Menezes

05. Agueda de Pina c. c. Lourenço de Oliveira Pita

06. Felipe de Lemos Palha c. c. Francisca Barbosa Caramuru

07. Joao Rodrigues Palha c. c. Mécia de Lemos, filha do fidalgo cavaleiro Fernão de Lemos.

g. 06. Francisca Barbosa Caramuru c. c. Felipe Palha de Lemos

07. Catarina Alvares c. c. Baltazar Barbosa de Araujo (8)

08. Genebra Alvares c. c. Vicente Dias de Beja (9)

09. Catharina du Brezil c. c. Diogo Alvares Correa, Caramuru (10)

10. Cacique Taparica, Carijó/Tupinamba

h. 04. Antonio Ferreira de Souza c. c. Antonia Barbalho Bezerra

05. D. Catharina de Souza c. c. Eusebio Ferreira (11)

06. Belchior de Souza Drummond c. c. D. Mecia de Armas (12)

07. Antonio de Souza Drummond c. c. D. Joana Barbosa Caramuru

08. Joao Goncalves Drummond c. c. D. Marta de Souza

09. Clara Anes Drummond c. c. Gaspar Goncalves Ferreira (13)

10. Sir John Drummond (16) c. c. D. Branca Afonso da Cunha (14)

11. Sir John Drummond, 12o. sr. de Lennox c. c. Elizabeth Sinclair of Roslin

i.  07. D. Joana Barbosa  Caramuru c. c. Antonio de Souza Drummond

08. Catarina Alvares c. c. Baltazar Barboza de Araujo (8)

09. Genebra Alvares c. c. Vicente Dias de Beja (9)

10. Catharina du Brezil c. c. Diogo Alvares Correa, Caramuru (10)

11. Cacique Taparica, Carijó/Tupinamba

j.  08. D. Marta de Souza c. c. Joao Gonçalves Drummond

09. Baltazar Lobo de Souza c. c. Joana Barboza (*)

Logo após ter escrito esse resumo e a descrição da numeração, lembrei-me que faltaram alguns componentes genealógicos para completar-se melhor o quadro. São apenas mais 4, mesmo que pensei antes fazer reservas a dois deles:

k. 03. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

04. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

05. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos (17), filho de:

06. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

07. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

08. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva(18), filho de:

09. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves (19) c.c. Ignez (20), filho de:

10. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

11. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

l.  05. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo, filho de:

06. 1492 Balthazar Lobo de Sousa c. c. Joana Barbosa (*) 1a. esposa.

07. 1472 Felipa de Souza c. c. Diogo Lobo

08. Joana da Guerra c. c. João Fernandes de Souza, 4o. sr. de Baião

09. Isabel da Guerra c. c. Gonçalo Vaz Coutinho

10. D. Ignez da Guerra c. c. Alvaro Pires da Távora

11. Pedro da Guerra c. c. D. Tereza Anes De Andeiro (21)

12. D. João de Portugal, duque de Valencia c. c. Desconhecida

13. D. Pedro I, rei de Portugal c. c. D. Ines de Castro

14. D. Afonso IV, o Bravo c. c. D. Beatriz de Molina e Castela

15. D. Dinis I, o Lavrador c. c. D. Isabel de Aragão

16. D. Afonso III c. c. D. Beatriz de Castela

17. D. Afonso II c. c. D. Urraca de Castela

18. D. Sancho I, o Povoador c. c. D. Dulce de Aragão

19. D. Afonso I Henriques, o Conquistador c. c. D. Mafalda de Sabóia

20. D. Teresa de Leon c. c. D. Henri de Borgonha

21. D. Alfonso VI de Leao e Castella c. c. Ximena Moniz

(*) O nome Joana Barbosa foi sugerido por Manuel Abranches, mas não se tem certeza.

m. 10. Sir John Drummond c. c. Branca Afonso da Cunha + Catarina Vaz

11. Sir John Drummond, 12th of Lennox c. c. Elizabeth Sinclair of Roslin

12. Sir John Drummond, 11th of Lennox c. c. Mary Montfex, Heiress of Stobhall

13. Sir Malcolm Drummond, 10th of Lennox c. c. Lady Annabella Graham

14. Sir Malcolm Drummond, 9th Thane of Lennox c. c. Margareth Graham

15. John Drummond, 8th thane of Lennox c. c. Elena Drummond

16. Sir Malcolm Drummond, 7th thane of Lennox c. c. Margareth Drummond

17. Malcolm Beg Drummond, Chamberlain of Len. c. c. Ada of Maldwin of Lennox

18. Malcolm II Drummond, 5th thane of Lennox c. c. ?

19. John Drummond, 4th thane of Lennox c. c. ?

20. Maurice Drummond, 3st thane of Lennox c. c. ?

21. Malcolm de Drummond, 2nd seneschal of Lennox c. c. ?

22. Maurice de Drummond, 1st Seneschal of Lennox c. c. ?

n. 02. Elizabeth Sinclair of Roslin c. c. Sir John Drummond

03. Henry Sinclair, 1st Earl of Orkney c. c. Jean Halyburton of Dirleton

04. William Sinclair of Roslin c. c. Isabel Graham of Strathean

05. Sir William Sinclair of Roslin c. c. Rosabelle

06. Sir Henry Sinclair of Roslin, 7th lord of Roslin c. c. Alice de Fenton

07. Sir William Sinclair of Roslin, 6th lord of Roslin c. c. Amicia de Roselyn

08. Robert de St. Clair c. c. Eleanor de Dreux

RESSALVE-SE QUE:

I. Na obra do Frei Jaboatão ha uma narrativa genealogia, que ocupa quase 3 paginas a partir da numero 135, de Baltazar Barboza de Araújo e de seu meio-irmão Francisco.

Muitos dos ancestrais de ambos os personagens serão os mesmos de outros que compõem as raizes dessa genealogia.

DESCREVENDO O NUMERADO:

(1) Francisco Moniz Barreto, casado com D. Francisca Isabel, era natural da Ilha Terceira, Açores, e filho de Guilherme Moniz Barreto e sua esposa D. Maria Faleiro. Pag. 374

(2) Martinho Afonso de Mello era natural de Maragogipe, BA, e filho do sargento-mor Jose Pereira da Cunha e de D. Ignacia Pereira de Mello, sua esposa. Pag. 376

(3) Antonio Galas da Silveira teve a merce do habito de Cristo que não professou por ter falecido antes de tomar posse. Pag. 376

(4) D. Anna Maria da Afonseca foi filha do capitão Antonio Diniz de Macedo e de sua esposa D. Virginia da Fonseca, filha do sargento-mor Francisco Pinto da Fonseca Deça. Pag. 376

(5) Manoel de Freitas do Amaral foi homem rico e cavaleiro fidalgo. Pag. 206

(6) Gaspar de Barros de Magalhães, viveu no Recôncavo Baiano foi muito rico e afazendado. Pag. 203

(7) D. Maria Furtado de Mendonça fez parte da família de igual sobrenome que fez Historia no Rio de Janeiro. Era filha de Fernand’Aires Furtado de Mendonça e de sua esposa D. Cecilia de Andrade Carneiro. Pag. 311

(8) Baltazar Barbosa de Araujo era natural de Ponte de Lima, Portugal, e filho de Gaspar Barboza de Araujo e sua esposa D. Maria de Araujo. Pag. 135 e segue.

(9) Vicente Dias de Beja, era natural da Provincia do Alentejo, era moço fidalgo da casa do infante D. Luis. Pag. 86

(10) Diogo Alvares Correa, Caramuru, era filho das principais famílias nobres de

Viana. Pag. 84

(11) Eusebio Ferreira, era natural de Porto Santo, na Ilha da Madeira, e filho de Leão Ferreira. Pag. 313.

(12) D. Mécia de Armas, foi segunda esposa de Rafael Telles, do qual não teve filhos; e filha de Luis de Armas e de D. Catharina Jacques, “pessoas nobres e principais da Bahia”. Pag. 175

(13) Gaspar Goncalves Ferreira. Era filho de Gonçalo Aires Ferreira.

(14) Branca Afonso da Cunha era natural de Covilha.

(15) Elizabeth Sinclair de Roslin descendia de Sir William Sinclair of Roslin, um nobre cavaleiro na Escócia que as tradições e provas atuais indicam que chefiou uma expedição exploratória que aportou na Nova Escócia, Província do Canada, por volta de 1360, ou seja, mais de um século antes de Colombo.

A missão de William Sinclair seria a de proteger supostos tesouros dos Cavaleiros Templários, Ordem que fora dissolvida pelo papa Clemente, em 1312.

Mas houve continuidade tanto na Escócia quanto em Portugal, onde a organização veio a chamar-se Ordem de Cristo.

(16) A familia Drummond, tanto quanto a Sinclair, formou-se a partir da nobreza francesa, porem, quando da transferencia do Sir John Drummond para a Madeira ja era ha mais de 1 século família escocesa.

(17) Izabel de Lemos era irma de Felipe de Lemos Palha, filhos de João Rodrigues Palha e D. Mécia de Lemos. Pags. 469 (batizada a 25.03.1568) e 161.

(18) D. Joana da Silva era filha de Gonçalo da Silva, regedor da justiça em Lisboa. Pag. 144.

(19) Guilherme Moniz Barreto foi também casado com D. Joanna da Costa Corte-Real, filha de João Vaz da Costa Corte-Real. Pag. 144

Talvez venhamos a ser descendentes desses também, pois, o (1) Francisco Moniz Barreto tinha por pai outro Guilherme Moniz Barreto. E antes de migrar para o Brasil a família estava radicada na Ilha Terceira, Açores.

(20) D. Ignez, era filha de Gonçalo Nunez Barreto, alcaide-mor do Faro. Pag. 144

(21) D. Teresa Anes de Andeiro, foi filha de João Fernandes de Andeiro, segundo Conde de Ourem, e sua esposa D. Maior Fernandes de Moscoso.

Maior Fernandes de Moscoso era então viuva de Fernão Bezerra. Deles descendem os Bezerra em Pernambuco, dos quais também descendia o governador Luiz Barbalho Bezerra, nosso ancestral.

Consta em genealogias um terceiro nobre casado com Maior Fernandes de Moscoso. Caso seja a mesma, teremos a oportunidade de descender dela por 3 vias, sendo pelo menos uma de cada marido.

Quem desejar aprofundar mais pode verificar os nomes e genealogias dos cônjuges de nossos possíveis ancestrais mais nobres, pois, estão expostos na internet.

Aconselho aos descendentes dos ancestrais ANTÔNIO JOSE MONIZ e MANOELA DO ESPIRITO SANTO, via Luiza Maria do Espirito Santo e seu marido, o fundador de Guanhães, capitão de milícias Jose Coelho da Rocha, a copiarem esse resumo para te-lo disponível.

A minha convicção de nosso ancestral Antonio Jose ser o mesmo ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO aumenta a cada retorno que faço a esses estudos. As evidencias disso são enormes.

Seria bom ter os dados guardados em mãos porque pode-se perder as informações na internet caso hajam mudanças indesejáveis no futuro. E também, fica mais fácil consultar os dados quando se for falar no assunto na ausência de um computador `as mãos.

Ha que lembrarmos também que nossa ancestral Manoela do Espirito Santo pode vir do mesmo núcleo de famílias primeiro fundadoras da Bahia.

E temos outra ancestral, Tereza (Fiuza) de Jesus, baiana, `a época, procedente de Itabaiana, atualmente em Sergipe, que devera ter pelo menos alguns dos mesmos ancestrais.

Ha a necessidade de sabermos isso para termos a ciência de que: aqueles ancestrais que pensamos ser antigos demais para termos vínculos parentais próximos com eles, em verdade, são nosso “bisavós-de-fato” devido a tantas vezes que nos são ancestrais.

 

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008. DESCENDENTES DE D. PEDRO I, DE PORTUGAL, E DONA IGNEZ DE CASTRO?

 

“ARGOLOS

Rodrigo Argolo foi um nobre Castellano, que passou `a Bahia nos princípios da sua fundação, e n’ella com Joana Barboza Lobo, uma das trez irmans orfans, filhas de Balthazar Lobo de Souza, que faleceu na carreira da India, as quaes trez irmans, com outras mais, também orfans e filhas de pessoas nobres, mandou a rainha D. Catharina, mulher do Sr. rei D. João III, no anno de 1551, na armada de que era capitão de mar e guerra Antonio de Oliveira Carvalhal, que foi o primeiro alcaide-mor da Bahia, e vieram a entregar estas orfans ao governador Thomé de Souza, primeiro que no anno de 1549 veio fundar esta cidade, mudando-a de Villa-Velha do Pereira para onde agora esta, recomendando el-rei e a rainha ao dito governador cazasse as taes donzellas com as pessoas principaes que houvesse na terra, e assim com o tal Rodrigo de Argolo, acima, que n’esta mesma ocazião, com o governador Thomé de Souza, ou na própria armada do Oliveira veio `a Bahia cazou o governador a D. Joana Barboza, a qual e suas duas irmans, nomeadas a fl… dizem as memórias, que d’ellas tratam, eram sobrinhas do Conde de Sortella. Foi este Rodrigo Argolo provedor da Alfândega da nova cidade do Salvador, Bahia de Todos os Santos, por mercê do Sr. rei D. João III, por cazar com a sobredita D.Joana Barboza, da qual teve os filhos seguintes:”

Acabo de fazer mais uma pequena revista nos escritos e encontrei, alem de outras, essa passagem bastante esclarecedora de nossa genealogia. Isso porque Balthazar Lobo de Sousa foi pai de:

01. Joana Barbosa Lobo c. c. Rodrigo de Argollo

02. Micia Lobo de Mendonça c. c. Francisco Bicudo

03. Catharina Lobo de Barbosa Almeida c. c. Gaspar de Barros Magalhães.

Cada um desses casais ira dar reflexo em nossa genealogia. Eu apenas não os analisei a contento. Mas sei que os Argollo irão depois misturar-se com nossos familiares.

Micia e Francisco serão pais de outra Micia. Essa será a primeira esposa de Jeronimo Moniz Barreto, o velho. Eles serão os pais do Egas Moniz Barreto, que será pai do Francisco Barreto de Menezes que, por sua vez, Egas Moniz Barreto, o marido de D. Ignez Teresa Barbalho Bezerra.

D. Ignez foi filha de Antonia Barbalho e Antonio Ferreira, e neta por via materna do governador Luiz Barbalho Bezerra e de sua esposa Maria Furtado de Mendonça. Por ai sai alguns títulos de nobreza do Imperio Brasileiro.

Ja a dona Catharina e seu esposo Gaspar foram pais de dona Vitoria de Barros que casou-se com Manoel de Freitas do Amaral.

Deles nasceu dona Maria Lobo de Mendonça que foi casar-se com Francisco Moniz de Menezes, observe-se como o nome eh parecido com o do Francisco Barreto de Menezes!

Maria Lobo e Francisco Moniz, porem, serão pais do Jeronimo Moniz Barreto, o mais moço que o anterior. Esse ira casar com dona Teresa de Souza, irmã da dona Ignez Teresa, também filha de Antonia Barbalho e Antonio Ferreira.

Dai para frente basta seguir na ordem descendente para encontrar-se poucas gerações depois o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO que, ate que se prove o contrario, devera ser nosso ancestral:

ANTONIO JOSE MONIZ, que se casou com MANUELA DO ESPIRITO SANTO e foram pais, em Conceição do Mato Dentro, da nossa preciosa ancestral, tetravó: LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO.

E que o Divino Espirito Santo proteja a todos no carnaval e todos os dias da vida.

Essa mensagem foi passada durante o carnaval de 2018. Eu estava satisfeito com o que havia encontrado ate então. Mas dai!

Retornando `a “REVISTA TRIMENSAL” parece-me que em alguma parte o autor da genealogia ou eu cometemos um grave engano. Assim, porei em sequencia para tirar as duvidas.

PAG. 161

“N. 3 – Jeronimo Moniz Barreto (2), filho terceiro de Egas Barreto, a fl…, e de sua mulher D. Maria da Silveira …………………, e ali cazou duas vezes, a primeira com D. Micia Lobo de Mendonça, filha de Francisco Bicudo e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça …………………. E dela teve filhos:

  1. Egas Muniz Barreto, que se segue.”

 

Teve ainda: Angela, Maria Francisca, casadas, e Izabel e Vasco, solteiros.

PAG. 162

“N.1 – Egas Moniz Barreto (1) filho primogenito de Jeronimo Moniz Barreto e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça, cazou trez vezes, a primeira com D. Agueda de Lemos, irman de sua madrasta D. Izabel de Lemos, acima, e a fl…, n.5, e della teve filho:

5. Francisco Barreto de Menezes, que se segue. Batizado em Paripe a 6 de Junho de 1602.

D. Micia de Menezes, mulher de Paulo Argol, a fl…”

`As paginas 177-8 surgem dois Paulo Argolo. Na revista faltou o “o” final. O primeiro era filho do Rodrigo Argolo Castellano e dona Joana Barbosa Lobo e  casou-se com Felicia Lobo, filha de Gaspar de Barros de Magalhães e sua esposa Catharina Lobo de Barbosa Almeida, ou seja, eram primos em primeiro grau pelos lados maternos.

O autor confundiu ao dizer que dona Joana Lobo era irmã da dona Felicia. Deveriam ser tia e sobrinha.

O segundo Paulo Argolo, filho do primeiro e dona Felicia, casou-se com Micia Lobo de Mendonça. Porem essa ja possuía um parentesco um pouco mais distante, pois, foi filha de Egas Moniz Barreto e sua esposa Agueda de Lemos.

Esse era o Egas Moniz, filho do Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua primeira esposa Micia Lobo de Mendonça. Por sua vez, essa era filha de Francisco Bicudo e a primeira Micia Lobo de Mendonça, uma das 3 irmãs que foram enviadas para casarem-se com as maiores figuras da terra. Seguindo:

“N. 5 – Francisco Barreto de Menezes, fidalgo escudeiro, filho de Egas Moniz, n. 1, e de sua primeira mulher Agueda de Lemos, cazou com D. Izabel de Aragão, filha de Melchior de Aragão (2) e de sua mulher Maria Dias, e teve filhos. Faleceu D. Izabel de Aragão a 19 de Maio de 1674, ja viuva. Sepultada em S. Francisco.

12. Egas Muniz Barreto, que se segue. Batizado na sé a 22 de Agosto de 1646.

________________________

(1) Fidalgo escudeiro. Faleceu a 23 de Outubro de 1646, sepultado em Camamu, onde era morador.

(2) Senhor do engenho Mataripe. Faleceu em 1669.

Dona Izabel de Aragão, aparece na pagina 110 da Revista. Sua mãe, Maria Dias, consta, na pagina 109, ter sido “outra filha de Maria Dias e seo marido Francisco de Araujo.” E Melchior era oriundo da Ilha da Madeira.

Maria Dias, esposa de Francisco de Araujo, foi filha de Genebra Alvares e seu marido Vicente Dias de Beja. Sendo Genebra Alvares filha de Diogo Alvares Correia, o Caramuru, e Catharina Alvares, a Paraguaçu. Ou seja, teriam então o mesmo sangue que nos. A menção esta na pagina 86.

PAG. 163.

“N. 12 – Egas Moniz Barreto, filho de Francisco Barreto de Menezes, n. 5, foi coronel escudeiro fidalgo, cazou com D. Ignez Barbalho Bezerra, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia, filha de Luiz Barbalho, a fl…”

FAZENDO O ESQUELETO GENEALOGICO I

01. Egas Moniz Barreto c. c. D. Ignez Barbalho, filho de:

02. Francisco Barreto de Menezes c. c. Izabel de Aragão, filho de:

03. Egas Moniz Barreto c. c. Agueda de Lemos, filho de:

04. Jeronimo Moniz Barreto c. c. Micia Lobo de Mendonça, filho de:

05. Egas Moniz Barreto c. c. D. Maria da Silveira.

PAG. 161

“Segunda vez cazou Jeronimo Moniz Barreto com D. Izabel de Lemos, filha de João Rodrigues Palha e de sua mulher Micia de Lemos e teve filhos:

4. Miguel Telles de Menezes, a fl… e ali o mais

4. Antonio Moniz Telles, adiante. Batizado na se a 19 de Abril de 1586

4. Vicente, Francisco, Jeronimo, D. Joana e Anna de Lemos, mulher de Christóvão Rabelo, com filhos, a fl…”

PAG. 372

“MONIZES DO SOCORRO

N. 1 – Francisco Moniz de Menezes, *filho de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua segunda mulher D. Izabel de Lemos, a fl…, foi fidalgo da caza real e cazou com D. Maria Lobo de Mendonca, filha de Manoel de Freitas do Amaral e de sua mulher D. Victoria de Barros, a fl…, n. 6, e teve filhos:

1. D. Victoria de Menezes, mulher de Vasco de Souza, a fl…, e depois de Jeronimo da Cruz, cazou com este a 30 de Abril de 1658.

________________________________

  • Faleceu a 1. de Abril de 1674, sepultado na capella-mor da Mizericordia na sepultura de seu avô Francisco de Araujo.”

 

PAG. 373

“2. Jeronimo Moniz Barreto, que se segue:

N. 2 – Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonça, cazou com D. Tereza de Souza, (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra, a fl. 269, e teve filhos:

3. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, que se segue, batizada a 21 de Janeiro de 1666″

…………………………………………………………..

5. D. Luiza Josefa de Menezes, depois, batizada a 25 de Setembro de 1687.”

FAZENDO O ESQUELETO GENEALOGICO II

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

01. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira, ambas filhas de:

02. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Thereza de Souza, filho de:

03. Francisco Moniz de Menezes c. c. D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

04. Jeronimo Moniz Barreto c. c. D. Izabel de Lemos, filho de:

05. Egas Moniz Barreto, o velho c. c. D. Maria da Silveira

Assim, torna-se claro que enganei-me ao identificar ao Egas Moniz Barreto, casado com Ignez Thereza, como se fosse irmão de Jeronimo Moniz Barreto, casado com dona Thereza, irmã de dona Ignez.

Os Franciscos pais eram diferentes. O problema ai foi que a mistura era muito semelhante ja que nos lados maternos dona Agueda era irmã de D. Izabel de Lemos. E dona Maria Lobo era prima de dona Micia Lobo.

O Jeronimo da D. Thereza de Souza era da geração do Francisco, pai do Egas da Ignez Thereza.

Assim se desfaz alguns mal-entendidos e também se informa o quão as famílias no período colonial se entrelaçavam de forma muito semelhante ao que fariam as gerações descendentes ate `a altura de nossos pais e seus familiares.

Observe-se, então, os riscos para a saúde da descendência! Motivo ótimo para se estudar a genealogia e usa-la em medicina preventiva.

Para uma melhor compreensão do que ja passamos nessa revista, ha que repetir aqui o esqueleto maior, ate ao momento:

ESQUELETO GENEALOGICO III

01. Diogo Alvares Correia (Caramuru) c.c. Catharina Alvares, pais de:

02. Genebra Alvares c.c. Vicente Dias de Beja, pais de:

03. Catharina Alvares c.c. Balthazar Barboza de Araujo, pais de:

04. Francisca Barboza c.c. Felippe de Lemos, pais de:

05. Agueda de Pina c.c. Lourenço de Oliveira Pita, pais de:

06. Antonio Galas da Silveira c.c. D. Luiza Josefa de Menezes, pais de:

07. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

08. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

09. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Por ai se vê como poderemos chegar `a nossa genealogia, caso esse ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO seja o mesmo nosso tetravô ANTÔNIO JOSE MONIZ.

Ja vimos em nosso texto anterior, embora esteja ao depois no blog, que Baltasar Barbosa de Araújo tem ancestrais conhecidos `a sua época que remontam a anos anteriores ao ano 1.000 de nossa era.

Mas hoje sabemos que o ancestral apontado naquela carta sob o nome de Egas Moniz de Riba Douro, trata-se do senhor de Riba Douro, que se casou com Toda Ermiges. Ela foi bisneta do rei D. Ramiro I, de Leon.

A carta ate menciona que o conde D. Pedro dizia isso mas o autor não chegou `a informação. Egas e Toda foram os bisavós de Egas Moniz, o Aio. Esse foi o bisavô do D. Soeiro Viegas Coelho, o que iniciou a geração da assinatura Coelho.

D. Soeiro foi o pai de, entre outros, Maria Soares Coelho, que foi a esposa do D. João Peres, I senhor da Torre de Vasconcelos, e cuja família adotou o sobrenome por causa disso. Na carta aparece somente ele como D. João Pires de Vasconcelos. Tinha ele o apelido de “o Tenreiro”.

Outro que aparece naquela lista foi o D. Rui Gonçalves Pereira. Como ja mencionei, era primo próximo do D. Nuno Alvares Pereira. Estão eles entre as primeiras gerações desse nobre sobrenome da Pereira. E também são descendentes do rei D. Ramiro I.

A ascendência conhecida de D. Ramiro I remonta a tempos anteriores a Cristo. O que, alias, se confunde com a ascendência de toda a nobreza europeia.

01. D. Catarina Alvares foi filha do chefe Taparica, maioral dos Morubixabas, uma das tribos da nação Tupinamba.

04. Vejamos como Felipe de Lemos se enquadra num esqueleto.

ESQUELETO GENEALOGICO IV

01. Felipe de Lemos c. c. Francisca Barbosa, filho de:

02. Micia de Lemos c. c. João Rodrigues Palha, filha de:

03. Fernão de Lemos, fidalgo cavaleiro.

Dona Agueda de Lemos, que aparece na genealogia do Egas Moniz Barreto, acima, e Isabel de Lemos que aparece no Esqueleto Vi, abaixo, eram irmãs do Felipe de Lemos.

`A pagina 469 temos:

“5. Felippe de Lemos, cazado com filhos, e teve o foro de escudeiro fidalgo, e logo o de cavalleiro fidalgo por alvará de 18 de Janeiro de 1620, batizado na sé a 7 de Maio de 1576.”

Como nada se pode encontrar do Lourenço de Oliveira Pita e Anna Maria da Affonseca, vamos tratar do esqueleto seguinte:

ESQUELETO GENEALOGICO V

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Como se pode ver, essas foram as duas formas como chegamos ao mesmo, possível, ancestral ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO.

Falta-nos, então, a parte que nos cabe do capitulo MONIZ BARRETO:

ESQUELETO GENEALOGICO VI

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

02. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

03. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos, filho de:

04. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

05. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

06. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva, filho de:

07. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves c.c. (3) Ignez, filho de:

08. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

09. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

Aqui encontramos o quadro onde D. Izabel de Lemos foi irmã de Felippe de Lemos, acima, esqueleto IV.

ESQUELETO GENEALOGICO VII

01. D. Maria Lobo de Mendonça c. c. Francisco Moniz de Menezes, filha de:

02. D. Victoria de Barros c. c. Manoel de Freitas do Amaral, filha de:

03. Catharina Lobo de Barbosa Almeida c. c. Gaspar de Barros Magalhães, filha de:

04. Henrique Lobo c. c. Isabel de Reboredo, filho de:

05. 1492 Balthazar Lobo de Sousa c. c. Joana Barbosa (?) 1a. esposa.

06. 1472 Felipa de Souza c. c. Diogo Lobo

07. Joana da Guerra c. c. João Fernandes de Souza, 4o. sr. de Baião

08. Isabel da Guerra c. c. Gonçalo Vaz Coutinho

09. D. Ignez da Guerra c. c. Alvaro Pires da Távora

10. Pedro da Guerra c. c. D. Tereza Anes De Andeiro

11. D. João de Portugal, duque de Valencia c. c. Desconhecida

12. D. Pedro I, rei de Portugal c. c. D. Ines de Castro

13. D. Afonso IV, o Bravo c. c. D. Beatriz de Molina e Castela

14. D. Dinis I, o Lavrador c. c. D. Isabel de Aragão

15. D. Afonso III c. c. D. Beatriz de Castela

16. D. Afonso II c. c. D. Urraca de Castela

17. D. Sancho I, o Povoador c. c. D. Dulce de Aragão

18. D. Afonso I Henriques, o Conquistador c. c. D. Mafalda de Sabóia

19. D. Teresa de Leon c. c. D. Henri de Borgonha

20. D. Alfonso VI de Leao e Castella c. c. Ximena Moniz

(?) O nome Joana Barbosa foi sugerido por Manuel Abranches, mas não se tem certeza.

Consta que João Fernandes ficou órfão muito novo e era o único neto de Luis Alvares de Souza. E um trisavô dele chamava-se: D. Frei Alvaro Goncalves Camelo, que foi prior da Ordem do Hospital.

Ou seja, era da Ordem dos Templários, que em 1307 foi perseguida e extinta pela Igreja Católica, porem, foi ressuscitada em 1317 pelo rei D. Diniz, passando `a Ordem do Hospital, ou Ordem Militar de Malta ou, ainda, Ordem de Cristo.

Essas informações a mais aparecem na leitura:

http://www.soveral.info/mas/Argollo.htm

Aqui se afirma também que donas Joana e dona Micia (Mécia ou Maria) na verdade eram irmãs do Henrique Lobo e dona Catharina seria sobrinha e não irmã delas.

A leitura ai tem um pouco de tudo. Romance, drama etc.

Mesmo com certa modorra em ler-se texto tão complicado, resolvi fazer a leitura melhor detalhada. Foi por isso que pude reconstituir as 20 gerações de nossos muito prováveis ancestrais.

Bom, nesse caso, em se tratando do Antonio Jose Moniz Barreto. Caso não seja ele o nosso ancestral, e pode se-lo por alguma outra via, poderemos sim sermos descendentes das mesmas pessoas, apenas seguindo outras sequências que ainda não pudemos reconstituir.

Interessante foi que `a leitura do texto, pareceu-me que o professor Manuel Abranches de Soveral fez alusão ao fato do Frei Jaboatão ter se enganado ao incluir dona Catharina como irmã das três órfãs, e destaca que foi sobrinha.

Ele alega para a correção, não apenas o que esta escrito no “Pedatura Lusitana”, de autoria do Alão, mas também documentos comprovantes. O que chegou a convencer-me. Sem duvidas.

Também alega que as filhas de Balthasar Lobo de Souza não eram órfãs, pois, o pai delas se encontrava vivo. Contudo, estava do outro lado do mundo. Em sua missão nas Índias, Goa, com sua segunda esposa e 10 filhos para cuidar.

Elas não seriam órfãs de todo. Apenas não tinham mãe e o pai era ausente. Mas ele faz mais algumas revelações importantes. Tais como, eram mesmo 3 irmãs:

01. Joana Barbosa Lobo c. c. Rodrigo de Argolo

02. Micia Lobo de Mendonça c. c. Francisco Bicudo

03. Marta de Souza c. c. João Gonçalves Drummond

E com isso faz outra revelação que passa a ser nosso próximo esqueleto:

ESQUELETO GENEALOGICO VIII

01. Baltasar Lobo de Souza c. c. Joana Barbosa (?)

02. Marta de Souza c. c. João Gonçalves Drummond

03. Antonio de Souza Drummond c. c. Joana Barbosa

03. Melchior (Belchior) de Souza Drummond c. c. Mécia de Armas

04. Catharina de Souza c. c. Eusebio Ferreira

05. Antonio Ferreira de Souza c. c. Antonia Barbalho Bezerra.

06. Tereza de Souza c. c. Jeronimo Moniz Barreto

Esses foram pais de duas das ancestrais do Antonio Jose Moniz Barreto:

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

02. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira.

Abaixo, explicarei melhor que Joana Barbosa foi filha de Baltazar Barbosa de Araújo e dona Catarina Barbosa. Ou seja, era irmã da Francisca Barbosa, esposa do Felippe de Lemos. Esses estão no Esqueleto III, geração 4.

O trabalho do professor Soveral trata mesmo da família Argolo. O que será útil para o conhecimento da genealogia brasileira como um todo, inclusive com as preciosas informações da procedência dos títulos de nobreza do Império Brasileiro depois adquiridos pela descendência.

Fica ai mais essa dica interessante pois ele informa que tais nobres descendiam não apenas de uma das irmãs, mas de duas: dona Joana e dona Marta e da sobrinha delas, Catarina.

Ou seja, nos seriam aparentados em duplo, caso sejamos descendentes de dona Marta e dona Catarina.

Ressalve-se que na descrição de ancestrais do numero 4. Paulo Argollo, deixa escrito que Antonia Bezerra, casada com Antonio Ferreira de Souza, foi filha de Luiz Bartolo e Maria Furtado.

Não sei dizer o que levou ao engano. Pode ter sido interferência de outros dados no momento de escrever e `a revisão não ter percebido. Mas esses seriam os nossos ancestrais, Luiz Barbalho Bezerra e Maria Furtado de Mendonça. Tem-se que rolar 2 bons dedos na tela do laptop para localizar-se esse engano.

Alias, não foi por falta de literatura na qual basear-se. O casamento de Antonio Ferreira e Antonia Barbalho esta registrado tanto pelo Frei Jaboatão quanto pelo “Pedatura Lusitana”, do Alão. Vou ate repetir aqui para facilitar para os leitores. Dona Antonia e Antonio estão no numero 4:

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pag. 343                    “BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho .. .. .. e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ……… e teve:

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar …………………….. m.er de Ignacio Cenarche de Noronha co. g. Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felippe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil … … …

3. Luis Barbalho Bezerra filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*******************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erao primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverao Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forao pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da casa delRei e Com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.

*******************************

Pag. 354

sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Casa delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça  filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:

4. Guilherme Barbalho Bezerra

4. Agostinho Barbalho Bezerra

4. Fernão Barbalho

4. Fran.co Monteiro Barbalho

4. Cosma Bezerra m.er de Fran.co de Negreiros Soeiro Sr. de hu engenho no Brazil

4. D. Antonia Bezerra m.er de Antonio Pereira de Sousa fo. de Eusebio Frra. Dromondo E de Cn.a de Sousa sua m.er.

4. D. Cecilia .. … .. m.er de Anto. Barbosa Calheiros fo. de Io. Barbosa Calheiros em Vianna

4. D. Fran.ca Furtada

4. Guilherme Barbalho Bezerra filho 1o. deste he Alcaide-mor de Serzipe delRei e tem a Comenda de seu pae. Casou com D. Anna Pereira fa. de D.os de Negreiros Soeiro Sr. de Engenho … … … e teve

5. Luis Barbalho

5. Domingos Barbalho

Pag 355

4. Ago. Barbalho Bezerra fo. 2o. de Luis Barbalho Bezerra n.3 Foi correo-mor do Brazil ……

4. Fernão Barbalho filho 3o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi Vedor da Fazenda da India. Casou co D. Maria de Macedo m.er baixa.

4. Fran.co Monteiro Barbalho filho 4o. de Luis Barbalho Bezerra no. 3 Foi G.or da Fortaleza de S. Marcello na Bahia

3. Felippe Barbalho Bezerra filho 3o. de Antonio Barbalho no. 2 E o 2o. de sua m.er……..

2. Luis Barbalho filho 2o. de Fernão Barbalho no. 1 servio na India ……… e teve

3. D. … … … m.er de D. Luis de Sousa ou da Sylva paes delRey de Maldiva tto. de gras.

2. Alvaro Barbalho filho 3o. de Fernão Barbalho n. 1  Casou no Brazil co …. … ….”

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O próprio professor Manuel Abranches de Soveral haveria de convir que os tempos que aqueles escritores escreveram não eram fáceis para esse tipo de trabalho. Imagine-se, vasculhar séculos de documentação não catalogada!

No caso do Alão, Soveral bem mencionou que o irmão, Belchior de Souza Lobo, do Baltazar Lobo de Souza, e outros, não foram mencionados. Ai acima, no titulo “BARBALHOS”, existem outros mistérios também.

Pelos nomes dos filhos, acredito que o Antonio Barbalho, filho de Fernão Barbalho, deverá ser o mesmo Brás Barbalho Feyo, tão frequente na literatura genealogia brasileira, surgindo desde Frei Jaboatão ate Borges da Fonseca e, obviamente, todos os mais recentes.

Caso contrario, o Brás poderá ter sido um irmão não mencionado. E dai surgem outras confusões, tais como a de que o grande Luis Barbalho teria sido filho daquele Antonio. Os mesmos autores concordam que foi filho da Camila Barbalho e alguém da Família Bezerra.

Atualmente se acredita que o pai foi o Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda. O que, pela regressão de datas, posso dizer que seja o candidato mais forte.

Na verdade, eu não desejava ter extendido tanto esse capitulo de meus estudos. A intenção era a de resumir o que ja sabia, concentrando-o nos esqueletos que penso ser melhor explicativos. Mas a menção a que Baltazar seria sextoneto do Pedro I e dona Ines de Castro acabou incitando minha curiosidade.

Porem ha ai outro engano no trabalho do professor Soveral. Tive que buscar em outras fontes para esclarecer. Ele postou que D. João Fernandes de Andeiro teria sido filho do Infante D. João, filho de Pedro e Ines.

Na verdade foi o Pedro da Guerra quem era, como esta no esqueleto. Dona Teresa Anes de Andeiro, esposa do Pedro, era filha do João Andeiro e sua esposa Maior Fernandes de Moscoso, que tinha antes sido viuva de Fernão Bezerra.

Assim fica explicado o quão pequeno foi aquele mundo no qual nossos antepassados viviam. Ela ja era nossa ancestral via o lado Bezerra da família. Porem, com o primeiro marido. Agora as vezes podem multiplicar-se. E muito! Alem disso, descendia de D. Teresa de Leon e Henri de Borgonha.

A informação de que podemos ser descendentes do Pedro e Ines de Castro é realmente nova para mim. Ate hoje eu havia encontrado no máximo ao rei D. Diniz como nosso ancestral. Assim, a gente fica descendente de praticamente toda a Dinastia Afonsina.

Nesse caso, faltaria completar com o D. Sancho II, rei de direito, porem, deposto por desagradar `a Igreja Católica. Entrando no lugar dele o seu irmão, Afonso III.

E aqui temos um entroncamento interessante. Antes ha que nos lembrarmos que o rei D. Afonso IV foi quem ordenou a morte da rainha D. Ines de Castro. Ela e outros castelhanos que estavam em Portugal estavam ficando influentes demais junto ao príncipe herdeiro Pedro.

E como Pedro abandonou a rainha de direito Constança Manuel, em favor do amor por Ines, pensava o rei e sua corte ser melhor mata-la para evitar uma guerra com os espanhóis.

Os executores foram: Alvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e Pero Coelho. Houve praticamente uma revolução. Mas os nervos foram acalmados e Pedro prometeu não vingar depois que subisse ao trono. E a primeira coisa que fez foi quebrar a promessa, mandando executar seus desafetos.

Pedro I foi pai do rei de direito: Fernando I. Contudo esse não teve filhos do sexo masculino para ocupar o trono. A filha tornou-se esposa do rei de Castela. Então, com o falecimento de Fernando I, o rei João I de Castela invadiu Portugal.

As cortes em Coimbra ja haviam decidido que o rei seria João I, o Mestre de Avis, que ocuparia o trono. Esse João, Infante de Portugal, era filho do mesmo Pedro I, porem, extraconjugal.

De toda forma houve a guerra. Os portugueses derrotaram os castelhanos na Batalha de Aljubarrota. Mesmo com menor numero de pessoas nas forças militares. As táticas de guerra usadas pelos portugueses ajudados por ingleses foi superior. Os espanhóis contavam com ajuda dos aragoneses e franceses.

Decidido quem ficaria no trono e que Portugal permaneceria independente, a vida continuou. O grande general da época, D. Nuno Alvares Pereira, atualmente, Santo Nun’Alvares, tinha uma filha. Chamava-se Beatriz Pereira Alvim.

D. Nuno foi casado com Leonor Alvim. Essa era filha de primos: João Pires de Alvim e dona Branca Pires Coelho. Ambos descendiam do D. Egas Moniz, o Aio.

D. Beatriz Pereira Alvim, alem de ser filha única do D. Nuno, acabou casando-se com D. Afonso, filho do rei D. João I, de Portugal, e Ines Pires Esteves. Esse D. Afonso foi o primeiro Duque de Bragança. E do casal descende a Casa de Bragança.

Assim seguiram as duas linhagens. A que seguiu a Dinastia de Avis, se extinguiu em 1580, com o rei Felipe I da Espanha tomando a coroa de Portugal.

A Reconquista se deu a partir de 1640, com o restabelecimento da coroa portuguesa e a coroação de D. João IV, que então era o herdeiro do ducado de Bragança.

Assim se mostra que podemos não ser descendentes de outros reis portugueses mais recentes, porem, todos os reis de Portugal e Brasil que existiram depois descenderam de mesmos ancestrais que nos.

E quando digo nos, estou referindo-me a boa quantidade da população brasileira. Imagine-se apenas os fatos. As 3 filhas e a neta do Baltazar Lobo de Souza devem ser ascendentes de milhões.

E, logicamente, não devem ter elas sido as únicas descendentes a se mudarem para o Brasil `a época. Pedro governou apenas 10 anos, 1357 a 1367. Teve 6 filhos que chegaram `a idade adulta. Praticamente 200 anos após seu governo foi que elas foram para o Brasil.

200 anos era suficiente para que tivesse alguns milhares de descendentes, os quais nem todos estavam em situação financeira melhor, portanto, ir para o Brasil era o sonho de “fazer a America”.

Apesar de que, somente o Baltazar Lobo de Souza estava com 10 filhos vivendo nas Índias. Ha que se pensar nisso também. Podemos ter milhares, senão milhões, de familiares indianos sem o sabermos.

Diga-se de passagem, alem desses que estavam por la, haviam outros irmãos do Baltazar. E, provavelmente, outros parentes andavam `as voltas.

Alem deles, temos a noticia no texto do Alão que antes havia ido para as Índias: o Luis Barbalho, filho de Fernão Barbalho. Ao depois foi para la também o Fernão Barbalho Bezerra, filho do governador Luiz.

O que falta saber será se toda essa gente deixou descendência e se ela permaneceu no Oriente. Se ficou, devemos ter um parentesco relativamente próximo com, pelo menos, as gentes de Goa.

Em resumo, teremos parentesco obrigatório com as pessoas dos títulos descritos pelo Frei Jaboatão:

01. 42 Albuquerques Maranhões na Bahia (1)

01. 77 Bicudo

02. 84 Caramurus na Bahia

03. 111 Britos Freires com Caramurus na Bahia

04. 135 Araújos e Barbosas

05. 138 Caramurus

06. 140 Adornos e Caxoeira

07. 144 Monizes Barretos na Bahia

08. 146 Alomba

09. 160 Ulhoa

10. 174 Telles (2)

11. 177 Argollos

12. 180 Argollo Ribeiro

13. 182 Araujo, Barboza

14. 182 Argolos e Pereiras

15. 202 Torres

16. 203 Barros e Magalhães na Bahia

17. 211 Barros, Lobo e Velho

18. 212 Moreiras do Socorro (3)

19. 217 Cunha e Severin

20. 219 Pereiras Soares de Paripe

21. 224 Amorim, Barboza

22. 226 Pereiras de Paripe

23. 238  Vaz, etc

24. 242 Florianos na Bahia (4)

25. 243 Barros da França na Bahia

26. 274 Parui, Brito e Lobo (5)

27. 276 Britos e Castros

28. 279 Castros, Freires, Souzas e Tavoras

29. 281 Souzas de Andrade (6)

30. 308 Negreiros de Sergipe do Conde

31. 310 Barbalhos

32. 313 Ferreiras e Souzas

33. 372 Monizes do Socorro e Fiuzas

34. 382 Monteiros

35. 385 Rocha, Sa e Soutomaior (7)

35. 386 Maciel e Sa

36. 392 Brito Cassão

37. 395 Dormondo (Drummond) (8)

38. 407 Subtil e Siqueira

39. 427 Bravo (9)

40. 454 Paredes na Bahia (10)

41. 468 Palha

(1) A família “Albuquerques Maranhões na Bahia” entra em nosso ramo de parentela não por ser nossa ancestral mas por possuir ancestral que compartilhamos desde seu inicio.

Essa familia começa com Jeronimo de Albuquerque, o Torto, filho do Jeronimo de Albuquerque, o Adão de Pernambuco, e de sua companheira, a indígena D. Maria do Espirito Santo Arcoverde. O Torto ajudou a conquistar o Rio Grande e foi seu primeiro governador.

Foi casado com D. Catharina Pinheiro Feio. Essa foi filha de Antonio Pinheiro Feio, reinol, e de sua esposa, D. Leonor Tavares de Guardes.

Ela foi filha do senhor do engenho de São Paulo da Várzea do Capibaribe, Francisco Carvalho de Andrade e sua esposa Maria Tavares de Guardes.

Esses foram também pais de dona Ignez de Guardes, esposa do instituidor do riquíssimo morgado do Cabo de Santo Agostinho, João Paes Barreto.

Era também irmã das anteriores, Maria ou Catharina Tavares de Guardes, que foi a esposa de Brás Barbalho Feyo, que foram os avos do Luiz Barbalho Bezerra, via Camilla Barbalho.

Diga-se de passagem, nos, Barbalho em Minas Gerais, teríamos parentesco com todos os Albuquerques ja, pelo menos, pelo lado de Martim Afonso de Sousa, primeiro Governador Geral do Brasil.

Esse foi filho de Lopo de Sousa e D. Brites de Albuquerque. Que não se trata da mesma que casou-se com Duarte Coelho.

(2) Ha ai um parentesco colateral, pois, Rafael Telles, o patriarca, casou-se segunda vez com Micia de Armas, que era viuva de Belchior de Souza Drummond (Dormondo). Eles estão do Esqueleto VIII como nossos ancestrais.

(3) Outra vez, parentesco por via do tronco que gerou Martim Afonso de Sousa.

(4) O parentesco com esses esta indefinido mas deles ha os Corte Real que se misturaram com os Moniz Barreto. Na sequencia, Barros da Franca na Bahia, entram descendentes de donas Cosma e Antonia Barbalho Bezerra.

(5) Nosso parentesco se da com D. Joana de Argolo, esposa do dr. Sebastião Parui de Brito. Britos e Castros é sequencia do anterior. O mesmo se da com o 28.

(6) Parentesco por aproximação. D. Maria Furtado Barbalho casou-se com Nicolau de Souza de Andrade, porem, não tiveram filhos.

(7) Familia que começa em Diogo da Rocha de Sa, que casou-se com Ignez Barreto, filha de Egas Moniz Barreto e irma de Duarte Moniz Barreto. Sequencia em Maciel e Sa. Segue em Brito Cassão.

(8) Os Drummond da Bahia, nesse caso, se mostram nossos duplo parentes porque descendem simultaneamente dos casais: João Gonçalves Drummond e sua esposa dona Marta de Souza; e de Baltazar Barboza de Araújo e sua esposa Catarina Alvares, filha de Caramuru e Paraguaçu.

O primeiro casal foi pai de Antonio de Souza Drummond e o segundo de D. Joana Barbosa que se casaram e foram pais do Melchior (Belchior) de Souza Drummond que casou-se com Micia de Armas, filha de Luiz de Armas e sua esposa Catarina Jacques.

Antonio, que nasceu em Ilhéus, e Micia foram os pais da Catharina de Souza, esposa do Antonio Ferreira, sendo esses os pais do Antonio Ferreira, marido da Antonia Barbalho Bezerra. Como esta no esqueleto acima (VIII).

Alias, aqui acrescenta-se essa segunda descendência nos ancestrais: Caramuru e Guaimbim-Para (Paraguaçu).

(9) Começa em Antonio Bravo, natural do Porto. Quase certamente será parente de Miguel Gomes Bravo, também do Porto, nosso ancestral no Rio de Janeiro.

(10) Começa em João Paredes da Costa que casou-se com D. Paula de Barros, filha de Gaspar de Barros de Magalhães e D. Catharina Lobo, possivelmente, nossos ancestrais.

As 41 familias acima citadas são aquelas das quais descenderíamos diretamente ou suas raizes descendem das mesmas pessoas que nos. Isso não significa que as outras não possuam semelhante vinculo.

O que fica gravado ai é que as outras, não relacionadas por mim, tem ou terão vínculos após o tempo do Frei Jaboatão (1695 – 1779). Lembrando que ele concluiu seu trabalho genealógico em 1770.

A partir disso, teremos apenas o trabalho de encontrar quem foram os pais de nosso ancestral Antonio Jose Moniz, ou se ele assinava o Barreto também, para transformar esse estudo em nossa genealogia.

Por enquanto tudo isso, apesar da trabalheira, é apenas especulação.

Apenas como uma observação. Ja recebi opinião de que isso de estudar mais profundamente nossa genealogia não ajuda em nada. Afinal, por que quer-se saber de defuntos tão distantes?!!!

A verdade é que quem ja passou, e deixou herdeiro, não esta morto. Nossos antepassados vivem em nos. Quem tem aquela opinião teria razão num ponto:

Temos uma relação de descendência com nossos pais de 50%. Ou seja, a metade de cada um vive em nos. 25% é a cota de nossos avós. 12.5% de nossos bisavós. 6.25% de nossos trisavós. 3.125% de nossos tetravós. e + ou – 1.56% de nossos pentavós.

Realmente. Dai para frente seria quase que uma bobagem pensar em grau de parentesco, pois, essa será uma porcentagem próxima `aquela que o ser humano possui com seus primos mais próximos, os chimpanzés. Então, para que saber mais?!

Acontece que hão outros detalhes. Vamos tomar como exemplo as vezes possíveis que descenderíamos do Baltazar Barbosa de Souza. Ele foi pai da dona Marta e avo da dona Catarina.

Na sequencia, temos as duas personagens:

01. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c. c. Francisco Moniz Barreto

02. D. Luiza Josefa de Menezes c. c. Antonio Galas da Silveira.

Ambas foram avós do Antonio Jose Moniz Barreto. Cada uma delas foi 2 vezes descendentes do Baltazar, portanto, o Antonio Jose foi 4 vezes descendente dele.

Agora, apenas caso o nosso pentavô Antonio Jose Moniz tenha sido a mesma pessoa, nos sabemos ser 5 vezes pentanetos e uma vez sextonetos dele. Ao todo 6. E multiplicando 6 X 4, temos o resultado de 24 vezes descendentes do Baltazar.

Ainda assim torna-se pouco, devido a distancia que ha entre ele e nos. O problema é não sabermos a origem da Manoela do Espirito Santo, a esposa do Antonio Jose, nosso ancestral. E se ela for baiana também?

Dela, não temos noticias mas sabemos que temos pelo menos outra ancestral baiana, cujo nome foi Teresa (Fiuza) de Jesus, esposa do sargento-mor Domingos Barbosa Moreira. Vejam ai a repetição do sobrenome Barbosa.

Ja ate não importa tanto buscar mais. 24 vezes em tal espaço de tempo ja nos da quase um grau de pentavô. Nesse caso, justifica-se a busca de ancestrais mais antigos, pois, na verdade não são tão distantes quanto imagina a nossa vã filosofia!

Mais ainda, justifica-se saber quem foram os pouco mais antigos que o Baltazar. Isso porque, esses deverão ser nossos ancestrais não apenas as possíveis 24 vezes que o Baltazar deverá ser.

Eles deverão ser os mesmos ancestrais de nossos ancestrais intermediários, cujos sangues chegaram ate a nos por outras linhagens.

Assim, embora mais antigos que o Baltazar, podem ser ate nossos parentes mais próximos. Essa ja seria uma boa justificativa. Mas, como se dizia antigamente, “o saber não ocupa lugar”!

Agora, imaginem o prazer que daria a uma criança atual, descobrindo os primeiros capítulos da Historia Universal, ao mesmo tempo podendo ter em mãos uma genealogia que mostre que os ilustres personagens são seus ancestrais ou terem algum grau de parentesco com ela!

Acredito que tal alegria não teria preço!!!

 

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009. GENEALOGIA DE ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO: UM POUCO DO CONTEÚDO DA “REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAPHICO BRAZILEIRO”

INDICE

01. INTRODUCAO

02. EXTRATOS DA REVISTA

03. PRIMEIROS COMENTARIOS

04. ESQUELETOS GENEALOGICOS

05. BUSCANDO ANCESTRAIS DO ANTONIO JOSE MONIZ

06. ANTEPASSADOS E FAMILIARES DO ANTONIO JOSE

07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE IAIA!!!

08. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE MAIS PARENTESCOS

09. UM POUCO DA DESCENDENCIA DA DONA COSMA BARBALHO

10. ANTONIO BARBALHO PINTO, NOSSO QUASE ANCESTRAL!

11. CONCLUSOES 

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01. INTRODUCAO

Sim, a grafia é essa mesma. Trata-se do exemplar numero 52, parte I, que foi publicada em 1889.

O engraçado, ou nota de alegria, foi que estava procurando ver se encontrava dados paternos do Gaspar de Souza Barbalho, ancestral da amiga Perlya, e encontrei algo que pode ser de grande importância para a genealogia do nosso ramo.

Na verdade, a publicação naquela revista poderia levar o nome de “Nobiliarquia Baiana”. Trata-se de estudo que abrange diversas famílias nobres. Registra pessoas que chegaram desde a implantação da Capitania ate `as ultimas décadas do século XVIII (1770). Os dados são de época. A publicação em 1889 foi uma reprodução.

`A medida que outras famílias vão chegando, ali se casam com a nobreza da terra, somando sangues de outras paragens portuguesas e brasileiras. Isso se da com a Família Barbalho.

Chegada em Pernambuco desde os tempos do capitão-mor Duarte Coelho, foge para a Bahia devido aos conflitos com os holandeses. Em 1638, o governador Luiz Barbalho Bezerra e sua esposa Maria Furtado de Mendonça se instalam na, então, capital da colônia, São Salvador.

Em 1643 ele e parte da família se transferem para o Rio de Janeiro para assumir o cargo de governador daquela província. Porem deixa na Bahia duas filhas e três filhos. D. Cosma, D. Antonia, Guilherme, Fernão e Francisco Monteiro.

Somente recentemente, através do livro “Pedatura Lusitana”, tomei conhecimento que o Fernão foi casado. Mas ele, mais tarde foi transferido para Goa, onde exerceu a função de vedor, e não temos noticias de descendência.

Ha também a menção a Francisca Furtada. Os dados que tinha mencionavam 10 o total de filhos do governador e sua esposa. Por meus estudos, ate então, havia encontrado 9. Agora se completam com Cecilia, Agostinho, Antonio e Jeronimo.

Guilherme transferiu-se para São Cristóvão, antiga capital de Sergipe, na qual foi alcaide-mor. Depois passou a alcaidaria para o filho Domingos. Acredito que Guilherme tenha assumido a governadoria por 2 ou 3 anos também.

Por enquanto não descobrimos o estado civil do Francisco Monteiro. Sabe-se que foi capitão do Forte de Nossa Senhora da Conceição do Populo, ou Forte de São Marcelo. Esse forte fica dentro da Bahia de Todos os Santos e é um dos únicos com arquitetura circular no Brasil. Por histórico, é atração turística.

Francisco Monteiro aposentou-se em 1704, com pouco mais de 24 anos de serviço. Devia estar com mais de 60 anos de idade. Portando, se teve filhos em sua juventude poderia estar tornando-se bisavô.

Acredito que o autor do estudo preferiu não fazer um capitulo dedicado `a descendência Barbalho justamente por ela ter chegado depois. Ou seja, ele expõe um inicio entre as paginas 310 a 312.

As sequências da descendência esta dispersa nos vários capítulos nos quais ela se casou. Assim, `a pagina 308 iniciara-se os “NEGREIROS DE SERGIPE DO CONDE”, no qual dona Cosma e Guilherme se casaram.

Os “FERREIRAS E SOUZAS” iniciam a partir da pagina 313. Nesse capitulo temos parte da descendência de dona Antonia e seu marido Antonio Pereira de Souza. Ali temos que:

ANTONIO PEREIRA DE SOUZA c.c. ANTONIA BARBALHO BEZERRA, pais de:

01. D. Ignez Barbalho Bezerra c.c. Egas Moniz Barreto

02. D. Thereza de Souza c.c. Jeronimo Moniz Barreto

03. D. Catharina de Souza c.c. Rafael Soares de Franca

04. D. Maria Furtado de Souza c.c. Nicolao de Souza de Andrade

05. Euzebio Ferreira, falecido criança.

06. D. Francisca Barbalho c.c. Diogo de Sa Soto-maior.

Cada um desses casais aparece nos respectivos capítulos nos quais os sobrenomes das famílias dos maridos é estudado. Somente o Egas encontra-se no capitulo MONIZES BARRETO, a partir da pagina 144.

O irmão dele, Jeronimo Moniz Barreto, esta separado, aparecendo a partir da pagina 372, no capitulo MONIZES DO SOCORRO E FIUZAS. Somente o encontrei porque interessei-me em verificar os Fiúzas, pois, temos ancestrais com o sobrenome.

D. Maria Furtado de Souza foi a unica das irmãs que não teve filhos.

Penso ser melhor copiar os trechos da revista que interessaram-me anotar de imediato. Assim se poderá verificar algo da evolução da família e depois mostro meus comentários. Segue então:

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02. EXTRATOS DA REVISTA

Pag. 313.

                        “FERREIRAS DE SOUZAS

Euzebio Ferreira, natural de Porto-Santo na ilha da Madeira do reino de Portugal, filho de Leão Ferreira passou `a Bahia, e n’ella cazou com D. Catharina de Souza (1), filha de Melchior de Souza Dormondo e de sua mulher Catarina Jacques. De Euzebio Ferreira e sua mulher D. Catarina de Souza foram filhos:

(1) cazaram na Se a 13 de Maio de 1603, em caza, que os recebeu o coadjutor Antonio Viegas; testemunhas Christóvão de Aguiar e Melchior de Sa. E faleceu ao 1o. de Novembro de 1636.

D. Catarina sua mulher faleceu a 21 de Agosto de 1649, sepultada no Carmo.”

Pag. 314

N. 5. Antonio Pereira de Souza, filho de Euzebio Ferreira e de sua mulher D. Catharina de Souza, cazou com D. Antonia Bezerra (2), filha do mestre de campo Luiz Barbalho, o velho, a fl…, batizada na capela do Nome de Jezus do Socorro a 27 de Agosto de 1656, e teve filhos:” (acima)

Cont. “14. D. Ignez Barbalho Bezerra, que casou com o coronel Egas Moniz Barreto, irmão de D. Victoria de Menezes, filha esta de Francisco Moniz de Menezes, a fl…. n.4.”

A data do batismo esta fora de lugar, pois, o casamento se deu em 1642. Possivelmente seria, então, de 1626. Para melhor acompanhar os dados, resolvi retornar `a pagina 144 e verificar o inicio do titulo MONIZES BARRETOS NA BAHIA.

Antes, nao busquei ainda os dados da ancestral de D. Catharina de Souza, que pode também ter sido nossa ancestral.

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COMPLEMENTO INTERESSANTE ACRESCIDO A ESCRITA:

“GENEALOGIAS DA ZONA DO CARMO – TITULO LV

DRUMONDS (de Itabira)

– O capitão Antonio Carvalho Drumond e sua mulher Inácia Micaela de Freitas Henriques, nascidos e batizados na freguesia da se do Funchal, na ilha da Madeira, são os troncos dos Drumond de Itabira em Minas, os quais tem larga ramificação na zona do Carmo. Os primitivos Drumonds (Dormundos) fixaram-se em São Miguel do Piracicaba.”

NOTAS NO RODAPE:

3. “Ha farta bibliografia sobre a familia Drumond, cujos troncos escoceses se fixaram na Madeira: Consultem-se as coleções da revista do Instituto Genealógico Brasileiro.”

4. “Na Nobiliarchia Pernambucana de Antonio Jose Victoriano Borges da Fonseca, vol II – 253 (edição da Biblioteca Nacional 1935), ha noticia de Leandro Teixeira Escocia de Drumond, Juliana de Drumond, Manuel Escocia de Drumond, Carlos Maria de Drumond e outros.”

5. “Também, no Catalogo Genealógico de Jaboatão (edição da revista do Instituto Histórico), pag. 395, ha um titulo Dormondo que começa: “Antonio de Souza Dormondo, natural do Brazil, capitania dos Ilheos, era filho de João Gonçalves Dormondo, da ilha da Madeira, da ilustre família dos Dormondos, e fidalgo, e de sua mulher D. Marta de Souza ….”

Penso ser informação de grande importância, pois, ai se informa que a família Drummond procede da Escócia; ja desde o período colonial houveram esses diversos ramos imigrantes no Brasil e, especialmente, nos podemos descender do Melchior de Souza Drummond, portanto, outra vez aparentados do poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade.

Ha pouco tempo um de nossos primos fez exame de DNA. Em nossa família ha uma certa incidência de ruivos sardentinhos.

O exame dele, a meu ver, deu uma incidência elevada de porcentagem com origem no Reino Unido porque ate agora não havia encontrado ancestrais relativamente recentes como esses com essa origem.

Talvez essa informação agora feche essas contas. E também nos da uma grande evidencia de que, enfim, o nosso ANTÔNIO JOSE MONIZ foi encontrado com sua devida ascendência. Temos agora que ver o que nos falam os documentos dele, quando os encontrarmos.

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Pag. 144

                         “MONIZES BARRETOS NA BAHIA

Egas Moniz Barreto, natural da Ilha Terceira, etc, filho de Guilherme Moniz e sua mulher. Foi morgado, neto de Sebastião Moniz, também Morgado, e de sua mulher D. Joanna da Silva, filha de Gonçalo da Silva, regedor de Justiça de Lisboa, e bisneto de Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves, e de sua segunda mulher D. Ignez, filha de Gonçalo Nunes Barreto, alcaide-mor de Faro, do qual Guilherme Moniz Barreto, foi mulher D. Joanna da Costa Corte-Real, filha de Joao Vaz da Costa Corte-Real, terceiro-neto de Henrique Moniz, quarto-neto de Vasco Martim Moniz; foi este dito Egas Moniz Barreto o primeiro, que veio `a Bahia no tempo em que so havia a Villa-Velha e povoação do Pereira junto `a Victoria.

Foi cazado na mesma Ilha Terceira com D. Maria da Silveira, de quem teve trez filhos abaixo nomeados; sendo certo que se cazou com D. Anna como consta no assento do seu enterro, que diz assim: Faleceu Egas Moniz Barreto a 4 de Novembro de [PAG. 145] 1582, sepultado em Nossa Senhora da Ajuda, Testamenteira sua mulher D. Anna, a qual por outro assento consta faleceu a 4 de Setembro de 1596. Testamenteiro seu filho Duarte Moniz, sepultada em Nossa Senhora da Ajuda.

Nem se deve dizer, que na Bahia cazou segunda vez este Egas Moniz com outra mulher chamada D. Anna; porque a ser assim, não diria o tal assento do seu enterro, que fora testamenteiro seu filho Duarte Moniz; porque diz Cordeiro (1) no lugar citado, com os outros filhos de D. Maria da Silveira, podendo ser erro da escrita o por D. Maria, em lugar de D. Anna Soares, como se acha no seu testamento feito a 3 de Novembro de 1595. Faleceu a 4 de Setembro de 1596. Sepultada em Nossa Senhora da Ajuda pois o assento do óbito é manifesto. Foram filhos os seguintes:

       1. Duarte Moniz Barreto, que se segue;

       2. Henrique Moniz Barreto, ou Telles, abaixo

       3. Jeronimo Moniz Barreto, ou Telles, adiante

       4. Diogo Moniz Barreto, e D. Ignez Barreto a fl…., mulher de Diogo da Rocha de Sa, a fl….”

PAG. 161

‘N 3 – Jeronimo Moniz Barreto (2) filho terceiro de Egas Barreto, a fl…, e de sua mulher D. Maria da Silveira ou D. Anna, como ja ai fica anotado, passou `a Bahia com seu pai e irmãos, e ali cazou duas vezes, a primeira com D. Micia Lobo de Mendonça, filha de Francisco Bicudo e de sua primeira Mulher D. Micia

……………………………..

(1) Cordeiro, pag. 313

Lobo de Mendonça, a fl…, uma das 3 irmans orfans, que mandou a rainha D. Catharina para cazarem, com as pessoas principaes, como ja se tem dito; e della teve filhos:

          1. Egas Moniz Barreto, que se segue …”

PAG. 162

“N 1 – Egas Moniz Barreto (1) filho primeiro de Jeronimo Moniz Barreto e de sua primeira mulher D. Micia Lobo de Mendonça, cazou trez vezes, a primeira com D. Agueda de Lemos, irman de sua madrasta D. Izabel de Lemos, acima, e a fl…., n.5, e dela teve filho:

5. Francisco Barreto de Menezes, que se segue. Batizado em Paripe a 6 de Julho de 1602 ….

……………………………………………………..

N 5 Francisco Barreto de Menezes, fidalgo escudeiro, filho de Egas Moniz, n.1, e de sua primeira mulher Agueda de Lemos, cazou com D. Izabel de Aragão filha de Melchior de Aragão (2) e de sua mulher Maria Dias e teve filhos. Faleceu D. Izabel de Aragão a 19 de Maio de 1674, ja viuva. Sepultada em S. Francisco.

12. Egas Moniz Barreto, que se segue. Batizado na Se a 22 de Agosto de 1646.”

……………………………………………………………………………………..

PAG. 163

N 12 – Egas Moniz Barreto, filho de Francisco Barreto de Menezes, n.5, foi coronel escudeiro fidalgo, cazou com D. Ignez Barbalho Bezerra, filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia, filha de Luiz Barbalho, a fl…, n.4, como consta do livro de cazamentos na Capella do Bom Jezus, a 8 de Janeiro de 1698, e teve filhos:

15. Antonio Ferreira de Souza, que segue”

……………………………………………………………………..

“N 15 – Antonio Ferreira de Souza, filho do coronel Egas Moniz Barreto, n 12, foi escudeiro fidalgo, como seu pai, e senhor do engenho de Mataripe, cazou com D. Izabel*, filha de seu tio Diogo Moniz, o Gordo, e teve filhos:

20. Antonio Ferreira de Souza, sem geração.

21. Egas Carlos de Souza Menezes, adiante

………………………………………………………………………..

PAG. 165

N. 21 – Egas Carlos de Souza de Menezes, filho de Antonio Ferreira de Souza, n. 15, e de sua mulher D. Izabel, cazou com D. Maria Francisca da Conceição, filha de Antonio Machado Velho, a fl…. n.9, e de sua mulher D. Antonia Maria de Menezes, e teve filhos:

32. Antonio Moniz de Souza Barreto, que se segue

N.32 – Antonio Moniz de Souza, filho de Egas Carlos de Souza de [PAG. 166] Menezes, n. 21, tem o foro de Fidalgo cavaleiro, como tem seu pai, com 1$500 de moradia e um alqueire de cevada por dia, por alvara de el-rei, de 30 de Maio de 1768. Cazou com D. Luiza Francisca Severina (1) filha de Luiz Coelho Ferreira, cavaleiro professo da Ordem de Christo, e mercador na praça da Bahia, e de sua mulher D. Maria Dias do Vale.”

…………………………………………………………………………..

Acrescente-se o que vai abaixo que ainda não podia ser anotado pelo autor por ainda ser futuro `a sua época.

“Antonio Moniz Barreto de Souza e Aragão c.c. Luiza Francisca Zeferina Coelho Ferreira, pais de:

I. Jose Joaquim Moniz Barreto de Aragão, 1o. barão de Itapororoca, c.c. Josefa Joaquina Gomes Ferrão de Castelo-Branco, pais de:

I a. Maria Amalia Ferrão Moniz Barreto de Aragão c.c. Frutuoso Vicente Viana, 2o. barão de Rio de Contas.

I.b Emilia Augusta Ferrão Moniz Barreto de Aragão c.c. Joaquim Inacio de Aragão Bulcão, 1o. barão de Matuim.

II. Salvador Moniz Barreto de Aragão e Menezes, 1o. barão de Paraguassu c.c. Teresa Clara do Nascimento Viana, pais de:

II a. Francisco Moniz Barreto de Aragão, 2o. barão de Paraguassu (sem sucessão )

II b. Pedro Moniz Barreto de Aragão, 1o. barão de Rio de Contas c.c. Maria Joaquina de Aragão Bulcão (+ Carlota Lirio Ratton), pais de:

II b 1. Salvador Antonio Moniz Barreto de Aragão c.c. Maria Bernardina de Lima e Silva (sobrinha do duque de Caxias), filha de Jose Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, 1o. conde de Tocantins e de Maria Balbina da Fonseca Costa.

III Manuel Inácio Moniz Barreto de Aragão c.c. Francisca de Assis Viana, pais de:

III a. Francisca de Assis Viana Moniz Barreto, 1a. baronesa de Alenquer c.c. Custodio Ferreira Viana Bandeira.

OBS.: Maria Joaquina de Aragão Bulcão (acima) foi filha de:

Jose de Araujo Aragão Bulcão, 2o. barão de São Francisco c.c. Ana Rita Marinho Cavalcanti de Albuquerque. Foram pais de:

Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão c.c. Inácia Calmon du Pin e Almeida, pais de:

Antonio Araujo de Aragão Bulcão, 3o barão de São Francisco, c.c. Maria Clara e Maria Jose Moniz Viana. As duas esposas foram irmãs e filhas dos 2os. barões de Rio de Contas. (acima).

RETORNANDO `A REVISTA, PAG. 372

“MONIZES DO SOCORRO E FIUZAS

N 1 – Francisco Moniz de Menezes,* filho de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, e de sua segunda mulher D. Izabel de Lemos, a fl…, foi fidalgo da caza real e cazou com D. Maria Lobo de Mendonça, filha de Manoel de Freitas do Amaral e de sua mulher D. Victoria de Barros a fl…, n.6, e teve filhos:

1. D. Victoria de Menezes, mulher de Vasco de Souza, a fl…., e depois de Jeronimo Cruz, cazou com este a 30 de Abril de 1658.

…………………………………………………………………………..

*Faleceu a 1 de Abril de 1674, sepultado na Capella-mor da Mizericordia na sepultura de seu avo Francisco de Araujo.”

PAG. 373

2. Jeronimo Moniz Barreto, que se segue

N 2 – Jeronimo Moniz Barreto, filho de Francisco Moniz de Menezes, acima, e de sua mulher D. Maria Lobo de Mendonça, cazou com D. Tereza de Souza (1), filha de Antonio Ferreira de Souza e de sua mulher D. Antonia Bezerra, a fl. 269, e teve filhos:

3. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, que se segue, batizada a 21 de Janeiro de 1666.

4. D. Joana de Souza Barreto c.c. dr. João de Aguiar Villas Boas

5. D. Eugenia Thereza de Menezes 25.09.1687

6. D. Luiza Josefa de Menezes 03.09.1673

7. D. Antonia 25.04.1672

8. D. Catarina Barreto de Menezes, 08.03.1682

9. Diogo Moniz Barreto 02.08.1677

N 3 – D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, cazou com o capitão Nicolao Lopes Fiuza (2) natural de Viana, freguezia de S. Maria Maior, filho d’este capitão Nicolau Lopes Fiuza e de sua mulher Izabel Lopes, o qual Nicolau Lopes Fiuza era viuvo de D. Izabel Maria de Aragão Menezes, filha do coronel Egas Moniz Barreto e de D. Ignez Barbalho Bezerra, sua mulher, e a sobredita Izabel Maria de Aragão era também viuva do coronel Antonio Machado Velho. Não teve a dita D. Francisca Izabel Barreto de Menezes do dito Nicolao Lopes Fiuza filho algum.

Segunda vez cazou esta na freguezia de N. S. da

…………………………………………………………………………………

(1) cazaram na capella do nome de Jezus da freguezia do Desterro a 24 de Junho de 1663, e os recebeu o padre Francisco de Souza, religioso do Carmo, irmão do pai do nubente.

(2) cazaram-se a 2 de Janeiro de 1707; sendo o consorcio celebrado pelo vigário de S. Pedro Velho da Bahia doutor Francisco Pinheiro Barreto.”

………………………………………………………………………………….

PAG. 374

“Ajuda da Bahia a 1 de Novembro de 1713, esta com o capitão de infantaria pago Francisco Moniz Barreto, fidalgo da caza real, e natural da ilha Terceira, filho de Guilherme Moniz Barreto, fidalgo da caza real, e de sua mulher D. Maria Faleiro, teve d’esse segundo marido os filhos seguintes:

7. D. Leonor Maria da Silva Corte-real, que se segue

8. D. Mariana Antonia Corte-real, que vive solteira recolhida no convento do Desterro.

N 7 – D. Leonor Maria da Silva Corte-real, filha de D. Francisca Izabel Barreto de Menezes e de seu marido capitão Francisco Moniz Barreto, cazou* com Martinho Affonso de Mello, natural da Villa de Maragogipe, que a tirou por justiça, o qual era filho do sargento-mor Joze Pereira da Cunha e de sua mulher D. Ignacia Pereira de Mello, natural da Bahia, e tiveram filhos:

9. D. Anna Maria de Mello, que segue

10. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, adiante

11. Jose Manoel de Menezes Corte-real, solteiro

12. Martinho Francisco de Menezes Corte-real, solteiro.

N 9 – D. Anna Maria de Mello Corte-real, filha de D. Leonor Maria da Silva e de seu marido Martinho Affonso de Mello, cazou com seu parente Antonio Galas da Silva, filho de Diogo Moniz da Silva da Silveira e de sua mulher Anna Maria da Fonseca, e foram dispensados no terceiro grao de consanguinidade, e tiveram filhos:

13. Francisco Joaquim da Silveira

14. Gonçalo Joze Galas da Silveira

15. Joana Senhorinha de Menezes Corte-real

16. Diogo Moniz Barreto da Silveira

17. Maria Francisca de Menezes Corte-real

18. Victorino Moniz Barreto da Silveira

Todos menores em 1770

…………………………………………………………………………..

  • Cazaram na Capella da ordem terceira do Carmo a 12 de Dezembro de 1736 com licença do cabido pelo coadjutor Jorge Francisco de Souza.

 

PAG. 375

N 10 – D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha segunda de D. Leonor Maria da Silva Corte-real e de seu marido Martinho Affonso de Mello, cazou com Martinho Moniz Barreto, filho de Diogo Moniz da Silveira, e de sua mulher D. Anna Maria da Fonseca, e foi também dispensado no terceiro grao de consanguinidade, por ser irmão de Antonio Galas, acima, e teve filhos:

19. D. Margarida Francisca de Menezes Corte-real

20. Antonio Jose Moniz Barreto

21. D. Luiza Thereza de Menezes.”

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03. PRIMEIROS COMENTARIOS

Interessou-me copiar ate aqui por causa da presença do “20. ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO”. Isso porque ele parece ser de idade semelhante `a de seus primos, filhos de dona Anna Maria de Mello, portanto poderá ter sido o mesmo ANTÔNIO JOSE MONIZ, casado com MANUELA DO ESPIRITO SANTO, e pai da nossa tetravó LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO, que nasceu em 1789.

Como se pode observar, Egas Moniz Barreto, que se casou com D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra, era irmão do JERÔNIMO MONIZ BARRETO que se casou com a irmã dela, THEREZA DE SOUZA.

Ha mais tempo, encontrei no “Projeto Compartilhar” uma família Moniz. Trata-se do inventario de Antonio Muniz Barbosa, iniciado em 1786, que se encontra no museu, em São João Del Rei, e o local de moradia do Antonio Muniz era Baependi, MG.

Antonio Muniz teve um filho chamado também Antonio, batizado em 03.07.1758, e que poderia ter adotado o sobrenome Jose Moniz. Era comum trocar-se em cartório o Muniz pelo Moniz. Se fosse esse nosso ancestral, a idade dele seria compatível com a paternidade da ancestral LUIZA MARIA.

Mas ha esse outro detalhe de não termos nada alem do nome ANTÔNIO JOSE MONIZ, casado com MANUELA DO ESPIRITO SANTO. Nada que nos possa garantir alguma procedência dele.

O problema que enxergo em relação a esse Antonio, filho do senhor Antonio Muniz, ter sido nosso ancestral foi ele não ter comparecido ao testamento do pai. Poderia ser que não tivesse ultrapassado a idade infantil, como era tão comum naquele tempo.

Lógico, ele poderia ter crescido e desaparecido. Fica ai a dificuldade de dizer que fosse nosso ancestral, pois, ha na publicação apenas a informação de que “não compareceu ao testamento do pai”. Não se sabe se faleceu antes e, mesmo que não, não ha a informação com quais sobrenomes completou sua graça.

Ja, o professor Dermeval Jose Pimenta, que nos informa da existencia do ANTONIO JOSE MONIZ e sua esposa MANUELA DO ESPIRITO SANTO, talvez os possa ter achado no registro de casamento da filha LUIZA MARIA com o capitão JOSE COELHO DA ROCHA, e que foram nossos tetravós.

Caso tenha sido esse o caso, justificar-se-ia a supressão do ultimo sobrenome, BARRETO, porque era muito comum `a época abreviar-se nomes para economizar papel e tinta. Os nomes ANTÔNIO JOSE MONIZ era mais que suficiente para identificar a pessoa, pois, devia ser bem conhecido do escrivão.

O ideal mesmo seria encontrar deles o registro do próprio casamento. Esse seria o documento no qual os homens demonstravam sua independência e, geralmente, os nomes dos nubentes apareciam completos. Casamento era símbolo de status.

Nossos ancestrais JOSE e LUIZA MARIA, residiram primeiro em Conceição do Mato Dentro, numa sesmaria chamada Fazenda da Lapinha. Segundo informações do amigo Bento Silva, natural da cidade, era enorme e atualmente faz parte do território da vizinha Santana do Riacho.

Devido `as características do relevo a área foi transformada em capital nacional dos esportes radicais. E as montanhas e quedas d’agua dão ar e grande beleza dos locais antigos.

Por enquanto so posso especular que a sesmaria pertenceu ao ANTÔNIO JOSE MONIZ e sua esposa MANUELA DO ESPIRITO SANTO. O ancestral JOSE nascera na Fazenda Axupe, que foi localizada a principio na também vizinha cidade do Morro do Pilar. Talvez fosse na própria Conceição, na qual atualmente ainda existe uma propriedade de mesmo nome.

Presume-se, então, que para que o ancestral ANTÔNIO MONIZ tenha se tornado dono da Lapinha, ele ja teria posses antes de chegar a isso. Então, ser parte da família MONIZ BARRETO o favoreceria. A riqueza dela é ate lendária.

Mas não posso deixar de mencionar que ha algum tempo encontrei um personagem cujo nome foi JOSE COELHO DE MAGALHÃES. O mesmo de nosso patriarca Coelho. Mas ate ao momento tudo indica que foram homônimos e não a mesma pessoa.

Claro, nenhuma conclusão pode ser definitiva nesse ponto em que estamos. Outra possibilidade comum existe. Nada sabemos a respeito dos antecedentes dos familiares da avó MANUELA.

ANTONIO MONIZ poderia ter sido apenas um “consorte” da princesa. Poderia ser ela a herdeira de alguma das famílias primeiro chegadas a Conceição, no inicio do Ciclo do Ouro, que se dera ha poucas décadas antes do nascimento da geração deles.

Nesse estado, quaisquer ANTONIO MONIZ poderia encaixar-se no cargo de marido “consorte”.

Muito comum, no caso, pessoas como o “baiano” de tão alta estirpe ter optado pela carreira militar. E ao prestar seus serviços `a sua majestade, “que Deus a guarde”, pode ter sido destacado para o Serro e Diamantina. Conceição fazia parte por ser freguesia do Serro.

Por ser solteiro fardado, logo despertaria o interesse das donzelas “casadoiras”. E com isso justificaria tantas posses `a época.

Naturalmente, ele poderia ter a principio outra profissão, como advogado por exemplo, cuja demanda era enorme naquelas Minas Gerais em pleno Ciclo do Ouro. Ate mesmo o cargo de professor era muito requerido, e poderia ser regiamente pago.

Para comprovarmos qualquer hipótese, nada melhor que pesquisar no Serro (Museu General Carneiro + dos Otonni); Diamantina (Arquidiocese) ou Conceição (cartórios locais).

Nessas cidades, espera-se encontrar algum documento (casamento, inventario, testamento) que revele os nomes paternos dos ancestrais ANTÔNIO MONIZ e MANUELA.

Uma opção, talvez, mais direta, porem incerta, seria verificar os livros do genealogista Antonio de Araújo de Aragão Bulcão Sobrinho.

(www.cbg.org.br/colegio/historia/patronos/antonio-sobrinho/)

No endereço acima encontra-se uma biografia e a obra literária produzida por ele. Estou certo que nos era aparentado por descender dos BARBALHO nossos ancestrais.

Observe-se que os títulos da literatura genealógica escrita por ele relembram os mesmos sobrenomes envolvidos na porção genealógica que copiei da Revista Trimensal. Ali se pode destacar: Soeiro (1947), Monizes da Bahia (1950), Fiúza (1960), Bulcão (1961 a 1962) e Sa Menezes (1968). Todos entrelaçados com os BARBALHO.

A busca nessa literatura poderia encurtar a nossa procura se acaso ela revelar que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO casou-se com MANUELA DO ESPIRITO SANTO ainda na Bahia.

Alem disso, devera informar que não ficaram na Bahia, ja que a nossa genealogia supõe que LUIZA MARIA DO ESPIRITO SANTO nasceu em Conceição do Mato Dentro, em 1789.

Mas se o ANTÔNIO mudou-se solteiro e foi casar-se em Conceição, muito possivelmente isso não será demonstrado pelo autor Antonio de Araújo.

Ha, porem, outro indicio de famílias baianas `a época na região do Serro. Havemos que nos lembrar que ja no inicio do século XVIII o português DOMINGOS BARBOSA MOREIRA casou-se com TEREZA DE JESUS, natural de Itabaiana, atualmente no Sergipe.

Eles foram os pais da NOROTEA BARBOSA FIUZA que se casou com outro português, JOAO DE SOUZA AZEVEDO. NOROTEA nasceu em São Gonçalo do Rio das Pedras, distrito do Serro.

Foram os pais da MARIA DE SOUZA FIUZA, que casou-se com mais um português, o ANTÔNIO BORGES MONTEIRO, natural de Seia da Guarda. Eles se tornaram grandes patriarcas na região. Esse casamento se deu em 1775, ja na época em que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO deveria ser jovem.

Meus estudos mais recentes encontraram o Sargento-mor DOMINGOS BARBOSA MOREIA e suas ligações intimas com a Bahia. Em 1723 ele quitou os dízimos dos quartéis da Comarca do Serro Frio.

Muito certamente, serviu de ponto de apoio e referencia para a transferencia de familiares da esposa dele, da Bahia para a região do Serro.

Em 1750 começa o declínio do Ciclo do Ouro. O ouro esgotou-se nas áreas mais tradicionais, aquelas representas pelas cidades históricas em torno da Estrada Real.

A consequência da queda de produção foi a expansão da área de colonização em busca de novas jazidas. E muitos encontros se deram na área mais ao Norte do Estado de Minas Gerais. Ai se inclui Minas Novas e Pecanha (1750-3), Itabira (1780), Guanhães/Virginópolis (1828), Barão de Cocais (1840).

Alem disso, a produção de diamantes na região de Diamantina ainda atraiu muita gente no período pós Ciclo do Ouro.

Nesse periodo pos Ciclo do Ouro, o que atraiu um grande contingente de migrantes também foi a fertilidade das terras para produção agropecuária.

O Estado de Minas tornou-se o preferido no Brasil para migrantes do mundo inteiro, ate por volta do ano de 1900. Em 1872, quando se deu o primeiro censo populacional brasileiro, dos 9.930 milhões de habitantes, 2.039 (mais de 20%) residiam em Minas Gerais.

Observe-se que somente a Bahia, que tivera em si a capital do Brasil por mais de 200 anos, tinha população acima de 1 milhão de habitantes, alem de Minas Gerais. Outrossim, em 1872 a Bahia ja contava com 320 anos de colonização europeia e Minas Gerais com apenas 174. Observe o mapa estatístico:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Censo_demográfico_do_Brasil_de_1872

Por ai se pode ver que, em termos genealógicos, toda a população brasileira tem vínculos com Minas Gerais, pois, no inicio a Província atraiu gente de todos os pontos de Portugal e das outras províncias brasileiras. Alem, claro, dos outros componentes que se misturam em nossa genética.

Os migrantes multiplicaram-se enormemente em Minas e, depois, com a expansão da colonização para outros interiores e a industrialização de São Paulo e Rio de Janeiro, os mineiros migraram para todos os locais que os atraíram.

Nesse caso, espera-se que cada família brasileira atual, tenha pelo menos um ancestral nascido em Minas Gerais.

Não se trata aqui de dizer-se que ha algo de melhor nos mineiros. Minha analise reflete apenas o numero de pessoas e não a qualidade.

Mesmo porque, os mineiros são produto da conspiração da natureza e não das pessoas. Imaginem, foram milhões e milhões de anos. Ela trabalhou muito para concentrar em nossas serras uma quantidade imensa de minerais que, antes de a população humana multiplicar-se e conhecer mineralogia, nada valiam.

Os que chegaram por sua própria vontade no inicio, foram atraídos pelo brilho dos minerais, tais quais os insetos são atraídos pela claridade de lâmpadas quando estão enxameados.

Como a maioria não encontrou o que buscava, acabou ficando no lugar. E as gentes que ficaram, cresceram e multiplicaram, como o fariam em quaisquer outros locais que estivessem.

Isso nunca foi merito de ninguém. E sim dadiva da natureza. Mas a consequência pratica foi que os mineiros tornaram-se também, junto com os outros que os precederam, grandes ancestrais da população brasileira e ja conta com parte da mundial.

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04. ESQUELETOS GENEALOGICOS

Baseado no que ja possuíamos anteriormente e somando ao que tenho encontrado ao longo de minhas pesquisas, vou expor os esqueletos genealógicos, possíveis, da família Barbalho Coelho, cujo ramo difundiu-se na região Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Naturalmente, as cidades bases foram Guanhães e Virginópolis. Mas dai ela se expandiu tanto para os antigos distritos delas quanto para os grandes centros, especialmente aqueles criados após sua multiplicação, tais como:  Belo Horizonte, Governador Valadares, Ipatinga e Brasilia.

Ainda, tenho noticias e contatos com pessoas de nossa família que vão desde o Rio Grande do Sul ao Acre. E de la para Aracaju e Salvador, alem de tudo o que esta dentro da Aquarela Brasileira e, em parte, exterior. Segue então:

I. PRIMEIRO ESQUELETO

01. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatigi da Rocha, pais de:

02. Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Jose Coelho de Magalhães, pais de:

03. Capitão Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo, pais de:

04.1 Jose Coelho da Rocha c.c. Candida Jovina Pereira e Maria de Deus Villa Real.

04.2 Maria Luiza Coelho (Nha Moça) – solteira

04.3 Francisca Eufrasia de Assis Coelho c.c. ten. Joaquim Nunes Coelho

04.4 Anna Maria de Jesus Coelho (Nha Ninha) – solteira

04.5 ten. João Batista Coelho c.c. Maria Honoria Nunes Coelho

04.6. Eugenia Maria da Cruz Coelho c.c. cap. Francisco Marçal Barbalho

04.7 Antonina – faleceu criança

04.8 Antonio Rodrigues Coelho c.c. Maria Marcolina Borges do Amaral e Virginia de Campos Nelson. E teve 2 filhas extraconjugais reconhecidas com: Getulia Justiniana de Aguiar (filha Emidia Justiniana) e Anna Girou Bonefoi (filha Julia Salles).

II. SEGUNDO ESQUELETO

01. Gov. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça, pais de:

02. cap. Jeronimo Barbalho Bezerra c.c. Isabel Pedrosa, pais de:

03. Páscoa Barbalho c.c. Pedro da Costa Ramires, pais de:

04. Maria da Costa Barbalho c.c. Manuel de Aguiar, pais de:

05. Manuel Vaz Barbalho c.c. Josefa Pimenta de Souza, pais de:

06. Isidora Maria da Encarnação c.c. cap. Antonio Francisco de Carvalho, pais de:

07.1 João (1761)

07.2 Victoriana Florinda de Ataide (1762) c.c. Damasio Rouco

07.3 Antonio (1764)

07.4 Luciano (1766)

07.5 Mariana (1767)

07.6 Jose (1769)

07.7 Francisco (1771)

07.8 Bernardo (1776)

07.9 Boaventura Jose Pimenta (1779) c.c. Maria Balbina de Santana Borges Monteiro. Esse casal foi pai de Modesto Jose Pimenta, que se casou com Ermelinda Querubina Pereira do Amaral.

Estes foram os avos, e seus pais os bisavós, do professor Dermeval Jose Pimenta e, basicamente, no livro genealógico escrito por ele: A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente, 1966, entram como a base da genealogia principal.

Tornam-se ai nossos parentes, pois, alem do Barbalho, a Maria Francelina Borges Monteiro foi irmã da Maria Balbina; e o Daniel Pereira do Amaral, irmão da Ermelinda Querubina.

Maria Francelina e Daniel foram os pais da Maria Marcolina Borges do Amaral, esposa do ten. Antonio Rodrigues Coelho. São trisavós da minha geração.

III. TERCEIRO ESQUELETO.

“MANUEL DE AGUIAR, n. por volta de 1634, fal., casado por volta de 1664 com Domingas Martins. Pais de:

I.1 João de Aguiar Barbalho, n. no Rio (Guaratiba) por volta de 1685, fal., casado no Rio (Iraja 2o., 36) a 1.7.1710 (na igreja de Santo Antonio de Jacutinga, RJ) com Agueda Rodrigues (ou Jordão), n. no Rio (Iraja), filha de Fernando Rodrigues e de Luisa da Silva, pais de:

II.1 Francisco, n. no Rio (Iraja 6o. 107) bat. a 6.6.1709 (Legitimado)

I. 2 Manuel Vaz Barbalho, n. por volta de 1690

I.3 Eugenia, n. no Rio (Iraja 6o., 78) bat., a 28.4.1695.”

Essa pequena peça de esqueleto foi extraída do Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, de autoria do Carlos G. Rheingantz. E ele enganou-se quanto `a maternidade desses filhos. Foram filhos da Maria da Costa Barbalho que esta no II ESQUELETO.

João de Aguiar Barbalho teve também uma segunda ou primeira esposa cujo nome era Joana de Oliveira. Deles nasceu Thereza de Aguiar de Oliveira que casou-se em Mariana, a 24.06.1730 com Jose Rodrigues.

IV. QUARTO ESQUELETO (hipotético).

01. Eugenia de Aguiar Barbalho c.c. (desconhecido), pais de:

02. Anna Maria da Conceição c. c. Estevão Rodrigues de Magalhães, pais de:

03. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatigi da Rocha.

Essa situação hipotética, por enquanto, tenta explicar o sobrenome Rodrigues de Magalhães Barbalho em nossa ancestral Maria, do Primeiro Esqueleto.

Como se pode observar, Rheingantz encontrou uma Eugenia, filha do Manuel de Aguiar que, pela época do nascimento, foi também filha da Maria da Costa Barbalho.

O registro de nascimento de uma menina com o nome Maria, filha de Anna Maria e Estevão Rodrigues de Magalhães também existe. Ele encontra-se no site do

Familysearch. A menina nasceu em 1750, na cidade de Ouro Branco, MG.

Nosso ancestral Jose Coelho da Rocha nasceu em 1782. 32 anos de diferença de sua suposta avo Maria. A possibilidade de isso ter acontecido não chegava a ser absurda naquela época em que a mulheres costumavam casar com 15 anos de idade ou menos.

V. QUINTO ESQUELETO.

01. Gov. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça, pais de:

02. Antonia Barbalho Bezerra c.c. Antonio Ferreira de Souza, pais de:

03. D. Tereza de Souza c.c. Jeronimo Moniz Barreto, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

05. D. Leonor Maria da Silva Corte-real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

06. D. Francisca Isabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

07.1 D. Margarida Francisca de Menezes Corte-real

07.2 ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

07.3 D. Luiza Thereza de Menezes.

Claro, apenas em suposição, por enquanto, podemos dizer que o filho 07.2, ANTÔNIO, será o mesmo que se casou com MANUELA DO ESPIRITO SANTO e tornaram-se nossos ancestrais.

Note-se também que aqui não esta em discussão o fato de essas pessoas da genealogia baiana terem sido nossos familiares. Afinal, descendem do mesmo ramo BARBALHO do qual, supostamente mas com quase certeza, nos procedemos.

As únicas discussões aqui serão:

01. Se a Eugenia do terceiro esqueleto deu ascendência `a Maria Rodrigues ou não. E, em caso de não, se algum dos irmãos ou sobrinhos geraram um ramo do qual Maria Rodrigues foi descendente.

O fato de a Maria Rodrigues ter sido mãe da Eugenia Rodrigues, nossa quinta e, simultaneamente, sextavó, deixa quase claro que esse foi mesmo o caminho que o sobrenome BARBALHO foi introduzido na linhagem COELHO.

Mas não podemos descartar outras possibilidades que não conhecemos, ja que não sabemos quais outros BARBALHO estavam presentes na região de formação da família.

A propria presença do ANTÔNIO MONIZ em nossa genealogia, em sendo ele esse que agora encontramos, pode indicar que outros primos BARBALHO dele podem te-lo acompanhado. E de algum deles podemos descender, caso seja comprovada a primeira suposição.

Não podemos ignorar a evidencia também da presença da D. Luiza Thereza como irmã do Antonio Moniz. Naturalmente os nomes dela sugerem homenagem ao próprio governador Luiz e da neta dele, D. Thereza.

Portanto, nossa ancestral LUIZA MARIA pode ser uma sequencia normal de homenagem aos ancestrais. E, diga-se de passagem, mesmo sem o saber disso, as pessoas da família continuam usando o nome Luiza ate com alguma frequência maior que outros nomes comuns.

Outra evidencia importante, que não se pode desprezar, será o segundo matrimonio do nosso tio-trisavo Jose Coelho da Rocha com Maria de Deus Villa Real.

Era um sobrenome que junto ao Corte Real acompanhava os sobrenomes da mais alta nobreza portuguesa. Poderia ate que Jose e Maria de Deus fossem primos por ela também poder ter sido descendente do Antonio e Manuela.

VI. SEXTO ESQUELETO

01. Cap. Jose Vaz Barbalho c.c. Anna Joaquina Maria de Sao Jose, pais de:

02. Alferes, padre, Policarpo Jose Barbalho c.c. Isidora Francisca de Magalhães, pais de:

03. Cap. Francisco Marçal Barbalho c.c. Eugenia Maria da Cruz Coelho.

Ou seja, essa será a ligação que, alem de levar o sobrenome Barbalho `a nossa genealogia, manteve o sobrenome e ate hoje corre na descendência.

A duvida aqui esta apenas na passagem do sobrenome do segundo esqueleto para esse. Isso porque houve tempo hábil para o Jose, filho da Isidora e do cap. Antonio Francisco ter sido pai do Policarpo Jose Barbalho, pois, o cap. Jose nasceu em 1769 e o Policarpo casou-se em 1808.

São 39 anos de espaço. Ou seja, um deles teria que ter se casado por volta dos 19 anos de idade e o outro com idade semelhante. O que não era muito comum para homens. Mas haviam os que tinham filhos antes do casamento. E isso não seria problema se a família fosse abastada.

Mas dentre os filhos do casal Manoel Vaz e Josefa Pimenta, alem de dona Isidora da Encarnação, por enquanto, encontrei apenas o cirurgião-mor, Policarpo Joseph Barbalho. Ele nasceu no Serro, exerceu o cargo em Porto Alegre e teve filhos em Gravatai – RS.

Ha a possibilidade de o Jose Vaz Barbalho ter sido irmão dos dois anteriores. Nisso, não encontraríamos dificuldades de idades, pois, o cirurgião-mor nasceu em 1735 e teve filhos ate aos anos de 1790. Dona Josefa nasceu por volta de 1712, portanto, ate por volta de 1752 ainda estaria em idade fértil.

O que calculo é que o nosso ancestral Policarpo tenha nascido em torno de 1780, mas poderia ter nascido ate em 1790, quando o pai poderia estar em torno dos 40 anos de idade dele. Em caso de ter sido filho de Manoel e Josefa.

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05. BUSCANDO ANCESTRAIS DO JOSE ANTONIO MONIZ

A partir do que ja havia encontrado, resolvi mergulhar um pouco mais nessa genealogia. e o primeiro que fiz foi buscar informações a respeito do pai do ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO.

Fui desde o principio do livro, numa leitura ultradinamica, observar se via o nome dele. Pouco mais de hora de vistoria, encontrei, logo depois dos dados maternos:

PAG. 376

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“N. 5 – D. Luiza Josefa de Menezes, filha quarta de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2; cazou com Antonio Galas da Silveira, *que teve a merce do habito da ordem de Christo, pelos serviços de seus avos, e não professou por falecer antes de o tomar; e era filho de Lourenço de Oliveira Pita e de sua mulher Agueda Pina Barboza, e para se receberem foram dispensados, e teve filhos:

29. Agueda, Joana e Thereza, que faleceram donzelas.

30. Diogo Moniz da Silveira, que se segue.

N. 30 – Diogo Moniz da Silveira, filho ultimo de D. Luiza Josefa de Menezes e de seu marido Antonio Galas da Silveira, cazou com D. Anna Maria de Afonseca, filha do capitão Antonio Diniz de Macedo, e de sua mulher D. Virginia da Fonseca, filha do Sargento-mor Francisco Pinto da Fonseca Deça, e teve filhos:

33. Jose Telles Moniz Barreto, solteiro

32. Antonio Galas da Silveira, cazou com D. Anna Maria de Mello, filha de Martim Alonso de Mello n.9.

33. Martinho Moniz Barreto, casado com D. Francisca Izabel Barreto, filha do sobredito Martinho Affonso.

“N. 34 – Diogo Moniz da Silveira, cazou com D. Margarida Josefa de Almeida Calmon, filha de João Calmon e de D. Ignácia de Nazareth, dispensados no parentesco por ser o dito Diogo primo co-irmão de sua esposa, e ate este anno de 1770 não teve filhos.”

35. Luiz Antonio Moniz da Silveira, cazado, mulher D. Apolónia.

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*Cazaram na Capella do Desterro da freguezia do Socorro a 2 de Fevereiro de 1690, e os recebeu o cônego Pedro de Teive, sendo testemunhas o sargento-mor Egas Moniz Barreto e o capitão Bartholomeu Vabo, e vigário João Ribeiro de Souza.

Segunda vez cazou com o capitão Martinho Ribeiro, sem filhos.”

PAG. 377

“36. Martinho Moniz Barreto, casado com sua prima segunda D. Francisca Izabel.

37. D. Maria Gertrudes, D. Anna Maria, donzelas.

Fr. Carlos de S. Bartolomeu, religioso menor na Bahia.

N. 33 – Marinho Moniz Barreto, filho de Diogo Muniz da Silveira, n. 30, e de sua mulher D. Anna Maria da Fonseca, cazou com sua prima segunda, D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, filha de D. Leonor da Silva Corte-Real e de seu marido Martinho Afonso de Mello, e foram dispensados no 3o. grao, e teve filhos:

38. Margarida Francisca de Menezes Corte-Real

39. Antonio Jose Moniz Barreto

40. D. Luiza Thereza de Menezes.”

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Ja de inicio deve-se observar que tomei nota do N. 34 como um complemento útil aos estudos, pois, ali se informa que 1770 foi a data exata da escrita do livro.

Parece-me que o autor da genealogia estava querendo terminar rápido o capitulo e talvez tenha cometido alguns enganos. A principio, ele postou 2 vezes o nome Martinho Moniz Barreto, 33 e 36, ambos casados com dona Francisca Izabel.

E por ultimo alterou o nome Martinho para Marinho. Possível será que o 36 se chamasse Marinho, e pode ter se casado com D. Francisca Izabel numa segundas núpcias dela. Porem, os filhos deverão mesmo ser do Martinho.

Foi um pouco difícil compreender o que o autor afirma ter sido eles primos em segundo grau e dispensados no 3o. grau de consanguinidade. Tive que preparar dois esqueletos genealógicos para verificação. E ai ficou assim:

PRIMEIRO ESQUELETO

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

SEGUNDO ESQUELETO

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Luiza Josefa de Menezes c.c. Antonio Galas da Silveira, pais de:

03. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

04. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Como se pode observar, tanto dona Francisca Izabel quanto Martinho eram bisnetos da dona Thereza e do Jeronimo. Então, serão primos em 3o. grau para nos atualmente, pois, as avos eram irmãs entre si.

A menos que haja outro parentesco entre os pais e que os dados presentes não nos permitam identificar. O que será bem provável porque ja percebi o quanto as famílias baianas se casavam entre primos.

Algo difícil de fugir quando os casamentos se dão em locais com populações menores. E era exatamente isso, alem dos preconceitos, que acontecia durante o período colonial brasileiro.

Os ricos buscavam casamentos em suas castas. Isso para garantir os privilégios que eram “os direitos de nobreza”.

E aqui ja podemos estar demonstrando que minhas hipóteses genealógicas estão se confirmando e ja podem ganhar o status de teorias. O que será uma fatalidade não se confirmar por verdade cientifica.

Meus objetivos de buscas genealógicas era comprovar que nossos ancestrais pouca coisa menos recentes são ancestrais de boa parte de nos, portanto, somos aparentados de todo mundo, especialmente das populações contidas em limites fronteiriços.

O segundo objetivo era justamente determinar via genealogia e com melhor grau de precisão a quantidade de consanguinidade que ha entre as pessoas. Junto a isso, levantar os males mais comuns que acompanham as famílias.

Esse objetivo tem uma função mais técnica e interessa mais ao meio medico. Via essa interação de dados, pode-se usar o conhecimento pratico na medicina preventiva. Aconselhando-se os casais antes do casamento para os riscos dessas heranças para os filhos.

E outro objetivo igualmente importante seria a facilitação do entendimento da evolução da Historia e da política no passar do tempo. Pois, se tivéssemos nossa genealogia mais completa antes de conhecer o que ensinam na Historia, iriamos verificar que ela corre em nossas veias também.

Vou apenas dizer por alto. Mas ja tenho a certeza que nossos familiares la na Bahia se entrelaçaram aos Sa de Soutomaior. Os representantes mais conhecidos desse ramo são o governador Mem de Sa, e os sobrinhos desse: o fundador do Rio de Janeiro Estacio de Sa e o governador Salvador Correia de Sa e Benevides.

Posteriormente pincelarei mais alguns dados dessa genealogia que nos permitirão demonstrar isso.

E nossa ligação não se da apenas por entrelaçamento. Salvador Correia de Sa e Benevides foi o governador do Rio de Janeiro que mandou executar nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra, em 1661. Diga-se de passagem, por pura pirraça!

Na verdade, a briga dos dois se deu em torno dos interesses políticos e econômicos que cada um defendia. Salvador defendia os privilégios de sua gangue. Jeronimo queria que a dele tivesse parte mais ampla.

Pode-se dizer que Jeronimo estava do lado menos errado. Seus companheiros de revolta depois foram perdoados e obtiveram ganho de causa. Mas ele perdeu a vida. Salvador perdeu o comando, os privilégios no Brasil e foi preso.

Quem desejar saber mais, informe-se pelo titulo: A Revolta da Cachaça no Rio de Janeiro.

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06. ANTEPASSADOS E FAMILIARES DO ANTONIO JOSE

Os esqueletos genealógicos entre D. Thereza de Souza, e seu marido Jeronimo Moniz Barreto, ate ao Antonio Jose ja estão prontos acima. Ja temos informações da ascendência dela em meus outros estudos.

Organizei, então, o terceiro esqueleto para tratar da ascendência do Jeronimo Moniz Barreto. Segue assim:

TERCEIRO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. Thereza de Souza, filho de:

02. Francisco Moniz de Menezes c.c. (1) D. Maria Lobo de Mendonça, filho de:

03. Jeronimo Moniz Barreto, o velho c.c. D. Izabel de Lemos, filho de:

04. Egas Moniz Barreto c.c. D. Maria da Silveira ou Anna Soares, filho de:

05. Guilherme Moniz c.c. (?), filho de:

06. Sebastião Moniz c.c. (2) D. Joana da Silva, filho de:

07. Guilherme Moniz Barreto, alcaide-mor de Silves c.c. (3) Ignez, filho de:

08. Henrique Moniz c.c. (?), filho de:

09. Vasco Martim Moniz c.c. (?)

(1) D. Maria Lobo de Mendonça, filha de Manoel de Freitas do Amaral e Victoria de Barros.

(2) D. Joana da Silva, filha de Gonçalo da Silva, regedor da justiça em Lisboa.

(3) D. Ignez, filha de Gonçalo Nunez Barreto, alcaide-mor do Faro.

Para melhor completar esse quadro, repito aqui os outros esqueletos postados no capitulo anterior:

PRIMEIRO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Francisco Moniz Barreto, pais de:

03. D. Leonor Maria da Silva Corte-Real c.c. Martinho Affonso de Mello, pais de:

04. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes c.c. Martinho Moniz Barreto, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

SEGUNDO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Jeronimo Moniz Barreto c.c. D. Thereza de Souza, pais de:

02. D. Luiza Josefa de Menezes c.c. Antonio Galas da Silveira, pais de:

03. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

04. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

05. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Nesse estagio da pesquisa, não encontrei, nesse livro, os antecessores de: Martinho Affonso de Mello, Antonio Galas da Silveira e Anna Maria da Affonseca. Fica difícil por uma busca simples.

Isso porque nos títulos aos quais os sobrenomes poderiam estar ligados temos os ancestrais mais longínquos. Ou seja, os que se instalaram no Brasil. Mas haver-se-ia que tomar cada pessoa daqueles capítulos e verificar se se casou com alguém de outro capitulo e se para la a descendência foi transferida.

Francisco Moniz Barreto era portugues recém chegado ao Brasil, portanto, os dados que o precedem não se encontram nessa literatura. Veja-se o que se encontra a respeito de D. Maria Lobo de Mendonça:

PAG. 203

“BARROS E MAGALHAES DA BAHIA

Gaspar de Barros de Magalhães, homem fidalgo, viveu no Brazil no recôncavo da Bahia, onde chamam São Paulo; e viera de Portugal exterminado, foi mui rico e afazendado, cazou na Bahia com Catharina Lobo Barros de Almeida, uma das trez irmans orfans que mandou a [204] rainha D. Catharina para a Bahia cazarem com as pessoas principaes, como ja foi dito, e d’ella teve filhos:

1. Jeronimo de Barros, que se segue

2. Baltazar Lobo de Souza, adiante

3. Gaspar Barreto de Magalhães, ao depois

4. D. Felicia Lobo, que foi cazada quatro vezes, a primeira com Pedro Dias de quem teve filhos, a fl… retro n.1; a segunda com Paulo Argolo, e teve filhos a fl….; a terceira com Vicente Coelho, e a quarta com Constantino Menelao, dos quais não achamos filhos.

5. D. Micia Lobo de Mendonça, a primeira mulher de Jeronimo Moniz Barreto, a fl…, n. 3. Não era filho d’este.

6. D. Victoria de Barros, mulher de Manuel de Freitas do Amaral, adiante, e D. Ignez de Barros Lobo, depois.”

PAG. 206.

“N. 6 – D. Victoria de Barros, filha sesta de Gaspar de Barros de Magalhães, o primeiro d’este nome, e de sua mulher Catharina Lobo de Almeida, cazou com Manoel de Freitas do Amaral, homem formado e Cavalleiro fidalgo.”

A respeito de D. Victoria, seu marido e descendência não se fala mais. Mas basta dar uma rápida passada d’olhos no capitulo para constatar que todas as outras famílias mais nobres das terras brasileiras estão entrelaçadas a esse tronco. E a presença dos sobrenomes presentes hoje-em-dia são comuns em todo o Brasil.

Observe-se que não se trata da primeira vez que encontramos a menção `as órfãs enviadas pela rainha D. Catharina para casarem-se com as pessoas principais da colonia. E essa foi uma estratégia colonialista bem inteligente!

Isso remonta desde os tempos dos primeiros colonizadores que se “promiscuíam” com as indígenas e negras escravas. O caso mais famoso foi o do Jeronimo de Albuquerque, cunhado do primeiro capitão hereditário de Pernambuco, Duarte Coelho.

Com a chegada dos padres jesuitas, inclusive Manoel da Nóbrega e Jose de Anchieta, os governantes portugueses foram informados e pressentiram que as relações “ilícitas e promiscuas” produziriam pessoas com características raciais diferentes daquelas comuns `a Europa.

Logo, pelo preconceito e temor, raciocinou-se que as misturas criariam povos não apenas com diferenças físicas, mas também com intelecto que logo perceberia as agruras do colonialismo, através do qual o povo, considerado inferior, era levado a trabalhar para sustentar os privilégios dos graúdos brancos.

Como se vivia muito pouco `a época, era comum os pais deixarem uma grande quantidade de filhos menores. Mesmo aqueles com origem na nobreza e, sem os provedores paternos, tornavam-se um “incomodo” para a coroa, pois, sem fortuna não tinham como se casar, pois, os costumes exigiam os dotes cuja obrigação era dos pais das filhas.

Essas eram criadas em conventos de freiras para que depois “tivessem alguma serventia”. E, claro, criadas em uma instituição intimamente ligada `a governança, ja que Igreja e Estado estavam unidos, as crianças também eram instruídas dentro dos valores impostos por tais instituições.

Nesse caso, envia-las para a colônia passou a ser uma estratégia de Estado e não uma ação caritativa. A finalidade disso era manter a pureza da raça, ao mesmo tempo que essas crianças, “adestradas segundo os créditos da imposição da dominação de uns pelos outros”, passassem para os filhos a mesma educação que receberam.

Não se tratava de ensinar humildade e sim subserviência. Não se tratava de democratizar os privilégios da nobreza. Era uma estratégia de dominância `a distancia, pois, essas famílias eram ensinadas a se crer superiores, embora submissas ao poder metropolitano.

Assim a reação se dava em cadeia. Os nobres de Portugal eram submissos aos reis e `a Igreja. O povo ficava abaixo. Os nobres na colonia, eram submissos ao mesmo, mas impunham ao povo colonial antes a submissão a eles próprios, como se fossem mais gente.

Essa é a origem do elitismo entre as classes dominantes brasileiras e do complexo de vira-lata entre os muitos afetados pelo mal no Brasil, dentro de todas as classes socioeconômicas. Seguimos, então, com a próxima:

Como se dizia antigamente: “estava atoa na vida” e ai passou um “passarinho verde” para dar-me duas palhinhas!

PAG. 468

“PALHA

João Rodrigues Palha, de quem não achamos noticia certa donde fosse natural, e so que fora dos primeiros povoadores da nova cidade de Salvador, Bahia de Todos os Santos, e que tivera o foro de escudeiro fidalgo e morador da freguezia de Matuim, e casado com Micia de Lemos, [469] que era irmã de Beatriz de Lemos, (1) e do chantre Jorge de Pina, filhos estes de Fernão de Lemos, fidalgo Cavalleiro. De sua mulher Micia de Lemos teve João Rodrigues Palha os filhos seguintes:

1. Constancia de Pina, que se segue.

2. Vicente Rodrigues Palha, (2) que ordenado se sacerdote foi doutor formado na Universidade de Coimbra em ambos os direitos, cônego, vigário geral na se da Bahia, e governador do seu bispado, e renunciando todas estas honras se recolheu religioso no convento de S. Francisco na cidade da mesma Bahia, no qual professou a 30 de Janeiro do anno de 1600; foi o 7o. custodio, e prelado maior da dita custodia antes de ser elevada a província, e n’ella faleceu com boa opinião no convento da Bahia, pelos annos de 1636 para 1639, com o nome de frei Vicente do Salvador.

3. Izabel de Lemos, segunda mulher de Jeronimo Moniz Barreto, o velho, a fl…, e ahi o mais. Batizada na se a 25 de Março de 1568.

(1) Cazada esta com Antonio da Mota Fidalgo.

(2) Batizada na se a 28 de Janeiro de 1567.”

A primeira esposa do Jeronimo Moniz Barreto havia sido D. Micia Lobo de Mendonça, uma das 3 irmãs órfãs. Ou seja, por pouco não nos tornaríamos descendentes simultaneamente de pelo menos duas delas. Isso, obviamente, se o Antonio Moniz,  ai descendente, for mesmo o nosso ancestral.

Contudo não se para ai. Foi aqui que o “passarinho verde” disse aos meus ouvidos. Sem ter o porque, continuei lendo o que se passava.

PAG. 473

“N. 5 – Felippe de Lemos, filho de João Rodrigues Palha e de sua mulher Micia de Lemos, foi cazado com Francisca Barboza, (2) filha de Baltazar Barboza de Araújo e de Catharina Alvares, sua mulher, e era ja viuva esta Francisca Barboza de Christóvão  de Sa de Betencourt, do qual tinha dois filhos, Joanna Barboza, cazada com Miguel Telles de Menezes, e Francisco de Sa de Betencourt, casado com Anna de Souza, e d’este Felippe de Lemos teve mais:

Vicente Palha de Lemos, Lourenco de Lemos, Maria de Lemos ou Barboza e Agueda de Pina, cazada com Lourenco de Oliveira Pita, com filhos.

(2) Cazaram a 28 de Janeiro de 1620, e era viuvo de D. Maria Barboza. Piraja.

Ai esta. Antes que procurando, por sorte encontrei quem foram os pais de Antonio Galas da Silveira, marido de D. Luiza Josefa de Menezes. E ai vou ter que retornar ao livro para melhor compreender as relações de parentesco.

Certo, porem, é que, o autor do livro estava correto. O casamento entre pessoas com terceiro grau de parentesco, da aos filhos um terceiro grau de consanguinidade.

Ai se trata de genética para explicar, pois, a quantidade do DNA dos avos comuns dobram quando esses casamentos acontecem. Assim, essa quantidade se torna a mesma que ha entre pessoas primas em terceiro grau, mesmo sendo na genealogia consideradas primas em quarto grau.

Isso implica dizer que os filhos de primos em terceiro grau possuem a mesma quantidade do DNA de seus ancestrais na mesma proporção que seus pais. A cada geração, essa quantidade era para cair pela metade. Porem, a metade do lado materno se soma `a metade do lado paterno, produzindo um inteiro.

Nesse caso, ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO e irmãos eram primos terceiros por causa da linhagem Barbalho/Barreto. Mas também tinham o sangue acumulado do lado PALHA. Nesse caso, tornaram-se mais primos que o 3o. grau, o que poderia ser o 2o.

Para que não se percam no raciocínio, resolvi repetir aqui aquele pequeno trecho da pagina 376:

“N. 6 – D. Luiza Josefa de Menezes, filha quarta de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2; cazou com Antonio Galas da Silveira, * que teve a merce do habito da ordem de Christo, pelos serviços de seus avos, e não professou por falecer antes de o tomar; e era filho de Lourenço de Oliveira Pita e de sua mulher Agueda Pina Barbosa, e para se receberem foram dispensados, e teve filhos:”

Via Agueda Pina Barbosa constata-se que o Antonio Jose Moniz Barreto alem de Barbalho com Barbalho e Moniz Barreto com Moniz Barreto, foi também Palha com Palha. Era o Palhinha!

E assim se da porque o Francisco Moniz de Menezes ja era filho de D. Izabel de Lemos (Palha) e Jeronimo Moniz Barreto, o velho.

E observe-se que levando-se em conta apenas o Felippe de Lemos, que havia sido tio antepassado do Antonio Jose, veja-se com quantas famílias a raça se misturou. Alvares, Araújo, Barbosa, Sa de Betencourt, Souza, Oliveira e Pita.

Alias, esse Oliveira Pita do ancestral Lourenço talvez proceda dos de São Paulo. Pode ter sido um dos bravos que prontificou-se a defender a terras brasileiras conquistadas pelos holandeses.

Houveram alguns casos que paulistas se mantiveram no Nordeste e por la deixaram geração. Algo a se verificar. Não encontrei a família dele na Bahia.

Ou melhor, não encontrei o local ao qual ele possa estar inscrito. Isso porque ha um capitulo: ROCHA PITA, na Bahia. Trata-se de primeiros chegados cujos filhos podem ter se casado em outras famílias. Mas isso tem que ser verificado mas não tenho tempo agora.

Bom, ate aqui descobre-se que o ANTÔNIO JOSE MONIZ BARRETO descende dos PALHA. Não consegui nada a respeito do Lourenço de Oliveira Pita. Tive, então, que ver o lado materno da ancestral dele, FRANCISCA BARBOZA.

PAG.113

Aqui o autor deu continuidade a capitulo anterior. So não foi completamente por acaso que encontrei porque busquei antes na internet. Assim, tive algumas informações previas e passando os olhos acabei encontrando o que procurava:

“Sucessão da sexta filha de Genebra Alvares e de seu marido Vicente Dias, a qual foi:

N.17 – Catharina Alvares, filha de Genebra Alvares e de seu marido Vicente Dias de Beja, moço fidalgo da caza do infante D. Luiz, cazou com Baltazar Barbosa de Araujo, natural de Ponte de Lima, filho de Gaspar Barboza de Araujo e de sua mulher D. Maria de Araujo. De Catharina Alvares e seu marido Balthazar Barbosa, foram filhos:

1. Francisca, batizada na se a 12 Fevereiro de 1579. Casada com Christóvão de Sa Betencourt, a fl…, e depois com Felippe de Lemos.”

Observe-se que as informações são suficientes para concluirmos que esses foram os pais que procurava. E, para encontrar que capitulo fazia aquela parte separada, não precisei buscar tanto assim. Faziam parte do CARAMURUS NA BAHIA.

PAG. 84

“CARAMURUS NA BAHIA

Diogo Alvares Correia, *da principal nobreza de Vianna, vindo `a Bahia por acazo da fortuna, sendo o primeiro Portuguez, que n’ella aportou, e pizou as suas praias, e pelo sucesso do seu naufrágio, e modo com que escapando d’elle com vida a conservou entre o gentio, que lhe acrescentou o cognome de – CARAMURU – é tão celebrado na tradição e historia. Depois de ter de uma

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  • Faleceu a 3 de Outubro de 1557, sepultado no mosteiro de Jezus, que era do collegio da Companhia: cadern. fl. 70 verso.

PAG. 85

filha do principal dos indios, que habitavam as costas da barra da Bahia, varias filhas illegítimas que n’esse lugar se assentaram, e chamado ainda então, como gentia, – Paraguaçu – como escrevem algumas memórias, ou com tem outras – Guaibim-Para – e tudo quer dizer o mesmo que – mar ou rio-grande – e conhecida depois de batizada por Catharina Alvares: d’esta e de seu marido Diogo Alvares Caramuru foram filhas legitimas:

1. Anna Alvares, que se segue.

2. Genebra Alvares, adiante.

3. Apolonia Alvares, depois.

4. Gracia Alvares, mulher de Antão Gil.”

PAG. 86

“Sucessão da segunda filha legitima de Catharina Alvares e seu marido Diogo Alvares Caramuru, que foi:

N. 2 – Genebra Alvares, filha segunda de Catharina Alvares e de seu marido Diogo Alvares Caramuru, cazou com Vicente Dias de Beja, natural da Provincia do Alentejo, moço fidalgo da caza do infante D. Luiz. Assim se acha em varios papeis manuscritos feitos por pessoas antigas, que tiveram o cuidado de escrever e fazer memória dos sugeitos, que casaram com estas filhas de Catharina Alvares e seu marido Diogo Alvares Caramuru, como também do Teatro Genealógico das arvores das principais famílias do reino de Portugal e suas conquistas.

De Genebra Alvares e seu marido Vicente Dias foram filhos:

12. Diogo Dias, que se segue.

13. Maria Dias (1) mulher de Francisco de Araújo, adiante.

14. Lourenço Dias, sem geração.

15. Melchior Dias, sem geração.

16. Vicente Dias, sem geração.

17. Catharina Alvares, (2) adiante.

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(1) Batizada na se a 5 de Janeiro de 1556

(2) Batizada na se a 18 de Julho de 1559.

PAG. 87

18. Andreza Dias, mulher de Diogo de Amorim Soares, (1) filho de Francisco Soares, de Ponte de Lima, sem geração.

19. Francisca Dias (2) mulher de Antonio de Araújo, irmão de Gaspar Barbosa, de Ponte de Lima, adiante `a fl… Segunda vez cazou essa Francisca Dias (3) como consta do assento seguinte: Aos 15 de Fevereiro de 1597 recebi eu o legado Pedro de Campos, deão da se, a Francisco de Aguiar, filho de Jacome Duarte e de sua mulher Izabel de Aguiar, moradores na cidade de Braga, freguezia de S. João de Souto, com Francisca Dias, filha de Vicente Dias e de sua mulher Genebra Alvares.”

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“(1) cazaram a 12 de Janeiro de 1586

(2) cazou com este a 8 de Janeiro de 1518. Na se. Padrinhos Antonio de Paiva e Antão Gil.

(3) Faleceu esta a 8 de Agosto de 1611. Sepultada em S. Francisco.”

As informações no livro são vagas. Busquei algo mais para dimensionar a importância da indígena Gauibim-Para. Entre as coisas que acho importante foi determinar que ela era Tupinamba e o nome do pai foi Taparica. Quem desejar ver um resuminho, abra:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_Paraguaçu

Para facilitar a leitura, vamos então fazer mais um esqueleto dessa genealogia. Assim saberemos como o Antonio Galas da Silveira descende desses ancestrais. Segue assim:

QUARTO ESQUELETO (nesse capitulo)

01. Diogo Alvares Correia (Caramuru) c.c. Catharina Alvares, pais de:

02. Genebra Alvares c.c. Vicente Dias de Beja, pais de:

03. Catharina Alvares c.c. Balthazar Barboza de Araujo, pais de:

04. Francisca Barboza c.c. Felippe de Lemos, pais de:

05. Agueda de Pina c.c. Lourenco de Oliveira Pita, pais de:

06. Antonio Galas da Silveira c.c. D. Luiza Josefa de Menezes, pais de:

07. Diogo Moniz da Silveira c.c. Anna Maria da Affonseca, pais de:

08. Martinho Moniz Barreto c.c. D. Francisca Izabel Barreto de Menezes, pais de:

09. ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO

Penso que agora ficou demonstrado que mesmo que esse Antonio Jose não seja nosso ancestral, ele devera ter sido de outras pessoas no Brasil e a descendência dele poderá ser imensa, tanto quanto é a de nosso ancestral.

Imagine-se, então, o quanto maior devera ser a descendência do Diogo Alvares e Catharina Alvares! Pode ser que não sejamos descendentes deles através do Antonio Jose, mas difícil será não sermos por outros esqueletos.

De qualquer forma fica ai comprovado que o estudo da disciplina Historia ficaria muito mais prazeiroso se ao invés de estuda-la como se os personagens nos fossem alienígenas, eles fossem o que são: nossos ancestrais.

E, diga-se de passagem, de certa forma, íntimos. São apenas 9 gerações entre a primeira geração ate ao Antonio Jose. Caso o nosso ancestral seja esse mesmo temos apenas 6 gerações ate `a minha própria.

Pode parecer que o parentesco seria pequeno, contudo, os da casa de meus pais descendem 6 vezes do mesmo Antonio Jose Moniz. Ou seja, Isso soma tanto que ele e sua esposa se tornam praticamente nossos pais, por ser 6 vezes em apenas 6 gerações!

Para fechar esse capitulo vamos anotar apenas alguns exemplos do destino de nossos aparentados. Segue então:

PAG. 244

“BARROS DA FRANCA NA BAHIA

Affonso de Franca, foi um homem honrado, e fidalgo da bom procedimento, irmão de Andre Dias da Franca, o qual Affonso da Franca passou `a Bahia com sua mulher D. Catharina Corte-Real, e o pai d’este Affonso da Franca foi Lancerote de Franca. De Affonso de Franca e sua mulher foram filhos:”

PULANDO `A PAG. 247

N, 2 – Rafael Soares da Franca, filho de João Alvares Soares e de sua mulher D. Catharina Corte-Real, cazou com D. Catharina de Souza, filha de Antonio Pereira de Souza, Cavalleiro do habito de Santiago, e de sua mulher D. Antonia Bezerra, filha do mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra; foi homem rico e senhor de engenho no rio de Parana-mirim, teve filhos:”

PAG. 384

“ROCHA, SA E SOTOMAIOR

Diogo da Rocha de Sa, o 1o. aqui

Manoel de Sa Soutomaior, foi provedor da alfândega da Bahia, e cazado com Elena de Argolo, a fl… Era irmão de Diogo da Rocha de Sa, que aqui se segue, e naturaes da Villa de Viana, Foz de Lima, dos Sas e Soutomaiores, e filhos legítimos de Leonardo de Sa Soutomaior, pessoas nobres e de famílias principaes do reino de Portugal, donde se passaram para a Bahia nos princípios de sua fundação, e n’ella cazou Diogo da Rocha de Sa com D. Ignez Barreto, irman do alcaide-mor Duarte Moniz Barreto, e filhos ambos, com outros mais, que ja ficam a fl…, n. 1, e seus filhos e filhas com outros mais de Egas Moniz Barreto ahi a fl…, n. 1 e seg., e n’ella cazou Diogo da Rocha de Sa (1) e teve filhos:

1. Mem de Sa, que se segue.

2. D. Felippa de Sa, adiante

3. Diogo da Rocha de Sa, ao depois.

N. 1 – Mem de Sa, filho de Diogo da Rocha de Sa e de sua mulher D. Ignez Barreto, cazou com D. Maria Barboza, (2) filha de Francisco Barbuda, o velho, cavalleiro da caza de el-rei, e de sua segunda mulher Maria Barboza, que era irman inteira de Gaspar Dias Barboza Mello, e teve no decurso de 21 annos, que viveram cazados, os filhos seguintes:

************************************************

5. D. Escolastica, mulher do capitão Gaspar Maciel, adiante”

PAG. 386

“MACIEL E SA

N.6 Diogo de Sa Soutomaior, filho único de D. Escolastica de Sa, n. 5, e de seu marido Gaspar Maciel, capitão de mar e guerra, cazou com D. Guiomar da Rocha, primeira mulher, e teve:

************************************************

Segunda vez cazou Diogo de Sa Soutomaior com D. Francisca Barbalho, filha de Antonio Ferreira de Souza, filho de Euzebio Ferreira e de sua mulher Catharina de Souza, a fl…, n. 5 e 18: casaram na Capella do Bom Jezus do Socorro no 1o. de Dezembro de 1668.”

PAG. 391

“N. D. Roza Maria de Sa, filha do capitão-mor Mem de Sa, n. 10, e de sua mulher D. Mariana Cecilia da Serra, cazou com Egas Moniz Barreto, filho do coronel Egas Moniz Barreto e de sua mulher D. Ignez Thereza Barbalho Bezerra, a fl…:

O padre Gonçalo de Sa Soutomaior

O capitão Roque Moniz Barreto, que faleceu solteiro.

Estacio de Sa Moniz Barreto, que se segue.

Egas Moniz Barreto, que faleceu solteiro.

Jose Sotero Moniz Barreto, cazado em Pernambuco

Nazario da Rocha de Sa Soutomaior, que cazou duas vezes, a primeira com D. Roza Maria Florentina, filha de Manoel Nunes de Vasconcellos e de sua mulher D. Catharina Barboza, e d’esta teve seis filhos que todos faleceram solteiros, que foram: Manoel, Mario, Augusto, Antonio, Roza e Catharina.

Vicente Vasco Jose, que faleceu solteiro

D. Antonia Maria Francisca, adiante.

D. Roza Maria de Sa, ao depois. [PAG. 392]

D. Maria Sofia de Jezus Maciel, adiante.

D. Mariana Cecilia Bezerra, ao depois.”

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Assim completamos o capitulo com a conclusão de que, fatalmente, em sendo descendentes do Antonio Jose Moniz Barreto, seremos em maior ou menor teor aparentados da maioria dos baianos e brasileiros de um modo geral.

E se fizermos uma genealogia mais completa dos descendentes desses ancestrais verificaremos que eles também serão, obrigatoriamente, ancestrais de todas as personalidades de todos os âmbitos de atividade.

Isso significa dizer que o maior coco da Bahia, Rui Barbosa; o poeta Castro Alves e tantos escritores e compositores terão algo de nossa genética recente.

E quanto mais gerações se passam, maior tendência será de sermos aparentados das gerações mais novas. Isso porque a cada novo entroncamento haverá a chance de os filhos nascerem de descendentes de nossos ancestrais, tanto do lado materno quanto paterno.

Essa se torna a grande verdade do estudo genealógico. Não se precisa casar com parentes próximos e conhecidos para deduzir que teremos parentesco com nossos cônjuges. Ja sabemos que temos, com qualquer pessoa. A genealogia somente confirma isso e da o grau!

Quem depois abrir esse livro, pode procurar que na sequencia da descendência do Diogo Caramuru e Paraguaçu, multiplica-se, entre outras, a Araújo de Aragão. Ou seja, aquela que depois ira se encontrar com o Barbalho Barreto na formação dos diversos títulos de nobreza do império.

Outro detalhe, não confundam o capitão-mor, aqui presente, Mem de Sa, como o governador geral do Brasil. Os Sa são os mesmos. E o nome também. Mas esse casamento se deu quando o governador ja era defunto.

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07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE YAYA!!!

Começando com uma brincadeira, abram para acompanhar a leitura:

http://www.tcm.com/mediaroom/video/1075601/Three-Caballeros-The-Movie-Clip-Os-Quindin-De-Ya-Ya.html

Sem palavras:

PAG. 135

“ARAUJOS E BARBOZAS

Balthazar Barboza de Araujo, *de quem era irmão bastardo Francisco Barboza de Araujo, a fl… n. 3, e ambos naturaes de Ponte de Lima, era filho legitimo de Gaspar Barboza de Araujo e de sua mulher D. Maria de Araujo, neto De Francisco Rodrigues de Araujo e de sua mulher D. Genebra Barboza, filha de Estevão Gonçalves Susteiro e de sua mulher D. Brites Barboza, filha de Gonçalo Fernandes de Barboza, que servio a el-rei D. João I com gente `a sua custa na batalha de Aljubarrota, o qual Gonçalo Fernandes de Barboza houve a dita D. Brites Barboza de sua mulher Beatriz Correa, filha de Fernão Affonso Correa, senhor de honra de Farelões, e das freguezias de S. Pedro do Monte e Villameana, e de sua mulher D. Leonor Rodrigues da Cunha, neta de Affonso Vasques Correa, senhor da honra de Farelões, e de D. Berengueira Nunes Pereira, filha de Rui Pereira, a quem chamara o Bravo, e de D. Violante Lopes de Albergaria, e neta de D. Rui Gonçalves Pereira e de D. Berengueira Nunes, filha de Nuno Martins Barreto, bisneto de Paio Correa de Alvaranntu e de D. Maria Mendes de Mello, filha de Mem Soares de Mello, terceira neta de Pedro Paes Correa, e de D. Dordens Paes, filha de D. Pedro Mendes de Aguiar, quarta neta de D. Paio Soares Correa, o velho, e de sua segunda mulher D. Maria Gomes da Silva, filha de [136] D. Gomes Paes da Silva, alcaide-mor do castello de Santa Olaia, quinta neta de D. Sueiro Paes Correa e de D. Urraca Sueiro, filha de D. Huergueda, sexta neta de D. Paio Ramiro, fidalgo portuguez, rico homem d’el-rei D. Affonso VI de Espanha.

Foi Gonçalo Fernandes de Barboza filho de D. Fernão Pires de Barboza e de sua mulher D. Mauroires, filha de Aires Paes de Torozelos e de D. Urraca Ramires, filha de Dom Rui Gonçalves da Cunha, neto de Martim de Barboza e de D. Margarida Eanes, filha de João Aires Duro e neta de Aires Rodrigues Duro e de D. Thereza de Vasconcellos, filha de João Pires de Vasconcellos, bisneto de Nuno Pires Barboza, e terceiro neto de D. Pedro Nunes de Barboza e de D. Elvira, filha de Martim Pires da Maia, Ojami, de alcunha, quarto neto de D. Nuno Sanches de Barboza e de sua mulher D. Thereza Alvares, filha do Conde D. Alvaro de Ferreira de Castella, quinto neto do Conde D. Sancho Nunes e da Condessa D. Thereza Mendes, filha de D. Mem Moniz de Riba-Douro, sexto neto do Conde D. Nuno de Salanova e de Sancha Gomes Echegui, sétimo neto de Guterre Arias, Conde de Tui, mordomo-mor d’el-rei D. Affonso Magno, oitavo neto de Ermenegildo, Conde de Tui, mordomo-mor e parente d’el-rei D. Affonso Magno, pelos annos de Christo de 864.

Foram Balthazar Barboza de Araujo e seu irmão Francisco de Araújo Barboza bisnetos de Rodrigo Alvares de Araujo, commendador da ordem de Santiago, e de D. Bibiana Alvares de Antas, filha de Alvaro Pires de Antas, e neta de Estevão Rodrigues de Antas, que se achou no escalamento de Tui, como refere Azurara na Chronica d’el-rei D. João I, e concorreo nos tempos d’el-rei D. Diniz, bisneta de Gonçalo Fernandes de Antas, senhor do Pasto de Antas, e do conselho de Fragão, e de sua mulher D. Ignez Aldred, filha de D. Vasque Aldred Da Silva, terceira neta de Garcia Vasques de Antas e de sua mulher D. Thereza de Novaes, filha de D. Paio de Novaes, senhor de Gondum, que era da caza de Castella, e de sua mulher D. Thereza Oerio, quarta neta [137] de Pedro Esteves de Antas e de D. Dordia Martins, filha de Martim Dadi, o velho, e de sua mulher D. Urraca Pires, filha de D. Pedro Mendes de Aguiar.

Foram os ditos Balthazar Barboza de Araújo e seu irmão Francisco de Araújo Barboza, terceiros netos de Alvaro Rodrigues de Araújo, commendador do Rio-Frio, e de D. Constança da Veiga Azevedo, filha de Rui Lopes da Veiga Azevedo, quartos netos de Paio Rodrigues de Araújo, que chamaram o cavalleiro, embaixador d’el-rei D. João I de Portugal, capitão da guarda do infante D. Henrique, e de sua mulher D. Leonor Pereira de Barbuda, senhor do solar de Barbudo, quintos netos de Pedro Anes de Araújo Portegueiro, maior de Cella-Nova, senhor da terra de Lindozo, e de sua mulher (não lhe explica o nome) filha do senhor de Pedrozo, sextos netos de Gonçalo Rodrigues de Araújo, vassalo d’el-rei D. Fernando de Portugal, senhor de Villar de Vallar, e do Ingar de Ladrões, e Cazal de Donez, e da terra de Lindozo, e de sua mulher, que foi filha de um senhor da caza de Ribeira, e da terra de Lindozo, e dos Susgados, e Portorgo de Castro Laboeiro, e de sua mulher, que foi filha de um senhor da caza de Ribeira em Galiza, sétimos netos de Pedro Anes de Araújo, fronteiro-mor contra a parte de Galiza, e de sua mulher N. Velozo, oitavos netos de Vasco Rodrigues de Araújo, o primeiro que teve esse apellido de Araújo, por ser senhor dessa Villa, Milmenda, Interino e 13 da ordem de Santiago e de sua mulher D. Leonor Gonçalves Velho, filha de Pedro Anes Velho, mestre da ordem de Santiago em Portugal, nonos netos de Paio Cavalleiro, em quem começou esta família.

O Marquez de Monte-Bello, nas notas ao Conde D. Pedro, affirma descender do infante D. Velozo, filho d’el-rei D. Ramiro. Foi este Paio Cavalleiro senhor das villas de Araújo, Interino, Guindeve, Milmenda, e Val de Pedras. Tudo o que aqui se refere anda nos livros das linhagens em Portugal, e no Conde D. Pedro; e nos autores, que escreveram as notas ao dito Conde D. Pedro; e também no 1o. tomo da Corografia Portugueza, cap. 14 fl. 253, se trata da família dos Araújos.”

Observem que nada tratei da descendencia do Francisco de Araujo Barboza, irmão do Balthazar.

Acredito não precisar por hora, pois, isso que anotei ja deu algum trabalho e nada nos valera; tanto se acaso do Antonio Jose Moniz Barreto não nos for ancestral direto, quanto se for mas não verificarmos isso por meio dos documentos que acaso isso mostre.

A vantagem será que se esses estudos de nada valerem para nos, pelo menos poderá valer para quem, com certeza, seja descendente das pessoas ai presentes. Se lerem meus escritos, tirem bom proveito.

Quando tratei da descendencia do Jose Coelho de Magalhães, pensando ser com certeza o nosso ancestral na linhagem Coelho, tive a oportunidade de ver diversos desses mesmos nomes. E outros que antecedem a esses. Portanto ja os sei ser descendentes das realezas europeias mais antigas.

Quanto ao Francisco de Araújo Barboza temos:

PAG. 93

“N. 3 – Maria Dias, filha segunda de Genebra Alvares, n. 2, e de seu marido Duarte Dias cazou com Francisco de Araujo, filho natural de Gaspar de Barboza Araújo, natural de Ponte de Lima, da nobilissima familia dos Araújos, que ha na provincia de Entre-Douro e Minho (1).

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(1) Theat. Geneal., arv. 36. Faleceu este a 27 de Agosto de 1602. Sepultado na Mizericordia.”

Essa nota sera interessante para quem se interessar em aprofundar mais porque a descendência do irmão do Balthazar poderá ser igualmente nossa parente próxima, caso sejamos descendentes do Antonio Jose Moniz Barreto.

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08. CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DE MAIS PARENTESCOS

A) Obviamente, não se encerrou ainda a nossa busca por nossos parentes. Não tive a oportunidade de verificar nada a respeito de nossa ancestral Manoela do Espirito Santo, que foi a esposa do pentavô Antonio Jose Moniz.

Caso ele seja o mesmo Antonio Jose Moniz Barreto, então, teríamos que buscar saber se ela era baiana e, em sendo, de qual família procedia. Caso seja, muito provavelmente terá ascendência semelhante `a do marido, com o risco, para nos que somos descendentes, de descender dos mesmos ancestrais que ele.

Se ela for mineira, terá ancestrais que serão ancestrais do marido. Essa torna-se uma fatalidade obrigatória. Contudo, em sendo ancestrais de varias gerações anteriores `as deles, não será grande problema para nos, pois, isso é o normal!

B) Alem dela temos outra oportunidade de descender do conjunto de ancestrais presentes nesse estudo. Trata-se de Thereza de Jezus. Apenas para manter a grafia daquela época.

Thereza de Jezus teve por marido ao português sargento-mor Domingos Barboza Moreira. Vejamos esse esqueleto para explicar como chegam ate a nos:

01. Domingos Barbosa Moreira c.c. Thereza de Jesus, pais de:

02. Norothea Barbosa Fiúza c.c. português, João de Souza Azevedo, pais de:

03. Maria de Souza Fiuza c.c. português, Antonio Borges Monteiro, pais de:

04. Antonio Borges Monteiro Jr. c.c. Maria Magdalena de Santana, pais de:

05. Maria Francelina Borges Monteiro c.c. Daniel Pereira do Amaral, pais de:

06. Maria Marcolina Borges do Amaral c.c. Antonio Rodrigues Coelho, e esses se tornaram nossos trisavós, tanto do lado materno quanto paterno.

02. João de Souza Azevedo foi natural de Vila Nova do Norte, Portugal, e filho de Manoel de Sousa de Azevedo e Anna Coelho.

03. Antonio Borges Monteiro foi natural da Vila de Seia, Freguesia de Pinhanços, do Distrito de Guarda, também de Portugal no continente. Foi filho de Antonio Borges e de sua segunda esposa Joanna Monteiro. Atualmente temos mais informações a respeito deles.

Segundo o professor Dermeval Jose Pimenta, Thereza de Jesus procedia de Tabaiana, BA. Isso `a epoca que o Sergipe fazia parte da Bahia, pois, a atual cidade chama-se Itabaiana e é naquele estado. Aqui podemos supor que possa ter cometido algum engano.

A única informação que nos passou a respeito do sargento-mor Domingos Barbosa Moreira foi a de que era português. Não temos ainda sua procedência.

Encontramos informações interessantes a respeito dele, ja em Minas Gerais. Isso foi descrito na pagina:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

O que ha esta no ultimo capitulo: 10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

Dentro do capitulo acima, inicio a descrição do que encontrei a respeito do Domingos Barbosa no sub-capitulo 6. Ha que se rolar quase todo o conteúdo da pagina para encontrar.

De util para nossa genealogia mesmo encontrei que ele arrecadou os dízimos dos quartéis da Comarca do Serro do Frio em 1723, quando ja era sargento-mor.

Alem disso, como referencia, so tínhamos as datas a partir de 1775, quando a neta Maria de Souza Fiuza se casou. Outras referencias a ele dão conta que tinha ligações com cristãos-novos, inclusive alguns processados pela Inquisição.

Outro detalhe importante da vida dele foi que a literatura afirma que alegou ter lutado contra a rebelião de Felipe dos Santos, que se deu em 1720, em Minas Gerais.

Ele usou o argumento de que havia aumentado a fazenda real com suas ações, alem de ter protegido os interesses da coroa portuguesa `as próprias custas e com o “uso de gente e escravos”.

Assim, pode-se deduzir que foi abastado. Mesmo porque, somente se o fosse poderia ter ocupado os cargos que ocupou e pretender os privilégios de nobreza que requereu.

Alem disso, a data de 1720 torna-se imprescindível para deduzir que deveria ser maduro, apto ao casamento. Provavelmente, os filhos que teve, caso tenha tido outros alem da nossa ancestral, deverão ter nascido no máximo dentro da faixa dos 30 anos seguintes.

Então, precisamos retornar `a Revista Trimensal para encontrarmos alguns dados interessantes. Vejamos então:

PAG. 375

“N. 5 – D. Eugenia Thereza de Menezes, filha de D. Thereza de Souza e de seu marido Jeronimo Moniz Barreto, n. 2, cazou com o Sargento-mor João Lopes Fiúza, * cavalleiro professo na ordem de Christo, natural de Ponte de Lima, villa de Viana, filho de Sebastião Fiúza e de sua mulher Izabel Lopes; e teve filhos:”

“23. D. Thereza Eugenia de Menezes, cazada com o capitão-mor João Felix Machado Soares em Santo-Amaro, e depois com o doutor Francisco Gomes de Sa, e de ambos sem filhos. Batizada a 11 de Maio de 1713, na Se.”

Pensar que D. Thereza Eugenia seja nossa ancestral, nessas circunstancias, seria querer demais. Mas não seria impossível.

Nascida em 1713, poderia estar pronta para o casamento por volta de 1725. `A época não seria considerado absurdo algum. Como ela não teve filhos dos seus dois maridos, nada mais consta em relação `a vida dela.

Mas algo não se pode negar. Aqui se registra o encontro das famílias Barbalho e Fiúza. Nesse caso, não se pode descartar a possibilidade de outros casamentos terem se dado entre as duas famílias. Ou Fiúza com outra família da qual, talvez, sejamos descendente.

O extremo da coincidencia ai poderia ser que D. Thereza Eugenia poderia ter tido seus dois maridos, que poderiam ter sido senhores mais velhos, e eles terem se casado com ela e falecido no espaço dos próximos 15 anos. Ou seja, antes de 1740.

Estando viuva e ainda jovem, em torno de 27 anos no máximo, poderia ter tido a terceira oportunidade de casar-se, dessa vez com um Domingos Barboza Moreira também ja maduro. Acredito que ele tenha nascido ao mais tardar em 1695, o que o faria chegar a 1740 aos 45 anos de idade.

Nesse caso, ate 1775, quando do casamento da ancestral Maria de Souza Fiúza, seriam 35 anos de espaço, perfeitamente dentro das possibilidades para os nascimentos dela e sua mãe, Dorothea Barboza Fiuza.

Construi essa hipótese apenas para alertar a respeito das possibilidades de sermos descendentes por tantas vias dos mesmos ancestrais. Não por desejo de que isso realmente tenha acontecido.

Mas para alertar a respeito dos riscos de ignorarmos a genealogia e não termos uma medida dos riscos que, por ignorância do passado, podemos estar expondo nossa descendência a eles.

A genealogia, nesse caso, devia ser um ótimo instrumento para uso em medicina preventiva. Todos deveriam te-la escrita. O médicos teriam que ser instruídos a respeito da matéria para orientar os nubentes.

E estes precisariam abrir suas consciências, pois, para eles próprios isso não seria problema, os problemas são passados para as gerações seguintes.

C) BRAVO, BRAVISSIMO. Naturalmente, havemos que considerar as diversas formas pelas quais devemos ser aparentados de todas as famílias brasileiras. O sobrenome Bravo entra como uma das possíveis chaves.

PAG. 427

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“BRAVO

Antonio Bravo, foi natural do Porto, e cazado com Margarida Antonia, e teve filhos:

1. Antonio Mendes Bravo, que se segue.”

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Esse foi apenas um inicio de um capitulo curto. Não quiz aprofundar. Somente vi que no fim do capitulo a descendência estava com o sobrenome Serrão. Será sobrenome que posteriormente produzira famílias com titulo de nobreza.

O interessante aqui foi que `a mesma época e no mesmo Porto registra-se a saída de nosso ancestral Miguel Gomes Bravo. Possibilidade de serem parentes para mim chega a 100%.

A diferença foi que nosso ancestral tomou rumo mais ao Sul. Foi para Vitoria-ES e depois Rio de Janeiro.

D) BARRETOS EM PERNAMBUCO. João Paes Barreto foi o maior entre os senhores de engenho no inicio da colonização de Pernambuco, contando com o senhorio de 10 engenhos. Foi casado com Ignez Guardes de Andrade, filha de Francisco Carvalho de Andrade e Maria Tavares de Guardes.

Brás Barbalho Feyo foi modesto em relação a ele. Foi senhor apenas do engenho São Paulo da Várzea do Capibaribe. Alias, engenho fundado pelo sogro que foi o mesmo Francisco. Foi casado com Catharina ou Maria Tavares de Guardes.

Em uma literatura ha uma descrição dizendo que Francisco havia sido uma pessoa tão bem conceituada que conseguira casar bem as filhas e outra que se casara com Brás Barbalho Feyo.

Brás foi o pai da Camilla Barbalho. Ela com o Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda foram os pais do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Guilherme foi neto de Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra. Um dos casais povoadores de Pernambuco. Praticamente todos os nascidos em Pernambuco deverão te-los como ancestrais.

Por ai se ve que os primeiros chegados a cada lugar tornam-se rapidamente ancestrais das futuras gerações. E a descendência que se desloca para outras paragens acaba se tornando ancestrais das futuras gerações do novo lugar.

Dessa forma se dão as multiplicações genealógicas e justamente por isso mesmo, nos acabamos nos tornando descendentes dos mesmos ancestrais que as outras pessoas também o são.

Em Pernambuco não descendemos dos Barreto. Mas eles descendem de nossos ancestrais. Se não formos descendentes dos Barreto da Bahia, eles serão descendentes de nossos ancestrais que foram para la.

Dado que, não quiz ainda repetir a informação, em São Paulo e Rio de Janeiro, alem de descenderem dos Gomes Bravo, descendem dos capitães-mores, Antonio de Oliveira e João Carvalho de Pimenta. O que também nos descendemos.

Creio que esse motivo nos basta para demonstrar o quão infame é o orgulho das pessoas que pensam ser melhores que as outras.

Deveríamos dar o máximo de nos para fazermos uma genealogia o mais completa possível. Assim, toda vez que alguns se arvorarem de melhores que os outros poderíamos esfregar em suas faces as origens de todos.

Esse mundo precisa de menos orgulho e mais união. De menos disputas e mais soluções.

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09. UM POUCO DA DESCENDENCIA DA DONA COSMA BARBALHO

Para não deixar sem uma menção, resolvi postar um pouco da descendência de dona Cosma Barbalho Bezerra e seu marido Francisco de Negreiros Sueiro. Isso ajuda a termos uma ideia de como se diversificou nossa família na Bahia.

Bom, a bem dizer, multiplicou-se em sobrenomes. Mas os ancestrais de todos acabam se encontrando nos mesmos nichos, especialmente em Portugal. E não pretendo extrair mais nada do livro, pois que senão terei que acabar de copia-lo integralmente! E a revista tem quase 500 paginas.

PAG. 308.

“NEGREIROS DE SERGIPE DO CONDE

     Jorge Esteves, que era filho de Jeronimo Esteves, passou com sua mulher Dorothea Fernandes, naturaes todos da Villa de Agua Revez, do arcebispado de Braga, para a Bahia, e na Villa de Sergipe do Conde foi juiz ordinário e dos órfãos, e teve filhos:

     1. Domingos de Negreiros, que se segue

     2. Jeronimo de Negreiros.

     N. 2 – Domingos de Negreiros, filho de Jorge Esteves, acima, foi cazado com Maria Pereira* filha de Martim Lopes Sueiro e de sua mulher Anna Pereira a fl…, n. 2 e teve filhos:

     1. Damião de Negreiros, mulher sua D. Luzia de Souza fl…

     4. O capitão Domingos de Negreiros Sueiro, que se ordenou de sacerdote no anno de 1645, e das suas inquirições consta, que era filho de Domingos de Negreiros, acima, e de sua mulher Maria Pereira, neto por parte paterna de Jorge Esteves e de sua mulher Dorotea Fernandes, naturaes da villa de Agua Revez, do arcebispado de Braga, e por parte materna neto de Martim Lopes Sueiro e de sua mulher Anna Pereira. Batizado na capella de S. Germano Patativa, pelo coadjutor Nicolao Viegas, a 17 de Marco de 1629. Padrinhos seu tio Jeronimo de Negreiros e D. Maria de Souza, mulher de Duarte Lopes Sueiro.

     5. D. Anna de Negreiros, mulher do capitão Guilherme Barbalho, a fl… n. 2.

     6. Francisco de Negreiros Sueiro, que se segue.

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     Cazaram a 4 de Fevereiro de 1607.

PAG. 309

N. 6 – Francisco de Negreiros Sueiro, filho de Domingos de Negreiros, n. 2, e de sua mulher Maria Pereira, foi cazado com D. Cosma Barbalho, filha do mestre de campo Luiz Barbalho e de sua mulher D. Maria Furtado de Mendonça, a fl…, e teve filho:

7. Luiz Barbalho de Negreiros, que se segue.

N. 7 – Luiz Barbalho de Negreiros, filho de Francisco de Negreiros, n. 6, e de sua mulher D. Cosma Barbalho cazou com D. Luiza Corte-Real, (1) filha de João Alvares de França, a fl…, e de sua mulher D. Catharina Corte-Real, e teve filhos.

8. Francisco de Negreiros Corte-Real, que se segue

9. João Alves Soares Corte-Real, batizado a 26 de Fevereiro de 1668

10. Domingos Soares Barbalho, batizado a 23 de Março de 1669, cazou com D. Izabel Barboza a 15 de Fevereiro de 1700.

11. Antonio Barbalho de França, adiante, batizado a 7 de Novembro de 1670.

12. Gonçalo Soares de França, batizado a 10 de Janeiro de 1678, clérigo.

13. Joze Barbalho Corte-Real, faleceu solteiro.

14. D. Maria Josefa Corte-Real, solteira.

N. 8 – Francisco de Negreiros Corte-Real, filho de Luiz Barbalho de Negreiros, n.7, e de sua mulher D. Luzia Corte-Real, casou com D. Antonia de Araújo ou de Aragão (2) filha de Pedro Camelo de Aragão Pereira e de sua segunda mulher D. Anna de Araújo, a fl…, n. 74, a qual D. Antonia era viuva de Pedro Paes Machado, como fica ahi, e d’este seu segundo marido Francisco de Negreiros teve filhos; segunda vez cazou com D. Elena Maria de Argolo Menezes, filha do capitão Antonio Moreira de Menezes e de sua mulher D. Anna de Menezes, a qual D. Elena ja era viuva do legado Bartolomeo Soares, não teve filhos.

15. D. Luiza Corte-Real, mulher do alferes Sebastião da Rocha Pita, a fl… n. 12, sem filhos.

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(1) faleceu esta a 23 de Janeiro de 1716

(2) cazaram a 7 de Outubro de 1697; na capella da Pena do Engenho da Ponta.

PAG. 310

16. Luiz Barbalho de Negreiros Corte-Real, cazou com D. Anna Joaquina de Almeida, irman do mestre de campo Bernardino Marques; não teve filhos.

17. D. Anna de Araújo ou Aragão, vive solteira

18. Antonio Joze de Negreiros Corte-Real; cazado com D. Catharina Josefa, sua parents, sem filhos.

N. 11 – Antonio Barbalho da França, filho de Luiz Barbalho de Negreiros, n. 7, e de sua mulher D. Luiza Corte-Real, cazou com D. Roza de Araújo de Aragão (1), filha de Pedro Camelo de Aragão Pereira, que ja fica acima, e era esta D. Roza irman de D. Antonia, e filhas ambas, do sobredito Pedro Camelo. De D. Roza e seu marido Antonio Barbalho da França foram filhos:

19. Ignacio, batizado a 8 de Dezembro de 1693

20. Luiz Barbalho de Negreiros

21. D. Anna de Aragão, mulher de Felix de Itaparica, sem filhos.

22. D. Antonia, mulher do doutor João Pereira de Vasconcellos, a fl… n. 76.

Segunda vez cazou Antonio Barbalho, acima, com D. Catharina Jozefa de Araújo Azevedo, filha do capitão Gaspar de Araújo Azevedo e de sua mulher D. Izabel Barboza, e teve também filhos:

Antonio e D. Cosma, que faleceram solteiros.”

Creio não precisar estender mais. Mesmo porque não ha no índice indicação dos nomes com os quais se casaram essa descendência. Pelo menos, o que ja esta ai da uma mostra geral.

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10. ANTONIO BARBALHO PINTO, NOSSO QUASE ANCESTRAL!

Desfazendo confusões. Anteriormente, havia postado uma pagina em meu blog na qual reproduzi o que encontrei no livro: “PEDATURA LUSITANA, NOBILIÁRIO DE FAMILIAS DE PORTUGAL.” CAPITULO: “BARBALHOS”. O endereço da pagina é:

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

Esta no capitulo da pagina: 08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO.

Basta rolar o material ate aproximadamente `a metade do conteúdo da pagina para encontrar a matéria.

Mas antes disso, vejam outro relato. O amigo Mauro Moura de Andrade enviou-me também noticias em forma de paginas do livro: A SAGA DOS CRISTÃOS-NOVOS NA PARAÍBA. De autoria de dona Zilma Ferreira Pinto.

Antes de tudo, veja-se o que ha de informações mais úteis para nosso estudo agora. Segue-se isso, da pagina 143:

“Antonio Barbalho Pinto, um neto de Branca Dias no Senhorio do Camaratuba. O homem que desacatou Paulo Linge. O nobre avoengo e ancestral dos grandes povoadores.”

Ao demonstrar que, ao contrario do que fora dito por Borges da Fonseca a respeito da morte de Antonio Barbalho Pinto, dado como morto por ele em 1625, na verdade, em 1645 ainda estava vivo; ela copia, de Diogo Lopes Santiago e Maximiano Machado, `a pagina 150, e temos:

“…. e também foram soltando alguns malsinados debaixo dos mesmos passaportes e prometimento de fidelidade com as grandes peitas que lhes deram, exceto Antonio Mendes de Azevedo, que mataram, por trazer um filho e um genro na guerra…

das outras freguesias das capitanias, desde o Rio São Francisco ate a Paraíba, prenderam a outros muitos homens, e da Paraíba veio preso Antonio Barbalho, que não soltaram com os mais…

posto que o governador Paulo Linge desejou bem de prender alguns dos moradores principais, como tinha por ordem e havia ja mandado prender a Antonio Barbalho …. (71)”

Do livro pude extrair um pouco da genealogia. Veja-se isso:

  1. Antonio Barbalho Pinto e

    1. Guiomar Barbalho, filhos de:

    2. Antonio Barbalho c.c. Violante Fernandes, filho de:

    3. Fernão Barbalho c.c. ?

Violante Fernandes foi filha de: Branca Dias c.c. Diogo Fernandes.

Branca Dias fora cristã-nova e Diogo cristão-velho.

Foram casados 2 vezes cada um:

1) Violante Fernandes c.c. Joao Pereira, pais de:

     a) Leonardo Pereira c.c. Brasia Pinto

     b) Mateus Pereira

2) Antonio Barbalho c.c. D. Antonia Bezerra

a) Felipe Barbalho

b) Luis Barbalho (N. 1601 aprox.)

Antonio Barbalho Pinto c.c. Anna da Silveira.

Vejamos agora o que nos trás de interessante o PEDATURA LUSITANA:

PAG. 343

“BARBALHOS

  1. Fernão (A) Barbalho era natural de Entre Douro e Minho …… e teve:

2. Antonio Barbalho

2. Luis Barbalho

2. Alvaro Barbalho

2. Antonio Barbalho filho 1o. este viveo no Porto aonde foi cidadão. Casou com ….. e teve

3. Antonio Barbalho

3. D. Guiomar ……. m.er de Ignacio Cernache de Noronha co. g.

Casou 2a. vez com D. Antonia Bezerra, ou Monteira, filha de Domingos Bezerra … … … … e houve:

3. Luis Barbalho Bezerra

3. Felipe Barbalho Bezerra

3. Antonio Barbalho filho 1o. deste viveo no Brazil …..

3. Luis Barbalho filho 2o. de Anto. Barbalho E o 1o. de

*************************

(A) Os f.os deste Fernão Barbalho erão primos de M.el Fran.co Barbalho e tiverão Capella em S. Fran.co do Porto. E o dito M.el Fran.co Barbalho foi pai de Clara Barbalho m.er de G.ar de Carvalho e forão pais de Jo. Lopes Barbalho fidalgo da caza delRei e com.or de Sanfins de Nespereira e Mestre de Campo no Alentejo.”

*************************

PAG. 354

“sua 2a. mulher n.2 foi insigne Soldado nas armas do Brazil: foi fidalgo da Caza delRei E com.or dos casaes na ordem de Christo. E Governador do Rio de Janeiro onde morreo.

Casou com D. Maria Furtado de M.ça filha de Fernand’Ayres Furtado E de sua m.er Cecilia Carreira E houve:”

Na verdade, os genealogistas na atualidade seguem uma combinação de linhagens deixada por *Borges de Fonseca, e outros, na qual temos:

01. Brás Barbalho Feyo c.c. Maria (ou *Catarina) Tavares de Guardes, pais de:

02. Camila Barbalho c.c. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, pais de:

03. Luis Barbalho Bezerra c.c. D. Maria Furtado de Mendonça.

*Borges da Fonseca afirma, em parte, que o nome da esposa do Brás era Leonor, mas outros mencionam nome desconhecido, embora sabendo que houvesse uma filha chamada Leonor Tavares de Guardes, filha de Francisco de Andrade Carvalho e Maria Tavares de Guardes.

No capitulo, Barbalhos, pag. 139, ele escreveu que a esposa do Brás fora a Leonor. E que Camilla Barbalho, teria se casado com Fernão Bezerra. Na segunda não ousou escrever nomes.

Na verdade, a nobiliarquia escrita por Borges da Fonseca que verifiquei na internet contem três partes.

No capitulo BEZERRAS FELPA DE BARBUDA, pag. 35, menciona `a pag. 36 o nome N……….. Bezerra Monteiro como marido da Camilla.

A outra esta mais ao final da publicação, nos indexes. O que inicia-se `a pag. 384 também não nomeia a esposa do Brás, destaca apenas que havia sido irmã de Ines Guardes, “mulher do instituidor do Morgado do Cabo”.

Quem desejar verificar os detalhes, pode-se ler o livro no endereço:

http://memoria.bn.br/pdf/402630/per402630_1925_00047.pdf

Por essas notas podemos observar que houve confusão do autor do Pedatura Lusitana. Na verdade, são dois troncos, por enquanto, separados, que deram origem `a Família Barbalho no Brasil. Aquele iniciado pelo Brás e o iniciado pelo Antonio Barbalho Pinto.

Segundo o Borges da Fonseca, o Brás ja estava no Brasil, Pernambuco, desde os tempos do primeiro proprietário da capitania, capitão-mor, Duarte Coelho. E dele nasceu Camilla Barbalho, a qual passou o sobrenome para os filhos.

Ao que tudo indica, para que tenhamos origem no Fernão Barbalho, como propõe o autor, este terá que não ter encontrado documentos dizendo que o Brás também fosse filho dele. Pela idade, acredito que Brás pode ter sido irmão do Fernão, talvez primo.

Enxergo outra pequena possibilidade também. A de que o Antonio, filho de Fernão Barbalho, fosse o próprio Brás Barbalho Feyo. Talvez se chamasse Antonio Brás Barbalho Feyo. E os autores não mencionaram.

Nesse caso, ele poderia ter sido pai de Antonio e D. Guiomar ainda em Portugal. Mas o autor do Pedatura deve ter recebido informações desencontradas ja que realmente teve filhos com os nomes Felipe e Alvaro.

O que ele também não ficou sabendo foi que teve a filha Camilla. Essa sim casou-se com Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda, que fora neto do Pantaleão Monteiro e Brazia de Araújo ou Monteiro.

Nesse caso, Luiz Barbalho Bezerra e Felipe Barbalho Bezerra ja eram netos e não filhos do “Antonio” Brás. Dentro dessa possibilidade, o Antonio Barbalho Pinto, seria meio-irmão da Camilla Barbalho.

Porem, não se teria mais noticia desse parentesco. Em primeiro lugar ele não teria crescido na presença dele, e foi posteriormente para o Brasil.

No Brasil, poderiam ter residido distanciados. Então, quando da prisão do Antonio Pinto, poucos ou ninguém mais que ele próprio saberia de tal parentesco.

Talvez para preservar os parentes e a si próprio, mantivesse distancia por causa da condição de ser neto de uma cristã-nova.

Pareceu-me que a esposa não mencionada no Pedatura devera ser dona Violante Fernandes.

E a razão para ela não aparecer naquele livro deve ter sido justamente proceder de família cristã-nova. Isso seria motivo mais que suficiente para exclusão, para não “manchar” a nobreza porque estava-se em plena Inquisição.

Nesse caso, o Antonio Barbalho Pinto devera ter sido o primeiro filho do primeiro Antonio. E pode ter sido neto do Fernão Barbalho.

Possível será que dessa confusão tenham brotado outras, nas quais os antigos genealogistas apontavam Fernando Bezerra ou Antonio Bezerra Monteiro como pai do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Na verdade, os dois: Luis e Luiz Barbalho Bezerra foram contemporâneos. Ja havia visto essa menção de que o grande soldado havia nascido em torno de 1601.

Na verdade, o governador Luiz Barbalho nasceu em torno de 1584 ja que foi dito que casou-se aos 30 anos, em 1614, mesmo ano no qual nasceu seu primeiro filho, Guilherme Barbalho Bezerra.

Não seria impossível, mas bastante improvável que o Luiz começasse a ter filhos e se casado em torno de seus 14 anos de idade, mesmo naquela época. Naquele tempo o homem valia o quanto tinha no bolso.

Os homens de origem nobre buscavam casamentos, quando se casavam, depois que eram provados. Os pais eram os que determinavam com quem as filhas iriam se casar. E eles preparavam dotes para o casamento das filhas.

Esses dotes representavam verdadeiras fortunas. Quanto maior fosse o dote, mais elevado na escala social poderiam “comprar” um marido. O que pretendiam comprar era segurança para a própria descendência, portanto, tinham o cuidado de escolher maridos que ja tivessem mostrado valor.

O próprio governador Luiz Barbalho Bezerra casou-se aos 30 anos.

Não se põe data no casamento do filho dele Fernão. Mas o Pedatura menciona que foi casado com Maria de Macedo, e acrescenta: “m.er baixa”. O que deve significar, sem nobreza. E, também, sem dote. Talvez ele tenha se casado novo.

Existem mais duas evidencias que nos mostram que o governador Luiz Barbalho não foi filho do Antonio Barbalho. Primeiro porque o segundo casamento dele se deu por volta de 1586, quando o governador ja era nascido.

A segunda questão foi a de que Antonio Barbalho Pinto foi o filho de Antonio Barbalho e Violante Fernandes. E que, em teoria, teria sido irmão do governador.

Nesse caso, ele teria tido um irmão que chefiou a resistência `a invasão holandesa durante vários anos, sendo famosíssimo por conta desse fato.

O governador Luiz Barbalho faleceu em 1644, no comando do Rio de Janeiro. Mas neste interim seus filhos também foram valorosos soldados contra os invasores.

A biografia do Agostinho Barbalho Bezerra esta repleta de condecorações por seus atos de bravura. Fernão, Jeronimo, Guilherme, Antonio e Francisco Monteiro também se envolveram e se tornaram heróis da resistência.

Portanto, a prisão do Antonio Barbalho Pinto levaria ao mesmo resultado que a do senhor Antonio Mendes de Azevedo, que tinha somente um filho e um genro  envolvidos na guerra.

Muito possivelmente, o Brás Barbalho Feyo poderá ter sido um tio ou, no muito, um primo mais distante. Parentesco que ficava oculto nas brumas do passado que não permitia aos holandeses ter noticia dele.

Acredito que um pequeno detalhe, que demonstra as erratas no texto do Pedatura, foi o autor ter atribuído o nome Cecilia Carreiro `a mãe de nossa ancestral Maria Furtado de Mendonça.

Pode ter encontrado Cecilia Car.o, abreviado da forma que ele usava tanto. Apenas que em algumas abreviaturas cabiam mais de um nome. No caso dela, tinha o nome completo de Cecilia de Andrade Carneiro. Car.o era, nesse caso, Carneiro.

O nosso parentesco com os Monteiro e Bezerra da-se dessa forma:

01. Pantaleão Monteiro c.c. Brazia Araújo, ou Monteiro, pais de:

02. Maria de Araujo c.c. Antonio Bezerra Felpa de Barbuda, pais de:

03. Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda c.c. Camilla Barbalho, pais de:

04. Luiz Barbalho Bezerra c.c. Maria Furtado de Mendonça.

Segundo os genealogistas mais recentes, Antonio Bezerra Felpa de Barbuda foi filho dos grandes povoadores de Pernambuco: Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra.

Antonio Felpa, nasceu em Ponte de Lima. Ao que tudo indica foi irmão de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda. Domingos nasceu em 1524, em Viana. Nisso, penso que Antonio fosse mais velho.

A razão que leva-me a pensar foi o fato de essa data remontar `a grande corrida consequente aos Grandes Descobrimentos. O que direcionou o desenvolvimento para as cidades portuárias, como era Viana.

Assim fica fácil imaginar que o movimento demográfico foi de Ponte de Lima para Viana. E ai sim para Pernambuco, pois, a maioria dos povoadores procediam do Entre-Douro e Minho, sediada esta província pela cidade do Porto.

Mais informações a respeito do Domingos encontramos na postagem:

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Quem desejar resumir a leitura, antecipe-se `a pagina 11. Observe-se que Domingos Bezerra de Barbuda foi tio-avô do governador Luiz Barbalho Bezerra. E foram dois irmãos, Antonio e Domingos, casados com duas irmãs, Maria e Brasia Monteiro (Araújo).

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11. CONCLUSOES

A maior e principal conclusão será a de que precisamos mesmo recorrer aos documentos de época para determinarmos com certeza de que o nosso ancestral ANTÔNIO JOSE MONIZ  seja esse que se completa com o sobrenome BARRETO.

Como devem ter residido ate ao falecimento em Conceição do Mato Dentro, pode ter deixado Inventários e, talvez, Testamento em algum cartório local. Ai podemos encontrar a menção a nome de pais.

Caso não se encontrem la, poderão estar no Serro, que `a época dele foi a única Comarca na região.

Ou pode ser que tenha casado nalguma das freguesias que compunham Conceição do Serro (do Mato Dentro). Nesse caso os registros devem encontrar-se no Arquivo Arquidiocesano da Diocese de Diamantina. O ideal seria encontrar o registro de casamento dele com MANOELA DO ESPIRITO SANTO.

Quem sabe, não foram pais de pelo menos mais uma meia dúzia de meninos e meninas, alem da nossa ancestral Luiza Maria, os quais podem ter tido tanta descendência quanto Luiza Maria e o capitão Jose Coelho da Rocha. Se for o caso, será difícil encontrar pessoa na região que não tenha ascendência nos avos Antonio Jose e Manoela.

Não se pode esquecer que os trabalhos do genealogista Antonio de Araújo Aragão Bulcão Sobrinho podem ja ter essa resposta. O Antonio Jose pode ter sido parente dele e se este casou-se na Bahia, pode aparecer na literatura produzida pelo genealogista. Se houver, pode encurtar nossa labuta.

Caso se comprove essa hipotese, de sermos descendente do ANTONIO JOSE MONIZ BARRETO, talvez possamos explicar as brincadeiras que rodavam em torno da família Coelho.

Ha tempos dizia-se que os Coelho não podiam ver sombra que queriam se sentar. Ai ficaria explicado! São baianos de origem!

Ha também outro parecer do mesmo ramo familiar. Diziam que não se podia disputar uma cadeira com um Coelho. Ainda mais quando fosse preciso correr um pouco porque a cadeira não estivesse ao alcance rápido.

Isso porque o Coelho virava-se de costa e se sentava. A bunda grande chegava primeiro e ela depois puxava o corpo!!!

Em verdade, as brincadeiras eram uma celebração da dominância da família, imaginaria ou não. O certo foi que a nossa assinatura Coelho que deu maior força `as tradições chegou para o Brasil em data tardia.

Em 1744 foi passada a primeira carta de sesmarias ao português Manoel Rodrigues Coelho, que as tradições dizem ter sido o primeiro do ramo no Brasil.

Não lhe temos nomes de esposa(s). Mas também deve ter sido representante da nobreza portuguesa. Isso porque, a partir do filho dele, os casamentos se deram com pessoas das famílias que ja se encontravam no Brasil ha mais tempo.

Então, para que as gerações posteriores não tenham comentado a respeito de ancestrais tão antigos e ilustres, deve ter sido porque a bagagem que ele trazia tinha pelo menos fama igual.

E como foram muito poucas as pessoas preocupadas em guardar memória de seus ancestrais mais longínquos, os comuns contentaram-se com o vislumbre daquela figura mais nova. Mas nem precisava, por ser português da metrópole, os brasileiros ja o tinham por “superior”!

E, com esse deslumbramento por assinaturas, as gerações futuras não apenas se esqueceram da tradição anterior do recém chegado, como nem mesmo tomou nota do que era mais antigo. Assim deve ter sido a perda de nossa memória que agora precisava ser recuperada.

Escrevo apenas para que os futuros tenham onde encontrar.

Bom seria que fosse feita uma recuperação de tudo o que for possível e então fossem escritas enciclopédias novas, pois, assim poderiam as crianças de cada geração ter acesso não apenas `a Historia que nos parece de outros, mas sim a verdadeira Historia, aquela que inclui nossos ancestrais e a saga da descendência deles.

Essa é a unica e verdadeira Historia que existe. Aquela que conta a Historia dos acontecimentos e de como o sangue dos heróis circula em nossas veias.

 

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010. OS BARBALHO DO RIO DE JANEIRO, POR RHEINGANTZ

INDICE:

O1. INTRODUCAO

02. FAMILIA BARBALHO NO RIO DE JANEIRO SECULO XVII

03. MAIS BARBALHO NO RIO

04. OS BARBALHO DE AGUIAR NO RIO E MINAS

05. A NOSSA EUGENIA

06. UM POUCO MAIS DE DISCUSSÃO A RESPEITO DOS DADOS

07. UM POUCO MAIS DOS AGUIAR NA FAMILIA

08. TITULO CARVALHO

09. DOS COSTA

10. PONTOS DO NORDESTE TAMBEM SERIAM NOSSO?

01. INTRODUCAO

“Primeiras Familias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII)” Primeiro Volume.

Este é o titulo da grande obra do genealogista Carlos Grandmasson Rheingantz. A obra foi planejada para conter 3 volumes. Dos quais o primeiro foi publicado em 1965 e o segundo em 1967.

O autor não publicou o terceiro. O Colégio Brasileiro de Genealogia, sediado no Rio de Janeiro, tem publicado o terceiro em fascículos, publicação própria. Mas nunca tive acesso.

Acabo de ganhar fotos do capitulo entitulado BARBALHO, que foi resumido entre as paginas 188 a 191.

Vou manter esses dados para ajudar-nos em pesquisas maiores. Infelizmente acrescenta pouco ao que sabemos da linhagem que nos toca.

Foi bom ter este conhecimento novo porque a partir dele podemos ter uma ideia mais ampla de como se formou nossa família e, quem sabe, muito em breve, iremos poder seguir estes rastros para descobrirmos que temos uma grande parentela espalhada pelo mundo inteiro.

Ha também o senão. A presença da ancestral Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho na atual raiz, ate onde o professor Dermeval Jose Pimenta nos deixou decifrado, da Família Coelho. Assim, essa linhagem Barbalho da qual todos descendemos pode depois encaixar-se no capitulo escrito pelo Rheingantz.

Segue o encontrado. Agradeço `a amiga Perlya que enviou-me as fotos das paginas:

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02. FAMILIA BARBALHO NO RIO DE JANEIRO SECULO XVII

PAG. 188

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“BARBALHO

Luis Barbalho Bezerra, n. por volta de 1584 e fal. no Rio (Se 3o. 31v) a 16.4.1644 (sepultado na capela-mor do Colegio da Companhia de Jesus). Governador. Filho de Fernão Bezerra Monteiro e de d. Camila Barbalho. Casado por volta de 1614 com d. Maria de Mendonça. No ano de 1638 a família toda retirou-se de Pernambuco e vai para a Bahia. Pais de:

I.1 Capitão Guilherme Barbalho

I.2 Capitão Jeronimo Barbalho Bezerra, n. em Pernambuco (?) por volta de 1616, e fal. no Rio (Se 4o. 37) a 8.4.1661, expirou degolado no cadafalso. Casado por volta de 1644 com d. Isabel Pedrosa, n. no Rio (Se 2o., 123) bat. a 1.6.1631 e fal. no Rio (Se 7o., 150v) a 10.12.1709 (fal. fora da cidade), filha de Joao do Couto Carnide e de Cordula Gomes. Pais de:

II.1 Jeronimo. n. no Rio (Se 3o. 80) bat. a 26.6.1645

II.2 Felipe Barbalho Bezerra, n. no Rio (Se 3o. 88v) bat. a 18.9.1647, fal., casado no Rio (Se 2o., 21) a 2.7.1667 com Maria Pinta, n. por volta de 1649 e fal. no Rio (Candelaria 2o., 71) a 17.10.1704 (ja viuva). Pais de:

III.1 ajudante Julião Barbalho (Bezerra), n. no Rio (Candelária, 2o., 33v), bat. a 11.6.1668.

III.2 Maria de Lima, n. no Rio por volta de 1670, fal. no Rio (Se 10o., 86), casada no Rio (Se 2o., 101) a 24.2.1686 com Faustino de Souza Pinto. Pais de:

IV.1 Francisca de Souza Barbalho, n. no Rio (Se 5o., 56) bat. a 19.3.1687, fal. de parto em 8.1723, casada no Rio (Se 3o., 91) a 7.1.1705 com Manuel Dias Pataias, residente no Rio (Inhaúma) n. em N. S. da Esperança de Pataias, bisp. de Leiria por volta de 1667, fal., viuvo de Ursula da Fonseca, e filho de Manuel Dias Pataias e Domingas Rodrigues. Pais de:

V.1 Manuel Dias (Pataias) n. no Rio (Candelaria 3o., 60v) a 18.4.1706.

V.2 Nicolau, n. no Rio (Candelaria 3o., 72) bat. a 25.9.1707

V.3 Florencia, n. no Rio (Candelaria 3o. 83v) bat. a 2.4.1709

V.4 Joana, n. no Rio (Candelaria 3o., 93) bat. a 25.11.1710

V.5 Maria de Souza, n. no Rio (Candelaria 3o. 105) bat. a 18.7.1712, fal., casada no Rio (Candelaria 4o. 19v) a 21.5.1726 com Bento Gomes de Araujo, n. em Icarai, RJ, filho de Joao de Barcelos e de Luiza Faria.

V.6 Pedro, n. no Rio (Candelaria 3o., 115) bat. a 3.12.1713

V.7 Tereza, n. no Rio (Candelaria 3o., 133) bat. a 1/4.11.1715

V.8 Maria, n. no Rio (Candelaria 3o., 146) bat. a 13.1.1717

V.9 Clemente, n. no Rio (Candelaria 4o. 7v) bat. a 8.12.1718

V.10 Francisco, n. no Rio (Candelaria 4o. 33) bat. a 17.2.1721

V.11 Francisca, n. no Rio (Se 7o. 53v) bat. a 6.4.1722

V.12 Ignacio. n. no Rio (Candelaria 4o., 82) bat. a 4.8.1723

PAG. 189

IV.2 Padre Felipe de Souza, sacerdote de habito de São Pedro, n. no Rio (Se 5o., 68v) bat. a 4.9.1689

IV.3 Pedro. n. no Rio (Se 5o. 79) bat. a 23.2.1692, fal. menor

IV.4 Maria, n. no Rio (Se 5o. 90v) bat. a 19.5.1694, fal. menor

IV.5 Maria, n. no Rio (Se 5o. 103v) bat. a 19.3.1696, fal. menor

IV.6 Inácia, n. no Rio (Se 5o. 117) bat. a 13.7.1698, fal. menor

IV.7 Maria, n. no Rio (Se 5o. 125v) bat. a 12.10.1699, fal. menor

IV.8 Tomásia de Souza, n. no Rio (Se 5o., 145) bat. a 14.11.1701, solteira em 1720.

II.3 d. Páscoa Barbalho, n. no Rio (Se 3o. 99v) bat. a 1.5.1650, fal., casada no Rio (Se 2o., 22v) a 19.1.1668 (na Igreja de Sao Jose) com Pedro da Costa Ramires, n. no Rio (Se 3o., 74), batizado a 18.7.1644, fal., filho de Domingos Carvalho de Figueiredo e de Ines da Costa. (ver CARVALHO). Pais de:

III.1 Jose da Costa Barbalho, n. no Rio por volta de 1668, fal., no Rio (Se 7o. 79) a 3.3.1705, casado no Rio (Se 2o., 90) a 7.8.1683 (o noivo com 15 anos de idade …..) (na Igreja de N. S. do Parto) com d. Madalena de Campos, n. no Rio por volta de 1658 e fal. no Rio (Se 7o., 121v) a 27.7.1707, filha de Andre de Siqueira Lordelo de de Madalena de Campos. Ver SIQUEIRA e CAMPOS. Pais de:

IV.1 d. Páscoa Barbalho da Ressurreição, n. por volta de 1685, fal., casada no Rio (Se 3o. 70) a 21.1.1703 (na Igreja de São Jose) com Jose Vieira da Costa, fal. antes de 1744, filho de Salvador Vieira e de Francisca da Costa. Pais de, entre outros:

V.1 Gonçalo da Costa Barbalho. n. no Rio (Se 6o., 162) bat. a 24.02.1719, fal., casado no Rio (Se 7o. 109v) a 25.11.1747 com Maria Teresa, n. em Sao Nicolau do Su-Surui, RJ, filha de Francisco dos Reis e de Inácia Soares.

IV.2 d. Teresa Barbalho, n. por volta de 1686, fal., casada no Rio (Se 3o., 97) a 21.1.1706 (com dispensa de 3o. e 4o. graus) com seu primo Afonso Maciel Tourinho, filho de Manuel Gomes Pereira e de Ursula de Aguiar. Ver MACIEL.

IV.3 d. Ana Maria da Costa, n. por volta de 1688, fal., casada no Rio (Se 4o., 3) em 3.5 e 24.5.1708 (na Igreja de São Jose) com seu primo em 2o. grau, adiante citado, Francisco de Matos Bezerra, filho de João Batista de Matos e de d. Michaela Pedrosa.

IV.4 Uma filha que era viva ainda e 1707.

IV.5 d. Catarina de Siqueira, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1692, fal., casada e São Gonçalo, RJ a 22.2.1727 com Jose de Aguiar Daltro, n. no Rio (Se), filho de Jose de Aguiar Daltro e de Isabel Pedrosa.

II.4 Luis, n. no Rio (Se 3o., 104) bat. a 13.7.1651, fal. menor.

II.5 dona Michaela Pedrosa, n. no Rio (Se 3o. 111), bat. a 18.5.1653, fal. antes de 1723, casada por volta de 1671 com Joao Batista de Matos, n. em Lisboa por volta de 1641 e fal. no Rio (Candelaria) a 1.8.1717, filho do capitão Francisco Luis Lobo e de d. Catarina de Sene. Pais de:

III.1 Capitão Jeronimo Barbalho Bezerra, n. por volta de 1672 e fal. no Rio (Se) a 28.1.1717.

III.2 Luis de Matos Bezerra, n. por volta de 1674

III.3 Antonio Barbalho, n. por volta de 1676

III.4 Francisco de Matos Bezerra, n. por volta de 1678, fal., casado no Rio (Se 4o., 3) em maio de 1708 com sua prima em 2o. grau acima citada, d. Ana Maria da Costa (Barbalho), n. por volta de 1668, fal., filha de Jose da Costa Barbalho e de d. Madalena de Campos.

III.5 Inacio Barbalho Bezerra, n. por volta de 1681.

III.6 d. Isabel Pedrosa, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1684, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 24.2.1721, com o capitão Bento da Fonseca e Silva, n. por volta de 1664, fal., viuvo de dona Maria de Albuquerque Queixada, filho de Antonio da Fonseca e Silva e de Maria do Couto.

III.7 d. Catarina de Sene, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1687, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 24.2.1721 com Dom Diogo Queixada, n. em São Gonçalo, RJ, filho do capitão Bento da Fonseca e Silva e de sua primeira mulher d. Maria de Albuquerque Queixada.

III.8 Manuel de Matos Bezerra, n. por volta de 1691, e fal. no Rio (Se) a 28.12.1716 “de um tiro de espingarda”.

III.9 d. Teresa de Jesus Barbalho, n. em São Gonçalo por volta de 1694, fal., casada no Rio (Se 5o., 90) a 25.9.1723 (na Igreja da Misericórdia) com Mateus Lopes Vieira, viuvo de Brigida Correia, filho de Inacio Vieira de Magalhães e de Angela Tourinho.

III.10 d. Francisca Barbalho.

II.6 Luis, n. no Rio (Se 4o., 23) bat. a 20.5.1660. Seria este o capitão-mor Luis Barbalho Bezerra, casado por volta de 1690 com d. Ana Maria de Vasconcelos Pereira, e pais de:

III.1 Jeronimo Barbalho Bezerra, n. em Itaboraí, RJ, por volta de 1694, fal., casado em São Gonçalo, RJ, a 25.9.1724 (no oratório do pai da noiva) com sua prima em 3o. grau d. Ana de Albuquerque, filha do capitão Bento da Fonseca e Silva e de d. Maria de Albuquerque Queixada, sua primeira mulher.

I.3 Agostinho Barbalho Bezerra, n. em Pernambuco por volta de 1619, fal. no sertão do Rio Doce.

I.4 d. Cecilia Barbalho, n. em Pernambuco e fal. no Rio (Se 7o., 27v) a 9.2.1702, casada por volta de 1650 com o coronel Antonio Barbosa Calheiros. Pais de (entre outros):

II. 1 d. Antonia, n. no Rio (Iraja 6o., 8) bat. a 2.7.1654

II. 2 d. Isabel, n. no Rio (Iraja 6o., 12v) bat. a 23.4.1658

I.5 Francisco Monteiro (Bezerra), residente na Bahia.

I.6 a 1.10. Ne….”

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COMENTARIOS:

  1. Para nos o mais importante talvez seja a comprovação de que Jeronimo Barbalho Bezerra foi mesmo filho do governador Luiz Barbalho Bezerra e d. Maria Furtado de Mendonça. A duvida estava em que o “Nobiliarchia Pernambucana” oferecia a alternativa de ser filho do Felipe, irmão do Luiz. Ha que se crer nesse dado porque Rheingantz teve acesso ao registro de casamento do Jeronimo, no qual sempre se colocava os nomes dos pais dos noivos.
  2. Ja o nome para o pai do Luiz mais aceito na atualidade é Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda. Ha literatura antiga optando por Antonio com o mesmo sobrenome. No Nobiliarchia apresenta Fernão Bezerra numa parte e N…. (desconhecido do autor) em outra. Rheingantz talvez tenha encontrado o nome no registro de óbito. Mas não era comum registrar-se nomes paternos nos óbitos. De qualquer forma, em sendo um ou outro candidato o verdadeiro pai do Luiz, acredito não alterar significativamente nossa genealogia, pois, seriam parentes, Quiça irmãos.
  3. Talvez encontre-se ai a origem de um Inacio Barbalho presente no site Familysearch. O nome da esposa dele varia de Ines da Silva para Ines do Campo. Eles registraram 3 filhos na Igreja de N. S. da Consolação em Congonhas, MG. Foram: Antonio, 27.3.1737; Manoel, 5.4.1739 e Jose, 3.5.1743. Esse pode não ser o filho de Michaela Pedrosa e Joao Batista de Matos, por esse ter nascido em 1681, ou seja, estaria com 56 anos quando o mais novo nasceu. Não que fosse impossível mas não era comum. Nos temos na família o exemplo não muito distante na época do cirurgião-mor de Porto Alegre: Policarpo Joseph Barbalho. Ele foi pai de Josepha antes mas teve outros 7 filhos em Gravataí. As datas de nascimentos variavam entre 1782, quando ele estava com 47 anos, ate 1793, quando estava com 58. Isso comprova que a idade não era uma barreira intransponível mesmo `a época. O casamento do Jose da Costa Barbalho, filho dos ancestrais Páscoa e Pedro da Costa Ramires, com Madalena de Campos, registra a proximidade das duas famílias e, muito provavelmente, o casamento de Ignacio e Ines da Silva (do Campo) pode ja ter sido entre primos. Mas não tenho o destino tomado pelos 3 filhos.

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03. MAIS BARBALHO NO RIOAo final da pagina 190 o registro da assinatura segue com um exemplo a mais de Barbalho. Trata-se de Francisco Barbalho, o qual Rheingantz não revelou origem. Resolvi postar também porque poderá servir aos pesquisadores da assinatura:

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“FRANCISCO BARBALHO, n. por volta de 1641, casado por volta de 1671 com Inácia Rangel, n. no Rio e fal. no Rio (Se 14o., 111v) a 3.12.1737, filha do capitão Marcos de Azeredo Coutinho e de Paula Rangel de Macedo. Pais de:

I.1 Maria, n. no Rio (Se 4o., 81) bat. a 28.8.1672, fal. antes da mãe.

I.2 Paula, n. no Rio (Se 4o. 94v) bat. a 6.5.1674, fal. antes da mãe.

I.3 Miguel Jacome Barbalho, fal. antes de 1737, deixando um filho natural.

I.4 Esperança Barbalho Coutinho, n. por volta de 1689, fal., casada por volta de 1709 com o ajudante Bernardo de Meireles, fal. antes de 1737. Pais de:

II.1 Inácio, n. no Rio (Se 6o., 47) bat. a 19.7.1710

II.2 Jose, n. no Rio (Se 6o., 76) bat. a 4.2.1713

II.3 Sebastião, n. no Rio (Se 6o., 120) bat. a 13.5.1716

II.4 Joana, n. no Rio (Se 6o., 167v) bat. a 7.6.1719

I.5 Jose de Azeredo, fal. antes de 1737, deixando um filho natural.”

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COMENTARIOS:

01. No “Nobiliarchia Pernambucana” de Borges da Fonseca se apresenta o Titulo de BEZERRAS JACOME. Não encontrei nele um Francisco Barbalho que pudesse ser esse descoberto por Rheingantz no Rio de Janeiro.

O capitulo inicia a partir da pagina 44. E o livro pode ser pesquisado no endereço:

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_047_1925.pdf

02. Interessante também será verificar-se que a família Azeredo Coutinho ja estava entrelaçada com a Barbalho via o casamento de Jeronimo Barbalho Bezerra e dona Isabel Pedrosa, que era filha de João do Couto Carnide e Cordula Gomes.

Dona Cordula Gomes foi filha do cristão-novo Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia. Foi irmã de dona Antonia Pedrosa de Gouveia, casada esta com Belchior de Azeredo Coutinho.

Essa relação pode ser verificada, entre muitos outros, no endereço:

http://www.morrodomoreno.com.br/materias/familias-azevedo-e-azeredo.html

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04. OS BARBALHO DE AGUIAR NO RIO E MINAS

Na sequencia, a Perlya deu-me outro presente da maior importância para decifrar nossa genealogia.

Alias, ha algum tempo eu havia escrito que não iria preocupar-me com esse passado por enquanto, pois, previa que ja houvesse o decifrado. Queria concentrar-me apenas em solucionar as questões da passagem da Família do Rio para Minas primeiro.

O professor Dermeval Jose Pimenta havia nos deixado aquelas passagens no livro dele: “A MATA DO PECANHA, SUA HISTORIA E SUA GENTE”. Mas ele buscou apenas o ramo que seguiu ate `a Família Pimenta. Não se preocupou, ou não teve tempo, em decifrar os possíveis outros que derivam.

Seguem as passagens no livro do professor Dermeval:

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” I – LUIZ BEZERRA BARBALHO, herói brasileiro, nascido em Pernambuco, imortalizado nas lutas com os holandeses, e principalmente na sua famosa retirada `a testa de mil homens, desde o Rio Grande do Norte ate a Bahia, em 1638. Foi nomeado Governador do Rio de Janeiro. Faleceu em 1654. Pai de:

II – Capitão JERONIMO BEZERRA BARBALHO, casado com IZABEL PEDREIRA. Faleceu no cadafalso, no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 1661.

III – PASCOA BARBALHO, neta de JERONIMO BEZERRA BARBALHO, era casada com PEDRO DA COSTA, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1668. Deste casal procede:

IV – MARIA DA COSTA BARBALHO, batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá , distrito do Rio de Janeiro, casou-se com MANOEL AGUIAR, viuvo de ANA PEREIRA DE ARAUJO.

V – MANOEL VAZ BARBALHO, casado em 18-9-1732, em Milho Verde, com JOSEFA PIMENTA, filha de BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO.”

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Em “Ascendentes de Josefa Pimenta” ele descreve que ela descendia do capitão MANOEL PIMENTA DE CARVALHO, que instalou-se no Rio de Janeiro por volta de 1620.

Mas essa origem hoje é questionada pelos atuais genealogistas, inclusive Rheingantz, que encontrou que BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO (1691), era filho de JOAO PIMENTA DE CARVALHO e MARIA MACHADO. Esse era em verdade descendente do capitão-mor, JOAO PIMENTA DE CARVALHO, irmão do capitão MANOEL.

Por enquanto, vou limitar-me a reproduzir apenas o que o professor disse a respeito da Josefa:

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“IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residencia de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora do Mosteiro, do Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz, fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIS ANTÔNIO PINTO).”

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O alferes Luis Antonio Pinto nasceu no Serro por volta de 1842, serviu na guerra do Paraguai, e retornou para o torrão natal onde tornou-se escrivão ate o falecimento em 1925.

Formou um arquivo que teria um enorme valor na atualidade, tanto para Historia quanto para genealogia. Esse arquivo foi desleixadamente abandonado por algum tempo. Os frangalhos estão sob a guarda do Arquivo Publico Mineiro. Mas ainda conserva informações preciosas.

Ai existem alguns enganos que pudemos corrigir. Luiz e Jeronimo eram Barbalho Bezerra e não o inverso. Luiz faleceu em 1644 quando exercia o cargo de governador. Páscoa Barbalho não era neta e sim filha do Jeronimo. E Isabel era Pedrosa e não Pedreira.

Como os registros do Rheingantz prometiam mais informações a respeito do Pedro da Costa Ramires no capitulo CARVALHO, solicitei `a amiga Perlya que enviasse as fotos. E no dia seguinte enviei outro pedido dizendo que talvez o AGUIAR fosse ate mais importante.

A minha duvida encontrava-se em que tinha referencia a filhos do MANUEL e MARIA BARBALHO que assinavam DE AGUIAR BARBALHO. Suspeitei da possibilidade de o MANUEL VAZ BARBALHO não ter sido filho deles. E ela prontamente enviou o AGUIAR e, a seguir o CARVALHO.

Segue o que estava no AGUIAR. Alias, são 23 pessoas encabeçando ramos de famílias com o sobrenome Aguiar no livro do Rheingantz. Desses, reproduzirei o mínimo necessário porque deverão posteriormente encaixar-se em nossa parentela.

Infelizmente, o Carlos Rheingantz não aprofundou muito no capitulo AGUIAR. Provavelmente concentrou-se mais em outras famílias copilando o que encontrou a partir de parentescos laterais com elas.

E claro, na busca que fazia foi anotando o que encontrou de excedente mas sem preocupar-se se havia relação parental entre uns e outros.

Assim, a maioria dos membros da Família Aguiar encontrados por ele parecem ja nascidos no local, em torno dos anos de 1630, pouco mais ou pouco menos. Origem mesmo ele cita de alguns que variam entre Sao Paulo e Portugal. Mas essas não podem ser origem de todos, nem sequer da maioria.

O infelizmente escrito acima não reflete uma decepção com o trabalho do grande genealogista. Deve ter feito o que pode, não o que desejava. O próprio professor Dermeval ja dizia que inclusive deixou um fichário, arquivado no CBG-RJ, com dados dos assentamentos que encontrou.

Muito provavelmente, esse fichário contenha dados alem do livro, pois, a própria menção pelo professor Dermeval `a Maria da Costa Barbalho ter sido nossa ancestral, embora ela não entre na descrição do livro do Rheingantz, ja é um grande indicativo da importância desse fichário para toda a genealogia brasileira.

Porem, o registro da presença do sobrenome AGUIAR no Rio de Janeiro remonta aos primeiros anos de sua fundação em 1565. Nesse estudo, endereço que segue, mostra-se a presença de:

http://revistaacervo.an.gov.br/images/pdf/Deoclecio.pdf

Gonçalo de Aguiar, chegou para o Rio entre 1567 e 1568, escrivão do 2o. oficio entre 1577 a 1618.

`As paginas 71-72 ha uma curta biografia dele. Contendo mais seus trabalhos. Foi casado com Ines Gomes e era do partido do governador Salvador Correa de Sa e Benevides, o “eterno inimigo” dos familiares Barbalho Bezerra no Rio de Janeiro.

Não menciona filhos. Mas se os houve pode ser a origem na qual os Aguiar de la se juntam. Se filhos não houveram, ele deve ter levado irmãos, primos, compadres etc, para ajudar a povoar o Rio de Janeiro, e deles devem descender diversos dos 23 patriarcas mencionados por Rheingantz.

Seria praticamente impossível `aquela época as pessoas ocuparem os cargos que ele ocupou sem o apoio de um partido grande de familiares, pois, so quem tinha sustentação que poderia ocupa-los.

Isso é o que demonstra o professor Joao Fragoso no trabalho dele, endereço abaixo:

http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf

Segue então a seleção de algumas paginas do livro do Rheingantz:

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”                                          AGUIAR

AMARO DE AGUIAR, n. no Rio (Se 3o., 40v) bat. a 21.1.1639, e fal. depois de 1701, filho de Manuel Vieira de Figueiredo e de Inácia de Aguiar, casado por volta de 1663 com dona Francisca de Almeida, n. no Rio (Candelaria 1o., 75v) bat. a 26.2.1646, e fal. antes de 1698, filha de Feliciano Coelho Madeira e de dona Maria de Oliveira. Pais de:

I.1 Inácia, n. por volta de 1664, citada em 1670, num legado.

I.2 Aleixo, n. no Rio (Iraja 6o., 20v) bat. a 24.8.1666

I.3 Teresa, n. no Rio (Iraja 6o. 24) bat. a 7.11.1669

I.4 d. Maria de Oliveira, n. no Rio (Iraja 6o. 27) bat. a 23.1.1671 e fal. entre 1707 e 1726, casada no Rio (Candelaria 1o., 27) a 13.1.1693, com Bernardo Jordão da Silva, n. no Rio (Iraja 6o. 31) bat. a 29.11.1666 e fal. antes de 1738, filho do sargento-mor Manuel Jordão da Silva e de Cipriana Martins. Com geração. Ver o titulo JORDAO.

I.5 Antonio Vieira de Aguiar, n. no Rio (Iraja 6o. 30) e bat. a 26.6.1673, fal., casado em primeiras nupcias no Rio (Candelaria 1o., 41v) a 17.9.1697 com Francisca das Chagas, n. no Rio, filha de Antonio Nunes e Lourença da Costa. Casado (com o nome de Antonio Vieira de Figueiredo) em segundas núpcias no Rio (Iraja 2o., 61) a 5.3.1734 com dona Isabel de Araujo, n. no Rio.

I.6 Jose, n. no Rio (Iraja 6o. 34) bat. a 2.4.1675

I.7 dona FRANCISCA DE ALMEIDA, n. no Rio (Iraja 6o., 37) bat. a 2.5.1677, fal., casada em primeiras nupcias no Rio (Campo Grande 3o., 6v) a 6.7.1693 (na capela de São João  de Trairaponga) com BELCHIOR PIMENTA DE CARVALHO, fal. em 1700, com geração. Ver PIMENTA. Casada em segundas núpcias no Rio (Se 3o., 48) a 27.2.1701 (na igreja do Engenho dos Reverendos Padres da Cia. de Jesus) com Jose de Bittencourt Correia (ou também, Correia de Bittencourt), n. no Rio, filho de Pedro de Bittencourt Correia e de dona Catarina Sarmento. Pais de:

II.1 Inácio, n. no Rio (Iraja 6o. 121v) bat. a 19.5.1718

II.2 dona Rita Maria de Jesus, n. no Rio (Iraja) por volta de 1720, fal., casada no Rio (Se 8o., 21v) a 17.11.1749 com Miguel Machado Homem, n. em Meriti, RJ, filho de Bartolomeu Machado Homem de Oliveira e de dona Inácia Quaresma.

I.8 dona Florencia de Almeida, n. no Rio (Iraja 6o., 40v) bat. a 13.11.1698 (na igreja de São Jose) com Manuel da Cunha de Sampaio, n. no Rio e fal. antes de 1741, filho de Manuel Rodrigues de Andrade e de Maria da Cunha de Sampaio. Com geração.

I.9 João Vieira de Aguiar, n. no Rio (iraja 6o., 44v) bat. a 30.6.1681, fal., casado no Rio (Se 3o., 42) a 13.9.1700 com Maria Pinheiro da Silva.

I.10 Rosa, n. no Rio (Iraja 6o., 54) bat. a 13.8.1684″

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Resolvi copiar essa parte que se encontra na pagina 21 do livro porque dona Francisca de Almeida (acrescentei letras maiúsculas no extrato) junto com Belchior Pimenta de Carvalho são identificados como pais do Belchior Pimenta de Carvalho, que devera ter sido o pai da Josefa Pimenta de Souza.

Mas uma das razoes pelas quais esses não deverão responder pelo nome de pais do Belchior II foi este ter nascido em 1691. Ou seja, 2 anos depois do matrimonio dos supostos pais. Algo que não era incomum, porem, menos comum entre as famílias dominantes.

Saltando `a pagina 24 temos:

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“MANUEL DE AGUIAR, n. por volta de 1634, fal., casado por volta de 1664 com Domingas Martins. Pais de:

I.1 Joao de Aguiar Barbalho, n. no Rio (Guaratiba) por volta de 1685, fal., casado no Rio (Iraja 2o., 36) a 1.7.1710 (na igreja de Santo Antonio de Jacutinga, RJ) com Agueda Rodrigues (ou Jordão), n. no Rio (Iraja), filha de Fernando Rodrigues e de Luisa da Silva, pais de:

II.1 Francisco, n. no Rio (Iraja 6o. 107) bat. a 6.6.1709 (Legitimado)

I. 2 Manuel Vaz Barbalho, n. por volta de 1690

I.3 Eugenia, n. no Rio (Iraja 6o., 78) bat., a 28.4.1695.”

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Aqui estava realmente o que procurava nesse capitulo. Embora existam detalhes curiosos que não batam com o que temos em mãos.

Ha que pular-se um pouco as paginas. `A pagina 27 temos:

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“Ajudante MANUEL DE AGUIAR DO VALE, n. por volta de 1635, fal., casado por volta de 1665 com Domingas de Oliveira. Pais de:

I.1 Maria de Oliveira, n. no Rio (Candelaria 2o., 22) bat. a 10.6.1666 e fal. no Rio (Jacarepaguá 5o., 8) a 4.3.1690.

I.2 Miguel, n. no Rio (Jacarepaguá 1o., 4v) bat. a 6.10.1668

I.3 Teodosia, n. no Rio (Jacarepaguá 1o., 7) bat. a 8.7.1671

I.4 Tomas, n. por volta de 1675 e fal. no Rio (Jacarepaguá 5o., 8) a 1.4.1690.”

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Pode-se ter coincidências. Mas aqui chama a atenção por termos 2 Manuel, nascidos aproximadamente `as mesmas datas, casados `a mesma época, com mulheres de mesmo nome, embora havendo um pequeno desvio no sobrenome.

Ha a possibilidade sim de que as coincidências tenham acontecido. Mas fica difícil Manuel e Domingas Martins terem se casado em 1664 e os Filhos nascerem a partir de 1685 e continuarem nascendo, provavelmente, ate depois de 1695.

Uma possibilidade seria a de o Manuel do Vale e dona Domingas terem sido pais do Manuel de Aguiar em 1664. A hipótese pode, talvez, se verificar caso os papéis analisados por Rheingantz estivessem tão deteriorados que ele tenha sido obrigado a tirar conclusões a partir do que restou.

Também porque Rheingantz não devera ter encontrado o registro de batismo de Theodozia de Aguiar Barbalho. Eu não o tenho mas ela aparece no site do Familysearch casando com Joseph Carneiro da ……, filho de Matheus Lage e Maria Carneiro.

O casamento se deu na igreja de Nossa Senhora da Assunção, na cidade de Mariana, MG, a 17.12.1717. E consta que a noiva era filha de Manuel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Antes eu tinha duvidas quanto ao professor Dermeval ter identificado com acurácia os nomes dos pais do Manuel Vaz Barbalho. Mas ai fica comprovado que houveram sim os pais que ele mencionou.

A duvida permanecia apenas em relação ao sobrenome Vaz Barbalho. Mas com o atributo da paternidade do Manuel Vaz ao Manuel Aguiar também pelo Rheingantz, penso que ficou esclarecido que o professor Dermeval estava correto.

Embora, aqui ha que desconfiar-se que o Manuel Aguiar do Vale também ira se encaixar na família. Não sei como. Fica ai a evidencia de que ele foi pai de uma Teodosia. E o mesmo nome aparece em Theodozia de Aguiar Barbalho.

E no Familysearch encontra-se também o registro de casamento de Thereza de …….. de Oliveira com Jose Rodrigues, filho de Jose Rodrigues e Magdalena do Valle. Esse casamento também se deu na N. S. da Assunção de Mariana.

Acontece que Thereza de …….. de Oliveira foi filha de João de Aguiar Barbalho e Joanna de Oliveira. A data do casamento foi de 24.6.1730. Portanto, João teve duas esposas.

Por ai se pode notar que devem ter migrado para Minas Gerais, ja no inicio de sua colonização que intensificou-se no Ciclo do Ouro, os núcleos familiares que ja formavam um conglomerado de famílias entrelaçadas.

Observe-se que os Rodrigues, Vale, Barbalho, Oliveira e Aguiar se repetem. Para decifrar isso haver-se-a que juntar todos os dados possíveis daquela época num so livro.

Parece que Thereza também respondia pelo nome de Thereza Maria de Jesus. Como tal ela aparece como mãe em pelo menos 2 casamentos. Jose e ela foram pais de:

  1. Liandro Jose Barbalho que casou-se a 27.10.1753, na mesma N. S. da Assunção, com V. Barbalho. Essa de nome ilegível foi filha de Dionisio Barbalho Bezerra.
  2. Januário Jose Barbalho que casou-se a 26.1.1758, na igreja de N. S. da Conceição de Ouro Preto, MG, com Dionisia Coelho da Silva, filha de Antonio Coelho da Silva e Thereza Fernandes de Abreu.

Penso que ate ai fica esclarecido que realmente os descendentes de Manuel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza se encaixam no tronco principal da Família Barbalho do Rio de Janeiro exatamente no casal Manoel Aguiar e Maria da Costa Barbalho.

Registre-se também que sobrenomes como Fernandes de Abreu, Coelho da Silva e outros surgem nas mesmas povoações nas quais os Barbalho se distribuíram em Minas Gerais, deixando a entender que os laços familiares influíram na povoação e distribuição da carga genética da família.

Possivelmente, Manuel Aguiar não teve filhos com dona Domingas Martins, ou esses filhos seguiram destino diferente.

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05. A NOSSA EUGENIA

Isso mesmo, a palavra escrita sem acento. Eugenia significa similaridade. Ou, mistura da mesma coisa!

Algo mais que chamou a atenção foi a presença da filha Eugênia, irmã do Manuel Vaz Barbalho. Para esclarecer o que estou antevendo preciso remontar a um “causo” de família.

Meu irmão, Odon Jose, foi o primeiro a comentar o fato. Disse que nossa tia Maria Eugênia foi, na dinastia, a Eugênia IV.

O que ele queria revelar foi que nossa tia era neta de Eugênia (sinha Gininha). Sinha Gininha era neta de nossa trisavó Eugênia  Maria da Cruz. E essa fora neta da matriarca da família Coelho: Eugênia Rodrigues da Rocha. Portanto, III, II e I respectivamente.

Mas temos, pelos estudos do professor Dermeval, que Eugênia I seria filha de Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho. E pela regressão de possíveis datas, temos que a Eugênia I deverá ter nascido por volta de 1760.

Supondo que ela tenha sido uma das ultimas entre os possíveis filhos da ancestral Maria, poderá ter nascido quando a mãe estivesse por volta de 36 anos de idade. Ou seja, Maria teria nascido em 1724. E pode ter sido filha da Eugênia, filha do Manuel Aguiar, que então contaria com 29 anos de idade.

Em sendo assim, a Eugênia I ja seria neta dessa outra Eugênia e a partir dela seria preciso acrescentar mais um I dinástico a cada Eugênia, e a tia Maro (Maria Eugênia) teria sido a V.

Não tenho como afirmar nada, pois, não ha noticias de que a Eugtênia do Manuel Aguiar tenha sobrevivido alem da idade infantil. Mas mesmo que ela não tenha sobrevivido, a presença do nome dela nesse ramo da família torna-se um indicio de que passe por ai mesmo também a origem do ramo Coelho do qual fazemos parte.

Tudo indica, porem, que essa Eugênia sobreviveu e devera ter migrado e morado nas mesmas proximidades que seu irmão Manuel Vaz Barbalho. Alem disso, deve ter sido uma pessoa que inspirasse empatia em todos os familiares.

Se os nomes tem o poder de moldar a personalidade das pessoas, então, ficara explicado porque as duas Eugênias da dinastia que conheci tinham toda razão de exalar a simpatia que transmitiam. Conheci minha tia e `a Sinha Gininha.

E pode ser justamente por isso que o cirurgião-mor Policarpo Joseph Barbalho deu nome Eugênia `a filha nascida na data de 28.9.1791, em Gravataí, RS. Ele foi filho do Manuel Vaz Barbalho e sobrinho da Eugênia I, filha do Manuel Aguiar.

Maior evidência, porem, dessa nossa ligação de descendência com a Eugênia I foi o fato de tanto o tetravô Jose Coelho da Rocha quanto o irmão dele, João Coelho de Magalhães, terem tido filhas com o nome Eugênia.

Obviamente, João e Jose foram filhos da Eugênia Rodrigues da Rocha (II). Dai pode nascer a justificativa para as filhas. Mas as somas das evidências é o que fortalece a hipótese.

No caso especifico, em se comprovando a hipótese, boa parte de nos será, no mínimo, duplo Barbalho e duplo Aguiar, alem dos diversos outros sobrenomes que os acompanham.

Aqui será preciso acrescentar o detalhe de que entre o possível nascimento da Eugênia I e 1750 passaram-se 55 anos. `Aquela época, idade que não era incomum as mulheres que sobreviviam `a essa idade verem nascer bisnetos.

Nesse caso pode ter havido uma geração a mais e a primeira Eugênia ter sido mãe da dona Anna Maria da Conceição.

Assim, Anna Maria poderia ter nascido por volta de 1725, quando a mãe estaria por dos 30 anos de idade. Essa suposição ganha corpo em função de outro registro que comentei, ha mais tempo, ter encontrado no Familysearch. Trata-se de:

Batismo de Maria “Rodrigues”, filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição. O evento deu-se `a 26-6-1750. O local que consta no registro é Ouro Branco, MG.

A nos da atualidade parece inconveniente apenas que entre 1750 e 1782 existir apenas 32 anos. Mas `aquela época era tempo aceitável para Maria ter sido mãe da Eugênia Rodrigues da Rocha, por volta de 1766, e esta tornar-se mãe do nosso tetravô Jose Coelho da Rocha em 1782.

Por enquanto, esse ultimo registro parece encaixar-se na presença do nome Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho, sugerido para nossa sextavo pelo professor Dermeval Pimenta. Isso porque poderia ter tomado o Rodrigues de Magalhães do pai, mas não ha ainda a confirmação de que Anna pertencia ao ramo Barbalho.

Mas não existe nenhuma impossibilidade nessa suposta sequência de eventos que permita negar essa hipótese que levanto, por enquanto.

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06. UM POUCO MAIS DE DISCUSSÃO A RESPEITO DOS DADOS

Ha que registrar-se ainda um possível engano do professor Dermeval, por identificar a outra esposa do MANUEL AGUIAR como sendo ANA PEREIRA DE ARAUJO.

O nome aparece em um batizado no familysearch. O nome do marido aparece apenas como MANOEL VAZ. O filho aparece como JULIANO VAZ BARBALHO. E o evento se deu em 27.6.1723, na igreja de N. S. da Assunção, em Diogo de Vasconcelos, MG.

No mesmo local ja havia acontecido, em 5.6.1722, o batismo de João Vas Barbalho. Ja o nome da mãe aparece como Anna Costa de Araújo.

Obviamente, essas trocas são muito comuns em documentos antigos. O mais comum era a supressão de alguns sobrenomes. E, ao que parece, suprimiram o Barbalho do Manoel Vaz.

Anna deveria ter parentes Costa e Pereira, dai o escrivão ter posto um sobrenome no primeiro registro e outro no segundo.

Antes eu havia confundido. Imaginei que essas anotações procedessem de casamentos, portanto, se fossem nubentes poderiam ter sido irmãos do Manoel Vaz. Mas `a essa época o Manoel Aguiar, supostamente, ja era falecido.

Levando-se ai em conta a data de nascimento que o Rheingantz atribuiu a ele. Se ele foi filho do Manuel Aguiar do Vale, e nascido em 1664, ai a coisa poderá mudar de rumo. Isso porque em 1723 estava prestes a completar 60 anos e ha poucos, porem ha, casos de homens que passaram pela idade formando família.

As datas de Rheingantz levam a concluir que o viuvo de Ana Pereira (Costa) de Araújo foi o MANOEL VAZ BARBALHO e não o pai dele. O alferes LUIZ ANTÔNIO PINTO ou o professor DERMEVAL devem ter se enganado ao compilar os dados.

Mas ha mesmo que se por uma pequena duvida quanto ao Manuel Aguiar ter nascido em 1634. Isso porque em 1684 estaria com 50 anos de idade. Nesse interim estaria se casando com Maria da Costa Barbalho, irmã do Jose da Costa Barbalho, descrito no capitulo BARBALHO, acima.

Pelas datas, ela deve ter nascido em torno de 1670. E estaria com 13 para 14 anos naquela época. Justamente `a idade que as mulheres estavam se casando. Mas os viúvos na idade do Manuel estavam tendo netos e casavam-se, preferencialmente, com mulheres de idades mais novas, porem, nem tanto.

Isso porque havia uma política vigorando `a época que alardeava o “crescer e multiplicar”, pois, a colônia como um todo era um verdadeiro vazio demográfico. E a coroa portuguesa tinha pressa em tomar posse efetiva, tanto para não perder o território como para poder taxar uma população maior, assim tornar-se mais rica e poderosa.

Mulheres na idade da Maria da Costa Barbalho não tinham muita escolha entre casar ou não casar. Eram praticamente obrigadas a faze-lo. Foi por isso que `a época a Cecilia Barbalho, tia-avo dela, construiu um abrigo junto `a Igreja d’Ajuda e internou-se nele com 2 filhas e outras.

Ela queria que se fundasse um convento feminino. Mas os manda-chuvas `a época não deixavam alegando falta de fundos, caso o convento não se sustentasse. Adiaram a construção ate 1750. Depois disso, os manda-chuvas internavam nele esposas e filhas que não quisessem fazer suas vontades.

De toda forma, não era nem proibido nem impossível alguém de mais idade casar-se com uma menina na idade da ancestral Maria da Costa Barbalho.

Mesmo porque, os casamentos eram tratados com os pais, e esses visavam a segurança financeira de sua descendência e não a satisfação dos filhos. Pessoas mais velhas, a partir de remediadas, tinham os privilégios.

O casamento entre Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta, em Milho Verde, se deu em 1732. Na oportunidade em que ele deveria ter enviuvado. Caso a falecida não tivesse sido esposa do pai dele, como o professor Dermeval entendeu.

Diga-se de passagem, a vida `a época era muito curta, particularmente para mulheres que tinham que passar por trabalhos de parto. Era um trabalho de altíssima periculosidade para elas e filhos,.

Assim, devemos poder acrescentar Juliano e João em nossa Arvore devido ao mesmo sangue correr nas veias. Alem disso, permanece ai mais esse indicio de que o COELHO e os BARBALHO do nosso ramo procedem da mesma raiz.

Alem disso o professor NELSON COELHO DE SENNA disse que os bisavós dele: JOAO COELHO DE MAGALHAES e BEBIANA LOURENCA DE ARAUJO eram primos carnais.

Ele não deixou explicado como. Mas diante de tantas evidências acredito ja podermos imaginar que o Araújo da Anna (Costa) Pereira denuncie isso. Outros da família dela deverão ter migrado para Minas ja entrelaçados ou a ponto disso.

Ja no site Familysearch existem diversos PEREIRA BARBALHO batizados em Santana do Capivari, MG, que poderão descender dos mesmos ancestrais que nos. Mas por enquanto ainda não da para tirar a prova, pois, os batizados se dão em tordo de 1840, mais de 100 anos após os nascimentos de João e Juliano.

Ha também um casamento em Nossa Senhora da Conceição de Ouro Preto que data de 13 de fevereiro de 1768. Os nubentes foram Manoel da Costa Barbalho e Joanna Maria de Freitas. Mas não se da nenhum detalhe de quem foram os pais.

Em Itabira, em 1.3.1813, houve o casamento entre Gervasio Jose Barbalho e Anna de Freitas da Costa. Ele foi irmão do nosso tetravô Policarpo Jose Barbalho.

Fica comprovado a falha de uma suposição exalada pelo professor Dermeval no livro dele. Ele propunha que o JOSE, como intermediário nos nomes masculinos da família, se devia a alguma homenagem `a ancestral Josepha Pimenta de Souza.

No ramo familiar do qual ele fazia parte usa-se o JOSE PIMENTA. Do nosso lado corre o JOSE BARBALHO. Entre os quais esta o Policarpo Joseph Barbalho, que foi cirurgião-mor em Porto Alegre no final do século XVIII e filho da ancestral Josepha e do Manoel Vaz Barbalho.

Acrescente-se ai o Policarpo Jose Barbalho, nosso ancestral e sobrinho ou sobrinho-neto do cirurgião-mor (que, presumivelmente, foi neto ou bisneto da mesma Josepha e Manoel). Faltando saber apenas quem foram os avos deste, pois, foi filho do capitão JOSE VAZ BARBALHO e ANNA JOAQUINA MARIA DE SAO JOSE.

Por causa dos Liandro e Januário Jose Barbalho, que não descendiam da ancestral Josefa, podemos dizer que ha outra origem para o Jose ao meio do nome. Como D. Jose I, rei de Portugal, nasceu em 6.6.1714, haverá que se lembrar dessa possível origem.

Mas pode haver outra explicação mais religiosa. Verificando-se pela leitura desses capítulos dos livros do Rheingantz contata-se que esse conglomerado de famílias do Rio congregava na Igreja de São Jose.

Pode ter acontecido que os mais antigos deixaram essa marca nos filhos para que não esquecessem a procedência deles. Algo como os portugueses chegados ao Brasil adotarem ou colocarem nos filhos o nome das cidades de onde procediam.

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07. UM POUCO MAIS DOS AGUIAR NA FAMILIA

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“JOSE DE AGUIAR DALTRO, n. no Rio por volta de 1658, fal., casado no Rio (Candelaria 1o., 18v) a 2.2.1688 com Isabel Pedrosa, n. no Rio, filha de Miguel Gomes Bravo. Pais de:” [PAG. 26]

“I.1 Manuel, n. no Rio (Se 5o., 68) bat. a 21.7.1688

I.2 Francisco Xavier, no Rio (Se 5o., 83) bat. a 6.10.1692, fal., casado no Rio (Se 5o., 29) a 26.5.1720 com Ines de Castro Amaral, n. no Rio (Se), filha de Jose Barreto do Amaral e de Teresa de Castro (Ver ANTUNES).

I. 3 Jose de Aguiar Daltro, n. no Rio (Se) por volta de 1697, fal., casado em São Gonçalo, RJ, a 22.2.1727 com d. Catarina de Siqueira, n. em São Gonçalo, filha de Jose da Costa Barbalho e de Madalena de Campos. (Ver BARBALHO).

I. 4 cabo de esquadra Antonio de Aguiar Daltro, n. em São Gonçalo, RJ, por volta de 1704, fal., no Rio (Candelária 9o., 176) a 17.6.1741, casado no Rio (Candelária 4o. 111v) a 8.8.1734 com Guiomar Maria de Menezes, viuva de Antonio Ferreira.”

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Acredito aqui que o casamento entre Jose de Aguiar Daltro e Catarina de Siqueira ja se tratava de primo com prima. Muito provavelmente o Miguel Gomes Bravo, pai da Isabel Pedrosa, ja fosse neto do Miguel Gomes Bravo e Isabel Pedrosa de Gouveia.

Esses foram os pais de dona Cordula Gomes. Ela foi esposa do João do Couto Carnide, os pais de outra Isabel Pedrosa, aquela que casou-se com o Jeronimo Barbalho Bezerra. Se não foi neto poderá ter sido bisneto.

O primeiro Bravo nasceu por volta de 1553. E Isabel de Gouveia por volta de 1563. Ja estavam tendo terceiros e tetranetos `a época.

D. Isabel Pedrosa de Gouveia foi chamada de “a poderosa” por causa de sua idade avançada. Faleceu em torno de 1667, quando ja tinha um pouco mais de 100 anos.

AO FIM DA PAGINA 26 TEMOS:

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“SALVADOR DE AGUIAR MARINS, n. por volta de 1653, fal., filho de Francisco Fernandes de Aguiar e de Barbara Pinheiro, casado em S. Gonçalo, RJ, a 11.1.1683, com Teresa de Jesus, filha do capitão Gaspar Dias de Figueiredo e de Isabel Pedrosa de Gouveia. Pais de:

I.1 Maria Ana de Oliveira, n. em São Gonçalo, por volta de 1686, fal., casada em São Gonçalo, RJ, a 14.7.1706 com Antonio de Melo Vasconcelos, n. em São Gonçalo, RJ, filho de Cristóvão de Melo Vasconcelos e de Antonia Pereira Lobo.”

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Esse exemplo fica apenas para registrar a repetição do nome Isabel Pedrosa de Gouveia. Muito provavelmente, essa esposa do capitão Gaspar Dias de Figueiredo ja tinha parte na família.

E, talvez, o próprio poderá ter sido parente do Domingos Carvalho de Figueiredo, que a seguir apresentaremos sua inserção na família.

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08. TITULO CARVALHO

`A pagina 318 temos:

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“DOMINGOS CARVALHO DE FIGUEIREDO, n. em Chaves, Portugal, por volta de 1610 e fal., casado por volta de 1640 com Ines Da Costa, n. no Rio por volta de 1622 e fal., filha de Antonio da Costa Ramires e Beatriz da Costa. Pais de:

I.1 Salvador, n. no Rio (Se 3o., 57v) bat. a 26.4.1641

I.2 Jose de Carvalho Figueiredo, n. no Rio (Se 3o., 66v) bat. a 1.4.1643 e fal., habilitado “de genere” em 1689.

I.3 Pedro da Costa Ramires, n. no Rio (Se 3o., 74) bat. a 18.7.1644 e fal., casado no Rio (Se 2o., 22v) a 19.1.1668 (na igreja de São Jose) com d. Páscoa Barbalho [Pag. 319], n. no Rio e fal., filha do capitão Jeronimo Barbalho Bezerra e de d. Isabel Pedrosa, com geração, ver COSTA e BARBALHO.”

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Esses dados ja os tínhamos quase todos. Confirma-se aqui que Pedro era mesmo neto de Antonio da Costa Ramires. A suspeita foi levantada quando vi na tese do João Fragoso que Antonio havia fundado uma fazenda e o primeiro havia sido senhor do engenho.

Quem desejar ver novamente, pule `a pagina 106 do endereço:

http://www.revistatopoi.org/numeros_anteriores/Topoi01/01_artigo02.pdf

Observe-se que alguns outros membros da família estão presentes na mesma pagina. Estou informando antes de ter o capitulo COSTA em mãos.

A minha previsão é a de que por trás do sobrenome iremos não apenas chegar a ancestrais presentes na fundação do Rio de Janeiro como também `as raizes da maioria de famílias pelo Brasil afora.

Para complementar o capitulo vou postar um segundo CARVALHO porque parece ter sido irmão do nosso ancestral DOMINGOS. Caso tenha sido, vamos poder constatar o quão maior se torna a nossa parentela. Segue então:

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“JOAO CARVALHO DE FIGUEIREDO, n. por volta de 1617 e fal. no Rio (Iraja 1o. 20) a 24.9.1708 (seria irmão do anterior?), casado por volta de 1647 com Adriana Barreto, n. no Rio (Se 1o. 41v) a 30.5.1621 e fal. no Rio (Iraja 1o., 20) a ?? 1/9.1708, filha de Antonio Pacheco Barreto e de Ursula de Brito e viuva de Escobar Meireles. Pais de:

I.1 João, n. no Rio (Se 3o., 92) bat. a 19.7.1648 e fal.

I.2 Sebastião Barreto de Brito, n. no Rio (Se 3o., 98v) bat. a 13.1.1650 e fal., casado no Rio (Se 2o., 34v) a 7.6.1672 com sua parente d. Barbara de Souza de Brito, n. no Rio e fal., filha de Jeronimo de Souza de Brito e de Ana de Azevedo. Pais de:

II.1 Antonio, n. no Rio (Candelaria 2o., 49v) bate a 24.12.1673 fal.

II.2 Antonia, n. no Rio (Candelaria 2o., 61) bat. a 12.7.1677

II.3 Maria, n. no Rio (Candelaria 2o., 66) bat. a 5.2.1679 e fal.

II.4 Adriana, n. no Rio (Iraja, 6o., 48v) bat. a 9.9.1682

II.5 Maria, n. no Rio (Iraja, 6o., 58) bat. a 26.12.1685

I.3 Inácio Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Iraja 6o. 5v) bat. a 19.5.1651 e fal. no Rio (Candelaria 3o., 123) a 14.8.1709, solteiro.

I.4 Andre, n. no Rio (Se 3o., 114) bat. a 7.12.1653

I.5 Teodosio Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Se 4o., 6) bat. a 19.5.1651 e fal., casado por volta de 1685 com Maria Pacheco de Lima, n. por volta de 1665 e fal., Pais de:

II.1 Barbara, n no Rio (Iraja 6o., 63) bat. a 23.5.1688

II.2 Sebastiana Barreto Machado, n. em Mereti, RJ, por volta de 1690 e fal., casada no Rio (Se 4o., 118) a 28.1.1715 (na igreja de São Jose) com Miguel Monteiro de Araujo, n. no Rio (Se) por volta de 1685 e fal., filho natural do padre João Monteiro e Jeronima Mendes de Brito (?).

I.6 Diogo Barbosa Rego, n. no Rio (Iraja 6o., 10v) bat. a 2.2.1657 e fal., casado por volta de 1681 com Inácia Machado, n. no Rio por volta de 1661 e fal., no Rio (Candelaria 3o., 140) a 25.11.1710 e talvez filha de Mateus Pacheco de Lima e de Maria Gago. Com geração, ver BARBOSA e GAGO. Pais de (entre outros):

II.1 João Carvalho de Figueiredo, n. no Rio (Iraja 6o, 48v) bat. a 21.9.1682, e fal., casado no Rio (Se 4o., 38) a 15.6.1711 (na igreja de São Jose) com sua prima-irmã Maria Pacheco de Lima, n. no Rio (Campo Grande) por volta de 1691 e fal., filha de Pascoal Barbosa e de Ines Pacheco de Medeiros. Pais de:

III.1 Diogo, n. no Rio (Candelaria 3o., 97) bat. a 18.3.1711

III.2 Ines de Carvalho de Figueiredo, n. em Pacobaiba, RJ, por volta de 1717 e fal., casada no Rio (Se 7o., 101) a 17.2.1747 com João Dantas de Abreu.

I.7 Agostinho, n. no Rio (Iraja 6o., 13v) bat. a 18.5.1659 e fal.

I.8 Pascoal Barbosa, n. no Rio (Iraja 6o., 14v) bat. a 13.8.1660 e fal. no Rio (Iraja 1o., 7) a 6.7.1697, casado por volta de 1681 com Ines Pacheco de Medeiros, n. por volta de 1661 e fal. Pais de:

II.1 Ana Barbosa, n. no Rio por volta de 1682 e fal., casada no Rio (Candelaria 2o., 1) a 15.8.1699 com Domingos da Silva Salgado, n. no Porto (Se) por volta de 1669 e fal., filho de Domingos da Silva Salgado e de Maria de Almeida. Pais de:

III.1 Rosa, n. no Rio (Se 6o, 15v) bat. a 7.7.1707

III.2 Domingos, n. no Rio (Se 6o., 35) bat. a 6.8.1709

II.2 a II.5 4 filhos homens

II.6 Maria Pacheco de Lima, n. no Rio (Campo Grande) por volta de 1691 e fal., casada no Rio (Se 4o., 38) a 15.6.1711 com seu primo-irmão João Carvalho de Figueiredo, ver acima.

II.7 a II.8 um filho e uma filha

II.9 Jose, n. no Rio (Candelaria 3o., s/n) bat. a 15.4.1697”

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Aqui se deve observar o quanto o Rio de Janeiro devia ser comparável a qualquer cidade interiorana. Por essas pequenas peças do quebra-cabeça de nossa Arvore Genealógica ja podemos verificar o quanto os sobrenomes se repetem, alem dos registros dos casamentos entre primos.

Observe-se que ai também temos presente o nome Teodosio. Pai, em primeiro lugar de Sebastiana Barreto Machado. Em segundo de Diogo Barbosa Rego, casado com Inácia Machado.

E, segundo o que os atuais genealogistas dizem, a ancestral Josepha Pimenta de Souza foi filha do Belchior Pimenta de Carvalho, filho de João Pimenta de Carvalho e Maria Machado. Ou seja, temos ai a possibilidade de possuir diversos graus de parentesco com esse tronco familiar.

Como nos conta o professor João Fragoso no trabalho acima mencionado neste capitulo, as elites andavam em bandos de famílias consorciadas. Como não existia uma divisão politico partidária na sociedade, as famílias se juntavam em partidos ou aglomerados para ter força política para poderem dominar o poder.

E deve ter sido este mesmo mote que levava esses conglomerados se mover a partir do mesmo grupo para os novos locais de colonização. Embora, isso deva ter sido um pouco mascarado `a chegada do Ciclo do Ouro e em Minas Gerais.

Isso por causa da formação dos partidos dos Paulistas e dos Emboabas. E com a constante chegada de “estrangeiros” como o português Jose Coelho de Magalhães.

Embora os novos chegados trazendo “nobreza nova” aos interiores tornassem os cabeças das famílias, as quais pareciam aos antigos genealogistas que houvessem sido as fundadoras delas, na verdade elas se casavam com pessoas da “nobreza da terra” que, se tivessem sido melhor estudadas, veria-se que pertenciam a raizes ate mesmo mais nobres, dos primeiros colonizadores do Brasil.

Não quero dizer com isso que alguns fossem melhor que os outros. Apenas observar que as famílias mais ricas das Capitanias de Pernambuco e São Vicente (que englobava Rio e São Paulo) descendiam de nobres como Martim Afonso de Sousa, o qual era relativamente descendente próximo dos reis.

Porem, como o tempo passou e como a multiplicação da população se deu, teve-se a impressão de que o sangue nobre diluiu.

Passados 2 séculos após ao inicio da colonização das províncias litorâneas, e com a descoberta do ouro, qualquer português cuja nobreza tivesse sofrido a mesma diluição em Portugal, ao chegar ao Brasil, passava a ser considerado mais nobre, pelo fato de ter nascido na metrópole e não porque isso fosse encontrado no sangue.

 

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09. DOS COSTA

Deixei esse espaço em branco por certo tempo. Houveram alguns contratempos e fiz uma confusão quando recebi o material, sem perceber que o que eu desejava estava la. Mas agora encontrei.

Ha somente um probleminha. Uma confirmação que desejava encontrar não esta na obra do Rheingantz. Tratava-se dos nomes dos pais de Antonio da Costa Ramires. De qualquer forma, copiarei aqui o que mais interessa:

PAG. 455

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“Antonio da Costa Ramires, n. por volta de 1589 e fal. no Rio (Se 3o., 54v) a 18.7.1648, casado por volta de 1619 com Beatriz da Costa, n. por volta de 1599 e fal. Pais de:

I 1. Inácio, n. no Rio (Se 1o., 32v) bat. a 5.6.1620

I 2. Ines da Costa, n. no Rio por volta de 1622 e fal., casada por volta de 1640 com Domingos Carvalho de Figueiredo, n. em Chaves, Portugal, por volta de 1610 e fal. Pais de: [PAG. 456]

II 1. Salvador, n. no Rio (Se 3o., 57v) bat. a 26.4.1641

II 2. Jose de Carvalho Figueiredo, n. no Rio (Se 3o., 66) bat. a 26.4.1641, e fal. Habilitado “de genere” em 1689.

II 3. Pedro da Costa Ramires …….”

Ali se repete o que se encontra a partir da pagina 188 do livro, capitulo Barbalho. Ja copiei acima (abaixo no blog), no capitulo 2, por o Pedro ter sido o nosso ancestral junto com Páscoa Barbalho. Foram mais 2 filhos de Antonio e Beatriz da Costa:

“I 3. Luis, n. no Rio (Se 2o., 88) batizado a 28.6.1628

I 4. Gregorio, n. no Rio (Se 2o., 121v) bat. a 22.3.1631”

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De grande importancia notar que a presença do sobrenome Costa no inicio da colonização do Rio de Janeiro era notável. Por maior que sejam os volumes, são 56 paginas ocupadas com a assinatura. Eles devem ter sido os Silva `a época!

Era meu objetivo verificar ai também quem teriam sido os pais da Isabel da Costa. Isso porque houveram casos de pessoas do sobrenome ser perseguidas no Rio de Janeiro pela Inquisição.

E era muito comum as famílias cristãs-novas casarem seus filhos entre si. Como se dizia antigamente: “para não espalhar a fortuna”. E a presença do nome Gregorio do ultimo filho pode ser coincidência, porem, foi também nome de membro na família perseguida.

Páscoa ja descendia do Miguel Gomes Bravo, reconhecido cristão-novo. Se o Costa da ancestral Isabel era de origem semelhante, seria natural essa ligação, pois, na verdade os cristãos-novos andavam juntos para tentar proteger uns aos outros.

Por infelicidade, segundo informações do genealogista Carlos Barata, no inicio o Rio de Janeiro não adotou o mandamento da Igreja Católica da obrigatoriedade dos livros de registro de batismos. Assim, não os havia nos primeiros 60-70 anos de existência da cidade.

Rheingantz coletou dados a partir do que existia. Podemos notar isso a partir dos inícios dos capítulos, pois ele adota datas mais ou menos nas descrições. Possível será que usou testamentos, inventários e documentos “de genere” como complementares, o que ajudou na composição inicial de algumas famílias.

Mas em outros casos não deve ter sido suficiente, ou tais documentos não foram encontrados. Esse parece ser o caso dos “da Costa”. Muito provável será que diversos dos presentes no capitulo tiveram algum ancestral comum entre os fundadores de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Mas o decifrar disso foi deixado para genealogistas posteriores, o que não sei se ja surgiu algum candidato para assumir esse trabalho de Titans.

Importante, para os candidatos a genealogistas da atualidade e depois, será saber que a publicação dos dois primeiros volumes teria sido “precipitada”. Isso é  comum em todos os trabalhos genealógicos.

O estudante em tal disciplina precisa estabelecer limites `as suas pesquisas. Isso porque todas as vezes que encontra uma ramificação, se ele não se mantiver em seus objetivos, jamais finda uma obra, pois, genealogia parece não ter fim.

A dificuldade era muito maior para os genealogistas dos tempos de Rheingantz. Eles não possuíam internet. Dificilmente podiam contar com respostas em literaturas anteriores. E o numero de estudantes da matéria era mais reduzido.

Atualmente, com a disponibilidade da internet e a criação de sites especializados no tema, pode-se somar os trabalhos de diversos autores. Mesmo assim não quer isso dizer que o trabalho ficou “fácil”. Assim como facilitou por um lado, dificultou também pelo volume muito maior de dados a ser pesquisados.

Mesmo assim ha que informar-se que, o trabalho do grande genealogista não parou nos dois primeiros volumes que publicou. Da mesma forma que os publicou como parte do objetivo atingido, tinha também o conhecimento de que podia amplia-los.

Continuou suas pesquisas e criou um fichário que arquivou junto `a entidade criada por ele que é o Colégio Brasileiro de Genealogia – CBG – na Cidade do Rio de Janeiro. Esse fichário contem uma continuidade.

Isso e esforços próprios de discípulos do Rheingantz resultaram na publicação do terceiro volume, em 1995, em forma de fascículos do CBG. Talvez ai se encontre muitas respostas que não encontramos nos dois primeiros livros.

Uma resposta que nos interessa muito será encontrar documentado a ponte entre os Barbalho, Aguiar e Costa, que o professor Dermeval Jose Pimenta descreveu no trabalho dele. Nessas três oportunidades, Rheingantz não nos deu nos dois primeiros volumes.

No capitulo BARBALHO ele menciona filhos do casal Pedro da Costa Ramires e Páscoa Barbalho. Entre eles não inclui Maria da Costa Barbalho. Ela foi esposa de Manoel de Aguiar, que ja era viuvo. E dela devera mesmo ter nascido os filhos que assinaram “de Aguiar Barbalho”. E também o Manoel Vaz Barbalho.

O casamento entre Maria e Manoel esta comprovado no registro de casamento da filha deles: Theodozia de Aguiar Barbalho, realizado em 1717, em Mariana, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Casou-se com Joseph Carneiro da ……, filho de Matheus Lage e Maria Carneiro.

Para ter-se casado em 1717, acredito que Theodozia tenha nascido em torno de 1700. O que torna suspeita a data de nascimento do Manoel Aguiar, por volta de 1634, sugerida por Rheingantz.

Isso o faria estar com mais de 60 anos ao nascimento da filha. Nada impossível em termos de considerar a virilidade desse membro da família. A dificuldade seria encontrar homens `aquela época vivos e produzindo filhos em tal idade.

Por isso acredito na possibilidade de que Manuel de Aguiar, como consta no capitulo do titulo acima (abaixo, no blog), casado com Domingas Martins, poderá ter sido pai do nosso suposto ancestral Manoel de Aguiar, e não ser o próprio. Nesse caso, talvez o complemento da informação se encontre no fichário deixado por Rheingantz.

Continuando, o grande interesse em saber os nomes dos pais do Antonio da Costa Ramires se deu porque encontrei, ha mais tempo, algo que guardei a espera da confirmação de que ele fosse avo do Pedro. Mas precisava saber-lhe os nomes dos pais para não deixar duvida alguma.

De qualquer forma, vou revelar aqui. Antes da confirmação e sob a égide de hipótese. Portanto, pode ser ele ou não. Encontrei o nome, porem, estava solteiro. Se houvessem revelado o nome da esposa, também poderia ter sido motivo de confirmação. Segue esse esqueleto genealógico então:

01. Antonio da Costa Ramires, filho de:

02. Alexandre Ramires Correia c. c. Jeronima Rodrigues, filho de:

03. Bras Correia da Costa c. c. Antonia Ramires da Costa, filho de:

04. Rui Vaz Correia c. c. N, filho de:

05. Duarte Vaz Correia c. c. N, filho de:

06. Trintão Vaz Correia c. c. N, filho de:

07. Izabel Correia c. c. Rui Vasques, filha de:

08. Fernão Afonso Correia, sr. da Honra de Monte Fralhães c. c. Leonor Anes da Cunha, filho de:

09. Afonso Correia c. c. Brites Martins da Cunha, filho de:

10. Paio Correia, o Alvarazento c. c. Maria Mendes de Melo, filho de:

11. Pero Pais Correia c. c. Dordia Pires de Aguiar, essa, filha de Pero Mendes de Aguiar e Estevainha Mendes de Gundar.

10. Maria Mendes de Melo c. c. Paio Correia, o Alvarazento, filha de:

11. Teresa Afonso Gato c.c. Mem Soares de Melo, filha de:

12. Urraca Fernandes de Lumiares c. c. Afonso Pires Gato, filha de:

13. Fernão Pires de Lumiares c. c. D. Urraca Vasques de Bragança, filho de:

14. Pedro Afonso Viegas c. c. N, filho de:

15. Afonso Viegas, o Moço c. c. Aldara Peres, filho de:

16. Egas Moniz, o Aio c. c. Dordia Pais de Azevedo.

13, D. Urraca Vasques de Bragança c. c. Fernão Pires de Lumiares, filha de:

14. D. Vasco Pires de Bragança c. c. Sancha Pires de Baião, filho de:

15. D. Fruilhe Sanches de Barbosa c. c. D. Pero Fernandes de Bragança, filha de:

16. D. Sancha Henriques, infanta de Portugal c. c. Sancho Nunes de Barbosa, filha de:

17. Henry de Bourgogne c. c. Teresa de Leon, Condessa de Portugal.

Aqui temos coisas interessantes a constatar. Por exemplo, Egas Moniz, o Aio, foi o tutor do primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques. Esse era filho do casal da geração 17. Ou seja, isso nos faria sobrinhos dele.

Henry foi filho dos duques da Borgonha, ou Reino das Duas Sicilias, alem de ser descendente do Carlos Magno. Teresa foi filha do rei D. Alfonso VI. Aquele que concedeu as mãos das filhas aos nobres que o fossem ajudar na Reconquista de Portugal.

Egas Moniz, o Aio e Dordia Pais Azevedo foram bisavós do D. Soeiro Viegas Coelho, o primeiro a assinar o sobrenome e a passa-lo `a sua descendência.

Aqui esta também a constatação de que todos os caminhos levam aos mesmos ancestrais. Se lerem meus trabalhos passados, ou se leram com atenção e se lembram, observarão que Henry de Borgonha e Teresa, condessa soberana de Portugal, são ancestrais também dos Bezerra.

Os que desejarem rememorar, podem consultar:

http://familybezerrainternational.blogspot.com/2009/12/fontes-sobre-as-origens-da-familia.html

Na postagem esta um pouco confuso, porem, observe-se `a pagina 11 que ali se menciona D. Teresa e Henry de Borgonha. Eles foram pais também de D. Urraca Henriques de Portugal. Não confundir com a rainha D. Urraca, meio-irmã da Teresa.

Basta agora retornar um pouco `a postagem numero 009 dessa pagina, capitulo: 07. O QUE QUE A BAIANA TEM? OS QUINDINS DE YAYA!!!. Ali foi descrita a genealogia do ancestral Balthazar Barbosa de Araujo.

Pode-se observar no primeiro parágrafo da descrição que ele descendia dos mesmos Correia presentes na ascendência de Antonio da Costa Ramires.

E, obviamente, não vou entrar em maiores detalhes. Mas cada casal dos ancestrais dele na longa descrição vai dar em mesmos ancestrais.

Ainda não tomei tempo para detalhar a genealogia dos Moniz Barreto que deram origem ao Antonio Jose Moniz Barreto, nosso possível ancestral, também no texto 009. Começando pelo segundo capitulo.

Mas sei que por terem sido da alta nobreza também descenderão dos mesmos ancestrais. O que varia são as proporções. `As vezes temos um sobrenome como mais comum, dai pensamos pertencer a tal “família”. Mas, a verdade é que assinamos, porem, não somos somente isso. Somos resultado de uma mistura oriunda das mesmas fontes.

A vantagem para nos em nossos dias é que essas relações familiares mais antigas estão acessíveis em sites, e ate mesmo na Wikipedia por exemplo. Não apenas os dados que estou apresentando agora, mas observe-se que se pode verificar as famílias das quais procedem os cônjuges. Ou seja, nossos outros ancestrais. Exemplo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Pires_Gato

A partir dai, pode-se observar que esse foi o pai da: 11. Teresa Afonso Gato c.c. Mem Soares de Melo. E caso alguém queira estender-se mais, pode ver que o Mem Soares de Melo foi o 1o. senhor de Melo. Dai se pode tanto seguir a ascendência quanto outras descendências deles.

Ha outro esqueleto genealogico que gostaria de repetir aqui para reafirmar a ideia. Trata-se daquela que parte de nossa, muitíssimo provável, ancestral Josepha Pimenta de Souza.

Ate, então, estava em duvida quanto ao professor Dermeval Pimenta ter identificado os nomes dos avos dela. Ao que parece, ele enganou-se. E seremos mesmo descendentes do capitão-mor João Pimenta de Carvalho e não, talvez em outra instancia, do irmão dele, capitão Manoel Pimenta de Carvalho.

Vejamos, então, o que nos aponta esse esqueleto:

01. Josepha Pimenta de Souza c. c. Manoel Vaz Barbalho, filha de:

02. Belchior Pimenta de Carvalho c. c. N, filho de:

03. João Pimenta de Carvalho c. c. Maria Machado, filho de:

04. D. Catarina Pimenta c. c. capitão Ambrosio de Araujo, filha de:

05. Capitão-mor João Pimenta de Carvalho c. c. Susana Requeixo Estrada.

Essa porção pode ser verificada na postagem:

http://www.asbrap.org.br/publicac/revista/rev18_art17.pdf

Observe-se que João Pimenta de Carvalho era filho de Gonçalo Pimenta de Carvalho e Maria Jacome de Melo. Não tenho as ascendências deles. Mas por suas ligações com Vila Viçosa tudo indica que tinham ascendência nobre.

O capitão-mor surge desde o inicio do trabalho. Porem, a descendência de dona Catarina Pimenta aparece a partir da pagina 281.

O que o professor Dermeval nos deixou foi que Belchior Pimenta de Carvalho teve as duas esposas descritas no trabalho. Contudo, salienta que teve a filha Josepha, em 1712, antes desses casamentos, sem revelar nome ou procedência da mãe.

Devido `a alta incidencia de genes afrodescendente no exame de DNA de um de nossos primos, (Benin/Togo 7%; Africa Sul Oriental Bantu 4%; Africa do Norte 3% e Nigeria 3%) resultando num total de 17% de origem africana, presumo que a mãe da Josepha fosse africana.

Assim penso porque isso corresponde a ele ter mais que um dos bisavós totalmente africano. E, ao que eu saiba, ele tem apenas nossa trisavó, Maria Honoria Nunes Coelho, como possivelmente mulata.

Se o foi, para nos ela passou apenas 3.125% da porção africana que possuía para nossa geração. Isso, no caso do primo que descende apenas uma vez dela. Eu descendo como trineto e tetraneto. Portanto, ai tenho que somar mais a metade disso.

Assim, temos que somar muito mais para chegar aos 17% no caso dele. Era preciso que Josepha fosse mulata e passasse sua ascendência por diversos caminhos para nos para somarmos mais uma pitadinha cada vez. Sei que devo descender 3 vezes dela. Do primo sei apenas uma.

Assim, nossos ancestrais africanos são múltiplos e variados. Isso, devido `a proporção e `as diversas regiões de procedência. O mais provável será que a maioria, senão todos, dos nossos ancestrais recentes ja teriam quantidades elevadas de sangue africano para chegar tamanha quantidade ao primo.

Para chegar 17% a ele, era preciso que um dos pais possuísse 34% ou ambos igualmente 17%, como media. Isso porque cada progenitor passa para os filhos apenas a metade do que possui. O restante vem do parceiro.

E, ao que sei, nos sabemos ter ascendência africana mas isso não é traduzido na aparência dos ancestrais recentes que tivemos.

Vejamos mais, então, a partir da ancestral Susana:

05. Susana Requeixo Estrada c. c. capitão-mor João Pimenta de Carvalho, filha de:

06. Felippa da Motta c. c. Afonso Mendes de Estrada, filha de:

07. Francisco de Oliveira Gago c. c. Ines Sardinha, filho de:

08. Felippa da Motta c. c. Manoel de Oliveira Gago, filha de:

09. Felipa Gomes da Costa c. c. Vasco Pires da Motta, filha de:

10. Isabel Lopes de Sousa c. c. Estevão Gomes da Costa, filha de:

11. Martim Afonso de Sousa c. c. N, filho de:

12. Lopo de Sousa c. c. Beatriz de Albuquerque, filho de:

13. Pedro de Sousa c. c. Isabel Pinheiro, filho de:

14. Martim Afonso de Sousa c. c. Violante Lopes da Távora, filho de:

15. Martim Afonso de Sousa c. c. Aldonça Rodrigues de Sa, filho de:

16. Vasco Afonso de Sousa c. c. Ines Dias Manoel, filho de:

17. Martim Afonso de Sousa c. c. Aldonça Gil de Briteiros, filho de:

18. Martim Afonso Chichorro c. c. Ines Lourenco de Sousa, filho de:

19. Afonso III, rei de Portugal c. c. Madragana (Mor Afonso), filho de:

20. Afonso II, rei de Portugal c. c. Urraca de Castela, filho de:

21. Sancho I, rei de Portugal c. c. Dulce Berenguer, filho de:

22. Afonso I Henriques, rei de Portugal c. c. Mahaut de Sabóia, filho de:

23. D. Teresa de Leão c. c. Henry de Borgonha.

Assim, apesar de todas as voltas, chegamos ao mesmo lugar. Nesse caso, quem desejar compreender melhor, pode fazer o exercício de navegar na internet em busca dos ancestrais das esposas ou maridos ai presentes.

Posso adiantar que Mafalda (Mahaut) de Savoia descendia da ilustre familia italiana, sua familia real. Madragana tinha origem judia, descendente de rabinos. E Ines Dias Manoel tem toda a realeza castelhana como ancestral. E Dulce vinha de Barcelona, antigo e, talvez, nova Aragão.

Por outro lado, podemos concluir por ai que, por causa da presença não apenas de sobrenomes como também pela procedência de seus primeiros nominados, as figuras históricas do passado são nossos ancestrais e as recentes descendem deles também.

O sobrenome Correia, por exemplo nos lembra o poeta Raimundo Correia. Para que se recordem: https://www.mensagenscomamor.com/poemas-raimundo-correia. “Vai-se a primeira pomba despertada…” Por esse verso pode-se lembrar bem a pessoa e de nossa infância.

Como também nos lembra Salvador Correia de Sa e Benevides. Tinha uma leve desconfiança que fosse nosso aparentado em função do Benevides, de nossa ancestral Maria, matriarca dos Pereira do Amaral, nossos ancestrais.

Sabia que por causa da origem dele na nobreza teríamos obrigatoriamente muitos ancestrais comuns. Agora fica patente que os comuns são nossos ancestrais também comuns.

Alem do parentesco dele com Mem de Sa, o governador geral do Brasil, foi um dos governadores do Rio de Janeiro. E o mesmo que mandou executar ao nosso ancestral Jeronimo Barbalho Bezerra, por causa da Revolta da Cachaça, em 1661.

Aqui fica também patente que nos aproximamos do poeta Carlos Drummond de Andrade, tanto por nossa ascendência nos Dormondo da Ilha da Madeira, quanto sermos todos descendentes do Martim Afonso de Sousa. Obviamente, alguns de nos ja sabemos ser dos mesmos Andrade.

E assim torna-se o mundo. Afonso I Henriques de Portugal é conhecidamente ascendente da maioria da população ocidental. Inclui-se ai 2/3 de ex-presidentes dos Estados Unidos. Alem de reis e rainhas de todas as monarquias europeias.

Obviamente, não apenas ele. Alem dele, outros de nossos ancestrais descendem dos mesmos ancestrais que ele, tais como do Carlos Magno, Hugo Capeto, reis Merovingios e imperadores romanos.

Estenda-se ai aos gregos, persas, egipcios, arabes e toda sorte de gente que ocupa paginas na Historia Universal. Inclusive os personagens bíblicos, por alguns genealogistas ja terem revelado a relação entre as monarquias da Península Ibérica e a rainha Esther.

Com certeza, as repetições não acabarão por ai. Os Pereira, os Coelho, os Furtado de Mendonça, os Carneiro de Andrade, os Andrade, os Menezes, os Corte-Real, os Moniz e tantos outros nossos ancestrais repetirão esses e outros ancestrais, o que nos faz  “cuspe e escarro” dos mesmos ancestrais.

Quando se diz que uma criança de parece com seus avos deve ser um fato de pura e absoluta inevitabilidade! Somos todos mesmo “farinha do mesmo saco!”

Alias, quem desejar exercitar um pouco mais, poderá jogar na busca do Google os diversos nomes de ancestrais do Balthazar Barbosa de Araújo. Entre eles temos D. Tereza, filha de João Pires de Vasconcellos.

Na verdade, trata-se do D. João Peres, senhor da Torre de Vasconcelos. Entre outros detalhes, tornou-se senhor de Penagate por casamento. Ele casou-se com dona Maria Soares Coelho, filha do D. Soeiro Viegas Coelho. Ou seja, tanto os Coelho quanto os Vasconcelos descendem das mesmas fontes.

Outro exemplo é o de D. Rui Gonçalves Pereira. Na verdade, o bisneto, que se casou com dona Berengaria Nunes Barreto. Foi bisneto de D. Rui Gonçalves Pereira. Esses são os senhores de Trastamarra.

Entre outras coisas, são eles do mesmo núcleo familiar do Nun’Alvares Pereira, atual Santo Nuno de Santa Maria, II Condestável de Portugal. E o que se espera é os Pereira dos quais descendemos irem entroncar-se na mesma raiz.

Fica assim concretizado minha aspiração. Conhecer e divulgar a genealogia de forma a que as pessoas passem a reconhecer que nossos ancestrais fizeram a Historia e ela corre pungente em nossas veias.

Acredito que, o saber não ocupa lugar, não pode ser tomado e, inexoravelmente, facilitaria muito aos jovens interessar-se pela disciplina Historia. Afinal, não se estuda nela os feitos de marcianos e venusianos. Tudo se trata de nossa ancestralidade.

 

MAIS DOS COSTA

Eu havia visto antes, porem, deixei passar por causa da importância maior do assunto discutido acima. Mas agora resolvi postar, como complemento, duas das curiosidades havidas no capitulo. Segue então:

PAG. 440

“MANOEL DA COSTA COELHO, n. por volta de 1652 e fal., casado por volta de 1682 com Mariana Pinheira, n. por volta de 1662 e fal. Pais de:

I. 1 – Joana de Faria, n. no Rio (Candelaria 2o., 82) bat. a 12.7.1683 e fal. no Rio (Candelaria 10o., 89) a 28.1.1746, casada por volta de 1699 com Ambrosio Ramos Ferreira, n. no Porto por volta de 1669 e fal. Pais de:”

PAG. 441

“II. 3 – Gracia Maria Da Cruz Ferreira, n. no Rio (Candelaria 3o., 104) bat. a 3.5.1712 e fal. casada no Rio (Candelaria 4o., 139v) a ?.?.1736 com o capitão Carlos Jose Ribas, n. em Lisboa (São Nicolau) por volta de 1706 e fal., filho de Miguel Ribeiro Ribas e de Arcangela Maria Josefa (ou de Souza). Pais de:

III. 1 – Jose Bonifacio Ribas, n. no Rio (Candelaria 6o., 54v) bat. a 6.6.1739 e fal. casado em São Sebastião – SP, por volta de 1764 com Ana Maria de Toledo e Oliveira, n. por volta de 1744 e fal. filha de Pedro Alvares da Paz e de Escolástica de Toledo. Pais de:

IV. 1 – d. Escolástica Bonifacia de Toledo Ribas, n. em São Sebastião, SP, a 22.4.1765 e fal. em São Paulo a 31.5.1859. Casada em São Paulo (Se) a 18.2.1784 com o coronel João de Castro do Canto e Melo, n. na Ilha Terceira por volta de 1740 e fal. em São Paulo ?.?.1826, visconde com as honras de Grandeza de CASTRO, por mercê de 12.10.1826, filho de João de Castro do Canto e Melo e de Rita Quitéria. Pais de:”

PAG. 442

“V. 1 – D. Domitila de Castro Canto e Melo, n. em São Paulo a 27.12.1797, (bat. a 7.3.1798) e fal. em São Paulo a 3.11.1867, viscondessa de SANTOS. Casada em primeiras nupcias em São Paulo (Se) 13.1.1813 com o alferes Felicio Pinto Coelho de Mendonça, n. em Sant’Ana de Cocais, MG, a ?.?.17.., e fal., filho do capitão-mor Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha e de d. Mariana Manuela Furtado Leite de Mendonça. Com geração. Casada em segundas núpcias em Sorocaba, SP, a 14.6.1842 com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar. Com geração.”

Aqui o Carlos G. Rheingantz fez uma daquelas extensões alem das datas propostas em sua coleção. Omitiu as ligações de D. Domitila com D. Pedro I. Ela ficou mais conhecida como Marquesa de Santos. A ligação entre eles também resultou em geração.

Queria apenas deixar ai a possibilidade de termos mais de um grau de parentesco com ela. Tanto pelo Coelho quanto pelo Costa iniciais. Alem da ligação dela com os Furtado Leite, mesmo de nossos primos. Por fim, o Mendonça.

Ha que lembrar-se que dona Maria Furtado de Mendonça foi a esposa do governador Luiz Barbalho Bezerra, nossos ancestrais.

PAG. 415

“BALTAZAR DA COSTA, n. por volta de 1565 e fal. casado por volta de 1595 com Andreza de Souza, n. por volta de 1575 e fal. no Rio (Se 4o., 11v) a 16.10.1655, fal. filha do capitão João de Souza Pereira Botafogo e de d. Maria da Luz Escorcia Drummond. Pais de:”

PAG. 416

“I. 3 – Jeronimo da Costa, n. por volta de 1609 e fal. no Rio (Se 3o., 48) a 13.5.1647, casado com Maria Pedrosa, irmã de Domingos Pedroso, n. por volta de 1619 e fal. no Rio (Se 6o., 156) a 10.7.1698, filha de Miguel Gomes Bravo e de Isabel Pedrosa de Gouveia. Teve de uma india livre, serva de Amador Ribeiro, um filho natural:

II. 1 – Miguel.”

Aqui queria salientar o inicio da família dessa nossa tia ancestral. Era irmã da ancestral Cordula Gomes, esposa do português João do Couto Carnide.

Não sei se a reencontraremos depois em capítulos como Gomes, Gomes Bravo, Couto ou Bravo. Parece que ha algo mais no livro. Mas ha que abri-lo para ver.

Tenho da familia esse resumo:

Miguel Gomes Bravo foi filho de Rui Dias Bravo e Antonia Rodrigues. Era nascido no Porto, aproximadamente em 1563. Foi casado com Isabel Pedrosa de Gouveia e tiveram os filhos:

01. Rui Dias Bravo (1597)

02. Maria Pedrosa (1600)

03. Cordula Gomes (1602) c. c. João do Couto Carnide

04. Domingos Pedroso (vivo em 1647)

05. Maria (1616)

06. Pascoal (1618)

07. Ursula (1620)

08. Maria Pedrosa (1622) c. c. Jeronimo da Costa

09. Manuel Gomes Bravo (1624)

10. Miguel Gomes Bravo

Não consta nessa lista, Antonia Pedrosa de Gouveia, que ficou em Vitoria – ES, onde se casou com Belchior de Azeredo Coutinho, filho do bandeirante Marcos Azeredo e dona Maria Coutinho.

Essa, Azeredo Coutinho, foi uma das famílias mais influentes no período colonial também no Rio de Janeiro. E isso se reflete em títulos de nobreza no período imperial.

Pode ser que hajam outros filhos. Mas não procurei ainda. Isso porque é conhecido que foram 10 ao todo, porem, deverão ter sido 10 que chegaram `a idade adulta.

Talvez as duas primeiras Marias tenham falecido criança para que a terceira tivesse o mesmo nome. Ou os nomes delas podem estar incompletos e Antonia ser uma delas.

Assim fica comprovada um pouco mais da extensão de nossa família.

E aqui fica uma possibilidade que não passa de suspeita por enquanto. Trata-se do fato de não termos os nomes dos pais da ancestral Isabel da Costa, esposa do Antonio da Costa Ramires. Ela pode ter sido filha do casal Baltazar e Andreza.

Claro, Baltazar e Andreza podem não ser meus ancestrais porque meus primos tem ancestrais diferentes dos meus. Não sei quanto de sangue inglês corre em minhas veias. Mas no primo que fez exame de DNA constam 13% da Gra-Bretanha.

Sabe-se que os Escócia Drummond procediam da Ilha da Madeira, porem, foram escoceses em transito por la. Obviamente, dona Maria da Luz Escócia Drummond passaria muito pouco do sangue para os descendentes atuais.

Contudo, como não temos conhecimento de escoceses recentes como ancestrais, ela pode ter somado a outros para chegar porcentagem tão alta como essa. Isso equivale a 1 dos bisavós 100% da Gra-Bretanha. O que sabemos, não temos, então, será preciso somar diversos ancestrais com ascendência la.

Ou, por outro lado, o que será mais provável, pode ser que os ingleses descendam tanto dos ibéricos quanto nos. Dai pode ter havido confusão no exame do DNA, não seriamos nos com sangue inglês e sim os ingleses com nosso sangue.

Apesar de podermos ter o Drummond da fonte baiana também. Nesse caso, tanto eu quanto o primo descendemos da mesma fonte.

Mas, buscando melhor na internet, nosso amigo Lenio Richa nos informa que Jeronimo não teve filhos com a esposa Maria Pedrosa. Como os dados procedem do Rheingantz não se pode afirmar isso com absoluta certeza.

Mesmo assim, não esperemos possuir ancestrais por essa via. Para que o primo ou nos possuirmos tamanha quantidade de certo sangue, preciso será que tenhamos um ancestral recente procedente da origem do sangue.

Ou, como alternativa, para se ter uma ascendência um pouco mais longínqua, todos ou a maioria dos nossos ancestrais recentes teriam que compartilhar dessa mesma ancestralidade. Assim, nossos pais teriam uma composição semelhante entre si e, por isso, a ancestralidade mais antiga não se perderia no sangue.

 

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10. PONTOS DO NORDESTE TAMBEM SERIAM NOSSO?

Encontrei algumas coincidências que chegam a ser um pouco mais que curiosas. E talvez elas acabem nos revelando um ramo da Família Barbalho que chegou ao Brasil via Pernambuco, foi para o Rio de Janeiro, adentrou Minas Gerais e, talvez, tenha projetado um galho ate ao Rio Grande do Norte.

E a distancia não pode ser empecilho, pois, o cirurgião-mor Policarpo encarregou-se da extensão ate ao Rio Grande do Sul. E a minha desconfiança é a de que um irmão ou sobrinho dele fez o caminho oposto.

Em nossa tradição familiar havia um dito mais ou menos assim: “A família procede do Nordeste, eram três irmãos. Um foi para o Rio Grande do Sul, outro retornou para o Nordeste e o terceiro foi aquele que deu origem ao nosso Barbalho.”

Penso que esse dito que ouvi solto quando ainda criança referia-se ao tetravô Policarpo Jose Barbalho. Embora tenhamos comprovação que teve dois irmãos, Gervasio e Firmiano, não tenho o destino deles. A existência deles esta marcada pelos registros de seus casamentos em Itabira.

Mas pelo que ja encontramos em Itabira, o mais provável foi que tenham tido outros irmãos, entre eles os senhores Modesto e Victoriano Jose Barbalho. Ha dados de descendência desses dois outros, porem, não temos nomes de seus pais.

Vamos a outra passagem. Essa relatada pelo professor Dermeval nas paginas 253 e 254 do livro dele:

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”     IV – JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, nascida no Rio, nos anos de 1716, criada e educada na residência de seu pai, tendo sido batizada na Freguesia de Nossa Senhora da Mosteiro, no Rio de Janeiro; casou-se aos 18-9-1732, na Capela de Nossa Senhora dos Prazeres de Milho Verde, em Minas Gerais, com MANOEL VAZ BARBALHO (Livro 1o. de casamento da Matriz fls. 78; livro 1o. de Tapanhoacanga, fls. 100; livro de casamento das capelas filiais de fl. 6v) conforme consta do arquivo do Alferes LUIZ ANTÔNIO PINTO.

Descendentes do casal Manoel Vaz Barbalho e Josefa Pimenta de Souza

Realizado o casamento em Milho Verde, aos 18-9-1732, esse casal, após alguns anos, fixou residência no Arraial de São Jose de Tapanhoacanga pertencente `a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila Nova do Principe, onde criou a família. Eh possível que tenham nascido outros filhos, mas so conseguimos obter dados sobre a sua filha ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO. Pais de:

F – 1 ISIDORA MARIA DA ENCARNACAO, batizada em 28 de maio de 1738, no Arraial de Tapanhoacanga, tendo por padrinho FRANCISCO DA COSTA MALHEIRO. Em 1759, no dia 30 de agosto, casou-se com o Capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO, o qual, em meados do século dezoito, veio para o Brasil e se estabeleceu naquela localidade. Era português, filho de ANTÔNIO LEAL, e Dona MARIA FRANCISCA, natural de Vila dos Colares, no Patriarcado de Lisboa. O Capitão ANTÔNIO FRANCISCO, durante muitos anos, foi sindico-geral dos Santos Lugares, na Comarca de Serro Frio. (Livros 2o. bat. fls. 98v e livro de casamento – capelas filiais fls. 6v). Pais de:

N 1 – JOãO, nascido em 1761,

N 2 – VITORIANA, nascida em 1762;

N 3 – ANTÔNIO, nascido em 1764;

N 4 – LUCIANO, nascido em 1766;

N 5 – MARIANA, nascida em 1767;

N 6 – JOSE, nascido em 1769;

N 7 – FRANCISCO, nascido em 1771;

N 8 – BERNARDO, nascido em 1776;

n 9 – BOAVENTURA JOSE PIMENTA, nascido em 1779.

OBSERVAçãO

    Do estudo que acabamos de proceder sobre a descendência do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA DE SOUZA, verificamos que este casal, entre outros, teve uma filha de nome ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO, casada naquele mesmo Arraial, com o português capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO. Foi nos dado constatar que este ultimo casal teve nove filhos, mas, somente de dois deles, VITORIANA e BOAVENTURA, pudemos obter dados sobre os seus descendentes, os quais receberam o sobrenome de JOSE PIMENTA, herdados de JOSEFA PIMENTA. Face a esta circunstância supomos que os demais filhos do casal MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEFA PIMENTA bem como seus outros netos, filhos que eram de ISIDORA MARIA DA ENCARNAÇÃO, tenham também recebido o sobrenome de JOSE PIMENTA, derivado da avo JOSEFA. Ha fortes indícios de que as varias famílias PIMENTA residentes no Norte e Nordeste de Minas se originaram em São Jose do Tapanhoacanga e de Milho Verde. Todavia não desprezamos a hipótese de que alguns dos possíveis filhos do casal MANOEL e JOSEFA tenham usado o sobrenome de PIMENTA BARBALHO ou VAZ BARBALHO, os quais teriam dado origem `as famílias de sobrenomes VAZ ou BARBALHO.

    Como não dispomos de dados sobre todos estes nove filhos, vamos focalizar apenas VITORIANA e BOAVENTURA, respectivamente N-2 e N-9.”

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Acredito que o professor Dermeval Pimenta tenha tirado conclusão um pouco precipitada ao deixar-se pender para o lado do titulo do capitulo do livro dele: “TRONCO PIMENTA-VAZ BARBALHO”.

Geralmente, as regras de nomenclatura do século XVIII e antes não se encaixavam na lógica que a sociedade passou a adotar a partir dos séculos seguintes.

9 filhos de um mesmo casal poderiam cada um adotar um sobrenome diferente. Muito comumente esses sobrenomes variavam de acordo com que variavam os sobrenomes ate aos 8 bisavós dos filhos do casal.

Assim, sobrenomes sumidos em 3 gerações anteriores poderiam renascer, mas, por as pessoas da atualidade não terem acesso `a genealógica completa daquelas pessoas, pensar-se-ia que o sobrenome surgiu do nada.

Nesse caso especifico, porem, temos ainda os nomes dos senhores ANTÔNIO LEAL e MARIA FRANCISCA. Esse segundo nome dela pode inclusive ser da Família FRANCISCO. Naquela época os escrivães costumavam usar a versão femininizada dos sobrenomes masculinos como: FURTADA, COELHA e outros.

O certo aqui é que, pode ser que numa pesquisa mais profunda, se todos os filhos de ISIDORA e capitão ANTÔNIO FRANCISCO DE CARVALHO chegaram `a idade e procriaram, podem ter deixado famílias com todos os sobrenomes ja havidos anteriormente na família. Isso inclui o “DA COSTA BARBALHO”.

Pulando-se mais uma cerca, andei verificando o capitulo BARBALHO do livro de nosso amigo ORMUZ BARBALHO SIMONETTI. Ali encontra-se o extrato:

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“Segundo o Historiador Hélio Galvão, do casal Brás Barbalho Feyo e Leonor Guardes descendem Catharina Barbalho, filha de Isabel de Vasconcellos e João Soares de Avellar. Catharina Barbalho, ao consorciar-se com Francisco Ribeiro Bessa, teve oito filhos, sendo a ultima Catharina Barbalho (segunda do nome) que se casou duas vezes: a primeira com o Tenente Jose de Mello, de Goyana, não deixando descendência, e segunda vez com Aniceto Ferreira Padilha e tiveram sete filhos. Um desses filhos de Catharina e Aniceto, ja nascido e naturalmente radicado `a terra, descende, sem duvida, Antonio Jose da Costa Barbalho, ou Antonio Barbalho da Costa, como de próprio punho escrevia ele o seu nome, sendo ele o patriarca dos Barbalho de Goianinha, vindo a falecer em 20 de novembro de 1827, aos 73 anos de idade e deixou inúmeros descendentes.”

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Acredito aqui que o “descendente, sem duvida,” deixou-me com uma enorme duvida. Ao que me pareceu, foi uma suposição e não uma certeza. Isso abre a possibilidade de o Antonio Jose da Costa Barbalho ser o mesmo “N 3 – ANTÔNIO  nascido em 1764″ anotado pelo professor Dermeval Jose Pimenta.

Veja-se que poderia ser mesmo ele se encaixando na tradição dos Barbalho. Os irmãos, em verdade, são mais que 3. Mas, por enquanto, não sabemos quantos nem quais poderiam ter assumido o sobrenome Barbalho.

Talvez, os outros não foram contados porque faleceram crianças como era tão comum acontecer naquela época. Ou podem ter sobrevivido, como aconteceu com o BOAVENTURA JOSE PIMENTA, porem, teriam sido apenas 3 que herdam o BARBALHO por sobrenome.

Existem outros indicios, porem, ajustáveis `a realidade. A afirmação do Ormuz é a de que o patriarca viveu 73 anos. Mas era muito comum acontecer enganos na contagem da idade. E chega a ser uma grande coincidência que justamente o Antonio da Isidora e capitão Antonio Francisco tenha nascido em 1864, ou seja, 63 anos antes do falecimento do senhor Antonio Jose.

Alem disso, ha ai a coincidência de o senhor Antonio ter recebido o JOSE, que era uma marca de nossa família, alem de assinar o “DA COSTA BARBALHO” ou “BARBALHO DA COSTA” como preferia assinar, que também era sobrenome em nosso ramo da família.

Pode ser mera coincidencia, porem, um dos filhos do senhor Antonio Jose da Costa Barbalho foi o Francisco Antonio Barbalho. No caso, uma possível inversão da ordem dos nomes do suposto avo: Antonio Francisco de Carvalho. Algo muito comum `aquela época.

Aqui ha que salientar-se que mesmo que a data de nascimento, 1754, e a idade ao falecimento, 73 anos, estejam corretas, não significa que minha hipótese seja falha. Muito pelo contrario.

Isso porque ainda não temos a relação de nomes dos supostos filhos do MANOEL VAZ BARBALHO e JOSEPHA PIMENTA DE SOUZA. Temos que foram pais da ISIDORA e do cirurgião-mor POLICARPO JOSEPH BARBALHO.

Mas não sabemos se houveram e quais teriam sido os possíveis outros. Os quais o professor Dermeval supunha que existiram.

E, em sendo o caso, teríamos ai quem foi para o Rio Grande do Sul, quem voltou para o Nordeste e a Isidora pode ter sido a representante de quem ficou em Minas Gerais.

Se acaso a tradição considerava apenas os homens, temos também essa opção. Trata-se do JOSE VAZ BARBALHO, o pentavô de minha geração. Enquanto não sei quem foram os pais dele, não posso descartar a possibilidade de ter sido filho do MANOEL e JOSEPHA.

Alem dessa opção, ele poderia ser o: “N 6 – JOSE, nascido em 1769″. Seria um pouco apertado, porem, por volta dos 19 anos, em 1789, este poderia estar casado. E por volta de 1789 poderia ter sido pai do nosso ancestral Policarpo Jose Barbalho.

Não tenho a data de nascimento desse ancestral. Mas tenho a do casamento que se deu em 1808, portanto, deveria estar com pelo menos 18 anos de idade. Mesmo depois dessa época ainda era comum casar-se tão jovem.

E existe uma tradição de família dizendo que ele havia ingressado no seminário, mas desistira ao apaixonar-se pela ISIDORA FRANCISCA DE MAGALHÃES, e casou-se antes de ordenar-se.

Somente depois que teve os filhos, ficou viuvo e criou a família, inclusive tendo visto antes seu filho Emigdio de Magalhães Barbalho ser ordenado padre em 1845, foi que retornou ao seminário e buscou a ordenação, indo falecer, não sabemos a data, idoso e pastoreando o rebanho do antigo Inficcionado (atual Distrito de Santa Rita Durão, Mariana, MG), local em que nascera.

De todo esse capitulo nasce ai a hipótese de que o ramo Barbalho da região de Goianinha, RN, poderá fazer parte da imensa descendência do governador LUIZ BARBALHO BEZERRA e sua esposa MARIA FURTADO DE MENDONÇA. Tudo ainda a ser confirmado.

Acredito que agora falta-nos mesmo, referindo-me ao ramo BARBALHO e COELHO do Centro Nordeste de Minas Gerais, decifrar aquele pequeno espaço de tempo, entre 1720 e 1790 de nossa genealogia para constatar todas essas suspeitas.

Como venho repetindo em meus escritos anteriores, acredito que as respostas estejam nos arquivos forenses na cidade do Serro e/ou nos eclesiásticos da Arquidiocese de Diamantina, ambas em Minas Gerais.

Os dados dessa imensa região de Minas Gerais não tem sido devidamente publicados e, parece-me, somente um mergulho nos arquivos desfarão toda e qualquer duvida. Os meus estudos tem revelado que la temos respostas.

Não sabemos quais nem quando virão. Mas gostaria de poder pagar essa visita `a terra que passaram nossos ancestrais, porque é a única forma possível de deixarmos para as futuras gerações uma Historia de Família, o mais completa possível, para assim despertar o interesse delas por nosso passado.

Um passado que, não muito distante, nos também seremos parte dele.

 

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011. PRIMEIROS MORADORES DE GUANHAES, VIRGINOPOLIS E PECANHA …

INDICE:

O1. INTRODUCAO

02. OS “HOMENS BONS” DE PECANHA

03. OS DE GUANHAES

04. COMENTARIOS A RESPEITO DO PATROCINIO DE GUANHAES

05. A) FREGUESIA E DISTRICTO DO PATROCINIO

06. B) FREGUESIA E DISTRICTO DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (a)

07. C) DISTRICTO DE N. S. MãE DOS HOMENS DO TURVO

08. D) FREGUESIA E DISTRICTO DE N. S. DA PENHA DO RIO VERMELHO

09. NOSSA ANCESTRAL GENOVEVA NUNES FERREIRA

10. PRESENCA DE JOAO DA CUNHA MENEZES

11. BIOGRAFIA DE DONA DAMIANA DA CUNHA

12. BIOGRAFIA COMPLETA DE LUIZ BARBALHO BEZERRA

13. COMENTARIOS ENVOLVENDO A FAMILIA DA CUNHA MENEZES

14. COMO SABER SE OS DA CUNHA DESCENDEM DO LUIZ?

15. RELAÇÕES DE COMPADRIO NO BRASIL DO SECULO XVIII

16. VOLTANDO `AS ANALISES

01. INTRODUCAO

Resolvi passar uma revista no ALMANAK ADMINISTRATIVO, CIVIL E INDUSTRIAL DA PROVINCIA DE MINAS GERAIS.

A ideia surgiu porque estava revendo as fontes mencionadas pelo professor Nelson Coelho de Senna. Ele havia dito que no de 1870 tinha uma menção, ao capitão Jose Coelho da Rocha:

“Ja em 1821, um deles, elevado a Capitão de milícias da Comarca-do-Serro-Frio, o referido Jose Coelho da Rocha, era considerado o principal fundador e dos primeiros povoadores da referida povoação de São-Miguel-e-Almas, hoje cidade de Guanhaes, como refere Assis Martins…”

Não sei como o computador conseguiu mas ele abriu uma pagina que continha a referida publicação. Foi apenas um relance e, tendo que sair, quando retornei não mais encontrei a publicação.

Pelo menos pude comprovar que realmente havia a menção. Alem dela, outras informações a respeito da “Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio”, futura Cidade de Virginópolis. Depois eu conto.

Mas, rebuscando a internet novamente, pelo menos encontrei o ALMANAK editado em 1864. Em teoria, devia ser melhor ainda para o que eu queria. Assim, copiei as duas paginas que interessavam.

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02. OS “HOMENS BONS” DE PECANHA

Trata-se das relações de “homens bons” que viviam nos domínios das antigas Santo Antonio do Peçanha e São Miguel e Almas. Segue o que encontrei:

Pagina 205

“Freguezia e Districto de Santo Antonio do Peçanha foi creado pelo alvará de 1822. Dista da sede do termo 22 léguas, da capital 66 e de seus pontos extremos, ao norte 5, ao sul 6, `a leste 18 e a Oeste 7. Confina com a de S. Miguel e Almas pelo rio Correntes, e com a de Jacury pelo Suassuy. Sua população chega a 6,816 habitantes; da 368 votantes e 12 eleitores.

Juizes de paz:

1o. Remigio Electo de Souza

2o. Joao Batista Dias

3o. Jeronymo Electo de Souza

4o. Henrique Manoel Carvalho

Sub delegado:

Capitao Joao Batista de Queirós

Inspector Parochial:

Remigio Electo de Souza

Professor de primeiras letras:

Joaquim Lucas Coelho

Nao sabemos se a matriz esta provida de parocho.

Negociantes de Fazendas Secas:

Antonio Jose de Siqueira

Cyrino Jose Barbalho

Firmino Clementino da Silva

Francisco Bonifacio de Almeida Araujo

Jeronymo Electo de Souza

Jose Soares de Queirós

Remigio Electo de Souza

Negociantes de genero do pais:

Antonio da Rocha Oliveira

Elias Pereira do Nascimento

Joao Luiz Coelho

Joaquim Bernardes Vieira

Joaquim Affonso Pereira

Mathilde Delfina de Jesus

Vicente Jose do Nascimento

Fazendeiros que cultivão canna:

Antonio Eufrazio da Silva

Antonio Joaquim dos Santos

Antonio Jose de Siqueira

Antonio da Rocha Freitas

Clemente Xavier de Castro

Conrado Alves Sampaio

Cypriano Goncalves Ferreira

Francisco Antonio da Silva

Francisco Jose de Oliveira

Germano Jose Peixoto

Ildefonso da Rocha Freitas

Joao Batista de Queirós

Joao Bernardes Vieira

Joao Jose da Silva

Joao Paulo de Oliveira

Joao Vieira Simoes

Joao Pereira do Nascimento

D. Joaquina Angelica de Jesus

Jose Quirino da Silva

Jose de Sene e Silva

Manoel Francisco Pires

Manoel Gomes da Conceicao & Comp.

Manoel Netto da Silva

Manoel Rodrigues Atayde

Manoel Salles Martins

D. Maria Jose viuva de Antonio Pereira Affonso

Martinho da Rocha Freitas

D. Senhorinha Rosa de Jesus

Os herd. de Silverio dos Anjos Freitas

Thomas Antonio de Aquino

Valeriano Manso da Costa

Sapateiros:

Abel Marianno

Joao Jose d’Assuncao

Joao Jose de Oliveira

Manoel Ferreira

Ferreiros:

Eufrazio de Campos

Felicissimo Pinto

Felisberto Antonio de Aquino

Joaquim de Campos Martins

Modesto Borges”

Observe-se que Santo Antonio do Peçanha compreendia o território que hoje-em-dia esta subdivido em diversos outros municípios, inclusive Governador Valadares.

Muitos dos mencionados acima viviam nesses outros locais. Pelo livro do professor Dermeval Jose Pimenta a gente pode identificar ai diversos moradores de fazendas em São Joao Evangelista, a começar pelos que assinaram “da Rocha Freitas”.

D. Senhorinha Rosa de Jesus, então, ja devia ser a viuva do senhor Jose Carvalho da Fonseca. Eles residiram numa fazenda com terras banhadas pelo Ribeirão das Araras, próximas `a atual São Pedro do Suacui.

Foi filha de nossos pentavós: Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana.

Tenho duvidas quanto ao ultimo mencionado, Modesto Borges, não ser membro da família de Antonio Borges Monteiro, nosso sextavô.

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03. OS DE GUANHAES

“DISTRICTO DE S. MIGUEL E ALMAS {pags. 207-8}

Foi creado pela resolução de 14 de julho de 1832. Tem um distrito denominado – Patrocinio – criado pelo art. 2o. da lei n. 1:143 de 24 de setembro de 1862.

Juizes de Paz:

1o. Francisco Nunes Coelho

2o. Francisco de Souza Ferreira

3o. Jose Pereira da Silva

4o. Antonio Rodrigues Coelho

Subdelegado:

Francisco Nunes Coelho

Inspector Parochial:

Rev. Jose Julio de Oliveira (é vigario)

Professor de primeiras letras:

Joaquim Francisco de Aguiar

Vaccinador:

Joaquim Domingues Da Silva

Negociantes de Seccos:

D. Alexandrina Sevelly de Alkmim

Antonio Carlos da Conceicao

Antonio Francisco Vieira

Bento Goncalves Pimenta

Custodio Jose Moreira

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Francisco Jose Moreira

Francisco Nunes Coelho

Joao Luiz de Souza

Joao da Silva Netto

Joaquim Guardianno Teixeira

Jose Coelho da Rocha Ribeiro

Jose Pereira da Silva

Jose Rodrigues de Souza e Silva

Pio Ferreira da Silva

Ditos de Molhados:

Campos & Pinto

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Francisco Jose Moreira

Joao Luiz de Souza

Ditos de Generos do Pais:

Antonio Gomes de Brito

Antonio Jose de Queiroz

Bernardino Manoel Ribeiro

Clementino Goncalves da Silva

Custodio Jose Moreira

Francisco Jose Alves

Francisco Luiz da Rocha

Francisco Pinheiro de Araujo

Jeronymo Correa da Silva

Jeronymo Goncalves Lima

Jeronymo da Rocha Leme

Joao Angelo

Joao da Cunha Menezes

Joao Nepomuceno de Aguiar

Joao da Rocha Ramos

Joaquim Antonio Pereira

Joaquim Jose Da Silva

Jose Goncalves Guimaraes

Jose Justinianno de Aguiar

Jose da Silva Ribeiro

Jose Vaz Barbalho

Jose Vieira Braga

Jose Vieira de Souza

Luiz Antonio de Araujo

Manoel Augusto dos Passos

Martinianno Ignacio Ribeiro

Martinianno Vieira de Souza

Miguel Fernandes Maciel

Pedro Teixeira da Costa

Romao da Silva Chagas

Theodoro Rodrigues da Silva

Pharmaceuticos:

Modesto Alves Barbosa

Fazendeiros que cultivão canna:

Accacio Jose da Silva

Amancio da Silva Guimaraes

D. Anna Pinto de Jesus

Antonio Coelho Linhares

Antonio de Figueiredo

Antonio Rodrigues Coelho

D. Genoveva Nunes Ferreira

Joao Rodrigues Lemos

Joaquim Ferreira Pinto

Joaquim Jose de Figueiredo

Jose Coelho da Rocha

Jose Francisco de Azevedo

Jose Lopes Nunes

Jeronymo Maciel

Severianno Pereira Candido

Sapateiros:

Francisco Fernandes Maciel

Joaquim Roque

Jose Vicente dos Santos

Alfaiates:

Luiz Estrangeiro

Placido Jose de Souza

Seleiro:

Joao da Cunha Menezes

Carpinteiros:

Manoel de Moura Justo

Manoel de Souza e Silva

Rancheiro:

Firmianno Ribeiro de Carvalho

Districto de Patrocinio:

Não obtivemos noticia alguma deste districto.”

Observe-se ai que temos a presença de nomes semelhantes, porem, de pessoas diferentes. Isso poderia provocar confusão em pessoas não familiarizadas com a genealogia local.

O negociante de secos, Jose Coelho da Rocha Ribeiro, foi também conhecido pelo apelido de ten. Jose Quirino. Foi assim chamado por ter sido criado por um irmão mais velho, cujo nome era Quirino Antonio Teixeira Coelho.

Esse Jose Coelho foi o marido de dona Emilia Brasilina Coelho da Rocha. Eles foram os avos maternos do professor Nelson Coelho de Senna, o qual descreve essa passagem em sua genealogia.

Ainda menciona que os avos eram primos, procedentes da Fazenda Axupe, donde nosso núcleo familiar Coelho viveu na segunda metade do século XVIII.

Entre os plantadores de “canna” em Guanhaes, encontra o Jose Coelho da Rocha. Esse segundo foi um dos filhos do fundador Jose Coelho da Rocha, que era casado com Luiza Maria do Espirito Santo.

Esse outro foi nosso tio-trisavô 5 vezes, por ter sido irmão de Joao Batista Coelho (1), Eugenia Maria da Cruz (2) e Antonio Rodrigues Coelho (2), alem de ter sido tio-sextavô uma vez, via Joao Batista Coelho e Joao Jr. Esses dois aparecem em Virginópolis.

Eugenia foi a matriarca dos Barbalho, com o capitão Francisco Marçal Barbalho.

Embora sem os devidos dados do Patrocínio de Guanhaes, acredito que nessa relação de São Miguel e Almas constam nomes de moradores da Paroquia.

Isso por causa dos relacionados Antonio Figueiredo, Joaquim Jose Figueiredo e os Pereira da Silva constarem como moradores na relação de 1872, em Virginópolis.

Pio Ferreira da Silva foi pai de Joao (Janjan) e Emidio Ferreira da Silva que foram maridos de filhas de Antonio Rodrigues Coelho.

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04. COMENTARIOS A RESPEITO DO PATROCINIO DE GUANHAES

Fica ai a razão pela qual não quis falar nada a respeito anteriormente. Eu queria tirar uma duvida porque 1864, data desse Almanak, foi justamente 6 anos após `a fundação da Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhaes, a atual Virginópolis.

No livro de 1870, 12 anos depois da fundação, constam os nomes de apenas dois fundadores. E o primeiro não é o do senhor Felix Gomes de Brito como sempre se pregou nas escolas locais.

O nome poderá ser o da mesma pessoa. Consta que o fundador se chamava Felicio Gomes (da Silva) não tenho certeza desse outro sobrenome.

Mas pode ter havido algo semelhante ao que aconteceu em São Joao Evangelista. Nesta os primeiros colonos portugueses a fixar residência foi a família do senhor Nicolau de Oliveira e a seguir os familiares do capitão Ildefonso da Rocha Freitas.

E foi esse capitão que destinou terras para a fundação do arraial. Porem, ele “faleceu em fins de 1873” e o inicio da fundação se deu em 1875. Assim os filhos dele aparecem como fundadores, ele não.

Sabe-se que o senhor Felix Gomes de Brito obteve junto `a Igreja Católica a autorização para a fundação da paroquia que veio a transformar-se na Paroquia de Nossa Senhora do Patrocínio.

Naquele tempo, Estado e Igreja funcionavam como entidades do mesmo governo. Para fundar-se algum local era preciso ter a autorização e conivência de ambos. Geralmente, devido `a religiosidade do povo, o inicio se dava por vias religiosas.

A autorização data de antes de 1839. Mas a fundação oficial somente acontece em 1958, porque ai se registra a paroquia. Nesse caso, pode ser que o senhor Felix ja houvesse falecido. Então, o nome do fundador, nessa data, pode ser o senhor Felicio Gomes da Silva mesmo.

No livro “Historia de Virginópolis”, da dona Maria Filomena de Andrade (D. Negra), consta que o senhor Felix fora casado com dona Maria de São Jose da Silva.

Nem ela nem nos encontramos fontes que tornassem possível pelo menos calcular as idades dessas pessoas, porem, a julgar pelo fato de possuirem aquela autorização para fundar uma paroquia, ja deveriam ter chegado `a maturidade em 1839, o que tornava estatisticamente difícil ter vivido em ou alem de 1858.

Portanto, muito provavelmente, mesmo sendo fundadores da paroquia, os filhos podem ter sido fundadores do arraial e não eles. Nesse caso, o senhor Felicio deve ter sido filho deles. O que contradiz o livro da dona Maria Filomena, pois, não o menciona como filho. Cita outros.

Alias, ela cita Candido e Rita do Felix como filhos. O que deve ter acontecido de também o serem. Porem, não cita os sobrenomes dos personagens, o que nos daria isso como evidencia.

Pelos nomes dos patriarcas, que ela deixou escrito, era esperado que os filhos do senhor Felix e dona Maria assinassem mesmo Gomes da Silva.

Mais abaixo, eu postei os dados do Almanak de 1872 (para valer em 1873), no qual consta, na relação de fazendeiros, um senhor Tadeu Gomes da Silva. Talvez seja outro da irmandade.

Outros nomes de filhos mencionados por dona Filomena constam o sobrenome Primo. O que penso na possibilidade de terem sido netos do senhor Felix e não filhos.

A minha duvida se da em função de a autora do Historia de Virginópolis ter recorrido mais `a memória que `a documentação. E nos pudemos comprovar algumas falhas de memória dela. Confusões normais quando trata de outras famílias.

Não temos a data de nascimento dela. Ela não recorreu a esse recurso, mas relacionou os filhos da segunda família do professor Francisco Dias de Andrade na qual ela consta como a segunda dos nascimentos.

O primeiro foi o senhor Ari Dias de Andrade, que por acaso temos o nascimento por ter se casado na família Coelho, tendo nascido ele em 11.05.1906. O que implica que o segundo nascimento se deu após essa data.

Dona Filomena publicou o livro dela em 1979, mais ou menos, recorrendo a uma memória que começou a funcionar, com enganos, por volta de 1912, quando deve ter completado 5 anos de idade.

Disso se pode deduzir que muito dificilmente terá conhecido filhos do casal Felix e dona Maria da Silva. Possível será que esses terão nascido ao final do século XVIII ou, no máximo, no abrir do século XIX.

Mas somente após uma investigação mais detalhada em documentos poderemos esclarecer essas duvidas. Por enquanto fica a sugestão de que ha que se investigar primeiro.

Penso aqui na ata de instalação do Arraial do Patrocínio que, por ter sido criado legalmente em 1862, devera ter sido efetivado, pela ata, nos anos logo seguintes.

Esse seria o documento ideal a ser encontrado, pois, constaria os nomes daqueles que correram atras da papelada, chamados esses de fundadores, mas também de pessoas que se reuniam em torno da paroquia.

Acredito que para fundar-se um Arraial naquele tempo seria preciso ter pelo menos uns 30 a 50 residentes. Isso, dentre os que tinham renda suficiente para ter direito a voto e vez.

Ser residente apenas nao era suficiente, pois, havia-se que responsabilizar-se pela construção da igreja e outras dependências de governo, o que naquele tempo não saia dos cofres públicos, a não ser em casos de interesse.

Alem disso precisava-se manter as dependências e os funcionários. Os padres recebiam salário do estado. Os cartórios eram mantidos pelos escrivães que precisavam do trabalho para ter renda e cobrir seus custos. Enfim tudo era diferente da atualidade. 

Nos dados acima, porem, louva-se a presença do senhor Antonio Gomes de Brito que devera ser membro da família. Tendo esse sido comerciante de gêneros do pais em Guanhaes, ate 1863 pelo menos, e poderá ter sido irmão ou parente próximo do primeiro morador de Virginópolis.

Util saber disso, pois, caso os descendentes do senhor Felix resolverem buscar dados genealógicos, e houver dificuldade de encontra-los via o ancestral, poderão buscar os do senhor Antonio, que deverão ser os mesmos a partir dos pais.

A assinatura “de Brito” é uma ótima pista de onde procedia a família em Portugal. Embora, não se possa afirmar que esse seja o caso. Muitas vezes os portugueses adotavam o sobrenome do local de onde procediam após chegar ao Brasil.

Mas, o que tudo indica eh que, mesmo que isso ocorreu nesse caso particular, os “de Brito” realmente descendiam dos alcunhados pelo sobrenome. Isso porque o sobrenome eh muito antigo e o local de origem muito pequeno. Visitando a Historia da Freguesia (atual Vila) de Brito:

http://www.freguesias.pt/freguesia.php?cod=030807

Como o Almanak de 1864 não nos trouxe os dados do “Patrocínio de Guanhaes”, busquei o que esta disponível na internet, o de 1872 para valer em 1873, para pelo menos ter uma ideia de quem eram os moradores locais, apenas 14 anos após `a fundação do Arraial.

Ha que se fazer essa observação. As relações nos Almanaques não são as de moradores totais obviamente. Somente constavam pessoas que as profissões lhes davam status e influencia.

Por tras desses vinham os agregados, escravos, familiares que não tinham posses etc. Por certo haviam também indígenas que eram incorporados `as sesmarias e fazendas que eram livres, porem, destituídos do direito de terem sido os verdadeiros donos das terras.

E, claro, não podemos nos esquecer que aquele foi o tempo do completo domínio dos homens. As mulheres eram aves raras que, quando apareciam, eram mais comum ser associadas aos maridos falecidos. Ou seja, mesmo mortos eram considerados mais importantes que elas. Mas houveram raras exceções!

Aproveitei para adicionar também os moradores de São Sebastião dos Correntes, atual Sabinopolis, do Distrito de Nossa Senhora Mãe dos Homens do Turvo, atual Materlandia e Distrito de Nossa Senhora da Penha do Rio Vermelho, atual Rio Vermelho. Segue então:

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05. A) FREGUESIA E DISTRICTO DO PATROCINIO

“Juizes de Paz:

1o. Joao Baptista Coelho

2o.    ”           ”            ”      Junior

3o. Jose Joaquim de Figueiredo

4o. Joaquim Jose Da Silva Pereira

Subdelegado:

Joao Baptista Coelho

Suplentes:

1o. Firmiano Ferreira Campos

2o. Pedro Goncalves Chaves

3o. vago

Parocho:

Reverendo Bento Felis. Ferreira

Fazendeiros:

D. Anna Bernarda de Oliveira

Alexandre da Silva Pereira

Antonio Joaquim da Silva Figueiredo

Firmiano Ferreira Coelho

Joao Bernardes de Castro

Joao dos Santos Figueiredo

Joao Baptista Coelho

Joaquim Nunes Coelho

Joaquim da Silva Pereira

Jose Joaquim de Carvalho

”          ”        de Figueiredo

Manoel Goncalves do Carmo

”      da Silva Pereira

Pedro da Costa Chaves

Tadeu Gomes da Silva

Negociantes:

Joao Martins Roriz.

Engenho de Canna

Antonio Joaquim de Figueiredo

D. Anna viuva de Joaquim Ferreira Pinto

Candido Ribeiro Freire

Joaquim Nunes Coelho”

O ten. Joaquim Nunes Coelho é considerado um dos fundadores de Virginópolis. Nos ja contávamos com um parentesco com ele por ter sido irmão de Clemente Nunes Coelho. Eles foram filhos de Eusebio Nunes Coelho e d. Anna Pinto de Jesus, ela aparece nos quadros em Guanhaes.

Joaquim foi casado com Francisca Eufrasia de Assis Coelho, que também fazia parte da irmandade, filhos de Jose Coelho da Rocha e Luiza Maria do Espirito Santo. Portanto, foram nossos tios-trisavós.

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06. B) FREGUESIA E DISTRICTO DE S. SEBASTIAO DOS CORRENTES (a)

“Sua denominação vem dos três ribeirões que o atravessam, os quais se denominam: Correntinho, Corrente do Meio e Corrente Canoa. Os dois primeiros desembocam no Jequitinhonha e o ultimo no rio Doce.

Alem destes ribeirões passa em seu território, `a distancia de três léguas do povoado, o rio Guanhaes. Dista do Serro 7 léguas, do Pessanha 12, do Rio Vermelho 9, do porto de Guanhaes 5, de S. Miguel e Almas 3 1/2, da Senhora Mãe dos Homens do Turvo, que é filial, 5, e confrontam suas divisas com todos estes lugares.

De uma estatística feita com zelo, ao que nos informa o Sr. Eduardo Alves Barroso 1o. Juiz de Paz do distrito a população em 1866 foi assim computada:

Homens livres ………….. 1470

Mulheres   ”     ………….. 1545

Homens escravos ……..   525

Mulheres      ”       ……..    353

Total                ………….. 3.893

Os quais todos empregam-se de preferencia na cultura.

________________________________________________________

(a) Devemos estas noticias ao Sr. Eduardo Alves Barroso

As transações comerciais se fazem para a Diamantina.

As molestias que mais graçam são as opilações e hydropesias.

Juizes de Paz:

1o. Eduardo Alves Barroso

2o. Joao Pereira do Amaral

3o. Miguel Pereira do Amaral Junior

4o. Jose Vaz Barbalho

Subdelegado:

Eduardo Alves Barroso

Suplentes:

1o. Joao Pereira do Amaral

2o. Maximino Ribeiro de Miranda

3o. Daniel Pereira do Amaral

Parocho:

Marcelino Rodrigues Ferreira

Delegado de Instrução:

o mesmo parocho

Professor:

vago.

Negociantes:

Augusto Rodrigues de Miranda

Jose da Rocha Pinto e Souza

Capitão Joaquim Barroso Alves

Joaquim Quirino da Silveira

Raymundo Jose Alves

Serrarias:

Anselmo da Costa Guimaraes

Maximino Ribeiro de Miranda

Severianno Vaz Mourão

Engenhos de Canna:

Antonio Joaquim de Oliveira

Elias da Costa Coelho

Daniel Pereira do Amaral

Herdeiros de Jacintho Carlos de Miranda

Joaquim Barroso Alves

”        Dias de Sa

Joao Pereira do Amaral

Jose Candido de Castro Lessa

Ludugero de Oliveira Costa

Manoel Antonio de Oliveira

Maximino Ribeiro de Miranda

Miguel Antonio dos Santos Junior

Reginaldo Ferreira Rabello

Simao Vaz Mourão

Venâncio Justinianno de Gouvea

Cafelista:

Capitão Antonio Jose de Queirós

Fabrica de Ferro:

Zeferino Monteiro de Carvalho”

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07. C) DISTRICTO DE N. S. MãE DOS HOMENS DO TURVO

Juizes de Paz:

1o. Antonio Candido de Araujo Abreu

2o. Miguel Pereira do Amaral

3o. Antonio Taveira de Queiroga

4o. Sabino Barroso Alves

Subdelegado:

Antonio Candido d’Araujo Abreu

Suplentes:

1o. Sabino Alves Barroso

2o. Miguel Pereira do Amaral

3o. Antonio Taveira de Queiroga

Delegado de instrucao:

Sabino Alves Barroso

Professor:

Jose Joaquim Gomes Da Cruz

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08. D) FREGUESIA E DISTRICTO DE N. S. DA PENHA DO RIO VERMELHO

Juizes de Paz:

1o. Joao Henrique Pereira

2o. Bernardino dos Santos Carvalhaes

3o. Antonio dos Santos Carvalhaes

4o. Honorio Fernandes de Mendonca

Subdelegado:

Joao Henrique Pereira

Suplentes:

1o. Tenente-coronel Bernardino dos Santos Carvalhaes

2o. Bernardino Pereira Affonso

3o. Celestino Monteiro de Carvalho

Parocho:

Revd. Antonio Alves dos Reis

Delegado de instrução:

o mesmo parocho

Professores:

Bento do Espirito Santo Aguiar

(interino)

sexo feminino, vago.”

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09. NOSSA ANCESTRAL GENOVEVA NUNES FERREIRA

Retornando aos dados de Guanhaes, não se pode deixar de notar a presença da fazendeira D. Genoveva Nunes Ferreira. Obviamente esse sobrenome Nunes Ferreira não era incomum na região. O que o torna interessante é mesmo o prefixo Genoveva.

Isso porque, por coincidencia ou não, trata-se do mesmo nome de nossa pentavó no ramo “de Magalhães Barbalho.

Outra coincidência torna-se a nossa ancestral ter sido fazendeira no município de Itabira, ate pelo menos aos idos de 1827, quando a filha falecida, Isidora Francisca de Magalhães, foi inventariada pelo marido, Policarpo Jose Barbalho, os quais são nossos tetravós.

Sabemos que no final dos anos 1820 houve uma corrida do ouro para o recém formado Arraial de São Miguel e Almas, que durou ate aos anos 1840. E que as famílias eram de mineradores. Possivelmente, migraram para Itabira quando para la houve uma corrida do ouro ao final do século XVIII.

Eh razoável pensar que a pessoa presente em Guanhaes seja mesmo nossa ancestral. Embora, o limite de idade para que isso tenha acontecido esteja na tampa da beirada! Vovó Geno estaria com um pouco mais ou menos de 90 anos de idade, no mínimo.

Isso porque a filha Isidora houvera se casado em 1808. Supondo que a mãe a tenha gerado aos 16 anos de idade e ela se casado aos 15, teremos que a data de nascimento da primeira retorna `a volta de 1777. Algo fantástico, porem, não de todo impossível.

Levando-se em conta que muita gente da família, especialmente as mulheres pequeninas da família Barbalho, costumavam atingir a essas idades avançadas, mesmo naqueles tempos de média tão inferiores, pode-se pensar que exista algum inventario dessa nossa parente nos cartórios de Guanhaes ou museu no Serro.

Esse devera tanto informar melhor a respeito da descendência dela, como a possível maternidade de outra filha, Michaela Nunes Ferreira, acontecido em 1812, em Itabira, registrada nos livros do Ribeirão de Santo Antonio de Santa Barbara, e consta no site Familysearch.

A menos que essa Genoveva mãe da Michaela seja uma outra filha da nossa ancestral Genoveva e que ainda não temos a noticia que nasceu. Nesse caso, poderá muito bem ter nascido em torno de 1790 e ter se mudado para Guanhaes onde estaria por volta dos 70 anos de vida. Isso seria mais fácil ter acontecido.

Policarpo e Isidora Francisca batizaram uma filha com o nome de Genoveva em 28.01.1812. Mas essa não consta no inventario da mãe. Presume-se que tenha falecido criança. Se não, poderia ter sido ela.

Essa nossa ancestral Geno foi independente. No casamento dos tetravós Policarpo e Isidora consta que Isidora fora “filha natural”. Nos inventários desta fica diversas vezes mencionadas através dos dizeres: “fazenda de dona Genoveva Nunes Ferreira, mãe da falecida”.

Ou seja, não era nem casada nem viuva de ninguém pois, se o fosse, ela seria a viuva do falecido.

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10. PRESENCA DE JOAO DA CUNHA MENEZES

Não vou mencionar, a respeito de Guanhaes, a presença das diversas outras pessoas identificáveis como parte e agregadas `a nossa genealogia. Praticamente todo mundo se enquadra.

Mas ha uma pessoa que torna-se necessário tratar que é o senhor Joao da Cunha Menezes. Aparece como comerciante e celeiro. Ha mais tempo observei a presença do nome dele em anos posteriores ao de 1864. Por isso tive duvidas.

Com o surgimento do nome deste em 1864 como homem ja feito, as duvidas se dissiparam. Não pode mesmo ser o mesmo senhor Joao da Cunha Menezes que veio a ser um dos patriarcas de família em Virginópolis.

Isso porque o senhor Joao da Cunha de la foi pai do Joao Sergio (Serginho) em 1931. Para ser o mesmo, teria que te-lo feito aos 100 ou mais anos de idade. Infelizmente não tenho as datas vitais do senhor Joao, em Virginópolis, quando faleceu e com qual idade. Mas se ele tivesse atingido a tal idade seria comentário obrigatório.

O certo é que ha a tradição de que os “da Cunha Menezes” de Virginópolis descendem do D. Luiz da Cunha Pacheco e Menezes, aquele que foi governador das províncias de Goiás primeiro e depois da de Minas Gerais.

E esse Joao da Cunha Menezes presente em Guanhaes, ja estabelecido pelo menos a partir de 1863, poderá ter nascido no nascer do século XIX, ou seja, ali por volta de 1805. Com extensão ate 1920.

Isso não da a ele a oportunidade de, por exemplo, ter sido filho do “Fanfarrão Minesio”, apelido dado ao governador Luiz no “Cartas Chilenas”. Não consta que o fanfarrão tenha sido casado. Consta que não era flor que se cheirasse!

O “Fanfarrão Minesio” faleceu em 1819, porem, ha muito ja em Portugal. Portanto, ha a possibilidade do senhor Joao de Guanhaes ter sido neto dele. E penso que tenho em mãos uma pista que pode ajudar a esclarecer isso.

Encontrei um livro super interessante. Trata-se do “ANNO BIOGRAPHICO BRAZILEIRO.” Não se assombrem não. A ortografia esta correta. Isso porque as regras em vigor remontam ao ano de 1876.

O autor era o Joaquim Manoel de Macedo. E a “editora” “Typographia e Lithographia do Imperial Instituto Artistico”. Entao, tratava-se de obra oficial de governo durante do imperio de D. Pedro II.

Vou copiar duas biografias ali encontradas. Elas saíram do primeiro volume. Este contem uma centena de biografias de personalidades conhecidas e não conhecidas ate por quem gosta de Historia de um modo geral.

Depois comento mais. Segue, então:

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11. BIOGRAFIA DE DONA DAMIANA DA CUNHA

(a partir da pag. 55)

“Os sertanejos paulistas descobridores do vasto territorio que veio a formar a provincia de Goyaz, (resolvi manter a grafia de alguns nomes, o resto traduzi) tinham visto uns depois de outros passar um século sem que com toda sua bravura abater e conter a tribo selvagem dos cayapos dominadora dos sertões de Camapuan.

Intrépidos e vingativos os cayapos ousavam chegar em suas correrias ate o norte da capitania de São Paulo, batiam-se impávidos com as bandeiras paulistas (companhias ou bandos de sertanejos) e roubavam as caravanas.

Luiz da Cunha Menezes governador e capitão general da capitania de Goyaz de 1778 ate 1783 resolveu empregar meios dóceis, conciliatórios e humanos para chamar `a civilização aquela tribo enérgica e guerreira e em 1780 fez

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partir um simples mas inteligente soldado de nome Luiz a frente de cincoenta goyases e tres indios em procura amigável dos cayapos.

Depois de alguns meses chegou de volta a Villa Boa (depois cidade de Goyaz) o soldado Luiz com os seus aventureiros, trazendo cerca de quarenta cayapos com o maioral da tribo, ancião ainda forte e de imponente aspecto. Entre as mulheres vinha a filha do maioral conduzindo pela mão a um menino, e `as costas em uma como rede de cipo bonita menina de poucos meses nascida.

A menina, neta do maioral recebeu no batismo o nome de Damiana, e o governador que foi seu padrinho, deu-lhe o seu apelido, da Cunha.

Os cayapos, cujo numero avultou por novos descimentos foram estabelecidos nas aldeias Maria, e de S. Jose.

Na aldeia de S. Jose cresceu, e casou-se com um brasileiro D. Damiana da Cunha, de quem Auguste de Saint-Hilaire que foi visita-la, quando ali esteve, fala com elogio e interesse. Era mulher bonita, amável, de espirito atilado, falando bem o português, e, o que mais importa, gozando a maior consideração entre os cayapos.

Mas a harmonia e a paz não duraram muito tempo: aqueles selvagens voltaram de novo `a guerra ainda mais terrível; porque não eram poucos os que desertando das aldeias depois de ter aprendido a manejar armas de fogo levaram esse poderoso recurso aos seus irmãos dos desertos.

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Então no meio da maior fúria da guerra, quando os cayapos atacavam bandeiras, incendiavam habitações, destruíam plantações, matavam e roubavam, e em consequência sofriam também perseguições igualmente cruel, acabando muitos em vingativas e horríveis matanças, D. Damiana da Cunha começou a ilustrar sua vida ja por virtudes louvadas, realizando, ela pobre e debil senhora, o que tinham feito Nobrega e Anchieta.

Heroína do amor fraternal, anjo de caridade, apostolo da fe, suave e potente elemento de civilização, D. Damiana da Cunha, toma o grande e glorioso empenho de ir aos sertões chamar os cayapos `a vida social, `a religião santa, e ao dever do trabalho.

Essa admirável e benemérita senhora quatro vezes maravilhou os goianos pelos seus triunfos, que lhe custavam longas e penosas marchas, vida exposta `as feras e a mil outros perigos, e meses de trabalhosa perseverança, que lhe esgotavam as forças.

Ela não levava soldados, nem guerreadores: levava no coração o amor, na alma a fe, e pendente sobre o peito a cruz do redentor.

Em 1808 depois de ter se internado ao sul nos sertões do Araguaya entrou D. Damiana na aldeia de São Jose, trazendo mais de 70 cayapos de ambos os sexos que receberam as aguas batismais.

Pouco antes de 1820 preparava-se ela para segunda entrada, quando recebeu a honrosa visita do sábio Saint-Hilaire que deixou entrever duvidas sobre o resultado da empresa: D. Damiana respondeu: “os cayapos me rés-

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peitam muito para deixar de atender-me.” E o êxito do segundo empenho igualou ao do primeiro.

Em 1824 a nobre senhora-apostolo internou-se nos sertões de Camapuan, e após sete meses de fadigas e de santa pregação conduziu `a pia batismal, e ao seio da civilização cento e dois cayapos de um e outro sexo.

Era muito: estava cansada, abatida e gasta de tanto subir montanhas, descer a extensos vales, arrostar perigos e morte, e provar mil privações nos desertos.

Mas no fim de 1829 os cayapos em avultado numero apresentaram-se ameaçadores, espalhando em sua marcha destruição e morte.

O presidente de Goyaz, desde 1822, provincia do Imperio do Brasil, apelou para D. Damiana da Cunha.

O anjo serenou a tormenta: os cayapos abrandaram-se `a sua voz, e a heroína abnegada, esquecendo as profundas alterações de sua saúde, recebeu instruções do presidente da provincia, e saiu em companhia de seu marido Manoel Pereira da Cruz, e de um índio e de uma índia, Jose e Maria, que a acompanhavam sempre, a procurar conseguir a paz, a amizade, e a conquista civilizadora da indomável tribo de seus irmãos.

A 24 de maio de 1830 pela quarta e ultima vez abismou-se nos sertões, e no fim de oito meses entrou de volta em sua aldeia a 12 de janeiro de 1831.

Alquebrada e doente so com o heroico esforço resistira a 8 meses de tormentoso labor: em tais condições pouco fizera: o séquito de cayapos conquistados por sua influencia

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era menos numeroso; Damiana porem completara o sacrifício de sua vida.

Os indios aldeados saíram a recebe-la com danças e festivas demonstrações; o presidente da provincia acudira a espera-la com todas as autoridades do lugar.

Honras vans do mundo! D. Damiana da Cunha entrou na aldeia apoiada nos braços dos índios seus irmãos; trazia nos olhos quase sem luz, e na face de palidez marmórea o selo da morte.

O dia 12 de janeiro de 1831 foi o anunciador da agonia da santa.

O dia 12 de janeiro de 1831 é a branca e gloria mortalha de D. Damiana da Cunha.

Poucos dias depois ela morreu.

Hoje ninguém sabe, onde é o lugar da sepultura dessa missionaria angélica.

Tenha D. Damiana da Cunha este simples epitafio na historia: Mulher-Apostolo.”

Gostei muito a partir da introdução. `A época “os sertanejos paulistas” cantavam mais alto que os de Goiás!!! Atualmente haveria apenas que traduzir a palavra por sertanistas para corresponder ao verdadeiro significado que o autor deu.

A segunda biografia retirada da mesma literatura nos conta a vida de Luiz Barbalho. Posto-a aqui por ser o melhor resumo das peripécias do herói brasileiro e que põe uma ordem cronológica aos feitos dele de melhor maneira que todos os que ja vi antes. Segue então:

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12. BIOGRAFIA COMPLETA DE LUIZ BARBALHO BEZERRA

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15 DE ABRIL

LUIZ BARBALHO BEZERRA

Filho legitimo de Antonio Barbalho Felpa de Barbuda e Camilla Barbalho, Luiz Barbalho Bezerra nasceu em Pernambuco em um dos últimos anos {1584} do século decimo sexto.

Adotou a carreira das armas e havia quatorze anos que militava na pátria, quando em 1630 os holandeses invadiram Pernambuco, e tomaram a cidade de Olinda e o Recife.

Começou a guerra holandesa, e Luiz Barbalho levando seus dois filhos Agostinho e Guilherme, criados e escravos seus apresentou-se ao general Matias de Albuquerque na fortaleza do Arraial do Bom-Jesus de improviso construído, e desde logo principiou a distinguir-se.

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Fora preciso enumerar algumas dezenas de combates, de ataques e tomadas de redutos, de repulsa de assaltos do inimigo, e de assombrosas proezas para referir os feitos heróicos de Luiz Barbalho desde 1630 ate 1635.

Neste ultimo ano Matias de Albuquerque foi obrigado a apressar sua retirada para as Alagoas, e Luiz Barbalho e o sargento-mor Pedro Correa da Gama que comandavam na fortaleza de Nazareth, onde resistiram ao mais vigoroso e apertado cerco por quatro meses, capitularam a dois de julho com as maiores honras da guerra; mas em tal estado que ao sairem da praça alguns soldados caíram mortos por efeito da fome que a dias a guarnição sofria.

Luiz Barbalho, sua mulher e filhos ficaram prisioneiros, sendo ele logo depois mandado para a Holanda, d’onde conseguiu passar para a Espanha, e voltar para o Brasil, chegando `a Bahia a 16 de agosto de 1637, vindo nomeado mestre-de-campo de um terço que se levantara em Lisboa apenas com 250 soldados.

O cuidado da familia preocupava muito Luiz Barbalho e `a empenho seu o general Bagnuolo escreveu ao príncipe Mauricio de Nassau, pedindo que restituísse `aquele esposo e pai sua esposa e dez filhos conservados prisioneiros no Recife. O ilustre e generoso chefe holandês prontamente pôs termo ao cativeiro de dois anos dos objetos do amor do bravo Luiz Barbalho e apressou-se em manda-los para a Bahia.

Mas em 1638 Mauricio de Nassau vem com forças numerosas tentar a conquista da cidade de S. Salvador; Bagnuolo traz em socorro desta o pequeno exercito que se retirara de Pernambuco e que estava acampado na Torre de Garcia d’Avila.

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Luiz Barbalho sufoca o sentimento de gratidão pessoal e entre os defensores da cidade capital da Bahia e do estado do Brasil distingue-se como herói, e rechaçados os holandeses, recebe no ano seguinte prêmio conferido pelo rei, e deixa seu nome perpetuado em importante forte que construira.

Em 1639 chegara `a Bahia com poderosa armada o conde da Torre, e quase no fim do ano, pondo em execução vasto plano de campanha, deu a vela com numero excedente a 80 navios, levando forças de desembarque e os principais chefes brasileiros, entre os quais Luiz Barbalho.

Todo o plano do conde da Torre falhou; as tempestades o contrariaram, e a esquadra holandesa em combates e batalhas navais deixaram muito duvidosa a sua capacidade militar.

Depois dessas cruéis contrariedades o conde da Torre pôs em terra na povoação de Touros, quatorze léguas ao norte do Rio-Grande Luiz Barbalho com a gente do seu comando, e fez-se ao mar.

Era quase um sacrificio barbaro.

Luiz Barbalho assim abandonado com algumas centenas de valentes a quem o conde da Torre dera apenas ração para dois dias, ou tinha de entregar-se prisioneiro com os seus camaradas, ou atravessar o Rio-Grande, a Paraíba e Pernambuco, três capitanias sob o domínio holandês, e ainda Sergipe sem pontos de apoio e completamente exposto `as forças inimigas.

Luiz Barbalho não hesitou; preferiu a retirada quase impossível a render-se ao holandês.

Ele comandava cerca de mil soldados e alguns bravos

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capitães; falou-lhes com energia, e deu principio a retirada, saindo de um verdadeiro deserto; avançando para o sul, procurou de propósito as povoações; naquelas que não tinha guarnições holandesas acolhimento e socorros alimentícios, nas outras ocupadas pelo inimigo entrou `a força, tomou o necessário e incendiou o que não podia levar. Depois de mil trabalhos e dificuldades chegou `a Villa de Goyanna, onde os holandeses tinham 530 soldados, Barbalho atacou-os, e em furente peleja os venceu, e mandou passar `a espada os prisioneiros por não pode-los levar consigo.

Três mil holandeses divididos em três colunas saíram de Recife em perseguição a Barbalho, cuja retirada se tornou ainda mais áspera e tremenda.

O impavido mestre-de-campo viu-se forçado a marchar, fazendo grandes rodeios, a entranhar-se pelos sertões áridos e desertos, a abrir caminhos através de florestas, a transpor alguns rios engrossados pelas cheias, e outros em todo tempo mais ou menos caudalosos; as vezes urgido pela fome e pelas privações despedia partidas ligeiras em busca de alimentos; as vezes aparecendo `a descoberto oportunamente, batia-se, e forcando a recuar a coluna inimiga que de mais perto o perseguia, de novo penetrava nas matas, e iludindo com marchas falsas os holandeses, continuava a sua heróica retirada.

Por fim Luiz Barbalho chegou `a margem de S. Francisco, e passando alem dele, fez alto da parte do sul, dando descanso e alivio a seus admiráveis soldados e a não poucos imigrantes de ambos os sexos que fugindo ao jugo estrangeiro os acompanhavam.

O holandês não ousou persegui-lo alem do S. Francisco, e Luiz Barbalho depois de al-

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uns dias de repouso, prosseguiu em sua retirada, atravessou Sergipe, entrou na Bahia, e foi chegar `a cidade de S. Salvador no fim de quatro meses de marchas calculadas em mais de trezentas léguas, tendo combatido muitas vezes sempre com vantagem.

Foi este o feito talvez mais portentoso de toda a guerra holandesa.

A retirada de Luiz Barbalho mereceu o louvor insuspeito de escritores holandeses; os portugueses a compararam `a dos dez mil, e a ele chamaram o novo Xenofonte.

Pouco depois de chegar `a Bahia Luiz Barbalho é mandado de S. Salvador a desalojar os holandeses que se tinham fortificado no rio Real; atacou-os, rompeu suas fortificações, desbaratou-os e po-los em fuga depois de lhes matar mais de 300 homens.

Luiz Barbalho tinha adquirido gloriosa e fulgente fama.

Rompeu e triunfou a revolução regeneradora de Portugal. O Marquez de Montalvão, 1o. vice-rei do Brasil, aclamou D. Joao IV; mas porque dois irmãos do marquez tinham fugido para a Espanha, não querendo apoiar a causa da pátria, D. Joao desconfiou do vice-rei, e escrevendo-lhe carta autografa em que anunciava o grande acontecimento que o elevara ao trono, dizia-lhe também que adotasse a regeneração de Portugal, proclamando-o portanto no Brasil; dias depois porem faz seguir de Lisboa para a cidade de S. Salvador o padre jesuíta Francisco Vilhena, trazendo duas outras cartas, uma ao marquez, exonerando-o do cargo de vice-rei, e a segunda nomeando o bispo D. Pedro da Silva, o mestre-de-campo Luiz Barbalho Bezerra, e o procurador-mor Lourenço de Brito Correa governadores interinos do Estado do Brasil.

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Estas duas cartas deviam servir para o caso de não querer o marquez de Montalvão proclamar o rei D. Joao IV ou de hesitar em faze-lo.

O padre Vilhena chegando `a Bahia, ja achou proclamado o rei D. Joao IV; mas por leviandade, ou ma fe, conspirou para seduzir os tres governadores interinos nomeados para o caso que alias não se dera, e, fazendo entrega das cartas, levou estes a depor o marquez de Montalvão, e `a prende-lo, mandando-o depois para Portugal.

A influencia e o dolo de Vilhena embaçaram por alguns meses a gloria de Luiz Barbalho, que em 1642 foi remetido preso para Portugal.

D. Joao IV reconheceu a inocência de Luiz Barbalho vitima, não de criminosa ambição de poder; mas de confiança nas instruções e nos abusivos impulsos do padre Vilhena; e não so lhe perdoou o erro involuntário, como o nomeou governador do Rio de Janeiro em 1649. {1643}

No governo desta capitania ostentava ele toda a sua atividade, e administração zelosa e enérgica, quando faleceu a 15 de abril de 1644.

Seus restos mortais foram sepultados na capela-mor da Igreja da Companhia de Jesus.”

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13. COMENTARIOS ENVOLVENDO A FAMILIA DA CUNHA MENEZES

Aos poucos irei explicando os fatos que os dados transmitem a meu parecer.

Em primeiro lugar, desconfiei muito do inicio da biografia de dona Damiana. Uma que o governador Luiz não era muito dado `a ética e `a politica de boa vizinhança.

As biografias naquela época foram redigidas ao estilo romântico. O autor parece estar copiando o romântico Jose de Alencar, autor de “IRACEMA” e “O GUARANI”, entre outros, que, alias, viveu e escreveu entre 1829-1877.

Desconfiei do fato de que dona Damiana aparece com avô, mãe e irmão mas o pai não é anunciado. Outro detalhe curioso torna-se a menção `a beleza da menina de meses. Quantos?

Nada anormal em relação a isso. Mas crianças saudáveis são sempre bonitas, seja la qual for a origem. Acontece que quando o numero de crianças torna-se maior, o que era esperado em relação a uma população considerável, a beleza vira comum e não chama a atenção.

O que chamaria a atenção mesmo seria o nascimento de uma criança híbrida. Quando ha a hibridização se da o que comumente se chama de choque sanguíneo. Ha uma probabilidade maior de os híbridos se tornarem mais saudáveis, portanto, parecerem mais bonitos.

Associado a isso, para confirmar podem ate mesmo procurar o livro na internet e buscarem a biografia de Joao Ramalho. Ele foi o primeiro morador europeu na região de São Paulo. Acredita-se que foi naufrago.

Foi encontrado por Martim Afonso de Sousa e ajudou a esse primeiro governador geral do Brasil a fundar a primeira cidade do pais, São Vicente, em 1532. Alem disso foi o fundador de Santo Andre, com grande participação própria e de suas diversas mulheres.

Entre os indigenas não havia preconceito quanto `a poligamia. Não era uma pratica totalitária, mas era muito bem aceita. Principalmente entre os chamados maiorais.

E um estrangeiro que fosse aceito numa tribo, talvez em função da facilitação da comunicação e obtenção de vantagens para a tribo junto aos outros estrangeiros, era também preferido pelos maiorais, que lhes traziam como presente as filhas para que o “enlace matrimonial”  gerasse um parentesco. Era uma forma de garantir a manutenção da paz e prosperidade.

Os portugueses que se prestaram a ser vínculos com as tribos inclusive davam a desculpa de que eram os índios que queriam que eles tivessem mais de uma “esposa”, contrariando os mandamentos da Igreja na Europa. E foi algo que escandalizou a Anchieta e Nobrega!

Mas esses fizeram o casamento de Joao Ramalho com pelo menos uma de suas concubinas, a Bartira, filha do cacique Tibiriçá, que depois recebeu o nome de batismo de Isabel Dias, e nos brasileiros descemos quase todos do personagem e suas mulheres.

Enfim, por esses fatos, fica mais fácil crer que o Luiz soldado, não era outro senão o próprio D. Luiz da Cunha Menezes. E o inicio da versão da biografia de dona Damiana pode ser uma “conversa pra boi dormir”.

Observe-se que a publicação foi feita mais para o final do século XIX. As praticas sexuais ate ao século XVIII eram completamente diferentes no Brasil. Tudo era muito difícil, casamento era símbolo de status e as pessoas não esperavam o surgimento de um sacerdote que podia nunca vir.

A moeda corrente era o concubinato. E isso não era visto como algum defeito. Embora, quando dos registros, fizessem questão de escrever “legitimo” aos que fossem casados e registrados. Aos outros cabia um debochado “natural”.

As coisas mudaram a partir do reino da rainha Victoria, na Inglaterra. Houve a partir do reino dela um incentivo `a ortodoxia. O nobre passou a ser a completa cobertura do corpo. A obediência cega aos dogmas. E a hipocrisia de que, o que acontecia “longe dos olhos ficava longe do coração”.

Muito provavelmente sera que logo depois do governador Luiz ter se apresentado ao posto em Goiás o problema a se resolver fosse fazer a paz com a tribo. Então, era de se esperar que o maioral oferecesse a filha dele ao “maioral branco” que era solteiro.

E o “maioral branco” não poderia fazer uma desfeita ao imponente cacique. E “para o bem do povo e felicidade geral da nação”, ele também “ficou”! Mais tarde, ao saber da gravidez via algum “pombo-correio”, resolveu penetrar o desconhecido e resgatar seu sangue.

Nesse caso, não duvido da possibilidade de que dona Damiana da Cunha tenha na realidade sido filha do governador. E se o foi, poderá ter sido mãe do primeiro Joao da Cunha Menezes, que residiu em Guanhaes.

E ha a possibilidade também de este Joao ter sido o pai do senhor Jose da Cunha Menezes, que foi o pai do senhor Joao da Cunha Menezes, o que deixou descendência extensa em Virginópolis.

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14. COMO SABER SE OS DA CUNHA DESCENDEM DO LUIZ?

O bom aqui será que pode-se tirar uma prova relativamente fácil da hipótese. Uma via seria verificar se algum descente fez exame de DNA para conhecer a procedência de ancestrais. Se não tem, o exame pode ser feito.

Pronto o exame, por essa via temos duas possibilidades. Se dona Damiana foi 100% indígena, a quantidade de sangue será o dobro nos atuais descendentes caso ela tenha sido apenas 50% indígena.

Mas assim fica estabelecido que o primeiro Joao teria 50 ou 25% de sangue. O sr. Jose teria entre 12.5 e 25%. O segundo Joao entre 6.25 e 12.5%. Temos filhos do sr. Joao ainda vivos. Então, esses deverão ter a metade disso. Os netos 1/4.

Mas os netos, por descenderem de indigenas por outras vias, deverão ter pouca coisa a mais. O que deveriam ter por essa via somados a pelo menos 1 ou 2%. Se isso acontecer, a hipótese estará praticamente confirmada.

A segunda via a verificar-se seria buscar nos livros de Cartório de 1o. Oficio em Guanhaes. Ali encontrar-se-ao os registros de eleitores da vila. Esses registros continham pelo menos os nomes dos pais dos eleitores e a idade com que contavam.

Nesse caso, o nome do pai do primeiro Joao da Cunha devera ser Manoel Pereira da Cruz, o marido de dona Damiana. Não constava os nomes das mães. Elas eram consideradas secundarias. Mas o fato é que não ha como negar que a mãe seria ela mesmo.

O restante seria apenas localizar o nome da esposa do primeiro Joao Menezes para levar a genealogia completa ate ao D. Luiz. Dai para trás, melhor dizendo, para as raizes, deve estar tudo decifrado em Portugal, e nos atuais sites de genealogias portuguesas.

Obviamente tudo isso não passa de hipótese.

Quanto aos “da Cunha Menezes” de Virginópolis, pelo menos os descendentes dos casais: Joao da Cunha – Eva Nunes Coelho/Emidia Nunes Coelho e Maria da Cunha Menezes – Durval Nunes Coelho, são também descendentes do governador Luiz Barbalho Bezerra.

Os outros filhos do senhor Jose da Cunha Menezes e dona Maria Tereza Severino podem ou não ter descendência conjunta com o governador. Ao que se sabe ate agora é que os do ramo dos Barbalho são. Donas Eva, Emidia e o Durval descendiam da tia-bisavó Emigdia de Magalhães Barbalho.

Mas boa parte das outras famílias também o são porque tem ancestrais descendentes dele. Mesmo que ha muito não assinem o sobrenome.

Quanto ao sobrenome do primeiro Joao poder ter sido “da Cunha Menezes” e não “Pereira da Cruz”, como se esperaria atualmente. Ha que se lembrar que naquele tempo não havia empecilho algum de os descendentes escolherem para si sobrenomes de ancestrais mais proeminentes.

Por saber descender do governador, o primeiro Joao poderia ter adotado o “da Cunha Menezes”, que viria pelo lado materno, sem constrangimento algum. Essa ideia de preferencia pelo lado paterno somente surgiu posterior `aquela época.

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15. RELAÇÕES DE COMPADRIO NO BRASIL DO SECULO XVIII

Quanto `a questão dos batizados, eh preciso também informar-se em relação `as praticas da época. O compadrio com as pessoas que ocupavam altos cargos era imensamente buscado pelas pessoas, pois, isso significava abrir uma janela para as oportunidades.

Naquele tempo tudo girava em torno de privilégios. Sem um QI (quem indica) forte, ninguém conseguia nada na vida, a não ser aqueles que ja estavam por cima. A meritocracia funcionava de acordo com o volume das “burras”.

Por isso, eh bom dar uma olhadinha na tese abaixo. Ela descreve o compadrio em Minas Gerais. Sendo que os exemplos de padrinhos são os governadores. E um deles foi o governador da Cunha Menezes. Alias, foi o que mais aceitou afilhados.

Mas observe-se que a situação em Goiás era diferente da de Minas Gerais. Os apadrinhamentos aceitos pelo governador Luiz parece que faziam parte de uma estratégia usada por ele para fortalecer uma elite que se tornasse adversaria daquela que dominava anteriormente.

Lembremo-nos que ele estava no governo `a época em que havia muita revolta do povo da elite, inclusive a Inconfidência Mineira estava sendo gestada. A tática de dividir para enfraquecer eh estratégia mais antiga que ele. Foi por causa dela que os inconfidentes foram vencidos. A tese é essa:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882006000200012

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16. VOLTANDO `AS ANALISES
No caso especifico de Peçanha não ha muito o que comentar. Verifica-se a presença de pessoas que se encontram no livro do professor Dermeval Jose Pimenta: “A Mata do Peçanha, sua Historia e sua Gente”.
Alem do acréscimo de outras que podem ter gerado vínculos parentais na atualidade. Salvo engano, o senhor Manoel Netto da Silva tornou-se ancestral de alguns Coelho.
Parece-me que a nossa “em lugar de bisavó”, Melita Penha Netto, descendia dele. Ela foi a segunda esposa do bisavô Joao Rodrigues Coelho.
Não aparecem ai o senhor Cyrino Jose Barbalho e o tio Antonio Nunes Coelho. Eles surgem a partir de 1875.
De Guanhaes temos que o Jose Vaz Barbalho mais tarde transferiu-se para Sabinópolis. Não tenho ainda algo mais certo a respeito dele.
Com a ajuda do amigo Mauro Moura de Andrade pude ler os inventario e testamento do Francisco Jose Barbalho. Ai encontrei que Francisco e Jose eram irmãos.
A revelacao se faz na autorga do encargo de testamenteiros. A ordem dos nomeados foi: 1o. a esposa Quintina Barbalho; 2o. o irmão Jose Vaz Barbalho; e o 3o. o capitão Francisco Marçal Barbalho.
Infelizmente não foi revelado o grau de parentesco que havia entre eles e o trisavô Francisco Marçal. Jose e Francisco Jose eram filhos de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo, e ela, `a época da abertura do inventario, estava com 90 anos.
Observe-se que também o trisavô Francisco Marçal não aparece nos dados de 1872 em Virginópolis. Deve ter se incorporado `a Paroquia mais tarde.
De Guanhaes também notei a ausência do nome do tio-tetravô Joao Coelho de Magalhães. Segundo o professor Nelson Coelho de Senna ele continuou sendo eleito para o cargo de Juiz de Paz. Faleceu em 1879. Mas ai estava ausente.
De Virginópolis ha um dado interessante por mostrar a presença do sr. Firmiano Ferreira Campos. Isso porque demonstra que ele foi o primeiro da fila de irmãos a chegar no município. Os senhores Manoel e Antonio Ferreira Campos Baguary o terão seguido.
Alem disso, constata-se as possibilidades de enganos durante a redação dos Almanaques daquela época. Firmiano aparece com o nome correto como suplente de subdelegado. Como fazendeiro recebe o nome de Firmiano Ferreira Coelho.
Como antigamente versava o ditado: “Quem não é Coelho é couve”, nos arredores de Virginópolis, os redatores o salvaram!
A lista de Virginópolis começa com dois de nossos trisavós. O pai Joao Batista pelo lado materno e o filho, Junior, pelo lado paterno.
Interessante foi que não constaram como fundadores em 1870. Na verdade, não estavam presentes na fundação da Paroquia.
E segundo a tia-avo Ruth Coelho, deixando escrito em livro próprio, eles residiam numa propriedade em território guanhanense. Mudaram-se para o povoado depois. Ela conta:
“Meu pai, Jose Batista Coelho, dizia ter vindo para Patrocínio de Guanhaes aos seis meses de idade, de onde nunca mais saiu.”
O Ze Coelho havia nascido a 05.08.1864, indo falecer a 25.09.1944. Pelos dados, eles teriam ido para a cidade em fevereiro de 1875. Mas antes disso ja eram juizes de paz local. Deve ter havido engano da tia.
Geralmente contava-se que os fundadores de Virginópolis haviam sido os senhores Felix Gomes de Brito, Jose Antonio da Fonseca, ten. Joao Batista Coelho e ten. Joaquim Nunes Coelho. Mais recentemente ouvi uma versão incluindo um certo capitão Figueiredo.
Naturalmente, ha uma diferença pequena entre os que mexeram os pauzinhos ou os papeis para registrar o acontecimento e aqueles que assinaram a ata de fundação.
Na ata deve constar todos os mencionados nos almanaques e alguns outros mais. A fundação de um arraial no qual houvesse apenas dois moradores seria distorção da realidade.
Havia o arraial. Sabe-se ate hoje onde fica a casa na qual residiu o ten. Joao Batista Coelho. Fica aproximadamente 1 km distante do local da primeira igreja. Mas, talvez, não deviam ainda residir la.
Possível será que estavam desmatando, preparando o terreno e construindo a casa. Se essas coisas não fossem postas no lugar, também não se justificava o verbo residir em termos humanos.
O Joao Junior nasceu em 1845. Portanto, estava com 17 anos de idade no ano de 1862. O pai dele, nascido em 1822, estava com 40. Com isso se demonstra a necessidade da maturidade para assumir posições ao tempo. 17 anos era uma idade ainda prematura. Mas com o pai ao lado a coisa mudava de figura!
Estranhei também não ver a presença do Joaquim Pereira do Amaral, nosso tetravô paterno, em Virginópolis. O professor Dermeval menciona um do nome que surge em 1875 com engenho de serrar madeira.
Mas, segundo ele, esse era filho de nossos pentavós Malaquias Pereira do Amaral e sua esposa Anna Maria de Jesus. Então, sendo irmão do tetravô Daniel Pereira do Amaral, que residia em Sabinópolis.
 
Mas o autor afirma que foi casado e não teve filhos. Resta-nos esperar, então, que aquele que viveu em Virginópolis e foi nosso ancestral tenha sido filho de um dos irmãos do Malaquias: Francisco, Joao ou Miguel.
 
Nesse caso, o mais provável que nosso vinculo através do ancestral Joaquim ai, embora considerado de Sabinópolis, deve ter passado pelos distritos de Rio Vermelho e Materlândia.
 
Isso porque a esposa do ancestral Joaquim chamava-se Maria Rosa dos Santos Carvalhaes. Pode ser que as famílias ainda residiam em Sabinópolis quando se casaram e se mudaram para Patrocínio.
 
Mas por certo, todos os citados no almanaque de 1872 em relação a Materlândia tem vínculos estreitos com Sabinópolis. E ali esta a presença do Miguel Pereira do Amaral, que não deve ser o irmão do Malaquias.
 
Esse nascera em 1787. Então, poderia ter sido um filho dele e, talvez, irmão do Joaquim nosso ancestral.
 
Ja em Rio Vermelho temos, alem dos Antonio e ten.-cel. Bernardino dos Santos Carvalhaes, a presença do Celestino Monteiro de Carvalho. Ele foi filho de Senhorinha Rosa de Jesus e Jose Carvalho da Fonseca, que residiam em São Pedro do Suacui.
 
Senhorinha foi filha de nossos Pentavós Antonio Borges Monteiro Junior e Maria Magdalena de Santana que fizeram parte do rol de fundadores de Sabinópolis.
 
irmã do Celestino, dona Maria Augusta Cesarina de Carvalho foi a esposa do tio, capitão Francisco Nunes Coelho. O mesmo que em Guanhaes era 1o. Juiz, subdelegado e negociante de secos.
 
Não aparece ainda como fazendeiro porque a mãe dele, Anna Pinto de Jesus, nossa pentavó com o Eusebio Nunes Coelho, ainda era viva.
 
Ele ainda foi politico dos mais respeitados e deixou uma linhagem de políticos que atuava por mais 100 anos depois daquela época.
 
Dos irmãos do Celestino, também o Maximiano Monteiro de Carvalho residiu em Rio Vermelho onde era casado, deixou filhos e era eleitor em 1865.
 
Outros três: Jose, Antonio e Manoel residiram em São Pedro do Suaçui. Obviamente, estou relembrando apenas uma das muitas famílias de nossos familiares que se instalaram na região. Imagine-se quando se desvendar as partes ocultas da nossa genealogia!!!
 
A respeito dos Alves Barroso ai presentes, são todos da família do Ary Barroso. O Sabino, por exemplo, mais tarde tornou-se deputado de muita relevância, chegando a tornar-se presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
 
Foi ele que deu o jeitinho para descolar a carreira do Ary, que era sobrinho dele. Era irmão do Joao Evangelista Barroso, o pai.
 
Tenho duvidas quanto ao farmacêutico que aparece nos dados de Guanhaes não ter o nome de Modesto Alves Barroso, ao invés de Barbosa. O Modesto Barroso deixou descendência que incorporou-se a família virginopolitana.
 
Entre os descendentes estava a dona Dinah Barroso, que foi esposa do senhor Antonio Moreira. Foram pais da Railda, esposa do tio Ozanan Barbalho e da Margarida, esposa do Lincoln Antonio Lucio.
 
Dessa miscelânea so podemos esperar mesmo mais parentesco de nossa parte com todo o circulo de cidades da região! E nos costumamos brincar que: “mesma coisa é um caminhão cheio de japoneses!” So se for em Minas Gerais!
 
PS. O Ney, meu irmão fez a observação de que os rios correntes que passam em Sabinópolis pertencem todos `a Bacia do Rio Doce. Então, esta incorreta a informação passada pelo Almanak em relação ao desaguar no Jequitinhonha.
 
A verdade passa pelo fato de que tanto o Rio Jequitinhonha quanto o Mucuri, que são os mais importantes da Região Nordeste de Minas Gerais, nascem naquelas imediações, porem, suas nascentes faziam parte do conjunto que formava o Serro e do qual Sao Sebastião dos Correntes fazia parte.
 
O nome Sabinópolis surgiu a partir do nome Sabino Alves Barroso que era ate então o filho mais ilustre da localidade. Alguns queriam que o Ary Barroso também tivesse nascido la. Mas o pai do Ary sim, nasceu la.
PS 2. Havemos de nos lembrar também que os genealogistas mais recentes afirmam que o nome do pai do Luiz Barbalho Bezerra era Guilherme Bezerra Felpa de Barbuda e não Antonio Barbalho Felpa de Barbuda como esta na biografia de 1876.
 
O sobrenome Barbalho Bezerra nasceu a partir da combinação com o sobrenome materno que procedeu de Camilla Barbalho.
 
Guilherme era filho de Antonio, com o mesmo sobrenome, que era filho do casal Antonio Martins Bezerra e Maria Martins Bezerra. Procedia de Ponte de Lima. Antonio e Maria tiveram também o filho Domingos Bezerra Felpa de Barbuda, nascido em Viana do Lima em 1524, e muitos outros.
 
Esse ramo da familia transferiu-se para o Brasil, levado pelo primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho.
 
Isso explica a alta frequência do sobrenome Bezerra, e também Barbalho, junto `a população nordestina. Alem destes aparecem os Araújo, Andrade, Monteiro, Tavares, Mendonça, Furtado, Carneiro e outros na formação do ramo que se dirigiu para o Rio de Janeiro e posteriormente para Minas e o Sul do pais.
 
O nome Guilherme para o pai do Luiz Barbalho parece comprovar-se pelo fato de o primeiro filho ter-se chamado também Guilherme.

 

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012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

INDICE:

01. O TRONCO

02. BUSCANDO INDICIOS DO MANUEL RODRIGUES COELHO

03. MANOEL RODRIGUES COELHO EM JARDINS DE ANGICOS-RN

04. CONTATO COM O AUTOR JOAO EVANGELISTA ROMAO

05. MANUEL RODRIGUES COELHO DA FARMACIA

06. UMA NOVIDADE A RESPEITO DO MANUEL RODRIGUES COELHO

07. MANOEL RODRIGUES COELHO NO FINAL DO SECULO XVIII

08. INFORMACOES VINDAS DO PROFESSOR NELSON

09. “PROJETO COMPARTILHAR”: PEDRO XAVIER E LUIZA BICUDA

10. MANOEL RODRIGUES COIMBRA E MARIA JOSE FERNANDES

11. ANTONIO MUNIZ BARBOSA E CLARA MARIA DE JESUS

12. SEQUENCIA DA HISTORIA DE FAMILIA

13. MAIS EVIDENCIAS NOS MAPAS

14. UM POUCO MAIS DE MANOEL RODRIGUES COELHO

15. BENTO RODRIGUES COELHO EM MINAS GERAIS

16. LOURENCO COELHO DE MAGALHAES

17. MANOEL COELHO RODRIGUES

 

012. A FAMILIA DE MANUEL RODRIGUES COELHO EM RESUMO.

 

01. O TRONCO

De acordo com os genealogistas mais antigos na família, o ramo Coelho formou-se a partir de pessoas presentes ao início do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. E deles temos que o tronco que encontraram era formado por:

01. Maria Rodrigues de Magalhães Barbalho c.c. Giuseppe Nicatisi da Rocha, e foram pais de:

02. Eugenia Rodrigues da Rocha c.c. Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães, e foram pais de:

03. Capitão Jose Coelho da Rocha c.c. Luiza Maria do Espirito Santo.

01. A sugestão do primeiro casal aparece em edição mais recente do livro “A Mata do Pecanha, sua Historia e sua Gente” do professor Dermeval Jose Pimenta.

Não pude ir alem, porem, encontrei no site Familysearch que mostra o registro de:

“Maria, batizada a 26.Jul.1750. Filha de Estevão Rodrigues de Magalhães e Anna Maria da Conceição.”

Caso Anna Maria tenha sido oriunda da Família Barbalho podemos ter ai a sequencia exata para o sobrenome da batizanda Maria. Ela pode ter adotado o nome e ter-se tornado nossa ancestral.

O registro procede da cidade de Ouro Branco. Ha também o registro de Manoel, a 25 Feb 1752. Alem do casamento de Rosa Maria da Conceição, em Itatiaia-RJ, a 02 Sep 1795.

02. O Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães foi dito ser português, que havia chegado ao Brasil acompanhando a seu pai, o também português, Manuel Rodrigues Coelho.

A informação procede do professor Nelson Coelho de Senna. Mas, ao modo do professor Dermeval, não nos fornece documentação que confirme tais afirmações. Acredito que o professor Senna baseou-se em tradições de família.

03. Luiza Maria do Espirito Santo foi filha de Antonio Jose Moniz e Manuela do Espirito Santo. Foi dito que ela nasceu em Conceição do Mato Dentro, onde se casou e teve os primeiros filhos.

Mais tarde a familia mudou-se da Fazenda Lapinha, ainda em território da Cidade de Conceição, para onde haviam fundado o Arraial de São Miguel e Almas, que se tornou o atual Município de Guanhaes-MG.

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02. BUSCANDO INDICIOS DO MANUEL RODRIGUES COELHO

Aproveitando que estava revisando as literaturas para encontrar algo a respeito de nossos ancestrais Barbosa, resolvi estender um pouco a busca por esse nosso mencionado ancestral, Manuel Rodrigues Coelho.

Mencionado primeiramente pelo também, suposto, descendente dele, professor Nelson Coelho de Senna, em 1939, em sua obra: “Algumas Notas Genealógicas”.

Segundo o professor de Senna, seria o mesmo senhor que recebeu uma sesmaria do governador da Província de Minas Gerais, o general Gomes Freire de Andrade, em dezembro de 1744.

Mas eu não havia ate agora encontrado menções a esse elusivo Manuel senão num processo em Ouro Preto por disputa de direitos econômicos, na mencionada sesmaria e no site do IBGE a respeito da Cidade de Congonhas do Campo:

https://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?codmun=311800

Nesse ultimo menciona-se que: “Contribuíram com grandes quantias Francisco de Lima; Manuel Rodrigues Coelho, Bernardo Pires da Silva, de modo que se começou ….”

Ja no site da prefeitura de Congonhas ha uma menção que atravessa a informação do IBGE. Veja-se no endereço:

http://mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/igreja-do-senhor-bom-jesus-de-matosinhos

Ai se fala no quarto parágrafo a respeito do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos:

“O interior traz decoração rica e graciosa do período rococó da arte mineira. Entre 1765 e 1769, o entalhador Jeronimo Felix Teixeira fez os retábulos do cruzeiro, concluídos em 1772 por Manuel Rodrigues Coelho. A pintura e douramento são de autoria dos pintores Joao Carvalhais (altar de Santo Antonio) e Bernardo Pires da Silva (altar de São Francisco de Paula). O retábulo-mor foi entalhado por Joao Antunes de Carvalho, simultaneamente `a execução do respectivo altar, entre os anos de 1769 e 1775.”

Ou seja, pode ser que tenhamos ai um parente artista e não milionário. O que ate pode estar ai a verdade, pois, o Manuel deve ter sido ajudante do Jeronimo Felix Teixeira, o que pode indicar que esse tenha sido sogro daquele, o que explicaria os sobrenomes Coelho Teixeira ter se formado também dessa associação.

Observe-se que alem da presença de nossa família nos primórdios da fundação de Guanhaes estavam presentes também os Carvalho, Carvalhais e Teixeira. Talvez seja apenas uma coincidência, devido `a grande frequências desses sobrenomes em descendentes portugueses.

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03. MANOEL RODRIGUES COELHO EM JARDIM DE ANGICOS-RN

Outro Manoel Rodrigues Coelho aparece como povoador no Rio Grande do Norte. O livro, possível ler em parte no Google Livros: “Alem dos Jardins: Historia e Genealogia de Jardim de Angicos/RN” de autoria de Joao Evangelista Romão, traz:

“Referem-se os primeiros registros encontrados nos livros de sesmarias, no pós-guerra, que em 1709, Manoel Rodrigues Coelho possuía três léguas de terras no Taipu pelo rio Ceara-Mirim acima. No ano seguinte, seu irmão Francisco Rodrigues Coelho e Mauricio Brochado Ribeiro requeriam a data de No. 85, concedida a 10 de fevereiro de 1710.”

Se não pela presteza da informação para a nossa genealogia, pelo menos fica registrado que o nome Mano(u)el Rodrigues Coelho tornou-se comum `a época.

Aqui também se verifica a presença do sobrenome Ribeiro, que pode dar-nos uma evidência, pois, assinantes do sobrenome Coelho Ribeiro são chamados de nossos parentes pelo professor Nelson Coelho de Senna.

Ele narra em seu livro: “5o. Dona EMILIA BRASILINA COELHO DA ROCHA (minha avo materna, casada com o tenente JOSE COELHO DA ROCHA RIBEIRO, seo primo, ficando o casal desses meus avos maternos os nove filhos mais adiante enumerados); …”

Não creio que aquele Manoel tenha sido nosso ancestral porque ha uma menção a ele ter solicitado cargos em 1749, no RN. O nosso possível ancestral ganhou sesmaria em Minas Gerais, em dezembro de 1744.

Mas não se pode descartar a possibilidade de o primeiro ter sido pai de algum que tivesse ido para Minas Gerais no auge do Ciclo do Ouro.

Observe-se que a Guerra dos Emboabas deu-se entre 1707 e 1709. Então, foi nomeado para apaziguar os ânimos o governador Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho.

Esse era filho do nobre Antonio de Albuquerque de Carvalho e Ines Maria Coelho. Nasceu no Maranhão, sendo que o pai era português.Havia sido governador do Grão-Para e do Maranhão.

E, pelo sobrenome Coelho, não se pode descartar a possibilidade de ter sido aparentado do Manoel Rodrigues Coelho, `a sua época povoando Jardim de Angicos-RN, o que facilitaria convidar parentes para ajuda-lo na tarefa de pacificar Minas Gerais.

Infelizmente, o que o Google Livros expõe do livro vai ate `a pagina 109, quando ainda não entra na parte genealógica. Assim não pude conferir mais detalhes que poderiam esclarecer nossa genealogia, caso haja vinculo entre nos e os de Jardins de Angicos.

Havemos de nos lembrar que Bento Rodrigues Coelho filho de Amaro Rodrigues Coelho estava em Minas Gerais por volta daqueles inícios de povoação europeia do Estado.

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04. CONTATO COM O AUTOR JOAO EVANGELISTA ROMAO

Fiz contato com o autor do livro acima mencionado. Pronta e gentilmente respondeu-me. Copio parte de sua resposta:

“Com relação a Manoel Rodrigues Coelho, não tenho sua nacionalidade. O que tenho, resumo:

Nas duas primeiras décadas de 1700, Manuel Rodrigues Coelho e seu irmão Francisco Rodrigues Coelho requereram e obtiveram três sesmarias em nossa região, no Rio Grande do Norte, começando no atual município Taipu, acompanhando o Rio Ceara-mirim, englobando terras atuais dos Poço Branco, Bento Fernandes, Jardim de Angicos e Caiçara do Rio do Vento.

Em 1724, Manoel Coelho vende parte de suas terras a Jose Pinheiro Teixeira e foi embora para a Capitania do Ceará. O restante das terras ficaram com seus descendentes entrelaçados principalmente aos Pinheiro Teixeira.

Casado com Izabel de Barros, entre seus filhos aparece Ana, batizada em 21 de outubro de 1691, Francisco Rodrigues Coelho batizado em 23 de agosto de 1697, Manoel Rodrigues Coelho batizado em 23 de abril de 1705 e também Maria Conceição de Barros que casou com Francisco Pinheiro Teixeira.”

Então, some-se mais esse Manoel Rodrigues Coelho, nascido em 1705, ao nosso rol de possibilidades. Caso ele tenha migrado para Minas Gerais por volta de seus 30 anos de idade, poderia encaixar-se em lugar do capitão-comandante de Lagoa Dourada, ou do escultor de fama.

Não se pode exclui-lo de ser o Manuel milionario que o professor Nelson identificou como português. As outras menções a esse não comentam a respeito de sua naturalidade, exceto aquelas feitas pelo professor Nelson que o da por português.

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05. MANUEL RODRIGUES COELHO DA FARMACIA

Para colorir um pouco mais a nossa variedade de Manuéis, menciono mais um da raça. Não porque o tenho por certo como possível colonizador em Minas Gerais. Mas porque também ele poderia ter tido algum filho que o tenha feito.

Trata-se do boticario Manuel Rodrigues Coelho. Apesar de ter sido boticário da corte, segundo o trabalho abaixo, “visava ter seu trabalho autorizado pelo governo, o que não conseguiu.” (`as paginas 13 para 14).

Tratava-se do trabalho: “Farmacia Tubalense Química Galenica, Teoria e Pratica.” Esse Manuel era natural de Setubal, dai o nome do livro.

Não estou encontrando maiores informações a respeito da vida dele via internet. O livro foi publicado em Coimbra, em 1735.

Seria uma grande oportunidade perdida se ele não tivesse pelo menos feito uma visita ao Brasil, pois, a farmacologia estava em seus inícios. As opções medicamentosas ainda eram parcas.

E alem da flora variada a ser estudada, haviam ja conhecimentos adquiridos dos indígenas que requeriam catalogação e confirmação.

Mas é possível que uma tentativa nesse gênero não fosse benvinda em Portugal, que possuía um governo altamente preconceituoso, ignorante e monopolista.

Os pesquisadores de países europeus mais desenvolvidos acabaram tirando proveito dessa falha dos portugueses, quando foram convidados a ir ao Brasil a partir da ida da corte portuguesa, em 1808, para la.

A postagem que mencionei acima esta no endereço da Universidade Cândido Mendes:

http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/K204126.pdf

Nesse outro estudo abaixo menciona-se muitas vezes o nome do autor da Farmacopeia Tubalense. Porem, por causa do estudo referir-se exatamente a respeito das publicações do autor. Ai se afirma que apenas 1 dos minerais usados como fármaco `a época procedia do Brasil. Portanto, não se justifica uma viagem ao pais.

http://www.encontro2014.rj.anpuh.org/resources/anais/28/1400252072_ARQUIVO_ANPUH2014.pdf

Resta, então, a possibilidade de algum filho do farmacêutico Manuel Rodrigues Coelho ter tido a premissa de tornar-se um dos colonizadores.

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06. UMA NOVIDADE A RESPEITO DO MANUEL RODRIGUES COELHO

E no “Projeto Resgate” da “Rede Memória”, “Arquivo Histórico Ultramarino”, “Minas Gerais (1680-1832)”, ha essa confirmação, embora não tenha podido ler o documento, mas sim a descrição:

“Requerimento de Manuel Rodrigues Coelho, solicitando a confirmação de sesmaria de meia légua de terra em quadra, na freguesia de Cachoeira, no Termo de Vila Rica. – Anexo: Em anexo: 1 carta; 1 bilhete.”

“Data: A761, julho, 7.”

Tal requerimento deve referir-se a outra sesmaria com mesmas medidas que não a do Inficcionado. O professor Nelson de Senna menciona uma datada de 1758. Como aqui parece que a data é do ano de 1761, a confirmação desejada devera ser a dela.

Coincidência ou não, encontramos a família Rodrigues Coelho requerendo mais tarde uma concessão de sesmarias na Freguesia de Itabira, em 21.01.1779, para a FAZENDA CACHOEIRA. Assim a primeira, de 1758, estava no Município de Cachoeira do Campo, então freguesia de Vila Rica.

O Arquivo Publico Mineiro dispõe do registro da segunda:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=8227

Recordo que houve um Antonio Rodrigues Coelho cujos inventários se encontram em Ouro Preto, junto com os do seu filho Jose Antonio Rodrigues Coelho, nos quais se menciona a presença do segundo em Itabira.

Esses detalhes poderão ajudar-nos em futuros aprofundamentos das pesquisas.

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07. MANOEL RODRIGUES COELHO NO FINAL DO SECULO XVIII

No Arquivo Publico Mineiro existe o catalogo de dois documentos que mencionam o capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho. Importante notar que o local indicado no fichário chama-se Lagoa Dourada. Abra-se para ver:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=10579

A data 10.07.1784, associada ao local, parece indicar ser a mesma pessoa que aparece batizando uma criança: Maria, neta de Pedro Xavier, também em Lagoa Dourada. Dados mais abaixo.

O segundo documento, importante, tem endereço em Prados-MG. Lagoa Dourada era freguesia de Prados. Verifique-se no endereço:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/cc/brtacervo.php?cid=9993

Importante confirmar-se que esse capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho que não parece ser o mesmo rico senhor português Manuel Rodrigues Coelho e também não deve ser o escultor de mesmo nome. Então, nossa sorte conta ai com 3 ou mais chances!

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08. INFORMACOES VINDAS DO PROFESSOR NELSON

Mas as novidades mesmo são outras. Primeiramente, ha que deixar claro que o professor Nelson não nos deu nenhuma informação precisa para a origem do alegado ancestral Manuel Rodrigues Coelho.

Na descrição do livro dele menciona a Freguesia de Cete, atual Vila, como local de origem do sobrenome Coelho. O que não se confere. O sobrenome vem desde os idos de 1180 aproximadamente, com o cavaleiro Soeiro Viegas Coelho, que o passou aos descendentes.

Ja ao final dos anos 1300 e inicio dos 1400 estabelece-se o senhorio dos Coelho, descendentes do Soeiro, em Felgueiras e Vieira. Desde então eles passam `as diversas regiões de Portugal e alem mar.

Quem quiser conferir um pouco dessa genealogia pode visitar a pagina. Fernão Coelho foi o primeiro senhor de Felgueiras e Vieira.

http://pagfam.geneall.net/1180/pessoas.php?id=1044951

Naturalmente, o sobrenome não estava restrito a ele. Deve ter sido apenas o Coelho mais graúdo `a sua época. Interessante é que a esposa dele, Catarina de Freitas, foi quem acrescentou mais ascendências nas casas reais europeias ao ramo por eles encabeçado.

Entre os primeiros povoadores das Ilhas dos Açores ja se encontram os Coelho. O Joao Coelho, por exemplo, recebeu o apelido de “o povoador”.

Possivelmente, iremos descender deste, via os Coelho Linhares e Coelho da Silveira que 300 anos depois da colonização das ilhas estavam se mudando para o Brasil, especialmente Minas Gerais. Ali os encontramos ja no século XIX, em Itabira/Santa Barbara.

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09. “PROJETO COMPARTILHAR”: PEDRO XAVIER E LUIZA BICUDA

Porem, a Historia aqui é outra. Trata-se do site chamado “Projeto Compartilhar”. Os administradores tem feito um excelente trabalho ao desvendar dados genealógicos dos primeiros moradores das partes mais ao Sul do Estado de Minas Gerais.

Ali encontrei os primórdios da descendência de Pedro Xavier e Luzia Bicuda de Alvarenga. Ele, dito natural da França; e ela de Taubaté. Eles tiveram filhas em Guaratinguetá. As 4 filhas do casal casaram-se e tiveram família em Prados, Sul de Minas.

Um detalhe foi que a filha Izabel Bicuda de Alvarenga, casada com Sebastião Pereira de Avila, natural do Rio de Janeiro, teve filhos no distrito de Lagoa Dourada, hoje cidade. E ali esta escrito no batizado da filha Maria:

“3.2 Prados – MG – aos 28-10-1748 na capela da Lagoa Dourada filial desta matriz bat. a Maria, f.l. de Sebastião Pereira Davila e de s/m Izabel Bicuda, fregueses desta dita matriz e foram padrinhos Manoel Rodrigues Coelho, solteiro e Catarina Pereira mulher de Joao da Silva, todos desta dita freguesia.”

Aqui temos algo interessante, o fato do padrinho chamar-se Manoel Rodrigues Coelho e ser solteiro. Mas desde que vi os estudos de época no tese de doutorado:

http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2015/08/VERSÃO-FINAL-CRISTIANO-OLIVEIRA-DE-SOUSA.pdf

do professor Cristiano Oliveira de Sousa, constatei que não eram raros os homens ricos que viviam solteiros, embora isso não os impedisse de manter relações estáveis e produzir descendência.

Em quadros dessa tese encontram-se menções ao nome de nosso ancestral Francisco Jose Barbosa Fruão ou Truão. Ele foi membro da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Mais ao final da vida dele deve ter transferido residência para Congonhas do Campo onde encontramos sua filha Francisca Angelica da Encarnação casando-se com nosso também ancestral, o açoriano Miguel Pereira do Amaral, natural da Ilha de São Miguel.

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10. MANOEL RODRIGUES COIMBRA E MARIA JOSE FERNANDES

Mas ate ai não se pode afirmar nada. Existe outro tratado genealógico que chamou-me a atenção. Trata-se de Manoel Rodrigues Coimbra e sua esposa Maria Jose Fernandes.

Ele foi natural São Martinho da Arvore de Coimbra. Maria Jose era natural de Guaratinguetá. E os primeiros filhos nasceram na terra materna. Tiveram 7 filhos: Maria Jose, Domingos, Antonio, Ana Maria, Felicia, Jose e Joaquim.

Nada anormal. Apenas gostaria de postar aqui os dados de batismo do Jose:

“Prados, MG aos 26-09-1740 na capela de Santo Antonio da Lagoa Dourada bat. a Jose, f.l. de Manoel Rodrigues Coimbra e de s/m Maria Jose desta freguesia, foram padrinhos o Revdo. Padre Antonio de Medeiros, e Maria Pereira, mulher de Manoel Pacheco Barrosas desta freguesia.”

Os detalhes aqui são diversos. Os dados prosseguem com descendência de apenas 2 filhas, Maria Jose e Ana Maria. Com isso ha o problema de não revelar-se outros sobrenomes que andavam pela família.

Salve-se apenas que o Pereira aparece na filha Maria Jose. Muito possivelmente, ele vem por via paterna da Maria Jose Fernandes. Era comum as mulheres receberem somente os sobrenomes maternos. Nesse caso, a Maria Jose filha, e madrinha de seu irmão Jose, deve ter adotado o sobrenome do avô materno.

Um detalhe interessante foi que o casal  Manoel Rodrigues Coimbra e Maria Jose Fernandes ja devia ser de meia idade. Isso porque a filha Maria Jose casou-se em 1737 e os irmãos dela Jose e Joaquim eram mais novos que o filho dela, Manoel Pacheco Monteiro, nascido em 1738.

Acredito que o Manoel Rodrigues Coimbra poderia chamar-se na realidade Manuel Rodrigues Coelho.

A explicação para a possibilidade é a de que era muito comum aos portugueses chegados ao Brasil adotarem os nomes de seus torrões natais como sobrenome. E muitos usavam mais de um sobrenome, conforme cada caso, ou por engano dos escrivães que nem sempre eram tão letrados quanto deveriam.

Se essa hipotese puder ser comprovada verdadeira, poderá ser esse Manuel Rodrigues Coimbra fosse o verdadeiro Manuel Rodrigues Coelho, pai do nosso pentavô Jose Coelho de Magalhães, e ai estaria o registro de batismo deste.

Observe-se que o marido da Maria Jose, filha, chamava-se Manoel Pacheco Barrosas, “natural da freguesia de Santo Estevão de Barrosas termo de Guimaraes Arc. de Braga.” Como o Coimbra, acredito que o Barrosas foi um acréscimo para distinção.

A possibilidade da mudança do sobrenome conta com a presença do outro Manoel Rodrigues Coelho. Muito provavelmente eles eram aparentados próximos e um pode ter sido chamado de Coimbra apenas para distinguir-se do outro. Mas o escrivão pode não ter atentado para esse detalhe.

Isso se daria em razão da frequência de mesmo nome ser elevada naquela época. Mesmo mais recente temos o exemplo do senhor Antonio Ferreira Campos, o qual o juiz do Serro acrescentou-lhe Baguari ao nome para distingui-lo dos muitos homônimos que existiam.

Claro, por que o professor Nelson contou outra Historia? Muito provavelmente, se a hipótese estiver correta, ele deve ter encontrado algum documento informando apenas o nome do pai do Jose.

Ai fica a situação. Onde estava esse Manuel Rodrigues Coelho? O professor Nelson não possuía sequer um milésimo da tecnologia que temos hoje. Ele faleceu em 02 de junho de 1952.

Por mais extensa que tenha sido a pesquisa dele, deve ter encontrado somente

menções ao rico senhor do nome. Era natural que concluísse aquele ser nosso ancestral.

E, então, ficamos nesse beco que o escolhido nos oferece resposta ao nome do pai, mas não encontramos mais documentos, por hora, que nos confirme ou negue a real paternidade.

Pelo menos fica-se sabendo que os sobrenomes Rodrigues e Coelho estavam presentes no mesmo local, Lagoa Dourada.

Falta-nos, então, localizar mais detalhes de ancestrais dessas pessoas ou da possível esposa ou companheira do capitão comandante Manoel Rodrigues Coelho para explicar-se o nome Magalhães no Jose Coelho de Magalhães, nosso ancestral.

O certo é que o Magalhães era e permanece tão comum entre a descendência portuguesa que difícil será buscar 3 ou mais gerações de nossos ancestrais e não encontra-lo na mistura.

No proprio Projeto Compartilhar ha dados de descendência de alguém com o nome Caetano Alves de Magalhães e Araújo. Viveu nos arredores de Congonhas do Campo. Ele, entre outros diversos exemplos de assinantes, como Bento Pinto de Magalhães, que viveram ou deixaram descendência em cidades próximas a Prados.

Fiz a menção apenas para salientar o fato de o professor Nelson ter deixado escrito que os bisavós dele: Joao Coelho de Magalhães e Bebiana Lourença de Araújo eram primos carnais. Talvez algum parente do Caetano tenha nos legado tanto o Magalhães, quanto passado o Araújo para o ramo do tio Joao.

Mas o que chamou-me a atenção também para levantar a hipótese de que o Jose, filho do Manoel Rodrigues Coimbra, possa ter sido nosso ancestral esta no fato da data de nascimento ter-se dado em 1740.

Penso essa ser uma data razoável. Isso porque segundo noticias do professor Senna ele foi casado duas vezes e faleceu em 1806. Ou seja, 66 anos de idade para a época ja era praticamente uma benção. A media estava muito abaixo disso.

O nosso ancestral Jose Coelho da Rocha nasceu em 1782 e faleceu em 1844, ou seja, aos 62 anos de idade. Apesar de seu irmão Joao Coelho de Magalhães ter vivido bons 94 anos de vida, de 1785 a 1879.

Para ter sido filho do português Manuel Rodrigues Coelho e também ser português de origem como o professor Nelson alegou a respeito do Jose Coelho de Magalhães, ele devera ter nascido antes de 1740. Isso porque em 1744 ja estariam no Brasil como demonstra a data da primeira carta de sesmaria.

O Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães pode ter nascido ate por volta de 1730 e, nesse caso, falecido com 76 anos de idade.

Portanto, o rol de datas que temos em mãos não nos permite eliminar nenhuma possibilidade por enquanto.

Evidencia menor, por causa da alta frequência do nome `a época, foi haver uma filha do Manoel e Maria Jose Fernandes chamada Ana Maria. O Jose Coelho da Rocha também foi pai de uma Ana Maria (Sinh’Aninha).

O nome era muito comum mas a soma das pequenas evidencias é que sustenta a possibilidade!

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11. ANTONIO MUNIZ BARBOSA E CLARA MARIA DE JESUS

Ha algum tempo atras eu havia localizado outro núcleo de família no Projeto Compartilhar que parece coincidir com nossa parentela, com entroncamento na linhagem Rodrigues Coelho. Trata-se de Antonio Muniz Barbosa. Na descrição temos:

“Antonio Muniz Barbosa, nasceu na primeira metade do século XVIII na freguesia de São Pedro da Ilha de São Miguel, filho de Manoel Vieira Muniz, natural da freguesia de N. Sa. das Neves, e Apologia de Albernaz, natural da freguesia de S. Roque Ilha de S. Miguel, Bispado de Angra.”

“Aos 04-03-1753 casou com Clara Maria de Jesus, natural de Barbacena, filha de Francisco Mis [Martins], da freguesia de S. Pedro de Oliveira, Arc. de Braga e Ana Maria de Jesus natural da Ilha Terceira. Em Barbacena batizaram filhos.”

Por coincidência o casal consagrou o enlace matrimonial em Prados antes de se mudar para Barbacena. Ali lhes nasceu o filho Antonio, batizado em 03.07.1758.

Ao que se pode ver na pagina do Projeto Compartilhar, o sobrenome varia de Moniz para Muniz, o que se pode atribuir aos enganos dos escrivães.

Antonio não comparece no inventario paterno. Não se pode dizer com certeza a razão disso. O mais provável seria que fosse falecido antes do pai. Mas também pode haver outra explicação em conta.

Como se pode observar, o inventariante, Antonio Felisberto Costa, e genro do Antonio Muniz alega não saber sequer o nome da sogra; e da o sogro por nascido no Rio de Janeiro.

Outro detalhe é o que se alega de herança não parecer ser de maior importância. Alem de o inventario ter sido aberto em Baependi, que fica ao lado de Caxambu, bem no Sul de Minas e distante das áreas mais centrais do Estado.

Alem disso, se Antonio estivesse vivo em 1786, estaria com 28 anos de idade. Como o pai não era rico devia ter procurado meio próprio de vida e poderia estar vivendo em qualquer outro lugar do antigo Império Português.

Isso abre oportunidade para reavivarmos a teoria de que esse Antonio poderia ser o Antonio Jose Moniz, nosso ancestral pentavô, marido de Manoela do Espirito Santo, os pais de Luiza Maria do Espirito Santo.

Luiza foi a esposa do Jose Coelho da Rocha, filho do alferes-de-milicias Jose Coelho de Magalhães, o suposto filho do Manuel Rodrigues Coelho.

Observe-se que em torno de 1750, os mais velhos viviam na região de Prados-MG. Algo que leva a concluir que ja havia conhecimento entre eles e, com boa chance de ter acontecido, haver grau de parentesco envolvido.

Uma evidencia que reforça minha hipótese de conhecimento prévio trata-se do nome de dona Clara Maria de Jesus. Era um nome comumente adotado pelas mulheres daquele tempo. Portanto, não necessitava o exemplo de uma primeira para que outras copiassem.

Mas seria uma feliz coincidencia se, por exemplo, o Antonio Barbosa ter se casado com uma, se acaso foi o filho deles que foi para Conceição do Mato Dentro, esse filho teve uma filha casada com o Jose Coelho da Rocha que tinha uma irmã cujo nome também era Clara Maria de Jesus.

Ou seja, a evidencia indica uma maior possibilidade de que os membros das famílias ja se conheciam.

Se estava vivo, outras razões para o ancestral Antonio Jose Moniz não ter comparecido `a abertura dos inventários do suposto pai incluiriam ele poder ter ganho algo como forma de adiantamento. O pai poderia te-lo ajudado a formar sua própria tropa e isso seria combinado como herança.

Claro, seria fato marcante também a distancia entre Santana do Riacho ou Conceição do Mato Dentro e Baependi/Caxambu. Atualmente essa distancia gira em torno de 500 km, em estrada asfaltada.

Seria um mês inteiro de viagem, ida e volta. Alem disso numa direção que não fazia parte do circuito de tropas que normalmente partiam do Centro-Nordeste de Minas Gerais e seguiam em direção ao Rio de Janeiro.

Uma viagem que não teria valor para ele ja que não iria rever nenhum dos pais, ja que ambos estavam falecidos. E pode ser que tivesse perdido o afeto da família antes mesmo do falecimento da mãe.

Outro detalhe seria que as noticias sempre chegariam dias ou meses após aos acontecimentos.

Aqui se abre outra oportunidade de termos parentesco com essa família. Isso porque a mãe da dona Clara Maria chamava-se Ana Maria e procedia da Ilha Terceira, nos Açores.

O nosso ancestral Miguel Pereira do Amaral procedia da Ilha de São Miguel. A sogra dele, esposa do Francisco Jose Barbosa Fruão chamava-se Anna Maria de Jesus.

O filho do Miguel e Francisca Angelica, Malaquias Pereira do Amaral casou-se com outra Ana Maria de Jesus, natural de Congonhas do Campo e filha de Antonio Coelho de Almeida e s/m Ana Maria de Jesus.

Ou seja, não se deve dar grande credito `a possibilidade de parentesco em função do nome porque ele era muitíssimo comum. Mas isso faz uma pequena soma quando de trata de analise de evidencias possíveis.

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12. SEQUENCIA DA HISTORIA DE FAMILIA

Nos encontramos tanto o Jose Coelho de Magalhães quanto o Antonio Jose Moniz residindo na região de Conceição do Mato Dentro ao final do século XVIII e inicio do século XIX. Razão mais provável pela qual os filhos nasceram, se conheceram e casaram entre si.

O professor Nelson Coelho de Senna centra a família Coelho na Fazendo Axupe, antigamente incluída por ele no território do atual Município de Morro do Pilar. Mas na internet encontrei apenas uma fazenda com tal nome, no Município de Conceição do Mato Dentro. Confira a foto:

https://www.panoramio.com/photo/2352337

Alega-se também que Jose Coelho da Rocha e Maria Luiza moraram na Fazenda da Lapinha, território de Conceição do Mato Dentro. Contudo, com as divisões territoriais, essa propriedade enorme pertence `a vizinha Santana do Riacho, onde se encontra a Serra da Lapinha.

O que faz pensar é que `a medida que o ouro foi se esgotando, o que deve ter acontecido ja na primeira metade do século XVIII nas partes mais ao Sul do Estado de Minas, a população excedente preferiu migrar para os espaços mais vazios do Nordeste de Minas, em torno de sua, então, capital: Vila do Principe, a atual Serro.

O esgotamento precoce dos veios de ouro ao Sul deve ter acontecido por estar mais perto dos centros mais desenvolvidos como: São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo, e ter recebido maior quantidade de migrantes. O ouro pode ter se esgotado mas não a vontade de ficar rico aceleradamente.

Por enquanto, essas hipóteses que levanto procedem dos fatos que tenho em mãos. Mas para nega-las ou confirma-las basta-nos encontrar inventários dos personagens Manuel Rodrigues Coelho, que comprovaria ou negaria ter sido o pai do Jose Coelho de Magalhães. Mas dele não tenho o destino final.

Ja o professor Nelson alegou que o Alferes-de-Milicias Jose Coelho faleceu em Conceição do Mato Dentro, em 1806. Portanto, seus inventários e testamento, se houve, devem estar sob a custaria do Museu General Carneiro, no Serro.

Ali também, penso, deveriam estar os do Antonio Jose Moniz. Se os houverem, talvez tenhamos como jogar uma luz definitiva em nossa ancestralidade por essas linhagens que temos noticias de que chegaram ate a nos.

Quanto ao professor Nelson ter alegado que tanto o Manuel Rodrigues Coelho quanto o Jose Coelho de Magalhães tivessem sido portugueses ha que considerar-se ser uma tradição que pode não se confirmar.

Apenas relembrando, havia a tradição na família Barbalho de que o patriarca Policarpo procedia do Nordeste do Brasil e que teria tido dois irmãos, sendo que um havia retornado e outro migrado para o Rio Grande do Sul.

Agora ja sabemos que o Policarpo era mineiro de pai, mãe. E os ancestrais que procederam do Nordeste, muito provavelmente, remontam ao governador Luiz Barbalho Bezerra, pernambucano, que governou o Rio de Janeiro em 1643-4.

Da linhagem, sabemos que outro Policarpo Joseph Barbalho foi cirurgião-mor na Vila de Porto Alegre, onde faleceu em 1801, aos 66 anos de idade. Era também, mineiro, nascido na Vila do Principe, atual Serro.

Falta-nos saber se teve outros irmãos alem da Isidora Maria da Encarnação. Essa, talvez, tenha sido a irmã que permaneceu e, talvez também, tenha sido a avo do patriarca Policarpo. Então, devemos sim dar credito `as tradições, porem, com reservas!

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13. MAIS EVIDENCIAS NOS MAPAS

Tomando Congonhas do Campo como um centro regional, em torno da qual pode ser que tenha se formado nossa família, observa-se que as cidades mencionadas estão relativamente próximas entre si.

O mapa no endereço abaixo mostra bem os possíveis itinerários. E praticamente mostra o que Minas Gerais foi ate ao final do século XVIII. Temos aqui que imaginar uma linha reta entre São Joao Del’Rei e Barbacena. Prados pouca coisa ao norte, `a direita da primeira. Lagoa Dourada esta no caminho, embora não apareça, entre São Joao e Entre Rios de Minas:

http://www.abihouro.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=116&Itemid=501

Prados seria a mais distante, mais pela localização em relação `as estradas atuais. Hoje fica a 104 km de Congonhas. Contudo, o seu antigo distrito, Lagoa Dourada, fica a apenas 71. Gastava-se normalmente apenas 2 dias de viagem.

Barbacena fica a 96 km. Mas para ir-se de Barbacena para Congonhas ha que se passar por Carandaí. E de Carandaí ate Lagoa Dourada são apenas 40 km de chão. Ou seja era apenas um dia de viagem naquele tempo.

Entre Congonhas e Ouro Branco são apenas 25 km. Os mais espertos fariam a viagem na parte da manha, a partir da madrugada ate `as 11 horas.

Entre Congonhas e Ouro Preto são 57 km de distancia, mais 12 para chegar-se a Mariana. Refiro-me `a cidade. Ja em relação ao seu Distrito de Santa Rita Durão, antigo Inficcionado, passando por Ouro Preto, a distancia pesa um pouco mais, caindo nos 90 km.

O site “Distancia entre Cidades” esta um pouco desatualizado em relação `a distancia entre Congonhas e Cachoeira do Campo. Nele, a estrada mais usada seria a que vai a Ouro Preto e depois retorna pela estrada que liga esta a Belo Horizonte.

Mas via os antigos caminhos, que eram os de roça mesmo, não deve chegar a 40 km. Alias, essa deve ter sido a via que se tomava antigamente. Congonhas passando pelo Distrito de Santo Antonio do Leite ate Cachoeira do Campo. Dai para Ouro Preto são mais uns 20 km.

O que deve ter sido a via preferencial tomada por nossos ancestrais, pois, a distancia seria a mesma que o caminho anteriormente mencionado, entre Congonhas e Ouro Preto, com o conforto das paradas em núcleos urbanos.

O que faria Congonhas ser centro regional seria essa localização privilegiada. Alem de a partir da segunda metade do século XVIII contar com o Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, o que servia de atração turística desde o inicio e era o local de retiro para os muito ricos.

Os mais ricos da Capitania tinham no local suas estancias de descanso e lazer. Usavam o local para distanciar do burburinho cansativo das capitais Ouro Preto e Mariana.

Os das classes media e médio/baixa deveriam frequentar o local por devoção religiosa e para aproveitar para encontros “casuais” com pessoas da alta que lhes poderiam ajudar em seus pleitos por algum privilegio menor.

Naquela terra de privilégios e “meritocracias oligárquicas”, somente os que tinham QI (quem indicasse) alto é que deslanchavam na ordem e prosperidade!

E nossos ancestrais que foram abastados não fugiram `a regra!

A partir do século XIX os nossos ancestrais se deslocam do circuito da Estrada Real dirigindo-se para o leste. Ai os encontramos em Itabira, Ferros, Guanhães e Virginópolis. Passam a ocupar o caminho conhecido como Circuito do Rio Doce, que fazia a ligação da região central com o Oceano, em direção ao Espirito Santo.

Assim, com o estudo do mapa regional das localidades envolvidas nessa suposta trama genealógica, pode-se observar que seria possível aos envolvidos que formaram o tecido de nossa genética tenham sido conhecidos e ate sido parentes entre si, antes de picarem-a-mula um pouco mais para o Norte, formando os genes que resultaram na Família Coelho do Centro-Nordeste de Minas Gerais.

Tomando o mapa podemos observar que Manuel Rodrigues Coelho transitava entre Santa Rita Durão, Ouro Preto, Mariana, Cachoeira do Campo e Congonhas do Campo.

Manoel Rodrigues Coimbra, vivendo no circuito Prados/Lagoa Dourada deve ter frequentado Congonhas do Campo por estar no caminho de Ouro Preto e Mariana. Essas duas eram as capitais política e religiosa da Província.

O capitão-comandante Manoel Rodrigues Coelho, por evidencias encontradas em suas próprias cartas, teria mesmo que circular por Congonhas para resolver problemas relativos ao cargo, pois, era subalterno aos superiores em Ouro Preto.

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14. UM POUCO MAIS DE MANOEL RODRIGUES COELHO

Apenas para não descartar mais a possibilidade de termos alguma veia artística ligada ao nome. Confirma-se realmente que houve um artista com o nome. E ele deixou obra também em São João Del’Rei.

Ele foi mencionado nessa postagem:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/360875.pdf

Ai o nome dele aparece na quarta pagina do discurso, junto a outros artistas sacros que atuaram naquela cidade.

Esse outro endereço menciona não apenas o feito mas também a profissão que nosso possível ancestral exercia:

https://patrimonioespiritual.org/2017/07/16/igreja-da-ordem-terceira-de-nossa-senhora-do-carmo-sao-joao-del-rei-minas-gerais/

A postagem diz: “Os artísticos trabalhos em madeira da capela e altar-mor e dos púlpitos são de autoria do artista Manuel Rodrigues Coelho.”

Observe-se que a referencia se da `a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, de São João Del’Rei. Ai se repete a Ordem Terceira, que pode ter aproximado nossos ancestrais nas cidades históricas do Estado.

Francisco Jose Barbosa Fruão, mencionado no capitulo 7, fazia parte da Ordem Terceira de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Para ver a menção a Manuel no segundo endereço ha que se ir `a metade da postagem.

Pelo valor da contribuição que foi atribuída ao Manuel Rodrigues Coelho para a construção do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, suponho que ele tenha participado de alguma Ordem Terceira, provavelmente da do Carmo de Mariana, ja que não aparece entre os mais influentes na de São Francisco de Assis de Vila Rica.

Apenas para deixar marcado. O blog do nosso primo, Paulinho Cesar, também faz recordações `a nossa Historia Genealógica. Em homenagem póstuma a ele, deixo aqui o endereço como lembrança:

http://asagadevalente.blogspot.com/2010/09/

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15. BENTO RODRIGUES COELHO EM MINAS GERAIS

Decidi dar continuidade a esses estudos recordando alguns personagens que penso estar na parentela do Manuel Rodrigues Coelho, nosso aclamado ancestral.

Ha algum tempo atras encontrei no Archivo Heráldico-genealogico, do Visconde de Sanches de Baena, a Carta de Brasão passada a Domingos Rodrigues de Queirós. O documento esta na pagina 153 e é a carta de numero 610. Assim, repito-a aqui:

“Domingos Rodrigues de Queirós, cavalleiro professo na Ordem de Christo, bacharel formado pela Universidade de Coimbra, opositor aos lugares de letras, natural da cidade de Marianna, estado do Brazil; filho de Bento Rodrigues Coelho, e de sua mulher D. Maria de Queirós de Seixas; neto pela parte paterna de Amaro Rodrigues Coelho, e pela materna neto de João Queirós de Seixas, e de sua mulher D. Feliciana de Araújo Dantas; bisneto de Jacinto de Queirós, e de sua mulher Maria Coelho; terceiro neto de Antonio Francisco Marinho, e de sua mulher D. Maria de Queirós Seixas, descendentes de Antonio de Queirós Mascarenhas, bem conhecido n’este reino pela sua distincta qualidade, e conhecido valor.

Um escudo esquartelado; no primeiro e quarto quartéis as armas dos Coelho, no segundo as dos Queirós, e no terceiro as dos Seixas. – Br.p.a 2 de agosto de 1773. Reg. no Cart. da N., Liv. I, fl. 204v.”

Embora não apareça nenhum Manuel Rodrigues Coelho penso não ser errado esperar que um deles tenha sido parente próximo do Bento. Pelas idades prováveis, penso que um Manuel que viveu nas imediações de Mariana tenha sido irmão.

Mas também ha a possibilidade de ter sido filho e irmão do Domingos. Se esse for o caso e caso formos descendentes dele, então, seremos também descendentes do Antonio de Queiroz Mascarenhas. E, por este, descendentes do rei D. Afonso I, primeiro rei de Portugal.

O livro de Sanches de Baena pode ser lido no endereço:

https://archive.org/stream/archivoheraldic00unesgoog#page/n203/mode/2up

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16. LOURENCO COELHO DE MAGALHAES

Apenas para recordar também. O professor Nelson Coelho de Senna fez uma relação de sesmarias adquiridas por pessoas com a assinatura Coelho durante o século XVIII. Entre elas menciona uma do sr. Lourenço Coelho de Magalhães, datada de 1724.

Infelizmente, a menção parece ser única. Haveríamos que localizar tal carta para saber o local para o qual ela foi passada. Isso ajudaria.

Nessa oportunidade ha a possibilidade deste senhor Lourenço ter sido casado com alguém cuja assinatura que corria em família fosse o Rodrigues. Dai se pode ate supor que um filho do casal poderia ter adotado o nome de Manuel Rodrigues Coelho.

Ja o neto, Jose, poderia ter retornado `a alcunha ancestral e ter assinado Jose Coelho de Magalhães. São apenas conjecturas. Mas quem sabe algum dia elas venham a tornar-se realidade?!

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17. MANOEL COELHO RODRIGUES

Manoel Coelho Rodrigues foi outro personagem presente em Minas Gerais `a época do Ciclo do Ouro. O professor Nelson inclusive o menciona como recebedor de sesmaria em 1761.

A genealogia dele, mesmo incompleta, foi estudada pelo Cônego Raimundo Octavio Trindade. Não ha como descendermos dele.

Existe a possibilidade de ser algum parente próximo. Isso porque, ate mesmo para distinguir-se umas pessoas das outras, pessoas em uma mesma família costumavam usar a ordem inversa de assinaturas.

Um caso, por exemplo, seria o de irmãos com mesmo nome: João Francisco e Francisco Joao. Ou Francisco Pereira da Silva e Francisco de Assis da Silva Pereira.

Não estou colocando grande credito a essa tese, mas ha uma possibilidade, nem que sendo mínima!

No livro de Sanches de Baena encontra-se uma carta que se repete 3 vezes. Ela foi passada a 3 irmãos. `A pagina 189 a Francisco Coelho Brandão; `a pagina 548 a Pedro Coelho de Seabra (Alferes) e `a pagina 591 a Vicente Coelho da Silva Seabra Telles. Observe-se como os sobrenomes variavam.

As numerações no livro são: 753, 2163 e 2363, respectivamente. E em cada uma das vezes se lê, `a exceção dos nomes dos agraciados:

“2363. Vicente Coelho da Silva Seabra Telles. natural do termo de Villa-Rica do Oiro Preto, estado da America; filho do alferes de cavallaria Manuel Coelho Rodrigues e de sua mulher D. Josepha de Avila Figueiredo, neta do capitão João de Seabra de Guimarães; neto pela sua varonia do ajudante de infantaria Antonio Coelho, filho de Belchior Coelho, irmão do senhor de Felgueiras e Vieira.

Um escudo esquartelado; o primeiro quartel as armas dos Coelhos, no segundo as dos Seabras, no terceiro as dos Brandões, e no quarto as dos Avilas. – Br. p. a 23 de novembro de 1782. Reg. no Cart. da N., Liv. III, fl. 79.”

O iminente genealogista mineiro, Cônego Raimundo Octavio da Trindade estudou a formação da família Rocha Brandão. Entre outros livros, no Velhos Troncos Mineiros, surge:

“Tn 1 – Josefa de Avila e Silva e Figueiredo c. c. o Alferes Manuel Rodrigues Coelho, Tn 15 adiante.” e

“Tn 15 – Manuel Coelho Rodrigues c. c. Josefa de Avila e Silva e Figueiredo, Tn 1 retro. Filhos (Invent. de Manuel Coelho Rodrigues no Cart. do 1o. Of. de Ouro Preto – 1777):”

Os filhos enumerados por ele foram: Maria Jose, Pedro Coelho, Joaquim Coelho, Francisco Coelho da Silva Brandao, Francisca de Avila e Silva, Ana Francisca, Maria, Vicente Coelho de Seabra, Jose Coelho Rodrigues e Nicolau.

O Cônego Trindade não se aprofunda nos pormenores da descendência, não indo alem de netos de uns dois ou três filhos. Mesmo assim torna-se possível notar que não descendemos da família, pelo menos em nosso lado Rodrigues Coelho.

Seremos muito possivelmente parentes pelo lado Coelho, devido `as diversas vezes que o sobrenome aparece em nossos ancestrais como: Coelho no simples, Coelho de Magalhães, Coelho de Almeida, Coelho de Andrade e outros.

E esse Manuel Coelho Rodrigues e sua esposa Josefa de Avila, como se pode notar, ja eram primos pelo lado Rocha Brandão.

Dona Josefa nasceu no Brasil e os pais foram Francisco da Rocha Brandão, natural de Cabrobo na Bahia e Maria da Silva e Avila, natural de Santo Antonio do Bambu, também Bahia.

**************************************************************************************

18. CONCLUSAO

Acredito que a unica conclusão `a qual podemos chegar no caso é a de que tudo esta discutido, porém, nada resolvido!!!

Essas conjecturas são boas para exercitar nossas mentes mas o que vale mesmo são as provas!

Sinto que somente um mergulho nos arquivos em Ouro Preto, Mariana, Serro e Diamantina poderá sanar todas as duvidas com respostas absolutas e concretas.

As conjecturas serão apenas uma injeção de animo aos pesquisadores que vierem após mim, caso eu não tenha conseguido resolver as questões, para que não desanimem no surgimento de maiores dificuldades.

Afinal, eu fico de tão longe, torcendo para que outros tenham encontrado o que busco nas pesquisas deles e tendo toda a dificuldade de procurar em trabalhos que não são apropriados, sabendo que a lógica manda buscar nos ditos arquivos.

O problema sempre será: e onde encontrar a coberta que suporte a empreitada se meus fundos próprios não são suficientes para custea-la?! O nosso problema sempre foi a fartura! (Farta tudo!!!)

Por logica, deveria encontrar o registro de casamento do Alferes-de-Milicias Jose Coelho de Magalhães e Eugenia Rodrigues da Rocha, que também tinha o nome de Eugenia Maria da Cruz. Segundo o professor Nelson, o enlace se deu a 7 de setembro de 1799.

Porem, não menciona o local, embora diga que tenham vivido na Fazenda Axupe, por ele localizada em Morro do Pilar. Mas pode ser Conceição do Mato Dentro.

Em outro caso, poder-se-ia buscar os inventários do Jose Coelho, dito falecido em Conceição; ou o dela, que foi sepultada no Santo-Antonio-do-Rio-Abaixo, ja viuva, em datas que variam entre 1806 a 1819, acredito eu.

Esse esforço se daria para certificarmos os nomes dos pais do casal. Em se confirmando que um Manuel Rodrigues Coelho foi pai dele, torcer para que apareçam nomes de avos, o que facilitaria em muito as pesquisas.

Em caso de não aparecerem nomes de avos nem mesmo no registro de matrimonio, torcer para que se esclareçam as origens dos nascimentos e dai seguir o veio dessa raiz que tanto tem se mostrada arredia `as nossas pesquisas.

No mais, o que vier será lucro!!!

2015 in review

março 17, 2017

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2015 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 19,000 times in 2015. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 7 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

março 11, 2017

Conteudo deste blog – All contents

0. PURA MISTURA

https://val51mabar.wordpress.com/2016/11/26/trumpando-o-eleitor/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/06/08/conspiracoes-alienigenas-tesouros-desaparecidos-e-dominacao/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/12/23/aliens-conspiracies-disappeared-treasures-and-dominance/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/09/17/ridiculosamente-falando/

1. GENEALOGIA

https://val51mabar.wordpress.com/2017/11/13/a-familia-de-manuel-rodrigues-coelho-em-resumo/

https://val51mabar.wordpress.com/2017/03/11/a-historia-e-a-familia-barbalho-coelho-andrade-na-historia/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/12/04/500-anos-de-historia-e-genealogia-da-presenca-barbalho-no-brasil/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2016/03/25/os-rodrigues-coelho-e-andrade-do-carlos-drummond-em-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/07/22/um-nosso-lado-cristao-novo-e-talvez-outro-paulistano/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/05/10/nos-os-nobres-e-a-avo-do-juscelino-tambem-pode-ter-sido-barbalho-coelho/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/03/07/algumas-notas-genealogicas-20132014/

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/14/genealidade-e-genealogia-de-ary-barroso/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/12/06/genealogias-de-familias-tradicionais-de-virginopolis/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/30/barbalho-coelho-pimenta-no-site-www-ancestry-com/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/09/11/barbalho-pimenta-e-talvez-coelho-descendentes-do-rei-d-dinis/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/02/24/historico-do-povoamento-mineiro-genealogia-coelho-cidade-por-cidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/23/a-historia-da-familia-coelho-do-centro-nordeste-de-minas-gerais/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/04/24/a-familia-coelho-no-livro-a-mata-do-pecanha/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/03/arvore-genealogica-da-familia-coelho-no-sitio-www-geneaminas-com-br/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/09/22/ascendencia-dos-ancestrais-jose-coelho-de-magalhaeseugenia-rodrigues-rocha-uma-saga-a-ser-desvendada/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/01/17/a-heranca-furtado-de-mendonca-no-brasil/

2. RELIGIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2011/05/29/a-divina-parabola/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-conhecimento-de-deus/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/01/22/carta-de-libertacao/

3. OPINIAO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/01/03/israel-as-diversas-verdades-e-o-padececer-da-palestina-e-outros-textos/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/26/faixa-de-gaza-o-travessao-nos-olhos-da-humanidade/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/05/12/neste-mundo-so-nao-eh-gay-quem-nao-quizer/

4. MANIFESTO FEMINISTA

https://val51mabar.wordpress.com/2010/07/21/13-estrelas-mulher/

5. POLITICA BRASILEIRA

https://val51mabar.wordpress.com/2014/04/19/movimento-fora-dilma-fora-pt-que-osso-camarada/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/16/o-direcionamento-religioso-errado-nas-questoes-eleitorais-brasileiras/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/10/19/resposta-de-um-neobobo-ao-excelentissimo-sr-ex-presidente-fernando-henrique-cardoso/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/08/01/miilor-melou-ou-melhor-fernandes/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/05/carta-ao-candidato-do-psol-plinio-de-arruda-sampaio/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/05/26/politica-futebol-musas-e-propaganda-eleitoral-antecipada-obama-grandes-corporacoes-e-imigracao/

6. MISTO

https://val51mabar.wordpress.com/2014/06/08/a-iii-gm/

https://val51mabar.wordpress.com/2013/11/06/trilogia-de-variedades/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/12/30/2012-in-review/

https://val51mabar.wordpress.com/2012/07/02/familia-barbalho-coelho-no-livro-a-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/03-o-menino-que-gritava-lobo/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-i/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-ii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/minhas-postagens-no-facebook-iii/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/01/25/meus-escritos-no-facebook-iv/

https://val51mabar.wordpress.com/2015/02/14/uma-volta-ao-mundo-em-4-ou-3-atos-politica-internacional-do-momento/

7. IN INGLISH

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/02/the-nonsense-law/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/21/13-stars-woman/

https://val51mabar.wordpress.com/2011/10/05/the-suicidal-americaa-america-suicida/

https://val51mabar.wordpress.com/2010/08/25/100-reasons-to-amnesty-the-undocumented-workers-in-united-states/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/25/about-the-third-and-last-testament/

https://val51mabar.wordpress.com/2009/09/12/the-third-and-last-testament/

8. IMIGRACAO

https://val51mabar.wordpress.com/2010/06/17/imigracao-sem-lenco-e-sem-documento-o-barril-transbordante-de-injusticas/.

 

INDICE

01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

02. FAMILIAS ANDRADE DE ARAUJO, PEREIRA DO AMARAL, RIBEIRO QUEIROZ E COUTINHO NO SERRO

03. ENFIM, PARENTES DO POETA! OU NAO!!!

04. ESPECULACAO COM SENTIDO: A IRMANACAO DOS BARBALHO E COELHO DA FAMILIA

05. BARBALHO: TUTTI BUONA GENTE!

06. A QUEBRA DO ENCANTO EM GOVERNADOR VALADARES E OUTROS CASOS DE VIAGEM.

07. FILHO DE VALADARENSE E VIRGINOPOLITANA SE DESTACA EM MODA E RECEBE TITULO DE NOBREZA.

08. DA FIDALGUIA DA FAMILIA BARBALHO

09. ARQUIVO HISTORICO ULTRAMARINHO – FUNDO CONSELHO ULTRAMARINHO – SUMARIOS DAS CONSULTAS MISTAS. (AHU_CU_CONSULTAS MISTAS, COD. 13-18

10. A PRESENCA DA FAMILIA BARBOSA NO INICIO DO CICLO DO OURO EM MINAS GERAIS.

 

########################################################

 

01. A HISTORIA E A FAMILIA BARBALHO COELHO ANDRADE NA HISTORIA

Contrariando minha disposição anterior, resolvi iniciar mais esse titulo em meu blog. Isso se da porque a pagina que estava usando:

https://val51mabar.wordpress.com/2016/10/22/encontro-jose-vaz-barbalho-mais-uma-vez-e-outras-noticias-para-a-familia-coelho/,

começou a ficar um pouco longa. Assim, essa nova pagina devera funcionar como II Volume daquela.

Apenas recordando alguns dados importantes que la encontramos. Fica então facultativo aos pesquisadores buscarem maiores informações a respeito de documentos usados para comprovarmos novos dados e maiores detalhes.

01. Jose Vaz Barbalho foi filho de Victoriano Jose Barbalho e dona Maria do Carmo de Macedo. Nasceu em Itabira onde o casal vivia.

02. Francisco Jose Barbalho, marido de Quintina Francisca Barbalho foi irmão do Jose Vaz.

03. Pode-se comprovar, ao contrario do que afirmava-se na Revista Genealogica Latina e no site sfreinobreza, que a bisavo do bispo D. Manoel Nunes Coelho chamava-se Isidora Francisca de Magalhães e nao Genoveva de Magalhães.

Pode-se verificar também que o casal Policarpo Jose Barbalho e Isidora Francisca de Magalhães foram pais dos filhos que chegaram `a vida adulta:

I. tabelião, Jose de Magalhães Barbalho (1810)
II. padre, Emigdio de Magalhães Barbalho (1813)
III. capitão, Francisco Marçal Barbalho (1820)
IV. Lucinda Francisca de Magalhães (1824)

04. O nome da mãe de Isidora Francisca foi mesmo Genoveva Nunes Ferreira. Deve ter sido uma mulher alem do seu tempo, pois, parece nunca ter se casado, não precisava de um homem que responsabilizasse por ela, possuía fazenda própria e era senhora da própria vida.

05. Modesto Jose Barbalho foi casado com dona Rita da Rocha e entre os diversos filhos encontrava-se dona Juvenata da Rocha Barbalho, que em 1868 se da noticia de ser casada e que residia no lugar chamado Vai-Vem, no Estado de Goiás.

Vai-Vem atualmente chama-se Ipameri, fica no Sul do Estado, relativamente próxima `a Cidade de Catalão. Na cidade ainda existe remanescentes do ramo da Rocha Barbalho. Inclusive houve a presença de pessoas com o nome Modesto Jose Barbalho e Juvenato.

06. Foram encontrados documentos que parecem comprovar que Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório, foi filho de Honório Coelho de Linhares e Simpliciana Rosa de Andrade.

Honório foi filho de Antonio Coelho da Silveira e Maria Vieira da Silva. Simpliciana foi filha do cabo-de-esquadra e guarda-mor Jose Joaquim de Andrade e Maria Lucia da Silveira.

Para iniciarmos esse novo capitulo, resolvi reproduzir aqui esse comunicado que postei em minha pagina no facebook, convocando aos parentes para ajudar-nos nas buscas.

CONVOCACAO URGENTE.

Pessoal, acabo de encontrar alguns dados que ate estou meio “afogado” para transmitir. Mas com ela vira um pouco de responsabilidade. Vejam isso:

ENCONTRADO NO GOOGLE LIVROS:

1. “A IGREJA NA HISTORIA DE SAO PAULO: 1821 – 1851”

pag. 294 – aparece o nome “Policarpo Jose Barbalho”
pag. 302 – aparece: “Barbalho – Pe. Policarpo Jose: 294”

2. “REVISTA DO ARQUIVO PUBLICO MINEIRO”

pag. 229 – “Tenente Policarpo Joze Barbalho”
pag. 230 – “Policarpo Joze Barbalho”

O ultimo aparece no artigo:

“MEMORIAS DOS MUNICIPIOS (pag. 225)
I — CAMARA DO CAETE
Manifestacoes sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.”

Parece-me ai que encontramos outra paixao que nosso tetra e pentavo tinha: a politica. Portanto, não estamos roubando nada, estamos somente herdando.

Antes do mais, ha muito que venho queimando fosfato para descobrir onde o pe. Policarpo estudou. E, pelo que parece, foi em Sao Paulo. E essa informação ja ajuda bastante.

A minha dedução vem do fato de que ele foi ordenado depois do filho, pe. Emigdio, que foi ordenado em 1845. E a minha suposição era a de, por não ter encontrado rastros dele em Mariana nem no Caraca, que tivesse estudado em Diamantina. Mas o seminário de Diamantina so foi aberto em 1854.

E, pelo espaço de tempo que o livro aborda, 1821-1851, ele somente poderia ter sido ordenado em outro lugar. Talvez em 1851 ele ainda não fosse padre, mas ja seria, no mínimo, seminarista para que o chamassem Pe.

Essa foi a primeira vez que vi essa menção fora das nossas tradições. Tai confirmado que foi mesmo padre.

Agora vem a dolorosa. Não sera para mim. ksksksksks.

Convoco aos primos: Glauco, Sueli e Vilma a entrarem num confabulo, para saber se irão os 3 juntos, ou aquele que puder e, talvez, residir mais proximo `a sede da Arquidiocese de Sao Paulo.

Pela idade do documento, aproximadamente 150 anos, imagino que somente pode estar guardado nos arquivos arquidiocesanos.

O documento se chama: “DE GENERE ET MORIBUS”. Funciona como um historico escolar do seminarista. E presta informações ate ao falecimento.

No similar do padre Emigdio foi que encontramos a registro de nascimento dele e de casamento dos pais: Policarpo Jose Barbalho e Isodora Francisca de Magalhães.

Acredito que o documento do pe. Policarpo devera ser mais informativo, pois, foi casado, teve filhos e penso que deve ter sido obrigado a apresentar as provas de que fosse livre para ser ordenado. Deve conter registros de nascimentos e falecimentos.

Mas se tiver somente o nascimento dele e o casamento dos pais sera o suficiente. O que precisamos mesmo eh saber quem foram os avos dele, de imediato, para confirmar se era mesmo neto ou bisneto do casal: Manoel Vaz Barbalho e Josepha Pimenta de Souza.

Se isso ficar confirmado, ja temos a linhagem Barbalho ate ao Descobrimento do Brasil. E, via Bezerra, do Barbalho Bezerra do governador Luiz Barbalho, ate aos reis da Peninsula Ibérica.

O certo eh que so falta isso mesmo. La no Arquivo devera ter que pedirem para fazer uma consulta. Ai eles explicam o que fazer para isso. Melhor telefonar antes para saber o que fazer e quais os horários e dias de atendimento. Alguns arquivos dificultam um pouco, pois, os documentos são antigos, delicados e, `as vezes, valorizados.

Qualquer coisa, digam que estamos fazendo a genealogia do Bispo D. Manoel Nunes Coelho e o pe. Policarpo foi o bisavô dele. Isso deve facilitar um pouco o acesso.

Tai gente! A oportunidade de saber primeiro as informacoes eh dos 3 que ja residem em torno de Sao Paulo. A menos que alguem outro more por la e nao tenho a informação, ou tenha alguém disposto a fazer uma pequena viagem.

Conto com a colaboracao dos convocados e de todos que puderem ajudar. Grandes abracos, do de sempre:

Valquirio.

ADENDO PRECIOSO

Fiz uma leitura dinamica na Ata da Camara Municipal de Caeté de 12/10/1822. Leitura proveitosa para todos. Demonstra que nossos ancestrais não foram apenas politicos mas foram os cabras que assinaram embaixo para a Independência do Brasil.

Eh possível que exista documento similar abrangendo a Comarca do Serro. E nele devemos encontrar outros de nossos ancestrais.

Alias, esse ancestrais refere-se a, provavelmente, toda a população atual do Centro-Nordeste de Minas Gerais. Pelo menos foi a impressão que tive pela presença de sobrenomes bastante conhecidos. Não no sentido isolado mas nas combinações de nomes.

Exemplos bem conhecidos são os Jacome Coelho, Pinto Coelho da Cunha, alias, os membros desta família `a época estavam quase todos presentes, os homens, claro, porque mulheres eram impedidas na participação política; os Meirelles Coelho, etc.

Alguns nomes que estão nos registros de Itabira e Ferros encontram-se naquela ata também.

O nome Policarpo Jose Barbalho aparece duas vezes. Ele assinou por si e como procurador do Alferes, Jose de Moura Ribeiro, assistente do Arraial da Itabira.

Alias, diga-se de passagem que o território era todo de Caeté. E ele abrangia cidades atuais como Itabira, Ferros, Sao Gonçalo do Rio Abaixo, Brumado, Brumadinho, Barão de Cocais e muitos outros.

Melhor dizendo, ate 1827 Caeté era Sede de Concelho mas não era emancipada. Pertencia a Santa Barbara que, então, abrangia um território muito maior. Em 1827 Caeté foi emancipada, carregando consigo diversos dos atuais municípios.

Em 1833 veio a emancipação de Itabira que carregou junto atuais municípios ao seu redor e toda a area que ocupada a partir dela para o seu Norte.

Dai se pode observar que os “homens bons” da terra e que assinaram, ou foram assinados, passam de 1.000 pessoas. Suficientes para ser ancestrais de toda Minas Gerais atualmente. So não o são porque deixam de ser ascendentes de outros para nos ser ascendentes repetidas vezes.

O nome que aparece logo antes da primeira assinatura do Policarpo eh do Alferes de Ordenanças, Manoel Nunes Coelho. Falta-nos apenas decifrar se ele foi ou não o nosso ancestral.

Duas linhas antes, `a pagina 229, assina o senhor Jose Luis Rodrigues de Moura, que presumo ter sido, o tetravô do amigo Mauro Andrade Moura.

Outro que compareceu foi o Sargento-Mor Jose Joaquim de Andrade. Ja não era mais cabo de esquadra como aparece no documento que se encontra no Arquivo Publico Mineiro, requerendo nova patente. Ate ao momento ele teria sido avo do nosso trisavô: Joaquim Coelho de Andrade, o Joaquim Honório.

Enfim, na ata encontra-se de tudo um pouco. Provavelmente teremos outros ancestrais e parentes que poderemos identificar quando existir uma Arvore Genealógica das famílias que compõem o nosso clã.

Digo assim porque la aparece um senhor Joao Fernandes Madeira e outros de mesmo sobrenome. Não tenho ascendência nele, mas ele devera ser ascendente de aparentados nossos.

Poderia mesmo ter sido sogro da tia Emigdia Francisca de Magalhães e do Agostinho Nunes Coelho, filho do Manoel. Ela foi esposa do Manoel Geraldo e ele da Theresa Fernandes Madeira.

Muitíssimo interessante a leitura da curta declaração que fazem no inicio e da relação de nomes. Mas tem que ser historiador ou genealogista para ter paciência para ler a segunda parte.

O mesmo.

01. A HISTORIA E A FAMILIA NA HISTORIA

Resolvi copiar parte da Ata da reunião em Caeté para que todos possam ter acesso mais fácil. Ela eh um documento histórico de importância fundamental para a Historia do Brasil e por ela podemos pegar uma carona genealógica também. Alias, são duas disciplinas inseparáveis, como ja venho insistindo ha tanto tempo. Pena que nem todos compreendam assim.

Bom, vou copiar e depois fazer os comentários. Quem ler observara o que eh ser imprescindível. Segue então:

Revista do Archivo Publico Mineiro, ano I, 1896. Ouro Preto. Imprensa Official do Estado de Minas Gerais.

a partir da pagina 225 (copiei ja transcrevendo as palavras para o vernáculo atual)

MEMORIAS DOS MUNICIPIOS
(Manuscriptos do Archivo)

I – – CAMARA DO CAETE

Manifestações sobre a Independencia Nacional
Ata do dia doze de outubro de mil oitocentos e vinte e dois.

Ano do Nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e oitocentos e vinte e dois, aos doze do mes de outubro , Nesta Vila Nova da Rainha do Caeté, nos Passos do Concelho, onde se acham presentes O Guarda Mor Geral das Minas Joao Baptista Teixeira de Sousa Coutinho Juiz Ordinario Presidente da Camara, Vereador e Procurador dela, o Juiz dos órfãos, o Almotacel, os Homens Bons da Governança, os Reverendos Párocos desta Vila, o do Arraial de S. Joao Baptista do Morro Grande, com os seus Clérigos, o Barão de S. Joao Marcos e muitas outras pessoas da Nobreza do Brasil e muitos oficiais Maiores e Subalternos dos Corpos de Milicias e Ordenanças e Cidadãos de todas as classes; por todos unanimemente foi declarado que julgando-se a Patria atacada nos seus mais sagrados Direitos, desprezada a sua dignidade, insultados seus Representantes em Portugal e perdida toda a confiança no Congresso de Lisboa que so tenta escravizar de novo este riquíssimo Império, postergando nossas representações e todos os deveres e relações de confraternidade, que deveriam ligar os dois hemisférios habitados por homens da mesma Religião, do mesmo sangue, da mesma Lingua, tendo-se outrossim deliberado a convocação da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, e sendo por isso necessário que o poder executivo esteja plenamente autorizado para executar as Leis que se forem promulgando, o que não podia efetivar-se, estando o Principe Regente como delegado de El-Rey; e constando alem disso que o Sr. D. Joao Sexto se acha em estado de coação e obrigado a sancionar tudo quanto querem as Cortes de Lisboa, como aconteceu ha pouco; expedindo Decretos para Remessa de Tropas para acometer-nos; e exigindo finalmente a grandeza deste Continente, que nele se funde a Sede do Governo, que nos felicite; por tantos e poderosos motivos, e atendendo ao incansável desvelo com que o Principe Regente e Herdeiro da Coroa tem desempenhado o titulo de Defensor Perpetuo do Brasil concordaram todos de suas muito livres vontades em ratificar Solenemente a proclamada Independência do Brasil; protestando darem por ela as vidas; e aclamar com as devidas serenidades neste dia o mesmo Principe Regente e Defensor Perpetuo, Senhor Dom Pedro de Alcantara, Primeiro Imperador do Brasil, com a condição de que o mesmo Augusto Senhor Jure previamente, Guardar, Manter e Defender a Constituição política, que fizer a Assembleia Geral Constituinte. – Depois disto mandou o Presidente ao Primeiro Vereador, ao Segundo e ao Terceiro fazerem Aclamação seguinte: “Imperial, Imperial, pelo Senhor Dom Pedro Primeiro Imperador Constitucional do Brasil” – a qual sendo aplaudida com vivas da maior alegria e entusiasmo por todo o povo seguiram todos os cidadãos para a Igreja Matriz para unirem seus votos pela prosperidade do Império do Brasil, do Imperador e de sua Imperial Família e para renderem ao Supremo arbitro dos Impérios as devidas graças, por tao justos motivos. E desta sorte houveram por finda esta Ata que todos assinarão comigo Jose Antonio Fecundo Velloso, Escrivão da Camara que escrevi. O Juiz Presidente Joao Baptista Ferreira de Sousa Coutinho, o vereador Jose Sa de Bittencourt e Camara, o vereador Francisco Thomaz Carneiro de Miranda, o vereador Manoel da Mota Teixeira, o procurador Pedro Lino da Silva Lopes, o escrivão da câmara, Jose Antonio Fecundo Velloso, o juiz de órfãos Manoel Jose Pires da Silva Pontes, o juiz almotacel Jose Ferreira Pinto, o juiz almotacel Policeno da Costa Pacheco, Afonso Isidoro da Silva Diniz, vigário Manoel Gonçalves de Almeida, o padre Jose Sebastião de Carvalho Pena, o padre Manoel Pinto Ferreira, coadjutor de S. Joao Baptista, o padre Joao Afonso Mendes, o padre Nicolau Gomes de Sousa, capelão da Penha, o Barão de S. Joao Marcos Antonio Thomaz de Figueiredo Neves, Tenente-coronel Jose de Mello de Sousa Almeida Brandao e Menezes, coronel Jose de Sa Bittencourt, Jacinto Pinto Teixeira, coronel agregado, coronel Felicio Moniz Pinto Coelho da Cunha, coronel Joao da Mota Ribeiro, Jose Feliciano Pinto Coelho [da Cunha, então, o futuro Barão de Cocais], major de cavalaria, o capitão-mor Felisberto Jose Corrêa de Miranda, o comandante interino das ordenanças Ignacio Jose Borges, capitão de ordenanças Jose Ferreira da Silva, Joao Gomes de Araújo, Joaquim Jose de Senna, capitão Severino da Costa Ribeiro, capitão Antonio Jose Ferreira Bretas, S. Mor tenente Manoel Dias de Freitas e Mosa, ajudante Joaquim Claudino de Sousa Brandao, guarda-mor e P. estandarte Joao Antonio Magalhães, Manoel Campos Cruz, Jose Anchieta Teixeira, capitão comandante de milícias Pedro Pereira de Andrade Rego, Manoel Thomaz Pinto de Figueiredo, Egas Muniz Pinto Coelho da Cunha, Joao Miz de Oliveira Salazar, tenente Manoel Miz de Oliveira Leme, alferes Joao Duarte de Lacerda….”

Ate ao momento copiei a Ata em sua integra, no intuito de recordar os nomes de muitas pessoas conhecidas dos genealogistas, alem de demonstrar a variedade de sobrenomes que, na atualidade, se repetem em boa parte da população brasileira.

Selecionarei d’agora para frente nomes que ja entram em nossa genealogia conhecida ou daqueles que tenho a impressão que entrarão no futuro, quando houver estudos mais completos.

Melhor dizendo, para se fazer isso teria que copiar tudo na integra. Copiarei os nomes que virão porque tenho algum conhecimento da existência deles ou porque tenho vaga lembrança de te-los ouvido antes.

A Ata contem mais 10 paginas, em sua maioria absoluta uma relação da presença das mais de 1.000 pessoas, que calculo por alto. Ficaria difícil copiar os nomes um por um.

Segue então: pag. 227

Alferes, Felix Antonio Dislandes de Monlevade
Maximiano Augusto Pinto de Moura
Giuseppe Musaglio – italiano
Manuel Furtado Pinto Coelho
Jacinto Jose Pimenta de Figueiredo Vasconcelos
Tenente, Jose Correa Araujo
Quartel-Mestre da Cia. de Milicias Joao Jose Carneiro de Miranda
Capitao e Guarda-Mor Quintiliano Justino de Oliveira Horta
Porta Estandarte Manoel Ribeiro de Magalhaes

pag. 228

Joao Ribeiro de Macedo
Antonio Xavier Vieira
Joaquim de Oliveira Pacheco
Joao Jose da Rocha
Camillo Maria de Lelis
Jose e Antonio Rodrigues Lima
Capitao de Ordenancas Matheus Lopes de Magalhaens
Eusebio da Costa Seabra
Braz e Antonio Pereira da Affonseca
Alferes, Manoel Jose Dias Alves
Vicente Ferreira da Silva
Manoel Joaquim dos Santos
Capitao dos Cacadores do Mato, Jacinto Jose Andrade
Advogado nao formado, Joao Jose dos Santos
Jose Goncalves da Fonseca
Quintiliano Jose de Oliveira Alvarenga

pag. 229

Ajudante, Manoel Goncalves de Carvalho
Cabo de Esquadra, Manoel Alves Pinto
Ten. da 2a. Linha, Joaquim Jose de Faria
Emilio Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Fernandes Madeira (por procuração)
Joao Francisco de Andrade
Alferes de Ordenanças Joao de Deus Fonseca Aleixo
Alferes de Ordenanças Joao Ribeiro da Fonseca
Antonio Coelho Ferreira
***Capitão de Ordenanças Cassimiro Carlos da Cunha Andrade [futuro comendador]
Manoel de Magalhaens e Silva
Joao Coelho de Carvalho
Jose Joaquim Coelho
***Jose Luis Rodrigues de Moura [tetravô do amigo Mauro de Andrade Moura]
***Guarda-Mor Teotonio da Costa Lage
***Alferes de Ordenanças Manoel Nunes Coelho
***Tenente Policarpo Jose Barbalho
Manoel Pereira de Senna

Pag. 230

Alferes Jose de Moura Ribeiro, p. p. Policarpo Jose Barbalho
Francisco Machado da Rocha
Manoel Gonçalves da Affonseca
Joaquim Jose de Lacerda
Furriel, Jose Teixeira Coelho
Cabo de Esquadra, Manoel de Oliveira Pacheco
Joao Gonsalves de Carvalho
Francisco Nunes Figueira
Antonio Caetano Vas
Joao Ferreira de Queiroz
Antonio de Magalhaens Portilho
Alferes, Joaquim Ferreira da Silva
Sargento-Mor, Bernardo Joaquim dos Santos
Alferes, Claudio Jose dos Santos
Alferes, Joaquim Jose dos Santos
Manoel de Soiza Machado Chaves

Pag. 231

Tenente, Joaquim Gomes Drumond
Guarda-Mor da Freguesia de S. Miguel, Manoel Moreira de Figueiredo Mascarenhas
***Guarda-Mor Jose Joaquim de Andrade
***Manoel da Costa Lage
Alferes, Jose Gervasio
***Manoel dos Reis Carvalho
Luiz Alves Pinto Ferreira
Gregorio Coelho de Moraes
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
***Manoel Furtado Leite
***Guilherme Furtado Leite
Alferes, Joao Vieira de Carvalho
***Luiz Jose Pinto Coelho da Cunha
***Francisco de Assis Pinto Coelho da Cunha

Pag. 232

Francisco de Paula Coelho
***Guarda-Mor Joaquim Coelho Linhares
***Ignacio Furtado Leite
***Padre, Jose Antonio de Araujo
Joaquim da Costa Lage, p.p. o padre acima
G.M. Jose da Costa Lage, p.p. o padre acima
***Capitao, Thome Nunes Figueiras, p.p. o padre acima
Alferes de Ordenancas, Joao Jose dos Santos, p.p. o padre acima
***Joao Paulo Andrade
***Victoriano de Andrade Gomes

Pag. 233

Manoel Dias de Araujo
Manoel Jose dos Santos
Jose Alexandre da Fonseca
Francisco de Magalhaes Bastos
Maximo Teixeira de Andrade
Joao Vieira
Sebastião Carvalho de Araujo
Pedro Lino da Silva Lopes

Pag. 234

Nicolau de Tolentino Araujo
Alferes Francisco de Paula Moura, p.p.
Luiz Fernandes Vieira
Manoel Coelho Ferreira
Pe. Antonio de Souza Reis
***Antonio de Meirelles Coelho
***Estevão de Meirelles Coelho
***Joao Francisco de Aguiar
***Bernardo Martins de Carvalho
Capitão de Milicias, Joao Ignacio da Rocha
Vicente de Souza Santos

Pag. 235

Ajudante de 2a. Linha, Manoel Joaquim de Araujo
Antonio Caldeira Brant
Manoel Ferreira da Silva
Manoel Jose da Affonseca
***Joao Coelho Jacome, alferes.
Alexandre Machado Coelho, p.p. Joao Coelho Jacome
Leandro Nunes Figueiras, p.p. Joao Coelho Jacome
Manoel Monis Rabello
Sargento de Infantaria da 2a. Linha e Comandante da 8a. Cia. de Sao Gonçalo do Rio Abaixo e “agraduado” em Capitão, Manoel Antonio Teixeira

Pag. 236

***Joaquim de Meirelles Coelho
Manoel Avelino da Costa
***Francisco de Meirelles Coelho
Manoel Bicudo de Alvarenga
Jose Vieira de Senna

Pag. 237

Jose Dias Bicalho
Silverio Dias Bicalho, p.p. pe. Luis Antonio da Costa Passos
Manoel e Jose de Soiza Reis
***Francisco Joaquim de Andrade, p.p. Romão de Souza Ribeiro

Pag. 238

Joao Pereira de Andrade
Francisco Fernandes Madeiras
Boaventura Gonçalves Coelho
Felício dos Reis de Carvalho

*** Sinal para identificar pessoas que penso ter parentesco mais proximo conosco.

Ontem, 17.03.17, dia de Sao Patricio, resolvi reler a lista e anotar outros nomes dos presentes, alguns se repetem, que penso divulgar na intenção de facilitar pesquisas de possíveis descendentes que merecem ter o conhecimento da participação dos ancestrais nesse movimento fundamental da Historia do Brasil. Segue então:

Pag. 227

Joao da Motta Teixeira
Antonio Teixeira Almeida e Silva
***Quintiliano Martins da Costa
Manoel Mariano de Azeredo Coutinho
Jose de Aguiar Leite
Quintiliano Justino de Oliveira Horta

Pag. 228

Jose Caetano Teixeira Souto
Felippe Antonio Teixeira Motta
***Quintiliano Jose Ferreira de Alvarenga
Francisco Jose Duarte
Lourenço Justiniano Duarte

Pag. 229

Joao Rosa Nepomuceno
Caetano Jose de Carvalho Pena
***Antonio Coelho Ferreira
***Joao Bicudo de Alvarenga Leme

Pag. 230

Joaquim Jose de Lacerda
Jose Teixeira Coelho
Jose Nunes Ferreira Brandao
Antonio de Araujo Quintao de Miranda (profeçor de cyrurgia)
Clemente Eugenio Rebello e Castro
Joao Baptista Pinto Ferreira de Queiroz
Joao Duarte de Moraes
Antonio Baião de Almeida
Joao Baptista Barrozo

Pag. 231

Manoel Antonio de Moraes Castro
Jose Joaquim Teixeira Pena
Joao Duarte de Lacerda
Domingos Antonio Teixeira da Costa
Pe. Pedro Coelho de Moraes Castro
Joao Duarte de Lacerda (devem ser pai e filho)

Pag. 232

Cypriano de Lacerda
Christovao Dias Duarte

Pag. 233

Manoel Teixeira de Miranda
Manoel Francisco de Quadros
Caetano Lopes da Silveira
Jose Alexandre da Fonseca
Joaquim Ferraz Tibaens
Maximo Teixeira de Andrade
Manoel da Roxa Evangelho

Pag. 234

Pe. Jose Dias Duarte
Jose Teixeira da Silva
Jose Anxieta Teixeira
Manoel Teixeira Borges Aranha
Luiz Borges Teixeira Amada
***Manoel Coelho Ferreira
Antonio Teixeira
Joao Teixeira de Souza
Bento dos Reis Filgueiras

Pag. 235

Nicolau de Souza Teixeira
Manoel Brandao de Mello
Manoel Antonio Teixeira (sargento “agraduado” a capitão)

Pag. 236

Jose Caetano Teixeira da Motta
***Manoel Bicudo de Alvarenga
***Innocêncio Rodrigues de Castro
Sebastiam Joao Duarte
Manoel Dias Duarte
Domingos Dias Duarte
Joaquim da Mota Teixeira

Pag. 237

Estanislau Domingues da Silveira
***Pe. Leandro Rebello Peixoto e Castro
Felicio Pereira Barroso
Jose Gonçalves de Gurgel
Joaquim Brandao de Mello
Luis Barboza Teyxeira
Francisco Barboza Teyxeira
Luiz Mariano da Silva Perdigão
Antonio Alves Barroso

Pag. 238

Balthazar Gonçalves Martins (morador de Sao Miguel(?))
***Manoel Martins da Costa (morador de Rio do Peixe, possivelmente, Sao Domingos do Rio do Peixe, atual Dom Joaquim) p.p. Jose Anchieta Teixeira, porque estava enfermo.

Naturalmente, as pessoas cujas famílias são tradicionais da circunvizinhança de Caeté deverão ter diversos ancestrais nesse emaranhado de nomes.

Exemplo que ja identificamos antes, o nosso amigo Mauro de Andrade Moura conta com o tetravô Jose Luis Rodrigues Moura, alem dos ancestrais: Manoel Martins da Costa, pai do Quintiliano (227); Manoel da Costa Lage (231), Joaquim da Costa Lage (232), Francisco Joaquim de Andrade (trisavô do Carlos Drummond, 237).

Desculpem a falta dos paragrafos se acharem que ficou dificil de ler. O fato eh que o documento nao continha nem mesmo as divisoes que fiz. Sinal daqueles tempos quando a tinta e o papel eram caros demais. A economia era total.

Nao deu para fazer uma seleção como prometi antes. Copiei alguns nomes como exemplos. Existem algumas familias que parece estavam em maior numero. Assim evitei ficar copiando todos para nao alongar demais. E os nomes aqui presentes nem sempre são do nosso interesse imediato. Postei-os como exemplos das famílias.

Entre as coisas que desejava observar mesmo, uma foi aquela que ja debati em outros escritos meus. O fato de que a Historia que nos contam através de livros didáticos nem sempre foi a que aconteceu. E por aqui podemos comprovar uma das teorias que levantei.

Os livros didáticos procuram exaltar figuras históricas. Por exemplo, D. Pedro I foi usado como marco da Independência do Brasil. Mas a verdade a Historia oficial sempre foi usada para direcionar o raciocínio das pessoas em determinada direção. Aquela que interessa ao chamado status quo, ou aos interesses dominantes.

Em minha tese eu dizia que nos livros sempre jogaram o povo para o escanteio. Neles passa-se a impressão que determinados homens são excepcionalmente melhores que os outros. E que sem os tais a Historia se passaria completamente diferente, o que pode ser uma verdade, porem com menor significância e muito provavelmente com prejuizo para todos.

O que eu falava era que não. Que o povo eh que fazia e que as figuras historicas tiravam proveito. E a Independência do Brasil foi um dos meus exemplos. Em meus escritos eu afirmava que D. Pedro ou Duque de Caxias nada seriam se nao houvessem milhares ou milhões de pessoas por trás trabalhando para que as ações deles tivessem bons resultados.

E quando estudamos a Historia do Brasil, justamente no capitulo da Independencia, praticamente se fala apenas que D. Pedro I deu o “Grito do Ipiranga” e tudo se resolveu. Piada pronta!!!

Segundo os historiadores, D. Joao VI, ao retornar a Portugal em 1821, havia soprado no ouvido do filho Pedro: “Antes que outros façam, faca voce.” Referia-se `a Independência do Brasil. Ou seja: nao seja bobo, mais cedo ou mais tarde esse povo vai abrir os olhos e voce pode mante-los sem enxergar e ainda parecer que foi o “salvador da patria”.

Eles sabiam muito bem. Em 1789 havia acontecido a Inconfidência Mineira. Em 1817 a Revolução Pernambucana. Antes disso tinha acontecido as Revoluções de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Republicana na Franca (1779). No intermeio tivemos as diversas revoluções que criaram novos paises na America do Sul, inclusive: Paraguai e Argentina.

E fica absolutamente claro que nao foi o grito do Pedro que iniciou tudo. Ja havia uma grande inquietação com as intenções das cortes portuguesas em relação ao Brasil. E o que chamavam “escravizar novamente” era retornar ao que fora antes, quando o Brasil fora uma colônia relegada `a obediência sem retribuição. Foi o mesmo o que ocasionou a Revolução nos Estados Unidos. (Taxação sem representação).

Desde 1808 o Brasil fora transformado em Reino Unido a Portugal e Algarve. Antes, as capitanias eram dependentes. O governo português impedia a construção de estradas e a liberdade de se comunicarem. O comercio era feito entre a capitanias e a metropole. Não se podia comercializar capitania com capitania. Nem mesmo com outros países sem uma autorização real especial.

Não se podia fundar escolas superiores. Quem quizesse estudar tinha que ir a Portugal, para ser adestrado nos modos de vida do reino. Enfim, era a completa falta de liberdade.

E o objetivo era justamente o de dividir para manter a conquista. Sabia-se que a imensidão brasileira iria produzir um numero muito maior de cidadãos. E se todos unissem em torno de qualquer objetivo ele seria realizado. E a independência estava na cabeca de todos, faltava a união.

Outra fantasia que foi validada por muito tempo eh o afirmar que a Independência do Brasil não foi violenta. Pode não ter havido o derramamento de sangue em abundância como aconteceu na Independência dos Estados Unidos, ou na Revolução Francesa. Mas a violência estava nas intenções. O que Portugal não tinha era a capacidade de leva-la a cabo.

Como descreve a Ata acima, D. Joao VI ja havia sido obrigado a assinar a autorização para usarem a forca para submeter o povo. E uma expedição chegaria `a Bahia. O problema, para as forcas portuguesas, foi justamente a diferença entre a estrutura colonial delas e as da Inglaterra.

Os ingleses mantinham um exercito de ocupação. Claro, podiam se dar ao luxo de fazer isso porque era um império emergente, industrializado e rico. Mesmo assim instituia impostos aos colonos para o soldo das tropas.

As forcas portuguesas eram menores e o império estava em decadência. A estrutura de defesa passava pelo próprio povo. As patentes expressas antecedendo aos nomes de nossos ancestrais não eram “compradas” como comumente se fala. O Brasil vivia num estado de semi-militarismo caracteristico de época. As pessoas viviam nas fronteiras coloniais. Precisam de conhecimentos militares para defender-se.

Mesmo a segurança publica era exercida pelos “homens bons”. Nome comum aos membros da baixa nobreza que participavam da governança das instituições. Melhor dizendo, a segurança ficava entregue `a vontade de Deus.

E os que sabiam que tinham pouca fe carregavam seus trabucos para quaisquer eventualidades. Como se vivia na fronteira da colonização, havia que estar-se preparado para tudo. Todos tinham que ter um pouco “de medicos, cientistas e loucos”.

As milicias, depois da Independência substituidas pela Guarda Nacional, eram a organização de defesa da vida e do território. Na verdade eram grupos paramilitares cuja função era também ajudar a Portugal manter o Império.

Em recompensa os membros eram agraciados com privilégios. Ou seja, os próprios milicianos eram responsáveis por expandir a colonização. Conquistadas novas terras e implantados os arraiais, a coroa distribuia a autorização legal de posses e a distribuição dos privilégios em forma de cargos.

A saber, porem, que os colonos de ascendência portuguesa que colonizaram o Brasil faziam parte da baixa nobreza. Eram assim chamados os nobres de linhagem. Aqueles que num passado não tao recente tiveram ascendentes na realeza. Os reis procuravam ter o máximo de filhos para garantir o direito de permanência de sua dinastia.

Mas o direito integral so era permitido ao primogênito, ou ao sucessor seguinte, `a medida que a linhagem fosse decrescida devido ao falecimento do primogênito ou por seu impedimento. De qualquer forma, sempre sobravam alguns filhos que não herdavam todos os privilégios e que também faziam seus filhos.

`A medida que a família se multiplicava, e ja temos bisavós com mais de 1.000 descendentes, não haviam cargos dentro do governo para os últimos, ou os cargos eram menores. E como os reis seguintes também tinham suas prerrogativas, as descendências dos ancestrais ia ficando cada vez mais com cara de povo, “povificando”.

Então, a transferencia para as colonias era a oportunidade de voltar a ser grande, pois, quem conseguia mais riquezas tambem tinha mais oportunidades. E a Guarda Nacional, criada pelo Patricarca da Independência, Jose Bonifacio de Andrada e Silva, foi o melhor exemplo disso. Quanto mais rico, maior era a patente que o cidadão recebia pelo privilegio. E quanto maior era a patente, maior era o poder sobre seus domínios e dominados.

E a população brasileira era predominantemente de cor. Era indígena ou africana, alem das misturas. Enquanto que na linhagem de dominância e privilégios se destacavam os de origem claramente europeia. Nunca houve uma meritocracia verdadeira.

Obvio eh, porem, que muitos dos chamados “nobres da terra” tinham alguma ascendência nativa e/ou africana. Mas se ocultava o preconceito buscando-se casamentos dos filhos com os recém-chegados de Portugal, para que a pele fosse clareada e a diferença de pele valesse mais que o conteúdo do sangue.

Nos livros, estudamos que a Independência do Brasil se deu com o “Grito do Ipiranga”. Uma versão distanciada da verdade!

Na verdade, havemos que comparar isso com os dias atuais. D. Pedro I, nem mesmo falou o que os livros dizem que disse, ao receber a correspondência das cortes de Portugal ordenando que ele retornasse e tomasse outras providencias contra a emancipação brasileira. Mas muito antes, como comentei anteriormente, tinha a ideia de aproveitar-se da onda e tornar-se a “salvação do Brasil”. Aquela foi justamente a oportunidade.

Ele nada poderia fazer sozinho. Então, o recurso era transformar a sua própria causa em causa de todos. E na realidade, com ou sem D. Pedro, o povo ja estava contaminado pelas “asas da liberdade que abriam sobre nos”.

Ja mencionei os Estados Unidos. Porem, toda a America do Sul espanhola ja havia dado seu grito de independência a comecar pela Venezuela. Quem quiser ver a sequencia, pode visitar:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_da_Am%C3%A9rica_Espanhola

Portanto, a Independência do Brasil era uma questão de dias, senão horas. O que atrasou foi a transferencia da corte portuguesa para o Brasil em 1808. O Brasil deixou de ser mera colônia e passou a ser a Sede do Império, ja que Portugal caira sob o domínio francês bonapartino.

O retorno da Família Real para Portugal e, se Pedro tivesse ido também, seria o estopim aceso para a Independência e criação da Republica. Mas o Pedro I resolveu aproveitar a oportunidade de adiar e guardar o sumo privilegio para sua família.

Ele porem dependia do apoio dos milhões de brasileiros. Finda a bravataria do Ipiranga, retornou ao Rio de Janeiro e enviou mensagem a todos os brasileiros para incentiva-los a aderir ao movimento.

Agora devemos pensar como se estivéssemos nos dias atuais. Algo dessa magnitude eh atualmente empoderada pela internet. Se acontecesse, o pais inteiro assistiria a “coisa” no Ipiranga acontecer ao vivo. Logo se convocaria manifestações. Levar-se-ia pelo menos uns dois dias para fazer algo mais organizado. Ajuntar voluntários e mostrar as unhas e os dentes.

Mas naquele tempo nao existia sequer o telegrafo. Muito menos o radio ou televisão. As comunicações eram feitas nas costas de cavalos. Eh provável que a noticia tenha chegado a Ouro Preto cerca de uma semana depois. Dai para Caeté mais uns dias. Em Caeté deve ter sido chamada reunião da governança e então deve ter saído a convocação para a reunião.

Ha que lembrar-se que o fato inicial se deu a 7 de setembro. Era época em que as chuvas tropicais começavam a lavar o terreno. Então, o povo do interior precisava ja estar preparado para arar a terra e plantar. Se passasse da época não conseguiria fazer, por causa do excesso de chuvas em outubro e novembro. As estradas ficavam intransitáveis.

Mesmo assim, a convocação feita pela Concelho em Caeté deve ter levado dias para chegar ao reduto mais distante. A atual Cidade de Ferros, por exemplo, estava nesse itinerário.

La residia o Francisco Joaquim de Andrade, trisavô do poeta Carlos Drummond e pai do Comendador Cassimiro. Somente depois de tomadas as decisoes familiares eh que a reunião se daria. E isso eh o equivalente aos parcos dias com os quais se pode reunir o povo do pais inteiro atualmente, via internet.

Ha que lembrar-se tambem que Minas Gerais e Rio de Janeiro são próximos. E que os confins do Império eram algumas vezes mais distantes. Mesmo assim, sera possível que todos os principais Concelhos no pais tenham se reunido em datas semelhantes. Ou seja, pouco mais de 1 mês após ao recebimento das intimações `a beira do Ipiranga.

Foi então que se pode dar o “Grito do Caeté . Esse eh o nome do córrego que banha a cidade. E como esse devem ter sido dados outras centenas de gritos, através dos quais se proclamou a verdadeira Independência do Brasil. Ela jamais existiria sem a participação do povo.

Para barrar a Independência Portugal decidiu por implantar uma “ponta de lanca” no coração do pais. O que fez foi reunir suas forcas de ocupação em Salvador. E para la mandou também a sua primeira leva de expedicionários.

Entenda o leitor que o decadente Portugal não tinha forca naval para transportar muitos milhares de soldados ao mesmo tempo. Ele precisava ter um porto assegurado e local para organizar-se na tentativa de retomada. E os restantes das tropas iriam chegando com intervalos de meses a cada leva.

Esse era justamente o tendão de Aquiles. Em primeiro lugar, porque o domínio do pais ja era feito pelas forcas paramilitares e que agora eram revoltosas. E em segundo porque foi na Bahia que morreram as esperancas de Portugal. E foi a primeira a morrer, não a ultima!

Os portugueses chegaram a dominar a Cidade de Salvador e seus arredores. Mas os revoltosos retirara